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Os pandectistas, como sabido, debruçaram-se sobre a elaboração de um


saber jurídico fundado na formulação de conceitosorganizados de
maneira sistemática. Como resultado, este trabalho de elaboração e
organização sistemática de conceitos jurídicos ofereceu as bases para o
BGB, assim como para uma infinidade de códigos de outros países, cujos
juristas estivessem informados dos avanços do Direito germânico de
então [4].

A busca por tal estrutura conceitual e sistemática levou à idéia de Parte


Geral, baseada na distinção entre conceitos gerais e especiais, e na
possibilidade de agrupamento daqueles em um ponto específico do
sistema.

͞A decisão de adotar uma parte geral, portanto, demonstra a influência


da pandectística no processo codificatório, bem como a sua tentativa
obstinada de alcançar a organização perfeita e exaustiva. Seu principal
objetivo consiste, justamente, em distinguir, de forma nítida, as regras
gerais das específicas, sendo aquelas colocadas à frente destas. Tão
importante se torna essa distinção do ponto de vista doutrinário, que se
passa, inclusive, a distinguir entre os códigos que possuem ou não parte
geral. A parte geral representa, portanto, um emblema da pandectística
e de sua forma de pensar.͟( ANDRADE , 1987, p. 88)

A presença de uma Parte Geral explicita o pressuposto de que no


sistema, a determinação das regras aplicáveis em face de um
determinado caso, assim como a compreensão teórica de um
determinado instituto, estaria sempre na dependência da correta
relação entre conceitos gerais e especiais aplicáveis à espécie.

Não se quer dizer com isso que os institutos normalmente encontrados


nas partes gerais sejam criações do período das codificações. Pelo
contrário, é sabido que os romanos já trabalhavam algumas destas
categorias. Em Gaio já se encontrava afirmado que todo o Direito que
usamos diz respeito ou às pessoas ou às coisas ou às ações (Gaio
1.8: Omne autem ius, quo utimur, vel ad personas pertinet vel ad res vel
ad actiones) (CORREIA, 1955, p. 20). E o mesmo preceito se repetiu no
Digesto (D.1.5.1.), nas Institutas do Imperador Justiniano (Inst. 1.2.12)
(GIORDANI, 1999, p. 1), assim como em diversas obras mais ou menos
sistemáticas do período medieval.

A grande inovação dos pandectistas, e que resultou na idéia de uma


Parte Geral, foi a articulação entre os institutos e conceitos gerais e
especiais dentro do sistema.

O pandectismo, que era uma espécie de idolatria do direito romano,


tal como se expressavam as pandectas de Justiniano, (...) se
caracterizava pela preocupação de dar aos problemas jurídicos uma
estrutura rigorosamente jurídica, ou seja, solucionar os problemas
jurídicos com categorias do direito. Era, de certa maneira, uma
sistematização cerrada, fechada, na compreensão do direito. Ao
contrário, nós, ao concebermos esta nova estrutura jurídica básica
como matriz do Direito Privado, pensamos em um sistema aberto. O
Código atual, a começar pela Parte Geral, caracteriza-se pelas suas
cláusulas abertas, pelas normas que não são estrita e rigorosamente
jurídicas no sentido de dar uma solução plena e completa aos
problemas observados, mas que deixa sempre de forma tal que fique
sendo uma parte para a doutrina e para os juízes.͟ (REALE, 2006).

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