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Apostila de Segurança do Trabalho - Analise de riscos

Apostila de Segurança do Trabalho - Analise de riscos

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA

APOSTILA DE EPR 340 – SEGURANÇA DO TRABALHO

ÍNDICE

1. ENGENHARIA DE SEGURANÇA NO TRABALHO
1.1. Aspectos Históricos: Origem, Nascimento e Oficialização da Segurança do Trabalho 1.1.1. Prevencionismo e sua evolução 1.2. Segurança no Trabalho 1.2.1. Situação Atual em termos das Leis, Normas, Portarias e Regulamentações: 1.3. Aspectos políticos, sociais, educativos, econômicos - dados estatísticos 1.3.1. Instituições governamentais ligadas à Segurança e Medicina do Trabalho e demais entidades não governamentais 1.3.2. Dados estatísticos relativos aos acidentes do trabalho no Brasil e no mundo 1.4. Considerações Finais

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5 6 9 10 11 11 13 16

2. HIGIENE DO TRABALHO
2.1. Fundamentos da Higiene e Segurança 2.2. Agentes Ambientais - Reconhecimento, Avaliação e Controle 2.2.1.Agentes Físicos 2.2.1.1.Ruído 2.2.1.2.Vibrações 2.2.1.3.Ambientes Térmicos 2.2.1.4.Agentes Químicos 2.2.1.5.Agentes Ergonômicos 2.2.1.6.Agentes Biológicos

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17 18 20 20 21 22 28 28 29

4. GERÊNCIA DE RISCOS
4.1.Natureza e Identificação de Riscos 4.3. Análise e Avaliação de Riscos 4.3.1.Fases do Processo de Gerenciamento de Riscos 4.4. Ferramentas Auxiliares no Gerenciamento de Riscos 4.5. Responsabilidades do Gerenciamento de Riscos 4.6. Controle Total de Perdas

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31 32 33 36 38 39

5. PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIOS E EXPLOSÕES
5.1. Aspectos Físico-Químicos Associados ao Fogo 5.1.1. Combustão 5.1.1.1. Formas de combustão 5.1.2. Combustível 5.1.3.Comburente

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42 42 42 43 43

5.1.4.Calor 5.1.4.1. Formas de propagação do calor 5.1.5. Continuidade da reação de combustão 5.2. Análise de espaços construídos e naturais em relação aos incêndios 5.2.1. Classificação dos Incêndios 5.2.1.1. Métodos de extinção 5.2.2. Evacuação de área 5.3. Explosivos 5.3.1.Definições 5.3.2. Classificação dos explosivos 5.3.3. Explosivos utilizados em minas e pedreiras 5.3.4. Detonadores 5.3.5. Armazenagem 5.3.6.Transporte de Explosivos 5.4. Legislação

43 43 44 44 46 46 49 50 51 51 52 52 53 53 54

6. LEGISLAÇÃO E NORMAS TÉCNICAS
6.1. Introdução 6.2. Conceitos 6.2.1. Leis e convenções internacionais 6.2.2. Regulamentos e outros atos administrativos normativos 6.3. Hierarquia das Fontes e das Leis 6.4. Leis e Normas sobre Segurança e Medicina do Trabalho 6.4.1. Na Constituição da República: 6.4.2. Na Consolidação das Leis do Trabalho – CLT: 6.4.3 Nas Portarias normativas e outros diplomas legais: 6.2.3.1. Normas Regulamentadoras - NR 6.2.3.2. Quanto ao trabalho da mulher e do menor 6.2.3.3. Quanto ao trabalhador rural: 6.3. Direitos Previdenciários do acidentado e Dependentes: 6.4. Normas – ISO: Organização Internacional De Normalização 6.5. Decretos, Legislação Complementar e Legislação Previdenciária 6.5.1. Decretos 6.5.2. Leis 6.5.3. Leis Previdenciárias 6.6 Instrução Normativa (Previdência) 6.6.1. Ordens de serviço do INSS 6.6.2. Portarias 6.6.3. Instrução Normativa

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55 56 56 57 57 57 57 58 58 58 64 64 65 65 68 68 69 69 71 71 72 72

7. PREVENÇÃO E CONTROLE DE RISCOS EM MÁQUINAS, EQUIPAMENTOS E INSTALAÇÕES 72

AMBIENTE DO TRABALHO E AS DOENÇAS DE TRABALHO 8.4.2 Equipamentos de Proteção Individual – EPI 7.3 Sinalização de segurança 7.3 Conceitos básicos relacionados ao ser humano e ao layout de seu local de trabalho 7.5.5.6.2 PCMAT 7. Doença do Trabalho 8.7.2. .2.7.2 Medidas de segurança 7. MAPEAMENTO DE RISCO REFERÊNCIAS BIBIOGRÁFICAS 121 124 ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.1 Introdução 7.4 Arranjo Físico 7.3.7.1.10 Função Manutenção 7. A preparação de um layout 7.3.Acidentes e Doenças do Trabalho 8.1 Normas Regulamentadoras 7.4.6.1 Introdução 7.5 Cores e Sinalização de Segurança 7.3 Proteção coletiva e individual na construção 7.9 Equipamentos de Processos Industriais 7. Equipamentos de Proteção Coletiva .2.8 Projeto de Proteção de Máquinas 7. A medicina do Trabalho e as Doenças do Trabalho 8.5.11.2 Cores 7.6.6 Edificações 7.3 Formas mais comuns de apresentação do risco elétrico: 7. Localização Industrial 72 73 76 79 79 79 81 82 82 82 83 84 84 84 85 94 94 96 98 98 101 105 107 8.7.EPC 7. Primeiros Socorros 110 111 115 116 116 10.4.7 Eletricidade 7.1 Introdução 7. SEGURANÇA DE FROTAS E DOS RESPECTIVOS OPERADORES 11.1 Introdução 7.1.

ENGENHARIA DE SEGURANÇA NO TRABALHO 1. de veículos de transporte terrestre e naval. além das máquinas de tecelagem e diversas outras). as Indústrias de tecelagem.1. apoiando-se na evolução decorrente do advento de novas tecnologias. construções e etc. modernizando e modificando todo o mundo. apesar de não faltarem exemplos das deploráveis condições de trabalho que existiam nas épocas passadas. com os aspectos referentes à segurança de todos estes trabalhadores anônimos e desconhecidos que empenharam-se em promover toda a construção do nosso Mundo Civilizado. imprimiu um desenvolvimento acelerado da tecnologia em nossa civilização. (como por exemplo. devido principalmente ao deslocamento em massa das populações e trabalhadores que moviam-se do trabalho na agricultura e no campo para o trabalho nas diversas Indústrias que surgiram. a qual. tais como. ocasionando desequilíbrios. Nesta época conseqüentemente as condições de trabalho tornaram-se em larga escala bastante inseguras e precárias. além do agravamento da situação social. Contudo. verifica-se contudo que ao longo da história parece não ter havido uma organização e preocupação maior das nações e povos daquelas épocas. as máquinas a vapor. indústrias químicas e metalúrgicas. confecções. Nos séculos XVIII e XIX. ocorreram importantes eventos que culminaram com o surgimento da consagrada Revolução Industrial. de bebidas e alimentícias. os motores de combustão interna e os motores elétricos. como também as que ainda ocorrem . Entretanto todo este desenvolvimento tecnológico não se fez acompanhar do correspondente desenvolvimento social.1. Nascimento e Oficialização da Segurança do Trabalho Muito embora o trabalho organizado no mundo civilizado tenha surgido a milhares de anos. Aspectos Históricos: Origem.

. provocados por substâncias e ambientes inadequados. em grande parte. pois foi quando pôde-se perceber que a capacidade industrial dos países em luta seria o ponto crucial para determinar o vencedor. equipamentos e instalações. continuam a ocorrer casos de displicência. mais facilmente adquirida com um maior número de trabalhadores em produção ativa. significando uma revolução econômica. há uma conscientização crescente quanto ao benefício da adoção de medidas de proteção ao trabalhador. o movimento prevencionista realmente toma forma. Até esta data apenas algumas tentativas isoladas para controlar os acidentes e doenças ocupacionais haviam sido feitas. social e moral.1. a extinção das fábricas artesanais e o fim da escravatura. Apesar de apresentar algumas melhoras com o surgimento dos trabalhadores especializados e mais treinados para manusear equipamentos complexos.na época atual. foi com o surgimento das primeiras indústrias que os acidentes de trabalho e as doenças profissionais se alastraram. 1. pois apesar de avanços tecnológicos e sociais alcançados. esta situação ainda perdurou até a Primeira Guerra Mundial. do layout de máquinas. Os acidentes de trabalho e as doenças eram. que necessitavam cuidados especiais para garantir maior proteção e melhor qualidade. Durante a Segunda Grande Guerra. das condições ambientais. dadas as condições subumanas em que as atividades fabris se desenvolviam. com esforços voltados ao estudo das doenças. tomando proporções alarmantes. Prevencionismo e sua evolução O início da Revolução Industrial permitiu a organização das primeiras fábricas modernas. abusos e situações ilegais relativas ao Trabalho como provam as estatísticas de acidentes do trabalho. capacidade esta. bem como das proteções necessárias para evitar a ocorrência de acidentes e incapacidades.1. A partir de sua real constatação surgem as primeiras tentativas científicas de proteção ao trabalhador. Porém. e grande era o número de doentes e mutilados.

OIT. numa função importante nos processos produtivos e enquanto nos países desenvolvidos este conceito já é popularizado. se os acidentes e doenças do trabalho estiverem sob controle. a preservação da integridade física é um direito de todo o trabalhador. a preocupação com os acidentes do trabalho e doenças ocupacionais também ocorreu mais tardiamente. pode-se dizer que atualmente nós. latino-americanos. evoluímos muito neste campo. . • 1919: Fundação da Organização Internacional do Trabalho . tornou obrigatória a constituição de Comissões. psicológica tem tal magnitude que se pode afirmar que um país em vias de desenvolvimento só sairá deste estágio com sucesso. Cronológica e resumidamente destacam-se os seguintes acontecimentos de relevância no que se refere ao tema da Segurança do Trabalho: • 1911: Começa-se a implementar com maior amplitude o tratamento médico industrial. tendo sido inclusive apontado na década de 70 como o campeão em acidentes do trabalho. com a conseqüente perda para a nação.A partir daí. Nesta época o Comitê da OIT estabelecido em Genebra na Suíça. a exemplo da Revolução Industrial. Sob o aspecto humano. a Higiene e Segurança do Trabalho transformou-se. a de nº 3. sócio-econômica. Apesar disto. quando as empresas tivessem 25 ou mais empregados. estudando as condições de trabalho e vida dos trabalhadores no mundo. No Brasil simultaneamente surge a primeira Lei sobre Acidentes do Trabalho. A problemática econômica. Nos países da América Latina. sendo que no Brasil os primeiros passos surgem no início da década de 30 sem grandes resultados. em Genebra. pois a incapacidade permanente para o trabalho poderá transformá-lo num inválido. com o objetivo de zelar pela prevenção dos acidentes do trabalho. na Suíça. os países em desenvolvimento lutam para implantá-lo. compostas de representantes do empregador e dos empregados. definitivamente.724 de 15 de janeiro de 1919. humana.

em 10 de julho de 1934 foi promulgada a segunda Lei de Acidentes do Trabalho através do Decreto n o 24.• 1921: A Organização Internacional do Trabalho – OIT organizou um Comitê para o Estudo de Assuntos referentes a Segurança e a Higiene no Trabalho. promulgou em 10. estiverem enquadradas em condições estabelecidas nas normas expedidas pelo Departamento Nacional de Segurança e Higiene do Trabalho. deverão manter obrigatoriamente. 164 – As empresas que. o qual dispunha de assuntos de Segurança e de Higiene no Trabalho. • 1953: Em 27. o Decreto –Lei n o 7. à qualificação e a proporção relacionada ao número de empregados das empresas compreendidas no presente artigo.11. no Governo do Presidente Costa e Silva.11. a critério da autoridade competente em matéria de Segurança e Higiene no Trabalho. da CLT. . o artigo 164 da CLT que tratava de assuntos referentes a CIPA foi alterado e ficou conforme o seguinte texto: Art.1967 . título II . fixando a obrigatoriedade da criação de Comitês de Segurança em Empresas que tivessem 100 ou mais empregados. quanto as atribuições .Comissão Interna Para Prevenção de Acidentes.1953 a Portaria 155 oficializava a sigla CIPA – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes. o Serviço Especializado em Segurança e em Higiene do Trabalho e constituir Comissões Internas de Prevenção de Acidentes – CIPAs. o Decreto-Lei n o 229 modificou o texto do Capítulo V .1944. 0 O Departamento Nacional de Segurança e Higiene do Trabalho definirá as características do pessoal especializado em Segurança e Higiene do Trabalho. 21 anos após a recomendação feita pela OIT. O decreto acima ficou conhecido como Nova Lei de Prevenção de Acidentes.637 • • 1943: Criação da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT 1944: Oficialmente instituída a criação da CIPA . • 1934: Tempos depois. no Brasil: Getúlio Vargas.02. Com esta modificação. § 1. • 1967: Em 26.036 .

Em 29 de novembro de 1968. Os acidentes. deve se preocupar com a preservação da integridade física do trabalhador e também precisa ser considerada como fator de produção. diminuição da eficiência do trabalhador acidentado ao retornar ao trabalho e de seus companheiros.2. elevação dos prêmios de seguro de acidente. Proteção do Meio Ambiente. 0 As Comissões Internas de Prevenção de Acidentes (CIPAS) serão compostas de representantes de empregadores e empregados e funcionarão segundo normas fixadas pelo Departamento Nacional de Segurança e Higiene do Trabalho. a Portaria 3. Psicologia na Engenharia de Segurança. Higiene do Trabalho.§ 2.456: . Normas Técnicas. O Ambiente e as Doenças do Trabalho. qualidade dos produtos sacrificada. Responsabilidade Civil e Criminal. doenças ocupacionais. Segurança no Trabalho Segurança do Trabalho pode ser entendida como os conjuntos de medidas que são adotadas visando minimizar os acidentes de trabalho. como: eventuais perdas materiais. Administração aplicada à Engenharia de Segurança. A Segurança do Trabalho. . moral dos trabalhadores afetada. Legislação. Prevenção e Controle de Riscos em Máquinas. Comunicação e Treinamento. provocando ou não lesão no trabalhador. Equipamentos e Instalações. devido ao impacto provocado pelo acidente. para ser entendida como prevenção de acidentes na indústria. • 1968: Portaria 3. Ergonomia e Iluminação. Metodologia de Pesquisa. influenciam negativamente na produção através da perda de tempo e de outras conseqüências que provocam. Proteção contra Incêndios e Explosões e Gerência de Riscos. aumento da renovação de mão-de-obra. 1. Perícias. Higiene e Medicina do Trabalho. bem como proteger a integridade e a capacidade de trabalho do trabalhador. A Segurança do Trabalho estuda diversas disciplinas como Introdução à Segurança.456 reduziu o número de 100 para 50 empregados como o limite em que torna-se obrigatório a criação das CIPAs em cada Empresa.

higiene e saúde no trabalho constituem o fundamento material de qualquer programa de prevenção de riscos profissionais e contribuem.Comissão Interna de Prevenção de Acidentes.2. . A segurança do trabalho propõe-se combater. para o aumento da competitividade com diminuição da sinistralidade. Por sua vez. Normas Regulamentadoras Rurais. 1. na empresa. também dum ponto de vista não médico. Estes profissionais formam o que chamamos de SESMT . Também os empregados da empresa constituem a CIPA . quer eliminando as condições inseguras do ambiente. Médico do Trabalho e Enfermeiro do Trabalho. que tem como objetivo a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho. Para além disso. os acidentes de trabalho. No Brasil a Legislação de Segurança do Trabalho compõe-se de Normas Regulamentadoras. A Segurança do Trabalho é definida por normas e leis. inclusive Normas Técnicas Internacionais. Situação Atual em termos das Leis. Engenheiro de Segurança do Trabalho. quer educando os trabalhadores a utilizarem medidas preventivas. ratificadas pelo Brasil. Portarias e Regulamentações: No Brasil os princípios básicos da Segurança do Trabalho são ditados e orientados pelas Normas Regulamentadoras – NRs. A partir das NRs poderemos nos guiar e verificar as situações de risco de uma determinada instalação. estas Normas Regulamentadoras – NRs apoiam-se e se relacionam com Normas Técnicas oficiais estabelecidas pelos órgãos competentes. como portarias e decretos e também as convenções Internacionais da Organização Internacional do Trabalho. de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde do trabalhador.O quadro de Segurança do Trabalho de uma empresa compõe-se de uma equipe multidisciplinar composta por Técnico de Segurança do Trabalho.1. outras leis complementares. Normas. as condições de segurança.Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho.

1. 0 6. aprovadas pela Portaria n.U. Instituições governamentais ligadas à Segurança e Medicina do Trabalho e demais entidades não governamentais A seguir.514. 0 6. sociais. Previdência Social.067 . É muito importante também que sejam seguidas as recomendações técnicas relativas a Segurança da Instalação e a Segurança do Trabalhador encontradas nos livros técnicos que regem o assunto.12.1977).452 de 01. educativos.1943.A regulamentação referente a Segurança e Medicina do Trabalho atualmente é regida pelas seguintes Leis.Segurança e Medicina do Trabalho. nos manuais técnicos das instalações e de seus componentes.3. atualizada pela Lei Lei n. Normas Regulamentadoras (NRs) . Capítulo V . a Recomendação n o 181 sobre a Prevenção de Acidentes Industriais Maiores. . de 22 de janeiro de 1977 (D. de 08 de junho de 1978. Aspectos políticos. de 12 de abril de 1988. • Normas Regulamentadoras Rurais (NRRs) . entre outras: • • Constituição Federal de 1988. aprovadas pela Portaria n.O. econômicos .3.085 de 15 de janeiro de 2002 o qual promulgou a Convenção n o 174 da OIT . etc.05. Normas e Portarias abaixo colocadas. (Decreto Lei n o 5.dados estatísticos 1. 23. • Decreto n o 4. • • Ministério do Trabalho e Emprego – MTE e seus Órgãos Regionais do MTb. e 22 de janeiro de 1977) • • Lei n. bem como. estão descritas as diversas Instituições governamentais e não governamentais que atuam nas questões relacionadas a Segurança do Trabalho. além das demais entidades ligadas a Segurança e Medicina do Trabalho no Brasil.514. Consolidação das Leis do Trabalho – CLT. 0 3.214 . nos treinamentos específicos. 1. 0 3.

FENATEST . estaduais e municipais.Associação Nacional de Enfermagem do Trabalho. ABHO . orientar. • Órgãos Federais.DRT. OIT – Organização Internacional do Trabalho. OMS/OPAS . ANAMT – Associação Nacional de Medicina do Trabalho. • • Secretaria de Segurança e Medicina do Trabalho – SSMT. . do Trabalho.Associação Brasileira dos Profissionais de Higiene e Seg. mediante convênio autorizado pelo Ministro do Trabalho. Abraphiset .Associação Brasileira de Higienistas Ocupacionais. órgão regional competente para executar as atividades relacionadas com a segurança e medicina do trabalho.Podem ainda ser delegadas a outros Órgãos Federais. Estaduais e Municipais: . • • Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho. quanto ao cumprimento dos preceitos legais e regulamentares sobre segurança e medicina do trabalho. Fundacentro – Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Medicina e Segurança do Trabalho • • • • • • • • • • SOBES – Sociedade Brasileira de Engenharia de Segurança ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. atribuições de fiscalização e/ou orientação às empresas. ABMT – Associação Brasileira de Medicina do Trabalho. controlar e supervisionar as atividades relacionadas com a segurança e medicina do trabalho.SSST órgão de âmbito nacional competente para coordenar. nos limites de sua jurisdição.Federação Nacional dos Técnicos de Segurança do Trabalho. ABPA – Associação Brasileira para Prevenção de Acidentes.Organização Mundial da Saúde.• Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho . • Anent . Delegacias Regionais do Trabalho .

Brasil. 561 mortes 1943 – Alemanha.Índia.Brasil. rio Nilo. 245 mortes 1944 . Texas.EUA.000 feridos 1966 .URSS. explosão.Seul. Beek. Bhopal. explosão. fogo. 206 mortos e 200 feridos 1983 . intoxicação e dano ao meio ambiente 1978 . Correa. 4.000 mortos e 200.Espanha. QUADRO 1: Histórico de acidentes de trabalho 1921 . explosão.400 feridos 1984 .3. Oppau.2. Ludwigshaffen.México. 650 mortos e 6.Associação Nacional de Engenharia de Segurança do Trabalho. 39 mortes e 53 feridos 1974 . 23 mortes . cidade do México. 9 mortos e 59 feridos 1988 . 93 mortos e 500 evacuados 1984 .Inglaterra.Itália.EUA. San Carlos. incêndio. 317 mortos 1984 .EUA. Seveso.• Anest . explosão. 14 mortes 1976 . bola de fogo. 1. explosão de carga de GLP. vazamento.França.México. Feyzin. Cubatão. Cleveland. explosão. explosão.Holanda.000 intoxicados e agressão meio ambiente 1984 . explosão barco. explosão. explosão.Alemanha. Chernobyl 1987 .Egito. 552 mortes e 3. 28 mortes e 104 feridos 1975 . San Juan. Duque de Caxias. Dados estatísticos relativos aos acidentes do trabalho no Brasil e no mundo O Quadro 1 apresenta dados estatísticos sobre os acidentes de trabalho ocorridos em todo o mundo. bola de fogo. explosão de tanque de GLP. 550 mortes 1986 . 18 mortes e 81 feridos 1972 . 136 mortes 1947 . Houston. Flixborough. explosão. Chernobyl URSS.

segundo Anuário Estatístico da Previdência Social . No Brasil. 5 mortes e + de 200 feridos 1993 . no que se refere as medidas e ações dirigidas à melhoria da condições de Segurança no Trabalho.000 aves mortas 1990 .Dhaka.AEPS de 2001 a 2003. O Acompanhamento periódico dos dados estatísticos referente à Segurança do Trabalho é da máxima importância para analisar e verificar o melhor rumo a ser tomado. 7 mortes e 39 feridos 1991 . incêndio. 35 mortos e 35 feridos 1991 .Zasiadko. Ucrânia. Tailândia. incêndio e dano ao meio ambiente. com 11 mortes 2001 . vazamento de 40 t de petróleo.251 acidentes de trabalho no ano de 2001. 36 mortes e + de 17 feridos.Brasil. 40 mortes e 60 feridos 1991 . explosão em mina de carvão.Guizhou.Tailândia.071 em 2002 e 390.Bangkok. China. 393. explosão de gás Metano em um mina de carvão 2001 . Bangladesh. explosão. plataforma de petróleo.1989 . Malásia. Alaska. explosão. como mostra o Quadro 2: Quadro 2 – Número de acidentes no trabalho no Brasil MOTIVO TOTAL Típico 2003 2001 2002 2003 2001 38799 Trajeto 2002 2003 Doença do trabalho 2001 2002 2003 21208 2001 2002 340251 393071 390180 282965 323879 319903 46881 49069 18487 22311 Fonte: AEPS . Índia. foram registrados 340.Hubei.EUA.Nagothane. 100. explosão. 63 mortes e 52 feridos 1993 . explosão. China. fogo em fábrica de foguetes 2000 .180 em 2003.Sungei Buloh.

