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Modelo Contestacao Acao Rescisao Contrato Imovel

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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA 13ª (DÉCIMA TERCEIRA) VARA CÍVEL DO FORO CENTRAL DA COMARCA DA CAPITAL – ESTADO

DE SÃO PAULO

Proc. nº ................ Natureza do feito: Ação Ordinária de Rescisão de Contrato PAULO , melhor qualificado nos autos do processo em epígrafe, que lhe move ANA MARIA , melhor qualificada também nos autos desse processo, vem, respeitosamente, à elevada presença de Vossa Excelência, apresentar sua Contestação à Inicial Pelos motivos de fato e de direito a seguir aludidos 1. DOS FATOS – BREVE SÍNTESE DA DEMANDA PROPOSTA 1.1 = Alega a autora ser senhora e legítima possuidora do imóvel situado nesta Capital, à Rua ,,,,,,,,,,,,,, inscrito na matrícula nº ,,,,,,,,,,,,, do 15º Cartório de Registro de Imóveis da Comarca de São Paulo, sendo certo, que o teria compromissado, com o réu, em caráter irretratável e irrevogável de compra e venda, sendo que ali se teria passado ao réu, a posse precária do imóvel; 1.2 = A transação, a qual, em última instância, é objeto dessa lide, fora realizada em 28 de junho de 2.000; 1.3 = Alega que o valor do negócio teria sido de R$ 596.000,00 (Quinhentos e noventa e seis mil reais), os quais foram pagos da seguinte maneira: 1.3.1 = R$ 48.167,00 (Quarenta e oito mil e cento e sessenta e sete reais), foram pagos como princípio de pagamento, mediante a posse do imóvel; 1.3.2 = R$ 172.026,00 (Cento e setenta e dois mil e vinte e seis reais) em cinco parcelas semestrais de R$ 34.404,00 (Trinta e quatro mil e quatrocentos e quatro reais) cada, vencendo-se a primeira em 26 de outubro de 2000, e assim sucessivamente até 26 de outubro de 2.002; 1.3.3 = R$ 303.978,00 (Trezentos e três mil e novecentos e setenta e oito reais) em vinte e nove parcelas fixas, no valor de R$ 10.482,00 (Dez mil e quatrocentos e oitenta e dois reais), cada uma, vencida a primeira em 26 de julho de 2.000, e as demais nos mesmos dias e meses subsequentes; 1.3.4 = R$ 71.829,00 (Setenta e um mil e oitocentos e vinte e nove reais), em uma única parcela, no dia 26 de dezembro de 2.002, contra a outorga da escritura definitiva de compra e venda;

dessarte. no item 11 de sua petição inicial. uma versão parcial. bem como a parcela mensal.078. o qual é – em última análise – o objeto dessa ação). do perdimento de 60% (sessenta porcento) dos valores pagos.3 = Ato contínuo. consoante os ditames da Lei 8. sem qualquer justificativa. 2.9 = Assim. de fatos importantes que deveriam constar de sua inicial. 1. no valor originário de R$ 34. será cobrada multa de 10% (Dez porcento) sobre o débito em atraso.000. Citamos abaixo esse item: “11.4 = Confessa. réu nessa demanda.2 = A autora. restando – assim – para todos os fins de direito. conforme estabelecido na cláusula acima transcrita. teria a auora requerido a rescisão do contrato. haver cobrado juros de 1% (um porcento) ao mês. se houver. requer a rescisão do contrato. o imóvel fora oferecido para compra para Paulo . a autora quando formulou sua inicial. correspondente a 26 de maio de 2001. o autora o teria interpelado. no importe de R$ 10.” 1.482. 2. teria efetuado o distrato relativo ao imóvel objeto dessa lide (o mesmo imóvel em que reside o requerido. sobre o total das parcelas a serem pagas. o que é inadmissível. . ao requerido.1 = É interessante notarmos. 1. 2. DOS FATOS – DOS FATOS COMO REALMENTE SE DERAM E NÃO COMO A AUTORA GOSTARIA QUE FOSSEM 2. vencida em 26 de abril de 2.9. com o réu firmado. estabelece ao comprador a penalidade de perda de 60% dos valores até então adimplidos. de 11 de dezembro de 1990. 