MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO II Execução de Estruturas Metálicas

Faculdade de Ciências e Tecnologia

João Guerra Martins 2008

Execução de Estruturas Metálicas

Resumo
No presente documento é apresentada uma metodologia de escolha do material, execução, transporte e montagem de estruturas metálicas, tendo por base o Eurocódigo 3 (EC3) [2], as normas prEN 1090 [3] e a EN 10025 [4]. Nesse sentido, o seu conteúdo inclui: • Um Caderno de Encargos para a execução de estruturas metálicas, seguindo de perto a prEN 1090 [3] e incluindo a especificação de todos os procedimentos de controlo de qualidade relevantes; • Um plano de fabrico identificando todas as operações de fabrico a que a estrutura metálica estará sujeita (incluindo pintura) e o tipo de processo escolhido para cada operação; • Uma sequência de execução das diversas fases de fabrico, identificando os desperdícios resultantes do fabrico a partir de perfis ou chapas disponíveis comercialmente, procurando a sua minimização; • • O procedimento de montagem da estrutura; Mapa de Medições e Orçamento estimativo exaustivo dos custos da execução, transporte e montagem da estrutura, quantificando custos de utilização de equipamento, custos de mão-deobra e matéria-prima. Para exemplo de referência utiliza-se um pórtico produzido em perfil laminado a quente, com reforço na ligação viga-pilar, incluindo-se esta aplicação prática em anexo.

I

Execução de Estruturas Metálicas

Índice Geral

Resumo .....................................................................................................................................................I Índice Geral .............................................................................................................................................II Índice Figuras ........................................................................................................................................ VI Índice Tabelas........................................................................................................................................ IX Introdução................................................................................................................................................ 1 Capitulo 1 – Concepção de Estruturas Metálicas .................................................................................... 3 1.1 – A importância e as informações gerais do Projecto de Estruturas .............................................. 3 1.2 - Projecto das Estruturas Metálicas................................................................................................ 4 1.3 – Caderno de Encargos para Estruturas Metálicas......................................................................... 4 1.3.1 – Generalidades do Caderno de Encargos para Estruturas Metálicas ..................................... 4 1.3.2 – A norma prEN 1090 e o Caderno de Encargos para Estruturas Metálicas........................... 6 Capitulo 2 – Caderno de Encargos Tipo (estruturas metálicas)............................................................... 9 2.1 – Disposições gerais....................................................................................................................... 9 2.2 - Qualidade e Natureza dos Materiais .......................................................................................... 15 2.2.1 - Aço em perfis e chapas ....................................................................................................... 15 2.2.2 - Ligações mecânicas............................................................................................................. 21 2.2.3 – Ligações soldadas............................................................................................................... 28 2.2.4 – Acessórios de ligação ......................................................................................................... 31 2.2.5 - Argamassas de assentamento de chapas metálicas ............................................................. 32 2.3 – Classificação estrutural e ambiental.......................................................................................... 32 2.3.1 - Classificação do ambiente................................................................................................... 32 2.3.2 - Classificação da estrutura.................................................................................................... 32 II

..........................................................................................................4 – Protecções e tratamentos...........................................................................................................................................................................10 – Tratamento de Superfície/Protecção Anticorrosiva ........................................... 40 3.......8 – A razão de ser e o comportamento das ligações puramente soldadas.. 39 Capitulo 3 – Execução..12....................................................................................10.......5 .......................................... 41 3....... testes e correcção ................................. 74 3......................... 82 Capitulo 4 – Transporte .................. 82 3.1 – Decapagem .............................................................................................................. puramente mecânicas ou mistas ......................................................... 81 3.................................................................................................................................... inspecção.. 70 3............................................................ 64 3............................12 – Fiscalização................................................Materiais e Produtos Pré-fabricados ................ 40 3...6 – Soldadura ..................1 ................................9 – Desempeno das peças ..................... 68 3...................................................1 – Condições gerais ...7 – Ligações Mecânicas ....................5 – Maquinagem/Enformagem........ 34 2..............................2 ... 51 3........................... 58 3.................................................................10.................................................................2 – Produtos Fabricados .......................................................................................4 – Furacão...................... 34 2.... 35 2............2 – Metalização e Pintura .......................2 ...................................................1 – Aspectos genéricos do fabrico ............4........................................... 53 3..........Execução de Estruturas Metálicas 2............................................................ 86 4................................................................................................... 81 3... 41 3...............11 – Pré-montagem e etiquetagem.............................................................................................................................1 ............................................... 86 III ...............................................Critérios de Medição ..............................Protecção ao Fogo................. 48 3.12..............Tratamento de superfície para protecção contra a corrosão e pintura dos elementos metálicos...................................................................................................................................................................................................................................................................................................................3 – Corte.................................................4.......................................................Traçagem da Estrutura Metálica.................................................................... 67 3....................................

...... 90 5...........................................Execução de Estruturas Metálicas 4.......................................................................4 ........................................................................................................Regulação das chaves de aperto................................2 . 106 IV ..Quantificação de custos do transporte de componentes .......4...............1 ....1..................Eurocódigo 3 – Estruturas metálicas................... 91 5..........................4 – Processo e metodologia de montagem .................................................................... 97 5.........5 – Apoios e ancoragens .Zincagem por imersão a quente ..................................................... 91 5.......................................................5 ................Ligações ............................4................................................ 98 Bibliografia................Eurocódigo 8 – Projecto de estruturas em Zonas Sísmicas........... 94 5.................................................................................................................................4 .. 97 Conclusão ................2 ..1..................1 .......................................................... 96 5.......................................................2.......Alongamento de furos para parafusos.............................3 ..............................................................................3 ............... 96 5............................ 100 Anexo 1 – Resumo dos Eurocódigos afectos a estruturas metálicas ............................................6 ......2 .............. 106 A.............4......................................................................................Eurocódigo 1 – Acções em Estruturas ............. 94 5.......................................................6 – Chumbadouros e outros elementos embebidos em betão .......................... 87 5.7 – Inspecção..................................................1..............................................................................................................................3 – Critérios de montagem em obra ...................................................................1 ..................... 94 5............ 87 5....................................................................................................4........................................ 102 A.......1 – Aspectos genéricos .........................Colocação dos parafusos em obra............... 92 5...............................................................................4...............4............. 89 5.......................................................................................... 104 A...................8 – Quantificação de custos de montagem...............1........... 95 5............. 102 A..................... 86 Capitulo 5 – Montagem .........................................Eurocódigo 9 – Projecto de estruturas de alumínio..................................2 – Condições do local....... testes e correcções........ 105 Anexo 2 – Comparação entre a Metalização e a Pintura .....................................Aperto definitivo dos parafusos ..Condições gerais de montagem da estrutura.... 102 A....................................................................

. 109 A............................................................. 128 Anexo 4 .....3.....2............................................................... 108 A................10 ........3............................................................4 ........................Tecnologias e medidas de prevenção aplicadas à operação de decapagem [11].......Tecnologia de materiais .................3........ 135 V ....Aços zincados por imersão a quente versus aços pintados com tintas líquidas ...3......... 109 A......Montagem da Estrutura...3................................2......... 115 A............................................................................8 ........Durabilidade do revestimento de tinta dos aços pintados .................... 111 A...........2...................................... 124 A.............................Aços zincados por imersão a quente pintados com tintas líquidas (Sistema Duplex)...2......................... 125 A................................9 .5 – Inspecção e Manutenção (exploração) ...............6 ..............2 .......................................2.Vida útil da pintura.............................................................................................1 – Geral ..................... 106 A............. 131 Anexo 5 ............................................Aspectos Económicos da Pintura ..................3 .................... 110 A...................................................2...3 – Transporte da Estrutura ....Esquemas de Pintura de Aços Pintados com Tintas Líquidas................Comparação entre as diferentes atmosferas .....5 ..... 115 A..Execução de Estruturas Metálicas A................ 107 A..2........................2... 110 A............................ 112 A....................................................... 111 Anexo 3 – Caso de estudo ................................Durabilidade do revestimento zincado................................4 ......................................................2.................2 .......Fabrico/Produção da estrutura................Pintura .................................................7 ...................................................

............................. 45 Figura 10 .............................................................................. 18 Figura 2 – Estruturas metálicas com emprego de várias geometrias de perfis e tipos de aço [6]..................................................... 52 Figura 14 – Esquema representativo das operações de fresagem............................. 50 Figura 12 – Linha automática de furação e cabeças da linha de automática de furação [13]............. 45 Figura 9 – Linha combinada corte plasma + furação....Esquema representativo das operações de estampagem.................................................................................. 59 Figura 18 ............................................................................. 32 Figura 6 ........................................................................................................................................................................................ D ≤ 1mm → préesforçadas) [3]......................... 53 Figura 15 – Esquema representativo da operação de soldadura com indicação das principais entradas e saídas de materiais [11]......................... 62 Figura 19 – Parafusos com anilhas especiais [6] ...... 58 Figura 17 – Diferença máxima entre espessuras de chapas (D ≤ 2mm → correntes.. 50 Figura 11 – Linha automática de furação e cabeças da linha de automática de furação .................... 24 Figura 3 – Estruturas metálicas com emprego de várias geometrias de perfis e tipos de aço [6].......... calandragem e quinagem com indicação das principais entradas e saídas de materiais [11] ...........................Estrutura metálica com apoios aparafusados [8].....Execução de Estruturas Metálicas Índice Figuras Figura 1 – Estruturas metálicas com emprego de várias geometrias de perfis e tipos de aço [18]................................................. 54 Figura 16 – Soldadura MIG MAG .............. 30 Figura 5 – Argamassa de regularização e selagem sob placa de base de pilar [4] ..........................................Esquema representativo da operação de corte e indicação das principais entradas e saídas de materiais [11] ............................................. 44 Figura 8 – Corte por Oxi-corte ............................................. ..............................................Valores máximos admissíveis na distorção em furos por punção [6]................................................................ 42 Figura 7 – Serrote ............................................................................................... 63 VI .......................................................... e torneamento com indicação das principais entradas e saídas de materiais [11].............................................................................. 24 Figura 4 ........ 51 Figura 13 .. 63 Figura 20 – Parafusos com cabeças especiais [6].....................................................................................Materiais de soldadura e equipamentos de soldadura [12] .............................................

.......................................................................................................................... 63 Figura 22 – Tipos de ligações mais usuais em estruturas metálicas [9] ................................................................................................................................ 65 Figura 23 – Ligações viga-pilar sem soldadura ou de soldadura reduzida.............. 113 Figura 38 – Pilar-exemplo de pórtico industrial a duas águas.................................................. em geral [9].........Esquema representativo duma operação de desengorduramento químico com indicação das principais entradas e saídas de materiais [11]........................ em geral [9]66 Figura 24 – Ligações viga-pilar só com soldadura ou de soldadura importante na ligação.............Detalhes construtivos para evitar a corrosão [11............. com situação de distribuição completa tradicional de esforços no apoio (corte + flexão) [9]........................ 76 Figura 33A ... mais rígidas. 71 Figura 28 ............................... 85 Figura 35 ................................... 71 Figura 29 ......................................Detalhes construtivos para evitar a corrosão [6] ........................................ 79 Figura 33C ................... 69 Figura 27 ................................................................. 73 Figura 31 – Influência do tempo de imersão no peso da camada de zinco [14] ......................................................................Detalhes construtivos para evitar a corrosão [6] .........Execução de Estruturas Metálicas Figura 21 – Parafusos especiais [6] .................................... 80 Figura 34 .....................Esquema representativo duma operação de decapagem mecânica com indicação das principais entradas e saídas de materiais ............................ 66 Figura 25 – Ligação mista (soldadura de chapa de topo na viga com aparafusagem ao pilar........................................................................................ 121 VII .....................Esquema representativo duma operação de decapagem química com indicação das principais entradas e saídas de materiais [11]....Esquema representativo da operação de lixagem com identificação das principais entradas e saídas de materiais [11]............................. 67 Figura 26 – Formas de Corrosão em desenho esquemático [14]........................ 76 Figura 32 – Camadas resultantes da metalização por zinco ou galvanização [14]........... 111 Figura 37 – Viga-exemplo de cobertura do pórtico industrial a duas águas...................Chave dinamómetrica [13]........................................................................................................ 72 Figura 30 ........................................................Detalhes construtivos para evitar a corrosão [6] ............ 114 Figura 40 – Caso de Estudo – Proposta de corte de chapas 300mm×600mm e 300mm×1095mm (assinalas com uma cruz “X” as partes em desperdício) ............................. 78 Figura 33B ............................................................................ 95 Figura 36 – Recomendação sobre a utilização de galvanização e pintura [15] ..................................... mais flexíveis................ adaptado] ...

..................... 128 VIII .....Elevação e fixação provisória dos pilares nos chumbadouros127 Figura 43 – Caso de Estudo – Fase 4 .......Execução de Estruturas Metálicas Figura 41 – Caso de Estudo – Fase 2 .................... 126 Figura 42 – Caso de Estudo – Fase 3 .........................Elevação e fixação provisória das vigas nos pilares ...........Montagem das componentes que são erguidas em blocos (vigas de cobertura com união prévia no solo)...............

34 Tabela 17 – Recomendações para a selecção de classes de execução [3] ........ 19 Tabela 6 – Valores de referência genéricos para aços estruturais [10]..........................................................................................................................................................................................Execução de Estruturas Metálicas Índice Tabelas Tabela 1 – Normas prescritas para produtos estandardizados para aços estruturais [3].......................... 33 Tabela 16 – Critérios recomendados para produção e categorias de serviços [3] .... folhas e estribos de aço [3] .............................................................................................. 43 Tabela 20 – Dureza superficial máxima permitida para os diversos tipos de aço............................................................................ 17 Tabela 2 – Normas prescritas para aços de enformados a frio..................... 34 Tabela 18 – Classificação de preparação de superfície a tratar [3] ....... 19 Tabela 7 – Valores nominais da fy e da fu........................... 17 Tabela 3 – Normas prescritas para aços inoxidáveis [3] .............. 20 Tabela 8 – Tabela de equivalências para a nova norma EN 10025 [4] ....................................... 17 Tabela 4 – Valores nominais da tensão de cedência fy e da tensão de rotura fu.................................................... 29 Tabela 14 – Normalização de aparelhos de apoio [6]..................... 21 Tabela 9 – Aços patinados segundo a nova norma EN 10025-5 [4]........... 32 Tabela 15 – Definição das classes de consequências [3]...... 21 Tabela 10 – Valores nominais da tensão de cedência e da tensão de rotura à tracção [2]................................................................................ 43 Quadro 21 – Comparação das características associadas às tecnologias de corte de chapa [11] ............................... 47 IX .................. 38 Tabela 19 – Condições sem requisitos especiais no corte de guilhotina na classe de execução 3 [3].......................... 27 Tabela 12 – Valores nominais mínimos da força de pré-esforço em kN [4] ................................................................... 18 Tabela 5 – Composição química a que têm de obedecer os aços correntes de acordo com a EN 10025-2 [4]........................... para aços correntes de acordo com a EN 10025-2 [4]........................ função da sua resistência mecânica [4]...................... para aços de acordo com a normalização europeia [4]........................................................................................................................ 27 Tabela 13 – Produtos estandardizados para consumíveis de soldadura [4] ...................................... 23 Tabela 11 – Valores nominais da tensão de cedência e da tensão de rotura à tracção [3].............

128 Tabela 35 – Propriedades mecânicas e físicas de diversos metais para engenharia [19] ...... 61 Tabela 24 – Diâmetros tradicionais de parafusos e rebites para estruturas metálicas [6]............................................................... 123 Tabela 32 .......... 124 Tabela 33 .............................................Valores nominais de furos para parafusos (mm) [6] .................................. 110 Tabela 27 – Exemplos comparativos em ambientes diferenciados [13]................ 64 Tabela 25 – Quadro de inspecções complementares [2] ............................................................. 135 Tabela 36 – Propriedades mecânicas e físicas de diversos não-metais [19]...... 84 Tabela 25 – Esquemas tipo de pintura industrial [13] .............Caso de Estudo – estimativa orçamental do pórtico (montagem incluída) .............Execução de Estruturas Metálicas Tabela 22 ........................................Caso de Estudo – custo dos perfis laminados para as vigas de cobertura ................................................................................................................................................ 135 Tabela 37 – Outras propriedades mecânicas e físicas de diversos não-metais [19] ..............Caso de Estudo – Meios humanos para montagem do pórtico... 127 Tabela 34 .............. 110 Tabela 28 – Caso de Estudo ...... 50 Tabela 23 – Classificação das classes de atrito para superfícies de ligações pré-esforçadas [3].....................................Caso de Estudo – custo das chapas de ligação das vigas de cobertura.............. 136 X ......................................... 119 Tabela 29 – Caso de Estudo – aproveitamento de chapa (30mm) para vigas de cobertura......................Custo unitário do material (€/kg)........ 109 Tabela 26 – Exemplos comparativos entre esquemas de pintura em aço [13] ...................... 124 Tabela 34 ... 122 Tabela 31 .....Caso de Estudo – Meios mecânicos para montagem do pórtico .

finalmente. furação. ainda que de forma sucinta. ainda em vigor. montagem prévia. o tema designado por Execução de Estruturas Metálicas. poderíamos dizer que o mesmo consistiria em: (i) respeitar o Projecto. Numa breve referência histórica. maioritariamente. as Normas Europeias aplicáveis. confirmando a sua correcta concepção. e seu Caderno de Encargos. no que versa a formulações de cálculo e verificação). soldagem. conduzindo o percurso de uma componente de uma estrutura metálica desde a recepção do Projecto. Podemos afirmar que. em boa verdade. Se pretendêssemos definir o problema em análise. designadamente a EN 10025 [4] e a EN 4040. em termos do estado da arte da Execução de Estruturas Metálicas. até à montagem da estrutura. em termos legislativos (cite-se o REAE. (iv) garantir a segurança. (iv) obter a necessária celeridade para controlar a execução dentro do prazo. higiene e saúde na realização dos trabalhos. A metodologia a usar neste trabalho será fundamentada na permanente observância normativa. Pelo exposto facilmente se depreende que as fontes utilizadas se baseiam nas publicações europeias disponíveis sobre esta matéria. Este facto tende a tornar mais simples e globais os sistemas industriais de produção e montagem de estruturas metálicas. da Construção Metálica e Mista. colmatadas muitas das grandes omissões do passado. bem como. embora obsoleto e pouco usado pelos projectistas actuais. 1 . preparação. e sobretudo. passando pelo planeamento. (iii) optimizar o custo. associadas às recomendações de uma experiência valorizável e não regulamentarmente contraditória. complementando as partes omissas com recomendações entendidas por tecnicamente correctas. divulgando a informação necessária ao cumprimento das boas regras construtivas. (ii) fabricar com qualidade. O objectivo deste trabalho será o resumo das prescrições normativas mais significativas. dizer-se-ia que estão. Em suplemento foram contactadas empresas e técnicos do ramo da metalomecânica. (v) assegurar a durabilidade expectável para a vida prevista da construção. A principal motivação que esteve na base deste estudo assenta na crucial importância que o fabrico tem no âmbito. bem como facilitando a internacionalização das empresas do sector. os grandes referenciais são os Eurocódigos 3 e 4. dado ser esta fase do processo construtivo que materializa fisicamente a estrutura. tratamento e transporte.Execução de Estruturas Metálicas Introdução O presente trabalho tem por objectivo apresentar e desenvolver. corte. encomenda. encontrando-se neste momento. aplicando a um caso prático. impondo critérios e tolerâncias. mais alargado. bem como bibliografia avulsa identificada na bibliografia. disponíveis meios normativos bastantes para um suficiente rigor e estandardização de procedimentos.

inspecção. corte e soldadura. uma lógica semelhante ao próprio decurso inerente à execução de Estruturas Metálicas. ensaios e correcções. ou seja: um plano de fabrico (aplicado à peça exemplo). • No capítulo 2 apresenta-se o material aço estrutural. até ao traçado. nomeadamente a Memória. correcções e quantificação dos seus custos. tratamento de superfície. • O capítulo 3 insere-se o que toca à fase de fabrico. características e quantificações de custos associados. as Condições Técnicas Gerais e Especiais) até ao Caderno de Encargos. • Finaliza-se. com a disposição seguinte: • No capítulo 1 aborda-se. ligação mecânica. referindo-se o importante factor de custos associados. especificações. tanto no que trata a perfis. cujo âmbito parte da elaboração do Projecto (com o seu com diverso e rico conteúdo. como a chapas. com a sequência de execução das suas diversas fases. inspecção. sucintamente. deslocação e descarga. desde o planeamento de trabalhos e elencar de produtos a adquirir. 2 . testes.Execução de Estruturas Metálicas A organização do texto segue. parafusos e material de adição para soldadura. • O capítulo 5 apresenta o processo de montagem da estrutura metálica. que integra o conjunto das Peças Desenhadas e Escritas. a concepção de estruturas metálicas. que deve conter a especificação de todos os procedimentos de controlo de qualidade indispensáveis. concisamente. optimizando no sentido de reduzir aos desperdícios de material. efectuando um balanço e conclusões do trabalho realizado. • O capítulo 4 debruça-se sobre o transporte e os cuidados a ter no seu carregamento. enumerando as suas normas.

referindo as condicionantes ponderadas tendo por base o estudo geotécnico. elementos e ligações.Execução de Estruturas Metálicas Capitulo 1 – Concepção de Estruturas Metálicas 1. independentemente do material construtivo. Processo de montagem. com justificação da solução adoptada. paisagística. dimensionamento e/ou verificação (se uma forma geral. passando pelos parafusos e chapas até aos consumíveis de soldadura. nomeadamente e entre outros: • Informação geral sobre as características do local da obra e sua envolvente (social. ligações aparafusadas. • • • A geometria e composição das secções. sistemas de protecção contra a corrosão. características e qualidade dos materiais (desde o aço estrutural. etc). para Estruturas Metálicas. Peças Desenhadas e todos os detalhes construtivos suficientes para a completa execução da obra. dado que este encerra todas as informações necessárias à sua execução. Procedimentos de transporte. • • Geologia do solo e suas condicionantes. Higiene e Saúde (ainda que genérico e provisório). deve-se seguir-se os Eurocódigos de acordo com o Anexo 2 deste trabalho). • A natureza. etc). Topologia da estrutura. infra-estruturas. entre outros).1 – A importância e as informações gerais do Projecto de Estruturas O Projecto é a peça fundamental de que se parte para o fabrico de uma estrutura. urbana. acessibilidades. ou à desmatação e limpeza do local de obra. 3 . Fundações. bem como os critérios e métodos análise e segurança. • Condições técnicas gerais e especiais (desde o que se refere à abertura de caboucos. A regulamentação e normas de orientação. • • Esclarecimentos pontuais pertinentes. até ao relativo às operações de soldadura. • • • Plano de Segurança.

Condições Técnicas Especiais). dado que a esbelteza das peças propiciar fenómenos de 2. alçados. ao contrário do que sucede no caso de estruturas de betão armado ou pré-esforçado.3 – Caderno de Encargos para Estruturas Metálicas 1.Execução de Estruturas Metálicas • Limitações de uso e recomendações de manutenção periódica. face ao valor da solicitação. garantido a sua qualidade. 1.3. a observância da garantia de execução (nomeadamente em termos das ligações.2 . Dissemos complemento porque. independentemente da dimensão e âmbito da obra. Basicamente. bem como uma simbologia e notas explicativas entendíveis e satisfatórias). 1. Por outro lado. Condições Técnicas Gerais. • Peças Desenhadas (que deve incluir desde a localização e rigorosa implantação da obra. cortes e pormenores com todo o detalhe necessário a uma completa e perfeita execução. Na verdade. bem como da sua composição em termos de armaduras. pois. devendo incluir a natureza e qualidade dos materiais. contemplando: • Peças Escritas (Memória descritiva e justificativa. como obras-de-arte). em geral. oposta ao que sucede com as secções de betão armado ou pré-esforçado. a documentação necessária e exigida a incluir no projecto de estruturas metálicas já está estabelecida há longos anos [10]. regras e controlo de execução. em boa verdade. sendo raros os casos em que este impõe a sua dimensão (normalmente só para estruturas especiais. Tal situação é. prevenindo a entrada dos parafusos nos orifícios e o espaço de manobra das ferramentas) tem aqui particular acuidade. às fundações e estruturas. existem geometrias de mercado que obrigam o projectista na sua escolha. a peça documental essencial 4 . com plantas. Claro está que a sua observância assenta numa experiente e competente Fiscalização. bem como os processos de construção – algumas vezes as Condições Técnicas surgem incluídas no caderno de Encargos. as secções são verificadas na suficiência estandardizada das suas dimensões.Projecto das Estruturas Metálicas O projecto estruturas metálicas não é uma excepção face ao exposto no ponto anterior. sendo decisivamente importante para a boa execução da obra.1 – Generalidades do Caderno de Encargos para Estruturas Metálicas O Caderno de Encargos é um indissociável complemento do Projecto.ª ordem que devem ser acautelados. sendo aqui mais premente a salvaguardava dos padrões de segurança exigíveis. Acresce ainda que. em que o projectista de facto as dimensiona: decide sobre a forma e medidas da secção.

instalações. condições de elaboração de: programa descritivo de trabalhos. Regime jurídico Disposições gerais da empreitada (licenciamento municipal/oficial. Regras e forma de pagar trabalhos a mais. apresentação uma organização documental tipo de referência na elaboração de um Caderno de Encargos: • Caderno de Encargos. patentes. montagem/desmontagem e manutenção do estaleiro. obras auxiliares e preparatórias. etc.). Planeamento e direcção de obra (condições de aceitação de proposta e amostras de materiais alternativos. recepção e liquidação da obra. Contrato. omissões e imprecisões. licenças. etc). propriamente dito. Normas de medição e seus autos. Prémios e multas. regulamentação aplicável. cronograma/plano de trabalhos. Condições gerais de execução da empreitada. etc). adiantamentos e revisão de preços. Contudo. incluindo toda a documentação a exigir ao Empreiteiro. subempreitadas. antes. clausulas do contrato. esclarecimentos. Materiais e elementos de construção (aqueles que não estão incluídos no Projecto). consignação. plano de mão-de-obra. condições de pagamento. marcas de fabrico ou de comércio e desenhos registados. durante e após a execução da obra: Objecto. mas não basta o mesmo assegurar Assim. remoções e limpezas.Execução de Estruturas Metálicas para a execução da obra é o Projecto. mas nunca sem o primeiro. Valor da adjudicação. livro de obra. Cauções e garantias. Fiscalização e controlo. Prazos de execução. sendo possível levar a efeito construções sem Caderno de Encargos. horários. de uma forma concisa mas entendida por suficiente. Disposições particulares da empreitada (pessoal. 5 . plano de equipamentos. equipamento.

• • Medições (que podem integrar o Projecto) e. 1. pois identifica as responsabilidades assumidas por cada uma das partes no negócio. • Esquema de manutenção. (ii) manipulação de não conformidades. etc [6]. tendo em vista a redução de custos e a conservação da qualidade e operacionalidade da estrutura durante o ciclo de vida expectável. para que não exista qualquer tipo de dúvidas sobre as características dos materiais de construção e a forma de execução dos trabalhos.Execução de Estruturas Metálicas Etc.2 – A norma prEN 1090 e o Caderno de Encargos para Estruturas Metálicas A norma prEN 1090 [3] é. eliminação ou mitigação dos problemas que possam surgir. Assim. Documentos de controlo de qualidade da produção (“follow up”). para haver uma melhor organização na execução da estrutura. Documentos de preparação de execução (“check lists”). redução de tensões residuais. e para além da já referida. Por exemplo. e dado que se trata de uma estrutura metálica. (ii) gestão de alterações. • Programa de Concurso (eventual). os planos e desenhos a elaborar devem também ser os seguintes intervenientes (incluem-se os autores responsáveis): 6 . talvez.3. citam-se alguns dos documentados que deverão ser sempre listados em cumprimentos dessa prEN 1090 [3]: (i) plano de inspecção da produção. Em caso de ser exigível um Plano de Qualidade este incluirá (ISO 9000) [6]: • • • Documento de gestão da qualidade. constituindo-se o seu conteúdo num verdadeiro manual de especificações para este fim. De qualquer modo. Estimativa Orçamental. no caso do Plano de Qualidade não ser exigido. é sempre de referir que a documentação é uma parte inalienável de um contrato de obra. seus níveis de exigência e sua verificação (inclui plano dos ensaios necessários para que a qualidade do material e dos trabalhos seja assegurada). eventualmente. Esquema de controlo de qualidade e procedimento de inspecção. considerandoos na fase de projecto. e de forma mais específica visando a execução de estruturas metálicas. • Esquema de montagem. a principal referência na Execução de Estruturas Metálicas.

