MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO II Execução de Estruturas Metálicas

Faculdade de Ciências e Tecnologia

João Guerra Martins 2008

Execução de Estruturas Metálicas

Resumo
No presente documento é apresentada uma metodologia de escolha do material, execução, transporte e montagem de estruturas metálicas, tendo por base o Eurocódigo 3 (EC3) [2], as normas prEN 1090 [3] e a EN 10025 [4]. Nesse sentido, o seu conteúdo inclui: • Um Caderno de Encargos para a execução de estruturas metálicas, seguindo de perto a prEN 1090 [3] e incluindo a especificação de todos os procedimentos de controlo de qualidade relevantes; • Um plano de fabrico identificando todas as operações de fabrico a que a estrutura metálica estará sujeita (incluindo pintura) e o tipo de processo escolhido para cada operação; • Uma sequência de execução das diversas fases de fabrico, identificando os desperdícios resultantes do fabrico a partir de perfis ou chapas disponíveis comercialmente, procurando a sua minimização; • • O procedimento de montagem da estrutura; Mapa de Medições e Orçamento estimativo exaustivo dos custos da execução, transporte e montagem da estrutura, quantificando custos de utilização de equipamento, custos de mão-deobra e matéria-prima. Para exemplo de referência utiliza-se um pórtico produzido em perfil laminado a quente, com reforço na ligação viga-pilar, incluindo-se esta aplicação prática em anexo.

I

Execução de Estruturas Metálicas

Índice Geral

Resumo .....................................................................................................................................................I Índice Geral .............................................................................................................................................II Índice Figuras ........................................................................................................................................ VI Índice Tabelas........................................................................................................................................ IX Introdução................................................................................................................................................ 1 Capitulo 1 – Concepção de Estruturas Metálicas .................................................................................... 3 1.1 – A importância e as informações gerais do Projecto de Estruturas .............................................. 3 1.2 - Projecto das Estruturas Metálicas................................................................................................ 4 1.3 – Caderno de Encargos para Estruturas Metálicas......................................................................... 4 1.3.1 – Generalidades do Caderno de Encargos para Estruturas Metálicas ..................................... 4 1.3.2 – A norma prEN 1090 e o Caderno de Encargos para Estruturas Metálicas........................... 6 Capitulo 2 – Caderno de Encargos Tipo (estruturas metálicas)............................................................... 9 2.1 – Disposições gerais....................................................................................................................... 9 2.2 - Qualidade e Natureza dos Materiais .......................................................................................... 15 2.2.1 - Aço em perfis e chapas ....................................................................................................... 15 2.2.2 - Ligações mecânicas............................................................................................................. 21 2.2.3 – Ligações soldadas............................................................................................................... 28 2.2.4 – Acessórios de ligação ......................................................................................................... 31 2.2.5 - Argamassas de assentamento de chapas metálicas ............................................................. 32 2.3 – Classificação estrutural e ambiental.......................................................................................... 32 2.3.1 - Classificação do ambiente................................................................................................... 32 2.3.2 - Classificação da estrutura.................................................................................................... 32 II

..........................5 – Maquinagem/Enformagem.......................... 48 3..........10...................................1 ................................... 35 2. 81 3.. 51 3..............................Execução de Estruturas Metálicas 2..................Materiais e Produtos Pré-fabricados ............ 41 3................................11 – Pré-montagem e etiquetagem..................... 40 3........................ 82 3.................................Protecção ao Fogo................................................4.......... 34 2......10...................................6 – Soldadura . 67 3...........1 – Condições gerais ............................................................................................................................................. 39 Capitulo 3 – Execução......................................................... 74 3........................................Critérios de Medição ...1 – Aspectos genéricos do fabrico ......................................................................................................8 – A razão de ser e o comportamento das ligações puramente soldadas........................................................................................ 81 3...4..........4 – Protecções e tratamentos............................................ 53 3........................................................................................................................... 70 3.....................................................................................2 ......................................2 – Produtos Fabricados ............................................1 – Decapagem .....2 – Metalização e Pintura .................................... inspecção...................................................... 58 3......................................... 40 3............................................................................................. 86 III .................12................................................5 .............. puramente mecânicas ou mistas ....................Traçagem da Estrutura Metálica.................................................................1 ...................3 – Corte.............................................................................................. 64 3......................................... 86 4.....4 – Furacão.............................................................................. 68 3........................................................................................................................................................................................12 – Fiscalização......................Tratamento de superfície para protecção contra a corrosão e pintura dos elementos metálicos...............................................................................................12.................................................7 – Ligações Mecânicas ...............2 .................................................................. 34 2............................................................... 82 Capitulo 4 – Transporte ....... 41 3......................................................................................... testes e correcção ...............................................................................................................................10 – Tratamento de Superfície/Protecção Anticorrosiva ...................................9 – Desempeno das peças ........

............. 94 5.... 86 Capitulo 5 – Montagem ...................................................................1.........1 ......... 105 Anexo 2 – Comparação entre a Metalização e a Pintura .........................................Eurocódigo 3 – Estruturas metálicas.................................Colocação dos parafusos em obra.........................................................................................4...........................................4 ...................................Regulação das chaves de aperto....................8 – Quantificação de custos de montagem........ 94 5...............................................................4..2 – Condições do local............................Zincagem por imersão a quente ....................................................................... 106 A. 92 5.......................4 ....6 ....................................................... 106 IV ..3 – Critérios de montagem em obra ........................................6 – Chumbadouros e outros elementos embebidos em betão .. 91 5. 97 5........7 – Inspecção...................... 91 5..........Eurocódigo 1 – Acções em Estruturas ............................................................................................................. 94 5.......................Ligações ................................................................................................3 ..........................1............................................................................ 102 A....................................................... 87 5........................2 ..4.............................................Execução de Estruturas Metálicas 4.................................................... 102 A........2........................ 96 5.............4 – Processo e metodologia de montagem ........... 104 A....4..............................................................................5 – Apoios e ancoragens .........................................................1....... 89 5........ 95 5..............4................................................................2 .....................................4..................................... 96 5........................Eurocódigo 9 – Projecto de estruturas de alumínio................................................................................. 98 Bibliografia.........................................1 – Aspectos genéricos .....................................Quantificação de custos do transporte de componentes ....1 ............. 97 Conclusão ....................................................................................1.........................................Eurocódigo 8 – Projecto de estruturas em Zonas Sísmicas..................................................................................3 ................... 90 5............ 102 A.......................................1 ...2 .Condições gerais de montagem da estrutura..............................................................................................................Alongamento de furos para parafusos............... 87 5............................................. 100 Anexo 1 – Resumo dos Eurocódigos afectos a estruturas metálicas ........ testes e correcções..5 ......................................Aperto definitivo dos parafusos ................

..........................6 .................2....................................2........Aços zincados por imersão a quente pintados com tintas líquidas (Sistema Duplex)..........................3...3.2............1 – Geral .... 115 A............................2..3................Tecnologia de materiais ..............................................................................4 ................. 109 A............Comparação entre as diferentes atmosferas .......................9 ....2............3 – Transporte da Estrutura ......3..5 ........................... 110 A.......2 ..........................10 ................................................... 115 A.................................. 112 A.8 ........... 111 Anexo 3 – Caso de estudo ...................... 128 Anexo 4 .......................Vida útil da pintura.......Aços zincados por imersão a quente versus aços pintados com tintas líquidas ......................... 108 A.....................................................................................5 – Inspecção e Manutenção (exploração) ......................... 111 A...Durabilidade do revestimento zincado.2...............Execução de Estruturas Metálicas A............................3................................3 ..............................4 ...........................Esquemas de Pintura de Aços Pintados com Tintas Líquidas.............................7 .................... 110 A...............Fabrico/Produção da estrutura..............................................Montagem da Estrutura.......................................................Pintura ...........Aspectos Económicos da Pintura ...........................................................................Tecnologias e medidas de prevenção aplicadas à operação de decapagem [11]....................... 131 Anexo 5 .......2 ................................ 106 A................................................... 135 V ...........2............. 125 A...............2..........................................................Durabilidade do revestimento de tinta dos aços pintados ................ 109 A......2.................................. 107 A.. 124 A..

.. 24 Figura 3 – Estruturas metálicas com emprego de várias geometrias de perfis e tipos de aço [6].................... .............................. 58 Figura 17 – Diferença máxima entre espessuras de chapas (D ≤ 2mm → correntes......Materiais de soldadura e equipamentos de soldadura [12] ......Execução de Estruturas Metálicas Índice Figuras Figura 1 – Estruturas metálicas com emprego de várias geometrias de perfis e tipos de aço [18]............... 63 VI .......................................................... 45 Figura 10 ....................................... 44 Figura 8 – Corte por Oxi-corte ..........................Esquema representativo da operação de corte e indicação das principais entradas e saídas de materiais [11] ................ 62 Figura 19 – Parafusos com anilhas especiais [6] .......................................... 42 Figura 7 – Serrote ................................................ 18 Figura 2 – Estruturas metálicas com emprego de várias geometrias de perfis e tipos de aço [6]........................................ 63 Figura 20 – Parafusos com cabeças especiais [6]............ e torneamento com indicação das principais entradas e saídas de materiais [11]............... 54 Figura 16 – Soldadura MIG MAG .......................... 50 Figura 12 – Linha automática de furação e cabeças da linha de automática de furação [13]....................................... 45 Figura 9 – Linha combinada corte plasma + furação..................................................................... 53 Figura 15 – Esquema representativo da operação de soldadura com indicação das principais entradas e saídas de materiais [11]..................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 30 Figura 5 – Argamassa de regularização e selagem sob placa de base de pilar [4] ..................................................................................................... 50 Figura 11 – Linha automática de furação e cabeças da linha de automática de furação ........................ D ≤ 1mm → préesforçadas) [3].................................................................................................Esquema representativo das operações de estampagem................... 59 Figura 18 ............................................... 51 Figura 13 ............ calandragem e quinagem com indicação das principais entradas e saídas de materiais [11] ........ 52 Figura 14 – Esquema representativo das operações de fresagem.........Valores máximos admissíveis na distorção em furos por punção [6]...................................................................Estrutura metálica com apoios aparafusados [8]. 32 Figura 6 ........................................................ 24 Figura 4 ......

.........................Esquema representativo duma operação de desengorduramento químico com indicação das principais entradas e saídas de materiais [11]............................ 121 VII . 80 Figura 34 ................. 95 Figura 36 – Recomendação sobre a utilização de galvanização e pintura [15] ........................................................... mais rígidas.................................. 78 Figura 33B .................................................................Detalhes construtivos para evitar a corrosão [6] ......Chave dinamómetrica [13]............... 67 Figura 26 – Formas de Corrosão em desenho esquemático [14]............. mais flexíveis.................................................................. 72 Figura 30 .Detalhes construtivos para evitar a corrosão [11.................................. 113 Figura 38 – Pilar-exemplo de pórtico industrial a duas águas........... em geral [9]............................................. 114 Figura 40 – Caso de Estudo – Proposta de corte de chapas 300mm×600mm e 300mm×1095mm (assinalas com uma cruz “X” as partes em desperdício) ...................................................................................... 73 Figura 31 – Influência do tempo de imersão no peso da camada de zinco [14] ............................................ adaptado] ................................................... 71 Figura 29 .................................................................................................... em geral [9]66 Figura 24 – Ligações viga-pilar só com soldadura ou de soldadura importante na ligação..... 111 Figura 37 – Viga-exemplo de cobertura do pórtico industrial a duas águas..............................Esquema representativo duma operação de decapagem química com indicação das principais entradas e saídas de materiais [11]........................................................................................... 69 Figura 27 .......................... 79 Figura 33C ... 76 Figura 33A ....................Esquema representativo da operação de lixagem com identificação das principais entradas e saídas de materiais [11].. 63 Figura 22 – Tipos de ligações mais usuais em estruturas metálicas [9] ..................... 65 Figura 23 – Ligações viga-pilar sem soldadura ou de soldadura reduzida.................................................................................................................Esquema representativo duma operação de decapagem mecânica com indicação das principais entradas e saídas de materiais .. com situação de distribuição completa tradicional de esforços no apoio (corte + flexão) [9]................................... 66 Figura 25 – Ligação mista (soldadura de chapa de topo na viga com aparafusagem ao pilar............................ 71 Figura 28 .....Detalhes construtivos para evitar a corrosão [6] ...Execução de Estruturas Metálicas Figura 21 – Parafusos especiais [6] ............................................................................................................................................... 76 Figura 32 – Camadas resultantes da metalização por zinco ou galvanização [14].......................... 85 Figura 35 ..Detalhes construtivos para evitar a corrosão [6] ..................................................................

......................Montagem das componentes que são erguidas em blocos (vigas de cobertura com união prévia no solo)........Elevação e fixação provisória dos pilares nos chumbadouros127 Figura 43 – Caso de Estudo – Fase 4 ..............Elevação e fixação provisória das vigas nos pilares ............ 126 Figura 42 – Caso de Estudo – Fase 3 ...... 128 VIII .............................Execução de Estruturas Metálicas Figura 41 – Caso de Estudo – Fase 2 .............

.................................................................... 27 Tabela 12 – Valores nominais mínimos da força de pré-esforço em kN [4] ............................................. 17 Tabela 3 – Normas prescritas para aços inoxidáveis [3] ...... 19 Tabela 7 – Valores nominais da fy e da fu............................ 43 Tabela 20 – Dureza superficial máxima permitida para os diversos tipos de aço...... folhas e estribos de aço [3] .............................................. 47 IX ...................... 19 Tabela 6 – Valores de referência genéricos para aços estruturais [10]..................................................... 32 Tabela 15 – Definição das classes de consequências [3]..................................................................................... 38 Tabela 19 – Condições sem requisitos especiais no corte de guilhotina na classe de execução 3 [3]........................................................................ função da sua resistência mecânica [4]...... 27 Tabela 13 – Produtos estandardizados para consumíveis de soldadura [4] ..Execução de Estruturas Metálicas Índice Tabelas Tabela 1 – Normas prescritas para produtos estandardizados para aços estruturais [3].......... 21 Tabela 9 – Aços patinados segundo a nova norma EN 10025-5 [4]............................................... 18 Tabela 5 – Composição química a que têm de obedecer os aços correntes de acordo com a EN 10025-2 [4]................................ 17 Tabela 2 – Normas prescritas para aços de enformados a frio............. 21 Tabela 10 – Valores nominais da tensão de cedência e da tensão de rotura à tracção [2]................................ 17 Tabela 4 – Valores nominais da tensão de cedência fy e da tensão de rotura fu........................ para aços de acordo com a normalização europeia [4].......................................................... 43 Quadro 21 – Comparação das características associadas às tecnologias de corte de chapa [11] ............ para aços correntes de acordo com a EN 10025-2 [4]........ 23 Tabela 11 – Valores nominais da tensão de cedência e da tensão de rotura à tracção [3]................................................... 29 Tabela 14 – Normalização de aparelhos de apoio [6]............................ 34 Tabela 17 – Recomendações para a selecção de classes de execução [3] ...................... 33 Tabela 16 – Critérios recomendados para produção e categorias de serviços [3] ..................................................... 20 Tabela 8 – Tabela de equivalências para a nova norma EN 10025 [4] ............................................................................................................ 34 Tabela 18 – Classificação de preparação de superfície a tratar [3] .........................................................................................................................

........................ 119 Tabela 29 – Caso de Estudo – aproveitamento de chapa (30mm) para vigas de cobertura..............Caso de Estudo – custo dos perfis laminados para as vigas de cobertura ..... 127 Tabela 34 ............. 135 Tabela 36 – Propriedades mecânicas e físicas de diversos não-metais [19].............................Caso de Estudo – Meios mecânicos para montagem do pórtico ............... 124 Tabela 33 ........... 64 Tabela 25 – Quadro de inspecções complementares [2] ...... 128 Tabela 35 – Propriedades mecânicas e físicas de diversos metais para engenharia [19] .................Custo unitário do material (€/kg)................................................................................................. 124 Tabela 34 ...................... 136 X .......... 110 Tabela 28 – Caso de Estudo .Valores nominais de furos para parafusos (mm) [6] .... 110 Tabela 27 – Exemplos comparativos em ambientes diferenciados [13].......Caso de Estudo – custo das chapas de ligação das vigas de cobertura.......................................Caso de Estudo – Meios humanos para montagem do pórtico...................................... 109 Tabela 26 – Exemplos comparativos entre esquemas de pintura em aço [13] ................ 61 Tabela 24 – Diâmetros tradicionais de parafusos e rebites para estruturas metálicas [6].... 50 Tabela 23 – Classificação das classes de atrito para superfícies de ligações pré-esforçadas [3]..Caso de Estudo – estimativa orçamental do pórtico (montagem incluída) ...................................................Execução de Estruturas Metálicas Tabela 22 ............................ 135 Tabela 37 – Outras propriedades mecânicas e físicas de diversos não-metais [19] .................... 123 Tabela 32 ............................................ 84 Tabela 25 – Esquemas tipo de pintura industrial [13] ......................... 122 Tabela 31 ...................................................................................................

higiene e saúde na realização dos trabalhos. aplicando a um caso prático. até à montagem da estrutura. em termos legislativos (cite-se o REAE. as Normas Europeias aplicáveis. encomenda. dado ser esta fase do processo construtivo que materializa fisicamente a estrutura. bem como facilitando a internacionalização das empresas do sector. tratamento e transporte. Este facto tende a tornar mais simples e globais os sistemas industriais de produção e montagem de estruturas metálicas. colmatadas muitas das grandes omissões do passado. O objectivo deste trabalho será o resumo das prescrições normativas mais significativas. Em suplemento foram contactadas empresas e técnicos do ramo da metalomecânica. mais alargado. Numa breve referência histórica. em boa verdade.Execução de Estruturas Metálicas Introdução O presente trabalho tem por objectivo apresentar e desenvolver. associadas às recomendações de uma experiência valorizável e não regulamentarmente contraditória. confirmando a sua correcta concepção. Pelo exposto facilmente se depreende que as fontes utilizadas se baseiam nas publicações europeias disponíveis sobre esta matéria. o tema designado por Execução de Estruturas Metálicas. embora obsoleto e pouco usado pelos projectistas actuais. finalmente. e sobretudo. bem como. A metodologia a usar neste trabalho será fundamentada na permanente observância normativa. impondo critérios e tolerâncias. montagem prévia. encontrando-se neste momento. conduzindo o percurso de uma componente de uma estrutura metálica desde a recepção do Projecto. em termos do estado da arte da Execução de Estruturas Metálicas. no que versa a formulações de cálculo e verificação). 1 . (iv) garantir a segurança. soldagem. poderíamos dizer que o mesmo consistiria em: (i) respeitar o Projecto. os grandes referenciais são os Eurocódigos 3 e 4. maioritariamente. bem como bibliografia avulsa identificada na bibliografia. passando pelo planeamento. da Construção Metálica e Mista. ainda em vigor. divulgando a informação necessária ao cumprimento das boas regras construtivas. A principal motivação que esteve na base deste estudo assenta na crucial importância que o fabrico tem no âmbito. disponíveis meios normativos bastantes para um suficiente rigor e estandardização de procedimentos. preparação. dizer-se-ia que estão. furação. (v) assegurar a durabilidade expectável para a vida prevista da construção. (iv) obter a necessária celeridade para controlar a execução dentro do prazo. ainda que de forma sucinta. e seu Caderno de Encargos. designadamente a EN 10025 [4] e a EN 4040. Podemos afirmar que. Se pretendêssemos definir o problema em análise. (iii) optimizar o custo. corte. complementando as partes omissas com recomendações entendidas por tecnicamente correctas. (ii) fabricar com qualidade.

uma lógica semelhante ao próprio decurso inerente à execução de Estruturas Metálicas. tanto no que trata a perfis. corte e soldadura. que integra o conjunto das Peças Desenhadas e Escritas. sucintamente. • Finaliza-se. parafusos e material de adição para soldadura. características e quantificações de custos associados. deslocação e descarga. especificações. como a chapas. ligação mecânica. • O capítulo 4 debruça-se sobre o transporte e os cuidados a ter no seu carregamento. inspecção. a concepção de estruturas metálicas. ensaios e correcções. as Condições Técnicas Gerais e Especiais) até ao Caderno de Encargos. • No capítulo 2 apresenta-se o material aço estrutural. com a sequência de execução das suas diversas fases.Execução de Estruturas Metálicas A organização do texto segue. referindo-se o importante factor de custos associados. cujo âmbito parte da elaboração do Projecto (com o seu com diverso e rico conteúdo. com a disposição seguinte: • No capítulo 1 aborda-se. optimizando no sentido de reduzir aos desperdícios de material. 2 . que deve conter a especificação de todos os procedimentos de controlo de qualidade indispensáveis. nomeadamente a Memória. desde o planeamento de trabalhos e elencar de produtos a adquirir. inspecção. • O capítulo 3 insere-se o que toca à fase de fabrico. ou seja: um plano de fabrico (aplicado à peça exemplo). enumerando as suas normas. efectuando um balanço e conclusões do trabalho realizado. testes. concisamente. correcções e quantificação dos seus custos. • O capítulo 5 apresenta o processo de montagem da estrutura metálica. até ao traçado. tratamento de superfície.

acessibilidades. • • Geologia do solo e suas condicionantes. passando pelos parafusos e chapas até aos consumíveis de soldadura. Processo de montagem. Peças Desenhadas e todos os detalhes construtivos suficientes para a completa execução da obra. etc). com justificação da solução adoptada. referindo as condicionantes ponderadas tendo por base o estudo geotécnico. • A natureza. Higiene e Saúde (ainda que genérico e provisório).Execução de Estruturas Metálicas Capitulo 1 – Concepção de Estruturas Metálicas 1. dimensionamento e/ou verificação (se uma forma geral. bem como os critérios e métodos análise e segurança. • • • A geometria e composição das secções. Fundações. elementos e ligações. sistemas de protecção contra a corrosão. etc). Procedimentos de transporte.1 – A importância e as informações gerais do Projecto de Estruturas O Projecto é a peça fundamental de que se parte para o fabrico de uma estrutura. infra-estruturas. até ao relativo às operações de soldadura. Topologia da estrutura. paisagística. dado que este encerra todas as informações necessárias à sua execução. nomeadamente e entre outros: • Informação geral sobre as características do local da obra e sua envolvente (social. • Condições técnicas gerais e especiais (desde o que se refere à abertura de caboucos. para Estruturas Metálicas. independentemente do material construtivo. deve-se seguir-se os Eurocódigos de acordo com o Anexo 2 deste trabalho). A regulamentação e normas de orientação. 3 . • • Esclarecimentos pontuais pertinentes. ligações aparafusadas. características e qualidade dos materiais (desde o aço estrutural. urbana. ou à desmatação e limpeza do local de obra. entre outros). • • • Plano de Segurança.

Tal situação é.Execução de Estruturas Metálicas • Limitações de uso e recomendações de manutenção periódica. contemplando: • Peças Escritas (Memória descritiva e justificativa. garantido a sua qualidade. prevenindo a entrada dos parafusos nos orifícios e o espaço de manobra das ferramentas) tem aqui particular acuidade. cortes e pormenores com todo o detalhe necessário a uma completa e perfeita execução. Claro está que a sua observância assenta numa experiente e competente Fiscalização. dado que a esbelteza das peças propiciar fenómenos de 2.3 – Caderno de Encargos para Estruturas Metálicas 1. 1. ao contrário do que sucede no caso de estruturas de betão armado ou pré-esforçado. a observância da garantia de execução (nomeadamente em termos das ligações.3. Dissemos complemento porque. sendo decisivamente importante para a boa execução da obra. sendo raros os casos em que este impõe a sua dimensão (normalmente só para estruturas especiais. Condições Técnicas Gerais.ª ordem que devem ser acautelados.1 – Generalidades do Caderno de Encargos para Estruturas Metálicas O Caderno de Encargos é um indissociável complemento do Projecto.Projecto das Estruturas Metálicas O projecto estruturas metálicas não é uma excepção face ao exposto no ponto anterior. bem como os processos de construção – algumas vezes as Condições Técnicas surgem incluídas no caderno de Encargos. Basicamente. oposta ao que sucede com as secções de betão armado ou pré-esforçado. em boa verdade. com plantas. • Peças Desenhadas (que deve incluir desde a localização e rigorosa implantação da obra. face ao valor da solicitação. independentemente da dimensão e âmbito da obra. 1. em geral. em que o projectista de facto as dimensiona: decide sobre a forma e medidas da secção. bem como uma simbologia e notas explicativas entendíveis e satisfatórias). Condições Técnicas Especiais). devendo incluir a natureza e qualidade dos materiais. às fundações e estruturas. a peça documental essencial 4 . Por outro lado. como obras-de-arte). pois. Acresce ainda que.2 . Na verdade. regras e controlo de execução. existem geometrias de mercado que obrigam o projectista na sua escolha. sendo aqui mais premente a salvaguardava dos padrões de segurança exigíveis. as secções são verificadas na suficiência estandardizada das suas dimensões. bem como da sua composição em termos de armaduras. alçados. a documentação necessária e exigida a incluir no projecto de estruturas metálicas já está estabelecida há longos anos [10].

instalações. 5 . Materiais e elementos de construção (aqueles que não estão incluídos no Projecto). cronograma/plano de trabalhos. incluindo toda a documentação a exigir ao Empreiteiro. de uma forma concisa mas entendida por suficiente. Condições gerais de execução da empreitada.Execução de Estruturas Metálicas para a execução da obra é o Projecto. adiantamentos e revisão de preços. Cauções e garantias. montagem/desmontagem e manutenção do estaleiro. remoções e limpezas. Regime jurídico Disposições gerais da empreitada (licenciamento municipal/oficial. mas nunca sem o primeiro. sendo possível levar a efeito construções sem Caderno de Encargos. Fiscalização e controlo. propriamente dito. regulamentação aplicável. condições de pagamento. Normas de medição e seus autos.). recepção e liquidação da obra. Planeamento e direcção de obra (condições de aceitação de proposta e amostras de materiais alternativos. apresentação uma organização documental tipo de referência na elaboração de um Caderno de Encargos: • Caderno de Encargos. plano de mão-de-obra. antes. Regras e forma de pagar trabalhos a mais. omissões e imprecisões. Prazos de execução. condições de elaboração de: programa descritivo de trabalhos. Valor da adjudicação. clausulas do contrato. mas não basta o mesmo assegurar Assim. etc). obras auxiliares e preparatórias. Prémios e multas. esclarecimentos. Contudo. Contrato. equipamento. Disposições particulares da empreitada (pessoal. subempreitadas. horários. licenças. consignação. livro de obra. etc). plano de equipamentos. etc. durante e após a execução da obra: Objecto. patentes. marcas de fabrico ou de comércio e desenhos registados.

Por exemplo. • Esquema de manutenção. e para além da já referida. Assim. • • Medições (que podem integrar o Projecto) e. (ii) manipulação de não conformidades. Esquema de controlo de qualidade e procedimento de inspecção.Execução de Estruturas Metálicas Etc. 1. constituindo-se o seu conteúdo num verdadeiro manual de especificações para este fim. De qualquer modo. eventualmente. Estimativa Orçamental. é sempre de referir que a documentação é uma parte inalienável de um contrato de obra. os planos e desenhos a elaborar devem também ser os seguintes intervenientes (incluem-se os autores responsáveis): 6 . citam-se alguns dos documentados que deverão ser sempre listados em cumprimentos dessa prEN 1090 [3]: (i) plano de inspecção da produção. Documentos de preparação de execução (“check lists”). a principal referência na Execução de Estruturas Metálicas. Documentos de controlo de qualidade da produção (“follow up”). para haver uma melhor organização na execução da estrutura. • Programa de Concurso (eventual). e de forma mais específica visando a execução de estruturas metálicas. • Esquema de montagem. considerandoos na fase de projecto. para que não exista qualquer tipo de dúvidas sobre as características dos materiais de construção e a forma de execução dos trabalhos. tendo em vista a redução de custos e a conservação da qualidade e operacionalidade da estrutura durante o ciclo de vida expectável. pois identifica as responsabilidades assumidas por cada uma das partes no negócio. eliminação ou mitigação dos problemas que possam surgir. redução de tensões residuais. e dado que se trata de uma estrutura metálica.2 – A norma prEN 1090 e o Caderno de Encargos para Estruturas Metálicas A norma prEN 1090 [3] é.3. no caso do Plano de Qualidade não ser exigido. seus níveis de exigência e sua verificação (inclui plano dos ensaios necessários para que a qualidade do material e dos trabalhos seja assegurada). Em caso de ser exigível um Plano de Qualidade este incluirá (ISO 9000) [6]: • • • Documento de gestão da qualidade. talvez. etc [6]. (ii) gestão de alterações.

