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História_da_Arte_Gombrich_RESUMO

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A Historia da Arte - Gombrich, E.H.- Ed. LTC-16a ed 16a edição - Título original: “The Story of Art” 1950 1.

Estranhos Começos: Povos pre-históricos e primitivos. América antiga. Parece que esses caçadores primitivos imaginavam que, se fizessem uma imagem de sua presa, os animais verdadeiros também sucumbiriam ao seu poder. Antigas civilizações pré-colombianas onde a feitura de imagens vinculada à magia e à realização, e também a primeira forma de escrita. 2. Arte para a Eternidade: Egito, Mesopotâmia e Creta. Regularidade geométrica e penetrante observação da natureza é característica de toda a arte egípcia. O método do artista se assemelhava mais ao do cartógrafo que ao pintor: tudo tinha que ser representado a partir do seu ângulo mais característico. Artistas cretenses representavam movimentos rápidos e ágeis em estilo livre e gracioso, já os mesopotâmios erigiam monumentos para celebrar vitórias nas guerras, verdadeiras crônicas ilustradas das campanhas dos reis. 3. O Grande Despertar: Grécia, séculos VII à V a.C.: Embora templos gregos sejam vastos e imponentes, não atingem as colossais dimensões das construções egípcias, foram edificados por seres humanos, para seres humanos, não existia um governante divino. Levar em conta o ângulo de onde o artista via o objeto, não mais como cartógrafo, mas como pintor. A velha idéia de que era importante mostrar toda a estrutura do corpo, com suas principais articulações, incentivou o estudo de anatomia dos ossos e músculos, para aparecerem visíveis sob o ondulado das roupagens. os artistas gregos tinham dominado o meio de transmitir um pouco os sentimentos mudos existentes entre as pessoas: troca de olhares, por exemplo. 4. O Império do Belo: A Grécia e o mundo grego: século IV a.C. à I d.C. Vários métodos, estilos e tradições criaram a variedade que admiramos no período. O artista já não tinha a menor dificuldade em representar movimento ou perspectiva. O típico e o individual eram colocados num novo e delicado equilíbrio. Com o helenismo pós-Alexandre os estilos e invenções da arte grega foram aplicados à escola grandiosa dos reinos orientais, de acordo com suas tradições. Os gregos romperam os rígidos tabus do primitivo estilo oriental, acrescentando às imagens tradicionais do mundo uma quantidade cada vez maior de características obtidas através da observação, possuem o cunho do intelecto que as criou. 5. Conquistadores do Mundo: Romanos, Budistas, Judeus e Cristãos, séculos I ao IV d.C. Arquitetura romana usa arcos, e assim se diferencia da grega, construiu abóbodas. Os indus com suas imagens de Buda em expressão de profundo repouso. Na decoração de sinagogas um estilo deselengante, pois quanto mais realista fossem os murais maior o pecado contra o Mandamento que proibia imagens. Artistas cristãos também se espelharam na tradição grega, adicionando clareza e simplicidade. 6. Bifurcação dos Caminhos: Roma e Bizâncio, séculos V a XIII. A mãe do imperador Constantino construiu uma primeira basílica, que serviu de modelo para todas as igrejas. As esculturas foram deixadas de lado e foi dado impulso as pinturas, que segundo o Papa Gregório Magno, final do século VI, servia muito bem aos analfabetos que não podiam ler a Palavra. O milagre dos pães e peixes, representado em mosaico numa igreja de Ravena é um bom exemplo. As idéias egípcias de dar importância a clareza na representação de todos objetos voltara com grande pujança, mas as formas não eram da arte primitiva, mas já da grega clássica. Processos primitivos misturados à metodos refinados são característicos da Idade Média. E em Constantinopla os iconoclastas ou destruidores de imagens, só permitiram imagens sacras ou ícones como da mãe de Deus com Jesus no colo, geralmente em mosaicos. 7. Olhando para o Oriente: Islã, China - séculos II à XIII. No Islã fazer imagens era definitivamente proibido, os artistas então criaram as ornamentações rendilhadas e sutis, conhecidas como arabescos, formas usadas também nos tapetes orientais. É o mundo onírico de linhas e cores. O impacto religioso sobre a arte foi mais forte ainda na China, um dos primeiros rolos ilustrados chi-

