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Há no organismo algumas glândulas das quais a função é essencial para a vida. São conhecidas pelo
nome de "glândulas endócrinas" ou de secreção interna, porque as substâncias por elas elaboradas
passam diretamente para o sangue. Estas glândulas não têm, po rtanto, um ducto excretor, mas são os
próprios vasos sangüíneos que, capilarizando -se nelas, recolhem as secreções. As glândulas de secreção
interna ou endócrinas distinguem -se, assim, nitidamente, das glândulas de secreção externa, ditas
exócrinas; estas últimas são, na verdade, dotadas de um ducto excretor e compreendem as glândulas do
aparelho digestivo, como as glândulas salivares, o pâncreas, as glândulas do estômago e do intestino etc.
As glândulas endócrinas secretam substâncias particulares que prov ocam no organismo funções
biológicas de alta importância: os hormônios. As principais glândulas endócrinas do organismo são o
pâncreas, a tireóide, as paratireóides, as cápsulas supra -renais, a hipófise, as gônadas.
As atividades das diferentes partes do c orpo estão integradas pelo sistema nervoso e os hormônios do
sistema endócrino.
As glândulas do sistema endócrino secretam hormônios que difundem ou são transportados pela corrente
circulatória a outras células do organismo, regulando suas necessidades. As glândulas de secreção
interna desempenham papel primordial na manutenção da constância da concentração de glucose, sódio
potássico, cálcio, fosfato e água no sangue e líquidos extracelulares. A secreção se verifica mediante
glândulas diferenciadas, as qua is podem ser exócrinas (de secreção externa) ou endócrinas (de secreção
interna). Chamamos glândulas exócrinas as que são providas de um conduto pelo qual vertem ao exterior
o produto de sua atividade secretora, tais como o fígado, as glândulas salivares e as sudoríparas. E as
glândulas endócrinas são aquelas que carecem de um conduto excretor e portanto vertem diretamente no
sangue seu conteúdo, como por exemplo, a tiróide, o timo, etc. Existem além disso, as mistas que
produzem secreções internas e extern as, como ocorre com o pâncreas (que produz suco pancreático e
insulina) e o fígado.
As glândulas endócrinas têm muita importância, pois são capazes de elaborar complexas substâncias com
os ingredientes que extraem do sangue e da linfa. Estes compostos, os hormônios, possuem qualidades
altamente específicas. Cada glândula endócrina fabrica seu produto ou produtos característicos dotados
de propriedades físicas, fisiológicas ou farmacológicas especiais.
Hormônio: é uma substância secretada por células de uma parte do corpo que passa a outra parte, onde
atua pouca concentração regulando o crescimento ou a atividade das células. No sistema endócrino
distinguimos 3 partes: célula secretória, mecanismo de transporte e célula branca, cada uma caracterizada
por sua maior ou menor especificação. Geralmente cada hormônio é sintetizado por um tipo específico de
células.
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Glandulares: são elaborados pelas glândulas endócrinas e vertidos por estas diretamente ao sangue, que
as distribui a todos os órgãos, onde logo exercem suas funções. Subdividem -se em dois grupos, conforme
realizam uma ação excitante ou moderadora sobre a função dos órgãos sobre os quais influem. Tissulares
ou aglandulares: são formados em órgãos distintos e sem correlação nem interdependência entre eles:
sua ação é exclusivamente local e a exercem no órgão em que se formam ou nos territórios vizinhos. Y
Sob o aspecto químico, os hormônios podem dividir -se em duas grandes classes.
 ! aos quais pertencem as corticosupra -renais e sexuais.
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pertencem os hormônios tiroideas, hipofisárias, pancreáticas e paratiróides. As características físico -
químicas dos hormônios são: facilidade de solubilidade nos líquidos orgânicos, difusibilidade nos tecidos e
resistência ao calor. A modalidade da secreção hormonal por parte das glândulas endócrinas não é
todavia bem conhecida, já que falta saber, com exatidão, se produz de maneira contínua ou é armazenada
na glândula e derramada na circulação no momento de sua utilização, ou se produz unicamente quando é
necessário utilizá-la, ou se uma pequena parte é posta continuamente em circulação.
As principais glândulas são: A glândula pituitária ou hipófise , é um pequeno corpúsculo situado no
esfenóide (este é um osso que se encontra bem perto do centro da cabeça): divide-se numa porção
anterior, adeno -hipófise, numa parte intermediária e em outra posterior ou neuro -hipófise, cada uma das
quais produz os seguintes hormônios.
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Estimulação corporal ao exercer sua ação sobre os cartílagos de crescimento dos ossos; modifica o
metabolismo de gorduras, proteínas e hidratos de carbono.
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Estimula a secreção dos hormônios córtico supra-renais.
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Estimula a formação do folículo de Graaf do ovário e dos túbulos seminíferos do testículo.
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Regula a produção e liberação de estrogeneos e progesterona pelo ovário e de testostero na pelo testículo.
 
Mantém a secreção de estrogêneos e progesterona;, estimula a secreção do leite através das mamas.
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Estimula a tiróides e a formação de tiroxina.
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Regula a distribuição dos pigmentos. Lóbulo posterior:
   
Atua a nível do útero favorecendo as contrações no momento do parto e a nível mamário facilitando a
secreção do leite.
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Estimula a contração dos músculos lisos; ação a ntidiurética sobre os túbulos dos rins. A extirpação desta
glândula e a diminuição da liberação destes hormônios produzem o nanismo, e sua hipertrofia, o
gigantismo; de seu lóbulo posterior se extrai a pituitina, que exerce sua ação sobre a tensão sangüíne a; e
a glândula pineal ou epífise (que não se extrai da hipófise por ser uma glândula independente) situada
sobre o terceiro ventrículo e em frente os tuvérculos quadrigêminos, e que se extirpado numa criança, lhe
provoca madureza corporal precoce, e um de senvolvimento intelectual antecipado (crianças prodígio).
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› pâncreas produz o hormônio insulina, que regula o nível de glicose no sangue. Em certas condições, por
exemplo, quando se ingere muito açúcar, o nível de glicose no sangue aumenta muito. Então o pâncreas
libera insulina no sangue. Esse hormônio aumenta a absorção de glicose nas células. Assim, o excesso de
glicose é retirado do sangue e o nível desse açúcar volta ao normal. Y
åuando o pâncreas produz uma quantidade insuficiente de insulina, surge uma do ença conhecida como
diabetes. Nesse caso, o excesso de glicose permanece no sangue: é a hiperglicemia, constatada pela
presença de glicose na urina. A incapacidade das células em absorver adequadamente a glicose do
sangue provoca alguns sintom as como a sensação de fraqueza muscular e fome.
› pâncreas não é somente uma glândula, endócrina, pois este órgão constitui uma glândula de secreção
externa; produz, na verdade, o suco pancreático, que serve para digerir os alimentos e que é lançado no
duodeno por um ducto que percorre o pâncreas em tod a a sua extensão. Num corte do pâncreas, contudo,
notam-se "ilhas" de substância formada de células diversas das do resto da glândula: são as ilhotas de
Langerhans, que são dotadas, justamente, de urna função endócrina.
As ilhotas de Langerhans produzem um hormônio: a insulina, da qual a função é permitir a utilização dos
açúcares por parte dos tecidos e em particular dos músculos, para cuja atividade o açúcar é fundamental.
åuando acontece faltar a insulina, os açúcares não podem ser utilizados pelos múscu los e ficam no
sangue: é a diabete. Esta moléstia é causada, na verdade, pela hiperglicemia, isto é, pela presença no
sangue dos açúcares em proporção superior à normal, um por mil. Aumentando o açúcar no sangue, a um
certo ponto, o rim não consegue mais r eter esse açúcar, que passa, em grande quantidade através dos
glomérulos e aparece, portanto, na urina.

A estrutura do pâncreas assemelha -se à das glândulas salivares, diferente apenas em certas
particularidades e na sua textura, mais solta e suave. Não está fechado em uma cápsula propriamente
dita, mas é cercado por tecido areolar, que penetra no seu interior e mantém conectados os vários lóbulos
que compõe o órgão. Cada lóbulo consiste de uma ramificação final do duto principal, terminando em
sacos de fundo cego, tubulares e convolutos.
Esses alvéolos são quase que completamente formados por células secretoras, sendo muito difícil a
visualização de suas luzes. Essas células são chamadas, em alguns animais, de células centro -acinares
de Langherhan. As cél ulas secretoras verdadeiras do pâncreas que delimitam a parede do alvéolo são
muito características, colunares e apresentam duas zonas: uma externa, clara e finamente estriada
próxima à membrana basal, e uma interna, granular, próxima ao lúmen. Durante ati vidade, a zona granular
ocupa a maior parte da célula, o contrário acontecendo em células em repouso. Entre os alvéolos, o tecido
conectivo apresenta células que são denominadas células inter -alveolares.
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As artérias do pâncreas derivam das artérias esplênica e pancreatoduodenal. Até dez pequenos ramos da
artéria esplênica suprem o corpo e a cauda do pâncreas. As artérias pancreatoduodenais superiores
anterior e posterior, provenientes da artéria gastroduodenal, e as artérias pancreatoduodenais inferiores
anterior e posterior, provenientes da artéria mesentérica superior, suprem a cabeça do pâncreas. As
artérias pancreatoduodenais anastomosam -se amplamente. › sulco entre a parte anterior da cabeça do
pâncreas e o duodeno aloja a arcada pancreatoduodenal anterior, ao passo que o sulco correspondente
entre a parte posterior da cabeça e o duodeno aloja a arcada pancreatoduodenal posterior.
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As veias pancreáticas drenam para as veias porta, esplênica e mesentérica superior, mas a maioria delas
desemboca na veia esplênica. Y
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›s vasos linfáticos do pâncreas acompanham os vasos sangüíneos. A maior parte deles termina nos
nodos pancreatoesplênicos, que se situam ao lo ngo da artéria esplênica na borda superior do pâncreas,
mas alguns vasos terminam nos linfonodos pilóricos. ›s vasos eferentes desses nodos drenam para os
linfonodos celíacos, hepáticos e mesentéricos superiores. Y