1. Pelo mesmo contrato multicitado. 1. do réu. assinando-lhe prazo de 15 (Quinze) dias para a purga da mora. a título de indenização.00 (Trinta e quatro mil e quatrocentos e quatro reais). acrescido de juros moratórios de 1% (um porcento) ao mês. Priscila É certo que por Priscilla.7. ainda.00 (Dez mil e quatrocentos e oitenta e dois reais) e todos os consectários previstos no instrumento.5 = Confessa. pelos motivos acima expostos.8. a inadimplência do réu. constituído em mora o réu. que – não obstante reconheça o Código de Defesa do Consumidor como a legislação ao caso aplicável – ao atraso de pagamento.1 = Meritíssimo Magistrado. = Assim.6 = Alega que teria o réu deixado.1.00 (Cento e dezenove mil reais). esquecendo-se.1 = Eis uma breve e historiciada síntese da demanda pela autora proposta. além de implicar na imediata reintegração de posse da autora. que a própria autora reconhece tratar-se a presente relação como sendo consumeirista. a autora. 1. com a Sra. com o pagamento da Segunda parcela semestral. em flagrante desrespeito à Lei.8 = Por essa razão. em face da inadimplência do réu. não haver conseguido honrar o valor estipulado pela casa teria acertado com a autora que lhe seria devolvido (a Priscila) o valor de R$ 119. bem como a imposição. 1.001. no referido feito.404. deu apenas.

1 = Assim. no valor de R$ 17. não há poderes expressos para que os signatários daquela procuração pudessem “receber valores”. 2. sendo que o saldo de R$ 119. qual não foi a surpresa de Paulo para o pagamento da Segunda parcela semestral. CUMULADA COM PEDIDO DE DEVOLUÇÃO EM DOBRO DE VALORES PAGOS A MAIOR E PEDIDO DE CONSIGNAÇÃO DE VALORES EM JUÍZO E PEDIDO DECLARATÓRIO DE NULIDADE DE CLÁUSULA QUE ESTIPULA MULTA DE 10%.00 (dezessete mil e duzentos e dois reais). como pretendia adquirir o bem acertou com a Sra. 2. 26 de outubro de 2001.6 = Para salvaguardar direitos seus. e descontaria o valor de 3.00 (Cento e dezenove mil reais) seriam pagos com cheque(s) seu(s). a quantia de R$ 119.00 (Quinhentos e noventa e seis mil reais). A. o valor efetivo que pagaria pelo bem diretamente à ré seria o de R$ 475. em última e definitiva análise.202. ler o contrato. 26 de abril de 2002 e a parcela de 26 de outubro de 2002 seria paga pela metade.1 = O negócio. quando um fato novo teria aparecido: O requerente veio a ficar sabendo que.586.000. outra saída não restou a Paulo . .5. Nobre Magistrado. Paulo fez questão como ‘conditio sine qua non’ para que comprasse o bem. 2.1 = É importante observar-se que na procuração enviada com a notificação à qual se reporta Ana em sua inicial. que pagaria o valor do distrato à Sra. acrescida de multa de 10% (dez porcento) e juros moratórios de 1% (um por cento) ao mês.Priscila com Ana (a autora). Priscila . TODOS EM SEDE DE TUTELA ANTECIPADA.00 (Trinta e quatro mil e quatrocentos e quatro reais). 2. se fizesse menção ao fato de que os R$ 119. após vir honrando pontual e britanicamente o contrato firmado. E DECLARATÓRIO DE NULIDADE DE CONSTITUIÇÃO EM MORA.3 = Em suma.00 (quatrocentos e setenta e cinco mil e quinhentos e oitenta e seis reais).2 = A saber. deveria pagar à Sra. 2.. a fim de que esses valessem como recibo.00 (cento e dezenove mil reais).1 = Os descontos seriam feitos a partir da Segunda parcela semestral de R$ 34.404.8 = De tal sorte.5. a fim de garantir seus direitos. bastando-se para chegar a essa conclusão. Priscila. 2. estava prestes a ser concretizado. o valor devido à Ana é a quantia de R$ 475.586.7 = Todavia. conforme é descrito pela autora em sua inicial. 