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Fundamentos de Rede

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Fundamentos de Rede

Prof.ª Consuelo Ramos de Almeida

2 Fundamentos de Rede Introdução a Redes de Computadores Introdução Trabalhar em rede evita redundâncias minimiza tempo de dedicação e facilita o compartilhamento de informações. Esses são alguns dos diversos benefícios que uma rede de computadores pode proporcionar a um ambiente de trabalho. Para entender uma rede, precisamos conhecer alguns conceitos, fundamentos e regras mundiais, além da sua implantação e funcionamento. Conteúdo da aula • • • • • O que é rede? Histórico Tipos de redes Hardware de Redes Comunicação de Dados

O que são Redes de Computadores? Uma rede consiste de dois ou mais computadores ligados entre si através de cabos para que possam compartilhar recursos. Rede de Computadores' é: Uma rede de computadores é um conjunto de dois ou mais dispositivos (também chamados de nós) que usam um conjunto de regras (protocolo) em comum para compartilhar recursos (hardware, troca de mensagens) entre si, através de uma rede.

HISTÓRICO No início dos anos 70, existiam somente os grandes computadores que ficavam em salas isoladas. Essa época ficou conhecida como a era dos mainframes. A rede consistia apenas de terminais (teclado e vídeo) que eram compartilhados por vários usuários que podiam apenas consultar os dados de forma restrita por programas executados no computador. Além do acesso restrito, somente as grandes empresas tinham esse tipo de rede. Nesta época a maioria dos mainframes era de marca IBM. O surgimento dos mini computadores

3 Por volta de 1974, disseminaram-se os computadores menores denominados de mini computadores, possibilitando a descentralização do processo de alimentação de dados e impressão das informações. A tecnologia começou a ficar mais acessível, porém esses equipamentos trabalhavam isoladamente ou com atualizações em lotes, o que caracterizava uma rede de processamento Batch. Com o tempo perceberam que este processo não era mais eficaz para atender as necessidades da empresa, resultava em duplicação de informações, recursos e não favorecia a padronização e o gerenciamento da rede. Os microcomputadores espalham a informática ao dia-a-dia das pessoas Nos anos 80, surgiram os microcomputadores PC (Personal Computer) com a especificação aberta, permitindo a quem quisesse a fabricação de microcomputadores compatíveis de tal forma que o preço tornou-se acessível até as pessoas físicas. O PC era um equipamento de uso individual, porém utilizavam diferentes especificações de hardware e software. Essas diferenças causaram diversas incompatibilidades, redundância de informações e tornou difícil a comunicação entre redes. Surgiram então as redes locais (LANS), PCs conectados uns aos outros, compartilhando periféricos e usando uma tecnologia comum. Quando as LANS não eram mais suficientes surgiram as (MANs) como redes de longa distância em uma área metropolitana. Atualmente temos a Internet (www - World Wide Web) que é a rede que mais se aproxima da visão de uma rede global, crescendo dia a dia tanto em termos de usuários como de serviços. O problema de compartilhar recursos Em um escritório era comum encontrarmos vários computadores (PC - Personal Computer), com apenas uma impressora conectada a um deles. Nesta situação, era necessário gravar os dados em um disquete para levá-los para o PC com a impressora ou desconectar o cabo da impressora de um PC e conectá-lo a outro. Ambas as soluções apresentavam problemas operacionais, e geravam atrasos. Uma solução limitada Foi desenvolvido um equipamento chamado de Compartilhador de Impressoras, na qual era possível conectar até 8 PCs e duas impressoras. Através dele, era estabelecida uma conexão automática entre o PC que quer imprimir e uma impressora que se mantém até o fim da impressão.

4 Mas além de ser uma solução limitada, havia a necessidade de compartilhamento de outros recursos, como scanner, leitor de CD-Rom, fax-modem etc. Uma solução completa A rede surgiu como uma solução para todas estas necessidades de compartilhamento. Desde impressoras aos mais diversos periféricos, sendo apenas necessário a implementação de uma interface de rede. Uma solução mais que completa A rede de computadores além de resolver o problema de compartilhamento, permitiu a criação de um mundo virtual em que as pessoas se comunicam, trabalham cooperativamente, trocam informações e mantém laços de amizade independente da distância física. TIPOS DE REDES Distinguem-se diferentes tipos de redes (privadas) de acordo com a sua dimensão (em termos de número de máquinas), a sua velocidade de transferência de dados e a sua extensão. As redes privadas são redes que pertencem a uma mesma organização. Segundo a Extensão Geográfica Consideram-se geralmente SEIS categorias de redes:
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LAN (local area network) MAN (metropolitan area network) WAN (wide area network) WLAN (local area network) WMAN (metropolitan area network) WWAN (wide area network)

Existem dois outros tipos de redes: o TAN (Tiny Area Network) idêntico ao LAN mas menos vasto (2 a 3 máquinas) e o CAN (Campus Area Network), idênticos ao MAN (com uma banda concorrida máxima entre todos os LAN da rede). Os LAN LAN significa Local Area Network (em português Rede Local). Trata-se de um conjunto de computadores que pertencem a uma mesma organização e que estão ligados entre eles numa pequena área geográfica por uma rede, frequentemente através de uma mesma tecnologia (a mais usada é a Ethernet). Uma rede local representa uma rede na sua forma mais simples. A velocidade de transferência de dados de uma rede local pode variar entre 10 Mbps (para uma rede ethernet, por exemplo) e 1 Gbps (em FDDI ou Gigabit Ethernet por exemplo). A dimensão de uma rede local pode atingir até 100 ou mesmo 1000 utilizadores.

ao contrário da rede fixa ADSL ou conexão-TV. Os débitos disponíveis num WAN resultam de uma arbitragem com o custo das ligações (que aumenta com a distância) e podem ser fracos. isto é. . no qual um computador central fornece serviços rede aos utilizadores. Os WAN funcionam graças a switchs que permitem “escolher” o trajecto mais adequado para atingir um nó da rede. Os WMAN É uma rede sem fio de maior alcance em relação a WLAN. Inicialmente os WLANs assim distante do público em geral foi instalado nas universidades. que geralmente usa cabos. e em outros lugares públicos principais. um MAN permite a dois nós distantes comunicar como se fizessem parte de uma mesma rede local.5 Alargando o contexto da definição aos serviços oferecidos pela rede local. A diminuição dos custos do equipamento de WLAN trouxeo também a muitos particulares. é possível distinguir dois modos de funcionamento: • • Num ambiente de “igual para igual” (em inglês peer to peer). A wman é uma rede sem fio que tem um alcance de dezenas de quilometro. a algumas dezenas de quilómetros) com débitos importantes. WLAN já é muito importante como opção de conexão em muitas áreas de negócio. Os WAN Um WAN (Wide Area Network ou rede vasta) interconecta vários LANs através de grandes distâncias geográficas. Um MAN é formado por comutadores ou switchs interligados por relações de elevado débito (em geral em fibra óptica). Os MAN Os MAN (Metropolitan Area Network. nos aeroportos. O mais conhecido dos WAN é a Internet. ou redes metropolitanas) interligam vários LAN geograficamente próximos (no máximo. Assim. no qual não há um computador central e cada computador tem um papel similar Num ambiente “cliente/servidor”. cobre cidades inteiras ou grandes regiões metropolitanas e centros urbanos. Os WLAN Wireless LAN ou WLAN (Wireless Local Area Network) é uma rede local que usa ondas de rádio para fazer uma conexão Internet ou entre uma rede.

sem a necessidade de uma estrutura baseada em fibra óptica que elevaria o custo da rede Os WWAN É uma rede sem fio de maior alcance em relação a WAN. Topologias podem ser descritas fisicamente e logicamente. por exemplo. Temos 4 topologias básicas: • • • • Barramento (Bus) Anel (Ring) Estrela (Star) Mista Barramento Rede em barramento é uma topologia de rede em que todos os computadores são ligados em um mesmo barramento físico de dados. diversos escritórios regionais. ou diversos setores de um campos universitários. ocorre uma colisão e é preciso reiniciar a transmissão. . e também como os dispositivos estão conectados a ela. Um exemplo de WWAN se refere a rede de celulares que cobre as diversas regiões do globo. A topologia física é a verdadeira aparência ou layout da rede. Apesar de os dados não passarem por dentro de cada um dos nós. enquanto que a lógica descreve o fluxo dos dados através da rede. Para que isso seja possível existe a necessidade de utilização de antenas potentes para retransmissão do sinal. Todas as outras “escutam” e recolhem para si os dados destinados a elas. toda a rede fica ocupada e se outro computador tentar enviar outro sinal ao mesmo tempo. Há várias formas nas quais se pode organizar a interligação entre cada um dos nós (computadores) da rede. pode cobrir diversos países atingindo milhares de quilômetros de distancia. Quando um computador estiver a transmitir um sinal. uma vez que o nível do sinal vai depender dos equipamentos de transmissão e recepção.6 Podendo interligar. Por cobrir grandes distancias ela é mais propensa a perdas de sinais por causa dos ruídos e condições climáticas Segundo a topologia Topologias A topologia de rede descreve como é o layout de uma rede de computadores através da qual há o tráfego de informações. isto é. A distância alcançada é limitada apenas pela tecnologia de transmissão utilizada. apenas uma máquina pode “escrever” no barramento num dado momento.

mas consiste de uma série de repetidores ligados por um meio físico. apenas os dados destinados àquele nós são enviados a ele. Porém. já que a informação só trafega em uma direção. Anel A topologia de rede em anel consiste em estações conectadas através de um circuito fechado. já que se um dos cabos. toda a informação deve passar obrigatoriamente por uma estação central inteligente. utilizam cabos de par trançado e uma switch como ponto central da rede. O anel não interliga as estações diretamente. O hub se encarrega de retransmitir todos os dados para todas as estações. uma rede que usa switches. por acaso apenas uma das máquinas falhar. onde uma das pontas se encaixa na placa de rede. no qual o mesmo começa em um local chamado raiz e se expande aos demais ramos (Ligados a um conector). dados destinados às outras. pois o tráfego que entra pela porta do hub é destinado a todas as outras portas. uma é a origem do cabo vinda da máquina anterior e a outra será o prosseguimento para a máquina seguinte. possui conectores BNC em formato de "T".7 Essa topologia utiliza cabos coaxiais. Existe uma forma um pouco mais complexa dessa topologia. toda a rede pode ser comprometida. Nesta topologia cada estação está conectada a apenas duas outras estações. uma das portas do hub ou uma das placas de rede estiver com problemas. Uma desvantagem é que se. que geralmente é realizada com cabos coaxiais. Estrela Na topologia de rede designada por rede em estrela. ao contrário do que ocorre nas redes 10Base2. Embora ainda existam algumas instalações de rede que utilizam esse modelo. sendo cada estação ligada a estes repetidores. A diferença entre este tipo de barramento e o barramento simples é que. apenas o PC ligado ao componente defeituoso ficará fora da rede. É uma configuração em desuso. nessas redes a fiação. neste caso a rede pode ter mais de dois pontos terminais. que deve conectar cada estação da rede e distribuir o tráfego para que uma estação não receba. que vai de uma ponta a outra. que são as mais comuns hoje em dia. quando todas estão ativas. mas com a vantagem de tornar mais fácil a localização dos problemas. Em termos práticos. No micro é colocado um "T" conectado à placa que junta as duas pontas. formando um circuito fechado (anel). o projeto dos repetidores é mais simples e torna menos sofisticados os protocolos de comunicação que asseguram a entrega da mensagem corretamente e em seqüência ao destino. Redes em anel são capazes de transmitir e receber dados em configuração unidirecional. É neste aspecto que esta topologia difere da topologia barramento: uma rede local que use um hub não é considerada como estrela. indevidamente. . Com o seccionamento do cabo formam-se duas pontas e cada uma delas recebe um conector BNC. é uma tecnologia obsoleta. denominada barramento distribuído. em série. O cabo é seccionado em cada local onde um micro será inserido na rede. As redes em estrela. onde um mal contato em qualquer um dos conectores derruba a rede inteira. pois sendo unidirecionais evita o problema do roteamento. Para cada barramento existe um único cabo.

