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Impacto da infraestrutura econômica sobre o desenvolvimento

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Impacto da infraestrutura econômica sobre o desenvolvimento

Iansã Melo Ferreira Carlos Campos Neto

Há muito se reconhece a importância de uma infraestrutura econômica adequada para a geração de um ambiente propício ao desenvolvimento. Todavia, muitos países em desenvolvimento ainda investem pouco nessa área. A infraestrutura - quer promovida pelo Estado, quer pela iniciativa privada - tem o potencial de tornar mais rentáveis os investimentos produtivos, pois eleva a competitividade sistêmica da economia, melhorando as condições de transportes, de comunicação e de fornecimento de energia, além de promover efeitos multiplicadores e dinamizadores da economia. Um dos pontos importantes a serem observados nos investimentos em infraestrutura é que seus impactos possuem características próprias e específicas para cada setor, que não atuam de forma linear sobre o crescimento. De fato, cada setor apresenta uma capacidade e um formato na promoção do desenvolvimento, devendo ser observadas as necessidades e potencialidades de cada região, a fim de planejar adequadamente as aplicações a serem realizadas. Serviços de infraestrutura são operacionalizados por meio de indústrias de rede, ou seja, faz-se necessária a construção de uma grande estrutura física (funcional) para a provisão desse serviço que, uma vez construída, deve ser partilhada pelos ofertantes de serviços a ela associados, não havendo motivações econômicas para a construção de estruturas paralelas. São características deste tipo de indústria: a necessidade de altos investimentos iniciais com logos prazos de maturação reduzindo a atratividade destes e propiciando a ocorrência de monopólios -; e a propensão a geração de economias de escala e escopo - fazendo com que sua provisão seja mais adequada ao poder público. Tais características elevam a necessidade de planejamento orçamentário adequado à realização das obras, considerando os gastos futuros com manutenção e operação, o que reduz os recursos disponíveis para novos investimentos e pode elevar o passivo contingente do setor público. Especialmente nos países em desenvolvimento, é possível observar um hiato entre os recursos despendidos pelo governo para uma determinada obra e o valor efetivo dos investimentos realizados. Essa divergência deriva de ineficiências governamentais e burocráticas como instituições fracas - que geram instabilidade contratual -, editais mal elaborados - passíveis de interpretações múltiplas ou que não abordam de maneira clara pontos importantes do contrato - e atrasos em pagamentos a empreiteiros e fornecedores - que passam a embutir no valor da obra, bem ou serviço os custos dos atrasos que, já sabem, sofrerão seus pagamentos. Inversões em infraestrutura podem seguir dois padrões distintos: podem surgir em resposta a demanda existente, ou se tratarem de investimento indutor de demanda. O primeiro caso ocorre em duas situações distintas: quando da viabilidade econômicofinanceira para a iniciativa privada; e o caso dos investimentos tipicamente públicos. Hoje, no Brasil, alguns grandes investimentos na área de infraestrutura econômica estão sendo realizados por empresas privadas que adquiriram concessões, permissões ou mesmo que compraram empresas estratégicas em planos de privatização. É o caso, por exemplo, das empresas de telecomunicação,

distribuidoras de energia elétrica e das concessionárias ferroviárias. Alguns setores são mais propícios a receber o capital privado, seus serviços ocorrem, geralmente, mediante cobrança de tarifas, ou obtenção de receitas operacionais. É o caso das telecomunicações, energia elétrica, terminais portuários etc. Estes setores necessitam de uma regulação econômica, que deve garantir um equilíbrio entre a remuneração adequada ao capital investido e a modicidade tarifária, visando a proteção do usuário e gerando ganhos de bem-estar social. As tarifas devem refletir o funcionamento de um mercado competitivo, considerando os custos, a segurança do abastecimento e a produtividade, de forma que os ganhos de eficiência sejam repartidos entre operadores e usuários. Para investimentos caracterizados pelo elevado volume de capital exigido, baixa taxa de retorno, riscos de demanda ou demanda insuficiente, não é possível atrair o capital privado. Nesses casos, o Estado deve se responsabilizar pela realização das obras pertinentes, de forma que a economia não sofra pela falta de acessibilidade ou de suprimento de insumos essenciais. Ademais, nos investimentos onde a taxa de retorno é inferior ao custo de oportunidade do capital, uma alternativa é a de o poder público entrar complementando sua viabilidade financeira, por meio de recursos fiscais. São as chamadas Parcerias Público-Privadas (PPP). Finalmente, vale tratar do investimento em infraestrutura realizado de forma prévia a existência de demanda. Grandes construções e investimentos que podem, a princípio, parecer obras desmedidas ou simplesmente desperdício de dinheiro público por vezes se mostram mais importantes e menos grandiosas após alguns anos. Grandes rodovias, usinas de geração de energia, instalação de fiação telefônica e elétrica destinadas a lugares remotos etc. podem ser julgadas de maneira precipitada se vistas num espectro curto de tempo. Contudo, estes investimentos têm, em geral, um potencial de atração produtiva, tendendo a estimular a implantação de indústrias, grandes empresas, ou novos centros urbanos. O importante, na concepção, planejamento e execução desses, é implementar infraestruturas em diferentes setores, de forma a estabelecer uma sinergia que favoreça o desenvolvimento regional sustentável, do ponto de vista econômico, social e ambiental.

VISITA DE ESTUDO AO LOUSAL
1. A visita A visita de estudo às minas do Lousal foi realizada no âmbito da disciplina de Geografia e tinha como principal objectivo conhecer de perto um exemplo de uma mina, entre tantas outras, cuja laboração já não ocorre nos nossos dias. A visita consistiu em três fases essenciais: na primeira ouvimos o testemunho de um antigo mineiro e visionámos dois filmes; na segunda visitámos um museu provisório onde pudemos ver diversos equipamentos da mina; na terceira visitámos o Lousal, testemunhando as condições actuais. Assim, procurámos perceber o que representava a presença de uma mina numa terra e a importância que teria para os habitantes dessa mesma terra. Pretendemos também perceber um pouco da história das minas do Lousal e quais as razões que teriam levado ao seu encerramento. Mas, para além destes, tínhamos também outros objectivos com uma importância acrescida:

- compreender os problemas na exploração dos recursos do subsolo; - observar o impacto ambiental da actividade mineira passada e a necessidade de recuperar o ambiente através da requalificação de áreas mineiras; - compreender a importância da valorização do património natural e cultural para a melhoria da qualidade de vida da população/importância da dinamização de áreas em despovoamento. Importa ainda salientar a enorme experiência que representou esta visita de estudo, na medida em que todos nós ficámos a conhecer uma realidade a que não estávamos habituados. Chegou mesmo a impressionar a maneira apaixonada como nos foi apresentada a mina do Lousal por um senhor amabilíssimo que nos deu uma autêntica lição de devoção e lealdade para com a terra a que estava enraizado por tradição. Pode, por isso, dizer-se que esta foi uma visita bastante interessante em diversos aspectos e que nos proporcionou uma nova maneira de ver estas realidades que às vezes nos passam um pouco ao lado.

2. A Mina do Lousal
A Mina do Lousal está integrada na Faixa Piritosa Ibérica e situa-se no Lousal, concelho de Grândola, distrito de Setúbal. Esta mina foi explorada entre 1900 e 1988, ano em que a extracção foi interrompida. Em 1882, decorria o mês de Agosto, quando António Manuel, um lavrador da região, requereu o reconhecimento por ter descoberto o jazigo do Lousal. A mina e o direito à sua exploração passou então por diversas mãos e empresas tais como Alfredo Masson, Guilherme Pinto Basto, Minas dos Barros, Lda, Henrique Burnay e Companhia, Sociétè Anonyme Belge des Mines d’Aljustrel e a sociedade belga Mines et Industries S. A.. Foi a partir da década de 30 que o Lousal passou a ser alvo de uma exploração mais intensa muito por culpa da importância cada vez mais notória das pirites cupríferas e do ácido sulfúrico, atingindo o apogeu da exploração em 1945, após ter terminado a II Guerra Mundial. A SAPEC era já o principal proprietário das minas, juntamente com a CUF. Entre os anos de 50 e 60 estudou-se a possibilidade de mecanizar as minas, processo que ficou concluído por volta de 1962. No entanto, esta longa caminhada haveria de terminar no dia 31 de Março de 1988, por motivos económicos[a], precisamente às 15 horas. Desde então nunca mais desceu um mineiro nem nunca mais se ouviu o imenso ruído das picadoras. A Mina dava lugar à desgraça e à descrença dos habitantes do Lousal. Aquele dia foi um dia fatídico para todos. E o mesmo relógio de então ainda lá está, a ocupar o seu lugar na parede e a marcar as 15 horas, demonstrando que o tempo quase que parou por aqueles lados.

3. A Mina e a popu1ação

Daí que. ao encerramento da mina: Percebe-se por isso a importância da mina. do grande fluxo migratório de jovens para fora do Lousal e por causa de a maioria dos mineiros não ter direito sequer à reforma por questões burocráticas. com pH reduzido e com teor em metais pesados tóxicos. a casa de saúde. Se analisarmos os dados referentes à população do Lousal de 1911 até 1960. Esta diminuiu drasticamente e envelheceu muito. a escola e até mesmo o salão de festas.Um dos aspectos mais impressionantes desta visita de estudo foi perceber a importância que a Mina do Lousal tinha para os habitantes daquela terra. O encerramento da mina levou a urna estagnação da economia da região e a uma grande ruptura na vida da população[b]. Se ela fechasse. daqui a alguns anos. situação que se inverteu. Também se pode encontrar mineralização em rochas vulcânicas ácidas porfiríticas. percebemos que houve um acentuado acréscimo populacional. poeiras que provocam a silicose e ruídos que provocam surdez). efeitos imprevisíveis. fechava-se também a vida de milhares de pessoas. Tudo era pertença da mina: as habitações. A mina tinha mais de dois mil e quinhentos trabalhadores que constituíam. Destas explorações de sulfuretos ricos em metais fica-nos a herança de marcas na paisagem do Lousal com numerosas escombreiras que deixam ao ar livre grandes quantidades de material explorado e que são hoje um importante foco de poluição ambiental. O impacto ambiental O minério que se pode encontrar no Lousal é formado por um conjunto de xistos grafitosos que se encontram repletos com pirite. agregados familiares. Estes sulfuretos reagem com as águas superficiais e libertam muitos metais prejudiciais ao ser humano e a todos os seres vivos dessa região. 4. instalações comerciais. Estas águas. numa primeira fase devido á mecanização do trabalho e. a farmácia. pode mesmo dizer-se que tudo girava em torno da mina e que tudo dependia do sucesso da sua exploração. . se tivesse assistido a uma grande tristeza e descrença por parte da população do Lousal. poderão ter. por causa da baixa esperança média de vida (os mineiros morrem prematuramente devido aos acidentes de trabalho. bem como os empregados em todos estes serviços. na maior parte dos casos. o posto médico. Na realidade. após o seu encerramento. mais tarde.

assegurada a viabilidade deste projecto. A proximidade do rio. Em 1992. O dos visitantes. não esquecendo. Esta musealização assume então uma importância que se pode ver de um prisma bidireccional. . no acréscimo do bem-estar e da qualidade de vida da população do Lousal. Menos de dez anos após o encerramento das minas. nomeadamente a estudantes e outros interessados. por vezes. ao longo de alguns anos. importa evidenciar que este projecto visa colaborar no desenvolvimento social e cultural tanto de habitantes como de visitantes. no renascimento económico local. os espaços verdes circundantes. restaurantes). campismo. no desenvolvimento completo e integral e não apenas nas questões económicas. de formação profissional e a criação de pequenas empresas e de equipamentos culturais que completem e assegurem a viabilidade deste projecto.. nas suas diversas vertentes: arqueologia. Fernando Fantasia. A promoção e gestão do Programa de Desenvolvimento Integrado e de Redinamização do Lousal pertencem à Fundação Frederic Velge. história geológica e arqueologia industrial. O projecto de musea1ização A mina do Lousal tem óptimas condições geográficas que fazem dela um recurso muito viável de investimento. em certa medida. este mesmo trabalho. ou seja. em parte. o Relousal tratase de um projecto pioneiro em Portugal. no entanto. apercebeu-se disto mesmo e decidiu apostar no aproveitamento das infra-estruturas existentes. O projecto do Lousal assume uma importância extrema na dinamização de uma região e. novo administrador da SAPEC. por isso. devido a fundos comunitários. um dos grandes problemas da exploração dos recursos do subsolo. a componente cultural. O da população local. culturalmente. pois representa uma aposta sócio-cultural de que o país ainda carece. permite um estudo e divulgação sobre esse mesmo património. com destaque para um Centro de Documentação/Arquivo que será criado anexo ao Museu e para as divulgações do mesmo. o antigo proprietário e o município local promoveram no Lousal uma iniciativa de desenvolvimento integrado que pretendia reabilitar socialmente e economicamente a região. espaços de lazer. A importância desta musealização é demonstrada através da divulgação do trabalho dos mineiros já que. Implica também um faseamento. Para finalizar. Estava então lançada a base para o projecto de musealização da mina do Lousal. pela apetência que possuem pelo mundo mineiro e que têm agora a possibilidade de conhecer esta realidade e este universo oculto. permite preservar e reabilitar um património mineiro. pela oportunidade de dinamização sócio-económica e pela reabilitação de um território e de um património sempre presentes no dia-a-dia dos habitantes. por tudo isto. 5. dizer-se que este projecto ganha um carácter muito importante a nível nacional.O impacto ambiental é. Pode. fazem da mina uma potencial fonte de receitas. oferece-se ao público português. Assim. da mineração e dos mineiros. Pedagogicamente. O financiamento deste programa é. na qual estão congregadas as duas instituições acima referidas. até mesmo de um país. Importa referir também que. história mineira. Trata-se de um projecto que inclui diversos objectivos. etc. a possibilidade de lidar de perto com o universo das minas. Esta é a razão pela qual este projecto de musealização implica a salvaguarda de interesses de todas as partes envolvidas: promotores e população. Cientificamente. o sucessivo encerramento de minas que se tem registado em Portugal descura. tais como a criação de infraestruturas turísticas (hotelaria. como importa lembrar. a litoralização. pelo que se devem encontrar soluções que combatam esta poluição. turismo rural.