Chapas de aço. • • Plano de Qualidade para Fabrico e Montagem das estruturas metálicas – Empreiteiro. Ensaios (destrutivos e não destrutivos). Protecção contra a corrosão. • • • • • • Fabrico. • Plano e Pormenorização de Soldadura (segundo ponto 7. Especiais e Medições – Projectista. etc). Higiene e Saúde com procedimentos para a elaboração dos trabalhos – Empreiteiro. Soldadura. Plano de Segurança. Consumíveis de soldadura. Planos e Desenhos de Fabrico (execução) das estruturas metálicas – Empreiteiro Planos e Desenhos de Montagem das estruturas metálicas e outros.2. sendo que esta prEN 1090 [3] lista os documentos normativos de referência divididos por categorias [6]: • Materiais: Aços. Montagem.Execução de Estruturas Metálicas • Peças Escritas e Desenhadas do Projecto (com detalhe vasto e rigoroso próprio estruturas metálicas. esta deverá seguir os pontos 4. que se mostrem necessários – Empreiteiro.2 da prEN 1090-2 [3]) – Empreiteiro.3 da prEN 1090-2 [3]. 9. Diversos.2 e 9. complementares. 7 . Ligadores mecânicos (parafusos. Cabos. • • • Condições Técnicas Gerais. em que as dimensões são em “mm”) – Projectista. 7. e no que trata à elaboração da documentação a fornecer pelo Empreiteiro.2. Aparelhos de Apoio. De forma mais exaustiva.

assume-se classe 1 (mais permissiva). A norma prEN 1090 [3] define. Produtos de aço inoxidável. mas actualmente as classes de tolerância são classe 1 e 2. à apresentação de um Caderno de Encargos Tipo adaptado à Execução de Estruturas Metálicas. mormente no que a perfis diz respeito. ver tabela 15 e 16 deste documento). ainda. sendo que se não for especificada uma classe. De sublinhar que esta norma não é apenas aplicável a estruturas metálicas. mas também a estruturas mistas aço-betão. visando estabelecer os efeitos do colapso ou avarias estruturais (ver Tabela 14 deste documento). O próximo capítulo dedica-se. 8 .anexo B). dimensionadas de acordo com a EN1993 (estruturas metálicas). distintos níveis de exigência [6]: • Classes de execução. encontrando-se a lista de requisitos para as classes no anexo A3 da EN1090. que são definidas no EC0 (EN1990 . Em aço enformado a frio e elementos laminares até S960 (aço estrutural) e S700MC (aço inox). relacionadas com as categorias de produção e exploração (as orientações para a escolha das classes de execução são dadas no anexo B da EN1090. tais como [6]: • • • • Em aço laminado até a classes S960. a definir em futuras versões. Perfis estruturais ocos (circulares. dimensionadas de acordo com a EN1994 (estruturas mistas). quadrados ou rectangulares).Execução de Estruturas Metálicas Dentro dos requisitos para produtos de construção metálica. podem-se encontrar especificações para a quase totalidade dos tipos de aço existente. exclusivamente. • Classes de tolerância. • Classes de consequência.

2.1 – Disposições gerais Sem prejuízo do fixado nos artigos seguintes. ou mesmo revestimentos e outros acabamentos. • A Fiscalização pode ainda. bem como aqueles com finalidades fundamentalmente construtivas. bem como se deverão encontrar-se em estado de completamente novo e não apresentar qualquer imperfeição. para o outro será o seu respectivo pagamento. a que a Execução de Estruturas Metálicas não foge. mas que na prática concorrem para a sua realização. por escrito. mas cobertos por estas Condições Técnicas Especiais e a pela Memória Descritiva do Projecto. tem a finalidade desta introdução o estipular. • Deverá ser entregue à Fiscalização. 9 . • O constante nos dois parágrafos anteriores. antes de qualquer outra interpretação. introduzir um subcapítulo de “Disposições Gerais” para melhor se compreender o espírito vertido no parágrafo anterior. Para um é a forma como vai ser efectuada a prestação de serviços (de fornecimento de materiais.Execução de Estruturas Metálicas Capitulo 2 – Caderno de Encargos Tipo (estruturas metálicas) Um Caderno de Encargos é. fabrico e/ou colocação). sendo obrigatório. sempre que julgue necessário. e que poderá estar presente em qualquer Caderno de Encargos de uma obra de construção civil. a indicação do fornecedor e da origem de todos os elementos acima citados. um documento em que as regras a que vão obedecer as relações e compromissos entre o Dono-de-Obra e o Empreiteiro ficam estabelecidos. em qualquer caso. não dispensa a necessária aprovação prévia da Fiscalização antes do seu fabrico. mandar proceder a ensaios de recepção que decorrerão a expensas do Empreiteiro. o seguinte: • Todos os elementos constituintes da estrutura. as obras que não de estrutura metálica. deverão ser. não serão incluídas neste texto. ilustrativamente. fabricados ou integrados com produtos de marca homologada por entidade idónea e oficialmente certificada para o efeito. como movimentos de terras e fundações. de forma inequívoca. Neste contexto entendeu-se. no sentido de este não se tornar demasiado extenso. ou da sua montagem. bem como os respectivos documentos de homologação. No continuar deste trabalho. assim como a sua posterior vistoria.

Nesta conformidade. correm por conta do Empreiteiro (conforme rubrica no Mapa de Medições). deverá a execução dos trabalhos obedecer às disposições legais em vigor. bem como o abastecimento de água e energia e outros recursos exteriores tidos como necessários à realização dos trabalhos. deverá já vir contida no preço de concurso. de forma a se poder efectuar a melhor coordenação de toda a produção das diversas especialidades. com o Caderno de Encargos em geral e suas Medições e. • Todas as despesas decorrentes da preparação. execução e limpeza da própria obra e do seu local. sua manutenção e trabalhos a estes afins. como a montagem. • No caso de soluções deixadas como proposta a efectuar pelo Empreiteiro. do que o Empreiteiro se obriga a cumprir integralmente e de que se fará pagar de acordo com valores de concurso ou posteriormente negociados (caso não constem da lista de preços inicial). desmontagem do estaleiro. ou seja. às especificações e demais documentos de homologação de laboratórios oficiais portugueses ou entidades equiparadas. • No caso do estabelecido nestas cláusulas conduzir a situações de trabalhos não previstos (trabalhos a mais) deve a Fiscalização ser de imediato informada no sentido de sancionar ou não a sua execução. trabalhos e a qualidade e modo de execução a estes relativa. às normas. bem como todas as demais recomendações técnicas aplicáveis. deverá ser entendido que todo o texto seguinte está sujeito às condições acima designadas. devendo ser estas entendidas como permanentemente implícitas e vigentes. por escrito. se for caso disso. pelo que não se fará uma referência explícita e repetitiva das mesmas. o seu custo já estará incluído no fornecimento e montagem destas peças. de acordo as Peças Escritas e Desenhadas do Projecto. • Toda a execução estará de acordo com a regulamentação e normalização em vigor (nacional e/ou europeia). o Plano de Trabalhos a efectuar com a necessária ordem de montagem e sua calendarização. 10 . se de modo diferente não for contratado. com eventuais alterações que venham a ser introduzidas durante a obra (após aprovação por escrito da Fiscalização). • Na ausência de definições no que respeita a materiais ou técnicas construtivas por parte destas Condições Técnicas Especiais ou da Memória projecto.Execução de Estruturas Metálicas • Será ainda entregue à Fiscalização. de tudo o que à presente empreitada respeite. não podendo por tal motivo este invocar trabalhos a mais. mas sempre sujeitas á aprovação da Fiscalização. Dever-se-á ter ainda em atenção o seguinte: • Fazem parte integrante das Condições Técnicas Gerais e Especiais todos os fornecimentos. para ser submetido a aprovação.

separadamente. desde que aprovados pela Fiscalização. variantes ao sistema construtivo previsto. bem como todos aqueles que embora não expressamente descritos. a empreitada engloba todos os trabalhos que de acordo com a intenção do Projecto levam ao completo acabamento da obra.Execução de Estruturas Metálicas • Da empreitada fazem parte todos os trabalhos descritos no Projecto e nas respectivas Medições. bem como quaisquer outros regulamentos. mas só serão tidas em consideração para avaliação aquelas que dêem inteira satisfação às solicitações e outros condicionamentos seguidos no Projecto. dando do facto conhecimento à Fiscalização. Órgãos de Soberania (nacionais e europeus). • O Empreiteiro deverá ter sempre conhecimento da versão mais actualizada do documento cuja natureza for a referida nas peças do Projecto e Caderno de Encargos. • A mão-de-obra a empregar será a qualificada para a realização das diversas tarefas e tipos de trabalhos. em cada momento. • Poderá o Empreiteiro apresentar. • Todo o pessoal estará devidamente legalizado no que concerne à sua condição apta para trabalhar. • Serão efectuadas todas as demolições e levantamentos necessários ao cumprimento do Projecto. são imprescindíveis para cumprir as boas regras e técnicas de construção civil e como complemento dos previstos nas folhas de medições. Laboratório Nacional de Engenharia Civil e Instituto Português da Qualidade. não podendo alegar o uso desta última por desconhecimento da que se encontre no actual em vigor. sendo sempre a suficiente. • Todos os trabalhos serão executados de modo a não afectar os eventuais elementos da estrutura a manter. mesmo que nestes outra mais antiga conste. especificações e outros documentos emanados por entidades oficiais ou oficialmente reconhecidas e cujas disposições sejam vinculativas para obras de construção civil. Da decisão tomada sobre as propostas cambiantes expostas pelo Empreiteiro não tem cabimento qualquer recurso. ou seja. para assegurar o cumprimento do Mapa de Trabalhos aprovado e os prazos execução. desde que aprovados pela Fiscalização. decretos. mesmo que não estejam expressamente referidos. leis. normas. 11 . bem como mobiliário. que no que trata ao contrato válido de trabalho. se for o caso. quer outros quaisquer elementos da construção que devam permanecer. nomeadamente e entre outras. • Os materiais a empregar e a forma de execução da obra será realizada tendo em conta o estabelecido pelos documentos que adiante serão enunciados neste texto. equipamento ou quaisquer artefactos dentro desta existentes. quer às necessárias condições de saúde.

não poderão servir de motivo de prorrogação do prazo. sendo da sua conta as reparações e reposições necessárias se as mesmas não estiverem incluídas na empreitada.. • As omissões ou desencontros de dimensões e outros elementos de projecto com as reais verificadas em obra serão objecto de reclamações por erros e omissões de projecto no prazo legalmente aprovado. sobretudo quando este for por Valor Global. se nenhuma alteração estiver prevista no Projecto. apeamentos. pavimentos. excepto os materiais que a Fiscalização entenda aproveitáveis. assim como cargas e descargas de materiais. instalações ou redes de qualquer natureza. 12 .Execução de Estruturas Metálicas • Todos os produtos das demolições serão transportados pelo Empreiteiro para vazadouro da sua responsabilidade. porquanto não serão atendidas quaisquer reclamações baseadas no desconhecimento ou falta de previsão dos mesmos. de modo a mantê-los com aspecto que não contraste com as zonas circundantes. • O Empreiteiro tomará as precauções indispensáveis para não causar prejuízo em edifícios adjacentes à obra. bem como a executar todos os trabalhos finais de limpeza e reposição do existente à data da consignação. • A falta de materiais no mercado. a ausência de mão-de-obra ou as condições climatéricas inerentes à época do ano em que a obra decorre. • O Empreiteiro deverá inteirar-se no local da obra e junto do Dono-de-Obra do volume e natureza dos trabalhos a executar. etc. • O Empreiteiro tomará as disposições necessárias para que a execução dos trabalhos não prejudique as actividades da rotina do local onde os mesmos se desenvolvem. • O Empreiteiro deve organizar o Livro da Obra contendo uma informatização sistematizada e de fácil consulta dos acontecimentos mais significativos relacionados com a execução dos trabalhos. sendo estes igualmente transportados pelo Empreiteiro para depósito a indicar por esta. etc. pelo que a programação dos trabalhos deverá prever a provável existência e consequências de tais contrariedades. • O Empreiteiro é responsável pelo estado de limpeza das zonas afectadas pela execução dos trabalhos. árvores de qualquer porte. • São inerentes à proposta do Empreiteiro todos os trabalhos preparatórios e de acabamento que se relevem necessários a cada tarefa.

quando autorizado pela Fiscalização. se a solidez. propriedades. quer antes. • Os capítulos incluídos nas Condições Técnicas (Gerais e Especiais) que não sejam aplicáveis às obras respeitantes ao presente projecto devem ser ignorados. fixadas ou não pelo Caderno de Encargos. • O Empreiteiro. desempenho. deverão ser removidos pelo Empreiteiro para fora do local da obra no prazo de 48 horas. da qualidade e de acabamento pretendido para o trabalho em causa. não satisfazerem as condições exigidas. para garantia da boa execução dos trabalhos e sempre que julgue conveniente. quer depois de aplicados. • O Empreiteiro apresentará amostras de todos os materiais que se propõe empregar na obra devidamente identificados e rotulados com indicação de fornecimento e fabricante. por simples exame ou em face do resultado dos ensaios ou análises. de proceder a outros ensaios de controlo de qualidade. caso assim o entenda. • A Fiscalização. sempre que considere insuficientes ou inadequados os prescritos neste Caderno de Encargos. • Estas provas serão feitas de acordo com os preceitos regulamentares em vigor ou com as prescrições que. poderá aplicar materiais diferentes dos previstos. características. duração e conservação da obra não forem prejudicados e se não houver alteração para mais no preço. indicará quais as provas a que deverão ser submetidos os materiais. previstas no Caderno de Encargos têm como objectivo dar indicação da natureza. tipos e marcas. Ainda em termos de Disposições Comuns atender-se-á ao seguinte: • As referências e modelos comerciais. • Os materiais rejeitados por não satisfazerem as condições exigidas. • Os materiais nos quais se verificar. 13 . • O facto de a Fiscalização permitir o emprego de qualquer material não isenta o empreiteiro da responsabilidade sobre a maneira como ele se comportar. • A Fiscalização reserva-se o direito. ou mesmo as zonas ou as secções da obra já erguidas e construídas. sendo contudo aqui incluídos já que se tornam válidos para eventuais trabalhos a mais a contratar com o Empreiteiro e que concorram no seu âmbito. serão rejeitados.Execução de Estruturas Metálicas • O Empreiteiro obriga-se a apresentar mensalmente a situação dos trabalhos realizados em relação aos previstos no Mapa de Trabalhos. permitam estabelecer valores comparativos da perfeita execução da obra. estabilidade. aspecto.

• • Todas as protecções. sendo da responsabilidade do Empreiteiro as reparações ou substituições que se tenham de efectuar em qualquer zona por não se ter respeitado este artigo. se achar pertinentes alterações ao Pano de Segurança. efectuar um completo inventário do existente que entregará na forma de Peças Escritas e Desenhadas à Fiscalização.Execução de Estruturas Metálicas • Os perfis e as chapas devem ter as formas prescritas e apresentar-se desempenadas. sendo da sua responsabilidade a integral e funcional 14 . Em termos de Segurança atender-se-á ao seguinte: • O Empreiteiro será responsável pela segurança devendo propor as medidas que julgar convenientes para a execução dos trabalhos se faça respeitando a legislação em vigor. Circulação e Vedações atender-se-á ao seguinte: • O Empreiteiro apresentará uma planta do estaleiro da obra com a localização das instalações e equipamentos. O Empreiteiro protegerá eficazmente a vegetação e árvores existentes no local da obra. Em termos de Estaleiros. de águas e esgotos. • • Em nenhuma situação é permitido o desrespeito das normas de segurança. para aprovação da Fiscalização. dentro das tolerâncias admitidas. Higiene e Saúde visado pela Fiscalização. O Empreiteiro efectuará logo de início os tapumes e guardas da área destinada ao trabalho considerando sempre a possibilidade de acesso a viaturas de bombeiros e urgência ao local da obra. comunicações. Em termos de Levantamento e Reposição de infra-estruturas (como de redes eléctricas. aquecimento. luvas e calçado de protecção para todo o pessoal ao serviço do Empreiteiro. Em termos de Protecção contra Agentes Atmosféricos atender-se-á ao seguinte: • A obra e os materiais deverão em qualquer fase estar protegidos dos agentes atmosféricos. fluidos no estado gasoso e outras congéneres habituais e próprias dos diversos tipos de edificações) necessárias para o normal decorrer da obra atender-se-á ao seguinte: • O Empreiteiro terá que no início de cada fase da obra em que tenha de recorrer aos trabalhos a que respeita esta alínea. • Deverá ser dada especial atenção à prevenção de acidentes. sugerindo. informações e anúncios deverão apresentar-se sempre com bom aspecto. utilizando nomeadamente capacetes.

não podendo em caso de adjudicação ignorarem a sua necessidade e sobre eles reclamarem erros. pois. • O preço de concurso para os supracitados trabalhos incluirá todas as substituições de material que não tenha condições de ser levantado e posteriormente reposto. As características dos diferentes tipos de aços devem basear-se na informação relativa às suas propriedades mecânicas (determinadas a partir de ensaios de tracção. As características dos perfis e chapas de aço usadas em elementos estruturais devem estar de acordo com a norma EN 10025-2004 [4]. designadamente nas suas partes (e na designação original): • • PART 1 . 15 . omissões ou trabalhos a mais.Aço em perfis e chapas As propriedades dos aços. ocasionalmente. • É ainda da competência do Empreiteiro a completa substituição de todos os elementos destes sistemas que em virtude destas operações sofrerem qualquer deterioração.General technical delivery conditions. são valores nominais a adoptar para efeitos de cálculo.1 . que sobre estes trabalhos. não havendo lugar a reclamações se tal cuidado não houver por parte do Empreiteiro na prévia visita e verificação local. ensaios de dobragem) e à sua composição química. (Supersedes EN 10025: 1993). PART 2 .Qualidade e Natureza dos Materiais 2.2 . no que diz respeito às suas características gerais. ensaios de choque e. Como ressalva geral deste ponto (Disposições Gerais) refira-se que as soluções fixadas ou apontadas nestas Condições Técnicas Gerais e Especiais são vinculativas desde que nas restantes peças que compõe o Projecto completo outras mais rigorosas não forem explicitadas. nomeadamente a sua especificidade e quantidade. caso em que serão estas últimas a prevalecer. bem como os testes de aptidão necessários à sua reentrada em serviço. devem-nos os concorrentes apreciar localmente no sentido de apresentar o preço respectivo. • Fica claro.2.Technical delivery conditions for non-alloy structural steels. 2.Execução de Estruturas Metálicas recolocação de todos os elementos constantes.

Execução de Estruturas Metálicas

PART 3 - Technical delivery conditions for normalised/normalised rolled weldable fine grain structural steels. Supersedes EN 10113: parts 1 & 2: 1993);

PART 4 - Technical delivery conditions for thermo mechanically rolled weldable fine grain structural steels. (Supersedes EN 10113: parts 1 & 3: 1993);

PART 5 - Technical delivery conditions for structural steels with improved atmospheric corrosion resistance – also known as weathering steels. (Supersedes EN 10155: 1993);

PART 6 - Technical delivery conditions for flat products of high yield strength structural steels in the quenched and tempered condition. (Supersedes EN 10137: parts 1 & 2:1996).

A classificação dos aços correntes, apresentados nas tabelas 1 e 2 é designada pelas letras JR, JO, J2 e K2, que representam o nível de qualidade do aço no que diz respeito à soldabilidade e aos valores especificados do ensaio de choque. A qualidade aumenta para cada designação de JR a K2. Para uma descrição mais detalhada da qualidade dos aços deve-se consultar a norma EN10025-2 [4]. Os aços utilizados em perfis e chapas têm de respeitar a norma EN 10025 [4], nas suas 6 partes, sobretudo no que trata à sua qualidade do aço e às condições de fornecimento. Esta norma revoga e substitui, praticamente, toda a normalização anterior, que se encontrava mais dispersa. É, também, recomendável ter em consideração a norma EN 10164 “Steel products with improved deformation properties perpendicular”, usando chapas de aço com propriedades de deformação melhorada, no caso de chapas de topo sujeitas a esforços significativos (maior ductilidade). Nas tabelas 1 a 3 incluem-se as normas prescritas pela própria norma prEN 1090-2 [3] para os aços a adoptar em diversos de peças estruturais (ver figura 1), nomeadamente: Normas prescritas para produtos estandardizados para aços estruturais – Tabela 1; Normas prescritas para aços de enformados a frio, folhas e estribos de aço – Tabela 2; Normas prescritas para aços inoxidáveis – Tabela 3. De notar que são omissas normas para as dimensões estandardizadas dos perfis mais usados em construção metálica (“I” e “H”), denotando alguma liberdade industrial ainda existente nesta matéria. Outro factor que se considera bastante negativo é a grande dispersão normativa, conduzindo a incertezas quanto à existência de normas sobre algumas temáticas, bem como tornando difícil e oneroso a consulta ao público e profissionais em geral. Os aços correntes para elementos estruturais variam consoante as suas propriedades mecânicas e composição química, como podemos verificar nas tabelas 4 e 5.

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Execução de Estruturas Metálicas

Tabela 1 – Normas prescritas para produtos estandardizados para aços estruturais [3]

Tabela 2 – Normas prescritas para aços de enformados a frio, folhas e estribos de aço [3]

Tabela 3 – Normas prescritas para aços inoxidáveis [3]

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Execução de Estruturas Metálicas

Figura 1 – Estruturas metálicas com emprego de várias geometrias de perfis e tipos de aço [18]

Ilustram-se, na tabela 6, os valores de referência genéricos das grandezas físicas para aços estruturais, sendo os mesmos aproximadamente idênticos para todos os tipos de aço estrutural. Na verdade, a propriedade mais diferenciadora dos diversos aços estruturais é a resistência mecânica, seguindo-se a ductilidade e a tenacidade, muito associadas ao teor de carbono. Em geral quanto mais carbono tem o aço menos próprio para estruturas, dado ser mais frágil. Tabela 4 – Valores nominais da tensão de cedência fy e da tensão de rotura fu, para aços correntes de acordo com a EN 10025-2 [4]
Tensão de cedência fy e tensão de rotura fu em N/mm2 Espessura nominal em mm t<=40 fy JR S235 JO J2 JR S275 JO J2 JR S355 JO J2 K2 355 510 335 470 22 21 20 275 430 255 410 22 21 20 235 360 215 360 26 25 24 fu 40<t<=80 fy fu Alongamento mínimo em % (2) (L0 = 5.65/S0) Espessura nominal em mm 3<t≤40 40<t≤63 63<t≤100 Energia absorvida mínima no ensaio de choque (J) (3) Espessura nominal em mm Temperatura ºC 20 0 -20 20 0 -20 20 0 -20 -20 10<t≤15 27 27 27 27 27 27 27 27 27 40

Designação

Qualidade

S450

440

550

410

550

(1) Os valores apresentados neste quadro são valores de referência. Para detalhes consultar a norma EN10025. (2) Os valores apresentados neste quadro são aplicáveis a provetes longitudinais para o ensaio de tracção. Para chapas, chapas largas e produtos longos de largura maior ou igual a 600 mm utilizam-se provetes transversais e o alongamento mínimo deve ser inferior a 2%. (3) Para espessuras inferiores a 10 mm a energia mínima absorvida no ensaio de choque deve deduzir-se da figura 1 da norma EN10025.

18

45 0.50 1.42 0. P% Máx.035 0.45 40<t≤150 0. CEV para espessuras nominais em mm t≤40 0.38 0.18 0.38 0.009 0.24 0.007 0.21 0.20 t>40 0.40 1. embora com valores mais concisos.20 0.47 0. Si% Máx.035 0.55 0. Tabela 6 – Valores de referência genéricos para aços estruturais [10] Módulo de Elasticidade Módulo de distorção Coeficiente de Poisson Coeficiente de dilatação térmica linear Massa Volúmica E = 210.17 0.60 1.20 16<t≤4 0 0.045 0. Ni e Mo) que.17 0.040 0.18 0.47 0. São aços fracamente ligados (com outros metais. São habitualmente conhecidos pelos nomes das marcas comerciais de fabrico: Corten (foram os primeiros aços patinados.40 0.60 1. que vendo sendo um uso crescente em chapas arquitectónicas.55 0.60 1.40 0.040 0.18 0.35 0.17 0.42 0.47 0. Indaten (fabricados pela “Usinor”) e Diweten (criados pela “Dilling” especialmente para pontes) [20]. também designados de auto-protectivos. na tabela 8 faz-se a transferência da normalização anterior para a nova. em condições específicas de exposição. segundo a normalização europeia.50 1.35 0.17 0. N% Máx.55 0. Face a alteração normativa. em termos de características.17 0.040 0. Para maiores detalhes consultar a norma EN10025.009 Máx.22 0.Execução de Estruturas Metálicas Tabela 5 – Composição química a que têm de obedecer os aços correntes de acordo com a EN 10025-2 [4] C em % máx. caracterizam-se por uma resistência melhorada à corrosão.20 0.045 0.40 1.22 0.035 0.035 0.009 0.18 0. Os aços patinados. Cr. Cu.20 0.40 0.60 0.22 0.47 Designação Qualidade Mn% Máx. G = E/2(1+υ) N/mm2.17 0.18 0.035 0.035 0.035 0.42 0.009 0.50 1. com origem nos Estados Unidos).40 1.17 0.850 Kg/m3.040 0.009 0.17 0.3 α = 12x10-6 (ºC)-1 ρ = 7. como: P.040 0.040 0.045 0.22 1.38 0. S% Máx.45 0.035 0.20 0.21 0.045 0.20 0.045 0.24 0.55 0.18 0. Nota: Os valores apresentados neste quadro são valores de referência.45 0. Ainda na tabela 9 mostra-se as características do aço patinado. υ = 0.000 N/mm2. Para espessuras nominais t em mm t≤16 JR S235 JO J2 JR S275 JO J2 JR S355 JO J2 K2 0.35 0. Na tabela 7 faz-se uma apresentação mais largada de tipos de aços.045 0. 19 . têm a faculdade de propiciarem a formação progressiva uma película superficial protectora de óxido exterior aderente e muito pouco porosa (designada por “patina”) que reduz significativamente a velocidade de oxidação habitual nos aços.24 0.

Execução de Estruturas Metálicas Tabela 7 – Valores nominais da fy e da fu. para aços de acordo com a normalização europeia [4] Espessura nominal do elemento t [mm] Designação fy [N/mm2] EN 10025-2 S 235 S 275 S 355 S 450 EN 10025-3 S 275 N/NL S 355 N/NL S 420 N/NL S 460 N/NL EN 10025-4 S 275 M/ML S 355 M/ML S 420 M/ML S 460 M/ML EN 10025-5 S 235 W S 355 W EN 10025-6 S 460 Q/QL/QL1 EN 10210-1 S 235 H S 275 H S 355 H S 275 NH/NLH S 355 NH/NLH S 420 NH/NHL S 460 NH/NLH EN 10219-1 S 235 H S 275 H S 355 H S 275 NH/NLH S 355 NH/NLH S 460 NH/NLH S 275 MH/MLH S 355 MH/MLH S 420 MH/MLH S 460 MH/MLH 235 275 355 275 355 460 275 355 420 460 360 430 510 370 470 550 360 470 500 530 235 275 355 275 355 420 460 360 430 510 390 490 540 560 215 255 335 255 335 390 430 340 410 490 370 470 520 550 460 570 440 550 235 355 360 510 215 335 340 490 275 355 420 460 370 470 520 540 255 335 390 430 360 450 500 530 275 355 420 460 390 490 520 540 255 335 390 430 370 470 520 540 235 275 355 440 360 430 510 550 215 255 335 410 360 410 470 550 t ≤40 mm fu [N/mm2] 40 mm < t ≤80 mm fy [N/mm2] fu [N/mm2] 20 .

0.16 Si (%) Máx. dado não ser admissível aguardar por ensaios de confirmação.3.15 FF FN FF FF 0.45 a 1.1972 Fe E 275 KGN Fe E 275 KTN Fe E 275 KGTM Fe E 275 KTTM Fe E 355 KGN Fe E 355 KTN Fe E 355 KGTM Fe E 355 KTTM EN 10113 . 0.1 desta norma. 0.035 N (%) Máx. devendo ser especificada a qualidade do material.040 0.2 e 5.35 a 0.60 0.80 Máx.35 a 0.45 0. 21 . 0. sendo de adoptar a certificação tipo 3.70 Máx.040 Máx.16 Máx. mormente os seus ponto 5.1.1993 S 235JR S 235JO S 235J2 S 275JR S 275JO S 275J2 S 355JR S 355JO S 355J2 S 355K2 S355N S355NL S355M S355ML Fe 430C Fe 430D Fe 510B Fe 510C Fe 510D Fe 510DD Tabela 9 – Aços patinados segundo a nova norma EN 10025-5 [4] Modo de Oxidação C (%) Designação S235JOW S235J2W S355JOWP S355J2WP S355JOW S355J2W S355K2W FN FF FN 0.20 a 0.040 0.85 0. suas propriedades mecânicas e composição química.035 Mn (%) P (%) S (%) Máx.010 0.60 0. Todas as tolerâncias e mais características a exigir na qualidade dos aços observarão a prEN 1090-2 [3].20 a 0.25 a 1.19 0.040 0. Não é dispensável o certificado de qualidade.010 0. FF = Aço completamente acalmado O fornecimento e inspecção decorrerão de acordo com a norma EN 10204.60 Adição de Azoto? Cr (%) Cu (%) FN = Aço efervescente não é admissível.55 0.15 a 0.1993 S 275N S 275NL S 275M S 275ML EU 25 . 1.010 Sim Sim Sim Sim 0.85 0.1972 Fe 360B Fe 360C Fe 360D Fe 430B EN 10025 + A1 . 0. 5.035 0.035 0.60 0.Execução de Estruturas Metálicas Tabela 8 – Tabela de equivalências para a nova norma EN 10025 [4] EU 113 . 0.20 a 0.05 a 0. 0.35 0.040 0.1 Máx.

