MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO II Execução de Estruturas Metálicas

Faculdade de Ciências e Tecnologia

João Guerra Martins 2008

Execução de Estruturas Metálicas

Resumo
No presente documento é apresentada uma metodologia de escolha do material, execução, transporte e montagem de estruturas metálicas, tendo por base o Eurocódigo 3 (EC3) [2], as normas prEN 1090 [3] e a EN 10025 [4]. Nesse sentido, o seu conteúdo inclui: • Um Caderno de Encargos para a execução de estruturas metálicas, seguindo de perto a prEN 1090 [3] e incluindo a especificação de todos os procedimentos de controlo de qualidade relevantes; • Um plano de fabrico identificando todas as operações de fabrico a que a estrutura metálica estará sujeita (incluindo pintura) e o tipo de processo escolhido para cada operação; • Uma sequência de execução das diversas fases de fabrico, identificando os desperdícios resultantes do fabrico a partir de perfis ou chapas disponíveis comercialmente, procurando a sua minimização; • • O procedimento de montagem da estrutura; Mapa de Medições e Orçamento estimativo exaustivo dos custos da execução, transporte e montagem da estrutura, quantificando custos de utilização de equipamento, custos de mão-deobra e matéria-prima. Para exemplo de referência utiliza-se um pórtico produzido em perfil laminado a quente, com reforço na ligação viga-pilar, incluindo-se esta aplicação prática em anexo.

I

Execução de Estruturas Metálicas

Índice Geral

Resumo .....................................................................................................................................................I Índice Geral .............................................................................................................................................II Índice Figuras ........................................................................................................................................ VI Índice Tabelas........................................................................................................................................ IX Introdução................................................................................................................................................ 1 Capitulo 1 – Concepção de Estruturas Metálicas .................................................................................... 3 1.1 – A importância e as informações gerais do Projecto de Estruturas .............................................. 3 1.2 - Projecto das Estruturas Metálicas................................................................................................ 4 1.3 – Caderno de Encargos para Estruturas Metálicas......................................................................... 4 1.3.1 – Generalidades do Caderno de Encargos para Estruturas Metálicas ..................................... 4 1.3.2 – A norma prEN 1090 e o Caderno de Encargos para Estruturas Metálicas........................... 6 Capitulo 2 – Caderno de Encargos Tipo (estruturas metálicas)............................................................... 9 2.1 – Disposições gerais....................................................................................................................... 9 2.2 - Qualidade e Natureza dos Materiais .......................................................................................... 15 2.2.1 - Aço em perfis e chapas ....................................................................................................... 15 2.2.2 - Ligações mecânicas............................................................................................................. 21 2.2.3 – Ligações soldadas............................................................................................................... 28 2.2.4 – Acessórios de ligação ......................................................................................................... 31 2.2.5 - Argamassas de assentamento de chapas metálicas ............................................................. 32 2.3 – Classificação estrutural e ambiental.......................................................................................... 32 2.3.1 - Classificação do ambiente................................................................................................... 32 2.3.2 - Classificação da estrutura.................................................................................................... 32 II

..............Protecção ao Fogo...................................................1 – Condições gerais .................................................................Critérios de Medição .......................... inspecção........................... 41 3...................6 – Soldadura ...................................................................................... 81 3............................................ 39 Capitulo 3 – Execução....2 – Metalização e Pintura ....................................................................................................................1 – Aspectos genéricos do fabrico ........................ 82 3................ 34 2............................. 34 2.....................................1 .....12 – Fiscalização........ 51 3............................................................... 86 III ...9 – Desempeno das peças ................................................................ 58 3................................................................................................................... 40 3...................................................................................................................................................Tratamento de superfície para protecção contra a corrosão e pintura dos elementos metálicos..................................... 81 3............................10.....................................1 .............................................12............................11 – Pré-montagem e etiquetagem.....................................................................Traçagem da Estrutura Metálica..................................................................4................................................................2 ........................................10..................................................2 ........... 35 2.............5 ..............................4 – Protecções e tratamentos......................................5 – Maquinagem/Enformagem.....3 – Corte..............................................................................................................Execução de Estruturas Metálicas 2.............................................................................................................................................. 48 3..................................................................................................... 86 4................................................2 – Produtos Fabricados ........... 67 3......................4.......Materiais e Produtos Pré-fabricados .................................................. 41 3....................................................................................................... 40 3.........8 – A razão de ser e o comportamento das ligações puramente soldadas..................... 82 Capitulo 4 – Transporte .............. 64 3......4 – Furacão................... testes e correcção ......................... 68 3...1 – Decapagem .............................................. 74 3................................................ puramente mecânicas ou mistas ..............................................10 – Tratamento de Superfície/Protecção Anticorrosiva .....................7 – Ligações Mecânicas ................................................................................................................................................................ 70 3....................12..... 53 3.......................

................................................................. 105 Anexo 2 – Comparação entre a Metalização e a Pintura ...................4..... testes e correcções... 91 5....1 ....................................Condições gerais de montagem da estrutura..............................6 – Chumbadouros e outros elementos embebidos em betão ....................... 96 5..............2 – Condições do local...................................................... 106 A.... 102 A........................................................................Eurocódigo 3 – Estruturas metálicas.....4..............2 ....................................................................2............. 106 IV ..............................................................4 ............................... 89 5......................... 87 5.1 ............................................ 96 5..........................................................................................................4.............2 .........................................2 ..............................................1 ............Colocação dos parafusos em obra..................................Regulação das chaves de aperto.1 – Aspectos genéricos ...... 94 5..1..Aperto definitivo dos parafusos ........................................... 98 Bibliografia............................................ 86 Capitulo 5 – Montagem .............4.......4 ...................................... 97 5............................................................................................5 ...................................................................... 94 5.....................................................................Quantificação de custos do transporte de componentes ..Ligações .............................................................................................. 97 Conclusão ............ 87 5.........................................Alongamento de furos para parafusos............................................3 ...........................................3 – Critérios de montagem em obra .....................................8 – Quantificação de custos de montagem.....Eurocódigo 8 – Projecto de estruturas em Zonas Sísmicas........................................................5 – Apoios e ancoragens ..................4.............................................................................................................7 – Inspecção......4......... 92 5.......................... 90 5.4 – Processo e metodologia de montagem ...........................................................................................................1............. 94 5....... 95 5... 100 Anexo 1 – Resumo dos Eurocódigos afectos a estruturas metálicas .............Zincagem por imersão a quente ................................................... 102 A.............................................................................1....6 ........................................ 104 A.................Eurocódigo 9 – Projecto de estruturas de alumínio...................... 102 A.......................................................Eurocódigo 1 – Acções em Estruturas ..................................... 91 5.........................................Execução de Estruturas Metálicas 4.1...................................................3 ...............

......... 111 A...... 111 Anexo 3 – Caso de estudo .........Aços zincados por imersão a quente versus aços pintados com tintas líquidas ...........Aços zincados por imersão a quente pintados com tintas líquidas (Sistema Duplex).............2......Tecnologias e medidas de prevenção aplicadas à operação de decapagem [11]...........Fabrico/Produção da estrutura................. 115 A..................................................2.............................3...............................................................................3....3...............7 ........................2 ....................Durabilidade do revestimento zincado....... 109 A..........................................................................2.............................................................................2...9 .2........................2...................2................................................. 135 V ..........Tecnologia de materiais ................... 108 A.................................Pintura ..... 128 Anexo 4 .............. 106 A................................1 – Geral ............4 ....................2 .................................... 115 A... 124 A............................Vida útil da pintura....5 – Inspecção e Manutenção (exploração) ......10 ...............8 ........Durabilidade do revestimento de tinta dos aços pintados ..Comparação entre as diferentes atmosferas .................... 112 A...............3........................ 110 A..........................3 ..... 109 A....Esquemas de Pintura de Aços Pintados com Tintas Líquidas........6 .................................5 ........................... 107 A............................2...........................3.......................................................................2....Aspectos Económicos da Pintura ........................................ 131 Anexo 5 .. 110 A..................3 – Transporte da Estrutura .........4 .......................Montagem da Estrutura............................................................................................................... 125 A...........................Execução de Estruturas Metálicas A........

.................Esquema representativo da operação de corte e indicação das principais entradas e saídas de materiais [11] ................ 62 Figura 19 – Parafusos com anilhas especiais [6] ..... 63 VI ...... D ≤ 1mm → préesforçadas) [3]..........................................................................................................................................Materiais de soldadura e equipamentos de soldadura [12] .................................. 45 Figura 10 ................ e torneamento com indicação das principais entradas e saídas de materiais [11]..Estrutura metálica com apoios aparafusados [8]............................................................................................... 58 Figura 17 – Diferença máxima entre espessuras de chapas (D ≤ 2mm → correntes........................ 50 Figura 11 – Linha automática de furação e cabeças da linha de automática de furação ..........................Execução de Estruturas Metálicas Índice Figuras Figura 1 – Estruturas metálicas com emprego de várias geometrias de perfis e tipos de aço [18].............................................................................................................. 59 Figura 18 .............................................................................................................. 50 Figura 12 – Linha automática de furação e cabeças da linha de automática de furação [13]............... 44 Figura 8 – Corte por Oxi-corte .............................................. .Valores máximos admissíveis na distorção em furos por punção [6]........................................................................................ 24 Figura 4 ........................................... 42 Figura 7 – Serrote ............................. 24 Figura 3 – Estruturas metálicas com emprego de várias geometrias de perfis e tipos de aço [6]......... 54 Figura 16 – Soldadura MIG MAG .............................................................................. 18 Figura 2 – Estruturas metálicas com emprego de várias geometrias de perfis e tipos de aço [6].......................... 53 Figura 15 – Esquema representativo da operação de soldadura com indicação das principais entradas e saídas de materiais [11]..................................................... 30 Figura 5 – Argamassa de regularização e selagem sob placa de base de pilar [4] ...................... 45 Figura 9 – Linha combinada corte plasma + furação........................ 63 Figura 20 – Parafusos com cabeças especiais [6].......................................................................... calandragem e quinagem com indicação das principais entradas e saídas de materiais [11] .......... 52 Figura 14 – Esquema representativo das operações de fresagem.............................................................................................Esquema representativo das operações de estampagem............................................................................ 51 Figura 13 ..................................................... 32 Figura 6 ......

.............. 67 Figura 26 – Formas de Corrosão em desenho esquemático [14].................................... 65 Figura 23 – Ligações viga-pilar sem soldadura ou de soldadura reduzida................................... 79 Figura 33C ...................................................... 69 Figura 27 ......................................Detalhes construtivos para evitar a corrosão [6] ............................................................................Detalhes construtivos para evitar a corrosão [11................. adaptado] ................................................. 72 Figura 30 .................................................................... 121 VII ................................................................................................................... em geral [9]66 Figura 24 – Ligações viga-pilar só com soldadura ou de soldadura importante na ligação..................................................... 85 Figura 35 .......Detalhes construtivos para evitar a corrosão [6] .................. 95 Figura 36 – Recomendação sobre a utilização de galvanização e pintura [15] .................... 66 Figura 25 – Ligação mista (soldadura de chapa de topo na viga com aparafusagem ao pilar.................... 114 Figura 40 – Caso de Estudo – Proposta de corte de chapas 300mm×600mm e 300mm×1095mm (assinalas com uma cruz “X” as partes em desperdício) ............................. 71 Figura 28 ........................................................... 113 Figura 38 – Pilar-exemplo de pórtico industrial a duas águas.................................................Detalhes construtivos para evitar a corrosão [6] ............. 76 Figura 33A ...............................................................................Chave dinamómetrica [13]...... 63 Figura 22 – Tipos de ligações mais usuais em estruturas metálicas [9] .. 76 Figura 32 – Camadas resultantes da metalização por zinco ou galvanização [14].......................................... 111 Figura 37 – Viga-exemplo de cobertura do pórtico industrial a duas águas......................................... 73 Figura 31 – Influência do tempo de imersão no peso da camada de zinco [14] .....................................................................................................................................Esquema representativo duma operação de decapagem química com indicação das principais entradas e saídas de materiais [11]....... com situação de distribuição completa tradicional de esforços no apoio (corte + flexão) [9].......................................... 78 Figura 33B ...................................................... 71 Figura 29 ...................Esquema representativo duma operação de decapagem mecânica com indicação das principais entradas e saídas de materiais ......... em geral [9]...........Esquema representativo duma operação de desengorduramento químico com indicação das principais entradas e saídas de materiais [11]........................................................................ mais flexíveis...Execução de Estruturas Metálicas Figura 21 – Parafusos especiais [6] .......Esquema representativo da operação de lixagem com identificação das principais entradas e saídas de materiais [11].. mais rígidas.... 80 Figura 34 ...................

Elevação e fixação provisória dos pilares nos chumbadouros127 Figura 43 – Caso de Estudo – Fase 4 .. 128 VIII .............Montagem das componentes que são erguidas em blocos (vigas de cobertura com união prévia no solo).............................................................Elevação e fixação provisória das vigas nos pilares ..............Execução de Estruturas Metálicas Figura 41 – Caso de Estudo – Fase 2 ....... 126 Figura 42 – Caso de Estudo – Fase 3 .......

............ 17 Tabela 4 – Valores nominais da tensão de cedência fy e da tensão de rotura fu............. 18 Tabela 5 – Composição química a que têm de obedecer os aços correntes de acordo com a EN 10025-2 [4]................. 21 Tabela 9 – Aços patinados segundo a nova norma EN 10025-5 [4]................... 23 Tabela 11 – Valores nominais da tensão de cedência e da tensão de rotura à tracção [3].................................................. 32 Tabela 15 – Definição das classes de consequências [3]........ 43 Quadro 21 – Comparação das características associadas às tecnologias de corte de chapa [11] .................................... 19 Tabela 6 – Valores de referência genéricos para aços estruturais [10]............................................................................................................. 29 Tabela 14 – Normalização de aparelhos de apoio [6]......................... 34 Tabela 17 – Recomendações para a selecção de classes de execução [3] ....... função da sua resistência mecânica [4].... 34 Tabela 18 – Classificação de preparação de superfície a tratar [3] .......................................................................................... 20 Tabela 8 – Tabela de equivalências para a nova norma EN 10025 [4] .......... 43 Tabela 20 – Dureza superficial máxima permitida para os diversos tipos de aço................................................................. 33 Tabela 16 – Critérios recomendados para produção e categorias de serviços [3] .Execução de Estruturas Metálicas Índice Tabelas Tabela 1 – Normas prescritas para produtos estandardizados para aços estruturais [3]........................................................................ 21 Tabela 10 – Valores nominais da tensão de cedência e da tensão de rotura à tracção [2]....... para aços correntes de acordo com a EN 10025-2 [4]. 17 Tabela 2 – Normas prescritas para aços de enformados a frio........................................................................ 19 Tabela 7 – Valores nominais da fy e da fu.............................................. 17 Tabela 3 – Normas prescritas para aços inoxidáveis [3] ...................................................................................................................................... folhas e estribos de aço [3] .... 27 Tabela 12 – Valores nominais mínimos da força de pré-esforço em kN [4] .. 47 IX ........ para aços de acordo com a normalização europeia [4].......................................................................................................................... 38 Tabela 19 – Condições sem requisitos especiais no corte de guilhotina na classe de execução 3 [3].......................................................................... 27 Tabela 13 – Produtos estandardizados para consumíveis de soldadura [4] ..................................................

......................... 127 Tabela 34 ............................................................................................... 64 Tabela 25 – Quadro de inspecções complementares [2] ................ 124 Tabela 33 ........... 128 Tabela 35 – Propriedades mecânicas e físicas de diversos metais para engenharia [19] ...................................Caso de Estudo – Meios mecânicos para montagem do pórtico ... 110 Tabela 27 – Exemplos comparativos em ambientes diferenciados [13]..Caso de Estudo – custo dos perfis laminados para as vigas de cobertura ...........Caso de Estudo – custo das chapas de ligação das vigas de cobertura.. 110 Tabela 28 – Caso de Estudo .Valores nominais de furos para parafusos (mm) [6] ............................................................................... 109 Tabela 26 – Exemplos comparativos entre esquemas de pintura em aço [13] ........Execução de Estruturas Metálicas Tabela 22 .. 124 Tabela 34 .... 84 Tabela 25 – Esquemas tipo de pintura industrial [13] ................. 136 X ..................................................................................................................... 135 Tabela 37 – Outras propriedades mecânicas e físicas de diversos não-metais [19] ............................. 122 Tabela 31 .......Custo unitário do material (€/kg)............................................................Caso de Estudo – estimativa orçamental do pórtico (montagem incluída) ................ 50 Tabela 23 – Classificação das classes de atrito para superfícies de ligações pré-esforçadas [3]............................... 135 Tabela 36 – Propriedades mecânicas e físicas de diversos não-metais [19]. 123 Tabela 32 ......................Caso de Estudo – Meios humanos para montagem do pórtico............ 61 Tabela 24 – Diâmetros tradicionais de parafusos e rebites para estruturas metálicas [6]........ 119 Tabela 29 – Caso de Estudo – aproveitamento de chapa (30mm) para vigas de cobertura...........................

em boa verdade. dado ser esta fase do processo construtivo que materializa fisicamente a estrutura. soldagem. da Construção Metálica e Mista. embora obsoleto e pouco usado pelos projectistas actuais. Pelo exposto facilmente se depreende que as fontes utilizadas se baseiam nas publicações europeias disponíveis sobre esta matéria. O objectivo deste trabalho será o resumo das prescrições normativas mais significativas. dizer-se-ia que estão. corte. os grandes referenciais são os Eurocódigos 3 e 4. passando pelo planeamento. no que versa a formulações de cálculo e verificação).Execução de Estruturas Metálicas Introdução O presente trabalho tem por objectivo apresentar e desenvolver. em termos legislativos (cite-se o REAE. 1 . (iii) optimizar o custo. bem como facilitando a internacionalização das empresas do sector. e seu Caderno de Encargos. disponíveis meios normativos bastantes para um suficiente rigor e estandardização de procedimentos. bem como. ainda que de forma sucinta. colmatadas muitas das grandes omissões do passado. em termos do estado da arte da Execução de Estruturas Metálicas. conduzindo o percurso de uma componente de uma estrutura metálica desde a recepção do Projecto. A metodologia a usar neste trabalho será fundamentada na permanente observância normativa. finalmente. associadas às recomendações de uma experiência valorizável e não regulamentarmente contraditória. A principal motivação que esteve na base deste estudo assenta na crucial importância que o fabrico tem no âmbito. divulgando a informação necessária ao cumprimento das boas regras construtivas. Se pretendêssemos definir o problema em análise. (ii) fabricar com qualidade. impondo critérios e tolerâncias. Podemos afirmar que. maioritariamente. e sobretudo. até à montagem da estrutura. encomenda. encontrando-se neste momento. (iv) obter a necessária celeridade para controlar a execução dentro do prazo. Este facto tende a tornar mais simples e globais os sistemas industriais de produção e montagem de estruturas metálicas. mais alargado. o tema designado por Execução de Estruturas Metálicas. aplicando a um caso prático. poderíamos dizer que o mesmo consistiria em: (i) respeitar o Projecto. preparação. (iv) garantir a segurança. as Normas Europeias aplicáveis. ainda em vigor. Numa breve referência histórica. confirmando a sua correcta concepção. montagem prévia. complementando as partes omissas com recomendações entendidas por tecnicamente correctas. bem como bibliografia avulsa identificada na bibliografia. higiene e saúde na realização dos trabalhos. designadamente a EN 10025 [4] e a EN 4040. Em suplemento foram contactadas empresas e técnicos do ramo da metalomecânica. furação. tratamento e transporte. (v) assegurar a durabilidade expectável para a vida prevista da construção.

especificações. com a disposição seguinte: • No capítulo 1 aborda-se. • O capítulo 5 apresenta o processo de montagem da estrutura metálica. • No capítulo 2 apresenta-se o material aço estrutural. nomeadamente a Memória. enumerando as suas normas. ou seja: um plano de fabrico (aplicado à peça exemplo). efectuando um balanço e conclusões do trabalho realizado. 2 .Execução de Estruturas Metálicas A organização do texto segue. testes. uma lógica semelhante ao próprio decurso inerente à execução de Estruturas Metálicas. referindo-se o importante factor de custos associados. a concepção de estruturas metálicas. correcções e quantificação dos seus custos. • O capítulo 3 insere-se o que toca à fase de fabrico. tanto no que trata a perfis. que integra o conjunto das Peças Desenhadas e Escritas. até ao traçado. com a sequência de execução das suas diversas fases. inspecção. • Finaliza-se. inspecção. como a chapas. tratamento de superfície. características e quantificações de custos associados. ensaios e correcções. que deve conter a especificação de todos os procedimentos de controlo de qualidade indispensáveis. parafusos e material de adição para soldadura. sucintamente. • O capítulo 4 debruça-se sobre o transporte e os cuidados a ter no seu carregamento. cujo âmbito parte da elaboração do Projecto (com o seu com diverso e rico conteúdo. concisamente. as Condições Técnicas Gerais e Especiais) até ao Caderno de Encargos. ligação mecânica. optimizando no sentido de reduzir aos desperdícios de material. corte e soldadura. desde o planeamento de trabalhos e elencar de produtos a adquirir. deslocação e descarga.

infra-estruturas. etc). referindo as condicionantes ponderadas tendo por base o estudo geotécnico. características e qualidade dos materiais (desde o aço estrutural. ligações aparafusadas. Procedimentos de transporte. Processo de montagem. etc). Peças Desenhadas e todos os detalhes construtivos suficientes para a completa execução da obra. sistemas de protecção contra a corrosão. paisagística. • • • Plano de Segurança. acessibilidades. dimensionamento e/ou verificação (se uma forma geral. para Estruturas Metálicas. • • • A geometria e composição das secções. independentemente do material construtivo.1 – A importância e as informações gerais do Projecto de Estruturas O Projecto é a peça fundamental de que se parte para o fabrico de uma estrutura. até ao relativo às operações de soldadura. nomeadamente e entre outros: • Informação geral sobre as características do local da obra e sua envolvente (social. Higiene e Saúde (ainda que genérico e provisório). A regulamentação e normas de orientação. Topologia da estrutura. entre outros). • • Geologia do solo e suas condicionantes. dado que este encerra todas as informações necessárias à sua execução. urbana. com justificação da solução adoptada. Fundações. • • Esclarecimentos pontuais pertinentes.Execução de Estruturas Metálicas Capitulo 1 – Concepção de Estruturas Metálicas 1. ou à desmatação e limpeza do local de obra. 3 . • Condições técnicas gerais e especiais (desde o que se refere à abertura de caboucos. passando pelos parafusos e chapas até aos consumíveis de soldadura. bem como os critérios e métodos análise e segurança. elementos e ligações. • A natureza. deve-se seguir-se os Eurocódigos de acordo com o Anexo 2 deste trabalho).

em geral.3. sendo raros os casos em que este impõe a sua dimensão (normalmente só para estruturas especiais. cortes e pormenores com todo o detalhe necessário a uma completa e perfeita execução. bem como os processos de construção – algumas vezes as Condições Técnicas surgem incluídas no caderno de Encargos. em boa verdade. Por outro lado. ao contrário do que sucede no caso de estruturas de betão armado ou pré-esforçado. prevenindo a entrada dos parafusos nos orifícios e o espaço de manobra das ferramentas) tem aqui particular acuidade. Condições Técnicas Especiais).3 – Caderno de Encargos para Estruturas Metálicas 1. sendo decisivamente importante para a boa execução da obra.1 – Generalidades do Caderno de Encargos para Estruturas Metálicas O Caderno de Encargos é um indissociável complemento do Projecto. as secções são verificadas na suficiência estandardizada das suas dimensões. com plantas. contemplando: • Peças Escritas (Memória descritiva e justificativa. garantido a sua qualidade. Claro está que a sua observância assenta numa experiente e competente Fiscalização. Basicamente. devendo incluir a natureza e qualidade dos materiais. como obras-de-arte). Dissemos complemento porque. Acresce ainda que. • Peças Desenhadas (que deve incluir desde a localização e rigorosa implantação da obra. alçados. existem geometrias de mercado que obrigam o projectista na sua escolha. a documentação necessária e exigida a incluir no projecto de estruturas metálicas já está estabelecida há longos anos [10]. independentemente da dimensão e âmbito da obra. face ao valor da solicitação. sendo aqui mais premente a salvaguardava dos padrões de segurança exigíveis. 1. Tal situação é. a peça documental essencial 4 . em que o projectista de facto as dimensiona: decide sobre a forma e medidas da secção. bem como da sua composição em termos de armaduras.Execução de Estruturas Metálicas • Limitações de uso e recomendações de manutenção periódica. oposta ao que sucede com as secções de betão armado ou pré-esforçado.Projecto das Estruturas Metálicas O projecto estruturas metálicas não é uma excepção face ao exposto no ponto anterior. a observância da garantia de execução (nomeadamente em termos das ligações. às fundações e estruturas. 1.2 . pois.ª ordem que devem ser acautelados. dado que a esbelteza das peças propiciar fenómenos de 2. Condições Técnicas Gerais. bem como uma simbologia e notas explicativas entendíveis e satisfatórias). Na verdade. regras e controlo de execução.

mas nunca sem o primeiro. plano de equipamentos. marcas de fabrico ou de comércio e desenhos registados. propriamente dito. condições de pagamento. horários. etc). Normas de medição e seus autos. regulamentação aplicável. plano de mão-de-obra. antes. Regime jurídico Disposições gerais da empreitada (licenciamento municipal/oficial. Prazos de execução. incluindo toda a documentação a exigir ao Empreiteiro. 5 . condições de elaboração de: programa descritivo de trabalhos. instalações. Materiais e elementos de construção (aqueles que não estão incluídos no Projecto). Cauções e garantias.). livro de obra. esclarecimentos. equipamento. Disposições particulares da empreitada (pessoal. subempreitadas. Contudo. Prémios e multas. de uma forma concisa mas entendida por suficiente. recepção e liquidação da obra. clausulas do contrato. mas não basta o mesmo assegurar Assim. etc). etc. licenças. remoções e limpezas. montagem/desmontagem e manutenção do estaleiro. omissões e imprecisões. adiantamentos e revisão de preços. Regras e forma de pagar trabalhos a mais. Planeamento e direcção de obra (condições de aceitação de proposta e amostras de materiais alternativos. consignação.Execução de Estruturas Metálicas para a execução da obra é o Projecto. durante e após a execução da obra: Objecto. obras auxiliares e preparatórias. apresentação uma organização documental tipo de referência na elaboração de um Caderno de Encargos: • Caderno de Encargos. Condições gerais de execução da empreitada. patentes. Fiscalização e controlo. cronograma/plano de trabalhos. Contrato. Valor da adjudicação. sendo possível levar a efeito construções sem Caderno de Encargos.

Assim. eventualmente.Execução de Estruturas Metálicas Etc. é sempre de referir que a documentação é uma parte inalienável de um contrato de obra. eliminação ou mitigação dos problemas que possam surgir. De qualquer modo. citam-se alguns dos documentados que deverão ser sempre listados em cumprimentos dessa prEN 1090 [3]: (i) plano de inspecção da produção. Estimativa Orçamental. • Esquema de montagem. (ii) manipulação de não conformidades. (ii) gestão de alterações. os planos e desenhos a elaborar devem também ser os seguintes intervenientes (incluem-se os autores responsáveis): 6 . talvez. Esquema de controlo de qualidade e procedimento de inspecção. e para além da já referida. Por exemplo. constituindo-se o seu conteúdo num verdadeiro manual de especificações para este fim. redução de tensões residuais. e de forma mais específica visando a execução de estruturas metálicas. a principal referência na Execução de Estruturas Metálicas. para que não exista qualquer tipo de dúvidas sobre as características dos materiais de construção e a forma de execução dos trabalhos. considerandoos na fase de projecto.2 – A norma prEN 1090 e o Caderno de Encargos para Estruturas Metálicas A norma prEN 1090 [3] é. seus níveis de exigência e sua verificação (inclui plano dos ensaios necessários para que a qualidade do material e dos trabalhos seja assegurada). Em caso de ser exigível um Plano de Qualidade este incluirá (ISO 9000) [6]: • • • Documento de gestão da qualidade. Documentos de preparação de execução (“check lists”). • Programa de Concurso (eventual). • Esquema de manutenção. e dado que se trata de uma estrutura metálica. no caso do Plano de Qualidade não ser exigido. para haver uma melhor organização na execução da estrutura. • • Medições (que podem integrar o Projecto) e. 1. pois identifica as responsabilidades assumidas por cada uma das partes no negócio. Documentos de controlo de qualidade da produção (“follow up”).3. tendo em vista a redução de custos e a conservação da qualidade e operacionalidade da estrutura durante o ciclo de vida expectável. etc [6].

Diversos.Execução de Estruturas Metálicas • Peças Escritas e Desenhadas do Projecto (com detalhe vasto e rigoroso próprio estruturas metálicas. Ligadores mecânicos (parafusos.3 da prEN 1090-2 [3].2. etc). • • • Condições Técnicas Gerais. 7 .2. 7. Soldadura. Chapas de aço. em que as dimensões são em “mm”) – Projectista. Planos e Desenhos de Fabrico (execução) das estruturas metálicas – Empreiteiro Planos e Desenhos de Montagem das estruturas metálicas e outros. Higiene e Saúde com procedimentos para a elaboração dos trabalhos – Empreiteiro. sendo que esta prEN 1090 [3] lista os documentos normativos de referência divididos por categorias [6]: • Materiais: Aços. e no que trata à elaboração da documentação a fornecer pelo Empreiteiro. Consumíveis de soldadura. Ensaios (destrutivos e não destrutivos).2 da prEN 1090-2 [3]) – Empreiteiro. De forma mais exaustiva. • • • • • • Fabrico. • • Plano de Qualidade para Fabrico e Montagem das estruturas metálicas – Empreiteiro. esta deverá seguir os pontos 4. 9. Montagem. Aparelhos de Apoio. Plano de Segurança. complementares. Protecção contra a corrosão. que se mostrem necessários – Empreiteiro. • Plano e Pormenorização de Soldadura (segundo ponto 7. Especiais e Medições – Projectista. Cabos.2 e 9.

