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Lei da Empregada e Empregado Doméstico

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Curso - Empregado Doméstico - módulo I - Aspectos introdutórios; Curso - Empregado Doméstico - módulo II - O contrato de Trabalho; Curso - Empregado Doméstico - módulo III - A remuneração e a jornada de Trabalho; Curso - Empregado Doméstico - módulo IV - As faltas e as férias do empregado doméstico; Curso - Empregado Doméstico - módulo V - A rescisão do contrato de

Trabalho;
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Curso - Empregado Doméstico - módulo VI - A previdência social; Diversos outros temas de Direito do Trabalho - Cursos de direito do Trabalho; Outros cursos jurídicos - Cursos jurídicos; Artigos jurídicos - Doutrinadores hall

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Empregado Doméstico Empregado Doméstico - Conceito Categorias Diferenciadas Documentos do Empregado Anotações na Carteira Profissional Contrato de Trabalho Contrato de Experiência Vantagens do Contrato Salário do Doméstico Horas Extras Adicionais Férias Normas sobre Férias Venda de Férias Um Terço nas Férias Décimo Terceiro Salário Aviso Prévio Folga nos Feriados Licença Maternidade Estabilidade da Empregada Gestante Licença Paternidade

859/72 Art.859/72.Ao empregado doméstico. 1º . Isso quer dizer que não se pode considerar como empregado doméstico aquele trabalhador que exerce sua atividade com intermitência ou eventualidade. no âmbito residencial destas. aplica-se o disposto nesta lei. ao conceituar o empregado doméstico. sem as quais não estará evidenciada a relação de emprego doméstico.Conceito Lei 5. como por exemplo o diarista que presta seus serviços a . A Lei 5. senão vejamos: A primeira delas é que os serviços prestados sejam de natureza contínua. coloca três condicionantes. assim considerado aquele que presta serviços de natureza contínua e de finalidade não lucrativa a pessoa ou família.Seguro Desemprego Depósito de FGTS INSS do Empregado Doméstico Descontos no Salário Vale Transporte Faltas Permitidas Afastamento Faltas ao Trabalho Folgas Justa Causa Demissão sem Justa Causa Pedido de Demissão Direitos na Justa Causa Benefícios Sociais Justiça do Trabalho Jurisprudência Empregado Doméstico .

terceiros durante alguns dias do mês. claro. Não há possibilidade de contratar um empregado doméstico para preparar salgados que serão vendidos. mediante salário. Mas. vendendo o produto de seu trabalho por preço que fixar. faxineiros. por exemplo uma Babá que trabalha em regime de revezamento com uma ou mais babás. é notório que trata-se de um trabalho eventual. em dias certos e jornada de trabalho definida para sujeitar-se às suas ordens. logo estará caracterizada uma relação de emprego comum. Um médico que trabalha em casa e tiver um motorista para levá-lo às suas visitas à clientes como atividade preponderante. se o Contratante exige a presença do Trabalhador. poderá contratá-lo como um empregado doméstico. Contudo. Se não há compromisso do trabalhador para comparecer em dia e horário certo e subordinar-se às ordens do Contratante. ou cozinheira para trabalho específico em época definida. mediante remuneração. Da mesma forma que a lavadeira que trabalha para terceiros em sua própria casa não poderá contratar uma ajudante como empregada doméstica vez que o resultado dos serviços prestados pela contratada terão finalidade lucrativa. além de levá-lo ao consultório ou até à residência de um cliente. porque a preponderância da atividade do seu empregado é servir como motorista da família e não como motorista de um profissional médico. e aquele que se subordina às normas e ordens do contratante de forma objetiva prestando sua força de trabalho. Como finalidade não lucrativa deve ser entendido o trabalho que é exercido fora da atividade econômica. ainda que de forma intermitente. ainda que em apenas alguns dias da semana. sem a responsabilidade de continuidade da atividade. É comum a contratação eventual de motoristas. é que em alguns casos a natureza do trabalho é mesmo a prestação de serviços de forma descontínua. passadeiras. O que o legislador buscou identificar é a diferença entre o trabalhador que presta serviços como verdadeiro autônomo. em caráter eventual. fica claro que a natureza do trabalho é contínua. embora tenha sido tratado que os serviços sejam prestados em dias alternados ou descontínuos. sua mulher às compras. ou até por um ou mais dias na semana. Assim a natureza contínua da prestação de serviços não pode ser confundida com trabalho contínuo. se o mesmo médico necessita do motorista para levar seus filhos ao colégio. ainda que a mesma prestação de serviços se alongue por meses ou anos. lavadeiras. . e não a relação de emprego doméstico. A segunda condicionante é que o resultado do trabalho a ser prestado tenha finalidade não lucrativa. estará usando o motorista para o exercício de atividade econômica. sem que efetivamente exista uma relação de emprego doméstico. A natureza contínua deve ser interpretada da forma mais simples possível.

o motorista que fica mais tempo fora do que dentro do âmbito residencial. assim considerados. o trabalho desenvolvido destina-se a uma atividade econômica. ainda que filantrópica. por exemplo. no âmbito residencial destas. expressamente determinado em contrário. assim como nenhuma associação ou entidade. em cada caso. Categorias Diferenciadas CLT Art. Se o serviço destina-se a produzir frutas para venda.parágrafo único. ainda que sem lucro efetivo. expressamente. uma empresa não poderá ter empregados domésticos. Portanto. a lei dispuser que são extensivos ao empregado doméstico. salvo quando for. não haverá atividade econômica. o trabalhador poderá ser contratado como empregado doméstico. mesmo estes profissionais não podem exigir tais benefícios quando se enquadram . também será empregado doméstico quando sua atividade destinar-se ao interesse da família. a casa de campo. os que prestam serviços de natureza não econômica à pessoa ou à família. deve ser entendido como de âmbito residencial. no âmbito residencial destas. adicionais e ou salários especiais. Contudo. Ainda. logo não há de se cogitar em contrato de trabalho doméstico. Algumas categorias de trabalhadores são diferenciadas e têm normas próprias e acordos coletivos firmados com a categoria patronal que lhes conferem privilégios. Os trabalhadores domésticos não gozam dos direitos e benefícios conferidos aos trabalhadores em geral. O sítio. A terceira condicionante é mais objetiva. a casa de praia. se no mesmo sítio as frutas são para o consumo do proprietário e de seus familiares ou até amigos. apenas registra a vedação de que o profissional liberal. Os preceitos constantes da presente consolidação. diz que o trabalho deve ser dirigido à pessoa ou à família. pela CLT. a não ser naqueles casos em que. e mais. a relação de emprego será comum nos termos da CLT. Quando a lei estabelece que os serviços devem ser prestados no âmbito residencial das pessoas ou famílias. tenha empregados domésticos a trabalho de seu escritório ou consultório. Contudo o âmbito residencial não é expressão que deva ser examinada sob excessivo rigor. 7º . ou outro ambiente destinado meramente ao lazer da família. de um modo geral.Da mesma forma é a situação do trabalhador em um sitio. Mas. não se aplicam: a) aos empregados domésticos.

