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gestao de custos e formação de preços

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· BRUNI, Adriano Leal, FAMÁ, Rubens. Gestão de Custos e Formação de Preços: com aplicações na calculadora HP 12C e Excel. 5ª Ed.

São Paulo: Atlas, 2008.(5ª edição-2010 inclui 150 exercícios resolvidos) Data: 19/04/2011 Este livro preocupa-se em ilustrar os três aspectos: inicia discutindo as questões relativas aos

discutir a questão da atribuição de valores. O capítulo 1 tem o objetivo de apresentar uma introdução aos principais aspectos relacionados aos processos de gestão de custos e de formação e análi e de preços. São apresentadas as s principais classificações e as terminologias mais usuais. O foco deste livro consiste na análise do processo de gestão de custos e preços. Ou seja, como as informações contábeis, financeiras e de vendas podem ser empregadas como ferramentas ou subsídios de apoio ao processo de tomada de decisões.

Capítulo1
A contabilidade pode assumir diferentes formas, apresentadas como:
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Contabilidade financeira: condicionada às imposições legais e requisitos fiscais; Contabilidade gerencial: tem o objetivo de gerar informações úteis para a tomada de decisões; Contabilidade de custos: voltada á análise dos gastos realizados pela entidade no decorrer de suas operações;

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Princípios fundamentais da contabilidade:
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Competência (da realização): a receita é reconhecida apenas quando realizada. Logo, o lucro ou prejuízo somente se realiza no ato da venda; Uniformidade (consistência): uso dos mesmos critérios de registro contábil; Prudência (conservadorismo): escolhe entre o custo e o valor de mercado, dos dois o menor para o registro contábil. Classifica entre o custo de produção ou despesa do período, devendo prevalecer a escolha que represente redução imediata do resultado, portanto, despesa do período.

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Este livro preocupa-se com a gestão de custos e o processo de formação de preços, sob uma óptica relacionada aos processos de tomada de decisões. Dessa forma, são explorados os dois aspectos das duas contabilidades: a questão do registro e os mecanismos principais da contabilidade financeira (foco nos registros do patrimônio segundo os princípios e normas) e a óptica da tomada de decisões da contabilidade gerencial.

Contabilidade de custos: registra os custos da operação de um negócio (custos da produção e distribuição além dos custos das outras diversas funções do negócio) objetivando alcançar uma operação racional, eficiente e lucrativa. As funções básicas da contabilidade de custos devem buscar atender a três razões primárias: a) Determinação do lucro; b) Controle das operações: e demais recursos produtivos, como os estoques, com a manutenção de padrões e orçamentos, comparações entre previsto e realizado; c) Tomada de decisões: o que envolve produção ( o que, quanto, como e quando fabricar), formações de preços, escolha entre fabricação própria ou terceirizada.) Para poder discutir o processo de formação dos custos e preços, alguns termos técnicos são empregados. Alguns dos principais termos são:
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Gastos ou dispêndios: classificados como custos ou despesas, a depender de sua importância na elaboração do produto ou serviço. Alguns gastos podem ser temporariamente classificados como investimento e, à medida que forem consumidos, receberão a classificação de custos ou despesas; Investimentos: gastos ativados em função de sua vida útil ou de benefícios atribuíveis a futuros períodos. Gradativamente são ³ descongelados´ do ativo da entidade e incorporados aos custos e despesas; Custos: gastos relativos a bens ou serviços usados na produção de outros bens ou serviços.Ex: gastos com matérias-primas, embalagens, mão-de-obra fabril, aluguéis e seguros de instalações fabris etc; Despesas: correspondem a bem ou serviço consumido direta ou indiretamente para a obtenção de receitas. Ex: gastos com salários de vendedores, gastos com funcionários administrativos etc; Desembolsos: pagamentos do bem ou serviço, independentemente de quando o produto ou serviço foi ou será consumido. Não atende ao princípio da competência, já que o custo da mão-de-obra com competência no mês de março será desembolsado em abril. Não confundir despesa com desembolso. Perdas: bens ou serviços consumidos de forma anormal. Ex: gastos extraordinários por fatores externos devem ser considerados como despesas e lançados diretamente contra o resultado do período. Já perdas relativas à atividade produtiva normal da empresa devem ser classificadas como custo de produção do período.

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Princípio da Competência: as receitas, as despesas e os custos são registrados no momento em que são incorridos. O registro e a contabilização da receita ocorrem no momento da venda mesmo que esta venda seja recebida a longo prazo. Recebimentos (entrada) e desembolsos (saída) devem ser contabilizados na conta Caixa do Balanço Patrimonial, segundo o REGIME DE CAIXA. Distinção entre custos e despesas. As despesas não repercutem, diretamente, na elaboração dos produtos ou serviços prestados e sim na Demonstração do Resultado do Exercício. Gastos incorridos ³após´ a disponibilização do produto devem ser classificados como despesa. Os custos são ativados, destacados na conta Estoques do Balanço Patrimonial. Somente farão parte do cálculo do lucro ou prejuízo quando de sua venda, sendo incorporados, então, à Demonstração do Resultado e confrontados com as receitas de vendas. Gastos incorridos até o momento em que o produto esteja pronto para a venda= são custos; A partir daí= despesas. Os custos podem ser classificados em:
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Custos fixos: não variam qualquer que seja o volume de atividade da empresa. Existem mesmo que não haja produção: depreciação, amortização, seguro, imposto predial, aluguéis, contas de telefone. Custos variáveis: seu valor total altera-se diretamente em função das atividades da empresa. Quanto maior a produção, maiores serão os custos variáveis: gastos com matérias-primas e embalagens. Quanto maior a produção, maior o consumo de ambos. Custos semi-fixos: correspondem a custos que são fixos em determinado patamar. Passando a ser variáveis quando esse patamar for excedido. Ex:conta de água. Custos semi-variáveis: correspondem a custos variáveis que não acompanham linearmente a variação da produção, mas aos saltos, mantendo-se fixos dentro de certos limites. Ex: gastos com contratação e pagamento de supervisores ou referentes ao aluguel de máquinas copiadoras. Quando o patamar é excedido, porém, os gastos variam, assumindo um novo patamar.

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As despesas também podem ser fixas (não variam em função do volume de vendas) ou variáveis (variam de acordo com as vendas, como comissões de vendedores, gastos com fretes).