• Classes de consequência. exclusivamente. mas também a estruturas mistas aço-betão. A norma prEN 1090 [3] define. sendo que se não for especificada uma classe. mas actualmente as classes de tolerância são classe 1 e 2. • Classes de tolerância. dimensionadas de acordo com a EN1994 (estruturas mistas). assume-se classe 1 (mais permissiva). mormente no que a perfis diz respeito. De sublinhar que esta norma não é apenas aplicável a estruturas metálicas. a definir em futuras versões.anexo B). quadrados ou rectangulares). tais como [6]: • • • • Em aço laminado até a classes S960. podem-se encontrar especificações para a quase totalidade dos tipos de aço existente. Em aço enformado a frio e elementos laminares até S960 (aço estrutural) e S700MC (aço inox). visando estabelecer os efeitos do colapso ou avarias estruturais (ver Tabela 14 deste documento). ainda. relacionadas com as categorias de produção e exploração (as orientações para a escolha das classes de execução são dadas no anexo B da EN1090. Produtos de aço inoxidável. à apresentação de um Caderno de Encargos Tipo adaptado à Execução de Estruturas Metálicas. ver tabela 15 e 16 deste documento). encontrando-se a lista de requisitos para as classes no anexo A3 da EN1090. O próximo capítulo dedica-se.Execução de Estruturas Metálicas Dentro dos requisitos para produtos de construção metálica. que são definidas no EC0 (EN1990 . dimensionadas de acordo com a EN1993 (estruturas metálicas). Perfis estruturais ocos (circulares. distintos níveis de exigência [6]: • Classes de execução. 8 .

para o outro será o seu respectivo pagamento. as obras que não de estrutura metálica. introduzir um subcapítulo de “Disposições Gerais” para melhor se compreender o espírito vertido no parágrafo anterior. bem como os respectivos documentos de homologação. Para um é a forma como vai ser efectuada a prestação de serviços (de fornecimento de materiais. ou da sua montagem. Neste contexto entendeu-se. em qualquer caso. • O constante nos dois parágrafos anteriores. deverão ser. assim como a sua posterior vistoria. e que poderá estar presente em qualquer Caderno de Encargos de uma obra de construção civil. mandar proceder a ensaios de recepção que decorrerão a expensas do Empreiteiro. mas que na prática concorrem para a sua realização. 2. o seguinte: • Todos os elementos constituintes da estrutura. sendo obrigatório.1 – Disposições gerais Sem prejuízo do fixado nos artigos seguintes. a que a Execução de Estruturas Metálicas não foge. como movimentos de terras e fundações. não dispensa a necessária aprovação prévia da Fiscalização antes do seu fabrico. a indicação do fornecedor e da origem de todos os elementos acima citados. • A Fiscalização pode ainda. antes de qualquer outra interpretação. No continuar deste trabalho. por escrito.Execução de Estruturas Metálicas Capitulo 2 – Caderno de Encargos Tipo (estruturas metálicas) Um Caderno de Encargos é. ilustrativamente. um documento em que as regras a que vão obedecer as relações e compromissos entre o Dono-de-Obra e o Empreiteiro ficam estabelecidos. tem a finalidade desta introdução o estipular. • Deverá ser entregue à Fiscalização. não serão incluídas neste texto. de forma inequívoca. fabrico e/ou colocação). sempre que julgue necessário. ou mesmo revestimentos e outros acabamentos. mas cobertos por estas Condições Técnicas Especiais e a pela Memória Descritiva do Projecto. fabricados ou integrados com produtos de marca homologada por entidade idónea e oficialmente certificada para o efeito. 9 . no sentido de este não se tornar demasiado extenso. bem como se deverão encontrar-se em estado de completamente novo e não apresentar qualquer imperfeição. bem como aqueles com finalidades fundamentalmente construtivas.

como a montagem. execução e limpeza da própria obra e do seu local. desmontagem do estaleiro. às especificações e demais documentos de homologação de laboratórios oficiais portugueses ou entidades equiparadas. de acordo as Peças Escritas e Desenhadas do Projecto. • Toda a execução estará de acordo com a regulamentação e normalização em vigor (nacional e/ou europeia).Execução de Estruturas Metálicas • Será ainda entregue à Fiscalização. às normas. correm por conta do Empreiteiro (conforme rubrica no Mapa de Medições). • Todas as despesas decorrentes da preparação. devendo ser estas entendidas como permanentemente implícitas e vigentes. para ser submetido a aprovação. mas sempre sujeitas á aprovação da Fiscalização. o seu custo já estará incluído no fornecimento e montagem destas peças. se de modo diferente não for contratado. se for caso disso. deverá a execução dos trabalhos obedecer às disposições legais em vigor. • No caso de soluções deixadas como proposta a efectuar pelo Empreiteiro. trabalhos e a qualidade e modo de execução a estes relativa. por escrito. deverá ser entendido que todo o texto seguinte está sujeito às condições acima designadas. sua manutenção e trabalhos a estes afins. deverá já vir contida no preço de concurso. bem como o abastecimento de água e energia e outros recursos exteriores tidos como necessários à realização dos trabalhos. de tudo o que à presente empreitada respeite. Nesta conformidade. • No caso do estabelecido nestas cláusulas conduzir a situações de trabalhos não previstos (trabalhos a mais) deve a Fiscalização ser de imediato informada no sentido de sancionar ou não a sua execução. com eventuais alterações que venham a ser introduzidas durante a obra (após aprovação por escrito da Fiscalização). não podendo por tal motivo este invocar trabalhos a mais. do que o Empreiteiro se obriga a cumprir integralmente e de que se fará pagar de acordo com valores de concurso ou posteriormente negociados (caso não constem da lista de preços inicial). bem como todas as demais recomendações técnicas aplicáveis. • Na ausência de definições no que respeita a materiais ou técnicas construtivas por parte destas Condições Técnicas Especiais ou da Memória projecto. com o Caderno de Encargos em geral e suas Medições e. Dever-se-á ter ainda em atenção o seguinte: • Fazem parte integrante das Condições Técnicas Gerais e Especiais todos os fornecimentos. 10 . pelo que não se fará uma referência explícita e repetitiva das mesmas. ou seja. de forma a se poder efectuar a melhor coordenação de toda a produção das diversas especialidades. o Plano de Trabalhos a efectuar com a necessária ordem de montagem e sua calendarização.

equipamento ou quaisquer artefactos dentro desta existentes. desde que aprovados pela Fiscalização. são imprescindíveis para cumprir as boas regras e técnicas de construção civil e como complemento dos previstos nas folhas de medições. • O Empreiteiro deverá ter sempre conhecimento da versão mais actualizada do documento cuja natureza for a referida nas peças do Projecto e Caderno de Encargos. • Todo o pessoal estará devidamente legalizado no que concerne à sua condição apta para trabalhar. decretos. nomeadamente e entre outras. Órgãos de Soberania (nacionais e europeus). sendo sempre a suficiente. • Os materiais a empregar e a forma de execução da obra será realizada tendo em conta o estabelecido pelos documentos que adiante serão enunciados neste texto. 11 . para assegurar o cumprimento do Mapa de Trabalhos aprovado e os prazos execução. mesmo que não estejam expressamente referidos. especificações e outros documentos emanados por entidades oficiais ou oficialmente reconhecidas e cujas disposições sejam vinculativas para obras de construção civil. quer outros quaisquer elementos da construção que devam permanecer. a empreitada engloba todos os trabalhos que de acordo com a intenção do Projecto levam ao completo acabamento da obra. variantes ao sistema construtivo previsto. em cada momento. se for o caso. mas só serão tidas em consideração para avaliação aquelas que dêem inteira satisfação às solicitações e outros condicionamentos seguidos no Projecto. que no que trata ao contrato válido de trabalho. mesmo que nestes outra mais antiga conste. Da decisão tomada sobre as propostas cambiantes expostas pelo Empreiteiro não tem cabimento qualquer recurso. ou seja. dando do facto conhecimento à Fiscalização. • Serão efectuadas todas as demolições e levantamentos necessários ao cumprimento do Projecto. bem como todos aqueles que embora não expressamente descritos. bem como mobiliário. desde que aprovados pela Fiscalização. • Todos os trabalhos serão executados de modo a não afectar os eventuais elementos da estrutura a manter. • Poderá o Empreiteiro apresentar. não podendo alegar o uso desta última por desconhecimento da que se encontre no actual em vigor. bem como quaisquer outros regulamentos. • A mão-de-obra a empregar será a qualificada para a realização das diversas tarefas e tipos de trabalhos. leis. Laboratório Nacional de Engenharia Civil e Instituto Português da Qualidade. separadamente. quer às necessárias condições de saúde.Execução de Estruturas Metálicas • Da empreitada fazem parte todos os trabalhos descritos no Projecto e nas respectivas Medições. normas.

• O Empreiteiro é responsável pelo estado de limpeza das zonas afectadas pela execução dos trabalhos. bem como a executar todos os trabalhos finais de limpeza e reposição do existente à data da consignação. sobretudo quando este for por Valor Global. • O Empreiteiro deverá inteirar-se no local da obra e junto do Dono-de-Obra do volume e natureza dos trabalhos a executar. se nenhuma alteração estiver prevista no Projecto.Execução de Estruturas Metálicas • Todos os produtos das demolições serão transportados pelo Empreiteiro para vazadouro da sua responsabilidade. • O Empreiteiro deve organizar o Livro da Obra contendo uma informatização sistematizada e de fácil consulta dos acontecimentos mais significativos relacionados com a execução dos trabalhos. • São inerentes à proposta do Empreiteiro todos os trabalhos preparatórios e de acabamento que se relevem necessários a cada tarefa. instalações ou redes de qualquer natureza. etc. pavimentos. sendo estes igualmente transportados pelo Empreiteiro para depósito a indicar por esta. não poderão servir de motivo de prorrogação do prazo. assim como cargas e descargas de materiais. a ausência de mão-de-obra ou as condições climatéricas inerentes à época do ano em que a obra decorre. apeamentos. etc. excepto os materiais que a Fiscalização entenda aproveitáveis. pelo que a programação dos trabalhos deverá prever a provável existência e consequências de tais contrariedades. • O Empreiteiro tomará as precauções indispensáveis para não causar prejuízo em edifícios adjacentes à obra. • O Empreiteiro tomará as disposições necessárias para que a execução dos trabalhos não prejudique as actividades da rotina do local onde os mesmos se desenvolvem. árvores de qualquer porte. • A falta de materiais no mercado. sendo da sua conta as reparações e reposições necessárias se as mesmas não estiverem incluídas na empreitada. porquanto não serão atendidas quaisquer reclamações baseadas no desconhecimento ou falta de previsão dos mesmos. • As omissões ou desencontros de dimensões e outros elementos de projecto com as reais verificadas em obra serão objecto de reclamações por erros e omissões de projecto no prazo legalmente aprovado.. 12 . de modo a mantê-los com aspecto que não contraste com as zonas circundantes.

sempre que considere insuficientes ou inadequados os prescritos neste Caderno de Encargos. ou mesmo as zonas ou as secções da obra já erguidas e construídas. • Os materiais rejeitados por não satisfazerem as condições exigidas. poderá aplicar materiais diferentes dos previstos. • O Empreiteiro. aspecto. fixadas ou não pelo Caderno de Encargos.Execução de Estruturas Metálicas • O Empreiteiro obriga-se a apresentar mensalmente a situação dos trabalhos realizados em relação aos previstos no Mapa de Trabalhos. previstas no Caderno de Encargos têm como objectivo dar indicação da natureza. indicará quais as provas a que deverão ser submetidos os materiais. • O facto de a Fiscalização permitir o emprego de qualquer material não isenta o empreiteiro da responsabilidade sobre a maneira como ele se comportar. tipos e marcas. • A Fiscalização. características. caso assim o entenda. desempenho. sendo contudo aqui incluídos já que se tornam válidos para eventuais trabalhos a mais a contratar com o Empreiteiro e que concorram no seu âmbito. • O Empreiteiro apresentará amostras de todos os materiais que se propõe empregar na obra devidamente identificados e rotulados com indicação de fornecimento e fabricante. para garantia da boa execução dos trabalhos e sempre que julgue conveniente. serão rejeitados. da qualidade e de acabamento pretendido para o trabalho em causa. • Estas provas serão feitas de acordo com os preceitos regulamentares em vigor ou com as prescrições que. se a solidez. permitam estabelecer valores comparativos da perfeita execução da obra. • Os materiais nos quais se verificar. quando autorizado pela Fiscalização. de proceder a outros ensaios de controlo de qualidade. deverão ser removidos pelo Empreiteiro para fora do local da obra no prazo de 48 horas. quer depois de aplicados. propriedades. • Os capítulos incluídos nas Condições Técnicas (Gerais e Especiais) que não sejam aplicáveis às obras respeitantes ao presente projecto devem ser ignorados. quer antes. Ainda em termos de Disposições Comuns atender-se-á ao seguinte: • As referências e modelos comerciais. estabilidade. • A Fiscalização reserva-se o direito. por simples exame ou em face do resultado dos ensaios ou análises. 13 . não satisfazerem as condições exigidas. duração e conservação da obra não forem prejudicados e se não houver alteração para mais no preço.

• • Todas as protecções. sendo da sua responsabilidade a integral e funcional 14 . • Deverá ser dada especial atenção à prevenção de acidentes. Circulação e Vedações atender-se-á ao seguinte: • O Empreiteiro apresentará uma planta do estaleiro da obra com a localização das instalações e equipamentos. sugerindo. Em termos de Segurança atender-se-á ao seguinte: • O Empreiteiro será responsável pela segurança devendo propor as medidas que julgar convenientes para a execução dos trabalhos se faça respeitando a legislação em vigor. sendo da responsabilidade do Empreiteiro as reparações ou substituições que se tenham de efectuar em qualquer zona por não se ter respeitado este artigo. O Empreiteiro protegerá eficazmente a vegetação e árvores existentes no local da obra. fluidos no estado gasoso e outras congéneres habituais e próprias dos diversos tipos de edificações) necessárias para o normal decorrer da obra atender-se-á ao seguinte: • O Empreiteiro terá que no início de cada fase da obra em que tenha de recorrer aos trabalhos a que respeita esta alínea. • • Em nenhuma situação é permitido o desrespeito das normas de segurança. informações e anúncios deverão apresentar-se sempre com bom aspecto. aquecimento. Higiene e Saúde visado pela Fiscalização. utilizando nomeadamente capacetes. se achar pertinentes alterações ao Pano de Segurança. efectuar um completo inventário do existente que entregará na forma de Peças Escritas e Desenhadas à Fiscalização. para aprovação da Fiscalização. Em termos de Protecção contra Agentes Atmosféricos atender-se-á ao seguinte: • A obra e os materiais deverão em qualquer fase estar protegidos dos agentes atmosféricos. dentro das tolerâncias admitidas. luvas e calçado de protecção para todo o pessoal ao serviço do Empreiteiro. de águas e esgotos. Em termos de Estaleiros. O Empreiteiro efectuará logo de início os tapumes e guardas da área destinada ao trabalho considerando sempre a possibilidade de acesso a viaturas de bombeiros e urgência ao local da obra. Em termos de Levantamento e Reposição de infra-estruturas (como de redes eléctricas. comunicações.Execução de Estruturas Metálicas • Os perfis e as chapas devem ter as formas prescritas e apresentar-se desempenadas.

pois. nomeadamente a sua especificidade e quantidade. • O preço de concurso para os supracitados trabalhos incluirá todas as substituições de material que não tenha condições de ser levantado e posteriormente reposto. As características dos diferentes tipos de aços devem basear-se na informação relativa às suas propriedades mecânicas (determinadas a partir de ensaios de tracção. no que diz respeito às suas características gerais.Qualidade e Natureza dos Materiais 2. ensaios de dobragem) e à sua composição química. devem-nos os concorrentes apreciar localmente no sentido de apresentar o preço respectivo. • Fica claro. ensaios de choque e. PART 2 .1 . 15 . caso em que serão estas últimas a prevalecer. omissões ou trabalhos a mais. 2.2 .Execução de Estruturas Metálicas recolocação de todos os elementos constantes.Technical delivery conditions for non-alloy structural steels.Aço em perfis e chapas As propriedades dos aços. As características dos perfis e chapas de aço usadas em elementos estruturais devem estar de acordo com a norma EN 10025-2004 [4].2. • É ainda da competência do Empreiteiro a completa substituição de todos os elementos destes sistemas que em virtude destas operações sofrerem qualquer deterioração. não havendo lugar a reclamações se tal cuidado não houver por parte do Empreiteiro na prévia visita e verificação local. ocasionalmente. designadamente nas suas partes (e na designação original): • • PART 1 . são valores nominais a adoptar para efeitos de cálculo. que sobre estes trabalhos. bem como os testes de aptidão necessários à sua reentrada em serviço.General technical delivery conditions. (Supersedes EN 10025: 1993). Como ressalva geral deste ponto (Disposições Gerais) refira-se que as soluções fixadas ou apontadas nestas Condições Técnicas Gerais e Especiais são vinculativas desde que nas restantes peças que compõe o Projecto completo outras mais rigorosas não forem explicitadas. não podendo em caso de adjudicação ignorarem a sua necessidade e sobre eles reclamarem erros.

Execução de Estruturas Metálicas

PART 3 - Technical delivery conditions for normalised/normalised rolled weldable fine grain structural steels. Supersedes EN 10113: parts 1 & 2: 1993);

PART 4 - Technical delivery conditions for thermo mechanically rolled weldable fine grain structural steels. (Supersedes EN 10113: parts 1 & 3: 1993);

PART 5 - Technical delivery conditions for structural steels with improved atmospheric corrosion resistance – also known as weathering steels. (Supersedes EN 10155: 1993);

PART 6 - Technical delivery conditions for flat products of high yield strength structural steels in the quenched and tempered condition. (Supersedes EN 10137: parts 1 & 2:1996).

A classificação dos aços correntes, apresentados nas tabelas 1 e 2 é designada pelas letras JR, JO, J2 e K2, que representam o nível de qualidade do aço no que diz respeito à soldabilidade e aos valores especificados do ensaio de choque. A qualidade aumenta para cada designação de JR a K2. Para uma descrição mais detalhada da qualidade dos aços deve-se consultar a norma EN10025-2 [4]. Os aços utilizados em perfis e chapas têm de respeitar a norma EN 10025 [4], nas suas 6 partes, sobretudo no que trata à sua qualidade do aço e às condições de fornecimento. Esta norma revoga e substitui, praticamente, toda a normalização anterior, que se encontrava mais dispersa. É, também, recomendável ter em consideração a norma EN 10164 “Steel products with improved deformation properties perpendicular”, usando chapas de aço com propriedades de deformação melhorada, no caso de chapas de topo sujeitas a esforços significativos (maior ductilidade). Nas tabelas 1 a 3 incluem-se as normas prescritas pela própria norma prEN 1090-2 [3] para os aços a adoptar em diversos de peças estruturais (ver figura 1), nomeadamente: Normas prescritas para produtos estandardizados para aços estruturais – Tabela 1; Normas prescritas para aços de enformados a frio, folhas e estribos de aço – Tabela 2; Normas prescritas para aços inoxidáveis – Tabela 3. De notar que são omissas normas para as dimensões estandardizadas dos perfis mais usados em construção metálica (“I” e “H”), denotando alguma liberdade industrial ainda existente nesta matéria. Outro factor que se considera bastante negativo é a grande dispersão normativa, conduzindo a incertezas quanto à existência de normas sobre algumas temáticas, bem como tornando difícil e oneroso a consulta ao público e profissionais em geral. Os aços correntes para elementos estruturais variam consoante as suas propriedades mecânicas e composição química, como podemos verificar nas tabelas 4 e 5.

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Execução de Estruturas Metálicas

Tabela 1 – Normas prescritas para produtos estandardizados para aços estruturais [3]

Tabela 2 – Normas prescritas para aços de enformados a frio, folhas e estribos de aço [3]

Tabela 3 – Normas prescritas para aços inoxidáveis [3]

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Execução de Estruturas Metálicas

Figura 1 – Estruturas metálicas com emprego de várias geometrias de perfis e tipos de aço [18]

Ilustram-se, na tabela 6, os valores de referência genéricos das grandezas físicas para aços estruturais, sendo os mesmos aproximadamente idênticos para todos os tipos de aço estrutural. Na verdade, a propriedade mais diferenciadora dos diversos aços estruturais é a resistência mecânica, seguindo-se a ductilidade e a tenacidade, muito associadas ao teor de carbono. Em geral quanto mais carbono tem o aço menos próprio para estruturas, dado ser mais frágil. Tabela 4 – Valores nominais da tensão de cedência fy e da tensão de rotura fu, para aços correntes de acordo com a EN 10025-2 [4]
Tensão de cedência fy e tensão de rotura fu em N/mm2 Espessura nominal em mm t<=40 fy JR S235 JO J2 JR S275 JO J2 JR S355 JO J2 K2 355 510 335 470 22 21 20 275 430 255 410 22 21 20 235 360 215 360 26 25 24 fu 40<t<=80 fy fu Alongamento mínimo em % (2) (L0 = 5.65/S0) Espessura nominal em mm 3<t≤40 40<t≤63 63<t≤100 Energia absorvida mínima no ensaio de choque (J) (3) Espessura nominal em mm Temperatura ºC 20 0 -20 20 0 -20 20 0 -20 -20 10<t≤15 27 27 27 27 27 27 27 27 27 40

Designação

Qualidade

S450

440

550

410

550

(1) Os valores apresentados neste quadro são valores de referência. Para detalhes consultar a norma EN10025. (2) Os valores apresentados neste quadro são aplicáveis a provetes longitudinais para o ensaio de tracção. Para chapas, chapas largas e produtos longos de largura maior ou igual a 600 mm utilizam-se provetes transversais e o alongamento mínimo deve ser inferior a 2%. (3) Para espessuras inferiores a 10 mm a energia mínima absorvida no ensaio de choque deve deduzir-se da figura 1 da norma EN10025.

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Cu.035 0.20 0. Ainda na tabela 9 mostra-se as características do aço patinado.20 t>40 0.47 Designação Qualidade Mn% Máx.045 0.035 0.21 0.045 0.45 40<t≤150 0.035 0. Para espessuras nominais t em mm t≤16 JR S235 JO J2 JR S275 JO J2 JR S355 JO J2 K2 0.17 0.18 0.22 1.18 0.38 0.3 α = 12x10-6 (ºC)-1 ρ = 7.20 0.22 0.17 0.50 1. Para maiores detalhes consultar a norma EN10025.000 N/mm2.18 0.35 0.035 0.40 1.18 0.040 0.20 0.40 1. Si% Máx.55 0.42 0.009 Máx.50 1.009 0. São habitualmente conhecidos pelos nomes das marcas comerciais de fabrico: Corten (foram os primeiros aços patinados.38 0. segundo a normalização europeia.55 0.21 0.007 0. υ = 0. que vendo sendo um uso crescente em chapas arquitectónicas.17 0.40 0. têm a faculdade de propiciarem a formação progressiva uma película superficial protectora de óxido exterior aderente e muito pouco porosa (designada por “patina”) que reduz significativamente a velocidade de oxidação habitual nos aços.47 0.17 0. Face a alteração normativa.24 0.17 0. São aços fracamente ligados (com outros metais.38 0.40 1.45 0. 19 . também designados de auto-protectivos. Nota: Os valores apresentados neste quadro são valores de referência.24 0.18 0. Os aços patinados.040 0.55 0. como: P.22 0.Execução de Estruturas Metálicas Tabela 5 – Composição química a que têm de obedecer os aços correntes de acordo com a EN 10025-2 [4] C em % máx.45 0.40 0.60 1.42 0.045 0.55 0.60 1.009 0. com origem nos Estados Unidos).17 0.040 0.040 0.850 Kg/m3.035 0. Indaten (fabricados pela “Usinor”) e Diweten (criados pela “Dilling” especialmente para pontes) [20].22 0.009 0.035 0.40 0.35 0.045 0. em condições específicas de exposição.040 0.60 1.20 0.035 0. Na tabela 7 faz-se uma apresentação mais largada de tipos de aços. CEV para espessuras nominais em mm t≤40 0. caracterizam-se por uma resistência melhorada à corrosão. Cr.50 1. na tabela 8 faz-se a transferência da normalização anterior para a nova.17 0.17 0. Ni e Mo) que. S% Máx.18 0. Tabela 6 – Valores de referência genéricos para aços estruturais [10] Módulo de Elasticidade Módulo de distorção Coeficiente de Poisson Coeficiente de dilatação térmica linear Massa Volúmica E = 210.009 0.20 0. N% Máx.35 0. em termos de características.045 0.24 0. G = E/2(1+υ) N/mm2.47 0.47 0.42 0. embora com valores mais concisos.045 0.035 0.45 0. P% Máx.040 0.60 0.20 16<t≤4 0 0.

Execução de Estruturas Metálicas Tabela 7 – Valores nominais da fy e da fu. para aços de acordo com a normalização europeia [4] Espessura nominal do elemento t [mm] Designação fy [N/mm2] EN 10025-2 S 235 S 275 S 355 S 450 EN 10025-3 S 275 N/NL S 355 N/NL S 420 N/NL S 460 N/NL EN 10025-4 S 275 M/ML S 355 M/ML S 420 M/ML S 460 M/ML EN 10025-5 S 235 W S 355 W EN 10025-6 S 460 Q/QL/QL1 EN 10210-1 S 235 H S 275 H S 355 H S 275 NH/NLH S 355 NH/NLH S 420 NH/NHL S 460 NH/NLH EN 10219-1 S 235 H S 275 H S 355 H S 275 NH/NLH S 355 NH/NLH S 460 NH/NLH S 275 MH/MLH S 355 MH/MLH S 420 MH/MLH S 460 MH/MLH 235 275 355 275 355 460 275 355 420 460 360 430 510 370 470 550 360 470 500 530 235 275 355 275 355 420 460 360 430 510 390 490 540 560 215 255 335 255 335 390 430 340 410 490 370 470 520 550 460 570 440 550 235 355 360 510 215 335 340 490 275 355 420 460 370 470 520 540 255 335 390 430 360 450 500 530 275 355 420 460 390 490 520 540 255 335 390 430 370 470 520 540 235 275 355 440 360 430 510 550 215 255 335 410 360 410 470 550 t ≤40 mm fu [N/mm2] 40 mm < t ≤80 mm fy [N/mm2] fu [N/mm2] 20 .

1972 Fe 360B Fe 360C Fe 360D Fe 430B EN 10025 + A1 . dado não ser admissível aguardar por ensaios de confirmação.16 Si (%) Máx.60 Adição de Azoto? Cr (%) Cu (%) FN = Aço efervescente não é admissível. 0.20 a 0.035 0. mormente os seus ponto 5. suas propriedades mecânicas e composição química.15 a 0. 21 .19 0.1.040 0. Não é dispensável o certificado de qualidade.20 a 0.85 0.85 0.45 0.035 N (%) Máx. 5.2 e 5. devendo ser especificada a qualidade do material.45 a 1. 0.Execução de Estruturas Metálicas Tabela 8 – Tabela de equivalências para a nova norma EN 10025 [4] EU 113 .3.035 0.15 FF FN FF FF 0. sendo de adoptar a certificação tipo 3.60 0.040 0.040 0.60 0.010 Sim Sim Sim Sim 0.80 Máx. Todas as tolerâncias e mais características a exigir na qualidade dos aços observarão a prEN 1090-2 [3]. 0.60 0. 0.1993 S 275N S 275NL S 275M S 275ML EU 25 .1 desta norma. 0.55 0.1972 Fe E 275 KGN Fe E 275 KTN Fe E 275 KGTM Fe E 275 KTTM Fe E 355 KGN Fe E 355 KTN Fe E 355 KGTM Fe E 355 KTTM EN 10113 .35 a 0.35 0.040 0.16 Máx.20 a 0.1993 S 235JR S 235JO S 235J2 S 275JR S 275JO S 275J2 S 355JR S 355JO S 355J2 S 355K2 S355N S355NL S355M S355ML Fe 430C Fe 430D Fe 510B Fe 510C Fe 510D Fe 510DD Tabela 9 – Aços patinados segundo a nova norma EN 10025-5 [4] Modo de Oxidação C (%) Designação S235JOW S235J2W S355JOWP S355J2WP S355JOW S355J2W S355K2W FN FF FN 0.040 Máx.1 Máx.25 a 1.05 a 0.035 Mn (%) P (%) S (%) Máx. 1. FF = Aço completamente acalmado O fornecimento e inspecção decorrerão de acordo com a norma EN 10204.35 a 0.70 Máx. 0.010 0. 0.010 0.