Para a aplicação de parafusos pré-esforços de alta resistência. Contudo existe alguma normalização europeia correspondente. designadamente a prEN 14399 (mencionada no ponto 5. as ligações mecânicas (como parafusos. ver tabela 10): Os parafusos pré-esforçados não devem ser em aço inox.8 de alta resistência (aptos a pré-esforço.ª da série de parafusos apta a ligações pré-esforçadas.2 . possuidora de baixa relaxação e constituindo uma boa opção na relação preço/desempenho.Execução de Estruturas Metálicas 2. como é o caso de: (i) ligadores de aço carbono ou de ligas análogas com diâmetros superiores aos especificados nas EN ISO 898-1 e EN 20898-2. Este classe é a 1. Nesses casos devem ser usados “kit’s” de isolamento cuja especificação e detalhamento são obrigatórios.Ligações mecânicas Em geral.6 da prEN 1090-2 [3]. porcas e anilhas) deverão seguir o preceituado no ponto 5. 22 . embora a esta data ainda não tenha todas as suas partes concluídas).4. (ii) ligadores de aço inoxidável com diâmetros superiores aos especificados nas EN ISO 3506-1 e EN 3506-2. os parafusos devem de respeitar a norma ISO 4017. sendo de opção corrente a escolha da classe de parafusos 8.6. nomeadamente relativas a parafusos de cabeça embutida (prEN 14399-7). ver tabela 10). sendo. salvo em casos especiais. devendo então ser tomados como “ligadores especiais”. Os ligadores de aço carbono não devem ser usados para ligar elementos de aço inoxidável. Estão em preparação diversas normas EN. portanto. Estas anilhas indicadoras de PE não devem ser de aços auto-protegidos ou em aço inox (problema de corrosão galvânica). Nas ligações mecânicas tem que se ter em atenção os parafusos. da prEN 1090-2 [4]. as porcas e as anilhas. a não ser em casos devidamente ponderados. as porcas tem de respeitar a norma ISO 4032 ou 4775 e as anilhas tem de respeitar a norma ISO 7415. (iii) parafusos de ligas austeníticas-ferríticas de qualquer diâmetro.2. Como recomendações para parafusos e porcas hexagonais [6]: • Não pré-esforçados: As propriedades mecânicas devem ser especialmente especificadas para casos especiais. • Parafusos estruturais de alta resistência (pré-esforço. anilhas e anilhas indicadoras de pré-esforço (prEN 14399-9).

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A corrosão galvânica é um processo químico no qual se dá a destruição do metal menos nobre da série galvânica, por depósito na protecção do mais nobre, quando ligados directamente, na presença de um electrólito. Ora, a camada de óxido que se cria no aço é catódica, sendo o aço anódico, não sendo essa camada contínua, e por isso não se constituindo como uma barreira protectora, nas descontinuidades formam-se células de corrosão. Uma corrente eléctrica forma-se do pólo negativo (ânodo) para o positivo (cátodo), dissolvendo ou corroendo o pólo negativo. Série galvânica → do metal mais activo (anódicos), para o menos activo (catódicos): Alumínio e Zinco – usados para proteger o aço; Ferro; Aço; Aço inoxidável – substitui eficazmente o aço relativamente à corrosão; Chumbo; Cobre; Prata; Ouro; Platina. O potencial de corrosão galvânica aumenta com o aumento da diferença de potencial entre os dois metais, pelo que é completamente desaconselhável o contacto, sobretudo em ambiente húmido, entre metais nesta situação. Dai que muito cuidado terá que ser posto na escolha de elementos de ligalões mecânicas (parafusos, rebites, anilhas, porcas, etc.). Tabela 10 – Valores nominais da tensão de cedência e da tensão de rotura à tracção [2]
Componente Requisitos genéricos (High strength structural bolting for preloading) Ligações pré-esforçadas (suitability of assemblies for preloaded application) Parafusos (Bolts) Porcas (Nuts) Anilhas (Washers) prEN 14399-1 prEN 14399-2 prEN 14399-3 (HR: deeper nuts) prEN 14399-3 (HR: deeper nuts) prEN 14399-5prEN 14399-6 prEN 14399-4 (HV: shallower nuts) prEN 14399-4 (HV: shallower nuts) Pré Normas Europeias

De referir que as anilhas indicadoras de pré-esforço são uma alternativa à chave dinamométrica, de modo a permitir uma mais expedito controlo do momento de aperto em ligações pré-esforçadas. De notar que devido às condições de acesso à ligação e às tolerância dimensionais nem sempre o aperto é total e uniforme, pelo que o esmagamento deve ser medido junto ao ponto médio (ver figura 2).

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Figura 2 – Estruturas metálicas com emprego de várias geometrias de perfis e tipos de aço [6]

Conforme as melhores condições de acesso estas anilhas podem ser colocadas do lado da porca ou do lado da cabeça do parafuso (figura 3).

Figura 3 – Estruturas metálicas com emprego de várias geometrias de perfis e tipos de aço [6]

Existem também ligadores especiais, como parafusos injectados com resinas especiais. Em geral a resina é injectada através de um orifício colocado na cabeça do parafuso, podendo este ser tradicional (com rosca, anilha e porca) ou de espiga totalmente lisa.
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As características genéricas são [6]: Resina de 2 componentes, com viscosidade à temperatura ambiente compatível com a injecção nos furos, apenas sob pressão (pode ter que ser usada uma argamassa moldável durante a injecção, para vedar); A resina deve manter-se moldável durante pelo menos 15 minutos; A cura deve estar concluída aquando da entrada em serviço da estrutura; Em casos de reparações pode ter que se aplicar calor para acelerar a cura (máx. 50 ºC); Estes elementos podem ter que ser obtidos através de ensaios, devendo ser usado o anexo G da EN 1990 – procedimento análogo ao da determinação do coeficiente de atrito em parafusos pré-esforçados; Detalhes sobre a utilização deste sistema podem obtidos na publicação do ECCS nº79 (European recommendations for bolted connections with injection bolts); O diâmetro dos furos estandardizado é d0= d + 3 mm, excepto em parafusos de diâmetro inferior a 27 mm, que pode ser de d + 2 mm, devendo ser usadas anilhas especiais, com d1= d+0,5 mm. • Outras Normas Europeias EN relacionadas com peças roscadas [12]: Parafusos: EN 24014:1991 Hexagon head bolts. Product grades A and B, com correspondência à ISO 4014:1988; EN 24015:1991 Hexagon head bolts. Product grade B. Reduced shank (Shank diameter = pitch diameter), com correspondência à ISO 4015:1979; EN 24016:1991 Hexagon head bolts. Product grade C, com correspondência à ISO 4016:1988; EN 24017:1991 Hexagon head screws. Product grades A and B, com correspondência à ISO 4017:1988; EN 24018:1991 Hexagon head screws. Product grade C, com correspondência à ISO 4018:1988; EN 28676:1991 Hexagon head screws with metric fine pitch thread. Product grades A and B, com correspondência à ISO 8676:1988.
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ISO 4034:1986 Hexagon nuts . sendo certo que durante o aperto alguma dessa protecção se perde. Para anilhas também são muito usadas as Normas ISO 7089. Os valores nominais das tensões de cedência e da tensão de rotura à tracção. EN 28738:1992 Plain washers for clevis pins.Product grades A and B.Product grade B .Product grade B .Product grades A and B.Property classes 8 and 10 (Revision of ISO 4775:1984). style 2 . estão regulamentados na tabela 11. 26 .Product grade C. • Outras Normas Europeias EN relacionadas com anilhas [12]: EN ISO 10644:1998 Screw and washer assemblies with plain washers.Product grade C. Small. style 1 . screws and studs. ISSO/DIS 4032 Hexagon nuts. ISO/DIS 4033 Hexagon nuts. 7091 a 7094 [12]. Product grade A. com correspondência à ISO 10673:1998.Part 1: Bolts.Property classes 8 and 10. Existe alguma recomendação no sentido de se galvanizar as porcas e anilhas. screws and studs. com correspondência à ISO 8738:1986.Product grades A and B. ISO 4775:1984 Hexagon nuts for high-strength structural bolting with large width across flats . Product grade A. tem que se referenciar a norma ISO 898. ISO 4033:1979 Hexagon nuts. ISO/DIS 4034 Hexagon nuts . com correspondência à ISO 10644:1998. Washer hardness classes 200 HV and 300 HV. style 2 . style 1 – Product grades A and B.Execução de Estruturas Metálicas • Outras Normas ISO relacionadas com porcas [12]: ISO 4032:1986 Hexagon nuts. nomeadamente: • • ISO 898-1:1988 Mechanical properties of fasteners . ISO/DIS 4775 Hexagon nuts for high-strength structural bolting with large width across flats . ISO/DIS 898-1 Mechanical properties of fasteners made of carbon steel and alloy steel – Part 1: Bolts. EN ISO 10673:1998 Plain washers for screw and washer assemblies. caso exista alguma exigência que não esteja prevista na tabela 11. normal and large series.

De sublinhar que o aperto deve ser progressivo. De referir. • ISO 898-5:1998 Mechanical properties of fasteners made of carbon steel and alloy steel – Part 5: Set screws and similar threaded fasteners not under tensile stresses. Estes valores pretendem assegurar a transmissão da força que permita a mobilização do atrito entre as chapas a unir.8 320 400 5. • ISO 898-6:1994 Mechanical properties of fasteners .Part 7: Torsional test and minimum torques for bolts and screws with nominal diameters 1 mm to 10 mm. preferivelmente na porca e da parte mais rígida para a memos rígida da ligação.Execução de Estruturas Metálicas • ISO 898-2:1992 Mechanical properties of fasteners . Tabela 11 – Valores nominais da tensão de cedência e da tensão de rotura à tracção [3] Ligações ordinárias (por corte e/ou tracção) 4.Fine pitch thread.Part 6: Nuts with specified proof load values . além de garantir um estado de tensão que minimize a possibilidade de desaperto por vibrações eventuais a que a estrutura possa estar sujeita. que: 27 .8 480 600 8. só podem ser utilizados caso seja comprovado a sua eficiência para determinada aplicação.9 900 1000 4.Coarse thread.Part 2: Nuts with specified proof load values . sendo rejeitadas aquelas que possam prejudicar a estabilidade e resistência da obra. Na tabela 12 apresentam-se os valores nominais mínimos da força de pré-esforço a aplicar nos parafusos pré-esforçados.6 fyb (N/mm2) fub (N/mm ) 2 Classe de parafuso 240 400 Ligações Pré-esforçadas (por atrito) 6. ainda.8 400 500 Para valores fora dos limites estipulados na tabela 11.6 300 500 5. Tabela 12 – Valores nominais mínimos da força de pré-esforço em kN [4] As ligações serão feitas cuidadosamente. • ISO 898-7:1992 Mechanical properties of fasteners .8 640 800 10.

Especificação do procedimento de soldadura e consumíveis. e segundo o ponto 5. (iii) Parte 2 → classes execução 3 e 4. 3 ou 4.4 da prEN 1090-2. que é constituída por uma lista de normas de produtos para os consumíveis de soldadura (aqui reposta como tabela 13). Sequência de soldadura.2. um Plano de Soldadura deve ser elaborado caso a classe de execução da estrutura seja a 2. devendo também ter-se em atenção a tabela 4 presente no ponto 5. Tipos e dimensões das soldaduras. nas estruturas metálicas correntes. • As superfícies de contacto de ligações resistentes ao escorregamento deverão respeitar os requisitos da tabela 14 do ponto 8. Por seu lado. Em geral.5 do prEN 1090-2 [3]. 28 . Já no que trata a consumíveis de soldadura. (ii) Parte 3 → classe execução 2. consideram-se superfícies de contacto resistentes ao escorregamento as ligações de topo entre troços do pórtico – classe C. estando dividida em função da classe de execução da estrutura: (i) Parte 4 → classe execução 1.3 – Ligações soldadas A norma prEN 1090 remete para a norma EN 729 “Quality requirements for welding”. 2.Execução de Estruturas Metálicas • A parte não roscada da espiga dos parafusos deve ter comprimento suficiente para abranger toda a espessura dos elementos a ligar. Para efeitos dos requisitos de resistência da soldadura indica a EN ISO 14554 “Quality requirements for welding – resistance welding of metallic materials”. estes têm que respeitar a prEN 13479. a parte roscada deverá iniciar-se na zona correspondente à espessura da anilha. os requisitos básicos a preencher pela soldadura. isto é. Procedimentos a adoptar para evitar imperfeições Especificações de tratamentos térmicos Critérios de aceitação e rejeição. devendo incorporar os seguintes aspectos (de acordo com as normas EN 1011 e a prEN 1090): Detalhes de ligação. • Os parafusos devem ser apertados por meio de chaves dinamométricas e sujeitos aos momentos indicados no projecto.5 da prEN 1090-2 [3].

EN 22553:1994 Welded. para efeitos de simbologia e nomenclatura. com correspondência à ISO 4063:1990. brazed and soldered joints . ISO 2553:1992 Welded.Symbolic representation on drawings. Symbolic representation on drawings. Não estando incluídas nas informações da norma prEN 13479. Como referência também devem ser consideradas as seguintes normas: ISO 13920:1996 Welding — General tolerances for welded constructions —Dimensions for lengths and angles — Shape and position. brazed and soldered joints. 29 .1 e 5. temos: EN 2574:1990 Série aeroespacial.Execução de Estruturas Metálicas Tabela 13 – Produtos estandardizados para consumíveis de soldadura [4] Os pontos 5. brazing. com correspondência à ISO 2553:1992.2 da prEN 1090-2 [3] também devem ser observados. em termos de normas europeias.Symbolic representation on drawings. ISO/AWI 2553 Welded. Nomenclature of processes and reference numbers for symbolic representation on drawings. soldering and braze welding of metals. EN 24063:1992 Welding. brazed and soldered joints . Soldaduras.Nomenclature of processes and reference numbers. mas admitindo-se ser de interesse. ISO 4063:1998 Welding and allied processes . Informações nos desenhos.

tanto quanto possível. tanto quanto possível. • A disposição das soldaduras e a sua ordem de execução devem ser estabelecidas de modo: A reduzir-se. de uma forma equilibrada em relação ao eixo de cada barra e inibindo pontos de sobreposição (deteriorando soldas anteriores). que: • A qualidade e resistência do material de adição das soldaduras terá de ser sempre de nobreza e valor superior ao aço base soldado (na figura 4 podemos ver consumíveis e máquinas de soldar). ainda. 30 . podendo a Fiscalização exigir provas de habilitações técnicas dos soldadores. • As características da corrente eléctrica e a natureza dos eléctrodos devem ser apropriados à qualidade dos materiais a ligar e ao tipo de soldadura a efectuar. ensaios de caracterização dos eléctrodos e quaisquer outros ensaios para o seu completo esclarecimento e de acordo com as normas em vigor. bem como para a qualificação de pessoal afecto à sua execução (EN 287-1 e a EN 1418).Execução de Estruturas Metálicas De notar que existem normas especificas para procedimentos de soldadura (EN ISO 15609 “Specification and qualification of welding procedures for metallic materials”). • Na ligação das extremidades das barras (ligações de topo) as soldaduras devem ser dispostas. A que as peças soldadas fiquem na posição pretendida.Materiais de soldadura e equipamentos de soldadura [12] De salientar. Figura 4 . • Os trabalhos de soldadura exigem pessoal qualificado e aparelhagem conveniente. os estados de tensão resultantes da própria operação de soldadura.

de acordo com a EN 10244-2. • Os cordões devem obedecer ao disposto na EN 10138-3 Aparelhos de apoio [6]: 31 . pela neve. • As medidas a tomar e o critério a adoptar na verificação das ligações soldadas será fixado pela Fiscalização. por um processo adequado. • As superfícies a soldar. • Os cordões executados não deverão apresentar irregularidades. fendas. antes de cada passagem. bem como os próprios eléctrodos. • A soldadura depositada tem de ficar bem ligada aos materiais a soldar. ou pela própria acção do vento. • Sempre que um cordão seja obtido por várias passagens deve proceder-se à repicagem das escórias. humidade ou qualquer película de gordura. • Em casos de comprovada necessidade. cavidades ou quaisquer outros defeitos. tinta. nesta ordem de ideias. carepa. • • Deverão ainda evitar-se soldaduras em entalhes ou furos de dimensões importantes. devem estar isentos de escórias.Execução de Estruturas Metálicas • Também se deverá evitar a aplicação excessiva de soldadura num mesmo local. 2. poderá exigir-se o recozimento de determinadas peças para eliminação das tensões residuais provenientes das operações de soldadura. será pedida uma protecção das soldaduras contra o arrefecimento brusco provocado pela chuva. oxidação. bem como o estabelecimento de variações bruscas de secção. e à limpeza com uma escova de arame. As soldaduras efectuadas não poderão ser arrefecidas rapidamente.4 – Acessórios de ligação Cabos de alta resistência [6]: • Os fios dos cabos de alta resistência têm que obedecer ao disposto na EN 10264-3 ou EN 10264-4. nomeadamente em elementos soldados em toda a periferia. pela concentração de tensões a que dão origem. e. especificando a classe de resistência e a camada de protecção.2. a execução de soldaduras deverá respeitar o disposto no capítulo 7 da prEN 1090-2. • Em geral. poros. sem que se tenha queimado o material dos bordos. exigindo-se uma descida gradual e lenta da temperatura.

5. ajudando a seleccionar a protecção mais adequada.5. conforme figura 5 deste texto. segundo a norma prEN 1090-2 [3]. é um indicador fundamental das suas características de qualidade.2 .1 . Figura 5 – Argamassa de regularização e selagem sob placa de base de pilar [4] 2.Classificação da estrutura A classificação de uma estrutura.8 da prEN 1090-2. com base num cimento com propriedades não retrácteis.3.Classificação do ambiente No sentido de caracterizar a agressividade do ambiente em que a estrutura metálica será inserida. pois espelha um nível de propriedades e fiabilidade que se repercute 32 . Para o exemplo em estudo seleccionou-se o nível C3.Argamassas de assentamento de chapas metálicas As argamassas de assentamento de chapas metálicas.6. reportando o fabrico da argamassa para as normas EN 206-1 e ENV 13670-1. 2.5. desta norma explicações complementares são dadas. serão de carácter hidráulico.7 ou 8 (ver quadro 14). a colocar entre as fundações e as bases de pilar (figura 5). com um mínimo de resistência característica à compressão de 25 MPa.4. a que corresponde uma corrosibilidade média. Deverá ser respeitado o ponto 5.3. A resistência será especificada nos elementos do Projecto. Tabela 14 – Normalização de aparelhos de apoio [6] 2.3 – Classificação estrutural e ambiental 2. No ponto 9.2.Execução de Estruturas Metálicas • Devem obedecer ao disposto na prEN 1337-3.5 . é necessário classificar o grau de corrosibilidade do ambiente de acordo com a norma EN ISO 12944-2.

essa indicação terá que ser específica na adopção de uma classe de execução menos exigente. 16 e 17). temos que a sua classificação surge em todas as alíneas importantes do processo. Para todos os elementos da estrutura deverão ser adoptados e respeitados os requisitos definidos nesta prEN 1090-2 [3]. numa apreciação global desta norma. e para efeitos do caso em estudo. Como excepções teremos as situações de elementos específicos para os quais esta especificação técnica estabeleça uma exigência superior ou inferior. com base nestas tabelas e no seu significado intrínseco. De nomear o Anexo B da norma prEN 1090-2 [3] que consiste num útil guia para a escolha da classe de execução da estrutura metálica.Execução de Estruturas Metálicas em todos os pontos do seu fabrico. Tabela 15 – Definição das classes de consequências [3] 33 . resultando da combinação das primeiras duas (tabela 15 e 16) a escolha da Classe de Execução (tabela 17) Deste modo. a estrutura classifica-se com classe de consequência CC3 (alta) e classe de produção e utilização PS2 a que corresponde a classe de execução EXC3. no que toca à classe de execução EXC3. mas. de que se reproduz neste texto as tabelas mais significativas (tabela 15. Uma mais clara e elucidativa exposição dos diversos requisitos classificativos encontra-se nos anexos desta norma. desde os aspectos ligados à escolha de materiais até à própria documentação exigível em todas as fases de fabrico. Na verdade. neste último.

2.Execução de Estruturas Metálicas Tabela 16 – Critérios recomendados para produção e categorias de serviços [3] Tabela 17 – Recomendações para a selecção de classes de execução [3] Como exemplo de aplicação. ligações em obra e do tipo aparafusado. em elementos susceptíveis de exposição em caso de incêndio. ensaios de caracterização. construído em Portugal.4 – Protecções e tratamentos 2.4. acompanhando prospecto técnico (composição. com elementos metálicos formados por perfis laminados a quente.Protecção ao Fogo A protecção ao fogo. pelo que implica → Classe execução 2 [6]. condições de armazenamento e condições de 34 . admita-se um edifício residencial em estrutura mista aço–betão (com aço estrutural S275). Nesse sentido o Empreiteiro proporá à aprovação da Fiscalização a marca e tipo de revestimento de protecção que pretenda aplicar. Consultando a tabela 15 e 16 resulta ► Categoria de exploração PS1 e consequência CC2.1 . certificado de garantia. deverá ser realizada com tintas intumescentes.

no caso de existir qualquer divergência. contudo.Execução de Estruturas Metálicas aplicação) com certificado de origem e amostra. recorrer ao parecer técnico e peritagem de entidades idóneas como LNETI ou ISQ (Instituto de Soldadura e Qualidade). dado que poderá existir só um ou ambos – no caso de estarem ambos presentes. será sempre a metalização seguida de pintura). O Empreiteiro poderá propor as alternativas que ache mais adequadas ou que correspondam a desenvolvimentos mais recentes da técnica de protecção anti-corrosiva que. o Empreiteiro poderá ainda propor uma protecção passiva alternativa que garanta uma estabilidade ao fogo de 30 minutos (EF30). se for o caso. Após conclusão do fabrico e antes da montagem será aplicado nas peças metálicas o esquema de protecção anti-corrosiva previsto (nomeadamente metalização e/ou pintura. admitidos quaisquer desvios à presente especificação sem a prévia aprovação da Fiscalização. Fora situações de dispensabilidade justificada. Em geral devem ser seguidas as seguintes recomendações gerais: • Os trabalhos de metalização e pintura devem respeitar o disposto nas normas europeias em vigor. À Fiscalização reserva-se o direito de. Neste caso.4. incluir os esquemas de aplicação recomendados pelo fabricante. deve o empreiteiro fornecer as ferramentas e equipamentos. removendo-os logo que o trabalho esteja concluído. tal como gruas. e para cada tipo de perfil metálico. Deverá. ou quando entender. Não são. atendendo ao material ignífugo si e ao factor de massividade (razão entre a área exposta ao fogo e o volume do perfil). terão de ser previamente aprovadas pela Fiscalização. portanto. deverá apresentar uma nota de cálculo justificativa da dimensão da protecção proposta. de modo a permitir à Fiscalização uma decisão atempada e informada.2 . de acordo com a parte 2 do Eurocódigo 3 (EN 1993-1-2). • Para o efeito da aplicação da protecção no local. protecção de superfícies por metalização e pintura dos elementos metálicos.Tratamento de superfície para protecção contra a corrosão e pintura dos elementos metálicos A presente especificação tem como finalidade definir e impor um conjunto de exigências que o Empreiteiro deverá respeitar para a limpeza. 2. ainda. 35 . designadamente a prEN 1090. andaimes e todo o demais material para a montagem de plataformas de trabalho adequadas e seguras. adoptando uma temperatura crítica de cálculo de 500ºC.

Execução de Estruturas Metálicas • Todas as estruturas metálicas serão montadas de forma a ficarem convenientemente alinhadas. uniforme. não existindo este passo no caso 36 . ligeiramente áspera e inteiramente livre de todos os vestígios de cascão. a colocação de contraventamentos provisórios. sendo a granulometria da areia seleccionada como limite máximo pelo peneiro de 30 por polegada. de fosfato de diamónio e nitrato de sódio. uma mistura na proporção de 4:1. não devem ser pintadas. • Esta mistura também deverá ser empregue na água de lavagem das peças. deverá a secagem ser acelerada por aquecimento indirecto. Inibidor: • Será adicionado à água de molhagem de areia. Secagem (em caso de não existir metalização): • Logo após a limpeza a jacto de areia e de lavagem da peça.6% em relação à água utilizada. Decapagem: • Todo o material deve ser decapado a jacto húmido. mas protegidas por massa grafitada ou outro material adequado. sendo imediatamente aplicada uma demão à pistola com a espessura mínima de 10 microns de “wash primer” (no caso de pintura. como é definido pelas normas aplicáveis. tais como faces de rolos ou outras análogas. etc. • As superfícies de rolamento ou escorregamento de aparelhos de apoio. ferrugem. em peso. • Empreiteiro deverá dispor de equipamento que permita comprovar as espessuras dos diversos tipos e camadas protectoras. devendo a execução do roscado ter em atenção este tipo de protecção. • Todo o trabalho deve ser executado por pessoal devidamente formado. especializado e de reconhecida competência. • O grau de acabamento será em metal branco. evitando-se ar pintura. em que a superfície se apresenta de cor cinzenta clara. • Para resistir às solicitações devidas à elevação e montagem das peças o Empreiteiro deve prever. niveladas e aprumadas antes da demão final (em caso de pintura). quando necessário. • A protecção da parte saliente dos chumbadouros deverá ser feita efectuada por galvanização (metalização a quente com base em zinco). na percentagem mínima de 1.

produto de 2 componentes. Primário (em caso de não existir metalização): • Com as superfícies perfeitamente secas e limpas.Execução de Estruturas Metálicas de prévia metalização. Metalização: • Em geral são sempre de evitar as metalizações a frio. é um primário de aderência e protecção anti-corrosiva). Destina-se a preparar e proteger as superfícies metálicas demasiado polidas. 37 . As marcas e modelos de tinta a aplicar deverão ser indicadas na proposta. pois é. endurecido com uma solução de ácido fosfórico e formulado a partir de uma mistura de resina de butiral de polivinilo. pigmentos e cargas. sendo a sua durabilidade inferior à metalização a quente. Camada de acabamento acrílico com 50 µm de película seca. serão aplicadas duas demãos de cromato de zinco com a espessura de 30 microns cada. Em geral pode ser seguido o seguinte esquema: Preparação da superfície dos elementos ao grau P2. sendo a primeira demão aplicada à trincha e a segunda á pistola. ou seja. em geral. • As tintas a utilizar (primário e acabamento) deverão ser fornecidas por um mesmo Fabricante sendo respeitadas escrupulosamente. • As duas demãos terão cores diferentes a definir pela Fiscalização. na preparação e aplicação. as instruções deste. Verificando-se que a tinta aplicada é de má qualidade a pintura será rejeitada e o Empreiteiro fará a limpeza da estrutura e aplicará nova pintura à sua custa. pois estas concitem numa pintura com resina epoxy em que as cargas são grânulos metálicos. • O esquema de protecção a aplicar nas estruturas metálicas deverá ter em atenção o grau de corrosibilidade e durabilidade média. Pinturas: • • • Superfícies em contacto com betão não devem ser pintadas. de modo a criar aderência aos produtos posteriormente aplicados. Camada intermédia de tinta intumescente com 260 µm de película seca. de acordo com a ISO 8501-3. Primário rico em zinco com 50 µm de película seca.

a Fiscalização poderá exigir a lavagem total ou parcial das superfícies. não sendo de tolerar. contudo o anexo K da norma prEN 1090 dá algumas sindicações. • Duas demãos de tinta de acabamento à base de borracha clorada com a espessura mínima de 2x60 mícrones. • Uma demão de primário de epoxy rico em pó de zinco com uma espessura mínima de 50 mícrones. para qualquer medição. para um conjunto de 5 medições. para decapagem mecânica é o grau ST 3). um valor médio inferior a 90%. 38 . Excedido este prazo. Tabela 18 – Classificação de preparação de superfície a tratar [3] Todos os trabalhos de reparação de pinturas em obra serão realizados de acordo com a EN 12944-7. • O prazo entre demãos não será nunca inferior a 24h e convirá que não seja superior a uma semana. Na tabela 18 inclui-se a classificação de preparação das superfícies a tratar [3]. A categoria de corrosibilidade encontra-se classificada na norma EN ISSO 12944. o que sempre fará caso seja ultrapassado um mês. sendo visível que o tipo de preparação assenta na durabilidade espectável do tratamento. Alternativamente.Execução de Estruturas Metálicas • A espessura média da película de qualquer camada deverá ser igual ou superior ao especificado para um total de 20 medições realizadas numa mesma área. um valor inferior a 80% dessa espessura ou. pode a Fiscalização preferir o seguinte esquema de protecção anti-corrosiva (em caso de não existir metalização a quente ou em peças secundárias ou de vida reduzida): • Decapagem mecânica ao grau SA 2 ½ (a tabela mais usada para comparação de qualidade de decapagem consta de uma norma sueca SIS – o grau de decapagem por abrasivo mais usual é o SA 2 ½ ou o SA 3.

• No caso dos perfis e tubos.. 2. ou da espessura nominal das chapas. O peso a considerar na medição será sempre o da secção nominal dos perfis. anilhas. tubos. 39 . As medidas para a determinação da medição de chapas de superfície irregular. • A determinação das medidas para o cálculo das medições obedecerá às regras discriminadas nos seguintes pontos. Se necessário deve ser determinado o coeficiente de atrito da superfície (anexo G da prEN 1090-2).Critérios de Medição As regras de medição em estruturas metálicas são. os tipos e dimensões dos perfis. • A medição indicará. intrinsecamente – pelo que estes devem se objecto optimização (obtenção do menor desperdício) e quantificação (para efeitos do preço final por unidade de peso). • • • • Em elementos de outro formato deverá indicar-se o peso por unidade. além dos eléctrodos para as soldaduras a efectuar. as seguintes: • • A medição será realizada em quilogramas (Kg). Não serão feitas deduções para entalhes e furos. Nos perfis cortados obliquamente. porcas. • As medições não incluem os desperdícios. a medida será a do maior comprimento do perfil. chapas e outros elementos constituintes. • No caso das chapas. além do elemento estrutural. devendo o seu preço incluir todos os demais órgãos de ligação como parafusos. a área será determinada em m2. em geral. serão obtidas a partir do menor rectângulo circunscrito a essas superfícies. a converter em Kg de acordo com o seu peso nominal.5 .Execução de Estruturas Metálicas Nas superfícies para ligações com atrito (pré-esforçadas) deve apenas ser aplicado o primário de forma a garantir uma classe de atrito C. os comprimentos serão determinados em metros e convertidos em Kg. etc. mas o preço por quilo deverá espelhar os mesmos. de acordo com o seu peso nominal.

depois da montagem definitiva. execução e montagem) é regulado pela prEN 1090 [3] nas suas 3 partes. Esta lista refere a elevação das peças. quando tal se torne necessário. • Nas operações de traçagem. sendo. bem como exigências complementares deste texto. ao fabrico e à protecção anti-corrosiva dos elementos metálicos.1 – Aspectos genéricos do fabrico O fabrico de estruturas metálicas (produção. • A tabela 7 do capítulo 6 do prEN1090-2 [3] contém uma lista que refere todos os controlos e medidas de armazenamento. pré-montagem. • Para melhor controlo no processo de fabrico devem ser identificadas todas as peças.6). na garantia que essa marcação tem características indeléveis. terá de passar por uma vistoria que assegure que este está de acordo com os padrões pretendidos. • Todos os elementos metálicos serão bem forjados e trabalhados segundo as regras da arte. aplainados. Caso existem suspeitas de possível deterioração do material. para evitar uma possível deterioração do material. existam as contra-flechas previstas no projecto. sobretudo devendo respeitar-se o capítulo 6 da parte 2 (prEN 1090-2. limados. protecção contra o fogo e transporte. • Todos os materiais empregues na obra serão objecto de certificado emitido pela siderurgia que os fornece. • O manuseamento e armazenamento das peças deverá ser conforme as recomendações especificadas pelo fabricante e tendo em atenção as datas de vencimento do produto em causa. 40 . Recomendações gerais: • Deverão ser respeitadas todas as especificações relativas a materiais. armazenamento.Execução de Estruturas Metálicas Capitulo 3 – Execução 3. torneados e ajustados convenientemente. soldadura e montagem serão tomadas as precauções necessárias para que.