´ Anônimo A gestão de materiais diretos por determinada empresa costuma envolver problemas relacionados a três campos: y Avaliação: qual o montante a atribuir quando várias unidades são compradas por preços diferentes. Consiste na última etapa do processo de formação de custos. Quando os itens são finalizados. como contabilizar sucatas. custos e estoques. para. são transferidos para o estoquedeprodutosacabados. Outros gastos significativos. materiais indiretos. porém não classificados como custos. Controle: como distribuir as funções de compra. Custo fabril( incorporado aos estoquesdeprodutosemprocesso)= material direto + mãode-obra direta + custos indiretos de fabricação. Os custosindiretos precisam passar por etapa intermediária. como comprar. a partir daí. y Custos de transformação ou de conversão: custo para transformar o material adquirido do fornecedor em produto acabado= mão-de-obra direta + os custos indiretos de fabricação. Programação: quanto comprar. y y y Capítulo 2 ³ O progresso não está nas coisas. incluindo os custos e as despesas. mas em nós. mão-de-obra indireta. depreciação etc. recepção e uso. Custos integrais ou plenos ou gastos totais= soma de todos os valores para a elaboração do produto ou prestação do serviço. estes. como inspecionar para verificar o efetivo consumo. denominada rateio. salário do pessoal administrativo. definição de estoques mínimos de segurança etc. A felicidade não está nos bens materiais. são agrupados como despesasdiversas que não podem ser alocadas ao produto final: despesas com vendas. etc. y y . pedido. seguro. serem incorporados aos produtos: aluguel da fábrica.Os custosdiretos (ou primários) são associados aos produtos fabricados: material direto mais mão-de-obra direta. Custo de Mercadorias Vendidas: com a saída dos estoques da entidade para o comprador. impostos. mas nos homens. água e luz do escritório.

Exemplificando: 1) Compra de MD= 800 Estoque inicial= 200 Estoque final= 150 Custo com MD= ? Custo= EI (200) + compras (800) ± EF (150)= 850 2) Custo fabril= 1. nesta .250 Critérios para avaliação de estoques: y UEPS: último a entrar. Periodicamente.150 ± 350= 1.100 3) Custo total= custo com MD(850) + custo com produtos em processo (1.100)= 1950 Custo total= custo com MD + custo com produtos em processo Custos finalizados e transferidos para a conta de produtos acabados 4) Custo dos Produtos Vendidos=? Estoque inicial da conta de estoques de produtos acabados= 600 Estoque final da conta de estoques de produtos acabados= 300 Após computado o custo total da conta produtos em processo= 1950 CMV=? CMV= EI-EF+ PP= 600-300+1950= 2. Tabulação das requisições ao estoque ou almoxarifado. Solicitações de produção e vendas são controladas individualmente. Encontrando eventuais sobras ou faltas. novos ajustes devem ser feitos nos registros contábeis. São baixados. os materiais diretos adquiridos mais recentemente e. primeiro a sair.Principais critérios para avaliação de materiais diretos: controle dos estoques y Sistema de inventário periódico: o consumo pode ser verificado após os inventários (contagem física dos estoques). depois. os mais antigos. a contagem física pode ser feita para fins de auditoria e controle interno.150 Saldo inicial de produtos em processo= 300 Saldo final de produtos em processo= 350 Valor dos custos com produtos em processo = ? 300 + 1. Consumo de MD= Estoque inicial + Compras ± Estoque final y Sistema de inventário permanente: controle contínuo da movimentação do estoque. em primeiro lugar. em geral quando do fechamento do Balanço Patrimonial.

os mais novos. nesta ordem. primeiro a sair. Isto implica em custos maiores.600 2unid a 500= 1.600 Data.700 (CMV) estoque final em 19/09= 1 unidade a 400= 400 (3.200 (2.600) 1. em primeiro lugar.ordem.000 6 unidades a 2. os materiais diretos adquiridos há mais tempo e. especialmente em épocas de altas taxas de inflação.600x 25%= 400) 1. CMV=? 1) Critério PEPS: 4unid a 400= 1. y Exemplificando: Estoque inicial=0 Data: 03/09compra: 4 unidades Custo unitário= 400 Custo total= 4x400=1.500 Estoque final= 7 unidades a um Custo total= 3. CUSTO MÉDIO PONDERADO:o custo a ser contabilizado representa a média dos custos de aquisição.600 (1.12/09 compra adicional= 3 Custo unitário= 500 Custo total= 3x500=1.500 3unid a 400=1.600 Estoque final em 19/09= 1 unidade a 500= 500 (3.700) .200 6unid a 2. y PEPS: primeiro a entrar.100 Data: 19/09venda= 6 unidades de 25%.100 ± 2.2.100.600) CMV pelo PEPS= 2. São baixados. depois.600 O Demonstrativo do Resultado do Exercício seria: Receitas (-) CMV = Lucro Bruto (-) IR 25% = Lucro Líquido 6x700=4.200 Preço de venda= 700 Qual o lucro auferido pela empresa? Supondo despesas nulas e alíquota de Imposto de Renda 2) Critério UEPS: 3unid a 500=1. Este critério não é permitido pela legislação fiscal brasileira em decorrência da ³antecipação de benefícios fiscais.

O Demonstrativo do Resultado do Exercício seria: Receitas (-) CMV = Lucro Bruto (-) IR 25% = Lucro Líquido 6x700=4.16 O Demonstrativo do Resultado do Exercício seria: Receitas (-) CMV = Lucro Bruto (-) IR 25% = Lucro Líquido 6x700=4.13 Vantagens e Desvantagens dos métodos PEPS. y y .542.200 (2.542.86= 2.100= 3. semanais ou diários. Itens B: estoques de valor representativo na aplicação de recursos. Itens C: estoques variados em itens.500x 25%= 375) 1. mensais. porém pouco representativo em termos de valor.125 3) Critério do CUSTO MÉDIO: 7 unidades a 3.700) 1. Inventário somente no momento do balanço.71) 1.657.86 6unid a um custo médio de 442.157.100 dividido por 7= 442. trimestral ou semestral.657.200 (2.84x 25%= 385.500 (1.UEPS e CUSTO MÉDIO: Método UEPS CUSTO MÉDIO PEPS Estoque Menos estoque Imposto de Renda Menos imposto de renda Meio termo entre Meio termo entre Meio termo entre UEPS E PEPS UEPS E PEPS UEPS E PEPS Mais estoque Mais lucro Mais imposto de renda Lucro Menos lucro Classificação ABC de estoques de materiais diretos: destaca os de elevado valor em relação aos demais: y Itens A: estoques de valor elevado que merecem maior controle. os inventários podem ser mais frequentes.16) 1.84 (1. Os inventários podem ter uma frequência menor: mensal.