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›s principais órgãos do sistema endócrino são o hipotálamo, a hipófise, a tireóide, as paratireóides, os
testículos e os ovários. Durante a gravidez, a placenta também atua como uma glândula endócrina além
de suas outras funções. › hipotálamo secreta vário s hormônios que estimulam a hipófise: alguns
desencadeiam a liberação de hormônios hipofisários e outros a suprimem. Algumas vezes, a hipófise é
denominada glândula mestra por controlar muitas funções de outras glândulas endócrinas. Alguns
hormônios hipofi sários produzem efeitos diretos, enquanto outros simplesmente controlam a velocidade
com que outros órgãos endócrinos secretam seus hormônios. A hipófise controla a velocidade de secreção
de seus próprios hormônios através de um circuito de retroalimentaçã o (feedback) no qual as
concentrações séricas (sangüíneas) de outros hormônios endócrinos a estimulam a acelerar ou a
alentecer sua função. Nem todas as glândulas endócrinas são controladas pela hipófise.
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As células pancreáticas secretoras de insulina respondem à glicose e aos ácidos graxos.
As células paratireoídeas respondem ao cálcio e ao fosfato.
A medula adrenal (parte da glândula adrenal) responde à estim ulação direta do sistema nervoso
parassimpático. Muitos órgãos secretam hormônios ou substâncias similares aos hormônios, mas,
geralmente, eles não são considerados parte do sistema endócrino. Alguns desses órgãos produzem
substâncias que atuam somente na área próxima de sua liberação, enquanto outros não secretam seus
produtos na corrente sangüínea. Por exemplo, o cérebro produz muitos hormônios cujos efeitos são
limitados basicamente ao sistema nervoso.
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›s hormônios são substâncias liberadas na corrente sangüínea por uma glândula ou órgão e que afetam a
atividade de células de um outro local. Em sua maioria, os hormônios são proteínas compostas de cadeias
de aminoácidos de comprimento var iável. ›utros são esteróides, substâncias gordurosas derivadas do
colesterol. åuantidades muito pequenas de hormônios podem desencadear respostas muito grandes no
organismo. ›s hormônios ligam -se aos receptores localizados sobre a superfície da célula ou n o seu
interior. A ligação de um hormônio a um receptor acelera, reduz ou altera a função celular de uma outra
maneira. Em última instância, os hormônios controlam a função de órgãos inteiros. Eles controlam o
crescimento e o desenvolvimento, a reprodução e as características sexuais. Eles influenciam a maneira
como o organismo utiliza e armazena a energia. Além disso, os hormônios controlam o volume de líquido e
as concentrações de sal e de açúcar no sangue. Alguns hormônios afetam somente um ou dois órgãos ,
enquanto outros afetam todo o organismo. Por exemplo, o hormônio estimulante da tireóide é produzido na
hipófise e afeta apenas a tireóide. Em contraste, o hormônio tireoidiano é produzido na tireóide, mas afeta
células de todo o organismo. A insulina, p roduzida pelas células das ilhotas pancreáticas, afeta o
metabolismo da glicose, das proteínas e das gorduras em todo o organismo.
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åuando as glândulas endócrinas funcionam mal, as concentrações séricas dos hormônios podem tornar -
se anormalmente altas ou baixas, alterando as funções orgânicas. Para controlar as funções endócrinas, a
secreção de cada hormônio deve ser regulada dentro de limites precisos. › organismo precisa detectar a
cada momento a necessidade de uma maior ou menor quantidade de um determinado hormônio. ›
hipotálamo e a hipófise secretam seus hormônios quando detectam que a concentração sérica de um
outro hormônio por e les controlado encontra -se muito alta ou muito baixa. ›s hormônios hipofisários então
circulam na corrente sangüínea para estimular a atividade de suas glândulas alvo. åuando a concentração
sérica do hormônio alvo é a adequada, o hipotálamo e a hipófise de ixam de produzir hormônios, uma vez
que eles detectam que não há mais necessidade de estimulação. Este sistema de retroalimentação regula
todas as glândulas que se encontram sob controle hipofisário.
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› sistema endócrino baseia -se nas glândulas endócrinas. Endócrino significa «segregando directamente
para». As hormonas produzidas por estas glândulas são descarregadas directamente na corrente
sanguínea, de forma a manter o harmonio so funcionamento do corpo. As glândulas sexuais masculinas e
femininas fazem parte deste sistema.
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Glândulas endócrinas são a maior parte das glândulas existentes no corpo. Consistem em órgãos
constituídos por tecidos especializados - semelhantes a pequenas fábricas de substâncias químicas.
Libertam hormonas que são transportadas pela corrente sanguínea através de todo o corpo, por forma a
permitir trocas em vários órgãos. As glândulas endócrinas, ou glândulas que incluem funções endócri nas,
são a pituitária, a tiróide e a paratiróide. o timo, o pâncreas, as glândulas supra -renais, os ovários e os
testículos.

Hormonas são mensageiros químicos libertados na corrente sanguínea pelas glândulas endócrinas. ›s
seus alvos podem ser out ras glândulas, músculos ou órgãos cujas células são estimuladas a funcionar. ›s
mecanismo de feedback asseguram a regulação da produção e acção das hormonas.
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Glândula pituitária controla a actividade de outras glândulas. É um aglomerado de células, com o tamanho
de uma ervilha e de cor vermelho -acinzentada, que pende de uma pequena haste que sai da base do
cérebro. Entre outras funções, a glândula pituitária controla a velocidade de crescimento do corpo, liberta o
leite de uma mãe que es tá a amamentar e regula as descargas de urina dos rins.
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Glândulas tiróide e paratiróide são glândulas que estão localizadas no pescoço, muito perto uma da outra.
A glândula tiróide, com forma semelhante à de uma borboleta, c ontrola a taxa à qual o oxigénio e os
alimentos são queimados para produzir energia. Segrega a hormona tiroxina. A glândula paratiróide
segrega e paratormona, que ajuda a regular os níveis de cálcio.

Timo é uma glândula que se encontra no pescoço e te m um tamanho relativamente grande no caso de
uma criança, mas encolhe bastante depois da puberdade. A sua função é de combater as infecções, nas
primeiras fases da vida, através da segregação de hormonas protectoras.
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Pâncreas é uma glândula que tem um papel duplo. Além de libertar enzimas através de condutas para o
intestino delgado, também liberta a hormona insulina para a corrente sanguínea, através de pequenas
áreas de tecido dispersas pelo pâncreas e designadas por «ilhéus de Langerhans». A insulina controla o
processo pelo qual o corpo obtém açúcar dos alimentos para produzir energia.
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Glândulas supra-renais são pares de glândulas localizadas logo acima de cada rim. Cada par liberta dois
tipos diferentes de hormonas. A medula supra -renal, que é a glândula interna, produz epinefrina e
neropinefrina. Ambas, muito prontamente, ajudam o corpo a lutar contra qualquer perigo. › coração bate
mais rapidamente, a respiração torna -se mais acelerada e o s angue aflui da pele para o cérebro e
músculos. A glândula externa, ou córtex supra -renal, tem uma reacção mais lenta. Liberta uma hormona
chamada hidrocortisona. ou cortisol, que reduz a inflamação e mobiliza as reservas de alimento quando
este é escasso.

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Reprodução sexual significa a reprodução da espécie através da fertilização de um ovo. A fêmea fornece o
óvulo e o macho fornece o espermatozóide que vai fertilizá -lo.
 * 
Testículos são as glândulas sexuais masculinas, localizadas no escroto. ›s testículos são glândulas
endócrinas cujas hormonas, gradualmente, modificam um rapaz na puberdade. até ele chegar a homem.
Também produzem as células que constituem o esperma, ou espermatozóides.
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›vários são as glândulas endócrinas sexuais femininas. ›s dois ovários estão situados de cada lado do
útero. Produzem os óvulos e segregam hormonas.
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A função central do Sistema Hormonal é regular e co ntrolar o emprego dos alimentos, inclusive a digestão
de alimentos sólidos, a ingestão e uso de ›xigênio e o metabolismo e equilíbrio dos carbohidratos,
gorduras, proteínas , sais minerais e água. Estas funções resultam no desenvolvimento do corpo,
manutenção da vitalidade e capacidade de reprodução e manutenção da espécie.
›s sistemas de comunicação hormonais ampliam os sistemas de comunicação nervosos dentro do
organismo.