(ii) ligadores de aço inoxidável com diâmetros superiores aos especificados nas EN ISO 3506-1 e EN 3506-2. os parafusos devem de respeitar a norma ISO 4017. as porcas tem de respeitar a norma ISO 4032 ou 4775 e as anilhas tem de respeitar a norma ISO 7415. sendo de opção corrente a escolha da classe de parafusos 8. nomeadamente relativas a parafusos de cabeça embutida (prEN 14399-7). a não ser em casos devidamente ponderados.ª da série de parafusos apta a ligações pré-esforçadas. 22 .Execução de Estruturas Metálicas 2. ver tabela 10): Os parafusos pré-esforçados não devem ser em aço inox. Estas anilhas indicadoras de PE não devem ser de aços auto-protegidos ou em aço inox (problema de corrosão galvânica). (iii) parafusos de ligas austeníticas-ferríticas de qualquer diâmetro.2 . como é o caso de: (i) ligadores de aço carbono ou de ligas análogas com diâmetros superiores aos especificados nas EN ISO 898-1 e EN 20898-2.6 da prEN 1090-2 [3].8 de alta resistência (aptos a pré-esforço. da prEN 1090-2 [4]. Nas ligações mecânicas tem que se ter em atenção os parafusos. Nesses casos devem ser usados “kit’s” de isolamento cuja especificação e detalhamento são obrigatórios. Os ligadores de aço carbono não devem ser usados para ligar elementos de aço inoxidável. as porcas e as anilhas. Contudo existe alguma normalização europeia correspondente. • Parafusos estruturais de alta resistência (pré-esforço. embora a esta data ainda não tenha todas as suas partes concluídas). Estão em preparação diversas normas EN. devendo então ser tomados como “ligadores especiais”. salvo em casos especiais. Para a aplicação de parafusos pré-esforços de alta resistência. ver tabela 10). designadamente a prEN 14399 (mencionada no ponto 5.2. Este classe é a 1.4. anilhas e anilhas indicadoras de pré-esforço (prEN 14399-9). sendo. Como recomendações para parafusos e porcas hexagonais [6]: • Não pré-esforçados: As propriedades mecânicas devem ser especialmente especificadas para casos especiais.6. as ligações mecânicas (como parafusos.Ligações mecânicas Em geral. portanto. possuidora de baixa relaxação e constituindo uma boa opção na relação preço/desempenho. porcas e anilhas) deverão seguir o preceituado no ponto 5.

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A corrosão galvânica é um processo químico no qual se dá a destruição do metal menos nobre da série galvânica, por depósito na protecção do mais nobre, quando ligados directamente, na presença de um electrólito. Ora, a camada de óxido que se cria no aço é catódica, sendo o aço anódico, não sendo essa camada contínua, e por isso não se constituindo como uma barreira protectora, nas descontinuidades formam-se células de corrosão. Uma corrente eléctrica forma-se do pólo negativo (ânodo) para o positivo (cátodo), dissolvendo ou corroendo o pólo negativo. Série galvânica → do metal mais activo (anódicos), para o menos activo (catódicos): Alumínio e Zinco – usados para proteger o aço; Ferro; Aço; Aço inoxidável – substitui eficazmente o aço relativamente à corrosão; Chumbo; Cobre; Prata; Ouro; Platina. O potencial de corrosão galvânica aumenta com o aumento da diferença de potencial entre os dois metais, pelo que é completamente desaconselhável o contacto, sobretudo em ambiente húmido, entre metais nesta situação. Dai que muito cuidado terá que ser posto na escolha de elementos de ligalões mecânicas (parafusos, rebites, anilhas, porcas, etc.). Tabela 10 – Valores nominais da tensão de cedência e da tensão de rotura à tracção [2]
Componente Requisitos genéricos (High strength structural bolting for preloading) Ligações pré-esforçadas (suitability of assemblies for preloaded application) Parafusos (Bolts) Porcas (Nuts) Anilhas (Washers) prEN 14399-1 prEN 14399-2 prEN 14399-3 (HR: deeper nuts) prEN 14399-3 (HR: deeper nuts) prEN 14399-5prEN 14399-6 prEN 14399-4 (HV: shallower nuts) prEN 14399-4 (HV: shallower nuts) Pré Normas Europeias

De referir que as anilhas indicadoras de pré-esforço são uma alternativa à chave dinamométrica, de modo a permitir uma mais expedito controlo do momento de aperto em ligações pré-esforçadas. De notar que devido às condições de acesso à ligação e às tolerância dimensionais nem sempre o aperto é total e uniforme, pelo que o esmagamento deve ser medido junto ao ponto médio (ver figura 2).

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Figura 2 – Estruturas metálicas com emprego de várias geometrias de perfis e tipos de aço [6]

Conforme as melhores condições de acesso estas anilhas podem ser colocadas do lado da porca ou do lado da cabeça do parafuso (figura 3).

Figura 3 – Estruturas metálicas com emprego de várias geometrias de perfis e tipos de aço [6]

Existem também ligadores especiais, como parafusos injectados com resinas especiais. Em geral a resina é injectada através de um orifício colocado na cabeça do parafuso, podendo este ser tradicional (com rosca, anilha e porca) ou de espiga totalmente lisa.
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Execução de Estruturas Metálicas

As características genéricas são [6]: Resina de 2 componentes, com viscosidade à temperatura ambiente compatível com a injecção nos furos, apenas sob pressão (pode ter que ser usada uma argamassa moldável durante a injecção, para vedar); A resina deve manter-se moldável durante pelo menos 15 minutos; A cura deve estar concluída aquando da entrada em serviço da estrutura; Em casos de reparações pode ter que se aplicar calor para acelerar a cura (máx. 50 ºC); Estes elementos podem ter que ser obtidos através de ensaios, devendo ser usado o anexo G da EN 1990 – procedimento análogo ao da determinação do coeficiente de atrito em parafusos pré-esforçados; Detalhes sobre a utilização deste sistema podem obtidos na publicação do ECCS nº79 (European recommendations for bolted connections with injection bolts); O diâmetro dos furos estandardizado é d0= d + 3 mm, excepto em parafusos de diâmetro inferior a 27 mm, que pode ser de d + 2 mm, devendo ser usadas anilhas especiais, com d1= d+0,5 mm. • Outras Normas Europeias EN relacionadas com peças roscadas [12]: Parafusos: EN 24014:1991 Hexagon head bolts. Product grades A and B, com correspondência à ISO 4014:1988; EN 24015:1991 Hexagon head bolts. Product grade B. Reduced shank (Shank diameter = pitch diameter), com correspondência à ISO 4015:1979; EN 24016:1991 Hexagon head bolts. Product grade C, com correspondência à ISO 4016:1988; EN 24017:1991 Hexagon head screws. Product grades A and B, com correspondência à ISO 4017:1988; EN 24018:1991 Hexagon head screws. Product grade C, com correspondência à ISO 4018:1988; EN 28676:1991 Hexagon head screws with metric fine pitch thread. Product grades A and B, com correspondência à ISO 8676:1988.
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com correspondência à ISO 10673:1998. Product grade A.Product grade B . style 2 . ISO 4775:1984 Hexagon nuts for high-strength structural bolting with large width across flats . tem que se referenciar a norma ISO 898. ISO/DIS 898-1 Mechanical properties of fasteners made of carbon steel and alloy steel – Part 1: Bolts. ISO/DIS 4775 Hexagon nuts for high-strength structural bolting with large width across flats . screws and studs.Product grade C. 26 .Property classes 8 and 10. ISSO/DIS 4032 Hexagon nuts. 7091 a 7094 [12].Property classes 8 and 10 (Revision of ISO 4775:1984). style 2 . • Outras Normas Europeias EN relacionadas com anilhas [12]: EN ISO 10644:1998 Screw and washer assemblies with plain washers.Product grades A and B. Para anilhas também são muito usadas as Normas ISO 7089.Product grade B . Existe alguma recomendação no sentido de se galvanizar as porcas e anilhas. ISO/DIS 4033 Hexagon nuts.Product grade C. ISO 4034:1986 Hexagon nuts . style 1 .Product grades A and B.Product grades A and B. sendo certo que durante o aperto alguma dessa protecção se perde. com correspondência à ISO 8738:1986. EN ISO 10673:1998 Plain washers for screw and washer assemblies. EN 28738:1992 Plain washers for clevis pins.Execução de Estruturas Metálicas • Outras Normas ISO relacionadas com porcas [12]: ISO 4032:1986 Hexagon nuts. normal and large series. screws and studs. nomeadamente: • • ISO 898-1:1988 Mechanical properties of fasteners . ISO/DIS 4034 Hexagon nuts . estão regulamentados na tabela 11. Small. caso exista alguma exigência que não esteja prevista na tabela 11. ISO 4033:1979 Hexagon nuts. com correspondência à ISO 10644:1998. style 1 – Product grades A and B.Part 1: Bolts. Os valores nominais das tensões de cedência e da tensão de rotura à tracção. Product grade A. Washer hardness classes 200 HV and 300 HV.

que: 27 .8 640 800 10. além de garantir um estado de tensão que minimize a possibilidade de desaperto por vibrações eventuais a que a estrutura possa estar sujeita.Fine pitch thread. • ISO 898-6:1994 Mechanical properties of fasteners .9 900 1000 4.Part 7: Torsional test and minimum torques for bolts and screws with nominal diameters 1 mm to 10 mm. De referir.Part 6: Nuts with specified proof load values .8 480 600 8. só podem ser utilizados caso seja comprovado a sua eficiência para determinada aplicação.6 fyb (N/mm2) fub (N/mm ) 2 Classe de parafuso 240 400 Ligações Pré-esforçadas (por atrito) 6. Na tabela 12 apresentam-se os valores nominais mínimos da força de pré-esforço a aplicar nos parafusos pré-esforçados.Execução de Estruturas Metálicas • ISO 898-2:1992 Mechanical properties of fasteners . Estes valores pretendem assegurar a transmissão da força que permita a mobilização do atrito entre as chapas a unir. • ISO 898-5:1998 Mechanical properties of fasteners made of carbon steel and alloy steel – Part 5: Set screws and similar threaded fasteners not under tensile stresses.Coarse thread. preferivelmente na porca e da parte mais rígida para a memos rígida da ligação. De sublinhar que o aperto deve ser progressivo.8 320 400 5. • ISO 898-7:1992 Mechanical properties of fasteners . sendo rejeitadas aquelas que possam prejudicar a estabilidade e resistência da obra. Tabela 12 – Valores nominais mínimos da força de pré-esforço em kN [4] As ligações serão feitas cuidadosamente. ainda. Tabela 11 – Valores nominais da tensão de cedência e da tensão de rotura à tracção [3] Ligações ordinárias (por corte e/ou tracção) 4.8 400 500 Para valores fora dos limites estipulados na tabela 11.6 300 500 5.Part 2: Nuts with specified proof load values .

• As superfícies de contacto de ligações resistentes ao escorregamento deverão respeitar os requisitos da tabela 14 do ponto 8. consideram-se superfícies de contacto resistentes ao escorregamento as ligações de topo entre troços do pórtico – classe C. um Plano de Soldadura deve ser elaborado caso a classe de execução da estrutura seja a 2. Em geral.5 do prEN 1090-2 [3]. 3 ou 4. Procedimentos a adoptar para evitar imperfeições Especificações de tratamentos térmicos Critérios de aceitação e rejeição. (ii) Parte 3 → classe execução 2. estando dividida em função da classe de execução da estrutura: (i) Parte 4 → classe execução 1. devendo incorporar os seguintes aspectos (de acordo com as normas EN 1011 e a prEN 1090): Detalhes de ligação.5 da prEN 1090-2 [3]. estes têm que respeitar a prEN 13479. Especificação do procedimento de soldadura e consumíveis. que é constituída por uma lista de normas de produtos para os consumíveis de soldadura (aqui reposta como tabela 13). Já no que trata a consumíveis de soldadura. nas estruturas metálicas correntes.2. os requisitos básicos a preencher pela soldadura. isto é. Sequência de soldadura.4 da prEN 1090-2. a parte roscada deverá iniciar-se na zona correspondente à espessura da anilha.Execução de Estruturas Metálicas • A parte não roscada da espiga dos parafusos deve ter comprimento suficiente para abranger toda a espessura dos elementos a ligar. • Os parafusos devem ser apertados por meio de chaves dinamométricas e sujeitos aos momentos indicados no projecto. 28 . e segundo o ponto 5. Para efeitos dos requisitos de resistência da soldadura indica a EN ISO 14554 “Quality requirements for welding – resistance welding of metallic materials”. Tipos e dimensões das soldaduras. 2. Por seu lado. (iii) Parte 2 → classes execução 3 e 4.3 – Ligações soldadas A norma prEN 1090 remete para a norma EN 729 “Quality requirements for welding”. devendo também ter-se em atenção a tabela 4 presente no ponto 5.

brazed and soldered joints.Symbolic representation on drawings. EN 24063:1992 Welding. brazed and soldered joints . Informações nos desenhos.2 da prEN 1090-2 [3] também devem ser observados. 29 .Symbolic representation on drawings.Nomenclature of processes and reference numbers. brazing. Não estando incluídas nas informações da norma prEN 13479. ISO 4063:1998 Welding and allied processes . Soldaduras. ISO 2553:1992 Welded.1 e 5. brazed and soldered joints . com correspondência à ISO 4063:1990. com correspondência à ISO 2553:1992. soldering and braze welding of metals. Symbolic representation on drawings. EN 22553:1994 Welded. Nomenclature of processes and reference numbers for symbolic representation on drawings. temos: EN 2574:1990 Série aeroespacial. para efeitos de simbologia e nomenclatura. mas admitindo-se ser de interesse.Execução de Estruturas Metálicas Tabela 13 – Produtos estandardizados para consumíveis de soldadura [4] Os pontos 5. em termos de normas europeias. ISO/AWI 2553 Welded. Como referência também devem ser consideradas as seguintes normas: ISO 13920:1996 Welding — General tolerances for welded constructions —Dimensions for lengths and angles — Shape and position.

• A disposição das soldaduras e a sua ordem de execução devem ser estabelecidas de modo: A reduzir-se. podendo a Fiscalização exigir provas de habilitações técnicas dos soldadores. 30 . de uma forma equilibrada em relação ao eixo de cada barra e inibindo pontos de sobreposição (deteriorando soldas anteriores). • Os trabalhos de soldadura exigem pessoal qualificado e aparelhagem conveniente. tanto quanto possível. • Na ligação das extremidades das barras (ligações de topo) as soldaduras devem ser dispostas. que: • A qualidade e resistência do material de adição das soldaduras terá de ser sempre de nobreza e valor superior ao aço base soldado (na figura 4 podemos ver consumíveis e máquinas de soldar). Figura 4 .Execução de Estruturas Metálicas De notar que existem normas especificas para procedimentos de soldadura (EN ISO 15609 “Specification and qualification of welding procedures for metallic materials”). ensaios de caracterização dos eléctrodos e quaisquer outros ensaios para o seu completo esclarecimento e de acordo com as normas em vigor. • As características da corrente eléctrica e a natureza dos eléctrodos devem ser apropriados à qualidade dos materiais a ligar e ao tipo de soldadura a efectuar. tanto quanto possível. bem como para a qualificação de pessoal afecto à sua execução (EN 287-1 e a EN 1418). ainda. os estados de tensão resultantes da própria operação de soldadura.Materiais de soldadura e equipamentos de soldadura [12] De salientar. A que as peças soldadas fiquem na posição pretendida.

devem estar isentos de escórias. cavidades ou quaisquer outros defeitos. nesta ordem de ideias. • Em geral. 2. antes de cada passagem. • As superfícies a soldar. bem como os próprios eléctrodos. • Os cordões devem obedecer ao disposto na EN 10138-3 Aparelhos de apoio [6]: 31 . tinta. oxidação. carepa.2. bem como o estabelecimento de variações bruscas de secção. • Sempre que um cordão seja obtido por várias passagens deve proceder-se à repicagem das escórias. • As medidas a tomar e o critério a adoptar na verificação das ligações soldadas será fixado pela Fiscalização.Execução de Estruturas Metálicas • Também se deverá evitar a aplicação excessiva de soldadura num mesmo local. e à limpeza com uma escova de arame. fendas. exigindo-se uma descida gradual e lenta da temperatura. poderá exigir-se o recozimento de determinadas peças para eliminação das tensões residuais provenientes das operações de soldadura. e. As soldaduras efectuadas não poderão ser arrefecidas rapidamente. • Os cordões executados não deverão apresentar irregularidades. • • Deverão ainda evitar-se soldaduras em entalhes ou furos de dimensões importantes. a execução de soldaduras deverá respeitar o disposto no capítulo 7 da prEN 1090-2. especificando a classe de resistência e a camada de protecção. por um processo adequado. sem que se tenha queimado o material dos bordos. poros. ou pela própria acção do vento. • A soldadura depositada tem de ficar bem ligada aos materiais a soldar. será pedida uma protecção das soldaduras contra o arrefecimento brusco provocado pela chuva. • Em casos de comprovada necessidade.4 – Acessórios de ligação Cabos de alta resistência [6]: • Os fios dos cabos de alta resistência têm que obedecer ao disposto na EN 10264-3 ou EN 10264-4. pela neve. nomeadamente em elementos soldados em toda a periferia. pela concentração de tensões a que dão origem. humidade ou qualquer película de gordura. de acordo com a EN 10244-2.

com um mínimo de resistência característica à compressão de 25 MPa. com base num cimento com propriedades não retrácteis.7 ou 8 (ver quadro 14). Tabela 14 – Normalização de aparelhos de apoio [6] 2. Deverá ser respeitado o ponto 5.6. é um indicador fundamental das suas características de qualidade.5.2.5.Classificação do ambiente No sentido de caracterizar a agressividade do ambiente em que a estrutura metálica será inserida.Argamassas de assentamento de chapas metálicas As argamassas de assentamento de chapas metálicas. conforme figura 5 deste texto. serão de carácter hidráulico. a que corresponde uma corrosibilidade média.Classificação da estrutura A classificação de uma estrutura.3 – Classificação estrutural e ambiental 2. reportando o fabrico da argamassa para as normas EN 206-1 e ENV 13670-1. pois espelha um nível de propriedades e fiabilidade que se repercute 32 . desta norma explicações complementares são dadas.2 .3.3. No ponto 9.5 .Execução de Estruturas Metálicas • Devem obedecer ao disposto na prEN 1337-3.1 . ajudando a seleccionar a protecção mais adequada. 2. Figura 5 – Argamassa de regularização e selagem sob placa de base de pilar [4] 2. A resistência será especificada nos elementos do Projecto.4.8 da prEN 1090-2. a colocar entre as fundações e as bases de pilar (figura 5). Para o exemplo em estudo seleccionou-se o nível C3. segundo a norma prEN 1090-2 [3].5. é necessário classificar o grau de corrosibilidade do ambiente de acordo com a norma EN ISO 12944-2.

Como excepções teremos as situações de elementos específicos para os quais esta especificação técnica estabeleça uma exigência superior ou inferior. resultando da combinação das primeiras duas (tabela 15 e 16) a escolha da Classe de Execução (tabela 17) Deste modo. essa indicação terá que ser específica na adopção de uma classe de execução menos exigente. de que se reproduz neste texto as tabelas mais significativas (tabela 15. Na verdade. no que toca à classe de execução EXC3. e para efeitos do caso em estudo. desde os aspectos ligados à escolha de materiais até à própria documentação exigível em todas as fases de fabrico.Execução de Estruturas Metálicas em todos os pontos do seu fabrico. De nomear o Anexo B da norma prEN 1090-2 [3] que consiste num útil guia para a escolha da classe de execução da estrutura metálica. a estrutura classifica-se com classe de consequência CC3 (alta) e classe de produção e utilização PS2 a que corresponde a classe de execução EXC3. temos que a sua classificação surge em todas as alíneas importantes do processo. numa apreciação global desta norma. 16 e 17). Tabela 15 – Definição das classes de consequências [3] 33 . neste último. Uma mais clara e elucidativa exposição dos diversos requisitos classificativos encontra-se nos anexos desta norma. com base nestas tabelas e no seu significado intrínseco. mas. Para todos os elementos da estrutura deverão ser adoptados e respeitados os requisitos definidos nesta prEN 1090-2 [3].

construído em Portugal. admita-se um edifício residencial em estrutura mista aço–betão (com aço estrutural S275).Execução de Estruturas Metálicas Tabela 16 – Critérios recomendados para produção e categorias de serviços [3] Tabela 17 – Recomendações para a selecção de classes de execução [3] Como exemplo de aplicação.4 – Protecções e tratamentos 2. com elementos metálicos formados por perfis laminados a quente. acompanhando prospecto técnico (composição. certificado de garantia. condições de armazenamento e condições de 34 . em elementos susceptíveis de exposição em caso de incêndio. Consultando a tabela 15 e 16 resulta ► Categoria de exploração PS1 e consequência CC2. ligações em obra e do tipo aparafusado. pelo que implica → Classe execução 2 [6].Protecção ao Fogo A protecção ao fogo.4. Nesse sentido o Empreiteiro proporá à aprovação da Fiscalização a marca e tipo de revestimento de protecção que pretenda aplicar. 2. ensaios de caracterização. deverá ser realizada com tintas intumescentes.1 .

Tratamento de superfície para protecção contra a corrosão e pintura dos elementos metálicos A presente especificação tem como finalidade definir e impor um conjunto de exigências que o Empreiteiro deverá respeitar para a limpeza. se for o caso. portanto. contudo. ainda. • Para o efeito da aplicação da protecção no local. andaimes e todo o demais material para a montagem de plataformas de trabalho adequadas e seguras. de modo a permitir à Fiscalização uma decisão atempada e informada. o Empreiteiro poderá ainda propor uma protecção passiva alternativa que garanta uma estabilidade ao fogo de 30 minutos (EF30). Fora situações de dispensabilidade justificada. removendo-os logo que o trabalho esteja concluído. atendendo ao material ignífugo si e ao factor de massividade (razão entre a área exposta ao fogo e o volume do perfil). deve o empreiteiro fornecer as ferramentas e equipamentos. Não são. Deverá. será sempre a metalização seguida de pintura). protecção de superfícies por metalização e pintura dos elementos metálicos. tal como gruas.Execução de Estruturas Metálicas aplicação) com certificado de origem e amostra. dado que poderá existir só um ou ambos – no caso de estarem ambos presentes. recorrer ao parecer técnico e peritagem de entidades idóneas como LNETI ou ISQ (Instituto de Soldadura e Qualidade). incluir os esquemas de aplicação recomendados pelo fabricante. no caso de existir qualquer divergência. admitidos quaisquer desvios à presente especificação sem a prévia aprovação da Fiscalização. designadamente a prEN 1090. terão de ser previamente aprovadas pela Fiscalização. ou quando entender. Neste caso. 35 . e para cada tipo de perfil metálico. À Fiscalização reserva-se o direito de. O Empreiteiro poderá propor as alternativas que ache mais adequadas ou que correspondam a desenvolvimentos mais recentes da técnica de protecção anti-corrosiva que.4. Em geral devem ser seguidas as seguintes recomendações gerais: • Os trabalhos de metalização e pintura devem respeitar o disposto nas normas europeias em vigor. 2. Após conclusão do fabrico e antes da montagem será aplicado nas peças metálicas o esquema de protecção anti-corrosiva previsto (nomeadamente metalização e/ou pintura. deverá apresentar uma nota de cálculo justificativa da dimensão da protecção proposta. adoptando uma temperatura crítica de cálculo de 500ºC.2 . de acordo com a parte 2 do Eurocódigo 3 (EN 1993-1-2).

em peso. etc. Secagem (em caso de não existir metalização): • Logo após a limpeza a jacto de areia e de lavagem da peça. • Empreiteiro deverá dispor de equipamento que permita comprovar as espessuras dos diversos tipos e camadas protectoras. Inibidor: • Será adicionado à água de molhagem de areia. a colocação de contraventamentos provisórios. mas protegidas por massa grafitada ou outro material adequado. devendo a execução do roscado ter em atenção este tipo de protecção. na percentagem mínima de 1. ferrugem. ligeiramente áspera e inteiramente livre de todos os vestígios de cascão. • Esta mistura também deverá ser empregue na água de lavagem das peças. evitando-se ar pintura. tais como faces de rolos ou outras análogas. Decapagem: • Todo o material deve ser decapado a jacto húmido. em que a superfície se apresenta de cor cinzenta clara. de fosfato de diamónio e nitrato de sódio. • A protecção da parte saliente dos chumbadouros deverá ser feita efectuada por galvanização (metalização a quente com base em zinco). sendo a granulometria da areia seleccionada como limite máximo pelo peneiro de 30 por polegada.6% em relação à água utilizada.Execução de Estruturas Metálicas • Todas as estruturas metálicas serão montadas de forma a ficarem convenientemente alinhadas. não existindo este passo no caso 36 . • Todo o trabalho deve ser executado por pessoal devidamente formado. especializado e de reconhecida competência. • As superfícies de rolamento ou escorregamento de aparelhos de apoio. uniforme. • Para resistir às solicitações devidas à elevação e montagem das peças o Empreiteiro deve prever. sendo imediatamente aplicada uma demão à pistola com a espessura mínima de 10 microns de “wash primer” (no caso de pintura. niveladas e aprumadas antes da demão final (em caso de pintura). uma mistura na proporção de 4:1. como é definido pelas normas aplicáveis. • O grau de acabamento será em metal branco. deverá a secagem ser acelerada por aquecimento indirecto. não devem ser pintadas. quando necessário.

Camada de acabamento acrílico com 50 µm de película seca. • As duas demãos terão cores diferentes a definir pela Fiscalização. endurecido com uma solução de ácido fosfórico e formulado a partir de uma mistura de resina de butiral de polivinilo. produto de 2 componentes. em geral. Primário rico em zinco com 50 µm de película seca. Primário (em caso de não existir metalização): • Com as superfícies perfeitamente secas e limpas. pigmentos e cargas. As marcas e modelos de tinta a aplicar deverão ser indicadas na proposta. Camada intermédia de tinta intumescente com 260 µm de película seca. serão aplicadas duas demãos de cromato de zinco com a espessura de 30 microns cada. sendo a sua durabilidade inferior à metalização a quente. sendo a primeira demão aplicada à trincha e a segunda á pistola. 37 . Destina-se a preparar e proteger as superfícies metálicas demasiado polidas.Execução de Estruturas Metálicas de prévia metalização. Em geral pode ser seguido o seguinte esquema: Preparação da superfície dos elementos ao grau P2. as instruções deste. é um primário de aderência e protecção anti-corrosiva). Metalização: • Em geral são sempre de evitar as metalizações a frio. Verificando-se que a tinta aplicada é de má qualidade a pintura será rejeitada e o Empreiteiro fará a limpeza da estrutura e aplicará nova pintura à sua custa. • O esquema de protecção a aplicar nas estruturas metálicas deverá ter em atenção o grau de corrosibilidade e durabilidade média. pois é. pois estas concitem numa pintura com resina epoxy em que as cargas são grânulos metálicos. de acordo com a ISO 8501-3. ou seja. Pinturas: • • • Superfícies em contacto com betão não devem ser pintadas. na preparação e aplicação. de modo a criar aderência aos produtos posteriormente aplicados. • As tintas a utilizar (primário e acabamento) deverão ser fornecidas por um mesmo Fabricante sendo respeitadas escrupulosamente.

sendo visível que o tipo de preparação assenta na durabilidade espectável do tratamento. A categoria de corrosibilidade encontra-se classificada na norma EN ISSO 12944.Execução de Estruturas Metálicas • A espessura média da película de qualquer camada deverá ser igual ou superior ao especificado para um total de 20 medições realizadas numa mesma área. 38 . um valor médio inferior a 90%. Excedido este prazo. Na tabela 18 inclui-se a classificação de preparação das superfícies a tratar [3]. o que sempre fará caso seja ultrapassado um mês. Tabela 18 – Classificação de preparação de superfície a tratar [3] Todos os trabalhos de reparação de pinturas em obra serão realizados de acordo com a EN 12944-7. • Duas demãos de tinta de acabamento à base de borracha clorada com a espessura mínima de 2x60 mícrones. • Uma demão de primário de epoxy rico em pó de zinco com uma espessura mínima de 50 mícrones. um valor inferior a 80% dessa espessura ou. contudo o anexo K da norma prEN 1090 dá algumas sindicações. a Fiscalização poderá exigir a lavagem total ou parcial das superfícies. para decapagem mecânica é o grau ST 3). não sendo de tolerar. pode a Fiscalização preferir o seguinte esquema de protecção anti-corrosiva (em caso de não existir metalização a quente ou em peças secundárias ou de vida reduzida): • Decapagem mecânica ao grau SA 2 ½ (a tabela mais usada para comparação de qualidade de decapagem consta de uma norma sueca SIS – o grau de decapagem por abrasivo mais usual é o SA 2 ½ ou o SA 3. para um conjunto de 5 medições. • O prazo entre demãos não será nunca inferior a 24h e convirá que não seja superior a uma semana. Alternativamente. para qualquer medição.

as seguintes: • • A medição será realizada em quilogramas (Kg). em geral. Não serão feitas deduções para entalhes e furos. As medidas para a determinação da medição de chapas de superfície irregular.Execução de Estruturas Metálicas Nas superfícies para ligações com atrito (pré-esforçadas) deve apenas ser aplicado o primário de forma a garantir uma classe de atrito C. de acordo com o seu peso nominal. • No caso das chapas. • A medição indicará. 2. Se necessário deve ser determinado o coeficiente de atrito da superfície (anexo G da prEN 1090-2). a área será determinada em m2. além dos eléctrodos para as soldaduras a efectuar. mas o preço por quilo deverá espelhar os mesmos.Critérios de Medição As regras de medição em estruturas metálicas são. • As medições não incluem os desperdícios. tubos. a medida será a do maior comprimento do perfil. os tipos e dimensões dos perfis. serão obtidas a partir do menor rectângulo circunscrito a essas superfícies. a converter em Kg de acordo com o seu peso nominal. ou da espessura nominal das chapas. chapas e outros elementos constituintes. intrinsecamente – pelo que estes devem se objecto optimização (obtenção do menor desperdício) e quantificação (para efeitos do preço final por unidade de peso). além do elemento estrutural. os comprimentos serão determinados em metros e convertidos em Kg. Nos perfis cortados obliquamente. anilhas. • No caso dos perfis e tubos.5 .. porcas. etc. 39 . devendo o seu preço incluir todos os demais órgãos de ligação como parafusos. O peso a considerar na medição será sempre o da secção nominal dos perfis. • • • • Em elementos de outro formato deverá indicar-se o peso por unidade. • A determinação das medidas para o cálculo das medições obedecerá às regras discriminadas nos seguintes pontos.

soldadura e montagem serão tomadas as precauções necessárias para que.6). • Todos os materiais empregues na obra serão objecto de certificado emitido pela siderurgia que os fornece. protecção contra o fogo e transporte.Execução de Estruturas Metálicas Capitulo 3 – Execução 3. armazenamento. • O manuseamento e armazenamento das peças deverá ser conforme as recomendações especificadas pelo fabricante e tendo em atenção as datas de vencimento do produto em causa. para evitar uma possível deterioração do material. sendo. pré-montagem. aplainados. torneados e ajustados convenientemente. depois da montagem definitiva. existam as contra-flechas previstas no projecto. Recomendações gerais: • Deverão ser respeitadas todas as especificações relativas a materiais. 40 . • Nas operações de traçagem. limados. terá de passar por uma vistoria que assegure que este está de acordo com os padrões pretendidos. Caso existem suspeitas de possível deterioração do material.1 – Aspectos genéricos do fabrico O fabrico de estruturas metálicas (produção. Esta lista refere a elevação das peças. bem como exigências complementares deste texto. quando tal se torne necessário. • A tabela 7 do capítulo 6 do prEN1090-2 [3] contém uma lista que refere todos os controlos e medidas de armazenamento. execução e montagem) é regulado pela prEN 1090 [3] nas suas 3 partes. na garantia que essa marcação tem características indeléveis. ao fabrico e à protecção anti-corrosiva dos elementos metálicos. sobretudo devendo respeitar-se o capítulo 6 da parte 2 (prEN 1090-2. • Todos os elementos metálicos serão bem forjados e trabalhados segundo as regras da arte. • Para melhor controlo no processo de fabrico devem ser identificadas todas as peças.

