MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO II Execução de Estruturas Metálicas

Faculdade de Ciências e Tecnologia

João Guerra Martins 2008

Execução de Estruturas Metálicas

Resumo
No presente documento é apresentada uma metodologia de escolha do material, execução, transporte e montagem de estruturas metálicas, tendo por base o Eurocódigo 3 (EC3) [2], as normas prEN 1090 [3] e a EN 10025 [4]. Nesse sentido, o seu conteúdo inclui: • Um Caderno de Encargos para a execução de estruturas metálicas, seguindo de perto a prEN 1090 [3] e incluindo a especificação de todos os procedimentos de controlo de qualidade relevantes; • Um plano de fabrico identificando todas as operações de fabrico a que a estrutura metálica estará sujeita (incluindo pintura) e o tipo de processo escolhido para cada operação; • Uma sequência de execução das diversas fases de fabrico, identificando os desperdícios resultantes do fabrico a partir de perfis ou chapas disponíveis comercialmente, procurando a sua minimização; • • O procedimento de montagem da estrutura; Mapa de Medições e Orçamento estimativo exaustivo dos custos da execução, transporte e montagem da estrutura, quantificando custos de utilização de equipamento, custos de mão-deobra e matéria-prima. Para exemplo de referência utiliza-se um pórtico produzido em perfil laminado a quente, com reforço na ligação viga-pilar, incluindo-se esta aplicação prática em anexo.

I

Execução de Estruturas Metálicas

Índice Geral

Resumo .....................................................................................................................................................I Índice Geral .............................................................................................................................................II Índice Figuras ........................................................................................................................................ VI Índice Tabelas........................................................................................................................................ IX Introdução................................................................................................................................................ 1 Capitulo 1 – Concepção de Estruturas Metálicas .................................................................................... 3 1.1 – A importância e as informações gerais do Projecto de Estruturas .............................................. 3 1.2 - Projecto das Estruturas Metálicas................................................................................................ 4 1.3 – Caderno de Encargos para Estruturas Metálicas......................................................................... 4 1.3.1 – Generalidades do Caderno de Encargos para Estruturas Metálicas ..................................... 4 1.3.2 – A norma prEN 1090 e o Caderno de Encargos para Estruturas Metálicas........................... 6 Capitulo 2 – Caderno de Encargos Tipo (estruturas metálicas)............................................................... 9 2.1 – Disposições gerais....................................................................................................................... 9 2.2 - Qualidade e Natureza dos Materiais .......................................................................................... 15 2.2.1 - Aço em perfis e chapas ....................................................................................................... 15 2.2.2 - Ligações mecânicas............................................................................................................. 21 2.2.3 – Ligações soldadas............................................................................................................... 28 2.2.4 – Acessórios de ligação ......................................................................................................... 31 2.2.5 - Argamassas de assentamento de chapas metálicas ............................................................. 32 2.3 – Classificação estrutural e ambiental.......................................................................................... 32 2.3.1 - Classificação do ambiente................................................................................................... 32 2.3.2 - Classificação da estrutura.................................................................................................... 32 II

...............................................12............... 41 3.........................12.........1 ............10 – Tratamento de Superfície/Protecção Anticorrosiva ...................... puramente mecânicas ou mistas ................................................................................................................................................1 ....... 82 3........................................................................................... 39 Capitulo 3 – Execução............... 74 3...................................................................3 – Corte..10.........2 ..........................7 – Ligações Mecânicas .............................2 – Metalização e Pintura ............................................................................................................................ 81 3................................................................................................10......................................................................................................................................Protecção ao Fogo.........8 – A razão de ser e o comportamento das ligações puramente soldadas.................................. 70 3........................................................ testes e correcção .......4......... 82 Capitulo 4 – Transporte ........................................................... 58 3...............................................4 – Protecções e tratamentos.............................................2 – Produtos Fabricados ...........1 – Decapagem .....1 – Condições gerais ................. 34 2.................................................. 41 3..............................................................................................................................Execução de Estruturas Metálicas 2.............4................................................................................ 53 3.........................5 .................... 35 2.......................................... 34 2..........1 – Aspectos genéricos do fabrico .................... 67 3.............Traçagem da Estrutura Metálica........... 68 3...............................................................................................Tratamento de superfície para protecção contra a corrosão e pintura dos elementos metálicos............................................................................................................................................................................................. 51 3........................12 – Fiscalização........Materiais e Produtos Pré-fabricados ................................................................................................................................................................................2 ............................................................ 81 3........................................................................... 40 3........................ 48 3................ 40 3..........................................................6 – Soldadura .................................5 – Maquinagem/Enformagem............. 64 3...11 – Pré-montagem e etiquetagem..........................................................4 – Furacão............................................ inspecção...... 86 4..9 – Desempeno das peças ......................................................................................... 86 III ........Critérios de Medição ....................

. 89 5................6 – Chumbadouros e outros elementos embebidos em betão .......................................................................................................................... 97 5...................................................................................................................................................................................Eurocódigo 9 – Projecto de estruturas de alumínio................ 95 5...................................... 97 Conclusão .......................................................................................... 102 A.............1 . 96 5.Regulação das chaves de aperto............................ 91 5......... 106 A.....4..................................................................3 ................................................................. 102 A........................................2..................2 – Condições do local................5 ............................................................. 105 Anexo 2 – Comparação entre a Metalização e a Pintura ...................... 94 5......Condições gerais de montagem da estrutura...............4.............Alongamento de furos para parafusos............................... 94 5.....4 ......................4....Colocação dos parafusos em obra................................Zincagem por imersão a quente ............4..............4 ...............................2 .................Eurocódigo 1 – Acções em Estruturas .............................1...6 ........................................................1............................................. 90 5..............................................Quantificação de custos do transporte de componentes ....4.................2 ...................................................................................................... 86 Capitulo 5 – Montagem .............................................. 94 5........................................3 ..................1 ......... 100 Anexo 1 – Resumo dos Eurocódigos afectos a estruturas metálicas ............................. 102 A.........................2 ..................Eurocódigo 8 – Projecto de estruturas em Zonas Sísmicas....................................... 104 A........................7 – Inspecção................................. 106 IV ....................................................................... 92 5............................................................................... 98 Bibliografia..................Ligações ...4 – Processo e metodologia de montagem ................................................................................1...................................... 91 5................................................1............. 87 5..................................................................8 – Quantificação de custos de montagem....Execução de Estruturas Metálicas 4...............Aperto definitivo dos parafusos .........3 – Critérios de montagem em obra ............................................................................1 – Aspectos genéricos ..........................................................................................Eurocódigo 3 – Estruturas metálicas.. 96 5. testes e correcções............... 87 5................5 – Apoios e ancoragens ..................................4...1 ...............

............3..............Tecnologia de materiais .............................3...................3............10 ......................................................................................... 108 A...... 112 A..............................................................................2.... 109 A.........................................2......... 128 Anexo 4 ............ 124 A.............. 115 A. 106 A..Fabrico/Produção da estrutura...9 ......................2 .....................................Aspectos Económicos da Pintura ...6 .............................................................Aços zincados por imersão a quente pintados com tintas líquidas (Sistema Duplex)...................2.........2......................................... 125 A........................................ 110 A..5 ..........2.....................3................ 115 A.................. 135 V ........................ 107 A...................Tecnologias e medidas de prevenção aplicadas à operação de decapagem [11]...2 .2...................Aços zincados por imersão a quente versus aços pintados com tintas líquidas ............1 – Geral .2............................Pintura ..............3 ...... 110 A..................................2.....................................4 ................... 131 Anexo 5 ...8 .........Comparação entre as diferentes atmosferas ....................7 ...........................................3.....Montagem da Estrutura................................ 111 A.................................................................................Esquemas de Pintura de Aços Pintados com Tintas Líquidas............................................ 111 Anexo 3 – Caso de estudo .....Execução de Estruturas Metálicas A...................................................4 .........................Vida útil da pintura......3 – Transporte da Estrutura ..................5 – Inspecção e Manutenção (exploração) .......Durabilidade do revestimento de tinta dos aços pintados .................................Durabilidade do revestimento zincado.......................................................................2............ 109 A........

........................................... 24 Figura 4 ................ 18 Figura 2 – Estruturas metálicas com emprego de várias geometrias de perfis e tipos de aço [6]............................................ 44 Figura 8 – Corte por Oxi-corte ..........................Valores máximos admissíveis na distorção em furos por punção [6]......... e torneamento com indicação das principais entradas e saídas de materiais [11]..................... 53 Figura 15 – Esquema representativo da operação de soldadura com indicação das principais entradas e saídas de materiais [11]...... 30 Figura 5 – Argamassa de regularização e selagem sob placa de base de pilar [4] .... calandragem e quinagem com indicação das principais entradas e saídas de materiais [11] .... 63 Figura 20 – Parafusos com cabeças especiais [6]. 51 Figura 13 .................................................................................................................................................................... 62 Figura 19 – Parafusos com anilhas especiais [6] ..................................................................................................... 59 Figura 18 ........................ ......................................... 50 Figura 12 – Linha automática de furação e cabeças da linha de automática de furação [13]....................................................Execução de Estruturas Metálicas Índice Figuras Figura 1 – Estruturas metálicas com emprego de várias geometrias de perfis e tipos de aço [18]................... 52 Figura 14 – Esquema representativo das operações de fresagem.......................................Esquema representativo das operações de estampagem........ 50 Figura 11 – Linha automática de furação e cabeças da linha de automática de furação ........................ 58 Figura 17 – Diferença máxima entre espessuras de chapas (D ≤ 2mm → correntes........................................................... 42 Figura 7 – Serrote ........................................................................................................................Materiais de soldadura e equipamentos de soldadura [12] ................. D ≤ 1mm → préesforçadas) [3]................................................................................... 45 Figura 10 ......................... 45 Figura 9 – Linha combinada corte plasma + furação.................................Esquema representativo da operação de corte e indicação das principais entradas e saídas de materiais [11] ................................................. 63 VI ...................................................... 32 Figura 6 .......................................................Estrutura metálica com apoios aparafusados [8].......................................................................................................................................................................................... 54 Figura 16 – Soldadura MIG MAG ................ 24 Figura 3 – Estruturas metálicas com emprego de várias geometrias de perfis e tipos de aço [6]..

..................................... 69 Figura 27 ................................ 95 Figura 36 – Recomendação sobre a utilização de galvanização e pintura [15] ...... 114 Figura 40 – Caso de Estudo – Proposta de corte de chapas 300mm×600mm e 300mm×1095mm (assinalas com uma cruz “X” as partes em desperdício) ...................................... 71 Figura 29 ............ em geral [9]66 Figura 24 – Ligações viga-pilar só com soldadura ou de soldadura importante na ligação.......Detalhes construtivos para evitar a corrosão [11...................................Detalhes construtivos para evitar a corrosão [6] ............. 63 Figura 22 – Tipos de ligações mais usuais em estruturas metálicas [9] ................ com situação de distribuição completa tradicional de esforços no apoio (corte + flexão) [9]........... mais flexíveis.......... 121 VII .................................................................................................... 67 Figura 26 – Formas de Corrosão em desenho esquemático [14]................................ 76 Figura 32 – Camadas resultantes da metalização por zinco ou galvanização [14]................................................................................................................................................................... 65 Figura 23 – Ligações viga-pilar sem soldadura ou de soldadura reduzida.............................. 78 Figura 33B ......................................................................................Esquema representativo duma operação de desengorduramento químico com indicação das principais entradas e saídas de materiais [11]................ 73 Figura 31 – Influência do tempo de imersão no peso da camada de zinco [14] .................................................... mais rígidas................................................................... 72 Figura 30 ............................. 71 Figura 28 ......................................................Chave dinamómetrica [13].........................................................................................................................................Esquema representativo da operação de lixagem com identificação das principais entradas e saídas de materiais [11].............Esquema representativo duma operação de decapagem química com indicação das principais entradas e saídas de materiais [11]. em geral [9]............. 85 Figura 35 .............Esquema representativo duma operação de decapagem mecânica com indicação das principais entradas e saídas de materiais ....................................Detalhes construtivos para evitar a corrosão [6] ........................................... 66 Figura 25 – Ligação mista (soldadura de chapa de topo na viga com aparafusagem ao pilar.......................... 113 Figura 38 – Pilar-exemplo de pórtico industrial a duas águas....................................Detalhes construtivos para evitar a corrosão [6] ............................................ adaptado] .......................................... 111 Figura 37 – Viga-exemplo de cobertura do pórtico industrial a duas águas.............................................. 79 Figura 33C .... 76 Figura 33A ..............Execução de Estruturas Metálicas Figura 21 – Parafusos especiais [6] .... 80 Figura 34 ....

....Montagem das componentes que são erguidas em blocos (vigas de cobertura com união prévia no solo).........................Elevação e fixação provisória das vigas nos pilares .............Execução de Estruturas Metálicas Figura 41 – Caso de Estudo – Fase 2 ... 128 VIII ..................Elevação e fixação provisória dos pilares nos chumbadouros127 Figura 43 – Caso de Estudo – Fase 4 ................... 126 Figura 42 – Caso de Estudo – Fase 3 ......................

............................................................................................................ 23 Tabela 11 – Valores nominais da tensão de cedência e da tensão de rotura à tracção [3]........................................................... 29 Tabela 14 – Normalização de aparelhos de apoio [6]............. 19 Tabela 6 – Valores de referência genéricos para aços estruturais [10]............. função da sua resistência mecânica [4]............................. 43 Tabela 20 – Dureza superficial máxima permitida para os diversos tipos de aço................................ para aços de acordo com a normalização europeia [4].............................................. 19 Tabela 7 – Valores nominais da fy e da fu.......................................................... 27 Tabela 12 – Valores nominais mínimos da força de pré-esforço em kN [4] ...................................Execução de Estruturas Metálicas Índice Tabelas Tabela 1 – Normas prescritas para produtos estandardizados para aços estruturais [3]......................... 21 Tabela 9 – Aços patinados segundo a nova norma EN 10025-5 [4]........................ 17 Tabela 3 – Normas prescritas para aços inoxidáveis [3] ............. 21 Tabela 10 – Valores nominais da tensão de cedência e da tensão de rotura à tracção [2].... 38 Tabela 19 – Condições sem requisitos especiais no corte de guilhotina na classe de execução 3 [3]................................................................................................................. 20 Tabela 8 – Tabela de equivalências para a nova norma EN 10025 [4] .......... 34 Tabela 18 – Classificação de preparação de superfície a tratar [3] ..................................................... 34 Tabela 17 – Recomendações para a selecção de classes de execução [3] ..... 27 Tabela 13 – Produtos estandardizados para consumíveis de soldadura [4] . folhas e estribos de aço [3] ................................................................ 18 Tabela 5 – Composição química a que têm de obedecer os aços correntes de acordo com a EN 10025-2 [4]............................. 32 Tabela 15 – Definição das classes de consequências [3].................................................................................................... 33 Tabela 16 – Critérios recomendados para produção e categorias de serviços [3] ............................................................ 17 Tabela 4 – Valores nominais da tensão de cedência fy e da tensão de rotura fu.................. 17 Tabela 2 – Normas prescritas para aços de enformados a frio.................... 47 IX ..................... para aços correntes de acordo com a EN 10025-2 [4].................................. 43 Quadro 21 – Comparação das características associadas às tecnologias de corte de chapa [11] .......................................................................

...................... 135 Tabela 37 – Outras propriedades mecânicas e físicas de diversos não-metais [19] ......Execução de Estruturas Metálicas Tabela 22 .......Caso de Estudo – custo das chapas de ligação das vigas de cobertura......... 110 Tabela 27 – Exemplos comparativos em ambientes diferenciados [13]...................................... 136 X ...............Caso de Estudo – estimativa orçamental do pórtico (montagem incluída) ....................... 110 Tabela 28 – Caso de Estudo ............ 135 Tabela 36 – Propriedades mecânicas e físicas de diversos não-metais [19]...................... 123 Tabela 32 ......... 109 Tabela 26 – Exemplos comparativos entre esquemas de pintura em aço [13] .............................Caso de Estudo – custo dos perfis laminados para as vigas de cobertura .......... 127 Tabela 34 .................................................................. 50 Tabela 23 – Classificação das classes de atrito para superfícies de ligações pré-esforçadas [3]..... 84 Tabela 25 – Esquemas tipo de pintura industrial [13] .................................................................. 122 Tabela 31 ..........................Valores nominais de furos para parafusos (mm) [6] ....................................................... 119 Tabela 29 – Caso de Estudo – aproveitamento de chapa (30mm) para vigas de cobertura.........................Caso de Estudo – Meios humanos para montagem do pórtico.....................................Caso de Estudo – Meios mecânicos para montagem do pórtico ............................................. 124 Tabela 33 .................... 61 Tabela 24 – Diâmetros tradicionais de parafusos e rebites para estruturas metálicas [6]............................ 124 Tabela 34 ..... 64 Tabela 25 – Quadro de inspecções complementares [2] ..........Custo unitário do material (€/kg)......................... 128 Tabela 35 – Propriedades mecânicas e físicas de diversos metais para engenharia [19] ..........................

poderíamos dizer que o mesmo consistiria em: (i) respeitar o Projecto. A principal motivação que esteve na base deste estudo assenta na crucial importância que o fabrico tem no âmbito. tratamento e transporte. encomenda. bem como bibliografia avulsa identificada na bibliografia. ainda que de forma sucinta. designadamente a EN 10025 [4] e a EN 4040. corte. dado ser esta fase do processo construtivo que materializa fisicamente a estrutura. e sobretudo. no que versa a formulações de cálculo e verificação). divulgando a informação necessária ao cumprimento das boas regras construtivas. mais alargado. bem como facilitando a internacionalização das empresas do sector. Pelo exposto facilmente se depreende que as fontes utilizadas se baseiam nas publicações europeias disponíveis sobre esta matéria. e seu Caderno de Encargos. disponíveis meios normativos bastantes para um suficiente rigor e estandardização de procedimentos. dizer-se-ia que estão. Se pretendêssemos definir o problema em análise. encontrando-se neste momento. A metodologia a usar neste trabalho será fundamentada na permanente observância normativa. o tema designado por Execução de Estruturas Metálicas. as Normas Europeias aplicáveis. montagem prévia. bem como.Execução de Estruturas Metálicas Introdução O presente trabalho tem por objectivo apresentar e desenvolver. confirmando a sua correcta concepção. em termos legislativos (cite-se o REAE. colmatadas muitas das grandes omissões do passado. (ii) fabricar com qualidade. soldagem. embora obsoleto e pouco usado pelos projectistas actuais. Em suplemento foram contactadas empresas e técnicos do ramo da metalomecânica. Podemos afirmar que. os grandes referenciais são os Eurocódigos 3 e 4. em boa verdade. Numa breve referência histórica. maioritariamente. até à montagem da estrutura. Este facto tende a tornar mais simples e globais os sistemas industriais de produção e montagem de estruturas metálicas. (iii) optimizar o custo. aplicando a um caso prático. complementando as partes omissas com recomendações entendidas por tecnicamente correctas. higiene e saúde na realização dos trabalhos. ainda em vigor. finalmente. 1 . impondo critérios e tolerâncias. preparação. em termos do estado da arte da Execução de Estruturas Metálicas. (v) assegurar a durabilidade expectável para a vida prevista da construção. (iv) garantir a segurança. passando pelo planeamento. associadas às recomendações de uma experiência valorizável e não regulamentarmente contraditória. da Construção Metálica e Mista. (iv) obter a necessária celeridade para controlar a execução dentro do prazo. O objectivo deste trabalho será o resumo das prescrições normativas mais significativas. furação. conduzindo o percurso de uma componente de uma estrutura metálica desde a recepção do Projecto.

a concepção de estruturas metálicas. tratamento de superfície. ensaios e correcções. especificações. uma lógica semelhante ao próprio decurso inerente à execução de Estruturas Metálicas. com a sequência de execução das suas diversas fases. concisamente. optimizando no sentido de reduzir aos desperdícios de material. inspecção. nomeadamente a Memória. • O capítulo 3 insere-se o que toca à fase de fabrico. • O capítulo 4 debruça-se sobre o transporte e os cuidados a ter no seu carregamento. referindo-se o importante factor de custos associados. ou seja: um plano de fabrico (aplicado à peça exemplo). como a chapas. 2 . correcções e quantificação dos seus custos. com a disposição seguinte: • No capítulo 1 aborda-se. desde o planeamento de trabalhos e elencar de produtos a adquirir. corte e soldadura. • No capítulo 2 apresenta-se o material aço estrutural. deslocação e descarga. que deve conter a especificação de todos os procedimentos de controlo de qualidade indispensáveis. até ao traçado. efectuando um balanço e conclusões do trabalho realizado. • Finaliza-se. enumerando as suas normas. cujo âmbito parte da elaboração do Projecto (com o seu com diverso e rico conteúdo. • O capítulo 5 apresenta o processo de montagem da estrutura metálica. parafusos e material de adição para soldadura. sucintamente.Execução de Estruturas Metálicas A organização do texto segue. inspecção. testes. tanto no que trata a perfis. ligação mecânica. que integra o conjunto das Peças Desenhadas e Escritas. características e quantificações de custos associados. as Condições Técnicas Gerais e Especiais) até ao Caderno de Encargos.

• Condições técnicas gerais e especiais (desde o que se refere à abertura de caboucos. etc). Fundações. Peças Desenhadas e todos os detalhes construtivos suficientes para a completa execução da obra. até ao relativo às operações de soldadura. Topologia da estrutura. dado que este encerra todas as informações necessárias à sua execução. independentemente do material construtivo. características e qualidade dos materiais (desde o aço estrutural. Procedimentos de transporte. Processo de montagem. etc). referindo as condicionantes ponderadas tendo por base o estudo geotécnico. • • • Plano de Segurança. acessibilidades. para Estruturas Metálicas. A regulamentação e normas de orientação. • • Geologia do solo e suas condicionantes. entre outros). infra-estruturas. com justificação da solução adoptada. sistemas de protecção contra a corrosão. • • Esclarecimentos pontuais pertinentes. nomeadamente e entre outros: • Informação geral sobre as características do local da obra e sua envolvente (social. ou à desmatação e limpeza do local de obra. dimensionamento e/ou verificação (se uma forma geral.Execução de Estruturas Metálicas Capitulo 1 – Concepção de Estruturas Metálicas 1. urbana. passando pelos parafusos e chapas até aos consumíveis de soldadura. paisagística. Higiene e Saúde (ainda que genérico e provisório).1 – A importância e as informações gerais do Projecto de Estruturas O Projecto é a peça fundamental de que se parte para o fabrico de uma estrutura. • • • A geometria e composição das secções. elementos e ligações. deve-se seguir-se os Eurocódigos de acordo com o Anexo 2 deste trabalho). ligações aparafusadas. 3 . bem como os critérios e métodos análise e segurança. • A natureza.

a peça documental essencial 4 . oposta ao que sucede com as secções de betão armado ou pré-esforçado. ao contrário do que sucede no caso de estruturas de betão armado ou pré-esforçado. regras e controlo de execução. prevenindo a entrada dos parafusos nos orifícios e o espaço de manobra das ferramentas) tem aqui particular acuidade. dado que a esbelteza das peças propiciar fenómenos de 2. pois. a observância da garantia de execução (nomeadamente em termos das ligações. 1. garantido a sua qualidade. como obras-de-arte).Projecto das Estruturas Metálicas O projecto estruturas metálicas não é uma excepção face ao exposto no ponto anterior. Dissemos complemento porque. contemplando: • Peças Escritas (Memória descritiva e justificativa. Condições Técnicas Especiais). independentemente da dimensão e âmbito da obra. Acresce ainda que. em que o projectista de facto as dimensiona: decide sobre a forma e medidas da secção.Execução de Estruturas Metálicas • Limitações de uso e recomendações de manutenção periódica. alçados. face ao valor da solicitação.3 – Caderno de Encargos para Estruturas Metálicas 1. bem como os processos de construção – algumas vezes as Condições Técnicas surgem incluídas no caderno de Encargos. às fundações e estruturas. em boa verdade. bem como da sua composição em termos de armaduras.ª ordem que devem ser acautelados.2 . sendo aqui mais premente a salvaguardava dos padrões de segurança exigíveis. sendo raros os casos em que este impõe a sua dimensão (normalmente só para estruturas especiais. Por outro lado. sendo decisivamente importante para a boa execução da obra. Claro está que a sua observância assenta numa experiente e competente Fiscalização.1 – Generalidades do Caderno de Encargos para Estruturas Metálicas O Caderno de Encargos é um indissociável complemento do Projecto. em geral. • Peças Desenhadas (que deve incluir desde a localização e rigorosa implantação da obra. Condições Técnicas Gerais. 1. Tal situação é. existem geometrias de mercado que obrigam o projectista na sua escolha. Na verdade. bem como uma simbologia e notas explicativas entendíveis e satisfatórias). cortes e pormenores com todo o detalhe necessário a uma completa e perfeita execução. com plantas. Basicamente. a documentação necessária e exigida a incluir no projecto de estruturas metálicas já está estabelecida há longos anos [10].3. as secções são verificadas na suficiência estandardizada das suas dimensões. devendo incluir a natureza e qualidade dos materiais.

condições de pagamento. durante e após a execução da obra: Objecto. Planeamento e direcção de obra (condições de aceitação de proposta e amostras de materiais alternativos.). Valor da adjudicação. esclarecimentos. Regras e forma de pagar trabalhos a mais. 5 . etc). Cauções e garantias. Regime jurídico Disposições gerais da empreitada (licenciamento municipal/oficial. clausulas do contrato. Contudo. propriamente dito. instalações. consignação. Prémios e multas. mas nunca sem o primeiro. cronograma/plano de trabalhos. subempreitadas.Execução de Estruturas Metálicas para a execução da obra é o Projecto. Materiais e elementos de construção (aqueles que não estão incluídos no Projecto). plano de equipamentos. remoções e limpezas. licenças. obras auxiliares e preparatórias. regulamentação aplicável. Condições gerais de execução da empreitada. sendo possível levar a efeito construções sem Caderno de Encargos. omissões e imprecisões. patentes. etc). Disposições particulares da empreitada (pessoal. livro de obra. marcas de fabrico ou de comércio e desenhos registados. antes. recepção e liquidação da obra. equipamento. Normas de medição e seus autos. horários. etc. plano de mão-de-obra. adiantamentos e revisão de preços. Contrato. apresentação uma organização documental tipo de referência na elaboração de um Caderno de Encargos: • Caderno de Encargos. condições de elaboração de: programa descritivo de trabalhos. de uma forma concisa mas entendida por suficiente. Prazos de execução. montagem/desmontagem e manutenção do estaleiro. incluindo toda a documentação a exigir ao Empreiteiro. mas não basta o mesmo assegurar Assim. Fiscalização e controlo.

3. e de forma mais específica visando a execução de estruturas metálicas. • Programa de Concurso (eventual). Estimativa Orçamental.Execução de Estruturas Metálicas Etc. eventualmente. tendo em vista a redução de custos e a conservação da qualidade e operacionalidade da estrutura durante o ciclo de vida expectável. Documentos de controlo de qualidade da produção (“follow up”). redução de tensões residuais.2 – A norma prEN 1090 e o Caderno de Encargos para Estruturas Metálicas A norma prEN 1090 [3] é. e para além da já referida. Esquema de controlo de qualidade e procedimento de inspecção. talvez. pois identifica as responsabilidades assumidas por cada uma das partes no negócio. Por exemplo. Em caso de ser exigível um Plano de Qualidade este incluirá (ISO 9000) [6]: • • • Documento de gestão da qualidade. 1. Documentos de preparação de execução (“check lists”). (ii) gestão de alterações. e dado que se trata de uma estrutura metálica. De qualquer modo. no caso do Plano de Qualidade não ser exigido. é sempre de referir que a documentação é uma parte inalienável de um contrato de obra. etc [6]. (ii) manipulação de não conformidades. considerandoos na fase de projecto. constituindo-se o seu conteúdo num verdadeiro manual de especificações para este fim. • Esquema de manutenção. seus níveis de exigência e sua verificação (inclui plano dos ensaios necessários para que a qualidade do material e dos trabalhos seja assegurada). eliminação ou mitigação dos problemas que possam surgir. os planos e desenhos a elaborar devem também ser os seguintes intervenientes (incluem-se os autores responsáveis): 6 . • • Medições (que podem integrar o Projecto) e. • Esquema de montagem. a principal referência na Execução de Estruturas Metálicas. para que não exista qualquer tipo de dúvidas sobre as características dos materiais de construção e a forma de execução dos trabalhos. para haver uma melhor organização na execução da estrutura. citam-se alguns dos documentados que deverão ser sempre listados em cumprimentos dessa prEN 1090 [3]: (i) plano de inspecção da produção. Assim.

que se mostrem necessários – Empreiteiro. De forma mais exaustiva. esta deverá seguir os pontos 4. etc). complementares. Montagem. Higiene e Saúde com procedimentos para a elaboração dos trabalhos – Empreiteiro. • • • • • • Fabrico. Plano de Segurança. em que as dimensões são em “mm”) – Projectista. Especiais e Medições – Projectista.2. Cabos. 9. 7.2 da prEN 1090-2 [3]) – Empreiteiro.2. Consumíveis de soldadura. • • Plano de Qualidade para Fabrico e Montagem das estruturas metálicas – Empreiteiro. Chapas de aço. • Plano e Pormenorização de Soldadura (segundo ponto 7. Aparelhos de Apoio.3 da prEN 1090-2 [3].2 e 9. Soldadura. sendo que esta prEN 1090 [3] lista os documentos normativos de referência divididos por categorias [6]: • Materiais: Aços.Execução de Estruturas Metálicas • Peças Escritas e Desenhadas do Projecto (com detalhe vasto e rigoroso próprio estruturas metálicas. Diversos. 7 . e no que trata à elaboração da documentação a fornecer pelo Empreiteiro. Ligadores mecânicos (parafusos. • • • Condições Técnicas Gerais. Protecção contra a corrosão. Ensaios (destrutivos e não destrutivos). Planos e Desenhos de Fabrico (execução) das estruturas metálicas – Empreiteiro Planos e Desenhos de Montagem das estruturas metálicas e outros.