• Antes de iniciar a traçagem das peças o Empreiteiro deve confirmar. e de modo que os bordos ou os topos se ajustem perfeitamente em todo o comprimento das juntas. Actualmente. se as dimensões referentes a outras partes da construção que se ligam com a estrutura a fabricar correspondem aos valores previstos nos desenhos do projecto. no local. procedendo aos acertos de dimensões necessárias que submeterá à aprovação da Fiscalização. o Empreiteiro deverá confirmar. No entanto. devem estas ser tidas em consideração na traçagem e devidamente distribuídas para que a forma final seja a conveniente. no local.Traçagem da Estrutura Metálica A traçagem será feita com precisão idêntica à da classificação estrutura metálica e de acordo com o projecto. • O Empreiteiro deve ainda submeter à apreciação da Fiscalização um levantamento topográfico da geometria das peças após concluído o seu fabrico. • Não serão permitidas marcas a escopro ou a punção a frio. 3.3 – Corte As empresas com menos recursos utilizam geralmente os tradicionais maçaricos de corte. quase todos os materiais metálicos e não metálicos podem ser cortados por via térmica [11]. • A traçagem das peças deverá ser feita tendo em vista a obtenção de contornos exactos. que permaneçam no material a aplicar em obra. existem tecnologias de corte mais avançadas. Este último é uma alternativa aos processos de corte térmico. Os resultados deste levantamento devem respeitar as cotas constantes dos desenhos. incluindo as eventuais partes em betão. tais como o oxi-corte com controlo numérico. 41 . • Se no projecto forem indicadas contraflechas. de acordo com os desenhos.Execução de Estruturas Metálicas 3. o corte por plasma. • Na traçagem das peças a soldar deverão ser tidas em conta as deformações devidas à retracção longitudinal e transversal. devendo ter-se em atenção particular o seguinte: • Antes de iniciar a traçagem das peças metálicas. as dimensões exactas referentes aos elementos da estrutura.2 . o corte por laser e o corte por jacto de água com abrasivo. que sejam condicionantes para a estrutura metálica.

Calor. poderemos enumerar as seguintes: Serra. Nos casos.Execução de Estruturas Metálicas Resumindo as várias e mais usuais técnicas de corte de peças metálicas. Na Figura 6 está apresentado um diagrama esquemático da operação de corte seguida. Disco. Todas estas tecnologias podem envolver a utilização de comando numérico. Laser. em que os contornos são mais complicados. por laser ou por jacto de água com abrasivo. Jacto de água. de desengorduramento químico [11]. Arco de plasma. No corte de chapa quando o contorno é recto e a forma convexa. Figura 6 . eventualmente. corte por plasma. Generalidades O corte de perfis pode ser executado para acerto de comprimentos com disco de serra ou com guilhotina (neste último caso não necessita de fluido de corte). o corte de chapa pode também ser feito com guilhotina. Guilhotina.Esquema representativo da operação de corte e indicação das principais entradas e saídas de materiais [11] 42 . que permite optimizar a utilização da chapa e eliminar os erros de traçagem. requer-se outro tipo de tecnologias como o oxi-corte.

tomar-se-á o cuidados especiais no acabamento dos bordos. • Os cortes efectuados a maçarico ou por arco eléctrico (calor) serão posteriormente afagados sempre que a irregularidade da zona de corte prejudique a execução das ligações. falhas e rebarbas dos bordos das peças serão removidas à mó de esmeril. recorrendo-se à lima sempre que seja necessário para se obter um ajustamento perfeito das diferentes peças. segundo as formas determinadas. • Calor: por forma a assegurar que as duas partes têm uma dureza inferior a 380 HV 10 (normarequisito geral). Tabela 19 – Condições sem requisitos especiais no corte de guilhotina na classe de execução 3 [3] Tabela 20 – Dureza superficial máxima permitida para os diversos tipos de aço. em particular quando houver que proceder a soldadura. • As saliências. Para classe de execução 3 este método pode ser usado sem requisitos especiais nas condições da tabela 19. perfis e tubos serão de preferência feita à serra. 43 . poder ser necessário proceder ao pré-aquecimento (ver tabela 20). Nos cortes realizados à guilhotina ou a oxi-corte. • • O corte das barras. função da sua resistência mecânica [4] Como recomendações gerais: • Os perfis serão cortados com o maior cuidado.Execução de Estruturas Metálicas Algumas particularidades dos tipos de corte: • Guilhotina: as extremidades livres têm que ser tratadas por forma a remover defeitos.

etc. mas ambas fazem formas curvas e não furam. O corte por plasma corta a maior velocidade e dá um melhor acabamento que o oxi-corte. deverão ser convenientemente limpos e afagados. predominantemente. tem algumas limitações quando tem de fazer cortes mais complexos e/ou com mais de 45º. por não introduzir tensões residuais. o corte dos perfilados deverá ser feito de preferência por serrote e. já o plasma só é empregue até 16mm de espessura. poderá ser feito a maçarico (no caso de entalhes. no caso de corte de chapas o método mais usual é o oxi-corte (ver figura 8) e o corte por plasma. O equipamento é de fácil instalação. Como fonte de calor para o pré-aquecimento do material e para se atingir a temperatura de fusão usa-se. Todos os cortes efectuados por oxi-corte. O consumo de energia é pequeno.). e nomeadamente naqueles aos quais se vão aplicar cordões de soldadura. O oxi-corte pode cortar grandes espessuras. 44 . A maior parte do calor é produzido por meio da reacção exotérmica do oxigénio com o aço a cortar.Execução de Estruturas Metálicas Corte por serra O corte por serra é um dos mais recomendados (serra rígida ou por fita rotativa). sendo o equipamento mais usual o serrote (ver figura 7). Na verdade. Figura 7 – Serrote Oxi-corte O oxi-corte talvez seja o melhor processo de corte térmico para chapas de aço ligado e de não ligado na gama de espessuras de 3 a 30 mm. só nos casos em que a natureza do corte o exija. a chama oxiacetilénica [11]. Em geral. Esta ferramenta é rápida e faz cortes de atados.

Figura 9 – Linha combinada corte plasma + furação. Os gases utilizados nas aplicações de corte por plasma são o árgon. O consumo de energia é relativamente elevado. etc. esta máquina é bastante rápida. porque o material tem de ser fundido numa junta larga. O corte por plasma é um processo em que o material metálico é fundido na zona de corte pelo jacto de plasma. Também são utilizados gases de corte de efeito oxidante e gases com injecção suplementar de água. Na verdade. 45 . sendo a junta de corte removida por jacto de ar. redondos. efectua cortes complexos.Execução de Estruturas Metálicas Figura 8 – Corte por Oxi-corte Corte por plasma Talvez um dos melhores métodos combinados seja o das linhas conjuntas de corte plasma e furação (ver figura 9). o hidrogénio e o azoto [11]. entalhes.

existe uma grande variedade de materiais onde os processos de corte térmico não são aplicáveis por razões de ordem técnica e/ou económica. alumínio. A qualidade do corte depende do tipo de material e do sistema de corte por plasma utilizado [11]. Outra das características mais vantajosa. cheiros. Apenas com máquinas que operam com controlo numérico é possível alcançar uma elevada velocidade e precisão de corte. O bom arrefecimento e a elevada velocidade de corte reduzem o empeno por acção do calor desenvolvido. será de referir que o melhor corte é o de jacto de água. Para o corte de materiais é preferido o laser de CO2. porém é excepcionalmente caro e raro usado em metalomecânicas. o corte por jacto de água permite cortar uma grande variedade de metais e suas ligas como bronze. A radiação laser é obtida por intermédio de uma mistura de dióxido de carbono. sem defeitos e com pouca rugosidade. Outras características vantajosas resultantes da sua aplicação são o material não ser afectado pelo calor e não serem necessárias operações de acabamento. cobre. de formas complexas e constituídas por materiais de alta resistência. sendo o gás de corte o oxigénio. poeiras.Execução de Estruturas Metálicas O corte por plasma com injecção de água é indicado para o corte de aços de construção e de Cr-Ni. Assim. O raio laser é ideal para cortar materiais metálicos e não metálicos de pequena espessura. é o facto de a água minimizar o efeito do calor na integridade estrutural do metal [11]. O uso de água reduz o impacto ambiental. sendo a emissão de radiações UV absorvida. Tipicamente. mostram boa qualidade e regularidade. as superfícies do corte são de aspecto metálico. [11] O material é cortado pela acção de um jacto de água de alta pressão. Com esta tecnologia é igualmente possível cortar chapas de grandes dimensões. Corte por jacto de água Muito embora. 46 . azoto e hélio que é excitada electricamente. Por outro lado. dificilmente estampáveis [11]. É o processo de corte térmico com maior qualidade e precisão. o feixe é focado sobre a superfície do material a cortar [11]. podendo também conter um abrasivo para facilitar a operação. aço macio e aço inoxidável. sendo mantida a integridade estrutural do material [11]. Esta tecnologia permite uma grande exactidão de corte e uma boa qualidade superficial. Corte por laser O laser é uma fonte de radiação visível que emite luz coerente monocromática. pois permite desenhos de rigor abaixo da décima milésima em chapas de quase toda a espessura. Todos os materiais condutores podem ser cortados por plasma. ruído. Com uma lente na cabeça de corte.

Execução de Estruturas Metálicas Quadro 21 – Comparação das características associadas às tecnologias de corte de chapa [11] 47 .

mas. • Somente se admite a abertura de furos por punçoamento sem posterior mandrilagem no caso de furos que não tenham função estrutural importante. De notar que: • • Acabamento da furação: analogia com o corte. em todo o caso. Recomendações gerais: • Quando existe a necessidade de fazer escariação nas peças. A furação das peças metálicas é outra etapa do ciclo de produção do fabrico das estruturas metálica.combinação dos diâmetros do furo e do ligador (normal ou sobredimensionado) ou dos furos oblongos (curto ou longo).4 – Furacão Na execução da furação: estão previstos na norma os seguintes processos [6]: • • • • • Por broca. Tolerâncias: de acordo com a norma ISO 286-2.Execução de Estruturas Metálicas 3. Plasma. Laser. às tolerâncias estabelecidas para a execução desses mesmos furos e à sua execução propriamente dita. • No caso de ligações importantes a abertura dos furos deve fazer-se ou por brocagem simultânea dos diversos elementos a ligar. a tolerância máxima para irregularidades de furação será no máximo de 1mm para a distância de um dos furos ao que lhe seguir. Punção. para a colocação do parafuso. essa escariação deve ser executada de maneira a que quando o parafuso é colocado a parte superior da sua cabeça fique nivelada com a face da peça. O capítulo 6 do prEN1090-2 [3] faz referência ao dimensionamento dos furos. e de 2mm para a distância aos furos extremos de uma mesma linha. Por calor. • Dimensões: são especificadas de acordo com uma nomenclatura específica . 48 .

será realizada com diâmetro inferior ao valor nominal. em peças sobrepostas. a abertura dos furos deve. na excentricidade. sendo alargada para a do projecto.3. mas esta operação pode ser dispensada em classes 1 e 2 .5 vezes o diâmetro nominal do parafuso. com as peças ligadas na sua posição definitiva. no caso de ligações importantes e sendo a abertura realizada por punçoamento. • O comprimento nominal de parafusos oblongos não deve exceder 2. • • O equipamento a utilizar tem que obedecer aos requisitos da prEN 1090 (12. a mandril. no mínimo de 2mm. este será de diâmetro. • Nos rebites instalados a quente o diâmetro nominal do orifício deve ser igual ao diâmetro nominal do fuste do rebite mais: 2 mm para as classe de execução 1 ou 2. em geral. 1 mm para as classe de execução 3 ou 4. com a condição de se anular esta diferença a mandril. ser realizada por brocagem (com os valores nominais recomendados desses furos de acordo com o diâmetro do parafuso – tabela 21).apenas punção). sendo posteriormente a mandrilagem realizada com as peças convenientemente ligadas (normativamente os furos têm que ser mandrilados para classes de execução 3 e 4.3). • Como se percebeu. que não garanta a forma cilíndrica e circular dos furos. a tolerância de 1mm. admitindose a tolerância de 1mm. quando realizada a saca-bocados ou à broca. para que se ajustem perfeitamente uma sobre a outra. • Nos parafusos de cabeça embebida (“countersunk bolts”) as dimensões do negativo e suas tolerâncias devem ser tais que a face superior da cabeça do parafuso e a face da peça onde é instalado coincidam. • A furação.2.Execução de Estruturas Metálicas • Ainda. • Os alinhamentos dos furos deverão ser rigorosamente paralelos às secções de corte. • Os furos relativos ao mesmo parafuso. 3mm inferior ao diâmetro definitivo. deverão permitir a livre inserção do elemento de ligação das peças. Nas emendas os orifícios das várias partes têm que ser executados na mesma direcção. 49 . pelo menos. • Nas peças em que se tenham realizado furos deverão ser eliminadas as rebarbas das duas faces em contacto. sendo permitida.

diferentes orientações e múltiplos furos (ver figura 11).Valores nominais de furos para parafusos (mm) [6] Figura 10 . Figura 11 – Linha automática de furação e cabeças da linha de automática de furação Todas as peças furadas para ligações serão vistoriadas pela Fiscalização a fim de se verificar a perfeição do trabalho e proceder às correcções tidas por convenientes.Execução de Estruturas Metálicas • A distorção está limitada. nesse processo existem várias cabeças de brocas para funções diversas. Tabela 22 . Estas linhas automáticas de furacão são dirigidas por informaticamente.Valores máximos admissíveis na distorção em furos por punção [6] Existem linhas automáticas de furação de vigas (ver figura 11). 50 .

sem que para isso o material perca significativamente qualquer tipo de características. • Enformagem a frio: pode ser executada através de rolos ou prensas. pressionado e forjado. estabelecendo a norma prEN 1090 [3] critérios de enformagem a quente. requisitos específicos para a dobragem de perfis circulares ocos. em menor escala. mas não só. dada a pequena espessura da chapa. sobretudo a frio (exemplos de geometrias na figura 12). ainda. Fornece. calandragem e quinagem.5 – Maquinagem/Enformagem Na maquinagem/enformagem de peças metálicas o aço (inicialmente em chapa lisa) pode ser dobrado. sendo cada ver mais usadas para o fabrico de asnas de cobertura.Execução de Estruturas Metálicas 3. Figura 12 – Linha automática de furação e cabeças da linha de automática de furação [13] De notar os seguintes aspectos no processo de enformagem: • Existe diminuição de ductilidade e a norma prEN 1090 [3] especifica procedimentos de alívio de tensões residuais através de temperatura. A enformagem. operações de fresagem e de torneamento [11]: 51 . Efectuam-se. • • Esta norma também específica raios mínimos de curvatura em função do tipo de aço usado. Em termos de metalomecânica poderemos ser mais específicos. Entre as grandes vantagens deste tipo de perfil estão a sua excelente relação preço/peso e a facilidade de se criarem formas abertas com baixa energia de deformação. com restrições relativas aos tipos de aço e às temperaturas a que cada classe de aço deve ser trabalhada. de igual modo. sendo as operações de maquinagem mais significativas: estampagem. é um processo de conformação de chapas com utilização crescente em estruturas metálicas. para execução destes tipos de peças metálicas existem dois processos possíveis em termos de temperatura associada: • Enformagem a quente: em que existe um aquecimento prévio da chapa à sua conformação.

a uma sequência de operações idêntica.Processo em que a peça a trabalhar roda em torno do seu eixo estando a ferramenta cortante fixa e posicionada lateralmente.A fresagem permite trabalhar uma peça. Os 3 primeiros processos acima descritos têm uma sequência de operações muito semelhante. Esta operação pode ser realizada tanto a frio como a quente. a chapa é engordurada previamente. • Quinagem . a chapa é deformada plasticamente por prensagem utilizando ferramentas com a geometria adequada a esse fim. É sobretudo usada em chapa. calandragem e quinagem com indicação das principais entradas e saídas de materiais [11] 52 .A quinagem é um processo que permite formar quinas vivas ou dobrar uma peça de modo a que esta fique com um raio de curvatura muito pequeno. • Calandragem . fazendo furos ou modificando-lhe a forma. sendo esta obrigada a passar pelo meio de uma série de cilindros.A calandragem é utilizada para dobrar chapa. dependendo do tipo de material e do grau de deformação pretendido. Figura 13 .Esquema representativo das operações de estampagem.Execução de Estruturas Metálicas • Estampagem . através de fresas em rotação. Em alguns casos.Nesta operação. • Torneamento . adquirindo progressivamente a curvatura desejada até ao caso extremo da formação de um cilindro. • Fresagem . pelo que são apresentados esquematicamente através do mesmo diagrama de blocos na Figura 13. como tal são identificados no mesmo diagrama de blocos (Figura 14). Os dois últimos processos têm. também.

No que trata à preparação e execução de soldaduras. Este capítulo está dividido em 7 sub-capitulos. fio ou barra. Protecção contra vento. em que setas de tipos e cores diferentes (identificadas por números diferentes) ilustram as entradas e saídas de cada tipo de operação. através da fusão na zona de contacto do metal das peças ou de um material adicionado. etc. A soldadura pode ser manual. Os diferentes processos de soldadura podem distinguir-se de uma maneira muito geral. Os vários tipos de soldadura são representados conjuntamente no diagrama da Figura 15. quer pela fonte de energia utilizada para fundir o metal a soldar e o metal de adição. e torneamento com indicação das principais entradas e saídas de materiais [11] 3. O metal de adição pode estar na forma de eléctrodos revestidos. para além dos aspectos atrás referidos. esta norma refere ainda [6]: Armazenagem e manuseamento dos consumíveis. Pré-aquecimento (visa evitar dureza excessiva). chuva.Execução de Estruturas Metálicas Figura 14 – Esquema representativo das operações de fresagem. Em termos normativos a soldadura das peças metálicas tem de estar de acordo com o descrito no capítulo 7 da prEN 1090-2 [3].6 – Soldadura Os processos de soldadura destinam-se a unir peças de um modo permanente. 53 . sendo a energia comum a todas elas [11]. semi-automática ou automática [11]. quer pela técnica como o metal em fusão é protegido da oxidação.

Figura 15 – Esquema representativo da operação de soldadura com indicação das principais entradas e saídas de materiais [11] O Plano de Soldadura é um dos documentos a cujo conteúdo e exigências todo o processo de soldadura está sujeito. essas normas referenciam também condições especiais a ter em atenção nos procedimentos da soldadura. Soldaduras por pontos ou entalhe. No anexo E da prEN 1090-2 [3] estão previstas alguns dos tipos de solda a que um operador terá de executar. Aspectos específicos das soldaduras de topo.Execução de Estruturas Metálicas Aspectos específicos das soldaduras de cordão (nomeadamente m perfis enformados). Os soldadores têm de ser qualificados segundo as normas EN 287-1 e a EN 1418. Outros tipos de soldadura. 54 . De notar que existem outras normas europeias que têm especificações apropriadas para os procedimentos qualificados de soldadura. sendo para o efeito relevante a EN ISO 4063. Tratamentos térmicos. Soldaduras em aços auto protegidos – especificação dos elementos consumíveis.

• • Os cordões devem ficar isentos de irregularidades. tem processos e cuidados diferentes a ter em conta. • As características da corrente. com modificações e exigências para a norma EN 1011-1 e EN 1011-3. Como recomendações complementares enunciam-se: • • Na execução de ligações soldadas empregar-se-á. Está previsto. O aço carbono. • No caso do cordão ser obtido por várias passagens. As superfícies destinadas a receber soldadura deverão encontrar-se não só secas como bem limpas.Execução de Estruturas Metálicas A preparação e execução começam pela recepção dos consumíveis. ainda. Tem de haver uma preocupação com a protecção contra as condições climatéricas e preocupação também quanto ao pré-aquecimento. em geral. à repicagem das escórias por um processo adequado e à limpeza a escova de arame. deve proceder-se antes de cada nova passagem. no qual deve ser utilizada aparelhagem conveniente. isentas de corpos estranhos. bem como garantir que as peças fiquem nas posições pretendidas. seu armazenamento e manuseamento. poros. fendas. devendo os soldadores estar devidamente certificados. ou outros defeitos. Na realização de soldaduras devem-se tomar as precauções necessárias para reduzir as tensões/deformações residuais permanentes. escórias e gorduras. O trabalho de soldadura. assim como outros tipos de aços diferentes. 55 . só poderá ser executado por pessoal devidamente qualificado segundo a norma em vigor já identificada. EXC3 tem um nível de qualidade de D. EXC2. a natureza e o diâmetro dos eléctrodos devem ser apropriados à qualidade dos materiais e ao tipo de ligações a efectuar. Existe ainda a especificação de alguns tipos de soldadura e os tratamentos térmicos. a existência de soldadura para aços imaculados. a EXC4 tem nível de qualidade B com mais exigências adicionais referenciadas na tabela 13 da prEN 1090-2 [3]. Os critérios de aceitação tem de respeitar os níveis existentes na EN ISO 5817. B respectivamente.5. a soldadura por arco eléctrico. • Deve-se evitar ou reduzir ao indispensável o número de soldaduras a efectuar fora da oficina. • • Tanto as zonas a soldar como os eléctrodos devem estar bem secos. sendo que as classes de execução EXC1. C. ferrugem.2 da prEN 1090-2 [3] está previsto o tempo e a temperatura de armazenamento do material. cavidades. Na tabela 12 do ponto 7.

e antes de iniciado o novo cordão. etc. • As soldaduras não serão arrefecidas rapidamente. simultaneamente facilitando que as peças fiquem na posição pretendida. aos seguintes condicionamentos: A espessura dos cordões não deve. procederse-á à esmerilagem da raiz e execução do respectivo cordão. • • Em caso de comprovada necessidade. bem como o estabelecimento de variações bruscas de secção. • O metal depositado tem que ficar bem ligado aos materiais a soldar. tensão e velocidade). contra o arrefecimento brusco. contínuos. Tomar-seá os mesmos cuidados quando houver que prosseguir um cordão interrompido ou ligar dois já executados. e sempre que seja possível construtivamente. além do prescrito nas Peças Escritas e Desenhadas do Projecto e da legislação em vigor. • A disposição e a ordem de execução devem ser estabelecidas de modo a reduzir-se os estados de tensão resultantes da própria operação de soldadura. sem que se tenha queimado o material dos bordos. 56 . pelo que será exigida uma protecção das soldaduras. a superfície do cordão realizado deve ser cuidadosamente desembaraçado de escórias. a preparação dos chanfres. A espessura dos cordões de ângulo não deve ser superior a 0. em qualquer caso. a fim de se verificar a existência de fissuras. poderá exigir-se o tratamento térmico de peças. Os cordões de topo. exigindo-se uma descida gradual e lenta da temperatura. ser inferior a 3mm. de acordo com o Plano de Soldadura (se existir). poros ou outros defeitos. nomeadamente em elementos soldados periférica. • Deve evitar-se a aplicação excessiva de soldadura num mesmo local.7 da menor espessura dos elementos a ligar. utilizando a picadeira e a escova de aço ou outro método conveniente. deve o Empreiteiro realizar um programa de trabalhos indicando os consumíveis e os parâmetros de soldadura (intensidade. • Nos cordões de soldadura topo a topo. devem ocupar toda a extensão da justaposição. em caso de condições atmosféricas adversas. • A cada passagem. Esta operação será executada até completo desaparecimento dos defeitos de compacidade.Execução de Estruturas Metálicas • Antes de dar início às operações de soldadura. As dimensões dos cordões de soldadura devem satisfazer.

no caso de elementos sujeitos a esforços de tracção. no caso de elementos sujeitos a esforços de compressão e 24 vezes essa espessura. ter comprimento inferior a 40mm nem superior a 60 vezes a espessura do cordão. todas as soldaduras existentes no elemento serão submetidas a inspecção.Execução de Estruturas Metálicas Os cordões de ângulo contínuos não devem. para os elementos metálicos em aço. Poderá ser exigida a aprovação prévia pela Fiscalização da sequência prevista para a soldadura tipo dos eléctrodos a utilizar. Por outro lado. Quando se dispõem cordões de soldadura opostos. O intervalo entre dois troços sucessivos não deve exceder 16 vezes a espessura do elemento mais fino. • A Fiscalização poderá exigir sondagens nos cordões que lhe afigurem defeituosos. não deverão interessar mais do que 75 por cento da espessura do perfil no bordo. Nos cordões de topo descontínuos. dois processos de soldadura. reconhecidas inicialmente como defeituosas. 57 . Estão previstos. Nos cordões de ângulo descontínuos o comprimento de cada troço não deve ser inferior a 4 vezes a espessura do elemento mais fino a ligar. quando os troços estão colocados alternadamente de um lado e de outro da aresta de ligação. • Se for detectada uma soldadura defeituosa. Soldadura por aço eléctrico com ecrã gasoso – MAG ou MIG (ver figura 16). em princípio. os intervalos indicados são considerados como se os troços estivessem em linha. proceder-se-á ao controlo de todas as soldaduras refeitas. podendo contudo ser convexa desde que a flecha apresente o limite máximo de 2mm. Em cordões de ângulo descontínuos. com deposição de material: • • Soldadura por arco eléctrico com eléctrodo revestido – SAE (ER). a chapa intermédia deverá ter a espessura mínima de 7mm. aplicados nos bordos arredondados de perfis. em geral. o comprimento de cada troço não deve ser inferior a 4 vezes a espessura do elemento mais fino a ligar e o intervalo entre dois troços sucessivos não deve exceder 12 vezes aquela espessura. Os cordões de ângulo. os quais serão refeitos por soldadura. A superfície aparente dos cordões de soldadura deverá ser plana. nunca côncava.

Todos os trabalhos de soldadura devem ser devidamente comprovados mediante a presentação de respectivo certificado a aprovar pela Fiscalização. De qualquer modo esta última dificuldade é. actualmente.Execução de Estruturas Metálicas Figura 16 – Soldadura MIG MAG A soldadura SAE (ER) tem uma flexibilidade máxima. estas ligações tem de estar de acordo com o previsto no capítulo 8 da prEN 1090-2 [3]. 58 . Este método tem ainda outra desvantagem. quer seja pelo método automático ou manual. A soldadura MIG ou MAG é bastante versátil.7 – Ligações Mecânicas As ligações mecânicas são também uma das etapas da execução de estruturas metálicas. é compatível com vários materiais e tem bastante facilidade de aplicação em obra. tem uma taxa de deposição mais elevada se for pelo processo manual. Por outro lado tem uma baixa taxa de deposição e uma má limpeza de escórias. dado que as soldaduras em obras são raras. 3. Outros processos de soldadura poderão ser aceites mediante aprovação da Fiscalização. que é a sua difícil instalação em obra. No caso de robotização a taxa de deposição baixa consideravelmente. normalmente sempre ultrapassada.