• Na traçagem das peças a soldar deverão ser tidas em conta as deformações devidas à retracção longitudinal e transversal. incluindo as eventuais partes em betão. existem tecnologias de corte mais avançadas. devendo ter-se em atenção particular o seguinte: • Antes de iniciar a traçagem das peças metálicas. as dimensões exactas referentes aos elementos da estrutura. • O Empreiteiro deve ainda submeter à apreciação da Fiscalização um levantamento topográfico da geometria das peças após concluído o seu fabrico. • Se no projecto forem indicadas contraflechas. no local. Este último é uma alternativa aos processos de corte térmico. de acordo com os desenhos. • Antes de iniciar a traçagem das peças o Empreiteiro deve confirmar.3 – Corte As empresas com menos recursos utilizam geralmente os tradicionais maçaricos de corte. 3.Execução de Estruturas Metálicas 3. o Empreiteiro deverá confirmar. 41 . Os resultados deste levantamento devem respeitar as cotas constantes dos desenhos. quase todos os materiais metálicos e não metálicos podem ser cortados por via térmica [11]. o corte por laser e o corte por jacto de água com abrasivo. • A traçagem das peças deverá ser feita tendo em vista a obtenção de contornos exactos. tais como o oxi-corte com controlo numérico. No entanto. que permaneçam no material a aplicar em obra.2 . o corte por plasma. e de modo que os bordos ou os topos se ajustem perfeitamente em todo o comprimento das juntas. no local. • Não serão permitidas marcas a escopro ou a punção a frio. Actualmente. procedendo aos acertos de dimensões necessárias que submeterá à aprovação da Fiscalização.Traçagem da Estrutura Metálica A traçagem será feita com precisão idêntica à da classificação estrutura metálica e de acordo com o projecto. devem estas ser tidas em consideração na traçagem e devidamente distribuídas para que a forma final seja a conveniente. que sejam condicionantes para a estrutura metálica. se as dimensões referentes a outras partes da construção que se ligam com a estrutura a fabricar correspondem aos valores previstos nos desenhos do projecto.

Disco. eventualmente.Esquema representativo da operação de corte e indicação das principais entradas e saídas de materiais [11] 42 . Nos casos.Execução de Estruturas Metálicas Resumindo as várias e mais usuais técnicas de corte de peças metálicas. o corte de chapa pode também ser feito com guilhotina. corte por plasma. Na Figura 6 está apresentado um diagrama esquemático da operação de corte seguida. Todas estas tecnologias podem envolver a utilização de comando numérico. Arco de plasma. No corte de chapa quando o contorno é recto e a forma convexa. por laser ou por jacto de água com abrasivo. Guilhotina. Generalidades O corte de perfis pode ser executado para acerto de comprimentos com disco de serra ou com guilhotina (neste último caso não necessita de fluido de corte). Calor. poderemos enumerar as seguintes: Serra. em que os contornos são mais complicados. requer-se outro tipo de tecnologias como o oxi-corte. que permite optimizar a utilização da chapa e eliminar os erros de traçagem. Jacto de água. de desengorduramento químico [11]. Laser. Figura 6 .

perfis e tubos serão de preferência feita à serra. Para classe de execução 3 este método pode ser usado sem requisitos especiais nas condições da tabela 19.Execução de Estruturas Metálicas Algumas particularidades dos tipos de corte: • Guilhotina: as extremidades livres têm que ser tratadas por forma a remover defeitos. falhas e rebarbas dos bordos das peças serão removidas à mó de esmeril. tomar-se-á o cuidados especiais no acabamento dos bordos. • As saliências. • Os cortes efectuados a maçarico ou por arco eléctrico (calor) serão posteriormente afagados sempre que a irregularidade da zona de corte prejudique a execução das ligações. • • O corte das barras. 43 . função da sua resistência mecânica [4] Como recomendações gerais: • Os perfis serão cortados com o maior cuidado. segundo as formas determinadas. • Calor: por forma a assegurar que as duas partes têm uma dureza inferior a 380 HV 10 (normarequisito geral). recorrendo-se à lima sempre que seja necessário para se obter um ajustamento perfeito das diferentes peças. em particular quando houver que proceder a soldadura. Nos cortes realizados à guilhotina ou a oxi-corte. poder ser necessário proceder ao pré-aquecimento (ver tabela 20). Tabela 19 – Condições sem requisitos especiais no corte de guilhotina na classe de execução 3 [3] Tabela 20 – Dureza superficial máxima permitida para os diversos tipos de aço.

a chama oxiacetilénica [11]. já o plasma só é empregue até 16mm de espessura. Esta ferramenta é rápida e faz cortes de atados. sendo o equipamento mais usual o serrote (ver figura 7). O corte por plasma corta a maior velocidade e dá um melhor acabamento que o oxi-corte. só nos casos em que a natureza do corte o exija. O consumo de energia é pequeno. Como fonte de calor para o pré-aquecimento do material e para se atingir a temperatura de fusão usa-se. poderá ser feito a maçarico (no caso de entalhes. A maior parte do calor é produzido por meio da reacção exotérmica do oxigénio com o aço a cortar. deverão ser convenientemente limpos e afagados. mas ambas fazem formas curvas e não furam. por não introduzir tensões residuais. no caso de corte de chapas o método mais usual é o oxi-corte (ver figura 8) e o corte por plasma.Execução de Estruturas Metálicas Corte por serra O corte por serra é um dos mais recomendados (serra rígida ou por fita rotativa). o corte dos perfilados deverá ser feito de preferência por serrote e.). e nomeadamente naqueles aos quais se vão aplicar cordões de soldadura. predominantemente. O oxi-corte pode cortar grandes espessuras. Figura 7 – Serrote Oxi-corte O oxi-corte talvez seja o melhor processo de corte térmico para chapas de aço ligado e de não ligado na gama de espessuras de 3 a 30 mm. tem algumas limitações quando tem de fazer cortes mais complexos e/ou com mais de 45º. O equipamento é de fácil instalação. 44 . Todos os cortes efectuados por oxi-corte. Em geral. Na verdade. etc.

Na verdade. o hidrogénio e o azoto [11]. Figura 9 – Linha combinada corte plasma + furação. O consumo de energia é relativamente elevado. sendo a junta de corte removida por jacto de ar. Os gases utilizados nas aplicações de corte por plasma são o árgon. efectua cortes complexos. Também são utilizados gases de corte de efeito oxidante e gases com injecção suplementar de água. esta máquina é bastante rápida. 45 . entalhes. etc. redondos.Execução de Estruturas Metálicas Figura 8 – Corte por Oxi-corte Corte por plasma Talvez um dos melhores métodos combinados seja o das linhas conjuntas de corte plasma e furação (ver figura 9). O corte por plasma é um processo em que o material metálico é fundido na zona de corte pelo jacto de plasma. porque o material tem de ser fundido numa junta larga.

O bom arrefecimento e a elevada velocidade de corte reduzem o empeno por acção do calor desenvolvido. Outras características vantajosas resultantes da sua aplicação são o material não ser afectado pelo calor e não serem necessárias operações de acabamento. Todos os materiais condutores podem ser cortados por plasma. Com uma lente na cabeça de corte. as superfícies do corte são de aspecto metálico. Para o corte de materiais é preferido o laser de CO2. Assim. É o processo de corte térmico com maior qualidade e precisão. Esta tecnologia permite uma grande exactidão de corte e uma boa qualidade superficial. é o facto de a água minimizar o efeito do calor na integridade estrutural do metal [11]. alumínio. O raio laser é ideal para cortar materiais metálicos e não metálicos de pequena espessura. o feixe é focado sobre a superfície do material a cortar [11]. mostram boa qualidade e regularidade. sendo a emissão de radiações UV absorvida. dificilmente estampáveis [11]. Com esta tecnologia é igualmente possível cortar chapas de grandes dimensões. ruído. cheiros. Outra das características mais vantajosa. poeiras. cobre. Apenas com máquinas que operam com controlo numérico é possível alcançar uma elevada velocidade e precisão de corte. A qualidade do corte depende do tipo de material e do sistema de corte por plasma utilizado [11]. sendo mantida a integridade estrutural do material [11].Execução de Estruturas Metálicas O corte por plasma com injecção de água é indicado para o corte de aços de construção e de Cr-Ni. pois permite desenhos de rigor abaixo da décima milésima em chapas de quase toda a espessura. existe uma grande variedade de materiais onde os processos de corte térmico não são aplicáveis por razões de ordem técnica e/ou económica. aço macio e aço inoxidável. 46 . podendo também conter um abrasivo para facilitar a operação. O uso de água reduz o impacto ambiental. o corte por jacto de água permite cortar uma grande variedade de metais e suas ligas como bronze. será de referir que o melhor corte é o de jacto de água. azoto e hélio que é excitada electricamente. Corte por laser O laser é uma fonte de radiação visível que emite luz coerente monocromática. [11] O material é cortado pela acção de um jacto de água de alta pressão. A radiação laser é obtida por intermédio de uma mistura de dióxido de carbono. Tipicamente. Por outro lado. sendo o gás de corte o oxigénio. de formas complexas e constituídas por materiais de alta resistência. sem defeitos e com pouca rugosidade. Corte por jacto de água Muito embora. porém é excepcionalmente caro e raro usado em metalomecânicas.

Execução de Estruturas Metálicas Quadro 21 – Comparação das características associadas às tecnologias de corte de chapa [11] 47 .

Por calor. A furação das peças metálicas é outra etapa do ciclo de produção do fabrico das estruturas metálica. e de 2mm para a distância aos furos extremos de uma mesma linha. Plasma. 48 . a tolerância máxima para irregularidades de furação será no máximo de 1mm para a distância de um dos furos ao que lhe seguir. Punção. • Dimensões: são especificadas de acordo com uma nomenclatura específica .combinação dos diâmetros do furo e do ligador (normal ou sobredimensionado) ou dos furos oblongos (curto ou longo). Laser. em todo o caso. • No caso de ligações importantes a abertura dos furos deve fazer-se ou por brocagem simultânea dos diversos elementos a ligar. às tolerâncias estabelecidas para a execução desses mesmos furos e à sua execução propriamente dita. • Somente se admite a abertura de furos por punçoamento sem posterior mandrilagem no caso de furos que não tenham função estrutural importante. para a colocação do parafuso.4 – Furacão Na execução da furação: estão previstos na norma os seguintes processos [6]: • • • • • Por broca. mas. De notar que: • • Acabamento da furação: analogia com o corte. O capítulo 6 do prEN1090-2 [3] faz referência ao dimensionamento dos furos.Execução de Estruturas Metálicas 3. Recomendações gerais: • Quando existe a necessidade de fazer escariação nas peças. essa escariação deve ser executada de maneira a que quando o parafuso é colocado a parte superior da sua cabeça fique nivelada com a face da peça. Tolerâncias: de acordo com a norma ISO 286-2.

• Nas peças em que se tenham realizado furos deverão ser eliminadas as rebarbas das duas faces em contacto. em peças sobrepostas. admitindose a tolerância de 1mm. ser realizada por brocagem (com os valores nominais recomendados desses furos de acordo com o diâmetro do parafuso – tabela 21). que não garanta a forma cilíndrica e circular dos furos. 1 mm para as classe de execução 3 ou 4. 49 . sendo permitida.3. será realizada com diâmetro inferior ao valor nominal.5 vezes o diâmetro nominal do parafuso. pelo menos.Execução de Estruturas Metálicas • Ainda. quando realizada a saca-bocados ou à broca. mas esta operação pode ser dispensada em classes 1 e 2 . em geral. • O comprimento nominal de parafusos oblongos não deve exceder 2.2.3). para que se ajustem perfeitamente uma sobre a outra. no caso de ligações importantes e sendo a abertura realizada por punçoamento. este será de diâmetro. com a condição de se anular esta diferença a mandril. • A furação. Nas emendas os orifícios das várias partes têm que ser executados na mesma direcção. com as peças ligadas na sua posição definitiva. • Como se percebeu. • Nos rebites instalados a quente o diâmetro nominal do orifício deve ser igual ao diâmetro nominal do fuste do rebite mais: 2 mm para as classe de execução 1 ou 2. a mandril. • Os alinhamentos dos furos deverão ser rigorosamente paralelos às secções de corte.apenas punção). no mínimo de 2mm. • Nos parafusos de cabeça embebida (“countersunk bolts”) as dimensões do negativo e suas tolerâncias devem ser tais que a face superior da cabeça do parafuso e a face da peça onde é instalado coincidam. • Os furos relativos ao mesmo parafuso. sendo posteriormente a mandrilagem realizada com as peças convenientemente ligadas (normativamente os furos têm que ser mandrilados para classes de execução 3 e 4. • • O equipamento a utilizar tem que obedecer aos requisitos da prEN 1090 (12. a abertura dos furos deve. na excentricidade. a tolerância de 1mm. sendo alargada para a do projecto. deverão permitir a livre inserção do elemento de ligação das peças. 3mm inferior ao diâmetro definitivo.

nesse processo existem várias cabeças de brocas para funções diversas. Tabela 22 .Valores nominais de furos para parafusos (mm) [6] Figura 10 . 50 . Figura 11 – Linha automática de furação e cabeças da linha de automática de furação Todas as peças furadas para ligações serão vistoriadas pela Fiscalização a fim de se verificar a perfeição do trabalho e proceder às correcções tidas por convenientes. diferentes orientações e múltiplos furos (ver figura 11).Valores máximos admissíveis na distorção em furos por punção [6] Existem linhas automáticas de furação de vigas (ver figura 11).Execução de Estruturas Metálicas • A distorção está limitada. Estas linhas automáticas de furacão são dirigidas por informaticamente.

calandragem e quinagem. Efectuam-se. A enformagem. para execução destes tipos de peças metálicas existem dois processos possíveis em termos de temperatura associada: • Enformagem a quente: em que existe um aquecimento prévio da chapa à sua conformação. operações de fresagem e de torneamento [11]: 51 . Em termos de metalomecânica poderemos ser mais específicos. estabelecendo a norma prEN 1090 [3] critérios de enformagem a quente. sendo as operações de maquinagem mais significativas: estampagem. • • Esta norma também específica raios mínimos de curvatura em função do tipo de aço usado. de igual modo. dada a pequena espessura da chapa. ainda. sendo cada ver mais usadas para o fabrico de asnas de cobertura. em menor escala. com restrições relativas aos tipos de aço e às temperaturas a que cada classe de aço deve ser trabalhada. • Enformagem a frio: pode ser executada através de rolos ou prensas. sobretudo a frio (exemplos de geometrias na figura 12). Figura 12 – Linha automática de furação e cabeças da linha de automática de furação [13] De notar os seguintes aspectos no processo de enformagem: • Existe diminuição de ductilidade e a norma prEN 1090 [3] especifica procedimentos de alívio de tensões residuais através de temperatura.Execução de Estruturas Metálicas 3. mas não só. pressionado e forjado. sem que para isso o material perca significativamente qualquer tipo de características. Entre as grandes vantagens deste tipo de perfil estão a sua excelente relação preço/peso e a facilidade de se criarem formas abertas com baixa energia de deformação.5 – Maquinagem/Enformagem Na maquinagem/enformagem de peças metálicas o aço (inicialmente em chapa lisa) pode ser dobrado. Fornece. requisitos específicos para a dobragem de perfis circulares ocos. é um processo de conformação de chapas com utilização crescente em estruturas metálicas.

Esta operação pode ser realizada tanto a frio como a quente. Os dois últimos processos têm. pelo que são apresentados esquematicamente através do mesmo diagrama de blocos na Figura 13. adquirindo progressivamente a curvatura desejada até ao caso extremo da formação de um cilindro. • Torneamento . sendo esta obrigada a passar pelo meio de uma série de cilindros. fazendo furos ou modificando-lhe a forma. também. a chapa é engordurada previamente.A quinagem é um processo que permite formar quinas vivas ou dobrar uma peça de modo a que esta fique com um raio de curvatura muito pequeno.Nesta operação. calandragem e quinagem com indicação das principais entradas e saídas de materiais [11] 52 . • Calandragem . É sobretudo usada em chapa.Esquema representativo das operações de estampagem. a chapa é deformada plasticamente por prensagem utilizando ferramentas com a geometria adequada a esse fim. através de fresas em rotação.A calandragem é utilizada para dobrar chapa. Em alguns casos.A fresagem permite trabalhar uma peça. como tal são identificados no mesmo diagrama de blocos (Figura 14). • Fresagem . a uma sequência de operações idêntica.Processo em que a peça a trabalhar roda em torno do seu eixo estando a ferramenta cortante fixa e posicionada lateralmente. dependendo do tipo de material e do grau de deformação pretendido. • Quinagem . Os 3 primeiros processos acima descritos têm uma sequência de operações muito semelhante. Figura 13 .Execução de Estruturas Metálicas • Estampagem .

No que trata à preparação e execução de soldaduras. Este capítulo está dividido em 7 sub-capitulos.Execução de Estruturas Metálicas Figura 14 – Esquema representativo das operações de fresagem. Pré-aquecimento (visa evitar dureza excessiva). etc. O metal de adição pode estar na forma de eléctrodos revestidos. Os vários tipos de soldadura são representados conjuntamente no diagrama da Figura 15. chuva. quer pela fonte de energia utilizada para fundir o metal a soldar e o metal de adição. quer pela técnica como o metal em fusão é protegido da oxidação. e torneamento com indicação das principais entradas e saídas de materiais [11] 3. esta norma refere ainda [6]: Armazenagem e manuseamento dos consumíveis. sendo a energia comum a todas elas [11]. semi-automática ou automática [11]. para além dos aspectos atrás referidos. Em termos normativos a soldadura das peças metálicas tem de estar de acordo com o descrito no capítulo 7 da prEN 1090-2 [3]. em que setas de tipos e cores diferentes (identificadas por números diferentes) ilustram as entradas e saídas de cada tipo de operação. através da fusão na zona de contacto do metal das peças ou de um material adicionado. Protecção contra vento. fio ou barra. Os diferentes processos de soldadura podem distinguir-se de uma maneira muito geral. 53 .6 – Soldadura Os processos de soldadura destinam-se a unir peças de um modo permanente. A soldadura pode ser manual.

Figura 15 – Esquema representativo da operação de soldadura com indicação das principais entradas e saídas de materiais [11] O Plano de Soldadura é um dos documentos a cujo conteúdo e exigências todo o processo de soldadura está sujeito. 54 . No anexo E da prEN 1090-2 [3] estão previstas alguns dos tipos de solda a que um operador terá de executar.Execução de Estruturas Metálicas Aspectos específicos das soldaduras de cordão (nomeadamente m perfis enformados). Soldaduras por pontos ou entalhe. Aspectos específicos das soldaduras de topo. Tratamentos térmicos. sendo para o efeito relevante a EN ISO 4063. Os soldadores têm de ser qualificados segundo as normas EN 287-1 e a EN 1418. De notar que existem outras normas europeias que têm especificações apropriadas para os procedimentos qualificados de soldadura. Soldaduras em aços auto protegidos – especificação dos elementos consumíveis. essas normas referenciam também condições especiais a ter em atenção nos procedimentos da soldadura. Outros tipos de soldadura.

B respectivamente. • As características da corrente. EXC3 tem um nível de qualidade de D. bem como garantir que as peças fiquem nas posições pretendidas. Na tabela 12 do ponto 7.5. poros.2 da prEN 1090-2 [3] está previsto o tempo e a temperatura de armazenamento do material. tem processos e cuidados diferentes a ter em conta. isentas de corpos estranhos. ainda. seu armazenamento e manuseamento. As superfícies destinadas a receber soldadura deverão encontrar-se não só secas como bem limpas. a natureza e o diâmetro dos eléctrodos devem ser apropriados à qualidade dos materiais e ao tipo de ligações a efectuar. Como recomendações complementares enunciam-se: • • Na execução de ligações soldadas empregar-se-á. a existência de soldadura para aços imaculados. • • Os cordões devem ficar isentos de irregularidades. • No caso do cordão ser obtido por várias passagens. Tem de haver uma preocupação com a protecção contra as condições climatéricas e preocupação também quanto ao pré-aquecimento. Existe ainda a especificação de alguns tipos de soldadura e os tratamentos térmicos. fendas. EXC2. Os critérios de aceitação tem de respeitar os níveis existentes na EN ISO 5817. cavidades. C. 55 .Execução de Estruturas Metálicas A preparação e execução começam pela recepção dos consumíveis. • • Tanto as zonas a soldar como os eléctrodos devem estar bem secos. à repicagem das escórias por um processo adequado e à limpeza a escova de arame. a EXC4 tem nível de qualidade B com mais exigências adicionais referenciadas na tabela 13 da prEN 1090-2 [3]. ou outros defeitos. com modificações e exigências para a norma EN 1011-1 e EN 1011-3. devendo os soldadores estar devidamente certificados. O aço carbono. Está previsto. assim como outros tipos de aços diferentes. sendo que as classes de execução EXC1. ferrugem. no qual deve ser utilizada aparelhagem conveniente. só poderá ser executado por pessoal devidamente qualificado segundo a norma em vigor já identificada. O trabalho de soldadura. Na realização de soldaduras devem-se tomar as precauções necessárias para reduzir as tensões/deformações residuais permanentes. a soldadura por arco eléctrico. deve proceder-se antes de cada nova passagem. escórias e gorduras. • Deve-se evitar ou reduzir ao indispensável o número de soldaduras a efectuar fora da oficina. em geral.

em qualquer caso. Tomar-seá os mesmos cuidados quando houver que prosseguir um cordão interrompido ou ligar dois já executados. a preparação dos chanfres. contínuos. a fim de se verificar a existência de fissuras.Execução de Estruturas Metálicas • Antes de dar início às operações de soldadura. pelo que será exigida uma protecção das soldaduras. além do prescrito nas Peças Escritas e Desenhadas do Projecto e da legislação em vigor. • O metal depositado tem que ficar bem ligado aos materiais a soldar. Esta operação será executada até completo desaparecimento dos defeitos de compacidade. A espessura dos cordões de ângulo não deve ser superior a 0. tensão e velocidade). de acordo com o Plano de Soldadura (se existir). a superfície do cordão realizado deve ser cuidadosamente desembaraçado de escórias.7 da menor espessura dos elementos a ligar. ser inferior a 3mm. • Nos cordões de soldadura topo a topo. As dimensões dos cordões de soldadura devem satisfazer. poderá exigir-se o tratamento térmico de peças. utilizando a picadeira e a escova de aço ou outro método conveniente. nomeadamente em elementos soldados periférica. etc. e sempre que seja possível construtivamente. • • Em caso de comprovada necessidade. em caso de condições atmosféricas adversas. exigindo-se uma descida gradual e lenta da temperatura. contra o arrefecimento brusco. • As soldaduras não serão arrefecidas rapidamente. poros ou outros defeitos. aos seguintes condicionamentos: A espessura dos cordões não deve. simultaneamente facilitando que as peças fiquem na posição pretendida. Os cordões de topo. deve o Empreiteiro realizar um programa de trabalhos indicando os consumíveis e os parâmetros de soldadura (intensidade. bem como o estabelecimento de variações bruscas de secção. procederse-á à esmerilagem da raiz e execução do respectivo cordão. • Deve evitar-se a aplicação excessiva de soldadura num mesmo local. • A disposição e a ordem de execução devem ser estabelecidas de modo a reduzir-se os estados de tensão resultantes da própria operação de soldadura. e antes de iniciado o novo cordão. sem que se tenha queimado o material dos bordos. devem ocupar toda a extensão da justaposição. 56 . • A cada passagem.

no caso de elementos sujeitos a esforços de compressão e 24 vezes essa espessura. Estão previstos. Nos cordões de ângulo descontínuos o comprimento de cada troço não deve ser inferior a 4 vezes a espessura do elemento mais fino a ligar. para os elementos metálicos em aço. Poderá ser exigida a aprovação prévia pela Fiscalização da sequência prevista para a soldadura tipo dos eléctrodos a utilizar. O intervalo entre dois troços sucessivos não deve exceder 16 vezes a espessura do elemento mais fino. os quais serão refeitos por soldadura. reconhecidas inicialmente como defeituosas. Em cordões de ângulo descontínuos. Soldadura por aço eléctrico com ecrã gasoso – MAG ou MIG (ver figura 16). proceder-se-á ao controlo de todas as soldaduras refeitas. os intervalos indicados são considerados como se os troços estivessem em linha. dois processos de soldadura. • A Fiscalização poderá exigir sondagens nos cordões que lhe afigurem defeituosos. 57 . em princípio. A superfície aparente dos cordões de soldadura deverá ser plana. podendo contudo ser convexa desde que a flecha apresente o limite máximo de 2mm. a chapa intermédia deverá ter a espessura mínima de 7mm. Os cordões de ângulo. Nos cordões de topo descontínuos.Execução de Estruturas Metálicas Os cordões de ângulo contínuos não devem. todas as soldaduras existentes no elemento serão submetidas a inspecção. • Se for detectada uma soldadura defeituosa. no caso de elementos sujeitos a esforços de tracção. aplicados nos bordos arredondados de perfis. o comprimento de cada troço não deve ser inferior a 4 vezes a espessura do elemento mais fino a ligar e o intervalo entre dois troços sucessivos não deve exceder 12 vezes aquela espessura. ter comprimento inferior a 40mm nem superior a 60 vezes a espessura do cordão. nunca côncava. com deposição de material: • • Soldadura por arco eléctrico com eléctrodo revestido – SAE (ER). Por outro lado. Quando se dispõem cordões de soldadura opostos. não deverão interessar mais do que 75 por cento da espessura do perfil no bordo. em geral. quando os troços estão colocados alternadamente de um lado e de outro da aresta de ligação.

Por outro lado tem uma baixa taxa de deposição e uma má limpeza de escórias. estas ligações tem de estar de acordo com o previsto no capítulo 8 da prEN 1090-2 [3]. actualmente.7 – Ligações Mecânicas As ligações mecânicas são também uma das etapas da execução de estruturas metálicas. 58 . tem uma taxa de deposição mais elevada se for pelo processo manual. Este método tem ainda outra desvantagem. Todos os trabalhos de soldadura devem ser devidamente comprovados mediante a presentação de respectivo certificado a aprovar pela Fiscalização. dado que as soldaduras em obras são raras. é compatível com vários materiais e tem bastante facilidade de aplicação em obra. No caso de robotização a taxa de deposição baixa consideravelmente. 3. De qualquer modo esta última dificuldade é. normalmente sempre ultrapassada. A soldadura MIG ou MAG é bastante versátil.Execução de Estruturas Metálicas Figura 16 – Soldadura MIG MAG A soldadura SAE (ER) tem uma flexibilidade máxima. Outros processos de soldadura poderão ser aceites mediante aprovação da Fiscalização. quer seja pelo método automático ou manual. que é a sua difícil instalação em obra.

Execução de Estruturas Metálicas Como recomendações complementares enunciam-se: • Os parafusos serão. Figura 17 – Diferença máxima entre espessuras de chapas (D ≤ 2mm → correntes. de pressão do tipo mola. os 2mm. munidos de anilhas. a sua diferença num aspecto geral não deverá ultrapassar. tais como anilhas de mola ou contra-porcas. devem utilizar-se dispositivos que impeçam esse desaperto. de modo que o aperto não introduza esforços secundários nos parafusos. Esta explicação está ilustrada na figura 6 do capítulo 8 da prEN 1090-2 [3] e figura 17 deste texto. • • O roscado dos parafusos deve sobressair pelo menos um filete das respectivas porcas. sendo esta. para cada caso. em geral. Todos terão. D ≤ 1mm → pré-esforçadas) [3] 59 . uma anilha dos lados da porca. obrigatoriamente. os da classe referida nos desenhos do projecto. • No caso de superfícies sobre as quais se faz o aperto dos parafusos não serem normais ao eixo destes. sobretudo para efeitos de pequenas dilatações ou rotações de apoio. No caso de ser uma ligação em pré-esforço. este tipo de ligações são bastante complexas devido as tolerâncias serem mínimas e ao número elevado de factores a ter em conta. sem que com isso se ponha em causa a estabilidade do conjunto. só se podendo dispensar o uso de anilhas desde que as ligações sejam pouco importantes e se verifique que a zona lisa da arreigada do parafuso é suficiente para transmitir à chapa os esforços secundários nos parafusos. • Uma das ligações que causa maiores problemas na sua execução são as emendas. • Os parafusos a aplicar serão. devem-se colocar anilhas de cunha. tendo em vista permitir alguma mobilidade da ligação. O aperto dos parafusos deve ser suficiente para garantir a eficiência das ligações. caso exista uma diferença de espessura nas peças em causa. • Sempre que se verifiquem condições que possam conduzir ao desaperto dos parafusos em serviço. tendo-se em atenção que o aperto exagerado produz estados de tensão desfavoráveis nos parafusos. sendo tal garantia da responsabilidade o Empreiteiro. nos casos indicados no Projecto. um desses factores é o facto de as peças em causa serem de espessuras diferentes. em cuja espessura deve terminar a parte roscada. por exemplo vibrações. a diferença entre peças deverá ser de 1mm.