ao testemunharmos de perto esta realidade apercebemo-nos da dificuldade que constitui o trabalho de um mineiro e os perigos que esta actividade envolve. Para além disso.08.6. resta dizer que o Lousal é uma terra em renascimento. consequentemente. o projecto de musealização em vigor são exemplos a seguir por outras identidades na preservação de um património que se deveria manter.2009 se P A REGIME L DOS CAPÍTULO DO S Objecto e Âmbito Artigo (Objecto) R I T DIREITOS E P JURÍDICO V E R R MINEIROS I M EM E COMUM O I R I GERAL I OBJECTO e de Aplicação DA ç 1º ã POLÍTICA o c MINEIR . pode dizer-se que a viagem se mostrou proveitosa e nos auxiliou no estudo da matéria leccionada. A mina do Lousal e. posso acrescentar que me sensibilizou. De uma maneira mais pessoal. à mina. também ele um antigo mineiro e conhecedor da realidade daquela terra. cujos habitantes mantém ainda bem vivos os laços que os ligam ao passado e. a paixão demonstrada pelas palavras do nosso guia. Assim. Miguel Mochila 10ºM nalytics Schedule Database Media digest Expert reports Exclusive Angola: Mining Act 05. desconhecido. Conclusão A visita de estudo ao Lousal representou uma viagem a um mundo novo. Em síntese. ficámos a conhecer um pouco da história do Lousal e da mina e do projecto denominado Relousal. penso que todos pudemos tomar consciência do que envolve realmente todo um processo que se desenrola em tomo de uma mina e que centraliza nela um conjunto de factos que se mostram decisivos para a subsistência de milhares de pessoas. É importante não esquecer também o impacto ambiental que está inerente ao trabalho de exploração mineira. Em jeito de conclusão. de algum modo. mais especificamente. Assim sendo.

tendo em conta as boas p na indústria mineira da SADC; f) Garantir a integração do género e o combate às práticas discriminatórias na indús . pesquisa. pesquisa. nas águas territoriais continental. não é aplicável o regime estabelecido neste código. prospecção. bem como o desenvolvimen humanos nacionais. prospecção. A r t i g o 5 (Definições) O significado dos termos e expressões utilizados neste código constam do glossário que constitui o Anex que dele é parte integrante. o acesso e o exercíci deveres relacionados com a investigação geológica. S e c ç ã o I Política e Estratégia para o Sector Min S u b S e c ç ã o Minerais em Geral A r t i g o 6 (Competência do Governo) 1. Quaisquer outras actividades geológicomineiras como tal classificadas pelos órgãos competentes. Compete ao Governo aprovar a política mineira e a estratégia para a sua implementação. avaliação. pesquisa. Ao reconhecimento. prospecção. Para efeitos do presente código. Ao elaborar a política mineira. o regime económico em vigor. avaliação dos recursos c) Exploração. na zona económica exclusiva e nas demais áreas do domínio territorial e marítimo sob jurisdição da Repúb A r t i g o 2 (Âmbito de Aplicação) 1. Ao planificar a actividade mineira. A r t i g o 7 (Planeamento da Actividade Mineira) 1. exploração. bem como à legislação complementar que sobre a matéria venha a 3. designadamente. bem como a legislação com a matéria que venha a ser aprova 4. lapidação e beneficiação dos recursos m d) Comercialização dos recursos minerais ou outras formas de dispor do produto da e) Restauração e/ou recuperação das áreas afectadas pela actividade f) Outros fins relacionados com os acima de 2. prospecção. avaliação. A r t i g o 8 (Objectivos Estratégicos da Actividade Mineira Constituem objectivos estratégicos da actividade mineira os s a) Garantir o desenvolvimento económico e social sustentado do b) Criar emprego e melhorar as condições de vida das populações que vivem nas áreas de explo c) Garantir receitas fiscais para o Est d) Apoiar e proteger o empresariado nacional. a descoberta. O reconhecimento. definindo os m os prazos para a sua aplicação 2. bem como os princípios jurídicos estratégicos da actividade mineira estabelecidos nos artigos seguintes. de acordo científicos e tecnológicos que se registem quanto à matéria. caracterização. exploração e comercialização de águas minerais regime estabelecido neste código. As disposições do presente código aplicamse aos seguintes actos decorrentes do seu objecto a) Estudos geológicos e cartográficos; b) Reconhecimento. uso e aproveitamento dos recursos minerais existentes no solo. no subsolo. sendo regidos por legislação própria. avaliação e exploração dos hidrocarbo gasosos. pesquisa. os minerais classificamse de acordo com a tabela que constitui o An que dele é parte integrante. A r t i g o 4 (Classificação dos Minerais) 1. A actualização da tabela referida no número anterior é da competência do Governo. e da necessidade de harmonização com as da SADC ou de outras organizações internacionais de que Angola seja parte. as normas deste código. o Governo deve prever medidas eficazes de desenvolvimento econó e de protecção dos direitos e interesses legítimos das comunidades locais.O presente código regula toda a actividade geológicomineira. A r t i g o 3 (Exclusões) Às actividades relativas ao reconhecimento. o Governo respeita os princípios e regras fundamentais da Consti Económica. f regras estabelecidas neste código e na legislação especial que sobre a mesma venha a ser aprovada. Compete ao Governo orientar e planificar o desenvolvimento da indústria mineira nacional. exploração e comercialização de recursos minera fundos marinhos da Zona Económica Exclusiva apli com as devidas adaptações. em confo princípios e regras estabelecidos neste código e com a política e estratégia do Governo para o 2. 2. as disposições estabelecidas no presente código. dando preferência aos empresários nacionais na conce mineiros; e) Harmonizar a legislação mineira nacional com a legislação mineira regional. avaliação.

materiais de construção. a fauna. célere e transparente de concessão de direitos mineiros. A r t i g o 1 5 (Regime Especial para as Comunidades Loc Para além dos direitos referidos neste código decorrentes do controlo de pessoas e bens nas áreas de act as comunidades locais gozam dos direitos de compensação e de realojamento estabelecidos nos artigos se . no cumprimento estrito da lei e no enquadramento na política e estratégia mineira aprovada j) Garantir o desenvolvimento sustentável dos quadros e trabalhadores nacionais. A política mineira deve sempre ter em conta os direitos das comunidades das zonas em que é desenvolv de mineração e contribuir para o seu desenvolvimento económico 2. antes do encerramento das minas. a flora e o ambiente. 4. são consideradas disponíveis concessão de direitos mineiros. escolhidas pela própria comunidade.g) Proteger o ambiente e combater as práticas que atentem contra as regras h) Combater o garimpo e outras práticas mineiras i) Estabelecer um regime eficaz. estejam excluíd geológica e mineira. As áreas do domínio territorial ou marítimo sob jurisdição da República de Angola que não tenham sido efeitos do exercício de outras actividades ou a elas não estejam afectadas. bem co dos efeitos nefastos que forem provocad o) Implementar. os terrenos que fazem parte do domínio público. a estabilidade social e cultural das p e a segurança dos direitos e dos bens patrimoniais públicos e privados. e é identificada através de pontos fixos definidos por coordenadas geodésicas ou por acidentes naturais. para efeitos do disposto no número anterior. o Governo pode. empreendimentos que proporcionem novos trabalhadores e evitem deslocações de habitantes e recessões económicas nas regiões mineiras abandona A r t i g o 9 (Exploração Sustentável de Recursos Minerais A exploração dos recursos minerais deve ser realizada de maneira sustentável e em benefício da econom rigorosa observância das regras sobre a segurança. A r t i g o 1 1 (Áreas Disponíveis para a Actividade Mine 1. A r t i g o 1 0 (Intervenção do Estado no Sector Minei O Estado poder intervir economicamente no sector mineiro. o prima para a indústria transformadora. aditivos para a agricultura e outras aplica l) Evitar a exportação de recursos minerais que obriguem o País a importar o mesmo tipo de minerais a c prazos; m) Incentivar o reinvestimento no País dos rendimentos da exploração dos recurso n) Reduzir o impacto negativos que as operações geológicomineiras possam causar ao ambiente. São considerados indisponíveis para a actividade mineira. proteger os interes com a defesa do país. O Ministério da Tutela. A consulta é obrigatória em todos os casos em que da implementação dos projectos mineiros possa resu ou danificação de bens materiais. os direitos das comunid protecção e defesa do ambiente. de usos e costumes locais. baseado no acesso. integr de reconhecida idoneidade e reputação junto das comunidades. A r t i g o 1 3 (Configuração das Áreas) A configuração das áreas geográficas objecto dos títulos de concessão de direitos mineiros têm uma form regular e simples quanto possível. em função disso. empresas operadoras. O Governo pode. para uso comum ou privativo do E dele não forem desafectados. nos termos da lei. A declaração e criação de zonas de reserva mineira deve ter em conta a necessidade de garantir e pe possível o desenvolvimento económico e social integrado das regiões. ficando tais entidades sujeitas aos princípios e regras estabelecidos neste código sobre investimento público e sobre empresas públicas ou de capitais públicos aplicável. 2. estabelecer ár condicionadas para a actividade geológicomineir 2. O órgão de consulta referido no número anterior pode ser um Conselho das Comunidades Locais. particularmente atrav de desenvolvimento de recursos humanos; k) Usar preferencialmente os recursos minerais para a sua transformação e comercialização no país. Tendo em vista assegurar o desenvolvimento harmonioso da economia nacional. exija de certas restrições quanto à circulação de pessoas e bens nessa 3. quer através de concessionárias nacionais. sem prejuízo de outros casos de indisponibilid a ser definidos por lei. e as áreas que. A r t i g o 1 2 (Áreas Excluídas da Actividade Mineira) 1. em coordenação com os órgãos locais do Estado e os titulares dos direitos min mecanismos de consulta que permitam às comunidades locais afectadas pelos projectos mineir activamente nas decisões relativas à protecção dos seus direitos e e 3. culturais ou históricos pertencentes à comunidade local como um todo. o uso económico do solo. nos termos do Artigo 200º (sobre Zonas de Reserva Mineira) declarar zonas de re partes do território nacional que apresentem potencial mineiro considerável e que. em onformidade com o que vier a ser estabelecido pelo órgão de tu A r t i g o 1 4 (Direitos das Comunidades) 1.