menor o número de pedidos nece ssários para atender à demanda. Programação de compras e estoques de materiais diretos: Os dois principais custos decorrentes da gestão de materiais diretos podem ser apresentados como: y Custo de estocagem: decorre em função dos gastos com armazenagem. Custo do pedido: surge em função de gastos com a elaboração do pedido. etc. Daí a necessidade de usar a fórmula do Lote Econômico de Compra que determina o custo total mínimo pela determinação da quantidade a ser comprada que minimize os custos totais de estocagem e os custos totais do pedido. basta calcular a participação em % de cada um em relação ao valor total dos estoques e ordená-los de acordo com a participação em % decrescente. LEC= lote econômico de compra Cp= custo unitário dos pedidos D= Demanda no período analisado Q= quantidade constante solicitada em cada período NP= número de pedidos no período analisado NP= D/QNúmero de pedidos= demanda dividida pela quantidade IP= intervalo entre os pedidos IP= Q/DIntervalo entre os pedidos= quantidade dividida pela demanda EMe= estoque médio EMe= Q/2 Estoque Médio= quantidade constante no pedido dividido por 2 Ctp= custo total de pedidos no período analisado Ctp= Cp x NP=Cp x D/Q Custo total dos pedidos= custo unitário dos pedidos vezes número de pedidos Custo total dos pedidos=( custo unitário dos pedidos) vezes (demanda dividida pela quantidade) . cotação em fornecedores. Aumenta em função do custo unitário de estocagem e do volume armazenado. seguros. refrigeração. transporte. conferência e posterior pagamento. y Quanto maior a quantidade solicitada por pedido. Aumenta em função do número de pedidos efetuados no período analisado.Para classificar os itens de acordo com a metodologia ABC.

ou seja 2 vezes (o Custo unitário dos pedidos vezes a Demanda no período analisado) dividida pelo Custo unitário de estocagem.Cte= custo total de estocagem Cte= Ce x EMe = Ce x Q/2 Custo total da estocagem = custo unitário da estocagem vezes o estoque médio (= quantidade dividida por 2) Ce= custo unitário de estocagem CT= custo total da gestão de materiais diretos CT= Cte + CtpCusto total da gestão de materiais diretos= custo total da estocagem + custo total de pedidos LEC= Raiz quadrada de (2Cp D) dividida por Ce. .

400 1.000 Pede-se para determinar: a) o custo com materiais diretos.000 48.000*** 65.000 18.400) = 774.000 14.600 60.000 540.000 762.400 120.000 Produtos em processo 36.400 760.000* 75.estoque final 36.000* Setembro/2010 48.000* 15. Material direto (matéria prima)= Estoque inicial + Compras .400 = Custos transferidos para estoques em processo = custos transferidos para produtos acabados (14.000 48.200* -48.200* 600*** 2. Produtos em processo Estoque inicial + custos recebidos de MD + custos incorridos .000* 12.000 Produtos acabados 36.600 c) o custo das mercadorias vendidas.400 -48.000 14. Custo fabril = custos incorridos (760.200) + Custos transferidos para estoques em processo .000 2.Data: 25/04/2011 Exercícios Propostos: Exercício 8: Os gastos e estoques da Indústria em setembro de 2010 são: Materiais indiretos consumidos na fábrica Depreciação de móveis do escritório*** Receita de vendas** Depreciação de máquinas industriais Salário dos vendedores*** Aquisição de novo equipamento industrial Seguros de fábrica Salários administrativos*** Compras de matéria-prima Mão de obra indireta Mão de obra direta Energia da fábrica Estoques finais Agosto/2010 Matéria prima 60.estoque final b) o custo fabril.111.000* 6.000*** 1.

Produtos acabados Estoque inicial + custos recebidos de produtos em processo .600 -48.estoque final = CMV d) o DRE e o lucro auferido pela empresa.000 (750.Despesas totais -Depreciação de móveis do escritório*** -Salário dos vendedores*** -Salários administrativos*** = Lucro Líquido antes do IR 1.000 750. Demonstrativo do Resultado do Exercício Receita de vendas** .600) 360.CMV = Lucro Bruto .000 762.111.600)*** 15.400 (27.000*** 12.000*** 600*** 332.800 36.600 .

400 10.00.000 12.000.Lucro Bruto = CMV 180. é possível ³ voltar´ no mapa de apuração de custos: Produtos acabados -Estoque inicial +CMV +estoque final =custos recebidos de produtos em processo -12.400 . obtenha a DRE de agosto.000 141.600.Exercício 9: A Indústria vendeu no mês de agosto o montante de R$ 180. Posteriormente. b) o custo fabril.000 30/agosto 16.000 (38.000 37. Os estoques da empresa são: Estoques Materiais Produtos em processo Produtos acabados 01/agosto 20. já abatidas as eventuais deduções.000 6.400 Com base no CMV encontrado.00.000 139.000 400 200 2.000 10.600) 141.000 16. Outros dados financeiros são: Descrição MOD Mão de obra indireta Salário de vendedores Salários administrativos Imposto de renda Depreciação da maquinaria Depreciação dos móveis e utensílios da administração CIF diversos Valor 50. c) o custo das mercadorias vendidas Do DRE da empresa é possível encontrar o CMV: Receita de Vendas .000 O resultado bruto das vendas em agosto foi de R$ 38.000 12.000 Pede-se para calcular o valor das compras de materiais do período. detalhando: a) as compras e o custo com materiais diretos.000 10.000 4.