8 . encontrando-se a lista de requisitos para as classes no anexo A3 da EN1090. exclusivamente. visando estabelecer os efeitos do colapso ou avarias estruturais (ver Tabela 14 deste documento).anexo B). Em aço enformado a frio e elementos laminares até S960 (aço estrutural) e S700MC (aço inox). dimensionadas de acordo com a EN1993 (estruturas metálicas). ainda. • Classes de consequência. De sublinhar que esta norma não é apenas aplicável a estruturas metálicas.Execução de Estruturas Metálicas Dentro dos requisitos para produtos de construção metálica. à apresentação de um Caderno de Encargos Tipo adaptado à Execução de Estruturas Metálicas. assume-se classe 1 (mais permissiva). • Classes de tolerância. podem-se encontrar especificações para a quase totalidade dos tipos de aço existente. mormente no que a perfis diz respeito. O próximo capítulo dedica-se. tais como [6]: • • • • Em aço laminado até a classes S960. a definir em futuras versões. dimensionadas de acordo com a EN1994 (estruturas mistas). quadrados ou rectangulares). Produtos de aço inoxidável. A norma prEN 1090 [3] define. que são definidas no EC0 (EN1990 . distintos níveis de exigência [6]: • Classes de execução. mas também a estruturas mistas aço-betão. Perfis estruturais ocos (circulares. sendo que se não for especificada uma classe. mas actualmente as classes de tolerância são classe 1 e 2. relacionadas com as categorias de produção e exploração (as orientações para a escolha das classes de execução são dadas no anexo B da EN1090. ver tabela 15 e 16 deste documento).

ou da sua montagem. • Deverá ser entregue à Fiscalização. antes de qualquer outra interpretação. 9 . No continuar deste trabalho. as obras que não de estrutura metálica. por escrito. ilustrativamente. a que a Execução de Estruturas Metálicas não foge. Neste contexto entendeu-se. mandar proceder a ensaios de recepção que decorrerão a expensas do Empreiteiro. fabricados ou integrados com produtos de marca homologada por entidade idónea e oficialmente certificada para o efeito. o seguinte: • Todos os elementos constituintes da estrutura. sempre que julgue necessário. sendo obrigatório. mas cobertos por estas Condições Técnicas Especiais e a pela Memória Descritiva do Projecto. Para um é a forma como vai ser efectuada a prestação de serviços (de fornecimento de materiais. ou mesmo revestimentos e outros acabamentos.Execução de Estruturas Metálicas Capitulo 2 – Caderno de Encargos Tipo (estruturas metálicas) Um Caderno de Encargos é. deverão ser. • O constante nos dois parágrafos anteriores. de forma inequívoca. a indicação do fornecedor e da origem de todos os elementos acima citados. introduzir um subcapítulo de “Disposições Gerais” para melhor se compreender o espírito vertido no parágrafo anterior. um documento em que as regras a que vão obedecer as relações e compromissos entre o Dono-de-Obra e o Empreiteiro ficam estabelecidos. bem como aqueles com finalidades fundamentalmente construtivas. em qualquer caso. 2. não dispensa a necessária aprovação prévia da Fiscalização antes do seu fabrico.1 – Disposições gerais Sem prejuízo do fixado nos artigos seguintes. fabrico e/ou colocação). bem como se deverão encontrar-se em estado de completamente novo e não apresentar qualquer imperfeição. mas que na prática concorrem para a sua realização. assim como a sua posterior vistoria. tem a finalidade desta introdução o estipular. não serão incluídas neste texto. e que poderá estar presente em qualquer Caderno de Encargos de uma obra de construção civil. para o outro será o seu respectivo pagamento. como movimentos de terras e fundações. no sentido de este não se tornar demasiado extenso. • A Fiscalização pode ainda. bem como os respectivos documentos de homologação.

bem como o abastecimento de água e energia e outros recursos exteriores tidos como necessários à realização dos trabalhos. desmontagem do estaleiro. • Toda a execução estará de acordo com a regulamentação e normalização em vigor (nacional e/ou europeia). de forma a se poder efectuar a melhor coordenação de toda a produção das diversas especialidades. 10 . deverá já vir contida no preço de concurso.Execução de Estruturas Metálicas • Será ainda entregue à Fiscalização. Nesta conformidade. execução e limpeza da própria obra e do seu local. deverá ser entendido que todo o texto seguinte está sujeito às condições acima designadas. às especificações e demais documentos de homologação de laboratórios oficiais portugueses ou entidades equiparadas. por escrito. com eventuais alterações que venham a ser introduzidas durante a obra (após aprovação por escrito da Fiscalização). • Todas as despesas decorrentes da preparação. se for caso disso. não podendo por tal motivo este invocar trabalhos a mais. bem como todas as demais recomendações técnicas aplicáveis. ou seja. às normas. • No caso do estabelecido nestas cláusulas conduzir a situações de trabalhos não previstos (trabalhos a mais) deve a Fiscalização ser de imediato informada no sentido de sancionar ou não a sua execução. para ser submetido a aprovação. devendo ser estas entendidas como permanentemente implícitas e vigentes. • Na ausência de definições no que respeita a materiais ou técnicas construtivas por parte destas Condições Técnicas Especiais ou da Memória projecto. mas sempre sujeitas á aprovação da Fiscalização. trabalhos e a qualidade e modo de execução a estes relativa. • No caso de soluções deixadas como proposta a efectuar pelo Empreiteiro. Dever-se-á ter ainda em atenção o seguinte: • Fazem parte integrante das Condições Técnicas Gerais e Especiais todos os fornecimentos. sua manutenção e trabalhos a estes afins. como a montagem. o seu custo já estará incluído no fornecimento e montagem destas peças. do que o Empreiteiro se obriga a cumprir integralmente e de que se fará pagar de acordo com valores de concurso ou posteriormente negociados (caso não constem da lista de preços inicial). correm por conta do Empreiteiro (conforme rubrica no Mapa de Medições). de tudo o que à presente empreitada respeite. com o Caderno de Encargos em geral e suas Medições e. pelo que não se fará uma referência explícita e repetitiva das mesmas. o Plano de Trabalhos a efectuar com a necessária ordem de montagem e sua calendarização. se de modo diferente não for contratado. de acordo as Peças Escritas e Desenhadas do Projecto. deverá a execução dos trabalhos obedecer às disposições legais em vigor.

quer às necessárias condições de saúde. mas só serão tidas em consideração para avaliação aquelas que dêem inteira satisfação às solicitações e outros condicionamentos seguidos no Projecto. separadamente. são imprescindíveis para cumprir as boas regras e técnicas de construção civil e como complemento dos previstos nas folhas de medições. variantes ao sistema construtivo previsto. que no que trata ao contrato válido de trabalho. para assegurar o cumprimento do Mapa de Trabalhos aprovado e os prazos execução. Órgãos de Soberania (nacionais e europeus). em cada momento. • Todos os trabalhos serão executados de modo a não afectar os eventuais elementos da estrutura a manter. leis. nomeadamente e entre outras. dando do facto conhecimento à Fiscalização. • Serão efectuadas todas as demolições e levantamentos necessários ao cumprimento do Projecto. bem como mobiliário. mesmo que não estejam expressamente referidos. especificações e outros documentos emanados por entidades oficiais ou oficialmente reconhecidas e cujas disposições sejam vinculativas para obras de construção civil. se for o caso. 11 . sendo sempre a suficiente. a empreitada engloba todos os trabalhos que de acordo com a intenção do Projecto levam ao completo acabamento da obra. • A mão-de-obra a empregar será a qualificada para a realização das diversas tarefas e tipos de trabalhos. • Poderá o Empreiteiro apresentar. ou seja. não podendo alegar o uso desta última por desconhecimento da que se encontre no actual em vigor.Execução de Estruturas Metálicas • Da empreitada fazem parte todos os trabalhos descritos no Projecto e nas respectivas Medições. • Os materiais a empregar e a forma de execução da obra será realizada tendo em conta o estabelecido pelos documentos que adiante serão enunciados neste texto. decretos. • O Empreiteiro deverá ter sempre conhecimento da versão mais actualizada do documento cuja natureza for a referida nas peças do Projecto e Caderno de Encargos. Laboratório Nacional de Engenharia Civil e Instituto Português da Qualidade. Da decisão tomada sobre as propostas cambiantes expostas pelo Empreiteiro não tem cabimento qualquer recurso. bem como todos aqueles que embora não expressamente descritos. • Todo o pessoal estará devidamente legalizado no que concerne à sua condição apta para trabalhar. bem como quaisquer outros regulamentos. quer outros quaisquer elementos da construção que devam permanecer. desde que aprovados pela Fiscalização. equipamento ou quaisquer artefactos dentro desta existentes. mesmo que nestes outra mais antiga conste. normas. desde que aprovados pela Fiscalização.

assim como cargas e descargas de materiais. bem como a executar todos os trabalhos finais de limpeza e reposição do existente à data da consignação. • O Empreiteiro deve organizar o Livro da Obra contendo uma informatização sistematizada e de fácil consulta dos acontecimentos mais significativos relacionados com a execução dos trabalhos. se nenhuma alteração estiver prevista no Projecto. a ausência de mão-de-obra ou as condições climatéricas inerentes à época do ano em que a obra decorre. • As omissões ou desencontros de dimensões e outros elementos de projecto com as reais verificadas em obra serão objecto de reclamações por erros e omissões de projecto no prazo legalmente aprovado. de modo a mantê-los com aspecto que não contraste com as zonas circundantes. árvores de qualquer porte. excepto os materiais que a Fiscalização entenda aproveitáveis. não poderão servir de motivo de prorrogação do prazo. porquanto não serão atendidas quaisquer reclamações baseadas no desconhecimento ou falta de previsão dos mesmos. • O Empreiteiro deverá inteirar-se no local da obra e junto do Dono-de-Obra do volume e natureza dos trabalhos a executar. • A falta de materiais no mercado. etc.. 12 . pavimentos. • São inerentes à proposta do Empreiteiro todos os trabalhos preparatórios e de acabamento que se relevem necessários a cada tarefa. • O Empreiteiro tomará as disposições necessárias para que a execução dos trabalhos não prejudique as actividades da rotina do local onde os mesmos se desenvolvem. • O Empreiteiro tomará as precauções indispensáveis para não causar prejuízo em edifícios adjacentes à obra. sendo estes igualmente transportados pelo Empreiteiro para depósito a indicar por esta.Execução de Estruturas Metálicas • Todos os produtos das demolições serão transportados pelo Empreiteiro para vazadouro da sua responsabilidade. pelo que a programação dos trabalhos deverá prever a provável existência e consequências de tais contrariedades. • O Empreiteiro é responsável pelo estado de limpeza das zonas afectadas pela execução dos trabalhos. etc. apeamentos. sendo da sua conta as reparações e reposições necessárias se as mesmas não estiverem incluídas na empreitada. sobretudo quando este for por Valor Global. instalações ou redes de qualquer natureza.

não satisfazerem as condições exigidas. • O Empreiteiro. da qualidade e de acabamento pretendido para o trabalho em causa. ou mesmo as zonas ou as secções da obra já erguidas e construídas.Execução de Estruturas Metálicas • O Empreiteiro obriga-se a apresentar mensalmente a situação dos trabalhos realizados em relação aos previstos no Mapa de Trabalhos. de proceder a outros ensaios de controlo de qualidade. caso assim o entenda. duração e conservação da obra não forem prejudicados e se não houver alteração para mais no preço. quando autorizado pela Fiscalização. • Os materiais rejeitados por não satisfazerem as condições exigidas. desempenho. estabilidade. permitam estabelecer valores comparativos da perfeita execução da obra. • O facto de a Fiscalização permitir o emprego de qualquer material não isenta o empreiteiro da responsabilidade sobre a maneira como ele se comportar. aspecto. para garantia da boa execução dos trabalhos e sempre que julgue conveniente. • O Empreiteiro apresentará amostras de todos os materiais que se propõe empregar na obra devidamente identificados e rotulados com indicação de fornecimento e fabricante. por simples exame ou em face do resultado dos ensaios ou análises. quer antes. quer depois de aplicados. indicará quais as provas a que deverão ser submetidos os materiais. fixadas ou não pelo Caderno de Encargos. sendo contudo aqui incluídos já que se tornam válidos para eventuais trabalhos a mais a contratar com o Empreiteiro e que concorram no seu âmbito. Ainda em termos de Disposições Comuns atender-se-á ao seguinte: • As referências e modelos comerciais. 13 . tipos e marcas. se a solidez. • A Fiscalização. • Estas provas serão feitas de acordo com os preceitos regulamentares em vigor ou com as prescrições que. sempre que considere insuficientes ou inadequados os prescritos neste Caderno de Encargos. propriedades. características. • A Fiscalização reserva-se o direito. serão rejeitados. previstas no Caderno de Encargos têm como objectivo dar indicação da natureza. • Os capítulos incluídos nas Condições Técnicas (Gerais e Especiais) que não sejam aplicáveis às obras respeitantes ao presente projecto devem ser ignorados. deverão ser removidos pelo Empreiteiro para fora do local da obra no prazo de 48 horas. poderá aplicar materiais diferentes dos previstos. • Os materiais nos quais se verificar.

de águas e esgotos. para aprovação da Fiscalização. • Deverá ser dada especial atenção à prevenção de acidentes. dentro das tolerâncias admitidas. informações e anúncios deverão apresentar-se sempre com bom aspecto. fluidos no estado gasoso e outras congéneres habituais e próprias dos diversos tipos de edificações) necessárias para o normal decorrer da obra atender-se-á ao seguinte: • O Empreiteiro terá que no início de cada fase da obra em que tenha de recorrer aos trabalhos a que respeita esta alínea. • • Em nenhuma situação é permitido o desrespeito das normas de segurança. Higiene e Saúde visado pela Fiscalização. Em termos de Estaleiros. • • Todas as protecções. se achar pertinentes alterações ao Pano de Segurança. Em termos de Segurança atender-se-á ao seguinte: • O Empreiteiro será responsável pela segurança devendo propor as medidas que julgar convenientes para a execução dos trabalhos se faça respeitando a legislação em vigor. efectuar um completo inventário do existente que entregará na forma de Peças Escritas e Desenhadas à Fiscalização. Em termos de Levantamento e Reposição de infra-estruturas (como de redes eléctricas. O Empreiteiro efectuará logo de início os tapumes e guardas da área destinada ao trabalho considerando sempre a possibilidade de acesso a viaturas de bombeiros e urgência ao local da obra. Em termos de Protecção contra Agentes Atmosféricos atender-se-á ao seguinte: • A obra e os materiais deverão em qualquer fase estar protegidos dos agentes atmosféricos. sendo da sua responsabilidade a integral e funcional 14 . O Empreiteiro protegerá eficazmente a vegetação e árvores existentes no local da obra.Execução de Estruturas Metálicas • Os perfis e as chapas devem ter as formas prescritas e apresentar-se desempenadas. sendo da responsabilidade do Empreiteiro as reparações ou substituições que se tenham de efectuar em qualquer zona por não se ter respeitado este artigo. aquecimento. sugerindo. utilizando nomeadamente capacetes. luvas e calçado de protecção para todo o pessoal ao serviço do Empreiteiro. comunicações. Circulação e Vedações atender-se-á ao seguinte: • O Empreiteiro apresentará uma planta do estaleiro da obra com a localização das instalações e equipamentos.

caso em que serão estas últimas a prevalecer. bem como os testes de aptidão necessários à sua reentrada em serviço. ocasionalmente. ensaios de dobragem) e à sua composição química. ensaios de choque e. são valores nominais a adoptar para efeitos de cálculo.2. não podendo em caso de adjudicação ignorarem a sua necessidade e sobre eles reclamarem erros. que sobre estes trabalhos. não havendo lugar a reclamações se tal cuidado não houver por parte do Empreiteiro na prévia visita e verificação local.Aço em perfis e chapas As propriedades dos aços. devem-nos os concorrentes apreciar localmente no sentido de apresentar o preço respectivo. omissões ou trabalhos a mais. Como ressalva geral deste ponto (Disposições Gerais) refira-se que as soluções fixadas ou apontadas nestas Condições Técnicas Gerais e Especiais são vinculativas desde que nas restantes peças que compõe o Projecto completo outras mais rigorosas não forem explicitadas.Qualidade e Natureza dos Materiais 2. designadamente nas suas partes (e na designação original): • • PART 1 . • É ainda da competência do Empreiteiro a completa substituição de todos os elementos destes sistemas que em virtude destas operações sofrerem qualquer deterioração. As características dos perfis e chapas de aço usadas em elementos estruturais devem estar de acordo com a norma EN 10025-2004 [4]. • O preço de concurso para os supracitados trabalhos incluirá todas as substituições de material que não tenha condições de ser levantado e posteriormente reposto. 15 . (Supersedes EN 10025: 1993).1 .Execução de Estruturas Metálicas recolocação de todos os elementos constantes. pois.2 . nomeadamente a sua especificidade e quantidade. 2.General technical delivery conditions. PART 2 .Technical delivery conditions for non-alloy structural steels. As características dos diferentes tipos de aços devem basear-se na informação relativa às suas propriedades mecânicas (determinadas a partir de ensaios de tracção. no que diz respeito às suas características gerais. • Fica claro.

Execução de Estruturas Metálicas

PART 3 - Technical delivery conditions for normalised/normalised rolled weldable fine grain structural steels. Supersedes EN 10113: parts 1 & 2: 1993);

PART 4 - Technical delivery conditions for thermo mechanically rolled weldable fine grain structural steels. (Supersedes EN 10113: parts 1 & 3: 1993);

PART 5 - Technical delivery conditions for structural steels with improved atmospheric corrosion resistance – also known as weathering steels. (Supersedes EN 10155: 1993);

PART 6 - Technical delivery conditions for flat products of high yield strength structural steels in the quenched and tempered condition. (Supersedes EN 10137: parts 1 & 2:1996).

A classificação dos aços correntes, apresentados nas tabelas 1 e 2 é designada pelas letras JR, JO, J2 e K2, que representam o nível de qualidade do aço no que diz respeito à soldabilidade e aos valores especificados do ensaio de choque. A qualidade aumenta para cada designação de JR a K2. Para uma descrição mais detalhada da qualidade dos aços deve-se consultar a norma EN10025-2 [4]. Os aços utilizados em perfis e chapas têm de respeitar a norma EN 10025 [4], nas suas 6 partes, sobretudo no que trata à sua qualidade do aço e às condições de fornecimento. Esta norma revoga e substitui, praticamente, toda a normalização anterior, que se encontrava mais dispersa. É, também, recomendável ter em consideração a norma EN 10164 “Steel products with improved deformation properties perpendicular”, usando chapas de aço com propriedades de deformação melhorada, no caso de chapas de topo sujeitas a esforços significativos (maior ductilidade). Nas tabelas 1 a 3 incluem-se as normas prescritas pela própria norma prEN 1090-2 [3] para os aços a adoptar em diversos de peças estruturais (ver figura 1), nomeadamente: Normas prescritas para produtos estandardizados para aços estruturais – Tabela 1; Normas prescritas para aços de enformados a frio, folhas e estribos de aço – Tabela 2; Normas prescritas para aços inoxidáveis – Tabela 3. De notar que são omissas normas para as dimensões estandardizadas dos perfis mais usados em construção metálica (“I” e “H”), denotando alguma liberdade industrial ainda existente nesta matéria. Outro factor que se considera bastante negativo é a grande dispersão normativa, conduzindo a incertezas quanto à existência de normas sobre algumas temáticas, bem como tornando difícil e oneroso a consulta ao público e profissionais em geral. Os aços correntes para elementos estruturais variam consoante as suas propriedades mecânicas e composição química, como podemos verificar nas tabelas 4 e 5.

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Execução de Estruturas Metálicas

Tabela 1 – Normas prescritas para produtos estandardizados para aços estruturais [3]

Tabela 2 – Normas prescritas para aços de enformados a frio, folhas e estribos de aço [3]

Tabela 3 – Normas prescritas para aços inoxidáveis [3]

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Execução de Estruturas Metálicas

Figura 1 – Estruturas metálicas com emprego de várias geometrias de perfis e tipos de aço [18]

Ilustram-se, na tabela 6, os valores de referência genéricos das grandezas físicas para aços estruturais, sendo os mesmos aproximadamente idênticos para todos os tipos de aço estrutural. Na verdade, a propriedade mais diferenciadora dos diversos aços estruturais é a resistência mecânica, seguindo-se a ductilidade e a tenacidade, muito associadas ao teor de carbono. Em geral quanto mais carbono tem o aço menos próprio para estruturas, dado ser mais frágil. Tabela 4 – Valores nominais da tensão de cedência fy e da tensão de rotura fu, para aços correntes de acordo com a EN 10025-2 [4]
Tensão de cedência fy e tensão de rotura fu em N/mm2 Espessura nominal em mm t<=40 fy JR S235 JO J2 JR S275 JO J2 JR S355 JO J2 K2 355 510 335 470 22 21 20 275 430 255 410 22 21 20 235 360 215 360 26 25 24 fu 40<t<=80 fy fu Alongamento mínimo em % (2) (L0 = 5.65/S0) Espessura nominal em mm 3<t≤40 40<t≤63 63<t≤100 Energia absorvida mínima no ensaio de choque (J) (3) Espessura nominal em mm Temperatura ºC 20 0 -20 20 0 -20 20 0 -20 -20 10<t≤15 27 27 27 27 27 27 27 27 27 40

Designação

Qualidade

S450

440

550

410

550

(1) Os valores apresentados neste quadro são valores de referência. Para detalhes consultar a norma EN10025. (2) Os valores apresentados neste quadro são aplicáveis a provetes longitudinais para o ensaio de tracção. Para chapas, chapas largas e produtos longos de largura maior ou igual a 600 mm utilizam-se provetes transversais e o alongamento mínimo deve ser inferior a 2%. (3) Para espessuras inferiores a 10 mm a energia mínima absorvida no ensaio de choque deve deduzir-se da figura 1 da norma EN10025.

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Na tabela 7 faz-se uma apresentação mais largada de tipos de aços.40 1. têm a faculdade de propiciarem a formação progressiva uma película superficial protectora de óxido exterior aderente e muito pouco porosa (designada por “patina”) que reduz significativamente a velocidade de oxidação habitual nos aços.20 0.17 0.035 0.60 1.55 0. também designados de auto-protectivos.007 0.17 0. Cu.50 1.000 N/mm2.17 0.22 0.009 0.45 0.40 1. 19 .045 0.18 0.40 0. P% Máx.24 0. υ = 0.60 1.35 0.17 0. na tabela 8 faz-se a transferência da normalização anterior para a nova.55 0.60 1. com origem nos Estados Unidos). Os aços patinados.47 Designação Qualidade Mn% Máx.38 0. Para espessuras nominais t em mm t≤16 JR S235 JO J2 JR S275 JO J2 JR S355 JO J2 K2 0.20 0.50 1.20 0.040 0.18 0.45 40<t≤150 0.40 1.040 0.035 0.42 0. Si% Máx. embora com valores mais concisos.045 0. Cr.17 0.22 0.24 0.21 0. Para maiores detalhes consultar a norma EN10025. Ni e Mo) que.040 0. Tabela 6 – Valores de referência genéricos para aços estruturais [10] Módulo de Elasticidade Módulo de distorção Coeficiente de Poisson Coeficiente de dilatação térmica linear Massa Volúmica E = 210.47 0.45 0.045 0.60 0.18 0. São aços fracamente ligados (com outros metais.040 0. como: P.20 0. Nota: Os valores apresentados neste quadro são valores de referência. S% Máx.850 Kg/m3.40 0.17 0.009 0.20 16<t≤4 0 0.040 0.035 0.18 0.045 0. em condições específicas de exposição.38 0.035 0.50 1.17 0. G = E/2(1+υ) N/mm2.22 1.40 0.38 0. N% Máx.55 0. que vendo sendo um uso crescente em chapas arquitectónicas. São habitualmente conhecidos pelos nomes das marcas comerciais de fabrico: Corten (foram os primeiros aços patinados.009 Máx. Face a alteração normativa.035 0.35 0.20 t>40 0.42 0. em termos de características. Ainda na tabela 9 mostra-se as características do aço patinado.35 0. Indaten (fabricados pela “Usinor”) e Diweten (criados pela “Dilling” especialmente para pontes) [20].009 0. CEV para espessuras nominais em mm t≤40 0. segundo a normalização europeia.035 0.42 0.21 0.22 0.035 0.040 0.20 0.24 0.009 0.3 α = 12x10-6 (ºC)-1 ρ = 7.035 0.17 0.Execução de Estruturas Metálicas Tabela 5 – Composição química a que têm de obedecer os aços correntes de acordo com a EN 10025-2 [4] C em % máx.47 0.045 0. caracterizam-se por uma resistência melhorada à corrosão.45 0.47 0.18 0.55 0.18 0.045 0.

para aços de acordo com a normalização europeia [4] Espessura nominal do elemento t [mm] Designação fy [N/mm2] EN 10025-2 S 235 S 275 S 355 S 450 EN 10025-3 S 275 N/NL S 355 N/NL S 420 N/NL S 460 N/NL EN 10025-4 S 275 M/ML S 355 M/ML S 420 M/ML S 460 M/ML EN 10025-5 S 235 W S 355 W EN 10025-6 S 460 Q/QL/QL1 EN 10210-1 S 235 H S 275 H S 355 H S 275 NH/NLH S 355 NH/NLH S 420 NH/NHL S 460 NH/NLH EN 10219-1 S 235 H S 275 H S 355 H S 275 NH/NLH S 355 NH/NLH S 460 NH/NLH S 275 MH/MLH S 355 MH/MLH S 420 MH/MLH S 460 MH/MLH 235 275 355 275 355 460 275 355 420 460 360 430 510 370 470 550 360 470 500 530 235 275 355 275 355 420 460 360 430 510 390 490 540 560 215 255 335 255 335 390 430 340 410 490 370 470 520 550 460 570 440 550 235 355 360 510 215 335 340 490 275 355 420 460 370 470 520 540 255 335 390 430 360 450 500 530 275 355 420 460 390 490 520 540 255 335 390 430 370 470 520 540 235 275 355 440 360 430 510 550 215 255 335 410 360 410 470 550 t ≤40 mm fu [N/mm2] 40 mm < t ≤80 mm fy [N/mm2] fu [N/mm2] 20 .Execução de Estruturas Metálicas Tabela 7 – Valores nominais da fy e da fu.

suas propriedades mecânicas e composição química.45 a 1.35 a 0.16 Máx.010 Sim Sim Sim Sim 0.80 Máx.040 Máx. 0.3. 0.035 0.05 a 0. 0.1972 Fe E 275 KGN Fe E 275 KTN Fe E 275 KGTM Fe E 275 KTTM Fe E 355 KGN Fe E 355 KTN Fe E 355 KGTM Fe E 355 KTTM EN 10113 .010 0.1993 S 235JR S 235JO S 235J2 S 275JR S 275JO S 275J2 S 355JR S 355JO S 355J2 S 355K2 S355N S355NL S355M S355ML Fe 430C Fe 430D Fe 510B Fe 510C Fe 510D Fe 510DD Tabela 9 – Aços patinados segundo a nova norma EN 10025-5 [4] Modo de Oxidação C (%) Designação S235JOW S235J2W S355JOWP S355J2WP S355JOW S355J2W S355K2W FN FF FN 0. 5.040 0. 0.20 a 0.010 0. mormente os seus ponto 5.15 a 0.035 N (%) Máx.2 e 5.85 0.25 a 1.20 a 0.1 desta norma. 0. 1.20 a 0. 0.035 0.35 0.19 0.55 0.16 Si (%) Máx.45 0.1972 Fe 360B Fe 360C Fe 360D Fe 430B EN 10025 + A1 . sendo de adoptar a certificação tipo 3. devendo ser especificada a qualidade do material.040 0. FF = Aço completamente acalmado O fornecimento e inspecção decorrerão de acordo com a norma EN 10204.15 FF FN FF FF 0.60 0. 0.Execução de Estruturas Metálicas Tabela 8 – Tabela de equivalências para a nova norma EN 10025 [4] EU 113 .1993 S 275N S 275NL S 275M S 275ML EU 25 .60 0. dado não ser admissível aguardar por ensaios de confirmação.70 Máx.040 0.60 Adição de Azoto? Cr (%) Cu (%) FN = Aço efervescente não é admissível.35 a 0. Não é dispensável o certificado de qualidade.60 0.035 Mn (%) P (%) S (%) Máx.1.85 0.040 0. Todas as tolerâncias e mais características a exigir na qualidade dos aços observarão a prEN 1090-2 [3].1 Máx. 21 .

como é o caso de: (i) ligadores de aço carbono ou de ligas análogas com diâmetros superiores aos especificados nas EN ISO 898-1 e EN 20898-2. Este classe é a 1. Estão em preparação diversas normas EN. ver tabela 10): Os parafusos pré-esforçados não devem ser em aço inox.8 de alta resistência (aptos a pré-esforço. a não ser em casos devidamente ponderados. porcas e anilhas) deverão seguir o preceituado no ponto 5. (iii) parafusos de ligas austeníticas-ferríticas de qualquer diâmetro. anilhas e anilhas indicadoras de pré-esforço (prEN 14399-9). (ii) ligadores de aço inoxidável com diâmetros superiores aos especificados nas EN ISO 3506-1 e EN 3506-2. Os ligadores de aço carbono não devem ser usados para ligar elementos de aço inoxidável. as ligações mecânicas (como parafusos.2. as porcas tem de respeitar a norma ISO 4032 ou 4775 e as anilhas tem de respeitar a norma ISO 7415.6 da prEN 1090-2 [3]. • Parafusos estruturais de alta resistência (pré-esforço. designadamente a prEN 14399 (mencionada no ponto 5. Estas anilhas indicadoras de PE não devem ser de aços auto-protegidos ou em aço inox (problema de corrosão galvânica).ª da série de parafusos apta a ligações pré-esforçadas. Nas ligações mecânicas tem que se ter em atenção os parafusos. as porcas e as anilhas. nomeadamente relativas a parafusos de cabeça embutida (prEN 14399-7). sendo.4.Execução de Estruturas Metálicas 2.6. Contudo existe alguma normalização europeia correspondente.Ligações mecânicas Em geral. Nesses casos devem ser usados “kit’s” de isolamento cuja especificação e detalhamento são obrigatórios. portanto.2 . da prEN 1090-2 [4]. Para a aplicação de parafusos pré-esforços de alta resistência. sendo de opção corrente a escolha da classe de parafusos 8. ver tabela 10). devendo então ser tomados como “ligadores especiais”. salvo em casos especiais. os parafusos devem de respeitar a norma ISO 4017. possuidora de baixa relaxação e constituindo uma boa opção na relação preço/desempenho. Como recomendações para parafusos e porcas hexagonais [6]: • Não pré-esforçados: As propriedades mecânicas devem ser especialmente especificadas para casos especiais. 22 . embora a esta data ainda não tenha todas as suas partes concluídas).

