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1- PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS TRIBUTÁRIOS

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PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS TRIBUTÁRIOS

CF: 145 a 162 e 195 CTN: a partir do artigo 97. www.professorsabbag.com.br

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PRINCÍPIOS são LIMITAÇÕES CONSTITUCIONAIS AO PODER DE TRIBUTAR. Estão previstos nos artigos 150, 151 e 152 CF. Desrespeito ao princípio resulta em fenômeno de INCONSTITUCIONALIDADE. Princípios são endereçados à União, Estados, DF e Municípios. Estarão, assim, atrelados aos tributos de todas esferas federativas. Tributo é um poder que emana da SOBERANIA ESTATAL. É caracterizado pela atuação de entes tributantes sobre os entes tributados. Os entes tributantes são a União, Estados, DF e Municípios. Também são chamados de ENTIDADES IMPOSITORAS ou FISCO. Eles ocupam o pólo ativo da relação jurídica tributária. O tributo é um fenômeno COMPULSÓRIO, é obrigatório. PRINCÍPIO DA LEGALIDADE TRIBUTÁRIA

Art. 150 CF. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é VEDADO à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: I - EXIGIR ou AUMENTAR TRIBUTO sem LEI que o estabeleça; Art. 97 CTN. SOMENTE A LEI pode estabelecer: I - a instituição de tributos, ou a sua extinção; II - a majoração de tributos, ou sua redução, ressalvado o disposto nos artigos 21, 26, 39, 57 e 65; III - a definição do fato gerador da obrigação tributária principal, ressalvado o disposto no inciso I do § 3º do artigo 52, e do seu sujeito passivo; IV - a fixação de alíquota do tributo e da sua base de cálculo, ressalvado o disposto nos artigos 21, 26, 39, 57 e 65; V - a cominação de penalidades para as ações ou omissões contrárias a seus dispositivos, ou para outras infrações nela definidas; VI - as hipóteses de exclusão, suspensão e extinção de créditos tributários, ou de dispensa ou redução de penalidades. § 1º Equipara-se à majoração do tributo a modificação da sua base de cálculo, que importe em torná-lo mais oneroso. § 2º Não constitui majoração de tributo, para os fins do disposto no inciso II deste artigo, a atualização do valor monetário da respectiva base de cálculo.

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O princípio da legalidade diz com o CONSENTIMENTO POPULAR, uma vez que só se deve pagar a título de tributo aquilo que for previamente deliberado nas casas legislativas. Historicamente, o princípio da legalidade teve seu primeiro registro no CONSTITUCIONALISMO INGLÊS, em 1215, quando o povo se insurgiu contra a imposição tributária confiscatória do príncipe (João sem Terra). Em todos os textos constitucionais houve menção do princípio da legalidade, sob o prisma do NULLUM TRIBUTUM SINE LEGE. A ÚNICA EXCEÇÃO FOI A CONSTITUIÇÃO DE 1937, que não previu a legalidade como princípio.

Art. 150 CF. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é VEDADO à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: I - EXIGIR ou AUMENTAR TRIBUTO sem LEI que o estabeleça;

Apesar de a CF prever a legalidade apenas para EXIGIR ou AUMENTAR tributos, a legalidade também vale para a EXTINÇÃO do tributo (isenção, remissão) e para a REDUÇÃO dele (redução de base de cálculo, concessão de crédito presumido).
150, § 6.º CF Qualquer subsídio ou isenção, redução de base de cálculo, concessão de crédito presumido, anistia ou remissão, relativos a impostos, taxas ou contribuições, só poderá ser concedido mediante lei específica, federal, estadual ou municipal, que regule exclusivamente as matérias acima enumeradas ou o correspondente tributo ou contribuição, sem prejuízo do disposto no art. 155, § 2.º, XII, g.

LEI = LEI ORDINÁRIA: • A LEI mencionada no dispositivo constitucional é a LEI ORDINÁRIA. • No entanto, alguns tributos necessitam de LEI COMPLEMENTAR. TRIBUTOS QUE DEPENDEM DE LEI COMPLEMENTAR: TRIBUTOS FEDERAIS: • IMPOSTOS SOBRE GRANDES FORTUNAS (153, VII) • EMPRÉSTIMOS COMPULSÓRIOS (148) • IMPOSTO RESIDUAL (154, I) • CONTRIBUIÇÃO SOCIAL-PREVIDENCIÁRIA RESIDUAL(195, § 4°) o É importante saber que em SITUAÇÕES LIMÍTROFES, é necessário LEI COMPLEMENTAR ÓBVIA

DA RESERVA DE LEI Art. 57 e 65. § 1º Equipara-se à majoração do tributo a modificação da sua base de cálculo. o Caso se tenha uma atualização da base de cálculo do tributo (índices oficiais de correção monetária do período).produtos industrializados. ressalvado o disposto nos artigos 21. 26. § 2º Não constitui majoração de tributo. A ALTERAÇÃO (FIXAÇÃO) DA DATA DE PAGAMENTO DO TRIBUTO PODE SER FEITA POR ATO INFRALEGAL? • A DOUTRINA afirma que a data de pagamento do tributo deve também avocar a lei. II .a majoração de tributos. V . DA LEGALIDADE FECHADA ou REGRADA ou P. 39.exportação. ressalvado o disposto no inciso I do § 3º do artigo 52. IV e V. Basicamente. pois não seria uma mera questão administrativa para ficar ao alvedrio do Poder Executivo. para os fins do disposto no inciso II deste artigo. ou a sua extinção. suspensão e extinção de créditos tributários. V . e do seu sujeito passivo. § 1º Equipara-se à majoração do tributo a modificação da sua base de cálculo. de produtos nacionais ou nacionalizados.a definição do fato gerador da obrigação tributária principal. câmbio e seguro. 153 CF. para o exterior. MAGISTRATURA FEDERAL TRF 3ª REGIÃO. ou de dispensa ou redução de penalidades. 39.as hipóteses de exclusão. A TIPOLOGIA TRIBUTÁRIA é FECHADA: uma moldura legal dentro da qual os elementos estruturantes devem ser EXPLÍCITA e CLARAMENTE destacados. para os fins do disposto no inciso II deste artigo. Alíquota nasce com a lei e.a instituição de tributos. § 2º Não constitui majoração de tributo. ou para outras infrações nela definidas.a cominação de penalidades para as ações ou omissões contrárias a seus dispositivos. que importe em torná-lo mais oneroso. EXTINÇÃO e EXCLUSÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO OBSERVAÇÕES: o PODER EXECUTIVO não apita aqui. o poder executivo a altera. § 1º .importação de produtos estrangeiros. ou relativas a títulos ou valores mobiliários. Compete à União instituir impostos sobre: I .operações de crédito. o Poder Executivo detém competência para expedir ato infralegal de fixação ou alteração de prazo de pagamento do tributo. que importe em torná-lo mais oneroso. a atualização do valor monetário da respectiva base de cálculo. 57 e 65. II. o poder executivo poderá atuar sem vício de legalidade estrita. posteriormente. 97 exige os seguintes elementos para guardar o respeito exigido pelo PRINCÍPIO DA RESERVA DE LEI o ALÍQUOTA o BASE DE CÁLCULO o SUJEITO PASSIVO o MULTA o FATO GERADOR o INSTITUIÇÃO – EXTINÇÃO o AUMENTO – REDUÇÃO o CAUSAS DE SUSPENSÃO.PRINCÍPIO DA ESTRITA LEGALIDADE ou P. III . SOMENTE A LEI pode estabelecer: I . atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei. o Todavia. ou sua redução. 26. A MITIGAÇÃO DO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE (EXCEÇÃO) Art. VUNESP etc. II . ressalvado o disposto nos artigos 21.É facultado ao Poder Executivo.a fixação de alíquota do tributo e da sua base de cálculo. Para essa Corte. alterar as alíquotas dos impostos enumerados nos incisos I. IV . ESAF. • • • A legalidade tributária observada de modo estrito (reservado). IV . qualquer acréscimo acima desses índices avocará a necessidade de lei. o art. a atualização do valor monetário da respectiva base de cálculo. CESPE. VI . Seria a alteração para ACIMA ou para BAIXO de ALÍQUOTAS. 97 CTN. • • • Seria a atuação permitida do Poder Executivo. • O STF tem posição contrária uníssona a respeito desse assunto. o IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO o IMPOSTO DE EXPORTAÇÃO o IPI o IOF .

