MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO II Execução de Estruturas Metálicas

Faculdade de Ciências e Tecnologia

João Guerra Martins 2008

Execução de Estruturas Metálicas

Resumo
No presente documento é apresentada uma metodologia de escolha do material, execução, transporte e montagem de estruturas metálicas, tendo por base o Eurocódigo 3 (EC3) [2], as normas prEN 1090 [3] e a EN 10025 [4]. Nesse sentido, o seu conteúdo inclui: • Um Caderno de Encargos para a execução de estruturas metálicas, seguindo de perto a prEN 1090 [3] e incluindo a especificação de todos os procedimentos de controlo de qualidade relevantes; • Um plano de fabrico identificando todas as operações de fabrico a que a estrutura metálica estará sujeita (incluindo pintura) e o tipo de processo escolhido para cada operação; • Uma sequência de execução das diversas fases de fabrico, identificando os desperdícios resultantes do fabrico a partir de perfis ou chapas disponíveis comercialmente, procurando a sua minimização; • • O procedimento de montagem da estrutura; Mapa de Medições e Orçamento estimativo exaustivo dos custos da execução, transporte e montagem da estrutura, quantificando custos de utilização de equipamento, custos de mão-deobra e matéria-prima. Para exemplo de referência utiliza-se um pórtico produzido em perfil laminado a quente, com reforço na ligação viga-pilar, incluindo-se esta aplicação prática em anexo.

I

Execução de Estruturas Metálicas

Índice Geral

Resumo .....................................................................................................................................................I Índice Geral .............................................................................................................................................II Índice Figuras ........................................................................................................................................ VI Índice Tabelas........................................................................................................................................ IX Introdução................................................................................................................................................ 1 Capitulo 1 – Concepção de Estruturas Metálicas .................................................................................... 3 1.1 – A importância e as informações gerais do Projecto de Estruturas .............................................. 3 1.2 - Projecto das Estruturas Metálicas................................................................................................ 4 1.3 – Caderno de Encargos para Estruturas Metálicas......................................................................... 4 1.3.1 – Generalidades do Caderno de Encargos para Estruturas Metálicas ..................................... 4 1.3.2 – A norma prEN 1090 e o Caderno de Encargos para Estruturas Metálicas........................... 6 Capitulo 2 – Caderno de Encargos Tipo (estruturas metálicas)............................................................... 9 2.1 – Disposições gerais....................................................................................................................... 9 2.2 - Qualidade e Natureza dos Materiais .......................................................................................... 15 2.2.1 - Aço em perfis e chapas ....................................................................................................... 15 2.2.2 - Ligações mecânicas............................................................................................................. 21 2.2.3 – Ligações soldadas............................................................................................................... 28 2.2.4 – Acessórios de ligação ......................................................................................................... 31 2.2.5 - Argamassas de assentamento de chapas metálicas ............................................................. 32 2.3 – Classificação estrutural e ambiental.......................................................................................... 32 2.3.1 - Classificação do ambiente................................................................................................... 32 2.3.2 - Classificação da estrutura.................................................................................................... 32 II

........Execução de Estruturas Metálicas 2.....................4...... 68 3............12....................................................................................................................2 – Produtos Fabricados ........... 82 3...........................................................4............................................................................................................. 81 3......................................................................................6 – Soldadura ...................... 48 3....................................... 41 3......................................10 – Tratamento de Superfície/Protecção Anticorrosiva ..................................................................... 70 3.........................................Traçagem da Estrutura Metálica.............................................................................................................................................. 53 3........................... 67 3..................................................................... puramente mecânicas ou mistas ................ 34 2............ inspecção...........1 – Condições gerais ............................................2 – Metalização e Pintura ..10..................5 ..............................................5 – Maquinagem/Enformagem................4 – Protecções e tratamentos..................Protecção ao Fogo...........3 – Corte............................................1 – Aspectos genéricos do fabrico .............................................................................................................. 64 3.............................2 ..... 81 3............................................................................Materiais e Produtos Pré-fabricados ................. 82 Capitulo 4 – Transporte .............................10..................... 41 3.............. 34 2........8 – A razão de ser e o comportamento das ligações puramente soldadas............................................................... 40 3...................... testes e correcção ..............................................................................................................7 – Ligações Mecânicas ................ 35 2......................................................................Tratamento de superfície para protecção contra a corrosão e pintura dos elementos metálicos.............................. 51 3...............11 – Pré-montagem e etiquetagem..........................................................................................1 .................................................................................12 – Fiscalização.....................................................................................................................................................12.................................2 ........................................................................1 – Decapagem ................................... 74 3........................................................................................9 – Desempeno das peças ............ 39 Capitulo 3 – Execução.................................................. 58 3.......................................Critérios de Medição ...... 86 III ........................................... 40 3.............4 – Furacão......................................................................................1 ............... 86 4........................

.......................................................1 – Aspectos genéricos .................. 89 5............ 102 A...............1...........................................3 ...................Quantificação de custos do transporte de componentes ..... 87 5.................Ligações .................. 102 A.Eurocódigo 8 – Projecto de estruturas em Zonas Sísmicas.........................................................................4.................................... 97 5.......................................................................... 106 IV ................ 96 5.......................................................................................Alongamento de furos para parafusos.............................................................................................................................................................Condições gerais de montagem da estrutura............................................Regulação das chaves de aperto..........................4........ testes e correcções............3 ............................. 96 5....Execução de Estruturas Metálicas 4....4.........6 – Chumbadouros e outros elementos embebidos em betão ..........................5 ............................................................................................................4 – Processo e metodologia de montagem ..................................... 91 5...... 94 5.............8 – Quantificação de custos de montagem............................. 98 Bibliografia..................................................................................................................6 ................................................................................................4..................... 105 Anexo 2 – Comparação entre a Metalização e a Pintura .....................1 ..................................... 102 A........................................................................................................................2............ 97 Conclusão .........2 ............................................4 ......................................................... 90 5....7 – Inspecção................................4 ............... 91 5.........2 .......................................................4.......1 ................ 86 Capitulo 5 – Montagem ........................................3 – Critérios de montagem em obra ........ 104 A... 92 5.....Eurocódigo 3 – Estruturas metálicas............1................Eurocódigo 9 – Projecto de estruturas de alumínio.............................................................1 ......1...........5 – Apoios e ancoragens ......................................................2 ................. 87 5....................................2 – Condições do local..... 106 A....................................... 94 5.......Eurocódigo 1 – Acções em Estruturas ..............Zincagem por imersão a quente ....................... 100 Anexo 1 – Resumo dos Eurocódigos afectos a estruturas metálicas .....................Colocação dos parafusos em obra........................... 94 5.... 95 5....................4........1................................................................................................................................................Aperto definitivo dos parafusos .....................................

...........2.........Durabilidade do revestimento zincado....................................... 128 Anexo 4 .............................Aços zincados por imersão a quente pintados com tintas líquidas (Sistema Duplex).....3.............................................................................3......5 ..2....1 – Geral ..........Fabrico/Produção da estrutura.....................................2 ........................................................ 125 A........7 .. 110 A..........................2...4 ..............................................Pintura .3..................2.......Comparação entre as diferentes atmosferas . 111 A..............4 .....6 ............Aços zincados por imersão a quente versus aços pintados com tintas líquidas ..................3.............................3 ............. 135 V ................ 109 A......................................................................................Aspectos Económicos da Pintura .................8 ...................................................5 – Inspecção e Manutenção (exploração) .Montagem da Estrutura...........2.............. 106 A...................Vida útil da pintura.....2 ....2.....................................................................................................................2. 109 A.... 107 A..........Durabilidade do revestimento de tinta dos aços pintados ....... 124 A.........Tecnologias e medidas de prevenção aplicadas à operação de decapagem [11].............3...............Tecnologia de materiais .............................. 111 Anexo 3 – Caso de estudo .....................................................10 ........................2..... 108 A.........2.................................9 .......................... 112 A.............................................3 – Transporte da Estrutura .........Execução de Estruturas Metálicas A...... 110 A................ 115 A........................................................................................................................................................... 115 A.Esquemas de Pintura de Aços Pintados com Tintas Líquidas............................ 131 Anexo 5 ......

.................................................................................................................................................... 44 Figura 8 – Corte por Oxi-corte . 45 Figura 10 ......................................... ........................................................................................................................................................................................ 24 Figura 3 – Estruturas metálicas com emprego de várias geometrias de perfis e tipos de aço [6]....................Execução de Estruturas Metálicas Índice Figuras Figura 1 – Estruturas metálicas com emprego de várias geometrias de perfis e tipos de aço [18]................ 59 Figura 18 .......................Esquema representativo das operações de estampagem............................................................................................................................. 63 Figura 20 – Parafusos com cabeças especiais [6]...... 50 Figura 12 – Linha automática de furação e cabeças da linha de automática de furação [13]......................... 30 Figura 5 – Argamassa de regularização e selagem sob placa de base de pilar [4] ................................Esquema representativo da operação de corte e indicação das principais entradas e saídas de materiais [11] ....... 24 Figura 4 ........................................................................................................ e torneamento com indicação das principais entradas e saídas de materiais [11]................................... calandragem e quinagem com indicação das principais entradas e saídas de materiais [11] ................................................................. 32 Figura 6 .................... 53 Figura 15 – Esquema representativo da operação de soldadura com indicação das principais entradas e saídas de materiais [11]....................................................................................................... 42 Figura 7 – Serrote .............. 18 Figura 2 – Estruturas metálicas com emprego de várias geometrias de perfis e tipos de aço [6].. D ≤ 1mm → préesforçadas) [3].......................................... 52 Figura 14 – Esquema representativo das operações de fresagem........................... 51 Figura 13 ... 54 Figura 16 – Soldadura MIG MAG ..Estrutura metálica com apoios aparafusados [8]..................... 45 Figura 9 – Linha combinada corte plasma + furação........................................................ 63 VI ........ 50 Figura 11 – Linha automática de furação e cabeças da linha de automática de furação ................................................. 62 Figura 19 – Parafusos com anilhas especiais [6] ....................................... 58 Figura 17 – Diferença máxima entre espessuras de chapas (D ≤ 2mm → correntes..............................................................................................Valores máximos admissíveis na distorção em furos por punção [6]............Materiais de soldadura e equipamentos de soldadura [12] .....................

................................................................ 71 Figura 29 ............................Esquema representativo duma operação de decapagem mecânica com indicação das principais entradas e saídas de materiais ......................... 65 Figura 23 – Ligações viga-pilar sem soldadura ou de soldadura reduzida............................................................................................................... 63 Figura 22 – Tipos de ligações mais usuais em estruturas metálicas [9] ....... 111 Figura 37 – Viga-exemplo de cobertura do pórtico industrial a duas águas.............................. 121 VII .................................................................................. 80 Figura 34 ....... 79 Figura 33C .............................................................................. 71 Figura 28 .................... com situação de distribuição completa tradicional de esforços no apoio (corte + flexão) [9]............................................................ 73 Figura 31 – Influência do tempo de imersão no peso da camada de zinco [14] ..................... 114 Figura 40 – Caso de Estudo – Proposta de corte de chapas 300mm×600mm e 300mm×1095mm (assinalas com uma cruz “X” as partes em desperdício) ...................................... em geral [9]66 Figura 24 – Ligações viga-pilar só com soldadura ou de soldadura importante na ligação.........................................................Detalhes construtivos para evitar a corrosão [6] ................. mais flexíveis............... 76 Figura 33A ............................................... 66 Figura 25 – Ligação mista (soldadura de chapa de topo na viga com aparafusagem ao pilar......................Chave dinamómetrica [13]....................... 76 Figura 32 – Camadas resultantes da metalização por zinco ou galvanização [14].........Esquema representativo duma operação de decapagem química com indicação das principais entradas e saídas de materiais [11]..............................Execução de Estruturas Metálicas Figura 21 – Parafusos especiais [6] .......................................... 78 Figura 33B .......Esquema representativo duma operação de desengorduramento químico com indicação das principais entradas e saídas de materiais [11].....................Esquema representativo da operação de lixagem com identificação das principais entradas e saídas de materiais [11].................................... em geral [9]................................................... 67 Figura 26 – Formas de Corrosão em desenho esquemático [14]............................................................................................. adaptado] ................... 95 Figura 36 – Recomendação sobre a utilização de galvanização e pintura [15] .........Detalhes construtivos para evitar a corrosão [6] ...............................................Detalhes construtivos para evitar a corrosão [11........................................................ 113 Figura 38 – Pilar-exemplo de pórtico industrial a duas águas.........................................Detalhes construtivos para evitar a corrosão [6] ................................................................................. 72 Figura 30 ............... mais rígidas.. 85 Figura 35 ........ 69 Figura 27 ...

..................... 128 VIII ..........Elevação e fixação provisória das vigas nos pilares ............Execução de Estruturas Metálicas Figura 41 – Caso de Estudo – Fase 2 ..............................Montagem das componentes que são erguidas em blocos (vigas de cobertura com união prévia no solo)....................... 126 Figura 42 – Caso de Estudo – Fase 3 ......Elevação e fixação provisória dos pilares nos chumbadouros127 Figura 43 – Caso de Estudo – Fase 4 ..

............................................................................................... 27 Tabela 13 – Produtos estandardizados para consumíveis de soldadura [4] ..................................... 43 Tabela 20 – Dureza superficial máxima permitida para os diversos tipos de aço............................................... folhas e estribos de aço [3] ..................................................................... 47 IX .......................... 17 Tabela 4 – Valores nominais da tensão de cedência fy e da tensão de rotura fu..... 17 Tabela 2 – Normas prescritas para aços de enformados a frio.............................Execução de Estruturas Metálicas Índice Tabelas Tabela 1 – Normas prescritas para produtos estandardizados para aços estruturais [3]............ 20 Tabela 8 – Tabela de equivalências para a nova norma EN 10025 [4] ............................ 18 Tabela 5 – Composição química a que têm de obedecer os aços correntes de acordo com a EN 10025-2 [4]................................ 38 Tabela 19 – Condições sem requisitos especiais no corte de guilhotina na classe de execução 3 [3].... 21 Tabela 9 – Aços patinados segundo a nova norma EN 10025-5 [4]................................................................................................................ 19 Tabela 7 – Valores nominais da fy e da fu................................ 23 Tabela 11 – Valores nominais da tensão de cedência e da tensão de rotura à tracção [3]..... 27 Tabela 12 – Valores nominais mínimos da força de pré-esforço em kN [4] .............. para aços correntes de acordo com a EN 10025-2 [4].......... 21 Tabela 10 – Valores nominais da tensão de cedência e da tensão de rotura à tracção [2]............... para aços de acordo com a normalização europeia [4]..................... 19 Tabela 6 – Valores de referência genéricos para aços estruturais [10].... 34 Tabela 17 – Recomendações para a selecção de classes de execução [3] ................................................................... 43 Quadro 21 – Comparação das características associadas às tecnologias de corte de chapa [11] .............................. 32 Tabela 15 – Definição das classes de consequências [3]....... 34 Tabela 18 – Classificação de preparação de superfície a tratar [3] ....................................... função da sua resistência mecânica [4].................................................. 29 Tabela 14 – Normalização de aparelhos de apoio [6].......................................................................................................................................................................................... 33 Tabela 16 – Critérios recomendados para produção e categorias de serviços [3] ........................................................................... 17 Tabela 3 – Normas prescritas para aços inoxidáveis [3] .......

.....Caso de Estudo – Meios mecânicos para montagem do pórtico .............................................................................................. 123 Tabela 32 .Execução de Estruturas Metálicas Tabela 22 .. 84 Tabela 25 – Esquemas tipo de pintura industrial [13] ...............................................Caso de Estudo – Meios humanos para montagem do pórtico........................................................Custo unitário do material (€/kg).... 109 Tabela 26 – Exemplos comparativos entre esquemas de pintura em aço [13] .. 61 Tabela 24 – Diâmetros tradicionais de parafusos e rebites para estruturas metálicas [6].......Caso de Estudo – custo dos perfis laminados para as vigas de cobertura ....................................................................... 64 Tabela 25 – Quadro de inspecções complementares [2] ............................... 135 Tabela 36 – Propriedades mecânicas e físicas de diversos não-metais [19]....................................... 124 Tabela 33 ...........Caso de Estudo – estimativa orçamental do pórtico (montagem incluída) .......................................... 127 Tabela 34 ... 124 Tabela 34 ................................................................... 110 Tabela 28 – Caso de Estudo ........... 122 Tabela 31 .......... 135 Tabela 37 – Outras propriedades mecânicas e físicas de diversos não-metais [19] . 50 Tabela 23 – Classificação das classes de atrito para superfícies de ligações pré-esforçadas [3].............. 128 Tabela 35 – Propriedades mecânicas e físicas de diversos metais para engenharia [19] ...................... 136 X ..............Valores nominais de furos para parafusos (mm) [6] .........................................Caso de Estudo – custo das chapas de ligação das vigas de cobertura............. 110 Tabela 27 – Exemplos comparativos em ambientes diferenciados [13]........................ 119 Tabela 29 – Caso de Estudo – aproveitamento de chapa (30mm) para vigas de cobertura.........

e sobretudo. Numa breve referência histórica. dizer-se-ia que estão. A metodologia a usar neste trabalho será fundamentada na permanente observância normativa. (iv) obter a necessária celeridade para controlar a execução dentro do prazo. encontrando-se neste momento. furação. maioritariamente. corte. bem como. bem como facilitando a internacionalização das empresas do sector. Podemos afirmar que. designadamente a EN 10025 [4] e a EN 4040. divulgando a informação necessária ao cumprimento das boas regras construtivas. A principal motivação que esteve na base deste estudo assenta na crucial importância que o fabrico tem no âmbito. disponíveis meios normativos bastantes para um suficiente rigor e estandardização de procedimentos. em boa verdade. e seu Caderno de Encargos. poderíamos dizer que o mesmo consistiria em: (i) respeitar o Projecto.Execução de Estruturas Metálicas Introdução O presente trabalho tem por objectivo apresentar e desenvolver. Pelo exposto facilmente se depreende que as fontes utilizadas se baseiam nas publicações europeias disponíveis sobre esta matéria. as Normas Europeias aplicáveis. ainda que de forma sucinta. finalmente. no que versa a formulações de cálculo e verificação). preparação. 1 . da Construção Metálica e Mista. (iv) garantir a segurança. em termos legislativos (cite-se o REAE. O objectivo deste trabalho será o resumo das prescrições normativas mais significativas. montagem prévia. higiene e saúde na realização dos trabalhos. bem como bibliografia avulsa identificada na bibliografia. Se pretendêssemos definir o problema em análise. associadas às recomendações de uma experiência valorizável e não regulamentarmente contraditória. colmatadas muitas das grandes omissões do passado. impondo critérios e tolerâncias. confirmando a sua correcta concepção. Em suplemento foram contactadas empresas e técnicos do ramo da metalomecânica. encomenda. Este facto tende a tornar mais simples e globais os sistemas industriais de produção e montagem de estruturas metálicas. passando pelo planeamento. aplicando a um caso prático. em termos do estado da arte da Execução de Estruturas Metálicas. os grandes referenciais são os Eurocódigos 3 e 4. complementando as partes omissas com recomendações entendidas por tecnicamente correctas. dado ser esta fase do processo construtivo que materializa fisicamente a estrutura. (iii) optimizar o custo. conduzindo o percurso de uma componente de uma estrutura metálica desde a recepção do Projecto. o tema designado por Execução de Estruturas Metálicas. mais alargado. embora obsoleto e pouco usado pelos projectistas actuais. soldagem. (v) assegurar a durabilidade expectável para a vida prevista da construção. até à montagem da estrutura. ainda em vigor. tratamento e transporte. (ii) fabricar com qualidade.

inspecção. nomeadamente a Memória. inspecção. as Condições Técnicas Gerais e Especiais) até ao Caderno de Encargos. a concepção de estruturas metálicas. enumerando as suas normas. ou seja: um plano de fabrico (aplicado à peça exemplo). cujo âmbito parte da elaboração do Projecto (com o seu com diverso e rico conteúdo. • Finaliza-se. que integra o conjunto das Peças Desenhadas e Escritas. especificações. correcções e quantificação dos seus custos. com a disposição seguinte: • No capítulo 1 aborda-se. efectuando um balanço e conclusões do trabalho realizado. • No capítulo 2 apresenta-se o material aço estrutural. desde o planeamento de trabalhos e elencar de produtos a adquirir. concisamente.Execução de Estruturas Metálicas A organização do texto segue. • O capítulo 3 insere-se o que toca à fase de fabrico. que deve conter a especificação de todos os procedimentos de controlo de qualidade indispensáveis. ensaios e correcções. parafusos e material de adição para soldadura. como a chapas. • O capítulo 5 apresenta o processo de montagem da estrutura metálica. deslocação e descarga. até ao traçado. tratamento de superfície. com a sequência de execução das suas diversas fases. características e quantificações de custos associados. • O capítulo 4 debruça-se sobre o transporte e os cuidados a ter no seu carregamento. testes. ligação mecânica. referindo-se o importante factor de custos associados. sucintamente. optimizando no sentido de reduzir aos desperdícios de material. corte e soldadura. 2 . uma lógica semelhante ao próprio decurso inerente à execução de Estruturas Metálicas. tanto no que trata a perfis.

ligações aparafusadas. deve-se seguir-se os Eurocódigos de acordo com o Anexo 2 deste trabalho). etc). Higiene e Saúde (ainda que genérico e provisório). dado que este encerra todas as informações necessárias à sua execução. Topologia da estrutura. • • Esclarecimentos pontuais pertinentes. dimensionamento e/ou verificação (se uma forma geral. até ao relativo às operações de soldadura. etc). elementos e ligações. paisagística. passando pelos parafusos e chapas até aos consumíveis de soldadura. nomeadamente e entre outros: • Informação geral sobre as características do local da obra e sua envolvente (social. • Condições técnicas gerais e especiais (desde o que se refere à abertura de caboucos. acessibilidades. independentemente do material construtivo. ou à desmatação e limpeza do local de obra. • • Geologia do solo e suas condicionantes. características e qualidade dos materiais (desde o aço estrutural. A regulamentação e normas de orientação. 3 . bem como os critérios e métodos análise e segurança. • • • A geometria e composição das secções. Peças Desenhadas e todos os detalhes construtivos suficientes para a completa execução da obra. infra-estruturas. • A natureza. entre outros). Processo de montagem. Procedimentos de transporte. Fundações. com justificação da solução adoptada. urbana. referindo as condicionantes ponderadas tendo por base o estudo geotécnico. sistemas de protecção contra a corrosão.Execução de Estruturas Metálicas Capitulo 1 – Concepção de Estruturas Metálicas 1. para Estruturas Metálicas.1 – A importância e as informações gerais do Projecto de Estruturas O Projecto é a peça fundamental de que se parte para o fabrico de uma estrutura. • • • Plano de Segurança.

em que o projectista de facto as dimensiona: decide sobre a forma e medidas da secção. • Peças Desenhadas (que deve incluir desde a localização e rigorosa implantação da obra. bem como uma simbologia e notas explicativas entendíveis e satisfatórias). devendo incluir a natureza e qualidade dos materiais.3 – Caderno de Encargos para Estruturas Metálicas 1. prevenindo a entrada dos parafusos nos orifícios e o espaço de manobra das ferramentas) tem aqui particular acuidade. pois. 1. face ao valor da solicitação. Dissemos complemento porque.Execução de Estruturas Metálicas • Limitações de uso e recomendações de manutenção periódica. sendo decisivamente importante para a boa execução da obra. sendo raros os casos em que este impõe a sua dimensão (normalmente só para estruturas especiais. as secções são verificadas na suficiência estandardizada das suas dimensões. com plantas. oposta ao que sucede com as secções de betão armado ou pré-esforçado. 1. Condições Técnicas Especiais). independentemente da dimensão e âmbito da obra.Projecto das Estruturas Metálicas O projecto estruturas metálicas não é uma excepção face ao exposto no ponto anterior. existem geometrias de mercado que obrigam o projectista na sua escolha. Tal situação é.2 . a observância da garantia de execução (nomeadamente em termos das ligações. a documentação necessária e exigida a incluir no projecto de estruturas metálicas já está estabelecida há longos anos [10]. Na verdade. alçados. regras e controlo de execução. garantido a sua qualidade. Basicamente. contemplando: • Peças Escritas (Memória descritiva e justificativa. às fundações e estruturas. como obras-de-arte). ao contrário do que sucede no caso de estruturas de betão armado ou pré-esforçado. bem como os processos de construção – algumas vezes as Condições Técnicas surgem incluídas no caderno de Encargos. em geral.ª ordem que devem ser acautelados. dado que a esbelteza das peças propiciar fenómenos de 2.3. bem como da sua composição em termos de armaduras. Por outro lado. sendo aqui mais premente a salvaguardava dos padrões de segurança exigíveis. em boa verdade. a peça documental essencial 4 . cortes e pormenores com todo o detalhe necessário a uma completa e perfeita execução. Claro está que a sua observância assenta numa experiente e competente Fiscalização.1 – Generalidades do Caderno de Encargos para Estruturas Metálicas O Caderno de Encargos é um indissociável complemento do Projecto. Acresce ainda que. Condições Técnicas Gerais.

licenças. sendo possível levar a efeito construções sem Caderno de Encargos. antes. clausulas do contrato. etc. Normas de medição e seus autos. recepção e liquidação da obra. horários. regulamentação aplicável. propriamente dito. condições de pagamento. Cauções e garantias. adiantamentos e revisão de preços. durante e após a execução da obra: Objecto. Prazos de execução. consignação. Fiscalização e controlo. obras auxiliares e preparatórias. cronograma/plano de trabalhos. Condições gerais de execução da empreitada. plano de mão-de-obra. plano de equipamentos. Contrato. apresentação uma organização documental tipo de referência na elaboração de um Caderno de Encargos: • Caderno de Encargos. Regime jurídico Disposições gerais da empreitada (licenciamento municipal/oficial. Disposições particulares da empreitada (pessoal. equipamento. Materiais e elementos de construção (aqueles que não estão incluídos no Projecto). mas nunca sem o primeiro. subempreitadas.). mas não basta o mesmo assegurar Assim. remoções e limpezas. Prémios e multas. patentes. Planeamento e direcção de obra (condições de aceitação de proposta e amostras de materiais alternativos. Valor da adjudicação. montagem/desmontagem e manutenção do estaleiro. instalações. incluindo toda a documentação a exigir ao Empreiteiro. marcas de fabrico ou de comércio e desenhos registados. 5 . Contudo. de uma forma concisa mas entendida por suficiente. etc). omissões e imprecisões. livro de obra.Execução de Estruturas Metálicas para a execução da obra é o Projecto. esclarecimentos. condições de elaboração de: programa descritivo de trabalhos. etc). Regras e forma de pagar trabalhos a mais.

e dado que se trata de uma estrutura metálica. Documentos de controlo de qualidade da produção (“follow up”). Por exemplo. 1. Estimativa Orçamental. considerandoos na fase de projecto. constituindo-se o seu conteúdo num verdadeiro manual de especificações para este fim.2 – A norma prEN 1090 e o Caderno de Encargos para Estruturas Metálicas A norma prEN 1090 [3] é. é sempre de referir que a documentação é uma parte inalienável de um contrato de obra. eventualmente. a principal referência na Execução de Estruturas Metálicas. (ii) gestão de alterações. e para além da já referida. eliminação ou mitigação dos problemas que possam surgir. redução de tensões residuais. etc [6]. para haver uma melhor organização na execução da estrutura. • Esquema de montagem. Em caso de ser exigível um Plano de Qualidade este incluirá (ISO 9000) [6]: • • • Documento de gestão da qualidade. talvez.Execução de Estruturas Metálicas Etc. • • Medições (que podem integrar o Projecto) e. Documentos de preparação de execução (“check lists”). De qualquer modo. e de forma mais específica visando a execução de estruturas metálicas. tendo em vista a redução de custos e a conservação da qualidade e operacionalidade da estrutura durante o ciclo de vida expectável. Assim. citam-se alguns dos documentados que deverão ser sempre listados em cumprimentos dessa prEN 1090 [3]: (i) plano de inspecção da produção. (ii) manipulação de não conformidades. pois identifica as responsabilidades assumidas por cada uma das partes no negócio. os planos e desenhos a elaborar devem também ser os seguintes intervenientes (incluem-se os autores responsáveis): 6 .3. • Programa de Concurso (eventual). para que não exista qualquer tipo de dúvidas sobre as características dos materiais de construção e a forma de execução dos trabalhos. seus níveis de exigência e sua verificação (inclui plano dos ensaios necessários para que a qualidade do material e dos trabalhos seja assegurada). • Esquema de manutenção. no caso do Plano de Qualidade não ser exigido. Esquema de controlo de qualidade e procedimento de inspecção.