2.6.4.2.5. para que fosse compensado do pagamento do distrato – O QUE NÃO ERA OBRIGAÇÃO SUA – o requerido e a requerente combinaram que Paulo não pagaria as parcelas semestrais de 26 de abril de 2001.00 (cento e dezenove mil reais) ficaria pela assunção da dívida com a Sra Priscila.00I) da competente AÇÃO DE RITO ORDINÁRIO DE REVISÃO DE DÉBITO CONTRATUAL. REESTRUTURAÇÃO JURÍDICA DE CLÁUSULAS.5 (três vírgula cinco) parcelas de R$ 34.00 (Trinta e quatro mil e quatrocentos e quatro reais).000. 2.000.5 = Apesar deste fato haver aborrecido o réu profundamente. 2. o que nunca havia sido estabelecido entre as partes. para comprar o bem.7. como de fato o fez.4 = Realmente fora acertado entre as partes o preço de R$ 596. que não a propositura (em 28 de maio de 2.00 (Quatrocentos e setenta e cinco mil e quinhentos e oitenta e seis reais)..404. que no distrato da Sra. 2.000.

àquele outro feito. requereu a condenação de Ana A.5 = Fosse Ana condenada a devolver a Paulo . não ocorreu.10.00 (Cento e dezenove mil reais).404.10. até agora.10. jumho e julho se já encontram depositadas.000. em verbas de sucumbência e demais cominações de estilo e praxe.1.2 = É importante frisar-se que o réu. 2.10. Juízo da 15ª (Décima Quinta) Vara Cível do Foro Central da Comarca da Capital. requereu Paulo.000.10 = Em suma.10. o que. . entendeu por bem aquele ser incompetente para recebê-la.01. nos termos do artigo 42 do Código de Defesa do Consumidor. razão pela qual fora remetida ao MM.4 = Fosse declarada.1 = Com efeito.00 (Cento e quarenta e sete mil reais) 2. 2. sob o nº 002. 2. vez que indiscutível que as mesmas são devidas. 2. 2. 2. do saldo (que por ventura) possa vir estar em aberto.10.3 = Em caráter de tutela antecipada.10. corrigidas apenas pelo IGPM. verá que as parcelas de maio. vez que só é devida a multa se Paulo atrasar seus pagamentos.2. 2.10.11 = Eis uma breve síntese da realidade dos fatos que circuncam a(s) demanda(s). bem como a total procedência do pedido. o pedido daquela ação era o seguinte: 2.34 (Nove mil e oitocentos e quarenta e cinco reais e trinta e quatro centavos). a quantia de R$ 147.5 (três vírgula cinco) parcelas no valor de R$ 34. 2.2. e se necessário provará em tempo oportuno. já pagou mais de 40% (Quarenta porcento) do valor do contrato.7 = Que se descontasse o valor de R$ 119. de 2% (dois por cento) para 10% (dez por cento).1 = Fosse deferida. fosse.9 = Proposta aquela ação junto ao MM.6 = Que fossem declaradadas como já pagas 3. a vista do pagamento já efetuado de R$ 119. ‘inaudita altera pars’ a consignação das parcelas mensais. 2. 2.845.025.000.00 (cento e dezenove mil reais) daquele contrato. 2. 2.8 = No mais. conforme os termos expostos àquela inicial. a nulidade de cláusula contratual que estabelece juros moratórios de 1% (um por cento) ao mês. em caráter de tutela antecipada. as quais perfaziam – até a data da propositura daquela ação – a quantia de R$ 9. as quantias que pagou a maior em dobro.00 (Trinta e quatro mil e quatrocentos e quatro reais) cada uma delas.3 = É importante frisar-se que Paulo Franco. comprou o bem em péssimo estado de conservação e uso. conforme consta no contrato.1 = Se o Nobre Colega Defensor dos interesses de Ana for àquele processo.481-3. Juízo do Foro de Santo Amaro. reajustado o valor da multa no presente contrato.2 = Em caráter de antecipação de tutela. naquela ação. aquele pedido é de natureza nitidamente declaratória.10. sendo certo que gastou.10. fosse liminarmente desconstituído da mora que lhe fora imputada através da notificação que lhe fora enviada pelos procuradores da requerida. liminarmente.