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A corrosão galvânica é um processo químico no qual se dá a destruição do metal menos nobre da série galvânica, por depósito na protecção do mais nobre, quando ligados directamente, na presença de um electrólito. Ora, a camada de óxido que se cria no aço é catódica, sendo o aço anódico, não sendo essa camada contínua, e por isso não se constituindo como uma barreira protectora, nas descontinuidades formam-se células de corrosão. Uma corrente eléctrica forma-se do pólo negativo (ânodo) para o positivo (cátodo), dissolvendo ou corroendo o pólo negativo. Série galvânica → do metal mais activo (anódicos), para o menos activo (catódicos): Alumínio e Zinco – usados para proteger o aço; Ferro; Aço; Aço inoxidável – substitui eficazmente o aço relativamente à corrosão; Chumbo; Cobre; Prata; Ouro; Platina. O potencial de corrosão galvânica aumenta com o aumento da diferença de potencial entre os dois metais, pelo que é completamente desaconselhável o contacto, sobretudo em ambiente húmido, entre metais nesta situação. Dai que muito cuidado terá que ser posto na escolha de elementos de ligalões mecânicas (parafusos, rebites, anilhas, porcas, etc.). Tabela 10 – Valores nominais da tensão de cedência e da tensão de rotura à tracção [2]
Componente Requisitos genéricos (High strength structural bolting for preloading) Ligações pré-esforçadas (suitability of assemblies for preloaded application) Parafusos (Bolts) Porcas (Nuts) Anilhas (Washers) prEN 14399-1 prEN 14399-2 prEN 14399-3 (HR: deeper nuts) prEN 14399-3 (HR: deeper nuts) prEN 14399-5prEN 14399-6 prEN 14399-4 (HV: shallower nuts) prEN 14399-4 (HV: shallower nuts) Pré Normas Europeias

De referir que as anilhas indicadoras de pré-esforço são uma alternativa à chave dinamométrica, de modo a permitir uma mais expedito controlo do momento de aperto em ligações pré-esforçadas. De notar que devido às condições de acesso à ligação e às tolerância dimensionais nem sempre o aperto é total e uniforme, pelo que o esmagamento deve ser medido junto ao ponto médio (ver figura 2).

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Figura 2 – Estruturas metálicas com emprego de várias geometrias de perfis e tipos de aço [6]

Conforme as melhores condições de acesso estas anilhas podem ser colocadas do lado da porca ou do lado da cabeça do parafuso (figura 3).

Figura 3 – Estruturas metálicas com emprego de várias geometrias de perfis e tipos de aço [6]

Existem também ligadores especiais, como parafusos injectados com resinas especiais. Em geral a resina é injectada através de um orifício colocado na cabeça do parafuso, podendo este ser tradicional (com rosca, anilha e porca) ou de espiga totalmente lisa.
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As características genéricas são [6]: Resina de 2 componentes, com viscosidade à temperatura ambiente compatível com a injecção nos furos, apenas sob pressão (pode ter que ser usada uma argamassa moldável durante a injecção, para vedar); A resina deve manter-se moldável durante pelo menos 15 minutos; A cura deve estar concluída aquando da entrada em serviço da estrutura; Em casos de reparações pode ter que se aplicar calor para acelerar a cura (máx. 50 ºC); Estes elementos podem ter que ser obtidos através de ensaios, devendo ser usado o anexo G da EN 1990 – procedimento análogo ao da determinação do coeficiente de atrito em parafusos pré-esforçados; Detalhes sobre a utilização deste sistema podem obtidos na publicação do ECCS nº79 (European recommendations for bolted connections with injection bolts); O diâmetro dos furos estandardizado é d0= d + 3 mm, excepto em parafusos de diâmetro inferior a 27 mm, que pode ser de d + 2 mm, devendo ser usadas anilhas especiais, com d1= d+0,5 mm. • Outras Normas Europeias EN relacionadas com peças roscadas [12]: Parafusos: EN 24014:1991 Hexagon head bolts. Product grades A and B, com correspondência à ISO 4014:1988; EN 24015:1991 Hexagon head bolts. Product grade B. Reduced shank (Shank diameter = pitch diameter), com correspondência à ISO 4015:1979; EN 24016:1991 Hexagon head bolts. Product grade C, com correspondência à ISO 4016:1988; EN 24017:1991 Hexagon head screws. Product grades A and B, com correspondência à ISO 4017:1988; EN 24018:1991 Hexagon head screws. Product grade C, com correspondência à ISO 4018:1988; EN 28676:1991 Hexagon head screws with metric fine pitch thread. Product grades A and B, com correspondência à ISO 8676:1988.
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normal and large series.Execução de Estruturas Metálicas • Outras Normas ISO relacionadas com porcas [12]: ISO 4032:1986 Hexagon nuts. Os valores nominais das tensões de cedência e da tensão de rotura à tracção. com correspondência à ISO 8738:1986. estão regulamentados na tabela 11. ISO/DIS 4775 Hexagon nuts for high-strength structural bolting with large width across flats .Product grades A and B. Product grade A. style 1 . 26 . Small. EN 28738:1992 Plain washers for clevis pins. nomeadamente: • • ISO 898-1:1988 Mechanical properties of fasteners . caso exista alguma exigência que não esteja prevista na tabela 11. ISO 4033:1979 Hexagon nuts. style 2 . com correspondência à ISO 10673:1998. Product grade A.Product grade C. style 1 – Product grades A and B. ISSO/DIS 4032 Hexagon nuts. EN ISO 10673:1998 Plain washers for screw and washer assemblies. com correspondência à ISO 10644:1998.Property classes 8 and 10 (Revision of ISO 4775:1984). Para anilhas também são muito usadas as Normas ISO 7089.Product grade B . screws and studs. ISO/DIS 4034 Hexagon nuts . ISO/DIS 898-1 Mechanical properties of fasteners made of carbon steel and alloy steel – Part 1: Bolts.Property classes 8 and 10.Part 1: Bolts. sendo certo que durante o aperto alguma dessa protecção se perde. ISO/DIS 4033 Hexagon nuts. tem que se referenciar a norma ISO 898.Product grade C. 7091 a 7094 [12].Product grades A and B. ISO 4034:1986 Hexagon nuts . • Outras Normas Europeias EN relacionadas com anilhas [12]: EN ISO 10644:1998 Screw and washer assemblies with plain washers. Existe alguma recomendação no sentido de se galvanizar as porcas e anilhas. ISO 4775:1984 Hexagon nuts for high-strength structural bolting with large width across flats . screws and studs.Product grades A and B.Product grade B . style 2 . Washer hardness classes 200 HV and 300 HV.

8 480 600 8. Tabela 12 – Valores nominais mínimos da força de pré-esforço em kN [4] As ligações serão feitas cuidadosamente. De sublinhar que o aperto deve ser progressivo. Na tabela 12 apresentam-se os valores nominais mínimos da força de pré-esforço a aplicar nos parafusos pré-esforçados. ainda. • ISO 898-7:1992 Mechanical properties of fasteners . Estes valores pretendem assegurar a transmissão da força que permita a mobilização do atrito entre as chapas a unir.9 900 1000 4. além de garantir um estado de tensão que minimize a possibilidade de desaperto por vibrações eventuais a que a estrutura possa estar sujeita.Part 7: Torsional test and minimum torques for bolts and screws with nominal diameters 1 mm to 10 mm. preferivelmente na porca e da parte mais rígida para a memos rígida da ligação.6 300 500 5. sendo rejeitadas aquelas que possam prejudicar a estabilidade e resistência da obra. Tabela 11 – Valores nominais da tensão de cedência e da tensão de rotura à tracção [3] Ligações ordinárias (por corte e/ou tracção) 4.Part 6: Nuts with specified proof load values . só podem ser utilizados caso seja comprovado a sua eficiência para determinada aplicação. • ISO 898-5:1998 Mechanical properties of fasteners made of carbon steel and alloy steel – Part 5: Set screws and similar threaded fasteners not under tensile stresses.8 640 800 10.Fine pitch thread. • ISO 898-6:1994 Mechanical properties of fasteners . De referir.8 320 400 5.Coarse thread.8 400 500 Para valores fora dos limites estipulados na tabela 11.Part 2: Nuts with specified proof load values .Execução de Estruturas Metálicas • ISO 898-2:1992 Mechanical properties of fasteners . que: 27 .6 fyb (N/mm2) fub (N/mm ) 2 Classe de parafuso 240 400 Ligações Pré-esforçadas (por atrito) 6.

e segundo o ponto 5. Tipos e dimensões das soldaduras. estando dividida em função da classe de execução da estrutura: (i) Parte 4 → classe execução 1. Em geral. que é constituída por uma lista de normas de produtos para os consumíveis de soldadura (aqui reposta como tabela 13). nas estruturas metálicas correntes. Especificação do procedimento de soldadura e consumíveis. • Os parafusos devem ser apertados por meio de chaves dinamométricas e sujeitos aos momentos indicados no projecto.2. 2. isto é. Por seu lado. a parte roscada deverá iniciar-se na zona correspondente à espessura da anilha.5 do prEN 1090-2 [3]. (iii) Parte 2 → classes execução 3 e 4. Sequência de soldadura.5 da prEN 1090-2 [3]. 3 ou 4. Já no que trata a consumíveis de soldadura. • As superfícies de contacto de ligações resistentes ao escorregamento deverão respeitar os requisitos da tabela 14 do ponto 8. um Plano de Soldadura deve ser elaborado caso a classe de execução da estrutura seja a 2. os requisitos básicos a preencher pela soldadura. Procedimentos a adoptar para evitar imperfeições Especificações de tratamentos térmicos Critérios de aceitação e rejeição. estes têm que respeitar a prEN 13479. devendo incorporar os seguintes aspectos (de acordo com as normas EN 1011 e a prEN 1090): Detalhes de ligação. Para efeitos dos requisitos de resistência da soldadura indica a EN ISO 14554 “Quality requirements for welding – resistance welding of metallic materials”.3 – Ligações soldadas A norma prEN 1090 remete para a norma EN 729 “Quality requirements for welding”. consideram-se superfícies de contacto resistentes ao escorregamento as ligações de topo entre troços do pórtico – classe C. 28 .Execução de Estruturas Metálicas • A parte não roscada da espiga dos parafusos deve ter comprimento suficiente para abranger toda a espessura dos elementos a ligar.4 da prEN 1090-2. devendo também ter-se em atenção a tabela 4 presente no ponto 5. (ii) Parte 3 → classe execução 2.

Informações nos desenhos. Não estando incluídas nas informações da norma prEN 13479. Como referência também devem ser consideradas as seguintes normas: ISO 13920:1996 Welding — General tolerances for welded constructions —Dimensions for lengths and angles — Shape and position.2 da prEN 1090-2 [3] também devem ser observados. EN 24063:1992 Welding. ISO 4063:1998 Welding and allied processes . Symbolic representation on drawings.Symbolic representation on drawings. para efeitos de simbologia e nomenclatura. brazing.Execução de Estruturas Metálicas Tabela 13 – Produtos estandardizados para consumíveis de soldadura [4] Os pontos 5. em termos de normas europeias. com correspondência à ISO 2553:1992. temos: EN 2574:1990 Série aeroespacial. Nomenclature of processes and reference numbers for symbolic representation on drawings. brazed and soldered joints. ISO/AWI 2553 Welded.1 e 5. ISO 2553:1992 Welded.Nomenclature of processes and reference numbers. brazed and soldered joints . 29 . EN 22553:1994 Welded. mas admitindo-se ser de interesse. Soldaduras.Symbolic representation on drawings. brazed and soldered joints . com correspondência à ISO 4063:1990. soldering and braze welding of metals.

Execução de Estruturas Metálicas De notar que existem normas especificas para procedimentos de soldadura (EN ISO 15609 “Specification and qualification of welding procedures for metallic materials”). ensaios de caracterização dos eléctrodos e quaisquer outros ensaios para o seu completo esclarecimento e de acordo com as normas em vigor. podendo a Fiscalização exigir provas de habilitações técnicas dos soldadores. • A disposição das soldaduras e a sua ordem de execução devem ser estabelecidas de modo: A reduzir-se.Materiais de soldadura e equipamentos de soldadura [12] De salientar. ainda. tanto quanto possível. 30 . • Os trabalhos de soldadura exigem pessoal qualificado e aparelhagem conveniente. de uma forma equilibrada em relação ao eixo de cada barra e inibindo pontos de sobreposição (deteriorando soldas anteriores). que: • A qualidade e resistência do material de adição das soldaduras terá de ser sempre de nobreza e valor superior ao aço base soldado (na figura 4 podemos ver consumíveis e máquinas de soldar). • Na ligação das extremidades das barras (ligações de topo) as soldaduras devem ser dispostas. bem como para a qualificação de pessoal afecto à sua execução (EN 287-1 e a EN 1418). tanto quanto possível. os estados de tensão resultantes da própria operação de soldadura. • As características da corrente eléctrica e a natureza dos eléctrodos devem ser apropriados à qualidade dos materiais a ligar e ao tipo de soldadura a efectuar. Figura 4 . A que as peças soldadas fiquem na posição pretendida.

especificando a classe de resistência e a camada de protecção. poros. • As medidas a tomar e o critério a adoptar na verificação das ligações soldadas será fixado pela Fiscalização. nomeadamente em elementos soldados em toda a periferia. exigindo-se uma descida gradual e lenta da temperatura. antes de cada passagem. e à limpeza com uma escova de arame. • As superfícies a soldar. bem como os próprios eléctrodos. • Os cordões executados não deverão apresentar irregularidades. cavidades ou quaisquer outros defeitos. ou pela própria acção do vento. fendas. por um processo adequado. devem estar isentos de escórias. humidade ou qualquer película de gordura. As soldaduras efectuadas não poderão ser arrefecidas rapidamente. será pedida uma protecção das soldaduras contra o arrefecimento brusco provocado pela chuva. e. nesta ordem de ideias. • Em geral. • Os cordões devem obedecer ao disposto na EN 10138-3 Aparelhos de apoio [6]: 31 . • Sempre que um cordão seja obtido por várias passagens deve proceder-se à repicagem das escórias. • Em casos de comprovada necessidade. carepa.4 – Acessórios de ligação Cabos de alta resistência [6]: • Os fios dos cabos de alta resistência têm que obedecer ao disposto na EN 10264-3 ou EN 10264-4.2. pela neve. tinta. pela concentração de tensões a que dão origem. a execução de soldaduras deverá respeitar o disposto no capítulo 7 da prEN 1090-2. oxidação. sem que se tenha queimado o material dos bordos. • • Deverão ainda evitar-se soldaduras em entalhes ou furos de dimensões importantes. bem como o estabelecimento de variações bruscas de secção. 2.Execução de Estruturas Metálicas • Também se deverá evitar a aplicação excessiva de soldadura num mesmo local. poderá exigir-se o recozimento de determinadas peças para eliminação das tensões residuais provenientes das operações de soldadura. • A soldadura depositada tem de ficar bem ligada aos materiais a soldar. de acordo com a EN 10244-2.

Para o exemplo em estudo seleccionou-se o nível C3.3 – Classificação estrutural e ambiental 2.3.7 ou 8 (ver quadro 14). pois espelha um nível de propriedades e fiabilidade que se repercute 32 .5 .2 . desta norma explicações complementares são dadas. Figura 5 – Argamassa de regularização e selagem sob placa de base de pilar [4] 2. Tabela 14 – Normalização de aparelhos de apoio [6] 2.1 .Classificação do ambiente No sentido de caracterizar a agressividade do ambiente em que a estrutura metálica será inserida.2. com base num cimento com propriedades não retrácteis.Execução de Estruturas Metálicas • Devem obedecer ao disposto na prEN 1337-3. conforme figura 5 deste texto. segundo a norma prEN 1090-2 [3]. a que corresponde uma corrosibilidade média.Argamassas de assentamento de chapas metálicas As argamassas de assentamento de chapas metálicas.3. ajudando a seleccionar a protecção mais adequada.5.4. Deverá ser respeitado o ponto 5. a colocar entre as fundações e as bases de pilar (figura 5).6. No ponto 9. é necessário classificar o grau de corrosibilidade do ambiente de acordo com a norma EN ISO 12944-2. A resistência será especificada nos elementos do Projecto.5. reportando o fabrico da argamassa para as normas EN 206-1 e ENV 13670-1. serão de carácter hidráulico. é um indicador fundamental das suas características de qualidade.Classificação da estrutura A classificação de uma estrutura.5.8 da prEN 1090-2. 2. com um mínimo de resistência característica à compressão de 25 MPa.

mas. resultando da combinação das primeiras duas (tabela 15 e 16) a escolha da Classe de Execução (tabela 17) Deste modo. Como excepções teremos as situações de elementos específicos para os quais esta especificação técnica estabeleça uma exigência superior ou inferior. e para efeitos do caso em estudo. de que se reproduz neste texto as tabelas mais significativas (tabela 15. 16 e 17). desde os aspectos ligados à escolha de materiais até à própria documentação exigível em todas as fases de fabrico. Tabela 15 – Definição das classes de consequências [3] 33 . numa apreciação global desta norma. Para todos os elementos da estrutura deverão ser adoptados e respeitados os requisitos definidos nesta prEN 1090-2 [3]. essa indicação terá que ser específica na adopção de uma classe de execução menos exigente. De nomear o Anexo B da norma prEN 1090-2 [3] que consiste num útil guia para a escolha da classe de execução da estrutura metálica. Na verdade. com base nestas tabelas e no seu significado intrínseco. temos que a sua classificação surge em todas as alíneas importantes do processo. Uma mais clara e elucidativa exposição dos diversos requisitos classificativos encontra-se nos anexos desta norma. no que toca à classe de execução EXC3. a estrutura classifica-se com classe de consequência CC3 (alta) e classe de produção e utilização PS2 a que corresponde a classe de execução EXC3. neste último.Execução de Estruturas Metálicas em todos os pontos do seu fabrico.

2.4 – Protecções e tratamentos 2. ensaios de caracterização.Execução de Estruturas Metálicas Tabela 16 – Critérios recomendados para produção e categorias de serviços [3] Tabela 17 – Recomendações para a selecção de classes de execução [3] Como exemplo de aplicação. com elementos metálicos formados por perfis laminados a quente.Protecção ao Fogo A protecção ao fogo. condições de armazenamento e condições de 34 . ligações em obra e do tipo aparafusado. pelo que implica → Classe execução 2 [6]. admita-se um edifício residencial em estrutura mista aço–betão (com aço estrutural S275). certificado de garantia. construído em Portugal. acompanhando prospecto técnico (composição. Consultando a tabela 15 e 16 resulta ► Categoria de exploração PS1 e consequência CC2.1 . deverá ser realizada com tintas intumescentes.4. Nesse sentido o Empreiteiro proporá à aprovação da Fiscalização a marca e tipo de revestimento de protecção que pretenda aplicar. em elementos susceptíveis de exposição em caso de incêndio.

no caso de existir qualquer divergência. deverá apresentar uma nota de cálculo justificativa da dimensão da protecção proposta. protecção de superfícies por metalização e pintura dos elementos metálicos. 2. tal como gruas. incluir os esquemas de aplicação recomendados pelo fabricante. de modo a permitir à Fiscalização uma decisão atempada e informada. ainda. contudo. Não são. removendo-os logo que o trabalho esteja concluído. se for o caso. será sempre a metalização seguida de pintura). recorrer ao parecer técnico e peritagem de entidades idóneas como LNETI ou ISQ (Instituto de Soldadura e Qualidade).2 . 35 . andaimes e todo o demais material para a montagem de plataformas de trabalho adequadas e seguras. atendendo ao material ignífugo si e ao factor de massividade (razão entre a área exposta ao fogo e o volume do perfil). • Para o efeito da aplicação da protecção no local. o Empreiteiro poderá ainda propor uma protecção passiva alternativa que garanta uma estabilidade ao fogo de 30 minutos (EF30). À Fiscalização reserva-se o direito de.Tratamento de superfície para protecção contra a corrosão e pintura dos elementos metálicos A presente especificação tem como finalidade definir e impor um conjunto de exigências que o Empreiteiro deverá respeitar para a limpeza. de acordo com a parte 2 do Eurocódigo 3 (EN 1993-1-2). e para cada tipo de perfil metálico.4. Após conclusão do fabrico e antes da montagem será aplicado nas peças metálicas o esquema de protecção anti-corrosiva previsto (nomeadamente metalização e/ou pintura. O Empreiteiro poderá propor as alternativas que ache mais adequadas ou que correspondam a desenvolvimentos mais recentes da técnica de protecção anti-corrosiva que. Deverá. Neste caso. deve o empreiteiro fornecer as ferramentas e equipamentos. Em geral devem ser seguidas as seguintes recomendações gerais: • Os trabalhos de metalização e pintura devem respeitar o disposto nas normas europeias em vigor. designadamente a prEN 1090. adoptando uma temperatura crítica de cálculo de 500ºC. admitidos quaisquer desvios à presente especificação sem a prévia aprovação da Fiscalização. ou quando entender. dado que poderá existir só um ou ambos – no caso de estarem ambos presentes. Fora situações de dispensabilidade justificada. portanto. terão de ser previamente aprovadas pela Fiscalização.Execução de Estruturas Metálicas aplicação) com certificado de origem e amostra.

evitando-se ar pintura. quando necessário. • Esta mistura também deverá ser empregue na água de lavagem das peças. etc. como é definido pelas normas aplicáveis. mas protegidas por massa grafitada ou outro material adequado. ferrugem. deverá a secagem ser acelerada por aquecimento indirecto. • A protecção da parte saliente dos chumbadouros deverá ser feita efectuada por galvanização (metalização a quente com base em zinco). • Para resistir às solicitações devidas à elevação e montagem das peças o Empreiteiro deve prever. Inibidor: • Será adicionado à água de molhagem de areia. de fosfato de diamónio e nitrato de sódio. em peso. • Todo o trabalho deve ser executado por pessoal devidamente formado. niveladas e aprumadas antes da demão final (em caso de pintura). • Empreiteiro deverá dispor de equipamento que permita comprovar as espessuras dos diversos tipos e camadas protectoras. sendo a granulometria da areia seleccionada como limite máximo pelo peneiro de 30 por polegada. ligeiramente áspera e inteiramente livre de todos os vestígios de cascão. uniforme. na percentagem mínima de 1. em que a superfície se apresenta de cor cinzenta clara. a colocação de contraventamentos provisórios. não existindo este passo no caso 36 . não devem ser pintadas. sendo imediatamente aplicada uma demão à pistola com a espessura mínima de 10 microns de “wash primer” (no caso de pintura.Execução de Estruturas Metálicas • Todas as estruturas metálicas serão montadas de forma a ficarem convenientemente alinhadas. tais como faces de rolos ou outras análogas.6% em relação à água utilizada. especializado e de reconhecida competência. uma mistura na proporção de 4:1. • O grau de acabamento será em metal branco. Secagem (em caso de não existir metalização): • Logo após a limpeza a jacto de areia e de lavagem da peça. • As superfícies de rolamento ou escorregamento de aparelhos de apoio. Decapagem: • Todo o material deve ser decapado a jacto húmido. devendo a execução do roscado ter em atenção este tipo de protecção.

As marcas e modelos de tinta a aplicar deverão ser indicadas na proposta. produto de 2 componentes. • As duas demãos terão cores diferentes a definir pela Fiscalização. endurecido com uma solução de ácido fosfórico e formulado a partir de uma mistura de resina de butiral de polivinilo. de acordo com a ISO 8501-3. Camada de acabamento acrílico com 50 µm de película seca. na preparação e aplicação. em geral. Destina-se a preparar e proteger as superfícies metálicas demasiado polidas. ou seja. é um primário de aderência e protecção anti-corrosiva). 37 . as instruções deste. pois estas concitem numa pintura com resina epoxy em que as cargas são grânulos metálicos. Primário rico em zinco com 50 µm de película seca. • O esquema de protecção a aplicar nas estruturas metálicas deverá ter em atenção o grau de corrosibilidade e durabilidade média.Execução de Estruturas Metálicas de prévia metalização. Primário (em caso de não existir metalização): • Com as superfícies perfeitamente secas e limpas. sendo a primeira demão aplicada à trincha e a segunda á pistola. Pinturas: • • • Superfícies em contacto com betão não devem ser pintadas. Verificando-se que a tinta aplicada é de má qualidade a pintura será rejeitada e o Empreiteiro fará a limpeza da estrutura e aplicará nova pintura à sua custa. Metalização: • Em geral são sempre de evitar as metalizações a frio. de modo a criar aderência aos produtos posteriormente aplicados. pigmentos e cargas. serão aplicadas duas demãos de cromato de zinco com a espessura de 30 microns cada. sendo a sua durabilidade inferior à metalização a quente. • As tintas a utilizar (primário e acabamento) deverão ser fornecidas por um mesmo Fabricante sendo respeitadas escrupulosamente. Camada intermédia de tinta intumescente com 260 µm de película seca. Em geral pode ser seguido o seguinte esquema: Preparação da superfície dos elementos ao grau P2. pois é.

um valor médio inferior a 90%. Na tabela 18 inclui-se a classificação de preparação das superfícies a tratar [3]. Tabela 18 – Classificação de preparação de superfície a tratar [3] Todos os trabalhos de reparação de pinturas em obra serão realizados de acordo com a EN 12944-7. para um conjunto de 5 medições. sendo visível que o tipo de preparação assenta na durabilidade espectável do tratamento. Alternativamente. A categoria de corrosibilidade encontra-se classificada na norma EN ISSO 12944. para decapagem mecânica é o grau ST 3). para qualquer medição. contudo o anexo K da norma prEN 1090 dá algumas sindicações. pode a Fiscalização preferir o seguinte esquema de protecção anti-corrosiva (em caso de não existir metalização a quente ou em peças secundárias ou de vida reduzida): • Decapagem mecânica ao grau SA 2 ½ (a tabela mais usada para comparação de qualidade de decapagem consta de uma norma sueca SIS – o grau de decapagem por abrasivo mais usual é o SA 2 ½ ou o SA 3. • Duas demãos de tinta de acabamento à base de borracha clorada com a espessura mínima de 2x60 mícrones.Execução de Estruturas Metálicas • A espessura média da película de qualquer camada deverá ser igual ou superior ao especificado para um total de 20 medições realizadas numa mesma área. 38 . o que sempre fará caso seja ultrapassado um mês. • Uma demão de primário de epoxy rico em pó de zinco com uma espessura mínima de 50 mícrones. um valor inferior a 80% dessa espessura ou. Excedido este prazo. • O prazo entre demãos não será nunca inferior a 24h e convirá que não seja superior a uma semana. a Fiscalização poderá exigir a lavagem total ou parcial das superfícies. não sendo de tolerar.

além do elemento estrutural. a área será determinada em m2. 2. • A determinação das medidas para o cálculo das medições obedecerá às regras discriminadas nos seguintes pontos. de acordo com o seu peso nominal. • As medições não incluem os desperdícios. serão obtidas a partir do menor rectângulo circunscrito a essas superfícies. • • • • Em elementos de outro formato deverá indicar-se o peso por unidade. os comprimentos serão determinados em metros e convertidos em Kg. ou da espessura nominal das chapas. • A medição indicará. • No caso das chapas. As medidas para a determinação da medição de chapas de superfície irregular. etc. devendo o seu preço incluir todos os demais órgãos de ligação como parafusos. O peso a considerar na medição será sempre o da secção nominal dos perfis. intrinsecamente – pelo que estes devem se objecto optimização (obtenção do menor desperdício) e quantificação (para efeitos do preço final por unidade de peso).Critérios de Medição As regras de medição em estruturas metálicas são. Não serão feitas deduções para entalhes e furos. • No caso dos perfis e tubos.Execução de Estruturas Metálicas Nas superfícies para ligações com atrito (pré-esforçadas) deve apenas ser aplicado o primário de forma a garantir uma classe de atrito C. mas o preço por quilo deverá espelhar os mesmos.. porcas. Nos perfis cortados obliquamente. em geral. anilhas.5 . as seguintes: • • A medição será realizada em quilogramas (Kg). a converter em Kg de acordo com o seu peso nominal. a medida será a do maior comprimento do perfil. além dos eléctrodos para as soldaduras a efectuar. 39 . Se necessário deve ser determinado o coeficiente de atrito da superfície (anexo G da prEN 1090-2). tubos. os tipos e dimensões dos perfis. chapas e outros elementos constituintes.

ao fabrico e à protecção anti-corrosiva dos elementos metálicos. • Todos os materiais empregues na obra serão objecto de certificado emitido pela siderurgia que os fornece. aplainados. depois da montagem definitiva. protecção contra o fogo e transporte. • Todos os elementos metálicos serão bem forjados e trabalhados segundo as regras da arte. • A tabela 7 do capítulo 6 do prEN1090-2 [3] contém uma lista que refere todos os controlos e medidas de armazenamento.Execução de Estruturas Metálicas Capitulo 3 – Execução 3. sendo. sobretudo devendo respeitar-se o capítulo 6 da parte 2 (prEN 1090-2. armazenamento.6). pré-montagem. na garantia que essa marcação tem características indeléveis. Esta lista refere a elevação das peças. execução e montagem) é regulado pela prEN 1090 [3] nas suas 3 partes. Caso existem suspeitas de possível deterioração do material. Recomendações gerais: • Deverão ser respeitadas todas as especificações relativas a materiais. terá de passar por uma vistoria que assegure que este está de acordo com os padrões pretendidos. para evitar uma possível deterioração do material. bem como exigências complementares deste texto.1 – Aspectos genéricos do fabrico O fabrico de estruturas metálicas (produção. torneados e ajustados convenientemente. 40 . existam as contra-flechas previstas no projecto. • Para melhor controlo no processo de fabrico devem ser identificadas todas as peças. quando tal se torne necessário. • Nas operações de traçagem. limados. soldadura e montagem serão tomadas as precauções necessárias para que. • O manuseamento e armazenamento das peças deverá ser conforme as recomendações especificadas pelo fabricante e tendo em atenção as datas de vencimento do produto em causa.

no local. • O Empreiteiro deve ainda submeter à apreciação da Fiscalização um levantamento topográfico da geometria das peças após concluído o seu fabrico. • Antes de iniciar a traçagem das peças o Empreiteiro deve confirmar. Actualmente. 41 . de acordo com os desenhos. procedendo aos acertos de dimensões necessárias que submeterá à aprovação da Fiscalização.3 – Corte As empresas com menos recursos utilizam geralmente os tradicionais maçaricos de corte. que sejam condicionantes para a estrutura metálica. o Empreiteiro deverá confirmar. devendo ter-se em atenção particular o seguinte: • Antes de iniciar a traçagem das peças metálicas.Traçagem da Estrutura Metálica A traçagem será feita com precisão idêntica à da classificação estrutura metálica e de acordo com o projecto. 3. quase todos os materiais metálicos e não metálicos podem ser cortados por via térmica [11]. no local. Este último é uma alternativa aos processos de corte térmico.2 . • Se no projecto forem indicadas contraflechas. • A traçagem das peças deverá ser feita tendo em vista a obtenção de contornos exactos. tais como o oxi-corte com controlo numérico. existem tecnologias de corte mais avançadas. o corte por plasma. incluindo as eventuais partes em betão.Execução de Estruturas Metálicas 3. • Não serão permitidas marcas a escopro ou a punção a frio. que permaneçam no material a aplicar em obra. devem estas ser tidas em consideração na traçagem e devidamente distribuídas para que a forma final seja a conveniente. e de modo que os bordos ou os topos se ajustem perfeitamente em todo o comprimento das juntas. No entanto. • Na traçagem das peças a soldar deverão ser tidas em conta as deformações devidas à retracção longitudinal e transversal. as dimensões exactas referentes aos elementos da estrutura. o corte por laser e o corte por jacto de água com abrasivo. Os resultados deste levantamento devem respeitar as cotas constantes dos desenhos. se as dimensões referentes a outras partes da construção que se ligam com a estrutura a fabricar correspondem aos valores previstos nos desenhos do projecto.

