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Estruturas Metalicas

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MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO II Execução de Estruturas Metálicas

Faculdade de Ciências e Tecnologia

João Guerra Martins 2008

Execução de Estruturas Metálicas

Resumo
No presente documento é apresentada uma metodologia de escolha do material, execução, transporte e montagem de estruturas metálicas, tendo por base o Eurocódigo 3 (EC3) [2], as normas prEN 1090 [3] e a EN 10025 [4]. Nesse sentido, o seu conteúdo inclui: • Um Caderno de Encargos para a execução de estruturas metálicas, seguindo de perto a prEN 1090 [3] e incluindo a especificação de todos os procedimentos de controlo de qualidade relevantes; • Um plano de fabrico identificando todas as operações de fabrico a que a estrutura metálica estará sujeita (incluindo pintura) e o tipo de processo escolhido para cada operação; • Uma sequência de execução das diversas fases de fabrico, identificando os desperdícios resultantes do fabrico a partir de perfis ou chapas disponíveis comercialmente, procurando a sua minimização; • • O procedimento de montagem da estrutura; Mapa de Medições e Orçamento estimativo exaustivo dos custos da execução, transporte e montagem da estrutura, quantificando custos de utilização de equipamento, custos de mão-deobra e matéria-prima. Para exemplo de referência utiliza-se um pórtico produzido em perfil laminado a quente, com reforço na ligação viga-pilar, incluindo-se esta aplicação prática em anexo.

I

Execução de Estruturas Metálicas

Índice Geral

Resumo .....................................................................................................................................................I Índice Geral .............................................................................................................................................II Índice Figuras ........................................................................................................................................ VI Índice Tabelas........................................................................................................................................ IX Introdução................................................................................................................................................ 1 Capitulo 1 – Concepção de Estruturas Metálicas .................................................................................... 3 1.1 – A importância e as informações gerais do Projecto de Estruturas .............................................. 3 1.2 - Projecto das Estruturas Metálicas................................................................................................ 4 1.3 – Caderno de Encargos para Estruturas Metálicas......................................................................... 4 1.3.1 – Generalidades do Caderno de Encargos para Estruturas Metálicas ..................................... 4 1.3.2 – A norma prEN 1090 e o Caderno de Encargos para Estruturas Metálicas........................... 6 Capitulo 2 – Caderno de Encargos Tipo (estruturas metálicas)............................................................... 9 2.1 – Disposições gerais....................................................................................................................... 9 2.2 - Qualidade e Natureza dos Materiais .......................................................................................... 15 2.2.1 - Aço em perfis e chapas ....................................................................................................... 15 2.2.2 - Ligações mecânicas............................................................................................................. 21 2.2.3 – Ligações soldadas............................................................................................................... 28 2.2.4 – Acessórios de ligação ......................................................................................................... 31 2.2.5 - Argamassas de assentamento de chapas metálicas ............................................................. 32 2.3 – Classificação estrutural e ambiental.......................................................................................... 32 2.3.1 - Classificação do ambiente................................................................................................... 32 2.3.2 - Classificação da estrutura.................................................................................................... 32 II

..................... 68 3...............................................................1 – Decapagem ........2 – Metalização e Pintura ...............................................................................................Traçagem da Estrutura Metálica...........................................9 – Desempeno das peças ................................................................1 – Condições gerais .............Materiais e Produtos Pré-fabricados ............................................................................ 81 3.....................................................2 ............................................................. testes e correcção ..............................................................................4...............................................................Protecção ao Fogo............................ inspecção.........................................Critérios de Medição ................................................................... 51 3............................................. 41 3.......................................................................... 86 III ......................................................Execução de Estruturas Metálicas 2..........................1 ............................................... 48 3.............................4......................................... 74 3..................10 – Tratamento de Superfície/Protecção Anticorrosiva ............5 – Maquinagem/Enformagem........................................2 ... 34 2...................................................................Tratamento de superfície para protecção contra a corrosão e pintura dos elementos metálicos..........12.....................................................12 – Fiscalização.........................................................................10............................................................................... 40 3.............8 – A razão de ser e o comportamento das ligações puramente soldadas...............................................1 ............................. 82 3............................. 40 3.........................7 – Ligações Mecânicas ........ 39 Capitulo 3 – Execução.............10................................................................................................................................................................................................................ 53 3................... 67 3......................... 81 3..........................................................................3 – Corte........5 ......... 86 4............... 82 Capitulo 4 – Transporte ...................................4 – Protecções e tratamentos............1 – Aspectos genéricos do fabrico ...................... 34 2..................................11 – Pré-montagem e etiquetagem....... 35 2........................................ 64 3........................................................................................................................................................................................................................................... 41 3... 58 3.............................................................................................. 70 3........................2 – Produtos Fabricados .............................6 – Soldadura ..............4 – Furacão......... puramente mecânicas ou mistas ...............................12............................

...................4 ........Colocação dos parafusos em obra............. 97 5.....1............................................... 104 A......... 106 IV ..........................Execução de Estruturas Metálicas 4....................................................... 90 5. testes e correcções............. 102 A...............Alongamento de furos para parafusos..........1........................................... 102 A.....1 ..........................................1.......................4.................... 94 5......................4..Quantificação de custos do transporte de componentes .........................................................................................................................................................Ligações .............................5 – Apoios e ancoragens .................................. 91 5....................Eurocódigo 3 – Estruturas metálicas...............................Regulação das chaves de aperto....................................................... 89 5.............. 86 Capitulo 5 – Montagem ..................................................................................4...... 102 A........................ 96 5............................4 ........................ 95 5.....................................3 – Critérios de montagem em obra ........................................................................Eurocódigo 1 – Acções em Estruturas ...................... 92 5...3 .........................2 – Condições do local...................................4...... 91 5.8 – Quantificação de custos de montagem..... 94 5........... 87 5......................Eurocódigo 9 – Projecto de estruturas de alumínio...................... 106 A.......................................................................................................................................................................................1........................................................ 105 Anexo 2 – Comparação entre a Metalização e a Pintura . 98 Bibliografia.............................................Condições gerais de montagem da estrutura.............................................................................................................6 – Chumbadouros e outros elementos embebidos em betão ............. 96 5................................4 – Processo e metodologia de montagem .............1 ............. 100 Anexo 1 – Resumo dos Eurocódigos afectos a estruturas metálicas .........................2 ..................................................................................2 ........................................................4.2.................................................. 87 5..........................................................Aperto definitivo dos parafusos ..........................6 ..............................................................................Eurocódigo 8 – Projecto de estruturas em Zonas Sísmicas................................... 94 5.........................1 .............1 – Aspectos genéricos .............................................4....................................................Zincagem por imersão a quente ..........................5 ............3 .....................................7 – Inspecção.....2 ............... 97 Conclusão ...........................................

..............................................Aspectos Económicos da Pintura ....................................3 – Transporte da Estrutura .1 – Geral .............................. 124 A. 135 V ..............10 ................................. 112 A..........8 ..Fabrico/Produção da estrutura..........................Aços zincados por imersão a quente versus aços pintados com tintas líquidas ............................Durabilidade do revestimento de tinta dos aços pintados ......2 ......Execução de Estruturas Metálicas A.............................................. 109 A..................Pintura ................Tecnologias e medidas de prevenção aplicadas à operação de decapagem [11]................2....................................................................... 106 A............................................................4 .. 128 Anexo 4 ................. 111 Anexo 3 – Caso de estudo .................. 115 A.................. 110 A.....................................2.................Montagem da Estrutura............................................Aços zincados por imersão a quente pintados com tintas líquidas (Sistema Duplex)....... 125 A.......2.3.......................Comparação entre as diferentes atmosferas ...................3 .......9 .....5 – Inspecção e Manutenção (exploração) ....................................................... 110 A.........................................................Esquemas de Pintura de Aços Pintados com Tintas Líquidas.........2......................................... 108 A.........................6 ..........2. 131 Anexo 5 ....... 109 A.........................................................................................3.......................................................2............2 ........2.....................................3. 115 A.............................................................................Durabilidade do revestimento zincado.........................Tecnologia de materiais ... 111 A...................3.5 .............................2....7 .........4 ...........2...............3.......................Vida útil da pintura.... 107 A...................

................ 63 VI ................................Esquema representativo da operação de corte e indicação das principais entradas e saídas de materiais [11] .... 58 Figura 17 – Diferença máxima entre espessuras de chapas (D ≤ 2mm → correntes....................................Valores máximos admissíveis na distorção em furos por punção [6].................................................................. 51 Figura 13 ...................... 18 Figura 2 – Estruturas metálicas com emprego de várias geometrias de perfis e tipos de aço [6].............................................. 63 Figura 20 – Parafusos com cabeças especiais [6].................................................................................. 50 Figura 11 – Linha automática de furação e cabeças da linha de automática de furação ............................. 50 Figura 12 – Linha automática de furação e cabeças da linha de automática de furação [13]........ 53 Figura 15 – Esquema representativo da operação de soldadura com indicação das principais entradas e saídas de materiais [11]........................ 62 Figura 19 – Parafusos com anilhas especiais [6] ..............Execução de Estruturas Metálicas Índice Figuras Figura 1 – Estruturas metálicas com emprego de várias geometrias de perfis e tipos de aço [18]..................................................................... e torneamento com indicação das principais entradas e saídas de materiais [11]................................................. 45 Figura 9 – Linha combinada corte plasma + furação.......... 24 Figura 4 ...................... 52 Figura 14 – Esquema representativo das operações de fresagem..................................... ................................ 44 Figura 8 – Corte por Oxi-corte ............. 59 Figura 18 .............................................................................. D ≤ 1mm → préesforçadas) [3].....................Esquema representativo das operações de estampagem....................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................Materiais de soldadura e equipamentos de soldadura [12] ...................................... 45 Figura 10 ............................................. 32 Figura 6 ......Estrutura metálica com apoios aparafusados [8]............................. 30 Figura 5 – Argamassa de regularização e selagem sob placa de base de pilar [4] ... calandragem e quinagem com indicação das principais entradas e saídas de materiais [11] .......................................................................... 24 Figura 3 – Estruturas metálicas com emprego de várias geometrias de perfis e tipos de aço [6].......................................................... 42 Figura 7 – Serrote ............................ 54 Figura 16 – Soldadura MIG MAG ..............

............................................Esquema representativo duma operação de desengorduramento químico com indicação das principais entradas e saídas de materiais [11]........................................................................................................ 85 Figura 35 .... adaptado] ............................................................................. 63 Figura 22 – Tipos de ligações mais usuais em estruturas metálicas [9] ................. 71 Figura 29 ................................................................. 71 Figura 28 .................................... 114 Figura 40 – Caso de Estudo – Proposta de corte de chapas 300mm×600mm e 300mm×1095mm (assinalas com uma cruz “X” as partes em desperdício) ......... 80 Figura 34 .......................................................................Esquema representativo duma operação de decapagem mecânica com indicação das principais entradas e saídas de materiais ............................ 121 VII .................................... 95 Figura 36 – Recomendação sobre a utilização de galvanização e pintura [15] .................................................................Esquema representativo da operação de lixagem com identificação das principais entradas e saídas de materiais [11]...Detalhes construtivos para evitar a corrosão [6] ....................... 67 Figura 26 – Formas de Corrosão em desenho esquemático [14]..................Esquema representativo duma operação de decapagem química com indicação das principais entradas e saídas de materiais [11]....................................... 76 Figura 33A .......................... 78 Figura 33B ............................................................................................................. 72 Figura 30 ................................................. em geral [9]........................................Detalhes construtivos para evitar a corrosão [6] ...............................Detalhes construtivos para evitar a corrosão [11..................... com situação de distribuição completa tradicional de esforços no apoio (corte + flexão) [9]. em geral [9]66 Figura 24 – Ligações viga-pilar só com soldadura ou de soldadura importante na ligação......................................................................... mais flexíveis................................. 65 Figura 23 – Ligações viga-pilar sem soldadura ou de soldadura reduzida.......Detalhes construtivos para evitar a corrosão [6] ...... 113 Figura 38 – Pilar-exemplo de pórtico industrial a duas águas........................... 111 Figura 37 – Viga-exemplo de cobertura do pórtico industrial a duas águas........................................ 69 Figura 27 ....................................Chave dinamómetrica [13]....... mais rígidas....................... 73 Figura 31 – Influência do tempo de imersão no peso da camada de zinco [14] . 76 Figura 32 – Camadas resultantes da metalização por zinco ou galvanização [14]...................................Execução de Estruturas Metálicas Figura 21 – Parafusos especiais [6] ............................................... 79 Figura 33C ............................................................... 66 Figura 25 – Ligação mista (soldadura de chapa de topo na viga com aparafusagem ao pilar........

......... 128 VIII .......Elevação e fixação provisória das vigas nos pilares ...Montagem das componentes que são erguidas em blocos (vigas de cobertura com união prévia no solo)..........................................................Elevação e fixação provisória dos pilares nos chumbadouros127 Figura 43 – Caso de Estudo – Fase 4 ......... 126 Figura 42 – Caso de Estudo – Fase 3 .........Execução de Estruturas Metálicas Figura 41 – Caso de Estudo – Fase 2 .........

.............................................................. para aços correntes de acordo com a EN 10025-2 [4]................................. 21 Tabela 9 – Aços patinados segundo a nova norma EN 10025-5 [4].......................... folhas e estribos de aço [3] . 38 Tabela 19 – Condições sem requisitos especiais no corte de guilhotina na classe de execução 3 [3]........................... 32 Tabela 15 – Definição das classes de consequências [3]........................... 34 Tabela 17 – Recomendações para a selecção de classes de execução [3] ........................................................ 43 Quadro 21 – Comparação das características associadas às tecnologias de corte de chapa [11] ................................................................. 17 Tabela 3 – Normas prescritas para aços inoxidáveis [3] ................................................................... 27 Tabela 13 – Produtos estandardizados para consumíveis de soldadura [4] ............... 20 Tabela 8 – Tabela de equivalências para a nova norma EN 10025 [4] ....Execução de Estruturas Metálicas Índice Tabelas Tabela 1 – Normas prescritas para produtos estandardizados para aços estruturais [3]........... função da sua resistência mecânica [4].................. 19 Tabela 7 – Valores nominais da fy e da fu....... 21 Tabela 10 – Valores nominais da tensão de cedência e da tensão de rotura à tracção [2]....... 43 Tabela 20 – Dureza superficial máxima permitida para os diversos tipos de aço..................................................................................................... 29 Tabela 14 – Normalização de aparelhos de apoio [6]................. 27 Tabela 12 – Valores nominais mínimos da força de pré-esforço em kN [4] ............ 17 Tabela 4 – Valores nominais da tensão de cedência fy e da tensão de rotura fu....... 33 Tabela 16 – Critérios recomendados para produção e categorias de serviços [3] ......... 34 Tabela 18 – Classificação de preparação de superfície a tratar [3] .......................... 47 IX ......... 19 Tabela 6 – Valores de referência genéricos para aços estruturais [10]..................................................................................... 17 Tabela 2 – Normas prescritas para aços de enformados a frio.................................................................................. 23 Tabela 11 – Valores nominais da tensão de cedência e da tensão de rotura à tracção [3]................................................ 18 Tabela 5 – Composição química a que têm de obedecer os aços correntes de acordo com a EN 10025-2 [4]............................................................................................................................................................................................................................ para aços de acordo com a normalização europeia [4]................

.....................Caso de Estudo – custo dos perfis laminados para as vigas de cobertura ...... 110 Tabela 28 – Caso de Estudo .....Caso de Estudo – estimativa orçamental do pórtico (montagem incluída) ........Caso de Estudo – Meios humanos para montagem do pórtico............. 128 Tabela 35 – Propriedades mecânicas e físicas de diversos metais para engenharia [19] .. 50 Tabela 23 – Classificação das classes de atrito para superfícies de ligações pré-esforçadas [3].......................................................................................................................... 127 Tabela 34 ................................. 84 Tabela 25 – Esquemas tipo de pintura industrial [13] .......................... 122 Tabela 31 ........ 135 Tabela 37 – Outras propriedades mecânicas e físicas de diversos não-metais [19] .................... 136 X ..Custo unitário do material (€/kg).............Execução de Estruturas Metálicas Tabela 22 ...... 64 Tabela 25 – Quadro de inspecções complementares [2] ............................................................................................ 110 Tabela 27 – Exemplos comparativos em ambientes diferenciados [13].......................................................................Caso de Estudo – custo das chapas de ligação das vigas de cobertura.................................................... 109 Tabela 26 – Exemplos comparativos entre esquemas de pintura em aço [13] ................... 123 Tabela 32 ... 61 Tabela 24 – Diâmetros tradicionais de parafusos e rebites para estruturas metálicas [6].................... 124 Tabela 33 ........Valores nominais de furos para parafusos (mm) [6] ................................................ 135 Tabela 36 – Propriedades mecânicas e físicas de diversos não-metais [19]. 124 Tabela 34 .......................Caso de Estudo – Meios mecânicos para montagem do pórtico ............... 119 Tabela 29 – Caso de Estudo – aproveitamento de chapa (30mm) para vigas de cobertura....

em termos do estado da arte da Execução de Estruturas Metálicas. em termos legislativos (cite-se o REAE. encontrando-se neste momento. tratamento e transporte. Se pretendêssemos definir o problema em análise. finalmente. designadamente a EN 10025 [4] e a EN 4040. associadas às recomendações de uma experiência valorizável e não regulamentarmente contraditória. (v) assegurar a durabilidade expectável para a vida prevista da construção. Em suplemento foram contactadas empresas e técnicos do ramo da metalomecânica. impondo critérios e tolerâncias. disponíveis meios normativos bastantes para um suficiente rigor e estandardização de procedimentos. da Construção Metálica e Mista. bem como. passando pelo planeamento. dizer-se-ia que estão. ainda em vigor. encomenda. embora obsoleto e pouco usado pelos projectistas actuais. (iii) optimizar o custo. e seu Caderno de Encargos. (iv) obter a necessária celeridade para controlar a execução dentro do prazo. conduzindo o percurso de uma componente de uma estrutura metálica desde a recepção do Projecto. divulgando a informação necessária ao cumprimento das boas regras construtivas. Pelo exposto facilmente se depreende que as fontes utilizadas se baseiam nas publicações europeias disponíveis sobre esta matéria. bem como bibliografia avulsa identificada na bibliografia. soldagem. (ii) fabricar com qualidade. corte. (iv) garantir a segurança. aplicando a um caso prático. Podemos afirmar que. furação. complementando as partes omissas com recomendações entendidas por tecnicamente correctas. preparação. as Normas Europeias aplicáveis. ainda que de forma sucinta. dado ser esta fase do processo construtivo que materializa fisicamente a estrutura. mais alargado. Numa breve referência histórica. Este facto tende a tornar mais simples e globais os sistemas industriais de produção e montagem de estruturas metálicas. A principal motivação que esteve na base deste estudo assenta na crucial importância que o fabrico tem no âmbito. higiene e saúde na realização dos trabalhos. em boa verdade. no que versa a formulações de cálculo e verificação). e sobretudo. colmatadas muitas das grandes omissões do passado. confirmando a sua correcta concepção.Execução de Estruturas Metálicas Introdução O presente trabalho tem por objectivo apresentar e desenvolver. montagem prévia. bem como facilitando a internacionalização das empresas do sector. O objectivo deste trabalho será o resumo das prescrições normativas mais significativas. A metodologia a usar neste trabalho será fundamentada na permanente observância normativa. poderíamos dizer que o mesmo consistiria em: (i) respeitar o Projecto. 1 . o tema designado por Execução de Estruturas Metálicas. maioritariamente. até à montagem da estrutura. os grandes referenciais são os Eurocódigos 3 e 4.

tanto no que trata a perfis.Execução de Estruturas Metálicas A organização do texto segue. efectuando um balanço e conclusões do trabalho realizado. que deve conter a especificação de todos os procedimentos de controlo de qualidade indispensáveis. concisamente. as Condições Técnicas Gerais e Especiais) até ao Caderno de Encargos. até ao traçado. • O capítulo 3 insere-se o que toca à fase de fabrico. como a chapas. • No capítulo 2 apresenta-se o material aço estrutural. a concepção de estruturas metálicas. ensaios e correcções. 2 . • Finaliza-se. • O capítulo 4 debruça-se sobre o transporte e os cuidados a ter no seu carregamento. parafusos e material de adição para soldadura. correcções e quantificação dos seus custos. uma lógica semelhante ao próprio decurso inerente à execução de Estruturas Metálicas. que integra o conjunto das Peças Desenhadas e Escritas. com a sequência de execução das suas diversas fases. corte e soldadura. sucintamente. com a disposição seguinte: • No capítulo 1 aborda-se. ligação mecânica. inspecção. desde o planeamento de trabalhos e elencar de produtos a adquirir. • O capítulo 5 apresenta o processo de montagem da estrutura metálica. optimizando no sentido de reduzir aos desperdícios de material. referindo-se o importante factor de custos associados. características e quantificações de custos associados. deslocação e descarga. especificações. tratamento de superfície. enumerando as suas normas. cujo âmbito parte da elaboração do Projecto (com o seu com diverso e rico conteúdo. ou seja: um plano de fabrico (aplicado à peça exemplo). testes. nomeadamente a Memória. inspecção.

até ao relativo às operações de soldadura. • Condições técnicas gerais e especiais (desde o que se refere à abertura de caboucos.1 – A importância e as informações gerais do Projecto de Estruturas O Projecto é a peça fundamental de que se parte para o fabrico de uma estrutura. elementos e ligações. acessibilidades. • • • Plano de Segurança. passando pelos parafusos e chapas até aos consumíveis de soldadura. Procedimentos de transporte. urbana. nomeadamente e entre outros: • Informação geral sobre as características do local da obra e sua envolvente (social. infra-estruturas. Topologia da estrutura. referindo as condicionantes ponderadas tendo por base o estudo geotécnico. entre outros). dimensionamento e/ou verificação (se uma forma geral. dado que este encerra todas as informações necessárias à sua execução. etc). A regulamentação e normas de orientação. • • • A geometria e composição das secções.Execução de Estruturas Metálicas Capitulo 1 – Concepção de Estruturas Metálicas 1. • • Geologia do solo e suas condicionantes. Peças Desenhadas e todos os detalhes construtivos suficientes para a completa execução da obra. • • Esclarecimentos pontuais pertinentes. deve-se seguir-se os Eurocódigos de acordo com o Anexo 2 deste trabalho). bem como os critérios e métodos análise e segurança. etc). independentemente do material construtivo. Higiene e Saúde (ainda que genérico e provisório). Processo de montagem. para Estruturas Metálicas. com justificação da solução adoptada. sistemas de protecção contra a corrosão. paisagística. 3 . • A natureza. ligações aparafusadas. características e qualidade dos materiais (desde o aço estrutural. Fundações. ou à desmatação e limpeza do local de obra.

1 – Generalidades do Caderno de Encargos para Estruturas Metálicas O Caderno de Encargos é um indissociável complemento do Projecto. sendo aqui mais premente a salvaguardava dos padrões de segurança exigíveis. sendo decisivamente importante para a boa execução da obra. bem como os processos de construção – algumas vezes as Condições Técnicas surgem incluídas no caderno de Encargos. Na verdade. as secções são verificadas na suficiência estandardizada das suas dimensões. 1. Claro está que a sua observância assenta numa experiente e competente Fiscalização. Por outro lado. independentemente da dimensão e âmbito da obra. 1. prevenindo a entrada dos parafusos nos orifícios e o espaço de manobra das ferramentas) tem aqui particular acuidade. Condições Técnicas Especiais).3 – Caderno de Encargos para Estruturas Metálicas 1.3. Basicamente. Condições Técnicas Gerais. regras e controlo de execução. a documentação necessária e exigida a incluir no projecto de estruturas metálicas já está estabelecida há longos anos [10]. a peça documental essencial 4 .Execução de Estruturas Metálicas • Limitações de uso e recomendações de manutenção periódica. em boa verdade.ª ordem que devem ser acautelados. bem como da sua composição em termos de armaduras. • Peças Desenhadas (que deve incluir desde a localização e rigorosa implantação da obra.Projecto das Estruturas Metálicas O projecto estruturas metálicas não é uma excepção face ao exposto no ponto anterior. sendo raros os casos em que este impõe a sua dimensão (normalmente só para estruturas especiais. como obras-de-arte). ao contrário do que sucede no caso de estruturas de betão armado ou pré-esforçado. pois. garantido a sua qualidade. alçados. contemplando: • Peças Escritas (Memória descritiva e justificativa. em geral. bem como uma simbologia e notas explicativas entendíveis e satisfatórias). às fundações e estruturas.2 . a observância da garantia de execução (nomeadamente em termos das ligações. com plantas. devendo incluir a natureza e qualidade dos materiais. existem geometrias de mercado que obrigam o projectista na sua escolha. cortes e pormenores com todo o detalhe necessário a uma completa e perfeita execução. dado que a esbelteza das peças propiciar fenómenos de 2. Tal situação é. Dissemos complemento porque. oposta ao que sucede com as secções de betão armado ou pré-esforçado. Acresce ainda que. face ao valor da solicitação. em que o projectista de facto as dimensiona: decide sobre a forma e medidas da secção.

plano de equipamentos. apresentação uma organização documental tipo de referência na elaboração de um Caderno de Encargos: • Caderno de Encargos. subempreitadas. antes. marcas de fabrico ou de comércio e desenhos registados. mas nunca sem o primeiro. horários. Regime jurídico Disposições gerais da empreitada (licenciamento municipal/oficial.Execução de Estruturas Metálicas para a execução da obra é o Projecto. consignação. Fiscalização e controlo. regulamentação aplicável. Materiais e elementos de construção (aqueles que não estão incluídos no Projecto). Prémios e multas. livro de obra. clausulas do contrato.). Normas de medição e seus autos. etc. plano de mão-de-obra. Contrato. patentes. durante e após a execução da obra: Objecto. Regras e forma de pagar trabalhos a mais. 5 . mas não basta o mesmo assegurar Assim. obras auxiliares e preparatórias. Contudo. equipamento. etc). omissões e imprecisões. remoções e limpezas. instalações. sendo possível levar a efeito construções sem Caderno de Encargos. de uma forma concisa mas entendida por suficiente. recepção e liquidação da obra. incluindo toda a documentação a exigir ao Empreiteiro. adiantamentos e revisão de preços. Cauções e garantias. Valor da adjudicação. Planeamento e direcção de obra (condições de aceitação de proposta e amostras de materiais alternativos. montagem/desmontagem e manutenção do estaleiro. propriamente dito. Disposições particulares da empreitada (pessoal. condições de elaboração de: programa descritivo de trabalhos. etc). licenças. Condições gerais de execução da empreitada. Prazos de execução. condições de pagamento. cronograma/plano de trabalhos. esclarecimentos.

talvez. e dado que se trata de uma estrutura metálica. • Esquema de manutenção. para que não exista qualquer tipo de dúvidas sobre as características dos materiais de construção e a forma de execução dos trabalhos. e de forma mais específica visando a execução de estruturas metálicas. Estimativa Orçamental. tendo em vista a redução de custos e a conservação da qualidade e operacionalidade da estrutura durante o ciclo de vida expectável. pois identifica as responsabilidades assumidas por cada uma das partes no negócio. 1. (ii) manipulação de não conformidades. eliminação ou mitigação dos problemas que possam surgir. a principal referência na Execução de Estruturas Metálicas. constituindo-se o seu conteúdo num verdadeiro manual de especificações para este fim.Execução de Estruturas Metálicas Etc. De qualquer modo. Esquema de controlo de qualidade e procedimento de inspecção.3. (ii) gestão de alterações. etc [6]. • Programa de Concurso (eventual). considerandoos na fase de projecto. e para além da já referida. Por exemplo. seus níveis de exigência e sua verificação (inclui plano dos ensaios necessários para que a qualidade do material e dos trabalhos seja assegurada). eventualmente. Assim. Documentos de preparação de execução (“check lists”).2 – A norma prEN 1090 e o Caderno de Encargos para Estruturas Metálicas A norma prEN 1090 [3] é. Em caso de ser exigível um Plano de Qualidade este incluirá (ISO 9000) [6]: • • • Documento de gestão da qualidade. para haver uma melhor organização na execução da estrutura. é sempre de referir que a documentação é uma parte inalienável de um contrato de obra. Documentos de controlo de qualidade da produção (“follow up”). • • Medições (que podem integrar o Projecto) e. no caso do Plano de Qualidade não ser exigido. redução de tensões residuais. • Esquema de montagem. citam-se alguns dos documentados que deverão ser sempre listados em cumprimentos dessa prEN 1090 [3]: (i) plano de inspecção da produção. os planos e desenhos a elaborar devem também ser os seguintes intervenientes (incluem-se os autores responsáveis): 6 .

• • • Condições Técnicas Gerais. • • • • • • Fabrico. 7 . etc). Cabos. Protecção contra a corrosão. sendo que esta prEN 1090 [3] lista os documentos normativos de referência divididos por categorias [6]: • Materiais: Aços. • • Plano de Qualidade para Fabrico e Montagem das estruturas metálicas – Empreiteiro. Soldadura. Montagem. Ligadores mecânicos (parafusos.2. em que as dimensões são em “mm”) – Projectista.2 e 9. 9. Planos e Desenhos de Fabrico (execução) das estruturas metálicas – Empreiteiro Planos e Desenhos de Montagem das estruturas metálicas e outros.2. Chapas de aço.Execução de Estruturas Metálicas • Peças Escritas e Desenhadas do Projecto (com detalhe vasto e rigoroso próprio estruturas metálicas. 7. Aparelhos de Apoio. Plano de Segurança. Especiais e Medições – Projectista. esta deverá seguir os pontos 4. Diversos. complementares.3 da prEN 1090-2 [3]. e no que trata à elaboração da documentação a fornecer pelo Empreiteiro. De forma mais exaustiva. • Plano e Pormenorização de Soldadura (segundo ponto 7. que se mostrem necessários – Empreiteiro.2 da prEN 1090-2 [3]) – Empreiteiro. Higiene e Saúde com procedimentos para a elaboração dos trabalhos – Empreiteiro. Ensaios (destrutivos e não destrutivos). Consumíveis de soldadura.

