P. 1
Apostilas Petrobras - Seguranca Industrial

Apostilas Petrobras - Seguranca Industrial

|Views: 11.454|Likes:
Publicado porRossini terra

More info:

Published by: Rossini terra on May 10, 2011
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

04/03/2013

pdf

text

original

Sections

  • 1.1 Antecedentes Históricos
  • 1.2 Histórico da Segurança do Trabalho no Brasil
  • 1.2.1 Conceito de Segurança
  • 1.2.2 Conceito de Acidente
  • 1.2.3 Conceito de Acidente do Trabalho
  • 1.2.4 O Ambiente de Trabalho
  • 1.2.7 Equipamentos de Proteção lndividual – E.P.I
  • 1.3 Classificação dos E.P.I.'s
  • 1.3.1Das obrigações do empregador quanto ao EPI:
  • 1.3.2 Das obrigações do empregado
  • 1.3.3 Das obrigações do fabricante e do importador
  • 1.3.4 Responsabilidades da Empresa
  • 1.3.5 Responsabilidade do Usuário
  • 1.4.1 Proteção para a Cabeça
  • 1.4.2 Proteção dos olhos
  • 1.4.3 Proteção facial
  • 1.4.4 Proteção auditiva
  • 1.4.5 Proteção das mãos
  • 1.4.6 Proteção dos pés e pernas
  • 1.4.7 Proteção do tronco
  • 1.4.9 Proteção do corpo inteiro
  • 1.4.8 Capas, jaquetas e conjuntos
  • 1.4.10 Proteção respiratória
  • 1.4.12 Equipamentos autônomos
  • 1.4.15 Colete salva vidas
  • 1.5 Equipamento de Proteção Coletiva – EPC
  • 1.7 Inspeção Planejada
  • 1.7.1 A Importância da Inspeção Planejada
  • 1.7.2 Levantamento dos riscos de acidentes
  • 1.8.1 Do objetivo
  • 1.8.2 Da constituição
  • 1.8.3 Da organização
  • 1.8.4 Das atribuições
  • 1.8.5 Do funcionamento
  • 1.8.6 Do treinamento
  • 1.8.7 Do processo eleitoral
  • 1.8.8 Das contratantes e contratadas
  • 1.9 O mapa de risco
  • 1.9.1 Simbologia de Riscos
  • 1.9.3 Objetivos do Mapa de Risco
  • 1.9.4 Etapas de elaboração
  • 1.10 Acidente do Trabalho
  • 1.10.1 Tipos de lesão
  • 1.11 Fontes de Acidentes / Incidentes
  • 1.12.2 Custo dos acidentes
  • 1.12.3 Custo dos Acidentes no Brasil
  • 1.13 Causas do acidente de trabalho
  • 1.13.3 Por Que as Pessoas Erram (Falha Humana)?
  • 1.14 Atos e condições inseguras
  • 1.14.1 Ato inseguro
  • 1.14.2 Condicão insegura
  • 1.14.3 Análise dos acidentes
  • 1.15 Controle de acidentes
  • 1.16 Procedimento em caso de acidente
  • 1.16.1 Procedimento do Acidentado
  • 1.16.2 Procedimento do Supervisor
  • 1.17 Condições gerais
  • 1.17.1 Emissão
  • 1.17.2 Requisição
  • 1.17.3 Cancelamento
  • 1.17.4 Etiquetas de Advertência
  • 1.17.5 Recomendações de Segurança
  • 1.17.6 Execução dos Trabalhos
  • 1.17.7 Conclusão dos Trabalhos
  • 1.18 Condições específicas
  • 1.18.1 PTT – Permissão de Trabalho Temporária
  • 1.18.2 Liberação de Área

Segurança Industrial

CURSO DE FORMAÇÃO DE OPERADORES DE REFINARIA
SEGURANÇA INDUSTRIAL

1

Segurança Industrial

2

Segurança Industrial

SEGURANÇA INDUSTRIAL
ANTONIO GRAVENA ANDRE LUIS DA SILVA KAZMIERSKI ILSON PAULO CASTELO DE BARROS

Equipe Petrobras Petrobras / Abastecimento UN´s: Repar, Regap, Replan, Refap, RPBC, Recap, SIX, Revap

3

CURITIBA 2002

Ilson Paulo Castelo de Barros. REGAP. IV. III. 3.Segurança Industrial 363. 70 p. UnicenP. – Curitiba : PETROBRAS : UnicenP. Ilson Paulo Castelo de.11 G775 Gravena. 30 cm. 2002. REVAP. RPBC. Financiado pelas UN: REPAR. RECAP. Título. (algumas color) . REFAP. : il. 4 1. Andre Luis da Silva. Antonio. I. Andre Luis da Silva Kamierski. segurança industrial / Antonio Gravena. V. REPAR. PETROBRAS. diagramação e revisão UnicenP. REPLAN. II Barros. Curso de formação de operadores de refinaria. . SIX. Kamierski. coordenação do Comitê de Desenvolvimento de Competências da REPAR. 2. Segurança do Trabalho. Brasil. Segurança Industrial.

5 . portanto. Nome: Cidade: Estado: Unidade: Escreva uma frase para acompanhá-lo durante todo o módulo. caracterizado pela flexibilidade exigida pelo porte e diversidade das unidades da Petrobras. buscando a construção dos materiais pedagógicos que auxiliarão os Cursos de Formação de Operadores de Refinaria. diferenciação em serviços e competência tecnológica. desta forma não podem ser tomados como algo pronto e definitivo. representada pela UN-Repar. Contamos. Este projeto foi realizado pela parceria estabelecida entre o Centro Universitário Positivo (UnicenP) e a Petrobras.Segurança Industrial Apresentação É com grande prazer que a equipe da Petrobras recebe você. enfim. colocar questões aos instrutores e à turma. como um processo contínuo e permanente de aprimoramento. aprofundar seu conhecimento. gabaritos de atividades – procuram integrar os saberes técnico-práticos dos operadores com as teorias. Estes materiais – módulos didáticos. com a sua disposição para buscar outras fontes. Para continuarmos buscando excelência em resultados. capacitando-se para sua nova profissão na Petrobras. mas sim. planos de aula. slides de apresentação. precisamos de você e de seu perfil empreendedor.

....................17...........1 Antecedentes Históricos ..................... alimentação por linha de ar (ar-mandado) .............6 Do treinamento .......................12 Equipamentos autônomos ...........8 Das contratantes e contratadas ................................2 Histórico da Segurança do Trabalho no Brasil .....4.............................................13..........................12.7.............. 13 1..........2.........6 Alguns Cuidados na Utilização dos Equipamentos de Proteção Individual – EPI .......... 12 1.................... 7 1. 31 1.......4 Etapas de elaboração ........ 14 1............. 31 1..... 19 1.... 54 1....................7 Do processo eleitoral .........14..........................16...................2.2 Custo dos acidentes ..........9................................................................ 48 1................ 7 1.............................. 15 1...I................. 10 1....... 38 1...................... 57 1.....14 Atos e condições inseguras .....8.........3 Das obrigações do fabricante e do importador .15 Controle de acidentes ....1 Procedimento do Acidentado ..17.................3 Por Que as Pessoas Erram (Falha Humana)? .......... 9 1..........13 Equipamentos de Proteção Respiratória com ...................... 57 1.......14................5 Proteção das mãos ..1 Conceito de Segurança .'s .........8............................. 55 1.................... respiradores e máscaras ............... 35 1.. 55 1..................2....4............2 Liberação de Área .......... jaquetas e conjuntos ...... 18 1.3 Conceito de Acidente do Trabalho ..... 14 1................................................................................. 48 1............................. 24 1.. 51 1. 38 1........8...... 59 1.8.. 13 1.. 41 1.1 Das obrigações do empregador quanto ao EPI: ...............1 PTT – Permissão de Trabalho Temporária ................. 63 1............9......... 24 1..............18................................................9....................................4 Etiquetas de Advertência ..................6 Proteção dos pés e pernas ...3 Objetivos do Mapa de Riscos ............ 27 1.............. 12 1....4......18........9............... 40 1......... 18 1........... 9 1............6 Execução dos Trabalhos ..2 Da constituição .1 Estabilidade após acidente de trabalho .............1 Causas de Acidentes – O Modelo de Falha Humana ...............1 Ato Abaixo do Padrão e Condição Abaixo do Padrão ................................................... 13 1....................................3 Classificação dos E...........5 Equipamento de Proteção Coletiva – EPC ..................... 38 1...........................................2 Levantamento dos riscos de acidentes ........ 12 1.......9 Disposições finais ..........................4.....17.....................1 Ato inseguro ..........2 Requisição .....7 Proteção do tronco .........10 Proteção respiratória ......... 31 1.......................................4... 25 1...........13............................13..................................... 52 1........................................4..... 9 1........16 Procedimento em caso de acidente .17...........................................................17....... 9 1.............................................4. 12 1...... 60 1..4...............................................2 Cores de Riscos ....... 23 1.............................. 19 1............... 58 1........................... 62 1.........................1 Emissão ......4 O Ambiente de Trabalho ..........................8.......11.......3...5 A experiência e a percepção ........8....... 40 1...... 42 1............. 45 1................... 62 1...........4.. 47 1....1 Tipos de lesão .............................................3 Proteção facial ......................2 Procedimento do Supervisor ...10 Acidente do Trabalho ........................... 59 1.... 31 1............. 7 1.................17...................................................................2......4 Responsabilidades da Empresa .....11.............. 54 1.10...... 30 1..................7........4............... 57 1.....................4................... 21 1......................................P.....12 Acidente de trajeto e estabilidade após o acidente de trabalho ............................ 34 1...........3..................................... 64 6 ......15 Colete salva vidas .....2 Falha dos Sistemas Gerenciais ...3..... 43 1...... 34 1..5 Do funcionamento ....... 28 1...7 Conclusão dos Trabalhos .............8.11..... 60 1.2 Proteção dos olhos .2. 50 1........................................................................ 33 1...........3 A Importância da Análise do Incidente ou Quase Acidente – A Pirâmide de Segurança de Frank Bird ..2 Condicão insegura ...3.14 Proteção contra quedas ............ 49 1.............12............ 22 1....................1 Simbologia de Riscos . 11 1...Segurança Industrial Sumário 1 SEGURANÇA INDUSTRIAL ..... 32 1.......17 Condições gerais ........................ 13 1........4................6 Procedimentos para Identificação através das Cores ..1 Proteção para a Cabeça ............7 Equipamentos de Proteção lndividual – EPI ...........................11 Fontes de Acidentes / Incidentes ..5 Recomendações de Segurança ...4............. 51 1................. 18 1..3 Da organização .....................8 NR-5 – Comissão interna de prevenção de acidentes – CIPA ................................... 60 1.........4 Proteção auditiva ......................5 Responsabilidade do Usuário .2.......7 Inspeção Planejada ....1 A Importância da Inspeção Planejada ........................................................... 11 1......2 Das obrigações do empregado ....2 Metodologia para Análise de Acidentes/Incidentes ........2....18 Condições específicas .... 61 1.........................8 Capas.....9 Proteção do corpo inteiro .17........................... 30 1.................3 Análise dos acidentes ..12......................................13 Causas do acidente de trabalho ......................................................................................... 17 1. 35 1..........4.......................4 Das atribuições .....16...3.....4.......................................................... 63 1................................................ 40 1..... 16 1.....................1 Do objetivo ....7...................11 Equipamentos filtrantes...........3 Relatório de Inspeção .....14........ 49 1......8.8.9 O mapa de risco ............2 Conceito de Acidente ...............3 Custo dos Acidentes no Brasil ...........4 Características dos Equipamentos de Proteção Individual – EPI .....3 Cancelamento .....

eram multados por indolência ou por erros cometidos. O não cumprimento desta Lei obrigou o Parlamento Britânico a criar. Das máquinas domésticas e artesanais. .2 Histórico da Segurança do Trabalho no Brasil No Brasil. Criou-se. a Inspetoria das Fábricas como órgão do Ministério do Trabalho Britânico. em 1833. geralmente em um mercado público. devido às mudanças nas diversas sociedades do mundo. No período de 1760 a 1830. na agricultura. em 1802. criaram-se as máquinas complexas que exigiam volumosos investimentos de capital para sua aquisição e considerável mão-de-obra para o seu funcionamento. não dispunham de instalações sanitárias. que estabeleceu a inspeção das fábricas. que deu grande impulso às indústrias na forma como são conhecidas atualmente. A área econômica. W. o Parlamento Britânico aprovou. Pressionado. Em 1919. O avanço da tecnologia e a criação de produtos para oferecer a um número maior de consumidores marcaram essa época. naqueles estados onde se iniciava a industrialização – São Paulo e Rio de Janeiro – a situação dos ambientes de trabalho era péssima. com o objetivo de realizar exames de saúde periódicos no trabalhador. adiante. além de se propor a estudar as doenças profissionais. devem ser localizadas na legislação as ações do governo que regularizam e aplicam práticas de trabalho saudáveis. Os acidentes eram fre. que produzia seus produtos individualmente ou com alguns auxiliares e trocava seus produtos por outros. No começo deste século. que estabeleceu o limite de 12 horas de trabalho por dia. em outros países europeus e nos Estados Unidos. Paralelamente. ao lado umas das outras. proibiu o trabalho noturno e introduziu medidas de higiene nas fábricas.7 qüentes. que foi recrutada indiscriminadamente entre homens e mulheres. adota-se uma legislação progressista em defesa da saúde do trabalhador. a Lei das Fábricas. praticamente só existia a figura do artesão. pois. para falar de Segurança do Trabalho. naquela época. difundir e recomendar formas de relações de trabalho. no comércio. Dean. ou separados. cansados.1 Antecedentes Históricos A Revolução Industrial foi uma das maiores revoluções da humanidade. ocorrendo acidentes e doenças profissionais de toda ordem. e suas correias e engrenagens giravam sem proteção alguma.Segurança Industrial Segurança Industrial 1. é fundada em Genebra. 1. A Revolução Industrial transformou totalmente as relações de trabalho exigentes. com o objetivo de estudar. originalmente. em toda a economia que se tornou capitalista. que trabalhavam aos domingos. enfim. desenvolver. A Inglaterra foi o berço da Revolução Industrial. alguns dados relativos ao Brasil). A Revolução Industrial teve como ponto mais importante a revolução social. por conta dessa revolução. afirmava que as condições de trabalho eram duríssimas: muitas estruturas que abrigavam as máquinas não haviam sido. se fossem crianças. instituiu a idade mínima de 9 anos para o trabalho. porque os trabalhadores. principalmente nas fábricas pequenas ou desprovidas de serviços médicos próprios. ocorreu o advento da Revolução Industrial na Inglaterra. se fossem adultos. proibiu o trabalho noturno aos 1 menores de 18 anos e limitou a jornada de trabalho para 12 horas diárias e 69 horas por semana. em seu livro “A industrialização de São Paulo 1881–1945”. sofreu uma série de transformações na indústria. a Organização Internacional do Trabalho (OIT). crianças e velhos. As máquinas amontoavam-se. O êxodo rural logo aconteceu e as relações entre capital e trabalho também se iniciaram através de movimentos trabalhistas reivindicatórios. destinadas a essa finalidade – além de mal iluminadas e mal ventiladas. O Brasil foi um dos seus fundadores e signatários (serão verificados. em 1897. a “Lei de Saúde e Moral dos Aprendizes”.

o governo de Getúlio Vargas promulga a segunda Lei de Acidentes do Trabalho e. pelo Decreto lei nº 4048. Indústria e Comércio.77 vezes maior que o das grandes empresas (mais de 500 empregados) ou 1. por meio de uma Unidade Corporativa. Em 1934. Ainda assim. pequenas e médias empresas não estão enquadradas nesta legislação e. Não obstante o Brasil ser signatário da OIT. Alguns estudos realizados apontam que o risco nas pequenas empresas industriais (até 100 empregados) é 3. de acordo com o número de empregados e o grau de risco em que se enquadram. na área de saúde.96 vezes o das médias empresas (101 a 500 empregados). as condições financeiras e econômicas permitem um maior investimento em máquinas modernas e processos com certa garantia de segurança e higiene do trabalho. b) grande quantidade de trabalhadores que não têm carteira de trabalho assinada. em torno de 85% dos trabalhadores ficaram excluídos destes serviços obrigatórios. daquela Organização. à burocracia. Em 1972. Tornou-se. Ela altera o capitulo V. o SENAI. A legislação em vigor foi publicada em 22 de dezembro de 1977 e recebeu o número 6514. As micro. em função da situação alarmante do número de acidentes registrados no país. Com relação às estatísticas de acidentes do trabalho. somente pela Portaria 3227 de 1972 é que veio a obedecer à Recomendação 112. o que não ocorre nas pequenas empresas. inclusive os mais graves e letais. a legislação trabalhista consagra-se na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). do Ministério do Trabalho. Decorrentes dessa Lei. pelo então Ministro Arnaldo Prieto. também mantido pela iniciativa privada. foi criado em 22 de janeiro de 1942. de 1959. desenvolve trabalhos de Higiene Industrial (levantamentos qualitativos e quantitativos de riscos) para fins de elaboração do PPRA – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais. que embora tenha como finalidade principal a formação profissional. aparece a terceira Lei. Um outro fato alarmante é que os riscos e as condição insalubres a que estão expostos estes trabalhadores são muito maiores que em empresas de porte superior. o lucro e a melhoria da qualidade de vida sem a prevenção dos acidentes decorrentes do trabalho. dentre outros fatores. A seguir.Segurança Industrial Em 1923. . As indústrias do ramo da mecânica. visualizou que não podia haver ensino de um trabalho sem o conhecimento dos correspondentes riscos de acidentes. c) sistema de estatística oficial não é confiável devido. de 8 de junho de 1978. seguidos pelas indústrias ligadas ao ramo dos produtos alimentícios. foi criado o PNVT – Plano Nacional de Valorização do Trabalhador. Poucos anos depois surge o SESI – Serviço Social da Indústria. os dados brasileiros são poucos confiáveis. a indústria da construção civil responde por 8 25% dos acidentes. atualmente as grandes empregadoras são estas empresas. Nas empresas de maior porte. que hoje oferece treinamentos específicos. do titulo II. material elétrico e eletrotécnico são responsáveis pelos índices mais elevados de acidentes graves. estão listados alguns fatores que prejudicam uma análise mais aprofundada nas estatísticas de acidentes: a) enorme quantidade de acidentes não registrados ou ocorrência de sub-registros. mantido pela iniciativa privada CNI – Confederação Nacional da Indústria. Daí o surgimento da área de Segurança do Trabalho na Instituição. por diversos motivos. foram baixadas 28 Normas Regulamentadoras. Da mesma forma. Nesse mesmo ano. com a participação de algumas pessoas idealistas que não aceitavam a produção. dez anos depois. Portaria 3214. promovendo permanente troca de informações e de experiências entre empresas. Um ano antes. a fim de conscientizar seus funcionários para as práticas prevencionistas. no Ministério do Interior e Justiça. ainda no governo Vargas. com a finalidade de proporcionar lazer e saúde ao trabalhador. Hoje. introduz-se a Inspetoria de Higiene e Segurança do Trabalho. com todo o Capitulo V dedicado à Higiene e Segurança do Trabalho. no Departamento Nacional do Trabalho. Na iniciativa privada. Em nível nacional. criava-se a Inspetoria de Higiene Industrial e Profissional junto ao Departamento Nacional de Saúde. obrigatória a existência de Serviços de Segurança e Medicina do Trabalho nas empresas. fundada em 21 de maio de 1941. operacionaliza o PCMSO – Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – e junto com o SENAI. o pioneirismo fica com a Associação Brasileira para Prevenção de Acidentes – ABPA. então. da Consolidação das Leis do Trabalho.

Os jornais sempre publicam acidentes. sua comodidade. as medidas de controle. seu lazer. é no trabalho que as pessoas dedicam a maior parte de suas vidas.2. 1. é capaz de criar e fabricar coisas para o seu benefício. para tornar sua vida a mais agradável possível.” 1. Na verdade. A partir da Revolução Industrial. Por esta razão é que se deve ter um local de trabalho que ofereça condições dignas de higiene e segurança e que seja. daquilo em que se pode confiar. separa-se esse ambiente de trabalho em duas partes: Aspectos Pessoais e Aspectos Físicos. entende-se mais facilmente aquilo que se vê. “Toda vez em que se falar em segurança. as conseqüências de quando não se utiliza a Segurança. não é mesmo? .. ao mesmo tempo.Segurança Industrial O Brasil tem uma legislação muito antiga e abrangente. a perda ou redução da capacidade para o trabalho.. 1. não previsto e não desejado. avaliando. porém uma coisa é ter a lei e outra é se querer prevenir acidentes e doenças profissionais. o estado ou a qualidade de seguro. em uma ou em várias pessoas ao mesmo tempo. É errado pensar que só serve para criar mais trabalho. Não é estranho que ainda assim apresente taxas elevadíssimas de acidentes do trabalho? É muito difícil encontrar essa resposta. 9 Para compreender melhor o que foi dito anteriormente. conhecendo as normas e regulamentos. perigo ou risco para nossa vida.. pode-se concluir que ele é capaz de criar um ambiente apropriado para o seu trabalho. a segurança no local de trabalho passou a ser vista como problema social digno de atenção e de medidas de controle.3 Conceito de Acidente do Trabalho “Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho. e provoca lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte. “Caso se deseje uma melhoria contínua de qualidade de vida. a serviço da empresa. com vistas à prevenção de acidentes. com você. nos estudos que os cientistas realizam. ou ainda pelo exercício do trabalho dos segurados especiais. além da higiene. um local agradável.. deve-se nos postos de trabalho ter como meta a melhoria da higiene e da segurança”. pode-se pensar na prevenção de acidentes. Daí a grande importância da educação e do treinamento para desenvolver nas pessoas atitudes e hábitos nas conhecidas e freqüentes Instruções de Segurança. integridade física e mental. A segurança deve ser exercida antes que ocorra o acidente.4 O Ambiente de Trabalho “. os equipamentos de proteção individual e coletiva e participando ativamente das campanhas de prevenção de acidentes. saúde. permanente ou temporário”. identificando e eliminando as possíveis causas que poderiam provocar o acidente. enfim. considerada boa por vários especialistas. É muito comum as pessoas ligarem segurança a acidente. com alguém de sua família ou algum de seus amigos? É difícil esquecer.1 Conceito de Segurança Segurança é a condição. sob todos os aspectos que o envolvam e o relacionem com os acidentes e sua prevenção. ou seja. o ser humano é sempre o principal fator.2. É comum ser lembrada apenas quando ocorre um acidente. 1.2.. em princípio. seu prazer. A questão é que se deve antecipar.. podese afirmar com toda a certeza que: Os acidentes podem ser evitados! Como conseguir isto? Participando dos programas de educação e treinamento de higiene e segurança. Considerando que o ser humano. que não representa. todo trabalho é importante e deve ser planejado e executado com segurança! Assim. dotado de inteligência e raciocínio. O grande desafio dos profissionais responsáveis pela prevenção de acidentes tem sido conscientizar as pessoas de que. Exemplo: Você se lembra de algum outro acidente. Com isto. que poderá ser ou não com lesão. Todos os acidentes têm uma ou mais causas que contribuem para provocá-lo.2.”.2 Conceito de Acidente Acidente é o fato inesperado.

A Ergonomia e a Higiene Industrial poderão ajudar muito no correto arranjo do local de trabalho. Pratique permanentemente suas qualidades pessoais: respeito. organizado? Se a resposta for negativa mãos à obra. Afinal. coeso e participativo certamente alcançará a eficiência e o dinamismo que todos buscam. tem-se a influência direta sobre essas condições. a si mesmo. Demonstre a importância do trabalho que você está fazendo. os colegas e. Discuta. que ameaçam a população de muitas cidades brasileiras. Cada um possui suas habilidades e deve utilizá-las respeitando os seus limites naturais. limitações. além do interesse. nem sempre. Teste: Como está nesse momento a sua mesa de trabalho? Ou a sua bancada na oficina? O seu microcomputador. É o desejo especial e forte de assumir um compromisso e de dar conta dele. A peste bubônica. da vontade. conhecimento. controle 10 emocional. aceitando as decisões da maioria. os vapores. o ritmo de trabalho. Deve-se participar de um trabalho em grupo e desejar o sucesso: não como vaidade pessoal. objetivos e. arrumados. É fato que todos gostam de estar em locais limpos. A partir de fatos como esses. É necessário procurar conhecer “fisicamente” o local de trabalho. da persistência. foi uma das maiores que se espalhou violentamente há séculos. a movimentação e a postura corporal em que se trabalha.2. manter a ordem e a limpeza. grandes epidemias devastaram a humanidade. será numa próxima. o interesse. de participar. Incentive o respeito que é o principal fator no trabalho em equipe. é preciso conhecer a empresa e sua cultura. às outras pessoas que fazem parte desse ambiente. Para que se possa atingir os objetivos de melhoria da qualidade de vida. podese. a ocupação principal. a poeira. a capacidade e a dinâmica de trabalho de cada um. à equipe. alegria. É importante também o tipo de trabalho. discernimento. no passado. ao grupo. o ambiente de trabalho deve ser de confiança mútua e respeito humano. O comprometimento é o que leva as pessoas ao sucesso. Claro que a parte pessoal do ambiente de trabalho não se refere somente ao indivíduo. devido às péssimas condições de higiene naquele tempo. comece já a organização. mas. É interessante que se saiba que. Deve-se incentivar as pessoas a vencerem as barreiras aparentemente invencíveis para o Sucesso. 1. Não tenha medo de errar. pelo menos. etc. através das picadas de pulgas. colaborar para a solução de qualquer problema. a iluminação. Antes. Nasce da consciência e da vontade de contribuir. o horário. Aspecto Físico – o ambiente físico no local de trabalho deverá atender em primeiro lugar à adequação do ser humano. capacidade. Converse sobre a possibilidade de distribuir as tarefas de acordo com a preferência. O trabalhador deve explorar ao máximo seu potencial estendendo-o a outras áreas. Causada por uma bactéria. através de um correto arranjo físico chamado de ergonomia. o ruído. reflita com o grupo. de dar sua opinião. criatividade. limpo. mas pela certeza de que se está fazendo o melhor. os chefes.Segurança Industrial Aspecto Pessoal – é o jeito que se dá ao ambiente de trabalho. não existe nenhuma pessoa que saiba tudo e que possa tudo. deve-se pensar que ainda hoje poderão surgir infecções e doenças transmissíveis se não forem tomados alguns cuidados básicos. principalmente. Importante: Os hábitos pessoais e a vida familiar refletem no ambiente de trabalho de uma maneira muito especial. principalmente. ela é transmitida pelo sangue do rato para o homem.5 A experiência e a percepção A experiência é um fator indispensável a toda a atividade perceptiva e a todas as formas de treinamento sensorial. De qualquer forma. A sensibilidade . Faça com que os outros se sintam incluídos e participantes do seu trabalho. também conhecida como peste negra. porém. assim como algumas características importantes como as dimensões. Mostre a necessidade de participação de cada um no processo de melhoria do local de trabalho. Basta lembrar da dengue e da leptospirose. responsabilidade. Um grupo unido. as possibilidades e o objetivo de quem é responsável por ele. conforme o posto. porém. desejos. os gases. a limpeza. se você o utiliza? Está tudo arrumado. também. seguros e confortáveis. de agir. Se ela não for aceita dessa vez. a ventilação. etc. bom humor.

