A importância da conservação do solo para a sustentabilidade humana

A conservação do solo pode ser entendida como uma combinação de métodos de manejo e de uso do solo, com a finalidade de protegê-lo contra as deteriorações induzidas por fatores antropogênicos ou naturais. Na maioria das situações práticas, procura-se evitar a erosão e a deposição dos sedimentos nos corpos d’água, mas as técnicas conservacionistas vão além dessa preocupação. Busca-se também proteger o solo dos danos causados pela atividade agropecuária, como a compactação ou desagregação excessiva, ou ainda de alterações deletérias das características químicas, como a acidificação ou salinização, freqüentemente relacionadas à irrigação inadequada. A maioria da população global tem consciência de que é preciso ter ar e água limpos para a preservação da saúde, mas infelizmente constituem minoria aqueles que têm consciência de que seu bem-estar também depende muito da qualidade do solo. Esse meio poroso que suporta o desenvolvimento de quase totalidade da produção de alimentos, fibras e da bioenergia. Então é evidente que a produtividade do solo também é de extrema importância para o desempenho econômico do Brasil e de vários outros países. Essas razões, per si, constituem justificativa suficiente para que a sociedade

e seus representantes priorizem os investimentos e adeqüem a legislação com vistas à preservação da camada agricultável. O conjunto de funções do solo é ainda muito mais amplo, ele atua como filtro do ar e da água, troca gases com a atmosfera, e assim influencia o clima do planeta. O sistema de plantio direto, hoje utilizado em 70% da área de produção de grãos no Brasil, entre outros benefícios, promove o seqüestro de carbono no solo, assim contribui significativamente para mitigar a emissão de gases do efeito estufa. Adicionalmente, o solo recicla a matéria orgânica do lixo e disponibiliza novamente os nutrientes para as plantas. Todavia, é importante alertar que o solo não é um receptáculo inesgotável de toda espécie e quantidade de resíduos, pois sua capacidade de reciclagem é limitada. Como a atividade agrícola é a que mais impacta o solo, as instituições de pesquisa agrícola têm consciência do seu protagonismo na busca de soluções para a conservação do solo. Dentre várias instituições que trabalham nesse problema, a Embrapa Instrumentação Agropecuária, localizada em São Carlos-SP, entre outras ações de pesquisa, utiliza técnicas não convencionais para gerar resultados que contribuem para a conservação do solo. O Plano Diretor (2008-2011) ampliou os compromissos dessa Unidade para geração de metodologias, equipamentos, processos agroindustriais e softwares que contribuem para: o manejo espacialmente variado do solo; o reforço das bases científicas para o plantio direto; o uso otimizado da água de irrigação; o

aproveitamento de resíduos agrícolas, industriais e urbanos; o estudo de impactos de mudanças climáticas. Dessa forma, a Unidade participa de redes nacionais de pesquisa em Ciência do Solo, formadas por centenas de cientistas de todo o País. A base de conhecimento gerada sobre os solos tropicais nas últimas décadas está muito à frente daquela que norteia as políticas públicas atuais. Portanto, a comunidade científica precisa sensibilizar a sociedade para a gravidade da situação, ou seja, os resultados alarmantes de perda de solo e outras degradações não podem ficar restritos às publicações acadêmicas.

João de Mendonça Naime
O solo é um recurso natural que deve ser utilizado como patrimônio da coletividade. É um elemento físico de muita importância, nele se aplica grande capital e se desenvolve imenso esforço de trabalho técnico na busca constante da produtividade. É imperativo preservar e conservar a sua capacidade produtiva, evitando o desgaste pelo uso irresponsável e inadequado. Através do planejamento do uso do solo, utilizamos um sistema conservacionista dinâmico, que é aplicado e utilizado por todas as atividades operacionais, que vão desde o plantio do eucalipto até a sua colheita. Este sistema tem como objetivo corrigir todos os processos erosivos potenciais e eliminar as voçorocas nas áreas comerciais, mantendo uma relação custo-benefício viável. Porém, quando estas estiverem dentro de APP ou RL, utilizam-se técnicas manuais, com o objetivo de preservar a paisagem local gramíneas, banco de sementes, vegetação, etc, fator importante no processo de estabilização da voçoroca e garantia que este tenha uma sucessão natural e contínua.

Conservação do Solo e da Água

Evitando-se perdas excessivas por escoamento superficial. Há redução da velocidade das águas que escorrem sobre o terreno. dos dirigentes e da comunidade. orgânica Calagem . evita inundações e assoreamento dos rios. Planejamento Conservacionista A solução dos problemas decorrentes da erosão não depende da ação isolada de um produtor. possibilitando maior infiltração de água no solo e. químicas e biológicas do solo. podem-se criar condições para que a água pluvial se infiltre no solo. É um dos componentes vitais do meio ambiente e constitui o substrato natural para o desenvolvimento das plantas. criando condições adequadas ao desenvolvimento das plantas. Isto.O solo é um recurso natural que deve ser utilizado como patrimônio da coletividade. devem ser consultados para elaboração do planejamento de conservação do solo e da água. de nutrientes e da atividade biológica do solo. além de garantir o suprimento de água para as culturas. Uma cobertura vegetal adequada assume importância fundamental para a diminuição do impacto das gotas de chuva. assim como abastece os lençóis freáticos que alimentam os cursos de água. Práticas Vegetativas Florestamento e reflorestamento Plantas de cobertura Cobertura morta Rotação de culturas Formação e manejo de pastagem Cultura em faixa Faixa de bordadura Quebra vento e bosque sombreador Cordão vegetativo permanente Manejo do mato e alternância de capinas Práticas Edáficas Cultivo de acordo com a capacidade de uso da terra Controle do fogo Adubação: verde. química. Princípios Básicos Dentre os princípios fundamentais do planejamento de uso das terras. objetivando a manutenção ou recuperação das condições físicas. independente do seu uso ou posse. do técnico. diminuição do carreamento das suas partículas. A erosão produz efeitos negativos para o conjunto dos produtores rurais e para as comunidades urbanas. previne a erosão. manejo e conservação do solo e da água deve contar com o envolvimento efetivo do produtor. A ciência da conservação do solo e da água preconiza um conjunto de medidas. Estas medidas visam proteger o solo. criações e comunidades. prevenindo-o dos efeitos danosos da erosão aumentando a disponibilidade de água. de forma a não comprometer sua capacidade produtiva. estabelecendo critérios para o uso e manejo das terras. Um plano de uso. O Agrônomo e outros Profissionais das ciências agrárias e ambientais. destaca-se um maior aproveitamento das águas das chuvas.

previne apenas de maneira parcial o problema. químicas e biológicas do solo. Pastagem . cultivos anuais. etc. Este pode ser considerado um dos princípios básicos. topos de morros e/ou margem dos cursos d’água. etc. dispostas em contorno. Porém. torna-se uma das maiores causas de degradação de terras agrícolas. Cordões de vegetação permanente . Para uma prevenção adequada da erosão. Cultivo de acordo com a capacidade de uso . Cada prática.Práticas Mecânicas Preparo do solo e plantio em nível Distribuição adequada dos caminhos Sulcos e camalhões em pastagens Enleiramento em contorno Terraceamento Subsolagem Irrigação e drenagem A escolha dos métodos / práticas de prevenção à erosão é feita em função dos aspectos ambientais e sócio-econômicos de cada propriedade e região. que podem estar em nascentes de rios. faz-se necessária a adoção simultânea de um conjunto de práticas. e proporciona sua conservação. que pressupõe a disposição adequada de florestas / reservas. racionalizando. aplicada isoladamente. capim-gordura. as práticas devem ser adotadas em conjunto para a maior eficiência conservacionista. Plantas de cobertura . O pasto mal conduzido. . são realizadas em curva de nível. cultivos perenes. assim. balizamento. Algumas espécies recomendadas: cana-de-açúcar. diminuindo os riscos de erosão e melhorando as condições físicas. Isto permite seu uso econômico. e aumentando a infiltração d’água no solo. ervacidreira. Apresentam-se.as terras devem ser utilizadas em função da sua aptidão agrícola.objetivam manter o solo coberto no período chuvoso.são fileiras de plantas perenes de crescimento denso. diminuindo a velocidade de arraste. Reflorestamento .áreas muito susceptíveis à erosão e de baixa capacidade de produção devem ser mantidas recobertas com vegetação permanente. comentários resumidos acerca de algumas destas práticas conservacionistas: Plantio em nível . pelo contrário. No cultivo em nível ou contorno criam-se obstáculos à descida da enxurrada.neste método todas as operações de preparo do terreno. o aproveitamento do potencial das áreas e sua conservação. Este cuidado deve ser adotado em locais estratégicos. etc.o manejo racional das pastagens pode representar uma grande proteção contra os efeitos da erosão. semeadura. constituindo-se em uma das medidas mais eficientes na conservação do solo e da água. pastagens. capim-vetiver. a seguir. de forma sustentável.

Correção e adubação do solo . manejo e conservação. zootecnista. e morfologia. oxigênio e nutrientes.Controle do fogo . geógrafo. 4. biólogo. Terreno cultivado morro abaixo. quando aplicado indiscriminadamente é um dos principais fatores de degradação do solo e do ambiente. Terreno cultivado em curva de nível e outras práticas conservacionistas.Pastagem exposta à erosão. O solo fornece às raízes fatores de crescimento como suporte. água. pecuarista. 2. para a atual e as futuras gerações. apesar de ser uma das maneiras mais fáceis e econômicas de limpar o terreno. Mas além destes profissionais. este tema tem departamentos que se dedicam especificamente ao seu estudo. ensino. tem sido utilizado por diversos profissionais tais como: produtor agrícola. Terreno desmatado. levantamento. no sentido de se dispor de uma plantação mais produtiva e protetora das áreas agrícolas. em muitas universidades e institutos de pesquisa. 8. dentre outras. . 5. classificação. geólogo. para entender suas funções e se preocupar com a sua preservação. Terreno com exploração florestal. técnico florestal. 6. a população em geral deve ser estimulada a conhecer o solo. engenheiro agrônomo. técnico agropecuário. 7. física. fertilidade. biologia. 5. engenheiro ambiental. Lavouras cultivadas sem proteção. Inundações controladas e áreas agrícolas reaproveitadas solo é um componente fundamental do ecossistema terrestre pois é o principal substrato utilizado pelas plantas para o seu crescimento e disseminação. química. estas práticas proporcionam melhoramento do sistema solo. dentre outros. Desenvolvimento de comunidades agrícolas. produtor florestal. Devido a importância do solo. 3. engenheiro florestal. 4. Erosão com voçoroca invade terras cultivadas. engenheiro agrícola. mineralogia. Áreas de pastagens protegidas contra a erosão.Todo o conhecimento gerado sobre solos nos últimos cem anos. Áreas de pastagens protegidas. 6. 7. tais como gênese (formação).Êxodo rural. A conservação do solo e da água melhora o rendimento das culturas e garante um ambiente mais saudável e produtivo.A ciência do solo envolve várias áreas.como parte de uma agricultura racional. 8. Inundações (*) 1.o fogo. (*) 1. 3. uso. Rios e açudes livres de assoreamento. 2. Culturas com práticas conservacionistas. Assoreamento de rios e açudes. engenheiro civil.

