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A Igreja Primitiva (Grupo)

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A Igreja primitiva

A Teologia de Atos: O problema crítico
O livro de Atos tem como propósito fornecer um esboço da história da igreja desde seus primeiros dias, em Jerusalém, até a chegada de seu maior personagem ± Paulo ± na principal cidade do Império Romano. O livro fornece um quadro da vida e pregação da comunidade primitiva em Jerusalém e descreve o movimento do evangelho desde Jerusalém, via Samaria e Antioquia, até a Ásia Menor, Grécia e, finalmente, Itália. O livro de Atos registra vários sermões de Pedro, Estevão e Paulo, os quais nos fornecem as informações para o estudo da fé da igreja primitiva. Uma vez que tais sermões, particularmente os de Pedro, são de modo ostensivo, a fonte primária para as crenças da igreja em Jerusalém, devemos abordar a questão crítica no tocante à fidedignidade histórica desses capítulos que contêm o registro dos sermões apostólicos. Algumas teses foram levantadas sobre a época e o autor, no caso Lucas, no momento em que escrevera o livro. Alguns estudiosos (W. M. Ramsay, Adolf Harnack) acreditam que Lucas, companheiro de Paulo, escreveu o livro por volta dos anos 60. Porém Dibelius admitiu que Lucas fora o autor e que ele poderia ser chamado de historiador, mas seu interesse não se concentrou na história registrada no livro de Atos, e, sim, principalmente, na vida e teologia da Igreja ao final do primeiro século. Cadbury imagina que Lucas pretendeu dizer no livro os eventos que participou, então se Lucas esteve com Paulo durante seu aprisionamento em Cesaréia, então teve ampla oportunidade de se encontrar e conversar com pessoas que tanto tinham conhecido Jesus como foram participantes na vida da igreja primitiva. Após muitos estudos e teorias sobre o livro de Atos, pode-se concluir que podemos usar os primeiros capítulos de Atos como uma fonte confiável para a teologia da igreja em Jerusalém. Isso não requer, de nossa parte, o reconhecimento de que os sermões que Lucas registra sejam narrativas literais; são muito resumidos para permitirem essa conclusão. Também não devemos ter dúvidas no sentido de afirmar que Lucas seja o autor desses sermões em sua forma presente. Podemos, entretanto, aceitar a conclusão de que eles são resumos breves, porém precisos, da pregação primitiva dos apóstolos. Fica claro também que Lucas não é um historiador crítico no sentido moderno da palavra. Ele é altamente seletivo nos eventos que relata; introduz fatos importantes sem quaisquer explicações (At 11:30); seus personagens aparecem e desaparecem de cena de modo frustrante (At 12:17). No entanto, todo escrito histórico real deve envolver seleção e interpretação, e Lucas seleciona das fontes de informação que estavam disponíveis, tanto escrita quanto oral, e seleciona aqueles fatos que lhe pareceram ser os eventos mais importantes, para traçar a extensão da Igreja, desde uma pequena comunidade judaica em Jerusalém até uma congregação gentílica na cidade que era a capital do Império Romano.