Calor. Guilhotina. Disco. requer-se outro tipo de tecnologias como o oxi-corte.Esquema representativo da operação de corte e indicação das principais entradas e saídas de materiais [11] 42 . Laser. de desengorduramento químico [11]. Nos casos. No corte de chapa quando o contorno é recto e a forma convexa. Figura 6 . eventualmente. em que os contornos são mais complicados. Generalidades O corte de perfis pode ser executado para acerto de comprimentos com disco de serra ou com guilhotina (neste último caso não necessita de fluido de corte). Arco de plasma.Execução de Estruturas Metálicas Resumindo as várias e mais usuais técnicas de corte de peças metálicas. Jacto de água. corte por plasma. o corte de chapa pode também ser feito com guilhotina. que permite optimizar a utilização da chapa e eliminar os erros de traçagem. Na Figura 6 está apresentado um diagrama esquemático da operação de corte seguida. poderemos enumerar as seguintes: Serra. por laser ou por jacto de água com abrasivo. Todas estas tecnologias podem envolver a utilização de comando numérico.

tomar-se-á o cuidados especiais no acabamento dos bordos. função da sua resistência mecânica [4] Como recomendações gerais: • Os perfis serão cortados com o maior cuidado. Nos cortes realizados à guilhotina ou a oxi-corte. • As saliências. em particular quando houver que proceder a soldadura. perfis e tubos serão de preferência feita à serra. • Calor: por forma a assegurar que as duas partes têm uma dureza inferior a 380 HV 10 (normarequisito geral).Execução de Estruturas Metálicas Algumas particularidades dos tipos de corte: • Guilhotina: as extremidades livres têm que ser tratadas por forma a remover defeitos. segundo as formas determinadas. Para classe de execução 3 este método pode ser usado sem requisitos especiais nas condições da tabela 19. falhas e rebarbas dos bordos das peças serão removidas à mó de esmeril. 43 . • Os cortes efectuados a maçarico ou por arco eléctrico (calor) serão posteriormente afagados sempre que a irregularidade da zona de corte prejudique a execução das ligações. Tabela 19 – Condições sem requisitos especiais no corte de guilhotina na classe de execução 3 [3] Tabela 20 – Dureza superficial máxima permitida para os diversos tipos de aço. poder ser necessário proceder ao pré-aquecimento (ver tabela 20). • • O corte das barras. recorrendo-se à lima sempre que seja necessário para se obter um ajustamento perfeito das diferentes peças.

tem algumas limitações quando tem de fazer cortes mais complexos e/ou com mais de 45º. O corte por plasma corta a maior velocidade e dá um melhor acabamento que o oxi-corte. predominantemente. sendo o equipamento mais usual o serrote (ver figura 7).Execução de Estruturas Metálicas Corte por serra O corte por serra é um dos mais recomendados (serra rígida ou por fita rotativa). etc. O equipamento é de fácil instalação. A maior parte do calor é produzido por meio da reacção exotérmica do oxigénio com o aço a cortar. poderá ser feito a maçarico (no caso de entalhes. mas ambas fazem formas curvas e não furam. Em geral. Todos os cortes efectuados por oxi-corte. deverão ser convenientemente limpos e afagados. Na verdade. no caso de corte de chapas o método mais usual é o oxi-corte (ver figura 8) e o corte por plasma. por não introduzir tensões residuais. Esta ferramenta é rápida e faz cortes de atados. só nos casos em que a natureza do corte o exija. 44 . o corte dos perfilados deverá ser feito de preferência por serrote e. já o plasma só é empregue até 16mm de espessura. e nomeadamente naqueles aos quais se vão aplicar cordões de soldadura. O oxi-corte pode cortar grandes espessuras. a chama oxiacetilénica [11].). Figura 7 – Serrote Oxi-corte O oxi-corte talvez seja o melhor processo de corte térmico para chapas de aço ligado e de não ligado na gama de espessuras de 3 a 30 mm. O consumo de energia é pequeno. Como fonte de calor para o pré-aquecimento do material e para se atingir a temperatura de fusão usa-se.

entalhes. Figura 9 – Linha combinada corte plasma + furação. O consumo de energia é relativamente elevado. Também são utilizados gases de corte de efeito oxidante e gases com injecção suplementar de água. o hidrogénio e o azoto [11]. 45 . redondos. porque o material tem de ser fundido numa junta larga. etc. O corte por plasma é um processo em que o material metálico é fundido na zona de corte pelo jacto de plasma. efectua cortes complexos.Execução de Estruturas Metálicas Figura 8 – Corte por Oxi-corte Corte por plasma Talvez um dos melhores métodos combinados seja o das linhas conjuntas de corte plasma e furação (ver figura 9). esta máquina é bastante rápida. Os gases utilizados nas aplicações de corte por plasma são o árgon. sendo a junta de corte removida por jacto de ar. Na verdade.

aço macio e aço inoxidável. Para o corte de materiais é preferido o laser de CO2. porém é excepcionalmente caro e raro usado em metalomecânicas. sem defeitos e com pouca rugosidade. cobre. o corte por jacto de água permite cortar uma grande variedade de metais e suas ligas como bronze. ruído. Assim. azoto e hélio que é excitada electricamente. existe uma grande variedade de materiais onde os processos de corte térmico não são aplicáveis por razões de ordem técnica e/ou económica. pois permite desenhos de rigor abaixo da décima milésima em chapas de quase toda a espessura. [11] O material é cortado pela acção de um jacto de água de alta pressão. podendo também conter um abrasivo para facilitar a operação. Com uma lente na cabeça de corte. as superfícies do corte são de aspecto metálico. 46 . Corte por jacto de água Muito embora. A qualidade do corte depende do tipo de material e do sistema de corte por plasma utilizado [11]. Outras características vantajosas resultantes da sua aplicação são o material não ser afectado pelo calor e não serem necessárias operações de acabamento. Apenas com máquinas que operam com controlo numérico é possível alcançar uma elevada velocidade e precisão de corte. Tipicamente. Por outro lado. mostram boa qualidade e regularidade. sendo o gás de corte o oxigénio. Todos os materiais condutores podem ser cortados por plasma. o feixe é focado sobre a superfície do material a cortar [11]. será de referir que o melhor corte é o de jacto de água. é o facto de a água minimizar o efeito do calor na integridade estrutural do metal [11]. poeiras. O uso de água reduz o impacto ambiental. sendo mantida a integridade estrutural do material [11]. Corte por laser O laser é uma fonte de radiação visível que emite luz coerente monocromática. cheiros. O raio laser é ideal para cortar materiais metálicos e não metálicos de pequena espessura. de formas complexas e constituídas por materiais de alta resistência. sendo a emissão de radiações UV absorvida. O bom arrefecimento e a elevada velocidade de corte reduzem o empeno por acção do calor desenvolvido. Outra das características mais vantajosa. A radiação laser é obtida por intermédio de uma mistura de dióxido de carbono. alumínio. É o processo de corte térmico com maior qualidade e precisão.Execução de Estruturas Metálicas O corte por plasma com injecção de água é indicado para o corte de aços de construção e de Cr-Ni. Com esta tecnologia é igualmente possível cortar chapas de grandes dimensões. dificilmente estampáveis [11]. Esta tecnologia permite uma grande exactidão de corte e uma boa qualidade superficial.

Execução de Estruturas Metálicas Quadro 21 – Comparação das características associadas às tecnologias de corte de chapa [11] 47 .

Recomendações gerais: • Quando existe a necessidade de fazer escariação nas peças. Tolerâncias: de acordo com a norma ISO 286-2. • Somente se admite a abertura de furos por punçoamento sem posterior mandrilagem no caso de furos que não tenham função estrutural importante. • Dimensões: são especificadas de acordo com uma nomenclatura específica . a tolerância máxima para irregularidades de furação será no máximo de 1mm para a distância de um dos furos ao que lhe seguir. às tolerâncias estabelecidas para a execução desses mesmos furos e à sua execução propriamente dita. em todo o caso. Por calor. e de 2mm para a distância aos furos extremos de uma mesma linha. • No caso de ligações importantes a abertura dos furos deve fazer-se ou por brocagem simultânea dos diversos elementos a ligar. O capítulo 6 do prEN1090-2 [3] faz referência ao dimensionamento dos furos.combinação dos diâmetros do furo e do ligador (normal ou sobredimensionado) ou dos furos oblongos (curto ou longo). Plasma. 48 .4 – Furacão Na execução da furação: estão previstos na norma os seguintes processos [6]: • • • • • Por broca. mas. A furação das peças metálicas é outra etapa do ciclo de produção do fabrico das estruturas metálica. Laser. essa escariação deve ser executada de maneira a que quando o parafuso é colocado a parte superior da sua cabeça fique nivelada com a face da peça.Execução de Estruturas Metálicas 3. para a colocação do parafuso. De notar que: • • Acabamento da furação: analogia com o corte. Punção.

a mandril. no mínimo de 2mm. pelo menos. com as peças ligadas na sua posição definitiva. 3mm inferior ao diâmetro definitivo. sendo permitida. quando realizada a saca-bocados ou à broca.5 vezes o diâmetro nominal do parafuso. • A furação.2. mas esta operação pode ser dispensada em classes 1 e 2 . sendo alargada para a do projecto. • Nas peças em que se tenham realizado furos deverão ser eliminadas as rebarbas das duas faces em contacto. Nas emendas os orifícios das várias partes têm que ser executados na mesma direcção. em geral. a abertura dos furos deve. • Os furos relativos ao mesmo parafuso. que não garanta a forma cilíndrica e circular dos furos. com a condição de se anular esta diferença a mandril. • Os alinhamentos dos furos deverão ser rigorosamente paralelos às secções de corte. na excentricidade. a tolerância de 1mm. • • O equipamento a utilizar tem que obedecer aos requisitos da prEN 1090 (12.Execução de Estruturas Metálicas • Ainda. • Nos parafusos de cabeça embebida (“countersunk bolts”) as dimensões do negativo e suas tolerâncias devem ser tais que a face superior da cabeça do parafuso e a face da peça onde é instalado coincidam. • O comprimento nominal de parafusos oblongos não deve exceder 2. ser realizada por brocagem (com os valores nominais recomendados desses furos de acordo com o diâmetro do parafuso – tabela 21). admitindose a tolerância de 1mm. 49 . sendo posteriormente a mandrilagem realizada com as peças convenientemente ligadas (normativamente os furos têm que ser mandrilados para classes de execução 3 e 4.3). 1 mm para as classe de execução 3 ou 4. será realizada com diâmetro inferior ao valor nominal.apenas punção). • Nos rebites instalados a quente o diâmetro nominal do orifício deve ser igual ao diâmetro nominal do fuste do rebite mais: 2 mm para as classe de execução 1 ou 2. este será de diâmetro. • Como se percebeu. deverão permitir a livre inserção do elemento de ligação das peças.3. em peças sobrepostas. no caso de ligações importantes e sendo a abertura realizada por punçoamento. para que se ajustem perfeitamente uma sobre a outra.

Execução de Estruturas Metálicas • A distorção está limitada.Valores máximos admissíveis na distorção em furos por punção [6] Existem linhas automáticas de furação de vigas (ver figura 11). diferentes orientações e múltiplos furos (ver figura 11). Tabela 22 . 50 . nesse processo existem várias cabeças de brocas para funções diversas. Estas linhas automáticas de furacão são dirigidas por informaticamente. Figura 11 – Linha automática de furação e cabeças da linha de automática de furação Todas as peças furadas para ligações serão vistoriadas pela Fiscalização a fim de se verificar a perfeição do trabalho e proceder às correcções tidas por convenientes.Valores nominais de furos para parafusos (mm) [6] Figura 10 .

calandragem e quinagem. de igual modo.Execução de Estruturas Metálicas 3. requisitos específicos para a dobragem de perfis circulares ocos. sendo as operações de maquinagem mais significativas: estampagem. operações de fresagem e de torneamento [11]: 51 . Efectuam-se. • Enformagem a frio: pode ser executada através de rolos ou prensas. com restrições relativas aos tipos de aço e às temperaturas a que cada classe de aço deve ser trabalhada. • • Esta norma também específica raios mínimos de curvatura em função do tipo de aço usado. sendo cada ver mais usadas para o fabrico de asnas de cobertura. Entre as grandes vantagens deste tipo de perfil estão a sua excelente relação preço/peso e a facilidade de se criarem formas abertas com baixa energia de deformação. Figura 12 – Linha automática de furação e cabeças da linha de automática de furação [13] De notar os seguintes aspectos no processo de enformagem: • Existe diminuição de ductilidade e a norma prEN 1090 [3] especifica procedimentos de alívio de tensões residuais através de temperatura. Fornece. mas não só. para execução destes tipos de peças metálicas existem dois processos possíveis em termos de temperatura associada: • Enformagem a quente: em que existe um aquecimento prévio da chapa à sua conformação. ainda. pressionado e forjado. sobretudo a frio (exemplos de geometrias na figura 12). é um processo de conformação de chapas com utilização crescente em estruturas metálicas. dada a pequena espessura da chapa.5 – Maquinagem/Enformagem Na maquinagem/enformagem de peças metálicas o aço (inicialmente em chapa lisa) pode ser dobrado. Em termos de metalomecânica poderemos ser mais específicos. sem que para isso o material perca significativamente qualquer tipo de características. estabelecendo a norma prEN 1090 [3] critérios de enformagem a quente. em menor escala. A enformagem.

• Quinagem . Os 3 primeiros processos acima descritos têm uma sequência de operações muito semelhante. • Fresagem . sendo esta obrigada a passar pelo meio de uma série de cilindros.A fresagem permite trabalhar uma peça.A quinagem é um processo que permite formar quinas vivas ou dobrar uma peça de modo a que esta fique com um raio de curvatura muito pequeno. Os dois últimos processos têm. pelo que são apresentados esquematicamente através do mesmo diagrama de blocos na Figura 13. calandragem e quinagem com indicação das principais entradas e saídas de materiais [11] 52 . a chapa é engordurada previamente. É sobretudo usada em chapa. Figura 13 . • Torneamento .A calandragem é utilizada para dobrar chapa. adquirindo progressivamente a curvatura desejada até ao caso extremo da formação de um cilindro. também. a chapa é deformada plasticamente por prensagem utilizando ferramentas com a geometria adequada a esse fim. fazendo furos ou modificando-lhe a forma. através de fresas em rotação.Esquema representativo das operações de estampagem. a uma sequência de operações idêntica. Esta operação pode ser realizada tanto a frio como a quente. • Calandragem .Execução de Estruturas Metálicas • Estampagem . dependendo do tipo de material e do grau de deformação pretendido.Nesta operação. Em alguns casos. como tal são identificados no mesmo diagrama de blocos (Figura 14).Processo em que a peça a trabalhar roda em torno do seu eixo estando a ferramenta cortante fixa e posicionada lateralmente.

etc. Os diferentes processos de soldadura podem distinguir-se de uma maneira muito geral. Os vários tipos de soldadura são representados conjuntamente no diagrama da Figura 15. Protecção contra vento. esta norma refere ainda [6]: Armazenagem e manuseamento dos consumíveis.6 – Soldadura Os processos de soldadura destinam-se a unir peças de um modo permanente. semi-automática ou automática [11]. fio ou barra. O metal de adição pode estar na forma de eléctrodos revestidos. chuva. em que setas de tipos e cores diferentes (identificadas por números diferentes) ilustram as entradas e saídas de cada tipo de operação. quer pela técnica como o metal em fusão é protegido da oxidação. 53 . Este capítulo está dividido em 7 sub-capitulos. através da fusão na zona de contacto do metal das peças ou de um material adicionado. quer pela fonte de energia utilizada para fundir o metal a soldar e o metal de adição. Pré-aquecimento (visa evitar dureza excessiva). para além dos aspectos atrás referidos. No que trata à preparação e execução de soldaduras.Execução de Estruturas Metálicas Figura 14 – Esquema representativo das operações de fresagem. Em termos normativos a soldadura das peças metálicas tem de estar de acordo com o descrito no capítulo 7 da prEN 1090-2 [3]. e torneamento com indicação das principais entradas e saídas de materiais [11] 3. A soldadura pode ser manual. sendo a energia comum a todas elas [11].

Soldaduras por pontos ou entalhe. essas normas referenciam também condições especiais a ter em atenção nos procedimentos da soldadura. Os soldadores têm de ser qualificados segundo as normas EN 287-1 e a EN 1418. 54 .Execução de Estruturas Metálicas Aspectos específicos das soldaduras de cordão (nomeadamente m perfis enformados). De notar que existem outras normas europeias que têm especificações apropriadas para os procedimentos qualificados de soldadura. sendo para o efeito relevante a EN ISO 4063. Aspectos específicos das soldaduras de topo. Figura 15 – Esquema representativo da operação de soldadura com indicação das principais entradas e saídas de materiais [11] O Plano de Soldadura é um dos documentos a cujo conteúdo e exigências todo o processo de soldadura está sujeito. Outros tipos de soldadura. No anexo E da prEN 1090-2 [3] estão previstas alguns dos tipos de solda a que um operador terá de executar. Soldaduras em aços auto protegidos – especificação dos elementos consumíveis. Tratamentos térmicos.

só poderá ser executado por pessoal devidamente qualificado segundo a norma em vigor já identificada. à repicagem das escórias por um processo adequado e à limpeza a escova de arame. • No caso do cordão ser obtido por várias passagens. em geral. • As características da corrente. bem como garantir que as peças fiquem nas posições pretendidas. O trabalho de soldadura. 55 . B respectivamente. Na realização de soldaduras devem-se tomar as precauções necessárias para reduzir as tensões/deformações residuais permanentes. devendo os soldadores estar devidamente certificados. Na tabela 12 do ponto 7. ou outros defeitos. deve proceder-se antes de cada nova passagem. EXC2. escórias e gorduras. a natureza e o diâmetro dos eléctrodos devem ser apropriados à qualidade dos materiais e ao tipo de ligações a efectuar. seu armazenamento e manuseamento. Tem de haver uma preocupação com a protecção contra as condições climatéricas e preocupação também quanto ao pré-aquecimento. assim como outros tipos de aços diferentes. poros. C. EXC3 tem um nível de qualidade de D. fendas. no qual deve ser utilizada aparelhagem conveniente. • • Os cordões devem ficar isentos de irregularidades.Execução de Estruturas Metálicas A preparação e execução começam pela recepção dos consumíveis. com modificações e exigências para a norma EN 1011-1 e EN 1011-3. • Deve-se evitar ou reduzir ao indispensável o número de soldaduras a efectuar fora da oficina. Como recomendações complementares enunciam-se: • • Na execução de ligações soldadas empregar-se-á. Existe ainda a especificação de alguns tipos de soldadura e os tratamentos térmicos. a soldadura por arco eléctrico. Os critérios de aceitação tem de respeitar os níveis existentes na EN ISO 5817. sendo que as classes de execução EXC1. • • Tanto as zonas a soldar como os eléctrodos devem estar bem secos. ainda. ferrugem. cavidades. a existência de soldadura para aços imaculados.5. a EXC4 tem nível de qualidade B com mais exigências adicionais referenciadas na tabela 13 da prEN 1090-2 [3]. isentas de corpos estranhos. tem processos e cuidados diferentes a ter em conta. Está previsto. O aço carbono.2 da prEN 1090-2 [3] está previsto o tempo e a temperatura de armazenamento do material. As superfícies destinadas a receber soldadura deverão encontrar-se não só secas como bem limpas.

deve o Empreiteiro realizar um programa de trabalhos indicando os consumíveis e os parâmetros de soldadura (intensidade. etc. A espessura dos cordões de ângulo não deve ser superior a 0. • O metal depositado tem que ficar bem ligado aos materiais a soldar. • Deve evitar-se a aplicação excessiva de soldadura num mesmo local. bem como o estabelecimento de variações bruscas de secção. Esta operação será executada até completo desaparecimento dos defeitos de compacidade. contra o arrefecimento brusco. tensão e velocidade). poderá exigir-se o tratamento térmico de peças. • As soldaduras não serão arrefecidas rapidamente. • Nos cordões de soldadura topo a topo. além do prescrito nas Peças Escritas e Desenhadas do Projecto e da legislação em vigor. a preparação dos chanfres. nomeadamente em elementos soldados periférica. devem ocupar toda a extensão da justaposição. em qualquer caso. procederse-á à esmerilagem da raiz e execução do respectivo cordão. de acordo com o Plano de Soldadura (se existir). aos seguintes condicionamentos: A espessura dos cordões não deve. sem que se tenha queimado o material dos bordos. 56 . Tomar-seá os mesmos cuidados quando houver que prosseguir um cordão interrompido ou ligar dois já executados. poros ou outros defeitos. pelo que será exigida uma protecção das soldaduras. a superfície do cordão realizado deve ser cuidadosamente desembaraçado de escórias. • A disposição e a ordem de execução devem ser estabelecidas de modo a reduzir-se os estados de tensão resultantes da própria operação de soldadura.7 da menor espessura dos elementos a ligar. exigindo-se uma descida gradual e lenta da temperatura. Os cordões de topo.Execução de Estruturas Metálicas • Antes de dar início às operações de soldadura. e sempre que seja possível construtivamente. As dimensões dos cordões de soldadura devem satisfazer. contínuos. simultaneamente facilitando que as peças fiquem na posição pretendida. • • Em caso de comprovada necessidade. utilizando a picadeira e a escova de aço ou outro método conveniente. a fim de se verificar a existência de fissuras. ser inferior a 3mm. em caso de condições atmosféricas adversas. e antes de iniciado o novo cordão. • A cada passagem.

• Se for detectada uma soldadura defeituosa. no caso de elementos sujeitos a esforços de tracção. quando os troços estão colocados alternadamente de um lado e de outro da aresta de ligação.Execução de Estruturas Metálicas Os cordões de ângulo contínuos não devem. ter comprimento inferior a 40mm nem superior a 60 vezes a espessura do cordão. reconhecidas inicialmente como defeituosas. não deverão interessar mais do que 75 por cento da espessura do perfil no bordo. nunca côncava. dois processos de soldadura. aplicados nos bordos arredondados de perfis. Nos cordões de topo descontínuos. proceder-se-á ao controlo de todas as soldaduras refeitas. O intervalo entre dois troços sucessivos não deve exceder 16 vezes a espessura do elemento mais fino. Soldadura por aço eléctrico com ecrã gasoso – MAG ou MIG (ver figura 16). no caso de elementos sujeitos a esforços de compressão e 24 vezes essa espessura. Em cordões de ângulo descontínuos. para os elementos metálicos em aço. Nos cordões de ângulo descontínuos o comprimento de cada troço não deve ser inferior a 4 vezes a espessura do elemento mais fino a ligar. 57 . Os cordões de ângulo. os intervalos indicados são considerados como se os troços estivessem em linha. podendo contudo ser convexa desde que a flecha apresente o limite máximo de 2mm. Estão previstos. Por outro lado. em princípio. com deposição de material: • • Soldadura por arco eléctrico com eléctrodo revestido – SAE (ER). em geral. A superfície aparente dos cordões de soldadura deverá ser plana. Quando se dispõem cordões de soldadura opostos. • A Fiscalização poderá exigir sondagens nos cordões que lhe afigurem defeituosos. a chapa intermédia deverá ter a espessura mínima de 7mm. o comprimento de cada troço não deve ser inferior a 4 vezes a espessura do elemento mais fino a ligar e o intervalo entre dois troços sucessivos não deve exceder 12 vezes aquela espessura. Poderá ser exigida a aprovação prévia pela Fiscalização da sequência prevista para a soldadura tipo dos eléctrodos a utilizar. todas as soldaduras existentes no elemento serão submetidas a inspecção. os quais serão refeitos por soldadura.

tem uma taxa de deposição mais elevada se for pelo processo manual. Este método tem ainda outra desvantagem. A soldadura MIG ou MAG é bastante versátil. normalmente sempre ultrapassada. quer seja pelo método automático ou manual. Outros processos de soldadura poderão ser aceites mediante aprovação da Fiscalização. que é a sua difícil instalação em obra. 58 . estas ligações tem de estar de acordo com o previsto no capítulo 8 da prEN 1090-2 [3]. dado que as soldaduras em obras são raras.7 – Ligações Mecânicas As ligações mecânicas são também uma das etapas da execução de estruturas metálicas. De qualquer modo esta última dificuldade é.Execução de Estruturas Metálicas Figura 16 – Soldadura MIG MAG A soldadura SAE (ER) tem uma flexibilidade máxima. Por outro lado tem uma baixa taxa de deposição e uma má limpeza de escórias. 3. é compatível com vários materiais e tem bastante facilidade de aplicação em obra. Todos os trabalhos de soldadura devem ser devidamente comprovados mediante a presentação de respectivo certificado a aprovar pela Fiscalização. actualmente. No caso de robotização a taxa de deposição baixa consideravelmente.

munidos de anilhas.Execução de Estruturas Metálicas Como recomendações complementares enunciam-se: • Os parafusos serão. • • O roscado dos parafusos deve sobressair pelo menos um filete das respectivas porcas. em cuja espessura deve terminar a parte roscada. devem utilizar-se dispositivos que impeçam esse desaperto. este tipo de ligações são bastante complexas devido as tolerâncias serem mínimas e ao número elevado de factores a ter em conta. obrigatoriamente. Figura 17 – Diferença máxima entre espessuras de chapas (D ≤ 2mm → correntes. sem que com isso se ponha em causa a estabilidade do conjunto. • Os parafusos a aplicar serão. a diferença entre peças deverá ser de 1mm. tendo-se em atenção que o aperto exagerado produz estados de tensão desfavoráveis nos parafusos. em geral. tendo em vista permitir alguma mobilidade da ligação. tais como anilhas de mola ou contra-porcas. Todos terão. por exemplo vibrações. • Sempre que se verifiquem condições que possam conduzir ao desaperto dos parafusos em serviço. nos casos indicados no Projecto. uma anilha dos lados da porca. sendo tal garantia da responsabilidade o Empreiteiro. sendo esta. • Uma das ligações que causa maiores problemas na sua execução são as emendas. Esta explicação está ilustrada na figura 6 do capítulo 8 da prEN 1090-2 [3] e figura 17 deste texto. O aperto dos parafusos deve ser suficiente para garantir a eficiência das ligações. para cada caso. só se podendo dispensar o uso de anilhas desde que as ligações sejam pouco importantes e se verifique que a zona lisa da arreigada do parafuso é suficiente para transmitir à chapa os esforços secundários nos parafusos. de pressão do tipo mola. um desses factores é o facto de as peças em causa serem de espessuras diferentes. No caso de ser uma ligação em pré-esforço. os 2mm. devem-se colocar anilhas de cunha. os da classe referida nos desenhos do projecto. de modo que o aperto não introduza esforços secundários nos parafusos. D ≤ 1mm → pré-esforçadas) [3] 59 . caso exista uma diferença de espessura nas peças em causa. • No caso de superfícies sobre as quais se faz o aperto dos parafusos não serem normais ao eixo destes. sobretudo para efeitos de pequenas dilatações ou rotações de apoio. a sua diferença num aspecto geral não deverá ultrapassar.

a primeira poderá ser eliminada em parafusos cujas cabeças possuam dimensões estudadas de forma que possam transmitir. água. O posicionamento e comprimento dos parafusos. • Os diâmetros dos parafusos estão especificados nas normas. devendo executar-se em curto prazo (algumas horas) a montagem da ligação. • Caso seja necessário um maior ajuste no aperto poder-se-á colocar mais anilhas. também têm uma exacta especificação na norma acima referida. tendo apenas uma folga com tolerância especificada no artigo e norma aplicável.Execução de Estruturas Metálicas Condições de aperto em ligações correntes (não pré-esforçadas) [6]: • São admitidas folgas até 2 mm no contacto se a espessura dos elementos ligados é elevada (espessura superior a 8 mm para perfis). com segurança. às chapas o pré-esforço instalado dos parafusos. • Cada conjunto de parafusos deve ser apertado na totalidade até à condição “snug-tight” (resulta do esforço de uma pessoa através de uma chave normal). de características adequadas. Condições de aperto em ligações pré-esforçadas: • Na execução de ligações aparafusadas pré-esforçadas respeitar-se-ão as anteriores condições fixadas para as do tipo corrente no que nestas não for contra ou substituído nos pontos seguintes. • Os furos não deverá exceder o diâmetro nominal dos parafusos. essas anilhas serão colocadas do lado da peça que se pretende fixar. 60 . pintura. e não deverá ser utilizado nenhum parafuso em que o seu diâmetro não esteja devidamente regulamentado nessa mesma norma. uma do lado da cabeça e outra do lado da porca mediante justificação. de modo a evitar que as superfícies se oxidem. • As superfícies dos elementos a ligar devem ser cuidadosamente limpas de quaisquer matérias susceptíveis de provocar uma diminuição do atrito entre as superfícies (ferrugem. sem esforçar demasiado os parafusos. fazer vários ciclos. em grupos grandes. • Os parafusos devem ser munidos de anilhas. o máximo de 3 ou a combinação necessário para que não ultrapasse os 12mm. • Para conseguir este estado é necessário. A limpeza será feita a jacto de areia ou à chama. • Precauções especiais no caso de parafusos de dimensão M12 ou em caso de parafusos curtos. etc. do interior para o exterior. gordura.).