Ensaios (destrutivos e não destrutivos). etc). 9.2 e 9.2. Soldadura. esta deverá seguir os pontos 4.2. que se mostrem necessários – Empreiteiro. Especiais e Medições – Projectista. Higiene e Saúde com procedimentos para a elaboração dos trabalhos – Empreiteiro. Aparelhos de Apoio.2 da prEN 1090-2 [3]) – Empreiteiro. e no que trata à elaboração da documentação a fornecer pelo Empreiteiro. Cabos. Montagem. complementares. Ligadores mecânicos (parafusos. Diversos. 7. Planos e Desenhos de Fabrico (execução) das estruturas metálicas – Empreiteiro Planos e Desenhos de Montagem das estruturas metálicas e outros. Consumíveis de soldadura. • Plano e Pormenorização de Soldadura (segundo ponto 7. • • Plano de Qualidade para Fabrico e Montagem das estruturas metálicas – Empreiteiro. De forma mais exaustiva. em que as dimensões são em “mm”) – Projectista. Chapas de aço. • • • Condições Técnicas Gerais. Plano de Segurança. Protecção contra a corrosão. • • • • • • Fabrico.Execução de Estruturas Metálicas • Peças Escritas e Desenhadas do Projecto (com detalhe vasto e rigoroso próprio estruturas metálicas. sendo que esta prEN 1090 [3] lista os documentos normativos de referência divididos por categorias [6]: • Materiais: Aços. 7 .3 da prEN 1090-2 [3].

anexo B). visando estabelecer os efeitos do colapso ou avarias estruturais (ver Tabela 14 deste documento). mormente no que a perfis diz respeito. à apresentação de um Caderno de Encargos Tipo adaptado à Execução de Estruturas Metálicas. dimensionadas de acordo com a EN1994 (estruturas mistas). assume-se classe 1 (mais permissiva).Execução de Estruturas Metálicas Dentro dos requisitos para produtos de construção metálica. mas actualmente as classes de tolerância são classe 1 e 2. podem-se encontrar especificações para a quase totalidade dos tipos de aço existente. De sublinhar que esta norma não é apenas aplicável a estruturas metálicas. a definir em futuras versões. que são definidas no EC0 (EN1990 . exclusivamente. mas também a estruturas mistas aço-betão. sendo que se não for especificada uma classe. encontrando-se a lista de requisitos para as classes no anexo A3 da EN1090. • Classes de consequência. distintos níveis de exigência [6]: • Classes de execução. Em aço enformado a frio e elementos laminares até S960 (aço estrutural) e S700MC (aço inox). dimensionadas de acordo com a EN1993 (estruturas metálicas). Perfis estruturais ocos (circulares. Produtos de aço inoxidável. quadrados ou rectangulares). • Classes de tolerância. O próximo capítulo dedica-se. relacionadas com as categorias de produção e exploração (as orientações para a escolha das classes de execução são dadas no anexo B da EN1090. ver tabela 15 e 16 deste documento). tais como [6]: • • • • Em aço laminado até a classes S960. A norma prEN 1090 [3] define. 8 . ainda.

ilustrativamente. em qualquer caso. de forma inequívoca. as obras que não de estrutura metálica. Neste contexto entendeu-se. • A Fiscalização pode ainda. mas que na prática concorrem para a sua realização. • Deverá ser entregue à Fiscalização. no sentido de este não se tornar demasiado extenso. mandar proceder a ensaios de recepção que decorrerão a expensas do Empreiteiro. 2. deverão ser. antes de qualquer outra interpretação. ou mesmo revestimentos e outros acabamentos. ou da sua montagem. não dispensa a necessária aprovação prévia da Fiscalização antes do seu fabrico. para o outro será o seu respectivo pagamento. assim como a sua posterior vistoria. e que poderá estar presente em qualquer Caderno de Encargos de uma obra de construção civil.Execução de Estruturas Metálicas Capitulo 2 – Caderno de Encargos Tipo (estruturas metálicas) Um Caderno de Encargos é. bem como se deverão encontrar-se em estado de completamente novo e não apresentar qualquer imperfeição. mas cobertos por estas Condições Técnicas Especiais e a pela Memória Descritiva do Projecto. a indicação do fornecedor e da origem de todos os elementos acima citados. não serão incluídas neste texto. como movimentos de terras e fundações. por escrito. fabricados ou integrados com produtos de marca homologada por entidade idónea e oficialmente certificada para o efeito. sendo obrigatório. 9 . No continuar deste trabalho. o seguinte: • Todos os elementos constituintes da estrutura. bem como aqueles com finalidades fundamentalmente construtivas. um documento em que as regras a que vão obedecer as relações e compromissos entre o Dono-de-Obra e o Empreiteiro ficam estabelecidos. fabrico e/ou colocação). introduzir um subcapítulo de “Disposições Gerais” para melhor se compreender o espírito vertido no parágrafo anterior. a que a Execução de Estruturas Metálicas não foge. • O constante nos dois parágrafos anteriores.1 – Disposições gerais Sem prejuízo do fixado nos artigos seguintes. sempre que julgue necessário. tem a finalidade desta introdução o estipular. bem como os respectivos documentos de homologação. Para um é a forma como vai ser efectuada a prestação de serviços (de fornecimento de materiais.

se for caso disso. de tudo o que à presente empreitada respeite. mas sempre sujeitas á aprovação da Fiscalização. 10 . correm por conta do Empreiteiro (conforme rubrica no Mapa de Medições). trabalhos e a qualidade e modo de execução a estes relativa. por escrito. devendo ser estas entendidas como permanentemente implícitas e vigentes. do que o Empreiteiro se obriga a cumprir integralmente e de que se fará pagar de acordo com valores de concurso ou posteriormente negociados (caso não constem da lista de preços inicial). • No caso de soluções deixadas como proposta a efectuar pelo Empreiteiro. se de modo diferente não for contratado. • Toda a execução estará de acordo com a regulamentação e normalização em vigor (nacional e/ou europeia). às normas. bem como o abastecimento de água e energia e outros recursos exteriores tidos como necessários à realização dos trabalhos. o Plano de Trabalhos a efectuar com a necessária ordem de montagem e sua calendarização. • No caso do estabelecido nestas cláusulas conduzir a situações de trabalhos não previstos (trabalhos a mais) deve a Fiscalização ser de imediato informada no sentido de sancionar ou não a sua execução. execução e limpeza da própria obra e do seu local. • Na ausência de definições no que respeita a materiais ou técnicas construtivas por parte destas Condições Técnicas Especiais ou da Memória projecto. • Todas as despesas decorrentes da preparação. não podendo por tal motivo este invocar trabalhos a mais. pelo que não se fará uma referência explícita e repetitiva das mesmas. como a montagem. com o Caderno de Encargos em geral e suas Medições e. ou seja. bem como todas as demais recomendações técnicas aplicáveis. o seu custo já estará incluído no fornecimento e montagem destas peças. Nesta conformidade. para ser submetido a aprovação. desmontagem do estaleiro. Dever-se-á ter ainda em atenção o seguinte: • Fazem parte integrante das Condições Técnicas Gerais e Especiais todos os fornecimentos. deverá já vir contida no preço de concurso. deverá ser entendido que todo o texto seguinte está sujeito às condições acima designadas. de forma a se poder efectuar a melhor coordenação de toda a produção das diversas especialidades. às especificações e demais documentos de homologação de laboratórios oficiais portugueses ou entidades equiparadas. deverá a execução dos trabalhos obedecer às disposições legais em vigor. com eventuais alterações que venham a ser introduzidas durante a obra (após aprovação por escrito da Fiscalização). de acordo as Peças Escritas e Desenhadas do Projecto.Execução de Estruturas Metálicas • Será ainda entregue à Fiscalização. sua manutenção e trabalhos a estes afins.

11 . • A mão-de-obra a empregar será a qualificada para a realização das diversas tarefas e tipos de trabalhos.Execução de Estruturas Metálicas • Da empreitada fazem parte todos os trabalhos descritos no Projecto e nas respectivas Medições. bem como mobiliário. nomeadamente e entre outras. normas. que no que trata ao contrato válido de trabalho. para assegurar o cumprimento do Mapa de Trabalhos aprovado e os prazos execução. bem como todos aqueles que embora não expressamente descritos. • O Empreiteiro deverá ter sempre conhecimento da versão mais actualizada do documento cuja natureza for a referida nas peças do Projecto e Caderno de Encargos. • Todo o pessoal estará devidamente legalizado no que concerne à sua condição apta para trabalhar. dando do facto conhecimento à Fiscalização. variantes ao sistema construtivo previsto. desde que aprovados pela Fiscalização. se for o caso. em cada momento. mesmo que não estejam expressamente referidos. ou seja. mesmo que nestes outra mais antiga conste. equipamento ou quaisquer artefactos dentro desta existentes. mas só serão tidas em consideração para avaliação aquelas que dêem inteira satisfação às solicitações e outros condicionamentos seguidos no Projecto. Da decisão tomada sobre as propostas cambiantes expostas pelo Empreiteiro não tem cabimento qualquer recurso. quer outros quaisquer elementos da construção que devam permanecer. • Os materiais a empregar e a forma de execução da obra será realizada tendo em conta o estabelecido pelos documentos que adiante serão enunciados neste texto. • Todos os trabalhos serão executados de modo a não afectar os eventuais elementos da estrutura a manter. decretos. são imprescindíveis para cumprir as boas regras e técnicas de construção civil e como complemento dos previstos nas folhas de medições. a empreitada engloba todos os trabalhos que de acordo com a intenção do Projecto levam ao completo acabamento da obra. quer às necessárias condições de saúde. • Serão efectuadas todas as demolições e levantamentos necessários ao cumprimento do Projecto. não podendo alegar o uso desta última por desconhecimento da que se encontre no actual em vigor. Laboratório Nacional de Engenharia Civil e Instituto Português da Qualidade. separadamente. bem como quaisquer outros regulamentos. • Poderá o Empreiteiro apresentar. sendo sempre a suficiente. desde que aprovados pela Fiscalização. Órgãos de Soberania (nacionais e europeus). leis. especificações e outros documentos emanados por entidades oficiais ou oficialmente reconhecidas e cujas disposições sejam vinculativas para obras de construção civil.

porquanto não serão atendidas quaisquer reclamações baseadas no desconhecimento ou falta de previsão dos mesmos. • O Empreiteiro deverá inteirar-se no local da obra e junto do Dono-de-Obra do volume e natureza dos trabalhos a executar. pavimentos. sendo estes igualmente transportados pelo Empreiteiro para depósito a indicar por esta. a ausência de mão-de-obra ou as condições climatéricas inerentes à época do ano em que a obra decorre. assim como cargas e descargas de materiais. 12 . árvores de qualquer porte.Execução de Estruturas Metálicas • Todos os produtos das demolições serão transportados pelo Empreiteiro para vazadouro da sua responsabilidade.. • São inerentes à proposta do Empreiteiro todos os trabalhos preparatórios e de acabamento que se relevem necessários a cada tarefa. sendo da sua conta as reparações e reposições necessárias se as mesmas não estiverem incluídas na empreitada. excepto os materiais que a Fiscalização entenda aproveitáveis. apeamentos. • O Empreiteiro deve organizar o Livro da Obra contendo uma informatização sistematizada e de fácil consulta dos acontecimentos mais significativos relacionados com a execução dos trabalhos. bem como a executar todos os trabalhos finais de limpeza e reposição do existente à data da consignação. instalações ou redes de qualquer natureza. etc. • O Empreiteiro é responsável pelo estado de limpeza das zonas afectadas pela execução dos trabalhos. sobretudo quando este for por Valor Global. • As omissões ou desencontros de dimensões e outros elementos de projecto com as reais verificadas em obra serão objecto de reclamações por erros e omissões de projecto no prazo legalmente aprovado. • O Empreiteiro tomará as disposições necessárias para que a execução dos trabalhos não prejudique as actividades da rotina do local onde os mesmos se desenvolvem. • A falta de materiais no mercado. se nenhuma alteração estiver prevista no Projecto. de modo a mantê-los com aspecto que não contraste com as zonas circundantes. pelo que a programação dos trabalhos deverá prever a provável existência e consequências de tais contrariedades. não poderão servir de motivo de prorrogação do prazo. • O Empreiteiro tomará as precauções indispensáveis para não causar prejuízo em edifícios adjacentes à obra. etc.

poderá aplicar materiais diferentes dos previstos. indicará quais as provas a que deverão ser submetidos os materiais. fixadas ou não pelo Caderno de Encargos. • A Fiscalização reserva-se o direito. permitam estabelecer valores comparativos da perfeita execução da obra. não satisfazerem as condições exigidas. • Estas provas serão feitas de acordo com os preceitos regulamentares em vigor ou com as prescrições que. se a solidez. • O Empreiteiro apresentará amostras de todos os materiais que se propõe empregar na obra devidamente identificados e rotulados com indicação de fornecimento e fabricante. desempenho. deverão ser removidos pelo Empreiteiro para fora do local da obra no prazo de 48 horas. • Os capítulos incluídos nas Condições Técnicas (Gerais e Especiais) que não sejam aplicáveis às obras respeitantes ao presente projecto devem ser ignorados. quando autorizado pela Fiscalização. • Os materiais nos quais se verificar. propriedades. tipos e marcas. • O Empreiteiro. • Os materiais rejeitados por não satisfazerem as condições exigidas. 13 . sendo contudo aqui incluídos já que se tornam válidos para eventuais trabalhos a mais a contratar com o Empreiteiro e que concorram no seu âmbito. aspecto. serão rejeitados. da qualidade e de acabamento pretendido para o trabalho em causa. • A Fiscalização. por simples exame ou em face do resultado dos ensaios ou análises. características. estabilidade. ou mesmo as zonas ou as secções da obra já erguidas e construídas. • O facto de a Fiscalização permitir o emprego de qualquer material não isenta o empreiteiro da responsabilidade sobre a maneira como ele se comportar. de proceder a outros ensaios de controlo de qualidade. caso assim o entenda. quer depois de aplicados. para garantia da boa execução dos trabalhos e sempre que julgue conveniente. quer antes. previstas no Caderno de Encargos têm como objectivo dar indicação da natureza. duração e conservação da obra não forem prejudicados e se não houver alteração para mais no preço. sempre que considere insuficientes ou inadequados os prescritos neste Caderno de Encargos. Ainda em termos de Disposições Comuns atender-se-á ao seguinte: • As referências e modelos comerciais.Execução de Estruturas Metálicas • O Empreiteiro obriga-se a apresentar mensalmente a situação dos trabalhos realizados em relação aos previstos no Mapa de Trabalhos.

sendo da responsabilidade do Empreiteiro as reparações ou substituições que se tenham de efectuar em qualquer zona por não se ter respeitado este artigo. Higiene e Saúde visado pela Fiscalização. utilizando nomeadamente capacetes. se achar pertinentes alterações ao Pano de Segurança. • • Em nenhuma situação é permitido o desrespeito das normas de segurança. comunicações. fluidos no estado gasoso e outras congéneres habituais e próprias dos diversos tipos de edificações) necessárias para o normal decorrer da obra atender-se-á ao seguinte: • O Empreiteiro terá que no início de cada fase da obra em que tenha de recorrer aos trabalhos a que respeita esta alínea. Em termos de Segurança atender-se-á ao seguinte: • O Empreiteiro será responsável pela segurança devendo propor as medidas que julgar convenientes para a execução dos trabalhos se faça respeitando a legislação em vigor. • Deverá ser dada especial atenção à prevenção de acidentes.Execução de Estruturas Metálicas • Os perfis e as chapas devem ter as formas prescritas e apresentar-se desempenadas. para aprovação da Fiscalização. Em termos de Levantamento e Reposição de infra-estruturas (como de redes eléctricas. de águas e esgotos. • • Todas as protecções. sugerindo. sendo da sua responsabilidade a integral e funcional 14 . efectuar um completo inventário do existente que entregará na forma de Peças Escritas e Desenhadas à Fiscalização. O Empreiteiro efectuará logo de início os tapumes e guardas da área destinada ao trabalho considerando sempre a possibilidade de acesso a viaturas de bombeiros e urgência ao local da obra. luvas e calçado de protecção para todo o pessoal ao serviço do Empreiteiro. Em termos de Estaleiros. Em termos de Protecção contra Agentes Atmosféricos atender-se-á ao seguinte: • A obra e os materiais deverão em qualquer fase estar protegidos dos agentes atmosféricos. O Empreiteiro protegerá eficazmente a vegetação e árvores existentes no local da obra. informações e anúncios deverão apresentar-se sempre com bom aspecto. dentro das tolerâncias admitidas. Circulação e Vedações atender-se-á ao seguinte: • O Empreiteiro apresentará uma planta do estaleiro da obra com a localização das instalações e equipamentos. aquecimento.

pois. • É ainda da competência do Empreiteiro a completa substituição de todos os elementos destes sistemas que em virtude destas operações sofrerem qualquer deterioração. (Supersedes EN 10025: 1993).1 . nomeadamente a sua especificidade e quantidade. 2.2 . caso em que serão estas últimas a prevalecer. devem-nos os concorrentes apreciar localmente no sentido de apresentar o preço respectivo. • Fica claro.2. 15 . • O preço de concurso para os supracitados trabalhos incluirá todas as substituições de material que não tenha condições de ser levantado e posteriormente reposto. não havendo lugar a reclamações se tal cuidado não houver por parte do Empreiteiro na prévia visita e verificação local. As características dos perfis e chapas de aço usadas em elementos estruturais devem estar de acordo com a norma EN 10025-2004 [4]. não podendo em caso de adjudicação ignorarem a sua necessidade e sobre eles reclamarem erros. ocasionalmente.Execução de Estruturas Metálicas recolocação de todos os elementos constantes.General technical delivery conditions.Technical delivery conditions for non-alloy structural steels. que sobre estes trabalhos. As características dos diferentes tipos de aços devem basear-se na informação relativa às suas propriedades mecânicas (determinadas a partir de ensaios de tracção. ensaios de choque e. PART 2 .Qualidade e Natureza dos Materiais 2. Como ressalva geral deste ponto (Disposições Gerais) refira-se que as soluções fixadas ou apontadas nestas Condições Técnicas Gerais e Especiais são vinculativas desde que nas restantes peças que compõe o Projecto completo outras mais rigorosas não forem explicitadas. omissões ou trabalhos a mais. são valores nominais a adoptar para efeitos de cálculo. bem como os testes de aptidão necessários à sua reentrada em serviço. no que diz respeito às suas características gerais. designadamente nas suas partes (e na designação original): • • PART 1 . ensaios de dobragem) e à sua composição química.Aço em perfis e chapas As propriedades dos aços.

Execução de Estruturas Metálicas

PART 3 - Technical delivery conditions for normalised/normalised rolled weldable fine grain structural steels. Supersedes EN 10113: parts 1 & 2: 1993);

PART 4 - Technical delivery conditions for thermo mechanically rolled weldable fine grain structural steels. (Supersedes EN 10113: parts 1 & 3: 1993);

PART 5 - Technical delivery conditions for structural steels with improved atmospheric corrosion resistance – also known as weathering steels. (Supersedes EN 10155: 1993);

PART 6 - Technical delivery conditions for flat products of high yield strength structural steels in the quenched and tempered condition. (Supersedes EN 10137: parts 1 & 2:1996).

A classificação dos aços correntes, apresentados nas tabelas 1 e 2 é designada pelas letras JR, JO, J2 e K2, que representam o nível de qualidade do aço no que diz respeito à soldabilidade e aos valores especificados do ensaio de choque. A qualidade aumenta para cada designação de JR a K2. Para uma descrição mais detalhada da qualidade dos aços deve-se consultar a norma EN10025-2 [4]. Os aços utilizados em perfis e chapas têm de respeitar a norma EN 10025 [4], nas suas 6 partes, sobretudo no que trata à sua qualidade do aço e às condições de fornecimento. Esta norma revoga e substitui, praticamente, toda a normalização anterior, que se encontrava mais dispersa. É, também, recomendável ter em consideração a norma EN 10164 “Steel products with improved deformation properties perpendicular”, usando chapas de aço com propriedades de deformação melhorada, no caso de chapas de topo sujeitas a esforços significativos (maior ductilidade). Nas tabelas 1 a 3 incluem-se as normas prescritas pela própria norma prEN 1090-2 [3] para os aços a adoptar em diversos de peças estruturais (ver figura 1), nomeadamente: Normas prescritas para produtos estandardizados para aços estruturais – Tabela 1; Normas prescritas para aços de enformados a frio, folhas e estribos de aço – Tabela 2; Normas prescritas para aços inoxidáveis – Tabela 3. De notar que são omissas normas para as dimensões estandardizadas dos perfis mais usados em construção metálica (“I” e “H”), denotando alguma liberdade industrial ainda existente nesta matéria. Outro factor que se considera bastante negativo é a grande dispersão normativa, conduzindo a incertezas quanto à existência de normas sobre algumas temáticas, bem como tornando difícil e oneroso a consulta ao público e profissionais em geral. Os aços correntes para elementos estruturais variam consoante as suas propriedades mecânicas e composição química, como podemos verificar nas tabelas 4 e 5.

16

Execução de Estruturas Metálicas

Tabela 1 – Normas prescritas para produtos estandardizados para aços estruturais [3]

Tabela 2 – Normas prescritas para aços de enformados a frio, folhas e estribos de aço [3]

Tabela 3 – Normas prescritas para aços inoxidáveis [3]

17

Execução de Estruturas Metálicas

Figura 1 – Estruturas metálicas com emprego de várias geometrias de perfis e tipos de aço [18]

Ilustram-se, na tabela 6, os valores de referência genéricos das grandezas físicas para aços estruturais, sendo os mesmos aproximadamente idênticos para todos os tipos de aço estrutural. Na verdade, a propriedade mais diferenciadora dos diversos aços estruturais é a resistência mecânica, seguindo-se a ductilidade e a tenacidade, muito associadas ao teor de carbono. Em geral quanto mais carbono tem o aço menos próprio para estruturas, dado ser mais frágil. Tabela 4 – Valores nominais da tensão de cedência fy e da tensão de rotura fu, para aços correntes de acordo com a EN 10025-2 [4]
Tensão de cedência fy e tensão de rotura fu em N/mm2 Espessura nominal em mm t<=40 fy JR S235 JO J2 JR S275 JO J2 JR S355 JO J2 K2 355 510 335 470 22 21 20 275 430 255 410 22 21 20 235 360 215 360 26 25 24 fu 40<t<=80 fy fu Alongamento mínimo em % (2) (L0 = 5.65/S0) Espessura nominal em mm 3<t≤40 40<t≤63 63<t≤100 Energia absorvida mínima no ensaio de choque (J) (3) Espessura nominal em mm Temperatura ºC 20 0 -20 20 0 -20 20 0 -20 -20 10<t≤15 27 27 27 27 27 27 27 27 27 40

Designação

Qualidade

S450

440

550

410

550

(1) Os valores apresentados neste quadro são valores de referência. Para detalhes consultar a norma EN10025. (2) Os valores apresentados neste quadro são aplicáveis a provetes longitudinais para o ensaio de tracção. Para chapas, chapas largas e produtos longos de largura maior ou igual a 600 mm utilizam-se provetes transversais e o alongamento mínimo deve ser inferior a 2%. (3) Para espessuras inferiores a 10 mm a energia mínima absorvida no ensaio de choque deve deduzir-se da figura 1 da norma EN10025.

18

17 0.35 0. Para espessuras nominais t em mm t≤16 JR S235 JO J2 JR S275 JO J2 JR S355 JO J2 K2 0.55 0.035 0. Para maiores detalhes consultar a norma EN10025.045 0.045 0.55 0. na tabela 8 faz-se a transferência da normalização anterior para a nova.50 1. embora com valores mais concisos.000 N/mm2.009 0.22 0.035 0.18 0.24 0.47 0. Os aços patinados.24 0.50 1.17 0.22 1.040 0.40 1.17 0.40 0. Si% Máx.17 0.38 0. têm a faculdade de propiciarem a formação progressiva uma película superficial protectora de óxido exterior aderente e muito pouco porosa (designada por “patina”) que reduz significativamente a velocidade de oxidação habitual nos aços.21 0. também designados de auto-protectivos. N% Máx.40 1.17 0. em condições específicas de exposição. υ = 0. Face a alteração normativa.045 0.040 0.40 0.035 0.035 0. São habitualmente conhecidos pelos nomes das marcas comerciais de fabrico: Corten (foram os primeiros aços patinados. Ainda na tabela 9 mostra-se as características do aço patinado.50 1.38 0.045 0. como: P.040 0. Tabela 6 – Valores de referência genéricos para aços estruturais [10] Módulo de Elasticidade Módulo de distorção Coeficiente de Poisson Coeficiente de dilatação térmica linear Massa Volúmica E = 210.38 0.47 0.20 0.42 0.60 1.21 0.18 0.45 0.45 0. Na tabela 7 faz-se uma apresentação mais largada de tipos de aços.22 0.17 0.24 0.18 0.42 0.040 0.60 0.47 Designação Qualidade Mn% Máx. 19 .35 0.20 0.Execução de Estruturas Metálicas Tabela 5 – Composição química a que têm de obedecer os aços correntes de acordo com a EN 10025-2 [4] C em % máx. P% Máx.035 0.55 0.009 0.035 0.040 0.009 0.20 0.045 0.035 0.040 0. caracterizam-se por uma resistência melhorada à corrosão.47 0.009 0. CEV para espessuras nominais em mm t≤40 0.18 0.850 Kg/m3.35 0.60 1.009 Máx. Ni e Mo) que.045 0.22 0. Indaten (fabricados pela “Usinor”) e Diweten (criados pela “Dilling” especialmente para pontes) [20]. Nota: Os valores apresentados neste quadro são valores de referência. em termos de características.3 α = 12x10-6 (ºC)-1 ρ = 7.17 0.45 0.18 0. com origem nos Estados Unidos).40 1. São aços fracamente ligados (com outros metais.007 0.18 0. Cu.40 0. S% Máx.45 40<t≤150 0.60 1. que vendo sendo um uso crescente em chapas arquitectónicas. segundo a normalização europeia.035 0.20 0. Cr.55 0.20 0.20 16<t≤4 0 0.42 0.17 0. G = E/2(1+υ) N/mm2.20 t>40 0.

para aços de acordo com a normalização europeia [4] Espessura nominal do elemento t [mm] Designação fy [N/mm2] EN 10025-2 S 235 S 275 S 355 S 450 EN 10025-3 S 275 N/NL S 355 N/NL S 420 N/NL S 460 N/NL EN 10025-4 S 275 M/ML S 355 M/ML S 420 M/ML S 460 M/ML EN 10025-5 S 235 W S 355 W EN 10025-6 S 460 Q/QL/QL1 EN 10210-1 S 235 H S 275 H S 355 H S 275 NH/NLH S 355 NH/NLH S 420 NH/NHL S 460 NH/NLH EN 10219-1 S 235 H S 275 H S 355 H S 275 NH/NLH S 355 NH/NLH S 460 NH/NLH S 275 MH/MLH S 355 MH/MLH S 420 MH/MLH S 460 MH/MLH 235 275 355 275 355 460 275 355 420 460 360 430 510 370 470 550 360 470 500 530 235 275 355 275 355 420 460 360 430 510 390 490 540 560 215 255 335 255 335 390 430 340 410 490 370 470 520 550 460 570 440 550 235 355 360 510 215 335 340 490 275 355 420 460 370 470 520 540 255 335 390 430 360 450 500 530 275 355 420 460 390 490 520 540 255 335 390 430 370 470 520 540 235 275 355 440 360 430 510 550 215 255 335 410 360 410 470 550 t ≤40 mm fu [N/mm2] 40 mm < t ≤80 mm fy [N/mm2] fu [N/mm2] 20 .Execução de Estruturas Metálicas Tabela 7 – Valores nominais da fy e da fu.

035 Mn (%) P (%) S (%) Máx.60 Adição de Azoto? Cr (%) Cu (%) FN = Aço efervescente não é admissível.010 0.70 Máx. dado não ser admissível aguardar por ensaios de confirmação. mormente os seus ponto 5. Não é dispensável o certificado de qualidade.040 0.15 FF FN FF FF 0.20 a 0.010 Sim Sim Sim Sim 0.040 0.1993 S 235JR S 235JO S 235J2 S 275JR S 275JO S 275J2 S 355JR S 355JO S 355J2 S 355K2 S355N S355NL S355M S355ML Fe 430C Fe 430D Fe 510B Fe 510C Fe 510D Fe 510DD Tabela 9 – Aços patinados segundo a nova norma EN 10025-5 [4] Modo de Oxidação C (%) Designação S235JOW S235J2W S355JOWP S355J2WP S355JOW S355J2W S355K2W FN FF FN 0.040 0. 21 .1972 Fe E 275 KGN Fe E 275 KTN Fe E 275 KGTM Fe E 275 KTTM Fe E 355 KGN Fe E 355 KTN Fe E 355 KGTM Fe E 355 KTTM EN 10113 .Execução de Estruturas Metálicas Tabela 8 – Tabela de equivalências para a nova norma EN 10025 [4] EU 113 .05 a 0.1 desta norma.035 0. 0. 0.55 0. devendo ser especificada a qualidade do material.16 Si (%) Máx. Todas as tolerâncias e mais características a exigir na qualidade dos aços observarão a prEN 1090-2 [3].040 0.035 N (%) Máx. 1.16 Máx.2 e 5.45 a 1.035 0. 0.45 0. 0.15 a 0. FF = Aço completamente acalmado O fornecimento e inspecção decorrerão de acordo com a norma EN 10204. 5.25 a 1.3.85 0.1.60 0.20 a 0.80 Máx.1 Máx.19 0. suas propriedades mecânicas e composição química. 0.35 a 0.010 0. sendo de adoptar a certificação tipo 3. 0.20 a 0.1972 Fe 360B Fe 360C Fe 360D Fe 430B EN 10025 + A1 .1993 S 275N S 275NL S 275M S 275ML EU 25 .35 0. 0.85 0.040 Máx.60 0.60 0.35 a 0.

(ii) ligadores de aço inoxidável com diâmetros superiores aos especificados nas EN ISO 3506-1 e EN 3506-2. Estão em preparação diversas normas EN. portanto. designadamente a prEN 14399 (mencionada no ponto 5. 22 . a não ser em casos devidamente ponderados. Contudo existe alguma normalização europeia correspondente. Nas ligações mecânicas tem que se ter em atenção os parafusos. nomeadamente relativas a parafusos de cabeça embutida (prEN 14399-7). Como recomendações para parafusos e porcas hexagonais [6]: • Não pré-esforçados: As propriedades mecânicas devem ser especialmente especificadas para casos especiais. sendo de opção corrente a escolha da classe de parafusos 8.Ligações mecânicas Em geral. Para a aplicação de parafusos pré-esforços de alta resistência. anilhas e anilhas indicadoras de pré-esforço (prEN 14399-9). sendo. salvo em casos especiais. Nesses casos devem ser usados “kit’s” de isolamento cuja especificação e detalhamento são obrigatórios. os parafusos devem de respeitar a norma ISO 4017. as porcas tem de respeitar a norma ISO 4032 ou 4775 e as anilhas tem de respeitar a norma ISO 7415. as ligações mecânicas (como parafusos. ver tabela 10): Os parafusos pré-esforçados não devem ser em aço inox.4. embora a esta data ainda não tenha todas as suas partes concluídas).Execução de Estruturas Metálicas 2. Os ligadores de aço carbono não devem ser usados para ligar elementos de aço inoxidável.8 de alta resistência (aptos a pré-esforço. (iii) parafusos de ligas austeníticas-ferríticas de qualquer diâmetro. Este classe é a 1. possuidora de baixa relaxação e constituindo uma boa opção na relação preço/desempenho. devendo então ser tomados como “ligadores especiais”.ª da série de parafusos apta a ligações pré-esforçadas. porcas e anilhas) deverão seguir o preceituado no ponto 5.2 . • Parafusos estruturais de alta resistência (pré-esforço.2. ver tabela 10).6 da prEN 1090-2 [3]. as porcas e as anilhas. como é o caso de: (i) ligadores de aço carbono ou de ligas análogas com diâmetros superiores aos especificados nas EN ISO 898-1 e EN 20898-2. da prEN 1090-2 [4].6. Estas anilhas indicadoras de PE não devem ser de aços auto-protegidos ou em aço inox (problema de corrosão galvânica).