A ressurreição de Jesus
A importância da ressurreição
Os discípulos de Cristo estavam entre as pessoas que pensaram que Jesus estabeleceria um reino aqui na Terra. Alguns desses queriam até um cargo de importância nesse suposto reino. Mesmo com o mestre predizendo a sua morte, os discípulos pareciam ter em suas mentes o firme pensamento de que ele deveria reinar nessa terra, já que se dizia o ³rei dos Judeus´ e não ser humilhado e morto. Mas a tortura e morte de Cristo fizeram-lhes encarar os fatos com outros olhos. No momento da crucificação, todos o abandonaram e fugiram, pois não queriam ser presos (Mc 14:50). Quando Jesus precisou de ajuda para carregar a cruz quem o ajudou foi Simão de Cirene (Lc 23:26). Na hora da crucificação alguns observavam de longe, e apenas João estava realmente perto. Os discípulos também não requereram o corpo do mestre, ficando aos cuidados de um membro do sinédrio, já que sua posição lhe isentava de qualquer medo (Mc 15:43). Os discípulos também não foram os primeiros a visitar o túmulos do Messias, e sim algumas mulheres que faziam parte do seu ministério. Alguns dias depois os discípulos entenderam o que realmente estava acontecendo e começaram a divulgar o Cristo ressuscitado. Afirmando que ele era o Messias que havia ressuscitado que ele era o autor
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Foi por causa da ressurreição que os discípulos realizaram poderosos feitos (At 4:10). A vinda de Jesus de Nazaré foi o clímax dessa série de eventos redentores. no pentecostes influenciou essa repentina mudança de mentalidade. Fé na ressurreição de Jesus é um fato histórico inevitável. atrás destas narrativas foi uma série de experiências subjetivas reais. Devemos testemunhar com relação aos fatos do registro encontrado em o Novo Testamento. pois a morte é a palavra final. o cristianismo primitivo tem por base a ressurreição de cristo dentro os mortos E todo o . Resumindo. sem essa evidência não haveria igreja.´ A natureza da ressurreição A admissão da prioridade e objetividade do evento da ressurreição não resolve todos os problemas. a natureza de Deus. y A esperança dos discípulos estava morta. Reconhecemos que a fé não pode ser compelida pela recitação de fatos históricos objetivos. ³As aparições do Cristo ressurreto e as palavras de suas testemunhas foram os elementos que em primeiro lugar deram origem a esta fé. Pedro mencionou alguns fatos do ministério de Cristo e enfatizou a sua ressurreição. A função da igreja primitiva era apenas dar testemunho da ressurreição do Messias. ainda temos que de tratar da questão mais importante. O fato da ressurreição A ressurreição serve somente ao propósito de focalizar a atenção mais intensamente sobre o caráter do completo transcurso da história da redenção (I Co 15:14). y O desânimo e frustração dos discípulos foram abruptamente transformados em confiança e certeza. visões ou alucinações. Mas não foi a fé dos discípulos que criou as histórias da ressurreição. e a sua ressurreição é o ponto que valida tudo o que dantes acontecera. visões reais. então não temos segurança de que Deus é o Deus vivo.2). A ressurreição era o centro das mensagens da igreja primitiva. Ofereceram a Israel a salvação (At 4:12). O Espírito Santo usou o testemunho dos discípulos no tocante à realidade da ressurreição de Cristo. O primeiro sermão constitui de uma proclamação do fato e do significado da ressurreição (At 2:14-36).da vida e que veio para arrependimento e perdão dos pecados. Se a ressurreição não for realidade. referir-se a natureza é um dos pontos mais importantes que temos podemos considerar. A ressurreição pode ser interpretada em termos existenciais em a ressurreição Página 2 . a ressurreição de Cristo foi o fator determinante. foi um evento atrás dessas histórias que deu origem a fé. resto é consequência desse fato. y Jesus foi morto. e de sua obra redentora. Se Cristo não ressuscitou. Os discípulos tiveram experiências reais. As narrativas dos evangelhos estão entremeadas em termos de contatos físicos e objetivos com Jesus. A descida do Espírito Santo. y A fé na ressurreição. e foi por causa da crença na ressurreição que os lideres religiosos reagiram contra a igreja (At 4:1. Como estava anunciado nas promessas do antigo testamento. mas somente pela operação do Espírito Santo no coração humano. a fé é uma coisa inútil. y O tumulo estava vazio (I Cor 15:1-34). Qual a natureza da ressurreição? Vemos que a ressurreição deu origem a igreja. Nosso entendimento de ressurreição é uma questão ampla. mas de acordo com o Novo Testamento. nas quais os discípulos tiveram convicção que tiveram contato com o Jesus vivo. Esse é o tema dos primeiros capítulo de Atos. Se Cristo não ressuscitou dentre os mortos a longa jornada dos atos redentores de Deus para salvar o seu povo terminou numa rua sem saída. envolve a natureza da fé cristã como um todo.

