A Historia da Arte - Gombrich, E.H.- Ed. LTC-16a ed 16a edição - Título original: “The Story of Art” 1950 1.

Estranhos Começos: Povos pre-históricos e primitivos. América antiga. Parece que esses caçadores primitivos imaginavam que, se fizessem uma imagem de sua presa, os animais verdadeiros também sucumbiriam ao seu poder. Antigas civilizações pré-colombianas onde a feitura de imagens vinculada à magia e à realização, e também a primeira forma de escrita. 2. Arte para a Eternidade: Egito, Mesopotâmia e Creta. Regularidade geométrica e penetrante observação da natureza é característica de toda a arte egípcia. O método do artista se assemelhava mais ao do cartógrafo que ao pintor: tudo tinha que ser representado a partir do seu ângulo mais característico. Artistas cretenses representavam movimentos rápidos e ágeis em estilo livre e gracioso, já os mesopotâmios erigiam monumentos para celebrar vitórias nas guerras, verdadeiras crônicas ilustradas das campanhas dos reis. 3. O Grande Despertar: Grécia, séculos VII à V a.C.: Embora templos gregos sejam vastos e imponentes, não atingem as colossais dimensões das construções egípcias, foram edificados por seres humanos, para seres humanos, não existia um governante divino. Levar em conta o ângulo de onde o artista via o objeto, não mais como cartógrafo, mas como pintor. A velha idéia de que era importante mostrar toda a estrutura do corpo, com suas principais articulações, incentivou o estudo de anatomia dos ossos e músculos, para aparecerem visíveis sob o ondulado das roupagens. os artistas gregos tinham dominado o meio de transmitir um pouco os sentimentos mudos existentes entre as pessoas: troca de olhares, por exemplo. 4. O Império do Belo: A Grécia e o mundo grego: século IV a.C. à I d.C. Vários métodos, estilos e tradições criaram a variedade que admiramos no período. O artista já não tinha a menor dificuldade em representar movimento ou perspectiva. O típico e o individual eram colocados num novo e delicado equilíbrio. Com o helenismo pós-Alexandre os estilos e invenções da arte grega foram aplicados à escola grandiosa dos reinos orientais, de acordo com suas tradições. Os gregos romperam os rígidos tabus do primitivo estilo oriental, acrescentando às imagens tradicionais do mundo uma quantidade cada vez maior de características obtidas através da observação, possuem o cunho do intelecto que as criou. 5. Conquistadores do Mundo: Romanos, Budistas, Judeus e Cristãos, séculos I ao IV d.C. Arquitetura romana usa arcos, e assim se diferencia da grega, construiu abóbodas. Os indus com suas imagens de Buda em expressão de profundo repouso. Na decoração de sinagogas um estilo deselengante, pois quanto mais realista fossem os murais maior o pecado contra o Mandamento que proibia imagens. Artistas cristãos também se espelharam na tradição grega, adicionando clareza e simplicidade. 6. Bifurcação dos Caminhos: Roma e Bizâncio, séculos V a XIII. A mãe do imperador Constantino construiu uma primeira basílica, que serviu de modelo para todas as igrejas. As esculturas foram deixadas de lado e foi dado impulso as pinturas, que segundo o Papa Gregório Magno, final do século VI, servia muito bem aos analfabetos que não podiam ler a Palavra. O milagre dos pães e peixes, representado em mosaico numa igreja de Ravena é um bom exemplo. As idéias egípcias de dar importância a clareza na representação de todos objetos voltara com grande pujança, mas as formas não eram da arte primitiva, mas já da grega clássica. Processos primitivos misturados à metodos refinados são característicos da Idade Média. E em Constantinopla os iconoclastas ou destruidores de imagens, só permitiram imagens sacras ou ícones como da mãe de Deus com Jesus no colo, geralmente em mosaicos. 7. Olhando para o Oriente: Islã, China - séculos II à XIII. No Islã fazer imagens era definitivamente proibido, os artistas então criaram as ornamentações rendilhadas e sutis, conhecidas como arabescos, formas usadas também nos tapetes orientais. É o mundo onírico de linhas e cores. O impacto religioso sobre a arte foi mais forte ainda na China, um dos primeiros rolos ilustrados chi-