As comunidades afectadas pelos projectos mineiros têm o direito de negociar com os concessionário valores compensatórios. 5. sempre que deste processo resultar para a comunidade mais vantagens do q resultariam da compensação financeira legalmente estabe 2. Os custos da arbitragem são definidos pelos árbitros e suportados pelas partes. A r t i g o 2 2 (Regime Aplicável) 1. e como tal devem ser tratados legalmente. O quinto árbitro do corpo de arbitragem é o magistrado do Ministério Público sob cuja competência enquadrada a zona da concessão objecto de nego 4. O processo de compensação nunca poderá deixar de prever o realojamento condigno das comunidades ser respeitados os hábitos. os titulares dos direitos mineiros devem dar preferência à utilização de materiais. A r t i g o 2 3 (Concessionárias Nacionais de Minerais Estratégico 1. O processo previsto no número anterior será sempre mediado por um corpo de cinco árbitros escolhid cabendo a cada parte escolher dois árb 3. costumes. alguns minerais poderão ser classificados como 2. ser nacionais. A r t i g o 2 1 (Competência para Classificar) Compete ao Conselho de Ministros classificar os minerais estratégicos. Em condições de preços que não excedam 10% de diferença para mais. tradições e outros aspectos culturais inerentes às referidas comunida A r t i g o 1 8 (Força de Trabalho Local) Os concessionários dos direitos mineiros devem assegurar o emprego e a formação de técnicos e trabalha preferencialmente dos que residirem nas áreas de exploração. As populações locais que sofram prejuízos habitacionais que impliquem a sua deslocação ou a pertu condições normais de alojamento por causa das actividades mineira têm direito a se 2. i cumprimento obrigatório. A arbitragem funcionará de acordo com a lei sobre arbitragem e as suas decisões são definitivas. tratamento e comercialização dos minerais estratégicos as normas 3. S u b S e c ç ã o I Minerais Estratégicos A r t i g o 2 0 (Classificação Legal) 1. administrativas ou judiciais. Os direitos mineiros de prospecção e de exploração. Os elementos referidos no número anterior podem ser considerados isolada ou cum 4. sempre que tal estatuto não resu das definições do presente Código. A exploração de minerais legalmente considerados estratégicos está sujeita aos princípios e regr estratégia para os minerais em geral.A r t i g o 1 6 (Direito de Compensação) 1. São elementos para se classificar um mineral como estratégico os a) Raridade; b) Grande procura no mercado internacion c) Impacto relevante no crescimento da econ d) Criação de um número elevado de emp e) Influência positiva relevante na balança de paga f) Importância para a indústria milita g) Importância relevante para as tecnologias de 3. compete ao Governo aprovar as destinadas a regular os aspectos específicos de certos minerais e 4. tratamento e comercialização de minerais estraté . aplicamse às actividades de reconhecime pesquisa e avaliação. segurança e eficiência das operaç 2. os diama minerais radioactivos. exploração. Fora dos casos previstos no presente código e sempre que se justificar. As normas refer idas no número anterior devem ser cr iadas e interpretadas de harmonia com as re consagrados neste código. cabendo ao titular dos 60% desses custos. A r t i g o 1 7 (Direitos de Realojamento) 1. cuja qualidade seja compatível com a economia. a protecção ou o restabelecimento do mes gerais do direito. As entidades que se sentirem prejudicadas no direito de protecção legal definido no Nº 1 deste artigo das autoridades competentes. Sempre que a sua importância económica. das re estabelecidas neste código e da legislação complem 2. com as adaptações que resultarem dos artigos seguintes. utilização para fins com carácter estratégico ou as especifici sua exploração o justifiquem. São desde já considerados minerais estratégicos. Em tudo que não esteja previsto em legislação especial. e de prazos de entrega que não dias para mais. de acordo com o que estiver estabelecido le A r t i g o 1 9 (Protecção do Mercado Nacional) 1.

sobre Protecção e Preservação do Meio M 3. designadamente sobre a demarcação. investigação e exploração de recursos min marinhos devem sempre conter cláusulas específicas sobre esta matéria. A r t i g o 2 7 (Determinação das Áreas de Concessão) 1. As instituições públicas reguladoras das actividades mineiras estratégicas podem ser criadas s necessidade de regular de modo específico o exercício da actividade mineira respectiva. as norm no trabalho e o regime de acesso às plataformas mineiras e de protecção dos trabalhadores face às cond de trabalho. a preservação do ambiente. o que se aplica à prospecção. investigação recursos minerais em fundos marinhos é o aplicável ao investimento na indústria mineira definidos neste c se trate de minerais comuns ou estratég 2. pesquisa. A criação de normas específicas para atribuição e exercício de direitos mineiros de prospecção. investigação recursos minerais nas águas territoriais. com as necessárias adaptações. A r t i g o 2 6 (Estudo de Viabilidade) Quando se trate de exploração mineira em fundos marinhos. pesquisa. A r t i g o 2 8 (Sobreposição de Áreas e de Actividade 1. pesquisa. ou em associação co direito privado. 2. designadamente XII. a fiscalização da actividade e o acompanhamento sistemático d 4. Os contratos de investimento para prospecção. na plataforma continental e na zona económica exclusiva são harmonia com a Convenção da Organização das Nações Unidas sobre o Direito do Mar. As empresas concessionárias nacionais de direitos mineiros sobre minerais estratégicos são criada competindolhes exercer directamente os direitos mineiros do mineral respectivo. A realização de outras actividades que não possam ser reguladas pelas normas relativas ao prospecção. O regime legal para o aproveitamento dos recursos minerais existentes nas águas territoriais. estão sempre sujeitos a uma auditoria independente por parte de um auditor concessionária nacional. que exercerá funções de reguladora da actividade mineira estratég 2. pesquisa. é. em função das particularidades d minerais em fundos marinhos. pesquis exploração de recursos minerais nas águas territoriais. o Estudo de Viabilidade Técnica Económica e se refere este código como condição para a aprovação dos respectivos contratos de exploração e a atribuiç exploração mineira. os p das exportações. quando exista. ou pelo ministério de tutela. O regime de investimento e de atribuição de direitos mineiros para a prospecção. na plataf e na zona económica exclusiva. quando esta exista. na plataforma continental e na zona económica ex em conta os seguintes factores: a) Os padrões internacionais para a mineração off b) A tecnologia utilizada em países com maior tradição na recuperação mineral em fund c) O efeito dessa actividade sobre o ambiente e a sua prevençã d) O efeito sobre as outras formas de aproveitamento do e) A forma específica de demarcação das áreas e de fiscalização do acesso às zonas restritas e de seguran A r t i g o 2 5 (Investimento e Atribuição de Direitos) 1. 3. A determinação das áreas de concessão de direitos mineiros em fundos marinhos é feita com recu geológicos e levantamentos geodésicos que exis 2. S u b S e c ç ã o I I Mineração em Fundos Marinhos A r t i g o 2 4 (Regime Legal) 1. pesqui exploração e comercialização de recursos minerais à escala industrial. da tutela e de outras instituições do Estado com compet nos termos deste código.território nacional. Enquanto não forem realizados estudos geológicos e levantamentos geodésicos dos fundos marinhos pa a determinação das áreas e a atribuição de direitos é feita mediante estudos individualizados a realizar depois de aprovados e demarcados pe autoridades competentes. que assumirá o papel de concessionária uma instituição pública autónoma. definidos neste código complementar. serão regula aprovadas pelo Conselho de Ministros. pesquisa. incluindo a plataforma continental e zona económica exclusiva. As regras aplicáveis à atribuição e exercício de direitos mineiros de prospecção. investigação e exploração de recursos minerais em obedece aos planos de exploração dos fundos marinhos que 3. avaliação e exploração de recursos minerais no solo e subsolo. Quando houver sobreposição de áreas para a exploração mineral em fundos marinhos de minerais de e . o mercado. A atribuição dos direitos de prospecção. pertencem ao Esta exercidos em exclusividade por uma empresa pública específica. a saúde pública e haja necessidade de existir um representante do Estado para t relacionado com o investimento privado. 4. As competências específicas das concessionárias nacionais e das inst ituições públicas reguladoras nã poderes e competências genéricas do Governo.

nos termos previstos neste código para as comunidades locais. No domínio da investigação geológicomineira constituem competências do Governo a a) Execução da cartografia geológica do território nacional. O Cadastro Mineiro a nível nacional funciona subordinado ao ministério da tutela responsável pelo l actividade mineira. funcionando como extensões especializadas do cadastro mineiro nacional. nos termos gerais da arrecadação de rece A r t i g o 3 3 (Informação Geológica e Confidencialidade) O acesso geral à informação geológica prestada pelas entidades referidas neste artigo está sujeita a termos da lei. 2. no âmbito dos seus programas contratuais ou dos respectivos títulos d 4. independentemente do seu objecto. A informação geológicomineira sobre os recursos minerais existentes no território nacional é proprie ficando a entidade terceira que for contratada para realizar os estudos respectivos interdita de dispor diferentes daqueles para os quais for autor 2. O ministério da tutela pode autorizar que sejam criadas estruturas cadastrais nas direcções provinc tutela. 2. geofísicos que forem necessários para a cartografia geológica do território nacional e a sua caracterizaçã 3.a preferência por um ou por outro é feita tendo em conta os interesses públicos relativos às explorações termos definidos neste código. 2. A r t i g o 3 1 (Propriedade da Informação Geológicomineira) 1. os agentes desses ramos de actividade podem reclamar os d de protecção previstos no presente código para as com 3. que funcionarão subordinadas e em coordenação com o cadastro 4. nos termos definidos no artigo 100º (sobre Pedidos de Informa para Concessão). Registos e Publicações A r t i g o 3 4 (Cadastro Mineiro) Cadastro mineiro é o conjunto de actos de registo e gestão do processo de licenciamento de actividade . local e junto das concessioná 2. C A P Í T U L O I INFORMAÇÃO GEOLÓGICA E CADASTRO MINEIR S e c ç ã o Investigação e Informação GeológicoMineira A r t i g o 2 9 (Entidades Competentes) 1. a exercer tal actividade sob dependência Cadastro Mineiro. escavações e perfurações. publicação e divulgação da informação geológicomineira d) Realização de estudos geológicos. conforme seja classifica responsabilidade penal e civil nos termos da lei. estratigráficos. sendo obrigatório garantir o nível de confidencial idade das mesmas. Quando o pedido de concessão para a actividade mineira em fundos marinhos recair sobre uma área usada para actividade turística ou de pesca. A investigação geológicomineira e a produção de informação geológica competem ao Governo. 3. S e c ç ã o I Cadastro Mineiro. e das suas est ruturas d podendo ser autorizadas outras entidades. podendose. paleontológicos. nacionais ou estrangeir acordos de cooperação internacional; b) Guarda e controlo da informação geológica n c) Compilação. são obrigadas a comunicar mesmos ao ministério da tutela. remetendo osteriormente àquele órgão as informações e dados obtidos. atra públicos de cadastro geológico e mineiro. As entidades autorizadas a realizar estudos geológicos são obrigadas a prestar ao Cadastro Mine regulares sobre o trabalho realizado e a fazer entrega de toda a informação geológi 3. As entidades que executarem trabalhos de sondagem. públicas ou privadas. A r t i g o 3 2 (Acesso à Informação Geológica) 1. A informação a que se refere o número anterior será fornecida mediante o pagamento dos emolumen cubram os serviços prestados e o custo dos trabalhos realizados. As instituições de ensino e de investigação científica podem realizar estudos geológicos. mediante protocolos de cooperação com o Cadastro Mineiro. abreviadamente Cadast ro Mineiro. bem como de geofísi fora do âmbito de um título mineiro. As negociações entre os agentes da actividade turística ou piscatória e a empresa mineira podem ser fe a um corpo de arbitragem. A r t i g o 3 0 (Organização e Subordinação do Cadastro Mine 1. cristalográficos. Sempre que devidamente requerido. As concessionár ias nacionais possuem est ruturas cadast rais vocacionadas para o tipo de mineral so exclusiva. O Cadastro Mineiro organizase segundo os níveis nacional. o Cadastro Mineiro fornecerá aos interessados em realizar estud informação geológica pertinente disponível. quando não se possuir capaci financeira própria. recorrer a contratos com empresas idóneas especializadas. As entidades concessionárias de direitos mineiros para a pesquisa e prospecção de recursos minerais estudos geológicos. petrográficos.

A r t i g o 3 6 (Troca de Informação entre Instituições) 1. Havendo sobreposição de áreas mineiras registadas ocorridas de boa fé. CA P Í T ULO I I DOS DIREITOS MINEIROS S e c ç ã o Disposições Gerais A r t i g o 4 1 (Propriedade dos Recursos Minerais) Os recursos minerais existentes no solo. A r t i g o 4 2 (Propriedade dos Produtos da Mineração) Os minerais e os produtos da mineração explorados e extraídos de acordo com as regras deste código . prevalecendo os direitos atribuídos em primeiro 5. A sobreposição é de boa fé quando ocorre sem intenção de prejudicar e tenha ocorrido observando legais. total ou requerente diferentes. Compete ao Governo aprovar as normas de funcionamento do registo mineiro e os respectivos trâmites. entre outra. Há sobreposição de áreas mineiras registadas quando uma mesma área geográfica é concedida.nacional. 2. cabendo a iniciativa judicial à parte que se se depois de obtidos os indícios ou a prova da má fé ou do dolo. São publicados na III Série do Diário da República todas as decisões sobre actos que resultem d aprovação do ministério da tutela. ou num dos jornais de maior circulação no país. originária do Estado e fazem parte do seu domínio público. na exclusiva e nas demais áreas do domínio territorial ou marítimo sob jurisdição da República de Angola. São publicadas na I Série do Diário da República todas as decisões sobre actos que resultem da interven do Conselho de Ministros. A r t i g o 3 7 (Armazenamento de Informação) O cadastro mineiro deve organizar e dispor. A decisão sobre disputas resultantes de sobreposição de áreas mineiras registadas assenta no critério das concessões. digital. 2. conforme o que se mostrar mais apropriado para a sua eficaz publicidade. As restantes decisões sobre actos que careçam de publicação exigida pelo presente código ou pela le serão publicados na III Série do Diário da República. competindo ao ó pelo cadastro definir as normas respectivas de requisição. com base em informação electrónica. t extinção de direitos mineiros. as decisões em que se onsubstanciam os respectivos actos devem 2. 3. A r t i g o 4 0 (Sobreposição de Áreas Registadas) 1. autorização e acesso. a competência para decidir é Ministros. quando se trate de minerais estratégicos ou de investimentos de valor da alçada deste órgão d ministro da tutela. no subsolo. A r t i g o 3 9 (Publicidade dos Actos de Registo) 1. gráfica ou textual. modificação. Os processos de atribuição. O modo como a informação é trocada e a periodicidade é objecto de um protocolo estabelecido entr competentes. ou em nos locais apropriados. Havendo sobreposição de áreas mineiras registadas de má fé ou com dolo. sem prejuízo das competentes sanções di elas houver lugar. e de má fé ou com dolo quando é feita com intenção de prejudicar e conseguida com uso de 3. nos outros caso 4. modificação. é competente para dir tribunal da comarca onde se situam as áreas sobrepostas. A r t i g o 3 5 (Registo Mineiro ) 1. nas águas territoriais. 4. na plataforma ontinental. Tendo em vista dar a conhecer publicamente os resultados dos processos de atribuição. devendo aqueles reciprocamente forne relevantes sobre o uso e aproveitamento da terra para fundiários e agrícolas ao Cadastro Minei 2. transmissão e de extinção de direitos mineiros são regista Mineiro. O Cadastro Mineiro presta regularmente informação relativa às áreas mineiras outorgadas aos órg responsáveis pelo registo e cadastro fundiário e agrícola. da seguinte informaç a) Áreas vedadas à actividade mineir b) Áreas requeridas para o exercício de direito mineiros e nome dos seus c) Áreas outorgadas e dados sobre o título de outorga d) Áreas livres; e) Áreas declaradas legalmente reserva púb f) Áreas para exploração mineira artesan g) Outras áreas que exijam autorização especial; A r t i g o 3 8 (Acesso à Informação Registada) É permitido o acesso do público interessado à informação registada no cadastro mineiro.