000 54.000 -12.000 16.000 16.000 (+) Custos transferidos para estoques em processo 54.000 139.Produtos em Processo .000 -2.custos incorridos MDO -50.400 .400 -89.000 Depreciação da maquinaria -400 CIF diversos + Estoque Final = Custos recebidos de MD Data: 03/05/2011 Material Direto (matéria-prima) (-) Estoque Inicial (+) Estoque Final = Compras -20.000 50.000 Mão de obra indireta -37.Estoque inicial + Custos transferidos para produtos acabados .

Em relação à divisão dos gastos entre fixos e variáveis.MÃO-DE-OBRA DIRETA: As análises de custos de mão-de-obra direta no Brasil devem considerar fundamentalmente os gastos associados aos encargos trabalhistas sociais. porém custa muito caro.6% 37% + 4% (correspondente a multa de 50% do Seguro (acidente de trabalho) 3% Um salário básico de $100. Portanto. .´ Anthony Robbins O estudo da associação que existe entre custos.CAPÍTULO 3. CAPÍTULO 12: CUSTOS PARA DECISÃO ³ É nos momentos de decisão que o seu destino é traçado. É comum dizer que no Brasil o trabalhador ganha muito pouco. financeiro e econômico. Isto sem considerar a multa de 50% sobre o saldo do FGTS o que faria com que o acréscimo fosse para 107.2% 0.76% ao valor original. A relação entre custos fixos e variáveis consiste em importante etapa na análise de formação de preços e projeção de lucros obtidos a diversos níveis possíveis de produção e vendas.00 por hora revela que. além das margens de segurança. As contribuições obrigatórias são: y y y y y y y y Previdência Social Fundo de Garantia Salário Educação Sesi ou Sesc Senai ou Senac Incra Sebrae TOTAL FGTS)=41% 20% 8% (50% de 8= 4%) 2.5% 1.5% 1. informações relevantes ao processo de tomada de decisões e análise dos riscos corporativos podem ser calculadas por meio dos pontos de equilíbrio contábil. resultará um total igual a $ 201.2% 0. após serem acrescidas todas as contribuições e encargos. 76. um acréscimo de 101.65%. que incidem sobre as folhas de pagamento. volumes e lucros.

y Grau de Alavancagem Operacional (GAO) Fórmula % lucro operacional % vendas Financeira (GAF) % lucro líquido Lucro operacional Combinada (GAC) % lucro líquido % vendas O que expressa Relação entre variações no lucro operacional em decorrência de variações nas vendas. Relação entre variações no lucro líquido em decorrência de variações no lucro operacional. que pode ser obtido diretamente da multiplicação dos . como os juros pagos e dividendos preferenciais. A combinação dos efeitos dos graus de alavancagem operacional e financeira pode ser vista no grau de alavancagem combinada. possuem efeito multiplicador sobre a alavancagem operacional. quando pagos como percentual sobre o capital composto por ações preferenciais. Decorre da existência de custos fixos operacionais e financeiros. Alavancagem Financeira: decorre da existência de gastos fixos relacionados ao Passivo (financiamentos) da empresa. o GAO será 30%/20% que é igual a 1. GAC= GAO X GAF = (% LUCRO OPERACIONAL/% VENDAS) X (% LUCRO LÍQUIDO/% LUCRO OPERACIONAL) Data: 04/05/2011 Alavancagem operacional: significa que para cada variação percentual positiva ou negativa nas receitas de vendas. aluguéis etc. o lucro operacional cresce ou decresce. Decorre da existência de custos fixos operacionais. Decorre da existência de custos fixos financeiros. Por exemplo. fruto do pagamento de juros e da estrutura de financiamento adotada pela entidade. como depreciação.ALAVANCAGEM E PONTO DE EQUILÍBRIO: Como os gastos fixos podem situar-se nos dois lados do balanço patrimonial. Os graus de alavancagem financeira. a alavancagem empresarial pode ser classificada em: y Alavancagem Operacional: decorre da existência de gastos fixos relacionados a ativos (investimentos) e atividades operacionais da empresa. folha de pessoal. Relação entre variações no lucro líquido em decorrência de variações nas vendas. se houver uma variação percentual de 20% nas vendas e isto acarretar uma variação de 30% no lucro operacional.50.

3 x 1. a quantidade de vendas no ponto de equilíbrio contábil (PECq) pode ser expressa como: PECq= Gastos Fixos/ (Preço ± Gastos Variáveis Unitários) As vendas em unidades monetárias no ponto de equilíbrio contábil pode ser expressa em: PEC$= Preço x { Gastos fixos/ [Preço ± Gastos Variáveis Unitários]} .5 x 1= 1. ou seja.5 e a entidade não possui dívidas. Com esta variação de 60% no lucro operacional terá uma variação no lucro líquido de 80%. Isto significa que para cada 10% de variação nas receitas. assim o GAF será de 80%/60% igual a 1. o resultado líquido variará 4 x 10%= 40%.00.graus de alavancagem operacional e financeira. portanto com GAF de 1%. o GAC será de 1.3333.00.3333= 4. O GAC será de GAO x GAF. De modo geral tem-se: Lucro = Receitas Totais ± Gastos Totais Lucro = (Preço Unitário x Quantidade) ± (Gastos Fixos + Gastos Variáveis Unitários x Quant) Receitas Totais= Gastos Totais para que o Lucro seja zero Preço x Quantidade = Gastos Fixos + Gastos Variáveis Unitários x Quantidade Preço x Quantidade ± (Gastos variáveis unitários x quantidade) = gastos fixos Colocando a Quantidade em evidência: Quantidade x (preço ± gastos variáveis unitários) = gastos fixos Dessa forma.5 Exemplo:uma empresa que tenha uma variação percentual de 20% nas vendas com impacto de 60% no lucro operacional terá um GAO de 60%/20%= 3. Supondo um GAO de 1. PONTO DE EQUILÍBRIO CONTÁBIL: A análise dos gastos variáveis e fixos torna possível obter o ponto de equilíbrio contábil da empresa: representação do volume (em unidades ou $) de vendas necessário para cobrir todos os custos e no qual o lucro é nulo.