Em aço enformado a frio e elementos laminares até S960 (aço estrutural) e S700MC (aço inox). dimensionadas de acordo com a EN1994 (estruturas mistas). mas actualmente as classes de tolerância são classe 1 e 2. dimensionadas de acordo com a EN1993 (estruturas metálicas). ainda. A norma prEN 1090 [3] define. O próximo capítulo dedica-se. Perfis estruturais ocos (circulares. tais como [6]: • • • • Em aço laminado até a classes S960. assume-se classe 1 (mais permissiva). distintos níveis de exigência [6]: • Classes de execução. • Classes de consequência.anexo B). De sublinhar que esta norma não é apenas aplicável a estruturas metálicas. exclusivamente.Execução de Estruturas Metálicas Dentro dos requisitos para produtos de construção metálica. Produtos de aço inoxidável. mas também a estruturas mistas aço-betão. relacionadas com as categorias de produção e exploração (as orientações para a escolha das classes de execução são dadas no anexo B da EN1090. sendo que se não for especificada uma classe. encontrando-se a lista de requisitos para as classes no anexo A3 da EN1090. • Classes de tolerância. 8 . que são definidas no EC0 (EN1990 . podem-se encontrar especificações para a quase totalidade dos tipos de aço existente. ver tabela 15 e 16 deste documento). visando estabelecer os efeitos do colapso ou avarias estruturais (ver Tabela 14 deste documento). a definir em futuras versões. quadrados ou rectangulares). mormente no que a perfis diz respeito. à apresentação de um Caderno de Encargos Tipo adaptado à Execução de Estruturas Metálicas.

fabrico e/ou colocação). Para um é a forma como vai ser efectuada a prestação de serviços (de fornecimento de materiais. Neste contexto entendeu-se. assim como a sua posterior vistoria. • Deverá ser entregue à Fiscalização. bem como aqueles com finalidades fundamentalmente construtivas. por escrito. bem como os respectivos documentos de homologação. as obras que não de estrutura metálica. 2. como movimentos de terras e fundações. sendo obrigatório. não dispensa a necessária aprovação prévia da Fiscalização antes do seu fabrico. no sentido de este não se tornar demasiado extenso. ilustrativamente. ou da sua montagem. sempre que julgue necessário. e que poderá estar presente em qualquer Caderno de Encargos de uma obra de construção civil. para o outro será o seu respectivo pagamento. em qualquer caso. mas que na prática concorrem para a sua realização. 9 . não serão incluídas neste texto.Execução de Estruturas Metálicas Capitulo 2 – Caderno de Encargos Tipo (estruturas metálicas) Um Caderno de Encargos é. tem a finalidade desta introdução o estipular. o seguinte: • Todos os elementos constituintes da estrutura. bem como se deverão encontrar-se em estado de completamente novo e não apresentar qualquer imperfeição. ou mesmo revestimentos e outros acabamentos. a que a Execução de Estruturas Metálicas não foge. a indicação do fornecedor e da origem de todos os elementos acima citados. No continuar deste trabalho. introduzir um subcapítulo de “Disposições Gerais” para melhor se compreender o espírito vertido no parágrafo anterior. mas cobertos por estas Condições Técnicas Especiais e a pela Memória Descritiva do Projecto. mandar proceder a ensaios de recepção que decorrerão a expensas do Empreiteiro. um documento em que as regras a que vão obedecer as relações e compromissos entre o Dono-de-Obra e o Empreiteiro ficam estabelecidos. • A Fiscalização pode ainda. • O constante nos dois parágrafos anteriores. deverão ser. fabricados ou integrados com produtos de marca homologada por entidade idónea e oficialmente certificada para o efeito. antes de qualquer outra interpretação.1 – Disposições gerais Sem prejuízo do fixado nos artigos seguintes. de forma inequívoca.

às especificações e demais documentos de homologação de laboratórios oficiais portugueses ou entidades equiparadas. deverá já vir contida no preço de concurso. • Todas as despesas decorrentes da preparação. como a montagem. se de modo diferente não for contratado. com o Caderno de Encargos em geral e suas Medições e. deverá a execução dos trabalhos obedecer às disposições legais em vigor. Nesta conformidade. mas sempre sujeitas á aprovação da Fiscalização. sua manutenção e trabalhos a estes afins. execução e limpeza da própria obra e do seu local. se for caso disso. deverá ser entendido que todo o texto seguinte está sujeito às condições acima designadas. trabalhos e a qualidade e modo de execução a estes relativa. Dever-se-á ter ainda em atenção o seguinte: • Fazem parte integrante das Condições Técnicas Gerais e Especiais todos os fornecimentos. às normas. do que o Empreiteiro se obriga a cumprir integralmente e de que se fará pagar de acordo com valores de concurso ou posteriormente negociados (caso não constem da lista de preços inicial).Execução de Estruturas Metálicas • Será ainda entregue à Fiscalização. correm por conta do Empreiteiro (conforme rubrica no Mapa de Medições). de forma a se poder efectuar a melhor coordenação de toda a produção das diversas especialidades. • Toda a execução estará de acordo com a regulamentação e normalização em vigor (nacional e/ou europeia). • Na ausência de definições no que respeita a materiais ou técnicas construtivas por parte destas Condições Técnicas Especiais ou da Memória projecto. • No caso de soluções deixadas como proposta a efectuar pelo Empreiteiro. • No caso do estabelecido nestas cláusulas conduzir a situações de trabalhos não previstos (trabalhos a mais) deve a Fiscalização ser de imediato informada no sentido de sancionar ou não a sua execução. bem como o abastecimento de água e energia e outros recursos exteriores tidos como necessários à realização dos trabalhos. de tudo o que à presente empreitada respeite. o Plano de Trabalhos a efectuar com a necessária ordem de montagem e sua calendarização. por escrito. desmontagem do estaleiro. de acordo as Peças Escritas e Desenhadas do Projecto. o seu custo já estará incluído no fornecimento e montagem destas peças. 10 . pelo que não se fará uma referência explícita e repetitiva das mesmas. bem como todas as demais recomendações técnicas aplicáveis. com eventuais alterações que venham a ser introduzidas durante a obra (após aprovação por escrito da Fiscalização). devendo ser estas entendidas como permanentemente implícitas e vigentes. não podendo por tal motivo este invocar trabalhos a mais. ou seja. para ser submetido a aprovação.

desde que aprovados pela Fiscalização. 11 . bem como todos aqueles que embora não expressamente descritos. dando do facto conhecimento à Fiscalização. Da decisão tomada sobre as propostas cambiantes expostas pelo Empreiteiro não tem cabimento qualquer recurso. equipamento ou quaisquer artefactos dentro desta existentes. a empreitada engloba todos os trabalhos que de acordo com a intenção do Projecto levam ao completo acabamento da obra. se for o caso. Laboratório Nacional de Engenharia Civil e Instituto Português da Qualidade.Execução de Estruturas Metálicas • Da empreitada fazem parte todos os trabalhos descritos no Projecto e nas respectivas Medições. desde que aprovados pela Fiscalização. especificações e outros documentos emanados por entidades oficiais ou oficialmente reconhecidas e cujas disposições sejam vinculativas para obras de construção civil. mas só serão tidas em consideração para avaliação aquelas que dêem inteira satisfação às solicitações e outros condicionamentos seguidos no Projecto. variantes ao sistema construtivo previsto. não podendo alegar o uso desta última por desconhecimento da que se encontre no actual em vigor. • A mão-de-obra a empregar será a qualificada para a realização das diversas tarefas e tipos de trabalhos. são imprescindíveis para cumprir as boas regras e técnicas de construção civil e como complemento dos previstos nas folhas de medições. • Poderá o Empreiteiro apresentar. bem como quaisquer outros regulamentos. decretos. para assegurar o cumprimento do Mapa de Trabalhos aprovado e os prazos execução. em cada momento. • Serão efectuadas todas as demolições e levantamentos necessários ao cumprimento do Projecto. bem como mobiliário. separadamente. • O Empreiteiro deverá ter sempre conhecimento da versão mais actualizada do documento cuja natureza for a referida nas peças do Projecto e Caderno de Encargos. mesmo que nestes outra mais antiga conste. que no que trata ao contrato válido de trabalho. mesmo que não estejam expressamente referidos. • Os materiais a empregar e a forma de execução da obra será realizada tendo em conta o estabelecido pelos documentos que adiante serão enunciados neste texto. • Todos os trabalhos serão executados de modo a não afectar os eventuais elementos da estrutura a manter. quer outros quaisquer elementos da construção que devam permanecer. ou seja. • Todo o pessoal estará devidamente legalizado no que concerne à sua condição apta para trabalhar. Órgãos de Soberania (nacionais e europeus). normas. quer às necessárias condições de saúde. sendo sempre a suficiente. nomeadamente e entre outras. leis.

a ausência de mão-de-obra ou as condições climatéricas inerentes à época do ano em que a obra decorre. pelo que a programação dos trabalhos deverá prever a provável existência e consequências de tais contrariedades. de modo a mantê-los com aspecto que não contraste com as zonas circundantes. • As omissões ou desencontros de dimensões e outros elementos de projecto com as reais verificadas em obra serão objecto de reclamações por erros e omissões de projecto no prazo legalmente aprovado. não poderão servir de motivo de prorrogação do prazo.. sendo da sua conta as reparações e reposições necessárias se as mesmas não estiverem incluídas na empreitada. árvores de qualquer porte. etc. se nenhuma alteração estiver prevista no Projecto. etc. instalações ou redes de qualquer natureza.Execução de Estruturas Metálicas • Todos os produtos das demolições serão transportados pelo Empreiteiro para vazadouro da sua responsabilidade. pavimentos. assim como cargas e descargas de materiais. excepto os materiais que a Fiscalização entenda aproveitáveis. 12 . • São inerentes à proposta do Empreiteiro todos os trabalhos preparatórios e de acabamento que se relevem necessários a cada tarefa. • A falta de materiais no mercado. apeamentos. • O Empreiteiro tomará as disposições necessárias para que a execução dos trabalhos não prejudique as actividades da rotina do local onde os mesmos se desenvolvem. porquanto não serão atendidas quaisquer reclamações baseadas no desconhecimento ou falta de previsão dos mesmos. • O Empreiteiro tomará as precauções indispensáveis para não causar prejuízo em edifícios adjacentes à obra. • O Empreiteiro é responsável pelo estado de limpeza das zonas afectadas pela execução dos trabalhos. sobretudo quando este for por Valor Global. • O Empreiteiro deverá inteirar-se no local da obra e junto do Dono-de-Obra do volume e natureza dos trabalhos a executar. bem como a executar todos os trabalhos finais de limpeza e reposição do existente à data da consignação. sendo estes igualmente transportados pelo Empreiteiro para depósito a indicar por esta. • O Empreiteiro deve organizar o Livro da Obra contendo uma informatização sistematizada e de fácil consulta dos acontecimentos mais significativos relacionados com a execução dos trabalhos.

• Os materiais nos quais se verificar. serão rejeitados. • Os materiais rejeitados por não satisfazerem as condições exigidas. desempenho. sendo contudo aqui incluídos já que se tornam válidos para eventuais trabalhos a mais a contratar com o Empreiteiro e que concorram no seu âmbito. não satisfazerem as condições exigidas. sempre que considere insuficientes ou inadequados os prescritos neste Caderno de Encargos. deverão ser removidos pelo Empreiteiro para fora do local da obra no prazo de 48 horas. Ainda em termos de Disposições Comuns atender-se-á ao seguinte: • As referências e modelos comerciais. ou mesmo as zonas ou as secções da obra já erguidas e construídas. por simples exame ou em face do resultado dos ensaios ou análises. caso assim o entenda. 13 . propriedades. indicará quais as provas a que deverão ser submetidos os materiais. previstas no Caderno de Encargos têm como objectivo dar indicação da natureza. fixadas ou não pelo Caderno de Encargos. se a solidez. poderá aplicar materiais diferentes dos previstos. • Os capítulos incluídos nas Condições Técnicas (Gerais e Especiais) que não sejam aplicáveis às obras respeitantes ao presente projecto devem ser ignorados. quer antes. para garantia da boa execução dos trabalhos e sempre que julgue conveniente.Execução de Estruturas Metálicas • O Empreiteiro obriga-se a apresentar mensalmente a situação dos trabalhos realizados em relação aos previstos no Mapa de Trabalhos. quer depois de aplicados. • A Fiscalização. características. permitam estabelecer valores comparativos da perfeita execução da obra. da qualidade e de acabamento pretendido para o trabalho em causa. de proceder a outros ensaios de controlo de qualidade. • O Empreiteiro. tipos e marcas. • O Empreiteiro apresentará amostras de todos os materiais que se propõe empregar na obra devidamente identificados e rotulados com indicação de fornecimento e fabricante. • O facto de a Fiscalização permitir o emprego de qualquer material não isenta o empreiteiro da responsabilidade sobre a maneira como ele se comportar. • A Fiscalização reserva-se o direito. duração e conservação da obra não forem prejudicados e se não houver alteração para mais no preço. quando autorizado pela Fiscalização. estabilidade. • Estas provas serão feitas de acordo com os preceitos regulamentares em vigor ou com as prescrições que. aspecto.

Em termos de Estaleiros. efectuar um completo inventário do existente que entregará na forma de Peças Escritas e Desenhadas à Fiscalização. O Empreiteiro protegerá eficazmente a vegetação e árvores existentes no local da obra. se achar pertinentes alterações ao Pano de Segurança. • Deverá ser dada especial atenção à prevenção de acidentes. de águas e esgotos. • • Em nenhuma situação é permitido o desrespeito das normas de segurança. informações e anúncios deverão apresentar-se sempre com bom aspecto. sugerindo. sendo da sua responsabilidade a integral e funcional 14 . comunicações. Em termos de Levantamento e Reposição de infra-estruturas (como de redes eléctricas. luvas e calçado de protecção para todo o pessoal ao serviço do Empreiteiro. para aprovação da Fiscalização.Execução de Estruturas Metálicas • Os perfis e as chapas devem ter as formas prescritas e apresentar-se desempenadas. Higiene e Saúde visado pela Fiscalização. Em termos de Protecção contra Agentes Atmosféricos atender-se-á ao seguinte: • A obra e os materiais deverão em qualquer fase estar protegidos dos agentes atmosféricos. aquecimento. sendo da responsabilidade do Empreiteiro as reparações ou substituições que se tenham de efectuar em qualquer zona por não se ter respeitado este artigo. dentro das tolerâncias admitidas. Em termos de Segurança atender-se-á ao seguinte: • O Empreiteiro será responsável pela segurança devendo propor as medidas que julgar convenientes para a execução dos trabalhos se faça respeitando a legislação em vigor. utilizando nomeadamente capacetes. fluidos no estado gasoso e outras congéneres habituais e próprias dos diversos tipos de edificações) necessárias para o normal decorrer da obra atender-se-á ao seguinte: • O Empreiteiro terá que no início de cada fase da obra em que tenha de recorrer aos trabalhos a que respeita esta alínea. Circulação e Vedações atender-se-á ao seguinte: • O Empreiteiro apresentará uma planta do estaleiro da obra com a localização das instalações e equipamentos. O Empreiteiro efectuará logo de início os tapumes e guardas da área destinada ao trabalho considerando sempre a possibilidade de acesso a viaturas de bombeiros e urgência ao local da obra. • • Todas as protecções.

Aço em perfis e chapas As propriedades dos aços.General technical delivery conditions.Execução de Estruturas Metálicas recolocação de todos os elementos constantes. 15 . 2. • É ainda da competência do Empreiteiro a completa substituição de todos os elementos destes sistemas que em virtude destas operações sofrerem qualquer deterioração. não podendo em caso de adjudicação ignorarem a sua necessidade e sobre eles reclamarem erros. ensaios de dobragem) e à sua composição química. bem como os testes de aptidão necessários à sua reentrada em serviço. • Fica claro.2 . Como ressalva geral deste ponto (Disposições Gerais) refira-se que as soluções fixadas ou apontadas nestas Condições Técnicas Gerais e Especiais são vinculativas desde que nas restantes peças que compõe o Projecto completo outras mais rigorosas não forem explicitadas. (Supersedes EN 10025: 1993).2. PART 2 . As características dos perfis e chapas de aço usadas em elementos estruturais devem estar de acordo com a norma EN 10025-2004 [4]. devem-nos os concorrentes apreciar localmente no sentido de apresentar o preço respectivo. não havendo lugar a reclamações se tal cuidado não houver por parte do Empreiteiro na prévia visita e verificação local. ensaios de choque e. omissões ou trabalhos a mais. ocasionalmente. As características dos diferentes tipos de aços devem basear-se na informação relativa às suas propriedades mecânicas (determinadas a partir de ensaios de tracção.1 . pois.Technical delivery conditions for non-alloy structural steels. nomeadamente a sua especificidade e quantidade. • O preço de concurso para os supracitados trabalhos incluirá todas as substituições de material que não tenha condições de ser levantado e posteriormente reposto. caso em que serão estas últimas a prevalecer. são valores nominais a adoptar para efeitos de cálculo.Qualidade e Natureza dos Materiais 2. que sobre estes trabalhos. no que diz respeito às suas características gerais. designadamente nas suas partes (e na designação original): • • PART 1 .

Execução de Estruturas Metálicas

PART 3 - Technical delivery conditions for normalised/normalised rolled weldable fine grain structural steels. Supersedes EN 10113: parts 1 & 2: 1993);

PART 4 - Technical delivery conditions for thermo mechanically rolled weldable fine grain structural steels. (Supersedes EN 10113: parts 1 & 3: 1993);

PART 5 - Technical delivery conditions for structural steels with improved atmospheric corrosion resistance – also known as weathering steels. (Supersedes EN 10155: 1993);

PART 6 - Technical delivery conditions for flat products of high yield strength structural steels in the quenched and tempered condition. (Supersedes EN 10137: parts 1 & 2:1996).

A classificação dos aços correntes, apresentados nas tabelas 1 e 2 é designada pelas letras JR, JO, J2 e K2, que representam o nível de qualidade do aço no que diz respeito à soldabilidade e aos valores especificados do ensaio de choque. A qualidade aumenta para cada designação de JR a K2. Para uma descrição mais detalhada da qualidade dos aços deve-se consultar a norma EN10025-2 [4]. Os aços utilizados em perfis e chapas têm de respeitar a norma EN 10025 [4], nas suas 6 partes, sobretudo no que trata à sua qualidade do aço e às condições de fornecimento. Esta norma revoga e substitui, praticamente, toda a normalização anterior, que se encontrava mais dispersa. É, também, recomendável ter em consideração a norma EN 10164 “Steel products with improved deformation properties perpendicular”, usando chapas de aço com propriedades de deformação melhorada, no caso de chapas de topo sujeitas a esforços significativos (maior ductilidade). Nas tabelas 1 a 3 incluem-se as normas prescritas pela própria norma prEN 1090-2 [3] para os aços a adoptar em diversos de peças estruturais (ver figura 1), nomeadamente: Normas prescritas para produtos estandardizados para aços estruturais – Tabela 1; Normas prescritas para aços de enformados a frio, folhas e estribos de aço – Tabela 2; Normas prescritas para aços inoxidáveis – Tabela 3. De notar que são omissas normas para as dimensões estandardizadas dos perfis mais usados em construção metálica (“I” e “H”), denotando alguma liberdade industrial ainda existente nesta matéria. Outro factor que se considera bastante negativo é a grande dispersão normativa, conduzindo a incertezas quanto à existência de normas sobre algumas temáticas, bem como tornando difícil e oneroso a consulta ao público e profissionais em geral. Os aços correntes para elementos estruturais variam consoante as suas propriedades mecânicas e composição química, como podemos verificar nas tabelas 4 e 5.

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Execução de Estruturas Metálicas

Tabela 1 – Normas prescritas para produtos estandardizados para aços estruturais [3]

Tabela 2 – Normas prescritas para aços de enformados a frio, folhas e estribos de aço [3]

Tabela 3 – Normas prescritas para aços inoxidáveis [3]

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Execução de Estruturas Metálicas

Figura 1 – Estruturas metálicas com emprego de várias geometrias de perfis e tipos de aço [18]

Ilustram-se, na tabela 6, os valores de referência genéricos das grandezas físicas para aços estruturais, sendo os mesmos aproximadamente idênticos para todos os tipos de aço estrutural. Na verdade, a propriedade mais diferenciadora dos diversos aços estruturais é a resistência mecânica, seguindo-se a ductilidade e a tenacidade, muito associadas ao teor de carbono. Em geral quanto mais carbono tem o aço menos próprio para estruturas, dado ser mais frágil. Tabela 4 – Valores nominais da tensão de cedência fy e da tensão de rotura fu, para aços correntes de acordo com a EN 10025-2 [4]
Tensão de cedência fy e tensão de rotura fu em N/mm2 Espessura nominal em mm t<=40 fy JR S235 JO J2 JR S275 JO J2 JR S355 JO J2 K2 355 510 335 470 22 21 20 275 430 255 410 22 21 20 235 360 215 360 26 25 24 fu 40<t<=80 fy fu Alongamento mínimo em % (2) (L0 = 5.65/S0) Espessura nominal em mm 3<t≤40 40<t≤63 63<t≤100 Energia absorvida mínima no ensaio de choque (J) (3) Espessura nominal em mm Temperatura ºC 20 0 -20 20 0 -20 20 0 -20 -20 10<t≤15 27 27 27 27 27 27 27 27 27 40

Designação

Qualidade

S450

440

550

410

550

(1) Os valores apresentados neste quadro são valores de referência. Para detalhes consultar a norma EN10025. (2) Os valores apresentados neste quadro são aplicáveis a provetes longitudinais para o ensaio de tracção. Para chapas, chapas largas e produtos longos de largura maior ou igual a 600 mm utilizam-se provetes transversais e o alongamento mínimo deve ser inferior a 2%. (3) Para espessuras inferiores a 10 mm a energia mínima absorvida no ensaio de choque deve deduzir-se da figura 1 da norma EN10025.

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045 0.035 0.035 0.Execução de Estruturas Metálicas Tabela 5 – Composição química a que têm de obedecer os aços correntes de acordo com a EN 10025-2 [4] C em % máx. 19 .17 0.35 0. Cu. Nota: Os valores apresentados neste quadro são valores de referência.040 0.55 0.035 0.45 0.045 0.18 0.35 0.55 0.3 α = 12x10-6 (ºC)-1 ρ = 7.20 16<t≤4 0 0. CEV para espessuras nominais em mm t≤40 0. P% Máx.24 0. segundo a normalização europeia. S% Máx.35 0.20 0.47 0.045 0. Os aços patinados.50 1.38 0. Cr.55 0.45 0. também designados de auto-protectivos.22 0. têm a faculdade de propiciarem a formação progressiva uma película superficial protectora de óxido exterior aderente e muito pouco porosa (designada por “patina”) que reduz significativamente a velocidade de oxidação habitual nos aços.40 1.20 0.42 0.60 0. embora com valores mais concisos.20 t>40 0.009 Máx.040 0.18 0.17 0.040 0.21 0. em termos de características.045 0.17 0.22 1.18 0. Na tabela 7 faz-se uma apresentação mais largada de tipos de aços.24 0. São habitualmente conhecidos pelos nomes das marcas comerciais de fabrico: Corten (foram os primeiros aços patinados.60 1.035 0. υ = 0.47 0.045 0.60 1. Si% Máx.60 1.000 N/mm2.18 0.42 0. com origem nos Estados Unidos).24 0.45 40<t≤150 0.009 0.009 0. N% Máx.47 0.17 0.007 0.045 0.38 0.009 0. Para maiores detalhes consultar a norma EN10025.40 1.22 0.040 0.45 0.18 0.20 0.20 0.40 0. que vendo sendo um uso crescente em chapas arquitectónicas. Face a alteração normativa.035 0.035 0.035 0. em condições específicas de exposição.17 0.17 0.850 Kg/m3.17 0.50 1.47 Designação Qualidade Mn% Máx. Para espessuras nominais t em mm t≤16 JR S235 JO J2 JR S275 JO J2 JR S355 JO J2 K2 0. Indaten (fabricados pela “Usinor”) e Diweten (criados pela “Dilling” especialmente para pontes) [20]. Ni e Mo) que.50 1. na tabela 8 faz-se a transferência da normalização anterior para a nova.55 0.17 0.21 0.40 0. G = E/2(1+υ) N/mm2.38 0.035 0.20 0.040 0.18 0.42 0.40 1. Tabela 6 – Valores de referência genéricos para aços estruturais [10] Módulo de Elasticidade Módulo de distorção Coeficiente de Poisson Coeficiente de dilatação térmica linear Massa Volúmica E = 210.009 0.040 0.40 0.22 0. como: P. São aços fracamente ligados (com outros metais. Ainda na tabela 9 mostra-se as características do aço patinado. caracterizam-se por uma resistência melhorada à corrosão.

para aços de acordo com a normalização europeia [4] Espessura nominal do elemento t [mm] Designação fy [N/mm2] EN 10025-2 S 235 S 275 S 355 S 450 EN 10025-3 S 275 N/NL S 355 N/NL S 420 N/NL S 460 N/NL EN 10025-4 S 275 M/ML S 355 M/ML S 420 M/ML S 460 M/ML EN 10025-5 S 235 W S 355 W EN 10025-6 S 460 Q/QL/QL1 EN 10210-1 S 235 H S 275 H S 355 H S 275 NH/NLH S 355 NH/NLH S 420 NH/NHL S 460 NH/NLH EN 10219-1 S 235 H S 275 H S 355 H S 275 NH/NLH S 355 NH/NLH S 460 NH/NLH S 275 MH/MLH S 355 MH/MLH S 420 MH/MLH S 460 MH/MLH 235 275 355 275 355 460 275 355 420 460 360 430 510 370 470 550 360 470 500 530 235 275 355 275 355 420 460 360 430 510 390 490 540 560 215 255 335 255 335 390 430 340 410 490 370 470 520 550 460 570 440 550 235 355 360 510 215 335 340 490 275 355 420 460 370 470 520 540 255 335 390 430 360 450 500 530 275 355 420 460 390 490 520 540 255 335 390 430 370 470 520 540 235 275 355 440 360 430 510 550 215 255 335 410 360 410 470 550 t ≤40 mm fu [N/mm2] 40 mm < t ≤80 mm fy [N/mm2] fu [N/mm2] 20 .Execução de Estruturas Metálicas Tabela 7 – Valores nominais da fy e da fu.

035 N (%) Máx.16 Si (%) Máx.010 0.040 Máx.Execução de Estruturas Metálicas Tabela 8 – Tabela de equivalências para a nova norma EN 10025 [4] EU 113 .1972 Fe 360B Fe 360C Fe 360D Fe 430B EN 10025 + A1 . sendo de adoptar a certificação tipo 3. 21 .70 Máx. 0.60 0.15 a 0. 0.45 a 1.35 a 0.1972 Fe E 275 KGN Fe E 275 KTN Fe E 275 KGTM Fe E 275 KTTM Fe E 355 KGN Fe E 355 KTN Fe E 355 KGTM Fe E 355 KTTM EN 10113 .80 Máx.35 0. mormente os seus ponto 5. 0.45 0.010 Sim Sim Sim Sim 0.1 desta norma.25 a 1. Não é dispensável o certificado de qualidade.040 0. FF = Aço completamente acalmado O fornecimento e inspecção decorrerão de acordo com a norma EN 10204.040 0.60 Adição de Azoto? Cr (%) Cu (%) FN = Aço efervescente não é admissível.60 0.040 0.15 FF FN FF FF 0. devendo ser especificada a qualidade do material. 0.16 Máx.85 0. 0.20 a 0. 0.2 e 5.035 0.035 0.1993 S 235JR S 235JO S 235J2 S 275JR S 275JO S 275J2 S 355JR S 355JO S 355J2 S 355K2 S355N S355NL S355M S355ML Fe 430C Fe 430D Fe 510B Fe 510C Fe 510D Fe 510DD Tabela 9 – Aços patinados segundo a nova norma EN 10025-5 [4] Modo de Oxidação C (%) Designação S235JOW S235J2W S355JOWP S355J2WP S355JOW S355J2W S355K2W FN FF FN 0.20 a 0.35 a 0. suas propriedades mecânicas e composição química.85 0.3.1993 S 275N S 275NL S 275M S 275ML EU 25 .1 Máx.20 a 0. 0.010 0.19 0.035 Mn (%) P (%) S (%) Máx.040 0.60 0.05 a 0. 1. 5. dado não ser admissível aguardar por ensaios de confirmação.1.55 0. Todas as tolerâncias e mais características a exigir na qualidade dos aços observarão a prEN 1090-2 [3].

portanto. Nas ligações mecânicas tem que se ter em atenção os parafusos. ver tabela 10). nomeadamente relativas a parafusos de cabeça embutida (prEN 14399-7). Os ligadores de aço carbono não devem ser usados para ligar elementos de aço inoxidável. designadamente a prEN 14399 (mencionada no ponto 5. Contudo existe alguma normalização europeia correspondente.2. os parafusos devem de respeitar a norma ISO 4017. as ligações mecânicas (como parafusos.6.2 .8 de alta resistência (aptos a pré-esforço.Ligações mecânicas Em geral. anilhas e anilhas indicadoras de pré-esforço (prEN 14399-9). Como recomendações para parafusos e porcas hexagonais [6]: • Não pré-esforçados: As propriedades mecânicas devem ser especialmente especificadas para casos especiais. embora a esta data ainda não tenha todas as suas partes concluídas). devendo então ser tomados como “ligadores especiais”. Estas anilhas indicadoras de PE não devem ser de aços auto-protegidos ou em aço inox (problema de corrosão galvânica). (ii) ligadores de aço inoxidável com diâmetros superiores aos especificados nas EN ISO 3506-1 e EN 3506-2. sendo de opção corrente a escolha da classe de parafusos 8. as porcas e as anilhas. Nesses casos devem ser usados “kit’s” de isolamento cuja especificação e detalhamento são obrigatórios. Este classe é a 1. Estão em preparação diversas normas EN. salvo em casos especiais. sendo.6 da prEN 1090-2 [3]. a não ser em casos devidamente ponderados. • Parafusos estruturais de alta resistência (pré-esforço. da prEN 1090-2 [4]. 22 . possuidora de baixa relaxação e constituindo uma boa opção na relação preço/desempenho. as porcas tem de respeitar a norma ISO 4032 ou 4775 e as anilhas tem de respeitar a norma ISO 7415. porcas e anilhas) deverão seguir o preceituado no ponto 5.ª da série de parafusos apta a ligações pré-esforçadas.Execução de Estruturas Metálicas 2. como é o caso de: (i) ligadores de aço carbono ou de ligas análogas com diâmetros superiores aos especificados nas EN ISO 898-1 e EN 20898-2.4. Para a aplicação de parafusos pré-esforços de alta resistência. ver tabela 10): Os parafusos pré-esforçados não devem ser em aço inox. (iii) parafusos de ligas austeníticas-ferríticas de qualquer diâmetro.