portanto. como os engenheiros ou os construtores licenciados. a reforma executada pelo próprio proprietário se destine ao benefício da família e não tenha finalidade lucrativa. A construção civil. quando estão a prestar serviços para um particular ou para uma família. Por isso os empregados contratados para reforma de uma residência não devem ser considerados empregados domésticos. É que os acordos coletivos de categorias prevalecem quando as categorias são representadas. ou os vigias noturnos. assim. embora. Sendo certo que a execução de obras na construção civil. e atendidos os demais requisitos da Lei. para equiparar-se à economia familiar. A diferença é sutil. as cláusulas deste eventual acordo não poderão obrigá-lo. mas é certo que a manutenção . em situação administrativamente irregular. Deve ser observado que a Lei regula os serviços prestados em prol da pessoa ou da família. neste caso. pouco importando a tarefa que venham desempenhar. Isso porque o resultado de seu trabalho não se dirige objetivamente à pessoa ou a família e sim à reforma de um patrimônio.como empregados domésticos. estaria ele proporcionando apenas condição de habitabilidade da família no imóvel. por expressa disposição legal. porque não se encontram vinculados ao regime de relação empregatícia regido pela CLT. poderia ser considerado como empregado doméstico. O empregador. quando um leigo constrói ou reforma a casa própria. portanto. não pode ser considerada uma economia de consumo. Está enquadrada dentro da categoria econômica da indústria. mesmo que o trabalho se destine à reforma da casa de residência da família. se o mesmo pedreiro fosse contratado para dar manutenção à residência. via de conseqüência. por exemplo. estará ele substituindo um empreendedor de atividade profissionalizada e incrustada no campo das atividades sujeitas à legislação do trabalho. No acordo coletivo dos motoristas e empresários do ramo o empregador doméstico não é representado. não desenvolve uma atividade lucrativa. Contudo. ainda que eventualmente reformando cômodos ou partes da casa. o pedreiro que é contratado para uma reforma não é empregado doméstico. nesta hipótese. As enfermeiras. a correr os mesmos riscos (de natureza jurídica e econômica) que normalmente se corre no exercício dessa atividade e a responder juridicamente pela situação dos empregados. deve ser realizada por profissionais habilitados ou autorizados. por exemplo. Quando o particular substitui diretamente estes profissionais. serão empregados domésticos. torna-se também empreendedor e. os motoristas. que não pode ser confundida com economia de consumo. mas exerce atividade econômica.

nada impedindo que o empregador venha pesquisar suas relações com os antigos empregadores e até sua conduta familiar e social.Carteira de Trabalho e Previdência Social.859/72 Art. vez que esta prática resulta em segurança para a sua família e até do empregado que poderá descobrir doença que não sabia ser portador. A lei estabelece que devem ser anotados a data de admissão. o salário ajustado. III . pelo respectivo empregador.início e término das férias. as seguintes anotações: I .salário mensal ajustado. O atestado de conduta pode e deve ser substituído por referências ou carta de apresentação.Atestado de boa conduta. Documentos do Empregado Lei 5. III . O atestado de saúde. ou equivalente.Atestado de Saúde a critério do Empregador.data da dispensa. IV .885/73 Art. II . o início e o término das férias. As anotações são poucas.data de admissão. a norma deve ser interpretada em sintonia com a realidade. além da data da dispensa. Anotações na Carteira Profissional Dec. por isso. quando forem .71. 2º .Na Carteira de Trabalho e Previdência Social do empregado doméstico serão feitas. II .Para admissão ao emprego deverá o empregado doméstico apresentar: I . Quando da admissão o empregador deverá proceder a anotação da data de admissão e o salário ajustado. 5º . depois do período de um ano. A lei que regula os direitos e deveres do empregado doméstico é antiga. deve ser exigido sempre pelo empregador.persegue o bem-estar da família e a reforma busca a restauração ou valorização de um patrimônio.

quando da efetiva dispensa do trabalhador. a data de pagamento dos salários.concedidas as férias. havendo prova da prestação de serviço. quais as normas da casa e da família que deverão ser observadas. se as partes quiserem registrar os termos da contratação por um instrumento escrito. jardineiro. Na verdade o contrato pode ser até verbal. Os direitos trabalhista nascem em razão do contrato realidade. se houver cumprimento de aviso prévio. se o empregado vai receber salário in natura e como será descontado no pagamento. e mais. vigia. a forma e as condições da relação de emprego. todos os detalhes acertados verbalmente entre empregado e empregador. vez que neste contrato poderão ser estabelecidas. devem ser anotadas cada uma delas de forma simples e sucinta. A anotação da demissão. etc. mas sim quando da definitiva cessação da prestação de serviços em razão da demissão. Contrato de Trabalho Não é necessário que as partes assinem um contrato de trabalho à parte da Carteira Profissional. como e quando será definida a folga semanal (repouso remunerado). A anotação não é da data em que o empregador decidiu demitir o empregado. enfim. Neste documento poderá constar por exemplo a duração e horário da jornada de trabalho. poderá sujeitar-se a um contrato de experiência para que. quais são as atribuições do empregado. estará formado o vínculo empregatício nos termos da legislação. será de muita utilidade tanto para o empregador quanto para o empregado. os direitos e responsabilidade de cada uma das partes independe da anotação e assinatura da Carteira Profissional do empregado doméstico. com todas as minúcias. só poderá ser lançada ao final do prazo respectivo. com o tempo da prestação dos serviços. A duração total do contrato de experiência não poderá exceder a 90 dias. portanto. assim. A lei faculta a prorrogação do contrato quando fixado por prazo inferior a 90 dias. motorista. quando o contrato for fixado por um prazo de 30 dias poderá . cozinheiro. Contrato de Experiência O trabalhador doméstico quando contratado para uma determinada atividade. venha demonstrar sua habilidade com o tipo de função desejada pelo empregador. Contudo.

se necessário para aferir as qualidades do empregado. poderá dispensar o empregado doméstico sem o cumprimento ou pagamento indenizado do aviso prévio. Contudo. Mas. haverá direito do empregado de receber as horas trabalhadas além do limite contratado. importante. de periculosidade ou noturno. como contrato de trabalho por prazo indeterminado. portanto. porque sequer tem direito a jornada de trabalho definida. comprovadamente. Se for prorrogado por mais de uma vez a conseqüência é que a última prorrogação será considerada como não existente. se no contrato de trabalho constar uma determinada jornada e. Entretanto. Adicionais A Constituição Federal que estendeu os direitos do trabalhador domésticos. ensejando. Salário do Doméstico A Constituição Federal assegurou o salário mínimo também para o trabalhador doméstico. que o valor líquido efetivamente recebido pelo empregado doméstico no fim de cada mês seja inferior ao salário mínimo legal. além daqueles previstos na norma antiga. deverá pagar o aviso prévio. o contrato de experiência não pode ser prorrogado mais de uma vez. . ao fim do contrato de experiência.ser prorrogado por mais 30 ou 60 dias. exceder nesta jornada pactuada. como todos os demais contratos. ser prorrogado por outros 30 ou. Mas deve ser observado que se o empregador quiser despedir o empregado durante a vigência do contrato de experiência. vestuário etc. no máximo. por hipótese. não ficando a contento o trabalho. Estes itens poderão ser deduzidos do salário pago. a prudência recomenda que o contrato de experiência deve ser feito com prazo de 30 dias e depois. não definiu como direito do trabalhador doméstico os adicionais de insalubridade. valendo. Horas Extras A rigor o empregado doméstico não tem direito a horas extras. habitação. se o empregado doméstico recebe alimentação. portanto. 60 dias. Vantagens do Contrato A vantagem objetiva do contrato de experiência é que o empregador.

