A Historia da Arte - Gombrich, E.H.- Ed. LTC-16a ed 16a edição - Título original: “The Story of Art” 1950 1.

Estranhos Começos: Povos pre-históricos e primitivos. América antiga. Parece que esses caçadores primitivos imaginavam que, se fizessem uma imagem de sua presa, os animais verdadeiros também sucumbiriam ao seu poder. Antigas civilizações pré-colombianas onde a feitura de imagens vinculada à magia e à realização, e também a primeira forma de escrita. 2. Arte para a Eternidade: Egito, Mesopotâmia e Creta. Regularidade geométrica e penetrante observação da natureza é característica de toda a arte egípcia. O método do artista se assemelhava mais ao do cartógrafo que ao pintor: tudo tinha que ser representado a partir do seu ângulo mais característico. Artistas cretenses representavam movimentos rápidos e ágeis em estilo livre e gracioso, já os mesopotâmios erigiam monumentos para celebrar vitórias nas guerras, verdadeiras crônicas ilustradas das campanhas dos reis. 3. O Grande Despertar: Grécia, séculos VII à V a.C.: Embora templos gregos sejam vastos e imponentes, não atingem as colossais dimensões das construções egípcias, foram edificados por seres humanos, para seres humanos, não existia um governante divino. Levar em conta o ângulo de onde o artista via o objeto, não mais como cartógrafo, mas como pintor. A velha idéia de que era importante mostrar toda a estrutura do corpo, com suas principais articulações, incentivou o estudo de anatomia dos ossos e músculos, para aparecerem visíveis sob o ondulado das roupagens. os artistas gregos tinham dominado o meio de transmitir um pouco os sentimentos mudos existentes entre as pessoas: troca de olhares, por exemplo. 4. O Império do Belo: A Grécia e o mundo grego: século IV a.C. à I d.C. Vários métodos, estilos e tradições criaram a variedade que admiramos no período. O artista já não tinha a menor dificuldade em representar movimento ou perspectiva. O típico e o individual eram colocados num novo e delicado equilíbrio. Com o helenismo pós-Alexandre os estilos e invenções da arte grega foram aplicados à escola grandiosa dos reinos orientais, de acordo com suas tradições. Os gregos romperam os rígidos tabus do primitivo estilo oriental, acrescentando às imagens tradicionais do mundo uma quantidade cada vez maior de características obtidas através da observação, possuem o cunho do intelecto que as criou. 5. Conquistadores do Mundo: Romanos, Budistas, Judeus e Cristãos, séculos I ao IV d.C. Arquitetura romana usa arcos, e assim se diferencia da grega, construiu abóbodas. Os indus com suas imagens de Buda em expressão de profundo repouso. Na decoração de sinagogas um estilo deselengante, pois quanto mais realista fossem os murais maior o pecado contra o Mandamento que proibia imagens. Artistas cristãos também se espelharam na tradição grega, adicionando clareza e simplicidade. 6. Bifurcação dos Caminhos: Roma e Bizâncio, séculos V a XIII. A mãe do imperador Constantino construiu uma primeira basílica, que serviu de modelo para todas as igrejas. As esculturas foram deixadas de lado e foi dado impulso as pinturas, que segundo o Papa Gregório Magno, final do século VI, servia muito bem aos analfabetos que não podiam ler a Palavra. O milagre dos pães e peixes, representado em mosaico numa igreja de Ravena é um bom exemplo. As idéias egípcias de dar importância a clareza na representação de todos objetos voltara com grande pujança, mas as formas não eram da arte primitiva, mas já da grega clássica. Processos primitivos misturados à metodos refinados são característicos da Idade Média. E em Constantinopla os iconoclastas ou destruidores de imagens, só permitiram imagens sacras ou ícones como da mãe de Deus com Jesus no colo, geralmente em mosaicos. 7. Olhando para o Oriente: Islã, China - séculos II à XIII. No Islã fazer imagens era definitivamente proibido, os artistas então criaram as ornamentações rendilhadas e sutis, conhecidas como arabescos, formas usadas também nos tapetes orientais. É o mundo onírico de linhas e cores. O impacto religioso sobre a arte foi mais forte ainda na China, um dos primeiros rolos ilustrados chi-