• Precauções especiais no caso de parafusos de dimensão M12 ou em caso de parafusos curtos. sem esforçar demasiado os parafusos.). às chapas o pré-esforço instalado dos parafusos. gordura. e não deverá ser utilizado nenhum parafuso em que o seu diâmetro não esteja devidamente regulamentado nessa mesma norma. em grupos grandes. a primeira poderá ser eliminada em parafusos cujas cabeças possuam dimensões estudadas de forma que possam transmitir. • Os parafusos devem ser munidos de anilhas. • Cada conjunto de parafusos deve ser apertado na totalidade até à condição “snug-tight” (resulta do esforço de uma pessoa através de uma chave normal). • Caso seja necessário um maior ajuste no aperto poder-se-á colocar mais anilhas. fazer vários ciclos. pintura. de características adequadas. essas anilhas serão colocadas do lado da peça que se pretende fixar. etc. o máximo de 3 ou a combinação necessário para que não ultrapasse os 12mm. O posicionamento e comprimento dos parafusos. A limpeza será feita a jacto de areia ou à chama. Condições de aperto em ligações pré-esforçadas: • Na execução de ligações aparafusadas pré-esforçadas respeitar-se-ão as anteriores condições fixadas para as do tipo corrente no que nestas não for contra ou substituído nos pontos seguintes. água. uma do lado da cabeça e outra do lado da porca mediante justificação. • As superfícies dos elementos a ligar devem ser cuidadosamente limpas de quaisquer matérias susceptíveis de provocar uma diminuição do atrito entre as superfícies (ferrugem. também têm uma exacta especificação na norma acima referida. tendo apenas uma folga com tolerância especificada no artigo e norma aplicável. • Para conseguir este estado é necessário.Execução de Estruturas Metálicas Condições de aperto em ligações correntes (não pré-esforçadas) [6]: • São admitidas folgas até 2 mm no contacto se a espessura dos elementos ligados é elevada (espessura superior a 8 mm para perfis). • Os furos não deverá exceder o diâmetro nominal dos parafusos. 60 . com segurança. do interior para o exterior. devendo executar-se em curto prazo (algumas horas) a montagem da ligação. • Os diâmetros dos parafusos estão especificados nas normas. de modo a evitar que as superfícies se oxidem.

• Também podem ser usadas anilhas suplementares. que entrem em contacto com as ligações mecânicas.2. • As anilhas colocadas por baixo das cabeças dos parafusos tem de ter um chanfre. • Nas ligações pré-esforçadas é obrigatório usar anilhas quando: Classe 8. A norma prEN 14399-2 contém dados e testes que poderão utilizados na calibração. para ajustar o comprimento do conjunto a ligar. na tabela 14 do capítulo 8 da prEN 1090-2 [3] está previsto a classificação que podem ser assumidas pelo atrito das superfícies (tabela 23 deste texto). Classe 10. porcas e anilhas (8. sendo que as anilhas colocadas por baixo das porcas têm de estar de acordo com o especificado na norma prEN 14399-5. sem necessidade de recorrer ao auxílio da chave (até que a porca encoste na anilha ou na peça a ligar).8: sob a peça que vai rodar (porca ou cabeça). • A preparação das superfícies.Execução de Estruturas Metálicas • As porcas quando são aplicadas nos parafusos devem enroscar facilmente. até 3 com o máximo de 12 mm.2 a 8. a calibração tem de ser de modo a que o pré-esforço mínimo seja alcançado. sendo os valores do coeficiente de átrio estabelecidos por classes (tabela 22).9: sob a cabeça e sobre a porca. ainda. dados complementares relativos à especificação dos parafusos. No aperto dos parafusos de ligações pré-esforçadas tem de haver cuidado com a calibração do método de aperto. tem alguns aspectos que suscitam cuidados.2. • A prEN 1090 fornece. devendo o aplicador conseguir enroscar com a mão. 61 .4) para ligações pré-esforçadas. que estará de acordo com a norma prEN 14399-6. colocadas do lado da peça fixa. Desde logo o atrito. Tabela 23 – Classificação das classes de atrito para superfícies de ligações pré-esforçadas [3] O anexo G da mesma norma (prEN 1090-2) tem também o método de cálculo para determinação do coeficiente de atrito.

apertar cada um deles com 75%. Método combinado (controlo + rotação da porca): primeira etapa → todos os parafusos a 75%. Todos os dados para o uso deste método estão previstos na EN ISO 6789. segunda etapa → idem. cabeças especiais e parafusos especiais (ver figuras 19 a 21).Execução de Estruturas Metálicas Para o aperto é efectuado por dois métodos: o método de controlo do torque e o método combinado. O método combinado consiste no controlo mais a rotação da porca. a técnica das anilhas especiais. com uma precisão de ± 4 %. anteriormente. 62 . A rotação da porca no método de controlo do alongamento do parafuso é realizada através do número de voltas da porca.Estrutura metálica com apoios aparafusados [8] Como indicador indirecto de tracção vimos. O aperto pelo método de controlo de torque consiste na utilização de uma chave dinamométrica para o aperto dos parafusos. terceira etapa → rotação da porca. Na figura 18 ilustra-se uma ligação simples de base de pilar. • Em termos de execução [6]: Método da chave dinamométrica: antes de dar o aperto final em todos os parafusos. Figura 18 .

63 .7 do prEN 1090-2 [3] está referida a colocação de rebites. tanto a instalação dos rebites mas também os seus critérios de aceitação. No ponto 8. o parafuso de cabeça embebida.Execução de Estruturas Metálicas Figura 19 – Parafusos com anilhas especiais [6] Figura 20 – Parafusos com cabeças especiais [6] Figura 21 – Parafusos especiais [6] A prEN 1090-2 [3] tem ainda exemplos de parafusos especiais. são outros tipos de parafusos especiais a ter em causa. os parafusos e cavilhas ajustados e os parafusos injectados.

respectivamente). puramente mecânicas ou mistas Vai-se discutir. Tabela 24 – Diâmetros tradicionais de parafusos e rebites para estruturas metálicas [6] 3. muito embora essa regra não seja obrigatória ou absolutamente universal (ligação 1 da figura 22. é mais vulgar que o Projectista opte. a razão de ser e o comportamento das ligações puramente soldadas. sendo todos os critérios e métodos lá mencionados. normalmente. Porém. sendo de referir que o diâmetro se refere à medida exterior do roscado e não ao liso (a que corresponde a área resistente). Na realidade. por um só tipo de solução. chapa de topo de ligação pilar-pilar e chapa de base de pilar.9 do prEN 1090-2 [3] e também no anexo D. é frequente as ligações sempre puramente mecânicas. ligação viga-pilar). No nosso país. numa mesma estrutura. Na tabela 24 apresentam-se os diâmetros tradicionais de parafusos e rebites para estruturas metálicas. situações existem em que. Nestas ligações utiliza-se. 64 . podemos ter ligações dos 3 tipos. por uma de alguma rapidez de execução e custo da mão-de-obra especializada. os parafusos auto-roscantes. em geral. ainda que com brevidade. em maioria ou exclusividade. Nos Estados Unidos. as ligações mecânicas principais de uma estrutura metálica estão associadas a trabalhos de soldadura (ligação 2 e 3 da figura 22. Na verdade a existência de soldadura nas ligações mecânica depende muito do tipo de conceito empregue pelo Projectista.8 – A razão de ser e o comportamento das ligações puramente soldadas.Execução de Estruturas Metálicas As ligações de elementos de paredes finas (como os enformados) estão previstas no ponto 8. ou pelas disposições de fabrico da indústria metalomecânica local. por exemplo. puramente mecânicas ou mistas.

65 .º André” ou cabos pré-tensionados. em geral. Conforme se pode apreciar nas figuras 23 e 24. mais sensíveis a efeitos de 2. mas mais deformáveis e condenando a estrutura ao uso de perfis mais robustos (não se aproveita. as ligações viga-pilar sem soldadura ou de soldadura reduzida são mais flexíveis. mais elevados). Obviamente que podem ser previsto sistemas de contraventamento que minimizem a mobilidade exagerada das estruturas de ligações puramente mecânicas. os momentos negativos que se poderiam mobilizar nos apoios das vigas. necessariamente. enquanto as ligações viga-pilar só com soldadura ou de soldadura importante na ligação são mais rígidas. Esta situação conduz a que as primeiras sejam estruturas mais deslocáveis e.ª ordem (encurvadura) que as segundas. tais como: paredes de betão armado. logo.Execução de Estruturas Metálicas Figura 22 – Tipos de ligações mais usuais em estruturas metálicas [9] Em geral as ligações mecânicas sem soldadura criam soluções mais rápidas de executar (não há soldadura). pelo que as secções do perfil ficam apenas sujeitas a momentos positivos únicos e. normalmente. cantoneiras em “Cruz de St.

Execução de Estruturas Metálicas

Figura 23 – Ligações viga-pilar sem soldadura ou de soldadura reduzida, mais flexíveis, em geral [9]

Figura 24 – Ligações viga-pilar só com soldadura ou de soldadura importante na ligação, mais rígidas, em geral [9]

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Execução de Estruturas Metálicas

Por outro lado, numa situação ideal, teríamos as ligações puramente soldadas, extremamente rígidas, contudo obrigariam a significativa quantidade de soldadura em obra, situação pouco prática, de difícil controlo de qualidade, onerosa e mesmo potencialmente mais perigosa que em oficina. Daí que a melhor conclusão seja uma combinação quase óbvia (ligação mista): • Soldadura prévia em estaleiro/oficina das chapas de topo nas ligações mecânicas (criação de uniões rígidas ou semi-rígidas, limitando a deformabilidade desta e da própria estrutura, bem como permitindo a existência de momentos de apoio nas vigas, com resultante economia das secções); • Aparafusagem em obra, sem necessidade de soldadura no seu local de implantação, permitindo simplicidade, economia e rapidez de montagem.

Figura 25 – Ligação mista (soldadura de chapa de topo na viga com aparafusagem ao pilar, com situação de distribuição completa tradicional de esforços no apoio (corte + flexão) [9]

Na figura 25 pode-se observar uma ligação mista, com a soldadura de chapa de topo na viga (em oficina) e posterior com aparafusagem ao pilar (em obra). Desta solução surge uma desejável complementaridade de esforços no apoio, de corte com flexão. Obviamente que numa industria com mão-de-obra e soldadura muito cara esta solução pode não ser a mais económica, muito embora.

3.9 – Desempeno das peças
O desempeno das peças será feito a frio e, tanto quanto possível, feito à máquina, por pressão e não por choque. O desempeno a quente será excepcional e respeitando as regras técnicas adequadas ao aço.
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Execução de Estruturas Metálicas

As peças devem ser desempenadas segundo as tolerâncias especificadas no projecto, ou, na falta dessa indicação, as tolerâncias normativas usuais.

3.10 – Tratamento de Superfície/Protecção Anticorrosiva
A corrosão consiste na deterioração dos materiais pela acção química ou electroquímica do meio, podendo estar ou não associado a esforços mecânicos. Comummente chamada de “ferrugem”, quando encontrada nos metais como ferro e aço, a corrosão afecta não apenas o aspecto estético do material, como também sua resistência mecânica e vida útil [14]. Ao se considerar o emprego de materiais na construção de equipamentos ou instalações é necessário que estes resistam à acção do meio corrosivo, além de apresentar propriedades mecânicas suficientes e características de fabricação adequadas [14]. Na grande maioria dos casos, a adopção de processo preventivo anti-corrosão no inicio da utilização dos materiais, proporcionará um significativo aumento da vida útil da estrutura, além da economia de custos devido ao menor número de manutenções necessárias [14]. As formas segundo as quais a corrosão pode manifestar-se são definidas principalmente pela aparência da superfície corroída, sendo as principais [14] (ver figura 26): • Corrosão uniforme: quando a corrosão se processa de modo aproximadamente uniforme em toda a superfície atacada. Esta forma é comum em metais que não formam películas protectoras, como é o caso do aço e do ferro; • Corrosão por placas: quando os produtos de corrosão se formam em placas que se desprendem progressivamente. É comum em metais que formam película inicialmente protectora mas que, ao se tornarem espessas, fracturam e perdem aderência, expondo o metal a novo ataque; • Corrosão alveolar: quando o desgaste provocado pela corrosão se dá sob forma localizada, com o aspecto de crateras. É frequente em metais formadores de películas semi-protectoras ou quando se tem corrosão sob depósito; • Corrosão por pontos (puntiforme): quando o desgaste se dá de forma muito localizada e de alta intensidade, geralmente com profundidade maior que o diâmetro e bordos angulosos. A corrosão por pontos é frequente em metais formadores de películas protectoras, em geral passivas, que, sob a acção de certos agentes agressivos, são destruídas em pontos localizados, os quais se tornam activos, possibilitando corrosão muito intensa;

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chapas) ou C2 (produtos longos . expostos a meios corrosivos. Classe 4: Classe B3 (produtos planos .chapas) ou D3 (produtos longos .Execução de Estruturas Metálicas • Corrosão inter-granular ou inter-cristalina: quando o ataque se manifesta no contorno dos grãos. conforme as classes de execução e de acordo com a EN10163 [6]: Classes 1 e 2: qualquer acabamento de superfície. como no caso dos aços inoxidáveis austeníticos sintetizados. sendo óbvio que existem alguns cuidados e exigências a ter com as superfícies antes de aplicar a protecção de corrosão. como no caso da corrosão sob tensão de aços inoxidáveis austeníticos.perfis). • Corrosão trans-granular ou trans-cristalina: quando o fenómeno se manifesta sob a forma de trincas que se propagam pelo interior dos grãos do material.perfis). Classe 3: Classe A2 (produtos planos . Condições da superfície. 69 . Figura 26 – Formas de Corrosão em desenho esquemático [14] O tratamento de superfície está regulamentado no ponto capítulo 10 da prEN 1090-2 [3].

Após o fabrico será aplicado nas peças metálicas o esquema de protecção anti – corrosiva que se apresenta. Para elaboração da galvanização e da pintura tem de se respeitar as normas EN ISO 1461 e EN ISO 12944-4/-5/-7. 70 . do tipo de superfície a preparar e do tipo de contaminantes (óxidos. Na figura 27 apresenta-se um exemplo esquemático da decapagem mecânica [11]. sais. tais como: • • • Decapagem mecânica e química.Execução de Estruturas Metálicas De referir que: Para a execução do tratamento protector de corrosão tem de se respeitar o descrito no anexo K da prEN 1090-2 [3]. Decapagem mecânica A decapagem mecânica com abrasivo é o método mais comum de preparar a superfície metálica. No entanto. quando as dimensões das peças o permitem. utilizam-se diferentes técnicas de preparação da superfície.10. de modo a que a posterior deposição de material constitua uma camada perfeitamente aderente e homogénea. óxidos e resíduos de tinta) e permitindo à superfície adquirir alguma rugosidade de modo a melhorar a aderência da tinta. Desengorduramento (com detergentes. Dependendo da localização. Lixagem. verificando-se a gradual substituição da areia por granalha de um subproduto da indústria do cobre (escória de cobre) e por granalha de aço. tinta lascada. removendo parte dos contaminantes presentes (calamina. tem-se verificado uma maior sensibilização dos industriais para esse facto. por via química e por via electroquímica (catódica. respectivamente. solventes e limpeza a vapor). o seu consumo ainda não foi totalmente banido. 3. geralmente a céu aberto.1 – Decapagem A decapagem visa eliminar as camadas de óxidos presentes na superfície das peças. poeiras. sujidade. A granalha é projectada em média a uma velocidade de 130 m/s e a uma pressão de 7 bar [11]. anódica e por corrente alterna) [11]. Pode efectuar-se por via mecânica (por jacto de areia ou de granalha). ou em cabines de decapagem com recuperação de granalha. Essa decapagem é efectuada manualmente pelos trabalhadores. óleos e gorduras). Apesar dos problemas ambientais e de saúde provocada pela utilização de areia nas decapagens (poeiras contendo sílica).

Na figura 29 apresenta-se um esquema exemplificativo duma operação de lixagem [11]. A preparação manual pode ser também utilizada em substituição da decapagem com granalha.Esquema representativo duma operação de decapagem química com indicação das principais entradas e saídas de materiais [11]. Lixagem A lixagem tal como a decapagem mecânica é uma operação integrada no início do processo. uma vez que a estrutura já de encontra montada. 71 . A lixagem tem como objectivo desbastar a peça ou a superfície. utilizada nos aços e no cobre. A decapagem do alumínio é realizada em meio alcalino com soda cáustica. retirando-lhe as contaminações ou conferir-lhe um aspecto ou rugosidade determinada. quando da preparação da peça ou da superfície para a pintura. Figura 28 . Na Figura 28 apresenta-se um exemplo esquemático da decapagem química [11]. usualmente. podendo ser efectuados com lixas ou com escovas. No caso da reparação de estruturas metálicas a lixagem é uma técnica complementar ou alternativa à decapagem com granalha. recorrendo-se ao ácido sulfúrico.Execução de Estruturas Metálicas Figura 27 . Os métodos utilizados são mecânicos. ao ácido clorídrico ou ao ácido nítrico.Esquema representativo duma operação de decapagem mecânica com indicação das principais entradas e saídas de materiais Decapagem química A decapagem por acção química é. É geralmente utilizada na preparação de superfícies de acesso difícil à decapagem com granalha ou em pequenas áreas a preparar.

produtos molhantes e aditivos. Os inibidores podem ser adicionados ao ácido. martelos de agulhas. sulfatos. a necessidade de mais mão-de-obra e mais tempo para a sua execução. Tal como muitos solventes e agentes de limpeza alcalinos não podem ser 72 . A título exemplificativo apresenta-se na Figura 30 um diagrama esquemático do desengorduramento químico [11]. martelos lascantes. a lixagem pode ser mais eficiente na remoção de óxidos e de tintas cuja composição contenha metais pesados [11]. Apesar destas desvantagens. O desengorduramento precede obrigatoriamente a decapagem ácida ou alcalina. raspadeiras. Os sistemas orgânicos podem trabalhar em circuito fechado com recuperação de solvente. após tratamento para separação dos constituintes indesejáveis. óxidos. não existindo o problema de sobreaquecimento. Nos sistemas de desengorduramento em fase aquosa. no entanto. as peças podem ser decapadas em ácido clorídrico ou sulfúrico. fluxo de solda não são removidos com solventes orgânicos. utilizando solventes orgânicos (clorados ou não). Após uma limpeza inicial necessária para remover óleos e graxas (desengraxamento).Execução de Estruturas Metálicas acarretando. Pode ser levada a cabo com métodos químicos ou electroquímicos.Esquema representativo da operação de lixagem com identificação das principais entradas e saídas de materiais [11] As ferramentas manuais mais frequentemente utilizadas na preparação de superfícies metálicas são: escovas de aço. Compostos inorgânicos como cloretos. em fase líquida ou em fase vapor. ou soluções aquosas contendo sais alcalinos. nem o risco de ocorrerem choques eléctricos [11]. Figura 29 . são geradas grandes quantidades de resíduos líquidos carregados de contaminantes minerais e orgânicos susceptíveis de reutilização parcial. e outras ferramentas de impacto. de maneira que se removam somente a ferrugem e as escamas (ou carepas) de óxidos e o metal-base seja pouco atacado. Estas ferramentas são geralmente pneumáticas e não eléctricas. Desengorduramento de peças ou superfícies Esta operação tem como objectivo retirar toda a gordura ou óleo existente na peça.

Sendo certo que a decapagem pode ser feita por diferentes tipos de processos. 73 . As esferas de aço são mais eficientes do que a areia. o processo por jacto abrasivo. Grenalha de aço angular. Nesse caso. para eliminar salpicos de solda. que pode ser optimizada. carepas ou tinta. como o aço. as camadas de ferrugem. Entenda-se. pois. Nos sistemas de desengorduramento em fase aquosa. portanto. após tratamento para separação dos constituintes indesejáveis [11]. que consiste em remover as impurezas por efeito do impacto de esferas de aço (ou outro material) sobre a peça a limpar. entretanto encarecem o processo pois a sua produção é onerosa [15]. Figura 30 . A qualidade da superfície resultante depende da distância entre bocais. são geradas grandes quantidades de resíduos líquidos carregados de contaminantes minerais e orgânicos susceptíveis de reutilização parcial. o jacto abrasivo é o mais usado na limpeza de peças fundidas e em peças de aço laminado. os quais são frequentemente utilizados. incluindo-se nestas categorias: a carepa de recozimento e de laminação. Este método de remoção superficial é indicado para uso em material duro. ferrugem. Pelo que. a casca de fundição e as incrustações superficiais. Podem ser utilizados na decapagem os seguintes tipos de abrasivos: Grenalha de gusa angular. para tornar áspera a superfície da peça ou para melhorar a ancoragem.Esquema representativo duma operação de desengorduramento químico com indicação das principais entradas e saídas de materiais [11] Processo mais usual em Estruturas Metálicas Contudo. por decapagem todo o processo destinado à remoção de óxidos e impurezas inorgânicas. destaca-se.Execução de Estruturas Metálicas utilizados na limpeza de bronze. apenas uma rápida decapagem é suficiente para remover os óxidos de ferro [14]. em geral. todas as superfícies serão previamente decapadas por intermédio de jacto abrasivo. alumínio e aço galvanizado.

o tempo de secagem. O abrasivo a empregar qualquer que seja o seu tipo. podendo-se obter dados complementares no seu Anexo K. 3. saís. o equipamento e o procedimento de aplicação. Pinturas correntes como forma económica de protecção A forma mais económica de protecção por pintura é a aplicação de primário (único ou de capa sobre sub-capa → primário de protecção e primário de adesão. em geral essa decisão do cliente [11]. a criação de uma superfície que favoreça a aderência da protecção de revestimento. pois o objectivo é criar uma rugosidade adequada à aderência do esquema metalização ou de pintura. A superfície deverá estar perfeitamente limpa e seca. Além das condições de exposição. sendo certo que o seu efeito 74 . outros dos factores da escolha do sistema de protecção são: o grau de agressão ao meio ambiente. pó. Quartzo. óleos e gorduras. tais como: calamina (minério de zinco). o estaleiro que está a proceder ao trabalho não pode escolher o tipo de protecção a aplicar. Na decapagem tem de se ter em consideração a limpeza. evitando tempo que permita a oxidação superficial e comprometa a aderência do revestimento protectivo. A prEN 1090 [3] fornece requisitos específicos para as superfícies antes da aplicação de tratamento protector de corrosão. No entanto. deve estar isento de contaminações. removendo da superfície a tratar todos os elementos estranhos que afectem o desempenho do esquema de protecção. EN ISO 14713 para superfícies a galvanizar. sobretudo de saís solúveis. Tem de se ter em atenção. Nenhum tratamento poderá ser aplicado sem a prévia aprovação da Fiscalização. dependendo. entre o anterior e a tinta de acabamento.Execução de Estruturas Metálicas Areia siliciosa angular.2 – Metalização e Pintura A metalização ou pintura deverá ser efectuada imediatamente após a preparação da superfície. pelo que todo o abrasivo e partículas de superfície produzidos pela operação de decapagem terão de ser cuidadosamente removidos. pinturas antigas. respectivamente) seguido de tinta de acabamento (como um esmalte). bem como ainda [6]: EN ISO 12944 para superfícies a pintar.10. ainda. ferrugem. EN ISO 14616 para superfícies a tratar por projecção de metal.

uma quantidade de zinco fundido é arrastada sobre as camadas de liga e. Em seguida. dada a sua precariedade em duração. Temperaturas acima de 470 ºC são 75 . A zincagem por imersão a quente é um processo de revestimento de peças de aço ou ferro fundido. Ao se retirar as peças do banho. nomeadamente no conhecido sistema de galvanização (deposição de liga rica em zinco). • Acabamento de pintura com tinta à base de resinas e endurecedor. embora seja fisiologicamente inócuo e não poluente) com espessura seca de filme de 80 mícrones. este sistema não é admissível. Metalização a quente como protecção mais eficaz [14] Obviamente que a metalização a quente será sempre mais eficaz e duradoura. à base de resinas especiais endurecidas e com filme denso. O resultado é um recobrimento formado por uma camada externa de zinco e várias camadas de liga Fe-Zn que estão unidas metalurgicamente ao metal-base. para estruturas metálicas. aplicada em duas demãos. transforma-se na camada externa de zinco praticamente puro. mesmo que a peça permaneça imersa por longo período (ver figura 31) [14]. com elevada espessura de filme (≥ 40 mícrones). de secagem rápida. Em geral.alquídico/fosfato de zinco (primário anticorrosivo activo. preconizando uma solução baseada em resinas acrílicas. No fundo trata-se de uma metalização a frio seguida de uma pintura de elevada qualidade (2 componentes). contendo solventes. um componente. formando-se durante esse período inicial a maior parte da espessura da camada. A temperatura normal de zincagem é de 445 a 455°C. Pinturas especiais (tipo metalização a frio) como forma expedita de protecção Este esquema de protecção alternativo (embora se situe no campo das pinturas) é uma espécie de metalização a frio. visando sua protecção contra a corrosão. ao se solidificar. de qualquer tamanho. Será importante referir que se deve-se galvanizar à mínima temperatura que permita um escorrimento fácil do excesso de zinco durante a extracção do material.Execução de Estruturas Metálicas limitado na eficácia e no tempo. forma e complexidade. Quando imersos na cuba de zincagem. peso. na base de uma combinação de resina sintética e fosfato de zinco com elevada espessura de película seca. sendo a velocidade da reacção muito rápida a princípio. a reacção passa a ser mais lenta e a espessura não aumenta muito. de acordo com o seguinte esquema: • Aplicação de primário para aço do tipo PVC . o ferro e o aço são imediatamente molhados pelo zinco.

ampliada 200 vezes (ver figura 32) vêem-se as várias camadas de liga Fe-Zn formadas durante o processo. pois a reacção do zinco com as paredes da peça torna-se muito intensa acelerando seu desgaste e diminuindo sua vida útil. Figura 32 – Camadas resultantes da metalização por zinco ou galvanização [14] Assim. como a vida de um 76 . A Segunda camada DELTA contém de 7 a 12% de ferro. prejudicando em vez de beneficiar [14]. Finalizando. A terceira camada ZETA apresenta de 5.Execução de Estruturas Metálicas desaconselháveis. podem-se obter espessuras de revestimento maiores do que o especificado. Dependendo da composição química do metal-base e da aspereza da superfície. a primeira camada GAMA (próxima do aço) possui de 21 a 28% de ferro. a Quarta camada ETA é formada praticamente de zinco.8 a 6.2% de ferro. Consequentemente. Figura 31 – Influência do tempo de imersão no peso da camada de zinco [14] Camadas características de metalização a quente por galvanização [14] Observando-se a micrografia do revestimento.

camadas espessas de revestimento são desejáveis. de facto. Pormenorização construtiva De notar que se a protecção é. importante. que se concentra no fundo do tanque. A presença ou ausência de brilho ou as várias tonalidades de cinza não têm qualquer efeito sobre a eficácia do revestimento. o crescimento da camada-liga é deliberadamente suprimido. Zincos com 98. são satisfatórios. com sacrifício da espessura.0% + 95. Após a zincagem. O alumínio às vezes é adicionado em pequenas quantidades (cerca de 0.0% de chumbo e pequenos teores de outros metais como cádmio. mais pesada do que o zinco fundido. Obtenção de camadas espessas de revestimento [14] Quando a peça deve ter longa vida. outra preocupação a não descurar é o contacto entre metais de potencial galvânico diferente.005%) para aumentar o brilho da peça e deixar o revestimento mais liso. Durante o processo de zincagem por imersão a quente. sem alterar a técnica de zincagem. que podem ser conformadas após a zincagem. para a obtenção de maior durabilidade do revestimento. Às vezes essas camadas espessas podem ter uma aparência cinza-escuro quando as camadas da liga Fe-Zn se estendem até a superfície externa. ferro. O técnico responsável pelo tratamento deve ser consultado antes da especificação de revestimentos mais espessos do que os comummente usados. 77 . estanho e cobre. o detalhe construtivo que evite pontos singulares de acumulação de humidades e sujidades não é de menor relevo.0%). O jacto abrasivo prévio na superfície da peça permite que a espessura do revestimento seja aumentada. adicionando-se alumínio ao banho de zinco. dois resíduos aparecem e podem contaminar o banho: a borra. A pureza do zinco utilizado não é crítica. a superfície pode ficar brilhante. não são poucos os produtos zincados por imersão a quente que duram muito mais do que o calculado pelo revestimento mínimo especificado. temperatura e tempo de imersão. uma massa pastosa constituída de liga Fe-Zn (5. Com chapas ainda não trabalhadas. cinza-fosco ou floreada.0% de pureza.Execução de Estruturas Metálicas revestimento é proporcional à sua espessura. o que facilmente conduz à corrosão do de potencial inferior. dependendo de vários factores. uma vez que a durabilidade do mesmo é proporcional à sua espessura. composição do banho de zinco. contendo pouco mais de 1. A espessura do revestimento varia de acordo com a composição química do aço. e cinza ou escória de óxido de zinco que ser forma na superfície do banho. Por outro lado.

Detalhes construtivos para evitar a corrosão [6] 78 .Execução de Estruturas Metálicas Incluem-se esquemas gráficos visando o melhor detalhe para evitar a corrosão (figura 33A a 33C) [6]. Figura 33A .

Execução de Estruturas Metálicas Figura 33B .Detalhes construtivos para evitar a corrosão [6] 79 .

Detalhes construtivos para evitar a corrosão [6] 80 .Execução de Estruturas Metálicas Figura 33C .