ou seja no ano de serviços. IV . Pela CLT. quando houver tido de 06 (seis) a 14 (quatorze) faltas.Férias CLT Art.durante o licenciamento compulsório da empregada por motivo de maternidade ou aborto. atualmente. antiga.24 (vinte e quatro) dias corridos. III . na seguinte proporção: I . artigo 130. observados os requisitos para percepção do saláriomaternidade custeado pela Previdência Social. . Embora a legislação específica.por motivo de acidente do trabalho ou enfermidade atestada pelo Instituto Nacional do Seguro Social. remeteu à CLT a aplicação dos direitos do empregado doméstico relativamente às férias. 130 .Não será considerada falta ao serviço.18 (dezoito) dias corridos.885/73. quando houver tido de 24 (vinte e quatro) a 32 (trinta e duas) faltas.12 (doze) dias corridos. no período aquisitivo.Após cada período de 12 (doze) meses de vigência do contrato de trabalho. Normas sobre Férias CLT ART. excetuada a hipótese do inciso IV do ART. os tribunais têm entendido que artigo 2º do decreto 71. INSS. Mas deve ser observada a proporcionalidade que a CLT estabelece em razão de eventuais faltas do empregado ao serviço. as férias são de 30 dias. o empregado perde o direito às férias. o empregado terá direito a férias. a ausência do empregado: II .133. tenha fixado as férias em 20 dias úteis.justificada pela empresa. quando houver tido de 15 (quinze) a 23 (vinte e três) faltas. II . mas mantém o direito ao recebimento do 1/3 previsto na constituição Federal. III . para os efeitos do artigo anterior. não justificadas.131 . quando não houver faltado ao serviço mais de 05 (cinco) vezes. entendendo-se como tal a que não tiver determinado o desconto do correspondente salário.30 (trinta) dias corridos. Quando o empregado exceder de 32 (trinta e duas) faltas. IV .

o empregador pagará em dobro a respectiva remuneração. ART. em um só período. por mais de 30 (trinta) dias. nos 12 (doze) meses subseqüentes à data em que empregado tiver adquirido o direito. contudo. após o implemento de qualquer das condições previstas neste artigo. com percepção de salários.deixar o emprego e não for readmitido dentro dos 60 (sessenta) dias subseqüentes à sua saída. por sentença. para conformar a realidade e o princípio de justiça que as partes procuram e o judiciário deve oferecer. ART. o empregado poderá ajuizar reclamação pedindo a fixação.2º Iniciar-se-á o decurso de novo período aquisitivo quando o empregado. IV . retornar ao serviço.136 A época da concessão das férias será a que melhor consulte os interesses do empregador.1º Vencido o mencionado prazo sem que o empregador tenha concedido as férias.permanecer em gozo de licença. II . . em algumas situações concretas os tribunais são forçados a dar uma interpretação extensiva ou restritiva do texto legal. PAR. e ART. Estes são os demais dispositivos que interessam mais ao empregado doméstico e ao empregador.2º O empregado estudante. da época de gozo das mesmas. ART. PAR.1º A interrupção da prestação de serviços deverá ser anotada na Carteira de Trabalho e Previdência Social. além da norma é preciso observar as interpretações que os tribunais têm dado a cada um dos artigos relacionados. menor de 18 (dezoito) anos. Embora a maioria das normas trabalhistas sejam auto explicativas. no curso do período aquisitivo: I .V . terá direito a fazer coincidir suas férias com as férias escolares. PAR. com especial clareza.134. embora descontínuos.134 As férias serão concedidas por ato do empregador.133 Não terá direito a férias o empregado que.durante a suspensão preventiva para responder a inquérito administrativo ou de prisão preventiva.137 Sempre que as férias forem concedidas após o prazo de que trata o art.tiver percebido da Previdência Social prestações de acidente de trabalho ou de auxílio-doença por mais de 6 (seis) meses. PAR. quando for impronunciado ou absolvido.

as férias deverão ser remuneradas com o acréscimo de. PAR. A data limite para pagamento do 13º salário é o dia 20 de dezembro de cada ano. O valor do 13º salário integral deverá ser igual à remuneração que for devida no mês de dezembro. 1/3 do salário. Mas não é possível comprar as férias do empregado de forma total. deduzirá a importância em dinheiro que já houver adiantado para o empregado. Um Terço nas Férias Com o advento da Constituição Federal. no valor da remuneração que lhe seria devida nos dias correspondentes. mesmo que o empregado assim o queira. . as interpretações dos tribunais podem dilatar ou reduzir os seus efeitos práticos.1º O abono de férias deverá ser requerido até 15 (quinze) dias antes do término do período aquisitivo. Venda de Férias CLT ART. Neste caso. e efetuará o pagamento do saldo. contados retroativamente do dia 31 de dezembro do ano em curso. Para o empregado que não tiver mais de um ano de contratação o 13º salário deverá ser pago na proporção de 1/12 (um doze avos) por mês de serviço.3 (um terço) do período de férias a que tiver direito em abono pecuniário. contudo o empregado poderá solicitar que 50% (cinqüenta por cento) do 13º salário lhe seja adiantado quando do gozo de férias. também para o trabalhador doméstico. havendo o adiantamento. ou fração superior ou igual a 15 dias. o que resulta. O empregado tem o direito de converter parte de suas férias em abono pecuniário. Décimo Terceiro Salário Com o advento da Constituição Federal o empregado doméstico também tem direito ao 13º salário.143 É facultado ao empregado converter 1. na época limite do pagamento o empregador considerará o valor da remuneração de dezembro. a final. não raro. pelo menos. na venda de parte de suas férias para o empregador.Isso quer dizer que nem sempre a lei pode ser examinada somente no seu sentido literal.

Estabilidade da Empregada Gestante É ainda polemica a tese da gestante possuir ou não a estabilidade provisória prevista no artigo 10. devem ser pagos em dobro. para efeito de compensação futura. Contudo a corrente majoritária nos tribunais é de que a empregada doméstica gestante não goza do direito à estabilidade porque a Constituição Federal deixou de enumerá-lo no seu parágrafo único do artigo 7º. que será paga pela Previdência Social. se manterá fixo em reais. de forma inequívoca. terá causado prejuízo à . e o empregado doméstico que apenas aproveita parte dos dispositivos da CLT e tem hoje a maioria de seus direitos regidos pela Constituição Federal.Fica claro que a inflação ou aumento de salário não refletirá na parcela já antecipada ao empregado a título de 13º salário. Esta é uma das diferenças entre os direitos do trabalhador comum. II. quando definiu os direitos que alcançavam o trabalhador doméstico. se o empregador não estiver pagando as contribuições relativas à previdência social. não podendo ser atualizado monetariamente Aviso Prévio Com o advento da Constituição Federal o empregado doméstico também tem direito ao Aviso Prévio nos moldes fixados pela CLT. trabalhados. a demissão da empregada doméstica gestante não impõe ao empregador o pagamento do período da licença e sequer de indenização correspondente. No entanto. O valor da antecipação. Entretanto. b. Licença Maternidade Portanto. A Previdência Social é que deverá pagar à gestante a sua licença. da Constituição Federal. Folga nos Feriados O empregado doméstico não goza deste privilégio. regido pela CLT. Assim. alguns juizes entendem que os dias de feriado. a empregada doméstica tem direito a licença gestante. em razão de sua omissão no cumprimento de dever legal. será devida a indenização porque.