o novo ponto de equilíbrio contábil da empresa precisaria ser recalculado.00 PECq= Gastos Fixos/ (Preço ± Gastos Variáveis Unitários) PEC$= Preço x { Gastos fixos/ [Preço ± Gastos Variáveis Unitários]} PECq= 50.000 + 140.000.00 Qual o volume de vendas do ponto de equilíbrio contábil? PECq= Gastos Fixos/ (Preço ± Gastos Variáveis Unitários) PECq= 50. com uma variação percentual de 62/56= 10.000 + (2.500 x 56)= 50. y y y y y Gastos Fixos por mês = $ 50.42 unidades .000/ 14= 3. Para saber o Ponto de Equilíbrio Monetário: PEC$= Preço x { Gastos fixos/ [Preço ± Gastos Variáveis Unitários]} PEC$= 76 x { 50. sem lucros ou prejuízos.00 por unidade Preço de venda unitário = $ 76.571. a receita total igual aos custos totais. a empresa precisaria faturar $ 190.00 Gasto Variável Unitário = $ 56.500 unidades para permanecer no ponto de equilíbrio.000/ 76-56 PECq= 2.000= 190.000. ou seja.Exemplificando: Supondo uma empresa que tenha: y y y Gastos Fixos por mês = $ 50.000 Ou seja.71%. portanto.00 por unidade Preço de venda unitário = $ 76.500 unidades x $76= 190. mantendo. a empresa deveria vender 2. Supondo que os gastos variáveis unitários aumentassem de $56 para $ 62 .000 (receita de vendas) Gastos totais= 50.500 unidades Conferindo: 2.000 para cobrir todos os seus gastos e não apresentar nem lucros nem prejuízos.00 Gasto Variável Unitário = $ 62.000/ [76-56]} PEC$= 76 x 2500= 190.000 Receitas de vendas = gastos totais (lucro zero) Ou seja.000/ (76 ± 62)= 50.

Portanto.427.42/2500= 1.4286 significando uma variação necessária de 42.42= 271. 3571.86% na quantidade.427.86% no faturamento. PEC$= 76 x 3. um aumento de cerca de 10% nos custos variáveis forçaria a empresa a faturar $ 271.427.00) 271.571.000.92 para atingir seu novo ponto de equilíbrio (anteriormente de $190. . um aumento de cerca de 10% nos custos variáveis aumentaria o risco das vendas ficarem aquém do ponto de equilíbrio.92/190.4286 significando uma variação necessária de 42.000= 1.92 Portanto.

000.000.000.00 Total= 200.a Qual seria a estimativa do ponto de equilíbrio contábil e econômico da empresa com o Balanço Patrimonial? ATIVO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO Estoques= $ 50.20]= 42.00 Dívidas= $ 80.000.00 No caso.000 vezes 25% = $ 30.000.00 Total = $ 200. Nesse caso.000 vezes 20%= $ 16. o retorno desejado sobre o capital próprio deverá ser igual a $120.000.000 + 18.000.000.000. Preço por unidade do produto vendido= $3. para dívidas iguais a $ 80.667 unidades aproximadamente. o lucro obtido deveria ser igual à remuneração do capital próprio (RCP) .2. também denominada custo de oportunidade do capital próprio. Quantidade= [ RCP + Gastos Fixos]/ [preço ± gastos variáveis unitários] Vendas= 30.000.70 Custos fixos totais = $ 18.000. (incluir nos custos fixos) Se o patrimônio líquido da empresa for igual a $ 120.PONTO DE EQUILÍBRIO ECONÔMICO: O conceito de ponto de equilíbrio econômico apresenta a quantidade de vendas (ou do faturamento) que a empresa deveria obter para poder cobrir a remuneração mínima do capital próprio nela investido ± considerando valores de mercado. No ponto de econômico: Lucro = Remuneração do Capital Próprio (RCP) Quantidade= [ RCP + Gastos Fixos]/ [preço ± gastos variáveis unitários] Dessa forma. .70. Custos variáveis por unidade= $ 110.000+ 16.000/ [3.00 / 50 unid por caixa= $ 2. o pagamento de juros deverá ser igual a $80.a de juros sobre os empréstimos contraídos.00 Imobilizado= $ 150.00.00 Patrimônio Líquido= $ 120. as vendas em unidades monetárias no ponto de equilíbrio econômico (PEE$) podem ser expressas como: PEE$= Preço x PEEq PEE$= Preço x [ RCP + Gastos Fixos]/ [preço ± gastos variáveis unitários] Exemplificando: y y y y y A empresa paga 20% a.20 A taxa justa de mercado para remunerar o capital próprio = 25% a.

gerar margem razoável de lucro e cobrir todos os impostos incidentes. permitindo que empresas de pequeno tamanho recolham tributos e encargos sobre folha de forma simplificada e menos onerosa.000/ 3.70 = $ 157.EFEITO DOS TRIBUTOS SOBRE CUSTOS E PREÇOS: Preços praticados nos mercados devem ser suficientemente capazes de remunerar os custos plenos. pois estas não representam desembolsos para a empresa. pode-se dizer que: PECq= 18. para encontrar o ponto de equilíbrio contábil bastaria ignorar o RCP. Refazendo os cálculos.O ponto de equilíbrio econômico expresso em unidades monetárias seria igual ao ponto de equilíbrio em unidades multiplicado pelo preço. ICMS. As três grandes formas de tributação de empresas no Brasil são: y Lucro Real: quando a empresa apresenta suas receitas e gastos. ISS.90. Empregando os mesmos dados.867. . PONTO DE EQUILÍBRIO FINANCEIRO: O ponto de equilíbrio financeiro corresponde à quantidade que iguala a receita total com a soma dos gastos que representam desembolso financeiro para a empresa.000 + 16.667 x $ 3. sendo este lucro presumido tributado. estadual e municipal ± e de dois tipos básicos ± cumulativos e não cumulativos. São abordados os efeitos nos preços do IPI. Quantidade= [ Gastos Fixos ± Gastos Fixos Não Desembolsáveis]/ [preço ± gastos variáveis unitários] CAPÍTULO 13. y y Sobre o lucro real incidem Imposto de Renda e Contribuição Social. no cálculo do ponto de equilíbrio financeiro não devem ser considerados gastos relativos a depreciações. IRPJ. Cofins.2= 22. que podem ser de três diferentes esferas. Lucro Presumido: em casos específicos. amortizações ou exaustões.federal. Assim. ou 42. tributando a diferença ou o lucro real. PIS.667 unidades aproximadamente. algumas empresas podem presumir um percentual das receitas como lucro. Super Simples: corresponde a situação específica do lucro presumido. CSSL e do Simples.7-2.