• Nas ligações pré-esforçadas é obrigatório usar anilhas quando: Classe 8. para ajustar o comprimento do conjunto a ligar. • A preparação das superfícies.8: sob a peça que vai rodar (porca ou cabeça). colocadas do lado da peça fixa. Classe 10. sem necessidade de recorrer ao auxílio da chave (até que a porca encoste na anilha ou na peça a ligar).9: sob a cabeça e sobre a porca. a calibração tem de ser de modo a que o pré-esforço mínimo seja alcançado. • A prEN 1090 fornece. tem alguns aspectos que suscitam cuidados.2.2.Execução de Estruturas Metálicas • As porcas quando são aplicadas nos parafusos devem enroscar facilmente. que entrem em contacto com as ligações mecânicas. • Também podem ser usadas anilhas suplementares. Tabela 23 – Classificação das classes de atrito para superfícies de ligações pré-esforçadas [3] O anexo G da mesma norma (prEN 1090-2) tem também o método de cálculo para determinação do coeficiente de atrito. 61 . sendo os valores do coeficiente de átrio estabelecidos por classes (tabela 22). na tabela 14 do capítulo 8 da prEN 1090-2 [3] está previsto a classificação que podem ser assumidas pelo atrito das superfícies (tabela 23 deste texto). • As anilhas colocadas por baixo das cabeças dos parafusos tem de ter um chanfre. devendo o aplicador conseguir enroscar com a mão. Desde logo o atrito. dados complementares relativos à especificação dos parafusos. No aperto dos parafusos de ligações pré-esforçadas tem de haver cuidado com a calibração do método de aperto. até 3 com o máximo de 12 mm.4) para ligações pré-esforçadas. que estará de acordo com a norma prEN 14399-6. sendo que as anilhas colocadas por baixo das porcas têm de estar de acordo com o especificado na norma prEN 14399-5.2 a 8. A norma prEN 14399-2 contém dados e testes que poderão utilizados na calibração. ainda. porcas e anilhas (8.

Todos os dados para o uso deste método estão previstos na EN ISO 6789. segunda etapa → idem. Método combinado (controlo + rotação da porca): primeira etapa → todos os parafusos a 75%. com uma precisão de ± 4 %. O aperto pelo método de controlo de torque consiste na utilização de uma chave dinamométrica para o aperto dos parafusos. apertar cada um deles com 75%. anteriormente.Execução de Estruturas Metálicas Para o aperto é efectuado por dois métodos: o método de controlo do torque e o método combinado. • Em termos de execução [6]: Método da chave dinamométrica: antes de dar o aperto final em todos os parafusos. O método combinado consiste no controlo mais a rotação da porca. terceira etapa → rotação da porca. 62 . Figura 18 . Na figura 18 ilustra-se uma ligação simples de base de pilar.Estrutura metálica com apoios aparafusados [8] Como indicador indirecto de tracção vimos. a técnica das anilhas especiais. A rotação da porca no método de controlo do alongamento do parafuso é realizada através do número de voltas da porca. cabeças especiais e parafusos especiais (ver figuras 19 a 21).

são outros tipos de parafusos especiais a ter em causa. No ponto 8. os parafusos e cavilhas ajustados e os parafusos injectados. 63 .Execução de Estruturas Metálicas Figura 19 – Parafusos com anilhas especiais [6] Figura 20 – Parafusos com cabeças especiais [6] Figura 21 – Parafusos especiais [6] A prEN 1090-2 [3] tem ainda exemplos de parafusos especiais. tanto a instalação dos rebites mas também os seus critérios de aceitação. o parafuso de cabeça embebida.7 do prEN 1090-2 [3] está referida a colocação de rebites.

podemos ter ligações dos 3 tipos. ou pelas disposições de fabrico da indústria metalomecânica local. numa mesma estrutura. puramente mecânicas ou mistas. é mais vulgar que o Projectista opte. Na realidade. Na verdade a existência de soldadura nas ligações mecânica depende muito do tipo de conceito empregue pelo Projectista. sendo todos os critérios e métodos lá mencionados. 64 . chapa de topo de ligação pilar-pilar e chapa de base de pilar. Porém. Na tabela 24 apresentam-se os diâmetros tradicionais de parafusos e rebites para estruturas metálicas. em geral. respectivamente). é frequente as ligações sempre puramente mecânicas. normalmente. sendo de referir que o diâmetro se refere à medida exterior do roscado e não ao liso (a que corresponde a área resistente). ainda que com brevidade.9 do prEN 1090-2 [3] e também no anexo D. por uma de alguma rapidez de execução e custo da mão-de-obra especializada. Nestas ligações utiliza-se. a razão de ser e o comportamento das ligações puramente soldadas. Nos Estados Unidos. Tabela 24 – Diâmetros tradicionais de parafusos e rebites para estruturas metálicas [6] 3.Execução de Estruturas Metálicas As ligações de elementos de paredes finas (como os enformados) estão previstas no ponto 8. No nosso país. ligação viga-pilar). os parafusos auto-roscantes.8 – A razão de ser e o comportamento das ligações puramente soldadas. puramente mecânicas ou mistas Vai-se discutir. em maioria ou exclusividade. por um só tipo de solução. por exemplo. muito embora essa regra não seja obrigatória ou absolutamente universal (ligação 1 da figura 22. as ligações mecânicas principais de uma estrutura metálica estão associadas a trabalhos de soldadura (ligação 2 e 3 da figura 22. situações existem em que.

os momentos negativos que se poderiam mobilizar nos apoios das vigas. pelo que as secções do perfil ficam apenas sujeitas a momentos positivos únicos e.º André” ou cabos pré-tensionados. mais elevados). necessariamente. mas mais deformáveis e condenando a estrutura ao uso de perfis mais robustos (não se aproveita. as ligações viga-pilar sem soldadura ou de soldadura reduzida são mais flexíveis. normalmente.Execução de Estruturas Metálicas Figura 22 – Tipos de ligações mais usuais em estruturas metálicas [9] Em geral as ligações mecânicas sem soldadura criam soluções mais rápidas de executar (não há soldadura). tais como: paredes de betão armado. 65 . Conforme se pode apreciar nas figuras 23 e 24. cantoneiras em “Cruz de St. mais sensíveis a efeitos de 2. Esta situação conduz a que as primeiras sejam estruturas mais deslocáveis e. Obviamente que podem ser previsto sistemas de contraventamento que minimizem a mobilidade exagerada das estruturas de ligações puramente mecânicas. logo. em geral. enquanto as ligações viga-pilar só com soldadura ou de soldadura importante na ligação são mais rígidas.ª ordem (encurvadura) que as segundas.

Execução de Estruturas Metálicas

Figura 23 – Ligações viga-pilar sem soldadura ou de soldadura reduzida, mais flexíveis, em geral [9]

Figura 24 – Ligações viga-pilar só com soldadura ou de soldadura importante na ligação, mais rígidas, em geral [9]

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Execução de Estruturas Metálicas

Por outro lado, numa situação ideal, teríamos as ligações puramente soldadas, extremamente rígidas, contudo obrigariam a significativa quantidade de soldadura em obra, situação pouco prática, de difícil controlo de qualidade, onerosa e mesmo potencialmente mais perigosa que em oficina. Daí que a melhor conclusão seja uma combinação quase óbvia (ligação mista): • Soldadura prévia em estaleiro/oficina das chapas de topo nas ligações mecânicas (criação de uniões rígidas ou semi-rígidas, limitando a deformabilidade desta e da própria estrutura, bem como permitindo a existência de momentos de apoio nas vigas, com resultante economia das secções); • Aparafusagem em obra, sem necessidade de soldadura no seu local de implantação, permitindo simplicidade, economia e rapidez de montagem.

Figura 25 – Ligação mista (soldadura de chapa de topo na viga com aparafusagem ao pilar, com situação de distribuição completa tradicional de esforços no apoio (corte + flexão) [9]

Na figura 25 pode-se observar uma ligação mista, com a soldadura de chapa de topo na viga (em oficina) e posterior com aparafusagem ao pilar (em obra). Desta solução surge uma desejável complementaridade de esforços no apoio, de corte com flexão. Obviamente que numa industria com mão-de-obra e soldadura muito cara esta solução pode não ser a mais económica, muito embora.

3.9 – Desempeno das peças
O desempeno das peças será feito a frio e, tanto quanto possível, feito à máquina, por pressão e não por choque. O desempeno a quente será excepcional e respeitando as regras técnicas adequadas ao aço.
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Execução de Estruturas Metálicas

As peças devem ser desempenadas segundo as tolerâncias especificadas no projecto, ou, na falta dessa indicação, as tolerâncias normativas usuais.

3.10 – Tratamento de Superfície/Protecção Anticorrosiva
A corrosão consiste na deterioração dos materiais pela acção química ou electroquímica do meio, podendo estar ou não associado a esforços mecânicos. Comummente chamada de “ferrugem”, quando encontrada nos metais como ferro e aço, a corrosão afecta não apenas o aspecto estético do material, como também sua resistência mecânica e vida útil [14]. Ao se considerar o emprego de materiais na construção de equipamentos ou instalações é necessário que estes resistam à acção do meio corrosivo, além de apresentar propriedades mecânicas suficientes e características de fabricação adequadas [14]. Na grande maioria dos casos, a adopção de processo preventivo anti-corrosão no inicio da utilização dos materiais, proporcionará um significativo aumento da vida útil da estrutura, além da economia de custos devido ao menor número de manutenções necessárias [14]. As formas segundo as quais a corrosão pode manifestar-se são definidas principalmente pela aparência da superfície corroída, sendo as principais [14] (ver figura 26): • Corrosão uniforme: quando a corrosão se processa de modo aproximadamente uniforme em toda a superfície atacada. Esta forma é comum em metais que não formam películas protectoras, como é o caso do aço e do ferro; • Corrosão por placas: quando os produtos de corrosão se formam em placas que se desprendem progressivamente. É comum em metais que formam película inicialmente protectora mas que, ao se tornarem espessas, fracturam e perdem aderência, expondo o metal a novo ataque; • Corrosão alveolar: quando o desgaste provocado pela corrosão se dá sob forma localizada, com o aspecto de crateras. É frequente em metais formadores de películas semi-protectoras ou quando se tem corrosão sob depósito; • Corrosão por pontos (puntiforme): quando o desgaste se dá de forma muito localizada e de alta intensidade, geralmente com profundidade maior que o diâmetro e bordos angulosos. A corrosão por pontos é frequente em metais formadores de películas protectoras, em geral passivas, que, sob a acção de certos agentes agressivos, são destruídas em pontos localizados, os quais se tornam activos, possibilitando corrosão muito intensa;

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Condições da superfície. Figura 26 – Formas de Corrosão em desenho esquemático [14] O tratamento de superfície está regulamentado no ponto capítulo 10 da prEN 1090-2 [3].perfis).chapas) ou D3 (produtos longos . Classe 3: Classe A2 (produtos planos .chapas) ou C2 (produtos longos . 69 . sendo óbvio que existem alguns cuidados e exigências a ter com as superfícies antes de aplicar a protecção de corrosão. expostos a meios corrosivos.perfis). • Corrosão trans-granular ou trans-cristalina: quando o fenómeno se manifesta sob a forma de trincas que se propagam pelo interior dos grãos do material. Classe 4: Classe B3 (produtos planos . como no caso da corrosão sob tensão de aços inoxidáveis austeníticos.Execução de Estruturas Metálicas • Corrosão inter-granular ou inter-cristalina: quando o ataque se manifesta no contorno dos grãos. conforme as classes de execução e de acordo com a EN10163 [6]: Classes 1 e 2: qualquer acabamento de superfície. como no caso dos aços inoxidáveis austeníticos sintetizados.

por via química e por via electroquímica (catódica. utilizam-se diferentes técnicas de preparação da superfície. removendo parte dos contaminantes presentes (calamina. tem-se verificado uma maior sensibilização dos industriais para esse facto. Decapagem mecânica A decapagem mecânica com abrasivo é o método mais comum de preparar a superfície metálica. No entanto. quando as dimensões das peças o permitem. Apesar dos problemas ambientais e de saúde provocada pela utilização de areia nas decapagens (poeiras contendo sílica). verificando-se a gradual substituição da areia por granalha de um subproduto da indústria do cobre (escória de cobre) e por granalha de aço. óleos e gorduras). tinta lascada. do tipo de superfície a preparar e do tipo de contaminantes (óxidos. anódica e por corrente alterna) [11]. solventes e limpeza a vapor).10. tais como: • • • Decapagem mecânica e química. Desengorduramento (com detergentes. ou em cabines de decapagem com recuperação de granalha. Pode efectuar-se por via mecânica (por jacto de areia ou de granalha). sais. Essa decapagem é efectuada manualmente pelos trabalhadores. óxidos e resíduos de tinta) e permitindo à superfície adquirir alguma rugosidade de modo a melhorar a aderência da tinta. geralmente a céu aberto.1 – Decapagem A decapagem visa eliminar as camadas de óxidos presentes na superfície das peças. poeiras. Lixagem. Para elaboração da galvanização e da pintura tem de se respeitar as normas EN ISO 1461 e EN ISO 12944-4/-5/-7. de modo a que a posterior deposição de material constitua uma camada perfeitamente aderente e homogénea. A granalha é projectada em média a uma velocidade de 130 m/s e a uma pressão de 7 bar [11]. o seu consumo ainda não foi totalmente banido. sujidade. Na figura 27 apresenta-se um exemplo esquemático da decapagem mecânica [11]. 3. respectivamente.Execução de Estruturas Metálicas De referir que: Para a execução do tratamento protector de corrosão tem de se respeitar o descrito no anexo K da prEN 1090-2 [3]. Após o fabrico será aplicado nas peças metálicas o esquema de protecção anti – corrosiva que se apresenta. Dependendo da localização. 70 .

quando da preparação da peça ou da superfície para a pintura. podendo ser efectuados com lixas ou com escovas. uma vez que a estrutura já de encontra montada. A lixagem tem como objectivo desbastar a peça ou a superfície. No caso da reparação de estruturas metálicas a lixagem é uma técnica complementar ou alternativa à decapagem com granalha. Figura 28 .Esquema representativo duma operação de decapagem mecânica com indicação das principais entradas e saídas de materiais Decapagem química A decapagem por acção química é. utilizada nos aços e no cobre.Esquema representativo duma operação de decapagem química com indicação das principais entradas e saídas de materiais [11]. ao ácido clorídrico ou ao ácido nítrico.Execução de Estruturas Metálicas Figura 27 . Na figura 29 apresenta-se um esquema exemplificativo duma operação de lixagem [11]. Lixagem A lixagem tal como a decapagem mecânica é uma operação integrada no início do processo. Na Figura 28 apresenta-se um exemplo esquemático da decapagem química [11]. retirando-lhe as contaminações ou conferir-lhe um aspecto ou rugosidade determinada. 71 . Os métodos utilizados são mecânicos. usualmente. É geralmente utilizada na preparação de superfícies de acesso difícil à decapagem com granalha ou em pequenas áreas a preparar. A preparação manual pode ser também utilizada em substituição da decapagem com granalha. A decapagem do alumínio é realizada em meio alcalino com soda cáustica. recorrendo-se ao ácido sulfúrico.

são geradas grandes quantidades de resíduos líquidos carregados de contaminantes minerais e orgânicos susceptíveis de reutilização parcial. Compostos inorgânicos como cloretos. Estas ferramentas são geralmente pneumáticas e não eléctricas. Os sistemas orgânicos podem trabalhar em circuito fechado com recuperação de solvente. e outras ferramentas de impacto. Nos sistemas de desengorduramento em fase aquosa. A título exemplificativo apresenta-se na Figura 30 um diagrama esquemático do desengorduramento químico [11]. martelos de agulhas. martelos lascantes. as peças podem ser decapadas em ácido clorídrico ou sulfúrico. após tratamento para separação dos constituintes indesejáveis. ou soluções aquosas contendo sais alcalinos. Pode ser levada a cabo com métodos químicos ou electroquímicos. utilizando solventes orgânicos (clorados ou não).Esquema representativo da operação de lixagem com identificação das principais entradas e saídas de materiais [11] As ferramentas manuais mais frequentemente utilizadas na preparação de superfícies metálicas são: escovas de aço. Desengorduramento de peças ou superfícies Esta operação tem como objectivo retirar toda a gordura ou óleo existente na peça. não existindo o problema de sobreaquecimento. a necessidade de mais mão-de-obra e mais tempo para a sua execução. raspadeiras. nem o risco de ocorrerem choques eléctricos [11]. Após uma limpeza inicial necessária para remover óleos e graxas (desengraxamento). Os inibidores podem ser adicionados ao ácido. no entanto. O desengorduramento precede obrigatoriamente a decapagem ácida ou alcalina. produtos molhantes e aditivos.Execução de Estruturas Metálicas acarretando. óxidos. a lixagem pode ser mais eficiente na remoção de óxidos e de tintas cuja composição contenha metais pesados [11]. em fase líquida ou em fase vapor. Apesar destas desvantagens. sulfatos. de maneira que se removam somente a ferrugem e as escamas (ou carepas) de óxidos e o metal-base seja pouco atacado. fluxo de solda não são removidos com solventes orgânicos. Tal como muitos solventes e agentes de limpeza alcalinos não podem ser 72 . Figura 29 .

para tornar áspera a superfície da peça ou para melhorar a ancoragem. os quais são frequentemente utilizados. que pode ser optimizada. ferrugem. pois. Figura 30 . 73 . A qualidade da superfície resultante depende da distância entre bocais. alumínio e aço galvanizado. Podem ser utilizados na decapagem os seguintes tipos de abrasivos: Grenalha de gusa angular. incluindo-se nestas categorias: a carepa de recozimento e de laminação. carepas ou tinta. Grenalha de aço angular. Entenda-se. para eliminar salpicos de solda. As esferas de aço são mais eficientes do que a areia. o jacto abrasivo é o mais usado na limpeza de peças fundidas e em peças de aço laminado. Sendo certo que a decapagem pode ser feita por diferentes tipos de processos.Execução de Estruturas Metálicas utilizados na limpeza de bronze.Esquema representativo duma operação de desengorduramento químico com indicação das principais entradas e saídas de materiais [11] Processo mais usual em Estruturas Metálicas Contudo. portanto. após tratamento para separação dos constituintes indesejáveis [11]. Nesse caso. Nos sistemas de desengorduramento em fase aquosa. são geradas grandes quantidades de resíduos líquidos carregados de contaminantes minerais e orgânicos susceptíveis de reutilização parcial. Pelo que. as camadas de ferrugem. todas as superfícies serão previamente decapadas por intermédio de jacto abrasivo. por decapagem todo o processo destinado à remoção de óxidos e impurezas inorgânicas. que consiste em remover as impurezas por efeito do impacto de esferas de aço (ou outro material) sobre a peça a limpar. entretanto encarecem o processo pois a sua produção é onerosa [15]. destaca-se. apenas uma rápida decapagem é suficiente para remover os óxidos de ferro [14]. em geral. o processo por jacto abrasivo. como o aço. a casca de fundição e as incrustações superficiais. Este método de remoção superficial é indicado para uso em material duro.

o tempo de secagem. Nenhum tratamento poderá ser aplicado sem a prévia aprovação da Fiscalização. removendo da superfície a tratar todos os elementos estranhos que afectem o desempenho do esquema de protecção. podendo-se obter dados complementares no seu Anexo K. deve estar isento de contaminações. A superfície deverá estar perfeitamente limpa e seca. EN ISO 14713 para superfícies a galvanizar. em geral essa decisão do cliente [11]. A prEN 1090 [3] fornece requisitos específicos para as superfícies antes da aplicação de tratamento protector de corrosão. o estaleiro que está a proceder ao trabalho não pode escolher o tipo de protecção a aplicar. O abrasivo a empregar qualquer que seja o seu tipo. tais como: calamina (minério de zinco). Quartzo. EN ISO 14616 para superfícies a tratar por projecção de metal. ferrugem. Na decapagem tem de se ter em consideração a limpeza. respectivamente) seguido de tinta de acabamento (como um esmalte). Além das condições de exposição. evitando tempo que permita a oxidação superficial e comprometa a aderência do revestimento protectivo. sobretudo de saís solúveis. No entanto. Tem de se ter em atenção. ainda. bem como ainda [6]: EN ISO 12944 para superfícies a pintar. óleos e gorduras. pois o objectivo é criar uma rugosidade adequada à aderência do esquema metalização ou de pintura. sendo certo que o seu efeito 74 . entre o anterior e a tinta de acabamento. dependendo.10. pinturas antigas. Pinturas correntes como forma económica de protecção A forma mais económica de protecção por pintura é a aplicação de primário (único ou de capa sobre sub-capa → primário de protecção e primário de adesão. saís. pelo que todo o abrasivo e partículas de superfície produzidos pela operação de decapagem terão de ser cuidadosamente removidos. outros dos factores da escolha do sistema de protecção são: o grau de agressão ao meio ambiente. 3. o equipamento e o procedimento de aplicação.2 – Metalização e Pintura A metalização ou pintura deverá ser efectuada imediatamente após a preparação da superfície. pó.Execução de Estruturas Metálicas Areia siliciosa angular. a criação de uma superfície que favoreça a aderência da protecção de revestimento.

nomeadamente no conhecido sistema de galvanização (deposição de liga rica em zinco). visando sua protecção contra a corrosão. preconizando uma solução baseada em resinas acrílicas. sendo a velocidade da reacção muito rápida a princípio. na base de uma combinação de resina sintética e fosfato de zinco com elevada espessura de película seca.Execução de Estruturas Metálicas limitado na eficácia e no tempo. de secagem rápida. dada a sua precariedade em duração. Quando imersos na cuba de zincagem. à base de resinas especiais endurecidas e com filme denso. uma quantidade de zinco fundido é arrastada sobre as camadas de liga e. com elevada espessura de filme (≥ 40 mícrones). A temperatura normal de zincagem é de 445 a 455°C. formando-se durante esse período inicial a maior parte da espessura da camada. aplicada em duas demãos. Em seguida.alquídico/fosfato de zinco (primário anticorrosivo activo. Pinturas especiais (tipo metalização a frio) como forma expedita de protecção Este esquema de protecção alternativo (embora se situe no campo das pinturas) é uma espécie de metalização a frio. Será importante referir que se deve-se galvanizar à mínima temperatura que permita um escorrimento fácil do excesso de zinco durante a extracção do material. de qualquer tamanho. um componente. ao se solidificar. para estruturas metálicas. Ao se retirar as peças do banho. No fundo trata-se de uma metalização a frio seguida de uma pintura de elevada qualidade (2 componentes). forma e complexidade. Em geral. este sistema não é admissível. Temperaturas acima de 470 ºC são 75 . contendo solventes. peso. A zincagem por imersão a quente é um processo de revestimento de peças de aço ou ferro fundido. • Acabamento de pintura com tinta à base de resinas e endurecedor. embora seja fisiologicamente inócuo e não poluente) com espessura seca de filme de 80 mícrones. de acordo com o seguinte esquema: • Aplicação de primário para aço do tipo PVC . transforma-se na camada externa de zinco praticamente puro. mesmo que a peça permaneça imersa por longo período (ver figura 31) [14]. o ferro e o aço são imediatamente molhados pelo zinco. a reacção passa a ser mais lenta e a espessura não aumenta muito. Metalização a quente como protecção mais eficaz [14] Obviamente que a metalização a quente será sempre mais eficaz e duradoura. O resultado é um recobrimento formado por uma camada externa de zinco e várias camadas de liga Fe-Zn que estão unidas metalurgicamente ao metal-base.

A terceira camada ZETA apresenta de 5. podem-se obter espessuras de revestimento maiores do que o especificado. prejudicando em vez de beneficiar [14].2% de ferro. a primeira camada GAMA (próxima do aço) possui de 21 a 28% de ferro. pois a reacção do zinco com as paredes da peça torna-se muito intensa acelerando seu desgaste e diminuindo sua vida útil. ampliada 200 vezes (ver figura 32) vêem-se as várias camadas de liga Fe-Zn formadas durante o processo.Execução de Estruturas Metálicas desaconselháveis. Figura 31 – Influência do tempo de imersão no peso da camada de zinco [14] Camadas características de metalização a quente por galvanização [14] Observando-se a micrografia do revestimento. A Segunda camada DELTA contém de 7 a 12% de ferro. Figura 32 – Camadas resultantes da metalização por zinco ou galvanização [14] Assim.8 a 6. a Quarta camada ETA é formada praticamente de zinco. como a vida de um 76 . Consequentemente. Finalizando. Dependendo da composição química do metal-base e da aspereza da superfície.

estanho e cobre. são satisfatórios. 77 . que se concentra no fundo do tanque. mais pesada do que o zinco fundido. A presença ou ausência de brilho ou as várias tonalidades de cinza não têm qualquer efeito sobre a eficácia do revestimento. Às vezes essas camadas espessas podem ter uma aparência cinza-escuro quando as camadas da liga Fe-Zn se estendem até a superfície externa.0% + 95. A pureza do zinco utilizado não é crítica. Com chapas ainda não trabalhadas. dois resíduos aparecem e podem contaminar o banho: a borra. Zincos com 98. Por outro lado.0% de chumbo e pequenos teores de outros metais como cádmio. Após a zincagem. dependendo de vários factores. composição do banho de zinco. A espessura do revestimento varia de acordo com a composição química do aço. contendo pouco mais de 1. não são poucos os produtos zincados por imersão a quente que duram muito mais do que o calculado pelo revestimento mínimo especificado. ferro. o crescimento da camada-liga é deliberadamente suprimido. o detalhe construtivo que evite pontos singulares de acumulação de humidades e sujidades não é de menor relevo. adicionando-se alumínio ao banho de zinco. importante. e cinza ou escória de óxido de zinco que ser forma na superfície do banho. sem alterar a técnica de zincagem. a superfície pode ficar brilhante. O técnico responsável pelo tratamento deve ser consultado antes da especificação de revestimentos mais espessos do que os comummente usados. uma massa pastosa constituída de liga Fe-Zn (5. que podem ser conformadas após a zincagem. cinza-fosco ou floreada. temperatura e tempo de imersão. para a obtenção de maior durabilidade do revestimento. Durante o processo de zincagem por imersão a quente. Obtenção de camadas espessas de revestimento [14] Quando a peça deve ter longa vida.005%) para aumentar o brilho da peça e deixar o revestimento mais liso. o que facilmente conduz à corrosão do de potencial inferior. uma vez que a durabilidade do mesmo é proporcional à sua espessura. O alumínio às vezes é adicionado em pequenas quantidades (cerca de 0. Pormenorização construtiva De notar que se a protecção é.0% de pureza.Execução de Estruturas Metálicas revestimento é proporcional à sua espessura. de facto. com sacrifício da espessura. camadas espessas de revestimento são desejáveis.0%). outra preocupação a não descurar é o contacto entre metais de potencial galvânico diferente. O jacto abrasivo prévio na superfície da peça permite que a espessura do revestimento seja aumentada.

Figura 33A .Detalhes construtivos para evitar a corrosão [6] 78 .Execução de Estruturas Metálicas Incluem-se esquemas gráficos visando o melhor detalhe para evitar a corrosão (figura 33A a 33C) [6].

Detalhes construtivos para evitar a corrosão [6] 79 .Execução de Estruturas Metálicas Figura 33B .

Detalhes construtivos para evitar a corrosão [6] 80 .Execução de Estruturas Metálicas Figura 33C .

nomeadamente a prEN 1090 [3]. e de acordo com o procedimento de identificação já ai existente. Ordem de montagem. Este plano deverá ser revisto e aprovado pelo Dono-de-Obra. o sistema tem de ser especificado de acordo com as normas técnicas usuais. A inspecção deverá respeitar o especificado no capítulo 12 da prEN 1090-2. Eventual tratamento final em obra. 81 . em que se consideram a qualidade do revestimento. 3. Para a realização do plano de inspecção e ensaio deverão ser observados o ponto 4. Recomendações e notas de montagem. Do mesmo modo. Elementos de ligação.2 e o anexo C da prEN 1090-2 [3]. Peças a que vai unir e esquema elucidativo (desenho).Execução de Estruturas Metálicas Especificação do sistema de protecção Independentemente desta discussão. antes de sair da oficina. sem necessidade de ajustes locais que introduzam deformações e tensões residuais. O Empreiteiro deverá elaborar um plano de inspecção e ensaio específico para a estrutura antes do início do processo de fabrico. os tratamentos prévios da superfície) e a necessidade de inspecção de qualidade rigorosa. Recomendações e notas de transporte. mas o das partes vizinhas suficientes para assegurar a fácil e rápida montagem em obra.12 – Fiscalização. Sua posição dentro da estrutura global (desenho). 3. inspecção. testes e correcção Todos os elementos da estrutura metálica deverão ser inspeccionados das antes do transporte para a obra. não necessariamente do seu todo em conjunto. nenhuma peça pode ser transportada sem que seja completa e inequivocamente identificados os seguintes parâmetros: • • • • • • • • Designação da peça e suas características técnicas.11 – Pré-montagem e etiquetagem Deverá ser efectuada uma pré-montagem em oficina das partes da estrutura.