inciso V.1 = Reza o artigo 259. com outra terceira. que não tem como pagar..3.1 = Tendo em vista os fatos como os expusemos. para comprá-lo – omitindo. A. nos causa perplexidade que a Sra. modificação ou rescisão de negócio jurídico. A. O valor da causa em .3. após tudo isso feito. o distrato feito com a Sra. Excelência. autora no presente feito. como aconteceu com Paulo . Vende o imóvel a alguém. quiçá..3 = Com efeito. o que demonstra. Ana A.00 (CENTO E DEZENOVE MIL REAIS) FEITO POR PAULO À SRA. agindo como litigante de má-fé. e cobrando dívida que já foi paga. ele paga. INCISO V. que agiu dessa maneira. A. Priscila.2 = Não nos resta dúvida. 4. fazendo mencionar no contrato que a rescisão fora feita com dinheiro seu. que há uma dívida pendente sobre o imóvel – a título de rescisão – e ele (o comprador) deverá pagá-la.. a nítida litigância de má-fé.1 = A não ser que imaginássemos que Paulo gosta de doar dinheiro a terceiros. ao nosso ver. que. AO OMITIR O PAGAMENTO DE R$ 119. cumprimento. o valor da causa será o do contrato. desse terceiro a dívida pendente sobre o imóvel. 3. dentro da Nobre Função que lhe fora outorgada pela sociedade – através da Constituição da República Federativa do Brasil de I988 – não pode quedar-se inerte ao abuso pretendido pela Sra. DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL 4. 3. Excelência. de idêntica maneira.3.. com o contrato assinado.3. da Sra. Ana faria o mesmo. e o ‘modus operandi’ evidencia isso.1 = Assim. 3.2 = Nos parece claro. Para evitar mais transtornos.4 = O Poder Judiciário. rescinde o contrato – ao mesmo tempo em que “arruma” terceiro de boa-fé (no caso Paulo ). AINDA SOBRE OS FATOS – DA REAL INTENÇÃO DA SRA. o qual fora pago por Paulo . 3. donde se pressupõe – e isso foi acertado entre as partes – que esse valor seria abatido do preço do imóvel. no caso a Sra.1 = O artigo acima citado é auto explicativo. 4. 3.1. se conseguisse reaver o imóvel de Paulo a Sra. DO DIREITO – PRELIMINAR – DA IMPUGNAÇÃO AO VALOR DA CAUSA – DAS CUSTAS RECOLHIDAS A MENOR – DA INTELIGÊNCIA DO ARTIGO 259. é simples o seu desiderato. Excelência. do Código de Processo Civil que: V – quando o litígio tiver por objeto a existência. informa ao comprador. a validade. tenha omitido da petição inicial dessa demanda. 3. A.5 = Eis uma breve e historiciada síntese fática. data maxima vênia. “se esquece” do aditivo ao contrato e resolve cobrar o valor que Paulo pagou em seu lugar a título de rescisão.000. quarta pessoa de boa-fé. PRISCILA 3. a Sra. com a intenção de locupletar-se às custas de Paulo .1. 3. Priscila .

