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ISSN 1809-9246 VOLUME 10 NÚMERO 2 ABRIL A JUNHO DE 2006

PUBLICAÇÃO OFICIAL DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO EM FISIOTERAPIA

WORLD CONFEDERATION FOR PHYSICAL THERAPY

ISSN 1809-9246 Rev. bras. fisioter., São Carlos, v. 10, n. 2, p. 137-247, 2006

A Revista Brasileira de Fisioterapia é o veículo da Associação Brasileira de Pesquisa e Pós-Graduação em Fisioterapia (ABRAPG-Ft). Publicada a partir de 1996, adota processo de revisão por especialistas (peer review), sendo que cada artigo é publicado apenas após a aceitação por no mínimo três revisores, mantidos no anonimato. The Brazilian Journal of Physical Therapy is published by Brazilian Association for Research and Postgraduate studies in Physical Therapy. Published as from 1996, adopted a peer review process, each article only being published after being accepted by a minimum of three reviewers, maintained in anonymity. Missão: publicar artigos científicos relativos ao objeto básico de estudo e campo de atuação profissional da Fisioterapia, veiculando estudos básicos e aplicados sobre a prevenção e tratamento das disfunções de movimento. Mission: to publish scientific articles related to the basic objective of study and field of professional activity in Physical Therapy, divulging basic and applied studies on the prevention and treatment of movement disorders. Indexação/Indexing: · LILACS (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde/ Latin American and Caribbean Literature in Health Sciences) · SPORTDiscus · SCA (Scientific Cambridge Abstracts)

· SciELO (Scienfific Eletronic Libray Online)

EDITORES/EDITORS

Helenice Jane Cote Gil Coury Tania de Fátima Salvini Sérgio Teixeira Fonseca
SECRETÁRIA EXECUTIVA/EXECUTIVE SECRETARY

Dormélia Pereira Cazella
EDITORES ASSOCIADOS/ASSOCIATE EDITORS

Amélia Pasqual Marques André Luiz Felix Rodacki Antonio Fernando Brunetto Aparecida Maria Catai Débora Bevilaqua Grossi Dirceu Costa Jamilson Simões Brasileiro

Marisa Cotta Mancini Rinaldo Roberto de Jesus Guirro Rosana Ferreira Sampaio Rosana Mattioli Sara Lúcia Silveira de Menezes Verônica Franco Parreira

CORPO EDITORIAL/EDITORIAL BOARD

Ada Clarice Gastaldi – UNIT - Uberlândia Alberto Carlos Amadio – USP – São Paulo Alcimar Barbosa Soares – UFU – Uberlândia Ana Cláudia Mattiello-Sverzut – USP – Ribeirão Preto Anamaria Siriani de Oliveira – USP – Ribeirão Preto Armele Dornelas de Andrade – UFPE – Recife Audrey Borghi e Silva – UFSCar – São Carlos Augusto Cesinando de Carvalho – UNESP – Presidente Prudente Carlos Eduardo dos Santos Castro – UFSCar – São Carlos Celso Ricardo Fernandes de Carvalho – USP – São Paulo Chukuka S. Enwemeka – New York Institute of Technology – EUA David J. Magee – University of Alberta – Canada Edison Sanfelice André – FURB – Blumenau Eliane Mauerberg – UNESP – Rio Claro Eloisa Tudella – UFSCar – São Carlos Ester da Silva – UNIMEP – Piracicaba Fátima V.R. de Paula Lamego Goulart – UFMG – Belo Horizonte Gert-Ake Hansson – Lund University – Suécia Gil Lúcio Almeida – UNAERP – Ribeirão Preto Herbert Gustavo Simões – UCB – Brasília Isabel de Camargo Neves Sacco – USP – São Paulo Janet Carr - University of Sydney – Austrália João Carlos Machado – UFRJ – Rio de Janeiro João Marcos Domingues Dias – UFMG – Belo Horizonte José Ignacio Calvo Arenillas – Universidade de Salamanca – Espanha

José Rubens Rebelatto – UFSCar – São Carlos Kenneth G. Holt – Boston University – EUA LaDora V. Thompson – University of Minnesota – EUA Linda Fetters – Boston University – EUA Luci Fuscaldi Teixeira-Salmela – UFMG – Belo Horizonte Marco Aurélio Vaz – UFRGS – Porto Alegre Nivaldo Antonio Parizotto – UFSCar – São Carlos Paul Hodges – University of Queensland –Austrália Pedro Dall’Ago – FFCMPA – Porto Alegre Raquel Rodrigues Britto – UFMG – Belo Horizonte Regina Heloisa Maciel – UECE – Fortaleza Renato da Costa Teixeira – UEPa – Belém Ricardo Oliveira Guerra – UFRN – Natal Richard L. Lieber – Univ. of California and V.A. Medical Centers – EUA Rik Gosselink – Katholieke Universiteit Leuven – Bélgica Rosângela Corrêa Dias – UFMG – Belo Horizonte Rubens Corrêa de Araújo – USJT – São Paulo Sandra Olney – Queen’s University – Canadá Serge Roy – Boston University – EUA Shrawan Kumar – University of Alberta – Canadá Stela Mattiello Gonçalves Rosa – UFSCar – São Carlos Vanessa Monteiro Pedro – UFSCar – São Carlos Vera Maria da Rocha – UFRN – Natal Walter Araujo Zin - UFRJ - Rio de Janeiro

Revisão/Review Bibliotecária/Librarin Dormélia Pereira Cazella CRB 8/4334

São Carlos – São Paulo – Brasil

ISSN 1809-9246 Rev. bras. fisioter., São Carlos, v. 10, n. 2, p. 137-247, 2006

10 n.. mechanical or photocopy. Trimestral Sumários em Inglês e Português ISSN 1809-9246 1. São Paulo. v. bras. under the responsability of the Department of Physical Therapy. mecânico ou fotocópia sem expressa autorização dos editores. técnicas ou procedimentos contidos no material publicado nesta revista. fisioter. seja eletrônico. 2006). The submission of articles presupposes that these articles. v. não tenham sido publicados anteriormente. por qualquer meio. (0xx16) 3351-8755 Fax: (0xx16) 3361-2081 Aos cuidados da Revista Brasileira de Fiosioterapia Confecção de gráficos e diagramação/Production of graphs and diagrams: Alexandra Domingues Queiroz A Revista Brasileira é publicada em convênio com a Universidade Federal de São Carlos sob responsabilidade do Departamento de Fisioterapia. A submissão de artigos pressupõe que estes artigos. 1 (1996). 2 (abr. km 235. have not been previously published elsewhere. São Carlos. Associação Brasileira de Editores Científicos Revista associada à/journal associated to A B E C REVISTA BRASILEIRA DE FISIOTERAPIA Secretaria Executiva Universidade Federal de São Carlos Rod. nem submetidos a qualquer outra publicação. Associação Brasileira de Pesquisa e Pós-Graduação em Fisioterapia. which may have been caused by the use of ideas. 10. Fisioterapia/periódicos I. 2 Nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida ou transmitida. – São Carlos: 1996. ./jun. be it electronic. Caixa Postal 676 CEP 13565-905. n. n. techniques or procedures contained in the material published in this journal. v. Revista Brasileira de Fisioterapia (Brazilian Journal of Physical Therapy)/Associação Brasileira de Pesquisa e Pós-Graduação em Fisioterapia. com exceção dos resumos ampliados. Brasil Tel. The editors accept no responsibility for damage to people or property. 1. Washington Luís. No part of this publication can be reproduced or transmitted by any media. without the express authorization of the editors.ISSN 1809-9246 Rev. nor submitted to any other publication. The Brazilian Journal of Physical Therapy is published by arrangement with the University of São Carlos. São Carlos. with the exception of extended summaries. Os editores não assumem nenhuma responsabilidade por dados a pessoas ou propriedades que possam ser causados por uso das idéias.

........................... Goes R............. 241 Normas Editoriais/Editorial Norms ......................................... Tanaka C........................................................................................................ Baldissera V............... Quagliato EMAB................................................................................. 225 PARÂMETROS CINEMÁTICOS DA MARCHA COM OBSTÁCULO EM IDOSOS COM DOENÇA DE PARKINSON.......................................................................................... 2006 Editorial ............................................................................................................................. Perez SEA............ Munin FS.............................................. COM E SEM SINOVITE CRÔNICA: CORRELAÇÃO COM A INCIDÊNCIA DE HEMARTROSES Evaluation of Postural Alignment and Performance in Functional Activities Among Hemophilic Children Under 7 Years Old with and without Chronic Synovitis: Correlation with Hemarthrosis Incidence Galante GA......... São Carlos. Shepherd RB .......................... 219 INFLUÊNCIAS DE PRÁTICAS MATERNAS NO DESENVOLVEMENTO MOTOR DE LACTANTES DO 6º AO 12º MESES DE VIDA Influence of Child-Rearing Practices on Infants’ Motor Development Between the Sixth and Twelfth Months of Life Silva PL................... Gobbi LTB........................... Inoue MMEA..... 137 THE CHANGING FACE OF NEUROLOGICAL REHABILITATION Mudando a Face da Reabilitação Neurológica Carr JH............................................................................................................................. Vitório R......................... Mancini MC...................................................................................... Molinero de Paula VR....................... Camargo PR. Zanardi VA ........................................... Viana MA ........................................................................................... Neto FR ..................... D’Amico EA . Gobbi S ................................ 185 AVALIAÇÃO DA AMPLITUDE ARTICULAR DO JOELHO: CORRELAÇÃO ENTRE AS MEDIDAS REALIZADAS COM O GONIÔMETRO UNIVERSAL E NO DINAMÔMETRO ISOCINÉTICO Knee Joint Range-of-Motion Evalution: Correlation Between Measurements Achieved Using a Universal Goniometer and an Isokinetic Dynamometer Batista LH..... Stella F................. with and without Levodopa: a Piloty Study Pieruccini-Faria F...................................................................................... 233 Artigo Metodológico/Methodological Article A PROFISSIONALIZAÇÃO DA FISIOTERAPIA EM MINAS GERAIS Professionalization of Physycal Therapy in Minas Gerais Nascimento MC..... Sampaio RF...................... 193 ESTUDO DA CONFIABILIDADE DA FORÇA APLICADA DURANTE A MOBILIZAÇÃO ARTICULAR ÂNTERO-POSTERIOR DO TORNOZELO Reability Study on the Force Applied During Anteroposterior Mobilization of the Ankle Joint Resende MA......................................................................... Nascimento NH............... V Artigos de Revisão/Review Articles IMPORTANCE AND CLARIFICATION OF MEASUREMENT PROPERTIES IN REHABILITATION Importância e Esclarecimentos das Propriedades de Medida em Reabilitação Gadotti IC... Paz LPS.................................................. Vieira ER........... Salvini TF ........................................................................................ 2....................................................... 163 AVALIAÇÃO DO ALINHAMENTO POSTURAL E DO DESEMPENHO EM ATIVIDADES FUNCIONAIS DE CRIANÇAS HEMOFÍLICAS EM IDADE INFERIOR A SETE ANOS... v........................................... fisioter................. Dias RO................ Magee DJ ................................................ Bicalho LI........ Catai AM............................................. Martins LEB................ Gallo Jr L.................... Azevedo CSA..... 171 ESTUDO DE CONFIABILIDADE DA APLICAÇÃO DA ESCALA DE FUGL-MEYER NO BRASIL Reability Study on the Application of the Fugl-Meyer Scale in Brasil Maki T................. Schwantes MLB ...................... Parizotto NA......................................................... Aiello GV..................... 199 ADAPTAÇÃO ENZIMÁTICA DA LDH EM RATOS SUBMETDOS A TREINAMENTO AERÓBIO EM ESTREITA E LASER DE BAIXA INTENSIDADE Adaptation of LDH Enzyme in Rats Undergoing Aerobic Treadmill and Low Intensity Laser Therapy Vieira WHB............ Santos DCC... 137-247........................................................................................................... Figueiredo IM ....................................................................................................... 10............................ Cacho EWA..................... Penido MM.. n....... 205 RELAÇÃO ENTRE INTENSIDADE DE DOR E CAPACIDADE FUNCIONAL EM INDIVÍDUOS OBESOS COM OSTEOARTRITE DE JOELHO Relationship Between Pain Intensity and Functional Capacity of Obese Individuals with Knee Osteoarthritis Vasconcelos KSS........................ Mello M.................................... Salmela JH. Peixoto GHC.. Dias JMD..................... Venturini C....................................... bras..................... ACIMA E NO LIMIAR DE ANAEROBIOSE VENTILATÓRIO Comparison of Cardiorespiratory Responses Between Constant and Incremental Load Exercises Below........................... Costa FC.................................................... 177 DESENVOLVIMENTO NEUROPSICOMOTOR DE LACTANTES DESNUTRIDOS Neuropsychomotor Development of Malnourished Babies Mansur SS............................................ Silva E ............... p...............................SUMÁRIO/SUMMARY ISSN 1809-9246 Rev........................................... Mattei K ....... Chagas MH .......................... Above and at the Ventilatory Anaerobic Threshold Pithon KR................. 147 Artigos Científicos/Scientific articles HEMIPARETIC CEREBRAL PALSY: CLINICAL DATA COMPARED WITH NEUROIMAGING Paralisia Cerebral Hemiparética: Dados Clínicos Comparados à Neuroimagem Turolla de Souza RC.......................................................... COM E SEM EFEITO DA LEVODOPA: UM ESTUDO PILOTO Kinematic Parameters for Gait with Obstacles Among Elderly Patients with Parkinson’s Disease.......... Gonçalves VMG ............................................................................................................................................................ Menuchi MRTP........................................................................................................... 213 ESTIMULAÇÃO ELÉTRICA NERVOSA TRANSCUTÂNEA (TENS) NO PÓS-OPERATÓRIO DE CESARIANA Transcutaneous Electrical Nerve Stimulation (TENS) Following Cesarean Surgery Melo de Paula G...................................................................................................................................................................... 157 COMPARAÇÃO DAS RESPOSTAS CARDIORRESPIRATÓRIAS ENTRE EXERCÍCIO DE CARGA CONSTANTE E INCREMENTAL ABAIXO.......................... Maura-Ribeiro MVL...................................................................................... Ciasca SM.................................... Oishi J......................... Dias RC ....................................

Nossa próxima meta passa a ser as indexações internacionais (Medline. torna-se imprescindível. bras. e editores que contribuíram para a melhoria contínua da política editorial da Revista! Essa conquista precisa ser também creditada ao apoio decisivo do CREFITO-3. 137-247. e sinaliza que nossa empreitada precisa continuar. um aprimoramento contínuo da política editorial. 2006 EDITORIAL Revista Brasileira de Fisioterapia na Scientific Electronic Library Online . Convidamos todos a participar com envolvimento crescente nas atividades da Revista Brasileira de Fisioterapia! Helenice Jane Cote Gil Coury Editora Revista Brasileira de Fisioterapia . 10. que viabilizou financeiramente a ampliação de nossa periodicidade. revisores.SciELO! É com imensa alegria que comunicamos que a Revista Brasileira de Fisioterapia foi incluída na Coleção SciELO em junho de 2006! Queremos compartilhar esse momento com todos vocês que tornaram essa meta uma realidade: editores. v. e a versão em inglês da Revista. p. revisores que deixaram o seu trabalho individual para efetuarem pareceres consistentes e úteis na seleção e aprimoramento dos artigos. assim como. a versão on-line.. o apoio financeiro de entidades de classe. para tal. n.ISI) e. autores e secretaria da Revista! Essa conquista apenas foi possível pelo trabalho árduo dos autores que submeteram artigos relevantes e de qualidade científica. São Carlos. 2. fisioter.ISSN 1809-9246 Rev. Essa nova indexação é um passo fundamental na consolidação de nossa Revista.

2. MAGEE DJ Faculty of Rehabilitation Medicine. University of Alberta. The clarification of measurement properties provided in this paper may contribute towards standardizing definitions and improving the quality of rehabilitation research and clinical practice. It discusses how the measurement properties interact with each other and influence the size of the effect and the power of studies. RESUMO Importância e Esclarecimento das Propriedades de Medida em Reabilitação Objetivo: O objetivo do presente artigo foi revisar criticamente os conceitos e tipos de confiabilidade. Results and Discussion: Measurement quality is assessed using criteria such as reliability. and are frequently confused. validity. responsiveness. e discutir suas implicações para a pesquisa em reabilitação e para a prática clínica de qualidade. limitations. which are related. study power. bras. Alberta. poder do estudo. Gadotti or Edgar Ramos Vieira. Vol. and appropriate applications of measurement properties in rehabilitation was conducted. No. Method: A critical literature review considering the strengths. Exemplos relevantes para a área de reabilitação foram apresentados. as limitações e o uso adequado das propriedades de medida em reabilitação. responsividade. e-mail: igadotti@ualberta. . and to discuss their implications for rehabilitation research and high-quality clinical practice. Palavras-chave: medidas. As propriedades de medida devem ser apresentadas para permitir que o leitor possa avaliar a qualidade dos resultados apresentados. confiabilidade. and responsiveness. validade e responsividade. Canada Correpondence to: Inae C. Método: Uma revisão crítica da literatura foi realizada considerando as vantagens. Key words: measurements. and responsiveness. Edmonton. Conclusões: Medidas são essenciais na pesquisa em reabilitação e na avaliação clínica. validity. Discutiu-se como as propriedades de medida interagem entre si e influenciam o tamanho do efeito e o poder dos estudos. It gives examples that are relevant for the field of rehabilitation. Many published studies do not report these measurement properties. 2006 Rev. Os esclarecimentos das propriedades de medida apresentados neste artigo podem contribuir para a padronização das definições e para a melhoria da qualidade da pesquisa em reabilitação e da prática clínica. validade e responsividade de medidas. Resultados e Discussão: A qualidade das medidas é avaliada por critérios tais como confiabilidade. Canada T6G 2G4. Conclusion: Measurements are essential in rehabilitation research and clinical evaluation. and responsiveness. VIEIRA ER. Este artigo de revisão esclareceu os conceitos e tipos de confiabilidade. validity.Vol. 348 Corbett Hall (mailbox). validade. 10. reliability.ca Received: 27/01/2006 – Accepted: 07/03/2006 ABSTRACT Objective: The purpose of this paper was to critically review the concepts and types of measurement reliability. 101809-9246 ISSN No. Measurement properties should be reported to allow readers to evaluate the quality of the results presented. Faculty of Rehabilitation Medicine. validity. fisioter. Muitos estudos publicados não apresentam estas propriedades de medida as quais estão relacionadas e algumas vezes sobrepõe-se sendo freqüentemente confundidas. validade e responsividade. 137-146 ©Revista Brasileira de Fisioterapia Measurement Properties in Rehabilitation 137 IMPORTANCE AND CLARIFICATION OF MEASUREMENT PROPERTIES IN REHABILITATION GADOTTI IC. 2 (2006). University of Alberta. sometimes overlapping. This review paper clarifies the meanings of the concepts and types of reliability.

0 to 1. Vieira ER. changes in performance. they are not reported in rehabilitation studies. There are different types of measurement reliability. and/or by the subjects being measured (e.g. and responsiveness necessary for each study (experimental or clinical).61 and 0. Kappa values between 0. Thus. meaningful measurement has become an essential part of the rehabilitation process. lack of proficiency. It is hoped this paper will contribute to improve the quality of measurements which are fundamental for good evidence based practice. It is quantified by the degree to which measurements are consistent (constant/stable) and reproducible (repeatable)6. a gold standard measurement should fulfill several requirements in order to be justifiable and clinically useful.75 indicate poor to moderate reliability1. Measurement is the act or process that allows quantitative comparison of results.3. and responsiveness. it is used clinically in rehabilitation. the applicability of the intended instrument in each setting. meniscal tears. should guide the decision concerning which measurements proprieties or its types. the results of the study may also be questioned because differences found (or the lack of it) in the study could have been caused by random measurement errors and not real changes (or the absence of it) in the variable been evaluated. They are influenced by errors introduced by the tester (e. This test was chosen due to the fact that it has been frequently studied. validity. and responsiveness. Thus. Ideally.g. The Lachman’s test was developed to assess anterior knee instability resulting from injury to the anterior cruciate ligament4. fisioter. the usefulness of measurements in clinical research and in the decision making process depends on the extent to which one can rely on the data as accurate and meaningful indicator of behavior. but often. Correlation values range from -1. researchers and clinicians are interested on objective evaluations of the value and effectiveness of rehabilitation assessment and treatment techniques. but it is usually agreed that the values should be greater than 0. Thus. The Lachman’s test was used in most of the examples to standardize the comparisons. Examples were used to facilitate comprehension of the measurements properties and their sub-classifications. unless one knows what the measurement error is and corrects it. and possible arthritis5. a review and clarification of the concepts is important. before and after a treatment. or phenomena1. the measurements performed. often used generally (neglecting the sub-classifications) or interchangeably. need to be reliable in order to show any differences pre and post treatment. are the most important for a specific study2. reliability is an essential characteristic of a meaningful measurement because often it is not possible to distinguish between the true value and the amount of measurement error8. attribute. which is a measure of rater agreement on a discrete outcome (nominal scale of measurement) such as “yes” / “no” for classifying treatment effect. Injuries to the anterior cruciate ligament may cause progressive dysfunction leading to rotatory instability.80 are considered as demonstrating “substantial” reliability and values greater than 0. The degree of reliability. Thus. non-standardization of procedures). articular cartilage degeneration. and misrepresentation of . INTRODUCTION With the increasing awareness of the importance of evidence based practice. responsive. lack of cooperation or comprehension. There is no consensus for cut-point values. practical. Another form of statistically testing reliability is the non-parametric Kappa test. In addition. if there were no changes (the treatment had no effect) the measurements would be the same. These objective evaluations can only be performed by accurately measuring research results and/or treatment outcomes.0. the characteristics of a measurement. The quality of a measurement is often judged by such criteria as reliability.75 to indicate good reliability and those below 0. the instrument (e.138 Gadotti IC. MEASUREMENT RELIABILITY Reliability is defined as the degree to which a measure is free of random error (measurement mistakes by chance)1. and responsiveness are important characteristics that should be considered when reading and/ or writing a paper. any measurement should be reliable. bras. Measurement validity. The test evaluates anterior displacement of the tibia in relation to the femur. and sometimes they are used inappropriately or incorrectly. and easy to obtain.80 are considered as demonstrating “almost perfect agreement”9. validity. reliability. validity. technical problems). However. In this case. The terms are frequently confused. Measurements that are composed of the true value of the variable being assessed along with measurement error are not reliable7. Magee DJ Rev. the consistency of the measurements performed may be questionable and consequently.0 to 1. For example. These measurement characteristics are related to each other and sometimes overlap. valid. as well as the purposes of the research or clinical assessment should be of concern to both rehabilitation researchers and clinicians in order to choose the most appropriate measurement in specific situations. The statistical analysis of measurement reliability is frequently performed using the Pearson correlation coefficient and the intraclass correlation coefficient (ICC).g. along with the objectives of measuring the event in question. for example. If the reliability of the measurements is not reported in a study.0. and to discuss the implications of their inclusion in studies for high quality rehabilitation research and clinical practice. and its outcomes are important to the patient. authors frequently disagree on their definitions and subclassifications. The purpose of this paper was to critically review the concepts and types of measurement reliability. Thus. The Kappa test results range from 0.

or test-retest reliability. Thus. high intra-subject reliability is needed to test the instrument reliability with no confounders. the measures taken should . The subjects may have been more relaxed or in less pain in one trial than on the other. parallel reliability is used when one wants to provide an alternative and/or similar measurement instrument or test10. Lachman’s test was found to have low intra-tester reliability in this study. high intra-tester reliability is a pre-requisite for testing intra-subject reliability and viceversa.12 evaluated the instrument reliability of the Lachman’s test. high intra-tester reliability is a pre-requisite to assess the instrument reliability and vice-versa. Johnson et al. They found Kappa values equal or less than 0. For this reason. 10 No. Thus. or inter-rater reliability. a possible explanation for the low intratester reliability found for the Lachman’s test by Cooperman et al. or interview protocol) to give the same consistent measurements or results. In addition to high intra-tester reliability.42 (low intertester reliability). In this case. or intra-rater reliability. It is used to detect whether the recorded values change when different testers measure the same “thing”1. the inter-tester reliability of the Lachman’s test was also evaluated by Cooperman et al. For example. Therefore. Intra-Tester Reliability Intra-tester reliability. For example.11 is a low intra-subject reliability. and psychosocial issues)10. Such instruments are ideally composed of questions or items that measure particular parts or attributes of a greater question. evaluates the reproducibility of measurements taken by different testers. meaning the items were highly correlated to each other (r= 0. The intra-tester reliability (Kappa test) was 0.75) can be a confounder for the intra-subject reliability assessment and the reverse is also true. It demonstrates the consistency of the tester to measure the same “thing” repeatedly2. if the instrument reliability is the ability of the instrument to replicate its own measures. The different types of reliability are presented and exemplified on the following sub-sections. but in the case of inter-tester reliability. Therefore. In this case. The results showed that the questionnaire had high internal consistency.13. Intra-Subject Reliability Intra-subject reliability involves the reproducibility of the subjects’ performance.8. questionnaire. Many other studies do not report or consider the intra-tester reliability when assessing the instrument reliability making it impossible to separate the two. the tester is evaluated as a possible source of bias and error. 2.g. scale.11. It compares the measures of the same subject taken at two or more times when the same tester performs the measures. The Kappa value should be at least 0. Inter-Tester Reliability Inter-tester reliability. device. Consequently different levels of muscular activity may have occurred around their knee joints during one of the tests affecting the results.92). the authors considered the instrument (Lachman’s test) reliability to be satisfactory. One of the justifications of the author for the low inter-tester reliability was that the method of administration of the Lachman’s test was not standardized in their study. It evaluates whether measurements or results from different devices or tests are similar or the same2. The most common approach to testing the internal consistency of questionnaires and interview protocols involves the calculation of the correlation between different items of the instrument1. questionnaire. scale. Measures of four testers were compared. or equivalence reliability. The authors controlled the intra-tester reliability by repeating the Lachman’s test measurements at least 3 times or until reaching equal values within the testing session. For example. possible differences between testers measuring the same thing are assessed. Instrument Reliability Instrument reliability. evaluates the ability of the measuring instrument or test (e. is related to the repeatability of measurements taken by the same tester at different times (stability over-time).61 to be considered reliable.51.Vol. the intra-tester reliability of the Lachman’s test was assessed on 32 subjects with knee problems11. 2006 Measurement Properties in Rehabilitation 139 capabilities due to pain. It is tested by taking repeated measures of the same “thing” using the same instrument or test 10. Two sessions were performed in different days and the results were compared.75) among the items of the instrument1. As in the case of intra-tester reliability. For example. For example.07). the consistency of the subject and tester must be ensured. is determined by comparing the values or results taken by different instruments or tests at the same time. and the instrument remain the same.8. Each subject was assessed two times. the performance level (see intrasubject reliability). Low intra-tester reliability can be a confounder for the instrument reliability assessment. the intra-tester reliability must be high so that any possible variations in the measurements can be attributed to the subject’s performance variation10. The subject. In other words. or interview protocol are associated to each other. high internal consistency depends on good correlation (r> 0. Low intra-tester reliability (<0. fear. Internal Consistency Internal consistency reflects the degree to which different items or set of questions in a test. tool. the internal consistency of the International Knee Documentation Committee Questionnaire to assess knee function was tested by Irrgang et al. Thus. Parallel Reliability Parallel reliability. The differences between the measurement sessions were not significant (p=0.

If the Pearson correlation is used to assess the validity of a measurement. The difference between Pearson and ICC is that the latter not only tests the correlation between variables. For example. such as increased muscle contraction during the Lachman’s test. cm. does the instrument truly measure what it says it does? For example. but significant differences were found between the Lachman’s test measures and the KT-1000 arthrometer measures (p<0. For example. fisioter. and should be discussed in the studies. and ANOVA should only be used when the units (e. bras. Thus. It is important to note that for the parallel reliability analysis. the statements made from the results are questionable. could affect most of the reliability measures. Construct validity is divided into convergent validity and discriminate validity: Convergent validity Supports those measurements that are believed to reflect the same variables that yield similar results and are comparable. the Rolimeter device showed high parallel reliability. Meaning that the numbers need to be directly comparable. since the anterior drawer test. a valid measure allows one to rely on the study (test) results and interpretations when making clinical decisions. In other words. but also the agreement between them. for example. but the posterior drawer test should be negative. No significant differences between the measures of the Rolimeter and of the KT-1000 arthrometer were found. the Lachman’s test is used to determine anterior cruciate ligament injuries while the posterior drawer test is used to determine posterior cruciate ligament injuries17. the former presented low parallel reliability. MEASUREMENT VALIDITY Validity is a quality that is attributed to those measurements that quantify what they are supposed to and that provide a true depiction of what is being measured2. If the validity of the Lachman’s test (or any other measurement) is not tested. for example. Thirty healthy subjects and 30 patients with anterior knee joint instability participated in the study. their results are expected to be very similar if not the same. It . In other words. If there are significant differences between the variables under study. the Lachman’s test is supposed to measure anterior knee joint instability. with the ability to make inferences (conclusions reached on the basis of evidence). then the regression equation that the Pearson correlation coefficient relates to needs to be evaluated to assess possible systematic errors. but it includes a theoretical framework and reasoning to support that the measurement is valid. ICC. On the other hand. and also with the presence of no systematic errors (lack of consistent measurement mistakes)2. without doing any analysis of the test. the referential tool needs to have been previously tested and reliable. for example.10. Therefore. Magee DJ Rev. Vieira ER. Thus. validity deals with accuracy (correctness). subject reliability. discriminative validity depends on the fact that measurements that lack a relationship should not be related. is related to the intuitive “feeling” that a measurement seems to be valid15. it needs to represent anterior knee stability and nothing else. the measurement of the knee instability obtained using the Lachman’s test seem to be valid (face validity). occurs when the measurements are consistently 15% lower than the actual value. and the pivot shift test are three of the most commonly applied tests to determine an anterior cruciate ligament injury16. the inter-tester and the parallel reliability tend to be respectively lower than the intra-tester and the instrument reliability because the former involve measurements of different raters or different devices which are susceptible to grater variation. since the KT-1000 was considered the reference device. since the measures of the Lachman’s test did not agree with the KT-1000 ones. kg) of the variables under study are the same or are normalized. the Lachman test.140 Gadotti IC. if a subject has an anterior cruciate ligament injury but the posterior cruciate ligament is not injured. Therefore. given that the measures from the KT-1000 were considered as reference and the measures of the Rolimeter agreed with them. Construct Validity Construct validity is similar to face validity. For example. It offers no evidence on which to base the assumption. Content Validity Content validity is usually applied to study questionnaires rather than to evaluate devices or measurement tools10. ANOVA and T-tests may also be used to test if there are significant differences between the variables. The evaluator accepts the assumption that the measurement is valid at “face value”.15. while the Lachman’s test measures presented low parallel reliability. such as instrument vs. be highly correlated or not differ significantly when the same variable is assessed at the same time. degrees. Therefore. the measurements are not valid. For example. the lowest level of validity. When a measurement is valid. the parallel reliability of the measures of a new device (Rolimeter) to test anterior knee instability and of the Lachman’s test measures was assessed using the KT-1000 arthrometer measures as reference14. In other words. A systematic error of 15%. the Rolimeter measures demonstrated high parallel reliability.05). T-test.g. Overall. the inferences made from the results are appropriate. The Pearson correlation and ICC tests are statistical methods often used to analyse the validity of measurements. Discriminate validity Indicates that measurements that are supposed to assess different characteristics yield different results and are not comparable3. Face Validity Face validity. the Lachman’s test should be positive. Confounders.

tool. and it can be divided into predictive. a moderate or severe Lachman’s test seems to have high prescriptive validity for success of reconstruction. the measurements of pain included in the questionnaire (for example) will have a higher “content validity” if the questionnaire includes an assessment of different characteristics of pain such as location. The measurements should show changes in the variable being assessed. the outcomes act as the criterion2. It is used to test whether a new instrument is interchangeable with an established “gold standard”10.11. The predictive value of a positive test is the number of true positives divided by the total number of positive responses (true and false positives).Vol. Instrument responsiveness includes the concepts of sensitivity and specificity. the concurrent validity of the Lachman’s test can be tested using the arthroscopy examination as a reference to evaluate anterior cruciate ligament injury because this examination is considered the valid gold standard. 2006 Measurement Properties in Rehabilitation 141 deals with the scope of the evaluation method and with how well the information gathered fully reflects the variable under study15. The predictive value of a negative test is the number of true negatives divided by the total number of negatives responses (true and false negatives). how much the research findings and conclusions of the study on a given sample are applicable to a larger population. The predictive value of a negative test was defined as the likelihood that a subject with a negative Lachman’s test did not to have an injured anterior cruciate ligament. Thus. For example. 72% of the subjects had a moderate or severe Lachman’s test (n=128). Sensitivity The ability of an instrument to detect changes in the variable under study. For example. For example. while in 7 out of 10 cases with negative Lachman’s test the ligament was not injured. and intensity3. INSTRUMENT RESPONSIVENESS Instrument responsiveness is the ability of the instrument. Internal and external validity are related to the study itself and not specifically to the validity of the measurements taken. when they occur. internal validity of a study refers to the degree to which the relationship between the independent and dependent variables are free from the effects of extraneous factors and/or confounders3. The difference is that concurrent validity requires the reference measurements to come from a valid instrument. test. In this study. The external validity of a study is related to the extent to which the results of a study can be generalized outside the experimental situation. Study validity refers to the internal and external validity of the study. Before ligament reconstruction. Thus.3. Two years after the reconstruction. The measurements of an instrument used for clinical evaluation needs to identify clinically significant differences between and within patients over time20. Concurrent validity and parallel reliability are similar. Prescriptive validity Is related to how appropriate it is to use a measurement to recommend a treatment15. device. Criterion-Related Validity This type of validity can be determined by comparing a measurement with a particular factor or criterion. is defined as the instrument’s sensitivity to change. This means that in less that half of the cases when the Lachman’s test was positive the subjects had an injured anterior cruciate ligament. type. An example of a question that deals with content validity is “Do the questions in this independence for daily activities’ assessment questionnaire fully cover the problems that a disable person will face in his/hers daily life activities?” In this case. and 70% predicted value for a negative test. but they should not be influenced by changes in other variables if the one under study remains stable (does not change)21. no patient had a moderate or severe Lachman’s test. and prescriptive validity: Predictive validity Can be assessed by determining whether the predictions originating from the measurements come true. In this case. duration. For example. while parallel reliability only requires reliable measurements from the criterion instrument8. It is determined by the positive or negative outcome of a prescribed treatment2. there is another concept called “study” validity that is related to the study in general. the Lachman’s test must detect meaningful changes in knee stability before and after treatment (i. reliability is a prerequisite for validity. STUDY VALIDITY In addition to “measurement” validity discussed in the previous section. the Lachman’s test was performed immediately before and 24 months after anterior cruciate ligament reconstruction in subjects with acute or chronic injury to the anterior cruciate ligament confirmed by magnetic resonance imaging and arthroscopy examination18. concurrent. the ability of the Lachman’s test to detect improvement in the knee instability after anterior cruciate ligament reconstruction in . On the other hand. In other words. The authors found 47% predictive value for a positive test. ligament reconstruction). For example. 10 No. the predictive validity of the Lachman’s test was evaluated by Cooperman et al. or scale to accurately detect meaningful changes19. while the parallel reliability of this the Lachman’s test can be tested using the Rolimeter because this instrument was shown to have high parallel reliability14. Concurrent validity Evaluates whether measurements taken using different instruments agree with each other15.e. the predictive value of a positive Lachman’s test was defined as the likelihood that a subject with a positive test had an injured anterior cruciate ligament. 2. MEASUREMENT VALIDITY VS.

when testing for knee instability using the Lachman’s test. specificity evaluates if the variable under study is not influenced by changes in other variables. Reliability and Validity Reliability is a pre-requisite for validity2. such as the Lachman’s test. If the test detects several positive tests in subjects without the dysfunction. When a test incorrectly identifies problem as positive or negative.15. Vieira ER. Magee DJ Rev.142 Gadotti IC. Instrument specificity is evaluated by the probability of a negative test among patients without disease or injury (true negative test). One-hundred forty-seven patients with an injured anterior cruciate ligament (confirmed by arthroscopy) were tested under anesthesia before surgery.The false negatives in the Lachman’s test (n = 2) were explained by arthroscopically confirmed combination of firm reattachment of the injured anterior cruciate ligament to the posterior cruciate ligament and bucket handle tear of the medial meniscus increasing the anterior stability of the knee5. no patient presented moderate or severe Lachman’s test after the reconstruction. On the other hand. Katz and Fingeroth23 found that the specificity of the Lachman. The anterior drawer. the specificity is represented by the ability of the test to detect negative results (normal laxity) in subjects who are normal. the false positives increase and consequently. When a study evaluates instrument responsiveness in a sample of subjects with a disease or dysfunction. due to pain (hamstring muscle contraction/spasm). respectively with and without anesthesia22. The Lachman’s test was performed in subject before and after anterior cruciate ligament reconstruction. respectively. The specificity of a diagnostic test can be calculated as true negative tests divided by true negatives plus false positives3. subjects with acute or chronic injury is a measure of its sensitivity18. and pivot shift tests were positive. A measurement can only be considered valid when it has no systematic error or random . The tests’ results would have to be negative because there would be no anterior cruciate ligament injury and the test is supposed to detect injuries to this ligament and not injuries to the posterior cruciate ligament17. however. respectively with and without anesthesia. For example. but if the variable of interest remains stable. they are inter-related and affect each other. 99%. the sensitivity is represented by the ability of the test to detect positive results (abnormal laxity in the anterior cruciate ligament) in subjects who have the abnormality. bras. the Lachman’s test was the most sensitive diagnostic test with only 1% false negatives. However. when testing for knee instability using the Lachman’s test. and the pivot shift test. A measure can be reliable but not valid10. In other words. the authors found positive pivot shift tests on 98% and 35% of the sample. and 90% of the sample. The sensitivity of a diagnostic test is calculated as true positive tests divided by true positives plus false negatives3. this is referred to as a false positive or false negative respectively. Lachman. INTERACTIONS BETWEEN MEASUREMENT PROPRIETIES The measurement properties can be presented and tested separately. on approximately 80%. the credibility of the test decreases and it may not be useful for what it is trying to measure. only sensitivity can be tested because only false negatives can be found. Sensitivity and specificity of diagnostic tests In studies involving a diagnostic test. a measurement cannot be valid if it is not reliable19. It is important to know that the sensitivity of the tests is decreased when the subjects are not under anesthesia. Table 1 presents the different measurements properties and examples for the Lachman’s test. Without including normal subjects (without the disease or dysfunction). They found positive Lachman’s tests on 100% and 99% of the sample. Both sensitivity and specificity of a test need to be known because a test should have low frequency of both false positives and false negatives in order to be useful in the decision making process. in the Donaldson et al. however. the measurement taken should not change (specificity). the Lachman’s test specificity can be analyzed by performing the test in subjects with non-injured anterior cruciate ligament but with injured posterior cruciate ligament. these factors did not significantly affect the results of the Lachman’s test. It can be considered as the actual analysis of the discriminate validity (see construct validity). Therefore. The tests evaluated were the anterior drawer test. the measurements using Lachman’s test is considered as having sensitivity because it was able to detect meaningful changes after treatment. Note that changes to other variables may happen. Kim and Kim5 evaluated the sensitivity of diagnostic tests for injuries of anterior cruciate ligament. Selected interactions between measurements properties are presented in the following sections. the assessment of the instrument’s sensitivity corresponds to the probability that the measures will detect a positive test among patients with disease or injury (true positive test). For example. Specificity The stability or ability of an instrument measure not to change when no changes in the variable under study occur is defined as the instrument’s specificity. anterior drawer sign. This means that the Lachman’s test was robust to overcome possible confounders presented by muscle contraction while the pivot shift test was not. and pivot shift tests were higher than 95%.22 study. while 72% of the patients had moderate or severe Lachman’s test before the reconstruction. it is impossible to analyze if the test has false positives. fisioter. the Lachman’s test. Thus. Thus. specificity is related to the actual testing of the discriminate validity of a measure (see construct validity). For example.

Hays and Hadorn19 stated that the fact that an instrument’s measurements are responsive to a clinical intervention supports the hypothesis that the instrument’s measurements are valid.e. According to Portney and Watkins3 and Hays and Hadorn19. CONCEPTS TYPES Intra-tester Inter-tester SUBDIVISIONS NA NA NA NA NA NA NA Convergent/Discriminate NA predictive concurrent prescriptive EXAMPLES FOR LACHMAN’S TEST Kappa = 0. Overview of measurement reliability. They stated that an instrument’s measurements can have reliability. On the other hand. Consistent and reproducible measurements do not indicate that the variable of interest is in fact being measured. one should extend his or her concern for measurement validity beyond the face and construct validity to the discussion of the responsiveness of the instrument3. NF= Not Found. but no validity. have responsiveness.24 proposed that responsiveness is distinct from reliability and validity. Despite. validity and responsiveness. the concurrent validity of the Lachman’s test can be tested in normal subjects using arthroscopy. an instrument should be responsive to changes over time19. but responsiveness. error (reliability). all measurement characteristics that may affect the findings should be addressed in a study’s discussion section in order to provide a full understanding of the strengths and weaknesses of the results and conclusions. The measures may be responsive and valid. a valid measure needs to be responsive (and have high reliability as discussed before). but no responsiveness. Thus.10.05 NA NA NA 11 Reliability Intra-subject Instrument Internal consistency Parallel Face Construct Content p < 0. Guyatt et al.05 NA NA NA Validity Criterion-related 47% of a positive test.Vol. 2006 Measurement Properties in Rehabilitation 143 Table 1. When selecting an instrument for evaluation. It is important to note that the measurement properties can be tested separately. .60 NA > 0. 2. a questionnaire can have internal consistency (homogeneity among items). the ability to capture changes over time) into the process of evaluating measurement validity19.75 12 13 14 11 CUT-POINT > 0.42 NF p = 0. and 70% of a negative test NF * NA Improvement measured with the test after surgery 99%5 > 95% 23 18 NA * * Responsiveness sensitivity specificity NA NA NA= Not Applicable. However.75 > 0.05 > 0. *The decision of determine these cut-points depend on the importance of these measurement properties for the study3. responsiveness is one aspect of validity rather than a separate characteristic. 10 No.5111 Kappa = 0.60 > 0.07 r > 0. but they depend on each other to provide useful measures. in order to provide valid measurement. High reliability (low random errors) along with low systematic error results in validity (assuming that the measurement in fact reflects what it is supposed to measure)8. but they may be different if a second Lachman’s test was performed. and have no reliability. The instrument responsiveness adds longitudinal information (i. some measures can be valid only at one point in time. Validity and Responsiveness A measure that is valid at one point in time should also be valid at a different point in time. For example. The second measure may be different because the knee stability has changed or was affected by muscle contraction/spasm and the measurements captured the change or confounding muscle stabilization. but not content validity (the items do not reflect the variable under study). Consequently. For example. The measurement properties may need to be evaluated separately depending on the objectives of the study.

not able to detect meaningful differences). Most of the determinants of power described above depend on the quality of the measurements.g. the more likely it is that the differences before and after will be statistically significant26. For example. This. but responsiveness is not a pre-requisite for reliability. the difference between groups will be less evident because the measurements may overlap. Magee DJ Rev. and responsiveness of the measurements taken. The α-level is the probability that the researcher is willing to accept that he or she might be wrong in rejecting the null hypothesis. after treatment). the power of a study relates to how capable the measurement is in detecting differences between or within groups. the effect size will be small decreasing the power of the study27. Lowering the α-level reduces the chances of a type I error by requiring stronger evidence to demonstrate significant differences. the greater the power.g. If the instrument measures are not precise enough to capture meaningful changes (low responsiveness).05 which means that the researcher is accepting that he or she could be wrong in rejecting the null hypothesis 5 times out of 100 or 5% of the time. the greater the power. This means the study has greater external validity. Variance is a measure of the variability within the group (e.g.144 Gadotti IC. Increasing the α-level makes it easier to find differences (it may increase the power).e. treatment technique). When the variability within groups is large. the standard deviation) depends on the variation in the scores and the amount of random measurement error. Statistical significance level used (α-level) The higher the α-level (i. The determinants of the power of a study include: Sample size The larger the sample. bras. fisioter. Studies with limited power do not always yield erroneous conclusions but their findings are questionable.e. the measurements have low reliability). non-injured. In other words. Effect size is the magnitude of the difference before and after treatment. Both reliability and responsiveness are pre-requisite of validity. The responsiveness of a measurement instrument is also related to the effect size and will also influence the power of a study. leading to erroneous results and conclusions. reliability. Vieira ER. Conversely. injured vs. It is relevant to state that the power of the study may be a problem only when no significant differences are found between groups. The most common α-level used is 0. higher than 0. The larger the effect produced by a treatment on a given dependent variable (e. even when the instrument is unresponsive (i. However. the measurements properties are important even when differences are found because they may be related to inadequate measures. Some instruments are often used but their measurement characteristics are frequently overlooked and assumed to be adequate. Thus. in turn will lower the power or the ability to detect a difference25. But. but the probability that one will find a difference that actually does not exist (type I error) also increases. Many studies in the literature fail to achieve statistical significance which is often related to the low power of the study and not to an actual lack of difference between groups or sample populations25. in reality. the power is influenced by the size of the effect of the experimental variable (e. when it should not be rejected (for example: finding differences before and after a treatment when. and the true differences between groups are more likely to be recognized. differences between groups and changes over time may become undetectable. Thus. will cause the effect size and the power of the study to be small.g. IMPLICATIONS OF NEGLECTING MEASUREMENT PROPERTIES Many published studies fail to report the validity. this may not be true. The ability to detect a difference between groups is enhanced when the groups are distinctly different. The chances that such studies will detect differences rejecting the null hypothesis are small. studies with low power may not be able to identify differences that exist between groups. in turn. Variability of the data The lower the variance. When the measurement error is big (e. the amount of variation in the scores obtained for a particular sample or group (i.g. the greater the power. If the measurements’ reliability.e. or the extent to which the researcher could be wrong in saying that there are differences. yet the instrument may be responsive24. Therefore. or between groups25. the results can be generalized to a larger population. the general population is more likely to be represented. and responsiveness are not adequate the study’s ability to detect the effect of an independent variable (e. before vs. In general. because with a large sample. knee stability). Reliability and Responsiveness A measurement can have high reliability (consistency).g. treatment). Every study should have sufficient ability (power) to detect the effect caused by the application of an independent variable (e. there were no changes). the power . Thus. a measurement can have low reliability. It may also be stated as the probability of correctly rejecting the null hypothesis that “there are no differences” when null hypothesis is false25. The power of a study is the extent to which an investigator can detect a difference when a true difference exists. and the measurements may have low quality resulting in insufficient statistical power. which corresponds to rejecting the null hypothesis. Effect size The larger the effect size. validity. the greater the power. treatment) will be low or inexistent. but also the higher the chances of making a type I error. then the differences may be too small to be identifiable. It should also have a low probability of a type I (alpha) error. This.05).

Reporting the measurement characteristics can improve the quality of rehabilitation research and clinical evaluation processes which are fundamental for ideal evidence based practice. In: Portney LG. Thus. 3. New Jersey: Prentice Hall Health. if the absolute value of a measurement taken with an alternative instrument (other than the gold standard) is important to make a decision about whether a patient will or will not undergo surgery (for example). 317: 237-42. the researcher must ensure the same “thing” is being measured. and discussions contribute to the dissemination and encourage the use of common terminology and meanings for these measurement properties to facilitate improved communication between researchers and clinical practitioners. Measurement validity in Physical Therapy research. Amell TK. Rothstein JM. and the lachman test. but they have not been showed to be valid and reliable for many of the other variables they are purported to measure. 4. 2006 Measurement Properties in Rehabilitation 145 of a study will be big enough if the statistical techniques. For example. Thus. However. Portney LG. there is a need to improve the quality of rehabilitation research studies. the responsiveness of the instrument is essential because the instrument must be able to detect meaningful differences due to treatment.Brazil. Watkins MP. ICG and ERV have financial support from the Alberta CIHR Training Program in Bone and Joint Health (Canada) and from the Brazilian Government. Foundations of Clinical Research: applications to practice. P. reliability and validity. Sometimes the concepts of measurements properties are incorrectly used to define the measurement characteristic being tested. For example. validity. 1) Did the study report the reliability. proc. including sample size and measurements are adequate26. Arnell P. Watkins MP. In: Rothstein JM. study design. The authors hope that the presented definitions. Sharon Warren (Faculty of Rehabilitation Medicine. Validity of Measurements. Foundations of Clinical Research: applications to practice. Unfortunately. if the Lachman’s test is used to measure knee laxity of a subject on three consecutive occasions by the same tester. 2nd ed. REFERENCES 1. It discussed how the measurement properties interact with each other and influence the effect size and power of studies. 5. this procedure is still an exception rather than the rule in the rehabilitation field. To use measurement characteristics from another study. measurement techniques. Sim J. Kalen V. 6. Clin Orthop Relat Res 1995. 2nd ed. Acknowledgments: The authors would like to thank Dr. 4:84-93. Watkins MP. Flaws were found in the experimental design. 2000. Phys Ther 1993. The following are examples of questions that should be asked when designing. In: Portney LG. then the intra-tester reliability of the measurements may be of the most concern.29. It gave examples that are relevant to the rehabilitation field. 1985. 6: 117-24. Measurement in Physical Therapy. Clinical diagnosis of anterior cruciate instability in the athlete. Education Ministry (CAPES . Precision and accuracy of an electrogoniometer.Vol. University of Alberta) for reviewing and making suggestions for early versions of this paper. validity. The answers to these questions are essential if one is to accept the results and conclusions of a study. 7. New York: Churchill Livingstone. assessing and reporting the measurement properties should be a standard procedure in order to increase power and to allow readers to rely on the presented results. the measurement properties that are important for the study should always be reported. A word of caution must be added. procedures to control for confounding variables. J Manipulative Physiol Ther 1999. and responsiveness. explanations. Measurement and Clinical Practice: theory and application. Walmsley RP. Kim SJ. Torg JS. 79-112. visual analogue scales have been show to be valid and reliable for some pain measures. Conrad W. and responsiveness and its sub-division of sensitivity to change have been used to denote the same property. The application and interpretation of intraclass correlation in the assessment of reliability in Isokinetic dynamometry. 2000. 8. 2. 73: 102-15. sample size. For example. Reliability of the anterior drawer test. Am J Sports Med 1976. Independently. Reliability. the pivot shift test. 10 No. and in the statistical analysis of the studies. Kim HK. One alternative to actually testing measurement characteristics in the study is to use previous studies about these measurement characteristics to justify the use of specific procedures or instruments. This review paper clarified the meanings of the concepts and types of reliability. then the concurrent validity of the measurements may be the most important aspect to consider. Isokinet Exerc Sci 1996.# 1340018). When assessing a treatment outcome. presenting and analyzing the quality of published studies. Watkins MP. MEASUREMENT PROPERTIES IN THE CRITICAL ANALYSIS OF REHABILITATION RESEARCH A critical analysis of the rehabilitation research found common methodological limitations that resulted in weak studies30. and responsiveness of the measurements used? 2) Did the study control the sources of measurement error? 3) Did the study have sufficient power to detect possible difference between groups? FINAL CONSIDERATIONS Not all measurements properties and their types need to be tested in one study. 53-68. Portney LG. Christensen HW. 2. P. 22: 10-4. . New Jersey: Prentice Hall Health.

Acute posterior cruciate ligament injuries. J Chronic Dis. Evaluation of anterior knee joint instabilitywith the Rolimeter . Guyatt G. Available from: http:// www. Donaldson III WF. 12: 225-28. 16. Magee D. Smith RB. Phy Ther 2005. Phys Ther 1990. Del Pizzo W. The kappa statistic in reliability studies: use. Scranton PE. 25. Knee Surg. Cooperman JM. Qual Life Res 1992. The diagnostic accuracy of ruptures of the anterior cruciate ligament comparing the Lachman test. Measurement Theory. Lachin JM. 29: 600-13. Philadelphia: JB Lippincott. Physical Examination of the Knee: A Review of the Original Test Description and Scientific Validity of Common Orthopedic Tests. Katz JW.A test in comparison with manual assessment and measuring with the KT1000 arthrometer. cited 2005 Jun 15]. Research in Physical Therapy. Schiller M. In: Domholdt E. 10. Kurosaka M. Balasch H. 30. Friebel H. 13. Am J Sports Med 1986. Fox JM. Lipsey. Critical Analysis Course. Hillsdale. Guyatt G.htm 28. Am J Sports Med 2001. Malanga GA. 18-36. 7: 204-8. Norman G. Responsiveness to change: an aspect of validity. Walter S. Coe. Development and validation of the international knee documentation committee subjective knee form. Power and sample size (Appendix C). Riddle DL.146 Gadotti IC. 2nd ed. 3rd ed. Johnson DS. AB-Canada. and the pivot shift test in acute and chronic knee injuries. A methodological framework for assessing health indices. Kirshner B. 85: 257-68. Watkins MP. Cohen J. Ryan WG. 19. 23. Sim J. Edmonton.cemcentre. Boland AL. . Anderson AF. interpretation. 2000. 24. Friedman MJ. editor. Design sensitivity: statistical power for experimental research. A comparison of acute anterior cruciate ligament examinations. Statistical power for the behavioral Sciences. Warren RF. and sample size requirements. Control Clin Trials 1981. Measuring change over time: assessing the usefulness of evaluative instruments. J Chronic Dis 1985. 29. Wickiewicz T.705-29. 18. Fundations of Clinical Research: applications to practice. BA. Am J Sports Med 1985. Arthroscopy 2002. not a separate dimension. Loos WC. In: Portney LG. P. Physical Therapy Research: principles and applications. 2nd ed.org/ebeuk/research/effectsize/ESguide. J Chronic Dis. 1990. Fingeroth RJ. Magee DJ Rev. R. 1993. Khalfayan. Introduction to sample size determination and power analysis for clinical trials. Newbury Park. Jr Bagenstose JE. 15. Domholdt E. Deyo RA. Irrgang JJ. 18: 715-24. Rothstein JM. Hays R D. 17. 40: 171-8. Blazina ME. Wright CC. 2005. Vieira ER. Nadler SF. 1: 735. NJ: Lawrence Erlbaum. Auld MK. 9. 14: 88-91. bras. Assessing the responsiveness of functional scales to clinical change: an analogy to diagnostic test performance. Watkins MP. Arthrosc. McLean J. New Jersey: Prentice Hall Health. Philadelphia: WB Saunders Company. Friedman MJ. 20. Reliability and validity of judgments of the integrity of the anterior cruciate ligament of the knee using the lachman’s test. University of Alberta. 21. Lantz. 1988. 22. 14. Faculty of Rehabilitation Medicine. 84: 592-603. 11. 13: 5-9. Sports Traumatol. 1986. M. 39: 897–906. P. Arch Phys Med Rehabil 2003. Hoffmann F. 38: 27-36. fisioter. 27. 26. Centor RM. 1999. 1987. Hadorn D. In: Department of Physical Therapy. the anterior drawer sign. Reliability and Validity: implications for research. CA: Sage. Does the Lachman testing method affect the reliability of the International Knee Documentation Committee (IKDC) Form? Knee Surg Sports Traumatol Arthrosc 2004. Richmond JC. Andrus S. Neyret P. UK: Evidence-Based Education UK [updated 2000 Jan. 2:93113. In: Bork CE. Portney LG. 12. Shelborne KD. Am J Sports Med 1981. Harner CD. 2000. EE. 9: 86-92. What is an effect size: a guide for users [homepage on the Internet]. 70: 225-33. Quadruple hamstring anterior cruciate ligament reconstruction: a multicenter study. Rothstein JM.