§ 10. III – reservada a lei complementar. I.  Trata-se de um tipo especial de incidência do ICMS (operações monofásicas com combustíveis definíveis em lei complementar federal – art. § 3º. nos termos do § 7º. 62 CF. § 3º As medidas provisórias. desde a edição. § 4°. § 4º. a carreira e a garantia de seus membros. IV – já disciplinada em projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional e pendente de sanção ou veto do Presidente da República. não tiver a sua votação encerrada nas duas Casas do Congresso Nacional. devendo submetê-las de imediato ao Congresso Nacional. Trata-se de um TRIBUTO ESTADUAL. d) planos plurianuais. § 4º O prazo a que se refere o § 3º contar-se-á da publicação da medida provisória. II. . IV. ressalvado o disposto nos §§ 11 e 12 perderão eficácia.  Alíquotas poderão ser reduzidas e restabelecidas por ato do Poder Executivo. • EXTRAFISCALIDADE é a aptidão do tributo para regular o mercado / a economia do país. § 2º Medida provisória que implique instituição ou majoração de impostos. § 7º Prorrogar-se-á uma única vez por igual período a vigência de medida provisória que. o Presidente da República poderá adotar medidas provisórias. partidos políticos e direito eleitoral. c) organização do Poder Judiciário e do Ministério Público. se não forem convertidas em lei no prazo de sessenta dias. h. CF). É vedada a reedição. Em caso de relevância e urgência. no prazo de sessenta dias. orçamento e créditos adicionais e suplementares. XII. só produzirá efeitos no exercício financeiro seguinte se houver sido convertida em lei até o último dia daquele em que foi editada. direitos políticos. exceto os previstos nos arts. ficando sobrestadas. CF)  Tributo não federal – único caso da lista. de poupança popular ou qualquer outro ativo financeiro. 153. 155. até que se ultime a votação. antes de serem apreciadas. assim. § 1º É vedada a edição de medidas provisórias sobre matéria: I – relativa a: a) nacionalidade. o ICMS COMBUSTÍVEL (155. em cada uma das Casas do Congresso Nacional. os tributos que têm o PRINCÍPIO DA LEGALIDADE MITIGADA são (alíquotas modificadas por PE): II IE IPI IOF CIDE – combustível ICMS – combustível • Sendo ato do o o o o o o POR QUÊ ESSES TRIBUTOS MITIGAM A LEGALIDADE? • Os tributos acima são EXTRAFISCAIS. todas as demais deliberações legislativas da Casa em que estiver tramitando. dotados de EXTRAFISCALIDADE. uma vez por igual período. corrigindo as externalidades. II. na mesma sessão legislativa. diretrizes orçamentárias. cidadania. § 5º A deliberação de cada uma das Casas do Congresso Nacional sobre o mérito das medidas provisórias dependerá de juízo prévio sobre o atendimento de seus pressupostos constitucionais (relevância e urgência). § 8º As medidas provisórias terão sua votação iniciada na Câmara dos Deputados. prorrogável. ou seja. IV.• A EC 33/01 acabou trazendo mais 2 tributos que MITIGAM O PRINCÍPIO DA LEGALIDADE: o CIDE COMBUSTÍVEL (177. subseqüentemente. 167. por decreto legislativo. as relações jurídicas delas decorrentes. pelo plenário de cada uma das Casas do Congresso Nacional. § 9º Caberá à comissão mista de Deputados e Senadores examinar as medidas provisórias e sobre elas emitir parecer. V. c. e 154. devendo o Congresso Nacional disciplinar. § 2°. contado de sua publicação. § 6º Se a medida provisória não for apreciada em até quarenta e cinco dias contados de sua publicação. b) direito penal. entrará em regime de urgência. ressalvado o previsto no art. as relações jurídicas constituídas e decorrentes de atos praticados durante sua vigência conservar-seão por ela regidas. processual penal e processual civil. em sessão separada. b. CF)  Contribuição  Tributo Federal  Alíquotas poderão ser reduzidas e restabelecidas por ato do Poder Executivo. de medida provisória que tenha sido rejeitada ou que tenha perdido sua eficácia por decurso de prazo. II – que vise a detenção ou seqüestro de bens. Não editado o decreto legislativo a que se refere o § 3º até sessenta dias após a rejeição ou perda de eficácia de medida provisória. O PRINCÍPIO DA LEGALIDADE e a EMENDA CONSTITUCIONAL 32/01 A MEDIDA PROVISÓRIA NO DIREITO TRIBUTÁRIO Art. com força de lei. suspendendo-se durante os períodos de recesso do Congresso Nacional. I. § 11.

o Distrito Federal e os Municípios. § 4°) o É importante saber que em SITUAÇÕES LIMÍTROFES. adotado cadastro nacional único de contribuintes. e da contribuição a que se refere o art. 146. os Estados. ao Distrito Federal e aos Municípios: III . d) definição de tratamento diferenciado e favorecido para as microempresas e para as empresas de pequeno porte. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte. I e §§ 12 e 13. • Trata-se de um PRINCÍPIO EXCLUSIVAMENTE TRIBUTÁRIO.§ 12. a correspondente previsão do tema na Constituição do Estado. sem prejuízo da competência de a União. em matéria tributária. 155. STF – NUNCA SE OPÔS À CRIAÇÃO DE OUTROS TRIBUTOS POR MP.regular as LIMITAÇÕES CONSTITUCIONAIS AO PODER DE TRIBUTAR. o Presidente da República poderá adotar medidas provisórias. • • • • A MP pode CRIAR e AUMENTAR IMPOSTO no Brasil. em relação aos impostos discriminados nesta Constituição. os TRIBUTOS QUE DEPENDEM DE LEI COMPLEMENTAR não podem ser regrados por Medida Provisória: • IMPOSTOS SOBRE GRANDE FORTUNA (153.o recolhimento será unificado e centralizado e a distribuição da parcela de recursos pertencentes aos respectivos entes federados será imediata. a dos respectivos fatos geradores. dos Estados. estabelecer normas de igual objetivo. 195. o É preciso decorar os artigos adstritos à LEI COMPLEMENTAR. O mais famoso da constituição que exige lei complementar é o 146. IMPORTANTE: • Onde a lei complementar versar. Importante destacar que o texto constitucional fala em IMPOSTO e não tributo. bases de cálculo e contribuintes. ou seja.cobrar tributos: b) no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou.estabelecer NORMAS GERAIS em matéria de legislação tributária. II . Como é sabido. Art. a fiscalização e a cobrança poderão ser compartilhadas pelos entes federados. Cabe à lei complementar: I . . c) adequado tratamento tributário ao ato cooperativo praticado pelas sociedades cooperativas. esta manter-se-á integralmente em vigor até que seja sancionado ou vetado o projeto. das contribuições previstas no art. VII) • EMPRÉSTIMOS COMPULSÓRIOS (148) • IMPOSTO RESIDUAL (154. expulsando deles a Medida Provisória. 150. III . Parágrafo único. bem como. d. • Assim. observado que: I . b) obrigação. Art. desde que se respeite o PRINCÍPIO DA SIMETRIA. a medida provisória não irá disciplinar. aos Estados. Art. prescrição e decadência tributários. c) antes de decorridos noventa dias da data em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou. a MP é ato normativo de elaboração do Poder Executivo FEDERAL*. II. entre a União. I) • CONTRIBUIÇÃO SOCIAL-PREVIDENCIÁRIA RESIDUAL(195. que se apropria do poder de legislar em casos de RELEVÂNCIA e URGÊNCIA. 62 CF. § 1º É vedada a edição de medidas provisórias sobre matéria: III – reservada a lei complementar. é vedado à União.será opcional para o contribuinte. observado o disposto na alínea b. na Lei Orgânica do Município ou na Lei Orgânica do DF. lançamento.dispor sobre CONFLITOS DE COMPETÊNCIA. devendo submetê-las de imediato ao Congresso Nacional. A lei complementar de que trata o inciso III. III . também poderá instituir um regime único de arrecadação dos impostos e contribuições da União. por lei. com força de lei. crédito. inclusive regimes especiais ou simplificados no caso do imposto previsto no art. com o objetivo de prevenir desequilíbrios da concorrência. Em caso de relevância e urgência. é necessário LEI COMPLEMENTAR ÓBVIA.a arrecadação. PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE TRIBUTÁRIA Art. IV . vedada qualquer retenção ou condicionamento. Aprovado projeto de lei de conversão alterando o texto original da medida provisória.poderão ser estabelecidas condições de enquadramento diferenciadas por Estado. II . Lei complementar poderá estabelecer critérios especiais de tributação. • O STF (ADI 425/02 e ADIN 812-9/93) admite que os Estados-Membros possam editar Medidas Provisórias (Municípios e DF também). do Distrito Federal e dos Municípios. 239. 146-A. especialmente sobre: a) definição de tributos e de suas espécies.