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A corrosão galvânica é um processo químico no qual se dá a destruição do metal menos nobre da série galvânica, por depósito na protecção do mais nobre, quando ligados directamente, na presença de um electrólito. Ora, a camada de óxido que se cria no aço é catódica, sendo o aço anódico, não sendo essa camada contínua, e por isso não se constituindo como uma barreira protectora, nas descontinuidades formam-se células de corrosão. Uma corrente eléctrica forma-se do pólo negativo (ânodo) para o positivo (cátodo), dissolvendo ou corroendo o pólo negativo. Série galvânica → do metal mais activo (anódicos), para o menos activo (catódicos): Alumínio e Zinco – usados para proteger o aço; Ferro; Aço; Aço inoxidável – substitui eficazmente o aço relativamente à corrosão; Chumbo; Cobre; Prata; Ouro; Platina. O potencial de corrosão galvânica aumenta com o aumento da diferença de potencial entre os dois metais, pelo que é completamente desaconselhável o contacto, sobretudo em ambiente húmido, entre metais nesta situação. Dai que muito cuidado terá que ser posto na escolha de elementos de ligalões mecânicas (parafusos, rebites, anilhas, porcas, etc.). Tabela 10 – Valores nominais da tensão de cedência e da tensão de rotura à tracção [2]
Componente Requisitos genéricos (High strength structural bolting for preloading) Ligações pré-esforçadas (suitability of assemblies for preloaded application) Parafusos (Bolts) Porcas (Nuts) Anilhas (Washers) prEN 14399-1 prEN 14399-2 prEN 14399-3 (HR: deeper nuts) prEN 14399-3 (HR: deeper nuts) prEN 14399-5prEN 14399-6 prEN 14399-4 (HV: shallower nuts) prEN 14399-4 (HV: shallower nuts) Pré Normas Europeias

De referir que as anilhas indicadoras de pré-esforço são uma alternativa à chave dinamométrica, de modo a permitir uma mais expedito controlo do momento de aperto em ligações pré-esforçadas. De notar que devido às condições de acesso à ligação e às tolerância dimensionais nem sempre o aperto é total e uniforme, pelo que o esmagamento deve ser medido junto ao ponto médio (ver figura 2).

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Figura 2 – Estruturas metálicas com emprego de várias geometrias de perfis e tipos de aço [6]

Conforme as melhores condições de acesso estas anilhas podem ser colocadas do lado da porca ou do lado da cabeça do parafuso (figura 3).

Figura 3 – Estruturas metálicas com emprego de várias geometrias de perfis e tipos de aço [6]

Existem também ligadores especiais, como parafusos injectados com resinas especiais. Em geral a resina é injectada através de um orifício colocado na cabeça do parafuso, podendo este ser tradicional (com rosca, anilha e porca) ou de espiga totalmente lisa.
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As características genéricas são [6]: Resina de 2 componentes, com viscosidade à temperatura ambiente compatível com a injecção nos furos, apenas sob pressão (pode ter que ser usada uma argamassa moldável durante a injecção, para vedar); A resina deve manter-se moldável durante pelo menos 15 minutos; A cura deve estar concluída aquando da entrada em serviço da estrutura; Em casos de reparações pode ter que se aplicar calor para acelerar a cura (máx. 50 ºC); Estes elementos podem ter que ser obtidos através de ensaios, devendo ser usado o anexo G da EN 1990 – procedimento análogo ao da determinação do coeficiente de atrito em parafusos pré-esforçados; Detalhes sobre a utilização deste sistema podem obtidos na publicação do ECCS nº79 (European recommendations for bolted connections with injection bolts); O diâmetro dos furos estandardizado é d0= d + 3 mm, excepto em parafusos de diâmetro inferior a 27 mm, que pode ser de d + 2 mm, devendo ser usadas anilhas especiais, com d1= d+0,5 mm. • Outras Normas Europeias EN relacionadas com peças roscadas [12]: Parafusos: EN 24014:1991 Hexagon head bolts. Product grades A and B, com correspondência à ISO 4014:1988; EN 24015:1991 Hexagon head bolts. Product grade B. Reduced shank (Shank diameter = pitch diameter), com correspondência à ISO 4015:1979; EN 24016:1991 Hexagon head bolts. Product grade C, com correspondência à ISO 4016:1988; EN 24017:1991 Hexagon head screws. Product grades A and B, com correspondência à ISO 4017:1988; EN 24018:1991 Hexagon head screws. Product grade C, com correspondência à ISO 4018:1988; EN 28676:1991 Hexagon head screws with metric fine pitch thread. Product grades A and B, com correspondência à ISO 8676:1988.
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• Outras Normas Europeias EN relacionadas com anilhas [12]: EN ISO 10644:1998 Screw and washer assemblies with plain washers. Existe alguma recomendação no sentido de se galvanizar as porcas e anilhas. com correspondência à ISO 8738:1986. Os valores nominais das tensões de cedência e da tensão de rotura à tracção. EN ISO 10673:1998 Plain washers for screw and washer assemblies. tem que se referenciar a norma ISO 898.Property classes 8 and 10 (Revision of ISO 4775:1984). Para anilhas também são muito usadas as Normas ISO 7089. screws and studs. ISO/DIS 4775 Hexagon nuts for high-strength structural bolting with large width across flats .Part 1: Bolts. ISO 4033:1979 Hexagon nuts. ISO/DIS 4034 Hexagon nuts .Product grade C. ISO/DIS 898-1 Mechanical properties of fasteners made of carbon steel and alloy steel – Part 1: Bolts. style 2 . normal and large series. 26 . style 2 . com correspondência à ISO 10673:1998. sendo certo que durante o aperto alguma dessa protecção se perde. nomeadamente: • • ISO 898-1:1988 Mechanical properties of fasteners .Product grades A and B.Product grade C. EN 28738:1992 Plain washers for clevis pins. Washer hardness classes 200 HV and 300 HV. com correspondência à ISO 10644:1998. ISO 4775:1984 Hexagon nuts for high-strength structural bolting with large width across flats . Product grade A. Product grade A. caso exista alguma exigência que não esteja prevista na tabela 11. screws and studs.Product grades A and B.Property classes 8 and 10.Execução de Estruturas Metálicas • Outras Normas ISO relacionadas com porcas [12]: ISO 4032:1986 Hexagon nuts.Product grades A and B. ISO 4034:1986 Hexagon nuts .Product grade B . style 1 – Product grades A and B. style 1 . ISO/DIS 4033 Hexagon nuts. ISSO/DIS 4032 Hexagon nuts.Product grade B . 7091 a 7094 [12]. Small. estão regulamentados na tabela 11.

Part 6: Nuts with specified proof load values . • ISO 898-7:1992 Mechanical properties of fasteners .Fine pitch thread. • ISO 898-6:1994 Mechanical properties of fasteners . Estes valores pretendem assegurar a transmissão da força que permita a mobilização do atrito entre as chapas a unir. além de garantir um estado de tensão que minimize a possibilidade de desaperto por vibrações eventuais a que a estrutura possa estar sujeita.8 480 600 8. sendo rejeitadas aquelas que possam prejudicar a estabilidade e resistência da obra.6 fyb (N/mm2) fub (N/mm ) 2 Classe de parafuso 240 400 Ligações Pré-esforçadas (por atrito) 6. • ISO 898-5:1998 Mechanical properties of fasteners made of carbon steel and alloy steel – Part 5: Set screws and similar threaded fasteners not under tensile stresses.8 320 400 5. De sublinhar que o aperto deve ser progressivo. Na tabela 12 apresentam-se os valores nominais mínimos da força de pré-esforço a aplicar nos parafusos pré-esforçados.Coarse thread.8 400 500 Para valores fora dos limites estipulados na tabela 11. Tabela 11 – Valores nominais da tensão de cedência e da tensão de rotura à tracção [3] Ligações ordinárias (por corte e/ou tracção) 4. que: 27 .9 900 1000 4.Part 7: Torsional test and minimum torques for bolts and screws with nominal diameters 1 mm to 10 mm. preferivelmente na porca e da parte mais rígida para a memos rígida da ligação.6 300 500 5.Execução de Estruturas Metálicas • ISO 898-2:1992 Mechanical properties of fasteners . De referir. Tabela 12 – Valores nominais mínimos da força de pré-esforço em kN [4] As ligações serão feitas cuidadosamente.Part 2: Nuts with specified proof load values .8 640 800 10. ainda. só podem ser utilizados caso seja comprovado a sua eficiência para determinada aplicação.

(iii) Parte 2 → classes execução 3 e 4. • Os parafusos devem ser apertados por meio de chaves dinamométricas e sujeitos aos momentos indicados no projecto. isto é.3 – Ligações soldadas A norma prEN 1090 remete para a norma EN 729 “Quality requirements for welding”. (ii) Parte 3 → classe execução 2. Especificação do procedimento de soldadura e consumíveis. estando dividida em função da classe de execução da estrutura: (i) Parte 4 → classe execução 1. os requisitos básicos a preencher pela soldadura. Por seu lado.5 do prEN 1090-2 [3]. estes têm que respeitar a prEN 13479.4 da prEN 1090-2. Já no que trata a consumíveis de soldadura. 2. 28 . que é constituída por uma lista de normas de produtos para os consumíveis de soldadura (aqui reposta como tabela 13). Tipos e dimensões das soldaduras.2. 3 ou 4. Para efeitos dos requisitos de resistência da soldadura indica a EN ISO 14554 “Quality requirements for welding – resistance welding of metallic materials”. Procedimentos a adoptar para evitar imperfeições Especificações de tratamentos térmicos Critérios de aceitação e rejeição. devendo incorporar os seguintes aspectos (de acordo com as normas EN 1011 e a prEN 1090): Detalhes de ligação. nas estruturas metálicas correntes. e segundo o ponto 5. a parte roscada deverá iniciar-se na zona correspondente à espessura da anilha.5 da prEN 1090-2 [3].Execução de Estruturas Metálicas • A parte não roscada da espiga dos parafusos deve ter comprimento suficiente para abranger toda a espessura dos elementos a ligar. um Plano de Soldadura deve ser elaborado caso a classe de execução da estrutura seja a 2. Em geral. • As superfícies de contacto de ligações resistentes ao escorregamento deverão respeitar os requisitos da tabela 14 do ponto 8. consideram-se superfícies de contacto resistentes ao escorregamento as ligações de topo entre troços do pórtico – classe C. Sequência de soldadura. devendo também ter-se em atenção a tabela 4 presente no ponto 5.

Execução de Estruturas Metálicas Tabela 13 – Produtos estandardizados para consumíveis de soldadura [4] Os pontos 5.Symbolic representation on drawings. brazed and soldered joints . EN 24063:1992 Welding. com correspondência à ISO 4063:1990. ISO/AWI 2553 Welded.2 da prEN 1090-2 [3] também devem ser observados. mas admitindo-se ser de interesse. ISO 4063:1998 Welding and allied processes . Como referência também devem ser consideradas as seguintes normas: ISO 13920:1996 Welding — General tolerances for welded constructions —Dimensions for lengths and angles — Shape and position. com correspondência à ISO 2553:1992. Informações nos desenhos. Symbolic representation on drawings. soldering and braze welding of metals. ISO 2553:1992 Welded. brazing. para efeitos de simbologia e nomenclatura.1 e 5.Symbolic representation on drawings.Nomenclature of processes and reference numbers. Nomenclature of processes and reference numbers for symbolic representation on drawings. EN 22553:1994 Welded. em termos de normas europeias. brazed and soldered joints . Não estando incluídas nas informações da norma prEN 13479. Soldaduras. temos: EN 2574:1990 Série aeroespacial. brazed and soldered joints. 29 .

• A disposição das soldaduras e a sua ordem de execução devem ser estabelecidas de modo: A reduzir-se. • Os trabalhos de soldadura exigem pessoal qualificado e aparelhagem conveniente. Figura 4 . de uma forma equilibrada em relação ao eixo de cada barra e inibindo pontos de sobreposição (deteriorando soldas anteriores). podendo a Fiscalização exigir provas de habilitações técnicas dos soldadores. 30 . bem como para a qualificação de pessoal afecto à sua execução (EN 287-1 e a EN 1418). os estados de tensão resultantes da própria operação de soldadura. ainda. • Na ligação das extremidades das barras (ligações de topo) as soldaduras devem ser dispostas. tanto quanto possível.Materiais de soldadura e equipamentos de soldadura [12] De salientar. • As características da corrente eléctrica e a natureza dos eléctrodos devem ser apropriados à qualidade dos materiais a ligar e ao tipo de soldadura a efectuar. A que as peças soldadas fiquem na posição pretendida. ensaios de caracterização dos eléctrodos e quaisquer outros ensaios para o seu completo esclarecimento e de acordo com as normas em vigor. tanto quanto possível.Execução de Estruturas Metálicas De notar que existem normas especificas para procedimentos de soldadura (EN ISO 15609 “Specification and qualification of welding procedures for metallic materials”). que: • A qualidade e resistência do material de adição das soldaduras terá de ser sempre de nobreza e valor superior ao aço base soldado (na figura 4 podemos ver consumíveis e máquinas de soldar).

bem como os próprios eléctrodos. As soldaduras efectuadas não poderão ser arrefecidas rapidamente. humidade ou qualquer película de gordura. • Em casos de comprovada necessidade. exigindo-se uma descida gradual e lenta da temperatura. ou pela própria acção do vento. e à limpeza com uma escova de arame. de acordo com a EN 10244-2. especificando a classe de resistência e a camada de protecção. bem como o estabelecimento de variações bruscas de secção. oxidação. cavidades ou quaisquer outros defeitos. sem que se tenha queimado o material dos bordos. fendas. • As medidas a tomar e o critério a adoptar na verificação das ligações soldadas será fixado pela Fiscalização. 2. • As superfícies a soldar. e. devem estar isentos de escórias. • A soldadura depositada tem de ficar bem ligada aos materiais a soldar.Execução de Estruturas Metálicas • Também se deverá evitar a aplicação excessiva de soldadura num mesmo local. pela neve. por um processo adequado. nesta ordem de ideias. • Em geral. poderá exigir-se o recozimento de determinadas peças para eliminação das tensões residuais provenientes das operações de soldadura. • Os cordões devem obedecer ao disposto na EN 10138-3 Aparelhos de apoio [6]: 31 . será pedida uma protecção das soldaduras contra o arrefecimento brusco provocado pela chuva. nomeadamente em elementos soldados em toda a periferia. • Sempre que um cordão seja obtido por várias passagens deve proceder-se à repicagem das escórias. carepa. • Os cordões executados não deverão apresentar irregularidades.4 – Acessórios de ligação Cabos de alta resistência [6]: • Os fios dos cabos de alta resistência têm que obedecer ao disposto na EN 10264-3 ou EN 10264-4.2. pela concentração de tensões a que dão origem. tinta. poros. antes de cada passagem. • • Deverão ainda evitar-se soldaduras em entalhes ou furos de dimensões importantes. a execução de soldaduras deverá respeitar o disposto no capítulo 7 da prEN 1090-2.

conforme figura 5 deste texto.3 – Classificação estrutural e ambiental 2.4. Tabela 14 – Normalização de aparelhos de apoio [6] 2. é necessário classificar o grau de corrosibilidade do ambiente de acordo com a norma EN ISO 12944-2. com um mínimo de resistência característica à compressão de 25 MPa. ajudando a seleccionar a protecção mais adequada.Execução de Estruturas Metálicas • Devem obedecer ao disposto na prEN 1337-3.7 ou 8 (ver quadro 14). No ponto 9.3. Para o exemplo em estudo seleccionou-se o nível C3. Figura 5 – Argamassa de regularização e selagem sob placa de base de pilar [4] 2. a colocar entre as fundações e as bases de pilar (figura 5). serão de carácter hidráulico. A resistência será especificada nos elementos do Projecto. a que corresponde uma corrosibilidade média. reportando o fabrico da argamassa para as normas EN 206-1 e ENV 13670-1.3. desta norma explicações complementares são dadas.8 da prEN 1090-2.5 .Classificação da estrutura A classificação de uma estrutura.5. é um indicador fundamental das suas características de qualidade. 2.5. segundo a norma prEN 1090-2 [3].5.Classificação do ambiente No sentido de caracterizar a agressividade do ambiente em que a estrutura metálica será inserida.1 .Argamassas de assentamento de chapas metálicas As argamassas de assentamento de chapas metálicas.6.2. Deverá ser respeitado o ponto 5.2 . pois espelha um nível de propriedades e fiabilidade que se repercute 32 . com base num cimento com propriedades não retrácteis.

resultando da combinação das primeiras duas (tabela 15 e 16) a escolha da Classe de Execução (tabela 17) Deste modo. 16 e 17). De nomear o Anexo B da norma prEN 1090-2 [3] que consiste num útil guia para a escolha da classe de execução da estrutura metálica. mas. Como excepções teremos as situações de elementos específicos para os quais esta especificação técnica estabeleça uma exigência superior ou inferior.Execução de Estruturas Metálicas em todos os pontos do seu fabrico. Para todos os elementos da estrutura deverão ser adoptados e respeitados os requisitos definidos nesta prEN 1090-2 [3]. e para efeitos do caso em estudo. Tabela 15 – Definição das classes de consequências [3] 33 . no que toca à classe de execução EXC3. com base nestas tabelas e no seu significado intrínseco. neste último. Na verdade. a estrutura classifica-se com classe de consequência CC3 (alta) e classe de produção e utilização PS2 a que corresponde a classe de execução EXC3. Uma mais clara e elucidativa exposição dos diversos requisitos classificativos encontra-se nos anexos desta norma. desde os aspectos ligados à escolha de materiais até à própria documentação exigível em todas as fases de fabrico. de que se reproduz neste texto as tabelas mais significativas (tabela 15. temos que a sua classificação surge em todas as alíneas importantes do processo. numa apreciação global desta norma. essa indicação terá que ser específica na adopção de uma classe de execução menos exigente.

pelo que implica → Classe execução 2 [6]. deverá ser realizada com tintas intumescentes. Nesse sentido o Empreiteiro proporá à aprovação da Fiscalização a marca e tipo de revestimento de protecção que pretenda aplicar. certificado de garantia. Consultando a tabela 15 e 16 resulta ► Categoria de exploração PS1 e consequência CC2. com elementos metálicos formados por perfis laminados a quente. condições de armazenamento e condições de 34 . 2. admita-se um edifício residencial em estrutura mista aço–betão (com aço estrutural S275).4 – Protecções e tratamentos 2.4. acompanhando prospecto técnico (composição. ensaios de caracterização. ligações em obra e do tipo aparafusado.1 .Execução de Estruturas Metálicas Tabela 16 – Critérios recomendados para produção e categorias de serviços [3] Tabela 17 – Recomendações para a selecção de classes de execução [3] Como exemplo de aplicação.Protecção ao Fogo A protecção ao fogo. em elementos susceptíveis de exposição em caso de incêndio. construído em Portugal.

atendendo ao material ignífugo si e ao factor de massividade (razão entre a área exposta ao fogo e o volume do perfil). será sempre a metalização seguida de pintura). 35 . de modo a permitir à Fiscalização uma decisão atempada e informada. admitidos quaisquer desvios à presente especificação sem a prévia aprovação da Fiscalização. Após conclusão do fabrico e antes da montagem será aplicado nas peças metálicas o esquema de protecção anti-corrosiva previsto (nomeadamente metalização e/ou pintura. portanto. removendo-os logo que o trabalho esteja concluído. incluir os esquemas de aplicação recomendados pelo fabricante. 2. contudo. Fora situações de dispensabilidade justificada. À Fiscalização reserva-se o direito de.Tratamento de superfície para protecção contra a corrosão e pintura dos elementos metálicos A presente especificação tem como finalidade definir e impor um conjunto de exigências que o Empreiteiro deverá respeitar para a limpeza. deverá apresentar uma nota de cálculo justificativa da dimensão da protecção proposta.4. e para cada tipo de perfil metálico. dado que poderá existir só um ou ambos – no caso de estarem ambos presentes. andaimes e todo o demais material para a montagem de plataformas de trabalho adequadas e seguras. ou quando entender. Deverá. adoptando uma temperatura crítica de cálculo de 500ºC. no caso de existir qualquer divergência.2 . tal como gruas. deve o empreiteiro fornecer as ferramentas e equipamentos. O Empreiteiro poderá propor as alternativas que ache mais adequadas ou que correspondam a desenvolvimentos mais recentes da técnica de protecção anti-corrosiva que. designadamente a prEN 1090. Neste caso. terão de ser previamente aprovadas pela Fiscalização. protecção de superfícies por metalização e pintura dos elementos metálicos. ainda. de acordo com a parte 2 do Eurocódigo 3 (EN 1993-1-2). • Para o efeito da aplicação da protecção no local. Em geral devem ser seguidas as seguintes recomendações gerais: • Os trabalhos de metalização e pintura devem respeitar o disposto nas normas europeias em vigor. Não são. se for o caso. o Empreiteiro poderá ainda propor uma protecção passiva alternativa que garanta uma estabilidade ao fogo de 30 minutos (EF30). recorrer ao parecer técnico e peritagem de entidades idóneas como LNETI ou ISQ (Instituto de Soldadura e Qualidade).Execução de Estruturas Metálicas aplicação) com certificado de origem e amostra.

uma mistura na proporção de 4:1. Inibidor: • Será adicionado à água de molhagem de areia. • Todo o trabalho deve ser executado por pessoal devidamente formado. a colocação de contraventamentos provisórios. sendo a granulometria da areia seleccionada como limite máximo pelo peneiro de 30 por polegada. • O grau de acabamento será em metal branco. niveladas e aprumadas antes da demão final (em caso de pintura). sendo imediatamente aplicada uma demão à pistola com a espessura mínima de 10 microns de “wash primer” (no caso de pintura. Decapagem: • Todo o material deve ser decapado a jacto húmido. não devem ser pintadas. em peso. uniforme.Execução de Estruturas Metálicas • Todas as estruturas metálicas serão montadas de forma a ficarem convenientemente alinhadas. • A protecção da parte saliente dos chumbadouros deverá ser feita efectuada por galvanização (metalização a quente com base em zinco). • As superfícies de rolamento ou escorregamento de aparelhos de apoio. de fosfato de diamónio e nitrato de sódio. tais como faces de rolos ou outras análogas. mas protegidas por massa grafitada ou outro material adequado. • Para resistir às solicitações devidas à elevação e montagem das peças o Empreiteiro deve prever. ferrugem. como é definido pelas normas aplicáveis. não existindo este passo no caso 36 . • Empreiteiro deverá dispor de equipamento que permita comprovar as espessuras dos diversos tipos e camadas protectoras. especializado e de reconhecida competência. ligeiramente áspera e inteiramente livre de todos os vestígios de cascão. • Esta mistura também deverá ser empregue na água de lavagem das peças.6% em relação à água utilizada. quando necessário. na percentagem mínima de 1. devendo a execução do roscado ter em atenção este tipo de protecção. em que a superfície se apresenta de cor cinzenta clara. etc. deverá a secagem ser acelerada por aquecimento indirecto. evitando-se ar pintura. Secagem (em caso de não existir metalização): • Logo após a limpeza a jacto de areia e de lavagem da peça.

• As duas demãos terão cores diferentes a definir pela Fiscalização. Verificando-se que a tinta aplicada é de má qualidade a pintura será rejeitada e o Empreiteiro fará a limpeza da estrutura e aplicará nova pintura à sua custa. ou seja. Camada de acabamento acrílico com 50 µm de película seca. pois é. de acordo com a ISO 8501-3. de modo a criar aderência aos produtos posteriormente aplicados. As marcas e modelos de tinta a aplicar deverão ser indicadas na proposta. Destina-se a preparar e proteger as superfícies metálicas demasiado polidas. serão aplicadas duas demãos de cromato de zinco com a espessura de 30 microns cada. em geral. as instruções deste. Primário rico em zinco com 50 µm de película seca. • As tintas a utilizar (primário e acabamento) deverão ser fornecidas por um mesmo Fabricante sendo respeitadas escrupulosamente. Camada intermédia de tinta intumescente com 260 µm de película seca. é um primário de aderência e protecção anti-corrosiva). sendo a sua durabilidade inferior à metalização a quente. produto de 2 componentes. pigmentos e cargas. • O esquema de protecção a aplicar nas estruturas metálicas deverá ter em atenção o grau de corrosibilidade e durabilidade média. 37 . Metalização: • Em geral são sempre de evitar as metalizações a frio. na preparação e aplicação. sendo a primeira demão aplicada à trincha e a segunda á pistola.Execução de Estruturas Metálicas de prévia metalização. Pinturas: • • • Superfícies em contacto com betão não devem ser pintadas. Primário (em caso de não existir metalização): • Com as superfícies perfeitamente secas e limpas. endurecido com uma solução de ácido fosfórico e formulado a partir de uma mistura de resina de butiral de polivinilo. Em geral pode ser seguido o seguinte esquema: Preparação da superfície dos elementos ao grau P2. pois estas concitem numa pintura com resina epoxy em que as cargas são grânulos metálicos.

Na tabela 18 inclui-se a classificação de preparação das superfícies a tratar [3]. Alternativamente. o que sempre fará caso seja ultrapassado um mês. • Duas demãos de tinta de acabamento à base de borracha clorada com a espessura mínima de 2x60 mícrones. para um conjunto de 5 medições. a Fiscalização poderá exigir a lavagem total ou parcial das superfícies. para decapagem mecânica é o grau ST 3). • O prazo entre demãos não será nunca inferior a 24h e convirá que não seja superior a uma semana. pode a Fiscalização preferir o seguinte esquema de protecção anti-corrosiva (em caso de não existir metalização a quente ou em peças secundárias ou de vida reduzida): • Decapagem mecânica ao grau SA 2 ½ (a tabela mais usada para comparação de qualidade de decapagem consta de uma norma sueca SIS – o grau de decapagem por abrasivo mais usual é o SA 2 ½ ou o SA 3. • Uma demão de primário de epoxy rico em pó de zinco com uma espessura mínima de 50 mícrones.Execução de Estruturas Metálicas • A espessura média da película de qualquer camada deverá ser igual ou superior ao especificado para um total de 20 medições realizadas numa mesma área. A categoria de corrosibilidade encontra-se classificada na norma EN ISSO 12944. sendo visível que o tipo de preparação assenta na durabilidade espectável do tratamento. contudo o anexo K da norma prEN 1090 dá algumas sindicações. um valor inferior a 80% dessa espessura ou. um valor médio inferior a 90%. Tabela 18 – Classificação de preparação de superfície a tratar [3] Todos os trabalhos de reparação de pinturas em obra serão realizados de acordo com a EN 12944-7. Excedido este prazo. 38 . não sendo de tolerar. para qualquer medição.

Execução de Estruturas Metálicas Nas superfícies para ligações com atrito (pré-esforçadas) deve apenas ser aplicado o primário de forma a garantir uma classe de atrito C.. os tipos e dimensões dos perfis. porcas. além dos eléctrodos para as soldaduras a efectuar. 2. a converter em Kg de acordo com o seu peso nominal. etc. devendo o seu preço incluir todos os demais órgãos de ligação como parafusos. • • • • Em elementos de outro formato deverá indicar-se o peso por unidade. • A determinação das medidas para o cálculo das medições obedecerá às regras discriminadas nos seguintes pontos. chapas e outros elementos constituintes. • A medição indicará. intrinsecamente – pelo que estes devem se objecto optimização (obtenção do menor desperdício) e quantificação (para efeitos do preço final por unidade de peso). os comprimentos serão determinados em metros e convertidos em Kg. As medidas para a determinação da medição de chapas de superfície irregular. a área será determinada em m2. serão obtidas a partir do menor rectângulo circunscrito a essas superfícies. • As medições não incluem os desperdícios. a medida será a do maior comprimento do perfil.Critérios de Medição As regras de medição em estruturas metálicas são. O peso a considerar na medição será sempre o da secção nominal dos perfis.5 . 39 . Se necessário deve ser determinado o coeficiente de atrito da superfície (anexo G da prEN 1090-2). mas o preço por quilo deverá espelhar os mesmos. Não serão feitas deduções para entalhes e furos. Nos perfis cortados obliquamente. além do elemento estrutural. em geral. anilhas. as seguintes: • • A medição será realizada em quilogramas (Kg). ou da espessura nominal das chapas. de acordo com o seu peso nominal. • No caso dos perfis e tubos. tubos. • No caso das chapas.

• Para melhor controlo no processo de fabrico devem ser identificadas todas as peças. Esta lista refere a elevação das peças.Execução de Estruturas Metálicas Capitulo 3 – Execução 3. armazenamento. • O manuseamento e armazenamento das peças deverá ser conforme as recomendações especificadas pelo fabricante e tendo em atenção as datas de vencimento do produto em causa. ao fabrico e à protecção anti-corrosiva dos elementos metálicos. torneados e ajustados convenientemente. terá de passar por uma vistoria que assegure que este está de acordo com os padrões pretendidos. Caso existem suspeitas de possível deterioração do material. pré-montagem.1 – Aspectos genéricos do fabrico O fabrico de estruturas metálicas (produção. sendo. limados. • Todos os materiais empregues na obra serão objecto de certificado emitido pela siderurgia que os fornece. para evitar uma possível deterioração do material. execução e montagem) é regulado pela prEN 1090 [3] nas suas 3 partes. na garantia que essa marcação tem características indeléveis. Recomendações gerais: • Deverão ser respeitadas todas as especificações relativas a materiais. 40 . protecção contra o fogo e transporte. aplainados. existam as contra-flechas previstas no projecto. depois da montagem definitiva. • Todos os elementos metálicos serão bem forjados e trabalhados segundo as regras da arte. • Nas operações de traçagem.6). soldadura e montagem serão tomadas as precauções necessárias para que. sobretudo devendo respeitar-se o capítulo 6 da parte 2 (prEN 1090-2. • A tabela 7 do capítulo 6 do prEN1090-2 [3] contém uma lista que refere todos os controlos e medidas de armazenamento. bem como exigências complementares deste texto. quando tal se torne necessário.