Só então voltando aos ateliês é que rapidamente começavam e terminavam a obra. A Igreja Triunfante. Apocalipse 21. simbólica. possibilitando a ele mudar toda concepção de pintura. mas provocar amor e ternura.” 5a7: “. os gregos o que viam. Não se obrigavam mais a imitar as reais gradações de tonalidades cromáticas que ocorrem na natureza. experimentando novas formas de composição. Tiveram a idéia de não fazerem um teto tão pesado. Os artistas eram solicitados a serem copistas de obras antigas.. proporções corretas. já tinham aprendido a pintar é que saiam a campo para captar o espírito da paisagem.neses mostra uma coleção de grandes exemplos de senhoras virtuosas. Cortesãos e Burgueses: o século XIV. sua pintura nos faz acreditar que estamos testemunhando um evento sendo representado num palco. o século XII Igreja Militante quer dizer que era sua tarefa combater as forças do mal até a hora do triunfo no Juízo Final.1a2: “Vi um novo céu e uma nova terra. monges e ascetas eram representados em estátuas de um surpreendente realismo. Para representar paisagens nas pinturas os chineses não íam a campo. porque o primeiro céu e a primeira terra desapareceram. A Igreja Militante.. arcobotantes que completam a armação externa da abóbada gótica. Quando então. arco ogival. etc. Podemos . Ora. Com o Budismo. mas mesmo assim lhes imprimiam seu estilo diferente (como numa capa . e só no final do período começa a se amalgamar. o princípio e o fim. isso para materializar sua visão enquanto a imaginação estava fresca. contar com um certo número de arcos de reforço e preencher os intervalos com material mais leve. E assim recuperaram a arte clássica perdida. sentar-se num banquinho em frente a uma tela. como os gregos e romanos. Visualizar mentalmente. Como se tornou importante para o ilustrador mostrar seus sentimentos nas figuras. Eu darei gratuitamente da fonte da água da vida ao que tiver sede. que descia do céu. geralmente escrevendo poesias sobre as telas. As igrejas já não só serviam para proteção dos fiéis. Estilo gótico: cruzamento das “nervuras”. Eu serei seu Deus e ele será meu filho. Teólogos tornam-se conselheiros dos artistas. que mostra a estrutura do corpo sob as dobras das roupagens. A arte chinesa é comedida.Eis que renovo todas as coisas.. Essa liberdade emancipou-os da necessidade de imitar a natureza. A Arte Ocidental em fase de Assimilação. E foi a arte bizantina que proporcionou aos artistas italianos transporem a barreira que separa a escultura da pintura.” O escultor estava embuido de um novo espírito: dignidade individual. nos ditames da construção do templo de Salomão modelos para a arte. os egípcios haviam desenhado o que sabiam existir. Vikings usam a arte como magia. habilitou-os a transmitir a idéia do sobrenatural. o século XIII. eles preservaram mais as descobertas dos pintores helenísticos. mas para seu vislumbre de um mundo diferente. Buscaram na Bíblia. a nova Jerusalém. “como desenhar um pinheiro”. Vi a cidade santa. de junto de Deus. não mais para copiá-la.. que os ocidentais.. 11. Giotto: -. A arte romana de abobadar grandes edificações exigia uma série de conhecimentos e cálculos que em sua maior parte tinham se perdido. com escritos no espírito Confucionista. Na Irlanda monges tentaram adaptar as técnicas dos Vikings a arte cristã e coseguiram bom resultado em especial com manuscritos dos séculos VII e VIII (Evangelhos de Lindisfarme). Isso não tardou a revolucionar os métodos de construção. Os artistas queriam explorar as leis da visão e adquirir conhecimentos suficientes do corpo humano para incluí-las nas estátuas e pinturas. 9.. Mais irefinado do que grandioso o século XIV trouxe-nos a habilidade na decoração e nos rendilhados: Palácio dos Doges em Veneza. “como desenhar rochas”. Europa séculos VI a XI. Eu sou o Alfa e o Ômega. na Europa da Baixa Idade Média. Aquele que vencer possuirá estas coisas. A pintura estava a caminho de se tornar uma forma escrita por imagens. 10. tal qual os primitivos das cavernas. A partir de Giotto a História da Arte passou a ser também a História dos grandes artistas. Observavam a natureza. 8.São Mateus escrevendo o Evangelho). o mar já não existia. Agora tem-se um significado mais definido para formas fantásticas. eles aprenderam por um complexo de meditação e estudo. Minuciosa atenção ao detalhe.redescobriu a arte de criar a ilusão de profundidade numa superfície plana. para aprender com ela. As obras não pretendiam proclamar uma verdade solene. Conflito de grande números de estilos diferentes durante esse período. na Idade Média desenhavam também o que sentiam.