Entendeu-se que a norma impugnada não ofende. Proteção à segurança jurídica. pelo mesmo motivo.O Tribunal. 3º. é vedado à União. III . 150.. Em resumo. reduzindo e extinguindo descontos relativos ao pagamento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores .. prevista no art. Princípio que POSTERGA A EFICÁCIA DA NORMA. o princípio da anualidade tributária não encontra previsão.”). o princípio é suscitado. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte. Art.2008. não podendo ser elidido (eliminado) por emenda constitucional. por acreditar que não há onerosidade suficiente. • • • • • • • ANTERIORIDADE NONAGESIMAL ou ANTERIORIDADE MITIGADA ou ANTERIORIDADE PRIVILEGIADA Veio com a EMENDA 42/03.cobrar tributos:. indeferiu pedido de liminar formulado em ação direta de inconstitucionalidade ajuizada pelo Partido da Social Democracia Brasileira . não haver onerosidade bastante. indicando que o tributo. posterga-se a eficácia para o 91º dia a contar da publicação da lei que instituiu ou majorou o imposto.747/2007. ANTERIORIDADE x ANUALIDADE No sistema constitucional tributário atual. 150. EFICÁCIA DIFERIDA. Pela anterioridade anual. ADI 4016 MC/PR. III. é vedado à União. para ser exigido. De fato.. por se mostrar como CLÁUSULA PÉTREA (CESPE). Atualmente. ao Distrito Federal e aos Municípios:. a eficácia da lei fica diferida para o 1º dia do exercício financeiro seguinte ao da publicação da lei que cria ou aumenta o tributo. IMPORTANTE • • • • Aumento de tributo.• • • • • • Segundo o STF. porque não constitui aumento do imposto (CF: “Art. • Ver também a ADI 4016/08 em que o STF afastou o princípio quando se extinguiram descontos no IPVA. c) antes de decorridos noventa dias da data em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou. aos Estados. 1º. b) no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou. pronta incidência da lei tributária. que alterou dispositivos da Lei 14. ambas do Estado do Paraná. Em outros tempos (CF 46).8.PSDB contra o art. precisaria constar da ANUAL e PRÉVIA LEI DO ORÇAMENTO. o postulado tinha implicações na seara tributária. Art.cobrar tributos: c) antes de decorridos noventa dias da data em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou. Pela anterioridade nonagesimal.747/2007: “Art. Antes existia apenas a anterioridade anual. apenas o contexto indicador de inequívoca onerosidade para o contribuinte avocará o princípio da anterioridade. tal exigência não tem cabida. 3º da Lei 15. Redução de tributo.260/2003. por maioria. o PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE TRIBUTÁRIA equivale a um DIREITO FUNDAMENTAL DO CONTRIBUINTE. da CF. é vedado à União. em princípio. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte. (ADI-4016) . 150. ADI 4016 1. rel. a regra da anterioridade tributária.. observado o disposto na alínea b. Min.IPVA (Lei 15.”). penetrando no campo semântico do termo “quando”. aos Estados. o principio da anterioridade refere-se ao plano eficacial da lei tributária. Gilmar Mendes. SÚMULA 669 STF: NORMA LEGAL QUE ALTERA O PRAZO DE RECOLHIMENTO DA OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA NÃO SE SUJEITA AO PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte. o STF afasta o princípio da anterioridade nos casos de ALTERAÇÃO DE DATA DE PAGAMENTO DO TRIBUTO (súmula 669). aos Estados. Anterioridade anual + anterioridade nonagesimal acontece desde 2004. b e c. 150. Curiosamente. observado o disposto na alínea b. qual seja. Esta lei entrará em vigor na data da sua publicação. ao Distrito Federal e aos Municípios: III . ao Distrito Federal e aos Municípios: III .cobrar tributos: b) no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou. Só após um transcurso de determinado tempo é que será feito o pagamento do tributo. ANTERIORIDADE ANUAL ou ANTERIORIDADE DE EXERCÍCIO Esse tipo de anterioridade SEMPRE EXISTIU.