sendo reconhecido ao conce descobriu o direito a um prémio correspondente a 50% do valor dos minerais. . que. os direitos mineiros executados serão adjudica preço. Caso se trate de minerais estratégicos ou sujeitos a regime especial. pela constituição do penhor. por simples inspecção do terreno. Vencida e não paga a dívida e requerida pelo credor pignoratício. do mesmo modo. como tal definidos neste código. em igualdade de 2. O concessionário não perde. A r t i g o 4 3 (Concurso de outros Minerais) 1. S e c ç ã o I Natureza Jurídica dos Direitos Mineiros A r t i g o 4 6 (Autonomia Jurídica dos Direitos Mineiros) Os direitos mineiros são autónomos. Perdida a titularidades dos direitos mineiros nos termos do número anterior. em concurso organizado pelo órgão da tutela. na falta dessa entidade. nem por novo. A r t i g o 4 7 (Transmissibilidade dos Direitos Mineiros) 1. a venda do a esta o disposto nos artigos___º e____º da presente código. Pela falência ou dissolução a sociedade titular dos direitos mineiros perde a sua titularidade. num prazo não superior a 30 dias após a sua 3. fora das áreas já conc recursos minerais que o órgão competente da tutela comprove terem interesse económico. os bens do concessionário afec mineira exercida ao abrigo daquela concessão serão executados para pagamento das dívidas a ela re preferência para os credores pignoratícios. nacional ou estrangeiro. dos direitos de propriedade do solo onde os mesmos são explorados e dos bens sobre ele existentes. são cobertos pelos títulos atribuídos para o m excepto quando se tratar de minerais estratégicos ou em regime especial. adstrito ao cumprimento de todas as obrigações legais e 4. A r t i g o 5 0 (Efeitos da Penhora) 1. terá direi pecuniário. 3. A r t i g o 4 5 (Descoberta Casual de Minerais) Qualquer cidadão. A falência e a dissolução de sociedades comerciais ou outras entidades empresariais titulares de direi reguladas pelo Código das Sociedades Comerc 2. casos em que serão aplic definidos neste código e na legislação specífica. podem ser dados em garan são susceptíveis de penhora. cessa a titularidade dos direitos mineiros 2. A r t i g o 4 8 (Falência e Dissolução de Titulares de Direitos M 1. Os documentos a que se refere o artigo 682º do Código Civil são substituídos pela entrega ao credo públicaforma do título e do contrato de concessão de direitos mineiros 3. A r t i g o 4 4 (Regime Jurídico dos Minerais Acessórios) Os minerais acessórios. devendo ser tratados juridicamente como distintos de outros direitos. nos termos deste código. nos termos da 2. a definir pontualmente pelo órgão de tutela.complementar são propriedade do titular a quem tenham sido atribuídos os respectivos direitos mineiro lei. Os direitos mineiros são transmissíveis em vida ou por morte do seu titular. ao órgão de tutela. podendo adjudicados a outras entidades. reunindo os requisitos legais e regulamentares exigidos. A r t i g o 5 1 (Proibição de Arresto) Não é permitido o arresto de direitos mineiros. nos term gozando do direito de preferência face a outros pretendentes. Os direitos mineiros só podem ser dados em penhor para efeito de garantia dos créditos contraídos pe para financiar as actividades geológicomineiras objecto do título de 2. os mesmos poderão se concorrente que. A descoberta de minerais que concorram com os minerais titulados deve ser notificada ao órgão concessionária nacional. com a consequente concessão dos direitos penhora do presente código. Quando das operações mineiras ocorrer a descoberta de outros minerais não incluídos no respectivo títu poderá o concessionário requerer que os direitos mineiros sobre os mesmos lhe sejam atribuídos. os minerais encontrados se concessionária nacional ou. nos termos deste 3. Os direitos mineiros oferecidos em penhor não podem ser transmitidos pelo respectivo titular. Sem prejuízo para os direitos dos credores preferenciais. a posse nem o exercício dos direitos mineir ficando. apresentar a proposta de preço A r t i g o 4 9 (Penhor e Hipoteca) 1. Excluemse do regime estabelecido no número anterior os direitos mineiros para o desenvolvimen mineira artesanal. sem a prévia autorização expressa do credor pig 5. Em caso de penhora. Havendo a cessação da titularidade dos direitos mineiros por penhora.

a fauna. notificar os interessados para que possam solu de risco no prazo de 30 di 3. A r t i g o 5 5 (Rescisão) 1. por factos resultantes de incumprimento de acto código mandados executar pela autoridade competente. O incumprimento pelos concessionários das obrigações legais ou resultantes do contrato ou do títul punível com qualquer das sanções administrativas previstas na presente código e na legislação complem ser invocada como fundamento de rescisão em caso de 3. O órgão de tutela pode ordenar a suspensão das operações mineiras em caso de risco grave para a vid das populações.como tal específica e expressamente a ela b) Inviabilidade técnicoeconómica superveniente do pro c) Incumprimento das obrigações legais ou as resultantes do contrato ou do título d d) Suspensão ou redução das operações mineiras. O órgão de tutela deve. Artigo 56º (Resgate) 1. no prazo de até 8 4. A rescisão por parte do concessionário de direitos mineiros é feita nos termos prescritos no n. g) Reconhecimento. A r t i g o 5 3 (Causas de Extinção de Direitos Mineiro Os direitos mineiros extinguemse por qualquer das seguintes a) Caducidade; b) Rescisão do contrato ou revogação do título de c c) Resgate; d) Acordo entre as partes contratuais. serão consideradas como in contrato de concessão e susceptíveis de penalidades nos termos da lei. indicando os m rescisão. A r t i g o 5 4 (Caducidade) Os direitos mineiros caducam nos seguintes a) Pelo decurso do prazo devigência do título de c b) Por se terem concluído antes do prazo as operações mineiras ou esgotados os recursos minerais objec devidamente comprovado pelo órgão de tut c) Por falência do titular dos direitos mi d) Por dissolução da sociedade concessionária. sanção prevista no presente código ou na legislação comp 2. Constituem fundamento de rescisão do contrato de concessão ou de revogação do título de concessã a) Factos que. cu . que deverá informar ao órgão de tutela as medid ultrapassar a situação. que não forem determinados por razões de força maior ou quaisquer outras razões atendívei diploma de concessão.º 3 dest necessárias adaptações. da presente código ou da legislação complementar. pelo contrato ou pelo título . prospecção. a salubridade dos locais de trabalho. Em casos de risco grave para a vida e a saúde das populações e dos trabalhadores. pesquisa e avaliação ou exploração de recursos minerais não incluídos título de concessão; h) Impossibilidade absoluta das prestações contratuais e outras 2. A falta de decisão neste prazo significa indeferimento da resp argumentos. A rescisão por iniciativa do Estado é precedida de uma notificação do concessionário. arbitrandose um pr partir da data da notificação para responder e exercer o direito de 4. A concessão poderá ser resgatada por razões de utilidade pública.S e c ç ã o I I Suspensão e Extinção de Direitos Mineiros A r t i g o 5 2 (Suspensão das Operações Mineiras) 1. por período superior a f) Condenação pelo crime de desobediência qualificada. com legalmente; b) Quando tiverem sido descobertos recursos minerais estratégicos ou sujeitos a regime especial. bem como os fundamentos de facto e as provas da existência dos mesmos. antes de ordenar a suspensão. ou no contratos; e) Suspensão das operações mineiras por motivo de força maior. O órgão de tutela pode. para a segurança das minas. o ambiente. ou para a segur obrigação de suspender impende sobre o concessionário. nos termos do Artigo 213º (sobre Não Cumpri Administrativas). A suspensão das operações mineiras ou a redução dessas actividades abaixo do nível estabelecid trabalho. autorizar a suspensão ou redução das operações mineiras por um determin não comprometa a revitalização das operaçõ 5. 5. cabendo recurso d termos gerais do direito administrativo. a pedido do concessionário e por razões de natureza técnica e económ justificadas pelo requerente. fora das condições estabelecidas neste código. sendo competente para dirimir eventuais conflitos o foro judicial da comarca s tutela. mediante justa indemnização ao con seguintes casos: a) Quando a concessão passar a fazer parte de urna área de utilidade pública. O órgão de tutela aprecia os argumentos de defesa e decide no prazo de 60 dias.

a saúde e a segurança no trabalho. no valor primitivo e no prazo de 30 dias. O resgate da concessão é da competência exclusiva do Conselho de Ministros. Artigo 62º (Caução) 1. 4. A caução deverá ser reposta pelo concessionário. Sempre que possível. a assunção pelo Estad concessionário resultantes das actividades geológicas e mineiras e a subrogação nos respect 3. prospecção.revista de maior interesse para a economia n c) Nos demais casos previstos na 2. para calcular a indemnização devida deverá atenders factores: a) Valores dos investimentos realizados; b) No resgate de concessão para exploração. sem prejuíz presente diploma e na demais legislação aplicável. da Administração Pública. O resgate implica a substituição do concessionário pelo Estado. 5. definidose as condições da extinção. O titular de direitos mineiros deve promover as acções de formação necessárias em matéria de h segurança no trabalho. bem como para uma correcta utilização das máquinas. revertem a favor do construções levantadas e outras benfeitorias realizadas pelos concessionários nos terrenos abrangidos pel ela afectos. Emprego e Segurança Social e da Saúde. ser exigido aos requerentes o adiantamento de preparos. Saúde e Segurança no Trabalho A r t i g o 5 9 (Regulamentos) As medidas destinadas a proteger a higiene. sempre q mesma. Para garantia do pagamento de taxas. No resgate de concessão para prospecção. O valor da caução na fase de reconhecimento. Compete aos ministros das finanças e da tutela aprovar o valor das taxas e dos emolumentos a que se anterior. O disposto no número anterior não exclui que nos termos legais seja estabelecida uma caução para danos ambientais. incluindo os imóveis adquiridos para o exercício de direitos mineiros. o concessionário que vir o seu direito resgatado nos termos da alíne presente artigo terá a possibilidade de participar na nova 4. assim como ao lucro médio estimado para os 10 an exploração. for efectuado algum pagamento devido por obrigação contratual 6. 3. É obrigatório participar ao ministérios da tutela e da Administração Pública. por proposta do órgão de A r t i g o 5 7 (Extinção por Acordo entre as Parte Quando a extinção dos direitos mineiros resultar de acordo entre as partes. os termos do respectivo reduzido a escrito e assinando pelas entidades com a qualidade das que intervieram na assinatura concessão extinto. nos termos a determin tutela. deverão constar de um regulamento próprio a aprovar pel tutela da Geologia e Minas. A caução será prestada por garantia bancária. emolumentos e de outras despesas pode. C A P Í T U L O I RESPONSABILIDADES DOS TITULARES DE DIREITOS MIN S e c ç ã o Higiene. o valor do investimento realizado na fase de prospecção recuperado; c) Valor dos bens referidos no número anterior. extinta a concessão. dos materiais e dos utensí 2. ou qualquer outra forma de garantia adm 5. Aos titulares de direitos mineiros de prospecção ou exploração de recursos minerais à escala industri prestação de uma caução para garantia do cumprimento das obrigações 2. As despesas decorrentes da publicação dos actos são custeadas pelos 4. bem como a preve profissionais e acidentes nos locais de trabalho. a seu pedido. pesquisa e avaliação será de até 2% (dois po do investimento e na fase de exploração este valor será de até 4% (quatro . com transmissão para este da posse e d todos os bens. A r t i g o 5 8 (Destino das Benfeitorias) Salvo se de outro modo for convencionado entre as partes. O depósito da caução é feito a favor do Estado e a gestão da caução será nos termos que o Ministé definir. 3. Os serviços prestados a entidades terceiras pelas instituições públicas na realização dos actos e proced e burocráticos previstos no presente código e na legislação complementar estão sujeitos a emolum 2. Emprego e Segurança So acidentes de trabalho e as doenças profissionais ocorridos no exercício das actividades geológicas e min relatórios semestrais a entregar no órgão local da administração do emprego e segu S e c ç ã o I Responsabilidades Financeiras A r t i g o 6 1 (Taxas e Emolumentos) 1. A r t i g o 6 0 (Formação e Informação) 1.