que o fabricante tenha associado contra um ou mais riscos que possam ocorrer simultaneamente e que sejam suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho. Ela também interfere no comportamento. destinado à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho. proteções de máquinas. que aguça os sentidos do provador de vinho. a experiência e a motivação constituam a base da aprendizagem. desempenho.Segurança Industrial da nossa percepção depende muito do quanto já se sabe sobre o objeto com o qual nossos sentidos vão entrar em contato.7 Equipamentos de Proteção lndividual – E. delimitando áreas. b) enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas. As cores são utilizadas também como sinalização de obstáculos. Explicando melhor: é a experiência que apura. quando atuam sobre seu campo de visão. Entende-se como Equipamento Conjugado de Proteção Individual.).2. quanto ao E. gratuitamente. A empresa é obrigada a fornecer aos empregados. É considerado Equipamento de Proteção Individual (E. só poderá ser posto à venda ou utilizado com a indicação do Certificado de Aprovação – CA. Aperfeiçoar os sentidos consiste no processo de ganhar experiência através da prática numa aprendizagem contínua. identificando as canalizações empregadas nas indústrias para a condução de líquidos e gases. na capacidade de realização. b) exigir seu uso.I. a percepção. que aumenta. Para se compreender bem as coisas que estão ao nosso redor. c) fornecer ao trabalhador somente o aprovado pelo órgão nacional competente 11 em matéria de segurança e saúde no trabalho. O equipamento de proteção individual. caminho de fuga e para localizar os equipamentos de combate a incêndio onde a rapidez é fundamental.: a) adquirir o adequado ao risco de cada atividade. 1. através das cores. do selecionador de chá. guarda e conservação. EPI adequado ao risco. positivos ou negativos. A Norma Regulamentadora – NR 26 define estes casos Vermelho Laranja Amarelo Púrpura Branco Lilás Preto Cinza Azul Alumínio Verde Marrom 1. do músico. corredores. em perfeito estado de conservação e funcionamento. válvulas ou interseções de linhas. satisfação para o trabalho. identificação de equipamentos de emergência. etc. no ambiente de trabalho. de fabricação nacional ou importada. e advertindo contra riscos”. identificando os equipamentos de segurança. e. na identificação dos sistemas de canalizações. mantém e dirige a aprendizagem e o comportamento das pessoas. A Norma Regulamentadora (NR 26) sobre Sinalização de Segurança do Ministério do Trabalho estabelece: “As cores que devem ser usadas nos locais de trabalho para prevenção de acidentes.P. c) para atender situações de emergência. equipamentos.I. nas seguintes circunstâncias: a) sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra os riscos de acidentes do trabalho ou de doenças profissionais e do trabalho. A motivação é o processo que promove.I. A motivação interfere na aprendizagem: para aprender não basta poder. Nos ambientes de trabalho. através de conforto e segurança. principalmente.P. Cabe ao empregador. é preciso que a nossa atenção. etc. todo aquele composto por vários dispositivos. d) orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado. expedido pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego. As aplicações e as técnicas de utilização das cores podem provocar reações e condicionamentos mentais ou físicos.2. tanto em casa como no trabalho. advertências. Além das pinturas de tubulações é comum identificar com o nome do produto em setas pintadas ou em adesivos.P. do conhecedor de carros. que refletem diretamente na produtividade. As setas fazem a orientação do sentido do fluxo em tubulações de linhas próximas a equipamentos. há necessidade de distinguir o que é seguro do que é perigoso. é preciso querer. Essas aplicações contribuem também para melhorar o rendimento da iluminação e constituem uma combinação positiva para o trabalhador. .6 Procedimentos para Identificação através das Cores Dentre as capacidades dos órgãos dos sentidos do ser humano a mais utilizada nas sensações recebidas é o sentido da visão. de uso individual utilizado pelo trabalhador. ação. todo dispositivo ou produto.

permanência e natureza dos perigos e riscos de suas atividades ou ambientes de trabalho. c) comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para uso. inspeção. capas impermeáveis de trevira. 1. óculos de segurança. 1.I. manutenção. – renovar o CA. – substituir. – tornar obrigatório o uso do equipamento. e g) comunicar ao Ministério do Trabalho e Emprego qualquer irregularidade observada. – responsabilizar-se pela sua higienização e manutenção periódica. do Ministério do Trabalho. quanto ao EPI: a) usar apenas para a finalidade a que se destina. .I. roupas de emergên12 cia. EPI´s para proteção de riscos inerentes ao cargo de soldadores e outros a critério da SMS. – Os E. – requerer novo CA quando houver alteração das especificações do equipamento aprovado. 1.P. reposição de peças ou materiais.I: s de Uso Temporário são aqueles que a empresa fornece aos trabalhadores para a realização de um trabalho específico sob condição de risco.P.: capacetes de segurança.P.: máscaras. luvas de segurança. quando danificado ou extraviado.Segurança Industrial e) substituir. Cabe ao empregado. – responsabilizar-se pela manutenção da mesma qualidade do EPI padrão que deu origem ao Certificado de Aprovação (CA). através do Departamento Nacional de Segurança e Saúde do Trabalhador – DNSST. – comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para o uso. capas de aproximação. Ex. b) responsabilizar-se pela sua guarda e conservação. o equipamento quando for danificado ou extraviado. em situação normal.MTb. A legislação define obrigações do empregador. f) responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica. imediatamente. – Os E. – comunicar ao MTb qualquer irregularidade observada no EPI. do empregado e do fabricante como se segue. etc. 1.3.3. etc. o Certificado de Registro de Fabricante – CRF e o Certificado de Registro Importador – CRI.3 Classificação dos E.3 Das obrigações do fabricante e do importador – comercializar ou colocar à venda somente o equipamento que tiver Certificado de Aprovação – CA.1Das obrigações do empregador quanto ao EPI: – adquirir o tipo de equipamento adequado à atividade do empregado. – fornecer ao empregado somente o equipamento aprovado pelo Ministério do Trabalho e de empresas cadastradas na Secretaria de Segurança e Saúde do Trabalhador do Ministério do Trabalho – MTb. d) cumprir as determinações do empregador sobre o uso adequado.2 Das obrigações do empregado – usar o equipamento apenas para a finalidade a que se destina. – treinar o trabalhador para utilizar de forma adequada o equipamento. imediatamente.'s de Uso Permanente são aqueles que a empresa fornece aos trabalhadores em função da habitualidade. protetores auriculares. e que devem ser devolvidos a SMS após o término do trabalho para higienização. e. anormal ou emergencial.3.'s Os Equipamentos de Proteção Individual podem ser de dois tipos: a) de uso permanente. cintos de segurança. botas de segurança. b) de uso temporário. quando estiver vencido o prazo de validade estipulado pelo MTb. Ex. – cadastrar-se junto ao MTb. – responsabilizar-se pela guarda e conservação do equipamento.

quando apresentam iluminação forte direta ou indireta. Constitui-se de uma peça. substituição de partes e testes de certificação. em ambientes onde haja probabilidade de lesões. Proteger os olhos e o rosto. gorros. Não é possível detalhar todas as profissões e quais os equipamentos de proteção individual necessários para exercê-las com segurança e sem riscos. geralmente. – o gari não pode recolher o lixo sem estar usando luvas especiais. mantendo-o em boas condições. para permitir um confortável 13 uso. utilizando-o de modo correto e sempre que seu uso seja obrigatório. Existem vários equipamentos de proteção individual. basicamente. mas também das condições do próprio trabalho. limpar e manter o seu EPI. Deve ser fornecida proteção respiratória em áreas que apresentem um ambiente respiratório limitado ou possibilidade de deficiência de oxigênio ou contaminação do ar. não condutora de corrente elétrica. com fuga não superior . de forma reduzida os tipos de proteção que podem ser feitas em cada parte do corpo.4 Responsabilidades da Empresa – instruir todos os empregados sobre a necessidade e a maneira correta de usar e de manter os equipamentos de proteção individual. A escolha do equipamento de proteção se fará não somente em função do risco. Devem ser fornecidos equipamentos adequados para proteção auditiva aos empregados em todas as áreas onde o nível de ruído não possa ser reduzido. etc. – fazer cumprir a obrigatoriedade quanto ao uso através de técnicas comportamentais.Segurança Industrial 1.3. – fornecer os equipamentos de proteção de utilização eventual e orientar quanto ao uso. Alguns tipos de EPI para partes da cabeça: – Proteção do couro cabeludo – bonés. 1. 1. leve e balanceado. – acompanhar junto ao usuário a realização de testes. Para esclarecer o que foi abordado anteriormente. pelo “casco” e pela “suspensão”. – Proteção do crânio – Deve ser utilizado o capacete para proteger o crânio nos trabalhos sujeitos a agentes meteorológicos (trabalhos a céu aberto). ao mesmo tempo. O capacete é composto. projeção de objetos ou outros. – um bombeiro para entrar num prédio em chamas tem que estar usando máscara contra gás.4.4 Características dos Equipamentos de Proteção Individual – EPI Para cada tipo de atividade existe um risco correspondente.1 Proteção para a Cabeça A cabeça deve ser protegida nos locais onde há o perigo de impacto e de penetração de objetos que caem ou que se desprendem e são lançados à distância. serão apresentados alguns exemplos: – um soldador tem que usar máscara com lentes próprias. dará proteção contra as condições de trabalho incômodas e desagradáveis. serão apresentados.5 Responsabilidade do Usuário Cuidar do EPI sob sua responsabilidade.3. a saber: 1. líquidos e radiações perigosas ou uma combinação de todos estes riscos. O Casco O “casco” é rígido. resiste até 20. os EPI específicos para cada atividade profissional e a parte do corpo que deve proteger. impactos provenientes de quedas. a seguir. – proporcionar aos empregados facilidades para guardar. O equipamento de proteção individual protegerá contra os riscos dos locais de trabalho e. redes. – possuir uma relação de equipamentos de proteção individual por função. Por isso. Dependendo do tipo. queimaduras ou choques elétricos. injetada em polietileno de alta densidade.000 Volts durante 3 minutos. zelando pela limpeza adequada. visando a sua adequação. de queimaduras de origem elétrica e em trabalhos a céu aberto. que operam e formam o sistema de proteção.

de protetores são: 1. São construídos com armação de PVC não tóxico. Protetor facial com lente transparente de policarbonato Devem ser utilizados para proteção contra respingos de produto químicos e impactos de partículas líquidas. Seu uso é recomendado para proteção contra projeção de partículas e poeiras. 1.Segurança Industrial a 9mA e quando testado para ruptura. poderão aparecer trincas em sua estrutura. o capacete deverá ser substituído por outro novo. são recomendados também para projeção de partículas e poeiras. lavando-a com água e sabão. possuindo lentes filtrantes com tonalidades variáveis de 3 a 6. resistentes a impactos de partículas sólidas. por partículas. Ocorrendo o ressecamento do casco. Óculos com proteção lateral Possuem lentes de cristal ótico endurecido. Os principais tipos. que podem atacar o material de que é feita a suspensão e diminuir-lhe a segurança. não deve ocorrer abaixo de 30. . Nessa situação. plana e transparente. Ao menor sinal de deterioração troque de imediato a suspensão. macio e flexível. óleos e outros agentes. respingos de líquidos agressivos e metais em fusão. resistente a impactos. Os brigadistas de combate a incêndio e vazamentos de produtos combustíveis e inflamáveis devem utilizar capacetes a prova de fogo dotados de viseiras refletivas de radiação térmica e luminosa e protetor para a nuca. que podem ser incolores ou coloridas filtrantes. Recomenda-se não fazer furos no casco para que não seja diminuída a sua resistência contra impactos. de acrílico ou policarbonato. amortecendo o choque mecânico transmitido pelo casco. Os trabalhadores devem solicitar sua substituição no caso das lentes estiverem riscadas ou com respingos de aço.4.3 Proteção facial É obrigatório o uso de protetores faciais para todos os empregados cujo trabalho ofereça risco de lesão dos olhos e da face. A suspensão possui duas partes importantes: – A cinta ajustável e a dupla fita amortecedora. lente inteiriça. Celeron ou Poliestireno. de modo a evitar danos à retina ocular. provocada pelo ressecamento do polietileno. Óculos para solda e corte É obrigatório o seu uso para trabalhos de corte de metais com uso de maçarico. respingos. Não use álcool ou outros produtos. poeiras e radiações perigosas. toda a sua resistência mecânica contra impacto será comprometida. provenientes de impacto de partículas. Óculos de proteção total Suspensão A suspensão tem a função de absorver impactos na cabeça. Para uma proteção eficaz durante o tempo de uso mantenha-a limpa.2 Proteção dos olhos É obrigatório o uso de óculos de seguran14 ça para todos os empregados cujo trabalho ofereça risco de lesão aos olhos.4. após este tempo. A suspensão deve ser trocada sempre que houver desgaste da mesma ou que for contaminada por gases ácidos. Protege a visão contra a luminosidade gerada durante o corte. vapores de produtos químicos ou por radiações luminosas intensas.000 Volts. Os óculos de lente de policarbonato. Podem ser usados sobre óculos comuns. O polietileno injetado possui durabilidade média de 5 anos e. Protegem contra poeiras. Possuem ainda um dispositivo para ventilação indireta com tela para filtrar poeiras e um tirante para ajuste e fixação. respingos de produtos químicos e impactos de partículas. São constituídos de material plástico.

Role e aperte o plug suavemente. Quando houver dúvida. 3. Amolda-se perfeitamente ao formato do canal auditivo. 6. apresenta visível somente o círculo de sua extremidade. os seguintes tipos de proteção: Plug de inserção moldável É constituído de espuma sintética moldável. anexos I e II. para cima. deverá ser contatado o Técnico de Segurança da SMS. Para melhor proteção auditiva os plugs devem ser adequadamente inseridos. Instruções de uso 1. Retire-o e repita a seqüência. rapidamente. quanto possível. com consistência esponjosa. quanto ao nível de exposição ou dose de ruído a que o trabalhador está exposto. com a outra mão. Tem-se à disposição. quando bem colocado. Protetor facial com lente escura (máscara para soldador) Devem ser utilizados para proteção contra raios infravermelhos e ultravioletas em trabalhos de soldagem. para alcançar uma inserção adequada e uma boa proteção. Enquanto o plug estiver comprimido. quando mal colocado. no canal auditivo. em trabalhos de inspeção dos queimadores de fornos e onde ocorrerem reflexos luminosos de grande luminosidade. até que ele atinja um diâmetro tão pequeno. introduza-o. na empresa. 15 . O plug. siga cuidadosamente as instruções de utilização: Mãos e plug devem estar limpos antes do manuseio! 2. mantenha o plug no lugar. O plug. até que a expansão se inicie. Desta forma a proteção obtida será a melhor possível. Tem comprimento ideal para facilitar sua fixação e remoção. A introdução ficará mais fácil se a orelha for levemente puxada. 5. 4. que fará a avaliação e definirá qual o tipo de protetor é o mais adequado ou que outras medidas de proteção serão requeridas. 1. infravermelhas e ultravioletas.Segurança Industrial Protetor facial com lente escura Devem ser utilizados para proteção contra radiações luminosas intensas. NR-15. Repita o mesmo para o outro ouvido. Com a ponta do dedo.4. Para tanto.4 Proteção auditiva É obrigatório o uso de protetores auriculares em locais onde for constatado nível de ruído superior aos limites de tolerância definidos pela legislação em vigor. apresenta visível uma certa porção da sua superfície lateral. Protetor facial aluminizado Devem ser utilizados para proteção contra impactos e estilhaços de peças ou materiais.

acoplado ao capacete As conchas possuem as mesmas características do protetor auricular com arco flexível. solventes orgânicos e derivados de petróleo. Pode ser usado com: capacete. A borracha usada na confecção das luvas deve ser de alta qualidade. graxos. Caso haja o contato das luvas com produtos químicos ácidos ou cáusticos. Não deve possuir partes metálicas ou material condutor de corrente elétrica. O arco deve permitir mobilidade ao redor da cabeça com possibilidade de uso na cabeça. pois desta maneira o EPI tornar-se-á impróprio por não oferecer proteção adequada ao risco. – Agentes biológicos. – para trabalhos pesados. são classificadas em 3 tipos: – para trabalhos leves. Recomenda-se o uso de luvas de vaqueta fina com punho de raspa para cobertura e proteção da luva de alta tensão contra impactos. abrasivos. químicas e elétricas exigidas para a proteção contra choques elétricos. viseira facial ou máscara de soldador. cavidades. – Produtos químicos corrosivos.4. fendas ou porosidades que permitam a passagem do agente agressivo. sulcos. sinais de envelhecimento. este modelo possui articulações afixadas ao capacete. As superfícies.Segurança Industrial Protetor auricular (tipo concha) É constituído por um par de conchas de plástico de alto impacto com almofada de vinil para proporcionar um perfeito ajustamento. A superfície externa deve estar isenta de furos. rachaduras. etc. 16 – Equipamentos elétricos energizados. detergentes. isenta de material recuperado ou de sobras. cáusticos. alergênicos. sulcos resultantes de cortes ou desgastes superficiais. devem estar isentas de: depressões. óleos. cortantes ou perfurantes. – Materiais ou objetos aquecidos. O arco deve ter duas partes deslizantes de maneira a permitir um melhor ajuste na cabeça. graxas. suportados por um arco flexível também em material plástico. arranhões ou perfuração durante a execução do trabalho Protetor auricular tipo concha.5 Proteção das mãos É obrigatório o uso de luvas para proteção das mãos em serviços onde haja contato ou risco de contato com: – Materiais ou objetos escoriantes. não deve o arco ser alargado com o intuito de diminuir a pressão do ajuste. oxidação. solventes. Antes de sua utilização deve ser feita uma inspeção visual nos seguintes aspectos: furos. nuca ou queixo. Conforme a característica da tarefa. ataque de ozônio. portanto. Luvas de borracha para eletricista Devem ser utilizadas para proteção contra choque elétrico. – Radiações perigosas. porém. o usuário deverá providenciar a sua substituição junto à SMS. derivados de petróleo. deverá o usuário substituir este EPI. A pressão do arco é calculada de modo a oferecer a proteção adequada requerida pela Norma. Caso seja constatado o amassamento permanente das almofadas ou rasgo da proteção da espuma. Luvas de vaqueta Devem ser utilizadas para serviços em que haja contato ou risco de contato com agentes abrasivos perfurantes ou cortantes. – Frio. e ter características físicas. . O trabalhador deverá providenciar a substituição do EPI quando constatar que ocorreram deformidades das almofadas e/ou rasgo na proteção da espuma. – para trabalhos médios. Luvas de PVC 1. porosidade ou incrustações. externa e interna. que permitem ajuste aos ouvidos. tóxicos. Devem ser utilizadas para proteção das mãos contra: produtos químicos (ácidos ou cáusticos).

Luvas de grafatex com fibra de kevlar Devem ser utilizadas para proteção das mãos. São utilizadas para proteção da pele em pisos que haja hidrocarbonetos. Sempre que houver desgaste acentuado do solado deverão ser substituídos. oficinas. derivados de petróleo na faixa de gasolina. nas oficinas e armazéns.17 tos químicos. contusões. Nunca devem ser utilizadas para manuseio de ácidos. Luvas de látex São utilizadas para proteção das mãos contra agentes químicos leves. Os empregados. Botas de PVC Devem possuir solado antiderrapante e ter "cano" de 23 cm em relação à parte superior do solado. naftas ou solventes. Sempre que houver desgaste acentuado do solado. de evitar acidentes provocados por escorregões. Cabe aos supervisores e a fiscalização o cumprimento dos requisitos aqui mencionados. Sempre que houver desgaste acentuado do solado deverão ser substituídos. querosene. a fim. . contra agentes térmicos secos. cáusticos.. de evitar acidentes provocados por escorregões. Botas de couro com biqueira de aço Devem ser utilizadas para proteger o trabalhador contra a ação de objetos cortantes ou perfurantes e impactos sobre os dedos. deformações ou contaminação interna. Sapato de segurança São confeccionados em couro. Devem ser substituídas quando apresentarem furos. É utilizado no laboratório para o manuseio de vidros aquecidos a temperaturas de ate 500°C. temporariamente impedidos de usar o calçado exigido. de evitar acidentes provocados por escorregões. as botas deverão ser substituídas. Devem ser utilizados nas atividades do laboratório que não envolvam risco de queda de materiais pesados. Luvas de kevlar aluminizadas São utilizadas para proteção das mãos contra agentes térmicos secos. com solado antiderrapante e forração interna. produtos corrosivos.6 Proteção dos pés e pernas É obrigatório o uso de calçado adequado para a realização de qualquer atividade na área industrial da refinaria. fornos. Entende-se como calçado adequado. água. riscos elétricos e contato com produ. etc. manuseio de peças quentes. a fim. na faixa dos sabões e detergentes. tais como: serviços com objetos a temperaturas elevadas. em conseqüência de ferimentos. Sempre que as condições de trabalho exigirem qualquer tipo de proteção adicional.4.Segurança Industrial Luvas de kevlar São utilizadas para proteção das mãos contra agentes térmicos secos em serviços com objetos a temperaturas elevadas e manuseio de peças quentes. tipo vaqueta. etc. a fim. bases concentradas. todo aquele que proteja o trabalhador dos riscos existentes no local ou na natureza do trabalho. 1. use calçados adequados. Devem ser utilizadas nas áreas industriais. troca de maçaricos e onde haja necessidade de reflexão de calor irradiado pela fonte de emissão. armazéns e obras. São confeccionadas em vaqueta. podem trabalhar com outro tipo de calçado desde que atestada a lesão pela atividade de Saúde e desde que constatado de que não haverá risco ao trabalhador em decorrência dessa permissão. solado antiderrapante e com forração interna. Permitem a facilidade do manuseio de pequenas peças aquecidas. São utilizadas em trabalhos que exigem maleabilidade e tato.

Segurança Industrial

1.4.7 Proteção do tronco
Nos serviços em que haja risco de lesão no tronco é obrigatório o uso de proteção adequada.

1.4.9 Proteção do corpo inteiro
É obrigatório o uso de proteção para o corpo inteiro, nas seguintes situações: – Em trabalhos onde haja risco de contato com agentes químicos, prejudiciais à saúde, absorvíveis pela pele ou que possam lesioná-la; – Em trabalhos com umidade em excesso; – Em trabalhos onde haja risco de contato com superfícies abrasivas.

Aventais
Aventais de PVC
Devem ser utilizados em trabalhos onde haja possibilidades de ocorrer respingos de hidrocarbonetos e produtos corrosivos (ácidos e cáusticos). Deve-se lavá-los com água e sabão após o uso.

Conjuntos de PVC (calça, blusão e capuz)
Devem ser utilizados em trabalhos onde qualquer parte do corpo possa entrar em contato com hidrocarbonetos, produtos tóxicos e/ou corrosivos. São utilizados também para trabalhos em que haja umidade em excesso. Exemplo: operação de lavagem em interior de equipamentos. Nestas situações, para uma completa proteção, é feito também o uso de luvas e botas de PVC.

Aventais de raspa
Devem ser utilizados em trabalhos onde haja risco de lesão provocada por objetos escoriantes, cortantes, abrasivos e por radiações não ionizantes geradas por soldagens.

Macacões de brim com capuz (macacão de parada)

1.4.8 Capas, jaquetas e conjuntos
Conjunto aluminizado
Devem ser utilizados na proteção contra calor radiante ou condutivo e respingos de partículas quentes de metais ou líquidos.

São destinados para trabalhos em locais onde haja risco de contato com superfícies abrasivas. Possuem reforço nos ombros, cotovelos, joelhos e nádegas. Exemplo: trabalhos em interior de equipamentos.

Jardineiras de PVC
Devem ser utilizadas em trabalhos envolvendo substâncias químicas ou ambientes com grande umidade ou locais alagadiços. Possuem botas de PVC acopladas nas pernas.

18

Capa de PVC
Devem ser utilizadas para proteção contra chuva. Podem ser utilizadas para respingos de produtos ácidos e cáusticos.

Segurança Industrial

Macacão especial de proteção
Macacão confeccionado em não-tecido, com costura termosselada e tratamento anti-estático. Com abertura frontal em zíper, elástico nos punhos e tornozelos e capuz com elástico. Oferece proteção em operações em que exista risco de contaminação com agentes químicos líquidos.

1.4.10 Proteção respiratória
O uso de proteção respiratória é obrigatório quando: a) a concentração volumétrica de oxigênio no ambiente ou para respiração pelo trabalhador estiver abaixo de 19,5%; b) o ar estiver contaminado com substâncias prejudiciais à saúde, que através da respiração possam provocar distúrbios ao organismo ou seu envenenamento; c) o ar ambiental não se encontrar no seu estado apropriado para a respiração, ou seja, ter temperatura e pressão anormais que possam causar danos ao sistema respiratório (ex.: congelamento, queimadura, embolias, etc.); d) o ar contiver qualquer substância que o torne desagradável por exemplo: odores. A grande variedade de tarefas existentes na RPBC que necessitam de proteção respiratória exigem em cada caso o equipamento mais adequado para sua execução. Pode-se citar o uso de proteção respiratória nos seguintes casos: – trabalhos em áreas continuamente contaminadas; – trabalhos em áreas com contaminação provável ou possível de ocorrer; – para abandono em situação de perigo eminente (fuga); – para salvamentos e ações de socorro. Os equipamentos de proteção respiratória podem ser classificados em: a) Equipamentos filtrantes, respiradores e máscaras; c) Equipamentos Autônomos; c) Equipamentos de Respiração com linha de ar (ar mandado).

Macacão anti-ácido hermeticamente fechado
São indumentárias especiais de PVC ou neoprene, hermeticamente fechadas oferecendo proteção de corpo inteiro contra contaminantes químicos. Na RPBC são utilizadas na Unidade de Gasolina de Aviação (UGAV) para atendimento e controle de vazamentos de HF (ácido fluorídrico) de grandes proporções uma vez que proporciona ao usuário um alto grau de proteção. Os macacões anti-ácido possuem insuflação de ar, através de mangueira de suprimento de ar respirável. Deve-se tomar o cuidado de verificar, rotineiramente, o estado da roupa, quanto à presença de furos ou cortes no tecido, bem como se o sistema de vedação está em perfeito estado.

SEQÜÊNCIA DE COLOCAÇÃO DA ROUPA

1.4.11 Equipamentos filtrantes, respiradores e máscaras
São equipamentos que permitem a passagem do ar ambiente para o sistema respiratório somente após ter sido purificado através de filtros mecânicos químicos ou combinados. Os filtros possuem carvão ativo para retenção de contaminantes químicos e elementos de papel ou algodão para retenção de poeiras.

Filtros químicos e mecânicos

A utilização deste tipo de equipamento é 19 recomendada quando: – a concentração volumétrica parcial de oxigênio na atmosfera estiver com, no mínimo 19,5% (NIOSH);

Segurança Industrial

– a atmosfera estiver isenta de monóxido de carbono; – a concentração do contaminante na atmosfera estiver dentro das especificações de uso do filtro; – preferencialmente, o ambiente for aberto e ventilado. A vida útil dos filtros depende basicamente: – da concentração do contaminante; – da taxa de consumo de ar pelo usuário; – da umidade relativa do ar; – da temperatura do ar. O tempo de uso dos filtros depende dos fatores anteriores, devendo os mesmos ser substituídos quando ocorrer ou for detectado: – elevada resistência ao fluxo de ar para a respiração normal; – percepção do cheiro das substâncias contaminantes; – princípio de irritação. Nota: quando se tratar de filtros químicos, deve ser observado o prazo de validade dos mesmos, pois, expirado este prazo, os filtros devem ser descartados. Os filtros de respiração aparecem nas mais variadas formas construtivas. Na RPBC os tipos mais utilizados são os de rosca para respiradores e máscaras panorâmicas. Os cartuchos químicos utilizados obedecem a uma codificação de cores e apresentam suas especificações rotuladas nos próprios cartuchos. Neles estão especificados os contaminantes para os quais se destinam. De acordo com o filtro utilizado, este proporcionará proteção contra poeiras, neblinas, asbestos, fumos, gases ácidos, vapores orgânicos, halogenados, amônia, aminas, pesticidas, tintas, vernizes, esmaltes e outros, ou ainda a combinação de mais de um contaminante, de acordo com as limitações especificadas.