Importa salientar que os dias são corridos. é necessário que outra lei disponha sobre a forma de participação e a obrigatoriedade dos depósitos pelo empregador. admite a possibilidade dos trabalhadores domésticos virem a ter acesso ao regime do FGTS. Depósito de FGTS Este direito não foi estendido ao trabalhador doméstico. A Arrecadação e o recolhimento das contribuições ou de outras importâncias devidas à Seguridade Social obedecem às seguintes normas: V . assim como a parcela a seu cargo. Seguro Desemprego Este benefício não foi estendido ao trabalhador doméstico. para tanto. no parágrafo único do mesmo artigo a CF omitiu a extensão desse direito para os empregados domésticos. normalmente contados a partir do dia seguinte ao do parto. no parágrafo único do mesmo artigo a CF omitiu a extensão desse direito para os empregados domésticos. 30 .036/90. ou contados do dia do parto se desde esse dia o empregado já ausentar-se do trabalho. contudo. no prazo referido no inciso II deste artigo. Entretanto a lei 8. INSS do Empregado Doméstico Lei 8.212/91 Art.O empregador doméstico está obrigado a arrecadar a contribuição do segurado a seu serviço e a recolhê-la. . O seguro desemprego está previsto no inciso II do artigo 7º da Constituição Federal para os trabalhadores de forma geral.empregada que não sendo contribuinte não poderá postular tal direito junto à Previdência Social. contudo. que dispõe sobre o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. O FGTS está previsto no inciso III do artigo 7º da Constituição Federal para os trabalhadores de forma geral. O prazo é de 05 dias. contudo. Licença Paternidade Com o advento da Constituição Federal o empregado doméstico também tem direito à licença paternidade.

Descontos no Salário ART. Caso contrário. o vestuário e habitação que fornecer. PAR. em cada caso. neste caso.Os segurados trabalhador autônomo e equiparados.1º Os valores atribuídos às prestações "in natura" deverão ser justos e razoáveis. é importante observar que. na maioria dos casos apenas verbal. para a prestação dos respectivos serviços.artigos 81 e 82. contudo. e que deve ser descontada e recolhida pelo empregador.II e V. 20% para a alimentação. Embora não se aplique a CLT para os casos em que não haja disposição expressa neste sentido.458 Além do pagamento em dinheiro.2º Não serão considerados como salário. A contribuição a cargo do empregador incide sobre o valor do salário base de contribuição do empregado doméstico. De acordo com a Lei 8. apesar da simplicidade do contrato de trabalho doméstico. é de ser aplicada a analogia como fonte do direito e. 8% para o vestuário e 5% para higiene. é variável em razão do salário que perceber.212/91. os dos percentuais das parcelas componentes do salário mínimo . todavia a soma destes descontos não poderá ser superior a 70% do salário mínimo. Em caso algum será permitido o pagamento com bebidas alcoólicas ou drogas nocivas. Mas. até o décimo quinto dias depois do mês de competência. equipamentos e outros acessórios fornecidos ao empregado e utilizados no local de trabalho. o empregador está obrigado a promover o desconto da contribuição previdenciária devida pelo empregado e a recolhê-la. por força do contrato ou do costume.Inciso II . Os percentuais que a norma permite sejam entendidos como salário in natura ou salário utilidade são fixados em decreto. deve ser observado o teto de 25% para habitação. deve haver um contrato que estabeleça a forma e os valores destes descontos. sobre o salário pago. O empregador poderá descontar do empregado doméstico a alimentação . para todos os efeitos legais. compreende-se no salário. não podendo exceder. empresário e facultativo estão obrigados a recolher sua contribuição por iniciativa própria até o dia quinze do mês seguinte ao da competência. Já a contribuição de responsabilidade do empregado doméstico. PAR. poderá o empregado doméstico reclamar judicialmente que tais descontos não foram autorizados. juntamente com a sua parcela da contribuição. os vestuários. a alimentação. para os efeitos previstos neste artigo. art. 30. fornecer habitualmente ao empregado. aproveitado o que dispõe a CLT em relação aos descontos. mas. habitação. é de ser observado que na hipótese do . vestuário ou outras prestações ""in natura"" que a empresa.

calculados conforme a fórmula retro demonstrada. de 11 de dezembro de l972. constando do recibo de salário. assim entendidas aquelas que a lei prevê. havendo o fornecimento de qualquer das utilidades mencionadas deve ser procedido um desconto a este título. o valor correspondente integrará ao salário para efeito do 13º salário. Se o empregador pagar o Vale-Transporte e nada cobrar do empregado. II . nos termos da Lei 7. de 30 de setembro de l987. poderá faltar as horas que forem necessárias. integrarão ao salário para efeito de pagamento de férias. excluídos quaisquer adicionais ou vantagens. na parcela equivalente a 6% (seis por cento de seu salário básico ou vencimento. Somente pode ser descontado do empregado até o limite de 6% do seu salário básico. como testemunha. Vale Transporte Art. aviso prévio etc. no que exceder a parcela referida no item anterior. Faltas Permitidas As faltas justificadas. 13º salário.418.619. Quando o empregado for arrolado ou convocado para comparecer a Justiça.São beneficiários do Vale-Transporte. os valores respectivos. alterada pela Lei 7.O Vale-Transporte será custeado: I . O empregado doméstico tem direito ao Vale Transporte. ainda que de valor meramente simbólico. não poderão ser descontadas no salário do empregado. os trabalhadores em geral e os servidores públicos federais. o valor da parcela de que trata o item I deste artigo. de 16 de dezembro de l985.pelo beneficiário. Art. o valor que exceder este limite será suportado pelo empregador. sem qualquer desconto. férias e aviso prévio. Portando.859. 1º .pelo empregador. tais como: II . Parágrafo único. 9º . mensalmente do beneficiário que exercer o respectivo direito. contudo.empregador fornecer qualquer desses benefícios de forma gratuita. observando os limites e as condições que a legislação estabelece.Os empregados domésticos assim definidos na Lei 5. . A concessão do Vale-Transporte autorizará o empregador a descontar.

mas pagas pela Previdência Social. por um período de 120 dias e. Afastamento Os afastamentos justificados do empregado doméstico são ausências que não são remuneradas pelo empregador. por duas semanas. importante.Quando do falecimento do cônjuge do empregado. estes dias não serão obrigatoriamente consecutivos. mediante comprovação médica. Faltas ao Trabalho Se o empregado falta ao trabalho sem justificação legal o empregador pode efetuar o desconto respectivo. também poderá faltar. em razão de licençamaternidade. O empregado poderá também faltar ao trabalho por 5 dias. assim. Neste caso a comprovação será fornecida pelo órgão respectivo.). netos etc. sempre lembrando que o desconto deve constar do recibo de pagamento do salário. no caso de aborto não criminoso. avós etc. Quando o empregado não for eleitor e quiser alistar-se. Por ocasião do casamento do empregado poderá faltar por três dias. a lei lhe permite faltar ao trabalho por dois dias.) de seus irmãos. para efeito do cálculo das férias. A empregada poderá afastar-se do trabalho. poderá faltar por 2 dias consecutivos. no decorrer da primeira semana do nascimento de filho. mediante comprovação da doação. de seus descendentes (filhos. ou ainda de pessoa que comprovadamente por anotação na CTPS viva sob sua dependência. mas. Quando o empregado for doador de sangue também poderá faltar ao trabalho um dia por ano. não deverão ser consideradas como faltas ao serviço. Quando o empregado tiver que apresentar ao órgão de seleção do serviço militar obrigatório ou cumprir demais exigências para do alistamento. Os empregados domésticos também poderão afastar-se do trabalho quando vitimados por acidente do trabalho ou acometidos de moléstia que impossibilite a prestação dos serviços. de seus ascendentes (pais. mas. Folgas . consecutivos. conforme constatação dos médicos oficiais.