1 = Neste sentido. cumulada com a devolução de quantias pagas. REsp. Julgador Monocrático. o valor da causa deverá ser o valor do próprio contrato que se procura rescindir. pelo fato de haver aquela ação sido despachada primeiro. à causa o valor R$ 44.586 – 9 – SP. do CPC). DO DIREITO – PRELIMINAR – CONEXÃO EXISTENTE ENTRE ESSE PROCESSO E O DE Nº 002. 5. entre si – numa se procura revisar o contrato. no Foro de Santo Amaro.3 = D’onde então. o valor a ser atribuído à causa é o do contrato.886.”(STJ – 3ª Turma. A correção monetária desse valor há de se apurar. conforme anotamos alhures. 5. A. e intimada a autora para que recolha o valor da diferença das custas processuais sob pena de extinção do processo sem o julgamento de mérito. e “econômico” do ponto de vista processual.2 = Ínclito Magistrado. no caso. 8. ademais.) 4. se a autora Ana. 4.000. e seja retificado o valor da causa “ex officio” para o valor correto de R$ 596.u.01.11. N. onde se discutem aspectos do negócio jurídico (artigo 259. o Juiz pode determinar a reunião das ações propostas em separado.00 (Quinhentos e noventa e seis mil reais). se se procura rescindir um contrato. do que se determinar a reunião das ações para que sejam julgadas em conjunto.93. sendo certo que após fora remetido para o Juízo da Décima Quinta Vara . ‘tirou’ a Sra. a Lei é clara. 4. conforme expõe em sua inicial. na outra se procura rescindi-lo. é evitar-se o tumulto processual: Imaginemos o tumulto. nada mais simples.1 = Estabelecem os artigos 104 e 105 do Código de Processo Civil que havendo conexão ou continência de causas.00 (Quinhentos e noventa e seis mil reais) . pretende rescindir um contrato cujo valor foi dado (pelas partes de comum acordo) de R$ 596.1. posteriormente.000. para que possam ter um julgamento conjunto. é a Jurisprudência: “Se o objeto da ação é a rescisão contratual. visto que o objeto de ambas as ações é idêntico. não conheceram v. o Espírito da Lei. 35. 5. É simples assim.2 = Logo.2 = Com efeito.2.ação de rescisão de contrato. como então se explica haver dado a autora Ana Antich.1 = Assim. em execução.025.481-3 QUE TRAMITA JUNTO À 15ª (DÉCIMA QUINTA) VARA CÍVEL DO FORO CENTRAL DA COMARCA DESSA CAPITAL 5. requer Paulo seja acolhida a preliminar apresentada.00 (Quarenta e quatro mil e oitocentos e oitenta e seis reais). 4.3. 5. Excelência.esse valor de causa???? 4. de ordem jurídica que haveria se Paulo Franco ganhasse uma das ações e perdesse uma delas. relator Ministro Waldemar Zvetier. j. V.3 = Assim desde já. é o valor do próprio contrato.3 = Assim.1.

3 = Visto isso. se há no contrato. e tramita sob o nº . uma que prevê que o não pagamento dá azo à sua rescisão.2 = Ora. deve sê-lo entendido.no pólo passivo. é simples concluir-se que ele o é irretratável e irrevogável. Excelência. deve-se aplicar também ao caso o artigo 47 do Código de Defesa do Consumidor. típica de consumo onde Paulo é o consumidor. Paulo. . pelo fato de o contrato ser irrevogável e irretratável.. O QUE NÃO ACONTECE.. torna aquele Juízo.... HIPÓTESE ESSA SOMENTE ACEITA POR APREÇO À DIALÉTICA. é a presente para requerer seja determinada a conexão desse processo àquele movido na 15ª Vara Cível.1 = Neste ponto. SE FOSSE O CASO. uma vez que o contrato fora assinado em caráter de irrevogabilidade e irretratabilidade. DO DIREITO – DA FALTA DE INTERESSE DE AGIR À PRESENTE AÇÃO – DA EQUIVOCADA PROPOSITURA DE AÇÃO DE RESCISÃO DE CONTRATO – DA. o que temos é que o meio empregado pela autora tanto o é inútil quanto desnecessário para o efetivo cumprimento de seu direito. ANA ANTICH 6.3. 6.2 = Assim. 6. 