arcobotantes que completam a armação externa da abóbada gótica. mas mesmo assim lhes imprimiam seu estilo diferente (como numa capa .” O escultor estava embuido de um novo espírito: dignidade individual. proporções corretas. na Europa da Baixa Idade Média. “como desenhar rochas”. o século XIII. Para representar paisagens nas pinturas os chineses não íam a campo. Essa liberdade emancipou-os da necessidade de imitar a natureza. experimentando novas formas de composição. Cortesãos e Burgueses: o século XIV.1a2: “Vi um novo céu e uma nova terra. Estilo gótico: cruzamento das “nervuras”. geralmente escrevendo poesias sobre as telas. “como desenhar um pinheiro”. Vikings usam a arte como magia. Os artistas eram solicitados a serem copistas de obras antigas.” 5a7: “. A Igreja Triunfante. Tiveram a idéia de não fazerem um teto tão pesado. Giotto: -. a nova Jerusalém.redescobriu a arte de criar a ilusão de profundidade numa superfície plana. isso para materializar sua visão enquanto a imaginação estava fresca. E foi a arte bizantina que proporcionou aos artistas italianos transporem a barreira que separa a escultura da pintura. Teólogos tornam-se conselheiros dos artistas. que descia do céu. Observavam a natureza. o princípio e o fim. Minuciosa atenção ao detalhe. Na Irlanda monges tentaram adaptar as técnicas dos Vikings a arte cristã e coseguiram bom resultado em especial com manuscritos dos séculos VII e VIII (Evangelhos de Lindisfarme). e só no final do período começa a se amalgamar. A partir de Giotto a História da Arte passou a ser também a História dos grandes artistas. com escritos no espírito Confucionista.. sua pintura nos faz acreditar que estamos testemunhando um evento sendo representado num palco. A Arte Ocidental em fase de Assimilação. que os ocidentais. Podemos . Só então voltando aos ateliês é que rapidamente começavam e terminavam a obra. habilitou-os a transmitir a idéia do sobrenatural. Aquele que vencer possuirá estas coisas. Como se tornou importante para o ilustrador mostrar seus sentimentos nas figuras.. simbólica. A pintura estava a caminho de se tornar uma forma escrita por imagens. não mais para copiá-la. etc. Europa séculos VI a XI. mas provocar amor e ternura. Quando então. Não se obrigavam mais a imitar as reais gradações de tonalidades cromáticas que ocorrem na natureza. As igrejas já não só serviam para proteção dos fiéis. As obras não pretendiam proclamar uma verdade solene. 10. 9.Eis que renovo todas as coisas. tal qual os primitivos das cavernas. Eu sou o Alfa e o Ômega. de junto de Deus.. os gregos o que viam. porque o primeiro céu e a primeira terra desapareceram. 11. monges e ascetas eram representados em estátuas de um surpreendente realismo. Com o Budismo. os egípcios haviam desenhado o que sabiam existir. o século XII Igreja Militante quer dizer que era sua tarefa combater as forças do mal até a hora do triunfo no Juízo Final. nos ditames da construção do templo de Salomão modelos para a arte. Conflito de grande números de estilos diferentes durante esse período.. como os gregos e romanos. E assim recuperaram a arte clássica perdida. Isso não tardou a revolucionar os métodos de construção. Visualizar mentalmente. 8. sentar-se num banquinho em frente a uma tela. possibilitando a ele mudar toda concepção de pintura. A arte chinesa é comedida. eles preservaram mais as descobertas dos pintores helenísticos. o mar já não existia.São Mateus escrevendo o Evangelho). que mostra a estrutura do corpo sob as dobras das roupagens. Vi a cidade santa. Apocalipse 21..neses mostra uma coleção de grandes exemplos de senhoras virtuosas. Buscaram na Bíblia.. Os artistas queriam explorar as leis da visão e adquirir conhecimentos suficientes do corpo humano para incluí-las nas estátuas e pinturas. contar com um certo número de arcos de reforço e preencher os intervalos com material mais leve. Eu darei gratuitamente da fonte da água da vida ao que tiver sede. na Idade Média desenhavam também o que sentiam. Agora tem-se um significado mais definido para formas fantásticas. Ora. Mais irefinado do que grandioso o século XIV trouxe-nos a habilidade na decoração e nos rendilhados: Palácio dos Doges em Veneza. já tinham aprendido a pintar é que saiam a campo para captar o espírito da paisagem. para aprender com ela. Eu serei seu Deus e ele será meu filho. eles aprenderam por um complexo de meditação e estudo. arco ogival. mas para seu vislumbre de um mundo diferente. A Igreja Militante. A arte romana de abobadar grandes edificações exigia uma série de conhecimentos e cálculos que em sua maior parte tinham se perdido.