Os filtros químicos e mecânicos, após o seu uso, deverão ser devolvidos para a SMS para que seja promovido a destinação adequada dos mesmos.

Respiradores semi-facial, com filtros combinados

Sua utilização é indicada para proteção respiratória contra uma grande variedade de contaminantes, através de filtros químicos ou mecânicos (para poeiras), todos intercambiáveis. Assim, dependendo do contaminante presente na atmosfera, o usuário poderá optar pelo tipo de filtro mais adequado. Os respiradores semi-faciais cobrem a boca e o nariz, e permitem uma respiração natural. As correias elásticas garantem uma vedação segura e conforto no uso. As vantagens principais do respirador semifacial são, o peso reduzido e o conforto. Os respiradores semi-faciais são, usados com filtros, em locais de trabalho onde os contaminantes ou elementos prejudiciais à saúde existem em pequenas concentrações.

Máscaras panorâmicas

20

As máscaras faciais panorâmicas envolvem todo o rosto e, por isso, oferecem, simultaneamente, proteção à visão, e à respiração. Isto se torna indispensável em ambientes com elementos irritantes ou agressivos à vista e respiração. As modernas máscaras faciais possuem um único visor abaulado, com grande campo visual. O corpo da máscara facial, com seus lábios de vedação, adapta-se a todos os tamanhos e formatos diferentes de rostos, ajustando-se

biotipo e treinamento do usuário. basicamente.5% em volume). possuem conexão da válvula de demanda (pulmão) tipo engate rápido baioneta. a peça facial deve ser substituída.4. Sua autonomia depende. Para efetuar o teste. Dispõe. As modernas máscaras panorâmicas possuem pressurização no seu interior. o que indica o seu perfeito funcionamento. – máscaras faciais usadas em conjunto com equipamento autônomo de respiração por pressão positiva. o dispositivo de alarme dá um breve apito. ela possui uma Iigação de rosca e válvulas de inalação e exalação. em cujos ambientes. de acordo com sua capacidade de armazenamento de ar. O conjunto é fixado ao corpo através de tirante de nylon e cinto. As máscaras possuem. onde.Segurança Industrial através de câmaras reguláveis presas a cinco pontos da máscara. o equipamento deverá ser substituído. do esforço físico. aumentando o grau de proteção do usuário em atmosferas com presença de contaminantes.2kgf – peso do cilindro 3. suporte básico para apoio do conjunto ao corpo. ainda. de uma máscara panorâmica com traquéia. para fuga. aproximadamente.12 Equipamentos autônomos São equipamentos com provisão de ar contido num cilindro de alta pressão. equipamentos com linha de ar ou conjuntos autônomos de respiração. que permite a transmissão de comunicação verbal pelo usuário. Observação: o uso de barba não permite uma perfeita vedação. estas possuem diferentes conexões: – se a máscara é usada com filtros. Dados técnicos do cilindro de ar: – volume interno 1. cilindro para alta pressão. O dispositivo de alarme sonoro indica que o suprimento de ar está chegando ao fim e que o usuário deve sair imediatamente da área contaminada. Conforme o equipamento de proteção respiratória usada em conjunto com as máscaras faciais. Ocorrendo a contração da peça facial. Portanto. Este alarme é disparado quando o ar existente no cilindro for suficiente para. Um aparelho autônomo é composto. uma membrana acústica interna. válvula de alívio de pressão e correias de sustentação. Estes aparelhos têm sua utilização limitada.5kgf (*) considerando consumo de 28 I/min (médio) 1. Simples e seguro. 21 . O ar expirado pelos pulmões é expelido para fora da máscara. Nota: sempre que for necessário utilizar equipamento de proteção respiratória após o ajuste da peça facial. dispositivo de alarme sonoro.5 litros – pressão de carga 200 kgf/cm2 – volume de ar 300 litros – autonomia(*) 10 minutos – peso total 4. Aviso importante: quando se abre a válvula do cilindro. através das válvulas de exalação da máscara. independem da qualidade do ar existente no ambiente ou de outra fonte externa de suprimento. que permitem uma adequada vedação. também. quanto à utilização do equipamento. de um dispositivo para acoplamento de mangueiras de suprimento de ar e pode ser utilizado como um conjunto de emergência nos trabalhos com linha de ar mandado. o Carla é ideal para abandono de áreas e para a realização de rápidas inspeções. São utilizados em situações de emergência ou em trabalhos onde é necessária a movimentação constante do usuário. O ar é respirado do cilindro de suprimento através da válvula de demanda. cinco minutos. válvula de demanda (pulmão). a vedação é satisfatória. Caso não ocorra este alarme no momento de abertura da válvula do cilindro. Conjuntos autônomos modelo Carla São os menores equipamentos autônomos de respiração utilizados na RPBC. Caso a vedação não seja satisfatória. que fornece a quantidade de ar necessária para encher os pulmões. válvula redutora de pressão. deve ser efetuado o teste de vedação. existem ou possam existir altas concentrações de contaminantes e/ou baixa concentração de oxigênio (abaixo de 19. É conveniente o treinamento prévio e a habilitação adequada aos usuários destes equipamentos. deve-se obstruir a via normal de entrada de ar e aspirar profundamente. sempre.

o manômetro e alarme sonoro são os mesmos utilizados no aparelho PA 90 BR. proporcionando além de maior conforto. . A tira de fixação do cilindro é confeccionada em Kevlar. bem como seguro para ser utilizado em atmosferas explosivas de qualquer espécie. Os respiradores autônomos ARAP E-10 destinam-se a serviços de rápida duração e proporcionam ao usuário independência do ar ambiente. Devido ao desenho do suporte. uma ótima mobilidade durante as operações. recoberta com tecido anti-chama. recoberto com material anti-estático o que o torna extremamente resistente a impactos e esforços. material muito existente e acomoda todos os tipos de cilindros básicos. a válvula reguladora. que não se degrada em contato com o fogo. aos conjuntos filtrantes. Sistemas tipo fluxo constante (ar mandado) São dispositivos onde o suprimento de ar comprimido para os respiradores é. o PA 93 é um aparelho autônomo que reúne características ergonômicas 22 excelentes.13 Equipamentos de Proteção Respiratória com alimentação por linha de ar (ar-mandado) São equipamentos de proteção respiratória que suprem o trabalhador de ar respirável através de mangueira de ar comprimido. 1. Cilindro de ar comprimido É conectado manualmente a válvula reguladora e permanece fixo ao suporte com auxílio da tira de fixação. O suporte do PA 93 é feito de um material plástico composto de fibra de carbono. PA 93 Aparelho autônomo.14. As correias e cinto são confeccionados de espuma sintética especial. a válvula de demanda. O ar comprimido respirável é conduzido através de mangueiras apropriadas e flexíveis. O fecho da fita é de fácil acionamento e garante um assentamento perfeito do cilindro ao suporte. dividem-se em dois sistemas distintos: os de fluxo constante e os de demanda automática de ar. com diâmetro interno de 3/8" (9mm). leve e econômico na proteção contra gases. constantemente. das correias e do cinto.Segurança Industrial Conjuntos autônomos Todo o conjunto é modulado e pode ser desmontado em poucos minutos o que facilita muito as operações de limpeza do mesmo. A máscara facial. Os respiradores supridos por mangueiras de ar comprimido. Desenvolvido especialmente para combate ao fogo ou para atividades intensas de utilização de equipamentos autônomos. o que permite a rápida colocação e retirada do aparelho. As fivelas são auto-fixantes assim como o cinto. gerado em centrais de compressores. sendo que grande parte do peso do equipamento é deslocado dos ombros para para a região lombar do usuário.

podendo-se ajustar o fluxo de ar. na faixa de vazão entre 60 a 380 l/min. uma vez que a geração de ar pode sofrer panes ou caso a mangueira que supra o trabalhador venha a ser rompida acidentalmente. Para trabalhos localizados em ambientes confinados e com a presença de contaminantes. ao ser utilizado o conjunto. utiliza-se o sistema de demanda automática de ar. constante. Este sistema é utilizado na execução de trabalhos de longa duração. As mangueiras podem ser acopladas uma a outra. em situações de emergência. Utilizando-se um sistema de suprimento de ar tipo fluxo constante. O abastecimento de ar comprimido deve situar-se na faixa de pressão entre 4 e 6 kgf/cm2.4. duas máscaras panorâmicas. bem como umedecendo-o quando se tratar de ar seco (tipo ar de instrumentos). A pressão média de trabalhos das mangueiras de ar deverá estar fixada em 5 kgf/ cm2. localizado no prédio da SMS. porém. não devem exceder a 60 metros de extensão final. com a vantagem do uso de máscaras de pressão positiva. O conjunto filtrante é composto do regulador de pressão.Segurança Industrial O conjunto filtrante é usado para purificar. filtrando vapor de óleo. É recomendável que. evitando-se trocas repetidas de cilindros e interrupção de execução das atividades. que proporciona. quando necessário. 1. Os cilindros estão unidos por uma barra de conexão manual. individualmente. umidificador de ar e bicos para saídas de mangueiras tipo engates rápidos. 23 . O conjunto contém 4200 litros de ar respirável. pois não haverá risco de contaminação do ar através do ambiente. partículas sólidas e retendo o excesso de umidade no ar. Capuz com insuflação ou macacão com insuflação podem ser alimentados diretamente através da mangueira de ar. é obrigatório o uso de cinto de segurança. seja mantido o acompanhamento de uma pessoa para observação da pressão. destinada para a fuga do ambiente. Este conjunto é disposto em uma unidade móvel. é utilizado o modelo Carla. para substituição dos cilindros quando necessário e para solicitar a retirada dos trabalhadores do local do trabalho. através do regulador do conjunto filtrante. 100 minutos para um trabalhador. é mais confiável. neste sistema. aproximadamente. o conjunto PAR4000 VAL proporcionará autonomia de. tal recurso torna-se necessário. que incorpora válvulas de retenção e válvulas de alívio de alta pressão. segundo recomendação do fabricante. uma reserva adicional. decantador de água e óleo. distribuídos em dois cilindros de 7 litros de volume interno e com pressão de 300 kgf/cm2. Essa pessoa deverá ser habilitada para manusear e operar o equipamento. Neste sistema de proteção respiratória. Nesse caso. que possui duas rodas em suporte tubular de grande resistência. o ar comprimido proveniente dos compressores. para atingir o comprimento desejado. é necessária a utilização de um conjunto autônomo de respiração acoplado ao sistema da linha de ar mandado. A qualidade do ar respirável. uma vez que provém diretamente dos cilindros que são abastecidos em compressor apropriado. em que haja risco de queda. Sistemas com demanda automática de ar Como alternativa para a realização de serviços onde existam contaminantes e não há fontes/pontos de suprimento de ar mandado. filtro de carvão ativo de alta capacidade de absorção. pode conectar um registro de ar com traquéia e máscara facial a semi-máscara. O consumo de ar é melhor dimensionado através da válvula de demanda automática. o ar é fornecido a partir de cilindros de ar respirável de grande capacidade de armazenamento. Duas conexões com engates rápidos permitem ligar as mangueiras para uso de.14 Proteção contra quedas Cinto de segurança Para execução de trabalhos em locais acima de 2 m de altura do piso. até. Considerando uma média de consumo de ar em torno de 40 L/min.

evitando maior esforço ou impacto na coluna (espinha dorsal) da pessoa. b) locais onde possa haver desprendimento de terra ou desmoronamento. Convém esclarecer que os cintos de segurança são dispositivos confeccionados com materiais de determinada resistência mecânica (nylon.4. Na RPBC. ou seja. caso seja notado algum sinal de insegurança em alguma parte de seus componentes. em prensas. em caso de queda. 1. 1. – os sistemas de isolamento de operações ruidosas. couro ou lona). O equipamento devera sofrer manutenção quando apresentar os seguintes defeitos: – costuras rompidas. – início de processo de corrosão nas fer24 ragens. – corte em qualquer componente de nylon. conforme o trabalho a ser realizado. Para ilustrar. em contraposição a todos os equipamentos de proteção individual até agora vistos. Em presença de qualquer um dos defeitos a seguir. inspecionada e testada quanto a sua resistência a carga estática e dinâmica. pois. a pessoa poderá ter a coluna (espinha) dobrada para trás com possibilidades de causar sérios problemas à mesma. lagoas. . o corpo seja forçado a dobrar-se no sentido normal.5 Equipamento de Proteção Coletiva – EPC São equipamentos instalados nos ambientes de trabalho. visando proteger a saúde e a integridade física dos que ali exercem suas funções. periodicamente. – rompimento de alguns fios da corda de nylon. – defeito ou enfraquecimento da mola dos mosquetões. com lance de corda de 1. estes devem ser imediatamente substituídos ou sofrer manutenção. – deformação ou trinca das ferragens. em furadeiras. em caso de queda. utiliza-se o tipo que oferece o maior grau de proteção e conforto ao trabalhador. talabarte ou suspensório. para frente. O fato de a corda ser presa nas costas é para que. alguns esclarecimentos tornam-se necessários: a corda deve ser bem ancorada em ponto firme e mais elevado. para inibir riscos manifestados sob a forma de quedas ao solo ou a outro nível inferior.15 Colete salva vidas Devem ser utilizados nas embarcações e margens de rios. no lugar em que ele se manifesta. associados a determinados elementos ou acessórios. Do mesmo modo a corda deverá ser. São os que neutralizam ou atenuam o risco na fonte. riscos estes decorrentes das seguintes condições de trabalho: a) trabalhos em alturas elevadas. Nunca se deve prender a corda na frente. quando empregados corretamente. No caso do cinto acoplado a uma corda.Segurança Industrial Os cintos de segurança. Os cintos de segurança devem ser vistoriados constantemente e.5 m. podem ser citados os seguintes exemplos: – protetores dos pontos de operação em serras. não têm a finalidade de proteger uma determinada parte do corpo humano em específico. o equipamento deverá ser substituído: – sinais de desgaste ou princípios de ruptura do cinto. São utilizados. córregos e outras situações onde haja risco de afogamento de pessoas. visto que os cintos de segurança são muito importantes na preservação da vida do trabalhador. que é o cinto de segurança tipo páraquedista.

Como o próprio nome já diz. Os Equipamentos de Proteção Coletiva também requerem manutenção periódica. balaustres. exaustores. evita-se o uso de proteção respiratória. e ajuste. Exemplos de EPC Anteparos rígidos. descontaminado. Utilização dos Equipamentos de Uso Coletivo Um bom exemplo de uso de proteção coletiva é a ventilação por exaustão de ar. Substituir os óculos quando não for 25 mais possível conseguir vedação. – os dispositivos de proteção em escadas. Estes são exemplos de proteção coletiva que devem ser reparados sempre que apresentarem uma deficiência qualquer. – Substitui-lo. guardacorpos mangueiras e hidrantes. Importante! Sempre que for possível. o equipamento deve ser limpo. regulando a suspensão interna (carneira). em corredores. em sistema de guarda corpo e rodapé. em esteiras transportadoras. Nunca utilize na limpeza qualquer produto químico. A eficiência desses equipamentos é comprovada pela experiência e. Equipamento: Óculos de Segurança contra impacto de partículas sólidas – Regular as hastes de modo a obter um ajuste adequado no rosto. eventualmente.6 Alguns Cuidados na Utilização dos Equipamentos de Proteção Individual – EPI Equipamento: Capacete – Usar a aba voltada para a frente. – Mantê-lo ajustado firmemente à cabeça.Segurança Industrial – os exaustores de poeiras. onde houver risco de queda. têm grande importância nas inspeções de segurança. etc. pelo seu uso correto e que lhe cabe informar quando estiver danificado. Manutenção. a maior parte dos acidentes ou suas conseqüências estarão sendo evitadas. placas de aviso. Importante! O EPI deve ser mantido sempre em bom estado de uso. se obedecidas às regras de uso. fornecimento gratuito. sejam individuais ou coletivos. – o empregado é passível de punição. Equipamento: Óculos de Segurança ampla visão contra partículas líquidas – Ajustar a tira elástica de modo a conseguir adequada vedação sobre o rosto. vapores e gases nocivos. manutenção. – o empregado é responsável pela guarda e conservação do EPI. usar água corrente a 60oC e sabão neutro. perdas de regulagem. devem ser eliminados ou controlados os riscos de acidentes na origem. – Ajustar as conchas laterais de modo a evitar a penetração de partículas. Cabe a empresa garantir a conservação e o bom funcionamento dos EPC. a fim de proteger o rosto. que diz que: – o empregador é responsável pela higienização. guardas de proteção de máquinas e equipamentos. corrimãos. a carneira. desinfetado e. caso não cumpra as determinações de segurança estabelecidas pela empresa. cortes parciais e totais. extintores. treinamento e supervisão do uso correto do EPI. . em guindastes. – Manter sempre à mão um pano limpo para a limpeza e desembaçamento das lentes. Com isso. no caso de danos. Para limpeza. – Substituir a peça interna de sustentação. Higiene e Cuidados na Utilização dos Equipamentos de Uso Individual e Coletivo Os itens descritos a seguir fazem parte da legislação. – Manter o capacete limpo de manchas de óleo ou de qualquer outro produto químico. ventiladores. A observação dos equipamentos de segurança. utilizando Equipamentos de Proteção Coletiva – EPC. A SMS possui pessoal habilitado e condições de executar a manutenção e higienização dos EPI. – Não é recomendado para proteger contra partículas líquidas. ele é de uso individual caso tenha que ser usado por outro usuário. Este tipo de ventilação visa à retirada do poluente do meio logo após o seu desprendimento. 1. para evitar assim que o mesmo chegue a ser aspirado pelos trabalhadores. – Não é recomendado o seu uso em ambientes com poeira em suspensão. etc. no caso de rachaduras no casco.

poderá conter resíduos de produtos químicos. Equipamento: Luvas resistentes a abrasivos – Mantê-las limpas de óleo e permanentemente secas. – Fazer também uma inspeção visual e teste com ar comprimido na luva. providenciar a sua substituição. etc. Não use nenhum produto químico. – Ajuste a concha para a posição onde é menor o nível de ruído percebido. ajustada à cabeça. seco e limpo e abrigado da luz. o dispositivo de fixação. – Quando o filtro não estiver em uso. Equipamento: Botas resistentes a produtos químicos – Mantê-las limpas. lavando-as com água e sabão neutro. – Após o uso. – Deve-se manter um registro de uso dos filtros. utilizando água morna e sabão neutro. – Quando as esponjas de selagem. – Substituí-las no caso de danos. diariamente ou imediatamente. localizadas internamente nas conchas. – Usar uma luva de pelica ou couro de porco sobre a luva de borracha para proteger esta de algum corte ou furo. Lembrete A roupa. – Atenção na hora de calçá-las e retirálas da mão. substituir o par de conchas. guardá-lo em local livre de poeira e de outros contaminantes do ar. mantendo-as sempre secas. lavar o equipamento com água em abundância e sabão neutro. quando houver dificuldades de respiração. – Após utilização. com o objetivo de providenciar a sua substituição aos primeiros sinais de saturação. usando água morna e sabão neutro. para detectar possíveis cortes ou furos. Equipamento: Luvas resistentes à alta voltagem – Verificar a voltagem segura de trabalho por meio de faixas coloridas no punho que identificam a voltagem e o Registro de Inspeção. mantê-los permanentemente limpos e desobstruídos. – Não tocar em superfícies aquecidas com temperaturas superiores a 65oC. Equipamento: Roupa resistente a produtos químicos – PVC – Substituir a roupa quando estiver com rasgos. antes do uso. – Abrir o arco apenas o suficiente para encaixá-lo sobre as orelhas a fim de não quebrá-lo. – Caso as lentes estejam arranhadas. rachadura ou qualquer outro dano. após o seu uso. furos. para evitar contaminação e sujeira nas lentes.Segurança Industrial – Se o modelo tiver dispositivos para exalação. – Remover manchas de óleo no visor. – Concluída a lavagem. se danificarem ou sujarem. devem ser higienizadas. – Mantenha as luvas sempre limpas. Equipamento: Protetor Facial com visor de plástico transparente – Manter a coroa. Equipamento: Máscara contra poeiras – Seu uso é proibido em ambientes onde há deficiência de oxigênio. Equipamento: Máscara com filtros químicos – Usar somente o filtro indicado para a proteção do(s) contaminante(s) presente(s). – Deverão ser guardados em local fechado e protegido. – Não utilize as luvas para trabalhos em circuitos elétricos energizados. – Substituir o protetor no caso de danos no visor ou na coroa. – A máscara deve ser guardada em recipiente fechado. . 26 Equipamento: Luvas resistentes a produtos químicos – Não segure objetos nem permita o contato com líquidos cuja temperatura seja superior a 65oC. vapores ou partículas líquidas. Equipamento: Abafador de ruído – Mantê-lo permanentemente limpo. – No caso de ressecamento. providenciar a imediata substituição. – Seu uso é proibido em ambientes onde há deficiência de oxigênio. – Deve ser substituída. – Não oferece proteção contra gases. deve permanecer vedado. a fim de conseguir boa fixação. ou seja. secar bem.

Em todas as atividades. etc. etc. Durante as atividades onde existe perigo para os olhos estão sendo usados óculos protetores de ampla visão e protetores faciais? 4. ou seja. A inspeção deve estar dirigida para qualquer componente de uma máquina. Isto significa. equipamentos adequados para proteção dos ouvidos? 5. dispõe-se dos equipamentos específicos de proteção respiratória? Estão sendo usados corretamente? 6. Para atividades com risco de queda. não oferece proteção alguma. A inspeção planejada está muito dirigida à identificação dos riscos na etapa pré-acidente. Apresenta-se. Empreiteiros e visitantes também recebem todos os equipamentos de proteção individual necessários? 1. um check-list.7 Inspeção Planejada A Inspeção Planejada tem como objetivo garantir que os pontos importantes da empresa sejam sempre vistos pelos seus responsáveis. são usados sempre. melhorar o moral dos funcionários e aumentar a eficiência do trabalho. ou interromper o processo produtivo. Os equipamentos de proteção de uso individual estão guardados em local próprio? 12. Todos os equipamentos de proteção pessoal existentes na minha Unidade são controlados quanto ao seu estado? 10. ferramentas. ou seja. Em todos os lugares sujeitos à ocorrência de vapores. As inspeções planejadas não são apenas uma parte importante do Programa de Segurança. macacões de PVC ou aventais e botas de borracha)? Estão sendo usados corretamente? 8. com o que se pode perguntar: – As partes móveis expostas das máquinas estão protegidas? – A disposição do equipamento ajuda a uma operação segura? – Os gumes afiados de corte estão adequadamente protegidos? – A exposição dos trabalhadores ao ruído já foi monitorada? – Os sinais de AVISO.Segurança Industrial Atençao! Um equipamento apesar de ser capaz de oferecer 100% proteção mas que não é usado. equipamento ou sistema. principalmente por aqueles que tenham uma visão crítica. dispõe-se de cintos e cordas de segurança? Estão sendo usados freqüentemente? 7. gases ou espécies de pó nocivos à saúde. estão sendo usadas roupas de trabalho adequadas e resistentes? 3. 1. estão adequados e no número apropriado? – Os extintores de incêndio estão sinalizados e seus acessos desimpedidos? 27 . cuja falha possa causar uma lesão ou doença grave. simplesmente. Os equipamentos de proteção – capacetes. materiais e sua utilização pelos empregados. Existe na sua área sinalização para o uso obrigatório de EPI? 2. mas também um treinamento potencial para garantir o cumprimento dos requisitos legais. A verificação dos equipamentos antes de serem operados é uma forma de identificar partes com defeito em equipamentos como empilhadeiras. A inspeção planejada envolve o exame sistemático das instalações. um exemplo de uma lista de verificação – check-list. óculos de segurança. Para manuseio de substâncias perigosas. cujo conteúdo e periodicidade devem ser discutidos entre os empregados e o supervisor. se necessários. com o objetivo de identificar qualquer condição abaixo do padrão. a seguir. equipamentos. ou antes de ser usado por um operador. caso necessário utilizar equipamentos de proteção individual. A melhor maneira de se realizar uma inspeção é basear-se numa lista de verificações. antes do acidente. guindastes. – são usados também pelas chefias e pelos encarregados da supervisão? 9. Lista de verificação para consulta. pontes rolantes. que o equipamento deve ser normalmente revisado antes do início do trabalho. danos significativos ao patrimônio. São submetidos a uma manutenção regular? 11. dispõe-se dos equipamentos protetores pessoais necessários (por óculos protetores contra ácidos. Em áreas de trabalho com ruído muito alto.

mais velho que o fazendeiro. os rebanhos cresciam e multiplicavam-se. Senhor o guarde. vivia um velho e sábio homem. de imenso valor para a prevenção. disse. Estou com um pouco de fome e. as plantações esverdeavam. mas nunca tente abrir para ver o interior da caixinha preta. infindáveis plantações dos mais ricos grãos e na qual trabalhava muita gente.Segurança Industrial 1. Uma condição. a situação começou a mudar. que encontrar. Até pouco tempo atrás. pensou. É importante. Pouco tempo depois e com grande surpresa e fé renovada. milhares de cabeças de gado. Logo teria que reconhecer o fracasso e a falência. porém. disse o fazendeiro. cada vez mais preocupado. comprometeu-se a atender esta sugestão. o velho fazendeiro estava sentado na varanda de sua casa. os cavalos começaram a adoecer. Era a fazenda mais famosa da região. Na manhã seguinte o fazendeiro acordou cedo. suspirou o fazendeiro. .7. Sobre a cama observou uma nota junto a uma caixinha preta. – Sou um peregrino que viaja pelos caminhos do Senhor. e de um tempo para cá tudo começou a desmoronar. conversar com os trabalhadores.1 A Importância da Inspeção Planejada Inspeção de segurança Todos os componentes da CIPA – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes. deu treinamentos. – Tenho um quarto de hóspedes onde pode descansar esta noite. sabem que as inspeções têm um papel fundamental no sucesso contra os acidentes. começou a visitar sua fazenda. “Prezado Amigo: Muito agradeço seu grande coração que me acolheu deforma muito superior à que esperava. A partir desse dia. O tempo passou e o velho viu sua fazenda recuperar-se várias vezes. assim foi por muito tempo. Peregrino” Nosso fazendeiro. começando a dar seus frutos. porém sem sucesso. meu caro amigo. levando consigo a caixinha preta. O convite foi aceito. vai modificar a situação negativa que está vivendo. aplicar. Se você pessoalmente pegar esta caixinha preta e a levar todos os dias por todos os cantos e recantos de sua fazenda. Para demonstrar o meu reconhecimento estou lhe deixando esta Caixinha Preta que possui uma aureóla mágica. nunca. ao máximo. a auréola mágica da caixinha. Curioso. levantando bem cedo. A caixinha preta Conta-se que há muitos anos. a mágica seria perdida para sempre. Nosso fazendeiro. no seu desespero e por mais louca que lhe parecesse a idéia. Comovido e como já estava na hora do jantar. aqui mesmo em nossa região. o quarto onde ficara seu convidado já estava vazio e arrumado. deve cumprir. princípios de validade que estejam a nosso alcance. será que pode me contar? – Assim é. – Já é muito tarde para você seguir seu caminho. o gado já não forneciam carne e leite com a mesma qualidade. contratou especialistas. disse o homem. voltando a ser a admiração da região. pegou ambos e abriu o papel dobrado. Percebo uma grande preocupação no seu semblante. Durante a refeição o homem contou algumas histórias e das pessoas e lugares que conhecia na sua peregrinação. Observem esta história. – Boa noite meu senhor. Tento e tento. As plantações me devolviam muitas vezes os investimentos realizados. E. tudo começou a minguar. fez de tudo que tinha ao seu alcance para reverter a situação. Os rebanhos lentamente se recuperavam. mas não consigo reverter a situação. que ficava próxima. mudou pessoas chaves. até que. meditando sobre o que estava acontecendo. dono de uma grande fazenda. então. tenho certeza. principalmente os que atuam nas subcomissões de inspeção de segurança. muitas deles morreram e as plantações secavam devido as pragas que apareceram. procurando sua Sabedoria. com o sol já entrando. Uma tarde. respeitosamente. O que seria de sua vida? Voltou à realidade quando escutou alguém o chamando da estrada. por uma razão misteriosa. convidou-o para acompanhá-lo (“assim posso conversar com alguém e ter um pouco 28 de companhia”). a minha fazenda era a mais próspera da região. lhe peço um pedaço de pão para continuar meu caminho. Um peso enorme sentia sobre seu peito. com muitos cavalos. não descubro qual o problema nem o que posso fazer. A conversa sobre este assunto entrou até altas horas da noite. De repente mudou de conversa: – Meu senhor.