Especiais e Medições – Projectista. em que as dimensões são em “mm”) – Projectista. Ensaios (destrutivos e não destrutivos). • Plano e Pormenorização de Soldadura (segundo ponto 7. Higiene e Saúde com procedimentos para a elaboração dos trabalhos – Empreiteiro.2 e 9. De forma mais exaustiva. Chapas de aço. que se mostrem necessários – Empreiteiro. • • Plano de Qualidade para Fabrico e Montagem das estruturas metálicas – Empreiteiro. 7. Ligadores mecânicos (parafusos. sendo que esta prEN 1090 [3] lista os documentos normativos de referência divididos por categorias [6]: • Materiais: Aços. Plano de Segurança. Diversos. Consumíveis de soldadura. • • • Condições Técnicas Gerais. 7 . etc). Montagem. complementares.2. Cabos. esta deverá seguir os pontos 4. 9. Planos e Desenhos de Fabrico (execução) das estruturas metálicas – Empreiteiro Planos e Desenhos de Montagem das estruturas metálicas e outros. • • • • • • Fabrico.Execução de Estruturas Metálicas • Peças Escritas e Desenhadas do Projecto (com detalhe vasto e rigoroso próprio estruturas metálicas. Aparelhos de Apoio.3 da prEN 1090-2 [3].2.2 da prEN 1090-2 [3]) – Empreiteiro. Protecção contra a corrosão. Soldadura. e no que trata à elaboração da documentação a fornecer pelo Empreiteiro.

anexo B). quadrados ou rectangulares). à apresentação de um Caderno de Encargos Tipo adaptado à Execução de Estruturas Metálicas. a definir em futuras versões. mas actualmente as classes de tolerância são classe 1 e 2. podem-se encontrar especificações para a quase totalidade dos tipos de aço existente. mas também a estruturas mistas aço-betão.Execução de Estruturas Metálicas Dentro dos requisitos para produtos de construção metálica. assume-se classe 1 (mais permissiva). O próximo capítulo dedica-se. que são definidas no EC0 (EN1990 . Em aço enformado a frio e elementos laminares até S960 (aço estrutural) e S700MC (aço inox). • Classes de consequência. dimensionadas de acordo com a EN1993 (estruturas metálicas). sendo que se não for especificada uma classe. 8 . exclusivamente. ver tabela 15 e 16 deste documento). mormente no que a perfis diz respeito. • Classes de tolerância. relacionadas com as categorias de produção e exploração (as orientações para a escolha das classes de execução são dadas no anexo B da EN1090. tais como [6]: • • • • Em aço laminado até a classes S960. dimensionadas de acordo com a EN1994 (estruturas mistas). A norma prEN 1090 [3] define. ainda. distintos níveis de exigência [6]: • Classes de execução. visando estabelecer os efeitos do colapso ou avarias estruturais (ver Tabela 14 deste documento). encontrando-se a lista de requisitos para as classes no anexo A3 da EN1090. Perfis estruturais ocos (circulares. De sublinhar que esta norma não é apenas aplicável a estruturas metálicas. Produtos de aço inoxidável.

ou da sua montagem. Para um é a forma como vai ser efectuada a prestação de serviços (de fornecimento de materiais. sempre que julgue necessário. tem a finalidade desta introdução o estipular. de forma inequívoca. bem como se deverão encontrar-se em estado de completamente novo e não apresentar qualquer imperfeição. ou mesmo revestimentos e outros acabamentos. antes de qualquer outra interpretação. sendo obrigatório. Neste contexto entendeu-se. bem como os respectivos documentos de homologação. assim como a sua posterior vistoria. ilustrativamente.Execução de Estruturas Metálicas Capitulo 2 – Caderno de Encargos Tipo (estruturas metálicas) Um Caderno de Encargos é.1 – Disposições gerais Sem prejuízo do fixado nos artigos seguintes. as obras que não de estrutura metálica. em qualquer caso. • Deverá ser entregue à Fiscalização. mandar proceder a ensaios de recepção que decorrerão a expensas do Empreiteiro. mas que na prática concorrem para a sua realização. • A Fiscalização pode ainda. no sentido de este não se tornar demasiado extenso. para o outro será o seu respectivo pagamento. mas cobertos por estas Condições Técnicas Especiais e a pela Memória Descritiva do Projecto. a que a Execução de Estruturas Metálicas não foge. e que poderá estar presente em qualquer Caderno de Encargos de uma obra de construção civil. por escrito. introduzir um subcapítulo de “Disposições Gerais” para melhor se compreender o espírito vertido no parágrafo anterior. um documento em que as regras a que vão obedecer as relações e compromissos entre o Dono-de-Obra e o Empreiteiro ficam estabelecidos. não serão incluídas neste texto. deverão ser. como movimentos de terras e fundações. fabrico e/ou colocação). bem como aqueles com finalidades fundamentalmente construtivas. a indicação do fornecedor e da origem de todos os elementos acima citados. No continuar deste trabalho. fabricados ou integrados com produtos de marca homologada por entidade idónea e oficialmente certificada para o efeito. 2. 9 . • O constante nos dois parágrafos anteriores. não dispensa a necessária aprovação prévia da Fiscalização antes do seu fabrico. o seguinte: • Todos os elementos constituintes da estrutura.

ou seja. bem como o abastecimento de água e energia e outros recursos exteriores tidos como necessários à realização dos trabalhos. mas sempre sujeitas á aprovação da Fiscalização. • No caso de soluções deixadas como proposta a efectuar pelo Empreiteiro. o seu custo já estará incluído no fornecimento e montagem destas peças. para ser submetido a aprovação. desmontagem do estaleiro. se de modo diferente não for contratado. execução e limpeza da própria obra e do seu local. de acordo as Peças Escritas e Desenhadas do Projecto. • Toda a execução estará de acordo com a regulamentação e normalização em vigor (nacional e/ou europeia).Execução de Estruturas Metálicas • Será ainda entregue à Fiscalização. 10 . de tudo o que à presente empreitada respeite. com eventuais alterações que venham a ser introduzidas durante a obra (após aprovação por escrito da Fiscalização). Nesta conformidade. deverá já vir contida no preço de concurso. por escrito. • Na ausência de definições no que respeita a materiais ou técnicas construtivas por parte destas Condições Técnicas Especiais ou da Memória projecto. se for caso disso. Dever-se-á ter ainda em atenção o seguinte: • Fazem parte integrante das Condições Técnicas Gerais e Especiais todos os fornecimentos. bem como todas as demais recomendações técnicas aplicáveis. como a montagem. pelo que não se fará uma referência explícita e repetitiva das mesmas. com o Caderno de Encargos em geral e suas Medições e. o Plano de Trabalhos a efectuar com a necessária ordem de montagem e sua calendarização. devendo ser estas entendidas como permanentemente implícitas e vigentes. correm por conta do Empreiteiro (conforme rubrica no Mapa de Medições). não podendo por tal motivo este invocar trabalhos a mais. trabalhos e a qualidade e modo de execução a estes relativa. do que o Empreiteiro se obriga a cumprir integralmente e de que se fará pagar de acordo com valores de concurso ou posteriormente negociados (caso não constem da lista de preços inicial). de forma a se poder efectuar a melhor coordenação de toda a produção das diversas especialidades. sua manutenção e trabalhos a estes afins. • No caso do estabelecido nestas cláusulas conduzir a situações de trabalhos não previstos (trabalhos a mais) deve a Fiscalização ser de imediato informada no sentido de sancionar ou não a sua execução. deverá ser entendido que todo o texto seguinte está sujeito às condições acima designadas. deverá a execução dos trabalhos obedecer às disposições legais em vigor. às especificações e demais documentos de homologação de laboratórios oficiais portugueses ou entidades equiparadas. • Todas as despesas decorrentes da preparação. às normas.

Da decisão tomada sobre as propostas cambiantes expostas pelo Empreiteiro não tem cabimento qualquer recurso. bem como todos aqueles que embora não expressamente descritos. a empreitada engloba todos os trabalhos que de acordo com a intenção do Projecto levam ao completo acabamento da obra. • Os materiais a empregar e a forma de execução da obra será realizada tendo em conta o estabelecido pelos documentos que adiante serão enunciados neste texto. bem como quaisquer outros regulamentos. Laboratório Nacional de Engenharia Civil e Instituto Português da Qualidade. bem como mobiliário. variantes ao sistema construtivo previsto. • Serão efectuadas todas as demolições e levantamentos necessários ao cumprimento do Projecto. se for o caso. ou seja. quer às necessárias condições de saúde. mas só serão tidas em consideração para avaliação aquelas que dêem inteira satisfação às solicitações e outros condicionamentos seguidos no Projecto. que no que trata ao contrato válido de trabalho. normas. são imprescindíveis para cumprir as boas regras e técnicas de construção civil e como complemento dos previstos nas folhas de medições. nomeadamente e entre outras. equipamento ou quaisquer artefactos dentro desta existentes. Órgãos de Soberania (nacionais e europeus). dando do facto conhecimento à Fiscalização. para assegurar o cumprimento do Mapa de Trabalhos aprovado e os prazos execução. especificações e outros documentos emanados por entidades oficiais ou oficialmente reconhecidas e cujas disposições sejam vinculativas para obras de construção civil. mesmo que nestes outra mais antiga conste. • Poderá o Empreiteiro apresentar. mesmo que não estejam expressamente referidos. sendo sempre a suficiente. quer outros quaisquer elementos da construção que devam permanecer. • O Empreiteiro deverá ter sempre conhecimento da versão mais actualizada do documento cuja natureza for a referida nas peças do Projecto e Caderno de Encargos.Execução de Estruturas Metálicas • Da empreitada fazem parte todos os trabalhos descritos no Projecto e nas respectivas Medições. separadamente. em cada momento. não podendo alegar o uso desta última por desconhecimento da que se encontre no actual em vigor. desde que aprovados pela Fiscalização. • Todo o pessoal estará devidamente legalizado no que concerne à sua condição apta para trabalhar. 11 . • A mão-de-obra a empregar será a qualificada para a realização das diversas tarefas e tipos de trabalhos. leis. • Todos os trabalhos serão executados de modo a não afectar os eventuais elementos da estrutura a manter. decretos. desde que aprovados pela Fiscalização.

sendo estes igualmente transportados pelo Empreiteiro para depósito a indicar por esta.. • As omissões ou desencontros de dimensões e outros elementos de projecto com as reais verificadas em obra serão objecto de reclamações por erros e omissões de projecto no prazo legalmente aprovado. instalações ou redes de qualquer natureza. a ausência de mão-de-obra ou as condições climatéricas inerentes à época do ano em que a obra decorre. • A falta de materiais no mercado. excepto os materiais que a Fiscalização entenda aproveitáveis. • O Empreiteiro tomará as precauções indispensáveis para não causar prejuízo em edifícios adjacentes à obra. bem como a executar todos os trabalhos finais de limpeza e reposição do existente à data da consignação.Execução de Estruturas Metálicas • Todos os produtos das demolições serão transportados pelo Empreiteiro para vazadouro da sua responsabilidade. de modo a mantê-los com aspecto que não contraste com as zonas circundantes. se nenhuma alteração estiver prevista no Projecto. • O Empreiteiro deve organizar o Livro da Obra contendo uma informatização sistematizada e de fácil consulta dos acontecimentos mais significativos relacionados com a execução dos trabalhos. sobretudo quando este for por Valor Global. assim como cargas e descargas de materiais. não poderão servir de motivo de prorrogação do prazo. apeamentos. porquanto não serão atendidas quaisquer reclamações baseadas no desconhecimento ou falta de previsão dos mesmos. etc. etc. pelo que a programação dos trabalhos deverá prever a provável existência e consequências de tais contrariedades. 12 . sendo da sua conta as reparações e reposições necessárias se as mesmas não estiverem incluídas na empreitada. • São inerentes à proposta do Empreiteiro todos os trabalhos preparatórios e de acabamento que se relevem necessários a cada tarefa. • O Empreiteiro deverá inteirar-se no local da obra e junto do Dono-de-Obra do volume e natureza dos trabalhos a executar. • O Empreiteiro tomará as disposições necessárias para que a execução dos trabalhos não prejudique as actividades da rotina do local onde os mesmos se desenvolvem. árvores de qualquer porte. pavimentos. • O Empreiteiro é responsável pelo estado de limpeza das zonas afectadas pela execução dos trabalhos.

indicará quais as provas a que deverão ser submetidos os materiais. caso assim o entenda. • Os capítulos incluídos nas Condições Técnicas (Gerais e Especiais) que não sejam aplicáveis às obras respeitantes ao presente projecto devem ser ignorados. quer antes. de proceder a outros ensaios de controlo de qualidade. desempenho. aspecto. quando autorizado pela Fiscalização. • A Fiscalização reserva-se o direito. tipos e marcas. da qualidade e de acabamento pretendido para o trabalho em causa. deverão ser removidos pelo Empreiteiro para fora do local da obra no prazo de 48 horas. • Os materiais rejeitados por não satisfazerem as condições exigidas. • O facto de a Fiscalização permitir o emprego de qualquer material não isenta o empreiteiro da responsabilidade sobre a maneira como ele se comportar. estabilidade. permitam estabelecer valores comparativos da perfeita execução da obra. Ainda em termos de Disposições Comuns atender-se-á ao seguinte: • As referências e modelos comerciais. previstas no Caderno de Encargos têm como objectivo dar indicação da natureza. poderá aplicar materiais diferentes dos previstos. serão rejeitados. para garantia da boa execução dos trabalhos e sempre que julgue conveniente. • O Empreiteiro apresentará amostras de todos os materiais que se propõe empregar na obra devidamente identificados e rotulados com indicação de fornecimento e fabricante. 13 . • O Empreiteiro. fixadas ou não pelo Caderno de Encargos. por simples exame ou em face do resultado dos ensaios ou análises. quer depois de aplicados. duração e conservação da obra não forem prejudicados e se não houver alteração para mais no preço. • A Fiscalização. ou mesmo as zonas ou as secções da obra já erguidas e construídas. • Estas provas serão feitas de acordo com os preceitos regulamentares em vigor ou com as prescrições que. não satisfazerem as condições exigidas. se a solidez. características. sempre que considere insuficientes ou inadequados os prescritos neste Caderno de Encargos. • Os materiais nos quais se verificar. propriedades. sendo contudo aqui incluídos já que se tornam válidos para eventuais trabalhos a mais a contratar com o Empreiteiro e que concorram no seu âmbito.Execução de Estruturas Metálicas • O Empreiteiro obriga-se a apresentar mensalmente a situação dos trabalhos realizados em relação aos previstos no Mapa de Trabalhos.

Em termos de Segurança atender-se-á ao seguinte: • O Empreiteiro será responsável pela segurança devendo propor as medidas que julgar convenientes para a execução dos trabalhos se faça respeitando a legislação em vigor. O Empreiteiro protegerá eficazmente a vegetação e árvores existentes no local da obra. utilizando nomeadamente capacetes. sendo da responsabilidade do Empreiteiro as reparações ou substituições que se tenham de efectuar em qualquer zona por não se ter respeitado este artigo. efectuar um completo inventário do existente que entregará na forma de Peças Escritas e Desenhadas à Fiscalização. Em termos de Levantamento e Reposição de infra-estruturas (como de redes eléctricas. comunicações. aquecimento. Higiene e Saúde visado pela Fiscalização. informações e anúncios deverão apresentar-se sempre com bom aspecto. Em termos de Protecção contra Agentes Atmosféricos atender-se-á ao seguinte: • A obra e os materiais deverão em qualquer fase estar protegidos dos agentes atmosféricos. Em termos de Estaleiros.Execução de Estruturas Metálicas • Os perfis e as chapas devem ter as formas prescritas e apresentar-se desempenadas. de águas e esgotos. sugerindo. para aprovação da Fiscalização. • • Em nenhuma situação é permitido o desrespeito das normas de segurança. • Deverá ser dada especial atenção à prevenção de acidentes. luvas e calçado de protecção para todo o pessoal ao serviço do Empreiteiro. Circulação e Vedações atender-se-á ao seguinte: • O Empreiteiro apresentará uma planta do estaleiro da obra com a localização das instalações e equipamentos. • • Todas as protecções. se achar pertinentes alterações ao Pano de Segurança. fluidos no estado gasoso e outras congéneres habituais e próprias dos diversos tipos de edificações) necessárias para o normal decorrer da obra atender-se-á ao seguinte: • O Empreiteiro terá que no início de cada fase da obra em que tenha de recorrer aos trabalhos a que respeita esta alínea. sendo da sua responsabilidade a integral e funcional 14 . dentro das tolerâncias admitidas. O Empreiteiro efectuará logo de início os tapumes e guardas da área destinada ao trabalho considerando sempre a possibilidade de acesso a viaturas de bombeiros e urgência ao local da obra.

ensaios de choque e.2.Aço em perfis e chapas As propriedades dos aços. designadamente nas suas partes (e na designação original): • • PART 1 . As características dos perfis e chapas de aço usadas em elementos estruturais devem estar de acordo com a norma EN 10025-2004 [4]. omissões ou trabalhos a mais.Technical delivery conditions for non-alloy structural steels. pois. As características dos diferentes tipos de aços devem basear-se na informação relativa às suas propriedades mecânicas (determinadas a partir de ensaios de tracção.2 . são valores nominais a adoptar para efeitos de cálculo. bem como os testes de aptidão necessários à sua reentrada em serviço. no que diz respeito às suas características gerais. caso em que serão estas últimas a prevalecer. Como ressalva geral deste ponto (Disposições Gerais) refira-se que as soluções fixadas ou apontadas nestas Condições Técnicas Gerais e Especiais são vinculativas desde que nas restantes peças que compõe o Projecto completo outras mais rigorosas não forem explicitadas. 2. não havendo lugar a reclamações se tal cuidado não houver por parte do Empreiteiro na prévia visita e verificação local.1 . ocasionalmente. 15 . PART 2 . que sobre estes trabalhos. • Fica claro. • O preço de concurso para os supracitados trabalhos incluirá todas as substituições de material que não tenha condições de ser levantado e posteriormente reposto. devem-nos os concorrentes apreciar localmente no sentido de apresentar o preço respectivo. (Supersedes EN 10025: 1993).Execução de Estruturas Metálicas recolocação de todos os elementos constantes. não podendo em caso de adjudicação ignorarem a sua necessidade e sobre eles reclamarem erros. ensaios de dobragem) e à sua composição química.Qualidade e Natureza dos Materiais 2. • É ainda da competência do Empreiteiro a completa substituição de todos os elementos destes sistemas que em virtude destas operações sofrerem qualquer deterioração.General technical delivery conditions. nomeadamente a sua especificidade e quantidade.

Execução de Estruturas Metálicas

PART 3 - Technical delivery conditions for normalised/normalised rolled weldable fine grain structural steels. Supersedes EN 10113: parts 1 & 2: 1993);

PART 4 - Technical delivery conditions for thermo mechanically rolled weldable fine grain structural steels. (Supersedes EN 10113: parts 1 & 3: 1993);

PART 5 - Technical delivery conditions for structural steels with improved atmospheric corrosion resistance – also known as weathering steels. (Supersedes EN 10155: 1993);

PART 6 - Technical delivery conditions for flat products of high yield strength structural steels in the quenched and tempered condition. (Supersedes EN 10137: parts 1 & 2:1996).

A classificação dos aços correntes, apresentados nas tabelas 1 e 2 é designada pelas letras JR, JO, J2 e K2, que representam o nível de qualidade do aço no que diz respeito à soldabilidade e aos valores especificados do ensaio de choque. A qualidade aumenta para cada designação de JR a K2. Para uma descrição mais detalhada da qualidade dos aços deve-se consultar a norma EN10025-2 [4]. Os aços utilizados em perfis e chapas têm de respeitar a norma EN 10025 [4], nas suas 6 partes, sobretudo no que trata à sua qualidade do aço e às condições de fornecimento. Esta norma revoga e substitui, praticamente, toda a normalização anterior, que se encontrava mais dispersa. É, também, recomendável ter em consideração a norma EN 10164 “Steel products with improved deformation properties perpendicular”, usando chapas de aço com propriedades de deformação melhorada, no caso de chapas de topo sujeitas a esforços significativos (maior ductilidade). Nas tabelas 1 a 3 incluem-se as normas prescritas pela própria norma prEN 1090-2 [3] para os aços a adoptar em diversos de peças estruturais (ver figura 1), nomeadamente: Normas prescritas para produtos estandardizados para aços estruturais – Tabela 1; Normas prescritas para aços de enformados a frio, folhas e estribos de aço – Tabela 2; Normas prescritas para aços inoxidáveis – Tabela 3. De notar que são omissas normas para as dimensões estandardizadas dos perfis mais usados em construção metálica (“I” e “H”), denotando alguma liberdade industrial ainda existente nesta matéria. Outro factor que se considera bastante negativo é a grande dispersão normativa, conduzindo a incertezas quanto à existência de normas sobre algumas temáticas, bem como tornando difícil e oneroso a consulta ao público e profissionais em geral. Os aços correntes para elementos estruturais variam consoante as suas propriedades mecânicas e composição química, como podemos verificar nas tabelas 4 e 5.

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Execução de Estruturas Metálicas

Tabela 1 – Normas prescritas para produtos estandardizados para aços estruturais [3]

Tabela 2 – Normas prescritas para aços de enformados a frio, folhas e estribos de aço [3]

Tabela 3 – Normas prescritas para aços inoxidáveis [3]

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Execução de Estruturas Metálicas

Figura 1 – Estruturas metálicas com emprego de várias geometrias de perfis e tipos de aço [18]

Ilustram-se, na tabela 6, os valores de referência genéricos das grandezas físicas para aços estruturais, sendo os mesmos aproximadamente idênticos para todos os tipos de aço estrutural. Na verdade, a propriedade mais diferenciadora dos diversos aços estruturais é a resistência mecânica, seguindo-se a ductilidade e a tenacidade, muito associadas ao teor de carbono. Em geral quanto mais carbono tem o aço menos próprio para estruturas, dado ser mais frágil. Tabela 4 – Valores nominais da tensão de cedência fy e da tensão de rotura fu, para aços correntes de acordo com a EN 10025-2 [4]
Tensão de cedência fy e tensão de rotura fu em N/mm2 Espessura nominal em mm t<=40 fy JR S235 JO J2 JR S275 JO J2 JR S355 JO J2 K2 355 510 335 470 22 21 20 275 430 255 410 22 21 20 235 360 215 360 26 25 24 fu 40<t<=80 fy fu Alongamento mínimo em % (2) (L0 = 5.65/S0) Espessura nominal em mm 3<t≤40 40<t≤63 63<t≤100 Energia absorvida mínima no ensaio de choque (J) (3) Espessura nominal em mm Temperatura ºC 20 0 -20 20 0 -20 20 0 -20 -20 10<t≤15 27 27 27 27 27 27 27 27 27 40

Designação

Qualidade

S450

440

550

410

550

(1) Os valores apresentados neste quadro são valores de referência. Para detalhes consultar a norma EN10025. (2) Os valores apresentados neste quadro são aplicáveis a provetes longitudinais para o ensaio de tracção. Para chapas, chapas largas e produtos longos de largura maior ou igual a 600 mm utilizam-se provetes transversais e o alongamento mínimo deve ser inferior a 2%. (3) Para espessuras inferiores a 10 mm a energia mínima absorvida no ensaio de choque deve deduzir-se da figura 1 da norma EN10025.

18

45 40<t≤150 0.20 16<t≤4 0 0.040 0.17 0.24 0. P% Máx. Cu. em condições específicas de exposição.40 1.045 0. Ainda na tabela 9 mostra-se as características do aço patinado.17 0.040 0.045 0.21 0. 19 . como: P.009 0.040 0.035 0.38 0. G = E/2(1+υ) N/mm2.009 0.35 0. Indaten (fabricados pela “Usinor”) e Diweten (criados pela “Dilling” especialmente para pontes) [20]. Cr. υ = 0.035 0.045 0.47 0. têm a faculdade de propiciarem a formação progressiva uma película superficial protectora de óxido exterior aderente e muito pouco porosa (designada por “patina”) que reduz significativamente a velocidade de oxidação habitual nos aços.42 0.47 Designação Qualidade Mn% Máx.35 0.18 0. S% Máx.18 0.17 0.18 0.22 0. embora com valores mais concisos.20 0.20 t>40 0.42 0.38 0.40 0.007 0.35 0.3 α = 12x10-6 (ºC)-1 ρ = 7.55 0.20 0.035 0.18 0.035 0. CEV para espessuras nominais em mm t≤40 0. Para maiores detalhes consultar a norma EN10025. que vendo sendo um uso crescente em chapas arquitectónicas. caracterizam-se por uma resistência melhorada à corrosão. São aços fracamente ligados (com outros metais. São habitualmente conhecidos pelos nomes das marcas comerciais de fabrico: Corten (foram os primeiros aços patinados.035 0.22 1. segundo a normalização europeia.009 Máx.40 1.045 0.22 0.040 0.24 0.55 0.035 0.40 0.60 1.24 0. Si% Máx.22 0.55 0. em termos de características.50 1.000 N/mm2.60 0.17 0.18 0. Ni e Mo) que.60 1.035 0.42 0.55 0. também designados de auto-protectivos.17 0.21 0.17 0. Nota: Os valores apresentados neste quadro são valores de referência. Tabela 6 – Valores de referência genéricos para aços estruturais [10] Módulo de Elasticidade Módulo de distorção Coeficiente de Poisson Coeficiente de dilatação térmica linear Massa Volúmica E = 210.17 0.40 0.47 0. na tabela 8 faz-se a transferência da normalização anterior para a nova.009 0.40 1.850 Kg/m3.040 0.45 0. Na tabela 7 faz-se uma apresentação mais largada de tipos de aços. Face a alteração normativa.045 0.17 0. Para espessuras nominais t em mm t≤16 JR S235 JO J2 JR S275 JO J2 JR S355 JO J2 K2 0.45 0.45 0.045 0.Execução de Estruturas Metálicas Tabela 5 – Composição química a que têm de obedecer os aços correntes de acordo com a EN 10025-2 [4] C em % máx.20 0.60 1. N% Máx.50 1. Os aços patinados.009 0.18 0.38 0. com origem nos Estados Unidos).50 1.47 0.20 0.040 0.035 0.20 0.

Execução de Estruturas Metálicas Tabela 7 – Valores nominais da fy e da fu. para aços de acordo com a normalização europeia [4] Espessura nominal do elemento t [mm] Designação fy [N/mm2] EN 10025-2 S 235 S 275 S 355 S 450 EN 10025-3 S 275 N/NL S 355 N/NL S 420 N/NL S 460 N/NL EN 10025-4 S 275 M/ML S 355 M/ML S 420 M/ML S 460 M/ML EN 10025-5 S 235 W S 355 W EN 10025-6 S 460 Q/QL/QL1 EN 10210-1 S 235 H S 275 H S 355 H S 275 NH/NLH S 355 NH/NLH S 420 NH/NHL S 460 NH/NLH EN 10219-1 S 235 H S 275 H S 355 H S 275 NH/NLH S 355 NH/NLH S 460 NH/NLH S 275 MH/MLH S 355 MH/MLH S 420 MH/MLH S 460 MH/MLH 235 275 355 275 355 460 275 355 420 460 360 430 510 370 470 550 360 470 500 530 235 275 355 275 355 420 460 360 430 510 390 490 540 560 215 255 335 255 335 390 430 340 410 490 370 470 520 550 460 570 440 550 235 355 360 510 215 335 340 490 275 355 420 460 370 470 520 540 255 335 390 430 360 450 500 530 275 355 420 460 390 490 520 540 255 335 390 430 370 470 520 540 235 275 355 440 360 430 510 550 215 255 335 410 360 410 470 550 t ≤40 mm fu [N/mm2] 40 mm < t ≤80 mm fy [N/mm2] fu [N/mm2] 20 .

60 Adição de Azoto? Cr (%) Cu (%) FN = Aço efervescente não é admissível.2 e 5. 0.1. 0.35 a 0. 5. sendo de adoptar a certificação tipo 3.1972 Fe E 275 KGN Fe E 275 KTN Fe E 275 KGTM Fe E 275 KTTM Fe E 355 KGN Fe E 355 KTN Fe E 355 KGTM Fe E 355 KTTM EN 10113 . 21 . 0.040 Máx. FF = Aço completamente acalmado O fornecimento e inspecção decorrerão de acordo com a norma EN 10204.35 a 0.035 N (%) Máx.25 a 1.15 a 0.80 Máx.45 a 1.1993 S 275N S 275NL S 275M S 275ML EU 25 .040 0. 0. devendo ser especificada a qualidade do material.20 a 0.040 0.85 0.040 0.19 0.1 Máx. 0.010 0. dado não ser admissível aguardar por ensaios de confirmação.55 0.05 a 0. 0.16 Si (%) Máx.85 0.16 Máx.20 a 0.35 0. 0.Execução de Estruturas Metálicas Tabela 8 – Tabela de equivalências para a nova norma EN 10025 [4] EU 113 .3.035 Mn (%) P (%) S (%) Máx.60 0. mormente os seus ponto 5.20 a 0.60 0.1972 Fe 360B Fe 360C Fe 360D Fe 430B EN 10025 + A1 .035 0. Não é dispensável o certificado de qualidade.010 0.70 Máx.15 FF FN FF FF 0.035 0. Todas as tolerâncias e mais características a exigir na qualidade dos aços observarão a prEN 1090-2 [3].45 0.1993 S 235JR S 235JO S 235J2 S 275JR S 275JO S 275J2 S 355JR S 355JO S 355J2 S 355K2 S355N S355NL S355M S355ML Fe 430C Fe 430D Fe 510B Fe 510C Fe 510D Fe 510DD Tabela 9 – Aços patinados segundo a nova norma EN 10025-5 [4] Modo de Oxidação C (%) Designação S235JOW S235J2W S355JOWP S355J2WP S355JOW S355J2W S355K2W FN FF FN 0. suas propriedades mecânicas e composição química.60 0.1 desta norma.010 Sim Sim Sim Sim 0.040 0. 1.