como se Deus tivesse intervindo nas leis da natureza. não foi o túmulo vazio que despertou a fé de João. de sua natureza. com percebesses que eu tenho. a parte das aparições de Jesus o túmulo vazio era um enigma. sobretudo. mas as roupas deixadas por Jesus.. um evento que põe um fim e um limite a este tempo e a este mundo. por sua vez. O túmulo vazio.. portanto. mas como a emergência de uma nova ordem de vida dentro do tempo e do espaço. de visão. perturbação. No entanto. atestada pela natureza de seu corpo ressuscitado. mas. se verdadeiro exigiria que todo o judaísmo reconhecesse que um novo sol redentor. ainda mais. no cenário da historia. ela é o surgimento de uma nova ordem de vida. era um fato que necessitava para provar a realidade da ressurreição. De uma forma real. A vida eterna apareceu no meio da mortalidade. Seu corpo teve condições de provocar reações nos sentidos físicos: tato. A ressurreição de Jesus foi claramente corpórea. A natureza escatológica da ressurreição de Jesus é. Jesus também comeu com seus discípulos. havia ocorrido sob seus próprios olhos. nisso desde o significado do túmulo vazio. Os discípulos não estavam somente proclamando um evento que haviam testemunhado. Não é a. mas não no sentido usual da palavra. um fato que necessitava de explicação neste quebra cabeça. era um corpo que possuía poderes novos e mais elevados do que o seu corpo físico antes de sua morte. á da vida física. de audição Maria reconheceu Jesus pelo tom de voz (Jo 20:16). na presença de seus discípulos. libertou o Jesus de Nazaré do poder do pecado e da morte. Possuía capacidades nunca antes experimenta sobre a terra. do cursor natural dos eventos. Os evangelhos na afirmação de que a ressurreição de Jesus foi de fato uma ressurreição corpórea. da parte de Deus. o corpo de Jesus possuía poderes novos e maravilhosos. que o categorizavam como um corpo á parte de outro corpo físico natural. Contém a nota que nos dá a pista para compreendermos o caráter e a mensagem da igreja primitiva. A ressurreição de Jesus não significa outra coisa senão o aparecimento. é a manifestação de algo completamente novo. A ressurreição de Jesus não é simplesmente um evento na historia. um evento neste tempo e neste mundo e. é uma comunidade escatológica. É a vida eterna sendo incorporada no tempo e no espaço. (Lu 24:36-37). comeu um pedaço de peixe. ali estava a proclamação de um fato contemporâneo que. ela não teria peso algum. A igreja veio existir em virtude de um evento escatológico. O Kerygma escatológico Página 3 . de um corpo morto. o espírito não tem ossos nem carne. Assim. de algo que pertence a esfera da eternidade! Sobrenatural? Sim. para com o qual não poderiam assumir uma atitude neutra ou indiferente. não é um testemunho do fato da ressurreição. concluímos que a ressurreição de Jesus é um evento escatológico. ao mesmo tempo. que se levantara contra ele. A ressurreição de Jesus não é a restauração. O caráter corpóreo de sua ressurreição é confirmado de outras formas. os eventos pertencem ao fim dos tempos e a consumação escatológica invadiu a historia. O caráter escatológico da ressurreição de Jesus não é afirmado explicitamente nos evangelhos ou em atos. Bultmann afirma incrível a ressurreição de um cadáver. contudo. ela.significa que Jesus está ressurreto na proclamação do evangelho e ver somente a natureza da ressurreição em um tumulo vazio e coisas semelhantes são irrelevantes para a própria realidade da ressurreição. Isso parece significar algo além da ressurreição corpórea que. pois foi uma ressurreição do corpo de Cristo. ainda que fosse admitida esta objeção. O túmulo vazio por si mesmo. Não havia teoria abstrata ou teologia fria. Não deveria ser descrita simplesmente com um evento sobrenatural ± um milagre . e o colocou como Senhor do mundo.e também a fim de que Jesus não saísse. com uma mensagem escatológica. Marcos relata q a primeira ue reação das mulheres é de espanto e medo frente ao túmulo (como também para com a mensagem do anjo) os discípulos não creram até que eles foram confrontados por Jesus.Outro fato foi a pedra colocada no túmulo para obstruir a entrada de alguém . Bornkamm afirma que a fé na ressurreição significa que o próprio Deus interveio com sua poderosa mão na vida ímpia e rebelde do mundo. Ele mesmo declarou. pois. o novo testamento não descreve a ressurreição de Jesus em termos do ressuscitamento de um cadáver. que ocorreu na historia e deu surgimento á igreja Cristã. Tinha o surpreendente poder de aparecer e desaparecer (Jo 20:19-26). conforme registrado nos evangelhos. a ressurreição do mestre crucificado estavam anunciando ³anunciando e Jesus a ressurreição dentre os mortos.