Há nela drama. Miguel. que ajuda a criar uma atmosfera misteriosa. Xilogravura e xilografia. Leonardo. assim salvou boa parte do desenho lúdico. de 1502. possuia penetração e humor. Toscana e Roma. nada lhes parecia extraordinário. Para ser admitido numa corporação o artista tinha que se mostrar capaz em atingir determinados padrões. Um grupo de artistas florentinos se dispos a criar uma nova arte e romper com as idéias do passado. Konrad Witz radical inovador suiço pintou o lago de Genebra como se fosse o mar da Galiléia. Filippo Brunelleschi (1377-1446). Le Tavernier reflete fielmente a vida na cidade da sua época. 16. sem a qual a Reforma talvez não tivesse ocorrido. Mantegna movimento e perspectiva. início do século XVI. Miguel estudou todos os detalhes e com que cuidado preparou cada figura dos desenhos. usava toda a gama de expressões faciais. mas escultor. 15. Tornaram-se criaturas livres. simplicidade na pintura. a pouca profundidade. 13. não chegou a ser construida como nos seus planos. Realização da Harmonia. agora tinham adquirido status. claro e simétrico. tudo está como que num palco. movimentos graciosos e linhas melodiosas. movimento distorcido. Agora podiam escolher que encomenda fariam. Maraccio. que por ser canhoto. Hugo van der Góes: tenso e austero. mas não podemos esquecer dos pequenos artífices que estes sim carregavam a árdua tarefa da arte nas suas pobres mãos. Pinturas seguindo regras matemáticas. 12. agora os artistas escolhiam um dentre vários nobres. “Leonardo conhecia a fórmula mágica que infundia vida nas cores espalhadas por seu sortílego pincel. Donatello. Jan van Eyck e toda a geração de artistas em sua apaixonada busca da verdade. ao contrário de antes onde os príncipes e nobres escolhiam um dentre vários artistas. Monalisa parece estar viva. Claus Sluter. E da mesma forma como a imprensa acelerou o intercâmbio de idéias. textura e superfície das coisas. mas não representa uma cena real. A nova pintura era diferente de todas as anteriores. início do século XVI. mestre . 14. Encomendas de nobres. criou-se um estilo internacional que outro só veio no século XX. Durante cerca de 500 anos arquitetos da Europa e América seguiram seus passos. jogo de luz. Botticelli = ação rapidamente entendida. cada ponto de costura. A impressão de estampas havia precedido em algumas décadas a impressão de livros. Conato Bramante (1444-1514) chegou a planejar um igreja circular para São Pedro. até de guildas de alfaiates e armeiros. de certo modo o artista é que escolhia quem ele iria agradar com sua obra. simples e calma. A Conquista da Realidade: início do século XV. Veneza e Itália Setentrional. Miguel não era pintor. O cúmulo do orgulho está em Leonardo. Com que minúcia.Martin Schongauer. Durer e Holbein. eternização na obra: a perfeita harmonia na composição de figuras movimentando-se livremente. Os artistas deixaram de receber encomendas do tipo: dois sapatos. acurado no desenho e harmonioso na composição. teatralidade e excitação. mas é circular. Fouquet usa a luz. A arte podia agora refletir um fragmento do mundo real. . egoisticamente resolveu escrever da direita para esquerda e danem-se os outros. Tradição e Inovação II. Luz e Cor. A idéia de uma ressureição da “Grandeza de Roma”. como poderia negar um pedido do Papa? Quatro anos trabalhou no teto. Rogier van der Weydin de Flandres: fidelidade a cada fio de cabelo. Rafael e Ticiano. Piero della Francesca esmerou-se na indumentária de legionários romanos e no tratamento da luz. desafiam antigas idéias de beleza e chocavam muita gente mais velha. Pollaiuolo. Rafael. Uccello dizia: “Quão doce é a perspectiva!” Gozzoli (1421-97) vivicidade e aprazividade da época. humildade do dominicano transparecia. Correggio e Giorgione. a última ceia parece estar acontecendo a nossa frente. três armários e uma pintura à óleo. vida festiva. Fra Angélico criou a beleza e simplicidade. Tradição e Inovação I. em Roma. a impressão de imagens (xilogravura) assegurou o triunfo da Renascença. Veit Stoss: veracidade e expressividade. Alberti traduziu um plano gótico para formas clássicas suavizando o bárbaro arco ogival e usando os elementos da ordem clássica num contexto tradicional. Os grandes artistas tornaram-se orgulhosos. Seu líder. de burgueses.dizer que a arte medieval chegou ao fim e entramos na Renascença. e a pura beleza. final do século XV na Itália. está lá para quem quizer ver. O século XV no norte. Os horizontes dos artistas ampliaram-se através das grandes navegações. a calma.