Martin Schongauer. Konrad Witz radical inovador suiço pintou o lago de Genebra como se fosse o mar da Galiléia. Os horizontes dos artistas ampliaram-se através das grandes navegações. Com que minúcia. Hugo van der Góes: tenso e austero. mas escultor. agora tinham adquirido status. a impressão de imagens (xilogravura) assegurou o triunfo da Renascença. 16. mestre . claro e simétrico. Pinturas seguindo regras matemáticas. Veneza e Itália Setentrional. Tradição e Inovação I. eternização na obra: a perfeita harmonia na composição de figuras movimentando-se livremente. egoisticamente resolveu escrever da direita para esquerda e danem-se os outros. 12. Há nela drama. está lá para quem quizer ver. Rafael e Ticiano. Toscana e Roma. simplicidade na pintura. simples e calma. Rafael. Donatello. final do século XV na Itália. Os artistas deixaram de receber encomendas do tipo: dois sapatos. Durer e Holbein. Veit Stoss: veracidade e expressividade. teatralidade e excitação. Durante cerca de 500 anos arquitetos da Europa e América seguiram seus passos. Jan van Eyck e toda a geração de artistas em sua apaixonada busca da verdade. Miguel não era pintor. textura e superfície das coisas. A arte podia agora refletir um fragmento do mundo real. início do século XVI. Miguel. Alberti traduziu um plano gótico para formas clássicas suavizando o bárbaro arco ogival e usando os elementos da ordem clássica num contexto tradicional. movimentos graciosos e linhas melodiosas. Fra Angélico criou a beleza e simplicidade. Tradição e Inovação II. agora os artistas escolhiam um dentre vários nobres. Xilogravura e xilografia. Maraccio. Os grandes artistas tornaram-se orgulhosos. Luz e Cor. mas é circular. jogo de luz. de 1502. ao contrário de antes onde os príncipes e nobres escolhiam um dentre vários artistas. Tornaram-se criaturas livres. e a pura beleza. 13. Monalisa parece estar viva. três armários e uma pintura à óleo. Miguel estudou todos os detalhes e com que cuidado preparou cada figura dos desenhos. Para ser admitido numa corporação o artista tinha que se mostrar capaz em atingir determinados padrões. O século XV no norte. acurado no desenho e harmonioso na composição. 14. A idéia de uma ressureição da “Grandeza de Roma”. tudo está como que num palco. a calma. Realização da Harmonia. Rogier van der Weydin de Flandres: fidelidade a cada fio de cabelo. Botticelli = ação rapidamente entendida. Piero della Francesca esmerou-se na indumentária de legionários romanos e no tratamento da luz. em Roma. A impressão de estampas havia precedido em algumas décadas a impressão de livros. Fouquet usa a luz. humildade do dominicano transparecia. Seu líder. Claus Sluter. . Uccello dizia: “Quão doce é a perspectiva!” Gozzoli (1421-97) vivicidade e aprazividade da época. possuia penetração e humor. desafiam antigas idéias de beleza e chocavam muita gente mais velha. Um grupo de artistas florentinos se dispos a criar uma nova arte e romper com as idéias do passado. de burgueses. Filippo Brunelleschi (1377-1446). Correggio e Giorgione. criou-se um estilo internacional que outro só veio no século XX. O cúmulo do orgulho está em Leonardo. sem a qual a Reforma talvez não tivesse ocorrido. a última ceia parece estar acontecendo a nossa frente. como poderia negar um pedido do Papa? Quatro anos trabalhou no teto. movimento distorcido. que por ser canhoto. não chegou a ser construida como nos seus planos. Mantegna movimento e perspectiva. mas não representa uma cena real. assim salvou boa parte do desenho lúdico. mas não podemos esquecer dos pequenos artífices que estes sim carregavam a árdua tarefa da arte nas suas pobres mãos. Leonardo.dizer que a arte medieval chegou ao fim e entramos na Renascença. “Leonardo conhecia a fórmula mágica que infundia vida nas cores espalhadas por seu sortílego pincel. Le Tavernier reflete fielmente a vida na cidade da sua época. que ajuda a criar uma atmosfera misteriosa. usava toda a gama de expressões faciais. A nova pintura era diferente de todas as anteriores. Agora podiam escolher que encomenda fariam. E da mesma forma como a imprensa acelerou o intercâmbio de idéias. início do século XVI. 15. de certo modo o artista é que escolhia quem ele iria agradar com sua obra. Conato Bramante (1444-1514) chegou a planejar um igreja circular para São Pedro. Pollaiuolo. até de guildas de alfaiates e armeiros. a pouca profundidade. Encomendas de nobres. cada ponto de costura. nada lhes parecia extraordinário. vida festiva. A Conquista da Realidade: início do século XV.