Os titulares de direitos mineiros estão especialmente obrigados a observar o seguin a) Cumprir as obrigações decorrentes do estudo de impacto ambiental e do plano de gestão ambiental. A r t i g o 6 7 (Cláusulas Obrigatórias) 1. os titulares de direitos mineiros devem solic da tutela a vistoria da respective área das operações mineiras. Antes de abandonar definitivamente a área da concessão. Para efeito de desenvolvimento de projectos mineiros a Avaliação do impacto Ambiental. Protocolo de Cartagena. São ainda aplicáveis actividade mineira os instrumentos internacionais em matéria de ambiente subscritos por Angola. nem. 3. da Lei dos Recu Aquáticos. com a elaboração dos respectivos relatórios f) Elaboração de programas de reabilitaç g) Plano de abandono de sítio . não pode deix os seguintes aspectos: a) Avaliação dos efeitos do projecto sobre o ambiente. designadamente.7. das normas sobre avaliação de impacte ambiental; 3. ou a sua recuperação para usos alternativos. Os titulares de direitos mineiros devem zelar pela conservação e protecção da natureza e do ambien respectivas normas legais e regulamentares 2. designadamente. Os titulares de direitos mineiros devem. correntes de água e lagoas. A r t i g o 6 5 (Obrigações Ambientais dos Titulares de Direitos Mi 1. Durante a aprovação de normas complementares à regulação da questão ambiental na act ividade mine tada a adopção de regulamentação que actua como barreiras desnecessárias para o comércio e invest sempre ser tida em conta a relação entre os ricos para ambiente e as vantagens que actividade mineira as comunidades. à h) Informar as autoridades sobre qualquer ocorrência que tenha provocado ou seja susceptível de ambientais. As actividades geológicas e mineiras devem processarse de acordo com as normas técnicas e reg racionalidade mineira. Sem prejuízo do estabelecimento de normas ambientais específicas à act ividade mineira. de Lei de Águas. proceder à estauração recuperação paisagística. de qualquer outro modo. depois de terminados os trabalhos. conforme previsto pelo estudo de impacte 3. sem o qual a assinatura se consid S e c ç ã o I I Preservação do Ambiente A r t i g o 6 3 (Legislação Aplicável) 1. utilizando os meios adequado d) Não reduzir. 2. constituindo o documento de prova condição legal para a assinatura do contrato pelo órgão competente. a Convenção da iodiversidade. a qual se fará nos termos do plano de abandono das operações mineiras aprovado pelo órgão de tutela nos termos deste código. A r t i g o 6 6 (Avaliação do Impacto Ambiental) 1. resíduos e radiaçõ exploração e nas zonas circundantes; c) Prevenir ou eliminar a contaminação das águas e dos solos. na medida do possível. inclu acções preliminares como desvio de ri b) Ter em consideração o impacte social dos p c) Elaboração de um plano de gestão amb d) Criação de um programa de acompanhamento am e) Prever a realização auditorias ambientais. A r t i g o 6 4 (Restauração e Recuperação de Solos) 1. prejudicar o abastecimento normal de água à e) Executar as operações mineiras de forma a assegurar a estabilidade f) Reduzir o impacto do ruído e das vibrações a níveis aceitáveis determinados pelas autoridades comp usar explosivos na proximidade das povoaçõ g) Não lançar ao mar. por forma a permitir.º do Decreto n. n estabelecidos; b) Tomar as medidas necessárias para reduzir a formação e propagação de poeiras. a ser aprovado conjuntamente pelo Ministro do Ambien 2. Sem prejuízo do disposto no presente Código. resíduos contaminantes nocivos à saúde humana. bem como as Estratégias e Programas Sectoriais Nacionais e Regionai Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Não se aplica à indústria mineira a aprovação tácita da Avaliação do Impacte Ambiental previsto no n. As cauções deverão ser entregues antes da assinatura do contrato. A aprovação da Avaliação do Impacto Ambiental (AIA) feita pelo operador mineiro é condição pr aprovações necessária à obtenção dos direitos mi 2. Agend Internacional sobre os Resíduos. os titulares dos direitos mineiros devem observar a preservação do ambiente na actividade mineira. ambiente. a estauração dos solos para o destinavam antes de iniciadas as actividades mineiras. em observância da Lei de Bases do Ambiente.º 51/04. o apro minerais deve ser feito. desde os estádios iniciais da actividade. de 23 de Julho.

a todos os níveis. sempre que tais terrenos pertençam ao domínio público do Estado e não estejam determinados. A r t i g o 7 0 (Protecção da Flora e da Fauna Sempre que seja desenvolvida actividade mineira numa área de comprovado potencial vegetal ou an realizados estudos e criada uma base de dados sobre a biodiversidade local. A r t i g o 6 8 (AutoRegulação e Responsabilidade dos Operadores) 1. formação e qualificações em matéria de gestão ambiental nas opera 3. reforçar as infraestru sistemas de informação. Artigo 72º ( Regras sobre o Ordenamento Urbano e Ter 1. 2. de modo a perm qualidade da mesma. Devem ser aproveitadas e adaptadas as vias de acesso que não sejam necessárias para o Projecto. As comunidades devem participar nos processos de tomada de decisões que a Avaliação do Impacte poderem vir a afectar o ambiente da zona em que habitam.h) Encargos financeiros ambientais; i) Garantia financeira dos encargos ambient j) Planos de uso de águas; k) Planos de gestão de resíduos l) Controlo de substâncias perigosas. procurando reduzir ao m negativo das infraestruturas da actividade mineira na p Secção IV Responsabilidades sobre o Uso e Aproveitamento do Solo A r t i g o 7 3 (Utilização dos Solos) 1. pessoal e formação implementar os planos ambientais. Os operadores mineiros devem criar as bacias de decantação para sedimentos retirados durante a fas do minério. pode ser revisto. Em função dos resultados das auditoria. fixadas nos termos do número 1 do a 5. devem ser encerradas. 3. para correc que não assegurem a implementação da política ambiental da empresa. referido no nº 2 deste artigo. 2. Só depois de suprido o consentimento referido no número anterior o titular dos direitos mineiros e proceder aos trabalhos de investigação geológicomineira que impliquem a utilização d 4. Devem ser criados circuitos de reciclagem de água permitindo o reaproveitamento da mesma nas produção. devendo ser informadas das medidas que o ti mineiros pretende tomar para evitar ou mitigar eventuais prejuízos decorrentes da exploração 2. ma possam ser aproveitadas para assentamentos populacionais. Na fase de exploração. o direito de os utilizar e aproveitar nos termos e para os fins constantes das alíneas c) e) f) 93º (sobre direitos dos Titulares). os habitantes da área da concessão e outr devendo realizarse ao longo da execução do projecto. não chegando o concessionário a acordo com os donos ou possuidores dos t . Cabe às empresas. contra o pagamento das taxas de superfície 2. com a recuperação cobertura vegetal e aproveitamento das infraestruturas. considerase suprido o onsentimento o d anual e da caução provisória. Os operadores da indústria mineira podem adoptar mecanismos de au como códigos de conduta e regras internas das empresas em matéria ambiental. Para além do acordo expresso. A consulta da comunidade inclui as autoridades locais. Devem ser feitas análises regulares da água em diversos pontos dos rios da concessão. mas confere aos titula mineiros respectivos. evitando deste modo a poluição e/ou assoreamento dos rios e lagoas de forma a garantir a qua 2. em colaboração com os organismos competentes do Estado. A concessão de direitos mineiros não implica a transferência da propriedade sobre as áreas atribuídas p geológicomineira ou sobre os terrenos onde se localizam as jazidas minerais. A r t i g o 7 1 (Protecção dos Recursos Hídricos) 1. Sendo os terrenos pertença de particulares ou do domínio privado do Estado ou de pessoas colectivas d os titulares de direitos mineiros só poderão utilizálos ou aproveitálos com o consentimento dos respec possuidores e nos termos autor izados ou convencionados entre 3. estradas e dos terrenos para o cultivo em comunidades. o sistema de gestão ambiental. rec responsabilidade na gestão ambiental e assegurar que são disponibilizados recursos. Os operadores Devem ainda criar condições para que os trabalhadores. mediante compensação a negociar entre órgão do Estado responsável pelas obras púb 3. contando com a parceri especializadas. As zonas onde a prospecção não tiver resultados positivos. que prevejam m favoráveis à preservação do ambiente do que as regras sobre a matéria em vigor na República de Angola não contrariem as regras sobre a matéria existentes neste código e noutra 4. As dimensões e ordenamento dos estaleiros devem ser criteriosamente fixadas. A r t i g o 6 9 (Participação das Comunidades na Preservação do Am 1.

constituídas nos termos da presente código. correspondente à respectiva utilização durante as operações de prospecção e/ou de expl caução que garanta o pagamento dos prejuízos que aquelas operações possam vir 2. 5. A r t i g o 7 8 (Fixação de Renda Anual e de Caução por Ocupação de 1. ou a sua recuperação para usos alternativos. à fixação provisória da renda anual. e a serem indemnizados pelos prejuízos que lhes causarem. na medida do possível. Artigo 74º (Servidões) 1. po direitos mineiros de prospecção e/ou de exploração requerer aos ministros que tutelam a actividad actividades exercidas pelo dono ou possuidor da terra que. que as substitua. 2. devem os titulares dos direitos de prospecção trata entulhos e tapar as sanjas. As operações de extracção dos recursos minerais e de tratamento dos minerais extraídos devem efectu não comprometer a reintegração paisagíst ica. Na fixação da renda referida no número anterior deverá terse em consideração o rendimento líquido e cuja utilização possa vir a ser perturbada. execução e m uso de explosivos. sem prejuízo da possibilidade de o ministério da sua constituição precária. as operações não poderão iniciarse sem o concessionário os adquirir expropriação por utilidade pública. ambiente. abstendose de criar entraves injustificad de investigação geológicomineira. O valor da caução a ser fixado deve ter em conta a renda estabelecida nos termos do número anterior. As actividades geológicas e mineiras devem processarse de acordo com as normas técnicas e reg racionalidade mineira. 3. 2. Na falta de acordo com os donos ou possuidores dos terrenos a que se refere o artigo anterior. A r t i g o 7 5 (Protecção dos Solos e da Paisagem 1.dentro da área demarcada. Da decisão do territorialmente competente cabe recurso. As servidões. transporte. Se o titular dos direitos sobre o terreno não concordar com os valores fixados. a restauração dos solos para o destinavam antes de iniciadas as actividades mineiras. conforme previsto pelo estudo de impacte 3. cessam com a extinção dos direitos mineiros dos quais foram constituídas. raest ruturas que previsivelmente venham a ser danificadas ou 4. com efeito meramente devolutivo. por forma a permitir. a recuperação dos solos e o seu futuro aproveitamento. que decidirá de harmonia com os preceitos do Artigo 1425º do Código do Pro as adaptações necessárias à natureza do pedido. proceder à restauração recuperação paisagística. S e c ç ã o V Responsabilidades Quanto ao Uso de Explosivos A r t i g o 7 9 (Regime aplicável) 1. ou prejudicada para a actividade a afecta. A r t i g o 7 6 (Restauração e Recuperação de Solos) 1. concluídos os trabalhos. que devem constar do Plano de Exploração da Mina. procurando devolver aos terrenos à sua antiga 2. mas deverão ter na devida interesse relativo da produção mineira para a economia nacional. A r t i g o 7 7 (Deveres e Direitos dos Possuidores de S Os possuidores ou proprietários de solos têm direito a uma renda pelo tempo que durarem as actividades de prospecção. como também as demais previstas na lei que se considerem necessárias respectiva actividade mineira. o qual deverá ser aprovado pelo Conselho de Ministro A aquisição. armaz de substâncias explosivas para uso na actividade mineira são regulados pelas leis e regulamentos actualm aplicadas pela Polícia Nacional. A r t i g o 8 0 (Explosivos Permitidos na Actividade Mineira . Em cada mina deverão ser adoptadas técnicas e medidas de segurança no planeamento. Antes de abandonar definitivamente a área da concessão. Os titulares de direitos mineiros devem. reco territorialmente competente. É concedida aos titulares de direitos mineiros a faculdade de obterem servidões para seu benefício. As operações de prospecção devem ser executadas por forma a perturbar o menos possível o uso norma seus donos ou possuidores e. poços e trincheiras. os titulares de direitos mineiros devem solic da tutela a vistoria da respective área das operações mineiras. As servidões serão constituídas nos termos da lei geral. ou deixada de ser utilizada. referido no número 1 deste artigo. 3. poderá. ab as servidões de passagem. ou por diploma específico mediante proposta do Ministério do Interior e tutela. a qual se fará nos termos do plano de abandono das operações mineiras aprovado pelo órgão de tutela nos termos deste código. nos termos da lei. no prazo de 15 data de notificação do despacho conjunto dos ministros. 2. de acordo com o seu prudente arbítrio Despacho Conjunto. depois de terminados os trabalhos.