• Sempre que se verifiquem condições que possam conduzir ao desaperto dos parafusos em serviço. devem-se colocar anilhas de cunha. munidos de anilhas. Esta explicação está ilustrada na figura 6 do capítulo 8 da prEN 1090-2 [3] e figura 17 deste texto. em geral. uma anilha dos lados da porca. • Uma das ligações que causa maiores problemas na sua execução são as emendas. em cuja espessura deve terminar a parte roscada. O aperto dos parafusos deve ser suficiente para garantir a eficiência das ligações. Figura 17 – Diferença máxima entre espessuras de chapas (D ≤ 2mm → correntes. por exemplo vibrações. a sua diferença num aspecto geral não deverá ultrapassar. este tipo de ligações são bastante complexas devido as tolerâncias serem mínimas e ao número elevado de factores a ter em conta. tendo-se em atenção que o aperto exagerado produz estados de tensão desfavoráveis nos parafusos. tais como anilhas de mola ou contra-porcas. de modo que o aperto não introduza esforços secundários nos parafusos. nos casos indicados no Projecto. um desses factores é o facto de as peças em causa serem de espessuras diferentes. sendo esta. sobretudo para efeitos de pequenas dilatações ou rotações de apoio. • No caso de superfícies sobre as quais se faz o aperto dos parafusos não serem normais ao eixo destes. os da classe referida nos desenhos do projecto. • Os parafusos a aplicar serão. caso exista uma diferença de espessura nas peças em causa. a diferença entre peças deverá ser de 1mm. • • O roscado dos parafusos deve sobressair pelo menos um filete das respectivas porcas. de pressão do tipo mola. os 2mm. obrigatoriamente. sendo tal garantia da responsabilidade o Empreiteiro. sem que com isso se ponha em causa a estabilidade do conjunto. No caso de ser uma ligação em pré-esforço. tendo em vista permitir alguma mobilidade da ligação. devem utilizar-se dispositivos que impeçam esse desaperto. só se podendo dispensar o uso de anilhas desde que as ligações sejam pouco importantes e se verifique que a zona lisa da arreigada do parafuso é suficiente para transmitir à chapa os esforços secundários nos parafusos. Todos terão.Execução de Estruturas Metálicas Como recomendações complementares enunciam-se: • Os parafusos serão. para cada caso. D ≤ 1mm → pré-esforçadas) [3] 59 .

com segurança.Execução de Estruturas Metálicas Condições de aperto em ligações correntes (não pré-esforçadas) [6]: • São admitidas folgas até 2 mm no contacto se a espessura dos elementos ligados é elevada (espessura superior a 8 mm para perfis). • Os diâmetros dos parafusos estão especificados nas normas. uma do lado da cabeça e outra do lado da porca mediante justificação. 60 . e não deverá ser utilizado nenhum parafuso em que o seu diâmetro não esteja devidamente regulamentado nessa mesma norma. • Os furos não deverá exceder o diâmetro nominal dos parafusos. A limpeza será feita a jacto de areia ou à chama. • Os parafusos devem ser munidos de anilhas. às chapas o pré-esforço instalado dos parafusos. devendo executar-se em curto prazo (algumas horas) a montagem da ligação. sem esforçar demasiado os parafusos. também têm uma exacta especificação na norma acima referida. tendo apenas uma folga com tolerância especificada no artigo e norma aplicável. de características adequadas. • Precauções especiais no caso de parafusos de dimensão M12 ou em caso de parafusos curtos. do interior para o exterior. pintura. Condições de aperto em ligações pré-esforçadas: • Na execução de ligações aparafusadas pré-esforçadas respeitar-se-ão as anteriores condições fixadas para as do tipo corrente no que nestas não for contra ou substituído nos pontos seguintes. etc. água. o máximo de 3 ou a combinação necessário para que não ultrapasse os 12mm. em grupos grandes. • Para conseguir este estado é necessário. • As superfícies dos elementos a ligar devem ser cuidadosamente limpas de quaisquer matérias susceptíveis de provocar uma diminuição do atrito entre as superfícies (ferrugem. • Caso seja necessário um maior ajuste no aperto poder-se-á colocar mais anilhas.). gordura. essas anilhas serão colocadas do lado da peça que se pretende fixar. fazer vários ciclos. a primeira poderá ser eliminada em parafusos cujas cabeças possuam dimensões estudadas de forma que possam transmitir. • Cada conjunto de parafusos deve ser apertado na totalidade até à condição “snug-tight” (resulta do esforço de uma pessoa através de uma chave normal). O posicionamento e comprimento dos parafusos. de modo a evitar que as superfícies se oxidem.

que entrem em contacto com as ligações mecânicas.8: sob a peça que vai rodar (porca ou cabeça). • A preparação das superfícies. devendo o aplicador conseguir enroscar com a mão. A norma prEN 14399-2 contém dados e testes que poderão utilizados na calibração. • Também podem ser usadas anilhas suplementares.4) para ligações pré-esforçadas. • A prEN 1090 fornece. No aperto dos parafusos de ligações pré-esforçadas tem de haver cuidado com a calibração do método de aperto. para ajustar o comprimento do conjunto a ligar.2 a 8. Desde logo o atrito. • Nas ligações pré-esforçadas é obrigatório usar anilhas quando: Classe 8. 61 . sendo os valores do coeficiente de átrio estabelecidos por classes (tabela 22). na tabela 14 do capítulo 8 da prEN 1090-2 [3] está previsto a classificação que podem ser assumidas pelo atrito das superfícies (tabela 23 deste texto). que estará de acordo com a norma prEN 14399-6. tem alguns aspectos que suscitam cuidados. porcas e anilhas (8. sendo que as anilhas colocadas por baixo das porcas têm de estar de acordo com o especificado na norma prEN 14399-5. Classe 10. ainda. sem necessidade de recorrer ao auxílio da chave (até que a porca encoste na anilha ou na peça a ligar). dados complementares relativos à especificação dos parafusos.2. Tabela 23 – Classificação das classes de atrito para superfícies de ligações pré-esforçadas [3] O anexo G da mesma norma (prEN 1090-2) tem também o método de cálculo para determinação do coeficiente de atrito.2. colocadas do lado da peça fixa. até 3 com o máximo de 12 mm. • As anilhas colocadas por baixo das cabeças dos parafusos tem de ter um chanfre.Execução de Estruturas Metálicas • As porcas quando são aplicadas nos parafusos devem enroscar facilmente.9: sob a cabeça e sobre a porca. a calibração tem de ser de modo a que o pré-esforço mínimo seja alcançado.

com uma precisão de ± 4 %. apertar cada um deles com 75%. A rotação da porca no método de controlo do alongamento do parafuso é realizada através do número de voltas da porca. segunda etapa → idem. cabeças especiais e parafusos especiais (ver figuras 19 a 21).Execução de Estruturas Metálicas Para o aperto é efectuado por dois métodos: o método de controlo do torque e o método combinado. a técnica das anilhas especiais. • Em termos de execução [6]: Método da chave dinamométrica: antes de dar o aperto final em todos os parafusos. Figura 18 . Todos os dados para o uso deste método estão previstos na EN ISO 6789. terceira etapa → rotação da porca. O método combinado consiste no controlo mais a rotação da porca. 62 . anteriormente. Na figura 18 ilustra-se uma ligação simples de base de pilar. Método combinado (controlo + rotação da porca): primeira etapa → todos os parafusos a 75%.Estrutura metálica com apoios aparafusados [8] Como indicador indirecto de tracção vimos. O aperto pelo método de controlo de torque consiste na utilização de uma chave dinamométrica para o aperto dos parafusos.

os parafusos e cavilhas ajustados e os parafusos injectados. o parafuso de cabeça embebida. são outros tipos de parafusos especiais a ter em causa. No ponto 8. 63 .Execução de Estruturas Metálicas Figura 19 – Parafusos com anilhas especiais [6] Figura 20 – Parafusos com cabeças especiais [6] Figura 21 – Parafusos especiais [6] A prEN 1090-2 [3] tem ainda exemplos de parafusos especiais.7 do prEN 1090-2 [3] está referida a colocação de rebites. tanto a instalação dos rebites mas também os seus critérios de aceitação.

ainda que com brevidade. puramente mecânicas ou mistas Vai-se discutir. Na tabela 24 apresentam-se os diâmetros tradicionais de parafusos e rebites para estruturas metálicas. por uma de alguma rapidez de execução e custo da mão-de-obra especializada. as ligações mecânicas principais de uma estrutura metálica estão associadas a trabalhos de soldadura (ligação 2 e 3 da figura 22. puramente mecânicas ou mistas. Tabela 24 – Diâmetros tradicionais de parafusos e rebites para estruturas metálicas [6] 3. os parafusos auto-roscantes. sendo de referir que o diâmetro se refere à medida exterior do roscado e não ao liso (a que corresponde a área resistente). em geral. normalmente. Na verdade a existência de soldadura nas ligações mecânica depende muito do tipo de conceito empregue pelo Projectista. numa mesma estrutura. respectivamente).Execução de Estruturas Metálicas As ligações de elementos de paredes finas (como os enformados) estão previstas no ponto 8. No nosso país. a razão de ser e o comportamento das ligações puramente soldadas. situações existem em que. podemos ter ligações dos 3 tipos. sendo todos os critérios e métodos lá mencionados. é frequente as ligações sempre puramente mecânicas.9 do prEN 1090-2 [3] e também no anexo D. ligação viga-pilar). por um só tipo de solução. é mais vulgar que o Projectista opte. Porém. chapa de topo de ligação pilar-pilar e chapa de base de pilar. muito embora essa regra não seja obrigatória ou absolutamente universal (ligação 1 da figura 22. por exemplo. Nos Estados Unidos. ou pelas disposições de fabrico da indústria metalomecânica local. 64 . Nestas ligações utiliza-se. em maioria ou exclusividade. Na realidade.8 – A razão de ser e o comportamento das ligações puramente soldadas.

em geral. 65 . Obviamente que podem ser previsto sistemas de contraventamento que minimizem a mobilidade exagerada das estruturas de ligações puramente mecânicas. enquanto as ligações viga-pilar só com soldadura ou de soldadura importante na ligação são mais rígidas. mais elevados).Execução de Estruturas Metálicas Figura 22 – Tipos de ligações mais usuais em estruturas metálicas [9] Em geral as ligações mecânicas sem soldadura criam soluções mais rápidas de executar (não há soldadura).ª ordem (encurvadura) que as segundas. tais como: paredes de betão armado. mais sensíveis a efeitos de 2. mas mais deformáveis e condenando a estrutura ao uso de perfis mais robustos (não se aproveita. necessariamente. Conforme se pode apreciar nas figuras 23 e 24. Esta situação conduz a que as primeiras sejam estruturas mais deslocáveis e. logo.º André” ou cabos pré-tensionados. cantoneiras em “Cruz de St. as ligações viga-pilar sem soldadura ou de soldadura reduzida são mais flexíveis. pelo que as secções do perfil ficam apenas sujeitas a momentos positivos únicos e. normalmente. os momentos negativos que se poderiam mobilizar nos apoios das vigas.

Execução de Estruturas Metálicas

Figura 23 – Ligações viga-pilar sem soldadura ou de soldadura reduzida, mais flexíveis, em geral [9]

Figura 24 – Ligações viga-pilar só com soldadura ou de soldadura importante na ligação, mais rígidas, em geral [9]

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Execução de Estruturas Metálicas

Por outro lado, numa situação ideal, teríamos as ligações puramente soldadas, extremamente rígidas, contudo obrigariam a significativa quantidade de soldadura em obra, situação pouco prática, de difícil controlo de qualidade, onerosa e mesmo potencialmente mais perigosa que em oficina. Daí que a melhor conclusão seja uma combinação quase óbvia (ligação mista): • Soldadura prévia em estaleiro/oficina das chapas de topo nas ligações mecânicas (criação de uniões rígidas ou semi-rígidas, limitando a deformabilidade desta e da própria estrutura, bem como permitindo a existência de momentos de apoio nas vigas, com resultante economia das secções); • Aparafusagem em obra, sem necessidade de soldadura no seu local de implantação, permitindo simplicidade, economia e rapidez de montagem.

Figura 25 – Ligação mista (soldadura de chapa de topo na viga com aparafusagem ao pilar, com situação de distribuição completa tradicional de esforços no apoio (corte + flexão) [9]

Na figura 25 pode-se observar uma ligação mista, com a soldadura de chapa de topo na viga (em oficina) e posterior com aparafusagem ao pilar (em obra). Desta solução surge uma desejável complementaridade de esforços no apoio, de corte com flexão. Obviamente que numa industria com mão-de-obra e soldadura muito cara esta solução pode não ser a mais económica, muito embora.

3.9 – Desempeno das peças
O desempeno das peças será feito a frio e, tanto quanto possível, feito à máquina, por pressão e não por choque. O desempeno a quente será excepcional e respeitando as regras técnicas adequadas ao aço.
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Execução de Estruturas Metálicas

As peças devem ser desempenadas segundo as tolerâncias especificadas no projecto, ou, na falta dessa indicação, as tolerâncias normativas usuais.

3.10 – Tratamento de Superfície/Protecção Anticorrosiva
A corrosão consiste na deterioração dos materiais pela acção química ou electroquímica do meio, podendo estar ou não associado a esforços mecânicos. Comummente chamada de “ferrugem”, quando encontrada nos metais como ferro e aço, a corrosão afecta não apenas o aspecto estético do material, como também sua resistência mecânica e vida útil [14]. Ao se considerar o emprego de materiais na construção de equipamentos ou instalações é necessário que estes resistam à acção do meio corrosivo, além de apresentar propriedades mecânicas suficientes e características de fabricação adequadas [14]. Na grande maioria dos casos, a adopção de processo preventivo anti-corrosão no inicio da utilização dos materiais, proporcionará um significativo aumento da vida útil da estrutura, além da economia de custos devido ao menor número de manutenções necessárias [14]. As formas segundo as quais a corrosão pode manifestar-se são definidas principalmente pela aparência da superfície corroída, sendo as principais [14] (ver figura 26): • Corrosão uniforme: quando a corrosão se processa de modo aproximadamente uniforme em toda a superfície atacada. Esta forma é comum em metais que não formam películas protectoras, como é o caso do aço e do ferro; • Corrosão por placas: quando os produtos de corrosão se formam em placas que se desprendem progressivamente. É comum em metais que formam película inicialmente protectora mas que, ao se tornarem espessas, fracturam e perdem aderência, expondo o metal a novo ataque; • Corrosão alveolar: quando o desgaste provocado pela corrosão se dá sob forma localizada, com o aspecto de crateras. É frequente em metais formadores de películas semi-protectoras ou quando se tem corrosão sob depósito; • Corrosão por pontos (puntiforme): quando o desgaste se dá de forma muito localizada e de alta intensidade, geralmente com profundidade maior que o diâmetro e bordos angulosos. A corrosão por pontos é frequente em metais formadores de películas protectoras, em geral passivas, que, sob a acção de certos agentes agressivos, são destruídas em pontos localizados, os quais se tornam activos, possibilitando corrosão muito intensa;

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Classe 3: Classe A2 (produtos planos . como no caso dos aços inoxidáveis austeníticos sintetizados.Execução de Estruturas Metálicas • Corrosão inter-granular ou inter-cristalina: quando o ataque se manifesta no contorno dos grãos. • Corrosão trans-granular ou trans-cristalina: quando o fenómeno se manifesta sob a forma de trincas que se propagam pelo interior dos grãos do material.chapas) ou C2 (produtos longos .chapas) ou D3 (produtos longos .perfis). como no caso da corrosão sob tensão de aços inoxidáveis austeníticos. sendo óbvio que existem alguns cuidados e exigências a ter com as superfícies antes de aplicar a protecção de corrosão. Classe 4: Classe B3 (produtos planos .perfis). Figura 26 – Formas de Corrosão em desenho esquemático [14] O tratamento de superfície está regulamentado no ponto capítulo 10 da prEN 1090-2 [3]. 69 . Condições da superfície. conforme as classes de execução e de acordo com a EN10163 [6]: Classes 1 e 2: qualquer acabamento de superfície. expostos a meios corrosivos.

tinta lascada.10. 70 . sujidade.1 – Decapagem A decapagem visa eliminar as camadas de óxidos presentes na superfície das peças. anódica e por corrente alterna) [11]. Para elaboração da galvanização e da pintura tem de se respeitar as normas EN ISO 1461 e EN ISO 12944-4/-5/-7. sais. Decapagem mecânica A decapagem mecânica com abrasivo é o método mais comum de preparar a superfície metálica. solventes e limpeza a vapor). tais como: • • • Decapagem mecânica e química. Na figura 27 apresenta-se um exemplo esquemático da decapagem mecânica [11]. verificando-se a gradual substituição da areia por granalha de um subproduto da indústria do cobre (escória de cobre) e por granalha de aço.Execução de Estruturas Metálicas De referir que: Para a execução do tratamento protector de corrosão tem de se respeitar o descrito no anexo K da prEN 1090-2 [3]. Lixagem. removendo parte dos contaminantes presentes (calamina. óxidos e resíduos de tinta) e permitindo à superfície adquirir alguma rugosidade de modo a melhorar a aderência da tinta. Desengorduramento (com detergentes. por via química e por via electroquímica (catódica. quando as dimensões das peças o permitem. Dependendo da localização. tem-se verificado uma maior sensibilização dos industriais para esse facto. o seu consumo ainda não foi totalmente banido. ou em cabines de decapagem com recuperação de granalha. Pode efectuar-se por via mecânica (por jacto de areia ou de granalha). 3. respectivamente. óleos e gorduras). No entanto. Apesar dos problemas ambientais e de saúde provocada pela utilização de areia nas decapagens (poeiras contendo sílica). Após o fabrico será aplicado nas peças metálicas o esquema de protecção anti – corrosiva que se apresenta. do tipo de superfície a preparar e do tipo de contaminantes (óxidos. de modo a que a posterior deposição de material constitua uma camada perfeitamente aderente e homogénea. A granalha é projectada em média a uma velocidade de 130 m/s e a uma pressão de 7 bar [11]. Essa decapagem é efectuada manualmente pelos trabalhadores. poeiras. utilizam-se diferentes técnicas de preparação da superfície. geralmente a céu aberto.

Esquema representativo duma operação de decapagem química com indicação das principais entradas e saídas de materiais [11]. usualmente. recorrendo-se ao ácido sulfúrico. Figura 28 . Lixagem A lixagem tal como a decapagem mecânica é uma operação integrada no início do processo. Na figura 29 apresenta-se um esquema exemplificativo duma operação de lixagem [11]. É geralmente utilizada na preparação de superfícies de acesso difícil à decapagem com granalha ou em pequenas áreas a preparar. ao ácido clorídrico ou ao ácido nítrico.Execução de Estruturas Metálicas Figura 27 . retirando-lhe as contaminações ou conferir-lhe um aspecto ou rugosidade determinada. quando da preparação da peça ou da superfície para a pintura. Os métodos utilizados são mecânicos. Na Figura 28 apresenta-se um exemplo esquemático da decapagem química [11]. utilizada nos aços e no cobre. A preparação manual pode ser também utilizada em substituição da decapagem com granalha. No caso da reparação de estruturas metálicas a lixagem é uma técnica complementar ou alternativa à decapagem com granalha. podendo ser efectuados com lixas ou com escovas.Esquema representativo duma operação de decapagem mecânica com indicação das principais entradas e saídas de materiais Decapagem química A decapagem por acção química é. A lixagem tem como objectivo desbastar a peça ou a superfície. 71 . uma vez que a estrutura já de encontra montada. A decapagem do alumínio é realizada em meio alcalino com soda cáustica.

raspadeiras. de maneira que se removam somente a ferrugem e as escamas (ou carepas) de óxidos e o metal-base seja pouco atacado. sulfatos. Compostos inorgânicos como cloretos.Execução de Estruturas Metálicas acarretando. Tal como muitos solventes e agentes de limpeza alcalinos não podem ser 72 . após tratamento para separação dos constituintes indesejáveis. martelos de agulhas. Os sistemas orgânicos podem trabalhar em circuito fechado com recuperação de solvente. são geradas grandes quantidades de resíduos líquidos carregados de contaminantes minerais e orgânicos susceptíveis de reutilização parcial. as peças podem ser decapadas em ácido clorídrico ou sulfúrico. O desengorduramento precede obrigatoriamente a decapagem ácida ou alcalina.Esquema representativo da operação de lixagem com identificação das principais entradas e saídas de materiais [11] As ferramentas manuais mais frequentemente utilizadas na preparação de superfícies metálicas são: escovas de aço. no entanto. a lixagem pode ser mais eficiente na remoção de óxidos e de tintas cuja composição contenha metais pesados [11]. não existindo o problema de sobreaquecimento. Pode ser levada a cabo com métodos químicos ou electroquímicos. Após uma limpeza inicial necessária para remover óleos e graxas (desengraxamento). Nos sistemas de desengorduramento em fase aquosa. Figura 29 . e outras ferramentas de impacto. Desengorduramento de peças ou superfícies Esta operação tem como objectivo retirar toda a gordura ou óleo existente na peça. Apesar destas desvantagens. Estas ferramentas são geralmente pneumáticas e não eléctricas. Os inibidores podem ser adicionados ao ácido. A título exemplificativo apresenta-se na Figura 30 um diagrama esquemático do desengorduramento químico [11]. em fase líquida ou em fase vapor. óxidos. utilizando solventes orgânicos (clorados ou não). ou soluções aquosas contendo sais alcalinos. martelos lascantes. a necessidade de mais mão-de-obra e mais tempo para a sua execução. nem o risco de ocorrerem choques eléctricos [11]. produtos molhantes e aditivos. fluxo de solda não são removidos com solventes orgânicos.

ferrugem. destaca-se. o processo por jacto abrasivo. carepas ou tinta. apenas uma rápida decapagem é suficiente para remover os óxidos de ferro [14]. incluindo-se nestas categorias: a carepa de recozimento e de laminação.Execução de Estruturas Metálicas utilizados na limpeza de bronze. como o aço. A qualidade da superfície resultante depende da distância entre bocais. são geradas grandes quantidades de resíduos líquidos carregados de contaminantes minerais e orgânicos susceptíveis de reutilização parcial. Nos sistemas de desengorduramento em fase aquosa. todas as superfícies serão previamente decapadas por intermédio de jacto abrasivo. a casca de fundição e as incrustações superficiais. que consiste em remover as impurezas por efeito do impacto de esferas de aço (ou outro material) sobre a peça a limpar.Esquema representativo duma operação de desengorduramento químico com indicação das principais entradas e saídas de materiais [11] Processo mais usual em Estruturas Metálicas Contudo. em geral. Nesse caso. Pelo que. Figura 30 . Grenalha de aço angular. que pode ser optimizada. Podem ser utilizados na decapagem os seguintes tipos de abrasivos: Grenalha de gusa angular. As esferas de aço são mais eficientes do que a areia. portanto. por decapagem todo o processo destinado à remoção de óxidos e impurezas inorgânicas. as camadas de ferrugem. Entenda-se. o jacto abrasivo é o mais usado na limpeza de peças fundidas e em peças de aço laminado. pois. para eliminar salpicos de solda. para tornar áspera a superfície da peça ou para melhorar a ancoragem. após tratamento para separação dos constituintes indesejáveis [11]. Este método de remoção superficial é indicado para uso em material duro. alumínio e aço galvanizado. os quais são frequentemente utilizados. 73 . Sendo certo que a decapagem pode ser feita por diferentes tipos de processos. entretanto encarecem o processo pois a sua produção é onerosa [15].

pelo que todo o abrasivo e partículas de superfície produzidos pela operação de decapagem terão de ser cuidadosamente removidos. Pinturas correntes como forma económica de protecção A forma mais económica de protecção por pintura é a aplicação de primário (único ou de capa sobre sub-capa → primário de protecção e primário de adesão. O abrasivo a empregar qualquer que seja o seu tipo. respectivamente) seguido de tinta de acabamento (como um esmalte). pó. Na decapagem tem de se ter em consideração a limpeza. EN ISO 14616 para superfícies a tratar por projecção de metal. entre o anterior e a tinta de acabamento. o tempo de secagem. A superfície deverá estar perfeitamente limpa e seca. Além das condições de exposição. EN ISO 14713 para superfícies a galvanizar.10. removendo da superfície a tratar todos os elementos estranhos que afectem o desempenho do esquema de protecção. bem como ainda [6]: EN ISO 12944 para superfícies a pintar. sendo certo que o seu efeito 74 . saís. deve estar isento de contaminações. outros dos factores da escolha do sistema de protecção são: o grau de agressão ao meio ambiente. o equipamento e o procedimento de aplicação. óleos e gorduras. o estaleiro que está a proceder ao trabalho não pode escolher o tipo de protecção a aplicar. pois o objectivo é criar uma rugosidade adequada à aderência do esquema metalização ou de pintura. Tem de se ter em atenção. a criação de uma superfície que favoreça a aderência da protecção de revestimento. em geral essa decisão do cliente [11]. 3.2 – Metalização e Pintura A metalização ou pintura deverá ser efectuada imediatamente após a preparação da superfície. dependendo. pinturas antigas. ainda. sobretudo de saís solúveis. ferrugem. evitando tempo que permita a oxidação superficial e comprometa a aderência do revestimento protectivo. podendo-se obter dados complementares no seu Anexo K. Quartzo.Execução de Estruturas Metálicas Areia siliciosa angular. tais como: calamina (minério de zinco). Nenhum tratamento poderá ser aplicado sem a prévia aprovação da Fiscalização. No entanto. A prEN 1090 [3] fornece requisitos específicos para as superfícies antes da aplicação de tratamento protector de corrosão.

aplicada em duas demãos. de qualquer tamanho. embora seja fisiologicamente inócuo e não poluente) com espessura seca de filme de 80 mícrones. peso. A zincagem por imersão a quente é um processo de revestimento de peças de aço ou ferro fundido. visando sua protecção contra a corrosão. na base de uma combinação de resina sintética e fosfato de zinco com elevada espessura de película seca. No fundo trata-se de uma metalização a frio seguida de uma pintura de elevada qualidade (2 componentes). com elevada espessura de filme (≥ 40 mícrones). uma quantidade de zinco fundido é arrastada sobre as camadas de liga e. Metalização a quente como protecção mais eficaz [14] Obviamente que a metalização a quente será sempre mais eficaz e duradoura. mesmo que a peça permaneça imersa por longo período (ver figura 31) [14]. formando-se durante esse período inicial a maior parte da espessura da camada. Em seguida. O resultado é um recobrimento formado por uma camada externa de zinco e várias camadas de liga Fe-Zn que estão unidas metalurgicamente ao metal-base. dada a sua precariedade em duração. de secagem rápida. de acordo com o seguinte esquema: • Aplicação de primário para aço do tipo PVC . contendo solventes. Pinturas especiais (tipo metalização a frio) como forma expedita de protecção Este esquema de protecção alternativo (embora se situe no campo das pinturas) é uma espécie de metalização a frio. Em geral. • Acabamento de pintura com tinta à base de resinas e endurecedor. à base de resinas especiais endurecidas e com filme denso. este sistema não é admissível. transforma-se na camada externa de zinco praticamente puro. a reacção passa a ser mais lenta e a espessura não aumenta muito.alquídico/fosfato de zinco (primário anticorrosivo activo.Execução de Estruturas Metálicas limitado na eficácia e no tempo. para estruturas metálicas. A temperatura normal de zincagem é de 445 a 455°C. Ao se retirar as peças do banho. preconizando uma solução baseada em resinas acrílicas. nomeadamente no conhecido sistema de galvanização (deposição de liga rica em zinco). o ferro e o aço são imediatamente molhados pelo zinco. Temperaturas acima de 470 ºC são 75 . um componente. Quando imersos na cuba de zincagem. Será importante referir que se deve-se galvanizar à mínima temperatura que permita um escorrimento fácil do excesso de zinco durante a extracção do material. sendo a velocidade da reacção muito rápida a princípio. forma e complexidade. ao se solidificar.

2% de ferro. ampliada 200 vezes (ver figura 32) vêem-se as várias camadas de liga Fe-Zn formadas durante o processo. podem-se obter espessuras de revestimento maiores do que o especificado. Dependendo da composição química do metal-base e da aspereza da superfície.Execução de Estruturas Metálicas desaconselháveis. A terceira camada ZETA apresenta de 5. Figura 32 – Camadas resultantes da metalização por zinco ou galvanização [14] Assim. A Segunda camada DELTA contém de 7 a 12% de ferro.8 a 6. prejudicando em vez de beneficiar [14]. Consequentemente. como a vida de um 76 . a Quarta camada ETA é formada praticamente de zinco. pois a reacção do zinco com as paredes da peça torna-se muito intensa acelerando seu desgaste e diminuindo sua vida útil. Figura 31 – Influência do tempo de imersão no peso da camada de zinco [14] Camadas características de metalização a quente por galvanização [14] Observando-se a micrografia do revestimento. Finalizando. a primeira camada GAMA (próxima do aço) possui de 21 a 28% de ferro.

que podem ser conformadas após a zincagem. para a obtenção de maior durabilidade do revestimento. uma massa pastosa constituída de liga Fe-Zn (5. 77 . sem alterar a técnica de zincagem. adicionando-se alumínio ao banho de zinco. composição do banho de zinco. temperatura e tempo de imersão. Pormenorização construtiva De notar que se a protecção é.005%) para aumentar o brilho da peça e deixar o revestimento mais liso. cinza-fosco ou floreada. Obtenção de camadas espessas de revestimento [14] Quando a peça deve ter longa vida. estanho e cobre. mais pesada do que o zinco fundido. outra preocupação a não descurar é o contacto entre metais de potencial galvânico diferente. a superfície pode ficar brilhante. contendo pouco mais de 1. Durante o processo de zincagem por imersão a quente. são satisfatórios. Às vezes essas camadas espessas podem ter uma aparência cinza-escuro quando as camadas da liga Fe-Zn se estendem até a superfície externa. O jacto abrasivo prévio na superfície da peça permite que a espessura do revestimento seja aumentada. camadas espessas de revestimento são desejáveis. O alumínio às vezes é adicionado em pequenas quantidades (cerca de 0. A pureza do zinco utilizado não é crítica.0%). que se concentra no fundo do tanque. Por outro lado. o detalhe construtivo que evite pontos singulares de acumulação de humidades e sujidades não é de menor relevo. importante. não são poucos os produtos zincados por imersão a quente que duram muito mais do que o calculado pelo revestimento mínimo especificado. o crescimento da camada-liga é deliberadamente suprimido. Após a zincagem. com sacrifício da espessura. dois resíduos aparecem e podem contaminar o banho: a borra. ferro.0% + 95. O técnico responsável pelo tratamento deve ser consultado antes da especificação de revestimentos mais espessos do que os comummente usados.0% de chumbo e pequenos teores de outros metais como cádmio. uma vez que a durabilidade do mesmo é proporcional à sua espessura.0% de pureza. dependendo de vários factores. A espessura do revestimento varia de acordo com a composição química do aço.Execução de Estruturas Metálicas revestimento é proporcional à sua espessura. Zincos com 98. o que facilmente conduz à corrosão do de potencial inferior. de facto. e cinza ou escória de óxido de zinco que ser forma na superfície do banho. A presença ou ausência de brilho ou as várias tonalidades de cinza não têm qualquer efeito sobre a eficácia do revestimento. Com chapas ainda não trabalhadas.

Figura 33A .Execução de Estruturas Metálicas Incluem-se esquemas gráficos visando o melhor detalhe para evitar a corrosão (figura 33A a 33C) [6].Detalhes construtivos para evitar a corrosão [6] 78 .

Detalhes construtivos para evitar a corrosão [6] 79 .Execução de Estruturas Metálicas Figura 33B .