mas permitiu que a luz. Giorgione com luz sobrenatural de uma tempestade. Era o gótico transformado Albrecht Duer e suas assustadoras xilogravuras do apocalípse. e harmonioso. discípulo de Rubens. Rubens aprendera a arte de dispor as figuras numa vasta escala e de usar a luz e cores para aumentar o efeito geral. famoso por suas assustadoras representações das forças do mal. quando fez “Adão e Eva” estava trazendo para o norte dos Alpes. França. que ombreou fama com Miguel. Benvenuto Cellini (1500-71) é o típico artista da época: irriquietas tentativas em criar algo mais interessante e incomum do que a geração anterior. Caravaggio queria a verdade e sua obra não perdeu nada do peculiar arrojo nos três séculos que lhe sucederam. seguiu Carracci. Inglaterra e Alemanha possuem igrejas onde os pilares de sustentação da abóbada foram superficialmente convertidos em colunas para lhes afixarem capitéis. maneirismo de figuras exageradamente alongadas. Correggio (1489-1534) deu tratamento a luz e sombra. Barroco: a Igreja tinha que ser cruciforme. e especialmente o fato de que na paisagem diante da qual os personagens do quadro se movimentam. ao afastar a Santa Virgem do centro da tela e lá colocar São Francisco foi muito ousado. O único ramo da pintura que sobreviveu à Reforma foi o retrato. Holbein teve que procurar trabalho em Londres. sem as quais ela se desintegra. com “meninas” no primeiro plano. óbvia. início do século XVI. desejava com ardor expressar a verdade ensinada nas igrejas. 18. o ar e as cores uniformizassem as cores. Procurou superar Rafael pintando o Papa. Sua mágica habilidade para tornar viva. tinha em suas figuras textura e superfície. Tornou-se o mais admirado pintor pelos impressionistas em Paris no século XIX. com graça e beleza. Pintou a ele mesmo pintando. primeira metade do século XVII. e rematada por uma cúpula alta e imponente. Jean Goujon escultor de figuras requintadamente graciosas. Carracci: pintor autêntico. . Lucas Cranach (1472-1553). crítico de arte e biógrafo florentino escrevia: “se em vez de abandonar os caminhos já abertos e trilhados ele tivesse seguido pelo belo estilo de seus predecessores. intensa e jubilosamente real qualquer figura. nas catacumbas de Alexandria. Bosch. No norte. Grunewald. Guido Reni. 17. pela primeira vez e talvez única vez um artista conseguiu dar forma concreta e tangível aos medos que obicecavam o espírito dos homens da Idade Média. Pintou o Papa. Suas figuras são reais e tangíveis. descaso por formas e cores naturais. não apenas um fundo. Europa. Pieter Bruegel. único pintor alemão a comparar-se com Durer. contudo o modo como faz a luz é barroco. fins do século XVI. Num vasto espaço obilongo. em algumas das mais fascinantes pinturas que o mundo já viu.” El Greco (1541-1614). nem confuso com tantos personagens! Jacques Callot (1592-1635). o que já se fazia na Itália. com gritantes contrates de luz e sombra. simples. a nave. Curvas e espirais. 19. na postura e na composição simétrica. Oh estultíce da espécie humana! Como ele organizou seu quadro “Casamento aldeão” para não parecer congestionado. corpos humanos em formas harmoniosas. Tintoretto (1518-94) pinta o reencontro do corpo de São Marcos. “É um mísero discípulo aquele que não for capaz de superar o seu mestre” Leonardo. muita ousadia para a época. amigo de Lutero. Van Dyck. lá crou uma composição perfeitamente equilibrada. luz e cor para equilibrar formas e dirigir nosso olhos para certas linhas. Diego Velásquez (1599-1660) transformou esses retratos (da família real de Felipe IV). surpreendentes combinações com figuras enormes e descarnadas. assegurou-lhe fama e um êxito que até então nenhum pintor conseguira. entre a falta de harmonia nos gestos e movimentos. Uma crise na Arte.Foivanni Bellini unificou seus quadros com uma feliz união de luz e cor. pintores e escultores se deparavam com protestantes iconoclastas. visão dramática e emocional. Mabuse (1478-1532). o velho (1525-69) cenas de vida camponesa. ornamentos ofensivos são a coerência e unidade essenciais as construções barrocas. Pintou a assenção de Nossa Senhora com suas pernas balançando no espaço. de proximidade e distância. com a Reforma. A propagação do novo saber: Alemanha e Países Baixos. Federico Zucaro (1543-1609) construiu uma janela na forma de rosto no Palácio Zuccari em Roma. Giorgio Vasari (1511-74). poderia ter se tornado um dos maiores pintores já vistos em Veneza. a congregação podia reunir-se confortavelmente e olhar na direção do altar-mor. proclamava a verdade ensinada nas igrejas usando contrastes. Visão e Visões: A Europa Católica. Ticiano.