Agora tem-se um significado mais definido para formas fantásticas. A Igreja Triunfante. E foi a arte bizantina que proporcionou aos artistas italianos transporem a barreira que separa a escultura da pintura. o século XIII.. já tinham aprendido a pintar é que saiam a campo para captar o espírito da paisagem. Eu serei seu Deus e ele será meu filho. 9. A partir de Giotto a História da Arte passou a ser também a História dos grandes artistas... Mais irefinado do que grandioso o século XIV trouxe-nos a habilidade na decoração e nos rendilhados: Palácio dos Doges em Veneza. que mostra a estrutura do corpo sob as dobras das roupagens. Só então voltando aos ateliês é que rapidamente começavam e terminavam a obra. isso para materializar sua visão enquanto a imaginação estava fresca. Conflito de grande números de estilos diferentes durante esse período. E assim recuperaram a arte clássica perdida. o mar já não existia. Giotto: -. na Idade Média desenhavam também o que sentiam. para aprender com ela. que descia do céu. Ora. experimentando novas formas de composição. Vikings usam a arte como magia. 8. Buscaram na Bíblia. eles aprenderam por um complexo de meditação e estudo. tal qual os primitivos das cavernas. Minuciosa atenção ao detalhe. Na Irlanda monges tentaram adaptar as técnicas dos Vikings a arte cristã e coseguiram bom resultado em especial com manuscritos dos séculos VII e VIII (Evangelhos de Lindisfarme).1a2: “Vi um novo céu e uma nova terra. e só no final do período começa a se amalgamar.. possibilitando a ele mudar toda concepção de pintura. As igrejas já não só serviam para proteção dos fiéis. Aquele que vencer possuirá estas coisas. o século XII Igreja Militante quer dizer que era sua tarefa combater as forças do mal até a hora do triunfo no Juízo Final. A arte romana de abobadar grandes edificações exigia uma série de conhecimentos e cálculos que em sua maior parte tinham se perdido. Cortesãos e Burgueses: o século XIV. 11. os egípcios haviam desenhado o que sabiam existir. Os artistas eram solicitados a serem copistas de obras antigas. eles preservaram mais as descobertas dos pintores helenísticos. com escritos no espírito Confucionista. geralmente escrevendo poesias sobre as telas. sua pintura nos faz acreditar que estamos testemunhando um evento sendo representado num palco.” 5a7: “. mas para seu vislumbre de um mundo diferente. Vi a cidade santa. nos ditames da construção do templo de Salomão modelos para a arte.” O escultor estava embuido de um novo espírito: dignidade individual. habilitou-os a transmitir a idéia do sobrenatural.neses mostra uma coleção de grandes exemplos de senhoras virtuosas. Estilo gótico: cruzamento das “nervuras”. Apocalipse 21.São Mateus escrevendo o Evangelho). A arte chinesa é comedida. “como desenhar um pinheiro”. A pintura estava a caminho de se tornar uma forma escrita por imagens. Europa séculos VI a XI. Para representar paisagens nas pinturas os chineses não íam a campo. arco ogival. A Arte Ocidental em fase de Assimilação. Não se obrigavam mais a imitar as reais gradações de tonalidades cromáticas que ocorrem na natureza. que os ocidentais. de junto de Deus. os gregos o que viam. Teólogos tornam-se conselheiros dos artistas. na Europa da Baixa Idade Média. A Igreja Militante. etc. sentar-se num banquinho em frente a uma tela. arcobotantes que completam a armação externa da abóbada gótica.Eis que renovo todas as coisas. Quando então. Os artistas queriam explorar as leis da visão e adquirir conhecimentos suficientes do corpo humano para incluí-las nas estátuas e pinturas. a nova Jerusalém. simbólica. Eu darei gratuitamente da fonte da água da vida ao que tiver sede. Tiveram a idéia de não fazerem um teto tão pesado. porque o primeiro céu e a primeira terra desapareceram. Essa liberdade emancipou-os da necessidade de imitar a natureza. “como desenhar rochas”.. mas provocar amor e ternura. Podemos . o princípio e o fim. Isso não tardou a revolucionar os métodos de construção. monges e ascetas eram representados em estátuas de um surpreendente realismo. contar com um certo número de arcos de reforço e preencher os intervalos com material mais leve. Visualizar mentalmente.. Como se tornou importante para o ilustrador mostrar seus sentimentos nas figuras. mas mesmo assim lhes imprimiam seu estilo diferente (como numa capa . proporções corretas. Observavam a natureza. Eu sou o Alfa e o Ômega. 10. não mais para copiá-la.redescobriu a arte de criar a ilusão de profundidade numa superfície plana. como os gregos e romanos. As obras não pretendiam proclamar uma verdade solene. Com o Budismo.