a nave. luz e cor para equilibrar formas e dirigir nosso olhos para certas linhas. assegurou-lhe fama e um êxito que até então nenhum pintor conseguira. discípulo de Rubens. amigo de Lutero. Europa. Bosch. Carracci: pintor autêntico. muita ousadia para a época. Giorgione com luz sobrenatural de uma tempestade. pela primeira vez e talvez única vez um artista conseguiu dar forma concreta e tangível aos medos que obicecavam o espírito dos homens da Idade Média. e harmonioso. Tintoretto (1518-94) pinta o reencontro do corpo de São Marcos. “É um mísero discípulo aquele que não for capaz de superar o seu mestre” Leonardo. Mabuse (1478-1532). Suas figuras são reais e tangíveis. Pintou a ele mesmo pintando. corpos humanos em formas harmoniosas. com a Reforma. O único ramo da pintura que sobreviveu à Reforma foi o retrato. Benvenuto Cellini (1500-71) é o típico artista da época: irriquietas tentativas em criar algo mais interessante e incomum do que a geração anterior. em algumas das mais fascinantes pinturas que o mundo já viu. desejava com ardor expressar a verdade ensinada nas igrejas. Jean Goujon escultor de figuras requintadamente graciosas. Visão e Visões: A Europa Católica. fins do século XVI. Inglaterra e Alemanha possuem igrejas onde os pilares de sustentação da abóbada foram superficialmente convertidos em colunas para lhes afixarem capitéis. Num vasto espaço obilongo. tinha em suas figuras textura e superfície. Federico Zucaro (1543-1609) construiu uma janela na forma de rosto no Palácio Zuccari em Roma. de proximidade e distância. lá crou uma composição perfeitamente equilibrada. proclamava a verdade ensinada nas igrejas usando contrastes. visão dramática e emocional. França. Oh estultíce da espécie humana! Como ele organizou seu quadro “Casamento aldeão” para não parecer congestionado. que ombreou fama com Miguel. Caravaggio queria a verdade e sua obra não perdeu nada do peculiar arrojo nos três séculos que lhe sucederam. nas catacumbas de Alexandria. . entre a falta de harmonia nos gestos e movimentos. Lucas Cranach (1472-1553). quando fez “Adão e Eva” estava trazendo para o norte dos Alpes. Correggio (1489-1534) deu tratamento a luz e sombra. a congregação podia reunir-se confortavelmente e olhar na direção do altar-mor. ornamentos ofensivos são a coerência e unidade essenciais as construções barrocas. Diego Velásquez (1599-1660) transformou esses retratos (da família real de Felipe IV). descaso por formas e cores naturais. o ar e as cores uniformizassem as cores. simples. Guido Reni. Ticiano. na postura e na composição simétrica. Curvas e espirais. Era o gótico transformado Albrecht Duer e suas assustadoras xilogravuras do apocalípse. 19. único pintor alemão a comparar-se com Durer. óbvia. com graça e beleza. primeira metade do século XVII. seguiu Carracci. pintores e escultores se deparavam com protestantes iconoclastas. e rematada por uma cúpula alta e imponente. ao afastar a Santa Virgem do centro da tela e lá colocar São Francisco foi muito ousado. Giorgio Vasari (1511-74). maneirismo de figuras exageradamente alongadas. surpreendentes combinações com figuras enormes e descarnadas. 18.” El Greco (1541-1614). sem as quais ela se desintegra. Pieter Bruegel. Uma crise na Arte. Tornou-se o mais admirado pintor pelos impressionistas em Paris no século XIX. Rubens aprendera a arte de dispor as figuras numa vasta escala e de usar a luz e cores para aumentar o efeito geral. Van Dyck. No norte. com “meninas” no primeiro plano. o velho (1525-69) cenas de vida camponesa. com gritantes contrates de luz e sombra. e especialmente o fato de que na paisagem diante da qual os personagens do quadro se movimentam.Foivanni Bellini unificou seus quadros com uma feliz união de luz e cor. crítico de arte e biógrafo florentino escrevia: “se em vez de abandonar os caminhos já abertos e trilhados ele tivesse seguido pelo belo estilo de seus predecessores. Grunewald. Procurou superar Rafael pintando o Papa. Pintou o Papa. não apenas um fundo. poderia ter se tornado um dos maiores pintores já vistos em Veneza. Sua mágica habilidade para tornar viva. intensa e jubilosamente real qualquer figura. nem confuso com tantos personagens! Jacques Callot (1592-1635). Barroco: a Igreja tinha que ser cruciforme. o que já se fazia na Itália. 17. mas permitiu que a luz. famoso por suas assustadoras representações das forças do mal. Holbein teve que procurar trabalho em Londres. A propagação do novo saber: Alemanha e Países Baixos. contudo o modo como faz a luz é barroco. Pintou a assenção de Nossa Senhora com suas pernas balançando no espaço. início do século XVI.