Ela se antecipa aos possíveis acidentes. pegou a caixinha preta e cuidadosamente levantou a tampa. Durante a conversa contou. servem de exemplo para que os próprios trabalhadores exercem. ou depois que se estabeleceu um problema. as maravilhas que a caixinha preta havia feito na fazenda e do agradecido que estava pela dádiva entregue por ele. 4. tanto antes como depois que os acidentes ocorreram. fadigas. – De rotina – traduz-se pela preocupação constante de todos os trabalhadores. É tão importante para os supervisores estarem preocupados com o que pode causar como o que causou o acidente. tipicamente preventiva. identificar suas causas originais. – Realmente. em seus serviços. produzem efeitos psicológicos positivos que estimulam a colaboração de todos. Geralmente. Existem quatro princípios relacionados com a identificação de causas potenciais: 1. deve haver uma preocupação com as causas. o velho fazendeiro estava sentado na sua varanda. portando uma caixinha preta. . com o sol já entrando. Este é o seu objetivo imediato e mais importante Mas. – Na verdade. com o fim de descobrir. detectar. A inspeção pode ser: – Geral – envolve todos os setores da empresa em todos os problemas relativos à segurança. proporcionam uma cooperação mais profunda entre os serviços especializados e CIPA e os diversos setores da empresa. como resposta. 3. prontamente. – Durante todos estes anos fiz exatamente o que me recomendou. controles de segurança. de ter visto com seus olhos todos seus recantos. comentou. Na prevenção de acidentes. Era nosso peregrino. as pessoas só se preocupam com as causas. dos membros da CIPA e dos setores de segurança. vivenciando os problemas e tomando oportunamente as providências. Saía cedo todos os dias para percorrer a fazenda. o milagre da caixinha preta tem sido o fato de você ter visitado todos os lugares de sua fazenda. alcançam outros resultados: favorecem a formação e o fortalecimento do espírito prevencionista que os empregados precisam ter. quando repetidas. todos seus cantos. 2. detectar. conversado com as pessoas. ferramentas e instalações. Conceito e Tipo A Inspeção de Segurança permite detectar riscos de acidentes possibilitando a implantação de medidas preventivas. Muito feliz em revê-lo. dão aos empregados a certeza de que a direção da empresa e o poder público (no caso de inspeções oficiais) têm interesse na segurança do trabalho. explicou o peregrino. desta vez planejando os investimentos e os novos projetos para sua fazenda. mostrando para o fazendeiro: – Não tem nada! – Realmente. portanto. a caixinha preta é miraculosa. as Inspeções de Segurança. as práticas inseguras. com entusiasmo. estou com uma fazenda dez vezes mais rica e tudo está indo como nunca foi. – Periódica – inspeção efetuada em intervalos regulares programadas previamente e visam apontar riscos previstos como: desgastes. identificar suas causas de fator pessoal. tomando conhecimento das coisas. do pessoal de mantenção. A Inspeção de Segurança consiste na observação cuidadosa dos ambientes de trabalho.Segurança Industrial Uma tarde. e tudo mudou. De repente foi trazido à realidade ao ouvir um chamado desde a estrada. A Inspeção de Segurança é. – Mas diga-me uma coisa que me deixa curioso até agora. super-esfor. as condições inseguras. máquinas. – Parcial – quando é feita em alguns setores da empresa ou em certos tipos de trabalho ou em certos equipamentos ou em certas máquinas. prontamente. – Eventual – é a inspeção realizada sem dia ou período estabelecido e com o envolvimento do pessoal técnico da área. Isto é o que na realidade você fez o tempo todo e por acaso. convidouo a entrar e mandou preparar o melhor jantar que pôde. Agora. depois que alguma coisa aconteceu.29 ços e exposição a certas agressividades do ambiente a que estão submetidos pessoas. o que esta caixinha preta tem no seu interior? O peregrino. identificar riscos que poderão transformar-se em causa de acidentes do trabalho e também com o objetivo prático de tomar ou propor medidas que impeçam a situação desses riscos.

As vezes. de imediato. Da inspeção de Segurança pode resultar a necessidade de um estudo mais aprofundado de determinada operação. tudo o que é feito. de modo lógico.Segurança Industrial – Oficial – é a inspeção efetuada pelos órgãos governamentais do trabalho ou securitários. de iluminação. devem fazer relatório pormenorizado. 1. elevadores. – Informação – a irregularidade deve ser discutida na hora para que a solução do problema ocorra antes de qualquer ocorrência desagradável. para que seja corretamente realizada. o Agente da inspeção ou os Agentes. Uma inspeção desta natureza é sistemática. Descobertos os riscos potenciais. Operadores de máquinas. – Envio os pedidos e recomendações provenientes da inspeção devem ser encaminhados aos setores e/ou pessoas envolvidas. essa correção pode ser feita durante a própria inspeção. certos acidentes devem ter recomendações de solução sem qualquer espera. com clareza. o tipo de risco a ser corrigido. deve ser minuciosamente elaborado. Como é feito? A técnica desenvolvida é correta? Contém riscos que podem ser eliminados com pequenas alterações? 3. que poderão tornar-se causas de acidentes. em que local e as recomendações e sugestões. o interessado deve decompor.7. Nenhum relatório deve ser arquivado enquanto não tiver sido dada solução ao problema levantado. – Registro – os itens levantados na inspeção devem ser registrados em formulário próprio. seguindo os procedimentos próprios da empresa. – Planejada – este tipo de inspeção é proposital e rigorosa. é muito importante que os serviços de segurança mantenham controle de tudo o que ocorre e do andamento de tudo o que estiver pendente e que estejam em condições de atender e informar devidamente à fiscalização. etc. até a sua solução. Com três perguntas básicas é possível decompor uma operação para verificar riscos individualizados: 1. o “por que é feito?” Justificará. que embora não tenha um modelo próprio. aos gerentes e. membros dos Serviços Especializados em Segurança e Higiene do Trabalho podem ser os Agentes das inspeções. membros da CIPA. 30 1. como já mencionado. quando se tratar de um grupo de pessoas. Inclui-se aqui a inspeção de caldeiras. O que é feito? Deve ser feito isso que está sendo observado ou existe algum risco que sugere alteração? 2. – Acompanhamento – não se pode perder de vista qualquer proposta ou sugestão para resolver problemas de segurança. basicamente. separar as fases de operação para verificação cuidadosa dos riscos que estão presentes em cada fase. Para este caso. em seguida aos Serviços Especializados e a CIPA. Por que é feito? O objetivo da atividade será alcançado corretamente e em segurança? Quando são eliminados os riscos. que será estudado pelos técnicos em segurança e pela direção da empresa (quando for o caso) para que sejam tomadas as medidas preventivas pelos próprios técnicos ou por setores de Engenharia e Manutenção. Riscos que podem causar. Os itens a serem inspecionados devem ser previamente relacionados e ter indicado com que frequência cada um deles deve ser inspecionado. para realizá-la. – Especial – é a que requer conhecimentos e/ou aparelhos especializados. As inspeções de Segurança. a descobrir problemas que deverão ser solucionados. deve ser desenvolvida em cinco fases: – Observação – tanto dos atos como das condições inseguras. Os supervisores de produção devem recorrer aos chefes imediatos.3 Relatório de Inspeção Toda inspeção implica na emissão de um Relatório de Inspeção. isto é. medição de nível de ruídos. O relatório é uma das etapas mencionadas no ciclo completo das Inspeções de Segurança. supervisores de produção.2 Levantamento dos riscos de acidentes Uma inspeção de segurança. . Trata-se da Análise de Risco e.7. Durante todo o tempo. quando for o caso. destinam-se a fazer levantamento dos riscos. Não deixa as coisas ao acaso. Os relatórios devem apontar. para que fique claro o que foi observado.

8. com o "objetivo de observar e relatar condições de risco nos ambientes de trabalho e solicitar medidas para reduzir até eliminar os riscos existentes e/ou neutralizar os mesmos. – canalização. Desde os primórdios a CIPA propõe-se a executar tarefas. . 5. óleo.1 – A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA – tem como objetivo a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho.. cooperativas. – corredores.. – aspectos ergonômicos.8 NR-5 – Comissão interna de prevenção de acidentes – CIPA 1. – instalações elétricas. norma essa que regulamenta as atividades da CIPA). de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde do trabalhador. A obrigação para instalação das comissões nas fábricas só entrou em vigor em 19 de junho de 1945. – instalações sanitárias. – vazamentos de água. portanto. titulares e suplentes serão por eles designados. dada pela Portaria número 33 de 27 de outubro de 1983.Segurança Industrial Itens similares podem ser preparados para levantar outros problemas julgados de importância na seção.8. Texto “A CIPA – Comissão interna de prevenção de acidentes” Uma equipe de apoio das ações de eliminação de risco e. órgãos da administração direta e indireta. bem como outras instituições que admitam trabalhadores como empregados.3 Da organização 5.5 – As empresas instaladas em centro comercial ou industrial estabelecerão.2 – Devem constituir CIPA. aos trabalhadores avulsos e às entidades que lhes tomem serviços. – temperaturas. 1.1 – Os representantes dos empregadores. – iluminação.2 Da constituição 5. de redução de acidentes. A presença do representante da CIPA nas Inspeções de Segurança é sempre recomendável.1 Do objetivo 5." (conforme redação 1. ressalvadas as alterações discipli. 1. observadas as disposições estabelecidas em Normas Regulamentadoras de setores econômicos específicos. 5. sem título definido. de 10 de novembro de 1944. 5. arrumação e limpeza. e mantê-la em regular funcionamento as empresas privadas. com o objetivo de harmonizar as políticas de segurança e saúde no trabalho. – gases. – equipamentos de transportes. válvulas e outros. por instrução da Portaria número 229 do então Departamento Nacional do Trabalho. é a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA. – sinalização de segurança.31 nadas em atos normativos para setores econômicos específicos. – ferramentas. – proteções de máquinas e equipamentos. através de membros de CIPA ou designados. – obediência aos procedimentos de segurança e saúde.8. – armazenamento de materiais. – equipamento de combate a incêndio.. – equipamento móvel. por estabelecimento.6 – A CIPA será composta de representantes do empregador e dos empregados. escadas e parapeitos. tais como: – rampas. vapores e poeiras.6. oficialmente. de acordo com o dimensionamento previsto no Quadro I desta NR. – equipamento de proteção individual. pelo Decreto-lei número 7036. associações recreativas. – ordem. – inflamáveis. A CIPA foi criada.4 – A empresa que possuir em um mesmo município dois ou mais estabelecimentos. públicas. – transporte de materiais. que alterou a redação da NR-5. pois a assimilação de conhecimentos cada vez mais amplos – sobre as questões de segurança e saúde ocupacional – vai tornar mais produtivo e mais complexo o trabalho educativo que a comissão desenvolve. – ventilação. etc. sociedades de economia mista. no que couber. deverá garantir a integração das CIPA e dos designados. através de representantes dos trabalhadores e do empregador. instituições beneficentes.3 – As disposições contidas nesta NR aplicam-se. 5. mecanismos de integração com objetivo de promover o desenvolvimento de ações de prevenção de acidentes e doenças decorrentes do ambiente e instalações de uso coletivo. conforme o caso. podendo contar com a participação da administração do mesmo.

eleitos e designados serão empossados no primeiro dia útil após o término do mandato anterior. ou ao empregador.16 – A CIPA terá por atribuição: a) identificar os riscos do processo de trabalho. das discussões promovidas pelo empregador. 5. avaliação do cumprimento das metas fixadas em seu plano de trabalho e discutir as situações de risco que foram identificadas. um secretário e seu substituto. titulares e suplentes. com a participação do maior número de trabalhadores.2 – Os representantes dos empregados.13 – Será indicado. relativas à segurança e saúde no trabalho. podendo ser adotados mecanismos de participação dos empregados. considerando a ordem decrescente de votos recebidos. a CIPA não poderá ter seu número de representantes reduzido.14 – Empossados os membros da CIPA.10 – O empregador deverá garantir que seus indicados tenham a representação necessária para a discussão e encaminhamento das soluções de questões de segurança e saúde no trabalho analisadas na CIPA. e) realizar. 5. onde houver. a cada reunião. f) divulgar aos trabalhadores informações relativas à segurança e saúde no trabalho. do qual participem. verificações nos ambientes e condições de trabalho. ressalvado o disposto nos parágrafos primeiro e segundo do art.4 Das atribuições 5. entre os componentes ou não da comissão. h) requerer ao SESMT.Segurança Industrial 5.8 – É vedada a dispensa arbitrária ou sem justa causa do empregado eleito para cargo de direção de Comissões Internas de Prevenção de Acidentes desde o registro de sua candidatura até um ano após o final de seu mandato. a empresa designará um responsável pelo cumprimento dos objetivos desta NR. na unidade descentralizada do Ministério do Trabalho. bem como cláusulas de acordos e convenções coletivas de trabalho. 469. ressalvadas as alterações disciplinadas em atos normativos de setores econômicos específicos. 5.3 – O número de membros titulares e suplentes da CIPA.12 – Os membros da CIPA. onde houver. .6.9 – Serão garantidas aos membros da CIPA condições que não descaracterizem suas atividades normais na empresa.4 – Quando o estabelecimento não se enquadrar no Quadro I. periodicamente. serão eleitos em escrutínio secreto.6. com assessoria do SESMT. b) elaborar plano de trabalho que possibilite a ação preventiva na solução de problemas de segurança e saúde no trabalho. cópias das atas de eleição e de posse e o calendário anual das reuniões ordinárias. permitida uma reeleição. a paralisação de máquina ou setor onde considere haver risco grave e iminente à segurança e saúde dos trabalhadores. 5. 5. com o SESMT. visando à identificação de situações que venham a trazer riscos para a segurança e saúde dos trabalhadores. observará o dimensionamento previsto no Quadro I desta NR. a empresa deverá protocolizar. para avaliar os impactos de alterações no ambiente e processo de trabalho relacionados à segurança e saúde dos trabalhadores.8. j) divulgar e promover o cumprimento das Normas Regulamentadoras.7 – O mandato dos membros eleitos da CIPA terá a duração de um ano. bem como da avaliação das prioridades de ação nos locais de trabalho. ainda que haja redução do número de empregados da empresa. quando houver.15 – Protocolizada na unidade descentralizada do Ministério do Trabalho e Emprego. em até dez dias. através de negociação coletiva. independentemente de filiação sindical. d) realizar. sendo vedada a transferência para outro estabelecimento sem a sua anuência. c) participar da implementação e do controle da qualidade das medidas de prevenção necessárias. 32 5. exceto no caso de encerramento das atividades do estabelecimento. 1. bem como não poderá ser desativada pelo empregador. 5. de comum acordo com os membros da CIPA.11 – O empregador designará entre seus representantes o Presidente da CIPA. e os representantes dos empregados escolherão entre os titulares o vice-presidente. exclusivamente os empregados interessados. 5. 5. e elaborar o mapa de riscos. da CLT. i) colaborar no desenvolvimento e implementação do PCMSO e PPRA e de outros programas relacionados à segurança e saúde no trabalho. sendo neste caso necessária a concordância do empregador. g) participar. 5.6. 5. antes do término do mandato de seus membros.

garantindo tempo suficiente para a realização das tarefas constantes do plano de trabalho. 33 registrando-se a ocorrência na ata da reunião.18 – Cabe aos empregados: a) participar da eleição de seus representantes. 5. d) coordenar e supervisionar as atividades de secretaria. e c) outras que lhe forem conferidas.24 – As reuniões ordinárias da CIPA serão realizadas durante o expediente normal da empresa e em local apropriado.5 Do funcionamento 5. b) substituir o Presidente nos seus impedimentos eventuais ou nos seus afastamentos temporários. b) coordenar as reuniões da CIPA. 5. 1. b) coordenar e supervisionar as atividades da CIPA. f) encaminhar os pedidos de reconsideração das decisões da CIPA. c) delegar atribuições aos membros da CIPA. b) ocorrer acidente do trabalho grave ou fatal. em conjunto com o SESMT.27 – Reuniões extraordinárias deverão ser realizadas quando: a) houver denúncia de situação de risco grave e iminente que determine aplicação de medidas corretivas de emergência.22 – O Secretário da CIPA terá por atribuição: a. d) promover o relacionamento da CIPA com o SESMT. g) constituir a comissão eleitoral. c) indicar à CIPA. 5. 5. e) divulgar as decisões da CIPA a todos os trabalhadores do estabelecimento. em conjunto com o SESMT. . b) preparar as correspondências.21 – O Presidente e o Vice-Presidente da CIPA. c) houver solicitação expressa de uma das representações. em conjunto com a empresa. por consenso. apresentando-as para aprovação e assinatura dos membros presentes. d) observar e aplicar no ambiente de trabalho as recomendações quanto a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho.Segurança Industrial l) participar. zelando para que os objetivos propostos sejam alcançados.29 – Das decisões da CIPA caberá pedido de reconsideração. 5. 5. onde houver. preferencialmente.8. n) requisitar à empresa as cópias das CAT emitidas. de Campanhas de Prevenção da AIDS. m) requisitar ao empregador e analisar as informações sobre questões que tenham interferido na segurança e saúde dos trabalhadores.23 – A CIPA terá reuniões ordinárias mensais.26 – As atas ficarão no estabelecimento à disposição dos Agentes da Inspeção do Trabalho – AIT. 5. ao SESMT e ao empregador situações de riscos e apresentar sugestões para melhoria das condições de trabalho. em conjunto. onde houver.19 – Cabe ao Presidente da CIPA: a) convocar os membros para as reuniões da CIPA.28 – As decisões da CIPA serão. e redigir as atas. anualmente. 5. 5.25 – As reuniões da CIPA terão atas assinadas pelos presentes com encaminhamento de cópias para todos os membros. 5.17 – Cabe ao empregador proporcionar aos membros da CIPA os meios necessários ao desempenho de suas atribuições. o) promover. terão as seguintes atribuições: a) cuidar para que a CIPA disponha de condições necessárias para o desenvolvimento de seus trabalhos. as decisões da comissão. 5. quando houver. quando houver. e) delegar atribuições ao Vice-Presidente. de acordo com o calendário preestabelecido.28. encaminhando ao empregador e ao SESMT. anualmente. 5. a Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho – SIPAT. será instalado processo de votação. ou com o empregador da análise das causas das doenças e acidentes de trabalho e propor medidas de solução dos problemas identificados.1 – Não havendo consenso. p) participar. 5. b) colaborar com a gestão da CIPA. e frustradas as tentativas de negociação direta ou com mediação.20 – Cabe ao Vice-Presidente: a) executar atribuições que lhe forem delegadas. c) manter o empregador informado sobre os trabalhos da CIPA. mediante requerimento justificado. acompanhar as reuniões da CIPA.

40 – O processo eleitoral observará as seguintes condições: a) publicação e divulgação de edital.31 – A vacância definitiva de cargo. 5. em locais de fácil acesso e visualização.8. devendo o Presidente e o Vice-Presidente efetivar os encaminhamentos necessários. a Comissão Eleitoral será constituída pela empresa. contados da data de ciência da empresa sobre a decisão. f) princípios gerais de higiene do trabalho e de medidas de controle dos riscos. determinará a complementação ou a realização de outro. contados a partir da data da posse.30 – O membro titular perderá o mandato.1 – A empresa estabelecerá mecanismos para comunicar o início do processo eleitoral ao sindicato da categoria profissional.35 – O treinamento poderá ser ministrado pelo SESMT da empresa. os seguintes itens: a) estudo do ambiente. d) noções sobre a Síndrome da Imunode34 ficiência Adquirida – AIDS. entre os membros da CIPA.34 – O treinamento terá carga horária de vinte horas. titulares e suplentes. c) noções sobre acidentes e doenças do trabalho decorrentes de exposição aos riscos existentes na empresa. 5. treinamento para o designado responsável pelo cumprimento do objetivo desta NR. promoverão. no prazo mínimo de 60 (sessenta) dias antes do término do mandato em curso.7 Do processo eleitoral 5. o empregador indicará o substituto. 5.39. obedecida à ordem de colocação decrescente registrada na ata de eleição. g) organização da CIPA e outros assuntos necessários ao exercício das atribuições da Comissão. 5. 1. 5. ocorrida durante o mandato. bem como dos riscos originados do processo produtivo. que será efetuado no prazo máximo de trinta dias. distribuídas em no máximo oito horas diárias e será realizado durante o expediente normal da empresa. os membros titulares da representação dos empregados.1 – O pedido de reconsideração será apresentado à CIPA até a próxima reunião ordinária. 5.38.38 – Compete ao empregador convocar eleições para escolha dos representantes dos empregados na CIPA.8.Segurança Industrial 5.2 – As empresas. 5.32 – A empresa deverá promover treinamento para os membros da CIPA.32. entidade patronal. será suprida por suplente. a Comissão Eleitoral – CE.37 – Quando comprovada a não observância ao disposto nos itens relacionados ao treinamento.1 – No caso de afastamento definitivo do presidente. preferencialmente. 1. sendo substituído por suplente. cabendo à empresa escolher a entidade ou profissional que ministrará o treinamento. constando sua manifestação em ata.39 – O Presidente e o Vice-Presidente da CIPA constituirão dentre seus membros. quando faltar a mais de quatro reuniões ordinárias sem justificativa. em dois dias úteis.1 – O treinamento de CIPA em primeiro mandato será realizado no prazo máximo de trinta dias. em dois dias úteis.36 – A CIPA será ouvida sobre o treinamento a ser realizado. no . a unidade descentralizada do Ministério do Trabalho e Emprego.32. que não se enquadrem no Quadro I. 5. e medidas de prevenção. 5. entre seus titulares.29. antes da posse.31.33 – O treinamento para a CIPA deverá contemplar.31. no prazo mínimo de 55 (cinqüenta e cinco) dias antes do término do mandato em curso. 5.1 – Nos estabelecimentos onde não houver CIPA. 5. b) metodologia de investigação e análise de acidentes e doenças do trabalho. entidade de trabalhadores ou por profissional que possua conhecimentos sobre os temas ministrados. anualmente. 5. inclusive quanto à entidade ou profissional que o ministrará. que será a responsável pela organização e acompanhamento do processo eleitoral. 5. das condições de trabalho. 5. e) noções sobre as legislações trabalhista e previdenciária relativas à segurança e saúde no trabalho. quando será analisado. devendo o empregador comunicar à unidade descentralizada do Ministério do Trabalho e Emprego as alterações e justificar os motivos. no mínimo. 5.6 Do treinamento 5. escolherão o substituto.2 – No caso de afastamento definitivo do Vice-Presidente.

o local em que seus empregados estiverem exercendo suas atividades.45 – Os candidatos votados e não eleitos serão relacionados na ata de eleição e apuração.48 – A contratante e as contratadas. com fornecimento de comprovante. . até trinta dias após a data da posse dos novos membros da CIPA. por um período mínimo de cinco anos.1 – Compete à unidade descentralizada do Ministério do Trabalho e Emprego.8.43 – Assumirão a condição de membros titulares e suplentes. 5. pelo empregador. definir mecanismos de integração e de participação de todos os trabalhadores em relação às decisões das CIPA existentes no estabelecimento. em caso de vacância de suplentes. possibilitando nomeação posterior.2 – Em caso de anulação a empresa convocará nova eleição no prazo de cinco dias.42 – As denúncias sobre o processo eleitoral deverão ser protocoladas na unidade descentralizada do MTE. quando houver. determinar a sua correção ou proceder à anulação quando for o caso. 5.42.47 – Sempre que duas ou mais empresas atuarem em um mesmo estabelecimento. de todos os documentos relativos à eleição. d) garantia de emprego para todos os inscritos até a eleição.46 – Quando se tratar de empreiteiras ou empresas prestadoras de serviços. das medidas de segurança e saúde no trabalho.52 – Esta norma poderá ser aprimorada mediante negociação. que atuem num mesmo estabelecimento.9 Disposições finais 5. g) voto secreto. e) realização da eleição no prazo mínimo de 30 (trinta) dias antes do término do mandato da CIPA. em horário normal de trabalho. 1. respeitando os horários de turnos e em horário que possibilite a participação da maioria dos empregados.Segurança Industrial prazo mínimo de 45 (quarenta e cinco) dias antes do término do mandato em curso. f) realização de eleição em dia normal de trabalho.44 – Em caso de empate. h) apuração dos votos. bem como sobre as medidas de proteção adequadas. considerase estabelecimento.42.8 Das contratantes e contratadas 5. 5. 5. 5. em ordem decrescente de votos. decorrentes da presente NR. em número a ser definido pela comissão eleitoral.8.3 – Quando a anulação se der antes da posse dos membros da CIPA.41 – Havendo participação inferior a cinqüenta por cento dos empregados na votação. para fins de aplicação desta NR. 5. em conjunto com as das contratadas ou com os designados. independentemente de setores ou locais de trabalho. 35 1. os designados e os demais trabalhadores lotados naquele estabelecimento recebam as informações sobre os riscos presentes nos ambientes de trabalho. ficará assegurada a prorrogação do mandato anterior. j) guarda. confirmadas irregularidades no processo eleitoral. a contar da data de ciência. b) inscrição e eleição individual (o período mínimo para inscrição será de quinze dias). assumirá aquele que tiver maior tempo de serviço no estabelecimento. deverão implementar.49 – A empresa contratante adotará medidas necessárias para que as empresas contratadas. 5. até a complementação do processo eleitoral. 5. c) liberdade de inscrição para todos os empregados do estabelecimento. de forma integrada. 5. com acompanhamento de representante do empregador e dos empregados. garantidas as inscrições anteriores. os candidatos mais votados. de forma a garantir o mesmo nível de proteção em matéria de segurança e saúde a todos os trabalhadores do estabelecimento. i) faculdade de eleição por meios eletrônicos. medidas de prevenção de acidentes e doenças do trabalho. não haverá a apuração dos votos e a comissão eleitoral deverá organizar outra votação que ocorrerá no prazo máximo de dez dias.42. quando houver. nos termos de portaria específica. suas CIPA. a CIPA ou designado da empresa contratante deverá.50 – A empresa contratante adotará as providências necessárias para acompanhar o cumprimento pelas empresas contratadas que atuam no seu estabelecimento. 5. 5. 5.