com freqüência. sua morte ocorreu de acordo com o plano e presciência definidos de Deus. a era Messiânica. pois é impossível formular-se qualquer doutrina da expiação através da analise dos sermões no livro de Atos. o dia da consumação. no sentido deles proclamarem o evangelho a todo o mundo. O reino de Deus A Ascensão Página 4 . começou a proclamar seu caráter messiânico e a conclamar o restante de Israel a se arrepender e a se voltar. A mistura distinta de servo e messias é assim efetuada. alguma idéia de expiação esta implícita na nas declarações de que a morte de Jesus não foi um evento meramente trágico. cumpre a função do servo sofredor. Os evangelhos terminam com narrativas da ressurreição de Jesus e com breves declarações a respeito de sua ascensão. segue-se uma questão natural: que significado de sua morte. a igreja primitiva achou vivendo -se uma tensão entre realização e expectação. A ressurreição de Jesus introduz uma nova era. a igreja primitiva creu que sua morte era parte de sua missão Messiânica. àquele a quem haviam crucificado. Marcos tem um final interrompido. foi de si mesmo um evento escatológico. Embora Jesus tenha sido morto pelas mãos de iníquos. O kerygma da igreja proclamou o destino de um homem real. que perspectiva de expiação proclamou a igreja primitiva? A resposta a esta pergunta reflete o caráter primitivo da teologia de atos. Também se deve acrescentar o fato de que ele é mencionado. convictos de que seu mestre crucificado de fato ressurgiu dentre os mortos. Pedro falou de uma pessoa a quem ele e seus ouvintes conheceram com base na observação pessoal.A interpretação mais primitiva do significado de Jesus é encontrada no livro de Atos. mas ocorreu entro da vontade e propósito do redentor de Deus. sem qualquer qualificação. Contudo. contudo. somente ocorre nos evangelhos. o Jesus de Nazaré (At 2:22). O termo Messias designava o rei davidico. A impressão mais vivida que se tem é a de um homem poderosamente dotado da parte de Deus. Jesus não ensinou que ele precisava morrer como Messias. O Jesus histórico O kerygma primitivo tem seu ponto final na morte e exaltação de Jesus. A metade do caminho é ultrapassada. numa atitude de fé. como Messias. pelo simples nome de Jesus. Ao analisarmos os primeiros capítulos de atos compreenderemos a interpretação mais primitiva a respeito de Jesus e da compreensão que a igreja primitiva tinha de si mesma. que deveria reinar e não morrer. permanece no futuro. Este título aparece cinco vezes nos primeiros capítulos do livro de Atos e. Os apóstolos foram testemunhas de seus feitos poderosos sobre a terra de Israel. Apenas Lucas registra os fatos subseqüentes a ressurreição: um pequeno grupo de cento e vinte discípulos judeus. O tempo do cumprimento chegou. entre o já e ainda não. Sua vida e obra ainda estavam recentes em sua memória. com sua narrativa da pregação da igreja primitiva. Mateus registra uma comissão do Jesus ressurreto aos seus discípulos. O começo da ressurreição A ressurreição de Jesus foi muito mais do que a restauração de um corpo morto a vida física. Jesus. O judaísmo pré-cristão não esperava um messias que viesse a sofrer e morrer. Contudo. enquanto a era porvir permanece futura. O instrumento mais importante nessa extensão da igreja foi o rabino Paulo convertido. No dia de pentecostes. Os sofrimentos de Jesus Uma vez que o kerygma se mostra mais preocupado com a morte de Jesus do que com a vida. ou seja. alem de Atos. mas como filho do homem (Mc 8:31).