Physiotherapists need to embrace the responsibility of using evidence-based. a prática clínica da reabilitação continua ser altamente variada. bras. recuperação funcional. strength and fitness training. exercícios de tarefas orientadas. methods of intervention and objective measurements of outcome. The issues of the intensity of task training and extent of cardiovascular stress during physical activity are also discussed. ou pelo menos usar métodos de intervenção e medidas objetivas de resultados que sejam cientificamente aceitáveis. Discussion: Current scientific research. functional recovery. Discussão: Pesquisas científicas atuais e a subseqüente reavaliação do efeito funcional dos problemas que aparecem pela lesão do neurônio motor superior estão levando à mudança de foco das intervenções clínicas. RESUMO Mudando a Face da Reabilitação Neurológica Introdução: A reabilitação neurológica e a contribuição da fisioterapia mudaram consideravelmente nas últimas décadas. Australia Correpondence to: Janet H Carr. Embora exista muito que se aprender em achados de pesquisa clínica. task-oriented exercise. clinical practice in neurorehabilitation continues to vary widely and depends largely on the preferred approach of the individual therapist and on the continuing dominance of therapeutic methods developed half a century ago.. Findings in both animal and human models suggest that. increased emphasis needs to be placed on challenging. . Lidcombe NSW 2141. com ênfase na otimização motora através de exercícios de tarefas orientadas. dependendo largamente do método preferido pelo terapeuta individual. is leading to a changing focus in clinical interventions. Australia. treinamento. de ganho de força e de treino de desempenho físico. Although there is much to become excited about in the findings from clinical research. fisioter. engaging and meaningful task training. impairments and adaptations. uma vez que o desenvolvimento científico e tecnológico permitiu uma maior compreensão dos mecanismos de reorganização cerebral e dos mecanismos envolvidos no controle e desempenho motores. 101809-9246 The Changing Face of Neurological Rehabilitation ISSN No. School of Physiotherapy. As questões da intensidade do treino de tarefas e da extensão do estresse cardiovascular durante a atividade física também são discutidos. Key words: neurorehabilitation. 2006 Rev. with emphasis on optimizing motor performance through task-oriented exercise and training. Faculty of Health Science. No. or at least scientifically acceptable.au Received: 07/02/2006 – Accepted: 15/02/2006 ABSTRACT Background: Neurological rehabilitation and the contribution of physical therapy have changed considerably over the past decades as scientific and technological developments have enabled greater understanding of brain reorganization and the mechanisms of motor control. e com predomínio dos métodos terapêuticos desenvolvidos meio século atrás. para que a reabilitação seja eficiente em otimizar a reorganização neural e a recuperação funcional. Objective: This paper presents a historical perspective covering the last half-century. uma ênfase maior deve ser colocada em tarefas úteis que sejam desafios interessantes com um treino que promove o aprendizado. University of Sydney. Faculty of Health Science. 10. em suas dificuldades e adaptações.Carr@fhs. and the subsequent reevaluation of the functional effects of impairments following an upper motor neuron lesion. Objetivo: Este artigo apresenta uma perspectiva histórica da segunda metade do século passado. training. e-mail: J. motor performance. SHEPHERD RB School of Physiotherapy. 2. Palavras-chave: reabilitação neurológica. to promote learning.edu. East St.usyd. University of Sydney. Fisioterapeutas necessitam assumir a responsabilidade do uso de técnicas baseadas em evidências. Achados em modelos animais e humanos sugerem que. 147-156 ©Revista Brasileira de Fisioterapia 147 THE CHANGING FACE OF NEUROLOGICAL REHABILITATION CARR JH. for rehabilitation to be effective in optimizing neural reorganization and functional recovery. Vol.Vol. 2 (2006). Lidcombe.

standing up and reaching to pick up an object that demonstrate the kinematics and kinetics of each action. This emphasis was to shift as the numbers of people acquiring poliomyelitis gradually declined with new preventive therapies and. with consideration of the roles of synergistic muscles. whose methods of movement facilitation were referred to as Proprioceptive Neuromuscular Facilitation (PNF). Their methods were based on ideas of the restorative effects of encouraging developmental movement patterns. an influx of young adults with acute brain injury helped drive the development of new therapies.148 Carr JH. thereby developing research skills and engaging in intensive study of specific scientific fields. however. including Rood. Interestingly. these approaches paid little attention to developments in neuroscience including those related to the context-dependent nature of movement5. on muscle biology and muscle adaptability8. bras. These developments took advantage of experimental work that focused on how humans acquire skill in movement or motor learning 6. Although the originators had different and sometimes conflicting approaches. The knowledge that clinicians applied in their practice reflected an early focus on structural anatomy and principles of exercise as understood at the time. Experimental paradigms have shifted from a reductionist approach. and emphasized postural stability and normal movement patterns. Other therapists also developed their ideas for therapy around this time. However. have been producing an increasing volume of movement-related research. Therapeutic methods focused on facilitating movement by afferent stimulation. and new clinical methods were developed and tested. including the specific postural adjustments. to an exploration of mechanisms of movement control in humans from the perspectives of performance as well as of physiological mechanisms. Origins of the neurofacilitation approaches In the 1950s. in the fields of biomechanics and neuroscience in particular. that has obvious relevance to clinical practice. They held the view that movements requiring effort would increase spasticity and should therefore be avoided. particularly those of Bobath and Knott and Voss. Developments in the 1980s The above therapeutic approaches. in which the focus was. during this time there were newer developments. Shepherd RB Rev. specifically of muscle and joint proprioceptors and tactile receptors. fisioter. Clinical implications were derived from a theoretical science base. many of them based on animal models. Knott and Voss3. they saw the clinical implications. Many of those receiving physical therapy were individuals with muscle weakness and paralysis from poliomyelitis. and this may have been partly due to the lack of a relevant scientific body of knowledge on human movement from which clinical implications could be more deductively derived. The Bobaths held the view that the normalizing of muscle tone by methods of inhibiting spasticity (abnormal postural tone) should take place before more normal movement could be facilitated. Major influences were the work of the Bobaths1. technological developments together with changes in the conceptualization of how the human nervous system might function to produce skilled movement. The focus changed from the muscle to non-muscle elements. Not surprisingly. Methods were directed primarily at the nervous system with movement facilitated by stimulation of the nervous system. on stretch reflex mechanisms using animal models. for example. and of Kabat. Ayres and Brunnstrom. The early attempts at developing therapy methods to improve functional movement were largely inductive (seeking a theoretical explanation for observed events). Over the last few decades. Technological developments in motion analysis and electromyography (EMG) have enabled studies of actions such as walking. for the action of sit-to-stand. as physiotherapists and others who had access to the scientific literature sought ways of transferring new scientific findings to clinical practice. the latter involving exercises directed at individual muscles. Practitioners early in the 20th century used forms of corrective exercise and muscle re-education. These approaches to therapy are often referred to as eponymous as they were named after their originators 4. New brain imaging methods are enabling an examination of organizational changes occurring within the brain itself and of the experiences that might drive them. INTRODUCTION Historical Perspectives Understanding the history of physical therapy practice enables us to reflect on change and development in clinical practice and to feel more comfortable about the notion that clinical practice must respond and adapt as new scientific knowledge emerges. following the second world war. The increase in clinically relevant research findings related to movement therefore made possible the development of neurological rehabilitation by a more deductive process.9. and on psychology10. dominated the second half of the 20th century and are still widely used. The history of neurological physical therapy exemplifies the process of change.7. their methods reflected their interpretations of early neurophysiological writings with experimental paradigms including stimulus-response mechanisms. particularly the effects of patterns of use and learning. in Bobath Therapy or Neurodevelopmental Therapy (NDT). there is now . As an example. These developments reflected to a large extent the increasing opportunity for physiotherapists to enroll in postgraduate courses.2. a major conceptual shift in neurological physical therapy was evident as the neurophysiological or neurofacilitation approaches were developed.

Contemporary research findings supporting the view that the major impairments interfering with functional performance following upper motor neuron lesions are paralysis. primarily from the lesion itself as a result of a decrease in descending inputs converging on the final motor neuron population and a resultant reduction in the number of motor units available for recruitment19. 2006 The Changing Face of Neurological Rehabilitation 149 a rational biomechanical model that forms the basis for standardized guidelines for training this action11-14. The view that spasticity is the major impairment underlying movement dysfunction led to the development of methods based on the premise that spasticity had to be decreased or inhibited in order to facilitate more normal movement1. There is little to support the view that reflex hyperactivity is a significant contributor to movement dysfunction after stroke. This mixing is called hybridization. how the system is organized or the nature of impairments after a lesion. therapists have avoided exercise that required effort (as in strength training) since this effort was assumed to increase spasticity. However. and a low velocity of muscle contraction is evident clinically in the slowness of movement typical of people after stroke12. Hybridization However. Increasingly. In addition. competing paradigms have philosophical and conceptual differences15. Muscle weakness arises from two sources. as they are based on different information regarding. The principal research areas driving our work include motor control mechanisms. This can occur even when there is no evidence that the older methods are effective. Congruent with this view. Hybridization can seem attractive to a physiotherapist when there is a reluctance to let go of familiar therapeutic methods and move on. Muscle weakness has not been a primary focus in physical therapy until recently. and secondary sources of weakness therefore arise as a consequence of lack of muscle activity and immobility25.18. for example. as spasticity was considered the cause of weakness and disability. and as evidence of the effects of intervention slowly began filtering into the literature from clinical studies. suggesting that it may be an adaptive response to nonfunctional. and “the case for reconciliation of competing paradigms is superficially attractive”15. biomechanics. the neural lesion can result in a decreased firing rate of motor units and impaired motor unit synchronization20. and structural and functional reorganization of muscle and connective tissue17. BRIDGING THE GAP BETWEEN SCIENCE AND CLINICAL PRACTICE Re-evaluating the Functional Effects of Impairments The need for practice to move on by responding to new knowledge is well illustrated by examining research over the last few years that is changing the way in which we view impairments following a lesion of the upper motor neuron system. The significance of spasticity (defined as velocitydependent stretch reflex hyperactivity29) for the regaining of motor function remains equivocal. Clinical tests such as the Ashworth Scale that are commonly used in clinical research are unable to distinguish the relative contributions of increased stiffness of muscles and reflex hyperactivity 31 . So also is our increasing understanding that soft tissue adaptations occurring in response both to muscle weakness and to postlesion inactivity and disuse can impact negatively on the potential for regaining function. In clinical practice. This view has been very influential over the past few decades. muscle biology. and updated as new developments emerge in science.2. broadly based on research related to human movement. Optimizing Motor Performance Our own collaborative theoretical and investigative work has developed over the years. 2. This model has also provided methods for measuring performance and an increased focus on clinical research is enabling us to test the efficacy of interventions. the process of change can be difficult for both teacher and practitioner and there is a temptation to combine newer methods with older methods that are still in use. Power output after stroke has been shown to be low in a number of studies21-23. evidence is provided of a relationship between muscle strength and function26-28. skill acquisition (motor learning) and exercise . The ability to generate large muscle forces is of little functional benefit if movement occurs too slowly to be effective5. The move toward hybridization can be compelling. Some reports indicate stretch reflex hyperactivity can develop some time after the lesion. Loss of the ability to generate power (force X velocity) may be a more significant cause of impaired motor performance than decreased force production21.Vol. A re-evaluation of the relative contributions of muscle weakness and adaptive changes in muscles such as increased stiffness and spasticity is driving significant changes in clinical practice. weakness (absent or reduced muscle force generation) and loss of dexterity (disordered motor control)16 are of major significance in planning interventions. 10 No. contracted stiff muscles30. In the history of scientific endeavor there have always been attempts (usually unsuccessful) to integrate new methods with old at times of major change15. These factors cause disorganization of voluntary motor output at the segmental level and may underlie the motor control problems exhibited by patients even when they are able to generate some muscle force14. increased resistance to passive movement is typically referred to as spasticity although mechanical and functional changes to muscle are likely to be major contributors. Skeletal muscles adapt to the level of use imposed on them24. Soft tissue adaptations include increased muscle stiffness (stiffness is a mechanical response to load on a non-contracting muscle).

is a means of increasing the amount and intensity of practice. TT. In addition. ES has had a long and varied history in rehabilitation following stroke. if performance of that task is to improve45. An increasing number of investigations of this theoretical perspective have found positive effects in individuals with brain lesions. however. Both reviews point to the need for further research. increased use of the limb and brain reorganization 54. Where strength has been particularly targeted. Training of walking. depend on the extent of muscle weakness. and with differing cognitive demands. and neuroimaging and other non-invasive mapping studies in humans. When TT is part of an overall task-oriented training regimen. Further evidence comes from reports of an association between improved motor performance. Improved functional performance suggests that learning has taken place27. are providing substantial evidence that the adult cerebral cortex is capable of significant functional reorganization (for example 57. utilizing a treadmill (TT). in some cases. After a series of primate studies. and may reduce shoulder pain. illustrating the nature of physical therapy as an applied clinical science. training that is sufficiently intensive can increase muscle endurance and produce a cardiovascular training effect. The findings in two comprehensive reviews55. strength training does not result in increased resistance to passive movement (hypertonus) or reflex hyperactivity (spasticity). which he proposed may underlie the difficulty some individuals have in using the affected upper limb.14. science13. bras. The evidence so far suggests that physical therapy practice should emphasize the need to drive limb use. Our work over the past few decades has focused on the patient as learner and on the need for task-oriented exercise and training. TT facilitates the cyclic gait pattern and can induce a shift toward temporal symmetry and increased paretic stance time46. Taub50 described a phenomenon called “learned non-use”.52. a closer look at the evidence suggests that the key factor in these studies is the presence of varied and intensive task-oriented practice of locomotor activities. One point of interest is that the focus is strongly on the importation of theories and data from fields other than physical therapy. However. A recent systematic review53 found growing evidence to support the use of CIMT. Interestingly. It appears that exercise needs to be specific to the task being learned and the context. to initiate activity in denervated or very weak muscles and to prevent stretching of rotator cuff muscles and the glenohumeral joint capsule. In particular. is a promising method for retraining gait and increasing speed. despite the presence of an apparently sufficient level of muscle activity. Training involves modifying the task and environment to ensure that the paretic limbs are actively involved. Load on the musculoskeletal system can be increased or decreased by varying body weight support (BWS). but also the grading. For dependent walkers. Whether or not strength training results in improved function may. TT with BWS may be the only means of practicing walking in the early phase of recovery47.32. research findings suggest that such a program is superior at enhancing walking capacity post-acute stroke. Combining afferent biofeedback from an EMG signal with ES in individuals who can partially activate paretic muscles but are unable to generate sufficient muscle contraction for functional purposes may prove to be an aid to task-oriented training. A systematic review of treadmill training with and without BWS after stroke found a trend toward TT. Skilled performance needs not only the generation of sufficient muscle force. together with strength and fitness training. Shepherd RB Rev. endurance and cardiovascular fitness. It is critical that effects of particular treatments on function include the effect on actual use of the limb in daily life (for example: Motor Activity Log or Actual Amount of Use Test 51). and walking speed can be controlled. ES enables repetitive muscle exercise in those individuals who have little active movement in the acute stage. and significant increases in endurance were evident in several studies48. compared with alternative and/or no treatment (see recommended protocol14). Neurophysiological and neuroanatomical studies in animals. Of critical importance for .150 Carr JH. and in chronic stroke compared with sham therapy36. Neural reorganization and functional recovery Insight into mechanisms mediating motor recovery after injury to the sensorimotor cortex is now beginning to emerge. since muscle strength and motor control are relative to the action being performed and its context. fisioter. These studies have demonstrated plasticity in the functional topography and anatomy of intact cortical tissue adjacent to the injury and of more remote cortical areas. findings show increased strength and. There is increasing interest in the potential of electrical stimulation (ES) or neuromuscular ES to reduce the development of secondary adaptive changes in muscles. Constraint-induced movement therapy (CIMT) involves restraint of the nonparetic limb over an extended period with challenging taskoriented training of the paretic limb51.58). sustaining and timing of force from many muscles in order to control body movement throughout the action. generation of muscle force needs to be fast enough to meet task demands. compared with NDT49. at least in the short term. In addition. as the means of improving the patient’s capacity to learn motor skills and optimize functional motor performance.56 suggest that the use of ES may reduce shoulder subluxation. training of overground walking includes walking over obstacles and in different environments.33-44. There is also evidence of transfer from TT to overground walking. such that BWS was more effective at improving gait speed when speed was aggressively targeted39 than in other interventions. with or without BWS support. improved functional performance.40.

The individual learns to reshape and adapt the basic movement pattern according to different contexts. such practice may not be possible. that is. However. which allow for different tasks to be trained. learning and active use of the affected limbs appear to modulate the adaptive reorganization that inevitably occurs after cortical injury. In the initial stages the person learns to pay attention to the critical features of the action and is actively engaged in practice. the therapist may point out how a movement is organized. the learner’s focus of attention can shift as muscle strength. “Reach sideways to pick up the glass from the floor” rather than “Shift your weight over to the left”. typically with healthy adults as they train to improve a specific skill and increasingly with people with motor disability. for rehabilitation to be effective in optimizing neural reorganization and functional recovery. as it does to recreational. Some recent findings with healthy subjects have shown what a difference it can make to performance and skill development if the learner directs attention toward the effect of the movement (an external focus) instead of to the movement itself (an internal focus) 65 . It is a set of complex internal processes that can only be inferred from a relatively consistent improvement in performance of an action. the learner practices to become effective and efficient in achieving a specific goal. weight and graspability. the therapist measures the person’s performance at the start of training. provide demonstration. engaging and meaningful task training to promote learning (for example54. Motor learning As physiotherapists. Crossing the street at pedestrian lights may require an increase in walking speed. Motor learning itself cannot be directly observed. standing up from a higher seat which requires less muscle force generation. based on knowledge of critical biomechanical characteristics. at various stages throughout rehabilitation and periodically after discharge to see whether or not performance gains have been maintained. 2006 The Changing Face of Neurological Rehabilitation 151 rehabilitation is that experience. the star billing for sit-to-stand may change from initial foot placement backward and increasing the speed of forward rotation of the upper body. to the need to steady a glass of water while standing up. To know whether or not performance has improved. or highlight regulatory cues in the environment (for example. For example. Considering the patient as a learner involves setting up environments and methods of delivery that stimulate skill learning. As part of the training process.60). Gentile64 describes the stages of learning as first getting the idea of the movement. sporting or work-related actions. However. for those whose muscle strength and motor control is below a certain threshold. it is the patient who must learn to organize movement that matches the environment in order to achieve these goals. Exercises to increase strength and control may be necessary. Recent research has illustrated well the different outcomes when post-stroke . 2. For some individuals. with the flexibility to vary movement to meet ongoing environmental demands with economy of effort.Vol.59. Goals are concrete rather than abstract: “Reach out and take the glass from the table” rather than “Raise your arm”. Many repetitions of an action are required to increase strength and for the patient to develop an optimal way of performing the action66. Performance of an action that is effective in consistently achieving a specific goal with some economy of effort is said to be skilled. In addition. we are becoming increasingly aware of patients as active participants in training rather than as passive recipients of therapy. and this is accomplished by physical (and mental) practice. Improvement in a particular action therefore requires practice of that action. As the “coach”. This applies as much to everyday actions such as walking and standing up from a seat. scientists have investigated the process of acquiring skill. the therapist may direct the patient’s focus of attention away from an internal bodyoriented focus (the feet or upper body movement) to an external focus that is directly related to the goal (avoiding obstacles on the floor). the demands placed on the individual by each action are different. 10 No. For several decades. it seems likely that.63. The idea that motor learning research can provide a rich source of scientific information to guide clinical practice has been available to the profession for several decades. direct the person’s visual attention. then developing the ability to adapt the movement pattern to environmental demands. for example. The environment needs to be organized to be functionally relevant by providing meaningful objects of different sizes. that is. a relatively stable change in motor behavior as a result of practice of that action62. together with practice of the action under modified conditions. while negotiating a step or obstacles in the house requires other changes in the walking pattern. Physical therapy has neglected the repetitive element of both strength training and skill training that form essential prerequisites in motor rehabilitation. research findings indicate significant gains and enhanced structural plasticity when therapy is commenced early suggesting that delaying commencement of rehabilitation may reduce the efficacy of treatment61. Skill is task-specific. In walking it may shift from the feet to the surrounding environment. the height of an obstacle). In training functional tasks. the therapist sets the goals in consultation with the individual and based on evaluation of the person’s capabilities. Although such actions as level walking and stair walking may share similar biomechanical characteristics. motor control and skill increase. Skilled performance is characterized by the ability to perform complex movements. From current research. increased emphasis needs to be placed on challenging. verbal instructions and feedback. speeding up the action and improving power generation may be major performance goals.

individuals work with concrete goals linked to real objects rather than with more abstract goals67. Recently. skill. robot-mediated therapy (RMT)73-75. the effects of an interactive relationship between patient and therapist. the aspects of the enriched environment that appear to be critical as enhancers of behavior are social stimulation. bras. including practice of motor tasks. In animal research. The rehabilitation environment is made up of the physical or built environment (the physical setting). sometimes mimicking the movement without coins. Observational studies of rehabilitation settings provide insights into how patients spend their days. dosage) and the staff (their knowledge. and their ability to teach). any increase in HR mean and HR peak did not reach statistical significance. It is not only important for patients to practice in order to regain skill in performing actions. Endurance training. They are examining. Stroke patients discharged from rehabilitation showing improvements in gait are not necessarily functional walkers but are often unable to maintain their most efficient walking speed comfortably. attitudes. intensity.79. The issue of how much time is spent on physical activity. Stroke . and how this time is organized. Deconditioning can occur within the first six weeks after stroke. The calculation of walking speed over 10m. MacKay and Makrides 77 investigated the aerobic component of physical therapy and occupational therapy for stroke patients by monitoring heart rate (using heart rate monitors) and therapeutic activities biweekly over a 14-week period. and that it may not function as a learning environment71. has long been neglected because of the dogma related to spasticity. Deconditioning may be a consequence of the relatively static nature of typical rehabilitation programs and indicates that intensity of training needs to be addressed specifically and early after an acute brain lesion. but it is also critical that they regain sufficient strength.152 Carr JH. may overestimate locomotor capacity after stroke. The focus has been on movements of the upper extremity that are challenging. then the rehabilitation environment is likely to play an important role in patient outcomes. In a study that measured exercise capacity in the early post-stroke period. The generalizability of RMT and its role in motor learning are yet to be tested. Able-bodied and stroke subjects took part. fisioter. Other studies suggest that a large percentage of the patient’s day is spent in passive pursuits rather than in physical activity. when they scooped the coins rather than when they mimicked the action. several investigators have reported the development of technology to provide computer-aided training. Shepherd RB Rev. like poststroke strength training. the effects of working in a small group during circuit training. sometimes with coins. Evidence from animal experiments suggests that the nature of the environment and its physical structure. together with the opportunities it offers for social interaction and physical activity. which are characteristics of well-learned coordinated movement. Wu et al68 examined a task in which subjects used one hand to scoop coins from a table into the other hand. a commonly used clinical measure of gait. Significantly more improvement in upper limb function has been reported compared with NDT/ Bobath therapy of equal intensity and duration74. The major finding was that the therapy sessions involved low intensity exercise and activity that did not provide adequate metabolic stress to induce a training effect. Rehabilitation environment If brain reorganization and functional recovery from brain lesions is dependent on use and activity. in an effort to decrease the deconditioning effects. not only in the methods used but also in delivery. for example. suggesting that the environment may not be sufficiently geared to facilitating physical and mental activity or social interaction. can influence outcome after a lesion.68. is therefore a critical one for rehabilitation. and the effects of sessions where patients work in partnership with each other72. the rate of recovery when treatment was delivered with RMT was found to be greater in relation to either no treatment or treatment with sling suspension in a single case study75. In addition. Delivery of physical therapy Focusing on intensive task-oriented training has required some changes in physical therapy practice. In an attempt to increase the time spent practicing. for example. and an increased level of arousal70. The detrimental effect of low exercise capacity and muscle endurance on functional mobility and resistance to fatigue can be compounded by the high metabolic demand of adaptive movements. interaction with objects that enable physical activity69. Both groups of subjects demonstrated faster movements. engaging and repetitious. patients performed incremental maximal effort tests on a semi-recumbent cycle ergometer76. with smoother and straighter reaches. Intensity of skill practice and exercise Two aspects of therapy for neural lesions that have received little attention until recently are the intensity of taskoriented training and the extent of cardiovascular stress induced during physical activity. endurance and fitness to be able to carry out these actions. It is well documented that stroke patients have low physical endurance when discharged from rehabilitation. thus indicating that the high energy cost of walking and poor endurance further compromise functional performance78. the methods used to deliver rehabilitation (type of intervention. Physiotherapists are exploring different ways of organizing delivery to enable the patient to be an active learner. Although progressively higher exercise intensities might be expected over time as functional status improves. Healthy subjects can walk in excess of their comfortable speed for at least six minutes.

87. Proprioceptive facilitation therapy for paralysis. 2: 74-82. Rose SJ. 4. p. Shepherd RB. the effects are exercise-specific. the individual must be fit enough to perform the tasks of daily life.85. endurance and fitness training for individuals with acute or chronic disability. Shepherd RB. These are available in texts and in other work cited here. 2005. poor or non-existent and there are reports of high levels of patient dissatisfaction89 and loss of rehabilitation gains90.1987. 9. Bobath B. Although in these children the primary deficits are neural. a survey of 94 activities that are rated according to their required metabolic equivalents. The skills required for training individuals with disability. 2006 The Changing Face of Neurological Rehabilitation 153 subjects. Lough S. Movement science foundations for physical therapy in Rehabilitation. should also form a large part of the education of physical therapy students as well as part of skills upgrading in continuing professional education. Patients have the right to be part of an up-to-date neurorehabilitation environment. These results emphasize the need to train endurance and to measure endurance using a test such as the 6-minute walk81.91. including taking part in social and recreational activities. This would prevent them from becoming competent community walkers. 10. may not be able to maintain their comfortable speed over that time80. Teixeira-Salmela et al42 assessed their subjects’ general level of physical activity in the Human Activity Profile. Scandinavian Journal Rehabilitation Medicine 1996. REFERENCES 1. Rothstein JM. Entry-level physical therapy curricula also have to respond to evidence of the significance of task-oriented training and strength. Koh HP. including quality-of-life profiles. Participation in regular exercise and training appears to have significant effects on reducing disability and improving quality of life in older adults and in individuals with disability. General concepts and adaptations to altered patterns of use. Physiotherapy 1954. Shepherd RB. Sahrmann SA. In: Refshauge K et al. The provision of facilities such as strength and fitness centers directed at all age groups and disability levels requires collaboration between public health and community services.. p. Bobath B. 8. The benefits of task-oriented skill training and strength training are also being reported in studies of children with cerebral palsy84. A motor relearning programme for stroke. 1965. and on the continuing dominance of therapeutic methods developed half a century ago. Physiotherapy Practice 1986. Anderson M. Butterworth Heinemann.Vol. To make the change to practice based on evidence and on current theoretical relevance is a large undertaking but already taking place around the world. 2nd ed. Oxford: Butterworth Heinemann 1990. however. Generalization to everyday life. 2. Shepherd RB. Abnormal reflex activity caused by brain lesions. Core knowledge should include biomechanics. Newham DJ. Physiotherapists can play a significant role in this collaborative process. Gordon J. 10 No. It is a matter of increasing concern that clinical interventions in neurorehabilitation continue to vary widely and depend largely on the preferred approach of the individual therapist5. Gossman MR. Science-based Rehabilitation. . with intensive practice of actions in the appropriate contexts. CONCLUDING COMMENTS The regaining of skill in critical tasks requires specific training. however. Assumptions underlying physical therapy interventions: theoretical and historical perspectives. Rose SJ. p.1-31. Butterworth Heinemann: Oxford. adaptive changes in musculoskeletal and cardiorespiratory systems also impose severe limitations on the gaining of functional motor performance86. Some biomechanical consequences of varying foot placement in sit-to-stand in young women. 3. Muscle mutability Part 1. Adult hemiplegia: Evaluation and treatment. 2nd edition. 67-85. As might be expected. Physiotherapy in disorders of the brain. Lack of both a rational theoretical basis for a treatment method and of any evidence of its effectiveness may be no barrier to its continued use. 5. Post-discharge services for individuals with chronic disability are. Knott M. editors. 7. Many of these changes are preventable or reversible88. is also reflected in the improvements noted in general health and wellbeing. and may lead to increasing handicap. exercise science and motor learning. 3rd ed. Oxford. 11. 71-93. Review of length-associated changes in muscle. Gaithersburg: Aspen . A start can be made in clinical practice by following prescribed guidelines that are based on available evidence. Oxford: Heinemann. Carr JH. 1980. Oxford: Butterworth Heinemann. Physical Therapy 1982. Improvements in aerobic capacity in chronic stroke have been demonstrated with appropriate training such as bicycle training82. In: Carr JH. however. graded treadmill walking83 and combined aerobic and strengthening exercises42. Kabat H. 62: 17991808. 6. and how to adapt training and exercise to the patient’s level of performance. editors. Physical Therapy 1982. 28: 79-88. 62: 1773-85. 2000. Each physiotherapist needs to accept the responsibility of using evidence-based (or at least scientifically acceptable) methods of intervention and ongoing outcome measurements. 40: 171-76. Muscle performance after stroke. The results indicated that subjects were able to do more household chores and to increase their participation in recreational activities more than before the training program. 2. 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SP 1 2 Faculdade de Ciências Médicas. Patients with unilateral or bilateral cortical and subcortical impairment presented worse performance than those with subcortical lesions. PC-H que apresentavam lesões atingindo uma única estrutura encefálica demonstraram melhores resultados que aqueles com comprometimento atingindo duas estruturas maiores que 10 mm. 157-162 ©Revista Brasileira de Fisioterapia 157 HEMIPARETIC CEREBRAL PALSY: CLINICAL DATA COMPARED WITH NEUROIMAGING TUROLLA DE SOUZA RC 1. Foram avaliados 46 sujeitos sendo 23 com PCH.br Received: 07/10/2004 – Accepted: 21/02/2006 ABSTRACT Objective: The present study correlated fine motor function (FMF) and sensory function (SF) performance with magnetic resonance imaging classification. fisioter. Método: Utilizaram-se os protocolos específicos para avaliar FMF. Hospital das Clínicas. 10. MOURA-RIBEIRO MVL 2 . Campinas. Campinas. Universidade Estadual de Campinas . SP Correspondence to: Regina Célia Turolla de Souza. Campinas. idade média de 12 anos e 8 meses. neuroimagem. Results: FMF and SF performance in group 1 was significantly worse than in group 2. fine motor function. A idade variou entre 07 a 16 anos. with a mean of 12 years and 8 months. SP e-mail: reginaturolla@yahoo. neuroimaging. sensory function. Vol. Palavras-chave: paralisia cerebral. Universidade Estadual de Campinas. RESUMO Paralisia Cerebral Hemiparética: Dados Clínicos Comparados à Neuroimagem Objetivo: Este estudo correlacionou o desempenho da função motora fina (FMF) e Sensorial (FS) na paralisia cerebral hemiparética (PC-H) à classificação da ressonância magnética (RM). Resultados: O desempenho das FMF e FS demonstrou ser significantemente pior no grupo 1 quando comparado ao grupo controle. Forty-six patients were assessed: 23 with hemiparetic cerebral palsy (group 1) and 23 normal individuals (group 2). Conclusion: Motor and sensory dysfunctions need to be identified and understood in order to provide routine training and special care for such children. FS e lesões encefálicas quanto à sua extensão e localização no hemisfério. bras. Conclusão: As disfunções motoras e sensoriais necessitam ser identificadas e compreendidas para prover melhor treinamento de rotina e cuidados especiais a essas crianças. 2. uni ou bilateral. . ZANARDI VA 2 Serviço de Fisioterapia e Terapia Ocupacional. foi inferior quando comparados aos com lesões subcorticais. Serviço de Fisioterapia e Terapia Ocupacional. CEP 13083-970.Unicamp. e 23 crianças normais. Key words:cerebral palsy. O desempenho dos sujeitos com comprometimento cortical e subcortical. 2 (2006). Unicamp. CIASCA SM 2. Method: Specific protocols were used to evaluate FMF. Their ages ranged from 7 to 16 years. 101809-9246 Hemiparetic Cerebral Palsy ISSN No. Hemiparetic cerebral palsy cases with lesions in only one brain structure presented better results than those with two or more damaged structures larger than 10 mm. 2º andar.com. Hospital das Clínicas. SF and brain lesion extent and location in the hemisphere. 2006 Rev. teste de movimentos finos e de sensibilidade. in cases of hemiparetic cerebral palsy. grupo 2.Vol. grupo 1. No.

3. extinction (Figure 3). temperature. while the etiology was undetermined in three cases (13%).3. The abilities used for evaluating FMF were: pincer grasp (using finger tips to grasp a pencil. Simple percentages were calculated and descriptive tables were produced. University of Campinas (UNICAMP). and “3” normal. to fasten a nut and bolt. i. or during the early years of life. INTRODUCTION Cerebral palsy is a disorder caused by brain damage before or during birth.Only one brain structure larger than 10 mm affected. graphesthesia. Many cases are thought to be due to oxygen deficiency during the birth process. Lesion location in the hemisphere: 1. Zanardi VA Rev. gave its approval for this study. SUBJECTS AND METHOD This study included twenty-three children aged between 7 years 10 months and 16 years 6 months (mean age of 12 years 8 months). distinguishing between two points. because such patients’ disabilities involve several neurological deficits. genetic syndromes.Subcortical area. level of cognitive understanding that could impair the assessment. Such studies are important because they enable correlation between the exact location of the lesion and clinical findings9. UNICAMP. Two groups were constituted: Group 1 (G1). is one of the most common types of cerebral palsy referred to in the literature and is classified as a subdivision of spastic cerebral palsy8. as modified by Piovesana16 according lesion extent and location in the brain hemisphere. cortical and subcortical areas. The protocol proposed by Beckung13 was partially used for evaluating fine motor function (FMF) and sensory function (SF). 10. 11. Gaining an understanding of exactly what causes neuromotor disturbances is a complex process. Moura-Ribeiro MVL. Although its exact cause is unknown. Studies on children with cerebral palsy have shown that different lesions give rise to a variety of specific and generalized disorders.Subcortical and/or cortical lesions involving both hemispheres. These capabilities may be changed by many factors. the apparent predisposing factors include disease. Hemiparetic cerebral palsy. alcohol consumption and ingestion of certain drugs can also contribute. touch. such as muscle tone7 and the way in which sensory information is processed to maintain movements6.One restricted brain lobe-cortical area. Prenatal and perinatal etiology was observed in eleven patient (48%). A child affected by cerebral palsy usually presents some decrease in muscle strength. The statistical significance level adopted was 5% (p<0. and Group 2 (G 2) with normal children matched for age and sex with the G1 children. To assess sensory functions the following features were used: sense of balance. and also Spearman’s linear correlation and the Mann-Whitney and Kruskal-Wallis tests. and injury or physical abuse. postnatal etiology. (Table 1). distinguishing sharp objects. The adults responsible for these children signed a statement granting their free and informed consent. bras. The Wilcoxon test was used to evaluate related samples. Maternal smoking. fisioter. The magnetic resonance images were assessed in accordance with the criteria proposed by Okumura14. The Research Ethics Committee of the School of Medical Sciences.Two brain structures larger than 10 mm affected. Thirteen patients (56%) were born at full term (37 weeks . 2.Bilateral involvement. to insert a coin in a slot. and musculoskeletal impairment. Ciasca SM. The results were graded according to the following schema: “0” non-functioning. while severe cases can result in total loss of coordination or paralysis1.2. sensing of vibration. sensitivity and coordination in the upper limbs5. 3. and to hold a key). with a diagnosis of hemiparetic cerebral palsy of prenatal or perinatal etiology. “1” poor.158 Turolla de Souza RC. to grasp with the palm.e. 4. to pour water from one glass to another. The development of neurological imaging techniques like magnetic resonance (MRI) has allowed the consequences of brain injury to be studied. that results in loss of voluntary muscular control and coordination. “2” good. The exclusion criteria included: central nervous system (CNS) impairment. very low infant birth weight. to put beads on a string. while they also have an important role in gross motor capabilities6. Those with mild cases may have only a few affected muscles. 2. stereognosis. Lesion extent: 1. trunk and leg. comprised of children with hemiparetic cerebral palsy. and hand strength (with trial grip) (Figures 1 and 2). paralysis of one complete side of the body including the arm. fourteen (61%) were females and nine (39%) were males. to pin thumbtacks (drawing pins) on a picture. It is the upper limbs that support fine motor capabilities.05). RESULTS Fifteen patients (65%) presented hemiparetic cerebral palsy on the right side and eight (35%) on the left side. from the data bank of the cerebral palsy outpatient treatment facility of the Pediatric Neurology Center of the School of Medical Sciences. The severity of the affliction is dependent on the extent of the brain damage.Only one brain structure smaller than 10 mm affected.4. to oppose thumb and finger. 15. pain. perinatal alone in seven (30%) and prenatal alone in two (9%). These children were selected following MRI assessment. to grasp a cylinder.

CVA: cerebrovascular accident.counting beads. 6. Pre: prenatal. SC: subcortical.coins for inserting in slot. pencil and cylinder.material for evaluation of holding and grasping: ball. L: left.Vol. 4. 2 and 3. 5. C: cortical. hemiparetic cerebral palsy patients. Figure 2. Peri: perinatal. Undet: undetermined. 2. PVL: periventricular leukomalacia. Bil: bilateral. Grip test .digital chronometer. The instruments used for evaluating fine motor function and sensory function are presented in Figures 1. Evaluation kit for fine motor function: 1. 2. 2006 Hemiparetic Cerebral Palsy 159 Table 1.nut and bolt. screw. 3. 1 3 2 6 4 5 Figure 1. 10 No.thumbtacks (drawing pins) on picture. Clinical Data. Subject 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 Hemiparesis L R R L R L R L R R R R R R L L R L R L R R R Etiology Pre + Peri Undet Peri Pre + Peri Undet Pre + Peri Pre + Peri Pre + Peri Pre + Peri Pre + Peri Peri Peri Pre + Peri Pre Peri Pre + Peri Peri Peri Pre + Peri Pre Peri Undet Peri Length of Gestation < 34 weeks Full term Full term Full term Full term ≥ 34 weeks Full term ≥ 34 weeks < 34 weeks ≥ 34 weeks ≥ 34 weeks < 34 weeks Full term Full term < 34 weeks Full term Full term Full term Full term Full term < 34 weeks Full term < 34 weeks Lesion extent NL 1 structure > 10 mm 2 structures >10 mm 1 structure ≤ 10 mm 2 structures >10 mm Bil disorder 1 structure > 10 mm 2 structures >10 mm 1 structure > 10 mm 2 structures >10 mm Bil disorder 1 structure > 10 mm 2 structures >10 mm 1 structure ≤ 10 mm 1 structure ≤ 10 mm 2 structures >10 mm 2 structures >10 mm 1 structure ≤ 10 mm Bil disorder 1 structure > 10 mm 2 structures > 10 mm 1 structure > 10 mm Bil disorder Location NL SC C + SC C + SC C + SC SC SC C + SC SC C + SC Bil C and/or SC C + SC C + SC SC SC C + SC C + SC SC Bil C and/or SC Bil C and/or SC SC SC SC Diagnostic hypothesis NL Neuroplastic lesion Encephalomalacia CVA CVA PVL PVL CVA PVL Undet Lacunar lesion PVL Lacunar lesion CVA PVL CVA Porencephaly CVA PVL PVL PVL PVL Bilateral PVL R: right. MR: magnetic resonance. key. NL: normal.

One of these patients showed a normal computed tomography scan (CT) and MRI.sharp-pointed object.5 3 FMF Correlation between FMF and SF (r=0. Table 2. Moura-Ribeiro MVL.00.57382). Sensory function in G1 presented a mean of 2. The hemispheric location involved the subcortical area in ten patients (43. six (26%) presented two encephalic structures greater than 10 mm.material for evaluating stereognosis: matchbox. key. 5. Comparing the performance of the two groups. contrary to the prevailing data in the literature16.02 for G1 and 2. cerebrovascular accident (CVA) in six children (26%) and other categories of hemiparesis in seven children (31%). The statistical difference in performance between G1 and G2 was significant (p<0.0275.0014. while one case was normal (4%). while presenting a clinical pattern of slight spastic hemiparesis. 2 3 Group G1 G2 G1 1 Variable FMF FMF SF SF N 23 23 23 23 Mean 2.81 and G2 presented 3. while four (18%) were premature with gestation of more than 34 weeks and six (26%) were premature with gestation of less than 34 weeks. 3.0001) (Table 2). 6. the patients with lesion in the cortical and subcortical areas on one side or both sides presented worse results than those with lesions only in subcortical areas. SF 6 days to 42 weeks). Mann-Whitney test) (Figure 4). . Significant abnormalities were found on neurological imaging of 22 hemiparetic cerebral palsy patients. coin and small ball. 4 5 6 7 Correlation between fine motor function and sensory function 3 2. p = 0. while the etiology was perinatal in 32%. the right side was affected in 64% of the patients. Kruskal-Wallis test). four (17. In correlating the fine motor function and sensory function results with lesion location in the hemisphere. The fine motor function performance among hemiparetic cerebral palsy patients with a lesion in only one brain structure was better than among those with lesions in two structures larger than 10 mm (p = 0. Ciasca SM. for both functions (respectively. the hemiparetic cerebral palsy patients presented worse results (p<0. Zanardi VA Rev.00 SD 0. the cortical and subcortical areas in nine (39%). 1. DISCUSSION In this study.0001 < 0. fisioter. 2. which was significantly different from the others (p = 0. eight patients (35%) presented lesions larger than 10 mm.5 1 1. SD: standard deviation.5%).41 0.different cups for temperature test. p=0.81 3. Prenatal and perinatal etiology was found in 45% of the patients.gapped object (prongs).blindfold.5%). Right-side hemiparesis is often found. and one was normal (4%). 7. the present study showed that females were more affected.0141.0042). Sensitivity evaluation kit: 1.21 0.00 p-value* < 0. while there was one normal case (4%).brush. Lesions in only one lobe were not observed. 4.5 1 0. Several studies have shown that males are more affected but. and the cortical and/or subcortical areas on both hemispheres in three (13. using Spearman’s linear correlation. Fine motor function and sensory function in Groups 1 and 2. Kruskal-Wallis test).0001) and showed that the hemiparetic cerebral palsy patients had worse performance.57382.5%) presented bilateral injury.0001 G2 *Wilcoxon test for related samples.pins.5 2 2.5 0 0 0.10 0. The hemiparetic cerebral palsy patients with gestation less than 34 weeks presented the best performance for fine motor function.5%) presented a structure of less than 10 mm. bras.160 Turolla de Souza RC. The diagnosis revealed periventricular leukomalacia (PVL) in nine children (39 %). With regard to the extent of the lesion. paper clips. FMF analysis for the two groups gave a mean of 2. according to the literature.17.0200 and p = 0. four (17.72 2.72 for G2.02 2.5 2 Figure 3. shows that there was a statistically significant correlation between fine motor function and sensory function (r = 0. screw. Figure 4.

Prevalence and origin in the birth year period 1987-90. 2. through using such tools. UNICAMP. Kuban KCK. Hemiparetic cerebral palsy: etiological risk factors and neuroimaging. 49(3): 320-7. Leviton A. Acknowledgments: We wish to acknowledge the assistance provided by staff within the Children and Adolescent Integration and Development Program of UNICAMP. In addition. 330(3): 188-95 2. 1994 Jan 20. Congenital hemiplegia: morphology of cerebral lesions and pathogenetic aspects from MRI. Largo RH. REFERENCES 1. Only in this way will it be possible to establish programs for assisting such patients. Boyce et al.20 reviewed the figures and features of tools for movement evaluation in cerebral palsy cases. 4. The present study gives valuable information on correlations between FMF. Michaelis R.18. It has characteristic distribution: the dorsal and lateral white matter surrounds the semi-oval centers of the optic and acoustic radiating centers. 1993 Aug. 9. Rotta NT. 83(10): 1462-3. Congenital hemiparesis and periventricular leukomalacia: pathogenic aspects on magnetic resonance imaging. who stimulated us to do this work. The fibers of the cortical spinal tract that descend to the lower limbs are affected more than the fibers that go to the upper limbs and face19. The changing panorama of cerebral palsy in Sweden. the parents and children who took part in these evaluations and enabled the development of this study. VA. 6.9 evaluated 175 children and found prenatal etiology in 23%. Gonçalves. 61(3A): 617-20. The brain pathology types and their relative frequencies were similar to those found in other hemiparetic cerebral palsy studies19. The tests applied showed correlations between neurological integrity and the types of neurological lesions. 5. Differences in sensory and motor cortical organization following brain injury early in life. Krageloh-Mann I. 36(11): 943-50. novas perspectivas terapêuticas. Dev Med Child Neurol 1994 Nov. Gallagher KG. perinatal in 18% and undetermined in 5%. It is essential to provide neurological training for professionals involved in caring for such cases. Thickroom GW. Byrnes ML. Shumway-Cook A.9 (8/33 patients) and Niemann et al. Martain E. Pierce SR. 78 (1): 548-54. Piovesana et al. and especially Professor Dr. VII. 24(4): 224-9. Such correlations are important for obtaining more accurate prognoses. Philadelphia. Iwabe C. 7. Piovesana AMSG. CONCLUSION The results from this study suggest that there is a close relationship between impaired fine motor function and cortical lesions. Hagberg B. 10. N Engl J Med. SF and neurological imaging. Constraint-induced therapy for a child with hemiplegic cerebral palsy: a case report.12. Mastaglia FL. Von Wendt L. no tool is sensitive enough for measuring the performance of such children. Neuropediatrics. PVL presents different pathological factors. Arq Neuropsiquiatr 2001 Mar. Gershkoff AM. Good M. . Archer SA. Ana Maria Sedrez Gonzaga Piovesana (in memoriam). Steinlin M. Bnziger O. Paralisia cerebral. Hagberg G. USA. Acta Paediatr Scand 1996 August 85(8): 954-60. PVL consists of necrosis of the white matter. This was also reported by Steinlen et al. Motor Control (section 1). Zanardi. Piovesana AMSG. 59(1): 29-34.16. A correlation between FMF and SF performance was found. 2nd ed. bilateral lesion was found in three out of the 23 patients. the present case series could establish a pattern for FMF deficits presented by hemiparetic cerebral palsy. Two common findings in this study were PVL (45%) and CVA (27%). Boltshauser E. Niemann G. Cerebral palsy. Estudo comparativo do tono muscular na paralisia cerebral tetraparética em crianças com lesões predominantemente corticais ou subcorticais na tomografia computadorizada de crânio. They also reported that children with congenital hemiplegia born at full term are more acutely affected than those born prematurely. toward the external angle of the lateral ventricle. This finding concords with those from the studies by Uvebrant17 and Piovesana15. These authors mentioned that hemiparetic cerebral palsy cases frequently present disturbances in stereognosis sensitivity that impairs motor function. Overall. Olow I. Woollacott MH. Focal necrosis occurs mainly in the distribution zone where arteries penetrate. Ann Neurol 2001 Mar. but these consist mainly of periventricular focal necrosis and diffuse lesions in the white matter. the Research and Statistics Committee of the School of Medical Sciences. Daly K. Moura-Ribeiro MVL. 3. since sensory malfunction needs to be identified and understood in order to provide better routine training and special care for such children. Arch Phys Med Rehabil 2002 Oct. J Pediatr 2002 Jul. this study achieved its aim of correlating brain lesions with neurological motor dysfunctions. In fact. VMG.Vol. Schaumburg SW. 2001. for hemiparetic cerebral palsy cases. Nevertheless. 10 No. Lippincott Williams & Wilkins. Grodd W. Neurological imaging was essential for establishing correlations between lesion extent and fine motor function. Arq Neuropsiquiatr 2003 Sep. with regard to the relationship between brain lesions and functional losses.10 (8/ 41 patients). Nagarajan L. The knowledge that specific brain lesions correlate with specific functions in hemiparetic cerebral palsy cases is significant. 2006 Hemiparetic Cerebral Palsy 161 prenatal in 9% and undetermined in 14%. This may explain why the best FMF performance was obtained from patients with subcortical injuries. 8.

Gilly R. Phys Ther 1991 Nov. 16. Ciasca SM. Volpe JJ. Hayakawa F. Dev Med Child Neurol 1997a Jun. 11. Development and validation of a measure of motor and sensory function in children with epilepsy. Moura-Ribeiro MVL. Congenital hemiplegia: semiology. 29(8): 839-51. 17. Paralisia Cerebral Hemiparética: Aspectos Evolutivos. Brain Dev 1997 Dec. Brull D. UNICAMP] 1999. Acta Paediatr Scand Suppl 1988. Aicardi JE. Hayakawa F. Pham B. I: correlation with gestational age at birth. Zanardi VA Rev. Piovesana AMSG.(2): 24 35. 71(11): 813-9. 39(6): 369-72. etiology and prognosis. Kotlarek F. 18. fisioter. Computed tomographic findings in congenital hemiparesis in childhood and their relation to etiology and prognosis. 14. Uvebrant P. Goutiéres F. Hemiplegic cerebral palsy. Brain injury in the premature infant . 27(3): 210-9. Humphreys P.from pathogenesis to prevention. 19. MRI findings in patients with spastic cerebral palsy. Katu T. Watanabe K. 12. Boyce WF. . bras. 13. 39(6): 363-8. MRI findings in patients with spastic cerebral palsy. Aetiology and outcome. Dev Med Child Neurol 1997b Jun. Whiting S. Kuno K. Okumura A. Can J Neurol Sci. Challamel MJ. Arch Fr Pediatr 1972 Oct. Pediatric Therapy 2000 Aug. Hemiparetic cerebral palsy: clinical pattern and imaging in prediction of outcome. Okumura A. 2000 Aug. 345: 1-100. plasticidade Cerebral e Especialização Hemisférica [Doctoral Thesis. 12(2): 1019. Measuring quality of movement in cerebral palsy: a review of instruments. Watanabe K. Rodewig R. II: correlation with type of cerebral palsy. Katu T. Neuropediatrics 1981 May. Beckung E.162 Turolla de Souza RC. 20. Kuno K. 19(8): 519-34. 15.

degrau 2 (100%LAV) e degrau 3 (130%LAV). Métodos: 8 homens realizaram teste ergoespirométrico em bicicleta: TCR com incremento de 20 a 25W. Universidade Estadual de Campinas.Vol.05) entre LAV e degrau 3.min-1) and ventilation ( E L.05). (ml. 2 (2006).min-1). Conclusão: Os resultados indicam que a regressão linear foi eficaz para estimar as variáveis cardiorrespiratórias. 163-169 ©Revista Brasileira de Fisioterapia Resposta Cardiorrespiratória ao Exercício em Degrau e Rampa 163 COMPARAÇÃO DAS RESPOSTAS CARDIORRESPIRATÓRIAS ENTRE EXERCÍCIO DE CARGA CONSTANTE E INCREMENTAL ABAIXO. SP 2 3 Faculdade de Educação Física. Faculdade de Ciências da Saúde. e-mail: esilvas@unimep. Ribeirão Preto. Step 1 was 70% VAT. teste em rampa. sendo degrau 1 (70%LAV).min-1) do TCR foram analisadas em médias móveis de 8 ciclos respiratórios. Palavras-chave: limiar de anaerobiose ventilatório. Piracicaba.05) entre LAV e todos os degraus. No. Vol. Mestrado em Fisioterapia. a FC mostrou diferença (p<0.min-1 e TDD em degraus de 15min cada baseado no limiar de anaerobiose ventilatório (LAV) do TCR.min-1). step 2.br Recebido: 31/01/2005 – Aceito: 22/09/2005 RESUMO Objetivo: Aplicar diferentes metodologias de análise aos dados dos testes contínuo em rampa (TCR) e descontínuo em degrau (TDD) e comparar as respostas das variáveis cardiorrespiratórias. São Carlos. CO2 and E gave similar results for VAT and step 1 (p>0. No TDD. Em relação aos protocolos. Resultados: No pico do exercício houve diferença estatisticamente significante entre respiração-a-respiração e demais metodologias. FACIS . There were significant differences between the three . E foram similares entre LAV e degrau 1 (p>0. SILVA E 1.com.05). O2 (ml. ANOVA. For DST. fisioter. post-hoc Tukey-Kramer test and linear regression.br e kpithon@ibest. CO2.05. CATAI AM 1. porém O2 relativo foi diferente (p<0. using linear regression. Method: Eight men performed spirometric tests on an electrically braked cycle ergometer: CRT increasing from 20 to 25 W. Comparing protocols: O2.min-1). each based on the ventilatory anaerobic threshold (VAT) for CRT. respiração-a-respiração e pela regressão linear. ANOVA. SP Departamento de Clínica Médica. 10. SP Correspondência para: Ester da Silva. exercício físico. a média foi aplicada do 3o ao 15omin dos degraus. Departamento de Fisioterapia. Heart rate (HR. there was a statistically significant difference between breath-to-breath and other methodologies. ventilação ( E L. Statistical comparisons utilized the Kolmogorov-Smirnov test. CO2. VAT was determined as loss of parallelism between O2 uptake ( O2) and CO2 output ( CO2). 100% VAT. means were applied from the third to fifteenth minute of the steps.05).4 1 Núcleo de Pesquisa em Exercício Físico. Above and at the Ventilatory Anaerobic Threshold Objective: To apply different analytical methodologies to data from continuous ramp tests (CRT) and discontinuous step tests (DST).min-1 and DST in 15-min steps. Universidade Metodista de Piracicaba. 130% VAT. O2 (ml. SP.min-1) values for CRT were obtained as moving averages of eight breath-to-breath respiratory cycles. GALLO JR L 3. Rodovia do Açúcar. bpm). Universidade Federal de São Carlos – UFSCar. O LAV foi determinado pela perda do paralelismo entre consumo de oxigênio ( O2) e produção de dióxido de carbono ( CO2). CEP 13400-911. CO2. ABSTRACT Comparison of Cardiorespiratory Responses Between Constant and Incremental Load Exercises Below.05). and step 3. MARTINS LEB 2. p<0. Campus Taquaral. Campinas.UNIMEP. and compare responses from cardiorespiratory parameters. SP 4 Laboratório de Pesquisa em Fisioterapia Cardiovascular e de Provas Funcionais. Na análise estatística foram utilizados o teste de Kolmogorov-Smirnov. 2006 Rev. 2. Universidade de São Paulo. 101809-9246 ISSN No. Km 156. Piracicaba.kg-1. (ml. Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto. A freqüência cardíaca (FC bpm).05). HR was different between VAT and step 3 (p<0. O2. verificou-se que para a obtenção no TDD de valores cardiorrespiratórios similares ao LAV do TCR foi necessário diminuir a potência em 30%. teste em degrau. Na comparação de protocolos: O2.kg. Results: At peak exercise. bras. post hoc de Tukey-Kramer e regressão linear. freqüência cardíaca.05. e na análise entre os três degraus houve diferença (p<0. but O2 was different between VAT and all steps (p<0. ACIMA E NO LIMIAR DE ANAEROBIOSE VENTILATÓRIO PITHON KR 1. O2. with significance limit of p<0.

Essas flutuações não ocorrem de forma equivalente no O2 e por isso não pode ser explicado por uma regressão do CO2 ao O214. Regarding the protocols.0 L. Tal fato pode ser atribuído às flutuações da respiração. No entanto. aplicando uma metodologia que respeite as características fisiológicas das variáveis. então um grande valor de CO2 tende a ser seguido por um pequeno valor. é importante verificar a intensidade de exercício que corresponde às adequações das respostas cardiorrespiratórias em homeostase ou não. chamado de limiar de anaerobiose ventilatório (LAV)3. Uma explicação para esse fenômeno é que em um pequeno intervalo de tempo uma grande respiração tende a ser seguida por uma pequena. Mn. As flutuações são mais facilmente observadas em crianças15 e tem sido considerado como um “ruído” de origem fisiológica e não o resultado de fatores externos como erros de medidas. Silva E Rev. Este trabalho foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade Federal de São Carlos sob no 047/ 03. sendo desta forma essencial à caracterização minuciosa de suas respostas para a compreensão dos mecanismos envolvidos. Conclusions: The results indicate that linear regression was effective for estimating cardiorespiratory parameters. 3 vezes por semana e não apresentavam qualquer evidência de alterações cardiovasculares.05). para uso prático é útil descobrir como esse parâmetro pode ser utilizado na prescrição de exercício para a população. o consumo de oxigênio ( O2). Casuística Após terem assinado o consentimento pós-informado. MÉTODOS Procedimentos experimentais Durante o teste.75 ± 2.4. b) comparar as respostas das variáveis cardiorrespiratórias durante o teste incremental tipo rampa com o teste em degraus descontínuos. bras. deve-se ressaltar que a mensuração das variáveis cardiorrespiratórias.10 e senoidal11. exercício físico dinâmico do tipo rampa6. Assim. discontinuous step test. em degrau9.0 kg/m2. the power had to be decreased by 30%. 8 homens com idade entre 20 e 27 anos participaram desse estudo. it was found that. seguido da calibração de volume. estatura = 1. a produção de gás carbônico ( CO2) e a ventilação ( E) foram coletadas continuamente usando um sistema automático respiração-a-respiração (CPX.33 ± 10. Na literatura é encontrada uma variedade de estudos com diversos tipos de protocolos de avaliação da capacidade funcional.77 ± 2. A idade e as características antropométricas do grupo estão expressas em média e desvio-padrão. Diante do exposto. Gallo Jr L.5 e/ou pela eletromiografia de superfície6. O sistema foi calibrado antes de cada teste de acordo com as instruções do fabricante. physical exercise.13 têm atualmente comparado as mensurações das variáveis cardiorrespiratórias obtidas durante o teste continuo em rampa com aquelas obtidas durante o teste descontínuo em degrau em intensidades próximas ao LAV. Key words: ventilatory anaerobic threshold. to obtain cardiorespiratory responses in DST that were similar to VAT from CRT.82 ± 0. steps (p<0. Poucos estudos 12. Todos os voluntários realizavam atividade física. inclusive em adultos14. Além disso. os objetivos deste estudo foram: a) aplicar diferentes metodologias de análise das respostas cardiorrespiratórias aos testes contínuo em rampa e descontínuo em degrau.164 Pithon KR. Esse parâmetro de capacidade aeróbia tem sido identificado por meio da concentração sangüínea de lactato1. Medical Graphics. Martins LEB.25 anos.2 pela determinação de alterações nas trocas gasosas. O limiar de anaerobiose é considerado marcador da transição do metabolismo aeróbio/anaeróbio e tem sido empregado na avaliação da capacidade funcional em níveis submáximos de exercício. pelo menos. as flutuações podem resultar em erros na estimativa de valores das variáveis ventilatórias. fisioter. EUA). os mecanismos fisiológicos que envolvem o limiar de anaerobiose ainda não são totalmente compreendidos e estão em discussão4.7. respiração-a-respiração apresenta um erro sistemático que é inerente às metodologias de análise dos sistemas automáticos.8. o oxigênio foi calibrado com o gás de referência na concentração de 12% e dióxido de carbono com o gás de referência em 5% com balanço de nitrogênio. Cada um destes protocolos produz repercussões fisiológicas específicas. INTRODUÇÃO O limiar de anaerobiose tem sido principalmente determinado através do uso de procedimentos invasivos e não-invasivos durante teste incremental. Os experimentos foram realizados em laboratório climatizado com temperatura . Catai AM. tais como.22 kg. No entanto.05 m e o índice de massa corporal (IMC) = 23. Inicialmente. utilizando uma seringa de 3. sendo idade = 22. Atualmente. Isso se torna relevante para prescrever a real intensidade de treinamento físico com carga constante na qual o indivíduo pode atingir a mesma resposta das variáveis cardiorrespiratórias do teste incremental. St Paul. massa corporal = 79. heart rate. como foi observado por exames clínicos e laboratoriais. pela resposta da freqüência cardíaca3. continuous ramp test.

modelo ECAFIX TC-500. as quais foram registradas no software do sistema CPX/D. TESTE DESCONTÍNUO EM DEGRAUS Degrau 1 VOLUNTÁRIO 70% LAV 1 2 3 4 5 6 7 8 MÉDIA DP DP= desvio-padrão Degrau 2 100% LAV 80 114 112 89 100 122 105 103 103. Protocolo experimental As etapas experimentais realizadas pelos voluntários foram: Teste contínuo em rampa O protocolo consistia de 1 min em repouso com o voluntário devidamente posicionado na bicicleta.idade)17. e mostrada em tempo real. Teste descontínuo em degraus A intensidade do teste descontínuo em degraus foi baseada no limiar de anaerobiose ventilatório (LAV) identificado no teste contínuo em rampa. degrau 2 em 100% do LAV e degrau 3 em 130% do LAV. A ordem de realização do teste contínuo em degrau foi sempre do menor valor de potência para o maior. Todos os experimentos foram feitos no período vespertino para eliminar as possíveis influências do ciclo circadiano sobre as respostas cardiorrespiratórias. Tx. Holanda) com cadência de 60 rotações por min (rpm). O teste iniciou com 2 min de aquecimento na potência de 4W. ou atingisse a freqüência cardíaca máxima prevista para idade (220 . umidade relativa do ar em torno de 50% e pressão atmosférica de 689 mmHg.Vol. em seguida houve o acréscimo da potência pré-estabelecida durante 15 min e 2 min de recuperação ativa na potência de 20W. entre cada teste foi interposto um período variável de repouso até que a freqüência cardíaca retornasse aos valores próximos da condição inicial pré-esforço. Na tabela 1 estão apresentados os Tabela 1. A freqüência cardíaca foi obtida a partir dos sinais do eletrocardiograma. batimento a batimento. Os voluntários foram monitorizados na derivação MC5 para a captação do sinal de eletrocardiograma utilizando um monitor cardíaco de um canal. O teste seria interrompido quando os voluntários apresentassem fadiga muscular identificada pela perda da manutenção da cadência em 60 rpm. o qual apresenta uma interface entre o monitor cardíaco e o microcomputador Pentium II.06 17. com objetivo de completar o teste entre 8 e 12 min. 2006 Resposta Cardiorrespiratória ao Exercício em Degrau e Rampa 165 média de 22º C.min-1. modelo Lab-PC+ (National Instruments. pelo cálculo dos intervalos R-R. Austin. EUA). Os testes foram realizados em cicloergômetro de frenagem eletromagnética (Quinton Corival Ergometer 400. 10 No. que variou de 20 a 25W. seguido de aquecimento com potência de 4W por 4 min e posterior incremento de potência. e processado por meio de um conversor analógico-digital.54 .13 13.63 Degrau 3 130% LAV 104 148 146 116 130 159 137 134 134. 2. segundo a formula proposta por Wasserman4. Groningen.72 56 80 78 62 70 85 74 72 72. sob a utilização de um software de processamento digital de sinais16. Percentuais dos níveis de potências em Watts (W) em relação ao limiar anaerobiose ventilatório (LAV) dos três testes descontínuos em degraus realizados pelos voluntários (n=8). sendo o degrau 1 em 70% do LAV. Co.19 9.