Detalhes construtivos para evitar a corrosão [6] 80 .Execução de Estruturas Metálicas Figura 33C .

sem necessidade de ajustes locais que introduzam deformações e tensões residuais. Peças a que vai unir e esquema elucidativo (desenho). testes e correcção Todos os elementos da estrutura metálica deverão ser inspeccionados das antes do transporte para a obra. Sua posição dentro da estrutura global (desenho). Eventual tratamento final em obra. 3. O Empreiteiro deverá elaborar um plano de inspecção e ensaio específico para a estrutura antes do início do processo de fabrico. Ordem de montagem. inspecção.12 – Fiscalização. nenhuma peça pode ser transportada sem que seja completa e inequivocamente identificados os seguintes parâmetros: • • • • • • • • Designação da peça e suas características técnicas. Recomendações e notas de montagem. o sistema tem de ser especificado de acordo com as normas técnicas usuais. nomeadamente a prEN 1090 [3].2 e o anexo C da prEN 1090-2 [3]. 3. os tratamentos prévios da superfície) e a necessidade de inspecção de qualidade rigorosa.11 – Pré-montagem e etiquetagem Deverá ser efectuada uma pré-montagem em oficina das partes da estrutura. mas o das partes vizinhas suficientes para assegurar a fácil e rápida montagem em obra. Recomendações e notas de transporte. Este plano deverá ser revisto e aprovado pelo Dono-de-Obra. não necessariamente do seu todo em conjunto. antes de sair da oficina. Para a realização do plano de inspecção e ensaio deverão ser observados o ponto 4.Execução de Estruturas Metálicas Especificação do sistema de protecção Independentemente desta discussão. Do mesmo modo. em que se consideram a qualidade do revestimento. 81 . e de acordo com o procedimento de identificação já ai existente. A inspecção deverá respeitar o especificado no capítulo 12 da prEN 1090-2. Elementos de ligação.

consistindo fundamentalmente na verificação individual de cada nó.12. deverá proceder-se à realização de ensaios laboratoriais para verificar as propriedades dos materiais. métodos de dimensionamento ou processos de execução não tradicionais. O Empreiteiro deverá facilitar a acção da Fiscalização. por acréscimos graduais e com medição dos deslocamentos e das extensões tanto máximos como residuais. pilares. na aplicação das solicitações previstas no projecto. constituirão encargo do Empreiteiro. bem como a norma prEN1090 [3]. Fiscalização tem o direito de ordenar a realização de ensaios para a averiguação de segurança da obra.Execução de Estruturas Metálicas Se eventuais correcções a efectuar na estrutura requererem revisão das estruturas. estas deverão ser submetidas para aprovação do Projectista. pernas de asnas e peças análogas serão ensaiadas antes de serem assentes se a Fiscalização assim a determinar. No caso de ausência do referido documento o material será considerado não conforme. assim como dar perfeita liberdade de acção dentro da sua oficina. fornecendo as amostras necessárias para a determinação das propriedades mecânicas dos materiais.Materiais e Produtos Pré-fabricados Serão inspeccionados todos os certificados de qualidade dos materiais empregues na estrutura. 3. as quais serão atingidas. pendurais. 82 . em especial nos casos em que tiver sido apresentada variante ou em que tiverem sido utilizados materiais. de cada tipo de ligação e dos aparelhos de apoio. A segurança da obra deve ser julgada a partir dos resultados: (i) dos ensaios dos materiais: (ii) dos ensaios da estrutura.1 . de preferência. Qualquer ensaio consistirá. Relatórios dos ensaios deverão ser apensos ao projecto definitivo da obra. em geral. (iii) da sua comparação com os valores previstos no projecto. Nos casos em que se verifique a ausência do respectivo certificado de qualidade. a reparação deste bem como a realização do ensaio ou ensaios que o evidenciaram. Cumprida a execução da estrutura deverá realizar-se uma inspecção cuidada de toda a obra. Se os ensaios demonstrarem a existência de defeito de responsabilidade do Empreiteiro. Todos os elementos devem ser acompanhados de documento que certifique que o elemento se encontra conforme com a presente especificação técnica.12.2 – Produtos Fabricados As vigas. 3. madres. tirantes.

Esta inspecção deverá ser realizada em fábrica antes do transporte dos elementos para obra. de acordo com a EN 10204: Classe 1: declaração de conformidade com a encomenda. Inspecção após soldadura (fornece todos os detalhes de ensaios não destrutivos. Todas as soldaduras são inspeccionadas visualmente e a norma obriga a inspecções complementares (NDT) excepto para classe de execução 1. Classe 2: relatório de ensaio de conformidade. documentação de inspecção e localização [6]: • Os documentos necessários dependem da classe de execução. através de flexão aplicada seguida de inspecção visual. • A inspecção das soldaduras deverá ser realizada de acordo com o especificado no ponto 12. extensão da inspecção). Tolerâncias de espessura [6]: • Conforme as classes de execução. havendo possibilidade de redução do número de inspecções mediante certas condições.Execução de Estruturas Metálicas A geometria dos elementos fabricados deverá ser inspeccionada de acordo com o ponto 12. testes e correcção estão devidamente documentadas e estabelecidas no capítulo 12 da prEN 1090-2 [3]. de acordo com a tabela 25 (tabela 19 da prEN 1090-2). nomeadamente timing.3 da prEN 1090-2: Inspecção antes e durante soldadura.6 da prEN 1090-2. e de acordo com a EN10029: 83 . Classes 3 e 4: certificado de inspecção.3 da prEN 1090-2.5 e ponto 12. este capítulo tem descriminado como em toda a prEN 1090-2 [3]. A inspecção das ligações aparafusadas deverá ser realizada de acordo com o especificado no ponto 12. Refere-se um procedimento particular para conectores de cabeça. todas as fases do processo de execução de uma peça metálica. As tolerâncias fabrico e montagem das estruturas metálicas deverão respeitar o especificado no capítulo 11 da prEN 1090-2. Identificação. de modo a que seja mais fácil ao utilizador a compreensão de todo o processo. Os critérios de inspecção.

Classes 3 e 4: Classe B. Tabela 25 – Quadro de inspecções complementares [2] Na figura 34 pode-se observar um fluxograma de fabrico em Execução de Estruturas Metálicas [11. 84 . sendo este uma boa referência para o estabelecimento de um Plano de Fiscalização e Ensaios.Execução de Estruturas Metálicas Classe 2: Classe A. adaptado].

adaptado] 85 .Execução de Estruturas Metálicas Figura 34 .Detalhes construtivos para evitar a corrosão [11.

O carregamento das peças no camião será efectuado com uma grua ou por uma ponte móvel. como também na colocação da peça em cima do camião. O peso da peça e também outro factor limitador. de modo a não introduzir deformações ou mesmo rupturas. mas principalmente. No caso de haver uma ou várias peças de tamanho fora da medida tem de haver um cuidado maior. Mesmo nos casos de transporte especial tem de existir um grande cuidado quanto ao tamanho e peso da própria peça. tanto no âmbito da higiene e segurança no trabalho. ao peso aconselhável na passagem por pontes ou viadutos. A peça não pode ser muito comprida por forma a que exista a possibilidade de não haver camião que a consiga transportar em segurança. Os transportes especiais têm de ser executados em alturas de pouco movimento e com escolta oficial da polícia. tem também de haver um grande cuidado para que não haja nenhum desprendimento das cintas durante a deslocação. A escolha do camião tem de ser feita tendo em consideração o tamanho e o peso da peça a transportar.Execução de Estruturas Metálicas Capitulo 4 – Transporte 4.1 – Condições gerais Neste tipo de transporte tem de se ter vários factores em conta. este tipo de carregamento deve ter todo o tipo de cuidados. o tamanho da peça em altura também se torna limitado. a necessidade batedores da Brigada de Trânsito e carros de apoio e balizagem.2 . A peça deve também ser amarrada com as cintas para que não deslize. A peça deve ser calçada devidamente para que fique completamente estável. tanto no que diz respeito ao peso aconselhável para a circulação nas vias de comunicação.Quantificação de custos do transporte de componentes A quantificação dos custos do transporte será determinado segundo o tipo de viaturas de transporte a utilizar. bem como a distância entre a instalação industrial e a obra. Outro cuidado importante é nos pontos pelos quais a peça é movimentada. e para que não existam deformações na peça durante o transporte da mesma. desde logo a escolha do tipo de camião para executar o transporte. não podendo exceder a altura mínima recomendado para a passagem em viadutos e túneis. 4. 86 .

Metodologias de montagem – condições impostas no projecto. sua colocação. 87 . Os trabalhos de montagem não deverão ser iniciados sem que o plano de montagem da estrutura seja aprovado pela Fiscalização/Dono-de-Obra (deverá ser consultado o Projectista em caso de dúvidas. tem também que se ter em atenção alguns requisitos fundamentais. contraventamentos provisórios. etc.2 da prEN 1090-2 [3]. • O seguimento da ordem exacta da colocação das peças (na montagem em obra). Relativamente aos aspectos da montagem.Execução de Estruturas Metálicas Capitulo 5 – Montagem O processo de montagem é o ultima fase no que diz respeito ao fabrico e execução de estruturas metálicas. • • Apoios e ancoragens – apoios provisórios. Para a elaboração do referido plano deverá ser observado o ponto 9. tais como: • Detalhada gestão na quantidade e ordem de envio das peças metálicas e componentes para a obra (desde a oficina). Sendo o culminar das várias fases de execução anteriores. no sentido de não existirem esforços para os quais alguma peça possa não estar dimensionada no decorrer da montagem). O Empreiteiro deverá elaborar um plano de montagem da estrutura. etc.1 . focando sobre os seguintes temas: • • Condições do estaleiro. 5. Colocação de argamassas e selagens – especificações e recomendações. bem como o discriminado no capítulo 9 da prEN 1090-2 [3].Condições gerais de montagem da estrutura O Empreiteiro deverá assegurar-se que os meios utilizados na montagem e a forma de suspensão e união das peças não vão introduzir quaisquer deformações ou tensões permanentes significativas. fases. Os trabalhos de montagem das estruturas deverão respeitar as exigências da presente especificação técnica. a EN1090 dá uma série de orientações para boa execução dos trabalhos (Caderno de Encargos).3.

com o adequado controle dimensional sujeito a aprovação da Fiscalização. tais como: • • • • Apoios. • Os pórticos isolados deverão ser estabilizados. Em termos de sequência e cuidados a ter nas fases de montagem. a definir pelo Empreiteiro. devem ser limpos e aplicarem-se duas demãos de cromato de zinco com a espessura de 30 mícrones cada. que constituem os pórticos. por meio de estruturas provisórias. para que uma vez feito o aperto destes. devem observar-se as seguintes recomendações: • Os pórticos serão transportados por partes. manuseamento e armazenamento. e a área adjacente numa extensão de 15cm para cada lado. se necessário. máximas correcções permitidas. enquanto não estiverem ligados entre si. • A montagem da estrutura será realizada de acordo com a sequência aprovada pela Fiscalização. efectuado com recurso aos meios mecânicos considerados necessários e a definir pelo Empreiteiro. • Neste caso. Pontos e níveis de referência constantes do plano de execução. as partes fiquem correctamente posicionadas para a soldadura de ligação. Definição de não conformidade e sua correcção. etc. procedimentos de aperto das ligações. Critérios de aceitação.Execução de Estruturas Metálicas • Mão-de-obra: desenhos de montagem – exigências e requisitos. • Ajuste das peças. propondo igualmente a solução à aprovação da Fiscalização. com verificações de diversos aspectos. tendo em conta o seu transporte. métodos de montagem. marcação. sendo a assemblagem dos diversos componentes efectuada em obra. Esta soldadura terá de ser executada em perfeitas condições e ser convenientemente reforçada. A localização destas secções está definida no projecto e quando tal não suceder será necessária a aprovação da Fiscalização. sendo que o processo de elevação e posicionamento dos troços. dentro das dimensões óptimas de cada peça. deve incluir o cumprimento de um Plano de Controlo de Qualidade. alinhamento. Deverá ser efectuado o levantamento topográfico rigoroso das eventuais peças de betão onde irá apoiar-se a estrutura metálica. • Todo o trabalho de topografia ficará a cargo do Empreiteiro. estas partes serão munidas de olhais de montagem. pelos elementos de 88 . por parafusos ajustados. Quanto ao controle da montagem. • Os cordões de soldadura.

que merecem especial atenção: 89 . por deslocamentos inadvertidos e imperceptíveis. À Fiscalização deve reservar-se o direito de. referem-se alguns. não surjam dúvidas quanto à posição que ocupam e a que outros elementos se ligam. para a introdução de equipamentos segundo as instruções da Fiscalização. materializados e referenciados a pontos fixos. 5. • Os eixos principais e as marcas de desnivelamento necessárias à montagem serão fixados. será necessária a respectiva autorização da Fiscalização. • Todas as peças devem ser conveniente e previamente marcadas em oficina para que. inspeccionar os materiais e a sua utilização em obra. • Os erros de montagem não poderão ser corrigidos por calor. • Todas as estruturas provisórias necessárias deverão ser fornecidas pelo Empreiteiro. em particular os regulamentos de segurança dedicados à Construção Civil. em qualquer momento. na montagem. o ponto 9. • No final devem-se retocar as pinturas que tenham ficado danificadas durante a montagem.2 do prEN 1090-2 [3]. refere os requisitos que devem ser acautelados. No final dos trabalhos deverá proceder-se à limpeza e remoção destas estruturas provisórias. • A colocação dos chumbadouros deverá ser feita tomando as necessárias precauções para que o seu posicionamento não seja modificado.2 – Condições do local O local tem de ser preparado para receber os funcionários que vão executar a montagem e o material necessário à elevação da estrutura. • A montagem da estrutura metálica deverá ser feita por pessoal especializado e respeitar todas as normas e regulamentos de segurança aplicáveis. contidos ou não na prEN 1090 [3]. Deverá também de garantir que a estabilidade do conjunto fique assegurada em caso de desmontagem eventual de certos membros. Antes de corrigir os erros de montagem. Quanto às condições pretendidas para uma boa execução dos trabalhos. No que diz respeito aos trabalhadores em obra. bem como a forma como o fazem.Execução de Estruturas Metálicas travamento definidos no projecto de execução. deverão estar garantidos todos os requisitos e condições de higiene e segurança (tal como regulamentado no Plano de Higiene e de Segurança no Trabalho). Entre outros.

No caso de alguma avaria terá de existir uma fase de estudo.Execução de Estruturas Metálicas • Na selecção do local para implantação da sapata da grua (condições do solo e sua drenagem) e sua efectiva colocação. Essa identificação deve estar devidamente visível.3 da prEN 1090-2 [3]. aos ensaios de montagem e aos métodos de montagem. de modo a que se encontre a melhor solução para resolução do problema criado. para se identificar claramente a peça e saber qual a sua posição na montagem da estrutura. para a sustentação transitória da estrutura.2 da prEN 1090-2 [3]. ao manuseamento. ficando devidamente documentada.3 – Critérios de montagem em obra Os critérios gerais de montagem de uma estrutura em obra devem obedecer ao que está previsto no Projecto e Plano de Montagem. Ter em atenção alguma possibilidade de ocorrência de condições climatéricas adversas. que possam por em causa a estabilidade dos trabalhos efectuados e a segurança do local e dos trabalhadores. • • Na necessidade de colocação de apoios provisórios. o armazenamento do material deve estar devidamente embalado e identificado. devendo ser armazenado num local seco. O armazenamento e manuseamento das peças têm de ser efectuados com o mínimo risco possível de ocorrência de algum dano. Os critérios de marcação estão previsto e referenciados no ponto 6. 5. nomeadamente eléctricas e de águas. existem alguns preceitos que são estabelecidos pelo ponto 9. Contudo. armazenamento. o manuseamento e armazenamento tem de estar em conformidade com o estabelecido no ponto 6.10 da prEN 1090-2 [3]. todos esses casos tem de ser examinados e devidamente reparados.6 da prEN 1090-2 [3]. Os ensaios de montagem devem estar em conformidade com o previsto no ponto 6. • Os danos cansados a terceiros tem também de ser equacionados. nomeadamente no que se refere à marcação das peças. • Na execução das infra-estruturas necessárias. dentro e fora do estaleiro. 90 . tanto em habitações vizinhas como em vias existentes no local. A identificação deve ser efectuada individualmente.

retirados quando a parte em causa da estrutura já esteja autosuficiente. De realçar que tem de se ter em atenção o posicionamento e o tipo de uniões.6. etc. o que poderia provocar deformações da estrutura parcialmente construída. Como já se aludiu. 91 .4. Os elementos provisórios de auxílio de montagem da estrutura (escoramento e contraventamentos). estão devidamente previstos em todas as fases da montagem. serão reutilizados no desenrolar da obra onde sejam reclamados. bem ainda o tamanho e peso máximo das mesmas. deste modo tem de se conjugar o transporte possível. para além de estar em conformidade com o estabelecido pelo projecto e planos de montagem. escoras. a sua fácil remoção também tem de estar devidamente pensada a acautelada.Execução de Estruturas Metálicas Nos métodos de montagem. utilizando aço perfilado e metal laminado para o efeito. contraventamentos.3 da prEN 1090-2 [3].1 – Aspectos genéricos Os critérios que constituem o projecto de métodos de montagem começam por ter em atenção a sequência da montagem. neste ponto pode-se verificar os critérios que constituem o projecto base dos métodos de montagem e o método de montagem em construção. Quando este tipo de material deixa de fazer falta para a sustentação da estrutura.4 – Processo e metodologia de montagem Os processos e metodologias de montagem estão devidamente especificados no ponto 9. ao longo da montagem da estrutura pode ser necessário a colocação de elementos estruturais provisórios. 5. com a disponibilidade do estaleiro para armazenar devidamente as peças a enviar. A vedação da obra também está devidamente regulamentada no capítulo 9 do prEN 1090-2 [3]. 5. tem ainda que estar em conformidade com o estabelecido no ponto 9. sejam eles em apoios. Estes elementos. Existem outros tipos de situações pensados para alguns casos particulares em situações que nem sempre ocorrem. Pelo menos 1/3 dos parafusos a aplicar nos elementos de fixação terão se ser colocados antes que a estrutura comece a ter algum tipo de solicitação ao nível de estabilidade estrutural. pois a sua insuficiente fundação pode gerar possíveis assentamentos dos apoios. tirantes. tais como: • O posicionamento e os apoios que vão ser utilizados para os veículos de transporte e levantamento das peças metálicas.5 da prEN 1090-2 [3].

• Para o aperto de parafusos pré-esforçados deverá ser observado o disposto no ponto 8.5 da prEN 1090-2 [3]. sujidade e outras matérias estranhas que impedirão uma boa aplicação de pintura no estaleiro. para além de descrever muito bem todos os critérios mencionados em 9. • O Empreiteiro indicará à Fiscalização a necessidade em espaço para armazenagem do seu equipamento e materiais. igualmente. • O Empreiteiro tomará as precauções necessárias para evitar a danificação da pintura e para evitar a acumulação de lama. sendo colocadas sempre de modo que a flexão surja pelo eixo forte. • Antes de iniciar a montagem. que os maciços de fundação apresentam uma superfície perfeitamente horizontal e que os alinhamentos previstos nos desenhos foram respeitados. será de observar o seguinte: • Para o aperto de parafusos não pré-esforçados deverá ser observado o disposto no ponto 8. o Empreiteiro verificará a implantação e os níveis de todos os chumbadouros e de todos os maciços de fundação.3. deve ainda preencher todos os requisitos quanto a higiene e segurança da obra e dos seus trabalhadores. O plano do método de montagem.Ligações Em geral. 5. O método de montagem em construção deve seguir em conformidade o projecto e os desenhos. • Os perfilados serão arrumados sobre suportes de modo a isolá-los do solo e dispostos de modo a evitar a retenção de águas sobre os ferros. Só poderá haver lugar algum tipo de alteração.1 da prEN 1090-2 [3]. ao método de montagem. 92 . caso seja uma alternativa devidamente estuda.2 .Execução de Estruturas Metálicas • A posição da grua e a sua eficácia de alcance aos materiais a levantar.3 da prEN 1090-2 [3]. • O Empreiteiro assumirá a inteira responsabilidade pela protecção das peças da estrutura até ao momento em que ela esteja montada e recepcionada. bem como com apoios suficientes para não introduzir distorções nas peças. comprovada e segura. • O Empreiteiro assegurar-se-á.4.

O conjunto da estrutura será devidamente posicionado. de tal maneira que se obtenha a coincidência dos furos. • As estruturas serão montadas respeitando com precisão os eixos e níveis dados nos desenhos. • O Empreiteiro obriga-se a aceitar realizar o acerto da estrutura por partes (vãos. anteriormente decapadas. as superfícies em contacto. a fim de permitir a continuação dos trabalhos nas zonas niveladas e acabadas ao mesmo tempo que executa o resto da montagem. não sendo pintadas com qualquer demão de tinta. são limpas de poeira e da flor da ferrugem. troços de naves. após o que a totalidade da placa de base será. • Se as superfícies a ligar. • • Serão objecto de particular atenção o controle dimensional e a qualidade das ligações. As placas de base serão montadas sobre calços de aço até à regularização da estrutura. • No estaleiro. • Salvo outra indicação em contrário. • O emprego de escovas rotativas é proibido e a acção da escova não deve diminuir a rugosidade da superfície. Antes da colocação dos parafusos a Fiscalização efectuará a vistoria das furações. será aplicada em oficina apenas uma decapagem mecânica. é interdito o emprego de detergentes ou de produtos derivados do petróleo para a sua remoção ou limpeza. • As peças são mantidas em posição por parafusos de montagem e parafusos de resistência ligeiramente apertados. 93 . • Nas superfícies metálicas. os parafusos deverão ser perfeitamente limpos incluindo o eliminar de excesso de lubrificantes de protecção) e levarem duas demãos de primário com a espessura de 30 mícrones cada. sem o que este será considerado como único responsável pelo posicionamento exacto e preciso. vertical e horizontalmente. decapadas. a fim de verificar a perfeição do trabalho e proceder às correcções julgadas convenientes.Execução de Estruturas Metálicas • O Empreiteiro assinalará imediatamente à Fiscalização qualquer defeito. que ficarão encostadas. vierem de fábrica com revestimento de protecção. • As ligações devem efectuar-se sem introduzir esforços importantes nas peças. se a estrutura levar um acabamento a tinta e após a montagem. blocos separados. etc). sejam estes provisórios quer residuais. antes da realização das ligações definitivas e da execução das selagens. com uma escova metálica macia (não é necessário fazer desaparecer a cor da ferrugem).

será colocada a totalidade dos parafusos da ligação e apertados a 75% do momento de aperto definitivo e assim devem permanecer pelo menos 3 horas. • O aperto definitivo será sempre feito com a chave dinamométrica. devendo sempre ser respeitadas as distâncias mínimas regulamentares ao bordo da chapa.5 . • O encosto das superfícies em contacto será verificado visualmente.4.4.Colocação dos parafusos em obra Cuidados a observar: • Depois da verificação do ajustamento das peças a ligar.Alongamento de furos para parafusos No caso de furos desalinhados que não permitam a colocação adequada dos parafusos respectivos. • O Empreiteiro assegura-se que todos os parafusos estão apertados a 75%. iniciando-se pelos parafusos centrais e executado no sentido rotativo dos ponteiros do relógio. sempre com a Fiscalização presente. não será realizado enquanto todos os parafusos da união não estiverem colocados e apertados a 75%.4 .Execução de Estruturas Metálicas 5. definidas na EN 1993-1-8.4. • Na medida do possível. sem pancadas e sem retrocesso. assinalando-os convenientemente. até 100%. na periferia e nos furos de ligação (em caso de necessidade será aplicado um aperto suplementar nas zonas onde o encoste parecer duvidoso). 5. para um mesmo diâmetro de parafuso. as uniões do mesmo tipo serão apertadas pela mesma chave.3 . sendo o mesmo será efectuado com chave de choque ou chave dinamométrica. Neste caso deverá proceder-se à furação dos elementos a ligar para o novo parafuso a utilizar. poderá ser empregue o parafuso com o diâmetro seguinte. • Os parafusos serão apertados. 94 . Não poderão ser empregues processos térmicos na execução das novas furações sem o consentimento expresso da Fiscalização (com eventual consulta ao Projectista). sempre pela mesma ordem. 5. progressivamente. mantendo imóvel a cabeça do parafuso (salvo situações excepcionais atrás identificadas).Aperto definitivo dos parafusos Cuidados a observar: • O aperto definitivo duma união (a 100%). O aperto deverá ser dado na porca.

• • Desaperto da porca de 1/12 de volta mantendo imóvel a cabeça do parafuso. efectuando em cada recomeço de serviço a verificação da regulação por ocasião dos primeiros apertos.Chave dinamómetro. mantendo a cabeça do parafuso imóvel e fazendo aperto progressivamente. O Empreiteiro assegura-se do bom funcionamento da chave de choque. com chave dinamométrica (ver figura 35).6 . apertando alguns parafusos directamente nas uniões das peças. O processo de verificação do aperto é o seguinte: • Marcação da posição inicial da porca e da cabeça do parafuso (referência em relação a uma aresta da porca). O aperto considera-se correcto quando a aresta da porca se imobiliza numa zona compreendida entre 1mm a 8mm depois da referência inicial feita na anilha.Regulação das chaves de aperto A regulação das chaves dinamométricas será feita em laboratório avalizado e reconhecido. A regulação é corrigida por tentativas e considera-se em condição se forem obtidos bons resultados sobre uma série de 30 parafusos.4. sempre com a presença da Fiscalização. No entanto.Execução de Estruturas Metálicas 5. se a porca se imobiliza antes da sua posição inicial. Comparação da posição da paragem da porca. • • Verificação da não rotação da cabeça do parafuso. deverá ser levada a esta posição por um aperto suplementar. A regulação das chaves de choque é efectuada pelo Empreiteiro. micrómetro e paquímetro [13] 95 . sem pancadas e sem retrocesso. com a posição inicial. Aplicação do momento de aperto. Figura 35 . correctamente aferida.

Os chumbadouros deverão ser posicionados com recurso a equipamento que permita a precisão adequada. devendo informar o Dono-de-Obra no caso de haver desvios superiores às tolerâncias permitidas. por qualquer motivo. Estes elementos deverão ser fixados de forma conveniente de modo a manterem a posição adequada durante os trabalhos de betonagem. 96 . com acompanhamento da Fiscalização. a possível necessidade de utilizar apoios temporários.6 – Chumbadouros e outros elementos embebidos em betão O responsável pela execução dos trabalhos de betão armado deverá assumir a responsabilidade da colocação dos chumbadouros. Outra parte também importante que é a betonagem e impermeabilização adequada dos apoios. seja ele por deficiência do estudo do terreno. recordando a necessidade da inspecção dos apoios. seja por mau estudo do tipo de apoio a utilizar. Estas estruturas não deverão ser carregadas antes de se proceder a esta operação. O ponto 9.5 – Apoios e ancoragens Os apoios e ancoragens são uma das fases mais importantes do método de montagem para qualquer tipo de estrutura. 5. Um assentamento dos apoios. salvo os casos estipulados nos desenhos ou com a autorização da Fiscalização. pois trata-se da parte de sustentação de toda a estrutura. imediatamente após a elevação e posicionamento destes elementos. a sua adequação. podendo até haver a possível ocorrência de colapso da estrutura. deverão ser verificados e aprovados pelo responsável da montagem das estruturas metálicas antes do início dos trabalhos. O plano de elaboração dos trabalhos de posicionamento e fixação dos chumbadouros. 5. O responsável pelas estruturas metálicas deverá efectuar a sua própria inspecção para verificação do correcto posicionamento dos chumbadouros. pode trazer para a estrutura deformações que muitas vezes podem ser irrecuperáveis. O espaço entre as chapas de base de pilar e os maciços de fundação deverá ser preenchido com recurso a argamassas de assentamento.Execução de Estruturas Metálicas A soldadura em estaleiro não será autorizada. bem como outros elementos de aço que deverão ser embebidos em betão.5 da prEN 1090-2 [3] refere exactamente isso. bem como os documentos onde se indica a localização dos chumbadouros em que se baseiam estes trabalhos.

testes e correcções As inspecções. testes e correcções são sempre uma das fases mais importantes de uma obra. 5. As tolerâncias fabrico e montagem das estruturas metálicas deverão respeitar o especificado no capítulo 11 da prEN 1090-2 [3].8 – Quantificação de custos de montagem A quantificação dos custos da montagem não é excepção às regras atrás apresentadas. Os trabalhos de montagem das estruturas serão realizados de acordo com a última versão do plano de montagem.7 – Inspecção. sendo contabilizados todos os meios humanos. 97 . testes e correcções de montagem estão referidos no ponto 12. Deste modo a inspecção.7 da prEN 10902 [3]. Esse ponto faz referência ao estudo elaborado nesse âmbito e as posições a tomar em todas as fases de montagem de uma estrutura deste tipo. Os trabalhos terão início apenas após a aprovação do plano de montagem pela Fiscalização.Execução de Estruturas Metálicas 5. sendo eles internos (da empresa) ou externos (subempreitada e aluguer). uma vez que é nessa fase que se vai verificar se esta decorre em conformidade que o que foi proposto. mecânicos e de consumo (a empregar/colocar na obra ou gastar durante esta) que directa e indirectamente forma mobilizados em função desta.

a furação. passando pela metalização e terminando na pintura. sendo certo que será a parte 2 a mais significativa no que à execução toca. para uma crescente estabilização. partindo do conteúdo que o Projecto/Concepção deve incluir. bem como se enumeraram as fases do processo de fabrico nos seus passos fundamentais. DIN. que se inicia no estudo do Projecto. organização e alguma sobreposição ou contradição. soldadura e as ligações mecânicas foram assuntos abordados com uma relativa profundidade. desde a decapagem. Ultrapassou-se mesmo o mero âmbito das disposições reguladoras e completou-se com recomendações surgidas da prática diária da oficina. em concreto e sem equívocos. 98 . Porém é ainda manifesta a dispersão normativa. sobretudo a norma europeia EN 10025 e o Eurocódigo 3. na certeza que ambas acabam por ser contributos inseparáveis das ligações entre peças metálicas. contudo. ainda que de forma sumária. No balanço do trabalho. bem ainda como o próprio tratamento das superfícies e o detalhamento construtivo. no sentido de estabelecer. o desempeno de peças. de forma bastante extensa. abandonando definitivamente outras congéneres (ISO. com toda a dificuldade de interpretação. como o utilizável nas ligações mecânicas e soldadas. Para tanto recorreu-se à normalização em vigor. o corte. com vista a correcta e optimizada aquisição dos materiais necessários. BS. bem como ao seu melhor emprego. sendo corrente para uma mesma situação simples a necessária leitura de múltiplas normas. Estabeleceu-se. Muito trabalho e optimização documental ainda haverá a fazer nesta área. passando pela sua importante fase de fabrico e mesmo transporte até ao local da obra. Identificou-se o material aço estrutural e suas principais características.). acredita-se que foram tocados os aspectos fundamentais que se encerram na temática da Execução de Estruturas Metálicas. tendendo. as normas europeias EN de uma forma estrutura e racional.Execução de Estruturas Metálicas Conclusão Talvez a maior conclusão deste documento seja o tomar da consciência que o processo de elaboração das Normas Europeias ainda não está concluído. até à montagem e ensaio de estrutura. o conteúdo basilar de um Caderno de Encargos para Construção Metálica. tanto o corrente em perfis e chapas. Dentro das ligações mecânicas e soldadas explicitou-se o sentido e o papel de uma e outra. caracterizando-as e identificando as incidências normativas a respeitar. Outra parte igualmente importante no fabrico destas peças estruturais é o tratamento (protecção anticorrosiva). Designadamente apresentou-se. a prEN 1090 [3]. etc. a enformagem. A traçagem. Neste contexto transmitiu-se a envolvente de todo o processo de Execução de Estruturas Metálicas. nas suas partes 1 a 3. propriamente dito.

não só pela sua beleza como pela facilidade de reciclagem. A última fase trata uma das mais importantes partes de todo o processo. 99 . Todos os trabalhos. incluindo as regras de fixação às fundações e o aperto global das ligações. a sua estabilização e modo de fixação. De facto. tendo sido elencados os cuidados principais a ter nesta etapa da Execução de Estruturas Metálicas. seguindo a mesma legislação anteriormente referida (prEN 1090-2 [3]) e outras que lhe sejam aplicáveis. Ficou ainda claro que durante e no final de todo o processo de fabrico é obrigatório realizar as inspecções. A ordem e forma de descarga em obra mereceu igual preocupação. testes e correcções necessárias à completa verificação das peças. que é a montagem em obra das peças da estrutura metálica. Desde logo os cuidados a ter no manuseamento das peças até à sua colocação no veiculo que irá efectuar o transporte. Faz-se referência a todo o processo e metodologias de montagem das referidas peças. tal como os outros atrás mencionados. este é um tema de vanguarda num mundo cada vez mais concentrado em preocupações ambientais e de sustentabilidade. tal desiderato só pode ser concretizado no conhecimento bastante do comportamento estrutural e na melhor forma de bem construir. têm de estar de acordo com a legislação em vigor (nomeadamente a EN 1090 [3]). no sentido de cada vez mais tornar as Estruturas Metálicas uma solução construtiva de utilização crescente. Ora. Termina-se sublinhando a importância da minimização de custos e racionalização de meios.Execução de Estruturas Metálicas O transporte e também um dos pontos críticos.