formou verdadeiro povo de Deus. Jesus foi ressurreto. a não ser esperar pela direção divina. Então compreende-se que a igreja primitiva reconheceu Jesus como o "Filho do Homem escatológico". A melhor suposição para entender este desuso é explicado pelo fato da relevância do termo na época. uma Cristo. o Israel espiritual. ao mesmo tempo. já está implícito desde a igreja primitiva o inicio da compreensão sobre a trindade através deste reconhecimento de Jesus como kyrios exaltado.21). Ele mostrou seu propósito de trazer sua ekklesia à existência.O Rei Messiânico A exaltação de Jesus à destra de Deus significa simplesmente sua entronização como Rei messiânico.. O Filho do Homem exaltado No livro de atos o termo "Filho do Homem" não aparece. experiência individual que pode repetir e tem relação É o ato de o Espirito constituir crentes com devoção cristã (Ef 5:19) individuais como membro do corpo de cristo. pois agora que o Filho do Homem fora exaltado. Pedro interpretou o evento dizendo: ³Mas isto é o que foi dito pelo profeta Joel´ (At 2:16). é um ato individual (Jo 14:15-18) Página 5 . Depois da morte e ressurreição em Jesus. Batismo com Espírito Plenitude do Espírito Ocorre uma vez por todas. agora totalizando cento e vinte pessoas. exceto em Atos 7:56 quando Estevão relata a sua visão dos céus. por essa razão. "O âmago da confissão cristã primitiva é o Senhorio de Cristo. João prometeu que Jesus seria aquele que batizaria com o Espírito (Mc 1:8). quando crê em Ser cheio com Espírito.." Deus elevou Jesus acima de toda autoridade e poder e lhe deu o título de Senhor (kyrios) diante do qual todo joelho finalmente se dobrará em obediência e submissão. algo maravilhoso aconteceu os discípulos de Jesus experimentaram uma visitação divina. [. que convenceu que Deus derramou seu Santo Espírito sobre eles. mas também Deus Pai (At 2:39). é primeiramente. O batismo com o Espírito não é idêntico à plenitude do Espírito Santo. era melhor tê-lo como Senhor. que fora ressuscitado dos mortos e exaltado aos céus. então o Messias agora foi exaltado e começa o seu reino messiânico como rei Davídico. Jesus como Senhor Essa exaltação de Jesus significa que Ele é o Senhor (At 2:36). Is 9:7. aquele que aceitou sua proclamação do reino de Deus e que. aparentemente não fizeram nada por varias semanas. mas por confessar Jesus como Senhor. de que a vinda do Messias cumpriria a profecia de Joel sobre o batismo do povo de Deus com o Espírito Santo. Mesmo que não explícito.16. este pequeno grupo de discípulos. Deus havia jurado à Davi que um de seus descendentes se assentaria em seu trono. A promessa feita por João Batista. foi provado de que este 'descendente' (que é Cristo) seria ressuscitado dentre os mortos.] A salvação não vem pela confissão do Senhor Jesus. A igreja O Inicio da Igreja: O Pentecostes Jesus considerou seus discípulos como o núcleo de Israel. Jeremias 33:17. sua agência e porta voz no mundo. a qual reconheceria seu caráter messiânico e seria o povo do reino e. Mediante diversas profecias do antigo testamento (2Sm 7:13. Então a palavra kyrios (Senhor) é usada para designar o Jesus exaltado. No dia de pentecoste.

Ficando então o ministério da pregação e ensino com os presbíteros após a saída dos apóstolos. e sim pela ação do Espírito Santo. presbíteros e diáconos). Não havia uma organização com líderes nomeados. A primeira liderança formal foi feita após o problema da distribuição de alimentos (At 6:1-2) quando os apóstolos foram acusados de imparcialidade. Após isto a eleição de apóstolos por humanos não aconteceu mais. Para resolver este problema. Juntamente com os profetas que. fica fácil reconhecer o surgimento de líderes. A comunidade era aparentemente caracterizada por muitas pessoas pobres. O batismo A Ekklesia recebia em sua comunhão todos os que aceitassem a proclamação de Jesus como o Messias se arrependesse e recebessem o batismo nas águas. assim como podemos observar no Concílio de Jerusalém em Atos 15:22. e os diáconos com os serviços manuais e de confiança. eram dotados do Espírito Santo. Quando Judas deixou o grupo. e nas orações (At 2:42). Mas mesmo com os apóstolos e profetas tendo Página 6 . Mesmo com essa liderança (apóstolos. A comunhão Cristã O mais admirável na da igreja primitiva era o senso de