2 na Finlândia.6 registrados na França.000 trabalhadores/ano. com uma média de 10. visto que apenas as ocorrências envolvendo trabalhadores do mercado formal de trabalho são registradas para efeitos estatísticos. Com um índice de 12. por 360 mil mortes. foram registrados 390 mil casos de acidentes e doenças relacionadas a trabalho. Esses dados. . no Brasil de 1971 até 2000 (período de 30 anos). estima a OIT (Organização Internacional do Trabalho). 4. tivemos o seguinte quadro: Perderam a Vida mais de 120. com 2. em 2002 em Santos no Mendes Convention Center. Dados mais recentes: Conforme artigo publicado em “A TRIBUNA”. O número de mortes causadas por acidentes e doenças relacionadas ao trabalho ultrapassa aquele causado por epidemias como a AIDS. ou seja.000 trabalhadores. Cerca de 300. são parciais.5 na Alemanha. no entanto.5. os acidentes e doenças do trabalho matam.582 mortes de trabalhadores.Em todo o mundo. em média 4. 12. 2.7 na Suécia.000 trabalhadores.000 de acidentes do trabalho registrados neste período de período 30 anos.000. índice este comparativamente bastante acima dos índices dos demais países. em média 1.6 acidentes para cada 100. As doenças relacionadas ao trabalho respondem por 1. .000. No Brasil. em 2003. por ano. tais como os seguintes: • • • 7.000 de acidentes/ano. Ocorrência de mais de 30. ou seja.000 dos trabalhadores mortos anualmente no mundo são crianças. os acidentes de trabalho.000 trabalhadores inválidos/ano.000 ficaram inválidos. cerca de 2 milhões de trabalhadores.6 milhão de mortes.

melhorando as condições de educação e trabalho no Brasil e no mundo. Assim o grande desafio a ser vencido é o de conseguirmos harmonizar e equilibrar o desenvolvimento tecnológico. preservando-o dos riscos de saúde inerentes às tarefas do cargo e do ambiente físico onde são executadas. . com desenvolvimento social e econômico das nações. (American Industrial Hygiene Association) Outro conceito dado à Higiene do Trabalho: “É o conjunto de normas e procedimentos que visa a proteção da integridade física e mental do trabalhador. afetando a distribuição da mão de obra e da renda. O conjunto de todas essas influências constitui o ambiente em que o organismo se encontra. HIGIENE DO TRABALHO Cada organismo vivo está constantemente sujeito a inúmeras condições externas que agem sobre seus sentidos e influem em seu bem-estar físico e psicológico. nos tempos atuais o desenvolvimento tecnológico continua ainda dissociado do desenvolvimento econômico e social.” (CHIAVENATO. 2. avaliação e controle dos riscos ocupacionais”. 1995) Os objetivos da Higiene do Trabalho são: • Eliminação das causas de doenças profissionais.1. atingindo principalmente as classes sociais menos favorecidas.4. Considerações Finais Apesar de toda a legislação criada e existente. Em Higiene do Trabalho são consideradas as influências correlacionadas com o desempenho de uma atividade que podem alterar as condições de saúde de um indivíduo. Os meios e objetivos dessa ciência são apresentados em sua definição clássica: “Higiene do Trabalho é a ciência e a arte que trata do reconhecimento.

quanto as preocupações a tomar no sentido de evitar acidentes do trabalho ou doenças ocupacionais. as doenças profissionais. segurança e bem estar do trabalhador). Aumento da produtividade por meio de controle do ambiente de trabalho.Instruir os empregados. A higiene do trabalho propõe-se a combater. as condições de trabalho nunca foram levadas em conta. • • • Prevenção do agravamento de doenças e de lesões.Facilitar o exercício da fiscalização pela autoridade competente 2.1. . através de ordens de serviço. II . visando eliminar ou reduzir os riscos profissionais (condições inseguras de trabalho que podem afetar a saúde. Manutenção da saúde dos trabalhadores. Segundo a Organização Mundial de Saúde -OSM.cumprir e fazer cumprir as normas de segurança e medicina do trabalho. A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) preceitua: I . IV . mental e social e não somente a ausência de doença e enfermidade". III .Adotar medidas que lhes sejam determinadas pelo órgão regional competente. identificando os fatores que podem afetar o ambiente do trabalho e o trabalhador.• Redução dos efeitos prejudiciais provocados pelo trabalho em pessoas doentes ou portadoras de defeitos físicos. mesmo que tal implicasse riscos de doença ou mesmo à morte dos trabalhadores. Fundamentos da Higiene e Segurança Até meados do século 20. A higiene e a segurança são duas atividades que estão intimamente relacionadas com o objetivo de garantir condições de trabalho capazes de manter um nível de saúde dos colaboradores e trabalhadores de uma empresa . sendo a produtividade o fator mais importante. de um ponto de vista não médico. a verificação de condições de Higiene e Segurança consiste "num estado de bem-estar físico.

houve a percepção da incidência econômica dos acidentes de trabalho onde só eram considerados inicialmente os custos diretos (assistência médica e indenizações).) são. higiene e saúde no trabalho constituem o fundamento material de qualquer programa de prevenção de riscos profissionais e contribuem.Para tal contribuíam dois fatores: uma mentalidade em que o valor da vida humana era pouco importante e uma total ausência por parte dos Estados para implementar leis que protegessem o trabalhador. tem um rendimento muito maior quando o trabalho decorre em condições ótimas. Mais tarde começou-se a considerar as doenças profissionais. A diminuição de produtividade e o aumento do número de peças defeituosas e dos desperdícios de material imputáveis à fadiga provocada por horários de trabalho excessivos e por más condições de trabalho. 2. atraso na execução do trabalho.2. demonstraram que o corpo humano.Reconhecimento. nomeadamente no que se refere à iluminação e à ventilação. em geral. etc. pelas testemunhas e pelas pessoas encarregadas do inquérito. Avaliação e Controle . Apenas a partir da década de 50 / 60. danos materiais. e. compreendeu-se que os custos indiretos dos acidentes de trabalho (perda de horas de trabalho pela vítima. na empresa. Finalmente. As condições de segurança. Foi necessário muito tempo para que se reconhecesse até que ponto as condições de trabalho e a produtividade se encontram ligadas. para o aumento da competitividade com diminuição da sinistralidade. diminuição do rendimento durante a substituição e a retoma de trabalho pela vítima. Numa primeira fase. custos inerentes às peritagens e ações legais eventuais. bem mais importantes. interrupções da produção. freqüentemente. apesar da sua imensa capacidade de adaptação. Agentes Ambientais . surgem as primeiras tentativas sérias de integrar os trabalhadores em atividades devidamente adequadas às suas capacidades. mesmo quatro vezes mais elevados que os custos diretos.

Os riscos ocupacionais englobam os agentes ambientais gerados no. Agentes químicos: poeira. . e umidade. Ainda de acordo com a presente norma. O Reconhecimento dos riscos se dá quando. para insalubridade de grau máximo. máquinas utilizadas. avaliando-se qualitativamente e quantitativamente os agentes prejudiciais e o Controle diz respeito às medidas a serem tomadas com base nos dados obtidos pela avaliação e reconhecimento detalhado do local de trabalho. radiações. realizado sob exposição acima do limite de tolerância. de forma a eliminas ou reduzir os riscos à saúde. assegurará ao trabalhador a percepção de adicional. sejam eles: • • • Agentes físicos: ruído. operações realizadas etc. equivalente a: • • 40%. durante a sua vida laboral). Os procedimentos adotados para a Avaliação de alguns agentes de risco estão dispostos na Norma Regulamentadora NR15 – Atividades e Operações Insalubres. • Agentes biológicos: microorganismos. por meio de inspeções preliminares. A Avaliação é realizada através da utilização de métodos específicos. Agentes ergonômicos: levantamento. para insalubridade de grau médio. vírus e bactérias. incidente sobre o salário mínimo. névoas e fumos. ou seja. vibrações. o trabalhador não deve exceder o limite de tolerância de exposição aos agentes ("Limite de Tolerância" é a concentração ou intensidade máxima ou mínima. são levantados os riscos potenciais em determinado local de trabalho. calor. condições ambientais. gases e vapores. frio. . De acordo com a NR 15. relacionada com a natureza e o tempo de exposição ao agente. o exercício de trabalho em condições de insalubridade. ou pelo trabalho e que podem causar doença ou desconforto significativo e ineficiência entre os trabalhadores ou entre os cidadãos da comunidade envolvente. 20%. transporte e descarga de materiais equipamentos. que não causará dano à saúde do trabalhador.

O ruído excessivo tem vários efeitos sobre o organismo humano...• 10%. se a soma das seguintes frações: C1/T1 + C2/T2 + C3/T3 + .... para efeito de acréscimo salarial. Cn indica o tempo total que o trabalhador fica exposto a um nível de ruído específico... No caso de incidência de mais de um fator de insalubridade.+Cn/Tn Na equação acima. As atividades ou operações que exponham os trabalhadores a níveis . de forma que. 2. sendo vedada a percepção cumulativa.....1.. A eliminação ou neutralização da insalubridade determinará a cessação do pagamento do adicional respectivo..2. Para os valores encontrados de nível de ruído intermediário será considerada a máxima exposição diária permissível relativa ao nível imediatamente mais elevado.. Se durante a jornada de trabalho ocorrer dois ou mais períodos de exposição a ruído de diferentes níveis. e amplamente comprovado. Avaliação A unidade de avaliação do ruído é o decibel (DB).. As leituras devem ser feitas próximas ao ouvido do trabalhador.... para insalubridade de grau mínimo.Agentes Físicos 2..1.2. devem ser considerados os seus efeitos combinados. Esta é uma unidade não dimensional.. Os tempos de exposição aos níveis de ruído não devem exceder os limites de tolerância em destaque no Anexo 1.. Os níveis de ruído contínuo ou intermitente devem ser medidos em decibéis (dB) com instrumento de nível de pressão sonora operando no circuito de compensação "A" e circuito de resposta lenta (SLOW).Ruído Seja ruído qualquer “sensação sonora indesejável”...1. alguns dos quais muito discutíveis. e Tn indica a máxima exposição diária permissível a este nível. é o dano ao aparelho auditivo que pode levar à surdez permanente e incapacitante para a comunicação oral... será apenas considerado o de grau mais elevado. Não é permitida exposição a níveis de ruído acima de 115 dB(A) para indivíduos que não estejam adequadamente protegidos.. O principal efeito.

de 1 a 2 Hz.de ruído. acima de 300 Hz. nas freqüências altas. O corpo inteiro é mais sensível na faixa de 4 a 8 Hz.Vibrações A vibração é qualquer movimento que o corpo executa em torno de um ponto fixo. O funcionamento de máquinas. y (da direita para esquerda) e z (dos pés à cabeça). a aceleração máxima sofrida pelo corpo (m/s2) e pela direção do movimento. o sintoma é de dores agudas e distúrbios. provocam doenças cardiovasculares. Esse movimento pode ser regular.1. as quais não são sensíveis as mesmas freqüências.2. provocando lesões nos ossos. podendo danificar permanentemente alguns órgãos do corpo humano. podendo ser reduzido após um longo período de descanso. que corresponde a freqüência de ressonância na direção vertical (eixo z). Cada parte do corpo pode tanto amortecer como ampliar as vibrações. contínuo ou intermitente.2. juntas e tendões. veículos e a manipulação de ferramentas produzem vibrações que são transmitidas ao conjunto do organismo. As ampliações ocorrem quando partes do corpo passam a vibrar na mesma freqüência e. dizemos que entrou em ressonância. Alguns desses sintomas são reversíveis. quando não segue nenhum padrão determinado. Na direção x e y. oferecerão risco grave e iminente. de 30 a 200Hz. Os efeitos da vibração direta sobre o corpo humano podem ser extremamente graves. então. A vibração do corpo inteiro ocorre quando há uma vibração dos pés (posição em pé) ou do assento (posição sentada). do tipo senoidal ou irregular. As vibrações danosas ao organismo estão nas freqüências de 1 a 80 Hz. A vibração pode afetar o corpo inteiro ou apenas parte do corpo. conforme as partes do corpo. As freqüências intermediárias. 2. . as ressonâncias ocorrem a freqüências mais baixas. mesmo com baixas amplitudes e. superiores a 115 dB(A). que é dada em três eixos (figura 3): x (das costas para frente). sem proteção adequada. mas de forma diferente. A vibração é definida por três variáveis: a freqüência (Hz). com as mãos e os braços.

Os efeitos da vibração sobre o corpo humano podem ser extremamente graves. abrangendo três critérios de severidade: limite de conforto. por dedo branco.os efeitos aparecem na forma de perda da capacidade manipuladora e do controle do tato nas mãos. ocorrendo a partir de 4 Hz. enquanto outras se tornam desagradáveis e até prejudiciais à saúde.2.3. . utilizando os dados especificados pelas recomendações da ISO 2631. Os dedos mortos surgem no máximo após 6 meses de trabalho com uma ferramenta vibratória. a temperatura é um ponto que deve merecer o maior cuidado. citado por Neri (2001). correspondente ao limiar do risco à saúde. limite de exposição. sem maior gravidade (ex: veículos de transporte coletivo). • • Falta de concentração. Há temperaturas que nos dão uma sensação de conforto.O primeiro estudo quantitativo no assunto foi realizado por Goldmann e publicado em 1960. tais como martelo pneumático e moto serra. estabelece níveis máximos de vibração. A norma brasileira NR-15. popularmente. Essas doenças são observadas. apresentam degeneração gradativa do tecido muscular e nervoso. conhecido.1.Ambientes Térmicos Segundo Verdussen (1978). principalmente. Danificação permanente de determinados órgãos do corpo .os indivíduos que trabalham com equipamentos vibratórios de operação manual. Avaliação A ISO 2631 apresenta valores máximos de vibrações suportáveis para tempos de um minuto a 12 horas de exposição. Os fatores que definem os ambientes térmicos são os seguintes: • Temperatura do ar. provocando redução da eficiência dos trabalhadores (ex: máquinas que vibram). em trabalhadores de minas e florestais (motoserras à 50-200 Hz). • Perda de equilíbrio . 2.as vibrações reduzem a acuidade visual e torna a visão turva. limite de fadiga. quando se busca criar adequadas condições ambientais de trabalho. Alguns exemplos desses efeitos são: • Visão turva .

Reposição hídrica adequada . Pausas para repouso. a atividade desenvolvida pelo homem (met:W/m2) e a vestimenta que ele usa (resistência térmica: Iclo) também interagem na sensação de conforto térmico do trabalhador.25 l/vez). Calor Radiante. Outros problemas ligada à saúde. Movimentação do ar. nestes casos. prostração térmica. principalmente a partir de 30° C. 1997). constata-se que a capacidade muscular se reduz. Além destas variáveis. cãibras. Algumas recomendações para o trabalho em locais quentes: • • • • Isolamento das fontes de calor. quando o indivíduo está trabalhando em locais com temperaturas elevadas: internação ou insolação. recomenda-se a utilização de ventilação artificial. Sempre que as condições de conforto térmico não forem atendidas pela ventilação natural. catarata e conjuntivites. Trabalho em temperaturas elevadas: segundo Laville (1977).• • • Umidade do ar. freqüentemente. Trabalho em temperaturas extremas: segundo Noulin (1992).beber pequenas quantidades de líquido (0. o trabalho em ambientes particularmente quentes ou frios trazem riscos à saúde dos trabalhadores. apresentam uma relação direta entre o tempo de exposição e as condições de . apresentando perturbação da coordenação sensório-motora. o rendimento decai e a atividade mental se altera. dermatites. Roupas e óculos adequados no caso de calor por radiação. A freqüência de erros e acidentes tende a aumentar pois o nível de vigilância diminui. durante o trabalho físico no calor. • Ventilação natural. em seu ambiente de trabalho (Lamberts et al. Trabalho em baixas temperaturas: os danos à saúde. citado por Neri (2001).

recomenda-se uma boa alimentação em calorias e roupas quentes. Avaliação Temperatura do ar (Tar): a temperatura do ar pode ser medida com um termômetro convencional de mercúrio. Movimentação do ar (Var): o aparelho mais indicado para medir velocidade do ar é o termo-anemômetro. Calor radiante: a exposição ao calor deve ser avaliada através do "Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo" – IBUTG definido pelas equações que se seguem: Ambientes internos ou externos sem carga solar: IBUTG = 0. entre outros: enregelamento dos membros devido a má circulação do sangue. que podem ocorrer quando o organismo é exposto a uma variação brusca de temperatura. redução das habilidades motoras como a destreza e a força. que contempla dois termômetros: termômetro de bulbo úmido (TBU) e termômetro de bulbo seco (TBS).7 tbn + 0. Destaca-se. ainda.3 tg Ambientes externos com carga solar: IBUTG = 0. Com estas duas medidas encontra-se a umidade relativa do ar correspondente. Como recomendações para o trabalho em baixas temperaturas. os cuidados necessários à prevenção dos denominados choques térmicos. da capacidade de pensar e julgar. respectivamente. para os trabalhos externos e prolongados. com os quais coleta-se a temperatura de bulbo úmido e a temperatura de bulbo seco. Os efeitos sobre a saúde do trabalhador frente a um ambiente de trabalho com baixas temperaturas são. tremores.1 tbs + 0. ulcerações decorrentes da necrose dos tecidos expostos. Umidade do ar (UR umidade relativa do ar): esta é obtida com ajuda de um aparelho denominado psicômetro giratório.2 tg onde: tbn = temperatura de bulbo úmido natural . alucinações e a inconsciência.7 tbn + 0.proteção corporal. fazendo uso da carta psicométrica.

1 a 25.2 Tipo de Atividade Moderada até 26.1 Pesada até 25. o regime de trabalho intermitente será definido no Quadro 3: QUADRO 3 – Regime de trabalho intermitente Regime de Trabalho Intermitente com Descanso no Próprio Local de Trabalho (por hora) Trabalho contínuo 45 30 15 minutos minutos minutos trabalho trabalho trabalho 15 minutos descanso 30 minutos descanso 45 minutos descanso Não é permitido o trabalho sem a adoção de medidas adequadas de controle acima de 32.9 26.7 a 31. .0 28. termômetro de globo e termômetro de mercúrio comum.5 a 32.0 a 30.1 acima de 30 Leve até 30.2 acima de 31.0 25.7 26. Os aparelhos que devem ser usados nesta avaliação são: termômetro de bulbo úmido natural. à altura da região do corpo mais atingida.5 a 31. As medições devem ser efetuadas no local onde permanece o trabalhador. Moderada ou Pesada) é feita consultando-se o Quadro 4.6 30.4 31. • A determinação do tipo de atividade (Leve.0 a 27.0 30. em função do índice obtido.0 Observações: • Os períodos de descanso serão considerados tempo de serviço para todos os efeitos legais.8 a 28.1 a 30.1 a 29.4 29.9 28. Considerando regime de trabalho intermitente com períodos de descanso no próprio local de prestação de serviço.tg = temperatura de globo tbs = temperatura de bulbo seco.

5 25. determinada pela seguinte fórmula: Sendo: Mt = taxa de metabolismo no local de trabalho.0 Onde: M é a taxa de metabolismo média ponderada para uma hora. em minutos. determinado pela seguinte fórmula: .5 26. Td = soma dos tempos.5 30.• Para regime de trabalho intermitente com período de descanso em outro local (local de descanso).0 25. em que se permanece no local de trabalho. em que se permanece no local de descanso. em minutos.0 28. Md = taxa de metabolismo no local de descanso. IBUTG é o valor IBUTG médio ponderado para uma hora.5 26. os limites de tolerância são dados segundo o Quadro 5 : QUADRO 5 – Limites de tolerância para trabalho intermitente com período de descanso fora do ambiente laboral M (Kcal/h) 175 200 250 300 350 400 450 500 Máximo IBUTG 30. Tt = soma dos tempos.5 27.

QUADRO 4 . movimentos moderados com braços e tronco (ex. As taxas de metabolismo Mt e Md serão obtidas consultando-se o Quadro 3. Kcal/h 100 125 150 150 . principalmente com os braços. Tt e Td = como anteriormente definidos.: datilografia).Taxas de metabolismo por tipo de atividade TIPO DE ATIVIDADE Sentado em repouso TRABALHO LEVE Sentado. IBUTGd = valor do IBUTG no local de descanso. sendo Tt + Td = 60 minutos corridos. trabalho leve. movimentos moderados com braços e pernas (ex.Sendo: IBUTGt = valor do IBUTG no local de trabalho. em máquina ou bancada. Os tempos Tt e Td devem ser tomados no período mais desfavorável do ciclo de trabalho. De pé.: dirigir). Sentado. Os períodos de descanso serão considerados tempo de serviço para todos os efeitos legais.

embora. estes agentes também necessitam de instrumentos específicos para que sejam avaliados. Avaliação A exemplo dos agentes físicos.1.TRABALHO MODERADO Sentado. neblinas.2. nas formas de poeiras. trabalho moderado em máquina ou bancada.2. TRABALHO PESADO Trabalho intermitente de levantar. trabalho leve em máquina ou bancada. gases ou vapores.1. não proporcionando um máximo de conforto.5. trabalho moderado de levantar ou empurrar. De pé. possam ter contato ou ser absorvido pelo organismo através da pele ou por ingestão. a caracterização de insalubridade ocorrerá quando forem ultrapassados os limites de tolerância constantes em ANEXO da NR – 15. Trabalho fatigante 2. 440 550 175 220 300 180 . compostos ou produtos que possam penetrar no organismo pela via respiratória.Agentes Ergonômicos São as condições de trabalho em desacordo com as características psicofisiológicas dos trabalhadores. pela natureza da atividade de exposição. com alguma movimentação. empurrar ou arrastar pesos (ex. Nas atividades ou operações nas quais os trabalhadores ficam expostos a agentes químicos. a atividade de campo restringe-se a "coletar" o agente para que seja enviado a um laboratório especializado que determinará a concentração do mesmo. Em movimento. De pé. com alguma movimentação.Agentes Químicos Os agentes químicos são as diversas substâncias.: remoção com pá). névoas. em alguns casos. ou que. 2. movimentos vigorosos com braços e pernas.4. fumos.

Avaliação Para a avaliação dos agentes ergonômicos faz-se necessária a utilização dos métodos de medições definidos nos princípios da Ergonomia: medições antropométricas.1. A classe 1 contempla os agentes não perigosos ou de um mínimo perigo que não exigem equipamentos ou profissionais experimentados para a sua manipulação. os fungos. de forma segura e equilibrada. nas quais a ordem crescente do número indica um maior perigo BARBOSA FILHO (2001). medições dos fatores dos postos de trabalho.segurança e desempenho eficiente das tarefas dos trabalhadores.Agentes Biológicos Como o próprio nome sugere. ao mobiliário. transporte e descarga de materiais.6. são enquadrados os agentes que requerem as condições restritivas mais estreitas. os bacilos. os protozoários. por técnicos de laboratório. Os agentes biológicos perigosos estão organizados em quatro classes. A classe 3 inclui patógenos que requerem condições restritivas especiais.Na classe 4. os vírus. A classe 2 está representada por agentes de perigo potencial comum. Inclui tidos os agentes que podem provocar enfermidades com graus variados de gravidade como conseqüência de inoculações acidentais. os parasitas. 2. são microorganismos que podem "contaminar" o trabalhador e são. admitindo-se o emprego de técnicas geralmente aceitáveis para materiais não patógenos. etc. Essas condições de trabalho incluem aspectos relacionados ao levantamento. infecção ou outro mecanismo de penetração cutânea.2. Avaliação . por sua extrema periculosidade ou porque podem causar epidemias. as bactérias. aos equipamentos e às condições ambientais do posto de trabalho e à própria organização do trabalho. basicamente. mas que geralmente podem ser controlados. entre outros mais.

A gerência faz a ligação entre a empresa e as pessoas que nela trabalham. previsíveis ou não. a organização poderá adotar uma série de medidas. estão sempre presentes no cotidiano das organizações." Gustavo G. fezes. Os gerentes exercem um papel que tem uma única responsabilidade: atingir resultados com pessoas e com inovação. Neste âmbito. que determinará uma prioridade de atenções. é a correta definição da probabilidade de ocorrência de cada acontecimento inoportuno aos quais poderá estar sujeita a organização e de suas dimensões sobre os mais variados aspectos. etc). Todavia. ao meio ambiente e à imagem da organização. enfocando o tratamento correto de riscos que possam causar danos pessoais. GERÊNCIA DE RISCOS “Gerenciar significa realizar equilibradamente o potencial de resultados. de pessoas e de inovação da organização. Pode ser definida como o Processo de Planejar. Para evitar a ocorrência destes. o ideal é que se busque a minimização dos impactos danosos. urina ou outro meio de pesquisa nos empregados. a Gerência de Riscos é o conjunto de técnicas que visa reduzir ao mínimo os efeitos das perdas acidentais. Boog (1991) A possibilidade de eventos indesejados.Geralmente são avaliados biologicamente e em laboratórios apropriados através da coleta de sangue. 4. Organizar. de acidentes e de perdas BARBOSA FILHO (2001). mais importante do que orientar os trabalhadores sobre como agir em determinada situação com base em planos de intervenção. materiais. Para o desenvolvimento de hábitos desejáveis. Dirigir e Controlar os Recursos Humanos e Materiais de uma . independentemente das obrigações formais (CIPAS e/ou SESMTs. com a adoção de uma série de práticas de forma a reduzir o número de incidentes.

reconhecer os tipos de riscos a que determinada organização está sujeita. empresarial e técnico. antes de se iniciar os estudos de gerenciamento de riscos. segundo a Australian Standard AZ/NZS 4360-1999 . Quanto à natureza dos riscos. ao mínimo custo possível (GEORGE HEAD – RIMS). sujeitos (sobre quem podem incidir os riscos) e os efeitos (dos riscos sobre os sujeitos). logo após a Segunda Guerra Mundial. seguindo-se a descrição feita por DE CICCO e FANTAZZINI (1994a). social. então. no sentido de minimizar os efeitos dos riscos sobre essa organização.1. Os riscos podem se apresentar como problemas ou desafios que necessitam ser encarados. acredita-se que ele não onera o balanço final das organizações. O estudo de Gerenciamento de Riscos teve seu início nos EUA e em alguns países da Europa. É importante. estabelece a sistemática de análise de risco considerando três elementos: riscos (causas geradoras). O gerenciamento de riscos se efetiva. e as despesas incorridas não podem ser comparadas aos benefícios que a organização terá. é mensurado em termos de conseqüências e probabilidade". através da inter-relação destes elementos com os diversos planos de observação: humano. tanto no tocante à otimização de custos de seguros como na maior proteção dos recursos humanos materiais. Apesar da Gerência de Riscos não ser uma prática constante nas organizações brasileiras. quando se começou a estudar a possibilidade de redução de prêmios de seguros e a necessidade de proteção da empresa frente a riscos de acidentes. é : "a chance de acontecer algo que causará impacto nos objetivos. econômico. financeiros e ambientais ALBERTON (1996). 4. político. os riscos podem ser classificados conforme o esquema a seguir: .Organização. citado por ALBERTON (1996).Natureza e Identificação de Riscos Risco. GARCIA (1994a). legal. citado por ALBERTON (1996).

divide o processo de gerenciamento de riscos em quatro fases: análise e avaliação dos riscos. sem nenhuma possibilidade de ganho ou de lucro. É comum considerar-se que a gerência de riscos trabalhe somente com a prevenção e financiamento dos riscos puros. 4.3. Análise e Avaliação de Riscos No processo de gerenciamento de riscos. embora não haja um consenso quanto ao estabelecimento das etapas. aplicadas aos riscos especulativos. porém. é o fato de que o primeiro envolve uma possibilidade de ganho ou uma chance de perda. enquanto que o segundo envolve somente uma chance de perda. não é unânime entre os autores. Este fato deve-se à forte ligação entre cada passo do processo. identificação das alternativas de ação. muitas das técnicas podem ser com igual sucesso. o estabelecimento das etapas ou fases a serem seguidas. citado por ALBERTON (1996). sendo que. com a . SELL (1995). Na primeira fase procura-se reconhecer e avaliar os potenciais de perturbação dos riscos. todos os autores mantêm a mesma coerência em suas abordagens.Figura 1 – Classificação dos riscos A diferença entre os dois tipos básicos de risco: especulativo (ou dinâmicos) e puros (ou estáticos). elaboração da política de riscos e a execução e controle das medidas de segurança adotadas.