13. Um grupo de artistas florentinos se dispos a criar uma nova arte e romper com as idéias do passado. final do século XV na Itália. até de guildas de alfaiates e armeiros. simples e calma. Le Tavernier reflete fielmente a vida na cidade da sua época. e a pura beleza. movimento distorcido. E da mesma forma como a imprensa acelerou o intercâmbio de idéias. Donatello. a pouca profundidade. Conato Bramante (1444-1514) chegou a planejar um igreja circular para São Pedro. Tradição e Inovação II. Fra Angélico criou a beleza e simplicidade. de certo modo o artista é que escolhia quem ele iria agradar com sua obra. . Miguel estudou todos os detalhes e com que cuidado preparou cada figura dos desenhos. jogo de luz. tudo está como que num palco. Os artistas deixaram de receber encomendas do tipo: dois sapatos. mas não podemos esquecer dos pequenos artífices que estes sim carregavam a árdua tarefa da arte nas suas pobres mãos. usava toda a gama de expressões faciais. claro e simétrico. três armários e uma pintura à óleo. Miguel. Agora podiam escolher que encomenda fariam. A nova pintura era diferente de todas as anteriores. Miguel não era pintor. Veneza e Itália Setentrional. de 1502. Correggio e Giorgione. Filippo Brunelleschi (1377-1446). vida festiva. a última ceia parece estar acontecendo a nossa frente. está lá para quem quizer ver. a impressão de imagens (xilogravura) assegurou o triunfo da Renascença. humildade do dominicano transparecia. Seu líder. Realização da Harmonia. Pollaiuolo. Os grandes artistas tornaram-se orgulhosos. Jan van Eyck e toda a geração de artistas em sua apaixonada busca da verdade. criou-se um estilo internacional que outro só veio no século XX. Toscana e Roma. mas não representa uma cena real. Alberti traduziu um plano gótico para formas clássicas suavizando o bárbaro arco ogival e usando os elementos da ordem clássica num contexto tradicional. mas escultor. Maraccio. Botticelli = ação rapidamente entendida. simplicidade na pintura. Konrad Witz radical inovador suiço pintou o lago de Genebra como se fosse o mar da Galiléia. Durer e Holbein. acurado no desenho e harmonioso na composição. 16. nada lhes parecia extraordinário. A idéia de uma ressureição da “Grandeza de Roma”. em Roma. sem a qual a Reforma talvez não tivesse ocorrido. O cúmulo do orgulho está em Leonardo. O século XV no norte. Os horizontes dos artistas ampliaram-se através das grandes navegações. Piero della Francesca esmerou-se na indumentária de legionários romanos e no tratamento da luz. A arte podia agora refletir um fragmento do mundo real. A Conquista da Realidade: início do século XV. 14. eternização na obra: a perfeita harmonia na composição de figuras movimentando-se livremente. teatralidade e excitação. Fouquet usa a luz. início do século XVI. Rafael e Ticiano. como poderia negar um pedido do Papa? Quatro anos trabalhou no teto. a calma. agora os artistas escolhiam um dentre vários nobres.Martin Schongauer. Xilogravura e xilografia. Encomendas de nobres. agora tinham adquirido status. 12. assim salvou boa parte do desenho lúdico. Rafael. Hugo van der Góes: tenso e austero. Leonardo. Rogier van der Weydin de Flandres: fidelidade a cada fio de cabelo. início do século XVI. “Leonardo conhecia a fórmula mágica que infundia vida nas cores espalhadas por seu sortílego pincel. movimentos graciosos e linhas melodiosas. mestre . Para ser admitido numa corporação o artista tinha que se mostrar capaz em atingir determinados padrões. Pinturas seguindo regras matemáticas. possuia penetração e humor. desafiam antigas idéias de beleza e chocavam muita gente mais velha. mas é circular. textura e superfície das coisas. Veit Stoss: veracidade e expressividade. Com que minúcia. 15. que por ser canhoto. cada ponto de costura. Tornaram-se criaturas livres. Monalisa parece estar viva.dizer que a arte medieval chegou ao fim e entramos na Renascença. Claus Sluter. Durante cerca de 500 anos arquitetos da Europa e América seguiram seus passos. Uccello dizia: “Quão doce é a perspectiva!” Gozzoli (1421-97) vivicidade e aprazividade da época. Tradição e Inovação I. de burgueses. Luz e Cor. Há nela drama. ao contrário de antes onde os príncipes e nobres escolhiam um dentre vários artistas. Mantegna movimento e perspectiva. egoisticamente resolveu escrever da direita para esquerda e danem-se os outros. que ajuda a criar uma atmosfera misteriosa. A impressão de estampas havia precedido em algumas décadas a impressão de livros. não chegou a ser construida como nos seus planos.