Baixa segurança. Mista Em uma topologia híbrida. atuando como cliente. Vantagens e Desvantagens de uma rede Ponto-a-Ponto: • • • • • • • • • • Usada em redes pequenas (normalmente até 10 micros). isso serve para que possam ser aproveitadas as vantagens de outras redes sem a necessidade de mudar a rede já existente por completo. onde temos vários hubs interligados entre si por switches ou routers. Micros funcionam normalmente sem estarem conectados a rede. já que a topologia mistura características das topologias de estrela e barramento. exemplo pode se combinar as topologias em estrela e de barramento para se tirar vantagem das duas. ou estrela em barramento. Em redes maiores é utilizada a topologia de árvore. Podemos classificar as redes em: • Ponto a Ponto • Baseado em Servidor Vamos conhecê-las com mais detalhes. Cada computador na rede tem a sua autonomia. podendo compartilhar os recursos que possui e nesse caso atua como um servidor. Baseado em Servidor . duas ou mais topologias são combinadas. Sistema simples de cabeamento. Pode também acessar os recursos de outros computadores na rede. já que os hubs costumam ter apenas 8 ou 16 portas. Baixo Custo.8 Claro que esta topologia se aplica apenas a pequenas redes. Não existe um administrador de rede. Micros instalados em um mesmo ambiente de trabalho. Não existem micros servidores. Ponto a Ponto Vem do termo em inglês Peer to Peer e é utilizado para denominar uma rede em que todos os computadores podem ter a função de cliente ou de servidor. Fácil implementação. A rede terá problemas para crescer de tamanho. O computador é servidor quando disponibiliza recursos na rede. Segundo a Função do Computador Os computadores na rede podem ter a função de cliente ou de servidor. Em inglês é usado também o termo Star Bus.

impressão. multiplex. cabo coaxial e fibra óptica. Vantagens e Desvantagens de uma Rede Ciente/Servidor: • Usada normalmente em redes com mais de 10 micros ou redes pequenas que necessitam de alto grau de segurança. estes meios podem ser de dois tipos: meios físicos. Inicialmente os servidores de rede executavam apenas tarefas de compartilhamento de dados e impressora. A próxima fase. • Configuração e manutenção na rede é feita de forma centralizada. mas foram surgindo novas tarefas como fax. as fibras chegam com mais facilidade a empresas e condomínios tecnológicos.9 É utilizado para denominar uma rede que possui computadores dedicados a tarefas específicas. Meio físico Redes por cabo é um tipo de rede que se caracteriza pela adoção de cabos como meio de comunicação. linha de assinante. • Alta segurança. Atualmente. dados e sinais) é composta dos sistemas de transmissão através dos quais são realizadas as interconexões entre as centrais de comutação ou entre redes de computdores. • Implementação necessita de especialistas. de forma que apenas um computador não conseguia executar todas as tarefas. comunicação e banco de dados. que são micros capazes de oferecer recursos aos demais micros da rede. surgindo os servidores de arquivo. o espaço livre. permitindo que seus clientes utilizassem esses recursos. é baratear a transmissão por fibra e expandir esta rede levando a transmissão de dados. atmosfera e vácuo. • Maior desempenho do que as redes ponto-a-ponto. Com esta evolução foi necessário dividir as tarefas em vários computadores. • Custo maior que as redes ponto-a-ponto. Segundo o Meio de Transmissão A rede de transmissão ou rede de transporte de informações (voz. Como suporte à transmissão temos: telefone. As redes por cabo podem ser alimentadas tanto por cabos metálicos quanto por fibras ópticas. atualmente é utilizada em empresas e em domicílios. comunicação e banco de dados. linhas físicas. sons e imagens com mais qualidade e rapidez. • Existência de servidores. por exemplo. Os sistemas de transmissão utilizam meios para o envio das informações. e meios não-físicos. percurso interno nas centrais telefônicas. Rede de Cabo coaxial . que se espera que aconteça logo. rádio. desde a origem (central telefônica na origem da chamada) até o destino (central telefônica no destino da chamada) e vice-versa. Pode-se conceituar meio de transmissão como todo suporte que transporta as informações entre os terminais telefônicos.

portanto deve-se analisar com bastante cuidado a segurança contra descargas elétricas. o cabo coaxial começou a ser substituído pelo cabo par trançado. mais o ruído são cancelados.10 O cabo coaxial é um tipo de cabo condutor usado para transmitir sinais. Aproveita-se esta tecnologia que já é tradicional por causa do seu tempo de uso e do grande número de linhas instaladas. . Nos anos 90 era muito comum encontrar rede de computadores usando cabo coaxial de 50 Ohms. O cabo coaxial é constituído por um fio de cobre condutor revestido por um material isolante e rodeado duma blindagem. A matéria-prima fundamental utilizada para a fabricação destes cabos é o cobre. Isso se dava pelo fato de ser uma rede mais fácil de ser instalada. As principais vantagens de uso do cabo par trançado são: uma maior taxa de transferência de arquivos. Rede de Cabo Par Trançado O caberamento por par trançado (Twisted pair) é um tipo de cabo que tem um feixe de dois fios no qual eles são entrançados um ao redor do outro para cancelar as interferências eletromagnéticas de fontes externas e interferências mútuas (linha cruzada ou. Os cabos par trançado são muito comuns em equipamentos para internet banda larga como ADSL E CATV para ligar a placa de rede nos Hubs. A taxa de giro (normalmente definida em termos de giros por metro) é parte da especificação de certo tipo de cabo. basicamente. bitola dos fios (quanto maior a bitola. técnicas usadas para a transmissão dos dados através da linha e proteção dos componentes da linha para evitar a indução nos condutores. baixo custo do cabo e baixo custo de manutenção de rede. Este tipo de cabo é constituído por diversas camdas concêntricas deconsutores e isilantes. Switch ou Roteadores. 100 Mbps (Fast Ethernet)ou 1000 Mbps (Gigabit Ethernet). crosstalk) entre cabos vizinhos. pois o cabo era parecido com o cabo de antena de televisão e poderia ser instalado em qualquer local sem problemas com interferências. aumentando sua taxa de transferência. da qualidade dos condutores empregados. em inglês. por oferecer ótima condutividade e baixo custo. menor a resistência ôhmica por quilômetro). Este meio permite transmissões até frequências muito elevadas e isto para longas distâncias. Estes equipamentos geralmente são instalados em redes domésticas através do cabo UTP Categoria 5. Com o avanço das redes de computadores. Um acidente com descarga elétrica em qualquer ponto da rede pode comprometer toda a rede. As taxas usadas nas redes com o cabo par trançado são: • • • 10 Mbps (Ethernet). daí o nome coaxial. Foi um sistema originalmente produzido para transmissão telefônica analógica que utilizou o sistema de transmissão por par de fios. Quanto maior o número de giros. A qualidade da linha de transmissão que utiliza o par de fios depende.

• Categoria do cabo 1 (CAT1): Consiste em um cabo blindado com dois pares trançados compostos por fios 26 AWG. • • Categoria Os cabos UTP foram padronizados pelas normas da EIA/TIA-568-B e são divididos em 9 categorias. levando em conta o nível de segurança e a bitola do fio. Screened Twisted Pair . Por causa de sua blindagem possui um custo mais elevado.STP ou Par Trançado Blindado (cabo com blindagem): É semelhante ao UTP. distâncias acima de 100 metros ou exposto diretamente ao sol ainda é aconselhável o uso de cabos de fibra óptica. onde os números maiores indicam fios com diâmetros menores. é o mais barato para distâncias de até 100 metros. Existem três tipos de cabos Par trançado: • Unshielded Twisted Pair . (CAT1 não é mais recomendado pela TIA/EIA). veja abaixo um resumo simplificado dos cabos UTP. no entanto. inversores de frequência) e também não podem ficar em ambientes comHumidade. motores. Foi usado nas primeiras redes Token-ring mas não é aconselhável para uma rede par trançado. para este tipo de cabo. Também foi projetado para antigas redes Token-ring E ARCnet chegando a velocidade de 4 Mbps. harmônicos.ScTP também referenciado como FTP (Foil Twisted Pair). Para distâncias maiores emprega-se cabos de fibra óptica. • Categoria do cabo 2 (CAT2): É formado por pares de fios blindados (para voz) e pares de fios não blindados (para dados). Sua estrutura é de quatro pares de fios entrelaçados e revestidos por uma capa de PVC. uma película de metal é enrolada sobre cada par trançado. motores ou geradores elétricos. os cabos são cobertos pelo mesmo composto do UTP categoria 5 Plenum. São utilizados por equipamentos de telecomunicação e rádio. grande interferência eletromagnética.UTP ou Par Trançado sem Blindagem: é o mais usado atualmente tanto em redes domésticas quanto em grandes redes industriais devido ao fácil manuseio. permitindo taxas de transmissão de até 100 Mbps com a utilização do cabo CAT 5e.11 A indução ocorre devido a alguma interferência elétrica externa ocasionada por centelhamentos. melhorando a resposta ao EMI. A diferença é que possui uma blindagem feita com a malha metálica. . Caso o ambiente possua umidade. Pela falta de blindagem este tipo de cabo não é recomendado ser instalado próximo a equipamentos que possam gerar campos magnéticos (fios de rede elétrica. mau contato ou contato acidental com outras linhas de transmissão que não estejam isoladas corretamente ou até mesmo tempestades elétricas ou proximidades com linhas de alta tensão. osciladores. embora exija maiores cuidados quanto ao aterramento para garantir eficácia frente às interferências. É recomendado para ambientes com interferência eletromagnética acentuada. instalação. Shield Twisted Pair .

O a de CAT6a significa augmented (ampliado). • Categoria do cabo 5 (CAT5): usado em redes fast ethernet em frequências de até 100 MHz com uma taxa de 100 Mbps.1 possui bitola 24 AWG e banda passante de até 250 MHz e pode ser usado em redes gigabit ethernet a velocidade de 1. (CAT4 não é mais recomendado pela TIA/EIA). (CAT6 é recomendado pela norma EIA/TIA-568-B). • Categoria: CAT 6a: é uma melhoria dos cabos CAT6. Para que os cabos CAT 6a sofressem menos interferências os pares de fios são separados uns dos outros. Ele ainda pode ser usado para VOIP. Ela foi criada com a nova revisão da norma EIA/TIA-568-B. Não é mais utilizado pois foi substituido pelos cabos CAT5 e CAT5e. • Categoria do cabo 5e (CAT5e): é uma melhoria da categoria 5. o que aumentou o seu tamanho e os tornou menos flexíveis.000 Mbps. caso contrario podem ter até 100 metros. Foi muito usado nas redes Ethernet criadas nos anos noventa (10BASET). • As cores dos fios são: • • Laranja e branco Laranja . Os cabos dessa categoria suportam até 500 MHz e podem ter até 55 metros no caso da rede ser de 10. • Categoria do cabo 3 (CAT3): É um cabo não blindado (UTP) usado para dados de até 10Mbits com a capacidade de banda de até 16 MHz. 10BASET e 100BASET4. • Categoria do cabo 6 (CAT6): definido pela norma ANSI EIA/TIA-568-B -2. (CAT5e é recomendado pela norma EIA/TIA-568-B). Categoria 7 (CAT7): foi criado para permitir a criação de rede 10 gigabit Ethernet de 100m usando fio de cobre (apesar de atualmente esse tipo de rede esteja sendo usado pela rede CAT6). Foi usado em redes que podem atuar com taxa de transmissão de até 20Mbps como token ring. (CAT3 é recomendado pela norma EIA/TIA-568-B).12 (CAT2 não é mais recomendado pela TIA/EIA). rede de telefonia e redes de comunicação 10BASET e 100BASET4.000 Mbps. Essa categoria de cabos tem os seus conectores específicos que ajudam à evitar interferências. Pode ser usado para frequências até 125 MHz em redes 1000BASE-T gigabit ethernet. (CAT5 não é mais recomendado pela TIA/EIA). • Categoria do cabo 4 (CAT4): É um cabo par trançado não blindado (UTP) que pode ser utilizado para transmitir dados a uma frequência de até 20 MHz e dados a 20 Mbps.