a última fase trata da execução das etapas anteriores e seu controle. . combinações de situações e estados de um sistema que possam levar a um evento indesejável. Como fase de identificação de perigos podemos entender as atividades nas quais procuram-se situações.Fases do Processo de Gerenciamento de Riscos • Fase de identificação de perigos De acordo com OLIVEIRA (1991).1. estabelecem-se os objetivos e programas de prevenção. 4. citado por Barbosa Filho (2001). Identificação Do Perigo Análise do risco Avaliação do risco Estimação Do Risco Valorização Do Risco Controle do Risco Gerenciamento de Riscos FIGURA 2 – Gerenciamento de riscos Fonte: Modelo adaptado . todas as técnicas de análise e avaliação de riscos passam antes da fase principal por uma fase de identificação de perigos. na fase de elaboração da política de riscos. reduzir. citado por ALBERTON (1996) de um modo geral. A FIGURA 2 representa o gerenciamento de riscos.Cortez Díaz (1997).identificação das alternativas de ação ocorre a decisão quanto a evitar.3. transferir ou assumir os riscos identificados. asseguramento e financiamento dos riscos.

na visão da segurança tradicional o que se fazia era apenas a identificação de perigos.. • Fase de análise de riscos A fase de análise de riscos consiste no exame e detalhamento dos perigos identificados na fase anterior. esbarrando-se.. • Fase de avaliação de riscos . como por exemplo:.relato. efetivamente.. Análise de Modos de Falhas e Efeitos (AMFE) e a Análise de Operabilidade de Perigos (HAZOP). então.experiências de bancada e de campo. que serão abordadas no próximo capítulo.análise de tarefas. no mínimo.reuniões de segurança.Na realidade. podemos acrescentar às antigas técnicas tradicionais a Técnica What-If e a Técnica de Incidentes Críticos (TIC).exame de fluxogramas de todos os tipos. reuniões da CIPA. até as fases de análise e avaliação dos riscos. inclusive o de blocos.. com o intuito de descobrir as causas e as possíveis conseqüências caso os acidentes aconteçam.experiência vivida. cujo objetivo final é propor medidas que eliminem o perigo ou.listas de verificações. a grande maioria das diversas técnicas para "identificar perigos" é de domínio da segurança tradicional. reduzam a freqüência e conseqüências dos possíveis acidentes se os mesmos forem inevitáveis.inspeções de campo de todo os tipos. Deste modo.. análise e divulgação de acidentes e quase acidentes (pessoais e não-pessoais). na não continuidade dos programas e não chegando-se.. Como contribuição à fase de identificação de perigos dentro de uma visão mais moderna. Dentre as técnicas mais utilizadas durante esta fase podemos citar: Análise Preliminar de Riscos (APR). A análise de riscos é qualitativa.

temos dois tipos de avaliação da freqüência e conseqüência dos eventos indesejáveis: a qualitativa e a quantitativa. Juran. "a confiabilidade é uma característica historicamente buscada por projetistas e construtores de todos os tipos de sistema.Na terceira fase. A adaptação da norma MIL-STD-882 é a apresentada no quadro 4. A característica de confiabilidade é importante para todos os equipamentos e sistemas. o que se procura é quantificar um evento gerador de possíveis acidentes. O que há de novo na segunda metade do século XX é o movimento para quantificar a confiabilidade. variam de acordo com as conseqüências da falha de cada sistema. alertando-se apenas para o fato que ao proceder a avaliação qualitativa estamos avaliando o perigo e não o risco. Assim. Mesmo num sistema de alta confiabilidade requerida. Esta dificuldade faz com que. de avaliação de riscos. É um movimento similar. Contudo. transcrita de OLIVEIRA (1991). que é uma estimativa grosseira do risco presente. entretanto. Os níveis de confiabilidade requeridos. Desta forma. A avaliação qualitativa pode ser realizada através da aplicação das categorias de risco segundo a norma americana MIL-STD-882. estas variáveis nem sempre são de fácil quantificação. o risco identificado é através de duas variáveis: a frequência ou probabilidade do evento e as possíveis consequências expressas em danos pessoais. fatores como disponibilidade em segurança versus investimento devem ser analisados. Conforme afirma J. . Quanto ao aspecto quantitativo da avaliação é importante ter-se a noção de confiabilidade de sistemas. em algumas situações.M.1. podem existir subsistemas em que a confiabilidade não seja tão crítica. além do que. materiais ou financeiros. a confiabilidade adequada não é obrigatoriamente a maior possível. e provavelmente tão importante quanto o movimento de séculos atrás para quantificar as propriedades dos materiais". se proceda a uma análise qualitativa do risco.

Análise de Causas e Consequências (ACC). e da transferência dos riscos a terceiros. da realimentação e feedback das etapas anteriores. mas sim. podemos citar: Análise da Árvore de Eventos (AAE).Como as principais técnicas de avaliação de riscos e que também utilizam conceitos de engenharia de confiabilidade. o uso de uma infinidade de ferramentas gerenciais poderá ser útil. que são planos financeiros da própria empresa para enfrentar as perdas acidentais. redução. Diagrama e Análise de Fluxo. 4. • Valorização dos riscos Após devidamente identificados. analisados e avaliados os riscos. Algumas delas estão listadas a seguir: • • • • • Diagrama de causa e efeito. o processo de gerenciamento de riscos é complementado pela etapa de tratamento e valorização dos riscos. Ferramentas Auxiliares no Gerenciamento de Riscos Para a execução das tarefas anteriormente descritas. . O financiamento trata efetivamente da retenção através do auto-seguro e auto-adoção. A decisão quanto à eliminação ou redução diz respeito às estratégias prevencionistas da empresa e não se trata do financiamento dos riscos. Management Oversight and Risk Tree (MORT).4. Serie de riscos Análise preliminar de Riscos Analise de Revisão e Critérios. Análise por Diagrama de Blocos (ADB). retenção ou transferência dos riscos detectados nas etapas anteriores. Esta fase contempla a tomada de decisão quanto à eliminação. que serão descritas no capítulo cinco. Análise da Árvore de Falhas (AAF).

após criteriosa definição e exclusivamente para comparação de aprimoramento interno. De forma idêntica. equipamentos e ferramentas – devem ser fornecidos na forma escrita e estar ao alcance para pronto uso – continuamente revistos. no sentido de reduzir até o ideal de inexistência de acidentes. Portanto. Índices de Mond e de Dow. toda a habilitação do pessoal deverá ser alvo dos mesmos cuidados e estes. poderá se obter por meio dessas técnicas informações indicativas sobre sua evolução em relação ao objetivo de integridade. O uso de um conjunto ordenado dessas ferramentas servirá de orientação sobre a condução do plano de intervenção necessário para alcançar tal intento. índices estatísticos. Técnica de Incidentes Críticos. são: . Riscos devem estar sinalizados. procedimentos padrão de operação e requisitos de segurança com uma programação periódica de inspeção – que poderá estar incluída na programação de manutenção das instalações. Os de maior utilização. deverão participar de exercícios de simulação. recomendados pela OIT. Matriz de Análise de Riscos. Análise de Componentes Críticos. sempre que possível. a empresa poderá adotar como referência. também aplicados à avaliação do risco de incêndios. assim como demarcações e delimitações de áreas. também é imprescindível que essa informação esteja sempre disponível para todos os níveis e setores da empresa. Ao se registrar os acontecimentos em documentos especificamente elaborados para tal fim. atualizados e melhorados. mais do que uma série de dados a respeito da organização. Como elementos adicionais do sistema. A adequada informação sobre os diversos processos existentes na organização é que orientará a condução do sistema de Gestão de Riscos.• • • • • • Análise de Modos de Falha e Efeito. tubulações e equipamentos de proteção. Análise de Árvore de Falhas.

Responsabilidades do Gerenciamento de Riscos A tarefa de gerenciamento de riscos não pode ser vista como uma atividade limitada à alta cúpula de uma organização. Assim. tenham a habilidade e o conhecimento necessários para desincumbirem satisfatoriamente suas obrigações como tomadores de decisões no processo de Gerenciamento de Riscos.5. É preciso que os gestores. Políticas. c) Índice de Incidência: relaciona o número de acidentes ocorridos e o número médio de pessoas expostas ao risco no período de tempo considerado. as avaliações serão mais completas bem como o processo será compreendido por toda . d) Duração média de baixas: relaciona as jornadas perdidas por incapacidade e os acidentes na jornada de trabalho ocorridos num dado período de tempo. Ao mesmo tempo em que todos os gestores de uma organização têm a responsabilidade pelo gerenciamento de riscos. ou seja. 4. A natureza da lesão contabiliza de forma predefinida uma perda de jornada de trabalho em horas-homem. esta responsabilidade varia de acordo com a posição de cada um dentro da estrutura organizacional.a) Índice de Freqüência: relaciona o número de acidentes e o número de horas-homem trabalhadas em um dado período de tempo. deve ser implementada em todos os níveis da organização. b) Índice de Gravidade: relaciona o número de jornadas perdidas por acidentes num período de tempo e o total de horas-homem trabalhadas nesse período. mas deve ser implementada por todas as partes envolvidas nos processos. orientações normativas e o estabelecimento formal dos deveres de cada gestor são maneiras de garantir que haja um claro entendimento da extensão da responsabilidade atinente a cada cargo ou função. além de estarem cientes de seus deveres e responsabilidades. a fim de garantir que todos os riscos que permeiam a organização sejam identificados e avaliados. É fundamental que as pessoas chaves sejam envolvidas em todas etapas do processo de gerenciamento de riscos.

6. pode-se dizer que o Controle Total de Perdas envolve: prevenção de lesões (acidentes que tem como resultado lesões pessoais). controle total de acidentes (danos à propriedade. incêndios. para então chegar-se ao Controle Total de Perdas.organização e o pessoal envolvido se sentirá "dono" do processo e de seus resultados. sabotagem. etc. prevenção de incêndios (controle de todas as perdas por incêndios). poluição ambiental. pelo canadense John A. em termos gerais. aos equipamentos e aos materiais têm as mesmas causas básicas do que os que resultam em lesões. Segundo ele. doença. água e solo. Fletcher partiu do pressuposto de que os acidentes que resultam em danos às instalações. para implantar-se um programa de Controle Total de Perdas deve-se ir desde a prevenção de lesões ao controle total de acidentes. vandalismo. a implantação de um programa de Controle Total de Perdas requer . defeito do produto. controle da contaminação do ar. Fletcher. no pensamento dos profissionais de segurança durante muitos anos. Enquanto a segurança e medicina do trabalho tradicional se ocupavam da prevenção de lesões pessoais. sendo que o objetivo do Controle Total de Perdas é o de reduzir ou eliminar todos os acidentes que possam interferir ou paralisar o sistema. Para FERNÁNDEZ (1972). Controle Total de Perdas O conceito de Controle Total de Perdas foi proposto em 1970. responsabilidade pelo produto. o Controle Total de Perdas envolve os dois conceitos no que se refere aos acidentes com lesões pessoais e danos à propriedade englobando ainda: perdas provocadas por acidentes em relação à explosões. roubo. Então. com o fim de inverter a tendência ascendente do índice de lesões. De acordo com o mesmo autor. equipamentos e materiais). 4. higiene e saúde industrial. citado por ALBERGON (1996) o conceito de Controle Total de Perdas desenvolveu-se e evoluiu. segurança industrial (proteção dos bens da companhia).

um primeiro passo é buscar conhecer o que está sendo feito na empresa neste sentido e de que maneira. dano à propriedade. c) Elaboração dos planos de ação Estabelecidas as seções prioritárias é necessário elaborar para cada uma delas o respectivo plano de ação. Isto é possível através do estabelecimento dos perfis dos programas de prevenção existentes. nos fornece a deficiência do programa que está sendo executado que. O resultado do confronto destas duas situações (situação ideal . explosão. vandalismo.situação atual). isto é. elaborar planos de ação que indiquem o que tem de ser feito. . analisar se o mesmo está sendo realizado de forma correta e eficaz.três passos básicos: determinar o que se está fazendo. Se já existe algum programa em andamento. poluição da água. do ar e do solo. a situação em que todos os itens estivessem sendo executados o melhor possível. nos permite a priorizaçõo das seções que necessitam de maiores esforços. que terá o objetivo principal de prevenir e controlar as perdas reais e potenciais oriundas de acidentes. b) Determinação das Prioridades Consiste em determinar as prioridades que devem ser adotadas pelo programa geral de Controle Total de Perdas. É necessário pesquisar quais são as reais necessidades da empresa. Controle Total de Perdas deve ser idealizado de modo que venha a eliminar todas as fontes de interrupção de um processo de produção. roubo. e segundo ele os três passos básicos para a implantação de um programa de Controle Total de Perdas são: a) Perfil dos programas de prevenção existentes Antes da implantação de qualquer novo método ou programa. com pontuação máxima. avaliar como se está fazendo e. caso o programa estivesse completo. pode-se confrontar a situação atual obtida pela pontuação através da escala estabelecida e a situação ideal para cada seção. De posse do perfil do programa estabelecido na fase anterior. incêndio. sabotagem. doença ocupacional ou defeito do produto. quer resultando em lesão. uma vez determinadas.

estimativas das perdas atuais e potenciais futuras. toda uma série de situações que contribuem para o acontecimento indesejado do Incêndio. os recursos humanos e materiais necessários para sua implantação e execução. o custo estimado de implantação do plano. Classes de incêndio . Há. é importante se adotar medidas de precauções. por assim dizer. médio e longo prazo. além de prejuízos materiais: quedas. outras pelas perdas materiais e. 5.classificação e características. . A prevenção. A notícia de incêndios vem acontecendo em freqüência crescente. assumindo danos e dimensões indesejadas. Tipos de extintores. Filho (2001). PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIOS E EXPLOSÕES Conceitua-se incêndio como a presença de fogo em local não desejado e capaz de provocar. Geralmente. que consiste em medidas que minimizem as conseqüências indesejadas do Incêndio. queimaduras e intoxicações por fumaça. ação imprescindível. Propagação do fogo – condução. por ambas. os treinamentos de Prevenção e Combate abordam: • • • • Teoria do fogo – combustão. os objetivos específicos a curto. também merecendo atenção as atividades que utilizam materiais explosivos (algumas vezes não são respeitas as condutas básicas de segurança). portanto. irradiação e convecção. a data em que o plano está iniciando e a data prevista para término do mesmo. em muitos casos. algumas vezes pelas vítimas humanas. Estudos diversos indicam que os almoxarifados são os locais das organizações onde os incêndios ocorrem com maior freqüência.No plano de ação devem ficar claros: o objetivo geral ao que o mesmo se destina. A maior parte dos incêndios ocorre em função de descuidos e. torna-se. por isso. seus elementos e reação em cadeia.

CO2. O fogo é um fenômeno . 5. 5. e 4.1. acompanhada da liberação de luz e calor. combustão ou oxidação. assim com sempre foi aos nossos antepassados. HCl. SO2. podem provocar queimaduras). Combustão Combustão é um processo de oxidação rápida auto sustentada. quando não controlado. e Sistemas de alarme. Aspectos Físico-Químicos Associados ao Fogo O fogo é uma necessidade indiscutível à vida moderna. Exercícios de alerta. Chamas (se tiverem contato direto com a pele. NOx. 5. A seguir são apresentadas algumas informações para o combate ao Incêndio. 2. Saídas. Calor (pode provocar queimaduras. para iniciá-lo são indispensáveis os seguintes elementos básicos: combustível.• • • • • Inspeção dos extintores. Contudo. uma vez iniciado. Resultante da reação química em cadeia. 3. Formas de combustão • Combustão Completa: É aquela em que a queima produz calor e chamas . Entretanto. Localização e sinalização dos extintores. gera calor pela combustão proporcionando a energia necessária para continuidade do processo. exaustão. calor.1. de intensidades variáveis. pois prejudica a visibilidade.1. etc. dificultando a fuga).1. Gases (CO.).pode dar origem ao Incêndio.1. que produz calor a um corpo combustível na presença de ar (oxigênio). continuidade da reação de combustão. todos tóxicos). desidratação. etc.. Fumaça (a maior causa de morte nos incêndios.tipo de queima.1. Os principais produtos da combustão e seus efeitos à vida humana são: 1. HCN. oxigênio.

Os materiais naturais mais combustíveis são aqueles ricos em matéria orgânica. • Combustão Espontânea: É aquela gerada de maneira natural. na zona rural. produzindo calor e liberando gases. • Explosão: É a queima de gases ou partículas sólidas em altíssima velocidade. 5.2. O oxigênio é o principal elemento comburente que dá origem ao fogo. do que nos sólidos.1.e se processa em ambiente rico em comburente. Combustível Combustível é o material oxidável (sólido. Essa energia se dá sob a forma de calor. 5. em locais confinados.4.1. Como tudo na natureza tende ao equilíbrio.1. podendo ser pela ação de bactérias que fermentam materiais orgânicos.1. 5.Comburente Comburente é o material gasoso que pode reagir com um combustível. quando a combinação gera calor e libera gases.Calor Ignição é o agente que dá o início ao processo de combustão.1. superfícies aquecidas. Formas de propagação do calor O calor pode-se propagar de três diferentes maneiras: Condução. em grande quantidade.4. alguns materiais entram em combustão sem fonte externa de calor. produzindo a combustão. Convecção e Irradiação. • Combustão Incompleta: É aquela em que a queima produz calor e pouca ou nenhuma chama e se processa em ambiente pobre em comburente. A velocidade de queima é menor nos combustíveis líquidos e gasosos.3. a energia mínima inicial necessária. que são uma fonte natural de ignição). introduzindo na mistura combustível/comburente. centelhas e arcos elétricos (além dos raios. fagulhas. 5. ocorre também na mistura de determinadas substancias químicas. Os plásticos com celulose nem precisam de oxigênio para incendiar. líquido ou gasoso) capaz de reagir com o comburente (em geral o oxigênio) numa reação de combustão. quase sempre presentes. As fontes de ignição mais comuns nos incêndios são: chamas. o calor é .

• Fósforos e pontas de cigarros atirados a esmo. Quando dois ou mais corpos estão em contato.5. terremotos. 5. Exemplo: Vulcões. sem a intervenção do homem. ou criminosas incêndios propositais ou criminosos. • Condução – É a transferência de calor através de um corpo sólido de molécula a molécula. • • Falta de conservação dos motores elétricos. Continuidade da reação de combustão Reação em cadeia é o processo de sustentabilidade da combustão. Entre as causas mais comuns de incêndios estão: • Sobrecarga nas instalações elétricas.transferido de objeto com temperatura mais alta para aqueles com temperatura mais baixa. • Improvisações nas instalações elétricas. ou seja. etc. chama exposta etc. 5. • Vazamento de gás. o calor é conduzindo através deles como se fosse um só corpo.2.1. • Crianças brincando com fogo. • Convecção – É a transferência de calor pelo próprio movimento ascendente de massas de gases ou líquido. a combustão sem controle. • Irradiação – É a transmissão de calor por ondas de energia caloríficas que se deslocam através do espaço. pois. Análise de espaços construídos e naturais em relação aos incêndios Os incêndios podem ser causados naturalmente. que são formados durante o processo de queima do combustível. Outras causas podem ser as acidentais . O mais frio de dois objetos absorvera calor até que esteja com a mesma quantidade de energia do outro. pela presença de radicais livres. raios. e Estopas ou trapos envolvidos em óleo ou graxa abandonados em local inadequado.eletricidade. O incêndio é. .

foge ao controle do homem e alastra-se pelo terreno. caminhões. Residenciais . 4. Industriais . fios desencapados.sejam automóveis. canavial (colheita). e 5.nas florestas nativas e cultivadas. Florestais . Agrícolas . Portanto. do uso indevido dos bujões à gás. podem representar um grande risco de incêndios e explosões. na zona rural.Os incêndios. abatedouros e indústrias rurais. Silos e armazéns: a poeira (liberada pelos grãos ou pela terra) apresenta um grande risco de explosão.domicílio. Agrícolas: os riscos de incêndio. essa prática condenável é responsável por muitos incêndios. Residências: nas residências rurais. são agravados pelo hábito do agricultor de fazer queimada. Em veículos . pelo Código Nacional de Trânsito. como em tratores e outras máquinas agrícolas. provoca o incêndio. há o hábito de queimar-se antes a palhada. dependendo do produto que se encontra nas prateleiras e nos depósitos. preparo do terreno. Os armazéns. acelerando a velocidade de reação. pois tem uma grande superfície aparente de contato. agrovila. aquecido. quando o fogo. ônibus. 2. o que provoca grandes incêndios nos . saltando os aceiros mal feitos. Veículos: em geral pelo envelhecimento da mangueira de borracha que leva o combustível para o motor e este. de acordo com a sua localização. com a finalidade de limpar o terreno para o plantio. zona comercial.pastos (renovação). deve-se ter o cuidado de manter sempre dentro do prazo de validade o extintor de incêndio que. Na colheita da cana-de-açúcar pelo método tradicional. é obrigatório em cada veículo automotivo.silos. etc. são classificados em 5 grupos: 1. 3. das faíscas saidas do fogão à lenha em direção à cobertura da casa feita com folhas de palmeiras. os riscos de incêndio ficam por conta: do uso de velas próximo a cortinas. da sobrecarga na fiação elétrica pelo uso de vários aparelhos numa mesma tomada. armazéns. também.

ainda não atingido. papel. baseia-se na retirada do material combustível. são muito grandes. ou em sólidos que se liquefazem para entrar em combustão: gasolina. 5. Resfriamento: é o método mais utilizado. Métodos de extinção • Retirada do material combustível: é o método mais simples de se extinguir um incêndio. potássio. As técnicas de combate ao fogo são especiais: abafadores. resíduos como carvão e cinza.1. etc.Classes de incêndio Classe A Exemplos de Materiais Combustíveis Incêndios em materiais sólidos fibrosos. etc. etc. pois as altas chamas. etc. resultando grandes fogueiras. ali mesmo. titânio. tecido. Incêndios em metais combustíveis. Florestas: nas florestas. consiste em diminuir a • .2. Classificação dos Incêndios De acordo com o material consumido. aviões dotados de tanques com água ou produto químico extintor. tais como: madeira. helicópteros com bolsas d'água. sódio.canaviais. recomenda-se erradicar toda a planta e queimá-la. Incêndios que envolvem equipamentos elétricos energizados: motores. os riscos de incêndio e da perda de controle da situação são ainda piores. Ainda.2. os obstáculos representados pelos troncos e o perigo da queda de árvores imporem obstáculos à fuga. que se caracterizam por deixar após a queima. GLP. etc. tais como: magnésio.1. no local de plantio. somente uma chuva é capaz de terminar o incêndio. conforme mostra o Quadro 6: QUADRO 6 .1. Mesmo assim. os incêndios podem pertencer a 4 classes. zinco. muitas vezes. na renovação das pastagens e na eliminação de certas doenças. da área de propagação do fogo. geradores. B C D 5. cabos. o terreno normalmente inclinado. Incêndios em líquidos e gases inflamáveis. parafina.

como o magnésio. a fim de pressurizar o ambiente interno do extintor. B e C.temperatura do material combustível que esta queimando. Os agentes extintores são: • • • • • Água: Utilizado nos incêndios de classe: A. pois a água é excelente condutor de eletricidade. A água agirá por resfriamento e abafamento. deve-se evitar também seu uso em produtos da classe “D” (materiais pirofóricos). pó de alumínio e o carbonato de potássio. • Extintor de água pressurizável (pressão injetada): uso equivalente ao de água pressurizada. mas também pode ser usado em materiais classe “A” e em último caso. na classe “C”. diferindo-se apenas externamente pelo pequeno cilindro contendo gás propelente. que lançados sobre o fogo. Gás Carbônico (CO2): Utilizado nos incêndios de classe: A. B e C. a liberação de gases ou vapores inflamáveis: • Abafamento: consiste em impedir ou diminuir o contato do comburente com o material combustível: e Extinção química: consiste na utilização de certos componentes químicos. Age por abafamento. . • Extintor de pó químico seco (pqs): mais indicado para ação em materiais da classe “B” (líquidos inflamáveis). isolando o oxigênio e liberando gás carbônico assim que entra em contato com o fogo. Espuma: Utilizado nos incêndios de classe: A e B. e Gases nobres limpos: Utilizado nos incêndios de classe: A. Pó químico seco: Utilizado nos incêndios de classe: B e C (na classe D é utilizado pó químico especial). interrompem a reação em cadeia. cuja válvula deve ser aberta no ato de sua utilização. O agente propulsor (propulente) é o gás carbônico (CO2). permitindo o seu funcionamento. conseqüentemente. diminuindo. Alguns exemplos de extintores são: • • Extintor de água pressurizado: indicado para o combate a princípio de incêndio em materiais da classe “A” (sólidos). pois em contato com a água eles reagem de forma violenta. não deverá ser usado em hipótese alguma em materiais da classe “C” (elétricos energizados). o que acarretará no aumento do fogo.