Embora a desatenção. descuido. Portanto. indolência. grave. O normal é o empregador. ensejador da dispensa por justa causa. A embriaguez habitual ou em serviço também é motivo. aplicar-lhe pena de suspensão do trabalho por alguns dias. Os empregados domésticos. Neste particular a norma não os contemplou. resultam na quebra da confiança e na impossibilidade na manutenção da relação de emprego.O empregado doméstico tem direito ao repouso semanal remunerado. contudo. O furto. Mas também. o roubo ou a apropriação indébita pelo empregado. sejam sinônimos de desídia no direito comum. aos domingos. desleixo. . não têm direito ao descanso nos feriados e dias santos. sempre haverá uma importância maior quando o empregador nota ou toma conhecimento de fatos que podem ser entendidos como incontinência de conduta ou mau procedimento do empregado. é aquela habitual. A improbidade na CLT. e não decorrente de situação especial ou momentânea. Em alguns casos a disposição legal deve ser interpretada também dentro do sentido jurídico consagrado pela jurisprudência. tratando-se de empregado doméstico. constante. advertir o empregado por escrito. Justa Causa São vários os itens que a Lei atribui ao Empregador o direito de demitir o empregado por Justa Causa. por outro lado. preferencialmente aos domingos. somente se caracteriza quando há inequívoca habitualidade. Por isso é importante o perfeito conhecimento e interpretação de todas as palavras dispostas na legislação. Não se pode esquecer que o empregado doméstico convive com os familiares do seu empregador e uma conduta desregrada ou moralmente inconveniente reflete muito mais do que quando se trata de um empregado de fábrica que tem sua jornada de trabalho e função com pouca ou nenhuma ligação com o seu empregador. não bastando apenas o acolhimento literal da norma. sempre que possível. para o direito do trabalho a desídia que autoriza a demissão por justa causa. embora seja certo que alguns juizes entendam ser devida a remuneração dobrada nos feriados. imediatamente quando tomar conhecimento de tal fato. independentemente de ter ocorrido uma única vez. é certo que um dia da semana lhe deverá ser concedido de folga e. Havendo reincidência.A improbidade A desídia no direito trabalhista. que se consubstancia em ato criminoso praticado contra o patrimônio do empregador é uma das situações que ensejam a demissão imediata.

como se tivesse sido demitido imotivadamente. equivalentes a 1/12 da remuneração mensal por mês de trabalho ou fração igual ou superior a 15 dias. se enquadram no fato da desídia. Por outro lado é importante saber que o empregado também tem direito de desligar-se do emprego. Depois. às férias vencidas e às férias proporcionais. Naturalmente que em alguns casos. aplicar-lhe a demissão por justa causa. não caracterizam abandono de emprego. aviso prévio de trinta dias ou indenização correspondente. e pleitear todos os seus direitos. havendo nova ocorrência. alternados.descontando no salário os dias da suspensão. Entretanto é importante observar que a ocorrência de muitas faltas de um ou mais dias. Demissão sem Justa Causa O empregado doméstico na demissão imotivada tem direito ao saldo de salário do mês. Neste caso tem direito a receber as indenizações como se tivesse sido demitido imotivadamente. equivalente a 1/12 da remuneração mensal por mês de trabalho ou fração igual ou superior a 15 dias. equivalentes a 1/12 da remuneração mensal por mês de trabalho ou fração igual ou superior a 15 dias. Outra ocorrência que gera o direito a demissão por justa causa é o abandono do emprego. A CLT dispõe da seguinte forma: O trabalhador também pode postular na Justiça o reconhecimento da rescisão indireta do contrato de trabalho quando o empregador deixa de cumprir seus deveres ou pratica atos vedados pela Lei. e enseja a demissão por justa causa da mesma forma. dependendo da gravidade e conseqüências da embriaguez. ao 13º salário proporcional. férias vencidas. O empregado quando pede demissão tem a obrigação de dar aviso prévio de 30 dias ao seu empregador. equivalente a 1/12 da remuneração mensal por mês de trabalho ou fração igual ou superior a 15 dias. ainda que tal acontecimento tenha se caracterizado pela primeira vez. porém. Os tribunais tem entendido que o abandono do emprego se caracteriza pela ausência injustificada do empregado por mais de 30 dias consecutivos. haverá o ensejo para a demissão por justa causa. . Pedido de Demissão O empregado que pede demissão tem direito ao saldo de salários. férias proporcionais. 13º salário proporcional.

8 As autoridades administrativas e a Justiça do Trabalho. resumindo-se ao saldo de salário.9 Serão nulos de pleno direito os atos praticados com o objetivo de desvirtuar. naquilo em que não for incompatível com os princípios fundamentais deste. Parágrafo único. mas sempre de maneira que nenhum interesse de classe ou particular prevaleça sobre o interesse público. e férias vencidas. o direito comparado. portanto devidas somente se já o empregado tiver completado o período aquisitivo de 12 meses de trabalho. de acordo com os usos e costumes. com amparo na jurisprudência. Benefícios Sociais Relativamente à Previdência Social o empregado doméstico goza dos mesmos direitos que o trabalhador urbano. decidirão conforme o caso. na analogia. Justiça do Trabalho CLT Art. ainda. por eqüidade e outros princípios e normas gerais de direito. impedir ou fraudar a aplicação dos preceitos contidos na presente Consolidação. principalmente do direito do trabalho. na falta de disposições legais ou contratuais.Se o empregado não der o aviso prévio o empregador poderá descontar no recibo de rescisão o valor equivalente a 30 dias de salário. e. Art. O empregado que comete falta grave não tem direito ao aviso prévio. Essa disposição tem importância fundamental e explica a razão pela qual. e inclusive os órgãos da administração do trabalho. não tem direito ao 13º salário proporcional e não tem direito às férias proporcionais. na dúvida. A CLT investe o julgador. que tiver no dia da demissão. O direito comum será fonte subsidiária do direito do trabalho. Direitos na Justa Causa Quando um empregado doméstico é demitido por justa causa seus direitos são reduzidos. do poder de interpretar as omissões legais ou contratuais das relações de trabalho. pela jurisprudência. os juizes . por força das disposições constitucionais e da legislação específica. equidade e outros princípios e normas gerais de direito. por analogia.