500 acrescentar 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 3 3 3 3 2 2 2 2 1 1 1 1 2 2 1 1 2 2 3 3 3 3 2 2 2 2 1 1 1 1 3 3 1 1 3 3 4 3 4 3 3 3 3 3 2 2 1 1 3 3 2 2 3 3 4 3 4 3 4 3 3 3 2 2 1 1 4 3 2 2 4 3 4 3 4 3 4 4 4 4 2 2 2 2 4 4 2 2 5 4 4 3 4 4 5 4 5 4 3 3 2 2 4 4 3 3 5 4 6 4 6 5 6 5 6 5 3 3 2 2 6 5 3 3 6 4 9 7 9 8 7 6 7 6 4 3 3 3 9 7 4 3 8 6 12 9 12 9 10 7 10 8 5 4 5 4 9 7 6 4 10 8 15 12 15 12 11 9 10 8 6 5 6 4 11 9 7 5 12 10 2 2 2 2 2 1 2 2 1 1 1 1 2 2 1 1 2 2 QUADRO I – Dimensionamento de CIPA *GRUPOS Nº de Empregados 0 no Estabelecimento a Nº de Membros da 19 CIPA C-7 C-7A C-8 C-9 C-10 C-11 C-12 Efetivos Suplentes Efetivos Suplentes Efetivos Suplentes Efetivos Suplentes Efetivos Suplentes Efetivos Suplentes Efetivos Suplentes Efetivos Suplentes Efetivos Suplentes 20 30 a a 29 50 51 81 101 121 141 301 501 1001 a a a a a a a a 80 100 120 140 300 500 1.Segurança Industrial QUADRO I – Dimensionamento de CIPA *GRUPOS Nº de Empregados 0 no Estabelecimento a Nº de Membros da 19 CIPA C-1 C-1A C-2 C-3 C-3A C-4 C-5 C-5A C-6 Efetivos Suplentes Efetivos Suplentes Efetivos Suplentes Efetivos Suplentes Efetivos Suplentes Efeitvos Suplentes Efetivos Suplentes Efetivos Suplentes Efetivos Suplentes 20 a 29 30 a 50 51 a 80 81 a 100 101 a 120 121 141 301 501 1001 2501 5001 Acima de 10.500 2501 5001 Acima de 10.000 a a para cada grupo de 5.000 2.000 10.000 a a a a a a a para cada grupo de 140 300 500 1.000 2.000 2.000 2.500 acrescentar 1 1 1 1 1 1 1 1 36 C-13 C-14 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 2 2 2 2 1 1 2 2 2 2 2 2 3 3 2 2 1 1 2 2 2 2 1 1 2 2 3 3 3 3 3 3 2 2 2 2 3 3 3 3 1 1 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 2 2 3 3 3 3 2 2 3 3 4 3 4 3 3 3 4 3 2 2 4 3 4 3 2 2 4 3 4 3 4 3 4 3 4 4 2 2 5 4 5 4 2 2 4 4 5 4 5 4 5 4 5 4 3 3 6 5 6 4 3 3 5 4 6 4 7 6 6 5 6 5 4 3 8 7 7 5 5 4 8 6 9 7 8 6 9 7 9 7 5 4 9 8 8 6 6 4 9 7 10 8 9 7 11 8 11 9 6 4 10 8 10 8 7 5 10 8 12 10 10 8 13 10 11 9 1 1 2 2 1 1 1 1 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 .500 5.000 10.

Segurança Industrial QUADRO I – Dimensionamento de CIPA *GRUPOS Nº de Empregados 0 no Estabelecimento a Nº de Membros da 19 CIPA C-14a C-15 C-16 C-17 C-18 C-18a C-19 C-20 C-21 Efetivos Suplentes Efetivos Suplentes Efetivos Suplentes Efetivos Suplentes Efetivos Suplentes Efetivos Suplentes Efetivos Suplentes Efetivos Suplentes Efetivos Suplentes 20 a 29 30 a 50 51 81 101 121 a a a a 80 100 120 140 141 301 501 1001 2501 5001 Acima de 10.000 2. QUADRO I – Dimensionamento de CIPA *GRUPOS Nº de Empregados 0 no Estabelecimento a Nº de Membros da 19 CIPA C-22 Efetivos Suplentes C-23 Efetivos Suplentes C-24 Efetivos Suplentes C-24a Efetivos Suplentes C-24b Efetivos Suplentes C-24c Efetivos Suplentes C-24d Efetivos Suplentes C-25 Efetivos Suplentes C-26 Efetivos Suplentes C-27 Efetivos Suplentes C28 Efetivos Suplentes 20 30 a a 29 50 1 1 1 1 51 81 101 a a a 80 100 120 2 2 1 1 2 2 1 1 3 3 1 1 1 1 1 1 2 2 1 1 2 2 1 1 3 3 1 1 1 1 1 1 3 3 2 2 4 3 2 2 4 3 2 1 2 1 2 2 121 141 a a 140 300 3 3 2 2 4 3 2 2 4 3 2 1 2 1 2 2 4 3 2 2 4 4 2 2 4 3 2 2 2 2 2 2 301 501 1001 2501 5001 Acima de 10.subitem 18.500 acrescentar 4 3 2 2 4 4 2 2 4 3 2 2 3 2 2 2 1 1 3 3 3 3 6 5 3 3 6 5 3 3 6 4 4 4 4 4 3 3 2 2 4 3 4 4 8 6 4 3 8 7 4 3 9 7 5 5 5 5 4 3 3 3 5 4 5 5 10 8 5 4 10 8 5 4 12 9 7 7 7 7 5 4 4 3 6 5 6 5 12 9 6 5 12 10 6 4 15 12 7 7 9 9 6 5 5 4 6 5 6 5 2 2 1 1 2 2 1 1 2 2 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 37 1 1 1 1 1 1 1 1 2 2 2 2 .000 2.000 10.33.500 acrescentar 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 3 3 2 2 2 2 2 2 3 3 1 1 1 1 1 1 1 1 3 3 3 3 2 2 2 2 3 3 1 1 3 3 1 1 2 2 4 3 3 3 4 3 4 3 4 3 2 2 3 3 2 2 2 2 4 3 3 3 4 3 4 3 4 3 2 2 3 3 2 2 2 2 4 3 4 3 4 3 4 3 4 3 2 2 3 3 2 2 3 3 5 4 5 4 4 4 4 4 4 4 3 3 4 3 3 3 3 3 6 4 6 4 6 5 6 5 6 5 3 3 5 4 3 3 4 3 8 6 8 6 8 7 8 7 9 7 4 3 5 4 4 3 5 4 10 8 10 7 10 8 10 8 12 9 5 4 6 5 5 4 6 4 12 10 12 9 12 10 12 10 15 12 6 4 8 6 6 5 1 1 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 1 1 2 1 1 1 Observação: "Nos grupos C-18 e C-18a constituir CIPA por estabelecimento a partir de 70 trabalhadores e quando o estabelecimento possuir menos de 70 trabalhadores observar o dimensionamento descrito na NR 18.500 5.000 10." .000 2.000 a a a a a a para cada grupo de 300 500 1.500 5.1.000 a a a a a para cada grupo de 500 1.000 2.

1 Simbologia de Riscos Os riscos serão simbolizados no layout da empresa. bem como o número de trabalhadores expostos ao risco.9 O mapa de risco No PPRA. de acordo com a percepção dos trabalhadores.500 acrescentar 1 1 5 4 3 3 3 3 1 1 4 4 2 2 2 2 7 6 3 3 3 3 2 2 6 5 3 3 3 3 8 7 4 3 4 3 3 3 8 7 4 3 4 3 9 8 5 4 5 4 4 3 10 8 5 4 5 4 10 9 6 5 6 5 5 4 12 9 6 5 1 1 2 1 1 1 1 1 1 1 2 2 1 1 Obervação: Os membros efetivos e suplentes terão representantes dos Empregadores e Empregados. As atividades econômicas integrantes dos grupos estão especificadas por CNAE nos QUADROS II e III. 1. Os trabalhadores devem ser ouvidos e envolvidos no processo produtivo e com a orientação da gerência de SMS. durante a sua execução. No Mapa de Risco. Deverá possibilitar. Tabela de Cores de Riscos Cores Verde Vermelho Marrom Amarelo Azul Riscos Físico Químico Biológico Ergonômico De Acidente 1. vermelha. Ergonômico e de Acidente. 1.9.500 5. 38 O Mapa de Risco é elaborado utilizando círculos de cores cuja intensidade do risco. Químico. bem como estimular sua participação nas atividades de percepção.000 a a a a a a a para cada grupo de 140 300 500 1. marrom. . em função de sua gravidade. deverá ser representada por tamanhos proporcionalmente diferentes dos círculos. por círculos.2 Cores de Riscos Os riscos serão classificados em cinco grupos pelas cores: verde.Segurança Industrial QUADRO I Dimensionamento de CIPA *GRUPOS Nº de Empregados 0 no Estabelecimento a Nº de Membros da 19 CIPA C-29 Efetivos Suplentes C-30 Efetivos Suplentes C-31 Efetivos Suplentes C-32 Efetivos Suplentes C-33 Efetivos Suplentes C-34 Efetivos Suplentes C-35 Efetivos Suplentes 1 1 1 1 2 2 1 1 2 2 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 2 2 1 1 1 1 4 3 2 2 2 2 1 1 4 3 2 2 4 3 2 2 2 2 1 1 4 3 2 2 4 4 2 2 2 2 1 1 4 3 2 2 20 30 a a 29 50 51 81 101 a a a 80 100 120 121 141 301 501 1001 2501 5001 Acima de 10.000 10. Biológico. respectivamente. conhecer os tipos de riscos existentes.9. o Mapa de Risco deve ser elaborado pela comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA. antes de entrar no ambiente. Cada cor corresponde a um tipo de risco: Físico. A especificação dos agentes deve ser anotada dentro do círculo.000 2. será desenhado o local de trabalho e fixado em um lugar onde todos os trabalhadores possam. amarela e azul. Lembrete De acordo com a legislação. foi abordada a importância de identificar e determinar medidas de controle e estabelecer monitoramento dos riscos. a troca e a divulgação de informações entre os trabalhadores. e identificados por cores que indicarão o grupo a que pertence o risco.000 2.

média ou grande conforme o caso. bem como o número de trabalhadores expostos. Pequeno Médio RISCOS Grande Importante O Mapa de Risco deve ficar em local visível para alertar as pessoas que ali trabalham sobre os riscos de acidentes em cada ponto marcado com os círculos.Segurança Industrial Dentre outras vantagens. Para pensar. o Mapa de Risco deverá ser realizado por etapa de execução das atividades devendo ser revisto sempre que um fato novo modificar situação de risco antes estabelecida. deverão ser discutidas as medidas de controle recomendadas e elaborado um programa de higiene ocupacional para a seção. Concluindo. o seguinte: – os riscos profissionais que possam originar-se nos locais de trabalho. Para isso. – após o estudo dos tipos de riscos das atividades por seção. além das legislações já existentes. – um procedimento prático para o responsável que irá montar o Mapa de Risco é perguntar aos trabalhadores da seção da qual está sendo feito o mapa o que incomoda e quanto incomoda. alínea "c". – depois disso é que se começam a colocar os círculos no mapa para representar os riscos. Classificação dos principais riscos em grupos e padronização de cores Grupo 1 Riscos Físicos Ruídos Vibrações Radiações Ionizantes Frio Calor Pressões Anormais Umidade Grupo 2 Riscos Químicos Poeiras Fumos Névoas Gases Vapores Substâncias. Compostos ou Produtos Químicos em Geral Grupo 3 Riscos Biológicos Vírus Bactérias Protozoários Parasitas Bacilos Grupo 4 Riscos Ergonômicos Esforço Físico Intenso Levantamento e Transporte Manual de Peso Exigência de Postura Inadequada Imposição de Ritmos Excessivos Trabalho em Turno Noturno Jornadas de Trabalho Prolongadas Monotonia e Repetitividade Outras Situações Causadoras de Estresse Físico e/ou Psíquico MARROM AMARELO Grupo 5 Riscos de Acidentes Arranjo Físico Inadequado Máquinas e Equipamentos sem Proteção Ferramentas Inadequadas ou Defeituosas Eletricidade Probabilidade de Incêndio ou Explosão Armazenamento Inadequado Animais Peçonhentos Outras Situações de Risco que Poderão Contribuir para a Ocorrência de Acidentes AZUL 39 VERDE VERMELHO . que alterou a NR-9 e instituiu por meio da NR-5 a obrigatoriedade da elaboração do Mapa de Risco por todas as empresas que possuem Comissão Interna de Prevenção de Acidentes-CIPA. é necessário que haja uma avaliação específica de um técnico de segurança do trabalho e que faça parte da CIPA. – os riscos vão variar de acordo com a intensidade da sua exposição. lembrando do exemplo da sala com ar condicionado. é importante estar prevenidos.. foi publicada em 29/12/94 a Portaria 25. cabe ao empregador informar aos trabalhadores. Depois que o mapa estiver bem compreendido. deve-se dividir o local em áreas. conforme as diferentes fases de produção. ítem 17. que são caracterizados graficamente por círculos de cores. Em se tratando de Higiene e Segurança do Trabalho. O tipo de agente do risco deve ser anotado dentro do círculo. incluindo-os no PPRA. De conformidade com a NR-1 da Portaria número 3214. – sugere-se que no próprio mapa de risco seja colocada uma legenda com os três tamanhos de círculos correspondentes à intensidade de risco: pequena. Baseado no exposto anteriormente e com vistas a proporcionar um ambiente de trabalho seguro e saudável. entre outros.. destacam-se: – o mapeamento ajuda a criar uma atitude mais cautelosa por parte dos trabalhadores diante dos perigos identificados e registrados no mapa.

que deve ser representada por tamanhos. de acordo com a classificação da tabela de cores. permanente ou temporária. – a intensidade do risco. – medidas de proteção individual. ou ainda pelo exercício do trabalho dos segurados especiais. a serviço da empresa. bebedouro. – doenças profissionais diagnosticadas.Segurança Industrial A obrigatoriedade da elaboração do Mapa de Risco abrange no Brasil 700 (setecentas) mil empresas com 973 (novecentas e setenta e três) atividades de acordo com informações da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro – FIRJAN e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – FIESP. sobre o layout da empresa. armários. indicando através de círculos: – o grupo a que pertence o risco. o ritmo excessivo que correspondem ao risco ergonômico. por exemplo. área de lazer. Após discutido e aprovado pela CIPA. – medidas de higiene e conforto: banheiro. o ácido cloridrico que correspondem ao risco químico. d) Identificar os indicadores de saúde: – queixas mais freqüentes e comuns entre os trabalhadores expostos aos mesmos riscos. – os instrumentos e materiais de trabalho. de acordo com a percepção dos trabalhadores. devendo ser revisto sempre que um fato novo modificar a situação de risco estabelecida.4 Etapas de elaboração a) Conhecer o processo de trabalho no local. c) Identificar as medidas preventivas existentes e sua eficácia: – medidas de proteção coletiva. – a especificação do agente de risco. 40 . idade. refeitório. No caso das empresas da indústria da construção civil. – o número de trabalhadores expostos ao risco. a troca e a divulgação de informações entre os trabalhadores e estimular sua participação nas atividades de prevenção.9. o Mapa de Risco deverá ser afixado em cada local de forma visível e de fácil acesso para os trabalhadores. o qual deve ser anotado dentro do círculo.9. f) Elaborar o Mapa de Risco. – o ambiente. sexo. durante a sua elaboração. provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte. a sílica. da capacidade para o trabalho”. – as atividades exercidas. Quadro comparativo entre exposição e contaminação pelos agentes de riscos químicos e físicos Aspectos a Considerar Intensidade ou concentração dos agentes de risco Valores biológicos Sintomas da doença Quadro de gravidade imediato Necessidade de afastamento das funções Necessidade de tratamento imediato Necessidade de medidas de controle e gerenciamento dos agentes de risco Exposição Dentro dos limites de tolerância Próximo ou dentro dos limites de tolerância Tardio Não Sim Não Sim Contaminação Fora dos limites de tolerância Acima dos limites de tolerância Imediato Sim Sim Sim Sim 1. lavatórios. analisando: – os trabalhadores: número. – Possibilitar. 1. o Mapa de Risco do estabelecimento deverá ser realizado por etapa de execução dos serviços. jornada. – medidas de organização do trabalho. – acidentes de trabalho ocorridos. que diz que: “Acidente do trabalho é aquele que ocorre pelo exercício do trabalho.10 Acidente do Trabalho Conceito Legal Este conceito consta na Lei nº 8213 de 25/07/91. o hexano. treinamentos profissionais e de segurança e saúde.3 Objetivos do Mapa de Risco – Reunir as informações necessárias para estabelecer o diagnóstico da situação de segurança e saúde no trabalho na empresa. – causas mais freqüentes de ausência ao trabalho. deve ser anotada também dentro do círculo. a perda ou redução. Deve seguir os seguintes procedimentos: 1. e) Conhecer os levantamentos ambientais já realizados no local. vestiários. de acordo com a cor padronizada na tabela de cores. – ou a repetição de gestos. b) Identificar os riscos existentes no local analisado.

Segurança Industrial Conceito Prevencionista “Acidente do trabalho é uma ocorrência imprevista. nestes casos. em caráter permanente. Exemplo: fratura. uma doença ocupacional. – Acidente com lesão – é qualquer dano sofrido pelo organismo humano em conseqüência do acidente de trabalho. 1. que normalmente. imediata ou não. . causando danos aos equipamentos. – Acidente com incapacidade permanente total – é a perda da capacidade de trabalho. Para ilustrar. ficou bastante danificada. aos materiais. perda da visão de um dos olhos e de um dos pés. ao meio ambiente. ferida. – Acidente com morte – é a interrupção da capacidade de trabalho pela perda da vida. Classificação dos Acidentes Os acidentes também podem ser classificados de acordo com a sua gravidade. ou quase acidente. de acordo com as seguintes definições: – Acidente Típico – é aquele que ocorre no desempenho de suas tarefas no ambiente de trabalho ou fora deste. ao cair no chão. podendo ser com lesão. um acidente sem afastamento. – Lesão sem afastamento. não querida. perda de uma das mãos e um dos pés. Agora. também denominada lesão sem Perda de tempo ou lesão não incapacitante – é aquela que não impede o acidentado de voltar ao trabalho no dia imediato ao do acidente. etc. Foi apresentada a classificação dos acidentes de acordo com a sua gravidade. – Lesão mediata ou tardia – é a lesão que não se verifica imediatamente após a exposição à fonte da lesão. mas sem causar lesões às pessoas. também denominada lesão com Perda de tempo ou lesão incapacitante – é aquela que impede o acidentado de voltar ao trabalho no dia imediato ao do acidente.. quando o cabo de aço arrebentou e a bobina. que passavam perto do local assustaramse com o barulho causado pela queda da bobina. os acidentes serão apresentados de acordo com o local onde ocorrem. Exemplo: perda da visão de ambos os olhos. danos ao patrimônio ou interromper o processo produtivo”. quando estiver a serviço do empregador. pode-se considerar como somente um acidente com danos materiais – perda da bobina e do cabo 41 de aço. – Acidente com perdas materiais – é aquele que ocorre nas dependências da empresa ou fora dela. há também uma classificação pelo tipo de lesão. consideram-se 24 horas após o acidente. perda da visão de um olho e de uma das mãos. Conclui-se que o resultado do acidente poderá ser com ou sem uma lesão.10. em caráter permanente. não provocando morte ou incapacidade permanente total. são produtos químicos. A partir daí. etc. às instalações. perda de ambas as mãos ou ambos os pés. Exemplo: os efeitos de certos tipos de queimadura surgem algum tempo após o contato com o agente. Conheça as principais expressões utilizadas na classificação dos acidentes: – Acidente sem lesão – é o acidente que não causa lesão na pessoa. por fim. porém. indesejável. E. – Lesão com afastamento. No controle de perdas pode-se definir acidente como: “Um evento não desejado e inesperado que pode ter como resultado uma lesão. – Acidente com incapacidade permanente parcial – é a redução parcial da capacidade de trabalho. excluindo a morte. A seguir tem-se um exemplo de fato que aconteceu com um dos funcionários de uma usina siderúrgica: “O tal funcionário era operador de uma ponte rolante e transportava uma bobina de aço para o depósito de expedição. tem-se o incidente. relacionada com o exercício do trabalho que provoca lesão pessoal ou risco próximo ou remoto dessa lesão. aos produtos. diz-se que outros dois operadores. Para efeito desta classificação. – Acidente de Trajeto – é aquele que ocorre durante o trajeto.1 Tipos de lesão – Lesão imediata – é a lesão que se verifica imediatamente após a ocorrência do acidente. havendo ou não prejuízo material”. que é uma situação potencial para a ocorrência de um acidente. Até aqui.

Serve para simbolizar a relação direta que existe entre a administração e as causas e entre os efeitos das perdas. a saber: Fata de Controle Causas Administrativas Origens Sintomas Contato Pessoas Propriedades Causas Básicas Causas Imediatas Acidentes Perdas Até pouco tempo. Com isso. conclui-se que foi um acidente sem afastamento. Geralmente. produto de acidentes. Neste caso. Este elemento ou subsistema tem sido uma das fontes principais de acidentes e desde o início do movimento de segurança industrial é o alvo principal das leis. relaciona-se com a iluminação. pode-se dizer que a torção no pé deste operador ocasionou um acidente com afastamento. – risco envolvido no material ou ambiente foi estimado. Os Equipamentos – incluem as ferramentas e máquinas utilizadas pelo trabalhador na execução de seu trabalho. decide-se pela ação do trabalho – erro de gerenciamento. identificando as possíveis falhas e/ou deficiências e com isto diminuir a probabilidade de ocorrência de acidentes. com as condições atmosféricas. Re42 laciona-se também com problemas de saúde ocupacional. onde foi constatado que não era nada grave.11 Fontes de Acidentes / Incidentes Acidentes ocorrem quase sempre por causa do próprio homem e/ou do meio. o outro operador não teve a mesma sorte. retornado ao trabalho. normas e regulamentos relacionados com proteções. – o Material. geralmente. não sendo permitido a ele retornar ao trabalho no dia seguinte ao acidente. Assim. como sendo menor do que realmente se apresentava – erro de avaliação. ao tentar socorrer o colega. – as deficiências e os riscos são conhecidos e mesmo assim. durante a sua implantação. O ambiente tem sido apontado como uma das grandes causas de acidentes imediatos. o operador foi levado à enfermaria. o operador. A seguir será apresentada uma metodologia capaz de ajudar a observar algumas destas origens e que possibilitará antecipar. a análise dos acidentes era feita superficialmente. Você já deve ter ouvido falar em atos inseguros e condições inseguras. etc. como a única causa do acidente. definindo o erro humano ou os fatores do trabalho. . Com a finalidade de entender melhor as causas dos acidentes. envolvidos na operação de uma empresa. No entanto. Imediatamente. considere essas fontes como quatro elementos ou subsistemas principais. com dano material ou pessoal. analisa-se cada um desses elementos. sendo feito um curativo e. Este dominó de BIRD está representado em 5 (cinco) pedras que representam as fases. Nas causas ou origens dos acidentes é muito utilizada a seqüência do Dominó de BIRD para comunicar os princípios da prevenção de acidentes e controle de perdas. 1. e que está diretamente relacionado com a ausência e má qualidade do trabalho. Os acidentes são provocados por várias causas que podem ser destacadas em três principais categorias: – há uma deficiência ou de material ou no ambiente que não é conhecida – erro de conhecimento. sofrendo um ferimento no joelho direito. fabricam ou manuseiam. sente-se a necessidade de descrever as quatro fontes de acidentes e incidentes que são: – as Pessoas. O Ambiente – é formado por tudo o que circunda as pessoas. com o ruído. inspeções e treinamento do pessoal. – os Equipamentos. As Pessoas – o trabalhador é. o elemento humano envolvido diretamente na maioria dos acidentes. usam. – o Ambiente. especialmente os relacionados com doenças profissionais devido à exposição a substâncias tóxicas ou por problemas decorrentes dos produtos fabricados.Segurança Industrial um deles pisou em falso vindo a cair. pisou em falso. Desta forma. com a vibração. são outras das grandes causas dos acidentes. Os Materiais – a adequação dos materiais ou substâncias com as quais as pessoas trabalham. e a sua ação de fazer ou não alguma coisa pode ser considerada como o fator de causa imediata do acidente. torcendo o pé esquerdo.

sem expor a saúde e nem agredir fisicamente o trabalhador. . deve-se saber que há condições mínimas preestabelecidas (arranjo do ambiente. Agora. – Falta de habilidade para executar a tarefa.11. quando se emprega o conceito condição abaixo do padrão. A ação gerencial está ligada ao gerenciamento da atividade desenvolvida. mal dimensionados. equipamentos. ato inseguro e condição insegura queriam dizer que havia falhas administrativas. mas de todos os que exercem uma função de supervisão. num determinado estágio já desenvolvido e aceito como seguro. – Normas e procedimentos inadequados de trabalho. são as ações que devem ser tomadas pelo gerente. piso. 2ª Pedra: Origens – Causas Básicas – São as origens dos atos e condições abaixo dos padrões que levam aos acidentes. – Problemas físicos. Por outro lado.Segurança Industrial O modelo de Dominó de BIRD mostra as causas administrativas de acidentes ou a falta de controle. Conseqüentemente. Hoje. etc. Fatores do Trabalho – Liderança ou supervisão inadequada. – não treinar os trabalhadores novos sobre a maneira correta de operar o equipamento. chefe. a propriedade.1Ato Abaixo do Padrão e Condição Abaixo do Padrão Antigamente. Da mesma forma. – aceitar as atitudes inadequadas dos subordinados. sendo suficiente para a realização de um trabalho. que é a inexistência de ações gerenciais. através de uma reação em cadeia. – Falta de motivação ou motivação inadequada. as quais afetam as pessoas. psicológicos ou mentais. – não acompanhar as variações de estado físico-psicológico dos subordinados no cotidiano do trabalho.) para tal situação. anterior. – não revisar os procedimentos de trabalho. 3ª Pedra: Sintomas – Causas Imediatas – São as razões que levaram a existência dos atos e condições abaixo do padrão. – Manutenção inadequada. arrumação. Existem e são conhecidos atos e condições. – Projetos errados. a análise das causas imediatas e básicas de um acidente ou incidente ocorridos permite que se descubram as causas administrativas do evento e assim se determinem os controles ou as ações gerenciais adequadas que deverão ser implementadas. dese. Este sempre está relacionado com perdas. – Ferramentas. usam-se os conceitos ato abaixo do padrão e condição abaixo do padrão. essas causas permitem o aparecimento de causas básicas e imediatas e.43 ja-se mostrar que antes de executar determinada tarefa. para executar uma determinada tarefa. que são sintomas de falhas administrativas. o meio ambiente. – Compras inadequadas. – inexistência de procedimentos de trabalho adequados para todas as tarefas. na execução de seu trabalho. É possível dividir as causas básicas em: Fatores Pessoais – Falta de conhecimento ou capacidade para a tarefa. conheça o que cada pedra do dominó representa. máquina. Estudos realizados na Inglaterra indicam que 80% a 90% dos acidentes são originados pela inexistência de ações gerenciais. etc. não estabelecendo medidas repreensivas. O conceito ato abaixo do padrão se aplica às situações em que já deveria estar estabelecido um padrão mínimo. As falhas administrativas mais freqüentes que causam perdas. supervisor. chefia e até mesmo função operacional. têm como conseqüência um incidente ou acidente. – não analisar e nem observar se o trabalho está sendo desenvolvido corretamente. 1ª Pedra: Falta De Controle – Causas Administrativas – São representadas como falta de controle da gerência. 1. É importante dizer que ações gerenciais não dependem somente do gerente. acidentes e danos materiais são: – não fazer inspeções sobre as condições do ambiente e da área de trabalho. materiais inadequados.