81 . Sua posição dentro da estrutura global (desenho). sem necessidade de ajustes locais que introduzam deformações e tensões residuais. Este plano deverá ser revisto e aprovado pelo Dono-de-Obra.2 e o anexo C da prEN 1090-2 [3]. A inspecção deverá respeitar o especificado no capítulo 12 da prEN 1090-2. nenhuma peça pode ser transportada sem que seja completa e inequivocamente identificados os seguintes parâmetros: • • • • • • • • Designação da peça e suas características técnicas. os tratamentos prévios da superfície) e a necessidade de inspecção de qualidade rigorosa. Para a realização do plano de inspecção e ensaio deverão ser observados o ponto 4. Recomendações e notas de montagem. o sistema tem de ser especificado de acordo com as normas técnicas usuais. Do mesmo modo. mas o das partes vizinhas suficientes para assegurar a fácil e rápida montagem em obra. antes de sair da oficina. Elementos de ligação. testes e correcção Todos os elementos da estrutura metálica deverão ser inspeccionados das antes do transporte para a obra. nomeadamente a prEN 1090 [3]. não necessariamente do seu todo em conjunto. 3. Eventual tratamento final em obra. Peças a que vai unir e esquema elucidativo (desenho). e de acordo com o procedimento de identificação já ai existente. Ordem de montagem.12 – Fiscalização. O Empreiteiro deverá elaborar um plano de inspecção e ensaio específico para a estrutura antes do início do processo de fabrico.11 – Pré-montagem e etiquetagem Deverá ser efectuada uma pré-montagem em oficina das partes da estrutura. 3.Execução de Estruturas Metálicas Especificação do sistema de protecção Independentemente desta discussão. inspecção. em que se consideram a qualidade do revestimento. Recomendações e notas de transporte.

madres.Materiais e Produtos Pré-fabricados Serão inspeccionados todos os certificados de qualidade dos materiais empregues na estrutura. Todos os elementos devem ser acompanhados de documento que certifique que o elemento se encontra conforme com a presente especificação técnica. 82 . 3. Qualquer ensaio consistirá. Cumprida a execução da estrutura deverá realizar-se uma inspecção cuidada de toda a obra.12. de preferência. em geral.Execução de Estruturas Metálicas Se eventuais correcções a efectuar na estrutura requererem revisão das estruturas. constituirão encargo do Empreiteiro. No caso de ausência do referido documento o material será considerado não conforme. Se os ensaios demonstrarem a existência de defeito de responsabilidade do Empreiteiro. as quais serão atingidas. 3. por acréscimos graduais e com medição dos deslocamentos e das extensões tanto máximos como residuais. métodos de dimensionamento ou processos de execução não tradicionais. O Empreiteiro deverá facilitar a acção da Fiscalização. tirantes. consistindo fundamentalmente na verificação individual de cada nó. em especial nos casos em que tiver sido apresentada variante ou em que tiverem sido utilizados materiais. Relatórios dos ensaios deverão ser apensos ao projecto definitivo da obra.1 . na aplicação das solicitações previstas no projecto. a reparação deste bem como a realização do ensaio ou ensaios que o evidenciaram. (iii) da sua comparação com os valores previstos no projecto. de cada tipo de ligação e dos aparelhos de apoio. deverá proceder-se à realização de ensaios laboratoriais para verificar as propriedades dos materiais.2 – Produtos Fabricados As vigas. Fiscalização tem o direito de ordenar a realização de ensaios para a averiguação de segurança da obra. pendurais. assim como dar perfeita liberdade de acção dentro da sua oficina.12. bem como a norma prEN1090 [3]. Nos casos em que se verifique a ausência do respectivo certificado de qualidade. pernas de asnas e peças análogas serão ensaiadas antes de serem assentes se a Fiscalização assim a determinar. A segurança da obra deve ser julgada a partir dos resultados: (i) dos ensaios dos materiais: (ii) dos ensaios da estrutura. estas deverão ser submetidas para aprovação do Projectista. pilares. fornecendo as amostras necessárias para a determinação das propriedades mecânicas dos materiais.

Classes 3 e 4: certificado de inspecção. de modo a que seja mais fácil ao utilizador a compreensão de todo o processo. de acordo com a tabela 25 (tabela 19 da prEN 1090-2).5 e ponto 12. Inspecção após soldadura (fornece todos os detalhes de ensaios não destrutivos. • A inspecção das soldaduras deverá ser realizada de acordo com o especificado no ponto 12. As tolerâncias fabrico e montagem das estruturas metálicas deverão respeitar o especificado no capítulo 11 da prEN 1090-2. através de flexão aplicada seguida de inspecção visual. de acordo com a EN 10204: Classe 1: declaração de conformidade com a encomenda. todas as fases do processo de execução de uma peça metálica. este capítulo tem descriminado como em toda a prEN 1090-2 [3]. Identificação. A inspecção das ligações aparafusadas deverá ser realizada de acordo com o especificado no ponto 12. Refere-se um procedimento particular para conectores de cabeça.3 da prEN 1090-2: Inspecção antes e durante soldadura. documentação de inspecção e localização [6]: • Os documentos necessários dependem da classe de execução. Todas as soldaduras são inspeccionadas visualmente e a norma obriga a inspecções complementares (NDT) excepto para classe de execução 1. Esta inspecção deverá ser realizada em fábrica antes do transporte dos elementos para obra.3 da prEN 1090-2. Classe 2: relatório de ensaio de conformidade. nomeadamente timing. testes e correcção estão devidamente documentadas e estabelecidas no capítulo 12 da prEN 1090-2 [3].6 da prEN 1090-2.Execução de Estruturas Metálicas A geometria dos elementos fabricados deverá ser inspeccionada de acordo com o ponto 12. Os critérios de inspecção. Tolerâncias de espessura [6]: • Conforme as classes de execução. extensão da inspecção). havendo possibilidade de redução do número de inspecções mediante certas condições. e de acordo com a EN10029: 83 .

Classes 3 e 4: Classe B. sendo este uma boa referência para o estabelecimento de um Plano de Fiscalização e Ensaios. Tabela 25 – Quadro de inspecções complementares [2] Na figura 34 pode-se observar um fluxograma de fabrico em Execução de Estruturas Metálicas [11.Execução de Estruturas Metálicas Classe 2: Classe A. 84 . adaptado].

adaptado] 85 .Detalhes construtivos para evitar a corrosão [11.Execução de Estruturas Metálicas Figura 34 .

4.Quantificação de custos do transporte de componentes A quantificação dos custos do transporte será determinado segundo o tipo de viaturas de transporte a utilizar.Execução de Estruturas Metálicas Capitulo 4 – Transporte 4. tanto no que diz respeito ao peso aconselhável para a circulação nas vias de comunicação. este tipo de carregamento deve ter todo o tipo de cuidados. Os transportes especiais têm de ser executados em alturas de pouco movimento e com escolta oficial da polícia. A peça deve ser calçada devidamente para que fique completamente estável. a necessidade batedores da Brigada de Trânsito e carros de apoio e balizagem. Mesmo nos casos de transporte especial tem de existir um grande cuidado quanto ao tamanho e peso da própria peça. como também na colocação da peça em cima do camião. ao peso aconselhável na passagem por pontes ou viadutos. o tamanho da peça em altura também se torna limitado.2 . tanto no âmbito da higiene e segurança no trabalho. O peso da peça e também outro factor limitador. de modo a não introduzir deformações ou mesmo rupturas. A peça não pode ser muito comprida por forma a que exista a possibilidade de não haver camião que a consiga transportar em segurança. mas principalmente.1 – Condições gerais Neste tipo de transporte tem de se ter vários factores em conta. No caso de haver uma ou várias peças de tamanho fora da medida tem de haver um cuidado maior. não podendo exceder a altura mínima recomendado para a passagem em viadutos e túneis. e para que não existam deformações na peça durante o transporte da mesma. bem como a distância entre a instalação industrial e a obra. A escolha do camião tem de ser feita tendo em consideração o tamanho e o peso da peça a transportar. Outro cuidado importante é nos pontos pelos quais a peça é movimentada. 86 . O carregamento das peças no camião será efectuado com uma grua ou por uma ponte móvel. A peça deve também ser amarrada com as cintas para que não deslize. desde logo a escolha do tipo de camião para executar o transporte. tem também de haver um grande cuidado para que não haja nenhum desprendimento das cintas durante a deslocação.

tem também que se ter em atenção alguns requisitos fundamentais. bem como o discriminado no capítulo 9 da prEN 1090-2 [3]. etc. fases. 87 .Condições gerais de montagem da estrutura O Empreiteiro deverá assegurar-se que os meios utilizados na montagem e a forma de suspensão e união das peças não vão introduzir quaisquer deformações ou tensões permanentes significativas. contraventamentos provisórios. etc. 5. Os trabalhos de montagem não deverão ser iniciados sem que o plano de montagem da estrutura seja aprovado pela Fiscalização/Dono-de-Obra (deverá ser consultado o Projectista em caso de dúvidas.1 . no sentido de não existirem esforços para os quais alguma peça possa não estar dimensionada no decorrer da montagem).2 da prEN 1090-2 [3]. Metodologias de montagem – condições impostas no projecto. Para a elaboração do referido plano deverá ser observado o ponto 9. tais como: • Detalhada gestão na quantidade e ordem de envio das peças metálicas e componentes para a obra (desde a oficina). • O seguimento da ordem exacta da colocação das peças (na montagem em obra).Execução de Estruturas Metálicas Capitulo 5 – Montagem O processo de montagem é o ultima fase no que diz respeito ao fabrico e execução de estruturas metálicas. Colocação de argamassas e selagens – especificações e recomendações. a EN1090 dá uma série de orientações para boa execução dos trabalhos (Caderno de Encargos). Relativamente aos aspectos da montagem. Sendo o culminar das várias fases de execução anteriores. Os trabalhos de montagem das estruturas deverão respeitar as exigências da presente especificação técnica. O Empreiteiro deverá elaborar um plano de montagem da estrutura. focando sobre os seguintes temas: • • Condições do estaleiro. sua colocação. • • Apoios e ancoragens – apoios provisórios.3.

sendo a assemblagem dos diversos componentes efectuada em obra. e a área adjacente numa extensão de 15cm para cada lado. enquanto não estiverem ligados entre si. sendo que o processo de elevação e posicionamento dos troços. • Todo o trabalho de topografia ficará a cargo do Empreiteiro. Esta soldadura terá de ser executada em perfeitas condições e ser convenientemente reforçada. devem ser limpos e aplicarem-se duas demãos de cromato de zinco com a espessura de 30 mícrones cada. • Os cordões de soldadura. Quanto ao controle da montagem. Critérios de aceitação. métodos de montagem. • Neste caso. para que uma vez feito o aperto destes. Pontos e níveis de referência constantes do plano de execução. estas partes serão munidas de olhais de montagem. tais como: • • • • Apoios. se necessário. a definir pelo Empreiteiro. alinhamento. Em termos de sequência e cuidados a ter nas fases de montagem. máximas correcções permitidas. que constituem os pórticos. dentro das dimensões óptimas de cada peça. propondo igualmente a solução à aprovação da Fiscalização. deve incluir o cumprimento de um Plano de Controlo de Qualidade. • Os pórticos isolados deverão ser estabilizados. tendo em conta o seu transporte. A localização destas secções está definida no projecto e quando tal não suceder será necessária a aprovação da Fiscalização. efectuado com recurso aos meios mecânicos considerados necessários e a definir pelo Empreiteiro. Deverá ser efectuado o levantamento topográfico rigoroso das eventuais peças de betão onde irá apoiar-se a estrutura metálica. manuseamento e armazenamento.Execução de Estruturas Metálicas • Mão-de-obra: desenhos de montagem – exigências e requisitos. • Ajuste das peças. pelos elementos de 88 . procedimentos de aperto das ligações. as partes fiquem correctamente posicionadas para a soldadura de ligação. com o adequado controle dimensional sujeito a aprovação da Fiscalização. por parafusos ajustados. marcação. etc. com verificações de diversos aspectos. Definição de não conformidade e sua correcção. por meio de estruturas provisórias. devem observar-se as seguintes recomendações: • Os pórticos serão transportados por partes. • A montagem da estrutura será realizada de acordo com a sequência aprovada pela Fiscalização.

2 do prEN 1090-2 [3]. o ponto 9. No que diz respeito aos trabalhadores em obra. • Todas as estruturas provisórias necessárias deverão ser fornecidas pelo Empreiteiro. • Os erros de montagem não poderão ser corrigidos por calor. • A montagem da estrutura metálica deverá ser feita por pessoal especializado e respeitar todas as normas e regulamentos de segurança aplicáveis.2 – Condições do local O local tem de ser preparado para receber os funcionários que vão executar a montagem e o material necessário à elevação da estrutura. Entre outros. Quanto às condições pretendidas para uma boa execução dos trabalhos. • Os eixos principais e as marcas de desnivelamento necessárias à montagem serão fixados. contidos ou não na prEN 1090 [3].Execução de Estruturas Metálicas travamento definidos no projecto de execução. será necessária a respectiva autorização da Fiscalização. deverão estar garantidos todos os requisitos e condições de higiene e segurança (tal como regulamentado no Plano de Higiene e de Segurança no Trabalho). Deverá também de garantir que a estabilidade do conjunto fique assegurada em caso de desmontagem eventual de certos membros. por deslocamentos inadvertidos e imperceptíveis. refere os requisitos que devem ser acautelados. não surjam dúvidas quanto à posição que ocupam e a que outros elementos se ligam. que merecem especial atenção: 89 . inspeccionar os materiais e a sua utilização em obra. • No final devem-se retocar as pinturas que tenham ficado danificadas durante a montagem. 5. • A colocação dos chumbadouros deverá ser feita tomando as necessárias precauções para que o seu posicionamento não seja modificado. bem como a forma como o fazem. na montagem. materializados e referenciados a pontos fixos. • Todas as peças devem ser conveniente e previamente marcadas em oficina para que. No final dos trabalhos deverá proceder-se à limpeza e remoção destas estruturas provisórias. Antes de corrigir os erros de montagem. em particular os regulamentos de segurança dedicados à Construção Civil. referem-se alguns. para a introdução de equipamentos segundo as instruções da Fiscalização. À Fiscalização deve reservar-se o direito de. em qualquer momento.

10 da prEN 1090-2 [3].Execução de Estruturas Metálicas • Na selecção do local para implantação da sapata da grua (condições do solo e sua drenagem) e sua efectiva colocação. Contudo. Os ensaios de montagem devem estar em conformidade com o previsto no ponto 6. 90 . ficando devidamente documentada. No caso de alguma avaria terá de existir uma fase de estudo. para se identificar claramente a peça e saber qual a sua posição na montagem da estrutura. para a sustentação transitória da estrutura. Os critérios de marcação estão previsto e referenciados no ponto 6. • Na execução das infra-estruturas necessárias. o manuseamento e armazenamento tem de estar em conformidade com o estabelecido no ponto 6. O armazenamento e manuseamento das peças têm de ser efectuados com o mínimo risco possível de ocorrência de algum dano.6 da prEN 1090-2 [3]. de modo a que se encontre a melhor solução para resolução do problema criado. tanto em habitações vizinhas como em vias existentes no local. que possam por em causa a estabilidade dos trabalhos efectuados e a segurança do local e dos trabalhadores. todos esses casos tem de ser examinados e devidamente reparados. dentro e fora do estaleiro. A identificação deve ser efectuada individualmente. • Os danos cansados a terceiros tem também de ser equacionados. Ter em atenção alguma possibilidade de ocorrência de condições climatéricas adversas.3 da prEN 1090-2 [3]. Essa identificação deve estar devidamente visível. aos ensaios de montagem e aos métodos de montagem. existem alguns preceitos que são estabelecidos pelo ponto 9. nomeadamente eléctricas e de águas. o armazenamento do material deve estar devidamente embalado e identificado. • • Na necessidade de colocação de apoios provisórios. devendo ser armazenado num local seco. 5. armazenamento. ao manuseamento.2 da prEN 1090-2 [3]. nomeadamente no que se refere à marcação das peças.3 – Critérios de montagem em obra Os critérios gerais de montagem de uma estrutura em obra devem obedecer ao que está previsto no Projecto e Plano de Montagem.

etc. sejam eles em apoios. para além de estar em conformidade com o estabelecido pelo projecto e planos de montagem. tirantes. 5. Estes elementos. 5.4 – Processo e metodologia de montagem Os processos e metodologias de montagem estão devidamente especificados no ponto 9.3 da prEN 1090-2 [3]. bem ainda o tamanho e peso máximo das mesmas. com a disponibilidade do estaleiro para armazenar devidamente as peças a enviar. Os elementos provisórios de auxílio de montagem da estrutura (escoramento e contraventamentos). serão reutilizados no desenrolar da obra onde sejam reclamados. Existem outros tipos de situações pensados para alguns casos particulares em situações que nem sempre ocorrem.5 da prEN 1090-2 [3]. escoras. a sua fácil remoção também tem de estar devidamente pensada a acautelada. contraventamentos. retirados quando a parte em causa da estrutura já esteja autosuficiente.4. o que poderia provocar deformações da estrutura parcialmente construída. 91 . neste ponto pode-se verificar os critérios que constituem o projecto base dos métodos de montagem e o método de montagem em construção. A vedação da obra também está devidamente regulamentada no capítulo 9 do prEN 1090-2 [3].1 – Aspectos genéricos Os critérios que constituem o projecto de métodos de montagem começam por ter em atenção a sequência da montagem. Quando este tipo de material deixa de fazer falta para a sustentação da estrutura. utilizando aço perfilado e metal laminado para o efeito. estão devidamente previstos em todas as fases da montagem. De realçar que tem de se ter em atenção o posicionamento e o tipo de uniões. tem ainda que estar em conformidade com o estabelecido no ponto 9. Como já se aludiu. ao longo da montagem da estrutura pode ser necessário a colocação de elementos estruturais provisórios.Execução de Estruturas Metálicas Nos métodos de montagem. Pelo menos 1/3 dos parafusos a aplicar nos elementos de fixação terão se ser colocados antes que a estrutura comece a ter algum tipo de solicitação ao nível de estabilidade estrutural. deste modo tem de se conjugar o transporte possível.6. tais como: • O posicionamento e os apoios que vão ser utilizados para os veículos de transporte e levantamento das peças metálicas. pois a sua insuficiente fundação pode gerar possíveis assentamentos dos apoios.

2 . • Antes de iniciar a montagem. O método de montagem em construção deve seguir em conformidade o projecto e os desenhos. 5. será de observar o seguinte: • Para o aperto de parafusos não pré-esforçados deverá ser observado o disposto no ponto 8.1 da prEN 1090-2 [3]. • Os perfilados serão arrumados sobre suportes de modo a isolá-los do solo e dispostos de modo a evitar a retenção de águas sobre os ferros. para além de descrever muito bem todos os critérios mencionados em 9. caso seja uma alternativa devidamente estuda. que os maciços de fundação apresentam uma superfície perfeitamente horizontal e que os alinhamentos previstos nos desenhos foram respeitados. Só poderá haver lugar algum tipo de alteração.Ligações Em geral.3. sujidade e outras matérias estranhas que impedirão uma boa aplicação de pintura no estaleiro. • O Empreiteiro assumirá a inteira responsabilidade pela protecção das peças da estrutura até ao momento em que ela esteja montada e recepcionada. bem como com apoios suficientes para não introduzir distorções nas peças. • Para o aperto de parafusos pré-esforçados deverá ser observado o disposto no ponto 8.5 da prEN 1090-2 [3]. o Empreiteiro verificará a implantação e os níveis de todos os chumbadouros e de todos os maciços de fundação. • O Empreiteiro indicará à Fiscalização a necessidade em espaço para armazenagem do seu equipamento e materiais. sendo colocadas sempre de modo que a flexão surja pelo eixo forte.3 da prEN 1090-2 [3]. • O Empreiteiro tomará as precauções necessárias para evitar a danificação da pintura e para evitar a acumulação de lama.4. comprovada e segura. igualmente. 92 . O plano do método de montagem. ao método de montagem. • O Empreiteiro assegurar-se-á. deve ainda preencher todos os requisitos quanto a higiene e segurança da obra e dos seus trabalhadores.Execução de Estruturas Metálicas • A posição da grua e a sua eficácia de alcance aos materiais a levantar.

anteriormente decapadas. • • Serão objecto de particular atenção o controle dimensional e a qualidade das ligações. antes da realização das ligações definitivas e da execução das selagens. decapadas.Execução de Estruturas Metálicas • O Empreiteiro assinalará imediatamente à Fiscalização qualquer defeito. • Se as superfícies a ligar. O conjunto da estrutura será devidamente posicionado. após o que a totalidade da placa de base será. blocos separados. se a estrutura levar um acabamento a tinta e após a montagem. • No estaleiro. são limpas de poeira e da flor da ferrugem. etc). vierem de fábrica com revestimento de protecção. troços de naves. sejam estes provisórios quer residuais. as superfícies em contacto. • As estruturas serão montadas respeitando com precisão os eixos e níveis dados nos desenhos. • As peças são mantidas em posição por parafusos de montagem e parafusos de resistência ligeiramente apertados. sem o que este será considerado como único responsável pelo posicionamento exacto e preciso. As placas de base serão montadas sobre calços de aço até à regularização da estrutura. Antes da colocação dos parafusos a Fiscalização efectuará a vistoria das furações. os parafusos deverão ser perfeitamente limpos incluindo o eliminar de excesso de lubrificantes de protecção) e levarem duas demãos de primário com a espessura de 30 mícrones cada. com uma escova metálica macia (não é necessário fazer desaparecer a cor da ferrugem). vertical e horizontalmente. • Nas superfícies metálicas. • O Empreiteiro obriga-se a aceitar realizar o acerto da estrutura por partes (vãos. é interdito o emprego de detergentes ou de produtos derivados do petróleo para a sua remoção ou limpeza. • As ligações devem efectuar-se sem introduzir esforços importantes nas peças. • O emprego de escovas rotativas é proibido e a acção da escova não deve diminuir a rugosidade da superfície. não sendo pintadas com qualquer demão de tinta. • Salvo outra indicação em contrário. que ficarão encostadas. será aplicada em oficina apenas uma decapagem mecânica. a fim de permitir a continuação dos trabalhos nas zonas niveladas e acabadas ao mesmo tempo que executa o resto da montagem. 93 . de tal maneira que se obtenha a coincidência dos furos. a fim de verificar a perfeição do trabalho e proceder às correcções julgadas convenientes.

4. • O Empreiteiro assegura-se que todos os parafusos estão apertados a 75%. O aperto deverá ser dado na porca. 94 .4. assinalando-os convenientemente.4. mantendo imóvel a cabeça do parafuso (salvo situações excepcionais atrás identificadas).Alongamento de furos para parafusos No caso de furos desalinhados que não permitam a colocação adequada dos parafusos respectivos.5 .Aperto definitivo dos parafusos Cuidados a observar: • O aperto definitivo duma união (a 100%). até 100%. devendo sempre ser respeitadas as distâncias mínimas regulamentares ao bordo da chapa. para um mesmo diâmetro de parafuso. não será realizado enquanto todos os parafusos da união não estiverem colocados e apertados a 75%. Neste caso deverá proceder-se à furação dos elementos a ligar para o novo parafuso a utilizar. sendo o mesmo será efectuado com chave de choque ou chave dinamométrica. • Os parafusos serão apertados. será colocada a totalidade dos parafusos da ligação e apertados a 75% do momento de aperto definitivo e assim devem permanecer pelo menos 3 horas. definidas na EN 1993-1-8. sem pancadas e sem retrocesso.3 . sempre com a Fiscalização presente.Execução de Estruturas Metálicas 5. as uniões do mesmo tipo serão apertadas pela mesma chave. poderá ser empregue o parafuso com o diâmetro seguinte. Não poderão ser empregues processos térmicos na execução das novas furações sem o consentimento expresso da Fiscalização (com eventual consulta ao Projectista).Colocação dos parafusos em obra Cuidados a observar: • Depois da verificação do ajustamento das peças a ligar. 5. • O encosto das superfícies em contacto será verificado visualmente. na periferia e nos furos de ligação (em caso de necessidade será aplicado um aperto suplementar nas zonas onde o encoste parecer duvidoso). iniciando-se pelos parafusos centrais e executado no sentido rotativo dos ponteiros do relógio. 5. • O aperto definitivo será sempre feito com a chave dinamométrica. sempre pela mesma ordem. • Na medida do possível.4 . progressivamente.

Chave dinamómetro. O Empreiteiro assegura-se do bom funcionamento da chave de choque. Comparação da posição da paragem da porca. micrómetro e paquímetro [13] 95 . deverá ser levada a esta posição por um aperto suplementar. com a posição inicial. A regulação das chaves de choque é efectuada pelo Empreiteiro. • • Verificação da não rotação da cabeça do parafuso. Figura 35 . Aplicação do momento de aperto.6 .Regulação das chaves de aperto A regulação das chaves dinamométricas será feita em laboratório avalizado e reconhecido. efectuando em cada recomeço de serviço a verificação da regulação por ocasião dos primeiros apertos. O processo de verificação do aperto é o seguinte: • Marcação da posição inicial da porca e da cabeça do parafuso (referência em relação a uma aresta da porca). com chave dinamométrica (ver figura 35).4. • • Desaperto da porca de 1/12 de volta mantendo imóvel a cabeça do parafuso. sempre com a presença da Fiscalização. correctamente aferida. O aperto considera-se correcto quando a aresta da porca se imobiliza numa zona compreendida entre 1mm a 8mm depois da referência inicial feita na anilha. apertando alguns parafusos directamente nas uniões das peças. A regulação é corrigida por tentativas e considera-se em condição se forem obtidos bons resultados sobre uma série de 30 parafusos. mantendo a cabeça do parafuso imóvel e fazendo aperto progressivamente. se a porca se imobiliza antes da sua posição inicial. sem pancadas e sem retrocesso.Execução de Estruturas Metálicas 5. No entanto.

O ponto 9. bem como outros elementos de aço que deverão ser embebidos em betão. 5. seja por mau estudo do tipo de apoio a utilizar. deverão ser verificados e aprovados pelo responsável da montagem das estruturas metálicas antes do início dos trabalhos. 96 . Estas estruturas não deverão ser carregadas antes de se proceder a esta operação.6 – Chumbadouros e outros elementos embebidos em betão O responsável pela execução dos trabalhos de betão armado deverá assumir a responsabilidade da colocação dos chumbadouros. salvo os casos estipulados nos desenhos ou com a autorização da Fiscalização. recordando a necessidade da inspecção dos apoios.5 – Apoios e ancoragens Os apoios e ancoragens são uma das fases mais importantes do método de montagem para qualquer tipo de estrutura. podendo até haver a possível ocorrência de colapso da estrutura. a possível necessidade de utilizar apoios temporários. O plano de elaboração dos trabalhos de posicionamento e fixação dos chumbadouros. Estes elementos deverão ser fixados de forma conveniente de modo a manterem a posição adequada durante os trabalhos de betonagem. bem como os documentos onde se indica a localização dos chumbadouros em que se baseiam estes trabalhos. com acompanhamento da Fiscalização. O responsável pelas estruturas metálicas deverá efectuar a sua própria inspecção para verificação do correcto posicionamento dos chumbadouros.Execução de Estruturas Metálicas A soldadura em estaleiro não será autorizada. Os chumbadouros deverão ser posicionados com recurso a equipamento que permita a precisão adequada. seja ele por deficiência do estudo do terreno. a sua adequação. Um assentamento dos apoios. pois trata-se da parte de sustentação de toda a estrutura. O espaço entre as chapas de base de pilar e os maciços de fundação deverá ser preenchido com recurso a argamassas de assentamento. por qualquer motivo. Outra parte também importante que é a betonagem e impermeabilização adequada dos apoios.5 da prEN 1090-2 [3] refere exactamente isso. 5. devendo informar o Dono-de-Obra no caso de haver desvios superiores às tolerâncias permitidas. imediatamente após a elevação e posicionamento destes elementos. pode trazer para a estrutura deformações que muitas vezes podem ser irrecuperáveis.

7 da prEN 10902 [3]. testes e correcções são sempre uma das fases mais importantes de uma obra. testes e correcções As inspecções. testes e correcções de montagem estão referidos no ponto 12.8 – Quantificação de custos de montagem A quantificação dos custos da montagem não é excepção às regras atrás apresentadas. sendo contabilizados todos os meios humanos. 5.7 – Inspecção. As tolerâncias fabrico e montagem das estruturas metálicas deverão respeitar o especificado no capítulo 11 da prEN 1090-2 [3]. mecânicos e de consumo (a empregar/colocar na obra ou gastar durante esta) que directa e indirectamente forma mobilizados em função desta.Execução de Estruturas Metálicas 5. Esse ponto faz referência ao estudo elaborado nesse âmbito e as posições a tomar em todas as fases de montagem de uma estrutura deste tipo. Deste modo a inspecção. uma vez que é nessa fase que se vai verificar se esta decorre em conformidade que o que foi proposto. Os trabalhos terão início apenas após a aprovação do plano de montagem pela Fiscalização. Os trabalhos de montagem das estruturas serão realizados de acordo com a última versão do plano de montagem. 97 . sendo eles internos (da empresa) ou externos (subempreitada e aluguer).