ou seja de postular Reclamatória Trabalhista. EMPREGADA DOMÉSTICA . havendo recurso. na verdade.SALÁRIO IN NATURA .7 .E-RR 62.Ac.O empregado doméstico que.RO-DC 112. (TST . É que na fase de recurso existe intensa atividade processual e o leigo não teria condição de exercer sua plena defesa sem os conhecimentos especializados de um advogado. os Juizes classistas são indicados pelas entidades sindicais e têm o cargo em caráter temporário. SDI 2. Na Justiça do Trabalho não há necessidade de advogado para instauração de reclamação individual. 114. 7º. (TST .Relª Min. representante da categoria patronal. não faz jus às diferenças salariais relativas ao valor pago em espécie e ao teto salarial. um Juiz Classista. diretamente. parágrafo único. e um Juiz Classista representante da categoria profissional. somente o Juiz Presidente decide.96) . a possibilidade de negociação coletiva e. ainda.06. Qualquer trabalhador pode defender os seus direitos e interesses. o reconhecimento dos acordos e convenções coletivas (art.Ac. como condição inafastável para o fornecimento de qualquer utilidade prevista no art. uma categoria limitada no que tange a direitos coletivos e individuais. superam o valor do salário mínimo. A verdadeira e atual função dos Juizes Classistas fica restrita a tentar a conciliação entre os litigantes.625/92.271/94 . SDC 1.7 . todavia. finalmente. de Freitas . mesmo porque inexiste previsão legal estabelecendo a necessidade de acordo entre as partes. aliás. Min.868/94. nem sempre suficientemente convincentes.271/96 .SINDICATO DE TRABALHADORES DOMÉSTICOS IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA . não lhe tendo sido assegurado. Regina Rezende Ezequiel .94). Na Justiça do Trabalho os processos são examinados por uma Junta de Conciliação e julgamento composta por um Juiz Presidente. comprovadamente. O Juiz Presidente é concursado e goza de vitaliciedade no cargo. que afasta.Rel. Manoel M. 458/CLT. da Carta Magna). deverá o interessado contratar advogado para acompanhamento da demanda. mas. sem a participação de advogado na primeira instância. de chegar-se ao estágio final do ajuizamento da ação coletiva (art. no que tange àqueles. Teoricamente o colegiado de Juizes decidem a demanda. Jurisprudência DISSÍDIO COLETIVO .11.DJU 07. somadas. § 2º). que.ACORDO .DJU 25. percebe do empregador utilidades. por incompatibilidade lógica.A categoria dos trabalhadores domésticos é.adotam seus próprios entendimentos.

pois.A multa cominada pelo art. 477 da CLT não é aplicável na rescisão de contrato de emprego doméstico. previsão legal para a sua cominação.DJMG 24.AC 92.46.RO 12. .FÉRIAS .Relª Min. Aplicação do art. além do que.608/96 . 7º. no âmbito doméstico.RO 17. parágrafo 3º da CLT. III. a aplicação das leis trabalhistas não pode ser feita de forma rigidamente processual. vez que aqui as relação são quase familiares. Regina Rezene Ezequiel .PRIMAZIA DA REALIDADE .03. das normas legais que impõem penalidades. não havendo. (TST . Juiz Theotônio Costa .RO 7. a ser pago pelo instituto previdenciário. Apelação improvida. 477 DA CLT . respectivamente.Ac. apesar de admitido como motorista da reclamada.96) EMPREGADO DOMÉSTICO . (TRT 3ª R . por analogia. prevalece para todos os efeitos a sua condição de doméstico. baseadas na confiança íntima existente entre as partes. .97) EMPREGADO DOMÉSTICO . parágrafo único da CF/88. expressamente. do princípio da inafastabilidade do controle jurisdicional. Se a lei confere ao empregado doméstico um direito líquido e certo.Rel. (TRT 3 ª R.DJU 05.04. não pode o segurado ter este direito coarctado por falta de normas internas que regulam a matéria. Juiz Marcos Heluey Molinari . 73 da Lei nº 8. inciso IV e parágrafo único da CF.RR 191.1 . . previsto no art.01. a título de habitação e alimentação. permite que o empregador desconte 25% e 20% do salário do obreiro.1ª T . qual seja. 458.DOMÉSTICA . que determina o pagamento dobrado das férias não concedidas em tempo hábil. Aplica-se o texto legal consolidado por força do disposto no art. 4.I. 137. a título de habitação e alimentação.Rel.3ª T.96) .SALÁRIO-MATERNIDADE . Preliminar de carência da ação rejeitada. é a relação de emprego sem qualquer contrato expresso.96) EMPREGADO DOMÉSTICO . que é o princípio aplicável também aos empregadores e não somente aos empregados.09.Se o reclamante sempre exerceu a função de motorista familiar. firmado o princípio da inaplicabilidade. da Constituição Federal.829-3-SP . Assim.Relª Juíza Deoclécia Amorelli Dias .Não tem os empregados domésticos direito ao preceito contido no art. (TRT 3ª R.5ª T. 1ª T.10. da CLT. II.Rel. O salário-maternidade devido ao empregado doméstico está a cargo da autarquia previdenciária.DJMG 29. Aplicação. incontroverso que a obreira residia na casa da reclamada.DJU 27. .MULTA DO ART. plausível o reconhecimento do desconto de 20% sobre o salário mínimo efetuado pela empregadora sobre o salário da obreira. . . 7º.213/91. XXXV.634/96 .375/96 . posto que desaconselhável. ressalte-se que. 5º. ali fazendo as suas refeições. eis que aos mesmos se aplica a Lei 5. ademais.03. a percepção de salário-maternidade.023/96 . de modo que ainda hoje o ordinário. Juiz Marcos Bueno Torres . haja vista a tão decantada primazia da realidade.O art.97) EMPREGADO DOMÉSTICO .DJU 05. Entretanto. Tais descontos deveriam ter sido acordados quando da contratação da obreira.859/72. (TRT 3ª R. porquanto não está a sanção elencada no art.DESCONTOS SALARIAIS COM HABITAÇÃO E ALIMENTAÇÃO .292/95.4ª T.