branco e castanho. branco e azul.13 • • • • • • Verde e branco Azul Azul e branco Verde Castanho (ou marrom) e branco Castanho (ou marrom) É importante que a sequência de cores seja respeitada ao se montar um cabo. denominadas T568A e T568B. Quando o cabo é usado para transmissão de dados em Ethernet. Um cabo cujas duas pontas usam a mesma montagem é denominado Direto (cabo). azul-claro. É boa prática que todos os cabos dentro de uma instalação sigam o mesmo padrão de montagem. Existem também limites de comprimentos para esse tipo de cabo. Fio completamente branco. branco e laranja. cabendo ao montador escolher uma delas como padrão para sua instalação. onde não há movimentação do cabo. laranja-claro. branco e azul. há a recomendação de que seja usado no máximo 10 metros de cabo flexível num enlace. o . castanho. principalmente em cabos de mais de 3 metros. branco e castanho. Caso seja necessário interligar equipamentos a distâncias maiores. O cabo "flexível" deve ser usado para as pontas da instalação. O cabo "sólido" deve ser usado para instalações estáticas. A norma EIA/TIA-568-B prevê ainda que os cabos UTP sejam divididos em "sólidos" (os condutores são formados de um único filamento) e "flexíveis". Neste caso é necessário ter atenção aos cabos que estão entrelaçados. pode haver perda parcial ou total de pacotes. castanho. • • • • O fio com a cor branca pode ser a cor mais clara (verde-claro. verde. Como o cabo "flexível" tem características elétricas diferentes das do cabo "sólido". laranja. verde. Um cabo em que cada ponta é usado uma das montagens é denominado Crossover. Fio branco com uma lista de cor. o limite para o enlace (distância entre os equipamentos nas duas pontas do cabo) é de no máximo 100 metros. branco e verde. e serve para ligar equipamentos do mesmo tipo entre si. é preciso usar repetidores. Fio dourado representando o fio "branco e castanho". Existem cabos com diferentes representações destes códigos de cores. azul. onde há movimentações constantes do cabo. Caso contrário. ou instalar uma ponte de rede ou switch no meio do caminho. Caso seja necessário usar cabos flexíveis numa distância maior. castanho-claro). azul. Fast Ethernet ou Gigabit Ethernet. laranja. A montagem T568B usa a sequência branco e laranja. A montagem T568A usa a sequência branco e verde. A norma EIA/TIA-568-B prevê duas montagens para os cabos. de forma que cada enlace tenha no máximo 100 metros. As duas montagens são totalmente equivalentes em termos de desempenho. e serve para ligar estações de trabalho e roteadores a switches ou hubs.

contrariamente à transmissão "sem-fio". As fibras óticas são utilizadas como meio de transmissão de ondas electromagnéticas (como a luz) uma vez que são transparentes e podem ser agrupadas em cabos. As ondas electromagnéticas mais utilizadas são as correspondentes à gama da luz infravermelha. com 20 metros de cabo flexível. A fibra ótica foi inventada pelo físico indiano Narinder Singh Kapany. Outras aplicações que não a transmissão de dados em Ethernet. porque as ondas eletromagnéticas são "guiadas" na fibra. A fibra possui no mínimo duas camadas: o núcleo e o revestimento. VAD e OVD. da ordem de dez elevado à nona potência a dez elevado à décima potência. característica que aliada ao ângulo de incidência do feixe de luz. o tamanho máximo do enlace desce para 90 metros). dependendo da aplicação. de bits por segundo (cerca de 40Gbps). Mas a velocidade de transmissão total possível ainda não foi alcançada pelas tecnologias existentes. sendo esta velocidade diminuída consideravelmente. sofrendo ainda o fenômeno de reflexão. Dentre os diferentes métodos de fabricação de fibra ótica existentes.000 km/segundo. com baixa taxa de atenuação por quilômetro.ex. O meio de transmissão por fibra ótica é chamado de "guiado". possibilita o fenômeno da reflexão total. independentemente do material usado ou da aplicação: é lançado um feixe de luz numa extremidade da fibra e. Tal filamento pode apresentar diâmetros variáveis. pelas características ópticas do meio (fibra). ocorre a transmissão da luz propriamente dita. cujo meio é chamado de "nãoguiado". embora o meio transmita ondas omnidirecionais. esse feixe percorre a fibra por meio de reflexões sucessivas. Funcionamento A transmissão da luz pela fibra segue um princípio único. da ordem de micrômetros (mais finos que um fio de cabelo) até vários milímetros. Mesmo confinada a um meio físico. para evitar perda de sinal (p. A transmissão da luz dentro da fibra é possível graças a uma diferença de índice de refração entre o revestimento e o núcleo. Fast Ethernet ou Gigabit Ethernet podem ter limites diferentes para o tamanho máximo do cabo Rede de Cabo de fibra óptica A fibra ótica (português brasileiro) ou fibra óptica (português europeu) é um pedaço de vidro ou de materiais poliméricos com capacidade de transmitir luz. Como a luz se propaga no interior de um meio físico. que é de 300. ..14 tamanho do enlace deve ser diminuído proporcionalmente. No núcleo. Estas fibras são feitas de plástico ou de vidro. O vidro é mais utilizado porque absorve menos as ondas electromagnéticas. os mais conhecidos são MCVD. indo desde diâmetros ínfimos. sendo que o núcleo possui sempre um índice de refração mais elevado. a luz transmitida pela fibra ótica proporciona o alcance de taxas de transmissão (velocidades) elevadíssimas. ela não consegue alcançar a velocidade de propagação no vácuo.

que contém um componente fotoemissor.6 Terabits/s em um único par de fibras. pela razão de que não transmite pulsos elétricos. Acopladores tipo T com perdas muito grandes. Usar cabos para conectar dois continentes separados pelo oceano é um projecto monumental. Vantagens Em Virtude das suas características. Falta de padronização dos componentes ópticos. Desde então. É preciso instalar um cabo com milhares de quilómetros de extensão sob o mar. atravessando fossas e montanhas submarinas. Imunidade às interferências electromagnéticas. usando tecnologia digital. o primeiro cabo fibra ótica intercontinental desse tipo. Aplicações Uma característica importante que torna a fibra ótica indispensável em muitas aplicações é o fato de não ser suscetível à interferência eletromagnética. Nos anos 80. Impossibilidade de alimentação remota de repetidores. Fragilidade das fibras óticas sem encapsulamento. Atenuação muito baixa. com distância entre repetidores superiores a algumas centenas de quilômetros.15 Cabos fibra ótica atravessam oceanos. Matéria-prima muito abundante. é necessário equipamentos especiais. Tecnologias como WDM (CWDM e DWDM) fazem a multiplexação de várias comprimentos de onda em um único pulso de luz chegando a taxas de transmissão de 1.000 conversas telefônicas simultâneas. Tipos de fibras As fibras óticas podem ser basicamente de dois modos: . como ocorre com outros meios de transmissão que empregam os fios metálicos. Alguns cabos que atravessam o oceano Atlântico têm capacidade para 200 milhões de circuitos telefônicos. Para transmitir dados pela fibra ótica. Podemos encontrar aplicações do uso de fibra ótica na medicina (endoscopias por exemplo) como também em telecomunicações (principalmente internet) em substituição aos fios de cobre. que permite grandes espaçamentos entre repetidores. O fotoemissor converte sinais elétricos em pulsos de luz que representam os valores digitais binários (0 e 1). como o cobre. e tinha capacidade para 40. as fibras óticas apresentam muitas vantagens sobre os sistemas eléctricos: • • • • • Dimensões Reduzidas Capacidade para transportar grandes quantidades de informação ( Dezenas de milhares de conversações num par de Fibra). que pode ser um diodo emissor de luz (LED) ou um diodo laser. Dificuldade de conexões das fibras óticas. instalado em 1988. Desvantagens • • • • • • Custo ainda elevado de compra e manutenção. a capacidade dos cabos aumentou. tornou-se disponível.

dispositivos de armazenamento. o Dimensões menores que os outros tipos de fibras. PDAs. um parque. Outros dispositivos diversos que poderiam ser considerados hardware de rede incluem telefones celulares. um aeroporto. servindo como meio de acesso à Internet através de locais remotos como um escritório. adaptadores de rede e outros hardwares relacionados. DHCP. Todavia.16 • • Monomodo: o Permite o uso de apenas um sinal de luz pela fibra. Outros equipamentos prevalecentes no campo do hardware de rede são aqueles utilizados em datacenters (tais como servidores de arquivos. como em dispositivos compatíveis com IrDA. o Geralmente é usado laser como fonte de geração de sinal. A medida que a tecnologia avança e redes baseadas no protocolo IP são integradas na infraestrutura de edifícios e em utilidades domésticas. . Geralmente. Seu uso mais comum é em redes de computadores. o Maior banda passante por ter menor dispersão. coaxiais ou ópticos – por meio de equipamentos que usam radiofrequência (comunicação via ondas de rádio) ou comunicação via infravermelho. ou até mesmo em casa. redes sem fio tem se tornado cada vez mais populares. ajudados em grande parte por sua inclusão-padrão na maioria dos sistemas informáticos modernos. O uso da tecnologia vai desde transceptores de rádio como walkie-talkies até satélites artificais no espaço. O tipo mais comum de hardware de rede hoje em uso são os adaptadores de rede Ethernet. serviços de rede (tais como DNS. pontos de acesso sem fio. o Diâmetros grandes facilitam o acoplamento de fontes luminosas e requerem pouca precisão nos conectores. Multimodo: o Permite o uso de fontes luminosas de baixa ocorrência tais como LEDs (mais baratas). Rede sem fios Uma rede sem fio refere-se a uma rede de computadores sem a necessidade do uso de cabos – sejam eles telefônicos. HARDWARE DE REDE Hardware de rede refere-se tipicamente ao equipamento que facilita o uso de uma rede de computadores. switches. É conhecido também pelo anglicismo wireless. etc. e-mail etc) bem como outros dispositivos específicos de rede tais como provimento de conteúdo. o Muito usado para curtas distâncias pelo preço e facilidade de implementação pois a longa distância tem muita perda. isto inclui roteadores. o hardware de rede torna-se onipresente devido ao número crescente de pontos de rede possíveis. um bar. impressoras e mesmo máquinas de café modernas (e outros dispositivos conectados na Internet). servidores de bancos de dados. especialmente para dispositivos portáteis.

os pioneiros nesta área foram Apollo Computer e Sun Microsystems. tendo o termo surgido por volta da Segunda Guerra Mundial. por exemplo. mas não simultaneamente. ou um conector. converte um tipo de sinal. Algumas destas máquinas eram vocacionadas para aplicações com requisitos gráficos acima da média. São dispositivos similares os transpondedores. Ele é considerado um dispositivo da camada 1 (camada física). em outro. Ele recebe todos os pacotes de cada uma das redes que interliga e os repete nas demais redes sem realizar qualquer tipo de tratamento sobre os mesmos. wimax e telefonia celular. esse aparelho designa-se transmissor-receptor. os transverters e os repetidores. pois degeneram o sinal no domínio digital e causam problemas de sincronismo entre as interfaces de rede. porque só considera os bits e não as informações de endereço ou protocolos de níveis superiores. em redes de dados informáticas. em termos de potência de cálculo. pois eles amplificam e regeneram eletricamente os sinais transmitidos no meio físico. Um repetidor atua na camada física (Modelo OSI). A palavra transceptor é uma palavra-valise que resulta da fusão das palavras transmissor e receptor. para conectar uma interface AUI de 15 pinos a um conector RJ45 ou para converter sinais elétricos em sinais ópticos. o que significa que pode enviar sinais entre dois terminais em ambos os sentidos. Repetidores são utilizados para estender a transmissão de ondas de rádio. . Um transceptor. Não se podem usar muitos deste dispositivos em uma rede local. ou mainframe. podendo então ser referidas como Estação gráfica ou Estação gráfica de trabalho (Graphical workstation). Por exemplo. Estação de trabalho Estação de trabalho (do inglês Workstation) era o nome genérico dado a computadores situados. que criaram estações de trabalho rodando UNIX em plataformas baseadas no microprocessador 68000 da Motorola.17 Elementos de Cabeamento: • • • • Cabo coaxial Cabo de fibra óptica Cabo de par trançado Repetidor: é um equipamento utilizado para interligação de redes idênticas. redes wireless. entre o computador pessoal e o computador de grande porte. Dado que determinados elementos do transceptor se utilizam tanto para a transmissão como para a recepção. ele tem como sua principal função aumentar uma conexão de rede exemplo: digamos que eu tenho uma rede wireless na minha cidade e quero distribuir para outra cidade o repetidor é um otimo equipamento ele é o responssavel pelo sinal que pode sair de uma cidade para outra podemdo assim mehorar muito o meu sinal! • Transceptor: é um dispositivo que combina um transmissor e um receptor utilizando componentes de circuito comuns para ambas funções num só aparelho. a comunicação que provê um transceptor só pode ser semi-duplex. No início da década de 1980. Se esses componentes não forem comuns.