Identificou-se o material aço estrutural e suas principais características. que se inicia no estudo do Projecto. tanto o corrente em perfis e chapas. abandonando definitivamente outras congéneres (ISO. desde a decapagem. ainda que de forma sumária. a enformagem. Neste contexto transmitiu-se a envolvente de todo o processo de Execução de Estruturas Metálicas. No balanço do trabalho. partindo do conteúdo que o Projecto/Concepção deve incluir. a furação. no sentido de estabelecer. Porém é ainda manifesta a dispersão normativa. DIN. a prEN 1090 [3]. como o utilizável nas ligações mecânicas e soldadas. passando pela sua importante fase de fabrico e mesmo transporte até ao local da obra. Designadamente apresentou-se. caracterizando-as e identificando as incidências normativas a respeitar. em concreto e sem equívocos. soldadura e as ligações mecânicas foram assuntos abordados com uma relativa profundidade. na certeza que ambas acabam por ser contributos inseparáveis das ligações entre peças metálicas. o conteúdo basilar de um Caderno de Encargos para Construção Metálica. com toda a dificuldade de interpretação. etc.Execução de Estruturas Metálicas Conclusão Talvez a maior conclusão deste documento seja o tomar da consciência que o processo de elaboração das Normas Europeias ainda não está concluído. passando pela metalização e terminando na pintura. até à montagem e ensaio de estrutura. de forma bastante extensa. Muito trabalho e optimização documental ainda haverá a fazer nesta área. Outra parte igualmente importante no fabrico destas peças estruturais é o tratamento (protecção anticorrosiva). acredita-se que foram tocados os aspectos fundamentais que se encerram na temática da Execução de Estruturas Metálicas. Dentro das ligações mecânicas e soldadas explicitou-se o sentido e o papel de uma e outra. propriamente dito. o corte. bem como se enumeraram as fases do processo de fabrico nos seus passos fundamentais. sobretudo a norma europeia EN 10025 e o Eurocódigo 3. Estabeleceu-se. Ultrapassou-se mesmo o mero âmbito das disposições reguladoras e completou-se com recomendações surgidas da prática diária da oficina.). para uma crescente estabilização. bem ainda como o próprio tratamento das superfícies e o detalhamento construtivo. tendendo. com vista a correcta e optimizada aquisição dos materiais necessários. bem como ao seu melhor emprego. 98 . sendo certo que será a parte 2 a mais significativa no que à execução toca. nas suas partes 1 a 3. BS. o desempeno de peças. contudo. organização e alguma sobreposição ou contradição. A traçagem. as normas europeias EN de uma forma estrutura e racional. Para tanto recorreu-se à normalização em vigor. sendo corrente para uma mesma situação simples a necessária leitura de múltiplas normas.

este é um tema de vanguarda num mundo cada vez mais concentrado em preocupações ambientais e de sustentabilidade. no sentido de cada vez mais tornar as Estruturas Metálicas uma solução construtiva de utilização crescente. que é a montagem em obra das peças da estrutura metálica. incluindo as regras de fixação às fundações e o aperto global das ligações. Desde logo os cuidados a ter no manuseamento das peças até à sua colocação no veiculo que irá efectuar o transporte. Faz-se referência a todo o processo e metodologias de montagem das referidas peças. a sua estabilização e modo de fixação. tendo sido elencados os cuidados principais a ter nesta etapa da Execução de Estruturas Metálicas. não só pela sua beleza como pela facilidade de reciclagem. A última fase trata uma das mais importantes partes de todo o processo.Execução de Estruturas Metálicas O transporte e também um dos pontos críticos. 99 . De facto. têm de estar de acordo com a legislação em vigor (nomeadamente a EN 1090 [3]). A ordem e forma de descarga em obra mereceu igual preocupação. Termina-se sublinhando a importância da minimização de custos e racionalização de meios. Ora. seguindo a mesma legislação anteriormente referida (prEN 1090-2 [3]) e outras que lhe sejam aplicáveis. testes e correcções necessárias à completa verificação das peças. tal desiderato só pode ser concretizado no conhecimento bastante do comportamento estrutural e na melhor forma de bem construir. Todos os trabalhos. tal como os outros atrás mencionados. Ficou ainda claro que durante e no final de todo o processo de fabrico é obrigatório realizar as inspecções.

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Propriedades geométricas. Estados-limite. Projecto por ensaios e controlo de qualidade.Execução de Estruturas Metálicas Anexo 1 – Resumo dos Eurocódigos afectos a estruturas metálicas A. EN 1991-1-3 Acções gerais – Neve EN 1991-1-4 Acções gerais – Vento EN 1991-1-5 Acções gerais – Sismos EN 1991-1-6 Acções gerais – Acções durante a execução EN 1991-1-7 Acções acidentais. EN 1991-1-2 Acções gerais – Acções na estrutura expostas a fogo.1. EN 1991-4 Acções nos silos e tanques. Verificação através do método dos factores parciais. peso próprio e sobrecargas nos edifícios. A. Generalidades. EN 1991-1-1 Densidades.Eurocódigo 3 – Estruturas metálicas Este Eurocódigo deve ser seguido complementando com os seguintes documentos: 102 .2 . Acções em estruturas e influências ambientais. Propriedades dos materiais.Eurocódigo 1 – Acções em Estruturas • EN 1991-1 Tráfego nas pontes.1.1 . • • • EN 1991-2 Tráfego nas pontes. Modelação para análise estrutural e sua resistência. EN 1991-3 Acções induzidas pelas maquinarias e guindastes. Requisitos.

ETAGs e ETAs para construção de produtos revelantes para estruturas metálicas. EN 1993-4 Estruturas metálicas: Silos. EN 1993-1-2 Estruturas metálicas: Resistência ao fogo EN 1993-1-3 Estruturas metálicas: Elementos e chapas finas enformadas a frio EN 1993-1-4 Estruturas metálicas: Aços inoxidáveis. prEN 1090 “Execução de estruturas metálicas – Considerações técnicas” EN 1992 para EN 1999 quando estruturas metálicas ou componentes metálicos são referenciados para. EN 1993-1-5 Estruturas metálicas: Elementos laminares EN 1993-1-6 Estruturas metálicas: Resistência à estabilidade de cascas. EN 1993-1 “Regras gerais e regras para edifícios” compreende: • • • • • • EN 1993-1-1 Estruturas metálicas: Regras gerais e regras para edifícios. depósitos e oleodutos EN 1993-5 Estruturas metálicas: Estacas EN 1993-6 Estruturas metálicas: Estruturas de aparelhos de elevação EN 1993-2 para EN 1993-6 refere a regras gerais em EN 1993-1. Eurocódigo 3 está subdividido em várias partes: • • • • • • EN 1993-1 Estruturas metálicas: Regras gerais e regras para edifícios.Execução de Estruturas Metálicas EN 1990 “Base de projecto estrutural” EN 1991 “Acções em estruturas” ENs. 103 . mastros e chaminés. EN 1993-2 Estruturas metálicas: Pontes em Aço. Parte das regras EN 1993-2 para EN 1993-6 suplemento de regras gerais em EN 1993-1. EN 1993-3 Estruturas metálicas: Torres.

some of which are specifically devoted to the design of buildings. Section 9: Specific rules for masonry buildings.1. EN 1993-1-12. • • (4) Section 4 of EN 1998-1 contains general design rules relevant specifically to buildings. • • • • • EN 1993-1-8 Estruturas metálicas: Ligações metálicas EN 1993-1-9 Estruturas metálicas: Fadiga. Certain types of structures. (5) Sections 5 to 9 of EN 1998-1 contain specific rules for various structural materials and elements. It is subdivided in 10 Sections. • (2) Section 2 of EN 1998-1 contains the basic performance requirements and compliance criteria applicable to buildings and civil engineering works in seismic regions.3 . EN 1993-1-10 Estruturas metálicas: Fractura. Estruturas metálicas – Aços de alta resistência. dealt with in EN 1998-2 to EN 1998-6. Section 6: Specific rules for steel buildings. Section 7: Specific rules for composite steel-concrete buildings. A. • (6) Section 10 contains the fundamental requirements and other relevant aspects of design and safety related to base isolation of structures and specifically to base isolation of buildings. Section 8: Specific rules for timber buildings.Eurocódigo 8 – Projecto de estruturas em Zonas Sísmicas EN 1998 Eurocode 8: Design of structures for earthquake resistance: • (1) EN 1998-1 applies to the design of buildings and civil engineering works in seismic regions. relevant specifically to buildings as follows: Section 5: Specific rules for concrete buildings. need complementing rules which are given in those Parts. 104 . • (3) Section 3 of EN 1998-1 gives the rules for the representation of seismic actions and for their combination with other actions. EN 1993-1-11 Estruturas metálicas: Dimensionamento de elementos traccionados.Execução de Estruturas Metálicas • EN 1993-1-7 Estruturas metálicas: Resistência e estabilidade de elementos planos carregados transversalmente.

1. Parte 1-2 Resistência ao fogo. 105 . Parte 2 Regras para as estruturas susceptíveis à fadiga. • (7) Annex C contains additional elements related to the design of slab reinforcement in steelconcrete composite beams at beam-column joints of moment frames.Execução de Estruturas Metálicas NOTE: Specific rules for isolation of bridges are developed in EN 1998-2.Eurocódigo 9 – Projecto de estruturas de alumínio • • • Parte 1-1 Regras gerais e regras para edifícios. A. NOTE: Informative Annex A and informative Annex B contain additional elements related to the elastic displacement response spectrum and to target displacement for pushover analysis.4 .

mas dependendo da agressividade ambiente . Numerosos dados de vida útil de camadas de zincagem.Execução de Estruturas Metálicas Anexo 2 – Comparação entre a Metalização e a Pintura Apresenta-se um estudo comparativo entre a zincagem por imersão a quente e a pintura. A. nos mais variados ambientes. Desse modo.Zincagem por imersão a quente Como vimos. Isso se deve. prevê as seguintes etapas: Limpeza a jacto metálico (acabamento quase branco) – grau de decapagem SA 2 ½. é um tratamento que tem como finalidade a obtenção de uma camada de zinco sobre uma peça de ferro ou aço. adaptado]. Duas demãos de primário zarcão alquídico: 35 mícrones (mínimo por demão). ao facto de que as características de durabilidade de uma camada de zinco obtida por imersão a quente praticamente são independentes do seu processo de obtenção. Duas demãos de primário zarcão alquídico: 35 mícrones (mínimo por demão). o que é primordial no calculo da vida útil [1]). Duas demãos de acabamento com esmalte alquídico: 30 mícrones (mínimo por demão). Duas demãos de acabamento com esmalte epóxi: 60 micra mícrones (mínimo por demão). sendo um tratamento por imersão a quente contra a corrosão conhecido no mundo todo há mais de 130 anos. sendo as mais comuns os seguintes: • Sistema alquídico – recomendado para ambientes normais. A. • Sistema epóxi . 106 . actualmente é possível prever a durabilidade de um recobrimento de zinco obtido por imersão a quente com uma margem de erro muito menor que no caso da pintura.Pintura Existem vários sistemas de pinturas protectivas para metal. Espessura total da película: 130 mícrones (mínimo). no sentido de se poder efectuar uma decisão mais informada e adequada a cada caso prático real [15. sobretudo. inclui: Limpeza a jacto metálico (acabamento quase branco) – grau de decapagem SA 2 ½.indicado para ambientes salubres ou expostos a vapores solventes.sendo que a velocidade de corrosão do zinco é 1/10 da velocidade de corrosão do ferro.2. ou seja.2. Espessura total da película: 190 mícrones (mínimo).2 . vêm sendo compilados através de ensaios reais de corrosão.1 . de acordo com o ambiente exposto e a camada de zinco pode-se prever a vida útil do material (podendo chegar a 50 anos.

em interior e exterior. aderência e lixagem. A. se saponificam em prazo bastante curto. Duas demãos de acabamento com esmalte borracha clorada: 60 mícrones (mínimo por demão). tanto mais que são mais económicas que a borracha clorada. 107 . pode reduzir pela metade a vida útil da película.2. Espessura total da película: 190 mícrones (mínimo). espalhamento. em todos os esquemas de pintura.Vida útil da pintura É extremamente difícil prever a vida útil de um recobrimento pintado. em ambientes moderadamente corrosivos. Tem características de boa aplicabilidade. pode ser utilizado em sistemas onde sejam impostas restrições ao uso de primários de zarcão (óxido vermelho). quando expostas a ambientes agressivos. Uma vez que este produto não contém chumbo. provocando o destacamento da película. pigmentado com óxido de ferro. inclui: Limpeza a jacto metálico (acabamento quase branco) – grau de decapagem SA 2 ½.Execução de Estruturas Metálicas • Sistema borracha clorada . A preparação inadequada da superfície. técnica de aplicação e espessura da película. Especialmente recomendado para aplicação em estruturas metálicas. Duas demãos de primário zarcão alquídico: 35 mícrones (mínimo por demão).3 . Pelo exposto se compreende a preferência generalizada pelas tintas com base num resina epóxi.recomendado para ambientes salubress ou expostos a gases ácidos. De notar que. por exemplo. A vida útil apresentada a seguir é uma orientação quanto à ordem de grandeza dos sistemas de pintura analisados: Sistema alquídico – 4 anos Sistema epóxi – 8 anos Sistema borracha clorada – 7 anos. o primário de zarcão alquídico está presente. como preparação da superfície. pois as pinturas alquídicas. Todos esses itens explicam a escassez de dados práticos referentes à durabilidade de um sistema de pintura predeterminado. formulação e preparação da tinta. Trata-se de um primário anticorrosivo à base de resinas alquídicas longas em óleo. devido à dependência de diversos factores.

Custo da remoção de defeitos superficiais (material. Custo de materiais como solventes e outros materiais de limpeza. dividido pelo número de anos previstos para o esquema de pintura. • O custo de aplicação representa cerca de 10 a 30% do custo inicial de uma pintura e constitui-se na apropriação dos custos envolvidos que são: Custo da mão-de-obra. C1 = custo de limpeza por m2. • Custo acumulado: é obtido pelo somatório do custo inicial com os custos de retoques e repinturas. O custo da limpeza. Custo de energia (eléctrica ou pneumática).Aspectos Económicos da Pintura Dois tipos de custos são importantes na pintura industrial: o custo inicial e o custo de manutenção (retoques e repinturas). • O custo de cada tinta é dado pelo quociente entre o preço do litro da tinta pelo rendimento prático. para uma determinada espessura. Este custo.Execução de Estruturas Metálicas A. Amortização dos equipamentos. • Custo de manutenção: constitui-se no somatório dos custos de retoques com os custos de repintura. Ct = custo das tintas por m2.2. Custo da limpeza com solvente (material e mão-de-obra). constitui-se na apropriação dos custos a seguir indicados: Custo da inspecção. representa 40 a 60% do custo inicial de uma pintura. Ca = custo de aplicação por m2.4 . 108 . • Custo inicial: é dado pela expressão Ci = C1 + Ct + Ca Ci = custo inicial por m2. fornece o custo anual. amortização de equipamento e mão de obra).

etc.).Esquemas de Pintura de Aços Pintados com Tintas Líquidas Na tabela 25 apresentam-se três esquemas de pintura industrial. D. escova. relacionada com o custo e despesas de manutenção. Apesar de poderem ter um custo de aplicação maior. podem ser mais vantajosos para aplicação em estruturas que exigem uma longa vida.2. 25 µm película seca Fontes (conforme citação em [13]): Prof. Estudos comparativos dos custos entre ambos mostram que o custo da zincagem sobre a pintura. sem necessidade de serviços de manutenção frequentes. A. considerada uma vida útil de 25 anos é de 2 a 3 vezes menor (CORRÊA. 35 µm 1 demão de Zinco Etil película seca Silicato. Sa2 → jacto abrasivo comercial. • O custo das tintas representa 20 a 40% do custo inicial de uma pintura e constitui-se no somatório dos custos das tintas referentes a cada demão aplicada. Horst Reiche Graus de Limpeza: St3 → limpeza mecânica (lixa.Aços zincados por imersão a quente versus aços pintados com tintas líquidas Na escolha de qualquer revestimento deve ser levado em conta sua vida útil. FERREIRA. 75 µm película seca ---1 demão de Óxido de Ferro Epóxi. 35 µm película seca 2 demãos de Epóxi Alta Espessura. 109 .2. Tabela 25 – Esquemas tipo de pintura industrial [13] ESQUEMA DE PINTURA CONVENCIONAL LIMPEZA TINTA DE FUNDO TINTA INTERMEDIÁRIA TINTA DE ACABAMENTO St3 ou Sa2 2 demãos de Zarcão Alquídico Óleo Modificado. 30 2 demãos de Esmalte Fenólico Pigmentado µm película seca com Alumínio. conforme citação na bibliografia [13]). 35 µm película seca ---SEMINOBRE Sa2½ NOBRE Sa2½ TRATAMENTO 2 demãos de Óxido de Ferro Epóxi. mão de obra. abrasivos.Execução de Estruturas Metálicas Custo da limpeza mecânica (custo de energia. Arnaldo.6 . A. – Corrosão e Tratamento Superficiais dos Metais.5 . Sa2½ → jacto abrasivo ao metal (acabamento quase branco – superfície brilhante afagada). 120 µm película seca 2 demãos de tinta Alquídica Brilhante. J. amortização de equipamentos e outros).

L.3 69 MARINHA (FORTALEZA/CE) 26 75 5 (baixa) 300 (muito alta) 118 5. P: .R. coordenados pelo Centro de Pesquisa de Energia Eléctrica (CEPEL) e Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) em conjunto com 110 .2.5 a 1 2a4 0.8 .7 . considerando-se tintas de boa qualidade.dia) Taxa de Cloretos (mg/m2.8 0.3 a 0.Durabilidade do revestimento de tinta dos aços pintados Na tabela 26 apresentam-se exemplos comparativos entre esquemas de pintura em aço (não galvanizado) em diferentes ambientes corrosivos.2.5 a 2. Média (˚C) U.2 78 INDUSTRIAL (COSIPA – CUBATÃO/SP) 23 75 54 (alta) 14 (baixa) 160 1.5 1a2 4a7 1. Tabela 26 – Exemplos comparativos entre esquemas de pintura em aço [13] TIPO DE ATMOSFERA ESQUEMA DE PINTURA Retoques CONVENCIONAL SEMINOBRE NOBRE 4a6 5a7 4a6 RURAL INDUSTRIAL MARINHA Repintura Repintura Repintura Repintura Total Retoques Repintura Total Retoques Repintura Total Parcial Parcial Parcial 6a8 7 a 10 8 a 12 8 a 10 10 a 12 12 a 16 2a4 3a6 5a7 4a7 6a8 7 a 10 7 a 10 8 a 12 10 a 15 0. aplicação adequada e ausência de danos mecânicos.8 a 1.5 2a4 7 a 10 Fonte (conforme citação em [13]): NUNES.Execução de Estruturas Metálicas A. Média (%) Taxa de SO2 (mg/m2.Durabilidade do revestimento zincado A tabela 27 integra o estudo do Mapa de Corrosão Ibero-americana.Pintura Industrial Tabela 27 – Exemplos comparativos em ambientes diferenciados [13] TIPO DE ATMOSFERA PARÂMETRO RURAL (BELÉM/PA) Temp. destacando-se que os valores constantes da tabela estão expressos em anos e são baseados em dados práticos.4 17 Fonte (conforme citação em [13]): MICAT – Mapa Iberoamericano de Corrosividad Atmosférica – Programa CYTED (valores aproximados) A.dia) Taxa de corrosão do aço nu (µm/ano) Taxa de corrosão do aço galvanizado (µm/ano) Durabilidade para camada de 90µm do aço galvanizado (ano) 26 86 5 (baixa) 2 (baixa) 27 1.

realizados pelo IPT. A.2. Sua validade é nítida para atender a requisitos especiais de resistência à corrosão ou aparência). Figura 36 – Recomendação sobre a utilização de galvanização e pintura [15] 111 .Comparação entre as diferentes atmosferas Ensaios de exposição de painéis de aço zincado. No exemplo de ambiente rural temos uma cidade do interior do Amazonas.2.10 .9 .7 vezes a soma das expectativas de vida útil separadas (efeito sinérgico).5 a 2. além de proporcionar posteriormente manutenções fáceis e baratas (ver figura 36).Execução de Estruturas Metálicas os demais países latino-americanos e da península ibérica. conforme critérios recomendados pelas Normas ISO 9223 e 9224 demonstram que a taxa de corrosão do aço zincado decresce ligeiramente com o tempo. com duração de 12 anos nas atmosferas rural e industrial e de 17 anos na atmosfera urbana.Aços zincados por imersão a quente pintados com tintas líquidas (Sistema Duplex) Uma boa pintura pode prolongar a vida útil dos produtos zincados de 1. tendendo a uma estabilidade. A. no industrial de uma cidade com forte indústria química e no de ambiente marinho uma cidade costeira do Atlântico Sul com intensa maresia.

devendo merecer aprovação prévia à sua execução. Manutenção (esta última meramente informativa e não pertencente à execução). utilizando-se a execução de um pórtico de uma nave industrial. De igual modo todo o processo de transporte e montagem severa ser acompanhado e assistido pela Fiscalização. 112 . Transporte. Montagem. A tarefa é proceder à execução do conjunto de peças cujos desenhos estão na figura 37 e 38. respectivamente a viga de cobertura e o seu pilar de suporte. O exemplo encerra 4 partes: Fabrico.Execução de Estruturas Metálicas Anexo 3 – Caso de estudo Este anexo materializa um caso prático que pretende recriar uma situação real que concretize os conceitos teóricos atrás expostos no texto. De frisar que a preparação dos desenhos e especificação das dimensões necessárias ao fabrico das peças metálicas deverá ser acompanhada pela Fiscalização.

113 .Execução de Estruturas Metálicas Figura 37 – Viga-exemplo de cobertura do pórtico industrial a duas águas.

Execução de Estruturas Metálicas Figura 38 – Pilar-exemplo de pórtico industrial a duas águas. 114 .

O fabrico. Quantificar o tipo e quantidade de mão-de-obra a utilizar e o tempo que cada vai ficar hipotecada aos trabalhos a realizar (a medição do tempo por mão-de-obra permite saber a ocupação de equipamentos). de equipamentos e ferramentas). será o S355JR para perfis e chapas. pelas razões atrás apontadas. em geral. • Quantificar os materiais a adquirir e efectuar consultas de compra (eventualmente também equacionar compra. A. não é possível dissociar uma fase da sua antecedente e precedente.1 – Geral Neste caso prático será adoptado.3. incluindo de topo. aço estrutural do tipo S355JR (EN 10025-2). Ir-se-á apresentar as diversas fases do processo de fabrico na sequência mais racional e usual.3. respectivamente e de forma genérica. tendo em vista os equipamentos e ferramentas a utilizar. O aço escolhido. é um aspecto decisivo no que concerne a: • • • • Estudar o Projecto no seu conjunto de Peças Escritas e Desenhadas. seu planeamento e execução. “Capítulo 2 – Caderno de Encargos” e ”Capítulo 3 – Execução”. bem ainda como de acordo com a normalização e legislação em vigor. ou aluguer. Quer isto dizer que. ou produção da estrutura. passa por uma série de fases que se encadeiam de forma lógica e relativamente dependentes entre si. FABRICO .Fase 1 .2 . de reforço e de ancoragem). Este aço será adoptado quer para perfis como para chapas (em geral. devendo surgir a sua identificação nas Peças Desenhadas e Medições. sem que verifiquem atrasos e/ou situações de desconformidade qualitativa. Estabelecer o processo de fabrico. dado possuir elevada relação preço/qualidade.Execução de Estruturas Metálicas A. na maior parte das vezes. pelo Caderno de Encargos e pelo conteúdo de todos os capítulos atrás patenteados. 115 . Todas as fases decorrerão em respeito pelo Projecto. Visitar o local da obra inteirando-se das suas características e condicionantes.Estudo do projecto e planeamento preliminar (encomenda e preparação dos trabalhos oficinais) A preparação da obra.Fabrico/Produção da estrutura A selecção da natureza e qualidade dos materiais e o processo de fabrico terão de estar conforme o prescrito no texto deste trabalho.

como é óbvio. quinagem. no sentido de ficar claro qual a obra a que se destina. automática ou manual. Será prevista a recepção seriada do material.Preparação das componentes individuais (sub-elementos das peças estruturais) O início das operações de fabrico pode ter lugar após a chegada dos materiais. Será recomendada a marcação do material logo na altura da sua recepção em oficina. de modo a que se verifique se os critérios de aceitação estão a ser cumpridos. dobragem. separar uma amostra para que depois seja ensaiada. em geral. tubos). 116 . sendo. dado incluírem sistemas automáticos de detecção de erros.Fase 3 . bem como possibilitam uma visualização tridimensional da estrutura. a seguinte (contudo. se necessário.Fase 2 . o que permite minimizar erros de preparação. etc).Recepção dos materiais A triagem e armazenamento do material a aprovisionar em fábrica será realizada de acordo com a sequência e tipo de operações em que estes vão ser aplicados. se fizerem parte da empreitada adjudicada. No final desta etapa de produção de desenhos de execução e acerto de medições (com verificação de erros e/ou omissões nas medições oficiais do Dono-de-Obra). dá-se a preparação da encomenda dos perfis.Execução de Estruturas Metálicas • • Consultar subempreiteiros das especialidades a entregar no exterior (se for o caso). anilhas e porcas. da dos parafusos. Em todos os casos temos de aplicar a mesma sequência de critérios a seguir. perfis. por base os desenhos e especificações do projecto de execução da estrutura. Operações de furação (chapas e perfis). FABRICO . Também aqui se podem pedir preços para a parte de movimentos de terras e fundações de betão armado. parafusos e demais acessórios necessários à produção das peças. FABRICO . chapas. separando-se a recepção da peça metálica. poderão aqui existir situações em que é mais rentável trocar a sequência que se apresenta): • • • Operações de corte (chapas. Existe já software específico para modelação e preparação de estruturas metálicas. Neste caso os desenhos de fabrico podem ser gerados automaticamente pelo software referido. Operações de conformação (calandragem. de acordo com o Plano de Fabrico. Estas operações têm. bem assim como a recepção dos materiais para soldadura e pinturas. Elaborar os cronogramas de tarefas tendo em vista o cumprimento do prazo de execução.

são. pilares compostos. à que chamar à atenção que as operações de soldadura a decorrer nesta fase. Como será óbvio pequenas soldaduras que não influenciem. com significado. situações existem em que torna mais recomendável alterar este faseamento.Execução de Estruturas Metálicas • Operações de soldadura (chapas e perfis). que se dão os grandes trabalhos de soldadura. Como se referiu. os acertos numa montagem global da estrutura. Por exemplo. com vista a um mais fácil acerto entre peças as unir (maior coincidência entre os diversos furos). utilizando torno de esmeril ou rebarbadora.Fase 4 . Também sub-peças de difícil acesso após a assemblagem de peças principais devem agora ser soldadas. FABRICO . sendo comum: • Perfis e tubos: Operações de corte → processo executado com serrote automático (em geral de fita). Operações de furação → processo executado por equipamento automático de broca. pois será em fase seguinte. na sua maioria.Assemblagem prévia das componentes individuais e verificação topológica (pré-montagem sectorial da estrutura) Nesta altura estamos em condições de posicionar as peças soltas já preparadas. Na fase final destas operações são retiradas as imperfeições e restos de material provenientes do corte e furação. Operações de calandragem → processo executado com uma calandra. Este posicionamento relativo dos diferentes elementos para formar as peças principais (vigas de cobertura. colocando-as na posição de projecto e fixando-as com pré-soldadura por pontos (“pingagem” da peça). após a verificação da geometria global da estrutura em pré-montagem.) é seguido de uma verificação de cotas. Caso as cotas 117 . Operação de furação → processo executado no centro de furacão e maquinagem. • Chapas de ligação: Operação de corte → processo executado com uma máquina de oxi-corte. através de brocas. Em termos de equipamento a utilizar para o diverso tipo de peças. podem já ocorrer. etc. Contudo. O mesmo pode suceder com certo tipo de operações de furação. de pequena monta. proceder primeiro à soldadura e só depois à furação. treliças. este varia em função dos recursos de cada empresa. optimizando o tempo de execução.

com um menor custo de protecção anti-corrosiva.Saneamento da soldadura definitiva e protecção superficial Encontrando-se as peças já produzidas efectua-se a limpeza das mesmas e procede-se à sua protecção anti-corrosiva e. FABRICO .Fase 6 . já com todos os componentes colocados na sua disposição final. com recurso a ensaios não destrutivos. em número convencionado. nesta fase. neste caso. Deste modo. o passo seguinte consiste introduzir as peças na câmara de decapagem para lhes conferir o grau de decapagem necessário. eventualmente.Execução de Estruturas Metálicas estejam de acordo com o desenho de fabrico. com o número da componente a que corresponde no desenho de execução. de acordo com o especificado no Caderno de Encargos. de acordo com o Plano de Inspecção e Ensaios. anti-fogo. incluindo a obra a que se destina. previamente ao início do processo de fabricação da estrutura. poderíamos optar por um esquema mais económico e muito usado em termos nacionais: 118 . pelo Dono-de-Obra. Esta operação permite remover da superfície toda a camada oxidada e outras sujidades. O elemento estrutural é movimentado. num dos seus topos.10 deste trabalho. FABRICO . de soldadura efectiva e definitiva. Por regra dá-se neste passo a marcação indelével da peça marcando-a por punção. Esta operação decorre de acordo com o vertido anteriormente nos subcapítulos 2. Na eventualidade de ser pretendida. utilizando os processos correntes (MIG/MAG). Este plano é proposto pelo Empreiteiro à Fiscalização que deverá consultar o Projectista. a soldadura definitiva das diversas componentes entre si.Soldadura definitiva de peças estruturais Realiza-se. bem como dotar a superfície de um nível de rugosidade indicado para posteriormente serem aplicada a protecção. Não deverá ser dado o trabalho por pronto enquanto não se proceder à verificação de todas as soldaduras executadas. sendo feito um rastreio aleatório de inspecção a uma parte delas. uma protecção também anti-fogo. passa-se à fase de seguinte. conferindo uma protecção máxima.Fase 5 . então. Neste caso de exemplo a escolha de protecção recairia numa metalização seguida de uma pintura em resina epoxy. As soldaduras são inspeccionadas visualmente. de acordo com o Caderno de Encargos com um nível SA 2½.4 e 3. para a zona de soldadura.