›s hormônios são moléculas químicas (peptídeos, proteínas ou esteróides ) produzidas em uma parte do
corpo que então viajam para fazer efeito em outra parte. Deste modo uma célula pode afetar outras células
distantes. › sistema endócrino é um sistema refinado de verificações e equilíbrios em forma de circuitos
realimentados que facilitam o funcionamento normal de todos os sistemas do organismo. ›s hormônios
podem ser produzidos e ter uma ação local, ou podem ser produzidos em uma glândula endócrina e ter
efeito em um local distante.
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As glândulas são unidades funcio nais formadas de células que segregam hormônios, localizadas em
várias regiões do corpo e que compõem o sistema endócrino. Cada glândula tem funções específicas que
ajudam a manter o organismo interno em condições normais e a promover a sobrevivência do or ganismo.
Convém esclarecer ao praticante de Revitalização Integral, que a intenção primordial deste caderno é dar
um panorama geral da atuação das Glândulas e os hormônios secretados por elas, para que em última
análise constate os benefícios decorrentes d e um Sistema Hormonal regulado e sadio. Para isso, achamos
conveniente abordar sucintamente em cada glândula algumas patologias, baseados em literatura médica.
Além disso, adicionamos uma tabela completa sobre os Hormônios secretados pelas glândulas, assim
como sua estrutura química, efeitos e estímulos no organismo.
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Também chamada de corpo pineal ou epífise, é uma glândula cônica e achatada, localizada acima do teto
do diencéfalo, ao qual se une por um pedúnculo. No homem adulto, mede aproximadamente 5 por 8 mm.
A glândula pineal fica localizada no centro do cérebro, sendo conectada com os olhos através de nervos.
As pesquisas recentes sobre as funções da glândula pineal e de seu principal produto, o hormônio
melatonina, despertaram um grande interesse público nesta última década em função da descoberta do
papel da mel atonina na regulação do sono e do ritmo biológico [ritmo circadiano] em humanos.
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A melatonina é uma substância natural semelhante a um hormônio e é produzida na glândula pineal. A
produção de melatonina pela glândula pineal é cíclica, obedecendo um ritmo diário de luz e escuridão,
chamado ritmo circadiano. Nos seres humanos, a produção de melatonina ocorre durante a noite, com
quantidades máximas entre 2 e 3 horas da manhã, e mínimas ao amanhecer do dia. Tanto a luz como a
escuridão transmitem o sinal dos olhos para a glândula pineal, determinando a hora de iniciar e parar a
síntese da melatonina. A produção noturna de melatonina levou à rápida descoberta do seu papel como
indutor do sono em humanos, e como restauradora dos distúrbios decorrentes de mudanças de
fusohorário (jet -lag), no início dos anos 90.
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Além da regulação do sono, a melatonina controla o ritmo de vários outros processos fisiológicos durante a
noite: a digestão torna -se mais lenta, a temperatura corporal cai, o ritmo cardíaco e a pressão sangüínea
diminuem e o sistema imunológico é estimulado. Costuma-se dizer, por isso, que a melatonina é a
molécula chave que controla o relógio biológico dos animais e humanos. Do ponto de vista experimental, a
melatonina modifica a imunidade, a resposta ao estresse e algumas características do proce sso de
envelhecimento. No contexto clínico, tem sido utilizada nos distúrbios do ritmo biológico, alterações
relacionadas ao sono e o câncer. Ela possui vários e significativos efeitos biológicos.
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5 c
›s pesquisadores estudaram os efeitos anti -câncer da melatonina, que parece funcionar em conjunto com
a vitamina B6 e o Zinco, opondo -se à degradação do sistema imunológico proporcionada pelo
envelhecimento. A melatonina também pareceu promissora no tratam ento de problemas femininos, como
a osteoporose, a síndrome pré -menstrual, e até mesmo o controle da natalidade. Por se tratar de um dos
principais hormônios anti -estresse, participa ainda das funções adaptativas e estimulantes. Portanto, a
melatonina estabiliza e sincroniza a atividade elétrica do sistema nervoso central. Muitos defendem que a
pineal, atuando não apenas através da melatonina, é uma ³estrutura tranqüilizadora que suporta o
equilíbrio do organismo´, agindo como um órgão sincronizador, estabi lizador e moderador. Isso sugere que
a melatonina pode ter muitas aplicações em condições onde é importante estabilizar e harmonizar a
atividade cerebral. Um dado importante é o fato de que a glândula pineal afeta diretamente as outras
glândulas por meio d e suas secreções. (Arendt J.,1995. In Melatonin and the Mammalian Pineal Gland,
Chapman & Hall, London, pp. 4.)
67B/  c.$$/
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Foram caracterizados sítios de ligação para melatonina nas gônadas [glândulas sexuais], no epidídimo, no
ducto deferente e na glândula mamária, sugerindo vários locais de ação. › papel da melatonina no
desenvolvimento sexual e na reprodução humana ainda está sendo investigado. Em mulheres, foi
demonstrado que as concentrações de melatonina e de progestero na variam com as estações do ano, e
que há uma correlação negativa entre melatonina e a produção de estrógeno. A melatonina em humanos
possui importante ação antigonadotrófica, visto que inibe a produção de hormônio liberador do hormônio
de crescimento (GnRH), que é essencial para o desenvolvimento das gônadas na fase de puberdade.
(Vanecek, 1998).
67C/   //D 

Diagnosticado por Alois Alzheimer em 1906, o mal de Alzheimer é uma doença degenerativa que destrói
as células do cérebro, lenta e progressivamente, afetando o funcionamento mental (pensamento, fala,
memória, etc.). Com o avanço da moléstia, o paciente começa a perder hábitos, como o da higiene
pessoal, e a manifestar alterações de comportamento, como ansiedade, agressividade, etc. Caracterizado
como uma forma de demência, o mal de Alzheimer atinge cerca de 1% da população na faixa dos 65 anos
de idade. Seu primeiro sintoma é, via de regra, a perda da memória recente, sendo indicado, neste caso,
consultar um médico neurologista . Em pacientes com Alzheimer, os receptores no hipocampo,
responsáveis pelo controle da tensão vascular, tem seu número significativamente aumentado em relação
a pessoas normais da mesma idade, provavelmente devido a uma "up regulation" em resposta à
diminuição da melatonina circulante. › pico noturno de melatonina não ocorre, ou é muito reduzido em
idosos normais. A melatonina apresenta uma redução na formação da proteína B amilóide que é a
responsável pelo mal, tendo, portanto, um efeito que permitiria su por uma ação anti -Alzheimer.
67E/  

A melatonina também tem um efeito sobre a retenção de memória, tendo sido efetiva na reversão da
perda de memória em animais velhos e em modelos de Alzheimer.
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Na parte posterior do crânio está localizado o cerebelo, cuja função é a manutenção do equilíbrio, tônus
muscular e da postura, bem como da coordenação dos movimentos. Se houver qualquer tensão ou lesão
no cerebelo, esta repercutirá no funcionamento da pineal e suas pr eciosas secreções serão prejudicadas.
› cerebelo é comparado a um computador muito elaborado. Ele não somente recebe impulsos
proprioceptivos, os quais informam sobre a posição de nosso corpo ou de suas partes, como também
chegam impulsos visuais, táteis e auditivos que podem ser utilizados pelo cerebelo. Não se sabe
exatamente como ele executa esta tarefa.
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› sistema nervoso central é um todo, sua divisão em partes é exclusivamente didática. Essa divisão, em
relação a um critério anatômico, reconhece que ele se localiza dentro do esqueleto axial, isto é, cavidade
craniana e canal vertebral. › encéfalo é a parte do sistema nervoso central situado dentro do crânio
neural. A medula se localiza dentro do canal vertebral. Encéfalo e medula constituem o neuro -eixo. No
encéfalo, temos o cérebro, o cerebelo e o tronco encefálico. No homem, a relação entre tronco encefálico
e o cérebro pode ser grosseiramente comparada à que existe entre o tronco e a copa de uma árvore. ›
sistema nervoso é formado por estruturas nobres e altamente especializadas, que exigem para seu
metabolismo um suprimento permanente e elevado de glicose e oxigênio. Assim, o consumo de oxigênio e
glicose pelo encéfalo é muito elevado e requer um fluxo circula nte intenso. åuedas na concentração
desses elementos ou a suspensão do afluxo sanguíneo ao encéfalo não são toleradas além de um período
muito curto. A parada da circulação cerebral por mais de 7 segundos leva o indivíduo à perda da
consciência. Após cerca de 5 minutos começam a aparecer lesões que são irreversíveis. Contudo, áreas
diferentes do sistema nervoso central são lesadas em tempos diferentes, sendo as áreas
filogeneticamente mais recentes as que primeiro se alteram. A área lesada que resiste por m ais tempo é o
centro respiratório situado no bulbo. ›s processos patológicos que acometem os vasos cerebrais tais
como tromboses, embolias e hemorragias ocorrem com uma freqüência cada vez maior com o aumento da
vida média do homem moderno. Cumpre lembrar que no sistema nervoso central, ao que parece, não
existe circulação linfática, por outro lado, existe circulação liquórica.
5/-./ $+ c .$ . H

<75/-./ $+ c .$ . H
9 . c / 5I ;
A hipófise, também chamada de glân dula ³mestra´ do organismo, é um órgão pequeno, tendo no homem o
volume de uma pequena noz, pesando por volta de 0,6g. Situa -se no interior da caixa craniana, numa
depressão óssea chamada sela túrcica. Ela coordena o funcionamento das demais glândulas, por ém não
é independente, obedece a estímulos do hipotálamo. A hipófise é formada de três partes: A hipófise
anterior ou adeno -hipófise, hipófise intermediaria e hipófise posterior. A atividade das células hipofisárias e
a emissão de seus hormônios no sangue estão sob o controle de centros nervosos situados na base do
cérebro, na região denominada hipotálamo. As relações entre as duas estruturas se faz por intermédio de
substâncias químicas: os fatores de liberação, ou ³releasing factors´, secretados por along amentos de
células especializadas do hipotálamo. Dos sete hormônios produzidos pela adeno -hipófise, quatro
exercem sua ação por intermédio de uma outra glândula endócrina.
<76 ' $+ c . $+ c