século XVII. maior arquiteto inglês. . concluiram o período barroco no estilo. frivolidades. Antonine Wattean (1684-1721) faz parte do período rococó. inventou o jardim paisagístico inglês. mas de um valor menor. Lucas von Hildebrandt (1668-1745) construira um palácio em Viena. Poder e Glória I . Geovanni Battista Tiepolo (1696-1770) produziu afrescos alegres de se ver. sempre com a maior eficácia nas partes que queria destacar. O período ao redor de 1770 foi o maior para a arquitetura e não só para ela. que é barroco mais por sua imensidão que pelos detalhes decorativos. O frontão emoldura uma janela oval. Bom gosto para residências de campo. Alemanha. Arquitetura grandiosa porém simples em seus traços e parco em sua decoração. É simples. A acumulação de novas idéias para produzir decorações mais complexas. William Kent. Calma e docura quase melancólicas. as torres laterais e a fachada curva. que está sob um colina e parece pairar sobre um jardim disposto em terraço. não lhes faltam equilíbrio. pintou festa de batizado.Itália final do século XVII e século XVIII. No século XVIII artistas italianos eram principalmente soberbos na decoração de interiores. Willem Kalf (1619-93) conhecido pintor de natureza morta. era contra o gosto baseado no bom-tom. com fontes e sebes aparadas. 23. Usou o “chiaroscuro” para adensar o dramatismo da cena. A Era da Razão: Inglaterra e França.” Nunca permitiu que o interesse do tema perturbasse a harmonia da pintura. Simon de Vlieger (1601-53) capaz de transmitir a atmosfera do mar usando meios simples e despretenciosos. 22. e ao recuarmos se tornam as gôndolas de Veneza. século XVIII. detalhe após detalhe. cada vez mais deslumbrantes durante a primeira metade do século XVII. genro de Jan van Goyen. Exceto num ramo: pintura e gravura de panoramas. Ele dificilmente precisa de gestos e movimento para expressar-se. o primeiro andar das torres é quadrado. rejeitou deliberadamente todas as limitações e nos levou a um extremo de emoção. Jean Steen. “Em vez de se esforçar para divertir a humanidade (com minuciosa perfeição de suas imitações). com Francesco Guardi (1712-93) e o sentido de teatralidade. Poder e Glória II . No século XVIII. Jan van Goyen. Embora seus retratos não sejam simétricos. o pintor autêntico deve empenhar-se em melhorá-las pela grandeza de suas idéias. Francesco Borromini (15991667) compôs sua igreja através de um agrupamento de unidades diferentes: a vasta cúpula. objetos triviais podem compor um quadro perfeito. a divisão da Europa em um campo católico e outro protestante afetou a arte de pequenos países como a Holanda. pois não fora a sua arte usada para enaltecer o poder e a glória de governantes de direito divino. a guerra civil inglesa. Cuidadoso ao graduar decoração e usar com parcimônia as formas mais extravagantes. Sir Chirstopher Wren (1632-1723). A guerra dos 30 anos. paisagista. pintura como dramaturgia. o segundo é redondo. comedimento e sobriedade. Frans-Hals (1580-1666). cores. Jacob van Ruisdail descobriu a poesia da paisagem nórdica. acreditava em regras ensináveis de gosto. as instituições inglesas e o gosto inglês tornaram-se os modelos admirados por todos os povos da Europa. Abordagem não convencional de temas religiosos.França. E é quase um milagre o que ele consegue reproduzindo texturas. Jean-Baptist Siméon Chardin (1699-1779) desenhava episódios comoventes ou divertidos que pudessem ser desenvolvidos numa historia. Jean-Antoine Houdon (1741-1828). O escultor Bernini foi chamado por Luís XIV para trabalhar o Palácio de Versailles (1660-1680). Rembrandt (1606-69) e seus auto-retratos. cores e decorações delicadas e alegres. muito bem humorado. observando homens e mulheres do povo. Jan Verneir van Delf (1632-75) incluia até seres humanos nas suas naturezas mortas. final do século XVII e começo do XVIII. 21. Joshua Reynolds (1723-92). tem uma delicadeza de nuanças e um refinamento no toque. luz e cor dominou completamente os efeitos dos seiscentistas. William Hogarth (1697-1764). seus retratos captam os modelos num momento característico. que demonstra grandeza sem monotonia. O tema torna-se secundário. simples e despojado. Jakob Prandtauer (?-1726) construiu mosteiro de Melk as margens do Danúbio. Olhando com atenção vemos que um simples punhado de manchas coloridas habilmente dispostas. Lorenzo Berrini (1598-1680) escultor insuperável ao reproduzir a expressão facial. O Espelho da Natureza: Holanda. assim como palavras triviais podem servir para uma bela canção.20. Thomas Gainsborough (1727-88). numa impressão fulgidia. a arte italiana estava chegando ao fim. formas sem jamais dar um aspecto rude ou elaborado. transforma a cena banal numa visão de repousante beleza.