Este classe é a 1. as porcas e as anilhas. nomeadamente relativas a parafusos de cabeça embutida (prEN 14399-7). as ligações mecânicas (como parafusos. como é o caso de: (i) ligadores de aço carbono ou de ligas análogas com diâmetros superiores aos especificados nas EN ISO 898-1 e EN 20898-2. devendo então ser tomados como “ligadores especiais”. Nesses casos devem ser usados “kit’s” de isolamento cuja especificação e detalhamento são obrigatórios. Os ligadores de aço carbono não devem ser usados para ligar elementos de aço inoxidável. 22 .2. Para a aplicação de parafusos pré-esforços de alta resistência. embora a esta data ainda não tenha todas as suas partes concluídas).Execução de Estruturas Metálicas 2. anilhas e anilhas indicadoras de pré-esforço (prEN 14399-9). salvo em casos especiais. portanto. a não ser em casos devidamente ponderados. ver tabela 10): Os parafusos pré-esforçados não devem ser em aço inox. os parafusos devem de respeitar a norma ISO 4017.6 da prEN 1090-2 [3].6. sendo. ver tabela 10). • Parafusos estruturais de alta resistência (pré-esforço. Estas anilhas indicadoras de PE não devem ser de aços auto-protegidos ou em aço inox (problema de corrosão galvânica). Como recomendações para parafusos e porcas hexagonais [6]: • Não pré-esforçados: As propriedades mecânicas devem ser especialmente especificadas para casos especiais. porcas e anilhas) deverão seguir o preceituado no ponto 5. (ii) ligadores de aço inoxidável com diâmetros superiores aos especificados nas EN ISO 3506-1 e EN 3506-2. sendo de opção corrente a escolha da classe de parafusos 8. Contudo existe alguma normalização europeia correspondente.ª da série de parafusos apta a ligações pré-esforçadas. Estão em preparação diversas normas EN.2 .Ligações mecânicas Em geral.4. designadamente a prEN 14399 (mencionada no ponto 5. possuidora de baixa relaxação e constituindo uma boa opção na relação preço/desempenho. as porcas tem de respeitar a norma ISO 4032 ou 4775 e as anilhas tem de respeitar a norma ISO 7415. Nas ligações mecânicas tem que se ter em atenção os parafusos. da prEN 1090-2 [4]. (iii) parafusos de ligas austeníticas-ferríticas de qualquer diâmetro.8 de alta resistência (aptos a pré-esforço.

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A corrosão galvânica é um processo químico no qual se dá a destruição do metal menos nobre da série galvânica, por depósito na protecção do mais nobre, quando ligados directamente, na presença de um electrólito. Ora, a camada de óxido que se cria no aço é catódica, sendo o aço anódico, não sendo essa camada contínua, e por isso não se constituindo como uma barreira protectora, nas descontinuidades formam-se células de corrosão. Uma corrente eléctrica forma-se do pólo negativo (ânodo) para o positivo (cátodo), dissolvendo ou corroendo o pólo negativo. Série galvânica → do metal mais activo (anódicos), para o menos activo (catódicos): Alumínio e Zinco – usados para proteger o aço; Ferro; Aço; Aço inoxidável – substitui eficazmente o aço relativamente à corrosão; Chumbo; Cobre; Prata; Ouro; Platina. O potencial de corrosão galvânica aumenta com o aumento da diferença de potencial entre os dois metais, pelo que é completamente desaconselhável o contacto, sobretudo em ambiente húmido, entre metais nesta situação. Dai que muito cuidado terá que ser posto na escolha de elementos de ligalões mecânicas (parafusos, rebites, anilhas, porcas, etc.). Tabela 10 – Valores nominais da tensão de cedência e da tensão de rotura à tracção [2]
Componente Requisitos genéricos (High strength structural bolting for preloading) Ligações pré-esforçadas (suitability of assemblies for preloaded application) Parafusos (Bolts) Porcas (Nuts) Anilhas (Washers) prEN 14399-1 prEN 14399-2 prEN 14399-3 (HR: deeper nuts) prEN 14399-3 (HR: deeper nuts) prEN 14399-5prEN 14399-6 prEN 14399-4 (HV: shallower nuts) prEN 14399-4 (HV: shallower nuts) Pré Normas Europeias

De referir que as anilhas indicadoras de pré-esforço são uma alternativa à chave dinamométrica, de modo a permitir uma mais expedito controlo do momento de aperto em ligações pré-esforçadas. De notar que devido às condições de acesso à ligação e às tolerância dimensionais nem sempre o aperto é total e uniforme, pelo que o esmagamento deve ser medido junto ao ponto médio (ver figura 2).

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Figura 2 – Estruturas metálicas com emprego de várias geometrias de perfis e tipos de aço [6]

Conforme as melhores condições de acesso estas anilhas podem ser colocadas do lado da porca ou do lado da cabeça do parafuso (figura 3).

Figura 3 – Estruturas metálicas com emprego de várias geometrias de perfis e tipos de aço [6]

Existem também ligadores especiais, como parafusos injectados com resinas especiais. Em geral a resina é injectada através de um orifício colocado na cabeça do parafuso, podendo este ser tradicional (com rosca, anilha e porca) ou de espiga totalmente lisa.
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As características genéricas são [6]: Resina de 2 componentes, com viscosidade à temperatura ambiente compatível com a injecção nos furos, apenas sob pressão (pode ter que ser usada uma argamassa moldável durante a injecção, para vedar); A resina deve manter-se moldável durante pelo menos 15 minutos; A cura deve estar concluída aquando da entrada em serviço da estrutura; Em casos de reparações pode ter que se aplicar calor para acelerar a cura (máx. 50 ºC); Estes elementos podem ter que ser obtidos através de ensaios, devendo ser usado o anexo G da EN 1990 – procedimento análogo ao da determinação do coeficiente de atrito em parafusos pré-esforçados; Detalhes sobre a utilização deste sistema podem obtidos na publicação do ECCS nº79 (European recommendations for bolted connections with injection bolts); O diâmetro dos furos estandardizado é d0= d + 3 mm, excepto em parafusos de diâmetro inferior a 27 mm, que pode ser de d + 2 mm, devendo ser usadas anilhas especiais, com d1= d+0,5 mm. • Outras Normas Europeias EN relacionadas com peças roscadas [12]: Parafusos: EN 24014:1991 Hexagon head bolts. Product grades A and B, com correspondência à ISO 4014:1988; EN 24015:1991 Hexagon head bolts. Product grade B. Reduced shank (Shank diameter = pitch diameter), com correspondência à ISO 4015:1979; EN 24016:1991 Hexagon head bolts. Product grade C, com correspondência à ISO 4016:1988; EN 24017:1991 Hexagon head screws. Product grades A and B, com correspondência à ISO 4017:1988; EN 24018:1991 Hexagon head screws. Product grade C, com correspondência à ISO 4018:1988; EN 28676:1991 Hexagon head screws with metric fine pitch thread. Product grades A and B, com correspondência à ISO 8676:1988.
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Small. ISO 4033:1979 Hexagon nuts. style 1 – Product grades A and B. screws and studs. Washer hardness classes 200 HV and 300 HV.Product grade C. ISO 4034:1986 Hexagon nuts .Property classes 8 and 10. Para anilhas também são muito usadas as Normas ISO 7089. Os valores nominais das tensões de cedência e da tensão de rotura à tracção. ISO/DIS 4775 Hexagon nuts for high-strength structural bolting with large width across flats .Part 1: Bolts.Product grades A and B. ISO/DIS 898-1 Mechanical properties of fasteners made of carbon steel and alloy steel – Part 1: Bolts. • Outras Normas Europeias EN relacionadas com anilhas [12]: EN ISO 10644:1998 Screw and washer assemblies with plain washers. style 2 .Product grade B . Existe alguma recomendação no sentido de se galvanizar as porcas e anilhas.Product grades A and B. estão regulamentados na tabela 11. Product grade A. tem que se referenciar a norma ISO 898. 7091 a 7094 [12]. normal and large series.Property classes 8 and 10 (Revision of ISO 4775:1984). ISO/DIS 4034 Hexagon nuts . sendo certo que durante o aperto alguma dessa protecção se perde.Product grades A and B. com correspondência à ISO 10644:1998. EN 28738:1992 Plain washers for clevis pins.Product grade B . ISO 4775:1984 Hexagon nuts for high-strength structural bolting with large width across flats . caso exista alguma exigência que não esteja prevista na tabela 11. ISO/DIS 4033 Hexagon nuts. com correspondência à ISO 8738:1986. 26 . EN ISO 10673:1998 Plain washers for screw and washer assemblies.Product grade C. ISSO/DIS 4032 Hexagon nuts.Execução de Estruturas Metálicas • Outras Normas ISO relacionadas com porcas [12]: ISO 4032:1986 Hexagon nuts. screws and studs. Product grade A. nomeadamente: • • ISO 898-1:1988 Mechanical properties of fasteners . style 2 . com correspondência à ISO 10673:1998. style 1 .

Coarse thread.8 320 400 5. Estes valores pretendem assegurar a transmissão da força que permita a mobilização do atrito entre as chapas a unir.Fine pitch thread.6 fyb (N/mm2) fub (N/mm ) 2 Classe de parafuso 240 400 Ligações Pré-esforçadas (por atrito) 6.8 640 800 10. só podem ser utilizados caso seja comprovado a sua eficiência para determinada aplicação. sendo rejeitadas aquelas que possam prejudicar a estabilidade e resistência da obra. De referir.Part 7: Torsional test and minimum torques for bolts and screws with nominal diameters 1 mm to 10 mm. • ISO 898-5:1998 Mechanical properties of fasteners made of carbon steel and alloy steel – Part 5: Set screws and similar threaded fasteners not under tensile stresses. preferivelmente na porca e da parte mais rígida para a memos rígida da ligação.6 300 500 5. Tabela 11 – Valores nominais da tensão de cedência e da tensão de rotura à tracção [3] Ligações ordinárias (por corte e/ou tracção) 4. além de garantir um estado de tensão que minimize a possibilidade de desaperto por vibrações eventuais a que a estrutura possa estar sujeita. De sublinhar que o aperto deve ser progressivo.Execução de Estruturas Metálicas • ISO 898-2:1992 Mechanical properties of fasteners . Na tabela 12 apresentam-se os valores nominais mínimos da força de pré-esforço a aplicar nos parafusos pré-esforçados.9 900 1000 4.8 480 600 8. ainda.Part 2: Nuts with specified proof load values . • ISO 898-7:1992 Mechanical properties of fasteners . • ISO 898-6:1994 Mechanical properties of fasteners . Tabela 12 – Valores nominais mínimos da força de pré-esforço em kN [4] As ligações serão feitas cuidadosamente.8 400 500 Para valores fora dos limites estipulados na tabela 11.Part 6: Nuts with specified proof load values . que: 27 .

5 do prEN 1090-2 [3].4 da prEN 1090-2. devendo incorporar os seguintes aspectos (de acordo com as normas EN 1011 e a prEN 1090): Detalhes de ligação. consideram-se superfícies de contacto resistentes ao escorregamento as ligações de topo entre troços do pórtico – classe C. devendo também ter-se em atenção a tabela 4 presente no ponto 5. nas estruturas metálicas correntes.3 – Ligações soldadas A norma prEN 1090 remete para a norma EN 729 “Quality requirements for welding”. (ii) Parte 3 → classe execução 2. Por seu lado. 28 . isto é. 3 ou 4. que é constituída por uma lista de normas de produtos para os consumíveis de soldadura (aqui reposta como tabela 13). os requisitos básicos a preencher pela soldadura. (iii) Parte 2 → classes execução 3 e 4.Execução de Estruturas Metálicas • A parte não roscada da espiga dos parafusos deve ter comprimento suficiente para abranger toda a espessura dos elementos a ligar. estes têm que respeitar a prEN 13479.2. 2.5 da prEN 1090-2 [3]. Procedimentos a adoptar para evitar imperfeições Especificações de tratamentos térmicos Critérios de aceitação e rejeição. estando dividida em função da classe de execução da estrutura: (i) Parte 4 → classe execução 1. Especificação do procedimento de soldadura e consumíveis. Já no que trata a consumíveis de soldadura. Para efeitos dos requisitos de resistência da soldadura indica a EN ISO 14554 “Quality requirements for welding – resistance welding of metallic materials”. Sequência de soldadura. • Os parafusos devem ser apertados por meio de chaves dinamométricas e sujeitos aos momentos indicados no projecto. um Plano de Soldadura deve ser elaborado caso a classe de execução da estrutura seja a 2. a parte roscada deverá iniciar-se na zona correspondente à espessura da anilha. Em geral. e segundo o ponto 5. Tipos e dimensões das soldaduras. • As superfícies de contacto de ligações resistentes ao escorregamento deverão respeitar os requisitos da tabela 14 do ponto 8.

brazed and soldered joints. para efeitos de simbologia e nomenclatura.Symbolic representation on drawings. em termos de normas europeias. brazing. Nomenclature of processes and reference numbers for symbolic representation on drawings. com correspondência à ISO 2553:1992. Não estando incluídas nas informações da norma prEN 13479. Symbolic representation on drawings. Como referência também devem ser consideradas as seguintes normas: ISO 13920:1996 Welding — General tolerances for welded constructions —Dimensions for lengths and angles — Shape and position. Informações nos desenhos. ISO/AWI 2553 Welded. EN 24063:1992 Welding. brazed and soldered joints .Execução de Estruturas Metálicas Tabela 13 – Produtos estandardizados para consumíveis de soldadura [4] Os pontos 5. ISO 2553:1992 Welded.2 da prEN 1090-2 [3] também devem ser observados. 29 . Soldaduras.Symbolic representation on drawings. temos: EN 2574:1990 Série aeroespacial.Nomenclature of processes and reference numbers. EN 22553:1994 Welded.1 e 5. ISO 4063:1998 Welding and allied processes . mas admitindo-se ser de interesse. brazed and soldered joints . soldering and braze welding of metals. com correspondência à ISO 4063:1990.

que: • A qualidade e resistência do material de adição das soldaduras terá de ser sempre de nobreza e valor superior ao aço base soldado (na figura 4 podemos ver consumíveis e máquinas de soldar). de uma forma equilibrada em relação ao eixo de cada barra e inibindo pontos de sobreposição (deteriorando soldas anteriores). os estados de tensão resultantes da própria operação de soldadura. A que as peças soldadas fiquem na posição pretendida. • A disposição das soldaduras e a sua ordem de execução devem ser estabelecidas de modo: A reduzir-se. podendo a Fiscalização exigir provas de habilitações técnicas dos soldadores. Figura 4 . ainda.Execução de Estruturas Metálicas De notar que existem normas especificas para procedimentos de soldadura (EN ISO 15609 “Specification and qualification of welding procedures for metallic materials”). • As características da corrente eléctrica e a natureza dos eléctrodos devem ser apropriados à qualidade dos materiais a ligar e ao tipo de soldadura a efectuar.Materiais de soldadura e equipamentos de soldadura [12] De salientar. 30 . ensaios de caracterização dos eléctrodos e quaisquer outros ensaios para o seu completo esclarecimento e de acordo com as normas em vigor. bem como para a qualificação de pessoal afecto à sua execução (EN 287-1 e a EN 1418). tanto quanto possível. • Na ligação das extremidades das barras (ligações de topo) as soldaduras devem ser dispostas. • Os trabalhos de soldadura exigem pessoal qualificado e aparelhagem conveniente. tanto quanto possível.

por um processo adequado. nesta ordem de ideias. fendas. a execução de soldaduras deverá respeitar o disposto no capítulo 7 da prEN 1090-2. pela concentração de tensões a que dão origem. bem como o estabelecimento de variações bruscas de secção. 2. • As medidas a tomar e o critério a adoptar na verificação das ligações soldadas será fixado pela Fiscalização. poros. As soldaduras efectuadas não poderão ser arrefecidas rapidamente. devem estar isentos de escórias. • • Deverão ainda evitar-se soldaduras em entalhes ou furos de dimensões importantes. • Em casos de comprovada necessidade.4 – Acessórios de ligação Cabos de alta resistência [6]: • Os fios dos cabos de alta resistência têm que obedecer ao disposto na EN 10264-3 ou EN 10264-4. • Os cordões executados não deverão apresentar irregularidades. exigindo-se uma descida gradual e lenta da temperatura. tinta. pela neve. humidade ou qualquer película de gordura. de acordo com a EN 10244-2. carepa. • Em geral.Execução de Estruturas Metálicas • Também se deverá evitar a aplicação excessiva de soldadura num mesmo local. ou pela própria acção do vento. • Sempre que um cordão seja obtido por várias passagens deve proceder-se à repicagem das escórias. e à limpeza com uma escova de arame. oxidação. e. sem que se tenha queimado o material dos bordos. • As superfícies a soldar. poderá exigir-se o recozimento de determinadas peças para eliminação das tensões residuais provenientes das operações de soldadura. nomeadamente em elementos soldados em toda a periferia. será pedida uma protecção das soldaduras contra o arrefecimento brusco provocado pela chuva. bem como os próprios eléctrodos. • Os cordões devem obedecer ao disposto na EN 10138-3 Aparelhos de apoio [6]: 31 . especificando a classe de resistência e a camada de protecção. antes de cada passagem. • A soldadura depositada tem de ficar bem ligada aos materiais a soldar.2. cavidades ou quaisquer outros defeitos.

a colocar entre as fundações e as bases de pilar (figura 5). segundo a norma prEN 1090-2 [3].Argamassas de assentamento de chapas metálicas As argamassas de assentamento de chapas metálicas. reportando o fabrico da argamassa para as normas EN 206-1 e ENV 13670-1. 2.Classificação do ambiente No sentido de caracterizar a agressividade do ambiente em que a estrutura metálica será inserida.3. ajudando a seleccionar a protecção mais adequada.5 . é necessário classificar o grau de corrosibilidade do ambiente de acordo com a norma EN ISO 12944-2.2.3 – Classificação estrutural e ambiental 2. Deverá ser respeitado o ponto 5.5. A resistência será especificada nos elementos do Projecto.7 ou 8 (ver quadro 14). serão de carácter hidráulico. Figura 5 – Argamassa de regularização e selagem sob placa de base de pilar [4] 2. desta norma explicações complementares são dadas. Para o exemplo em estudo seleccionou-se o nível C3. conforme figura 5 deste texto.3. No ponto 9.8 da prEN 1090-2. com base num cimento com propriedades não retrácteis.Classificação da estrutura A classificação de uma estrutura.5.6.2 . pois espelha um nível de propriedades e fiabilidade que se repercute 32 .Execução de Estruturas Metálicas • Devem obedecer ao disposto na prEN 1337-3. a que corresponde uma corrosibilidade média. com um mínimo de resistência característica à compressão de 25 MPa.5. é um indicador fundamental das suas características de qualidade.1 .4. Tabela 14 – Normalização de aparelhos de apoio [6] 2.

essa indicação terá que ser específica na adopção de uma classe de execução menos exigente. numa apreciação global desta norma. Tabela 15 – Definição das classes de consequências [3] 33 . De nomear o Anexo B da norma prEN 1090-2 [3] que consiste num útil guia para a escolha da classe de execução da estrutura metálica. Uma mais clara e elucidativa exposição dos diversos requisitos classificativos encontra-se nos anexos desta norma. Como excepções teremos as situações de elementos específicos para os quais esta especificação técnica estabeleça uma exigência superior ou inferior. Para todos os elementos da estrutura deverão ser adoptados e respeitados os requisitos definidos nesta prEN 1090-2 [3]. de que se reproduz neste texto as tabelas mais significativas (tabela 15. com base nestas tabelas e no seu significado intrínseco. 16 e 17). temos que a sua classificação surge em todas as alíneas importantes do processo. a estrutura classifica-se com classe de consequência CC3 (alta) e classe de produção e utilização PS2 a que corresponde a classe de execução EXC3. desde os aspectos ligados à escolha de materiais até à própria documentação exigível em todas as fases de fabrico. no que toca à classe de execução EXC3. mas. resultando da combinação das primeiras duas (tabela 15 e 16) a escolha da Classe de Execução (tabela 17) Deste modo.Execução de Estruturas Metálicas em todos os pontos do seu fabrico. neste último. Na verdade. e para efeitos do caso em estudo.

construído em Portugal. com elementos metálicos formados por perfis laminados a quente.Protecção ao Fogo A protecção ao fogo.4 – Protecções e tratamentos 2.4. 2. em elementos susceptíveis de exposição em caso de incêndio. admita-se um edifício residencial em estrutura mista aço–betão (com aço estrutural S275). Nesse sentido o Empreiteiro proporá à aprovação da Fiscalização a marca e tipo de revestimento de protecção que pretenda aplicar. Consultando a tabela 15 e 16 resulta ► Categoria de exploração PS1 e consequência CC2.1 . ensaios de caracterização.Execução de Estruturas Metálicas Tabela 16 – Critérios recomendados para produção e categorias de serviços [3] Tabela 17 – Recomendações para a selecção de classes de execução [3] Como exemplo de aplicação. deverá ser realizada com tintas intumescentes. pelo que implica → Classe execução 2 [6]. certificado de garantia. condições de armazenamento e condições de 34 . acompanhando prospecto técnico (composição. ligações em obra e do tipo aparafusado.

O Empreiteiro poderá propor as alternativas que ache mais adequadas ou que correspondam a desenvolvimentos mais recentes da técnica de protecção anti-corrosiva que. admitidos quaisquer desvios à presente especificação sem a prévia aprovação da Fiscalização. dado que poderá existir só um ou ambos – no caso de estarem ambos presentes. incluir os esquemas de aplicação recomendados pelo fabricante. contudo. 2. À Fiscalização reserva-se o direito de. tal como gruas. de modo a permitir à Fiscalização uma decisão atempada e informada. será sempre a metalização seguida de pintura). ainda. adoptando uma temperatura crítica de cálculo de 500ºC. designadamente a prEN 1090. no caso de existir qualquer divergência. deverá apresentar uma nota de cálculo justificativa da dimensão da protecção proposta. 35 . Em geral devem ser seguidas as seguintes recomendações gerais: • Os trabalhos de metalização e pintura devem respeitar o disposto nas normas europeias em vigor. terão de ser previamente aprovadas pela Fiscalização.Tratamento de superfície para protecção contra a corrosão e pintura dos elementos metálicos A presente especificação tem como finalidade definir e impor um conjunto de exigências que o Empreiteiro deverá respeitar para a limpeza. atendendo ao material ignífugo si e ao factor de massividade (razão entre a área exposta ao fogo e o volume do perfil). Não são.4. deve o empreiteiro fornecer as ferramentas e equipamentos. andaimes e todo o demais material para a montagem de plataformas de trabalho adequadas e seguras.2 . recorrer ao parecer técnico e peritagem de entidades idóneas como LNETI ou ISQ (Instituto de Soldadura e Qualidade). Fora situações de dispensabilidade justificada.Execução de Estruturas Metálicas aplicação) com certificado de origem e amostra. • Para o efeito da aplicação da protecção no local. de acordo com a parte 2 do Eurocódigo 3 (EN 1993-1-2). Deverá. protecção de superfícies por metalização e pintura dos elementos metálicos. removendo-os logo que o trabalho esteja concluído. o Empreiteiro poderá ainda propor uma protecção passiva alternativa que garanta uma estabilidade ao fogo de 30 minutos (EF30). se for o caso. ou quando entender. Após conclusão do fabrico e antes da montagem será aplicado nas peças metálicas o esquema de protecção anti-corrosiva previsto (nomeadamente metalização e/ou pintura. portanto. e para cada tipo de perfil metálico. Neste caso.

• Todo o trabalho deve ser executado por pessoal devidamente formado. devendo a execução do roscado ter em atenção este tipo de protecção. • O grau de acabamento será em metal branco.Execução de Estruturas Metálicas • Todas as estruturas metálicas serão montadas de forma a ficarem convenientemente alinhadas. • Empreiteiro deverá dispor de equipamento que permita comprovar as espessuras dos diversos tipos e camadas protectoras. ferrugem. • Esta mistura também deverá ser empregue na água de lavagem das peças. • As superfícies de rolamento ou escorregamento de aparelhos de apoio. quando necessário. a colocação de contraventamentos provisórios. como é definido pelas normas aplicáveis. evitando-se ar pintura. etc. • Para resistir às solicitações devidas à elevação e montagem das peças o Empreiteiro deve prever. deverá a secagem ser acelerada por aquecimento indirecto. mas protegidas por massa grafitada ou outro material adequado. especializado e de reconhecida competência. sendo a granulometria da areia seleccionada como limite máximo pelo peneiro de 30 por polegada. na percentagem mínima de 1. em que a superfície se apresenta de cor cinzenta clara. uma mistura na proporção de 4:1. Inibidor: • Será adicionado à água de molhagem de areia. uniforme. sendo imediatamente aplicada uma demão à pistola com a espessura mínima de 10 microns de “wash primer” (no caso de pintura. niveladas e aprumadas antes da demão final (em caso de pintura). ligeiramente áspera e inteiramente livre de todos os vestígios de cascão. em peso. Secagem (em caso de não existir metalização): • Logo após a limpeza a jacto de areia e de lavagem da peça. tais como faces de rolos ou outras análogas. de fosfato de diamónio e nitrato de sódio. não existindo este passo no caso 36 . • A protecção da parte saliente dos chumbadouros deverá ser feita efectuada por galvanização (metalização a quente com base em zinco). não devem ser pintadas.6% em relação à água utilizada. Decapagem: • Todo o material deve ser decapado a jacto húmido.

• As tintas a utilizar (primário e acabamento) deverão ser fornecidas por um mesmo Fabricante sendo respeitadas escrupulosamente. Pinturas: • • • Superfícies em contacto com betão não devem ser pintadas. é um primário de aderência e protecção anti-corrosiva). as instruções deste. sendo a primeira demão aplicada à trincha e a segunda á pistola. • O esquema de protecção a aplicar nas estruturas metálicas deverá ter em atenção o grau de corrosibilidade e durabilidade média. Primário rico em zinco com 50 µm de película seca. pois estas concitem numa pintura com resina epoxy em que as cargas são grânulos metálicos. Verificando-se que a tinta aplicada é de má qualidade a pintura será rejeitada e o Empreiteiro fará a limpeza da estrutura e aplicará nova pintura à sua custa. Metalização: • Em geral são sempre de evitar as metalizações a frio. ou seja. As marcas e modelos de tinta a aplicar deverão ser indicadas na proposta. na preparação e aplicação. serão aplicadas duas demãos de cromato de zinco com a espessura de 30 microns cada. • As duas demãos terão cores diferentes a definir pela Fiscalização. de acordo com a ISO 8501-3. Em geral pode ser seguido o seguinte esquema: Preparação da superfície dos elementos ao grau P2. 37 . produto de 2 componentes. pigmentos e cargas. Camada de acabamento acrílico com 50 µm de película seca. pois é. Camada intermédia de tinta intumescente com 260 µm de película seca. sendo a sua durabilidade inferior à metalização a quente.Execução de Estruturas Metálicas de prévia metalização. em geral. de modo a criar aderência aos produtos posteriormente aplicados. Primário (em caso de não existir metalização): • Com as superfícies perfeitamente secas e limpas. Destina-se a preparar e proteger as superfícies metálicas demasiado polidas. endurecido com uma solução de ácido fosfórico e formulado a partir de uma mistura de resina de butiral de polivinilo.

• O prazo entre demãos não será nunca inferior a 24h e convirá que não seja superior a uma semana. pode a Fiscalização preferir o seguinte esquema de protecção anti-corrosiva (em caso de não existir metalização a quente ou em peças secundárias ou de vida reduzida): • Decapagem mecânica ao grau SA 2 ½ (a tabela mais usada para comparação de qualidade de decapagem consta de uma norma sueca SIS – o grau de decapagem por abrasivo mais usual é o SA 2 ½ ou o SA 3. a Fiscalização poderá exigir a lavagem total ou parcial das superfícies. para um conjunto de 5 medições. sendo visível que o tipo de preparação assenta na durabilidade espectável do tratamento. 38 . para qualquer medição. • Uma demão de primário de epoxy rico em pó de zinco com uma espessura mínima de 50 mícrones. não sendo de tolerar. Alternativamente. um valor médio inferior a 90%. para decapagem mecânica é o grau ST 3). Excedido este prazo. o que sempre fará caso seja ultrapassado um mês. Na tabela 18 inclui-se a classificação de preparação das superfícies a tratar [3]. Tabela 18 – Classificação de preparação de superfície a tratar [3] Todos os trabalhos de reparação de pinturas em obra serão realizados de acordo com a EN 12944-7.Execução de Estruturas Metálicas • A espessura média da película de qualquer camada deverá ser igual ou superior ao especificado para um total de 20 medições realizadas numa mesma área. um valor inferior a 80% dessa espessura ou. • Duas demãos de tinta de acabamento à base de borracha clorada com a espessura mínima de 2x60 mícrones. contudo o anexo K da norma prEN 1090 dá algumas sindicações. A categoria de corrosibilidade encontra-se classificada na norma EN ISSO 12944.

• • • • Em elementos de outro formato deverá indicar-se o peso por unidade. As medidas para a determinação da medição de chapas de superfície irregular.Execução de Estruturas Metálicas Nas superfícies para ligações com atrito (pré-esforçadas) deve apenas ser aplicado o primário de forma a garantir uma classe de atrito C. chapas e outros elementos constituintes. os tipos e dimensões dos perfis. a medida será a do maior comprimento do perfil. 2. etc. porcas. além dos eléctrodos para as soldaduras a efectuar. • A determinação das medidas para o cálculo das medições obedecerá às regras discriminadas nos seguintes pontos. tubos. mas o preço por quilo deverá espelhar os mesmos. a área será determinada em m2. anilhas.. Não serão feitas deduções para entalhes e furos. • A medição indicará. serão obtidas a partir do menor rectângulo circunscrito a essas superfícies.Critérios de Medição As regras de medição em estruturas metálicas são. além do elemento estrutural. • As medições não incluem os desperdícios. os comprimentos serão determinados em metros e convertidos em Kg. as seguintes: • • A medição será realizada em quilogramas (Kg). de acordo com o seu peso nominal. O peso a considerar na medição será sempre o da secção nominal dos perfis. a converter em Kg de acordo com o seu peso nominal. • No caso das chapas. intrinsecamente – pelo que estes devem se objecto optimização (obtenção do menor desperdício) e quantificação (para efeitos do preço final por unidade de peso). devendo o seu preço incluir todos os demais órgãos de ligação como parafusos. • No caso dos perfis e tubos. 39 .5 . Se necessário deve ser determinado o coeficiente de atrito da superfície (anexo G da prEN 1090-2). ou da espessura nominal das chapas. Nos perfis cortados obliquamente. em geral.