CSLL. as alíquotas do Simples Nacional relativas ao IRPJ.42%.2 milhões de reais para as pequenas empresas. sendo um regime único de arrecadação para micro e pequenas empresas desde 1º de Julho de 2007.40. o Super Simples acrescentou novos parâmetros. O INSS dos donos da empresa deve ser recolhido separadamente. 5% do PIB= limite de 1. PIS.11%. os estados e municípios com 1% do PIB= 1.317/1996).85%. art. conhecida como lei do Super Simples.5%. permitindo outros enquadramentos conforme a participação percentual do PIB. à opção do contribuinte.61% conforme tabela. No entanto. INSS e ICMS. contemplando o IRPJ. Data: 06/05/2011 O Super Simples nos Serviços recolherão o Super Simples mediante o emprego de 3 tabelas diferentes variando de 6 a 17. de 4 a 13. os prejuízos fiscais de períodos de apuração anteriores. O Super Simples na Indústria recolherão alíquotas entre 4. Poderão ser compensados.4 milhões de reais para as pequenas empresas. O Super Simples no Comércio recolherão alíquotas que variam de 4 a 11. (Lei n. PIS. Em casos extras será apurada a relação: R= Folha de salários incluídos encargos (em 12 meses) e Receita Bruta (em 12 meses) y Na hipótese em que R seja maior ou igual a 0. 123/2006.50%. de 4. O prejuízo compensável é o apurado na demonstração do lucro real e registrado no LALUR. desde que observado o limite máximo de 30% do lucro líquido ajustado pelas adições e exclusões previstas na legislação tributária.5 a 16. exclusões ou compensações prescritas ou autorizadas pela legislação fiscal. total ou parcialmente. . CSLL e Cofins corresponderão aos percentuais descritos na tabela que varia de 4 a 13. participação acima de 5% do PIB= terão o limite de 2. Por exemplo.8 milhões de reais. Cofins.4 milhões de reais ( conforme artigo 966 do Código Civil). 8.5 a 12. Por microempresa entende-se aquela que tem receita bruta anual de até 240 mil reais e por empresa de pequeno porte entende-se aquela com receita bruta anual superior a 240 mil reais e inferior a 2.42) A Lei Complementar n. substituiu o Simples Federal (lei 9.981/1995.O lucro real é o lucro líquido do período de apuração ajustado pelas adições.

somando ainda mais 20%. PIS.alíquota).0. é possível subtrair os impostos que já foram pagos por outrem. A principal facilidade do Super Simples consiste na unificação dos impostos. Se a receita ultrapassar os R$ 2. Os impostos que podem ser substituídos são PIS. CÁLCULOS POR DENTRO OU POR FORA.10)= 900/0. (INSS) Se a receita vier de exportações ou de substituição tributária. Valor do tributo = $1000 x 10% = $100 y . é preciso dividir o valor sem o imposto por (1.35 e menor que 0.4 milhões anuais. Exemplificando: y y y Valor da mercadoria sem imposto = $ 900 Alíquota de 10% Cálculo por dentro=Valor sem imposto ($900) dividido por 1-alíquota (1. O tributo está por dentro da base de cálculo. O IPI calcula por fora. Nesta sistemática. O tributo está por fora da base de cálculo. ICMS e IPI. Para acrescentar o tributo.40. CSLL e Cofins para todas as faixas de receita bruta será igual a 14%.y Na hipótese em que R seja maior ou igual a 0. Aos percentuais do Super Simples devem ser somados outros impostos que não estão na sua alíquota. a alíquota incide sobre o valor. a parcela que exceder isso estará sujeita ás alíquotas máximas de cada tabela. Cálculos por dentro são mais onerosos e comuns na maioria dos impostos. mas a adesão ou não ao sistema vai depender de uma análise criteriosa da empresa. sem incluir o tributo. A alíquota do tributo incide sobre o valor com o tributo já incluído.90= $1000. as alíquotas do Simples Nacional relativas ao IRPJ. Cofins.

ISS. com o imposto calculado pelo varejista de 72 subtrai-se 36 do distribuidor= 36. Exemplificando: tributação não-cumulativa Para calcular o imposto a pagar. SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA: A substituição tributária representa um mecanismo tributário que possibilita o pagamento dos impostos de toda a cadeia produtiva e comercial de uma só vez por um dos integrantes da cadeia. cadeias produtivas longas são penalizadas. nas operações anteriores à venda final para o consumidor cada débito do imposto permitirá um crédito posterior.isto é.Ex: ICMS. . Exemplificando: y Indústria: o preço de $100 gera um imposto normal de $18. não permitem a dedução posterior do desembolso com o tributo. é preciso subtrair o crédito das etapas anteriores. Neste caso.5% do preço de venda final da operação de $400. o imposto a recuperar é de $18 e o custo do estoque é de $82 (100. O total não cumulativo seria $72 (18+18+36) que corresponde exatamente a 18% (alíquota do imposto) do preço de venda final de $400. y Exemplificando: tributação cumulativa y y y Indústria vende a preço de $100 com ICMS de 18%= 18 Distribuidor vende a preço de $200 com ICMS de 18%= 36 Varejista vende a preço de $400 com ICMS de 18%= 72 (consumidor final) Se o imposto fosse cumulativo.IR e Contribuição Social. IPI.Ex: CPMF. Com tributos cumulativos. Sendo o imposto não-cumulativo. o preço da indústria de $100 com a alíquota de 18%. para o distribuidor. o total recolhido seria = $126 (18+36+72). não devendo ser incorporados ao custo dos produtos.18). a análise de tributos deve iniciar com a distinção entre: y Tributos cumulativos: que não geram crédito fiscal. Tributos não-cumulativos: que permitem o aproveitamento posterior do imposto pago. No caso anterior: com o imposto calculado pelo distribuidor de 36 subtrai-se 18 da indústria= 18. Separa-se o custo do imposto a recuperar. sem direito ao crédito ou aproveitamento dos impostos pagos em etapas anteriores.CUMULATIVIDADE E NÃO-CUMULATIVIDADE FISCAL: No estudo dos custos e preços. o que corresponderia a 31.