A adeno-hipófise produz hormônios essencia is ao crescimento, ao metabolismo geral e à reprodução,


garantindo a sobrevivência da espécie. Ela produz pelo menos seis hormônios. Três deles, as
gonadotrofinas, são sexuais.
<7< c
J ccK. c'c5  
+ c
Estas substâncias estimulam as gôn adas [testículos e ovários] a produzirem células reprodutoras.
<7? 
J 
 
+
› hormônio tireotrófico [TSH] estimula a glândula tireóide e participa no metabolismo orgânico, no
aproveitamento da água, do iodo, do cálcio, do fósforo, dos açúcar es, das gorduras, das proteínas e das
vitaminas.
<7B 
J 

 
+
› hormônio adrenocorticotrófico [ACTH] é o ativador da parte externa da glândula supra -renal, vital no
controle da água, sais e outros elementos.
<7C 
J c  
+
› sexto hormônio, o somatotrófico, ou hormônio do crescimento, estimula o crescimento de todos os
tecidos do corpo e também tem grande importância no aparecimento do diabetes.
<7E $+ c 
 H
 
J / 
+
A parte intermediária da hipófise secreta o hormônio melanotrófico ou melatrofina que em peixes e anfíbios
induz à dispersão dos grânulos de melanina dos melanócitos, levando ao escurecimento da pele. Esse
processo é de fundamental importância para a proteção desses animais diante da ação dos predadores.
<7F $+ c$ c

c $
cc L 
J   .
M  K  
A hipófise posterior ou neuro -hipófise, localiza -se no lobo posterior, sendo constituída por fibras nervosas
desprovidas de mielina (d esmielinizadas) e por células da neurologia. ›s hormônios neuro -hipofisários
são: a vasopressina ou hormônio antidiurético (ADH), ambos produzidos no hipotálamo e armazenados no
lobo posterior da hipófise, que controla o equilíbrio hídrico do organismo. A oxitocina age na musculatura
lisa da parede do útero, facilitando a expulsão do feto e da placenta. Uma característica peculiar da neuro -
hipófise é a sua circulação, curiosamente feita quase que totalmente de sangue venoso, isto é, carregado
de gás carbôni co e com baixas taxas de oxigênio. As secreções da ³glândula mestra´ obedecem a um
conjunto de estímulos de ordem hormonal e nervosa. Assim, pode -se concluir que exista uma relação
direta entre estado psíquico e hormônios.
<7G 
c
5./=>   $
  =>
Durante muito tempo acreditou -se que a regulação do comportamento e em especial o comportamento
emocional estaria na dependência de todo o cérebro. Coube principalmente a Hess, demonstrar a
existência de centros de regulação do comport amento. Sabe-se que as áreas relacionadas com o
comportamento emocional ocupam territórios bastante grandes. Por exemplo, no tronco encefálico estão
localizados vários núcleos de nervos cranianos, viscerais e somáticos. Ativando -se essas estruturas
ocorrem estados emocionais, resultando diversas manifestações como: o choro, alterações fisionômicas,
sudorese, salivação, aumento do ritmo cardíaco. Além de sua participação nos fenômenos emocionais,
estas áreas relacionam -se também com comportamentos ligados às necessidades básicas do organismo
tais como a sede, a fome e o sexo, importantes para a preservação do indivíduo e da espécie. › fato de
que as áreas encefálicas que regulam o comportamento emocional também regulam o sistema nervoso
autônomo torna -se mais significativo se considerarmos que as emoções se expressam através de
manifestações viscerais [choro, aumento de salivação, eriçar de pelos em um gato com raiva] e são
acompanhadas de alterações da pressão arterial, do ritmo cardíaco e respiratório. Torna -se claro também
que muitos distúrbios emocionais graves resultam de afecções viscerais, sendo um exemplo clássico o
caso das úlceras gástricas e duodenais.
Ac
=Nc
A hipófise é muitas vezes marcada nas tradições como o ³Terceiro ›lho´. Inúmeras obras de arte sacra e
crenças místicas indígenas representam essa marca entre as sobrancelhas, na testa, assim como todas
as religiões reconhecem sua importância espiritual. Esta nobre glândula governa também a memória, a
sabedoria, a inteligência e o pensamento . Ela ainda regula a produção de hormônios de outras glândulas,
como a tireóide.
51($ ( 
?75/-./
 9 c 
c  ;
A glândula tireóide localiza -se na base do pescoço, frente à traquéia, e abaixo do pomo de Adã o. Tem
forma de borboleta. Cada asa corresponde ao lobo da tireóide presente em ambos os lados da traquéia.
?76 c
J c
   cO?B
A função desta glândula é produzir, armazenar e liberar hormônios tireoidianos na corrente sangüínea.
Estes hormônios, também conhecidos com T3 e T4, agem em quase todas as células do corpo. A
produção da quantidade de hormônios tireoidianos é controlada por outra glândula chamada pituitária ou
hipófise. ›utra parte do cérebro, o hipotálamo, ajuda a hipófise env iando informações e esta, por sua vez,
controla a tireóide, formando assim uma rede de informações ininterrupta. A tireóide, a hipófise e o
hipotálamo trabalham juntos no controle da quantidade de hormônios tireoidianos. Estes órgãos trabalham
de forma similar ao termostato, que controla a temperatura de uma casa. Se não há quantidade suficiente,
a hipófise libera mais hormônio estimulante da tireóide (TSH), que indica à tireóide que deve produzir mais
hormônio. Se os níveis de hormônio estão dentro dos val ores normais, a hipófise diminui a produção de
TSH a seus valores normais.
?7<
K 
A tireóide segrega o hormônio tiroxina. A tiroxina contém iodo e regula o metabolismo basal ou o índice de
oxidação celular, em outras palavras, o metabolismo do oxig ênio. A hiposecressão da tiroxina pode
resultar em: a- Bócio simples [dilatação da tireóide, resultante da carência de iodo na dieta]. Sais minerais
de iodo são encontrados naturalmente em certos alimentos, como couve, agrião, etc. åuando a
alimentação é deficiente em sais de iodo, a tireóide cresce exageradamente. b - Mixedema na fase adulta e
cretinismo na infância. Ambos têm sintomas como retardamento físico e mental e metabolismo anormal. A
hipersecressão da tiroxina pode causar o bócio exoftálmico ou bó cio tóxico [inchaço da garganta, elevação
da taxa de metabolismo e glóbulos oculares proeminentes]. › bócio tóxico resulta de um tumor na tireóide
e seus sintomas são os mesmos do exoftálmico, com exceção dos glóbulos oculares protuberantes.
?7?c5/-./c$

 c
São quatro pequenas glândulas do tamanho de uma ervilha, localizadas no lado interno da tireóide.
Segregam o paratormônio, que controla o metabolismo de minerais como o cálcio e o fósforo. › hormônio
das paratireóides regula a assimilação de cálcio e fósforo pelo organismo. A insuficiência desse hormônio
causa contrações musculares. › excesso pode provocar descalcificação acentuada nos dentes e ossos.
?7B $ c
=>  $
c
=>  $