Execução de Estruturas Metálicas

A corrosão galvânica é um processo químico no qual se dá a destruição do metal menos nobre da série galvânica, por depósito na protecção do mais nobre, quando ligados directamente, na presença de um electrólito. Ora, a camada de óxido que se cria no aço é catódica, sendo o aço anódico, não sendo essa camada contínua, e por isso não se constituindo como uma barreira protectora, nas descontinuidades formam-se células de corrosão. Uma corrente eléctrica forma-se do pólo negativo (ânodo) para o positivo (cátodo), dissolvendo ou corroendo o pólo negativo. Série galvânica → do metal mais activo (anódicos), para o menos activo (catódicos): Alumínio e Zinco – usados para proteger o aço; Ferro; Aço; Aço inoxidável – substitui eficazmente o aço relativamente à corrosão; Chumbo; Cobre; Prata; Ouro; Platina. O potencial de corrosão galvânica aumenta com o aumento da diferença de potencial entre os dois metais, pelo que é completamente desaconselhável o contacto, sobretudo em ambiente húmido, entre metais nesta situação. Dai que muito cuidado terá que ser posto na escolha de elementos de ligalões mecânicas (parafusos, rebites, anilhas, porcas, etc.). Tabela 10 – Valores nominais da tensão de cedência e da tensão de rotura à tracção [2]
Componente Requisitos genéricos (High strength structural bolting for preloading) Ligações pré-esforçadas (suitability of assemblies for preloaded application) Parafusos (Bolts) Porcas (Nuts) Anilhas (Washers) prEN 14399-1 prEN 14399-2 prEN 14399-3 (HR: deeper nuts) prEN 14399-3 (HR: deeper nuts) prEN 14399-5prEN 14399-6 prEN 14399-4 (HV: shallower nuts) prEN 14399-4 (HV: shallower nuts) Pré Normas Europeias

De referir que as anilhas indicadoras de pré-esforço são uma alternativa à chave dinamométrica, de modo a permitir uma mais expedito controlo do momento de aperto em ligações pré-esforçadas. De notar que devido às condições de acesso à ligação e às tolerância dimensionais nem sempre o aperto é total e uniforme, pelo que o esmagamento deve ser medido junto ao ponto médio (ver figura 2).

23

Execução de Estruturas Metálicas

Figura 2 – Estruturas metálicas com emprego de várias geometrias de perfis e tipos de aço [6]

Conforme as melhores condições de acesso estas anilhas podem ser colocadas do lado da porca ou do lado da cabeça do parafuso (figura 3).

Figura 3 – Estruturas metálicas com emprego de várias geometrias de perfis e tipos de aço [6]

Existem também ligadores especiais, como parafusos injectados com resinas especiais. Em geral a resina é injectada através de um orifício colocado na cabeça do parafuso, podendo este ser tradicional (com rosca, anilha e porca) ou de espiga totalmente lisa.
24

Execução de Estruturas Metálicas

As características genéricas são [6]: Resina de 2 componentes, com viscosidade à temperatura ambiente compatível com a injecção nos furos, apenas sob pressão (pode ter que ser usada uma argamassa moldável durante a injecção, para vedar); A resina deve manter-se moldável durante pelo menos 15 minutos; A cura deve estar concluída aquando da entrada em serviço da estrutura; Em casos de reparações pode ter que se aplicar calor para acelerar a cura (máx. 50 ºC); Estes elementos podem ter que ser obtidos através de ensaios, devendo ser usado o anexo G da EN 1990 – procedimento análogo ao da determinação do coeficiente de atrito em parafusos pré-esforçados; Detalhes sobre a utilização deste sistema podem obtidos na publicação do ECCS nº79 (European recommendations for bolted connections with injection bolts); O diâmetro dos furos estandardizado é d0= d + 3 mm, excepto em parafusos de diâmetro inferior a 27 mm, que pode ser de d + 2 mm, devendo ser usadas anilhas especiais, com d1= d+0,5 mm. • Outras Normas Europeias EN relacionadas com peças roscadas [12]: Parafusos: EN 24014:1991 Hexagon head bolts. Product grades A and B, com correspondência à ISO 4014:1988; EN 24015:1991 Hexagon head bolts. Product grade B. Reduced shank (Shank diameter = pitch diameter), com correspondência à ISO 4015:1979; EN 24016:1991 Hexagon head bolts. Product grade C, com correspondência à ISO 4016:1988; EN 24017:1991 Hexagon head screws. Product grades A and B, com correspondência à ISO 4017:1988; EN 24018:1991 Hexagon head screws. Product grade C, com correspondência à ISO 4018:1988; EN 28676:1991 Hexagon head screws with metric fine pitch thread. Product grades A and B, com correspondência à ISO 8676:1988.
25

normal and large series. Os valores nominais das tensões de cedência e da tensão de rotura à tracção. ISO 4034:1986 Hexagon nuts . com correspondência à ISO 10644:1998. ISO 4775:1984 Hexagon nuts for high-strength structural bolting with large width across flats . style 1 . sendo certo que durante o aperto alguma dessa protecção se perde. EN 28738:1992 Plain washers for clevis pins. 26 . estão regulamentados na tabela 11. Existe alguma recomendação no sentido de se galvanizar as porcas e anilhas. Para anilhas também são muito usadas as Normas ISO 7089. ISSO/DIS 4032 Hexagon nuts.Product grade C. Product grade A. Product grade A. Washer hardness classes 200 HV and 300 HV. ISO/DIS 4034 Hexagon nuts . • Outras Normas Europeias EN relacionadas com anilhas [12]: EN ISO 10644:1998 Screw and washer assemblies with plain washers.Execução de Estruturas Metálicas • Outras Normas ISO relacionadas com porcas [12]: ISO 4032:1986 Hexagon nuts. style 2 . style 2 . style 1 – Product grades A and B. ISO 4033:1979 Hexagon nuts. ISO/DIS 4775 Hexagon nuts for high-strength structural bolting with large width across flats . com correspondência à ISO 10673:1998.Product grade C. EN ISO 10673:1998 Plain washers for screw and washer assemblies.Product grades A and B. ISO/DIS 898-1 Mechanical properties of fasteners made of carbon steel and alloy steel – Part 1: Bolts. caso exista alguma exigência que não esteja prevista na tabela 11. ISO/DIS 4033 Hexagon nuts. nomeadamente: • • ISO 898-1:1988 Mechanical properties of fasteners . Small.Product grades A and B. com correspondência à ISO 8738:1986. screws and studs.Product grade B .Product grades A and B. tem que se referenciar a norma ISO 898. screws and studs.Property classes 8 and 10. 7091 a 7094 [12].Product grade B .Part 1: Bolts.Property classes 8 and 10 (Revision of ISO 4775:1984).

De sublinhar que o aperto deve ser progressivo. preferivelmente na porca e da parte mais rígida para a memos rígida da ligação. • ISO 898-5:1998 Mechanical properties of fasteners made of carbon steel and alloy steel – Part 5: Set screws and similar threaded fasteners not under tensile stresses. Na tabela 12 apresentam-se os valores nominais mínimos da força de pré-esforço a aplicar nos parafusos pré-esforçados.Part 2: Nuts with specified proof load values .8 320 400 5.Execução de Estruturas Metálicas • ISO 898-2:1992 Mechanical properties of fasteners . De referir.Part 6: Nuts with specified proof load values .Coarse thread. sendo rejeitadas aquelas que possam prejudicar a estabilidade e resistência da obra.9 900 1000 4.Part 7: Torsional test and minimum torques for bolts and screws with nominal diameters 1 mm to 10 mm. Tabela 12 – Valores nominais mínimos da força de pré-esforço em kN [4] As ligações serão feitas cuidadosamente. Tabela 11 – Valores nominais da tensão de cedência e da tensão de rotura à tracção [3] Ligações ordinárias (por corte e/ou tracção) 4. • ISO 898-7:1992 Mechanical properties of fasteners .6 300 500 5.8 480 600 8. ainda. • ISO 898-6:1994 Mechanical properties of fasteners .8 640 800 10. só podem ser utilizados caso seja comprovado a sua eficiência para determinada aplicação.Fine pitch thread.6 fyb (N/mm2) fub (N/mm ) 2 Classe de parafuso 240 400 Ligações Pré-esforçadas (por atrito) 6. Estes valores pretendem assegurar a transmissão da força que permita a mobilização do atrito entre as chapas a unir. além de garantir um estado de tensão que minimize a possibilidade de desaperto por vibrações eventuais a que a estrutura possa estar sujeita. que: 27 .8 400 500 Para valores fora dos limites estipulados na tabela 11.

(ii) Parte 3 → classe execução 2.3 – Ligações soldadas A norma prEN 1090 remete para a norma EN 729 “Quality requirements for welding”. a parte roscada deverá iniciar-se na zona correspondente à espessura da anilha. (iii) Parte 2 → classes execução 3 e 4. devendo incorporar os seguintes aspectos (de acordo com as normas EN 1011 e a prEN 1090): Detalhes de ligação. os requisitos básicos a preencher pela soldadura. Especificação do procedimento de soldadura e consumíveis. que é constituída por uma lista de normas de produtos para os consumíveis de soldadura (aqui reposta como tabela 13).5 da prEN 1090-2 [3]. 2.Execução de Estruturas Metálicas • A parte não roscada da espiga dos parafusos deve ter comprimento suficiente para abranger toda a espessura dos elementos a ligar. isto é. 3 ou 4. estando dividida em função da classe de execução da estrutura: (i) Parte 4 → classe execução 1. um Plano de Soldadura deve ser elaborado caso a classe de execução da estrutura seja a 2. estes têm que respeitar a prEN 13479. Procedimentos a adoptar para evitar imperfeições Especificações de tratamentos térmicos Critérios de aceitação e rejeição.2. 28 . • As superfícies de contacto de ligações resistentes ao escorregamento deverão respeitar os requisitos da tabela 14 do ponto 8.4 da prEN 1090-2. consideram-se superfícies de contacto resistentes ao escorregamento as ligações de topo entre troços do pórtico – classe C. devendo também ter-se em atenção a tabela 4 presente no ponto 5. Por seu lado. Em geral. nas estruturas metálicas correntes. Para efeitos dos requisitos de resistência da soldadura indica a EN ISO 14554 “Quality requirements for welding – resistance welding of metallic materials”. • Os parafusos devem ser apertados por meio de chaves dinamométricas e sujeitos aos momentos indicados no projecto.5 do prEN 1090-2 [3]. Tipos e dimensões das soldaduras. Sequência de soldadura. Já no que trata a consumíveis de soldadura. e segundo o ponto 5.

EN 24063:1992 Welding.Nomenclature of processes and reference numbers. Como referência também devem ser consideradas as seguintes normas: ISO 13920:1996 Welding — General tolerances for welded constructions —Dimensions for lengths and angles — Shape and position. ISO 4063:1998 Welding and allied processes . 29 . soldering and braze welding of metals. Soldaduras.Execução de Estruturas Metálicas Tabela 13 – Produtos estandardizados para consumíveis de soldadura [4] Os pontos 5. para efeitos de simbologia e nomenclatura. com correspondência à ISO 4063:1990. Nomenclature of processes and reference numbers for symbolic representation on drawings.Symbolic representation on drawings.1 e 5. Informações nos desenhos. brazed and soldered joints . brazed and soldered joints. ISO 2553:1992 Welded. mas admitindo-se ser de interesse. Não estando incluídas nas informações da norma prEN 13479. brazing. com correspondência à ISO 2553:1992. em termos de normas europeias. EN 22553:1994 Welded.Symbolic representation on drawings. Symbolic representation on drawings. ISO/AWI 2553 Welded. temos: EN 2574:1990 Série aeroespacial. brazed and soldered joints .2 da prEN 1090-2 [3] também devem ser observados.

• As características da corrente eléctrica e a natureza dos eléctrodos devem ser apropriados à qualidade dos materiais a ligar e ao tipo de soldadura a efectuar. A que as peças soldadas fiquem na posição pretendida. • A disposição das soldaduras e a sua ordem de execução devem ser estabelecidas de modo: A reduzir-se. ensaios de caracterização dos eléctrodos e quaisquer outros ensaios para o seu completo esclarecimento e de acordo com as normas em vigor. • Na ligação das extremidades das barras (ligações de topo) as soldaduras devem ser dispostas.Execução de Estruturas Metálicas De notar que existem normas especificas para procedimentos de soldadura (EN ISO 15609 “Specification and qualification of welding procedures for metallic materials”). ainda. podendo a Fiscalização exigir provas de habilitações técnicas dos soldadores. • Os trabalhos de soldadura exigem pessoal qualificado e aparelhagem conveniente. tanto quanto possível. que: • A qualidade e resistência do material de adição das soldaduras terá de ser sempre de nobreza e valor superior ao aço base soldado (na figura 4 podemos ver consumíveis e máquinas de soldar). os estados de tensão resultantes da própria operação de soldadura. Figura 4 . de uma forma equilibrada em relação ao eixo de cada barra e inibindo pontos de sobreposição (deteriorando soldas anteriores). tanto quanto possível. 30 .Materiais de soldadura e equipamentos de soldadura [12] De salientar. bem como para a qualificação de pessoal afecto à sua execução (EN 287-1 e a EN 1418).

• As superfícies a soldar. pela concentração de tensões a que dão origem. por um processo adequado.4 – Acessórios de ligação Cabos de alta resistência [6]: • Os fios dos cabos de alta resistência têm que obedecer ao disposto na EN 10264-3 ou EN 10264-4. • Sempre que um cordão seja obtido por várias passagens deve proceder-se à repicagem das escórias. antes de cada passagem. 2. nesta ordem de ideias. • As medidas a tomar e o critério a adoptar na verificação das ligações soldadas será fixado pela Fiscalização.2. • Em casos de comprovada necessidade. As soldaduras efectuadas não poderão ser arrefecidas rapidamente. • Os cordões executados não deverão apresentar irregularidades. carepa. ou pela própria acção do vento. bem como os próprios eléctrodos. cavidades ou quaisquer outros defeitos. • A soldadura depositada tem de ficar bem ligada aos materiais a soldar. especificando a classe de resistência e a camada de protecção. e à limpeza com uma escova de arame. será pedida uma protecção das soldaduras contra o arrefecimento brusco provocado pela chuva. pela neve. bem como o estabelecimento de variações bruscas de secção. tinta. a execução de soldaduras deverá respeitar o disposto no capítulo 7 da prEN 1090-2.Execução de Estruturas Metálicas • Também se deverá evitar a aplicação excessiva de soldadura num mesmo local. humidade ou qualquer película de gordura. exigindo-se uma descida gradual e lenta da temperatura. de acordo com a EN 10244-2. oxidação. • Os cordões devem obedecer ao disposto na EN 10138-3 Aparelhos de apoio [6]: 31 . poros. • • Deverão ainda evitar-se soldaduras em entalhes ou furos de dimensões importantes. • Em geral. sem que se tenha queimado o material dos bordos. nomeadamente em elementos soldados em toda a periferia. poderá exigir-se o recozimento de determinadas peças para eliminação das tensões residuais provenientes das operações de soldadura. fendas. e. devem estar isentos de escórias.

3. Deverá ser respeitado o ponto 5. segundo a norma prEN 1090-2 [3].5.2 . conforme figura 5 deste texto. é necessário classificar o grau de corrosibilidade do ambiente de acordo com a norma EN ISO 12944-2. A resistência será especificada nos elementos do Projecto.5.4.7 ou 8 (ver quadro 14).6. pois espelha um nível de propriedades e fiabilidade que se repercute 32 .Classificação da estrutura A classificação de uma estrutura. desta norma explicações complementares são dadas.5.Argamassas de assentamento de chapas metálicas As argamassas de assentamento de chapas metálicas. reportando o fabrico da argamassa para as normas EN 206-1 e ENV 13670-1.1 .5 . No ponto 9.Classificação do ambiente No sentido de caracterizar a agressividade do ambiente em que a estrutura metálica será inserida. com um mínimo de resistência característica à compressão de 25 MPa. serão de carácter hidráulico. a que corresponde uma corrosibilidade média.3 – Classificação estrutural e ambiental 2. Figura 5 – Argamassa de regularização e selagem sob placa de base de pilar [4] 2. ajudando a seleccionar a protecção mais adequada. 2.2. a colocar entre as fundações e as bases de pilar (figura 5). com base num cimento com propriedades não retrácteis. Tabela 14 – Normalização de aparelhos de apoio [6] 2.8 da prEN 1090-2. é um indicador fundamental das suas características de qualidade.3.Execução de Estruturas Metálicas • Devem obedecer ao disposto na prEN 1337-3. Para o exemplo em estudo seleccionou-se o nível C3.

Na verdade. Para todos os elementos da estrutura deverão ser adoptados e respeitados os requisitos definidos nesta prEN 1090-2 [3]. resultando da combinação das primeiras duas (tabela 15 e 16) a escolha da Classe de Execução (tabela 17) Deste modo. temos que a sua classificação surge em todas as alíneas importantes do processo. a estrutura classifica-se com classe de consequência CC3 (alta) e classe de produção e utilização PS2 a que corresponde a classe de execução EXC3. mas.Execução de Estruturas Metálicas em todos os pontos do seu fabrico. Como excepções teremos as situações de elementos específicos para os quais esta especificação técnica estabeleça uma exigência superior ou inferior. desde os aspectos ligados à escolha de materiais até à própria documentação exigível em todas as fases de fabrico. numa apreciação global desta norma. Tabela 15 – Definição das classes de consequências [3] 33 . 16 e 17). De nomear o Anexo B da norma prEN 1090-2 [3] que consiste num útil guia para a escolha da classe de execução da estrutura metálica. com base nestas tabelas e no seu significado intrínseco. de que se reproduz neste texto as tabelas mais significativas (tabela 15. essa indicação terá que ser específica na adopção de uma classe de execução menos exigente. Uma mais clara e elucidativa exposição dos diversos requisitos classificativos encontra-se nos anexos desta norma. e para efeitos do caso em estudo. neste último. no que toca à classe de execução EXC3.

4 – Protecções e tratamentos 2. Nesse sentido o Empreiteiro proporá à aprovação da Fiscalização a marca e tipo de revestimento de protecção que pretenda aplicar. com elementos metálicos formados por perfis laminados a quente.Protecção ao Fogo A protecção ao fogo. em elementos susceptíveis de exposição em caso de incêndio. construído em Portugal. 2. ensaios de caracterização.4. condições de armazenamento e condições de 34 . ligações em obra e do tipo aparafusado.Execução de Estruturas Metálicas Tabela 16 – Critérios recomendados para produção e categorias de serviços [3] Tabela 17 – Recomendações para a selecção de classes de execução [3] Como exemplo de aplicação. certificado de garantia.1 . Consultando a tabela 15 e 16 resulta ► Categoria de exploração PS1 e consequência CC2. deverá ser realizada com tintas intumescentes. acompanhando prospecto técnico (composição. admita-se um edifício residencial em estrutura mista aço–betão (com aço estrutural S275). pelo que implica → Classe execução 2 [6].

incluir os esquemas de aplicação recomendados pelo fabricante. adoptando uma temperatura crítica de cálculo de 500ºC. e para cada tipo de perfil metálico. Não são. de modo a permitir à Fiscalização uma decisão atempada e informada. de acordo com a parte 2 do Eurocódigo 3 (EN 1993-1-2). Em geral devem ser seguidas as seguintes recomendações gerais: • Os trabalhos de metalização e pintura devem respeitar o disposto nas normas europeias em vigor. recorrer ao parecer técnico e peritagem de entidades idóneas como LNETI ou ISQ (Instituto de Soldadura e Qualidade). dado que poderá existir só um ou ambos – no caso de estarem ambos presentes. o Empreiteiro poderá ainda propor uma protecção passiva alternativa que garanta uma estabilidade ao fogo de 30 minutos (EF30). • Para o efeito da aplicação da protecção no local. removendo-os logo que o trabalho esteja concluído. contudo.2 . deve o empreiteiro fornecer as ferramentas e equipamentos.4. ou quando entender. no caso de existir qualquer divergência. atendendo ao material ignífugo si e ao factor de massividade (razão entre a área exposta ao fogo e o volume do perfil). Fora situações de dispensabilidade justificada. se for o caso. protecção de superfícies por metalização e pintura dos elementos metálicos. designadamente a prEN 1090. portanto. ainda. admitidos quaisquer desvios à presente especificação sem a prévia aprovação da Fiscalização.Tratamento de superfície para protecção contra a corrosão e pintura dos elementos metálicos A presente especificação tem como finalidade definir e impor um conjunto de exigências que o Empreiteiro deverá respeitar para a limpeza. tal como gruas. 35 . À Fiscalização reserva-se o direito de. O Empreiteiro poderá propor as alternativas que ache mais adequadas ou que correspondam a desenvolvimentos mais recentes da técnica de protecção anti-corrosiva que. Deverá. terão de ser previamente aprovadas pela Fiscalização. Neste caso. Após conclusão do fabrico e antes da montagem será aplicado nas peças metálicas o esquema de protecção anti-corrosiva previsto (nomeadamente metalização e/ou pintura.Execução de Estruturas Metálicas aplicação) com certificado de origem e amostra. deverá apresentar uma nota de cálculo justificativa da dimensão da protecção proposta. 2. será sempre a metalização seguida de pintura). andaimes e todo o demais material para a montagem de plataformas de trabalho adequadas e seguras.

• Todo o trabalho deve ser executado por pessoal devidamente formado. uniforme. Decapagem: • Todo o material deve ser decapado a jacto húmido. de fosfato de diamónio e nitrato de sódio. tais como faces de rolos ou outras análogas. • Esta mistura também deverá ser empregue na água de lavagem das peças.6% em relação à água utilizada. sendo imediatamente aplicada uma demão à pistola com a espessura mínima de 10 microns de “wash primer” (no caso de pintura. • Empreiteiro deverá dispor de equipamento que permita comprovar as espessuras dos diversos tipos e camadas protectoras. • O grau de acabamento será em metal branco. não devem ser pintadas. a colocação de contraventamentos provisórios. uma mistura na proporção de 4:1. Inibidor: • Será adicionado à água de molhagem de areia. • A protecção da parte saliente dos chumbadouros deverá ser feita efectuada por galvanização (metalização a quente com base em zinco). como é definido pelas normas aplicáveis. na percentagem mínima de 1. em peso. deverá a secagem ser acelerada por aquecimento indirecto. ferrugem. em que a superfície se apresenta de cor cinzenta clara. ligeiramente áspera e inteiramente livre de todos os vestígios de cascão. • As superfícies de rolamento ou escorregamento de aparelhos de apoio. sendo a granulometria da areia seleccionada como limite máximo pelo peneiro de 30 por polegada. especializado e de reconhecida competência. niveladas e aprumadas antes da demão final (em caso de pintura). • Para resistir às solicitações devidas à elevação e montagem das peças o Empreiteiro deve prever.Execução de Estruturas Metálicas • Todas as estruturas metálicas serão montadas de forma a ficarem convenientemente alinhadas. devendo a execução do roscado ter em atenção este tipo de protecção. Secagem (em caso de não existir metalização): • Logo após a limpeza a jacto de areia e de lavagem da peça. etc. não existindo este passo no caso 36 . quando necessário. evitando-se ar pintura. mas protegidas por massa grafitada ou outro material adequado.

Em geral pode ser seguido o seguinte esquema: Preparação da superfície dos elementos ao grau P2. de acordo com a ISO 8501-3. Primário (em caso de não existir metalização): • Com as superfícies perfeitamente secas e limpas. é um primário de aderência e protecção anti-corrosiva). Metalização: • Em geral são sempre de evitar as metalizações a frio. pois estas concitem numa pintura com resina epoxy em que as cargas são grânulos metálicos. Destina-se a preparar e proteger as superfícies metálicas demasiado polidas. ou seja.Execução de Estruturas Metálicas de prévia metalização. 37 . • As duas demãos terão cores diferentes a definir pela Fiscalização. Camada intermédia de tinta intumescente com 260 µm de película seca. Camada de acabamento acrílico com 50 µm de película seca. As marcas e modelos de tinta a aplicar deverão ser indicadas na proposta. Pinturas: • • • Superfícies em contacto com betão não devem ser pintadas. • As tintas a utilizar (primário e acabamento) deverão ser fornecidas por um mesmo Fabricante sendo respeitadas escrupulosamente. serão aplicadas duas demãos de cromato de zinco com a espessura de 30 microns cada. sendo a sua durabilidade inferior à metalização a quente. Primário rico em zinco com 50 µm de película seca. • O esquema de protecção a aplicar nas estruturas metálicas deverá ter em atenção o grau de corrosibilidade e durabilidade média. na preparação e aplicação. sendo a primeira demão aplicada à trincha e a segunda á pistola. endurecido com uma solução de ácido fosfórico e formulado a partir de uma mistura de resina de butiral de polivinilo. as instruções deste. pigmentos e cargas. de modo a criar aderência aos produtos posteriormente aplicados. produto de 2 componentes. Verificando-se que a tinta aplicada é de má qualidade a pintura será rejeitada e o Empreiteiro fará a limpeza da estrutura e aplicará nova pintura à sua custa. pois é. em geral.

a Fiscalização poderá exigir a lavagem total ou parcial das superfícies. • Duas demãos de tinta de acabamento à base de borracha clorada com a espessura mínima de 2x60 mícrones. A categoria de corrosibilidade encontra-se classificada na norma EN ISSO 12944.Execução de Estruturas Metálicas • A espessura média da película de qualquer camada deverá ser igual ou superior ao especificado para um total de 20 medições realizadas numa mesma área. • O prazo entre demãos não será nunca inferior a 24h e convirá que não seja superior a uma semana. Excedido este prazo. contudo o anexo K da norma prEN 1090 dá algumas sindicações. o que sempre fará caso seja ultrapassado um mês. sendo visível que o tipo de preparação assenta na durabilidade espectável do tratamento. Alternativamente. 38 . para um conjunto de 5 medições. um valor inferior a 80% dessa espessura ou. Na tabela 18 inclui-se a classificação de preparação das superfícies a tratar [3]. para qualquer medição. não sendo de tolerar. um valor médio inferior a 90%. pode a Fiscalização preferir o seguinte esquema de protecção anti-corrosiva (em caso de não existir metalização a quente ou em peças secundárias ou de vida reduzida): • Decapagem mecânica ao grau SA 2 ½ (a tabela mais usada para comparação de qualidade de decapagem consta de uma norma sueca SIS – o grau de decapagem por abrasivo mais usual é o SA 2 ½ ou o SA 3. para decapagem mecânica é o grau ST 3). Tabela 18 – Classificação de preparação de superfície a tratar [3] Todos os trabalhos de reparação de pinturas em obra serão realizados de acordo com a EN 12944-7. • Uma demão de primário de epoxy rico em pó de zinco com uma espessura mínima de 50 mícrones.

• • • • Em elementos de outro formato deverá indicar-se o peso por unidade. 39 . • No caso das chapas. em geral. 2. as seguintes: • • A medição será realizada em quilogramas (Kg).5 . • A determinação das medidas para o cálculo das medições obedecerá às regras discriminadas nos seguintes pontos. além do elemento estrutural. As medidas para a determinação da medição de chapas de superfície irregular. a converter em Kg de acordo com o seu peso nominal. etc. a medida será a do maior comprimento do perfil. devendo o seu preço incluir todos os demais órgãos de ligação como parafusos. anilhas. além dos eléctrodos para as soldaduras a efectuar. • As medições não incluem os desperdícios. os comprimentos serão determinados em metros e convertidos em Kg. a área será determinada em m2. Nos perfis cortados obliquamente. mas o preço por quilo deverá espelhar os mesmos. Se necessário deve ser determinado o coeficiente de atrito da superfície (anexo G da prEN 1090-2). intrinsecamente – pelo que estes devem se objecto optimização (obtenção do menor desperdício) e quantificação (para efeitos do preço final por unidade de peso). chapas e outros elementos constituintes. porcas. Não serão feitas deduções para entalhes e furos. • No caso dos perfis e tubos.Critérios de Medição As regras de medição em estruturas metálicas são.. tubos. os tipos e dimensões dos perfis. ou da espessura nominal das chapas. serão obtidas a partir do menor rectângulo circunscrito a essas superfícies. de acordo com o seu peso nominal. • A medição indicará. O peso a considerar na medição será sempre o da secção nominal dos perfis.Execução de Estruturas Metálicas Nas superfícies para ligações com atrito (pré-esforçadas) deve apenas ser aplicado o primário de forma a garantir uma classe de atrito C.