havendo em cada frente e em 4 picadores e 4 ajudantes. mediante autorização prévia do Comando Geral da Polícia Nacional. pela empresa concessionária respectiva. instalação e lotaçã . r licenciados e fiscalizados pelo órgão competente da Policia Nacional. O plano de fogo referido no número anterior deste artigo deve ser previamente submetido à aprovaç Geral da Polícia Nacional. A construção dos paióis e paiolins obedece aos critérios de construção. integram a categoria de a) Os paioneiros; b) Os encarregados e subencarregados de escav c) Os capatazes; d) Os picadores e carregadores de fogo e seus a e) Os electricistas das linhas de tiro e seus a 2. A r t i g o 8 5 (Segurança do Pessoal de Fogo) 1. A r t i g o 8 1 (Aquisição. A Cédula de Operador de Explosivos pode ser retirada pela entidade emitente quando o operado incompetência evidente ou desrespeite as regras estabelecidas sobre o uso de explosivos na actividade mi A r t i g o 8 3 (Requisitos do Operador de Explosivos) . transporte e uso de produtos explosivos.O operador de explosivos deverá satisfazer as seguintes c a) Ser angolano com mais de 18 b) Não ter antecedentes criminais; c) Oferecer boas garantias de ordem pública e mo d) Possuir como habilitação mínima o terceiro e) Ser para este fim designado pelo director técnico da 2. num prazo que não exceda 5 anos. bem como as caixas ou bolsas para transporte de explosivos ou ac devem ser listados com tinta fluorescente vermelha. é obrigatória a execução. A r t i g o 8 4 (Pessoal de Fogo) 1. A r t i g o 8 8 (Classificação e Licenciamento dos Paióis e Pa 1. O emprego de produtos explosivos na actividade mineira só pode ser efectuado por operador de expl com a Cédula de Operador de Explosivos. que não dificultem os movimentos no acendimento do rastilho e abrigos; b) Não usar calçado com cordas ou com biqueiras c) Dispor de sacola de couro ou de lona para transporte de 2. Durante o manuseamento das substâncias explosivas e acessórios de fogo. podendo apres ou encartuchadas. A r t i g o 8 2 (Operador de Explosivos) 1.As substâncias explosivas permitidas na actividade mineira são as pólvoras e os explosivos. de um programa operadores de fogo angolanos que substituam o operador estrangeiro. Os capacetes do pessoal de fogo. sob pare da tutela. 3. Nenhuma explosão poderá ser provocada sem que o operador de explosivos verifique que todos os trab convenientemente protegidos. Aos fiscais oficiais determinados pelo Comando Geral da Polícia Nacional é fornecida a relação nominal se refere o número um deste artigo. capaz de proporcionar boa visibilidade de dia e de noi A r t i g o 8 6 (Condições de Disparo) 1. Todas as operações de manuseamento de substâncias explosivas e acessórios de fogo na indústr executadas exclusivamente pelo operador de explosivos que cumpra os requisitos estabelecidos 2. Cada picador ou carregador de fogo não pode ser auxiliado por mais de u 3. que os acessos estão devidamente vigiados e que não haja o risco de pesso atingidos. A r t i g o 8 7 (Armazenamento) Os explosivos e os detonadores são obrigatoriamente armazenados separadamente em paióis e paiolins. Neste caso. Para efeito do presente código. o pessoal de fogo deve tom medidas de protecção mínimas: a) Usar capacete e vestuário apropriados. duração. Transporte e uso de Produtos Explo A aquisição. o Comando Geral da Polícia Nacional p maior número de picadores e ajudantes. Excepcionalmente. a qual deverá estar sempre actualizada. Em cada mina onde seja necessário o uso de explosivos deve ser elaborado previamente o respectivo p acordo com as regras e princípios específicos sobre a 2. o pessoal de fog nacionalidade estrangeira. Em caso de grandes frentes de trabalho. pólvoras e artifícios de iniciação deve ser f devidamente habilitado e carece de autorização do Comando Geral da Policia Nacional. emitida pelo Comando Geral da Políc 3. quando não haja técnicos nacionais com habilitação para o efeito.

observadas as regras para a sua constru número anterior. avaliação o . a não ser das que resultem expressamente das normas dest legislação complementar; d) Os títulos para a exploração dos recursos minerais são atribuídos em regime de exclusividade. nos termos deste código e da resta apoio necessário para a realização das actividades mineiras e o respeito pelos direitos a e f) Aos titulares de direitos mineiros é garantido o direito de dispor e comercializar livremente o produt observadas as regras e procedimentos estabelecidos neste código e em legislação complementar sobre a m A r t i g o 9 3 (Direitos dos Titulares) 1. de acordo com o regulamento sobre o uso de explosivos na ac aprovado por esta instituição. para a prospecção ou exploração de recursos minerais aplicáveis na co d) Senha Mineira. prospecção. prospecção. podendo nos termos deste código; e) Os órgãos do Estado prestam aos titulares dos direitos mineiros. A r t i g o 8 9 (Condições de Armazenamento) Todas as estruturas utilizadas para o armazenamento de substâncias explosivas devem obedecer aos seg mínimos obrigatórios: a) Ser uma construção em betão e/ou alvenaria. devendo conter os seguintes dados. com condições adequadas de segurança e resistência explosivos a armazenar; b) As portas devem possuir sistema de fecho com condições técnicas que garantam a seguranças d impeçam o acesso às substâncias explosivas de pessoal não c) Possuir um sistema eficaz de protecção contra descargas atmosféricas por meio d d) Estar protegido com maciços de terra ou traveses de altura igual à do burel da cobert e) Não possuir rede eléctrica de iluminação no interior L I VRO I I DO EXERCÍCIO DE DIREITOS MINEIROS C A P I T U L O TITULARIDADE DE DIREITOS MINEIROS A r t i g o 9 0 (Títulos de Direitos Mineiros) 1. O licenciamento para a construção de paióis e paiolins é emitido pelos órgãos competentes da Policia Na requerimento do concessionário de direitos mineiros respectivo. sem quaisquer restrições. Os direitos mineiros são conferidos pela emissão de um dos seguint a) Título de Prospecção.Comando Geral da Polícia Nacional. nacionais ou es capacidade jurídica e comprovada aptidão para mobilizar meios técnicos e financeiros adequados actividade mineira a que se proponham. e depois do pagamento taxas e emolumentos a que houver lu 3. para o reconhecimento. para a exploração de recursos c) Alvará Mineiro. A r t i g o 9 1 (Capacidade para o Exercício de Direitos Min Só é permitido o exercício de actividade mineira a pessoas singulares ou colectivas. entre a) Identificação do titular; b) Autoridade que autorizou a concessão do c) O número do Diário da República que publicou a Decisão que aprovou a concessão do dire d) Identificação do mineral a que se refere o título e) Área das operações mineiras e sua localização ge f) Duração do direito de concessão e data de e g) As condições de prorrogação do período de validade do h) Espaços para a inscrição de averbamentos resultantes de eventuais transmissão de direitos ou outra legais; i) Assinatura da autoridade emissora do título. A r t i g o 9 2 (Garantias Jurídicas) Os direitos mineiros legalmente titulados são protegidos nos termos deste código e demais legislação. 2. pesquisa. Os títulos mineiros são numerados. datados e referenciados com a indicação codificada do processo de respectivo. pesquisa e avaliação de recur b) Título de Exploração. Os títulos mineiros são emitidos pelo ministro da tutela após concluídos e aprovados os respecti obtenção das concessões de direitos mineiros. sen as seguintes garantias jurídicas: a) Os pedidos de aceso aos direitos mineiros são registados e decididos de acordo com a ordem de ent prazos legalmente estabelecidos; b) Aos pedidos de concessão de direitos mineiros é prestada a devida c) Aos titulares de direitos de prospecção é garantido o direito à exploração dos recursos minerais reve prospecção. para a exploração artes 2. na forma prevista neste código. Os titulares de direitos mineiros concedidos para o reconhecimento. data da assinatura e autenticação da assinatura.

fornece ao exercício anual. as águas superficiais e subterrâneas nas proximida concessão que não se encontrem aproveitadas ou cobertas por outro título de exploração específica. higiene e salubridade pública. nos termos da d) Aplicar os métodos mais aptos para obtenção de maior rendimento. de acordo com o estudo de impacto am pelas autoridades competentes; o) Promover a segurança. dos seguintes a) Obter ou consultar junto das estruturas competentes do órgão de tutela as informações geológico min sobre a área abrangida pela concessã b) Obter a colaboração das autoridades administrativas para a realização dos trabalhos de campo e para servidões de passagem. as despesas de investimento efectuadas na fase de prospecção. transportar e beneficiar os recursos minerais objecto do contrato. pesquisa e avaliação e do plano de inve h) Permitir o controlo e a fiscalização da sua actividade por parte das competentes autoridades do órgã concessionária nacional. s direitos de terceiros e observandose sempre a legislação d) Construir e implantar as infraestruturas e as instalações necessárias à execução das actividades geoló e) Utilizar. nos termos da c) Utilizar as infraestruturas públicas existentes. dos edifícios e dos equipament f) Alterar nos termos dos planos e programas de trabalho aprovados. entre outros. as realizações de carácter social e. nos termos j) Recuperar. o registo de dados técnicos resultantes das actividades geológico mineiras g) Registar e contabilizar todas as despesas efectuadas. salvo nos casos de suspensão autorizada ou imposta oficialmente. compatíveis com as condições mercado. na fase de exploração. em conformidade com a regulament internacional aplicável na República de Ang p) Informar imediatamente às entidades competentes sobre todas as ocorrências de acidentes de tra profissionais; q) Comunicar as estatísticas do pessoal. contendo elementos técnicos. prospecção. através dos resultados da exploração. saúde. com a protecção do ambiente e com o aproveitamento racional dos recursos minerais. económica e financ com as operações mineiras. do contrato de concessão. ou determinada por razões de força mai l) Garantir e promover o cumprimento das normas de segurança e higiene n m) Cumprir as imposições do estudo de impacto a n) Desenvolver acções de protecção à natureza e ao ambiente. os terrenos demarcados para a implantação mineiras. bem como providenciar acções de formaç técnico professional dos mesmos. a configuração natural das áreas objecto da g) Realizar as actividades geológicomineiras necessárias à execução dos planos de trabalho aprova limitações que não sejam as decorrentes das normas legais. entre outras. e na medida necessária para operações mineiras. desde que seja autorizada pelo órgão d . É permitida a transmissão de títulos mineiros a terceiros. segund legais e regulamentares e a melhor metodologia das operações k) Cumprir os prazos de execução das operações mineiras e de programa de produção estabelecid exploração em actividade. nos termos estabelecido tutela.recursos minerais gozam. nos term i) Dispor dos recursos minerais extraídos e comercializalos. bem como permitir a visita dos seus agentes à área d i) Libertar progressivamente a área inicial abrangida pela atribuição dos direitos mineiros de prospecçã condições deste código e do respectivo contrato de co j) Cumprir o plano de exploração aprovado pelo órgão de tutela ou pela concessionár ia nacional . salvo impossibilidade resultante de força maior demonstra ao órgão de tutela ao à concessionária na c) Assegurar o emprego de técnicos e trabalhadores angolanos. pesquisa e avaliação; k) Ser indemnizado pelos prejuízos que possam decorrer de quaisquer acções limitativas do exercício dos d nos termos da lei. as seguintes a) Não dar início ao exercício das actividades geológic sem estar munido do competente título; b) Iniciar os trabalhos de reconhecimento. sociais e r) Informar as incidências da actividade mineira sobre a ocupação do solo e as características s) Reparar os danos provocados a terceiros pelo exercício das actividades geoló independentemente de terem agido sem culpa ou de os danos terem sido causados pelos associados ou su A r t i g o 9 5 (Transmissão de Títulos Mineiros) 1. nas condições legais e regulamentares pertinentes. decorrentes da execução do plano de prospecção. pesquisa e avaliação no prazo de 180 dias cont aprovação do contrato pelo órgão competente. ou do despacho do h) Extrair. incluindo o acesso ao registo de dados de natureza técnica. n exploração ambiciosa dos mesmos; e) Proceder ao registo de todas as actividades de investigação geológicomineira qu f) Comunicar periodicamente ao órgão de tutela e à concessionária nacional. do contrato de concessão ou de despachos do órgão de tutela A r t i g o 9 4 (Obrigações dos Titulares) Os titulares de direitos mineiros têm.