Atua por abafamento. juntando-se então ao arrastamento do ar atmosférico em sua passagem pelo esguicho). • Extintor de espuma química: embora esteja em desuso no mercado. bromo e iodo). sendo expelida ao acionamento do gatilho. O Quadro 7 apresenta o uso de agentes extintores. não é possível a interrupção da descarga. • Extintor de espuma mecânica pressurizado: a espuma é gerada pelo batimento da água com o líquido gerador de espuma e ar (a mistura da água e do líquido gerador de espuma está sob pressão. ainda é possível encontrá-lo em edificações. QUADRO 7 . Devido ao seu tamanho. quebrando a reação em cadeia que alimenta o fogo. cloro.• Extintor de pqs com pressão injetável: as mesmas características do PQS pressurizado. • Extintor de espuma mecânica com pressão injetada: as mesmas características do pressurizado. Seu funcionamento é possível devido a colocação do mesmo de “cabeça para baixo”. Deve ser usado em princípios de incêndio das classes “A” e “B”. • Extintor de halogenado (halon): Composto por elementos halogênios (flúor. e • Extintor sobre rodas (carreta): A diferença dos extintores em geral é a sua capacidade.Tabela de uso de agentes extintores Classe de Incêndio Água Espuma Pqs Co² Halon . formando a reação de soluções aquosas de sulfato de alumínio e bicarbonato de sódio. mas mantendo externamente uma ampola de gás para a pressurização no instante do uso. podendo ser usado também na classe “B”. Depois de iniciado o funcionamento. Ideal para o combate a princípios de incêndio em materiais da classe “C”. sua operação requerer duas pessoas. • Extintor de gás carbônico (co2): é o mais indicado para a extinção de princípio de incêndio em materiais da classe “C” (elétricos energizados). mas mantendo a ampola externa para a pressurização no instante do uso. Será usado em princípios de incêndio das classes “A” e “B”.

Evacuação de área Um dos elementos mais importantes na atividade de minimização de possibilidades de danos humanos. C . P.2.Coeficiente de circulação (valor médio – 1. . pelo ultimo de seus ocupantes. A .5 m 60 seg 60 seg 15 seg 25 seg 15 seg 5. quando da ocorrência de incêndios. Esse tempo pode ser considerado como o decorrido desde o aparecimento dos primeiros indícios (fumaça.Largura útill das vias de circulação (m). C) + (Lm / V) Onde: Tev .Número total de ocupantes. é o tempo gasto na evacuação da edificação. em ambiente externo à edificação.tempo de evacuação.8 pessoas/ m.2.s) Lm – Comprimento total(m) do percurso de evacuação (situação mais desfavorável). chama) até o atingimento de um espaço livre.A SIM Excelente SIM Regular SIM Excelente NÃO NÃO Somente na superfície SIM Excelente SIM Bom PQS Especial 4 Kg Somente na superfície SIM Bom SIM Excelente NÃO Somente na superfície SIM Excelente SIM Excelente NÃO B C D Unidade extintora Alcance médio do jato Tempo de descarga NÃO NÃO NÃO 10 litros 9 litros 6 Kg 2 Kg 10 m 5m 5m 2. Uma expressão comumente aceita para estimas o tempo necessário à evacuação é dada por: Tev = (P/A.5 m 3.

pode-se efetuas as modificações requeridas. A busca da melhoria das condições de segurança nas diferentes operações a realizar no fabrico. De posse dos dados necessários ao cálculo da estimativa.3 m/s. da medição do ruído e vibrações transmitidas ao ar e aos solos e a sua comparação com os resultados da investigação.3. A NR 23 traz instruções iniciais sobre a execução da proteção contra incêndios. O ajustamento das cargas aos efeitos desejados sob os pontos de vista de segurança. transporte. 5. Escadas: 0. Escadas: 0. visando adequar as necessidades de sua utilização à garantia de integridade de seus ocupantes. tem sido o incentivo para a continuação da . tendo-se generalizado com a introdução dos explosivos de segurança.V. têm-se mantido não só com a alteração e estabilização da composição química dos explosivos e a sua experimentação. A proteção do ambiente apóia-se nesta experimentação através do controlo das emissões de poeiras e projeções. economia e ambiente.Velocidade de circulação (m/s). A economia e a segurança têm sido conseguidas com base na experimentação controlada e apoiada em bases científicas.15 m/s. mas também com a investigação e desenvolvimento de novas substância explosivas. Explosivos A utilização de explosivos na indústria extrativa é uma prática tradicional desde que foi verificado o efeito demolidor destas substâncias. tanto na própria definição da construção da edificação quanto nos critérios da distribuição de suas áreas e de sal ocupação.6 m/s. a procura da economia nas operações de desmonte e da melhor proteção do ambiente. Em situação de pânico: Vias Horizontais: 0. armazenagem e utilização. Em situação normal: Vias Horizontais: 0.2 m/s.

o conhecimento e a segurança no manuseamento das substâncias explosivas o ponto fulcral para a proteção do homem e do ambiente. Este trabalho procura dar as bases para a utilização dos explosivos em boas condições de segurança e proteção ambiental. no entanto. Escorva/iniciador: detonador ou conjunto de detonador e reforçador e meio de iniciação.investigação e desenvolvimento das características dos explosivos e da sua adaptação às condições do terreno. em resultado de uma reação química na ausência de oxigênio gasoso ou de ar. Pólvoras: misturas de substâncias explosivas que por ação de agente exterior podem deflagrar. Classificação dos explosivos .1. Pega de fogo: conjunto de tiros com uma seqüência de rebentamento determinada para funcionar como um conjunto. utilizado para provocar uma explosão. Explosivos: substâncias explosivas que por ação de um agente exterior podem detonar. Cordão detonante: cordão com o núcleo de explosivo rápido envolvido por uma camada impermeável. Sendo. Detonador: cápsula contendo um explosivo capaz de ser iniciado pelo efeito do calor libertado por uma fonte de calor ou uma ação mecânica. 5. Esquema de fogo: modo de implantação e ordenamento de uma pega de fogo 5.2.3.Definições Substâncias explosivas: compostos químicos ou misturas de produtos químicos que podem produzir efeitos explosivos ou pirotécnicos.3. Efeitos explosivos: a libertação a grande velocidade de grandes quantidades de energia no ambiente. é na formação e conscientização dos utilizadores que assenta a boa prática com estas substâncias. Mecha/rastilho: cordão constituído por um núcleo calibrado de pólvora envolvido por um tecido e coberto com camada impermeável. sob a forma de gases a alta temperatura e pressão elevada.

fraturando-o em pequenos blocos.Micro-retardados: com intervalo de 20 ou 30 milisegundos. conforme o modo de iniciação. Consoante o tempo decorrido entre a iniciação e o rebentamento.Os explosivos podem ser classificados em: • Lentos ou propulsores: quando a sua velocidade de combustão é inferior a 1000 m/Seg. . • Deflagrante: quando devido à lentidão da reação o seu efeito é de ruptura pelas fraturas existentes ou tombamento. . . • Sísmicos: com tempo de reação inferior a um milisegundo. podendo apresentar-se a granel ou encartuchados. • Rápidos: quando a velocidade de combustão é superior a 1000 m/Seg.3. Explosivos utilizados em minas e pedreiras As substâncias explosivas com possibilidade de utilização em minas e pedreiras dividem-se em pólvoras e explosivos. • Cápsula de cobre: usados em ambientes inflamáveis. 5.3.4. 5. • Muito rápidos: quando a velocidade de combustão é superior a 5000 m/Seg.5 s. Detonadores Os detonadores. os detonadores classificam-se em: • Cápsula de alumínio: usados nos casos gerais.Retardados: com intervalo de 0. dividem-se em: . Em função do uso. Mas inferior a 5000 m/Seg. Quanto aos efeitos classificam-se em: • Fraturante: quando devido à velocidade da reação o seu efeito é de destruição do meio que o envolve.3. dividem-se em: • Pirotécnicos: iniciados por uma chama conduzida através de um rastilho • Elétricos: iniciados por uma corrente elétrica.Instantâneos.

Para pequenas quantidades devem ser transportados em caixas . com capacidade inferior a 10Kg. conforme a quantidade a transportar. 5. As caixas e sacos deverão estar munidos de fechos seguros e correias de suspensão Na construção das caixas e sacos será vedada a aplicação de qualquer material que possa produzir faísca. couro maleável ou qualquer outro material resistente e impermeável.5. A saída do paiol.6. estes classificam-se em: • Sensíveis: intensidade de corrente de segurança 0. não devendo a distância de transporte ser superior a 5 Km. licenciados pela Polícia de Segurança Pública. Os detonadores e os explosivos não devem ser transportados na mesma viatura.3. O transporte de explosivos entre o paiol e o local de utilização ou de preparação das cargas deve ser feito em paióis móveis ou paiolins móveis. 5. Conforme a intensidade de corrente necessária para iniciar um detonador. assessorada pela Comissão de Explosivos. • Muito insensíveis: intensidade de corrente de segurança 3 A. Armazenagem Os explosivos e os detonadores são obrigatoriamente armazenados em paióis e paiolins respectivamente. • Insensíveis: intensidade de corrente de segurança 0. transporte.Para trabalhos a grandes pressões de água .18 A.3.45 A.são herméticos até 100 Kg/cm2. distribuição e devolução dos produtos explosivos não utilizados deverão ser efetuadas por pessoas especialmente instruídas para o efeito e devidamente autorizadas pelo diretor técnico ou encarregado dos trabalhos. Para pequenas quantidades devem usar-se paiolins de madeira ou sacos de lona.Transporte de Explosivos A carga e descarga dos explosivos devem ser feitas com cuidado. • Altamente insensíveis: intensidade de corrente de segurança 4 A.

NBR 13434: Sinalização de Segurança contra Incêndio e Pânico .Sistema Elétrico. . por Hidrantes e Mangotinhos. NBR 10898 .4. NBR 13714 . • NBR 13932. sob comando. NBR 11742 . NBR 13714: Instalações Hidráulicas contra Incêndio.Instalações Prediais de Gás Liquefeito de Petróleo. devendo os detonadores ser transportados na cabina da viatura. NBR 13437: Símbolos Gráficos para Sinalização contra Incêndio e Pânico.Porta Corta-fogo para Saída de Emergência. • • • NBR 14039 .separadas. Manutenção e Recarga em Extintores de Incêndio.Sistemas de Iluminação de Emergência.Sistemas de Proteção por Extintores de Incêndio. • • • • • NBR 13435: Sinalização de Segurança contra Incêndio e Pânico.Instalação Hidráulica Contra Incêndio. Os explosivos devem ser transportados nas embalagens de origem até ao local de utilização salvo para quantidades inferiores ao peso da embalagem.Sistema de Combate a Incêndio por Espuma. Legislação Normas Relativas a Prevenção de Incêndios: • • • • • • • NBR 10897 . NBR 13523 . NBR 12693 .Proteção contra Incêndio por Chuveiro Automático.Requisitos e métodos de ensaio • NBR 5410 . NBR 12615 .Instalações Internas de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) Projeto e Execução. sob comando. NBR 14349: União para mangueira de incêndio . Dimensões e cores.Instalações Elétricas de Alta Tensão NBR 14276: Programa de brigada de incêndio.Inspeção. NBR 12692 .Formas. 5.

p. NBR 5419 . de modo que não há Constituição moderna em que não se procure inscrever um regime de garantias e estruturas jurídicas necessárias para assegurar a liberdade e independência econômica do homem. como Inglaterra e EUA. A auto-regulação . No Brasil. NR 23.) • • • NBR 9077 .Proteção Contra Descargas Elétricas Atmosféricas. Introdução “Vem se verificando um crescente processo de constitucionalização do Direito do Trabalho. a fonte fundamental de regulação das relações de trabalho é a legislação (fonte formal). 6. dispondo em seu art.Saídas de Emergência em Edificações.7 sobre “Direitos Sociais” não fugiu a este fenômeno”. Délio Maranhão e Segadas Vianna.Sistema de Proteção Contra Descangas Atmosférias (Páraraios. predomina a autodisciplina das relações do trabalho. NBR 9441 . de modo que a lei não é a principal fonte reguladora dessas relações. da Portaria 3214 do Ministério do Trabalho: Proteção Contra Incêndio para Locais de Trabalho. da Portaria 3214 do Ministério do Trabalho: Explosivos. as primeiras provindas da vontade dos seus destinatários e as últimas produzidas espontaneamente pelo ambiente do trabalho).153) Em alguns países. (Instituições de Direito de Trabalho. Normas referentes ao Manuseio de explosivos: • NR9. • NR 23. mas sim as “convenções coletivas e os costumes” (chamadas fontes autônomas de direito. da Portaria 3214 do Ministério do Trabalho: Proteção Contra Incêndio para Locais de Trabalho. Arnaldo Susskind.Sistemas de Detecção e Alarme de Incêndio. pois que não são resultantes da ordem estatal.1. Nossa Constituição.• • NBR 5419 . LEGISLAÇÃO e NORMAS TÉCNICAS 6.

baixadas pelo Presidente da Republica. P. consciente e livre. Medidas provisórias: normas com poder equivalente ao das leis. como a autorização de referendo ou convocação de plebiscito. perdem sua eficácia. Se forem convertidas em lei num prazo de 30 dias após sua publicação. Conceitos 6.2. pela Assembléia Legislativa (na área do Estado-Membro) ou pela Câmara dos Vereadores (na área municipal). Tratados e convenções internacionais: são incorporados ao nosso próprio sistema legislativo e são de competência exclusiva do Congresso Nacional. De D. 154). p. Leis e convenções internacionais Lei: “regra de direito geral. . Leis delegadas: leis equiparadas às leis ordinárias.2. ou puderam. Resoluções: normas expedidas pelo Poder Legislativo destinadas a regular matéria de sua competência.1. 6. Leis ordinárias: leis comuns formuladas pelo Congresso Nacional (na área federal). abstrata e permanente. conquistar” (Inst. do Trabalho. Emendas à Constituição: leis constitucionais que modificam parcialmente a Constituição. tornada obrigatória pela vontade da autoridade competente para produzir direito e expressa numa fórmula escrita” (Pires (2001) Apud Instruções de Direito do Trabalho.é tida como a mais apropriada para a natureza dessas relações. diferindo apenas na forma de elaboração. de caráter administrativo ou político. Leis complementares: são elaboradas para complementar determinadas matérias. mas “pressupõe uma organização sindical forte. em situação de relevância e urgência. condições que os brasileiros ainda não souberam.155). Decretos legislativos: são promulgados pelo Poder Legislativo sobre assuntos de sua competência.

Regulamentos e outros atos administrativos normativos Regulamento é um ato do Poder Executivo que integra a lei a fim de constituir “um desenvolvimento.2. a ordem decrescente de importância é: Constituição. 6. Atos administrativos normativos ontem um comando geral do Poder Executivo que visa a correta aplicação da lei. definidos por Pires Apud Maximilianus Führer: Decretos: atos administrativos de alçada dos chefes do Executivo. estaduais.2. Regimentos: normas de organização interna. não mantém elas propriamente uma hierarquia entre si.4. decretos regulamentares e as demais normas de hierarquia inferior. ao lazer.6. Hierarquia das Fontes e das Leis A ordem hierárquica das fontes são. a Constituição. baixadas por decreto. ao trabalho. circulares. Na Constituição da República: Título II . Emendas à Constituição.Dos Direitos e Garantias Fundamentais. o regulamento. Leis ordinárias. Capítulo II: Dos Direitos Sociais: Todos têm direito à educação. a lei. Instruções. a convenção coletiva e o costume. em ordem decrescente. Deliberações: são determinações de órgãos colegiados. Regulamentos: regras disciplinadoras de certos assuntos. Em relação às leis. Leis complementares. municipais). que visam a ordenação dos serviços. uma especificação do pensamento legislativo” (PIRES Apud LOPES). a sentença normativa. à saúde. são comandos da alçada de autoridades superiores. pois cada esfera legislativa tem seu campo de atuação.4. 6. Resoluções: na área de administração.3. à . Leis e Normas sobre Segurança e Medicina do Trabalho 6.1. portarias e ordens de serviço: são determinações administrativas semelhantes. Observe alguns exemplos. Quanto às leis em geral (federais.

Capítulo V: da segurança e saúde no trabalho: Esses artigos tratam: da competência dos órgãos estatais e das Delegacias de Trabalho em relação ao assunto. máquina ou equipamento. máquinas.2. Normas Regulamentadoras . à proteção à maternidade. insalubres ou periculosas. à previdência social. por meio de normas de saúde. de adicional de remuneração para aqueles que realizam atividades penosas.NR Com o advento da lei 6514 de 22 de dezembro de 1977. dos EPI’s. prevenção da fadiga. das regras sobre movimentação. que alterou o Capitulo V do Título II da Consolidação das Leis do Trabalho. armazenagem e manuseio de materiais. das condições do ambiente de trabalho (iluminação. das medidas preventivas de saúde do operário. sem excluir a indenização em caso de dolo ou culpa deste. à infância e à assistência em situações de desamparo. além de seguro contra acidente de trabalho. Na Consolidação das Leis do Trabalho – CLT: Título II – Das Normas Gerais de Tutela do Trabalho. da constituição e composição da CIPA.segurança.4. pagamento do adicional para aqueles que exercem esse tipo de serviço.3. da inspeção prévia e embargo da obra ou interdição de estabelecimento. relativo à Segurança .3 Nas Portarias normativas e outros diplomas legais: 6. formas de eliminação ou neutralização da insalubridade. das obrigações das empresas e dos empregados. equipamentos. das instalações elétricas dos locais de trabalho. dos requisitos técnicos sobre construções civis.4.1. avisos e advertências quanto às substancias e materiais perigosas ou nocivas à saúde. higiene e segurança. 6. a cargo do empregador. conforto térmico). Os artigos também dispõem sobre as atividades insalubres e perigosas. da exigência de manutenção nas empresas de serviços especializados em segurança e saúde do trabalhador. 6. fornos e recipientes de pressão. de outras medidas especiais de proteção e das penalidades administrativas cabíveis.2. caldeiras. setor. É de direito dos trabalhadores rurais e urbanos a redução dos riscos inerentes ao trabalho executado.

”. citadas anteriormente. quando necessário. Seção I. Artigo 200.e Medicina do Trabalho. fundamentando seu procedimento. relativas à segurança e medicina do trabalho..”. permitindo-se. é de competência da SSST “as alterações posteriores. decorrentes da experiência e necessidades. são de observância obrigatória pelas empresas privadas e públicas e pelos órgãos públicos da administração direta e indireta. porém mencionando-as. tendo em vista as peculiaridades de cada atividade ou setor de trabalho. orientar. bem como pelos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário. dessa prática a NR-28 estabelece valores de infração dos vários itens das NRs. normas sobre aplicação dos preceitos deste Capítulo. Assim sendo em 8 de junho de 1978. Título II.CLT. as questões técnicas existentes. alínea I. que possuam empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho . que cria vinte e oito Normas Regulamentadoras – NR. A Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho . sem ater-se. o então Ministro do Trabalho. em sua Seção XV. como sendo incumbência do órgão de âmbito nacional.SSST é o órgão de âmbito nacional competente para coordenar.Disposições gerais: As Normas Regulamentadoras . no caso de aplicação de auto infração. aprova a Portaria 3. NR 1 . no preenchimento do mesmo. Uma NR objetiva explicitar a implantação das determinações contidas nos artigos (de 154 a 201) do Capítulo V.. Arnaldo Prieto. controlar e supervisionar as . Independente. ratificando o que já havia sido explicitado no artigo 156. o Agente de Inspeção do Trabalho.514.214. porem. que dão o detalhamento de aplicabilidade dos artigos constantes na Lei 6.. uma “autonomia” ou “independência” das NRs dos artigos da CLT. dessa forma.. especialmente os referidos no artigo 200”. que atualmente é a Secretaria de Segurança e Saúde do Trabalhador (SSST). ficou determinado que “cabe ao Ministério do Trabalho estabelecer disposições complementares às normas de que trata este Capítulo. nos limites de sua competência. “estabelecer. para que sirvam de balizamento às pessoas que procuram atender aos ditames legais. necessariamente. De acordo com o artigo 2º da Portaria 3. irá referir-se ao artigo em questão. Como uma NR regulamenta um ou mais artigos da CLT.relativas à Segurança e Medicina do Trabalho.NR.214.

que possuam empregados regidos pela CLT. o Programa de Alimentação do Trabalhador . com a finalidade de promover a saúde e proteger a integridade do trabalhador no local de trabalho. Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho. os órgãos públicos da administração direta e indireta e dos poderes Legislativo e Judiciário.Serviços especializados em engenharia de segurança e em medicina do trabalho: As empresas privadas e públicas. máquina ou equipamento. poderá interditar estabelecimento. setor de serviço. as providências que deverão ser adotadas para prevenção de acidentes do trabalho e doenças profissionais.Comissão interna de prevenção de acidentes – cipa: a CIPA tem como objetivo a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho.Embargo ou interdição: O Delegado Regional do Trabalho ou delegado do Trabalho Marítimo. NR 2 . de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde do trabalhador. conforme modelo ilustrado na NR 2.DRT é o órgão regional competente para executar as atividades relacionadas com a segurança e medicina do trabalho. o PAT e ainda a fiscalização do cumprimento dos preceitos legais e regulamentares sobre segurança e medicina do trabalho.Inspeção prévia: Todo estabelecimento. ou embargar obra.atividades relacionadas com a segurança e medicina do trabalho. indicando na decisão tomada. obrigatoriamente.CANPAT. com a brevidade que a ocorrência exigir. NR 4 . deverá solicitar aprovação de suas instalações ao órgão regional do MTb afim de obter o Certificado de Aprovação de Instalações – CAI. A Delegacia Regional do Trabalho . inclusive a Campanha Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho . NR 5 . . conforme o caso. inclusive a CANPAT. antes de iniciar suas atividades. NR 3 .PAT e ainda a fiscalização do cumprimento dos preceitos legais e regulamentares sobre segurança e medicina do trabalho em todo o território nacional. à vista de laudo técnico do serviço competente que demonstre grave e iminente risco para o trabalhador. manterão.

venda e locação de máquinas e equipamentos.NR 6 – Equipamento de proteção individual: considera-se Equipamento de Proteção Individual – EPI. em suas diversas etapas.PCMSO. transportadores industriais e máquinas transportadoras. todo dispositivo ou produto. NR 11 – Transporte. tendo em consideração a proteção do meio ambiente. assentos e mesas. armazenagem e manuseio de materiais: normas de segurança para operação de elevadores. partida e parada de máquinas e equipamentos. manutenção. ainda. a segurança de usuários e de terceiros. manutenção e operação. execução. . NR 7 .Programa de controle médico de saúde ocupacional: estabelece a obrigatoriedade de elaboração e implementação. reforma e ampliação e. guindastes. segurança para dispositivos de acionamento. com o objetivo de promoção e preservação da saúde do conjunto dos seus trabalhadores. NR 10 – Segurança em instalações e serviços em eletricidade: esta NR fixa as condições mínimas exigíveis para garantir a segurança dos empregados que trabalham em instalações elétricas. através da antecipação. avaliação e conseqüente controle da ocorrência de riscos ambientais. operação. importação. NR 12 – Máquinas e equipamentos: Discorre sobre normas de instalações e áreas de trabalho. visando à preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores. proteção de máquinas e equipamentos. destinado à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho. por parte de todos os empregadores e instituições. NR 13 – Caldeiras e vasos de pressão: Dispõe sobre a segurança do funcionamento de caldeiras e vasos de pressão.Programa de prevenção de riscos ambientais: estabelece a obrigatoriedade da elaboração e implementação. de uso individual utilizado pelo trabalhador. do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional . do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais PPRA. incluindo projeto. reconhecimento. movimentação. fabricação. NR 9 . por parte de todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados.

NR 14 – Fornos: medidas de segurança para construção e trabalho com fornos. NR 15 – Atividades e operações insalubres: diz respeito à classificação de insalubridade de atividades e operações e aos cuidados a serem tomados quando da sua execução. NR 16 – Atividades e operações perigosas: classificação das atividades e operações consideradas perigosas, bonificação aos trabalhadores dessas atividades, normas de arranjo físico para evitar acidentes. NR 17 – Ergonomia: esta NR visa a estabelecer parâmetros que permitam a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar um máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente. NR 18 – Condições e meio ambiente de trabalho na indústria da construção: Esta NR estabelece diretrizes de ordem administrativa, de planejamento e de organização, que objetivam a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos de segurança nos processos, nas condições e no meio ambiente de trabalho na Indústria da Construção. NR 19 – Explosivos: esta NR discorre sobre classificação, periculosidade, depósito, manuseio e armazenagem de explosivos. NR 20 - Líquidos combustíveis e inflamáveis: definição de líquidos combustíveis e inflamáveis e medidas de segurança para armazenagem dos mesmos. NR 21 – Trabalhos a céu aberto: exigência de infra-estrutura adequada que garanta a proteção e o conforto daqueles que trabalham em ambientes a céu aberto.

NR 22 – Segurança ocupacional na mineração: tem por objetivo disciplinar os preceitos a serem observados na organização e no ambiente de trabalho, de forma a tornar compatível o planejamento e o desenvolvimento da atividade mineira com a busca permanente da segurança e saúde dos trabalhadores. NR 23 – Proteção contra incêndios: apresenta equipamentos e métodos que devem ser empregados em toda e qualquer empresa a fim de se impedir incêndios e evitar grandes danos ou perdas causadas por eles. NR 24 – Condições sanitárias e de conforto nos locais de trabalho: especificação dos equipamentos, peças e móveis que contribuam para a manutenção da higiene do local e do trabalhador, assim como do seu conforto. NR 25 – Resíduos industriais: definição dos tipos de resíduos industriais e formas de eliminação. NR 26 – Sinalização de segurança: esta NR tem por objetivo fixar as cores que devem ser usadas nos locais de trabalho para prevenção de acidentes, identificando os equipamentos de segurança, delimitando áreas, identificando as canalizações empregadas nas indústrias para a condução de líquidos e gases e advertindo contra riscos. NR 27 – Registro profissional do técnico de segurança do trabalho no ministério do trabalho: formas de requerimento e obtenção do registro profissional do Técnico de Segurança do Trabalho. NR28 – Fiscalizações e penalidades: citação dos decretos que regem as disposições legais e/ou regulamentares sobre segurança e saúde do trabalhador. NR 29 – Segurança e saúde no trabalho portuário: regular a proteção obrigatória contra acidentes e doenças profissionais, facilitar os primeiros socorros a acidentados e alcançar as melhores condições possíveis de segurança e saúde aos trabalhadores portuários.