razão pela qual se haveria de observar o princípio da anterioridade. EXCEÇÕES À ANTERIORIDADE ANUAL II IE IPI IOF CIDE – combustível ICMS . a assertiva de que qualquer alteração na forma de pagamento do tributo equivaleria a sua majoração. RE 204062/ES. como o pagamento antecipado em parcela única (à vista). também. São duas listas de exceção: uma para anterioridade anual. por fim. rel. COMP EMP. ANTERIORIDADE ANUAL: 01-01-2010 • ANTERIORIDADE NONAGESIMAL: Junho de 2009 Deve-se escolher a maior data -> 01-01-2010 REGRA GERAL: • Se a lei tributária for publicada entre JANEIRO e SETEMBRO (até 02 de OUTUBRO). no caso do IPVA.8. 90º ICMS COM ICMS COM IPVA (BC) Atualização BC EMP. ANUAL A. compulsório: calamidade pública/guerra externa EXIGÊNCIA IMEDIATA LEGALIDAD E A. § 1º. e que a supressão ou redução de um desconto previsto em lei implicaria. 1º. da CF expressamente excetua a aplicação da regra da anterioridade na hipótese da fixação da base de cálculo desse tributo. 90º IPI CIDE Combustível ICMS Combustível EXCEÇÕES À ANTERIORIDADE NONAGESIMAL II IE IOF Imposto extraordinário de guerra (IEG) Emp. Precedentes citados: RE 200844 AgR/PR . Gilmar Mendes. COMP REGRA ITBI ISS Alíquota IPVA Alíquota IPTU IEG IEG LEGENDA RESPEITO A ANUAL EXCEÇÕES IPI IPI IR CIDE-COM CIDE-COM IPTU (BC) • • • • EXIGÊNCIA IMEDIATA II IE IOF IEG • • • • • • ANT. automática e aritmeticamente. ademais. a extinção ou redução de um desconto condicional para pagamento desse tributo poderia ter efeitos imediatos. se nem a fixação da base de cálculo do IPVA estaria sujeita à incidência da regra da anterioridade. a redução ou extinção de um desconto para pagamento do tributo sob determinadas condições previstas em lei. 150. ADI 4016 MC/PR. compulsório: calamidade pública/guerra externa • IR • Alterações na base de cálculo do IPTU • Alterações na base de cálculo do IPVA • • • • • RESPEITO A ANT. • • • • • • • • • • RESSALVAS AO PRINCÍPIO Estão previstas no art. que. a incidência da lei ocorrerá em 1º de JANEIRO do ano seguinte. outra para anterioridade nonagesimal. também não o poderia. § 1° CF. Vencido o Min.2. • • • • CÁLCULO DA DATA DE PAGAMENTO DO TRIBUTO Exemplo de lei aumenta o tributo (publicação de março de 2009) QUANDO INCIDIRÁ? Aplicação cumulativa das duas anterioridades.combustível Imposto extraordinário de guerra (IEG) Emp. aumento do valor do tributo devido. Cezar Peluso que concedia a liminar ao fundamento de que a hipótese nada teria a ver com isenção. porque esta seria objeto específico de uma norma constitucional. • Nos demais casos. e reportou-se ao entendimento do Supremo de que a modificação do prazo de recolhimento da obrigação tributária não se sujeita ao princípio da anterioridade (Enunciado 669 da Súmula). Assim. Afastou-se. o art. ainda que de forma indireta. Ressaltou-se. Min. 150. ANUAL IR Base de cálculo IPTU Base de cálculo IPVA • • • • .Considerou-se que. que deveriam ser levados em conta os argumentos apresentados nas informações da Assembléia Legislativa e do Governador do Estado no sentido de que as alterações promovidas pela Lei 15. sem que tais mudanças importassem em aumento do valor total do tributo. prevalecerá o 91º dia a contar da data.2008.747/2007 visariam propiciar o ajustamento de descontos do IPVA paranaense com o de outros Estados. ou seja. se até mesmo a revogação de isenção não tem sido equiparada pela Corte à instituição ou majoração de tributo. Asseverou-se. 90º II II II IE IE IE IOF IOF IOF ANT. do valor venal do veículo.

V o IEG – 154.As contribuições sociais de que trata este artigo só poderão ser exigidas após decorridos noventa dias da data da publicação da lei que as houver instituído ou modificado. só produzirá efeitos no exercício financeiro seguinte se houver sido convertida em lei até o último dia daquele em que foi editada. III. Teriam. V. • Conhecer as verdadeiras exceções no art. e não para outras (Ex: contribuições profissionais. • Decreto municipal atualiza base de cálculo do IPTU com índices oficiais de correção monetária. deverá ter pronta incidência. IV o IOF – 153. sob pena de esvaziar o conteúdo do princípio da anterioridade. I. Curiosamente. II o IPI – 153. não mais exceção. exceto os previstos nos arts. mediante recursos provenientes dos orçamentos da União. 150. II Entende-se. Foi ele publicado em 31/12/2009. • • • • • O dispositivo vale para contribuição da seguridade social. e das seguintes contribuições sociais: § 6º . anual e nonagesimal – 150. Nesse comando se mencionam INSTITUIR ou MODIFICAR contribuição social previdenciária. PARTE FINAL DO DISPOSITIVO: • Uma APARENTE EXCEÇÃO AO PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE ANUAL. de forma direta e indireta. A seguridade social será financiada por toda a sociedade. 62 CF. • • . devendo submetê-las de imediato ao Congresso Nacional.• Empréstimo Compulsório (calamidade e guerra) • • Quando majorado no Brasil. sem vícios de legalidade e anterioridade. • ITCMD • • PERÍODO DE ANTERIORIDADE ou A. SÚMULA 669 STF: NORMA LEGAL QUE ALTERA O PRAZO DE RECOLHIMENTO DA OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA NÃO SE SUJEITA AO PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE. Art. IV. “b” e “c”). II. Relembre. ao aumentar o imposto de importação (II). nos termos da lei. com força de lei. no âmbito das contribuições sociais. 150 § 1° da CF. por fim. CIDES – para essas valerá a anterioridade comum. assim. aplicabilidade imediata a MP que versasse sobre (IMPOSTOS EXTRAFISCAIS): o II o IE o IOF o IEG A MP que versasse sobre o IPI teria que respeitar a ANTERIORIDADE NONAGESIMAL. ESPECIAL • Período de anterioridade de 90 dias para CONTRIBUIÇÃO SOCIAL PREVIDENCIÁRIA. qual seja. A simples alteração em data de pagamento do tributo (antecipação) não é interpretada pelo STF como uma modificação que avoca a noventena. por exemplo). assim. não se lhes aplicando o disposto no art. o Presidente da República poderá adotar medidas provisórias. I o IE – 153. que uma MP. aplicável ao imposto. A EC 32 e o PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE Art. MITIGADA ou NOVENTENA ou A. dos Estados. há uma lista de ressalvas no dispositivo: o II – 153. Em caso de relevância e urgência. fugindo à reserva legal (STF). § 2º Medida provisória que implique instituição ou majoração de impostos. Sua incidência ocorrerá em 01/01/2010. • • A MP que aumenta um imposto só produzirá efeitos no primeiro dia do exercício seguinte caso seja convertida em lei. 195. É regra após a EC 42/03. O verbo “MODIFICAR” é interpretado pelo STF como uma alteração que representa INEQUÍVOCA ONEROSIDADE para o contribuinte (inclusão de sujeito passivo. NONAGESIMAL ou A. e 154. do Distrito Federal e dos Municípios. que tal antecipação pode ser feita por ato infralegal. "b". 153. será exigido 90 dias depois. II.