Deve-se observar que os recursos são limitados. Deve-se considerar também os custos econômicos envolvidos e os preços pagos pelo mercado.E preservando o solo nos evitamos desastres como: Erosão Conservação do solo Conservação do solo. Uma análise prévia em laboratório especializado. pois não adianta atacar somente uma parte do problema. resultando num profundo desequilíbrio do sistema produtivo. No entanto hoje o problema é o aumento da salinidade do solo provocado pelo excesso de adubação. Evita-se o problema reduzindo-se a velocidade de escoamento com a utilização de barreiras. [editar] Plantio em nível Consiste em preparar o solo para plantio e plantar de acordo com o nível do terreno. na agricultura ou pecuária . A população do mundo gira em torno 6 bilhões de habitantes. evitando o excesso. Rotação de culturas Cada tipo de cultura agrícola tem sua necessidade. a compactação e o aumento da salinidade do solo são os maiores problemas relacionados ao manejo inadequado e terão relação direta com a escassez de alimentos num futuro não muito distante. terraços e outros artifícios adequados. e muitas vezes o que falta para uma é o que sobra da outra. pois a falta de retorno financeiro é um dos principais motivos de abandono das terras sem cobertura vegetal. Como regra geral. curvas de nível. baseados em levantamentos topográficos da área e projeto feito por técnico competente. não se deve repetir o gênero da planta em safras consecutivas. Assim um manejo adequado das culturas resulta em menor necessidade de adubos e defensivos. É preciso ver todo o processo de produção.por esses e outros motivos nos temos que preservar o solo. O planejamento técnico e antecipado é importante para a conservação do solo. As áreas com manejo inadequado reduzem significativamente seu potencial de produção. das características físico-químicas do solo em função das culturas permite a aplicação da quantidade ótima de fertilizante. . A erosão. Análise do solo A agricultura deu um salto evolutivo quando descobriu um modo prático de adubar as culturas com os produtos químicos necessários. obrigando a humanidade a disponibilizar pelo menos 1 bilhão de hectares de área agricultavel. não podendo ser desperdiçados. A erosão reduz significativamente o potencial de produção. A água que escorre leva consigo o potencial produtivo do solo. por isso hoje trabalha-se em virtude da renovação e aprimoramento das técnicas produtivas. se praticas corretas não forem adotadas. é o conjunto de práticas aplicadas para promover o uso sustentável do solo para o plantio.

é imprescindível a adoção de diversas práticas. dispensando os processos convencionais de aração e gradagem e mantendo os restos da cultura anterior sobre o solo. apenas para manter o solo coberto e diminuir a erosão entre os periodos de plantios comerciais. podendo gerar economia de recursos se bem exploradas. o resultado é uma melhor produtividade no próximo plantio. Alternativamente justificado.[editar] Adubação verde Consiste basicamente em plantar uma cultura que não se aproveita economicamente. o que se provou benéfico às culturas. Associar culturas anuais com pecuária ou criação de aves ou suínos com produção de energia e adubação só rende lucros ao agricultor e ao meio ambiente. simultaneamente. . principalmente em regiões de clima mais tropical.que fixam o nitrogênio diretamente do ar com a ajuda de bactérias. como as leguminosas. Fundamenta-se na ausência de preparo do solo e na cobertura permanente do terreno através de rotação de culturas. Utilizam-se plantadeiras especiais com discos de corte para não se enroscarem com a vegetação. [editar] Plantio direto Entende-se por plantio direto o ato de revolver o mínimo possível o solo durante o plantio. Sistema plantio direto Trata-se de sistema de produção conservacionista. por tempo ilimitado. MANEJO DO SOLO manejo do solo consiste num conjunto de operações realizadas com objetivos de propiciar condições favoráveis à semeadura. Por isso um competente acompanhamento por agrônomo ou técnico especializado é fundamental ao processo. Sua principal desvantagem é um aumento inicial no uso de herbicidas para controle de plantas invasoras. Para que esses objetivos sejam atingidos. isso é. todas as boas práticas conservacionistas. Por conservar melhor a umidade e manter a temperatura mais baixa ajuda a atividade microbiana do solo. O plantio direto promove o mínimo desgaste do solo e de sua atividade microbiana. que se contrapõe ao sistema tradicional de manejo. num processo cumulativo virtuoso. Envolve o uso de técnicas para produzir. Existem também plantas que reduzem a compactação do solo com suas raizes profundas. dando-se prioridade ao uso do Sistema Plantio Direto visto que envolve. As vantagens do plantio direto vão se acumulando safra após safra. ou nas linhas de culturas permanentes. Como normalmente se empregam culturas que aumentam a fertilidade do solo. Uma das principais vantagens desse processo é que ele diminui significativamente a compactação das camadas mais profundas do solo em virtude da redução do uso de máquinas pesadas e da presença de cobertura do solo sobre o terreno. ao desenvolvimento e à produção das plantas cultivadas. abrir apenas um sulco para a incorporação do adubo e da semente. [editar] Explorar sinergias Várias atividades agrícolas são complementares. poderão ser utilizadas práticas racionais de preparo do solo. preservando a qualidade ambiental.

etc. devem estar predispostos a mudanças. na fase inicial de implantação do sistema. para definir o herbicida a ser utilizado e a programação das aplicações dos mesmos. no momento de realizar as operações. aos açudes. A participação do produtor e da assistência técnica em associações ou . o uso contínuo das tecnologias que compõem o SPD proporcionam efeitos significativos na conservação e na melhoria do solo. à drenagem. Conscientização O sistema de produção de soja na região central do Brasil. encrostamento superficial e perdas por erosão. à topografia. à ocorrência de erosão. São necessários treinamentos. como os listados a seguir. O uso de equipamentos de avaliação das condições climáticas é também muito útil nesse caso. haja conhecimento suficiente para realizar as ações de forma adequada. O treinamento da mão-de-obra deve ser planejado de forma que. na redução dos custos de produção. Como resultado. horário de aplicação. Humanos: Para a execução do SPD. a mão-de-obra deverá estar conscientizada dos princípios do sistema e adequadamente informada quanto ao uso das tecnologias que o compõem. conscientes de que o sistema é importante para alcançar êxito e sustentabilidade na atividade agrícola. é necessário o levantamento dos seguintes recursos: Solos: Coletar e organizar informações referentes ao tipo de solo. é essencial a existência de pulverizador de herbicidas devidamente equipado com bicos adequados para as diferentes condições e controladores de pressão. às vias de acesso. à distribuição e espécies de plantas daninhas. à presença de camadas compactadas. Máquinas e equipamentos: No SPD.Requisitos para a implantação Para a implantação do Sistema Plantio Direto (SPD) é necessário que sejam atendidos alguns requisitos relativos aos recursos humanos. Para que esses benefícios aconteçam. Para tanto. como a assistência técnica. O SPD pode ser a melhor opção para diminuir a maioria dos problemas antes apontados. técnicos e de infraestrutura. aos córregos. além de conhecimentos sobre plantas daninhas e herbicidas. especialmente para os operadores de máquinas. no aproveitamento dos recursos e insumos como os fertilizantes. Levantamento dos recursos O conhecimento detalhado da propriedade agrícola é essencial para obtenção de sucesso no SPD. Quanto às semeadoras. fazendo com que os agricultores reduzam as despesas. na estabilidade de produção e nas condições de vida do produtor rural e da sociedade. pois. com formação de camadas compac-tadas. etc. podem-se utilizar semeadoras tradicionais com adaptações. da água. No entanto. quanto ao uso de semeadoras e pulverizadores e tecnologia de aplicação (características de bicos. tanto os agricultores. ocorre degradação de sua estrutura. existem disponíveis no mercado vários modelos específicos para o SPD.) de defensivos. à fertilidade. com várias operações anuais. algumas vezes ainda. tem como forma de preparo do solo o uso continuado de grades de discos. Plantas daninhas: O levantamento e o mapeamento da ocorrência de plantas daninhas será muito útil. às práticas conservacionistas existentes.

Com isso haverá permanente cobertura e suficiente reposição de palhada sobre a superfície do solo. Incluir novas glebas de forma gradual. semeadura. entre outras. etc. como: produzir grande quantidade de massa seca. aliada à rápida decomposição dos seus resíduos. São etapas do planejamento: a) análise dos resultados e produtos do levantamento dos recursos humanos e materiais. preferencialmente. fazê-lo apenas em parte da propriedade. com correções superficiais e sem incorporação. onde devem ser organizadas. principalmente de fertilidade. embora haja alguns exemplos de sucesso no Rio Grande do Sul e no Paraná. Planejamento Em qualquer atividade. iniciando pelas melhores glebas. Para contornar essa dificuldade. operações de incorporação de adubos e corretivos. estando em fase de estudos e experimentações. para cada gleba. Não existem padrões estabelecidos de tamanho das áreas. Espécies para a cobertura do solo As indicações das espécies a serem cultivadas para cobertura e produção de palha devem ser regionalizadas o máximo possível. etc. culturas de cobertura do solo. topografia. ter certa resistência à seca e ao frio. mesmo que vários anos sejam necessários. até abranger o total da propriedade. croquis e esquemas de trabalho. ser de fácil produção de sementes. ainda não está indicada para as condições dos Cerrados. ter sistema radicular vigoroso e profundo. pulverizações. sucessão de culturas. as ações para correções de acidez e fertilidade. devendo o critério técnico prevalecer nessa decisão. etc. a serem utilizados como base. Para isso. apresentam elevada relação C/N. manejo de coberturas vegetais. ter elevada capacidade de reciclar nutrientes. ser de fácil manejo. deve ser de culturas comerciais ou. vias de acesso. são importantes para facilitar e impulsionar a adoção do SPD. É importante.Tal cobertura deverá resultar do cultivo de espécies que disponham de certos atributos. tomando como base as informações obtidas nos levantamentos. O cultivo da soja em SPD. a soja deve compor sistemas de rotação de culturas adequadamente planejados. b) elaboração e interpretação de mapas. não infestar áreas.grupos de troca de informações e experiências como Grupo de Plantio Direto. ao adotar o SPD. especialmente quando essa leguminosa é cultivada como monocultura. descom-pactação. para o planejamento das atividades a serem implementadas. possuir elevada taxa de crescimento. e d) elaboração de cronograma de ações. A pequena produção de palha pela soja. tendo a rotação de culturas como tecnologia essencial. principal cultura dos Cerrados. O manuseio de tais informações deve gerar mapas e/ou planilhas de uso e da situação atual da propriedade. pode tornar-se grande à viabilização do SPD. viabilizando o SPD. quando não for possível. Clube Amigos da Terra. em áreas de campo bruto. Cobertura do solo O Sistema de Plantio Direto pressupõe a cobertura permanente do solo que. c) divisão da fazenda em glebas e a seleção cronológica das mesmas para adoção do SPD. o planejamento é fator importante para reduzir erros e riscos e aumentar as chances de sucesso. para familiarizar-se com as novas tecnologias e elevar as chances de sucesso. deve-se dividir a propriedade em glebas ou talhões. .