NR 30 – Segurança e saúde no trabalho aquaviário: proteção e regulamentação das condições de segurança e saúde dos trabalhadores aquaviários. NR 31 - Segurança e saúde no trabalho na agricultura, pecuária silvicultura, exploração florestal e aqüicultura: estabelecer os preceitos a serem observados na organização e no ambiente de trabalho, de forma a tornar compatível o planejamento e o desenvolvimento das atividades da agricultura, pecuária, silvicultura, exploração florestal e aqüicultura com a segurança e saúde e meio ambiente do trabalho. NR 32 - Segurança e saúde no trabalho em serviços de saúde: estabelecer as diretrizes básicas para a implementação de medidas de proteção à segurança e à saúde dos trabalhadores dos serviços de saúde, bem como daqueles que exercem atividades de promoção e assistência à saúde em geral.

6.2.3.2. Quanto ao trabalho da mulher e do menor O Capítulo III (Da Proteção do Trabalho da Mulher) e o Capítulo IV ( Da Proteção do Trabalho do Menor), ambos no Título III da CLT, tratam de algumas considerações em relação ao trabalho da mulher e do menor. 6.2.3.3. Quanto ao trabalhador rural: A Lei nº. 5.889, 08/06/73, estatui normas reguladoras do trabalho rural e apresenta outras providências. A Portaria nº. 3.067, 12/04/88, aprova Normas Regulamentadoras Rurais, relativas à Segurança e Higiene do Trabalho Rural: • • NR-1: Disposições gerais; NR-2: Serviço especializado em prevenção de acidentes do trabalho rural – SEPATR; • NR-3: Comissão Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho Rural – CIPATR; • • NR-4: EPI; NR-5: Produtos químicos.

Segurança e Meio Ambiente .86). se o aposentado por invalidez necessitar de assistência permanente de outra pessoa terá direito a um acréscimo de 25% na sua aposentadoria (art.br. sem prejuízo do retorno ao trabalho e ainda que esteja percebendo outro benefício (art. a contar da data do óbito. no valor correspondente a 100% do salário contribuição (art. o segurado terá direito à indenização referente ao auxílio-acidente paga mensalmente.4.44). O valor da prestação corresponde à média atualizada dos últimos 36 salários-de-contribuição (art.com.213/91). Pensão por morte: será devida mensalmente aos dependentes do acidentado.6. A renda mensal dessa aposentadoria será equivalente a 100% do salário de beneficio (art. extraído do site www. Auxílio-acidente: quando após a consolidação das lesões decorrentes de acidente de qualquer natureza.isegnet. em caráter vitalício.45). São internacionalmente conhecidas pela sigla ISO. Conquistando Vantagem Competitiva – Convergência entre Saúde. A Lei 9. Aposentadoria por invalidez: quando o acidentado é considerado incapaz para o trabalho e insuscetível de reabilitação que lhe garanta subsistencica. Normas – ISO: Organização Internacional De Normalização As normas da International Organization for Standartization – Organização Internacional de Normalização visam estabelecer critérios para as questões técnicas que incidam sobre a produção e comercialização de bens e serviços em todo o mundo. no dia 12/01/06. O texto abaixo. 74 e 75).032 de 28/04/95 igualou os benefícios do acidentado. 60 da Lei 8.3. cabendo ao empregador pagar os 15 primeiros dias de afastamento (art. no valor correspondente a 50% do saláriobenefício. retrata a importância nas normas ISO para a competitividade de uma empresa.29). 6. houver redução da capacidade funcional. Direitos Previdenciários do acidentado e Dependentes: Auxílo-doença: é devido a partir do 16º dia seguinte ao afastamento do trabalho em conseqüência de acidente.

contudo retratam um fato importante: a responsabilidade internacional pelo desgaste do patrimônio natural. Não existe controle sem medição confiável. Podemos afirmar que a sobrevivência das empresas não está apenas relacionada à capacidade de adaptação num ambiente tecnológico dinâmico. assim como. Não existe calibração sem laboratórios credenciados com padrões rastreados. segurança e meio ambiente. Não existe medição confiável sem calibração. Não existe padrão de referência sem metrologia. ao aplicá-las. Não existe rastreabilidade sem padrões de referência primários. mas. a capacidade de atingir rapidamente todos os povos. elas impõem barreiras técnicas à comercialização de produtos e serviços que não se enquadram às suas recomendações. Essas normas são bastante semelhantes as anteriores (série ISO 9000). certamente. As séries ISO 9000 surgiram como as primeiras normas com intuito de padronizar os requisitos exigidos de fornecedores. que estabelece novas prioridades para a ação política em função da nova concepção do desenvolvimento. é mais produtiva e eficaz. também. isto é.Cada vez mais é reconhecido que o aumento da eficiência das empresas num ambiente tecnológico crescente e competitivo agravado pela progressiva expansão dos mercados. ao bem estar de toda a sociedade. As organizações. Posteriormente. além dos requisitos anteriores. esbarra no trinômio saúde. Essas normas proporcionam maior facilidade nas transações comerciais nacionais e internacionais. Não existe qualidade sem controle de qualidade. começaram a aparecer as normas de gestão ambiental ISO 14000 com a idéia do desenvolvimento sustentável. Uma população com saúde. demanda-se para a implantação da ISO 14000 um maior conhecimento tecnológico para o desenvolvimento e controle de . apóiam-se em estratégias de controles baseadas na Metrologia. vivendo e trabalhando em condições seguras e harmoniosas. gerando menos resíduos poluentes e indivíduos doentes. Ao mesmo tempo. A certificação pela ISO 14000 exige das empresas fornecedoras de produtos e serviços processos de produção e fornecimento mais específicos. na Normalização e gerenciamento do processo exigindo sistemas reconhecidos de certificação e credenciamento.

melhoraram a relação entre empresas fomentando maior padronização com a elaboração de procedimentos documentados dos processos de produção. tendo como foco a organização de trabalho: . . Atualmente. imposto aos países da “periferia” pelos países ricos e gerada pela lógica dos mercados. fundamentadas em especificações puramente técnicas. já são empregados modelos como a BS8800 (norma Britânica). Embora não exista uma ISO específica que trate da saúde e segurança no trabalho. Tais normas de sistema de gestão passaram a ser usadas como obstáculo a comercialização de produtos e serviços nos grandes blocos econômicos. a AS 8000 (responsabilidade social) e a OSHA 18001 (Americana) em diversas organizações a nível mundial. de um modo geral. contradiz com as regras estabelecidas em consenso internacional pelos 134 países membros da ISO: as normas de gestão não devem ser compulsórias. Os países membros da ISO votaram contra a formação de um comitê técnico para SST em meados dos anos 90. São as normas de Gestão de Sistema de Saúde e Segurança Ocupacional – SGSSO. Em contrapartida tais procedimentos tornam os empregados substituíveis. Isso tem impacto direto nas relações comerciais num mundo globalizado (fenômeno financeiro com conseqüências nos sistemas de produção) e dinâmico. estamos no estágio de maturação das normas de gestão de sistemas que tendem a convergir para o mesmo ponto. fez surgir o subdesenvolvimento. diga-se de passagem. onde se procura constantemente superar as expectativas dos clientes. O que. Por outro lado.processos de produção não poluidores. “descartáveis” aumentou a terceirização dos processos das empresas e alterando profundamente a organização de trabalho. considerando todos os anteriores. promovendo o bem estar . Podemos concluir esse artigo fazendo uma reflexão em relação às normas de gestão de sistema. e de certa forma.A ISO 14000 e a necessidade do desenvolvimento sustentável favoreceram a implantação de processos não poluidores. .As séries da ISO 9000. a conformação estrutural produzida pela forma como se propagou o progresso técnico no plano internacional.

Decretos. de 09 de abril de 1986 – Regulamenta a Lei 7.413. alguns países já se utilizam de normas consensuadas para certificação de empresas em SGSSO. Muitas empresas possuem um passivo trabalhista que quando contabilizado podem superar seus próprios valores. de 27 de novembro de 1985. é tratada em outros fóruns internacionais promovidos pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e pela OIT (Organização Internacional do Trabalho).5. DECRETO N° 93.410. que dispõem sobre especialização de engenheiros e arquitetos em Engenharia de Segurança do Trabalho e a profissão de Técnico de Segurança do Trabalho.412.1. entre empresas que necessitam conhecer de fato a realidade econômica de seus parceiros. Essa antecipação provavelmente se deve ao fato das crescentes fusões e acordos. Ela permitiu aos especialistas de mercado quantificar o passivo ambiental produzido pelos processos e produtos (resíduos) das empresas. A gestão em saúde e segurança do trabalho. que institui salário adicional para empregados do setor de energia elétrica. em condições de periculosidade e dá outras providências.369. No âmbito regional. Regulamenta a Lei 7. de 20 de setembro de 1985.530. 6. Os países desenvolvidos não repassam tecnologia. embora não seja discutida no âmbito internacional através de comitê técnico da ISO. Decretos DECRETO N° 92. ruído e às vibrações no local de trabalho. . o que deveria ser um ponto a ser levado em consideração ao serem elaboração as normas de gestão.212 de 26 de dezembro de 1985. Tais normas também vêm impossibilitando que os países menos favorecidos se utilizem dos seus recursos naturais já que estes não tem capacidade de utilizá-los de forma sustentável. DECRETO N° 93.da sociedade como um todo. de 14 de outubro de 1986 Revoga o Decreto 92.5. “Trades”. Legislação Complementar e Legislação Previdenciária 6. de 15 de outubro de 1986 – Promulga a Convenção n° 148 sobre proteção do trabalhador contra riscos profissionais devido a contaminação do ar.

LEI 9.394.253.394. o destino final dos resíduos e embalagens. 6. a classificação. a utilização.254. a experimentação. o armazenamento. de 29 de outubro de 1985 – Regula o exercício da profissão de técnico em radiologia e dá outras providências. a produção. a propaganda comercial. de 14 de dezembro de 1998 – Apresentou a seguinte questão 'Quando a empresa fornecedora de EPI ou amenizar os efeitos do agente agressivo a saúde.048. sobre segurança e saúde dos trabalhadores e o meio ambiente de trabalho. sobre proteção contra riscos de intoxicação provocados pelo Benzeno. de 11 de junho de 1989 – Regulamenta a pesquisa . de 27 de setembro de 1994 – Promulga a Convenção n° 136. da Organização Internacional do Trabalho – OIT relativa aos serviços de saúde do trabalho.3.5. LEI N° 7. 6. o segurado não tem direito a aposentadoria especial'.Promulga a Convenção n° 155. de 29 de outubro de 1985 – Regula o exercício da profissão de técnico em radiologia e dá outras providências.DECRETO N° 127. LEI N° 7. a embalagem e rotulagem.2. de 27 de novembro de 1985 – Dispõe sobre a especialização de Engenheiros e Arquitetos em Engenharia de Segurança do Trabalho.732. o controle. e dá outras providências. .802. Leis Previdenciárias LEI N° 7. de 29 de setembro de 1994 . de 06 de maio de 1999 – A prova o Regulamento da Previdência Social. a profissão de técnico de segurança do trabalho e dá outras providências. o registro. a inspeção e a fiscalização dos agrotóxicos e seus componentes afins.410. de 22 de maio de 1991 – Promulga a Convenção n° 161. a importação.5. DECRETO N° 1. adequando aos limites de tolerância. o transporte. da Organização Internacional do Trabalho – OIT. DECRETO N° 1. a comercialização. a exportação. Leis LEI N° 7. DECRETO N° 3. da Organização Internacional do Trabalho – OIT.

o controle. a exportação. a comercialização. a produção. levando em consideração o tempo de contribuição para aposentadoria especial. mediante formulário estabelecido pelo INSS.732. de 11 de junho de 1989 – Regulamenta a pesquisa . . a classificação. o armazenamento. LEI Nº 9. o destino final dos resíduos e embalagens. de 14 de dezembro de 1998 – Apresentou a seguinte questão 'Quando a empresa fornecedora de EPI ou amenizar os efeitos do agente agressivo a saúde.802. conforme a atividade exercida pelo segurado a serviço da empresa. de 27 de novembro de 1985 – Dispõe sobre a especialização de Engenheiros e Arquitetos em Engenharia de Segurança do Trabalho. altera dispositivos das leis 8212 (plano de custeio da previdência social) e 8213 (plano de benefício da previdência social). a utilização. Pontos mais importantes: As alíquotas referente ao art. com base em laudos técnicos de condição ambiental de trabalho emitido por médico do trabalho ou engenheiro de segurança do trabalho nos termos da legislação trabalhista (agentes e limites OS 600 e OS 612). o segurado não tem direito a aposentadoria especial'. A comprovação da efetiva exposição do segurado aos agentes nocivos. LEI Nº 9. a propaganda comercial. o registro. adequando aos limites de tolerância. a embalagem e rotulagem.410. 22 da lei 8212 serão acrescidas de 12. sujeito a agentes nocivos. a experimentação. 9 ou 6 pontos percentuais.732 de 11 de dezembro de 1998. a inspeção e a fiscalização dos agrotóxicos e seus componentes afins.LEI N° 7. LEI N° 7. Do laudo técnico deverão constar informações sobre a existência de tecnologia de proteção coletiva ou individual que diminua a intensidade do agente agressivo a limites de tolerância e recomendações sobre sua adoção pelo estabelecimento. a importação. o transporte. a profissão de técnico de segurança do trabalho e dá outras providências. Concedido aos segurados empregados e trabalhadores avulsos sujeitos a condições especiais.

ORDEM DE SERVIÇO INSS/DSS N° 609. ORDEM DE SERVIÇO INSS/DSS N° 612.6. apresentam em seus anexos as ordens de serviços mais atuais do INSS. . a agentes agressivos. 05 de agosto de 1998 – Estabelece procedimentos a serem adotados para concessão de benefícios. ORDEM DE SERVIÇO INSS/DSS N° 621. ORDEM DE SERVIÇO INSS/DSS N° 623.6 Instrução Normativa (Previdência) Número de alíquota destinada ao financiamento de aposentadoria especial: indicação no laudo. de maneira habitual e permanente. 02 de junho de 1998 – Enquadramento e comprovação do exercício de atividade especial. Ordens de serviço do INSS ORDEM DE SERVIÇO INSS/DSS N° 600. 05 de agosto de 1998 – Aprova Norma Técnica sobre perda auditiva neurossensorial por exposição continuada a níveis elevados de pressão sonora de origem ocupacional. 05 de agosto de 1998 – Norma Técnica sobre distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho – DORT.. 09 de junho de 1999 – Estabelece procedimentos para a fiscalização das empresas com segurados que exerçam atividades que permita a concessão de aposentadoria especial. 05 de agosto de 1998 – Aprova Norma Técnica sobre pneumoconiose. ORDEM DE SERVIÇO INSS/DSS N° 606.6. Nota: Os livros Normas Regulamentadora Comentadas e Perícia e Avaliação de Ruído e Calor. 6. 05 de agosto de 1998 – Manual de Instruções para preenchimento da Comunicação de Acidente do Trabalho – CAT. ORDEM DE SERVIÇO INSS/DSS N° 98. 05 de agosto de 1998 – Enquadramento e comprovação do exercício de atividade especial. ORDEM DE SERVIÇO INSS/DSS N° 607. ORDEM DE SERVIÇO INSS/DSS N° 608. da exposição ou não do trabalhador.1. 05 de agosto de 1998 – Aprova Norma Técnica sobre intoxicação ocupacional pelo Benzeno.

de 10 de agosto de 1988 – Os Ministérios de Estado do Trabalho e Saúde atribuem a responsabilidade aos seus respectivos ministérios na luta pela defesa da saúde e da vida dos trabalhadores no combate à AIDS. PREVENÇÃO E CONTROLE DE RISCOS EM MÁQUINAS.257. de 17 de dezembro de 1987 – Considera que qualquer exposição do trabalhador às radiações ionizantes ou substâncias radioativas é potencialmente prejudicial à saúde. Portarias PORTARIA N° 3.6. O vício do tabagismo deve ser desestimulado mediante processos educacionais e restritivos. de 21 de setembro de 1989 – Delega competência ao Ministério do Trabalho para definir as atividades do Técnico de Segurança do Trabalho. formas de se obter um .393. algumas delas de excepcional gravidade e até fatais.6. de 2 de setembro de 1988 – Considera as acusações científicas contra o cigarro e este se tornar um dos maiores responsáveis por uma série de doenças. mesmo que a empresa tenha fornecido EPI. de 11 de abril de 1994 – Estabelece Regulamento Técnico sobre o uso de Equipamento de Proteção Coletiva – EPI.6. retrata-se o uso correto dos equipamentos de proteção (EPI e EPC). 7. EQUIPAMENTOS E INSTALAÇÕES 7.3. Instrução Normativa INSTRUÇÃO NORMATIVA N° 1. PORTARIA INTERMINISTERIAL N° 3. PORTARIA INTERMINISTERIAL N° 3. PORTARIA N° 3.275.195.1 Introdução Este capitulo tem por objetivo apresentar normas que visam prevenir e controlar os riscos existentes nos diversos tipos de industrias. INTRUÇÃO NORMATIVA publicada pelo MPAS em 14 de janeiro de 2000 – Autoriza a aposentadoria especial de todos os trabalhadores que exerciam atividade insalubre até 13/12/98.2. Para isso. 6.

treinar o empregado quanto ao seu uso e torná-lo obrigatório.2 Equipamentos de Proteção Individual – EPI Equipamento de proteção individual (EPI). “é todo dispositivo de uso individual. destinado a proteger a saúde e a integridade física do trabalhador”. de fabricação nacional ou estrangeira. Os EPI’s não existem para evitar acidentes. O fornecimento do EPI deverá ser feito mediante o preenchimento de uma “Ficha de Controle”. finalmente. mas para evitar lesões ou para atenuar sua gravidade. Não é permitido que o EPI seja de uso coletivo e é fundamental estabelecer um tempo de vida útil mínimo para o mesmo. cores e sinalização de segurança. A Figura 2 mostra os tipos mais comuns de EPI. tipos de equipamentos de processos industriais e métodos para os protegerem e para protegerem os operadores e.layout do ambiente de trabalho adequado. a manutenção. bota de bico de aço. A empresa é obrigada a fornecer o EPI gratuitamente aos funcionários em perfeito estado de funcionamento e conservação. alergênicas. Figura 2 – EPI’s: perneira. além de proteger o corpo e o organismo contra os efeitos de substancias químicas (tóxicas. luvas. dentre outras) que possam determinar doenças ocupacionais. sob a supervisão do elemento técnico de Segurança do . medidas de segurança exclusivas para o setor de edificações e para serviços com eletricidade. 7. de acordo com a legislação. óculos de proteção.

considerando. a realização de testes com os diversos tipos e marcas existentes no mercado que tenham o Certificado de Aprovação (CA). Tal seleção deve ser feita após um estudo do ambiente ocupacional. é feita a indicação dos EPI’s mais adequados a cada risco. . Determina-se que o EPI deva ser selecionado pelo Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho (SEESMT) ou por membros de Comissões Internas de Prevenção de Acidentes (CIPA) de acordo com o risco ao qual o trabalhador está exposto. a fim de se verificar se o mesmo ainda não apresenta condições de uso. as seguintes fases: • Identificação dos riscos: levantamento minucioso dos riscos existentes no ambiente de trabalho. O EPI é de propriedade da empresa. é necessário que o EPI com defeito ou danificado seja devidamente examinado. caso não usem a proteção adequada. inclusive. sendo recomendada. podendo-se recorrer à existência dos fabricantes e à literatura especializada. • Avaliação dos riscos identificados: determinação da intensidade e/ou extensão dos riscos (condição ambiental ou operacional) bem como a freqüência e o tempo de exposição a eles (forma e tempo de contato entre o fator e o receptor). devendo comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para o uso. que sejam ou que tenham a possibilidade de serem nocivos aos trabalhadores. afetando sua integridade física e/ou saúde. • Indicação do EPI adequado: com as informações obtidas nas fases anteriores. no mínimo. O empregado deve usar o EPI somente para a finalidade a que se destina sendo responsável por sua guarda e conservação. o trabalhador deve ressarci-la quando comprovado o desgaste por uso inadequado e/ou indevido. portanto. concluindo quanto às conseqüências que poderão acarretar a integridade física e a saúde dos trabalhadores.Trabalho. No caso de troca.

Membros inferiores: calçado com biqueira de aço. O perfeito ajuste do EPI ao usuário deve ser feito com acompanhamento de um Médico do Trabalho com conhecimento da exposição do trabalhador ao risco. máscara para soldador. calçado com palmilha de aço. A seguir. Olhos: óculos convencionais. calçado com solado antiderrapante. Crânio: capacete. mangote. protetor de punho. Membros superiores: luvas de punho. outros tipos de luvas. manga. ósculos contra ofuscamento e radiações lesivas. do CRF (Certificado de Registro do Fabricante) ou CRI (Certificado de Registro do Importador). Face: visor plástico incolor. a empresa deve exigir do fabricante cópia do CA do EPI e. .Ao adquirir o EPI. perneiras. óculos contra aerodispersóides. serão apresentados uma série de EPI’s que se destinam à proteção de determinadas partes do corpo. redes. calçado para fundição. Proteção contra quedas com diferença de nível: cinto de segurança tipo abdominal com talabarte. botas de borracha. cinto tipo cadeira. mitene. calçado condutivo. óculos contra gases e poeira. também. protetor de inserção. cinto tipo pára-quedista. protetores metálicos. Cabelo: bonés (de forneiro). luvas de cano. visor com tela. Isso se faz necessário para que se obtenha o máximo de proteção do trabalhador com o mínimo de desconforto. capuzes e similares. óculos com proteção lateral. calçado isolante. Ouvidos: protetor circum-auricular. protetor de palma da mão. protetor de mão típico. gorros. luvas de meio-dedo.

Vias respiratórias: respiradores purificadores do ar. máscara com filtro químico. Alguns exemplos de EPC’s são: extintores de incêndio. absorvedores para eventual derramamento e chuveiro de emergência. Tronco: aventais. capas. além de proteger a coletividade. com exaustão por duto.EPC Equipamentos de proteção coletiva (EPC) são dispositivos usados no ambiente laboral com o objetivo de proteger os trabalhadores dos riscos inerentes aos processos industriais. 7. extintor de incêndio.3. jaquetas ou conjuntos de jaqueta e calça. Lava-Olhos Extintor de Incêndio Chuveiro de Emergência FIGURA 4 – Lava-olhos. ele não provoca desconforto a ninguém. . Equipamentos de Proteção Coletiva . Outros exemplos de EPC são: a) Cabine para histologia: A cabine deverá ser construída em aço inox. lava-olhos. A maior vantagem do EPC é que. máscara descartável. A Figura 4 apresenta exemplos de EPC’s. respiradores de isolamento. É específica para trabalhos histológicos. respirador facial-total. respirador semifacial. Pele: cremes protetores. chuveiro de emergência.

l) Proteção do sistema de vácuo: São filtros do tipo cartucho. devendo ser confeccionado em lã ou algodão grosso.b) Capela Química: A cabine deverá ser construída de forma aerodinâmica. o perigo de inalação e a contaminação do operador e do ambiente. h) Microincinerador de alça de transferência metálica: São aquecidos a gás ou eletricidade. comprimento e localização são fornecidos pelas normas do Corpo de Bombeiros. g) Alça de transferência descartável: São alças de material plástico estéril. que impedem a passagem de aerossóis. Possuem anteparos de cerâmica ou de vidro de silicato de boro para reduzir. j) Dispositivos de pipetagem: São os dispositivos de sucção para pipetas. assim. d) Vaso de areia ou balde de areia: É utilizado sobre o derramamento de álcalis para neutralizá-lo. que contém desinfetante. Seu uso em cabine de segurança biológica não deve exceder a 15 minutos. e) Mangueira de incêndio: O modelo padrão. f) Sprinkle: É o sistema de segurança que. Ex. Também é usado o frasco de transbordamento. a dispersão de aerossóis durante a flambagem das alças de transferência. não sendo admitidos tecidos com fibras sintéticas.: pipetador automático. cujo comprimento da onda eficaz é de 240 nm. produz fortes borrifos de água no ambiente (borrifador de teto). c) Manta ou cobertor: É utilizado para abafar ou envolver a vítima de incêndio. pêra de borracha e outros. i) Luz Ultra Violeta: São lâmpadas germicidas. . ao mínimo possível. Apresentam a vantagem de dispensar a flambagem. através da elevação de temperatura. descartáveis após o uso. reduzindo. O tempo médio de uso é de 3000 horas. de maneira que o fluxo de ar ambiental não cause turbulências e correntes.

desinfetantes e sacos plásticos.m) Contenção para homogeneizador. Depender o menos possível da atuação do homem para atender suas finalidades. agitador. bota de borracha. EPC’s colaboram com o aumento da produtividade e minimizam perdas devido às melhorias causadas no ambiente de trabalho. químico ou radioativo: É composto de traje de proteção. pinça para estilhaços de vidro. baldes. luvas. a que estiverem sujeitos. Para serem perfeitamente escolhidos e instalados. Essas melhorias dependem do projeto do processo executado. touca. soda cáustica ou bicarbonato de sódio para neutralizar ácidos. máscara contra gases. pás para recolhimento do material. ultra-som etc.: Devem ser cobertos com anteparo de material autoclavável e sempre abertos dentro das cabines de segurança biológica. p)Kit de primeiros socorros: É composto de material usualmente indicado. o) Kit para limpeza em caso de derramamento biológico. desgastes etc. . máscara. • Ser resistentes às agressividades de impactos. óculos ou protetor facial. areia seca para cobrir álcalis. n) Anteparo para microscópio de imunofluorescência: É o dispositivo acoplado ao microscópio. que poderá causar danos aos olhos. até mesmo levando o operador à cegueira. por isso. é essencial que um especialista em segurança do trabalho faça uma análise prévia do sistema para que os riscos ocupacionais sejam identificados e as medidas de proteção convenientes sejam adotadas antes da liberação do processo. inclusive antídoto universal contra cianureto e outros antídotos especiais. corrosão. detergente não inflamável. os EPC’s devem respeitar algumas premissas básicas: • • Ser do tipo adequado em relação ao risco que irão neutralizar. panos de esfregão e papel toalha para o chão. que impede a passagem de luz ultravioleta.. vaporizador de formaldeído.

dentro de um espaço disponível (COUTO. tais como acidentes de trabalho. perda de produtividade e desconforto. . tempos.4.4 Arranjo Físico 7. Aumentar a produção. Evitar doenças ocupacionais. A preparação de um layout O profissional responsável pela elaboração do layout deve dominar o conhecimento sobre métodos. a fim de obter o relacionamento mais eficiente e econômico entre o pessoal. materiais e pessoas que concorrem para a fabricação de um produto ou para a execução de um serviço. LEMBRE-SE: os detentores do maior conhecimento de soluções ideais de proteção são os próprios trabalhadores que estão expostos aos riscos. manuseio e movimentação de materiais. 7. equipamentos e materiais que se movimentam. cantos vivos etc.2. 1996).• • Permitir serviços e acessórios como limpeza. Melhorar as condições ambientais. principalmente mecânicos como obstrução de passagens. 7. máquinas. layout e o resultado final de um estudo sistemático que procura uma combinação ótima de todas as instalações.4. ergonomia e segurança do trabalho. Aumentar a motivação e a satisfação dos trabalhadores. lubrificação e manutenção. Os objetivos de um bom layout são: • • • • • • Evitar riscos de acidentes e incidentes. Melhorar a ocupação dos espaços.1 Introdução Fazer o arranjo físico (layout) de uma área qualquer é planejar e integrar os caminhos dos componentes de um produto ou serviço. A ausência de um layout bem elaborado acarreta uma série de prejuízos. técnicas de administração industrial. Logo. Não criar outros tipos de riscos.