26. Hokusai (1760-1849) e Utanaro (1753-1806) usaram todos os aspectos inesperados e não-convencionais. Thomas Jefferson (1743-1826). Jean-Honoré Frangonard (1732-1806). arquiteto belga de estilo próprio. beleza . 25. William Blake (1757-1827): Provérbios VIII. Jacques-Louis David(1748-1825). Paul Cézanne (1839-1906). A Revolução Industrial começou a destruir o artesanato. paisagistas ingleses. Dante Gabriel Rossetti retorna ao estilo dos mestres da Idade Média com sinceridade e singeleza. Eduard Manet (1832-83). absoluta precisão nos modelos do natural e desprezo por improvisações e confusões. William Powell Frith (1819-1909) não usava como Monet velocidade e movimento. mas impressão de luz em sua litografia (um método de reproduzir desenhos feitos diretamente na pedra. mas de perto os detalhes góticos conservam algo de romantico.W. Jean-François Millet (1814-75) equilíbrio. Sir John Soane (1752-1837) projetou uma casa de campo como um palacete palladino de William Kent. J. Francisco Goya (1746-1828) único em retratar com fatuidade. nas casas do Parlamento de Londres fê-las parecerem dignas. de longe. logo ele cria outra saída: suas formas dissolvem-se no sol e no ar. ao ar livre e sob a luz do dia plena. fins do século XVIII e início do XIX. ambição. para o segundo. Auguste Rodin (1840-1917) deixava algo inacabado para o expectador imagianar. para o primeiro. A Ruptura na Tradição: Inglaterra. lembra pinturas chinesas. o final do século XIX. Victor Horta (1861-1947). sagaz e inteligente. o século XIX. Eugene Delacroix (17981863). era sua “visão” dessa passagem bíblica. Os velhos chavões de “tema digno”. “composição equilibrada” e desenho correto foram sepultados. realçava a impressão de espaços e formas sólidas. contrastes fortes e duros. quais meras manchas coloridas. Também fez em “Grupo num balcão” o contraste de seu estilo nas figuras das donzelas e o estilo de Hogarth em segundo plano. América e França. Surgiu a fotografia e a cromotipia japonesa. E ainda o alemão Gaspar David Friedrich (1774-1840) romantico. baseado no Oriente. pesquisou a historia para ser fiel a pintura de um momento da historia rescente. descartando a simetria explorando o efeito das curvas sinuosas. pintou um ancião agachado a medir o globo com compasso. com compaixão de um grande espírito. capacidade de encontrar grandeza e encanto num trecho da paisagem real. A Revolução Permanente. as formas redondas parecem às vezes planas. Pintou muito balé. Era a Art Nouveau. Pierre Auguste Renoir (1841-1919): luz do sol não permite usar o “sfumato” de Leonardo (formas que se fundem intencionalmente em sombras). Em Busca de Novos Padrões. ritmo calculado no movimento e na distribuição das figuras. foi até o norte da África para estudar as cores resplandecentes e roupagens romanticas do mundo árabe. para atingir um significado solene. como obstaculiza. Sir Charles Barry(1795-1860) & Augustin Welby. William Chambers (1726-96) estudou o estilo chinês na arquitetura e jardinagem. imaginação mais importante que o saber. vistos de ângulos os mais inesperados. mas usou corretamente os recursos estilísticos gregos. mas austera em seu quadro “Marat assassinado”. grandeza romana.escultor do busto de Voltaire. Edgar Degas (1834-1917) foi quem mais se imprecionou com essas possibilidades. a tradição tanto ajuda. 22-7. Gustave Courbet (1819-77) nominou o realismo em 1855. 