Para que ocorra um equilíbrio no agroecossistema. que pode ser chamada de cobertura viva. A rotação de culturas consiste em um planejamento racional de plantações diversas. o solo deve estar sempre coberto com plantações ou com vegetação nativa. estrutura e umidade) e químicas (quantidades de sais. é sempre necessário haver adubação com matéria orgânica. o consórcio pode ser feito também com leguminosas para adubo verde e cultivos comerciais. A integração da produção animal à vegetal em um agroecossistema é fundamental. Segundo Amador (1999). pois os restos vegetais podem alimentar os animais e seu esterco e urinas podem ser utilizadas como adubo de alta qualidade.A estratégia agroecológica aponta um caminho concreto para promoção de uma tecnologia ecológica e adaptada para a pequena produção. Para produzir alimentos saudáveis. Além da cobertura morta. as espécies e o grau de atividade dos agentes ativos da decomposição são conseqüências da qualidade e quantidade de materiais que servem de alimento. é um excelente adubo. completando assim. 1998). pode ser a ele incorporado. Uma outra vantagem da diversificação é que ocorre a ciclagem de nutrientes entre as diferentes espécies. O consórcio de culturas é o plantio de diferentes espécies vegetais. em terras sãs. os sistemas agroflorestais são formas de manejo da terra em que as espécies agrícolas e florestais são plantadas e manejadas em associação. Com o tempo. reduzindo dramaticamente o consumo de adubo sintético nitrogenado. 1984). sua umidade e a matéria orgânica é fazer a cobertura morta. A natureza predominante. e o conseqüente aproveitamento máximo dos recursos naturais. simultaneamente sobre uma mesma área. pois além de proteger o solo. que veio em última instância do solo. A diversificação de espécies em um agroecossistema pode ser feita pela rotação e consórcio de culturas. . proporciona a fixação de nitrogênio do ar no solo. o número. a diversidade e a alta densidade de plantas. sendo que a ausência de qualquer um de seus componentes pode acarretar um desequilíbrio ecológico. Para um bom manejo ecológico do solo. a ele retorna transformando-se em nutriente. a capina seletiva e a participação humana e animal na dinâmica das agroflorestas. alterando a distribuição no terreno em certa ordem e por determinado tempo. A adubação verde. nutrientes e pH) encontrados nos solos (PRIMAVESI. Os princípios do manejo agroflorestal incluem o conhecimento das características ecológicas e funcionais das espécies. o CICLO DA VIDA. 1992). das condições físicas (textura. a diversificação e a interação de espécies animais e vegetais é de extrema importância. a manutenção da saúde do solo e da água deve ser a meta primordial do trabalho agrícola. adubação verde. Uma importante forma de proteger o solo. esta cobertura se decompõe se transforma em nutrientes para o solo e aumenta a atividade biológica do solo. barreiras vegetais. além de fazer parte da diversificação de um agroecossitema. segundo os princípios da dinâmica natural dos ecossistemas. Um outro manejo extremamente importante da agroecologia é a agrofloresta. o qual é assimilado pelas plantas. a poda. Quando a adubação verde é feita com leguminosas sua associação com bactérias do gênero Rhizobium. e por conseqüência a poluição do solo e água (LEONARDOS. integração da produção animal à vegetal e agrofloresta (DOVER. Além da associação entre cultivos comerciais.

BERTRAND. identificáveis pelo técnico ou pelo agricultor. em sua larga maioria são melhoradas geneticamente para somente obter alta produtividade com o uso de todos os itens do "Pacote da Revolução Verde". é melhor operar em solos com umidade adequada (sempre mais secos do que úmidos). que minimizem o efeito da compactação. as florestas. ao nível em que ela já não representa uma preocupação. economia das operações. Os praticantes da agroecologia buscam ainda produzir sua própria semente agroecológica (mais conhecida como semente orgânica). 1991. 1994). Logicamente. A agroecologia não só oferece produtos mais saudáveis e nutritivos. 1997. com a finalidade de auxiliar na elaboração do conjunto de medidas necessárias para aliviar os efeitos maléficos da compactação. Tecemse. preservando os recursos naturais e sendo claramente mais sustentável do que os sistemas convencionais. não existe um pacote de medidas que possa ser adotado em todas as condições. entretanto. Este caminho é o controle biológico. é a independência que o agricultor ou sua forma organizativa adquire em relação às grandes empresas do setor (SHIVA. 1991. que é o uso deliberado de organismos benéficos (agentes) contra organismos prejudiciais (alvos). máquina e cultura. Desta forma. é muito difícil evitar pequenas pressões que possam compactar o solo. como: tipo de solo. clima. Os rios são fontes de água. A) Conteúdo de água A umidade é o mais importante atributo a ser levado em conta ao se tratar de compactação do solo. espécies cultivadas. peixes e lazer. Outro importante motivo de se produzir as próprias sementes. tipo de agricultura. auxiliando também na manutenção do equilíbrio ecológico e paisagístico. mas também não polui o meio ambiente. possibilitando que a biodiversidade nos agroecossistemas subsidie a fertilidade dos solos. sim. tipos de máquinas disponíveis e as alterações que possam ser feitas. As florestas são fornecedoras de matéria prima (lenha. CASADO. s/d). no enfoque agroecológico. a energia da força da água e do vento. a médio e longo prazo. O lixo orgânico pode ser transformado facilmente na propriedade em adubo de alta qualidade. madeira e frutos). um conjunto de medidas específicas para cada caso. já que as comerciais. a capacidade de baixar custos. Além disso. levando em consideração uma série de fatores. aqui. O solo Ao trabalhar intensivamente num solo. são encarados como úteis e necessários para a propriedade. 1999 e REIJNTES. A tecnologia utilizada nos sistemas agroecológicos é multifuncional na medida em que promove efeitos ecológicos positivos. Existe. como por exemplo. pois tem um custo mais baixo (pelo menos. de forma a garantir a sua sustentabilidade ecológica (PETERSEN. a proteção dos cultivos contra enfermidades e pragas. CONSIDERAÇÕES PARA MANEJO DO SOLO Na prática da agricultura. tanto no que se refere à manutenção de bons níveis de produtividade quanto à conservação dos recursos naturais. considerações sobre alguns desses fatores. os rios e o lixo orgânico. O manejo agroecológico favorece os processos naturais e as interações biológicas positivas. pode-se afirmar que é uma agricultura que tem. nem é capaz de causar prejuízo. dois pontos são de fundamental importância para evitar a compactação: o conteúdo de água no momento em que se opera e a possibilidade de manutenção ou aumento do teor de matéria orgânica. ZAPATA. Portanto. a médio e longo prazo) e não polui. 1997 e SCHAFFER. é possível usar algumas alternativas no manejo do solo. pois nestas condições a resistência .Existe um caminho para reduzir a população de organismos prejudiciais. a energia solar. A tecnologia agroecológica busca alternativas energéticas que não poluam.

pois haverá maior esforço tratório para penetração dos implementos e poderão ser formados torrões durante a realização das operações. podendo acarretar sérios danos às culturas. esterco e composto e a prevenção de erosão são práticas que podem colaborar. por várias vezes. no grau de umidade adequado para entrada de máquinas e perfeito serviço dos implementos. que pode ser extrapolada para muitos solos brasileiros: o melhoramento no preparo mecânico dos solos. A figura abaixo mostra que o aumento no teor de matéria orgânica provocou decréscimo na densidade de dois inceptissolos cultivados há vários anos (Bali et al. para pelo menos manter seu teor no solo. e com vantagens. a eventual compactação causada (Soane. o uso de rotação de culturas. Kemper & Derpsch (1981) tiram interessante conclusão. não é condição suficiente para evitar a compactação. As observações mostram que quando se colocam estercos. até se conseguir formar um bastonete. Entretanto. B) Matéria orgânica Em trabalho conduzido em solos do Estado do Paraná. 1986). Conforme a agricultura se intensifica. se a terra ficar aderida entre os dedos. ou quando se cultivam leguminosas em seqüência. ainda precisam ser operados com certos cuidados. 1988). e muito. recomenda-se esperar de um a três dias sem chuva para se proceder às operações agrícolas mecanizadas. é considerada o fator mais importante para explicar o maior conteúdo de água num solo sob plantio direto. se o conteúdo de água está ou não adequado às operações. no campo. desagregá-lo e reconstruí-lo novamente. Sendo a operação profunda. principalmente se ele for argiloso. advinda de restos culturais. Caso seja possível formar o bastonete ou o "corpo de prova". ou seja. que é a designação técnica mais apropriada. Caso não se disponha de curvas de compactação do solo. como aquela da figura abaixo. deve-se procurar. Toma-se uma porção de terra e procura-se moldá-la. é possível aplicar um teste fácil. Se isso for possível. pois a melhoria obtida nos atributos físicos suplanta. pelo menos os primeiros 20-30 cm devem estar numa faixa de umidade adequada. a menos que seja suplementada com rotação de culturas e com o uso de plantas para cobertura do solo. Sendo uma operação que envolva cargas leves ou baixas pressões. por si só. Em condições tropicais e subtropicais. O trabalho de máquinas em agricultura irrigada precisa levar este item em consideração. o solo estará no seu "estado de sazão". pois é comum trabalhar o solo em umidade ótima para compactação. A cobertura morta.. Nesse caso. quando comparado ao sistema convencional (Derpsch et al. Uma série de princípios básicos deve ser seguida para minimizar a compactação: . tanto a superfície quanto a subsuperfície devem estar relativamente mais secas.à compactação é maior. dada a rápida oxidação da matéria orgânica. sendo difícil de ser retirada. não será possível moldá-lo. 1971). ou seja.. resíduos de culturas. Se o solo estiver muito seco. A umidade estará muito alta se a desagregação for difícil. essa prática às vezes é difícil. embora bem projetados. pois sempre há uma tendência de exercer acentuada pressão no solo. como subsolagem. 1990). Mesmo aplicações pesadas de resíduos que demandem sucessivas entradas de veículos no terreno são extremamente benéficas. a incorporação de restos vegetais decompostos. proporcional ao aumento no teor de matéria orgânica (Larson & Almaras. para determinar se um solo se encontra ou não em condições de ser trabalhado por máquinas e implementos agrícolas. e assim não é indicado que se proceda o preparo do solo. por exemplo. aumenta o uso de equipamentos que. ocorre uma diminuição na densidade do solo. ou seja.

os autores concluíram que a utilização de pneus mais largos. 1983. (1976) avaliaram um pulverizador de 3. um aumento da largura ou do diâmetro do pneu pode não compensar determinado aumento na carga nominal. acoplado a um trator com 4. em linhas onde houve tráfego sobre um solo areno-siltoso. a despeito da dificuldade de penetração das raízes nas faixas compactadas.07 MPa. pneus de dimensões 46.6 cm de largura por 61. mas realçaram a vantagem do sistema em relação ao convencional. já que tem sido observada compactação na camada subsuperficial (abaixo de 10 cm) quando há aumento acentuado no peso do veículo. Na chamada "zona de produção". Dumas et al.kg-1 ou mais de arguas 2:1. apesar de o controle do tráfego não resultar.0 cm de diâmetro e pressão de inflação igual a 1. de 0 a 20 cm. em efeitos benéficos para todos os solos. Raghavan et al. é possível aumentar. em solos com 400 g. Após analisar as isolinhas de densidade e observar que o pneu do pulverizador compactou maior volume de solo..670 kg. diminuir ou manter constante a pressão do contato pneu-solo. como no caso do trator. mesmo sob tráfego intenso do maquinário agrícola. devido ao aumento na mobilidade do veículo e na eficiência de tração. (1973) encontraram um desenvolvimento radicular bastante limitado para o algodoeiro. Assim.4 MPa. como no caso da alfafa. é de se esperar não só um aumento na produção das culturas. 1983). Entretanto. destacando-se a carga nominal. 1993). O pulverizador causou maior compactação do solo que o trator. B) Controle do tráfego O planejamento do tráfego de veículos numa área é uma maneira prática de confinar a compactação numa região específica. as dimensões dos pneus e a pressão de inflação (Maziero. resultando num menor grau de compactação. obtêm-se maiores produções e máximas taxas de crescimento das culturas. devido à maior carga sobre a área de contato. distribuiu a massa sobre uma área maior.2 cm e pressão de inflação 0. Estudos com tráfego controlado intensificaram-se a partirdes anos 80 (Hadas et al. 1983. Entretanto.A) Uso de veículos que causem compactação mínima As rodas do trator ainda são as grandes causadoras da compactação. que corresponde à porção do terreno onde não há tráfego de veículos após o preparo do solo. . Nas áreas onde o tráfego é controlado. o conteúdo de água e de nutrientes pode ficar na faixa disponível para as plantas.624 kg.7 x 76. necessariamente. estádios de crescimento das culturas ou sistema de produção.. 1981). A adoção deste sistema faz com que boa parte da área agricultável fique livre da compactação pelos rodados. Cooper et al. principalmente naquelas onde o trânsito de máquinas e veículos é intenso dentro de um mesmo ciclo. adverte-se que este sistema não deve ser empregado. devido aos planos de fratura dos solos. mesmo com a precaução de se manter a pressão de contato constante (Blackweel & Soane. Por exemplo. mas também maiores taxas de crescimento das plantas. Algumas características dos pneus devem ser levadas em conta para perfeito entendimento de seus efeitos na compactação dos solos. o aumento do peso do veículo não pode ser simplesmente compensado pelo aumento da área de contato. Taylor. mesmo que se mantenham constantes as pressões de inflação do pneu e de contato pneu-solo. Trabalhando-se isolada ou conjuntamente com essas características. Daí o sistema não ser recomendado para essa condução. com pneus de 28.