Programas de prevenção de acidentes. máquinas). Etapa 3 – Arranjo Físico Detalhado: Definição clara de cada componente da instalação (móveis. Etapa 2 – Arranjo Físico Geral: estabelecimento da posição relativa entre as diversas áreas. Nessa etapa. . tem vida. Diminuir os congestionamentos. movimento e prazo de validade. equipamentos. Reduzir a movimentação e o manuseio de materiais. Ressalta-se que o layout é dinâmico. Melhorar a flexibilidade. Melhoria nas condições de trabalho. Substituição de equipamentos. Novos produtos ou serviços. controle e tendências. Programas de redução de custos. O layout bem feito é desenvolvido em 4 etapas. Melhorar a supervisão. os modelos de fluxo e as inter-relações entre as diversas áreas são visualizadas. Melhorar a utilização do equipamento e da mão-de-obra. Introdução de novos métodos de organização. obtendo-se a aprovação dos níveis de decisão após cada uma delas: Etapa 1 – Localização: Determinação da localização da área na qual será feito o planejamento das instalações. tendo-se a noção clara do fluxo industrial.• • • • • • • • Reduzir os custos indiretos. Melhorar a qualidade. Reduzir o tempo de manufatura. Etapa 4 – implantação: planejamento de cada passo da implantação do layout elaborado. Deve ser periodicamente revisado. sempre que houver: • • • • • • • Mudanças no mercado de consumo.

• Pela necessidade de segurança. porém movimentação excessiva gera fadiga . O ser humano necessita de certa proximidade de outras pessoas A distância excessiva entre as pessoas também traz muito desconforto. uma área em torno da qual não se deve ter ninguém (não se esbarra. não se sente proximidade exagerada). O espaço mínimo necessário é determinado por diversos fatores: • • Pela área necessária para a movimentação do próprio corpo. mas próxima o suficiente para que se converse em altura normal. para se evitar o choque do contra partes do equipamento ou do mobiliário. Trabalho com empenho visual não combina com ambiente escuro Em circunstâncias como essa. nem com odores Operários cujos trabalhos exigem muito. são prejudicados quando o ambiente está acima do nível de conforto. Operários cujos trabalhos são de pouca exigência intelectual beneficiam-se com a presença de outras pessoas num raio além da área de espaço pessoal. Pela área necessária para a movimentação em volta da máquina/ equipamento. nem com calor. É desejável que exista certa flexibilidade postural.7. • Para não se sentir constrito – é bem conhecido que todo ser humano tem o seu espaço pessoal. não se sente o cheiro ou o perfume do outro. Trabalho mental não combina com ruído alto. intelectualmente.4.3 Conceitos básicos relacionados ao ser humano e ao layout de seu local de trabalho O ser humano necessita de espaço para trabalhar. serão adicionados mecanismos de adaptação visual. o que resultará em fadiga.

zonas de segurança. • Púrpura: perigos provenientes das radiações eletromagnéticas penetrantes de partículas nucleares. que deverão permanecer fora de serviço. partes internas das guardas de máquinas que possam ser removidas ou abertas. faces externas de polias e engrenagens. . Amarelo: em canalizações. áreas destinadas à armazenagem. sempre que necessário. borda de serras.1 Introdução A fim de se manter a segurança do ambiente de trabalho. para avisos contra uso e movimentação de equipamentos. • • Preto: canalizações de inflamáveis e combustíveis de alta viscosidade. faces internas de caixas protetoras de dispositivos elétricos. será acompanhada dos sinais convencionais ou da identificação por palavras. partes móveis de máquinas e equipamentos. 7. para identificar gases não liquefeitos e para indicar "Cuidado!".5 Cores e Sinalização de Segurança 7. • Branco: locais de circulação. Mesmo pequenas distâncias.2 Cores As cores abaixo relacionadas foram escolhidas para padronizarem a representação de certos riscos ou operações que ocorrem nos diversos tipos de indústria: • • Vermelho: equipamentos e aparelhos de proteção e combate a incêndio. podem cansar e levar a fadiga. localização de coletores de resíduos e de bebedouros. botões de arranque de segurança.Grandes distâncias cansam. 7. dispositivos de corte. mas percorridas muitas vezes ao dia. Azul: para indicar "Cuidado!". • Laranja: canalizações contendo ácidos.5. prensas. convencionou-se (NR 26) que certas cores serviriam para indicar diferentes riscos que determinados locais oferecem. A indicação em cor. especialmente quando em área de trânsito para pessoas estranhas ao trabalho.5.

abrangendo aquelas a serem tomadas. Palavra de advertência.3 Sinalização de segurança A sinalização para o armazenamento de substâncias perigosas deverá seguir padrões internacionais. o “CUIDADO”: risco médio. isoladamente ou não. o • • • “ATENÇÃO”: risco leve. Cinza: o cinza claro deverá ser usado para identificar canalizações em vácuo e o cinza escuro deverá ser usado para identificar eletrodutos. no caso das refinarias de petróleo. Na movimentação de materiais no transporte terrestre. e que. deverão ser seguidas as normas técnicas sobre simbologia vigentes no País. aéreo e intermodal. 7. no que se refere a símbolos para identificação dos recipientes na movimentação de materiais. armazenamento. Primeiros socorros. possa conduzir efeitos prejudiciais sobre trabalhadores. Considera-se substância perigosa todo material que seja. equipamentos. Alumínio: canalizações contendo gases liquefeitos.5. oxidante.• Lilás: canalizações que contenham álcalis ou. marítimo. ambiente de trabalho. inflamáveis e • • combustíveis de baixa viscosidade. durante o seu manejo. designando o grau de risco. para identificar qualquer fluído não identificável pelas demais cores. Indicações de risco. corrosivo. o “PERIGO”: alto risco. radioativo. • Marrom: pode ser adotada. Medidas preventivas. e • Verde: caracteriza "segurança". lubrificantes. tóxico. a critério da empresa. embalagem ou transporte. . Os rótulos dos produtos químicos utilizados na indústria deverão conter: • • Nome técnico do produto. processamento.

nos estabelecimentos com vinte ou mais trabalhadores.6 Edificações As atividades na Indústria da Construção realizam-se em etapas diferenciadas. quando for o caso. Os documentos que integram o PCMAT são: . uma vez que estabelece medidas de controle e sistemas preventivos nos processos.Programa de Prevenção e Riscos Ambientais – e deve ser mantido no estabelecimento à disposição do órgão regional do Ministério do Trabalho – MTb. 7. nas condições e no meio ambiente.2 PCMAT A NR 18 é de extraordinária importância. derrame ou vazamento.• • Informações para médicos.1 Normas Regulamentadoras As normas NRs relacionadas às Edificações são: NR 4: SEESMT – norma que define as atividades consideradas próprias da construção. do Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho n Indústria da Construção – PCMAT. O PCMAT deve contemplar as exigências da NR 9 . já que o empregador será responsabilizado se assim não proceder. Instruções especiais em caso de fogo. possuindo riscos diversos que exigem proteções especificas para o trabalhador. que devem ser cumpridas em todas as etapas da obra.6. que obriga a elaboração. Esse programa deve ser elaborado e executado por profissional habilitado na área de segurança do trabalho. 7. 7. em casos de acidentes.6. NR 18: Condições e meio ambiente de trabalho na Indústria da Construção – norma específica da Indústria da Construção.

• Memorial sobre condições e meio ambiente de trabalho nas atividades e operações, levando-se em consideração riscos de acidentes e de doenças do trabalho e suas respectivas medidas preventivas; • Projeto de execução das proteções coletivas em conformidade com as etapas de execução da obra; • Especificação técnica das proteções coletivas e individuais a serem utilizadas; • Cronograma de implantação das medidas preventivas definidas no PCMAT; • Layout inicial do canteiro da obra, contemplando inclusive, previsão do dimensionamento das áreas de vivência; • Programa educativo contemplando a temática de prevenção de acidentes e doenças do trabalho, com sua carga horária. 7.6.3 Proteção coletiva e individual na construção A proteção coletiva tem prioridade e deve sempre ser buscada. A seguir serão descritos alguns dos principais tipos de proteção coletiva que devem ser utilizados na construção, conforme seja o serviço ou a obra a executar: a. Escavações • • Limpeza prévia da área de trabalho; Verificar a existência de galerias, canalizações ou cabos elétricos no terreno; • • Desligamento de cabos elétricos subterrâneos; Proteção das redes de abastecimento, tubulações, vias de acesso, vias públicas etc; • Escorar muros e prédios vizinhos nas proximidades que possam ser afetados pelas escavações; • Proteção do publico;

Previsão de rampas e vias de acesso aos caminhões que retiram o material escavado, independentemente da circulação obrigatória dos trabalhadores;

b. Fundações Denomina-se fundação a parte de uma estrutura que transmite ao terreno subjacente a carga da edificação, ou, ainda, o plano sobre o qual se assentam os alicerces de uma construção. Durante a construção de fundações do tipo pneumáticas, os acidentes costumam acontecer no período de descompressão. Assim, como medida preventiva de acidentes com ar comprimido, deve-se proceder à descompressão lenta e progressiva, de maneira a permitir a eliminação dos gases dissolvidos no sangue, para não haver formação de bolhas. c. Trabalhos em concreto armado Cuidados a serem tomados nas diferentes fases do serviço: FÔRMAS: • Não usar peças partidas, lascadas, com nós, deterioradas, ou materiais com resistência desconhecida; • Uso de cinto de segurança por operários que trabalham a uma altura de mais de 2 metros. • Não se deve empilhar painéis, chapas de compensado, tábuas, longarinas, escoras etc., próximo de beiradas de lajes. • Tomar cuidado para que as ferramentas utilizadas não caiam da laje atingindo operários nos pavimentos inferiores; • Durante o transporte de fôrmas ou armações pesadas, destinar um número de funcionários suficiente para evitar sobrecargas individuais; ESCORAMENTOS:

Os materiais utilizados na construção dos escoramentos devem ser de boa qualidade, não se permitindo o uso de peças com sinais de corrosão, deterioração, arqueamento ou soldas partidas. Os escoramentos devem ser aprumados, todavia, quando inclinados, é imprescindível que sejam fixados na fôrma e na base; As bases de apoio dos escoramentos deverão ser calculadas para suportarem as cargas máximas previstas; Os escoramentos de fôrmas devem ser inspecionados antes, durante e depois do lançamento do concreto, a fim de permitir a observação de qualquer deslocamento ou flambagem;

• Os escoramentos não podem ser removidos ou abaixados sem a autorização do responsável técnico pela obra; • Os escoramentos devem ser feitos de acordo com o projeto do calculista e, enquanto se executa o escoramento, não é permitido adicionar carga de qualquer tipo sobre o concreto curado/; • As extremidades de pregos não devem ficar expostas em fôrmas ou escoramentos de madeira, a fim de se evitar acidentes; • Nas proximidades de escoramentos de madeira, devem existir extintores de incêndio tipo água. ARMAÇÕES DE AÇO: • O local de estocagem dos vergalhões deverá ficar próximo à central de armação, onde são cortados e dobrados os ferros, evitando-se a proximidade de passagens obrigatórias dos trabalhadores, de entrada da obra, de máquinas e equipamentos fixos, de alojamentos, refeitórios, banheiros, fiação elétrica aérea. Quando a central ficar próxima à construção, deve ser provida de rede de proteção (tela metálica) para a proteção dos trabalhadores contra a queda de materiais; • A dobragem e o corte de vergalhões de aço em obra devem ser feitos sobre bancadas ou plataformas apropriadas e estáveis,

CONCRETAGEM: . • A colocação da armação no interior das fôrmas deve ser feita com todo cuidado para não imprensar mão ou dedos.apoiadas sobre superfícies resistentes. separados por bitola. • A proteção para os ombros será necessária sempre que for usada para o apoio de vergalhões durante o transporte manual. afastadas da área de circulação dos trabalhadores. niveladas e não escorregadias. • Os vergalhões deverão ser estocados sobre cavaletes. em face do risco de passagem de corrente elétrica para esses materiais. • Os trabalhadores que executarem operações de manuseio. óculos de segurança. • Para caminhar diretamente sobre a armação da laje ou viga. • É proibida a existência de pontas verticais de vergalhões de aço desprotegidas. dobramento ou corte de vergalhões devem usar luvas de raspa de couro e os que cortam arames. deve-se cobri-la com tabuas de madeira ou compensados. especialmente sobre armação negativa da laje. • A dobragem e o corte dos vergalhões deverão ser feitos sobre bancadas ou 0lataformas adequadas. para a circulação dos operários é obrigatória. firmemente apoiadas sobre as armações nas fôrmas. • A colocação de pranchas de madeira. além das luvas. experientes e ser instruídos quanto ao uso correto da chave manual de dobrar ferro e máquina de enrolar e trançar arame. • Fiações aéreas (elétricas) não devem ser penduradas ou amarradas diretamente às armações de pilares ou peças de escoramento metálico. estáveis e apoiadas em superfícies planas. • Os operadores de máquinas de cortar vergalhões devem ser qualificados.

é obrigatório o uso de mascara com filtro e de luvas impermeáveis. Proteção interna. E os que estão sujeitos a respingos de concreto devem ser protegidos com óculos de segurança. Os que trabalham próximos à beirada de laje devem estar munidos de cinto de segurança. são descritos os principais tipos de precaução: . alem de botas de borrach. A seguir. Todo trabalho de vibração do concreto deve ser acompanhado por um eletricista. é obrigatória. devidamente ancorado. Os suportes e escoras de fôrmas devem ser inspecionados antes e durante a concretagem por trabalhador qualificado. Esse guarda-corpo é composto por uma corda amarrada a sarrafos (montantes) provisórios. Os operadores de betoneira e vibradores e os que comandam mangote flexível para concreto bombeado. deverão usar luvas de raspa de couro. para proteção dos trabalhadores durante a concretagem. externa e redes de proteção A instalação de proteções coletivas. central de concreto e em locais de elevada concentração de poeira de cimento. A desmontagem das fôrmas poderá constituir-se em uma operação de alto risco. deve ser providenciado o guarda-corpo.• De início. caso seja feita a desfôrma prematura e sem a autroização do técnico responsável. • • • • • • • DESMONTAGEM DAS FÔRMAS: • d. Nas proximidades das betoneiras. onde houver risco de queda de trabalhadores ou projeções de materiais. A central de concreto deverá ser equipada com pelo menos um extintor de CO2 e outro de água. Os trabalhadores que executam o lançamento de concreto devem usar botas de borracha (impermeáveis). As armações de pilares serão escoradas antes do cimbramento. fixados nos painéis das vigas de periferia.

Para evitar contatos acidentais com redes elétricas.Internas: são dispositivos que protegem os trabalhadores contra quedas em níveis inferiores aos pisos em que se encontram. caixa de águas pluviais. obrigando o trabalhador a realizar trajeto perigoso. um pé-direito acima do nível do terreno. utilizando-se as seguintes medidas: tela de arame galvanizado ou náilon. A plataforma será instalada logo após a concretagem da laje a que se refere a retirada somente quando o revestimento externo do prédio acima dessa plataforma estiver construído. obstrução da área de circulação. falha em um dispositivo de proteção. corrimões. normalmente. Todos os locais de trabalho ou passagem obrigatória de pessoas. São os guarda-corpos. no mínimo. próximos à edificação. com inclinação de 45 graus a partir de sua extremidade. Externas: as quedas de altura com diferença de nível são.80m de extensão. graves e suas causas são varias. devem ser protegidos por cobertura provisória e resistente contra a queda de materiais. utilização de método de trabalho impróprio.. é necessária a instalação de uma plataforma principal de proteção na altura da primeira laje que esteja. . madeira de compensado. caixas de esgoto. proteção das aberturas nas lajes ou pisos.. Essa plataforma terá. 2. Em todo o perímetro da construção de um edifício com mais de quatro pavimentos. perda de equilíbrio em beirada de lajes. no mínimo. ou combinação das medidas anteriores. proteção nas caixas dos elevadores.50m da projeção horizontal da face externa da construção e um complemento de 0. ou altura equivalente. é necessário colocar barreira entre a rede e o local de trabalho. sem a devida proteção. com reforço. como o contato acidental com redes de energia elétrica. com tela por baixo.

estiver concluída. deve ser fechado com tela a partir da plataforma principal de proteção. com inclinação de 45 graus. • A tela é instalada entre as extremidades de duas plataformas de proteção consecutivas.Acima e a partir da plataforma principal de proteção. sendo retirada. até a plataforma imediatamente superior. Pe fixada em suportes verticais (metálicos ou de madeira) e deve ser firmemente ancorada na laje inferior.809m de extensão. 1. podem ser usadas medidas de proteção coletiva ou.40m de balanço e um comprimento de 0. • A tela deve funcionar como uma barreira protetora contra a projeção ou queda de materiais e ferramentas. somente. vez que podem impedir e/ou limitar a queda de pessoas e de materiais. Deve ser instalada sempre pelas faces dos pilares voltadas para o interior da edificação. REDES DE PROTEÇÃO: Na prevenção de quedas de altura. TELAS: • O perímetro de construção de edifícios. de 3 e 3 lajes. em balanço. também. principalmente. plataformas secundárias de proteção. Rede vertical de fachada: pode ser instalada para a proteção das fachadas externas e internas (prismas de iluminação e ventilação). em último caso. quando a vedação da periferia. para proteger bordas e pisos de construção. que terão. a partir de sua extremidade. Deve ser de malha . As redes são um meio de proteção coletiva. além das plataformas. no mínimo. serão instaladas. de proteção individual. Os principais tipos para impedir quedas são: Rede tipo tênis: funciona como um guarda-corpo e deve ser usada. Rede de malha metálica horizontal: tem como finalidade evitar a queda de pessoas ou materiais pelas aberturas das lajes.

especialmente o percentual que circula pelo coração. ficar embutida no concreto e ter resistência de 150kg/m2. no máximo. devem-se tomar alguns cuidados de ordem pessoal. concretagem e desfôrma em construção das edificações e na montagem de estruturas metálicas e de coberturas. Os principais tipos para limitar quedas são: Redes horizontais de fibra: têm como objetivo proteger queda de pessoas e objetos com diferença de nível e são utilizadas. quando o trabalhador debruçar-se para executar o serviço.. usar EPI e materiais isolantes. como evitar uso de objetros de adorno. Ao trabalhar com eletricidade. Os perigos com eletricidade estão relacionados com a intensidade da corrente. . o trabalhador que lida com eletricidade deve. Redes verticais com forca: possuem um tipo de suporte metálico ao qual se fixam e servem para impedir a queda do nível inferior. deverá sempre ser alertado do risco para sua segurança e possibilidades de ocorrer um grave acidente. correntinhas. inspeção ou reparação elétrica devem estar aptos a prestar os primeiros socorros a acidentados por energia elétrica. e. operação. Todos os trabalhadores em atividades de instalação. que podem facilitar o contato ou podem cair sobre os circuitos. por isso mesmo. já que no superior somente limitam a queda. normalmente.metálica de. 10cm. em dois casos: nas operações de fôrma. tais como pulseiras. obrigatoriamente. muitas vezes fatal. sua duração e seu trajeto no corpo humano. especialmente por meio de técnicas de recuperação respiratória e parada cardíaca. ameaça que o trabalhador não percebe e. Instalações em geral A eletricidade constitui um perigo invisível. Para melhorar as condições de proteção. canetas etc.

. ligado diretamente à prumada. A fiação não protegida por eletroduto não deve atravessar paredes de alvenaria e sua fixação não pode ser feita com arame ou qualquer outro material capaz de cortar o isolamento (capa isolante). Não se devem amarrar fios diretamente em vergalhoes ou peças metálicas. fachadas e empenos.A distribuição de energia pelos diversos pavimentos em construção. em quantidades suficientes para atender aos serviços simultâneos no respectivo pavimento. escadas. com aventais. • A alvenaria. é feita por meio de prumads. de uma obra. deve ser iniciada pelas caixas de elevadores. O quadro de distribuição de cada pavimento. nas três fases. imediatamente. f. As redes de iluminção dos pavimentos não devem ficar abaixo de 2. deve ter uma chave blindada (30 a 60ª) e tomadas bifásicas e trifásicas. entre as várias existentes. dificultando o acesso de pessoas além das tomadas. são explicitadas algumas medidas. Alvenaria e fechamentos A seguir. após a marcação da alvenaria em suas proximidades. • O assentamento de tijolos e a manipulação da argamassa devem ser feitos com o uso de luvas impermeáveis e resistentes e. tendo-se o cuidado de manter o equilíbrio das cargas totais da prumada. câmaras de exaustão. como: • As proteções das aberturas no piso devem ser recolocadas. prismas de ventilação e iluminção. conforme o caso. As ligações na chave blindada devem ser feitas por trás do quadro. de forma a reduzir o risco de queda com diferença de nível. em cada pavimento. destinadas à proteção coletiva dos trabalhadores que exercem atividades na fase de alvenaria e fechamento da obra. devidamente identificadas.10m (altura dos pontos).

logo após seu levantamento.7 Eletricidade 7. manuseio de escadas. b. deve ser obrigatório o uso de óculos de segurança. Revestimentos Seguem-se algumas medidas destinadas à proteção de trabalhadores que exercem atividades de revestimento: a. Nos serviços executados sobre andaimes.. Cumpre adotar todas as precauções possíveis. Nos revestimentos com chapisco. • • • • g. quando o trabalhador estiver sobre o andaime.7. ataques de cães e insetos. reboco e emboço. a fim de evitar a queda de materiais. é obrigatório o uso de cinto de segurança. limpeza de pastilhas (uso de ácido) e outros serviços semelhantes. 7. com bastante água. rigoroso asseio corporal.1 Introdução Os tipos mais comuns de acidentes envolvendo eletricidade são choques elétricos. Os vidros. Todas as paredes de tijolos de beiradas de laje deverão ter traavamento provisório (aperto). principalmente no exterior da edificação. Já as principais conseqüências devido à exposição ao . quando não for possível instalar guarda-corpo.. queimaduras. durante o levantamento de paredes ou na execução de acabamento. devem ser marcados. poda de árvores. a intervalo de um metro.• Deve ser feito. É recomendável o uso de cinto de segurança. após o termino da jornada. particularmente nos casos de colocação de vrgos de portas ou janelas e caixilhos de ar condicionado. através de cunhas de madeira ou massa forte. devido ao contato com o cimento. quedas. após serem colocados. e troca do vvestuário. em varandas ou junto a vãos de janelas. fixado em local firme. jateamento.

de modo geral. – c. • Desconhecimento. queimaduras. dos riscos inerentes à eletricidade. lesões oculares (radiação luminosa). pelas pessoas em geral. Condições orgânicas do individuo. • Ausência de um processo educativo regular com relação à prevenção de acidentes. incêndios. Tempo de duração do choque (contato). Choque elétrico é a perturbação de natureza e efeitos diversos que se manifesta no organismo humano (animal) quando este é percorrido por uma corrente elétrica. Natureza da corrente (c. Efeitos do Choque Elétrico no Organismo Humano • Diretos: o Contrações musculares: Asfixia: morte. Essa taxa mortuária pode ser explicada por: • Ausência de características que estimulem os sentidos humanos à distância.). Percurso da corrente no corpo.c.a. Fatores determinantes da gravidade do choque elétrico: • • • • • • Intensidade da corrente.risco elétrico são choques elétricos. Parada cardíaca: anoxia: morte Retração involuntária de membros . Resistência do corpo e isolamento. A eletricidade é responsável por 18% dos óbitos em acidentes de trabalho. explosões e desligamentos.