150. • O Princípio da Isonomia é um SUPERPRINCÍPIO pois tem previsão em diversos pontos da CF. • • FATO GERADOR jamais será ilícito. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte.de achar-se a pessoa natural sujeita a medidas que importem privação ou limitação do exercício de atividades civis. A definição legal do fato gerador é interpretada abstraindo-se: (INTERPRETAÇÃO OBJETIVA) I . Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte.da validade jurídica dos atos efetivamente praticados pelos contribuintes. a IGUALDADE e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna. com a solução pacífica das controvérsias. 118 CTN. prevalece a INTERPRETAÇÃO OBJETIVA DOS FATOS GERADORES. Art. entanto. Hoje me dia evoluímos para a PROIBIÇÃO DOS PRIVILÉGIOS ODIOSOS. sendo irrelevantes os fatos externos ao aspecto material de incidência do tributo (bicheiros). em sua atividade típica contravencional. No. à luz da influência alemã (interpretação econômica ou teoria da consistência econômica dos fatos). II. 150. representantes do povo brasileiro.A INCAPACIDADE CIVIL É IRRELEVANTE o CONTRIBUINTE: filho menor (recém nascido) . 126 CTN*. idade e quaisquer outras formas de discriminação. a segurança. cor. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: IV . à igualdade. títulos ou direitos. é vedado à União. PREÂMBULO Nós. II . magistrados). A capacidade tributária passiva independe: I . APROXIMAÇÃO DO PLANO CONCRETO DA ISONOMIA: *Art. • Os 3 incisos do dispositivo registram a confirmação da máxima latina “PECUNIA NON OLET”: I . a liberdade.instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente. uma vez que a “CAPACIDADE TRIBUTÁRIA PASSIVA É PLENA”. garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida. independentemente da denominação jurídica dos rendimentos. o bemestar. Art. é vedado à União. sem distinção de qualquer natureza. promulgamos. sob a proteção de Deus. na ordem interna e internacional. ele será SEMPRE LÍCITO. sem preconceitos de origem. havendo assim um DESCRIME ARBITRÁRIO. comerciais ou profissionais. • • No período ditatorial (67 – 69) havia isenção de IR a determinadas pessoas (políticos. é tributável em razão dessas? • Sim. aos Estados. e sim a outras esferas do direito.instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente. à liberdade.promover o bem de todos. IMPORTANTE: • No Direito Tributário. nos termos seguintes: I . com base em suas dessemelhanças.homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações. O bicheiro. sexo. fundada na harmonia social e comprometida. raça. bem como da natureza do seu objeto ou dos seus efeitos. o modo em que se aufere renda. II . há uma ISONOMIA TRIBUTÁRIA RELATIVA pois: o IGUAIS TRIBUTARIAMENTE serão igualmente tratados o DESIGUAIS TRIBUTARIAMENTE serão desigualmente tratados.da capacidade civil das pessoas naturais. responsáveis. ou da administração direta de seus bens ou negócios. o desenvolvimento. • No art. à segurança e à propriedade. Art. reunidos em Assembléia Nacional Constituinte para instituir um Estado Democrático. proibida qualquer distinção em razão de ocupação profissional ou função por eles exercida. destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais. a seguinte CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL.PRINCÍPIO DA ISONOMIA TRIBUTÁRIA Art.dos efeitos dos fatos efetivamente ocorridos. 150. ao Distrito Federal e aos Municípios: II . nos termos desta Constituição. sendo desimportantes os aspectos extrínsecos ao fato gerador. independentemente da denominação jurídica dos rendimentos. bastando que configure uma unidade econômica ou profissional.de estar a pessoa jurídica regularmente constituída. 5º Todos são iguais perante a lei. ao Distrito Federal e aos Municípios: II . Art. ou terceiros. aos Estados. pluralista e sem preconceitos. III . proibida qualquer distinção em razão de ocupação profissional ou função por eles exercida. títulos ou direitos. não pertence à seara tributária.

• A expressão é diferente de “APLICA AQUI. dos Estados. c) o lucro. atrelados aos impostos em geral. III – QUANDO A PESSOA JURÍDICA NÃO ESTIVER REGULARMENTE CONSTITUÍDA (UNIDADE CLANDESTINA). deverá pagar tais tributos. os rendimentos e as atividades econômicas do contribuinte. de modo mais gravoso. § 1º CF . ISSO SERÁ IRRELEVANTE o Empresa que pediu baixa no FISCO. NÃO APLICA ALI”. o TAXAS – TAXA DE FISCALIZAÇÃO DOS MERCADOS DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS Súmula 665 STF: É CONSTITUCIONAL A TAXA DE FISCALIZAÇÃO DOS MERCADOS DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS INSTITUÍDA PELA LEI 7940/1989. preso que ganha na loteria. mas continuou realizando fatos geradores. da empresa e da entidade a ela equiparada na forma da lei. A alíquota diferente permitirá atingir. 195 CF.QUANDO A PESSOA NATURAL SE SUJEITAR A MEDIDAS PRIVATIVAS ou LIMITADORAS DO EXERCÍCIO DE ATIVIDADES PROFISSIONAIS / CIVIS o Ex: médico que clinica exercendo ilegalmente a medicina = realizando fatos geradores. o princípio só vale para impostos. Tal técnica permitirá um resultado “FISCAL” (plano arrecadatório) ou um resultado “EXTRAFISCAL” (plano regulatório). na forma da aplicação de diferentes técnicas de incidência de alíquotas. Segundo previsão explícita da CF. nos termos da lei. em razão da atividade econômica. à pessoa física que lhe preste serviço. respeitados os direitos individuais e nos termos da lei. da utilização intensiva de mão-de-obra. especialmente para conferir efetividade a esses objetivos. o princípio poderá alcançar outras espécies tributárias. e das seguintes contribuições sociais: I . • Aliás. SEMPRE QUE POSSÍVEL: • Significa “DE ACORDO COM AS POSSIBILIDADES TÉCNICAS DE CADA IMPOSTO”. devendo ser aplicado aos tributos (impostos) como todo princípio tributário que não comporta ressalvas constitucionais. • O postulado da CAPACIDADE CONTRIBUTIVA possui MEIOS DE EXTERIORIZAÇÃO. do Distrito Federal e dos Municípios. a qualquer título. o CONTRIBUIÇÃO DA SEGURIDADE SOCIAL Art. o PROGESSIVIDADE o SELETIVIDADE o OUTRAS MEIOS DE EXTERIORIZAÇÃO DA CAPACIDADE CONTRIBUTIVA PROGRESSIVIDADE Técnica caracterizada pela incidência de ALÍQUOTAS DIFERENCIADAS que recaem sobre bases de cálculo variáveis. do porte da empresa ou da condição estrutural do mercado de trabalho. A expressão leva referência que se aplica sempre. incidentes sobre: a) a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados. IMPOSTOS x TRIBUTOS: CONSTITUIÇÃO FEDERAL: • Segundo a CF. PRINCÍPIO DA CAPACIDADE CONTRIBUTIVA 145. o patrimônio.Sempre que possível. SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL: • Segundo o STF. os impostos terão caráter pessoal e serão graduados segundo a capacidade econômica do contribuinte. mesmo sem vínculo empregatício. identificar. • A perfeita análise do princípio da isonomia requer uma investigação em outro postulado que daquele se avizinha: PRINCÍPIO DA CAPACIDADE CONTRIBUTIVA (SUBPRINCÍPIO ou COLORÁRIO DO PRINCÍPIO DA ISONOMIA). mediante recursos provenientes dos orçamentos da União. já houve previsão em outros textos constitucionais (CF 1946) de aplicação dele à “TRIBUTOS”. § 9º As contribuições sociais previstas no inciso I do caput deste artigo poderão ter alíquotas ou bases de cálculo diferenciadas.do empregador. facultado à administração tributária. b) a receita ou o faturamento.II. são 3 os IMPOSTOS PROGRESSIVOS: • • • • . aqueles que detêm maior riqueza tributável. A seguridade social será financiada por toda a sociedade. de forma direta e indireta.