6. temos que.1 = E assim. poderia então penhorar a casa (ou a fração ideal já paga) para garantir o seu ressarcimento..3. sobre a primeira. o qual preceitua que: As cláusulas contratuais serão interpretadas de maneira mais favorável ao consumidor (no caso Paulo ). após transitada em julgado. A.5 = Traduzindo isso para o caso em tela. e outra diz que este contrato é assinado em caráter de irrevogabilidade e irretratabilidade.. É que a própria autora reconhece ser a relação jurídica contraída com o Sr. por todo o acima exposto. poderia a autora propor uma ação de cobrança. CC – 6902-SP – Rel. Ministro José Dantas. deverá prevalecer a última. mais vantajosa ao consumidor.6 = Assim. 6... o presente contrato fora assinado entre as partes em caráter de irrevogabilidade e de irretratabilidade.. 6. Neste esteio.. o da 15ª Cível. competente para julgar ambas as ações.3. norteia-se a Jurisprudência: “Pouco importa se o despacho seja meramente preparatório”(TFR – 1ª Seção.Cível.. aí sim. e se deve aplicar ao caso a Lei 8078/90. 6.) 5. CORRETA PROPOSITURA DE AÇÃO DE COBRANÇA QUE DEVERIA FAZER A SRA.. ainda que Paulo Franco estivesse inadimplente para com a requerida. que tem como partes Paulo no pólo ativo e a Sra. ademais.4 = É simples assim..2 = É que conforme se depreende da leitura do Instrumento firmado. se assim o é.. 6. devemos entender faltar interesse de agir à presente. Senão vejamos: 6. e.

por lhe estar prescrito o direito.531 do . ficará obrigado. o caso em tela é típico de aplicabilidade do artigo 1. DO DIREITO – DA APLICABILIDADE – NO CASO EM TELA – DO ARTIGO 1. nos termos do artigo 267. ou pedir mais do que o que for devido. se não entender Vossa Excelência ser o contrato irretratável.000. ser nula cláusula contratual que preveja. o que somente ‘ad argumentandum tantum’ admite-se. alterado por disposição de Portaria da Secretaria de Direito Econômico (à qual vem agregar o artigo 51 do Código de Defesa do Consumidor – que trata da cláusulas abusivas) . DO DIREITO – DO CONTRATO – DA CLÁUSULA QUE PREVÊ O PERDIMENTO DE 60% (SESSENTA POR CENTO) DO VALOR PAGO PELO AUTOR 7. mesmo adimplindo todas as suas condições.2 = Ora Excelência. Ianof. 7. o que temos é que. implica – mormente tratando-se do elevado valor do negócio – de perda muito significativa daquilo que já fora pago. 7. 7. seria “dmv” totalmente desacertada. no todo ou em parte. 6. benfeitorias necessárias. 8.1 = Estabelece o artigo 1.2 = Assim.531 do Código Civil Brasileiro que: Art. deverá o julgador determinar para operar-se a rescisão que a Sra.1 = Inserimos a cláusula acima. hipoteca. Ianof. 8.2.7 = Assim.6. Ana. uma vez que a decisão se fosse nos moldes acima.000. deve-se entender nula de pleno direito a previsão contratual que prevê o perdimento de 60% dos valores pagos pelo autor a título de rescisão contratual. em caso de rescisão de contrato. o equivalente do que dele exigir.00 (Cento e quarenta e sete mil reais) que gastou o réu com reformas. devolva ao requerido todos os valores por ele já pagos. poderia haver inserido no contrato cláusula de alienação fiduciária.531 DO CÓDIGO CIVIL 8.2 = É que estabelece o Código de Defesa do Consumidor. bem como a quantia de R$ 147. 7. entendemos que por não haver disposição contratual válida no caso.1 = Poderíamos anotar ainda. 7.531 Aquele que demandar por dívida já paga. o que se requer neste item é seja a ação extinta sem a análise de mérito. vez que nosso cliente estaria tendo o contrato rescindido.2. e. que a vendedora Ana. 1. e/ou outra e não o fez. no segundo.2. IV do Código de Processo Civil. sem ressalvar as quantias recebidas.1 = E não há como negar-se. decair da ação. como ocorreu com a Sra.2.1 = Neste tópico. salvo se. inclusive os R$ 119.00 (Cento e dezenove mil reais) pagos à Sra. que o perdimento do valor de 60% do valor já pago. a pagar ao devedor o dobro do que dele houver cobrado.6. a perda de parte substancial dos valores já pagos no negócio jurídico. no primeiro caso. apenas para a prevenção dos direitos do nosso cliente.