7.o Fibrilação do coração. (ventricular): anoxia: morte o Queimaduras: morte • Indiretos: o Quedas : morte o Batidas Tempo requerido para primeiros socorros: Tempo decorrido (min) após o choque para começar a reanimação cardiopulmonar (massagem cardíaca + respiração artificial) 01 02 03 04 05 06 07 7.2 Medidas de segurança Para equipamentos.5% Probabilidades de reanimação da vítima . aterramento temporário. • • Aterramento eletrico permanente. Distancias de segurança. instalações e métodos de trabalho: • Liberação dos circuitos e/ou equipamentos segundo normas: verificação visual e através de testes. 95% 90% 75% 50% 25% 01% 0.

Substituição dos equipamentos elétricos por outros tipos (pneumáticos. Dimensionamento técnicas. por exemplo). Para ambientes especiais: • • • Controle das cargas estáticas. Conhecimento do risco.• Dispositivos de proteção (relés. equipamentos. Supervisão dos serviços. acionamento duplo de botoeiras. em áreas perigosas. adequado das instalações. Para procedimentos: • Sinalização e isolamento das áreas de trabalho. Instalações elétricas e equipamentos especiais em ambientes com misturas inflamáveis ou explosivas. Inspeções periódicas. Dupla isolação. . Adoção de normas e instruções de serviço. Tensões extra-baixas. • • • Supervisao dos serviços. Manutenções preventivas. comandos etc. paredes corta-fogo. cercas protetoras etc) Pára-raios. Treinamento. Controle dos gradientes de potencial. conforme normas • • • • • • Para pessoal: • • • • Seleção criteriosa do profissional em eletricidade.

Em relação ao homem. devem-se levar em consideração alguns aspectos. Tensões de passo e de toque. a dimensão do equipamento e do ambiente laboral e a facilidade de operação.) 7.3 Formas mais comuns de apresentação do risco elétrico: • • • • • • Contato com circuito ou equipamento energizado. Características da corrente elétrica com relação à freqüência: 20 a 100 Hz: 60Hz: 02Hz: Oferecem maior risco Especialmente perigosas (fibrilação ventricular) Choque elétrico pouco provável – queimaduras Variação da Resistência Elétrica no Corpo Humano 100K a 600 K : Pele seca e sem cortes Pele úmida a 500 K : Parte interna do corpo (órgãos.8 Projeto de Proteção de Máquinas Para se proteger as máquinas e as ferramentas industriais.. sangue. 500 K : 300 K músculos.7. Descargas atmosféricas.. tecidos.7. Equipamentos não aterrados. Carga estática. Elevação de potencial de terra. a produtividade. a flexibilidade. tais como o homem. deve-se salientar que não somente o operador da máquina deve ser levado em consideração quando da escolha do tipo de proteção .

deve ser usada uma proteção apropriada que dependerá do tipo de operação realizada e do possível contato. As proteções devem ser dimensionadas adequadamente. Vale lembrar que a proteção deverá ser colocada de modo a permitir a sua limpeza sem comprometer a segurança. limpeza e manutenção deste e qualquer outra ação que o envolva. Caso o sistema de transmissão de força esteja acima de 2.a ser utilizado. Há alguns tipos mais comuns: .0m de altura.0m acima do piso ou plataforma de trabalho. do tipo de operação realizada e da matériaprima transformada. a produtividade do processo deverá ser mantida ou aumentada e os perigos apresentados deverão. Os comandos devem estar acoplados ao dispositivo de proteção. A eficiência da operação não poderá ser prejudicada com a proteção a ser implantada e esta não poderá oferecer novos riscos. As proteções a serem implantadas devem permitir adaptações no maquinário. para que possam suportar eventuais impactos acidentais. Proteções em transmissão de força e partes móveis: Protegem totalmente o sistema de transmissão desde que este esteja até 2. Proteções no ponto de operação: Essa proteção depende do tipo de combustível que a máquina utiliza. todos os outros trabalhadores do local onde a máquina/equipamento se encontra. obrigatoriamente. Logo. serem anulados ou reduzidos e não poderão originar novos riscos. mas também. Existem dois tipos fundamentais de proteção: proteções em transmissão de força e partes móveis e proteções do ponto de operação.

Tratar de não deixar resíduos de materiais utilizados para a manutenção espalhados pelo local (ex: graxa no piso. A disposição dos comandos deve ser tal que exija a utilização das duas mãos do operador simultaneamente.. a máquina deverá desligar-se automaticamente. para a máquina funcionar.). Ter visão clara e total do ponto de operação. Desligar a máquina quando da manutenção e utilizar dispositivos de segurança nas chaves de comando. Para operar máquinas e equipamentos e fazer manutenção nos mesmos. Verificar se os dispositivos de partida da máquina estão na posição “desliga” quando a mesma for desligada. Devem ter um sistema eficiente de freios e apresentar maior eficiência em máquinas leves. . Observar e analisar a máquina antes de começar qualquer ação. Proteção com células fotoelétricas: essas células detectam qualquer ação imprevista na zona monitorada. material inflamável perto de combustíveis.. • • • • • Obedecer às áreas de segurança delimitadas. Comandos bimanuais: servem para se evitar acidentes uma vez que. Usar o EPI apropriado. Estarem cientes dos perigos oferecidos pelo equipamento.• Proteção com anteparos e guardas de proteção: devem ser confeccionadas com material de resistência e propriedades adequadas e devem estar bem fixas às máquinas. tem que haver o acionamento dos dois comandos manuais. • • Realizar manutenção periódica. • • os trabalhadores devem: • • • Receber treinamentos e atuarem somente nas áreas a eles autorizadas. Caso haja neutralização ou eventual travamento do dispositivo.

7.9 Equipamentos de Processos Industriais Máquinas e equipamentos de processos industriais são grandes fontes de acidentes de trabalho. As causas desses tipos de acidentes se devem, geralmente, às partes móveis dos equipamentos, á transmissão de força, ao ponto de operação, a falhas mecânicas e/ou elétricas, a respingos de material quente e corrosivo ou a estilhaços metálicos durante a operação e também a outros riscos inerentes às instalações do maquinário, ao piso, à iluminação, à ventilação etc. As máquinas e equipamentos utilizados devem ser instalados de forma a não prejudicar a movimentação do trabalhador, o transporte de cargas, o fácil manuseio dos produtos e a manutenção e limpeza dos mesmos. Além disso, os dispositivos de operação devem ficar completamente acessíveis ao operador. Não se pode esquecer que os equipamentos deverão ser instalados de acordo com suas dimensões. Em relação ao piso, este não pode apresentar irregularidades, deve ser sempre mantido limpo e inspecionado periodicamente. Dentro do possível, a iluminação deve ser natural e ofuscamentos, reflexos, sombras ou contrastes excessivos no ambiente de trabalho não são permitidos. Se for utilizada iluminação artificial, esta não deverá incidir diretamente sobre os olhos do operador. Os trabalhadores e o ambiente laboral devem estar protegidos do desconforto térmico, ruído, vibração, aerodispersóides e radiação gerados pelas máquinas e equipamentos. Para tanto, além de um layout adequado, é fundamental a utilização de EPI’s e EPC’s. A fim de se evitar prejuízos, as ferramentas e máquinas devem ser periodicamente inspecionadas e receber manutenção preventiva (além da manutenção corretiva, quando necessário). As inspeções são importantes, pois, através delas, descobrem-se defeitos ou desajustes que, consertados

imediatamente, evitam perdas na produção devido a deformidades no produto ou mesmo a interrupções no processo produtivo. Dessa forma, a inspeção seguida da manutenção se torna menos dispendiosa. Para manter a organização do ambiente de trabalho, as ferramentas devem ser sempre guardadas em prateleiras, gavetas ou estojos apropriados, e nunca estarem desnecessariamente sobre mesas ou bancadas de trabalho, sobre o piso ou outro lugar que prejudique a movimentação de cargas e pessoas ou que atrase a busca pela ferramenta. O uso de uma ferramenta apropriada para determinado serviço é um importante fator na prevenção de acidentes. Não se devem utilizar para um serviço que exige uma capacidade x uma ferramenta com capacidade y. Há dois tipos básicos de ferramentas: as manuais e as portáteis. Ferramenta manual: é aquela que funciona a partir do esforço do homem para o seu funcionamento. Ex: alicate, martelo, chave de fenda, chave inglesa, pé da cabra, serrote, tesoura, chave de boca, formão...

As lesões mais comuns com esse tipo de ferramenta são: cortes, contusões, torções, lacerações etc. Esses acidentes, como outros, são causados por:

Atos inseguros: Método incorreto de trabalho; uso inadequado da ferramenta; escolha de ferramenta imprópria para o trabalho; Condição insegura: Falta de espaço para guardar corretamente a ferramenta; almoxarifado de ferramentas desorganizado; manutenção precária; não fornecimento dos tipos e tamanhos de ferramentas necessárias; falta de treinamento. Para se prevenir acidentes com ferramentas manuais, devem seguir as

principais regras de segurança para equipamentos de processos industriais, que são: • • • • • • Selecionar a ferramenta adequada ao trabalho que será realizado; Verificar se ela está em boas condições; Usá-la corretamente; Transportá-la de maneira segura; Armazená-la adequadamente e em local seguro; Usar o EPI necessário; Ferramenta portátil: são ferramentas móveis que utilizam algum tipo de energia para funcionar. São divididas (de acordo com o combustível utilizado) em quatro grupos: elétrica, pneumática, gasolina e explosivos (acionadas por cartuchos de pólvora). Ex: serra elétrica, furadeira, parafuseira, esmeril, lixadeira, martelo de impacto...

Furadeira

Esmeril

Lixadeira e Politriz

explosões. incêndio. quedas. pois a força do jato . o cordão elétrico deve ter. Recomendações básicas para a prevenção de acidentes: • Ensinar ao empregado o método de utilização e noções sobre a construção da mesma. A seguir. quedas de ferramentas etc. acrescidos os riscos advindos do seu transporte e manuseio. As causas dessas e de outras lesões incluem descargas elétricas. no máximo. • As proteções devem ser recolocadas e ajustadas antes da ferramenta ser usada. cortes e outras. não é permitida a utilização do ar comprimido para a limpeza de roupas. partículas sólidas nos olhos.0m de comprimento e não se deve pendurar a ferramenta nele. 3. verificar as condições dos fios elétricos. existência de plataforma isolante em pisos molhados e uso de luvas de borracha. As lesões especificadas causadas por essas ferramentas são queimaduras.Uma ferramenta portátil apresenta riscos similares aos de uma máquina fixa do mesmo tipo. • Desligar a fonte de energia antes da troca de acessórios de uma ferramenta portátil. serão apresentadas uma série de medidas de segurança durante para a utilização de ferramentas portáteis: • Ferramentas motorizadas (elétricas): desconectá-la da rede elétrica quando acabar o uso e colocar a proteção antes de usá-la novamente. cabelos e corpo. • Ferramentas pneumáticas (ar): as mangueiras de ar devem ser mantidas e usadas fora da área de circulação. • Ser apto a inspecionar o equipamento. • Os operadores de ferramenta s portáteis não deverão usar jóias. localizando possíveis condições inseguras. roupas folgadas ou luvas durante o trabalho.

A inspeção pode ser estimulada ou não estimulada. Só deve ser adotada quando a falha não compromete o sistema além do tolerado. • Ferramentas acionadas por explosivos: o operador deve estar ciente de que a ferramenta projeta estilhaços do material em que se está trabalhando. A função manutenção desdobra-se em detectar e efetuar uma intervenção. .de ar é capaz de deslocar um olho de sua órbita. Podem-se adotar três estratégias para a função manutenção: corretiva. pode quebrar o projétil e projetar seus fragmentos. A manutenção corretiva consiste em intervir após detecção de alteração no estado de normalidade de um componente. A detecção de alterações é feita por inspeções.10 Função Manutenção Função manutenção é o conjunto de ações que visa reconduzir sistemas componentes ao estado de normalidade. desempenho. pode ricochetear a peça a ser fixada e perfurar totalmente o suporte (parede muito fina ou frágil associada a um cartucho muito forte). aplica-se um estímulo e se observa o resultado. O comprometimento é tolerado quando a função pode ser descontinuada por algum tempo ou há componentes redundantes. romper tímpano e causar hemorragia ou embolia. • Ferramentas a gasolina: treinar o operador e instruí-lo sobre os perigos do combustível. A normalidade é caracterizada pelas seguintes variáveis: exercício. pode disparar involuntariamente. No teste. confiabilidade da função. 7. fazem-se inferências sobre o estado do componente. A inspeção não estimulada é uma simples observação e a estimulada é também conhecida como teste. preventiva e preditiva. A partir do resultado.

É fundamental identificar as condições determinantes da confiabilidade. A manutenção preditiva consiste em intervir para reparar ou substituir componentes que não apresentam falhas. Essa estratégia tem duas vantagens: a primeira é de não intervir antes do tempo e a segunda é não postergar a intervenção para além do instante a partir do qual provavelmente ocorrerão falhas.A manutenção preventiva consiste em intervir para reparar ou substituir componentes que ainda não apresentam qualquer sinal de alteração do estado de normalidade. Há dois casos a considerar: No primeiro. a inspeção teve de ser realizada. a manutenção é preventiva. mesmo que se constatem condições de normalidade. Ex: parafusos e cabos. o componente pode ser substituído e as técnicas de inspeção não são capazes de avaliar seu estado. as alterações não interferem no funcionamento normal do equipamento e só são detectadas por métodos e/ou instrumentos especiais. São utilizadas quando se quer evitar falhas em operação e não se dispõe de meios para avaliar o estado do componente. infere-se sobre o estado dos rolamentos de uma bomba centrífuga a partir da medição de vibrações. as vibrações que a manutenção preditiva revela num equipamento só . É preciso distinguir as alterações de estado que caracterizam a manutenção preditiva das que caracterizam a corretiva. Por exemplo. É utilizada quando se pode predizer o estado do componente por meio de observações que não requeiram intervenção. Na corretiva as alterações interferem no funcionamento normal e os sinais de anormalidade são facilmente detectáveis. Logo. Na preditiva. mas sinais indiretos de alteração de estado. Entretanto. a inspeção só pode ser feita com a retirada do componente de operação. No segundo caso. Entretanto. Por exemplo. a confiabilidade é conhecida. pois em alguma de suas etapas. o componente não é substituível e é possível reconduzilo à condição de normalidade. A substituição ou reparo são feitos em função do tempo e das condições de operação.

averiguar o número de desempregados que existes. Do mesmo modo. as facilidades são bem maiores. é fundamental um estudo meticuloso sobre o que existe de trabalho qualificado ou não. No que diz respeito à indústria que procure priorizar a mão-de-obra pode se observar que este tipo de fábrica trabalha com processo intensivo em mão-deobra. ou uma fábrica que seja implantada numa determinada localidade é necessário que se observem alguns critérios de fundamental importância nos princípios de localização industrial.11. pois. em seguida. uma indústria implantada próxima à fonte de matérias-primas. 7. depois. quer dizer. pois. finalmente. neste sentido discorre HOLANDA (1983) que: “A mão-de-obra. Quanto ao primeiro item a ser analisado. por exemplo. a investigação será efetivada quanto a disponibilidade de matérias-primas para que o projeto seja viável. faz-se um estudo sobre os aspectos de infra-estrutura para verificação do surgimento ou não. de economias ou deseconomias de escala. enquanto as que indicam a necessidade de corretiva são notadas até sem a utilização de qualquer instrumento de medição. conjuntamente com sua qualificação profissional. ao problema da disponibilidade de mão-de-obra e de matérias-primas. pois. na implantação de uma fábrica. é preciso que se analisem as disponibilidades de financiamento para que toda aquela atividade seja viável.são detectadas por instrumentos especiais. verifica-se a disponibilidade de demanda para a efetivação da produção. Localização Industrial Para uma empresa. Isto significa dizer. quais sejam: um estudo sobre a disponibilidade de mão-de-obra e de matérias-primas para serem transformados em um outro produto final e/ou intermediário. ao longo de algum tempo. o escoamento do produto gerado tem que ter um destino final. e matérias-primas disponíveis. é importante nas indústrias que se dizem orientadas para a mão-de-obra . bem como o nível de competição entre eles para que a nova fábrica que deverá ser implantada seja favorecida pelas economias geradas pela competição entre os trabalhadores. própria do sistema capitalista.

mesmo a mais sofisticada possível. Todavia. cuja instalação em determinada localidade estimula sempre o aumento da produção de leite. é necessária . via de acesso ao local de produção. em função do que a incidência dos custos de transportes no valor do produto final é relativamente pequena. em alguns casos. Estas são as facilidades iniciais para que se possa dotar o empreendimento industrial do mínimo necessário ao desenvolvimento do projeto de implantação. quer sejam industrializados ou não. tais como: existência de energia elétrica. mas. Mas.” Quando não existem matérias-primas na área da implantação industrial fica muito difícil de se localizar uma indústria de qualquer tipo. c) produzirem artigos de valor unitário relativamente alto. não existem condições de surgirem novos produtos. pelo tipo de atividade que está sendo desenvolvida. Para um projeto de implantação industrial é imprescindível o aspecto de infra-estrutura.” na atividade econômica. por criar-lhe mercado estável. já pelo lado da exigência das matérias-primas na atividade industrial. ou na implantação de uma indústria é um levantamento sobre a demanda pelo produto. É um tipo de incentivo que já deve ter na localidade. mas esta que determina aquele: é o que geralmente ocorre com a indústria de laticínios. sem este mínimo. pois. HOLANDA (1983) explica que: “É interessante notar neste caso que muitas vezes não é o suprimento de matérias-primas que condiciona a localização. ou até de expansão da atividade econômica. b) dependerem em maior grau de mão-de-obra especializada. serviços telefônicos na área.e que se caracterizam por: a) terem uma alta percentagem de ordenados e salários nos custos totais. não há para que haja interesse em dinamizar tal tipo de atividade participativa na economia. para que o empresário se sinta incentivado em explorar tal atividade. esta é imprescindível em qualquer circunstância. água e esgotos já implantados. tendo em vista que sem o material a ser transformado. bem como aos pontos de escoamento da produção e algumas outras formas de gerar economias de escala na implantação industrial. Um outro fator fundamental na implantação de um projeto industrial. a mão-de-obra não é o essencial.

em primeira instância estes fatores. a solidez teórica é fundamental para verificar a viabilidade econômica de qualquer empreendimento econômico que seja eficaz. faze-se necessário um estudo na locação industrial para saber se existe demanda suficientemente disponível para suportar aquele produto. Os benefícios concedidos por órgão federal. Depois de averiguados todos estes fatores necessários à implantação industrial. e cause maiores transtornos para o sistema como um todo. De início. onde se quer implantar uma indústria com os referenciais teóricos que se deve ter estudado no processo de implantação. No entanto. pois. quando não bem encaminhado. isto é . A princípio. estadual e municipal dizem respeito à isenção de imposto de renda. a classe alta. porque os sistemas políticos. ou da comunidade é de excepcional importância na determinação da localização industrial. tal como falências que causam problemas sociais de alto volume. deve-se analisar o processo de implantação de uma indústria pelo sistema clássico de que haja um enquadramento das condições locais. Não havendo demanda suficiente na localidade fica difícil de se instalar uma indústria naquelas proximidades. imposto sobre circulação de mercadorias e serviços e muitos outros que existem. é que se buscam os subsídios políticos. implica custos adicionais e muitas vezes não compensa. tal como: a classe média. ou produtos que vão ser gerados naquele ambiente produtivo. não se deve levar em consideração. Não se deve acreditar na implantação de uma indústria que resolveu implantar numa localidade por amizades pessoais e não por estudo sério de localização. imposto sobre produtos industrializados. tendo em vista que o poder aquisitivo da população. ou a classe baixa. Estes estudos são necessários e suficientes para que não haja desperdícios na implantação de uma determinada fábrica. O estudo de demanda deve iniciar pela qualificação de que tipo de demanda deverá ser suprido. ou os incentivos que são próprios para chamar a atenção de quem quer expandir ou iniciar a sua produção. entretanto. deixam a questão mais difícil de solução. O aparato político é sério e necessário. se produzir num local e transportar para outro. ou altos custos sociais. É preciso que não deixem de levar em consideração os aspectos econômicos na implantação industrial.pois.

como comprovadamente tem acontecido. Cassou (1991). Diversos estudos mostram a ocorrência de perturbações digestiva. mas. A) Quando as condições de trabalho ultrapassam os limites toleráveis do organismo. contudo. 8. porém. pode-se observar o surgimento de diferentes tipos de doenças. quando o ambiente de trabalho não é adequado às características e funcionamento do ser humano.importante. associado a outros fatores de risco do ambiente fora do trabalho ou do modo de vida do trabalhador. têm-se uma Doença Profissional que. Neste caso. Fonte: HOLANDA. 1983. a dificuldade das . o ambiente. coloca os trabalhadores à mercê de oportunidades de danos à integridade e à saúde BARBOSA FILHO (2001). entre outras variáveis presentes no ambiente de trabalho. destacando três situações principais. as ferramentas. salienta que a relação entre o trabalho e a saúde é complexa. citado por Neri (2000). AMBIENTE DO TRABALHO E AS DOENÇAS DE TRABALHO Diariamente. Planejamento e Projetos. gerando as doenças do trabalho. a probabilidade de provocar uma doença no trabalhador é significativa. do humor com os trabalhadores em turnos alternados. não é necessário que aconteça desta maneira. no sentido restrito. sob pena de toda uma estrutura se arruinar tão facilmente. do sono. e somente a cientificidade prevaleça. as máquinas e as posturas assumidas. B) O meio profissional pode também ter um papel importante. Os horários deslocados. Edições UFC. químicos e biológicos) bem determinados do meio de trabalho. Ex: a exposição a um nível elevado de ruído gera uma perda auditiva nos trabalhadores expostos. Nilson. colocando-o em situações penosas. é preciso fazer com que isto não aconteça mais. Fortaleza. Contudo. se define como uma doença devido a fatores (físicos.

considera-se como acidente de trabalho os seguintes eventos: . determinando a morte do empregado ou sua incapacidade para o trabalho. 8. Outros fatores. O Acidente de Trabalho diz respeito a todo tipo de lesão corporal ou perturbação funcional que. o trabalho nem sempre significa algo patogênico. na execução de sua tarefa. nas Normas Regulamentadoras (NRS) e nos demais instrumentos legais (leis. regida por leis e regulamentações específicas. no exercício ou por motivo do trabalho. Não só às suas atitudes e seus limites. súbita. não profissionais. resulte de causa externa. pode ser remetido a acontecimentos imprevistos.tarefas efetuadas à noite. no momento de menor resistência do organismo. No Brasil. ao estado de saúde ou aos hábitos de vida (alcoolismo. de 21 de julho de 1992 (Plano de Previdência Social). de 2 de julho de 1991. de 7 de dezembro de 1991. portarias).1. posteriormente revogada pelo Decreto no 611. podem influenciar o desenvolvimento destas patologias. permanente ou temporária FERREIRA (1997: 24). estes definidos como Acidentes de Trabalho. tabagismo) têm também um papel importante na aparição e no progresso destas doenças. não conta com condições necessárias de segurança. De acordo com Lei no 8. estadual e até mesmo municipal. total ou parcial. citado por MENDES. A Saúde é direito de todo trabalhador. inerentes ao estudo. estar-se-á contribuindo para a sua satisfação e bem-estar. ele pode ser um trunfo à saúde do trabalhador. na Consolidação das Leis do trabalho (CLT). Neste sentido. em âmbito federal. C) Quando o trabalho é bem adaptado ao homem. mas também a seus desejos e seus objetivos. muitas vezes.Acidentes e Doenças do Trabalho Quando determinado trabalhador. decretos.213. Ele é. imprevista ou fortuita. ligados por exemplo ao patrimônio genético. inicialmente regulamentada pelo Decreto no 357. as legislações referentes ao assunto podem ser encontradas na Constituição Federal de 1988. um poder estruturante em direção a saúde mental. Ao dar ao trabalhador a oportunidade de se realizar em seu trabalho.

Na falta de comunicação por parte da empresa. o médico que o assistiu ou qualquer autoridade pública. que estabelecerá o nexo entre o trabalho exercido e o acidente. entre os quais se destacam as falhas humanas e falhas materiais.” Os acidentes. A empresa deverá comunicar o acidente de trabalho à Previdência Social. não relacionada em lei.decorrente da exposição a agentes físicos. deverão receber cópia fiel da CAT. a entidade sindical competente. independentemente de carência. bem como o sindicato a que corresponda a sua categoria. o acidentado e os seus dependentes têm direito. seus dependentes. poderão emitir a CAT o próprio acidentado.“São considerados acidentes do trabalho a doença profissional . Pode-se dizer que grande parte deles ocorre porque os trabalhadores se encontram mal preparados para enfrentar certos riscos. até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência e. através da emissão da Comunicação de Acidente de Trabalho .CAT. às seguintes prestações: • Quanto ao segurado: auxílio-doença. de imediato à autoridade policial competente. Em caso de acidente de trabalho. químicos e biológicos que agridem o organismo humano e a doença do trabalho . e para a qual se torna necessária a comprovação de que foi adquirida em decorrência do trabalho. O acidente de trabalho deverá ser caracterizado: • Administrativamente. • Tecnicamente. são o resultado de uma combinação de fatores. através da perícia médica do INSS. • Quanto ao dependente: pensão por morte. auxílo-acidente ou aposentadoria por invalidez.resultante de condições especiais de trabalho. através do setor de benefícios do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). O acidentado ou seus dependentes. . que estabelecerá o nexo de causa e efeito entre o acidente e a lesão. em geral. em caso de morte.