• O manuseamento e armazenamento das peças deverá ser conforme as recomendações especificadas pelo fabricante e tendo em atenção as datas de vencimento do produto em causa. execução e montagem) é regulado pela prEN 1090 [3] nas suas 3 partes.Execução de Estruturas Metálicas Capitulo 3 – Execução 3. aplainados. para evitar uma possível deterioração do material. depois da montagem definitiva. Caso existem suspeitas de possível deterioração do material. • Para melhor controlo no processo de fabrico devem ser identificadas todas as peças. sobretudo devendo respeitar-se o capítulo 6 da parte 2 (prEN 1090-2. Recomendações gerais: • Deverão ser respeitadas todas as especificações relativas a materiais. • Todos os elementos metálicos serão bem forjados e trabalhados segundo as regras da arte.6). protecção contra o fogo e transporte. 40 . • Todos os materiais empregues na obra serão objecto de certificado emitido pela siderurgia que os fornece. armazenamento. soldadura e montagem serão tomadas as precauções necessárias para que. torneados e ajustados convenientemente. • Nas operações de traçagem. terá de passar por uma vistoria que assegure que este está de acordo com os padrões pretendidos. existam as contra-flechas previstas no projecto. quando tal se torne necessário. • A tabela 7 do capítulo 6 do prEN1090-2 [3] contém uma lista que refere todos os controlos e medidas de armazenamento. pré-montagem. na garantia que essa marcação tem características indeléveis. limados. Esta lista refere a elevação das peças. ao fabrico e à protecção anti-corrosiva dos elementos metálicos.1 – Aspectos genéricos do fabrico O fabrico de estruturas metálicas (produção. sendo. bem como exigências complementares deste texto.

e de modo que os bordos ou os topos se ajustem perfeitamente em todo o comprimento das juntas. No entanto. • Antes de iniciar a traçagem das peças o Empreiteiro deve confirmar.3 – Corte As empresas com menos recursos utilizam geralmente os tradicionais maçaricos de corte.Traçagem da Estrutura Metálica A traçagem será feita com precisão idêntica à da classificação estrutura metálica e de acordo com o projecto. as dimensões exactas referentes aos elementos da estrutura. se as dimensões referentes a outras partes da construção que se ligam com a estrutura a fabricar correspondem aos valores previstos nos desenhos do projecto. • Não serão permitidas marcas a escopro ou a punção a frio. devendo ter-se em atenção particular o seguinte: • Antes de iniciar a traçagem das peças metálicas. Este último é uma alternativa aos processos de corte térmico. • Se no projecto forem indicadas contraflechas. no local. o corte por laser e o corte por jacto de água com abrasivo. existem tecnologias de corte mais avançadas. incluindo as eventuais partes em betão. Os resultados deste levantamento devem respeitar as cotas constantes dos desenhos. Actualmente. no local. que permaneçam no material a aplicar em obra. o corte por plasma. que sejam condicionantes para a estrutura metálica. • Na traçagem das peças a soldar deverão ser tidas em conta as deformações devidas à retracção longitudinal e transversal.Execução de Estruturas Metálicas 3. procedendo aos acertos de dimensões necessárias que submeterá à aprovação da Fiscalização. de acordo com os desenhos. 3. 41 . • A traçagem das peças deverá ser feita tendo em vista a obtenção de contornos exactos. quase todos os materiais metálicos e não metálicos podem ser cortados por via térmica [11]. devem estas ser tidas em consideração na traçagem e devidamente distribuídas para que a forma final seja a conveniente.2 . tais como o oxi-corte com controlo numérico. • O Empreiteiro deve ainda submeter à apreciação da Fiscalização um levantamento topográfico da geometria das peças após concluído o seu fabrico. o Empreiteiro deverá confirmar.

No corte de chapa quando o contorno é recto e a forma convexa. Nos casos. por laser ou por jacto de água com abrasivo. poderemos enumerar as seguintes: Serra. requer-se outro tipo de tecnologias como o oxi-corte. corte por plasma.Esquema representativo da operação de corte e indicação das principais entradas e saídas de materiais [11] 42 . Guilhotina. que permite optimizar a utilização da chapa e eliminar os erros de traçagem. Generalidades O corte de perfis pode ser executado para acerto de comprimentos com disco de serra ou com guilhotina (neste último caso não necessita de fluido de corte). Figura 6 . de desengorduramento químico [11]. Disco. o corte de chapa pode também ser feito com guilhotina. eventualmente. Calor.Execução de Estruturas Metálicas Resumindo as várias e mais usuais técnicas de corte de peças metálicas. Todas estas tecnologias podem envolver a utilização de comando numérico. Na Figura 6 está apresentado um diagrama esquemático da operação de corte seguida. em que os contornos são mais complicados. Laser. Jacto de água. Arco de plasma.

tomar-se-á o cuidados especiais no acabamento dos bordos. Tabela 19 – Condições sem requisitos especiais no corte de guilhotina na classe de execução 3 [3] Tabela 20 – Dureza superficial máxima permitida para os diversos tipos de aço. Para classe de execução 3 este método pode ser usado sem requisitos especiais nas condições da tabela 19. falhas e rebarbas dos bordos das peças serão removidas à mó de esmeril. • Os cortes efectuados a maçarico ou por arco eléctrico (calor) serão posteriormente afagados sempre que a irregularidade da zona de corte prejudique a execução das ligações. 43 . função da sua resistência mecânica [4] Como recomendações gerais: • Os perfis serão cortados com o maior cuidado. Nos cortes realizados à guilhotina ou a oxi-corte. • Calor: por forma a assegurar que as duas partes têm uma dureza inferior a 380 HV 10 (normarequisito geral).Execução de Estruturas Metálicas Algumas particularidades dos tipos de corte: • Guilhotina: as extremidades livres têm que ser tratadas por forma a remover defeitos. • As saliências. • • O corte das barras. em particular quando houver que proceder a soldadura. recorrendo-se à lima sempre que seja necessário para se obter um ajustamento perfeito das diferentes peças. segundo as formas determinadas. poder ser necessário proceder ao pré-aquecimento (ver tabela 20). perfis e tubos serão de preferência feita à serra.

e nomeadamente naqueles aos quais se vão aplicar cordões de soldadura. O corte por plasma corta a maior velocidade e dá um melhor acabamento que o oxi-corte. sendo o equipamento mais usual o serrote (ver figura 7). a chama oxiacetilénica [11]. no caso de corte de chapas o método mais usual é o oxi-corte (ver figura 8) e o corte por plasma. mas ambas fazem formas curvas e não furam. etc. O equipamento é de fácil instalação.). O oxi-corte pode cortar grandes espessuras. deverão ser convenientemente limpos e afagados. Em geral. O consumo de energia é pequeno. predominantemente.Execução de Estruturas Metálicas Corte por serra O corte por serra é um dos mais recomendados (serra rígida ou por fita rotativa). Todos os cortes efectuados por oxi-corte. já o plasma só é empregue até 16mm de espessura. tem algumas limitações quando tem de fazer cortes mais complexos e/ou com mais de 45º. A maior parte do calor é produzido por meio da reacção exotérmica do oxigénio com o aço a cortar. Esta ferramenta é rápida e faz cortes de atados. Figura 7 – Serrote Oxi-corte O oxi-corte talvez seja o melhor processo de corte térmico para chapas de aço ligado e de não ligado na gama de espessuras de 3 a 30 mm. só nos casos em que a natureza do corte o exija. Na verdade. por não introduzir tensões residuais. poderá ser feito a maçarico (no caso de entalhes. 44 . Como fonte de calor para o pré-aquecimento do material e para se atingir a temperatura de fusão usa-se. o corte dos perfilados deverá ser feito de preferência por serrote e.

porque o material tem de ser fundido numa junta larga. Na verdade. Também são utilizados gases de corte de efeito oxidante e gases com injecção suplementar de água. sendo a junta de corte removida por jacto de ar. O corte por plasma é um processo em que o material metálico é fundido na zona de corte pelo jacto de plasma. etc.Execução de Estruturas Metálicas Figura 8 – Corte por Oxi-corte Corte por plasma Talvez um dos melhores métodos combinados seja o das linhas conjuntas de corte plasma e furação (ver figura 9). Os gases utilizados nas aplicações de corte por plasma são o árgon. esta máquina é bastante rápida. O consumo de energia é relativamente elevado. efectua cortes complexos. 45 . redondos. Figura 9 – Linha combinada corte plasma + furação. entalhes. o hidrogénio e o azoto [11].

de formas complexas e constituídas por materiais de alta resistência. poeiras. existe uma grande variedade de materiais onde os processos de corte térmico não são aplicáveis por razões de ordem técnica e/ou económica. pois permite desenhos de rigor abaixo da décima milésima em chapas de quase toda a espessura. ruído. Corte por laser O laser é uma fonte de radiação visível que emite luz coerente monocromática. O bom arrefecimento e a elevada velocidade de corte reduzem o empeno por acção do calor desenvolvido. A radiação laser é obtida por intermédio de uma mistura de dióxido de carbono. podendo também conter um abrasivo para facilitar a operação. dificilmente estampáveis [11]. O raio laser é ideal para cortar materiais metálicos e não metálicos de pequena espessura. A qualidade do corte depende do tipo de material e do sistema de corte por plasma utilizado [11]. É o processo de corte térmico com maior qualidade e precisão. Outra das características mais vantajosa. cobre. Por outro lado. Para o corte de materiais é preferido o laser de CO2. Esta tecnologia permite uma grande exactidão de corte e uma boa qualidade superficial. será de referir que o melhor corte é o de jacto de água. Outras características vantajosas resultantes da sua aplicação são o material não ser afectado pelo calor e não serem necessárias operações de acabamento.Execução de Estruturas Metálicas O corte por plasma com injecção de água é indicado para o corte de aços de construção e de Cr-Ni. sendo a emissão de radiações UV absorvida. Tipicamente. O uso de água reduz o impacto ambiental. aço macio e aço inoxidável. alumínio. Assim. [11] O material é cortado pela acção de um jacto de água de alta pressão. Corte por jacto de água Muito embora. porém é excepcionalmente caro e raro usado em metalomecânicas. Todos os materiais condutores podem ser cortados por plasma. Apenas com máquinas que operam com controlo numérico é possível alcançar uma elevada velocidade e precisão de corte. é o facto de a água minimizar o efeito do calor na integridade estrutural do metal [11]. Com esta tecnologia é igualmente possível cortar chapas de grandes dimensões. sendo o gás de corte o oxigénio. cheiros. o feixe é focado sobre a superfície do material a cortar [11]. as superfícies do corte são de aspecto metálico. 46 . o corte por jacto de água permite cortar uma grande variedade de metais e suas ligas como bronze. mostram boa qualidade e regularidade. sem defeitos e com pouca rugosidade. Com uma lente na cabeça de corte. sendo mantida a integridade estrutural do material [11]. azoto e hélio que é excitada electricamente.

Execução de Estruturas Metálicas Quadro 21 – Comparação das características associadas às tecnologias de corte de chapa [11] 47 .

Punção. Plasma. a tolerância máxima para irregularidades de furação será no máximo de 1mm para a distância de um dos furos ao que lhe seguir. De notar que: • • Acabamento da furação: analogia com o corte. • Dimensões: são especificadas de acordo com uma nomenclatura específica . para a colocação do parafuso. e de 2mm para a distância aos furos extremos de uma mesma linha. Recomendações gerais: • Quando existe a necessidade de fazer escariação nas peças. 48 . Por calor.4 – Furacão Na execução da furação: estão previstos na norma os seguintes processos [6]: • • • • • Por broca. • Somente se admite a abertura de furos por punçoamento sem posterior mandrilagem no caso de furos que não tenham função estrutural importante. às tolerâncias estabelecidas para a execução desses mesmos furos e à sua execução propriamente dita. O capítulo 6 do prEN1090-2 [3] faz referência ao dimensionamento dos furos.Execução de Estruturas Metálicas 3. Laser. essa escariação deve ser executada de maneira a que quando o parafuso é colocado a parte superior da sua cabeça fique nivelada com a face da peça. • No caso de ligações importantes a abertura dos furos deve fazer-se ou por brocagem simultânea dos diversos elementos a ligar. mas. em todo o caso. Tolerâncias: de acordo com a norma ISO 286-2.combinação dos diâmetros do furo e do ligador (normal ou sobredimensionado) ou dos furos oblongos (curto ou longo). A furação das peças metálicas é outra etapa do ciclo de produção do fabrico das estruturas metálica.

3mm inferior ao diâmetro definitivo. será realizada com diâmetro inferior ao valor nominal.3. a mandril. que não garanta a forma cilíndrica e circular dos furos. sendo permitida. • Nas peças em que se tenham realizado furos deverão ser eliminadas as rebarbas das duas faces em contacto.3). • A furação. para que se ajustem perfeitamente uma sobre a outra. no caso de ligações importantes e sendo a abertura realizada por punçoamento. sendo posteriormente a mandrilagem realizada com as peças convenientemente ligadas (normativamente os furos têm que ser mandrilados para classes de execução 3 e 4. em geral. no mínimo de 2mm.2. quando realizada a saca-bocados ou à broca.5 vezes o diâmetro nominal do parafuso. Nas emendas os orifícios das várias partes têm que ser executados na mesma direcção. • Como se percebeu. este será de diâmetro.Execução de Estruturas Metálicas • Ainda. pelo menos. com a condição de se anular esta diferença a mandril. em peças sobrepostas. a tolerância de 1mm. deverão permitir a livre inserção do elemento de ligação das peças. mas esta operação pode ser dispensada em classes 1 e 2 . • Os furos relativos ao mesmo parafuso. 1 mm para as classe de execução 3 ou 4. na excentricidade. • O comprimento nominal de parafusos oblongos não deve exceder 2. admitindose a tolerância de 1mm. • Os alinhamentos dos furos deverão ser rigorosamente paralelos às secções de corte. sendo alargada para a do projecto. • Nos parafusos de cabeça embebida (“countersunk bolts”) as dimensões do negativo e suas tolerâncias devem ser tais que a face superior da cabeça do parafuso e a face da peça onde é instalado coincidam. ser realizada por brocagem (com os valores nominais recomendados desses furos de acordo com o diâmetro do parafuso – tabela 21). • Nos rebites instalados a quente o diâmetro nominal do orifício deve ser igual ao diâmetro nominal do fuste do rebite mais: 2 mm para as classe de execução 1 ou 2. 49 .apenas punção). com as peças ligadas na sua posição definitiva. a abertura dos furos deve. • • O equipamento a utilizar tem que obedecer aos requisitos da prEN 1090 (12.

Valores nominais de furos para parafusos (mm) [6] Figura 10 . Estas linhas automáticas de furacão são dirigidas por informaticamente. nesse processo existem várias cabeças de brocas para funções diversas. diferentes orientações e múltiplos furos (ver figura 11). Figura 11 – Linha automática de furação e cabeças da linha de automática de furação Todas as peças furadas para ligações serão vistoriadas pela Fiscalização a fim de se verificar a perfeição do trabalho e proceder às correcções tidas por convenientes. Tabela 22 . 50 .Execução de Estruturas Metálicas • A distorção está limitada.Valores máximos admissíveis na distorção em furos por punção [6] Existem linhas automáticas de furação de vigas (ver figura 11).

é um processo de conformação de chapas com utilização crescente em estruturas metálicas. em menor escala. Em termos de metalomecânica poderemos ser mais específicos. requisitos específicos para a dobragem de perfis circulares ocos. A enformagem. dada a pequena espessura da chapa. mas não só. ainda.Execução de Estruturas Metálicas 3. Efectuam-se. sobretudo a frio (exemplos de geometrias na figura 12). para execução destes tipos de peças metálicas existem dois processos possíveis em termos de temperatura associada: • Enformagem a quente: em que existe um aquecimento prévio da chapa à sua conformação. de igual modo. • • Esta norma também específica raios mínimos de curvatura em função do tipo de aço usado. operações de fresagem e de torneamento [11]: 51 . sendo cada ver mais usadas para o fabrico de asnas de cobertura. • Enformagem a frio: pode ser executada através de rolos ou prensas. com restrições relativas aos tipos de aço e às temperaturas a que cada classe de aço deve ser trabalhada. Fornece. Figura 12 – Linha automática de furação e cabeças da linha de automática de furação [13] De notar os seguintes aspectos no processo de enformagem: • Existe diminuição de ductilidade e a norma prEN 1090 [3] especifica procedimentos de alívio de tensões residuais através de temperatura. pressionado e forjado. sem que para isso o material perca significativamente qualquer tipo de características. estabelecendo a norma prEN 1090 [3] critérios de enformagem a quente. calandragem e quinagem. sendo as operações de maquinagem mais significativas: estampagem.5 – Maquinagem/Enformagem Na maquinagem/enformagem de peças metálicas o aço (inicialmente em chapa lisa) pode ser dobrado. Entre as grandes vantagens deste tipo de perfil estão a sua excelente relação preço/peso e a facilidade de se criarem formas abertas com baixa energia de deformação.

Execução de Estruturas Metálicas • Estampagem .Processo em que a peça a trabalhar roda em torno do seu eixo estando a ferramenta cortante fixa e posicionada lateralmente. também. • Fresagem .A quinagem é um processo que permite formar quinas vivas ou dobrar uma peça de modo a que esta fique com um raio de curvatura muito pequeno.A fresagem permite trabalhar uma peça. Esta operação pode ser realizada tanto a frio como a quente.Esquema representativo das operações de estampagem. através de fresas em rotação. dependendo do tipo de material e do grau de deformação pretendido. • Quinagem . como tal são identificados no mesmo diagrama de blocos (Figura 14). Os dois últimos processos têm.Nesta operação. calandragem e quinagem com indicação das principais entradas e saídas de materiais [11] 52 . a uma sequência de operações idêntica. Em alguns casos. • Calandragem . a chapa é deformada plasticamente por prensagem utilizando ferramentas com a geometria adequada a esse fim. Os 3 primeiros processos acima descritos têm uma sequência de operações muito semelhante.A calandragem é utilizada para dobrar chapa. sendo esta obrigada a passar pelo meio de uma série de cilindros. pelo que são apresentados esquematicamente através do mesmo diagrama de blocos na Figura 13. É sobretudo usada em chapa. • Torneamento . fazendo furos ou modificando-lhe a forma. adquirindo progressivamente a curvatura desejada até ao caso extremo da formação de um cilindro. Figura 13 . a chapa é engordurada previamente.

quer pela fonte de energia utilizada para fundir o metal a soldar e o metal de adição. através da fusão na zona de contacto do metal das peças ou de um material adicionado. Protecção contra vento. Este capítulo está dividido em 7 sub-capitulos. quer pela técnica como o metal em fusão é protegido da oxidação. fio ou barra. No que trata à preparação e execução de soldaduras. para além dos aspectos atrás referidos. e torneamento com indicação das principais entradas e saídas de materiais [11] 3. A soldadura pode ser manual. O metal de adição pode estar na forma de eléctrodos revestidos. 53 . semi-automática ou automática [11]. sendo a energia comum a todas elas [11]. Os diferentes processos de soldadura podem distinguir-se de uma maneira muito geral. etc. esta norma refere ainda [6]: Armazenagem e manuseamento dos consumíveis. Pré-aquecimento (visa evitar dureza excessiva). chuva.6 – Soldadura Os processos de soldadura destinam-se a unir peças de um modo permanente. Os vários tipos de soldadura são representados conjuntamente no diagrama da Figura 15. Em termos normativos a soldadura das peças metálicas tem de estar de acordo com o descrito no capítulo 7 da prEN 1090-2 [3]. em que setas de tipos e cores diferentes (identificadas por números diferentes) ilustram as entradas e saídas de cada tipo de operação.Execução de Estruturas Metálicas Figura 14 – Esquema representativo das operações de fresagem.

Os soldadores têm de ser qualificados segundo as normas EN 287-1 e a EN 1418. Soldaduras em aços auto protegidos – especificação dos elementos consumíveis. Figura 15 – Esquema representativo da operação de soldadura com indicação das principais entradas e saídas de materiais [11] O Plano de Soldadura é um dos documentos a cujo conteúdo e exigências todo o processo de soldadura está sujeito. essas normas referenciam também condições especiais a ter em atenção nos procedimentos da soldadura. 54 . Outros tipos de soldadura. De notar que existem outras normas europeias que têm especificações apropriadas para os procedimentos qualificados de soldadura. sendo para o efeito relevante a EN ISO 4063.Execução de Estruturas Metálicas Aspectos específicos das soldaduras de cordão (nomeadamente m perfis enformados). No anexo E da prEN 1090-2 [3] estão previstas alguns dos tipos de solda a que um operador terá de executar. Tratamentos térmicos. Soldaduras por pontos ou entalhe. Aspectos específicos das soldaduras de topo.

isentas de corpos estranhos. ferrugem. no qual deve ser utilizada aparelhagem conveniente. em geral. Na realização de soldaduras devem-se tomar as precauções necessárias para reduzir as tensões/deformações residuais permanentes. cavidades. a EXC4 tem nível de qualidade B com mais exigências adicionais referenciadas na tabela 13 da prEN 1090-2 [3]. Tem de haver uma preocupação com a protecção contra as condições climatéricas e preocupação também quanto ao pré-aquecimento. Os critérios de aceitação tem de respeitar os níveis existentes na EN ISO 5817. Está previsto. C. O aço carbono. só poderá ser executado por pessoal devidamente qualificado segundo a norma em vigor já identificada. ou outros defeitos. escórias e gorduras. tem processos e cuidados diferentes a ter em conta. deve proceder-se antes de cada nova passagem. • • Tanto as zonas a soldar como os eléctrodos devem estar bem secos. • • Os cordões devem ficar isentos de irregularidades. com modificações e exigências para a norma EN 1011-1 e EN 1011-3. bem como garantir que as peças fiquem nas posições pretendidas. O trabalho de soldadura. ainda. a existência de soldadura para aços imaculados. sendo que as classes de execução EXC1. EXC3 tem um nível de qualidade de D. B respectivamente. Existe ainda a especificação de alguns tipos de soldadura e os tratamentos térmicos. EXC2. a natureza e o diâmetro dos eléctrodos devem ser apropriados à qualidade dos materiais e ao tipo de ligações a efectuar. fendas. • Deve-se evitar ou reduzir ao indispensável o número de soldaduras a efectuar fora da oficina.5. à repicagem das escórias por um processo adequado e à limpeza a escova de arame. a soldadura por arco eléctrico. Como recomendações complementares enunciam-se: • • Na execução de ligações soldadas empregar-se-á. Na tabela 12 do ponto 7. • As características da corrente.2 da prEN 1090-2 [3] está previsto o tempo e a temperatura de armazenamento do material.Execução de Estruturas Metálicas A preparação e execução começam pela recepção dos consumíveis. 55 . poros. • No caso do cordão ser obtido por várias passagens. assim como outros tipos de aços diferentes. devendo os soldadores estar devidamente certificados. seu armazenamento e manuseamento. As superfícies destinadas a receber soldadura deverão encontrar-se não só secas como bem limpas.

aos seguintes condicionamentos: A espessura dos cordões não deve. simultaneamente facilitando que as peças fiquem na posição pretendida. em qualquer caso. e sempre que seja possível construtivamente. • A cada passagem. sem que se tenha queimado o material dos bordos. devem ocupar toda a extensão da justaposição. a fim de se verificar a existência de fissuras. tensão e velocidade). exigindo-se uma descida gradual e lenta da temperatura. a superfície do cordão realizado deve ser cuidadosamente desembaraçado de escórias. 56 . Esta operação será executada até completo desaparecimento dos defeitos de compacidade. Tomar-seá os mesmos cuidados quando houver que prosseguir um cordão interrompido ou ligar dois já executados. procederse-á à esmerilagem da raiz e execução do respectivo cordão. em caso de condições atmosféricas adversas. contra o arrefecimento brusco. além do prescrito nas Peças Escritas e Desenhadas do Projecto e da legislação em vigor.7 da menor espessura dos elementos a ligar. Os cordões de topo. poros ou outros defeitos. utilizando a picadeira e a escova de aço ou outro método conveniente. • O metal depositado tem que ficar bem ligado aos materiais a soldar. pelo que será exigida uma protecção das soldaduras. • Nos cordões de soldadura topo a topo. nomeadamente em elementos soldados periférica. a preparação dos chanfres. de acordo com o Plano de Soldadura (se existir). • As soldaduras não serão arrefecidas rapidamente. • Deve evitar-se a aplicação excessiva de soldadura num mesmo local. ser inferior a 3mm. As dimensões dos cordões de soldadura devem satisfazer. etc. contínuos. • • Em caso de comprovada necessidade. deve o Empreiteiro realizar um programa de trabalhos indicando os consumíveis e os parâmetros de soldadura (intensidade.Execução de Estruturas Metálicas • Antes de dar início às operações de soldadura. poderá exigir-se o tratamento térmico de peças. e antes de iniciado o novo cordão. bem como o estabelecimento de variações bruscas de secção. A espessura dos cordões de ângulo não deve ser superior a 0. • A disposição e a ordem de execução devem ser estabelecidas de modo a reduzir-se os estados de tensão resultantes da própria operação de soldadura.

O intervalo entre dois troços sucessivos não deve exceder 16 vezes a espessura do elemento mais fino. Poderá ser exigida a aprovação prévia pela Fiscalização da sequência prevista para a soldadura tipo dos eléctrodos a utilizar. proceder-se-á ao controlo de todas as soldaduras refeitas. Em cordões de ângulo descontínuos. nunca côncava. podendo contudo ser convexa desde que a flecha apresente o limite máximo de 2mm. reconhecidas inicialmente como defeituosas. Soldadura por aço eléctrico com ecrã gasoso – MAG ou MIG (ver figura 16). dois processos de soldadura. para os elementos metálicos em aço. ter comprimento inferior a 40mm nem superior a 60 vezes a espessura do cordão. Nos cordões de topo descontínuos. • Se for detectada uma soldadura defeituosa. Nos cordões de ângulo descontínuos o comprimento de cada troço não deve ser inferior a 4 vezes a espessura do elemento mais fino a ligar. aplicados nos bordos arredondados de perfis. Estão previstos. em princípio. quando os troços estão colocados alternadamente de um lado e de outro da aresta de ligação. no caso de elementos sujeitos a esforços de tracção. a chapa intermédia deverá ter a espessura mínima de 7mm. Por outro lado. todas as soldaduras existentes no elemento serão submetidas a inspecção. o comprimento de cada troço não deve ser inferior a 4 vezes a espessura do elemento mais fino a ligar e o intervalo entre dois troços sucessivos não deve exceder 12 vezes aquela espessura. Quando se dispõem cordões de soldadura opostos. com deposição de material: • • Soldadura por arco eléctrico com eléctrodo revestido – SAE (ER). os quais serão refeitos por soldadura. • A Fiscalização poderá exigir sondagens nos cordões que lhe afigurem defeituosos. Os cordões de ângulo. em geral. não deverão interessar mais do que 75 por cento da espessura do perfil no bordo. A superfície aparente dos cordões de soldadura deverá ser plana. no caso de elementos sujeitos a esforços de compressão e 24 vezes essa espessura.Execução de Estruturas Metálicas Os cordões de ângulo contínuos não devem. os intervalos indicados são considerados como se os troços estivessem em linha. 57 .

No caso de robotização a taxa de deposição baixa consideravelmente. que é a sua difícil instalação em obra. é compatível com vários materiais e tem bastante facilidade de aplicação em obra. actualmente. estas ligações tem de estar de acordo com o previsto no capítulo 8 da prEN 1090-2 [3]. dado que as soldaduras em obras são raras. A soldadura MIG ou MAG é bastante versátil. Este método tem ainda outra desvantagem. Outros processos de soldadura poderão ser aceites mediante aprovação da Fiscalização. 3. Por outro lado tem uma baixa taxa de deposição e uma má limpeza de escórias. tem uma taxa de deposição mais elevada se for pelo processo manual. quer seja pelo método automático ou manual. Todos os trabalhos de soldadura devem ser devidamente comprovados mediante a presentação de respectivo certificado a aprovar pela Fiscalização. normalmente sempre ultrapassada.Execução de Estruturas Metálicas Figura 16 – Soldadura MIG MAG A soldadura SAE (ER) tem uma flexibilidade máxima. De qualquer modo esta última dificuldade é. 58 .7 – Ligações Mecânicas As ligações mecânicas são também uma das etapas da execução de estruturas metálicas.

munidos de anilhas. • No caso de superfícies sobre as quais se faz o aperto dos parafusos não serem normais ao eixo destes. uma anilha dos lados da porca. a diferença entre peças deverá ser de 1mm. obrigatoriamente. este tipo de ligações são bastante complexas devido as tolerâncias serem mínimas e ao número elevado de factores a ter em conta. tendo-se em atenção que o aperto exagerado produz estados de tensão desfavoráveis nos parafusos. Todos terão. D ≤ 1mm → pré-esforçadas) [3] 59 . tendo em vista permitir alguma mobilidade da ligação. nos casos indicados no Projecto. sendo tal garantia da responsabilidade o Empreiteiro. em geral. • Uma das ligações que causa maiores problemas na sua execução são as emendas. • • O roscado dos parafusos deve sobressair pelo menos um filete das respectivas porcas. caso exista uma diferença de espessura nas peças em causa. sobretudo para efeitos de pequenas dilatações ou rotações de apoio. devem utilizar-se dispositivos que impeçam esse desaperto. a sua diferença num aspecto geral não deverá ultrapassar.Execução de Estruturas Metálicas Como recomendações complementares enunciam-se: • Os parafusos serão. Esta explicação está ilustrada na figura 6 do capítulo 8 da prEN 1090-2 [3] e figura 17 deste texto. um desses factores é o facto de as peças em causa serem de espessuras diferentes. No caso de ser uma ligação em pré-esforço. os 2mm. sem que com isso se ponha em causa a estabilidade do conjunto. para cada caso. • Os parafusos a aplicar serão. de modo que o aperto não introduza esforços secundários nos parafusos. • Sempre que se verifiquem condições que possam conduzir ao desaperto dos parafusos em serviço. devem-se colocar anilhas de cunha. tais como anilhas de mola ou contra-porcas. em cuja espessura deve terminar a parte roscada. os da classe referida nos desenhos do projecto. O aperto dos parafusos deve ser suficiente para garantir a eficiência das ligações. só se podendo dispensar o uso de anilhas desde que as ligações sejam pouco importantes e se verifique que a zona lisa da arreigada do parafuso é suficiente para transmitir à chapa os esforços secundários nos parafusos. Figura 17 – Diferença máxima entre espessuras de chapas (D ≤ 2mm → correntes. por exemplo vibrações. sendo esta. de pressão do tipo mola.

• Caso seja necessário um maior ajuste no aperto poder-se-á colocar mais anilhas. de modo a evitar que as superfícies se oxidem. às chapas o pré-esforço instalado dos parafusos. Condições de aperto em ligações pré-esforçadas: • Na execução de ligações aparafusadas pré-esforçadas respeitar-se-ão as anteriores condições fixadas para as do tipo corrente no que nestas não for contra ou substituído nos pontos seguintes. pintura. etc. de características adequadas. com segurança.). gordura. essas anilhas serão colocadas do lado da peça que se pretende fixar. em grupos grandes. água. • As superfícies dos elementos a ligar devem ser cuidadosamente limpas de quaisquer matérias susceptíveis de provocar uma diminuição do atrito entre as superfícies (ferrugem.Execução de Estruturas Metálicas Condições de aperto em ligações correntes (não pré-esforçadas) [6]: • São admitidas folgas até 2 mm no contacto se a espessura dos elementos ligados é elevada (espessura superior a 8 mm para perfis). e não deverá ser utilizado nenhum parafuso em que o seu diâmetro não esteja devidamente regulamentado nessa mesma norma. O posicionamento e comprimento dos parafusos. devendo executar-se em curto prazo (algumas horas) a montagem da ligação. 60 . A limpeza será feita a jacto de areia ou à chama. a primeira poderá ser eliminada em parafusos cujas cabeças possuam dimensões estudadas de forma que possam transmitir. sem esforçar demasiado os parafusos. tendo apenas uma folga com tolerância especificada no artigo e norma aplicável. também têm uma exacta especificação na norma acima referida. • Os diâmetros dos parafusos estão especificados nas normas. fazer vários ciclos. • Os parafusos devem ser munidos de anilhas. • Precauções especiais no caso de parafusos de dimensão M12 ou em caso de parafusos curtos. • Cada conjunto de parafusos deve ser apertado na totalidade até à condição “snug-tight” (resulta do esforço de uma pessoa através de uma chave normal). do interior para o exterior. uma do lado da cabeça e outra do lado da porca mediante justificação. • Os furos não deverá exceder o diâmetro nominal dos parafusos. o máximo de 3 ou a combinação necessário para que não ultrapasse os 12mm. • Para conseguir este estado é necessário.