Muitas placas mais antigas. Sua função é controlar todo o envio e recebimento de dados através da rede. A placa de rede é o hardware que permite aos computadores conversarem entre si através da rede. A Televisão aberta e o rádio possuem suas difusões através de broadcast. Devido às exigências de uma topologia em estrela das redes Token Ring. A existência de 2 ou 3 conectores serve apenas para assegurar a compatibilidade da placa com vários cabos de rede diferentes. Placa de rede Uma placa de rede (também chamada adaptador de rede ou NIC) é um dispositivo de hardware responsável pela comunicação entre os computadores em uma rede. devido ao poder de processamento muito maior dos PCs comuns. os requisitos são cabos de par trançado categoria 2 (recomendável o uso de cabos categoria 3) para placas de rede de 4 Mbps. Usando uma placa de 100 Mbps o requisito mínimo a nível de cabeamento são cabos de par trançado blindados nível 5. PCI. ou então cabos coaxiais. é a existência de dois encaixes. nenhuma placa de rede Token Ring suporta o uso de cabos coaxiais. O mais comum em placas Ethernet. Naturalmente. sendo as arquiteturas mais comuns a rede em anel Token Ring e a tipo Ethernet. telecomunicações e em informática. conector com um encaixe bastante parecido com o conector para joysticks da placa de som. Cada arquitetura de rede exige um tipo específico de placa de rede. você só poderá utilizar um conector de cada vez.18 Hoje. também trazem encaixes para cabos coaxiais do tipo grosso (10Base5). As placas de rede para Notebooks podem ser onboard ou PCMCIA. ISA ou Externa via USB). "transmitir") ou Radiodifusão é o processo pelo qual se transmite ou difunde determinada informação. Cabos diferentes exigem encaixes diferentes na placa de rede. Quanto à taxa de transmissão. e cabos de par trançado blindado categoria 4 para placas de 16 Mbps. E também existem vários tipos. temos placas Ethernet de 10 Mbps / 100 Mbps / 1000 Mbps e placas Token Ring de 4 Mbps e 16 Mbps. Placas que trazem encaixes para mais de um tipo de cabo são chamadas placas combo. cabos de rede suportados e barramento utilizado (OnBoard. radiodifusor) através de . Além da arquitetura usada. Usando placas Ethernet de 10 Mbps. devemos utilizar cabos adequados à velocidade da placa de rede. as placas de rede à venda no mercado diferenciam-se também pela taxa de transmissão. Concentrador (hub) Hub (do Inglês. por exemplo. o termo às vezes é usado como sinônimo de computador pessoal. tendo como principal característica que a mesma informação está sendo enviada para muitos receptores ao mesmo tempo. uma para cabos de par trançado e outro para cabos coaxiais. Como vimos no trecho anterior. devemos utilizar cabos de par trançado de categoria 3 ou 5. onde uma ou mais antenas de transmissão enviam o sinal televisivo (ou. No caso de redes Token Ring. Este termo é utilizado em rádio.

MAN. Porém. Este método não averigua o valor da soma de verificação. até que ele termine a operação. Esta mesma informação é enviada a todas as máquinas interligadas a este hub e aceita somente por um computador pré-endereçado. .caracteriza-se como"gg" e "rmk". Comutador (switch) Um comutador ou switch é um dispositivo utilizado em redes de computadores para reencaminhar módulos (frames) entre os diversos nós. Outra importante diferença está relacionada à gestão da rede. Os comutadores não propagam domínios Cut Through . um endereço de broadcast é um endereço IP (e o seu endereço é sempre o último possível na rede) que permite que a informação seja enviada para todas as maquinas de uma LAN.Este método tenta utilizar os benefícios dos métodos "Store and Forward" e "Cut Through". MAN. herdando algumas propriedades dos roteadores (routers). Neste sistema.O comutador envia o quadro logo após ler o endereço MAC de destino do quadro. RFC 919 é a RFC padrão que trata deste assunto. redes de computadores e sub-redes. podemos criar VLANS. O "Fragment Free" verifica os primeiros 64 bytes do quadro. Uma de suas aplicações é no controle de tráfego de dados de várias redes. encaminhando os pacotes de acordo com o endereço MAC de destino. e à máquina geradora do pedido (caracterizando redundância).19 ondas eletromagnéticas e qualquer aparelho de TV (ou. assim como os concentradores (hubs) e a principal diferença entre um comutador e um concentrador. quando uma pessoa liga para outra. Em Redes de computadores. Um comutador opera na camada duas (2) (camada de enlace). possibilitando um maior número de conversações simultâneas. cujas portas partilham o mesmo domínio de colisão. deste modo a rede gerida será divida em menores segmentos. o que significa que não haverá colisões entre os pacotes de segmentos diferentes — ao contrário dos concentradores. WAN e TAN. Fragment Free . rádio) que conseguir captar poderá sintonizar o sinal. o pacote de dados é retornado a máquina requisitante com um pedido de espera. o broadcast é utilizado em hubs (concentradores) ligados em redes LAN. onde as informações de endereçamento estão armazenadas. A RFC (Request for comments). a central telefónica conecta-as numa linha dedicada. os demais ecos retornam ao hub. é que o comutador segmenta a rede internamente. Os comutadores operam semelhantemente a um sistema telefónico com linhas privadas.. com um Switch gerenciável. atualmente existem comutadores que operam em conjunto na camada 3 (camada de rede). Possuem portas. quando uma máquina (computador) ligada à rede envia informações para o hub. sendo que a cada porta corresponde um domínio de colisão diferente.Se caso ele for feed. WAN e TANS. Em informática. e se o mesmo estiver ocupado transmitindo outras informações. e é destinado a redes locais para segmentação.

o administrador deve refazer a configuração manualmente. o conhecimento das rotas será automaticamente atualizado sempre que novas informações forem recebidas através da rede. Switches layer 2 utilizam o MAC-Address guardado na tabela para passar a informação. ou encaminhador) é um equipamento usado para fazer a comutação de protocolos. Roteadores são dispositivos que operam na camada 3 do modelo OSI de referência. etc. Exemplo de protocolo de roteamento: RIP. EGP.Este método faz o uso dos outros três métodos. como o TCP/IP e o IPX. geralmente com hardware extra para acelerar suas funções como envio de pacotes e encriptação IPSEC. Protocolo de roteamento possui mecanismos para o compartilhamento de informações de rotas entre os dispositivos de roteamento de uma rede. Eles preenchem e fazem a manutenção dessas tabelas executando processos e protocolos de atualização de rotas. enquanto que o Switch Layer 3 utiliza os endereços IP para fazer o mesmo. Depois que o administrador fizer a configuração através de comandos para iniciar o roteamento dinâmico. OSPF.20 Adaptative Switching . atribuindo e controlando métricas de roteamento. Entre meados da década de 1970 e a década de 1980. escolher o melhor caminho disponível na rede para um determinado destino. os equipamentos dedicados ao roteamento são atualmente bastante especializados. Roteador (router) Roteador (estrangeirismo do inglês router. microcomputadores eram usados para fornecer roteamento. A principal característica desses equipamentos é selecionar a rota mais apropriada para encaminhar os pacotes recebidos. Já a obtenção de rotas dinamicamente é diferente. São protocolos que servem para trocar informações de construção de uma tabela de roteamento. especificando os endereços e domínios de roteamento. Apesar de computadores pessoais poderem ser usados como roteadores. toda vez que houver alteração na rede que possa vir a afetar essa rota. Ou seja. Protocolo roteável é aquele que fornece informação adequada em seu endereçamento de rede para que seus pacotes sejam roteados. permitindo o roteamento dos pacotes de um protocolo roteado. BGP. Os roteadores utilizam tabelas de rotas para decidir sobre o encaminhamento de cada pacote de dados recebido. Diferenças entre Switches Layer 2 e Layer 3. É importante ressaltar a diferença entre protocolo de roteamento e protocolo roteável. . Essa atualização é feita com a troca de informações entre roteadores vizinhos em uma rede. Os roteadores encaminham os pacotes baseando-se nas informações contidas na tabela de roteamento. O administrador pode fazer a configuração estática das rotas para a propagação dos pacotes ou pode configurar o roteador para que este atualize sua tabela de rotas através de processos dinâmicos e automáticos. O problema de configurar rotas estaticas é que. IGRP . a comunicação entre diferentes redes de computadores provendo a comunicação entre computadores distantes entre si.

Um roteador que serve exclusivamente para transmitir dados entre outros roteadores (por exemplo. a velocidade de transmissão (bps. BBS. normalmente medido em bits por segundo (bit / s ou bps). Wi-Fi ou Ethernet. tons aka. O prefixo Fax se deve ao fato de que o dispositivo pode ser utilizado para receber e enviar fac-símile. Um roteador que conecta um cliente à Internet é chamado roteador de ponta. Ambos os modems devem estar trabalhando de acordo com os mesmos padrões. Basicamente. Modem A palavra Modem vem da junção das palavras modulador e demodulador. um tom alto que representava bit 1. etc). onde a velocidade de transmissão eram de 300 bps (bits por segundo) e operavam em dois sinais diferentes. . ou a outro computador. que especificam. Os primeiro modens analógicos eram externos. e que demodula o sinal analógico e o reconverte para o formato digital original. nível e algoritmo de compressão de dados. Os modems ADSL diferem dos modems para acesso discado porque não precisam converter o sinal de digital para analógico e de análogico para digital porque o sinal é transmitido sempre em digital (ADSL . o ITU V. um outro modem reverte o processo (chamado demodulação). Utilizado para conexão à Internet. Estes sinais podem ser transmitidos através de linhas telefônicas e demodulado por outro modem no lado do receptor para recuperar os dados digitais. Eles também podem ser classificados pela taxa de símbolos medido em bauds .Asymmetric Digital Subscriber Line). e que no futuro os roteadores podem até mesmo substituir por completo. Os modems são geralmente classificados pela quantidade de dados que pode enviar em um determinado unidade de tempo . enquanto os modems para acesso em banda larga podem ser USB. pronta a ser transmitida pela linha telefônica. todos os pontos de rede conectados pertencem à mesma rede. para transportar 300 bits / s usando 300 baud. Ele é um dispositivo eletrônico que modula um sinal digital em uma onda analógica. o número de vezes que o modem muda o estado do sinal por segundo. Conectados através das interfaces paralelas. Por exemplo. cuja tecnologias atualmente estão sendo convergidas. Quando o sinal é recebido. protocolo. enquanto o tom baixo representava o bit 0. existem modems para o acesso discado e banda larga. Nesse caso. Um roteador é usado normalmente para conectar pelo menos duas redes de computadores. O processo de conversão de sinais binários para analógicos é chamado de modulação/conversão digital-analógico.21 padrão utilizadoshift keying freqüência de áudio. entre outras coisas. mas existe uma variação especial usada para encaminhar pacotes em uma VLAN. baud. Os modems para acesso discado geralmente são instalados internamente no computador (em slots PCI) ou ligados em uma porta serial.21 Roteadores modernos de grande porte assemelham-se a centrais telefônicas. O exemplo mais familiar é uma banda de voz modem que transforma os dados digitais de um computador pessoal em modulados sinais elétricos na freqüência de voz do alcance de um telefone canal. em um provedor de acesso) é chamado um roteador núcleo.