12. Relatórios dos ensaios deverão ser apensos ao projecto definitivo da obra. Se os ensaios demonstrarem a existência de defeito de responsabilidade do Empreiteiro. pendurais. as quais serão atingidas.1 . Qualquer ensaio consistirá.Execução de Estruturas Metálicas Se eventuais correcções a efectuar na estrutura requererem revisão das estruturas. assim como dar perfeita liberdade de acção dentro da sua oficina.Materiais e Produtos Pré-fabricados Serão inspeccionados todos os certificados de qualidade dos materiais empregues na estrutura. tirantes.12. por acréscimos graduais e com medição dos deslocamentos e das extensões tanto máximos como residuais. consistindo fundamentalmente na verificação individual de cada nó. na aplicação das solicitações previstas no projecto. constituirão encargo do Empreiteiro. Cumprida a execução da estrutura deverá realizar-se uma inspecção cuidada de toda a obra. madres. 3. de cada tipo de ligação e dos aparelhos de apoio. Todos os elementos devem ser acompanhados de documento que certifique que o elemento se encontra conforme com a presente especificação técnica. fornecendo as amostras necessárias para a determinação das propriedades mecânicas dos materiais.2 – Produtos Fabricados As vigas. estas deverão ser submetidas para aprovação do Projectista. A segurança da obra deve ser julgada a partir dos resultados: (i) dos ensaios dos materiais: (ii) dos ensaios da estrutura. pilares. No caso de ausência do referido documento o material será considerado não conforme. 3. Nos casos em que se verifique a ausência do respectivo certificado de qualidade. em especial nos casos em que tiver sido apresentada variante ou em que tiverem sido utilizados materiais. a reparação deste bem como a realização do ensaio ou ensaios que o evidenciaram. bem como a norma prEN1090 [3]. Fiscalização tem o direito de ordenar a realização de ensaios para a averiguação de segurança da obra. O Empreiteiro deverá facilitar a acção da Fiscalização. pernas de asnas e peças análogas serão ensaiadas antes de serem assentes se a Fiscalização assim a determinar. métodos de dimensionamento ou processos de execução não tradicionais. 82 . (iii) da sua comparação com os valores previstos no projecto. em geral. deverá proceder-se à realização de ensaios laboratoriais para verificar as propriedades dos materiais. de preferência.

Os critérios de inspecção. Esta inspecção deverá ser realizada em fábrica antes do transporte dos elementos para obra. havendo possibilidade de redução do número de inspecções mediante certas condições. As tolerâncias fabrico e montagem das estruturas metálicas deverão respeitar o especificado no capítulo 11 da prEN 1090-2. Inspecção após soldadura (fornece todos os detalhes de ensaios não destrutivos. todas as fases do processo de execução de uma peça metálica. de modo a que seja mais fácil ao utilizador a compreensão de todo o processo. • A inspecção das soldaduras deverá ser realizada de acordo com o especificado no ponto 12.3 da prEN 1090-2.6 da prEN 1090-2. documentação de inspecção e localização [6]: • Os documentos necessários dependem da classe de execução. de acordo com a EN 10204: Classe 1: declaração de conformidade com a encomenda.Execução de Estruturas Metálicas A geometria dos elementos fabricados deverá ser inspeccionada de acordo com o ponto 12. Classe 2: relatório de ensaio de conformidade. nomeadamente timing. de acordo com a tabela 25 (tabela 19 da prEN 1090-2).5 e ponto 12. através de flexão aplicada seguida de inspecção visual. Classes 3 e 4: certificado de inspecção. Identificação. Todas as soldaduras são inspeccionadas visualmente e a norma obriga a inspecções complementares (NDT) excepto para classe de execução 1. testes e correcção estão devidamente documentadas e estabelecidas no capítulo 12 da prEN 1090-2 [3]. Tolerâncias de espessura [6]: • Conforme as classes de execução. A inspecção das ligações aparafusadas deverá ser realizada de acordo com o especificado no ponto 12. este capítulo tem descriminado como em toda a prEN 1090-2 [3]. e de acordo com a EN10029: 83 . extensão da inspecção).3 da prEN 1090-2: Inspecção antes e durante soldadura. Refere-se um procedimento particular para conectores de cabeça.

84 . Tabela 25 – Quadro de inspecções complementares [2] Na figura 34 pode-se observar um fluxograma de fabrico em Execução de Estruturas Metálicas [11.Execução de Estruturas Metálicas Classe 2: Classe A. sendo este uma boa referência para o estabelecimento de um Plano de Fiscalização e Ensaios. adaptado]. Classes 3 e 4: Classe B.

adaptado] 85 .Execução de Estruturas Metálicas Figura 34 .Detalhes construtivos para evitar a corrosão [11.

tem também de haver um grande cuidado para que não haja nenhum desprendimento das cintas durante a deslocação. O peso da peça e também outro factor limitador.2 . A peça deve ser calçada devidamente para que fique completamente estável.1 – Condições gerais Neste tipo de transporte tem de se ter vários factores em conta.Quantificação de custos do transporte de componentes A quantificação dos custos do transporte será determinado segundo o tipo de viaturas de transporte a utilizar. desde logo a escolha do tipo de camião para executar o transporte. e para que não existam deformações na peça durante o transporte da mesma. A peça deve também ser amarrada com as cintas para que não deslize. a necessidade batedores da Brigada de Trânsito e carros de apoio e balizagem. de modo a não introduzir deformações ou mesmo rupturas. como também na colocação da peça em cima do camião. A peça não pode ser muito comprida por forma a que exista a possibilidade de não haver camião que a consiga transportar em segurança. A escolha do camião tem de ser feita tendo em consideração o tamanho e o peso da peça a transportar. ao peso aconselhável na passagem por pontes ou viadutos. Outro cuidado importante é nos pontos pelos quais a peça é movimentada. Os transportes especiais têm de ser executados em alturas de pouco movimento e com escolta oficial da polícia. O carregamento das peças no camião será efectuado com uma grua ou por uma ponte móvel. este tipo de carregamento deve ter todo o tipo de cuidados. Mesmo nos casos de transporte especial tem de existir um grande cuidado quanto ao tamanho e peso da própria peça. tanto no âmbito da higiene e segurança no trabalho. o tamanho da peça em altura também se torna limitado.Execução de Estruturas Metálicas Capitulo 4 – Transporte 4. No caso de haver uma ou várias peças de tamanho fora da medida tem de haver um cuidado maior. não podendo exceder a altura mínima recomendado para a passagem em viadutos e túneis. tanto no que diz respeito ao peso aconselhável para a circulação nas vias de comunicação. bem como a distância entre a instalação industrial e a obra. mas principalmente. 4. 86 .

O Empreiteiro deverá elaborar um plano de montagem da estrutura. Os trabalhos de montagem das estruturas deverão respeitar as exigências da presente especificação técnica. Os trabalhos de montagem não deverão ser iniciados sem que o plano de montagem da estrutura seja aprovado pela Fiscalização/Dono-de-Obra (deverá ser consultado o Projectista em caso de dúvidas. Metodologias de montagem – condições impostas no projecto. etc.3.1 .Condições gerais de montagem da estrutura O Empreiteiro deverá assegurar-se que os meios utilizados na montagem e a forma de suspensão e união das peças não vão introduzir quaisquer deformações ou tensões permanentes significativas. sua colocação. fases. a EN1090 dá uma série de orientações para boa execução dos trabalhos (Caderno de Encargos). Relativamente aos aspectos da montagem. bem como o discriminado no capítulo 9 da prEN 1090-2 [3]. no sentido de não existirem esforços para os quais alguma peça possa não estar dimensionada no decorrer da montagem). Sendo o culminar das várias fases de execução anteriores. etc. 5.2 da prEN 1090-2 [3]. Para a elaboração do referido plano deverá ser observado o ponto 9. tem também que se ter em atenção alguns requisitos fundamentais. Colocação de argamassas e selagens – especificações e recomendações. • O seguimento da ordem exacta da colocação das peças (na montagem em obra). contraventamentos provisórios. focando sobre os seguintes temas: • • Condições do estaleiro.Execução de Estruturas Metálicas Capitulo 5 – Montagem O processo de montagem é o ultima fase no que diz respeito ao fabrico e execução de estruturas metálicas. • • Apoios e ancoragens – apoios provisórios. 87 . tais como: • Detalhada gestão na quantidade e ordem de envio das peças metálicas e componentes para a obra (desde a oficina).

a definir pelo Empreiteiro. • Os cordões de soldadura. estas partes serão munidas de olhais de montagem. métodos de montagem. dentro das dimensões óptimas de cada peça. pelos elementos de 88 . etc. por meio de estruturas provisórias. propondo igualmente a solução à aprovação da Fiscalização. Deverá ser efectuado o levantamento topográfico rigoroso das eventuais peças de betão onde irá apoiar-se a estrutura metálica. procedimentos de aperto das ligações. Esta soldadura terá de ser executada em perfeitas condições e ser convenientemente reforçada. alinhamento. efectuado com recurso aos meios mecânicos considerados necessários e a definir pelo Empreiteiro. • Neste caso. marcação. Pontos e níveis de referência constantes do plano de execução. sendo a assemblagem dos diversos componentes efectuada em obra. sendo que o processo de elevação e posicionamento dos troços. as partes fiquem correctamente posicionadas para a soldadura de ligação. Em termos de sequência e cuidados a ter nas fases de montagem. deve incluir o cumprimento de um Plano de Controlo de Qualidade. • Os pórticos isolados deverão ser estabilizados. que constituem os pórticos. com verificações de diversos aspectos. devem observar-se as seguintes recomendações: • Os pórticos serão transportados por partes. • Ajuste das peças. A localização destas secções está definida no projecto e quando tal não suceder será necessária a aprovação da Fiscalização. devem ser limpos e aplicarem-se duas demãos de cromato de zinco com a espessura de 30 mícrones cada. Quanto ao controle da montagem. por parafusos ajustados. tendo em conta o seu transporte. se necessário. tais como: • • • • Apoios. • Todo o trabalho de topografia ficará a cargo do Empreiteiro. manuseamento e armazenamento. para que uma vez feito o aperto destes. e a área adjacente numa extensão de 15cm para cada lado. Definição de não conformidade e sua correcção.Execução de Estruturas Metálicas • Mão-de-obra: desenhos de montagem – exigências e requisitos. máximas correcções permitidas. • A montagem da estrutura será realizada de acordo com a sequência aprovada pela Fiscalização. Critérios de aceitação. com o adequado controle dimensional sujeito a aprovação da Fiscalização. enquanto não estiverem ligados entre si.

• Os eixos principais e as marcas de desnivelamento necessárias à montagem serão fixados. 5. Entre outros. por deslocamentos inadvertidos e imperceptíveis. No final dos trabalhos deverá proceder-se à limpeza e remoção destas estruturas provisórias. • No final devem-se retocar as pinturas que tenham ficado danificadas durante a montagem.2 – Condições do local O local tem de ser preparado para receber os funcionários que vão executar a montagem e o material necessário à elevação da estrutura. não surjam dúvidas quanto à posição que ocupam e a que outros elementos se ligam. bem como a forma como o fazem. • A montagem da estrutura metálica deverá ser feita por pessoal especializado e respeitar todas as normas e regulamentos de segurança aplicáveis. em qualquer momento. na montagem. para a introdução de equipamentos segundo as instruções da Fiscalização. em particular os regulamentos de segurança dedicados à Construção Civil. o ponto 9.Execução de Estruturas Metálicas travamento definidos no projecto de execução. deverão estar garantidos todos os requisitos e condições de higiene e segurança (tal como regulamentado no Plano de Higiene e de Segurança no Trabalho). Antes de corrigir os erros de montagem.2 do prEN 1090-2 [3]. À Fiscalização deve reservar-se o direito de. contidos ou não na prEN 1090 [3]. Quanto às condições pretendidas para uma boa execução dos trabalhos. • A colocação dos chumbadouros deverá ser feita tomando as necessárias precauções para que o seu posicionamento não seja modificado. será necessária a respectiva autorização da Fiscalização. refere os requisitos que devem ser acautelados. referem-se alguns. Deverá também de garantir que a estabilidade do conjunto fique assegurada em caso de desmontagem eventual de certos membros. • Os erros de montagem não poderão ser corrigidos por calor. que merecem especial atenção: 89 . inspeccionar os materiais e a sua utilização em obra. No que diz respeito aos trabalhadores em obra. materializados e referenciados a pontos fixos. • Todas as estruturas provisórias necessárias deverão ser fornecidas pelo Empreiteiro. • Todas as peças devem ser conveniente e previamente marcadas em oficina para que.

No caso de alguma avaria terá de existir uma fase de estudo. • Na execução das infra-estruturas necessárias. o armazenamento do material deve estar devidamente embalado e identificado. ao manuseamento. O armazenamento e manuseamento das peças têm de ser efectuados com o mínimo risco possível de ocorrência de algum dano. Ter em atenção alguma possibilidade de ocorrência de condições climatéricas adversas. • Os danos cansados a terceiros tem também de ser equacionados.3 da prEN 1090-2 [3]. existem alguns preceitos que são estabelecidos pelo ponto 9.Execução de Estruturas Metálicas • Na selecção do local para implantação da sapata da grua (condições do solo e sua drenagem) e sua efectiva colocação. para se identificar claramente a peça e saber qual a sua posição na montagem da estrutura. que possam por em causa a estabilidade dos trabalhos efectuados e a segurança do local e dos trabalhadores. • • Na necessidade de colocação de apoios provisórios. aos ensaios de montagem e aos métodos de montagem. ficando devidamente documentada. 90 . nomeadamente eléctricas e de águas.2 da prEN 1090-2 [3]. nomeadamente no que se refere à marcação das peças.3 – Critérios de montagem em obra Os critérios gerais de montagem de uma estrutura em obra devem obedecer ao que está previsto no Projecto e Plano de Montagem. armazenamento. A identificação deve ser efectuada individualmente. dentro e fora do estaleiro. para a sustentação transitória da estrutura. todos esses casos tem de ser examinados e devidamente reparados. Contudo. o manuseamento e armazenamento tem de estar em conformidade com o estabelecido no ponto 6.10 da prEN 1090-2 [3]. tanto em habitações vizinhas como em vias existentes no local. Os critérios de marcação estão previsto e referenciados no ponto 6. 5.6 da prEN 1090-2 [3]. Essa identificação deve estar devidamente visível. de modo a que se encontre a melhor solução para resolução do problema criado. devendo ser armazenado num local seco. Os ensaios de montagem devem estar em conformidade com o previsto no ponto 6.

tirantes. com a disponibilidade do estaleiro para armazenar devidamente as peças a enviar. retirados quando a parte em causa da estrutura já esteja autosuficiente. escoras. para além de estar em conformidade com o estabelecido pelo projecto e planos de montagem. tem ainda que estar em conformidade com o estabelecido no ponto 9. 5.4 – Processo e metodologia de montagem Os processos e metodologias de montagem estão devidamente especificados no ponto 9. utilizando aço perfilado e metal laminado para o efeito. Como já se aludiu. Quando este tipo de material deixa de fazer falta para a sustentação da estrutura. etc.Execução de Estruturas Metálicas Nos métodos de montagem. a sua fácil remoção também tem de estar devidamente pensada a acautelada. ao longo da montagem da estrutura pode ser necessário a colocação de elementos estruturais provisórios. estão devidamente previstos em todas as fases da montagem. pois a sua insuficiente fundação pode gerar possíveis assentamentos dos apoios. A vedação da obra também está devidamente regulamentada no capítulo 9 do prEN 1090-2 [3]. serão reutilizados no desenrolar da obra onde sejam reclamados. sejam eles em apoios. Pelo menos 1/3 dos parafusos a aplicar nos elementos de fixação terão se ser colocados antes que a estrutura comece a ter algum tipo de solicitação ao nível de estabilidade estrutural.1 – Aspectos genéricos Os critérios que constituem o projecto de métodos de montagem começam por ter em atenção a sequência da montagem. Estes elementos. Os elementos provisórios de auxílio de montagem da estrutura (escoramento e contraventamentos). De realçar que tem de se ter em atenção o posicionamento e o tipo de uniões.5 da prEN 1090-2 [3]. tais como: • O posicionamento e os apoios que vão ser utilizados para os veículos de transporte e levantamento das peças metálicas. neste ponto pode-se verificar os critérios que constituem o projecto base dos métodos de montagem e o método de montagem em construção. contraventamentos. o que poderia provocar deformações da estrutura parcialmente construída. bem ainda o tamanho e peso máximo das mesmas.6. 91 . deste modo tem de se conjugar o transporte possível. 5. Existem outros tipos de situações pensados para alguns casos particulares em situações que nem sempre ocorrem.3 da prEN 1090-2 [3].4.

bem como com apoios suficientes para não introduzir distorções nas peças. ao método de montagem.4. O método de montagem em construção deve seguir em conformidade o projecto e os desenhos. que os maciços de fundação apresentam uma superfície perfeitamente horizontal e que os alinhamentos previstos nos desenhos foram respeitados. igualmente. • O Empreiteiro assegurar-se-á. • O Empreiteiro indicará à Fiscalização a necessidade em espaço para armazenagem do seu equipamento e materiais. sendo colocadas sempre de modo que a flexão surja pelo eixo forte. • Para o aperto de parafusos pré-esforçados deverá ser observado o disposto no ponto 8. caso seja uma alternativa devidamente estuda. deve ainda preencher todos os requisitos quanto a higiene e segurança da obra e dos seus trabalhadores. • O Empreiteiro tomará as precauções necessárias para evitar a danificação da pintura e para evitar a acumulação de lama. • Os perfilados serão arrumados sobre suportes de modo a isolá-los do solo e dispostos de modo a evitar a retenção de águas sobre os ferros. 5.3 da prEN 1090-2 [3].3. 92 . Só poderá haver lugar algum tipo de alteração. O plano do método de montagem.2 . o Empreiteiro verificará a implantação e os níveis de todos os chumbadouros e de todos os maciços de fundação.Ligações Em geral.Execução de Estruturas Metálicas • A posição da grua e a sua eficácia de alcance aos materiais a levantar. sujidade e outras matérias estranhas que impedirão uma boa aplicação de pintura no estaleiro. para além de descrever muito bem todos os critérios mencionados em 9. • O Empreiteiro assumirá a inteira responsabilidade pela protecção das peças da estrutura até ao momento em que ela esteja montada e recepcionada. • Antes de iniciar a montagem.5 da prEN 1090-2 [3].1 da prEN 1090-2 [3]. será de observar o seguinte: • Para o aperto de parafusos não pré-esforçados deverá ser observado o disposto no ponto 8. comprovada e segura.

• As estruturas serão montadas respeitando com precisão os eixos e níveis dados nos desenhos. as superfícies em contacto. a fim de permitir a continuação dos trabalhos nas zonas niveladas e acabadas ao mesmo tempo que executa o resto da montagem. de tal maneira que se obtenha a coincidência dos furos. decapadas. sejam estes provisórios quer residuais. • O Empreiteiro obriga-se a aceitar realizar o acerto da estrutura por partes (vãos. As placas de base serão montadas sobre calços de aço até à regularização da estrutura. será aplicada em oficina apenas uma decapagem mecânica. sem o que este será considerado como único responsável pelo posicionamento exacto e preciso. • As peças são mantidas em posição por parafusos de montagem e parafusos de resistência ligeiramente apertados. 93 . vierem de fábrica com revestimento de protecção. troços de naves. • Se as superfícies a ligar. • • Serão objecto de particular atenção o controle dimensional e a qualidade das ligações. etc). • As ligações devem efectuar-se sem introduzir esforços importantes nas peças. • Salvo outra indicação em contrário. após o que a totalidade da placa de base será. são limpas de poeira e da flor da ferrugem. que ficarão encostadas. Antes da colocação dos parafusos a Fiscalização efectuará a vistoria das furações. com uma escova metálica macia (não é necessário fazer desaparecer a cor da ferrugem). é interdito o emprego de detergentes ou de produtos derivados do petróleo para a sua remoção ou limpeza. O conjunto da estrutura será devidamente posicionado. não sendo pintadas com qualquer demão de tinta. se a estrutura levar um acabamento a tinta e após a montagem. blocos separados. • Nas superfícies metálicas.Execução de Estruturas Metálicas • O Empreiteiro assinalará imediatamente à Fiscalização qualquer defeito. anteriormente decapadas. os parafusos deverão ser perfeitamente limpos incluindo o eliminar de excesso de lubrificantes de protecção) e levarem duas demãos de primário com a espessura de 30 mícrones cada. a fim de verificar a perfeição do trabalho e proceder às correcções julgadas convenientes. • O emprego de escovas rotativas é proibido e a acção da escova não deve diminuir a rugosidade da superfície. • No estaleiro. antes da realização das ligações definitivas e da execução das selagens. vertical e horizontalmente.

até 100%.Aperto definitivo dos parafusos Cuidados a observar: • O aperto definitivo duma união (a 100%). • Os parafusos serão apertados.Colocação dos parafusos em obra Cuidados a observar: • Depois da verificação do ajustamento das peças a ligar. definidas na EN 1993-1-8. assinalando-os convenientemente. • O encosto das superfícies em contacto será verificado visualmente.4 . na periferia e nos furos de ligação (em caso de necessidade será aplicado um aperto suplementar nas zonas onde o encoste parecer duvidoso).Execução de Estruturas Metálicas 5. poderá ser empregue o parafuso com o diâmetro seguinte. sempre pela mesma ordem. sem pancadas e sem retrocesso.4. 94 . • Na medida do possível. O aperto deverá ser dado na porca. para um mesmo diâmetro de parafuso. sempre com a Fiscalização presente.4. Neste caso deverá proceder-se à furação dos elementos a ligar para o novo parafuso a utilizar.5 . mantendo imóvel a cabeça do parafuso (salvo situações excepcionais atrás identificadas).4. 5. progressivamente. devendo sempre ser respeitadas as distâncias mínimas regulamentares ao bordo da chapa.3 . sendo o mesmo será efectuado com chave de choque ou chave dinamométrica. será colocada a totalidade dos parafusos da ligação e apertados a 75% do momento de aperto definitivo e assim devem permanecer pelo menos 3 horas. não será realizado enquanto todos os parafusos da união não estiverem colocados e apertados a 75%.Alongamento de furos para parafusos No caso de furos desalinhados que não permitam a colocação adequada dos parafusos respectivos. • O Empreiteiro assegura-se que todos os parafusos estão apertados a 75%. Não poderão ser empregues processos térmicos na execução das novas furações sem o consentimento expresso da Fiscalização (com eventual consulta ao Projectista). iniciando-se pelos parafusos centrais e executado no sentido rotativo dos ponteiros do relógio. as uniões do mesmo tipo serão apertadas pela mesma chave. 5. • O aperto definitivo será sempre feito com a chave dinamométrica.

Aplicação do momento de aperto. No entanto. deverá ser levada a esta posição por um aperto suplementar.Chave dinamómetro. O processo de verificação do aperto é o seguinte: • Marcação da posição inicial da porca e da cabeça do parafuso (referência em relação a uma aresta da porca). O Empreiteiro assegura-se do bom funcionamento da chave de choque. sem pancadas e sem retrocesso. Figura 35 . sempre com a presença da Fiscalização. correctamente aferida. se a porca se imobiliza antes da sua posição inicial.Regulação das chaves de aperto A regulação das chaves dinamométricas será feita em laboratório avalizado e reconhecido. com chave dinamométrica (ver figura 35). A regulação das chaves de choque é efectuada pelo Empreiteiro. A regulação é corrigida por tentativas e considera-se em condição se forem obtidos bons resultados sobre uma série de 30 parafusos. mantendo a cabeça do parafuso imóvel e fazendo aperto progressivamente. com a posição inicial. Comparação da posição da paragem da porca.4. micrómetro e paquímetro [13] 95 .Execução de Estruturas Metálicas 5. O aperto considera-se correcto quando a aresta da porca se imobiliza numa zona compreendida entre 1mm a 8mm depois da referência inicial feita na anilha. efectuando em cada recomeço de serviço a verificação da regulação por ocasião dos primeiros apertos. apertando alguns parafusos directamente nas uniões das peças.6 . • • Verificação da não rotação da cabeça do parafuso. • • Desaperto da porca de 1/12 de volta mantendo imóvel a cabeça do parafuso.

pois trata-se da parte de sustentação de toda a estrutura. recordando a necessidade da inspecção dos apoios. 96 . deverão ser verificados e aprovados pelo responsável da montagem das estruturas metálicas antes do início dos trabalhos. O ponto 9. podendo até haver a possível ocorrência de colapso da estrutura. pode trazer para a estrutura deformações que muitas vezes podem ser irrecuperáveis. por qualquer motivo. 5. Estes elementos deverão ser fixados de forma conveniente de modo a manterem a posição adequada durante os trabalhos de betonagem.5 da prEN 1090-2 [3] refere exactamente isso. seja por mau estudo do tipo de apoio a utilizar. a possível necessidade de utilizar apoios temporários. imediatamente após a elevação e posicionamento destes elementos. O espaço entre as chapas de base de pilar e os maciços de fundação deverá ser preenchido com recurso a argamassas de assentamento. a sua adequação. salvo os casos estipulados nos desenhos ou com a autorização da Fiscalização.6 – Chumbadouros e outros elementos embebidos em betão O responsável pela execução dos trabalhos de betão armado deverá assumir a responsabilidade da colocação dos chumbadouros. bem como os documentos onde se indica a localização dos chumbadouros em que se baseiam estes trabalhos. com acompanhamento da Fiscalização. Outra parte também importante que é a betonagem e impermeabilização adequada dos apoios. 5. O responsável pelas estruturas metálicas deverá efectuar a sua própria inspecção para verificação do correcto posicionamento dos chumbadouros. seja ele por deficiência do estudo do terreno.Execução de Estruturas Metálicas A soldadura em estaleiro não será autorizada. Estas estruturas não deverão ser carregadas antes de se proceder a esta operação. Um assentamento dos apoios.5 – Apoios e ancoragens Os apoios e ancoragens são uma das fases mais importantes do método de montagem para qualquer tipo de estrutura. bem como outros elementos de aço que deverão ser embebidos em betão. Os chumbadouros deverão ser posicionados com recurso a equipamento que permita a precisão adequada. O plano de elaboração dos trabalhos de posicionamento e fixação dos chumbadouros. devendo informar o Dono-de-Obra no caso de haver desvios superiores às tolerâncias permitidas.

Os trabalhos de montagem das estruturas serão realizados de acordo com a última versão do plano de montagem. sendo eles internos (da empresa) ou externos (subempreitada e aluguer).8 – Quantificação de custos de montagem A quantificação dos custos da montagem não é excepção às regras atrás apresentadas.7 da prEN 10902 [3]. testes e correcções são sempre uma das fases mais importantes de uma obra. 5. testes e correcções de montagem estão referidos no ponto 12. Esse ponto faz referência ao estudo elaborado nesse âmbito e as posições a tomar em todas as fases de montagem de uma estrutura deste tipo. As tolerâncias fabrico e montagem das estruturas metálicas deverão respeitar o especificado no capítulo 11 da prEN 1090-2 [3]. sendo contabilizados todos os meios humanos. 97 . uma vez que é nessa fase que se vai verificar se esta decorre em conformidade que o que foi proposto. mecânicos e de consumo (a empregar/colocar na obra ou gastar durante esta) que directa e indirectamente forma mobilizados em função desta.7 – Inspecção.Execução de Estruturas Metálicas 5. testes e correcções As inspecções. Os trabalhos terão início apenas após a aprovação do plano de montagem pela Fiscalização. Deste modo a inspecção.

Muito trabalho e optimização documental ainda haverá a fazer nesta área. etc. BS. bem como ao seu melhor emprego. sobretudo a norma europeia EN 10025 e o Eurocódigo 3. Outra parte igualmente importante no fabrico destas peças estruturais é o tratamento (protecção anticorrosiva). o desempeno de peças. 98 . bem como se enumeraram as fases do processo de fabrico nos seus passos fundamentais. abandonando definitivamente outras congéneres (ISO. em concreto e sem equívocos. com toda a dificuldade de interpretação. Identificou-se o material aço estrutural e suas principais características. que se inicia no estudo do Projecto. caracterizando-as e identificando as incidências normativas a respeitar. partindo do conteúdo que o Projecto/Concepção deve incluir. nas suas partes 1 a 3.). sendo certo que será a parte 2 a mais significativa no que à execução toca. DIN. com vista a correcta e optimizada aquisição dos materiais necessários. para uma crescente estabilização. bem ainda como o próprio tratamento das superfícies e o detalhamento construtivo. a prEN 1090 [3]. passando pela metalização e terminando na pintura. Ultrapassou-se mesmo o mero âmbito das disposições reguladoras e completou-se com recomendações surgidas da prática diária da oficina. até à montagem e ensaio de estrutura. tanto o corrente em perfis e chapas. acredita-se que foram tocados os aspectos fundamentais que se encerram na temática da Execução de Estruturas Metálicas. No balanço do trabalho. sendo corrente para uma mesma situação simples a necessária leitura de múltiplas normas. no sentido de estabelecer. de forma bastante extensa. ainda que de forma sumária. Neste contexto transmitiu-se a envolvente de todo o processo de Execução de Estruturas Metálicas.Execução de Estruturas Metálicas Conclusão Talvez a maior conclusão deste documento seja o tomar da consciência que o processo de elaboração das Normas Europeias ainda não está concluído. Porém é ainda manifesta a dispersão normativa. propriamente dito. organização e alguma sobreposição ou contradição. o conteúdo basilar de um Caderno de Encargos para Construção Metálica. Estabeleceu-se. A traçagem. Designadamente apresentou-se. Para tanto recorreu-se à normalização em vigor. Dentro das ligações mecânicas e soldadas explicitou-se o sentido e o papel de uma e outra. o corte. desde a decapagem. contudo. na certeza que ambas acabam por ser contributos inseparáveis das ligações entre peças metálicas. passando pela sua importante fase de fabrico e mesmo transporte até ao local da obra. tendendo. soldadura e as ligações mecânicas foram assuntos abordados com uma relativa profundidade. a enformagem. como o utilizável nas ligações mecânicas e soldadas. as normas europeias EN de uma forma estrutura e racional. a furação.

