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Estudo de Caso i

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X EX.

PARA ALUNOS CET Estudo de Caso Clínico Nº 1
Paciente: AJMJ, masculino, 61 anos. Diagnóstico: hérnia inguinal bilateral associado com hidrocele. Paciente encontra-se na clínica cirúrgica a espera de cirurgia para retirada de hérnia inguinal bilaterial e hidrocele. Este possui insuficiência cardíaca associado com miocardiopatia dilatada(compensada na clínica médica) e também DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica). Ao exame físico geral: paciente encontra-se consciente, orientado no tempo/espaço, acianótico, anictérico, pupilas isocóricas fotorreativas e com perfusão capilar mantida. Possui acesso periférico. No momento encontra-se sem queixas e mantém eliminações fisiológicas presentes. Paciente deambula normalmente e não possui feridas. Possui hérnia inguinal bilateral e hidrocele severa. -ICC: A Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC) representa o conjunto de sinais e sintomas decorrentes do mau funcionamento do coração, quando este não está sendo capaz de bombear o sangue em direção aos tecidos e suprir a necessidade de oxigênio e nutrientes do organismo. Causa do AJMJ: miocardipatia dilatada. -Miocardiopatia dilatada: A miocardite é a inflamação da parede muscular (miocárdio) das câmaras inferiores e maiores do coração (ventrículos). Esta doença é potencialmente grave e, muitas vezes, fatal (miocardite fulminante). As miocardites podem ter inúmeras causas: vírus, bactérias , medicamentos, doenças auto-imunes, etc... As miocardites podem ser reversíveis ou evoluírem para um quadro de miocardiopatia dilatada (leia adiante). Geralmente, as miocardites manifestam-se com sintomas de insuficiência cardíaca, com um início súbito. O termo miocardiopatia dilatada (MCD) indica um grupo de doenças cardíacas nas quais os ventrículos dilatam , sendo incapazes de bombear um volume de sangue suficiente para suprir as necessidades metabólicas do organismo , acarretando o quadro de insuficiência cardíaca. A causa identificável mais comum da miocardiopatia dilatada é a doença arterial coronariana. No Brasil e , em outros países da américa latina , o comprometimento cardíaco pela doença de Chagas. O problema também pode ser causado por drogas, como o álcool e a cocaína, e por medicamentos, como a doxirrubicina ( usada em quimioterapias ). Raramente, a gravidez ( miocardiopatia peri-parto ) ou doenças do tecido conjuntivo, como a artrite reumatóide, podem causar a miocardiopatia dilatada. Muitos casos de miocardiopatia dilatada não apresentam uma causa aparente , chamados de miocardiopatia dilatada idiopática. Em alguns casos, podem ter um caráter genético. Sinais e sintomas da ICC. -DPOC: A doença pulmonar obstrutiva crônica é uma doença crônica dos pulmões que diminui a capacidade para a respiração. Quando usamos o termo DPOC de forma genérica, estamos nos referindo a todas as doenças pulmonares obstrutivas crônicas mais comuns: bronquite crônica, enfisema pulmonar, asma brônquica e bronquiectasias. Na DPOC há uma obstrução ao fluxo de ar. O DPOC se desenvolve após vários anos de tabagismo ou exposição à poeira (em torno de 30 anos), levando à danos em todas as vias respiratórias, incluindo os pulmões. Os sintomas típicos de DPOC são: tosse, produção de catarro e encurtamento da respiração. -Hérnia inguinal bilateral: Uma hérnia inguinal é a presença de um abaulamento semelhante a um caroço que aparece perto da virilha. Este caroço aparece quando uma porção do intestino “escapa” por uma área de fraqueza na parede abdominal chamada de canal inguinal. O canal inguinal é uma passagem natural através da parede abdominal, perto da virilha, e (nos homens) serve como uma rota normal para os testículos descerem em direção ao escroto, antes do nascimento. Após o nascimento, este canal tende a se fechar, não permitindo a passagem do intestino por aí. Mas no caso da hérnia, esta passagem mantém-se aberta, deixando-o livre. As Hérnias Inguinais podem afetar um ou ambos os lados da virilha. Na vida adulta, uma hérnia inguinal pode aparecer depois de atividades que aumentam a pressão dentro do abdome incluindo o levantamento de peso, uma tosse persistente, ou durante a micção (urinar) ou defecação. -Hidrocele: Hidrocele é a presença de líquido em quantidades anormais dentro do escroto e envolvendo o testículo. Pode ser unilateral ou bilateral. As hidroceles podem ser congênitas ou adquiridas. No feto, os testículos se situam no abdômen numa região chamada de retroperitônio. À medida que o feto cresce, os testículos migram para baixo em

direção ao saco escrotal. Ao entrar no escroto, carregam camadas do peritônio (camada que reveste o abdômen), como se fosse um dedo de luva. Essa camada contém líquido (1 a 3 ml) que serve para lubrificar o testículo deixando-o móvel dentro do escroto. O trajeto percorrido pelo testículo desde o retroperitônio até o escroto fecha-se com o tempo. Caso isso não ocorra forma-se um acúmulo maior de líquido em torno do testículo proveniente da cavidade abdominal. Assim são formadas as hidroceles nos pacientes pediátricos, variando de volume conforme o esforço ou posição do paciente. Por esse canal de comunicação persistente entre abdômen e escroto podem também passar vísceras (intestino), formando-se, nesse caso, uma hérnia. Já no adulto, as hidroceles são produto do desequilíbrio existente entre a formação e a absorção do líquido naturalmente existente ao redor do testículo. Isso pode ocorrer secundário a processos inflamatórios (epididimite, orquite, tumores) ou traumatismos. Cerca de 5 a 10% dos tumores de testículo apresentamse acompanhados de hidrocele. Cuidados de Enfermagem: manter assepsia do paciente, trocar acesso periférico sempre que necessário, trocar curativo do acesso periférico frequentemente, auscultar paciente 2 vezes ao dia, verficar dados vitais 2 vezes ao dia, adiministrar medicamentos corretamente no horário certo. Trata-se de um paciente cirúrgico, ASA II / ASA III, que deve receber cuidados específicos no que diz respeito ao funcionamento cardiorrespiratório, em virtude das comorbidades (miocardiopatia e DPOC). Num primeiro momento, em virtude do pré operatório, se faz necessário um exame físico céfalo-caudal (é caudal mesmo viu, caso não saiba temos sim um resquício de cauda, que é nosso cóccix), focado nas queixas e problemas específicos do paciente. No pós operatório se faz importante a monitorização dos sinais vitais, atentando para os aparelhos cárdiocirculatório e respiratório, nível de consciência, manutenção adequada de excretas, vigilância da ferida operatória e administração adequada dos medicamentos prescritos pelo médico assistente.

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