já que serve de intermediário também. É freqüente serem confundidos os conceitos de bridge e concentrador (ou hub). Os únicos dados que são permitidos atravessar uma bridge são dados destinados a endereços válidos no outro lado da ponte. mas também traduzir as respostas e devolvê-las ao par local da comunicação. para que não constitua um estrangulamento entre a rede exterior e a rede local. uma das diferenças. que o gateway opera em camadas baixas do Modelo OSI e que não pode. é que o pacote é enviado unicamente para o destinatário. ou porta de ligação.200 bit / s com 600 baud usando modulação de fase . Ponte (bridge) Bridge ou ponte é o termo utilizado em informática para designar um dispositivo que liga duas ou mais redes informáticas que usam protocolos distintos ou iguais ou dois segmentos da mesma rede que usam o mesmo protocolo. Exemplos de gateway podem ser os routers (ou roteadores) e firewalls. estará dotado também de medidas de segurança contra invasões externas. Desta forma é possível utilizar uma bridge para manter um segmento da rede livre dos dados que pertencem a outro segmento. como o NAT — que é uma das implementações de gateway mais simples. já que ambos servem de intermediários entre o utilizador e a rede. o gateway pode incorporar alguns mecanismos de defesa. por exemplo. como já enunciado. Endereços MAC .Uma bridge é um segmento livre entre rede. interpretar os dados entre aplicações (camadas superiores). Note-se. Cabe igualmente ao gateway traduzir e adaptar os pacotes originários da rede local para que estes possam atingir o destinatário. Uma bridge ignora os protocolos utilizados nos dois segmentos que liga. por isso. Um proxy também pode ser interpretado como um gateway (embora em outro nível. como a utilização de protocolos codificados. mas o MAC (media access control) que é único para cada placa de rede. separar domínios de colisão. neste ponto de vista. ou mesmo traduzir protocolos. por meio do uso de heurísticas e outros métodos de detecção de ataques. é freqüente a utilização de protocolos de tradução de endereços. Esta funcionalidade pode ser complementada com um firewall. é uma máquina intermediária geralmente destinada a interligar redes. porém. entre o servidor e o cliente(tunel). possibilitando a cada usuário ter sua senha independente. aquele da camada em que opera). já que opera a um nível muito baixo do modelo OSI (nível 2).22 original permitia 1. como por exemplo ligação de uma rede de um edificio com outro. enquanto que o hub envia o pacote em broadcast. Assim.22 enquanto o padrão ITU V. Bridges servem para interligar duas redes. Este endereço não é o endereço IP (internet protocol). somente envia dados de acordo com o endereço do pacote. E. Porta de Ligação (gateway) Gateway. ethernet ou token ring. No entanto. Depreende-se assim que o gateway tenha acesso ao exterior por meio de linhas de transmissão de maior débito.

enquanto outros se utilizariam destes serviços. O termo servidor é largamente aplicado a computadores completos. As redes que utilizam servidores são do tipo clienteservidor. Uma bridge é estabelecida entre conexão com o provedor de serviços ao contrario de um roteador que faz um rota com um unico ip dividindo a banda entre os computadores. e. surgiu a idéia de dedicar alguns computadores para prestar algum serviço à rede. a partir dos endereços de origem dos frames. Quando a ponte recebe o quadro do endereço de destino é comparado com a tabela existente. Ele é menos utilizado devido a autenticação ser feita no pc. caso contrário para todos os endereços da rede. internamente. com o crescimento destas. a ver com as redes de computadores. utilizadas em redes de médio e grande porte (com muitas máquinas) e em redes onde a questão da segurança desempenha um papel de grande importância. • • • • • Servidor de arquivos Servidor de comunicações Servidor de disco Servidor de impressão Servidor de bluetooth NORMAS DE PADRONIZAÇÃO DE REDES As principais entidades de padronização na área de redes de computadores são: • ISO . Redes permitiam a comunicação entre diversos computadores. Esses serviços podem ser de natureza diversa. um servidor é um sistema de computação que fornece serviços a uma rede de computadores.International Organization for Standardization.O mais conhecido é o US Robotics 8500 Servidor Em informática. Os servidores ficariam responsáveis pela primeira função. obviamente. Com o advento das redes. foi crescendo a necessidade das redes terem servidores e minicomputadores. .seu uso se limita a um computador.23 As pontes têm. Principal entidade de padronização internacional. Com base nessas informações é criada uma tabela na qual identifica cada computador e o seu local nos segmentos de rede. A história dos servidores tem. se reconhecer o endereço ela encaminhará o quadro(frame)a esse endereço. embora um servidor possa equivaler a um software ou a partes de um sistema computacional. o que acabou contribuindo para a diminuição do uso dos mainframes. Os computadores que acessam os serviços de um servidor são chamados clientes. arquivos e correio eletrônico. uma memória que armazena os endereços MAC de todos os computadores da rede. ou até mesmo a uma máquina que não seja necessariamente um computador. O crescimento das empresas de redes e o crescimento do uso da Internet entre profissionais e usuários comuns foi o grande impulso para o desenvolvimento e aperfeiçoamento de tecnologias para servidores. como por exemplo.

Estabelecer critérios técnicos de desempenho para sistemas distintos de cabeamento. Em 2000 a ABNT publicou a norma NBR 147565 – procedimentos básicos para elaboração de projetos de cabeamento de telecomunicações para rede interna estruturada. as normas passaram a se chamar ANSI/EIA/TIA-568. 3. com produtos de fornecedores distintos.Associação Brasileira de Normas Técnicas ANSI . Em 1991.Deutsches Institut for Normung HISTÓRICO • • • Empresas passaram a estabelecer padrões proprietários de cabeamento. Esta norma tem como objetivo estabelecer os critérios mínimos para elaboração de projetos de redes interna estruturada. Antigo CCITT (Comité Consultantif International Télégraphique et Téléphonique).American National Standards Institute BSI . Estruturar um sistema de cabeamento intra e inter predial.International Electrotechnical Commision. Em 1991 sai à primeira norma. durante a década de 1990.British Standards Institute DIN . ITU-T . IEEE . os sistemas de cabeamento estruturado utilizavam apenas as normas internacionais ANSI/EIA/TIA-568 (Comercial Building Telecommunications Cabling standard). a EIA/TIA propôs a primeira versão da norma de padronização de fios e cabos para telecomunicações em prédios comerciais. parâmetros de meios que determinam o desempenho e a topologia de conectores e pinos que asseguram a interoperabilidade e a vida útil do sistema de cabeamento. Implementar um padrão genérico de cabeamento de telecomunicações a ser seguido por fornecedores diferentes. 2.24 • • • IEC . distancia. Associações Nacionais ligadas à ISO • • • • ABNT . Inicio de 1985 é solicitada uma norma. denominada de EIA/TIA-568 com os objetivos de: 1. NORMA BRASILEIRA NBR 147565 No brasil. . Após o reconhecimento pelo ANSI (American National Standards Institute).Institute of Electrical and Electronics Engineers. As normas estabelece os requisitos mínimos para cabeamento de telecomunicações em um ambiente corporativo: topologia. O IEEE submete propostas de padrões OSI através da ANSI.International Telecomunications Union.

o Revisada em 2001. sem necessidade de mudar todo o cabeamento. manutenção e expansão são feitas por simples trocas de cabos de manobra ou pequenas modificações na infra-estrutura. Objetivo: • Fornecer um padrão para o projeto e a instalação de sistemas de cabeamento. o que o torna altamente vantajoso. . • Controle de Falhas: Falhas em determinados ramos do cabeamento não afetam o restante da rede.Return Of Investment): O Sistema de Cabeamento Estruturado Consiste em cerca de 2% a 5% do investimento no projeto de uma rede. NORMAS ANSI/EIA/TIA 568 o Criada em 1995. Alteração de layout dos usuários. Evolução de tecnologias emergentes rumo a aplicações com taxas de transmissão maiores. com a instalação de poucos equipamentos adicionais. O cabeamento estruturado permite a maximização dessa vida útil porque permite a utilização de uma mesma infra-estrutura para o transporte de várias tecnologias de comunicação simultaneamente e também por prever a implementação de tecnologias futuras. Benefícios da padronização É possível citar alguns benefícios proporcionados pela padronização existente nos sistemas de cabeamento estruturado e que não se verificam nos sistemas de cabeamento não estruturado: • Flexibilidade: O sistema estruturado permite mudanças de layout e aplicações. Levando em conta a vida útil do sistema. a maior expectativa de vida em uma rede.25 Por que a Padronização? • • • • Solucionar problemas tais como crescimento populacional. é um investimento de prazo de vida muito longo. • Oferecer uma ótima relação custo/benefício construção bem como nas mudanças. diferentes das utilizadas no período da instalação. • • EIA/TIA 569 o Criada em 1998. • Custo e Retorno sobre o Investimento (ROI. Minimização de falhas nos cabos ou nas conexões. algo em torno de 10 a 15 anos. tipicamente. • Vida útil: O cabeamento estruturado possui. • Facilidade de Administração: As mudanças de aplicações.

• Existiu o padrão 100 BASE-T4-100Mbs. • Continuam sendo usados em instalações telefônicas. • Link. com o propósito de ter estes registros em mãos. o que permite seu uso no padrão 10 BASE-T-10Mbs. Edifícios são dinâmicos.26 o Especificar práticas de projetos e construções de infra-estrutura dentro e entre edifícios. • Cabos de categoria 2 chegaram a ser usados em redes ARCNET de 2. • • Identificações devem ter link entre elas. • EIA/TIA 606 Três conceitos fundamentais: • Identificação. CATEGORIAS DE CABOS Categoria 1 e 2: • Usados no passado em instalação telefônicas. Pouco usado devido não ser suportado por todas as placas de rede. Categoria 4 . • Certificado para sinalização de até 16MHz . Regras básicas: • Necessidade de se ter um único potencial de terra para todos os aterramentos. Os sistemas de telecomunicações dos edifícios são dinâmicos.5Mbs e redes TOKEN RING de 4 Mbs. Registrar estas identificações e estes link’s. 3. Telecomunicações são mais do que simples voz e dados. Categoria 3 • Primeiro padrão de cabos de par trançado desenvolvido especialmente para uso em redes. Todos os elementos dos sistemas devem ser identificados. • Não são adequados para uso em redes ETHERNET. Três conceitos fundamentais: 1. • EIA/TIA 607 • Define padrões para o projeto e instalações de sistemas de aterramento. 2. • Registros.

• Conectores diferentes (RJ45 cat 6ª – fios entram em zigue-zague e os 5e entram em paralelo). ou ampliado. o ANSI/EIA/TIA-569(Voltada para infra-estrutura). Categoria 5 e 5e. • Eles suportam freqüências de até 50MHz. • Alcance continua sendo de apenas 100 metros. Categoria 7 (todos blindados) • Padrão de 10Gbs. SISTEMAS DE CABEAMENTO ESTRUTURADO • Divisão da estrutura em elementos principais em conjunto com a parte administrativa e de infra-estrutura. 4. • Envolve as normas: o ANSI/EIA/TIA-568ª/B (Votada para cabeamento). Categoria 6a • Permitir o uso de cabos de até 10 metros em redes 10G. Podiam ser utilizados em redes ETHERNET em substituição aos cabos categoria 3. • Suportam freqüências de até 250MHz. Utilizada em redes TOKEN RING de 16 Mbs. Área de Trabalho. Não é mais fabricado. COMPOSIÇÃO 1. • “a” de “augmented”. Cabeamento Vertical. • Suportam freqüências de até 100MHz. • Uso de um separador para reduzir interferências entre pares de cabos. • Requisito mínimo para redes 10 BASE-TX E 1000 BASE-T – 100 e 1000 Mbs. o ANSI/EIA/TIA-606 (Voltada para a parte administrativa). Categoria 6 • Desenvolvida para ser usada no padrão Gigabit ETHERNET. Cabeamento Horizontal. Armário de Telecomunicação. 3. • Estagio inicial de desenvolvimento. • Conectores TERA desenvolvidos pela SIEMON. 2.27 • • • • Certificada para sinalização de até 20MHz. • Substituídos pelos cabos categoria 5e. .