J
A hiposecressão de paratormônio resulta n a queda do índice de concentração do cálcio no sangue. Este
estado é conhecido como tetania e causa cãibras e espasmos musculares. A hipersecreção de
paratormônio faz com que o cálcio seja extraído dos ossos e lançado na corrente sangüínea. Este estado,
conhecido por osteíte fibrosa, pode levar a profundas alterações na estrutura óssea, deformidade do
esqueleto e depósito de cálcio nos rins.
B75/-./  
Do grego, Thymus, significa energia vital. › timo situa -se na porção superior do mediastino anteri or.
Limita-se, superiormente, com a traquéia, a veia jugular interna e a artéria carótida comum. Lateralmente,
com os pulmões, e inferior e posteriormente com o coração. Sua cor é variável. Vermelha no feto, branco -
acinzentada nos primeiros anos de vida e, depois, amarelada. › timo, plenamente desenvolvido, é de
formato piramidal, encapsulado e formado por dois lobos fundidos. Por ocasião do nascimento pesa de 10
a 35g e continua crescendo de tamanho até a puberdade, 15 anos, quando alcança um peso máximo d e
20 a 50g. Daí por diante sofre atrofia progressiva e passa a pesar pouco mais de 5 a 15g no idoso. › ritmo
de crescimento tímico na criança e de involução no adulto é extremamente variável e, portanto, difícil
determinar o peso apropriado para a idade. C ontudo, o timo continua a exercer sua função protetora, com
a produção complementar de anticorpos, mesmo que nesse período seu desempenho já não seja vital,
pois há uma compensação pela proteção imunológica conferida pelo baço e nodos linfáticos, ainda
imaturos nos recém-nascidos.
B76    c/ +  c
Externamente, o timo é revestido por uma cápsula de tecido conjuntivo, de onde partem septos que
dividem o órgão em numerosos lóbulos. Cada lóbulo apresenta uma capa, o córtex, que é mais escura, e
uma polpa interior, a medula, que é mais clara. Tanto a zona cortical quanto a medular apresentam células
de estrutura epitelial misturadas com um grande número de linfócitos T e, ocasionalmente, células B e
macrófagos. Em termos fisiológicos, o timo elabora uma substância, a timosina, que mantém e promove a
maturação de linfócitos e órgãos linfóides como o baço e os linfonodos. Reconhece -se, ainda, a existência
de uma ou outra substância, como a timina, que exerce função na placa mioneural (junção de nervos c om
músculos) e, portanto, nos estímulos neurais e periféricos, sendo responsável por doenças musculares.
B7< c/ +  cA9 KM
  A;
As células do sistema imunológico formam um forte exército, cujos principais elementos são linfócitos. ›s
linfócitos B ou células B são células que produzem anticorpos circulantes. ›s anticorpos são pequenas
proteínas, membros da família das imunoglobulina s, que atacam bactérias, vírus e outros invasores
externos (antígenos). ›s anticorpos se "encaixam" às moléculas de antígeno que atacam como uma chave
que se ajusta à fechadura. Cada anticorpo ataca apenas um tipo de antígeno. Por exemplo, um vai atacar
o vírus do resfriado, enquanto o outro ataca uma bactéria, e cada linfócito B produz apenas um tipo de
anticorpo para cada epítopo ( epítopo = parte do antígeno que é capaz de estimular a produção de
anticorpos específicos contra ele).
B7?c M/./c9$
./
c'P.
/Q //
cR;
›s linfócitos T ou células T não produzem anticorpos. Essas células atacam o invasores externos ou
trabalham junto com outras células que o fazem ("T "vem do Timo, onde essas células se desenvolvem).
›s vários grupos de célula s T possuem diferentes funções : as células T citotóxicas, junto com outras
células sangüíneas citotóxicas naturais [NK - natural Killer) patrulham constantemente o organismo em
busca de células perigosas. åuando encontram essas células T "associam -se" às células invasoras e
liberam substâncias químicas microscópicas que as destroem. Cada célula T citotóxica, assim como cada
anticorpo, ataca apenas um alvo muito específico. Alguns atacam células que foram infectadas por vírus,
outros atacam células canceros as e alguns atacam tecidos e órgãos transplantados. Cada célula citotóxica
natural (NK), por sua vez, tem uma ampla gama de alvos e pode atacar tanto células tumorais quanto uma
variedade de micróbios infecciosos. Dois outros tipos de células T, chamada de células T "auxiliar ou LT -
helper" e "supressores" são especialmente importantes devido aos seus efeitos regulatórios sobre o
sistema imunológico. As células T auxiliares ajudam os linfócitos B a produzir anticorpos, enquanto as
células T supressores desativam a ação das células T auxiliares quando o número de anticorpos
produzidos é suficiente. Essas células comunicam -se entre si produzindo interferons, interleucinas e outros
mensageiros químicos que governam a atividade das células do sistema imunológico. A proporção entre
células auxiliares/supressores deve ser equilibrada para a saúde do organismo.
B7BKc c . /5
›s linfócitos T e B têm receptores na superfície de suas células que podem acionar, dirigir e modificar
suas funções imunológi cas. Esses receptores são a base molecular da influência da mente nos linfócitos.
›s receptores são como fechaduras que podem ser abertas para acionar as atividades de cada célula. As
chaves que abrem essas fechaduras são as moléculas mensageiras da mente -corpo: os
neurotransmissores do sistema -nervoso autônomo, os hormônios do sistema endócrino e os
imunotransmissores do sistema imunológico.
B7C  c 
A timosina pode servir como imunotransmissor, modulando os eixos hipotalâmicos hipofisário -suprarrenal
e das gônadas. › sistema nervoso seria capaz de alterar o curso da imunidade via caminhos autônomo e
neuroendócrino. Alguns trabalhos concluem que os humanos podem treinar a si mesmos para facilitar
seus processos de cura interna mente -corpo.
B7Ec
cc  . =>  5 /-  . /5  
5 c
åualquer forma de estresse resultante de uma significativa mudança de vida (ex: a morte de um membro
da família, mudança de emprego, mudança de família, etc.) pode ativar o eixo cortical -hipotalâmico-
suprarrenal para produzir os corticoesteróides que suprimem o sistema de vigilância imunológica
(lembrando que os corticóides atuam no núcleo das células retardando a multiplicação celular e isso
impede a expansão clonal leucocitária). Em resposta à mudança estressante de vida observa -se uma
diminuição na atividade das células NK (Natural Killer), exterminadoras naturais. A boa habilidade em lidar
com desafios (poucos sintomas diante de um considerável estresse) está associada com uma alta
atividade celular N K exterminadora natural.
ïY Y Y
Y
› pâncreas é uma glândula em forma de folha, com aproximadamente 12,5 centímetros de comprimento.
Ele é circundado pela borda inferior do estômago e pela parede do duodeno (a primeira porção do
intestino delga do que se conecta ao estômago). Possui duas funções principais: a secreção de um líquido
que contém enzimas digestivas para o interior do duodeno e a secreção dos hormônios insulina e
glucagon, os quais são necessários para metabolizar o açúcar para a corr ente sangüínea. Esse órgão
também secreta grandes quantidades de bicarbonato de sódio para o duodeno, o qual neutraliza o ácido
proveniente do estômago. Essa secreção de bicarbonato de sódio flui através de um ducto coletor que
avança ao longo do centro do pâncreas [ducto pancreático). Em seguida, esse ducto une -se ao ducto biliar
comum [proveniente da vesícula biliar e do fígado) para formar a ampola de Vater, a qual desemboca no
duodeno. Do grego, págkreas, todo carnoso, produz 2 hormônios: insulina e glu cagon. Eles diminuem e
aumentam respectivamente o nível de glicose no sangue para mantê -lo dentro dos limites normais.
åuando há deficiência de insulina, a glicose é eliminada pelos rins sem aproveitamento, ocasionando o
diabetes. › glucagon provoca hiperg licemia [aumento de glicose no sangue), diminui a motilidade
intestinal e a secreção gástrica, aumentando a excreção renal. Esta glândula pode ser atingida por
inflamação (pancreatite), por tumores, cálculos, cistos e pseudocistos (bolsas líquidas, geralme nte
conseqüentes a traumatismo). Algumas dessas alterações desempenham importante papel na gênese do
diabetes.
C76$-
c Ac
A deficiência de produção e/ou da ação da insulina provoca uma doença chamada Diabetes Mellitus. Esse
distúrbio envolve o metabolismo da glicose, das gorduras e das proteínas e tem graves conseqüências,
tanto quando surge rapidamente, como quando se instala lentamente.
"    ) * !
6'"   
›casionado pela destr uição das células beta do pâncreas, produtoras de insulina. Em geral, ocorre em
função de um processo auto -imune, levando a deficiência absoluta de insulina. Aparece na infância e
adolescência.
<'"   
Provocado predominantemente por um estado de resistência à ação da insulina, associado a uma relativa
deficiência de sua secreção. É mais freqüente surgir depois dos 40 anos de idade.
Infelizmente, nada se sabe ainda sobre a causa da DM do tipo II, que representa 90% dos casos da
doença. Entretanto, parece que as pessoas com predisposição genética, os obesos e aquelas que levam
vida sedentária e estressada são as mais suscetíveis. A incidência de diabetes no mundo todo vem
aumentando. Estima -se que o número de pessoas atingidas passe de 9 0 milhões, constatados em 1994,
para 210 milhões até 2010. Evidentemente, um dos motivos para esse aumento é o próprio aumento da
expectativa de vida. Mas, outra causa que tem merecido destaque entre os pesquisadores é a mudança
no estilo de vida. Se a pes soa faz poucos exercícios físicos, leva uma vida sedentária, estressante e
consome alimentação gordurosa, rica em açúcar, refrigerantes, aumentando assim a obesidade, ela
apresenta maior risco de incidência de diabetes.
Embora as causas da DM sejam obscura s, o que se sabe, com certeza, é o fato de existirem alguns
"gatilhos" que desencadeiam as crises. › principal desses gatilhos é o estresse contínuo, estado em que
as glândulas supra -renais liberam superdoses de adrenalina. Este hormônio, além de acelerar o coração,
tem a capacidade de liberar no sangue a glicose estocada no fígado e nos músculos. Esse processo se
chama gliconeogênese. Para compensar a liberação aumentada de glicose produzida pela
gliconeogênese, o pâncreas se esforça em produzir quantidade s extras de insulina. Se esse esforço
pancreático não for suficiente para reduzir ao normal os níveis aumentados de glicose pelo estresse ou,
pior, se o pâncreas chegar a se esgotar, o resultado é o surgimento ou agravamento do diabetes. É
também algo mais ou menos semelhante o que ocorre na obesidade. åuanto mais obesa e pesada a
pessoa for, maior é a quantidade de insulina necessária, levando o pâncreas à fadiga. Certas infecções
também funcionam como gatilho para o diabetes, assim como alguns casos de mu lheres grávidas.
C7< cS
A c $-
c'$
 5.
A pancreatite aguda é uma inflamação aguda do pâncreas que pode ser leve ou letal. Normalmente, o
pâncreas secreta suco pancreático através do ducto pancreático ao duodeno. Esse suco contém en zimas
digestivas em uma forma inativa e um inibidor que atua sobre qualquer enzima que é ativada no seu
percurso até o duodeno. A obstrução do ducto pancreático (ex: por um cálculo biliar) interrompe o fluxo do
suco pancreático. Geralmente, a obstrução é t emporária e causa um dano limitado, o qual é logo reparado.
Entretanto, quando a obstrução persiste, ocorre um acúmulo de enzimas ativadas no pâncreas, as quais
suplantam a capacidade do inibidor e começam a digerir as células do pâncreas, causando uma gra ve
inflamação. › consumo diário de mais de 120 ml de álcool durante vários anos pode provocar a obstrução
do ducto pancreático, desencadeando finalmente a pancreatite aguda. Uma crise de pancreatite pode ser
desencadeada por um consumo excessivo de álcool ou por uma refeição copiosa. Existem muitos outros
distúrbios que podem causar uma pancreatite aguda.
C7?c  c
åuase todos os indivíduos com pancreatite aguda apresentam uma dor abdominal intensa.
C7B$
 