plantio. podendo gerar um desenvolvimento restrito das raízes. em cultivo de dezoito meses. podendo-se.. No caso de haver problemas de compactação. C) Planejamento no uso do maquinário O correto emprego da maquinaria agrícola associa-se. é possível incorporar um subsolador na haste do sulcador. estimar os dias efetivos de trabalho dentro dos períodos recomendados para realização das operações. diminui bastante de novembro a março. nos quais o conteúdo de água no solo não deverá apresentar restrições ao trabalho de máquinas e implementos. na região Centro-Sul. Na próxima tabela. considerar a estimativa do número de dias. no qual a soqueira da cana é eliminada quimicamente com herbicida. com vistas a um novo plantio de cana. D) Escolha de máquinas e implementos alternativos Quando não há possibilidade de realizar as operações agrícolas na época adequada. ou seja. Assim. aplicação de corretivos. ainda. aumenta bastante a possibilidade de compactação pelo tráfego de máquinas em solo com grau de umidade inadequado. Entretanto. sem qualquer planejamento prévio. Em seguida. Esses números variam com o mês e com a região (Mialhe. O segundo passo é quantificar a área a ser trabalhada e o tempo disponível. na qual a mecanização chega a representar 20% ou mais do custo total de produção. Alguns destes implementos foram projetados para realizar as operações de preparo e sulcação do solo. pode-se utilizar o sistema de cultivo mínimo. ou mais comumente chamados de "agronomicamente secos". à racionalização de trabalho de produção agropecuária. válida para algumas cidades do interior do Estado de São Paulo. impedindo o perfeito estabelecimento das plantas. Neste período. estimar a porcentagem de dias úteis em que elas permanecem paradas devido a quebras e imprevistos. como a cana-de-açúcar. realizado a esmo. Uma das culturas em que muitas máquinas e implementos são projetados e testados com este objetivo é a de cana-de-açúcar. assim. É importante. normalmente. É praticamente impossível fazer mecanização racional quando o trabalho de produção agrícola se acha desorganizado. É importante que se tenham anotações de controle dos serviços das máquinas. gradagem. é realizada a operação de sulcação.). sempre procurando diminuir ao máximo o contato das máquinas com o solo. sendo também feitas às operações de gradagem niveladora e o plantio de culturas semiperenes. subsolagem. 1974).em dois anos agrícolas (Tabela abaixo) (Rechel et al. colheita etc. Para esses casos. intimamente. há aumento representativo na densidade do solo que concentra as operações agrícolas. adubação. visando . diminuindo os riscos de compactação devidos à entrada de máquinas e implementos em solo úrnido. De posse destes dados. é possível programar melhor as operações agrícolas. nota-se que o número de dias em que não há restrições para entrada de máquinas e implementos. deve-se empregar operações alternativas. a literatura aponta efeitos positivos de um cultivo superficial (0-15 cm) do solo compactado. marcado por chuvas intensas. O primeiro passo para um bom planejamento inclui o levantamento das operações agrícolas a serem realizadas (aração. 1987). em cada mês. a custos menores do que os normalmente contabilizados pelas usinas e destilarias. por exemplo. pois muitas capinas mecânicas e aplicação de defensivos são efetuadas em culturas anuais. é preciso estar atento para o fato de que. aplicação de defensivos.

com objetivo de picar a soqueira e atirá-la fortemente sobre uma grelha. Como já foi citado. ocasionando a compactação e danificando o sistema mecanizado. ela pode ser rompida com arado de aivecas ou arado escarificador. mas a umidade do solo esteja elevada. inverte e esboroa. facilitando. que significa não cultivar mais que o estritamente necessário. O arado de aiveca corta. foi idealizado pela mesma cooperativa o eliminador mecânico de soqueira. maior número de perfilhos. impedindo a formação da camada subsuperficial compactada. quando comparado ao sulcador convencional (Alleoni & Beauclair. Devido ao custo do herbicida no sistema de cultivo mínimo. o agricultor deve-se perguntar porque tal prática tem sido realizada. Por isso. Quando o serviço . A próxima figura mostra o sulcador-subsolador. Em ensaio realizado num podzólico vermelho amarelo endoálico de Piracicaba (SP). Não se deve arar o solo em maior profundidade do que o necessário. diferenciando-se deste por possuir a enxada rotativa atrás da haste e internamente. sempre que possível. o sulcador Rossetti e o eliminador mecânico de soqueira. permitindo uma boa brotação da muda (Perticarrari & Ide. 1996). em função da menor movimentação de solo. e acompanhamento do ritmo operacional dos conjuntos mecanizados. Assim. Isso implica um rígido sistema de controle das operações agrícolas. 1992). para as condições específicas da propriedade agrícola. Existe outro implemento chamado sulcador Rossetti. Se a camada compactada estiver a menos de 30 cm de profundidade. De acordo com Perticarrari & Ide (1988). entre as asas do sulcador. 1988). o sulcadorsubsolador-destorroador. a operação deve ser adiada. caso o cultivo seja realmente necessário. (variedade IAC 64-257). semelhante ao modelo da Copersucar. Açúcar e Álcool do Estado de São Paulo (Copersucar) o sulcador-subsolador-destorroador. Tudo isso para evitar as operações feitas em condições de solo muito úmido. Cultivos O cultivo do solo é muito importante para manter o equilíbrio de sua porosidade. Antes de realizar qualquer cultivo. que efetua. que ficam dispostas lado a lado. O princípio do cultivo mínimo. separando-a da terra e evitando sua rebrota. os operações de subsolagem. É necessário o conhecimento do número efetivo de hectares que cada conjunto trator + implemento realiza em determinada operação por hora.quebrar a camada subsuperficial compactada. parcial ou totalmente as leivas. simultaneamente. envolvendo manutenção preventiva e corretiva. até que a umidade adequada seja alcançada. é básico para diminuir o tráfego e evitar maiores movimentos com o solo. sulcação e destorroamento através da enxada rotativa. eleva. (1987) obtiveram resultados positivos e superiores aos do método convencional. a eliminação mecânica apresenta vantagens em relação à eliminação convencional com grades. é importante mantê-los em plenas condições para realização dos trabalhos. foi desenvolvido pela Cooperativa dos Produtores de Cana. maior altura e maior peso de colmos de cana-de-açúcar. dia ou mês. atuando nesta profundidade (Castro & Lombardi Neto. com o uso do sulcador-subsolador em solos arenosos da região de Quatá (SP). a profundidade de preparo do solo deve ser modificada em cada período de cultivo. Salata et al. foi observado em áreas onde se utilizou este sulcador. a propagação do sistema radicular em profundidade. E) Uso de implementos em perfeito estado Os implementos de cultivo devem estar apropriados para máximo cumprimento de sua tarefa. desse modo. Com o objetivo de estender o cultivo mínimo a solos argilosos.

alguns subsoladores permitem a regulagem de inclinação das hastes. que é. foi possível testar uma alternativa deixando o implemento com seis braços e utilizando tratores com potências na faixa de 44.. atingindo profundidade maior do que a do arado de discos. O arado escarificador possui de cinco a onze ferros ou braços montados em barras paralelas (2 ou 3) sobre um quadro porta-ferramentas e espaçados entre si de 60 a 70 cm. com desarme automático (Gadanha Júnior et al. . A figura 43 mostra um tipo de subsolador. caso não haja mecanismos de segurança. já que os restos vegetais permanecem na superfície diminuindo o arraste superficial de água e terra. após o preparo e antes do plantio de cana-de-açúcar. (1991) avaliaram um escarificador de sete braços. Analogamente ao escarificador. 1991). em cuja extremidade inferior existe uma ponteira que pode ter diversos formatos. 1991. pois o movimento giratório dos discos faz com que eles girem sobre o solo e a vegetação. Como os braços eram reguláveis. em cada barra. Este implemento promove a desagregação do solo de baixo para cima. é utilizado para romper camadas compactadas oriundas da ação do arado e também de grades pesadas (Gadanha Júnior et al. Barbieri et al. sem. foi feita também a subsolagem entre as gradagens pesadas. mas apresenta restrições ao uso em solos com obstáculos. com 25 cm de vão livre entrebraços. seu uso ainda restrito pode ser atribuído ao pouco conhecimento de suas qualidades por parte dos agricultores. No primeiro (a). No segundo (b). Embora sejam muitas as vantagens do escarificador em relação à conservação do solo. A figura abaixo traz esquemas de arados de discos e de aivecas. entretanto. tais como pedras e tocos. causar inversão das camadas de solo. de modo a dar um espaçamento efetivo entre sulcos paralelos de 30 a 35 cm (Figura 42). em média.. devendo somente ser recomendada quando houver uma camada muito endurecida.8 kW (60 CV). abrangendo duas entrelinhas da cultura (Figura 44). uma gradagem niveladora e sulcação com sulcador convencional (sem a haste subsoladora ou enxada rotativa anexas). O arado de discos é menos vulnerável a estas obstruções. A área mobilizada e a área com compactação residual foram semelhantes para ambos os tratamentos. entretanto.. Derpsch et al. e observaram que houve boa cobertura dos rastros deixados pelas rodas de um trator com 180 cm de largura de trabalho. Para otimizar a penetração no solo. ela serve para tornar soltas as camadas compactadas.. 1991). de acordo com o projeto do fabricante e o grau de compactação do solo (Gadanha Júnior et al. há enterrio total dos restos de cultura. mas trabalha em profundidades menores. Por este motivo. O arado escarificador é semelhante a um subsolador. Aloisi et al.de aração com aivecas é bem feito. cortando-os. o preparo do solo constou de quatro gradagens pesadas. 10% menor que o das grades (Hoogmoed & Derpsch. O arado de aiveca produz uma inversão do solo melhor que a do arado de discos. 1985). A) Subsolagem A subsolagem é uma prática de cultivo em profundidade que tornou-se comum em algumas regiões do país. (1997) mostram dois perfis de um latossolo vermelho-amarelo textura média. exigindo menor esforço tratório para execução das operações agrícolas. 1992). dos quais tem-se o corte transversal do solo. em profundidades não atingidas por outros implementos. ao menor controle de plantas daninhas em relação aos arados e grades (já que não há inversão e enterrio da camada superficial do solo) e à sua capacidade operacional.