• Cuidado na utilização de adaptadores. 8. 9. Documentação. • Maior parcela de custos e de atividade na rede secundária. 6.28 5. Certificação • 60% das panes de redes têm como origem o mau funcionamento do sistema de cabeamento. . Facilidades de Entrada • Conexão entre instalações externas e sistemas de cabo local. • Cross-Conect: Cabos e equipamentos terminados em patch-pane. Facilidades de Entrada. Cabeamento Vertical (BACKBONE) • Utilização de cabos UTP e/ou cabos fibra ópticas. • Variação no comprimento máximo na rede primária. • Instalações de diversos tipos de equipamentos e dispositivos. • Interconexão: ligação entre os cabos do patch-panel e elementos ativos. Cabeamento Horizontal • Utilização de cabos par trançados (UTP). Sala de Equipamentos. Certificação. • Máximo de 5 metros para os Patch-Cords e máximo de 90 metros entre o armário de telecomunicação e ponto de telecomunicação. • Avaliação de loca de instalação dos pontos. Armário de Telecomunicação • Topologia estrela. • Acesso restrito. Área de Trabalho • Instalação mínima de dois pontos de telecomunicações em uma área de 10 metros quadrados. Infra-estrutura. 7. Sala de Equipamentos • Equipamentos principais e componentes da rede local. • Equipamentos relacionados ao backbone e de comunicação as operadoras de telecomunicações. • Aterramento deve seguir as normas. • Verificar quantidades de área de trabalho tipos de serviços disponíveis e nível de desempenho desejado.

Tem como objetivo o ganho de tempo e maior rapidez nos processos. 5e. Infra-estrutura • Racks. . 6. duradouras e praticas. • Delay Skew = Cat. • Documentação da instalação física da rede. • Lenght = Cat. Devem constar: • Descrição funcional da rede lógica. • Máximo de nove caracteres alfanuméricos. • Analise de redundância. 6. 6. 6. Documentação da instalação física da rede: • Lista de equipamentos e materiais. • Etiquetas de identificação devem ser legível. 6. • Next = Cat. • Encaminhamento dos cabos (Conectorização).5e. 5e. 5. • Legenda dos equipamentos e cabeamentos. Descrição funcional da Rede lógica: • Padrões técnicos adotados. 5. • Delay = Cat. • Attenuation = Cat. 5. • Rede lógica x Rede Elétrica. 5e. expansões ou reformas. • Diagrama esquemático da rede.5e. • Relatórios de testes. 6. Certificação (medição) • Wire Map = Cat. • Termo de garantia.29 • • Utilização de equipamentos para medir a performance do cabeamento. 5e. eletrodutos.5e. • Quantidade de pontos. 6. Documentação Necessária para manutenção. Identificação de componentes: • Obrigatória para passivos e recomendada par ativos. 6. 6. • Return Loss = Cat. 5. • Elfext = Cat.5e. eletrocalhas. • Alien Crosstalk = Cat. pisos falsos. • Planta-baixa.

5. Sinais – Correspondem à materialização específica dessas informações utilizadas no momento da transmissão. 2. manipulam e processam. uma balança analógica de molas. INFORMAÇÃO E SINAL Informações – associadas a idéias ou dados manipulados pelos agentes que as criam. 3. um termômetro analógico de mercúrio. 4. Descrição da idéia por um conjunto de símbolos. Geração de uma idéia na origem. dos sinais. COMUNICAÇÃO DE DADOS PROCESSO DE COMUNICAÇÃO 1. Decodificação e reprodução dos símbolos. SINAIS ANALÓGICO E DIGITAL Os termos analógico e digital correspondem à variação contínua ou discreta. Recriação da idéia original.30 • Mapa de interconexão dos componentes ativos e passivos Termo de garantia • Descrever os limites e a duração da garantia para cada componente. Sinais analógicos – Variam continuamente com o tempo. • Declaração de desempenho assegurado para aplicações na rede física. Transmissão dos símbolos ao destino. Um velocímetro analógico de ponteiros. respectivamente. • Restrições para outras aplicações. 6. Codificação dos símbolos em uma forma propícia a transmissão em meio físico. são exemplos de sinais lidos de forma direta sem passar por qualquer decodificação . Nada mais são do que ondas que se propagam através de algum meio físico.

31 complexa. Video8. Para entender o termo analógico. ou força eletromotriz. entre zero e o valor máximo. S-VHS-C. Na electrónica ou eletrônica digital. Como exemplos de meios que registam sinais analógicos. é essencialmente uma representação codificada da informação original. Um exemplo de sinal digital é a sequência de altas e baixas voltagens produzida durante uma chamada telefónica digital.obsoleto) Gravação de imagem o Sistemas foto-químicos Fotografia em película (clássica) Filme em película (clássico) o Sistemas magnéticos Fita magnética (Quadruplex) Cassette (U-Matic. Sendo assim. intensidade de corrente elétrica. enquanto o sinal digital só pode assumir um número pré-determinado (finito) de valores. S-VHS. a deflexão do ponteiro sobre uma escala fornece a leitura direta de grandezas físicas. como tensão elétrica. ocupando valores (ou níveis) bem definidos durante intervalos de tempo fixos. Um sinal digital não varia continuamente ao longo do tempo. é útil contrastá-lo com o termo digital. Hi8) • O instrumento analógico consiste num painel com uma escala e um ponteiro que desliza de forma a se verificar a posição deste sobre aquela. e que o conjunto de valores que pode assumir é finito. apenas pode assumir dois valores. Isso significa que um sinal digital só é definido para determinados instantes de tempo. É um sinal com valores discretos (descontínuos) no tempo e em amplitude. . pois as variáveis são observadas diretamente. por exemplo. VHS. a informação foi convertida para bits. o sinal analógico passa por todos os valores intermediários possíveis (infinitos). VHS-C. enquanto na eletrônica analógica a informação é tratada sem essa conversão. digamos 0 ou 1. temos: • Gravação de som o Sistemas mecânicos Disco de vinil o Sistemas magnéticos Fio (obsoleto) Fita Cassette Cartucho (em inglês Cartridge . Num galvanômetro. entre outras. Sinais digitais – Variam discretamente com o tempo. resistência elétrica. Beta.

Os sinais que representam informações como voz. BANDA PASSANTE Banda Passante é normalmente usado para especificar a quantidade de [dados] que podem ser enviados em um [canal de comunicação]. deve-se determinar qual a faixa de frequências . O conceito de banda passante ou largura de banda vem do início dos estudos dos sinais e das técnicas de transmissão analógicas. este atenua de maneira diferente cada frequência que compõe o sinal transmitido. Informalmente. cuja soma produz a forma do sinal original. Ela caracteriza a capacidade de transmissão de um meio físico e as exigências do sinal para garantir a qualidade da informação. o Diferença entre a maior e a menor frequência da banda do sinal-tamanho da banda passante. diz-se são as frequências que "passam" pelo filtro.intervalo entre duas frequências. dados e imagem são representados por um conjunto de frequências de amplitudes diferentes. • Largura de Banda. Para conservar as características do mesmo. Ao analisar um determinado canal de comunicações.32 BANDA • Banda . O hertz mede a quantidade de ciclos de um determinado sinal por segundo que é equivalente a frequência. Banda Passante é o conjunto contínuo de valores de frequência que podem ser assumidos por um sinal elétrico sem que este seja atenuado ao passar por um filtro.

esta faixa será a banda-passante do canal. etc) em um determinado intervalo de tempo. Assim quando a amplitude das frequências começar a cair pela metade. Frequência é uma grandeza física ondulatória que indica o número de ocorrências de um evento (ciclos. oscilações. Banda passante de alguns sinais Banda passante dos meios de transmissão . voltas.33 onde a atenuação possui uma pequena variação.

como já fora discutido. e externa. Atenuação e Ecos. A Distorção pode ser causada por fatores de origem interna (Banda passante do canal limitada). Este fenômeno pode gerar um sinal em uma dada faixa de frequência que por ventura interfira na transmissão de um outro sinal da mesma faixa. O Crosstalk é um ruído que é causado pela interferência entre canais de comunicação vizinhos. também chamado ruído branco. O sinal que é transmitido em um meio gera uma perturbação sobre um outro que esteja em suas proximidades. em Sistemas de Comunicação. também é conhecido como ruído branco. Ruído térmico – é provocado pelo atrito dos elétrons nos condutores. Abordaremos aqui alguns destes fatores. tais como: Ruídos. por esta razão. pode ser entendida como uma ação que tem como objetivo modificar as componentes (frequência. Crosstalk – interferência que ocorre entre condutores próximos que induzem sinais mutuamente (linha cruzada). .34 FONTES DE DISTORÇÃO DE SINAIS A Distorção. O Ruído de Intermodulação ocorre quando sinais de diferentes frequências compartilham o mesmo meio físico (multiplexação em frequência). Isto pode acontecer devido a componentes defeituosos ou por causa de sinais com potência muito alta. fase e amplitude) originais de um sinal. Ruído de intermodulação – ocorre quando sinais de frequências diferentes compartilham o mesmo meio físico. Este tipo de ruído tem como característica estar presente em todo o espectro de frequência e. Sua intensidade será maior tanto quanto maior for a temperatura sobre o meio de transmissão. O Ruído Térmico é aquele que é provocado pela agitação dos elétrons nos condutores metálicos e podem ser encontrado em todos os dispositivos eletrônicos. Ruídos O Ruído pode ser definido como todo e qualquer tipo de interferência externa que exercida sobre um sinal com fim a distorcê-lo.

35 Este tipo de ruído será maior tanto quanto forem maiores as proximidades entre os condutores. provocado por diversas fontes. em geral. Ecos – ocorrem devido a mudança na impedância em uma linha de transmissão. Este ruído pode ser provocado por diversos tipos de fontes. A distância entre os repetidores deve atender às especificações de cada meio de transmissão para que a atenuação não seja excessiva. A atenuação pode ser facilmente solucionada em sistemas de comunicação digital com a inserção de repetidores que tem a função de regenerar o sinal originalmente transmitido. parte do sinal é refletido e parte transmitido. não determinístico. desde distúrbios elétricos externos a falhas em equipamentos. O Ruído Impulsivo é oriundo de fontes externas que provocam um pulso de energia muito intenso e. Um exemplo deste tipo de ruído é o de “linha cruzada” ocorrido em sistemas de telecomunicações. A Atenuação é uma diminuição da potência do sinal ao longo de seu percurso. . Esta diminuição dá-se de forma logarítmica e normalmente é expressa na forma de decibéis por unidade de comprimento. esta perda será maior quanto maiores forem às frequências em que se transmite o sinal. Esta descontinuidade faz com que parte do sinal seja refletido no sentido contrário ao de transmissão causando interferência sobre os próximos sinais a serem transmitidos. ou dissipação de energia. onde uma ligação é interferida por uma conversa de terceiros. Este é um tipo de perturbação que é causado pela descontinuidade de impedância em meio de transmissão. Atenuação – degradação na potência de um sinal devido a distância percorrida no meio físico. ocorre sobre a forma de calor (efeito Joule em meios metálicos) e radiação. ele é o maior causador de erros. a amplitude dos sinais e as frequências dos mesmos. Até mesmo o fato de se retirar uma lâmpada ligada pode causar tal fenômeno. Ruído impulsivo – pulso irregular com grande amplitude. Em transmissão digital. Para ambos os casos. com grandes amplitudes e de difícil prevenção. Em sistemas telefônicos este tipo de interferência é bastante desagradável quando percebido em intervalos maiores de dezenas de milissegundos. Esta perda. Normalmente ele é pouco danoso a uma transmissão analógica (ex: corte temporário em uma transmissão de voz). Este tipo de problema pode ser mascarado com a utilização de dispositivos canceladores de eco. A atenuação se dá devido a perdas de energia por calor e radiação. Trata-se de um tipo de ruído não contínuo. de curta duração.