IPTU: PROGRESSIVIDADE EXTRAFISCAL e FISCAL Art.será progressivo e terá suas alíquotas fixadas de forma a desestimular a manutenção de propriedades improdutivas. da UNIVERSALIDADE e da PROGRESSIVIDADE. • • O ITR terá alíquotas progressivas para DESESTIMULAR A PROPRIEDADE RURAL IMPRODUTIVA – AUSENTISMO. § 2º .As desapropriações de imóveis urbanos serão feitas com prévia e justa indenização em dinheiro. UNIVERSALIDADE: • A universalidade prevê a incidência do IR sobre todas as RENDAS. É a busca da FUNÇÃO SOCIAL DA PROPRIEDADE RURAL. § 4°. ALÍQUOTAS PROGRESSIVAS PARA O IPTU. ITR: PROGRESSIVIDADE EXTRAFISCAL 153 § 4º CF O imposto previsto no inciso VI do caput: I . § 1º Sem prejuízo da progressividade no tempo a que se refere o art. II .renda e proventos de qualquer natureza. • O IPTU sempre teve uma PROGRESSIVIDADE EXTRAFISCAL (PROGRESSIVIDADE NO TEMPO). executada pelo Poder Público municipal.o o o IMPOSTO DE RENDA – progressividade fiscal IPTU – progressiva fiscal + progressividade extrafiscal ITR – progressividade extrafiscal IMPOSTO SOBRE A RENDA (IR): PROGRESSIVIDADE FISCAL Art. quando passou a variar em razão do “VALOR DO IMÓVEL”. § 4º . o IPTU progressivo no Brasil ganhou também uma fisionomia de imposto como PROGRESSIVIDADE FISCAL. e II – ter alíquotas diferentes de acordo com a localização e o uso do imóvel. . 156 CF.É facultado ao Poder Público municipal. § 2º . 182. sob pena. Compete à União instituir impostos sobre: III . PROGRESSIVIDADE: • Trata-se de uma PROGRESSIVIDADE FISCAL. mediante lei específica para área incluída no plano diretor. Compete aos Municípios instituir impostos sobre: I . 182 CF. ANTES DA EMENDA CONSTITUCIONAL 29/2000. buscando-se o cumprimento da FUNÇÃO SOCIAL DA PROPRIEDADE URBANA.propriedade predial e territorial urbana. assegurados o valor real da indenização e os juros legais.A propriedade urbana cumpre sua função social quando atende às exigências fundamentais de ordenação da cidade expressas no plano diretor.desapropriação com pagamento mediante títulos da dívida pública de emissão previamente aprovada pelo Senado Federal. • O IR será informado por 3 critérios: o GENERALIDADE o UNIVERSALIDADE (uniformidade) o PROGRESSIVIDADE GENERALIDADE: • A generalidade prevê a incidência do IR sobre todas as PESSOAS. constante do art. • É um critério afeto à SUJEIÇÃO PASSIVA. § 1º . SALVO SE DESTINADA A ASSEGURAR O CUMPRIMENTO DA FUNÇÃO SOCIAL DA PROPRIEDADE URBANA. 153 CF. do proprietário do solo urbano não edificado. sucessivamente.será informado pelos critérios da GENERALIDADE. com prazo de resgate de até dez anos. A política de desenvolvimento urbano. 182. na forma da lei. obrigatório para cidades com mais de vinte mil habitantes. nos termos da lei federal. exigir.O plano diretor.O imposto previsto no inciso III: I . tem por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e garantir o bem-estar de seus habitantes. III . inciso II. • Com a EC 29/00. subutilizado ou não utilizado.parcelamento ou edificação compulsórios. § 3º . com alíquotas diferentes em razão da “LOCALIZAÇÃO E USO” do imóvel. é o instrumento básico da política de desenvolvimento e de expansão urbana. em parcelas anuais. § 4º. aprovado pela Câmara Municipal. II da CF.imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana progressivo no tempo. Súmula 668 STF: É INCONSTITUCIONAL A LEI MUNICIPAL QUE TENHA ESTABELECIDO. • Critério afeto à BASE DE CÁLCULO. que promova seu adequado aproveitamento. de: I . iguais e sucessivas. conforme diretrizes gerais fixadas em lei. Art. o imposto previsto no inciso I poderá: I – ser progressivo em razão do valor do imóvel.

levando-nos a concluir que SERÁ PROPORCIONAL O IMPOSTO NÃO PROGRESSIVO.ITBI COM BASE NO VALOR VENAL DO IMÓVEL. isso se mostra pela REGRESSIVIDADE em nosso sistema tributário: “QUEM GANHA MAIS.será seletivo.poderá ser seletivo. aos Estados. 5°. • Poderá ser seletivo Seletividade facultativa. desiguais. em função da essencialidade das mercadorias e dos serviços. PRINCÍPIO DA IRRETROATIVIDADE TRIBUTÁRIA Art. menor vai ser a alíquota do imposto seletivo.cobrar tributos: a) em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado. • • É fácil notar que tal princípio confirma a SEGURANÇA JURÍDICA. de fato. Compete à União instituir impostos sobre: IV . ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior.• • • PROPORCIONALIDADE Técnica de incidência de ALÍQUOTAS FIXAS. XXXVI . em função da essencialidade do produto. 153 CF. no Brasil. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte. no qual se prevê genericamente que a lei deverá viger “para frente”.operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação.a lei não prejudicará o direito adquirido. QUEM GANHA MENOS. PAGA MENOS. Lembre-se que a técnica de alíquota fixa pode provocar injustiça fiscal. • Tal princípio confirma a dicção do art. 155 CF. ICMS • IPI • • “Será seletivo” Seletividade obrigatória. Quanto mais essencial for o bem. não mutilando as situações pretéritas já consolidadas. • • • SELETIVIDADE Técnica de INCIDÊNCIA DE ALÍQUOTAS QUE VARIAM NA RAZÃO INVERSA DA ESSENCIALIDADE DO BEM. Por essa razão a existência da seletividade. . Na CF. é vedado à União. destacando-se alguns que foram afastados da progressividade na linha de entendimento do STF (ver súmula 656 – ITBI não é progressivo).O imposto previsto no inciso IV: I . a lei deverá ter vigência prospectiva. Trata-se da DESISONOMIA SELETIVA: o Buscar o tratamento desigual para os. o ato jurídico perfeito e a coisa julgada. que recaem sobre diferentes bases de cálculo.produtos industrializados. ainda: o As alíquotas variarão na razão direta da SUPERFLUIDADE / NOCIVIDADE POR OUTRO LADO Essencialidad e do bem Alíquota MENOR EM RAZÃO INVERSA Nocividade menos essencial Alíquota MAIOR • • • Nota-se que a seletividade permitirá a realização do princípio da capacidade contributiva em impostos que são proporcionais. ou. Súmula 656 STF: É INCONSTITUCIONAL A LEI QUE ESTABELECE ALÍQUOTAS PROGRESSIVAS PARA O IMPOSTO DE TRANSMISSÃO "INTER VIVOS" DE BENS IMÓVEIS . o IPI – SELETIVIDADE OBRIGATÓRIA Art. ao Distrito Federal e aos Municípios: III . há inúmeros impostos proporcionais. É exemplo de EXTRAFISCALIDADE. § 2º O imposto previsto no inciso II atenderá ao seguinte: III . XXXVI da CF. Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre: II . não podendo incidir sobre fatos geradores a ela precedentes. PAGA MAIS”. e. 150 CF. destacam-se 2 IMPOSTOS SELETIVOS: o ICMS – SELETIVIDADE FACULTATIVA Art. A proporcionalidade não tem previsão explícita na CF. Assim. No direito tributário. § 3º .