tanto sob o ponto de vista agronômico. a resposta do solo à subsolagem tem sido pequena. além de contribuírem para melhoria do estado de agregação do solo. podendo absorver maior quantidade de água e nutrientes. É regra geral. quanto no energético. trabalhando a 33 cm.observou-se que onde foi feita a subsolagem a camada compactada esteve mais fragmentada. Por esse motivo. Sene et al. Variam com a densidade. Em seguida. A subsolagem é.2% na capacidade operacional de campo e numa economia de 21. Outro aspecto importante nas operações subseqüentes à subsolagem é evitar a passagem do rodado em distâncias inferiores a 30 cm do local onde passou a haste do subsolador. foi observado que a quantidade adicional de soja produzida equivaleria a 14. a primeira operação de preparo do solo realizada pelos agricultores. enquanto a subsolagem consumiu 820 MJ/ha. estas plantas proporcionam um rompimento mais uniforme da camada compactada. ultrapassando assim zonas de alta densidade do solo. há um elevado número de passagens subseqüentes de tratores e implementos. Salvador & Benez (1994) observaram que a subsolagem foi significativamente melhor quando realizada depois do preparo periódico do solo. as raízes conseguiram crescer nos vazios entre os agregados.2% no deslizamento de rodas e 21. a subsolagem pode ser economicamente viável. Castro & Lombardi Neto. em média. 1992). os autores consideraram a operação extremamente eficiente. em termos técnicos e operacionais. às vezes negativa. umidade e textura do solo e com o número de operações agrícolas subseqüentes. (1989) obtiveram maiores produções de soja em áreas onde o subsolador foi utilizado e transformaram o aumento de produção em termos de quantidade de energia. Alguns autores entendem que são raríssimos os casos em que os subsoladores devem ser utilizados. criando "caminhos" no perfil para crescimento das culturas seguintes (Henderson. com alta macroporosidade. Derpsch et al. que as raízes de cana consigam se aprofundar mais nessa condição. são criados os chamados "bioporos". Ao contrário do que ocorre com o uso de subsoladores. que podem aumentar . pois resultou. enquanto abaixo desta camada encontra-se uma estrutura intacta.9% no requerimento de energia por hectare. 15. (1985) observaram que a subsolagem promoveu incremento menor que 10% na produção de milho em solos arenosos com agregados de tamanho médio superior a 6 mm (Figura 45). em mecanização agrícola. recomendam o uso de escarificadores em vez de subsoladores. Os benefícios da subsolagem não são duradouros se houver tráfego intenso posteriormente. normalmente. Quando as raízes dessas plantas morrem. chegando a um custo de US$50. Sendo assim. Nesse tipo de solo. senão os efeitos benéficos da operação serão praticamente anulados. seja mais positivo. que as operações que atinjam o solo a maiores profundidades devam ser precedidas de operações mais leves. Nesse caso. É de se esperar. (1991) afirmam que a grande maioria dos oxissolos e alfissolos do Estado do Paraná apresentam camadas compactadas em profundidades médias de 10 cm que não ultrapassam 15 cm. principalmente em períodos de estiagem. em alguns casos. a fim de que o resultado. B) Plantas descompactadoras As raízes de certas plantas conseguem penetrar mais facilmente nas camadas compactadas do que outras. Para as condições do ensaio. 1989.00/ha.000 MJ/ ha. num aumento de 9.9% na exigência de força de tração. Vasquez et al. portanto. apesar de ser uma operação agrícola extremamente cara.

é uma maneira excelente de se determinar. Procedendo desta maneira. as necessidades de cultivo profundo e avaliar os efeitos do manejo. reciclagem de nutrientes e intervenção controlada sem destruição do recurso natural) são essenciais para a sustentabilidade da propriedade. que pode ser alcançada com um manejo que utilize o policultivo. É evidente. melhorando as condições do solo para a cultura subseqüente. elimina determinados contaminantes e conserva e melhora a fertilidade do solo e a qualidade da água. o crescimento das raízes é drasticamente reduzido na presença de camadas compactadas. cultivos de cobertura. pastagens. que é o solo. No entanto. que as particularidades de cada sistema vão influenciar nestes resultados. Todavia. cultivo mínimo. na produção orgânica. Outro ponto básico é a diversificação da propriedade. Mesmo considerando que para a maioria das culturas.o movimento de água e a difusão de gases. promoção da atividade biológica. melhora o microclima local. Assim. Este tipo de manejo potencializa a reciclagem de nutrientes. CONSIDERAÇÕES FINAIS Uma observação importante feita por Gerald et al.de modo análogo ao feito na análise de solo para fins de fertilidade . visando a uma maior . a diversificação por si só não é suficiente para a otimização do sistema. observaram a penetração de raízes de diversas plântulas num solo de textura média com e sem compactação. diminui patógenos e insetos-praga. uso de composto e esterco. o agricultor estará conhecendo cada vez mais os efeitos causados no solo pelo sistema de produção adotado e. normalmente esquecemos do solo. acima de tudo. rotações de culturas. sistemas agroflorestais. para cada local. (1972) que deve sempre nortear o comportamento do agricultor é de que o acompanhamento ou a avaliação periódica da resistência mecânica do terreno . sendo que algumas delas aparecem na tabela abaixo. sobre as condições físicas do solo. A qualidade e o equilíbrio da fertilidade do solo (manutenção de níveis de matéria orgânica. na produção orgânica . Importância do Manejo do Solo Quando falamos de animais. a saúde animal também está ligada à saúde do solo. algumas diferenças entre as espécies são observadas.que privilegia a criação extensiva – um dos princípios básicos é reconhecer o solo como fonte de vida. quebra-ventos e áreas de reserva de mato. Materechera et al. como cultivo mínimo ou seqüência de culturas. (1991). adubação verde. Faz-se necessário analisar a compatibilidade e complementaridade das explorações. estará coletando subsídios importantes para conservação de seu maior patrimônio.

volumosos) e a potencialização de todos os benefícios diretos e indiretos advindos dessa integração. O objetivo de apresentar alguns procedimentos básicos para o manejo animal é a obtenção de uma produção orgânica satisfatória mantendo os animais em bom estado de saúde. o objetivo principal das práticas de criação orgânicas é a prevenção de doenças. a alimentação de outros animais. é importante . fator que permitirá uma maior independência do produtor. visando à otimização da reciclagem dos nutrientes (dejetos animais. capineiras. o importante é procurar as causas e não somente combater os efeitos. Além dos bovinos. guandu. De acordo com os princípios da agricultura orgânica a atividade animal deve estar. integrada à produção vegetal. é importante que a maior parte da alimentação seja orgânica e venha de dentro da propriedade. biomassa vegetal). Portanto. os animais deverão ser alimentados com no mínimo 50% de produtos orgânicos. no qual cada atividade esteja relacionada na troca de materiais e benefícios com as outras. deve ser complementada com material verde fresco (hortaliças. mas habilidade de resistir a infecções. No que diz respeito à alimentação dos animais. Ou seja. sobretudo por meio de ações preventivas. é importante que a criação seja planejada de forma a se integrar nas demais atividades da propriedade.integração. uma menor dependência de insumos externos (rações. a diversificação deve ser planejada de forma a integrar um conjunto produtivo (agricultura. a produção animal ainda está pouco integrada à produção vegetal. Por isso. Por isso. Na prática. quando é preciso intervir. rami. Em relação ao tratamento veterinário. tanto quanto possível. as normas recomendam a produção própria dos alimentos orgânicos (volumosos e concentrados) por meio da formação e manejo das pastagens. gramíneas e outros). o tratamento veterinário é considerado um complemento e nunca um substituto às práticas de manejo. silagem e feno. Saúde não é apenas ausência de doença. ataques de parasitas e perturbações metabólicas. Com o passar do tempo serão toleradas percentagens de no máximo 20% de alimentação de origem não orgânica. Esse procedimento visa impedir que a diversificação gere um sistema de produção descoordenado. Desta forma. o planejamento é um requisito fundamental para um bom aproveitamento do potencial da propriedade. Inicialmente. Neste aspecto. O princípio da prevenção sempre vem em primeiro lugar e. floresta e animais).

O tratamento homeopático já vem sendo utilizado com bons resultados e diminuição de custos. As mutilações de animais e utilização de substâncias destinadas à estimular o crescimento ou modificar o ciclo reprodutivo dos animais são contrários ao espírito da produção orgânica e. alimentos e pastagens também deve ser facilitado. a produção animal contribuí eficazmente na geração de renda. existe o problema da comercialização de produtos animais orgânicos pela falta de uma legislação adequada aos alimentos orgânicos de origem animal. os animais ficam mais propensos a doenças. O transporte dos animais deve ser efetuado de forma a respeitar os animais. a qualidade de vida do animal tem profunda relação com a possibilidade do animal adoecer. diversidade e regularidade. as instalações devem possuir um espaço adequado à movimentação e o número de animais por área não deve afetar os padrões de comportamento. são proibidos. cabe destacar que ainda existe um grande trabalho de pesquisa e desenvolvimento a ser realizado para que os consumidores possam desfrutar de derivados de produtos animais orgânicos em quantidade. Além disso. espaço limitado para locomoção. De forma geral.a busca de métodos naturais para tratamento veterinário. Em relação ao manejo do rebanho. De qualquer forma. Assim. Para finalizar. Para ilustrar a necessidade urgente de uma legislação. com abrigos. Além disso. sem possibilidade de expressar seus modos naturais de comportamento. Em síntese. o abatedouro deve ser o mais próximo possível das propriedades. Além de ajudar no equilíbrio técnico e ecológico da propriedade. EROSÃO . Como qualquer indivíduo nessas condições. as instalações (estábulos) devem ser adequadas ao conforto e saúde dos animais. portanto. fica profundamente perturbado. um animal que é confinado com grande concentração de indivíduos. existem muitas oportunidades e quem sair na frente terá um bom mercado para explorar. sujeito a manifestações de estresse e sistema imunológico. Para o produtor que está iniciando na pecuária orgânica o principal entrave está relacionado à dificuldade de cumprir todas as normas exigidas pela certificadora. sugere-se que o regime de criação seja de preferência extensivo ou semi-extensivo. o acesso a água. qualidade. Além disso. evitando qualquer tipo de brutalidade inútil.

para uso agrícola e deixa o solo exposto. é naturalmente coberta por uma camada de terra rica em nutrientes inorgânicos e materiais orgânicos que permitem o crescimento da vegetação. as águas correntes são as principais causas da erosão. provocam o enchimento dos leitos dos rios e lagos com esses materiais e esse fenômeno de enchimento chama-se assoreamento.Erosão é a destruição do solo e das rochas e seu transporte. gelo. vento. quer ele seja rico em nutrientes e materiais orgânicos. os pequenos pedaços podem ser movidos pela água. em geral feito pela água da chuva. a principal causa para que ocorra a erosão e é evidente que quanto maior a sua quantidade e frequência. o terreno ficou árido ou que houve uma desertificação. e pode levar a desertificação. da infiltração da água. se essa camada é retirada. Na superfície do terreno e no subsolo. mas é um processo natural sempre presente e importante para a formação dos relevos. esses materiais desaparecem e o solo perde a propriedade de fazer crescer vegetação e pode-se dizer que. quer ele seja árido. do tipo de solo e da quantidade de vegetação existente. porque a erosão torna-se severa. A erosão destrói os solos e as águas e é um problema muito sério em todo o mundo. Uma vez que a rocha é quebrada por causa da degradação. A erosão destrói as estruturas (areias. Tudo o que acontece para fazer com que as rochas sejam transportadas chama-se erosão. O arrastamento do solo causa no terreno a erosão. quando este atua expandindo o material no qual se infiltra a água congelada. A chuva é. a água da chuva irá "correr" menos e erodir menos. sobrará menos água para correr na superfície. como por processos naturais da degradação e também de erosão. pelo vento ou. mais irá influenciar o fenômeno. As águas da chuva quando arrastam o solo. sem dúvida. Em solos cobertos por floresta a erosão é muito pequena e quase inexistente. ainda. óxidos e húmus) que compõem o solo. ou gravidade. além disso. O problema ocorre quando o homem destrói as florestas. no caso. pela ação do gelo. argilas. Análise do efeito das águas que fazem a erosão superficial de terrenos: A erosão depende fundamentalmente da chuva. Estas são transportados para as partes mais baixas dos relevos e em geral vão assorear cursos d'água. Se o terreno tem muita vegetação. A erosão será diminuída também com as raízes darão sustentação mecânica ao solo. não castigado. A superfície da Terra como a conhecemos é formada tanto por processos geológicos que formam as rochas. da topografia (declive mais acentuado ou não). . Devem ser adaptadas práticas de conservação de solo para minimizar o problema. A superfície do solo. as raízes mortas propiciarão existirem canais para dentro do solo onde a água pode penetrar e com isso. o impacto da chuva será atenuado porque a velocidade da água escorrendo no solo será diminuída devido aos obstáculos (a própria vegetação "em pé e caída") que agirão como pequenos degraus que evitam a erosão. Se o terreno tem pouco declive.