Verifica-se que as variáveis cardiorrespiratórias. No entanto.11 ml. no LAV. mas houvesse uma variação de até 1 min nos tempos encontrados seria feita a média desses valores. Martins LEB. No presente estudo. foi selecionado o intervalo da rampa no qual se observou o início da resposta das variáveis ao incremento de potência até o ponto de compensação respiratório. as respostas cardiorrespiratórias apresentaram diferenças estatisticamente significantes entre os valores encontrados respiração-arespiração com os outros 2 métodos. que correspondia ao aquecimento e o início do degrau.min -1). Já para os dados no LAV foram considerados os 10 valores anteriores e os 10 valores posteriores em relação ao ponto em que foi identificado o LAV. Para a análise dos dados respiração-a-respiração no pico de exercício. bras.-1min-1). METODOLOGIA DE ANÁLISE Análise visual gráfica O limiar de anaerobiose foi determinado pela análise visual gráfica realizada por 3 pesquisadores do laboratório. Análise das variáveis cardiorrespiratórias no teste descontínuo em degrau Para a realização desta análise foram desprezados os 5 min iniciais do teste.5 ± 33. Catai AM. Os critérios para determinação visual gráfica do limiar de anaerobiose ventilatório.43 ± 4.kg. foram utilizados os 21 últimos valores. e no teste descontínuo em degrau em intensidades próximas ao LAV. um quarto observador seria chamado para compor o grupo.17 (220 . os pesquisadores foram familiarizados com o sistema ergoespirométrico e com o software que fornecia os gráficos dos dados das variáveis obtidas durante os protocolos experimentais. a análise de variância para medidas repetidas (ANOVA) foi usada para comparar os valores obtidos nos dois protocolos de exercício avaliados com post-hoc de Tukey-Kramer. no pico do exercício. RESULTADOS Os valores das variáveis ventilatórias obtidos a partir das análises respiração-a-respiração.166 Pithon KR. Anteriormente a análise. Ainda em relação ao pico do exercício. desse intervalo de 12 min foi calculado a média. Análise da regressão linear das variáveis cardiorrespiratórias Para minimizar os efeitos das flutuações respiração-arespiração aos dados cardiorrespiratórios do teste contínuo em rampa. o LAV foi determinado pela perda de paralelismo entre o O2 e CO2 desse intervalo. totalizando 21 valores também. médias móveis de 8 ciclos respiratórios e pelo ajuste de regressão linear no pico e no LAV do teste contínuo em rampa para o grupo estudado (n=8) estão sumarizados na tabela 2. bem como a presença ou não de artefatos que viessem a prejudicar a identificação do LAV. a freqüência cardíaca foi submáxima de 179 ± 11 bpm. Se o intervalo de tempo fosse maior que 1 min. Foi considerado nível de significância de 5%. Silva E Rev. (aumento desproporcional da ventilação em relação à produção de dióxido de carbono) ou até o final do exercício. fisioter. Gallo Jr L. analisados através da regressão linear. ANÁLISE ESTATÍSTICA O teste não paramétrico de Kolmogorov-Smirnov foi usado para determinar a distribuição de normalidade das variáveis. foi levada em consideração a manutenção da cadência da bicicleta. caso não fosse identificado este ponto. Esse critério coincide com o ponto de inflexão no qual se observa o incremento desproporcional do CO2 ao O2.idade) que seria de 197 ± 2 bpm e O2 relativo de 37. O2 e CO2 (ml.min-1 considerado como capacidade funcional razoável segundo American Heart Association19.kg. Os valores encontrados pelos 3 observadores foram então confrontados e caso houvesse concordância entre eles foram aceitos como o limiar de anaerobiose ventilatório. A análise em regressão linear foi comparada a médias móveis de 8 ciclos respiratórios e aos dados respiração-arespiração no maior valor encontrado no pico do exercício e no correspondente ao LAV. Assim. ou seja. o que não foi necessário em nenhum dos casos analisados. pelo método do V-slope4. E (L.56 W. foi analisado o trecho do 3o ao 15o min do degrau. foi levado em consideração o valor pico mais os 20 valores que o antecederam.min-1) e freqüência cardíaca (bpm) mensuradas no LAV. rotina de análise desenvolvida no software S-plus (versão 2000 Professional Release 1)18. valores de potência em Watts do teste descontínuo em degraus. A hipótese de normalidade foi aceita para todos os valores. Esse critério foi utilizado para análise dos valores absolutos respiração-a-respiração e para os valores em médias móveis de 8 ciclos respiratórios. os valores encontrados a partir do ajuste de regressão linear ao conjunto de dados das variáveis cardiorrespiratórias do teste contínuo em rampa foram usados para comparação com os dados do teste em degrau. não apresentaram diferenças estatisticamente significantes entre as 3 metodologias estudadas. os voluntários atingiram a potência de 267. estão apresentados na tabela 3. Observa-se que . Como todas as variáveis mostraram uma distribuição normal. Caso não fossem concordantes. Para a determinação do LAV. assim como o padrão de qualidade aceito nos experimentos foram discutidos e uniformizados para os 3 observadores. foi aplicado um modelo de ajuste linear. Na análise qualitativa. As respostas do O2 relativo (ml. que possibilitou a obtenção de valores referentes a uma região de análise e não somente um único ponto. baseado na freqüência cardíaca máxima preconizada por Karvonen et al. Então.

min ) E LAV (L.64 ± 454. CO2.23 33.62* 108. Já pela análise das médias móveis de 8 ciclos respiratórios e pela regressão linear.87 ± 4. ANOVA.37 ± 2.002.67 1.kg..82 3.11* 3.7013 e 40. Então.667 ± 400. RESPIRAÇÃO-A-RESPIRAÇÃO MÉDIAS MÓVEIS DE 8 CICLOS REGRESSÃO LINEAR RESPIRATÓRIOS PICO DO EXERCÍCIO O2 pico (ml. os resultados foram semelhantes a trabalhos da literatura 42.75 ± 407. uma vez que a literatura tem considerado tanto o O2 máximo ou pico.05.98 ± 133. em relação a respiração-a-respiração. e E e freqüência cardíaca não apresentaram diferenças estatisticamente significantes entre o LAV e o degrau 1. O2 relativo (ml.76 15. Valores de O2 e CO2 (ml.37 ± 134. DISCUSSÃO Há estudos que tentam classificar a população quanto a sua capacidade aeróbia19.06* 38.min-1 ) E pico (L.149. Utilizar recursos como a análise de uma região de pontos no pico do exercício ou próximo ao ponto de inflexão dos gases.min-1) O2 relativo LAV (ml.1321 ml.kg-1.min-1).401. Nesse estudo foi proposta a utilização de regressão linear como ferramenta matemática para a obtenção dos valores das variáveis cardiorrespiratórias. os resultados foram inferiores (38. a freqüência cardíaca também não apresentou diferença estatisticamente significante entre o LAV e o degrau 2.min ) CO2 LAV (ml. porém a utilização de parâmetros diferentes torna difícil a comparação entre eles.8 ± 9.031. surge a necessidade de desenvolver metodologias que possam facilitar esse tipo de análise.49 34.3* 105.228.12 ± 3.517 1. Como um dos objetivos foi a comparação das respostas cardiorrespiratórias do teste incremental com as do degrau. 2.77 ± 11. no pico do exercício.Vol.38 ± 2. 43.54 ± 4. analisados em respiração-a-respiração.15 ± 144. Se fosse analisado apenas o valor de uma respiração. Um fator que se tem observado é que a flutuação da respiração vem sendo reconhecida como um fenômeno fisiológico14. CO2 . Caso a confrontação desses resultados fosse realizada sem a identificação dos procedimentos de análise poderia sugerir equiparações equivocadas.62 ± 272. respectivamente). Isto é.88 1. num teste contínuo em rampa favorece a obtenção de valores de O2.5 ± 153.35 ± 3.94 1.21. 10 No.kg1 .147.54 42. a capacidade aeróbia dos voluntários poderia ser considerada como boa. ou ainda o LAV apenas como um ponto4.12 e 37. No que se refere às análises entre as variáveis obtidas nos 3 testes descontínuos em degrau observa-se diferenças estatisticamente significantes entre todas elas.51 15.min -1) obtidos no pico do teste contínuo em rampa e no limiar de anaerobiose ventilatório (LAV).01 15.min ) CO2 pico (ml.07 ± 12.266.min ) LAV O2 LAV (ml.97* 2.87* 3.kg.87 1.23 ± 7.225. seria maior a possibilidade de erro.min ) -1 -1 -1 -1 -1 -1 3.25 ± 400.20 outros equiparar protocolos5. E e freqüência cardíaca mais próximos da condição fisiológica. As variações respiratórias justificariam a aplicação do ajuste por regressão linear pela possibilidade de minimizar o erro nas medidas das variáveis cardiorrespiratórias devido a esse “ruído”.min ) O2 relativo pico (ml.min-1.3 33.kg. médias móveis de 8 ciclos respiratórios e pelo ajuste da regressão linear.75 ± 405. o O2. a seleção de 21 pontos para a análise do teste contínuo em rampa possibilitou maior acurácia dos resultados. caso fosse levado em consideração os resultados da análise respiração-a-respiração.min-1.32* 1.619.2 119.28 4.43 ml. que influenciaria no resultado do estudo.77.43 ± 4. no entanto.0 *p< 0. .75 ± 5. Assim.25 ± 252. Pela análise do O2 respiração-a-respiração.190. os resultados deste estudo mostraram que o aumento da variação inspiração/expiração no pico do exercício pode ser minimizado. 2006 Resposta Cardiorrespiratória ao Exercício em Degrau e Rampa 167 Tabela 2.min-1) e Epico (L. Verifica-se ainda que o O2 relativo apresentou diferença estatisticamente significante entre todas as situações estudadas.84* 37.977 ± 424.

168

Pithon KR, Martins LEB, Gallo Jr L, Catai AM, Silva E

Rev. bras. fisioter.

Tabela 3. Variáveis cardiorrespiratórias em média ± DP do grupo estudado (n=8) durante o teste contínuo em rampa (TCR) no limiar de anaerobiose ventilatório (LAV) e no teste descontínuo em degrau (TDD) nas intensidades pré-estabelecidas.

TCR LAV O2 relativo (ml.kg.min-1 ) O2 (ml.min ) CO2 (ml.min-1) E (L.min-1 ) FC (bpm) 110 ± 8,3

TDD Degrau 1 Degrau 2 Degrau 3

15,38 ± 2,90

13,70 ± 2,30*

18,23 ± 3,40*†

23,24 ± 5,0*†‡

-1

1.225,1 ± 144,70

1.150 ± 84,10

1.437,10 ± 173,8*†

1839 ± 216,7*†‡

1.150 ± 645,7

1.099 ± 58

1.383,53 ± 195,2*†

1807 ± 255*†‡

33,54 ± 4

33,42 ± 3,00

43,15 ± 7,0*†

56,40 ± 11,40*† ‡

101 ± 6,40

118 ± 10,4†

136 ± 17,20*†‡

ANOVA, *p<0,05 em relação a LAV,

p<0,05 em relação ao degrau 1, ‡ p<0,05 em relação ao degrau 2.

já pela análise do ajuste de regressão linear eles seriam classificados como razoáveis. No que se refere à estimativa do LAV a partir das 3 metodologias de análises, os resultados do presente estudo foram similares, mostrando que as flutuações da respiração na região do LAV não interferiram nos resultados. Usualmente, a estimativa do LAV tem sido feita a partir da análise das variáveis cardiorrespiratórias em teste contínuo em rampa devido ao menor tempo de teste e conseqüentemente de estresse físico. O problema essencial é definir qual parâmetro medido durante um teste contínuo em rampa pode fornecer valores que correspondam a um teste descontínuo em degrau e otimize a prescrição de atividade física. No presente trabalho o achado mais importante foi o resultado da comparação das variáveis cardiorrespiratórias entre o teste contínuo em rampa e o teste descontínuo em degrau com a utilização de ferramentas matemáticas. Esses resultados são concordantes com Zebalos et al.13, que avaliaram indivíduos saudáveis e doentes, e verificaram que as respostas cardiorrespiratórias similares ao LAV do teste em rampa ocorrem em torno de 30% abaixo da potência no teste em degrau. Também utilizando protocolo similar, Matthews et al.12 reportam que ao pesquisar pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica e indivíduos saudáveis, quando comparada à mesma potência de trabalho, o O2

foi 25% maior no teste contínuo em rampa em relação ao teste descontínuo em degrau. Em trabalhos realizados anteriormente por Kaizer et al.22foram encontrados valores de potência 20 a 25% inferiores aos testes descontínuos em degrau em relação ao teste em rampa para um O2 similar em homens jovens saudáveis. Já Sirol et al.23 verificaram que homens de meia-idade saudáveis atingiram valores de potência de 15% a 20% inferiores no teste descontínuo em degrau em relação ao teste em rampa, para freqüência cardíaca similar. Um outro fator que deve ser levado em consideração ao avaliar a resposta da freqüência cardíaca no teste descontínuo em degrau foi a similaridade de sua resposta durante os testes do degrau 1 e 2 em relação ao teste em rampa no nível do LAV. Esse resultado deve ser considerado ao prescrever a atividade física tendo em vista que as variações do O2, CO2 e E foram similares somente em relação ao degrau 1, que corresponde a 30% abaixo da potência do LAV do teste em rampa. Assim, se o treinamento físico aeróbio for baseado apenas na resposta da freqüência cardíaca o mesmo estaria sendo realizado em nível acima do LAV para as demais variáveis. Diante do exposto, verifica-se que é necessário fazer os ajustes, na intensidade do exercício em relação as variáveis ventilatórias e metabólicas para uma prescrição adequada, pois caso contrário pode ocorrer uma superestimação nos

Vol. 10 No. 2, 2006

Resposta Cardiorrespiratória ao Exercício em Degrau e Rampa

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valores dessas variáveis e uma exigência de trabalho maior dado às características específicas do protocolo de avaliação e de treinamento, ou uma subestimação da capacidade aeróbia do indivíduo. CONCLUSÃO Os resultados do presente trabalho indicaram que a regressão linear apresentou uma melhor acurácia na definição das variáveis cardiorrespiratórias, uma vez que essa metodologia reduz o erro de medidas referentes às flutuações fisiológicas da respiração. Em relação à comparação do teste contínuo em rampa e teste descontínuo em degrau observou-se que para alcançar valores similares de O2, CO2, E e freqüência cardíaca foi necessário uma redução em 30% na potência de trabalho. Sugere-se, portanto, a adequação dos protocolos de treinamento do tipo degrau com redução da potência em 30% para se obter uma zona de trabalho em torno do LAV. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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Vol. 101809-9246 Hemartroses e Alterações Funcionais em Crianças Hemofílicas ISSN No. 2, 2006 Rev. bras. fisioter. Vol. 10, No. 2 (2006), 171-176 ©Revista Brasileira de Fisioterapia

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AVALIAÇÃO DO ALINHAMENTO POSTURAL E DO DESEMPENHO EM ATIVIDADES FUNCIONAIS DE CRIANÇAS HEMOFÍLICAS EM IDADE INFERIOR A SETE ANOS, COM E SEM SINOVITE CRÔNICA: CORRELAÇÃO COM A INCIDÊNCIA DE HEMARTROSES
GALANTE GA 1, AZEVEDO CSA 1, MELLO M 1, TANAKA C 2, D’AMICO EA 3
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Fisioterapeutas

Serviço de Fisioterapia, Faculdade de Medicina, Instituto Central dos Hospital das Clínicas, Universidade de São Paulo, SP
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Centro de Hemofilia “Louis Aledort”, Fundação Pró-Sangue Hemocentro de São Paulo, São Paulo, SP

Correspondência para: Gabriela Afonso Galante ou Carolina S. A. Azevedo, Rua Zurick, 1140, apto 1303, Bl. A, Jardim América, CEP 30460-060, Belo Horizonte, MG, e-mail: gabigalante@hotmail.com ou cafisio20@hotmail.com Recebido: 31/01/2005 – Aceito: 19/02/2006

RESUMO
Introdução: A sinovite na hemofilia pode induzir às alterações nos receptores sensitivos e proprioceptivos articulares. Tal efeito favorece a redução de estabilidade e um desalinhamento corporal, podendo comprometer a funcionalidade das crianças acometidas. Objetivo: Avaliar o alinhamento postural dos membros inferiores e o desempenho funcional de crianças hemofílicas, relacionando-os com a incidência de hemartroses. Método: Foi avaliado um grupo experimental (GE) de 28 crianças hemofílicas e um grupo controle (GC) de 20 crianças sem hemofilia. O GE foi dividido de acordo com o grau de comprometimento articular: 16 crianças no grupo sem sinovite crônica (GSS) e 12 no grupo com sinovite crônica (GCS). Cada grupo foi subdividido por faixa etária: 3-4 anos, 5-6 anos, 7 anos. A avaliação consistiu da análise do alinhamento dos ângulos do joelho e do tornozelo através do programa Geometer Sketchpad. O desempenho das atividades funcionais foi avaliado através de testes modificados a partir do Exame Neurológico Evolutivo de Lefévre. Resultados: Foi constatado que a média dos sangramentos dos hemofílicos aumenta com a idade (p< 0,001) e parece ser relacionada com o grau de comprometimento articular (GCS>GSS), (p< 0,059); o ângulo do joelho do GCS tende a um menor valor (semiflexão) quando comparado aos outros grupos; e há diferença significativa no percentual de desempenho nos testes entre grupos na faixa etária de 7 anos (GSS>GC e GSS>GCS), (p< 0,087). Discussão e Conclusão: Crianças hemofílicas de 7 anos apresentaram menor desempenho funcional quando comparadas aos outros grupos. Este resultado ressalta a importância da fisioterapia precoce associada à terapêutica médica para evitar comprometimentos articulares severos. Palavras-chave: fisioterapia, criança, hemofilia, alinhamento postural, hemartrose.

ABSTRACT Evaluation of Postural Alignment and Performance in Functional Activities Among Hemophilic Children Under 7 Years Old With and Without Chronic Synovitis: Correlation With Hemarthrosis Incidence
Introduction: Synovitis associated with hemophilia may induce abnormalities in the proprioceptive and sensory receptors of joints. This favors decreased stability and body misalignment and may compromise the functional abilities of children affected by this condition. Objective: To assess the lower limb postural alignment and functional performance of hemophilic children, and correlate this with the incidence of hemarthrosis. Method: An experimental group of 28 hemophilic children and a control group (CG) of 20 children without hemophilia were evaluated. The experimental group was divided according to the degree of joint involvement: 16 children without chronic synovitis (NCS) and 12 with chronic synovitis (CS). Each group was subdivided according to age groups: 3-4, 5-6 and 7 years old. The knee and ankle angle alignments were analyzed using the Geometer Sketchpad program. The children’s performance in functional activities was evaluated using tests adapted from the Lefèvre evolutive neurological examination. Results: In the experimental group, mean bleeding increased with age (p< 0.001) and seemed to be related to the degree of joint involvement (CS>NCS) (p< 0.059). In CS, the knee angle tended towards smaller values (semi-

INTRODUÇÃO A hemofilia é uma doença hereditária. As crianças foram avaliadas na instituição ou creche onde estavam cadastradas. o objetivo deste estudo foi avaliar o alinhamento postural dos membros inferiores e o desempenho funcional de crianças hemofílicas. das quais 14 participaram de um estudo piloto prévio à pesquisa. A duração de cada avaliação foi de aproximadamente 40 minutos. limitação articular importante que comprometesse a realização dos testes e patologias do sistema nervoso ou outras complicações clínicas. sendo divididas em 2 grupos: grupo sem sinovite crônica (GSS) com 16 crianças e grupo com sinovite crônica (GCS) com 12 crianças. como também não há referências na literatura sobre a avaliação do desempenho funcional e alinhamento postural para esta faixa etária. Vinte e oito crianças hemofílicas constituíram o grupo experimental (GE). na postura e. This result emphasizes the importance of early physical therapy together with medical treatment. Todas as crianças foram divididas novamente em subgrupos de acordo com a idade (3-4 anos. hemophilia. hemarthrosis. A média das idades das crianças está descrita na tabela 2. ocasionando deficiências estruturais e limitação da função do segmento acometido1. in comparison with other groups. . maior a chance de haver prejuízos no alinhamento articular. Key words: physical therapy. Em 1996. flexion). Azevedo CSA. No caso das crianças hemofílicas também foram considerados fatores de exclusão a ocorrência de episódio de hemartrose há menos de 15 dias da avaliação podendo influenciar no desempenho funcional da criança pela presença de dor ou restrição do movimento. children. No caso dos hemofílicos o questionário abordava também aspectos específicos da evolução da artropatia hemofílica. Foram considerados critérios de exclusão para participação no estudo à existência de alteração no desenvolvimento motor normal e de patologias do sistema neurológico. Em esqueletos imaturos este processo causa aceleração na ossificação e hipertrofia das placas epifisárias. postural alignment.172 Galante GA. Quanto mais global e prematuro for a alteração articular no hemofílico. calor local. as estatísticas do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo15demonstravam que havia comprometimento articular importante em crianças hemofílicas de 7 a 14 anos. na qual ocorre disfunção articular grave5-9. Tanaka C. Os dados disponíveis acerca da incidência de hemartroses e do comprometimento articular em crianças hemofílicas de 3 a 7 anos são escassos. As crianças hemofílicas avaliadas estavam cadastradas no “Centro de Hemofilia Louis Aledort” do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP). There were significant differences in test performance among the seven-year-old groups (NSC>CG and NSC>CS) (p< 0. caracterizada por hemartroses traumáticas e espontâneas. Quarenta e oito participaram do estudo final realizado de janeiro a dezembro de 2000. fisioter. Procedimento Os responsáveis legais pelas crianças assinaram um Termo de Consentimento pós-informado aprovado pelo Comitê de Ética do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (CAPPESQ) e também responderam a um questionário com aspectos gerais sobre o desenvolvimento motor da criança. relacionando-os com a incidência de hemartroses. Buscando uma abordagem preventiva no tratamento de crianças hemofílicas. As hemartroses de repetição originam a sinovite aguda. provavelmente nas habilidades funcionais da vida diária10-14. in order to avoid severe joint involvement. A definição da presença ou ausência de sinovite crônica nas crianças hemofílicas foi caracterizada através de avaliação médica e da análise de prontuários (incidência e freqüência de hemartroses). relacionado à incidência prévia de hemartroses. sendo dividida em: 1) Análise do prontuário das crianças hemofílicas para coleta de dados a respeito da incidência e freqüência das hemartroses. Otávio Luis Gherardi” do Hospital Brigadeiro e no Serviço de Hemofilia do Departamento de Hematologia e Hemoterapia da Universidade Federal do Estado de São Paulo (UNIFESP). na “Unidade de Hemofilia Dr. Vinte crianças sem hemofilia constituíram o grupo controle (GC). Discussion and Conclusion: The seven-year-old hemophilic children presented lower functional performance than did the other groups. Estas podem resultar em uma sinovite crônica após seis meses de evolução. com progressão para “artropatia hemofílica”. havendo ou não dor e restrição do movimento na articulação atingida4. sendo que 80% destas são nos membros inferiores1-3. D’Amico EA Rev. classicamente descrita por Duthie (1994) como um aumento de volume residual. estas freqüentavam a Creche da Universidade de São Paulo e a Escola Municipal do Complexo do Hospital das Clínicas. MATERIAL E MÉTODO Sujeitos Sessenta e duas crianças na faixa etária de 3-7 anos de idade foram avaliadas. bras. 5-6 anos e 7 anos). Mello M.087). e a realização ou não de atendimento fisioterapêutico.

com a criança correndo.Apoiar um dos pés no chão e com o outro tentar atingir dois alvos de papelão pré-determinados.Saltar num pé só.Em bipedestação. com cálculo das médias e desvio-padrão.16. Para tanto. as necessidades dessa pesquisa. No GC.Andar na ponta dos pés por uma distância de 2 metros. sem apoio manual e alternando os pés.Vol. utilizamos dados do estudo piloto para padronização da aplicação dos testes funcionais e determinação dos escores dados a cada um desses.Pular o mais alto que puder e bater palma 2 vezes enquanto estiver com os pés fora de contato com o solo. Membros superiores abertos lateralmente.Andar em linha reta por uma distância de 5 metros. 3) Avaliação funcional foi baseada no Exame Neurológico Evolutivo de Lefèvre17. O valor de p igual a 0. 4. Este parâmetro se fez necessário devido a fatores restritivos do plano de amostragem que não poderiam . Descrição dos testes funcionais por faixa etária. foram atribuídos percentuais maiores para os testes mais difíceis. sendo considerado para todos os dados o nível de significância p< 0. sendo realizados no máximo 7 testes funcionais (Tabela 1) para cada faixa etária. 3 . 5. Os testes funcionais foram analisados através de Tabela 1. Como não foi encontrada na literatura científica nenhuma escala de avaliação já validada que pudesse satisfazer teste não-paramétrico de Kruskal-Wallis.1018-20.Parado. Braços caídos ao longo do corpo. sem apoio manual e alternando os pés.Em bipedestação.Encostar o calcanhar de um pé nos dedos do outro pé e manter por 10” com os olhos fechados (para 6 anos) e abertos (para 5 anos). nas medidas das angulações articulares utilizou-se análise de variância. um na frente e outro atrás da criança.Andar para trás colocando o calcanhar de um pé encostado na ponta do outro por uma distância de 2 metros. 7 ANOS 1. 3. baseados na observação do avaliador. espinhas ilíacas ântero-superiores (EIAS) e espinhas ilíacas póstero-superiores (EIPS). 6. 10 No. 6. 5 . Somente 2 tentativas. trocanter maior do fêmur. sentar-se sem utilização de apoio manual. Olhos abertos 10” 2.Correr contornando 4 obstáculos com uma distância de 60 cm entre eles. com as coxas paralelas e braços relaxados ao longo do corpo. 7. foi utilizado o programa de computador Geometer’s Sketchpad. deslizar um rolinho sobre o pé de preferência por 15” 4. Na ponta dos pés. 2. 7. 2. baseado no trabalho de Takahashi et al. 4. No GE a vista lateral foi escolhida de acordo com o hemicorpo mais acometido pelas hemartroses. apoio unipodálico de preferência. maléolo lateral. vestindo trajes de banho na vista lateral. possibilitando assim a análise da angulação tibiotársica e das articulações do joelho e do quadril. foram considerados aspectos como a compreensão da tarefa a ser realizada. 2. Voltar à posição inicial. 5. 3. apesar de possível interferência na validade dos resultados encontrados. sem validação prévia. Manter joelho fletido em angulo reto. cabeça da fíbula. 2006 Hemartroses e Alterações Funcionais em Crianças Hemofílicas 173 2) Avaliação postural através de fotografias das crianças em ortostatismo.Agachar-se e manter-se agachado por 10” e levantar sem apoio.10 foi estabelecido desde o inicio do plano de amostragem no cálculo do tamanho da amostra.Chutar uma bola em movimento.6 ANOS 1.Andar para frente colocando o calcanhar de um pé encostado na ponta do outro por uma distância de 2 metros. 6. a atenção durante sua execução (cognitivo). A partir destes dados foi elaborada uma tabela de escores baseada em porcentagens específicas para cada teste avaliado. Olhos abertos 30” 3. Análise estatística Devido ao grau de dificuldade variável dos itens avaliados em cada faixa etária.A partir do decúbito dorsal. Foram fixadas etiquetas adesivas na cabeça do 5° metatarso. com o pé de preferência. a vista lateral direita foi escolhida como padrão.Saltar uma corda na altura dos joelhos estando parado e com os pés juntos.Descer escada de 5 degraus.Chutar uma bola . 5. a coordenação motora e o equilíbrio estático e dinâmico. Pés juntos.Andar para trás puxando um carrinho por uma distância de 5 metros. Para avaliação do desempenho das crianças na execução destes testes.Subir escada de 5 degraus.4 ANOS 1. de acordo com seu grau de dificuldade.

em um ciclo vicioso de alteração.(7. quando comparado com períodos sem essa abordagem. Evidenciou-se uma diferença significante do desvio do ângulo do joelho entre os grupos GSS e GCS (p< 0. entre as idades (p< 0. Isso sugere que o tratamento fisioterapêutico pode ter uma interferência positiva na redução da freqüência das hemartroses desses pacientes. Desta forma. observada durante a avaliação clínica.21) 66. GSS e GCS). critérios de exclusão da seleção. Tanaka C. bras. tendo sido observado uma diferença estatisticamente significante entre os grupos da faixa etária de 7 anos (p< 0.65) 45.(4. Apesar de não ter sido evidenciado claramente na avaliação postural através de fotografias. constatou-se uma diferença limítrofe na medida do ângulo tibiotársico somente A incidência de hemartroses também foi maior no GCS se comparado com o GSS demonstrando que a sinovite crônica predispõe os novos sangramentos.49) MÉDIA DE HEMARTROSES 3.9. pois além de terem uma significância . Em relação ao desempenho funcional relacionamos a porcentagem de desempenho nos testes funcionais com os grupos e a faixa etária.2 +/. Cabe ressaltar que os resultados acima descritos não são conclusivos. representando uma maior semiflexão de joelhos (Figura 2). grupo com sinovite crônica. tendo o GCS o maior desvio.(5.8 +/. fisioter.62 11.019).(6.(5.53) 78-90 MESES (7 ANOS) 83. Em relação à avaliação postural.67 GC. com o aumento da idade. esse posicionamento dos joelhos foi mais discreto e de forma simétrica entre membros inferiores. Há um grande risco de uma sinovite crônica evoluir para uma artropatia hemofílica. observamos que o GCS apresentou um maior desvio do ângulo do joelho se comparado com o GSS. tempo disponível e custo da coleta. DISCUSSÃO Foi observado que a incidência de hemartroses aumenta proporcionalmente com o aumento da faixa etária. tornando o ciclo vicioso descrito acima mais intenso e freqüente6.087) sendo que o GSS apresentou um melhor desempenho quando comparado ao GCS (Figura 3).(1. Este achado sugere que a intensificação das atividades escolares e esportivas favorece o aumento da ocorrência de sangramentos traumáticos. O desvio do ângulo tibiotársico apresentou uma diferença limítrofe somente entre faixas etárias. não sendo correlacionado com nenhuma outra informação obtida no estudo.7 +/. O GCS apresentou maior número de sangramentos que o GSS.32) 54-78 MESES (5-6 ANOS) 67. já que um posicionamento em semiflexão dessa articulação e um conseqüente desalinhamento dos côndilos femurais/tibiais podem favorecer a uma maior sobrecarga articular.37) 70. GCS.2 +/. Porém. sem relação direta com os grupos específicos (GC.001) (Tabela 2). Azevedo CSA. especialmente na faixa etária de 7 anos.095) (Figura 1). Este achado sugere a existência de diferenças posturais sutis entre os grupos e faixas etárias que não foram claramente evidenciadas com o método utilizado. Apesar de não ter sido o objetivo do estudo.(1. Média das idades (Desvio-Padrão) em meses das crianças participantes da pesquisa (n=48) e média de hemartroses em relação aos grupos.7 +/.6 +/. em comparação com as crianças hemofílicas que apresentaram tendência para assimetria. a média de hemartroses torna-se maior. GSS. Este achado sugere que a maior incidência de hemartroses nos joelhos pode estar correlacionada com essa alteração postural.4 +/. grupo controle. ser alterados: número reduzido de crianças hemofílicas na faixa etária selecionada. Mello M.(2. D’Amico EA Rev.8 +/.02) 88. entre as faixas etárias (p< 0. RESULTADOS Em relação à incidência de hemartroses observou-se diferença estatisticamente significante entre as crianças hemofílicas participantes do GSS e do GCS (p< 0.79) 42. algumas crianças sem hemofilia também apresentavam semiflexão de joelhos. Foi vista uma diminuição do ângulo tibiotársico com o aumento da faixa etária.001) e uma interação entre grupos e faixa etária (p< 0. foi constatado durante a análise dos prontuários das crianças hemofílicas. sendo necessários estudos mais específicos sobre o assunto para tal afirmativa.51) 86. Na avaliação postural.174 Galante GA. Tabela 2.059) (Tabela 2). gerando desequilíbrios articulares que predispõem a novos sangramentos.7 +/. GRUPOS 30-54 MESES (3-4 ANOS) GC GSS GCS 44. Também foi constatado que. um menor número de episódios de hemartroses no período em que estavam em acompanhamento fisioterapêutico.(8. grupo sem sinovite crônica. o tratamento médico e fisioterapêutico profilático são de extrema importância na interrupção deste processo.

pois estes também podem interferir no desempenho dos testes funcionais. estatística fraca. maior meta dos centros de hemofilia. uma vez que estas são crianças muito jovens para apresentarem distúrbios funcionais. As hemartroses recorrentes predispõem à alteração articular e proprioceptiva com conseqüente piora da funcionalidade. comprometendo o desenvolvimento saudável das crianças hemofílicas.Vol. quando comparado ao GSS. Observamos uma tendência das mães em desvalorizar os episódios de sangramentos evidenciando uma falta de informação em relação à patologia. Porcentagem de desvio do ângulo do joelho entre grupos. Porcentagem de desvio do ângulo tibiotársico entre grupos e faixa etária. Em uma próxima análise da incidência de sangramentos. 2006 Hemartroses e Alterações Funcionais em Crianças Hemofílicas 175 Figura 1. 10 No. Figura 2. será importante que os sangramentos musculares sejam considerados. Também foi constatada a piora do desempenho nos testes funcionais conforme o aumento da idade das crianças hemofílicas. O adiamento ou a falta de seguimento no tratamento médico e fisioterapêutico aumenta a possibilidade de evolução para seqüelas articulares. Esta situação é preocupante. o método utilizado para avaliação dos ângulos do joelho e tibiotársico não foi submetido a procedimentos de confiabilidade previamente a sua aplicação. . Nos questionários realizados antes dos testes funcionais foram relatadas informações contraditórias da mãe em relação aos prontuários médicos. 2. A maior incidência de hemartroses no GCS pode explicar o pior desempenho deste grupo nos testes funcionais. o que minimiza sua valiabilidade.

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and high reliability for each subscale (intraclass interrater = 0.94.Vol. Campinas. e-mail: tiaki_maki@yahoo.99 a 0. intra-observador IC = 0. Mogi das Cruzes. SP Fisioterapeuta Departamento de Fisioterapia. SP Correspondência para: Tiaki Maki.98. 10. INOUE MMEA 5.98 to 0.87). Universidade de Mogi das Cruzes.87). bras.99 and 0. Bragança Paulista. Palavras-chave: confiabilidade. Vol. stroke. 2. Method: Fifty hemiparetic patients participated in this study. QUAGLIATO EMAB 2. intraclass intrarater = 0. No. Universidade São Francisco. The Fugl-Meyer assessment was applied to them twice (intrarater reliability) by three physiotherapists (interrater reliability). respectively).98 a 0. Rua Padre Vieira. 2006 Rev. os quais foram submetidos a duas avaliações (confiabilidade intra-observador). NASCIMENTO NH 1. Fugl-Meyer assessment scale. Unicamp. ABSTRACT Reliability Study on the Application of the Fugl-Meyer Scale in Brazil Objective: The aim of this study was to produce a Brazilian version of the original Fugl-Meyer Assessment Scale and to verify the intrarater and interrater reliability in chronic post-stroke patients. escala de avaliação de Fugl-Meyer. Key words: reliability. PAZ LPS 4. permitindo assim seu uso como instrumento de avaliação clínica e de pesquisa no Brasil.99 e 0. 2 (2006). Conclusion: It was concluded that the Brazilian Portuguese version of the Fugl-Meyer Assessment Scale did not show any conflicts of interpretation. SP. AVC. Campinas. CEP 13015-301. Departamento de Neurologia. tanto intra como interobservador.br Recebido: 04/02/2005 – Aceito: 03/08/2005 RESUMO Objetivos: Os objetivos do estudo foram realizar uma versão brasileira da escala original de Fugl-Meyer e verificar a confiabilidade da aplicação inter e intra-observador desta versão em pacientes crônicos pós AVC. SP Fisioterapia Aplicada a Neurologia.94. procedentes de três centros de reabilitação. Resultados: Os resultados demonstraram alta confiabilidade inter e intra-observador da EFM total (IC = 0. .98. VIANA MA 2 1 2 3 4 5 Departamento de Fisioterapia.99 to 0. fisioter. assim como para todas as subescalas (interobservador IC = 0. thereby allowing this version to be used as instrument for clinical evaluation and research in Brazil. from three rehabilitation centers. Obtivemos alto índice de confiabilidade. 177-183 ©Revista Brasileira de Fisioterapia Confiabilidade da Escala de Fugl-Meyer no Brasil 177 ESTUDO DE CONFIABILIDADE DA APLICAÇÃO DA ESCALA DE FUGL-MEYER NO BRASIL MAKI T 1. CACHO EWA 3. Hospital das Clínicas – Unicamp. SP Setor Distúrbios do Movimento. respectivamente). Campinas. realizadas por três fisioterapeutas (confiabilidade interobservador).com. 101809-9246 ISSN No. High intrarater and interrater reliability rates were obtained. Results: The results showed that the whole Fugl-Meyer scale demonstrated high interrater and intrarater reliability (intraclass correlation coefficient = 0. Método: Participaram do estudo 50 pacientes portadores de hemiparesia. Conclusão: Conclui-se neste artigo que não foi verificado conflitos de interpretação na versão brasileira da escala de Fugl-Meyer. 970 Apto 44.

dor. A EFM é um sistema de pontuação numérica acumulativa que avalia seis aspectos do paciente: a amplitude de movimento. Finalmente a completa função motora voluntária com reflexos motores normais pode ser alcançado7. considerando. e sabendo-se que uma medição não é objetiva. quadril.178 Maki T. em que menos que 50 pontos indicam um comprometimento motor severo.13-15. têm identificado precocemente o comprometimento motor no pós-AVC para um prognóstico a longo prazo da disfunção 5. caracterizando o desempenho e as mudanças no comprometimento motor7. Estudos prévios. coordenação e atividade reflexa de ombro. 5084 marcante. neste estudo. Esse processo contou com dois tradutores bilíngües qualificados e experientes. 34. utilizando a EFM.7 determinaram uma pontuação de acordo com o nível de comprometimento motor. função motora da extremidade superior e inferior e equilíbrio. de ambos os sexos (28 homens e 22 mulheres). Uma mensuração do comprometimento motor e sensorial seguido ao AVC. em 1975. que seu estado clínico geral não tenha sido alterado16. totalizando 226 pontos. 85-95 moderado. Escalas de avaliação funcionais são usadas na prática da reabilitação e em pesquisa para diagnósticos. amputações. Cacho EWA. Rev. e 96-99 leve. Tradução da EFM A tradução para o português da EFM foi realizada com base na versão original de 19757. seguida por completa dependência de sinergias. Paz LPS. nossos objetivos foram realizar uma versão brasileira da escala original de Fugl-Meyer e verificar a confiabilidade da aplicação inter e intra-observador desta versão. deve produzir resultados iguais ou muito semelhantes. Um dos problemas encontrados na clínica. joelho e tornozelo3. Nos últimos dezoito anos. bras. e apresentar déficit cognitivo. Universidade São Francisco e Universidade Estadual de Campinas – Unicamp. Os estudos das validações da EFM têm demonstrado. várias escalas para avaliar o estado sensório-motor após um AVC têm sido desenvolvidas e usadas2-4. cotovelo. e posteriormente foi vertida para o inglês por outros dois tradutores de forma independente. é encontrar avaliações válidas. Mensurações da recuperação do paciente com seqüela a um AVC. a volta dos reflexos precede a ação motora voluntária. confiáveis e responsivas8. para avaliar o efeito de intervenções durante a reabilitação. Assim. e não são específicas para medir o comprometimento na função sensório-motora6. por Brunnstrom10 e Twitchell11.9 e é. alterações ortopédicas ou um AVC prévio.8. sensibilidade. Quagliato EMAB. conhecida como Escala de Avaliação de FuglMeyer (EFM). O estudo foi previamente aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp (processo Nº 069/04).realizado parcialmente e 2 – realizado completamente13. Esta escala foi construída seguindo a hipótese que a restauração da função motora nos pacientes hemiplégicos segue um curso definido. Esta escala foi o primeiro instrumento quantitativo para mensuração sensório-motora da recuperação do AVC3. e procedentes dos centros de reabilitação da Universidade de Mogi das Cruzes. doença reumática severa. a não ser que se demonstre que ela possui níveis adequados de confiabilidade17. Uma escala ordinal de três pontos é aplicada em cada item: 0. e é responsável por um grande número de pacientes com seqüelas neurológicas1. Após tomarem ciência da pesquisa. tendo em vista que mensurações válidas e confiáveis para medir o estado sensóriomotor são requeridas para decisões clínicas e propósitos de pesquisa14. enfatizando-se a tradução . os quais descreveram as seqüências específicas da recuperação motora em pacientes pós-AVC. et al. normalmente focalizam a independência nas atividades de vida diária (AVDs). mão. Nascimento NH. uma alta confiabilidade intra-observador e interobservadores. os voluntários assinaram um Termo de Consentimento.12. naturalmente. Tendo em vista que todo instrumento de avaliação deve ser reprodutível através do tempo.4. buscando identificar a atividade seletiva e padrões sinérgicos de pacientes que sofreram AVC. como em pacientes agudos (menos de 6 meses pósAVC) 2. prognósticos e resposta a tratamentos5.não pode ser realizado. provavelmente. média de idade de 58 anos (17 – 81). com hemiplegia direita (29) e esquerda (21). para um paciente com hemiparesia. MATERIAL E MÉTODO Participaram do estudo 50 pacientes portadores de AVC crônico (> 12 meses). 1. fisioter. Foram excluídos do trabalho indivíduos com patologias prévias que pudessem interferir nas avaliações. A avaliação motora inclui mensuração do movimento. como por exemplo. foi desenvolvida e introduzida. Inoue MMEA. Os pacientes foram esclarecidos previamente sobre os procedimentos que seriam realizados. e o movimento ativo aparecerá sucessivamente menos dependente de reflexos e reações primitivas.7. Esta escala tem um total de 100 pontos para a função motora normal. a escala mais conhecida e usada para a pesquisa e/ou prática clínica3. tempo pós-lesional de 53 meses (13 – 127). Fugl-Meyer et al. As medidas propostas na EFM são baseadas no exame neurológico e na atividade sensório-motora de membros superiores e inferiores. em duas ou mais administrações para o mesmo paciente. tanto em pacientes crônicos (mais de 6 meses).8. além da coordenação e velocidade. claramente. ou seja. punho. INTRODUÇÃO O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é um importante problema de saúde pública que se situa entre as quatro principais causas de morte em muitos países. A EFM foi essencialmente desenvolvida com base nos métodos descritos. por Fugl-Meyer et al. anteriormente. em que a pontuação máxima para a extremidade superior é 66 e para a inferior.

já que a maioria dos instrumentos utilizados para a avaliação de pacientes é quase que exclusivamente encontrada na língua inglesa.75 – concordância moderada e IC > 0. . independentemente. com os três avaliadores. Com relação às subescalas. sensibilidade exteroceptiva e proprioceptiva. Desenvolveu-se. demonstraram alta concordância (IC > 0. E. E os menores IC foram obtidos para as tarefas de dor (0. com IC de 0. o qual aplicava o teste. Uma banca examinadora. além de uma versão em português.75). equilíbrio e função e coordenação/velocidade de membro superior. 10 No. RESULTADOS Os coeficientes de correlação da confiabilidade interobservador analisados estão apresentados na Tabela 1.99 para função de membro superior e sensibilidade exteroceptiva. quando os examinadores estavam inteiramente familiarizados com a aplicação dos testes e com os procedimentos de pontuação e interpretação. TREINAMENTO DOS AVALIADORES Antes de coletar os dados da escala para o teste de confiabilidade. Coletou-se o tempo de duração da avaliação de cada paciente. O treinamento consistiu de aula teórica do manual e treinamento prático com pacientes hemiparéticos pós-AVC. para avaliador 3). enquanto os outros dois observavam e pontuavam. A confiabilidade interobservador foi obtida através de uma avaliação administrada por um dos avaliadores. como para todas as subescalas. três avaliações para cada indivíduo. a 0. dor. assim. e as divergências foram discutidas com o treinador. e os mesmos pontuaram independentemente. em um intervalo de dois dias entre as mensurações. Após consenso entre estes profissionais. Análise dos dados As medidas de concordância foram expressas em termos de coeficientes de correlação e a análise estatística dos dados foi feita utilizando-se o Coeficiente de Correlação Intraclasses (IC). coordenação/velocidade de membro inferior (0. pois o coeficiente de confiabilidade interobservador poderia ser artificialmente inflado17. uma alta concordância para todos os itens e para os três avaliadores. IC < 0. pois sua validade já foi estabelecida10. 2006 Confiabilidade da Escala de Fugl-Meyer no Brasil 179 conceitual18-20. observou-se. Observando-se a confiabilidade intra-observador (Tabela 1) da EFM total dos três avaliadores. Tanto a confiabilidade interobservador da EFM total. assegurando a utilização desta versão por outros profissionais. que não fizeram parte do estudo.88. função e coordenação/velocidade de membro inferior. os dados dos três avaliadores nos dois momentos da avaliação (teste e reteste). para avaliador 2) e sensibilidade exteroceptiva (0. nos dois momentos das avaliações (teste e reteste). Foi calculada a confiabilidade inter (três avaliadores) e intra-observador para a pontuação total da EFM e para a escala desmembrada em nove subescalas: movimentação passiva.13. quando se verificaram as subescalas. cada paciente passou por duas avaliações (1ª avaliação – teste. obteve-se uma forte correlação para todos avaliadores (próximo a um). haja vista que o intervalo sugerido entre o teste-reteste é de 1 a 3 dias para a maioria das medidas físicas17. houve uma variação de 0. As pontuações foram comparadas entre os avaliadores. obtendo-se.75 alta concordância21. cada avaliador em treinamento avaliou um paciente e os outros dois pontuaram. adotou-se a seguinte pontuação: IC < 0.90. aplicou a versão brasileira da escala em cinco pacientes para verificar se havia entendimento dos itens da avaliação20. As instruções são relativamente diretas e simples e a avaliação não requer nenhum equipamento especial. 2.99 para a EFM total. assim um manual de instruções da escala.87. também. a versão final foi estabelecida. utilizando uma metodologia adequada. Verificação da confiabilidade Para obter a confiabilidade intra-observador. independentemente. para o cálculo da confiabilidade interobservador. três fisioterapeutas foram treinados por um examinador familiarizado com a escala há sete anos. Os examinadores não conversavam durante os testes.94 para coordenação/velocidade de membro inferior. Nenhuma mudança relevante no comprometimento sensório-motor desses pacientes crônicos foi esperada entre os intervalos das avaliações. os avaliadores assistiram a um videoteipe do examinador experiente realizando o teste. Ainda durante a prática.Vol. O treinamento encerrou-se.98 para todos). Durante o treinamento prático. A escala obteve aceitação internacional em razão de sua fácil aplicabilidade e apropriada mensuração da recuperação motora na reabilitação. detalhando os procedimentos da avaliação e o modelo da escala com sua pontuação (Anexo 1). Cada examinador avaliou o mesmo paciente nos dois períodos de avaliação (teste e reteste). para avaliador 1).reteste).. em contraste com outras escalas de avaliação3. o desempenho do paciente no momento. A função da extremidade superior foi a que obteve os maiores índices de correlação teste-reteste para os três avaliadores (0. até que se conseguisse 100% de concordância entre os examinadores. DISCUSSÃO O presente estudo analisou os dados de 50 pacientes para se obter a confiabilidade interobservador e intraobservador da EFM.40 – concordância fraca. A EFM é considerada a mensuração preferida para estudos. Foram analisados. portanto existe a necessidade de traduzir para a nossa língua. Para verificar o nível de coeficiente de correlação. composta por um médico neurologista e dois fisioterapeutas. 2ª avaliação .

obtendo-se assim uma escala de fácil compreensão.94 0. e obtiveram um alto coeficiente de correlação para a pontuação total da EFM (IC= 0.90 0. O menor coeficiente de correlação entre os três observadores nas subescalas ocorreu para as tarefas de coordenação/velocidade de membro inferior e superior (IC= 0. em estudo recente. tanto para EFM total para todos os avaliadores.98 0. como para todas as subescalas.99 Re-teste 0.94 0.93 0. Uma alta concordância intra-observador foi igualmente encontrada neste estudo. Nascimento NH. coordenação/velocidade de membro inferior e sensibilidade exteroceptiva. a banca examinadora não encontrou conflitos de interpretação durante a execução dos testes. equilíbrio= 0. e concluíram que a EFM é moderadamente confiável em uma população de pacientes pós-AVC. Os menores coeficientes de correlação foram encontrados para a dor.99 Av.98 Com relação à versão final da EFM.95.88 0.99). Tabela 1.180 Maki T. Em contrapartida.96) e nas subescalas da EFM (membro superior= 0. et al. Inoue MMEA.97.92 0.95 0. 2 0.97 0. Lin et al.95 0.98 0. e amplitude de movimento= 0.94 0. 3 0.15. demonstrando ser uma avaliação de fácil aprendizado.97 0.92.89 0.95 0. a aplicação deste deve ser feita por um examinador treinado3. com exceção da dor (IC= 0. Esses achados estão de acordo com diversos estudos de confiabilidade interobservadores.93). membro inferior= 0. ou a variação da interpretação de um observador com relação ao paciente14. Esta melhor concordância pode ser atribuída ao fato de que.14 também observaram alta confiabilidade para a pontuação total (IC= 0. facilitando assim o aprendizado e uma ampla aplicação desta avaliação por profissionais que trabalham com pacientes pós AVC.97 0.55 a 0. e IC intra-observador no teste-reteste para a EFM total e para as 9 subescalas dos três avaliadores. durante os primeiros seis meses de 12 pacientes pós-AVC.93 0.94 e 0. respectivamente).97 0.97 0. Lin et al. a experiência pode ter aumentado o desempenho dos avaliadores e os pacientes podem ter sido mais cooperativos22.98 0. Os resultados demonstraram uma alta confiabilidade interobservador tanto para a EFM total (IC= 0.93. Quagliato EMAB. Uma limitação do uso da EFM no Brasil está na necessidade de uma norma ou um manual de administração da escala.98 0.98 Av.97 0.87 0.98 0.93 0. como para todas as subescalas. . CONFIABILIDADE INTEROBSERVADOR CONFIABILIDADE INTRA-OBSERVADOR Tarefas Teste EFM TOTAL SUBESCALAS: Movimentação Passiva Dor Sensibilidade exteroceptiva Sensibilidade proprioceptiva Função de membro inferior Coordenação/velocidade MI Equilíbrio Função de membro superior Coordenação/velocidade MS 0.92 0. Rev.99 0. 1 0.30).88 0.94 0. além disso.2 verificaram um alto coeficiente de correlação interobservador em 19 pacientes crônicos para as tarefas de desempenho motor do membro superior e inferior.97 0. concluindo que a mensuração da função sensorial não suporta o uso desta avaliação na clínica de pacientes pós-AVC.99 0. demonstraram com relação à sensibilidade um fraco a moderado índice de correlação (IC de 0.90 0.97 0.61).90 0. Cacho EWA.15 estudaram 176 pacientes pósAVC.90 0. Confrontando os dados dos coeficientes de correlação interobservador da primeira e da segunda avaliação (Tabela 1). Esses fatores podem ter sofrido interferência da própria variação natural de um dia para outro.96 0.97 0. Paz LPS. Coeficiente de correlação intraclasse (IC) interobservador para a EFM total e os 9 subitens da primeira (teste) e da segunda avaliação (reteste).94 0. Sanford et al.98 0.85). na segunda avaliação.98 0. fisioter.97 0. observa-se que os IC mantiveram ou aumentaram o valor na segunda avaliação.92 0. pois um estudo relata que isto levaria a uma redução de erros durante a utilização deste instrumento14. O treinamento dos avaliadores não apresentou dificuldades com relação ao entendimento da escala e do manual de instruções. Duncan et al.98 0. bras. sendo necessário estudos futuros para verificar as propriedades psicométricas da EFM.99 0. O manual de instruções da escala detalha os procedimentos da avaliação.93 0.98 Av.

e int. voluntário 1 – o pcte não move ativamente o punho em todo grau de movimento ombro 0º. 90º. polegar. 90º e ombro 0º) ( ) não pode ser realizada comp let/e 1 – prono-supino pode ser realizada com ADM limitada e ao mesmo tempo o ombro e o cotovelo este jam corr etamente posicionados 2 – a tarefa é realizada completamente d) abdução ombro a 90º com cotov. palma da mão. abdução. b) 0 – não oc orre mov. dedos fletidos e pronação (auxílio se 2 – a tarefa pode ser realizada necessário) ( ) c ) Dorsiflexão c om cotove lo a 0º. Função motora de membro supe rior 1 – Motricidade reflexa: bíceps/ tríceps ( ) (2) 2 – Sinergia flexora: e levação. – joelho: flexão e extensão – tornozelo: dorsiflexão e flexão plantar – pé: eversão e inversão Pont. 2 – não mais que 1 reflexo esta vivo e nenhum esta hiperativo máx: ( 2) a) 0 – o pcte não pode dorsifletir o punho na posição requerida 6 – Controle de punho: 1 – a dorsiflexão pode ser realizada. pronação Pont:(8) 4 – Movimentos com e sem siner gia: a) mão a coluna lombar ( ) b) flexã o de ombro até 90º ( ) PONTUAÇÃO Mobilidade: 0 – apenas alguns graus de movimento 1 – grau de mobilidade passiva diminuída 2 – grau de movimentação passiva normal Dor: 0 – dor pronuncia da durante todos os graus de movimento e dor marcante no final da amplitude 1 – alguma dor 2 – nenhuma dor 0 – anestesia 1 – hipoestesia/ disestesia 2 – normal 0 – nenhuma resposta correta (ausência de sensação) 1 – ¾ das respostas são corretas. ombro a 30º e pronação (auxílio) ( ) d) Idem ao b) e ) Circundução ( ) Pont. máx: (8) – Propriocepção: ombro. e). rot. o ombr o abduz e/ou ocorre flexão de cotovelo 2 – a tarefa é realizada perfeitamente c) 0 – Não ocorre posiciona /o correto do cotovelo e ombro e/ou prona ção e supinação c ) prono-supinação (cotov. cotovelo. 10 No. 2006 Confiabilidade da Escala de Fugl-Meyer no Brasil 181 Anexo 1 Escala de Avaliação de Fugl-Meyer em Português TESTE I. punho. supina ção ( ) Pont.. estendido e d) 0 – não é tolerado nenhuma flexão de ombro ou desvio da prona ção do a ntebraço no INÍCIO do movimento 1 – realiza parcialmente ou ocorre flexão do cotovelo e o antebra ço não se mantêm pronado ( ) pronado na fase TARDIA do movimento 2 – a tarefa pode ser realizada sem desvio e) 0 – o braço é abduzido e cotovelo fletid o no início do movimento e ) flexão de ombro de 90º a 180º ( ) 1 – o ombro abduz e/ou ocorre flexão de cotovelo na fase final do movimento 2 – a tarefa é realizada perfeitamente f) prono-supinação (cotov. ext. o braço é abduzido ou o cotovelo é fletido 1 – se na fase final do mov. ombro 0º e pronaçã o. Movimentação passiva e dor: – ombro: flexão. externa. rot. se necessário) ( ) b) Má xima flexo-extensão d e punho. extensão cotovelo. mas sem resistência alguma a) Cotove lo 90º. (assistência. máx: (16) III. ext. máx:(12) 3 – Sinergia extensora: adução do ombro. cotov. tornoze lo e há lux ( ) Pont. coxa e sola do pé ( ) Pont. joelho. mas há difer ença entre o lado não afeta do 2 – todas as respostas são corretas 0 – sem atividade reflexa 2 – atividade reflexa presente 0 – tarefa não pode ser realizada completamente * 1 – tarefa pode ser realizada parcialmente 2 – tarefa é realizada perfeitamente * a) * b) 0 – se o início do mov. interna. Sensibilidade: – Exterocepção: membro superior. c/ 2 – a posição pode ser mantida contra a lguma resistência resistência. 2. com r esistência (auxílio) ( ) c) Idem ao a) d) Máxima flexo-extensão. f) do item anterior) Pont. máx: (44 mobilidade) (44 dor) II. estendido e ombro f) 0 – Posição não pode ser obtida pelo paciente e/ou prono-supinaç ão não pode ser fletido de 30 a 90º ( ) realizada perfeitamente 1 – atividade de prono-supinaç ão pod e ser rea lizada mesmo com AD M limitada e ao Pont. punho e dedos: flexão e extensão – antebraço: pronaç ão e supinaç ão – quadril: flexão. a bdução + 90. – cotovelo.Vol. flexão de cotovelo. quadril. retração de ombro. rot. com cotov. 0º. rot. abdução 90. e int. máx:(10) e) Idem ao b) . máx: (12) mesmo tempo o ombro e o c otovelo estejam corretamente posicionados 2 – a tarefa é realizada perfeitamente 5 – Atividade reflexa normal: ( ) bíceps / tríceps/ flexor dedos (avalia-se o 0 – 2 ou 3 reflexos estão hiperativos r eflexo somente se o paciente atingiu nota 2 1 – 1 reflexo esta marcadamente hiperativo ou 2 estão vivos para os itens d). ombro a 30º e pronaçã o.