Actualmente.2 . • Não serão permitidas marcas a escopro ou a punção a frio. as dimensões exactas referentes aos elementos da estrutura. 41 . no local. e de modo que os bordos ou os topos se ajustem perfeitamente em todo o comprimento das juntas.Traçagem da Estrutura Metálica A traçagem será feita com precisão idêntica à da classificação estrutura metálica e de acordo com o projecto. 3.Execução de Estruturas Metálicas 3. se as dimensões referentes a outras partes da construção que se ligam com a estrutura a fabricar correspondem aos valores previstos nos desenhos do projecto.3 – Corte As empresas com menos recursos utilizam geralmente os tradicionais maçaricos de corte. o corte por laser e o corte por jacto de água com abrasivo. Este último é uma alternativa aos processos de corte térmico. tais como o oxi-corte com controlo numérico. • A traçagem das peças deverá ser feita tendo em vista a obtenção de contornos exactos. de acordo com os desenhos. existem tecnologias de corte mais avançadas. • Na traçagem das peças a soldar deverão ser tidas em conta as deformações devidas à retracção longitudinal e transversal. Os resultados deste levantamento devem respeitar as cotas constantes dos desenhos. no local. • Antes de iniciar a traçagem das peças o Empreiteiro deve confirmar. devem estas ser tidas em consideração na traçagem e devidamente distribuídas para que a forma final seja a conveniente. incluindo as eventuais partes em betão. que sejam condicionantes para a estrutura metálica. • O Empreiteiro deve ainda submeter à apreciação da Fiscalização um levantamento topográfico da geometria das peças após concluído o seu fabrico. • Se no projecto forem indicadas contraflechas. procedendo aos acertos de dimensões necessárias que submeterá à aprovação da Fiscalização. quase todos os materiais metálicos e não metálicos podem ser cortados por via térmica [11]. No entanto. devendo ter-se em atenção particular o seguinte: • Antes de iniciar a traçagem das peças metálicas. o corte por plasma. o Empreiteiro deverá confirmar. que permaneçam no material a aplicar em obra.

Disco.Esquema representativo da operação de corte e indicação das principais entradas e saídas de materiais [11] 42 . No corte de chapa quando o contorno é recto e a forma convexa. requer-se outro tipo de tecnologias como o oxi-corte. Guilhotina. Na Figura 6 está apresentado um diagrama esquemático da operação de corte seguida. corte por plasma. o corte de chapa pode também ser feito com guilhotina. Laser. Figura 6 . Jacto de água. por laser ou por jacto de água com abrasivo. eventualmente. poderemos enumerar as seguintes: Serra. Todas estas tecnologias podem envolver a utilização de comando numérico. Generalidades O corte de perfis pode ser executado para acerto de comprimentos com disco de serra ou com guilhotina (neste último caso não necessita de fluido de corte).Execução de Estruturas Metálicas Resumindo as várias e mais usuais técnicas de corte de peças metálicas. em que os contornos são mais complicados. Arco de plasma. Calor. Nos casos. de desengorduramento químico [11]. que permite optimizar a utilização da chapa e eliminar os erros de traçagem.

função da sua resistência mecânica [4] Como recomendações gerais: • Os perfis serão cortados com o maior cuidado. segundo as formas determinadas. perfis e tubos serão de preferência feita à serra. • Os cortes efectuados a maçarico ou por arco eléctrico (calor) serão posteriormente afagados sempre que a irregularidade da zona de corte prejudique a execução das ligações. em particular quando houver que proceder a soldadura. Tabela 19 – Condições sem requisitos especiais no corte de guilhotina na classe de execução 3 [3] Tabela 20 – Dureza superficial máxima permitida para os diversos tipos de aço.Execução de Estruturas Metálicas Algumas particularidades dos tipos de corte: • Guilhotina: as extremidades livres têm que ser tratadas por forma a remover defeitos. Para classe de execução 3 este método pode ser usado sem requisitos especiais nas condições da tabela 19. • As saliências. falhas e rebarbas dos bordos das peças serão removidas à mó de esmeril. 43 . • Calor: por forma a assegurar que as duas partes têm uma dureza inferior a 380 HV 10 (normarequisito geral). recorrendo-se à lima sempre que seja necessário para se obter um ajustamento perfeito das diferentes peças. poder ser necessário proceder ao pré-aquecimento (ver tabela 20). tomar-se-á o cuidados especiais no acabamento dos bordos. Nos cortes realizados à guilhotina ou a oxi-corte. • • O corte das barras.

mas ambas fazem formas curvas e não furam. Esta ferramenta é rápida e faz cortes de atados. e nomeadamente naqueles aos quais se vão aplicar cordões de soldadura. O consumo de energia é pequeno. Na verdade. 44 . O equipamento é de fácil instalação. deverão ser convenientemente limpos e afagados. Em geral. poderá ser feito a maçarico (no caso de entalhes. etc. a chama oxiacetilénica [11].). A maior parte do calor é produzido por meio da reacção exotérmica do oxigénio com o aço a cortar. sendo o equipamento mais usual o serrote (ver figura 7). O oxi-corte pode cortar grandes espessuras. só nos casos em que a natureza do corte o exija. o corte dos perfilados deverá ser feito de preferência por serrote e. Como fonte de calor para o pré-aquecimento do material e para se atingir a temperatura de fusão usa-se. tem algumas limitações quando tem de fazer cortes mais complexos e/ou com mais de 45º. por não introduzir tensões residuais. já o plasma só é empregue até 16mm de espessura. predominantemente. O corte por plasma corta a maior velocidade e dá um melhor acabamento que o oxi-corte.Execução de Estruturas Metálicas Corte por serra O corte por serra é um dos mais recomendados (serra rígida ou por fita rotativa). Figura 7 – Serrote Oxi-corte O oxi-corte talvez seja o melhor processo de corte térmico para chapas de aço ligado e de não ligado na gama de espessuras de 3 a 30 mm. Todos os cortes efectuados por oxi-corte. no caso de corte de chapas o método mais usual é o oxi-corte (ver figura 8) e o corte por plasma.

porque o material tem de ser fundido numa junta larga. Também são utilizados gases de corte de efeito oxidante e gases com injecção suplementar de água. O corte por plasma é um processo em que o material metálico é fundido na zona de corte pelo jacto de plasma. o hidrogénio e o azoto [11]. efectua cortes complexos. esta máquina é bastante rápida. Figura 9 – Linha combinada corte plasma + furação. redondos. O consumo de energia é relativamente elevado. sendo a junta de corte removida por jacto de ar. Os gases utilizados nas aplicações de corte por plasma são o árgon. Na verdade. etc. entalhes.Execução de Estruturas Metálicas Figura 8 – Corte por Oxi-corte Corte por plasma Talvez um dos melhores métodos combinados seja o das linhas conjuntas de corte plasma e furação (ver figura 9). 45 .

[11] O material é cortado pela acção de um jacto de água de alta pressão. O raio laser é ideal para cortar materiais metálicos e não metálicos de pequena espessura. Assim. É o processo de corte térmico com maior qualidade e precisão. Todos os materiais condutores podem ser cortados por plasma. de formas complexas e constituídas por materiais de alta resistência. Outra das características mais vantajosa. porém é excepcionalmente caro e raro usado em metalomecânicas. o feixe é focado sobre a superfície do material a cortar [11]. será de referir que o melhor corte é o de jacto de água. Com uma lente na cabeça de corte. o corte por jacto de água permite cortar uma grande variedade de metais e suas ligas como bronze. Para o corte de materiais é preferido o laser de CO2. Apenas com máquinas que operam com controlo numérico é possível alcançar uma elevada velocidade e precisão de corte. sendo a emissão de radiações UV absorvida. Outras características vantajosas resultantes da sua aplicação são o material não ser afectado pelo calor e não serem necessárias operações de acabamento. cobre. O bom arrefecimento e a elevada velocidade de corte reduzem o empeno por acção do calor desenvolvido. sem defeitos e com pouca rugosidade. Corte por laser O laser é uma fonte de radiação visível que emite luz coerente monocromática. é o facto de a água minimizar o efeito do calor na integridade estrutural do metal [11].Execução de Estruturas Metálicas O corte por plasma com injecção de água é indicado para o corte de aços de construção e de Cr-Ni. existe uma grande variedade de materiais onde os processos de corte térmico não são aplicáveis por razões de ordem técnica e/ou económica. ruído. aço macio e aço inoxidável. dificilmente estampáveis [11]. A qualidade do corte depende do tipo de material e do sistema de corte por plasma utilizado [11]. cheiros. Com esta tecnologia é igualmente possível cortar chapas de grandes dimensões. mostram boa qualidade e regularidade. sendo mantida a integridade estrutural do material [11]. O uso de água reduz o impacto ambiental. alumínio. Corte por jacto de água Muito embora. Tipicamente. pois permite desenhos de rigor abaixo da décima milésima em chapas de quase toda a espessura. Por outro lado. poeiras. podendo também conter um abrasivo para facilitar a operação. sendo o gás de corte o oxigénio. azoto e hélio que é excitada electricamente. Esta tecnologia permite uma grande exactidão de corte e uma boa qualidade superficial. 46 . A radiação laser é obtida por intermédio de uma mistura de dióxido de carbono. as superfícies do corte são de aspecto metálico.

Execução de Estruturas Metálicas Quadro 21 – Comparação das características associadas às tecnologias de corte de chapa [11] 47 .

A furação das peças metálicas é outra etapa do ciclo de produção do fabrico das estruturas metálica.Execução de Estruturas Metálicas 3.combinação dos diâmetros do furo e do ligador (normal ou sobredimensionado) ou dos furos oblongos (curto ou longo). Tolerâncias: de acordo com a norma ISO 286-2.4 – Furacão Na execução da furação: estão previstos na norma os seguintes processos [6]: • • • • • Por broca. Laser. • No caso de ligações importantes a abertura dos furos deve fazer-se ou por brocagem simultânea dos diversos elementos a ligar. em todo o caso. 48 . Punção. para a colocação do parafuso. De notar que: • • Acabamento da furação: analogia com o corte. • Dimensões: são especificadas de acordo com uma nomenclatura específica . mas. • Somente se admite a abertura de furos por punçoamento sem posterior mandrilagem no caso de furos que não tenham função estrutural importante. a tolerância máxima para irregularidades de furação será no máximo de 1mm para a distância de um dos furos ao que lhe seguir. Por calor. às tolerâncias estabelecidas para a execução desses mesmos furos e à sua execução propriamente dita. Recomendações gerais: • Quando existe a necessidade de fazer escariação nas peças. Plasma. e de 2mm para a distância aos furos extremos de uma mesma linha. O capítulo 6 do prEN1090-2 [3] faz referência ao dimensionamento dos furos. essa escariação deve ser executada de maneira a que quando o parafuso é colocado a parte superior da sua cabeça fique nivelada com a face da peça.

• • O equipamento a utilizar tem que obedecer aos requisitos da prEN 1090 (12. quando realizada a saca-bocados ou à broca. no caso de ligações importantes e sendo a abertura realizada por punçoamento. • Os furos relativos ao mesmo parafuso. • A furação. sendo permitida. mas esta operação pode ser dispensada em classes 1 e 2 . que não garanta a forma cilíndrica e circular dos furos. • Como se percebeu. com a condição de se anular esta diferença a mandril. pelo menos. será realizada com diâmetro inferior ao valor nominal. em geral. a mandril.3).Execução de Estruturas Metálicas • Ainda.3. ser realizada por brocagem (com os valores nominais recomendados desses furos de acordo com o diâmetro do parafuso – tabela 21). • Nos rebites instalados a quente o diâmetro nominal do orifício deve ser igual ao diâmetro nominal do fuste do rebite mais: 2 mm para as classe de execução 1 ou 2. na excentricidade. admitindose a tolerância de 1mm. com as peças ligadas na sua posição definitiva. sendo alargada para a do projecto. este será de diâmetro. • Nas peças em que se tenham realizado furos deverão ser eliminadas as rebarbas das duas faces em contacto. 49 . sendo posteriormente a mandrilagem realizada com as peças convenientemente ligadas (normativamente os furos têm que ser mandrilados para classes de execução 3 e 4. • Nos parafusos de cabeça embebida (“countersunk bolts”) as dimensões do negativo e suas tolerâncias devem ser tais que a face superior da cabeça do parafuso e a face da peça onde é instalado coincidam. • O comprimento nominal de parafusos oblongos não deve exceder 2. Nas emendas os orifícios das várias partes têm que ser executados na mesma direcção.2. no mínimo de 2mm. deverão permitir a livre inserção do elemento de ligação das peças. 1 mm para as classe de execução 3 ou 4. para que se ajustem perfeitamente uma sobre a outra. • Os alinhamentos dos furos deverão ser rigorosamente paralelos às secções de corte. a abertura dos furos deve.apenas punção). a tolerância de 1mm. em peças sobrepostas. 3mm inferior ao diâmetro definitivo.5 vezes o diâmetro nominal do parafuso.

diferentes orientações e múltiplos furos (ver figura 11). nesse processo existem várias cabeças de brocas para funções diversas.Execução de Estruturas Metálicas • A distorção está limitada. 50 .Valores nominais de furos para parafusos (mm) [6] Figura 10 . Tabela 22 . Figura 11 – Linha automática de furação e cabeças da linha de automática de furação Todas as peças furadas para ligações serão vistoriadas pela Fiscalização a fim de se verificar a perfeição do trabalho e proceder às correcções tidas por convenientes. Estas linhas automáticas de furacão são dirigidas por informaticamente.Valores máximos admissíveis na distorção em furos por punção [6] Existem linhas automáticas de furação de vigas (ver figura 11).

Entre as grandes vantagens deste tipo de perfil estão a sua excelente relação preço/peso e a facilidade de se criarem formas abertas com baixa energia de deformação. Em termos de metalomecânica poderemos ser mais específicos.Execução de Estruturas Metálicas 3. sendo as operações de maquinagem mais significativas: estampagem. Efectuam-se. estabelecendo a norma prEN 1090 [3] critérios de enformagem a quente. operações de fresagem e de torneamento [11]: 51 . calandragem e quinagem. é um processo de conformação de chapas com utilização crescente em estruturas metálicas. com restrições relativas aos tipos de aço e às temperaturas a que cada classe de aço deve ser trabalhada. • • Esta norma também específica raios mínimos de curvatura em função do tipo de aço usado.5 – Maquinagem/Enformagem Na maquinagem/enformagem de peças metálicas o aço (inicialmente em chapa lisa) pode ser dobrado. de igual modo. • Enformagem a frio: pode ser executada através de rolos ou prensas. sendo cada ver mais usadas para o fabrico de asnas de cobertura. sobretudo a frio (exemplos de geometrias na figura 12). Fornece. ainda. sem que para isso o material perca significativamente qualquer tipo de características. requisitos específicos para a dobragem de perfis circulares ocos. para execução destes tipos de peças metálicas existem dois processos possíveis em termos de temperatura associada: • Enformagem a quente: em que existe um aquecimento prévio da chapa à sua conformação. pressionado e forjado. mas não só. em menor escala. dada a pequena espessura da chapa. Figura 12 – Linha automática de furação e cabeças da linha de automática de furação [13] De notar os seguintes aspectos no processo de enformagem: • Existe diminuição de ductilidade e a norma prEN 1090 [3] especifica procedimentos de alívio de tensões residuais através de temperatura. A enformagem.

como tal são identificados no mesmo diagrama de blocos (Figura 14). Figura 13 . dependendo do tipo de material e do grau de deformação pretendido. também. • Quinagem . • Torneamento . a chapa é engordurada previamente. • Fresagem . através de fresas em rotação. a chapa é deformada plasticamente por prensagem utilizando ferramentas com a geometria adequada a esse fim. sendo esta obrigada a passar pelo meio de uma série de cilindros. calandragem e quinagem com indicação das principais entradas e saídas de materiais [11] 52 . Em alguns casos. Os 3 primeiros processos acima descritos têm uma sequência de operações muito semelhante.Execução de Estruturas Metálicas • Estampagem . É sobretudo usada em chapa. adquirindo progressivamente a curvatura desejada até ao caso extremo da formação de um cilindro.Esquema representativo das operações de estampagem.A fresagem permite trabalhar uma peça. Esta operação pode ser realizada tanto a frio como a quente. • Calandragem . fazendo furos ou modificando-lhe a forma.A calandragem é utilizada para dobrar chapa. Os dois últimos processos têm. a uma sequência de operações idêntica.A quinagem é um processo que permite formar quinas vivas ou dobrar uma peça de modo a que esta fique com um raio de curvatura muito pequeno. pelo que são apresentados esquematicamente através do mesmo diagrama de blocos na Figura 13.Processo em que a peça a trabalhar roda em torno do seu eixo estando a ferramenta cortante fixa e posicionada lateralmente.Nesta operação.

para além dos aspectos atrás referidos. etc.6 – Soldadura Os processos de soldadura destinam-se a unir peças de um modo permanente. quer pela técnica como o metal em fusão é protegido da oxidação. fio ou barra. 53 . A soldadura pode ser manual. quer pela fonte de energia utilizada para fundir o metal a soldar e o metal de adição.Execução de Estruturas Metálicas Figura 14 – Esquema representativo das operações de fresagem. semi-automática ou automática [11]. através da fusão na zona de contacto do metal das peças ou de um material adicionado. Em termos normativos a soldadura das peças metálicas tem de estar de acordo com o descrito no capítulo 7 da prEN 1090-2 [3]. Este capítulo está dividido em 7 sub-capitulos. Protecção contra vento. em que setas de tipos e cores diferentes (identificadas por números diferentes) ilustram as entradas e saídas de cada tipo de operação. esta norma refere ainda [6]: Armazenagem e manuseamento dos consumíveis. Os diferentes processos de soldadura podem distinguir-se de uma maneira muito geral. e torneamento com indicação das principais entradas e saídas de materiais [11] 3. Os vários tipos de soldadura são representados conjuntamente no diagrama da Figura 15. No que trata à preparação e execução de soldaduras. sendo a energia comum a todas elas [11]. chuva. Pré-aquecimento (visa evitar dureza excessiva). O metal de adição pode estar na forma de eléctrodos revestidos.

Soldaduras em aços auto protegidos – especificação dos elementos consumíveis. Os soldadores têm de ser qualificados segundo as normas EN 287-1 e a EN 1418. Aspectos específicos das soldaduras de topo. 54 . Outros tipos de soldadura. Figura 15 – Esquema representativo da operação de soldadura com indicação das principais entradas e saídas de materiais [11] O Plano de Soldadura é um dos documentos a cujo conteúdo e exigências todo o processo de soldadura está sujeito. sendo para o efeito relevante a EN ISO 4063. De notar que existem outras normas europeias que têm especificações apropriadas para os procedimentos qualificados de soldadura. No anexo E da prEN 1090-2 [3] estão previstas alguns dos tipos de solda a que um operador terá de executar. Tratamentos térmicos. essas normas referenciam também condições especiais a ter em atenção nos procedimentos da soldadura. Soldaduras por pontos ou entalhe.Execução de Estruturas Metálicas Aspectos específicos das soldaduras de cordão (nomeadamente m perfis enformados).

5. escórias e gorduras. Como recomendações complementares enunciam-se: • • Na execução de ligações soldadas empregar-se-á. a existência de soldadura para aços imaculados. C. As superfícies destinadas a receber soldadura deverão encontrar-se não só secas como bem limpas. à repicagem das escórias por um processo adequado e à limpeza a escova de arame. a natureza e o diâmetro dos eléctrodos devem ser apropriados à qualidade dos materiais e ao tipo de ligações a efectuar. Existe ainda a especificação de alguns tipos de soldadura e os tratamentos térmicos. seu armazenamento e manuseamento. EXC2. no qual deve ser utilizada aparelhagem conveniente. B respectivamente. a EXC4 tem nível de qualidade B com mais exigências adicionais referenciadas na tabela 13 da prEN 1090-2 [3]. isentas de corpos estranhos. cavidades. Os critérios de aceitação tem de respeitar os níveis existentes na EN ISO 5817. O aço carbono. tem processos e cuidados diferentes a ter em conta. 55 . poros. EXC3 tem um nível de qualidade de D. • As características da corrente. Na tabela 12 do ponto 7. Na realização de soldaduras devem-se tomar as precauções necessárias para reduzir as tensões/deformações residuais permanentes. ainda. com modificações e exigências para a norma EN 1011-1 e EN 1011-3.Execução de Estruturas Metálicas A preparação e execução começam pela recepção dos consumíveis.2 da prEN 1090-2 [3] está previsto o tempo e a temperatura de armazenamento do material. a soldadura por arco eléctrico. bem como garantir que as peças fiquem nas posições pretendidas. devendo os soldadores estar devidamente certificados. • No caso do cordão ser obtido por várias passagens. Tem de haver uma preocupação com a protecção contra as condições climatéricas e preocupação também quanto ao pré-aquecimento. em geral. fendas. • Deve-se evitar ou reduzir ao indispensável o número de soldaduras a efectuar fora da oficina. Está previsto. sendo que as classes de execução EXC1. ferrugem. só poderá ser executado por pessoal devidamente qualificado segundo a norma em vigor já identificada. deve proceder-se antes de cada nova passagem. O trabalho de soldadura. • • Tanto as zonas a soldar como os eléctrodos devem estar bem secos. • • Os cordões devem ficar isentos de irregularidades. ou outros defeitos. assim como outros tipos de aços diferentes.

utilizando a picadeira e a escova de aço ou outro método conveniente. tensão e velocidade). aos seguintes condicionamentos: A espessura dos cordões não deve.7 da menor espessura dos elementos a ligar. As dimensões dos cordões de soldadura devem satisfazer. etc. além do prescrito nas Peças Escritas e Desenhadas do Projecto e da legislação em vigor. e antes de iniciado o novo cordão. contra o arrefecimento brusco. Tomar-seá os mesmos cuidados quando houver que prosseguir um cordão interrompido ou ligar dois já executados. simultaneamente facilitando que as peças fiquem na posição pretendida. deve o Empreiteiro realizar um programa de trabalhos indicando os consumíveis e os parâmetros de soldadura (intensidade. poderá exigir-se o tratamento térmico de peças. • • Em caso de comprovada necessidade. devem ocupar toda a extensão da justaposição. 56 . • O metal depositado tem que ficar bem ligado aos materiais a soldar. a preparação dos chanfres. • Nos cordões de soldadura topo a topo. a superfície do cordão realizado deve ser cuidadosamente desembaraçado de escórias. em qualquer caso. a fim de se verificar a existência de fissuras. Esta operação será executada até completo desaparecimento dos defeitos de compacidade. procederse-á à esmerilagem da raiz e execução do respectivo cordão. em caso de condições atmosféricas adversas. e sempre que seja possível construtivamente. bem como o estabelecimento de variações bruscas de secção. Os cordões de topo. • Deve evitar-se a aplicação excessiva de soldadura num mesmo local. contínuos. • A cada passagem. exigindo-se uma descida gradual e lenta da temperatura. poros ou outros defeitos. A espessura dos cordões de ângulo não deve ser superior a 0. sem que se tenha queimado o material dos bordos.Execução de Estruturas Metálicas • Antes de dar início às operações de soldadura. nomeadamente em elementos soldados periférica. • As soldaduras não serão arrefecidas rapidamente. pelo que será exigida uma protecção das soldaduras. de acordo com o Plano de Soldadura (se existir). ser inferior a 3mm. • A disposição e a ordem de execução devem ser estabelecidas de modo a reduzir-se os estados de tensão resultantes da própria operação de soldadura.

dois processos de soldadura. Nos cordões de ângulo descontínuos o comprimento de cada troço não deve ser inferior a 4 vezes a espessura do elemento mais fino a ligar. nunca côncava. Nos cordões de topo descontínuos. com deposição de material: • • Soldadura por arco eléctrico com eléctrodo revestido – SAE (ER). podendo contudo ser convexa desde que a flecha apresente o limite máximo de 2mm. Os cordões de ângulo. em geral. no caso de elementos sujeitos a esforços de compressão e 24 vezes essa espessura. não deverão interessar mais do que 75 por cento da espessura do perfil no bordo. Soldadura por aço eléctrico com ecrã gasoso – MAG ou MIG (ver figura 16). • A Fiscalização poderá exigir sondagens nos cordões que lhe afigurem defeituosos. os quais serão refeitos por soldadura. o comprimento de cada troço não deve ser inferior a 4 vezes a espessura do elemento mais fino a ligar e o intervalo entre dois troços sucessivos não deve exceder 12 vezes aquela espessura. reconhecidas inicialmente como defeituosas. quando os troços estão colocados alternadamente de um lado e de outro da aresta de ligação. aplicados nos bordos arredondados de perfis. a chapa intermédia deverá ter a espessura mínima de 7mm. proceder-se-á ao controlo de todas as soldaduras refeitas. os intervalos indicados são considerados como se os troços estivessem em linha.Execução de Estruturas Metálicas Os cordões de ângulo contínuos não devem. A superfície aparente dos cordões de soldadura deverá ser plana. Em cordões de ângulo descontínuos. Por outro lado. no caso de elementos sujeitos a esforços de tracção. • Se for detectada uma soldadura defeituosa. 57 . Quando se dispõem cordões de soldadura opostos. Poderá ser exigida a aprovação prévia pela Fiscalização da sequência prevista para a soldadura tipo dos eléctrodos a utilizar. Estão previstos. todas as soldaduras existentes no elemento serão submetidas a inspecção. O intervalo entre dois troços sucessivos não deve exceder 16 vezes a espessura do elemento mais fino. para os elementos metálicos em aço. em princípio. ter comprimento inferior a 40mm nem superior a 60 vezes a espessura do cordão.

3. tem uma taxa de deposição mais elevada se for pelo processo manual. Este método tem ainda outra desvantagem. é compatível com vários materiais e tem bastante facilidade de aplicação em obra. 58 . Outros processos de soldadura poderão ser aceites mediante aprovação da Fiscalização. actualmente. De qualquer modo esta última dificuldade é. Todos os trabalhos de soldadura devem ser devidamente comprovados mediante a presentação de respectivo certificado a aprovar pela Fiscalização. Por outro lado tem uma baixa taxa de deposição e uma má limpeza de escórias.7 – Ligações Mecânicas As ligações mecânicas são também uma das etapas da execução de estruturas metálicas. que é a sua difícil instalação em obra. quer seja pelo método automático ou manual. No caso de robotização a taxa de deposição baixa consideravelmente. A soldadura MIG ou MAG é bastante versátil. dado que as soldaduras em obras são raras. normalmente sempre ultrapassada. estas ligações tem de estar de acordo com o previsto no capítulo 8 da prEN 1090-2 [3].Execução de Estruturas Metálicas Figura 16 – Soldadura MIG MAG A soldadura SAE (ER) tem uma flexibilidade máxima.

sem que com isso se ponha em causa a estabilidade do conjunto. • Uma das ligações que causa maiores problemas na sua execução são as emendas. D ≤ 1mm → pré-esforçadas) [3] 59 . • Os parafusos a aplicar serão. No caso de ser uma ligação em pré-esforço. Todos terão. caso exista uma diferença de espessura nas peças em causa. • Sempre que se verifiquem condições que possam conduzir ao desaperto dos parafusos em serviço. • No caso de superfícies sobre as quais se faz o aperto dos parafusos não serem normais ao eixo destes. O aperto dos parafusos deve ser suficiente para garantir a eficiência das ligações. os da classe referida nos desenhos do projecto. Esta explicação está ilustrada na figura 6 do capítulo 8 da prEN 1090-2 [3] e figura 17 deste texto. por exemplo vibrações. este tipo de ligações são bastante complexas devido as tolerâncias serem mínimas e ao número elevado de factores a ter em conta. a sua diferença num aspecto geral não deverá ultrapassar.Execução de Estruturas Metálicas Como recomendações complementares enunciam-se: • Os parafusos serão. sendo tal garantia da responsabilidade o Empreiteiro. os 2mm. tais como anilhas de mola ou contra-porcas. a diferença entre peças deverá ser de 1mm. tendo-se em atenção que o aperto exagerado produz estados de tensão desfavoráveis nos parafusos. • • O roscado dos parafusos deve sobressair pelo menos um filete das respectivas porcas. devem-se colocar anilhas de cunha. só se podendo dispensar o uso de anilhas desde que as ligações sejam pouco importantes e se verifique que a zona lisa da arreigada do parafuso é suficiente para transmitir à chapa os esforços secundários nos parafusos. uma anilha dos lados da porca. um desses factores é o facto de as peças em causa serem de espessuras diferentes. sendo esta. nos casos indicados no Projecto. em cuja espessura deve terminar a parte roscada. de pressão do tipo mola. para cada caso. de modo que o aperto não introduza esforços secundários nos parafusos. devem utilizar-se dispositivos que impeçam esse desaperto. sobretudo para efeitos de pequenas dilatações ou rotações de apoio. tendo em vista permitir alguma mobilidade da ligação. em geral. munidos de anilhas. Figura 17 – Diferença máxima entre espessuras de chapas (D ≤ 2mm → correntes. obrigatoriamente.