visão dramática e emocional. Federico Zucaro (1543-1609) construiu uma janela na forma de rosto no Palácio Zuccari em Roma.” El Greco (1541-1614). tinha em suas figuras textura e superfície. e rematada por uma cúpula alta e imponente. Carracci: pintor autêntico. Giorgione com luz sobrenatural de uma tempestade. e harmonioso. a nave. o que já se fazia na Itália. A propagação do novo saber: Alemanha e Países Baixos. 18. poderia ter se tornado um dos maiores pintores já vistos em Veneza. intensa e jubilosamente real qualquer figura. No norte. descaso por formas e cores naturais. óbvia. proclamava a verdade ensinada nas igrejas usando contrastes. Barroco: a Igreja tinha que ser cruciforme. França. o velho (1525-69) cenas de vida camponesa. de proximidade e distância. que ombreou fama com Miguel. Pintou o Papa. Num vasto espaço obilongo. com a Reforma. mas permitiu que a luz. Pintou a ele mesmo pintando. ornamentos ofensivos são a coerência e unidade essenciais as construções barrocas. Curvas e espirais. Mabuse (1478-1532). corpos humanos em formas harmoniosas. Correggio (1489-1534) deu tratamento a luz e sombra. Jean Goujon escultor de figuras requintadamente graciosas. Benvenuto Cellini (1500-71) é o típico artista da época: irriquietas tentativas em criar algo mais interessante e incomum do que a geração anterior. Pieter Bruegel. discípulo de Rubens. Inglaterra e Alemanha possuem igrejas onde os pilares de sustentação da abóbada foram superficialmente convertidos em colunas para lhes afixarem capitéis. “É um mísero discípulo aquele que não for capaz de superar o seu mestre” Leonardo.Foivanni Bellini unificou seus quadros com uma feliz união de luz e cor. Guido Reni. famoso por suas assustadoras representações das forças do mal. seguiu Carracci. pintores e escultores se deparavam com protestantes iconoclastas. com “meninas” no primeiro plano. Van Dyck. quando fez “Adão e Eva” estava trazendo para o norte dos Alpes. na postura e na composição simétrica. Tornou-se o mais admirado pintor pelos impressionistas em Paris no século XIX. surpreendentes combinações com figuras enormes e descarnadas. Era o gótico transformado Albrecht Duer e suas assustadoras xilogravuras do apocalípse. e especialmente o fato de que na paisagem diante da qual os personagens do quadro se movimentam. Giorgio Vasari (1511-74). início do século XVI. Holbein teve que procurar trabalho em Londres. maneirismo de figuras exageradamente alongadas. Uma crise na Arte. a congregação podia reunir-se confortavelmente e olhar na direção do altar-mor. com gritantes contrates de luz e sombra. em algumas das mais fascinantes pinturas que o mundo já viu. . Europa. contudo o modo como faz a luz é barroco. Tintoretto (1518-94) pinta o reencontro do corpo de São Marcos. nem confuso com tantos personagens! Jacques Callot (1592-1635). desejava com ardor expressar a verdade ensinada nas igrejas. 17. Rubens aprendera a arte de dispor as figuras numa vasta escala e de usar a luz e cores para aumentar o efeito geral. único pintor alemão a comparar-se com Durer. Ticiano. ao afastar a Santa Virgem do centro da tela e lá colocar São Francisco foi muito ousado. O único ramo da pintura que sobreviveu à Reforma foi o retrato. Lucas Cranach (1472-1553). Sua mágica habilidade para tornar viva. entre a falta de harmonia nos gestos e movimentos. luz e cor para equilibrar formas e dirigir nosso olhos para certas linhas. primeira metade do século XVII. Procurou superar Rafael pintando o Papa. Caravaggio queria a verdade e sua obra não perdeu nada do peculiar arrojo nos três séculos que lhe sucederam. não apenas um fundo. Oh estultíce da espécie humana! Como ele organizou seu quadro “Casamento aldeão” para não parecer congestionado. fins do século XVI. pela primeira vez e talvez única vez um artista conseguiu dar forma concreta e tangível aos medos que obicecavam o espírito dos homens da Idade Média. Bosch. nas catacumbas de Alexandria. Grunewald. muita ousadia para a época. 19. simples. Suas figuras são reais e tangíveis. Visão e Visões: A Europa Católica. lá crou uma composição perfeitamente equilibrada. assegurou-lhe fama e um êxito que até então nenhum pintor conseguira. com graça e beleza. Diego Velásquez (1599-1660) transformou esses retratos (da família real de Felipe IV). crítico de arte e biógrafo florentino escrevia: “se em vez de abandonar os caminhos já abertos e trilhados ele tivesse seguido pelo belo estilo de seus predecessores. Pintou a assenção de Nossa Senhora com suas pernas balançando no espaço. amigo de Lutero. sem as quais ela se desintegra. o ar e as cores uniformizassem as cores.