] Tipos de erosão EROSÃO GRAVIDADE Consiste no movimento de rochas e sedimentos montanha abaixo principalmente devido à força da gravidade. no entanto. como por exemplo: • • • • os desmatamentos (desflorestamentos) desprotegem os solos das chuvas. quando se promovem desflorestações extensivas para dar lugar a áreas plantadas. correrá pela superfície. Esta ação é acelerada quando a água encontra o solo desprotegido de vegetação. A força do impacto também força o material mais fino para abaixo da superfície. não é somente uma questão de rigor científico. pois esta depende do fluxo subterrâneo e não do fluxo superficial. Muitos autores e textos didáticos têm erroneamente confundido estes fenômenos. Este é capaz de provocar a desagregação dos torrões e agregados do solo. a ocupação do solo. o que provoca a obstrução da porosidade (selagem) do solo.Outro fator importante é que. toda a água da chuva que cair. como é o caso das boçorocas. fenômeno conhecido como salpicamento. Separá-los. mas uma necessidade prática. impedindo grandes áreas de terrenos de cumprirem o seu papel de absorvedor de águas e aumentando. lançando o material mais fino para cima e para longe. Uma ravina de origem pluvial pode progredir em direção a uma boçoroca. Erosão pluvial A erosão pluvial é provocada pela retirada de material da parte superficial do solo pelas águas da chuva. se as chuvas são frequentes e o terreno já está saturado de água. a retirada do solo se dá de cima para baixo. Se o solo é arenoso o arrastamento será maior do que se ele fosse argiloso . Necessário se faz em separar claramente as ravinas formadas somente por erosão superficial das formadas pelo processo de erosão remontante. mas não necessariamente. aumentando o fluxo superficial e a erosão. isto é. as técnicas agrícolas inadequadas. provocam a erosão acelerada devido ao declive do terreno. Na erosão remontante acontece exatamente o contrário: a retirada do material se dá de baixo para cima. pois as formas de se combater um processo erosivo dependerá de . com isso. Fatores que contribuem Muitas ações devidas ao homem apressam o processo de erosão. a potencialidade do transporte de materiais. o avanço imobiliário em encostas que. devido ao escoamento superficial. Da mesma forma podemos ter a progressão de boçorocas independente da erosão pluvial. além de desflorestar. A primeira ação da chuva se dá através do impacto das gotas d'água sobre o solo. a tendência é que o solo nada mais absorva e com isso. A ação da erosão pluvial aumenta à medida que mais água da chuva se acumula no terreno.

Podem ser vistas nos desertos na forma de dunas e de montanhas retangulares ou também em zonas relativamente secas. Se esta se verificar para além de várias populações serem afectadas. As principais formas de erosão pluvial são: a) erosão laminar: quando a água corre uniformemente pela superfície como um todo. Para retardar ou solucionar o problema. é responsável por grande prejuízo às terras agrícolas e por fornecer grande quantidade de sedimento que vai assorear rios. onde o sedimento removido pelas ondas é transportado lateralmente pelas correntes de deriva litoral. Muitos processos indicados para evitar ou combater erosão pluvial. responsáveis pelo surgimento das ondas. Em Portugal. no Arpoador este fenômeno tem sido responsável pela variação cíclica da largura da faixa de areia da praia. vive-se atualmente uma situação preocupante. Erosão marinha A erosão marinha é um longo processo de atrito da água do mar com as rochas que acabam cedendo transformando-se em grãos. na região de Aveiro. lagos e represas Erosão eólica Ocorre quando o vento transporta partículas diminutas que se chocam contra rochas e se dividem em mais partículas que se chocam contra outras rochas. No Brasil. não funcionam quando se trata de combater erosão remontante. Apesar de ser uma forma mais amena de erosão. podem ser tomadas diversas medidas de protecção. Nas primeiras a acção erosiva do mar forma as falésias. correntes e marés .que tipo de erosão estamos enfrentando. está perigosamente perto da ruptura. afectando todo o ecossistema. Tanto ocorre nas costas rochosas bem como nas praias arenosas. esse trabalho constante atua sobre o litoral transformando os relevos em planície e deve-se praticamente à ação de dois fatores presentes na termodinâmica : calor e frio. A estreita faixa costeira que separa o mar da laguna. até a graves problemas ambientais. Erosão química Ver artigo principal: Intemperismo . principalmente nos casos em que amplas boçorocas já estão instaladas na paisagem. transportando as partículas sem formar canais definidos. irá ocorrer uma drástica mudança na salinidade da laguna. sendo as principais as construções pesadas de defesa costeira (enrocamentos e esporões) e a realimentação de praias. Nas praias arenosas a erosão constitui um grave problema para as populações costeiras. nas segundas ocorre o recuo da praia. Os danos causados podem ir desde a destruição das habitações e infra-estruturas humanas.

o gelo funde. . em climas polares e secos. se junto ao mar. compostos biológicos e reações químicas da água nas rochas. provocando erosão e sedimentação glacial. O relevo resultante da sedimentação das rochas no processo de erosão é denominado Colúvio. levando à formação dos grandes paredões ou fiordes. frio. formando colúvios e depósitos de encosta. No verão. importante para a purificação e oxigenação das águas. desagregará. desequilíbrio na fauna e flora nesses corpos d'água (causando eutroficação por exemplo). Ao longo dos anos. a humidade. [editar] Erosão glacial As geleiras (glaciares) deslocam-se lentamente. a água acumula-se nas cavidades dessas rochas. e consequentemente. Este tipo de erosão depende do clima. vindas as grandes chuvas. Morte da fauna e flora do fundo dos rios e lagos por soterramento. no sentido descendente. a água e os dejetos orgânicos reagem com as rochas e as destroem. no qual estes sedimentos são escoados para as partes mais baixas. Terminado o inverno. a rocha. o gelo pode desaparecer das geleiras. e congela novamente no inverno seguinte. Pode também ocorrer devido à susceptibilidade das glaciações em locais com predominância de rochas porosas. com isso. pressionando as paredes dos poros. após um certo tempo. no geral. Turbidez nas águas. dificultando a ação da luz solar na realização da fotossíntese. água. [editar] Erosão fluvial Erosão fluvial é o desgaste do leito e das margens dos rios pelas suas águas. e em climas tropicais quentes e temperados. A erosão das rochas pode gerar ravinas. essa água congela e sofre dilatação. grandes tragédias (ver deslizamento de terra). No inverno.[1] [editar] Consequências da erosão [editar] Efeitos poluidores da ação de arraste • • • • Os arrastamentos podem encobrir porções de terrenos férteis e sepultá-los com materiais áridos. voçorocas e deslizamentos de terra. causando o desmoronamento de parte da rocha. Esse processo ocorrendo sucessivamente. aos poucos. deixando um vale em forma de U ou um fiorde. esses corpos d’água extravasam. Arraste de biocidas e adubos até os corpos d'água e causarem.Envolve todos os processos químicos que ocorrem nas rochas. Este processo pode levar a alterações no curso do rio. causando. [editar] Outros danos • • Assoreamento: que preenche o volume original dos rios e lagos e como consequência. causando as enchentes Instabilidade causada nas partes mais elevadas podem levar a deslocamentos repentinos de grandes massas de terra e rochas que desabam talude abaixo. Há intervenção de fatores como calor. as rochas se destroem pela troca de temperatura.

pois além de danos ambientais irreversíveis. de alguma forma. sobretudo. Torna-se. Contudo. Os processos erosivos são condicionados basicamente por alterações do meio ambiente. Entende-se por erosão o processo de desagregação e remoção de partículas do solo ou fragmentos de rocha. áreas urbanas. provocadas pelo uso do solo nas suas várias formas. das águas. comprometendo por exemplo o abastecimento das cidades. trazendo como conseqüências. este fenômeno de erosão vem acarretando. desde o desmatamento e a agricultura.. até obras urbanas e viárias. projetos de irrigação e até a geração de energia elétrica. podem ameaçar obras viárias. A quebra do equilíbrio natural entre o solo e o ambiente (remoção da vegetação). que.A. provocando a redução da produção de energia elétrica e do volume de água para abastecimento urbano devido ao assoreamento de reservatórios. o que culmina com o surgimento de voçorocas (SILVA. diminuindo a produtividade agrícola. 1990). que promovem a remoção da camada superficial deixando o subsolo (geralmente de menor resistência) sujeito à intensa remoção de partículas. . a poluição da água. a perda de solos férteis. um pesado ônus à sociedade. em regiões onde não existem planos de conservação (PARZANESE. transporte e deposição de materiais de rochas e solos que vem agindo sobre a superfície terrestre desde os seus princípios. produz também prejuízos econômicos e sociais. a ação humana sobre o meio ambiente contribui exageradamente para a aceleração do processo. por conseqüência. visando a obtenção de uma metodologia de controle do mesmo. o assoreamento dos cursos d'água e reservatórios e a degradação e redução da produtividade global dos ecossistemas terrestres e aquáticos. muitas vezes promovida e acelerada pelo homem conforme já exposto. portanto. 1991).C. através da degradação dos solos e. G. Segundo OLIVEIRA et al (1987). importante a identificação das áreas cujos solos sejam suscetíveis a esse tipo de erosão.A erosão é um processo natural de desagregação. além de uma série de transtornos aos demais setores produtivos da economia. decomposição. expõe o solo a formas menos perceptíveis de erosão. assorear rios. 1986). bem como o estudo dos fatores e processos que possam agravar este fenômeno. além de inutilizar áreas aptas à agricultura. propiciam a concentração das águas de escoamento superficial. vento. Quando as voçorocas não são controladas ou estabilizadas. gelo ou organismos (IPT. lagos e reservatórios. pela ação combinada da gravidade com a água.

a pressão populacional sobre as áreas já ocupadas. podendo ser formada através de uma passagem gradual da erosão laminar para erosão em sulcos e ravinas cada vez mais profundas.VASCONCELOS SOBRINHO (1978). fazendo com que ocorra diminuição da infiltração e aumento da quantidade e da velocidade de escoamento das águas superficiais. trilhas de gado. ou então. quando causada por escoamento difuso das águas das chuvas resultante na remoção progressiva dos horizontes superficiais do solo. como também o estabelecimento de técnicas compatíveis ao combate do problema. considera que existe uma corrida entre a explosão demográfica e o desgaste das terras. diretamente a partir de um ponto de elevada concentração de águas pluviais (IPT. No desenvolvimento da voçoroca atuam. porém somando-se os efeitos. forma mais drástica do uso do solo. A importância do estudo dos fenômenos associados à formação de voçorocas é estabelecer medidas de prevenção e controle. as surgências d’água nos pés dos taludes da voçoroca provocam sua instabilização e descalçamento. sulco e ravina). uso e manejo inadequado das áreas agrícolas. barramento de águas pluviais pela construção de estradas forçando sua concentração nas linhas de drenagem). e erosão linear. além da erosão superficial como nas demais formas dos processos erosivos (laminar. operando em sentido oposto. 1986). Os processos erosivos se iniciam pela retirada da cobertura vegetal. impõe a adoção de estruturas pouco permeáveis. interceptado pela voçoroca. outros processos. Além deste mecanismo. pois. formando "tubos" vazios que provocam colapsos e escorregamentos laterais do terreno. resultando em incisões na superfície do terreno na forma de sulcos. conduzemnas à deterioração cada vez mais rápida. A erosão acelerada (ação antrópica) pode ser laminar ou em lençol. quando causada por concentração das linhas de fluxo das águas de escoamento superficial. condicionados pelo fato desta forma erosiva atingir em profundidade o lençol freático ou nível d’água de subsuperfície. acarretando o fenômeno conhecido como "piping" (erosão interna que provoca a remoção de partículas do interior do solo. seguido pela adução e concentração das águas pluviais na implantação de obras civis (saída de coletores de drenagem em estradas. ou criando novos ramos). . ravinas e voçorocas (OLIVEIRA. induz ao aparecimento de surgências d’água. alargando a voçoroca. 1994). A urbanização. arruamento urbano. tais como cabeceiras de drenagem e embaciados de encostas. estradas vicinais. ferrovias. como conseqüência da própria explosão demográfica. As voçorocas formam-se geralmente em locais de concentração natural de escoamento pluvial. A voçoroca é a feição mais flagrante da erosão antrópica. A presença do lençol freático.