I. assim como suas conseqüências. danos ao patrimônio ou deterioração do processo produtivo. O acidente é difícil de prever." Por que este empregado chegou a essa situação? A produção solicitou a substituição dos sensores da cabine de pintura no intervalo da troca de turno.I. – projetos de construção ou manutenção inadequados. – proteção inadequada do maquinário. – uso de ferramentas improvisadas. Com essas informações. com ou sem intenção. doenças. Ato abaixo do padrão – É o ato do funcionário que. com o processo de fabricação ou com o ambiente. tentou resolver sozinho o problema. Acidente – Queda. considerando que fosse um serviço simples. Certa vez. Os procedimentos para esta tarefa não eram revisados há muito tempo. sejam lesões.. – defeitos no equipamento. – desativação indevida de sistemas de segurança. Ao perceber o que estava acontecendo. um dos empregados da linha de produção foi incumbido pelo seu supervisor de fazer furos em uma chapa de aço para a colocação de sensores com furos específicos..Segurança Industrial Explicando. 5ª Pedra: Pessoas/Propriedades – Perdas – É a conseqüência do acidente que pode acontecer com as pessoas ou com a propriedade. fratura do braço e ferimentos na mão. Ele já havia feito vários furos na chapa e de repente a esteira foi ligada. – vestimenta incorreta para o trabalho. etc. Num dado momento. só havia aqueles sensores e eram de diâmetro de fixação diferente. o tal empregado ao verificar que os sensores eram de diâmetros diferentes dos que tinham no almoxarifado. não utilização de luvas. Seguem alguns exemplos de ato abaixo do padrão: – uso não autorizado ou incorreto de equipamentos. Porém. perda causada pela danificação da esteira e perda de produção. – exposição a riscos como permanência sob cargas suspensas. Não colocou as luvas e tampouco adiantaram as medidas de proteção para solda como barreiras de proteção. Para esclarecer o que foi dito anteriormente. ferramentas ou máquinas. 4ª Pedra: Contato – Acidente – Quando ocorre um evento não desejado e inesperado. Ao se aproximar da esteira. distraindo colegas de trabalho. dessa maneira. – carregamento ou empilhamento inseguro de materiais. . reduz a sua segurança e a do próprio trabalho. pode-se seguir a seqüência do dominó de BIRD de trás para frente. Causa Imediata – Ato abaixo do padrão – utilização do caixote.P. Causa Básica – Fatores pessoais – o empregado não tinha conhecimento e capacidade para executar a tarefa. esse empregado colocou um caixote sobre a esteira rolante que estava desligada. correu para retirar o caixote. O supervisor indicou o auxiliar. Eis alguns exemplos de condições abaixo do padrão: – não fornecimento de E. pois as chapas deste tipo haviam acabado no almoxarifado. observe o exemplo seguinte: "A Metalúrgica FerroAço produz chapas de aço para sensores. Para ganhar tempo. – E. – Condição abaixo do padrão – sensor fora de especificação. O caminho estará livre para que aconteçam acidentes com ou sem perdas se for pos44 sível a presença de fatores de insegurança (pessoais ou ambientais).s. – uso de equipamento inseguro ou danificado. – falta de limpeza e conservação. No almoxarifado. já que o seu supervisor tinha ido embora. – não usar equipamento de proteção. – brincadeiras. desequilibrou-se e caiu no chão. O resultado foi a fratura de um braço e ferimentos na mão. ele decidiu soldar o suporte da cabine já que o soldador estava ocupado no outro lado da fábrica. despreza os procedimentos ou práticas corretas e. Condição abaixo do padrão – É a condição que gera um ambiente propício para a ocorrência de um acidente. – postura de trabalho inadequada.P. não cumprimento de medidas de segurança. retirada do material inflamável. Perdas – Lesão sofrida pelo empregado.s inadequados/defeituosos.

de uma maneira lógica e objetiva. Como já foi apresentado. o acidentado ou seus dependentes. fala da comunicação do acidente nos artigos: – art. Não se pode ficar esperando acontecer um acidente sério ou de grandes proporções para só então aplicar uma metodologia de análise. seja possível restabelecer toda a seqüência do acidente. que estabelecerá a relação entre o trabalho exercido e o acidente.Segurança Industrial – Fatores do trabalho – o empregado não recebeu uma supervisão adequada. da comunicação a que se refere este artigo. Atenção! A liderança pela condução da análise do acidente deve ser do pessoal técnico. que nenhuma técnica de análise de 45 acidentes visa encontrar um culpado pelo ocorrido e sim descobrir todas as possíveis causas para com isso tomar as atitudes necessárias para impedir que voltem a acontecer. – art. .11. – o supervisor tivesse feito uma análise correta da tarefa. – o empregado fosse treinado para situações fora da rotina. seus dependentes. é formado pelo acidentado. chefe direto. de imediato. a análise de acidentes busca identificar as causas imediatas. 1. Deve-se antecipar os fatos! Sugere-se a utilização da palavra "se" na prevenção de acidentes. Por isso. que é a análise sem conhecimento técnico. em caso de morte. A preocupação em conhecer todos os fatos é importante para que. 135 – O acidente de trabalho deverá ser caracterizado: – administrativamente – pelo setor de benefícios do INSS. a compra incorreta dos sensores. a doença e o trabalho. o médico que o assistiu ou qualquer autoridade pública. podem formalizá-la: o próprio acidentado. Tanto a empresa como os empregados devem dar uma grande importância à análise de acidentes já que o seu objetivo é identificar as causas dos acidentes para evitar a sua repetição.172. supervisor. quando possível. – existissem procedimentos atualizados. Deve-se ter o cuidado nesta fase de evitar julgamento de culpa ou responsabilidades. Causa Administrativa – O procedimento existente não era revisado há anos e não previa a troca de sensores em áreas elevadas nem a substituição dos furos de fixação. geralmente. Existem diversas técnicas e metodologias de análise de acidentes que contribuem para a identificação de suas causas. Como visto. A análise do acidente deve ser iniciada com levantamento de todos os fatos que tenham contribuído direta ou indiretamente para o acidente. o acidente ocorrido com o empregado da metalúrgica foi resultado de diversas causas. sob pena de multa. Todas essas técnicas exigem a participação de um grupo que. pessoas que presenciaram o acidente. não prevalecendo nestes casos o prazo previsto neste artigo. as causas básicas e as causas administrativas sem apontar culpados. método de trabalho inadequado. a probabilidade de erros de avaliação é bem menor e elimina-se também o "achismo". num processo de investigação e análise de acidentes não é possível que se fique concentrado somente na causa mais evidente. Se: – o almoxarifado tivesse as especificações com o diâmetro de encaixe do sensor correto. O setor de almoxarifado forneceu sensores que estavam fora da especificação. isso é muito importante repetir. antes de se começar a realizar qualquer trabalho! O Decreto nº 2. O supervisor não analisou o trabalho corretamente. Na falta de comunicação por parte da empresa. Receberão cópia fiel.2 Metodologia para Análise de Acidentes/ Incidentes A análise de acidentes/incidentes deverá ser sistemática e usada para qualquer acidente. seção III. 134 – A empresa deverá comunicar o acidente do trabalho à Previdência Social até o 1º dia útil seguinte ao da ocorrência e. Desta forma. bem como o sindicato a que corresponde a sua categoria. que estabelecerá a relação de causa e efeito entre: o acidente e a lesão. à autoridade competente. a causa mortis e o acidente. de 05 de março de 1997. o pessoal técnico e um membro da CIPA. – tecnicamente – pela Perícia Médica do INSS. seja ele com lesão ou não. a entidade sindical competente.

faíscas no olho. o que vai dar a oportunidade de escolher formas de prevenção de uma maneira mais precisa e racional. inclinação da broca. Existem diversas metodologias para a análise de acidentes. – procurar todas as prevenções que sejam capazes de evitar o acidente em questão. 46 .Segurança Industrial Quando acontece o acidente. equilibrar-se em cima de caixas. não gostar de usar óculos. A metodologia usada para a análise deste acidente é o Método da Árvore de Causas. voltando atrás no tempo. o caso do soldador. é necessário tomar medidas para garantir que o acidente não volte a se repetir. Para trabalhar. equilibrou-se em cima de umas caixas. Método da Árvore de Causas do caso do soldador É a partir desta árvore que se pode. pressão excessiva. falta de isolamento no fio. a fim de evitar que acidentes parecidos tornem a acontecer. neste instante. determinar as medidas corretivas ou preventivas. Por um momento. largou a furadeira. Ao desviar a atenção. analisando tudo cronologicamente. Após o fato ocorrido. A seguir. Como fica. Primeiro passo – Recolher todos os fatos. ocorrido há um ano atrás. Logo. Com um grito. não ocorrera nenhum acidente nos últimos meses e o pessoal não gostava de usar óculos. óculos sujos e quebrados. quebra da broca. não usou óculos. Os óculos que o soldador deveria estar usando estavam sujos e quebrados. o supervisor não obrigava o uso dos óculos. Um acontecimento semelhante. ela se quebrou e. lesão no olho. broca sem fio. Uma outra vantagem deste método com relação a outros é fazer com que apareça para cada acidente um número elevado de elementos para serem analisados. forçando a broca no furo. – elaborar um plano dinâmico a partir do último fato do acidente. – definir as prevenções mais eficazes e aplicá-las. toma-se a consciência de que os esforços e recursos empregados na sua prevenção não foram suficientes para evitá-lo. ele torceu o corpo. distraiu-se com algumas faíscas que saíam do cabo de extensão por causa de um rompimento que deixava descoberto os fios condutores da eletricidade. Como a broca estava com o fio gasto e ele já havia feito vários furos. Uma de suas características principais é a objetividade de análise. tais como: falta de manutenção. determinava o uso de óculos de segurança na execução desta tarefa. começou a forçar a penetração da broca para continuar a executar a tarefa. ao voltar o rosto para ver o que acontecia. foi atingido por um estilhaço de broca em um dos olhos. é apresentado um caso de análise de acidente para se compreender melhor a técnica. perdeu o equilíbrio e caiu. ele não se preocupava em recomendar o uso dos mesmos nestas operações porque tinham coisas mais importantes a fazer”. então. ele. Segundo o supervisor. pendurados na parede. São quatro as fases que são mencionadas em qualquer uma delas: – recolher os fatos que se relacionam com o acidente. Pode-se dizer também que o trabalho de prevenção não termina nunca. O caso do soldador “Um soldador estava furando um cano com uma furadeira elétrica portátil. Com a pressão. nesta mesma empresa. ao listar cada antecedente como objetivo. Tem as propriedades de diminuir a culpa e de esgotar totalmente os aspectos relativos ao acidente. pôs as mãos no rosto.

mede-se a falta de segurança ao invés da presença de segurança. nos dá uma excelente oportunidade para obter informações capazes de prevenir ou controlar eventos parecidos no futuro. problemas estariam sendo eliminados ou controlados.966.000 trabalhadores. já que as causas potenciais de um incidente e um acidente com lesão são as mesmas. chegou um parente que.753. Sabe-se que cada incidente.753. ao chegar ao quadro elétrico. Estes eventos poderiam resultar em perdas. 2. Como não tinha nenhuma etiqueta de aviso. para cada lesão incapacitante havia 100 lesões menores e 500 acidentes com danos à propriedade. Em 1. 1. Os programas de prevenção devem se basear nos dados conseguidos a partir dos acidentes sem lesão. chegando à seguinte conclusão: 1 Lesão incapacitante 100 Lesões não incapacitantes 500 Acidentes com danos à propriedade Ou seja. Pelo estudo apresentado. Porém. totalizando 1. com 21 tipos diferentes de empresas. Exemplos: 1. em 297 organizações. resolveu religála.47 regou e quase caiu. Muitas vezes.498 acidentes. escor. Certo dia.000 acidentes ocorridos em uma empresa metalúrgica americana (Lukens Steel Company). O empregado de uma determinada indústria queria testar um equipamento e verificou que faltava energia na linha de montagem. Com isto. caso não sejam analisados e sugeridas medidas de correção. Pediu então ao operador para ligar a chave elétrica no painel. O operador. informados naquele ano por 297 empresas. Uma pessoa possui em sua residência uma escada que apresenta um defeito num degrau. que potencialmente poderia resultar em futuras lesões ou danos. lembrou-se da conversa com um colega na hora do almoço: seria trocado um motor no final da linha de montagem. que empregavam 1. ocorrem 600 incidentes (quase acidentes). seu filho 30 600 Quase acidentes . verificou que a chave estava desligada.3 A Importância da Análise do Incidente ou Quase Acidente – A Pirâmide de Segurança de Frank Bird Hoje. chegando a uma relação mais precisa que a de Bird. Se o operador tivesse ligado a chave elétrica teria causado um acidente. noutro dia. uma visita também escorregou e quase caiu.Segurança Industrial E também fica muito mais fácil determinar as causas do acidente pela seqüência do dominó. sem perdas. Frank Bird.750. Segue um exemplo de um quase-acidente que pode resultar num acidente. o mesmo aconteceu com ele próprio. é muito importante analisar também os quase acidentes e os com danos à propriedade.498 casos. num determinado dia. baseou sua teoria de “Controle de Danos” a partir de uma análise de 90. evitando acidentes.11. a Insurance Company of North America analisou 1. durante um período de 7 anos. Porém. resultando ou não em perda. Jr. A importância real da análise detalhada de qualquer acidente ou incidente é a identificação de uma situação. Este estudo demonstra que a maioria dos acidentes e incidentes não resultam em perdas.000 empregados e 3 bilhões de homens-hora! Os dados concluíram que para um acidente com lesão grave. entende-se que a ausência dos acidentes é um bom indicativo para medir ou avaliar um programa de prevenção. No instante em que ele ia acionar a chave elétrica.750. mais graves. ao subir pela escada. é importante não se iludir pensando que o registro de um número baixo de acidentes dá um quadro verdadeiro do nível de segurança que se está implantando dentro de uma empresa. conforme a figura a seguir: Acidente com lesão grave 1 10 Acidentes com lesão leve Acidentes com danos à propriedade Foram tabulados 1. Em 1969.

mas por talvez estarem de capacete. qualquer que seja o meio de locomoção. veja que a lei cobre essa circunstância perfeitamente. inesperado ou 48 não." Ai está o que se chama de "aspecto legal do acidente de trajeto no horário das refeições. É uma situação potencial para a ocorrência de um acidente. e que pode: – causar lesões ou perdas materiais. O "quase-acidente" é o acidente que – por algum fator – não ocorreu. – afetar a qualidade do produto e dos serviços prestados. caiu. QUEM É O RESPONSÁVEL PELA SEGURANÇA? TODOS NÓS!!! 1. Num determinado dia. No local do trabalho ou durante este. existe uma escada.12. – Participação dos supervisores. Em uma empresa. Não só o funcionário deve ser motivado a relatar um quase-acidente. – Foco na resolução dos problemas. sem capacete. não relataram o quase-acidente. vários funcionários já bateram a cabeça no tubo. pois ele é o sinal de que – se algo não for feito – um acidente ali pode ocorrer! O supervisor deve estimular e motivar seu pessoal para que comuniquem todos os incidentes a fim de investigá-los e tomar medidas para evitar a sua repetição.).1Estabilidade após acidente de trabalho Trata-se do artigo 118 – Plano de Benefícios da Previdência Social. Lei nº 8. quando houver desvio do percurso por conveniência do empregado (o que é comum quando o empregado sai fora do percurso para fazer compras. O que é um incidente? É um evento indesejado. e que sob circunstâncias ligeiramente diferentes poderia: – causar lesões ou perdas materiais. de . diz que se equipara também ao acidente do trabalho o ocorrido “no percurso da residência para o local de trabalho ou deste para aquela. que é atravessada próximo ao seu topo por um pedaço de tubo. – Trocar premiação por confraternização. como supervisores e gerentes – responsáveis pelo local – devem tomar. O mesmo artigo. pode ser considerado como uma dádiva. Esses casos se repetem no dia-a-dia e não são relatados. um outro funcionário subiu às pressas a escada. gravemente ferido. as medidas necessárias para eliminar a fonte de acidentes.213. O que é um acidente? É um evento indesejado. – Reconhecimento das boas idéias. de 24 de julho de 1991. – interromper o processo produtivo. ou por ocasião da satisfação de outras necessidades fisiológicas. em seu parágrafo primeiro. inclusive veículo de propriedade do segurado”.Segurança Industrial de 8 anos escorregou. Quanto ao carro particular. bateu a cabeça no tubo e caiu. Tanto a escada como o tubo “estavam dizendo”: “– Conserte-me.12 Acidente de trajeto e estabilidade após o acidente de trabalho O artigo 21 da Lei nº 8. – Retorno da Informação aos funcionários. o que poderia resultar em acidente. 3." Verifica-se. – afetar a qualidade do produto e dos serviços prestados. que só não é equiparado ao acidente do trabalho. 1. imediatamente. bateu a cabeça e foi levado para o hospital. freqüentar as aulas da escola etc. – interromper o processo produtivo. portanto. acrescenta que "nos períodos destinados a refeição e descanso. senão alguém vai se machucar com maior gravidade!!!”. fraturando pernas e braços. para se acessar determinado equipamento.213. inesperado ou não. o empregado é considerado no exercício da profissão. Principais áreas de risco – Produção – Manutenção elétrica – Manutenção mecânica – Posturas – Operação (motoristas) – Oficinas A Pirâmide de Segurança é mais uma ferramenta de prevenção de acidentes e não substitui as que já existem: – Deve haver o comprometimento da Gerência. repare-me.

De outra forma. a manutenção de seu contrato de trabalho na empresa. custos sociais. 6. 8. etc. Custo de Encargos Sociais É o valor das despesas de encargos sociais que a empresa tem com o acidentado. Segundo dados da Coordenadoria de Informática da Secretaria de Planejamento do INSS. calcular o cujo com o mesmo mais o transporte. desde a data do acidente.3 Custo dos Acidentes no Brasil Com relação aos custos dos acidentes no Brasil. recursos utilizados para o atendimento (medicamentos. Custo da Quebra de Produção O período que o acidentado não produzir deverá ser calculado em termos monetários. em 1985.4 milhões de dólares. Custo de Transporte / Hospital No caso de internamento em hospital. Os itens que podem ser incluídos no custo de um acidente variam de empresa para empresa. instalações. é perfeitamente justificável. 3. pode ser uma ferramenta eficaz na segurança do trabalho.12. porém alguns desses podem ser listados: 1. após a cessação do auxílio doença acidentário. pode-se dizer que esse tipo de estabilidade só é cabível ao trabalhador cujo acidente possa implicar num afastamento com prazo maior de quinze dias. ferramentas. com um total de USS 693. e os industriais bem o reconhecem. como já se disse. Custo do Salário do Acidentado O período em que o acidentado não trabalhar.87 milhões de dólares e um custo indireto de US$ 555. equipamentos. 4. Prevenir acidentes consiste. Custo do Atendimento Médico Deverá ser incluído o custo do pessoal médico (Médico. edificações. que porventura sejam detectados. exames. poderão entrar neste item. 1. independentemente da percepção do auxílio-doença". Quando são estimados os acidentes não-registrados em 4 vezes o número dos registrados (estimativa modesta). fixando que "o segurado que sofreu acidente de trabalho tem garantida. que o acidente gerou na empresa. dias de trabalho perdidos (em 1980 houve 93. Custo de Reparação / Manutenção É o custo do conserto pela manutenção ou terceiros. em evitar a ocorrência de atos e condições inseguras.) mais os . produtos. Lembre-se de que o cálculo do Custo do Acidente varia de empresa para empresa. matériasprimas. pelo prazo mínimo de 12 (doze) meses. produtos cirúrgicos. sendo muito comum até não se calcular este custo. queda de produtividade geral. etc. considerando que os primeiros quinze dias correm por conta do empregador. Enfermeiro. Custo dos danos materiais Indica o que foi danificado após o acidente ocorrer. eles dividem-se em diretos e indiretos. deverá ser computado em termos de horas em relação ao custo destas horas. O Custo Indireto decorre dos prejuízos materiais.Segurança Industrial 24 de julho de 1991. 2.). Entende-se que a garantia de emprego de doze meses é assegurada aos acidentados que retormam ao emprego após o décimo sexto dia de afastamento (ou da alta médica). paralisação da produção. Segundo a OIT. o total de despesas com os acidentes "Registrados" correspondeu a um custo direto de US$ 138. ambulâncias. pois os fatores intangíveis são elementos consideráveis e de difícil captação.68 bilhões de dólares de prejuízo imediatos à economia 1. etc.301 899 dias/homens perdidos). pois. Normalmente este é o maior fator contributivo no custo total. Outros Custos Todos os outros custos.35 mi49 lhões de dólares de custo total. o investimento feito em prevenção de acidentes. como o auxílio doença. Custo Direto é o que se gasta com as despesas médico-hospitalares.2 Custo dos acidentes A análise do custo do acidente. Este propósito é obtido através de: Recursos de Prevenção – Treinamento – Adaptação do Trabalhador – Proteção Coletiva – Normas de Segurança – Equipamentos de Proteção Individual 7. esta cifra pula a 2. etc. o custo indireto equivale a 4 vezes o valor correspondente ao custo direto. 5. incluindo máquinas. Prevenção de acidentes Ante o vulto que podem assumir os acidentes em uma indústria.12.

acidentes podem ser prevenidos pela eliminação dessas causas. nos últimos anos. como construção de casas. na construção de edifícios e de sistemas sofisticados com antecedência. laseres e outros equipamentos automáticos mudaram a natureza do trabalho. ou o retorno que se pode alcançar com um trabalho sério na área de prevenção de acidentes. afirmando que: 1. A partir da década de 60. Antigamente. Novos produtos e novas técnicas de processamento introduziram novas preocupações sobre radiação. A Ergonomia. Introduziram-se novas técnicas de análise de segurança de sistemas para identificar riscos no local de trabalho. construção de escolas e hospitais.13 Causas do acidente de trabalho Durante anos. ruído e outras condições de risco. geração de empregos. Com tal quantia. nas etapas de instalação de equipamentos. Uma proposta para convencer os empresários investirem em segurança e higiene do trabalho é a parte financeira. estudo de como o local de trabalho pode ser projetado para se ajustar às necessidades físicas e de segurança do empregado. ou então em melhorias das condições sociais do país. produtos químicos tóxicos. esses dois conceitos forneceram grande parte da base para os esforços de prevenção de acidentes. os profissionais da área de segurança basearam seus esforços num axioma duplo. a natureza do local de trabalho industrial mudou profundamente. quando as empresas começaram a introduzir algum tipo de programa de segurança.Segurança Industrial nacional. foi reconhecida. os programas de segurança baseavam-se numa definição aberta sobre causas de acidentes incluindo tudo e qualquer coi50 sa relacionada com o funcionário ou seu ambiente que contribuísse para um acidente. etc. é possível imaginar o que poderia ser feito com relação à segurança e higiene do trabalho. computadores eliminaram a papelada. Embora tais idéias ainda forneçam um ponto básico de partida para a segurança. CUSTOS DE UM ACIDENTE 1% – Médicos e custos de compensação (assegurados) • • • • • Danos aos imóveis Danos aos equipamentos Danos aos materiais Gastos legais Interrupções de produção Custos Documentados de dano à propriedade (com seguro) • • • • • Salários pagos por perda de tempo Custos de contratação e treinamento Horas extras para supervisão Horas extras Menor produção dos trabalhadores $3 à 5 Custos variados (sem seguro) 1. Essas causas podiam incluir as ações dos funcionários e colegas ou inércia dos supervisores ou da gerência. Máquinas sofisticadas substituíram a força muscular. 2. acidentes são causados. .

Por ambiente queremos dizer não só o ambiente físico. foram desenvolvidos por Dan Petersen. podese ver que o acidente ou incidente é causado ou (1) por uma falha dos sistemas gerenciais e (2) por erro humano. se os funcionários acreditam ou não que a gerência está realmente comprometida com segurança.13.Segurança Industrial Hoje. se a gerência e os funcionários percebem corretamente as necessidades recíprocas de segurança e saúde. se a gerência e supervisores convenceram ou não os subordinados de que a segurança é uma alta prioridade. apresentado a seguir. O ambiente atual também inclui o clima ou cultura da organização. 1. O Diagrama de Causa e Efeito de Petersen. consultor em segurança industrial. sugere que todos os acidentes são causados por 1. se os funcionários recebem ou não comunicações regulares sobre segurança. ou alguma combinação dessas duas condições básicas. 1. Trabalhando da esquerda para a direita através do gráfico. se os supervisores recebem ou não uma avaliação sobre seus respectivos desempenhos em segurança e saúde. falha humana. Isso inclui o sistema de gerência que indica quem é responsável e quem tem a obrigação de que ações.2 Falha dos Sistemas Gerenciais Os elementos incluídos em uma falha dos sistemas dizem respeito a muitas das seguin- tes perguntas que os profissionais da área de segurança fazem diariamente: – a gerência tem uma declaração de política sobre saúde e segurança? – quem é o responsável e a que grau? – quem tem que autoridade para fazer o quê? – quem é responsável pela segurança e saúde? Como? 51 – como essas pessoas são medidas em termos de desempenho? – que sistemas são usados nas inspeções para verificar o que saiu errado? . mas também os mecanismos que utilizamos para monitorar as condições de segurança e saúde.1 Causas de Acidentes – O Modelo de Falha Humana Muitos dos aspectos comportamentais do programa de segurança e saúde citados aqui. ou alguma combinação dos dois.13. o ambiente de trabalho é visto em termos cada vez mais amplos. que procedimentos estão funcionando para descobrir e corrigir riscos. Modelo de Causa (Diagrama de Petersen – simplificado) Diagrama de Petersen Falha no sistema gerencial Decisão de Errar Ferimento ou perda É causado por Acidente ou Incidente Erro Armadilhas humano Excesso de Trabalho O modelo de Petersen sugere que qualquer ferimento ou outra perda na área de segurança e saúde para a companhia é resultado final de uso acidente ou incidente. 2. um sistema de gerência defeituoso. e que treinamento é necessário para ter certeza de que cada funcionário saiba fazer o trabalho que lhe foi atribuído em condições seguras. ou se existem outros mecanismos para demonstrar o compromisso da companhia com a segurança e saúde ocupacional.

Examine um acidente comum em termos de causas múltiplas. aborrecimento. Nossa tendência comum para simplificar. atenção e situação biorrítmica da pessoa. Uma dessas armadilhas é a incompatibilidade. tensão. Capacidade diz respeito às habilidades físicas. Carga refere-se à tarefa e o que é necessário para realizá-la. Carga diz respeito. Neste caso. principalmente. quantidade de preocupações. Na verdade. nas instalações de uma nova oficina. e situação da vida total e privada da pessoa. os empregados 52 eram obrigados a estirar demais e forçar certos músculos no processo de movimentação de material. parece lógico ao empregado preferir a ação insegura. avaliados e eliminados ou controlados os riscos de segurança e saúde? – que registros são utilizados e como são mantidos? – qual é o programa médico? Sobrecarga A sobrecarga pode ser física. muitas vezes nos leva a identificar erradamente uma só causa. As razões dessa decisão poderiam incluir: – Pressão de colegas. Nesse caso. estado atual da mente. O funcionário pode ser forçado a atos inseguros porque a situação de trabalho é incompatível com seu físico ou com as condições a que está habituado.3 Por Que as Pessoas Erram (Falha Humana)? Dan Petersen classifica os comportamentos perigosos em três categorias. sobre fatores humanos. exigências de produtividade da gerência.Segurança Industrial – quais os sistemas usados para corrigir erros encontrados? – como são selecionados os novos empregados? – como é dada orientação aos novos empregados? – recebem treinamento suficiente? – quais são os procedimentos operacionais padronizados? – que padrões são usados? – como são reconhecidos. A capacidade do indivíduo pode ser temporariamente reduzida pelo uso de drogas ou álcool. é necessário examinar a capacidade. também. O Princípio de Causas Múltiplas A maioria dos acidentes tem mais de uma causa. ou erros humanos causados pelo sistema. – Crença de que não possa sofrer um acidente. Estado ou condição refere-se ao nível de motivação. – Uma atitude mental que dê à pessoa uma razão inconsciente para se acidentar. falase. etc. 1. . e nível atual de conhecimentos e habilidades do indivíduo para o trabalho em questão. A segunda armadilha é o layout do local de trabalho – certos layouts levam a erro humano.13. Por exemplo. carga de trabalho e o estado ou condição motivacional atual do indivíduo. fadiga. falta de interesse. ou muitas outras. A idéia das causas múltiplas afirma que muitos fatores se combinam ao acaso para provocar acidentes. ambiente de trabalho. Carga também se refere à situação de trabalho da pessoa e aos riscos que esta enfrenta diariamente no trabalho. existe quase sempre uma série de causas em seqüência que provoca o acidente. Ele diz que o erro humano se origina de: Decisão de Errar (Trabalhar em Condições Inseguras) Em certas situações. por que a usou? – o funcionário foi adequadamente treinado? – o funcionário foi lembrado sobre as práticas seguras apropriadas? – a escada estava corretamente marcada com avisos de segurança? – o supervisor examinou o trabalho de antemão? As respostas a essas e outras perguntas poderiam conduzir aos seguintes tipos de correções: Armadilhas Armadilhas. são também uma razão básica para que as pessoas errem. Um funcionário caiu de uma escada defeituosa – por que a escada defeituosa não foi descoberta durante as inspeções de rotina? – por que o supervisor permitiu que fosse usada? – se o funcionário sabia que a escada estava com defeito. Para lidar com a sobrecarga como causa de acidentes. tensão e outras pressões. fisiológica ou psicológica. o local de trabalho mal projetado transformava os empregados em vítimas de uma armadilha. à quantidade de processamento de informações que a pessoa deve fazer. fisiológicas e psicológicas da pessoa. atitude.