3f.5 a0 + S an sen(2pnft) + S bn cos(2pnft) O matemático Francês Jean Fourier provou no século XIX que qualquer sinal periódico expresso por uma função do tempo g(t) e com período T. f. representada da seguinte forma: Onde f é a frequência fundamental do sinal. que estão se comunicando. chamada de Série de Fourier. Uma Colisão acontece quando dois bits de dois computadores diferentes. representada pelas suas componentes de amplitude an e bn Sinal Resultante com diferente número de Harmônicos . pode ser considerado como uma soma de senos e cossenos de diversas frequências. estão em um meio compartilhado ao mesmo tempo. Os bits são corrompidos (destruídos).36 Colisões: Duas estações transmitindo ao mesmo tempo. Essa variação de voltagem não é permitida em um sistema binário. O resultado é que um sinal pode ser representado de 2 formas: no domínio do tempo e no domínio da frequência a partir de suas harmônicas. Assim um sinal de período T terá suas componentes centradas em 0. 2 f. que entende apenas dois níveis de voltagem. sendo f a frequência fundamental do sinal. os demais sinais em outras frequências múltiplas da fundamental são chamadas de componentes do sinal. Série de Fourier: representação de um sinal como uma soma de senóides e cosenóides (de frequências múltiplas inteiras da fundamental) l g(t) = 0. No caso dos meios de cobre. as voltagens dos dois sinais binários se somam e causam um terceiro nível de voltagem.

por mais complicada que seja.37 Pode-se concluir que para a reprodução fiel do sinal original necessita-se que os vários harmônicos sejam recuperados. chamado demodulação. o que nem sempre é viável. Fourier mostrou que qualquer função. Isto na prática significa que para a recuperação fiel de um sinal deve ser possível a transmissão de vários múltiplos de frequências através do canal utilizado. que retira o sinal digital da onda portadora recebida e entrega ao computador receptor. Os sinais elétricos digitais possuem a forma de uma onda quadrada e são colocados numa onda portadora analógica que possui a forma de uma onda senoidal variável. Tipicamente. . A modulação é uma técnica que permite modificar um sinal de características conhecidas. utilizada em transmissão e em modems. O modem receptor faz o processo inverso. de forma que ele seja capaz de carregar informações. Admitindo que essa propagação deveria se dar por ondas de calor e levando em conta que a forma mais simples de uma onda é uma função senoidal. MODULAÇÃO Modulação é a técnica onde as características da portadora (sinal que é modulado) são modificadas com a finalidade de transmitir informações. de forma que as alterações representem informações significativas para o ser humano ou para uma máquina. Esse processo de colocar o sinal digital na onda portadora analógica se chama modulação e é feito pelo modem transmissor. A história das séries de Fourier ilustra como a solução de um problema físico acaba gerando novas fronteiras na matemática. Fourier foi levado a desenvolver suas séries ao estudar a propagação de calor em corpos sólidos. Isso se deve ao fato de sua faixa de frequência nem sempre ser adequada ao meio físico. Os sinais de informação nem sempre podem ser transmitidos diretamente no meio em que irão se propagar. pode ser decomposta como uma soma de senos e cossenos. este sinal de características conhecidas é chamado de portadora e o sinal resultante (que vai ser colocado no meio físico pelo emissor) é conhecido por sinal modulado. É o processo pelo qual se modificam as características de uma onda de rádio ou elétrica.

A modulação pode alterar a amplitude da onda (modulação em amplitude AM).38 Existem dois tipos de modulação: analógica e digital.FM e Modulação em Fase . Modulação em Freqüência . variando-os convenientemente. doravante denominado sinal modulador. Modulando um ou mais desses parâmetros.PM. pode-se transmitir uma informação como o áudio e o vídeo. ou sua fase (modulação por deslocamento de fase). Também classificada como modulação de onda contínua. e o sinal modulante é um sinal analógico ou contínuo. na qual a portadora é uma onda cosenoidal. ou sua frequência (modulação em frequência FM). ou ainda combinar várias dessas alterações. de sua faixa de frequências original para uma outra faixa. Modulação analógica. As técnicas de modulação para sinais analógicos mais utilizadas são a Modulação em Amplitude .AM. . isto é. Técnicas de Modulação Todas as técnicas de modulação envolvem o deslocamento do sinal original.

Outra necessidade atendida pela modulação de ondas foi a necessidade de se compartilhar um meio de transmissão. essas técnicas tomam as seguintes denominações: • Modulação por Chaveamento da Amplitude (Amplitude Shift Keying ASK).ou simplesmente AM (do inglês Amplitude Modulation Modulação de Amplitude): a amplitude da portadora de um transmissor é variada de acordo como o sinal em função do sinal de interesse. entre um número de transmissores. • Modulação por Fase (Phase Modulation —PM). foi necessário encontrar alguma forma de transmitir as informações usando ondas de alta frequência. seriam necessárias antenas de proporções gigantescas (alguns quilômetros de comprimento). ou seja. Esta informação poderia ser eventualmente recuperada num receptor através de um processo de demodulação. o receptor pode "selecionar" uma frequência para demodular . Se fosse desejado transmitir ondas com frequências equivalentes às frequências de voz (na ordem de alguns kHz). Um sinal AM é muito sujeito a estática e a outras interferências elétricas. A solução foi justamente modular as ondas de alta frequência de modo que a informação a ser transmitida esteja contida nestas ondas e possam ser transmitidas eficientemente pelo ar. Amplitude: é uma medida escalar não negativa da magnitude de oscilação de uma onda. Permitir que o sinal seja transportado para um outra faixa de frequência possibilitando a redução do tamanho dos equipamentos receptores transmissores. Para alcançar este objetivo. "Amplitude Modulada é a variação da intensidade de saída de RF (Rádio Frequência) do transmissor a uma velocidade de áudio". Desta forma. é valor quantitativo de um sinal em um determinado instante de tempo.39 O valor desse deslocamento corresponderá frequência de uma onda denominada portadora. • Modulação por Chaveamento de Fase (Phase Shift Keying —PS K). no caso o ar. As principais funcionalidades de Modulação são: Permitir o compartilhamento do espectro de frequência com outros sinais do mesmo tipo. • Modulação por Freqüência (Frequency Modulation —FM). Modulação em amplitude . basta usar a mensagem para modular ondas de frequências diferentes. Por este motivo. A tensão de saída do radiotransmissor tem uma variação que oscila para cima e para baixo de seu valor nominal de acordo com a frequência de áudio. que é o sinal modulador. Existem três técnicas básicas de modulação: • Modulação por Amplitude (Amplitude Modulation —AM). • Modulação por Chaveamento da Freqüência (Frequency Shift KeyingFSK). A frequência e a fase da portadora são mantidas constantes. No caso específico do sinal modulador ser um sinal digital.

Esses ruídos afetam a amplitude da onda de rádio. Modulação em fase (Phase Modulation . Modulação em freqüência (FM): altera a frequência da portadora de acordo com a informação a ser transmitida. mas não sua frequência. ao contrário da AM. como a causada por temporais e por correntes elétricas fortuitas de equipamentos e outras fontes relacionadas. que faz parte de um conjunto finito de valores discretos representando um código. Modulação Digital. ou seja. mas sua frequência é alterada conforme variações no sinal enviado. A largura dessa banda depende do modo e do tipo de modulação usado. O total de largura de banda necessário para transmitir um sinal de FM é maior que para AM. o que é um limite para alguns sistemas. transforma-se em uma faixa de frequências em torno da portadora. assim um sinal de FM permanece virtualmente inalterado. Essa forma de modulação foi desenvolvida pelo engenheiro americano. a chamada banda de modulação. Ao ser modulada. é tempo necessário para que a onda estabeleça um ciclo completo. Edwin H. originalmente uma frequência única. Isto é exatamente o que fazemos quando selecionamos uma estação de rádio ou um canal de televisão. a fase da portadora é que muda. A modulação digital é usada quando se está interessado em transmitir uma forma de onda ou mensagem. Armstrong em um esforço para superar interferências que afetam a recepção de rádio AM. A FM é menos suscetível que a AM a certos tipos de interferência. Período (frequência): O período de um sinal diz respeito ao seu comprimento de onda. Em FM. Essa forma de modulação é frequentemente considerada uma variação da FM. Em vez da frequência da onda portadora. em um determinado instante de tempo. medido em graus.PM): varia a fase da portadora de acordo com os dados a serem transmitidos. a amplitude da portadora é mantida constante. FM é melhor que AM para transmissão de som estereofônico. Fase: A fase é o valor da componente de ângulo do sinal.40 retirando assim a informação apenas de um transmissor. sinais de áudio de televisão e retransmissão de telefonemas interurbanos por microondas. uma portadora. .

Time Division Multiplexing). A modulação em amplitude troca a frequência baixa do sinal binário. Multiplexação por Divisão de Tempo (TDM . Existem diferentes modos de efetuar a multiplexação.Amplitude Shift-Keying): altera a amplitude da onda portadora em função do sinal digital a ser transmitido.Keying): processo pelo qual se altera a fase da onda portadora em função do sinal digital a ser transmitido. Há uma variedade de esquemas de modulação por pulso: modulação em amplitude de pulso (PAM). TV. modulação de posição de pulso (PPM) e modulação por largura de pulso (PWM). enquanto nos sistemas analógicos há um número infinitamente grande de mensagens cujas formas de onda correspondentes não são todas conhecidas.Frequency Division Multiplexing).41 A principal diferença entre os sistemas de comunicação de dados digitais e analógicos (dados contínuos). modulação em código de pulso (PCM). nomeadamente: Multiplexação por Divisão de Frequência (FDM . Esse tipo de modulação pode ser considerado equivalente a modulação em FM para sinais analógicos. é que no primeiro caso. o espectro de frequências é dividido em diversas faixas. uma para cada transmissão ou comunicação distinta. TV a Cabo. Celular. Modulação em frequência por chaveamento (FSK . para uma frequência alta como é a frequência da portadora. Modulação em fase por chaveamento (PSK . modulação em frequência de pulso (PFM). o tempo de transmissão de um canal é dividido em pequenas fracções de tempo (iguais ou de . As principais técnicas de modulação para sinais digitais são: Por chaveamento: Modulação em amplitude por chaveamento (ASK . Por pulso: Nesta técnica uma amostra da forma de onda é tomada a intervalos regulares. MULTIPLEXAÇÃO A multiplexação consiste na operação de transmitir várias comunicações diferentes ao mesmo tempo através de um único canal físico. Exemplo: Rádio AM. O dispositivo que afeta este tipo de operação chama-se multiplexador (multiplexer ou apenas mux).Frequency Shift-Keying): processo de modulação que consiste na variação da frequência da onda portadora em função do sinal digital a ser transmitido.Phase Shift. ocorre a transmissão e detecção de uma dentre um número finito de formas de onda conhecidas.

Esta técnica é a mais utilizada em redes locais (LAN). apenas em sistema de telefonia. que tornam-se economicamente inviáveis para as redes locais . As empresas de TV a cabo utilizam esta técnica. • Sinal é colocado no meio sem qualquer tipo de modulação. e Numa transmissão ponto-a-ponto. ponto-a-ponto ou multiponto. chaveados. Então canal de luz comporta-se como uma onda portadora. Técnicas de Transmissão Baseband ou banda base onde é utilizada toda a capacidade de comunicação do canal para transmitir um único sinal digital. as taxas de transmissão necessitam de sistemas ópticos complexos. digital. • Não adequada para transmissões em longa distância. Esta luz não está dentro do espectro visível de luz. • Possibilita a transmissão em alta velocidade. com comprimento de luz diferente. as mensagens são transmitidas de um ponto (emissor) para outro ponto (receptor). mas sim dentro do infravermelho. Nas redes em banda larga. Broadband ou banda larga onde são transportados vários canais de informação em um único cabo. atribuindo-se uma fração a cada uma das várias transmissões que estão a decorrer ao mesmo tempo. A multiplexação por WDM não é usada em redes do tipo LAN. Os sinais analógicos são contínuos e discretos e fluem na forma de ondas eletromagnéticas ou ópticas. Banda básica (baseband) – o sinal é colocado na rede sem multiplexação.LAN's. Chaveamento: define como uma mensagem é transferida da entrada de um roteador para um de seus canais de saída (eg. podendo transmitir vários canais TDM ou FDM por comprimento de onda. • Não adequada para locais sujeitos a ruídos. Ocupa todo o espectro de frequência do meio.42 acordo com uma proporção estatística). Estas comunicações podem ocorrer de forma . circuito ou pacote). • Não necessita de modens. mas o sinal tem que ser analógico. Nestes sistemas. enquanto que os sinais digitais contêm apenas dois estados discretos. imagem ou som. O sinal faz uso de toda a banda disponível. Os canais podem ser dedicados. Multiplexação por Divisão de Onda de Luz (WDM). O meio é dividido em vários canais. cada canal TDM ou FDM. Banda larga (broadband) – utiliza técnicas de multiplexação. CATV e telecomunicações intercontinentais. com vários canais associados pode ser transmitido por uma determinada cor de luz. Através da técnica de multiplexação por WDM. cada canal pode ser utilizado para transportar qualquer tipo de sinal: analógico.