Quagliato EMAB. 2 – a tarefa é realizada completamente d) * a) 0 – tremor marcante/ 1 – tremor leve/ 2 – sem tremor b) 0 – dismetria marcante/ 1 – dismetria leve/ 2 – sem d ismetria c) 0 – 6 seg. máx: (6) 3 – Sinergia extensora: exten são de quadril. mai s lento que o lado afetado/ 2 – meno s de 2 seg und os de diferença a) 0 – não conseg ue se manter sentado sem apoio/ 1 – permanece sentad o sem apoi o por pouco tempo/ 2 – permanece sentad o sem apoio por pelo menos 5 min.dorsal) ( ) Pont. et al. Rev. adução d e quadril. mas não contra um leve puxão Pont. realizar a flexão de joelho mais que 9 0º (em pé) ( ) d) Dorsiflexão do tornozelo (em pé) ( ) Pont. máx: (6) VII . Função motora membro inferior: Motricid ade Reflexa A) Aquiles ( )B) Patelar ( ) (4) 1 . realizar uma flexão de joelho além de 90º. Coordenação/ Velocidade MS: a) Tremor ( ) b) Dismetria ( ) c) Velocidad e: Index-nariz 5 vezes. porém com alguma oscilação/ 2 – bo m equilíbrio. máx: (14) 2 – o objeto é segurado firmemente contra um puxão 7 – Mão: a) flexão em massa dos dedos ( ) b) extensão em massa dos ded os ( ) IV. Preensão contra resistência ( ) d) Preensão 2: O paciente é instruído a aduzir o d) 0 . com equilíbrio. ou por mais tempo. Dorsal) Pont. Coordenação. mais lento q ue o lado não afetado/ 1 – 2 a 5 seg. Inoue MMEA. com um lápi s interposto 2 – o lápis é segurado firmemente ( ) f) Preensão 4: Segurar com firmeza um objeto f) 0 – a função não pode ser realizada 1 – o objeto interposto pode ser mantido no l ugar. máx: (14) . mas não contra um leve p uxão cilíndrico. flexão plantar ( ) Pont max: (8) 4 – Mov. por 4 a 9 segundos/ 2 – pode manter o eq uilíbrio nesta posição por mais que 10 segund os g) 0 – a posição não pode ser mantida por mais que 1-2 segundos (oscilação) 1 – consegue permanecer em pé. metacarpofalangeanas (II a V) c) 0 – posição requerida não p ode ser realizada 1 – a preensão é fraca estendidas e interfalangeanas distal e pro xi mal 2 – a preensão pode ser mantida contra considerável resistência fletidas. fisioter. com e sem sinergias: a) a partir de leve extensão d e joelho. Cacho EWA.182 Maki T. mas não contra um leve p uxão contra a do dedo indicador. pode manter o equilíbrio p or mais que 1 minuto com segurança f) 0 – a posição não pode ser mantid a por mais que 1-2 seg (o scilação)/ 1 – consegue permanecer em pé.nenhuma atividade ocorre 1 – ocorre relaxamento (liberação) da flexão em massa 2 – extensão completa (comparado com mão não afetada) c)Preensão 1: Art. mai s lento que o lado não afetado/ 2 – menos de 2 segundos de diferença 0 – sem atividade reflexa 2 – atividade reflexa pode ser avaliada 0 – 2 ou 3 reflexos estão marcadamente hiperativos 1 – 1 reflexo esta hiperativ o ou 2 estão vivos 2 – não mais que 1 reflexo esta vivo * * a) 0 – sem movimento ativo 1 – o joelho pod e ativamente ser fletido até 90º (palpar os tend ões dos flexores do joelho) 2 – o joelho pod e ser fletido além de 90º b) * c) 0 – o joelho não pod e ser fletid o se o quadril não é fletido simultaneamente 1 – inicia flexão de joelho sem flexão d o quadril. por 4 a 9 segundos 2 – pode manter o equilíbrio nesta posição por mai s que 10 segund os f) Apoi o único sob re o lad o não afetado ( ) g ) Apoio ú nico sobre o lado afetado ( ) Pont. mas não contra um leve puxão polegar e segurar u m papel i nterposto entre o 2 – um pedaço de papel é seg urado firmemente contra um puxão polegar e o dedo indicador ( ) e) Preensão 3: O paciente opõe a digital do polegar e) 0 – a função não pode ser realizada 1 – o lápis pode ser mantido no l ugar.a função não pode ser realizada 1 – o papel pode ser mantid o no lugar. Equilíbrio : a) Sentado sem apoio e co m os pés suspensos ( ) b) Reação de pára-quedas no lado não afetado ( ) c) Reação de pára-quedas no lado afetado ( ) d) Manter-se em pé com apoio ( ) e) Manter-se em pé sem apoio ( ) a) 0 – tremor marcante/ 1 – tremor leve/ 2 – sem tremor b) 0 – dismetria marcante/ 1 – dismetria leve/ 2 – sem d ismetria c) 0 – 6 seg. máx: (6) V. máx:(8) VI. com equilíbrio.Motricid ade reflexa: Patelar e aquileu / adutor ( ) (2 ) 2 – Sinergia flexora: flexão quad ril. e o mais rápido que conseguir ( ) Pont. extensão de joelho./ Velocidade MI: a) Tremor ( ) b) Dismetria ( ) c) Velocidade: calcanhar-joelho 5 vez ( ) (dec. com a superfície volar do primeiro e 2 – o objeto é segurado firmemente contra um puxão segund o dedos contra os d emais ( ) g ) Preensão 5: o paciente segu ra com firmeza uma g) 0 – a função não pode ser realizada bola de tênis ( ) 1 – o objeto pode ser mantido n o lugar. a) * b) 0 . mais lento q ue o lado não afetado/ 1 – 2 a 5 seg. (sentado) ( ) b) Dorsiflexão de tornozelo (sentado)( ) c) Quadril a 0º. joelho e d orsiflexão (dec. e regula a postura do corpo em relação a gravidade b) 0 – não ocorre abdução de ombro. Nascimento NH. extensão de cotovelo para evitar a queda/ 1 – reação de pára-quedas parcial/ 2 – reação de pára-quedas normal c) idem ao b) d) 0 – não consegue ficar de pé/ 1 – de pé com ap oio máximo de outros/ 2 – d e pé com apoio mínimo por 1 min e) 0 – não consegue ficar de pé sem apoio/ 1 – pode permanecer em pé por 1 min e sem oscilação. bras. Paz LPS. porém não atinge os 90º de flexão de joelho ou flete o quadril durante o término d o movimento.

Moreland J. Jaasko L. 16: 232-240. Fleiss. Psychometric properties of the sensory scale of the Fugl-Meyer Assessment in stroke patients (Abstr). 21: 731739. J Rehab Med 2001. Andreia V. 3ª ed. Hsueh P. Nesse estudo. Steglind S. Oliveira. 2nd ed. The responsiveness of the Action Research Arm Test and the FuglMeyer assessment scale in chronic stroke patients. Fugl-Meyer AR. Pichard L. Moreira. . Michelle C. Motor Testing Procedures in hemiplegia. Marcela S. Faria e da Universidade São Francisco: Daniele M. Landsman PB. de Moraes. Luciana V. Examining outcome measures in a clinical study of stroke. Pogacnik T. Camila A. 15: 9-11. Santos W. 2002. Compensation in recovery of upper extremity function after stroke: The Copenhagen stroke study. 9. 33: 110-113. 177-230. Neurol Report 1991. Vanessa O. Lankhorst GJ. 21: 19-28. 20. Similar motor recovery of upper and lower extremities after stroke. Brunnstrom S. CONCLUSÃO Conclui-se que a versão brasileira da EFM não apresentou conflitos de interpretação. 21. Nakayama H. Stroke 1994. Agradecimentos: Nossos agradecimentos vão. 74: 443-480. Gladstone DJ. Miranda. Fugl-Meyer AR. Siqueira e Vanessa A. 2006 Confiabilidade da Escala de Fugl-Meyer no Brasil 183 A EFM é uma eficiente avaliação que pode ser realizada em. 115. 252. Shapiro SH. 7. An evaluation of the extended Barthel Index with acute ischemic stroke patients. 1997. p. garantindo a replicabilidade desta versão brasileira da EFM. Tradução para a língua portuguesa e validação do questionário genérico de avaliação de qualidade de vida SF-36 (Brasil SF-36). 17. em especial. Stratford PW. Flávia F. Corriveau D. Bombardier C. Gowland C. Swanson LR. 10. A method for evaluation of physical performance. Falcão DM. Evaluating motor recovery early after stroke: comparison of the Fugl-Meyer assessment and the motor assessment scale. Duncan PW. Olsen TS. 1999. 6. 7: 13-31. Lin JH. Brain 1951. 5. p. Bouter LM. Clin Rehabil 2004. Post stroke hemiplegia: Assessment of physical properties. Rev Bras Reumatol 1999. Reliability of the Fugl-Meyer Assessment of sensoriomotor recovery following cerebrovascular accident.144. 9ª ed. 8: 391-397.Vol. Senoni. Arch Phys Med Rehabil 1994. tanto intraobservador como interobservador. Arch Phys Med Rehabil 1994. Leyman I. Merrit Tratado de neurologia. 63: 1606-1610. New York: John Wiley & Sons. 8. Prost M. Hsieh CL. 3. Statistical Methods for rates and proportions. Samsa GP. Silva. Cross-cultural adaptation of health-related quality of life measures: literature review and proposed guidelines.L. Bueno e Caroline C. 18: 37-41. Phys Ther 1993. J. 14. aproximadamente. Goldsteins LB. P. 2. São Paulo: Ed. aos profissionais dos centros de reabilitação da Universidade de Mogi das Cruzes: Camila C. Raaschou HO. The post-stroke hemiplegic patient: 1. Phys Ther 1983. Nelson SG. Gompertz PN. Sheu CF. Guanabara Koogan. Louzada S et al. Desenvolvimento da versão em português do instrumento de avaliação de qualidade de vida da OMS (WHOWOL –100). além de ser uma escala de fácil aprendizado e aplicabilidade. 25: 1181-1188. 12. Twitchell TE. Williams I. 30: 379-85. Translation and cultural adaptation of quality of life questionnaires: Na evaluation of methodology. 18. Malouin F. Colucci. 46: 357-375. Olsson S. 4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. 75: 1206-1212. e aos pacientes que tornaram possível esta pesquisa. Matchar DB.2. segundo Duncan et al. Rev Bras Psiquiatr 1999. 13. 11. Ciconelli RM. 19. Durand A. Stroke 1990. Rowland LP. Beaton D. Neurorehabil Neural Repair 2002. Duncan PW. 73: 447-454. Horner RD. J Rheumatol 2003. Ferraz MB. J Clin Epidemiol 1993. Sanford J. The restoration of motor function following hemiplegia in man. 39: 143-150. J Am Phys Ther Ass 1966. 22. Jorgensen HS. Scand J Rehab Med 1975. 16. 2. Jansa J. Neurorehabil Neural Repair 2004. 15. Leal OF. Beckerman H. suppl 7: 85-93. Bonneau C. Érika M. Meinão I. Muner. 30 minutos. 10 No. Standardized physical therapy measurements for assessing impairment and disability following stroke. Gowland C. permitindo assim seu uso como instrumento de avaliação clínica e de pesquisa em nosso meio. Van der Lee JH. o tempo médio de administração da escala foi 40 minutos para avaliadores já treinados. Reys.Scand J Rehab Med 1980. The Fugl-Meyer Assessment of motor recovery after stroke: a critical review of its measurement properties. Obteve-se alto índice de confiabilidade. Tratado de medicina de reabilitação. Black SE. Ciconelli RM. Guillemin F. Reliability of the Fugl-Meyer assessment for testing motor performance in patients following stroke. Ferraz MB. Daniells CJ. DeLisa JA. Quaresma MR. Rio de Janeiro: Ed. Manole. Fleck MPA. 46(12) 141732. Wood-Dalphinee SL. 75: 852-857.

83. the language and social characteristics were classified as “low normal” and the others as “medium normal”. pais em união estável (61.2% of mothers. 185-191 ©Revista Brasileira de Fisioterapia 185 DESENVOLVIMENTO NEUROPSICOMOTOR DE LACTENTES DESNUTRIDOS MANSUR SS. renda familiar de 1 a 3 salários-mínimos (80. lactentes. malnutrition. Florianópolis. . 2 (2006). Universidade do Estado de Santa Catarina. the Brunet and Lézine Psychomotor Development Scale for Early Infancy was utilized. que tende a apresentar deficiências nas áreas da Linguagem e Sociabilidade. bras.3%).0%). SC Recebido: 04/02/2005 – Aceito: 24/11/2005 RESUMO Objetivos: O objetivo deste estudo foi analisar o desenvolvimento neuropsicomotor de lactentes com desnutrição leve e caracterizar seu perfil nutricional. numa população de 374 lactentes e amostra de 31 desnutridos leve.6%). 83. Conclusions: Neuropsychomotor evaluation is an essential instrument in caring for malnourished babies. porém. the mean ages for language development (14. parents with incomplete basic education (74. Method: This was a cross-sectional survey on a population of 374 babies and a sample of 31 babies with slight malnutrition.7%). 10. Rua Antônia Alves. 2. enrolled in municipal day nurseries. Itaguaçu. Resultados: Os principais resultados do questionário mostraram: infecções respiratórias (48.7%). O estado nutricional foi identificado pelo critério de Gómez e caracterizado por um questionário.45 meses) e da Sociabilidade (14. parents in stable union (61. Conclusões: A avaliação neuropsicomotora é instrumento fundamental na assistência ao lactente desnutrido. diarrhea (71.41 meses). matriculados em creches municipais. Key words: neuropsychomotor development. Their nutritional status was identified using the Gómez criteria and characterized using a questionnaire. entre 7 e 24 meses de idade.2% das mães. efeito de seu pensamento.4%). Florianópolis. as médias das Idades de Desenvolvimento da Linguagem (14. SC Correspondência para: Samira Schultz Mansur. and adverse reaction to some food (41. Palavras-chave: desenvolvimento neuropsicomotor. Results: The main data from the questionnaire were: respiratory infections (48. Todas as áreas avaliadas obtiveram Quocientes de Desenvolvimento dentro da normalidade.41 months). desnutrição.Vol. e planejar o trabalho intervencionista. NETO FR Universidade do Sul de Santa Catarina. Métodos: A pesquisa foi do tipo transversal. 59.4%). This provides backing for observation of such children’s exploratory actions (the consequences of their thoughts) and to plan interventionist work.6%). However. Vol.45 months) and social development (14. Among the neuropsychomotor data.74 meses) foram as que obtiveram os valores mais abaixo da média da Idade Cronológica (16.0%). pais com ensino fundamental incompleto (74.8% dos pais). For the neuropsychomotor evaluation.74 months) were the measurements furthest behind the mean chronological age (16. reação adversa a algum alimento (41. fisioter. babies. who tend to present deficiencies in language and sociability. No. Entre os dados neuropsicomotores. fornecendo subsídios para observar sua atuação exploratória. as áreas da Linguagem e da Sociabilidade foram classificadas em nível “normal baixo” e as outras em nível “normal médio”.9%). Para a avaliação neuropsicomotora utilizou-se a Escala de Desenvolvimento Psicomotor da Primeira Infância de Brunet e Lézine. ABSTRACT Neuropsychomotor Development of Malnourished Babies Objective: The purpose of this study was to analyze the neuropsychomotor development of babies with slight malnutrition and to characterize their nutritional profile. diarréias (71. family income between 1 and 3 minimum salaries (80. All the characteristics evaluated had development quotients within normal values.9%).3%). aleitamento materno satisfatório (67. satisfactory breast feeding (67.8% of fathers). CEP 88085-390. 101809-9246 Desenvolvimento Neuropsicomotor de Lactentes Desnutridos ISSN No. aged between 7 and 24 months. 2006 Rev.

nestas instituições. predominando. sono. Os itens de avaliação foram realizados por intermédio de testes propostos com pequenos utensílios e brinquedos e por perguntas direcionadas aos pais ou professores.85 9. normal baixo (79-88). diarréias. baixo peso ao nascer e alterações neurológicas. de ambos os gêneros. óculo-motriz. 32% das crianças menores de 5 anos apresentam DEP. da coordenação óculomotriz. A caracterização de fatores relacionados ao estado nutricional dos lactentes foi feita pela aplicação de um questionário direcionado às mães dos lactentes e realizada no ambiente da creche. e a relação peso/idade do critério de Gómez1. apresentaram desnutrição energéticoprotéica. Este estudo obteve aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa segundo as Normas e Diretrizes Regulamentadoras da Pesquisa envolvendo Seres Humanos – Resolução CNS 196/96. clinicamente ainda persistem questionamentos. tipo de alimentação atual. Dessa forma. Tendo em vista a relevância da nutrição na estrutura e função do sistema nervoso em desenvolvimento e. com nítidas diferenças regionais1. Neto FR Rev. INTRODUÇÃO A desnutrição energético-protéica (DEP) está relacionada a 40% dos óbitos em crianças menores de 1 ano. Do ponto de vista experimental. A avaliação do desenvolvimento neuropsicomotor foi realizada com a Escala de Desenvolvimento Psicomotor da Primeira Infância9. Este instrumento é composto por itens sobre antecedentes pessoais (consultas pré-natais. antecedentes alimentares (período de aleitamento materno. entre 7 e 24 meses de idade. A amostra foi composta por 31 lactentes entre 7 e 24 meses de idade. Autores comentam que grande parte dos testes psicométricos fornece dados insuficientes para identificar déficits cognitivos em habilidades específicas. utilizada a tabela de crescimento do National Center of Health Statistic (NCHS). Foram critérios de exclusão da amostra a presença de prematuridade. foi atribuído um padrão motor10. bras. da linguagem e social. antecedentes familiares (escolaridade dos pais. presença de intolerância ou alergia alimentar). sendo constituintes da amostra os sujeitos que. Mesmo crianças que não apresentam seqüelas mais graves podem apresentar comprometimento em algumas áreas de seu desenvolvimento neuropsicomotor. irmão com menos de 5 anos com histórico de desnutrição.95 e de clareza 0. Os valores numéricos dos quocientes de desenvolvimento foram relacionados a níveis motores que permitem classificar as habilidades estudadas em padrões: “muito superior (129 ou mais). . atendo-se à valorização de quocientes intelectuais7. assim como de fatores associados ao estado nutricional de lactentes. superior (119-128). O processo de amostragem foi do tipo intencional. este estudo objetivou caracterizar o estado nutricional de lactentes com desnutrição leve. geralmente. as formas leves de desnutrição. matriculados em creches municipais e avaliar o desenvolvimento neuropsicomotor da amostra nas áreas postural. depois de realizada a triagem ponderal. óculomotriz. a coordenação visomotora e a linguagem. em todo o país.5. refluxo gastroesofágico. METODOLOGIA Pesquisa do tipo transversal8 realizada em 8 creches municipais de Florianópolis (SC) e em 2 creches municipais de São José (SC). já que são poucos os estudos realizados de forma sistemática que tenham avaliado esta condição6. da linguagem e social dos lactentes. no ano de 2004. normal alto (109118). tipos de alimentos mais comuns para nutrir a criança. sendo que 5% delas apresentam grau moderado ou grave. Para a classificação nutricional foi realizada coleta ponderal a partir do uso de balança analógica de mesa para bebês. Estudos descrevem que algumas áreas são mais afetadas como a memória. infra-estrutura básica.3. inferior (69-78) e muito inferior (68 ou menos)”.98. freqüência com que a criança se alimentava de açúcares e doces. No Brasil. Essa escala apresenta como índice de validade 0. situação civil dos pais). normal médio (89-108). sendo os lactentes e os pré-escolares os grupos etários mais atingidos pela desnutrição apresentando. o que prejudica o funcionamento intelectual2. entre 0 e 24 meses de idade. a cada quociente das áreas específicas do estudo (postural.68 e de fidedignidade 0. porém. a população de 374 lactentes. por conseguinte. totalizando. na adequação neuropsicomotora. antecedentes sócio-econômicos (renda per capita. O questionário utilizado obteve como índice de validade 0. hospitalização. número de pessoas que moram na mesma casa). podendo acarretar prejuízo no rendimento em idade escolar4. infecções respiratórias. é evidente o efeito deletério causado pela desnutrição no sistema nervoso em desenvolvimento. obtendo Idade e Quociente de Desenvolvimento Global e Idades e Quocientes de Desenvolvimento nas áreas específicas da escala. retardo no desenvolvimento neuropsicomotor1. Esse instrumento possibilitou avaliar as áreas postural. fisioter.186 Mansur SS. da linguagem e social) e ao quociente de desenvolvimento global. ortopédicas e/ou distúrbios sensoriais (visuais ou auditivos) evidentes na avaliação do desenvolvimento. A partir do uso do software Sistema de Monitoração do Desenvolvimento Infantil – SIMODE10 foram calculadas a Idade Cronológica e as Idades e Quocientes de Desenvolvimento nas áreas específicas do desenvolvimento neuropsicomotor. calendário vacinal). adaptada previamente10.

mingaus e sopas. Os motivos que levaram as mães deste estudo a não amamentarem foram a rejeição do peito e o fato de uma possuir o vírus da SIDA. carnes.0% das mães realizaram de 7 a 9 consultas. ovos”.20 11. A escolaridade de 74. Observa-se que a média da Idade de Desenvolvimento da Linguagem (IDL) esteve aproximadamente 2 meses (58.8% de 4 a 6 e 3.28% (31) de lactentes desnutridos leve no total populacional (374). 2. O valor mínimo obteve idade negativa de 2 meses. O principal motivo do desmame foi a intolerância à lactose pela criança.9% das mães caracterizaram o sono de seus filhos como tranqüilo.2% menos de 1 salário. sendo que em 71.60 RESULTADOS Identificação do estado nutricional Foi encontrado o equivalente a 8. bronquite) estiveram presentes em 48. contra 29.31 VALOR VALOR MEDIANA MÍNIMO MÁXIMO 7.58 17. postural. sendo que 29.4% dos lactentes e 51. sendo que 58. mingaus e sopas. Infecções respiratórias (asma.9% “frutas.00 76. relação peso/idade e déficit ponderal de 31 lactentes com desnutrição leve.6% possuíam esse distúrbio. Entre o grupo pesquisado. Entre a amostra.5% de lactentes nunca receberam essa substância.0% havia rede de esgoto e em 29.1% de 3 a 5 e 3. da coordenação óculo-motriz. Quando se verifica o valor mínimo da IDP.6% possuía como renda per capita a quantidade de 1 a 3 salários-mínimos. 35. embora tenha sido superior à IC em apenas 9 dias (idade positiva). Entre as médias da Idade de Desenvolvimento da Coordenação Óculo-motriz (IDC) e da IC. a maior parcela de pais (61. Em todas as casas em que os lactentes residiam.9% e 6. 16. um pai realizou.3%) e casados (6.5%. frutas. O aleitamento materno esteve presente até os 6 meses de idade em 29.1% classificaram como agitado. matriculados em creches municipais de Florianópolis e São José (SC).37 11. idades de desenvolvimento global. leite” e 3.71 5. Formulário do estado nutricional Quanto ao número de consultas pré-natais. enquanto 16.5% com 6 ou 7 pessoas.6% não apresentaram esse tipo de diagnóstico. porém não completou o 3° grau.0% que não as apresentaram.0% dos lactentes. havia água tratada e rede elétrica.2% com 9.1% da amostra possuíam como principais alimentos de nutrição “cereais e derivados.60 23. verifica-se que o valor nesta área esteve 30 dias abaixo da média cronológica da amostra.00 17.Vol. A média da IDP foi a única que não esteve abaixo da média da IC. 9.9% do grupo amostral foi encontrada reação adversa a algum alimento.9% “cereais e derivados.72 82.8% diariamente). Quando se analisa o valor mínimo .70 82. observa-se que estiveram 3 meses abaixo do mínimo da IC. 83. enquanto 22.5%). seguidos de pais solteiros (32.2% das mães e 83. Na Tabela 1 são demonstradas as medidas descritivas das variáveis idade cronológica.8 dias) abaixo da IC.0% da amostra. 6. pneumonia. 80.5% tinham irmão com menos de 5 anos de idade com histórico de desnutrição. VARIÁVEIS Idade Cronológica(meses) Relação peso/idade (%) Déficit ponderal (%) MÉDIA VARIÂNCIA DESVIOPADRÃO 16. por mais de 12 meses em 12.7% consumiam de 3 a 4 vezes semanais e 25. 51. assim como suas variáveis estatísticas. Os 77.04 10. 2006 Desenvolvimento Neuropsicomotor de Lactentes Desnutridos 187 Tabela 1.6% das famílias residiam com 4 ou 5 pessoas na mesma casa. 10 No. no ano de 2004. não ocorrendo diferença em relação ao valor máximo. A totalidade das crianças estava com seus calendários vacinais atualizados.7% com 3 e 3.9% de lactentes nunca foram hospitalizados.8% dos pais foi referente ao ensino fundamental incompleto. até 3 meses em 25. Quanto à situação civil. mingaus e sopas”.97 3.41 32. 83.0% das mães relataram que seus filhos possuíam intolerância à lactose e 12.3%) vivia em união estável. social e da linguagem e quocientes de desenvolvimento global e nas áreas específicas propostas no estudo.1% já foram em algum momento de suas vidas. 12. contra 93.8%. Diarréias foram comuns em 71.2% “frutas. 71. Desenvolvimento neuropsicomotor Na Tabela 2 são apresentados os resultados referentes à idade cronológica. açúcares e doces”. Em 41. 25. enquanto o valor máximo da coordenação óculo-motriz foi o que se encontrou com maior idade negativa entre os valores máximos (3 meses). sendo a maior idade negativa encontrada entre as médias das idades. Valores descritivos das variáveis idade cronológica. relação peso/idade e déficit ponderal da amostra. Observa-se que a média da Idade de Desenvolvimento Postural (IDP) obteve valor muito próximo ao da média da Idade Cronológica (IC).8%.9% alergia ao leite de vaca.32 3. sendo que 16.30 17.0% fossa como parte do saneamento básico. até 12 meses em 25.4% dos lactentes não apresentaram refluxo gastroesofágico.2% de 1 a 3 consultas. 25. A totalidade dos lactentes deste estudo recebia alimentação artificial/sólida.40 88. Foi comum a alimentação com “açúcares e doces” (38.00 24.

188 Mansur SS. Estudos referem que o número de consultas prénatais está inversamente relacionado a esses fatores3. A função cerebral durante a infância e adultícia é mantida pelo resultado de interações complexas com o ambiente enquanto estamos acordados16. Alguns dos fatores de risco para o baixo peso e/ou prematuridade. todos os escores dessas variáveis classificaram as áreas motoras dentro da normalidade. estiveram presentes nesta pesquisa. Isso significa que a situação de imunidade esteve adequada. Ao associar o número de consultas pré-natais do estudo e a ocorrência de peso normal ao nascer e nascimento a termo entre toda a amostra. encontra-se idade negativa de 4 meses. sendo a segunda maior idade negativa entre as médias das idades. protegendo a criança contra doenças. A nutrição está associada à integridade de células mediadoras da imunidade como linfócitos e fagócitos 17. a mortalidade neonatal. os lactentes com refluxo gastroesofágico. Acredita-se que a atualização do calendário vacinal da criança se traduz por adequadas condições de imunidade. não apenas durante ciclos de doenças. Crianças oriundas de classe sócio-econômica baixa sofrem privação cultural. aos quocientes da postura. porém. cuja possível conseqüência é a perda ponderal. mas durante todo o ciclo da vida. também apresentaram manifestações respiratórias. a imaturidade biológica da criança a torna vulnerável a fatores de risco. Quando se analisa a média da Idade de Desenvolvimento Global (IDG) e a média da IC. Todavia. houve número considerável de mães com baixa escolaridade (74. por conseguinte. fato que serve como alerta ao desenvolvimento da criança. DISCUSSÃO Identificação do estado nutricional Na Tabela 1. alta velocidade de crescimento e aquisições funcionais. a IDG também esteve abaixo do mínimo da IC.no estabelecimento da imunidade. irritabilidade. concentra-se na faixa etária de 6 a 36 meses1. O sono da criança foi considerado importante na pesquisa por ser reconhecidamente uma função vital e. sendo a ativação endógena neuronal durante o sono em idade precoce. bronquite e pneumonia foram os principais responsáveis pelas hospitalizações. observa-se idade negativa de cerca de 1 mês e 20 dias (50. são mães não-casadas e com 0 a 7 anos de estudo3. Assim como em todos os valores mínimos das idades de desenvolvimento. ratificando com a literatura. estão relacionadas à carência de procedimentos rotineiros e básicos na assistência à gestante12.15. Neste estudo. além de déficit ponderal. Ao observar os quocientes de desenvolvimento. O valor mínimo da IDS foi 3 meses abaixo do mínimo da IC. vimos que nenhum lactente esteve abaixo da idade de 7 meses. encontraram-se casos com manifestações respiratórias. Observa-se que o mínimo da relação peso/idade esteve próximo ao valor que classifica o desnutrido como moderado (61 a 75%). distúrbios do sono e sintomas respiratórios13. sendo que a maior freqüência de doenças.9 dias). são responsáveis pelo aparecimento de déficits nutricionais. devendo ser investigados os fatores que a envolvem. diarréias e hospitalizações 14. Formulário do estado nutricional No Brasil. A desnutrição assume importância junto às crianças que vivem em condições socioeconômicas e culturais menos favorecidas. avaliações do seu estado nutricional12. (3 meses). principalmente casos de diarréia. Em estudos com lactentes desnutridos grave. que no estudo situou-se na média de 17. por ser um período que compreende a estruturação do sistema nervoso. A totalidade das crianças estava com seus calendários vacinais atualizados. podendo a criança apresentar déficit pondo-estatural. Seria ideal que todas as pessoas tivessem. embora alguns transtornos respiratórios como asma. de maneira geral. conexões neurais e a estabilização dessas conexões são funções cerebrais. causadora de graves déficits no desenvolvimento intelectual . a prevalência de baixo peso ao nascer e a prematuridade. bras. pode-se compreender a satisfatória assistência pré-natal observada.associada às vacinas . observando o valor mínimo da idade cronológica. Além disso.37%. essencial ao adequado crescimento e desenvolvimento do lactente. 11 . coordenação óculo-motriz e global foi atribuído padrão motor “normal médio” e aos quocientes da linguagem e sociabilidade “normal baixo”. fisioter. através de regurgitações e/ou vômitos.1 dias). educacional e afetiva. a assistência pré-natal permite o diagnóstico e tratamento de inúmeras complicações durante a gestação e a redução ou eliminação de fatores e comportamentos de risco passíveis de serem corrigidos3. podendo-se comentar que se encontram dados clínicos comuns entre diferentes graus de desnutrição. anemia. Estas ocorrências. sono agitado e intolerância à lactose. prevenindo complicações futuras. o principal recurso na maturação cerebral16. Embora o desenvolvimento neuronal seja pré-programado geneticamente. a oferta de nutrientes essenciais é meritória ao seu estado geral de saúde e é crucial . Nesta pesquisa. também a maior idade negativa entre os valores mínimos.2 % com ensino fundamental incompleto). observa-se que a idade negativa alcança o valor próximo de 1 mês (24. A ingestão insuficiente e a perda de nutrientes. Entre as médias da Idade de Desenvolvimento da Sociabilidade (IDS) e da IC. Neto FR Rev. Especificamente. Isso deve ser considerado fundamentalmente na primeira infância. Há poucos dados referentes a crianças desnutridas com menos de 6 meses de idade. dado que se pode relacionar ao déficit ponderal da amostra.

Por ser a primeira infância período em que se verificam as aquisições neuromotoras básicas.71 15.00 13. dado igualmente encontrado neste estudo (Tabela 2).68 25. a expansão dendrítica. com redução de 60% dos casos20. pode perder a motivação para explorar o ambiente e.00 67. taxas de desenvolvimento motor e crescimento2. indiferentemente se ocorreu lesão cerebral22. 10 No.17 12. que se potencializam quando sobrevêm a desnutrição18. Na ausência de alimentação adequada durante esse período crítico é possível que a criança não atinja seu verdadeiro potencial genético.00 Idade Cronológica (meses) Idades de Desenvolvimento (meses) Postural Óculo-motriz Linguagem Sociabilidade Global Quocientes de Desenvolvimento (valor absoluto) Postural Óculo-motriz Linguagem Sociabilidade Global 16. educação e à oferta de programas de suplementação alimentar ao longo dessas três décadas12.00 148.72 16.77 243.00 88.00 15.00 15. matriculados em creches municipais de Florianópolis e São José (SC). níveis de energia.87 89.84 5. atualmente.00 79.45 14. entre 31 lactentes com desnutrição leve. Essa melhora esteve intimamente relacionada à ampliação de serviços de saneamento.00 22. foi a única variável que possuiu valor acima da média da IC.00 92. Supõe-se que a alimentação com leite materno pelos lactentes da amostra.08 5.00 16. Esse fato corrobora com o presente estudo ao encontrar condições adequadas de infra-estrutura básica.00 5. Isso demonstra que os efeitos da desnutrição no cérebro podem conduzir a deficiências no aprendizado e na elaboração de atividades neuropsicomotoras. a ação metabólica.00 .41 32. Sabe-se que a qualidade adquirida nos processo de elaboração nervosa como a complexidade do circuito.85 34.00 23.71 5.58 147.00 130.31 15.58 41. Valores descritivos das variáveis neuropsicomotoras obtidos pela aplicação da Escala de Desenvolvimento Psicomotor da Primeira Infância. ou seja.00 17. Quando uma criança tem fome não saciada.37 4. Em pesquisa do desenvolvimento neuropsicomotor de 221 crianças de creches municipais10.46 28. 2006 Desenvolvimento Neuropsicomotor de Lactentes Desnutridos 189 e emocional. porém.59 12.12 30.18 148. seja devido à baixa renda familiar e também ao incentivo e a valorização que os setores de saúde têm dado ao aleitamento materno. VARIÁVEIS MÉDIA VARIÂNCIA DESVIOPADRÃO VALOR VALOR MEDIANA MÍNIMO MÁXIMO 7.85 100.51 5. sabe-se que a desnutrição altera o desenvolvimento intelectual pela interferência na saúde.15 10.00 21. possibilitando a simultaneidade de tarefas23. assim. a desnutrição constitui a maior causa dos elevados índices de morbimortalidade entre crianças menores de 5 anos19.00 99. saúde.00 100.00 66. em 2004.25 86. porém a presença de irmão desnutrido em idade precoce não foi comum neste estudo. facilitam a velocidade e eficiência na transmissão de informações cerebrais. o número de sinapses.Vol.00 15. a quantidade de mielina.00 24. ter um atraso na aquisição de certas habilidades cognitivas. Em termos epidemiológicos.00 78.00 121.00 3.01 67.43 12.00 24. Famílias de baixa renda têm preferência quanto ao aleitamento materno por ser um fator econômico e conveniente de nutrição21. Tabela 2. Nos países em desenvolvimento.00 5.45 5.00 4.00 88. 2.00 24.54 94. verificou-se que a média da IDP foi a única que obteve valor positivo entre as médias das idades.41 94. a intervenção nutricional deve ser completa. a prevalência da desnutrição no Brasil evoluiu de modo favorável entre as décadas de 70 e 90. Desenvolvimento neuropsicomotor Os primeiros modelos de desnutrição consideravam somente deficiências cognitivas como resultado de dano cerebral.41 14.00 108.26 154.74 15.91 6.00 129.00 94.

156-161. 5.significa um grau de evolução maior do que limitar-se a explorar os objetos sem envolver qualquer função entre eles. [tese]. Moran JR. pode ser revertido em idade futura. Leone C. Rev Saúde Pública 2000: 34 Supl 52-61. a psicomotricidade. Mogridge N. Torrejón HP. Marcondes E. Avaliação do desenvolvimento neuropsicomotor de crianças entre 06 e 24 meses de creches de Florianópolis – SC. Arch Dis Child Fetal Neonatal 1998. neste estudo. Rev Paulista de Pediatr 2001. Gloor VC. 2003. Fisioterapia e Desportos da Universidade Estadual de Santa Catarina. 13. p. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. Florianópolis (SC): Centro de Educação Física. Barros FC. conduzem às relações da criança com seu próprio corpo. Grantham-Mcgregor S. exemplificada pela preensão. 1996. Lopes CS. São Paulo: Makron Books. Desnutrição energético-protéica. como forma de linguagem. 7 (6): 421-8. Fagundes Neto U. Jankowski JJ. existe a possibilidade da criança apresentar problemas na escolaridade25. Desenvolvimento psicológico da primeira infância. Cognitive educational and behavioral outcomes at 7 to 8 years in a national very low birthweight cohort. na habilidade para resolver problemas. Em estudo sobre o desenvolvimento neuropsicomotor de lactentes mal-alimentados. em especial na primeira infância. podemos pensar que o maior déficit adquirido entre os lactentes do presente estudo na área da linguagem – embora tenha obtido valor dentro da normalidade (“normal baixo”). São Paulo: Sarvier. Ferguson PW. Plaza B. Rose SA. Darlow BA. . J Pediatr 2001. Fatores de risco para a suspeita de atraso no desenvolvimento neuropsicomotor aos 12 meses de vida. são meritórios em qualquer fase da vida. Lèzine I. mesmo de grau leve pois. a construção da imagem corporal. Horwood LJ. Morsch DS. A influência do meio chega ao máximo no período entre 2 e 4 anos. Por meio da gradual aquisição de atividades neuropsicomotoras são possíveis às relações pessoais e ambientais da criança. Rev Saúde Pública 2003 dez 2. Metodologia científica. Faculdade de Educação Física da Universidade Estadual de Campinas. Giugliani ERJ. Silva SMM. Horta BL. 2002. na discriminação de objetos e socialização27. Conde WL. como em imitações e gestualizações comuns entre elas. A review of studies of the effect of severe malnutrition on mental development. a história familiar e a atitude dos pais frente aos filhos. podemos caracterizar. Neto FR Rev. Vale ressaltar que a exploração das propriedades físicas de objetos. bras. estabelecendo certas relações entre eles (bater com um objeto em outro para produzir sons ou deslocamentos) ou ainda relacioná-los espacialmente (empilhar objetos. 2. 4. Considerando esta citação. Porto Alegre: Artes Médicas. Cervo AL. Porém. 14. Medina JMJ. com certo grau de aproximação. Victoria CG. o nível de desenvolvimento cognitivo alcançado por ela e relacioná-lo com os problemas que se observam na área da linguagem. Eficácia de uma fórmula infantil pré-espessada no manejo do refluxo gastroesofágico fisiológico do lactente.itens pertinentes a avaliação da coordenação óculo-motriz deste estudo . inteligencia y rendimiento escolar. sobretudo na discriminação e capacidade de resposta a estímulos sensoriais. o desenvolvimento cognitivo e psicossocial. 3. Sabe-se que quando há lacunas na evolução do desenvolvimento da coordenação óculo-motriz. Brunet O. O controle postural envolve sinergias neuromusculares que permitem adaptações posturais em resposta a diferentes tarefas. 8. Monteiro CA. 12. 6. Nunes ML. Halpern R. fisioter. 79: 1220. Tendência secular da desnutrição e da obesidade na infância na cidade de São Paulo: 1974-1996. Rev Chil Pediatr 2000 set. na ausência de uma linguagem verbal. Isso que pode servir de alerta aos pais e/ou professores de lactentes com desnutrição. à relação ambiental7. 1998. pois o modo de agir das crianças revela o modo de compreensão de mundo que elas têm26. Pediatria na atenção primária. Ou seja. 9. ALAN 2001 mar. maior diferença quando se comparam os valores máximos de todas as idades de desenvolvimento. Isso demonstra a importância da coordenação óculo-motriz nos processos de pensamento. Souza JM. Scalabrin DMF.190 Mansur SS. J Nutr 1995: 125 Supl 2233 – 8. Bervian PA. podemos entender a criança a partir de seu comportamento. Programa de estimulação precoce para crianças com marasmo na primeira infância: Subsídios para atuação dos professores da equipe de saúde infantil. Desnutrição e desenvolvimento neuropsicomotor. Fatores prognósticos para o desenvolvimento cognitivo de prematuros de muito baixo peso. The building blocks of cognition. Díaz TT et al. momento em que a linguagem é o fator principal de progresso. fazendo o lactente manifestar suas idéias por meio de atividades da motricidade. 11. A maturação neuromotora. colocar um dentro do outro) . Brito NI. introduzindo novo plano à mente e renovando o estilo dos comportamentos de adaptação9. In: Issler H. 7. Meio MDB. J Pediatr 2003: 143 Supl 54-61. [dissertação]. 1981. 19 (2): 2-6. Alderete JMS. necessárias para a mobilidade e as habilidades manipulativas da criança24. encontraram-se classificações baixas. 4ª ed. Algunas consideraciones sobre el impacto de la desnutricion en el desarrollo cerebral. 77 (3): 159-60. 10. Campinas (SP). Ao ver a criança brincar. verificou-se que o valor máximo da IDC (21 meses) esteve 3 meses abaixo do valor máximo da IC (24 meses). à relação com outras pessoas. 37 (3): 311-8. Feldman J. 51(1). a percepção sensorial e a capacidade de utilizar os objetos. certamente que todo tipo de estímulos ambientais e prevenção na presença de fatores de risco.

Am J Psychiatry 1993 jan. Briassoulis G. O desenvolvimento normal da preensão. Chávez A. Influence of socioeconomic conditions on growth in infancy: the 1921 Aberdeen birth cohort. Malnutrition. Theoretical issues in assessing postural control. 23. Arch Dis Child 1999 mar 9. Meyerhof PG. Grazini J. 22.Vol. 2: 25-9. Alliger R. 161-71. 27. Swayze V. Development of fetal and neonatal sleep and circadian rhythms. 10 No. São Paulo (SP): Faculdade de Medicina da Universidade do Estado de São Paulo. São Paulo: Pancast. Baxter-Jones ADG. Zorzi JL. Rev Bras Cresc Desenv Hum. 1994. Smith WCS. 150: 130-4. 18. Martínez H. 1993. Rev Nutr 2001 mai/ago. . Nutrition and brain development: social policy implications. In: Wilhem I. Nóbrega FJ. Tonete VLP. Helms PJ. Pelto G. Campos AL. Mirmiran M. 1997. Parente W. 17. 21. Zavras N. Flaum M. Aquisição da linguagem infantil. O´leary D. Pires MMS. 7 (4): 321-34. Soares N. 81: 5-9. Phillips DO. Desnutrição e resultados de reabilitação em Fortaleza. 71 (4): 2148. Sleep Medicine Reviews 2003. Trezza EMC. 25 (3): 101-9. Andreasen NC. nutritional indices and early enteral feeding in critically ill children. et al. Guarneros N. p. 17 (5): 548 – 57. Allen L. Aspectos nutricionais. Nascimento CFL. Nutrición y desarrollo psicomotor durante el primer semestre de vida. Cohe G. 25. 1993. Tassis AN. 2006 Desenvolvimento Neuropsicomotor de Lactentes Desnutridos 191 15. 72(2): 182-193. Ariagno RL. 14 (2). Intelligence and brain structure in normal individuals. Evolução nutricional de crianças carentes atendidas por programa de suplementação alimentar. Tokyo: Churchill Livingstone. Taner EM. Salud Publica Mex 1998. 2. Carvalhaes MABL. psicológicos e sociais de mães de criança desnutridas. Vítolo MR. Applied Nutrition Investigation 2001 jan 19. Clinics in physical therapy: physical therapy assessment in early infancy. 20. 40: 111 – 118. Woollacott M. Shumway-Cook A. Pediatria (SP) 2002. Finn-Stevenson M. 26. 19. Maas YGH. [tese]. Am J Orthopsychiatry 2002. Cardy AH. Hatzis T. 24. 16. J Pediatr (Rio J) 1995. Repercussões da desnutrição grave no coração da criança: avaliação ecocardiográfica.

90). São Carlos. on each subject’s dominant limb.br Recebido: 15/02/2005 – Aceito: 30/11/2005 RESUMO Contextualização: O instrumento mais utilizado pelos terapeutas para mensuração da amplitude de movimento (ADM) articular é o goniômetro universal. Results: The results showed a high degree of correlation between the knee ROM measurements made using the two instruments (Pearson correlation coefficient = 0. Universidade Federal de São Carlos . Rodovia Washington Luís.90). 193-198 ©Revista Brasileira de Fisioterapia Amplitude Articular do Joelho 193 AVALIAÇÃO DA AMPLITUDE ARTICULAR DO JOELHO: CORRELAÇÃO ENTRE AS MEDIDAS REALIZADAS COM O GONIÔMETRO UNIVERSAL E NO DINAMÔMETRO ISOCINÉTICO BATISTA LH 1. Conclusion: From the procedures performed. No membro dominante de cada sujeito foram realizadas três mensurações da ADM do joelho com o goniômetro e três mensurações no dinamômetro. there is a lack of studies analyzing the reliability of knee joint ROM measured by the isokinetic dynamometer. UFSCar. joelho. Departamento de Fisioterapia. Método: Foram avaliados 38 voluntários saudáveis (27 mulheres. tanto o goniômetro universal como o dinamômetro isocinético podem ser utilizados para avaliação da ADM do joelho. SP. São Carlos. both the universal goniometer and the isokinetic dynamometer can be used to evaluate knee ROM. com limitação mínima de 20° na ADM de extensão do joelho. com idade de 36 ± 11 anos. há carência de estudos que analisem a confiabilidade das medidas da ADM do joelho realizadas no dinamômetro isocinético.Universidade Federal de São Carlos. SP Correspondência para: Tania F.Vol. 2. Method: 38 healthy volunteers (27 women. Conclusão: Com os procedimentos realizados. knee. Departamento de Fisioterapia. No entanto. e-mail: tania@power. AIELLO GV 1. bras. Laboratório de Neurociências. SALVINI TF 1 1 Unidade de Plasticidade Muscular. amplitude de movimento. 2 (2006). Palavras-chave: goniômetro. São Carlos. OISHI J 2. All of them had a minimum knee extension ROM limitation of 20°. ROM. SP 2 Departamento de Estatística. Three knee ROM measurements were made using the universal goniometer and another three using the isokinetic dynamometer. Vol. 11 men) aged 36 ± 11 years were evaluated. 11 homens).ufscar. pois ambos apresentam mensurações confiáveis. 101809-9246 ISSN No. Resultados: Os resultados deste estudo mostraram que há alto grau de correlação entre as medidas da ADM do joelho obtidas com o goniômetro universal e no dinamômetro isocinético (Coeficiente de Correlação de Pearson = 0. 2006 Rev. Salvini. realizadas com o goniômetro universal e no dinamômetro isocinético. CAMARGO PR 1. isokinetic dynamometer. dinamômetro isocinético. ABSTRACT Knee Joint Range-of-Motion Evaluation: Correlation Between Measurements Achieved Using a Universal Goniometer and an Isokinetic Dynamometer Background: The instrument most often used by therapists for measuring joint range of motion (ROM) is the universal goniometer. Objective: The purpose of this study was to analyze the correlation between the knee joint ROM measurements made using a universal goniometer and an isokinetic dynamometer. Objetivo: O objetivo deste estudo foi analisar a correlação entre as medidas de ADM na articulação do joelho. However. Key words: goniometer. km 235. CEP 13565-905. 10. since they both present reliable measurements. . fisioter.UFSCar. No.

O autor cita. bem como permite aos profissionais acompanharem de modo quantitativo a eficácia das intervenções terapêuticas durante a reabilitação. Finalmente. sendo assim.8. seria importante verificar se as medidas fornecidas por estes dois meios de mensuração apresentam correlação entre si. há carência de estudos na literatura que analisem a confiabilidade das medidas da ADM realizadas no dinamômetro isocinético. Instrumentação Para avaliar a ADM de extensão do joelho foram utilizados um goniômetro universal de material plástico (Carci) e um dinamômetro isocinético (Biodex Multi-joint System 3).5. A goniometria.14. a confiabilidade destas medidas só será confirmada após a aplicação de testes estatísticos específicos3.194 Batista LH. a confiabilidade de uma medida é a consistência entre as medidas sucessivas da mesma variável. com o sujeito posicionado em decúbito dorsal e as articulações do quadril e joelho fletidas a 90° 13. Como critério de inclusão. mas em contrapartida comentam que o posicionamento utilizado para o teste pode ter contribuído para este resultado. a fonte de erro mais difícil de controlar. tanto na prática clínica quanto em pesquisas científicas. INTRODUÇÃO A medida da amplitude de movimento articular (ADM) é um componente importante na avaliação física. verificaram que as medidas realizadas na articulação do joelho com o goniômetro obtiveram baixa confiabilidade. fisioter. Inicialmente. diferentes procedimentos para a mensuração de sua ADM são utilizados. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética da Universidade para estudos em humanos. Assim. No entanto. no mesmo sujeito e nas mesmas condições. Segundo Dvir3. que tem se beneficiado de forma particular e significativa desta tecnologia3. com a finalidade de medir a ADM de diversas articulações. descrita na literatura desde 1914. é necessário que ambos forneçam medidas confiáveis. obteve um nível de confiabilidade de bom a excelente6-14. O instrumento mais utilizado pelos terapeutas para medir a ADM é o goniômetro universal1. em um estudo recente. o goniômetro universal é um instrumento com o qual se obtém medidas da ADM do joelho confiáveis e válidas. O objetivo deste estudo foi analisar o grau de correlação entre as medidas de ADM de extensão do joelho. ainda. as medidas obtidas por meio de um equipamento podem variar. considerada um padrão de medida bem estabelecido11. Salvini TF Rev. mensurado com o goniômetro universal. por meio de instrumentos computadorizados. há também outros instrumentos capazes de mensurar a ADM.4. Ellis e Bruton15 concluíram que as medidas de ADM de articulações da mão realizadas com o goniômetro são mais confiáveis quando somente uma medida é envolvida que quando múltiplas medidas articulares são necessárias. Aiello GV. ou ainda. como o dinamômetro isocinético2. Procedimentos Medida da ADM de extensão do joelho com o goniômetro universal Com o objetivo de diminuir possíveis diferenças nas avaliações pelo terapeuta. Considerando que a articulação do joelho é uma das mais lesadas no ser humano. é amplamente usada. medida com goniômetro universal. Sendo assim. Aalto et al. Nas últimas décadas houve um grande aumento no uso deste instrumento em várias áreas. realizadas pelo terapeuta com o goniômetro universal. a pessoa que ministra a avaliação e as diferentes características dos voluntários que estão sendo avaliados que é.12. bras. um equipamento computadorizado bastante utilizado para avaliação funcional do sistema musculoesquelético. duas fisioterapeutas foram previamente treinadas e realizaram todas as avaliações da ADM do joelho com o goniômetro universal e no dinamômetro isocinético deste estudo. os voluntários deveriam apresentar limitação de 20° na ADM de extensão do joelho 17 do membro dominante. Tais medidas podem ser realizadas pelo terapeuta utilizando o goniômetro universal manual. com os indivíduos em posição dorsal foi realizado um teste para verificar a presença de encurtamento . Considerando-se as diferenças individuais. após terem sido correlacionadas às medidas da ADM obtidas a partir de radiografia. como o dinamômetro isocinético. Brosseau14 cita que as medidas goniométricas da ADM do joelho são mais confiáveis quando realizadas pelo mesmo avaliador. Oishi J. No entanto. às obtidas com o dinamômetro isocinético. A ADM de vários segmentos corporais também pode ser mensurada no dinamômetro isocinético. sem dúvida. Todos os voluntários foram informados sobre os objetivos e procedimentos do estudo e assinaram um termo de consentimento livre e esclarecido conforme resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde. Entretanto. Outros trabalhos concluíram serem válidas as medidas realizadas com o goniômetro universal. que há três fontes de erro que podem tornar uma avaliação não confiável: o instrumento de medida. METODOLOGIA Voluntários Participaram deste estudo 38 voluntários saudáveis. de ambos os sexos (27 mulheres e 11 homens) com idade de 36 ± 11 anos. pois identifica as limitações articulares. o goniômetro é um instrumento de medida articular mais confiável16 e válido14 que a estimativa visual. dentre elas a fisioterapia. Para que o goniômetro universal e o dinamômetro isocinético possam ser correlacionados e utilizados na mensuração da ADM. Vários experimentos examinaram o grau de confiabilidade das medidas goniométricas utilizando diferentes procedimentos de medida e demonstraram que a ADM do joelho. Camargo PR.

Assim. Avaliação da ADM de extensão do joelho com o goniômetro universal (indicação com cabeças de seta branca). com auxílio de almofadas. A extensão completa do joelho foi considerada 0° 13 e utilizada como referência para o cálculo do grau de limitação da extensão articular do joelho. um acessório acolchoado foi acoplado ao encosto da cadeira do dinamômetro (Figura 2). e alterar a mensuração da ADM do joelho. ou seja. A medida da ADM extensora do joelho de cada indivíduo foi avaliada três vezes. foram orientados a fechar os olhos e se manterem relaxados. quadril e na coxa do membro dominante avaliado (Figura 2). Após isso. conforme descrito por Norkin e White1. deveriam acionar o dinamômetro.Vol. que pode causar compensações. o quadril e o joelho do membro dominante foram fletidos a 90° e o pé mantido relaxado13. Atingida esta posição. A mensuração da ADM foi realizada quando o indivíduo relatou o início de tensão nos músculos flexores do joelho. o avaliador 1 mensurou o grau de encurtamento dos flexores do joelho. que foi considerado a posição final (Figura 1). A seguir. particularmente quando seu joelho estava sendo estendido. utilizado durante a avaliação da ADM do joelho com o goniômetro. nos indivíduos que apresentaram encurtamento dos flexores do quadril. 10 No. o joelho foi passiva e lentamente estendido pelo avaliador 1. por meio do qual o voluntário poderia iniciar ou parar a avaliação passiva que estava sendo realizada. como descrito por Kendall17. mantendo a pelve em posição neutra para evitar compensações (Figura 1). e relatar o momento em que sentiu o início da tensão nos músculos flexores do joelho. Previamente à realização da avaliação. Medida da ADM de extensão do joelho no dinamômetro isocinético Para manter o quadril dos voluntários fletido a aproximadamente 90°. Este procedimento garantiu que o mesmo posicionamento neutro da pelve. para manter a pelve em posição neutra. O voluntário foi estabilizado na cadeira do dinamômetro por meio de cintos de contenção sobre o tronco. a extensão do joelho. a articulação do joelho do membro não dominante foi fletida. o eixo mecânico de rotação do dinamômetro foi alinhado com o epicôndilo lateral do fêmur e a perna foi fixada ao braço de resistência do dinamômetro. que indica o grau de encurtamento dos músculos flexores desta articulação. Posicionamento do voluntário na cadeira do dinamômetro: cintos de estabilização (Δ). como a anteversão pélvica. Figura 2. mantendo livre a articulação do tornozelo. enquanto o avaliador 2 certificavase de que não estavam ocorrendo compensações. sendo utilizada a média aritmética das três mensurações. Para a avaliação inicial. Em seguida. * 0° Posição Final * Figura 1. 2006 Amplitude Articular do Joelho 195 dos músculos flexores do quadril. 2. Almofada (*) utilizada em indivíduos com encurtamento nos flexores do quadril do membro contralateral. A partir desta posição. por meio do dispositivo. e acessório (*) para manter a articulação do quadril a aproximadamente 90° de flexão. passivamente. O voluntário foi orientado a relaxar durante a avaliação. fosse também mantido durante as mensurações realizadas no dinamômetro. os voluntários receberam um dispositivo manual ligado ao dinamômetro (Figura 2). dispositivo (seta) utilizado para iniciar ou finalizar a avaliação passiva. para que o braço de resistência do equipamento começasse a estender o joelho. . com o goniômetro universal (Figura 1).

Tabela 2.69 uma baixa correlação18. por meio do dispositivo. embora essa diferença não seja significativa. Foram realizadas três mensurações consecutivas desse movimento e sua média aritmética foi utilizada para a análise estatística.4° 46. os valores do CV referentes às três avaliações realizadas no dinamômetro isocinético variaram mais que as realizadas com o goniômetro universal. CV = coeficiente de variação. Também foram orientados a parar o braço de resistência do dinamômetro. nos dois instrumentos de avaliação da ADM articular (Tabela 2).6° DP g 1. Oishi J.21 . Para cada instrumento de avaliação.8° 46. sendo ligeiramente maior no dinamômetro. realizadas com o goniômetro e no dinamômetro. O Coeficiente de Correlação de Pearson indicou um alto grau de correlação (0. os resultados do presente estudo revelam que as medidas da ADM extensora do joelho realizadas com o goniômetro universal têm alta correlação às obtidas no dinamômetro isocinético. p< 0. de 0. X Goniômetro Dinamômetro 44.6% X = média. mas não foram encontrados na literatura trabalhos que utilizassem o goniômetro universal para testar a correlação Tabela 1. de modo geral. para mensuração da ADM extensora dessa articulação. o voluntário deveria manterse totalmente passivo ao movimento. Verifica-se também que. Salvini TF Rev. Os resultados mostram que o CV intravoluntários obtido foi menor que o CV intervoluntários. bras.05) entre as medidas obtidas com o goniômetro e no dinamômetro (Figura 3). Análise estatística O Coeficiente de Variação (CV) foi usado inicialmente para estimar a porcentagem de variação entre as medidas realizadas na primeira. em 38 indivíduos.7° CV▲ 23. DP = desvio-padrão.9 ± 11. de várias articulações. fisioter. o CV intervoluntários foi considerado como referência para o CV intravoluntários.8° 46.1° 45. A confiabilidade e a correlação das medidas da ADM do joelho. Camargo PR.5 ± 12. pode-se observar que o CV da primeira mensuração é maior que das duas últimas avaliações em ambos os instrumentos de medida. CV = coeficiente de variação.19 .2% 26.6 ± 13.2° DP▲ 10.99 corresponde à alta correlação.4% 26. Comparação da avaliação intervoluntários e intravoluntários da ADM de extensão do joelho.196 Batista LH.80 a 0.0° 27. segunda e terceira avaliação da ADM extensora do joelho obtidas com os dois instrumentos de avaliação utilizados. GONIÔMETRO UNIVERSAL Mensurações X ± DP CV 1ª 2ª 3ª DINAMÔMETRO ISOCINÉTICO 1ª 2ª 3ª 44.0% 8.0 ± 11.6° 45. Estudos têm utilizado o goniômetro universal para testar a confiabilidade das medidas da ADM.7° 12. obtida com goniômetro universal e dinamômetro isocinético. O CV foi aplicado para obter a variação intervoluntários e intravoluntários. DISCUSSÃO Considerando as condições experimentais utilizadas.90.9° 44. DP = desvio-padrão. RESULTADOS Com base nos resultados apresentados na Tabela 1.8° 3. em 38 indivíduos.4% 33.0% X = média.9% 27.79 a pequena correlação e valores ≤ 0.1% 29. foram analisadas estatisticamente por meio dos testes: Coeficiente de Variação (CV) e Coeficiente de Correlação de Pearson (CCP).89 a boa correlação.3 ± 15. de acordo com Rothstein9 e Norkin & White1. a 2°/s de velocidade. Resultados das mensurações da ADM de extensão do joelho realizados com o goniômetro universal e no dinamômetro isocinético. Aiello GV. Considerou-se que CCP com valores de 0. Nesta fase. utilizando diferentes instrumentos de medida14. de 0. intravoluntários intervoluntários.8 ± 14. .2% CVg 4.90 a 0.70 a 0. assim que sentissem iniciar a tensão de alongamento nos músculos flexores do joelho.2% 30.