Exemplos de doenças profissionais a) As lesões por esforço repetitivo (LER) . pelo prazo mínimo de 12 (doze) meses. e prescrevem em 5 (cinco) anos. vigente no dia do diagnóstico da doença profissional ou da ocorrência do acidente de trabalho. resultar seqüela que implique em redução da capacidade laborativa. após consolidação das lesões decorrentes da doença profissional ou acidente de trabalho. Todo trabalhador que sofrer uma intoxicação. 1995). químicos e biológicos que agridem o organismo humano. corresponde a 50% do salário-de-contribuição do segurado. e corresponde a 100% do salário-de-contribuição do segurado. afecção ou infecção causado por estes agentes foi acometido por uma doença profissional (Sobrinho.1. As ações referentes às prestações por acidentes de trabalho podem ser apreciadas na esfera administrativa (INSS) e na via judicial (Justiça dos estados). A aposentadoria por invalidez será devida ao trabalhador que for considerado incapaz para o trabalho e insuscetível de reabilitação. a manutenção do seu contrato de trabalho na empresa. os responsáveis técnicos (o engenheiro ou técnico de segurança. o trabalhador segurado que sofreu acidente de trabalho tem garantida. após a cessação do auxílio-doença acidentário. Da mesma forma. Por sua vez. contados da data do acidente. Esse auxílio é mensal e vitalício e. as chefias) podem ser chamados a responder criminalmente pelo dano à integridade física do trabalhador.O auxílio-acidente será concedido ao trabalhador segurado quando. Convém observar que o pagamento pela Previdência Social das prestações por acidente de trabalho não exclui a responsabilidade civil da empresa ou de outrem.Doença Profissional As doenças profissionais decorrem da exposição a agentes físicos. 8. o médico do trabalho.1. Essa simples conceituação permite imaginar a freqüência e a gravidade que devem revestir as doenças profissionais.

b)Perda auditiva A perda auditiva é a mais freqüente doença profissional reconhecida desde a Revolução Industrial. Enfim existem inúmeras doenças profissionais que irão se caracterizar de acordo com o risco. pelos altos níveis de ruído. utilizando-se adequadamente os equipamentos de proteção individual e com formas adequadas de atenuação do risco na fonte (ou . é chamado de LER. f) Asbestose: ocorre com trabalhadores que trabalham com amianto. sendo provocada. síndrome do túnel de carpo. as fibras da cana esmagada são assimiladas pelo sistema respiratório. um apoio para os pulsos do digitador ou um suporte para manter os pés firmes no chão. para quem trabalha com o metal. o que provoca câncer no pulmão. tendões e nervos superiores e que têm relação com as exigências das tarefas. O formato do teclado. e) Siderose: ocorre quando de atividades desenvolvidas com limalha e partículas de ferro. O projeto inadequado do microcomputador. mas também do mobiliário em que o aparelho está inserido provoca desconforto ao trabalhador. São inflamações provocadas por atividades de trabalho que exigem movimentos manuais repetitivos durante longo tempo. telefonistas e trabalhadores de linha de montagem. As doenças profissionais podem ser prevenidas respeitando-se os limites de tolerância de cada risco.O conjunto de doenças que atingem os músculos. c) Bissinose: ocorre com trabalhadores que trabalham com algodão. d) Pneumocarnose (bagaçose): ocorre com trabalhadores com atividades na cana-de-açucar. As funções mais atingidas têm sido os datilógrafos. são fundamentais paro o conforto do operador (Sell. digitadores. podendo causar vários problemas ao organismo e até a morte. dos ambientes físicos e da organização do trabalho. na maioria das vezes. Há diversas doenças geradas por esforços repetitivos: tenossinovite. 1995). tendinite.

construindo uma parede acústica. Portanto. em situação permanente de estresse. pois os mesmos negligenciam a segurança e as condições dos ambientes. com maior intensidade. Exemplos de doenças do trabalho a) Alergias respiratórias provenientes de locais com ar-condicionado sem manutenção satisfatória. caso haja nível elevado de ruído no ambiente de trabalho. pois o corpo está se preparando para enfrentar o desafio. estará praticamente o tempo todo em estado de alerta. por exemplo. levando os trabalhadores a desenvolverem doenças do trabalho com maior freqüência. 1995.seja. não relacionadas em lei. estas doenças são verificadas. 8. como nos demais fatores de interferência da saúde. situação que é vivenciada em todos os países. tensão.1. no caso de doenças do trabalho. A prevenção desta doença implica em mudanças organizacionais e tratamentos individualizados. funcionando em condições anormais. Isto significa que o organismo. No plano organizacional recomenda-se: incentivar . É preciso que ele esteja preparado ou predisposto a receber orientações. maneiras de atacar as causas das doenças nas suas origens). são resultantes de condições especiais de trabalho. principalmente limpeza de filtros e dutos de circulação de ar. ansiedade ou mudança. b) Estresse O estresse nada mais é do que a resposta do organismo a uma situação de ameaça. e para as quais se torna necessária a comprovação de que foram adquiridas em decorrência do trabalho. o trabalhador deve ser conscientizado sobre a importância de preservar sua saúde. nas empresas de pequeno e médio porte. seja ela boa ou má. Doença do Trabalho As doenças do trabalho. utilizar os equipamentos de proteção individual e obedecer as sinalizações e as normas que objetivam proteger a saúde. Atualmente.2. segundo Sobrinho.

o qual não pode passar mais de alguns minutos sem ser oxigenado . redução dos níveis hierárquicos.ferimento visível. inclusive as competências e responsabilidades. 8. Promover a recuperação e/ou Prevenir que o caso piore. A medicina do Trabalho e as Doenças do Trabalho A saúde dos trabalhadores deve ser gerida com programa específico. estão: RCP . Estão elencadas na NR 7 as orientações formais para a implementação. flexibilidade dos horários. Ferimentos: são o resultado de uma lesão no corpo da vítima. Primeiros Socorros Primeiros socorros são os cuidados imediatos que se deve ter no caso de um acidente. objetivando Preservar a vida. etc) que podem . Já no plano individual sugere-se: técnicas de relaxamento. condução e desenvolvimento do PCSMO. Dentre os principais acidentes e ações a serem tomadas. Neste caso será necessário apenas a respiração artificial. definido pela NR 7 – Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional. que ainda mantêm batimentos cardíacos. mudança na dieta alimentar e exercícios físicos (Dimenstein. sob pena disto gerar lesões irreversíveis.contusão (batida. podendo ser externos . soco.Ressucitação Cardio Pulmonar : São as manobras realizadas na tentativa de reanimar uma pessoa vítima de parada cardíaca "e/ou" respiratória. ou internos . Este "e/ou" deve-se ao fato que poderá encontrar uma vítima com parada respiratória por obstrução mecânica (objeto obstruindo a passagem do ar).2. 1993).3. 8. Conforme aprendemos nos sinais vitais isto é necessário para a manutenção da oxigenação do cérebro .a participação dos trabalhadores. O RCP tem como finalidade fazer com que o coração e pulmão a voltem as suas funções normais. programa este diretamente ligado ao acompanhamento periódico do estado geral do trabalhador e promoção de atividades que visam inibir todas as oportunidades de risco.

As causas mais comuns são obstáculo mecânico (corpo estranho como balas. outros gestos de sufocação. 3º grau: pele branca ou carbonizada. Cobrir com curativo (ban-aid .traumas . tumores cerebrais choque elétrico. salivação. Sinais de asfixia: o sinal universal de asfixia é levar as mãos ao pescoço e apertá-lo. gaze . Procedimentos a serem adotados: Lavar bem com água e sabão. etc). alimentos . Utilizar anti-sépticos como merthiolate spray. respiração ruidosa . . incapacidade de movimentação adormecimento. associado a incapacidade de falar.A gravidade de uma queimadura relaciona-se ao grau. dor mais intensa. contrações de alguns músculos ou o corpo todo. etc. Suspeita-se de fraturas quando houver uma história deste tipo associado a alguns sinais e sintomas. Entre as causas estão a epilepsia. químicas ou elétricas. Asfixia: Situação em que há dificuldade à entrada dor ar nos pulmões. etc). inchaço. fonte ou extensão da lesão. povidine. Quanto ao grau da queimadura : 1º grau: pele vermelha. perda do controle da urina. trauma de crânio. drogas. forma ou posição anormal de um osso ou articulação Queimaduras: são lesões corporais derivadas de contato direto ou indireto com fontes térmicas.) e espaços confinados com deficiência de ventilação (tubulações. tosse fraca. Estancar eventuais hemorragias. dor discreta. fortes contrações musculares involuntárias e desordenadas em todo o corpo. Fraturas: costumam ser precedidas de uma história de trauma direto ou quedas. Como identificar uma convulsão: queda ao chão inconsciente. febre alta. tais como dor em um osso ou articulação.etc. com pouca ou nenhuma dor na área de 3º grau. Convulsões: São distúrbios elétricos cerebrais que causam perda da consciência.lesar um músculo ou órgão interno sem apresentar lesões na pele. formigamento mudança na coloração local da pele. respiração difícil e ruidosa. etc. 2º grau: bolhas sobre pele vermelha.

procure ajuda médica urgente. podem levar até a perda da visão. não utilize colírio anestésico. areia. Terminadas as contrações. soro ou água limpa corrente.Outras porém.Ele possui diversas artérias e veias. isto dificultará a avaliação médica. 5. Felizmente a maioria diz respeito a presença de "corpos estranhos" sobre a córnea que depois de retirados não deixam seqüelas. Traumatismo Craniano: O cérebro é protegido por uma caixa óssea. Mova-a apenas se estiver próximo a escadas. máquinas perigosas.O que fazer: 1. etc. 6. Este é o órgão mais nobre e sensível do corpo humano. não melhorando procure ajuda médica. coloque-a em posição de recuperação. • Produtos químicos nos olhos: lave o olho por 5 minutos procure ajuda médica leve o produto ou a embalagem junto para avaliação. 3. contusões e hematomas: cubra os dois olhos com compressas úmidas e frias procure ajuda médica. e também o que apresenta menor chance de recuperação. O que fazer com: • Objetos flutuantes (ciscos. Deixe-a descansar Lesões oculares: inúmeras situações podem causar lesões oculares. • Objetos entranhados: (fixos e perfurantes) cubra os dois olhos com gaze ou pano limpo sem comprimir. o crânio. Antes de auxilia-la . Peça ajuda. 2. O que NÃO fazer: não permita que a vítima esfregue os olhos. cílios): lave o olho com colírio. 4. Deite-a no chão. Retire objetos próximos a vítima . • Cortes. A primeira coisa a fazer em qualquer tipo de lesão é solicitar à vítima que não esfregue os olhos. procurando imobilizar o objeto. Proteja a cabeça da vítima com suas mãos. lave suas mãos. quando lesado. . não coloque pomadas. se não tratadas adequadamente. as quais podem se romper no trauma. que possam machucá-la.

Cada "fio" que compõe este nervo vai até um órgão ou músculo levando a informação (ordem) emitida pelo cérebro. Isto tudo pode ocorrer até 24 horas após o trauma. área de depressão no crânio. perda da visão. paralisia de um lado do corpo. o que certamente trará lesões neurológicas. Pense na possibilidade de fratura no pescoço antes e movimentar a vítima. com milhões "fios" em seu interior. Algumas vezes nem há sangramento. Devem-se observar sinais e sintomas como: perda da consciência. Ela nasce no cérebro e vem descendo por dentro dos ossos da coluna (vértebras). devem ser encaminhadas para avaliação médica. sendo que quanto mais alta. . sonolência. dor de cabeça forte e persistente. A altura desta lesão é que determinará as conseqüências. 5.. uma hemorragia irá gerar um hematoma. desorientação. interrompendo esta troca de informações.Como o crânio (parte óssea) é rígido e o cérebro mais macio. Num trauma de coluna pode haver fratura de uma vértebra com grande possibilidade de lesar a medula nervosa. convulsões. Trauma de coluna A medula nervosa é parecida com um cabo telefônico. se ela estiver consciente. pessoas com história de traumatismo craniano. Assim sendo. 4. vômitos. que por sua vez irá crescer comprimindo o cérebro. Mantenha a vítima deitada e aquecida. ouvido ou boca. O que fazer: 1. Tente acalmar a vítima. 3. mesmo que de pequeno porte que comece a apresentar estes sintomas. Peça ajuda em caráter de emergência. Cuide dos demais ferimentos. mais graves serão. 2. sangramento pelo nariz. apenas o "balançar" do cérebro dentro da caixa craniana é o bastante para fazê-lo inchar e comprimir a ele próprio. emitindo um ramo de nervo a cada vértebra.

a lesão provavelmente foi na região cervical (pescoço). sendo mais comum na região lombar. fumo. a lesão ocorreu em um segmento mais baixo. 4. vomitar e aspirar o vômito. 3. sedentarismo. em qualquer altura. etc. 2. podem referir não sentir o membro. mesmo que esteja consciente. diminuindo o bombeamento. patins. bicicletas e até mesmo esportivos como futebol. pode haver obstrução das coronárias impedindo a passagem das células sanguíneas. e com isso a "morte” desta área do coração. etc. A suspeita de lesão na coluna. Este tipo de movimento é comum em acidentes automobilísticos. Ela pode tornar-se inconsciente. Em casos em que já houve lesão do tronco nervoso.Concluímos assim que as lesões cervicais (pescoço) são as mais graves. motocicletas. Ataque Cardíaco: o coração é um músculo que recebe oxigênio e nutrientes através das artérias chamadas "coronárias". que minimiza este "chicote" numa colisão traseira. queda de grandes alturas. obesidade. Chamar o resgate. dietas ricas em gorduras. formigamentos irradiando-se para braços ou pernas. Estas queixas referidas apenas à perna (membros inferiores). Sintomas e queixas: Pacientes conscientes podem referir dor na coluna. Lesões de coluna são comuns em acidentes que envolvem velocidade com parada brusca como de automóveis. Não ofereça alimentos ou bebidas. reduzindo a oxigenação da área muscular cardíaca que ela irrigava. Não transporte ou movimente a vítima sem a real necessidade. ou impedir que a vítima se movimente até que chegue socorro especializado. Quando se queixam destes sintomas nos braços (membros superiores). que deixa de se contrair. Imobilizar o pescoço e a coluna. como a raiz de uma planta. O que fazer: 1. Com a idade somada a outros fatores como genéticos. . Estas artérias se subdividem em vários pequenos ramos. daí a importância do suporte de cabeça nos bancos. inicia-se pelo tipo de acidente.

Em razão disso. torna-se imperioso a realização de programas de treinamento para a prevenção de acidentes. SEGURANÇA DE FROTAS E DOS RESPECTIVOS OPERADORES O transporte de cerca de 70% de toda a carga que circula no Brasil é efetuado por veículos automotores. Tente acalmar a vítima 3. 80% se deslocam nas vias de asfalto. A falta de conhecimento dos motoristas pode incorrer em acidentes de trânsito (acidentes de trabalho) e em perdas e danos no patrimônio da empresa. Considerando-se que os motoristas raramente são supervisionados diretamente. frio. torna-se fundamental a reciclagem dos operadores desses equipamentos de grande valor. peso ou queimação e sensação de morte eminente. irradiação da dor para ombro e/ou braço esquerdo. Esses números justificam a importância de se investir num sistema de transporte eficiente e de qualidade. pulso irregular. Coloque a vítima sentada ou deitada.Sinais e sintomas mais comuns: vítima apresenta dor no peito tipo aperto. enjôo e vômitos. dificuldade para respirar. Ligue para o serviço de emergência 2. com o tórax em posição semiinclinada (elevado) 4. suor. Verifique os sinais vitais Se necessário aplique as manobras de ressuscitação 10. gravatas. Afrouxe roupas. ansiedade. pois a prática indica que o conhecimento desses profissionais está muito aquém da necessidade operacional. Em relação à circulação das pessoas em território nacional. . às vezes lado esquerdo do pescoço. etc 5. O que fazer: 1.

• Repasse de instruções a funcionários de forma escrita e com aceito formal. reduzem acidentes e transgressões previstas na legislação do trânsito. sejam programadas ou aleatórias. Além do plano completo de segurança do trabalhador. • Investigação pormenorizada do acidente de transito. otimiza as práticas padronizadas pela empresa. além de funcionarem como um seguro de vida para os motoristas. Ênfase na Manutenção Preventiva da Frota. proporcionam estabilidade funcional. • Inspeções periódicas nos ambientes laborais. atualizam informações concernentes rapidamente.Treinamentos regulares. criam a oportunidade para a implantação de programas complexos nas empresas. • Criar algum tipo de orientação que se estenda também à família do motorista. à segurança vícios e e legislação do trânsito. melhora a autocrítica. asseguram a continuidade de tarefas e jornadas e ainda. Enfocar temas de segurança no trânsito por ocasião das SIPAT’s. independentemente do processo criminal ou judicial em curso. buscando obter a cumplicidade de segurança também dos familiares. atenuam os custos sociais de um acidente. Controle detalhado da Jornada de Trabalho dos Profissionais do Volante. . Monitorar a velocidade dos veículos por quaisquer mecanismos disponíveis. analisando-o sob a ótica do acidente de trabalho. resgatam regras disciplinares. • • • Buscar envolver os motoristas como integrantes da CIPA. Filho (2002) sugere um plano específico para controle e segurança da frota de veículos de uma empresa: • • • Campanha permanente de Segurança no Trabalho. reduzem gastos com indenização. valorizam trazem e resultados corrigem preconceitos.

ambiente físico adequado e material instrucional • • • • Uso obrigatório do cinto de segurança. circulares e jornais. através de murais. com rigor para os profissionais da segurança do trabalho.• Orientar e combater veementemente o uso de bebida alcoólica e outras drogas. Criação de programa de premiação àqueles que colaborarem com a prevenção de acidentes. atualizado. acima de tudo. aplicadas quando já esgotadas as demais medidas de orientação para a prevenção de acidentes. • Tacógrafo: aparelho que registra no disco diagrama a velocidade do veículo. com instrutores competentes. visam a proteção do tórax e da cabeça do motorista e do passageiro em caso de colisão. boletins. a distância percorrida e as rotações impróprias do motor. • Air bags: instalados junto aos porta-luvas e ao volante. • Bafômetro. Implantar programas de treinamentos constantes. Estimular o senso de colaboração entre os funcionários da empresa. Instituição de punições severas. • • • • • A seguir estão listados os equipamentos de segurança direta e indireta do condutor: • Freio ABS: sistema de freio que não permite que as rodas do automóvel sejam travadas junto ao piso de apoio. Exemplo hierárquico. Manter o motorista informado de novas regras e leis de transito. . Tornar amplamente conhecido o regimento interno da empresa. Opinar nos processos de seleção de novos motoristas. • Drive-master: aparelho utilizado no transporte coletivo que pontua negativamente o condutor que foge constantemente da condição de estabilidade horizontal do veículo.

. fumos. explosão. Ex: bactérias. Ex: ruído. Riscos biológicos = marrom. Essas informações podem ser agrupadas em cinco grupos de riscos que são caracterizados por diferentes cores: Riscos químicos = vermelho. gases. layout deficiente. Paulo Ademar de Souza Filho 11. levantamento de peso. Riscos ergonômicos = amarelo.. insetos... ritmo. poeira. Ex: máquinas sem proteção. calor. vibração. animais peçonhentos. risco de incêndio...• • • Cinto de segurança. Ex: produtos químicos. Riscos físicos = verde. Riscos de acidentes = azul. MAPEAMENTO DE RISCO Mapa de risco é um gráfico que informa sobre a localização dos riscos laborais existentes na empresa e os valoriza. monotonia. radiações. Ex: postura incorreta.. Extintores de incêndio. Encosto de cabeça. A intensidade do agente agressivo é expressa através do tamanho dos círculos no mapa de risco: .. vírus...

45 se queixaram de que a iluminação é fraca.Grande: risco grave Médio: risco médio Pequeno: risco pequeno Ocorrendo incidência de mais de um risco de igual gravidade. subdividindo-o em partes iguais: Vermelho Azul Amarelo Intensidade do risco também pode ser expressa pela parcela preenchida do círculo: Pouca + Média ++ Muita +++ Excessiva ++++ Exemplo: Dos 60 funcionários da Empresa Alpha que trabalham no pavimento de impressão. . pode-se utilizar o mesmo círculo.

obteremos as seguintes conclusões: Ações preventivas necessárias. Abaixo segue um plano de ação para a tomada de medidas preventivas: Perguntas iniciais: Quais são os riscos? Onde estão e qual a sua origem? Quais são os mais importantes? Quais os riscos requerem soluções mais urgentes? Das respostas dessas perguntas. Por onde iniciar a aplicação do plano de ação.Cor verde = Risco Físico O mapa de riscos permitirá: Tomar conhecimento dos riscos que cada local oferece e da importância que cada risco tem em relação aos outros. e Coletivizar a informação e os conhecimentos. . Lugares concretos onde é necessário aplicá-las. O plano de ação pode ser resumido em quatro etapas: Conhecimento: conhecer os fatores de risco de cada local de trabalho.

metálicos: neste momento. lixiviação dermatites. Um bom programa de prevenção deve conter os lugares onde as medidas preventivas serão aplicadas e deve haver prioridade das ações a serem executadas. talcose. Controle: monitoramento e acompanhamento das medidas preventivas implantadas para comprovar se as mesmas respondem às necessidades e objetivos para as quais foram programadas. perfuração do septo nasal . bronquite. planeja-se o programa de intervenção preventiva de todos os problemas. Fumos Fumos Soldagem. Intervenção: estabelecidas. jateamento bronquite. galvanização respiratória. aplicam-se as medidas preventivas pneumoconioses asbestose. Para a elaboração de um programa de prevenção. dermatite. (silicose. Névoa Decapagem. saturnismo) irritação nas vias aéreas.Programação: com as informações anteriormente obtidas. LEVANTAMENTO DE RISCOS RISCOS QUÍMICOS Tipo Ocorrência Efeitos Alergia Poeiras Britagem. peneiramento. saturnismo Irritação nas vias aéreas. deve-se basear nas análises das informações obtidas (com os próprios operários) nos locais de trabalho para a elaboração do mapa de riscos.

pintura. esgotos. de qualidade queda da curto desgaste graves. Vírus. queda da produção. O3. Protozoários RISCOS DE ACIDENTES Tipos Arranjo físico deficiente Máquinas sem proteção Matéria–prima sem especificação Ligações elétricas defeituosas inadequadas e Canteiros de obras e edificações em geral Ocorrências Construção Civil. acidentes Incêndios. Bactérias. salas de Efeitos Aquisição de doenças transmissíveis: Brucelose. solventes. cemitérios. queimaduras. laboratórios.Ação Soldagem (CO.NO2). acidentes fatais circuito. físico excessivo surdez. tétano. RISCOS BIOLÓGICOS Tipo Fungos. tolueno) (depressão nervoso) saturnismo benzolismo anestésica do e sistema ação (chumbo) asfixiante (leva à morte). . consultórios médicos/odontológicos. Construção Civil Efeitos Acidentes. Acidentes Doenças profissionais. tuberculose. marteletes pneumáticos Tinturas. Gases e vapores colagem de calçados (benzeno. perfuratriz. pequenas e médias empresas Serra circular. silicose Ocorrência indústria de lixo. Hospitais. produção.

de trabalho monotonia. trabalho de RISCOS FÍSICOS Tipo Ocorrência Teares. colite. (pressão alta. picador Efeitos Surdez Ruído stress profissional.. repetitividade. conflito.) . tear. armador Efeitos prolongadas. martelete.EPI inadequado ou defeituoso Ferramentas defeituosas inadequadas ou Doenças profissionais e acidentes Acidentes desgaste com nos membros superiores RISCOS ERGONÔMICOS Tipo Trabalho físico pesado Ocorrência Remoção com pá. infecção intestinal. ritmos de trabalho Trabalho excessivos emocionais. abertura de bicas. X Processo e relações do Capital Doenças inespecíficas Soldagem.. carregamento Postura incorreta Tensões jornadas turno. empilhamento. gastrite. responsabilidade. britador.

pneumático. doenças respiratórias Ruptura Pressão anormal Tubulão. perda da força muscular e infecções em mãos e braços Ionizantes: efeito crônico Raio X industrial. nervosa. Vibração martelete. fadiga. isopor. têmpera. problemas de acidentes . lâmpada germicida (anemia. má ionizantes: de pele. aparelho limpezas em geral e de tímpano. formação) Não queimadura câncer. quedas peneiramento a úmido. dermatites. Frio: dermatites. envelhecimento precoce. Doenças de pele e do respiratório. Temperaturas extremas caldeira a lenha. trabalho veículos.Lesões Pá carregadeira. câmara frigorífica desidratação. soldagem de fusão. peneiras musculares e ósseas. forja. Fadiga Iluminação insuficiente Indústria em geral Lavagem Umidade prensagem de de visuais. no lesões sistema nervoso. mergulhador embolia. olhos. Radiações controlador de nível de silos. catarata Calor: Alto forno.

ANEXOS ANEXO 1 – Limites de Tolerância para Ruído Contínuo ou Intermitente Nível de ruído dB (A) 85 86 87 88 89 90 91 92 93 94 95 96 98 100 102 104 105 106 108 110 112 114 Máxima exposição Diária Permissível 8 horas 7 horas 6 horas 5 horas 4 horas e 30 minutos 4 horas 3 horas e trinta minutos 3 horas 2 horas e 40 minutos 2 horas e 15 minutos 2 horas 1 hora e 45 minutos 1 hora e 15 minutos 1 hora 45 minutos 35 minutos 30 minutos 25 minutos 20 minutos 15 minutos 10 minutos 8 minutos .

115 7 minutos .

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