Caso existem suspeitas de possível deterioração do material. sobretudo devendo respeitar-se o capítulo 6 da parte 2 (prEN 1090-2. depois da montagem definitiva.Execução de Estruturas Metálicas Capitulo 3 – Execução 3. torneados e ajustados convenientemente. terá de passar por uma vistoria que assegure que este está de acordo com os padrões pretendidos. 40 .1 – Aspectos genéricos do fabrico O fabrico de estruturas metálicas (produção. quando tal se torne necessário. protecção contra o fogo e transporte. • Todos os elementos metálicos serão bem forjados e trabalhados segundo as regras da arte. soldadura e montagem serão tomadas as precauções necessárias para que. Esta lista refere a elevação das peças. bem como exigências complementares deste texto. • Nas operações de traçagem. • Para melhor controlo no processo de fabrico devem ser identificadas todas as peças. aplainados. existam as contra-flechas previstas no projecto. armazenamento.6). pré-montagem. na garantia que essa marcação tem características indeléveis. execução e montagem) é regulado pela prEN 1090 [3] nas suas 3 partes. limados. sendo. ao fabrico e à protecção anti-corrosiva dos elementos metálicos. • A tabela 7 do capítulo 6 do prEN1090-2 [3] contém uma lista que refere todos os controlos e medidas de armazenamento. Recomendações gerais: • Deverão ser respeitadas todas as especificações relativas a materiais. • O manuseamento e armazenamento das peças deverá ser conforme as recomendações especificadas pelo fabricante e tendo em atenção as datas de vencimento do produto em causa. • Todos os materiais empregues na obra serão objecto de certificado emitido pela siderurgia que os fornece. para evitar uma possível deterioração do material.

3. devem estas ser tidas em consideração na traçagem e devidamente distribuídas para que a forma final seja a conveniente. • A traçagem das peças deverá ser feita tendo em vista a obtenção de contornos exactos. que sejam condicionantes para a estrutura metálica. o corte por laser e o corte por jacto de água com abrasivo. as dimensões exactas referentes aos elementos da estrutura. Este último é uma alternativa aos processos de corte térmico. no local. 41 . Actualmente. Os resultados deste levantamento devem respeitar as cotas constantes dos desenhos. o Empreiteiro deverá confirmar. se as dimensões referentes a outras partes da construção que se ligam com a estrutura a fabricar correspondem aos valores previstos nos desenhos do projecto. o corte por plasma. • Se no projecto forem indicadas contraflechas. e de modo que os bordos ou os topos se ajustem perfeitamente em todo o comprimento das juntas.2 . procedendo aos acertos de dimensões necessárias que submeterá à aprovação da Fiscalização. • Não serão permitidas marcas a escopro ou a punção a frio.Traçagem da Estrutura Metálica A traçagem será feita com precisão idêntica à da classificação estrutura metálica e de acordo com o projecto. devendo ter-se em atenção particular o seguinte: • Antes de iniciar a traçagem das peças metálicas. que permaneçam no material a aplicar em obra. quase todos os materiais metálicos e não metálicos podem ser cortados por via térmica [11]. tais como o oxi-corte com controlo numérico.Execução de Estruturas Metálicas 3.3 – Corte As empresas com menos recursos utilizam geralmente os tradicionais maçaricos de corte. de acordo com os desenhos. No entanto. • Na traçagem das peças a soldar deverão ser tidas em conta as deformações devidas à retracção longitudinal e transversal. • Antes de iniciar a traçagem das peças o Empreiteiro deve confirmar. • O Empreiteiro deve ainda submeter à apreciação da Fiscalização um levantamento topográfico da geometria das peças após concluído o seu fabrico. no local. existem tecnologias de corte mais avançadas. incluindo as eventuais partes em betão.

Disco. Figura 6 .Esquema representativo da operação de corte e indicação das principais entradas e saídas de materiais [11] 42 . o corte de chapa pode também ser feito com guilhotina. requer-se outro tipo de tecnologias como o oxi-corte. Jacto de água. por laser ou por jacto de água com abrasivo. Todas estas tecnologias podem envolver a utilização de comando numérico. em que os contornos são mais complicados. Na Figura 6 está apresentado um diagrama esquemático da operação de corte seguida. Laser.Execução de Estruturas Metálicas Resumindo as várias e mais usuais técnicas de corte de peças metálicas. Arco de plasma. Guilhotina. eventualmente. de desengorduramento químico [11]. poderemos enumerar as seguintes: Serra. Generalidades O corte de perfis pode ser executado para acerto de comprimentos com disco de serra ou com guilhotina (neste último caso não necessita de fluido de corte). corte por plasma. Nos casos. No corte de chapa quando o contorno é recto e a forma convexa. que permite optimizar a utilização da chapa e eliminar os erros de traçagem. Calor.

tomar-se-á o cuidados especiais no acabamento dos bordos. falhas e rebarbas dos bordos das peças serão removidas à mó de esmeril. • As saliências. 43 . • Os cortes efectuados a maçarico ou por arco eléctrico (calor) serão posteriormente afagados sempre que a irregularidade da zona de corte prejudique a execução das ligações. Para classe de execução 3 este método pode ser usado sem requisitos especiais nas condições da tabela 19. perfis e tubos serão de preferência feita à serra. • • O corte das barras.Execução de Estruturas Metálicas Algumas particularidades dos tipos de corte: • Guilhotina: as extremidades livres têm que ser tratadas por forma a remover defeitos. recorrendo-se à lima sempre que seja necessário para se obter um ajustamento perfeito das diferentes peças. poder ser necessário proceder ao pré-aquecimento (ver tabela 20). Tabela 19 – Condições sem requisitos especiais no corte de guilhotina na classe de execução 3 [3] Tabela 20 – Dureza superficial máxima permitida para os diversos tipos de aço. • Calor: por forma a assegurar que as duas partes têm uma dureza inferior a 380 HV 10 (normarequisito geral). segundo as formas determinadas. função da sua resistência mecânica [4] Como recomendações gerais: • Os perfis serão cortados com o maior cuidado. Nos cortes realizados à guilhotina ou a oxi-corte. em particular quando houver que proceder a soldadura.

deverão ser convenientemente limpos e afagados. Todos os cortes efectuados por oxi-corte. A maior parte do calor é produzido por meio da reacção exotérmica do oxigénio com o aço a cortar.). sendo o equipamento mais usual o serrote (ver figura 7). no caso de corte de chapas o método mais usual é o oxi-corte (ver figura 8) e o corte por plasma. o corte dos perfilados deverá ser feito de preferência por serrote e. Como fonte de calor para o pré-aquecimento do material e para se atingir a temperatura de fusão usa-se. por não introduzir tensões residuais. O equipamento é de fácil instalação. Na verdade. predominantemente. Em geral. poderá ser feito a maçarico (no caso de entalhes. já o plasma só é empregue até 16mm de espessura. etc. tem algumas limitações quando tem de fazer cortes mais complexos e/ou com mais de 45º. mas ambas fazem formas curvas e não furam. Esta ferramenta é rápida e faz cortes de atados. O consumo de energia é pequeno. a chama oxiacetilénica [11]. O corte por plasma corta a maior velocidade e dá um melhor acabamento que o oxi-corte. só nos casos em que a natureza do corte o exija. e nomeadamente naqueles aos quais se vão aplicar cordões de soldadura.Execução de Estruturas Metálicas Corte por serra O corte por serra é um dos mais recomendados (serra rígida ou por fita rotativa). 44 . Figura 7 – Serrote Oxi-corte O oxi-corte talvez seja o melhor processo de corte térmico para chapas de aço ligado e de não ligado na gama de espessuras de 3 a 30 mm. O oxi-corte pode cortar grandes espessuras.

sendo a junta de corte removida por jacto de ar. o hidrogénio e o azoto [11]. Figura 9 – Linha combinada corte plasma + furação. etc. efectua cortes complexos. redondos. O consumo de energia é relativamente elevado.Execução de Estruturas Metálicas Figura 8 – Corte por Oxi-corte Corte por plasma Talvez um dos melhores métodos combinados seja o das linhas conjuntas de corte plasma e furação (ver figura 9). 45 . esta máquina é bastante rápida. O corte por plasma é um processo em que o material metálico é fundido na zona de corte pelo jacto de plasma. Também são utilizados gases de corte de efeito oxidante e gases com injecção suplementar de água. Na verdade. entalhes. Os gases utilizados nas aplicações de corte por plasma são o árgon. porque o material tem de ser fundido numa junta larga.

mostram boa qualidade e regularidade. ruído. dificilmente estampáveis [11]. existe uma grande variedade de materiais onde os processos de corte térmico não são aplicáveis por razões de ordem técnica e/ou económica. sem defeitos e com pouca rugosidade. O uso de água reduz o impacto ambiental. de formas complexas e constituídas por materiais de alta resistência. Outra das características mais vantajosa. aço macio e aço inoxidável. o feixe é focado sobre a superfície do material a cortar [11]. o corte por jacto de água permite cortar uma grande variedade de metais e suas ligas como bronze. as superfícies do corte são de aspecto metálico. Corte por jacto de água Muito embora. Assim. Tipicamente. Todos os materiais condutores podem ser cortados por plasma. alumínio. sendo o gás de corte o oxigénio. Corte por laser O laser é uma fonte de radiação visível que emite luz coerente monocromática. cobre. cheiros. porém é excepcionalmente caro e raro usado em metalomecânicas. A qualidade do corte depende do tipo de material e do sistema de corte por plasma utilizado [11]. Outras características vantajosas resultantes da sua aplicação são o material não ser afectado pelo calor e não serem necessárias operações de acabamento. O bom arrefecimento e a elevada velocidade de corte reduzem o empeno por acção do calor desenvolvido. Com esta tecnologia é igualmente possível cortar chapas de grandes dimensões. Com uma lente na cabeça de corte. [11] O material é cortado pela acção de um jacto de água de alta pressão. sendo mantida a integridade estrutural do material [11].Execução de Estruturas Metálicas O corte por plasma com injecção de água é indicado para o corte de aços de construção e de Cr-Ni. Para o corte de materiais é preferido o laser de CO2. 46 . é o facto de a água minimizar o efeito do calor na integridade estrutural do metal [11]. poeiras. podendo também conter um abrasivo para facilitar a operação. Esta tecnologia permite uma grande exactidão de corte e uma boa qualidade superficial. sendo a emissão de radiações UV absorvida. Apenas com máquinas que operam com controlo numérico é possível alcançar uma elevada velocidade e precisão de corte. É o processo de corte térmico com maior qualidade e precisão. Por outro lado. O raio laser é ideal para cortar materiais metálicos e não metálicos de pequena espessura. A radiação laser é obtida por intermédio de uma mistura de dióxido de carbono. pois permite desenhos de rigor abaixo da décima milésima em chapas de quase toda a espessura. será de referir que o melhor corte é o de jacto de água. azoto e hélio que é excitada electricamente.

Execução de Estruturas Metálicas Quadro 21 – Comparação das características associadas às tecnologias de corte de chapa [11] 47 .

às tolerâncias estabelecidas para a execução desses mesmos furos e à sua execução propriamente dita. a tolerância máxima para irregularidades de furação será no máximo de 1mm para a distância de um dos furos ao que lhe seguir. em todo o caso.4 – Furacão Na execução da furação: estão previstos na norma os seguintes processos [6]: • • • • • Por broca. mas. Laser. Tolerâncias: de acordo com a norma ISO 286-2. A furação das peças metálicas é outra etapa do ciclo de produção do fabrico das estruturas metálica. e de 2mm para a distância aos furos extremos de uma mesma linha. • Dimensões: são especificadas de acordo com uma nomenclatura específica .combinação dos diâmetros do furo e do ligador (normal ou sobredimensionado) ou dos furos oblongos (curto ou longo). para a colocação do parafuso. Recomendações gerais: • Quando existe a necessidade de fazer escariação nas peças.Execução de Estruturas Metálicas 3. Por calor. • No caso de ligações importantes a abertura dos furos deve fazer-se ou por brocagem simultânea dos diversos elementos a ligar. • Somente se admite a abertura de furos por punçoamento sem posterior mandrilagem no caso de furos que não tenham função estrutural importante. Plasma. De notar que: • • Acabamento da furação: analogia com o corte. essa escariação deve ser executada de maneira a que quando o parafuso é colocado a parte superior da sua cabeça fique nivelada com a face da peça. 48 . O capítulo 6 do prEN1090-2 [3] faz referência ao dimensionamento dos furos. Punção.

• A furação.3. • Os alinhamentos dos furos deverão ser rigorosamente paralelos às secções de corte. pelo menos. 3mm inferior ao diâmetro definitivo.Execução de Estruturas Metálicas • Ainda. no mínimo de 2mm. • Nos rebites instalados a quente o diâmetro nominal do orifício deve ser igual ao diâmetro nominal do fuste do rebite mais: 2 mm para as classe de execução 1 ou 2. sendo posteriormente a mandrilagem realizada com as peças convenientemente ligadas (normativamente os furos têm que ser mandrilados para classes de execução 3 e 4. será realizada com diâmetro inferior ao valor nominal. • Como se percebeu. na excentricidade. • • O equipamento a utilizar tem que obedecer aos requisitos da prEN 1090 (12. quando realizada a saca-bocados ou à broca.2.5 vezes o diâmetro nominal do parafuso. sendo permitida. • Os furos relativos ao mesmo parafuso. com as peças ligadas na sua posição definitiva. Nas emendas os orifícios das várias partes têm que ser executados na mesma direcção. • Nas peças em que se tenham realizado furos deverão ser eliminadas as rebarbas das duas faces em contacto. a abertura dos furos deve. sendo alargada para a do projecto. mas esta operação pode ser dispensada em classes 1 e 2 . • Nos parafusos de cabeça embebida (“countersunk bolts”) as dimensões do negativo e suas tolerâncias devem ser tais que a face superior da cabeça do parafuso e a face da peça onde é instalado coincidam. no caso de ligações importantes e sendo a abertura realizada por punçoamento. deverão permitir a livre inserção do elemento de ligação das peças. a mandril. ser realizada por brocagem (com os valores nominais recomendados desses furos de acordo com o diâmetro do parafuso – tabela 21). 1 mm para as classe de execução 3 ou 4. este será de diâmetro. em geral. que não garanta a forma cilíndrica e circular dos furos. para que se ajustem perfeitamente uma sobre a outra.3). em peças sobrepostas. • O comprimento nominal de parafusos oblongos não deve exceder 2. com a condição de se anular esta diferença a mandril. admitindose a tolerância de 1mm.apenas punção). a tolerância de 1mm. 49 .

50 .Execução de Estruturas Metálicas • A distorção está limitada.Valores nominais de furos para parafusos (mm) [6] Figura 10 . Estas linhas automáticas de furacão são dirigidas por informaticamente. diferentes orientações e múltiplos furos (ver figura 11). nesse processo existem várias cabeças de brocas para funções diversas. Tabela 22 .Valores máximos admissíveis na distorção em furos por punção [6] Existem linhas automáticas de furação de vigas (ver figura 11). Figura 11 – Linha automática de furação e cabeças da linha de automática de furação Todas as peças furadas para ligações serão vistoriadas pela Fiscalização a fim de se verificar a perfeição do trabalho e proceder às correcções tidas por convenientes.

estabelecendo a norma prEN 1090 [3] critérios de enformagem a quente. sendo cada ver mais usadas para o fabrico de asnas de cobertura. ainda.5 – Maquinagem/Enformagem Na maquinagem/enformagem de peças metálicas o aço (inicialmente em chapa lisa) pode ser dobrado. Em termos de metalomecânica poderemos ser mais específicos. para execução destes tipos de peças metálicas existem dois processos possíveis em termos de temperatura associada: • Enformagem a quente: em que existe um aquecimento prévio da chapa à sua conformação. é um processo de conformação de chapas com utilização crescente em estruturas metálicas. em menor escala.Execução de Estruturas Metálicas 3. sem que para isso o material perca significativamente qualquer tipo de características. dada a pequena espessura da chapa. sobretudo a frio (exemplos de geometrias na figura 12). sendo as operações de maquinagem mais significativas: estampagem. Figura 12 – Linha automática de furação e cabeças da linha de automática de furação [13] De notar os seguintes aspectos no processo de enformagem: • Existe diminuição de ductilidade e a norma prEN 1090 [3] especifica procedimentos de alívio de tensões residuais através de temperatura. Entre as grandes vantagens deste tipo de perfil estão a sua excelente relação preço/peso e a facilidade de se criarem formas abertas com baixa energia de deformação. pressionado e forjado. • • Esta norma também específica raios mínimos de curvatura em função do tipo de aço usado. Efectuam-se. A enformagem. requisitos específicos para a dobragem de perfis circulares ocos. calandragem e quinagem. operações de fresagem e de torneamento [11]: 51 . com restrições relativas aos tipos de aço e às temperaturas a que cada classe de aço deve ser trabalhada. mas não só. de igual modo. • Enformagem a frio: pode ser executada através de rolos ou prensas. Fornece.

como tal são identificados no mesmo diagrama de blocos (Figura 14). • Calandragem . Em alguns casos. fazendo furos ou modificando-lhe a forma.Esquema representativo das operações de estampagem. • Torneamento . Os dois últimos processos têm. a uma sequência de operações idêntica. também. • Quinagem . através de fresas em rotação. dependendo do tipo de material e do grau de deformação pretendido. Esta operação pode ser realizada tanto a frio como a quente. Os 3 primeiros processos acima descritos têm uma sequência de operações muito semelhante. a chapa é deformada plasticamente por prensagem utilizando ferramentas com a geometria adequada a esse fim. • Fresagem . É sobretudo usada em chapa.A quinagem é um processo que permite formar quinas vivas ou dobrar uma peça de modo a que esta fique com um raio de curvatura muito pequeno. pelo que são apresentados esquematicamente através do mesmo diagrama de blocos na Figura 13.A fresagem permite trabalhar uma peça. Figura 13 . sendo esta obrigada a passar pelo meio de uma série de cilindros.A calandragem é utilizada para dobrar chapa. adquirindo progressivamente a curvatura desejada até ao caso extremo da formação de um cilindro.Execução de Estruturas Metálicas • Estampagem . calandragem e quinagem com indicação das principais entradas e saídas de materiais [11] 52 .Nesta operação. a chapa é engordurada previamente.Processo em que a peça a trabalhar roda em torno do seu eixo estando a ferramenta cortante fixa e posicionada lateralmente.

através da fusão na zona de contacto do metal das peças ou de um material adicionado. No que trata à preparação e execução de soldaduras. Protecção contra vento. O metal de adição pode estar na forma de eléctrodos revestidos. 53 . Este capítulo está dividido em 7 sub-capitulos. esta norma refere ainda [6]: Armazenagem e manuseamento dos consumíveis. Os vários tipos de soldadura são representados conjuntamente no diagrama da Figura 15. etc. A soldadura pode ser manual. quer pela fonte de energia utilizada para fundir o metal a soldar e o metal de adição. semi-automática ou automática [11]. e torneamento com indicação das principais entradas e saídas de materiais [11] 3. Pré-aquecimento (visa evitar dureza excessiva). para além dos aspectos atrás referidos. Em termos normativos a soldadura das peças metálicas tem de estar de acordo com o descrito no capítulo 7 da prEN 1090-2 [3]. sendo a energia comum a todas elas [11]. Os diferentes processos de soldadura podem distinguir-se de uma maneira muito geral.6 – Soldadura Os processos de soldadura destinam-se a unir peças de um modo permanente. chuva.Execução de Estruturas Metálicas Figura 14 – Esquema representativo das operações de fresagem. quer pela técnica como o metal em fusão é protegido da oxidação. fio ou barra. em que setas de tipos e cores diferentes (identificadas por números diferentes) ilustram as entradas e saídas de cada tipo de operação.

Figura 15 – Esquema representativo da operação de soldadura com indicação das principais entradas e saídas de materiais [11] O Plano de Soldadura é um dos documentos a cujo conteúdo e exigências todo o processo de soldadura está sujeito. Os soldadores têm de ser qualificados segundo as normas EN 287-1 e a EN 1418. Aspectos específicos das soldaduras de topo. Outros tipos de soldadura. essas normas referenciam também condições especiais a ter em atenção nos procedimentos da soldadura. 54 . Soldaduras por pontos ou entalhe. No anexo E da prEN 1090-2 [3] estão previstas alguns dos tipos de solda a que um operador terá de executar.Execução de Estruturas Metálicas Aspectos específicos das soldaduras de cordão (nomeadamente m perfis enformados). sendo para o efeito relevante a EN ISO 4063. Tratamentos térmicos. De notar que existem outras normas europeias que têm especificações apropriadas para os procedimentos qualificados de soldadura. Soldaduras em aços auto protegidos – especificação dos elementos consumíveis.

deve proceder-se antes de cada nova passagem.5. a natureza e o diâmetro dos eléctrodos devem ser apropriados à qualidade dos materiais e ao tipo de ligações a efectuar. • • Os cordões devem ficar isentos de irregularidades. B respectivamente. ferrugem. As superfícies destinadas a receber soldadura deverão encontrar-se não só secas como bem limpas. EXC2. Na tabela 12 do ponto 7. a existência de soldadura para aços imaculados. ou outros defeitos. 55 .Execução de Estruturas Metálicas A preparação e execução começam pela recepção dos consumíveis. • No caso do cordão ser obtido por várias passagens. escórias e gorduras. O trabalho de soldadura. • As características da corrente. cavidades. em geral. • • Tanto as zonas a soldar como os eléctrodos devem estar bem secos. sendo que as classes de execução EXC1. Tem de haver uma preocupação com a protecção contra as condições climatéricas e preocupação também quanto ao pré-aquecimento. tem processos e cuidados diferentes a ter em conta.2 da prEN 1090-2 [3] está previsto o tempo e a temperatura de armazenamento do material. à repicagem das escórias por um processo adequado e à limpeza a escova de arame. C. Na realização de soldaduras devem-se tomar as precauções necessárias para reduzir as tensões/deformações residuais permanentes. só poderá ser executado por pessoal devidamente qualificado segundo a norma em vigor já identificada. Como recomendações complementares enunciam-se: • • Na execução de ligações soldadas empregar-se-á. bem como garantir que as peças fiquem nas posições pretendidas. fendas. isentas de corpos estranhos. EXC3 tem um nível de qualidade de D. • Deve-se evitar ou reduzir ao indispensável o número de soldaduras a efectuar fora da oficina. no qual deve ser utilizada aparelhagem conveniente. a soldadura por arco eléctrico. ainda. Os critérios de aceitação tem de respeitar os níveis existentes na EN ISO 5817. assim como outros tipos de aços diferentes. poros. Está previsto. seu armazenamento e manuseamento. O aço carbono. devendo os soldadores estar devidamente certificados. com modificações e exigências para a norma EN 1011-1 e EN 1011-3. Existe ainda a especificação de alguns tipos de soldadura e os tratamentos térmicos. a EXC4 tem nível de qualidade B com mais exigências adicionais referenciadas na tabela 13 da prEN 1090-2 [3].

além do prescrito nas Peças Escritas e Desenhadas do Projecto e da legislação em vigor. devem ocupar toda a extensão da justaposição. a preparação dos chanfres. Os cordões de topo. a fim de se verificar a existência de fissuras. de acordo com o Plano de Soldadura (se existir). • A cada passagem. a superfície do cordão realizado deve ser cuidadosamente desembaraçado de escórias. • • Em caso de comprovada necessidade. em caso de condições atmosféricas adversas. em qualquer caso. ser inferior a 3mm. simultaneamente facilitando que as peças fiquem na posição pretendida. • Nos cordões de soldadura topo a topo. poderá exigir-se o tratamento térmico de peças. • A disposição e a ordem de execução devem ser estabelecidas de modo a reduzir-se os estados de tensão resultantes da própria operação de soldadura. 56 . aos seguintes condicionamentos: A espessura dos cordões não deve. e sempre que seja possível construtivamente. pelo que será exigida uma protecção das soldaduras. Tomar-seá os mesmos cuidados quando houver que prosseguir um cordão interrompido ou ligar dois já executados. tensão e velocidade). As dimensões dos cordões de soldadura devem satisfazer. A espessura dos cordões de ângulo não deve ser superior a 0. contínuos. bem como o estabelecimento de variações bruscas de secção. • O metal depositado tem que ficar bem ligado aos materiais a soldar. nomeadamente em elementos soldados periférica. sem que se tenha queimado o material dos bordos. deve o Empreiteiro realizar um programa de trabalhos indicando os consumíveis e os parâmetros de soldadura (intensidade.Execução de Estruturas Metálicas • Antes de dar início às operações de soldadura. • Deve evitar-se a aplicação excessiva de soldadura num mesmo local. exigindo-se uma descida gradual e lenta da temperatura.7 da menor espessura dos elementos a ligar. utilizando a picadeira e a escova de aço ou outro método conveniente. contra o arrefecimento brusco. etc. e antes de iniciado o novo cordão. Esta operação será executada até completo desaparecimento dos defeitos de compacidade. • As soldaduras não serão arrefecidas rapidamente. procederse-á à esmerilagem da raiz e execução do respectivo cordão. poros ou outros defeitos.

no caso de elementos sujeitos a esforços de tracção. ter comprimento inferior a 40mm nem superior a 60 vezes a espessura do cordão. no caso de elementos sujeitos a esforços de compressão e 24 vezes essa espessura. Quando se dispõem cordões de soldadura opostos. todas as soldaduras existentes no elemento serão submetidas a inspecção. Os cordões de ângulo.Execução de Estruturas Metálicas Os cordões de ângulo contínuos não devem. podendo contudo ser convexa desde que a flecha apresente o limite máximo de 2mm. • A Fiscalização poderá exigir sondagens nos cordões que lhe afigurem defeituosos. nunca côncava. Poderá ser exigida a aprovação prévia pela Fiscalização da sequência prevista para a soldadura tipo dos eléctrodos a utilizar. com deposição de material: • • Soldadura por arco eléctrico com eléctrodo revestido – SAE (ER). Por outro lado. Soldadura por aço eléctrico com ecrã gasoso – MAG ou MIG (ver figura 16). para os elementos metálicos em aço. O intervalo entre dois troços sucessivos não deve exceder 16 vezes a espessura do elemento mais fino. reconhecidas inicialmente como defeituosas. proceder-se-á ao controlo de todas as soldaduras refeitas. Nos cordões de topo descontínuos. Em cordões de ângulo descontínuos. • Se for detectada uma soldadura defeituosa. os quais serão refeitos por soldadura. Nos cordões de ângulo descontínuos o comprimento de cada troço não deve ser inferior a 4 vezes a espessura do elemento mais fino a ligar. não deverão interessar mais do que 75 por cento da espessura do perfil no bordo. os intervalos indicados são considerados como se os troços estivessem em linha. o comprimento de cada troço não deve ser inferior a 4 vezes a espessura do elemento mais fino a ligar e o intervalo entre dois troços sucessivos não deve exceder 12 vezes aquela espessura. aplicados nos bordos arredondados de perfis. em princípio. Estão previstos. quando os troços estão colocados alternadamente de um lado e de outro da aresta de ligação. 57 . A superfície aparente dos cordões de soldadura deverá ser plana. dois processos de soldadura. em geral. a chapa intermédia deverá ter a espessura mínima de 7mm.