comunhão. quer servo. e todos têm bebido de um só Espírito. estarem unidos uns aos outros é esta consciente de estarem unidos em Cristo. Enquanto Paulo organizava igrejas na Ásia. e obrigações escritas em um pedaço de papel (como é hoje). A importância na escolha de doze escolhidos por Jesus está na designação do novo Israel. O sentimento de partilha das bênçãos levou a venda de suas posses e repartir entre os desfavorecidos (At 2:4445).Pois todos nós fomos batizados em um só Espírito. feita de forma simbólica. quer livres. sempre depois de muito jejum e oração. A organização da Ekklesia Na organização da igreja primitiva. Matias foi eleito pelos apóstolos. A adoração na igreja primitiva é marcada por grande simplicidade. que aparentemente possuíam autoridade espiritual (somente). formando um só corpo. títulos. uma refeição comum que associa a ceia do Senhor (I Co 11:20-34). e frequentemente transmitiam palavras de revelação para edificação da Igreja. e no parti do pão. ofício que provavelmente mais tarde seria do diácono. ele designava em cada igreja local um presbítero. Além da adoração no templo há também reuniões nos lares cristãos (At 5:42). quer judeu. especialmente viúvas e que não tinham família. Então os anciãos (presbíteros) apareceram como os líderes da igreja em Jerusalém. Os lares foram os locais de reunião para os atos de adoração Cristã. e por esta razão sem meio de subsistência. eles levantaram sete homens para fazer essa distribuição. como podemos observar em Atos 11:30. Os apóstolos tinham a função de prover fundamento para a Igreja (Ef 2:20). tendo também poder de decisão. levou os primeiros cristãos a romper com o judaísmo e a formar uma comunidade separada e distinta. ocasionalmente profetizavam eventos futuros. Vivia uma nova sinagoga judaica que reconhecia Jesus como o Messias. (I Co 12:13) A vida da igreja primitiva A experiência do Pentecoste. E perseveravam na doutrina dos apóstolos. escolhidos por Jesus. a congregação também fazia parte do "governo" da igreja. quer grego. A expressão sugere a mesma pratica observada mais tarde nas igrejas paulinas. quando pessoas eram reconhecidas pelas igrejas por causa de seus dons. O batismo tornou-se o sinal visível de admissão à comunhão cristã batizados em nome de Jesus Cristo (At 2:38). Eles continuaram a adorar a Deus em molde judaico no templo (At 2:46). Seus únicos líderes eram os apóstolos. A igreja até então permanecia debaixo da autoridade espiritual dos apóstolo que foram diretamente s. e na comunhão.

como os judeus foram gradualmente sendo libertos da escravidão à lei Mosaica e se tornando uma comunidade gentílica. Página 7 . enquanto Paulo defendia que a Lei não devia ser imposta aos cristão gentios. ou seja. livre da associação com os grupos judaicos. Com essa discussão foi realizado o Concílio de Jerusalém. mas no entanto grande aceitação no meio dos gentios. livre das práticas judaicas. pois. ele faz uma última visita a Jerusalém a qual Lucas dedica 5 capítulos. ele sempre tinha oposição dos líderes judeus e grande parte da sinagoga. apenas os apóstolos que exerceram uma autoridade de governo com relação as igrejas. notório que esta salvação de Deus é enviada aos gentios. E onde quer que ele fosse. foi decidido de que os gentios não precisavam carregar o jugo da Lei. A Igreja e Israel O livro de atos mostra historicamente como aconteceu a separação da igreja com a sinagoga. o problema da aceitação dos judeus ao fato de Deus também aceitar os gentios. e eles a ouvirão. Nos últimos 13 capítulos do livro de Atos.uma autoridade espiritual. Como resultado do concílio. Mostrando como a igreja (que começou como uma seita judaica em Jerusalém) se tornou uma comunidade gentílica em Roma. era necessário que ele se tornasse judeu.". Os judeus (liderados pelos fariseus convertidos) diziam que para o gentio ser salvo. libertando-os à parte das práticas judaicas. Então o livro de Atos concluí com o versículo: "Seja-vos. Com essa insistência de resultados nas pregações de Paulo. para definir a função da Lei judaica na comunidade cristã. Então observamos no livro de atos. vemos Paulo levando o evangelho as sinagogas. com a intenção de mostrar como o evangelho foi grandemente rejeitado pelos judeus.

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