Condições de aperto em ligações pré-esforçadas: • Na execução de ligações aparafusadas pré-esforçadas respeitar-se-ão as anteriores condições fixadas para as do tipo corrente no que nestas não for contra ou substituído nos pontos seguintes. • Os furos não deverá exceder o diâmetro nominal dos parafusos. também têm uma exacta especificação na norma acima referida. • Caso seja necessário um maior ajuste no aperto poder-se-á colocar mais anilhas. em grupos grandes.Execução de Estruturas Metálicas Condições de aperto em ligações correntes (não pré-esforçadas) [6]: • São admitidas folgas até 2 mm no contacto se a espessura dos elementos ligados é elevada (espessura superior a 8 mm para perfis). de modo a evitar que as superfícies se oxidem. • As superfícies dos elementos a ligar devem ser cuidadosamente limpas de quaisquer matérias susceptíveis de provocar uma diminuição do atrito entre as superfícies (ferrugem.). às chapas o pré-esforço instalado dos parafusos. • Precauções especiais no caso de parafusos de dimensão M12 ou em caso de parafusos curtos. A limpeza será feita a jacto de areia ou à chama. 60 . • Cada conjunto de parafusos deve ser apertado na totalidade até à condição “snug-tight” (resulta do esforço de uma pessoa através de uma chave normal). do interior para o exterior. uma do lado da cabeça e outra do lado da porca mediante justificação. sem esforçar demasiado os parafusos. tendo apenas uma folga com tolerância especificada no artigo e norma aplicável. • Os diâmetros dos parafusos estão especificados nas normas. etc. e não deverá ser utilizado nenhum parafuso em que o seu diâmetro não esteja devidamente regulamentado nessa mesma norma. • Os parafusos devem ser munidos de anilhas. • Para conseguir este estado é necessário. a primeira poderá ser eliminada em parafusos cujas cabeças possuam dimensões estudadas de forma que possam transmitir. o máximo de 3 ou a combinação necessário para que não ultrapasse os 12mm. com segurança. essas anilhas serão colocadas do lado da peça que se pretende fixar. água. devendo executar-se em curto prazo (algumas horas) a montagem da ligação. fazer vários ciclos. O posicionamento e comprimento dos parafusos. pintura. de características adequadas. gordura.

tem alguns aspectos que suscitam cuidados. até 3 com o máximo de 12 mm.8: sob a peça que vai rodar (porca ou cabeça). devendo o aplicador conseguir enroscar com a mão. sendo que as anilhas colocadas por baixo das porcas têm de estar de acordo com o especificado na norma prEN 14399-5. que estará de acordo com a norma prEN 14399-6. • Nas ligações pré-esforçadas é obrigatório usar anilhas quando: Classe 8. • A prEN 1090 fornece. porcas e anilhas (8.4) para ligações pré-esforçadas. • A preparação das superfícies. que entrem em contacto com as ligações mecânicas. a calibração tem de ser de modo a que o pré-esforço mínimo seja alcançado. Classe 10. Desde logo o atrito.2 a 8.2. Tabela 23 – Classificação das classes de atrito para superfícies de ligações pré-esforçadas [3] O anexo G da mesma norma (prEN 1090-2) tem também o método de cálculo para determinação do coeficiente de atrito. • Também podem ser usadas anilhas suplementares.Execução de Estruturas Metálicas • As porcas quando são aplicadas nos parafusos devem enroscar facilmente.9: sob a cabeça e sobre a porca. sendo os valores do coeficiente de átrio estabelecidos por classes (tabela 22). sem necessidade de recorrer ao auxílio da chave (até que a porca encoste na anilha ou na peça a ligar). dados complementares relativos à especificação dos parafusos. ainda. colocadas do lado da peça fixa. • As anilhas colocadas por baixo das cabeças dos parafusos tem de ter um chanfre. A norma prEN 14399-2 contém dados e testes que poderão utilizados na calibração.2. para ajustar o comprimento do conjunto a ligar. 61 . na tabela 14 do capítulo 8 da prEN 1090-2 [3] está previsto a classificação que podem ser assumidas pelo atrito das superfícies (tabela 23 deste texto). No aperto dos parafusos de ligações pré-esforçadas tem de haver cuidado com a calibração do método de aperto.

terceira etapa → rotação da porca. • Em termos de execução [6]: Método da chave dinamométrica: antes de dar o aperto final em todos os parafusos. cabeças especiais e parafusos especiais (ver figuras 19 a 21). Figura 18 . O método combinado consiste no controlo mais a rotação da porca. segunda etapa → idem. anteriormente. 62 . Todos os dados para o uso deste método estão previstos na EN ISO 6789. Na figura 18 ilustra-se uma ligação simples de base de pilar.Estrutura metálica com apoios aparafusados [8] Como indicador indirecto de tracção vimos. a técnica das anilhas especiais. com uma precisão de ± 4 %. Método combinado (controlo + rotação da porca): primeira etapa → todos os parafusos a 75%. A rotação da porca no método de controlo do alongamento do parafuso é realizada através do número de voltas da porca. O aperto pelo método de controlo de torque consiste na utilização de uma chave dinamométrica para o aperto dos parafusos.Execução de Estruturas Metálicas Para o aperto é efectuado por dois métodos: o método de controlo do torque e o método combinado. apertar cada um deles com 75%.

são outros tipos de parafusos especiais a ter em causa. No ponto 8.Execução de Estruturas Metálicas Figura 19 – Parafusos com anilhas especiais [6] Figura 20 – Parafusos com cabeças especiais [6] Figura 21 – Parafusos especiais [6] A prEN 1090-2 [3] tem ainda exemplos de parafusos especiais. tanto a instalação dos rebites mas também os seus critérios de aceitação.7 do prEN 1090-2 [3] está referida a colocação de rebites. o parafuso de cabeça embebida. 63 . os parafusos e cavilhas ajustados e os parafusos injectados.

ligação viga-pilar). No nosso país. Na verdade a existência de soldadura nas ligações mecânica depende muito do tipo de conceito empregue pelo Projectista. em maioria ou exclusividade. é mais vulgar que o Projectista opte. Na realidade.8 – A razão de ser e o comportamento das ligações puramente soldadas. por um só tipo de solução. situações existem em que. ou pelas disposições de fabrico da indústria metalomecânica local. a razão de ser e o comportamento das ligações puramente soldadas. ainda que com brevidade. sendo de referir que o diâmetro se refere à medida exterior do roscado e não ao liso (a que corresponde a área resistente).9 do prEN 1090-2 [3] e também no anexo D. puramente mecânicas ou mistas. Na tabela 24 apresentam-se os diâmetros tradicionais de parafusos e rebites para estruturas metálicas. os parafusos auto-roscantes. Nos Estados Unidos. por exemplo. Tabela 24 – Diâmetros tradicionais de parafusos e rebites para estruturas metálicas [6] 3. respectivamente). Porém. é frequente as ligações sempre puramente mecânicas. as ligações mecânicas principais de uma estrutura metálica estão associadas a trabalhos de soldadura (ligação 2 e 3 da figura 22. Nestas ligações utiliza-se. em geral.Execução de Estruturas Metálicas As ligações de elementos de paredes finas (como os enformados) estão previstas no ponto 8. por uma de alguma rapidez de execução e custo da mão-de-obra especializada. chapa de topo de ligação pilar-pilar e chapa de base de pilar. sendo todos os critérios e métodos lá mencionados. podemos ter ligações dos 3 tipos. puramente mecânicas ou mistas Vai-se discutir. muito embora essa regra não seja obrigatória ou absolutamente universal (ligação 1 da figura 22. 64 . normalmente. numa mesma estrutura.

normalmente. Esta situação conduz a que as primeiras sejam estruturas mais deslocáveis e. tais como: paredes de betão armado. necessariamente. logo. enquanto as ligações viga-pilar só com soldadura ou de soldadura importante na ligação são mais rígidas. Conforme se pode apreciar nas figuras 23 e 24. as ligações viga-pilar sem soldadura ou de soldadura reduzida são mais flexíveis. mas mais deformáveis e condenando a estrutura ao uso de perfis mais robustos (não se aproveita.ª ordem (encurvadura) que as segundas. mais elevados). pelo que as secções do perfil ficam apenas sujeitas a momentos positivos únicos e.º André” ou cabos pré-tensionados. mais sensíveis a efeitos de 2. em geral. cantoneiras em “Cruz de St. 65 . Obviamente que podem ser previsto sistemas de contraventamento que minimizem a mobilidade exagerada das estruturas de ligações puramente mecânicas.Execução de Estruturas Metálicas Figura 22 – Tipos de ligações mais usuais em estruturas metálicas [9] Em geral as ligações mecânicas sem soldadura criam soluções mais rápidas de executar (não há soldadura). os momentos negativos que se poderiam mobilizar nos apoios das vigas.

Execução de Estruturas Metálicas

Figura 23 – Ligações viga-pilar sem soldadura ou de soldadura reduzida, mais flexíveis, em geral [9]

Figura 24 – Ligações viga-pilar só com soldadura ou de soldadura importante na ligação, mais rígidas, em geral [9]

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Execução de Estruturas Metálicas

Por outro lado, numa situação ideal, teríamos as ligações puramente soldadas, extremamente rígidas, contudo obrigariam a significativa quantidade de soldadura em obra, situação pouco prática, de difícil controlo de qualidade, onerosa e mesmo potencialmente mais perigosa que em oficina. Daí que a melhor conclusão seja uma combinação quase óbvia (ligação mista): • Soldadura prévia em estaleiro/oficina das chapas de topo nas ligações mecânicas (criação de uniões rígidas ou semi-rígidas, limitando a deformabilidade desta e da própria estrutura, bem como permitindo a existência de momentos de apoio nas vigas, com resultante economia das secções); • Aparafusagem em obra, sem necessidade de soldadura no seu local de implantação, permitindo simplicidade, economia e rapidez de montagem.

Figura 25 – Ligação mista (soldadura de chapa de topo na viga com aparafusagem ao pilar, com situação de distribuição completa tradicional de esforços no apoio (corte + flexão) [9]

Na figura 25 pode-se observar uma ligação mista, com a soldadura de chapa de topo na viga (em oficina) e posterior com aparafusagem ao pilar (em obra). Desta solução surge uma desejável complementaridade de esforços no apoio, de corte com flexão. Obviamente que numa industria com mão-de-obra e soldadura muito cara esta solução pode não ser a mais económica, muito embora.

3.9 – Desempeno das peças
O desempeno das peças será feito a frio e, tanto quanto possível, feito à máquina, por pressão e não por choque. O desempeno a quente será excepcional e respeitando as regras técnicas adequadas ao aço.
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Execução de Estruturas Metálicas

As peças devem ser desempenadas segundo as tolerâncias especificadas no projecto, ou, na falta dessa indicação, as tolerâncias normativas usuais.

3.10 – Tratamento de Superfície/Protecção Anticorrosiva
A corrosão consiste na deterioração dos materiais pela acção química ou electroquímica do meio, podendo estar ou não associado a esforços mecânicos. Comummente chamada de “ferrugem”, quando encontrada nos metais como ferro e aço, a corrosão afecta não apenas o aspecto estético do material, como também sua resistência mecânica e vida útil [14]. Ao se considerar o emprego de materiais na construção de equipamentos ou instalações é necessário que estes resistam à acção do meio corrosivo, além de apresentar propriedades mecânicas suficientes e características de fabricação adequadas [14]. Na grande maioria dos casos, a adopção de processo preventivo anti-corrosão no inicio da utilização dos materiais, proporcionará um significativo aumento da vida útil da estrutura, além da economia de custos devido ao menor número de manutenções necessárias [14]. As formas segundo as quais a corrosão pode manifestar-se são definidas principalmente pela aparência da superfície corroída, sendo as principais [14] (ver figura 26): • Corrosão uniforme: quando a corrosão se processa de modo aproximadamente uniforme em toda a superfície atacada. Esta forma é comum em metais que não formam películas protectoras, como é o caso do aço e do ferro; • Corrosão por placas: quando os produtos de corrosão se formam em placas que se desprendem progressivamente. É comum em metais que formam película inicialmente protectora mas que, ao se tornarem espessas, fracturam e perdem aderência, expondo o metal a novo ataque; • Corrosão alveolar: quando o desgaste provocado pela corrosão se dá sob forma localizada, com o aspecto de crateras. É frequente em metais formadores de películas semi-protectoras ou quando se tem corrosão sob depósito; • Corrosão por pontos (puntiforme): quando o desgaste se dá de forma muito localizada e de alta intensidade, geralmente com profundidade maior que o diâmetro e bordos angulosos. A corrosão por pontos é frequente em metais formadores de películas protectoras, em geral passivas, que, sob a acção de certos agentes agressivos, são destruídas em pontos localizados, os quais se tornam activos, possibilitando corrosão muito intensa;

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Classe 3: Classe A2 (produtos planos . sendo óbvio que existem alguns cuidados e exigências a ter com as superfícies antes de aplicar a protecção de corrosão.perfis).perfis). como no caso da corrosão sob tensão de aços inoxidáveis austeníticos. Condições da superfície. como no caso dos aços inoxidáveis austeníticos sintetizados. expostos a meios corrosivos.chapas) ou D3 (produtos longos .chapas) ou C2 (produtos longos . 69 . • Corrosão trans-granular ou trans-cristalina: quando o fenómeno se manifesta sob a forma de trincas que se propagam pelo interior dos grãos do material.Execução de Estruturas Metálicas • Corrosão inter-granular ou inter-cristalina: quando o ataque se manifesta no contorno dos grãos. conforme as classes de execução e de acordo com a EN10163 [6]: Classes 1 e 2: qualquer acabamento de superfície. Classe 4: Classe B3 (produtos planos . Figura 26 – Formas de Corrosão em desenho esquemático [14] O tratamento de superfície está regulamentado no ponto capítulo 10 da prEN 1090-2 [3].

removendo parte dos contaminantes presentes (calamina. respectivamente. solventes e limpeza a vapor). tem-se verificado uma maior sensibilização dos industriais para esse facto. Dependendo da localização. Apesar dos problemas ambientais e de saúde provocada pela utilização de areia nas decapagens (poeiras contendo sílica).Execução de Estruturas Metálicas De referir que: Para a execução do tratamento protector de corrosão tem de se respeitar o descrito no anexo K da prEN 1090-2 [3]. Lixagem. Decapagem mecânica A decapagem mecânica com abrasivo é o método mais comum de preparar a superfície metálica. do tipo de superfície a preparar e do tipo de contaminantes (óxidos. tais como: • • • Decapagem mecânica e química. sais. Essa decapagem é efectuada manualmente pelos trabalhadores. Para elaboração da galvanização e da pintura tem de se respeitar as normas EN ISO 1461 e EN ISO 12944-4/-5/-7. óleos e gorduras). No entanto. o seu consumo ainda não foi totalmente banido. sujidade. Após o fabrico será aplicado nas peças metálicas o esquema de protecção anti – corrosiva que se apresenta. Pode efectuar-se por via mecânica (por jacto de areia ou de granalha). 3. ou em cabines de decapagem com recuperação de granalha.1 – Decapagem A decapagem visa eliminar as camadas de óxidos presentes na superfície das peças. utilizam-se diferentes técnicas de preparação da superfície. 70 . de modo a que a posterior deposição de material constitua uma camada perfeitamente aderente e homogénea. verificando-se a gradual substituição da areia por granalha de um subproduto da indústria do cobre (escória de cobre) e por granalha de aço. geralmente a céu aberto. Desengorduramento (com detergentes. quando as dimensões das peças o permitem. A granalha é projectada em média a uma velocidade de 130 m/s e a uma pressão de 7 bar [11].10. por via química e por via electroquímica (catódica. Na figura 27 apresenta-se um exemplo esquemático da decapagem mecânica [11]. tinta lascada. anódica e por corrente alterna) [11]. poeiras. óxidos e resíduos de tinta) e permitindo à superfície adquirir alguma rugosidade de modo a melhorar a aderência da tinta.

No caso da reparação de estruturas metálicas a lixagem é uma técnica complementar ou alternativa à decapagem com granalha. Os métodos utilizados são mecânicos.Esquema representativo duma operação de decapagem química com indicação das principais entradas e saídas de materiais [11]. utilizada nos aços e no cobre. A decapagem do alumínio é realizada em meio alcalino com soda cáustica. retirando-lhe as contaminações ou conferir-lhe um aspecto ou rugosidade determinada.Esquema representativo duma operação de decapagem mecânica com indicação das principais entradas e saídas de materiais Decapagem química A decapagem por acção química é. quando da preparação da peça ou da superfície para a pintura. Figura 28 . Na Figura 28 apresenta-se um exemplo esquemático da decapagem química [11]. uma vez que a estrutura já de encontra montada. Lixagem A lixagem tal como a decapagem mecânica é uma operação integrada no início do processo.Execução de Estruturas Metálicas Figura 27 . usualmente. É geralmente utilizada na preparação de superfícies de acesso difícil à decapagem com granalha ou em pequenas áreas a preparar. ao ácido clorídrico ou ao ácido nítrico. recorrendo-se ao ácido sulfúrico. 71 . Na figura 29 apresenta-se um esquema exemplificativo duma operação de lixagem [11]. A preparação manual pode ser também utilizada em substituição da decapagem com granalha. A lixagem tem como objectivo desbastar a peça ou a superfície. podendo ser efectuados com lixas ou com escovas.

Estas ferramentas são geralmente pneumáticas e não eléctricas. raspadeiras. fluxo de solda não são removidos com solventes orgânicos. martelos lascantes. O desengorduramento precede obrigatoriamente a decapagem ácida ou alcalina. produtos molhantes e aditivos. sulfatos. em fase líquida ou em fase vapor. as peças podem ser decapadas em ácido clorídrico ou sulfúrico. após tratamento para separação dos constituintes indesejáveis. Os inibidores podem ser adicionados ao ácido. não existindo o problema de sobreaquecimento. Após uma limpeza inicial necessária para remover óleos e graxas (desengraxamento). a lixagem pode ser mais eficiente na remoção de óxidos e de tintas cuja composição contenha metais pesados [11].Esquema representativo da operação de lixagem com identificação das principais entradas e saídas de materiais [11] As ferramentas manuais mais frequentemente utilizadas na preparação de superfícies metálicas são: escovas de aço. Tal como muitos solventes e agentes de limpeza alcalinos não podem ser 72 . são geradas grandes quantidades de resíduos líquidos carregados de contaminantes minerais e orgânicos susceptíveis de reutilização parcial. martelos de agulhas. A título exemplificativo apresenta-se na Figura 30 um diagrama esquemático do desengorduramento químico [11]. Desengorduramento de peças ou superfícies Esta operação tem como objectivo retirar toda a gordura ou óleo existente na peça. Figura 29 . Os sistemas orgânicos podem trabalhar em circuito fechado com recuperação de solvente. no entanto. Apesar destas desvantagens. a necessidade de mais mão-de-obra e mais tempo para a sua execução. e outras ferramentas de impacto. ou soluções aquosas contendo sais alcalinos. de maneira que se removam somente a ferrugem e as escamas (ou carepas) de óxidos e o metal-base seja pouco atacado. Pode ser levada a cabo com métodos químicos ou electroquímicos.Execução de Estruturas Metálicas acarretando. Compostos inorgânicos como cloretos. óxidos. utilizando solventes orgânicos (clorados ou não). Nos sistemas de desengorduramento em fase aquosa. nem o risco de ocorrerem choques eléctricos [11].

incluindo-se nestas categorias: a carepa de recozimento e de laminação. para eliminar salpicos de solda. As esferas de aço são mais eficientes do que a areia. em geral. Grenalha de aço angular. Podem ser utilizados na decapagem os seguintes tipos de abrasivos: Grenalha de gusa angular. Sendo certo que a decapagem pode ser feita por diferentes tipos de processos. por decapagem todo o processo destinado à remoção de óxidos e impurezas inorgânicas. ferrugem. Figura 30 . Pelo que. carepas ou tinta. que consiste em remover as impurezas por efeito do impacto de esferas de aço (ou outro material) sobre a peça a limpar.Execução de Estruturas Metálicas utilizados na limpeza de bronze. a casca de fundição e as incrustações superficiais. as camadas de ferrugem. destaca-se. o jacto abrasivo é o mais usado na limpeza de peças fundidas e em peças de aço laminado. que pode ser optimizada. entretanto encarecem o processo pois a sua produção é onerosa [15]. todas as superfícies serão previamente decapadas por intermédio de jacto abrasivo. portanto. Entenda-se. Nesse caso. como o aço. para tornar áspera a superfície da peça ou para melhorar a ancoragem. após tratamento para separação dos constituintes indesejáveis [11]. Nos sistemas de desengorduramento em fase aquosa. o processo por jacto abrasivo. 73 . alumínio e aço galvanizado.Esquema representativo duma operação de desengorduramento químico com indicação das principais entradas e saídas de materiais [11] Processo mais usual em Estruturas Metálicas Contudo. A qualidade da superfície resultante depende da distância entre bocais. apenas uma rápida decapagem é suficiente para remover os óxidos de ferro [14]. Este método de remoção superficial é indicado para uso em material duro. são geradas grandes quantidades de resíduos líquidos carregados de contaminantes minerais e orgânicos susceptíveis de reutilização parcial. pois. os quais são frequentemente utilizados.

sendo certo que o seu efeito 74 . Nenhum tratamento poderá ser aplicado sem a prévia aprovação da Fiscalização. tais como: calamina (minério de zinco). o estaleiro que está a proceder ao trabalho não pode escolher o tipo de protecção a aplicar. o tempo de secagem. Na decapagem tem de se ter em consideração a limpeza. A superfície deverá estar perfeitamente limpa e seca. entre o anterior e a tinta de acabamento. A prEN 1090 [3] fornece requisitos específicos para as superfícies antes da aplicação de tratamento protector de corrosão. saís. a criação de uma superfície que favoreça a aderência da protecção de revestimento. No entanto. O abrasivo a empregar qualquer que seja o seu tipo. Quartzo. Além das condições de exposição. o equipamento e o procedimento de aplicação. sobretudo de saís solúveis. respectivamente) seguido de tinta de acabamento (como um esmalte). pois o objectivo é criar uma rugosidade adequada à aderência do esquema metalização ou de pintura. deve estar isento de contaminações. EN ISO 14713 para superfícies a galvanizar. pinturas antigas. outros dos factores da escolha do sistema de protecção são: o grau de agressão ao meio ambiente. em geral essa decisão do cliente [11]. Tem de se ter em atenção.Execução de Estruturas Metálicas Areia siliciosa angular. Pinturas correntes como forma económica de protecção A forma mais económica de protecção por pintura é a aplicação de primário (único ou de capa sobre sub-capa → primário de protecção e primário de adesão. pelo que todo o abrasivo e partículas de superfície produzidos pela operação de decapagem terão de ser cuidadosamente removidos.10. bem como ainda [6]: EN ISO 12944 para superfícies a pintar. evitando tempo que permita a oxidação superficial e comprometa a aderência do revestimento protectivo. EN ISO 14616 para superfícies a tratar por projecção de metal.2 – Metalização e Pintura A metalização ou pintura deverá ser efectuada imediatamente após a preparação da superfície. removendo da superfície a tratar todos os elementos estranhos que afectem o desempenho do esquema de protecção. ferrugem. 3. pó. podendo-se obter dados complementares no seu Anexo K. ainda. dependendo. óleos e gorduras.

Execução de Estruturas Metálicas limitado na eficácia e no tempo. sendo a velocidade da reacção muito rápida a princípio. Será importante referir que se deve-se galvanizar à mínima temperatura que permita um escorrimento fácil do excesso de zinco durante a extracção do material. transforma-se na camada externa de zinco praticamente puro.alquídico/fosfato de zinco (primário anticorrosivo activo. embora seja fisiologicamente inócuo e não poluente) com espessura seca de filme de 80 mícrones. Temperaturas acima de 470 ºC são 75 . Em geral. a reacção passa a ser mais lenta e a espessura não aumenta muito. de acordo com o seguinte esquema: • Aplicação de primário para aço do tipo PVC . um componente. • Acabamento de pintura com tinta à base de resinas e endurecedor. peso. aplicada em duas demãos. formando-se durante esse período inicial a maior parte da espessura da camada. Quando imersos na cuba de zincagem. nomeadamente no conhecido sistema de galvanização (deposição de liga rica em zinco). com elevada espessura de filme (≥ 40 mícrones). Ao se retirar as peças do banho. de secagem rápida. ao se solidificar. Metalização a quente como protecção mais eficaz [14] Obviamente que a metalização a quente será sempre mais eficaz e duradoura. A zincagem por imersão a quente é um processo de revestimento de peças de aço ou ferro fundido. A temperatura normal de zincagem é de 445 a 455°C. para estruturas metálicas. forma e complexidade. preconizando uma solução baseada em resinas acrílicas. Pinturas especiais (tipo metalização a frio) como forma expedita de protecção Este esquema de protecção alternativo (embora se situe no campo das pinturas) é uma espécie de metalização a frio. dada a sua precariedade em duração. O resultado é um recobrimento formado por uma camada externa de zinco e várias camadas de liga Fe-Zn que estão unidas metalurgicamente ao metal-base. visando sua protecção contra a corrosão. No fundo trata-se de uma metalização a frio seguida de uma pintura de elevada qualidade (2 componentes). uma quantidade de zinco fundido é arrastada sobre as camadas de liga e. de qualquer tamanho. o ferro e o aço são imediatamente molhados pelo zinco. à base de resinas especiais endurecidas e com filme denso. na base de uma combinação de resina sintética e fosfato de zinco com elevada espessura de película seca. mesmo que a peça permaneça imersa por longo período (ver figura 31) [14]. contendo solventes. este sistema não é admissível. Em seguida.

pois a reacção do zinco com as paredes da peça torna-se muito intensa acelerando seu desgaste e diminuindo sua vida útil. A Segunda camada DELTA contém de 7 a 12% de ferro. Dependendo da composição química do metal-base e da aspereza da superfície. ampliada 200 vezes (ver figura 32) vêem-se as várias camadas de liga Fe-Zn formadas durante o processo. a primeira camada GAMA (próxima do aço) possui de 21 a 28% de ferro. prejudicando em vez de beneficiar [14].Execução de Estruturas Metálicas desaconselháveis. A terceira camada ZETA apresenta de 5. como a vida de um 76 . Consequentemente. Figura 32 – Camadas resultantes da metalização por zinco ou galvanização [14] Assim. Finalizando. Figura 31 – Influência do tempo de imersão no peso da camada de zinco [14] Camadas características de metalização a quente por galvanização [14] Observando-se a micrografia do revestimento.8 a 6. podem-se obter espessuras de revestimento maiores do que o especificado.2% de ferro. a Quarta camada ETA é formada praticamente de zinco.

Durante o processo de zincagem por imersão a quente. contendo pouco mais de 1. adicionando-se alumínio ao banho de zinco. Pormenorização construtiva De notar que se a protecção é. uma massa pastosa constituída de liga Fe-Zn (5. e cinza ou escória de óxido de zinco que ser forma na superfície do banho. Com chapas ainda não trabalhadas. para a obtenção de maior durabilidade do revestimento. a superfície pode ficar brilhante. O jacto abrasivo prévio na superfície da peça permite que a espessura do revestimento seja aumentada.0% de pureza. A presença ou ausência de brilho ou as várias tonalidades de cinza não têm qualquer efeito sobre a eficácia do revestimento. Às vezes essas camadas espessas podem ter uma aparência cinza-escuro quando as camadas da liga Fe-Zn se estendem até a superfície externa.0% + 95. não são poucos os produtos zincados por imersão a quente que duram muito mais do que o calculado pelo revestimento mínimo especificado. 77 . são satisfatórios. A pureza do zinco utilizado não é crítica. importante. uma vez que a durabilidade do mesmo é proporcional à sua espessura. o que facilmente conduz à corrosão do de potencial inferior. de facto. com sacrifício da espessura. Após a zincagem.005%) para aumentar o brilho da peça e deixar o revestimento mais liso. o crescimento da camada-liga é deliberadamente suprimido. outra preocupação a não descurar é o contacto entre metais de potencial galvânico diferente. Zincos com 98. temperatura e tempo de imersão.0% de chumbo e pequenos teores de outros metais como cádmio. estanho e cobre.0%). cinza-fosco ou floreada. que se concentra no fundo do tanque. composição do banho de zinco. dois resíduos aparecem e podem contaminar o banho: a borra. camadas espessas de revestimento são desejáveis.Execução de Estruturas Metálicas revestimento é proporcional à sua espessura. mais pesada do que o zinco fundido. Por outro lado. sem alterar a técnica de zincagem. o detalhe construtivo que evite pontos singulares de acumulação de humidades e sujidades não é de menor relevo. Obtenção de camadas espessas de revestimento [14] Quando a peça deve ter longa vida. ferro. dependendo de vários factores. O alumínio às vezes é adicionado em pequenas quantidades (cerca de 0. A espessura do revestimento varia de acordo com a composição química do aço. O técnico responsável pelo tratamento deve ser consultado antes da especificação de revestimentos mais espessos do que os comummente usados. que podem ser conformadas após a zincagem.

Figura 33A .Detalhes construtivos para evitar a corrosão [6] 78 .Execução de Estruturas Metálicas Incluem-se esquemas gráficos visando o melhor detalhe para evitar a corrosão (figura 33A a 33C) [6].

Detalhes construtivos para evitar a corrosão [6] 79 .Execução de Estruturas Metálicas Figura 33B .

Execução de Estruturas Metálicas Figura 33C .Detalhes construtivos para evitar a corrosão [6] 80 .

Eventual tratamento final em obra. Do mesmo modo. testes e correcção Todos os elementos da estrutura metálica deverão ser inspeccionados das antes do transporte para a obra. Ordem de montagem. inspecção.11 – Pré-montagem e etiquetagem Deverá ser efectuada uma pré-montagem em oficina das partes da estrutura. o sistema tem de ser especificado de acordo com as normas técnicas usuais. os tratamentos prévios da superfície) e a necessidade de inspecção de qualidade rigorosa. em que se consideram a qualidade do revestimento. Elementos de ligação. Sua posição dentro da estrutura global (desenho). Recomendações e notas de transporte. Peças a que vai unir e esquema elucidativo (desenho). antes de sair da oficina. não necessariamente do seu todo em conjunto.12 – Fiscalização. 3. nenhuma peça pode ser transportada sem que seja completa e inequivocamente identificados os seguintes parâmetros: • • • • • • • • Designação da peça e suas características técnicas.2 e o anexo C da prEN 1090-2 [3]. 3. A inspecção deverá respeitar o especificado no capítulo 12 da prEN 1090-2. Para a realização do plano de inspecção e ensaio deverão ser observados o ponto 4. mas o das partes vizinhas suficientes para assegurar a fácil e rápida montagem em obra. 81 . O Empreiteiro deverá elaborar um plano de inspecção e ensaio específico para a estrutura antes do início do processo de fabrico. Este plano deverá ser revisto e aprovado pelo Dono-de-Obra. Recomendações e notas de montagem.Execução de Estruturas Metálicas Especificação do sistema de protecção Independentemente desta discussão. nomeadamente a prEN 1090 [3]. sem necessidade de ajustes locais que introduzam deformações e tensões residuais. e de acordo com o procedimento de identificação já ai existente.