É a coleção de regras lógicas que estabelece a comunicação entre os computadores interligados fisicamente em uma rede. Essas arquiteturas são denominadas proprietárias. computadores de fabricantes diferentes não podiam se comunicar. ora num sentido ora no outro. as transmissões podem ser feitas nos dois sentidos em simultâneo. normalmente. uma transmissão pode ser feita nos dois sentidos. sem considerar seu fabricante. a IBM (International Business Machines Corporation) ao anunciar sua arquitetura de rede SNA (System Network Architecture). as transmissões de dados podem ser de 3 tipos: Simplex . por exemplo. este tipo de transmissão é bem exemplificado pelas comunicações entre computadores (quando um transmite o outro escuta e reciprocamente). isto é. Esta forma de comunicação verifica-se em muitas redes de computadores. Surgem as arquiteturas para interconexão de sistemas abertos: a Arquitetura Internet. numa emissão de rádio ou televisão.Neste caso. um exemplo típico destas transmissões são as comunicações telefónicas. no sentido do seu destinatário final. ocorre em muitas situações na comunicação entre computadores. Quanto aos sentidos em que a informação pode ser transmitida através de um canal entre emissores e receptores. sem se preocuparem com a compatibilidade de comunicação com equipamentos de outros fabricantes. as transmissões podem ser feitas apenas num só sentido. Os canais ponto-a-ponto podem ser simplex. As primeiras arquiteturas de rede foram desenvolvidas por fabricantes de equipamentos. Torna-se evidente a necessidade de um conjunto de regras que permitam a comunicação ou interconexão entre dois sistemas quaisquer. caso queira que seus equipamentos se comuniquem. Assim o fizeram. . como é o caso da Internet. Nestes casos o receptor de uma mensagem pode não ser o seu destinatário. impondo uma grande limitação aos consumidores. pois ficam “amarrados” aos produtos de um único fabricante.Nesta modalidade. de um dispositivo emissor para um ou mais dispositivos receptores. Desse modo. half-duplex ou full-duplex. Half-Duplex . mas alternadamente. em redes de computadores. Full-Duplex .Neste caso. esta terá de ser reenviada para o próximo nó da rede. um dispositivo pode transmitir informação ao mesmo tempo que pode também recebe-la. as transmissões não são desse tipo. e a DEC (Digital Equipament Corporation) com sua DNA (Digital Network Architecture). sobretudo WAN. um para cada sentido do fluxo dos dados. os quais desenvolviam soluções para interconexão apenas de seus produtos. então. desde que o meio de transmissão utilizado contenha pelo menos dois canais. ou seja. por exemplo. mas apenas um ponto de passagem de mensagem. é o que se passa. e não nos dois sentidos ao mesmo tempo. também são possíveis entre computadores.43 sequencial entre computadores ligados em rede. ARQUITETURAS DE REDES Arquitetura de rede conjuntos hierárquicos de Protocolos de comunicação.

System Network Architecture (SNA) DEC . • Organizações de padronização Modelos de referência • Modelo OSI • Arquitetura IEEE 802 • Arquitetura TCP/IP Comparação entre os modelos Conjunto de regras para interligar equipamentos. • Mais fabricantes – Mercado mais competitivo. Organizações de padronização • Determinam normas e padrões para a indústria. preço menor e maior qualidade. • Internacional: o ISO (International Standards Organization) o ITU-T (International Telecommunications Union • Nacionais: • ANSI (EUA) • EIA (indústria eletrônica) • TIA (indústria de telecomunicações) • IEEE (engenheiros elétricos e eletrônicos) • ABNT (Brasil) • BSI (Inglaterra) • DIN (Alemanha) Modelos de referência • Modelo OSI • Open Systems Interconnection – ISO 7498 RM-OSI/ISO .Digital Network Architecture (DNA) • • • É preciso interligar essas soluções proprietárias. Grandes fabricantes com soluções proprietárias para a interconexão de seus equipamentos: • • • IBM . Motivações • Preservação de investimentos .segurança de continuidade e de integração com tecnologias novas. e a Arquitetura OSI (Open Systems Interconnection) desenvolvida pela comunidade internacional sob a coordenação da ISSO (International Standards Organization).44 desenvolvida por pesquisadores patrocinados pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos.

protegendo estas dos detalhes de como os serviços oferecidos são de fato implementados. Para reduzir a complexidade de projeto. onde cada camada desempenha uma função específica dentro do objetivo maior que é a tarefa de comunicação. • Padrão ISO. Token ring FDDI ISDN Frame Relay ATM X25 SENAC DSL A tarefa de permitir a comunicação entre aplicações executando em máquinas distintas envolve uma série de detalhes que devem ser cuidadosamente observados para que esta comunicação ocorra de maneira precisa. • Padrão de fato. • Arquitetura TCP/IP • Desenvolvido pela DARPA (órgão do Departamento de Defesa dos EUA). • Arquitetura baseada no modelo de inter-redes. de forma que ela obedeça corretamente ao protocolo adequado. segura e livre de erros. Por exemplo. desde sua origem até o seu destino.45 • Arquitetura IEEE 802 • Implementação para as camadas inferiores. detecção e correção de erros de transmissão (pois a maioria dos meios de transmissão são passíveis de interferências). métodos de endereçamento tanto de hosts quanto de aplicações. a maioria das redes de computadores são estruturadas em camadas ou níveis. a aplicação destino possa entendê-lo como do tipo inteiro. As camadas são construídas umas sobre as outras e cada camada oferece seus serviços para as camadas superiores. etc. roteamento das mensagens. A especificação de uma arquitectura deve conter informações suficientes para permitir que um implementador desenvolva o programa ou construa o hardware de cada camada. Arquitectura de rede é como se designa um conjunto de camadas e protocolos de rede. podendo passar por várias redes intermediárias. de modo que quando uma aplicação transmite um dado do tipo inteiro. detalhes de sinalização dos bits para envio através dos meios de transmissão. cuidar da sintaxe e semântica da informação. O Modelo ISO/OSI Os fabricantes só ofereciam Sistemas Proprietários . • • • • • • • • • • Arcnet: Ethernet: é uma tecnologia de interconexão para redes locais baseada no envio de pacotes.

para a interoperabilidade entre sistemas. os mini computadores e mais fabricantes entraram no mercado. o ISO (International Organization for Standardization) lançou o modelo de referência OSI (Open System Interconnect). O governo dos USA emitiu o GOSIP (Government Open System Interconection Profile). manter e desativar a ligação física entre dois computadores em rede. Camada 2 . As especificações do modelo OSI é um padrão aberto. como solução. está disponível para todos os interessados. A rede da IBM somente conectava equipamentos IBM. para o produto de outro fabricante conectar-se à rede IBM era necessária a simulação de um equipamento IBM. mecânicas e funcionais para ativar. Especifica as características físicas como o tipo de cabo. possibilitando a implementação independente dos serviços em cada uma dela. Um fornecedor pode especializar-se em um serviço de uma camada e facilmente integrar com os serviços das outras camadas formando a solução necessária. A exigência do mercado – Interoperabilidade Era necessária a especificação de um padrão de direito por meio de um organismo internacional de padronização. O Modelo em Camadas Independentes O modelo OSI define 7 camadas e cada uma é responsável por um grupo de serviços. É responsável pela transmissão de bits de um computador para outro através de um meio físico. Não havia interoperabilidade entre os fabricantes. proporcionando a interoperabilidade entre os fabricantes. conectores e limitações de distância e velocidade. mas cada fabricante tinha a sua solução proprietária e só comunicavam entre si.Física É a camada de mais baixo nível. Camada 1 . transformando os bits em impulsos elétricos ou ópticos para que possam trafegar no cabo de rede. Ela define as especificações elétricas. no qual especificava que todas as compras de informática do governo americano deveriam obedecer ao Modelo OSI. fazendo com que os fabricantes desenvolvessem produtos nesse modelo. A ligação desses mini computadores em rede foi tornando-se cada vez mais necessária. Cada camada se comunica apenas com a próxima camada inferior e superior de forma padronizada.Enlace . a codificação dos sinais. ou seja.46 Em meados dos anos 70. havia no mercado poucos fabricantes de computadores e a IBM o dominava com os seus mainframes e seus sistemas proprietários. No início dos anos 80. As camadas agem como se estivessem comunicando com a sua camada associada no outro computador. Com a necessidade de descentralização do processamento surgiram.

baseado nas condições de rede. determinando qual o melhor percurso do computador de origem ao computador de destino. anel ou estrela. Transforma os pacotes em frames e coloca o Header de Enlace ou vice-versa. Executa o roteamento. Recoloca as mensagens em segmentos. O Header de Enlace contém informações para que o pacote chegue ao destino e sejam restaurados os pacotes originais. dividindo mensagens longas em vários segmentos menores ou agrupando mensagens pequenas em um segmento. traduz endereços lógicos e nomes em endereços físicos. Essa camada assegura que os dados entregues estejam livres de erros. Camada 3 . quando. Gerencia o tráfego da rede. além de definir as características da rede e do protocolo. • O endereço físico é como os equipamentos são endereçados na camada 2 enlace. em sequência e sem perdas ou duplicações. prioridade do serviço e outros fatores.Rede Endereça mensagens. gerencia e encerra sessões de comunicação. No diálogo para estabelecer a sessão são acordadas as características da comunicação como: qual lado transmite. • A notificação de erro alerta as camadas superiores à ocorrência de um erro de transmissão. para que sejam eficientemente transmitidos na rede. durante quanto tempo e assim por diante. apresentação e aplicação. controlando os congestionamentos de dados. quebra os segmentos de dados em pacotes menores para transmiti-los pela rede e reagrupa os pacotes ao chegar ao destino.Sessão Estabelece. que consiste de requisições e respostas do serviço entre duas aplicações localizadas em dois computadores em rede. Camada 5 . . Quando necessário.47 É a interface entre a camada física e a camada de rede. • A topologia da rede é como os equipamentos são fisicamente conectados em forma de um barramento. • O sequenciamento de frames reordena os frames transmitidos fora da sequência. Camada 4 – Transporte Fornece um serviço de transporte confiável de dados que é transparente para as camadas superiores: sessão. • O controle de fluxo mantém a transmissão em um nível de tráfego que o receptor consegue manipular. transferência de pacotes e problemas de roteamento.

Access and Management). Resumo A Rede é a ligação de computadores para compartilhar recursos e interligar os usuários. A camada 7 – Aplicação É a camada mais alta e atua como uma janela para processos do aplicativo que acessam os serviços da rede. incluindo compressão / descompressão e criptografia/ descriptografia. somente os dados posteriores ao último ponto de controle terão que ser retransmitidos. O Modelo ISO/OSI é um modelo de referência para a interoperabilidade de sistemas. o acesso geral aos serviços de rede. como os serviços de transferência de arquivo (FTP File Transfer Protocol. JPEG (Joint Photographic Expert Group) e TIFF (Tagget Image File Format). Exemplo: temos computadores que trabalham com o sistema de representação de texto denominado de EBCDIC e outros que trabalham com ASCII. Camada 6 . permitindo o acesso às funções de comunicação. de controle do fluxo e de recuperação de erros ao nível do aplicativo. sons e vídeo que podem ser convertidos conforme são transmitidos de um computador para outro dentro da rede. . Por isso temos vários formatos utilizados para texto. imagem. Esta camada oferece à aplicação. FTAM File Transfer.48 Essa camada fornece a sincronização das tarefas dos usuários. Representa os serviços de suporte direto ao aplicativo do usuário. Os dados são representados por formatos adequados para cada tipo de dado ou aplicação. conforme necessário. colocando pontos de controle de fluxo de dados para que em caso de falhas de comunicação na rede.Apresentação Fornece as funções de formato dos dados como o tipo de codificação e conversão de dados. Definem sete camadas independentes. e demais serviços de rede. O mesmo acontece com os padrões de imagem gráfica como GIF (Graphics Interchange Format). esta camada faz a conversão de EBCDIC para ASCII e vice versa. acesso ao correio eletrônico (SMTP Simple Mail Transfer Protocol). cada camada comunica-se somente com as camadas inferior e superior e age como se estivesse comunicando com a camada equivalente no outro sistema.

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