Tabela 28 – Caso de Estudo . Uma demão de tinta intumescente (protecção ao fogo). esta tem um reforço nos apoios por corte de um outro perfil HEA600. Para as componentes necessárias temos o preço por unidade de peso na tabela 28.Execução de Estruturas Metálicas Aplicação de um primário rico em zinco com 50µm seco ou 100µm húmido. Uma demão de acabamento acrílico com 50µm seco ou 100µm húmido.Custo unitário do material (€/kg) Material Perfil laminado a quente do tipo HEA600 (178kg) Cantoneira laminadas a quente Chapas laminadas a quente Custo Unitário (€/Kg) 0. Conforme Caderno de Encargos.80 Perfis laminados A viga de cobertura tem um total de 12038mm. pelo que o desperdício para um perfil HEA600 de 12000 será perfeitamente desprezível: 12038mm-2×30mm = 11978mm → 12000-11978mm = 22mm. conforme 119 . incrustações e sujidades.Preparação das peças estruturais e material para expedição A última fase corresponde à preparação das peças estruturais e do material para expedição para o local da obra. FABRICO . com 260µm seco ou 375µm húmido. como o embalamento identificado de acessórios (como parafusos. bem como de realiza inspecção visual para a detecção de defeitos de pintura. no final das aplicações das camadas acima identificadas são efectuadas verificações da espessura de cobertura das mesmas (com equipamento apropriado).Fase 7 . FABRICO . contudo esta dimensão inclui as chapas de topo. Isto compreende não só a colocação das peças estruturais na ordem de montagem.Optimização de componentes e contabilização de desperdícios de fabrico Vai-se efectuar um estudo de optimização das componentes de fabrico de estruturas. tendo em contas as dimensões comerciais que o mercado impõe. porcas e anilhas).75 0. nomeadamente escorridos. sendo certo que um mesmo perfil pode proporcionar dois reforços (corte simétrico. apenas o trabalho de corte é mensurável.78 0. Ainda no que trata à viga de cobertura. tanto em termos de perfis como de chapas. etc. Podemos considerar que a peça está optimizada e o peso em kg da perda não pode ser contabilizado. bolhas de ar. com 30mmm ambas.

O comprimento do reforço é de 4845mm. ou seja. muito embora surja uma soldadura a encarar.1493mm = 14mm. então.6kg → ±154€ por pórtico (2 reforços) e 77€ por reforço. Atendendo ao preço da soldadura (mão-de-obra e outros custos incluídos) seria uma possibilidade a considerar. A ser o caso o desperdício de perfil para pilar seria: 1507mm . pelo que o desperdício para um perfil HEA600 de 12000 será: 10553-40mm-20mm = 10493mm → 12000104938mm = 1507mm. dado que. Poderíamos. Dado que este valor de comprimento é divisível por 3000mm.Execução de Estruturas Metálicas esquema da figura 29). De notar que os perfis são rectos. como o corte sucessivo de reforços se faz com a mesma inclinação a serão dispensados 3 cortes (de remate em cada peça) face ao que se teria de contabilizar para perfis de 6000mm (a figura 39 também mostra esse efeito). para permitir a fixação dos perfis na calandra e realizar o raio de curvatura na zona pretendida. num 2. que daria 3 peças duplas e apenas um desperdício 1465mm. este tem um total de 10553mm. dado que: 9000mm+1493mm = 10493mm (comprimento do pilar). Mais. A decisão de utilizar este desperdício passa por a soldadura ser mais económica do que a diferença entre um perfil de 9000m para 12000mm (3m x 178kg/m = 534kg. sendo a sobra deste pórtico 1507mm. Por último refira-se a existência de cantoneira de abas iguais. aparafusadas nos banzos do pilar.8kg → ±196€ por 3 pórticos (6 reforços) e ±32€ por reforço (um custo bastante menos significativo e menos de metade do anterior). 120 . sendo que o custo de desperdiço será. não mensurável. optar antes por um perfil de 16000m. contudo esta dimensão inclui as chapas de topo. se assim entendermos. seria necessário um comprimento extra de perfil. em pares. No caso do pilar em que apoia a viga de cobertura. Figura 39 – Um mesmo perfil proporciona dois reforços por corte simétrico do mesmo Conclui-se que a peça está optimizada para um perfil de 16000mm. corresponde a cerca de 400€). bem como o Caderno de Encargos o permitir. pelo que o desperdício para um perfil HEA600 de 6000 será: 6000mm-4845mm = 1155mm → 205. com 40mmm a de base e 20mm a de coroamento de pilar. com operação de calandragem. satisfazendo o fabrico de 3 pórticos. Também poderemos considerar que a peça está optimizada. temos 25 componentes certas para um perfil dessa dimensão e desperdício nulo. com 100mm. agora de 16000mm-3×4845mm = 1465mm → 260. pelo que esta excepcional optimização não seria viável. em troços de 120mm. que a cerca de 750€ a tonelada.º pórtico poder-se-ia usar o desperdício para soldar a um perfil HEA600 de 9000mm. pois se houvesse curvatura.

e sendo as dimensões das diversas chapas constantes no quadro 29. verificando que no caso da chapa de 300m×600mm o remate é perfeito no final da peça 6000m×2000mm). conforme figura 38). 20.Execução de Estruturas Metálicas Perfis enformados a frio As madres de cobertura são perfis enformados a frio. com 8mm de espessura. conforme corte e nos reforços da ligação de base de pilar. 15. temos a seguinte proposta de corte de chapa da figura 40 (por simplicidade limita-se ao caso da viga. Sendo as chapas adquiridas com 2000mm×6000mm. Uma vez que não sabemos a dimensão do afastamento entre pórticos e existe alguma liberdade na encomenda de peças este tipo. Desperdícios de chapa Para este pórtico temos 4 espessuras diferentes de chapa. vamos considerar desperdício nulo. 30 e 40 mm (a chapa de 15mm surge entre os banzos do pilar – com dois tipo de geometria. Figura 40 – Caso de Estudo – Proposta de corte de chapas 300mm×600mm e 300mm×1095mm (assinalas com uma cruz “X” as partes em desperdício) 121 .

655 24 3.Execução de Estruturas Metálicas Tabela 29 – Caso de Estudo – aproveitamento de chapa (30mm) para vigas de cobertura Chapa .855 20. em geral). que variam conforme o tipo de perfil e sua altura) – ver exemplo na tabela 32 que incide sobre as vigas de cobertura de um pórtico. reforços e outros acessórios.345 Para o aproveitamento. De realçar que para ter em conta ligações. baseada no preço global por kg (preços de concurso a Obra Pública) de obra pronta (tipo chave na mão). • Quantidade de chapas necessárias incluindo o desperdício (tem-se que comprar com base nas dimensões das peças de mercado. ±620€.apenas corresponde a menos de 35€. o desperdício no corte poderia ser inferior.345 m2. Contudo. por cada cobertura de pórtico produzida – duas vigas a 2×2 chapas de topo . ou seja.designação De topo na ligação viga-viga do perfil laminado a quente do tipo HEA600 (300mm × 600mm) De topo na ligação viga-pilar do perfil laminado a quente do tipo HEA600 (300mm × 1095mm) Área utilizada Área total Desperdício Área do elemento (m2) 0. Obviamente que esta medição e orçamento apenas satisfaz o ponto de vista do Dono-de-Obra.Medições e Orçamento Para efeitos de uma estimativa orçamental do custo do pórtico vamos limitar-nos a uma avaliação de mercado (tabela 31). ponderando os seguintes aspectos pormenorizados. Verifica-se que existe um desperdício de 3.3285 Quantidade (un) 60 30 Área total (m2) 10.8 9. Com outros tipos de corte. sendo certo que o valor real de execução que o Empreiteiro fornece é resultado de um estudo muito mais exaustivo e detalhado em todos os passos do processo (materiais + fabrico + transporte + montagem).18 0. ao peso dos perfis costuma-se agravar em 10 a 15% (em obras correntes de estruturas de edifícios). e por questões do processo de corte usado para chapas (oxi-corte. FABRICO . como a jacto de água. considerou-se uma distância mínima entre elementos ou entre os elementos e os bordos da chapa de 10 mm nas chapas com 15 mm de espessura e de 15 mm para as de dimensão superior a 15mm de espessura. o que corresponde a ±773kg. entre outros: • Preço do perfil necessário incluindo o desperdício (tem-se que comprar com base nas dimensões das peças de mercado. que variam conforme a espessura da chapa) – ver exemplo na tabela 33 que incide sobre as chapas de topo 300mm×600mm das vigas de cobertura de um pórtico. • Corte. 122 .

a tinta de protecção anti-corrosiva e a de protecção ao fogo. Decapagem. unitariamente (a que multiplicará as quantidades): • • Custo do material. • Custo de equipamento (também aqui atendendo ao rendimento. como: horas/m2/demão). m2. etc. o rendimento prático na aplicação da tinta durante as operações de pintura é inferior a 50%). Tabela 31 . Outros custos directos e indirectos. • • Transporte (adiante faz-se uma abordagem mais cuidada e completa. m3. Em todos os casos deverá ser de diferenciar.Caso de Estudo – estimativa orçamental do pórtico (montagem incluída) 123 . hora. Montagem (adiante faz-se uma abordagem mais cuidada e completa.). por exemplo. de forma separada.Execução de Estruturas Metálicas • • • Furação. Metalização e/ou pintura (incluindo. • • Subcontratação. mas pode variar. para este exemplo). Custo de mão-de-obra (atendendo ao rendimento por unidade de tempo. para este exemplo). que pode ser por diveros tipo de unidade: m. sendo o caso – note-se que também aqui há desperdícios.

determinado em função de: • • • Distância a percorrer (entre a instalação industrial e a obra).15€/km (preço médio no 2. ficando para este ponto a quantificação dos seus custos. (ii) deslocação. • Necessidade de balizagem e/ou policiamento.Caso de Estudo – custo das chapas de ligação das vigas de cobertura Chapa Custo Unitário (€/Kg) 0. Sendo assim. Tipo de viatura e capacidade (em toneladas). Se considera-mos o custo unitário do transporte de 50€ (franquia da viatura) a que soma 1.Caso de Estudo – custo dos perfis laminados para as vigas de cobertura Perfis HEA600 Custo Unitário (€/Kg) 0.3 – Transporte da Estrutura Os cuidados e regras de transporte já foram expostos anteriormente (Capítulo 4 . o custo da deslocação será de cerca 100€. TRANSPORTE . (iii) descarga e armazenamento. podendo obrigar a ajudadas de custo complementares – estadia do condutor e estacionamento da viatura).Preparação e carga Que inclui os cuidados de acomodação para que não surjam empenos nas peças).Execução de Estruturas Metálicas Tabela 32 .º semestre de 2007).8 A. • Tempo de imobilização em carga e descarga (as paragens de tempo em carga e descarga podem onerar o transporte. Recordar que esta etapa de transporte é constituída por 3 fases: (i) preparação da carga.80 Necessário (m2) 2×0.Transporte).Fase 1 . com uma carga aproximada de 9500 Kg (que corresponde a um pórtico . o local de fabrico em Barcelos e o local da obra e no Porto.194 Desperdício (m2) 0. 124 .75 Necessário (mm) 2×11978 Total (mm) 2×12000 Desperdício (mm) 2×22 Massa Kg/m 178 Material Total (Kg) 4272 Custo Total (€) 3204 Tabela 33 .dois pilares e duas vigas).814 35.18 Total de chapa (m2) 2×0.3. Quantidade de viagens (sobretudo em caso do transporte ser fretado fora o custo diminui em função do número de percursos). o que comercialmente totaliza 10 toneladas (para selecção da viatura).014 Massa (Kg/m2) Total (Kg) Custo total (€) e = 30mm 231 44. a distância em causa é de 50Km (só é contabilizada a distância entre locais).

que evite vibrações que possam mover a carga ou propiciar fricções entre esta.Fase 3 – Descarga e recepção Com armazenamento cuidado e de acordo com o Plano de Montagem. De alertar. na realidade. etc. No caso (ii) e (iii) não diferem dos habituais. bem como estruturas autoportantes ou auto-lançáveis (iii). De facto estas vigas estão preparadas para este esforço. pelo que essa parte será agora abordada. A. que proporcione corrosões pontuais. como reservatórios. no caso (iv) podem usar-se gruas móveis e andaimes. 125 . entre outros.Montagem da Estrutura O processo de montagem tem de estar conforme o preceituado no corpo deste trabalho (Capítulo 5 – Montagem). sendo acompanhada pelo cesto elevatório onde se encontram os oficiais de serralharia (montadores/soldadores) para proceder às uniões dos elementos estruturais. porém. os extremos da cobertura serão os seus apoios definitivos nos pilares. antenas.4 . como as clássicas gruas ou guindastes de lança móvel. Sendo o nosso exemplo um pórtico de um edifício industrial/armazém/grande superfície comercial iremos recorrer a uma grua móvel (28 toneladas) e a um cesto elevatório. nada foi adiantado. excepto os do tipo empilhador telescópio – pequenas gruas hidráulicas de barco telescópico) até gruas móveis de maior ou menor porte (situação mais corrente e a ideal). que estas 3 fase de transporte tem de decorrer para que se evite qualquer percussão nas peças. TRANSPORTE . Deste modo: Evita-se uma ligação em altura. no caso (i). A grua vai ter a função de descarregar a peça do camião e de a elevar no local exacto onde ela vai ser fixa. pois. De salientar que os pilares serão elevados e alinhados verticalmente de forma individual. passadiços pedonais.e ser efectuada com uma responsável condução. depois de aparafusadas na cumeeira ainda no solo. facilitando a mesma. são usados desde empilhadores (menos eficaz e mais perigoso. Existem diversos tipos de equipamentos mecânicos que são adequados à montagem de estruturas metálicas. (ii) edifícios urbanos.Execução de Estruturas Metálicas TRANSPORTE . (iv) estruturas especiais.Fase 2 – Deslocação Que deverá seguir um percurso harmonioso – em traçado e estado do piso . sendo certo que também depende do tipo de estruturas: (i) edifícios industriais.3. ainda. mas no caso das vigas de cobertura a opção é a montagem simultânea (colocação nos pilares). genericamente. Em termos de equipamentos. o mais comum. (iii) pontes rodo ou ferroviárias.

ainda que no mesmo dia. posicionados e fixados.Fase 3 – Elevação e fixação provisória dos pilares nos chumbadouros São erguidos os pilares. com apertos provisórios. Esta fase poderia ser executada depois dos pilares erguidos.Montagem das componentes que são erguidas em blocos (vigas de cobertura com união prévia no solo) MONTAGEM .Execução de Estruturas Metálicas Torna-se mais simples o trabalho da grua. figura 41) procede-se às necessárias ligações. com a grua móvel. no nosso caso de exemplo. MONTAGEM . A não ser o caso a própria equipa de montagem retira directamente dos camiões e coloca junto ao local de implantação. uma vez que a ligação viga-viga já se encontra terminada. já unidas entre si. tendo o betão o endurecimento e a resistência apropriada). conforme figura 42 (a betonagem já teve lugar atempadamente. São colocados os parafusos e dados apertos até 75% do momento final (figura 43). MONTAGEM . pela zona das extremidades. mas com um cabo finco na cumeeira para evitar oscilações.Fase 1 – Colocação das peças junto ao local de implantação (com ou sem descarga directa dos camiões) Admite-se que o transporte da fábrica até ao local da obra foi feito anteriormente ou que outra equipa.Fase 4 – Elevação e fixação provisória das vigas nos pilares Nesta fase erguem-se as vigas. Figura 41 – Caso de Estudo – Fase 2 . Como inconveniente surge a circunstância de as tolerâncias dimensionais serem mais estreitas. nos chumbadouros.Fase 2 – Montagem das componentes que são erguidas em blocos Na circunstância de serem elevadas partes já previamente montadas (as duas vigas unidas na cumeeira. MONTAGEM . Dispensa-se escoramento provisório ou a necessidade de outra grua. mas deste modo pode-se efectuar uma primeira apreciação de compatibilidade das ligações entre as vigas e os pilares ainda no solo. 126 . já o colocou as peças na zona onde vão ser montadas. existe menos margem de acertos por aperto final iterativo entre todas as ligações.

Simultaneamente vão-se apertando as ligações até se atingir os 100% de momento. que permanecem embebidas nesta argamassa espacial.Fase 6 – Injecção de argamassa de assentamento e calço de base de pilar Procede-se à injecção de argamassa de assentamento para calçamento da chapa de base de pilar. De notar nesta e em todas as fases anteriores a cesta elevatória albergada os oficiais serralheiros nas orações de colocação de componentes e aparafusassem. efectuando a verificação final aos momentos de aperto). Em caso do pórtico se encontrar tornando-se Chumbadouros (previamente colocados por negativo de chapa de base de pilar) Pilar HEA600 Fase 3 devidamente estabilizado.Execução de Estruturas Metálicas MONTAGEM . dispensáveis quaisquer apoios exteriores a si. Tabela 34 . um serralheiro irá proceder à verificação de todas as ligações (incluindo as pré-esforçadas.Elevação e fixação provisória dos pilares nos chumbadouros Fundação (pegão) MONTAGEM .Fase 5 – Verificação de cotas com apertos iterativos até ao momento final Com a estrutura montada verificam-se as cotas. enquanto outro o segue para realizar os últimos retoques de pintura na estrutura. sendo que esta se encontrava apoiada em porcas de nivelamento.Caso de Estudo – Meios humanos para montagem do pórtico Descrição Encarregado geral Montadores/soldadores Total Número de elementos 1 6 Custo unitário (€/dia) 200 150 Custo total (€/dia) 200 900 1100 127 . procede-se à remoção dos elementos de estabilização provisórios (escoramentos e/ou tirantes). Figura 42 – Caso de Estudo – Fase 3 . procedendo-se a acertos se necessário.Fase 6 – Verificação final das ligações e remates de pintura Nesta fase. MONTAGEM .

mas.Execução de Estruturas Metálicas Tabela 34 . de modo geral.3. A abordagem à manutenção dos edifícios evidenciou a necessidade da consciencialização. Pilar HEA600 Chumbadouros (previamente colocados por negativo de chapa de base de pilar) Fundação (pegão) Figura 43 – Caso de Estudo – Fase 4 . Enquanto a fase de produção engloba. as actividades 128 . principalmente.Caso de Estudo – Meios mecânicos para montagem do pórtico Descrição Grua móvel Cesto elevatório Total Número de elementos 1 1 Custo unitário (€/dia) 350 100 Custo total (€/dia) 350 100 450 Como é óbvio no custo da montagem tem de se contabilizar os meios humanos e os meios mecânicos. pelo que o custo de montagem de um pórtico com 9210 kg é de 1550€.5 – Inspecção e Manutenção (exploração) Introduz-se aqui este subcapítulo de forma extremamente breve e meramente informativa. pela fase de uso.Elevação e fixação provisória das vigas nos pilares A. de que o edifício não é somente constituído pela fase de produção. por parte de projectistas e construtores. sendo o trabalho realizado num dia útil.

Também se deve ter em consideração as boas práticas de execução dos elementos. que permitam perceber a aproximação de uma situação de emergência antes que ela se instale. se a atitude é a de corrigir o conceito não chega a ser o de manutenção. projecto e execução. uma degradação precoce da estrutura ou materiais. etc. a fase de uso engloba as actividades de operação e manutenção. devido ao efeito da corrosão.Execução de Estruturas Metálicas técnicas de planeamento. Claro. aqueles relacionados com componentes cujo desgaste é lento. logo desde a fase de projecto. alteração do uso. Estes podem ainda ser reduzidos ou minimizados através de vistorias e inspecções constantes. Uma das mais frequentes manutenções que se faz é devido à degradação precoce das estruturas ou dos elementos de protecção. Os custos de manutenção dividem-se em fixos e periódicos. de forma a prevenir cenários como os da corrosão. uso indevido. Manutenção excepcional Este é o conceito “consertar quando parte”. Nos dias de hoje temos muitos tratamentos e revestimentos metálicos possíveis a aplicar nas estruturas metálicas. que dependendo um pouco das 129 . Estes deverão decidir pelos tratamentos e protecções estruturais mais indicados. acidente. Para combater esta corrosão deve-se. de forma a reduzir ao máximo possíveis pontos de corrosão. O planeamento deve. como danos das superfícies de fachadas e pinturas. Na verdade. além de cuidadosamente desenvolver planos de contingência para o enfrentar de situações de emergências. Estes factores representam um comportamento anormal da estrutura e deverão ser corrigidos. ter em mente a presença deste tipo de problema. Durante a inspecção. devendo ser a primeira regra a ser eliminada. Manutenção periódica e programada Quanto mais eficientes forem as manutenções periódicas e programadas menores serão as proporções de recursos empenhados em processos correctivos. consoante o meio ao qual irão estar sujeitas as peças estruturais. de modo a ser tomado em consideração pelos projectistas. portanto. fissuras e deformação excessiva dos elementos. deve ser dada uma atenção especial à alteração da cor ou desgaste do revestimento de acabamento. Os custos chamados fixos são aqueles relacionados com os componentes e equipamentos da edificação cuja frequência de serviços de manutenção é alta – mensal por exemplo (Contratos de Manutenção) – e periódicos. prever recursos adequados para atendimento destes serviços. Este tipo de reparação é usado quando acontece algo que não era esperado.

rebites ou processos simples de soldadura e efectuando. se necessário. sempre que necessário. Reparações Devem-se reparar estruturas metálicas danificadas ou deterioradas. tolerâncias. utilizando ferramentas adequadas e recorrendo. respeitando as suas dimensões. de acordo com desenhos. utilizando parafusos. Montar os elementos na estrutura metálica.Execução de Estruturas Metálicas condições financeiras de cada um. fichas de trabalho ou esquemas de montagem. Desmontar ou cortar os elementos a reparar ou a substituir. pode-se optar pelo método mais adequado. materiais e outras especificações técnicas. 2. e das necessidades que o meio requer. 130 . em função do seu grau de danificação ou deterioração. 3. ajustamentos. Reparar ou substituir os elementos desmontados ou cortados. a equipamentos de elevação e transporte: 1. formas.

podendo as poeiras produzidas ser aspiradas através de um sistema adequado e facilmente recuperadas para serem eliminadas com reutilização da granalha. em termos ambientais. uma decapagem a seco apresenta vantagens em relação a uma decapagem em meio aquoso. os resíduos líquidos encontram-se mais dispersos e diluídos. passando pela substituição do abrasivo utilizado por abrasivos com maiores possibilidades de reutilização. Substituição da areia utilizada na decapagem por outros abrasivos de menor impacto ambiental Tradicionalmente. apesar de existirem algumas decapagens químicas. do que o consumo de granalha mais barata. mas que só pode ser utilizada uma vez. mas principalmente pela possibilidade de reutilização. É necessário ter em conta no entanto que o tratamento mecânico pode criar descontinuidades na superfície das peças. consumir um tipo de granalha inicialmente mais cara. apresenta-se alguns tipos de granalha possíveis de serem utilizados no sector. 131 . mas devido aos problemas ambientais e de saúde dos trabalhadores. nomeadamente na preparação e tratamento de componentes. tem vindo a ser substituída por outro tipo de abrasivo . a areia era o abrasivo utilizado na decapagem.a granalha.Tecnologias e medidas de prevenção aplicadas à operação de decapagem [11] A decapagem efectuada tem como finalidade preparar os componentes metálicos e a superfície para a pintura. De seguida. tornando o processo mais económico ao longo do tempo. deve passar não só pelo seu custo. diminuindo-se assim o volume de resíduo gerado e os custos inerentes à sua deposição. uma vez que se trata de operações em que se utilizam ácidos ou bases fortes. constituindo volumes por vezes elevados e com características bastante agressivas. As maiorias das decapagens são físicas. Por vezes é economicamente mais viável. mas com possibilidade de reutilização sistemática. Na decapagem por via húmida. Substituição de uma decapagem em meio aquoso por uma decapagem a seco com granalha Regra geral. tubagens e tanques. As tecnologias e medidas aplicadas à decapagem. sendo uma das maiores geradoras de resíduos. fazendo com que nem todas as operações de decapagem química possam ser substituídas por processos mecânicos. A escolha do tipo de granalha. tem como objectivo principal diminuir o volume de resíduos. uma vez que os resíduos retirados das superfícies metálicas se encontram na fase sólida.Execução de Estruturas Metálicas Anexo 4 .

Existem abrasivos de plástico de vários tamanhos e várias durezas. 132 . sem perder as suas características. No entanto ao fim de algum tempo esse investimento é recuperado. deixando depois disso de ser eficiente devido à pequena dimensão das partículas. Granalha de plástico A decapagem com granalha de plástico é outro processo mecânico de retirar a tinta quando é necessária uma repintura. A recuperação da granalha pode ser efectuada por simples crivagem ou utilizando tecnologias mais avançadas como a ciclonagem. Em termos do tratamento da estrutura do casco para uma nova pintura. retirar a maioria dos finos. em alternativa à decapagem com areia. zinco e fibra de vidro. A sua utilização é particularmente eficiente para retirar tinta envelhecida de superfícies frágeis. diminui-se o volume de resíduos e consequentemente o custo de deposição. conferindo-lhe uma certa rugosidade. o facto do investimento inicial (custo da granalha e do sistema de recuperação) ser superior ao da areia e da escória de cobre. Este processo utiliza partículas angulares de plástico. como o alumínio. é um excelente agente decapante da tinta envelhecida. muito menor do que na decapagem com granalha de aço. podendo ser utilizada diversas vezes. Granalha de aço A granalha de aço é um abrasivo muito eficiente na preparação estrutural de chapa metálica. podendo ser plástico termoendurecível ou termoplástico. partículas de ferrugem. Esta granalha mineral. calamina e restos de tinta. tem a vantagem relativamente aos outros agentes decapantes de ser facilmente regenerada. Outra das vantagens é a possibilidade de reutilizar cerca de 10-12 vezes. Nas empresas nacionais o uso de granalha é restrito à decapagem em cabine. tem a desvantagem de poder não ser tão eficiente na remoção da corrosão. tem sido o tipo de granalha utilizado em substituição da areia. Consegue-se deste modo. A utilização da granalha de aço tem como desvantagem. a qual possibilita uma boa aderência da tinta.Execução de Estruturas Metálicas Granalha de escória de cobre A escória de cobre é um subproduto da indústria do cobre. Além disso a utilização da granalha de aço. antes de se tornar pequena demais para remover eficientemente a tinta. tem a possibilidade de ser reutilizada no máximo duas vezes. No entanto. Actualmente devido ao ser baixo custo e eficiência em retirar a tinta velha. sendo a decapagem efectuada a uma pressão (≤40 psi). sendo a sua escolha dependente do tipo de material a tratar. Deste modo.

para retirar os finos. Após este tratamento a água pode ser reutilizada. Evitar os custos energéticos e de mão-de-obra associados à operação de secagem. Após a decapagem. bicarbonato de sódio). A pressão utilizada pode variar entre 3 000 e 15 000 psi. A decapagem com jacto de água a média pressão necessita para aumentar a sua eficiência da adição de um abrasivo (por exemplo. e guarda-lha ao abrigo das condições atmosféricas (chuva e vento). A adopção desta medida tem como vantagens: Evitar a operação de secagem. enquanto o sistema a alta pressão utiliza um jacto de água pura. Posteriormente. no caso do jacto de água a média pressão. por formação de finos. Esta medida já foi implementada em Portugal com vantagens. Apresentar melhor rendimento nas operações de decapagem. atingindo 55 000 psi nas operações a alta pressão. a água passa por um tanque de coalescência para remoção de óleos e gorduras e por um sistema de desionização (para retirar iões lixiviados). O custo da granalha é de 4 contos a tonelada. A alternativa é comprar granalha ensacada e calibrada (mais cara). Minimizar o consumo de granalha.Execução de Estruturas Metálicas A recuperação da granalha efectua-se por ciclonagem. o investimento a longo prazo compensa. sendo tratada através de um sistema de filtros para remoção de resíduos de tinta. de pessoal e de consumo de granalha nova. 133 . sendo o preço da granalha seca e calibrada de 11 contos/t. Apesar da granalha seca e calibrada ser mais cara. Substituição de uma decapagem com granalha por uma decapagem com jacto de água Sistemas de decapagem com jacto de água a média e alta pressão podem ser utilizados para remover tinta envelhecida. poupandose por eliminação da operação de secagem em termos energéticos (cerca de 230$00 por tonelada de granalha). que origina a perda de cerca de 20% de granalha. e por passagem num separador magnético. gastando-se energia e perdendo-se granalha por formação de finos durante a secagem. a água residual é recolhida. Utilização de granalha seca e calibrada A granalha antes de ser utilizada na decapagem necessita de ser seca num forno.

Outra das possibilidades de reaproveitamento dos resíduos de granalha é a sua incorporação na carga do forno das cimenteiras para aproveitamento do ferro. já se encontra implementada numa empresa nacional. Remoção parcial da corrosão. A velocidade de decapagem está condicionada pelo tipo de tinta e espessura da pintura. Necessita de pintura em superfícies húmidas e por vezes corroídas. A decapagem com jacto de água. sendo possível a sua incorporação em coberturas de aterros urbanos e no material de pavimentação de estradas. após se efectuarem testes de lixiviação. apesar do seu elevado custo inicial. Necessidade de operadores especializados. tem como vantagens: Redução de resíduos na ordem dos 90%. As desvantagens da implementação desta tecnologia são: Elevado capital inicial.Execução de Estruturas Metálicas A aplicação desta tecnologia. sendo necessário uma tinta que iniba a progressão da corrosão. 134 . Utilização de resíduos de granalha noutras indústrias A granalha é considerada um inerte. Redução nos custos de matérias-primas. A lavagem do casco torna-se dispensável.

Tecnologia de materiais Tabela 35 – Propriedades mecânicas e físicas de diversos metais para engenharia [19] Tabela 36 – Propriedades mecânicas e físicas de diversos não-metais [19] 135 .Execução de Estruturas Metálicas Anexo 5 .

Execução de Estruturas Metálicas Tabela 37 – Outras propriedades mecânicas e físicas de diversos não-metais [19] 136 .

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