Por outro lado tem uma baixa taxa de deposição e uma má limpeza de escórias. A soldadura MIG ou MAG é bastante versátil. No caso de robotização a taxa de deposição baixa consideravelmente. Todos os trabalhos de soldadura devem ser devidamente comprovados mediante a presentação de respectivo certificado a aprovar pela Fiscalização. normalmente sempre ultrapassada. Outros processos de soldadura poderão ser aceites mediante aprovação da Fiscalização. tem uma taxa de deposição mais elevada se for pelo processo manual. 58 . De qualquer modo esta última dificuldade é. dado que as soldaduras em obras são raras. actualmente. Este método tem ainda outra desvantagem.7 – Ligações Mecânicas As ligações mecânicas são também uma das etapas da execução de estruturas metálicas. que é a sua difícil instalação em obra. quer seja pelo método automático ou manual.Execução de Estruturas Metálicas Figura 16 – Soldadura MIG MAG A soldadura SAE (ER) tem uma flexibilidade máxima. estas ligações tem de estar de acordo com o previsto no capítulo 8 da prEN 1090-2 [3]. é compatível com vários materiais e tem bastante facilidade de aplicação em obra. 3.

por exemplo vibrações. de modo que o aperto não introduza esforços secundários nos parafusos. Esta explicação está ilustrada na figura 6 do capítulo 8 da prEN 1090-2 [3] e figura 17 deste texto. O aperto dos parafusos deve ser suficiente para garantir a eficiência das ligações. devem utilizar-se dispositivos que impeçam esse desaperto. um desses factores é o facto de as peças em causa serem de espessuras diferentes. No caso de ser uma ligação em pré-esforço. sem que com isso se ponha em causa a estabilidade do conjunto. • • O roscado dos parafusos deve sobressair pelo menos um filete das respectivas porcas. a sua diferença num aspecto geral não deverá ultrapassar. nos casos indicados no Projecto. • Os parafusos a aplicar serão. Figura 17 – Diferença máxima entre espessuras de chapas (D ≤ 2mm → correntes. em geral. • Uma das ligações que causa maiores problemas na sua execução são as emendas. D ≤ 1mm → pré-esforçadas) [3] 59 . este tipo de ligações são bastante complexas devido as tolerâncias serem mínimas e ao número elevado de factores a ter em conta. munidos de anilhas. sobretudo para efeitos de pequenas dilatações ou rotações de apoio. sendo tal garantia da responsabilidade o Empreiteiro. para cada caso. a diferença entre peças deverá ser de 1mm. • Sempre que se verifiquem condições que possam conduzir ao desaperto dos parafusos em serviço. tais como anilhas de mola ou contra-porcas. os da classe referida nos desenhos do projecto. obrigatoriamente. sendo esta. uma anilha dos lados da porca. • No caso de superfícies sobre as quais se faz o aperto dos parafusos não serem normais ao eixo destes. tendo em vista permitir alguma mobilidade da ligação. os 2mm. só se podendo dispensar o uso de anilhas desde que as ligações sejam pouco importantes e se verifique que a zona lisa da arreigada do parafuso é suficiente para transmitir à chapa os esforços secundários nos parafusos.Execução de Estruturas Metálicas Como recomendações complementares enunciam-se: • Os parafusos serão. em cuja espessura deve terminar a parte roscada. Todos terão. de pressão do tipo mola. tendo-se em atenção que o aperto exagerado produz estados de tensão desfavoráveis nos parafusos. devem-se colocar anilhas de cunha. caso exista uma diferença de espessura nas peças em causa.

também têm uma exacta especificação na norma acima referida. fazer vários ciclos. A limpeza será feita a jacto de areia ou à chama. pintura. do interior para o exterior. tendo apenas uma folga com tolerância especificada no artigo e norma aplicável. uma do lado da cabeça e outra do lado da porca mediante justificação. Condições de aperto em ligações pré-esforçadas: • Na execução de ligações aparafusadas pré-esforçadas respeitar-se-ão as anteriores condições fixadas para as do tipo corrente no que nestas não for contra ou substituído nos pontos seguintes. às chapas o pré-esforço instalado dos parafusos. em grupos grandes. • Cada conjunto de parafusos deve ser apertado na totalidade até à condição “snug-tight” (resulta do esforço de uma pessoa através de uma chave normal). de modo a evitar que as superfícies se oxidem. etc. água. com segurança. essas anilhas serão colocadas do lado da peça que se pretende fixar. de características adequadas. • Para conseguir este estado é necessário.Execução de Estruturas Metálicas Condições de aperto em ligações correntes (não pré-esforçadas) [6]: • São admitidas folgas até 2 mm no contacto se a espessura dos elementos ligados é elevada (espessura superior a 8 mm para perfis). devendo executar-se em curto prazo (algumas horas) a montagem da ligação. • As superfícies dos elementos a ligar devem ser cuidadosamente limpas de quaisquer matérias susceptíveis de provocar uma diminuição do atrito entre as superfícies (ferrugem.). e não deverá ser utilizado nenhum parafuso em que o seu diâmetro não esteja devidamente regulamentado nessa mesma norma. O posicionamento e comprimento dos parafusos. o máximo de 3 ou a combinação necessário para que não ultrapasse os 12mm. gordura. a primeira poderá ser eliminada em parafusos cujas cabeças possuam dimensões estudadas de forma que possam transmitir. • Os parafusos devem ser munidos de anilhas. • Caso seja necessário um maior ajuste no aperto poder-se-á colocar mais anilhas. 60 . • Os furos não deverá exceder o diâmetro nominal dos parafusos. • Precauções especiais no caso de parafusos de dimensão M12 ou em caso de parafusos curtos. • Os diâmetros dos parafusos estão especificados nas normas. sem esforçar demasiado os parafusos.

sendo que as anilhas colocadas por baixo das porcas têm de estar de acordo com o especificado na norma prEN 14399-5. Tabela 23 – Classificação das classes de atrito para superfícies de ligações pré-esforçadas [3] O anexo G da mesma norma (prEN 1090-2) tem também o método de cálculo para determinação do coeficiente de atrito. a calibração tem de ser de modo a que o pré-esforço mínimo seja alcançado.2 a 8.Execução de Estruturas Metálicas • As porcas quando são aplicadas nos parafusos devem enroscar facilmente. devendo o aplicador conseguir enroscar com a mão. A norma prEN 14399-2 contém dados e testes que poderão utilizados na calibração. ainda.9: sob a cabeça e sobre a porca. que estará de acordo com a norma prEN 14399-6. dados complementares relativos à especificação dos parafusos.2. para ajustar o comprimento do conjunto a ligar. 61 . • A preparação das superfícies. na tabela 14 do capítulo 8 da prEN 1090-2 [3] está previsto a classificação que podem ser assumidas pelo atrito das superfícies (tabela 23 deste texto). No aperto dos parafusos de ligações pré-esforçadas tem de haver cuidado com a calibração do método de aperto. • Também podem ser usadas anilhas suplementares. que entrem em contacto com as ligações mecânicas. • As anilhas colocadas por baixo das cabeças dos parafusos tem de ter um chanfre. sem necessidade de recorrer ao auxílio da chave (até que a porca encoste na anilha ou na peça a ligar). até 3 com o máximo de 12 mm. Desde logo o atrito.4) para ligações pré-esforçadas. porcas e anilhas (8. • Nas ligações pré-esforçadas é obrigatório usar anilhas quando: Classe 8. sendo os valores do coeficiente de átrio estabelecidos por classes (tabela 22).8: sob a peça que vai rodar (porca ou cabeça). • A prEN 1090 fornece. colocadas do lado da peça fixa.2. tem alguns aspectos que suscitam cuidados. Classe 10.

Método combinado (controlo + rotação da porca): primeira etapa → todos os parafusos a 75%. cabeças especiais e parafusos especiais (ver figuras 19 a 21). • Em termos de execução [6]: Método da chave dinamométrica: antes de dar o aperto final em todos os parafusos. com uma precisão de ± 4 %. Na figura 18 ilustra-se uma ligação simples de base de pilar. terceira etapa → rotação da porca. 62 . anteriormente. Figura 18 .Estrutura metálica com apoios aparafusados [8] Como indicador indirecto de tracção vimos. apertar cada um deles com 75%. a técnica das anilhas especiais. O método combinado consiste no controlo mais a rotação da porca. A rotação da porca no método de controlo do alongamento do parafuso é realizada através do número de voltas da porca.Execução de Estruturas Metálicas Para o aperto é efectuado por dois métodos: o método de controlo do torque e o método combinado. Todos os dados para o uso deste método estão previstos na EN ISO 6789. segunda etapa → idem. O aperto pelo método de controlo de torque consiste na utilização de uma chave dinamométrica para o aperto dos parafusos.

o parafuso de cabeça embebida. No ponto 8. os parafusos e cavilhas ajustados e os parafusos injectados. são outros tipos de parafusos especiais a ter em causa. 63 .Execução de Estruturas Metálicas Figura 19 – Parafusos com anilhas especiais [6] Figura 20 – Parafusos com cabeças especiais [6] Figura 21 – Parafusos especiais [6] A prEN 1090-2 [3] tem ainda exemplos de parafusos especiais. tanto a instalação dos rebites mas também os seus critérios de aceitação.7 do prEN 1090-2 [3] está referida a colocação de rebites.

é frequente as ligações sempre puramente mecânicas. muito embora essa regra não seja obrigatória ou absolutamente universal (ligação 1 da figura 22. situações existem em que. por exemplo. Na verdade a existência de soldadura nas ligações mecânica depende muito do tipo de conceito empregue pelo Projectista. Tabela 24 – Diâmetros tradicionais de parafusos e rebites para estruturas metálicas [6] 3. Porém. ainda que com brevidade. podemos ter ligações dos 3 tipos. respectivamente).9 do prEN 1090-2 [3] e também no anexo D. 64 . é mais vulgar que o Projectista opte. ligação viga-pilar). em maioria ou exclusividade.8 – A razão de ser e o comportamento das ligações puramente soldadas. sendo de referir que o diâmetro se refere à medida exterior do roscado e não ao liso (a que corresponde a área resistente). por uma de alguma rapidez de execução e custo da mão-de-obra especializada. ou pelas disposições de fabrico da indústria metalomecânica local. em geral. a razão de ser e o comportamento das ligações puramente soldadas. numa mesma estrutura. normalmente. sendo todos os critérios e métodos lá mencionados. os parafusos auto-roscantes. puramente mecânicas ou mistas Vai-se discutir.Execução de Estruturas Metálicas As ligações de elementos de paredes finas (como os enformados) estão previstas no ponto 8. chapa de topo de ligação pilar-pilar e chapa de base de pilar. por um só tipo de solução. Na realidade. No nosso país. Nos Estados Unidos. puramente mecânicas ou mistas. Nestas ligações utiliza-se. as ligações mecânicas principais de uma estrutura metálica estão associadas a trabalhos de soldadura (ligação 2 e 3 da figura 22. Na tabela 24 apresentam-se os diâmetros tradicionais de parafusos e rebites para estruturas metálicas.

ª ordem (encurvadura) que as segundas. Esta situação conduz a que as primeiras sejam estruturas mais deslocáveis e.Execução de Estruturas Metálicas Figura 22 – Tipos de ligações mais usuais em estruturas metálicas [9] Em geral as ligações mecânicas sem soldadura criam soluções mais rápidas de executar (não há soldadura). tais como: paredes de betão armado. mais elevados). mais sensíveis a efeitos de 2. em geral. 65 . normalmente. mas mais deformáveis e condenando a estrutura ao uso de perfis mais robustos (não se aproveita. enquanto as ligações viga-pilar só com soldadura ou de soldadura importante na ligação são mais rígidas. Conforme se pode apreciar nas figuras 23 e 24. logo. cantoneiras em “Cruz de St.º André” ou cabos pré-tensionados. os momentos negativos que se poderiam mobilizar nos apoios das vigas. necessariamente. pelo que as secções do perfil ficam apenas sujeitas a momentos positivos únicos e. Obviamente que podem ser previsto sistemas de contraventamento que minimizem a mobilidade exagerada das estruturas de ligações puramente mecânicas. as ligações viga-pilar sem soldadura ou de soldadura reduzida são mais flexíveis.

Execução de Estruturas Metálicas

Figura 23 – Ligações viga-pilar sem soldadura ou de soldadura reduzida, mais flexíveis, em geral [9]

Figura 24 – Ligações viga-pilar só com soldadura ou de soldadura importante na ligação, mais rígidas, em geral [9]

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Execução de Estruturas Metálicas

Por outro lado, numa situação ideal, teríamos as ligações puramente soldadas, extremamente rígidas, contudo obrigariam a significativa quantidade de soldadura em obra, situação pouco prática, de difícil controlo de qualidade, onerosa e mesmo potencialmente mais perigosa que em oficina. Daí que a melhor conclusão seja uma combinação quase óbvia (ligação mista): • Soldadura prévia em estaleiro/oficina das chapas de topo nas ligações mecânicas (criação de uniões rígidas ou semi-rígidas, limitando a deformabilidade desta e da própria estrutura, bem como permitindo a existência de momentos de apoio nas vigas, com resultante economia das secções); • Aparafusagem em obra, sem necessidade de soldadura no seu local de implantação, permitindo simplicidade, economia e rapidez de montagem.

Figura 25 – Ligação mista (soldadura de chapa de topo na viga com aparafusagem ao pilar, com situação de distribuição completa tradicional de esforços no apoio (corte + flexão) [9]

Na figura 25 pode-se observar uma ligação mista, com a soldadura de chapa de topo na viga (em oficina) e posterior com aparafusagem ao pilar (em obra). Desta solução surge uma desejável complementaridade de esforços no apoio, de corte com flexão. Obviamente que numa industria com mão-de-obra e soldadura muito cara esta solução pode não ser a mais económica, muito embora.

3.9 – Desempeno das peças
O desempeno das peças será feito a frio e, tanto quanto possível, feito à máquina, por pressão e não por choque. O desempeno a quente será excepcional e respeitando as regras técnicas adequadas ao aço.
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Execução de Estruturas Metálicas

As peças devem ser desempenadas segundo as tolerâncias especificadas no projecto, ou, na falta dessa indicação, as tolerâncias normativas usuais.

3.10 – Tratamento de Superfície/Protecção Anticorrosiva
A corrosão consiste na deterioração dos materiais pela acção química ou electroquímica do meio, podendo estar ou não associado a esforços mecânicos. Comummente chamada de “ferrugem”, quando encontrada nos metais como ferro e aço, a corrosão afecta não apenas o aspecto estético do material, como também sua resistência mecânica e vida útil [14]. Ao se considerar o emprego de materiais na construção de equipamentos ou instalações é necessário que estes resistam à acção do meio corrosivo, além de apresentar propriedades mecânicas suficientes e características de fabricação adequadas [14]. Na grande maioria dos casos, a adopção de processo preventivo anti-corrosão no inicio da utilização dos materiais, proporcionará um significativo aumento da vida útil da estrutura, além da economia de custos devido ao menor número de manutenções necessárias [14]. As formas segundo as quais a corrosão pode manifestar-se são definidas principalmente pela aparência da superfície corroída, sendo as principais [14] (ver figura 26): • Corrosão uniforme: quando a corrosão se processa de modo aproximadamente uniforme em toda a superfície atacada. Esta forma é comum em metais que não formam películas protectoras, como é o caso do aço e do ferro; • Corrosão por placas: quando os produtos de corrosão se formam em placas que se desprendem progressivamente. É comum em metais que formam película inicialmente protectora mas que, ao se tornarem espessas, fracturam e perdem aderência, expondo o metal a novo ataque; • Corrosão alveolar: quando o desgaste provocado pela corrosão se dá sob forma localizada, com o aspecto de crateras. É frequente em metais formadores de películas semi-protectoras ou quando se tem corrosão sob depósito; • Corrosão por pontos (puntiforme): quando o desgaste se dá de forma muito localizada e de alta intensidade, geralmente com profundidade maior que o diâmetro e bordos angulosos. A corrosão por pontos é frequente em metais formadores de películas protectoras, em geral passivas, que, sob a acção de certos agentes agressivos, são destruídas em pontos localizados, os quais se tornam activos, possibilitando corrosão muito intensa;

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Figura 26 – Formas de Corrosão em desenho esquemático [14] O tratamento de superfície está regulamentado no ponto capítulo 10 da prEN 1090-2 [3]. Classe 4: Classe B3 (produtos planos .perfis). como no caso dos aços inoxidáveis austeníticos sintetizados.perfis). 69 .chapas) ou D3 (produtos longos . • Corrosão trans-granular ou trans-cristalina: quando o fenómeno se manifesta sob a forma de trincas que se propagam pelo interior dos grãos do material. Condições da superfície. sendo óbvio que existem alguns cuidados e exigências a ter com as superfícies antes de aplicar a protecção de corrosão. conforme as classes de execução e de acordo com a EN10163 [6]: Classes 1 e 2: qualquer acabamento de superfície.chapas) ou C2 (produtos longos . expostos a meios corrosivos. como no caso da corrosão sob tensão de aços inoxidáveis austeníticos. Classe 3: Classe A2 (produtos planos .Execução de Estruturas Metálicas • Corrosão inter-granular ou inter-cristalina: quando o ataque se manifesta no contorno dos grãos.

Pode efectuar-se por via mecânica (por jacto de areia ou de granalha).Execução de Estruturas Metálicas De referir que: Para a execução do tratamento protector de corrosão tem de se respeitar o descrito no anexo K da prEN 1090-2 [3]. óleos e gorduras). sujidade. anódica e por corrente alterna) [11]. quando as dimensões das peças o permitem. respectivamente. ou em cabines de decapagem com recuperação de granalha. solventes e limpeza a vapor).10. Decapagem mecânica A decapagem mecânica com abrasivo é o método mais comum de preparar a superfície metálica. Na figura 27 apresenta-se um exemplo esquemático da decapagem mecânica [11]. verificando-se a gradual substituição da areia por granalha de um subproduto da indústria do cobre (escória de cobre) e por granalha de aço. Apesar dos problemas ambientais e de saúde provocada pela utilização de areia nas decapagens (poeiras contendo sílica). Dependendo da localização. geralmente a céu aberto. Essa decapagem é efectuada manualmente pelos trabalhadores. tem-se verificado uma maior sensibilização dos industriais para esse facto. A granalha é projectada em média a uma velocidade de 130 m/s e a uma pressão de 7 bar [11]. o seu consumo ainda não foi totalmente banido. tinta lascada. No entanto. removendo parte dos contaminantes presentes (calamina. do tipo de superfície a preparar e do tipo de contaminantes (óxidos. 3.1 – Decapagem A decapagem visa eliminar as camadas de óxidos presentes na superfície das peças. Após o fabrico será aplicado nas peças metálicas o esquema de protecção anti – corrosiva que se apresenta. 70 . Lixagem. poeiras. Para elaboração da galvanização e da pintura tem de se respeitar as normas EN ISO 1461 e EN ISO 12944-4/-5/-7. utilizam-se diferentes técnicas de preparação da superfície. por via química e por via electroquímica (catódica. tais como: • • • Decapagem mecânica e química. sais. Desengorduramento (com detergentes. óxidos e resíduos de tinta) e permitindo à superfície adquirir alguma rugosidade de modo a melhorar a aderência da tinta. de modo a que a posterior deposição de material constitua uma camada perfeitamente aderente e homogénea.

É geralmente utilizada na preparação de superfícies de acesso difícil à decapagem com granalha ou em pequenas áreas a preparar. Na figura 29 apresenta-se um esquema exemplificativo duma operação de lixagem [11].Esquema representativo duma operação de decapagem mecânica com indicação das principais entradas e saídas de materiais Decapagem química A decapagem por acção química é. quando da preparação da peça ou da superfície para a pintura. recorrendo-se ao ácido sulfúrico. Figura 28 . usualmente. retirando-lhe as contaminações ou conferir-lhe um aspecto ou rugosidade determinada.Esquema representativo duma operação de decapagem química com indicação das principais entradas e saídas de materiais [11]. A preparação manual pode ser também utilizada em substituição da decapagem com granalha. Lixagem A lixagem tal como a decapagem mecânica é uma operação integrada no início do processo. A lixagem tem como objectivo desbastar a peça ou a superfície. No caso da reparação de estruturas metálicas a lixagem é uma técnica complementar ou alternativa à decapagem com granalha. Os métodos utilizados são mecânicos.Execução de Estruturas Metálicas Figura 27 . utilizada nos aços e no cobre. A decapagem do alumínio é realizada em meio alcalino com soda cáustica. ao ácido clorídrico ou ao ácido nítrico. Na Figura 28 apresenta-se um exemplo esquemático da decapagem química [11]. podendo ser efectuados com lixas ou com escovas. 71 . uma vez que a estrutura já de encontra montada.

Figura 29 . ou soluções aquosas contendo sais alcalinos. Estas ferramentas são geralmente pneumáticas e não eléctricas. Desengorduramento de peças ou superfícies Esta operação tem como objectivo retirar toda a gordura ou óleo existente na peça. Apesar destas desvantagens. Os inibidores podem ser adicionados ao ácido. Tal como muitos solventes e agentes de limpeza alcalinos não podem ser 72 . e outras ferramentas de impacto. produtos molhantes e aditivos. em fase líquida ou em fase vapor. Após uma limpeza inicial necessária para remover óleos e graxas (desengraxamento). nem o risco de ocorrerem choques eléctricos [11]. A título exemplificativo apresenta-se na Figura 30 um diagrama esquemático do desengorduramento químico [11]. Os sistemas orgânicos podem trabalhar em circuito fechado com recuperação de solvente. óxidos. não existindo o problema de sobreaquecimento. Nos sistemas de desengorduramento em fase aquosa. a lixagem pode ser mais eficiente na remoção de óxidos e de tintas cuja composição contenha metais pesados [11]. utilizando solventes orgânicos (clorados ou não). a necessidade de mais mão-de-obra e mais tempo para a sua execução.Execução de Estruturas Metálicas acarretando. Compostos inorgânicos como cloretos. Pode ser levada a cabo com métodos químicos ou electroquímicos. martelos lascantes. de maneira que se removam somente a ferrugem e as escamas (ou carepas) de óxidos e o metal-base seja pouco atacado. sulfatos. as peças podem ser decapadas em ácido clorídrico ou sulfúrico. são geradas grandes quantidades de resíduos líquidos carregados de contaminantes minerais e orgânicos susceptíveis de reutilização parcial. após tratamento para separação dos constituintes indesejáveis. fluxo de solda não são removidos com solventes orgânicos. martelos de agulhas.Esquema representativo da operação de lixagem com identificação das principais entradas e saídas de materiais [11] As ferramentas manuais mais frequentemente utilizadas na preparação de superfícies metálicas são: escovas de aço. raspadeiras. O desengorduramento precede obrigatoriamente a decapagem ácida ou alcalina. no entanto.

Figura 30 . em geral. Grenalha de aço angular. pois. o processo por jacto abrasivo. Nos sistemas de desengorduramento em fase aquosa. portanto. Este método de remoção superficial é indicado para uso em material duro. Podem ser utilizados na decapagem os seguintes tipos de abrasivos: Grenalha de gusa angular. entretanto encarecem o processo pois a sua produção é onerosa [15].Execução de Estruturas Metálicas utilizados na limpeza de bronze.Esquema representativo duma operação de desengorduramento químico com indicação das principais entradas e saídas de materiais [11] Processo mais usual em Estruturas Metálicas Contudo. as camadas de ferrugem. As esferas de aço são mais eficientes do que a areia. A qualidade da superfície resultante depende da distância entre bocais. que pode ser optimizada. para eliminar salpicos de solda. 73 . alumínio e aço galvanizado. são geradas grandes quantidades de resíduos líquidos carregados de contaminantes minerais e orgânicos susceptíveis de reutilização parcial. todas as superfícies serão previamente decapadas por intermédio de jacto abrasivo. por decapagem todo o processo destinado à remoção de óxidos e impurezas inorgânicas. Pelo que. Nesse caso. para tornar áspera a superfície da peça ou para melhorar a ancoragem. os quais são frequentemente utilizados. o jacto abrasivo é o mais usado na limpeza de peças fundidas e em peças de aço laminado. como o aço. após tratamento para separação dos constituintes indesejáveis [11]. carepas ou tinta. incluindo-se nestas categorias: a carepa de recozimento e de laminação. apenas uma rápida decapagem é suficiente para remover os óxidos de ferro [14]. a casca de fundição e as incrustações superficiais. Entenda-se. destaca-se. ferrugem. que consiste em remover as impurezas por efeito do impacto de esferas de aço (ou outro material) sobre a peça a limpar. Sendo certo que a decapagem pode ser feita por diferentes tipos de processos.

Nenhum tratamento poderá ser aplicado sem a prévia aprovação da Fiscalização. o estaleiro que está a proceder ao trabalho não pode escolher o tipo de protecção a aplicar.Execução de Estruturas Metálicas Areia siliciosa angular. respectivamente) seguido de tinta de acabamento (como um esmalte). podendo-se obter dados complementares no seu Anexo K. Pinturas correntes como forma económica de protecção A forma mais económica de protecção por pintura é a aplicação de primário (único ou de capa sobre sub-capa → primário de protecção e primário de adesão. pó. o equipamento e o procedimento de aplicação. 3. tais como: calamina (minério de zinco). No entanto. Tem de se ter em atenção. sobretudo de saís solúveis. O abrasivo a empregar qualquer que seja o seu tipo. saís. óleos e gorduras. Na decapagem tem de se ter em consideração a limpeza. dependendo. em geral essa decisão do cliente [11]. pois o objectivo é criar uma rugosidade adequada à aderência do esquema metalização ou de pintura. Além das condições de exposição. EN ISO 14713 para superfícies a galvanizar. pinturas antigas. ainda. a criação de uma superfície que favoreça a aderência da protecção de revestimento. sendo certo que o seu efeito 74 .2 – Metalização e Pintura A metalização ou pintura deverá ser efectuada imediatamente após a preparação da superfície. deve estar isento de contaminações. o tempo de secagem. evitando tempo que permita a oxidação superficial e comprometa a aderência do revestimento protectivo. A superfície deverá estar perfeitamente limpa e seca. Quartzo. ferrugem. entre o anterior e a tinta de acabamento. removendo da superfície a tratar todos os elementos estranhos que afectem o desempenho do esquema de protecção. outros dos factores da escolha do sistema de protecção são: o grau de agressão ao meio ambiente. EN ISO 14616 para superfícies a tratar por projecção de metal.10. A prEN 1090 [3] fornece requisitos específicos para as superfícies antes da aplicação de tratamento protector de corrosão. pelo que todo o abrasivo e partículas de superfície produzidos pela operação de decapagem terão de ser cuidadosamente removidos. bem como ainda [6]: EN ISO 12944 para superfícies a pintar.

Em geral. visando sua protecção contra a corrosão. O resultado é um recobrimento formado por uma camada externa de zinco e várias camadas de liga Fe-Zn que estão unidas metalurgicamente ao metal-base. forma e complexidade. sendo a velocidade da reacção muito rápida a princípio. a reacção passa a ser mais lenta e a espessura não aumenta muito. um componente. de qualquer tamanho. ao se solidificar. contendo solventes. à base de resinas especiais endurecidas e com filme denso. preconizando uma solução baseada em resinas acrílicas. com elevada espessura de filme (≥ 40 mícrones). dada a sua precariedade em duração. de secagem rápida. para estruturas metálicas.alquídico/fosfato de zinco (primário anticorrosivo activo. Metalização a quente como protecção mais eficaz [14] Obviamente que a metalização a quente será sempre mais eficaz e duradoura. aplicada em duas demãos.Execução de Estruturas Metálicas limitado na eficácia e no tempo. este sistema não é admissível. peso. nomeadamente no conhecido sistema de galvanização (deposição de liga rica em zinco). na base de uma combinação de resina sintética e fosfato de zinco com elevada espessura de película seca. Quando imersos na cuba de zincagem. formando-se durante esse período inicial a maior parte da espessura da camada. Ao se retirar as peças do banho. A zincagem por imersão a quente é um processo de revestimento de peças de aço ou ferro fundido. de acordo com o seguinte esquema: • Aplicação de primário para aço do tipo PVC . transforma-se na camada externa de zinco praticamente puro. o ferro e o aço são imediatamente molhados pelo zinco. Será importante referir que se deve-se galvanizar à mínima temperatura que permita um escorrimento fácil do excesso de zinco durante a extracção do material. No fundo trata-se de uma metalização a frio seguida de uma pintura de elevada qualidade (2 componentes). Temperaturas acima de 470 ºC são 75 . Em seguida. • Acabamento de pintura com tinta à base de resinas e endurecedor. Pinturas especiais (tipo metalização a frio) como forma expedita de protecção Este esquema de protecção alternativo (embora se situe no campo das pinturas) é uma espécie de metalização a frio. mesmo que a peça permaneça imersa por longo período (ver figura 31) [14]. uma quantidade de zinco fundido é arrastada sobre as camadas de liga e. embora seja fisiologicamente inócuo e não poluente) com espessura seca de filme de 80 mícrones. A temperatura normal de zincagem é de 445 a 455°C.

Dependendo da composição química do metal-base e da aspereza da superfície. podem-se obter espessuras de revestimento maiores do que o especificado. a Quarta camada ETA é formada praticamente de zinco.Execução de Estruturas Metálicas desaconselháveis. ampliada 200 vezes (ver figura 32) vêem-se as várias camadas de liga Fe-Zn formadas durante o processo. pois a reacção do zinco com as paredes da peça torna-se muito intensa acelerando seu desgaste e diminuindo sua vida útil. A terceira camada ZETA apresenta de 5. Figura 32 – Camadas resultantes da metalização por zinco ou galvanização [14] Assim. A Segunda camada DELTA contém de 7 a 12% de ferro. Consequentemente. como a vida de um 76 . a primeira camada GAMA (próxima do aço) possui de 21 a 28% de ferro.2% de ferro. prejudicando em vez de beneficiar [14].8 a 6. Figura 31 – Influência do tempo de imersão no peso da camada de zinco [14] Camadas características de metalização a quente por galvanização [14] Observando-se a micrografia do revestimento. Finalizando.

uma vez que a durabilidade do mesmo é proporcional à sua espessura. dependendo de vários factores. dois resíduos aparecem e podem contaminar o banho: a borra. a superfície pode ficar brilhante. O técnico responsável pelo tratamento deve ser consultado antes da especificação de revestimentos mais espessos do que os comummente usados. Com chapas ainda não trabalhadas. com sacrifício da espessura. O jacto abrasivo prévio na superfície da peça permite que a espessura do revestimento seja aumentada. outra preocupação a não descurar é o contacto entre metais de potencial galvânico diferente. e cinza ou escória de óxido de zinco que ser forma na superfície do banho. uma massa pastosa constituída de liga Fe-Zn (5. Após a zincagem. o detalhe construtivo que evite pontos singulares de acumulação de humidades e sujidades não é de menor relevo. sem alterar a técnica de zincagem. que se concentra no fundo do tanque. Zincos com 98. camadas espessas de revestimento são desejáveis. Por outro lado. Pormenorização construtiva De notar que se a protecção é. temperatura e tempo de imersão. composição do banho de zinco. o crescimento da camada-liga é deliberadamente suprimido. adicionando-se alumínio ao banho de zinco. 77 .Execução de Estruturas Metálicas revestimento é proporcional à sua espessura. de facto. A pureza do zinco utilizado não é crítica.0%). importante. contendo pouco mais de 1. ferro. para a obtenção de maior durabilidade do revestimento. A espessura do revestimento varia de acordo com a composição química do aço. Obtenção de camadas espessas de revestimento [14] Quando a peça deve ter longa vida. estanho e cobre. que podem ser conformadas após a zincagem. O alumínio às vezes é adicionado em pequenas quantidades (cerca de 0.0% de chumbo e pequenos teores de outros metais como cádmio. Durante o processo de zincagem por imersão a quente. cinza-fosco ou floreada. são satisfatórios. A presença ou ausência de brilho ou as várias tonalidades de cinza não têm qualquer efeito sobre a eficácia do revestimento. o que facilmente conduz à corrosão do de potencial inferior.005%) para aumentar o brilho da peça e deixar o revestimento mais liso. não são poucos os produtos zincados por imersão a quente que duram muito mais do que o calculado pelo revestimento mínimo especificado.0% de pureza.0% + 95. Às vezes essas camadas espessas podem ter uma aparência cinza-escuro quando as camadas da liga Fe-Zn se estendem até a superfície externa. mais pesada do que o zinco fundido.

Figura 33A .Detalhes construtivos para evitar a corrosão [6] 78 .Execução de Estruturas Metálicas Incluem-se esquemas gráficos visando o melhor detalhe para evitar a corrosão (figura 33A a 33C) [6].

Execução de Estruturas Metálicas Figura 33B .Detalhes construtivos para evitar a corrosão [6] 79 .

Detalhes construtivos para evitar a corrosão [6] 80 .Execução de Estruturas Metálicas Figura 33C .