que é barroco mais por sua imensidão que pelos detalhes decorativos. Usou o “chiaroscuro” para adensar o dramatismo da cena. A acumulação de novas idéias para produzir decorações mais complexas. Jean-Antoine Houdon (1741-1828). seus retratos captam os modelos num momento característico.Itália final do século XVII e século XVIII. Ele dificilmente precisa de gestos e movimento para expressar-se.20. transforma a cena banal numa visão de repousante beleza. mas de um valor menor. o segundo é redondo. inventou o jardim paisagístico inglês. genro de Jan van Goyen. século XVII. cores. comedimento e sobriedade. pois não fora a sua arte usada para enaltecer o poder e a glória de governantes de direito divino. simples e despojado. Willem Kalf (1619-93) conhecido pintor de natureza morta. E é quase um milagre o que ele consegue reproduzindo texturas. cada vez mais deslumbrantes durante a primeira metade do século XVII. “Em vez de se esforçar para divertir a humanidade (com minuciosa perfeição de suas imitações). a guerra civil inglesa. Exceto num ramo: pintura e gravura de panoramas. que está sob um colina e parece pairar sobre um jardim disposto em terraço. O frontão emoldura uma janela oval. Thomas Gainsborough (1727-88). Jan van Goyen. a arte italiana estava chegando ao fim. Francesco Borromini (15991667) compôs sua igreja através de um agrupamento de unidades diferentes: a vasta cúpula.França. pintou festa de batizado. luz e cor dominou completamente os efeitos dos seiscentistas. não lhes faltam equilíbrio. rejeitou deliberadamente todas as limitações e nos levou a um extremo de emoção. Rembrandt (1606-69) e seus auto-retratos. detalhe após detalhe. Poder e Glória I . Simon de Vlieger (1601-53) capaz de transmitir a atmosfera do mar usando meios simples e despretenciosos. Jacob van Ruisdail descobriu a poesia da paisagem nórdica. Jakob Prandtauer (?-1726) construiu mosteiro de Melk as margens do Danúbio. Sir Chirstopher Wren (1632-1723). observando homens e mulheres do povo. as instituições inglesas e o gosto inglês tornaram-se os modelos admirados por todos os povos da Europa. numa impressão fulgidia. A Era da Razão: Inglaterra e França. maior arquiteto inglês. . O Espelho da Natureza: Holanda. Calma e docura quase melancólicas. e ao recuarmos se tornam as gôndolas de Veneza.” Nunca permitiu que o interesse do tema perturbasse a harmonia da pintura. a divisão da Europa em um campo católico e outro protestante afetou a arte de pequenos países como a Holanda. cores e decorações delicadas e alegres. No século XVIII. que demonstra grandeza sem monotonia. assim como palavras triviais podem servir para uma bela canção. No século XVIII artistas italianos eram principalmente soberbos na decoração de interiores. objetos triviais podem compor um quadro perfeito. com Francesco Guardi (1712-93) e o sentido de teatralidade. o pintor autêntico deve empenhar-se em melhorá-las pela grandeza de suas idéias. Lorenzo Berrini (1598-1680) escultor insuperável ao reproduzir a expressão facial. Abordagem não convencional de temas religiosos. século XVIII. com fontes e sebes aparadas. formas sem jamais dar um aspecto rude ou elaborado. Jan Verneir van Delf (1632-75) incluia até seres humanos nas suas naturezas mortas. Embora seus retratos não sejam simétricos. Bom gosto para residências de campo. A guerra dos 30 anos. final do século XVII e começo do XVIII. Antonine Wattean (1684-1721) faz parte do período rococó. É simples. Arquitetura grandiosa porém simples em seus traços e parco em sua decoração. Frans-Hals (1580-1666). concluiram o período barroco no estilo. William Kent. O escultor Bernini foi chamado por Luís XIV para trabalhar o Palácio de Versailles (1660-1680). Joshua Reynolds (1723-92). Lucas von Hildebrandt (1668-1745) construira um palácio em Viena. O tema torna-se secundário. William Hogarth (1697-1764). Geovanni Battista Tiepolo (1696-1770) produziu afrescos alegres de se ver. frivolidades. o primeiro andar das torres é quadrado. as torres laterais e a fachada curva. Jean Steen. 21. paisagista. era contra o gosto baseado no bom-tom. tem uma delicadeza de nuanças e um refinamento no toque. Jean-Baptist Siméon Chardin (1699-1779) desenhava episódios comoventes ou divertidos que pudessem ser desenvolvidos numa historia. pintura como dramaturgia. acreditava em regras ensináveis de gosto. Alemanha. O período ao redor de 1770 foi o maior para a arquitetura e não só para ela. Cuidadoso ao graduar decoração e usar com parcimônia as formas mais extravagantes. Olhando com atenção vemos que um simples punhado de manchas coloridas habilmente dispostas. 23. muito bem humorado. sempre com a maior eficácia nas partes que queria destacar. Poder e Glória II . 22.