Valores do Coeficiente de Correlação de Pearson (0. pode-se dizer que a grande dificuldade de percepção apresentada por 20% dos voluntários está relacionada à posição de mensuração. e foram mantidos os mesmos números de repetições. o resultado encontrado neste estudo é inédito na literatura. vários fatores podem alterar o grau de confiabilidade de uma medida. tanto o CV quanto CCP mostraram que há um alto grau de confiabilidade das medidas dos dois equipamentos e entre eles. estes resultados indicam que as medidas da ADM do joelho realizadas em ambos os instrumentos são confiáveis. 2006 Amplitude Articular do Joelho 197 Goniômetro (graus) 80 60 40 20 0 0 20 40 Dinam ôm et ro (graus ) 60 80 Figura 3. observou-se que as mensurações no dinamômetro isocinético variaram mais. tanto as medidas realizadas com o goniômetro. Pode-se observar que a primeira avaliação variou mais que as subseqüentes. particularmente com o dinamômetro. Com a constatação da confiabilidade das medidas realizadas com ambos os instrumentos. segundo relato dos voluntários. deve-se considerar que a posição altera o grau de percepção de alguns voluntários e que esta dificuldade pode alterar a análise final das medidas obtidas por estes instrumentos. sendo essa variabilidade maior no dinamômetro isocinético. foi possível. ou seja. Este resultado demonstra a necessidade de realizar familiarização prévia dos voluntários com os instrumentos de medida. enquanto que 80% dos sujeitos variaram 4°. das medidas obtidas no dinamômetro foram maiores do que as realizadas com o goniômetro. quando comparadas às medidas com o goniômetro universal.O valor do Coeficiente de Correlação de Pearson (CCP) encontrado indicou um alto grau de correlação entre as mensurações obtidas nos dois instrumentos. Portanto. Tais resultados não corroboram com os encontrados . Diante deste resultado. segundo nosso conhecimento. independentemente do instrumento utilizado para a mensuração. É importante ressaltar ainda que durante a execução do presente estudo. correlacioná-las. as duas formas de avaliação mantiveram a articulação do quadril fletido a aproximadamente 90º. Esta sugestão é reforçada pelos resultados da Tabela 1 que mostra o CV das três avaliações referentes a cada instrumento de medida. provavelmente. pela maior dificuldade em sentir o início da tensão nos músculos flexores do joelho durante a mensuração da ADM realizada no dinamômetro. foi verificado que 20% dos voluntários apresentaram alterações na percepção da tensão dos músculos flexores do joelho. Segundo Rothstein9 e Norkin e White1. então. a ADM extensora do joelho foi medida de forma passiva nos dois métodos. Esses voluntários foram reavaliados. 10 No. quanto às realizadas no dinamômetro isocinético (Tabela 2).90) entre as medidas da ADM de extensão do joelho realizadas com o goniômetro universal e no dinamômetro isocinético. foi a causa da maior variação entre as medidas da ADM obtidas neste equipamento. A variação entre as medidas da ADM de extensão do joelho passou de 22° para 6°. Esse resultado indica a necessidade de um número maior de repetições quando a avaliação da ADM articular for realizada no dinamômetro isocinético. há uma alta confiabilidade das medidas realizadas tanto manualmente pelo terapeuta. com o goniômetro universal. com uma variação média de 22° entre as medidas realizadas com o goniômetro e no dinamômetro. Os resultados indicaram que há diferença entre os CV das medidas realizadas com o goniômetro e no dinamômetro (Tabela 2).Vol. Sendo assim. em 38 indivíduos. utilizando-se a mesma posição de mensuração. 2. O CV. das medidas de ADM do joelho realizadas no dinamômetro isocinético. Tais fatores foram considerados neste estudo para que os procedimentos realizados durante a mensuração da ADM extensora do joelho no dinamômetro fosse o mais próximo possível dos procedimentos de mensuração com o goniômetro. No entanto. Tal dificuldade. Verificou-se que o CV intravoluntários das medidas realizadas tanto com o goniômetro quanto no dinamômetro. são eles: ambos os métodos de medida foram realizados pelos mesmos avaliadores. Embora todos esses cuidados tenham sido tomados. Portanto. quanto no dinamômetro foram obtidas na posição sentada. foram menores que o CV intervoluntários. Segundo Norkin e White1. com o objetivo de minimizar possíveis diferenças nos procedimentos experimentais entre as mensurações nos dois instrumentos de avaliação. alguns aspectos observados necessitam ser considerados. Sendo assim. Esta variação pode ter ocorrido. quando comparadas às do goniômetro universal. intervoluntários e intravoluntários.

Phys Ther 2001. Batista LH e Camargo PR receberam bolsa de Mestrado da CAPES. et al. Trost JS. 2. Winters MV. Garber MB. Feland JB. 1974. Wootton R. Arch Phys Med Rehabil 2005. São Paulo: Manole. The effect of time and frequency of static stretching on flexibility of the hamstring muscles. 10. Greenfield MLVH. Rose SJ. 8(4):242-46. fisioter. 19. Tousignant M. 7. 16(5): 562-70. Kuhn EJ. Myrer JW. 1992. J Orthop Sports Phys Ther 2001. J Orthop Sports Phys Ther 1990. 67: 192-5. Eccentric training and static stretching improve hamstring flexibility of high school males. Irion JM. White DJ. Ellis B. Balmer S. 34. 15.22 e outros o mesmo procedimento13. Measurement in physical education. Miller PJ. Moore SM. o presente estudo também mostra que o goniômetro é um instrumento que pode ser usado para realizar as medidas de ADM de extensão do joelho. Medida da amplitude de movimento articular: um guia para goniometria. Enwemeka CS. Phys Ther 1991. 3. D. Feland JB. Goudreault C. Steel MW. por Farber et al. 4. Arch Phys Med Rehabil 2001. Norkin CC. Am J Sports Med 1998. os resultados apresentados aqui demonstraram que o dinamômetro isocinético também é adequado para avaliar a ADM de extensão do joelho. Measom GW. A study to compare the reliability of composite finger flexion with goniometry for measurement of range of motion in the hand. J Athl Train 2004. Ronald Press. Effect of cessation and resumption of static hamstring muscle stretching on joint range of motion. Deorio JK. 13. Braatz JH. alguns utilizando procedimentos diferentes de medida14. Scand J Rehabil Med 1986. The effect of duration of stretching of the hamstring muscle group for increasing range of motion in people aged 65 years or older. Aiello GV foi bolsista de Iniciação Científica do PIBIC-CNPq. Clin Rehabil 2002. P. Gogia PP. 18. Radiographic verification of knee goniometry. Harkonen TM. Watkins MA. 20. 4a ed. Norton B J. Bruton A. Myrer JW. Goniometric versus computerized angle measurement in assessing hallux valgus. 18: 462-5. 18: 47-50. Airaksinem O.23. Passive versos active stretching of hip flexor muscles in subjects with limited hip extension: a randomized clinical trial. 11: 414-20. Can the internet be used as a medium to evaluate knee angle? Man Ther 2003. 8. A compendium of isokinetics in clinical usage and rehabilitation techniques. Camargo PR. . Briggler M. Elements of research in physical therapy. Goudreault M. Aalto TJ. Bandy WD. Onalaska: WIS & S Publishers. 17. 31(3): 138-44. Salvini TF Rev. Kyle BA. Validity study of head and neck flexion-extension motion comparing measurements of a pendulum goniometer and roentgenograms. pois suas mensurações são confiáveis. Flinn N. 2: 186-93. Phys Ther 2004. Dvir Z. Oishi J. O’Sullivan JP. 22. 3a ed. Brosseau L. Blake CG. Sports Med 1996. Baltimore: Williams & Wilkins. Isocinético: Avaliações musculares. Cited in Currier. Interpretações e Aplicações clínicas. Philadelphia: FA Davis Co. Wootten M. Além disso. 39(3): 254-58. tanto o goniômetro universal como o dinamômetro isocinético podem ser utilizados para avaliação da ADM do joelho. Chleboun GS. Fellingham GW. 84(9): 800-7. 1995. Effect of stretch on reproducibility of hip range of motion measurements. Músculos: provas e funções. Phys Ther 1997. bras. 82(3): 396-402. Willy RW. Russell TN. 77: 1090-6. Sprigle S. Intra and intertester reliability and criterion validity of the parallelogram and universal goniometers for measuring maximum active knee and extension of patients with knee restrictions. Provance PG. New York. Herrmann DB. Mccrry S. Phys Ther 1987. 71(2): 90-6. 1995. Clin Biomech 2003. CONCLUSÃO Considerando os procedimentos utilizados neste estudo. Foot Ankle Int 2005. 11. Lowe L.198 Batista LH. 5. 1990. 14. Jull GA. Aiello GV. Rothstein JM. Davies GJ. Woijtys EM. 81(5): 1111-7. Acute changes in hamstring flexibility: PNF versus static stretch in senior athletes. p. Farber DC. Arokoski JP. et al. 63: 1611-15. 21. Phys Ther 1983. Marcello-Brinker TB. Phys Ther Sports 2001. 2002. 26(3): 234-8.21 os quais verificaram que as medidas do ângulo articular realizadas com um equipamento computadorizado demonstraram ser mais confiáveis que as obtidas com o goniômetro. Kendall FP. Agradecimentos: Esse projeto recebeu apoio financeiro da FAPESP e do CNPq. 23. São Paulo: Manole. 6. Blech TE. Development and testing of a pelvic goniometer designed to measure pelvic tilt and hip flexion. Goniometric reliability in a clinical setting: Elbow and knee measurement. 21(1): 18-34. Roettger RF. 24. A statistics primer: validity and reliability. Bandy WD. 9. 4a ed. Mercer TH. Russell TG. Gleeson NP. 86: 549-57. Reliability and validity of goniometric measurements at the knee. Como em outros trabalhos. Mccrery EK. 16. 3 (26): 483-85. The utility of isokinetic dynamometry in the assessment of human muscle function. 2a ed. 12. Merrill RM. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. 1ª ed. Reliability of goniometric measurements and visual estimates of knee range of motion obtained in clinical setting. Schulthies SS.24.

the paired t-test was utilized on the intra-examiner data and the t-test for independent samples for the inter-examiner data. Belo Horizonte. Belo Horizonte. Escola de Educação Física. Resultados: Os dados demonstraram alta confiabilidade intra-examinador. reliability. Method: Two experienced examiners mobilized both ankles of thirty-five healthy subjects.br Recebido: 11/04/2005 – Aceito: 18/11/2005 RESUMO Introdução: Os fatores que contribuem para a eficiência da manobra de mobilização articular são a intensidade e a reprodutibilidade da força aplicada durante a mobilização. bras. Universidade Federal de Minas Gerais . Av. São Francisco. ankle joint. grau III e IV de Maitland. Método: Os dois tornozelos de 35 voluntários assintomáticos foram mobilizados por dois examinadores experientes com o procedimento. A análise da confiabilidade foi realizada através do coeficiente de correlação intraclasse (CCI). . durante a mobilização ântero-posterior da articulação do tornozelo. confiabilidade. 10. Para avaliar o erro sistemático das medidas foi utilizado o teste t pareado e o teste t independente. The signals were converted and recorded using the DasyLab 4. 199-204 ©Revista Brasileira de Fisioterapia 199 ESTUDO DA CONFIABILIDADE DA FORÇA APLICADA DURANTE A MOBILIZAÇÃO ARTICULAR ÂNTERO-POSTERIOR DO TORNOZELO RESENDE MA 1. 2 (2006). MG. Palavras-chave: mobilização articular. Uma miniplataforma de força foi posicionada sob a perna do voluntário a fim de captar as forças obtidas durante as manobras de mobilização e seu sinal foi convertido e armazenado em um software DasyLab4.UFMG. To evaluate any systematic error in the measurements. Results: The data showed high intraexaminer reliability. MG Correspondência para: Marcos Antônio de Resende. O método de Bland e Altman avaliou os limites de concordância das medidas entre os examinadores. Antônio Carlos. ABSTRACT Reliability Study on the Force Applied During Anteroposterior Mobilization of the Ankle Joint Background: Factors that contribute towards the efficiency of joint mobilization maneuvers is the intensity and reproducibility of the force applied during mobilization. 6627. The Bland & Altman method was used to assess the concordance limits for the measurements from the two examiners. para as condições intra e interexaminadores. PEIXOTO GHC 3. fisioter. e-mail: mresende@eeffto. terapia manual. manual therapy.0. Fisioterapia e Terapia Ocupacional. Conclusions: These data suggest that the force applied during Maitland grade III and IV mobilization of the ankle joint presents high intra-examiner reliability and low inter-examiner reliability.Vol.PUC. UFMG. 2006 Rev. BICALHO LI 2. Departamento de Fisioterapia. Maitland. o que permitiu o registro dos picos mínimo e máximo das curvas da força aplicada. Pontifícia Universidade Católica. during anteroposterior mobilization of the ankle joint. Belo Horizonte. A confiabilidade inter-examinador foi baixa e moderada para a força máxima e mínima respectivamente. force platform. Conclusão: Esses dados sugerem que a força aplicada durante a mobilização articular grau III e IV de Maitland no tornozelo. Vol. articulação do tornozelo. Key words: joint mobilization. MG 2 3 Departamento de Fisioterapia. The intraclass correlation coefficient (ICC) was used to assess the intra and inter-examiner reliability. Fisioterapia e Terapia Ocupacional. CHAGAS MH 3 1 Departamento de Fisioterapia. Objective: To evaluate the intra and inter-examiner reliability of Maitland grade III and IV anteroposterior mobilization force on the ankle joint. The inter-examiner reliability was low and moderate for the maximum and minimum forces respectively. VENTURINI C 1. respectivamente. Objetivo: Avaliar a confiabilidade intra e interexaminador da força de mobilização ântero-posterior da articulação do tornozelo.0 software. apresenta alta confiabilidade intra-examinador e baixa para interexaminador. MG Departamento de Esportes da Escola de Educação Física. por um ou por diferentes examinadores. The maximum and minimum peak forces from the curves obtained were then analyzed. miniplataforma de força. No. 2. Universidade Federal de Minas Gerais. A force platform was positioned under the calves of these subjects to detect the forces applied during the maneuvers. Escola de Educação Física. 101809-9246 Confiabilidade da Força Aplicada na Mobilização do Tornozelo ISSN No. Maitland. PENIDO MM 1. Fisioterapia e Terapia Ocupacional. CEP 31270-901.ufmg. Belo Horizonte. by one or more examiners.

Estudos de confiabilidade das manobras graus III e IV foram desenvolvidos na articulação glenoumeral por Hsu et al. portanto. Venturini C.8.24 ± 14. o objetivo deste estudo foi verificar a confiabilidade intra e interexaminador da força aplicada durante a mobilização articular ântero-posterior da articulação do tornozelo. com idade. sem contudo. rítmicos. dos movimentos de giro. por um ou por diferentes examinadores9. sobre uma mesa de terapia manual (dimensões: 0. Entretanto. massa corporal e altura de 25. a terapia manual vem sendo amplamente empregada no tratamento fisioterápico das disfunções musculoesqueléticas. a função do segmento corporal comprometido5. melhora a dor4. transmitidos e armazenados em um software DASYLab 4. O seu restabelecimento promove a congruência articular. é indicada para recuperar os movimentos acessórios quando existir uma restrição a esse mesmo movimento1. e em seguida. alguns estudos avaliaram somente o efeito terapêutico da mobilização nestas articulações. A mobilização articular refere-se aos movimentos acessórios passivos que visam à recuperação da artrocinemática. Equipamento Foi utilizada uma miniplataforma de força. fundamentando-se na regra côncavo-convexa1. Todos os voluntários foram devidamente informados sobre o estudo e. foram recrutados 35 voluntários saudáveis para o estudo dos dois tornozelos. os voluntários foram posicionados em decúbito dorsal. com dimensões de 40 cm de comprimento por 20 cm de largura.15 anos. estudantes universitários. MATERIAIS E MÉTODOS Voluntários Após aprovação pelo Comitê de Ética da Universidade Federal de Minas Gerais (COEP-UFMG). A carga imposta durante a manobra grau III e IV promove a adaptação viscoelástica dos tecidos conectivos e.69 ± 0. nas epicondilalgias2 e nas entorses de tornozelo3-5.4.200 Resende MA. graduados em quatro níveis que variam de acordo com a amplitude dos movimentos acessórios normalmente presentes nas articulações. verificar a confiabilidade da força aplicada durante as manobras de mobilização articular3. história de cirurgia do complexo pé e tornozelo. Chagas MH Rev. Apesar da grande aplicabilidade da mobilização articular periférica na clínica fisioterapêutica. A eficiência da manobra de mobilização articular depende da intensidade e da reprodutibilidade da força aplicada durante a mobilização. Esse princípio aborda a combinação dos movimentos que ocorrem nas articulações sinoviais conforme a sua superfície4. presença de dor ou alguma patologia nos tornozelos no momento da avaliação. Durante o movimento de dorsiflexão do tornozelo. edema4. em seguida.4.80 cm de largura). Penido MM. composta por duas placas de aço interligadas por quatro células de força. assinaram um termo de consentimento livre e esclarecido. diminui o atrito mecânico na articulação3.4. como nas algias da coluna vertebral1.50 quilogramas e 1. livre da resistência oferecida pelos tecidos e são indicados nos casos de processos dolorosos articulares.9. A superfície convexa móvel desliza no sentido oposto ao movimento osteocinemático.0. respectivamente. Maitland desenvolveu seu método. bras. fisioter. Dessa forma. através de movimentos passivos oscilatórios. É preciso frisar que. Os sinais gerados pelos sensores da miniplataforma eram conduzidos para um conversor analógico-digital (NIDAQ-700). sendo 20 homens e 15 mulheres. Os graus I e II da mobilização de Maitland correspondem à aplicação dos movimentos oscilatórios. mas não na articulação do tornozelo.50 cm de altura X 1. Os critérios de exclusão foram as histórias de entorses do tornozelo nos últimos seis meses. 67. ou seja.5 e. estudos de confiabilidade da mobilização articular nos graus III e IV foram realizados na articulação glenoumeral6 e na coluna vertebral7.6 e na coluna vertebral por Harms e Bader7. a consistência e a capacidade de reproduzir a força aplicada durante a mobilização articular. A técnica de mobilização articular proposta por Maitland1. Peixoto GHC. Dois examinadores passaram por um período de duas semanas de treinamento com a manobra de mobilização. que se encontram nas extremidades da mesma. No caso da articulação talocrural. graus III e IV tem como objetivo favorecer o ganho da amplitude do movimento de dorsiflexão que se encontra limitado em diferentes situações como é o caso das entorses laterais do tornozelo 3. que convertia os valores de Volts para Newtons (N). A mobilização articular em deslize posterior do tálus.40 cm de comprimento e 0. grau III e IV de Maitland.10 metros. com ritmo lento no início da amplitude do movimento acessório da articulação. INTRODUÇÃO Desde a década de oitenta. Essas manobras caracterizam-se por movimentos oscilatórios realizados no final da amplitude do movimento acessório ou a partir da resistência dada pelos tecidos periarticulares1. ocorre o deslizamento posterior do tálus em relação à tíbia. conseqüentemente. é um parâmetro que garante a padronização do procedimento na clínica e nos estudos experimentais9. o tálus é convexo e a tíbia é côncava4.14 ± 3. Procedimento Para captar a variação da força aplicada sobre a articulação do tornozelo. com o membro inferior a ser testado apoiado sobre uma tábua de quadríceps com suporte para . rolamento e deslizamento entre as superfícies articulares3. Bicalho LI. baseia-se em um sistema graduado de avaliação e tratamento.6. e os voluntários por um processo de familiarização com os procedimentos antes de iniciar o estudo.

Antes de iniciar o estudo.4 a 0. O estudo da confiabilidade interexaminador foi realizado através do CCI2. que apresentavam distorções e poderiam influenciar na análise dos resultados. Posicionamento dos voluntários para a manobra de mobilização em deslize ântero-posterior da articulação do tornozelo. Foi considerada a diferença significativa quando p< 0. Com o objetivo de avaliar a variação do erro das medidas.5 oscilações/segundo. por um período de 30 segundos.4. 10 No. e depois no tornozelo esquerdo pelo examinador A.0 instalado em ambiente Windows®.Vol. foi utilizado (CCI)3. realizou seis oscilações em deslize ântero-posterior em cada tornozelo dos voluntários para permitir uma adaptação dos tecidos periarticulares. sendo que os examinadores A e B não tiveram acesso aos resultados durante o procedimento experimental. A força exercida pelo peso da perna sobre a miniplataforma de força foi deduzida para a avaliação dos dados. Imediatamente após o examinador A ter realizado as manobras. Figura 1. Uma espuma de densidade média foi utilizada entre a plataforma e o calcanhar do voluntário para evitar o desconforto provocado por este contato. foi realizada a calibração da plataforma de força através de cargas previamente conhecidas. que comparou a média das primeiras curvas (2 a 5) com a média das curvas (6 a 9). O método estatístico de Bland e Altman foi utilizado para estimar a concordância das medidas12. Para a análise do coeficiente de correlação intraclasse (CCI) foi utilizada a classificação descrita por Portney e Watkins11. obtidas com as oscilações realizadas pelos examinadores A e B. Todas as análises estatísticas foram realizadas através do software SPSS 11. foi posicionada sobre a tábua de quadríceps atrás da região da perna e do tornozelo. primeiro no tornozelo direito. A freqüência de mobilização variou de 0. 2. Para a realização da manobra. Análise Estatística Para a obtenção dos resultados foram excluídas a primeira curva e as últimas curvas. o examinador B repetiu o mesmo procedimento para ambos os tornozelos. 2006 Confiabilidade da Força Aplicada na Mobilização do Tornozelo 201 o tornozelo. C: manobra de mobilização articular. tanto para a força mínima quanto para a força máxima. realizou-se o teste t pareado e teste t independente para as condições intra e interexaminadores. grau III e IV de Maitland. A freqüência das oscilações e a amplitude das forças aplicadas durante a mobilização variaram de acordo com o examinador. isto é. B: miniplataforma de força. Na análise da confiabilidade intraexaminador. C B A A: tábua de quadríceps adaptada. enquanto a outra mão era posicionada sobre a primeira. da segunda à nona curva. Cada examinador A e B. conforme verificado na figura 1.05. a manobra foi realizada A força aplicada durante a mobilização articular foi avaliada considerando-se a força mínima e a força máxima gerada em cada oscilação.8. considerando as médias das medidas da força mínima e máxima de 8 curvas. Em seguida. A miniplataforma de força por sua vez. respectivamente. A força da manobra foi aplicada de forma perpendicular a miniplataforma para permitir o registro dos sinais através do apoio do calcâneo sobre a tábua. sendo consideradas somente as oito curvas subseqüentes. o examinador apoiou a região do espaço interósseo dos dedos I e II da mão direita sobre o tálus. Os dados gerados pela plataforma de força e captados pelo conversor foram armazenados por um terceiro examinador. .

79 158.55) X ± DP (A) 101.00** 0. Harms. Fmáx = força máxima.97 (0.17. Penido MM. conforme a tabela 1.77) 0. RESULTADOS Os nossos resultados demonstraram alta confiabilidade intra-examinador para ambos os examinadores. observamos diferença estatisticamente significativa conforme verificado na tabela 2. Fmáx = força máxima. X± DP (A) = média ± desvio-padrão do examinador A.98 .00** Fmin = força mínima.23-0.0. N (Newtons). X ± DP (B) = média ± desvio-padrão do examinador B.23 p 0.52 91.66 ± 21.0. Peixoto GHC.98 (0. DISCUSSÃO A eficiência da manobra de mobilização articular depende da intensidade e da reprodutibilidade da força aplicada durante a mobilização.58 (0.67 203. Bicalho LI. CCI (IC) Fmin Fmáx 0.98 . bras. que a média das medidas da força mínima e máxima das primeiras curvas (2 a 5) quando comparada com a média das medidas das últimas curvas (6 a 9).96 .82 ± 19.98) 0.13 ± 23.73 N.01 ). Coeficiente de correlação intraclasse (CCI) e intervalo de confiança (IC) da força aplicada (N) e a média das medidas para a condição interexaminador. são devido à resistência oferecida pelos tecidos conectivos na região linear da curva cargadeformação.0.01). Innes e Bader13.84 ± 21. Podemos verificar também na tabela 1.99 161.48 160. Tabela 2.65 ± 21.00** 0. sugerem que as altas forças exigidas durante a mobilização graus III e IV. tanto para a força máxima quanto para a força mínima aplicada durante a mobilização ântero-posterior do tálus. X± DP (2 a 5) = média ± desvio-padrão das curvas 2 a 5 em newtons.31 ± 21.19 204. Venturini C. fisioter.97 . CCI (IC) Fmin A Fmáx A Fmin B Fmáx B 0. exceto para a força máxima obtida pelo examinador A.00** Fmin = força mínima. grau III e IV de Maitland.0.70 ± 22. apresentaram diferença estatisticamente significativa. Tabela 1.77 ± 21. X ± DP (6 a 9) = média ± desvio-padrão das curvas 6 a 9 em newtons.58 X ± DP (B) 89. A média da força máxima aplicada pelos examinadores durante a mobilização em nosso estudo foi de 203.52 ± 22.08 ± 19. Nossos resultados demonstraram confiabilidade interexaminador (CCI – IC) baixa tanto para a força mínima quanto para a força máxima aplicada. **Representa diferença estatisticamente significativa quando comparada a media das medidas da força mínima e máxima obtidas pelos examinadores A e B (p < 0. Os dados da dispersão correspondentes à diferença dos valores obtidos entre os examinadores A e B e das médias das medidas dos examinadores encontram-se representados nas figuras 2 e 3. aplicadas durante a mobilização articular. o CCI é considerado . ** Representa diferença estatisticamente significativa quando comparada a media das medidas da força mínima e máxima das curvas de 2 a 5 com as de 6 a 9 para um mesmo examinador ( p < 0. com conseqüente alongamento dessas estruturas que normalmente resistem ao deslocamento articular.00** 0.64 N.99) X ± DP (2 a 5 ) X ± DP (6 a 9) 99.99) 0. enquanto a média da força mínima foi de 88. Quando a média das medidas da força mínima e máxima obtidas pelos examinadores A e B foram comparadas. Chagas MH Rev. Os resultados obtidos demonstraram alta confiabilidade intra-examinador das forças máxima e mínima.68 202.0.051 0. por um ou por diferentes examinadores9. conforme apresentado na tabela 2. De acordo com Portney e Walkins 11. Coeficiente de correlação intraclasse (CCI) e intervalo de confiança (IC) da força aplicada (N) e a média das medidas para a condição intra-examinador.12 p 0.41 104.46 86.99) 0.98 (0.98 (0.19 (-0.82 ± 22.202 Resende MA.33 ± 19.

Vol. 10 No. 2, 2006

Confiabilidade da Força Aplicada na Mobilização do Tornozelo

203

120 100 80

120 100 80

DIFERENÇA EXAM . A - EXAM . B (N)

40 20 0 -20 -40 -60 -80 -100 -120 140 160 180 200 220 240 260

DIFERENÇA EXAM .A- EXAM.B (N)

60

60 40 20 0 -20 -40 -60 -80 -100 -120 40 60 80 100 120 140 160 180

MÉDIA (N)
DIFERENÇA EXAM.A e EXAM.B = Diferença entre Examinador A e Examinador B; N (Newton).

MÉDIA (N)
DIFERENÇA EXAM.A e EXAM.B = Diferença entre Examinador A e Examinador B; N (Newton).

Figura 2. Dispersão das diferenças entre os valores da força máxima e médias das medidas dos examinadores A e B.

Figura 3. Dispersão das diferenças entre os valores da força mínima e média das medidas dos examinadores A e B.

baixo quando menor ou igual a 0,50, moderado entre 0,50 a 0,75 e alto acima de 0,75. Nossos resultados são semelhantes aos de Harms e Bader7 que encontraram alta confiabilidade intra-examinador em um modelo de mobilização ânteroposterior da coluna vertebral, e aos achados de Hsu et al.6 que demonstraram alta confiabilidade intra-sessão na mobilização da articulação glenoumeral. Entretanto, quando nós comparamos as médias das medidas da força máxima e mínima aplicadas por um mesmo examinador, verificamos uma diferença estatisticamente significativa, indicando variação na intensidade da força aplicada ao longo dos 30 segundos de oscilações. Por outro lado, uma fraca confiabilidade foi observada entre as manobras aplicadas pelos examinadores A e B. Além disso, foi encontrada diferença estatisticamente significativa entre as médias das forças aplicadas pelos examinadores, indicando variação na intensidade da força aplicada. A esse respeito, Björnsdóttir e Kumar14, compararam a confiabilidade de fisioterapeutas experientes em terapia manual com fisioterapeutas inexperientes, durante a mobilização póstero-anterior da coluna e demonstraram que ambos os grupos obtiveram baixa consistência nas medidas da força aplicada. Conforme podemos observar nas figuras 2 e 3, ocorreu grande dispersão em relação ao eixo y, indicando que há uma baixa concordância entre os dados dos examinadores A e B.

Além disso, podemos facilmente observar a variação no erro das medidas, visto o deslocamento da média dos valores da diferença entre A e B (Δ A-B), que deveria ocorrer no ponto zero do eixo y. Esses resultados podem ter sido influenciados pelo tipo de formação do terapeuta manual ou o tempo de prática do terapeuta. Entretanto, Cook et al.15 em um estudo de mobilização na coluna vertebral, demonstraram que gênero, idade, anos de prática e diferença na formação profissional não são fatores preditivos para uma fraca consistência nas manobras de mobilização. Esses mesmos autores sugerem que a variabilidade encontrada na força entre os examinadores é devido a algum fator ainda não conhecido, ou a um fator intrínseco aos examinadores. No presente estudo, é possível que esta variabilidade encontrada entre os examinadores seja devido a uma diferença no desempenho da força. O procedimento adotado compreendeu a aplicação de 30 segundos de mobilização pelo examinador A seguido do examinador B, o que gerou adaptação dos tecidos periarticulares do tornozelo durante a primeira série de mobilização. Provavelmente, a força solicitada pelo examinador B para mobilizar a articulação talocrural foi menor quando comparado ao examinador A. Este efeito pode ser observado nos dados representados na tabela 1. Segundo alguns autores, a força aplicada durante a manobra de mobilização, grau III e IV de Mailtand é exercida

204

Resende MA, Venturini C, Penido MM, Bicalho LI, Peixoto GHC, Chagas MH

Rev. bras. fisioter.

contra uma resistência mínima e aumentada gradativamente até encontrar uma resistência máxima8,13,16, promovendo assim uma deformação viscoelástica dos tecidos periarticulares17. Um dos fatores limitantes deste estudo foi a impossibilidade de confirmar a calibração do instrumento após cada medida efetuada pelos examinadores, o que poderia inviabilizar o estudo, dado ao tempo necessário para executar este procedimento. Para futuros estudos, é possível propor novas estratégias para melhorar a consistência das medidas entre os examinadores. Para esse propósito, podemos utilizar o feedback visual das curvas de força no monitor do computador, uma vez que a outra limitação deste estudo foi a falta de um mecanismo para controlar a força aplicada pelos examinadores durante as manobras de mobilização articular.

5.

Pellow JE, Brantinghan JW. The efficacy of adjusting the ankle in the treatment of subagude and chronic grade I and grade II ankle inversion sprains. Journal Manipulative and Physiological Therapeutics 2001; 24 (1):17-24. Hsu A, Ho L, Chang J, Chang G. Characterization of tissue resistance during a dorsally directed translation mobilization of the glenohumeral joint. Archives Physical Medicine Rehabilitation 2002; 83:360-6. Harms MC, Bader DL. Variability of forces applied by experienced therapists during spinal mobilization. Clinical Biomechanics 1997; 12 (6): 393-9. Cook CE. Effectiveness of visual perceptual learning on intertherapist reliability of lumbar spine mobilization. The Internet Journal of Allied Health Sciences & Practice 2003; 1(2): 1540 – 580. Matyas TA, Bach TM. The reliability of selected techniques in clinical arthrometrics. The Australian Journal of Physiotherapy 1985; 31(5):175-199.

6.

7.

8.

9.

CONCLUSÕES Os resultados obtidos no presente estudo indicaram alta confiabilidade para a condição intra-examinador e baixa para a condição interexaminador da força aplicada durante a mobilização ântero-posterior da articulação do tornozelo grau III e IV de Maitland. Esses dados sugerem que a manobra de mobilização articular grau III e IV de Maitland, utilizada para a mobilização do tornozelo deve ser realizada apenas por um examinador nos estudos científicos e no acompanhamento clínico dos indivíduos.

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Vol. 101809-9246 ISSN No. 2, 2006 Rev. bras. fisioter. Vol. 10, No. 2 (2006), 205-211 ©Revista Brasileira de Fisioterapia

Adaptação da LDH ao LLLT e Treinamento Aeróbio

205

ADAPTAÇÃO ENZIMÁTICA DA LDH EM RATOS SUBMETIDOS A TREINAMENTO AERÓBIO EM ESTEIRA E LASER DE BAIXA INTENSIDADE
VIEIRA WHB 1, GOES R 1, COSTA FC 1, PARIZOTTO NA 1, PEREZ SEA 2, BALDISSERA V 2, MUNIN FS 3, SCHWANTES MLB 3
Laboratório de Eletrotermofototerapia, Departamento de Fisioterapia, Universidade Federal de São Carlos - UFSCar, São Carlos, SP
1 2 3

Laboratório de Fisiologia do Exercício, Departamento de Ciências Fisiológicas, UFSCar, São Carlos, São Carlos, SP Laboratório de Evolução Molecular, Departamento de Genética e Evolução, UFSCar, São Carlos, SP

Endereço para correspondência: Nivaldo Antonio Parizotto, Lab. de Eletrotermofototerapia, DeFisio, UFSCar, Via Washington Luís, Km 235, CP 676, CEP 13565-905, São Carlos, SP, e-mail: parizoto@power.ufscar.br Recebido: 12/04/2005 – Aceito: 09/03/2006

RESUMO
Objetivo: Verificar a atividade e padrão eletroforético da LDH em resposta ao exercício em esteira em ratos submetidos à fotoestimulação por laser de baixa intensidade (780 ηm). Método: Foram utilizados nesse estudo 54 ratos machos jovens (30dias), Winstar, com peso inicial médio de 112 ± 4,7g, os quais foram divididos em quatro grupos: dois permaneceram em repouso, GRC (grupo repouso controle, n= 9) e GRL (grupo repouso laser, n= 10), sendo o segundo irradiado por laser, e outros dois foram submetidos ao treinamento aeróbio e testes de esforço crescente em esteira (em degraus descontínuos) visando à determinação do limiar de anaerobiose (LA) durante 5 semanas, GEC (grupo exercício controle, n= 16) e GEL (grupo exercício laser, n= 19), sendo o último também irradiado por laser. O laser foi aplicado no quadríceps, glúteo máximo, sóleo e tibial anterior (TA), bilateralmente, imediatamente após cada sessão de treinamento, usando: 3,8J/cm2, 15mW, 10s, modo contínuo, durante 5 semanas. Amostras de sóleo, TA e coração foram removidas 48 horas após a última sessão de exercício para análise eletroforética e espectrofotométrica. A estatística foi realizada através do teste ANOVA e post-hoc de TUKEY. O nível de significância foi considerado (p≤ 0,05). Resultados: Foram observadas reduções na atividade da LDH causadas pelo laser (de 19% a 30%), exercício (de 41% a 66%) e as ações combinadas (de 47% a 66%) (p< 0,01). A eletroforese mostrou uma predominância da subunidade B para o sóleo e coração, e uma predominância da subunidade A no TA. Conclusões: Estes dados sugerem uma melhor resposta adaptativa dos animais ao treinamento aeróbio associado à terapia laser, no que se refere à otimização da via oxidativa. Palavras-chave: LDH, Eletroforese, treinamento de endurance, rato, LLLT.

ABSTRACT Adaptation of LDH Enzyme in Rats Undergoing Aerobic Treadmill Training and Low Intensity Laser Therapy
Objective: To analyze the activity and electrophoretic pattern of the enzyme LDH in response to treadmill training, in rats undergoing photostimulation using low-level laser therapy (LLLT) (780 ηm). Method: Fifty-four 30-day-old male Winstar rats initially weighing 112 ± 4.7g were divided into four groups. Two groups remained at rest: resting control group (RCG, n= 9) and resting LLLT group (RLG, n= 10). The other two groups underwent a five-week treadmill program of aerobic training and noncontinuous incremental effort tests, with the aim of determining the anaerobic limit. One of the latter was an exercise control group (ECG, n= 16) and the other was an exercise LLLT group (ELG, n= 19). LLLT was applied to the quadriceps, gluteus maximus, soleus and tibialis anterior, bilaterally, immediately after each training session, using the following: 3.8 J/cm2; 15 mW; time 10 s; continuous mode. Samples of the soleus, tibialis anterior and heart were removed 48 hours after the last exercise session for electrophoretic and spectrophotometric analysis. The statistical analyses used were the ANOVA and post-hoc Tukey tests. The level of statistical significance was set at p≤ 0.05. Results: Reductions in LDH activity caused by laser (from 19% to 30%), exercise (from 41% to 66%) and combined action (from 47% to 66%) were observed (p< 0.01). Electrophoresis showed predominance of subunit B in the soleus and heart, and predominance of subunit A in the tibialis anterior. Conclusion: The data suggest that the animals have an adaptive response to aerobic training with LLLT, towards optimizing the oxidative pathway. Key words: LDH, Electrophoresis, endurance training, rat, LLLT.

Baldissera V. Instrumentação O treinamento aeróbio e o teste de esforço crescente foram realizados em uma esteira ergométrica para animais de pequeno porte. O último dia da semana (sábado) serviu de descanso para os animais. totalizando 5 avaliações. duas isoformas homotetraméricas: a A4 (M4) ou LDH5. todas contribuindo para a maior disponibilidade de energia. Winstar. No entanto. pois é considerado um dos melhores meios para estudos de ajustes metabólicos (aspectos adaptativos) a variações nos parâmetros externos ou internos das espécies13. tendo em vista que essa é uma área de pesquisa inovadora. bras.10 quanto de alterações químicas (metabólicas) nessa organela citoplasmática. ao acaso.7. com fotoperíodo definido em 12 horas de claro e 12 horas de escuro. atuando. Costa FC.16. cada qual com 7 raias individuais. Uma relação B/A (atividade enzimática em baixa concentração / atividade enzimática em alta concentração de substrato) pode fornecer uma idéia do tipo de subunidade predominante em cada tecido. para ser utilizada na realização das atividades celulares. Por outro lado. pois. a isozima B4 é considerada como lactato oxidase.GEC (grupo exercício controle. Além disso. A associação dessas duas subunidades permite a ocorrência de. os primeiros eventos fotoquímicos e fotofísicos acontecem nas mitocôndrias. A2B2 (LDH3). os quais permaneceram em repouso.GEL (grupo exercício laser. sendo o segundo irradiado por laser.enzima terminal da glicólise anaeróbia) se constitui no mais estudado na maioria dos vertebrados. em ratos submetidos à fotoestimulação por laser de baixa intensidade (780 ηm) nos principais músculos da marcha. n= 9) e 2 – GRL (grupo repouso laser. como o aumento na taxa energética e síntese de ATP mediante modificações mitocondriais2-10. METODOLOGIA Animais Este experimento foi aprovado pelo comitê de ética em pesquisa em animais da UFSCar e seguiu os princípios estabelecidos pelo American College of Sports Medicine. três isoformas heterotetraméricas. foram submetidos a um protocolo de treinamento aeróbio em esteira realizado 5 vezes por semana (domingo a quinta-feira) durante 5 semanas e a testes de esforço crescente descontínuo em esteira. na manutenção do balanço redox durante períodos de escassez de O2. portanto. e B4 (H4) ou LDH1. Além dos efeitos do laser sobre o metabolismo energético. que apresentam características estruturais e funcionais próprias e são codificadas por dois loci diferentes. típica de músculo cardíaco. Alguns estudos sugerem que em células irradiadas. uma vez por semana. no dia seguinte ao último dia de treinamento semanal (sexta-feira). devidamente controlados investigando o efeito conjunto do laser e atividade física sobre a performance aeróbia. a atividade enzimática e padrão eletroforético da LDH em resposta ao exercício em esteira. fisioter. Os animais foram acondicionados em gaiolas coletivas e receberam ração peletizada e água “ad libitum”. sugere-se que o treinamento físico aeróbio também promova mudanças nas características estruturais e metabólicas do tecido muscular. o que permitiu que os animais se exercitassem . Assim. et al. na faixa de 22º-27ºC. Perez SEA. predominantemente aeróbio. cinco formas isozímicas/isofórmicas separáveis por eletroforese. Procedimentos Os animais foram aleatoriamente divididos em quatro grupos: 1 – GRC (grupo repouso controle. podendo ocorrer no potencial de membrana5. Portanto. Rev.11. tendo em vista que um grande número de enzimas é necessário na oxidação de nutrientes energéticos. típica de musculoesquelético predominantemente anaeróbio. em destaque a atividade de enzimas chaves de rotas metabólicas. a LLLT pode ser uma coadjuvante do exercício para o aumento da capacidade aeróbia de indivíduos. 54 ratos jovens (30 dias). de duas subunidades distintas: A (ou M) e B (ou H). geralmente. Durante o teste foram coletadas amostras de sangue para verificar o LA dos animais. evitando que o coração acumule lactato.12. e. Parizotto NA. n= 16) e 4 . “desvia” o substrato para o metabolismo aeróbio. tecido predominantemente aeróbio. n= 19). tendo em vista que alguns de seus achados sobre a bioenergética das células musculares se assemelham a algumas das adaptações musculares ao treinamento físico. permaneceram em sala com temperatura controlada. AB3 (LDH2)14.7g. bem como. não há relatos na literatura científica de estudos in vivo. No que se refere à atividade enzimática. 3 .6 e/ou em atividades enzimáticas4. Os outros dois grupos. pelo menos. via metabolismo aeróbio. em especial o de endurance. tem-se que a mensuração desta nas fibras musculares fornece uma indicação relativa de seu potencial de oxidação. sendo encontrada em tecidos com metabolismo. A3B (LDH4). Fizeram parte do estudo. sendo encontrada em tecidos com alto potencial glicolítico. Dentre os efeitos pode-se destacar os relacionados com a bioenergética. cujas alterações respiratórias são explicadas como resultado tanto de mudanças estruturais9. Essa enzima aparece no tecido das espécies em. favorecendo o uso da via aeróbia em detrimento da anaeróbia durante o exercício15. e assim. especificamente as respostas adaptativas do sistema isozímica da LDH. as quais são resultantes da associação. o objetivo desse estudo foi verificar possíveis adaptações bioquímicas referentes. INTRODUÇÃO A terapia laser de baixa intensidade (LLLT) é um recurso fisioterapêutico que possui propriedades especiais capaz de produzir efeitos bioquímicos e fisiológicos nos tecidos1. O sistema isozímico da lactato desidrogenase (LDH . n= 10). ainda pouco explorada. A isoforma A4 é considerada uma piruvato redutase. Goes R.206 Vieira WHB. com peso inicial de 112 ± 4. contendo três partes.

MÉDIA km/h 1. de alterações metabólicas do animal. 2. bilateralmente. até se atingir uma meta pré-determinada para o último dia de treinamento semanal (Tabela 1).5 ± 0. análise enzimática e eletroforese Nas análises enzimáticas foram utilizadas frações de músculo TA. Extração de tecidos. conforme preconizado por Moraska et al. refrigerado. Antes do início do teste de esforço foi retirada a primeira amostra (linha de base). conforme recomendado por Halsberghe20. seguidos de intervalos de dois minutos a cada bloco de exercício para a coleta de sangue diretamente da cauda do animal por meio de um tubo capilar previamente calibrado e heparinizado.50 ± 0. Teste de esforço e coleta de amostras de sangue O teste de esforço para a determinação do LA foi do tipo em degraus descontínuos com velocidades crescentes em esteira ergométrica.5 ml tipo “ependorff” contendo 50μl de anticoagulante (fluoreto de sódio).0 ± 1.28 27.12 1. Esta graduação teve o intuito de possibilitar uma boa adaptação dos animais ao treinamento e favorecer um predomínio no treinamento aeróbio.05 1.90 ± 0.05 DISTÂNCIA km 0.906 ± 0.31 ± 0. SEMANAS Nº início 1 2 3 4 5 TEMPO h 0. um máximo de 10 minutos de esforço diário e velocidade de 17. iniciou-se o treinamento aeróbio o qual apresentava um aumento diário na carga de trabalho (2 minutos no tempo e uma progressão variável na velocidade). aumentar a efetividade do laser. o sangue foi transferido para um tubo de capacidade de 0.16 ± 0.05 1. seguindo assim. primeiramente. totalizando oito aplicações por animal/dia.83 ± 0. Para a dosagem do lactato sanguíneo foi utilizado um lactímetro eletroenzimático YSI MODEL I500 Sport Lactate Analyzer. condicionamento do animal à esteira e treinamento aeróbio Todos os animais passaram. São Carlos.03 m/min 17. e conseqüentemente. por serem animais de hábito noturno. do metabolismo aeróbio. até atingirem.05 0.30 ± 0.5 (m/min) no 6º dia que era o grau de esforço preconizado para a fase inicial do treinamento.81 ± 0.56 ± 0.5 ± 4. A partir daí.134 ± 0. tendo em vista a maior eficácia do laser nessas condições2. segundo teste realizado por Langfort et al.0 ± 1. 10 No.05 0. dose= 3.76 29.Vol.17. com inclinação constante de 10%. no treinamento utilizado no estudo.47 30. cuja velocidade inicial foi de 13 m/min.46 25.47 . A depilação foi um meio de minimizar a reflexão e a refração. A análise em músculo cardíaco visou identificar Tabela 1. A irradiação foi realizada através de um equipamento laser na faixa espectral do infravermelho (GaAlAs). Brasil). O material retirado foi mantido.175 ± 0. durante o procedimento.09 ± 0.393 ± 0.26 1. com duração de três minutos.504 ±0. utilizando como parâmetros: Comprimento de onda 780ηm.09 0.18 e Pilis et al.14 21. sendo em seguida congelado em freezer até sua utilização na mensuração do lactato.13 VEL. visando aproveitar as condições de “estresse físico” e conseqüentemente.781± 0. no modo contínuo. a partir da progressão da carga de trabalho (tempo de atividade e velocidade). MÉDIA VEL.66 ± 0.05 0. com o intuito de garantir que eventuais modificações na atividade enzimática fossem decorrentes da aplicação do laser e não do efeito da última sessão de treinamento. As aplicações foram realizadas imediatamente após a corrida na esteira.00 ± 0. Depois. por 30 dias consecutivos. todas sobre a pele depilada. período do dia em que os ratos naturalmente entram em sua mais alta atividade.03 0. Classe IIIb-CEI-IEC 825-1 (MM Optics. Adaptação. As sessões foram sempre no início do crepúsculo. por um período de 6 dias consecutivos de adaptação e condicionamento à esteira. Essa determinação do LA por meio da lactacidemia teve o propósito de caracterizar a predominância. TA.08 1.03 1.8 J/cm2. potência= 15 mW. Irradiação por laser de baixa intensidade A irradiação por laser foi realizada diariamente. A escolha dos pontos sobre a musculatura das patas traseiras e a quantidade de pontos teve o objetivo de obter uma resposta mensurável em proporções sistêmicas.21. A velocidade da esteira aumentou em 4 m/min a cada intervalo de exercício.71 ± 0.19.11 1. utilizando-se a técnica pontual. sóleo e glúteo máximo). sóleo e cardíaco retiradas 48 horas após a última sessão de exercício. os animais foram submetidos a intervalos de esforço físico.05 0.09 1.0 ± 0. Em seguida. 2006 Adaptação da LDH ao LLLT e Treinamento Aeróbio 207 simultaneamente e isoladamente. até o momento da exaustão física. Valores médios (± DP) das metas semanais das variáveis relacionadas ao programa de treinamento aeróbio. As aplicações foram em número de quatro (quadríceps.5 ± 0.11 1.

Foi possível ainda identificar aparente ação sistêmica do laser baseado na diminuição da LDH em músculo cardíaco por meio da comparação. tendo em vista que esse tecido não foi irradiado.10 mM 120 90 60 30 0 ** ** ** ** ** ** ** ** ** Sóleo GRC (1) GRL (2) TA Coração GEL (4) GEC (3) b Figura 1. Perez SEA. em 1mM (a) e 10 mM (b) de piruvato. As cinéticas enzimáticas foram realizadas por meio de espectrofotometria. et al. bras. Padrão eletroforético Houve um predomínio da subunidade B para o coração e sóleo. Goes R. em ratos submetidos a um treinamento aeróbio em esteira e a fotoestimulação por laser de baixa intensidade. ao exercício (grupo 3) e somente ao laser (grupo 2). o presente estudo teve o propósito de investigar as possíveis adaptações bioquímicas relativas à atividade da enzima LDH. no que se refere ao padrão de atividade entre os grupos. O nível de significância foi considerado (p≤ 0. Foi possível ainda identificar uma semelhança no padrão de resposta nas duas concentrações estudadas. conseqüentemente. principalmente para o sóleo e coração (Figura 2b). fisioter. cujos resultados foram expressos em UI/g de tecido-1 (μmoles de substrato.01) para todos os tecidos.208 Vieira WHB. TA e coração) apresentaram comportamentos semelhantes. possíveis efeitos sistêmicos do laser. no que se refere à atividade enzimática e padrão eletroforético.g tecido-1. .min-1). fato este que justifica a necessidade e importância da realização de pesquisas envolvendo esse recurso fisioterapêutico. Primeiramente. em detrimento de respostas anaeróbias. Pode-se observar uma menor atividade de todos os grupos (4. e. pode-se observar que todos os tecidos estudados (sóleo. e um predomínio da subunidade A para o TA (Figura 3). Atividade da LDH 200 150 100 50 0 GRC (1) LDH . TA e músculo cardíaco dos quarto grupos estudados. tendo em vista os estímulos propostos (exercício e/ou laser) visarem respostas aeróbias. DISCUSSÃO O laser de baixa intensidade constitui-se. Análise estatística Os resultados são apresentados através da média e desvio-padrão. Costa FC. as evidências científicas e clínicas ainda são escassas e na maioria das vezes contraditórias. e ao seu padrão eletroforético. respectivamente. **significância estatística – p< 0. sendo que na menor concentração (1 mM) (Figura 1 a) o nível de atividade foi maior em relação à concentração maior (10 mM)(Figura 1 b ). Já as eletroforeses foram realizadas em gel de amido e as quantificações das intensidades relativas das isoformas da LDH foram obtidas pelo método de diluições seriadas de Klebe22. Tal resposta era de se esperar. Unidades são micromoles de substrato. relativo a atividade da LDH. seguidos do post-hoc de Tukey.minuto. as mais baixas no coração.1 mM ** ** ** ** ** ** ** ** ** Sóleo GRL (2) TA GEC (3) Coração GEL (4) a Atividade da LDH LDH . Razões B / A (atividade LDH em 1 mM / atividade em 10 mM de piruvato) Observaram-se razões B / A maiores que 1 (Figura 2a) e. de modo que foi evidenciado uma menor atividade dessa enzima (maior inibição) de todos os grupos em relação ao grupo controle. Assim. 3 e 2) em relação ao controle (1) (p< 0. a 25ºC. Parizotto NA. Valores são a média ± desvio-padrão. Baldissera V. principalmente. sendo as menores atividades detectadas nos grupos submetidos ao laser associado ao exercício (grupo 4). que ocupa posição chave no metabolismo glicolítico. No entanto. seguindo-se das em músculo sóleo. O LA de cada animal foi determinado por um examinador utilizando o modelo bi-segmentado no ponto de inflexão do teste de esforço crescente. RESULTADOS Atividade da LDH em 1 e 10 mM de substrato As atividades mais altas da LDH foram detectadas em extratos de músculo TA. dos grupos submetidos ao exercício e laser e seu respectivo controle (grupo 3). Atividade da Lactato Desidrogenase (LDH) em extratos de sóleo. Rev.05). g-1 de tecido fresco. em uma das modalidades bioestimulantes mais utilizadas na reabilitação.01. inibições em alta concentração de substrato (10 mM) para todos os extratos teciduais. atualmente. Foram utilizados os testes: ANOVA para analisar a variância entre os grupos.

minuto (UI). durante as maiores velocidades de corrida. pois. dentre outros fatores. sobretudo. num quadro de lesão tecidual.2 0. Corroborando tal hipótese. considerando que o TA possui metabolismo predominantemente anaeróbio24 e a LDH é uma enzima chave desse tipo de metabolismo. considerando que a resposta foi maior no grupo submetido ao laser mediante exercício físico. Isso parece estar relacionado com as características fisiológicas desse tecido (perfil b TA 3 UI/g tecido -1 2 1 0 GRC (1) GRL (2) GEC (3) GEL (4) B A c Figura 3. em tecidos com características fisiológicas predominantemente anaeróbias. maior resposta biológica final (fotomodulação).10mM % de inibição 80 60 20 0 Sóleo GRC (1) GRL (2) metabólico). . evidenciaram um maior estresse metabólico e. cujo ambiente celular apresenta condições (diminuição do pH e do suprimento energético O2) que favorece a maior interação da radiação com os tecidos.7.8 0.4 0 -1 Coração 40 B A TA Coração GEL (4) GEC (3) GRC (1) GRL (2) GEC (3) GEL (4) b Sóleo Figura 2. de tal forma que a resposta tende ser ótima quando o potencial redox celular se encontra alterado como. das condições metabólicas prévias do tecido. TA e músculo cardíaco dos quatro grupos estudados.Vol. é dependente. Assim.6 0.23 sugerem que a magnitude ou eficácia do efeito biomodulatório atribuído ao laser de baixa intensidade ao interagir com os tecidos biológicos. a 0. Foi possível identificar também uma ligeira tendência do músculo TA em apresentar maiores valores de atividade em relação ao sóleo e coração. portanto.4 0.21. atribuindo tal B/A 2 UI/g tecido 1. autores25. Razão B / A (a) e inibição da LDH em 10 mM de substrato (b) em extratos de sóleo.2 0 GRC (1) GRL (2) GEC (3) GEL (4) B A Autores2. e conseqüentemente. em extratos de sóleo. Padrão eletroforética da LDH. aumentada taxa glicolítica. por exemplo. provavelmente o “estresse metabólico” proporcionado pelo treinamento pode ter favorecido a maior ação do laser e conseqüentemente maior efetividade da resposta estimulatória do tecido. diferentemente de quando o ambiente celular encontra-se em condições de normalidade fisiológica. TA e músculo cardíaco dos quatro grupos estudados. investigando a influência da duração e intensidade do exercício sobre adaptações bioquímicas do musculoesquelético. 2. 2006 Adaptação da LDH ao LLLT e Treinamento Aeróbio 209 4 3 2 1 0 Sóleo GRC (1) GRL (2) TA GEC (3 ) Coração GEL (4) a Inibição da LDH . 10 No. g tecido-1. O teste de esforço crescente para a determinação do LA pode também ser um fator que influencie diretamente o aumento na atividade da LDH. Unidades são micromoles de substrato. já era de se esperar uma maior atividade nesse tecido.8 -1 UI/g tecido 0.6 1.