Relatórios dos ensaios deverão ser apensos ao projecto definitivo da obra. consistindo fundamentalmente na verificação individual de cada nó. madres.Execução de Estruturas Metálicas Se eventuais correcções a efectuar na estrutura requererem revisão das estruturas. pernas de asnas e peças análogas serão ensaiadas antes de serem assentes se a Fiscalização assim a determinar. Qualquer ensaio consistirá. pilares. Fiscalização tem o direito de ordenar a realização de ensaios para a averiguação de segurança da obra. na aplicação das solicitações previstas no projecto. pendurais. 3. em geral. Se os ensaios demonstrarem a existência de defeito de responsabilidade do Empreiteiro. A segurança da obra deve ser julgada a partir dos resultados: (i) dos ensaios dos materiais: (ii) dos ensaios da estrutura.1 . 3.2 – Produtos Fabricados As vigas. O Empreiteiro deverá facilitar a acção da Fiscalização. assim como dar perfeita liberdade de acção dentro da sua oficina. métodos de dimensionamento ou processos de execução não tradicionais. Cumprida a execução da estrutura deverá realizar-se uma inspecção cuidada de toda a obra. tirantes. por acréscimos graduais e com medição dos deslocamentos e das extensões tanto máximos como residuais.12. de preferência. deverá proceder-se à realização de ensaios laboratoriais para verificar as propriedades dos materiais.Materiais e Produtos Pré-fabricados Serão inspeccionados todos os certificados de qualidade dos materiais empregues na estrutura. as quais serão atingidas. em especial nos casos em que tiver sido apresentada variante ou em que tiverem sido utilizados materiais. estas deverão ser submetidas para aprovação do Projectista. constituirão encargo do Empreiteiro. a reparação deste bem como a realização do ensaio ou ensaios que o evidenciaram. bem como a norma prEN1090 [3]. (iii) da sua comparação com os valores previstos no projecto.12. de cada tipo de ligação e dos aparelhos de apoio. Nos casos em que se verifique a ausência do respectivo certificado de qualidade. fornecendo as amostras necessárias para a determinação das propriedades mecânicas dos materiais. Todos os elementos devem ser acompanhados de documento que certifique que o elemento se encontra conforme com a presente especificação técnica. 82 . No caso de ausência do referido documento o material será considerado não conforme.

de modo a que seja mais fácil ao utilizador a compreensão de todo o processo. A inspecção das ligações aparafusadas deverá ser realizada de acordo com o especificado no ponto 12.3 da prEN 1090-2: Inspecção antes e durante soldadura. através de flexão aplicada seguida de inspecção visual. e de acordo com a EN10029: 83 . Identificação. testes e correcção estão devidamente documentadas e estabelecidas no capítulo 12 da prEN 1090-2 [3].3 da prEN 1090-2. documentação de inspecção e localização [6]: • Os documentos necessários dependem da classe de execução. • A inspecção das soldaduras deverá ser realizada de acordo com o especificado no ponto 12. Todas as soldaduras são inspeccionadas visualmente e a norma obriga a inspecções complementares (NDT) excepto para classe de execução 1. Refere-se um procedimento particular para conectores de cabeça.5 e ponto 12. de acordo com a tabela 25 (tabela 19 da prEN 1090-2). Classes 3 e 4: certificado de inspecção. este capítulo tem descriminado como em toda a prEN 1090-2 [3]. de acordo com a EN 10204: Classe 1: declaração de conformidade com a encomenda.6 da prEN 1090-2. Esta inspecção deverá ser realizada em fábrica antes do transporte dos elementos para obra. Tolerâncias de espessura [6]: • Conforme as classes de execução. Inspecção após soldadura (fornece todos os detalhes de ensaios não destrutivos. havendo possibilidade de redução do número de inspecções mediante certas condições. extensão da inspecção).Execução de Estruturas Metálicas A geometria dos elementos fabricados deverá ser inspeccionada de acordo com o ponto 12. As tolerâncias fabrico e montagem das estruturas metálicas deverão respeitar o especificado no capítulo 11 da prEN 1090-2. todas as fases do processo de execução de uma peça metálica. Classe 2: relatório de ensaio de conformidade. Os critérios de inspecção. nomeadamente timing.

Tabela 25 – Quadro de inspecções complementares [2] Na figura 34 pode-se observar um fluxograma de fabrico em Execução de Estruturas Metálicas [11. 84 . Classes 3 e 4: Classe B.Execução de Estruturas Metálicas Classe 2: Classe A. sendo este uma boa referência para o estabelecimento de um Plano de Fiscalização e Ensaios. adaptado].

Detalhes construtivos para evitar a corrosão [11.Execução de Estruturas Metálicas Figura 34 . adaptado] 85 .

tem também de haver um grande cuidado para que não haja nenhum desprendimento das cintas durante a deslocação.2 . A peça não pode ser muito comprida por forma a que exista a possibilidade de não haver camião que a consiga transportar em segurança. tanto no que diz respeito ao peso aconselhável para a circulação nas vias de comunicação. o tamanho da peça em altura também se torna limitado. A peça deve ser calçada devidamente para que fique completamente estável.Execução de Estruturas Metálicas Capitulo 4 – Transporte 4. Outro cuidado importante é nos pontos pelos quais a peça é movimentada. bem como a distância entre a instalação industrial e a obra. A escolha do camião tem de ser feita tendo em consideração o tamanho e o peso da peça a transportar. O carregamento das peças no camião será efectuado com uma grua ou por uma ponte móvel. tanto no âmbito da higiene e segurança no trabalho. 86 . desde logo a escolha do tipo de camião para executar o transporte. mas principalmente. como também na colocação da peça em cima do camião.Quantificação de custos do transporte de componentes A quantificação dos custos do transporte será determinado segundo o tipo de viaturas de transporte a utilizar. Os transportes especiais têm de ser executados em alturas de pouco movimento e com escolta oficial da polícia. este tipo de carregamento deve ter todo o tipo de cuidados. A peça deve também ser amarrada com as cintas para que não deslize. de modo a não introduzir deformações ou mesmo rupturas. Mesmo nos casos de transporte especial tem de existir um grande cuidado quanto ao tamanho e peso da própria peça. O peso da peça e também outro factor limitador. 4.1 – Condições gerais Neste tipo de transporte tem de se ter vários factores em conta. não podendo exceder a altura mínima recomendado para a passagem em viadutos e túneis. No caso de haver uma ou várias peças de tamanho fora da medida tem de haver um cuidado maior. ao peso aconselhável na passagem por pontes ou viadutos. a necessidade batedores da Brigada de Trânsito e carros de apoio e balizagem. e para que não existam deformações na peça durante o transporte da mesma.

2 da prEN 1090-2 [3].3. 87 . no sentido de não existirem esforços para os quais alguma peça possa não estar dimensionada no decorrer da montagem). Para a elaboração do referido plano deverá ser observado o ponto 9. Colocação de argamassas e selagens – especificações e recomendações. sua colocação. contraventamentos provisórios. fases. tem também que se ter em atenção alguns requisitos fundamentais. Os trabalhos de montagem das estruturas deverão respeitar as exigências da presente especificação técnica. • • Apoios e ancoragens – apoios provisórios. Metodologias de montagem – condições impostas no projecto. Sendo o culminar das várias fases de execução anteriores.1 . etc. 5. O Empreiteiro deverá elaborar um plano de montagem da estrutura. bem como o discriminado no capítulo 9 da prEN 1090-2 [3]. a EN1090 dá uma série de orientações para boa execução dos trabalhos (Caderno de Encargos). etc.Execução de Estruturas Metálicas Capitulo 5 – Montagem O processo de montagem é o ultima fase no que diz respeito ao fabrico e execução de estruturas metálicas. focando sobre os seguintes temas: • • Condições do estaleiro. • O seguimento da ordem exacta da colocação das peças (na montagem em obra). Relativamente aos aspectos da montagem. Os trabalhos de montagem não deverão ser iniciados sem que o plano de montagem da estrutura seja aprovado pela Fiscalização/Dono-de-Obra (deverá ser consultado o Projectista em caso de dúvidas.Condições gerais de montagem da estrutura O Empreiteiro deverá assegurar-se que os meios utilizados na montagem e a forma de suspensão e união das peças não vão introduzir quaisquer deformações ou tensões permanentes significativas. tais como: • Detalhada gestão na quantidade e ordem de envio das peças metálicas e componentes para a obra (desde a oficina).

enquanto não estiverem ligados entre si. • Os pórticos isolados deverão ser estabilizados. as partes fiquem correctamente posicionadas para a soldadura de ligação. deve incluir o cumprimento de um Plano de Controlo de Qualidade. • A montagem da estrutura será realizada de acordo com a sequência aprovada pela Fiscalização. para que uma vez feito o aperto destes. por parafusos ajustados. • Os cordões de soldadura. métodos de montagem. Critérios de aceitação. dentro das dimensões óptimas de cada peça. Em termos de sequência e cuidados a ter nas fases de montagem. máximas correcções permitidas. com o adequado controle dimensional sujeito a aprovação da Fiscalização. manuseamento e armazenamento. devem observar-se as seguintes recomendações: • Os pórticos serão transportados por partes. Pontos e níveis de referência constantes do plano de execução. marcação. tendo em conta o seu transporte. efectuado com recurso aos meios mecânicos considerados necessários e a definir pelo Empreiteiro. Definição de não conformidade e sua correcção. a definir pelo Empreiteiro. se necessário. tais como: • • • • Apoios. • Neste caso. alinhamento. estas partes serão munidas de olhais de montagem. Deverá ser efectuado o levantamento topográfico rigoroso das eventuais peças de betão onde irá apoiar-se a estrutura metálica. Quanto ao controle da montagem. propondo igualmente a solução à aprovação da Fiscalização. sendo a assemblagem dos diversos componentes efectuada em obra.Execução de Estruturas Metálicas • Mão-de-obra: desenhos de montagem – exigências e requisitos. com verificações de diversos aspectos. Esta soldadura terá de ser executada em perfeitas condições e ser convenientemente reforçada. • Todo o trabalho de topografia ficará a cargo do Empreiteiro. etc. que constituem os pórticos. devem ser limpos e aplicarem-se duas demãos de cromato de zinco com a espessura de 30 mícrones cada. pelos elementos de 88 . e a área adjacente numa extensão de 15cm para cada lado. sendo que o processo de elevação e posicionamento dos troços. por meio de estruturas provisórias. procedimentos de aperto das ligações. A localização destas secções está definida no projecto e quando tal não suceder será necessária a aprovação da Fiscalização. • Ajuste das peças.

referem-se alguns.2 do prEN 1090-2 [3]. em qualquer momento. À Fiscalização deve reservar-se o direito de. que merecem especial atenção: 89 . contidos ou não na prEN 1090 [3]. • A colocação dos chumbadouros deverá ser feita tomando as necessárias precauções para que o seu posicionamento não seja modificado. Deverá também de garantir que a estabilidade do conjunto fique assegurada em caso de desmontagem eventual de certos membros. Quanto às condições pretendidas para uma boa execução dos trabalhos. • No final devem-se retocar as pinturas que tenham ficado danificadas durante a montagem. Antes de corrigir os erros de montagem. No que diz respeito aos trabalhadores em obra. • A montagem da estrutura metálica deverá ser feita por pessoal especializado e respeitar todas as normas e regulamentos de segurança aplicáveis. não surjam dúvidas quanto à posição que ocupam e a que outros elementos se ligam. Entre outros. o ponto 9. na montagem. inspeccionar os materiais e a sua utilização em obra. 5. bem como a forma como o fazem. No final dos trabalhos deverá proceder-se à limpeza e remoção destas estruturas provisórias. • Todas as estruturas provisórias necessárias deverão ser fornecidas pelo Empreiteiro. por deslocamentos inadvertidos e imperceptíveis. refere os requisitos que devem ser acautelados. materializados e referenciados a pontos fixos. para a introdução de equipamentos segundo as instruções da Fiscalização.2 – Condições do local O local tem de ser preparado para receber os funcionários que vão executar a montagem e o material necessário à elevação da estrutura. • Os eixos principais e as marcas de desnivelamento necessárias à montagem serão fixados. • Os erros de montagem não poderão ser corrigidos por calor. em particular os regulamentos de segurança dedicados à Construção Civil.Execução de Estruturas Metálicas travamento definidos no projecto de execução. será necessária a respectiva autorização da Fiscalização. • Todas as peças devem ser conveniente e previamente marcadas em oficina para que. deverão estar garantidos todos os requisitos e condições de higiene e segurança (tal como regulamentado no Plano de Higiene e de Segurança no Trabalho).

existem alguns preceitos que são estabelecidos pelo ponto 9. O armazenamento e manuseamento das peças têm de ser efectuados com o mínimo risco possível de ocorrência de algum dano. Contudo. aos ensaios de montagem e aos métodos de montagem. todos esses casos tem de ser examinados e devidamente reparados. nomeadamente no que se refere à marcação das peças. ficando devidamente documentada. ao manuseamento. • • Na necessidade de colocação de apoios provisórios. 5. No caso de alguma avaria terá de existir uma fase de estudo. A identificação deve ser efectuada individualmente. 90 . para a sustentação transitória da estrutura. Os critérios de marcação estão previsto e referenciados no ponto 6. o armazenamento do material deve estar devidamente embalado e identificado. de modo a que se encontre a melhor solução para resolução do problema criado. que possam por em causa a estabilidade dos trabalhos efectuados e a segurança do local e dos trabalhadores. Essa identificação deve estar devidamente visível. dentro e fora do estaleiro. Ter em atenção alguma possibilidade de ocorrência de condições climatéricas adversas. o manuseamento e armazenamento tem de estar em conformidade com o estabelecido no ponto 6. devendo ser armazenado num local seco.Execução de Estruturas Metálicas • Na selecção do local para implantação da sapata da grua (condições do solo e sua drenagem) e sua efectiva colocação. • Os danos cansados a terceiros tem também de ser equacionados.3 – Critérios de montagem em obra Os critérios gerais de montagem de uma estrutura em obra devem obedecer ao que está previsto no Projecto e Plano de Montagem.10 da prEN 1090-2 [3]. tanto em habitações vizinhas como em vias existentes no local. para se identificar claramente a peça e saber qual a sua posição na montagem da estrutura. • Na execução das infra-estruturas necessárias. armazenamento. nomeadamente eléctricas e de águas. Os ensaios de montagem devem estar em conformidade com o previsto no ponto 6.6 da prEN 1090-2 [3].2 da prEN 1090-2 [3].3 da prEN 1090-2 [3].

3 da prEN 1090-2 [3]. A vedação da obra também está devidamente regulamentada no capítulo 9 do prEN 1090-2 [3]. contraventamentos.4. ao longo da montagem da estrutura pode ser necessário a colocação de elementos estruturais provisórios. De realçar que tem de se ter em atenção o posicionamento e o tipo de uniões.6.5 da prEN 1090-2 [3]. sejam eles em apoios. deste modo tem de se conjugar o transporte possível. Pelo menos 1/3 dos parafusos a aplicar nos elementos de fixação terão se ser colocados antes que a estrutura comece a ter algum tipo de solicitação ao nível de estabilidade estrutural. a sua fácil remoção também tem de estar devidamente pensada a acautelada. escoras. utilizando aço perfilado e metal laminado para o efeito.4 – Processo e metodologia de montagem Os processos e metodologias de montagem estão devidamente especificados no ponto 9. Como já se aludiu. Os elementos provisórios de auxílio de montagem da estrutura (escoramento e contraventamentos). tais como: • O posicionamento e os apoios que vão ser utilizados para os veículos de transporte e levantamento das peças metálicas. 5.1 – Aspectos genéricos Os critérios que constituem o projecto de métodos de montagem começam por ter em atenção a sequência da montagem. serão reutilizados no desenrolar da obra onde sejam reclamados. estão devidamente previstos em todas as fases da montagem. bem ainda o tamanho e peso máximo das mesmas. neste ponto pode-se verificar os critérios que constituem o projecto base dos métodos de montagem e o método de montagem em construção. Estes elementos. pois a sua insuficiente fundação pode gerar possíveis assentamentos dos apoios.Execução de Estruturas Metálicas Nos métodos de montagem. tirantes. com a disponibilidade do estaleiro para armazenar devidamente as peças a enviar. o que poderia provocar deformações da estrutura parcialmente construída. 91 . Existem outros tipos de situações pensados para alguns casos particulares em situações que nem sempre ocorrem. para além de estar em conformidade com o estabelecido pelo projecto e planos de montagem. 5. tem ainda que estar em conformidade com o estabelecido no ponto 9. retirados quando a parte em causa da estrutura já esteja autosuficiente. etc. Quando este tipo de material deixa de fazer falta para a sustentação da estrutura.

comprovada e segura.3 da prEN 1090-2 [3]. • O Empreiteiro indicará à Fiscalização a necessidade em espaço para armazenagem do seu equipamento e materiais. sujidade e outras matérias estranhas que impedirão uma boa aplicação de pintura no estaleiro. Só poderá haver lugar algum tipo de alteração.Ligações Em geral. deve ainda preencher todos os requisitos quanto a higiene e segurança da obra e dos seus trabalhadores. • Os perfilados serão arrumados sobre suportes de modo a isolá-los do solo e dispostos de modo a evitar a retenção de águas sobre os ferros. será de observar o seguinte: • Para o aperto de parafusos não pré-esforçados deverá ser observado o disposto no ponto 8. o Empreiteiro verificará a implantação e os níveis de todos os chumbadouros e de todos os maciços de fundação. bem como com apoios suficientes para não introduzir distorções nas peças. • Antes de iniciar a montagem. caso seja uma alternativa devidamente estuda.5 da prEN 1090-2 [3]. 92 .4. • O Empreiteiro assumirá a inteira responsabilidade pela protecção das peças da estrutura até ao momento em que ela esteja montada e recepcionada. ao método de montagem. sendo colocadas sempre de modo que a flexão surja pelo eixo forte. O método de montagem em construção deve seguir em conformidade o projecto e os desenhos.3. igualmente. • Para o aperto de parafusos pré-esforçados deverá ser observado o disposto no ponto 8. • O Empreiteiro tomará as precauções necessárias para evitar a danificação da pintura e para evitar a acumulação de lama.Execução de Estruturas Metálicas • A posição da grua e a sua eficácia de alcance aos materiais a levantar.2 . O plano do método de montagem. 5. • O Empreiteiro assegurar-se-á. que os maciços de fundação apresentam uma superfície perfeitamente horizontal e que os alinhamentos previstos nos desenhos foram respeitados. para além de descrever muito bem todos os critérios mencionados em 9.1 da prEN 1090-2 [3].

são limpas de poeira e da flor da ferrugem.Execução de Estruturas Metálicas • O Empreiteiro assinalará imediatamente à Fiscalização qualquer defeito. • O Empreiteiro obriga-se a aceitar realizar o acerto da estrutura por partes (vãos. de tal maneira que se obtenha a coincidência dos furos. 93 . se a estrutura levar um acabamento a tinta e após a montagem. As placas de base serão montadas sobre calços de aço até à regularização da estrutura. vertical e horizontalmente. Antes da colocação dos parafusos a Fiscalização efectuará a vistoria das furações. • Se as superfícies a ligar. • As estruturas serão montadas respeitando com precisão os eixos e níveis dados nos desenhos. • Nas superfícies metálicas. com uma escova metálica macia (não é necessário fazer desaparecer a cor da ferrugem). sejam estes provisórios quer residuais. • O emprego de escovas rotativas é proibido e a acção da escova não deve diminuir a rugosidade da superfície. O conjunto da estrutura será devidamente posicionado. após o que a totalidade da placa de base será. os parafusos deverão ser perfeitamente limpos incluindo o eliminar de excesso de lubrificantes de protecção) e levarem duas demãos de primário com a espessura de 30 mícrones cada. • As peças são mantidas em posição por parafusos de montagem e parafusos de resistência ligeiramente apertados. troços de naves. será aplicada em oficina apenas uma decapagem mecânica. anteriormente decapadas. blocos separados. etc). que ficarão encostadas. • As ligações devem efectuar-se sem introduzir esforços importantes nas peças. vierem de fábrica com revestimento de protecção. • Salvo outra indicação em contrário. é interdito o emprego de detergentes ou de produtos derivados do petróleo para a sua remoção ou limpeza. sem o que este será considerado como único responsável pelo posicionamento exacto e preciso. antes da realização das ligações definitivas e da execução das selagens. a fim de verificar a perfeição do trabalho e proceder às correcções julgadas convenientes. não sendo pintadas com qualquer demão de tinta. • No estaleiro. as superfícies em contacto. a fim de permitir a continuação dos trabalhos nas zonas niveladas e acabadas ao mesmo tempo que executa o resto da montagem. decapadas. • • Serão objecto de particular atenção o controle dimensional e a qualidade das ligações.

sem pancadas e sem retrocesso. • Na medida do possível.4. sempre com a Fiscalização presente. iniciando-se pelos parafusos centrais e executado no sentido rotativo dos ponteiros do relógio. assinalando-os convenientemente.Alongamento de furos para parafusos No caso de furos desalinhados que não permitam a colocação adequada dos parafusos respectivos. para um mesmo diâmetro de parafuso. 5. definidas na EN 1993-1-8. devendo sempre ser respeitadas as distâncias mínimas regulamentares ao bordo da chapa. progressivamente. sendo o mesmo será efectuado com chave de choque ou chave dinamométrica. sempre pela mesma ordem. será colocada a totalidade dos parafusos da ligação e apertados a 75% do momento de aperto definitivo e assim devem permanecer pelo menos 3 horas. Não poderão ser empregues processos térmicos na execução das novas furações sem o consentimento expresso da Fiscalização (com eventual consulta ao Projectista). 5. • Os parafusos serão apertados.Execução de Estruturas Metálicas 5. poderá ser empregue o parafuso com o diâmetro seguinte.4.3 . até 100%. mantendo imóvel a cabeça do parafuso (salvo situações excepcionais atrás identificadas). na periferia e nos furos de ligação (em caso de necessidade será aplicado um aperto suplementar nas zonas onde o encoste parecer duvidoso). O aperto deverá ser dado na porca. • O aperto definitivo será sempre feito com a chave dinamométrica.4 .5 .4. as uniões do mesmo tipo serão apertadas pela mesma chave. 94 .Aperto definitivo dos parafusos Cuidados a observar: • O aperto definitivo duma união (a 100%).Colocação dos parafusos em obra Cuidados a observar: • Depois da verificação do ajustamento das peças a ligar. não será realizado enquanto todos os parafusos da união não estiverem colocados e apertados a 75%. • O encosto das superfícies em contacto será verificado visualmente. Neste caso deverá proceder-se à furação dos elementos a ligar para o novo parafuso a utilizar. • O Empreiteiro assegura-se que todos os parafusos estão apertados a 75%.

Regulação das chaves de aperto A regulação das chaves dinamométricas será feita em laboratório avalizado e reconhecido. A regulação das chaves de choque é efectuada pelo Empreiteiro. apertando alguns parafusos directamente nas uniões das peças. O processo de verificação do aperto é o seguinte: • Marcação da posição inicial da porca e da cabeça do parafuso (referência em relação a uma aresta da porca).4. O aperto considera-se correcto quando a aresta da porca se imobiliza numa zona compreendida entre 1mm a 8mm depois da referência inicial feita na anilha. sem pancadas e sem retrocesso. deverá ser levada a esta posição por um aperto suplementar. efectuando em cada recomeço de serviço a verificação da regulação por ocasião dos primeiros apertos. se a porca se imobiliza antes da sua posição inicial. Figura 35 . • • Verificação da não rotação da cabeça do parafuso. No entanto.6 . micrómetro e paquímetro [13] 95 . mantendo a cabeça do parafuso imóvel e fazendo aperto progressivamente.Chave dinamómetro.Execução de Estruturas Metálicas 5. Comparação da posição da paragem da porca. • • Desaperto da porca de 1/12 de volta mantendo imóvel a cabeça do parafuso. O Empreiteiro assegura-se do bom funcionamento da chave de choque. sempre com a presença da Fiscalização. com chave dinamométrica (ver figura 35). A regulação é corrigida por tentativas e considera-se em condição se forem obtidos bons resultados sobre uma série de 30 parafusos. correctamente aferida. Aplicação do momento de aperto. com a posição inicial.

Estes elementos deverão ser fixados de forma conveniente de modo a manterem a posição adequada durante os trabalhos de betonagem. recordando a necessidade da inspecção dos apoios. por qualquer motivo. 5. devendo informar o Dono-de-Obra no caso de haver desvios superiores às tolerâncias permitidas. deverão ser verificados e aprovados pelo responsável da montagem das estruturas metálicas antes do início dos trabalhos. 96 . Os chumbadouros deverão ser posicionados com recurso a equipamento que permita a precisão adequada. seja ele por deficiência do estudo do terreno. bem como os documentos onde se indica a localização dos chumbadouros em que se baseiam estes trabalhos. imediatamente após a elevação e posicionamento destes elementos. bem como outros elementos de aço que deverão ser embebidos em betão. O espaço entre as chapas de base de pilar e os maciços de fundação deverá ser preenchido com recurso a argamassas de assentamento.6 – Chumbadouros e outros elementos embebidos em betão O responsável pela execução dos trabalhos de betão armado deverá assumir a responsabilidade da colocação dos chumbadouros.Execução de Estruturas Metálicas A soldadura em estaleiro não será autorizada. a sua adequação. O responsável pelas estruturas metálicas deverá efectuar a sua própria inspecção para verificação do correcto posicionamento dos chumbadouros. Um assentamento dos apoios.5 – Apoios e ancoragens Os apoios e ancoragens são uma das fases mais importantes do método de montagem para qualquer tipo de estrutura. Estas estruturas não deverão ser carregadas antes de se proceder a esta operação. seja por mau estudo do tipo de apoio a utilizar. O ponto 9.5 da prEN 1090-2 [3] refere exactamente isso. O plano de elaboração dos trabalhos de posicionamento e fixação dos chumbadouros. a possível necessidade de utilizar apoios temporários. com acompanhamento da Fiscalização. podendo até haver a possível ocorrência de colapso da estrutura. pois trata-se da parte de sustentação de toda a estrutura. pode trazer para a estrutura deformações que muitas vezes podem ser irrecuperáveis. Outra parte também importante que é a betonagem e impermeabilização adequada dos apoios. salvo os casos estipulados nos desenhos ou com a autorização da Fiscalização. 5.

Deste modo a inspecção. 5.7 – Inspecção.7 da prEN 10902 [3]. sendo contabilizados todos os meios humanos. mecânicos e de consumo (a empregar/colocar na obra ou gastar durante esta) que directa e indirectamente forma mobilizados em função desta. sendo eles internos (da empresa) ou externos (subempreitada e aluguer). Os trabalhos de montagem das estruturas serão realizados de acordo com a última versão do plano de montagem. Esse ponto faz referência ao estudo elaborado nesse âmbito e as posições a tomar em todas as fases de montagem de uma estrutura deste tipo. testes e correcções As inspecções.Execução de Estruturas Metálicas 5. testes e correcções são sempre uma das fases mais importantes de uma obra. testes e correcções de montagem estão referidos no ponto 12. Os trabalhos terão início apenas após a aprovação do plano de montagem pela Fiscalização. 97 . uma vez que é nessa fase que se vai verificar se esta decorre em conformidade que o que foi proposto. As tolerâncias fabrico e montagem das estruturas metálicas deverão respeitar o especificado no capítulo 11 da prEN 1090-2 [3].8 – Quantificação de custos de montagem A quantificação dos custos da montagem não é excepção às regras atrás apresentadas.

Outra parte igualmente importante no fabrico destas peças estruturais é o tratamento (protecção anticorrosiva). a furação. a prEN 1090 [3]. No balanço do trabalho. bem como se enumeraram as fases do processo de fabrico nos seus passos fundamentais. Neste contexto transmitiu-se a envolvente de todo o processo de Execução de Estruturas Metálicas. com toda a dificuldade de interpretação. sendo corrente para uma mesma situação simples a necessária leitura de múltiplas normas. a enformagem. Estabeleceu-se. Identificou-se o material aço estrutural e suas principais características. ainda que de forma sumária. no sentido de estabelecer. desde a decapagem. com vista a correcta e optimizada aquisição dos materiais necessários. caracterizando-as e identificando as incidências normativas a respeitar. organização e alguma sobreposição ou contradição. Designadamente apresentou-se. Ultrapassou-se mesmo o mero âmbito das disposições reguladoras e completou-se com recomendações surgidas da prática diária da oficina. sendo certo que será a parte 2 a mais significativa no que à execução toca. contudo. acredita-se que foram tocados os aspectos fundamentais que se encerram na temática da Execução de Estruturas Metálicas. o corte. tendendo. para uma crescente estabilização. bem como ao seu melhor emprego. Porém é ainda manifesta a dispersão normativa. propriamente dito. DIN. tanto o corrente em perfis e chapas. que se inicia no estudo do Projecto. bem ainda como o próprio tratamento das superfícies e o detalhamento construtivo. Muito trabalho e optimização documental ainda haverá a fazer nesta área. como o utilizável nas ligações mecânicas e soldadas. soldadura e as ligações mecânicas foram assuntos abordados com uma relativa profundidade. até à montagem e ensaio de estrutura. sobretudo a norma europeia EN 10025 e o Eurocódigo 3. passando pela sua importante fase de fabrico e mesmo transporte até ao local da obra. de forma bastante extensa. o conteúdo basilar de um Caderno de Encargos para Construção Metálica. na certeza que ambas acabam por ser contributos inseparáveis das ligações entre peças metálicas. 98 . Dentro das ligações mecânicas e soldadas explicitou-se o sentido e o papel de uma e outra. A traçagem. o desempeno de peças. partindo do conteúdo que o Projecto/Concepção deve incluir.Execução de Estruturas Metálicas Conclusão Talvez a maior conclusão deste documento seja o tomar da consciência que o processo de elaboração das Normas Europeias ainda não está concluído. as normas europeias EN de uma forma estrutura e racional. passando pela metalização e terminando na pintura. BS.). Para tanto recorreu-se à normalização em vigor. abandonando definitivamente outras congéneres (ISO. em concreto e sem equívocos. nas suas partes 1 a 3. etc.

que é a montagem em obra das peças da estrutura metálica. A ordem e forma de descarga em obra mereceu igual preocupação. Ora. a sua estabilização e modo de fixação. têm de estar de acordo com a legislação em vigor (nomeadamente a EN 1090 [3]).Execução de Estruturas Metálicas O transporte e também um dos pontos críticos. Todos os trabalhos. A última fase trata uma das mais importantes partes de todo o processo. testes e correcções necessárias à completa verificação das peças. De facto. seguindo a mesma legislação anteriormente referida (prEN 1090-2 [3]) e outras que lhe sejam aplicáveis. incluindo as regras de fixação às fundações e o aperto global das ligações. Termina-se sublinhando a importância da minimização de custos e racionalização de meios. Faz-se referência a todo o processo e metodologias de montagem das referidas peças. tendo sido elencados os cuidados principais a ter nesta etapa da Execução de Estruturas Metálicas. 99 . tal como os outros atrás mencionados. não só pela sua beleza como pela facilidade de reciclagem. tal desiderato só pode ser concretizado no conhecimento bastante do comportamento estrutural e na melhor forma de bem construir. no sentido de cada vez mais tornar as Estruturas Metálicas uma solução construtiva de utilização crescente. este é um tema de vanguarda num mundo cada vez mais concentrado em preocupações ambientais e de sustentabilidade. Desde logo os cuidados a ter no manuseamento das peças até à sua colocação no veiculo que irá efectuar o transporte. Ficou ainda claro que durante e no final de todo o processo de fabrico é obrigatório realizar as inspecções.