sagaz e inteligente. as formas redondas parecem às vezes planas. fins do século XVIII e início do XIX. para atingir um significado solene. mas usou corretamente os recursos estilísticos gregos.M. pesquisou a historia para ser fiel a pintura de um momento da historia rescente. 26. com compaixão de um grande espírito. Sir Charles Barry(1795-1860) & Augustin Welby. Em Busca de Novos Padrões. Pintou muito balé. para o primeiro. Jean-François Millet (1814-75) equilíbrio. Pierre Auguste Renoir (1841-1919): luz do sol não permite usar o “sfumato” de Leonardo (formas que se fundem intencionalmente em sombras). inspirado nas canções de Schubert. vistos de ângulos os mais inesperados. inventado no início do século XIX). Jean-Honoré Frangonard (1732-1806). 25. de longe. a tradição tanto ajuda. contrastes fortes e duros. Pintava com sinceridade. paisagistas ingleses. como obstaculiza. Jacques-Louis David(1748-1825). Victor Horta (1861-1947). beleza . William Powell Frith (1819-1909) não usava como Monet velocidade e movimento. foi até o norte da África para estudar as cores resplandecentes e roupagens romanticas do mundo árabe. Jean-Baptiste Camile Corot (1796-1875) realismo na pintura. Os velhos chavões de “tema digno”. Gustave Courbet (1819-77) nominou o realismo em 1855. John Singleton Copley (1737-1815). A Revolução Permanente. arquiteto belga de estilo próprio. descartando a simetria explorando o efeito das curvas sinuosas. Era a Art Nouveau. Thomas Jefferson (1743-1826). ritmo calculado no movimento e na distribuição das figuras. pintou um ancião agachado a medir o globo com compasso. mas de perto os detalhes góticos conservam algo de romantico. Casa Branca. 22-7. logo ele cria outra saída: suas formas dissolvem-se no sol e no ar. Claude Monet (1840-1926) impressionista: os efeitos mágicos de luz e ar eram mais importantes do que o tema da pintura. era sua “visão” dessa passagem bíblica. onde podia mostrar ângulos bem estranhos. Paul Cézanne (1839-1906). Auguste Rodin (1840-1917) deixava algo inacabado para o expectador imagianar. lembra pinturas chinesas. feiura e vacuidade o rei Fernando VII. americano. ARTISTAS LIVRES PARA PASSAR AO PAPEL SUA VISÕES PESSOAIS. mas impressão de luz em sua litografia (um método de reproduzir desenhos feitos diretamente na pedra. E ainda o alemão Gaspar David Friedrich (1774-1840) romantico. Surgiu a fotografia e a cromotipia japonesa. cor mais importante que o desenho.W. Sir John Soane (1752-1837) projetou uma casa de campo como um palacete palladino de William Kent. grandeza romana. o século XIX. pintor francês. William Chambers (1726-96) estudou o estilo chinês na arquitetura e jardinagem. capacidade de encontrar grandeza e encanto num trecho da paisagem real. A Revolução Industrial começou a destruir o artesanato. ambição. o final do século XIX. Francisco Goya (1746-1828) único em retratar com fatuidade. Jean-Auguste-Dominique Ingres (1780-1867). O artista só era responsável pelo que pintava e como pintava ante a sua própria sensibilidade. absoluta precisão nos modelos do natural e desprezo por improvisações e confusões. neoclássico como Napoleão. Eugene Delacroix (17981863). O americano James Abboutt McNeill Whistler (1834-1903) não se importava pelo tema e sim a maneira pela qual ele era traduzido em cores e formas. A Ruptura na Tradição: Inglaterra. nas casas do Parlamento de Londres fê-las parecerem dignas. baseado no Oriente. Dante Gabriel Rossetti retorna ao estilo dos mestres da Idade Média com sinceridade e singeleza. Eduard Manet (1832-83). imaginação mais importante que o saber.Turner (1775-1851) e John Constable (1776-1837).escultor do busto de Voltaire. A ruptura na tradição que marca o período da Revolução Francesa inevitavelmente mudaria a situação em que viviam e trabalhavam os artistas. “composição equilibrada” e desenho correto foram sepultados. Também fez em “Grupo num balcão” o contraste de seu estilo nas figuras das donzelas e o estilo de Hogarth em segundo plano. quais meras manchas coloridas. mas austera em seu quadro “Marat assassinado”. Edgar Degas (1834-1917) foi quem mais se imprecionou com essas possibilidades. América e França. 