. A atribuição de direitos mineiros à escala industrial é sempre precedida de informação favorável do ór do cadastro e de negociação no âmbito de um processo de investimento e de atribuição de títulos mine estabelecidos neste código e na legislação complem 3. com as devidas adaptações. Sempre que não haja lugar a concurso público. A transmissão de títulos mineiros só pode ser autorizada se a entidade a favor de quem se pretender tra requisitos exigidos aos concessionários originários de direitos estabelecidos pelo presente código e d aplicável. prospecção. C A P Í T U L O V ACESSO AOS DIREITOS MINEIROS S e c ç ã o Pedidos de Concessão de Direitos Mineiros A r t i g o 9 6 (Condições de Acesso aos Direitos Mineir 1. O órgão de tutela abr i rá. nos termos estabelecidos neste c 4. Nos casos em que a atribuição de direitos mineiros é da competência do Conselho de Ministros. nos termos deste código. que. A r t i g o 9 8 (Concurso Público) 1. a au transmissão do respectivo título mineiro depende de aprovação prévia des 3. A transmissão de títulos mineiro é averbada no título transmitido e no registo cadastral respectivo com o titular e os relativos à autorização de transmissão. O órgão de tutela abrirá obrigatoriamente concurso público para atribuição de direitos mineiros nos s a) Quando. requeiram a respectiva conc nos termos e condições previstas neste código e na legislação compl 2. As regras e procedimentos do concurso público são. 4. concur so. A atribuição de direitos mineiros à escala semiindustrial ou artesanal é precedida de informação fav competente do cadastro. O acesso aos direitos mineiros estabelecidos neste código e na legislação complementar é perm singulares ou colectivas. cumpra as exigências formais e de procedimento previstas ne comprometa a observar as exigências em matéria ambiental constantes da legislação em vigor. A r t i g o 9 7 (Regras sobre a Atribuição de Direitos Min 1. os direitos mineiros de reconhecimento. A autorização para a transmissão de direitos mineiros referida no presente artigo está sujeita ao pagam emolumentos e o respectivo pedido fica sem efeito se nos 08 dias de calendário após a notificação do int efectuado o pagamento. devendo a alteração de titulares ser publicada nos me publicação da concessão inicial do títu 5. pe eexploração são atribuí ao primeiro solicitante. Periodicamente o órgão de tutela fará publicar a relação das áreas e recursos minerais cuja concess concurso público. Os termos de referência do concurso público são sempre divulgados em aviso mandado publicar pelo ór Diário da República ou num dos jornais diários de maior circulação nacional. pretendendo exercer actividades mineiras no terri em quaisquer áreas que se encontrem sob jurisdição da República de Angola. de interesse 2. nacionais ou estrangeiras. A atribuição de direitos mineiros resulta de concurso público realizado por iniciativa do órgão de tutela do interessado dirigido ao órgão de tutela. A r t i g o 9 9 (Regras e Procedimentos do Concurso Públ 1. na base da qual é exarado Despacho de Concessão de direitos e do respectivo tít da tutela. pesquisa e a se trate de areas de elevado potencial geológico de ouro. com decisão definitiva. fusão ou f) Pessoas com processo de declaração de falência ou in g) Pessoas colectivas cujos representantes ou mandatários estejam abrangidos pelos impedimentos e alíneas b). 2. como responsáveis por graves d definidos como tal nos termos da d) Devedores em mora por obrigações tributárias ou contribuições para a segura e) Pessoas colectivas em processo de liquidação.concessionária nacional. Não é permitido o aceso a direitos mineiros nos casos em que se verifique uma das seguinte circunstâncias: a) Pessoas com menos de 18 an b) Pessoas condenadas pela prática de crimes contra a propriedade e contra a economia. nos termos deste 2. 3. igualmente. em razão de estudos realizados ou sancionados pelo Instituto Geo a área seja considerada de elevado potencial ge b) Quando se trate de um mineral considerado. d) e c) do número anterior. podendo ser elaborada regulamentação específica para o concurso público à concessão de di 2. prospecção. na fase de reconhecimento. as aplicáveis aos conc públicas. como tal t puníveis com pena de prisão maio c) Pessoas consideradas por entidade competente. desde que possua as capacidades técnicas e financeiras desenvolver a actividade mineira requerida.

O original desse formulário é entregue ao requerente e a cópia é anexada ao respectivo processo. ser informados sobre a disponibilidade requerida. A informação prestada em resposta ao pedido de informação não confere ao requerente qualquer direito área em causa.A r t i g o 1 0 0 (Pedidos de Informação sobre Áreas para Conc 1. Em caso de disponibilidade da área requerida. a area pretendida. O requerimento a que se refere o número 1 deste artigo é instruído com os documentos comprovativos capacidades técnica e financeira do requerente. A r t i g o 1 0 1 (Pedido de Concessão de Direitos Mineir 1. nos termos do procedimento e contencioso 4. sob juramento de honra. findo o qua procedido ao pagamento. Para efeitos de investimento externo. O pedido para a concessão de direitos mineiros para a exploração artesanal. bem como o número do requerimento. Os pedidos que não preencherem os requisitos referidos nos nº 1 e 2 deste artigo não são atendidos. contendo os se a) Identificação do requerente e a indicação do representante legal. 3. O pedido para a concessão de direitos mineiros dá entrada no serviço competente do cadastro min formulado através de requerimento dirigido ao ministro da tutela contendo os dados referidos no número (relativo a Pedidos de Informação sobre Áreas para a C 2. Os pedidos de informação sobre áreas para a concessão de direitos mineiros são feitos junto dos servi do cadastro. caso se trate de pe b) Indicação do mineral para cujos direitos mineiros de prospecção e/ou exploração solicit c) Indicação. 3. caso seja esta a informação 3. pas número de entrada. Os requerimentos são apreciados por ordem de entrada. contudo. servir de base para o pedido de concessão de direitos mineiros. A r t i g o 1 0 3 (Resposta aos Pedidos) 1. o Cadastro mandará publicar por éditos. A r t i g o 1 0 4 (Publicação de Editais sobre Pedidos) 1. Da recepção do requerimento entregue nos termos do artigo anterior é emitido um recibo passad contendo os dados do requerente e da área requerida. Da decisão de não atendimento cabe reclamação e recurso. mas acesso e o processo de outorga de direitos estão sujeitos ao regime especial estabelecido neste código complementar para cada um desses minerais. a hora e o devendo ser assinado pelo funcionário competente do cadastro e 2. e separadas com intervalos de 2 dias entre cada publicação. Da decisão de não atendimento cabe reclamação e recurso. Os requerentes deverão. em pelo menos 2 dos jornais de maior circula da Web do órgão de tutela ou do cadastro. o compromisso de respeitar as exigências em matéria amb técnicos e financeiros e o orçamento previs 6. de minerais destinados á c para a exploração de águas minerais dá entrada nos serviços competentes do cadastro mineiro. constitui comprovativo das capacidades técnicas e financeiras a a requerente de um dossier contendo a seguinte info a) Experiência do ente jurídico na área m b) Experiência profissional do promotor do pro c) Descrição dos meios técnicos e programa de t d) Descrição das despesas mínimas; e) Cópia do balanço e contas dos últimos 3 (três) 5. 4. podendo. bem como da capacidade de satisfação das exigên ambiental previstos nas leis e regulamentos nacionais e nos tratados e convenções internacionais de parte. com indicação das causas da indisponibilidade. o pedido considerase deserto e sem nenhum efeito. de que não está abrangido por nenhum dos impedimentos referid (sobre Condições de Acesso aos Direitos Mineiros) para ser titular dos direitos mineiros cuja informa d) Mapa geodésico com a indicação exacta da área 2. para proceder ao pagamento das taxas e emolumentos exigíveis. nos termos do procedimento e contencioso A r t i g o 1 0 2 (Registo dos Pedidos) 1. devendo ser atendido o que tenha dado entra primeiro lugar e não sofra de nenhum vício de forma quanto aos requisitos e formalidades do pedido d acordo com as regras estabelecidas neste có 2. devendo ser formulados em requerimento dirigido ao ministro da tutela. o requerente é notificado e tem o prazo de 15 dias de cal da data da notificação. O requerimento referido no número anterior dá entrada nos serviços competentes do cadastro. Do pedido para a concessão de direitos mineiros devem ainda constar informações credíveis sob económicos a alcançar. 4. A informação deve ser prestada no espaço de 30 dias após a entrada do requerimento e está sujeita a taxas e emolumentos. devendo ser arquivados no processo as cópias das respectivas . no prazo máximo de 30 dias úteis. Após o pagamento das taxas e emolumentos exigíveis. a informação sobre o pedido de concessão com os dados resum artigo 101º (sobre Pedido de Concessão de Direitos Mineiros). com indicação exacta das causas do não atendimento 7. facto o requerente.

para os minerais cuja exploração seja realizada de forma não indus . o responsável máximo do cad abrir um processo de averiguações para apurar a veracidade da reclamação ou da impugnação. Têm interesse directo no caso para reclamar ou impugnar todos aqueles que sobre as áreas em causa de propriedade. A r t i g o 1 0 9 (Parcerias Comerciais) 1. Havendo reclamação ou impugnação do pedido devidamente formulado. continuarseá com o processo de atribuição do respectivo titulo mineiro. de acordo com o código. A r t i g o 1 1 0 (Legislação Aplicável ao Investimento Privado 1. 2. O original do RPCM é entregue ao requerente e uma cópia do mesmo é encaminhado pelo Cadastro Min com competência para negociar os contratos. O investimento privado subdividese. demonstrada através de estudos fundamentados. sem que haja qualquer reclamação do pedido. aprovados pelo Gov A r t i g o 1 0 8 (Investimento Privado) O investimento em actividades mineiras realizado por entidades privadas. Só poderão reclamar ou impugnar os pedidos de direitos mineiros as pessoas com legitimidade e capac a reclamação ou impugnação e com interesse directo no 3.as datas de publicação visíveis. As pessoas que reclamarem ou impugnarem o pedido de concessão de direitos mineiros devem ju documentos comprovativos dos seus direitos e de outras informações relevantes para a correcta e efica caso e dos direitos reclamados ou impugn 5. exercício dos respectivos direitos mineiros. As reclamações e requerimentos de impugnação são dirigidos ao responsável máximo do Cadastr entrada no órgão competente do cadastro m 2. A r t i g o 1 0 5 (Reclamações e Impugnações de Pedidos) 1. explorados de fo c) Regime de Invest imento Artesanal. nacionais ou estrangeiras. No estabelecimento de parcerias comerciais deve ser dada preferência a parceiros ou empresas nacio estabelecidos na Lei do Apoio ao Empresariado Nacional ou noutra legislação sobre o mesmo objecto. A falta de documentos comprovativos torna os requerimentos de reclamação ou de impugnação inepto ao seu indeferimento liminar e à continuação do processo de atribuição de direitos mineiro 6. ou para autorizar a atribuição dos respectivos títulos. como lei. Subsidiariamente aplicase ao investimento privado na actividade mineira as disposições da Lei do Inve e da legislação cambial. ou direitos d quaisquer direitos reais. ou direitos da mesma natureza dos pedidos. 4. Decorridos 15 dias após a 2ª e última publicação escrita dos éditos. nos termos definidos neste código. como tal definidos na lei. desde que se mostrem reuni requisitos: a) Os associados satisfaçam as condições estabelecidas neste código para ter acesso ao exercício de d b) O contrato de parceria seja aprovado pelo órgãos com competência para aprovar os contratos de conc mineiros nos termos deste código; c) O concessionário e seus associados consagrem no instrumento de parceria a sua responsabilidad cumprimento das obrigações contraídas por qualquer um deles perante o Estado e perante terceiros. Depois de apreciados e confirmada a sua viabilidade processual nos termos dos artigos anteriores Cadastro Mineiro emite o Certificado de Registo de Pedido de Concessão Mine 2. devendo instituições do Estado para proceder à sua verificação e autenticidade. Da decisão sobre o inquérito cabe reclamação e recurso nos termos do procedimento e conten administrativos. consoa CAPÍTULO VI I DO INVESTIMENTO NO SECTOR MINEIRO A r t i g o 1 0 7 (Investimento Público) O investimento público em actividades mineiras é condicionado à necessidade objectiva de o empresarialmente no sector mineiro. A r t i g o 1 1 1 (Regimes de Investimento Privado) 1. está sujeito a autorização específica. ou direitos pignoratícios. A r t i g o 1 0 6 (Certificado de Pedido de Concessão Mine 1. As regras sobre investimento privado na actividade mineira são as estabelecidas nos artigos seguin capítulo. Os direitos mineiros de prospecção e exploração podem ser atribuídos a entidades reunida empresarialmente através de instrumentos de parceria permitidos por lei. notificando do resultado final averiguação e da decisão o requerente do pedido de direitos mineiros respectivo e o 7. segundo o sistema de exploração ou a categoria dos minerais seguintes regimes processuais: a) Regime Geral de Investimento Minei b) Regime de Investimento em Minerais Estratégicos. 2. 2.