O Empreiteiro deverá elaborar um plano de inspecção e ensaio específico para a estrutura antes do início do processo de fabrico. Eventual tratamento final em obra. Elementos de ligação. Peças a que vai unir e esquema elucidativo (desenho). os tratamentos prévios da superfície) e a necessidade de inspecção de qualidade rigorosa. 3.11 – Pré-montagem e etiquetagem Deverá ser efectuada uma pré-montagem em oficina das partes da estrutura. Ordem de montagem. 81 . testes e correcção Todos os elementos da estrutura metálica deverão ser inspeccionados das antes do transporte para a obra. 3. inspecção. nomeadamente a prEN 1090 [3].12 – Fiscalização. antes de sair da oficina.2 e o anexo C da prEN 1090-2 [3]. Recomendações e notas de montagem. o sistema tem de ser especificado de acordo com as normas técnicas usuais. e de acordo com o procedimento de identificação já ai existente. não necessariamente do seu todo em conjunto. Para a realização do plano de inspecção e ensaio deverão ser observados o ponto 4. Sua posição dentro da estrutura global (desenho).Execução de Estruturas Metálicas Especificação do sistema de protecção Independentemente desta discussão. sem necessidade de ajustes locais que introduzam deformações e tensões residuais. Do mesmo modo. A inspecção deverá respeitar o especificado no capítulo 12 da prEN 1090-2. Este plano deverá ser revisto e aprovado pelo Dono-de-Obra. em que se consideram a qualidade do revestimento. nenhuma peça pode ser transportada sem que seja completa e inequivocamente identificados os seguintes parâmetros: • • • • • • • • Designação da peça e suas características técnicas. Recomendações e notas de transporte. mas o das partes vizinhas suficientes para assegurar a fácil e rápida montagem em obra.

Execução de Estruturas Metálicas Se eventuais correcções a efectuar na estrutura requererem revisão das estruturas. métodos de dimensionamento ou processos de execução não tradicionais. 3.2 – Produtos Fabricados As vigas. de preferência.12. Relatórios dos ensaios deverão ser apensos ao projecto definitivo da obra. pendurais.12. Todos os elementos devem ser acompanhados de documento que certifique que o elemento se encontra conforme com a presente especificação técnica. em geral. em especial nos casos em que tiver sido apresentada variante ou em que tiverem sido utilizados materiais. Qualquer ensaio consistirá. fornecendo as amostras necessárias para a determinação das propriedades mecânicas dos materiais.1 . tirantes. bem como a norma prEN1090 [3]. na aplicação das solicitações previstas no projecto. 3.Materiais e Produtos Pré-fabricados Serão inspeccionados todos os certificados de qualidade dos materiais empregues na estrutura. deverá proceder-se à realização de ensaios laboratoriais para verificar as propriedades dos materiais. as quais serão atingidas. 82 . (iii) da sua comparação com os valores previstos no projecto. assim como dar perfeita liberdade de acção dentro da sua oficina. Cumprida a execução da estrutura deverá realizar-se uma inspecção cuidada de toda a obra. estas deverão ser submetidas para aprovação do Projectista. constituirão encargo do Empreiteiro. Se os ensaios demonstrarem a existência de defeito de responsabilidade do Empreiteiro. Nos casos em que se verifique a ausência do respectivo certificado de qualidade. consistindo fundamentalmente na verificação individual de cada nó. pernas de asnas e peças análogas serão ensaiadas antes de serem assentes se a Fiscalização assim a determinar. Fiscalização tem o direito de ordenar a realização de ensaios para a averiguação de segurança da obra. de cada tipo de ligação e dos aparelhos de apoio. por acréscimos graduais e com medição dos deslocamentos e das extensões tanto máximos como residuais. O Empreiteiro deverá facilitar a acção da Fiscalização. pilares. No caso de ausência do referido documento o material será considerado não conforme. A segurança da obra deve ser julgada a partir dos resultados: (i) dos ensaios dos materiais: (ii) dos ensaios da estrutura. a reparação deste bem como a realização do ensaio ou ensaios que o evidenciaram. madres.

todas as fases do processo de execução de uma peça metálica.6 da prEN 1090-2.Execução de Estruturas Metálicas A geometria dos elementos fabricados deverá ser inspeccionada de acordo com o ponto 12. extensão da inspecção). de acordo com a tabela 25 (tabela 19 da prEN 1090-2). de modo a que seja mais fácil ao utilizador a compreensão de todo o processo. de acordo com a EN 10204: Classe 1: declaração de conformidade com a encomenda. A inspecção das ligações aparafusadas deverá ser realizada de acordo com o especificado no ponto 12. Classes 3 e 4: certificado de inspecção.5 e ponto 12. Classe 2: relatório de ensaio de conformidade. Os critérios de inspecção. Inspecção após soldadura (fornece todos os detalhes de ensaios não destrutivos.3 da prEN 1090-2. documentação de inspecção e localização [6]: • Os documentos necessários dependem da classe de execução. Refere-se um procedimento particular para conectores de cabeça. e de acordo com a EN10029: 83 .3 da prEN 1090-2: Inspecção antes e durante soldadura. este capítulo tem descriminado como em toda a prEN 1090-2 [3]. através de flexão aplicada seguida de inspecção visual. Todas as soldaduras são inspeccionadas visualmente e a norma obriga a inspecções complementares (NDT) excepto para classe de execução 1. As tolerâncias fabrico e montagem das estruturas metálicas deverão respeitar o especificado no capítulo 11 da prEN 1090-2. Tolerâncias de espessura [6]: • Conforme as classes de execução. Esta inspecção deverá ser realizada em fábrica antes do transporte dos elementos para obra. nomeadamente timing. testes e correcção estão devidamente documentadas e estabelecidas no capítulo 12 da prEN 1090-2 [3]. • A inspecção das soldaduras deverá ser realizada de acordo com o especificado no ponto 12. Identificação. havendo possibilidade de redução do número de inspecções mediante certas condições.

adaptado]. Classes 3 e 4: Classe B. 84 . sendo este uma boa referência para o estabelecimento de um Plano de Fiscalização e Ensaios. Tabela 25 – Quadro de inspecções complementares [2] Na figura 34 pode-se observar um fluxograma de fabrico em Execução de Estruturas Metálicas [11.Execução de Estruturas Metálicas Classe 2: Classe A.

Execução de Estruturas Metálicas Figura 34 . adaptado] 85 .Detalhes construtivos para evitar a corrosão [11.

tem também de haver um grande cuidado para que não haja nenhum desprendimento das cintas durante a deslocação. não podendo exceder a altura mínima recomendado para a passagem em viadutos e túneis. este tipo de carregamento deve ter todo o tipo de cuidados. tanto no âmbito da higiene e segurança no trabalho. 4. a necessidade batedores da Brigada de Trânsito e carros de apoio e balizagem. tanto no que diz respeito ao peso aconselhável para a circulação nas vias de comunicação. mas principalmente. ao peso aconselhável na passagem por pontes ou viadutos. O peso da peça e também outro factor limitador. de modo a não introduzir deformações ou mesmo rupturas. como também na colocação da peça em cima do camião. Outro cuidado importante é nos pontos pelos quais a peça é movimentada. desde logo a escolha do tipo de camião para executar o transporte. A peça não pode ser muito comprida por forma a que exista a possibilidade de não haver camião que a consiga transportar em segurança. A peça deve ser calçada devidamente para que fique completamente estável. 86 . No caso de haver uma ou várias peças de tamanho fora da medida tem de haver um cuidado maior.Quantificação de custos do transporte de componentes A quantificação dos custos do transporte será determinado segundo o tipo de viaturas de transporte a utilizar. Mesmo nos casos de transporte especial tem de existir um grande cuidado quanto ao tamanho e peso da própria peça. bem como a distância entre a instalação industrial e a obra. A escolha do camião tem de ser feita tendo em consideração o tamanho e o peso da peça a transportar. o tamanho da peça em altura também se torna limitado.1 – Condições gerais Neste tipo de transporte tem de se ter vários factores em conta. Os transportes especiais têm de ser executados em alturas de pouco movimento e com escolta oficial da polícia. O carregamento das peças no camião será efectuado com uma grua ou por uma ponte móvel. e para que não existam deformações na peça durante o transporte da mesma. A peça deve também ser amarrada com as cintas para que não deslize.Execução de Estruturas Metálicas Capitulo 4 – Transporte 4.2 .

Condições gerais de montagem da estrutura O Empreiteiro deverá assegurar-se que os meios utilizados na montagem e a forma de suspensão e união das peças não vão introduzir quaisquer deformações ou tensões permanentes significativas. • O seguimento da ordem exacta da colocação das peças (na montagem em obra).3. 5. sua colocação.2 da prEN 1090-2 [3]. etc. a EN1090 dá uma série de orientações para boa execução dos trabalhos (Caderno de Encargos). tais como: • Detalhada gestão na quantidade e ordem de envio das peças metálicas e componentes para a obra (desde a oficina). Relativamente aos aspectos da montagem. O Empreiteiro deverá elaborar um plano de montagem da estrutura. etc. Colocação de argamassas e selagens – especificações e recomendações. Sendo o culminar das várias fases de execução anteriores. focando sobre os seguintes temas: • • Condições do estaleiro. Para a elaboração do referido plano deverá ser observado o ponto 9. tem também que se ter em atenção alguns requisitos fundamentais. contraventamentos provisórios. Metodologias de montagem – condições impostas no projecto. fases.1 . bem como o discriminado no capítulo 9 da prEN 1090-2 [3]. Os trabalhos de montagem não deverão ser iniciados sem que o plano de montagem da estrutura seja aprovado pela Fiscalização/Dono-de-Obra (deverá ser consultado o Projectista em caso de dúvidas. Os trabalhos de montagem das estruturas deverão respeitar as exigências da presente especificação técnica.Execução de Estruturas Metálicas Capitulo 5 – Montagem O processo de montagem é o ultima fase no que diz respeito ao fabrico e execução de estruturas metálicas. no sentido de não existirem esforços para os quais alguma peça possa não estar dimensionada no decorrer da montagem). 87 . • • Apoios e ancoragens – apoios provisórios.

se necessário. com verificações de diversos aspectos. que constituem os pórticos. Deverá ser efectuado o levantamento topográfico rigoroso das eventuais peças de betão onde irá apoiar-se a estrutura metálica. estas partes serão munidas de olhais de montagem. sendo que o processo de elevação e posicionamento dos troços. devem ser limpos e aplicarem-se duas demãos de cromato de zinco com a espessura de 30 mícrones cada. Pontos e níveis de referência constantes do plano de execução. etc. • Os cordões de soldadura. Critérios de aceitação. tendo em conta o seu transporte. enquanto não estiverem ligados entre si. marcação. e a área adjacente numa extensão de 15cm para cada lado. • Ajuste das peças. sendo a assemblagem dos diversos componentes efectuada em obra. por parafusos ajustados. para que uma vez feito o aperto destes. por meio de estruturas provisórias. alinhamento. procedimentos de aperto das ligações. propondo igualmente a solução à aprovação da Fiscalização. máximas correcções permitidas. as partes fiquem correctamente posicionadas para a soldadura de ligação. efectuado com recurso aos meios mecânicos considerados necessários e a definir pelo Empreiteiro. dentro das dimensões óptimas de cada peça. manuseamento e armazenamento. • A montagem da estrutura será realizada de acordo com a sequência aprovada pela Fiscalização. deve incluir o cumprimento de um Plano de Controlo de Qualidade. com o adequado controle dimensional sujeito a aprovação da Fiscalização. • Todo o trabalho de topografia ficará a cargo do Empreiteiro. Em termos de sequência e cuidados a ter nas fases de montagem. Esta soldadura terá de ser executada em perfeitas condições e ser convenientemente reforçada. devem observar-se as seguintes recomendações: • Os pórticos serão transportados por partes. A localização destas secções está definida no projecto e quando tal não suceder será necessária a aprovação da Fiscalização. Quanto ao controle da montagem. tais como: • • • • Apoios. a definir pelo Empreiteiro. Definição de não conformidade e sua correcção.Execução de Estruturas Metálicas • Mão-de-obra: desenhos de montagem – exigências e requisitos. pelos elementos de 88 . • Neste caso. • Os pórticos isolados deverão ser estabilizados. métodos de montagem.

• Todas as peças devem ser conveniente e previamente marcadas em oficina para que. referem-se alguns. bem como a forma como o fazem. • A montagem da estrutura metálica deverá ser feita por pessoal especializado e respeitar todas as normas e regulamentos de segurança aplicáveis. À Fiscalização deve reservar-se o direito de. em particular os regulamentos de segurança dedicados à Construção Civil.2 do prEN 1090-2 [3].Execução de Estruturas Metálicas travamento definidos no projecto de execução. Antes de corrigir os erros de montagem. refere os requisitos que devem ser acautelados. Entre outros. o ponto 9. materializados e referenciados a pontos fixos. No que diz respeito aos trabalhadores em obra. No final dos trabalhos deverá proceder-se à limpeza e remoção destas estruturas provisórias. • Os eixos principais e as marcas de desnivelamento necessárias à montagem serão fixados. • Os erros de montagem não poderão ser corrigidos por calor. contidos ou não na prEN 1090 [3]. será necessária a respectiva autorização da Fiscalização. que merecem especial atenção: 89 . inspeccionar os materiais e a sua utilização em obra. Quanto às condições pretendidas para uma boa execução dos trabalhos. • No final devem-se retocar as pinturas que tenham ficado danificadas durante a montagem. não surjam dúvidas quanto à posição que ocupam e a que outros elementos se ligam. deverão estar garantidos todos os requisitos e condições de higiene e segurança (tal como regulamentado no Plano de Higiene e de Segurança no Trabalho). Deverá também de garantir que a estabilidade do conjunto fique assegurada em caso de desmontagem eventual de certos membros. • Todas as estruturas provisórias necessárias deverão ser fornecidas pelo Empreiteiro. na montagem. • A colocação dos chumbadouros deverá ser feita tomando as necessárias precauções para que o seu posicionamento não seja modificado.2 – Condições do local O local tem de ser preparado para receber os funcionários que vão executar a montagem e o material necessário à elevação da estrutura. 5. em qualquer momento. para a introdução de equipamentos segundo as instruções da Fiscalização. por deslocamentos inadvertidos e imperceptíveis.

• Os danos cansados a terceiros tem também de ser equacionados. o armazenamento do material deve estar devidamente embalado e identificado. Essa identificação deve estar devidamente visível. A identificação deve ser efectuada individualmente.3 – Critérios de montagem em obra Os critérios gerais de montagem de uma estrutura em obra devem obedecer ao que está previsto no Projecto e Plano de Montagem. existem alguns preceitos que são estabelecidos pelo ponto 9. No caso de alguma avaria terá de existir uma fase de estudo. 5. Contudo. ao manuseamento. ficando devidamente documentada.Execução de Estruturas Metálicas • Na selecção do local para implantação da sapata da grua (condições do solo e sua drenagem) e sua efectiva colocação. de modo a que se encontre a melhor solução para resolução do problema criado. O armazenamento e manuseamento das peças têm de ser efectuados com o mínimo risco possível de ocorrência de algum dano. 90 . devendo ser armazenado num local seco.3 da prEN 1090-2 [3]. para se identificar claramente a peça e saber qual a sua posição na montagem da estrutura.6 da prEN 1090-2 [3]. armazenamento. dentro e fora do estaleiro. Os critérios de marcação estão previsto e referenciados no ponto 6.2 da prEN 1090-2 [3]. nomeadamente eléctricas e de águas. nomeadamente no que se refere à marcação das peças. para a sustentação transitória da estrutura. tanto em habitações vizinhas como em vias existentes no local. o manuseamento e armazenamento tem de estar em conformidade com o estabelecido no ponto 6. Ter em atenção alguma possibilidade de ocorrência de condições climatéricas adversas. Os ensaios de montagem devem estar em conformidade com o previsto no ponto 6. que possam por em causa a estabilidade dos trabalhos efectuados e a segurança do local e dos trabalhadores. todos esses casos tem de ser examinados e devidamente reparados.10 da prEN 1090-2 [3]. • • Na necessidade de colocação de apoios provisórios. • Na execução das infra-estruturas necessárias. aos ensaios de montagem e aos métodos de montagem.

Execução de Estruturas Metálicas Nos métodos de montagem. 5.4. neste ponto pode-se verificar os critérios que constituem o projecto base dos métodos de montagem e o método de montagem em construção. a sua fácil remoção também tem de estar devidamente pensada a acautelada. Existem outros tipos de situações pensados para alguns casos particulares em situações que nem sempre ocorrem. Como já se aludiu.3 da prEN 1090-2 [3]. Os elementos provisórios de auxílio de montagem da estrutura (escoramento e contraventamentos). Quando este tipo de material deixa de fazer falta para a sustentação da estrutura. Estes elementos. Pelo menos 1/3 dos parafusos a aplicar nos elementos de fixação terão se ser colocados antes que a estrutura comece a ter algum tipo de solicitação ao nível de estabilidade estrutural. ao longo da montagem da estrutura pode ser necessário a colocação de elementos estruturais provisórios. etc. sejam eles em apoios. estão devidamente previstos em todas as fases da montagem. tais como: • O posicionamento e os apoios que vão ser utilizados para os veículos de transporte e levantamento das peças metálicas. pois a sua insuficiente fundação pode gerar possíveis assentamentos dos apoios. contraventamentos. bem ainda o tamanho e peso máximo das mesmas. o que poderia provocar deformações da estrutura parcialmente construída. com a disponibilidade do estaleiro para armazenar devidamente as peças a enviar. 5. para além de estar em conformidade com o estabelecido pelo projecto e planos de montagem.4 – Processo e metodologia de montagem Os processos e metodologias de montagem estão devidamente especificados no ponto 9.1 – Aspectos genéricos Os critérios que constituem o projecto de métodos de montagem começam por ter em atenção a sequência da montagem. A vedação da obra também está devidamente regulamentada no capítulo 9 do prEN 1090-2 [3]. tem ainda que estar em conformidade com o estabelecido no ponto 9.6. tirantes. utilizando aço perfilado e metal laminado para o efeito.5 da prEN 1090-2 [3]. 91 . De realçar que tem de se ter em atenção o posicionamento e o tipo de uniões. retirados quando a parte em causa da estrutura já esteja autosuficiente. deste modo tem de se conjugar o transporte possível. escoras. serão reutilizados no desenrolar da obra onde sejam reclamados.

• O Empreiteiro assegurar-se-á.Ligações Em geral. sujidade e outras matérias estranhas que impedirão uma boa aplicação de pintura no estaleiro.1 da prEN 1090-2 [3]. caso seja uma alternativa devidamente estuda. O plano do método de montagem. bem como com apoios suficientes para não introduzir distorções nas peças. 5. 92 . deve ainda preencher todos os requisitos quanto a higiene e segurança da obra e dos seus trabalhadores.5 da prEN 1090-2 [3]. para além de descrever muito bem todos os critérios mencionados em 9. • Antes de iniciar a montagem. • O Empreiteiro assumirá a inteira responsabilidade pela protecção das peças da estrutura até ao momento em que ela esteja montada e recepcionada. sendo colocadas sempre de modo que a flexão surja pelo eixo forte. • O Empreiteiro tomará as precauções necessárias para evitar a danificação da pintura e para evitar a acumulação de lama. • Os perfilados serão arrumados sobre suportes de modo a isolá-los do solo e dispostos de modo a evitar a retenção de águas sobre os ferros. ao método de montagem.Execução de Estruturas Metálicas • A posição da grua e a sua eficácia de alcance aos materiais a levantar.3. será de observar o seguinte: • Para o aperto de parafusos não pré-esforçados deverá ser observado o disposto no ponto 8. Só poderá haver lugar algum tipo de alteração. comprovada e segura. O método de montagem em construção deve seguir em conformidade o projecto e os desenhos. o Empreiteiro verificará a implantação e os níveis de todos os chumbadouros e de todos os maciços de fundação.3 da prEN 1090-2 [3]. igualmente.2 .4. • Para o aperto de parafusos pré-esforçados deverá ser observado o disposto no ponto 8. • O Empreiteiro indicará à Fiscalização a necessidade em espaço para armazenagem do seu equipamento e materiais. que os maciços de fundação apresentam uma superfície perfeitamente horizontal e que os alinhamentos previstos nos desenhos foram respeitados.

blocos separados. a fim de permitir a continuação dos trabalhos nas zonas niveladas e acabadas ao mesmo tempo que executa o resto da montagem. troços de naves. será aplicada em oficina apenas uma decapagem mecânica. de tal maneira que se obtenha a coincidência dos furos. O conjunto da estrutura será devidamente posicionado. • O emprego de escovas rotativas é proibido e a acção da escova não deve diminuir a rugosidade da superfície. • Nas superfícies metálicas.Execução de Estruturas Metálicas • O Empreiteiro assinalará imediatamente à Fiscalização qualquer defeito. que ficarão encostadas. os parafusos deverão ser perfeitamente limpos incluindo o eliminar de excesso de lubrificantes de protecção) e levarem duas demãos de primário com a espessura de 30 mícrones cada. se a estrutura levar um acabamento a tinta e após a montagem. Antes da colocação dos parafusos a Fiscalização efectuará a vistoria das furações. • No estaleiro. 93 . com uma escova metálica macia (não é necessário fazer desaparecer a cor da ferrugem). • As ligações devem efectuar-se sem introduzir esforços importantes nas peças. decapadas. • O Empreiteiro obriga-se a aceitar realizar o acerto da estrutura por partes (vãos. etc). • Se as superfícies a ligar. • As estruturas serão montadas respeitando com precisão os eixos e níveis dados nos desenhos. após o que a totalidade da placa de base será. antes da realização das ligações definitivas e da execução das selagens. a fim de verificar a perfeição do trabalho e proceder às correcções julgadas convenientes. vierem de fábrica com revestimento de protecção. • As peças são mantidas em posição por parafusos de montagem e parafusos de resistência ligeiramente apertados. são limpas de poeira e da flor da ferrugem. vertical e horizontalmente. sem o que este será considerado como único responsável pelo posicionamento exacto e preciso. • Salvo outra indicação em contrário. não sendo pintadas com qualquer demão de tinta. As placas de base serão montadas sobre calços de aço até à regularização da estrutura. • • Serão objecto de particular atenção o controle dimensional e a qualidade das ligações. anteriormente decapadas. é interdito o emprego de detergentes ou de produtos derivados do petróleo para a sua remoção ou limpeza. as superfícies em contacto. sejam estes provisórios quer residuais.

sendo o mesmo será efectuado com chave de choque ou chave dinamométrica.4. na periferia e nos furos de ligação (em caso de necessidade será aplicado um aperto suplementar nas zonas onde o encoste parecer duvidoso). progressivamente.4 . até 100%. definidas na EN 1993-1-8. O aperto deverá ser dado na porca. • O encosto das superfícies em contacto será verificado visualmente. • Na medida do possível. Não poderão ser empregues processos térmicos na execução das novas furações sem o consentimento expresso da Fiscalização (com eventual consulta ao Projectista). sempre pela mesma ordem. sempre com a Fiscalização presente. sem pancadas e sem retrocesso. • O aperto definitivo será sempre feito com a chave dinamométrica. não será realizado enquanto todos os parafusos da união não estiverem colocados e apertados a 75%. poderá ser empregue o parafuso com o diâmetro seguinte. mantendo imóvel a cabeça do parafuso (salvo situações excepcionais atrás identificadas).4.5 .Colocação dos parafusos em obra Cuidados a observar: • Depois da verificação do ajustamento das peças a ligar.3 . 5. • Os parafusos serão apertados. Neste caso deverá proceder-se à furação dos elementos a ligar para o novo parafuso a utilizar. para um mesmo diâmetro de parafuso. devendo sempre ser respeitadas as distâncias mínimas regulamentares ao bordo da chapa. iniciando-se pelos parafusos centrais e executado no sentido rotativo dos ponteiros do relógio. 5.Alongamento de furos para parafusos No caso de furos desalinhados que não permitam a colocação adequada dos parafusos respectivos. 94 . assinalando-os convenientemente. será colocada a totalidade dos parafusos da ligação e apertados a 75% do momento de aperto definitivo e assim devem permanecer pelo menos 3 horas.Aperto definitivo dos parafusos Cuidados a observar: • O aperto definitivo duma união (a 100%).4. as uniões do mesmo tipo serão apertadas pela mesma chave. • O Empreiteiro assegura-se que todos os parafusos estão apertados a 75%.Execução de Estruturas Metálicas 5.

No entanto. efectuando em cada recomeço de serviço a verificação da regulação por ocasião dos primeiros apertos. • • Verificação da não rotação da cabeça do parafuso. mantendo a cabeça do parafuso imóvel e fazendo aperto progressivamente. O aperto considera-se correcto quando a aresta da porca se imobiliza numa zona compreendida entre 1mm a 8mm depois da referência inicial feita na anilha.Regulação das chaves de aperto A regulação das chaves dinamométricas será feita em laboratório avalizado e reconhecido. O Empreiteiro assegura-se do bom funcionamento da chave de choque. correctamente aferida.Execução de Estruturas Metálicas 5.4. sem pancadas e sem retrocesso. se a porca se imobiliza antes da sua posição inicial. A regulação é corrigida por tentativas e considera-se em condição se forem obtidos bons resultados sobre uma série de 30 parafusos. com chave dinamométrica (ver figura 35). O processo de verificação do aperto é o seguinte: • Marcação da posição inicial da porca e da cabeça do parafuso (referência em relação a uma aresta da porca). apertando alguns parafusos directamente nas uniões das peças.Chave dinamómetro. • • Desaperto da porca de 1/12 de volta mantendo imóvel a cabeça do parafuso. Aplicação do momento de aperto. sempre com a presença da Fiscalização. com a posição inicial.6 . Comparação da posição da paragem da porca. Figura 35 . A regulação das chaves de choque é efectuada pelo Empreiteiro. micrómetro e paquímetro [13] 95 . deverá ser levada a esta posição por um aperto suplementar.

podendo até haver a possível ocorrência de colapso da estrutura. Um assentamento dos apoios. O ponto 9.5 da prEN 1090-2 [3] refere exactamente isso. a sua adequação. salvo os casos estipulados nos desenhos ou com a autorização da Fiscalização.Execução de Estruturas Metálicas A soldadura em estaleiro não será autorizada. imediatamente após a elevação e posicionamento destes elementos. bem como outros elementos de aço que deverão ser embebidos em betão. 5. com acompanhamento da Fiscalização. Outra parte também importante que é a betonagem e impermeabilização adequada dos apoios. a possível necessidade de utilizar apoios temporários. por qualquer motivo. seja por mau estudo do tipo de apoio a utilizar. recordando a necessidade da inspecção dos apoios. 96 . O responsável pelas estruturas metálicas deverá efectuar a sua própria inspecção para verificação do correcto posicionamento dos chumbadouros.5 – Apoios e ancoragens Os apoios e ancoragens são uma das fases mais importantes do método de montagem para qualquer tipo de estrutura. bem como os documentos onde se indica a localização dos chumbadouros em que se baseiam estes trabalhos. deverão ser verificados e aprovados pelo responsável da montagem das estruturas metálicas antes do início dos trabalhos. Os chumbadouros deverão ser posicionados com recurso a equipamento que permita a precisão adequada. 5. O plano de elaboração dos trabalhos de posicionamento e fixação dos chumbadouros. devendo informar o Dono-de-Obra no caso de haver desvios superiores às tolerâncias permitidas. Estas estruturas não deverão ser carregadas antes de se proceder a esta operação. O espaço entre as chapas de base de pilar e os maciços de fundação deverá ser preenchido com recurso a argamassas de assentamento. pois trata-se da parte de sustentação de toda a estrutura. pode trazer para a estrutura deformações que muitas vezes podem ser irrecuperáveis. Estes elementos deverão ser fixados de forma conveniente de modo a manterem a posição adequada durante os trabalhos de betonagem. seja ele por deficiência do estudo do terreno.6 – Chumbadouros e outros elementos embebidos em betão O responsável pela execução dos trabalhos de betão armado deverá assumir a responsabilidade da colocação dos chumbadouros.

sendo contabilizados todos os meios humanos. testes e correcções As inspecções. sendo eles internos (da empresa) ou externos (subempreitada e aluguer).7 – Inspecção. Os trabalhos terão início apenas após a aprovação do plano de montagem pela Fiscalização. Os trabalhos de montagem das estruturas serão realizados de acordo com a última versão do plano de montagem. 5. testes e correcções de montagem estão referidos no ponto 12. Deste modo a inspecção. testes e correcções são sempre uma das fases mais importantes de uma obra. Esse ponto faz referência ao estudo elaborado nesse âmbito e as posições a tomar em todas as fases de montagem de uma estrutura deste tipo. mecânicos e de consumo (a empregar/colocar na obra ou gastar durante esta) que directa e indirectamente forma mobilizados em função desta. As tolerâncias fabrico e montagem das estruturas metálicas deverão respeitar o especificado no capítulo 11 da prEN 1090-2 [3].Execução de Estruturas Metálicas 5.7 da prEN 10902 [3].8 – Quantificação de custos de montagem A quantificação dos custos da montagem não é excepção às regras atrás apresentadas. 97 . uma vez que é nessa fase que se vai verificar se esta decorre em conformidade que o que foi proposto.

bem como se enumeraram as fases do processo de fabrico nos seus passos fundamentais. a enformagem. Designadamente apresentou-se. até à montagem e ensaio de estrutura. tendendo. a furação. na certeza que ambas acabam por ser contributos inseparáveis das ligações entre peças metálicas. que se inicia no estudo do Projecto. contudo.). o corte. com toda a dificuldade de interpretação. bem ainda como o próprio tratamento das superfícies e o detalhamento construtivo. Ultrapassou-se mesmo o mero âmbito das disposições reguladoras e completou-se com recomendações surgidas da prática diária da oficina. o desempeno de peças. Porém é ainda manifesta a dispersão normativa. 98 . soldadura e as ligações mecânicas foram assuntos abordados com uma relativa profundidade. em concreto e sem equívocos. caracterizando-as e identificando as incidências normativas a respeitar. tanto o corrente em perfis e chapas. nas suas partes 1 a 3. organização e alguma sobreposição ou contradição. para uma crescente estabilização. a prEN 1090 [3]. A traçagem. Estabeleceu-se. acredita-se que foram tocados os aspectos fundamentais que se encerram na temática da Execução de Estruturas Metálicas. sendo corrente para uma mesma situação simples a necessária leitura de múltiplas normas. etc. Outra parte igualmente importante no fabrico destas peças estruturais é o tratamento (protecção anticorrosiva). no sentido de estabelecer. o conteúdo basilar de um Caderno de Encargos para Construção Metálica. de forma bastante extensa. BS. sobretudo a norma europeia EN 10025 e o Eurocódigo 3. com vista a correcta e optimizada aquisição dos materiais necessários. as normas europeias EN de uma forma estrutura e racional. propriamente dito. bem como ao seu melhor emprego. Identificou-se o material aço estrutural e suas principais características. Neste contexto transmitiu-se a envolvente de todo o processo de Execução de Estruturas Metálicas. sendo certo que será a parte 2 a mais significativa no que à execução toca. passando pela sua importante fase de fabrico e mesmo transporte até ao local da obra. passando pela metalização e terminando na pintura. Para tanto recorreu-se à normalização em vigor. ainda que de forma sumária. Muito trabalho e optimização documental ainda haverá a fazer nesta área. desde a decapagem. No balanço do trabalho. partindo do conteúdo que o Projecto/Concepção deve incluir. Dentro das ligações mecânicas e soldadas explicitou-se o sentido e o papel de uma e outra. abandonando definitivamente outras congéneres (ISO.Execução de Estruturas Metálicas Conclusão Talvez a maior conclusão deste documento seja o tomar da consciência que o processo de elaboração das Normas Europeias ainda não está concluído. DIN. como o utilizável nas ligações mecânicas e soldadas.

este é um tema de vanguarda num mundo cada vez mais concentrado em preocupações ambientais e de sustentabilidade. Ficou ainda claro que durante e no final de todo o processo de fabrico é obrigatório realizar as inspecções. Faz-se referência a todo o processo e metodologias de montagem das referidas peças. no sentido de cada vez mais tornar as Estruturas Metálicas uma solução construtiva de utilização crescente. que é a montagem em obra das peças da estrutura metálica. Ora. 99 . De facto. Todos os trabalhos. A ordem e forma de descarga em obra mereceu igual preocupação. seguindo a mesma legislação anteriormente referida (prEN 1090-2 [3]) e outras que lhe sejam aplicáveis. incluindo as regras de fixação às fundações e o aperto global das ligações. A última fase trata uma das mais importantes partes de todo o processo. testes e correcções necessárias à completa verificação das peças. não só pela sua beleza como pela facilidade de reciclagem. tal desiderato só pode ser concretizado no conhecimento bastante do comportamento estrutural e na melhor forma de bem construir. Desde logo os cuidados a ter no manuseamento das peças até à sua colocação no veiculo que irá efectuar o transporte. tal como os outros atrás mencionados.Execução de Estruturas Metálicas O transporte e também um dos pontos críticos. a sua estabilização e modo de fixação. tendo sido elencados os cuidados principais a ter nesta etapa da Execução de Estruturas Metálicas. têm de estar de acordo com a legislação em vigor (nomeadamente a EN 1090 [3]). Termina-se sublinhando a importância da minimização de custos e racionalização de meios.