DIREITOS . XXIX.DOMÉSTICO . (TRT 2ª R .Rel.94) DOMÉSTICO . pois não se aplicam aos domésticos as regras estabelecidas pela CLT.Rel. Juiz Fernando P. direito que foi expressamente estendido às domésticas. .A Constituição Federal de 1988 garantiu a licença à gestante.03. 95 do Decreto 611/92. só tem direito a perceber a metade do mínimo legal.EMPREGADO DOMÉSTICO . (TST RR 81.Não há qualquer óbice legal ao credenciamento de preposto pelo empregador doméstico. portador de defesa e documento. (TRT 3ª R.SALÁRIO MÍNIMO .494/93.10. 7º. da Constituição Federal de 1988. 477 da CLT ao doméstico. 443 da CLT. Juiz Antonio A. . Não se pode exigir do empregador doméstico o que é exigível do empregador comum.INAPLICABILIDADE DAS REGRAS CELETISTAS .8 .RO 6.JORNADA REDUZIDA . mormente se trabalha longo período sem reclamar diferença salarial alguma.RO 02. tendo em vista a alínea a do art.400/92 .94) DIFERENÇA SALARIAL . o empregador doméstico sofre de violência com a decretação das penas de revelia e de confissão quanto à matéria de fato.93) EMPREGADOR DOMÉSTICO .SALÁRIO IN NATURA PRESCRIÇÃO . Vantuil Abdala .EFEITOS .DOESP 23.0101565 . 7º do diploma consolidado. (TRT 3ª R. M.DJMG 19. 3.Ac. L.197/94 . Min. . Netto .05.DJU 14. não tem o texto constitucional o condão de retroagir seus efeitos ao período anterior a sua promulgação. 2ª T. a teor do art. 458) se prestam a completar o salário mínimo legal.94).Estando comprovado que a reclamante trabalhava apenas metade da jornada de trabalho. Juiz Allan Kardec Carlos Dias .926/92 .FÉRIAS . .CONTRATO DE EXPERIÊNCIA . legítimo se entender a existência de acordo tácito no sentido de que as utilidades fornecidas ao empregado (CLT. (TRT 3ª R. somente é .92.RO 1.Rel. O pressuposto básico do salário-maternidade é a relação de emprego.93) DOMÉSTICA .GESTANTE .Aplica-se à doméstica o contrato de experiência.DJMG 07.168/93 . Os créditos trabalhistas do empregado doméstico estão sujeitos ao prazo de prescrição do art. Comparecendo à audiência através de preposto. em que prevalece a informalidade.Rel. em jornada além da metade.02.DJMG 16. Desig. Baldacci .859/78. com duração de 120 dias. 2ª T 11.Ac. Juiz Gilberto A. uma vez comprovado que não se destinavam a fim econômico do contratante. Sendo assim. Marcellini .Red. com duas folgas semanais e em dois dias. sem prejuízo do emprego e do salário. 3º da Lei nº 5. A Carta Magna somente estendeu ao doméstico o direito às férias anuais e respectiva remuneração por ela preconizada e não resulta incompatível com o art.RO 9.1ª T. Indevida a multa do § 8º do art.04. .1ª T. por força do disposto no art.MULTA DO ART.13º SALÁRIO .2ª T.Em virtude das condições especiais da relação de trabalho doméstico. DOMÉSTICA . art. 477 DA CLT .É doméstico o laborista registrado como caseiro ainda que exerça atividades de motorista particular.GARANTIA DE EMPREGO .448/94 . Assegurado ao doméstico o 13º salário pela Lei Maior vigente.EFEITOS . .

DJMG 18.DJMG 12. .Os empregados domésticos devem receber. daí por que a garantia de emprego prevista no art.94) EMPREGADO DOMÉSTICO . a lei não pretende conceder a garantia de emprego aos domésticos. Juiz Pedro Lopes Martins DJMG 05.4ª T.Inexiste base legal para o deferimento da multa pelo atraso no pagamento das verbas rescisórias aos domésticos. A alegação de que a estabilidade provisória seria incompatível com o trabalho doméstico não pode ser acolhida neste caso. em feriados e dias santificados.MULTA NO ATRASO DE PAGAMENTO DAS VERBAS RESCISÓRIAS . embora a Carta de 1988 não se refira de modo expresso a estes últimos. Neste caso. já que o direito à vida e às garantias que lhe são inerentes (pré e plurinatal) estão em ordem de prioridade. ao disciplinar o trabalho do doméstico dispôs.4ª T.TRABALHO INTERMITENTE IMPOSSIBILIDADE DE RECONHECIMENTO DO VÍNCULO .DJMG 03. cozinhando e limpando a casa. Juiz Israel Kuperman . (TRT 3ª R. a maternidade e.159/95 .Caracteriza-se como empregado doméstico o trabalhador que presta serviços em fazenda que é utilizada apenas para recreação de seu proprietário e familiares.2ª T. sob pena de submeter seu direito ao salário-maternidade ao arbítrio exclusivo do patrão. Juiz Sebastião G. ao admitir mulher em idade reprodutora.RO 13. Juiz Israel Kuperman . . os direitos assegurados no artigo 7º.859/72.744/92 .CARACTERIZAÇÃO .RO 17. aplicando-se-lhes.04. (TRT 3ª R.95) EMPREGADO DOMÉSTICO .RO 5. (TRT 3ª R.Rel. pois esta classe não está amparada pela CLT. . . De fato.2ª T. O empregador doméstico. .Rel. EMPREGADO DOMÉSTICO . de forma explícita. (TRT 3ª R .93).145/93 . .Rel. o reconhecimento do vínculo em relação jurídica de natureza intermitente.Red. o direito à vida.95) DOMÉSTICO .215/93 . .2ª T.RO 8.possível alcançar este benefício com a permanência do vínculo. o direito individual cede lugar à proteção fundamental da maternidade.02.02. . O objetivo do legislador constituinte foi estender-lhes também o descanso em feriados. .02. sabe de antemão que poderá ter suspenso o direito de dispensá-la em razão da gravidez.4ª T.DJMG 15. parágrafo único. obstando. mas o bem jurídico tutelado é outro: a gestação. (TRT 3ª R.É empregado doméstico o trabalhador que presta seus serviços ao lar do proprietário da fazenda. que a tutela legal somente alcança a atividade laboral contínua. Oliveira DJMG 11. Desig. .RO 3.FERIADOS . não se exercendo na mesma qualquer atividade lucrativa. pelo trabalho realizado aos domingos. assim. por extensão. . Juiz Hiram dos Reis Correa . (TRT 3ª R.05.Rel. apenas.94) RELAÇÃO DE EMPREGO .02. 10 do ADCT deve ser estendida à doméstica.DOMÉSTICO .94) .Relª Juíza Alice Monteiro de Barros . da Constituição Federal. em dobro.903/92 .A Lei 5.504/94 .RO 18.

neles estando também incluídos os domésticos.RO 12.859/72.11. RELAÇÃO DE EMPREGO . . Ausência dos requisitos da não eventualidade e da subordinação. conferiu-lhe. que visa emprestar à atividade empresarial objetivos lucrativos.93) . do Valle .5ª T.11. Vidigal DJMG 19. inciso II. à falta de previsão legal. letra b. .EMPREGADA DOMÉSTICA . (TRT 3ª R .FERIADOS . Juiz Valdir de Andrade Jobim . a atual Constituição Federal.94) TRABALHADOR DOMÉSTICO .A empregada doméstica não se beneficia da garantia de emprego prevista no art. não se constitui empregada doméstica para efeito de aplicação da Lei nº 5. o direito às férias proporcionais.Improsperável o pedido de pagamento de feriados trabalhados pela doméstica.PRESCRIÇÃO .4ª T . (TRT 3ª R.EXPLORAÇÃO ECONÔMICA .RO 1.94).2ª T.DOERS 28.515/91 . difere daquele que emana da relação de emprego comum.092/96 . 7º da Constituição Federal.02. . 10.Rel.06.DJMG 12.94) FÉRIAS PROPORCIONAIS. com liberdade para prestar serviços em outras residências e até para a escolha do dia e horário do trabalho.O prazo prescricional aplicável a esta categoria é o previsto no inciso XXIX do art. em residência particular duas vezes por semana.174/93 . Rel. . o direito do doméstico a férias anuais remuneradas com pelo menos 1/3 a mais do que o salário normal.Rel. sem garantir-lhe o menos.GRAVIDEZ . 11 do Diploma Consolidado. também.GARANTIA DE EMPREGO . sob pena de assegurar-lhe o mais. O seu valor econômico.Rel.04.4ª T . Juiz Marcio F. que substituiu o art.RO 2. Carlos Affonso Carvalho Fraga .DOERS 07.RO 15. . do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias.INEXISTÊNCIA . DOMÉSTICA .RO 93. mas prestadora autônoma de serviço. embora possa existir.Rel.FAXINEIRAS . disciplinando o instituto da prescrição como norma geral que abriga todos os trabalhadores urbanos.DOMÉSTICA DIARISTA PRESTADORA DE SERVIÇOS DE LIMPEZA .DJMG 09.5ª T.94) TRABALHADOR DOMÉSTICO .5ª T. Juiz Itamar José Coelho . Tarcísio Alberto Giboski .09. S.956/94 .Faxineira que trabalho como diarista.PROPRIEDADE RURAL .019519-1 .96).RO 12. qual este último seja o principal elemento caracterizador da relação de emprego. A ausência de exploração de atividade econômica no âmbito da propriedade rural constitui empecilho legal para o reconhecimento de uma possível relação de emprego em favor do conhecido "caseiro".O trabalho doméstico não tem valoração pecuniária direta como forma de participação do trabalhador em qualquer tipo de processo produtivo.Rel. que não estende à doméstica a proteção contra a despedida sem justa causa em caso de gravidez.DJMG 07. (TRT 3ª R. (TRT 4ª R . ACRESCIDAS DE 1/3 .411/93 . . (TRT 3ª R. A disposição transitória citada deve ser interpretada em consonância com o parágrafo único do art. Juiz Márcio R. (TRT 4ª R . sem dúvida. 7º da Constituição da República/88.EMPREGADO DOMÉSTICO Prevendo.