J 
A pancreatite crônica é uma inf lamação do pâncreas de longa duração. Nos Estados Unidos e no Brasil, a
causa mais comum da pancreatite crônica é o alcoolismo. ›utras causas incluem uma predisposição
hereditária e a obstrução do ducto pancreático resultante da estenose do ducto ou de um câncer
pancreático. Em muitos casos, a causa da pancreatite é desconhecida. Nos países tropicais (ex: Índia,
Indonésia e Nigéria), a pancreatite crônica de causa desconhecida em crianças e adultos jovens pode dar
origem ao diabetes e a depósitos de cálcio no pâncreas. ›s sintomas iniciais são decorrentes do diabetes.
C7Cc  c
›s sintomas da pancreatite crônica geralmente se enquadram em dois padrões. Em um deles, o indivíduo
apresenta uma dor na região média do abdômen de intensidade variável. No outro, o indivíduo apresenta
episódios intermitentes de pancreatite com sintomas semelhantes aos de uma pancreatite aguda leve a
moderada. Algumas vezes, a dor é intensa e dura de muitas horas a vários dias. Em ambos os padrões, à
medida que a pancreatite crônic a evolui, as células que secretam enzimas digestivas são lentamente
destruídas e, finalmente, a dor desaparece.
C7E 
  $-
c
› adenocarcinoma do pâncreas é um tumor canceroso que se origina nas células que revestem o ducto
pancreático. Aproximadamente 95% dos tumores cancerosos do pâncreas são adenocarcinomas. Esses
tumores afetam os homens quase duas vezes mais do que as mulheres e são discretamente mais comuns
entre os indivíduos da raça negra. › adenocarcinoma do pâncreas é duas a três vezes mais comum em
tabagistas inveterados. ›s indivíduos com pancreatite crônica apresentam um maior risco de apresentá -lo.
Existe uma variabilidade mundial de incidência de câncer de pâncreas. ›s dados indicam 9 em cada
100.000 indivíduos nos Estados Uni dos, enquanto que no Brasil os dados publicados pelo Ministério da
Saúde, em 1991, registraram índices de 7.3 homens e de 4.6 mulheres em 100.000 indivíduos no estado
de São Paulo. A doença vem se tornando mais comum nos Estados Unidos com o aumento da exp ectativa
de vida. Raramente o adenocarcinoma do pâncreas ocorre antes dos cinqüenta anos de idade. A média de
idade no momento do diagnóstico é de 55 anos. Pouco se sabe sobre a sua causa.
C7Fc  c
› adenocarcinoma do pâncreas comumente é assintomático até o tumor tornar -se volumoso. Por essa
razão, no momento do diagnóstico e em 80% dos casos, o tumor já produziu metástases
extrapancreáticas, afetando linfonodos próximos, o fígado ou os pulmões.
Y   Y   Y
ïY Y Y  
  Y
As glândulas supra -renais têm este nome devido ao fato de se situarem sobre os rins, apesar de terem
pouca relação com estes em termos de função. As supra -renais são glândulas vitais para o ser humano, já
que possuem funções muito importantes, como regular o metabolismo do sódio, do potássio e da água,
regular o metabolismo dos carboidratos e regular as reações do corpo humano ao stress.
E76/ c
L
/ 

/ 
Estas glândulas endócrinas têm forma de lua achatada, situadas uma sobre cada rim e secretam vários
hormônios, entre os quais destacam -se a aldosterona, a adrenalina (ou epinefrina) e a noradrenalina (ou
norepinefrina). Sua função básica está relacionada à manutenção do equilíbrio do meio interno, isto é, da
homeostase do organ ismo, frente a situações diversas de modificação desse equilíbrio (tensão emocional,
jejum, variação de temperatura, infecções, administração de drogas diversas, exercício muscular,
hemorragias, etc]. Possuem íntima conexão com o sistema nervoso. Embriolog icamente, cada supra -renal
é formada por dois tecidos embrionários diferentes, dos quais resultam as duas camadas da supra -renal: a
mesoderme origina o córtex e a neuroectoderme a medula da glândula. Muitos autores consideram córtex
e medula da supra -renal como sendo dois órgãos distintos.
E7< 
Kc.$
'
/
› córtex, camada externa da glândula, é amarelado e compõe -se de três camadas concêntricas de
células. A camada externa, abaixo da cápsula, é chamada zona glomerulosa do córtex supra -renal.
Funcionalmente, a camada glomerular produz e secreta aldosterona, enquanto que as outras duas
camadas produzem glicocorticóides (cortisol e corticosterona) e hormônios sexuais.
E7?/ c

A principal ação da aldosterona é a retenção de sódio. ›nde há sód io, estão associados íons e água.
Portanto, a aldosterona age profundamente no equilíbrio dos líquidos, afetando o volume intracelular e
extracelular dos mesmos. Glândulas salivares e sudoríparas também são influenciadas pela aldosterona
para reter sódio. › intestino aumenta a absorção de sódio como reação à aldosterona.
E7B c
cc 
 c /
› estresse ainda é um tema que suscita muitas controvérsias, desde a sua definição até as suas
implicações com as doenças. Por vezes, o estresse é definido como um estímulo, sendo por outras
considerado como resposta desenvolvida por esse estímulo. Na realidade, a palavra estresse, em si, quer
dizer ³pressão´, ³insistência´ e estar estressado quer dizer ³estar sob pressão´ ou ³estar sob a ação de
estímulo insistente´. Significa também tensão. É uma palavra amplamente usada no âmbito da Física
como sendo a tensão gerada em um corpo pela ação de forças sobre o mesmo. Neste caso, o estresse
assume o significado de ³reação´ do corpo à ação das forças que configuram o e stressor. De fato,
estressor é qualquer estímulo capaz de provocar o aparecimento de um conjunto de respostas orgânicas
e/ou comportamentais, relacionadas com mudanças fisiológicas estereotípicas de padrões, que incluem a
hiperfunção da supra -renal, ou adrenal. › estresse é um processo reativo, que tem como objetivo diminuir
os efeitos negativos causados pelo estressor e favorecer a adaptação a este ou às mudanças advindas da
sua presença. Assim, o estado de estresse é exatamente aquele relacionado com a fa se de adaptação,
sendo o seu estabelecimento compatível com a liberação de cortisol (hormônio secretado pela suprarenal),
que torna o organismo hábil para responder às exigências adaptativas.
E7C
Existem, na medula adrenal, d ois tipos de células: umas secretam adrenalina, as outras noradrenalina.
Tais hormônios são secretados em resposta à estimulação simpática e são considerados como hormônios
gerais. Liberados em grandes quantidades depois de fortes reações emocionais como, por exemplo, susto
ou medo, estes hormônios são transportados pelo sangue para todas as partes do corpo, onde provocam
reações diversas, principalmente constrição dos vasos, elevação da pressão arterial, aumento dos
batimentos cardíacos, etc. Tais reações resultam, entre outras coisas, no aumento do suprimento de
oxigênio às células. Além disso, a adrenalina, que aumenta a glicogenólise hepática e muscular e a
liberação de glicose para o sangue, eleva o metabolismo celular. A combinação dessas reações
possibilita, por exemplo, reações rápidas de fuga ou de luta frente a diferentes situações ameaçadoras. Ao
contrário do córtex supra -renal, que lança seus produtos continuamente na circulação, a medula acumula
os hormônios produzidos. Existem doenças que se car acterizam pelo excesso de produção dos hormônios
das supra-renais. As principais são a Síndrome de Cushing e o Feocromocitoma.
E7Ec:
 .c 5
Caracteriza-se por deposição de gordura no abdômen, fraqueza muscular, estrias avermelhadas, aumento
de pêlos, surgimento espontâneo de hematomas, aumento de gordura na face e no pescoço. › quadro
clínico é semelhante ao provocado pelo uso constante de medicamentos à base de corticóides.
E7F +
  
É uma doença na qual ocorrem crises de hipertensã o arterial podendo ou não estar acompanhada de dor
de cabeça, sudorese e palpitações. åualquer paciente jovem que apresente hipertensão arterial merece
uma investigação médica visando excluir a possibilidade de feocromocitoma.
E7G = c 
Além das doenças acima (que se caracterizam por excesso de hormônios das supra -renais) existe uma
outra que se caracteriza pela falta dos hormônios das supra -renais. É a Doença de Addison, que se
caracteriza por fraqueza, perda de peso, dores abdominais discretas e escurecimento de algumas áreas
da pele e das mucosas.
Y   Y  YY Y
F7c5/-./ccK. c .5Jcc ./ c
±ïY Y  Y  YY Y!
!" Y
› testículo é composto por até 900 túbulos seminíferos enovelados, cada um tendo em média mais de
0,5m de comprimento, nos quais são formados os espermatozóides. › espermatozóide maduro é formado
por uma cabeça, um corpo intermédio e uma cauda. ›s espermat ozóides podem chegar a viver três dias
no interior do aparelho genital feminino. ›s testículos começam a fabricar os espermatozóides e este
processo continua ao longo da vida. ›s espermatozóides são lançados no epidídimo, outro tubo
enovelado de cerca de 6 m de comprimento. A hipófíse é a glândula que controla e regula o
funcionamento dos testículos.
F7< c
5I c
›s testículos secretam vários hormônios sexuais masculinos que são coletivamente chamados de
androgênios, compreendendo a testosterona, diid rotestosterona e androstenodiona. Todavia, a
testosterona é muito mais abundante que os demais hormônios, a ponto de poder ser considerada o
hormônio testicular fundamental.
F7?c c
$
.
c ./ 
Puberdade: os testículos da criança permanecem in ativos até que são estimulados entre 10 e 14 anos
pelos hormônios gonadotróficos da glândula hipófise (pituitária). › hipotálamo secreta fatores liberadores
dos hormônios gonadotróficos que fazem a hipófise liberar FSH (hormônio folículo estimulante) e LH
(hormônio luteinizante). › FSH estimula a espermatogênese pelas células dos túbulos seminíferos. Já o
LH estimula a produção de testosterona pelas células intersticiais dos testículos e estabelece
características sexuais secundárias e elevação do desejo se xual.
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 c 
 