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Eurocódigo 1 – Acções em Estruturas • EN 1991-1 Tráfego nas pontes. Estados-limite. EN 1991-1-2 Acções gerais – Acções na estrutura expostas a fogo. • • • EN 1991-2 Tráfego nas pontes.Eurocódigo 3 – Estruturas metálicas Este Eurocódigo deve ser seguido complementando com os seguintes documentos: 102 .1 . Projecto por ensaios e controlo de qualidade.2 . Acções em estruturas e influências ambientais. A. Verificação através do método dos factores parciais. Propriedades geométricas. EN 1991-1-3 Acções gerais – Neve EN 1991-1-4 Acções gerais – Vento EN 1991-1-5 Acções gerais – Sismos EN 1991-1-6 Acções gerais – Acções durante a execução EN 1991-1-7 Acções acidentais.1. Requisitos. Generalidades. EN 1991-1-1 Densidades. Propriedades dos materiais. Modelação para análise estrutural e sua resistência. peso próprio e sobrecargas nos edifícios. EN 1991-4 Acções nos silos e tanques. EN 1991-3 Acções induzidas pelas maquinarias e guindastes.Execução de Estruturas Metálicas Anexo 1 – Resumo dos Eurocódigos afectos a estruturas metálicas A.1.

prEN 1090 “Execução de estruturas metálicas – Considerações técnicas” EN 1992 para EN 1999 quando estruturas metálicas ou componentes metálicos são referenciados para. EN 1993-2 Estruturas metálicas: Pontes em Aço. depósitos e oleodutos EN 1993-5 Estruturas metálicas: Estacas EN 1993-6 Estruturas metálicas: Estruturas de aparelhos de elevação EN 1993-2 para EN 1993-6 refere a regras gerais em EN 1993-1. EN 1993-4 Estruturas metálicas: Silos.Execução de Estruturas Metálicas EN 1990 “Base de projecto estrutural” EN 1991 “Acções em estruturas” ENs. EN 1993-3 Estruturas metálicas: Torres. Eurocódigo 3 está subdividido em várias partes: • • • • • • EN 1993-1 Estruturas metálicas: Regras gerais e regras para edifícios. mastros e chaminés. ETAGs e ETAs para construção de produtos revelantes para estruturas metálicas. 103 . EN 1993-1 “Regras gerais e regras para edifícios” compreende: • • • • • • EN 1993-1-1 Estruturas metálicas: Regras gerais e regras para edifícios. Parte das regras EN 1993-2 para EN 1993-6 suplemento de regras gerais em EN 1993-1. EN 1993-1-2 Estruturas metálicas: Resistência ao fogo EN 1993-1-3 Estruturas metálicas: Elementos e chapas finas enformadas a frio EN 1993-1-4 Estruturas metálicas: Aços inoxidáveis. EN 1993-1-5 Estruturas metálicas: Elementos laminares EN 1993-1-6 Estruturas metálicas: Resistência à estabilidade de cascas.

dealt with in EN 1998-2 to EN 1998-6. Section 7: Specific rules for composite steel-concrete buildings. Section 8: Specific rules for timber buildings. need complementing rules which are given in those Parts. EN 1993-1-10 Estruturas metálicas: Fractura. A. (5) Sections 5 to 9 of EN 1998-1 contain specific rules for various structural materials and elements.3 . • (6) Section 10 contains the fundamental requirements and other relevant aspects of design and safety related to base isolation of structures and specifically to base isolation of buildings. some of which are specifically devoted to the design of buildings. EN 1993-1-11 Estruturas metálicas: Dimensionamento de elementos traccionados. • (2) Section 2 of EN 1998-1 contains the basic performance requirements and compliance criteria applicable to buildings and civil engineering works in seismic regions. 104 . Section 6: Specific rules for steel buildings. Estruturas metálicas – Aços de alta resistência. Section 9: Specific rules for masonry buildings.Eurocódigo 8 – Projecto de estruturas em Zonas Sísmicas EN 1998 Eurocode 8: Design of structures for earthquake resistance: • (1) EN 1998-1 applies to the design of buildings and civil engineering works in seismic regions. • • (4) Section 4 of EN 1998-1 contains general design rules relevant specifically to buildings. • (3) Section 3 of EN 1998-1 gives the rules for the representation of seismic actions and for their combination with other actions. • • • • • EN 1993-1-8 Estruturas metálicas: Ligações metálicas EN 1993-1-9 Estruturas metálicas: Fadiga. EN 1993-1-12.1. It is subdivided in 10 Sections. relevant specifically to buildings as follows: Section 5: Specific rules for concrete buildings. Certain types of structures.Execução de Estruturas Metálicas • EN 1993-1-7 Estruturas metálicas: Resistência e estabilidade de elementos planos carregados transversalmente.

Parte 2 Regras para as estruturas susceptíveis à fadiga.1. • (7) Annex C contains additional elements related to the design of slab reinforcement in steelconcrete composite beams at beam-column joints of moment frames.Eurocódigo 9 – Projecto de estruturas de alumínio • • • Parte 1-1 Regras gerais e regras para edifícios. Parte 1-2 Resistência ao fogo. 105 .Execução de Estruturas Metálicas NOTE: Specific rules for isolation of bridges are developed in EN 1998-2.4 . A. NOTE: Informative Annex A and informative Annex B contain additional elements related to the elastic displacement response spectrum and to target displacement for pushover analysis.

2. Duas demãos de acabamento com esmalte epóxi: 60 micra mícrones (mínimo por demão). nos mais variados ambientes. Espessura total da película: 190 mícrones (mínimo). o que é primordial no calculo da vida útil [1]). inclui: Limpeza a jacto metálico (acabamento quase branco) – grau de decapagem SA 2 ½. Espessura total da película: 130 mícrones (mínimo). prevê as seguintes etapas: Limpeza a jacto metálico (acabamento quase branco) – grau de decapagem SA 2 ½. Duas demãos de acabamento com esmalte alquídico: 30 mícrones (mínimo por demão).Zincagem por imersão a quente Como vimos.sendo que a velocidade de corrosão do zinco é 1/10 da velocidade de corrosão do ferro. Isso se deve. Duas demãos de primário zarcão alquídico: 35 mícrones (mínimo por demão). adaptado]. 106 . vêm sendo compilados através de ensaios reais de corrosão. é um tratamento que tem como finalidade a obtenção de uma camada de zinco sobre uma peça de ferro ou aço. Duas demãos de primário zarcão alquídico: 35 mícrones (mínimo por demão). Desse modo.indicado para ambientes salubres ou expostos a vapores solventes. Numerosos dados de vida útil de camadas de zincagem.2 . sobretudo. no sentido de se poder efectuar uma decisão mais informada e adequada a cada caso prático real [15.Execução de Estruturas Metálicas Anexo 2 – Comparação entre a Metalização e a Pintura Apresenta-se um estudo comparativo entre a zincagem por imersão a quente e a pintura.Pintura Existem vários sistemas de pinturas protectivas para metal. sendo um tratamento por imersão a quente contra a corrosão conhecido no mundo todo há mais de 130 anos. actualmente é possível prever a durabilidade de um recobrimento de zinco obtido por imersão a quente com uma margem de erro muito menor que no caso da pintura.1 . sendo as mais comuns os seguintes: • Sistema alquídico – recomendado para ambientes normais. • Sistema epóxi . A. ou seja. de acordo com o ambiente exposto e a camada de zinco pode-se prever a vida útil do material (podendo chegar a 50 anos. mas dependendo da agressividade ambiente .2. ao facto de que as características de durabilidade de uma camada de zinco obtida por imersão a quente praticamente são independentes do seu processo de obtenção. A.

Execução de Estruturas Metálicas • Sistema borracha clorada . quando expostas a ambientes agressivos. pois as pinturas alquídicas. aderência e lixagem. por exemplo. De notar que. como preparação da superfície. Tem características de boa aplicabilidade. em interior e exterior.recomendado para ambientes salubress ou expostos a gases ácidos. em ambientes moderadamente corrosivos. o primário de zarcão alquídico está presente. Todos esses itens explicam a escassez de dados práticos referentes à durabilidade de um sistema de pintura predeterminado. técnica de aplicação e espessura da película. A.3 . Espessura total da película: 190 mícrones (mínimo). Uma vez que este produto não contém chumbo. pigmentado com óxido de ferro. se saponificam em prazo bastante curto. Trata-se de um primário anticorrosivo à base de resinas alquídicas longas em óleo. inclui: Limpeza a jacto metálico (acabamento quase branco) – grau de decapagem SA 2 ½. Duas demãos de primário zarcão alquídico: 35 mícrones (mínimo por demão). devido à dependência de diversos factores. formulação e preparação da tinta. A vida útil apresentada a seguir é uma orientação quanto à ordem de grandeza dos sistemas de pintura analisados: Sistema alquídico – 4 anos Sistema epóxi – 8 anos Sistema borracha clorada – 7 anos. pode reduzir pela metade a vida útil da película. em todos os esquemas de pintura. Especialmente recomendado para aplicação em estruturas metálicas. pode ser utilizado em sistemas onde sejam impostas restrições ao uso de primários de zarcão (óxido vermelho). Duas demãos de acabamento com esmalte borracha clorada: 60 mícrones (mínimo por demão).2.Vida útil da pintura É extremamente difícil prever a vida útil de um recobrimento pintado. Pelo exposto se compreende a preferência generalizada pelas tintas com base num resina epóxi. provocando o destacamento da película. tanto mais que são mais económicas que a borracha clorada. espalhamento. 107 . A preparação inadequada da superfície.

• Custo acumulado: é obtido pelo somatório do custo inicial com os custos de retoques e repinturas. • O custo de cada tinta é dado pelo quociente entre o preço do litro da tinta pelo rendimento prático. amortização de equipamento e mão de obra).4 . dividido pelo número de anos previstos para o esquema de pintura. Ca = custo de aplicação por m2. • Custo inicial: é dado pela expressão Ci = C1 + Ct + Ca Ci = custo inicial por m2. Custo da remoção de defeitos superficiais (material. Este custo. Custo da limpeza com solvente (material e mão-de-obra).2. constitui-se na apropriação dos custos a seguir indicados: Custo da inspecção. C1 = custo de limpeza por m2. • O custo de aplicação representa cerca de 10 a 30% do custo inicial de uma pintura e constitui-se na apropriação dos custos envolvidos que são: Custo da mão-de-obra.Execução de Estruturas Metálicas A. Custo de energia (eléctrica ou pneumática). representa 40 a 60% do custo inicial de uma pintura. Custo de materiais como solventes e outros materiais de limpeza.Aspectos Económicos da Pintura Dois tipos de custos são importantes na pintura industrial: o custo inicial e o custo de manutenção (retoques e repinturas). para uma determinada espessura. 108 . Ct = custo das tintas por m2. Amortização dos equipamentos. • Custo de manutenção: constitui-se no somatório dos custos de retoques com os custos de repintura. fornece o custo anual. O custo da limpeza.

• O custo das tintas representa 20 a 40% do custo inicial de uma pintura e constitui-se no somatório dos custos das tintas referentes a cada demão aplicada. Sa2½ → jacto abrasivo ao metal (acabamento quase branco – superfície brilhante afagada). relacionada com o custo e despesas de manutenção.2. A. A. Arnaldo. 25 µm película seca Fontes (conforme citação em [13]): Prof. 109 . 30 2 demãos de Esmalte Fenólico Pigmentado µm película seca com Alumínio. D. Sa2 → jacto abrasivo comercial. Horst Reiche Graus de Limpeza: St3 → limpeza mecânica (lixa. podem ser mais vantajosos para aplicação em estruturas que exigem uma longa vida. sem necessidade de serviços de manutenção frequentes. – Corrosão e Tratamento Superficiais dos Metais. 120 µm película seca 2 demãos de tinta Alquídica Brilhante. abrasivos.Esquemas de Pintura de Aços Pintados com Tintas Líquidas Na tabela 25 apresentam-se três esquemas de pintura industrial. Tabela 25 – Esquemas tipo de pintura industrial [13] ESQUEMA DE PINTURA CONVENCIONAL LIMPEZA TINTA DE FUNDO TINTA INTERMEDIÁRIA TINTA DE ACABAMENTO St3 ou Sa2 2 demãos de Zarcão Alquídico Óleo Modificado. amortização de equipamentos e outros). J. considerada uma vida útil de 25 anos é de 2 a 3 vezes menor (CORRÊA.2. 35 µm película seca 2 demãos de Epóxi Alta Espessura. Estudos comparativos dos custos entre ambos mostram que o custo da zincagem sobre a pintura.Aços zincados por imersão a quente versus aços pintados com tintas líquidas Na escolha de qualquer revestimento deve ser levado em conta sua vida útil. Apesar de poderem ter um custo de aplicação maior.5 . 75 µm película seca ---1 demão de Óxido de Ferro Epóxi. mão de obra.Execução de Estruturas Metálicas Custo da limpeza mecânica (custo de energia. 35 µm 1 demão de Zinco Etil película seca Silicato.6 .). etc. conforme citação na bibliografia [13]). escova. 35 µm película seca ---SEMINOBRE Sa2½ NOBRE Sa2½ TRATAMENTO 2 demãos de Óxido de Ferro Epóxi. FERREIRA.

5 a 1 2a4 0.R.5 2a4 7 a 10 Fonte (conforme citação em [13]): NUNES.dia) Taxa de Cloretos (mg/m2.Durabilidade do revestimento de tinta dos aços pintados Na tabela 26 apresentam-se exemplos comparativos entre esquemas de pintura em aço (não galvanizado) em diferentes ambientes corrosivos.4 17 Fonte (conforme citação em [13]): MICAT – Mapa Iberoamericano de Corrosividad Atmosférica – Programa CYTED (valores aproximados) A. L. P: .dia) Taxa de corrosão do aço nu (µm/ano) Taxa de corrosão do aço galvanizado (µm/ano) Durabilidade para camada de 90µm do aço galvanizado (ano) 26 86 5 (baixa) 2 (baixa) 27 1. Média (˚C) U.3 69 MARINHA (FORTALEZA/CE) 26 75 5 (baixa) 300 (muito alta) 118 5.2.Pintura Industrial Tabela 27 – Exemplos comparativos em ambientes diferenciados [13] TIPO DE ATMOSFERA PARÂMETRO RURAL (BELÉM/PA) Temp.2.7 .8 0.5 a 2.3 a 0.Durabilidade do revestimento zincado A tabela 27 integra o estudo do Mapa de Corrosão Ibero-americana.8 . coordenados pelo Centro de Pesquisa de Energia Eléctrica (CEPEL) e Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) em conjunto com 110 . aplicação adequada e ausência de danos mecânicos. Tabela 26 – Exemplos comparativos entre esquemas de pintura em aço [13] TIPO DE ATMOSFERA ESQUEMA DE PINTURA Retoques CONVENCIONAL SEMINOBRE NOBRE 4a6 5a7 4a6 RURAL INDUSTRIAL MARINHA Repintura Repintura Repintura Repintura Total Retoques Repintura Total Retoques Repintura Total Parcial Parcial Parcial 6a8 7 a 10 8 a 12 8 a 10 10 a 12 12 a 16 2a4 3a6 5a7 4a7 6a8 7 a 10 7 a 10 8 a 12 10 a 15 0.8 a 1.Execução de Estruturas Metálicas A.5 1a2 4a7 1. destacando-se que os valores constantes da tabela estão expressos em anos e são baseados em dados práticos. Média (%) Taxa de SO2 (mg/m2. considerando-se tintas de boa qualidade.2 78 INDUSTRIAL (COSIPA – CUBATÃO/SP) 23 75 54 (alta) 14 (baixa) 160 1.

no industrial de uma cidade com forte indústria química e no de ambiente marinho uma cidade costeira do Atlântico Sul com intensa maresia. além de proporcionar posteriormente manutenções fáceis e baratas (ver figura 36). tendendo a uma estabilidade. Figura 36 – Recomendação sobre a utilização de galvanização e pintura [15] 111 . No exemplo de ambiente rural temos uma cidade do interior do Amazonas. conforme critérios recomendados pelas Normas ISO 9223 e 9224 demonstram que a taxa de corrosão do aço zincado decresce ligeiramente com o tempo. com duração de 12 anos nas atmosferas rural e industrial e de 17 anos na atmosfera urbana.10 .9 .Comparação entre as diferentes atmosferas Ensaios de exposição de painéis de aço zincado.7 vezes a soma das expectativas de vida útil separadas (efeito sinérgico). A.2. Sua validade é nítida para atender a requisitos especiais de resistência à corrosão ou aparência).Execução de Estruturas Metálicas os demais países latino-americanos e da península ibérica. realizados pelo IPT. A.5 a 2.Aços zincados por imersão a quente pintados com tintas líquidas (Sistema Duplex) Uma boa pintura pode prolongar a vida útil dos produtos zincados de 1.2.

O exemplo encerra 4 partes: Fabrico. devendo merecer aprovação prévia à sua execução. respectivamente a viga de cobertura e o seu pilar de suporte.Execução de Estruturas Metálicas Anexo 3 – Caso de estudo Este anexo materializa um caso prático que pretende recriar uma situação real que concretize os conceitos teóricos atrás expostos no texto. A tarefa é proceder à execução do conjunto de peças cujos desenhos estão na figura 37 e 38. utilizando-se a execução de um pórtico de uma nave industrial. Manutenção (esta última meramente informativa e não pertencente à execução). 112 . De igual modo todo o processo de transporte e montagem severa ser acompanhado e assistido pela Fiscalização. Transporte. De frisar que a preparação dos desenhos e especificação das dimensões necessárias ao fabrico das peças metálicas deverá ser acompanhada pela Fiscalização. Montagem.

Execução de Estruturas Metálicas Figura 37 – Viga-exemplo de cobertura do pórtico industrial a duas águas. 113 .

114 .Execução de Estruturas Metálicas Figura 38 – Pilar-exemplo de pórtico industrial a duas águas.

pelo Caderno de Encargos e pelo conteúdo de todos os capítulos atrás patenteados. Estabelecer o processo de fabrico. Este aço será adoptado quer para perfis como para chapas (em geral. 115 .3.1 – Geral Neste caso prático será adoptado. sem que verifiquem atrasos e/ou situações de desconformidade qualitativa. bem ainda como de acordo com a normalização e legislação em vigor.Execução de Estruturas Metálicas A.Estudo do projecto e planeamento preliminar (encomenda e preparação dos trabalhos oficinais) A preparação da obra. de equipamentos e ferramentas). “Capítulo 2 – Caderno de Encargos” e ”Capítulo 3 – Execução”. • Quantificar os materiais a adquirir e efectuar consultas de compra (eventualmente também equacionar compra. Visitar o local da obra inteirando-se das suas características e condicionantes. Ir-se-á apresentar as diversas fases do processo de fabrico na sequência mais racional e usual. dado possuir elevada relação preço/qualidade.2 . ou aluguer. O fabrico. aço estrutural do tipo S355JR (EN 10025-2). pelas razões atrás apontadas. passa por uma série de fases que se encadeiam de forma lógica e relativamente dependentes entre si. na maior parte das vezes. incluindo de topo.Fabrico/Produção da estrutura A selecção da natureza e qualidade dos materiais e o processo de fabrico terão de estar conforme o prescrito no texto deste trabalho.3. tendo em vista os equipamentos e ferramentas a utilizar. FABRICO . A. Quantificar o tipo e quantidade de mão-de-obra a utilizar e o tempo que cada vai ficar hipotecada aos trabalhos a realizar (a medição do tempo por mão-de-obra permite saber a ocupação de equipamentos). não é possível dissociar uma fase da sua antecedente e precedente. devendo surgir a sua identificação nas Peças Desenhadas e Medições. Todas as fases decorrerão em respeito pelo Projecto.Fase 1 . ou produção da estrutura. em geral. seu planeamento e execução. O aço escolhido. de reforço e de ancoragem). respectivamente e de forma genérica. será o S355JR para perfis e chapas. é um aspecto decisivo no que concerne a: • • • • Estudar o Projecto no seu conjunto de Peças Escritas e Desenhadas. Quer isto dizer que.

dobragem.Execução de Estruturas Metálicas • • Consultar subempreiteiros das especialidades a entregar no exterior (se for o caso). etc). de acordo com o Plano de Fabrico.Fase 2 . FABRICO . separar uma amostra para que depois seja ensaiada. Será recomendada a marcação do material logo na altura da sua recepção em oficina. automática ou manual. Operações de furação (chapas e perfis). Em todos os casos temos de aplicar a mesma sequência de critérios a seguir. bem como possibilitam uma visualização tridimensional da estrutura. separando-se a recepção da peça metálica. Também aqui se podem pedir preços para a parte de movimentos de terras e fundações de betão armado. dado incluírem sistemas automáticos de detecção de erros. a seguinte (contudo. parafusos e demais acessórios necessários à produção das peças. dá-se a preparação da encomenda dos perfis. de modo a que se verifique se os critérios de aceitação estão a ser cumpridos. tubos). poderão aqui existir situações em que é mais rentável trocar a sequência que se apresenta): • • • Operações de corte (chapas. perfis. se necessário. 116 . Será prevista a recepção seriada do material. chapas. Operações de conformação (calandragem. Existe já software específico para modelação e preparação de estruturas metálicas. FABRICO . se fizerem parte da empreitada adjudicada. em geral.Fase 3 . No final desta etapa de produção de desenhos de execução e acerto de medições (com verificação de erros e/ou omissões nas medições oficiais do Dono-de-Obra). como é óbvio. o que permite minimizar erros de preparação. por base os desenhos e especificações do projecto de execução da estrutura. bem assim como a recepção dos materiais para soldadura e pinturas.Preparação das componentes individuais (sub-elementos das peças estruturais) O início das operações de fabrico pode ter lugar após a chegada dos materiais. Elaborar os cronogramas de tarefas tendo em vista o cumprimento do prazo de execução. Neste caso os desenhos de fabrico podem ser gerados automaticamente pelo software referido. anilhas e porcas. quinagem. sendo.Recepção dos materiais A triagem e armazenamento do material a aprovisionar em fábrica será realizada de acordo com a sequência e tipo de operações em que estes vão ser aplicados. da dos parafusos. Estas operações têm. no sentido de ficar claro qual a obra a que se destina.

Também sub-peças de difícil acesso após a assemblagem de peças principais devem agora ser soldadas. optimizando o tempo de execução. proceder primeiro à soldadura e só depois à furação. • Chapas de ligação: Operação de corte → processo executado com uma máquina de oxi-corte. pilares compostos.Fase 4 . os acertos numa montagem global da estrutura. com significado. utilizando torno de esmeril ou rebarbadora. Por exemplo. pois será em fase seguinte. Operações de furação → processo executado por equipamento automático de broca. podem já ocorrer. Como se referiu.) é seguido de uma verificação de cotas. Caso as cotas 117 . são. Contudo. O mesmo pode suceder com certo tipo de operações de furação. FABRICO . na sua maioria. colocando-as na posição de projecto e fixando-as com pré-soldadura por pontos (“pingagem” da peça). Em termos de equipamento a utilizar para o diverso tipo de peças. situações existem em que torna mais recomendável alterar este faseamento. que se dão os grandes trabalhos de soldadura. através de brocas. Como será óbvio pequenas soldaduras que não influenciem. Este posicionamento relativo dos diferentes elementos para formar as peças principais (vigas de cobertura. Operações de calandragem → processo executado com uma calandra. Operação de furação → processo executado no centro de furacão e maquinagem.Assemblagem prévia das componentes individuais e verificação topológica (pré-montagem sectorial da estrutura) Nesta altura estamos em condições de posicionar as peças soltas já preparadas. após a verificação da geometria global da estrutura em pré-montagem.Execução de Estruturas Metálicas • Operações de soldadura (chapas e perfis). etc. de pequena monta. treliças. à que chamar à atenção que as operações de soldadura a decorrer nesta fase. Na fase final destas operações são retiradas as imperfeições e restos de material provenientes do corte e furação. este varia em função dos recursos de cada empresa. com vista a um mais fácil acerto entre peças as unir (maior coincidência entre os diversos furos). sendo comum: • Perfis e tubos: Operações de corte → processo executado com serrote automático (em geral de fita).

pelo Dono-de-Obra. O elemento estrutural é movimentado. de soldadura efectiva e definitiva. o passo seguinte consiste introduzir as peças na câmara de decapagem para lhes conferir o grau de decapagem necessário. Este plano é proposto pelo Empreiteiro à Fiscalização que deverá consultar o Projectista.Fase 6 . então. Esta operação permite remover da superfície toda a camada oxidada e outras sujidades. Deste modo. utilizando os processos correntes (MIG/MAG). Neste caso de exemplo a escolha de protecção recairia numa metalização seguida de uma pintura em resina epoxy. Não deverá ser dado o trabalho por pronto enquanto não se proceder à verificação de todas as soldaduras executadas. Por regra dá-se neste passo a marcação indelével da peça marcando-a por punção.Soldadura definitiva de peças estruturais Realiza-se. num dos seus topos.4 e 3. Esta operação decorre de acordo com o vertido anteriormente nos subcapítulos 2. com recurso a ensaios não destrutivos. As soldaduras são inspeccionadas visualmente. previamente ao início do processo de fabricação da estrutura. incluindo a obra a que se destina. com um menor custo de protecção anti-corrosiva.Execução de Estruturas Metálicas estejam de acordo com o desenho de fabrico. conferindo uma protecção máxima. já com todos os componentes colocados na sua disposição final.Saneamento da soldadura definitiva e protecção superficial Encontrando-se as peças já produzidas efectua-se a limpeza das mesmas e procede-se à sua protecção anti-corrosiva e. FABRICO . Na eventualidade de ser pretendida. em número convencionado. sendo feito um rastreio aleatório de inspecção a uma parte delas.Fase 5 . eventualmente. de acordo com o especificado no Caderno de Encargos. passa-se à fase de seguinte. para a zona de soldadura. com o número da componente a que corresponde no desenho de execução. anti-fogo. FABRICO . a soldadura definitiva das diversas componentes entre si. neste caso. de acordo com o Caderno de Encargos com um nível SA 2½. de acordo com o Plano de Inspecção e Ensaios. nesta fase. uma protecção também anti-fogo. bem como dotar a superfície de um nível de rugosidade indicado para posteriormente serem aplicada a protecção. poderíamos optar por um esquema mais económico e muito usado em termos nacionais: 118 .10 deste trabalho.