Rel. Juiz Vanderlei Nogueira de Brito DJPB 08.Rel.95) DISSÍDIO COLETIVO . Aos respectivos depoimentos se atribuirá a valoração correspondente residindo o doméstico com os patrões.395 .A comprovação de fatos ocorridos no convívio íntimo da família.537/94 . entendido o âmbito residencial todo o ambiente que esteja diretamente ligado à vida de família (Délio Maranhão). é de se atribuir validade a recibo genérico de quitação firmado pela obreira. TP 22.Em face da excessiva dose de fidúcia inerente à toda relação empregatícia doméstica. onerosidade.Ac.124/93 .Ac. 1. decorrente da própria convivência da empregada com o lar de seu empregador. cumpre ao julgador analisar com cautela redobrada a prova. (TRT 10ª R. § 3º.09. impondo-se menor rigidez na aferição do impedimento configurado no art.04.DJU 09. do CPC. do que não decorre.064/93 .DJU 15.115/93 .RO 2.RO 5.CARACTERIZAÇÃO Não se considera diarista a empregada doméstica que presta serviços mediante exclusividade e com jornada de trabalho de segunda a sábado. . abandonando os formalismos para buscar a correta sintonia com a realidade e atingir a querida verdade real. caracteriza a relação de emprego.03. .INAPLICABILIDADE DOS INSTITUTOS NORMATIVOS NO DIREITO COLETIVO DO TRABALHO .93) EMPREGADO DOMÉSTICO . .É empregado doméstico o motorista particular em residência do empregador.RELAÇÃO EMPREGATÍCIA O trabalho doméstico prestado. exclusividade e subordinação.Relª Juíza Maria de Assis Calsing .EMPREGADOS DOMÉSTICOS . ainda que uma única vez por semana. RELAÇÃO EMPREGATÍCIA DOMÉSTICA .MANUTENÇÃO DA DIFERENCIAÇÃO JURÍDICA NA CF/88 . 2ª T.RO 8.DJU 25. . 405.RO 1.EXTINÇÃO DO . por isso. 3º da CLT.JUSTA CAUSA .768/92 . (TRT 13ª R. durante considerável lapso temporal.2. (TRT 10ª R . especialmente quando existe robusta prova testemunhal nos autos que comprova a presença dos requisitos preconizados no art.VÍNCULO EMPREGATÍCIO . de forma contínua.DJU 11. máxime quando confessado a inexistência de vício de consentimento e a empregada apresenta discernimento suficiente para bem entender o teor do que estava a assinar.EMPREGADO DOMÉSTICO . 305/94 . Emergindo da prova testemunhal e dos demais elementos dos autos que a empregada sempre percebeu as férias e os 13º salários. do convívio familiar.RO 444/94 Ac.Relª. (TRT 10ª R.Ac. Juíza Heloisa Pinto Marques . Juiz Sebastião Machado Filho . exige o testemunho de pessoas que freqüentam a casa. a quebra do liame de confiança é motivo suficiente à ruptura do vínculo. item III. por não desenvolver trabalho aproveitado pelo patrão com o fim de lucro.94). (TRT 10ª R . desfrutando.Ac.08. 2ª T 1713/94 . necessariamente. tal como a prova de falta grave praticada pelo empregado doméstico.94) TRABALHO DOMÉSTICO UMA VEZ POR SEMANA . Juiz Bertholdo Satyro . 3ª T. a imputação de suspeição. 3ª T.Rel.94) EMPREGADA DOMÉSTICA .11.052/93 . estando presentes os demais requisitos da pessoalidade.ANÁLISE DA PROVA .

DC 44/93 .96). Juiz Carlos Alberto Moreira Xavier . mas é incompatível com o trabalho doméstico.Rel.Aos empregados domésticos. (TRT 18ª R. dadas as peculiaridades da atividade do doméstico.Ac.TP Rel. É imprescindível. 2. não os equiparou ao trabalhador comum. (TRT 24ª R.10. já que a intermitência consiste. sem julgamento do mérito. uma vez preenchidos os requisitos previstos na Lei nº 5859/72. serviço contínuo. já que assim está escrito na lei.DJMS 19. Tampouco houve reconhecimento dos títulos normativos referentes aos mesmos. prevalecendo-se. embora a CF/88 tenha-lhes conferido vários direitos previdenciários e trabalhistas.TRABALHO NÃO CONTÍNUO . necessariamente contínuo.O vigia de residência particular enquadrar-se na categoria dos empregados domésticos." (Juiz Mário Sérgio Bottazzo).391/92 .07. SEM JULGAMENTO DO MÉRITO .03. a diferenciação jurídica. o que afasta a intermitência.020/93-A .94) VIGIA RESIDENCIAL ."A caracterização do doméstico exige a continuidade. .EMPREGADO DOMÉSTICO . não há como contrapor-lhe uma atividade econômica ou empresarial que pudesse discutir reivindicações.Ac. Juiz Josias Macedo Xavier .RO 2.Rel.634/94 .DJGO 27. exatamente. no âmbito residencial destas. Considera-se extinto o processo. (TRT 15ª R. Contínuo é o trabalho não eventual e não intermitente.SE . quais sejam. devendo merecer do Estado apenas uma proteção mínima como o faz a atual Constituição Federal. na solução periódica de continuidade.IMPOSSIBILIDADE DE CARACTERIZAÇÃO COMO TRABALHO DOMÉSTICO . Juiz João de Deus Gomes de Souza . em nosso sistema. . que a prestação seja contínua.DOESP 26. .PROCESSO.Ac. . para a caracterização do vínculo de emprego. E. 0470/96 . 1.RO 0052/96 . A intermitência não afasta a caracterização do vínculo de emprego comum. também. de natureza não lucrativa. prestado a pessoa física ou a família. Isto é: não é suficiente que o trabalho doméstico seja não eventual. Em resumo: o trabalho não eventual pode ser intermitente ou contínuo.95) LAVADEIRA E PASSADEIRA .

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