4) para ligações pré-esforçadas.2 a 8.2.2. a calibração tem de ser de modo a que o pré-esforço mínimo seja alcançado. Classe 10. que estará de acordo com a norma prEN 14399-6. 61 . • As anilhas colocadas por baixo das cabeças dos parafusos tem de ter um chanfre. A norma prEN 14399-2 contém dados e testes que poderão utilizados na calibração. que entrem em contacto com as ligações mecânicas.8: sob a peça que vai rodar (porca ou cabeça). ainda. porcas e anilhas (8. até 3 com o máximo de 12 mm. sendo os valores do coeficiente de átrio estabelecidos por classes (tabela 22). • Também podem ser usadas anilhas suplementares. sendo que as anilhas colocadas por baixo das porcas têm de estar de acordo com o especificado na norma prEN 14399-5.Execução de Estruturas Metálicas • As porcas quando são aplicadas nos parafusos devem enroscar facilmente. Tabela 23 – Classificação das classes de atrito para superfícies de ligações pré-esforçadas [3] O anexo G da mesma norma (prEN 1090-2) tem também o método de cálculo para determinação do coeficiente de atrito. Desde logo o atrito. dados complementares relativos à especificação dos parafusos. colocadas do lado da peça fixa. sem necessidade de recorrer ao auxílio da chave (até que a porca encoste na anilha ou na peça a ligar). No aperto dos parafusos de ligações pré-esforçadas tem de haver cuidado com a calibração do método de aperto. devendo o aplicador conseguir enroscar com a mão. • Nas ligações pré-esforçadas é obrigatório usar anilhas quando: Classe 8. para ajustar o comprimento do conjunto a ligar. na tabela 14 do capítulo 8 da prEN 1090-2 [3] está previsto a classificação que podem ser assumidas pelo atrito das superfícies (tabela 23 deste texto). • A preparação das superfícies. tem alguns aspectos que suscitam cuidados. • A prEN 1090 fornece.9: sob a cabeça e sobre a porca.

Na figura 18 ilustra-se uma ligação simples de base de pilar. • Em termos de execução [6]: Método da chave dinamométrica: antes de dar o aperto final em todos os parafusos. O método combinado consiste no controlo mais a rotação da porca. terceira etapa → rotação da porca. A rotação da porca no método de controlo do alongamento do parafuso é realizada através do número de voltas da porca.Execução de Estruturas Metálicas Para o aperto é efectuado por dois métodos: o método de controlo do torque e o método combinado. anteriormente. Método combinado (controlo + rotação da porca): primeira etapa → todos os parafusos a 75%. 62 . Todos os dados para o uso deste método estão previstos na EN ISO 6789. cabeças especiais e parafusos especiais (ver figuras 19 a 21). apertar cada um deles com 75%.Estrutura metálica com apoios aparafusados [8] Como indicador indirecto de tracção vimos. segunda etapa → idem. O aperto pelo método de controlo de torque consiste na utilização de uma chave dinamométrica para o aperto dos parafusos. com uma precisão de ± 4 %. a técnica das anilhas especiais. Figura 18 .

63 .7 do prEN 1090-2 [3] está referida a colocação de rebites. são outros tipos de parafusos especiais a ter em causa. tanto a instalação dos rebites mas também os seus critérios de aceitação. os parafusos e cavilhas ajustados e os parafusos injectados. No ponto 8. o parafuso de cabeça embebida.Execução de Estruturas Metálicas Figura 19 – Parafusos com anilhas especiais [6] Figura 20 – Parafusos com cabeças especiais [6] Figura 21 – Parafusos especiais [6] A prEN 1090-2 [3] tem ainda exemplos de parafusos especiais.

situações existem em que. Porém.9 do prEN 1090-2 [3] e também no anexo D. Tabela 24 – Diâmetros tradicionais de parafusos e rebites para estruturas metálicas [6] 3. sendo de referir que o diâmetro se refere à medida exterior do roscado e não ao liso (a que corresponde a área resistente). os parafusos auto-roscantes. respectivamente). sendo todos os critérios e métodos lá mencionados. Na realidade.Execução de Estruturas Metálicas As ligações de elementos de paredes finas (como os enformados) estão previstas no ponto 8. Na verdade a existência de soldadura nas ligações mecânica depende muito do tipo de conceito empregue pelo Projectista. Nos Estados Unidos. puramente mecânicas ou mistas. muito embora essa regra não seja obrigatória ou absolutamente universal (ligação 1 da figura 22. normalmente. é mais vulgar que o Projectista opte. a razão de ser e o comportamento das ligações puramente soldadas. podemos ter ligações dos 3 tipos. em maioria ou exclusividade. ainda que com brevidade. é frequente as ligações sempre puramente mecânicas.8 – A razão de ser e o comportamento das ligações puramente soldadas. Nestas ligações utiliza-se. por exemplo. Na tabela 24 apresentam-se os diâmetros tradicionais de parafusos e rebites para estruturas metálicas. puramente mecânicas ou mistas Vai-se discutir. as ligações mecânicas principais de uma estrutura metálica estão associadas a trabalhos de soldadura (ligação 2 e 3 da figura 22. chapa de topo de ligação pilar-pilar e chapa de base de pilar. 64 . No nosso país. numa mesma estrutura. ligação viga-pilar). em geral. ou pelas disposições de fabrico da indústria metalomecânica local. por uma de alguma rapidez de execução e custo da mão-de-obra especializada. por um só tipo de solução.

mais elevados). normalmente. em geral. tais como: paredes de betão armado.Execução de Estruturas Metálicas Figura 22 – Tipos de ligações mais usuais em estruturas metálicas [9] Em geral as ligações mecânicas sem soldadura criam soluções mais rápidas de executar (não há soldadura). mas mais deformáveis e condenando a estrutura ao uso de perfis mais robustos (não se aproveita. cantoneiras em “Cruz de St. enquanto as ligações viga-pilar só com soldadura ou de soldadura importante na ligação são mais rígidas. logo. Esta situação conduz a que as primeiras sejam estruturas mais deslocáveis e. pelo que as secções do perfil ficam apenas sujeitas a momentos positivos únicos e. os momentos negativos que se poderiam mobilizar nos apoios das vigas. mais sensíveis a efeitos de 2.º André” ou cabos pré-tensionados. Obviamente que podem ser previsto sistemas de contraventamento que minimizem a mobilidade exagerada das estruturas de ligações puramente mecânicas. 65 . Conforme se pode apreciar nas figuras 23 e 24. as ligações viga-pilar sem soldadura ou de soldadura reduzida são mais flexíveis.ª ordem (encurvadura) que as segundas. necessariamente.

Execução de Estruturas Metálicas

Figura 23 – Ligações viga-pilar sem soldadura ou de soldadura reduzida, mais flexíveis, em geral [9]

Figura 24 – Ligações viga-pilar só com soldadura ou de soldadura importante na ligação, mais rígidas, em geral [9]

66

Execução de Estruturas Metálicas

Por outro lado, numa situação ideal, teríamos as ligações puramente soldadas, extremamente rígidas, contudo obrigariam a significativa quantidade de soldadura em obra, situação pouco prática, de difícil controlo de qualidade, onerosa e mesmo potencialmente mais perigosa que em oficina. Daí que a melhor conclusão seja uma combinação quase óbvia (ligação mista): • Soldadura prévia em estaleiro/oficina das chapas de topo nas ligações mecânicas (criação de uniões rígidas ou semi-rígidas, limitando a deformabilidade desta e da própria estrutura, bem como permitindo a existência de momentos de apoio nas vigas, com resultante economia das secções); • Aparafusagem em obra, sem necessidade de soldadura no seu local de implantação, permitindo simplicidade, economia e rapidez de montagem.

Figura 25 – Ligação mista (soldadura de chapa de topo na viga com aparafusagem ao pilar, com situação de distribuição completa tradicional de esforços no apoio (corte + flexão) [9]

Na figura 25 pode-se observar uma ligação mista, com a soldadura de chapa de topo na viga (em oficina) e posterior com aparafusagem ao pilar (em obra). Desta solução surge uma desejável complementaridade de esforços no apoio, de corte com flexão. Obviamente que numa industria com mão-de-obra e soldadura muito cara esta solução pode não ser a mais económica, muito embora.

3.9 – Desempeno das peças
O desempeno das peças será feito a frio e, tanto quanto possível, feito à máquina, por pressão e não por choque. O desempeno a quente será excepcional e respeitando as regras técnicas adequadas ao aço.
67

Execução de Estruturas Metálicas

As peças devem ser desempenadas segundo as tolerâncias especificadas no projecto, ou, na falta dessa indicação, as tolerâncias normativas usuais.

3.10 – Tratamento de Superfície/Protecção Anticorrosiva
A corrosão consiste na deterioração dos materiais pela acção química ou electroquímica do meio, podendo estar ou não associado a esforços mecânicos. Comummente chamada de “ferrugem”, quando encontrada nos metais como ferro e aço, a corrosão afecta não apenas o aspecto estético do material, como também sua resistência mecânica e vida útil [14]. Ao se considerar o emprego de materiais na construção de equipamentos ou instalações é necessário que estes resistam à acção do meio corrosivo, além de apresentar propriedades mecânicas suficientes e características de fabricação adequadas [14]. Na grande maioria dos casos, a adopção de processo preventivo anti-corrosão no inicio da utilização dos materiais, proporcionará um significativo aumento da vida útil da estrutura, além da economia de custos devido ao menor número de manutenções necessárias [14]. As formas segundo as quais a corrosão pode manifestar-se são definidas principalmente pela aparência da superfície corroída, sendo as principais [14] (ver figura 26): • Corrosão uniforme: quando a corrosão se processa de modo aproximadamente uniforme em toda a superfície atacada. Esta forma é comum em metais que não formam películas protectoras, como é o caso do aço e do ferro; • Corrosão por placas: quando os produtos de corrosão se formam em placas que se desprendem progressivamente. É comum em metais que formam película inicialmente protectora mas que, ao se tornarem espessas, fracturam e perdem aderência, expondo o metal a novo ataque; • Corrosão alveolar: quando o desgaste provocado pela corrosão se dá sob forma localizada, com o aspecto de crateras. É frequente em metais formadores de películas semi-protectoras ou quando se tem corrosão sob depósito; • Corrosão por pontos (puntiforme): quando o desgaste se dá de forma muito localizada e de alta intensidade, geralmente com profundidade maior que o diâmetro e bordos angulosos. A corrosão por pontos é frequente em metais formadores de películas protectoras, em geral passivas, que, sob a acção de certos agentes agressivos, são destruídas em pontos localizados, os quais se tornam activos, possibilitando corrosão muito intensa;

68

Figura 26 – Formas de Corrosão em desenho esquemático [14] O tratamento de superfície está regulamentado no ponto capítulo 10 da prEN 1090-2 [3].perfis). conforme as classes de execução e de acordo com a EN10163 [6]: Classes 1 e 2: qualquer acabamento de superfície. expostos a meios corrosivos. como no caso dos aços inoxidáveis austeníticos sintetizados. como no caso da corrosão sob tensão de aços inoxidáveis austeníticos.perfis).chapas) ou C2 (produtos longos .chapas) ou D3 (produtos longos .Execução de Estruturas Metálicas • Corrosão inter-granular ou inter-cristalina: quando o ataque se manifesta no contorno dos grãos. • Corrosão trans-granular ou trans-cristalina: quando o fenómeno se manifesta sob a forma de trincas que se propagam pelo interior dos grãos do material. Condições da superfície. Classe 4: Classe B3 (produtos planos . 69 . Classe 3: Classe A2 (produtos planos . sendo óbvio que existem alguns cuidados e exigências a ter com as superfícies antes de aplicar a protecção de corrosão.

solventes e limpeza a vapor). 70 .10. poeiras. tem-se verificado uma maior sensibilização dos industriais para esse facto. Após o fabrico será aplicado nas peças metálicas o esquema de protecção anti – corrosiva que se apresenta.1 – Decapagem A decapagem visa eliminar as camadas de óxidos presentes na superfície das peças. A granalha é projectada em média a uma velocidade de 130 m/s e a uma pressão de 7 bar [11]. Essa decapagem é efectuada manualmente pelos trabalhadores. sais. ou em cabines de decapagem com recuperação de granalha. Dependendo da localização. Para elaboração da galvanização e da pintura tem de se respeitar as normas EN ISO 1461 e EN ISO 12944-4/-5/-7. por via química e por via electroquímica (catódica. de modo a que a posterior deposição de material constitua uma camada perfeitamente aderente e homogénea. Decapagem mecânica A decapagem mecânica com abrasivo é o método mais comum de preparar a superfície metálica. Lixagem. Apesar dos problemas ambientais e de saúde provocada pela utilização de areia nas decapagens (poeiras contendo sílica). respectivamente. Na figura 27 apresenta-se um exemplo esquemático da decapagem mecânica [11]. removendo parte dos contaminantes presentes (calamina. Desengorduramento (com detergentes. o seu consumo ainda não foi totalmente banido. tais como: • • • Decapagem mecânica e química. do tipo de superfície a preparar e do tipo de contaminantes (óxidos. No entanto. quando as dimensões das peças o permitem. Pode efectuar-se por via mecânica (por jacto de areia ou de granalha). verificando-se a gradual substituição da areia por granalha de um subproduto da indústria do cobre (escória de cobre) e por granalha de aço. sujidade. tinta lascada. geralmente a céu aberto. anódica e por corrente alterna) [11]. óleos e gorduras). utilizam-se diferentes técnicas de preparação da superfície.Execução de Estruturas Metálicas De referir que: Para a execução do tratamento protector de corrosão tem de se respeitar o descrito no anexo K da prEN 1090-2 [3]. óxidos e resíduos de tinta) e permitindo à superfície adquirir alguma rugosidade de modo a melhorar a aderência da tinta. 3.

71 . recorrendo-se ao ácido sulfúrico. Lixagem A lixagem tal como a decapagem mecânica é uma operação integrada no início do processo. No caso da reparação de estruturas metálicas a lixagem é uma técnica complementar ou alternativa à decapagem com granalha. usualmente. A lixagem tem como objectivo desbastar a peça ou a superfície. A decapagem do alumínio é realizada em meio alcalino com soda cáustica. utilizada nos aços e no cobre. podendo ser efectuados com lixas ou com escovas.Esquema representativo duma operação de decapagem mecânica com indicação das principais entradas e saídas de materiais Decapagem química A decapagem por acção química é. A preparação manual pode ser também utilizada em substituição da decapagem com granalha. uma vez que a estrutura já de encontra montada. Os métodos utilizados são mecânicos. É geralmente utilizada na preparação de superfícies de acesso difícil à decapagem com granalha ou em pequenas áreas a preparar. quando da preparação da peça ou da superfície para a pintura. Na figura 29 apresenta-se um esquema exemplificativo duma operação de lixagem [11].Execução de Estruturas Metálicas Figura 27 . Figura 28 .Esquema representativo duma operação de decapagem química com indicação das principais entradas e saídas de materiais [11]. retirando-lhe as contaminações ou conferir-lhe um aspecto ou rugosidade determinada. ao ácido clorídrico ou ao ácido nítrico. Na Figura 28 apresenta-se um exemplo esquemático da decapagem química [11].

após tratamento para separação dos constituintes indesejáveis. de maneira que se removam somente a ferrugem e as escamas (ou carepas) de óxidos e o metal-base seja pouco atacado. martelos de agulhas. O desengorduramento precede obrigatoriamente a decapagem ácida ou alcalina. sulfatos. Apesar destas desvantagens. Pode ser levada a cabo com métodos químicos ou electroquímicos. fluxo de solda não são removidos com solventes orgânicos. nem o risco de ocorrerem choques eléctricos [11]. produtos molhantes e aditivos. Desengorduramento de peças ou superfícies Esta operação tem como objectivo retirar toda a gordura ou óleo existente na peça. utilizando solventes orgânicos (clorados ou não). Estas ferramentas são geralmente pneumáticas e não eléctricas. Após uma limpeza inicial necessária para remover óleos e graxas (desengraxamento). são geradas grandes quantidades de resíduos líquidos carregados de contaminantes minerais e orgânicos susceptíveis de reutilização parcial. martelos lascantes. e outras ferramentas de impacto. Os inibidores podem ser adicionados ao ácido.Execução de Estruturas Metálicas acarretando. Figura 29 . Tal como muitos solventes e agentes de limpeza alcalinos não podem ser 72 . Compostos inorgânicos como cloretos. óxidos. a necessidade de mais mão-de-obra e mais tempo para a sua execução. raspadeiras. A título exemplificativo apresenta-se na Figura 30 um diagrama esquemático do desengorduramento químico [11]. em fase líquida ou em fase vapor. as peças podem ser decapadas em ácido clorídrico ou sulfúrico. no entanto. ou soluções aquosas contendo sais alcalinos. Os sistemas orgânicos podem trabalhar em circuito fechado com recuperação de solvente. não existindo o problema de sobreaquecimento. Nos sistemas de desengorduramento em fase aquosa.Esquema representativo da operação de lixagem com identificação das principais entradas e saídas de materiais [11] As ferramentas manuais mais frequentemente utilizadas na preparação de superfícies metálicas são: escovas de aço. a lixagem pode ser mais eficiente na remoção de óxidos e de tintas cuja composição contenha metais pesados [11].

Esquema representativo duma operação de desengorduramento químico com indicação das principais entradas e saídas de materiais [11] Processo mais usual em Estruturas Metálicas Contudo. 73 . os quais são frequentemente utilizados. como o aço. Entenda-se. são geradas grandes quantidades de resíduos líquidos carregados de contaminantes minerais e orgânicos susceptíveis de reutilização parcial. Nesse caso. Sendo certo que a decapagem pode ser feita por diferentes tipos de processos. que pode ser optimizada. entretanto encarecem o processo pois a sua produção é onerosa [15]. a casca de fundição e as incrustações superficiais. as camadas de ferrugem. Pelo que. pois. o processo por jacto abrasivo. destaca-se. Nos sistemas de desengorduramento em fase aquosa. o jacto abrasivo é o mais usado na limpeza de peças fundidas e em peças de aço laminado. portanto. que consiste em remover as impurezas por efeito do impacto de esferas de aço (ou outro material) sobre a peça a limpar. carepas ou tinta. por decapagem todo o processo destinado à remoção de óxidos e impurezas inorgânicas.Execução de Estruturas Metálicas utilizados na limpeza de bronze. Este método de remoção superficial é indicado para uso em material duro. todas as superfícies serão previamente decapadas por intermédio de jacto abrasivo. A qualidade da superfície resultante depende da distância entre bocais. alumínio e aço galvanizado. após tratamento para separação dos constituintes indesejáveis [11]. para tornar áspera a superfície da peça ou para melhorar a ancoragem. Figura 30 . em geral. As esferas de aço são mais eficientes do que a areia. ferrugem. incluindo-se nestas categorias: a carepa de recozimento e de laminação. para eliminar salpicos de solda. Grenalha de aço angular. Podem ser utilizados na decapagem os seguintes tipos de abrasivos: Grenalha de gusa angular. apenas uma rápida decapagem é suficiente para remover os óxidos de ferro [14].

pois o objectivo é criar uma rugosidade adequada à aderência do esquema metalização ou de pintura. A prEN 1090 [3] fornece requisitos específicos para as superfícies antes da aplicação de tratamento protector de corrosão. tais como: calamina (minério de zinco). o estaleiro que está a proceder ao trabalho não pode escolher o tipo de protecção a aplicar. respectivamente) seguido de tinta de acabamento (como um esmalte). EN ISO 14713 para superfícies a galvanizar.Execução de Estruturas Metálicas Areia siliciosa angular.10. a criação de uma superfície que favoreça a aderência da protecção de revestimento. em geral essa decisão do cliente [11]. bem como ainda [6]: EN ISO 12944 para superfícies a pintar. Além das condições de exposição. ainda. saís. pó. removendo da superfície a tratar todos os elementos estranhos que afectem o desempenho do esquema de protecção. dependendo. EN ISO 14616 para superfícies a tratar por projecção de metal. A superfície deverá estar perfeitamente limpa e seca. o equipamento e o procedimento de aplicação. pinturas antigas. óleos e gorduras. outros dos factores da escolha do sistema de protecção são: o grau de agressão ao meio ambiente. No entanto. pelo que todo o abrasivo e partículas de superfície produzidos pela operação de decapagem terão de ser cuidadosamente removidos. Tem de se ter em atenção. deve estar isento de contaminações. ferrugem. Na decapagem tem de se ter em consideração a limpeza. O abrasivo a empregar qualquer que seja o seu tipo. evitando tempo que permita a oxidação superficial e comprometa a aderência do revestimento protectivo. 3. entre o anterior e a tinta de acabamento. o tempo de secagem. Pinturas correntes como forma económica de protecção A forma mais económica de protecção por pintura é a aplicação de primário (único ou de capa sobre sub-capa → primário de protecção e primário de adesão.2 – Metalização e Pintura A metalização ou pintura deverá ser efectuada imediatamente após a preparação da superfície. sendo certo que o seu efeito 74 . Quartzo. Nenhum tratamento poderá ser aplicado sem a prévia aprovação da Fiscalização. sobretudo de saís solúveis. podendo-se obter dados complementares no seu Anexo K.

Ao se retirar as peças do banho. com elevada espessura de filme (≥ 40 mícrones). Temperaturas acima de 470 ºC são 75 . No fundo trata-se de uma metalização a frio seguida de uma pintura de elevada qualidade (2 componentes). O resultado é um recobrimento formado por uma camada externa de zinco e várias camadas de liga Fe-Zn que estão unidas metalurgicamente ao metal-base. a reacção passa a ser mais lenta e a espessura não aumenta muito. visando sua protecção contra a corrosão. Pinturas especiais (tipo metalização a frio) como forma expedita de protecção Este esquema de protecção alternativo (embora se situe no campo das pinturas) é uma espécie de metalização a frio. Em seguida. aplicada em duas demãos. A temperatura normal de zincagem é de 445 a 455°C. o ferro e o aço são imediatamente molhados pelo zinco. mesmo que a peça permaneça imersa por longo período (ver figura 31) [14]. uma quantidade de zinco fundido é arrastada sobre as camadas de liga e. Será importante referir que se deve-se galvanizar à mínima temperatura que permita um escorrimento fácil do excesso de zinco durante a extracção do material. à base de resinas especiais endurecidas e com filme denso. de acordo com o seguinte esquema: • Aplicação de primário para aço do tipo PVC . Metalização a quente como protecção mais eficaz [14] Obviamente que a metalização a quente será sempre mais eficaz e duradoura. dada a sua precariedade em duração. sendo a velocidade da reacção muito rápida a princípio. de secagem rápida. este sistema não é admissível. transforma-se na camada externa de zinco praticamente puro. • Acabamento de pintura com tinta à base de resinas e endurecedor. nomeadamente no conhecido sistema de galvanização (deposição de liga rica em zinco). peso. um componente. forma e complexidade. contendo solventes. A zincagem por imersão a quente é um processo de revestimento de peças de aço ou ferro fundido. para estruturas metálicas. na base de uma combinação de resina sintética e fosfato de zinco com elevada espessura de película seca.alquídico/fosfato de zinco (primário anticorrosivo activo. embora seja fisiologicamente inócuo e não poluente) com espessura seca de filme de 80 mícrones. preconizando uma solução baseada em resinas acrílicas.Execução de Estruturas Metálicas limitado na eficácia e no tempo. Quando imersos na cuba de zincagem. de qualquer tamanho. ao se solidificar. formando-se durante esse período inicial a maior parte da espessura da camada. Em geral.

ampliada 200 vezes (ver figura 32) vêem-se as várias camadas de liga Fe-Zn formadas durante o processo. a Quarta camada ETA é formada praticamente de zinco. como a vida de um 76 . prejudicando em vez de beneficiar [14]. Dependendo da composição química do metal-base e da aspereza da superfície. podem-se obter espessuras de revestimento maiores do que o especificado.Execução de Estruturas Metálicas desaconselháveis. A terceira camada ZETA apresenta de 5. pois a reacção do zinco com as paredes da peça torna-se muito intensa acelerando seu desgaste e diminuindo sua vida útil. Consequentemente.2% de ferro. Figura 32 – Camadas resultantes da metalização por zinco ou galvanização [14] Assim. a primeira camada GAMA (próxima do aço) possui de 21 a 28% de ferro. A Segunda camada DELTA contém de 7 a 12% de ferro. Figura 31 – Influência do tempo de imersão no peso da camada de zinco [14] Camadas características de metalização a quente por galvanização [14] Observando-se a micrografia do revestimento. Finalizando.8 a 6.

A pureza do zinco utilizado não é crítica. Após a zincagem. de facto. O jacto abrasivo prévio na superfície da peça permite que a espessura do revestimento seja aumentada. que podem ser conformadas após a zincagem. A presença ou ausência de brilho ou as várias tonalidades de cinza não têm qualquer efeito sobre a eficácia do revestimento. importante. são satisfatórios. cinza-fosco ou floreada.0% de chumbo e pequenos teores de outros metais como cádmio. Obtenção de camadas espessas de revestimento [14] Quando a peça deve ter longa vida. sem alterar a técnica de zincagem. Por outro lado. a superfície pode ficar brilhante. o crescimento da camada-liga é deliberadamente suprimido.Execução de Estruturas Metálicas revestimento é proporcional à sua espessura. Às vezes essas camadas espessas podem ter uma aparência cinza-escuro quando as camadas da liga Fe-Zn se estendem até a superfície externa. Zincos com 98. uma vez que a durabilidade do mesmo é proporcional à sua espessura. 77 . dois resíduos aparecem e podem contaminar o banho: a borra.0% de pureza. com sacrifício da espessura.005%) para aumentar o brilho da peça e deixar o revestimento mais liso. Durante o processo de zincagem por imersão a quente.0% + 95. camadas espessas de revestimento são desejáveis. que se concentra no fundo do tanque. não são poucos os produtos zincados por imersão a quente que duram muito mais do que o calculado pelo revestimento mínimo especificado. contendo pouco mais de 1. o que facilmente conduz à corrosão do de potencial inferior. O técnico responsável pelo tratamento deve ser consultado antes da especificação de revestimentos mais espessos do que os comummente usados. uma massa pastosa constituída de liga Fe-Zn (5. Pormenorização construtiva De notar que se a protecção é. Com chapas ainda não trabalhadas. ferro. O alumínio às vezes é adicionado em pequenas quantidades (cerca de 0. A espessura do revestimento varia de acordo com a composição química do aço.0%). e cinza ou escória de óxido de zinco que ser forma na superfície do banho. estanho e cobre. outra preocupação a não descurar é o contacto entre metais de potencial galvânico diferente. composição do banho de zinco. mais pesada do que o zinco fundido. adicionando-se alumínio ao banho de zinco. temperatura e tempo de imersão. dependendo de vários factores. para a obtenção de maior durabilidade do revestimento. o detalhe construtivo que evite pontos singulares de acumulação de humidades e sujidades não é de menor relevo.

Detalhes construtivos para evitar a corrosão [6] 78 .Execução de Estruturas Metálicas Incluem-se esquemas gráficos visando o melhor detalhe para evitar a corrosão (figura 33A a 33C) [6]. Figura 33A .

Detalhes construtivos para evitar a corrosão [6] 79 .Execução de Estruturas Metálicas Figura 33B .

Execução de Estruturas Metálicas Figura 33C .Detalhes construtivos para evitar a corrosão [6] 80 .

Eventual tratamento final em obra. A inspecção deverá respeitar o especificado no capítulo 12 da prEN 1090-2. o sistema tem de ser especificado de acordo com as normas técnicas usuais. Sua posição dentro da estrutura global (desenho). 81 . Ordem de montagem. Recomendações e notas de montagem. 3. nomeadamente a prEN 1090 [3]. e de acordo com o procedimento de identificação já ai existente.2 e o anexo C da prEN 1090-2 [3]. O Empreiteiro deverá elaborar um plano de inspecção e ensaio específico para a estrutura antes do início do processo de fabrico. em que se consideram a qualidade do revestimento. Este plano deverá ser revisto e aprovado pelo Dono-de-Obra. Do mesmo modo. testes e correcção Todos os elementos da estrutura metálica deverão ser inspeccionados das antes do transporte para a obra. inspecção. nenhuma peça pode ser transportada sem que seja completa e inequivocamente identificados os seguintes parâmetros: • • • • • • • • Designação da peça e suas características técnicas. Para a realização do plano de inspecção e ensaio deverão ser observados o ponto 4. não necessariamente do seu todo em conjunto.11 – Pré-montagem e etiquetagem Deverá ser efectuada uma pré-montagem em oficina das partes da estrutura.Execução de Estruturas Metálicas Especificação do sistema de protecção Independentemente desta discussão. antes de sair da oficina. Elementos de ligação. mas o das partes vizinhas suficientes para assegurar a fácil e rápida montagem em obra. 3.12 – Fiscalização. Peças a que vai unir e esquema elucidativo (desenho). os tratamentos prévios da superfície) e a necessidade de inspecção de qualidade rigorosa. sem necessidade de ajustes locais que introduzam deformações e tensões residuais. Recomendações e notas de transporte.