Esta primeira ação do impacto é complementada pela ação do escoamento superficial. sobre o qual agirá. A erosão do solo constitui. . A erosão é o processo de desprendimento e arraste acelerado das partículas do solo causado pela água e pelo vento. chuva. sem dúvida. provoca deslizamentos. Outras vezes. onde há água em movimento. O vento e a mudança de temperatura também são causadores importantes da erosão. ou não se infiltraram. As enxurradas. Introdução A erosão é um processo de deslocamento de terra ou de rochas de uma superfície. Causas naturais No que se refere às ações da natureza. Ao atingir o solo. infiltrações e mudanças na consistência do terreno. podemos citar as chuvas como principal causadora da erosão. um agente (água ou vento) e o material (solo). também por ação do vento. Desta forma. antes de tudo. 1991). desagregando suas partículas. desprendendo e desagregando as partículas e transportando-as. provoca o deslocamento de terra. as ondas erodem as costas dos continentes e lagos. A água é o mais importante agente de erosão. esse transporte de partículas de solo se verifica. Quando um vulcão entra em erupção quase sempre ocorre um processo de erosão. ela está erodindo os seus limites. A erosão pode ocorrer por ação de fenômenos da natureza ou do ser humano. pois a quantidade de terra e rochas deslocadas é grande. a principal causa da degradação acelerada das terras.Segundo LIMA (1987). todos carregam solo. córregos. rios. O efeito do vento na erosão é ocasionado pela abrasão proporcionada pela areia e partículas mais finas em movimento. provenientes das águas de chuva que não ficaram retidas sobre a superfície. transportam partículas de solo e nutrientes em suspensão. Os processos erosivos iniciam-se pelo impacto da massa aquosa com o terreno. em grande quantidade. a partir do acúmulo de água em volume suficiente para propiciar o arraste das partículas liberadas (IPT. antes desfeito de forma natural ou devido a efeitos antrópicos. A mudança na composição química do solo também pode provocar a erosão. o estabelecimento de qualquer processo erosivo requer. A interação entre material e agente consiste na busca de um estado de maior equilíbrio. de fato.

Atividades de mineração. Entre as causas se destacam: · Ação dos raios solares. · Queima dos restos de culturas. também podem provocar erosão. Erosão do solo. atuam sobre o solo. pois a água. · Planejar qualquer tipo de construção (rodovias. provocando o soterramento de casas e mortes de pessoas. pela inexistência de agentes protetores. Fonte: NOLLA. que antes era absorvida pelas raízes das árvores e plantas. Entre elas se destacam: . este perde sua consistência. Ao retirar a cobertura vegetal de um solo. ferrovias e outras vias de transporte. etc) para que não ocorra. passa a infiltrar no solo. prédios. DELVINO. Constantemente. o deslocamento de terra. Formas de evitar · Não retirar coberturas vegetais de solos. Prejuízos ao ser humano A erosão tem provocado vários problemas para o ser humano. · Monitorar as mudanças que ocorrem no solo. prejudicando-o em suas qualidades naturais. principalmente em regiões de encosta. no momento ou futuramente. Postado por EROSÃO DO SOLO às 17:28 CAUSAS MECÂNICAS São as causas que originam pela ação das máquinas e implementos agrícolas. hidrelétricas. Os prejuízos econômicos também são significativos. o grande desafio. túneis. ocorrem deslizamentos de terra em regiões habitadas. · Ação do impacto de chuva. CAUSAS FÍSICAS São as causas oriundas das forças da natureza. pois é comum as erosões provocarem fechamento de rodovias.Causas humanas O ser humano pode ser um importante agente provocador das erosões. principalmente em regiões carentes. Esta infiltração pode causar a instabilidade do solo e a erosão. · Realizar o reflorestamento de áreas devastadas. Ao retirar uma grande quantidade de terra de uma jazida de minério. principalmente de regiões montanhosas. os solos próximos podem perder sua estrutura de sustentação. de forma desordenada. comprimindo o solo ou mobilizando-o excessivamente.

com a finalidade de proporcionar melhor nutrição às culturas. Alternância de capina É a prática usada em fruticultura. criando obstáculos ao escoamento superficial. Ceifa do mato Prática usada em fruticultura em que capinas são substituídas por ceifa. com a finalidade de melhorá-lo. permanecendo o sistema radicular que aumenta a resistência à desagregação do solo. Calagem É o uso de material calcário com a finalidade de minimizar os efeitos da acidez dos solos. em que linhas de plantas niveladas são capinadas alternadamente. Cobertura morta . Adubação verde É o uso de plantas (normalmente leguminosas) para serem incorporadas ao solo.· Compactação do solo · Mobilização do solo Conceitos de Algumas Práticas Conservacionistas Adubação mineral É o uso de fertilizantes incorporados ao solo.

por brotação das cepas das árvores. . com o objetivo de evitar o impacto das gotas da chuva. Cultivo mínimo É o uso minimizado de máquinas agrícolas sobre o solo. Cobertura vegetal É o uso de plantas vivas na cobertura do solo. com a finalidade de menor revolvimento e compactação. Enleiramento em nível Prática utilizada no desbravamento (mato. Corte em talhadia É o corte de madeira com regeneração. Manejo sustentado É toda exploração florestal que objetiva a manutenção do estoque e as retiradas periódicas do incremento. capoeira) de uma gleba. Controle de pastoreio Consiste em retirar o gado de uma pastagem quando as plantas ainda recobrem toda área. quebrando a camada densa superior e formando rugosidade superficial. com o objetivo de evitar o impacto das gotas da chuva. Escarificação É o uso do escarificador no preparo reduzido do solo. dispondo os resíduos em linha de nível.É o uso de resíduos vegetais ou outros na cobertura do solo.

Plantio de enriquecimento É o plantio com espécies desejáveis. evitando o impacto da gota da chuva. Plantio em nível É a prática que executa todas as operações de uma cultura em linhas exatamente niveladas. com a finalidade de manter o solo coberto. . Plantio direto É a implantação de uma cultura diretamente sobre a resteva de outra. com a técnica da eliminação gradual da vegetação matricial. nas florestas naturais. protegendo o solo da erosão por impacto. arbustos e árvores indesejáveis. Plantio em faixas de rotação É a prática utilizada numa gleba onde culturas temporárias são dispostas em faixas niveladas e alternadas. entre faixas de rotação.Plantio de conversão É o plantio de espécies nativas nobres. Ressemeio Prática usada em pastagem para repovoar as áreas descobertas. acompanhado da remoção de trepadeiras. sob cobertura em capoeira adulta ou mata secundária. Plantio em faixa de retenção É a prática que utiliza uma faixa de cultura permanente de largura específica e nivelada.

Uso de bariqueta individual É a prática usada em fruticultura. ampliação da biodiversidade. com a finalidade de melhorá-lo. Esse conjunto de processos tecnológicos contempla: redução ou eliminação de mobilizações de solo.Rompimento de compactação subsuperficial É a quebra de camada profunda adensada (pé de arado ou de grade). preservação de resíduos culturais na superfície do solo. em rotação e/ou consorciação de culturas e uso de adubos verdes ou de . aumentando a infiltração. mediante o manejo integrado do solo. com a finalidade de aumentar a permeabilidade do solo. mediante cultivo de múltiplas espécies. manutenção de cobertura permanente do solo. com a finalidade de reduzir a declividade e o escoamento superficial. protegendo a área de solo de cada árvore com um pequeno patamar. Uso do esterco É o uso de dejetos animais. com a finalidade de diminuir a velocidade do escorrimento superficial. Agricultura conservacionista Agricultura Conservacionista é entendida como um complexo tecnológico de enfoque sistêmico que objetiva preservar. Uso de cordão (pedra ou vegetal) É o uso de linhas niveladas de obstáculos. incorporados ao solo. melhorar e otimizar os recursos naturais. Sulcos em nível É o uso de pequenos canais nivelados. que tem a finalidade de diminuir o escoamento superficial. Uso do patamar (pedra ou vegetal) É a prática que objetiva formar patamares. da água e da biodiversidade. devidamente compatibilizado com o uso de insumos externos.

como ferramenta da Agricultura Conservacionista. ao refletir esse conceito. emprego de práticas mecânicas para controle de erosão. mediante implementação do processo colher-semear. contemplando mobilização de solo apenas na linha ou cova de semeadura. constitui prática eficiente na estabilização de agregados e no desenvolvimento da estrutura do solo. diminuir a taxa de mineralização da matéria orgânica e desacelerar as taxas de ciclagem e reciclagem de nutrientes. a abordagem da Agricultura Conservacionista é amplamente contextualizada no âmbito do Sistema Plantio Direto. patógenos e plantas daninhas. submete o sistema agrícola produtivo a um menor grau de perturbação ou de desordem. Agricultura Conservacionista constitui sustentação aos sistemas agrícolas produtivos. quais sejam: redução de perdas de solo por erosão. além de implicar na preservação de resíduos culturais na superfície do solo. remete a exploração agrícola ao cenário do reducionismo. manejo integrado de pragas. Mobilização mínima de solo Sistemas agrícolas produtivos baseados em intensa mobilização de solo tem implicado no comprometimento dos recursos naturais (solo. o Sistema Plantio Direto. constitui prática de reversão ou de prevenção de degradação do solo. No Brasil. manutenção de cobertura permanente do solo. como sistemas agropastoris. desenvolver a estrutura do solo. sem dúvida. diversificação e complexificação de sistemas agrícolas produtivos. agroflorestais e agrossilvipastoris. demandar menor força de trabalho e menos energia fóssil. diversificação de espécies. a água. econômica e ambiental. Em outras palavras. o qual deve ser interpretado como ferramenta da Agricultura Conservacionista para imprimir sustentabilidade ao desenvolvimento agrícola. preservação e construção da estrutura do solo. reduzir a erosão. com consequente ameaça à sustentabilidade da exploração agrícola. favorecer o controle biológico de pragas. Portanto. A adoção parcial dos processos que compõem a Agricultura Conservacionista. quando comparado a outras formas de manejo. água.culturas de cobertura de solo. uso preciso de agroquímicos. é conceituado como um complexo de processos tecnológicos destinado à exploração de sistemas agrícolas produtivos. por requerer menor infra-estrutura de máquinas e equipamentos agrícolas. mobilizar minimamente o solo resulta em benefícios de natureza técnica. mediante implementação do processo colher-semear. o ar e a biota. Portanto. abreviação do intervalo entre a colheita e a semeadura da cultura subsequente. patógenos e plantas daninhas. Sistema Plantio Direto Sistema Plantio Direto. em que o imediatismo presente supera a visão de futuro. Limitar mobilizações de solo. ou seja. pela maximização do fator ambiente e do fator solo. redução da taxa de decomposição da matéria orgânica do solo e do material orgânico adicionado ao solo. via rotação e/ou consorciação de culturas e abreviação do intervalo entre colheita e semeadura. conservando o solo. o Sistema Plantio Direto. aumento da disponibilidade de água às plantas. em decorrência de menor . sem degradar os recursos naturais. estabelecendo sincronismo com a taxa de crescimento das formas de vida presentes no solo. prevenindo a poluição e a degradação dos sistemas do entorno. À semelhança dos fundamentos da Agricultura Conservacionista. ar e biodiversidade). controle de tráfego de máquinas e de equipamentos agrícolas. e. entre outros. bem como. objetiva expressar o potencial genético das espécies cultivadas. redução da incidência de plantas daninhas. redução de perdas de água por escoamento superficial. redução dos custos de produção. ao contemplar esse complexo de processos tecnológicos.