O período ao redor de 1770 foi o maior para a arquitetura e não só para ela. final do século XVII e começo do XVIII. Sir Chirstopher Wren (1632-1723). o segundo é redondo. Poder e Glória II . pois não fora a sua arte usada para enaltecer o poder e a glória de governantes de direito divino. Lorenzo Berrini (1598-1680) escultor insuperável ao reproduzir a expressão facial. mas de um valor menor. genro de Jan van Goyen. Lucas von Hildebrandt (1668-1745) construira um palácio em Viena. não lhes faltam equilíbrio. A acumulação de novas idéias para produzir decorações mais complexas. A Era da Razão: Inglaterra e França. 23. século XVII. Jan van Goyen. Jacob van Ruisdail descobriu a poesia da paisagem nórdica. século XVIII. cores.” Nunca permitiu que o interesse do tema perturbasse a harmonia da pintura. cada vez mais deslumbrantes durante a primeira metade do século XVII. Antonine Wattean (1684-1721) faz parte do período rococó. Jakob Prandtauer (?-1726) construiu mosteiro de Melk as margens do Danúbio. com fontes e sebes aparadas. rejeitou deliberadamente todas as limitações e nos levou a um extremo de emoção. Olhando com atenção vemos que um simples punhado de manchas coloridas habilmente dispostas. Jean Steen. Jean-Antoine Houdon (1741-1828). “Em vez de se esforçar para divertir a humanidade (com minuciosa perfeição de suas imitações).20. muito bem humorado. No século XVIII artistas italianos eram principalmente soberbos na decoração de interiores. Rembrandt (1606-69) e seus auto-retratos. tem uma delicadeza de nuanças e um refinamento no toque. inventou o jardim paisagístico inglês. a arte italiana estava chegando ao fim. Geovanni Battista Tiepolo (1696-1770) produziu afrescos alegres de se ver. Francesco Borromini (15991667) compôs sua igreja através de um agrupamento de unidades diferentes: a vasta cúpula. que demonstra grandeza sem monotonia. seus retratos captam os modelos num momento característico. Willem Kalf (1619-93) conhecido pintor de natureza morta. a guerra civil inglesa. Alemanha. O Espelho da Natureza: Holanda. Ele dificilmente precisa de gestos e movimento para expressar-se. William Hogarth (1697-1764). Jean-Baptist Siméon Chardin (1699-1779) desenhava episódios comoventes ou divertidos que pudessem ser desenvolvidos numa historia. E é quase um milagre o que ele consegue reproduzindo texturas. sempre com a maior eficácia nas partes que queria destacar. paisagista. Calma e docura quase melancólicas. Jan Verneir van Delf (1632-75) incluia até seres humanos nas suas naturezas mortas.Itália final do século XVII e século XVIII. o pintor autêntico deve empenhar-se em melhorá-las pela grandeza de suas idéias. frivolidades. as instituições inglesas e o gosto inglês tornaram-se os modelos admirados por todos os povos da Europa. objetos triviais podem compor um quadro perfeito. Arquitetura grandiosa porém simples em seus traços e parco em sua decoração. luz e cor dominou completamente os efeitos dos seiscentistas. Usou o “chiaroscuro” para adensar o dramatismo da cena. numa impressão fulgidia. A guerra dos 30 anos. era contra o gosto baseado no bom-tom. formas sem jamais dar um aspecto rude ou elaborado. Thomas Gainsborough (1727-88). com Francesco Guardi (1712-93) e o sentido de teatralidade. a divisão da Europa em um campo católico e outro protestante afetou a arte de pequenos países como a Holanda. 21. 22. detalhe após detalhe. Simon de Vlieger (1601-53) capaz de transmitir a atmosfera do mar usando meios simples e despretenciosos. simples e despojado. É simples. Embora seus retratos não sejam simétricos. e ao recuarmos se tornam as gôndolas de Veneza. O frontão emoldura uma janela oval. Cuidadoso ao graduar decoração e usar com parcimônia as formas mais extravagantes. Joshua Reynolds (1723-92). Frans-Hals (1580-1666). O escultor Bernini foi chamado por Luís XIV para trabalhar o Palácio de Versailles (1660-1680). acreditava em regras ensináveis de gosto. transforma a cena banal numa visão de repousante beleza. comedimento e sobriedade. o primeiro andar das torres é quadrado. O tema torna-se secundário. pintou festa de batizado. . No século XVIII. observando homens e mulheres do povo. concluiram o período barroco no estilo. as torres laterais e a fachada curva. que está sob um colina e parece pairar sobre um jardim disposto em terraço. pintura como dramaturgia. cores e decorações delicadas e alegres. assim como palavras triviais podem servir para uma bela canção. Abordagem não convencional de temas religiosos. Poder e Glória I .França. Exceto num ramo: pintura e gravura de panoramas. maior arquiteto inglês. que é barroco mais por sua imensidão que pelos detalhes decorativos. Bom gosto para residências de campo. William Kent.