12.12. de preferência.Execução de Estruturas Metálicas Se eventuais correcções a efectuar na estrutura requererem revisão das estruturas. pernas de asnas e peças análogas serão ensaiadas antes de serem assentes se a Fiscalização assim a determinar. 3. fornecendo as amostras necessárias para a determinação das propriedades mecânicas dos materiais. O Empreiteiro deverá facilitar a acção da Fiscalização. por acréscimos graduais e com medição dos deslocamentos e das extensões tanto máximos como residuais. Todos os elementos devem ser acompanhados de documento que certifique que o elemento se encontra conforme com a presente especificação técnica. assim como dar perfeita liberdade de acção dentro da sua oficina.Materiais e Produtos Pré-fabricados Serão inspeccionados todos os certificados de qualidade dos materiais empregues na estrutura. Qualquer ensaio consistirá. na aplicação das solicitações previstas no projecto. Nos casos em que se verifique a ausência do respectivo certificado de qualidade. consistindo fundamentalmente na verificação individual de cada nó. a reparação deste bem como a realização do ensaio ou ensaios que o evidenciaram. Cumprida a execução da estrutura deverá realizar-se uma inspecção cuidada de toda a obra. 3. Relatórios dos ensaios deverão ser apensos ao projecto definitivo da obra. deverá proceder-se à realização de ensaios laboratoriais para verificar as propriedades dos materiais. madres. em especial nos casos em que tiver sido apresentada variante ou em que tiverem sido utilizados materiais. as quais serão atingidas. No caso de ausência do referido documento o material será considerado não conforme. estas deverão ser submetidas para aprovação do Projectista. bem como a norma prEN1090 [3]. A segurança da obra deve ser julgada a partir dos resultados: (i) dos ensaios dos materiais: (ii) dos ensaios da estrutura. Se os ensaios demonstrarem a existência de defeito de responsabilidade do Empreiteiro. em geral. pendurais. tirantes. Fiscalização tem o direito de ordenar a realização de ensaios para a averiguação de segurança da obra.2 – Produtos Fabricados As vigas. métodos de dimensionamento ou processos de execução não tradicionais. 82 . constituirão encargo do Empreiteiro. de cada tipo de ligação e dos aparelhos de apoio. (iii) da sua comparação com os valores previstos no projecto.1 . pilares.

este capítulo tem descriminado como em toda a prEN 1090-2 [3].Execução de Estruturas Metálicas A geometria dos elementos fabricados deverá ser inspeccionada de acordo com o ponto 12. Tolerâncias de espessura [6]: • Conforme as classes de execução. Refere-se um procedimento particular para conectores de cabeça. através de flexão aplicada seguida de inspecção visual. Inspecção após soldadura (fornece todos os detalhes de ensaios não destrutivos. Identificação. de modo a que seja mais fácil ao utilizador a compreensão de todo o processo. Classes 3 e 4: certificado de inspecção. As tolerâncias fabrico e montagem das estruturas metálicas deverão respeitar o especificado no capítulo 11 da prEN 1090-2. Esta inspecção deverá ser realizada em fábrica antes do transporte dos elementos para obra. Os critérios de inspecção. extensão da inspecção). todas as fases do processo de execução de uma peça metálica. havendo possibilidade de redução do número de inspecções mediante certas condições.5 e ponto 12. nomeadamente timing.3 da prEN 1090-2. de acordo com a EN 10204: Classe 1: declaração de conformidade com a encomenda.6 da prEN 1090-2. Classe 2: relatório de ensaio de conformidade. • A inspecção das soldaduras deverá ser realizada de acordo com o especificado no ponto 12. A inspecção das ligações aparafusadas deverá ser realizada de acordo com o especificado no ponto 12. e de acordo com a EN10029: 83 . Todas as soldaduras são inspeccionadas visualmente e a norma obriga a inspecções complementares (NDT) excepto para classe de execução 1. documentação de inspecção e localização [6]: • Os documentos necessários dependem da classe de execução. de acordo com a tabela 25 (tabela 19 da prEN 1090-2).3 da prEN 1090-2: Inspecção antes e durante soldadura. testes e correcção estão devidamente documentadas e estabelecidas no capítulo 12 da prEN 1090-2 [3].

adaptado]. Tabela 25 – Quadro de inspecções complementares [2] Na figura 34 pode-se observar um fluxograma de fabrico em Execução de Estruturas Metálicas [11. Classes 3 e 4: Classe B. sendo este uma boa referência para o estabelecimento de um Plano de Fiscalização e Ensaios.Execução de Estruturas Metálicas Classe 2: Classe A. 84 .

Execução de Estruturas Metálicas Figura 34 .Detalhes construtivos para evitar a corrosão [11. adaptado] 85 .

este tipo de carregamento deve ter todo o tipo de cuidados.1 – Condições gerais Neste tipo de transporte tem de se ter vários factores em conta. 86 . A peça não pode ser muito comprida por forma a que exista a possibilidade de não haver camião que a consiga transportar em segurança. de modo a não introduzir deformações ou mesmo rupturas. Outro cuidado importante é nos pontos pelos quais a peça é movimentada. A peça deve ser calçada devidamente para que fique completamente estável. o tamanho da peça em altura também se torna limitado. bem como a distância entre a instalação industrial e a obra. tem também de haver um grande cuidado para que não haja nenhum desprendimento das cintas durante a deslocação. 4. mas principalmente.Execução de Estruturas Metálicas Capitulo 4 – Transporte 4. a necessidade batedores da Brigada de Trânsito e carros de apoio e balizagem. Mesmo nos casos de transporte especial tem de existir um grande cuidado quanto ao tamanho e peso da própria peça. O carregamento das peças no camião será efectuado com uma grua ou por uma ponte móvel. tanto no âmbito da higiene e segurança no trabalho.Quantificação de custos do transporte de componentes A quantificação dos custos do transporte será determinado segundo o tipo de viaturas de transporte a utilizar. O peso da peça e também outro factor limitador. No caso de haver uma ou várias peças de tamanho fora da medida tem de haver um cuidado maior. como também na colocação da peça em cima do camião. e para que não existam deformações na peça durante o transporte da mesma. A peça deve também ser amarrada com as cintas para que não deslize. A escolha do camião tem de ser feita tendo em consideração o tamanho e o peso da peça a transportar. não podendo exceder a altura mínima recomendado para a passagem em viadutos e túneis.2 . desde logo a escolha do tipo de camião para executar o transporte. Os transportes especiais têm de ser executados em alturas de pouco movimento e com escolta oficial da polícia. tanto no que diz respeito ao peso aconselhável para a circulação nas vias de comunicação. ao peso aconselhável na passagem por pontes ou viadutos.

etc. Sendo o culminar das várias fases de execução anteriores. Para a elaboração do referido plano deverá ser observado o ponto 9.1 . Relativamente aos aspectos da montagem. bem como o discriminado no capítulo 9 da prEN 1090-2 [3]. fases.Condições gerais de montagem da estrutura O Empreiteiro deverá assegurar-se que os meios utilizados na montagem e a forma de suspensão e união das peças não vão introduzir quaisquer deformações ou tensões permanentes significativas. Metodologias de montagem – condições impostas no projecto. O Empreiteiro deverá elaborar um plano de montagem da estrutura. Colocação de argamassas e selagens – especificações e recomendações. 5. tais como: • Detalhada gestão na quantidade e ordem de envio das peças metálicas e componentes para a obra (desde a oficina).Execução de Estruturas Metálicas Capitulo 5 – Montagem O processo de montagem é o ultima fase no que diz respeito ao fabrico e execução de estruturas metálicas. no sentido de não existirem esforços para os quais alguma peça possa não estar dimensionada no decorrer da montagem). focando sobre os seguintes temas: • • Condições do estaleiro. 87 . contraventamentos provisórios. sua colocação. a EN1090 dá uma série de orientações para boa execução dos trabalhos (Caderno de Encargos). Os trabalhos de montagem não deverão ser iniciados sem que o plano de montagem da estrutura seja aprovado pela Fiscalização/Dono-de-Obra (deverá ser consultado o Projectista em caso de dúvidas. Os trabalhos de montagem das estruturas deverão respeitar as exigências da presente especificação técnica.3. etc.2 da prEN 1090-2 [3]. • O seguimento da ordem exacta da colocação das peças (na montagem em obra). • • Apoios e ancoragens – apoios provisórios. tem também que se ter em atenção alguns requisitos fundamentais.

e a área adjacente numa extensão de 15cm para cada lado. estas partes serão munidas de olhais de montagem. Definição de não conformidade e sua correcção. • Os cordões de soldadura. a definir pelo Empreiteiro. sendo que o processo de elevação e posicionamento dos troços. enquanto não estiverem ligados entre si. sendo a assemblagem dos diversos componentes efectuada em obra. • Os pórticos isolados deverão ser estabilizados. Esta soldadura terá de ser executada em perfeitas condições e ser convenientemente reforçada. que constituem os pórticos. por meio de estruturas provisórias. etc. por parafusos ajustados. dentro das dimensões óptimas de cada peça. máximas correcções permitidas. com verificações de diversos aspectos.Execução de Estruturas Metálicas • Mão-de-obra: desenhos de montagem – exigências e requisitos. • Ajuste das peças. para que uma vez feito o aperto destes. pelos elementos de 88 . marcação. propondo igualmente a solução à aprovação da Fiscalização. • A montagem da estrutura será realizada de acordo com a sequência aprovada pela Fiscalização. se necessário. Critérios de aceitação. efectuado com recurso aos meios mecânicos considerados necessários e a definir pelo Empreiteiro. Pontos e níveis de referência constantes do plano de execução. • Neste caso. tais como: • • • • Apoios. Deverá ser efectuado o levantamento topográfico rigoroso das eventuais peças de betão onde irá apoiar-se a estrutura metálica. Quanto ao controle da montagem. procedimentos de aperto das ligações. manuseamento e armazenamento. tendo em conta o seu transporte. Em termos de sequência e cuidados a ter nas fases de montagem. devem observar-se as seguintes recomendações: • Os pórticos serão transportados por partes. • Todo o trabalho de topografia ficará a cargo do Empreiteiro. as partes fiquem correctamente posicionadas para a soldadura de ligação. alinhamento. devem ser limpos e aplicarem-se duas demãos de cromato de zinco com a espessura de 30 mícrones cada. com o adequado controle dimensional sujeito a aprovação da Fiscalização. métodos de montagem. deve incluir o cumprimento de um Plano de Controlo de Qualidade. A localização destas secções está definida no projecto e quando tal não suceder será necessária a aprovação da Fiscalização.

inspeccionar os materiais e a sua utilização em obra. em particular os regulamentos de segurança dedicados à Construção Civil. No que diz respeito aos trabalhadores em obra. não surjam dúvidas quanto à posição que ocupam e a que outros elementos se ligam. À Fiscalização deve reservar-se o direito de. Deverá também de garantir que a estabilidade do conjunto fique assegurada em caso de desmontagem eventual de certos membros. materializados e referenciados a pontos fixos. Quanto às condições pretendidas para uma boa execução dos trabalhos. • Todas as peças devem ser conveniente e previamente marcadas em oficina para que. referem-se alguns. para a introdução de equipamentos segundo as instruções da Fiscalização. por deslocamentos inadvertidos e imperceptíveis. • Os eixos principais e as marcas de desnivelamento necessárias à montagem serão fixados. Entre outros. que merecem especial atenção: 89 . • Todas as estruturas provisórias necessárias deverão ser fornecidas pelo Empreiteiro. • No final devem-se retocar as pinturas que tenham ficado danificadas durante a montagem. • A colocação dos chumbadouros deverá ser feita tomando as necessárias precauções para que o seu posicionamento não seja modificado. na montagem. refere os requisitos que devem ser acautelados. em qualquer momento. No final dos trabalhos deverá proceder-se à limpeza e remoção destas estruturas provisórias.Execução de Estruturas Metálicas travamento definidos no projecto de execução. Antes de corrigir os erros de montagem. • Os erros de montagem não poderão ser corrigidos por calor. contidos ou não na prEN 1090 [3].2 do prEN 1090-2 [3]. 5. deverão estar garantidos todos os requisitos e condições de higiene e segurança (tal como regulamentado no Plano de Higiene e de Segurança no Trabalho). será necessária a respectiva autorização da Fiscalização. bem como a forma como o fazem. o ponto 9. • A montagem da estrutura metálica deverá ser feita por pessoal especializado e respeitar todas as normas e regulamentos de segurança aplicáveis.2 – Condições do local O local tem de ser preparado para receber os funcionários que vão executar a montagem e o material necessário à elevação da estrutura.

existem alguns preceitos que são estabelecidos pelo ponto 9. nomeadamente no que se refere à marcação das peças. ao manuseamento. A identificação deve ser efectuada individualmente.3 da prEN 1090-2 [3]. de modo a que se encontre a melhor solução para resolução do problema criado.Execução de Estruturas Metálicas • Na selecção do local para implantação da sapata da grua (condições do solo e sua drenagem) e sua efectiva colocação. • Na execução das infra-estruturas necessárias. Contudo. ficando devidamente documentada.6 da prEN 1090-2 [3]. • • Na necessidade de colocação de apoios provisórios.10 da prEN 1090-2 [3]. todos esses casos tem de ser examinados e devidamente reparados.3 – Critérios de montagem em obra Os critérios gerais de montagem de uma estrutura em obra devem obedecer ao que está previsto no Projecto e Plano de Montagem. o armazenamento do material deve estar devidamente embalado e identificado. tanto em habitações vizinhas como em vias existentes no local. Ter em atenção alguma possibilidade de ocorrência de condições climatéricas adversas. No caso de alguma avaria terá de existir uma fase de estudo. o manuseamento e armazenamento tem de estar em conformidade com o estabelecido no ponto 6. para a sustentação transitória da estrutura. para se identificar claramente a peça e saber qual a sua posição na montagem da estrutura. 5. nomeadamente eléctricas e de águas.2 da prEN 1090-2 [3]. armazenamento. • Os danos cansados a terceiros tem também de ser equacionados. aos ensaios de montagem e aos métodos de montagem. 90 . Essa identificação deve estar devidamente visível. que possam por em causa a estabilidade dos trabalhos efectuados e a segurança do local e dos trabalhadores. Os critérios de marcação estão previsto e referenciados no ponto 6. O armazenamento e manuseamento das peças têm de ser efectuados com o mínimo risco possível de ocorrência de algum dano. dentro e fora do estaleiro. Os ensaios de montagem devem estar em conformidade com o previsto no ponto 6. devendo ser armazenado num local seco.

estão devidamente previstos em todas as fases da montagem. serão reutilizados no desenrolar da obra onde sejam reclamados. Quando este tipo de material deixa de fazer falta para a sustentação da estrutura. neste ponto pode-se verificar os critérios que constituem o projecto base dos métodos de montagem e o método de montagem em construção. bem ainda o tamanho e peso máximo das mesmas. Existem outros tipos de situações pensados para alguns casos particulares em situações que nem sempre ocorrem. a sua fácil remoção também tem de estar devidamente pensada a acautelada. etc.4. Os elementos provisórios de auxílio de montagem da estrutura (escoramento e contraventamentos).6. 5. pois a sua insuficiente fundação pode gerar possíveis assentamentos dos apoios. tais como: • O posicionamento e os apoios que vão ser utilizados para os veículos de transporte e levantamento das peças metálicas.3 da prEN 1090-2 [3].4 – Processo e metodologia de montagem Os processos e metodologias de montagem estão devidamente especificados no ponto 9. A vedação da obra também está devidamente regulamentada no capítulo 9 do prEN 1090-2 [3].5 da prEN 1090-2 [3]. sejam eles em apoios. Pelo menos 1/3 dos parafusos a aplicar nos elementos de fixação terão se ser colocados antes que a estrutura comece a ter algum tipo de solicitação ao nível de estabilidade estrutural. Como já se aludiu. Estes elementos. o que poderia provocar deformações da estrutura parcialmente construída. deste modo tem de se conjugar o transporte possível. De realçar que tem de se ter em atenção o posicionamento e o tipo de uniões. 5. utilizando aço perfilado e metal laminado para o efeito.Execução de Estruturas Metálicas Nos métodos de montagem. tem ainda que estar em conformidade com o estabelecido no ponto 9.1 – Aspectos genéricos Os critérios que constituem o projecto de métodos de montagem começam por ter em atenção a sequência da montagem. retirados quando a parte em causa da estrutura já esteja autosuficiente. para além de estar em conformidade com o estabelecido pelo projecto e planos de montagem. ao longo da montagem da estrutura pode ser necessário a colocação de elementos estruturais provisórios. com a disponibilidade do estaleiro para armazenar devidamente as peças a enviar. contraventamentos. escoras. tirantes. 91 .

2 . caso seja uma alternativa devidamente estuda.1 da prEN 1090-2 [3]. ao método de montagem. 92 . para além de descrever muito bem todos os critérios mencionados em 9. bem como com apoios suficientes para não introduzir distorções nas peças. 5. • O Empreiteiro tomará as precauções necessárias para evitar a danificação da pintura e para evitar a acumulação de lama. sendo colocadas sempre de modo que a flexão surja pelo eixo forte. O plano do método de montagem. • Antes de iniciar a montagem.3 da prEN 1090-2 [3]. Só poderá haver lugar algum tipo de alteração. comprovada e segura. o Empreiteiro verificará a implantação e os níveis de todos os chumbadouros e de todos os maciços de fundação. O método de montagem em construção deve seguir em conformidade o projecto e os desenhos. igualmente. • Para o aperto de parafusos pré-esforçados deverá ser observado o disposto no ponto 8. que os maciços de fundação apresentam uma superfície perfeitamente horizontal e que os alinhamentos previstos nos desenhos foram respeitados. deve ainda preencher todos os requisitos quanto a higiene e segurança da obra e dos seus trabalhadores. • O Empreiteiro assumirá a inteira responsabilidade pela protecção das peças da estrutura até ao momento em que ela esteja montada e recepcionada. • O Empreiteiro indicará à Fiscalização a necessidade em espaço para armazenagem do seu equipamento e materiais. sujidade e outras matérias estranhas que impedirão uma boa aplicação de pintura no estaleiro.Execução de Estruturas Metálicas • A posição da grua e a sua eficácia de alcance aos materiais a levantar.4.3. • Os perfilados serão arrumados sobre suportes de modo a isolá-los do solo e dispostos de modo a evitar a retenção de águas sobre os ferros. • O Empreiteiro assegurar-se-á.5 da prEN 1090-2 [3].Ligações Em geral. será de observar o seguinte: • Para o aperto de parafusos não pré-esforçados deverá ser observado o disposto no ponto 8.

sem o que este será considerado como único responsável pelo posicionamento exacto e preciso.Execução de Estruturas Metálicas • O Empreiteiro assinalará imediatamente à Fiscalização qualquer defeito. antes da realização das ligações definitivas e da execução das selagens. etc). 93 . são limpas de poeira e da flor da ferrugem. blocos separados. • As peças são mantidas em posição por parafusos de montagem e parafusos de resistência ligeiramente apertados. • O emprego de escovas rotativas é proibido e a acção da escova não deve diminuir a rugosidade da superfície. • O Empreiteiro obriga-se a aceitar realizar o acerto da estrutura por partes (vãos. a fim de verificar a perfeição do trabalho e proceder às correcções julgadas convenientes. • As ligações devem efectuar-se sem introduzir esforços importantes nas peças. troços de naves. Antes da colocação dos parafusos a Fiscalização efectuará a vistoria das furações. sejam estes provisórios quer residuais. • • Serão objecto de particular atenção o controle dimensional e a qualidade das ligações. As placas de base serão montadas sobre calços de aço até à regularização da estrutura. os parafusos deverão ser perfeitamente limpos incluindo o eliminar de excesso de lubrificantes de protecção) e levarem duas demãos de primário com a espessura de 30 mícrones cada. com uma escova metálica macia (não é necessário fazer desaparecer a cor da ferrugem). não sendo pintadas com qualquer demão de tinta. decapadas. vertical e horizontalmente. • Salvo outra indicação em contrário. que ficarão encostadas. se a estrutura levar um acabamento a tinta e após a montagem. • Se as superfícies a ligar. O conjunto da estrutura será devidamente posicionado. anteriormente decapadas. após o que a totalidade da placa de base será. será aplicada em oficina apenas uma decapagem mecânica. é interdito o emprego de detergentes ou de produtos derivados do petróleo para a sua remoção ou limpeza. vierem de fábrica com revestimento de protecção. de tal maneira que se obtenha a coincidência dos furos. as superfícies em contacto. • Nas superfícies metálicas. • As estruturas serão montadas respeitando com precisão os eixos e níveis dados nos desenhos. • No estaleiro. a fim de permitir a continuação dos trabalhos nas zonas niveladas e acabadas ao mesmo tempo que executa o resto da montagem.

não será realizado enquanto todos os parafusos da união não estiverem colocados e apertados a 75%. sem pancadas e sem retrocesso. • Os parafusos serão apertados. devendo sempre ser respeitadas as distâncias mínimas regulamentares ao bordo da chapa.Aperto definitivo dos parafusos Cuidados a observar: • O aperto definitivo duma união (a 100%).4. assinalando-os convenientemente. sempre pela mesma ordem. Não poderão ser empregues processos térmicos na execução das novas furações sem o consentimento expresso da Fiscalização (com eventual consulta ao Projectista).Colocação dos parafusos em obra Cuidados a observar: • Depois da verificação do ajustamento das peças a ligar. • O aperto definitivo será sempre feito com a chave dinamométrica. sendo o mesmo será efectuado com chave de choque ou chave dinamométrica. O aperto deverá ser dado na porca.4.3 . sempre com a Fiscalização presente. Neste caso deverá proceder-se à furação dos elementos a ligar para o novo parafuso a utilizar. 5. na periferia e nos furos de ligação (em caso de necessidade será aplicado um aperto suplementar nas zonas onde o encoste parecer duvidoso). poderá ser empregue o parafuso com o diâmetro seguinte. iniciando-se pelos parafusos centrais e executado no sentido rotativo dos ponteiros do relógio.4 .Execução de Estruturas Metálicas 5.5 . • O Empreiteiro assegura-se que todos os parafusos estão apertados a 75%. 94 . 5. será colocada a totalidade dos parafusos da ligação e apertados a 75% do momento de aperto definitivo e assim devem permanecer pelo menos 3 horas. • O encosto das superfícies em contacto será verificado visualmente. as uniões do mesmo tipo serão apertadas pela mesma chave. mantendo imóvel a cabeça do parafuso (salvo situações excepcionais atrás identificadas).4.Alongamento de furos para parafusos No caso de furos desalinhados que não permitam a colocação adequada dos parafusos respectivos. • Na medida do possível. progressivamente. para um mesmo diâmetro de parafuso. até 100%. definidas na EN 1993-1-8.

• • Verificação da não rotação da cabeça do parafuso. O Empreiteiro assegura-se do bom funcionamento da chave de choque. com a posição inicial.Execução de Estruturas Metálicas 5. com chave dinamométrica (ver figura 35). micrómetro e paquímetro [13] 95 . No entanto. Aplicação do momento de aperto. A regulação é corrigida por tentativas e considera-se em condição se forem obtidos bons resultados sobre uma série de 30 parafusos. sem pancadas e sem retrocesso. mantendo a cabeça do parafuso imóvel e fazendo aperto progressivamente. A regulação das chaves de choque é efectuada pelo Empreiteiro. O processo de verificação do aperto é o seguinte: • Marcação da posição inicial da porca e da cabeça do parafuso (referência em relação a uma aresta da porca). apertando alguns parafusos directamente nas uniões das peças. correctamente aferida. se a porca se imobiliza antes da sua posição inicial. sempre com a presença da Fiscalização.6 . Figura 35 .Regulação das chaves de aperto A regulação das chaves dinamométricas será feita em laboratório avalizado e reconhecido. • • Desaperto da porca de 1/12 de volta mantendo imóvel a cabeça do parafuso. O aperto considera-se correcto quando a aresta da porca se imobiliza numa zona compreendida entre 1mm a 8mm depois da referência inicial feita na anilha.4. Comparação da posição da paragem da porca.Chave dinamómetro. deverá ser levada a esta posição por um aperto suplementar. efectuando em cada recomeço de serviço a verificação da regulação por ocasião dos primeiros apertos.

podendo até haver a possível ocorrência de colapso da estrutura. O plano de elaboração dos trabalhos de posicionamento e fixação dos chumbadouros. 96 . seja por mau estudo do tipo de apoio a utilizar. a sua adequação. seja ele por deficiência do estudo do terreno. a possível necessidade de utilizar apoios temporários. recordando a necessidade da inspecção dos apoios. Estes elementos deverão ser fixados de forma conveniente de modo a manterem a posição adequada durante os trabalhos de betonagem.6 – Chumbadouros e outros elementos embebidos em betão O responsável pela execução dos trabalhos de betão armado deverá assumir a responsabilidade da colocação dos chumbadouros.Execução de Estruturas Metálicas A soldadura em estaleiro não será autorizada. pode trazer para a estrutura deformações que muitas vezes podem ser irrecuperáveis. salvo os casos estipulados nos desenhos ou com a autorização da Fiscalização. Os chumbadouros deverão ser posicionados com recurso a equipamento que permita a precisão adequada. Estas estruturas não deverão ser carregadas antes de se proceder a esta operação. bem como os documentos onde se indica a localização dos chumbadouros em que se baseiam estes trabalhos.5 da prEN 1090-2 [3] refere exactamente isso. por qualquer motivo. Outra parte também importante que é a betonagem e impermeabilização adequada dos apoios. bem como outros elementos de aço que deverão ser embebidos em betão. 5. Um assentamento dos apoios. pois trata-se da parte de sustentação de toda a estrutura. imediatamente após a elevação e posicionamento destes elementos. 5. O espaço entre as chapas de base de pilar e os maciços de fundação deverá ser preenchido com recurso a argamassas de assentamento. O ponto 9. com acompanhamento da Fiscalização. deverão ser verificados e aprovados pelo responsável da montagem das estruturas metálicas antes do início dos trabalhos. devendo informar o Dono-de-Obra no caso de haver desvios superiores às tolerâncias permitidas. O responsável pelas estruturas metálicas deverá efectuar a sua própria inspecção para verificação do correcto posicionamento dos chumbadouros.5 – Apoios e ancoragens Os apoios e ancoragens são uma das fases mais importantes do método de montagem para qualquer tipo de estrutura.

testes e correcções de montagem estão referidos no ponto 12. mecânicos e de consumo (a empregar/colocar na obra ou gastar durante esta) que directa e indirectamente forma mobilizados em função desta. 97 . Os trabalhos de montagem das estruturas serão realizados de acordo com a última versão do plano de montagem. sendo contabilizados todos os meios humanos. sendo eles internos (da empresa) ou externos (subempreitada e aluguer). testes e correcções As inspecções. uma vez que é nessa fase que se vai verificar se esta decorre em conformidade que o que foi proposto. Deste modo a inspecção. testes e correcções são sempre uma das fases mais importantes de uma obra.7 – Inspecção. Esse ponto faz referência ao estudo elaborado nesse âmbito e as posições a tomar em todas as fases de montagem de uma estrutura deste tipo.Execução de Estruturas Metálicas 5. Os trabalhos terão início apenas após a aprovação do plano de montagem pela Fiscalização.8 – Quantificação de custos de montagem A quantificação dos custos da montagem não é excepção às regras atrás apresentadas.7 da prEN 10902 [3]. 5. As tolerâncias fabrico e montagem das estruturas metálicas deverão respeitar o especificado no capítulo 11 da prEN 1090-2 [3].

Execução de Estruturas Metálicas Conclusão Talvez a maior conclusão deste documento seja o tomar da consciência que o processo de elaboração das Normas Europeias ainda não está concluído. Neste contexto transmitiu-se a envolvente de todo o processo de Execução de Estruturas Metálicas. de forma bastante extensa. BS. Outra parte igualmente importante no fabrico destas peças estruturais é o tratamento (protecção anticorrosiva). DIN. No balanço do trabalho. A traçagem. etc. o conteúdo basilar de um Caderno de Encargos para Construção Metálica. nas suas partes 1 a 3. propriamente dito. a prEN 1090 [3]. com vista a correcta e optimizada aquisição dos materiais necessários. contudo. bem ainda como o próprio tratamento das superfícies e o detalhamento construtivo. caracterizando-as e identificando as incidências normativas a respeitar. passando pela sua importante fase de fabrico e mesmo transporte até ao local da obra. com toda a dificuldade de interpretação. na certeza que ambas acabam por ser contributos inseparáveis das ligações entre peças metálicas. até à montagem e ensaio de estrutura. desde a decapagem. Designadamente apresentou-se. bem como se enumeraram as fases do processo de fabrico nos seus passos fundamentais. ainda que de forma sumária. bem como ao seu melhor emprego. organização e alguma sobreposição ou contradição. tanto o corrente em perfis e chapas. o corte. 98 . acredita-se que foram tocados os aspectos fundamentais que se encerram na temática da Execução de Estruturas Metálicas. sendo certo que será a parte 2 a mais significativa no que à execução toca. abandonando definitivamente outras congéneres (ISO. Dentro das ligações mecânicas e soldadas explicitou-se o sentido e o papel de uma e outra. Porém é ainda manifesta a dispersão normativa. as normas europeias EN de uma forma estrutura e racional. soldadura e as ligações mecânicas foram assuntos abordados com uma relativa profundidade. para uma crescente estabilização. no sentido de estabelecer. em concreto e sem equívocos. que se inicia no estudo do Projecto. sendo corrente para uma mesma situação simples a necessária leitura de múltiplas normas. a enformagem. sobretudo a norma europeia EN 10025 e o Eurocódigo 3.). tendendo. partindo do conteúdo que o Projecto/Concepção deve incluir. o desempeno de peças. como o utilizável nas ligações mecânicas e soldadas. Identificou-se o material aço estrutural e suas principais características. Estabeleceu-se. a furação. Muito trabalho e optimização documental ainda haverá a fazer nesta área. Para tanto recorreu-se à normalização em vigor. Ultrapassou-se mesmo o mero âmbito das disposições reguladoras e completou-se com recomendações surgidas da prática diária da oficina. passando pela metalização e terminando na pintura.

tal desiderato só pode ser concretizado no conhecimento bastante do comportamento estrutural e na melhor forma de bem construir. a sua estabilização e modo de fixação. Termina-se sublinhando a importância da minimização de custos e racionalização de meios. Ora. A ordem e forma de descarga em obra mereceu igual preocupação. que é a montagem em obra das peças da estrutura metálica.Execução de Estruturas Metálicas O transporte e também um dos pontos críticos. De facto. Faz-se referência a todo o processo e metodologias de montagem das referidas peças. Todos os trabalhos. Desde logo os cuidados a ter no manuseamento das peças até à sua colocação no veiculo que irá efectuar o transporte. tendo sido elencados os cuidados principais a ter nesta etapa da Execução de Estruturas Metálicas. 99 . tal como os outros atrás mencionados. incluindo as regras de fixação às fundações e o aperto global das ligações. seguindo a mesma legislação anteriormente referida (prEN 1090-2 [3]) e outras que lhe sejam aplicáveis. testes e correcções necessárias à completa verificação das peças. têm de estar de acordo com a legislação em vigor (nomeadamente a EN 1090 [3]). no sentido de cada vez mais tornar as Estruturas Metálicas uma solução construtiva de utilização crescente. A última fase trata uma das mais importantes partes de todo o processo. não só pela sua beleza como pela facilidade de reciclagem. este é um tema de vanguarda num mundo cada vez mais concentrado em preocupações ambientais e de sustentabilidade. Ficou ainda claro que durante e no final de todo o processo de fabrico é obrigatório realizar as inspecções.