é possível prever que alguns empregados prefiram o meio mais fácil. – definição melhor das responsabilidades de trabalho. precisa-se encontrar e remover as causas básicas. o comportamento inseguro faz sentido para eles. e não com as causas. treinamento etc. Não se pode esperar que um novo funcionário limpe corretamente respingos de ácido. – melhor planejamento prévio do trabalho pelos supervisores. Quanto maior a vantagem de tempo oferecida pelo comportamento inseguro. às vezes. os empregados agem perigosamente porque não conhecem a forma correta de realizar determinado trabalho. dos olhos e de certos músculos de forma coordenada para se obter o resultado desejado. Incapacidade física Os funcionários podem ser induzidos aos comportamentos arriscados devido a intoxicação. 4. maior a tentação de correr o risco e adotá-lo. Citar exclusivamente o aio inseguro de "galgar uma escada defeituosa" e uma condição insegura. Poucos têm habilidade e coordenação naturais para dirigir um carro-guincho ou para atingir uma bola de golfe na primeira tacada. O meio mais fácil Sempre que o comportamento seguro exigir mais esforço ou aplicação física. Quanto maior a imposição de esforço. seguem um comportamento perigoso para expressar sua independência ou para “se desforrar” da supervisão por injustiça real ou imaginária. está se lidando com sintomas. muitos funcionários irão preferir o caminho mais curto. Nem a maioria das pessoas consegue operar um guindaste. Seguem-se algumas das razões para essa atitude: 6. Essas causas podem decorrer de políticas e procedimentos. Causas arraigadas são pontos fracos que poderiam afetar não só o acidente sob investigação. Ressentimento Alguns funcionários se ressentem e reagem à supervisão. ou não sabem como evitar um risco conhecido do trabalho. fadiga.Segurança Industrial – melhor procedimento de inspeção. Motivo de Atenção Algumas pessoas preferem enfrentar riscos de vida apenas para ganhar aprovação do grupo ou para atrair atenção de seus colegas. chamada de "escada defeituosa" não irá ajudar muito. teriam efeito permanente sobre resultados positivos. se ele não tiver recebido instruções adequadas. Quando se examina. Prevenção de desconforto Quando o comportamento seguro envolver algum desconforto físico (como o uso de equipamento de proteção individual) alguns darão preferência para a alternativa mais confortável. no momento. 3. uma locomotiva ou qualquer outro equipamento industrial pesado sem uma soma considerável de treinamento e experiência. 9. ganhando tempo. supervisão e sua efetividade. às vezes. 7. 1. – melhor treinamento. exclusivamente. Essas pessoas. Consciência do perigo Muitos dos empregados agem de maneira perigosa porque simplesmente não reconhecem o perigo. Restrição de tempo Se o meio seguro for mais demorado do que o inseguro. maior a tentação. porque preferem deliberadamente o comportamento inseguro. 8. uso de drogas. encontram-se causas arraigadas no sistema de gerência. Freqüentemente. mas também muitos outros acidentes e problemas operacionais futuros. Causas arraigadas são aquelas que. Nível de habilidade As habilidades e informações não são as mesmas. se fossem corrigidas. Decidem adotar o comportamento inseguro porque algum outro fator tem prioridade mais alta do que sua preocupação com a própria segurança Nesses casos. se for desejado impedir repetição. 53 . o ato e a condição. 2. Causas que os Funcionários se Arriscam Como já foi sugerido. os empregados podem agir em condições inseguras porque não conhecem o meio seguro de fazê-lo ou. Como em qualquer acidente. Falta de Informação Às vezes. 5. pequenos ferimentos ou outros tipos de incapacidade física. Muitas habilidades exigem o uso das mãos. ressacas.

Condições mentais Raiva. venham a propiciar a ocorrência de acidentes ou pelo menos que essas ocorrências se tornem cada vez mais raras. frustração. o problema. e por isso que toda vez que ocorre um acidente. as providências ou recomendações necessárias. Nota-se nas investigações de acidentes. antes de se decidir sobre ação corretiva. 1. Para estes. quando os resultados melhoraram. Atos e condições inseguras são fatores que. que alguns atos inseguros se sobressaem entre . pode-se entender que prevenir acidentes do trabalho. por mais simples que possa parecer.14. Para estes foram indicados exames oftalmológicos e lentes corretivas. em conseqüência. desencadeiam os acidentes de trabalho. preocupação. as causas diretas dos acidentes. Exemplo de Causas Arraigadas de Comportamento Inseguro A seguinte estória ilustra a importância de se descobrir as raízes ou causas arraigadas sob atos inseguros. este é investigado e analisado. em síntese. Fez-se. então. A experiência indicava que os avisos normais do Departamento de Segurança sobre manter uma distância segura tinham pouco efeito. a riscos de acidentes. o departamento de segurança procedeu um estudo detalhado sobre o desempenho de segurança da frota. no caso. assim que os programas foram reformulados mais realisticamente. combinados ou não. A evidência do estudo indicava que um grupo de motoristas – aquele com os piores registros de acidentes – simplesmente não estava dirigindo tão bem quanto sabia. que dificultava o cálculo exato das distâncias. a gerência usou quatro ações corretivas diferentes para melhorar o desempenho da frota na área de segurança. Depois de um registro na área de segurança particularmente medíocre de um grupo de motoristas profissionais. Na situação anterior. em causas indiretas. podem ser atenuados ou eliminados. e não simplesmente acontece.1 Ato inseguro É a maneira como as pessoas se expõem. como os atos inseguros têm origem mais remotas. aborrecimento. é corrigir condições inseguras existentes nos locais de trabalho. Mas que motoristas e que erros? Outras análises realizadas mostraram que um grande número de colisões era causado pela distância que o motorista interpunha entre seu carro e o da frente. Levantamentos realizados por diversos órgão e institutos.Segurança Industrial 10. Tanto as condições. consciente ou inconscientemente. Havia ainda um outro grupo de motoristas muito pressionado em termos de tempo que julgava impossível atender o programa exigido pelos chefes sem dirigir em alta velocidade Os registros deste grupo melhoraram. O remédio. tudo isso pode distrair o funcionário e interferir com sua capacidade de concentração para realizar o trabalho em segurança. foi necessário mais treinamento em direção defensiva. não evitando a freqüência dos acidentes. tensão por problemas familiares. Esses motoristas tinham problemas de disposição de ânimo e apresentavam comportamento descuidado na direção. Assim. São portanto. Esses fatores indiretos. porém. atos e condições inseguras. 54 O terceiro grupo era composto de motoristas com problemas de visão. um estudo profundo sobre os acidentes recentes e motoristas envolvidos – estudo esse destinado a descobrir porque os motoristas não se desempenhavam de acordo com as expectativas – que mostrou resultados surpreendentes. para evitar a repetição de acidentes semelhantes. não permitir que outras sejam criadas e evitar a prática de atos inseguros por parte das pessoas. procurando as causas arraigadas dos atos inseguros dos motoristas. Constatou-se que o equipamento mecânico estava em ordem. de modo a evitar que os últimos elos da cadeia.14 Atos e condições inseguras Todo acidente é causado. com a finalidade de encontrar causas e. foi um programa de contatos mais freqüentes por parte dos supervisores e retorno positivo. O segundo grupo de motoristas não estava convencido de que a pequena distância entre o seu e o carro da frente oferecia perigo. Os erros dos motoristas eram. obviamente. mostraram que a proporção das causas dos acidentes é de aproximadamente: Atos inseguros 80% Condições inseguras 20% 1. São esses os atos responsáveis por muitos dos acidentes de trabalho e que estão presentes na maioria dos casos em que há alguém ferido.

). catalogadas pelos estudos de segurança do trabalho: – falta de proteção em máquinas e equipamentos.. onde houver. Um acidente comum. – não usar proteções individuais – E. educacionais. – imprimir excesso de velocidade. conforme o determinado no item 5. – usar máquinas sem habilitação ou permissão. os defeitos. ou improvisadas. por alguma razão determinada. Além disso. l) participar. – manipulação insegura de produtos químicos. pode revelar possíveis falhas das medidas de prevenção de acidentes que. técnicas. – má arrumação/falta de limpeza. – proteções Inadequadas ou defeituosas. não deve ser classificado como Ato Inseguro. raro. São as falhas. – risco de fogo ou explosão.2 Condicão insegura Condições inseguras nos locais de trabalho são aquelas que comprometem a segurança do trabalhador. entre outras providencias. – piso danificado (esburacados). – iluminação inadequada. A cuidadosa investigação de um acidente oferece elementos valiosos para a análise a ser feita.. aparelhos ou instalações elétricas. – uso de roupa inadequada. – passagens perigosas. – deficiência de maquinário e ferramental. Um acidente não comum. 1. ou com o empregador da análise das causas das doenças e acidentes de trabalho e propor medidas de solução dos problemas identificados. A CIPA deve participar dos vários aspectos do estudo relacionado com os acidentes preocupando-se em analisá-los e elaborando relatórios. irregularidades técnicas e carência de dispositivos de segurança que põem em risco a integridade física e/ou a saúde das pessoas e a própria segurança das instalações e equipamentos. – lubrificar. não notadas pelos encarregados da segurança.. médicas. em conjunto com o SESMT. 16. – sistemas de alarmes inadequados. etc. .3 Análise dos acidentes Todo acidente traz informações úteis para quem se dedica a sua prevenção.I. Por exemplo: a corrente elétrica é um risco inerente aos trabalhos que envolvam eletricidade. Só es. da freqüência. – fumar em local proibido. – inutilização dos dispositivos de segurança.Segurança Industrial os catalogados como mais freqüentes. Instalações mal feitas. comunicações e sugestões. do Ministério do Trabalho (. – falta de Equipamento de Proteção Individual (EPI).55 ses dados já permitem que se faça um estudo da ocorrência de acidentes em certos departamentos. psicológicas. que repercutem também na área da Previdência Social. Algumas das condições inseguras mais freqüentes. a energia eIétrica em si não. – transportar ou empilhar inseguramente. Além dos registros relacionados à empresa e aos dados pessoais do acidentado. – improviso ou mau emprego de ferramentas manuais. A seguir. – defeitos nas edificações. mas sim como Condição lnsegura. as conseqüências dos acidentes provocam uma série de providências administrativas. – colocar parte do corpo em lugar perigoso.P. A análise do acidente corresponde a uma visão geral da ocorrência... Convém ter em mente que estas não devem ser confundidas com os riscos inerentes a estas operações industriais. do número de vezes que tais acidentes acontecem. cuidase de estabelecer a ocupação – a tarefa – desenvolvida pelo trabalhador. dentro da empresa.14. são condições inseguras. tem-se alguns dos atos inseguros mais conhecidos: – ficar junto ou sob cargas suspensas. etc. ajustar e limpar máquina em movimento. são responsáveis por essa repetição. a eletricidade não pode ser considerada uma condição insegura por ser perigosa. se for a repetição de um infortúnio já ocorrido.14. Cabe ressaltar que um funcionário sem treinamento ou que não saiba os riscos inerentes a uma determinada atividade. – instalações elétricas inadequadas ou defeituosas. amparando de muitas formas o acidentado. fios expostos. o departamento e seção em que cumpre suas atividades.. 1. embora essa maior evidência varie de empresa para empresa. – nível de ruído elevado. – tentativa de ganhar tempo. pode revelar a existência de causas ainda não conhecidas ou de causas que permaneciam ocultas. registros. item "l" da Portaria 3214 de 8 de junho de 1978. ou seja.

sobre as causas mais atuantes dando a medida da gravidade das conseqüências e revelando os setores da empresa que necessitam de atenção maior da CIPA e dos Serviços Especiais. este deve ser investigado. São elementos de estudo. basicamente. Se a investigação deve ou não ser registrada. mas tomam tempo e podem gerar posições antagônicas. os escopos dos esforços de prevenção estarão muito comprometidos. A descrição do acidente deve ser feita com os pormenores possíveis: deve ser mencionada a parte do corpo atingida e devem ser incluídas as informações do encarregado. é capacidade que os membros da CIPA devem desenvolver. ainda. edifício ou produto. de modo que. Com estes conhecimentos. conforme indicado anteriormente. a redução ou a solução definitiva de muitos problemas na área da segurança do trabalho. Uma investigação de acidente corretamente conduzida requer: – habilidades Investigativas. – seja possível tirar conclusões sobre o que deve ser feito para impedir sua repetição. Por outro lado. As investigações são importantes. Em alguns casos. investigados. A atitude do investigador na investigação de acidentes pode ser o fator mais importante.. portanto. as possíveis responsabilidades (principalmente atos inseguros) e propor medidas quem devem ser tomadas para evitar que continuem presentes os riscos ou que eles se repitam Convém ressaltar que o estudo de acidentes não deve limitar-se àqueles considerados graves. A investigação envolve: – estabelecer todos os fatos e opiniões relevantes de como e porque o acidente ocorreu. bem como avarias de equipamento. dano de equipamento. ou – o esforço de prevenção só é necessário porque o acidente foi suficientemente grave para constar de relatório. descrições de censo se desenvolveram os fatos relacionados ao acidente e a causa. É necessário que todos os acidentes devam ser investigados.. e na própria experiência passada nas empresa em investigação de acidentes. Muitas outras indicações importantes são também extraídas desses dados. os mesmos. isto depende das imposições legais e procedimentos locais. de modo que sejam tomadas ações corretivas antes que as causas do acidente possam resultar em ferimentos ou outras perdas. Os procedimentos e técnicas usadas no processo de investigação são. sabe-se que: – As causas de acidentes frustrados ou acidentes menos graves são potencialmente as mesmas dos acidentes graves ou fatais. – atitude Correta. independente da gravidade do ferimento ou de outras perdas. . ou acidente frustrado. ou causas. – habilidades de Confrontação. Pequenos acidentes podem revelar-se riscos grandes. – habilidades Analíticas. com indicações sobre os tipos de acidentes mais comuns. a diferença entre acidente grave e não ocorrência de acidente é apenas uma questão de tempo ou distância. em seguida. Os empregados também devem informar sobre acidentes frustrados. devem ser informadas ao supervisor do indivíduo e. A análise dos acidentes que ocorrem na empresa vai fornecendo dados que se acumulam e que possibilitam uma visão mais correta nessa área de estudo. que lhe deram origem. A política de informação de acidentes deve dispor que todas as doenças e ferimentos ocupacionais. perda financeira. mas que em ocasião futura se revelarão fontes de acidentes graves. Nesse caso. Perceber riscos em fatos que parecem não ter gravidade.Segurança Industrial Não se trata. A justificativa da necessidade de tais relatórios baseia-se na pesquisa realizada sobre causas de acidentes. em grande parte. propriedade e produto. de registros burocráticos. Isto significa que qualquer ocorrência de doença ou ferimento ocupacional. quando existirem. – o esforço de prevenção está diretamente relacionado à magnitude da perda. – a maioria dos acidentes é evitável. Disso dependerá. – habilidades Administrativas. Da mesma forma. estando a pessoa responsável pelas investigações consciente do incidente. A CIPA deve concluir. sobre a causa do acidente. acidentes sem lesão devem ser estudados. Esta investigação tem a participação de membros da CIPA. se a estrutura de referência ou 56 atitude mental do investigador estiver no todo ou parcialmente de acordo os seguintes conceitos: – o acidente só é acidente quando provoca perda de dias de trabalho. ferimento grave que necessite tratamento médico ou quando ocorram danos materiais sérios.

É indispensável que se tenha o controle de acidentes ocorridos.57 tadas. é de fundamental importância que se registrem os dados básicos do acidente de forma organizada e sistêmica. ambas de acompanhamento mensal. podem demonstrar se os métodos e técnicas de prevenção de acidentes estão produzindo resultados.Segurança Industrial – Todos os acidentes resultam de múltiplas causas.  TFCA = NCA x 106  TFCA =  HHER  NCA =  Taxa de Freqüência de Acidentados com Afastamento (acidentes típicos) Número de Acidentes Típicos com Afastamento 1. A TG. A habilidade do investigador é testada em termos de quão profunda é a investigação para identificar suas múltiplas causas. calculados de acordo com uma tabela anexa a Resolução 48/64. é o número de acidentes com afastamento.1 Procedimento do Acidentado O acidentado devera informar imediatamente ao seu chefe imediato. As unidades da Petrobras possuem formulários padronizados pela Empresa. enquanto que outros são de acompanhamento anual. TG = 1.16. em que são registrados todos os dados importantes relativos aos acidentes. Somente após identificar todos os fatores que contribuíram para o acidente é que investigador pode começar a fazer perguntas duras sobre o "porquê" dos fatos. os quais. TC x 106 HHER O controle estatístico dos acidentes do trabalho. metas para alguns índices de segurança são negociadas entre o órgão operacional e a SMS (antiga SUSEMA – Superintendência de Segurança. Ela nos informa sobre a extensão e gravidade das lesões sofridas pelos acidentados. calculada pela fórmula seguinte. A cada início de ano.: por que o operador estava trabalhando com equipamento defeituoso. por milhão de horas-homem de exposição ao risco. quando solici. tomando providências para que a ocorrência seja comunicada o mais breve possível ao seu chefe imediato. Todos os acidentes deverão ser relatados. dando orientação quanto as medidas a serem adotadas. Entre esses índices. pelas atuais diretrizes da Petrobras é de responsabilidade do Órgão de Segurança Industrial de cada Unidade Operacional da Empresa. mediante cadastro e registros estatísticos. quando vitimado por um acidente de trabalho.15 Controle de acidentes Após realizar a investigação dos acidentes e estabelecer as ações corretivas necessárias. por que os procedimentos sobre derrames de líquidos ficaram fora da Análise de Segurança e Higiene do Trabalhador. Meio Ambiente e Qualidade). A Estatística de Acidentes é uma ferramenta de vital importância. devidamente interpretados. é o tempo computado (TC) por milhão de horas-homem de exposição ao risco. A análise destes dados e sua ordenação sistemática permitem organizar tabelas e gráficos estatísticos. O TC é o somatório dos dias perdidos por acidentados e dos dias debitados em caso de lesão permanente ou morte. . pois através dela é que se pode tomar as decisões necessárias para a melhoria dos índices de acidentes e como conseqüência a melhoria da qualidade de vida dos funcionários. tanto para as estatísticas da empresa como para o INSS.16 Procedimento em caso de acidente 1. podem ser citadas a Taxa de Frequência de Acidentados com Afastamento (TFCA) e a Taxa de Gravidade (TG). Todas as informações que se fizerem necessárias para o registro e a comunicação do acidente. Tal método é feito através da Estatística de Acidentes. A TFCA. Caso tenha sofrido lesão que necessite de socorros médicos. e nos fornece uma maneira prática de calcular os prejuízos materiais em razão de acidentes. através dos quais se pode acompanhar a evolução das ocorrências. na forma das instruções vigentes. dentro dos prazos estabelecidos. No nosso caso a SMS. ex. Ela pode auxiliar para verificar se os índices de segurança estão melhorando ou não e – principalmente – onde devem ser priorizadas ações e recursos. no período considerado. Alguns índices são de acompanhamento mensal. deverão ser prestadas com clareza e exatidão suficientes. O acidentado deverá ser encaminhado ao ambulatório médico da empresa. Ela nos dá uma idéia da maior ou menor incidência de acidentados num determinado grupo de trabalho e num determinado período. órgão controlador da Sede. calculada pela fórmula a seguir. por meio da qual é possível comparar os resultados com outros órgãos e orientar onde se deve atuar mais fortemente.

ficando dispensada nesse prazo a sistemática de emissão de PT e CIS. o supervisor deverá proceder o encaminhamento do acidentado ao ambulatório médico da empresa. nas situações em que há possibilidade de: explosão ou incêndio. inflamável ou combustível. vazamento de produto sob pressão. reparos. Dele constam também os resultados de inspeção visual. A amarela será afixada pelo operador da área e a azul pelo executante do serviço. em tempo hábil. na área industrial. por prazo determinado. por prazo determinado. – confinamento. – dano material. e para início do trabalho. visando levantar as causas.16. A PT é dada para prevenir: – riscos de acidentes. excetuando-se os trabalhos com fonte de radiação ionizante e Parque de GLP. em equipamentos ou sistemas definidos. mas localizado em área de responsabilidade de outro. em formulário próprio. de almoxarifados ou de laboratório. As informações referentes à ocorrência devem ser colhidas. . vazamento de produto tóxico. corrosivo. pode ser executado sem PT. Nota: As etiquetas devem ser preenchidas de modo legível e completo. Permissão Para Trabalho (PT) É a autorização escrita para: Trabalhos de manutenção. tendo em vista os riscos que apresentam. ficando dispensada a emissão de PT e CIS para trabalho em local delimitado. – choque elétrico. Visitas ou inspeções visuais de curta duração em unidades operacionais prescindem de PT. Nota: Nenhum trabalho na área. para trabalho de manutenção. Etiquetas de Advertência As Etiquetas de Advertência indicam que o equipamento está em manutenção e não deve ser operado. inspeção e escavação. Certificado de Inspeção de Segurança (CIS) É o documento emitido pela SMS para assessorar o emitente da PT com recomendações de segurança. fora os casos citados neste procedimento. Fatores que permitem a obtenção da autorização do operador da área. Lista de Verificação São as medidas preventivas a serem tomadas para a liberação de equipamentos ou sistemas. Início dos trabalhos Só se podem iniciar trabalhos nos locais 58 citados anteriormente. devendo ser seguido o estabelecido nos Procedimentos dos Setores Operacionais para esta atividade. que constitui risco isolado. – exposição a altas temperaturas. em equipamentos e instalações de oficinas de manutenção. – agressão ao meio ambiente. e uma vez cumpridos todos os itens de recomendação citados na mesma e na análise de risco que a acompanha. também pelo supervisor.Segurança Industrial 1. excetuando-se os trabalhos com fonte de radiação ionizante. As medidas necessárias e não constantes da PT serão acrescentadas pelo emitente. Para carga e descarga de caminhões de Produtos químicos na área industrial não há necessidade de emissão de PT. Estas informações permitirão o preenchimento dos formulários próprios de comunicação de acidentes. além de servirem como fonte para prevenção de futuros acidentes semelhantes. Serão afixadas em equipamentos com a finalidade de proibir seu uso. mas o supervisor e o Operador da área serão obrigatoriamente avisados. As etiquetas são de cores amarela e azul. – desabamento. construção. que autoriza a execução de um trabalho específico. montagem e desmontagem. dos testes e das medições feitas pela SMS na área ou no equipamento onde será realizado o trabalho. ou – descontinuidade operacional. – exposição a radiação ionizante. Permissão para Trabalho Combinada (PTC) É autorização para trabalho em equipamento ou em sistema sob responsabilidade de um Órgão. Liberação de Área É autorização especial. construção ou montagem. Tais medidas constam da PT com o título de Lista de verificação. Permissão para Trabalho Temporária (PTT) É a permissão para trabalho. que não interfere em áreas adjacentes. após a emissão da PT.2 Procedimento do Supervisor Ao tomar conhecimento da ocorrência de um acidente.

c) assinalar com "x" (na coluna "Emitente") as medidas preventivas que deverão ser obrigatoriamente verificadas pelo responsável pela área. seja qual for a profundidade. respectivamente. f) TM I e II. o co-emitente será o responsável pela área em que está o equipamento ou sistema. 1ª via para o executante. decidir quanto ao cancelamento ou não da PT. sem que haja intervenção. e é responsável pelo equipamento ou sistema que sofrer manutenção. Etiqueta de Aviso É um cartão branco usado para dar outros avisos. tais como alteração de condição operacional. Nota: O não cancelamento implica na continuidade do trabalho. f) certificar-se de que todas as recomendações constantes na APR foram implantadas antes do início do trabalho. a qual só por ele será retirada..E. para qualquer escavação na REPAR. transferência e estocagem ou utilidades.17 Condições gerais 1. até o horário inicialmente previsto. no cubículo de alimentação de carga. após inspecionar o local e verificar as condições de trabalho. b) OP I. A PT é válida para a jornada de trabalho do executante (que inclui também o serviço em horário extraordinário). for encontrado algum elemento que não conste na liberação. no dia da emissão. Nota: O emitente e o co-emitente são responsáveis pela liberação do equipamento e da área. A plaqueta tem a finalidade de identificar o executante e significa que o serviço está em andamento. Operador da área É o operador que trabalha na área da unidade de processamento. Ao emitir a PT o empregado deverá observar o seguinte procedimento: a) indicar com clareza o serviço que está sendo autorizado e identificar com precisão o equipamento ou sistema (referência. d) entregar ao executante as 1ª e 2ª vias da PT ficando com a 3ª. e solicitada a presença de pessoa do EN para identificar e atualizar os desenhos. será afixada pelo executante. Estão autorizados a emitir PT: – Dentro de sua área: a) OP II. 1. desde que avaliadas todas as implicações de risco. d) Assistente de Suprimento. durante a escavação. os trabalhos devem ser interrompidos imediatamente. Nota: Para serviços tais como: troca de lâmpada. A PT é específica para o serviço nela descrito e restrita a um único equipamento. de alinhamentos. Se. a PT pode ser emitida de forma genérica. no formulário Permissão para trabalho (Anexo 1). c) TSI e TS II. número de identificação e situação do equipamento). para escavação de qualquer profundidade. perfeitamente identificado e delimitado.Segurança Industrial Etiqueta Vermelha de Advertência Quando se tratar de serviço em circuito elétrico. e assemelhados. etc. Liberação de Escavação (LE) Esta Liberação informa a existência de instalações subterrâneas no local da escavação. . Quando da substituição do emitente da PT. a Plaqueta Vermelha (Anexo 3). o prazo de validade não deve ultrapassar a jornada de trabalho do emitente. pelo Órgão responsável pelo equipamento ou sistema. e somente no momento da execução. fornecida pelo EN. A Permissão para Trabalho para serviços de escavação só pode ser emitida mediante a apresentação da L. deve ser emitida no mesmo formulário de Permissão para Trabalho (PT). Nota: Quando o potencial de risco justificar. Deve ser solicitada ao EN. (Liberação de Escavação). e) certificar-se que foi realizada a APR. medição de vibração. b) indicar a área ou o nome do responsável pela área na qual o serviço realizarse-á.17. medições gerais. agora sob a responsabilidade do substituto do emitente da PT. Tal condição deve constar da PT. cabe ao seu substituto a responsabilidade de. 2ª via para o operador da área e 3ª via para o emitente. e) TQ II e III.1 Emissão A PT deve ser emitida em 3 vias. g) certificar-se que as permissões para as tarefas que possam interagir sejam reportadas a todos. desde que treinado e autori59 zado pelo setor junto a PR. A Permissão Para Trabalho Combinada (PTC). além da etiqueta azul.