3. Karu TI. 4. Yu W. Karu T. J Clin Laser Med Surg 1998. Baldissera V. Perez SEA. verificada pela inibição da LDH. 175 (1): 95-9. Karu T. Markert CL. Formation of giant mitochondria in human blood lymphocytes after HeNe laser. Gonçalves RC. São Paulo: Manole. Laser de baixa intensidade: princípios e generalidades – Parte 1. Irradiation with He-Ne laser increases ATP level in cells cultivated in vitro. 156 (2): 978-86. Isso por sua vez. 16. Wilden L. A razão de atividade B/A pode fornecer uma idéia do tipo de subunidade predominante em cada tecido. Molinari S. Photochem Photobiol 1997. Apella E. Atlante A. et al. pode determinar o aumento na atividade de enzimas glicolíticas. Di Martinho C. Fisioterapia Brasil 2001. J Photochem Photobiol B: Biol 1995. São Paulo: Manole. fisioter. em destaque. 2. obtido através do método de diluições seriadas de Klebe22 nesses tecidos com características aeróbias. Segundo Almeida-val26 o aumento no produto do locus LDH-A* em determinado tecido pode estar relacionado a diferentes fatores. Passarella S. os dados encontrados nesse estudo sugerem uma resposta adaptativa dos animais aos estímulos específicos do treinamento aeróbio e fotoestimulação por laser de baixa intensidade. Dissociation of lactate dehydrogenase into subunits with guanidine hydrochloride. Photomodulation of Oxidative Metabolism and Electron Chain Enzymes in Rat Liver Mitochondria. Passarella S. Powers SK. Import of radiation phenomena of electrons and therapeutic low-level laser in regard to the mitochondrial energy transfer. bras. 6. 15: 191-9. principalmente em tecidos que apresentem uma predominância nesse tipo de fibra. 2 ed. Lasers Surg Med 1994. Nakamura H. Ortiz MCS. Boll Soc Int Biol Sper 1988. em relação ao TA cuja inibição variou entre (40% a 45%). Pastore D. bem como. considerando a divergência de resposta entre a razão B / A e padrão eletroforético encontrada para o TA. 14. Bakeeva LE. Biochem Mol Biol Int 1996. Portanto. 11. Succinic oxydase activity in He-Ne laser irradiated mitochondria. Mcgowan M. Morimoto Y. 27 (3): 608-17. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. Rodichen EB. 7. Wilmore JH. Fisiologia do exercício: teoria e aplicação ao condicionamento e ao desempenho. para os músculos sóleo e cardíaco como era de se esperar. 23 (10): 1703-17. Fisiologia do esporte e do exercício. Costill DL. Michelin IG. Biochem Biophys Comm 1961. 16 (3): 15965. IEEE J Quant elect QE 1987. 38: 25-30. 10. Parizotto NA. Passarella S. Ultrastructural changes in chondriome of human lymphocytes after irradiation with HeNe laser: appearance of giant mitochondria. possui pouca inibição em altas concentrações de substrato quando comparada à predominante em músculo cardíaco (B4 – LDH tipo cardíaco) que é fortemente inibida nessas concentrações. Kikuchi M. e não na isoforma A4 como retrata a literatura científica. 5. Costa FC. principalmente. Kippolito K. no sentido da otimização da via oxidativa. . Howley ET. 39 (1): 149-57. Bakeeva L. Por outro lado. principalmente pelas fibras tipo IIb. Rev. esse predomínio só ocorreu na forma de heteropolímero. 6: 171-6. Mol Biol 1993. Karu T. o que impediria o acúmulo de lactato nesses tecidos. Quartle IJ. Martino G. No entanto. Biochem Biophys Res Comm 1988. Photobiological fundaments of low power laser therapy. Effect of Low-intensity Argon Laser Irradiation on Mitochondrial Respiration. a falta de um predomínio de homopolímeros A4 em músculo anaeróbio (TA). 3 ed. 13. como a LDH . 64: 129-33. Increase in the ADP/ATP exchange in rat liver mitochondria irradiated in vitro by helium-neon laser. Karu. Pyatibrat L. o aumento da atividade glicolítica do tecido durante períodos de anaerobiose causada por uma diminuição da oferta de oxigênio no ambiente ou por um “estresse metabólico” decorrente de demandas energéticas maiores do organismo como no caso de um esforço intenso. 12. Arai T.210 Vieira WHB. 2000. 49: 1-17. Pastore D. Manteifel VM. Stimulation of ATP synthesis via oxidative phosphorylation in wheat mitochondria irradiated with helium-neon laser. tendo em vista terem se mostrado maiores que um. 2001. 8. J Photochem Photobiol B: Biol 1999. achado ao maior número do contrações musculares requeridas. As relações obtidas no presente trabalho sugerem um predomínio da subunidade B nos 3 músculos analisados. Goes R. o padrão eletroforético mostrou um predomínio da subunidade A para o músculo TA como já era de se esperar. Covello C. Carrinho PM. Parizotto NA. Bosco G. 2: 221-40. Increase of proton eletrochemical potential and ATP synthesis in rat liver mitochondria irradiated in vitro by helium neon laser. 15. Quagliariello E. J Photochem Photobiol B: Biol 1997. Tal achado é corroborado tanto pelo maior percentual de inibição à concentração de 10mM de substrato (51% a 65% em sóleo e 64% a 68% em coração). 27: 219-23. Casamassima E. torna-se necessário ressaltar um provável padrão regulatório complexo para as isoformas da LDH devido a restrição de expressão do locus LDH-A* nessas espécies de animais (ratos). Quarto E. Karthein R. Nakajima S. uma vez que a isoforma predominante em musculoesquelético de característica anaeróbia (A4 – LDH tipo muscular). Santos AAS. 66 (6): 866-71. Assim. Kalendo G. Primary and secondary mechanisms of action of visible to near-IR radiation on cells. FEBS 1984. Naim JO. Manteifel V. Lanzafame RJ. Ostuni A. bem como pelo predomínio da subunidade B. 9.

Kaciuba-Uscieko H. Moraska A. Comp Biochem Physiol 1993. Influence of exercise intensity and duration on biochemical adaptations in skeletal muscle. Paula-Silva MN. Halsberghe MJE. Duncam WP. Spencer RL. Pilis W. Deak T. Biochem Gen 1975.Vol. 24. Treadmill running produces both positive and negative physiological adaptations in Sprague-Dawley rats. 114a (1): 51-5. Langfort J. Am J Physiol Regulatory Integrative Comp Physiol 2000. Physiotherapy 1991. 2006 Adaptação da LDH ao LLLT e Treinamento Aeróbio 211 17. The efficacy of laser therapy for musculoskeletal and skin disorders: A criteria-based meta-analysis of randomized clinical trials. Physical Therapy 1992. Farias LP. Wojtyna J. 1992. 77 (3): 161-70. Fleshner M. Part I: background. . 72: 483-91. Pilis W. Bouter L. 28: 1257-63. 26. Terjung RL. A simple method for the quantitaion of isozyme patterns. Maryland: Williams & Wilkins. Partridge CJ. Comp Biochem Physiol 1996. Skeletal Muscle Structure and Function. Lieber RL. 23. 19. Abraham WM. Oostendorp R. 21. De Bie R. Biochemical adjustments to hypoxia in amazon cichlids. 25. Klebe RJ. Kaciuba-Uscieko H. Effect of Sustained Hyperadrenalinemia on Exercise Performance and Lactate Threshold in Rats. 18. Almeida-Val VMF. 11/12: 805-12. 10 No. J Appl Physiol 1982. Zarzeczny R. Nazar K. Estudo de Indicadores de Taxas de Metabolismo Aeróbio e Anaeróbio em Musculatura de Ratos em Resposta à Irradiação com Laser em Baixa Intensidade [Monografia]. Porta S. São Carlos (SP): UFSCar. A review of level laser therapy. 106A (2): 285-9. 279: 1321-9. 20. physiological effects and hazards. et al. Kitchen SS. Cuyper H. Beckerman H. Langfort J. Braz J Med Biochem Res 1995. Zarzeczny R. Implications for Rehabilitation and Sportes Medicine. 53 (4): 844-50. Dudley GA. 2003. Roth D. Nazar K. 2. 22. Anaerobic Threshold in Rats.

Caiçara. e-mail: karinasimone@hotmail.com Recebido: 03/05/2005 – Aceito: 07/12/2005 RESUMO Contextualização: A osteoartrite (OA) de joelho é uma doença crônica que acomete a cartilagem articular. A gravidade radiográfica foi analisada pela classificação Kellgren-Lawrence e o grau de obesidade pelo índice de massa corporal (IMC). in order to devise treatment and prevention measures. Conclusão: A intensidade de dor é um fator que influencia a realização de atividades funcionais em indivíduos obesos com OA de joelho.37 kg/m2. functional capacity. Radiographic severity was analyzed using the Kellgren-Lawrence classification and the obesity level was assessed using body mass index (BMI).65 ± 10. Universidade Federal de Minas Gerais UFMG. The greatest intensity of pain was reported during stair activities. dor e rigidez à movimentação.16 ± 8. fast gait. 10. especialmente para a locomoção.37 kg/m2. MG Correspondência para: Karina Simone de Souza Vasconcelos. provocando alterações ósseas. As queixas de dificuldades funcionais são freqüentes. . CEP 30720-530. ascending stairs and descending stairs. 2006 Vol. Palavras-chave: obesidade. Further studies are necessary for identifying the determining factors for functional capacity in such populations. torna-se importante compreender como a OA de joelho afeta a capacidade funcional humana. which people with knee osteoarthritis perform slower. Obesity is one of its principal risk factors. DIAS RC 2 1 2 Fisioterapeuta Departamento de Fisioterapia. osteoartrite de joelho. 2 (2006). Foram realizados quatro testes funcionais de velocidade: marcha usual e rápida. pain. Conclusion: Pain intensity is a factor that influences functional activity performance among obese individuals with knee osteoarthritis. fisioter. 470/101. bras. 2. Belo Horizonte. Method: Pain intensity was measured using the Western Ontario and McMaster Universities Index (WOMAC) questionnaire and during functional capacity tests. que se torna mais lenta. Com os crescentes níveis de obesidade no Brasil. with mean age of 51. Results: The sample consisted of 31 women and 4 men. it is important to understand how knee osteoarthritis affects human functional capacity. com idade média de 51.65 ± 10. Vol. Rua Zenite. grau de obesidade e duração dos sintomas na capacidade funcional de indivíduos obesos com OA de joelho. Objective: To examine the influence of pain intensity. mas outros estudos são necessários para identificar os fatores determinantes de capacidade funcional nesta população. Objetivo: Analisar a influência da intensidade de dor. Only pain intensity presented significant correlations with the results from the velocity tests. pain and stiffness during movement. Complaints about functional disability are frequent. dor. subir e descer escadas. especially for locomotion activities. radiographic severity. Método: A intensidade de dor foi medida pelo questionário Western Ontario and McMaster Universities Index (WOMAC) e durante os testes funcionais. Apenas a intensidade de dor apresentou correlações significativas com os resultados nos testes de velocidade.72 years and BMI of 41. With the increasing levels of obesity in Brazil. No.ISSN No. Four functional velocity tests were performed: usual gait. Resultados: A amostra foi constituída de 31 mulheres e 4 homens. DIAS JMD 2. capacidade funcional. gravidade radiográfica. As atividades em escadas estavam associadas a níveis mais intensos de dor. Key words: obesity. causing bone structure alterations. 213-218 ©Revista Brasileira de Fisioterapia Dor e Capacidade Funcional em Obesos com OA de Joelho 213 RELAÇÃO ENTRE INTENSIDADE DE DOR E CAPACIDADE FUNCIONAL EM INDIVÍDUOS OBESOS COM OSTEOARTRITE DE JOELHO VASCONCELOS KSS 1.72 anos e IMC médio de 41. a fim de se elaborar medidas de tratamento e prevenção.16 ± 8. MG. ABSTRACT Relationship Between Pain Intensity and Functional Capacity of Obese Individuals With Knee Osteoarthritis Background: Knee osteoarthritis is a chronic disease that affects joint cartilage. 101809-9246 Rev. knee osteoarthritis. Belo Horizonte. obesity level and symptom duration on the functional capacity of obese individuals with knee osteoarthritis. A obesidade é um dos seus principais fatores de risco.

o excesso de peso já supera os níveis de baixo peso em todas as regiões.1. Todos apresentavam marcha independente.05 (α) esta probabilidade de erro. espera-se um aumento na prevalência e nos gastos da saúde pública com as comorbidades associadas à obesidade. meniscais ou musculares diversas à OA. alguns voluntários faziam uso de analgésicos ou antiinflamatórios. sendo que 13% das mulheres e 8% dos homens no país são considerados obesos6. por profissionais de saúde que os atendiam e que estavam cientes das condições deste estudo. Zα/2 é o valor da ordenada da distribuição que deixa abaixo dele área igual a α/2. no qual os indivíduos relatam suas dificuldades. Estima-se que 4% da população brasileira apresente OA. parecer no ETIC 222/04 de acordo com a Resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde. Uma vez verificados os critérios de inclusão e exclusão. A seguinte fórmula foi utilizada: n= (z α/2 x ∂/ d)2. METODOLOGIA Aprovação Esta pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade. Por isso. a idade e o sexo15. A associação entre a OA de joelho e a obesidade também pode gerar maiores níveis de dor4 e de dificuldades funcionais5. déficits auditivos ou visuais que impedissem a realização dos testes e medidas. sendo mais comuns a menor velocidade para marcha10 e para subir ou descer escadas11. no Laboratório de Desempenho Motor e Funcional Humano da Universidade. dor e rigidez à movimentação1. foram incluídos 35 voluntários de ambos os sexos. em um delineamento transversal e observacional. Devido à sua especificidade para a OA de joelho. lúpus eritematoso sistêmico e doenças reumáticas sistêmicas. Um dos principais fatores de risco para esta doença é a obesidade3. Também foi analisada a influência da gravidade dos achados radiográficos. Dias JMD. entre eles a gravidade da doença13. com indivíduos com osteoartrite de joelho. com Índice de Massa Corporal (IMC) > 30 kg/m2. ∂ é o desvio-padrão da variável de interesse e d é tal que a probabilidade de um desvio d entre a média da variável de interesse (obtida no estudo) e a média real seja menor ou igual a α. para avaliar estas alterações objetivas12. INTRODUÇÃO A osteoartrite (OA) é uma doença crônica. Uma das formas de se avaliar os prejuízos funcionais associados à OA de joelho são os questionários. A compreensão do processo de alterações funcionais na OA de joelho pode contribuir para a elaboração de medidas de prevenção e tratamento em populações de risco como os obesos. especialmente nas atividades de locomoção. Foi utilizado como base para a análise estatística do cálculo amostral. ∂ Com base nestes cálculos. a amplitude de movimento e a força muscular14. prótese total ou parcial em um ou ambos os joelhos ou quadris. agudização da OA de joelho. o questionário Western Ontario and McMaster Universities Osteoarthritis Index (WOMAC)9 é um questionário amplamente recomendado para esse fim. Todos os voluntários assinaram e receberam uma cópia do termo de consentimento livre e esclarecido. como a OA de joelho. incluindo gastos com a Previdência Social8. Determinou-se em 0. Sendo observacional. além de uma maior necessidade de suporte social e familiar7. Onde: n é o tamanho da amostra. com 37% dos casos2. Dias RC Rev. Sabe-se que. artrite reumatóide. com o diagnóstico clínico e radiográfico de OA de joelho segundo os critérios de Altman et al. a OA de joelho gera gastos aumentados com tratamentos. α considerando-se aceitável um erro (d) menor que 1/3 de um desvio-padrão (∂). A intensidade de dor é um fator determinante para o relato de dificuldades16 e pode afetar as velocidades usual e rápida de marcha17. que exigem movimentação e descarga de peso sobre as articulações afetadas. bras. isto é. cardiopatias descompensadas. Foram excluídos indivíduos que apresentassem: dor no joelho ou incapacidade funcional referente a esta articulação devido a lesões ligamentares. doenças neurológicas que afetassem a locomoção. os indivíduos encaminhados eram convidados a participar deste estudo como voluntários. índice de massa corporal (IMC) e tempo dos sintomas de osteoartrite na capacidade funcional objetiva. Amostra A amostra foi selecionada por conveniência. no Brasil.214 Vasconcelos KSS. Por ser uma doença incapacitante. o objetivo deste estudo . da idade. sendo o joelho a segunda articulação mais acometida pela doença. Estes participantes eram encaminhados aos pesquisadores responsáveis. com baixos custos. Este estudo se propôs a analisar como a intensidade da dor pode influenciar a capacidade funcional objetiva de indivíduos obesos com OA de joelho. diversos fatores podem influenciar a capacidade funcional em indivíduos com OA de joelho. com voluntários participantes de ambulatórios de tratamento de obesidade ou de serviços de reabilitação de Hospitais Universitários e da Santa Casa de Misericórdia da cidade. a capacidade funcional objetiva. fisioter. Além da obesidade. testes de velocidade são considerados métodos confiáveis e simples. caracterizada por degeneração da cartilagem articular. o desvio-padrão estimado da variável de interesse. Uma vez que a OA de joelho é uma doença crônica. Indivíduos com OA de joelho também apresentam alterações funcionais objetivas. a partir de estudos que avaliaram medidas similares de velocidade de atividades em escadas11 e de marcha12. Por isso. fibromialgia.

16 ± 8. os voluntários percorreram o corredor uma vez. Os outros testes foram realizados em uma escada comum de prédio. momento em que era disparado o cronômetro. pouca. 2. Para análise dos dados. entre às 14 e 17 horas. os voluntários subiram e desceram os seis degraus uma vez. com intervalo de 15 a 30 segundos entre cada medida e 30 a 60 segundos entre cada tipo de teste. O nível de significância foi estabelecido como α = 0. com distância percorrida de 25 m.00 e máximo de 67.05. 2006 Dor e Capacidade Funcional em Obesos com OA de Joelho 215 foi retratar a capacidade funcional o mais próximo da realidade do dia-a-dia. eles foram instruídos a realizar a atividade “em um ritmo normal. A contagem de tempo era interrompida quando se alcançava o último degrau com os dois pés. clara diminuição do espaço articular e possíveis deformidades nas extremidades ósseas. A mesma escala foi utilizada para mensurar a dor durante a realização dos testes de capacidade funcional. Belo Horizonte. 10 No. com corrimão. intensa e muito intensa. Minas Gerais). Gravidade radiográfica Para avaliar a gravidade da OA de joelho através dos critérios Kellgren-Lawrence19. Para a relação da idade e obesidade com a capacidade funcional foi utilizado o teste paramétrico com o coeficiente de correlação linear de Pearson. Além das análises descritivas. A altura média dos voluntários foi de 1. estes níveis foram transformados respectivamente em 0. com o estímulo verbal “rápido. Também era permitido realizar os testes colocando os dois pés em cada degrau.5). A ordem dos testes foi aleatorizada por sorteio e os voluntários foram instruídos a utilizar um calçado usual. Análise estatística Os dados foram analisados com o software SPSS – Stastitical Package for Social Sciences (versão 11. a “caminhar o mais rápido possível”. intensa diminuição do espaço articular.Vol. foram examinadas radiografias da articulação tibiofemural em imagens ântero-posteriores. Para familiarização. esclerose grave e extremidades ósseas com deformidades definidas19. O mesmo padrão quanto ao uso do corrimão e o tipo de apoio eram utilizados durante todo o teste. . Dor O questionário WOMAC foi aplicado na sua versão traduzida e validada para o Brasil18 por meio de entrevista assistida.72 anos (mínimo de 29. moderada. eram orientados a “caminhar em um ritmo normal”.37 kg/ m2. O IMC médio foi de 41. Para os testes. foi utilizado o teste de correlação não-paramétrico com o coeficiente de Spearman para avaliar a relação da intensidade de dor e gravidade radiográfica com a capacidade funcional. Os testes de marcha foram realizados em um corredor plano e sem obstáculos. 25. grau III = múltiplos osteófitos. A coleta de dados foi realizada em uma única sessão. marcha rápida. A intensidade de dor foi representada pelos escores na seção de dor do questionário. Figura 1. 75 e 100. Kit para Avaliação Computadorizada de Rendimento Físico Multisprint®. Testes de capacidade funcional A capacidade funcional objetiva foi avaliada por quatro testes de velocidade: marcha usual. grau II = osteófitos bem definidos e possível diminuição do espaço articular. 50.57 ± 0.30 ± 25. Os voluntários iniciavam os testes ao comando “já” do examinador. Os três primeiros e os dois últimos metros foram desprezados como aceleração e desaceleração. nos níveis: nenhuma. que considerassem confortável e seguro. ou alternando o apoio com cada pé em um degrau. Desta forma. Para familiarização. Para medir a velocidade foram utilizadas células fotoelétricas (Kit Multisprint®. sempre olhando para frente. sendo permitido o uso do corrimão. grau IV = grandes osteófitos. rápido”. da maneira como tivessem costume de fazer no dia-a-dia”. RESULTADOS Amostra A amostra foi constituída por 31 mulheres e 4 homens.092 metros (m) e o peso médio foi de 102. Foram realizadas três medidas para cada teste. Para a marcha rápida. A figura 1 mostra o Kit Multisprint®.037 quilos (Kg). subir escadas e descer escadas. não foi recomendada a interrupção do uso deste tipo de medicamentos. Cada radiografia foi classificada por um examinador que desconhecia o estado clínico dos voluntários em: grau I = provável diminuição do espaço articular. A idade média foi de 51.65 ± 10. com possível osteofitose. com carga sobre os membros inferiores. utilizado para avaliar as velocidades de marcha usual e rápida.83). Para o teste de marcha usual. Inserra Indústria Mecânica LTDA.

85 ± 17.29 degraus/s e para descer escadas de 1. A maioria dos voluntários apresentou grau II (11 voluntários) e III (13 voluntários). respectivamente). p= 0. p= 0. Relação entre intensidade de dor e capacidade funcional O escore total da seção de dor do WOMAC não apresentou correlação estatisticamente significante com a velocidade de marcha usual (r= . foram observadas correlações inversas. p= 0. estatisticamente significantes. de marcha rápida (r= -0. foi considerado o resultado da articulação com maior grau.014) e de marcha rápida (r= -0. Níveis de dor durante os testes de capacidade funcional. pode-se dizer que a amostra apresentava um acometimento moderado da OA de joelho. Estes resultados demonstram a especificidade da dor na OA de joelho e a aplicabilidade do questionário WOMAC em analisá-la.14 ± 22. De maneira geral. Para a intensidade de dor durante os testes.68 37.3).42 ± 27. com a velocidade de marcha usual (r= -0. p= 0. p= 0.001). tanto no questionário WOMAC quanto na realização dos testes pode refletir o maior impacto na articulação do joelho que ocorre durante estas atividades. demonstrando a grande variação deste sintoma entre indivíduos com OA de joelho.14 ± 24. p= 0. uma vez que os principais alvos do tratamento para as pessoas que sofrem com a OA de joelho constituem a redução dos níveis de dor e a melhora na capacidade de realização das atividades funcionais.22.018 e r= -0. Os resultados deste estudo demonstraram correlações estatisticamente significantes entre intensidade de dor e capacidade funcional. p= 0. Capacidade Funcional A velocidade média de marcha usual foi de 1. apesar de não ter sido controlada a variável referente ao uso de medicamentos. considerando diferentes atividades funcionais. ao contrário da velocidade de descer escadas (r= -0.591.042). em relação à marcha no plano20.362.25 m/s.83.98. A tabela 1 apresenta os níveis médios de dor durante cada teste de capacidade funcional. nem com a velocidade de subir escadas (r= -0. Para a velocidade de marcha rápida e de descer escadas. p= 0. Para o item subindo ou descendo escadas. p= 0.072).058).40 e o item de intensidade de dor subindo ou descendo escadas de 62.130).308. Para subir escadas.180.47 ± 4. DISCUSSÃO Este estudo procurou compreender como a intensidade de dor influencia a capacidade funcional de indivíduos obesos com OA de joelho.039). não era uma atividade comum no dia-a-dia dos voluntários deste estudo.32.21 m/s e a de marcha rápida de 1. Já analisando o nível de dor no item caminhando no plano. a velocidade média do grupo foi de 0. ambas estatisticamente significantes. idade. de forma semelhante aos outros estudos21.57 ± 28. Tabela 1. Não houve correlação significante para o teste de descer escadas (r= -0. foram observadas correlações estatisticamente significantes e inversas (r= -0.35 26.02 ± 0.0. Ambas as variáveis são de grande relevância clínica. bras. Provavelmente estas duas atividades representam maiores desafios à capacidade funcional de obesos com OA de joelho.97 ± 0. Os resultados quanto à intensidade de dor mostraram altos valores de desvio-padrão. A marcha rápida. O tempo médio de início dos sintomas da OA de joelho foi de 6.025.261. p= 0. TESTE Marcha usual Marcha rápida Subir escadas Descer escadas † MÉDIA ± DP † 20. Em caso de discrepância entre os dois joelhos acometidos pela OA. obtivemos 33 radiografias. fisioter.033).68 DP= desvio-padrão Classificação Radiográfica Para a avaliação radiográfica da OA de joelho.411. p= 0.041) e para subir escadas (r= -0. não houve correlação significante entre intensidade de dor e velocidade de subir . Dias RC Rev.35 degraus/s.379.71 ± 25. Relação entre capacidade funcional e outras variáveis Não foram encontradas correlações estatisticamente significantes entre os resultados dos testes de velocidade e as de gravidade radiográfica. escadas (r= -0. foram encontradas correlações de fraca a moderada intensidade.74 32. p= 0. Dias JMD.16 anos.13 ± 0. IMC e tempo dos sintomas da OA de joelho. O escore da seção de dor do questionário WOMAC apresentou correlação significativa apenas com as atividades de marcha rápida e descer escadas. A intensidade de dor no item caminhando no plano estava correlacionada inversamente com a velocidade de marcha usual (r= -0.53 ± 0. Os maiores níveis de dor associados às atividades em escadas. O item de dor caminhando no plano apresentou valor médio de 33.346. foram observadas correlações moderadas tanto com a velocidade de marcha usual quanto com a velocidade de marcha rápida. Em termos clínicos e radiográficos. Dor A média do escore total da seção de dor do WOMAC foi de 42. Apenas um voluntário apresentava acometimento unilateral da OA de joelho.351.14 ± 26.216 Vasconcelos KSS.399.347. em especial.

não houve correlação significativa apenas para a velocidade de descer escadas. Alguns indivíduos relataram que poderiam realizar os testes com mais velocidade ou sem a ajuda do corrimão. não permitindo análises de alterações metabólicas ou composições de massa gorda ou magra. Ao responder um questionário sobre dor ao descer escadas. não é capaz de explicar as alterações e prejuízos funcionais associados à OA de joelho. Estudos demonstram que indivíduos com OA de joelho. Naimark A. diferentemente da relação entre a dor medida pelo questionário WOMAC e a velocidade para descer escadas. são capazes de modificar estratégias de movimento para reduzir a dor e o estresse articular23. Pode ser preciso descer vários lances de degraus para alcançar rapidamente um ônibus. nas condições do estudo. é provável que tenham associado o maior nível de dor àquela atividade. achados que não podem ser tomados como definitivos. Senna ER. Para muitos dos voluntários. extensão. 109:18-24. . o voluntário vai se reportar às escadas que utiliza no dia-a-dia. que pode ou não ser mais desafiador que as atividades funcionais do dia-a-dia. isoladamente. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. Pereira LVB. Por outro lado. os voluntários tenham se adaptado à tarefa de descer escadas.Vol. A variação da dor na OA de joelho de acordo com a atividade funcional realizada pode explicar este contraste. Walker AM. a atividade de descer escadas era especialmente mais dolorosa do que a de subir escadas. Não havia exigências de tempo. as demandas de uma mesma atividade podem variar. era provável o resultado quanto à ausência de correlação entre a gravidade radiográfica e as medidas de capacidade funcional. Prevalence of rheumatic diseases in Brazil: A study using the COPCORD approach. Felson DT. J Rheumatol 2004. apre- sentando. 2. A capacidade funcional humana é complexa e abrangente. Meenan RF. Altman R. entre eles os obesos. Borenstein D. uma vez que era permitido que o realizassem à sua maneira usual. Como a dor. forma e altura dos degraus. Development of criteria for the classification and reporting of osteoarthritis. o que pode refletir o tipo de pergunta deste item. apesar da possibilidade de sentirem dor mais intensa. Da mesma forma. O tamanho reduzido da amostra e os altos valores de desvio-padrão podem ter influenciado a ausência de relação entre algumas variáveis e a capacidade funcional. reduzindo a dor e sua influência na velocidade com que realizavam a atividade. Para a intensidade de dor durante os testes de capacidade funcional. Silva EO. correlação entre o estado da articulação fêmuro-patelar e as amplitudes de flexão realizadas durante as atividades em escadas. sua redução permanece como objetivo clínico importante. a velocidade representa apenas um dos aspectos referentes à realização de atividades funcionais como a marcha e o subir ou descer escadas.26. Um teste de capacidade funcional é realizado em um ambiente padronizado com demandas específicas. performance ou outros objetivos. Bole G. 10 No. como observado por outros estudos25. o teste de subir escadas parece ter alcançado as demandas funcionais que são influenciadas pelo nível de dor entre indivíduos obesos com OA de joelho. A incidência radiográfica em perfil não é considerada como mandatória para a classificação de gravidade radiográfica de Kellgren-Lawerence19. pode não representar a diversidade entre a progressão e a capacidade de adaptação entre os indivíduos com a doença. considerado isoladamente como um dos fatores de gravidade OA de joelho da doença. mas confirmam-se as evidências de que outros recursos de tratamento são necessários para minimizar os efeitos deletérios da OA de joelho na capacidade funcional e potencializar o uso e a proteção da articulação afetada. mas é possível que contribuísse de outra forma na influência sobre a capacidade funcional. Além disso. et al. houve correlação significativa apenas com a velocidade de descer escadas. Ciconelli RM. Como diversas estruturas contribuem para o funcionamento da articulação do joelho e as repercussões da OA de joelho não se restringem à parte óssea da articulação. Isto demonstra uma capacidade de atender a maiores demandas funcionais. Anderson JJ. por exemplo. 29 (8): 1039-49. apesar de um estímulo negativo como a dor. 3. Obesity and knee osteoarthritis: The Framingham Study. 2. de forma moderada. que. 31 (3): 5947. Ann Int Med 1988. 2006 Dor e Capacidade Funcional em Obesos com OA de Joelho 217 Quanto ao nível de dor no item subindo ou descendo escadas. Classification of osteoarthritis of the knee. se solicitados. Asch E. CONCLUSÃO Pode-se concluir que a intensidade de dor está relacionada à capacidade funcional objetiva de indivíduos obesos com OA de joelho. Barros ALP. o tempo dos sintomas. disponibilidade de corrimão. É possível que estes fatores não englobados pelo IMC tenham maior repercussão na capacidade funcional de indivíduos obesos. Também é importante lembrar que o IMC representa apenas uma alteração no equilíbrio energético do indivíduo. etc. Ao responder o questionário. É possível que o teste de descer escadas deste estudo fosse menos desafiador que as atividades funcionais dos voluntários. Arthritis Rheum 1986. ou descer calmamente três degraus na porta de casa. que variam em largura. A única demanda imposta era chegar ao final da escada. Além disso. Bloch D.24. É possível. Brandt K. envolvendo diversas outras características além do tempo despendido para a realização de uma determinada atividade27. et al. Este estudo apresentou considerações quanto a obesos com OA de joelho e seus resultados não podem ser generalizados para outros grupos com esta doença. que agrega duas atividades: subir e descer escadas. Costa IF.

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presenting abdominal and lower-womb pain. at a high sensory level for 50 minutes. fisioter. contendo em cada um deles 15 mulheres. A corrente utilizada foi a TENS convencional (F= 100Hz e T= 50μs). for the individuals in group A alone. Conventional TENS current (F= 100Hz and T= 50μs) with an asymmetrical bipolar pulse was applied through four siliconized and carbonized rubber electrodes. com intensidade em um nível sensorial forte. Results: There was a statistically significant difference between the pain intensities before and after TENS application. Key words: TENS. após cessar o efeito da anestesia. com pulso bipolar assimétrico. A rotina hospitalar de administração de fármacos não foi alterada e manteve-se similar em ambos os grupos. after interrupting the effect of the anesthesia. For the data analysis. GO Fisioterapeuta 2 Correspondência para: Gustavo Melo de Paula. podemos concluir que a aplicação da TENS pode constituir mais um recurso usado em mulheres submetidas à cesariana. gel e fita adesiva para a fixação dos mesmos de forma peri-incisional em técnica bipolar com dois pares de eletrodos cruzados. All were in the immediate postoperative period following cesarean surgery. Para a análise dos dados foi aplicado o teste t de Student. apenas nos indivíduos participantes do grupo A. Rio Verde. MOLINERO DE PAULA VR 1. à eletroestimulação e ao tratamento placebo por eletroestimulação. Resultados: Foi demonstrada uma diferença estatisticamente significante entre as intensidades da dor. . 2. 10. ABSTRACT Transcutaneous Electrical Nerve Stimulation (TENS) Following Cesarean Surgery Objective: To investigate the effect of transcutaneous electrical nerve stimulation (TENS) on pain in patients who underwent cesarean surgery. GO Recebido: 23/05/2005 – Aceito: 16/11/2005 RESUMO Objetivo: Verificar o efeito da aplicação da TENS no quadro álgico de pacientes submetidas à cirurgia de cesariana. cesarean. MATTEI K 2 1 Departamento de Fisioterapia. que foi aplicada através de quatro eletrodos de borracha siliconada e carbonada. A visual analog scale was used for quantifying pain intensity before and after electrostimulation. antes e após a aplicação da TENS.Vol. CEP 75900-000. using two pairs of crossed electrodes. Rio Verde. apto 904. Conclusion: For the experimental conditions in this study. respectivamente. it can be concluded that TENS application may constitute an additional resource for use on women who have undergone cesarean surgery. com faixa etária entre 16 e 35 anos. com a presença de dor abdominal e no baixo ventre. 2 (2006). Palavras-chave: TENS. No. Universidade de Rio Verde. They were divided into two groups of 15 women (A and B). cesariana. com um nível de significância de 5%. The hospital’s drug administration routine was not altered and remained similar in the two groups. voluntárias. submetidas. electrostimulation. Rua Avelino Faria 477. em período imediato de pósoperatório de cesariana. Centro. por 50 minutos. eletroestimulação. 219-224 ©Revista Brasileira de Fisioterapia Tens no Pós-Operatório de Cesariana 219 ESTIMULAÇÃO ELÉTRICA NERVOSA TRANSCUTÂNEA (TENS) NO PÓS-OPERATÓRIO DE CESARIANA MELO DE PAULA G 1. bras. Method: A sample of 30 female volunteers aged between 16 and 35 years old was recruited. 2006 Rev. para amostras pareadas. A Escala Visual Analógica (EVA) foi utilizada para a quantificação da intensidade da dor antes e após a eletroestimulação. using gel and adhesive tape to attach these electrodes around the incision. subdivididas em dois grupos A e B. Método: Foi utilizada uma amostragem de 30 mulheres. 101809-9246 ISSN No. DIAS RO 2. Group A was treated with electrostimulation and Group B received placebo treatment. Student’s t test for paired samples was utilized with a significance level of 5%. Conclusão: Levando em consideração as condições experimentais deste estudo. The application was bipolar. Vol.

a partir daí. bem como incentivar a regeneração e a cicatrização de diversos tecidos corporais1. em situações que envolveram a implantação de osteossínteses. Dias RO. Lantsev e Smirnov12 analisaram 210 mulheres no pósparto imediato de cesariana. que por sua vez atuam na inibição da retransmissão. divididas em dois grupos. uma vez utilizandose um nível de intensidade forte de eletroestimulação.220 Melo de Paula G. ou também denominada teoria das comportas medulares de Melzack e Wall6 . Navarro e Pacheco13 realizaram um estudo que envolveu 50 mulheres com dor pós-operatória de cesariana. bras.11 estudaram dois grupos de 25 mulheres. contrações musculares. profunda. os efeitos analgésicos relacionam-se com um mecanismo de “fechamento da entrada” nas colunas dorsais da medula espinhal e pode estar associada também com a liberação de opióides endógenos. Foi verificado que não houve diferença entre os dois grupos no que diz respeito ao período de permanência hospitalar. e no segundo. submetidas à cesariana. Rushton2 relatou que uma das principais correntes elétricas terapêuticas. Este recurso tem sido usado extensivamente em locais de atendimento à saúde para o manejo sintomático de dor aguda e dor crônica de origem benigna e também no atendimento paliativo da dor causada por doenças ósseas metastáticas e neoplasias3. tonificação ou relaxamento muscular. verificouse uma redução da administração de fármacos analgésicos no grupo experimental.5. Uma vez moduladas com parâmetros apropriados. estando baseada na liberação de opióides e na teoria do portão. A TENS constitui uma modalidade terapêutica não invasiva. O estímulo nervoso transcutâneo inclui a transmissão de corrente elétrica através da pele. em média.10 analisaram 18 mulheres no pós-parto de cesariana. bem como da quantidade de fármacos adicionalmente utilizados. melhoria do fluxo circulatório local. Sendo assim. como método de analgesia na dor pós-operatória. em reconstruções musculares e tendinosas. Os resultados demonstraram que em ambos os grupos houve a necessidade de administração adicional de medicação analgésica. não verificaram diferença significativa na redução da dor intraabdominal. drenagem de líquidos. que costuma ocorrer como resultado dos fármacos que são administrados durante a cirurgia. sendo que 46 delas utilizaram a TENS convencional no período imediato de pósoperatório e as outras 26 não utilizaram. com uma proporção de 77.5% de resultados bons e excelentes de analgesia nas pacientes do grupo submetido a TENS. ser conduzido pela fibra A-Beta até um conjunto de interneurônios. verificou-se uma maior redução da intensidade e do período de permanência da dor. considerada pelos autores como dose terapêutica. foi utilizado. sendo utilizada para o alívio da dor pela estimulação de nervos periféricos. INTRODUÇÃO A utilização de correntes elétricas terapêuticas constitui um dos vários recursos utilizados na fisioterapia. 6 . não houve diferença significativa no período de permanência hospitalar e na quantidade de fármacos utilizados no pós-operatório. respectivamente. a qual os autores atribuem ao acúmulo de gases e à redução do peristaltismo dos órgãos e vísceras abdominais. Hollinger9 realizou um estudo que envolveu 72 mulheres submetidas à cirurgia de cesariana.8. apenas 1 grama de dipirona via endovenosa. Os autores anteriormente citados propuseram que a condução das informações de dor aguda e crônica. sendo um deles submetido à aplicação da TENS convencional e o outro controle. bem como em cirurgias abdominais e pélvicas. que não apresenta efeitos colaterais ou interações com medicamentos. Molinero de Paula VR. cuja tradução em inglês referese a uma estimulação elétrica nervosa transcutânea. chamada TENS. Mattei K Rev. no entanto. divididas em dois grupos. a qual vai induzir a liberação destas substâncias a nível encefálico e medular2. é usada com finalidade de influenciar e modular o processo de neurocondução da dor e atuar sobre a liberação de opióides endógenos a nível medular e da hipófise. de meperidina administrada via venosa no grupo experimental foi de 511mg em comparação com 456mg utilizada no grupo controle. o qual vai atuar sobre os mecanoceptores periféricos.7. e. O primeiro foi submetido à aplicação da TENS convencional. utilizada em processos álgicos agudos e crônicos. em condições inflamatórias. dos estímulos dolorosos conduzidos pelas fibras A-Delta e Tipo C2. No entanto. de fácil manejo. a nível medular. Muito embora a TENS tenha sido estudada desde o final da década de 70. utilizando-se de eletrodos a nível da pele. mas no grupo que usou a TENS. Reynolds et al. Foi verificado efeito analgésico significativo em ambos os grupos. de diâmetro largo. transmitidas. tais como: promover analgesia. Os resultados demonstraram uma redução significativa da dor superficial e ao redor da sutura cirúrgica apenas no grupo experimental. utilizaram apenas medicação analgésica endovenosa. nas quais se aplicou a TENS convencional em 160 mulheres e as outras 50. pelas fibras A-Delta e Tipo C. A quantidade.4. ambas de diâmetros estreitos. poderiam ser inibidas pela atividade de fibras aferentes periféricas do tipo A-Beta. submetidos à aplicação real e placebo da TENS. e verificaram que em ambos os grupos. para controle da dor. trata-se de uma terapêutica ainda desconhecida por alguns profissionais da saúde e que apresenta algumas divergências de opinião em relação ao seu poder analgésico5. Lianza5 relatou que a dor pós-operatória em região abdominal causa um grande desconforto e costuma retardar . ou pela atividade de vias descendentes do cérebro relacionadas com a inibição da dor. Smith et al. estas correntes podem atuar em diferentes condições. fisioter.

no grupo A (média =2. CASUÍSTICA E MÉTODO Para a realização deste estudo foi utilizada uma amostragem total de 30 voluntárias. Segundo Polden e Mantle14 a TENS pode ser utilizada como recurso coadjuvante na situação específica do trabalho de parto.86 Kg) e no grupo B (média =62. foi aplicado o teste t de Student com um nível de significância de 5%. cujos partos. os pacientes novamente pontuavam a intensidade de suas dores na EVA. com escala numérica verbal (0-10). tendo como referência a intensidade inicialmente elegida por eles. aleatoriamente. promover efeitos colaterais para os pacientes. de baixo custo e de resolução rápida. inicialmente. Todas as participantes foram esclarecidas quanto aos procedimentos experimentais do estudo e após terem concordado em participar.7 e desvio-padrão (DP) =5. os mesmos elegiam um número representativo da intensidade de sua dor na EVA. este estudo teve como objetivo verificar o efeito da aplicação real e placebo da TENS no quadro álgico de pacientes no pós-operatório de cesariana. gel condutor e fita adesiva para fixá-los de forma periincisional em técnica bipolar cruzada na região de baixo ventre e um eletroestimulador KW modelo “Kinesis New Microcontrolled®”. o número de partos e o valor numérico representativo da intensidade da dor. A amostragem foi subdividida. a qual era modificada constantemente para a manutenção de uma sensação de formigamento intenso na região de baixo ventre das parturientes. diferindo-se apenas no que diz respeito à regulagem da intensidade da corrente. incluindo a aplicação endovenosa de cerca de 400mg de meperidina.17 a dor tende a ser minimizada e melhor suportada pelas pacientes. novo e devidamente calibrado pelo fabricante. Foi utilizada a corrente TENS convencional (F= 100Hz e T= 50μs) com pulso bipolar assimétrico. em dois grupos A e B. baseada na fisiologia da dor a partir da teoria do controle de comportas medulares e liberação de opióides endógenos. efetuada sempre por um único observador. foram utilizados 4 eletrodos de 15cm2 (5cm x 3cm) de borracha siliconada e carbonada. com peso entre 60 e 130 Kilogramas (Kg). no máximo. e o grupo B. A identificação dos indivíduos participantes do estudo. RESULTADOS A amostra constou de 30 mulheres em período imediato de pós-operatório de cesariana com idade entre 16 e 35 anos. as quais foram esclarecidas previamente sobre este processo. mantiveram-se similares em ambos os grupos. 2006 Tens no Pós-Operatório de Cesariana 221 o retorno dos indivíduos às suas atividades de vida diária. Como critério de inclusão a parturiente deveria apresentar uma intensidade de dor superior à zero na Escala Visual Analógica (EVA). à medida que ocorre mais de dois partos. para que houvesse. também com 15 mulheres. a idade. Durante a realização da eletroestimulação. Decorridos 30 minutos após cessar a eletroestimulação com a TENS convencional no grupo A e TENS placebo no grupo B. foram realizados na Maternidade Augusta Gomes Bastos. situada no município de Rio Verde-GO.87 e DP =14. com exposição da área abdominal e de baixo ventre.55 Kg). realmente. com o intuito de facilitar o processo de analgesia durante e no pós-parto e minimizar o desconforto e as complicações para os pacientes. sendo o cálculo feito pelo contador de tempo do aparelho. foram posicionados em decúbito dorsal no leito hospitalar. assinaram um termo de consentimento informado segundo resolução CNS 196/1996. uma situação de dor presente. O grupo A constou de 15 mulheres.Vol. com escala numérica respondida verbalmente (0-10) e ser primigesta ou ter sido submetida. do tipo cesariana.66 anos). Para os indivíduos do grupo B. que foram submetidas à eletroestimulação por TENS. Antes da eletroestimulação dos indivíduos do grupo A. pois segundo alguns autores16. Ferreira e Payno15 relataram ainda que este recurso terapêutico se constitui num método simples. 10 No. foi submetido apenas a um tratamento placebo por eletroestimulação. sendo as parturientes esclarecidas que a sensação inerente à aplicação deste recurso seria a presença ou ausência de uma sensação de formigamento na região estimulada. e logo após. e sendo assim. em período imediato de pós-operatório. para facilitar o posicionamento dos eletrodos e ser efetuada a aplicação da TENS. foram adotados os mesmos procedimentos. podendo favorecer ainda a redução e ou até mesmo a eliminação da administração de fármacos no pós-parto. por 50 minutos. Os procedimentos de rotina adotados pela equipe de saúde. os mesmos costumam fazer uso de recursos farmacológicos e não farmacológicos apresentando cada um deles vantagens e desvantagens. sem. prático.13 e DP =3. e após a . 2.98 anos) e no grupo B (média =23. no entanto. a dois partos anteriores. com intensidade modulada em um nível sensorial forte. e isto poderia interferir nos resultados do estudo.23 e DP =18. aplicada após cessar o efeito da anestesia. no grupo A (média =71. que lhes eram repassadas pelo observador. Com o objetivo de verificar a existência ou não de diferenças estatisticamente significantes entre as intensidades da dor inicial e após a aplicação de eletroestimulação nos indivíduos do grupo A e tratamento placebo nos indivíduos do grupo B. ficando o aparelho desligado a fim de se proceder com um efeito placebo. o peso. Levando em consideração as vantagens inerentes a analgesia que pode ser produzida pela TENS. com faixa etária entre 16 e 35 anos.

sem apresentar efeitos colaterais ou interação com os medicamentos administrados. Na modulação dos parâmetros da corrente utilizada neste estudo. a qual nós acreditamos estar relacionada com uma ansiedade intensa apresentada por esta paciente. seguimos a metodologia de Navarro e Pacheco13 e os preceitos de Lianza5. tal qual a TENS. houve aumento da intensidade da dor. e em três delas. quatorze mulheres. em condições álgicas diversas.5 58 60 130 68 64 72 62 63 2 1 2 2 2 2 2 2 2 2 2 1 2 2 1 5 3 5 5 8 9 7 10 5 7 5 9 10 9 8 0 0 0 2 5 8 0 2 0 0 10 0 0 0 0 . com 4 eletrodos cruzados e dispersos nos dermátomos de T11 e T12. em Tabela 1. o que não foi verificado em nenhuma outra parturiente. foi aumentada. Dados relativos aos indivíduos do grupo A (tratado). que se mostrou bem efetiva no alívio da dor pós-operatória de cesariana. atribuída ao choro prolongado apresentado por ela. Dias RO. a EVA verbal. foi verificada uma regressão e. o qual permitiu-nos verificar uma redução significativa da intensidade da dor somente nos indivíduos do grupo A. Para comparar as intensidades da dor no início e após a aplicação da TENS convencional e placebo nos grupos A e B. Mendoza et al. efetivos e de fácil reprodutibilidade. com outros recursos farmacológicos de analgesia. para permitir uma analgesia rápida e mais efetiva nas dores agudas das nossas voluntárias. com parâmetros de freqüência alta. Van de Spank18. bras. sem custos adicionais. Mattei K Rev. DISCUSSÃO Muito embora alguns autores9. tanto no pré quanto no pós-parto. fisioter. a intensidade da dor manteve-se constante. Navarro e Pacheco13. e. incluindo àquela presente no pós-operatório de cesariana. a qual se atribui à meperidina introduzida via endovenosa. com valores Identificação Idade (anos) Peso (Kg) Partos EVA inicial EVA após a TENS 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 20 18 34 20 25 27 31 20 16 19 26 17 27 28 18 79 58 59 68 67 95 65. Já no grupo experimental. sendo que em dez pacientes. conforme descrito e aplicado em condições semelhantes às nossas por Lantsen e Smirnov12 e Navarro e Pacheco13. nos grupos A e B. estão descritos nas tabelas 1 e 2. o qual considera que a aplicação de uma corrente elétrica analgésica. até mesmo. no grupo submetido à eletroestimulação placebo. eliminação total da intensidade da dor. aplicados em situação de assistência obstétrica. em associação ou não. baixa largura de pulso e intensidade forte. É bem interessante observar que neste estudo foi verificado. os nossos resultados corroboram com os de Lantsen e Smirnov12.222 Melo de Paula G. Em relação à colocação dos eletrodos. situados na região de baixo ventre. utilizamos uma modalidade de TENS convencional. Vale ressaltar que para o manejo e a quantificação da dor das pacientes que participaram deste estudo foram utilizados recursos simples. respectivamente.19 e Van der Ploeg20 os quais verificaram a efetividade da TENS. é mais efetiva para reduzir um quadro de dor presente nesta região. utilizou . eletroestimulação e o tratamento placebo. em apenas uma delas. Molinero de Paula VR. sendo que. uma regressão da dor em somente dois pacientes.se o teste t de Student (p< 5%).10 não tenham verificado efetividade da TENS na promoção de analgesia.

66 (1): 36-8. 27 (6): 596-603. São Paulo. podendo ser aplicada também antecipadamente. Gladstone N. 1a ed. Starkey C. 2001. 3a ed. Medicina de reabilitação. Wells G. anatomy. Shea B. 2. Guralnick MS. 1997 Oct. Wall PD.Vol. Marchand S. 2006 Tens no Pós-Operatório de Cesariana 223 Tabela 2. pela simplicidade. Johnson MI. 2. especialmente através de estudos clínicos randomizados e controlados. . Transcutaneous electrical nerve stimulation after cesarean birth. direto e prático de avaliação da dor. (128): 314-24. Jeans ME. sem contar que os pacientes não ficam sobrecarregados em preencherem formulários extensos ou complexos. Ann Pain 1996. P. Ann British Journal of Midwifery 1997. et al. Milne S. 5. 2001. Pain mechanisms: a new theory. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. 200-4 6. Brosseau L. podemos concluir que a utilização da TENS pode constituir mais um recurso analgésico. durante e no pós-parto. Guanabara Koogan. 150 (699): 971-9. que avaliem a efetividade isolada da TENS ou em associação a determinados fármacos. 7. Smith CM.5 52 57 60 50 53 52 74 60 104 48 58 77 57 80 1 2 1 2 1 1 1 1 2 2 2 2 2 1 1 5 5 7 5 5 10 4 10 9 5 5 8 8 6 10 0 2 7 5 5 10 4 10 9 6 5 8 9 9 10 numéricos (0-10). Transcutaneous electrical neurostimulations: a new therapeutic modality for controlling pain. Ann Phys Ther 1986. Reynolds RA. 24 (8): 407-15. 380-82. bastante viável. Pain: theory. continua havendo a necessidade de investigações sistematizadas. 11. 27 (2): 181-93. CONCLUSÃO Levando em consideração as condições experimentais deste estudo. sem sofrer influência de barreiras lingüísticas e culturais. 8. Electrical stimulation in the treatment of pain. praticidade e viabilidade econômica. Robinson V. para o controle da dor em mulheres submetidas à cesariana. Melzack R. Transcutaneous electrical nerve stimulation for reducing narcotic use after cesarean section. The effects of transcutaneous electrical nerve stimulation on post-cesarean pain. 4. Greer KR. Rushton DN. Rio de Janeiro. Crit Care Clin. 10 No. Transcutaneous electrical nerve stimulation (TENS) in the management of labour pain: the experience of over ten thousand women. Ansari AH. Dados relativos aos indivíduos do grupo B (placebo). Lianza S. 32 (11): 843-6. Manole. Clin Orthop Relat Res. a qual se constitui num método rápido. 10. Efficacy of the transcutaneous electrical nerve stimulation for the treatment of chronic low back pain. Science Nov 1965. 3. Ersek RA. Ann J Reprod Med Nov 1987. Recursos terapêuticos em fisioterapia. Gelfand MM. 6 (2): 227-34. Ann Spine 2002. 9. contendo múltiplas perguntas. Entretanto. Hoyt JW. Ann Disability and Rehabilitation 2002. 1990 Apr. and physiology. P. 5: 400-5. Identificação Idade (anos) Peso (Kg) Partos EVA inicial EVA após a TENS 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 24 23 20 23 19 16 22 22 35 25 23 23 21 31 25 70. Hollinger JL.