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Modelação para análise estrutural e sua resistência.Eurocódigo 3 – Estruturas metálicas Este Eurocódigo deve ser seguido complementando com os seguintes documentos: 102 .1 . EN 1991-1-3 Acções gerais – Neve EN 1991-1-4 Acções gerais – Vento EN 1991-1-5 Acções gerais – Sismos EN 1991-1-6 Acções gerais – Acções durante a execução EN 1991-1-7 Acções acidentais. EN 1991-1-1 Densidades.2 . Projecto por ensaios e controlo de qualidade. EN 1991-4 Acções nos silos e tanques. Acções em estruturas e influências ambientais.Execução de Estruturas Metálicas Anexo 1 – Resumo dos Eurocódigos afectos a estruturas metálicas A.1. A. Generalidades. EN 1991-1-2 Acções gerais – Acções na estrutura expostas a fogo. Verificação através do método dos factores parciais. peso próprio e sobrecargas nos edifícios. Requisitos. • • • EN 1991-2 Tráfego nas pontes. Propriedades dos materiais. Propriedades geométricas. EN 1991-3 Acções induzidas pelas maquinarias e guindastes.1. Estados-limite.Eurocódigo 1 – Acções em Estruturas • EN 1991-1 Tráfego nas pontes.

EN 1993-3 Estruturas metálicas: Torres. Eurocódigo 3 está subdividido em várias partes: • • • • • • EN 1993-1 Estruturas metálicas: Regras gerais e regras para edifícios. EN 1993-1-2 Estruturas metálicas: Resistência ao fogo EN 1993-1-3 Estruturas metálicas: Elementos e chapas finas enformadas a frio EN 1993-1-4 Estruturas metálicas: Aços inoxidáveis. EN 1993-1 “Regras gerais e regras para edifícios” compreende: • • • • • • EN 1993-1-1 Estruturas metálicas: Regras gerais e regras para edifícios. depósitos e oleodutos EN 1993-5 Estruturas metálicas: Estacas EN 1993-6 Estruturas metálicas: Estruturas de aparelhos de elevação EN 1993-2 para EN 1993-6 refere a regras gerais em EN 1993-1. EN 1993-4 Estruturas metálicas: Silos. mastros e chaminés. ETAGs e ETAs para construção de produtos revelantes para estruturas metálicas. EN 1993-1-5 Estruturas metálicas: Elementos laminares EN 1993-1-6 Estruturas metálicas: Resistência à estabilidade de cascas.Execução de Estruturas Metálicas EN 1990 “Base de projecto estrutural” EN 1991 “Acções em estruturas” ENs. 103 . Parte das regras EN 1993-2 para EN 1993-6 suplemento de regras gerais em EN 1993-1. prEN 1090 “Execução de estruturas metálicas – Considerações técnicas” EN 1992 para EN 1999 quando estruturas metálicas ou componentes metálicos são referenciados para. EN 1993-2 Estruturas metálicas: Pontes em Aço.

104 . It is subdivided in 10 Sections. • • • • • EN 1993-1-8 Estruturas metálicas: Ligações metálicas EN 1993-1-9 Estruturas metálicas: Fadiga. • (3) Section 3 of EN 1998-1 gives the rules for the representation of seismic actions and for their combination with other actions.Eurocódigo 8 – Projecto de estruturas em Zonas Sísmicas EN 1998 Eurocode 8: Design of structures for earthquake resistance: • (1) EN 1998-1 applies to the design of buildings and civil engineering works in seismic regions. Certain types of structures. A. EN 1993-1-11 Estruturas metálicas: Dimensionamento de elementos traccionados.3 . Section 8: Specific rules for timber buildings. Estruturas metálicas – Aços de alta resistência. Section 9: Specific rules for masonry buildings. Section 7: Specific rules for composite steel-concrete buildings. relevant specifically to buildings as follows: Section 5: Specific rules for concrete buildings.1. EN 1993-1-10 Estruturas metálicas: Fractura. • (6) Section 10 contains the fundamental requirements and other relevant aspects of design and safety related to base isolation of structures and specifically to base isolation of buildings.Execução de Estruturas Metálicas • EN 1993-1-7 Estruturas metálicas: Resistência e estabilidade de elementos planos carregados transversalmente. (5) Sections 5 to 9 of EN 1998-1 contain specific rules for various structural materials and elements. dealt with in EN 1998-2 to EN 1998-6. • (2) Section 2 of EN 1998-1 contains the basic performance requirements and compliance criteria applicable to buildings and civil engineering works in seismic regions. need complementing rules which are given in those Parts. EN 1993-1-12. Section 6: Specific rules for steel buildings. some of which are specifically devoted to the design of buildings. • • (4) Section 4 of EN 1998-1 contains general design rules relevant specifically to buildings.

1. NOTE: Informative Annex A and informative Annex B contain additional elements related to the elastic displacement response spectrum and to target displacement for pushover analysis.Execução de Estruturas Metálicas NOTE: Specific rules for isolation of bridges are developed in EN 1998-2. A. Parte 1-2 Resistência ao fogo.4 . Parte 2 Regras para as estruturas susceptíveis à fadiga.Eurocódigo 9 – Projecto de estruturas de alumínio • • • Parte 1-1 Regras gerais e regras para edifícios. 105 . • (7) Annex C contains additional elements related to the design of slab reinforcement in steelconcrete composite beams at beam-column joints of moment frames.

• Sistema epóxi . o que é primordial no calculo da vida útil [1]).2. ou seja.sendo que a velocidade de corrosão do zinco é 1/10 da velocidade de corrosão do ferro. sobretudo. A. Isso se deve.Zincagem por imersão a quente Como vimos. Espessura total da película: 130 mícrones (mínimo). Duas demãos de acabamento com esmalte alquídico: 30 mícrones (mínimo por demão).1 . prevê as seguintes etapas: Limpeza a jacto metálico (acabamento quase branco) – grau de decapagem SA 2 ½. sendo as mais comuns os seguintes: • Sistema alquídico – recomendado para ambientes normais. Numerosos dados de vida útil de camadas de zincagem. no sentido de se poder efectuar uma decisão mais informada e adequada a cada caso prático real [15. adaptado]. A.Pintura Existem vários sistemas de pinturas protectivas para metal. mas dependendo da agressividade ambiente . 106 . é um tratamento que tem como finalidade a obtenção de uma camada de zinco sobre uma peça de ferro ou aço. Duas demãos de acabamento com esmalte epóxi: 60 micra mícrones (mínimo por demão). Duas demãos de primário zarcão alquídico: 35 mícrones (mínimo por demão). Espessura total da película: 190 mícrones (mínimo). Desse modo. de acordo com o ambiente exposto e a camada de zinco pode-se prever a vida útil do material (podendo chegar a 50 anos.Execução de Estruturas Metálicas Anexo 2 – Comparação entre a Metalização e a Pintura Apresenta-se um estudo comparativo entre a zincagem por imersão a quente e a pintura.2 .2. Duas demãos de primário zarcão alquídico: 35 mícrones (mínimo por demão). nos mais variados ambientes. sendo um tratamento por imersão a quente contra a corrosão conhecido no mundo todo há mais de 130 anos. ao facto de que as características de durabilidade de uma camada de zinco obtida por imersão a quente praticamente são independentes do seu processo de obtenção. actualmente é possível prever a durabilidade de um recobrimento de zinco obtido por imersão a quente com uma margem de erro muito menor que no caso da pintura. vêm sendo compilados através de ensaios reais de corrosão. inclui: Limpeza a jacto metálico (acabamento quase branco) – grau de decapagem SA 2 ½.indicado para ambientes salubres ou expostos a vapores solventes.

A. devido à dependência de diversos factores.Vida útil da pintura É extremamente difícil prever a vida útil de um recobrimento pintado.3 . Especialmente recomendado para aplicação em estruturas metálicas.2. provocando o destacamento da película. inclui: Limpeza a jacto metálico (acabamento quase branco) – grau de decapagem SA 2 ½. quando expostas a ambientes agressivos. em interior e exterior. Todos esses itens explicam a escassez de dados práticos referentes à durabilidade de um sistema de pintura predeterminado. formulação e preparação da tinta. em todos os esquemas de pintura. A vida útil apresentada a seguir é uma orientação quanto à ordem de grandeza dos sistemas de pintura analisados: Sistema alquídico – 4 anos Sistema epóxi – 8 anos Sistema borracha clorada – 7 anos.recomendado para ambientes salubress ou expostos a gases ácidos. Espessura total da película: 190 mícrones (mínimo). tanto mais que são mais económicas que a borracha clorada. De notar que. Uma vez que este produto não contém chumbo. pode reduzir pela metade a vida útil da película. espalhamento. como preparação da superfície. pode ser utilizado em sistemas onde sejam impostas restrições ao uso de primários de zarcão (óxido vermelho). técnica de aplicação e espessura da película.Execução de Estruturas Metálicas • Sistema borracha clorada . por exemplo. Duas demãos de acabamento com esmalte borracha clorada: 60 mícrones (mínimo por demão). se saponificam em prazo bastante curto. em ambientes moderadamente corrosivos. Trata-se de um primário anticorrosivo à base de resinas alquídicas longas em óleo. o primário de zarcão alquídico está presente. A preparação inadequada da superfície. pigmentado com óxido de ferro. Tem características de boa aplicabilidade. 107 . Pelo exposto se compreende a preferência generalizada pelas tintas com base num resina epóxi. pois as pinturas alquídicas. Duas demãos de primário zarcão alquídico: 35 mícrones (mínimo por demão). aderência e lixagem.

constitui-se na apropriação dos custos a seguir indicados: Custo da inspecção. Custo da limpeza com solvente (material e mão-de-obra).Aspectos Económicos da Pintura Dois tipos de custos são importantes na pintura industrial: o custo inicial e o custo de manutenção (retoques e repinturas). Este custo. O custo da limpeza. amortização de equipamento e mão de obra). Ct = custo das tintas por m2. representa 40 a 60% do custo inicial de uma pintura. Amortização dos equipamentos.2.Execução de Estruturas Metálicas A. • O custo de aplicação representa cerca de 10 a 30% do custo inicial de uma pintura e constitui-se na apropriação dos custos envolvidos que são: Custo da mão-de-obra. fornece o custo anual. • Custo de manutenção: constitui-se no somatório dos custos de retoques com os custos de repintura. Custo de materiais como solventes e outros materiais de limpeza. Custo da remoção de defeitos superficiais (material. • O custo de cada tinta é dado pelo quociente entre o preço do litro da tinta pelo rendimento prático. para uma determinada espessura. dividido pelo número de anos previstos para o esquema de pintura. C1 = custo de limpeza por m2. • Custo inicial: é dado pela expressão Ci = C1 + Ct + Ca Ci = custo inicial por m2. Ca = custo de aplicação por m2.4 . 108 . • Custo acumulado: é obtido pelo somatório do custo inicial com os custos de retoques e repinturas. Custo de energia (eléctrica ou pneumática).

FERREIRA. Arnaldo.2. 75 µm película seca ---1 demão de Óxido de Ferro Epóxi. A. 120 µm película seca 2 demãos de tinta Alquídica Brilhante. abrasivos. 25 µm película seca Fontes (conforme citação em [13]): Prof. amortização de equipamentos e outros). 35 µm película seca 2 demãos de Epóxi Alta Espessura. Apesar de poderem ter um custo de aplicação maior.Esquemas de Pintura de Aços Pintados com Tintas Líquidas Na tabela 25 apresentam-se três esquemas de pintura industrial. • O custo das tintas representa 20 a 40% do custo inicial de uma pintura e constitui-se no somatório dos custos das tintas referentes a cada demão aplicada. Tabela 25 – Esquemas tipo de pintura industrial [13] ESQUEMA DE PINTURA CONVENCIONAL LIMPEZA TINTA DE FUNDO TINTA INTERMEDIÁRIA TINTA DE ACABAMENTO St3 ou Sa2 2 demãos de Zarcão Alquídico Óleo Modificado.Execução de Estruturas Metálicas Custo da limpeza mecânica (custo de energia. 30 2 demãos de Esmalte Fenólico Pigmentado µm película seca com Alumínio. mão de obra. Horst Reiche Graus de Limpeza: St3 → limpeza mecânica (lixa.6 . Sa2 → jacto abrasivo comercial. D. etc.).Aços zincados por imersão a quente versus aços pintados com tintas líquidas Na escolha de qualquer revestimento deve ser levado em conta sua vida útil. 35 µm 1 demão de Zinco Etil película seca Silicato. sem necessidade de serviços de manutenção frequentes. podem ser mais vantajosos para aplicação em estruturas que exigem uma longa vida. J. considerada uma vida útil de 25 anos é de 2 a 3 vezes menor (CORRÊA. A. Sa2½ → jacto abrasivo ao metal (acabamento quase branco – superfície brilhante afagada). 35 µm película seca ---SEMINOBRE Sa2½ NOBRE Sa2½ TRATAMENTO 2 demãos de Óxido de Ferro Epóxi.5 .2. 109 . relacionada com o custo e despesas de manutenção. – Corrosão e Tratamento Superficiais dos Metais. Estudos comparativos dos custos entre ambos mostram que o custo da zincagem sobre a pintura. conforme citação na bibliografia [13]). escova.

3 69 MARINHA (FORTALEZA/CE) 26 75 5 (baixa) 300 (muito alta) 118 5.Durabilidade do revestimento zincado A tabela 27 integra o estudo do Mapa de Corrosão Ibero-americana.R. destacando-se que os valores constantes da tabela estão expressos em anos e são baseados em dados práticos.5 a 1 2a4 0.Execução de Estruturas Metálicas A. L.Durabilidade do revestimento de tinta dos aços pintados Na tabela 26 apresentam-se exemplos comparativos entre esquemas de pintura em aço (não galvanizado) em diferentes ambientes corrosivos.8 .5 1a2 4a7 1. aplicação adequada e ausência de danos mecânicos. considerando-se tintas de boa qualidade.Pintura Industrial Tabela 27 – Exemplos comparativos em ambientes diferenciados [13] TIPO DE ATMOSFERA PARÂMETRO RURAL (BELÉM/PA) Temp.5 2a4 7 a 10 Fonte (conforme citação em [13]): NUNES.8 0.7 .5 a 2.2 78 INDUSTRIAL (COSIPA – CUBATÃO/SP) 23 75 54 (alta) 14 (baixa) 160 1.2.8 a 1. Média (˚C) U.4 17 Fonte (conforme citação em [13]): MICAT – Mapa Iberoamericano de Corrosividad Atmosférica – Programa CYTED (valores aproximados) A. Tabela 26 – Exemplos comparativos entre esquemas de pintura em aço [13] TIPO DE ATMOSFERA ESQUEMA DE PINTURA Retoques CONVENCIONAL SEMINOBRE NOBRE 4a6 5a7 4a6 RURAL INDUSTRIAL MARINHA Repintura Repintura Repintura Repintura Total Retoques Repintura Total Retoques Repintura Total Parcial Parcial Parcial 6a8 7 a 10 8 a 12 8 a 10 10 a 12 12 a 16 2a4 3a6 5a7 4a7 6a8 7 a 10 7 a 10 8 a 12 10 a 15 0. Média (%) Taxa de SO2 (mg/m2.dia) Taxa de Cloretos (mg/m2.dia) Taxa de corrosão do aço nu (µm/ano) Taxa de corrosão do aço galvanizado (µm/ano) Durabilidade para camada de 90µm do aço galvanizado (ano) 26 86 5 (baixa) 2 (baixa) 27 1.3 a 0. coordenados pelo Centro de Pesquisa de Energia Eléctrica (CEPEL) e Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) em conjunto com 110 . P: .2.

A. Figura 36 – Recomendação sobre a utilização de galvanização e pintura [15] 111 .2.5 a 2.Aços zincados por imersão a quente pintados com tintas líquidas (Sistema Duplex) Uma boa pintura pode prolongar a vida útil dos produtos zincados de 1. no industrial de uma cidade com forte indústria química e no de ambiente marinho uma cidade costeira do Atlântico Sul com intensa maresia. tendendo a uma estabilidade. A. realizados pelo IPT. Sua validade é nítida para atender a requisitos especiais de resistência à corrosão ou aparência).Execução de Estruturas Metálicas os demais países latino-americanos e da península ibérica.7 vezes a soma das expectativas de vida útil separadas (efeito sinérgico). No exemplo de ambiente rural temos uma cidade do interior do Amazonas. conforme critérios recomendados pelas Normas ISO 9223 e 9224 demonstram que a taxa de corrosão do aço zincado decresce ligeiramente com o tempo.10 .Comparação entre as diferentes atmosferas Ensaios de exposição de painéis de aço zincado. além de proporcionar posteriormente manutenções fáceis e baratas (ver figura 36). com duração de 12 anos nas atmosferas rural e industrial e de 17 anos na atmosfera urbana.2.9 .

Execução de Estruturas Metálicas Anexo 3 – Caso de estudo Este anexo materializa um caso prático que pretende recriar uma situação real que concretize os conceitos teóricos atrás expostos no texto. De frisar que a preparação dos desenhos e especificação das dimensões necessárias ao fabrico das peças metálicas deverá ser acompanhada pela Fiscalização. utilizando-se a execução de um pórtico de uma nave industrial. De igual modo todo o processo de transporte e montagem severa ser acompanhado e assistido pela Fiscalização. A tarefa é proceder à execução do conjunto de peças cujos desenhos estão na figura 37 e 38. Transporte. Montagem. 112 . O exemplo encerra 4 partes: Fabrico. Manutenção (esta última meramente informativa e não pertencente à execução). devendo merecer aprovação prévia à sua execução. respectivamente a viga de cobertura e o seu pilar de suporte.

Execução de Estruturas Metálicas Figura 37 – Viga-exemplo de cobertura do pórtico industrial a duas águas. 113 .

114 .Execução de Estruturas Metálicas Figura 38 – Pilar-exemplo de pórtico industrial a duas águas.

O fabrico. Estabelecer o processo de fabrico. sem que verifiquem atrasos e/ou situações de desconformidade qualitativa.3.Execução de Estruturas Metálicas A. ou produção da estrutura. não é possível dissociar uma fase da sua antecedente e precedente. na maior parte das vezes. respectivamente e de forma genérica. “Capítulo 2 – Caderno de Encargos” e ”Capítulo 3 – Execução”. 115 .3. • Quantificar os materiais a adquirir e efectuar consultas de compra (eventualmente também equacionar compra. ou aluguer. Todas as fases decorrerão em respeito pelo Projecto. bem ainda como de acordo com a normalização e legislação em vigor. pelo Caderno de Encargos e pelo conteúdo de todos os capítulos atrás patenteados. seu planeamento e execução. Quantificar o tipo e quantidade de mão-de-obra a utilizar e o tempo que cada vai ficar hipotecada aos trabalhos a realizar (a medição do tempo por mão-de-obra permite saber a ocupação de equipamentos). Este aço será adoptado quer para perfis como para chapas (em geral. Visitar o local da obra inteirando-se das suas características e condicionantes. tendo em vista os equipamentos e ferramentas a utilizar.Fabrico/Produção da estrutura A selecção da natureza e qualidade dos materiais e o processo de fabrico terão de estar conforme o prescrito no texto deste trabalho. de reforço e de ancoragem). Ir-se-á apresentar as diversas fases do processo de fabrico na sequência mais racional e usual. dado possuir elevada relação preço/qualidade. de equipamentos e ferramentas). em geral. passa por uma série de fases que se encadeiam de forma lógica e relativamente dependentes entre si. Quer isto dizer que. é um aspecto decisivo no que concerne a: • • • • Estudar o Projecto no seu conjunto de Peças Escritas e Desenhadas. devendo surgir a sua identificação nas Peças Desenhadas e Medições.2 . será o S355JR para perfis e chapas. O aço escolhido.Fase 1 . aço estrutural do tipo S355JR (EN 10025-2). pelas razões atrás apontadas. A. incluindo de topo.Estudo do projecto e planeamento preliminar (encomenda e preparação dos trabalhos oficinais) A preparação da obra. FABRICO .1 – Geral Neste caso prático será adoptado.

FABRICO . bem assim como a recepção dos materiais para soldadura e pinturas. Operações de conformação (calandragem.Fase 3 . tubos). perfis.Execução de Estruturas Metálicas • • Consultar subempreiteiros das especialidades a entregar no exterior (se for o caso). 116 . automática ou manual. por base os desenhos e especificações do projecto de execução da estrutura. Elaborar os cronogramas de tarefas tendo em vista o cumprimento do prazo de execução. como é óbvio. quinagem. No final desta etapa de produção de desenhos de execução e acerto de medições (com verificação de erros e/ou omissões nas medições oficiais do Dono-de-Obra). Será recomendada a marcação do material logo na altura da sua recepção em oficina. separando-se a recepção da peça metálica.Fase 2 . no sentido de ficar claro qual a obra a que se destina. se fizerem parte da empreitada adjudicada. dobragem. poderão aqui existir situações em que é mais rentável trocar a sequência que se apresenta): • • • Operações de corte (chapas. o que permite minimizar erros de preparação. dado incluírem sistemas automáticos de detecção de erros. anilhas e porcas. Operações de furação (chapas e perfis). da dos parafusos. FABRICO . Neste caso os desenhos de fabrico podem ser gerados automaticamente pelo software referido. separar uma amostra para que depois seja ensaiada. em geral. dá-se a preparação da encomenda dos perfis. a seguinte (contudo. chapas. Em todos os casos temos de aplicar a mesma sequência de critérios a seguir.Recepção dos materiais A triagem e armazenamento do material a aprovisionar em fábrica será realizada de acordo com a sequência e tipo de operações em que estes vão ser aplicados. se necessário. Também aqui se podem pedir preços para a parte de movimentos de terras e fundações de betão armado. Existe já software específico para modelação e preparação de estruturas metálicas. etc). de acordo com o Plano de Fabrico. sendo. parafusos e demais acessórios necessários à produção das peças. bem como possibilitam uma visualização tridimensional da estrutura. de modo a que se verifique se os critérios de aceitação estão a ser cumpridos. Estas operações têm. Será prevista a recepção seriada do material.Preparação das componentes individuais (sub-elementos das peças estruturais) O início das operações de fabrico pode ter lugar após a chegada dos materiais.

optimizando o tempo de execução. com significado. que se dão os grandes trabalhos de soldadura. Por exemplo. Operações de calandragem → processo executado com uma calandra. pilares compostos. utilizando torno de esmeril ou rebarbadora. colocando-as na posição de projecto e fixando-as com pré-soldadura por pontos (“pingagem” da peça).Fase 4 . sendo comum: • Perfis e tubos: Operações de corte → processo executado com serrote automático (em geral de fita). Também sub-peças de difícil acesso após a assemblagem de peças principais devem agora ser soldadas. proceder primeiro à soldadura e só depois à furação. situações existem em que torna mais recomendável alterar este faseamento. Operação de furação → processo executado no centro de furacão e maquinagem. • Chapas de ligação: Operação de corte → processo executado com uma máquina de oxi-corte. de pequena monta. Caso as cotas 117 . na sua maioria.) é seguido de uma verificação de cotas. este varia em função dos recursos de cada empresa. FABRICO . à que chamar à atenção que as operações de soldadura a decorrer nesta fase. são. através de brocas. Como será óbvio pequenas soldaduras que não influenciem. Em termos de equipamento a utilizar para o diverso tipo de peças. podem já ocorrer. Operações de furação → processo executado por equipamento automático de broca. etc. O mesmo pode suceder com certo tipo de operações de furação. pois será em fase seguinte. Este posicionamento relativo dos diferentes elementos para formar as peças principais (vigas de cobertura. os acertos numa montagem global da estrutura.Execução de Estruturas Metálicas • Operações de soldadura (chapas e perfis). Como se referiu.Assemblagem prévia das componentes individuais e verificação topológica (pré-montagem sectorial da estrutura) Nesta altura estamos em condições de posicionar as peças soltas já preparadas. treliças. com vista a um mais fácil acerto entre peças as unir (maior coincidência entre os diversos furos). após a verificação da geometria global da estrutura em pré-montagem. Contudo. Na fase final destas operações são retiradas as imperfeições e restos de material provenientes do corte e furação.

uma protecção também anti-fogo. Este plano é proposto pelo Empreiteiro à Fiscalização que deverá consultar o Projectista.4 e 3. já com todos os componentes colocados na sua disposição final. com o número da componente a que corresponde no desenho de execução. para a zona de soldadura. poderíamos optar por um esquema mais económico e muito usado em termos nacionais: 118 . previamente ao início do processo de fabricação da estrutura. passa-se à fase de seguinte. a soldadura definitiva das diversas componentes entre si. Esta operação permite remover da superfície toda a camada oxidada e outras sujidades. de acordo com o Caderno de Encargos com um nível SA 2½. pelo Dono-de-Obra. FABRICO . de acordo com o Plano de Inspecção e Ensaios. neste caso.Saneamento da soldadura definitiva e protecção superficial Encontrando-se as peças já produzidas efectua-se a limpeza das mesmas e procede-se à sua protecção anti-corrosiva e. Por regra dá-se neste passo a marcação indelével da peça marcando-a por punção. nesta fase. de acordo com o especificado no Caderno de Encargos. Deste modo.Fase 5 . o passo seguinte consiste introduzir as peças na câmara de decapagem para lhes conferir o grau de decapagem necessário. anti-fogo. O elemento estrutural é movimentado. em número convencionado.10 deste trabalho. FABRICO . eventualmente. sendo feito um rastreio aleatório de inspecção a uma parte delas. As soldaduras são inspeccionadas visualmente.Soldadura definitiva de peças estruturais Realiza-se. bem como dotar a superfície de um nível de rugosidade indicado para posteriormente serem aplicada a protecção. incluindo a obra a que se destina. Esta operação decorre de acordo com o vertido anteriormente nos subcapítulos 2. utilizando os processos correntes (MIG/MAG). Não deverá ser dado o trabalho por pronto enquanto não se proceder à verificação de todas as soldaduras executadas. com um menor custo de protecção anti-corrosiva. com recurso a ensaios não destrutivos. conferindo uma protecção máxima. Neste caso de exemplo a escolha de protecção recairia numa metalização seguida de uma pintura em resina epoxy.Execução de Estruturas Metálicas estejam de acordo com o desenho de fabrico.Fase 6 . de soldadura efectiva e definitiva. Na eventualidade de ser pretendida. então. num dos seus topos.