24. Pintava com sinceridade. O americano James Abboutt McNeill Whistler (1834-1903) não se importava pelo tema e sim a maneira pela qual ele era traduzido em cores e formas. John Singleton Copley (1737-1815). inspirado nas canções de Schubert. onde podia mostrar ângulos bem estranhos. A ruptura na tradição que marca o período da Revolução Francesa inevitavelmente mudaria a situação em que viviam e trabalhavam os artistas. pintor francês.M. inventado no início do século XIX). Jean-Auguste-Dominique Ingres (1780-1867). Casa Branca.Turner (1775-1851) e John Constable (1776-1837). alguns o achavam preguiçoso. Jean-Baptiste Camile Corot (1796-1875) realismo na pintura. O artista só era responsável pelo que pintava e como pintava ante a sua própria sensibilidade. cor mais importante que o desenho. neoclássico como Napoleão. americano. Claude Monet (1840-1926) impressionista: os efeitos mágicos de luz e ar eram mais importantes do que o tema da pintura. ARTISTAS LIVRES PARA PASSAR AO PAPEL SUA VISÕES PESSOAIS. feiura e vacuidade o rei Fernando VII.

Sua obra “Historieta de um anãozinho” conta a historia teatralmente. Henry Rousseau (1844-1910) em 1909 seguia o primitivismo de Gauguim e foi bastante simples e poético. pintor russo vivendo em Munique. por propagandistas do comunismo no leste europeu. O escultor Alexander Calder (1898-1976) iniciou o que hoje chamamos de “instalação” com suas peças “malucas” já em 1934. Mais o menos ao modo cubista. Surgia o surrealismo. lembrando a arte egípcia. Ele pintava como se escrevesse. Wassily Kandinsky (1866-1944). como em “Violino e as Uvas”. Aubrey Beardsley (1892-1898) ilustrações em preto e branco que logo ficaram famosas. e com a mesa e o fogão. queria desgastar o mínimo a pedra original para criar suas esculturas. Lyonel Feininger (1871-1956) norte-americano. Kathe Kollinitg (1867-1945) alemã queria com sua arte patrocinar a causa dos pobres e miseráveis. como equação matemática. Georgio de Chirico (1888-1978) grego juntou por ironia a clássica cabeça de Alexandre o Grande a uma luva de operário. Grant Wood (1892-1942) americano fez em 1936 um modelo de barro para se inspirar num quadro onde retratou vales e morros. Foi o primeiro a descobrir beleza no restolho. Durante a revolução nas artes que atingiu o clímax antes da 1a guerra mundial. quase como arquitetura na obra de Piet Mondrian de 1920 ou na de Ben Nicholson de 1934. o primeiro perspectiva e profundidade para preservar o seu padrão de cor. funcional: Frank Lloyd Wright (1869-1959) a fachada não importa. ênfase sobre as verticais e horizontais. Arte Experimental. NADA EXISTE REALMENTE A QUE SE POSSA CHAMAR DE ARTE. Henry de Toulouse-Loutrec (1864-1901) a arte da propaganda em cartazes. Porque não começam procurando entender o canto dos pássaros?” Forma em 1o plano. profundidade e distância num padrão lúcido. com uma expressão potencialmente realçada. em boa companhia com Rodin. pois até então toda criança era pintada satisfeita e bonita. Paul Gauguin (1848-1903) abandonou a Europa e foi viver nas ilhas do Pacífico com os nativos. Marc Chagall (1887-1985) também segue a linha simples e até ingenua. o segundo simplificou o quanto pode parecendo pintar cartazes. Emile Nolde (1867-1956) seguiu Kathe. Ernest Barlach (1870-1938) escultor de mendigos também seguiu esta linha. a sua obra. Dizia aos jornalistas:”Todos querem entender a arte. Expressividade.e harmonia. e sua obra inaugura a arte abstrata. Foi utilizada. Henri Matisse (1869-1954) francês. A pintura como uma espécie de construção. nos trigais. A ele devemos o que hoje toda dona de casa exige: a geladeira combinando com a cozinha. Vicente Van Gogh (1853-1890) ansiava por uma arte despojada. como se fosse um deles. selecionava seus temas para dar vasão as formas que queria trabalhar. cores fortes e intensas. com o martelo na mão. E o norueguês Edvard Munch (1863-1944) em sua litografia “O grito” de 1895 dá o tom ao movimento expressionista. mas prática. O pintor