Ann Ginecol Obstet Mex 2000. Van der Spank JT. Murphy-Black T. 6: 66-9. The meaning of labor pain.224 Melo de Paula G. São Paulo. Mattei K Rev. 68: 75-78. Smirnov AA. Transcutaneous electric stimulation (TENS) to reduce pain after cesarean section. 15. Lantsev EA. bras. Eletroestimulação nervosa transcutânea como recurso de alívio da dor no trabalho de parto. Pacheco CM. Mendoza MP. Ann Arch Gynecol Obstet 2000. Efectividad de la Estimulcion Electrica Transcutanea (TENS) en el alivio del Trabajo de Parto. . Reyes E. Simkin P. Santos. 16. Villeges ST. 1997. Navarro NC. Molinero de Paula VR. 23 (2): 60-65. Van der Ploeg JM. 264 (3): 131-136. 200-10. 2a ed. 19. Birth 2000 Dec. Pain relief in labor by transcutaneous electrical nerve stimulation (TENS). Mantle J. Polden M. 27 (4): 244-53. Lopez FB. Transcutaneous nerve stimulation (TENS) during the first stage of labour: a randomized clinical trial. fisioter. Ann Anesteziol Reanimatol 1990. 68: 60-3. Payno SMA. 18. Niven CA. 13. Ann Rev Mex Anest 2000. 14. Femina 2002: 30 (2): 83-6. Birth 2000 Dec. P. The use of transcutaneous electric neurostimulation for postoperative analgesia in parturients undergoing cesarian section. Ferreira CHJ. Ann Pain 1996. 20. Memory for labor pain: a review of the literature. 12. 27 (4): 254-5. Villa Verde CA. Dias RO. Fisioterapia em ginecologia e obstetrícia. 17.

nine and twelve months using the Alberta Infant Motor Scale. These practices could influence infants’ motor development. SP Correspondência para: Profa. Objective: To verify the influence of daily child-rearing practices on the motor development of healthy infants from their sixth to twelfth months of life. CEP 13400-911. in relation to sitting. Key words: motor development. At each assessment. bras. Rodovia do Açúcar Km 156. Faculdade de Ciências Médicas. and by staying on the floor in relation to being in a baby buggy. predominantemente adotadas no cuidado diário do lactente durante os períodos de vigília. Em cada avaliação/idade a mãe respondeu a um questionário fechado sobre práticas. The infants’ predominant posture. and utilization of the floor as a place to keep the infant. infant. paulalumy@uniararas. The predominant posture at the sixth month and the way of carrying the infants at six. Palavras-chave: desenvolvimento motor. Conclusions: The results suggest that practices that stimulate adoption of the hands-and-knees crawling posture. Method: Fourteen healthy full-term infants were selected and longitudinally assessed at the ages of six. Universidade Estadual de Campinas. Faculdade de Ciências da Saúde. Conclusão: Os resultados sugerem que as práticas que estimulam a adoção da postura de quatro apoios e a utilização do chão como local de permanência influenciam positivamente o desenvolvimento motor de lactentes saudáveis a partir do 6º mês de vida. nascidos a termo e saudáveis. . the mothers answered a closed questionnaire about their main daily childcare practices when the infant was awake. child-rearing practices. por meio dos quais as mães/cuidadores desempenham suas tarefas maternais. utilizando-se a Alberta Infant Motor Scale. 2. the places where they were usually kept and how mothers carried the infants in their arms were evaluated. Faculdade de Ciências da Saúde. Centro Universitário Hermínio Ometto. Centro de Investigações em Pediatria. Araras. prone or supine postures. ABSTRACT Influence of Child-Rearing Practices on Infants’ Motor Development Between the Sixth and Twelfth Months of Life Background: Child-rearing practices are defined as specific behavioral patterns used during maternal duties. Results: Motor performance at the ninth month was positively influenced by predominance of the hands-and-knees crawling posture. em relação à sentada e prono ou supino e pela permanência no chão em relação ao carrinho de bebê. utilizadas no cuidado diário de lactentes saudáveis. Método: Selecionados 14 lactentes.br. Estas práticas poderiam influenciar o desenvolvimento motor de lactentes. Considerou-se neste estudo a postura predominantemente adotada pelo lactente. sobre seu desenvolvimento motor do 6o ao 12 o meses de vida. 225-231 ©Revista Brasileira de Fisioterapia 225 INFLUÊNCIA DE PRÁTICAS MATERNAS NO DESENVOLVIMENTO MOTOR DE LACTENTES DO 6º AO 12º MESES DE VIDA SILVA PL1. it was positively influenced by hands-and-knees crawling and standing postures. Universidade Metodista de Piracicaba (FACIS/UNIMEP). No. SP 3 Departamento de Neurologia. At the twelfth month. GONÇALVES VMG 3 1 2 Departamento de Fisioterapia. lactente. 101809-9246 Influência de Práticas Maternas no Desenvolvimento Motor de Lactentes ISSN No. Programa de Pós-Graduação em Fisioterapia – Bloco 07. avaliados longitudinalmente no 6º.Vol. 9º e 12º meses de vida. Piracicaba. 10. 9º e 12º meses de vida não influenciaram o desempenho motor do grupo estudado. e-mail: dcsantose@unimep. 2 (2006). No 12º mês houve influência positiva da predominância na postura de quatro apoios e em pé. Vol. SANTOS DCC 2. Denise Castilho Cabrera Santos. ambiente. práticas maternas. Piracicaba. Dra. environment. local preferencial de permanência e a forma de carregar o lactente no colo. Objetivo: verificar a influência de práticas maternas. Resultados: No 9º mês de vida o desempenho motor dos lactentes foi influenciado positivamente pela predominância na postura de quatro apoios. positively influence the motor development of healthy infants from six months of age onwards. fisioter. SP Programa de Pós-Graduação em Fisioterapia. Universidade Metodista de Piracicaba. nine and twelve months did not influence motor development in the study group. 2006 Rev.br Recebido: 03/06/2005 – Aceito: 22/02/2006 RESUMO Contexto: Práticas maternas são comportamentos específicos. Campinas. SP. A postura predominante no 6º mês de vida e a forma de carregar o lactente no 6º.

prono.3. quadrado.79 (+0. quando aplicado à evolução da criança. infecções do sistema nervoso. Fisioterapeutas. dependem.7. Desta forma a identificação dessas práticas e o conhecimento de sua influência sobre o desenvolvimento motor de lactentes podem ser ferramentas valiosas na direção da promoção do desenvolvimento infantil. o presente trabalho objetiva verificar a influência de práticas maternas. fisioter. o local onde a criança permanece a maior parte do tempo (categorias: berço. sem intercorrências pré-natais ou neonatais. as desvantagens ambientais podem influenciar negativamente a evolução do desenvolvimento das crianças2. que teriam efeito positivo no desempenho motor de lactentes saudáveis. nascidos a termo com idade gestacional média de 39 semanas (+ 1. significa constante observação no crescimento das estruturas somáticas e aumento das possibilidades individuais de agir sobre o ambiente1. MATERIAL E MÉTODOS Sujeitos Participaram do estudo 14 lactentes saudáveis (seis do sexo feminino e oito do sexo masculino). cadeira de bebê. asfixia neonatal. alterações sensoriais. Dentre os fatores ambientais influenciadores do desenvolvimento. 3. nascidos a termo com idade gestacional (IG) entre 37-41 semanas 12. O ambiente positivo age como facilitador do desenvolvimento normal. Gonçalves VMG Rev. bebê conforto. Santos DCC. em alguma extensão. 2. e a forma predominante de carregar o lactente no colo (na coleta desta informação levou-se em consideração a postura adotada pela mãe e bebê quando solicitado às mesmas que mostrassem para a pesquisadora como costumeiramente carregavam seus filhos no colo). deitado de lado. Considerouse neste estudo. INTRODUÇÃO O primeiro ano de vida da criança é caracterizado por grandes mudanças. sentada e em pé. quatro apoios ou em pé). por meio dos quais as mães/cuidadores desempenham suas tarefas maternais10. inúmeras vezes durante os primeiros estágios da vida. portadores de infecções congênitas (STORCH-HIV) diagnosticadas no período neonatal.71 gramas (+ 356. supino. 9º e 12º meses de vida.8. Devem ser considerados na avaliação a descarga de peso. índice de Apgar médio de 1o e 5o minutos 8. dos pais para promover a saúde e desenvolvimento de seus pacientes11. as práticas maternas empregadas no cuidado diário de lactentes são uma constante em estudos que comparam diferentes populações9. que atuam com crianças. com peso médio ao nascimento de 2950. índice de Apgar maior ou igual a sete no 1’ e 5’ minuto de vida. sinais de comprometimento neurológico (convulsão. Com base nesses pressupostos. nomeadamente práticas maternas. Critérios de exclusão: malformações congênitas (musculoesqueléticas). O termo desenvolvimento. Ficha de registro da Alberta Infant Motor Scale (AIMS)13.226 Silva PL. Segundo De Vries as experiências culturais e ambientais podem levar os resultados do desenvolvimento para uma ou outra direção. 4. Roteiro de anamnese para dados neonatais. Estudos sobre o desenvolvimento motor têm encontrado diferenças nos padrões e épocas de surgimento de certas habilidades no primeiro ano de vida da criança. pois possibilita a exploração e interação com o meio. pouco se conhece sobre suas especificidades (comportamentos tipicamente empregados no cuidado da criança) e suas influências. a postura predominantemente adotada pelo lactente (categorias: prono. sentado. rotineiramente utilizadas no cuidado diário de um grupo de lactentes saudáveis. andador ou especificar outro local não contemplado no questionário).71 (+0.11). com objetivos dirigidos.58) respectivamente. A AIMS avalia o desenvolvimento motor de lactentes nas posições supino.61) e 9. Mais especificamente pretende-se contribuir para a identificação dos fatores ambientais. Possíveis explicações para este fato são as diferenças socioeconômicas e culturais entre os grupos estudados. carrinho de bebê.12). síndromes genéticas. Paralelamente aos fatores de risco biológicos. Critérios de inclusão: gestação de feto único. Questionário de práticas maternas: foi desenvolvido para esta pesquisa um questionário fechado com questionamentos sobre as práticas predominantemente adotadas no cuidado diário do lactente durante os períodos de vigília. Estas diferenças referem-se tanto a grupos culturais distintos como entre lactentes do mesmo grupo cultural5. sobre seu desenvolvimento motor do 6o ao 12o meses de vida. Práticas maternas são definidas como comportamentos específicos. alinhamento . hemorragias do sistema nervoso). Termo de consentimento livre e esclarecido. bras. Material 1.6. O ambiente em que o lactente vive pode dar diferentes formatos ou moldar aspectos do seu comportamento motor. seus atos e as repercussões no desenvolvimento. provavelmente promovendo ou inibindo taxas de maturação4. que influenciam o ambiente e as práticas maternas utilizadas no cuidado de lactentes. maternos e familiares. chão. Os resultados desse estudo contribuirão para o conhecimento das características da motricidade dos lactentes estudados e das práticas maternas que os circundam. Embora seja evidente que práticas maternas permeiam e influenciam o desenvolvimento tanto de crianças saudáveis como das crianças com alguma alteração. Profissionais engajados na intervenção precoce se preocupam com a relação entre as idéias dos pais sobre cuidados com a criança. acompanhados longitudinalmente no 6º. como práticas maternas. o ambiente desfavorável lentifica o ritmo de desenvolvimento e restringe as possibilidades de aprendizado da criança.9. Entretanto.

p< 0. salvo quando assumissem espontaneamente as posturas. p< 0. Adicionalmente esses resultados foram expressos em gráficos tipos Box-Plot considerando a distribuição do escore motor pelas categorias das práticas maternas. Aos 12 meses: as posturas predominantemente adotadas foram sentada por 21.85% eram segurados em pé e 57. embora sem significância estatística. quatro apoios e em pé por 42. 9º e 12º meses de vida. Procedimentos Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da UNIMEP (no. 10 No. Cada item observado recebe um crédito.15% sentados. essa medida foi importante para assegurar que os participantes não apresentassem diferenças no desempenho motor por discrepância em suas idades cronológicas. Análise Estatística Primeiramente foi realizada estatística descritiva. 94/03). Na aplicação deste questionário foi solicitado às mães que respondessem a alternativa que melhor correspondesse à sua realidade e do lactente. sentado e em pé. 2. 9º e 12º mês e 6º e 12º mês de vida (Teste de Wilcoxon. ao final da avaliação é realizada a soma dos itens observados em cada posição e calculado o escore total. Para análise da evolução do escore médio dos lactentes no 6º. 9º e 12º meses de vida (Teste de Friedman. os lactentes que aos seis meses de idade adotavam a postura sentada apresentaram melhor desempenho motor do que os . 9º e 12º meses de vida considerando a data de aniversário com variação de 7 dias14. Foram identificadas duas formas de carregar o bebê no colo durante o estudo: em pé segurado pelos glúteos com apoio no ombro da mãe e sentado de frente ou de lado.4% dos lactentes. local de permanência e forma de carregar no colo (variáveis independentes).3%. local de permanência e forma de carregar no colo com o desempenho motor dos lactentes no 6º.7% dos lactentes.3% dos lactentes. para as categorias de postura predominante. A comparação das práticas maternas pesquisadas com o escore motor foi realizada pelo teste de Mann-Whitney.7% dos lactentes. 2006 Influência de Práticas Maternas no Desenvolvimento Motor de Lactentes 227 postural e movimentos antigravitacionais. sempre na presença da mãe ou cuidador responsável. As avaliações duravam cerca de 20 a 30 minutos.4% e carrinho de bebê para 28.7% e sentado por 64. 2 (A e B) e 3 (A e B). local preferencial de permanência e forma de carregar o lactente no colo. Desta forma. o local preferencial de permanência foi o chão para 100% dos lactentes. O nível de significância adotado foi de 5%. As Figuras 1A. Na análise da influência das práticas maternas identificadas sobre o desempenho motor considerouse o escore médio obtido na AIMS (aos seis. B e C).57% sentados. Foram coletados.Vol. Aos nove meses: as posturas predominantemente adotadas foram prono ou supino por 14.0. considerando medidas de tendência central (média) e de dispersão (desvio-padrão) para as variáveis contínuas. Para aplicação foram utilizados brinquedos adequados à faixa etária.4%. Os lactentes foram avaliados utilizando a AIMS no 6º. na comparação de duas categorias. que então eram aleatórias. Entre o 6º e 9º meses de vida. Durante a avaliação as mães poderiam estimular seus filhos por meio de brincadeiras e brinquedos de forma natural a fim de possibilitar as observações. colchonete e banco para apoio. supino. Entre o 9o e o 12o meses 21. A análise do desempenho motor considerou como variável dependente o escore médio obtido pelo grupo na avaliação pela AIMS e a idade dos lactentes como variável independente. O programa estatístico utilizado foi o Statistical Package for Social Sciencies for Personal Computer (SPSS-PC) versão 11. 42. As avaliações foram realizadas no domicílio dos sujeitos com exceção de dois lactentes de 6 meses avaliados na Clínica de Fisioterapia da UNIARARAS. estão apresentadas nas figuras 1 (A. 1B e 1C indicam que o desempenho motor do grupo estudado foi positivamente influenciado pela adoção predominante de posturas que representam estágios motores mais evoluídos para cada uma das idades pesquisadas. A diferença foi significante entre o 6º e 9º mês. 43% eram segurados em pé e 78. os pais que concordaram em participar da pesquisa assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido. RESULTADOS Os lactentes apresentaram evolução significativa no desempenho motor de acordo com o aumento da idade cronológica no decorrer do 6º.9% e em pé por 35. sentado por 50% e quatro apoios e em pé por 35. 9º e 12º meses de vida foi utilizado o teste de Friedman e para comparação mês a mês foi utilizado o teste de Wilcoxon. os locais preferenciais de permanência foram chão para 71. nove e doze meses) como variável dependente. peso ao nascer e índice de Apgar. Em seguida eram posicionados em prono.6% dos lactentes. os lactentes eram despidos pelas mães e colocados sobre o colchonete. como recomendado por Bayley14.001). A identificação das práticas maternas características do grupo estudado foi expressa por meio de freqüências relativas. Antes de iniciar a avaliação. e pelo teste de Kruskall-Wallis na comparação de três categorias. As comparações das categorias de posturas predominante. maternos e familiares dos lactentes e preenchido o questionário sobre práticas maternas. Considerando o intenso ritmo de mudanças no desempenho motor no primeiro ano de vida. para caracterização da amostra.001). idade gestacional. os locais preferenciais de permanência foram chão para 28. relacionado às categorias de postura predominante. Foram identificadas como práticas utilizadas no cuidado diário dos lactentes estudados as seguintes categorias relacionadas às idades: Aos seis meses: as posturas predominantemente adotadas foram prono ou supino por 35.6% e carrinho de bebê para 71. os dados neonatais.

p= 0.134 50 Escore AMS .Wallis.9 meses Kruskall . Embora sem significância estatística. com desempenho motor típico ou em franca evolução. Gonçalves VMG Rev.473). os quais buscavam um grupo de estudo saudável. Destaca-se que o máximo valor de escore obtido pelos lactentes que adotavam a postura sentada esteve abaixo do menor escore obtido pelos que preferiam as posturas em pé ou quatro apoios e em pé (Fig. As Figuras 2A e 2B indicam que a adoção do chão como local de permanência preferencial do lactente poderia influenciar positivamente seu desempenho motor.134).046). o percentil 75 foi praticamente igual nos dois grupos (p= 0. p= 0. DISCUSSÃO A análise da evolução do desempenho motor e os dados descritivos das características neonatais do grupo estudado revelam lactentes com desenvolvimento considerado típico. 1A. A figura 3A mostra que os lactentes carregados sentados de frente/lado apresentaram o valor mediano do escore abaixo do percentil 25 do grupo de lactentes carregados em pé sobre os ombros. Comparação do desempenho motor e a postura predominante aos nove meses (1B). A figura 3B mostra uma tendência dos lactentes que eram carregados sentados de frente/lado em apresentar escores mais altos. portanto. p= 0. As Figuras 3A e 3B indicam que não houve influência da maneira de carregar os lactentes no colo. Nota-se que a mediana do escore do grupo “chão” está acima do maior valor de escore obtido pelo grupo “carrinho de bebê” (Fig. a figura 2A mostra uma tendência dos lactentes que permaneciam no chão de apresentarem escores mais altos do que os que utilizavam preferencialmente o carrinho de bebê.Wallis.012). bras. Aos nove meses essa tendência se confirma e os lactentes que permanecem no chão apresentam escores significativamente mais elevados que os que utilizam o carrinho de bebê. Santos DCC. Comparação do desempenho motor e a postura predominante aos 12 meses (1C). p= 0. 1B. a comparação do local de permanência e desempenho motor não foi realizada. p= 0. Com 12 meses de vida todos lactentes estudados permaneciam no chão.228 Silva PL.6 meses Mann .6 meses 26 24 22 20 prono/supino sentado 1 A . Estes resultados espelham os critérios de seleção da amostra empregados neste estudo. 1C. Comparação do desempenho motor e a postura predominante aos seis meses (1A). Aos 12 meses a preferência das posturas em pé ou quatro apoios e em pé também esteve associada ao melhor desempenho motor. p= 0.9 meses 45 40 35 30 prono/supino sentado quatro apoios 1B Postura predominante . p= 0.018 Figura 1.Whitney. livre de indicadores de risco biológicos e com potencial para apresentar normalidade em seu desempenho motor. Escore AMS . A adoção preferencial da postura de quatro apoios se associou significativamente ao melhor desempenho motor aos nove meses de vida. Escore AMS . identificadas neste estudo.012 * 11 55 50 45 sentado quatro apoios/ em pé em pé 1C Postura predominante .Postura predominante . 2B.12 meses Kruskall . comparada às posturas sentado e supino ou prono (Fig.363). aos seis meses de vida. Entretanto. fisioter. .018). e o desempenho motor dos seis aos nove meses e dos nove aos doze meses de vida. pôde-se analisar e entender os resultados do desempenho motor avaliado no 6º. apresentando diferenças estatisticamente significante entre as idades estudadas.12 meses que permaneciam em supino ou prono (Fig. 9º e 12º meses de vida relacionando-os ás diferentes categorias de práticas maternas identificadas neste estudo. porém as medianas coincidem e não há diferença estatisticamente significante (p= 0. A partir da caracterização deste grupo.

2006 Influência de Práticas Maternas no Desenvolvimento Motor de Lactentes 229 Escore AMS . p= 0. em pé sobre os sentado de frente ou ombros de lado 3 B Forma de carregar no colo de 9-12 meses Mann . De maneira geral os resultados desse estudo indicam que as práticas maternas pesquisadas influenciaram o desempenho motor deste grupo de lactentes a partir do 9o mês de vida.473 Figura 3. e a falta de costume em posicionar o lactente em prono pode atrasar as habilidades de apoio nas mãos e engatinhar19. 2. 10 No. p= 0. p= 0.9 meses Mann .Whitney. do ambiente onde está inserida ou do treino específico de alguma habilidade6.046 Figura 2.8. Comparação do desempenho motor e o local de permanência aos nove meses (2B). p= 0. comparados aos americanos. Comparação do desempenho motor e o forma de carregar o lactente no colo do 6o ao 9o mês (3A).6 meses Mann .16.312 Escore AMS .6 meses 26 24 22 20 carrinho chão Escore AMS . que são colocados mais freqüentemente na posição supina para brincar. Lactentes africanos demonstram precocidade nas habilidades de sentar sozinho e ficar em pé sem apoio e atraso nas habilidades de levantar a cabeça e engatinhar. através de hábitos culturais17.3. por sua vez as práticas maternas se modificam de acordo com o costume ou cultura de cada local15. O costume materno em estimular a postura sentada favorece o ganho motor nesta postura. Comparação do desempenho motor e o forma de carregar o lactente no colo do 9o ao 12o mês (3B).Whitney.9 meses 50 45 40 35 30 carrinho chão Escore AMS .Vol.363 2 A Local de permanência . A oportunidade para a prática é dada pelos pais ou cuidadores do lactente. Diversas pesquisas relatam que as diferenças no desenvolvimento motor de lactentes podem surgir na presença de variações nas práticas maternas.Whitney. Comparação do desempenho motor e o local de permanência aos seis meses (2A). enquanto as habilidades em outras posturas podem ocorrer ligeiramente mais tarde18. Os resultados encontrados em relação à postura predominante do lactente sugerem que as experiências e o . Lactentes nortes americanos gastam mais tempo na posição prono comparados aos lactentes britânicos.Whitney.12 meses 55 50 45 9 2 B Local de permanência .9 meses 50 45 40 35 30 em pé sobre os sentado de frente ou ombros de lado 3 A Forma de carregar no colo de 6-9 meses Mann . O desenvolvimento motor constitui o resultado do aprendizado e das habilidades adquiridas na execução dos atos. O tempo gasto em uma determinada postura influência positivamente a aquisição dos ganhos motores naquela postura.

De Vries MW. Gonçalves VMG Rev. apenas dois permaneciam em prono. Barros KMF T. buscam espaço para se moverem e dificilmente se deixam restringir por carrinhos de bebê ou outro equipamento. Boston: Martinus Nijoff Publisers 1986. Arq.21. Rivera F . de Saúde Pública 1998.6. enquanto as africanas os carregavam a maior parte do dia enquanto realizavam suas atividades5. Lactentes brasileiros apresentaram desempenho inferior aos canadenses durante o primeiro semestre de vida e uma possível explicação para o baixo desempenho seria a falta de costume materno das brasileiras em posicionar seus filhos em prono20. Habilidades de sentar. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. Babies brain and culture: optimizing neurodevelopment on the savanna. 7. La Parra A. 61 (2A): 170-5. provavelmente por variações no ambiente e nas práticas maternas distintas8. No entanto essas práticas e suas influências positivas só foram evidentes a partir do 9º mês de vida dos lactentes estudados. Dev Med Child Neurol 1975. além da restrição visual e movimentação. 1990. In: Whiting HTA.9. ocorrem de maneira mais precoce nos lactentes africanos em relação aos americanos. Do environmental influences alter motor abilities acquisition? A comparison among children from day-care centers and private schools. No carrinho uma quantidade menor de estímulos é oferecida. 6. Neuro-Psiquiatr June 2003. Motor development and cultural attitudes. As mães ocidentais deixavam seus bebês por muito tempo no berço. Castro RM. a variável “tempo carregado” não foi controlada neste estudo. Infants around the world: cross cultural studies of psychomotor development from birth to two years. 3. 1C). o lactente pode apoiar-se na parte posterior do carrinho diminuindo a quantidade de reações e ajustes posturais de tronco. Destaca-se que no 6º mês de vida não é esperado um controle postural suficiente para permanência na postura sentada sem apoio. Manter lactentes a maior parte do tempo no colo. Cabral Filho E. Não foi encontrada diferença significativa relacionando o escore motor e a forma de carregar lactentes no colo. no berço. Uma das possíveis razões para a não utilização da posição prono é a síndrome da morte súbita do lactente22. 1B) e no 12º mês a postura de quatro apoios e em pé (Fig. Estes resultados trazem o desafio de conseguir a adesão das famílias. Solomons HC. Rev. Vayer P.21. Wade MG. A variável postura predominante influenciou o desempenho motor dos lactentes estudados no 9º e 12º meses de vida. São Paulo: Manole. Psicologia atual e desenvolvimento da criança. 4º e 5º mês de vida em favor dos americanos nas habilidades de sentar e de preensão. Este resultado coincide com o predomínio nos lactentes da adoção do chão como local preferencial de permanência (Fig. Oliveira ALB. Santos DCC. por períodos longos de tempo. J CrossCultural Psycology 1972: 2 Suppl. essenciais para aquisição das habilidades motoras3. no carrinho ou cadeira de bebê pode ser considerado uma condição negativa para o desenvolvimento motor3. bras.Castillo M. Werner EE.3: 111-134. Desta forma o desempenho motor dos lactentes que utilizavam o chão como espaço para brincar. 32 (2): 138-47. 1A).6. Brill B. manifestou desenvolvimento motor além dos que utilizavam o carrinho como local de permanência. Fragoso AGC. 4. No entanto. 2B). fisioter. tempo gasto em uma posição podem influenciar a seqüência e época da aquisição de certas habilidades motoras. Quando crianças são mantidas sem condições de moverem-se livremente. No 9º mês foi considerada positiva para o desempenho motor a postura de quatro apoios (Fig. A falta de costume materno de posicionar o lactente em prono foi relatada em estudos anteriores20. Solomons G. Motor development in Yucatean infants. o que possivelmente explica o desempenho semelhante apresentado entre os lactentes que permaneciam em prono/supino e sentado (Fig. 429: 43-8. Possivelmente no 9º mês de vida as mães tenham uma atitude menos protetora com seus lactentes e estes por sua vez. 297-313. Em Yucatan (México) os lactentes permanecem a maior parte do tempo no colo e desenvolvem precocemente habilidades motoras apendiculares e tardiamente habilidades motoras axiais como engatinhar e andar com e sem apoio 7. 2. às freqüentes orientações sobre a utilização do chão como espaço enriquecedor para o desenvolvimento de lactentes com alterações no desenvolvimento motor. ficar em pé e andar sem apoio.230 Silva PL. podem ocorrer prejuízos no aprendizado e na utilização dos mecanismos de feedback e feedforward.24 . Acta Paediatr Suppl 1999. CONCLUSÃO Os resultados sugerem que as práticas que estimulam a adoção da postura de quatro apoios e a utilização do chão como local de permanência influenciam positivamente o desenvolvimento motor de lactentes. Possivelmente o tempo e freqüência de permanência no colo sejam mais importantes para o desempenho motor do que a forma de carregar o lactente. Foi característica do grupo estudado a predominância da adoção da postura sentada aos seis e da postura de quatro apoios e/ou em pé aos nove e 12 meses. Factores de riesgo para el desarrollo psicomotor em lactantes nacido em óptimas condiciones biológicas.23. . No Brasil uma pesquisa comparou o desempenho motor de lactentes brasileiros e americanos durante o primeiro ano de vida. Roicin C. 5. Dos cinco lactentes que permaneciam deitados. principalmente após o 6º mês de vida6. pela própria expressão de seu desenvolvimento. Foram observadas diferenças no 3º. Andraca I. et al. 17: 41-6.7. Oliveira ALB. Themes Motor Development. Pino P.

Orientações adotadas nas maternidades dos hospitais-escola do Brasil. 2001. Saunders. 162 (2): 143-53. Kolobe THA. 9. 1999: 1181-6. Steinberg L. 2006 Influência de Práticas Maternas no Desenvolvimento Motor de Lactentes 231 8. Formiga CKMR. 17. sobre a posição de dormir. Amsterdã. Physical Therapy 2004. and the influence of maternal motor behavior. 18 (3). J Gen Psycology 2001. 20. The northern Chinese custom of rearing babies in sandbags: implications for motor and intellectual development. Santos DCC. Geber M. Sensorimotor behavior of Baganda and Samia infants. J Soc Psychology 1957. 7a ed. 21.2: 131-52. 10a revisão. 8 (3): 239-45. 10 No. Ratllif-Schaub K. 18. Shepherd RB. Laszlo JI. 2. 31: 384-90. 84 (5): 439-53. 47: 185-95. Gonçalves VMG. 15. 19. Rev Bras Fisioter 2004.B. 14. Psychol Bull 1993. v. Motor development during the first 6 months: a comparative study. Definições. 1993. 2a. Bayley Scales of Infant Development II. Desenvolvimento motor de lactentes pré-termo participantes de um programa de intervenção fisioterapêutica precoce. 24. Motor Development: aspects of normal and delayed development. Organização Mundial de Saúde. Motor assessment of the developing infant. ed. Dev Med Child Neurol 1985. 1. Hopkins B. [Doutorado] Campinas (SP): Universidade Estadual de Campinas. Fisioterapia em pediatria. 27: 635-43. 16. Kilbride PL. Darling N. Santos DCC. 1994. J Cross-Cultural Psychology 1980: 11 Suppl. Maternal expectations of their infant’s development: some cultural differences. 22. Relationship between infant sleep position and motor development in preterm infants. 113 (3): 487-96. Normal gross motor development: the influences of race. Pedrazzani ES. 2003. CID-10. Harcourt Brace & Company. . Childrearing practices and developmental spectations for Mexican-American mothers and the developmental status of their infants. Darrah J. Tudella E. Cadernos de Saúde Pública 2002. 1994. In Van Rossum JHA. The psycho-motor development of African children in the first year. Nunes ML. Tradução do Centro Colaborador da OMS para a Classificação de Doenças em Português. Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde.Vol. J Dev Beh Pediatric 2001. VU University Press. Capute AJ. 13. Bayley N. Parenting stile as context: an integrative model. Desenvolvimento motor de bebês segundo a Alberta Infant Motor Scale. Lopes VB. 23. 12. 1996. Gabbard C. São Paulo: Livraria Santos. Desenvolvimento motor durante o primeiro ano de vida: uma comparação entre um grupo de lactentes brasileiros e americanos. Piper MC. 11. Westra T. 22 (5): 293-99. [Dissertação] São Carlos (SP): Universidade Federal de São Carlos. sex and socio-economic status. 3ª ed. Dev Med Child Neurol 1989. Canadá: W. Mei J. San Antonio: The Psychological Corporation. 10.

VHAO. but little is known about its effect on gait over obstacles.30.001) and VVLP (F1.002).33. e efeito principal de medicamento para DVPO (F1. o comportamento locomotor de pacientes com DP e verificar as estratégias locomotoras.49= 15. p< 0. Vol.7 years old) walked 10m and stepped over one of two obstacles (high obstacle at half of knee height.VVDO). Rio Claro.49= 31. p< 0.001) e para VVDO (F1. No.001). CEP13506-795. Rio Claro.49= 31. GOBBI S 1 1 Departamento de Educação Física. Resultados: A ANOVA. p< 0.66. Os sintomas da DP (bradicinesia e hipocinesia) foram diminuídos com o medicamento. Pacientes com DP. low obstacle at ankle height) in two separate sessions: without medication (fasting) and at the peak of levodopa action. Method: Five PD patients (Hoehn & Yahr= 2 ± 0. Instituto de Biociências.001). Vila Bela.49= 10. p< 0.33. 5-A. leading toe clearance (LTCL). p< 0. COM E SEM EFEITO DA LEVODOPA: UM ESTUDO PILOTO PIERUCCINI-FARIA F 1. 10m e ultrapassaram um de dois obstáculos (alto= metade da altura do joelho e baixo= altura do tornozelo) posicionado no meio da passarela em duas sessões (em jejum e no pico de ação do medicamento). VITÓRIO R 1. . p< 0.174. Instituto de Biociências.013) and VVAP (F1. HVLP and VVLP). durante a ultrapassagem de obstáculos de diferentes alturas. levodopa.33. Conclusões: Pacientes foram mais perturbados pelo obstáculo alto.001). fisioter.174. marcha com obstáculo ABSTRACT Kinematic Parameters for Gait with Obstacles Among Elderly Patients with Parkinson’s Disease. MENUCHI MRTP 1. para VVAO (F1. evidenciando aumento geral da velocidade da perna de abordagem e da margem de segurança sobre os obstáculos. VHDO. idoso. foot placement after the obstacle (FPAO) and horizontal and vertical mean velocities in the approach and landing phases (respectively. distância vertical pé-obstáculo (DVPO).49= 6.49= 82.001). The PD symptoms (bradykinesia and hypokinesia) decreased under medication. gait with obstacle. por meio de ferramenta cinemática. horizontais e verticais. with and without the effect of levodopa. Objetivo: Este estudo objetivou descrever.unesp. mas pouco se conhece sobre seus efeitos na marcha com obstáculos. nas fases de abordagem e aterrissagem (respectivamente. HVLP (F1. Método: Cinco pacientes com DP (Hoehn e Yahr= 2±0. The following variables were collected and analyzed: foot placement prior to the obstacle (FPPO). 1225. VVAP. Results: ANOVA by trials revealed that the main effects from the obstacle were on LTCL (F1. Key words: Parkinson’s disease. SP Correspondência para: Lilian Teresa Bucken Gobbi. e-mail: ltbgobbi@rc. revelou efeito principal de obstáculo para DVPO (F1. Palavras-chave: Doença de Parkinson. SP.7 anos) percorreram.184.66. age= 68. SP 2 Depto de Educação. gait.4±5. idade= 68. sem e sob o efeito da levodopa.Vol. GOBBI LTB 1. Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho UNESP. VVAP (F1. As seguintes variáveis foram coletadas e analisadas: distância horizontal pé-obstáculo (DHPO).33. with and without Levodopa: a Pilot Study Background: The effect of levodopa on the gait of Parkinson’s disease (PD) patients over unobstructed terrain is known. independente da condição de medicamento.49= 15. bras.013) e para VVAO (F1. Conclusion: Patients were more disturbed by the high obstacle.30. p< 0. 2 (2006). p< 0. 2006 Rev. Objective: To describe the locomotor behavior of PD patients by means of kinematic tools and to verify their locomotor strategies during obstacle avoidance at different heights.49= 10.002). Av.VVAO. 2.4 ± 5. regardless of whether medicated or not.001). p< 0. Medication had its main effects on LTCL (F1. p< 0. STELLA F 2.001). distância horizontal obstáculo-pé (DHOP) e velocidades médias.49= 15. Rio Claro. 10. marcha. para VHDO (F1. andando. UNESP. por tentativa.49=15. elderly. p< 0. levodopa.49= 6.br Recebido: 04/08/2005 – Aceito: 14/12/2005 RESUMO Contexto: Os efeitos da levodopa na marcha de pacientes com Doença de Parkinson (DP) em terrenos desobstruídos são conhecidos. apresentaram um comportamento que garantiu segurança e estabilidade na marcha. 233-239 ©Revista Brasileira de Fisioterapia Marcha com Obstáculos em Idosos com Parkinson: Levodopa 233 PARÂMETROS CINEMÁTICOS DA MARCHA COM OBSTÁCULOS EM IDOSOS COM DOENÇA DE PARKINSON.184. p< 0. The patients presented gait patterns that ensured safety and stability. as shown by increases in leading limb velocity and the safety margin over the obstacles. 101809-9246 ISSN No. HVAP.49= 82.

O pé da perna de abordagem é elevado à frente pela flexão simultânea do quadril e do joelho. Duas alturas de obstáculo (baixo = altura do tornozelo e alto = metade da altura do joelho) foram selecionadas e variaram para cada paciente. está posicionada mais distante do obstáculo antes de perder o contato com o solo.42 x 0. era ativo e independente.10. O participante B obteve 40 pontos na UPDRS e duração da doença de 17 anos. na segunda etapa. enquanto que outros sintomas podem não ser aliviados4-6. O uso da dopamina exógena permite que o paciente acometido pela DP normalize parte de sua performance motora. entre outros. Ao chegarem ao laboratório. Na marcha com obstáculo. por exemplo. O jejum da Levodopa foi controlado a partir das informações sobre os horários diários de ingestão (última dose do dia às 20:00 horas) e confirmado pelos participantes no horário da coleta (8:00 horas). a Levodopa tem desencadeado. ou seja. Como critérios de inclusão. Subescala III-Motora. por um neuropsiquiatra experiente e capacitado para determinar as condições motoras gerais por meio da Unified Parkinson’s Disease Rating Scale (UPDRS13. MATERIAL E MÉTODO Participantes: 5 pacientes com DP participaram deste estudo. os objetivos do presente estudo foram: 1) verificar as estratégias motoras utilizadas pelos pacientes durante a marcha com obstáculos com e sem o efeito da levodopa. da FCM/Unicamp. Todos os procedimentos experimentais seguiram as normas da Declaração de Helsinki e foram aprovados pelo Comitê de Ética em Pesquisa local. qualquer possível degeneração dos componentes ou subsistemas comprometeria a ação de ultrapassar obstáculo9. foram considerados: idade igual ou superior a 60 anos. De forma geral. têm 60cm de largura e possuem um marcador . os estágios 1 a 3 da Escala de Hoehn e Yahr14 (Versão adaptada empregada por Schenkman et al. o paciente deveria estar em jejum do remédio (pela planilha de ingestão do medicamento de cada paciente. INTRODUÇÃO A doença de Parkinson (DP) ocorre devido à degeneração progressiva de neurônios da pars compacta da substância negra1. Nenhum era institucionalizado e todos faziam atividade física de leve intensidade (caminhadas. de eucadur liso (marca Eucatex). Vitório R. após assinar o termo de consentimento livre e esclarecido. clinicamente.9. foi convidado a realizar o seguinte protocolo: 1) Medidas antropométricas. entretanto. fisioter. membro que ultrapassou primeiro o obstáculo. Considerando que o desenvolvimento do sistema locomotor ocorre por meio do acoplamento entre informação sensorial e modulação do sistema efetor8. No momento da ultrapassagem. O diagnóstico inicial da doença foi realizado por uma médica neurologista. A massa corporal e a estatura foram coletadas usando as técnicas descritas por Alvarez e Pavan16. movimenta-se de uma base estável para uma posição ainda instável e próxima do obstáculo10-12. normalmente.234 Pieruccini-Faria F. rigidez muscular. bras. a perna de abordagem realiza a ação primeiro e. sabe-se que fatores genéticos e/ou ambientais podem provocar a neurodegeneração seletiva dos neurônios que fazem conexões subcortico-corticais. por aliviar alguns dos sintomas (tremores involuntários. hipocinesia e alterações posturais. uma hora após a ingestão do medicamento (pico de efeito do remédio). o centro de massa está se deslocando em direção ao novo ponto de apoio. o mesmo protocolo foi repetido. sem data).003m). entre outros). questionou-se: como idosos portadores da DP realizam a ultrapassagem da perna de abordagem sobre obstáculos de diferentes alturas? Quais parâmetros espaciais e temporais da perna de abordagem seriam modificados quando sob efeito do medicamento? Para responder a estas questões.15) e a condição motora/capacidade funcional observada por meio da UPDRS. A Tabela 1 sumariza as características dos participantes. bradicinesia. Na marcha em superfície regular. Gobbi S Rev. que é capaz de produzir o neurotransmissor dopamina. desencadeando a DP2. para minimizar os efeitos antropométricos. Gobbi LTB. Diante do exposto. A figura 1 ilustra a situação experimental. Procedimentos Experimentais: A coleta dos dados dos participantes foi feita pela manhã e em duas etapas: na primeira. As alturas do obstáculo foram normalizadas de acordo com as alturas do joelho e do tornozelo do membro inferior direito (MID). Versão adaptada pela equipe do Ambulatório de Distúrbios do Movimento/Doença de Parkinson. 2) Passarela e Obstáculo: A passarela consiste de um corredor livre com um carpete de espuma de borracha (10 x 1. pouco é conhecido sobre a interação entre os efeitos do medicamento e as respostas locomotoras na marcha com obstáculos. Apesar das causas não totalmente esclarecidas. Os obstáculos. Menuchi MRTP. aumento na amplitude das passadas atribuído à melhora na modulação muscular para a produção de força7. Cada participante. este agente melhora. 2) caracterizar cinematicamente o comportamento motor dos indivíduos na mesma atividade motora. uma tarefa locomotora de maior complexidade. Subescala III–Motora. exercícios terapêuticos na água e alongamento) e apresentavam locomoção independente na realização de atividades da vida diária. acinesia. Stella F. o desempenho motor da marcha. ocorreu jejum da Levodopa por 12 horas). A lentidão (bradicinesia) e a diminuição da amplitude movimentos (hipocinesia) podem ser provocadas pela perda da capacidade do córtex motor em gerar impulsos motores adequados para atingir a meta que foi planejada3. Neste contexto. os participantes foram reavaliados.

respectivamente). nos seguintes pontos anatômicos: quinto metatarso.4 III 11 40 15 18 19 20. posicionada no lugar do obstáculo antes que o participante realizasse as ultrapassagens.7 12.5 Peso Altura UPDRS Tempo da doença Dosagem de L-dopa Obs: Todos os participantes apresentaram locomoção independente durante as tentativas e para as atividades de vida diária. sendo 5 para cada altura de obstáculo. as variáveis dependentes selecionadas foram: a distância horizontal pé-obstáculo antes da ultrapassagem (DHPO: distância entre a marca do quinto metatarso no momento da perda do contato com o solo e o obstáculo).5cm de diâmetro) foram afixados com velcro. variabilidade da DHPO e DHOP (DHPO_var e DHOP_var: médias dos resultados da transformação logarítmica dos desvios-padrão dessas duas variáveis. 1998). modelo NV-M 9000).3 (anos) 2 17 3 4 4 (mg/dia) 125 500 125 375 375 6 5. Tentativas iniciais sem a presença do obstáculo foram realizadas para ajustar o ponto de partida de forma a garantir que sempre o MID ultrapassasse primeiro o obstáculo (perna de abordagem). respectivamente. Laboratório de Instrumentação em Biomecânica–Unicamp. evitando a oclusão de alguns marcadores durante a realização da tarefa. 4) Coleta e análise dos dados: Para registro cinemático dos dados. 2. Este procedimento garantiu precisão na medição.5 (cm) 172 163 154 166 156 162. e velocidades médias horizontais e verticais em duas fases: . Os pontos afixados em cada extremidade deste objeto permitiram delimitar o espaço bidimensional a partir de referências na forma de sistema de coordenadas dentro do plano cartesiano e. acoplada a um microcomputador. passivo fixado na base. As imagens foram registradas a uma freqüência de 60 Hz por uma câmera analógica (marca Panasonic. foi realizada por meio da filmagem de um objeto em forma de cruz. filmadas no plano sagital direito do participante. Para cálculo das variáveis dependentes e produção de gráficos.4 5. distância horizontal obstáculo-pé (DHOP: distância entre o obstáculo e a marca do quinto metatarso ao entrar em contato com o solo após a ultrapassagem). D. ultrapassar o obstáculo (posicionado no meio da passarela) e continuar andando até o final.. Todas as variáveis dependentes foram coletadas e calculadas a partir da perda de contato do MID com o solo antes do obstáculo até o contato inicial do pé com o solo após a ultrapassagem. 3) Tarefa: cada participante foi instruído a percorrer andando a passarela. A calibração do espaço bidimensional. A digitalização das imagens foi realizada por uma placa de captura de vídeo (marca Pinnacle. Cada etapa do protocolo experimental consistiu de 10 tentativas. incluindo o participante B apesar dos valores de UPDRS e dos anos com a doença. gerando dados cinemáticos em 2D. com medidas conhecidas de uma extremidade a outra (1m por 1m).P. o Dvideow pôde calibrar o espaço percorrido pelos participantes na filmagem e reconstruílo em uma matriz bidimensional.2 7. registrado pela câmera. os dados foram filtrados pelo filtro digital de Butterworth de segunda ordem a 5 Hz em rotina Matlab (The Matworks Inc. Todos os participantes encontravam-se no estágio 2 da escala de H&Y. 2000). apresentaram valores de 0. 1998). modelo Studio DV). Assim. Idade Gênero Participantes (anos) A B C D E Média D. no momento em que o pé está sobre o mesmo).7 cm e 0. 2006 Marcha com Obstáculos em Idosos com Parkinson: Levodopa 235 Tabela 1.38 cm.6 11. University of Waterloo.exe (Gait and Posture Lab.: desviopadrão).Vol. Características individuais dos participantes (UPDRS III: Unified Parkinson’s Disease Rating Scale – Subescala motora III. Os testes de acurácia e precisão. 10 No. assim. na velocidade preferida. A ordem de apresentação das tentativas foi totalmente randomizada por meio do programa rand. 3 marcadores passivos (esferas de isopor de 1.4 74 62.7 M M F M F (kg) 68 53 46 72. O procedimento fotogramétrico foi realizado pelo software Digital Vídeo for Windows (Dvideow. seguindo os conceitos de Vuolo17. distância vertical pé-obstáculo (DVPO: distância entre a marca do quinto metatarso e o obstáculo.P 67 60 72 75 68 68. face lateral do calcâneo e maléolo lateral.

Gobbi S Rev.49= 0. como as demais variáveis. p< 0.032. Não houve interação entre os fatores para a DVPO. a ANOVA revelou que sob efeito do medicamento (F1. por tentativa.323. p< 0.174. referentes ao desviopadrão.043) como depois do obstáculo (DHOP normalizado. normalizandoas.013). Figura 1. p< 0. respectivamente horizontal e vertical).001). F1.49= 3. p< 0. p< 0. A ANOVA não revelou efeitos de obstáculo e medicamento ou interações para a VHAO. e Estes resultados evidenciam que não há alteração do padrão locomotor em função do obstáculo ou da condição de medicamento.184.49= 82. p< 0. F1. b) aterrissagem: do momento em que a marca do quinto metatarso encontra-se sobre o obstáculo até o momento em que ela toca o solo depois do obstáculo (VHDO e VVDO. Foram conduzidas Análises de Variância. os participantes aumentaram a velocidade vertical antes do obstáculo. as análises estatísticas foram realizadas com 53 tentativas. sendo 28 na fase de jejum do medicamento e 25 na fase do pico da ação do medicamento.33. p< 0.051). região onde foram calculadas as variáveis. Análise Estatística: Devido à baixa qualidade de algumas imagens. Foi mantido o nível de significância de p< 0.008. As ANOVAs não revelaram efeitos ou interações entre obstáculo e medicamento para DHPO normalizado (respectivamente. Entretanto.49= 0. F1.49=6. p< 0. a) abordagem: desde o momento em que o pé deixa o solo até o momento em que a marca do quinto metatarso encontrase sobre o obstáculo (VHAO e VVAO. As pegadas destacadas pela borda mostram a posição do pé direito em relação ao obstáculo.929.66.033. fisioter. RESULTADOS A estatística descritiva de cada variável dependente é apresentada na Tabela 2. por problemas no travamento do foco da câmera. F1. ao ultrapassar o obstáculo alto.856.001). Em relação às velocidades médias da perna de abordagem depois do obstáculo.49= 10. Ilustração da situação experimental do laboratório. F1. a análise da variabilidade (transformação logarítmica do desvio-padrão) mostrou que os pacientes foram mais estáveis quando sob efeito do medicamento.99.870. as ANOVAs revelaram que. se comportassem dentro da curva normal e desta forma pudesse ser inserido na estatística paramétrica. Os dois fatores foram tratados como medidas repetidas dentro das análises.49= 0. A transformação logarítmica foi necessária para que o conjunto de dados. Gobbi LTB.002) e ao ultrapassar o obstáculo alto (F1.05 para todas as análises. A DHPO e a DHOP foram divididas pelo comprimento do MID quando sob efeito do medicamento (F1. Stella F. tanto antes (DHPO normalizado. respectivamente horizontal e vertical).236 Pieruccini-Faria F.571) e para DHOP normalizado (respectivamente.49=15. tendo como fatores obstáculo (baixo X alto) e medicamento (jejum X pico de ação do medicamento) para cada variável dependente.49= 0. independente da etapa de coleta. bras. independente da altura do obstáculo.49= 4. p< 0. Para as velocidades médias antes do obstáculo.355). A região sombreada delimita a área de captura dos eventos que foram gravados pela filmadora. A ANOVA evidenciou que os valores médios para DVPO foram maiores para o obstáculo alto (F1. F 1. p< 0. Menuchi MRTP. menores valores médios foram observados . para minimizar os efeitos antropométricos. Vitório R.

13) 2.04) 1.21. em pacientes com DP.37(±1. pode-se especular que a modulação destas distâncias não foi afetada pela DP e sim pelo processo de envelhecimento. O aumento na velocidade vertical antes e depois do obstáculo parece refletir a necessidade de ultrapassálo de forma rápida e segura.64(±0. As variáveis DHPO e DHOP.Vol.17(±0.33)* 0. margem de segurança sobre o obstáculo (DVPO) e colocação do pé na aterrissagem (DHOP).20) para VHDO (F1. Quando os participantes se encontravam em jejum da levodopa. Nenhum dos participantes.11) 0.13) Sob efeito 14. Restrições do Ambiente (altura do obstáculo) Ajustes no padrão locomotor dos pacientes foram observados diante de uma grande perturbação no ambiente (obstáculo alto).69(±0. VHAO (velocidade horizontal antes do obstáculo): VHDO (velocidade horizontal depois do obstáculo). A lentidão encontrada no MID.96(±2.18. ocorreu aumento apenas na fase de aterrissagem e.78(±0.26) 0.45(±0.01) Medicamento Jejum 12.001) e maiores valores médios para VVDO (F1.03(±0. 2.33(±0.17(±0.78) 21.06) 0.08) 2.55) 1. VVAO (velocidade vertical antes do obstáculo).34(±3.18. Valores das médias e desvios-padrão (entre parênteses). diminuindo as velocidades da perna até a borda superior dos obstáculos.09(±0. Os asteriscos indicam os valores de significância *p< 0.51(±0.13(±1. mostraram-se resistentes em relação à altura do obstáculo.95(±3. pode ser uma estratégia para facilitar o controle visual 11 em função da forte ou maior dependência que pacientes com DP possuem da visão.45)*** Alto 14. DHOP_var (variabilidade da distância horizontal obstáculo-pé).01.01) 0.40) 22. DHPO_var (variabilidade da distância horizontal pé obstáculo).30. DHOP (distância horizontal obstáculo-pé). diminuindo o tempo de suporte simples.95(±0.22.001. Apesar de parecer uma contradição. tropeçou no obstáculo. para o obstáculo baixo.53) 93.02(±0.41) 22.001). o que está em concordância com os resultados encontrados em idosos saudáveis22.11) 0.44(±0.11(±0.14) 0. p< 0.08)*** 1.33. resultados de idosos saudáveis são utilizados para comparação.01) 1.94(±0. A pouca demanda motora no sentido vertical para o obstáculo baixo permite que o movimento não seja desacelerado de forma brusca como é necessário para o obstáculo alto.85(±0.79) 22. Os parâmetros espaciais de negociação com o obstáculo refletem a modulação do sistema efetor de acordo com o julgamento perceptivo das características do obstáculo (dimensões e localização)12. pois refletiria maior tempo em suporte simples.33(±4.18)** 1. garantindo uma margem de segurança ideal entre o pé e o obstáculo.11) 0. DVPO (distância vertical pé-obstáculo).27)* 0.11) 1.85(±0. ***p< 0.99(±1. na condição de jejum.66(±0.95)** 92. p< 0. 2006 Marcha com Obstáculos em Idosos com Parkinson: Levodopa 237 Tabela 2. DHPO (distância horizontal pé-obstáculo). concordando com estudos realizados com idosos saudáveis11.08)*** 1.74(±0. O aumento da DVPO na ultrapassagem de obstáculos altos foi revelado e pode ser explicado tanto pela capacidade intacta de se variar a resposta motora de acordo com a percepção das características dos .65(±0.04(±0.23(±0. **p< 0.06(±0.03)*** 1. VVDO (velocidade vertical depois do obstáculo).91) 92.33)*** 93. A bradicinesia pode estar associada a uma estratégia desenvolvida pelo sistema nervoso central para melhorar a precisão dos movimentos3 em uma tarefa que demanda mais atenção ao idoso19. Como outros estudos avaliando a marcha com obstáculos em pacientes com DP são raros. Desta forma.37) 1. Obstáculo Variáveis DVPO (cm) DHPO (cm) DHOP (cm) DHPO_var (logDP) DHOP_var (logDP) VVAO (m/s) VVDO (m/s) VHAO (m/s) VHDO (m/s) Baixo 11. comprometendo o equilíbrio.49= 15. 10 No.54(±0.49= 31.62) 1. Para as velocidades horizontais.40) 0.11(±0. Esta modulação ocorre em relação à tomada de decisões em função da distância de aproximação do obstáculo antes de ultrapassá-lo (DHPO). tal comportamento pode estar relacionado a melhorar a precisão na abordagem. DISCUSSÃO A ação motora de ultrapassar obstáculos apresenta um risco potencial de tropeço e queda. em nenhuma das tentativas.29) 0. que são necessárias para garantir segurança e estabilidade18.95(±0.19) 2.06(±0.76(±0. ao contrário do esperado.05.06(±0. causada por um comprometimento proprioceptivo generalizado20. Este comportamento ainda favoreceria a utilização da visão para possíveis ajustes. a VVAO foi menor do que quando sob efeito do medicamento.

Blin O. São Paulo: Movimento. que dificultam a generalização dos resultados. Este resultado pode ser causado pela melhora da integração sensorial (informações visuais e cinestésicas). Visual control of obstacle avoidance during locomotion: strategies in young children. Rothwell JC. a concentração em estágio leve da DP e a ausência de grupo controle. Adaptability of Human Gait. editor. a Danilla I. como a lentidão do MID para abordagem ao obstáculo alto e a sua margem de segurança. CONCLUSÃO Os participantes foram capazes de ultrapassar. 1 ed. Ishikawa A. Prentice SD. Vitório R. Gait & Post 1997. 10. Patla A. 7. Stella F. na condição de jejum da levodopa. mesmo quando estavam em jejum da levodopa. 1996. Gobbi LTB. Assim. Menuchi MRTP. 3. Estes resultados podem indicar que estes parâmetros espaciais integram o plano motor da tarefa de ultrapassar obstáculos e que. Annu Rev Neurosc 1999. Brain 2001. as diferenças estatisticamente observadas nos resultados não são discrepantes daquelas referenciadas na literatura. Desenvolvimento da locomoção em terrenos irregulares: proposta de um modelo teórico. por provocarem um aumento nas margens de segurança do pé com a sua borda superior. Understanding the roles of vision in the control of human locomotion. não era esperada. Yuasa T. Ainda. 6. Coletânea de Estudos: Comportamento Motor I. Elisabete Burigo pelo auxílio no recrutamento dos pacientes. Olanow CW. J Neurol Sci 1991. Andrei G. Saito M. corroborando com resultados de outros estudos que avaliaram a marcha de pacientes com DP23. 124: 2131-46. Amsterdam: Elsevier. como o tamanho da amostra. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. Ana Francisca R. Is Levodopa toxic? Neurology 1996. 103: 1-54. 11. 47:S184-95. indicando que o medicamento favoreceu a implementação de ajustes na colocação dos pés antes e depois da ultrapassagem do obstáculo. In: Pellegrini AM. “On-off” phenomena with Levodopa therapy in Parkinsonism. No entanto. Dopa-sensitive and Dopa resistant gait parameters in Parkinson’s disease. organizadora. Ainda. Patla AE. editor. 1997. 9. A margem de segurança sobre o obstáculo apresentou valores médios estatisticamente maiores quando os pacientes estavam sob efeito do medicamento. Etiology and pathogenesis of Parkinson’s disease. Serratrice G. Amsterdam: North Holland. Corazza. Talvez o medo de uma possível queda por tropeço possa ter provocado o aumento na DVPO. Entretanto. Changes in Sensory Motor Behavior in Aging. p. para estes indivíduos. A modulação do sistema efetor de acordo com a altura do obstáculo. In: Ferrandez A-M. ocorreu aumento da variabilidade nestas distâncias quando sob efeito do medicamento. tanto os obstáculos baixos quanto os altos. Patla AE. 22: 115-7. Ikeuchi K. Autosomal recessive juvenile parkinsonism. 24: 431-41.22. 1991. Berardelli A. Thompson PD. In: Patla AE. Agradecimentos: Os autores agradecem a Dra. Este comportamento garante maior segurança e estabilidade na marcha com obstáculos. No entanto. Kleiner e Maria Dilailça T. o paciente com DP provavelmente realizou uma flexão lateral oposta à perna de abordagem. Teasdeale N. O aumento da VHDO parece refletir a necessidade de se atingir rapidamente um ponto de apoio estável para reduzir o deslocamento médiolateral. provavelmente. que merece ser ainda mais investigada. Brain & Dev 2000. melhorando os sintomas da hipocinesia DP23-26. Fahn S. . et al. 2. os obstáculos altos revelaram-se mais perturbadores do que os baixos. algumas estratégias foram reveladas para melhorar a precisão na tarefa. Patla AE. objetos no ambiente como pelo fato de que se o obstáculo já é alto.238 Pieruccini-Faria F. Kondo H. Neurology 1974. 29-44. o que pôde ser observado na diminuição das velocidades vertical e horizontal antes da abordagem dos obstáculos. Estudos com adultos jovens e idosos saudáveis têm revelado que a DVPO é um parâmetro robusto do planejamento motor que não se altera em relação à altura do obstáculo11. Marayuama M. Lopes. p. sem tropeços ou quedas. com o uso da levodopa. Pailhous J. Este estudo piloto possui algumas limitações. ainda não foram afetados pela DP. Fahn S. Motor fluctuations and dyskinesia in Parkinson’s disease. 1(5): 54-9. que subsidia modificações na precisão de parâmetros motores espaciais em detrimento das exigências do ambiente. 441-52. 4. Gobbi LTB. A Levodopa também provocou efeitos significativos na hipocinesia. Understanding the control of human locomotion a “Janus” perspective. elevar a perna além do necessário coloca em risco o controle do equilíbrio. Ferrandez AM. especialmente em relação à margem de segurança. mesmo não estando especificamente ligadas à marcha com obstáculos. mas evita-se o tropeço. fisioter. que exige maior controle no sentido médio-lateral. Tatton WG. Pathophysiology of bradykinesia in Parkinson’s disease. 22: 123-44. Parâmetros importantes revelaram melhora significativa nos sintomas da DP. 257-77. Restrições do Organismo (Medicamento) Os pacientes com DP não alteraram a distância de aproximação do obstáculo antes de ultrapassá-lo (DHPO) e a colocação do pé na aterrissagem (DHOP) entre as condições de medicamento. Parkinsonism Relat Disord 2001. de Oliveira pelo auxílio na coleta dos dados e às sugestões dos revisores anônimos. a levodopa proporcionou um aumento da margem de segurança do pé com o obstáculo e facilitou os ajustes no posicionamento do pé em relação ao obstáculo para a abordagem. Para elevar mais a perna. Gobbi LT. Nutt GJ. Clinic and pharmacologic correlations and the effect of intramuscular pyridoxine. Hallett M. Gobbi S Rev. este estudo contribui para outras observações que venham fortalecer os referenciais sobre a temática. young and older adults. 8: 101-8. bras. p.21. 5. 8.

Iansek R. Basal ganglia network mediates the control of movement amplitude. 2. Schultz AB. Stepping over obstacles: gait patterns of healthy young and old adults. Goldstein M. Alexander NR.Vol. 51: M116-22. 25. Gréa H. Parkinsonism: onset. Ray L. Locomotor patterns of the leading and the trail limbs while going over a solid and fragile obstacles-some insights into the vision during locomotion. 46: M196-203. Porto Alegre: Palotti. McGinley J. Morris EM. 1996. Schultz AR. Recent Developments in Parkinson’s Disease. 293-304. Alturas e comprimentos. Spinal movement and performance of standing reach task in participants with and without Parkinson’s disease. Patla AE. Prokop T. progression and mortality. Martin C. Morris ME. 1987. 15. Rietdyk S. Fahn S. 153: 197-209. organizador. Elton R. Antropometria: técnicas e padronizações. The biomechanics and motor control of gait in Parkinson disease. São Paulo: Edgard Blücher. 14. The pathogenesis of gait hypokinesia in Parkinson’s disease. Guire KE. New York: Raven Press. J Motor Behav 1996. Stepping over obstacles: dividing attention impairs performance of old more than young adults. Yahr MD. Characteristics of gait in stepping over obstacles. 24. Grafton ST. 19. Chow S. Calne DB. Hum Mov Sci 1996. Sparrow WA. Marsden CD. 23. Phys Ther 2001. 15: 60522. 13. 28: 35-47. Exp Brain Res 2003. . 26. Clin Biomech 2001. 2006 Marcha com Obstáculos em Idosos com Parkinson: Levodopa 239 12. Gait & Post 1993. Berger W. 17: 573-81. Schenkman ML. 81: 1400-11. Shinberg M. Desmurget M. Fundamentos da teoria de erros. Xie T. Hoehn MM. 117: 1169-81. Vuolo JH. Visual kinesthesia and locomotion in Parkinson’s disease. Hum Mov Sci 1996. Neurology 1967. 10 No. Ashton-Miller JA. Summers J. Brocke F. Development Comitee. Schubert M. Huxham F. Alexander NB. 20. J Gerontol 1991. 15: 649-69. Brain 1994. Chen HC. Prentice S. 22. 16. Shinkfield AJ. Clark K. 20: 141-50. Alvarez B. Pavan AL. Morris ME. p. Dodd K. 16: 459-70. editors. Iansek R. Vindras P. Patla AE. Chen HC. p. 17. 1999. Ashton-Miller JA. Characteristics of motor disturbance in Parkinson’s disease and strategies for movement rehabilitation. In: Petroski EL. 18. 1: 45-60. J Gerontol 1996. Visual control of limb trajectory over obstacles: effects of obstacle height and width. In: Fahn S. Members of the UPDRS. Kuchibatla M. Begg RK. Turner RS. Rietdyk S. Matyas TA. Giordani B. 21. Iansek R. The unified Parkinson’s disease rating scale. Mov Disord 2004. 29-52.