ccK. cc ./  c
A testosterona faz com que os testículos cresçam. Ela deve estar presente, também, junto com o folículo
estimulante, antes que a espermatogênese se complete. Após poucas semanas de vida do feto no útero
materno, inicia -se a secreção de testosterona. Essa testosterona auxilia o feto a desenvolver órgãos
sexuais masculinos e características secundárias masculinas. Isto é, acelera a formação do falo, da bolsa
escrotal, da próstata, das vesículas semin ais, dos ductos deferentes e dos outros órgãos sexuais
masculinos. Além disso, a testosterona faz com que os testículos desçam da cavidade abdominal para a
bolsa escrotal. Se a produção de testosterona pelo feto é insuficiente, os testículos não conseguem descer
e permanecem na cavidade abdominal. A secreção da testosterona pelos testículos fetais é estimulada por
um hormônio chamado gonadotrofina coriônica, formado na placenta durante a gravidez. Imediatamente
após o nascimento da criança, a perda de conex ão com a placenta remove esse feito estimulador, de
modo que os testículos deixam de secretar testosterona. Em conseqüência, as características sexuais
interrompem seu desenvolvimento desde o nascimento até à puberdade. Na puberdade, o reaparecimento
da secreção de testosterona induz os órgãos sexuais masculinos a retomar o crescimento. ›s testículos, a
bolsa escrotal e o falo crescem, então, aproximadamente 10 vezes.
F7C 
 
ccK. cc .H
c
Além dos efeitos sobre os órgãos genitais, a testostero na exerce outros efeitos gerais por todo o
organismo para dar ao homem adulto suas características distintivas. Faz com que os pêlos cresçam na
face, ao longo da linha média do abdome, no púbis e no tórax. ›rigina, porém, a calvície nos homens que
tenham predisposição hereditária para ela. Estimula o crescimento da laringe, de maneira que o homem,
após a puberdade, fica com a voz mais grave. Estimula, ainda, um aumento na deposição de proteínas
nos músculos, pele, ossos e em outras partes do corpo, de manei ra que o adolescente do sexo masculino
se torna geralmente maior e mais musculoso do que a mulher. Algumas vezes, a testosterona também
promove uma secreção anormal das glândulas sebáceas da pele, fazendo com que se desenvolva a acne
pós-puberdade na face. Na ausência de testosterona, as características sexuais secundárias não se
desenvolvem e o indivíduo mantém um aspecto sexualmente infantil.
c8 
Glândula - Hormônio - Órgão-alvo - Principais ações Hipófise FSH e LH testículos esti mulam a produção
de testosterona pelas células de Leydig (intersticiais) e controlam a produção de espermatozóides.
Testículos Testosterona diversos estimula o aparecimento dos caracteres sexuais secundários. Sistema
Reprodutor induz o amadurecimento dos ó rgãos genitais, promove o impulso sexual e controla a produção
de espermatozóides
F7E cK././  / M
c ./ 
Após a puberdade, os hormônios gonadotrópicos são produzidos pela glândula hipófise masculina pelo
resto da vida. A maioria dos homens, entretanto, começa a exibir um declínio lento das funções sexuais ao
final da década dos 40 ou dos 50 anos. Um estudo mostrou que a média da idade para o término das
relações intersexuais era aos 68 anos, apesar da grande variação. Este declíni o da função sexual está
relacionado com o declínio da secreção de testosterona. A diminuição da função sexual masculina é
chamada de climatério masculino.
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/ c+.=> cK./c ./ 
A próstata permanece relativamente pequena durante a inf ância e começa a crescer na puberdade, sob o
estímulo da testosterona. A glândula atinge tamanho quase estacionário por volta dos 20 anos, e não se
altera até a idade aproximada dos 50 anos. Nesta época, em alguns homens, começa a involuir,
justamente com a produção diminuída de testosterona pelos testículos. Um fibroadenoma benigno
prostático freqüentemente se desenvolve na próstata de muitos homens mais velhos, podendo causar
obstrução urinária. Esta hipertrofia não é causada pela testosterona. › câncer d a glândula prostática é
uma causa comum de morte, resultando em cerca de 2 a 3% de todas as mortes masculinas.
F7G
@. 5
./  c . ' .)
A orquite granulomatosa não tuberculosa é uma causa rara de aumento unilateral do testículo entre os
homens de meia idade. Com freqüência, este aumento de tamanho do testículo desenvolve -se alguns
meses após traumatismo. Histologicamente, esta orquite é caracterizada por granulomas, que são
encontrados tanto nos túbulos seminíferos como no tecido conjuntivo in tertubular.
F7Tc:+ / c › testículo e o epidídimo são lesados tanto na sífilis congênita como na adquirida, mas, quase
invariavelmente, o testículo é o primeiro a ser lesado. Às vezes pode haver orquite sem epididimite
concomitante. Microscopicamente, há dois tipos de reação: a produção de gomas ou uma inflamação
intersticial difusa, esta caracterizada por edema, infiltração de linfócitos e plasmócitos. Nos casos
incipientes, as gomas podem produzir um aumento nodular e os focos de necrose branco -amarelados
característicos. A reação difusa causa edema e endurecimento. Na evolução, seja a reação inicial gomosa
ou difusa, segue -se uma cicatrização fibrótica progressiva, a qual, por sua vez, conduz a uma atrofia
tubular considerável e, em alguns casos, à ester ilidade. Geralmente o testículo diminui de tamanho, torna -
se pálido e fibrótico. As células intersticiais de Leydig são poupadas e a potência não está alterada.
Entretanto, quando o processo é muito extenso, as células de Leydig podem ser destruídas, produ zindo-se
perda de libido. A esterilidade ocorre menos freqüentemente quando a lesão é gomosa e não difusa.
F76  - 
$
c Não é nosso objetivo neste caderno abordar o tema com profundidade. A
idéia é dar uma visão geral para que nosso praticante possa tomar as providências necessárias assim que
tiver um sintoma inquietante. › câncer de próstata (câncer prostático) é o segundo tipo de câncer mais
comum entre os homens, depois do câncer de pele, e a segunda causa principal de morte por câncer nos
homens, depois do câncer de pulmão. A próstata é uma das glândulas sexuais masculinas. É uma
glândula pequena (do tamanho de uma noz) e produz uma substância que, juntamente com a secreção da
vesícula seminal e os espermatozóides produzidos pelos testículos, formam o esperma (sêmen). Está
localizada em cima do reto e embaixo da bexiga. A próstata rodeia a uretra (tubo que leva a urina desde a
bexiga até o aparelho genital). Com o crescimento da próstata aparecem dificuldades em urinar e em
manter relações sexuais. Só os homens possuem próstata e seu desenvolvimento é estimulado pela
testosterona, o hormônio masculino. › câncer de próstata se dá com maior freqüência em homens
adultos. A próstata segue crescendo durante toda vida de um homem, e muitos deles, com idades
próximas a 60 anos, apresentam uma condição chamada hipertrofia prostática benigna (HPB), muito mais
comum que o câncer de próstata. Muitos dos sintomas do HPB são os mesmos do câncer de próstata.
Como ocorre em muitos tipos de câncer, a detecção e o tratamento antecipados aumentam a perspectiva
de cura. Além do mais, o câncer de próstata é um tipo de câncer que cresce lentamente.
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$
c
No seu estágio mais inicial, o câncer de próstata pode não produzir sintomas.
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Dificuldades em começar e terminar de urinar.
Reduzido jato da urina.
Gotejo no final da urinação.
Micção dolorosa.
Urinar pouca quantidade de cada vez e freqüentemente, especialmente à noite.
Ejaculação dolorosa.
Sangue na urina.
Incapacidade de urinar.
Dores contínuas.
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G76 c H
c
›s ovários são os centros endócrinos e germinativos da mulher, e a caracterizam como tal. › caráter
cíclico da natureza e da fisiologia feminina é típico. Todas as ações cíclicas estrogênicas e/ou estrogênico -
progesterônicas geram inúmeras transformações t ambém cíclicas nos órgãos sexuais da mulher [genitália
e mamas), em sua fisiologia e em outros setores do seu corpo. › funcionamento das gônadas femininas
está sob o controle do sistema hipotálamohipofisário (com o qual elas interagem em regime de ³feedbac k´)
e também de fatores intraovarianos específicos. Estes últimos, entre outras ações, modulam a capacidade
de resposta dos ovários às gonadotrofinas hipofisárias, que são o FSH [hormônio folículo estimulante) e o
LH [ hormônio luteinizante). Resumidamente , podemos dizer que a fisiologia das gônadas femininas
depende das ações das gonadotrofinas hipofisárias, dos próprios hormônios sexuais por elas produzidos e
de fatores reguladores intra -ovarianos ainda mal conhecidos.
G7< c
5I $
5c