24. para o segundo. realçava a impressão de espaços e formas sólidas. ao ar livre e sob a luz do dia plena. Hokusai (1760-1849) e Utanaro (1753-1806) usaram todos os aspectos inesperados e não-convencionais. alguns o achavam preguiçoso. J. William Blake (1757-1827): Provérbios VIII.

René Magritte (1898-1967) em seu auto retrato pintou ele pintando ele mesmo nú e com seios. O pintor austríaco Oscar Kokochka.e harmonia. como se fosse um deles. não como arte. entre os mais famosos estão Alberto Giacometti e Salvador Dali. mas prática. não apenas aos ricos compradores de arte. 27. com uma expressão potencialmente realçada. Henry Moore (1898-1986) em 1938 queria saber da pedra o que ela desejava se tornar como escultura. selecionava seus temas para dar vasão as formas que queria trabalhar. E o norueguês Edvard Munch (1863-1944) em sua litografia “O grito” de 1895 dá o tom ao movimento expressionista. Expressividade. o primeiro perspectiva e profundidade para preservar o seu padrão de cor. cores fortes e intensas. estrutura e simplicidade era o que nela buscavam. Constantin Brancusi (1876-1957) romeno simplificou a escultura ao máximo em sua obra “O beijo”. queria desgastar o mínimo a pedra original para criar suas esculturas. e o desejava que os outros sentissem ao apreciá-las. deprimidas fez algo inédito. Emile Nolde (1867-1956) seguiu Kathe. Ernest Barlach (1870-1938) escultor de mendigos também seguiu esta linha. NADA EXISTE REALMENTE A QUE SE POSSA CHAMAR DE ARTE. Sua obra “Historieta de um anãozinho” conta a historia teatralmente. por propagandistas do comunismo no leste europeu. e sua obra inaugura a arte abstrata. abusava de cores fortes. um gnomo se transforma em um homúnculo sob os olhares do gato e das estrelas. O QUE EXISTEM SÃO OS ARTISTAS. Henri Matisse (1869-1954) francês. Não queria a representação correta: usou cores e formas para expressar o que sentia. profundidade e distância num padrão lúcido. Georges Seriat (1859-91) conciliou métodos impressionistas com a necessidade de ordem. Aubrey Beardsley (1892-1898) ilustrações em preto e branco que logo ficaram famosas. Imaginem ele abraçando a pedra e escutando o que ela desejava se tornar. bem distante do “belo” de até então. pois até então toda criança era pintada satisfeita e bonita. quase como arquitetura na obra de Piet Mondrian de 1920 ou na de Ben Nicholson de 1934. como equação matemática. Kathe Kollinitg (1867-1945) alemã queria com sua arte patrocinar a causa dos pobres e miseráveis. Porque não começam procurando entender o canto dos pássaros?” Forma em 1o plano. certamente foi considerado preguiçoso. Durante a revolução nas artes que atingiu o clímax antes da 1a guerra mundial. Cria o Cubismo. pintor russo vivendo em Munique. com o martelo na mão. e com a mesa e o fogão. Marc Chagall (1887-1985) também segue a linha simples e até ingenua. o segundo simplificou o quanto pode parecendo pintar cartazes. Grant Wood (1892-1942) americano fez em 1936 um modelo de barro para se inspirar num quadro onde retratou vales e morros. Lyonel Feininger (1871-1956) norte-americano. criou um padrão decorativo usando a mesma cor nas paredes e toalhas de mesa. . galhos descarnados das oliveiras e formas