o processo colher-semear prima pelo aumento da frequência de aporte de material orgânico ao solo. promoção de cobertura permanente do solo. Cobertura permanente do solo A manutenção permanente do solo com plantas vivas e/ou com restos culturais tem como benefícios: dissipação da energia erosiva das gotas de chuva. promoção do equilíbrio da flora e da fauna do solo. promotora de fertilidade biológica.demanda de mão-de-obra. e aumento do sequestro de carbono no solo. deve atender a aspectos de natureza técnica. com ou sem consorciação de culturas. racionalização da mão-de-obra. menor necessidade de manutenção de máquinas e implementos agrícolas e de menor consumo de combustíveis e lubrificantes. promovidas pelo Sistema Plantio Direto. no sistema agrícola produtivo. física e química do solo. ciclagem ou reciclagem de nutrientes no solo. há limites críticos de comprimento de declive em que essa eficiência é superada e. Os benefícios da elevação da frequência de aporte de material orgânico ao solo são: otimização do uso da terra. Embora. redução de perdas de solo e de água por erosão. não constituem condição suficiente e incontestável para disciplinar a enxurrada e controlar a erosão hídrica. sob Sistema Plantio Direto. estabilização da atividade biológica do solo. redução da incidência de plantas daninhas. a cobertura de solo exerça função primordial na dissipação da energia erosiva da chuva. e promoção da biota do solo. estabilização da produção. A implementação de um sistema de rotação de culturas. Diversificação de espécies A diversificação de espécies cultivadas pressupõe a implementação de um sistema de rotação de culturas. Práticas mecânicas Semeadura em contorno Vertical Mulching em Sistema Plantio Direto A cobertura permanente do solo e a consolidação e estabilização da estrutura do solo. com redução de riscos de perdas por eventos climáticos. patógenos e plantas daninhas. patógenos e plantas daninhas. diversificação de épocas de semeadura. favorecimento ao manejo integrado de pragas. buscando os seguintes benefícios: eficiência no manejo integrado de pragas. redução de perdas de nutrientes liberados pela decomposição de restos culturais. otimização da mão-de-obra e de máquinas e implementos agrícolas. física e química do solo. estabilização da taxa de reciclagem de nutrientes. econômica e ambiental. reprodução. com ênfase em regiões de clima tropical e subtropical. preservação da umidade no solo. consequentemente. e aumento de lucratividade. e contribuição para a geração de maior retorno econômico. promoção de fertilidade biológica. de fluxos de matéria e energia semelhantes aos observados na natureza. o processo de Terraceamento em Sistema Plantio Direto . por viabilizar mais de duas safras por ano agrícola. redução da amplitude de variação da temperatura do solo. Processo colher-semear Enquanto a diversificação de espécies cultivadas prima pela quantidade e qualidade do material orgânico adicionado ao solo.

sem dúvida. implica em inúmeras operações de remate da área cultivada e em intensa manobra de máquinas e implementos agrícolas. a prática da semeadura em contorno encontra limitações em glebas de terra que apresentam o maior comprimento no sentido do declive e/ou topografia excessivamente irregular. elevar o risco de erosão hídrica. . para o controle integral da erosão hídrica. para a redução da energia erosiva da enxurrada. canais divergentes. Semeadura em contorno. Semeadura em contorno A semeadura em contorno. mantendo-se constantes todos os fatores responsáveis pelo desencadeamento da erosão hídrica e incrementando-se apenas o comprimento do declive. a declividade do terreno e a irregularidade topográfica da paisagem. mediante a dissipação da energia erosiva da enxurrada. constituem práticas mecânicas eficientes para a segmentação do comprimento do declive e. Esse processo. consequentemente. é fundamental dissipar a energia erosiva do impacto das gotas de chuva e a energia erosiva da enxurrada. passa a ser cada vez mais relevante na medida que aumenta o comprimento do declive. associadas à cobertura de solo contribuem para o efetivo controle da erosão hídrica. A semeadura em contorno. estabelecidas perpendicularmente ao sentido do declive. como terraços agrícolas de base larga ou faixas de retenção de enxurrada. de modo expressivo. proporciona menor erosão hídrica. permitindo a flutuação e o transporte de restos culturais. favorecem maior infiltração de água no solo. em decorrência. bem como o processo erosivo sob a cobertura. em decorrência. mas não manifesta essa mesma eficiência para dissipar a energia erosiva da enxurrada. Fileiras de plantas.erosão hídrica estabelecido. para minimizar o processo de erosão hídrica. Nessa condição. caracteriza-se por ser de fácil aplicação. A indicação da semeadura em contorno. criam pequenas barreiras que impedem o livre escoamento da enxurrada e. entre outras técnicas. o potencial da cobertura do solo em dissipar a energia erosiva da enxurrada é superado. Nesse contexto. A cobertura do solo apresenta potencial para dissipar em até 100% a energia erosiva das gotas de chuva. em glebas caracterizadas por essas configurações. mediante a manutenção do solo permanentemente coberto e a segmentação do comprimento do declive. Porém. A implementação do Sistema Plantio Direto sob semeadura em contorno é. por contribuir. faixas de retenção. transponíveis por máquinas e implementos agrícolas. dissipa a energia erosiva da enxurrada e. o método mais eficiente para ampliar o comprimento crítico de uma pendente. A partir de determinado comprimento de declive. tanto a quantidade quanto a velocidade da enxurrada produzida por determinada chuva irão aumentar e. o combate à erosão hídrica. ao reduzir a velocidade e a quantidade de enxurrada que escoa na superfície do solo. terraços. quando comparada à semeadura no sentido do declive. automaticamente. que podem resultar em problemas de compactação de solo. O emprego da semeadura em contorno. Assim. como prática mecânica para o controle da erosão hídrica. uma das mais antigas e efetiva prática conservacionista empregada para o combate da erosão hídrica. Portanto. requer práticas mecânicas alternativas. pode reduzir em mais de 50% as perdas de solo por erosão hídrica. toda prática conservacionista capaz de manter o comprimento do declive dentro de limites que mantenham a eficiência da cobertura de solo na dissipação da energia erosiva da enxurrada contribuirá.

preferencialmente. por terraços.Terraceamento em Sistema Plantio Direto Terraços agrícolas são estruturas hidráulicas.5 a 9. em terrenos inclinados. Vertical Mulching em Sistema Plantio Direto A segmentação de declives. da elevada densidade de terraços. locados e construídos em nível. Áreas manejadas sob Sistema Plantio Direto. . a prática mecânica vertical mulching foi validada para solos bem drenados da região de clima subtropical do Brasil. gera também espaçamentos subestimados ou superestimados. de cereais de inverno. canais divergentes. dimensionado com base em métodos empíricos para áreas manejadas sob preparo convencional. em decorrência da melhoria estrutural do solo. como a tradicional fórmula de Bentley. construídas transversalmente ao declive do terreno. valetadoras rotativas. Indiscutivelmente. aproximadamente. isto é. quais sejam. tabelas e equações desenvolvidas para as condições de solo e clima dos Estados Unidos da América. Os fatores determinantes dessa menor densidade são a elevação da taxa de infiltração de água no solo. é inadequado para áreas manejadas sob Sistema Plantio Direto. Esse sulco é preenchido manualmente com palha. em razão do reduzido espaçamento horizontal entre terraços e. desenvolvidos nos últimos anos. na eficiência e na economicidade da obra projetada. denotam que áreas manejadas sob Sistema Plantio Direto demandam menor estrutura hidráulica para a dissipação da energia erosiva da enxurrada. 10 m. mais do que uma prática mecânica destinada ao controle de perdas de solo por erosão hídrica.. No Brasil.0 cm de profundidade. e o afastamento horizontal entre os sulcos tem sido de. não demandam espaçamentos entre terraços tão reduzidos quanto sob preparo convencional. atualmente preconizada para áreas manejadas sob Sistema Plantio Direto. denotam que o terraceamento. certamente. constitui tecnologia tradicional para amenizar problemas de erosão hídrica. em função da razão entre as taxas de infiltração de água no solo e no sulco. respectivamente. e a maior dissipação da energia erosiva das gotas de chuva e da enxurrada pela cobertura permanente do solo. É possível inferir ainda. com 7. constitui obra de prevenção ao aporte de agroquímicos pela enxurrada a mananciais de superfície. constituídas por um camalhão e um canal.5 cm de largura e 40. culturas em faixas etc. com repercussões negativas. As dimensões dessa prática mecânica são decorrentes das características dos equipamentos atualmente disponíveis para a construção dos sulcos. mediante interceptação e disciplina da enxurrada ocorrente quando a intensidade da chuva supera a taxa de infiltração de água no solo. Essa prática mecânica tem por objetivo contribuir para o controle da erosão hídrica do solo. que esse moderno enfoque de terraceamento para o Sistema Plantio Direto. ao mesmo tempo em que faculta a determinação de espaçamentos adequados entre terraços. Resultados de pesquisa. Estudos. Objetivando contribuir para esse elenco de tecnologias-solução. esse método de cálculo. faixas de retenção. preenchidos com resíduos vegetais. Essa prática mecânica é constituída por sulcos. aliados a observações práticas. Em razão da reduzida largura do sulco. de modo a secionar o comprimento das pendentes. requer compreensão diferenciada da estrutura praticada em áreas manejadas sob preparo convencional. É relevante destacar que a estrutura de terraços. consequentemente. durante muitos anos o espaçamento entre terraços foi determinado por métodos empíricos.

praticamente.o vertical mulching. deverá ser restritivo a vertentes ou talvegues propensos à elevada concentração de enxurrada. complementando o conjunto de práticas conservacionistas que contribuem para disciplinar a enxurrada e controlar a erosão hídrica. especialmente dimensionado para o Sistema Plantio Direto. prática que torna as linhas de plantas obstáculos eficazes ao livre escoamento da enxurrada. . como o vertical mulching. constituem técnicas indutoras da semeadura em contorno. O vertical mulching. tem revelado potencial para disciplinar a enxurrada e prevenir o desencadeamento de processos de erosão hídrica em área manejada sob Sistema Plantio Direto. fundamentado no aumento da taxa de infiltração de água no solo e na consequente redução do escoamento superficial. em princípio. O emprego dessa prática. Tanto o terraceamento. não interfere nas operações motomecanizadas requeridas para a condução da lavoura.

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