Como é sabido. A doutrina tenta compatibilizar o inciso mostrando que a lei interpretativa não poderá. b) quando deixe de tratá-lo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão. A lei aplica-se a ato ou fato pretérito: . • Há um vício de irretroatividade. I e II do CTN registra casos de LEIS PRODUTORAS DE EFEITOS JURÍDICOS PRETÉRITOS. excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados. afastou o rótulo de “lei interpretativa” para a LC 118/05.172. no momento do pagamento antecipado de que trata o § 1° do art. no caso de tributo sujeito a lançamento por homologação. prever a aplicação de uma penalidade / multa. porém caso ocorra fraude ou uma falta de pagamento do tributo. 106 CTN*. cabe ao judiciário a função interpretativa-conclusiva. *Art. • O STJ. Sendo ela modificativa. • • • • Há a expressão “EM QUALQUER CASO”.em qualquer caso. a pretexto de interpretar. conseguir modificar situações jurídicas já consolidadas no Poder Judiciário. • • São 2 situações que indicam a natural retroação da lei que irá beneficiar o contribuinte / réu (reler dispositivo no CP). Daí haver as inúmeras críticas à interpretação autêntica. A lei aplica-se a ato ou fato pretérito: II . o ATO NÃO É MAIS INFRAÇÃO. Trata-se da chamada INTERPRETAÇÃO AUTÊNTICA. Art. A lei aplica-se a ato ou fato pretérito: I . ATO NÃO DEFINITIVAMENTE JULGADOS: RETROATIO IN MELLIUS: *Art. que se contrapõe à parte final do inciso. é a retroatio in mellius. 3° da LC 118/05. 150 da referida Lei. c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática.LEI TRIBUTÁRIA • FATOS GERADORES POSTERIORES É vedado aos entes tributantes cobrar tributos em relação a fatos geradores ocorridos ANTES DA VIGÊNCIA DA LEI. 106. 3º. o princípio não é ressalvado. LEGAL ou LEGISLATIVA. 106 CTN*. a pretexto de interpretar. quando seja expressamente interpretativa.tratando-se de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de defini-lo como infração. • • • LEI INTERPRETATIVA: • Advérbio EXPRESSAMENTE e não implicitamente. (não pode infligir multa) II . 106 CTN*. 168 da Lei no 5. Todavia. mas modificar uma situação preexistente. uma vez que seu artigo 3° não veio interpretar. desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo. aquela realizada pelo próprio poder que edita a norma (PODER LEGISLATIVO). e não ao legislativo. o O ATO DEIXOU DE SER CONTRÁRIO A UMA EXIGÊNCIA. de 25 de outubro de 1966 – Código Tributário Nacional.tratando-se de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de defini-lo como infração. analisando o dispositivo. RETROAÇÃO BENÉFICA ou BENÍGNA DA MULTA: PRINCÍPIO DA BENIGNIDADE *Art. LEIS PRODUTORAS DE EFEITOS JURÍDICOS PRETÉRITOS O art. LC 118/05: Para efeito de interpretação do inciso I do art. a extinção do crédito tributário ocorre. EXEMPLO DE LESÃO: • Lei cria taxa • Publicação: 20-01-2008 • Regra: vigência 20-01-2008 • A lei traz uma regra: a lei deverá recair sobre fatos geradores a partir de 01-01-2008. no texto constitucional. isto é. não terá cabida a retroatio in mellius. sua vigência é PROSPECTIVA. Em outras palavras. b) quando deixe de tratá-lo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão. desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo. sob pena de tal lei. Ex: art. Tais situações são solicitadas pelas bancas com o nome de “EXCEÇÕES”. • Relembrando: LEI -> FG.

ou outorgado ao crédito maiores garantias ou privilégios. § 1º Aplica-se ao lançamento a legislação que. do Distrito Federal ou dos Municípios. 2ª INFORMAÇÃO: • O mais importante é saber que tal inciso só será aplicado se o ato não estiver definitivamente julgado. • Outorgar maior garantia ou privilégios ao crédito. esta lei contemporânea ao lançamento não poderá ser aplicada. III . consequentemente à TRIBUTAÇÃO FEDERAL. um percentual menor de multa. bem como a remuneração e os proventos dos respectivos agentes públicos. apareceu a lei 10174/01 que permitiu o confronto. O lançamento reporta-se à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e rege-se pela lei então vigente. será aquela constante da lei do momento do fato gerador. • Ampliar os poderes de investigação do FISCO. • Esse artigo só se refere à União e. IMPORTANTE: Art.instituir tributo que não seja uniforme em todo o território nacional ou que implique distinção ou preferência em relação a Estado. § 1° do CTN (ampliação de poder da fiscalização). quanto na órbita judicial. • ALIOMAR BALEEIRO: enquanto o ato se mantiver pendente de julgamento. em níveis superiores aos que fixar para suas obrigações e para seus agentes. o legislador permitiu a aplicação da legislação contemporânea ao lançamento (e não ao fato gerador). podendo ser aplicado retroativamente. • • É a superveniência de uma lei que prevê. os aspectos atinentes à substância da relação jurídica (alíquota) serão extraídos da lei do momento do FATO GERADOR. ao Distrito Federal ou a Município. como o tema diz com a substância da relação. Curiosamente. Ex: lei 10174/01 – com a CPMF.instituir isenções de tributos da competência dos Estados. § 2º O disposto neste artigo não se aplica aos impostos lançados por períodos certos de tempo. admitida a concessão de incentivos fiscais destinados a promover o equilíbrio do desenvolvimento socioeconômico entre as diferentes regiões do País. em um dado período (coexistência de outras leis). É vedado à UNIÃO: I . INFORMAÇÕES A SEREM MEMORIZADAS: 1ª INFORMAÇÃO: • A lei retroagirá no caso de multas. a indiferença quanto às esferas administrativa ou judicial. neste último caso. o STJ seguiu a linha o BALEEIRO. II . em detrimento de outro. desde que a respectiva lei fixe expressamente a data em que o fato gerador se considera ocorrido. • Note que a alíquota obedece ao princípio tributário em estudo. mostrando. Note que não serve para alíquotas e nem para multas prejudiciais (mais gravosas). em mais de um julgado. É vedado à UNIÃO: . sendo estas benéficas. CUIDADO: se a pretexto disso. Isso é bastante natural. 151. levando-se em conta movimentações bancárias anteriores à norma. tanto na órbita administrativa.tributar a renda das obrigações da dívida pública dos Estados. do Distrito Federal e dos Municípios. SITUAÇÕES EM QUE SE APLICA A LEI CONTEMPORÂNEA AO LANÇAMENTO: • Novos critérios de apuração ou processos de fiscalização. tenha instituído novos critérios de apuração ou processos de fiscalização. 151. • • • Memorizar que. É a pura aplicação do postulado em estudo. será possível a aplicação do inciso II do art. PRINCÍPIOS REFERENTES SOMENTE À UNIÃO RESPEITO AO PACTO FEDERATIVO Art. Este percentual que prevalecerá no período. em regra. proibia-se a utilização de dados bancários para confronto com a declaração do IRPF (lei 9311/96).II .tratando-se de ato não definitivamente julgado: c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Em 2001. 106. PRINCÍPIO DA UNIFORMIDADE GEOGRÁFICA ou TRIBUTÁRIA Art. não importando se é maior ou menor que outra. uma vez que. 144. será aplicada a lei do momento do fato gerador. houver a atribuição de responsabilidade a terceiros. exceto. posteriormente à ocorrência do fato gerador da obrigação. ou seja. ampliado os poderes de investigação das autoridades administrativas. ainda que posteriormente modificada ou revogada. para o efeito de atribuir responsabilidade tributária a terceiros. quando tal legislação tratar de aspectos procedimentais ligados à fiscalização tributária. O STJ considerou a lei válida em razão do art. • Embora a doutrina divirja a respeito das órbitas supracitadas. 144 CTN.