Dante Gabriel Rossetti retorna ao estilo dos mestres da Idade Média com sinceridade e singeleza. Também fez em “Grupo num balcão” o contraste de seu estilo nas figuras das donzelas e o estilo de Hogarth em segundo plano. inspirado nas canções de Schubert. fins do século XVIII e início do XIX. paisagistas ingleses. Sir John Soane (1752-1837) projetou uma casa de campo como um palacete palladino de William Kent. Os velhos chavões de “tema digno”.M. Victor Horta (1861-1947). imaginação mais importante que o saber. Surgiu a fotografia e a cromotipia japonesa. Jean-Honoré Frangonard (1732-1806). Jean-Baptiste Camile Corot (1796-1875) realismo na pintura. contrastes fortes e duros.Turner (1775-1851) e John Constable (1776-1837). Era a Art Nouveau. para o primeiro. Eugene Delacroix (17981863). pintou um ancião agachado a medir o globo com compasso. E ainda o alemão Gaspar David Friedrich (1774-1840) romantico. O americano James Abboutt McNeill Whistler (1834-1903) não se importava pelo tema e sim a maneira pela qual ele era traduzido em cores e formas. quais meras manchas coloridas. realçava a impressão de espaços e formas sólidas. John Singleton Copley (1737-1815). mas impressão de luz em sua litografia (um método de reproduzir desenhos feitos diretamente na pedra. capacidade de encontrar grandeza e encanto num trecho da paisagem real. Gustave Courbet (1819-77) nominou o realismo em 1855. Auguste Rodin (1840-1917) deixava algo inacabado para o expectador imagianar. “composição equilibrada” e desenho correto foram sepultados. Em Busca de Novos Padrões. mas austera em seu quadro “Marat assassinado”. Claude Monet (1840-1926) impressionista: os efeitos mágicos de luz e ar eram mais importantes do que o tema da pintura. ARTISTAS LIVRES PARA PASSAR AO PAPEL SUA VISÕES PESSOAIS. de longe. baseado no Oriente. 26. Jean-Auguste-Dominique Ingres (1780-1867). América e França. William Powell Frith (1819-1909) não usava como Monet velocidade e movimento. ritmo calculado no movimento e na distribuição das figuras. Francisco Goya (1746-1828) único em retratar com fatuidade. Pintou muito balé. ambição. cor mais importante que o desenho. para o segundo. nas casas do Parlamento de Londres fê-las parecerem dignas. ao ar livre e sob a luz do dia plena. A Revolução Permanente. onde podia mostrar ângulos bem estranhos. pesquisou a historia para ser fiel a pintura de um momento da historia rescente. Jean-François Millet (1814-75) equilíbrio. feiura e vacuidade o rei Fernando VII.escultor do busto de Voltaire. o final do século XIX. Casa Branca. descartando a simetria explorando o efeito das curvas sinuosas. neoclássico como Napoleão. alguns o achavam preguiçoso. A Ruptura na Tradição: Inglaterra. absoluta precisão nos modelos do natural e desprezo por improvisações e confusões. 22-7. foi até o norte da África para estudar as cores resplandecentes e roupagens romanticas do mundo árabe. J. William Chambers (1726-96) estudou o estilo chinês na arquitetura e jardinagem. sagaz e inteligente.W. 25. logo ele cria outra saída: suas formas dissolvem-se no sol e no ar. americano. Hokusai (1760-1849) e Utanaro (1753-1806) usaram todos os aspectos inesperados e não-convencionais. inventado no início do século XIX). as formas redondas parecem às vezes planas. lembra pinturas chinesas. Pintava com sinceridade. A Revolução Industrial começou a destruir o artesanato. 