Após comunicar o Requisitante e o Emitente da PT. para o restante das instalações. MI.Segurança Industrial g) COTUR e SMS nas áreas de produção não definidas. conforme segue: – do EI/ELÉTRICA. – do EDE/CALDERARIA. d) o executante não estiver usando os E. 1. e obter do Operador da Área a autorização de entrada.I. inclusive aqueles decorrentes de manobras operacionais. c) aparecerem condições de risco na área onde se executa o trabalho. e) o executante tiver dúvida no trabalho a ser realizado. indicar a necessidade de apoio de carga para o serviço 60 no campo específico. – Estão autorizados a requisitar PT: a) O executante. É dispensada. Nota: O credenciamento de empreiteiros é efetuado para os aprovados em curso específico. – rubricar no verso da PT junto com o Operador da Área. desde que empregado da Petrobras. A participação neste curso é condicionada à solicitação formal da empresa contratada à Fiscalização e sua concordância após o que encaminhará a solicitação a SMS. – do PMS. Gerente do Contrato. na via do executante. quanto o executante do serviço devem preencher os campos das Etiquetas de Advertência e as fixarão nos equipamentos cuja operação pode interferir no trabalho a ser executado.17. d) Operador da área: – indicar no verso da PT. – autorizar a entrada de veículos de carga. após a remoção do equipamento. Nota: A PT pode ser cancelada por qualquer pessoa que perceba que os padrões de segurança não estão sendo cumpridos conforme as recomendações. identificados pelo logotipo específico (chave inglesa) afixado no crachá. 1. – entrar na área somente depois de atendidas as recomendações dos itens anteriores. – Dentro das áreas de Empreiteiras: Os técnicos de manutenção dos setores a seguir. Chefia do Setor envolvido e SMS. o horário e o tipo de máquina ou veículo que irá executar o serviço. Um atraso superior a 2 horas para o início do trabalho ou o afastamento do executante por igual período cancela automaticamente a PT. . providenciando os requisitos necessários para a manutenção das condições de segurança no local de trabalho.17. b) Do Emitente: – ao emitir a PT. para serviços de apoio de carga ou transporte.P. b) suas recomendações não estiverem sendo atendidas. após o painel de 480 V da subestação 5900-J e após os transformadores provisórios de parada.s adequados.17.3 Cancelamento A PT é cancelada quando: a) no caso de Emergências. quando o trabalho for em sistemas elétricos. quando o trabalho for nos galpões de pré-fabricação de tubulação. O executante do serviço fixará a etiqueta azul e o operador da área a etiqueta amarela. 1. h) Os supervisores hierárquicos acima citados anteriormente. o Funcionário da Petrobrás que detectou irregularidades e paralisou o serviço deve preencher o Relatório de Descumprimento de Norma de Segurança e enviar copias para o Fiscal do contrato. c) Do Operador da máquina ou motorista da viatura: – estacionar a máquina ou viatura fora da unidade de processo e da área de GLP.2 Requisição É de responsabilidade do requisitante da PT o fiel cumprimento das recomendações. é obrigação: a) Do Executante: – informar ao Emitente que o serviço necessita de apoio de carga.4 Etiquetas de Advertência Antes da autorização para início do serviço. tanto o responsável pela área. a "baixa" na autorização para entrada de máquina ou viatura. rubricando no verso a PT. Para acesso de máquinas de movimentação de cargas e veículos motorizados no interior de unidades de processo e área de GLP. – apanhar a via da PT com o executante. b) Empregados de empresa contratada credenciada pela SMS.

Quando as condições de risco exigirem. porém nos casos em que não seja possível o uso de cadeados. cada executante deverá colocar o seu cadeado. somente durante o tempo de intervenção direta. Travas para haste de válvulas devem ser solicitadas a serem instaladas após o fechamento dos bloqueios e despressurização do equipamento. bloqueando a operação ou energização do equipamento durante a manutenção. Caso não exista espaço na chave ou no disjuntor para mais de um cadeado. quando houver recomendação deste procedimento na AP ou na própria PT. o Emitente da PT/Operador da Área. desde que o sistema tenha sido despressurizado. As etiquetas devem ser destruídas após a sua remoção. exemplo: Operador da área. – etiqueta vermelha imantada – A ser fixado pelo eletricista. nos seguintes casos: a) trabalho com fonte de radiação ionizante (gamagrafia ou Raio-X Industrial). é dispensável o CIS. poço e caixa de drenagem de águas oleosas ou contaminadas. As etiquetas de advertência só poderão ser removidas pelas pessoas que as afixaram. a gaveta deverá ser extraída pelo EI. cada um deve afixar a sua etiqueta azul nesse equipamento. As liberações de equipamentos elétricos devem ser realizadas desligando-se a chave ou disjuntor nos respectivos painéis e em seguida o executante deverá colocar o cadeado próprio de cada oficina. Na abertura de linhas ou bombas para instalação de raquetes ou flanges cegos. corrosivos ou que a estes estiveram interligados. a oficina elétrica possui dispositivos para multiplicar a possibilidade de uso de cadeados. as etiquetas devem ser colocadas nas gavetas e nas botoeiras (campo e painel). drenado.Segurança Industrial Quando trabalhadores de diversos Setores estiverem dando manutenção ao mesmo equipamento. quanto ao atendimento dos Padrões Mínimos de Segurança. O CIS perde a validade se o trabalho não iniciar até 2h após sua emissão ou em caso de afastamento do executante por igual período.17. f) para escavação em profundidade superior a 1. caixas de passagem (MH) de cabos elétricos. Antes de solicitar o CIS. No caso de liberação de equipamentos para manutenção acionados por motor elétrico. Frentes distintas de trabalho em um equipamento.50 m. de duas ou mais oficinas participarem da liberação do mesmo equipamento. Com o uso de cadeados não será necessária a extração da gaveta para liberação. b) entrada de pessoas em equipamento. e) para que seja emitida Permissão para Trabalho Temporária (PTT). No caso. na porta do cubículo de alimentação de carga. . A inspeção de segurança deve ser realizada na presença do operador da área. inflamáveis. 1.5 Recomendações de Segurança Certificado de Inspeção de Segurança (CIS) É obrigatório obter o CIS junto a SMS para autorização do início de serviço. É obrigatória a instalação das travas nos seguintes casos: – Em bloqueios de equipamentos que necessitam de grandes manobras para sua retirada de operação e que oferecem 61 risco de Parada da Unidade. obrigatoriamente inspecionará a área e/ou equipamento. Para outros tipos de trabalho a emissão do CIS pode ser solicitada a critério do emitente da PT. devem possuir AP conjunta. d) trabalho de corte ou de solda em equipamento que contiveram produtos tóxicos. e é válido desde que sejam mantidas as condições de segurança existentes no local. O CIS é restrito ao trabalho para o qual foi emitido. c) abertura de equipamentos quando o Emitente tiver dúvida. – etiqueta azul – A ser fixado pelo executante dos serviços. do operador da área ou do executante do trabalho. empregado Petrobras ou de contratada. Nesse caso. devem ser utilizados três tipos de etiquetas: – etiqueta amarela – A ser fixada pelo empregado Petrobrás responsável pela área. a serem executadas simultaneamente. purgado (quando esse procedimento for indicado na PT/AP) e não esteja interligado com o sistema de tochas. apenas uma etiqueta amarela será afixada. seus substitutos ou Supervisor Imediato. O Equipamento ou Sistema será considerado isolado quando: – Estiver raqueteado (flangeado a cego). Para fins de liberação de trabalhos. será previsto o acompanhamento do serviço pelo operador da área e por representante da SMS.

quanto ao procedimento de interrupção dos trabalhos em caso de emergências. e atender os padrões mínimos de segurança e os procedimentos de manutenção aplicáveis. Assina as 2 vias da PT. O responsável pela área deve certificar-se de que as condições de trabalho estejam suficientemente seguras durante todo o seu desenvolvimento.17. b) Tomar conhecimento da AP. nas 1ª e 3ª vias e informa ao operador da área.6 Execução dos Trabalhos Antes de autorizar os trabalhos para execução o operador e o executante devem garantir que as recomendações da PT e da AP estão sendo atendidas. c) Excepcionalmente.7 Conclusão dos Trabalhos Ao término do trabalho ou do prazo de validade descrito na PT. segundo sua avaliação. para que este atualize sua via. e) Em caso de Permissão para Trabalho Combinada (PTC) o executante procurará o co-emitente. a verificar ou não concluído. c) Dar conhecimento do conteúdo da AP aos executantes. – Existir duplo bloqueio com suspiro (vent) ou dreno intermediário. a etiqueta permanecerá afixada. o executante deve procurar o operador da área ou o operador emitente da PT. entrega ao operador da área ou operador emitente da PT a 1ª via. atualize a sua via e remova a Etiqueta de Advertência amarela. Após esse prazo podem ser destruídas. utilizando o meio de comunicação disponível para que este verifique o serviço. Em ambos os casos. b) Executar apenas o serviço constante da permissão. e retira a Etiqueta de Advertência amarela. Ao dar baixa na PT o executante. se houver e se os trabalhos foram concluídos. para informar a conclusão do serviço e dar baixa na PTC. e se o operador da área não for encontrado. Se o trabalho não foi concluído. na seqüência seguinte: a) O executante. se o trabalho foi concluído. o horário de conclusão ou interrupção do trabalho nas 1ª e 2ª vias da PT e informa ao emitente. com o emitente ou seu substituto. para informar a situação do serviço e dar baixa na PT. em corresponsabilidade com o requisitante. está declarando que o local foi deixado em perfeitas condições de higiene. c) Devolver a 1ª via ao executante autorizando com esse ato o início do trabalho. ao autorizar os trabalhos: a) Verificar se as medidas preventivas apontadas pelo emitente foram adotadas e rubricar (na coluna “Operador da área”) os itens assinalados no formulário de PT e o formulário da AP. que anota o horário de conclusão ou interrupção do trabalho. c) Manter sempre a PT em seu poder.Segurança Industrial – Desconectado. se houver. e a destrói. e reter a 2ª via. d) Alertar aos executantes. no local dos trabalhos. ele deve realizar verificações periódicas do trabalho ou permanecer no local. indicando a situação dos trabalhos.17. Na impossibilidade de atendimento a estas exigências. os seguintes procedimentos devem ser observados. A PT só será considerada autorizada após o responsável pela área. Por parte do Requisitante são necessários os seguintes procedimentos: a) Assinar a PT antes do início dos trabalhos. Providenciar o cumprimento das medidas que não tenham sido adotadas. Para tanto. utilizando o meio de comunicação disponível. Por parte do Executante são necessários os seguintes procedimentos: a) Verificar se as medidas preventivas fo62 ram adotadas e providenciar o cumprimento das medidas que não tenham sido. b) Preencher o campo “Autorização para início do trabalho”. 1. limpeza. organização e segurança e também que o responsável 1. . retira a Etiqueta Azul (se houver) e a destrói. d) As 2ª e 3ª vias da PT devem ser arquivadas por 5 dias. deve ser prevista medida adicional de segurança. Qualquer trabalho só pode ser iniciado após o recebimento da PT com a autorização dada pelo operador da área. dando baixa como trabalho concluído. b) O operador da área anota no campo "Quitação da PT". o executante pode dar baixa "A VERIFICAR" na PT. Somente o serviço descrito na PT deverá ser executado. ou seu substituto.

SMS e do Supervisor da Empreiteira. aquele em que os riscos da área onde se realiza o trabalho e das áreas próximas estão controlados e não devem sofrer alteração durante o serviço. e) Parada parcial de unidade. em local visível por todos. lavagem com . segue as condições estabelecidas nesta norma para PT. os equipamentos ficam sujeitos ao regime normal de emissão de PT /CIS. antes do início do trabalho.18 Condições específicas Nos casos previstos nesta norma ou em situações especiais. desde que os equipamentos liberados tenham sido etiquetados. a critério do responsável pela manutenção. A PTT não dispensa a autorização verbal dada pelo Responsável pela Área.63 dos e purgados. limpeza. sistema ou área. c) Nota: Equipamentos isolados são aqueles que foram raqueteados. tanto na área. e diariamente. Empreiteira e SMS. b) Equipamentos ou sistemas específicos desde que se possa isolá-los e não ocorra interferência dos trabalhos de manutenção com os sistemas em operação. não sendo permitido. se autorizadas pelo chefe da PR. d) Deposição de resíduos de hidrocarbonetos líquidos nas células de biodegradação (landfarming). superior a 5 dias. disponível na Atividade de Documentação Técnica) com distância entre costados maior ou igual ao maior diâmetro.18. Quando em início de manutenção.1 PTT – Permissão de Trabalho Temporária A PTT é emitida para trabalho específico em equipamento que representa um risco isolado. sistema ou área. o recebimento de produto no tanque vizinho. podem ser adotados outros tipos de permissão para trabalho. purga. após avaliação conjunta dos supervisores do Setor Responsável pelo equipamento. por exemplo: drenagem. Setor Responsável pelo equipamento ou área e MI. O responsável pela manutenção. Os trabalhos com fonte de radiação ionizante ou Raio X Industrial exigem a obtenção de PT e CIS ainda que em área sob regime de PTT. caso necessário. Setor Fiscal. do Setor de Manutenção. caso em que o responsável pela área não necessariamente observou e avaliou os resultados dos trabalhos). como definido a seguir: 1. quanto nas casas de controle. isolados. para informar de sua presença e saber sobre as condições de segurança da área operacional onde irá trabalhar.Segurança Industrial pela área está satisfeito ou ciente com o resultado dos trabalhos executados (exceto nos casos em que o executante ou requisitante dão baixa na PT como "A VERIFICAR". o executante dos serviços deve entrar em contato com o mesmo. flangeamento ou isolamento elétrico. As etapas iniciais de manutenção incluem. lava. assim como a suspensão dos mesmos. recolhimento de restos de material. baseado em parecer da SMS. cujos acionadores estão impedidos de entrar em operação e foram tomadas medidas para impedir que os serviços executados coloquem em risco pessoas ou equipamentos em áreas vizinhas. 1. e em local visível junto ao equipamento ou local dos trabalhos. A PTT só se aplica a situações diferentes das relacionadas anteriormente. A PTT é solicitada pelo setor de manutenção responsável pela execução do serviço e emitida pelo setor responsável pelo equipamento. e a cada revalidação. tais como parada de sistemas ou construção e montagem. a PTT poderá ser afixada. A PTT é emitida com validade de 30 dias. A execução dos trabalhos. neste caso. O Fiscal do serviço de limpeza deve efetuar verificação diária nas frentes de trabalho. após análise dos riscos envolvidos e com autorização competente. deve afixar a PTT em plaqueta própria. deve ser realizada avaliação conjunta pelo Setor Emitente. Nota: No caso de PTT's para trabalhos gerais que envolvam toda uma área. Nota: Entende-se por nível de segurança adequado. por um prazo pré-estabelecido. A PTT é aplicável às situações descritas a seguir: a) Manutenção em tanques individuais ou aos pares (conforme NBR-7505. esgotados. até que se atinja níveis de segurança adequados para entrar em regime de PTT. Cabe ao Operador do turno que antecede o início dos trabalhos de manutenção inspecionar as condições de segurança do local. f) Limpeza industrial ao nível do solo compreendendo varreção.

Lubrificação de rotinas (exclusivamente as atividades listadas a seguir): i.3 – Drenagem de água dos depósitos e de mancais de bombas e turbinas. purga. Movimentação de Catalisador. Movimentação de Enxofre.Segurança Industrial g) h) i) j) água e/ou vapor. d) Paradas gerais de Unidade. limpeza de canaleta de águas pluviais (não abrange esgoto oleoso) e limpeza de grades do SAO. substituição de areia sob fornos. após a fase inicial de drenagem. vazamentos e temperaturas. i. Nota: A PTT é emitida pelo setor responsável pela área onde a limpeza será realizada. disponível no SC com o número de estoque: NE-7550-786-77550 1.18. raqueteamento. c) Montagem de novos equipamentos nas áreas de processo.1 – Verificação do estado (aparência) do óleo e completar níveis. quando a situação será negociada entre os envolvidos em reunião específica. (VERSO) . isentos de hidrocarbonetos ou produtos tóxicos. identificando claramente os locais e especificando os tipos de trabalhos autorizados. ainda que em área liberada. por escrito. dando conhecimento aos Órgãos envolvidos. desde que todos estejam em manutenção.2 – Verificação (visual e auditiva) de ruídos. capina em área britada. quando os equipamentos já estiverem todos liberados para entrada de pessoal. exceto nos casos de Parada. desde que se possa isolar seguramente todos os trabalhos de montagem. i. A Liberação de Área deve ser requisitada ao chefe da PR. ventilação. pela MI. Os trabalhos com fonte de radiação ioni64 zante exigem a obtenção de PT e CIS. b) Construção de novos tanques.4 – Lubrificação de válvulas (após liberação do operador da área).2 Liberação de Área A Liberação de Área é aplicável às seguintes situações: a) Manutenção em tanques grupados (conforme NBR-7505). O chefe da PR pode autorizar a Liberação da Área. MODELO DE FORMULÁRIO DE PT* *Formulário REPAR ( G-271). i.

7550-787-01130. 65 . AZUL – Formulário REPAR (G-465) – disponível no SC com o número de estoque: NE – 9915-787-01150. com o número de estoque: NE . (FRENTE) (VERSO) MODELO DE PLAQUETA VERMELHA PLAQUETA VERMELHA (IMANTADA) – Para ser afixada no cubículo de alimentação de carga.9915-786-58500. no momento do trabalho.Segurança Industrial MODELO DE ETIQUETAS DE ADVERTÊNCIA AMARELA – Formulário REPAR (G-215) – disponível no SC com o número de estoque: NE – 9915-787-01147. disponível no SC. apenas por eletricistas. MODELO DE ETIQUETAS DE AVISO BRANCA – Formulário REPAR (G-465) – disponível no SC com o número de estoque: NE . (FRENTE) (VERSO) MODELO DE CERTIFICADO DE INSPEÇÃO DE SEGURANÇA – (CIS) CIS – Formulário REPAR (G-057).

Setor de Manutenção e SMS). MODELO DE AUTORIZAÇÃO PARA ÁREA LIBERADA A: DIVISÃO DE APOIO À PRODUÇÃO DO: CHEFE DA PR REF.c.: SMS .: ÁREA LIBERADA Comunicamos que esta Superintendência. O trabalho deve ser suspenso na ocorrência de alteração no ambiente ou nas áreas adjacentes ao local de trabalho. resolveu adotar o regime de ÁREA LIBERADA. TRABALHO A EXECUTAR: Equipamento ou Área: Localização: Permissão emitida para (Setor ou Equipe de Trabalho): Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) exigidos: Recomendações de segurança: 2. 4. MI. para a área situada entre as coordenadas _______. 5. autorizamos a execução de: 1. conforme croqui anexo. Anexo: Croqui c. Empreiteira. (Nome e Assinatura do Emitente) Anexo: o citado c.: SMS. PR. Fiscal Contrato.: PERMISSÃO PARA TRABALHO TEMPORÁRIA Comunicamos que após inspeção realizada pelos Supervisores do (Setor Responsável pelo Equipamento ou Área. Esta Permissão é válida até às ______h _____min do dia _____/______/______ 3. O executante deve cumprir as Normas e Regulamentos de Segurança vigentes. Ciente dos participantes da inspeção/avaliação: Operação Fiscal do Contrato SMS Representante Empreiteira( se necessário) Atenciosamente. atendendo solicitação da MI. nas condições descritas a seguir.Segurança Industrial MODELO DE PERMISSÃO PARA TRABALHO TEMPORÁRIA (PTT) AO: (SETOR DE MANUTENÇÃO RESPONSÁVEL PELA EXECUÇÃO OU FISCALIZAÇÃO DO TRABALHO) DO: (SETOR RESPONSÁVEL PELO EQUIPAMENTO OU ÁREA) REF. para a realização de trabalhos de: Esta liberação é válida até às ______h _____min do dia____/_____/_____ 66 Atenciosamente.c.

05. – regulamentos internacionais aos quais a Companhia. – documentos de caráter normativo. 157 da CLT estabelece que cabe à empresa cumprir e fazer cumprir as Normas de Segurança e Medicina do Trabalho. PMS. Planos de Contigência I. através dos Gerentes e Fiscais do Contrato. Objetivo Considerações Gerais Normas e Regulamentos Aplicáveis Definições e Terminologia Área de Abrangência Caracterização das Instalações 67 . sendo. exclusivamente. visando atender aos preceitos da Gestão pela Qualidade Total. a lei 611 de 21 de julho de 1992. entretanto. 02.Segurança Industrial DESCUMPRIMENTO DE NORMAS DE SEGURANÇA AO: DO: REF:. Solicitamos que nos seja informado as providências tomadas. tais como os emitidos pelo Ministério da Marinha e Ibama. direta ou indiretamente. MI. informamos que a empresa descumpriu as Normas de Segurança da REPAR. Estas Diretrizes foram elaboradas em consonância com a Política de Meio Ambiente e Segurança Industrial da Petrobras. além das diretrizes anteriormente relacionadas. etc. 04. no Art. tais como os requisitos estabelecidos pelo regulamento 26 do Anexo I da Marpol 73/78 e pela Resolução MEPC 54/32 Anexo 4 da "IMO Guidelines for Development of Oil Pollution Emergency Plans". 06. Foram considerados para elaboração deste documento. Pela Segurança dos empregados da Contratada (Empreiteira). Atenciosamente. os PC da Companhia devem. C/C: SMS.NR's). os seguintes documentos descritos a seguir: – planos de contingência de companhias congêneres: – planos de contingência de entidades internacionais que a Companhia participa. facultativo a cada coordenador a inclusão do item “introdução”: Introdução (opcional) 01. sob coordenação da SUSEMA – Superintendência de Meio Ambiente. de forma a se facilitar o inter-relacionamento entre os diversos planos existentes. Qualidade e Segurança Industrial. no que diz respeito a: – (relacionar itens) – – Solicitamos as providências cabíveis. tais como: E&P Forum. etc. Principalmente as constantes na Portaria 3214 do Ministério do Trabalho (Normas Regulamentadoras . Objetiva também a padronização dos PC. Por outro lado. 173 estabelece que constitui Contravenção Penal a empresa deixar de cumprir as Normas de Segurança e Higiene do Trabalho. Itemização Conforme N-2644 – Critérios para Elaboração do Plano de Contigência. chefe do setor envolvido. deve atender. assim como aos requisitos aplicáveis das normas internacionais de qualidade ambiental (normas da série ISO 14000). Objetivo Estabelecer padrões mínimos que devem ser observados pelos órgãos da Petrobras para a elaboração de Planos de Contingência (PC). obedecer à itemização seguinte. DESCUMPRIMENTO DE NORMAS DE SEGURANÇA A Legislação vigente e a Jurisprudência predominante prevêem co-responsabilidade da Contratante (REPAR) de Obras e Serviços. 03. Lembramos que o Art. uma vez que o descumprimento das Normas de Segurança caracteriza infração ao contido no Contrato firmado entre a REPAR e a prestadora dos serviços. Assim. adotada pela Companhia. Gerente e Fiscal do contrato. a integração através dos meios eletrônicos – onde a padronização é fundamental. assim como possibilitar maior intercâmbio e melhor aproveitamento das informações disponíveis e necessárias a desejada eficácia nas ações de controle e combate a ocorrências anormais..

contemplando pronta informação do evento aos gerentes internos. a secretaria de saúde do município. empresas e autoridades locais. 7. rodoviária e militar. – Definir/identificar o documento que fixa as diretrizes para comunicação de acidentes e ocorrências anormais no órgão ou na Companhia. estadual e federal). 10. bem como a interação com outros PC. Deve possibilitar ajustes para a ampliação de sua capacidade de ação. tais como: o órgão ambiental (local.2. internos ou externos. Disponibilização de Recursos C. imprensa e outras entidades que possam colaborar com o controle da emergência. anexando-o ao PC se o órgão gestor do mesmo julgar conveniente.2 Inventário de Produtos 6. definindo as atribuições de cada participante do PC.1.1 Comunicações 8.2 Atribuições e Responsabilidades 7. etc das localidades. 09. do patrimônio e do meio ambiente.3 Disposição Final de Resíduos 8. autoridades comunidade.2. Mapas – Áreas Sensíveis – Rotas de Acesso D.2. 11. Relatórios E.Segurança Industrial 07. conforme aplicável.1 Hipóteses Acidentais 6. a marinha. para cada hipóte- 68 . – Conter sistemática de gerenciamento das atividades de controle da emergência. previsível e capaz. – Ser de fácil entendimento e execução. 6. de combate a incêndios. dimensões e cenários. Padrões de Formulários e Impressos Conforme Diretrizes para Controle de Emergência. em seus vários tipos. – Conter mecanismos de melhoria contínua do processo e dos recursos envolvidos no controle da emergência. Atribuições e Responsabilidades por Hipótese Acidental – Deve guardar coerência com o anterior. – Envolver os serviços médico.3 Caracterização da Região Organização para Controle de Emergência – OCE 7. policial. Lista de Endereços dos Participantes Internos e Externos B. A estrutura deve ser compatível com as ações necessárias ao controle das emergências.2 Ações de Controle 8. – Atender ao estado da arte da função segurança e ao histórico de emergências da Companhia e Internacionais e estar integrado aos planos desenvolvidos pela comunidade.1 Deve ser apresentada a estrutura organizacional preestabelecida a se formar quando da ocorrência de uma emergência.1 Organograma 7.1 Atribuições e Responsabilidades por Hipótese Acidental Desencadeamento das Ações 8. a defesa civil. Organização para Controle de Emergência – OCE 7. Atribuições e Responsabilidades – Definir as atribuições de cada órgão participante da OCE – Definir os responsáveis pela comunicação da ocorrência à estrutura da Companhia – Definir os responsáveis pela comunicação inicial da ocorrência aos órgãos externos. o corpo de bombeiros. o que deve ser constatado através de treinamento e simulados.4 Evacuação da Área Recursos Internos e Externos Gerenciamento do Plano Anexos A. assegurando a integridade das pessoas. rodoviário. as polícias civil. 07. A estrutura organizacional básica deve ser definida da seguinte forma: 7. a imprensa etc. 08. quando requisitados recursos adicionais de outros órgãos. os planos de controle de emergência devem: – Atender às necessidades e expectativas dos clientes internos e externos afetados ou impactados pela emergência.

além de realização de simulados de emergências que são as aplicações práticas dos procedimentos de combate a emergência. Transferência e Estocagem. destas atribuições e responsabilidades.Segurança Industrial se acidental identificada. Produção. – Nas Unidades de Negócios a Organização de Controle de Emergência (OCE) são compostas por empregados das áreas: SMS. Segurança Patrimonial e Manutenção. Anotações 69 . de forma a se facilitar a pesquisa no PC. – As equipes da OCE são treinadas mensalmente conforme programação de cada órgão. Laboratório.

clientes. considerando a justiça. a dignidade. pelo respeito ao meio ambiente. visando a uma relação de respeito e transparência com seus empregados e a sociedade. desde que as atividades deles não prejudiquem a imagem ou os interesses da Companhia. sem descuidar da busca do bem comum. Na Petrobras. fornecedores. o decoro. as decisões são pautadas no resultado do julgamento. 70 . que é traduzido pela valorização de seus empregados enquanto seres humanos. A atuação da Companhia busca atingir níveis crescentes de competitividade e lucratividade. a lealdade. Governo e demais segmentos da sociedade. As informações veiculadas interna ou externamente pela Companhia devem ser verdadeiras. pela observância às normas de segurança e por sua contribuição ao desenvolvimento nacional. o respeito. competência e honestidade. a eficácia e a consciência dos princípios éticos são os valores maiores que orientam a relação da Petrobras com seus empregados.Segurança Industrial Principios Éticos da Petrobras A honestidade. parceiros. A Petrobras considera que a vida particular dos empregados é um assunto pessoal. concorrentes. o zelo. acionistas. legalidade.

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->