Uma demão de acabamento acrílico com 50µm seco ou 100µm húmido. no final das aplicações das camadas acima identificadas são efectuadas verificações da espessura de cobertura das mesmas (com equipamento apropriado). Podemos considerar que a peça está optimizada e o peso em kg da perda não pode ser contabilizado. tanto em termos de perfis como de chapas. FABRICO . nomeadamente escorridos. com 30mmm ambas. esta tem um reforço nos apoios por corte de um outro perfil HEA600. sendo certo que um mesmo perfil pode proporcionar dois reforços (corte simétrico. com 260µm seco ou 375µm húmido. incrustações e sujidades. Conforme Caderno de Encargos. bolhas de ar. conforme 119 . como o embalamento identificado de acessórios (como parafusos.80 Perfis laminados A viga de cobertura tem um total de 12038mm. Tabela 28 – Caso de Estudo . Ainda no que trata à viga de cobertura. porcas e anilhas).Fase 7 .75 0. bem como de realiza inspecção visual para a detecção de defeitos de pintura. pelo que o desperdício para um perfil HEA600 de 12000 será perfeitamente desprezível: 12038mm-2×30mm = 11978mm → 12000-11978mm = 22mm. contudo esta dimensão inclui as chapas de topo. apenas o trabalho de corte é mensurável. FABRICO . etc.Preparação das peças estruturais e material para expedição A última fase corresponde à preparação das peças estruturais e do material para expedição para o local da obra.Custo unitário do material (€/kg) Material Perfil laminado a quente do tipo HEA600 (178kg) Cantoneira laminadas a quente Chapas laminadas a quente Custo Unitário (€/Kg) 0. tendo em contas as dimensões comerciais que o mercado impõe. Para as componentes necessárias temos o preço por unidade de peso na tabela 28. Uma demão de tinta intumescente (protecção ao fogo).Optimização de componentes e contabilização de desperdícios de fabrico Vai-se efectuar um estudo de optimização das componentes de fabrico de estruturas.Execução de Estruturas Metálicas Aplicação de um primário rico em zinco com 50µm seco ou 100µm húmido.78 0. Isto compreende não só a colocação das peças estruturais na ordem de montagem.

Atendendo ao preço da soldadura (mão-de-obra e outros custos incluídos) seria uma possibilidade a considerar. num 2. pelo que o desperdício para um perfil HEA600 de 6000 será: 6000mm-4845mm = 1155mm → 205. que a cerca de 750€ a tonelada. corresponde a cerca de 400€).º pórtico poder-se-ia usar o desperdício para soldar a um perfil HEA600 de 9000mm. optar antes por um perfil de 16000m. ou seja. este tem um total de 10553mm. aparafusadas nos banzos do pilar. Dado que este valor de comprimento é divisível por 3000mm. não mensurável. pelo que o desperdício para um perfil HEA600 de 12000 será: 10553-40mm-20mm = 10493mm → 12000104938mm = 1507mm. No caso do pilar em que apoia a viga de cobertura. Poderíamos. A ser o caso o desperdício de perfil para pilar seria: 1507mm .6kg → ±154€ por pórtico (2 reforços) e 77€ por reforço. Mais. Por último refira-se a existência de cantoneira de abas iguais. então. dado que: 9000mm+1493mm = 10493mm (comprimento do pilar).1493mm = 14mm. sendo a sobra deste pórtico 1507mm. contudo esta dimensão inclui as chapas de topo. Figura 39 – Um mesmo perfil proporciona dois reforços por corte simétrico do mesmo Conclui-se que a peça está optimizada para um perfil de 16000mm. que daria 3 peças duplas e apenas um desperdício 1465mm. com 40mmm a de base e 20mm a de coroamento de pilar. pois se houvesse curvatura.Execução de Estruturas Metálicas esquema da figura 29). satisfazendo o fabrico de 3 pórticos. sendo que o custo de desperdiço será. com operação de calandragem. agora de 16000mm-3×4845mm = 1465mm → 260.8kg → ±196€ por 3 pórticos (6 reforços) e ±32€ por reforço (um custo bastante menos significativo e menos de metade do anterior). em pares. muito embora surja uma soldadura a encarar. para permitir a fixação dos perfis na calandra e realizar o raio de curvatura na zona pretendida. 120 . como o corte sucessivo de reforços se faz com a mesma inclinação a serão dispensados 3 cortes (de remate em cada peça) face ao que se teria de contabilizar para perfis de 6000mm (a figura 39 também mostra esse efeito). seria necessário um comprimento extra de perfil. O comprimento do reforço é de 4845mm. se assim entendermos. pelo que esta excepcional optimização não seria viável. Também poderemos considerar que a peça está optimizada. bem como o Caderno de Encargos o permitir. dado que. temos 25 componentes certas para um perfil dessa dimensão e desperdício nulo. De notar que os perfis são rectos. com 100mm. A decisão de utilizar este desperdício passa por a soldadura ser mais económica do que a diferença entre um perfil de 9000m para 12000mm (3m x 178kg/m = 534kg. em troços de 120mm.

Figura 40 – Caso de Estudo – Proposta de corte de chapas 300mm×600mm e 300mm×1095mm (assinalas com uma cruz “X” as partes em desperdício) 121 . 20. 30 e 40 mm (a chapa de 15mm surge entre os banzos do pilar – com dois tipo de geometria. 15. e sendo as dimensões das diversas chapas constantes no quadro 29. Desperdícios de chapa Para este pórtico temos 4 espessuras diferentes de chapa.Execução de Estruturas Metálicas Perfis enformados a frio As madres de cobertura são perfis enformados a frio. temos a seguinte proposta de corte de chapa da figura 40 (por simplicidade limita-se ao caso da viga. Uma vez que não sabemos a dimensão do afastamento entre pórticos e existe alguma liberdade na encomenda de peças este tipo. conforme corte e nos reforços da ligação de base de pilar. conforme figura 38). vamos considerar desperdício nulo. com 8mm de espessura. verificando que no caso da chapa de 300m×600mm o remate é perfeito no final da peça 6000m×2000mm). Sendo as chapas adquiridas com 2000mm×6000mm.

ou seja. • Quantidade de chapas necessárias incluindo o desperdício (tem-se que comprar com base nas dimensões das peças de mercado. reforços e outros acessórios. Contudo. o que corresponde a ±773kg. o desperdício no corte poderia ser inferior. entre outros: • Preço do perfil necessário incluindo o desperdício (tem-se que comprar com base nas dimensões das peças de mercado. baseada no preço global por kg (preços de concurso a Obra Pública) de obra pronta (tipo chave na mão).345 m2. considerou-se uma distância mínima entre elementos ou entre os elementos e os bordos da chapa de 10 mm nas chapas com 15 mm de espessura e de 15 mm para as de dimensão superior a 15mm de espessura. • Corte. ±620€.8 9. que variam conforme a espessura da chapa) – ver exemplo na tabela 33 que incide sobre as chapas de topo 300mm×600mm das vigas de cobertura de um pórtico. Com outros tipos de corte. em geral).apenas corresponde a menos de 35€.18 0. ponderando os seguintes aspectos pormenorizados. Verifica-se que existe um desperdício de 3. que variam conforme o tipo de perfil e sua altura) – ver exemplo na tabela 32 que incide sobre as vigas de cobertura de um pórtico. Obviamente que esta medição e orçamento apenas satisfaz o ponto de vista do Dono-de-Obra.3285 Quantidade (un) 60 30 Área total (m2) 10.855 20. ao peso dos perfis costuma-se agravar em 10 a 15% (em obras correntes de estruturas de edifícios). sendo certo que o valor real de execução que o Empreiteiro fornece é resultado de um estudo muito mais exaustivo e detalhado em todos os passos do processo (materiais + fabrico + transporte + montagem). como a jacto de água.655 24 3. por cada cobertura de pórtico produzida – duas vigas a 2×2 chapas de topo . 122 .designação De topo na ligação viga-viga do perfil laminado a quente do tipo HEA600 (300mm × 600mm) De topo na ligação viga-pilar do perfil laminado a quente do tipo HEA600 (300mm × 1095mm) Área utilizada Área total Desperdício Área do elemento (m2) 0.345 Para o aproveitamento. FABRICO .Medições e Orçamento Para efeitos de uma estimativa orçamental do custo do pórtico vamos limitar-nos a uma avaliação de mercado (tabela 31). De realçar que para ter em conta ligações. e por questões do processo de corte usado para chapas (oxi-corte.Execução de Estruturas Metálicas Tabela 29 – Caso de Estudo – aproveitamento de chapa (30mm) para vigas de cobertura Chapa .

mas pode variar. sendo o caso – note-se que também aqui há desperdícios.Caso de Estudo – estimativa orçamental do pórtico (montagem incluída) 123 . Tabela 31 . Decapagem.). por exemplo. • • Transporte (adiante faz-se uma abordagem mais cuidada e completa. para este exemplo). etc. como: horas/m2/demão). hora. Montagem (adiante faz-se uma abordagem mais cuidada e completa. Custo de mão-de-obra (atendendo ao rendimento por unidade de tempo. Em todos os casos deverá ser de diferenciar. m3. Metalização e/ou pintura (incluindo. Outros custos directos e indirectos. • • Subcontratação.Execução de Estruturas Metálicas • • • Furação. • Custo de equipamento (também aqui atendendo ao rendimento. m2. a tinta de protecção anti-corrosiva e a de protecção ao fogo. para este exemplo). de forma separada. unitariamente (a que multiplicará as quantidades): • • Custo do material. que pode ser por diveros tipo de unidade: m. o rendimento prático na aplicação da tinta durante as operações de pintura é inferior a 50%).

Preparação e carga Que inclui os cuidados de acomodação para que não surjam empenos nas peças). o que comercialmente totaliza 10 toneladas (para selecção da viatura).3. Sendo assim. • Necessidade de balizagem e/ou policiamento.Execução de Estruturas Metálicas Tabela 32 . 124 . TRANSPORTE . o local de fabrico em Barcelos e o local da obra e no Porto.Fase 1 .18 Total de chapa (m2) 2×0. determinado em função de: • • • Distância a percorrer (entre a instalação industrial e a obra).014 Massa (Kg/m2) Total (Kg) Custo total (€) e = 30mm 231 44.15€/km (preço médio no 2. Recordar que esta etapa de transporte é constituída por 3 fases: (i) preparação da carga.Transporte).194 Desperdício (m2) 0.80 Necessário (m2) 2×0.º semestre de 2007). (iii) descarga e armazenamento.Caso de Estudo – custo dos perfis laminados para as vigas de cobertura Perfis HEA600 Custo Unitário (€/Kg) 0. o custo da deslocação será de cerca 100€. a distância em causa é de 50Km (só é contabilizada a distância entre locais). • Tempo de imobilização em carga e descarga (as paragens de tempo em carga e descarga podem onerar o transporte. Tipo de viatura e capacidade (em toneladas).dois pilares e duas vigas). (ii) deslocação. Quantidade de viagens (sobretudo em caso do transporte ser fretado fora o custo diminui em função do número de percursos). Se considera-mos o custo unitário do transporte de 50€ (franquia da viatura) a que soma 1. podendo obrigar a ajudadas de custo complementares – estadia do condutor e estacionamento da viatura).814 35.Caso de Estudo – custo das chapas de ligação das vigas de cobertura Chapa Custo Unitário (€/Kg) 0.3 – Transporte da Estrutura Os cuidados e regras de transporte já foram expostos anteriormente (Capítulo 4 .8 A.75 Necessário (mm) 2×11978 Total (mm) 2×12000 Desperdício (mm) 2×22 Massa Kg/m 178 Material Total (Kg) 4272 Custo Total (€) 3204 Tabela 33 . com uma carga aproximada de 9500 Kg (que corresponde a um pórtico . ficando para este ponto a quantificação dos seus custos.

4 . No caso (ii) e (iii) não diferem dos habituais. Sendo o nosso exemplo um pórtico de um edifício industrial/armazém/grande superfície comercial iremos recorrer a uma grua móvel (28 toneladas) e a um cesto elevatório. passadiços pedonais. (iv) estruturas especiais. sendo certo que também depende do tipo de estruturas: (i) edifícios industriais. De facto estas vigas estão preparadas para este esforço. De salientar que os pilares serão elevados e alinhados verticalmente de forma individual. excepto os do tipo empilhador telescópio – pequenas gruas hidráulicas de barco telescópico) até gruas móveis de maior ou menor porte (situação mais corrente e a ideal). que estas 3 fase de transporte tem de decorrer para que se evite qualquer percussão nas peças. facilitando a mesma.Fase 2 – Deslocação Que deverá seguir um percurso harmonioso – em traçado e estado do piso .Fase 3 – Descarga e recepção Com armazenamento cuidado e de acordo com o Plano de Montagem. 125 . são usados desde empilhadores (menos eficaz e mais perigoso. ainda. pelo que essa parte será agora abordada. A. bem como estruturas autoportantes ou auto-lançáveis (iii). pois.Montagem da Estrutura O processo de montagem tem de estar conforme o preceituado no corpo deste trabalho (Capítulo 5 – Montagem). antenas. genericamente. De alertar.Execução de Estruturas Metálicas TRANSPORTE . como reservatórios. como as clássicas gruas ou guindastes de lança móvel. porém. Existem diversos tipos de equipamentos mecânicos que são adequados à montagem de estruturas metálicas. Deste modo: Evita-se uma ligação em altura. A grua vai ter a função de descarregar a peça do camião e de a elevar no local exacto onde ela vai ser fixa. no caso (i). etc. (ii) edifícios urbanos. que evite vibrações que possam mover a carga ou propiciar fricções entre esta.3. mas no caso das vigas de cobertura a opção é a montagem simultânea (colocação nos pilares).e ser efectuada com uma responsável condução. sendo acompanhada pelo cesto elevatório onde se encontram os oficiais de serralharia (montadores/soldadores) para proceder às uniões dos elementos estruturais. Em termos de equipamentos. entre outros. o mais comum. depois de aparafusadas na cumeeira ainda no solo. (iii) pontes rodo ou ferroviárias. TRANSPORTE . no caso (iv) podem usar-se gruas móveis e andaimes. os extremos da cobertura serão os seus apoios definitivos nos pilares. na realidade. que proporcione corrosões pontuais. nada foi adiantado.

Execução de Estruturas Metálicas Torna-se mais simples o trabalho da grua. tendo o betão o endurecimento e a resistência apropriada). nos chumbadouros. Dispensa-se escoramento provisório ou a necessidade de outra grua. A não ser o caso a própria equipa de montagem retira directamente dos camiões e coloca junto ao local de implantação. MONTAGEM . já unidas entre si. conforme figura 42 (a betonagem já teve lugar atempadamente.Fase 1 – Colocação das peças junto ao local de implantação (com ou sem descarga directa dos camiões) Admite-se que o transporte da fábrica até ao local da obra foi feito anteriormente ou que outra equipa. ainda que no mesmo dia. pela zona das extremidades. com apertos provisórios. mas com um cabo finco na cumeeira para evitar oscilações. já o colocou as peças na zona onde vão ser montadas. Figura 41 – Caso de Estudo – Fase 2 . figura 41) procede-se às necessárias ligações. mas deste modo pode-se efectuar uma primeira apreciação de compatibilidade das ligações entre as vigas e os pilares ainda no solo.Fase 4 – Elevação e fixação provisória das vigas nos pilares Nesta fase erguem-se as vigas. MONTAGEM . Esta fase poderia ser executada depois dos pilares erguidos. posicionados e fixados. 126 . existe menos margem de acertos por aperto final iterativo entre todas as ligações. MONTAGEM . no nosso caso de exemplo. com a grua móvel. São colocados os parafusos e dados apertos até 75% do momento final (figura 43). uma vez que a ligação viga-viga já se encontra terminada.Fase 2 – Montagem das componentes que são erguidas em blocos Na circunstância de serem elevadas partes já previamente montadas (as duas vigas unidas na cumeeira.Fase 3 – Elevação e fixação provisória dos pilares nos chumbadouros São erguidos os pilares. Como inconveniente surge a circunstância de as tolerâncias dimensionais serem mais estreitas.Montagem das componentes que são erguidas em blocos (vigas de cobertura com união prévia no solo) MONTAGEM .

Elevação e fixação provisória dos pilares nos chumbadouros Fundação (pegão) MONTAGEM . Simultaneamente vão-se apertando as ligações até se atingir os 100% de momento. MONTAGEM . que permanecem embebidas nesta argamassa espacial. Tabela 34 . efectuando a verificação final aos momentos de aperto).Caso de Estudo – Meios humanos para montagem do pórtico Descrição Encarregado geral Montadores/soldadores Total Número de elementos 1 6 Custo unitário (€/dia) 200 150 Custo total (€/dia) 200 900 1100 127 .Execução de Estruturas Metálicas MONTAGEM . procedendo-se a acertos se necessário. Em caso do pórtico se encontrar tornando-se Chumbadouros (previamente colocados por negativo de chapa de base de pilar) Pilar HEA600 Fase 3 devidamente estabilizado. Figura 42 – Caso de Estudo – Fase 3 . um serralheiro irá proceder à verificação de todas as ligações (incluindo as pré-esforçadas. De notar nesta e em todas as fases anteriores a cesta elevatória albergada os oficiais serralheiros nas orações de colocação de componentes e aparafusassem. procede-se à remoção dos elementos de estabilização provisórios (escoramentos e/ou tirantes). dispensáveis quaisquer apoios exteriores a si.Fase 6 – Injecção de argamassa de assentamento e calço de base de pilar Procede-se à injecção de argamassa de assentamento para calçamento da chapa de base de pilar.Fase 5 – Verificação de cotas com apertos iterativos até ao momento final Com a estrutura montada verificam-se as cotas.Fase 6 – Verificação final das ligações e remates de pintura Nesta fase. enquanto outro o segue para realizar os últimos retoques de pintura na estrutura. sendo que esta se encontrava apoiada em porcas de nivelamento.

de modo geral. A abordagem à manutenção dos edifícios evidenciou a necessidade da consciencialização.5 – Inspecção e Manutenção (exploração) Introduz-se aqui este subcapítulo de forma extremamente breve e meramente informativa. por parte de projectistas e construtores. pelo que o custo de montagem de um pórtico com 9210 kg é de 1550€. pela fase de uso. Pilar HEA600 Chumbadouros (previamente colocados por negativo de chapa de base de pilar) Fundação (pegão) Figura 43 – Caso de Estudo – Fase 4 . principalmente. de que o edifício não é somente constituído pela fase de produção. mas. Enquanto a fase de produção engloba. sendo o trabalho realizado num dia útil.Elevação e fixação provisória das vigas nos pilares A.3. as actividades 128 .Caso de Estudo – Meios mecânicos para montagem do pórtico Descrição Grua móvel Cesto elevatório Total Número de elementos 1 1 Custo unitário (€/dia) 350 100 Custo total (€/dia) 350 100 450 Como é óbvio no custo da montagem tem de se contabilizar os meios humanos e os meios mecânicos.Execução de Estruturas Metálicas Tabela 34 .

Estes deverão decidir pelos tratamentos e protecções estruturais mais indicados. como danos das superfícies de fachadas e pinturas. aqueles relacionados com componentes cujo desgaste é lento. a fase de uso engloba as actividades de operação e manutenção. devido ao efeito da corrosão. prever recursos adequados para atendimento destes serviços. etc. Na verdade. consoante o meio ao qual irão estar sujeitas as peças estruturais. Este tipo de reparação é usado quando acontece algo que não era esperado. projecto e execução. Também se deve ter em consideração as boas práticas de execução dos elementos. portanto. Manutenção periódica e programada Quanto mais eficientes forem as manutenções periódicas e programadas menores serão as proporções de recursos empenhados em processos correctivos. logo desde a fase de projecto. Para combater esta corrosão deve-se.Execução de Estruturas Metálicas técnicas de planeamento. alteração do uso. Os custos de manutenção dividem-se em fixos e periódicos. Claro. devendo ser a primeira regra a ser eliminada. Durante a inspecção. se a atitude é a de corrigir o conceito não chega a ser o de manutenção. Estes factores representam um comportamento anormal da estrutura e deverão ser corrigidos. Nos dias de hoje temos muitos tratamentos e revestimentos metálicos possíveis a aplicar nas estruturas metálicas. além de cuidadosamente desenvolver planos de contingência para o enfrentar de situações de emergências. de forma a reduzir ao máximo possíveis pontos de corrosão. Manutenção excepcional Este é o conceito “consertar quando parte”. Uma das mais frequentes manutenções que se faz é devido à degradação precoce das estruturas ou dos elementos de protecção. de forma a prevenir cenários como os da corrosão. Estes podem ainda ser reduzidos ou minimizados através de vistorias e inspecções constantes. de modo a ser tomado em consideração pelos projectistas. acidente. uma degradação precoce da estrutura ou materiais. O planeamento deve. deve ser dada uma atenção especial à alteração da cor ou desgaste do revestimento de acabamento. que dependendo um pouco das 129 . Os custos chamados fixos são aqueles relacionados com os componentes e equipamentos da edificação cuja frequência de serviços de manutenção é alta – mensal por exemplo (Contratos de Manutenção) – e periódicos. ter em mente a presença deste tipo de problema. que permitam perceber a aproximação de uma situação de emergência antes que ela se instale. uso indevido. fissuras e deformação excessiva dos elementos.

materiais e outras especificações técnicas. sempre que necessário. a equipamentos de elevação e transporte: 1. 130 . 3. 2. Desmontar ou cortar os elementos a reparar ou a substituir. de acordo com desenhos. formas. respeitando as suas dimensões. Reparar ou substituir os elementos desmontados ou cortados. utilizando ferramentas adequadas e recorrendo. e das necessidades que o meio requer. fichas de trabalho ou esquemas de montagem. ajustamentos. tolerâncias. pode-se optar pelo método mais adequado. Montar os elementos na estrutura metálica.Execução de Estruturas Metálicas condições financeiras de cada um. rebites ou processos simples de soldadura e efectuando. em função do seu grau de danificação ou deterioração. utilizando parafusos. Reparações Devem-se reparar estruturas metálicas danificadas ou deterioradas. se necessário.

diminuindo-se assim o volume de resíduo gerado e os custos inerentes à sua deposição. Na decapagem por via húmida. mas com possibilidade de reutilização sistemática. nomeadamente na preparação e tratamento de componentes. mas devido aos problemas ambientais e de saúde dos trabalhadores.a granalha. deve passar não só pelo seu custo. A escolha do tipo de granalha.Tecnologias e medidas de prevenção aplicadas à operação de decapagem [11] A decapagem efectuada tem como finalidade preparar os componentes metálicos e a superfície para a pintura. tubagens e tanques. constituindo volumes por vezes elevados e com características bastante agressivas. os resíduos líquidos encontram-se mais dispersos e diluídos. apresenta-se alguns tipos de granalha possíveis de serem utilizados no sector. É necessário ter em conta no entanto que o tratamento mecânico pode criar descontinuidades na superfície das peças. tem como objectivo principal diminuir o volume de resíduos. uma decapagem a seco apresenta vantagens em relação a uma decapagem em meio aquoso. uma vez que os resíduos retirados das superfícies metálicas se encontram na fase sólida. em termos ambientais. do que o consumo de granalha mais barata. tem vindo a ser substituída por outro tipo de abrasivo . As maiorias das decapagens são físicas. Substituição da areia utilizada na decapagem por outros abrasivos de menor impacto ambiental Tradicionalmente. Substituição de uma decapagem em meio aquoso por uma decapagem a seco com granalha Regra geral. mas principalmente pela possibilidade de reutilização. consumir um tipo de granalha inicialmente mais cara. fazendo com que nem todas as operações de decapagem química possam ser substituídas por processos mecânicos. mas que só pode ser utilizada uma vez. As tecnologias e medidas aplicadas à decapagem. a areia era o abrasivo utilizado na decapagem. 131 . apesar de existirem algumas decapagens químicas. passando pela substituição do abrasivo utilizado por abrasivos com maiores possibilidades de reutilização. sendo uma das maiores geradoras de resíduos. De seguida. podendo as poeiras produzidas ser aspiradas através de um sistema adequado e facilmente recuperadas para serem eliminadas com reutilização da granalha.Execução de Estruturas Metálicas Anexo 4 . Por vezes é economicamente mais viável. tornando o processo mais económico ao longo do tempo. uma vez que se trata de operações em que se utilizam ácidos ou bases fortes.

No entanto ao fim de algum tempo esse investimento é recuperado. Esta granalha mineral. sem perder as suas características. A recuperação da granalha pode ser efectuada por simples crivagem ou utilizando tecnologias mais avançadas como a ciclonagem. Consegue-se deste modo. Granalha de plástico A decapagem com granalha de plástico é outro processo mecânico de retirar a tinta quando é necessária uma repintura. tem a possibilidade de ser reutilizada no máximo duas vezes. calamina e restos de tinta. a qual possibilita uma boa aderência da tinta. sendo a sua escolha dependente do tipo de material a tratar. No entanto. o facto do investimento inicial (custo da granalha e do sistema de recuperação) ser superior ao da areia e da escória de cobre.Execução de Estruturas Metálicas Granalha de escória de cobre A escória de cobre é um subproduto da indústria do cobre. tem a vantagem relativamente aos outros agentes decapantes de ser facilmente regenerada. diminui-se o volume de resíduos e consequentemente o custo de deposição. Actualmente devido ao ser baixo custo e eficiência em retirar a tinta velha. podendo ser plástico termoendurecível ou termoplástico. em alternativa à decapagem com areia. sendo a decapagem efectuada a uma pressão (≤40 psi). tem sido o tipo de granalha utilizado em substituição da areia. muito menor do que na decapagem com granalha de aço. Granalha de aço A granalha de aço é um abrasivo muito eficiente na preparação estrutural de chapa metálica. é um excelente agente decapante da tinta envelhecida. Outra das vantagens é a possibilidade de reutilizar cerca de 10-12 vezes. retirar a maioria dos finos. zinco e fibra de vidro. como o alumínio. deixando depois disso de ser eficiente devido à pequena dimensão das partículas. Deste modo. Existem abrasivos de plástico de vários tamanhos e várias durezas. Além disso a utilização da granalha de aço. conferindo-lhe uma certa rugosidade. podendo ser utilizada diversas vezes. Este processo utiliza partículas angulares de plástico. antes de se tornar pequena demais para remover eficientemente a tinta. A sua utilização é particularmente eficiente para retirar tinta envelhecida de superfícies frágeis. tem a desvantagem de poder não ser tão eficiente na remoção da corrosão. 132 . A utilização da granalha de aço tem como desvantagem. Nas empresas nacionais o uso de granalha é restrito à decapagem em cabine. partículas de ferrugem. Em termos do tratamento da estrutura do casco para uma nova pintura.

e guarda-lha ao abrigo das condições atmosféricas (chuva e vento). Esta medida já foi implementada em Portugal com vantagens. sendo tratada através de um sistema de filtros para remoção de resíduos de tinta. A decapagem com jacto de água a média pressão necessita para aumentar a sua eficiência da adição de um abrasivo (por exemplo. a água residual é recolhida. por formação de finos. Apesar da granalha seca e calibrada ser mais cara. Após a decapagem. 133 . a água passa por um tanque de coalescência para remoção de óleos e gorduras e por um sistema de desionização (para retirar iões lixiviados). poupandose por eliminação da operação de secagem em termos energéticos (cerca de 230$00 por tonelada de granalha). Substituição de uma decapagem com granalha por uma decapagem com jacto de água Sistemas de decapagem com jacto de água a média e alta pressão podem ser utilizados para remover tinta envelhecida. Após este tratamento a água pode ser reutilizada. que origina a perda de cerca de 20% de granalha. e por passagem num separador magnético. de pessoal e de consumo de granalha nova. A pressão utilizada pode variar entre 3 000 e 15 000 psi. Posteriormente. no caso do jacto de água a média pressão. A adopção desta medida tem como vantagens: Evitar a operação de secagem. Apresentar melhor rendimento nas operações de decapagem. Utilização de granalha seca e calibrada A granalha antes de ser utilizada na decapagem necessita de ser seca num forno. Evitar os custos energéticos e de mão-de-obra associados à operação de secagem. atingindo 55 000 psi nas operações a alta pressão. sendo o preço da granalha seca e calibrada de 11 contos/t. O custo da granalha é de 4 contos a tonelada. bicarbonato de sódio). Minimizar o consumo de granalha. enquanto o sistema a alta pressão utiliza um jacto de água pura. para retirar os finos. A alternativa é comprar granalha ensacada e calibrada (mais cara). o investimento a longo prazo compensa. gastando-se energia e perdendo-se granalha por formação de finos durante a secagem.Execução de Estruturas Metálicas A recuperação da granalha efectua-se por ciclonagem.

134 . sendo possível a sua incorporação em coberturas de aterros urbanos e no material de pavimentação de estradas. apesar do seu elevado custo inicial. já se encontra implementada numa empresa nacional.Execução de Estruturas Metálicas A aplicação desta tecnologia. tem como vantagens: Redução de resíduos na ordem dos 90%. Utilização de resíduos de granalha noutras indústrias A granalha é considerada um inerte. As desvantagens da implementação desta tecnologia são: Elevado capital inicial. A velocidade de decapagem está condicionada pelo tipo de tinta e espessura da pintura. A decapagem com jacto de água. sendo necessário uma tinta que iniba a progressão da corrosão. Remoção parcial da corrosão. Redução nos custos de matérias-primas. Necessita de pintura em superfícies húmidas e por vezes corroídas. Necessidade de operadores especializados. A lavagem do casco torna-se dispensável. Outra das possibilidades de reaproveitamento dos resíduos de granalha é a sua incorporação na carga do forno das cimenteiras para aproveitamento do ferro. após se efectuarem testes de lixiviação.

Tecnologia de materiais Tabela 35 – Propriedades mecânicas e físicas de diversos metais para engenharia [19] Tabela 36 – Propriedades mecânicas e físicas de diversos não-metais [19] 135 .Execução de Estruturas Metálicas Anexo 5 .

Execução de Estruturas Metálicas Tabela 37 – Outras propriedades mecânicas e físicas de diversos não-metais [19] 136 .

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