escuras dos ciprestes esguios e pontiagudos como labaredas. Pablo Picasso (1881-1973) estranha mistura de imagens no final representam perfeitamente o que o artista queria dizer. como em “Violino e as Uvas”. Vicente Van Gogh (1853-1890) ansiava por uma arte despojada. Foi o primeiro a descobrir beleza no restolho. Georgio de Chirico (1888-1978) grego juntou por ironia a clássica cabeça de Alexandre o Grande a uma luva de operário. Henry de Toulouse-Loutrec (1864-1901) a arte da propaganda em cartazes. as salas. tema em 2o plano = Paul Klee (1879-1940) amigo de Kandinky. Esforçou-se para harmonizar a arte primitiva com seus próprios retratos simplificando os contornos das formas e usando cores fortes. Dizia aos jornalistas:”Todos querem entender a arte. Ele pintava como se escrevesse. nos trigais. Paul Gauguin (1848-1903) abandonou a Europa e foi viver nas ilhas do Pacífico com os nativos. Surgia o surrealismo. ênfase sobre as verticais e horizontais. Wassily Kandinsky (1866-1944). O escultor Alexander Calder (1898-1976) iniciou o que hoje chamamos de “instalação” com suas peças “malucas” já em 1934. que proporcionasse alegria e consolo à todos. funcional: Frank Lloyd Wright (1869-1959) a fachada não importa. a sua obra. A primeira metade do século XX. Foi utilizada. A ele devemos o que hoje toda dona de casa exige: a geladeira combinando com a cozinha. lembrando a arte egípcia. nas cercas vivas. desenhado crianças aparentemente tristes. escreveu sobre os efeitos psicológicos da cor pura. mas sim os quartos. A pintura como uma espécie de construção. a admiração pela escultura africana uniu vários jovens artistas. Arte Experimental. o interior. Pierre Bonnard (1867-1947) e Ferdinande Hodles (1853-1918) pintores suiços. em boa companhia com Rodin. Arquitetura. Henry Rousseau (1844-1910) em 1909 seguia o primitivismo de Gauguim e foi bastante simples e poético. Mais o menos ao modo cubista.

e o ajudaram a escrever este. FIM. Marino Marini (1901-80) italiano dedicado à multiplas variações sobre o mesmo tema.. Franz Kline (1910-62) americano. Georgio Morandi (1890-1964) italiano. 1986. Zoltan Kemeny (1907-65) em 1959 esse húngaro que viveu na Suiça nos reporta ao “ambiente urbano” com suas obras abstratas em metal. de Stan Hunt e “Duas plantas” de Lucian Freud. 1958 e 1980 respectivamente. sem deixar que agora se faça a historia da arte. fazem-nos esquecer da cor. “Histórias em quadrinhos”. Talvez possa chutar que ocorra uma fusão entre o pintor e o fotógrafo. Kurt Schwitters (1887-1948) inglês que colava bilhetes usados de ônibus. o segundo tem o dom de nos permitir ver em terceira dimensão. é o pós modernismo. como que por mágica. americano com novas técnicas de aplicação de tinta (rabiscos). e Pierre Soulager (1919-). Créditos a http://jamspedagogo. já que ela (a historia da arte está acontecendo agora). Uma Historia sem Fim. Tate Gallery em Londres. O autor também faz .. não são contraditórios. 614 e 615 um belo agradecimento aos livros que leu. mas deixo isso para os novos professores de História da Arte. Marcel Duchamps (1887-1968) e Joseph Benys (1921-86) francês e alemão ganharam notoriedade por “Dadaísmos” (infantilização da arte). o primeiro desenha linhas na tela para chamar atenção para a própria tela. Nicolas de Stadl (1914-55) russo: luz e distância.com/blog/cns!55E525B28D775C52!9696. pgs.28. O Triunfo do Modernismo.live. Pós-modernismos: prédio da AT&T Nova Iorque 1982 e entrada da Close Gallery. Jackson Pollock (1912-56). diferentes ângulos e diferentes luzes para natureza morta. completamente sem estilo. trapos e outros.entry . recortes de jornais.spaces.

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