Cap. 6 . (Supersedes EN 10113 : parts 1 & 3 : 1993 PART 5 Technical delivery conditions for structural steels with improved atmospheric corrosion resistance – also known as weathering steels. PART 2 Technical delivery conditions for non-alloy structural steels.html.“Steel products with improved deformation properties for Standardisation perpendicular” Costa Neves. Disponível em www. João Estruturas Metálicas – EC3.abcem.European Committee Eurocode 3 (EN 1993): Design of steel structures / Part 1-1: General rules for Standardisation and rules for buildings.Part 3: Technical rules for execution of aluminium structures. (Supersedes EN 10155 : 1993 PART 6 Technical delivery conditions for flat products of high yield strength structural steels in the quenched and tempered condition. Disponível em www.European Committee Norma prEN 1090: for Standardisation prEN 1090-1: 2004 – Steel and aluminium structural components .2004: for Standardisation PART 1 General technical delivery conditions. prEN 1090-3: 2005 – Execution of steel and aluminium structures . Indústria e Construção. 2006. prEN 1090-2: 2005 – Execution of steel structures and aluminium structures . Casa da Moeda 100 .European Committee EN 10164 . (Supersedes EN 10025 : 1993) PART 3 Technical delivery conditions for normalised/normalised rolled weldable fine grain structural steels.htm [Consultado em 19/08/2007] [Em linha].European Committee Norma EN 10025 . June 2004. (Supersedes EN 10137 : parts 1 & 2:1996) [5] [6] [7] [8] [9] [10] CEN . FCTUC. REAE.graciella. INCM – Imprensa Nacional Regulamento de Estruturas de Aço para Edifícios. Porto.br [Consultado em 21/07/2007] CEN . [Consultado Graciella .Comércio. Disponível em http://www. Supersedes EN 10113 : parts 1 & 2 : 1993 PART 4 Technical delivery conditions for thermo mechanically rolled weldable fine grain structural steels.esabna. Luís Aulas 9 e 10 da disciplina de Execução e Estruturas Metálicas.com/mexico/ producto.Ligações.br/ estrut. UFP. 1985. CEN . 2005.General delivery conditions.Stage 34.Part 2: Technical requirements for the execution of steel structures . Lda.org. em 31/08/2007] Guerra Martins. ESAB – Welding &Cutting [Em linha]. Mestrado e Pós-graduação em Construção Metálica e Mista.com.Execução de Estruturas Metálicas Bibliografia [1] [2] [3] Associação Brasileira de Construção metálica [Em linha]. [4] CEN .

2005/2006 [Em linha].org/v3/service.asp [Consultado em 19/08/2007] [Em linha].htm [Consultado em 12/09/2007] MECHANICS OF MATERIALS 2.htm [Consultado em 12/02/2008] [12] [13] [14] [15] [16] [17] [18] [19] [20] Santos & Castro. Disponível em http://www. ISO e EN relacionadas com Desenho Técnico. 1997 [Em linha]. Escola Superior de Tecnologia de Tomar. IST.otua.voestalpine. Disponível em http://www. Butterworth-Heinemann.pt [Consultado em 25/08/2007] [Em linha].com. Resistência última de aço formado a frio pela análise linear de estabilidade. Disponível em http://www. 2000.br/custos. Disponível em http://www.portaldagalvanizacao. Third edition.com/ag/de. de Engenharia e Tecnologia Industrial João M. Lisboa.santoscastro. Oxford. Pereira Dias Luís Carlos Prola. Setembro. Departamento de Engenharia Mecânica. 2001.it [Consultado em 22/08/2007] Tecnologia Naval – Parte I – Tecnologia e Comportamento dos Materiais no Meio Ambiente. Lda Spare's Website Unidade de Engenharia e Tecnologia Naval VoestAlpine E. IST.Execução de Estruturas Metálicas [11] INETI – Instituto Nacional Guia Técnico – Sector da Indústria Marítima. Portugal [Em linha]. J. Igor Pierin Portal da Galvanização Normas NP.spare. Disponível em www. HEARN Office Technique pour l’Utilisation de l’Acer 101 .

Verificação através do método dos factores parciais.1. peso próprio e sobrecargas nos edifícios. Propriedades geométricas.Execução de Estruturas Metálicas Anexo 1 – Resumo dos Eurocódigos afectos a estruturas metálicas A.2 . • • • EN 1991-2 Tráfego nas pontes.1 . EN 1991-4 Acções nos silos e tanques. Generalidades. Modelação para análise estrutural e sua resistência. Acções em estruturas e influências ambientais. EN 1991-1-3 Acções gerais – Neve EN 1991-1-4 Acções gerais – Vento EN 1991-1-5 Acções gerais – Sismos EN 1991-1-6 Acções gerais – Acções durante a execução EN 1991-1-7 Acções acidentais. Projecto por ensaios e controlo de qualidade.1. Propriedades dos materiais. Requisitos. Estados-limite. EN 1991-1-2 Acções gerais – Acções na estrutura expostas a fogo.Eurocódigo 3 – Estruturas metálicas Este Eurocódigo deve ser seguido complementando com os seguintes documentos: 102 . EN 1991-1-1 Densidades. EN 1991-3 Acções induzidas pelas maquinarias e guindastes.Eurocódigo 1 – Acções em Estruturas • EN 1991-1 Tráfego nas pontes. A.

EN 1993-2 Estruturas metálicas: Pontes em Aço.Execução de Estruturas Metálicas EN 1990 “Base de projecto estrutural” EN 1991 “Acções em estruturas” ENs. depósitos e oleodutos EN 1993-5 Estruturas metálicas: Estacas EN 1993-6 Estruturas metálicas: Estruturas de aparelhos de elevação EN 1993-2 para EN 1993-6 refere a regras gerais em EN 1993-1. EN 1993-1 “Regras gerais e regras para edifícios” compreende: • • • • • • EN 1993-1-1 Estruturas metálicas: Regras gerais e regras para edifícios. ETAGs e ETAs para construção de produtos revelantes para estruturas metálicas. EN 1993-3 Estruturas metálicas: Torres. EN 1993-4 Estruturas metálicas: Silos. 103 . Eurocódigo 3 está subdividido em várias partes: • • • • • • EN 1993-1 Estruturas metálicas: Regras gerais e regras para edifícios. EN 1993-1-2 Estruturas metálicas: Resistência ao fogo EN 1993-1-3 Estruturas metálicas: Elementos e chapas finas enformadas a frio EN 1993-1-4 Estruturas metálicas: Aços inoxidáveis. EN 1993-1-5 Estruturas metálicas: Elementos laminares EN 1993-1-6 Estruturas metálicas: Resistência à estabilidade de cascas. Parte das regras EN 1993-2 para EN 1993-6 suplemento de regras gerais em EN 1993-1. mastros e chaminés. prEN 1090 “Execução de estruturas metálicas – Considerações técnicas” EN 1992 para EN 1999 quando estruturas metálicas ou componentes metálicos são referenciados para.

Eurocódigo 8 – Projecto de estruturas em Zonas Sísmicas EN 1998 Eurocode 8: Design of structures for earthquake resistance: • (1) EN 1998-1 applies to the design of buildings and civil engineering works in seismic regions. Certain types of structures. some of which are specifically devoted to the design of buildings. • • (4) Section 4 of EN 1998-1 contains general design rules relevant specifically to buildings.3 . relevant specifically to buildings as follows: Section 5: Specific rules for concrete buildings. EN 1993-1-11 Estruturas metálicas: Dimensionamento de elementos traccionados. It is subdivided in 10 Sections.1. (5) Sections 5 to 9 of EN 1998-1 contain specific rules for various structural materials and elements. A. Section 9: Specific rules for masonry buildings. • • • • • EN 1993-1-8 Estruturas metálicas: Ligações metálicas EN 1993-1-9 Estruturas metálicas: Fadiga. Estruturas metálicas – Aços de alta resistência. Section 8: Specific rules for timber buildings. dealt with in EN 1998-2 to EN 1998-6. Section 6: Specific rules for steel buildings. EN 1993-1-12. EN 1993-1-10 Estruturas metálicas: Fractura. need complementing rules which are given in those Parts. Section 7: Specific rules for composite steel-concrete buildings. 104 . • (6) Section 10 contains the fundamental requirements and other relevant aspects of design and safety related to base isolation of structures and specifically to base isolation of buildings.Execução de Estruturas Metálicas • EN 1993-1-7 Estruturas metálicas: Resistência e estabilidade de elementos planos carregados transversalmente. • (2) Section 2 of EN 1998-1 contains the basic performance requirements and compliance criteria applicable to buildings and civil engineering works in seismic regions. • (3) Section 3 of EN 1998-1 gives the rules for the representation of seismic actions and for their combination with other actions.

NOTE: Informative Annex A and informative Annex B contain additional elements related to the elastic displacement response spectrum and to target displacement for pushover analysis. Parte 1-2 Resistência ao fogo.Eurocódigo 9 – Projecto de estruturas de alumínio • • • Parte 1-1 Regras gerais e regras para edifícios. A.Execução de Estruturas Metálicas NOTE: Specific rules for isolation of bridges are developed in EN 1998-2. • (7) Annex C contains additional elements related to the design of slab reinforcement in steelconcrete composite beams at beam-column joints of moment frames. Parte 2 Regras para as estruturas susceptíveis à fadiga.4 . 105 .1.

ao facto de que as características de durabilidade de uma camada de zinco obtida por imersão a quente praticamente são independentes do seu processo de obtenção. vêm sendo compilados através de ensaios reais de corrosão. Espessura total da película: 190 mícrones (mínimo).indicado para ambientes salubres ou expostos a vapores solventes. sobretudo. de acordo com o ambiente exposto e a camada de zinco pode-se prever a vida útil do material (podendo chegar a 50 anos. prevê as seguintes etapas: Limpeza a jacto metálico (acabamento quase branco) – grau de decapagem SA 2 ½. sendo um tratamento por imersão a quente contra a corrosão conhecido no mundo todo há mais de 130 anos.Pintura Existem vários sistemas de pinturas protectivas para metal. Duas demãos de primário zarcão alquídico: 35 mícrones (mínimo por demão). A. Duas demãos de primário zarcão alquídico: 35 mícrones (mínimo por demão).2.2. 106 . Numerosos dados de vida útil de camadas de zincagem. mas dependendo da agressividade ambiente . actualmente é possível prever a durabilidade de um recobrimento de zinco obtido por imersão a quente com uma margem de erro muito menor que no caso da pintura.1 . Duas demãos de acabamento com esmalte alquídico: 30 mícrones (mínimo por demão). adaptado]. Desse modo. no sentido de se poder efectuar uma decisão mais informada e adequada a cada caso prático real [15.Execução de Estruturas Metálicas Anexo 2 – Comparação entre a Metalização e a Pintura Apresenta-se um estudo comparativo entre a zincagem por imersão a quente e a pintura. ou seja. nos mais variados ambientes. Isso se deve. • Sistema epóxi . sendo as mais comuns os seguintes: • Sistema alquídico – recomendado para ambientes normais.2 . Espessura total da película: 130 mícrones (mínimo). o que é primordial no calculo da vida útil [1]). inclui: Limpeza a jacto metálico (acabamento quase branco) – grau de decapagem SA 2 ½.Zincagem por imersão a quente Como vimos. é um tratamento que tem como finalidade a obtenção de uma camada de zinco sobre uma peça de ferro ou aço. A.sendo que a velocidade de corrosão do zinco é 1/10 da velocidade de corrosão do ferro. Duas demãos de acabamento com esmalte epóxi: 60 micra mícrones (mínimo por demão).

A preparação inadequada da superfície. De notar que. em interior e exterior.3 . em ambientes moderadamente corrosivos. por exemplo. Espessura total da película: 190 mícrones (mínimo). espalhamento. inclui: Limpeza a jacto metálico (acabamento quase branco) – grau de decapagem SA 2 ½. quando expostas a ambientes agressivos. A. o primário de zarcão alquídico está presente. 107 . Pelo exposto se compreende a preferência generalizada pelas tintas com base num resina epóxi. em todos os esquemas de pintura. como preparação da superfície. tanto mais que são mais económicas que a borracha clorada. Tem características de boa aplicabilidade. aderência e lixagem. Especialmente recomendado para aplicação em estruturas metálicas. pois as pinturas alquídicas. Trata-se de um primário anticorrosivo à base de resinas alquídicas longas em óleo.Execução de Estruturas Metálicas • Sistema borracha clorada .recomendado para ambientes salubress ou expostos a gases ácidos. formulação e preparação da tinta. pigmentado com óxido de ferro. Duas demãos de acabamento com esmalte borracha clorada: 60 mícrones (mínimo por demão). pode reduzir pela metade a vida útil da película. devido à dependência de diversos factores. Todos esses itens explicam a escassez de dados práticos referentes à durabilidade de um sistema de pintura predeterminado. se saponificam em prazo bastante curto. técnica de aplicação e espessura da película. A vida útil apresentada a seguir é uma orientação quanto à ordem de grandeza dos sistemas de pintura analisados: Sistema alquídico – 4 anos Sistema epóxi – 8 anos Sistema borracha clorada – 7 anos.Vida útil da pintura É extremamente difícil prever a vida útil de um recobrimento pintado. pode ser utilizado em sistemas onde sejam impostas restrições ao uso de primários de zarcão (óxido vermelho). provocando o destacamento da película.2. Duas demãos de primário zarcão alquídico: 35 mícrones (mínimo por demão). Uma vez que este produto não contém chumbo.

• O custo de aplicação representa cerca de 10 a 30% do custo inicial de uma pintura e constitui-se na apropriação dos custos envolvidos que são: Custo da mão-de-obra. Amortização dos equipamentos. Custo de materiais como solventes e outros materiais de limpeza. 108 .4 . Ca = custo de aplicação por m2. Ct = custo das tintas por m2. Custo da limpeza com solvente (material e mão-de-obra).2. constitui-se na apropriação dos custos a seguir indicados: Custo da inspecção. Custo da remoção de defeitos superficiais (material. representa 40 a 60% do custo inicial de uma pintura. dividido pelo número de anos previstos para o esquema de pintura. • Custo inicial: é dado pela expressão Ci = C1 + Ct + Ca Ci = custo inicial por m2.Execução de Estruturas Metálicas A.Aspectos Económicos da Pintura Dois tipos de custos são importantes na pintura industrial: o custo inicial e o custo de manutenção (retoques e repinturas). amortização de equipamento e mão de obra). • Custo de manutenção: constitui-se no somatório dos custos de retoques com os custos de repintura. • O custo de cada tinta é dado pelo quociente entre o preço do litro da tinta pelo rendimento prático. Este custo. fornece o custo anual. C1 = custo de limpeza por m2. Custo de energia (eléctrica ou pneumática). • Custo acumulado: é obtido pelo somatório do custo inicial com os custos de retoques e repinturas. O custo da limpeza. para uma determinada espessura.

relacionada com o custo e despesas de manutenção.Aços zincados por imersão a quente versus aços pintados com tintas líquidas Na escolha de qualquer revestimento deve ser levado em conta sua vida útil. A. escova.Execução de Estruturas Metálicas Custo da limpeza mecânica (custo de energia.Esquemas de Pintura de Aços Pintados com Tintas Líquidas Na tabela 25 apresentam-se três esquemas de pintura industrial.6 . Horst Reiche Graus de Limpeza: St3 → limpeza mecânica (lixa. mão de obra.2. Sa2 → jacto abrasivo comercial. 35 µm película seca ---SEMINOBRE Sa2½ NOBRE Sa2½ TRATAMENTO 2 demãos de Óxido de Ferro Epóxi. Apesar de poderem ter um custo de aplicação maior. FERREIRA. Estudos comparativos dos custos entre ambos mostram que o custo da zincagem sobre a pintura. sem necessidade de serviços de manutenção frequentes. considerada uma vida útil de 25 anos é de 2 a 3 vezes menor (CORRÊA.2. Arnaldo. 35 µm película seca 2 demãos de Epóxi Alta Espessura.5 . etc. 75 µm película seca ---1 demão de Óxido de Ferro Epóxi. conforme citação na bibliografia [13]). A. • O custo das tintas representa 20 a 40% do custo inicial de uma pintura e constitui-se no somatório dos custos das tintas referentes a cada demão aplicada. – Corrosão e Tratamento Superficiais dos Metais.). D. Tabela 25 – Esquemas tipo de pintura industrial [13] ESQUEMA DE PINTURA CONVENCIONAL LIMPEZA TINTA DE FUNDO TINTA INTERMEDIÁRIA TINTA DE ACABAMENTO St3 ou Sa2 2 demãos de Zarcão Alquídico Óleo Modificado. J. Sa2½ → jacto abrasivo ao metal (acabamento quase branco – superfície brilhante afagada). 120 µm película seca 2 demãos de tinta Alquídica Brilhante. abrasivos. 35 µm 1 demão de Zinco Etil película seca Silicato. amortização de equipamentos e outros). podem ser mais vantajosos para aplicação em estruturas que exigem uma longa vida. 30 2 demãos de Esmalte Fenólico Pigmentado µm película seca com Alumínio. 109 . 25 µm película seca Fontes (conforme citação em [13]): Prof.

dia) Taxa de Cloretos (mg/m2.8 .Durabilidade do revestimento de tinta dos aços pintados Na tabela 26 apresentam-se exemplos comparativos entre esquemas de pintura em aço (não galvanizado) em diferentes ambientes corrosivos. coordenados pelo Centro de Pesquisa de Energia Eléctrica (CEPEL) e Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) em conjunto com 110 .2. P: .3 69 MARINHA (FORTALEZA/CE) 26 75 5 (baixa) 300 (muito alta) 118 5.Execução de Estruturas Metálicas A. destacando-se que os valores constantes da tabela estão expressos em anos e são baseados em dados práticos.5 a 2.3 a 0.Durabilidade do revestimento zincado A tabela 27 integra o estudo do Mapa de Corrosão Ibero-americana.5 2a4 7 a 10 Fonte (conforme citação em [13]): NUNES.Pintura Industrial Tabela 27 – Exemplos comparativos em ambientes diferenciados [13] TIPO DE ATMOSFERA PARÂMETRO RURAL (BELÉM/PA) Temp.2. Média (%) Taxa de SO2 (mg/m2.R.8 a 1. Média (˚C) U. L.dia) Taxa de corrosão do aço nu (µm/ano) Taxa de corrosão do aço galvanizado (µm/ano) Durabilidade para camada de 90µm do aço galvanizado (ano) 26 86 5 (baixa) 2 (baixa) 27 1.2 78 INDUSTRIAL (COSIPA – CUBATÃO/SP) 23 75 54 (alta) 14 (baixa) 160 1.8 0.5 1a2 4a7 1.5 a 1 2a4 0. considerando-se tintas de boa qualidade. aplicação adequada e ausência de danos mecânicos.7 . Tabela 26 – Exemplos comparativos entre esquemas de pintura em aço [13] TIPO DE ATMOSFERA ESQUEMA DE PINTURA Retoques CONVENCIONAL SEMINOBRE NOBRE 4a6 5a7 4a6 RURAL INDUSTRIAL MARINHA Repintura Repintura Repintura Repintura Total Retoques Repintura Total Retoques Repintura Total Parcial Parcial Parcial 6a8 7 a 10 8 a 12 8 a 10 10 a 12 12 a 16 2a4 3a6 5a7 4a7 6a8 7 a 10 7 a 10 8 a 12 10 a 15 0.4 17 Fonte (conforme citação em [13]): MICAT – Mapa Iberoamericano de Corrosividad Atmosférica – Programa CYTED (valores aproximados) A.

Execução de Estruturas Metálicas os demais países latino-americanos e da península ibérica.7 vezes a soma das expectativas de vida útil separadas (efeito sinérgico). Sua validade é nítida para atender a requisitos especiais de resistência à corrosão ou aparência). além de proporcionar posteriormente manutenções fáceis e baratas (ver figura 36). Figura 36 – Recomendação sobre a utilização de galvanização e pintura [15] 111 . A.Aços zincados por imersão a quente pintados com tintas líquidas (Sistema Duplex) Uma boa pintura pode prolongar a vida útil dos produtos zincados de 1. A. com duração de 12 anos nas atmosferas rural e industrial e de 17 anos na atmosfera urbana.2. No exemplo de ambiente rural temos uma cidade do interior do Amazonas.9 . conforme critérios recomendados pelas Normas ISO 9223 e 9224 demonstram que a taxa de corrosão do aço zincado decresce ligeiramente com o tempo.2. realizados pelo IPT.10 .Comparação entre as diferentes atmosferas Ensaios de exposição de painéis de aço zincado. tendendo a uma estabilidade. no industrial de uma cidade com forte indústria química e no de ambiente marinho uma cidade costeira do Atlântico Sul com intensa maresia.5 a 2.

De igual modo todo o processo de transporte e montagem severa ser acompanhado e assistido pela Fiscalização. Transporte. Montagem. 112 . utilizando-se a execução de um pórtico de uma nave industrial. Manutenção (esta última meramente informativa e não pertencente à execução). respectivamente a viga de cobertura e o seu pilar de suporte. A tarefa é proceder à execução do conjunto de peças cujos desenhos estão na figura 37 e 38. De frisar que a preparação dos desenhos e especificação das dimensões necessárias ao fabrico das peças metálicas deverá ser acompanhada pela Fiscalização.Execução de Estruturas Metálicas Anexo 3 – Caso de estudo Este anexo materializa um caso prático que pretende recriar uma situação real que concretize os conceitos teóricos atrás expostos no texto. O exemplo encerra 4 partes: Fabrico. devendo merecer aprovação prévia à sua execução.

113 .Execução de Estruturas Metálicas Figura 37 – Viga-exemplo de cobertura do pórtico industrial a duas águas.

Execução de Estruturas Metálicas Figura 38 – Pilar-exemplo de pórtico industrial a duas águas. 114 .

Visitar o local da obra inteirando-se das suas características e condicionantes. ou produção da estrutura.Fabrico/Produção da estrutura A selecção da natureza e qualidade dos materiais e o processo de fabrico terão de estar conforme o prescrito no texto deste trabalho. em geral. aço estrutural do tipo S355JR (EN 10025-2). Estabelecer o processo de fabrico. devendo surgir a sua identificação nas Peças Desenhadas e Medições. de reforço e de ancoragem). não é possível dissociar uma fase da sua antecedente e precedente.Fase 1 . incluindo de topo. pelo Caderno de Encargos e pelo conteúdo de todos os capítulos atrás patenteados. sem que verifiquem atrasos e/ou situações de desconformidade qualitativa. na maior parte das vezes. passa por uma série de fases que se encadeiam de forma lógica e relativamente dependentes entre si.3. Este aço será adoptado quer para perfis como para chapas (em geral. 115 . será o S355JR para perfis e chapas. Quer isto dizer que. O aço escolhido. seu planeamento e execução.3.2 . Todas as fases decorrerão em respeito pelo Projecto. O fabrico. pelas razões atrás apontadas.Execução de Estruturas Metálicas A. A. é um aspecto decisivo no que concerne a: • • • • Estudar o Projecto no seu conjunto de Peças Escritas e Desenhadas. “Capítulo 2 – Caderno de Encargos” e ”Capítulo 3 – Execução”.1 – Geral Neste caso prático será adoptado. Ir-se-á apresentar as diversas fases do processo de fabrico na sequência mais racional e usual. respectivamente e de forma genérica. tendo em vista os equipamentos e ferramentas a utilizar. FABRICO . • Quantificar os materiais a adquirir e efectuar consultas de compra (eventualmente também equacionar compra. bem ainda como de acordo com a normalização e legislação em vigor. dado possuir elevada relação preço/qualidade. de equipamentos e ferramentas). ou aluguer. Quantificar o tipo e quantidade de mão-de-obra a utilizar e o tempo que cada vai ficar hipotecada aos trabalhos a realizar (a medição do tempo por mão-de-obra permite saber a ocupação de equipamentos).Estudo do projecto e planeamento preliminar (encomenda e preparação dos trabalhos oficinais) A preparação da obra.

etc). a seguinte (contudo. de modo a que se verifique se os critérios de aceitação estão a ser cumpridos. quinagem.Preparação das componentes individuais (sub-elementos das peças estruturais) O início das operações de fabrico pode ter lugar após a chegada dos materiais. Estas operações têm. de acordo com o Plano de Fabrico. por base os desenhos e especificações do projecto de execução da estrutura. em geral.Fase 3 . Será recomendada a marcação do material logo na altura da sua recepção em oficina.Fase 2 . 116 . Em todos os casos temos de aplicar a mesma sequência de critérios a seguir. poderão aqui existir situações em que é mais rentável trocar a sequência que se apresenta): • • • Operações de corte (chapas. chapas. dado incluírem sistemas automáticos de detecção de erros. bem como possibilitam uma visualização tridimensional da estrutura. Operações de furação (chapas e perfis). FABRICO . dobragem. bem assim como a recepção dos materiais para soldadura e pinturas.Execução de Estruturas Metálicas • • Consultar subempreiteiros das especialidades a entregar no exterior (se for o caso). Neste caso os desenhos de fabrico podem ser gerados automaticamente pelo software referido. separando-se a recepção da peça metálica. Elaborar os cronogramas de tarefas tendo em vista o cumprimento do prazo de execução. Também aqui se podem pedir preços para a parte de movimentos de terras e fundações de betão armado. dá-se a preparação da encomenda dos perfis. da dos parafusos. perfis. FABRICO . Existe já software específico para modelação e preparação de estruturas metálicas. Operações de conformação (calandragem. No final desta etapa de produção de desenhos de execução e acerto de medições (com verificação de erros e/ou omissões nas medições oficiais do Dono-de-Obra). automática ou manual. sendo. se necessário. anilhas e porcas.Recepção dos materiais A triagem e armazenamento do material a aprovisionar em fábrica será realizada de acordo com a sequência e tipo de operações em que estes vão ser aplicados. o que permite minimizar erros de preparação. tubos). separar uma amostra para que depois seja ensaiada. parafusos e demais acessórios necessários à produção das peças. se fizerem parte da empreitada adjudicada. Será prevista a recepção seriada do material. como é óbvio. no sentido de ficar claro qual a obra a que se destina.

utilizando torno de esmeril ou rebarbadora. Contudo. situações existem em que torna mais recomendável alterar este faseamento. este varia em função dos recursos de cada empresa. • Chapas de ligação: Operação de corte → processo executado com uma máquina de oxi-corte. com significado. Operação de furação → processo executado no centro de furacão e maquinagem. Também sub-peças de difícil acesso após a assemblagem de peças principais devem agora ser soldadas. que se dão os grandes trabalhos de soldadura. são. pois será em fase seguinte. Como se referiu. FABRICO . através de brocas.Fase 4 . na sua maioria. com vista a um mais fácil acerto entre peças as unir (maior coincidência entre os diversos furos).) é seguido de uma verificação de cotas. Como será óbvio pequenas soldaduras que não influenciem. após a verificação da geometria global da estrutura em pré-montagem. os acertos numa montagem global da estrutura. à que chamar à atenção que as operações de soldadura a decorrer nesta fase. pilares compostos. colocando-as na posição de projecto e fixando-as com pré-soldadura por pontos (“pingagem” da peça). sendo comum: • Perfis e tubos: Operações de corte → processo executado com serrote automático (em geral de fita). podem já ocorrer. de pequena monta. O mesmo pode suceder com certo tipo de operações de furação. Na fase final destas operações são retiradas as imperfeições e restos de material provenientes do corte e furação. Operações de calandragem → processo executado com uma calandra. Este posicionamento relativo dos diferentes elementos para formar as peças principais (vigas de cobertura. optimizando o tempo de execução. treliças. etc. Por exemplo. Operações de furação → processo executado por equipamento automático de broca. Caso as cotas 117 .Assemblagem prévia das componentes individuais e verificação topológica (pré-montagem sectorial da estrutura) Nesta altura estamos em condições de posicionar as peças soltas já preparadas.Execução de Estruturas Metálicas • Operações de soldadura (chapas e perfis). proceder primeiro à soldadura e só depois à furação. Em termos de equipamento a utilizar para o diverso tipo de peças.