valor pago vira custo. a indústria será obrigada a cobrar um novo preço= preço normal ($100) acrescido do imposto substituído ($54)= $154.( 400x 18%) Imposto total na cadeia (72) menos o imposto normal (18)= imposto substituído (54) y O Fisco define o preço de ponta. Com a cobrança da substituição tributária. O custo do estoque para o distribuidor passa a ser de $154. . cessarão os créditos e débitos posteriores. o que pode ser feito mediante o uso das tabelas de preço praticadas pela indústria ou por meio de pesquisas de mercado. Com a substituição tributária. o imposto não-cumulativo do ICMS gera um imposto total em toda a cadeia de comercialização do produto de $72. a ser pago pelo consumidor final. Desta forma.y Até o consumidor final com o preço de $400.

a alíquota foi elevada para 7. tendo por base a receita bruta. excluída do IPI. permanecendo válidas as normas anteriores. a partir de 2004. com alíquota de 3%. optantes pelo Simples/Federal. y 2) PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO SOCIAL (PIS): De esfera federal. a legislação passou a permitir duas sistemáticas para a Cofins: y Cumulativa: aplicável ás pessoas jurídicas que apuram o IR trimestral com base no lucro presumido ou arbitrado e às micro-empresas e empresas de pequeno porte. Não-cumulativa: aplicável ás demais entidades (empresas tributadas pelo IR pelo Lucro Real. incide sobre o faturamento de empresas que comercializam mercadorias e que prestam serviços de qualquer natureza. definidas como empregadoras pela legislação trabalhista. incide sobre o preço de venda total. empregando a alíquota de 1%. excluída do IPI. Para estes casos. Até fevereiro de 2004 consistia em tributo cumulativo com alíquota de 3% desde fevereiro de 1999. IR e CSSL (incidentes sobre faturamento em empresas tributadas por lucro presum ido ou sobre o lucro real em empresas tributadas por lucro real) 1) CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL (Cofins) De esfera federal.6% (permitindo. Porém. o aproveitamento dos créditos anteriores). deveriam recolher PIS com base na folha de salários mensal. permanecendo válidas as normas anteriores. o tributo era exclusivamente cumulativo até fevereiro de 2004.TRIBUTOS NA FORMAÇÃO DO PREÇO DE VENDA: y Tributos gerais: tributos federais como Cofins. . optantes pelo Simples/Federal.65% sobre a receita bruta mensal. PIS e CPMF (incidentes sobre faturamento ou sobre o movimento em conta corrente). De forma similar á Cofins. Entidades sem fins lucrativos.65%. A partir de fevereiro de 2004. trimestral ou anual). com alíquota de 0. sendo o valor do tributo obtido mediante a aplicação de alíquota de 0. porém. a legislação passou a permitir duas sistemáticas para o PIS: y Cumultativa:: aplicável ás pessoas jurídicas que apuram o IR trimestral com base no lucro presumido ou arbitrado e às micro-empresas e empresas de pequeno porte.

3) IMPOSTO DE RENDA PESSOA JURÍDICA (IRPJ): De esfera federal. presumido ou arbitrado. Porém. considerando 3 diferentes possibilidades para a apuração dos lucros: real. incide sobre o lucro das empresas. tributando-os de forma diferenciada. Para estes casos.65% (permitindo. Sua alíquota básica = 15%. 4) CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO (CSSL): De esfera federal.000 está sujeita à incidência de adicional de IR com alíquota de 10%. O lucro arbitrado é acrescido de um percentual de 20%além dos 15%. a alíquota foi elevada para 1.y Não-cumulativa: aplicável ás demais entidades (empresas tributadas pelo IR pelo Lucro Real. trimestral ou anual). a parcela do lucro trimestral que exceder a $60. o aproveitamento dos créditos anteriores). porém. . incide sobre a receita bruta ou lucro líquido auferido pela empresa à alíquota de 9%.

O ISS não gera direito a crédito fiscal e é calculada por dentro sobre o preço total com ele incluído. em muitas situações é preciso acrescentar outros tributos ao ISS. Ou seja.65% 3% 5% 16.33% PV sem impostos/(1-%impostos)= 6.97 O preço de venda formado seria igual a 8. Em relação ao exemplo anterior.88% 4.97 .840/(1-0. Exemplicando: y y y Gastos com a atividade= $5. com alíquota de 5%. poderiam ser apresentados os tributos calculados por dentro apresentados na tabela seguinte: TRIBUTO Base de Cálculo CSSL 32% IR 32% PIS COFINS ISS Soma Assim.174.200 (Nota Fiscal) 7.000 Despesas indiretas= $600 Lucro desejado= $1240 Qual o valor total a ser cobrado na Nota Fiscal e qual o valor destacado do ISS? Preço de venda= $6840 PV sem ISS/ (1-%ISS) 6840/1-0.1633)= 8. incidente sobre o preço de venda total do serviço prestado.174. considerando uma empresa optante por lucro presumido. podendo variar de município para município.05= 6840/0. o preço com todos os impostos será: Alíquota 9% 15% Subtotal 2.95=7. é preciso dividir o valor sem o imposto por (1-alíquota).8% 0.TRIBUTOS ESPECÍFICOS ASSOCIADOS A PREÇOS: y NOS SERVIÇOS: 1) IMPOSTOS SOBRE SERVIÇOS (ISS): De esfera municipal.200 x 5%= 360 (ISS da Nota Fiscal) Exemplificando: Lucro Presumido Na prática.

25 408.40 53.97 .334.8% 0.97 Valor 235.Os valores devidos a cada um dos diferentes tributos seriam: Tributo CSSL IR PIS COFINS ISS Soma %receita 2.33% Operação X 8.65% 3% 5% 16.174.75 1.174.14 245.44 392.88% 4.97 X 8.