O processo não é somente a ciência do direito processual. Não há como ela vir a alegar que desconhecia o distrato firmado com a Sra. “a opportuno tempore” objeto de ação de reparação por danos morais.1. mas também leal observância das regras deste jogo(.00 (cento e dezenove mil reais) que já lhe foram pagos (através do distrato com a Sra.000. no momento em que omitiu – na presente lide – o distrato feito com a Sra. Nobre Magistrado. 8.1. Priscila. 19 e 20 do Código de Processo Civil Brasileiro.2 = Assim. Paulo Franco pagou R$ 119. 9. Priscila. por parte de Paulo Franco contra Ana Antich.5 = Assim. Ana .00 (cento e dezenove mil reais).3 = E agora. qual seja: a cobrança em duplicidade de uma mesma dívida. não apenas nos termos do artigo 1. o dolo. tem-se que agiu como litigante de má-fé por valer-se da Máquina Judiciária Estatal para um fim nitidamente ilegal.. Ainda que de maneira indireta. de Paulo quantia que já fora por ele paga deverá a Sra. 9.)” Piero Calamandrei 9. em que a habilidade é permitida. novamente esses R$ 119. PRISCILA condenada como litigante de má-fé. nem somente técnica de sua aplicação prática. através da rescisão paga com cheque seu à Sra. .000. estabelece o artigo 17. Nobre Magistrado.4 = Francamente. 9. a uma competição. por ser medida de direito e equidade. do Código de Processo Civil que é litigante de má-fé aquele que: ‘altera a verdade dos fatos’ (inc. hábil a condenar a requerente como litigante de má-fé.1 = Ora.Código Civil. 9. DA LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ “(.2 = E. 18. temos que a autora alterou a verdade dos fatos. III).1. no caso do inciso III. 8. 9. Magistrado.. mas também a autora deverá ser condenada como litigante de má-fé. ela postula cobrando-lhe.3 = Nos parece ser claro e evidente. cobrado. Senão vejamos: 9. 9. mas não a trapaça.3 = Isso para não falarmos em abuso do direito de demandar. no caso em tela. deve-se reiterar que.1 = No caso do inciso II.) O processo judicial pode ser comparado a um jogo. II). o qual será.000.. Priscila) e se utiliza do Poder Judiciário para esse “data maxima venia” espúrio fim!!!!!!! 8. A autora cobra R$ 119. o ato praticado ultrapassa as raias da abusividade. Ianof. seja a Sra. nos termos dos artigos 17. o qual fora pago por Paulo . como de fato está. e ‘usa do processo para conseguir objetivo ilegal’ (inc.00 (Cento e dezenove mil reais) à autora.000.531 do Código Civil. = Assim. pago por Paulo .00 (Duzentos e trinta e oito mil reais). desde já requer Paulo . ser condenada a devolver-lhe a quantia de R$ 238..