10. Lack of definition regarding functions and competencies were factors that had led to both internal and external conflicts. Resultados: Avalia-se que o processo de profissionalização da fisioterapia em Minas Gerais é marcado pela hegemonia médica na saúde e que a indefinição das atribuições e competências foram os fatores que motivaram os conflitos internos e externos. história da fisioterapia. Vol. utilizando a história oral e a análise de documentos. 2 (2006). Rua Bambuí 788. professional regulation. it is necessary to define the specific limits of its knowledge and skills (theoretical and practical). history of physical therapy. CEP 30310-320. identificando o papel do fisioterapeuta na equipe multidisciplinar de saúde. e-mail: carminha_sa@terra. Conclusões: Conclui-se que. e teve como guia os cinco passos de profissionalização descritos por Wilensky 1 que são a necessidade da ocupação tornar-se de dedicação exclusiva. a regulamentação da profissão e a adoção do código de ética. based on a qualitative approach. oral history. Belo Horizonte. fisioter. 101809-9246 ISSN No. Na pesquisa de campo. 2.com. MANCINI MC. história oral. based on serial sampling and content analysis. A survey was conducted.Vol. so as to better identify the role of the physiotherapist within multidisciplinary health teams. para a afirmação efetiva da fisioterapia como profissão. professionalization. These were: the need for exclusive dedication to the profession. ABSTRACT Professionalization of physical therapy in Minas Gerais Objective: To identify the roots of physical therapy in Minas Gerais. the creation of a professional association.br Recebido: 15/06/2005 – Aceito: 30/11/2005 RESUMO Objetivo: Com base em estudo qualitativo. MG Correspondência para: Maria do Carmo Nascimento. o estabelecimento de procedimentos de instrução e seleção. utilizing semi-structured interviews to gather statements from key leaders. Results: It was found that the process of professionalization within physical therapy in Minas Gerais was influenced by medical hegemony within the health field. FIGUEIREDO IM Departamento de Fisioterapia. Methods: The focus of this study was primarily Belo Horizonte between 1950 and 1980. profissionalização. O referencial teórico utilizado foi a sociologia das profissões. apto 102. e o método escolhido foi a análise de conteúdo. 2006 Rev. foram utilizadas entrevistas do tipo semi-estruturada para colher depoimentos de pessoas consideradas chave. 241-247 ©Revista Brasileira de Fisioterapia A Profissionalização da Fisioterapia em Minas Gerais 241 A PROFISSIONALIZAÇÃO DA FISIOTERAPIA EM MINAS GERAIS NASCIMENTO MC. . Palavras-chave: fisioterapia. Universidade Federal de Minas Gerais. Conclusions: To ensure effective affirmation of physical therapy as a profession. procurou-se identificar as raízes da fisioterapia em Minas Gerais. and the adoption of a code of ethics. in order to understand the professionalization process and the development of identity among physiotherapists in this state. the establishment of education and selection procedures. Belo Horizonte. mediante amostragem em série. Key words: physical therapy. a formação de uma associação profissional. No. torna-se necessária a delimitação das especificidades do seu saber e do seu fazer (teoria e prática). no período compreendido entre 1950 e 1980. SAMPAIO RF. Metodologia: O foco do estudo foi dirigido principalmente a Belo Horizonte. oral histories and analysis of documents. a fim de discutir o processo de profissionalização e o desenvolvimento da identidade do fisioterapeuta neste Estado. The theoretical reference point utilized was the sociology of professions and the five steps towards professionalization described by Wilensky (1964) were taken as the guide. Minas Gerais. bras. SALMELA JH.

estabelecimento de procedimentos de instrução e seleção. A forma de entrevista escolhida foi a semi-estruturada ou entrevista com roteiro. A princípio. fisioter. foram utilizadas a análise de documento e a história oral.5. adesão ao ideal de serviço. publicação do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 4ª região (CREFITO-4). decidiu-se pela utilização do sociólogo Wilensky1. elaboração e adoção de um código formal de ética. o foco deste estudo foi dirigido principalmente para a capital e maior cidade do Estado.242 Nascimento MC. atrelando habilidade e jurisdição a padrões de treinamento. por meio do resgate histórico da profissão. A análise dessas primeiras entrevistas levou a inclusão de outros participantes. E9. Wilensky1 preconiza que. formação de uma associação profissional. assim como a de qualquer organização social. O número de entrevistas encerrou quando as informações alcançadas foram consideradas suficientes e atingiram a chamada saturação ou exaustão ou ponto de redundância6. sendo 12 os entrevistados: 8 fisioterapeutas (E2. como referência teórica para a discussão da profissionalização da fisioterapia no Estado de Minas Gerais. seguindo os passos do processo de profissionalização de Wilensky1. qualquer atividade humana no mundo do trabalho pode ser considerada uma atividade profissional. Mancini MC. regulamentação da profissão. estudos pioneiros sobre profissões foram desenvolvidos entre as décadas de 1960 e 1970. não pode ser desconectada de fatores mais gerais que as moldam e a limitam. INTRODUÇÃO No Brasil. ainda. E4. ela deve encontrar uma base técnica própria e uma jurisdição exclusiva. A metodologia qualitativa tem a possibilidade de utilizar uma variedade de procedimentos e instrumentos de coleta de dados. As entrevistas foram registradas em gravador e posteriormente transcritas. por ser freqüentemente utilizada quando se propõe compreender processos que ocorrem em dada instituição. Figueiredo IM Rev. A princípio. E7. para uma ocupação exercer autoridade profissional. Neste contexto. METODOLOGIA A metodologia escolhida foi a qualitativa. 1 enfermeiro (E10) e 1 auxiliar de fisioterapia (E12). Cabe destacar que a compreensão das questões levantadas no caso de Belo Horizonte (micro) só pode ser alcançada levando-se em conta o processo estadual e nacional (macro). 2 médicos (E1. 3. pessoas que tiveram atuação no surgimento do primeiro curso de Fisioterapia de Minas Gerais. o trabalho de Rebellato et al. Salmela JH. Dessa forma. No entanto. E3. e o desenvolvimento de sua identidade enquanto profissão. Belo Horizonte. o debate em torno dos pressupostos filosóficos e teóricos para o desenvolvimento relevante da prática e da pesquisa em fisioterapia tem sido encorajado por vários autores. caracterizando uma amostragem em série ou em cadeia6. convencer o público de que seus serviços são confiáveis. E11). E6. E5. bras. por ser considerada apropriada para a coleta de depoimentos pessoais7. e deve. as atas da Associação Mineira de Fisioterapeutas (AMF). como por exemplo. Pelo percurso da fisioterapia no Brasil. A estruturação multidisciplinar da área de saúde vem favorecendo espaço para as discussões dos conceitos de profissão3. Enfatiza que o grau de profissionalização é medido não só pelo grau de competência técnica exclusiva. a fim de explorar novos aspectos relevantes ou outros temas do roteiro. A fim de definir sua identidade e entender a cultura da fisioterapia fazem-se necessárias informações sobre seu desenvolvimento ao longo do tempo. A produção científica brasileira na área de fisioterapia tem apontado algumas iniciativas acerca da discussão sobre a profissão. Essa reconstituição é parcial. Os documentos utilizados foram as “Leis e Atos Normativos das profissões do fisioterapeuta e do terapeuta ocupacional”. a discussão do processo de profissionalização e o desenvolvimento da identidade do profissional dessa área. O roteiro foi organizado com tópicos ou temas orientadores. propiciados pela intensa expansão que o sistema universitário viveu nesse período2. E8). de forma . Mas a escassez quanto à produção tem repercutido na dificuldade de se ter à disposição informações que incluam na história da fisioterapia. e a demarcação do território profissional4. orientada pelos interesses já demarcados para a abordagem que aqui se faz desse campo profissional. Neste estudo. este estudo buscou na sociologia das profissões subsídios teóricos para discutir a organização e o processo de profissionalização da fisioterapia em Minas Gerais. a sociologia enfatiza alguns elementos que constituem uma profissão: autonomia. Com base em um estudo com 18 profissões nos Estados Unidos. fotografias e matérias de jornais da época. foram selecionadas duas pessoas consideradas chave. Sampaio RF. A intenção deste trabalho é que a análise dos fatos ocorridos em Belo Horizonte possa contribuir para o entendimento da profissionalização da fisioterapia em Minas Gerais. forte identidade profissional traduzida pelo código de ética. identificando novas questões que emergiam. mas também pelo grau de aderência ao ideal de serviço e às normas de conduta profissional. grupo ou comunidade6. este autor identificou cinco passos no processo de profissionalização: ocupação de dedicação exclusiva. Resgatar a história da fisioterapia é recuperar sua organização enquanto categoria profissional. Em virtude da dificuldade encontrada para reunir dados sistemáticos sobre a fisioterapia em Minas Gerais.8. e que essa divisão da realidade só tem pertinência para uma análise mais aprofundada do tema reconhecendose que a vida das profissões. a análise acompanhou toda a coleta. num período compreendido entre os anos de 1950 a 1980. Segundo Noronem et al.

Com base na transcrição.. desde o início. O método de análise escolhido foi a análise de conteúdo10. simultaneamente formaram a Fundação Arapiara. Pode-se então notar que o surgimento da ocupação de fisioterapia no Estado de Minas Gerais deu-se pela necessidade de mão-de-obra especializada para atender a uma demanda dos profissionais médicos. Era uma exigência ser ligado a uma fundação” E2. o grupo de ortopedistas do Hospital da Baleia passou a liderar a área de reabilitação em Belo Horizonte. Valendo-se desse reconhecimento. Este novo serviço aumentou a necessidade. Sentiram a necessidade de criar um curso para suprir a necessidade principalmente dos hospitais que atuavam” E5. com um modelo de reabilitação pós-guerra. 10 No. Durante a década de 1950. O grande era massagem. foram treinadas para realizar o trabalho: “As irmãs aprenderam a lidar com estes pacientes. o Hospital da Baleia: “O professor Mata Machado foi levado pelo professor Baeta Viana. Em 1952. principalmente por parte dos médicos ortopedistas. mediante os cursos de Fisioterapia e de Fisiatria da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais – FCMMG. e implantaram a ortopedia na Baleia” E8. a concepção de saúde ainda estava interligada com a aparência física das pessoas. a proposta era que o curso de fisioterapia criado pelo Hospital Arapiara estivesse vinculado a uma faculdade. principalmente ortopedistas. essas se tornaram documento e base de dados para a análise9. e organizaram a capacitação de pessoal de maneira padronizada. Eram treinadas e orientadas por ortopedistas”E8. Também pode ser percebido nas entrevistas que houve um momento em que médicos e futuros fisioterapeutas idealizaram um trabalho em equipe. Essa análise facilitou a utilização do recurso de triangulação ou da prática de confrontar variadas evidências sobre o mesmo fenômeno. Era uma exigência” E2. quem tinha alguma experiência com massagem ou com hidroterapia era aproveitado para as atividades de reabilitação. permitindo a comparação dos relatos uns com os outros e estes com os documentos e as obras existentes sobre a história da fisioterapia13. Outro ponto a destacar é que. Apesar das dificuldades. Pode-se perceber pelas entrevistas que a relação entre os médicos e os que seriam os primeiros fisioterapeutas mineiros era de cooperação: . A necessidade da ocupação Na década de 1940. permitiu a organização temática dos resultados das entrevistas12. à medida que se investe em determinada área ou ocupação. fisiatras e reumatologistas. dimensionando a falta do profissional .“Os residentes de ortopedia americanos estavam todos servindo exército. Nesse início. RESULTADOS O percurso dos cinco passos para a profissionalização. A exigência legal de que houvesse uma fundação por trás do convênio entre o Arapiara e a FCMMG é que retardou o processo.. os médicos da área idealizaram um hospital especializado para o atendimento aos portadores de deficiência física. exercida por irmãs de caridade e práticos. ele e alguns outros [. Esses médicos mineiros. importado dos Estados Unidos. na ocasião da guerra. cria-se um espaço social para ela e.11. uma vez que demonstra que. as termas mineiras capacitavam e absorviam pessoal com experiência em massagem e hidroterapia. a demanda pelo profissional começa a crescer. apesar de o primeiro curso de Fisioterapia ter sido criado por necessidade dos médicos do Hospital Arapiara.“Os médicos entravam na piscina de igual para igual” E2. O processo de categorização. Parece que. tendo como grandes temas os passos de profissionalização de Wilensky1. Fato importante. em que o foco do trabalho era a recuperação de lesões traumáticas14 : . o Hospital Arapiara. 2. a idéia não era manter o curso atrelado ao hospital. de recurso humano qualificado para o atendimento em reabilitação. não foi diferente. o serviço de reabilitação do Hospital da Baleia passou a ser reconhecido e considerado como referência no Estado de Minas Gerais. considerada por Wilensky1. no período compreendido entre 1950 e 1980. As termas recrutavam pessoas com aparência saudável. “A idéia de Márcio de Lima Castro era de que o Arapiara fosse um hospital onde todos trabalhassem de mãos dadas” E2. no caso da profissão aqui estudada. “Eles fizeram fisiatria nos Estados Unidos e voltaram para Belo Horizonte. os hábitos saudáveis e a higiene pessoal: “1945. Dada a necessidade de que aquela ocupação. a partir daí. 2006 A Profissionalização da Fisioterapia em Minas Gerais 243 a recuperar a integralidade dos relatos. Cabe então destacar a importância do Arapiara para o desenvolvimento da reabilitação e para o processo de profissionalização da fisioterapia no Estado. pôde então ser identificado ao ser reconstituída a história da fisioterapia em Minas Gerais. Nessas termas. com o agrupamento de respostas por afinidade específica. passasse a ser desempenhada por pessoal mais qualificado. foi criado um serviço direcionado ao atendimento à criança com tuberculose óssea e com poliomielite em Belo Horizonte. os recursos que posteriormente seriam identificados como específicos da fisioterapia eram utilizados mais para a manutenção da saúde do que propriamente para o tratamento das doenças. Entrevistados informaram que a criação do curso de Fisioterapia por esse grupo de médicos que liderava a área de reabilitação no Estado foi motivada pela necessidade de mão-de-obra para os serviços por eles coordenados.] fizeram aprendizado na América e voltaram operando tudo” E8. “Com a idéia do curso. possibilitado pela utilização das entrevistas semi-estruturadas. que aproveitou os conhecimentos que ele adquiriu na América. E o José Henrique [da Mata Machado]. que já trabalhavam na área de enfermagem.Vol. As madres da Congregação Franciscana Missionárias de Maria.

Cabe ressaltar a importância das primeiras turmas desse curso no desenvolvimento da identidade profissional do fisioterapeuta mineiro. dirigido por Howard Rusk14 E1. o poder de cura relacionado ao toque. E5. na prescrição do tratamento. Sampaio RF. as dificuldades encontradas na definição das atribuições se complicaram. E8. bras. Apesar do avanço. de reabilitação trouxeram um modelo americano de reabilitação. é criada uma associação profissional. referida por Machado4. A formação profissional Em 1962. era a gente [fisioterapeuta] mesmo que fazia. pôde ser identificado nas entrevistas. sendo alguns. passando. A partir de 1969. na maioria das vezes. mais recentemente. que compreende atitudes como o uso da organização profissional. Mas a coisa mais corriqueira normalmente eles [auxiliar] faziam” E3. A associação profissional Mobilizados principalmente pelos conflitos internos e externos. e. Embora a escola representasse o início da profissionalização. o sentido de vocação e de autonomia16. as atividades foram transferidas em função da complexidade para os profissionais de acordo com a sua qualificação: “Um procedimento que era mais específico. foi verificado que a autonomia do fisioterapeuta esteve prejudicada pela medicina em vários momentos. como Márcio de Lima Castro. Mancini MC. que serviria para preservar ou melhorar o padrão dos serviços prestados. em outras profissões. transformando-o em um profissional auxiliar. denominação percebida como menos profissional: “nós começamos a mudança da história de deixar de ser massagista pra ser fisioterapeuta” E4. Nesse período. Salmela JH. como a fisioterapia em Minas Gerais o processo foi semelhante. De acordo com o desenvolvimento profissional caracterizado por Wilensky1. e o fisioterapeuta “que tivesse uma excelente relação terapeuta/paciente” E5. a contratação de professores fisioterapeutas e a busca por locais de estágio não controlados por médicos. em 1968 os profissionais se uniram em uma associação – Associação Mineira de Fisioterapeutas (AMF) –. subordinado às regras emitidas pelos médicos: “Ficava o médico especializado para prescrever o tratamento do fisioterapeuta. como a ampliação do curso para quatro anos. como apontado em entrevistas: “não tinha muita coisa pra você estudar” E3. como a rejeição do fisioterapeuta ao rótulo de massagista. não conseguindo cumprir. quando:”as primeiras turmas têm o grande mérito de ter conseguido a independência da profissão e a respeitabilidade dela” E4. Inicialmente. ou seja. aumentar o prestígio profissional e diminuir a competição externa (médicos) e interna (práticos e auxiliares). com base no curso. não podia mudar uma vírgula” E2. Você [fisioterapeuta] só podia atuar. A idéia de corporativismo. Segundo Noronem et al. considerando que essa seria uma forma de auto-regulação. de não aceitação” E4. Questões relacionadas à denominação parecem ter dificultado a identificação profissional.244 Nascimento MC. a formação profissional passa a ser orientada por parâmetros mais definidos para a fisioterapia. Era valorizada a visão do indivíduo “como um todo” E3. fisioter. principalmente fisiatras. Figueiredo IM Rev. O desenvolvimento dessas competências foi-se dando ao longo do tempo pelos próprios conflitos entre os profissionais.3a autonomia pode ficar comprometida se não houver a definição da especificidade da fisioterapia e uma apropriação por parte do fisioterapeuta. indicando um conflito entre a formação teórica institucionalizada e o saber prático adquirido. com o papel esperado para entidades com essas características. como fator também importante para o profissionalismo. Os conflitos entre fisioterapeutas e médicos. A divisão do trabalho foi-se estruturando de forma hierárquica. mesmo porque não existia clareza quanto ao modelo a seguir. a crença na autoregulação. o contato próximo .15 consideram que a fase de formação de uma associação representa a busca de identidade profissional. no Instituto de Reabilitação da Universidade de New York. tais médicos dominavam todos os grandes serviços de saúde que tinham algum vínculo com reabilitação. A definição das competências também trouxe conflitos internos e externos. a saber: os primeiros professores eram os que lideravam a reabilitação no Estado. de rixas. Alguns autores 1. somando-se à hierarquização externa das ações médicas uma hierarquização interna. o treinamento padronizado passa a ser requisito para ingressar na ocupação e. Mas a associação mineira era frágil. O modelo de saúde curativo e reabilitador do pós-guerra influenciou a cultura do fisioterapeuta. Neste estudo. pelo monopólio dos saberes e das condutas no controle e no gerenciamento dos serviços de reabilitação. como ao ser citado que naquela época: “a gente abraçava mesmo” ou “a gente se dava muito as mãos” E4. assim. quase todos os professores ainda eram médicos e investiuse em um treinamento de cunho mais prático. A formação desse profissional atravessada pela medicina parece ter dificultado a autonomia e a vinculação do fisioterapeuta com a comunidade. e entre fisioterapeutas e auxiliares foram salientados: “Teve coisa braba. tinha dificuldades que iam do financeiro à pouca clareza de seus objetivos. uma vez que se especializaram em ortopedia ou fisiatria nos Estados Unidos da América. na dependência do encaminhamento para o tratamento fisioterapêutico. Um fator que contribui para a formação dessa identidade é o profissionalismo. a controlar a formação dos futuros profissionais. como a Santa Casa de Misericórdia. Na época. mesmo porque. As entrevistas apontaram que o ideal de serviço era focado no bem-estar do paciente. teve início o curso de Fisioterapia com a parceria entre o Hospital Arapiara e a FCMMG. sendo esse o eixo central do processo de formação e instrução da categoria no Estado. o primeiro curso começa vinculado a uma faculdade.

2. O código de ética A aderência a um conjunto de normas profissionais. Em 17 de dezembro de 1975. baseado no conhecimento adquirido por um longo treinamento1. quando não se tem a definição dos métodos e técnicas específicas ao fisioterapeuta. Influência política. o respeito à vida e à intimidade. Segundo Wilensky1. quando a fisioterapia é reconhecida como profissão de nível superior. Esse código é centrado na auto-identidade do profissional e no ideal de serviço. a justa remuneração. Do Exercício Profissional.. que valorizava mais “a relação terapeuta paciente que a técnica empregada” E9 . Esse parecer serviu de guia até 1969. “quando o conhecimento é geral e vago. em 13 de outubro de 1969. Wilensky1 considera que. um dos primeiros documentos oficiais que definem a ocupação do fisioterapeuta é o Parecer nº 388/63 do Conselho Federal de Educação. Para tanto. para que tal regulamentação viesse ao encontro da real necessidade da categoria. o estabelecimento de um código de ética aparece como o último passo. como também observou Purtilo23. Em 3 de dezembro de 1971.“a gente [o fisioterapeuta] acabou excluindo estas pessoas [auxiliares de fisioterapia e práticos]” E5 -. Esse código21 contém seis capítulos. Esse parecer representa a força do papel reabilitador do fisioterapeuta na época. protegendo os clientes e enfatizando o ideal de serviço. mais divulgada. quais sejam: Das Responsabilidades Fundamentais.5. a legislação se mostrou mais como uma troca de favor obtida mediante articulações políticas – “A gente sempre usa das oportunidades” E5. decretada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo Presidente da República. por meio do código de ética. negar ou abandonar assistência. pode-se observar o enfoque no profissional indo ao encontro da auto-identidade. e o enfoque no cliente indo ao encontro do ideal de serviço. influenciar lá em cima. Quanto ao enfoque no profissional. a especificidade da fisioterapia deveria estar melhor definida. tratando dos bichos no biotério pra quando viesse a comissão do MEC” E4. Como proibições. os Ministros da Marinha de Guerra.e os Conselhos Regionais de Fisioterapia e Terapia Ocupacional . ele ainda era denominado técnico. -”A gente procurava alguém que pudesse ajudar. traz uma base fraca para a jurisdição exclusiva”. por meio da Lei nº 6. a concorrência leal e o tratamento com respeito entre os colegas21.31620. geralmente longo. e é colocado como um dever pertencer a uma entidade associativa de classe. [. por meio do Decreto-Lei nº 69. Usando das atribuições em atos institucionais. 2006 A Profissionalização da Fisioterapia em Minas Gerais 245 do fisioterapeuta com o paciente. são colocados como dever a proteção. foram criados o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional – COFFITO . É afirmada a atribuição de fazer o diagnóstico fisioterápico e elaborar o programa de tratamento. mas que pouco assegurou com relação à autonomia profissional e ao monopólio do saber e das condutas”A profissão realmente tá mais conhecida. A indefinição de suas atribuições levou os fisioterapeutas a lutar por uma legislação que reduzisse a competição interna. dentre elas a AMF22. embora tivesse formação de nível superior. vem assumir um aspecto de controle e de organização do trabalho. O termo técnico vem marcar a competência de auxiliar do médico. foi considerado especificidade e vantagem da fisioterapia. divulgar terapia cuja eficácia não seja publicamente reconhecida ou prescrever tratamento sem examinar21. Como direito. Dos Honorários Profissionais e Disposições Gerais. uma influência militar” E3. . o prestígio e as tradições da profissão. por meio da exclusão dos práticos e auxiliares . A proteção do território ocupacional Segundo Wilensky1 a regulamentação da profissão vem assegurar o monopólio do saber e da prática profissional.CREFITOs. Do Fisioterapeuta Perante os Colegas e Demais Membros da Equipe de Saúde. o poder de decisão e o sigilo profissional. como necessidade.]O fisioterapeuta ainda depende muito do médico” E6. reconheceram os fisioterapeutas diplomados por escolas e cursos reconhecidos pelo MEC como profissionais de nível superior e tornaram exclusiva a execução de métodos e técnicas específicas à categoria18. Após o reconhecimento da profissão no Brasil e do primeiro curso em Minas Gerais. Pode-se observar o quanto a legislação era vaga. por meio do Decreto-Lei nº 93817.68719. ou muito estreito e específico. Como apontado em algumas entrevistas. A criação do código de ética profissional do fisioterapeuta no Brasil deu-se em 1978 21. características consideradas comuns naquelas profissões que procuram certo grau de autonomia. General Ernesto Geisel.. Quanto ao enfoque no cliente. é reconhecido o Curso de Fisioterapia da FCMMG.Vol. são apontados a valorização da honra. Nesses capítulos. o próximo passo foi o de regulamentação da profissão. 10 No. acrescentando um critério distinto ao trabalho técnico do profissional.. como apresentado no artigo 3° do DecretoLei nº 938: “É atividade privativa do fisioterapeuta executar métodos e técnicas fisioterápicas com a finalidade de restaurar. desenvolver e conservar a capacidade física do paciente”17. Essas regras morais vêm com o intuito de eliminar os não qualificados e de reduzir a competição interna. proporcionada pelo “instrumento de cura da fisioterapia . com importante participação da AMF e dos alunos: .“Passava fins de semana fazendo levantamento de biblioteca.a mão do fisioterapeuta” E9 e pelo acompanhamento do processo de reabilitação. do Exército e da Aeronáutica Militar. De acordo com Rebelatto et al. com a participação das associações profissionais regionais. “transmitindo aquela vibração que se tem em trabalhar com ele” E2. Do Fisioterapeuta Perante as Entidades de Classe. na maioria das profissões em processo de consolidação.

In: Miceli S. Mancini MC. 1999. Mazzoti AJ. psicologia e educação é baseado na utilização de entrevistas como dado científico26. destaca-se também que um volume extenso da ciência social moderna em antropologia. Já para Machado4 o corpo esotérico do conhecimento deve conter os segredos e as técnicas próprias de cada profissão. apesar de o fisioterapeuta ter tradição de trabalho. 70: 137-58. 1979. Botomé SP. Análise de Conteúdo. o art. também no caso da fisioterapia deve existir um esforço de se repensar sobre o objeto de trabalho e a metodologia que delimita sua ação. atas de reuniões. 2003. não houve nenhuma alteração desde que foi criado. p. Textos. Colognese AS. Professional theoretical paper: towards a paradigm-oriented approach in physical therapy. Para a afirmação efetiva da fisioterapia. 1999. 2a. 2. cabe destacar a importância de entender e teorizar sobre a história da estruturação do campo da fisioterapia. com instrumentos próprios de apropriação e intervenção. Sociologia das profissões: uma contribuição ao debate teórico. assim como visibilidade social. 1991. fisioter. tanto na produção de conhecimento específico e na implementação desse conhecimento na clínica. Figueiredo IM Rev. Pesquisa social: métodos e técnicas.246 Nascimento MC. Por fim. Purtilo22 considera que. 6. Queiroz MIP. a socialização necessária para o reconhecimento público ainda não foi alcançada. no que se refere ao alcance desse material para tal fim. São Paulo: Pioneira. Noronem L. Lisboa: Edições 70. Gewandsznajder F. São Paulo: Cortez. a profissão não irá avançar. 287-30. dando visibilidade ao processo ininterrupto das transformações impostas pelos condicionantes de cada momento histórico de sua profissionalização. Cadernos de Sociologia 1998. A continuidade de estudos com esse enfoque poderá colaborar para o entendimento da fisioterapia nas Ciências da Saúde. leis e outros documentos para reconstruir e entender fatos históricos. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. Compreender as raízes da fisioterapia torna-se então fundamental para definir quem é esse profissional e para traçar os rumos da profissão no País. São Paulo: Atlas. São Paulo: Atlas. Introdução à pesquisa em Ciências Sociais: a pesquisa qualitativa em educação. Vem penalizar ou até eliminar os nãoqualificados. Salmela JH. sociologia. a chamada prática baseada em evidências. São Paulo: Manole. Considerando que grande parte do material utilizado neste trabalho foi obtida por meio de entrevistas. É indiscutível o quanto a fisioterapia tem avançado.13-33. com penas disciplinares. da década de 1950 até a atualidade. levando ao afastamento e à diferenciação do modelo médico de trabalho. como profissão. de como ela se organizou. enquanto o fisioterapeuta não identificar o seu papel e ser capaz de falar claramente sobre ele nas equipes multidisciplinares de saúde. com pouca participação nas equipes do Sistema Único de Saúde. 6a. . no capítulo Disposições Gerais. 9. Rebelatto JR. Chizzoti A. 1985. ed. 9: 143-59. In: Machado MH. quanto em programas de pós-graduação lato sensu e stricto sensu. Assim como em outras profissões24. 4. Triviños ANS. Bardin L. torna-se então necessária a delimitação das especificidades do seu saber e do seu fazer (teoria e prática). 8. (Biblioteca Básica de Ciências Sociais. v. porém. Apesar de que. Machado25 reforça essa questão quando coloca que. bras. Profissões de Saúde: uma abordagem sociológica. 3. e para a sua participação integrada na equipe multidisciplinar.7). 11. Wilensky HL. Richardson RJ. 12. ao enfocar o cliente até mesmo o protegendo. 10. 7. Sampaio RF. 1998. O que ler na Ciência Social Brasileira. São Paulo: Sumaré/ANPOCS. Physical therapy Theory and Practice 1999. Melo JLB.Queiroz. A compreensão de como foi definida a necessidade da fisioterapia no estado. organizador. O código de ética vem afirmar a necessidade de aderência do profissional ao ideal de serviço. a ética do profissional fisioterapeuta se encontra em um período da identidade focada no paciente. Machado MH. e aponta um período futuro emergente quando se estabelecerá uma parceria mais ampla com cidadãos e instituições. e vem reduzir a competição interna. São Paulo: T. Ao acompanhar como se deu a profissionalização da fisioterapia em Minas Gerais. Série 2. 1987. CONSIDERAÇOES FINAIS Segundo Wilensky1 o futuro do profissionalismo depende do desenvolvimento na organização do trabalho e no conhecimento específico.ed. et al. Widstrom GC. e de como se deu a construção da identidade do profissional poderá contribuir para o entendimento da importância de se definir a especificidade da fisioterapia. algumas questões importantes devem ser apontadas em pesquisas que utilizam fontes como entrevistas. O método nas Ciências Naturais e Sociais: Pesquisa Quantitativa e Qualitativa. é pertinente lembrar que esta informação representa uma percepção social dos fatos. Estudos sobre profissão no Brasil. Para finalizar. A técnica de entrevista na pesquisa social. 15: 175-84. p.A. pôde-se perceber certas características também encontradas em outras profissões1. 5. The professionalization of everyone? The American Journal of Sociology 1964. Rio de Janeiro: Fiocruz. Por outro lado.27. Bonelli MG. (volume 2). essa é uma profissão nova. Pesquisa em Ciências Humanas e Sociais. 1995. Fisioterapia no Brasil: fundamentos para uma ação preventiva e perspectivas profissionais. 3421 trata da possibilidade de alteração do código pelo COFFITO. Autores como Noronem3 acreditam que. portanto está sujeita as pressões sociais do contexto em que são obtidas. Variações sobre a técnica de gravador no registro da informação viva.

Revista O COFFITO 2004 dez 21. Elliott P. DF. p. Velandia Mora AL. 135-51. Trudel P.Vol. Brasília. 1978. 9: 11-47. 21. Atas de reunião da Associação Mineira de Fisioterapeutas. 80 (11): 1112-9. 2006 A Profissionalização da Fisioterapia em Minas Gerais 247 13. 1971. 1969. 1975. 1995. 26. 14. Diário Oficial da União. 1998. 10 No. Russel SJ. 19. Diário Oficial da União. 938. Ferreira LC. Machado M H. Dimensiones del cuidado. a time to Sow: ethics for a shifting landscape. 1975. Técnicas de coleta e análise qualitativa de dados. Brasília. Salmela JH. Decreto-Lei n. Brasília: Universidade de Brasília. Formação profissional desestruturada: o desafio da Saúde Pública. Brasília. 22. In: Herrera BS. 2000. 24. Huberman AM. O sujeito trabalhador na enfermagem: identidade e subjetividade no mundo do trabalho. 18. de 3 de dezembro de 1971. Lei n. São Paulo: Hucitec. Thousand Oaks (CA): Sage. Diário Oficial. Santafé de Bogotá: Unibiblos. Madrid: Editorial Tecnos. 17. ed. 27. 23. de 17 de dezembro de 1975. Terapia Ocupacional: lógica do capital ou do trabalho? Retrospectiva histórica da profissão no Estado brasileiro de 1950 a 1980. Physical Therapy 2000.316. 2a. 15. DF. BARIA A. Soares LB. 1991.687. 2. 1994. DF. . Cassiano JG. de 13 de outubro de 1969. 25. Afanador NP. Decreto-Lei n. DF. 1-17. 16. Cortes SMV. Diário Oficial da União. A time to Harvest. Belo Horizonte: 1968-1980. Reabilitar para quê? Uma reflexão sobre a história e a prática de terapia ocupacional na reabilitação física em Minas Gerais [dissertação]. 69. Piracicaba: Universidade Metodista de Piracicaba. p. Cadernos de Sociologia 1998. Cötê J. Purtillo RB. 6. 15-19. [Projeto de tese]. The coaching model: A grounded assessment of expert gymnastics coaches knowledge. Futuro e identidad de enfermeria com base en el cuidado: una historia prospectiva del cuidado de enfermeria en colombia. Qualitative data analysis. Miles HB. Brasília. Código de Ética Profissional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional. Journal of Sport and Exercise Psychology 1995. Sociologia de las profesiones. 20.

não sendo meros repositórios de dados científicos ou de conceitos já consagrados. eventualmente. anexar uma via impressa e uma cópia eletrônica em língua portuguesa. por recomendação expressa dos editores.br/rbfisio). Os manuscritos devem ser digitados em espaço duplo. publicadas a critério dos editores). com base nas recomendações feitas pelos revisores. Fisioterapia nas Condições Geriátricas e Medidas em Fisioterapia. v. Eventuais modificações na forma. Os artigos submetidos à Revista devem preferencialmente enquadrar-se na categoria de artigos científicos (novas informações com metodologia e resultados sistematicamente relatados). Quando parte do material já tiver sido apresentada em uma comunicação preliminar em Simpósio. atendendo às “Normas para Publicação de Resumos em Suplemento” que podem ser obtidas no site da Revista (http://www. n. não ultrapassando 20 (vinte) páginas (incluindo referências. bras. No caso da submissão de artigo em inglês. A Revista publica ainda uma Seção Editorial. Fisioterapia nas Condições Cardiovasculares e Respiratórias. os artigos estarão sujeitos a pequenas correções ou modificações que não alterem o estilo do autor. Prevenção em Fisioterapia/Ergonomia. Estudos de caso não devem ultrapassar 10 (dez) páginas digitadas em sua extensão total (incluindo referências. Tel. Os editores coordenam as informações entre os autores e os revisores. fonte Times New Roman com amplas margens (superior e inferior = 3 cm. estilo ou interpretação só ocorrerão após a devida consulta aos autores. Os autores cujos manuscritos entrarem em processo de revisão receberão uma notificação. após submissão e aprovação de proposta ao Conselho Editorial. ESCOPO E POLÍTICA A REVISTA BRASILEIRA DE FISIOTERAPIA publica relatos originais de pesquisa concernentes ao objeto principal de estudo da Fisioterapia e ao seu campo de atuação profissional. Registro/Análise do Movimento.ufscar.. p. Os artigos submetidos à Revista são analisados pelos editores e pelos revisores das áreas de conhecimento. cabendo-lhe a decisão final sobre quais artigos serão publicados. 137-247. sendo especialistas em suas respectivas áreas de conhecimento. Cinesioterapia. Fisioterapia nas Condições Uroginecológicas e Obstétricas. Controle Motor.7 cm) de boa qualidade e com todas as cópias nítidas e totalmente legíveis. Fisioterapia nas Condições Musculoesqueléticas. São Carlos.. Agenda de Eventos Científicos Próximos e Cartas ao Editor (de críticas às matérias publicadas – com réplica dos autores – referentes a assuntos gerais da Fisioterapia. Anatomia. assim como os autores não serão identificados pelos revisores. Comportamento e Motricidade. Congresso. 10. com análise crítica da literatura consultada e conclusões) são publicados apenas a convite dos editores estimulando a submissão por autores de reconhecimento internacional. fisioter. figuras e tabelas). os artigos. Cinesiologia e Biomecânica. Cada artigo é analisado por pelo menos três revisores. tamanho 12. INSTRUÇÕES AOS AUTORES Informações Gerais Os manuscritos e toda a correspondência devem ser encaminhados para: Revista Brasileira de Fisioterapia Secretaria Executiva Departamento de Fisioterapia Universidade Federal de São Carlos Rodovia Washington Luís. veiculando estudos básicos sobre a motricidade humana e investigações clínicas sobre a prevenção.br/rbfisio A submissão dos manuscritos implica que o trabalho não tenha sido publicado e não esteja sob consideração para publicação em outro periódico. Será dada preferência de publicação àqueles manuscritos que contribuam significativamente para o desenvolvimento conceitual dos objetos de estudo da Fisioterapia ou que desenvolvam procedimentos experimentais novos. os quais trabalham de maneira independente e fazem parte da comunidade acadêmicocientífica. A Revista Brasileira de Fisioterapia publica resumos de eventos como Suplemento. figuras e tabelas). Ética e Deontologia. deve ser citada como nota de rodapé na página de título e uma cópia deve acompanhar a submissão do manuscrito. Artigos de Revisão Sistemática e Metanálises. contendo as seguintes informações: área principal do artigo e número e nome do parecer do Comitê de Ética. que estão assim divididas: Fundamentos e História da Fisioterapia.: (0xx16) 3351-8755 Para outras informações consultar http://www. Artigos Metodológicos (apresentando aspectos metodológicos de pesquisa ou de ensino) e Estudos de Caso (acompanhados de breve revisão do assunto e metodologia pertinente) são publicados num percentual de até 20% do total de manuscritos. São Carlos-SP-Brasil. podendo ser acompanhados por justificativa do editor. laterais = 2. Artigos de revisão passiva não serão aceitos. Ensino em Fisioterapia.5 cm) em papel A4 (21. 2. Os revisores permanecerão anônimos aos autores. Quando aceitos para publicação. Administração. Forma e preparação dos manuscritos Os manuscritos devem ser submetidos preferencialmente em inglês e devem ser enviados em quatro vias impressas e em versão eletrônica (CD-ROM). 2006 REVISTA BRASILEIRA DE FISIOTERAPIA ISSN 1413-3555 NORMAS EDITORIAIS JULHO 2006 OBJETIVOS. o tratamento e a reabilitação das disfunções do movimento. Recursos Terapêuticos Manuais. .ISSN 1809-9246 Rev. Fisioterapia nas Condições Neurológicas. km 235. Resenhas de Livros (por solicitação dos editores) e. Artigos de revisão (síntese atualizada de assuntos bem estabelecidos. A submissão de proposta será anual e realizada por edital. Recursos Terapêuticos Físicos e Naturais. Caixa Postal 676 CEP 13565-905.0 x 29.ufscar. Quando recusados. Um manuscrito submetido para publicação deve vir acompanhado por: 1) uma carta de encaminhamento do material. etc.

qual a contribuição individual de cada um deles ao manuscrito. c) Nome e endereço completo (incluindo número de telefone e e-mail do autor para envio de correspondência. como a tradução para outro idioma sem a autorização dos Editores. um novo processo será iniciado. deve ser escrito em folha separada e colocada logo após a página de título. Uma vez que os resumos são publicados separadamente pelos Serviços de Informação. apenas em língua inglesa. principalmente àqueles que foram indicados na Introdução do trabalho.o objetivo da discussão é interpretar os resultados e relacioná-los aos conhecimentos já existentes e disponíveis. Metodologia . incluindo os seguintes itens separadamente: contextualização (opcional). Para os demais países.org). o processo de revisão será considerado encerrado. não excedendo 60 caracteres. o resumo deve ser escrito em língua portuguesa e língua inglesa.deve conter os objetivos da investigação. ATENÇÃO: A Revista recomenda fortemente inclusão de no máximo 6 (seis) autores em um artigo. Metodologia e Resultados) podem ser citadas. resultados e discussão Após o Resumo e o Abstract deve-se incluir em folhas seqüenciais a Introdução. Para informações adicionais consultar “Uniform Requirements for Manuscripts (URM) submitted to Biomedical Journals” (http:www. o título curto e o resumo estruturado e as palavras-chave do artigo devem ser traduzidos para o inglês sem alteração do conteúdo. As provas finais serão remetidas aos autores somente para correção de possíveis erros de impressão. deve ser enviada em CD-ROM usando o programa Word em qualquer versão. a carta de encaminhamento do manuscrito deve esclarecer. A versão corrigida. Se for preciso citar uma referência. As datas de recebimento e aceite dos artigos serão publicadas.icmje. Deve incluir todas as informações necessárias – ou fazer referências a artigos publicados em outras revistas científicas – para permitir a replicabilidade dos dados coletados. devem ser numeradas consecutivamente em sobrescrito no manuscrito e escritas em uma folha separada. Uma exposição concisa.br/rbfisio). anexadas no final do texto. mesmo que parcial em outros periódicos. Caso o mesmo artigo seja re-encaminhado à Revista. os Resultados e a Discussão. Os resumos são escritos em forma estruturada. . quando necessárias. para garantir melhor e mais efetiva compreensão dos dados. Tabelas e Figuras podem ser incluídas. Introdução . se imprescindíveis. Os modelos de carta e das declarações encontram-se disponíveis no site da Revista (http://www. É desejável que apresentem resultados de estudos que utilizem grupo de controle e tamanho de amostra adequadamente. o qual será avaliado pelos Editores. suas relações com outros trabalhos da área e os motivos que levaram o(s) autor(es) a empreender a pesquisa.ufscar. Notas de rodapé e abreviações não definidas não devem ser usadas. b) Autor: nome e sobrenome de cada autor. metodologia. padrão PC e uma cópia em papel.2) Declaração de responsabilidade de conflitos de interesse. com início na página de título1. separar por vírgula. Formato do manuscrito O manuscrito deve ser elaborado na seguinte ordem. Se mais de 6 (seis) autores forem listados. Após publicação do artigo ou processo de revisão encerrado. para ser usado no cabeçalho das páginas do artigo (língua portuguesa e inglesa). As informações dadas anteriormente no texto (na Introdução. objetivo. resultados e conclusões. Título e Identificação Página de identificação: a) Título do manuscrito em letras maiúsculas. seguido por número sobrescrito (expoente).bvs. 3) Declaração assinada por todos os autores com o número de CPF indicando a responsabilidade do(s) autor(es) pelo conteúdo do manuscrito e transferência de direitos autorais (copyright) para a Revista Brasileira de Fisioterapia. a citação completa deve ser feita dentro do resumo. As figuras e tabelas devem ser colocadas em folhas separadas. em letras maiúsculas sem titulação.devem ser apresentados de forma breve e concisa. com data atualizada. Discussão . que não exceda 250 palavras em um único parágrafo digitado em espaço duplo. É de responsabilidade do autor correspondente manter atualizado o endereço e e-mail para contatos. toda documentação referente à revisão será incinerada. 1 e) Palavras-chave: uma lista de termos de indexação ou palavras-chave (máximo seis) deve ser incluída (versões em português e inglês). Resultados . financeiros e benefícios diretos e indiretos) que possam influenciar os resultados da pesquisa. com todas as páginas numeradas consecutivamente na margem superior direita. Catalogação e Indexação Bibliográficas. caso o artigo venha a ser aceito pelos Editores. não sendo permitida quaisquer outras alterações. mas não devem ser repetidas em detalhes na discussão.br/) para consulta aos termos de indexação/ palavras-chave a serem utilizados no artigo. método. A data do aceite será registrada quando os autores retornarem o manuscrito. Os manuscritos publicados são de propriedade da Revista e é vedada tanto a reprodução. detalhadamente. Abstract Em caso de submissão em língua portuguesa o título. Introdução. Para mais que um autor.deve ser escrita de modo a permitir que o trabalho possa ser inteiramente repetido por outros pesquisadores. d) Título para as páginas do artigo: indicar um título curto. Outras Pessoas que contribuíram para o trabalho podem ser incluídas no item “Agradecimentos”. a Metodologia. identificando a afiliação institucional/vínculo (Unidade/Instituição/ cidade/estado). eles devem conter dados suficientemente sólidos para ser apreciados por um leitor que não teve acesso ao artigo como um todo. Manuscritos em prova final não devolvidos em dois dias terão sua publicação postergada para um próximo número. Notas de Rodapé As notas de rodapé do texto. Resumo Para autores brasileiros. após a correção final aceito pelos Editores. Os autores devem declarar a existência ou não de eventuais conflitos de interesse (profissionais. Se o artigo for encaminhado aos autores para revisão e não retornar à Revista dentro de 3 (três) meses. colocada no final do material após as referências. A Revista recomenda o uso do DeCS – Descritores em Ciências da Saúde (http://decs. após o aceite dos editores.

Um conjunto adicional de Figuras com legendas em inglês deve ser também incluído para artigos submetidos em língua portuguesa. de acordo com a ordem em que forem mencionadas pela primeira vez no texto seguindo os Requisitos Uniformizados para Manuscritos Submetidos a Jornais Biomédicos.com). Devem incluir uma seção que descreva os métodos empregados para localizar. para avaliação dos revisores. Prefira produzir a arte final das figuras em computador. consecutivamente. As tabelas devem ser numeradas consecutivamente com algarismos arábicos e inseridas no final. Os títulos de periódicos devem ser referidos de forma abreviada. consultas às situações clínicas e discussões de assuntos específicos à Fisioterapia serão publicados a critério dos editores. use papel vegetal/nanquim. obter e sintetizar as informações. inclua cópias de boa qualidade em papel preto-e-branco. Estudos realizados no homem devem estar de acordo com os padrões éticos e com o devido consentimento livre e esclarecido dos participantes (reporte-se à Resolução 196/96. um conjunto extra de Tabelas traduzidas para o inglês precisa ser enviado.) para identificar as partes individuais de figuras múltiplas. Tabelas Todas as tabelas devem ser citadas no texto em ordem numérica. selecionar. símbolos para identificação de curvas em um gráfico podem ser incluídos no corpo de uma figura. de maneira construtiva. aconselhamento e assistência de colegas bem como às subvenções para a pesquisa e à bolsa de estudo. Use parágrafos ou recuos e espaços verticais e horizontais para agrupar os dados. Todas as figuras devem ser citadas no texto. Todas as figuras devem ter aparência profissional. Figuras Digite todas as legendas em espaço duplo. Se possível todos os símbolos devem aparecer nas legendas. do autor ou editores. Conflitos de interesse Não é recomendável a utilização de nomes comerciais de equipamentos e drogas (marcas registradas). agradeça brevemente as assistências técnicas. Um título descritivo e legendas devem tornar as tabelas compreensíveis. (Os agradecimentos devem ser incluídos no final. exceto com consentimento expresso. As revistas não indexadas não deverão ter seus nomes abreviados. ou o mais próximo da localização de sua região. A Revista reserva-se o direito de não publicar trabalhos que não obedeçam a essas normas legais e éticas para pesquisas em seres humanos. a qual seja devidamente registrada no Conselho Nacional de Saúde do Hospital ou Universidade.arte final Submeta uma versão original e três cópias. considere as diretrizes internacionais (por exemplo. incluir: Referências O número recomendado pela Revista é de 30 (trinta) referências bibliográficas e devem ser organizadas em seqüência numérica. OUTRAS CONSIDERAÇÕES Unidades Usar o Sistema Internacional (SI) de unidades métricas para as medidas e abreviações das unidades. desde que isso não dificulte a análise dos dados. Para fotografias. que trata do “Código de Ética para Pesquisa em Seres Humanos”). etc. A exatidão das referências constantes no manuscrito e a correta citação no texto são de responsabilidade do(s) autor(es) do manuscrito.icmje. Para os experimentos em animais. Figuras de pouca qualidade podem resultar em atrasos na aceitação e publicação do artigo. Figuras. C. em arábico. Considerações Éticas e Legais Evite o uso de iniciais. Estudos de Casos Os relatos de casos clínicos não precisam necessariamente seguir a estrutura canônica dos artigos científicos. por escrito. sem necessidade de consulta ao texto. a do Committee for Research and Ethical .org/index. Entretanto. para certificar-se de que não há erros nas legendas e que estão sendo enviadas para a Revista as figuras mais apropriadas. os nomes dos produtos e de seus fabricantes deverão vir entre parênteses.Após a Introdução. na ordem em que aparecem no texto. Para as pesquisas em humanos. Não agrupar diferentes figuras em uma única página Confira cuidadosamente cada figura. de acordo com a List of Journals do Index Medicus (http://www. Artigos de Revisão São feitos por pesquisadores que tenham dado contribuição substancial em suas áreas específicas de conhecimento e são submetidos apenas a convite dos editores estimulando a submissão por autores de reconhecimento internacional. As citações devem ser mencionadas no texto em números sobrescritos (expoente). nomes ou números de registros hospitalares dos pacientes. objetiva e educativa. Explique todos os símbolos e abreviações. As figuras devem ser numeradas.html). Cada figura deve estar claramente identificada. deve-se incluir o número do Parecer da aprovação da mesma pela Comissão de Ética em Pesquisa. As tabelas e/ou figuras publicadas em outras revistas ou livros devem conter as respectivas referências e o consentimento. Para artigos submetidos em língua portuguesa. Resultados e Discussão. em uma página separada. após o nome genérico do tipo de equipamento ou da droga utilizada. apenas necessitam de linhas horizontais para a separação de suas sessões principais. em ordem numérica e identificadas. As legendas devem tornar as figuras compreensíveis. para permitir a reprodutibilidade das intervenções relatadas.br/rbfisio.ufscar. Metodologia. Use letras em caixa alta (A. Recomenda-se muito cuidado ao propor generalizações de resultados a partir dos estudos de casos. do Conselho Nacional de Saúde. Cartas ao Editor Críticas a matérias publicadas. caso contrário. Cada tabela deve ser digitada em espaço duplo. B. Agradecimentos Quando apropriado. As tabelas não devem ser formatadas com marcadores horizontais nem verticais. Quando a carta referir-se a comentários técnicos (réplicas) aos artigos publicados na Revista.indexmedicus. esta será publicada junto com a tréplica dos autores do artigo objeto de análise e/ou crítica. Um paciente não poderá ser identificado em fotografias. Quando sua utilização for imperativa. acompanhando o trabalho original. mas devem apresentar um delineamento metodológico o mais exaustivo possível. sem necessidade de consulta ao texto do artigo. Ver exemplos no endereço http://www. antes das referências bibliográficas). elaborado pelo Comitê Internacional de Editores de Revistas Médicas (International Committee of Medical Journal Editors – ICMJE – http://www. por escrito.

Issues of the International Association for the Study of Pain. 16: 109-110. principalmente as fotografias. sem incluir a Instituição ou Laboratório. mas o nome do Comitê de Ética deve ser mencionado de forma genérica. É recomendável que estudos relatando resultados eletromiográficos sigam os “Standards for Reporting EMG Data” recomendados pela ISEK. As ilustrações. Como exemplo. publicada em PAIN. CONSIDERAÇÕES FINAIS Ao enviar o original e as cópias do trabalho (na versão inicial) em papel e em formato eletrônico. É de responsabilidade dos autores a eliminação de todas as informações (exceto na página do Título e identificação) que possam identificar a origem ou autoria do artigo. para evitar rasuras e danos. . deve-se mencionar o número do parecer. Prefira a remessa via Sedex ou carta registrada. 1983). devem ser protegidas com material impermeável antes de serem postadas no correio. bem como outros dados. Esse cuidado é necessário para que os assessores que avaliarão o manuscrito não tenham acesso à identificação do(s) autor (es). procure acondicioná-los adequadamente.

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00 6 2002(***) R$120. SP – Brazil.3. Caixa Postal 676.00 1 (*) 1996/1997 R$ 60. ISSN 1809-9246 . SP – Brasil FAI/Fundação de Apoio Institucional ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico/ Revista Brasileira de Fisioterapia – CGC no 66.00 U$45. (0xx16) 33612081 – aos cuidados da Revista Brasileira de Fisioterapia.2.00 U$90. 8.00 7 2003 R$60.00 9 2005 R$120.00 U$90.00 U$45.00 U$80.00 U$80.00 4(*) 1999/2000 R$ 60.00 4(*) 1999/2000 R$30. Ano/Year Brasil Vol. 2) ORDEM BANCÁRIA-BANCO DO BRASIL – Agência 1888-0 – conta corrente no 5996-X – cod. Bank Account n o 5996-X – 5014-8 Please.00 2 1997/1998 R$ 60.00 U$90.00 3(*) 1998/1999 R$30. identificador da conta 5014-8 Envie o comprovante de pagamento para o endereço abaixo ou pelo fax.00 8(*) 2004 R$100.2.991. juntamente com o cheque nominal para o endereço abaixo.00 (*) volumes 1. Ano/Year Brasil Issues Other countries (**) Issues Other countries (**) 1 (*) 1996/1997 R$30.00 9 2005 R$60.00 7 2003 R$120. Contribua para o fortalecimento científico de nossa classe profissional.br ASSINATURAS/SUBSCRIPTIONS – 2005/2006 Nome completo/Full name: Endereço para correspondência/Mail adresses: Cidade/City: CEP/ZIP port code: Telefone/Phone: Fax/Fax: Estado/State: País/Country: E-mail: PESSOA FÍSICA PESSOA JURÍDICA ASSINATURA ANUAL/annual subscription ASSINATURA ANUAL/annual subscription Brasil/other countries Brasil/other countries Quant.00 5 2001 R$60. 3. CEP 13565-905 – São Carlos.00 U$45. km 235. Outros países/ Quant.00 5 2001 R$120.2 e 4. 1888-0 – São Carlos. OTHER COUNTRIES – PROCEDURES FOR PAYMENT: Bank order to: FAI/UFSCar/REVISTA BRASILEIRA DE FISIOTERAPIA Bank: BANCO DO BRASIL – Ag.00 U$90.00 U$90. send copy of this completed form and of the bank order to the following address: Endereço/Adress: REVISTA BRASILEIRA DE FISIOTERAPIA/BRAZILIAN JOURNAL OF PHYSICAL THERAPY Rodovia Washington Luís.00 3(*) 1998/1999 R$ 60.647/0001-30 A Revista Brasileira de Fisioterapia está indexada na base de dados LILACS – Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde/ e nas bases de dados internacionais SPORTDiscus e Scientific Cambridge Abstracts. Washington Luís.00 U$45.00 U$90.00 2 1997/1998 R$45.00 10+ 2006 R$190.00 U$45.00 U$90.00 U$90.00 8(*) 2004 R$50. Outros países/ Vol. 4.2 esgotados/sould out (**) others countries: tax and shipping included (***) Alterada a periodicidade para quadrimestral a partir de 2002 – + alterada para trimestral BRASIL – FORMAS DE PAGAMENTO: 1) CHEQUE NOMINAL E CRUZADO PARA: FAI/UFSCar/REVISTA BRASILEIRA DE FISIOTERAPIA Envie cópia desta ficha. Caixa Postal 676 CEP 13565-905 – São Carlos – SP – Brasil Tel. (0xx16) 3351-8755 e-mail: rbfisio-ass@power.REVISTA BRASILEIRA DE FISIOTERAPIA BRAZILIAN JOURNAL OF PHYSICAL THERAPY Rod. Aproveite para enviar artigos científicos ou os resultados das teses e dissertações (desde que haja dados originais e atenda as normas da revista) submetendo-os ao corpo editorial da Revista Brasileira de Fisioterapia.00 U$90. km 235.00 U$90.00 6 2002(***) R$60.00 U$90.ufscar.00 10+ 2006 R$95.00 U$45.00 U$90.

............... Parizotto NA.................................. 2........................... 147 Medidas em Fisioterapia/Measurements in Physical Therapy AVALIAÇÃO DA AMPLITUDE ARTICULAR DO JOELHO: CORRELAÇÃO ENTRE AS MEDIDAS REALIZADAS COM O GONIÔMETRO UNIVERSAL E NO DINAMÔMETRO ISOCINÉTICO Knee Joint Range-of-Motion Evalution: Correlation Between Measurements Achieved Using a Universal Goniometer and an Isokinetic Dynamometer Batista LH........................... Catai AM.. Dias JMD.............................................................. Schwantes MLB ...................................................................................................... Vieira ER.................. Perez SEA...................... 199 RELAÇÃO ENTRE INTENSIDADE DE DOR E CAPACIDADE FUNCIONAL EM INDIVÍDUOS OBESOS COM OSTEOARTRITE DE JOELHO Relationship Between Pain Intensity and Functional Capacity of Obese Individuals with Knee Osteoarthritis Vasconcelos KSS............. 219 Normas Editoriais/Editorial Norms ......................... Munin FS. 163 Fisioterapia nas Condições Geriátricas/ Physical Therapy for Geriatric Conditions PARÂMETROS CINEMÁTICOS DA MARCHA COM OBSTÁCULO EM IDOSOS COM DOENÇA DE PARKINSON.. Peixoto GHC........................... with and without Levodopa: a Piloty Study Pieruccini-Faria F...................................................................... 193 ESTUDO DE CONFIABILIDADE DA APLICAÇÃO DA ESCALA DE FUGL-MEYER NO BRASIL Reability Study on the Application of the Fugl-Meyer Scale in Brasil Maki T. Mancini MC.................................................................... 233 Fisioterapia nas Condições Músculo-Esqueléticas (Ortopedia e Traumatologia/Reumatologia/ Próteses e Órteses)/ Physical Therapy for Musculoskeletal Conditions (Orthopedics and Traumatology....................................................... Zanardi VA ........ 137-247... Figueiredo IM .... COM E SEM SINOVITE CRÔNICA: CORRELAÇÃO COM A INCIDÊNCIA DE HEMARTROSES Evaluation of Postural Alignment and Performance in Functional Activities Among Hemophilic Children Under 7 Years Old with and without Chronic Synovitis: Correlation with Hemarthrosis Incidence Galante GA.............................................................................................................. fisioter........................................................................................................................... Dias RC .. Viana MA .... Molinero de Paula VR.. Costa FC............................................ Cacho EWA................................... Ciasca SM.........................Revista Brasileira de Fisioterapia ÍNDICE ISSN 1809-9246 Rev.... Goes R.... Aiello GV.................. 137 Recursos Terapêuticos Físicos e Naturais/ Physical and Natural Therapeutic Resources ADAPTAÇÃO ENZIMÁTICA DA LDH EM RATOS SUBMETDOS A TREINAMENTO AERÓBIO EM ESTREITA E LASER DE BAIXA INTENSIDADE Adaptation of LDH Enzyme in Rats Undergoing Aerobic Treadmill and Low Intensity Laser Therapy Vieira WHB.......................................................... Dias RO......... D’Amico EA .............................................. Tanaka C.... bras...................................................................................................... Vitório R.................................... São Carlos..................... Prosthesis and Orthesis) AVALIAÇÃO DO ALINHAMENTO POSTURAL E DO DESEMPENHO EM ATIVIDADES FUNCIONAIS DE CRIANÇAS HEMOFÍLICAS EM IDADE INFERIOR A SETE ANOS................................. Salvini TF ............................................................ Maura-Ribeiro MVL...................... Menuchi MRTP............. 2006 Editorial .............................................................. Neto FR ............................................. Inoue MMEA............................ Rheumatology... p.................... ACIMA E NO LIMIAR DE ANAEROBIOSE VENTILATÓRIO Comparison of Cardiorespiratory Responses Between Constant and Incremental Load Exercises Below..... Gobbi S ......... Paz LPS......................................................................... Magee DJ ............................................ Camargo PR................................................................................................................................................ Nascimento NH.......................................................... Baldissera V................ Gallo Jr L............................................................................................ 205 ESTIMULAÇÃO ELÉTRICA NERVOSA TRANSCUTÂNEA (TENS) NO PÓS-OPERATÓRIO DE CESARIANA Transcutaneous Electrical Nerve Stimulation (TENS) Following Cesarean Surgery Melo de Paula G...................................................................................................................................................................... n...................... Quagliato EMAB....................................................................................................................................... Above and at the Ventilatory Anaerobic Threshold Pithon KR................................................ Santos DCC................................................. Gonçalves VMG ......................................... 171 ESTUDO DA CONFIABILIDADE DA FORÇA APLICADA DURANTE A MOBILIZAÇÃO ARTICULAR ÂNTERO-POSTERIOR DO TORNOZELO Reability Study on the Force Applied During Anteroposterior Mobilization of the Ankle Joint Resende MA.............................. Mello M.................................................................. Silva E ................................. Salmela JH..................... Mattei K ........................ Venturini C.................. 177 IMPORTANCE AND CLARIFICATION OF MEASUREMENT PROPERTIES IN REHABILITATION Importância e Esclarecimentos das Propriedades de Medida em Reabilitação Gadotti IC.................................. Penido MM..... Sampaio RF.................. Bicalho LI........... V Ensino em Fisioterapia/ Teaching in Physical Therapy A PROFISSIONALIZAÇÃO DA FISIOTERAPIA EM MINAS GERAIS Professionalization of Physycal Therapy in Minas Gerais Nascimento MC..................................................................... 225 THE CHANGING FACE OF NEUROLOGICAL REHABILITATION Mudando a Face da Reabilitação Neurológica Carr JH......................... 213 Fisioterapia nas Condições Neurológicas (do adulto e da criança)/ Physical Therapy for Neurological Conditions (in adults and children) DESENVOLVIMENTO NEUROPSICOMOTOR DE LACTANTES DESNUTRIDOS Neuropsychomotor Development of Malnourished Babies Mansur SS....................................... Oishi J......................................................... 185 HEMIPARETIC CEREBRAL PALSY: CLINICAL DATA COMPARED WITH NEUROIMAGING Paralisia Cerebral Hemiparética: Dados Clínicos Comparados à Neuroimagem Turolla de Souza RC. Stella F..................... 10........................ Azevedo CSA....................... Gobbi LTB...................................... v................................................................... Shepherd RB ... Martins LEB.................................. 241 Fisioterapia nas Condições Cardiovasculares e Respiratórias/ Physical Therapy for cardiovascular and respiratory conditions COMPARAÇÃO DAS RESPOSTAS CARDIORRESPIRATÓRIAS ENTRE EXERCÍCIO DE CARGA CONSTANTE E INCREMENTAL ABAIXO... 157 INFLUÊNCIAS DE PRÁTICAS MATERNAS NO DESENVOLVEMENTO MOTOR DE LACTANTES DO 6º AO 12º MESES DE VIDA Influence of Child-Rearing Practices on Infants’ Motor Development Between the Sixth and Twelfth Months of Life Silva PL....................................................................................................... Chagas MH ..... COM E SEM EFEITO DA LEVODOPA: UM ESTUDO PILOTO Kinematic Parameters for Gait with Obstacles Among Elderly Patients with Parkinson’s Disease.............................................................

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