como o embalamento identificado de acessórios (como parafusos. Ainda no que trata à viga de cobertura. Conforme Caderno de Encargos. Para as componentes necessárias temos o preço por unidade de peso na tabela 28. Isto compreende não só a colocação das peças estruturais na ordem de montagem. bem como de realiza inspecção visual para a detecção de defeitos de pintura. sendo certo que um mesmo perfil pode proporcionar dois reforços (corte simétrico.78 0. Podemos considerar que a peça está optimizada e o peso em kg da perda não pode ser contabilizado. tanto em termos de perfis como de chapas. FABRICO . FABRICO . incrustações e sujidades.80 Perfis laminados A viga de cobertura tem um total de 12038mm. etc. com 30mmm ambas. Uma demão de acabamento acrílico com 50µm seco ou 100µm húmido. apenas o trabalho de corte é mensurável. contudo esta dimensão inclui as chapas de topo. bolhas de ar. conforme 119 . no final das aplicações das camadas acima identificadas são efectuadas verificações da espessura de cobertura das mesmas (com equipamento apropriado).Preparação das peças estruturais e material para expedição A última fase corresponde à preparação das peças estruturais e do material para expedição para o local da obra. nomeadamente escorridos. pelo que o desperdício para um perfil HEA600 de 12000 será perfeitamente desprezível: 12038mm-2×30mm = 11978mm → 12000-11978mm = 22mm.75 0. Tabela 28 – Caso de Estudo .Execução de Estruturas Metálicas Aplicação de um primário rico em zinco com 50µm seco ou 100µm húmido.Optimização de componentes e contabilização de desperdícios de fabrico Vai-se efectuar um estudo de optimização das componentes de fabrico de estruturas.Custo unitário do material (€/kg) Material Perfil laminado a quente do tipo HEA600 (178kg) Cantoneira laminadas a quente Chapas laminadas a quente Custo Unitário (€/Kg) 0. porcas e anilhas). Uma demão de tinta intumescente (protecção ao fogo). tendo em contas as dimensões comerciais que o mercado impõe.Fase 7 . com 260µm seco ou 375µm húmido. esta tem um reforço nos apoios por corte de um outro perfil HEA600.

dado que. dado que: 9000mm+1493mm = 10493mm (comprimento do pilar). pelo que o desperdício para um perfil HEA600 de 12000 será: 10553-40mm-20mm = 10493mm → 12000104938mm = 1507mm. este tem um total de 10553mm. que a cerca de 750€ a tonelada. então. bem como o Caderno de Encargos o permitir. como o corte sucessivo de reforços se faz com a mesma inclinação a serão dispensados 3 cortes (de remate em cada peça) face ao que se teria de contabilizar para perfis de 6000mm (a figura 39 também mostra esse efeito).Execução de Estruturas Metálicas esquema da figura 29). O comprimento do reforço é de 4845mm. com 40mmm a de base e 20mm a de coroamento de pilar. agora de 16000mm-3×4845mm = 1465mm → 260. pois se houvesse curvatura. corresponde a cerca de 400€). De notar que os perfis são rectos.º pórtico poder-se-ia usar o desperdício para soldar a um perfil HEA600 de 9000mm. Atendendo ao preço da soldadura (mão-de-obra e outros custos incluídos) seria uma possibilidade a considerar. aparafusadas nos banzos do pilar. Por último refira-se a existência de cantoneira de abas iguais. optar antes por um perfil de 16000m. não mensurável. pelo que o desperdício para um perfil HEA600 de 6000 será: 6000mm-4845mm = 1155mm → 205. contudo esta dimensão inclui as chapas de topo. para permitir a fixação dos perfis na calandra e realizar o raio de curvatura na zona pretendida. satisfazendo o fabrico de 3 pórticos. 120 . pelo que esta excepcional optimização não seria viável.6kg → ±154€ por pórtico (2 reforços) e 77€ por reforço. com operação de calandragem. ou seja. A decisão de utilizar este desperdício passa por a soldadura ser mais económica do que a diferença entre um perfil de 9000m para 12000mm (3m x 178kg/m = 534kg. seria necessário um comprimento extra de perfil. que daria 3 peças duplas e apenas um desperdício 1465mm. sendo a sobra deste pórtico 1507mm. Mais. Figura 39 – Um mesmo perfil proporciona dois reforços por corte simétrico do mesmo Conclui-se que a peça está optimizada para um perfil de 16000mm. A ser o caso o desperdício de perfil para pilar seria: 1507mm . com 100mm. No caso do pilar em que apoia a viga de cobertura.1493mm = 14mm. num 2. se assim entendermos. sendo que o custo de desperdiço será. temos 25 componentes certas para um perfil dessa dimensão e desperdício nulo. Também poderemos considerar que a peça está optimizada. em pares.8kg → ±196€ por 3 pórticos (6 reforços) e ±32€ por reforço (um custo bastante menos significativo e menos de metade do anterior). em troços de 120mm. Poderíamos. Dado que este valor de comprimento é divisível por 3000mm. muito embora surja uma soldadura a encarar.

Desperdícios de chapa Para este pórtico temos 4 espessuras diferentes de chapa. 15. verificando que no caso da chapa de 300m×600mm o remate é perfeito no final da peça 6000m×2000mm).Execução de Estruturas Metálicas Perfis enformados a frio As madres de cobertura são perfis enformados a frio. 20. Uma vez que não sabemos a dimensão do afastamento entre pórticos e existe alguma liberdade na encomenda de peças este tipo. Figura 40 – Caso de Estudo – Proposta de corte de chapas 300mm×600mm e 300mm×1095mm (assinalas com uma cruz “X” as partes em desperdício) 121 . conforme figura 38). 30 e 40 mm (a chapa de 15mm surge entre os banzos do pilar – com dois tipo de geometria. Sendo as chapas adquiridas com 2000mm×6000mm. temos a seguinte proposta de corte de chapa da figura 40 (por simplicidade limita-se ao caso da viga. conforme corte e nos reforços da ligação de base de pilar. e sendo as dimensões das diversas chapas constantes no quadro 29. com 8mm de espessura. vamos considerar desperdício nulo.

FABRICO . Com outros tipos de corte. ±620€.3285 Quantidade (un) 60 30 Área total (m2) 10.Execução de Estruturas Metálicas Tabela 29 – Caso de Estudo – aproveitamento de chapa (30mm) para vigas de cobertura Chapa . sendo certo que o valor real de execução que o Empreiteiro fornece é resultado de um estudo muito mais exaustivo e detalhado em todos os passos do processo (materiais + fabrico + transporte + montagem).345 Para o aproveitamento. como a jacto de água. Verifica-se que existe um desperdício de 3.18 0. ponderando os seguintes aspectos pormenorizados.8 9. 122 . baseada no preço global por kg (preços de concurso a Obra Pública) de obra pronta (tipo chave na mão). considerou-se uma distância mínima entre elementos ou entre os elementos e os bordos da chapa de 10 mm nas chapas com 15 mm de espessura e de 15 mm para as de dimensão superior a 15mm de espessura.apenas corresponde a menos de 35€. ou seja. Contudo. Obviamente que esta medição e orçamento apenas satisfaz o ponto de vista do Dono-de-Obra. reforços e outros acessórios. que variam conforme a espessura da chapa) – ver exemplo na tabela 33 que incide sobre as chapas de topo 300mm×600mm das vigas de cobertura de um pórtico.345 m2. • Quantidade de chapas necessárias incluindo o desperdício (tem-se que comprar com base nas dimensões das peças de mercado.designação De topo na ligação viga-viga do perfil laminado a quente do tipo HEA600 (300mm × 600mm) De topo na ligação viga-pilar do perfil laminado a quente do tipo HEA600 (300mm × 1095mm) Área utilizada Área total Desperdício Área do elemento (m2) 0. entre outros: • Preço do perfil necessário incluindo o desperdício (tem-se que comprar com base nas dimensões das peças de mercado.855 20.Medições e Orçamento Para efeitos de uma estimativa orçamental do custo do pórtico vamos limitar-nos a uma avaliação de mercado (tabela 31). ao peso dos perfis costuma-se agravar em 10 a 15% (em obras correntes de estruturas de edifícios). em geral).655 24 3. e por questões do processo de corte usado para chapas (oxi-corte. • Corte. o desperdício no corte poderia ser inferior. por cada cobertura de pórtico produzida – duas vigas a 2×2 chapas de topo . o que corresponde a ±773kg. que variam conforme o tipo de perfil e sua altura) – ver exemplo na tabela 32 que incide sobre as vigas de cobertura de um pórtico. De realçar que para ter em conta ligações.

unitariamente (a que multiplicará as quantidades): • • Custo do material. para este exemplo). m3. hora. Outros custos directos e indirectos. que pode ser por diveros tipo de unidade: m.Execução de Estruturas Metálicas • • • Furação. como: horas/m2/demão). • • Subcontratação. para este exemplo). m2. Tabela 31 . Custo de mão-de-obra (atendendo ao rendimento por unidade de tempo. mas pode variar. Montagem (adiante faz-se uma abordagem mais cuidada e completa.).Caso de Estudo – estimativa orçamental do pórtico (montagem incluída) 123 . a tinta de protecção anti-corrosiva e a de protecção ao fogo. sendo o caso – note-se que também aqui há desperdícios. o rendimento prático na aplicação da tinta durante as operações de pintura é inferior a 50%). por exemplo. • • Transporte (adiante faz-se uma abordagem mais cuidada e completa. • Custo de equipamento (também aqui atendendo ao rendimento. de forma separada. Decapagem. Metalização e/ou pintura (incluindo. Em todos os casos deverá ser de diferenciar. etc.

a distância em causa é de 50Km (só é contabilizada a distância entre locais). o que comercialmente totaliza 10 toneladas (para selecção da viatura). Se considera-mos o custo unitário do transporte de 50€ (franquia da viatura) a que soma 1.Preparação e carga Que inclui os cuidados de acomodação para que não surjam empenos nas peças). ficando para este ponto a quantificação dos seus custos.3 – Transporte da Estrutura Os cuidados e regras de transporte já foram expostos anteriormente (Capítulo 4 . Quantidade de viagens (sobretudo em caso do transporte ser fretado fora o custo diminui em função do número de percursos).Execução de Estruturas Metálicas Tabela 32 .Caso de Estudo – custo das chapas de ligação das vigas de cobertura Chapa Custo Unitário (€/Kg) 0. o custo da deslocação será de cerca 100€.º semestre de 2007).194 Desperdício (m2) 0. 124 .Fase 1 .014 Massa (Kg/m2) Total (Kg) Custo total (€) e = 30mm 231 44. • Tempo de imobilização em carga e descarga (as paragens de tempo em carga e descarga podem onerar o transporte.8 A. Tipo de viatura e capacidade (em toneladas).Caso de Estudo – custo dos perfis laminados para as vigas de cobertura Perfis HEA600 Custo Unitário (€/Kg) 0.75 Necessário (mm) 2×11978 Total (mm) 2×12000 Desperdício (mm) 2×22 Massa Kg/m 178 Material Total (Kg) 4272 Custo Total (€) 3204 Tabela 33 .15€/km (preço médio no 2. determinado em função de: • • • Distância a percorrer (entre a instalação industrial e a obra). o local de fabrico em Barcelos e o local da obra e no Porto.3. com uma carga aproximada de 9500 Kg (que corresponde a um pórtico . podendo obrigar a ajudadas de custo complementares – estadia do condutor e estacionamento da viatura).814 35. TRANSPORTE . • Necessidade de balizagem e/ou policiamento. (iii) descarga e armazenamento. Sendo assim. (ii) deslocação.dois pilares e duas vigas).18 Total de chapa (m2) 2×0.80 Necessário (m2) 2×0.Transporte). Recordar que esta etapa de transporte é constituída por 3 fases: (i) preparação da carga.

pois. antenas. que evite vibrações que possam mover a carga ou propiciar fricções entre esta. depois de aparafusadas na cumeeira ainda no solo. A grua vai ter a função de descarregar a peça do camião e de a elevar no local exacto onde ela vai ser fixa. ainda. que proporcione corrosões pontuais. na realidade. sendo acompanhada pelo cesto elevatório onde se encontram os oficiais de serralharia (montadores/soldadores) para proceder às uniões dos elementos estruturais. (iv) estruturas especiais. o mais comum. pelo que essa parte será agora abordada.Execução de Estruturas Metálicas TRANSPORTE . No caso (ii) e (iii) não diferem dos habituais. porém. que estas 3 fase de transporte tem de decorrer para que se evite qualquer percussão nas peças. etc. TRANSPORTE . no caso (iv) podem usar-se gruas móveis e andaimes. excepto os do tipo empilhador telescópio – pequenas gruas hidráulicas de barco telescópico) até gruas móveis de maior ou menor porte (situação mais corrente e a ideal).Fase 3 – Descarga e recepção Com armazenamento cuidado e de acordo com o Plano de Montagem. genericamente. Deste modo: Evita-se uma ligação em altura. como reservatórios. De salientar que os pilares serão elevados e alinhados verticalmente de forma individual. De facto estas vigas estão preparadas para este esforço. De alertar. entre outros. Existem diversos tipos de equipamentos mecânicos que são adequados à montagem de estruturas metálicas. os extremos da cobertura serão os seus apoios definitivos nos pilares. (iii) pontes rodo ou ferroviárias. Em termos de equipamentos. (ii) edifícios urbanos. nada foi adiantado.3. no caso (i).Montagem da Estrutura O processo de montagem tem de estar conforme o preceituado no corpo deste trabalho (Capítulo 5 – Montagem). mas no caso das vigas de cobertura a opção é a montagem simultânea (colocação nos pilares). como as clássicas gruas ou guindastes de lança móvel. sendo certo que também depende do tipo de estruturas: (i) edifícios industriais. facilitando a mesma. A. bem como estruturas autoportantes ou auto-lançáveis (iii).4 .Fase 2 – Deslocação Que deverá seguir um percurso harmonioso – em traçado e estado do piso . Sendo o nosso exemplo um pórtico de um edifício industrial/armazém/grande superfície comercial iremos recorrer a uma grua móvel (28 toneladas) e a um cesto elevatório. 125 . passadiços pedonais. são usados desde empilhadores (menos eficaz e mais perigoso.e ser efectuada com uma responsável condução.

MONTAGEM . ainda que no mesmo dia.Execução de Estruturas Metálicas Torna-se mais simples o trabalho da grua. A não ser o caso a própria equipa de montagem retira directamente dos camiões e coloca junto ao local de implantação. mas deste modo pode-se efectuar uma primeira apreciação de compatibilidade das ligações entre as vigas e os pilares ainda no solo.Fase 2 – Montagem das componentes que são erguidas em blocos Na circunstância de serem elevadas partes já previamente montadas (as duas vigas unidas na cumeeira. posicionados e fixados. figura 41) procede-se às necessárias ligações. pela zona das extremidades. conforme figura 42 (a betonagem já teve lugar atempadamente. uma vez que a ligação viga-viga já se encontra terminada. mas com um cabo finco na cumeeira para evitar oscilações. com a grua móvel. Figura 41 – Caso de Estudo – Fase 2 . Esta fase poderia ser executada depois dos pilares erguidos. MONTAGEM .Fase 1 – Colocação das peças junto ao local de implantação (com ou sem descarga directa dos camiões) Admite-se que o transporte da fábrica até ao local da obra foi feito anteriormente ou que outra equipa. Como inconveniente surge a circunstância de as tolerâncias dimensionais serem mais estreitas. nos chumbadouros. existe menos margem de acertos por aperto final iterativo entre todas as ligações. já o colocou as peças na zona onde vão ser montadas.Montagem das componentes que são erguidas em blocos (vigas de cobertura com união prévia no solo) MONTAGEM . São colocados os parafusos e dados apertos até 75% do momento final (figura 43).Fase 4 – Elevação e fixação provisória das vigas nos pilares Nesta fase erguem-se as vigas. MONTAGEM . tendo o betão o endurecimento e a resistência apropriada). 126 . com apertos provisórios. já unidas entre si.Fase 3 – Elevação e fixação provisória dos pilares nos chumbadouros São erguidos os pilares. no nosso caso de exemplo. Dispensa-se escoramento provisório ou a necessidade de outra grua.

procedendo-se a acertos se necessário. MONTAGEM .Fase 6 – Verificação final das ligações e remates de pintura Nesta fase. sendo que esta se encontrava apoiada em porcas de nivelamento. efectuando a verificação final aos momentos de aperto). que permanecem embebidas nesta argamassa espacial.Fase 6 – Injecção de argamassa de assentamento e calço de base de pilar Procede-se à injecção de argamassa de assentamento para calçamento da chapa de base de pilar. Em caso do pórtico se encontrar tornando-se Chumbadouros (previamente colocados por negativo de chapa de base de pilar) Pilar HEA600 Fase 3 devidamente estabilizado.Fase 5 – Verificação de cotas com apertos iterativos até ao momento final Com a estrutura montada verificam-se as cotas.Execução de Estruturas Metálicas MONTAGEM . enquanto outro o segue para realizar os últimos retoques de pintura na estrutura. procede-se à remoção dos elementos de estabilização provisórios (escoramentos e/ou tirantes). De notar nesta e em todas as fases anteriores a cesta elevatória albergada os oficiais serralheiros nas orações de colocação de componentes e aparafusassem.Caso de Estudo – Meios humanos para montagem do pórtico Descrição Encarregado geral Montadores/soldadores Total Número de elementos 1 6 Custo unitário (€/dia) 200 150 Custo total (€/dia) 200 900 1100 127 .Elevação e fixação provisória dos pilares nos chumbadouros Fundação (pegão) MONTAGEM . Figura 42 – Caso de Estudo – Fase 3 . Simultaneamente vão-se apertando as ligações até se atingir os 100% de momento. um serralheiro irá proceder à verificação de todas as ligações (incluindo as pré-esforçadas. Tabela 34 . dispensáveis quaisquer apoios exteriores a si.

mas.5 – Inspecção e Manutenção (exploração) Introduz-se aqui este subcapítulo de forma extremamente breve e meramente informativa. pelo que o custo de montagem de um pórtico com 9210 kg é de 1550€.Caso de Estudo – Meios mecânicos para montagem do pórtico Descrição Grua móvel Cesto elevatório Total Número de elementos 1 1 Custo unitário (€/dia) 350 100 Custo total (€/dia) 350 100 450 Como é óbvio no custo da montagem tem de se contabilizar os meios humanos e os meios mecânicos. por parte de projectistas e construtores. de modo geral. pela fase de uso. de que o edifício não é somente constituído pela fase de produção. Pilar HEA600 Chumbadouros (previamente colocados por negativo de chapa de base de pilar) Fundação (pegão) Figura 43 – Caso de Estudo – Fase 4 . sendo o trabalho realizado num dia útil.Execução de Estruturas Metálicas Tabela 34 .Elevação e fixação provisória das vigas nos pilares A.3. principalmente. as actividades 128 . Enquanto a fase de produção engloba. A abordagem à manutenção dos edifícios evidenciou a necessidade da consciencialização.

Execução de Estruturas Metálicas técnicas de planeamento. Estes podem ainda ser reduzidos ou minimizados através de vistorias e inspecções constantes. ter em mente a presença deste tipo de problema. Os custos de manutenção dividem-se em fixos e periódicos. se a atitude é a de corrigir o conceito não chega a ser o de manutenção. Na verdade. que permitam perceber a aproximação de uma situação de emergência antes que ela se instale. etc. Estes deverão decidir pelos tratamentos e protecções estruturais mais indicados. prever recursos adequados para atendimento destes serviços. Manutenção periódica e programada Quanto mais eficientes forem as manutenções periódicas e programadas menores serão as proporções de recursos empenhados em processos correctivos. que dependendo um pouco das 129 . de modo a ser tomado em consideração pelos projectistas. alteração do uso. projecto e execução. de forma a prevenir cenários como os da corrosão. portanto. Durante a inspecção. Os custos chamados fixos são aqueles relacionados com os componentes e equipamentos da edificação cuja frequência de serviços de manutenção é alta – mensal por exemplo (Contratos de Manutenção) – e periódicos. logo desde a fase de projecto. O planeamento deve. uso indevido. consoante o meio ao qual irão estar sujeitas as peças estruturais. Uma das mais frequentes manutenções que se faz é devido à degradação precoce das estruturas ou dos elementos de protecção. devido ao efeito da corrosão. Estes factores representam um comportamento anormal da estrutura e deverão ser corrigidos. Para combater esta corrosão deve-se. como danos das superfícies de fachadas e pinturas. fissuras e deformação excessiva dos elementos. Manutenção excepcional Este é o conceito “consertar quando parte”. aqueles relacionados com componentes cujo desgaste é lento. além de cuidadosamente desenvolver planos de contingência para o enfrentar de situações de emergências. a fase de uso engloba as actividades de operação e manutenção. Este tipo de reparação é usado quando acontece algo que não era esperado. acidente. Claro. de forma a reduzir ao máximo possíveis pontos de corrosão. devendo ser a primeira regra a ser eliminada. Também se deve ter em consideração as boas práticas de execução dos elementos. Nos dias de hoje temos muitos tratamentos e revestimentos metálicos possíveis a aplicar nas estruturas metálicas. uma degradação precoce da estrutura ou materiais. deve ser dada uma atenção especial à alteração da cor ou desgaste do revestimento de acabamento.

utilizando ferramentas adequadas e recorrendo. respeitando as suas dimensões. e das necessidades que o meio requer. rebites ou processos simples de soldadura e efectuando.Execução de Estruturas Metálicas condições financeiras de cada um. se necessário. formas. utilizando parafusos. Reparações Devem-se reparar estruturas metálicas danificadas ou deterioradas. Montar os elementos na estrutura metálica. a equipamentos de elevação e transporte: 1. Desmontar ou cortar os elementos a reparar ou a substituir. sempre que necessário. pode-se optar pelo método mais adequado. de acordo com desenhos. tolerâncias. fichas de trabalho ou esquemas de montagem. 2. em função do seu grau de danificação ou deterioração. 130 . ajustamentos. materiais e outras especificações técnicas. Reparar ou substituir os elementos desmontados ou cortados. 3.

mas com possibilidade de reutilização sistemática. em termos ambientais. tornando o processo mais económico ao longo do tempo. deve passar não só pelo seu custo.Tecnologias e medidas de prevenção aplicadas à operação de decapagem [11] A decapagem efectuada tem como finalidade preparar os componentes metálicos e a superfície para a pintura. tem vindo a ser substituída por outro tipo de abrasivo . A escolha do tipo de granalha. As tecnologias e medidas aplicadas à decapagem. passando pela substituição do abrasivo utilizado por abrasivos com maiores possibilidades de reutilização.Execução de Estruturas Metálicas Anexo 4 . a areia era o abrasivo utilizado na decapagem. fazendo com que nem todas as operações de decapagem química possam ser substituídas por processos mecânicos. do que o consumo de granalha mais barata. mas principalmente pela possibilidade de reutilização. apesar de existirem algumas decapagens químicas. É necessário ter em conta no entanto que o tratamento mecânico pode criar descontinuidades na superfície das peças. De seguida. uma decapagem a seco apresenta vantagens em relação a uma decapagem em meio aquoso. constituindo volumes por vezes elevados e com características bastante agressivas. Na decapagem por via húmida. tubagens e tanques. podendo as poeiras produzidas ser aspiradas através de um sistema adequado e facilmente recuperadas para serem eliminadas com reutilização da granalha. Por vezes é economicamente mais viável. Substituição da areia utilizada na decapagem por outros abrasivos de menor impacto ambiental Tradicionalmente. tem como objectivo principal diminuir o volume de resíduos. os resíduos líquidos encontram-se mais dispersos e diluídos. diminuindo-se assim o volume de resíduo gerado e os custos inerentes à sua deposição. uma vez que os resíduos retirados das superfícies metálicas se encontram na fase sólida. consumir um tipo de granalha inicialmente mais cara.a granalha. apresenta-se alguns tipos de granalha possíveis de serem utilizados no sector. 131 . mas devido aos problemas ambientais e de saúde dos trabalhadores. nomeadamente na preparação e tratamento de componentes. As maiorias das decapagens são físicas. Substituição de uma decapagem em meio aquoso por uma decapagem a seco com granalha Regra geral. sendo uma das maiores geradoras de resíduos. uma vez que se trata de operações em que se utilizam ácidos ou bases fortes. mas que só pode ser utilizada uma vez.

132 .Execução de Estruturas Metálicas Granalha de escória de cobre A escória de cobre é um subproduto da indústria do cobre. a qual possibilita uma boa aderência da tinta. Granalha de plástico A decapagem com granalha de plástico é outro processo mecânico de retirar a tinta quando é necessária uma repintura. Esta granalha mineral. retirar a maioria dos finos. podendo ser utilizada diversas vezes. tem a desvantagem de poder não ser tão eficiente na remoção da corrosão. Granalha de aço A granalha de aço é um abrasivo muito eficiente na preparação estrutural de chapa metálica. Deste modo. calamina e restos de tinta. muito menor do que na decapagem com granalha de aço. antes de se tornar pequena demais para remover eficientemente a tinta. sem perder as suas características. partículas de ferrugem. Em termos do tratamento da estrutura do casco para uma nova pintura. diminui-se o volume de resíduos e consequentemente o custo de deposição. A recuperação da granalha pode ser efectuada por simples crivagem ou utilizando tecnologias mais avançadas como a ciclonagem. conferindo-lhe uma certa rugosidade. A utilização da granalha de aço tem como desvantagem. o facto do investimento inicial (custo da granalha e do sistema de recuperação) ser superior ao da areia e da escória de cobre. como o alumínio. sendo a sua escolha dependente do tipo de material a tratar. sendo a decapagem efectuada a uma pressão (≤40 psi). Além disso a utilização da granalha de aço. tem sido o tipo de granalha utilizado em substituição da areia. No entanto ao fim de algum tempo esse investimento é recuperado. Este processo utiliza partículas angulares de plástico. Existem abrasivos de plástico de vários tamanhos e várias durezas. Nas empresas nacionais o uso de granalha é restrito à decapagem em cabine. zinco e fibra de vidro. podendo ser plástico termoendurecível ou termoplástico. em alternativa à decapagem com areia. Consegue-se deste modo. deixando depois disso de ser eficiente devido à pequena dimensão das partículas. tem a vantagem relativamente aos outros agentes decapantes de ser facilmente regenerada. tem a possibilidade de ser reutilizada no máximo duas vezes. A sua utilização é particularmente eficiente para retirar tinta envelhecida de superfícies frágeis. No entanto. Outra das vantagens é a possibilidade de reutilizar cerca de 10-12 vezes. é um excelente agente decapante da tinta envelhecida. Actualmente devido ao ser baixo custo e eficiência em retirar a tinta velha.

A alternativa é comprar granalha ensacada e calibrada (mais cara). atingindo 55 000 psi nas operações a alta pressão. o investimento a longo prazo compensa. bicarbonato de sódio). 133 . A pressão utilizada pode variar entre 3 000 e 15 000 psi. Apresentar melhor rendimento nas operações de decapagem. Utilização de granalha seca e calibrada A granalha antes de ser utilizada na decapagem necessita de ser seca num forno. sendo tratada através de um sistema de filtros para remoção de resíduos de tinta. a água passa por um tanque de coalescência para remoção de óleos e gorduras e por um sistema de desionização (para retirar iões lixiviados). por formação de finos. e por passagem num separador magnético. sendo o preço da granalha seca e calibrada de 11 contos/t. poupandose por eliminação da operação de secagem em termos energéticos (cerca de 230$00 por tonelada de granalha). a água residual é recolhida. Apesar da granalha seca e calibrada ser mais cara. Após a decapagem. enquanto o sistema a alta pressão utiliza um jacto de água pura. no caso do jacto de água a média pressão. Evitar os custos energéticos e de mão-de-obra associados à operação de secagem. gastando-se energia e perdendo-se granalha por formação de finos durante a secagem. que origina a perda de cerca de 20% de granalha.Execução de Estruturas Metálicas A recuperação da granalha efectua-se por ciclonagem. Esta medida já foi implementada em Portugal com vantagens. para retirar os finos. A adopção desta medida tem como vantagens: Evitar a operação de secagem. Após este tratamento a água pode ser reutilizada. Minimizar o consumo de granalha. A decapagem com jacto de água a média pressão necessita para aumentar a sua eficiência da adição de um abrasivo (por exemplo. Substituição de uma decapagem com granalha por uma decapagem com jacto de água Sistemas de decapagem com jacto de água a média e alta pressão podem ser utilizados para remover tinta envelhecida. de pessoal e de consumo de granalha nova. Posteriormente. O custo da granalha é de 4 contos a tonelada. e guarda-lha ao abrigo das condições atmosféricas (chuva e vento).

Necessidade de operadores especializados. Redução nos custos de matérias-primas. sendo necessário uma tinta que iniba a progressão da corrosão. A velocidade de decapagem está condicionada pelo tipo de tinta e espessura da pintura. já se encontra implementada numa empresa nacional. sendo possível a sua incorporação em coberturas de aterros urbanos e no material de pavimentação de estradas. A decapagem com jacto de água. Utilização de resíduos de granalha noutras indústrias A granalha é considerada um inerte. após se efectuarem testes de lixiviação. apesar do seu elevado custo inicial. Remoção parcial da corrosão. As desvantagens da implementação desta tecnologia são: Elevado capital inicial. 134 .Execução de Estruturas Metálicas A aplicação desta tecnologia. Necessita de pintura em superfícies húmidas e por vezes corroídas. tem como vantagens: Redução de resíduos na ordem dos 90%. Outra das possibilidades de reaproveitamento dos resíduos de granalha é a sua incorporação na carga do forno das cimenteiras para aproveitamento do ferro. A lavagem do casco torna-se dispensável.

Tecnologia de materiais Tabela 35 – Propriedades mecânicas e físicas de diversos metais para engenharia [19] Tabela 36 – Propriedades mecânicas e físicas de diversos não-metais [19] 135 .Execução de Estruturas Metálicas Anexo 5 .

Execução de Estruturas Metálicas Tabela 37 – Outras propriedades mecânicas e físicas de diversos não-metais [19] 136 .

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