24. o século XIX. Jacques-Louis David(1748-1825). para atingir um significado solene. com compaixão de um grande espírito. Thomas Jefferson (1743-1826). Pierre Auguste Renoir (1841-1919): luz do sol não permite usar o “sfumato” de Leonardo (formas que se fundem intencionalmente em sombras). arquiteto belga de estilo próprio. Eduard Manet (1832-83). William Blake (1757-1827): Provérbios VIII. como obstaculiza. grandeza romana. mas usou corretamente os recursos estilísticos gregos. Edgar Degas (1834-1917) foi quem mais se imprecionou com essas possibilidades. O artista só era responsável pelo que pintava e como pintava ante a sua própria sensibilidade. a tradição tanto ajuda. mas de perto os detalhes góticos conservam algo de romantico. Sir Charles Barry(1795-1860) & Augustin Welby. vistos de ângulos os mais inesperados. Paul Cézanne (1839-1906). beleza . era sua “visão” dessa passagem bíblica. pintor francês. A ruptura na tradição que marca o período da Revolução Francesa inevitavelmente mudaria a situação em que viviam e trabalhavam os artistas.

cores fortes e intensas. e sua obra inaugura a arte abstrata. profundidade e distância num padrão lúcido. as salas. abusava de cores fortes. mas prática. bem distante do “belo” de até então. Henri Matisse (1869-1954) francês. Paul Gauguin (1848-1903) abandonou a Europa e foi viver nas ilhas do Pacífico com os nativos. escreveu sobre os efeitos psicológicos da cor pura. com uma expressão potencialmente realçada. Sua obra “Historieta de um anãozinho” conta a historia teatralmente. 27. em boa companhia com Rodin. pois até então toda criança era pintada satisfeita e bonita. A pintura como uma espécie de construção. por propagandistas do comunismo no leste europeu. Esforçou-se para harmonizar a arte primitiva com seus próprios retratos simplificando os contornos das formas e usando cores fortes. Porque não começam procurando entender o canto dos pássaros?” Forma em 1o plano. Surgia o surrealismo. a admiração pela escultura africana uniu vários jovens artistas. galhos descarnados das oliveiras e formas escuras dos ciprestes esguios e pontiagudos como labaredas. Georges Seriat (1859-91) conciliou métodos impressionistas com a necessidade de ordem. selecionava seus temas para dar vasão as formas que queria trabalhar. como equação matemática. Aubrey Beardsley (1892-1898) ilustrações em preto e branco que logo ficaram famosas. Constantin Brancusi (1876-1957) romeno simplificou a escultura ao máximo em sua obra “O beijo”. Wassily Kandinsky (1866-1944). Henry de Toulouse-Loutrec (1864-1901) a arte da propaganda em cartazes. como se fosse um deles. Arquitetura. Pierre Bonnard (1867-1947) e Ferdinande Hodles (1853-1918) pintores suiços. O QUE EXISTEM SÃO OS ARTISTAS. Henry Rousseau (1844-1910) em 1909 seguia o primitivismo de Gauguim e foi bastante simples e poético. ênfase sobre as verticais e horizontais. mas sim os quartos. lembrando a arte egípcia. Arte Experimental. A primeira metade do século XX. Lyonel Feininger (1871-1956) norte-americano. E o norueguês Edvard Munch (1863-1944) em sua litografia “O grito” de 1895 dá o tom ao movimento expressionista. certamente foi considerado preguiçoso. deprimidas fez algo inédito. o segundo simplificou o quanto pode parecendo pintar cartazes. Durante a revolução nas artes que atingiu o clímax antes da 1a guerra mundial. entre os mais famosos estão Alberto Giacometti e Salvador Dali. quase como arquitetura na obra de Piet Mondrian de 1920 ou na de Ben Nicholson de 1934. Pablo Picasso (1881-1973) estranha mistura de imagens no final representam perfeitamente o que o artista queria dizer. o interior. e com a mesa e o fogão. com o martelo na mão. Dizia aos jornalistas:”Todos querem entender a arte. Georgio de Chirico (1888-1978) grego juntou por ironia a clássica cabeça de Alexandre o Grande a uma luva de operário. Henry Moore (1898-1986) em 1938 queria saber da pedra o que ela desejava se tornar como escultura. O pintor austríaco Oscar Kokochka. Emile