Esta operação permite remover da superfície toda a camada oxidada e outras sujidades.Fase 6 . sendo feito um rastreio aleatório de inspecção a uma parte delas. o passo seguinte consiste introduzir as peças na câmara de decapagem para lhes conferir o grau de decapagem necessário. passa-se à fase de seguinte. então. FABRICO . Este plano é proposto pelo Empreiteiro à Fiscalização que deverá consultar o Projectista. As soldaduras são inspeccionadas visualmente. FABRICO . em número convencionado. Esta operação decorre de acordo com o vertido anteriormente nos subcapítulos 2. poderíamos optar por um esquema mais económico e muito usado em termos nacionais: 118 . num dos seus topos. conferindo uma protecção máxima. de acordo com o Caderno de Encargos com um nível SA 2½. com recurso a ensaios não destrutivos. Deste modo. O elemento estrutural é movimentado.Execução de Estruturas Metálicas estejam de acordo com o desenho de fabrico.10 deste trabalho. Neste caso de exemplo a escolha de protecção recairia numa metalização seguida de uma pintura em resina epoxy.Fase 5 . utilizando os processos correntes (MIG/MAG).Saneamento da soldadura definitiva e protecção superficial Encontrando-se as peças já produzidas efectua-se a limpeza das mesmas e procede-se à sua protecção anti-corrosiva e. previamente ao início do processo de fabricação da estrutura. neste caso. de soldadura efectiva e definitiva. eventualmente. pelo Dono-de-Obra. já com todos os componentes colocados na sua disposição final.Soldadura definitiva de peças estruturais Realiza-se. Não deverá ser dado o trabalho por pronto enquanto não se proceder à verificação de todas as soldaduras executadas. com o número da componente a que corresponde no desenho de execução. nesta fase. Por regra dá-se neste passo a marcação indelével da peça marcando-a por punção. de acordo com o especificado no Caderno de Encargos. com um menor custo de protecção anti-corrosiva. a soldadura definitiva das diversas componentes entre si. uma protecção também anti-fogo. de acordo com o Plano de Inspecção e Ensaios. bem como dotar a superfície de um nível de rugosidade indicado para posteriormente serem aplicada a protecção. para a zona de soldadura. anti-fogo. Na eventualidade de ser pretendida.4 e 3. incluindo a obra a que se destina.

etc.Execução de Estruturas Metálicas Aplicação de um primário rico em zinco com 50µm seco ou 100µm húmido. bem como de realiza inspecção visual para a detecção de defeitos de pintura.Fase 7 . Para as componentes necessárias temos o preço por unidade de peso na tabela 28. FABRICO . com 30mmm ambas. contudo esta dimensão inclui as chapas de topo. como o embalamento identificado de acessórios (como parafusos. Uma demão de tinta intumescente (protecção ao fogo). Uma demão de acabamento acrílico com 50µm seco ou 100µm húmido. sendo certo que um mesmo perfil pode proporcionar dois reforços (corte simétrico. esta tem um reforço nos apoios por corte de um outro perfil HEA600.Preparação das peças estruturais e material para expedição A última fase corresponde à preparação das peças estruturais e do material para expedição para o local da obra. apenas o trabalho de corte é mensurável.Optimização de componentes e contabilização de desperdícios de fabrico Vai-se efectuar um estudo de optimização das componentes de fabrico de estruturas.Custo unitário do material (€/kg) Material Perfil laminado a quente do tipo HEA600 (178kg) Cantoneira laminadas a quente Chapas laminadas a quente Custo Unitário (€/Kg) 0. Tabela 28 – Caso de Estudo . nomeadamente escorridos. incrustações e sujidades. FABRICO .75 0. tendo em contas as dimensões comerciais que o mercado impõe. conforme 119 . Conforme Caderno de Encargos. Isto compreende não só a colocação das peças estruturais na ordem de montagem.78 0. no final das aplicações das camadas acima identificadas são efectuadas verificações da espessura de cobertura das mesmas (com equipamento apropriado). bolhas de ar.80 Perfis laminados A viga de cobertura tem um total de 12038mm. Podemos considerar que a peça está optimizada e o peso em kg da perda não pode ser contabilizado. pelo que o desperdício para um perfil HEA600 de 12000 será perfeitamente desprezível: 12038mm-2×30mm = 11978mm → 12000-11978mm = 22mm. tanto em termos de perfis como de chapas. porcas e anilhas). com 260µm seco ou 375µm húmido. Ainda no que trata à viga de cobertura.

então. contudo esta dimensão inclui as chapas de topo. agora de 16000mm-3×4845mm = 1465mm → 260. num 2. se assim entendermos. este tem um total de 10553mm. que daria 3 peças duplas e apenas um desperdício 1465mm. sendo a sobra deste pórtico 1507mm. De notar que os perfis são rectos. corresponde a cerca de 400€). não mensurável. em troços de 120mm. pois se houvesse curvatura. que a cerca de 750€ a tonelada. Mais. bem como o Caderno de Encargos o permitir. com 100mm. O comprimento do reforço é de 4845mm. Atendendo ao preço da soldadura (mão-de-obra e outros custos incluídos) seria uma possibilidade a considerar. A decisão de utilizar este desperdício passa por a soldadura ser mais económica do que a diferença entre um perfil de 9000m para 12000mm (3m x 178kg/m = 534kg. muito embora surja uma soldadura a encarar. temos 25 componentes certas para um perfil dessa dimensão e desperdício nulo. Também poderemos considerar que a peça está optimizada. em pares. Por último refira-se a existência de cantoneira de abas iguais. Poderíamos.8kg → ±196€ por 3 pórticos (6 reforços) e ±32€ por reforço (um custo bastante menos significativo e menos de metade do anterior). pelo que o desperdício para um perfil HEA600 de 6000 será: 6000mm-4845mm = 1155mm → 205. sendo que o custo de desperdiço será. pelo que esta excepcional optimização não seria viável. como o corte sucessivo de reforços se faz com a mesma inclinação a serão dispensados 3 cortes (de remate em cada peça) face ao que se teria de contabilizar para perfis de 6000mm (a figura 39 também mostra esse efeito). satisfazendo o fabrico de 3 pórticos.1493mm = 14mm. ou seja. 120 . Figura 39 – Um mesmo perfil proporciona dois reforços por corte simétrico do mesmo Conclui-se que a peça está optimizada para um perfil de 16000mm.6kg → ±154€ por pórtico (2 reforços) e 77€ por reforço. Dado que este valor de comprimento é divisível por 3000mm.Execução de Estruturas Metálicas esquema da figura 29). dado que: 9000mm+1493mm = 10493mm (comprimento do pilar). aparafusadas nos banzos do pilar. dado que. optar antes por um perfil de 16000m. com operação de calandragem. A ser o caso o desperdício de perfil para pilar seria: 1507mm . pelo que o desperdício para um perfil HEA600 de 12000 será: 10553-40mm-20mm = 10493mm → 12000104938mm = 1507mm. para permitir a fixação dos perfis na calandra e realizar o raio de curvatura na zona pretendida. seria necessário um comprimento extra de perfil. com 40mmm a de base e 20mm a de coroamento de pilar. No caso do pilar em que apoia a viga de cobertura.º pórtico poder-se-ia usar o desperdício para soldar a um perfil HEA600 de 9000mm.

vamos considerar desperdício nulo. verificando que no caso da chapa de 300m×600mm o remate é perfeito no final da peça 6000m×2000mm). 20.Execução de Estruturas Metálicas Perfis enformados a frio As madres de cobertura são perfis enformados a frio. Uma vez que não sabemos a dimensão do afastamento entre pórticos e existe alguma liberdade na encomenda de peças este tipo. 30 e 40 mm (a chapa de 15mm surge entre os banzos do pilar – com dois tipo de geometria. 15. conforme corte e nos reforços da ligação de base de pilar. Sendo as chapas adquiridas com 2000mm×6000mm. temos a seguinte proposta de corte de chapa da figura 40 (por simplicidade limita-se ao caso da viga. com 8mm de espessura. Desperdícios de chapa Para este pórtico temos 4 espessuras diferentes de chapa. e sendo as dimensões das diversas chapas constantes no quadro 29. Figura 40 – Caso de Estudo – Proposta de corte de chapas 300mm×600mm e 300mm×1095mm (assinalas com uma cruz “X” as partes em desperdício) 121 . conforme figura 38).

reforços e outros acessórios. considerou-se uma distância mínima entre elementos ou entre os elementos e os bordos da chapa de 10 mm nas chapas com 15 mm de espessura e de 15 mm para as de dimensão superior a 15mm de espessura. Contudo.18 0. que variam conforme a espessura da chapa) – ver exemplo na tabela 33 que incide sobre as chapas de topo 300mm×600mm das vigas de cobertura de um pórtico.3285 Quantidade (un) 60 30 Área total (m2) 10. baseada no preço global por kg (preços de concurso a Obra Pública) de obra pronta (tipo chave na mão). o desperdício no corte poderia ser inferior. por cada cobertura de pórtico produzida – duas vigas a 2×2 chapas de topo . • Corte. ao peso dos perfis costuma-se agravar em 10 a 15% (em obras correntes de estruturas de edifícios). ±620€. em geral). sendo certo que o valor real de execução que o Empreiteiro fornece é resultado de um estudo muito mais exaustivo e detalhado em todos os passos do processo (materiais + fabrico + transporte + montagem). De realçar que para ter em conta ligações. • Quantidade de chapas necessárias incluindo o desperdício (tem-se que comprar com base nas dimensões das peças de mercado. entre outros: • Preço do perfil necessário incluindo o desperdício (tem-se que comprar com base nas dimensões das peças de mercado.855 20. Com outros tipos de corte. 122 . Verifica-se que existe um desperdício de 3. que variam conforme o tipo de perfil e sua altura) – ver exemplo na tabela 32 que incide sobre as vigas de cobertura de um pórtico.345 m2. ponderando os seguintes aspectos pormenorizados. Obviamente que esta medição e orçamento apenas satisfaz o ponto de vista do Dono-de-Obra. ou seja.designação De topo na ligação viga-viga do perfil laminado a quente do tipo HEA600 (300mm × 600mm) De topo na ligação viga-pilar do perfil laminado a quente do tipo HEA600 (300mm × 1095mm) Área utilizada Área total Desperdício Área do elemento (m2) 0.Medições e Orçamento Para efeitos de uma estimativa orçamental do custo do pórtico vamos limitar-nos a uma avaliação de mercado (tabela 31).apenas corresponde a menos de 35€. e por questões do processo de corte usado para chapas (oxi-corte.Execução de Estruturas Metálicas Tabela 29 – Caso de Estudo – aproveitamento de chapa (30mm) para vigas de cobertura Chapa . o que corresponde a ±773kg. FABRICO . como a jacto de água.345 Para o aproveitamento.655 24 3.8 9.

como: horas/m2/demão). para este exemplo). m2. Metalização e/ou pintura (incluindo. m3. de forma separada. sendo o caso – note-se que também aqui há desperdícios. que pode ser por diveros tipo de unidade: m.Execução de Estruturas Metálicas • • • Furação. o rendimento prático na aplicação da tinta durante as operações de pintura é inferior a 50%). • • Subcontratação. mas pode variar. Tabela 31 .). para este exemplo). Montagem (adiante faz-se uma abordagem mais cuidada e completa. hora. • Custo de equipamento (também aqui atendendo ao rendimento. Em todos os casos deverá ser de diferenciar.Caso de Estudo – estimativa orçamental do pórtico (montagem incluída) 123 . etc. por exemplo. a tinta de protecção anti-corrosiva e a de protecção ao fogo. unitariamente (a que multiplicará as quantidades): • • Custo do material. Decapagem. Custo de mão-de-obra (atendendo ao rendimento por unidade de tempo. Outros custos directos e indirectos. • • Transporte (adiante faz-se uma abordagem mais cuidada e completa.

• Necessidade de balizagem e/ou policiamento. • Tempo de imobilização em carga e descarga (as paragens de tempo em carga e descarga podem onerar o transporte. podendo obrigar a ajudadas de custo complementares – estadia do condutor e estacionamento da viatura).3 – Transporte da Estrutura Os cuidados e regras de transporte já foram expostos anteriormente (Capítulo 4 .18 Total de chapa (m2) 2×0. o custo da deslocação será de cerca 100€.Preparação e carga Que inclui os cuidados de acomodação para que não surjam empenos nas peças). Quantidade de viagens (sobretudo em caso do transporte ser fretado fora o custo diminui em função do número de percursos). ficando para este ponto a quantificação dos seus custos.Caso de Estudo – custo dos perfis laminados para as vigas de cobertura Perfis HEA600 Custo Unitário (€/Kg) 0.Transporte). com uma carga aproximada de 9500 Kg (que corresponde a um pórtico . determinado em função de: • • • Distância a percorrer (entre a instalação industrial e a obra). o que comercialmente totaliza 10 toneladas (para selecção da viatura).dois pilares e duas vigas). 124 .80 Necessário (m2) 2×0. Se considera-mos o custo unitário do transporte de 50€ (franquia da viatura) a que soma 1.3.194 Desperdício (m2) 0. Tipo de viatura e capacidade (em toneladas).814 35. (iii) descarga e armazenamento.014 Massa (Kg/m2) Total (Kg) Custo total (€) e = 30mm 231 44. Recordar que esta etapa de transporte é constituída por 3 fases: (i) preparação da carga.º semestre de 2007). TRANSPORTE . o local de fabrico em Barcelos e o local da obra e no Porto.15€/km (preço médio no 2. Sendo assim. (ii) deslocação.75 Necessário (mm) 2×11978 Total (mm) 2×12000 Desperdício (mm) 2×22 Massa Kg/m 178 Material Total (Kg) 4272 Custo Total (€) 3204 Tabela 33 .Caso de Estudo – custo das chapas de ligação das vigas de cobertura Chapa Custo Unitário (€/Kg) 0.Execução de Estruturas Metálicas Tabela 32 .8 A. a distância em causa é de 50Km (só é contabilizada a distância entre locais).Fase 1 .

no caso (i). genericamente. que estas 3 fase de transporte tem de decorrer para que se evite qualquer percussão nas peças. os extremos da cobertura serão os seus apoios definitivos nos pilares. Sendo o nosso exemplo um pórtico de um edifício industrial/armazém/grande superfície comercial iremos recorrer a uma grua móvel (28 toneladas) e a um cesto elevatório. depois de aparafusadas na cumeeira ainda no solo. (iii) pontes rodo ou ferroviárias. mas no caso das vigas de cobertura a opção é a montagem simultânea (colocação nos pilares). no caso (iv) podem usar-se gruas móveis e andaimes. No caso (ii) e (iii) não diferem dos habituais. excepto os do tipo empilhador telescópio – pequenas gruas hidráulicas de barco telescópico) até gruas móveis de maior ou menor porte (situação mais corrente e a ideal). Existem diversos tipos de equipamentos mecânicos que são adequados à montagem de estruturas metálicas. sendo certo que também depende do tipo de estruturas: (i) edifícios industriais. ainda. entre outros. A. etc.4 . pois. Em termos de equipamentos. como as clássicas gruas ou guindastes de lança móvel. nada foi adiantado. que proporcione corrosões pontuais. 125 . na realidade. antenas.3. A grua vai ter a função de descarregar a peça do camião e de a elevar no local exacto onde ela vai ser fixa.e ser efectuada com uma responsável condução.Montagem da Estrutura O processo de montagem tem de estar conforme o preceituado no corpo deste trabalho (Capítulo 5 – Montagem). como reservatórios.Fase 2 – Deslocação Que deverá seguir um percurso harmonioso – em traçado e estado do piso . Deste modo: Evita-se uma ligação em altura. (iv) estruturas especiais.Execução de Estruturas Metálicas TRANSPORTE . que evite vibrações que possam mover a carga ou propiciar fricções entre esta. De alertar. facilitando a mesma.Fase 3 – Descarga e recepção Com armazenamento cuidado e de acordo com o Plano de Montagem. TRANSPORTE . (ii) edifícios urbanos. são usados desde empilhadores (menos eficaz e mais perigoso. o mais comum. sendo acompanhada pelo cesto elevatório onde se encontram os oficiais de serralharia (montadores/soldadores) para proceder às uniões dos elementos estruturais. porém. De salientar que os pilares serão elevados e alinhados verticalmente de forma individual. pelo que essa parte será agora abordada. passadiços pedonais. De facto estas vigas estão preparadas para este esforço. bem como estruturas autoportantes ou auto-lançáveis (iii).

MONTAGEM . com apertos provisórios. Esta fase poderia ser executada depois dos pilares erguidos. Como inconveniente surge a circunstância de as tolerâncias dimensionais serem mais estreitas. posicionados e fixados. A não ser o caso a própria equipa de montagem retira directamente dos camiões e coloca junto ao local de implantação. existe menos margem de acertos por aperto final iterativo entre todas as ligações. MONTAGEM . Dispensa-se escoramento provisório ou a necessidade de outra grua.Fase 1 – Colocação das peças junto ao local de implantação (com ou sem descarga directa dos camiões) Admite-se que o transporte da fábrica até ao local da obra foi feito anteriormente ou que outra equipa. figura 41) procede-se às necessárias ligações. uma vez que a ligação viga-viga já se encontra terminada.Fase 2 – Montagem das componentes que são erguidas em blocos Na circunstância de serem elevadas partes já previamente montadas (as duas vigas unidas na cumeeira. MONTAGEM . pela zona das extremidades. São colocados os parafusos e dados apertos até 75% do momento final (figura 43). mas deste modo pode-se efectuar uma primeira apreciação de compatibilidade das ligações entre as vigas e os pilares ainda no solo. 126 .Fase 4 – Elevação e fixação provisória das vigas nos pilares Nesta fase erguem-se as vigas. tendo o betão o endurecimento e a resistência apropriada).Execução de Estruturas Metálicas Torna-se mais simples o trabalho da grua.Fase 3 – Elevação e fixação provisória dos pilares nos chumbadouros São erguidos os pilares.Montagem das componentes que são erguidas em blocos (vigas de cobertura com união prévia no solo) MONTAGEM . com a grua móvel. ainda que no mesmo dia. Figura 41 – Caso de Estudo – Fase 2 . no nosso caso de exemplo. já o colocou as peças na zona onde vão ser montadas. já unidas entre si. mas com um cabo finco na cumeeira para evitar oscilações. conforme figura 42 (a betonagem já teve lugar atempadamente. nos chumbadouros.

De notar nesta e em todas as fases anteriores a cesta elevatória albergada os oficiais serralheiros nas orações de colocação de componentes e aparafusassem. enquanto outro o segue para realizar os últimos retoques de pintura na estrutura. Tabela 34 .Elevação e fixação provisória dos pilares nos chumbadouros Fundação (pegão) MONTAGEM . procede-se à remoção dos elementos de estabilização provisórios (escoramentos e/ou tirantes). dispensáveis quaisquer apoios exteriores a si. Figura 42 – Caso de Estudo – Fase 3 .Execução de Estruturas Metálicas MONTAGEM . Em caso do pórtico se encontrar tornando-se Chumbadouros (previamente colocados por negativo de chapa de base de pilar) Pilar HEA600 Fase 3 devidamente estabilizado. que permanecem embebidas nesta argamassa espacial.Fase 6 – Injecção de argamassa de assentamento e calço de base de pilar Procede-se à injecção de argamassa de assentamento para calçamento da chapa de base de pilar. procedendo-se a acertos se necessário.Caso de Estudo – Meios humanos para montagem do pórtico Descrição Encarregado geral Montadores/soldadores Total Número de elementos 1 6 Custo unitário (€/dia) 200 150 Custo total (€/dia) 200 900 1100 127 . MONTAGEM . sendo que esta se encontrava apoiada em porcas de nivelamento. efectuando a verificação final aos momentos de aperto). Simultaneamente vão-se apertando as ligações até se atingir os 100% de momento.Fase 6 – Verificação final das ligações e remates de pintura Nesta fase.Fase 5 – Verificação de cotas com apertos iterativos até ao momento final Com a estrutura montada verificam-se as cotas. um serralheiro irá proceder à verificação de todas as ligações (incluindo as pré-esforçadas.

pelo que o custo de montagem de um pórtico com 9210 kg é de 1550€. Pilar HEA600 Chumbadouros (previamente colocados por negativo de chapa de base de pilar) Fundação (pegão) Figura 43 – Caso de Estudo – Fase 4 . Enquanto a fase de produção engloba. A abordagem à manutenção dos edifícios evidenciou a necessidade da consciencialização. de modo geral. sendo o trabalho realizado num dia útil.5 – Inspecção e Manutenção (exploração) Introduz-se aqui este subcapítulo de forma extremamente breve e meramente informativa.Elevação e fixação provisória das vigas nos pilares A.3. mas. por parte de projectistas e construtores. de que o edifício não é somente constituído pela fase de produção. as actividades 128 . principalmente.Execução de Estruturas Metálicas Tabela 34 .Caso de Estudo – Meios mecânicos para montagem do pórtico Descrição Grua móvel Cesto elevatório Total Número de elementos 1 1 Custo unitário (€/dia) 350 100 Custo total (€/dia) 350 100 450 Como é óbvio no custo da montagem tem de se contabilizar os meios humanos e os meios mecânicos. pela fase de uso.

Os custos de manutenção dividem-se em fixos e periódicos. deve ser dada uma atenção especial à alteração da cor ou desgaste do revestimento de acabamento. de modo a ser tomado em consideração pelos projectistas. devendo ser a primeira regra a ser eliminada. alteração do uso. consoante o meio ao qual irão estar sujeitas as peças estruturais. Manutenção excepcional Este é o conceito “consertar quando parte”. prever recursos adequados para atendimento destes serviços.Execução de Estruturas Metálicas técnicas de planeamento. de forma a reduzir ao máximo possíveis pontos de corrosão. além de cuidadosamente desenvolver planos de contingência para o enfrentar de situações de emergências. Este tipo de reparação é usado quando acontece algo que não era esperado. O planeamento deve. que permitam perceber a aproximação de uma situação de emergência antes que ela se instale. etc. Para combater esta corrosão deve-se. ter em mente a presença deste tipo de problema. projecto e execução. portanto. Uma das mais frequentes manutenções que se faz é devido à degradação precoce das estruturas ou dos elementos de protecção. Manutenção periódica e programada Quanto mais eficientes forem as manutenções periódicas e programadas menores serão as proporções de recursos empenhados em processos correctivos. uma degradação precoce da estrutura ou materiais. Claro. devido ao efeito da corrosão. se a atitude é a de corrigir o conceito não chega a ser o de manutenção. Os custos chamados fixos são aqueles relacionados com os componentes e equipamentos da edificação cuja frequência de serviços de manutenção é alta – mensal por exemplo (Contratos de Manutenção) – e periódicos. Estes factores representam um comportamento anormal da estrutura e deverão ser corrigidos. acidente. Estes podem ainda ser reduzidos ou minimizados através de vistorias e inspecções constantes. que dependendo um pouco das 129 . de forma a prevenir cenários como os da corrosão. como danos das superfícies de fachadas e pinturas. uso indevido. Na verdade. Estes deverão decidir pelos tratamentos e protecções estruturais mais indicados. Nos dias de hoje temos muitos tratamentos e revestimentos metálicos possíveis a aplicar nas estruturas metálicas. aqueles relacionados com componentes cujo desgaste é lento. logo desde a fase de projecto. Durante a inspecção. fissuras e deformação excessiva dos elementos. a fase de uso engloba as actividades de operação e manutenção. Também se deve ter em consideração as boas práticas de execução dos elementos.

utilizando parafusos. utilizando ferramentas adequadas e recorrendo. se necessário.Execução de Estruturas Metálicas condições financeiras de cada um. fichas de trabalho ou esquemas de montagem. Reparar ou substituir os elementos desmontados ou cortados. formas. Reparações Devem-se reparar estruturas metálicas danificadas ou deterioradas. e das necessidades que o meio requer. sempre que necessário. Montar os elementos na estrutura metálica. tolerâncias. em função do seu grau de danificação ou deterioração. a equipamentos de elevação e transporte: 1. 130 . 2. ajustamentos. pode-se optar pelo método mais adequado. Desmontar ou cortar os elementos a reparar ou a substituir. materiais e outras especificações técnicas. 3. rebites ou processos simples de soldadura e efectuando. de acordo com desenhos. respeitando as suas dimensões.

podendo as poeiras produzidas ser aspiradas através de um sistema adequado e facilmente recuperadas para serem eliminadas com reutilização da granalha. É necessário ter em conta no entanto que o tratamento mecânico pode criar descontinuidades na superfície das peças. nomeadamente na preparação e tratamento de componentes. fazendo com que nem todas as operações de decapagem química possam ser substituídas por processos mecânicos. As tecnologias e medidas aplicadas à decapagem. Por vezes é economicamente mais viável. mas devido aos problemas ambientais e de saúde dos trabalhadores. mas principalmente pela possibilidade de reutilização. tem como objectivo principal diminuir o volume de resíduos. As maiorias das decapagens são físicas. mas com possibilidade de reutilização sistemática. sendo uma das maiores geradoras de resíduos. 131 . do que o consumo de granalha mais barata. diminuindo-se assim o volume de resíduo gerado e os custos inerentes à sua deposição. uma vez que se trata de operações em que se utilizam ácidos ou bases fortes. deve passar não só pelo seu custo. uma decapagem a seco apresenta vantagens em relação a uma decapagem em meio aquoso. tubagens e tanques. apresenta-se alguns tipos de granalha possíveis de serem utilizados no sector. Na decapagem por via húmida. De seguida.Execução de Estruturas Metálicas Anexo 4 . mas que só pode ser utilizada uma vez.a granalha. constituindo volumes por vezes elevados e com características bastante agressivas. tem vindo a ser substituída por outro tipo de abrasivo . A escolha do tipo de granalha. tornando o processo mais económico ao longo do tempo. a areia era o abrasivo utilizado na decapagem. Substituição da areia utilizada na decapagem por outros abrasivos de menor impacto ambiental Tradicionalmente. consumir um tipo de granalha inicialmente mais cara. apesar de existirem algumas decapagens químicas. os resíduos líquidos encontram-se mais dispersos e diluídos.Tecnologias e medidas de prevenção aplicadas à operação de decapagem [11] A decapagem efectuada tem como finalidade preparar os componentes metálicos e a superfície para a pintura. Substituição de uma decapagem em meio aquoso por uma decapagem a seco com granalha Regra geral. uma vez que os resíduos retirados das superfícies metálicas se encontram na fase sólida. passando pela substituição do abrasivo utilizado por abrasivos com maiores possibilidades de reutilização. em termos ambientais.

sendo a decapagem efectuada a uma pressão (≤40 psi). 132 . Granalha de aço A granalha de aço é um abrasivo muito eficiente na preparação estrutural de chapa metálica. podendo ser plástico termoendurecível ou termoplástico. Deste modo. tem a desvantagem de poder não ser tão eficiente na remoção da corrosão. retirar a maioria dos finos. Este processo utiliza partículas angulares de plástico.Execução de Estruturas Metálicas Granalha de escória de cobre A escória de cobre é um subproduto da indústria do cobre. em alternativa à decapagem com areia. é um excelente agente decapante da tinta envelhecida. deixando depois disso de ser eficiente devido à pequena dimensão das partículas. muito menor do que na decapagem com granalha de aço. A sua utilização é particularmente eficiente para retirar tinta envelhecida de superfícies frágeis. antes de se tornar pequena demais para remover eficientemente a tinta. Outra das vantagens é a possibilidade de reutilizar cerca de 10-12 vezes. Consegue-se deste modo. Além disso a utilização da granalha de aço. tem sido o tipo de granalha utilizado em substituição da areia. partículas de ferrugem. Esta granalha mineral. sendo a sua escolha dependente do tipo de material a tratar. A recuperação da granalha pode ser efectuada por simples crivagem ou utilizando tecnologias mais avançadas como a ciclonagem. sem perder as suas características. podendo ser utilizada diversas vezes. zinco e fibra de vidro. Actualmente devido ao ser baixo custo e eficiência em retirar a tinta velha. No entanto. a qual possibilita uma boa aderência da tinta. A utilização da granalha de aço tem como desvantagem. calamina e restos de tinta. Em termos do tratamento da estrutura do casco para uma nova pintura. tem a possibilidade de ser reutilizada no máximo duas vezes. conferindo-lhe uma certa rugosidade. o facto do investimento inicial (custo da granalha e do sistema de recuperação) ser superior ao da areia e da escória de cobre. No entanto ao fim de algum tempo esse investimento é recuperado. como o alumínio. Existem abrasivos de plástico de vários tamanhos e várias durezas. tem a vantagem relativamente aos outros agentes decapantes de ser facilmente regenerada. Granalha de plástico A decapagem com granalha de plástico é outro processo mecânico de retirar a tinta quando é necessária uma repintura. diminui-se o volume de resíduos e consequentemente o custo de deposição. Nas empresas nacionais o uso de granalha é restrito à decapagem em cabine.

133 . e por passagem num separador magnético. Após este tratamento a água pode ser reutilizada. A alternativa é comprar granalha ensacada e calibrada (mais cara). Minimizar o consumo de granalha. atingindo 55 000 psi nas operações a alta pressão. O custo da granalha é de 4 contos a tonelada. e guarda-lha ao abrigo das condições atmosféricas (chuva e vento). para retirar os finos. de pessoal e de consumo de granalha nova. Utilização de granalha seca e calibrada A granalha antes de ser utilizada na decapagem necessita de ser seca num forno. o investimento a longo prazo compensa. Substituição de uma decapagem com granalha por uma decapagem com jacto de água Sistemas de decapagem com jacto de água a média e alta pressão podem ser utilizados para remover tinta envelhecida. que origina a perda de cerca de 20% de granalha. poupandose por eliminação da operação de secagem em termos energéticos (cerca de 230$00 por tonelada de granalha). Apesar da granalha seca e calibrada ser mais cara. Evitar os custos energéticos e de mão-de-obra associados à operação de secagem. Após a decapagem. gastando-se energia e perdendo-se granalha por formação de finos durante a secagem. sendo tratada através de um sistema de filtros para remoção de resíduos de tinta. A decapagem com jacto de água a média pressão necessita para aumentar a sua eficiência da adição de um abrasivo (por exemplo. a água passa por um tanque de coalescência para remoção de óleos e gorduras e por um sistema de desionização (para retirar iões lixiviados). a água residual é recolhida. bicarbonato de sódio). A adopção desta medida tem como vantagens: Evitar a operação de secagem. Posteriormente. Apresentar melhor rendimento nas operações de decapagem. enquanto o sistema a alta pressão utiliza um jacto de água pura. no caso do jacto de água a média pressão. por formação de finos. A pressão utilizada pode variar entre 3 000 e 15 000 psi.Execução de Estruturas Metálicas A recuperação da granalha efectua-se por ciclonagem. Esta medida já foi implementada em Portugal com vantagens. sendo o preço da granalha seca e calibrada de 11 contos/t.

A velocidade de decapagem está condicionada pelo tipo de tinta e espessura da pintura. As desvantagens da implementação desta tecnologia são: Elevado capital inicial. sendo necessário uma tinta que iniba a progressão da corrosão. Necessidade de operadores especializados. tem como vantagens: Redução de resíduos na ordem dos 90%. Utilização de resíduos de granalha noutras indústrias A granalha é considerada um inerte.Execução de Estruturas Metálicas A aplicação desta tecnologia. A decapagem com jacto de água. após se efectuarem testes de lixiviação. apesar do seu elevado custo inicial. Necessita de pintura em superfícies húmidas e por vezes corroídas. Redução nos custos de matérias-primas. Outra das possibilidades de reaproveitamento dos resíduos de granalha é a sua incorporação na carga do forno das cimenteiras para aproveitamento do ferro. 134 . sendo possível a sua incorporação em coberturas de aterros urbanos e no material de pavimentação de estradas. A lavagem do casco torna-se dispensável. Remoção parcial da corrosão. já se encontra implementada numa empresa nacional.

Execução de Estruturas Metálicas Anexo 5 .Tecnologia de materiais Tabela 35 – Propriedades mecânicas e físicas de diversos metais para engenharia [19] Tabela 36 – Propriedades mecânicas e físicas de diversos não-metais [19] 135 .

Execução de Estruturas Metálicas Tabela 37 – Outras propriedades mecânicas e físicas de diversos não-metais [19] 136 .