Ligações. CEN . (Supersedes EN 10155 : 1993 PART 6 Technical delivery conditions for flat products of high yield strength structural steels in the quenched and tempered condition. Supersedes EN 10113 : parts 1 & 2 : 1993 PART 4 Technical delivery conditions for thermo mechanically rolled weldable fine grain structural steels. UFP.“Steel products with improved deformation properties for Standardisation perpendicular” Costa Neves.Part 2: Technical requirements for the execution of steel structures .European Committee Norma EN 10025 .General delivery conditions. Disponível em www. INCM – Imprensa Nacional Regulamento de Estruturas de Aço para Edifícios.html. (Supersedes EN 10113 : parts 1 & 3 : 1993 PART 5 Technical delivery conditions for structural steels with improved atmospheric corrosion resistance – also known as weathering steels. June 2004. Porto. ESAB – Welding &Cutting [Em linha].br [Consultado em 21/07/2007] CEN . [4] CEN .org. Disponível em www. Cap. (Supersedes EN 10025 : 1993) PART 3 Technical delivery conditions for normalised/normalised rolled weldable fine grain structural steels. (Supersedes EN 10137 : parts 1 & 2:1996) [5] [6] [7] [8] [9] [10] CEN . FCTUC.European Committee EN 10164 . prEN 1090-3: 2005 – Execution of steel and aluminium structures .br/ estrut. 2005.European Committee Norma prEN 1090: for Standardisation prEN 1090-1: 2004 – Steel and aluminium structural components .com/mexico/ producto. [Consultado Graciella . Indústria e Construção.graciella.European Committee Eurocode 3 (EN 1993): Design of steel structures / Part 1-1: General rules for Standardisation and rules for buildings. João Estruturas Metálicas – EC3.Stage 34. PART 2 Technical delivery conditions for non-alloy structural steels. 1985.Part 3: Technical rules for execution of aluminium structures. Casa da Moeda 100 . em 31/08/2007] Guerra Martins. 6 .esabna. Mestrado e Pós-graduação em Construção Metálica e Mista. Lda.abcem. prEN 1090-2: 2005 – Execution of steel structures and aluminium structures .htm [Consultado em 19/08/2007] [Em linha]. Disponível em http://www.Comércio.Execução de Estruturas Metálicas Bibliografia [1] [2] [3] Associação Brasileira de Construção metálica [Em linha]. REAE.2004: for Standardisation PART 1 General technical delivery conditions.com. Luís Aulas 9 e 10 da disciplina de Execução e Estruturas Metálicas. 2006.

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Execução de Estruturas Metálicas Anexo 1 – Resumo dos Eurocódigos afectos a estruturas metálicas A. EN 1991-1-3 Acções gerais – Neve EN 1991-1-4 Acções gerais – Vento EN 1991-1-5 Acções gerais – Sismos EN 1991-1-6 Acções gerais – Acções durante a execução EN 1991-1-7 Acções acidentais. Verificação através do método dos factores parciais. EN 1991-1-1 Densidades. peso próprio e sobrecargas nos edifícios.1.1 . EN 1991-4 Acções nos silos e tanques.Eurocódigo 3 – Estruturas metálicas Este Eurocódigo deve ser seguido complementando com os seguintes documentos: 102 . • • • EN 1991-2 Tráfego nas pontes.2 . EN 1991-3 Acções induzidas pelas maquinarias e guindastes. Modelação para análise estrutural e sua resistência. Acções em estruturas e influências ambientais. Requisitos. Generalidades. EN 1991-1-2 Acções gerais – Acções na estrutura expostas a fogo. Estados-limite. Propriedades geométricas.1.Eurocódigo 1 – Acções em Estruturas • EN 1991-1 Tráfego nas pontes. Projecto por ensaios e controlo de qualidade. A. Propriedades dos materiais.

EN 1993-1-2 Estruturas metálicas: Resistência ao fogo EN 1993-1-3 Estruturas metálicas: Elementos e chapas finas enformadas a frio EN 1993-1-4 Estruturas metálicas: Aços inoxidáveis. Parte das regras EN 1993-2 para EN 1993-6 suplemento de regras gerais em EN 1993-1. 103 . EN 1993-3 Estruturas metálicas: Torres. mastros e chaminés. EN 1993-1 “Regras gerais e regras para edifícios” compreende: • • • • • • EN 1993-1-1 Estruturas metálicas: Regras gerais e regras para edifícios. depósitos e oleodutos EN 1993-5 Estruturas metálicas: Estacas EN 1993-6 Estruturas metálicas: Estruturas de aparelhos de elevação EN 1993-2 para EN 1993-6 refere a regras gerais em EN 1993-1.Execução de Estruturas Metálicas EN 1990 “Base de projecto estrutural” EN 1991 “Acções em estruturas” ENs. EN 1993-4 Estruturas metálicas: Silos. ETAGs e ETAs para construção de produtos revelantes para estruturas metálicas. prEN 1090 “Execução de estruturas metálicas – Considerações técnicas” EN 1992 para EN 1999 quando estruturas metálicas ou componentes metálicos são referenciados para. EN 1993-1-5 Estruturas metálicas: Elementos laminares EN 1993-1-6 Estruturas metálicas: Resistência à estabilidade de cascas. EN 1993-2 Estruturas metálicas: Pontes em Aço. Eurocódigo 3 está subdividido em várias partes: • • • • • • EN 1993-1 Estruturas metálicas: Regras gerais e regras para edifícios.

EN 1993-1-11 Estruturas metálicas: Dimensionamento de elementos traccionados.3 . Section 7: Specific rules for composite steel-concrete buildings. • (3) Section 3 of EN 1998-1 gives the rules for the representation of seismic actions and for their combination with other actions.1. (5) Sections 5 to 9 of EN 1998-1 contain specific rules for various structural materials and elements. Estruturas metálicas – Aços de alta resistência. EN 1993-1-12. A.Eurocódigo 8 – Projecto de estruturas em Zonas Sísmicas EN 1998 Eurocode 8: Design of structures for earthquake resistance: • (1) EN 1998-1 applies to the design of buildings and civil engineering works in seismic regions. • • • • • EN 1993-1-8 Estruturas metálicas: Ligações metálicas EN 1993-1-9 Estruturas metálicas: Fadiga. some of which are specifically devoted to the design of buildings. 104 . Certain types of structures. It is subdivided in 10 Sections. • (2) Section 2 of EN 1998-1 contains the basic performance requirements and compliance criteria applicable to buildings and civil engineering works in seismic regions. • (6) Section 10 contains the fundamental requirements and other relevant aspects of design and safety related to base isolation of structures and specifically to base isolation of buildings. relevant specifically to buildings as follows: Section 5: Specific rules for concrete buildings. Section 9: Specific rules for masonry buildings. dealt with in EN 1998-2 to EN 1998-6. • • (4) Section 4 of EN 1998-1 contains general design rules relevant specifically to buildings. EN 1993-1-10 Estruturas metálicas: Fractura. Section 6: Specific rules for steel buildings.Execução de Estruturas Metálicas • EN 1993-1-7 Estruturas metálicas: Resistência e estabilidade de elementos planos carregados transversalmente. Section 8: Specific rules for timber buildings. need complementing rules which are given in those Parts.

Execução de Estruturas Metálicas NOTE: Specific rules for isolation of bridges are developed in EN 1998-2.Eurocódigo 9 – Projecto de estruturas de alumínio • • • Parte 1-1 Regras gerais e regras para edifícios. A. 105 .4 . NOTE: Informative Annex A and informative Annex B contain additional elements related to the elastic displacement response spectrum and to target displacement for pushover analysis. Parte 2 Regras para as estruturas susceptíveis à fadiga.1. Parte 1-2 Resistência ao fogo. • (7) Annex C contains additional elements related to the design of slab reinforcement in steelconcrete composite beams at beam-column joints of moment frames.

2. mas dependendo da agressividade ambiente .1 . actualmente é possível prever a durabilidade de um recobrimento de zinco obtido por imersão a quente com uma margem de erro muito menor que no caso da pintura. ou seja. vêm sendo compilados através de ensaios reais de corrosão. Espessura total da película: 130 mícrones (mínimo). A. adaptado].Pintura Existem vários sistemas de pinturas protectivas para metal.2 . Duas demãos de acabamento com esmalte epóxi: 60 micra mícrones (mínimo por demão). 106 . inclui: Limpeza a jacto metálico (acabamento quase branco) – grau de decapagem SA 2 ½. no sentido de se poder efectuar uma decisão mais informada e adequada a cada caso prático real [15. Numerosos dados de vida útil de camadas de zincagem.sendo que a velocidade de corrosão do zinco é 1/10 da velocidade de corrosão do ferro. Duas demãos de primário zarcão alquídico: 35 mícrones (mínimo por demão). nos mais variados ambientes. A.Zincagem por imersão a quente Como vimos. Espessura total da película: 190 mícrones (mínimo). é um tratamento que tem como finalidade a obtenção de uma camada de zinco sobre uma peça de ferro ou aço. sendo as mais comuns os seguintes: • Sistema alquídico – recomendado para ambientes normais. Duas demãos de acabamento com esmalte alquídico: 30 mícrones (mínimo por demão). sobretudo. • Sistema epóxi . Desse modo. de acordo com o ambiente exposto e a camada de zinco pode-se prever a vida útil do material (podendo chegar a 50 anos. Duas demãos de primário zarcão alquídico: 35 mícrones (mínimo por demão).indicado para ambientes salubres ou expostos a vapores solventes. o que é primordial no calculo da vida útil [1]). sendo um tratamento por imersão a quente contra a corrosão conhecido no mundo todo há mais de 130 anos.Execução de Estruturas Metálicas Anexo 2 – Comparação entre a Metalização e a Pintura Apresenta-se um estudo comparativo entre a zincagem por imersão a quente e a pintura. prevê as seguintes etapas: Limpeza a jacto metálico (acabamento quase branco) – grau de decapagem SA 2 ½. Isso se deve.2. ao facto de que as características de durabilidade de uma camada de zinco obtida por imersão a quente praticamente são independentes do seu processo de obtenção.

A preparação inadequada da superfície. espalhamento.Vida útil da pintura É extremamente difícil prever a vida útil de um recobrimento pintado. 107 . Duas demãos de primário zarcão alquídico: 35 mícrones (mínimo por demão). quando expostas a ambientes agressivos. Duas demãos de acabamento com esmalte borracha clorada: 60 mícrones (mínimo por demão). técnica de aplicação e espessura da película. A vida útil apresentada a seguir é uma orientação quanto à ordem de grandeza dos sistemas de pintura analisados: Sistema alquídico – 4 anos Sistema epóxi – 8 anos Sistema borracha clorada – 7 anos. A. se saponificam em prazo bastante curto.3 . Todos esses itens explicam a escassez de dados práticos referentes à durabilidade de um sistema de pintura predeterminado. devido à dependência de diversos factores. Pelo exposto se compreende a preferência generalizada pelas tintas com base num resina epóxi. aderência e lixagem. pode reduzir pela metade a vida útil da película. provocando o destacamento da película. formulação e preparação da tinta.recomendado para ambientes salubress ou expostos a gases ácidos. tanto mais que são mais económicas que a borracha clorada. pode ser utilizado em sistemas onde sejam impostas restrições ao uso de primários de zarcão (óxido vermelho). como preparação da superfície. em todos os esquemas de pintura. De notar que. por exemplo. pigmentado com óxido de ferro. em interior e exterior.Execução de Estruturas Metálicas • Sistema borracha clorada . inclui: Limpeza a jacto metálico (acabamento quase branco) – grau de decapagem SA 2 ½. Trata-se de um primário anticorrosivo à base de resinas alquídicas longas em óleo. Especialmente recomendado para aplicação em estruturas metálicas. Espessura total da película: 190 mícrones (mínimo). o primário de zarcão alquídico está presente. Uma vez que este produto não contém chumbo.2. pois as pinturas alquídicas. Tem características de boa aplicabilidade. em ambientes moderadamente corrosivos.

108 . fornece o custo anual. Custo de materiais como solventes e outros materiais de limpeza.2. Este custo. Ca = custo de aplicação por m2. representa 40 a 60% do custo inicial de uma pintura. • Custo de manutenção: constitui-se no somatório dos custos de retoques com os custos de repintura.4 . Custo da remoção de defeitos superficiais (material. • O custo de cada tinta é dado pelo quociente entre o preço do litro da tinta pelo rendimento prático. para uma determinada espessura. • Custo inicial: é dado pela expressão Ci = C1 + Ct + Ca Ci = custo inicial por m2. dividido pelo número de anos previstos para o esquema de pintura. • O custo de aplicação representa cerca de 10 a 30% do custo inicial de uma pintura e constitui-se na apropriação dos custos envolvidos que são: Custo da mão-de-obra. Amortização dos equipamentos. Custo de energia (eléctrica ou pneumática). O custo da limpeza. amortização de equipamento e mão de obra). • Custo acumulado: é obtido pelo somatório do custo inicial com os custos de retoques e repinturas. Ct = custo das tintas por m2. C1 = custo de limpeza por m2.Aspectos Económicos da Pintura Dois tipos de custos são importantes na pintura industrial: o custo inicial e o custo de manutenção (retoques e repinturas). constitui-se na apropriação dos custos a seguir indicados: Custo da inspecção. Custo da limpeza com solvente (material e mão-de-obra).Execução de Estruturas Metálicas A.

Arnaldo. Tabela 25 – Esquemas tipo de pintura industrial [13] ESQUEMA DE PINTURA CONVENCIONAL LIMPEZA TINTA DE FUNDO TINTA INTERMEDIÁRIA TINTA DE ACABAMENTO St3 ou Sa2 2 demãos de Zarcão Alquídico Óleo Modificado. 30 2 demãos de Esmalte Fenólico Pigmentado µm película seca com Alumínio.Esquemas de Pintura de Aços Pintados com Tintas Líquidas Na tabela 25 apresentam-se três esquemas de pintura industrial. J. 25 µm película seca Fontes (conforme citação em [13]): Prof. A. 75 µm película seca ---1 demão de Óxido de Ferro Epóxi. 35 µm película seca 2 demãos de Epóxi Alta Espessura. 35 µm 1 demão de Zinco Etil película seca Silicato. 35 µm película seca ---SEMINOBRE Sa2½ NOBRE Sa2½ TRATAMENTO 2 demãos de Óxido de Ferro Epóxi. • O custo das tintas representa 20 a 40% do custo inicial de uma pintura e constitui-se no somatório dos custos das tintas referentes a cada demão aplicada. relacionada com o custo e despesas de manutenção. considerada uma vida útil de 25 anos é de 2 a 3 vezes menor (CORRÊA.Aços zincados por imersão a quente versus aços pintados com tintas líquidas Na escolha de qualquer revestimento deve ser levado em conta sua vida útil.6 . etc. FERREIRA. 109 . Estudos comparativos dos custos entre ambos mostram que o custo da zincagem sobre a pintura. Apesar de poderem ter um custo de aplicação maior. escova. D. 120 µm película seca 2 demãos de tinta Alquídica Brilhante.2. amortização de equipamentos e outros). sem necessidade de serviços de manutenção frequentes. – Corrosão e Tratamento Superficiais dos Metais. conforme citação na bibliografia [13]).2.Execução de Estruturas Metálicas Custo da limpeza mecânica (custo de energia. podem ser mais vantajosos para aplicação em estruturas que exigem uma longa vida. mão de obra. Horst Reiche Graus de Limpeza: St3 → limpeza mecânica (lixa.).5 . abrasivos. Sa2 → jacto abrasivo comercial. A. Sa2½ → jacto abrasivo ao metal (acabamento quase branco – superfície brilhante afagada).

L.5 2a4 7 a 10 Fonte (conforme citação em [13]): NUNES.5 1a2 4a7 1.5 a 2.Durabilidade do revestimento de tinta dos aços pintados Na tabela 26 apresentam-se exemplos comparativos entre esquemas de pintura em aço (não galvanizado) em diferentes ambientes corrosivos.Durabilidade do revestimento zincado A tabela 27 integra o estudo do Mapa de Corrosão Ibero-americana.4 17 Fonte (conforme citação em [13]): MICAT – Mapa Iberoamericano de Corrosividad Atmosférica – Programa CYTED (valores aproximados) A.dia) Taxa de corrosão do aço nu (µm/ano) Taxa de corrosão do aço galvanizado (µm/ano) Durabilidade para camada de 90µm do aço galvanizado (ano) 26 86 5 (baixa) 2 (baixa) 27 1.8 .2. Média (%) Taxa de SO2 (mg/m2. Tabela 26 – Exemplos comparativos entre esquemas de pintura em aço [13] TIPO DE ATMOSFERA ESQUEMA DE PINTURA Retoques CONVENCIONAL SEMINOBRE NOBRE 4a6 5a7 4a6 RURAL INDUSTRIAL MARINHA Repintura Repintura Repintura Repintura Total Retoques Repintura Total Retoques Repintura Total Parcial Parcial Parcial 6a8 7 a 10 8 a 12 8 a 10 10 a 12 12 a 16 2a4 3a6 5a7 4a7 6a8 7 a 10 7 a 10 8 a 12 10 a 15 0.dia) Taxa de Cloretos (mg/m2.2 78 INDUSTRIAL (COSIPA – CUBATÃO/SP) 23 75 54 (alta) 14 (baixa) 160 1. aplicação adequada e ausência de danos mecânicos.R.Pintura Industrial Tabela 27 – Exemplos comparativos em ambientes diferenciados [13] TIPO DE ATMOSFERA PARÂMETRO RURAL (BELÉM/PA) Temp.3 a 0. considerando-se tintas de boa qualidade.7 .8 0. coordenados pelo Centro de Pesquisa de Energia Eléctrica (CEPEL) e Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) em conjunto com 110 .Execução de Estruturas Metálicas A. destacando-se que os valores constantes da tabela estão expressos em anos e são baseados em dados práticos.5 a 1 2a4 0.8 a 1. P: . Média (˚C) U.3 69 MARINHA (FORTALEZA/CE) 26 75 5 (baixa) 300 (muito alta) 118 5.2.

10 . no industrial de uma cidade com forte indústria química e no de ambiente marinho uma cidade costeira do Atlântico Sul com intensa maresia. realizados pelo IPT. Figura 36 – Recomendação sobre a utilização de galvanização e pintura [15] 111 .7 vezes a soma das expectativas de vida útil separadas (efeito sinérgico). No exemplo de ambiente rural temos uma cidade do interior do Amazonas. com duração de 12 anos nas atmosferas rural e industrial e de 17 anos na atmosfera urbana. conforme critérios recomendados pelas Normas ISO 9223 e 9224 demonstram que a taxa de corrosão do aço zincado decresce ligeiramente com o tempo.Comparação entre as diferentes atmosferas Ensaios de exposição de painéis de aço zincado.2.Execução de Estruturas Metálicas os demais países latino-americanos e da península ibérica.Aços zincados por imersão a quente pintados com tintas líquidas (Sistema Duplex) Uma boa pintura pode prolongar a vida útil dos produtos zincados de 1. A.5 a 2. além de proporcionar posteriormente manutenções fáceis e baratas (ver figura 36). tendendo a uma estabilidade. A.9 .2. Sua validade é nítida para atender a requisitos especiais de resistência à corrosão ou aparência).

De frisar que a preparação dos desenhos e especificação das dimensões necessárias ao fabrico das peças metálicas deverá ser acompanhada pela Fiscalização. devendo merecer aprovação prévia à sua execução. O exemplo encerra 4 partes: Fabrico. Transporte. respectivamente a viga de cobertura e o seu pilar de suporte. Manutenção (esta última meramente informativa e não pertencente à execução). De igual modo todo o processo de transporte e montagem severa ser acompanhado e assistido pela Fiscalização. Montagem. utilizando-se a execução de um pórtico de uma nave industrial. 112 .Execução de Estruturas Metálicas Anexo 3 – Caso de estudo Este anexo materializa um caso prático que pretende recriar uma situação real que concretize os conceitos teóricos atrás expostos no texto. A tarefa é proceder à execução do conjunto de peças cujos desenhos estão na figura 37 e 38.

Execução de Estruturas Metálicas Figura 37 – Viga-exemplo de cobertura do pórtico industrial a duas águas. 113 .

Execução de Estruturas Metálicas Figura 38 – Pilar-exemplo de pórtico industrial a duas águas. 114 .

ou aluguer.1 – Geral Neste caso prático será adoptado. bem ainda como de acordo com a normalização e legislação em vigor. passa por uma série de fases que se encadeiam de forma lógica e relativamente dependentes entre si. seu planeamento e execução. ou produção da estrutura. O aço escolhido. FABRICO . na maior parte das vezes. dado possuir elevada relação preço/qualidade. Este aço será adoptado quer para perfis como para chapas (em geral. “Capítulo 2 – Caderno de Encargos” e ”Capítulo 3 – Execução”. Quantificar o tipo e quantidade de mão-de-obra a utilizar e o tempo que cada vai ficar hipotecada aos trabalhos a realizar (a medição do tempo por mão-de-obra permite saber a ocupação de equipamentos). aço estrutural do tipo S355JR (EN 10025-2). tendo em vista os equipamentos e ferramentas a utilizar. sem que verifiquem atrasos e/ou situações de desconformidade qualitativa. de equipamentos e ferramentas).3.Fase 1 . Ir-se-á apresentar as diversas fases do processo de fabrico na sequência mais racional e usual. • Quantificar os materiais a adquirir e efectuar consultas de compra (eventualmente também equacionar compra. pelas razões atrás apontadas. não é possível dissociar uma fase da sua antecedente e precedente. devendo surgir a sua identificação nas Peças Desenhadas e Medições. será o S355JR para perfis e chapas. em geral. Estabelecer o processo de fabrico. é um aspecto decisivo no que concerne a: • • • • Estudar o Projecto no seu conjunto de Peças Escritas e Desenhadas. pelo Caderno de Encargos e pelo conteúdo de todos os capítulos atrás patenteados.3. respectivamente e de forma genérica.2 .Fabrico/Produção da estrutura A selecção da natureza e qualidade dos materiais e o processo de fabrico terão de estar conforme o prescrito no texto deste trabalho. incluindo de topo. de reforço e de ancoragem). Todas as fases decorrerão em respeito pelo Projecto.Estudo do projecto e planeamento preliminar (encomenda e preparação dos trabalhos oficinais) A preparação da obra. 115 . O fabrico. Quer isto dizer que.Execução de Estruturas Metálicas A. A. Visitar o local da obra inteirando-se das suas características e condicionantes.

Existe já software específico para modelação e preparação de estruturas metálicas. separando-se a recepção da peça metálica. Será prevista a recepção seriada do material.Execução de Estruturas Metálicas • • Consultar subempreiteiros das especialidades a entregar no exterior (se for o caso). 116 . separar uma amostra para que depois seja ensaiada. por base os desenhos e especificações do projecto de execução da estrutura. de modo a que se verifique se os critérios de aceitação estão a ser cumpridos. Será recomendada a marcação do material logo na altura da sua recepção em oficina. quinagem. bem assim como a recepção dos materiais para soldadura e pinturas. a seguinte (contudo. anilhas e porcas. se necessário. tubos). de acordo com o Plano de Fabrico. o que permite minimizar erros de preparação. parafusos e demais acessórios necessários à produção das peças. FABRICO . perfis. se fizerem parte da empreitada adjudicada. Estas operações têm.Fase 3 . No final desta etapa de produção de desenhos de execução e acerto de medições (com verificação de erros e/ou omissões nas medições oficiais do Dono-de-Obra). chapas. dobragem. da dos parafusos.Recepção dos materiais A triagem e armazenamento do material a aprovisionar em fábrica será realizada de acordo com a sequência e tipo de operações em que estes vão ser aplicados. em geral. dá-se a preparação da encomenda dos perfis. Operações de furação (chapas e perfis). etc). Elaborar os cronogramas de tarefas tendo em vista o cumprimento do prazo de execução. bem como possibilitam uma visualização tridimensional da estrutura. no sentido de ficar claro qual a obra a que se destina. Em todos os casos temos de aplicar a mesma sequência de critérios a seguir.Fase 2 . Também aqui se podem pedir preços para a parte de movimentos de terras e fundações de betão armado. automática ou manual. Operações de conformação (calandragem. Neste caso os desenhos de fabrico podem ser gerados automaticamente pelo software referido.Preparação das componentes individuais (sub-elementos das peças estruturais) O início das operações de fabrico pode ter lugar após a chegada dos materiais. sendo. dado incluírem sistemas automáticos de detecção de erros. como é óbvio. FABRICO . poderão aqui existir situações em que é mais rentável trocar a sequência que se apresenta): • • • Operações de corte (chapas.

Operações de furação → processo executado por equipamento automático de broca. Operações de calandragem → processo executado com uma calandra. Caso as cotas 117 . treliças. podem já ocorrer. os acertos numa montagem global da estrutura. Na fase final destas operações são retiradas as imperfeições e restos de material provenientes do corte e furação. Operação de furação → processo executado no centro de furacão e maquinagem. que se dão os grandes trabalhos de soldadura. Por exemplo. etc.Fase 4 . com vista a um mais fácil acerto entre peças as unir (maior coincidência entre os diversos furos). colocando-as na posição de projecto e fixando-as com pré-soldadura por pontos (“pingagem” da peça). este varia em função dos recursos de cada empresa.Execução de Estruturas Metálicas • Operações de soldadura (chapas e perfis). O mesmo pode suceder com certo tipo de operações de furação. após a verificação da geometria global da estrutura em pré-montagem. à que chamar à atenção que as operações de soldadura a decorrer nesta fase. pilares compostos. Contudo. sendo comum: • Perfis e tubos: Operações de corte → processo executado com serrote automático (em geral de fita). Como se referiu. FABRICO . Também sub-peças de difícil acesso após a assemblagem de peças principais devem agora ser soldadas.Assemblagem prévia das componentes individuais e verificação topológica (pré-montagem sectorial da estrutura) Nesta altura estamos em condições de posicionar as peças soltas já preparadas. com significado. situações existem em que torna mais recomendável alterar este faseamento. utilizando torno de esmeril ou rebarbadora. Como será óbvio pequenas soldaduras que não influenciem. Este posicionamento relativo dos diferentes elementos para formar as peças principais (vigas de cobertura. de pequena monta. Em termos de equipamento a utilizar para o diverso tipo de peças. optimizando o tempo de execução.) é seguido de uma verificação de cotas. proceder primeiro à soldadura e só depois à furação. • Chapas de ligação: Operação de corte → processo executado com uma máquina de oxi-corte. na sua maioria. através de brocas. pois será em fase seguinte. são.

de soldadura efectiva e definitiva. sendo feito um rastreio aleatório de inspecção a uma parte delas. incluindo a obra a que se destina. poderíamos optar por um esquema mais económico e muito usado em termos nacionais: 118 . Este plano é proposto pelo Empreiteiro à Fiscalização que deverá consultar o Projectista. num dos seus topos. neste caso. Esta operação decorre de acordo com o vertido anteriormente nos subcapítulos 2. a soldadura definitiva das diversas componentes entre si. FABRICO . de acordo com o Caderno de Encargos com um nível SA 2½.4 e 3. Não deverá ser dado o trabalho por pronto enquanto não se proceder à verificação de todas as soldaduras executadas. o passo seguinte consiste introduzir as peças na câmara de decapagem para lhes conferir o grau de decapagem necessário. já com todos os componentes colocados na sua disposição final. bem como dotar a superfície de um nível de rugosidade indicado para posteriormente serem aplicada a protecção. com recurso a ensaios não destrutivos. então. passa-se à fase de seguinte. Neste caso de exemplo a escolha de protecção recairia numa metalização seguida de uma pintura em resina epoxy.Execução de Estruturas Metálicas estejam de acordo com o desenho de fabrico.Fase 5 .Soldadura definitiva de peças estruturais Realiza-se. com um menor custo de protecção anti-corrosiva. eventualmente. de acordo com o especificado no Caderno de Encargos. O elemento estrutural é movimentado. previamente ao início do processo de fabricação da estrutura.10 deste trabalho. Deste modo. Por regra dá-se neste passo a marcação indelével da peça marcando-a por punção. uma protecção também anti-fogo. utilizando os processos correntes (MIG/MAG). com o número da componente a que corresponde no desenho de execução. pelo Dono-de-Obra. para a zona de soldadura. FABRICO . nesta fase. conferindo uma protecção máxima.Saneamento da soldadura definitiva e protecção superficial Encontrando-se as peças já produzidas efectua-se a limpeza das mesmas e procede-se à sua protecção anti-corrosiva e.Fase 6 . de acordo com o Plano de Inspecção e Ensaios. em número convencionado. Esta operação permite remover da superfície toda a camada oxidada e outras sujidades. As soldaduras são inspeccionadas visualmente. Na eventualidade de ser pretendida. anti-fogo.