O ICMS incide sobre o preço de venda. industrial ou produtor.TRIBUTOS ESPECÍFICOS PARA A FORMAÇÃO DE PREÇOS NO COMÉRCIO: 1) ICMS: De esfera estadual. existindo a possibilidade de aproveitamento de créditos gerados em cada etapa da comercialização. entrada em estabelecimento comercial. a entrada de bens de consumo.56 O valor a ser pago a título de ICMS será igual à diferença entre o débito (18% do preço)= 35. entrada de bens do ativo imobilizado oriundos de outros Estados ou Distrito Federal e que sejam utilizados na atividade produtiva. alimentação. no preço de venda do produto (base de cálculo) já se encontra embutido o valor do ICMS incidente.56 menos o crédito de ICMS (18% do custo)= 18 que consiste no ICMS a recolher de 17. prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicações. Destaca-se que o ICMS é não-cumulativo. Exemplificando: y y y y y y y y y Preço pago ao fornecedor= 100 Crédito do ICMS= 18 Custo da mercadoria= 100 ± 18= 82 Despesas e lucro= 80 Base de Cálculo para o ICMS=custo da mercadoria(82) + despesas e lucro (80)= 162 Base para formação do preço de venda= 162 Base (162) dividido por (1.0.56) O débito de ICMS existente na venda = 18% de 197.56= 35. industrial ou produtor de mercadoria importada do exterior.56 . sendo cobrado por dentro. incidente sobre a venda de mercadorias de estabelecimento comercial. bebidas. Ou seja.18)= preço(197.

conforme tabela: Origem Estado A Alíquota 18% (SP.MG. a alíquota interna seria igual a 17%. Sudeste 12% Oeste e Espírito Santo Norte. Todo o valor pago ao fornecedor a título de ICMS deve ser incorporado no custo (se produtivo) ou despesa (se não produtivo).RJ) 17% demais Estados Sul.12% Oeste e Espírito Santo Oeste e Espírito Santo Estado A Exportação 0% Exemplificando: Compra de uma mercadoria com origem em SP para destino no Ceará por $50.50. Nordeste. Nordeste. Centro. Sudeste 12% Sul. Centro.50 (valor a ser recolhido de ICMS para a SEFAZ/SP) Supondo a aplicação de um PV= $100. .00 desta mercadoria para consumidor em Fortaleza. com o débito a 17 menos o crédito de ICMS de 3. valor a ser recolhido para a SEFAZ/CE. Sudeste Norte. Sudeste Sul. y SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA DO ICMS: O elo principal da cadeia recolhe o tributo dos demais elos.Sul. Não existem mais débitos e créditos.00 y y Destino Estado A Alíquota de 7% sobre 50= 3. Logo. Nordeste.50 da nota fiscal de compra= $13. com alíquotas diferenciadas de acordo com o tipo de mercadoria ou serviço e com os destinos das operações.Norte. Centro. Centro. Nordeste.OPERAÇÕES COM ICMS ENTRE ESTADOS DIFERENTES: O ICMS é considerado imposto proporcional. o débito do ICMS na venda= 17% de 100= 17 Ao preço de 100.7% Oeste e Espírito Santo Norte.

PV= PV sem IPI x (1+ %IPI) É preciso tomar cuidado com a base de cálculo: O valor do IPI= base de cálculo com o ICMS Exemplificando: y y y y y Valor sem ICMS= 200 ICMS destacado= 40. Caso se destine a imobilizado. Caso o produto se destine a consumo final. gerará direito a crédito por ocasião de sua compra.10 Valor a ser pago pelo produto= 200 + 40. Se o produto adquirido for utilizado.10 = 265. sendo as alíquotas variáveis por produto.96 Alíquota de 10% do IPI Valor do IPI= 10% de (200 + 40. posteriormente.06 A depender do uso do produto adquirido. o IPI gera crédito fiscal ou não. sobre o preço sem o IPI. . O IPI incide por fora. constitui-se custo. incide sobre produto de procedência estrangeira e a saída de produto de estabelecimento industrial ou equiparado a industrial.96)= 24. o crédito recebido deverá ser utilizado considerando amortizações mensais ao longo de período determinado pela Receita Federal.96 + 24.TRIBUTOS ESPECÍFICOS PARA A FORMAÇÃO DE PREÇOS NA INDÚSTRIA: IPI: De esfera federal. como insumo na fabricação de novo bem ou para revenda.

17)= 963.IPI NO ICMS NA VENDA PARA CONSUMIDOR EMINDÚSTRIA: O IPI pode ou não entrar na base de cálculo do ICMS. remetido por não contribuinte nem de IPI nem de ICMS: y IPI = 5% PV sem ICMS 1. Incidência do IPI na base de cálculo do ICMS: Destino e Destinatário do produto Para industrialização ou comercialização por contribuinte de IPI ou ICMS Para uso ou consumo por contribuinte de IPI ou ICMS Remetente Contribuinte de IPI ou ICMS Contribuinte ou não de IPI ou ICMS IPI na base de cálculo do ICMS Não integra Preço de venda (PV) com ICMS PV sem ICMS 1.% ICMS PV= 800/ (1-0.05]= 973.[% ICMS x (1+% IPI)] Integra Exemplificando: Para industrialização ou comercialização por contribuinte de IPI ou ICMS Remetente: Fábrica situada em Fortaleza (CE) vende uma mercadoria sem ICMS = 800 y y y y Destinatário: Revendedor situado no próprio estado (CE) com alíquota de 17% PV= PV sem ICMS / 1.86 Para uso ou consumo por contribuinte de IPI ou ICMS.[0.83 .% ICMS PV sem ICMS 1.17 x 1.[% ICMS x (1+% IPI)] y PV= 800/ [1.

75 Total das tributações= 1. como o PIS e o COFINS. em uma situação real.65% + 7.084.25% y y .OB S: É importante destacar.0. que outros impostos.6% ICMS= 17% PV= PV sem Impostos / (1-% impostos) PV= 800/ (1.65% COFINS= 7.2625)= 1.6% + 17% = 26. podem precisar ser somados com a alíquota do ICMS antes da aplicação da fórmula: Exemplificando: uma empresa tributada pelo Lucro Real: y y y PIS= 1.

Fluxo de caixa negativo. Sazonalidade.CAPÍTULO 14: FORMAÇÃO DE PREÇOS: ASPECTOS QUANTITATIVOS: Algumas razões contribuem com efeitos negativos sobre os lucros: y y y y Excesso de estoques. Somente por meio da correta fixação e mensuração dos preços de venda é possível assegurar o correto retorno do investimento efetuado. Concorrência agressiva. CAPÍTULO 18: APLICAÇÕES DA CALCULADORA HP 12 C: .

CAPÍTULO 19: APLICAÇÕES DO EXCEL: USOS GENÉRICOS .

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