austríaco Oscar Kokochka. Pablo Picasso (1881-1973) estranha mistura de imagens no final representam perfeitamente o que o artista queria dizer. galhos descarnados das oliveiras e formas escuras dos ciprestes esguios e pontiagudos como labaredas. Pierre Bonnard (1867-1947) e Ferdinande Hodles (1853-1918) pintores suiços. criou um padrão decorativo usando a mesma cor nas paredes e toalhas de mesa. Cria o Cubismo. escreveu sobre os efeitos psicológicos da cor pura. desenhado crianças aparentemente tristes. e o desejava que os outros sentissem ao apreciá-las. entre os mais famosos estão Alberto Giacometti e Salvador Dali. Henry Moore (1898-1986) em 1938 queria saber da pedra o que ela desejava se tornar como escultura. Georges Seriat (1859-91) conciliou métodos impressionistas com a necessidade de ordem. O QUE EXISTEM SÃO OS ARTISTAS. Não queria a representação correta: usou cores e formas para expressar o que sentia. a admiração pela escultura africana uniu vários jovens artistas. A primeira metade do século XX. estrutura e simplicidade era o que nela buscavam. certamente foi considerado preguiçoso. nas cercas vivas. o interior. Esforçou-se para harmonizar a arte primitiva com seus próprios retratos simplificando os contornos das formas e usando cores fortes. tema em 2o plano = Paul Klee (1879-1940) amigo de Kandinky. abusava de cores fortes. 27. um gnomo se transforma em um homúnculo sob os olhares do gato e das estrelas. deprimidas fez algo inédito. não apenas aos ricos compradores de arte. mas sim os quartos. Constantin Brancusi (1876-1957) romeno simplificou a escultura ao máximo em sua obra “O beijo”. Arquitetura. não como arte. . Imaginem ele abraçando a pedra e escutando o que ela desejava se tornar. René Magritte (1898-1967) em seu auto retrato pintou ele pintando ele mesmo nú e com seios. as salas. que proporcionasse alegria e consolo à todos. bem distante do “belo” de até então.

Kurt Schwitters (1887-1948) inglês que colava bilhetes usados de ônibus. pgs. já que ela (a historia da arte está acontecendo agora). O autor também faz . o segundo tem o dom de nos permitir ver em terceira dimensão..spaces. Pós-modernismos: prédio da AT&T Nova Iorque 1982 e entrada da Close Gallery. de Stan Hunt e “Duas plantas” de Lucian Freud. sem deixar que agora se faça a historia da arte. Créditos a http://jamspedagogo. Jackson Pollock (1912-56). Tate Gallery em Londres. mas deixo isso para os novos professores de História da Arte. completamente sem estilo. 1986. e o ajudaram a escrever este. como que por mágica.entry . trapos e outros. “Histórias em quadrinhos”.. fazem-nos esquecer da cor. FIM. 1958 e 1980 respectivamente. O Triunfo do Modernismo. Franz Kline (1910-62) americano. Zoltan Kemeny (1907-65) em 1959 esse húngaro que viveu na Suiça nos reporta ao “ambiente urbano” com suas obras abstratas em metal. recortes de jornais. e Pierre Soulager (1919-). Uma Historia sem Fim. não são contraditórios.live. o primeiro desenha linhas na tela para chamar atenção para a própria tela. 614 e 615 um belo agradecimento aos livros que leu. americano com novas técnicas de aplicação de tinta (rabiscos). Marcel Duchamps (1887-1968) e Joseph Benys (1921-86) francês e alemão ganharam notoriedade por “Dadaísmos” (infantilização da arte).com/blog/cns!55E525B28D775C52!9696. é o pós modernismo. Nicolas de Stadl (1914-55) russo: luz e distância.28. Talvez possa chutar que ocorra uma fusão entre o pintor e o fotógrafo. Marino Marini (1901-80) italiano dedicado à multiplas variações sobre o mesmo tema. diferentes ângulos e diferentes luzes para natureza morta. Georgio Morandi (1890-1964) italiano.

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