FABRICO .Preparação das peças estruturais e material para expedição A última fase corresponde à preparação das peças estruturais e do material para expedição para o local da obra. com 260µm seco ou 375µm húmido. Podemos considerar que a peça está optimizada e o peso em kg da perda não pode ser contabilizado. Uma demão de acabamento acrílico com 50µm seco ou 100µm húmido. tanto em termos de perfis como de chapas.Optimização de componentes e contabilização de desperdícios de fabrico Vai-se efectuar um estudo de optimização das componentes de fabrico de estruturas.Execução de Estruturas Metálicas Aplicação de um primário rico em zinco com 50µm seco ou 100µm húmido. contudo esta dimensão inclui as chapas de topo.78 0. etc.Custo unitário do material (€/kg) Material Perfil laminado a quente do tipo HEA600 (178kg) Cantoneira laminadas a quente Chapas laminadas a quente Custo Unitário (€/Kg) 0. Conforme Caderno de Encargos. como o embalamento identificado de acessórios (como parafusos. Tabela 28 – Caso de Estudo .75 0. FABRICO . pelo que o desperdício para um perfil HEA600 de 12000 será perfeitamente desprezível: 12038mm-2×30mm = 11978mm → 12000-11978mm = 22mm. sendo certo que um mesmo perfil pode proporcionar dois reforços (corte simétrico. bem como de realiza inspecção visual para a detecção de defeitos de pintura. porcas e anilhas).Fase 7 . apenas o trabalho de corte é mensurável. Uma demão de tinta intumescente (protecção ao fogo). incrustações e sujidades. nomeadamente escorridos. no final das aplicações das camadas acima identificadas são efectuadas verificações da espessura de cobertura das mesmas (com equipamento apropriado). tendo em contas as dimensões comerciais que o mercado impõe. Isto compreende não só a colocação das peças estruturais na ordem de montagem. Ainda no que trata à viga de cobertura. esta tem um reforço nos apoios por corte de um outro perfil HEA600. bolhas de ar. conforme 119 . Para as componentes necessárias temos o preço por unidade de peso na tabela 28.80 Perfis laminados A viga de cobertura tem um total de 12038mm. com 30mmm ambas.

satisfazendo o fabrico de 3 pórticos. em troços de 120mm. Figura 39 – Um mesmo perfil proporciona dois reforços por corte simétrico do mesmo Conclui-se que a peça está optimizada para um perfil de 16000mm.6kg → ±154€ por pórtico (2 reforços) e 77€ por reforço. em pares. sendo que o custo de desperdiço será. O comprimento do reforço é de 4845mm. sendo a sobra deste pórtico 1507mm. num 2. No caso do pilar em que apoia a viga de cobertura. pois se houvesse curvatura.Execução de Estruturas Metálicas esquema da figura 29). A ser o caso o desperdício de perfil para pilar seria: 1507mm .º pórtico poder-se-ia usar o desperdício para soldar a um perfil HEA600 de 9000mm. Poderíamos. com 40mmm a de base e 20mm a de coroamento de pilar. De notar que os perfis são rectos. contudo esta dimensão inclui as chapas de topo. dado que: 9000mm+1493mm = 10493mm (comprimento do pilar). este tem um total de 10553mm. não mensurável. então.1493mm = 14mm. pelo que o desperdício para um perfil HEA600 de 12000 será: 10553-40mm-20mm = 10493mm → 12000104938mm = 1507mm. Atendendo ao preço da soldadura (mão-de-obra e outros custos incluídos) seria uma possibilidade a considerar. 120 . ou seja. A decisão de utilizar este desperdício passa por a soldadura ser mais económica do que a diferença entre um perfil de 9000m para 12000mm (3m x 178kg/m = 534kg. bem como o Caderno de Encargos o permitir. Dado que este valor de comprimento é divisível por 3000mm. como o corte sucessivo de reforços se faz com a mesma inclinação a serão dispensados 3 cortes (de remate em cada peça) face ao que se teria de contabilizar para perfis de 6000mm (a figura 39 também mostra esse efeito). pelo que esta excepcional optimização não seria viável. para permitir a fixação dos perfis na calandra e realizar o raio de curvatura na zona pretendida. dado que. agora de 16000mm-3×4845mm = 1465mm → 260. com 100mm. optar antes por um perfil de 16000m. que a cerca de 750€ a tonelada. Mais. pelo que o desperdício para um perfil HEA600 de 6000 será: 6000mm-4845mm = 1155mm → 205. se assim entendermos. corresponde a cerca de 400€). Também poderemos considerar que a peça está optimizada. seria necessário um comprimento extra de perfil. Por último refira-se a existência de cantoneira de abas iguais. aparafusadas nos banzos do pilar.8kg → ±196€ por 3 pórticos (6 reforços) e ±32€ por reforço (um custo bastante menos significativo e menos de metade do anterior). muito embora surja uma soldadura a encarar. temos 25 componentes certas para um perfil dessa dimensão e desperdício nulo. que daria 3 peças duplas e apenas um desperdício 1465mm. com operação de calandragem.

Figura 40 – Caso de Estudo – Proposta de corte de chapas 300mm×600mm e 300mm×1095mm (assinalas com uma cruz “X” as partes em desperdício) 121 . verificando que no caso da chapa de 300m×600mm o remate é perfeito no final da peça 6000m×2000mm). com 8mm de espessura. conforme figura 38). 30 e 40 mm (a chapa de 15mm surge entre os banzos do pilar – com dois tipo de geometria. 15. Uma vez que não sabemos a dimensão do afastamento entre pórticos e existe alguma liberdade na encomenda de peças este tipo.Execução de Estruturas Metálicas Perfis enformados a frio As madres de cobertura são perfis enformados a frio. temos a seguinte proposta de corte de chapa da figura 40 (por simplicidade limita-se ao caso da viga. conforme corte e nos reforços da ligação de base de pilar. vamos considerar desperdício nulo. Desperdícios de chapa Para este pórtico temos 4 espessuras diferentes de chapa. Sendo as chapas adquiridas com 2000mm×6000mm. 20. e sendo as dimensões das diversas chapas constantes no quadro 29.

Contudo. De realçar que para ter em conta ligações. FABRICO . considerou-se uma distância mínima entre elementos ou entre os elementos e os bordos da chapa de 10 mm nas chapas com 15 mm de espessura e de 15 mm para as de dimensão superior a 15mm de espessura. ponderando os seguintes aspectos pormenorizados.8 9. reforços e outros acessórios. Verifica-se que existe um desperdício de 3. 122 . o que corresponde a ±773kg.18 0. que variam conforme o tipo de perfil e sua altura) – ver exemplo na tabela 32 que incide sobre as vigas de cobertura de um pórtico. o desperdício no corte poderia ser inferior. ao peso dos perfis costuma-se agravar em 10 a 15% (em obras correntes de estruturas de edifícios). entre outros: • Preço do perfil necessário incluindo o desperdício (tem-se que comprar com base nas dimensões das peças de mercado. • Corte. Obviamente que esta medição e orçamento apenas satisfaz o ponto de vista do Dono-de-Obra. em geral).Medições e Orçamento Para efeitos de uma estimativa orçamental do custo do pórtico vamos limitar-nos a uma avaliação de mercado (tabela 31). e por questões do processo de corte usado para chapas (oxi-corte. ou seja. ±620€. • Quantidade de chapas necessárias incluindo o desperdício (tem-se que comprar com base nas dimensões das peças de mercado.apenas corresponde a menos de 35€.345 Para o aproveitamento. como a jacto de água.designação De topo na ligação viga-viga do perfil laminado a quente do tipo HEA600 (300mm × 600mm) De topo na ligação viga-pilar do perfil laminado a quente do tipo HEA600 (300mm × 1095mm) Área utilizada Área total Desperdício Área do elemento (m2) 0. que variam conforme a espessura da chapa) – ver exemplo na tabela 33 que incide sobre as chapas de topo 300mm×600mm das vigas de cobertura de um pórtico. sendo certo que o valor real de execução que o Empreiteiro fornece é resultado de um estudo muito mais exaustivo e detalhado em todos os passos do processo (materiais + fabrico + transporte + montagem).Execução de Estruturas Metálicas Tabela 29 – Caso de Estudo – aproveitamento de chapa (30mm) para vigas de cobertura Chapa . por cada cobertura de pórtico produzida – duas vigas a 2×2 chapas de topo . baseada no preço global por kg (preços de concurso a Obra Pública) de obra pronta (tipo chave na mão).655 24 3.855 20. Com outros tipos de corte.345 m2.3285 Quantidade (un) 60 30 Área total (m2) 10.

Caso de Estudo – estimativa orçamental do pórtico (montagem incluída) 123 . de forma separada. como: horas/m2/demão). por exemplo. Outros custos directos e indirectos. mas pode variar. unitariamente (a que multiplicará as quantidades): • • Custo do material. m2. o rendimento prático na aplicação da tinta durante as operações de pintura é inferior a 50%). a tinta de protecção anti-corrosiva e a de protecção ao fogo. sendo o caso – note-se que também aqui há desperdícios.Execução de Estruturas Metálicas • • • Furação. • • Transporte (adiante faz-se uma abordagem mais cuidada e completa. m3. Montagem (adiante faz-se uma abordagem mais cuidada e completa.). Decapagem. hora. • • Subcontratação. para este exemplo). Em todos os casos deverá ser de diferenciar. Custo de mão-de-obra (atendendo ao rendimento por unidade de tempo. Metalização e/ou pintura (incluindo. que pode ser por diveros tipo de unidade: m. para este exemplo). Tabela 31 . etc. • Custo de equipamento (também aqui atendendo ao rendimento.

Se considera-mos o custo unitário do transporte de 50€ (franquia da viatura) a que soma 1.75 Necessário (mm) 2×11978 Total (mm) 2×12000 Desperdício (mm) 2×22 Massa Kg/m 178 Material Total (Kg) 4272 Custo Total (€) 3204 Tabela 33 . (ii) deslocação. Quantidade de viagens (sobretudo em caso do transporte ser fretado fora o custo diminui em função do número de percursos).3.80 Necessário (m2) 2×0.dois pilares e duas vigas).Fase 1 . 124 .194 Desperdício (m2) 0. • Necessidade de balizagem e/ou policiamento. determinado em função de: • • • Distância a percorrer (entre a instalação industrial e a obra).8 A.014 Massa (Kg/m2) Total (Kg) Custo total (€) e = 30mm 231 44.Transporte).814 35. Sendo assim.15€/km (preço médio no 2.Preparação e carga Que inclui os cuidados de acomodação para que não surjam empenos nas peças). ficando para este ponto a quantificação dos seus custos. TRANSPORTE . (iii) descarga e armazenamento. o local de fabrico em Barcelos e o local da obra e no Porto. podendo obrigar a ajudadas de custo complementares – estadia do condutor e estacionamento da viatura).18 Total de chapa (m2) 2×0.Caso de Estudo – custo dos perfis laminados para as vigas de cobertura Perfis HEA600 Custo Unitário (€/Kg) 0. o que comercialmente totaliza 10 toneladas (para selecção da viatura). a distância em causa é de 50Km (só é contabilizada a distância entre locais).Execução de Estruturas Metálicas Tabela 32 .3 – Transporte da Estrutura Os cuidados e regras de transporte já foram expostos anteriormente (Capítulo 4 . o custo da deslocação será de cerca 100€. Recordar que esta etapa de transporte é constituída por 3 fases: (i) preparação da carga. Tipo de viatura e capacidade (em toneladas). • Tempo de imobilização em carga e descarga (as paragens de tempo em carga e descarga podem onerar o transporte. com uma carga aproximada de 9500 Kg (que corresponde a um pórtico .Caso de Estudo – custo das chapas de ligação das vigas de cobertura Chapa Custo Unitário (€/Kg) 0.º semestre de 2007).

bem como estruturas autoportantes ou auto-lançáveis (iii).Fase 3 – Descarga e recepção Com armazenamento cuidado e de acordo com o Plano de Montagem. são usados desde empilhadores (menos eficaz e mais perigoso. pelo que essa parte será agora abordada. como as clássicas gruas ou guindastes de lança móvel. mas no caso das vigas de cobertura a opção é a montagem simultânea (colocação nos pilares). genericamente.4 . no caso (iv) podem usar-se gruas móveis e andaimes. passadiços pedonais.Fase 2 – Deslocação Que deverá seguir um percurso harmonioso – em traçado e estado do piso . pois. que estas 3 fase de transporte tem de decorrer para que se evite qualquer percussão nas peças. De facto estas vigas estão preparadas para este esforço. porém. o mais comum. sendo acompanhada pelo cesto elevatório onde se encontram os oficiais de serralharia (montadores/soldadores) para proceder às uniões dos elementos estruturais. que proporcione corrosões pontuais. Deste modo: Evita-se uma ligação em altura.Execução de Estruturas Metálicas TRANSPORTE . facilitando a mesma. (iii) pontes rodo ou ferroviárias.3. antenas. excepto os do tipo empilhador telescópio – pequenas gruas hidráulicas de barco telescópico) até gruas móveis de maior ou menor porte (situação mais corrente e a ideal). (iv) estruturas especiais. TRANSPORTE . entre outros. os extremos da cobertura serão os seus apoios definitivos nos pilares. No caso (ii) e (iii) não diferem dos habituais. no caso (i). ainda. depois de aparafusadas na cumeeira ainda no solo.Montagem da Estrutura O processo de montagem tem de estar conforme o preceituado no corpo deste trabalho (Capítulo 5 – Montagem). como reservatórios. Em termos de equipamentos. De salientar que os pilares serão elevados e alinhados verticalmente de forma individual. que evite vibrações que possam mover a carga ou propiciar fricções entre esta. Sendo o nosso exemplo um pórtico de um edifício industrial/armazém/grande superfície comercial iremos recorrer a uma grua móvel (28 toneladas) e a um cesto elevatório. na realidade. (ii) edifícios urbanos. sendo certo que também depende do tipo de estruturas: (i) edifícios industriais. etc.e ser efectuada com uma responsável condução. Existem diversos tipos de equipamentos mecânicos que são adequados à montagem de estruturas metálicas. 125 . A grua vai ter a função de descarregar a peça do camião e de a elevar no local exacto onde ela vai ser fixa. A. nada foi adiantado. De alertar.

posicionados e fixados. 126 . A não ser o caso a própria equipa de montagem retira directamente dos camiões e coloca junto ao local de implantação.Fase 3 – Elevação e fixação provisória dos pilares nos chumbadouros São erguidos os pilares.Fase 4 – Elevação e fixação provisória das vigas nos pilares Nesta fase erguem-se as vigas. tendo o betão o endurecimento e a resistência apropriada). já o colocou as peças na zona onde vão ser montadas. pela zona das extremidades. Como inconveniente surge a circunstância de as tolerâncias dimensionais serem mais estreitas. uma vez que a ligação viga-viga já se encontra terminada. nos chumbadouros. MONTAGEM . figura 41) procede-se às necessárias ligações.Fase 2 – Montagem das componentes que são erguidas em blocos Na circunstância de serem elevadas partes já previamente montadas (as duas vigas unidas na cumeeira. MONTAGEM . Dispensa-se escoramento provisório ou a necessidade de outra grua. São colocados os parafusos e dados apertos até 75% do momento final (figura 43). com apertos provisórios. existe menos margem de acertos por aperto final iterativo entre todas as ligações.Execução de Estruturas Metálicas Torna-se mais simples o trabalho da grua. conforme figura 42 (a betonagem já teve lugar atempadamente. mas com um cabo finco na cumeeira para evitar oscilações.Montagem das componentes que são erguidas em blocos (vigas de cobertura com união prévia no solo) MONTAGEM . mas deste modo pode-se efectuar uma primeira apreciação de compatibilidade das ligações entre as vigas e os pilares ainda no solo.Fase 1 – Colocação das peças junto ao local de implantação (com ou sem descarga directa dos camiões) Admite-se que o transporte da fábrica até ao local da obra foi feito anteriormente ou que outra equipa. Esta fase poderia ser executada depois dos pilares erguidos. no nosso caso de exemplo. Figura 41 – Caso de Estudo – Fase 2 . com a grua móvel. MONTAGEM . ainda que no mesmo dia. já unidas entre si.

Fase 6 – Verificação final das ligações e remates de pintura Nesta fase. enquanto outro o segue para realizar os últimos retoques de pintura na estrutura. MONTAGEM . dispensáveis quaisquer apoios exteriores a si. sendo que esta se encontrava apoiada em porcas de nivelamento.Caso de Estudo – Meios humanos para montagem do pórtico Descrição Encarregado geral Montadores/soldadores Total Número de elementos 1 6 Custo unitário (€/dia) 200 150 Custo total (€/dia) 200 900 1100 127 . que permanecem embebidas nesta argamassa espacial. Simultaneamente vão-se apertando as ligações até se atingir os 100% de momento. efectuando a verificação final aos momentos de aperto).Fase 5 – Verificação de cotas com apertos iterativos até ao momento final Com a estrutura montada verificam-se as cotas.Elevação e fixação provisória dos pilares nos chumbadouros Fundação (pegão) MONTAGEM . um serralheiro irá proceder à verificação de todas as ligações (incluindo as pré-esforçadas. Figura 42 – Caso de Estudo – Fase 3 . procedendo-se a acertos se necessário. Em caso do pórtico se encontrar tornando-se Chumbadouros (previamente colocados por negativo de chapa de base de pilar) Pilar HEA600 Fase 3 devidamente estabilizado. procede-se à remoção dos elementos de estabilização provisórios (escoramentos e/ou tirantes). De notar nesta e em todas as fases anteriores a cesta elevatória albergada os oficiais serralheiros nas orações de colocação de componentes e aparafusassem.Fase 6 – Injecção de argamassa de assentamento e calço de base de pilar Procede-se à injecção de argamassa de assentamento para calçamento da chapa de base de pilar. Tabela 34 .Execução de Estruturas Metálicas MONTAGEM .

de que o edifício não é somente constituído pela fase de produção. as actividades 128 . Enquanto a fase de produção engloba. sendo o trabalho realizado num dia útil. de modo geral. A abordagem à manutenção dos edifícios evidenciou a necessidade da consciencialização.3. pelo que o custo de montagem de um pórtico com 9210 kg é de 1550€.Caso de Estudo – Meios mecânicos para montagem do pórtico Descrição Grua móvel Cesto elevatório Total Número de elementos 1 1 Custo unitário (€/dia) 350 100 Custo total (€/dia) 350 100 450 Como é óbvio no custo da montagem tem de se contabilizar os meios humanos e os meios mecânicos. principalmente. Pilar HEA600 Chumbadouros (previamente colocados por negativo de chapa de base de pilar) Fundação (pegão) Figura 43 – Caso de Estudo – Fase 4 . pela fase de uso.5 – Inspecção e Manutenção (exploração) Introduz-se aqui este subcapítulo de forma extremamente breve e meramente informativa. por parte de projectistas e construtores.Execução de Estruturas Metálicas Tabela 34 . mas.Elevação e fixação provisória das vigas nos pilares A.

logo desde a fase de projecto. Manutenção periódica e programada Quanto mais eficientes forem as manutenções periódicas e programadas menores serão as proporções de recursos empenhados em processos correctivos. uso indevido. projecto e execução.Execução de Estruturas Metálicas técnicas de planeamento. como danos das superfícies de fachadas e pinturas. além de cuidadosamente desenvolver planos de contingência para o enfrentar de situações de emergências. etc. a fase de uso engloba as actividades de operação e manutenção. Estes deverão decidir pelos tratamentos e protecções estruturais mais indicados. deve ser dada uma atenção especial à alteração da cor ou desgaste do revestimento de acabamento. prever recursos adequados para atendimento destes serviços. Nos dias de hoje temos muitos tratamentos e revestimentos metálicos possíveis a aplicar nas estruturas metálicas. que dependendo um pouco das 129 . Na verdade. Os custos de manutenção dividem-se em fixos e periódicos. Estes factores representam um comportamento anormal da estrutura e deverão ser corrigidos. Para combater esta corrosão deve-se. de forma a reduzir ao máximo possíveis pontos de corrosão. se a atitude é a de corrigir o conceito não chega a ser o de manutenção. de modo a ser tomado em consideração pelos projectistas. Uma das mais frequentes manutenções que se faz é devido à degradação precoce das estruturas ou dos elementos de protecção. consoante o meio ao qual irão estar sujeitas as peças estruturais. Também se deve ter em consideração as boas práticas de execução dos elementos. fissuras e deformação excessiva dos elementos. devendo ser a primeira regra a ser eliminada. acidente. aqueles relacionados com componentes cujo desgaste é lento. alteração do uso. uma degradação precoce da estrutura ou materiais. Durante a inspecção. de forma a prevenir cenários como os da corrosão. ter em mente a presença deste tipo de problema. Estes podem ainda ser reduzidos ou minimizados através de vistorias e inspecções constantes. Os custos chamados fixos são aqueles relacionados com os componentes e equipamentos da edificação cuja frequência de serviços de manutenção é alta – mensal por exemplo (Contratos de Manutenção) – e periódicos. O planeamento deve. Claro. Manutenção excepcional Este é o conceito “consertar quando parte”. Este tipo de reparação é usado quando acontece algo que não era esperado. devido ao efeito da corrosão. portanto. que permitam perceber a aproximação de uma situação de emergência antes que ela se instale.

em função do seu grau de danificação ou deterioração. fichas de trabalho ou esquemas de montagem. rebites ou processos simples de soldadura e efectuando. tolerâncias. utilizando ferramentas adequadas e recorrendo. se necessário. 2. ajustamentos.Execução de Estruturas Metálicas condições financeiras de cada um. respeitando as suas dimensões. materiais e outras especificações técnicas. 3. Desmontar ou cortar os elementos a reparar ou a substituir. pode-se optar pelo método mais adequado. a equipamentos de elevação e transporte: 1. Reparações Devem-se reparar estruturas metálicas danificadas ou deterioradas. de acordo com desenhos. utilizando parafusos. sempre que necessário. Reparar ou substituir os elementos desmontados ou cortados. Montar os elementos na estrutura metálica. 130 . e das necessidades que o meio requer. formas.

Tecnologias e medidas de prevenção aplicadas à operação de decapagem [11] A decapagem efectuada tem como finalidade preparar os componentes metálicos e a superfície para a pintura. constituindo volumes por vezes elevados e com características bastante agressivas. uma decapagem a seco apresenta vantagens em relação a uma decapagem em meio aquoso. em termos ambientais. fazendo com que nem todas as operações de decapagem química possam ser substituídas por processos mecânicos. tubagens e tanques. podendo as poeiras produzidas ser aspiradas através de um sistema adequado e facilmente recuperadas para serem eliminadas com reutilização da granalha. Na decapagem por via húmida. É necessário ter em conta no entanto que o tratamento mecânico pode criar descontinuidades na superfície das peças. Substituição de uma decapagem em meio aquoso por uma decapagem a seco com granalha Regra geral. mas principalmente pela possibilidade de reutilização. do que o consumo de granalha mais barata. uma vez que se trata de operações em que se utilizam ácidos ou bases fortes. A escolha do tipo de granalha. passando pela substituição do abrasivo utilizado por abrasivos com maiores possibilidades de reutilização.Execução de Estruturas Metálicas Anexo 4 . tem vindo a ser substituída por outro tipo de abrasivo . sendo uma das maiores geradoras de resíduos. apresenta-se alguns tipos de granalha possíveis de serem utilizados no sector. deve passar não só pelo seu custo. uma vez que os resíduos retirados das superfícies metálicas se encontram na fase sólida. tornando o processo mais económico ao longo do tempo. As tecnologias e medidas aplicadas à decapagem. apesar de existirem algumas decapagens químicas. mas com possibilidade de reutilização sistemática. nomeadamente na preparação e tratamento de componentes. consumir um tipo de granalha inicialmente mais cara. a areia era o abrasivo utilizado na decapagem. mas que só pode ser utilizada uma vez. De seguida. Por vezes é economicamente mais viável. diminuindo-se assim o volume de resíduo gerado e os custos inerentes à sua deposição. mas devido aos problemas ambientais e de saúde dos trabalhadores. 131 . tem como objectivo principal diminuir o volume de resíduos. os resíduos líquidos encontram-se mais dispersos e diluídos.a granalha. As maiorias das decapagens são físicas. Substituição da areia utilizada na decapagem por outros abrasivos de menor impacto ambiental Tradicionalmente.

Granalha de aço A granalha de aço é um abrasivo muito eficiente na preparação estrutural de chapa metálica. diminui-se o volume de resíduos e consequentemente o custo de deposição. 132 . Este processo utiliza partículas angulares de plástico. antes de se tornar pequena demais para remover eficientemente a tinta. No entanto. No entanto ao fim de algum tempo esse investimento é recuperado. retirar a maioria dos finos. A recuperação da granalha pode ser efectuada por simples crivagem ou utilizando tecnologias mais avançadas como a ciclonagem. Consegue-se deste modo. em alternativa à decapagem com areia. partículas de ferrugem. tem sido o tipo de granalha utilizado em substituição da areia. é um excelente agente decapante da tinta envelhecida. Além disso a utilização da granalha de aço. podendo ser utilizada diversas vezes. A utilização da granalha de aço tem como desvantagem. sendo a sua escolha dependente do tipo de material a tratar. tem a vantagem relativamente aos outros agentes decapantes de ser facilmente regenerada. Nas empresas nacionais o uso de granalha é restrito à decapagem em cabine. a qual possibilita uma boa aderência da tinta. deixando depois disso de ser eficiente devido à pequena dimensão das partículas. calamina e restos de tinta. Esta granalha mineral. Deste modo. conferindo-lhe uma certa rugosidade. podendo ser plástico termoendurecível ou termoplástico. muito menor do que na decapagem com granalha de aço. o facto do investimento inicial (custo da granalha e do sistema de recuperação) ser superior ao da areia e da escória de cobre. Granalha de plástico A decapagem com granalha de plástico é outro processo mecânico de retirar a tinta quando é necessária uma repintura. sem perder as suas características. Outra das vantagens é a possibilidade de reutilizar cerca de 10-12 vezes. zinco e fibra de vidro. Actualmente devido ao ser baixo custo e eficiência em retirar a tinta velha. Em termos do tratamento da estrutura do casco para uma nova pintura. tem a possibilidade de ser reutilizada no máximo duas vezes. A sua utilização é particularmente eficiente para retirar tinta envelhecida de superfícies frágeis. sendo a decapagem efectuada a uma pressão (≤40 psi). Existem abrasivos de plástico de vários tamanhos e várias durezas. tem a desvantagem de poder não ser tão eficiente na remoção da corrosão.Execução de Estruturas Metálicas Granalha de escória de cobre A escória de cobre é um subproduto da indústria do cobre. como o alumínio.

atingindo 55 000 psi nas operações a alta pressão. o investimento a longo prazo compensa. Substituição de uma decapagem com granalha por uma decapagem com jacto de água Sistemas de decapagem com jacto de água a média e alta pressão podem ser utilizados para remover tinta envelhecida. Utilização de granalha seca e calibrada A granalha antes de ser utilizada na decapagem necessita de ser seca num forno. A adopção desta medida tem como vantagens: Evitar a operação de secagem.Execução de Estruturas Metálicas A recuperação da granalha efectua-se por ciclonagem. A decapagem com jacto de água a média pressão necessita para aumentar a sua eficiência da adição de um abrasivo (por exemplo. Após a decapagem. e guarda-lha ao abrigo das condições atmosféricas (chuva e vento). Após este tratamento a água pode ser reutilizada. a água passa por um tanque de coalescência para remoção de óleos e gorduras e por um sistema de desionização (para retirar iões lixiviados). Apesar da granalha seca e calibrada ser mais cara. e por passagem num separador magnético. 133 . A alternativa é comprar granalha ensacada e calibrada (mais cara). Posteriormente. Minimizar o consumo de granalha. A pressão utilizada pode variar entre 3 000 e 15 000 psi. enquanto o sistema a alta pressão utiliza um jacto de água pura. Evitar os custos energéticos e de mão-de-obra associados à operação de secagem. sendo o preço da granalha seca e calibrada de 11 contos/t. bicarbonato de sódio). no caso do jacto de água a média pressão. que origina a perda de cerca de 20% de granalha. por formação de finos. de pessoal e de consumo de granalha nova. sendo tratada através de um sistema de filtros para remoção de resíduos de tinta. gastando-se energia e perdendo-se granalha por formação de finos durante a secagem. Apresentar melhor rendimento nas operações de decapagem. poupandose por eliminação da operação de secagem em termos energéticos (cerca de 230$00 por tonelada de granalha). Esta medida já foi implementada em Portugal com vantagens. para retirar os finos. a água residual é recolhida. O custo da granalha é de 4 contos a tonelada.

Necessita de pintura em superfícies húmidas e por vezes corroídas. A velocidade de decapagem está condicionada pelo tipo de tinta e espessura da pintura. Necessidade de operadores especializados. A decapagem com jacto de água. A lavagem do casco torna-se dispensável. Remoção parcial da corrosão. apesar do seu elevado custo inicial. tem como vantagens: Redução de resíduos na ordem dos 90%. As desvantagens da implementação desta tecnologia são: Elevado capital inicial. já se encontra implementada numa empresa nacional. Utilização de resíduos de granalha noutras indústrias A granalha é considerada um inerte. Redução nos custos de matérias-primas. após se efectuarem testes de lixiviação. 134 . sendo possível a sua incorporação em coberturas de aterros urbanos e no material de pavimentação de estradas. Outra das possibilidades de reaproveitamento dos resíduos de granalha é a sua incorporação na carga do forno das cimenteiras para aproveitamento do ferro. sendo necessário uma tinta que iniba a progressão da corrosão.Execução de Estruturas Metálicas A aplicação desta tecnologia.

Execução de Estruturas Metálicas Anexo 5 .Tecnologia de materiais Tabela 35 – Propriedades mecânicas e físicas de diversos metais para engenharia [19] Tabela 36 – Propriedades mecânicas e físicas de diversos não-metais [19] 135 .

Execução de Estruturas Metálicas Tabela 37 – Outras propriedades mecânicas e físicas de diversos não-metais [19] 136 .

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