Nolde (1867-1956) seguiu Kathe. como em “Violino e as Uvas”. Ele pintava como se escrevesse. Grant Wood (1892-1942) americano fez em 1936 um modelo de barro para se inspirar num quadro onde retratou vales e morros. tema em 2o plano = Paul Klee (1879-1940) amigo de Kandinky. nas cercas vivas. estrutura e simplicidade era o que nela buscavam. René Magritte (1898-1967) em seu auto retrato pintou ele pintando ele mesmo nú e com seios. O escultor Alexander Calder (1898-1976) iniciou o que hoje chamamos de “instalação” com suas peças “malucas” já em 1934. que proporcionasse alegria e consolo à todos. não como arte. Ernest Barlach (1870-1938) escultor de mendigos também seguiu esta linha. pintor russo vivendo em Munique. NADA EXISTE REALMENTE A QUE SE POSSA CHAMAR DE ARTE. desenhado crianças aparentemente tristes. funcional: Frank Lloyd Wright (1869-1959) a fachada não importa. Kathe Kollinitg (1867-1945) alemã queria com sua arte patrocinar a causa dos pobres e miseráveis. Foi utilizada. um gnomo se transforma em um homúnculo sob os olhares do gato e das estrelas. Expressividade. criou um padrão decorativo usando a mesma cor nas paredes e toalhas de mesa. Mais o menos ao modo cubista. Marc Chagall (1887-1985) também segue a linha simples e até ingenua. não apenas aos ricos compradores de arte. Não queria a representação correta: usou cores e formas para expressar o que sentia. A ele devemos o que hoje toda dona de casa exige: a geladeira combinando com a cozinha.e harmonia. queria desgastar o mínimo a pedra original para criar suas esculturas. Vicente Van Gogh (1853-1890) ansiava por uma arte despojada. a sua obra. . o primeiro perspectiva e profundidade para preservar o seu padrão de cor. nos trigais. Imaginem ele abraçando a pedra e escutando o que ela desejava se tornar. e o desejava que os outros sentissem ao apreciá-las. Foi o primeiro a descobrir beleza no restolho. Cria o Cubismo.

o primeiro desenha linhas na tela para chamar atenção para a própria tela.. mas deixo isso para os novos professores de História da Arte. americano com novas técnicas de aplicação de tinta (rabiscos). Créditos a http://jamspedagogo. Uma Historia sem Fim.spaces. e o ajudaram a escrever este. Pós-modernismos: prédio da AT&T Nova Iorque 1982 e entrada da Close Gallery.. 614 e 615 um belo agradecimento aos livros que leu. Talvez possa chutar que ocorra uma fusão entre o pintor e o fotógrafo. Georgio Morandi (1890-1964) italiano. como que por mágica. o segundo tem o dom de nos permitir ver em terceira dimensão. diferentes ângulos e diferentes luzes para natureza morta. Marcel Duchamps (1887-1968) e Joseph Benys (1921-86) francês e alemão ganharam notoriedade por “Dadaísmos” (infantilização da arte). Nicolas de Stadl (1914-55) russo: luz e distância. fazem-nos esquecer da cor. Tate Gallery em Londres. Kurt Schwitters (1887-1948) inglês que colava bilhetes usados de ônibus. sem deixar que agora se faça a historia da arte. pgs.com/blog/cns!55E525B28D775C52!9696. 1958 e 1980 respectivamente. Franz Kline (1910-62) americano. e Pierre Soulager (1919-). 1986. O Triunfo do Modernismo. FIM. completamente sem estilo.28. é o pós modernismo. recortes de jornais. Jackson Pollock (1912-56). não são contraditórios. Zoltan Kemeny (1907-65) em 1959 esse húngaro que viveu na Suiça nos reporta ao “ambiente urbano” com suas obras abstratas em metal. de Stan Hunt e “Duas plantas” de Lucian Freud. Marino Marini (1901-80) italiano dedicado à multiplas variações sobre o mesmo tema.entry . O autor também faz . “Histórias em quadrinhos”. trapos e outros. já que ela (a historia da arte está acontecendo agora).live.

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