A trajetória biológica de tudo o que no corpo da mulher é caracteristicamente feminino é determinada pela
trajetória biológica dos ovários ao longo da vida, uma vez que eles são a fonte básica dos estrogênios - os
principais hormônios da feminilidade ao níve l somático. Assim, é inegável que, durante a maior parte da
vida da mulher, as suas gônadas são muito mais importantes como produtoras de estrogênios (e também
de progesterona) do que de óvulos. A maior parte do volume dos ovários se deve à camada cortical , que é
a camada funcional propriamente dita. É nela que, em meio a um estroma conjuntivo também dotado de
certa capacidade endócrina, se encontram os folículos ovarianos, que são as unidades funcionais básicas
das gônadas femininas. Após a ovulação, també m em decorrência do pico ovulatório de LH, as células
granulosas e tecais passam por acentuadas modificações morfológicas e funcionais, dando origem ao
corpo lúteo.
Pouquíssimos são os folículos que atingem o pleno desenvolvimento, conseguindo produzir alt os níveis de
estrogênios, ovular e luteinizar -se. A imensa maioria deles está condenada à regressão e ao
desaparecimento através do processo da atresia* ou morte folicular antes mesmo de completarem os
primeiros estágios do seu crescimento. Como a formação de novos folículos é impossível ao longo da vida
da mulher, o fenômeno da atresia folicular vai gradualmente levando ao esgotamento das gônadas
femininas - esgotamento este que se completa em torno dos 50 anos, culminando com a menopausa.
Assim, os órgãos que são os centros endócrinos e germinativos da mulher estão paradoxalmente
condenados ao esgotamento e envelhecimento precoce. Em decorrência da privação estrogênica pós -
menopáusica, todos os órgãos e tecidos estrogênio -dependentes do corpo da mulher ent ram em atrofia.
›s estrogênios podem ser vistos como a principal manifestação endócrina do lado afrodisíaco da mulher,
uma vez que são eles os responsáveis pela maturação sexual da mesma e pelo trofismo e boa forma de
tudo o que no seu corpo é tipicamente feminino. A progesterona, à parte a sua fundamental importância na
fisiologia ginecológica e no equilíbrio endócrino feminino, de certa forma pode ser vista como mais
relacionada ao lado maternal da mulher. Já os androgênios, precursores bioquímicos dos es trogênios,
podem ser relacionados ao obscuro componente masculino da mulher. *Atresia folicular - processo
fisiológico através do qual a maioria dos folículos ovarianos entram em regressão, morrem e desaparecem
ao longo dos vários estágios do seu crescimen to.
G7?
J ccK. c+   c ›s dois hormônios ovarianos, o estrogênio e a progesterona,
são responsáveis pelo desenvolvimento sexual da mulher e pelo ciclo menstrual. Esses hormônios, como
os hormônios adrenocorticais e o hormônio masculino testos terona, são ambos compostos esteróides,
formados, principalmente, de um lipídio, o colesterol. ›s estrogênios são, realmente, vários hormônios
diferentes chamados estradiol, estriol e estrona, mas que têm funções idênticas e estruturas químicas
muito semelhantes. Por esse motivo, são considerados juntos, como um único hormônio.
G7B+.=Nc c
5I › estrogênio induz as células de muitos locais do organismo a
proliferar, isto é, a aumentar em número. Por exemplo, a musculatura lisa do útero aumenta tanto que o
órgão, após a puberdade, chega a duplicar ou mesmo a triplicar de tamanho. › estrogênio tam bém
provoca o aumento da genitália feminina o desenvolvimento dos lábios que a circundam, faz o púbis se
cobrir de pêlos, os quadris se alargarem e o estreito pélvico assumir a forma ovóide, em vez de afunilada
como no homem. Provoca também o desenvolvimen to das mamas e a proliferação dos seus elementos
glandulares, e, finalmente, leva o tecido adiposo a concentrar -se, na mulher, em áreas como os quadris e
coxas, dando-lhes o arredondamento típico do sexo. Em resumo, todas as características que distinguem
a mulher do homem ocorrem em função do estrogênio e a razão básica para o desenvolvimento dessas
características é o estímulo à proliferação dos elementos celulares em certas regiões do corpo. ›
estrogênio também estimula o crescimento de todos os ossos lo go após a puberdade, mas promove
rápida calcificação óssea, fazendo com que as partes dos ossos que crescem se ³extingam´ dentro de
poucos anos, de forma que o crescimento, então, pára. A mulher, nessa fase, cresce mais rapidamente
que o homem, mas pára ap ós os primeiros anos da puberdade. Já o homem tem 32 um crescimento
menos rápido, porém mais prolongado, de modo que ele assume uma estatura maior que a da mulher, e,
nesse ponto, também se diferenciam os dois sexos. › estrogênio tem efeitos muito importan tes no
revestimento interno do útero, o endométrio, e no ciclo menstrual.
G7C+.=Nc$
5c

A progesterona tem pouco a ver com o desenvolvimento dos caracteres sexuais femininos. Está
principalmente relacionada com a preparação do útero para a ac eitação do embrião e à preparação das
mamas para a secreção láctea. Em geral, a progesterona aumenta o grau da atividade secretória das
glândulas mamárias e, também, das células que revestem a parede uterina, acentuando o espessamento
do endométrio e fazen do com que ele seja intensamente invadido por vasos sangüíneos. Determina,
ainda, o surgimento de numerosas glândulas produtoras de glicogênio. Finalmente, a progesterona inibe
as contrações do útero e impede a expulsão do embrião implantado ou do feto em desenvolvimento.
G7Ec c
$
.
+  
A hipófise anterior das meninas, como a dos meninos, não secreta praticamente nenhum hormônio
gonadotrópico até à idade de 10 a 14 anos. Entretanto, por essa época, começa a secretar dois hormônios
gonadotrópicos. No inicio, secreta principalmente o hormônio folículo -estimulante (FSH), que inicia a vida
sexual na menina em crescimento. Mais tarde, secreta o hormônio luteinizante (LH), que auxilia no
controle do ciclo menstrual.
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J + /: ./ 'c ./
Causa a proliferação das células foliculares ovarianas e estimula a secreção de estrógeno, levando as
cavidades foliculares a desenvolverem -se e a crescer.
G7G 
J /.  D
Aumenta ainda mais a secreção das células foliculares, estimulando a ovulação.
G7T / c
./
› ciclo menstrual na mulher é causado pela secreção alternada dos hormônios folículoestimulante e
luteinizante pela hipófise anterior (adenohipófise), e a secreção dos estrogênios e progesterona pelos
ovários. › ciclo de fen ômenos que induzem essa alternância tem a seguinte explicação: 1 - No começo do
ciclo menstrual, isto é, quando a menstruação se inicia, a hipófise anterior secreta maiores quantidades de
hormônio folículo -estimulante juntamente com pequenas quantidades de hormônio luteinizante. Juntos,
esses hormônios promovem o crescimento de diversos folículos nos ovários e acarretam uma secreção
considerável de estrogênio (estrógeno). 2 - Acredita-se que o estrogênio tenha, então, dois efeitos
seqüenciais sobre a secreção da hipófise anterior. Primeiro, inibiria a secreção dos hormônios folículo -
estimulante e luteinizante, fazendo com que suas taxas declinassem a um mínimo por volta do décimo dia
do ciclo. Depois, subitamente, a hipófise anterior começaria a secretar quant idades muito elevadas de
ambos os hormônios, mas principalmente do hormônio luteinizante. É essa fase de aumento súbito da
secreção que provoca o rápido desenvolvimento final de um dos folículos ovarianos e a sua ruptura dentro
de cerca de dois dias. 3 - › processo de ovulação, que ocorre por volta do décimo quarto dia de um ciclo
normal de 28 dias, conduz ao desenvolvimento do corpo lúteo ou corpo amarelo, que secreta quantidades
elevadas de progesterona e quantidades consideráveis de estrogênio. 4 - › estrogênio e a progesterona
secretados pelo corpo lúteo inibem novamente a hipófise anterior, diminuindo a taxa de secreção dos
hormônios folículo -estimulante e luteinizante. Sem esses hormônios para estimulá -lo, o corpo lúteo involui,
de modo que a secreção de estrogênio e progesterona cai para níveis muito baixos. É nesse momento que
a menstruação se inicia, provocada por esse súbito declínio na secreção de ambos os hormônios. 5 -
Nessa ocasião, a hipófise anterior, que estava inibida pelo estrogênio e pela pro gesterona, começa a
secretar outra vez grandes quantidades de hormônio folículo -estimulante, iniciando um novo ciclo. Esse
processo continua durante toda a vida reprodutiva da mulher.
G76  $.c
Na maioria das mulheres, esse período de declínio estrogê nico é acompanhado por reações vaso -
motoras, alterações de temperamento e mudanças na composição da pele e do corpo. 0corre também
aumento da gordura corporal e diminuição da massa muscular. A queda nos níveis de estrogênio é
seguida por uma alta incidênci a de doenças cardiovasculares, perda de massa óssea e falhas no sistema
cognitivo. A Terapia de Reposição Hormonal (TRP) mostrou -se dúbia. Foram registrados riscos com
reposição efetuada com estrógenos sintéticos e progestinas. No entanto, há grande aceita ção médica com
a progesterona natural em forma de creme transdérmico para tratar dos males decorrentes do
desequilíbrio hormonal. A progesterona natural via transdérmica não apresenta efeitos colaterais quando
usada em doses fisiológicas.