Faz-se referência a todo o processo e metodologias de montagem das referidas peças. 99 . não só pela sua beleza como pela facilidade de reciclagem. Todos os trabalhos. incluindo as regras de fixação às fundações e o aperto global das ligações. este é um tema de vanguarda num mundo cada vez mais concentrado em preocupações ambientais e de sustentabilidade. no sentido de cada vez mais tornar as Estruturas Metálicas uma solução construtiva de utilização crescente. tal desiderato só pode ser concretizado no conhecimento bastante do comportamento estrutural e na melhor forma de bem construir. Desde logo os cuidados a ter no manuseamento das peças até à sua colocação no veiculo que irá efectuar o transporte. tal como os outros atrás mencionados.Execução de Estruturas Metálicas O transporte e também um dos pontos críticos. Termina-se sublinhando a importância da minimização de custos e racionalização de meios. testes e correcções necessárias à completa verificação das peças. De facto. A última fase trata uma das mais importantes partes de todo o processo. tendo sido elencados os cuidados principais a ter nesta etapa da Execução de Estruturas Metálicas. A ordem e forma de descarga em obra mereceu igual preocupação. Ora. seguindo a mesma legislação anteriormente referida (prEN 1090-2 [3]) e outras que lhe sejam aplicáveis. a sua estabilização e modo de fixação. têm de estar de acordo com a legislação em vigor (nomeadamente a EN 1090 [3]). Ficou ainda claro que durante e no final de todo o processo de fabrico é obrigatório realizar as inspecções. que é a montagem em obra das peças da estrutura metálica.

(Supersedes EN 10155 : 1993 PART 6 Technical delivery conditions for flat products of high yield strength structural steels in the quenched and tempered condition. Porto. UFP. Indústria e Construção.Part 3: Technical rules for execution of aluminium structures.com/mexico/ producto.European Committee Norma prEN 1090: for Standardisation prEN 1090-1: 2004 – Steel and aluminium structural components . (Supersedes EN 10025 : 1993) PART 3 Technical delivery conditions for normalised/normalised rolled weldable fine grain structural steels.graciella. REAE. Disponível em www. João Estruturas Metálicas – EC3. Casa da Moeda 100 .html. 1985. Cap.esabna. 2005. FCTUC.Part 2: Technical requirements for the execution of steel structures . Disponível em http://www.European Committee Eurocode 3 (EN 1993): Design of steel structures / Part 1-1: General rules for Standardisation and rules for buildings. Mestrado e Pós-graduação em Construção Metálica e Mista. Luís Aulas 9 e 10 da disciplina de Execução e Estruturas Metálicas. prEN 1090-3: 2005 – Execution of steel and aluminium structures .Execução de Estruturas Metálicas Bibliografia [1] [2] [3] Associação Brasileira de Construção metálica [Em linha]. CEN . June 2004.htm [Consultado em 19/08/2007] [Em linha].“Steel products with improved deformation properties for Standardisation perpendicular” Costa Neves.br [Consultado em 21/07/2007] CEN .European Committee Norma EN 10025 .Comércio.Stage 34. [Consultado Graciella . Disponível em www.abcem.2004: for Standardisation PART 1 General technical delivery conditions. INCM – Imprensa Nacional Regulamento de Estruturas de Aço para Edifícios.General delivery conditions.Ligações. 6 . (Supersedes EN 10137 : parts 1 & 2:1996) [5] [6] [7] [8] [9] [10] CEN . prEN 1090-2: 2005 – Execution of steel structures and aluminium structures . (Supersedes EN 10113 : parts 1 & 3 : 1993 PART 5 Technical delivery conditions for structural steels with improved atmospheric corrosion resistance – also known as weathering steels. Supersedes EN 10113 : parts 1 & 2 : 1993 PART 4 Technical delivery conditions for thermo mechanically rolled weldable fine grain structural steels. [4] CEN .org.com. 2006.European Committee EN 10164 . PART 2 Technical delivery conditions for non-alloy structural steels. ESAB – Welding &Cutting [Em linha]. Lda.br/ estrut. em 31/08/2007] Guerra Martins.

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Estados-limite. EN 1991-3 Acções induzidas pelas maquinarias e guindastes. Verificação através do método dos factores parciais. • • • EN 1991-2 Tráfego nas pontes. Requisitos. Generalidades.1.1. A.Execução de Estruturas Metálicas Anexo 1 – Resumo dos Eurocódigos afectos a estruturas metálicas A.Eurocódigo 3 – Estruturas metálicas Este Eurocódigo deve ser seguido complementando com os seguintes documentos: 102 . Acções em estruturas e influências ambientais. EN 1991-1-2 Acções gerais – Acções na estrutura expostas a fogo. EN 1991-1-3 Acções gerais – Neve EN 1991-1-4 Acções gerais – Vento EN 1991-1-5 Acções gerais – Sismos EN 1991-1-6 Acções gerais – Acções durante a execução EN 1991-1-7 Acções acidentais. EN 1991-1-1 Densidades.1 .2 . Modelação para análise estrutural e sua resistência.Eurocódigo 1 – Acções em Estruturas • EN 1991-1 Tráfego nas pontes. peso próprio e sobrecargas nos edifícios. EN 1991-4 Acções nos silos e tanques. Projecto por ensaios e controlo de qualidade. Propriedades dos materiais. Propriedades geométricas.

EN 1993-1-2 Estruturas metálicas: Resistência ao fogo EN 1993-1-3 Estruturas metálicas: Elementos e chapas finas enformadas a frio EN 1993-1-4 Estruturas metálicas: Aços inoxidáveis. Parte das regras EN 1993-2 para EN 1993-6 suplemento de regras gerais em EN 1993-1. mastros e chaminés. EN 1993-2 Estruturas metálicas: Pontes em Aço. 103 . Eurocódigo 3 está subdividido em várias partes: • • • • • • EN 1993-1 Estruturas metálicas: Regras gerais e regras para edifícios. ETAGs e ETAs para construção de produtos revelantes para estruturas metálicas. EN 1993-3 Estruturas metálicas: Torres. depósitos e oleodutos EN 1993-5 Estruturas metálicas: Estacas EN 1993-6 Estruturas metálicas: Estruturas de aparelhos de elevação EN 1993-2 para EN 1993-6 refere a regras gerais em EN 1993-1. EN 1993-4 Estruturas metálicas: Silos. EN 1993-1-5 Estruturas metálicas: Elementos laminares EN 1993-1-6 Estruturas metálicas: Resistência à estabilidade de cascas. EN 1993-1 “Regras gerais e regras para edifícios” compreende: • • • • • • EN 1993-1-1 Estruturas metálicas: Regras gerais e regras para edifícios.Execução de Estruturas Metálicas EN 1990 “Base de projecto estrutural” EN 1991 “Acções em estruturas” ENs. prEN 1090 “Execução de estruturas metálicas – Considerações técnicas” EN 1992 para EN 1999 quando estruturas metálicas ou componentes metálicos são referenciados para.

EN 1993-1-10 Estruturas metálicas: Fractura. dealt with in EN 1998-2 to EN 1998-6. It is subdivided in 10 Sections.3 . Section 7: Specific rules for composite steel-concrete buildings.1. Estruturas metálicas – Aços de alta resistência. Section 9: Specific rules for masonry buildings. • • (4) Section 4 of EN 1998-1 contains general design rules relevant specifically to buildings. • (2) Section 2 of EN 1998-1 contains the basic performance requirements and compliance criteria applicable to buildings and civil engineering works in seismic regions. EN 1993-1-11 Estruturas metálicas: Dimensionamento de elementos traccionados. Section 8: Specific rules for timber buildings.Execução de Estruturas Metálicas • EN 1993-1-7 Estruturas metálicas: Resistência e estabilidade de elementos planos carregados transversalmente. Certain types of structures. • (3) Section 3 of EN 1998-1 gives the rules for the representation of seismic actions and for their combination with other actions. some of which are specifically devoted to the design of buildings. A. • • • • • EN 1993-1-8 Estruturas metálicas: Ligações metálicas EN 1993-1-9 Estruturas metálicas: Fadiga. 104 . • (6) Section 10 contains the fundamental requirements and other relevant aspects of design and safety related to base isolation of structures and specifically to base isolation of buildings. (5) Sections 5 to 9 of EN 1998-1 contain specific rules for various structural materials and elements.Eurocódigo 8 – Projecto de estruturas em Zonas Sísmicas EN 1998 Eurocode 8: Design of structures for earthquake resistance: • (1) EN 1998-1 applies to the design of buildings and civil engineering works in seismic regions. EN 1993-1-12. relevant specifically to buildings as follows: Section 5: Specific rules for concrete buildings. Section 6: Specific rules for steel buildings. need complementing rules which are given in those Parts.

• (7) Annex C contains additional elements related to the design of slab reinforcement in steelconcrete composite beams at beam-column joints of moment frames.Eurocódigo 9 – Projecto de estruturas de alumínio • • • Parte 1-1 Regras gerais e regras para edifícios.4 .Execução de Estruturas Metálicas NOTE: Specific rules for isolation of bridges are developed in EN 1998-2. NOTE: Informative Annex A and informative Annex B contain additional elements related to the elastic displacement response spectrum and to target displacement for pushover analysis. 105 . Parte 2 Regras para as estruturas susceptíveis à fadiga.1. Parte 1-2 Resistência ao fogo. A.

no sentido de se poder efectuar uma decisão mais informada e adequada a cada caso prático real [15. Numerosos dados de vida útil de camadas de zincagem. Duas demãos de acabamento com esmalte epóxi: 60 micra mícrones (mínimo por demão). Espessura total da película: 130 mícrones (mínimo). ao facto de que as características de durabilidade de uma camada de zinco obtida por imersão a quente praticamente são independentes do seu processo de obtenção. inclui: Limpeza a jacto metálico (acabamento quase branco) – grau de decapagem SA 2 ½.2 . sobretudo. Isso se deve. Desse modo. Duas demãos de primário zarcão alquídico: 35 mícrones (mínimo por demão). • Sistema epóxi . nos mais variados ambientes.2. Duas demãos de acabamento com esmalte alquídico: 30 mícrones (mínimo por demão).2. mas dependendo da agressividade ambiente .Zincagem por imersão a quente Como vimos. Espessura total da película: 190 mícrones (mínimo). de acordo com o ambiente exposto e a camada de zinco pode-se prever a vida útil do material (podendo chegar a 50 anos. A. A. ou seja. vêm sendo compilados através de ensaios reais de corrosão. prevê as seguintes etapas: Limpeza a jacto metálico (acabamento quase branco) – grau de decapagem SA 2 ½.Execução de Estruturas Metálicas Anexo 2 – Comparação entre a Metalização e a Pintura Apresenta-se um estudo comparativo entre a zincagem por imersão a quente e a pintura. sendo um tratamento por imersão a quente contra a corrosão conhecido no mundo todo há mais de 130 anos. 106 .indicado para ambientes salubres ou expostos a vapores solventes. o que é primordial no calculo da vida útil [1]).Pintura Existem vários sistemas de pinturas protectivas para metal. adaptado]. actualmente é possível prever a durabilidade de um recobrimento de zinco obtido por imersão a quente com uma margem de erro muito menor que no caso da pintura.sendo que a velocidade de corrosão do zinco é 1/10 da velocidade de corrosão do ferro. sendo as mais comuns os seguintes: • Sistema alquídico – recomendado para ambientes normais. Duas demãos de primário zarcão alquídico: 35 mícrones (mínimo por demão).1 . é um tratamento que tem como finalidade a obtenção de uma camada de zinco sobre uma peça de ferro ou aço.

Uma vez que este produto não contém chumbo. pigmentado com óxido de ferro. Pelo exposto se compreende a preferência generalizada pelas tintas com base num resina epóxi. De notar que. em interior e exterior. o primário de zarcão alquídico está presente. pode ser utilizado em sistemas onde sejam impostas restrições ao uso de primários de zarcão (óxido vermelho). inclui: Limpeza a jacto metálico (acabamento quase branco) – grau de decapagem SA 2 ½. Todos esses itens explicam a escassez de dados práticos referentes à durabilidade de um sistema de pintura predeterminado. como preparação da superfície.Execução de Estruturas Metálicas • Sistema borracha clorada . Tem características de boa aplicabilidade. espalhamento. pois as pinturas alquídicas.2. tanto mais que são mais económicas que a borracha clorada. quando expostas a ambientes agressivos. A preparação inadequada da superfície. Duas demãos de primário zarcão alquídico: 35 mícrones (mínimo por demão). por exemplo. pode reduzir pela metade a vida útil da película. Trata-se de um primário anticorrosivo à base de resinas alquídicas longas em óleo. em ambientes moderadamente corrosivos. aderência e lixagem.3 . provocando o destacamento da película.recomendado para ambientes salubress ou expostos a gases ácidos. em todos os esquemas de pintura. A vida útil apresentada a seguir é uma orientação quanto à ordem de grandeza dos sistemas de pintura analisados: Sistema alquídico – 4 anos Sistema epóxi – 8 anos Sistema borracha clorada – 7 anos. Espessura total da película: 190 mícrones (mínimo). se saponificam em prazo bastante curto. devido à dependência de diversos factores. A. Duas demãos de acabamento com esmalte borracha clorada: 60 mícrones (mínimo por demão). técnica de aplicação e espessura da película. 107 . formulação e preparação da tinta. Especialmente recomendado para aplicação em estruturas metálicas.Vida útil da pintura É extremamente difícil prever a vida útil de um recobrimento pintado.

• Custo acumulado: é obtido pelo somatório do custo inicial com os custos de retoques e repinturas. dividido pelo número de anos previstos para o esquema de pintura. constitui-se na apropriação dos custos a seguir indicados: Custo da inspecção. Este custo. Custo de energia (eléctrica ou pneumática). • O custo de aplicação representa cerca de 10 a 30% do custo inicial de uma pintura e constitui-se na apropriação dos custos envolvidos que são: Custo da mão-de-obra. • Custo de manutenção: constitui-se no somatório dos custos de retoques com os custos de repintura. representa 40 a 60% do custo inicial de uma pintura. fornece o custo anual. Ca = custo de aplicação por m2. 108 . Custo da limpeza com solvente (material e mão-de-obra). C1 = custo de limpeza por m2. Ct = custo das tintas por m2. O custo da limpeza. Amortização dos equipamentos.Aspectos Económicos da Pintura Dois tipos de custos são importantes na pintura industrial: o custo inicial e o custo de manutenção (retoques e repinturas). amortização de equipamento e mão de obra).2. • O custo de cada tinta é dado pelo quociente entre o preço do litro da tinta pelo rendimento prático.4 . • Custo inicial: é dado pela expressão Ci = C1 + Ct + Ca Ci = custo inicial por m2.Execução de Estruturas Metálicas A. Custo da remoção de defeitos superficiais (material. para uma determinada espessura. Custo de materiais como solventes e outros materiais de limpeza.

35 µm película seca ---SEMINOBRE Sa2½ NOBRE Sa2½ TRATAMENTO 2 demãos de Óxido de Ferro Epóxi. escova. FERREIRA. 30 2 demãos de Esmalte Fenólico Pigmentado µm película seca com Alumínio. 120 µm película seca 2 demãos de tinta Alquídica Brilhante. sem necessidade de serviços de manutenção frequentes. A. Apesar de poderem ter um custo de aplicação maior. • O custo das tintas representa 20 a 40% do custo inicial de uma pintura e constitui-se no somatório dos custos das tintas referentes a cada demão aplicada. considerada uma vida útil de 25 anos é de 2 a 3 vezes menor (CORRÊA.Aços zincados por imersão a quente versus aços pintados com tintas líquidas Na escolha de qualquer revestimento deve ser levado em conta sua vida útil. relacionada com o custo e despesas de manutenção. 35 µm película seca 2 demãos de Epóxi Alta Espessura. conforme citação na bibliografia [13]). Sa2½ → jacto abrasivo ao metal (acabamento quase branco – superfície brilhante afagada). mão de obra. 35 µm 1 demão de Zinco Etil película seca Silicato. amortização de equipamentos e outros). A. Sa2 → jacto abrasivo comercial.). Horst Reiche Graus de Limpeza: St3 → limpeza mecânica (lixa. Tabela 25 – Esquemas tipo de pintura industrial [13] ESQUEMA DE PINTURA CONVENCIONAL LIMPEZA TINTA DE FUNDO TINTA INTERMEDIÁRIA TINTA DE ACABAMENTO St3 ou Sa2 2 demãos de Zarcão Alquídico Óleo Modificado. 109 . J. D. Estudos comparativos dos custos entre ambos mostram que o custo da zincagem sobre a pintura. etc.5 .6 . abrasivos. 75 µm película seca ---1 demão de Óxido de Ferro Epóxi.2. Arnaldo.Esquemas de Pintura de Aços Pintados com Tintas Líquidas Na tabela 25 apresentam-se três esquemas de pintura industrial. podem ser mais vantajosos para aplicação em estruturas que exigem uma longa vida.2. 25 µm película seca Fontes (conforme citação em [13]): Prof. – Corrosão e Tratamento Superficiais dos Metais.Execução de Estruturas Metálicas Custo da limpeza mecânica (custo de energia.

3 a 0. considerando-se tintas de boa qualidade.4 17 Fonte (conforme citação em [13]): MICAT – Mapa Iberoamericano de Corrosividad Atmosférica – Programa CYTED (valores aproximados) A.3 69 MARINHA (FORTALEZA/CE) 26 75 5 (baixa) 300 (muito alta) 118 5.Pintura Industrial Tabela 27 – Exemplos comparativos em ambientes diferenciados [13] TIPO DE ATMOSFERA PARÂMETRO RURAL (BELÉM/PA) Temp.7 . destacando-se que os valores constantes da tabela estão expressos em anos e são baseados em dados práticos.2 78 INDUSTRIAL (COSIPA – CUBATÃO/SP) 23 75 54 (alta) 14 (baixa) 160 1.Durabilidade do revestimento de tinta dos aços pintados Na tabela 26 apresentam-se exemplos comparativos entre esquemas de pintura em aço (não galvanizado) em diferentes ambientes corrosivos.R.2.Durabilidade do revestimento zincado A tabela 27 integra o estudo do Mapa de Corrosão Ibero-americana. L.8 . coordenados pelo Centro de Pesquisa de Energia Eléctrica (CEPEL) e Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) em conjunto com 110 .5 a 1 2a4 0.Execução de Estruturas Metálicas A.5 2a4 7 a 10 Fonte (conforme citação em [13]): NUNES.5 a 2.2.dia) Taxa de corrosão do aço nu (µm/ano) Taxa de corrosão do aço galvanizado (µm/ano) Durabilidade para camada de 90µm do aço galvanizado (ano) 26 86 5 (baixa) 2 (baixa) 27 1.8 a 1.8 0. Média (˚C) U. aplicação adequada e ausência de danos mecânicos. P: . Média (%) Taxa de SO2 (mg/m2. Tabela 26 – Exemplos comparativos entre esquemas de pintura em aço [13] TIPO DE ATMOSFERA ESQUEMA DE PINTURA Retoques CONVENCIONAL SEMINOBRE NOBRE 4a6 5a7 4a6 RURAL INDUSTRIAL MARINHA Repintura Repintura Repintura Repintura Total Retoques Repintura Total Retoques Repintura Total Parcial Parcial Parcial 6a8 7 a 10 8 a 12 8 a 10 10 a 12 12 a 16 2a4 3a6 5a7 4a7 6a8 7 a 10 7 a 10 8 a 12 10 a 15 0.dia) Taxa de Cloretos (mg/m2.5 1a2 4a7 1.

com duração de 12 anos nas atmosferas rural e industrial e de 17 anos na atmosfera urbana. além de proporcionar posteriormente manutenções fáceis e baratas (ver figura 36).7 vezes a soma das expectativas de vida útil separadas (efeito sinérgico). A. No exemplo de ambiente rural temos uma cidade do interior do Amazonas.10 .9 .5 a 2. no industrial de uma cidade com forte indústria química e no de ambiente marinho uma cidade costeira do Atlântico Sul com intensa maresia.Comparação entre as diferentes atmosferas Ensaios de exposição de painéis de aço zincado.2. tendendo a uma estabilidade. realizados pelo IPT.Aços zincados por imersão a quente pintados com tintas líquidas (Sistema Duplex) Uma boa pintura pode prolongar a vida útil dos produtos zincados de 1. A.Execução de Estruturas Metálicas os demais países latino-americanos e da península ibérica.2. conforme critérios recomendados pelas Normas ISO 9223 e 9224 demonstram que a taxa de corrosão do aço zincado decresce ligeiramente com o tempo. Figura 36 – Recomendação sobre a utilização de galvanização e pintura [15] 111 . Sua validade é nítida para atender a requisitos especiais de resistência à corrosão ou aparência).

Montagem. respectivamente a viga de cobertura e o seu pilar de suporte. De frisar que a preparação dos desenhos e especificação das dimensões necessárias ao fabrico das peças metálicas deverá ser acompanhada pela Fiscalização. utilizando-se a execução de um pórtico de uma nave industrial. De igual modo todo o processo de transporte e montagem severa ser acompanhado e assistido pela Fiscalização. Manutenção (esta última meramente informativa e não pertencente à execução). O exemplo encerra 4 partes: Fabrico.Execução de Estruturas Metálicas Anexo 3 – Caso de estudo Este anexo materializa um caso prático que pretende recriar uma situação real que concretize os conceitos teóricos atrás expostos no texto. Transporte. A tarefa é proceder à execução do conjunto de peças cujos desenhos estão na figura 37 e 38. 112 . devendo merecer aprovação prévia à sua execução.

Execução de Estruturas Metálicas Figura 37 – Viga-exemplo de cobertura do pórtico industrial a duas águas. 113 .

114 .Execução de Estruturas Metálicas Figura 38 – Pilar-exemplo de pórtico industrial a duas águas.

Quer isto dizer que. Ir-se-á apresentar as diversas fases do processo de fabrico na sequência mais racional e usual. de reforço e de ancoragem). bem ainda como de acordo com a normalização e legislação em vigor. Estabelecer o processo de fabrico. Quantificar o tipo e quantidade de mão-de-obra a utilizar e o tempo que cada vai ficar hipotecada aos trabalhos a realizar (a medição do tempo por mão-de-obra permite saber a ocupação de equipamentos). Todas as fases decorrerão em respeito pelo Projecto.2 . ou aluguer. Visitar o local da obra inteirando-se das suas características e condicionantes. O aço escolhido. ou produção da estrutura. Este aço será adoptado quer para perfis como para chapas (em geral. O fabrico. seu planeamento e execução. em geral. incluindo de topo.Estudo do projecto e planeamento preliminar (encomenda e preparação dos trabalhos oficinais) A preparação da obra. é um aspecto decisivo no que concerne a: • • • • Estudar o Projecto no seu conjunto de Peças Escritas e Desenhadas.3. de equipamentos e ferramentas). dado possuir elevada relação preço/qualidade. 115 . será o S355JR para perfis e chapas.3. “Capítulo 2 – Caderno de Encargos” e ”Capítulo 3 – Execução”. aço estrutural do tipo S355JR (EN 10025-2). • Quantificar os materiais a adquirir e efectuar consultas de compra (eventualmente também equacionar compra. na maior parte das vezes. A. sem que verifiquem atrasos e/ou situações de desconformidade qualitativa.Execução de Estruturas Metálicas A. FABRICO . pelo Caderno de Encargos e pelo conteúdo de todos os capítulos atrás patenteados. devendo surgir a sua identificação nas Peças Desenhadas e Medições.Fabrico/Produção da estrutura A selecção da natureza e qualidade dos materiais e o processo de fabrico terão de estar conforme o prescrito no texto deste trabalho. tendo em vista os equipamentos e ferramentas a utilizar. não é possível dissociar uma fase da sua antecedente e precedente. pelas razões atrás apontadas.Fase 1 .1 – Geral Neste caso prático será adoptado. respectivamente e de forma genérica. passa por uma série de fases que se encadeiam de forma lógica e relativamente dependentes entre si.

chapas. Em todos os casos temos de aplicar a mesma sequência de critérios a seguir. No final desta etapa de produção de desenhos de execução e acerto de medições (com verificação de erros e/ou omissões nas medições oficiais do Dono-de-Obra). automática ou manual. Será recomendada a marcação do material logo na altura da sua recepção em oficina. poderão aqui existir situações em que é mais rentável trocar a sequência que se apresenta): • • • Operações de corte (chapas. separando-se a recepção da peça metálica. bem assim como a recepção dos materiais para soldadura e pinturas. se necessário. Estas operações têm. Operações de furação (chapas e perfis). Será prevista a recepção seriada do material. tubos). FABRICO . sendo. parafusos e demais acessórios necessários à produção das peças. separar uma amostra para que depois seja ensaiada. etc). dobragem. se fizerem parte da empreitada adjudicada. em geral. bem como possibilitam uma visualização tridimensional da estrutura. Elaborar os cronogramas de tarefas tendo em vista o cumprimento do prazo de execução. como é óbvio. Operações de conformação (calandragem. de acordo com o Plano de Fabrico.Execução de Estruturas Metálicas • • Consultar subempreiteiros das especialidades a entregar no exterior (se for o caso).Recepção dos materiais A triagem e armazenamento do material a aprovisionar em fábrica será realizada de acordo com a sequência e tipo de operações em que estes vão ser aplicados. de modo a que se verifique se os critérios de aceitação estão a ser cumpridos. FABRICO . o que permite minimizar erros de preparação. da dos parafusos. dado incluírem sistemas automáticos de detecção de erros. por base os desenhos e especificações do projecto de execução da estrutura.Preparação das componentes individuais (sub-elementos das peças estruturais) O início das operações de fabrico pode ter lugar após a chegada dos materiais. anilhas e porcas. 116 . no sentido de ficar claro qual a obra a que se destina. Também aqui se podem pedir preços para a parte de movimentos de terras e fundações de betão armado. Neste caso os desenhos de fabrico podem ser gerados automaticamente pelo software referido. Existe já software específico para modelação e preparação de estruturas metálicas. a seguinte (contudo. perfis.Fase 2 .Fase 3 . dá-se a preparação da encomenda dos perfis. quinagem.

após a verificação da geometria global da estrutura em pré-montagem. Operações de calandragem → processo executado com uma calandra. os acertos numa montagem global da estrutura. FABRICO . Em termos de equipamento a utilizar para o diverso tipo de peças. pilares compostos. Por exemplo. Este posicionamento relativo dos diferentes elementos para formar as peças principais (vigas de cobertura. Como será óbvio pequenas soldaduras que não influenciem. • Chapas de ligação: Operação de corte → processo executado com uma máquina de oxi-corte. Contudo.Fase 4 . optimizando o tempo de execução. de pequena monta.Assemblagem prévia das componentes individuais e verificação topológica (pré-montagem sectorial da estrutura) Nesta altura estamos em condições de posicionar as peças soltas já preparadas. com significado. que se dão os grandes trabalhos de soldadura. Como se referiu. pois será em fase seguinte. etc. utilizando torno de esmeril ou rebarbadora. O mesmo pode suceder com certo tipo de operações de furação. treliças.Execução de Estruturas Metálicas • Operações de soldadura (chapas e perfis). Operações de furação → processo executado por equipamento automático de broca. Também sub-peças de difícil acesso após a assemblagem de peças principais devem agora ser soldadas. este varia em função dos recursos de cada empresa. podem já ocorrer.) é seguido de uma verificação de cotas. Caso as cotas 117 . à que chamar à atenção que as operações de soldadura a decorrer nesta fase. colocando-as na posição de projecto e fixando-as com pré-soldadura por pontos (“pingagem” da peça). Na fase final destas operações são retiradas as imperfeições e restos de material provenientes do corte e furação. situações existem em que torna mais recomendável alterar este faseamento. são. proceder primeiro à soldadura e só depois à furação. sendo comum: • Perfis e tubos: Operações de corte → processo executado com serrote automático (em geral de fita). com vista a um mais fácil acerto entre peças as unir (maior coincidência entre os diversos furos). Operação de furação → processo executado no centro de furacão e maquinagem. através de brocas. na sua maioria.

Soldadura definitiva de peças estruturais Realiza-se. de acordo com o especificado no Caderno de Encargos.4 e 3. Na eventualidade de ser pretendida. incluindo a obra a que se destina. Não deverá ser dado o trabalho por pronto enquanto não se proceder à verificação de todas as soldaduras executadas. pelo Dono-de-Obra. eventualmente. previamente ao início do processo de fabricação da estrutura. para a zona de soldadura. o passo seguinte consiste introduzir as peças na câmara de decapagem para lhes conferir o grau de decapagem necessário. num dos seus topos. neste caso. a soldadura definitiva das diversas componentes entre si. de soldadura efectiva e definitiva. conferindo uma protecção máxima. passa-se à fase de seguinte. de acordo com o Caderno de Encargos com um nível SA 2½. Neste caso de exemplo a escolha de protecção recairia numa metalização seguida de uma pintura em resina epoxy. em número convencionado. anti-fogo. com recurso a ensaios não destrutivos. Este plano é proposto pelo Empreiteiro à Fiscalização que deverá consultar o Projectista. utilizando os processos correntes (MIG/MAG). uma protecção também anti-fogo. com o número da componente a que corresponde no desenho de execução. poderíamos optar por um esquema mais económico e muito usado em termos nacionais: 118 . então. Esta operação permite remover da superfície toda a camada oxidada e outras sujidades.Saneamento da soldadura definitiva e protecção superficial Encontrando-se as peças já produzidas efectua-se a limpeza das mesmas e procede-se à sua protecção anti-corrosiva e.Fase 5 . já com todos os componentes colocados na sua disposição final. FABRICO . nesta fase. com um menor custo de protecção anti-corrosiva. O elemento estrutural é movimentado. Por regra dá-se neste passo a marcação indelével da peça marcando-a por punção.10 deste trabalho. Esta operação decorre de acordo com o vertido anteriormente nos subcapítulos 2. de acordo com o Plano de Inspecção e Ensaios. bem como dotar a superfície de um nível de rugosidade indicado para posteriormente serem aplicada a protecção. FABRICO . Deste modo.Execução de Estruturas Metálicas estejam de acordo com o desenho de fabrico.Fase 6 . sendo feito um rastreio aleatório de inspecção a uma parte delas. As soldaduras são inspeccionadas visualmente.