cada uma delas. dos membros da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal. • O postulado refere-se ao IMPOSTO DE RENDA. em dois turnos. sobretudo. P. § 2º . É vedado à UNIÃO: II . o poder de isentar. Assim. II . § 1º . PRINCÍPIO DA PROIBIÇÃO DAS ISENÇÕES HETERÔNOMAS Art. cujas alíquotas devem ser uniformemente isonômicas. Só se permite o tributo federal que seja uniforme no Brasil. Existem 2 contextos: 1. mas.A matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada não pode ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa.tributar a renda das obrigações da dívida pública dos Estados. secreto.os direitos e garantias individuais. do Distrito Federal e dos Municípios. 151. três quintos dos votos dos respectivos membros.A emenda à Constituição será promulgada pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.a forma federativa de Estado. pela maioria relativa de seus membros. . II . no âmbito de uma justificada política de fomento.do Presidente da República. ratifica a ideia de IMODIFICABILIDADE DAS COMPETÊNCIAS IMPOSITIVAS. • Lesões aos princípios da ANTERIORIDADE TRIBUTÁRIA (IPI – 90 dias depois) e UNIFORMIDADE TRIBUTÁRIA. o princípio prevê a IDENTIDADE DE ALÍQUOTAS em toda a extensão territorial.instituir isenções de tributos da competência dos Estados.I . 2. considerando-se aprovada se obtiver. do Distrito Federal ou dos Municípios. manifestando-se. O Imposto de Renda (alíquota) incidente sobre a renda de um título da dívida pública não federal será o mesmo IR que incide sobre o rendimento de um título de dívida pública federal. 151. O PRINCÍPIO DA UNIFORMIDADE TRIBUTÁRIA COMPORTA EXCEÇÃO? • Sim. Art.de mais da metade das Assembléias Legislativas das unidades da Federação. quando se admitem os INCENTIVOS FISCAIS destinados a promover DESENVOLVIMENTO SOCIOECONÔMICO entre as diferentes regiões do país. • • • Só se refere à UNIÃO (TRIBUTOS FEDERAIS). § 5º . • • • O inciso III proíbe a União isentar um tributo de competência tributária alheia. SUDENE. bem como a remuneração e os proventos dos respectivos agentes públicos. em níveis superiores aos que fixar para suas obrigações e para seus agentes. com o respectivo número de ordem. • • O inciso III.a separação dos Poderes.Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir: I . no mínimo. em ambos. da isonômica tributação da renda nos títulos da dívida pública e nos vencimentos dos funcionários públicos Art. 60. É vedado à UNIÃO: III . III .instituir tributo que não seja uniforme em todo o território nacional ou que implique distinção ou preferência em relação a Estado.A Constituição não poderá ser emendada na vigência de intervenção federal. levando-nos a concluir que emenda constitucional não poderá mutilar os mandamentos deste dispositivo (CLÁUSULA PÉTREA). ao Distrito Federal ou a Município. A Constituição poderá ser emendada mediante proposta: I . § 3º . O Imposto de Renda (alíquota) incidente sobre o salário do funcionário público não federal será o mesmo do que aquele que incide sobre os proventos do servidor público federal. Caso prático: DECRETO MAJORADOR DO IPI PREVÊ INCIDÊNCIA IMEDIATA AO IMPOSTO. SUDAN etc. Trata-se do princípio que PROÍBE AS ISENÇÕES HETERÔNOMAS. de certos tipos de incentivos fiscais – aqueles que equilibrarão o desenvolvimento de diferentes regiões brasileiras. em detrimento de outro. o EQUILÍBRIO DO CUIDADO: • Não se trata de qualquer tipo de “INCENTIVO FISCAL”. DEVENDO O ATO NORMATIVO IRRADIAR EFEITOS APENAS NO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL. universal e periódico. de estado de defesa ou de estado de sítio. admitida a concessão de incentivos fiscais destinados a promover o equilíbrio do desenvolvimento socioeconômico entre as diferentes regiões do País. pressupõe a inalterabilidade das competências tributárias.o voto direto. Ex: ZONA FRANCA DE MANAUS. § 4º . De fato.de um terço.A proposta será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional. III . sendo correlato ao poder de instituir. O elemento justificador que embasa os 3 incisos do artigo 151 é o PACTO FEDERATIVO. o que torna o inciso um tanto prolixo. IV .

No direito internacional apenas a República Federativa do Brasil tem competência para firmar tratados (art. Recurso extraordinário conhecido e provido. 2°.”). o STF e as Bancas têm aceitado (aceito) um outro exemplo de isenção heterônima. 3.instituir isenções de tributos da competência dos Estados. porquanto a União. 1. Ilmar Galvão. do Distrito Federal ou dos Municípios. Discutia-se.8. Tais palavras vieram no RE 229096/RS em agosto de 2007.GATT. ainda que o pagamento seja feito por residente no exterior. os Estados e os Municípios" (voto do eminente Ministro Ilmar Galvão). § 3°. 16. 4. rel. III. às hipóteses em que a União atua como sujeito de direito na ordem internacional. RECEPÇÃO PELA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA DE 1988 DO ACORDO GERAL DE TARIFAS E COMÉRCIO. limita-se a impedir que a União institua. II da CF – as ISENÇÕES DE ISS. RE 229096: O Tribunal deu provimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul que entendera não recepcionada pela CF/88 a isenção de ICMS relativa a mercadoria importada de país signatário do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio . II. Art. Informativo 137. definidos em lei complementar. Entende-se que o TRATADO PODE VEICULAR ISENÇÃO DE TRIBUTO NÃO FEDERAL. os Estados-membros ou os Municípios. orig. da CF (“Art. em pleno convívio com o mandamento proibitivo. Entendeu-se que a norma inscrita no art. 2. 156 CF. A isenção de tributos estaduais prevista no Acordo Geral de Tarifas e Comércio para as mercadorias importadas dos países signatários quando o similar nacional tiver o mesmo benefício foi recepcionada pela Constituição da República de 1988. da Constituição. no âmbito de sua competência interna federal. rel. 155. p/ o acórdão Min. NAS EXPORTAÇÕES DE SERVIÇOS PARA O EXTERIOR serão veiculadas por uma LEI COMPLEMENTAR FEDERAL (art.. INCISO III. 151. não compreendidos no art. ARTIGO 151. a doutrina. Art. 156.o UNIÃO -> ISENTA -> TRIBUTOS FEDERAIS -> REGRA -> ISENÇÕES AUTONÔMICAS EXISTÊNCIA DE ISENÇÃO HETERÔNIMA NA CONSTITUIÇÃO: • A doutrina tem acolhido a ideia da existência de isenção heterônoma admitida no texto constitucional. Cármen Lúcia. mas como Chefe de Estado. Ex: art.. 52. com eficácia para a União. 98 CTN. RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONHECIDO E PROVIDO. III. distritais ou municipais. isenções de tributos estaduais. cabe à lei complementar: II . Art.serviços de qualquer natureza. quando isento o similar nacional. Parágrafo único. portanto. perante o acordo celebrado. não se apresenta como pessoa jurídica de direito público interno. 2º. . ISENÇÃO DE TRIBUTO ESTADUAL PREVISTA EM TRATADO INTERNACIONAL FIRMADO PELA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL. mas como pessoa política internacional. Compete aos Municípios instituir impostos sobre: III . e serão observados pela que lhes sobrevenha. III . cujo resultado aqui se verifique. inc. 151. DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. o que descaracteriza a existência de uma isenção heterônoma. não se aplicando. I da LC 116/03). § 2º. Os tratados e as convenções internacionais revogam ou modificam a legislação tributária interna. É vedado à União: . NÃO CARACTERIZAÇÃO DE ISENÇÃO HETERÔNOMA. ARTIGO 98 DO CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL. LC 116/03 O imposto não incide sobre: I – as exportações de serviços para o exterior do País. RE 229096: EMENTA: DIREITO TRIBUTÁRIO. vedada pelo art. na espécie. RE 229096/RS. em que o Presidente da República se apresenta como Chefe de Estado (e não como Chefe de Governo). dela não dispondo a União. 151.2007. O artigo 98 do Código Tributário Nacional "possui caráter nacional. O Presidente da República não subscreve tratados como Chefe de Governo. § 3º Em relação ao imposto previsto no inciso III do caput deste artigo. Min. Não se enquadram no disposto no inciso I os serviços desenvolvidos no Brasil.excluir da sua incidência exportações de serviços para o exterior. a constitucionalidade de tratado internacional que institui isenção de tributos de competência dos Estados-membros da Federação — v. da Constituição da República). • • • Em aproximação com o direito internacional.

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