11.000.1. . 11. impugna Paulo Franco. uma vez que Paulo Franco não está em atraso com a Sra. 11.2 = A duas. seja alterado o valor da ação para o do contrato. Antich e seus Advogados.3 = Isso para não falar-se que não há parcela alguma em atraso. é incabível falar-se em atraso. como o faz na ação movida na 15ª Vara Cível. 10.1.1.00 (Quinhentos e noventa e seis mil reais).1 = A uma.10. condenando-se a autora a ressarcir o requerido no valor de R$ 238. DO DIREITO – DA IMPUGNAÇÃO DA CLÁUSULA CONTRATUAL QUE IMPÕE MULTA DE 10% (DEZ POR CENTO) EM CASO DE INADIMPLÊNCIA 10.531 do Código Civil.1.1.00 (duzentos e trinta e oito mil reais) por cobrar dívida vencida e já paga. entendemos que a Sra. devendo ser o feito extinto sem a análise de mérito. é a presente defesa para requerer: 11. por atraso no pagamento. 11.3 = A três. DO PEDIDO 11.1. por que a relação é reconhecida como sendo clara relação de consumo a havida ‘inter pars’. ante todo o exposto.4 = Seja reconhecida a falta de interesse de agir na presente demanda. logo descabe qualquer espécie de cobrança de multa por parte da autora. a título de mora e/ou atraso.01. em sendo de consumo a relação. devam conhecer o Código de Defesa do Consumidor o bastante para saber que o artigo 52 daquele Diploma Legal regula que o valor máximo que pode ser cobrado como multa.000.1. 10.1. de Norma de Ordem Pública.2 = É importante que se trata. que não pode ser alterada por disposição de vontades das partes.3 = Seja acolhida a preliminar de conexão entre esta ação e a que tramita junto à 15ª (Décima Quinta) Vara Cível. e não dez por cento é o que pode ser cobrado. 10. qual seja: R$ 596. como o maior valor a título de multa.1 = Assim. devendo ser intimada a autora para recolher a diferença das custas processuais. porque. 11.4 = Dois por cento. 10.5 = Se aplique ao caso em tela o artigo 1. por disposição legal. a multa de 10% cobrada por Ana Antich.1. é o percentual de 2% (dois porcento). 10.1. Ana Antich. dessarte.2 = Seja acolhida a preliminar de impugnação ao valor da causa. 10.1 = Desde já. sob o nº 002.481-3. MM.1.1.1.1 = Seja julgada totalmente improcedente essa demanda. determinando-se Vossa Excelência.025. Juiz.

11. inclusive os R$ 119.1. sem prejuízo daquelas impostas por litigância de má-fé e condenação do artigo 1. e incobrável em duplicidade os R$ 119.00 (Cento e quarenta e sete mil reais) Tudo como medida lídima e linear J U S T I T I A!!! Ita sperator São Paulo. nos termos da Lei.13 = Que se declare definitivamente pago.1. dessarte.11.1.1.000. conforme reconhecido pela autora.2 = Em caráter alternativo. ‘irrevogável e irretratável’. nula de pleno direito a cláusula que impõe perda de 60% (sessenta porcento) dos valores pagos. não acolhendo Vossa Excelência as teses acima expostas.1.00 (Cento e dezenove mil reais) pagos por Paulo à Sra. 15 de agosto de 2. 11.1. se houver valor em atraso.10 = Protesta provar o alegado por todos os meios de prova em direito admissíveis.11 = Que se aplique ao caso em tela.00 (Cento e dezenove mil reais) à Sra.1. declarando-se.001 .531 do Código Civil. se declarada a rescisão do contrato.1.6 = Seja rebaixado o valor da multa – como pedido declaratório – a dois por cento do valor em atraso.8 = Seja a autora condenada ao pagamento de custas processuais e verbas de sucumbência.9 = Seja julgada totalmente improcedente a demanda. o que se admite apenas “ad argumentandum tantum”.1.1. @ 11. conforme consta do contrato. em torno de R$ 147.1. o Código de Defesa do Consumidor.7 = Seja condenada a autora como litigante de má-fé em custas e despesas processuais e sucumbenciais.1. que.1.1. 11. Priscila. 11.000. Priscilla. 11.1.1. 11.12 = Que se declare judicialmente ser o contrato. e os valores que gastou com a reforma da casa.000. 11. que se determine a imediata devolução ao réu de todos os valores já pagos.

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