Optimização de componentes e contabilização de desperdícios de fabrico Vai-se efectuar um estudo de optimização das componentes de fabrico de estruturas. Podemos considerar que a peça está optimizada e o peso em kg da perda não pode ser contabilizado. sendo certo que um mesmo perfil pode proporcionar dois reforços (corte simétrico. nomeadamente escorridos.Preparação das peças estruturais e material para expedição A última fase corresponde à preparação das peças estruturais e do material para expedição para o local da obra. Uma demão de tinta intumescente (protecção ao fogo). pelo que o desperdício para um perfil HEA600 de 12000 será perfeitamente desprezível: 12038mm-2×30mm = 11978mm → 12000-11978mm = 22mm. etc. Uma demão de acabamento acrílico com 50µm seco ou 100µm húmido. Ainda no que trata à viga de cobertura. FABRICO . tendo em contas as dimensões comerciais que o mercado impõe. Isto compreende não só a colocação das peças estruturais na ordem de montagem.Custo unitário do material (€/kg) Material Perfil laminado a quente do tipo HEA600 (178kg) Cantoneira laminadas a quente Chapas laminadas a quente Custo Unitário (€/Kg) 0. Conforme Caderno de Encargos. FABRICO .80 Perfis laminados A viga de cobertura tem um total de 12038mm. bolhas de ar.75 0. conforme 119 . apenas o trabalho de corte é mensurável. porcas e anilhas). incrustações e sujidades. Tabela 28 – Caso de Estudo . contudo esta dimensão inclui as chapas de topo. com 30mmm ambas. com 260µm seco ou 375µm húmido.Execução de Estruturas Metálicas Aplicação de um primário rico em zinco com 50µm seco ou 100µm húmido. bem como de realiza inspecção visual para a detecção de defeitos de pintura. Para as componentes necessárias temos o preço por unidade de peso na tabela 28.Fase 7 .78 0. tanto em termos de perfis como de chapas. esta tem um reforço nos apoios por corte de um outro perfil HEA600. como o embalamento identificado de acessórios (como parafusos. no final das aplicações das camadas acima identificadas são efectuadas verificações da espessura de cobertura das mesmas (com equipamento apropriado).

A decisão de utilizar este desperdício passa por a soldadura ser mais económica do que a diferença entre um perfil de 9000m para 12000mm (3m x 178kg/m = 534kg. como o corte sucessivo de reforços se faz com a mesma inclinação a serão dispensados 3 cortes (de remate em cada peça) face ao que se teria de contabilizar para perfis de 6000mm (a figura 39 também mostra esse efeito). Atendendo ao preço da soldadura (mão-de-obra e outros custos incluídos) seria uma possibilidade a considerar. 120 . contudo esta dimensão inclui as chapas de topo.Execução de Estruturas Metálicas esquema da figura 29). Por último refira-se a existência de cantoneira de abas iguais. pois se houvesse curvatura. muito embora surja uma soldadura a encarar. num 2. então. De notar que os perfis são rectos. que a cerca de 750€ a tonelada. No caso do pilar em que apoia a viga de cobertura. satisfazendo o fabrico de 3 pórticos. pelo que o desperdício para um perfil HEA600 de 6000 será: 6000mm-4845mm = 1155mm → 205. aparafusadas nos banzos do pilar. em troços de 120mm.º pórtico poder-se-ia usar o desperdício para soldar a um perfil HEA600 de 9000mm. se assim entendermos. com 100mm. dado que. que daria 3 peças duplas e apenas um desperdício 1465mm.8kg → ±196€ por 3 pórticos (6 reforços) e ±32€ por reforço (um custo bastante menos significativo e menos de metade do anterior). temos 25 componentes certas para um perfil dessa dimensão e desperdício nulo. com operação de calandragem. ou seja. Dado que este valor de comprimento é divisível por 3000mm. com 40mmm a de base e 20mm a de coroamento de pilar. seria necessário um comprimento extra de perfil. Mais. sendo que o custo de desperdiço será. pelo que esta excepcional optimização não seria viável. A ser o caso o desperdício de perfil para pilar seria: 1507mm . este tem um total de 10553mm. para permitir a fixação dos perfis na calandra e realizar o raio de curvatura na zona pretendida. bem como o Caderno de Encargos o permitir.6kg → ±154€ por pórtico (2 reforços) e 77€ por reforço. corresponde a cerca de 400€). não mensurável. optar antes por um perfil de 16000m. Figura 39 – Um mesmo perfil proporciona dois reforços por corte simétrico do mesmo Conclui-se que a peça está optimizada para um perfil de 16000mm. Poderíamos. Também poderemos considerar que a peça está optimizada. pelo que o desperdício para um perfil HEA600 de 12000 será: 10553-40mm-20mm = 10493mm → 12000104938mm = 1507mm. agora de 16000mm-3×4845mm = 1465mm → 260.1493mm = 14mm. dado que: 9000mm+1493mm = 10493mm (comprimento do pilar). sendo a sobra deste pórtico 1507mm. O comprimento do reforço é de 4845mm. em pares.

Sendo as chapas adquiridas com 2000mm×6000mm. Desperdícios de chapa Para este pórtico temos 4 espessuras diferentes de chapa. conforme figura 38). e sendo as dimensões das diversas chapas constantes no quadro 29. temos a seguinte proposta de corte de chapa da figura 40 (por simplicidade limita-se ao caso da viga. vamos considerar desperdício nulo. 20.Execução de Estruturas Metálicas Perfis enformados a frio As madres de cobertura são perfis enformados a frio. 30 e 40 mm (a chapa de 15mm surge entre os banzos do pilar – com dois tipo de geometria. verificando que no caso da chapa de 300m×600mm o remate é perfeito no final da peça 6000m×2000mm). com 8mm de espessura. conforme corte e nos reforços da ligação de base de pilar. 15. Figura 40 – Caso de Estudo – Proposta de corte de chapas 300mm×600mm e 300mm×1095mm (assinalas com uma cruz “X” as partes em desperdício) 121 . Uma vez que não sabemos a dimensão do afastamento entre pórticos e existe alguma liberdade na encomenda de peças este tipo.

8 9. por cada cobertura de pórtico produzida – duas vigas a 2×2 chapas de topo .855 20. • Quantidade de chapas necessárias incluindo o desperdício (tem-se que comprar com base nas dimensões das peças de mercado.apenas corresponde a menos de 35€. o que corresponde a ±773kg. • Corte. e por questões do processo de corte usado para chapas (oxi-corte. considerou-se uma distância mínima entre elementos ou entre os elementos e os bordos da chapa de 10 mm nas chapas com 15 mm de espessura e de 15 mm para as de dimensão superior a 15mm de espessura. Verifica-se que existe um desperdício de 3. em geral).Execução de Estruturas Metálicas Tabela 29 – Caso de Estudo – aproveitamento de chapa (30mm) para vigas de cobertura Chapa . reforços e outros acessórios. entre outros: • Preço do perfil necessário incluindo o desperdício (tem-se que comprar com base nas dimensões das peças de mercado.345 m2. baseada no preço global por kg (preços de concurso a Obra Pública) de obra pronta (tipo chave na mão). sendo certo que o valor real de execução que o Empreiteiro fornece é resultado de um estudo muito mais exaustivo e detalhado em todos os passos do processo (materiais + fabrico + transporte + montagem). que variam conforme a espessura da chapa) – ver exemplo na tabela 33 que incide sobre as chapas de topo 300mm×600mm das vigas de cobertura de um pórtico.3285 Quantidade (un) 60 30 Área total (m2) 10. o desperdício no corte poderia ser inferior. ±620€. como a jacto de água. De realçar que para ter em conta ligações. ao peso dos perfis costuma-se agravar em 10 a 15% (em obras correntes de estruturas de edifícios). FABRICO . Com outros tipos de corte.345 Para o aproveitamento. Obviamente que esta medição e orçamento apenas satisfaz o ponto de vista do Dono-de-Obra.designação De topo na ligação viga-viga do perfil laminado a quente do tipo HEA600 (300mm × 600mm) De topo na ligação viga-pilar do perfil laminado a quente do tipo HEA600 (300mm × 1095mm) Área utilizada Área total Desperdício Área do elemento (m2) 0.18 0. que variam conforme o tipo de perfil e sua altura) – ver exemplo na tabela 32 que incide sobre as vigas de cobertura de um pórtico.655 24 3. Contudo. ou seja. 122 .Medições e Orçamento Para efeitos de uma estimativa orçamental do custo do pórtico vamos limitar-nos a uma avaliação de mercado (tabela 31). ponderando os seguintes aspectos pormenorizados.

Tabela 31 . Outros custos directos e indirectos. Metalização e/ou pintura (incluindo. como: horas/m2/demão). mas pode variar. que pode ser por diveros tipo de unidade: m.). • Custo de equipamento (também aqui atendendo ao rendimento. Custo de mão-de-obra (atendendo ao rendimento por unidade de tempo. Em todos os casos deverá ser de diferenciar. Decapagem. de forma separada. a tinta de protecção anti-corrosiva e a de protecção ao fogo. por exemplo. unitariamente (a que multiplicará as quantidades): • • Custo do material. Montagem (adiante faz-se uma abordagem mais cuidada e completa. m3. • • Subcontratação. m2. para este exemplo).Execução de Estruturas Metálicas • • • Furação. para este exemplo).Caso de Estudo – estimativa orçamental do pórtico (montagem incluída) 123 . etc. o rendimento prático na aplicação da tinta durante as operações de pintura é inferior a 50%). sendo o caso – note-se que também aqui há desperdícios. • • Transporte (adiante faz-se uma abordagem mais cuidada e completa. hora.

com uma carga aproximada de 9500 Kg (que corresponde a um pórtico . determinado em função de: • • • Distância a percorrer (entre a instalação industrial e a obra).014 Massa (Kg/m2) Total (Kg) Custo total (€) e = 30mm 231 44.Fase 1 . Se considera-mos o custo unitário do transporte de 50€ (franquia da viatura) a que soma 1.Execução de Estruturas Metálicas Tabela 32 .3. o custo da deslocação será de cerca 100€.º semestre de 2007).Preparação e carga Que inclui os cuidados de acomodação para que não surjam empenos nas peças). podendo obrigar a ajudadas de custo complementares – estadia do condutor e estacionamento da viatura). Tipo de viatura e capacidade (em toneladas). Recordar que esta etapa de transporte é constituída por 3 fases: (i) preparação da carga.8 A.18 Total de chapa (m2) 2×0. (ii) deslocação.15€/km (preço médio no 2. a distância em causa é de 50Km (só é contabilizada a distância entre locais). ficando para este ponto a quantificação dos seus custos. TRANSPORTE . • Necessidade de balizagem e/ou policiamento.3 – Transporte da Estrutura Os cuidados e regras de transporte já foram expostos anteriormente (Capítulo 4 . o local de fabrico em Barcelos e o local da obra e no Porto.194 Desperdício (m2) 0.Transporte).Caso de Estudo – custo dos perfis laminados para as vigas de cobertura Perfis HEA600 Custo Unitário (€/Kg) 0. • Tempo de imobilização em carga e descarga (as paragens de tempo em carga e descarga podem onerar o transporte.75 Necessário (mm) 2×11978 Total (mm) 2×12000 Desperdício (mm) 2×22 Massa Kg/m 178 Material Total (Kg) 4272 Custo Total (€) 3204 Tabela 33 . Quantidade de viagens (sobretudo em caso do transporte ser fretado fora o custo diminui em função do número de percursos). (iii) descarga e armazenamento.Caso de Estudo – custo das chapas de ligação das vigas de cobertura Chapa Custo Unitário (€/Kg) 0. 124 .814 35.80 Necessário (m2) 2×0. Sendo assim. o que comercialmente totaliza 10 toneladas (para selecção da viatura).dois pilares e duas vigas).

sendo certo que também depende do tipo de estruturas: (i) edifícios industriais. A. no caso (i). Deste modo: Evita-se uma ligação em altura. (iv) estruturas especiais. antenas. De alertar. Sendo o nosso exemplo um pórtico de um edifício industrial/armazém/grande superfície comercial iremos recorrer a uma grua móvel (28 toneladas) e a um cesto elevatório. entre outros. (ii) edifícios urbanos. porém. passadiços pedonais. são usados desde empilhadores (menos eficaz e mais perigoso. No caso (ii) e (iii) não diferem dos habituais. nada foi adiantado. etc. mas no caso das vigas de cobertura a opção é a montagem simultânea (colocação nos pilares).Fase 2 – Deslocação Que deverá seguir um percurso harmonioso – em traçado e estado do piso . como reservatórios. como as clássicas gruas ou guindastes de lança móvel. pelo que essa parte será agora abordada.Execução de Estruturas Metálicas TRANSPORTE . ainda. os extremos da cobertura serão os seus apoios definitivos nos pilares. facilitando a mesma. genericamente. na realidade.Fase 3 – Descarga e recepção Com armazenamento cuidado e de acordo com o Plano de Montagem. excepto os do tipo empilhador telescópio – pequenas gruas hidráulicas de barco telescópico) até gruas móveis de maior ou menor porte (situação mais corrente e a ideal). Em termos de equipamentos. no caso (iv) podem usar-se gruas móveis e andaimes. que estas 3 fase de transporte tem de decorrer para que se evite qualquer percussão nas peças. (iii) pontes rodo ou ferroviárias. Existem diversos tipos de equipamentos mecânicos que são adequados à montagem de estruturas metálicas. pois. TRANSPORTE . o mais comum.e ser efectuada com uma responsável condução. A grua vai ter a função de descarregar a peça do camião e de a elevar no local exacto onde ela vai ser fixa. De facto estas vigas estão preparadas para este esforço. que evite vibrações que possam mover a carga ou propiciar fricções entre esta.4 . De salientar que os pilares serão elevados e alinhados verticalmente de forma individual. 125 . bem como estruturas autoportantes ou auto-lançáveis (iii). sendo acompanhada pelo cesto elevatório onde se encontram os oficiais de serralharia (montadores/soldadores) para proceder às uniões dos elementos estruturais.Montagem da Estrutura O processo de montagem tem de estar conforme o preceituado no corpo deste trabalho (Capítulo 5 – Montagem). que proporcione corrosões pontuais. depois de aparafusadas na cumeeira ainda no solo.3.

com apertos provisórios. existe menos margem de acertos por aperto final iterativo entre todas as ligações. já unidas entre si. Figura 41 – Caso de Estudo – Fase 2 . com a grua móvel. uma vez que a ligação viga-viga já se encontra terminada. já o colocou as peças na zona onde vão ser montadas.Fase 2 – Montagem das componentes que são erguidas em blocos Na circunstância de serem elevadas partes já previamente montadas (as duas vigas unidas na cumeeira. Como inconveniente surge a circunstância de as tolerâncias dimensionais serem mais estreitas.Fase 3 – Elevação e fixação provisória dos pilares nos chumbadouros São erguidos os pilares. tendo o betão o endurecimento e a resistência apropriada). São colocados os parafusos e dados apertos até 75% do momento final (figura 43). Dispensa-se escoramento provisório ou a necessidade de outra grua. A não ser o caso a própria equipa de montagem retira directamente dos camiões e coloca junto ao local de implantação. MONTAGEM . Esta fase poderia ser executada depois dos pilares erguidos.Montagem das componentes que são erguidas em blocos (vigas de cobertura com união prévia no solo) MONTAGEM . conforme figura 42 (a betonagem já teve lugar atempadamente. mas com um cabo finco na cumeeira para evitar oscilações.Fase 1 – Colocação das peças junto ao local de implantação (com ou sem descarga directa dos camiões) Admite-se que o transporte da fábrica até ao local da obra foi feito anteriormente ou que outra equipa.Fase 4 – Elevação e fixação provisória das vigas nos pilares Nesta fase erguem-se as vigas. posicionados e fixados.Execução de Estruturas Metálicas Torna-se mais simples o trabalho da grua. ainda que no mesmo dia. mas deste modo pode-se efectuar uma primeira apreciação de compatibilidade das ligações entre as vigas e os pilares ainda no solo. pela zona das extremidades. 126 . MONTAGEM . nos chumbadouros. figura 41) procede-se às necessárias ligações. no nosso caso de exemplo. MONTAGEM .

De notar nesta e em todas as fases anteriores a cesta elevatória albergada os oficiais serralheiros nas orações de colocação de componentes e aparafusassem. MONTAGEM . que permanecem embebidas nesta argamassa espacial.Execução de Estruturas Metálicas MONTAGEM . procede-se à remoção dos elementos de estabilização provisórios (escoramentos e/ou tirantes). procedendo-se a acertos se necessário. Em caso do pórtico se encontrar tornando-se Chumbadouros (previamente colocados por negativo de chapa de base de pilar) Pilar HEA600 Fase 3 devidamente estabilizado.Caso de Estudo – Meios humanos para montagem do pórtico Descrição Encarregado geral Montadores/soldadores Total Número de elementos 1 6 Custo unitário (€/dia) 200 150 Custo total (€/dia) 200 900 1100 127 .Fase 6 – Verificação final das ligações e remates de pintura Nesta fase. Tabela 34 . sendo que esta se encontrava apoiada em porcas de nivelamento. Figura 42 – Caso de Estudo – Fase 3 .Fase 6 – Injecção de argamassa de assentamento e calço de base de pilar Procede-se à injecção de argamassa de assentamento para calçamento da chapa de base de pilar. Simultaneamente vão-se apertando as ligações até se atingir os 100% de momento. efectuando a verificação final aos momentos de aperto).Fase 5 – Verificação de cotas com apertos iterativos até ao momento final Com a estrutura montada verificam-se as cotas. enquanto outro o segue para realizar os últimos retoques de pintura na estrutura.Elevação e fixação provisória dos pilares nos chumbadouros Fundação (pegão) MONTAGEM . um serralheiro irá proceder à verificação de todas as ligações (incluindo as pré-esforçadas. dispensáveis quaisquer apoios exteriores a si.

3. as actividades 128 . pelo que o custo de montagem de um pórtico com 9210 kg é de 1550€.5 – Inspecção e Manutenção (exploração) Introduz-se aqui este subcapítulo de forma extremamente breve e meramente informativa.Execução de Estruturas Metálicas Tabela 34 . de que o edifício não é somente constituído pela fase de produção. A abordagem à manutenção dos edifícios evidenciou a necessidade da consciencialização. Pilar HEA600 Chumbadouros (previamente colocados por negativo de chapa de base de pilar) Fundação (pegão) Figura 43 – Caso de Estudo – Fase 4 . principalmente. de modo geral. mas. Enquanto a fase de produção engloba.Caso de Estudo – Meios mecânicos para montagem do pórtico Descrição Grua móvel Cesto elevatório Total Número de elementos 1 1 Custo unitário (€/dia) 350 100 Custo total (€/dia) 350 100 450 Como é óbvio no custo da montagem tem de se contabilizar os meios humanos e os meios mecânicos.Elevação e fixação provisória das vigas nos pilares A. pela fase de uso. por parte de projectistas e construtores. sendo o trabalho realizado num dia útil.

como danos das superfícies de fachadas e pinturas. Também se deve ter em consideração as boas práticas de execução dos elementos. Estes podem ainda ser reduzidos ou minimizados através de vistorias e inspecções constantes. etc. Estes factores representam um comportamento anormal da estrutura e deverão ser corrigidos. Durante a inspecção. Estes deverão decidir pelos tratamentos e protecções estruturais mais indicados. devido ao efeito da corrosão. logo desde a fase de projecto. de modo a ser tomado em consideração pelos projectistas. projecto e execução. prever recursos adequados para atendimento destes serviços. O planeamento deve. que dependendo um pouco das 129 . Os custos chamados fixos são aqueles relacionados com os componentes e equipamentos da edificação cuja frequência de serviços de manutenção é alta – mensal por exemplo (Contratos de Manutenção) – e periódicos. consoante o meio ao qual irão estar sujeitas as peças estruturais. deve ser dada uma atenção especial à alteração da cor ou desgaste do revestimento de acabamento. alteração do uso. de forma a prevenir cenários como os da corrosão. Para combater esta corrosão deve-se. portanto. aqueles relacionados com componentes cujo desgaste é lento. fissuras e deformação excessiva dos elementos. além de cuidadosamente desenvolver planos de contingência para o enfrentar de situações de emergências. ter em mente a presença deste tipo de problema. Na verdade. Manutenção periódica e programada Quanto mais eficientes forem as manutenções periódicas e programadas menores serão as proporções de recursos empenhados em processos correctivos. que permitam perceber a aproximação de uma situação de emergência antes que ela se instale. devendo ser a primeira regra a ser eliminada. Claro. Uma das mais frequentes manutenções que se faz é devido à degradação precoce das estruturas ou dos elementos de protecção. se a atitude é a de corrigir o conceito não chega a ser o de manutenção. uma degradação precoce da estrutura ou materiais. a fase de uso engloba as actividades de operação e manutenção. Este tipo de reparação é usado quando acontece algo que não era esperado. Os custos de manutenção dividem-se em fixos e periódicos.Execução de Estruturas Metálicas técnicas de planeamento. uso indevido. de forma a reduzir ao máximo possíveis pontos de corrosão. Manutenção excepcional Este é o conceito “consertar quando parte”. acidente. Nos dias de hoje temos muitos tratamentos e revestimentos metálicos possíveis a aplicar nas estruturas metálicas.

rebites ou processos simples de soldadura e efectuando. formas. a equipamentos de elevação e transporte: 1. de acordo com desenhos. materiais e outras especificações técnicas. Montar os elementos na estrutura metálica. pode-se optar pelo método mais adequado. ajustamentos. fichas de trabalho ou esquemas de montagem. e das necessidades que o meio requer. Reparar ou substituir os elementos desmontados ou cortados. utilizando parafusos. se necessário. respeitando as suas dimensões. 3.Execução de Estruturas Metálicas condições financeiras de cada um. Desmontar ou cortar os elementos a reparar ou a substituir. tolerâncias. utilizando ferramentas adequadas e recorrendo. em função do seu grau de danificação ou deterioração. sempre que necessário. 130 . 2. Reparações Devem-se reparar estruturas metálicas danificadas ou deterioradas.

mas que só pode ser utilizada uma vez. a areia era o abrasivo utilizado na decapagem. As maiorias das decapagens são físicas. Na decapagem por via húmida. uma vez que os resíduos retirados das superfícies metálicas se encontram na fase sólida. tubagens e tanques. 131 . Substituição de uma decapagem em meio aquoso por uma decapagem a seco com granalha Regra geral.a granalha. De seguida. sendo uma das maiores geradoras de resíduos. A escolha do tipo de granalha. em termos ambientais. diminuindo-se assim o volume de resíduo gerado e os custos inerentes à sua deposição. passando pela substituição do abrasivo utilizado por abrasivos com maiores possibilidades de reutilização. mas principalmente pela possibilidade de reutilização. É necessário ter em conta no entanto que o tratamento mecânico pode criar descontinuidades na superfície das peças. As tecnologias e medidas aplicadas à decapagem. tornando o processo mais económico ao longo do tempo.Execução de Estruturas Metálicas Anexo 4 . mas devido aos problemas ambientais e de saúde dos trabalhadores. mas com possibilidade de reutilização sistemática. constituindo volumes por vezes elevados e com características bastante agressivas. apesar de existirem algumas decapagens químicas. do que o consumo de granalha mais barata.Tecnologias e medidas de prevenção aplicadas à operação de decapagem [11] A decapagem efectuada tem como finalidade preparar os componentes metálicos e a superfície para a pintura. deve passar não só pelo seu custo. nomeadamente na preparação e tratamento de componentes. fazendo com que nem todas as operações de decapagem química possam ser substituídas por processos mecânicos. uma decapagem a seco apresenta vantagens em relação a uma decapagem em meio aquoso. os resíduos líquidos encontram-se mais dispersos e diluídos. Substituição da areia utilizada na decapagem por outros abrasivos de menor impacto ambiental Tradicionalmente. apresenta-se alguns tipos de granalha possíveis de serem utilizados no sector. uma vez que se trata de operações em que se utilizam ácidos ou bases fortes. tem como objectivo principal diminuir o volume de resíduos. consumir um tipo de granalha inicialmente mais cara. tem vindo a ser substituída por outro tipo de abrasivo . Por vezes é economicamente mais viável. podendo as poeiras produzidas ser aspiradas através de um sistema adequado e facilmente recuperadas para serem eliminadas com reutilização da granalha.

tem a vantagem relativamente aos outros agentes decapantes de ser facilmente regenerada. como o alumínio. o facto do investimento inicial (custo da granalha e do sistema de recuperação) ser superior ao da areia e da escória de cobre. é um excelente agente decapante da tinta envelhecida. A utilização da granalha de aço tem como desvantagem. Existem abrasivos de plástico de vários tamanhos e várias durezas. Granalha de aço A granalha de aço é um abrasivo muito eficiente na preparação estrutural de chapa metálica. Actualmente devido ao ser baixo custo e eficiência em retirar a tinta velha. muito menor do que na decapagem com granalha de aço. podendo ser plástico termoendurecível ou termoplástico. Além disso a utilização da granalha de aço. tem a possibilidade de ser reutilizada no máximo duas vezes. A sua utilização é particularmente eficiente para retirar tinta envelhecida de superfícies frágeis. sendo a sua escolha dependente do tipo de material a tratar. partículas de ferrugem. zinco e fibra de vidro. Outra das vantagens é a possibilidade de reutilizar cerca de 10-12 vezes. sem perder as suas características. Nas empresas nacionais o uso de granalha é restrito à decapagem em cabine. Esta granalha mineral. antes de se tornar pequena demais para remover eficientemente a tinta. diminui-se o volume de resíduos e consequentemente o custo de deposição. podendo ser utilizada diversas vezes. em alternativa à decapagem com areia. Granalha de plástico A decapagem com granalha de plástico é outro processo mecânico de retirar a tinta quando é necessária uma repintura. Consegue-se deste modo. 132 . Deste modo.Execução de Estruturas Metálicas Granalha de escória de cobre A escória de cobre é um subproduto da indústria do cobre. sendo a decapagem efectuada a uma pressão (≤40 psi). A recuperação da granalha pode ser efectuada por simples crivagem ou utilizando tecnologias mais avançadas como a ciclonagem. No entanto. tem sido o tipo de granalha utilizado em substituição da areia. conferindo-lhe uma certa rugosidade. retirar a maioria dos finos. Em termos do tratamento da estrutura do casco para uma nova pintura. Este processo utiliza partículas angulares de plástico. a qual possibilita uma boa aderência da tinta. deixando depois disso de ser eficiente devido à pequena dimensão das partículas. No entanto ao fim de algum tempo esse investimento é recuperado. calamina e restos de tinta. tem a desvantagem de poder não ser tão eficiente na remoção da corrosão.

a água passa por um tanque de coalescência para remoção de óleos e gorduras e por um sistema de desionização (para retirar iões lixiviados). A alternativa é comprar granalha ensacada e calibrada (mais cara). e por passagem num separador magnético. A adopção desta medida tem como vantagens: Evitar a operação de secagem. a água residual é recolhida. gastando-se energia e perdendo-se granalha por formação de finos durante a secagem. e guarda-lha ao abrigo das condições atmosféricas (chuva e vento).Execução de Estruturas Metálicas A recuperação da granalha efectua-se por ciclonagem. A decapagem com jacto de água a média pressão necessita para aumentar a sua eficiência da adição de um abrasivo (por exemplo. poupandose por eliminação da operação de secagem em termos energéticos (cerca de 230$00 por tonelada de granalha). sendo tratada através de um sistema de filtros para remoção de resíduos de tinta. Apresentar melhor rendimento nas operações de decapagem. atingindo 55 000 psi nas operações a alta pressão. A pressão utilizada pode variar entre 3 000 e 15 000 psi. Substituição de uma decapagem com granalha por uma decapagem com jacto de água Sistemas de decapagem com jacto de água a média e alta pressão podem ser utilizados para remover tinta envelhecida. Utilização de granalha seca e calibrada A granalha antes de ser utilizada na decapagem necessita de ser seca num forno. enquanto o sistema a alta pressão utiliza um jacto de água pura. para retirar os finos. Posteriormente. por formação de finos. no caso do jacto de água a média pressão. Minimizar o consumo de granalha. Após este tratamento a água pode ser reutilizada. Apesar da granalha seca e calibrada ser mais cara. o investimento a longo prazo compensa. de pessoal e de consumo de granalha nova. Esta medida já foi implementada em Portugal com vantagens. 133 . Evitar os custos energéticos e de mão-de-obra associados à operação de secagem. Após a decapagem. sendo o preço da granalha seca e calibrada de 11 contos/t. que origina a perda de cerca de 20% de granalha. O custo da granalha é de 4 contos a tonelada. bicarbonato de sódio).

Outra das possibilidades de reaproveitamento dos resíduos de granalha é a sua incorporação na carga do forno das cimenteiras para aproveitamento do ferro. Necessidade de operadores especializados. sendo necessário uma tinta que iniba a progressão da corrosão. sendo possível a sua incorporação em coberturas de aterros urbanos e no material de pavimentação de estradas. A velocidade de decapagem está condicionada pelo tipo de tinta e espessura da pintura. após se efectuarem testes de lixiviação. Utilização de resíduos de granalha noutras indústrias A granalha é considerada um inerte. A decapagem com jacto de água. A lavagem do casco torna-se dispensável. apesar do seu elevado custo inicial. Necessita de pintura em superfícies húmidas e por vezes corroídas. Remoção parcial da corrosão. 134 . As desvantagens da implementação desta tecnologia são: Elevado capital inicial. Redução nos custos de matérias-primas. já se encontra implementada numa empresa nacional. tem como vantagens: Redução de resíduos na ordem dos 90%.Execução de Estruturas Metálicas A aplicação desta tecnologia.

Execução de Estruturas Metálicas Anexo 5 .Tecnologia de materiais Tabela 35 – Propriedades mecânicas e físicas de diversos metais para engenharia [19] Tabela 36 – Propriedades mecânicas e físicas de diversos não-metais [19] 135 .

Execução de Estruturas Metálicas Tabela 37 – Outras propriedades mecânicas e físicas de diversos não-metais [19] 136 .

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