a celebrar com as entidades investidoras com capacidade para tal. nos termos b) Contrato de investimento para a exploração. O ministro da tutela é o interlocutor por parte do Estado em tudo o que diga respeito às disposições do c A r t i g o 1 1 3 (Comissão de Negociação dos Contratos) 1. Para o Contrato de Prospecção. que o habilite a candidatarse Exploração Mineira. abreviadame Prospecção. designadamente o comprovativo de ter vencido o concurso público respectivo ou Registo de Pedido de Concessão Mineira emitido pelo Cadastro Mineiro. as negociações com o investidor e lavra uma a finalizadas. caso o resultado tenha sid 3. por representantes do governo da província onde se realizará 2. o investidor apresenta os comprovativos dos documentos que o habilita Contrato de Exploração. é competente para ap ao Conselho de Ministros. podendo as condições de contratação para do contrato de investimento para a prospecção. preenchida num modelo próprio.definidos neste código e regulamentação compleme 2. A Comissão de Negociações conduz. observando o princípio da preferência co no Artigo 115º (sobre Preferência Contratual para a fase da E 3. A r t i g o 1 1 7 (Contrato na Fase da Exploração) 1. através de Dec 3. em nome do Estado. acom Declaração de Intenção de Investimento. 2. Quando ao contrato de exploração preceder um Contrato de Prospecção em que tenham sido definidas Contrato de Exploração. 2. definindo a área e o program com as suas etapas sucessivas. Os termos do contrato para a fase da prospecção e investigação sãos os estabelecidos na Secção II dest a Concessão de Direitos Mineiros de Prospecção) para os contratos dessa natureza. abreviadamente Contrato de Exploração. a sua opinião e pro sobre pedidos de isenções fiscais e/ou aduaneiras. A r t i g o 1 1 4 (Fases dos Contratos para Prospecção e Explo Quando houver lugar a prospecção prévia. Quando o valor do investimento for superior ao correspondido da USD 25 milhões. A r t i g o 1 1 8 . ao inve em explorações de materiais para a construção civil e em águas minerais. os custos previstos. aprovado pelo ministro da tutela através de Decreto 2. A r t i g o 1 1 6 (Declaração de Intenção de Investimento) 1. Para o Contrato de Exploração. Em tudo quanto não esteja especialmente previsto neste código e em legislação complementar. sempre que o investimento a reali ao valor correspondente a 5 milhões de dólares americanos. as fontes de financiamento e os elementos de investidor e dos seus representantes. a concessão de direitos mineiros é precedida de negociaçõe duas fases. onde relatará os nomes dos participantes da negociação e a qualidade em que intervêm relevantes da negociação. o Coordenador da Comissão Negocial remete a Acta e o contrato rubricado ao m para os devidos efeitos. A r t i g o 1 1 5 (Preferência Contratual para a fase da Explor A entidade investidora com quem for celebrado um contrato de prospecção tem preferência em relação para a celebração do contrato de exploração da segunda fase. e a informação sobre a data do fim das negociações e devendo rubricar as folhas do contrato negociado. O investimento para a prospecção e exploração mineira industrial realizase mediante um contrato de natureza administrativa. Findas as negociações. Os contratos de concessão de direitos mineiros para a exploração industrial de minerais são nego Comissão de Negociações criada por Despacho do ministro da tutela. Os termos do contrato para a fase da exploração sãos os estabelecidos na Secção III deste capítulo (sob Direitos Mineiros de Exploração) para os contratos dessa natureza. C A P Í T U L O V I I RREGIME GERAL DE INVESTIMENTO MINEIRO S e c ç ã o Disposições Gerais A r t i g o 1 1 2 (Aprovação do Contrato de Investimento) 1. um membro da ANIP e. aplicamse as regras do investimento mineiro. repartidas pelos seguintes momentos do processo de a) Contrato de investimento para reconhecimento. devem estas ser observadas nesta fase. desde q exigências de acesso e capacidade de exercício de direitos mineiros estabelecidas neste código. pesquisa e avaliação. coordenada pelo membro do integrada por um membro do Cadastro Mineiro. o investidor apresenta ao órgão competente uma cópia do Certificad Pedido de Concessão Mineira (CPCM) emitido nos termos do Artigo 106º (sobre a Emissão do CPCM). prospecção. a celebrar obriga sociedades ou outras formas empresariais de direito angolano previstas na legislação angolana.

. sob pena de incumprimento do contrato. 2. A r t i g o 1 2 0 (Subcontratação de Serviços para Operações Mine 1.(Estudos de Viabilidade e de Impacto Ambi 1. pesquisa e avaliaç mediante um contrato de prospecção. A dimensão da área de cada concessão de prospecção e pesquisa poderá até ao máximo de 10. 2. O Contrato de Prospecção deve conter. O contrato de prospecção deve definir a dimensão das áreas de concessão de direitos mineiros de prosp em quilómetros quadrados ou hectares. 2. As empresas concessionárias de direitos mineiros não podem realizar os seus direitos através de u substitua o titular desses direitos na gestão e operação dos jazigos S e c ç ã o I Contrato para a Concessão de Direitos Mineiros de Pr S u b S e c ç ã o Contrato de Prospecção A r t i g o 1 2 1 (Regime Contratual) 1.000 Km2. de acordo com as regras estabelecidas neste có sempre participação societária na sociedade ou noutra forma empresarial de direito angolano que fo exercício dos direitos mineiros de exploração e comercialização. cabe a esta a co negociar os termos da concessão de direitos mineiros. estabelecido neste 3. A r t i g o 1 1 9 (Participação da Concessionária Nacional) 1. uma vez assinado e aprovado o contrato. os quais. os investimentos a realizar e os interesses públicos a 4. Na negociação das áreas de cada concessão terseá em conta a existência ou não de estudos geológi sobre as mesmas. A autoridade com competência para negociar o contrato pode submeter o EVTE e o Estudo de Impacto auditoria independente. prospecção. Quando os minerais a explorar estiverem afectos a uma concessionária nacional. Aos titulares de direitos mineiros é permitida a subcontratação de serviços de terceiros para execuç mineiras rest ritas ou de especialidade. Cada concessionário apenas poderá obter direitos mineiros de prospecção para três concessões ao mesm A r t i g o 1 2 3 (Execução do Plano de Prospecção) Os titulares de direitos de prospecção de recursos minerais devem executar pontualmente o plano de pros contrato de concessão. farão parte integrant 2. Em qualquer dos casos referidos nos números 1 e 2 do artigo anterior. Compete ao Governo definir as regras para a participação societária da concessionária nacional n exploração e comercialização. os seguintes elementos: a) Identificação comercial. A r t i g o 1 2 2 (Dimensão da Área de Prospecção) 1. o interesse parcerias. O acesso a direitos mineiros de reconhecimento. sem prejuízo de outros que decorram de legislação aplicável e respectivas. consoante o tipo de mineral a explorar e as características das operaçõ processo de exploração. fiscal e domicilio do titular e/ou do seu represent b) Indicação e delimitação da áre c) Tipo de recurso mineral incluído na concessão r d) Período inicial de vigência do contrato e condições para p e) Condições de abandono progressivo da f) Plano de prospecção; g) Plano de investimento; h) Periodicidade de apresentação de relatór i) Valor e tipos das cauções a pr j) Contribuição para o Fundo de Desenvolvimento Mineiro ou outro fundo. O Contrato de Prospecção é celebrado nos termos e condições que tenham resultado das negociações a regime de investimento privado respectivo. o investidor deve apresenta Viabilidade Técnica Económica e Financeira (EVTE) e um estudo de impacto ambiental e de reposição do a actividades mineiras. o justo equilíbrio de interesses públicos e privados e os factores comerciai 3. No caso de os direitos mineiros serem exercidos exclusivamente pela Concessionária Nacional. atendendose sempre à conjuntura económica de cada momento. devendo os custos dessa auditoria ser suportados pelo investidor como custos podendo ser recuperados com o produto da exploração caso a negociação tenha êxito. caso existam k) Fundamentos para a rescisão do cont l) Formas de resolução de litígios. desde que a subcontratação não envolva a transferência dos seus empresas subcontratadas e desde que seja autorizado pelo órgão de tutela ou pela concessionária nacion casos. compete Ministros aprovar o respectivo projecto de execução das operações mineiras para cada fase do processo de havendo lugar à celebração de contrato. 3. 2.

Obtido o título mineiro. e procede à entreg respectivo titular. A r t i g o 1 2 5 (Avaliação das Reservas Minerais) A avaliação e classificação das reservas minerais identificadas na fase da prospecção. As prorrogações referidas no número anterior são requeridas pelo titular dos direitos mineiros de prospe antes do termo do período a que disser respeito. o qual poderá se períodos sucessivos de um ano. através da descrição das respectiv geográficas; f) Mapa topográfico da área abrangida pelo titulo de concessão. o titular dos direitos mineiros de prospecção deverá libertar concessão e. ao prazo de prospecç libertação da área. compete a o s c o n c e s s io n á r io s e d e ve s e r f e i t a d e a c o rd o c internacionalmente aceites. excepcionalmente. estando sujeitas à aprovação do órgão de tutela. A r t i g o 1 2 6 (Duração e Prorrogação dos Direitos de Prospe 1. no fim de cada prorrogação. 5. Quando o período total de 7 anos se revelar insuficiente para a elaboração ou conclusão do estud técnicoeconómica. Su b Se c ç ã o I Título de Prospecção A r t i g o 1 2 7 (Emissão do Título de Prospecção) 1. 4. for acordada entre o órgão da tutela e o conc 4. aos cuidados ambientais e informação relevante. sem prejuízo do disposto nos nos 5 e 6 do 2. para conhecimento. O t i tular dos di reitos minei ros de prospecção pode reduzi r a área de concessão antes do termo do p contrato. A alteração solicitada considerase tacitamente aprovada se o órgão de tutela não se pronunciar dentro no número anterior deste artigo. Findos os prazos definidos nos termos deste artigo e das prorrogações concedidas. caducam os respect termos da alínea a) do artigo 54º (sobre Caducidade). nomeadamente. No fim do período inicial de 5 anos. consoante o mineral. máximo de um ano. com cópia ao investido 3. relat ivos. o concessionário pode requerer uma prorrogação excepcional dos direitos mineiros. nas condições definidas no número anterior dest 7. 2. A r t i g o 1 2 8 (Conteúdo do Título de Prospecção) O título de prospecção. às taxas e mul tas. S e c ç ã o I I Contrato para a Concessão de Direitos Mineiros de E S u b S e c ç ã o Contrato de Exploração A r t i g o 1 2 9 . com a indicação das coordenada g) Termos e condições a que o t i tular f icar sujei to. deverá libertar a área que. sujeitarseá a uma taxa de superfície suplementar. autorizar alterações ao plano de prospecção inicialmente que sejam requeridas e devidamente fundamentadas pelo int 2. O órgão de tutela deve pronunciarse sobre o pedido de alteração do plano de prospecção até 45 dias da data da sua recepção. Não são autorizadas alterações ao plano de prospecção que impliquem o alargamento da área inici contrariando os princípios e regras deste código.A r t i g o 1 2 4 (Alterações do Plano de Prospecção) 1. esse alargamento for requerido e autorizado pelo órg 3. nos termos do regime fiscal para o sector neste código e na legislação complement 6. Depois de aprovados o contrato pela entidade competente. Aprovado o contrato e emitido o título mineiro. depois apreciados os resultados obti período. Os direitos mineiros de prospecção são atribuídos por um período inicial de até 5 anos. No fim do mesmo período inicial de 5 anos. assim como as alt vierem a sofrer. nos termos estabelecidos neste código e na legislação complementar. e são deferidas se o requerente não se encont cumprimento das suas obrigações legais e contr 3. O minist ro da tutela. o ministro da tutela envia por ofício cópias dos mesmo província onde se realizará o investimento. caso o titular dos direitos mineiros queira reter a totalid concessão. com base em parecer do organismo ou da concessionária que supervisiona trabalhos mineiros. pode. o ministro da tutela emite o título mineiro nos termos do Artigo 90º do presente código (sobre Títulos de Direitos Mineiros). aprovado nos termos do Artigo 127º (sobre Emissão de Título de Prospecção) seguinte dados: a) Data de emissão e número do b) Identidade do titular ou do seu mand c) Minerais abrangidos; d) Período de validade; e) Identificação da área correspondente ao titulo de concessão. o respectivo titular fica habilitado com o direito de realizar as operações mineir lugar. até ao máximo de sete anos.

são concedidos a quem. mediante simples Despacho ou Credencial pelo órgão da tutela.(Concessão de Direitos de Exploração Mine 1. A concessão de direitos de exploração tem por base fundamental de avaliação e decisão o estudo de via económica e financeira. podendo indicar ou concordar com o investidor sobre o auditor a contratar. ser atribuídos às seguint a) Titulares dos direitos mineiros de prospe b) Sociedades constituídas ou a constituir. 4.º 3 do Artigo 129º (sobre Concessão de Direitos de Explo de concessão de direitos mineiros de exploração só pode ocorrer nos seguin a) Quando razões relevantes de interesse público conflituem e sejam incompatíveis com o interesse privad requerida; b) Quando a zona para o exercício dos direitos de exploração passarem a fazer parte de uma área reserv c) Quando se constatar que existem na mesma área recursos minerais sujeitos a regime especial. 3. Nos casos de concurso. prospecção. e do estudo de impacto autoridade competente. mediante pare órgão de tutela ou da concessionária nacional. a concessão de direitos mineiros exploração é conferida mediante um contrato de exploração. celebrado nos termos e condições que tenha negociações a que se refere o regime de investimento privado respectivo. os seguintes elem a) Identificação comercial e fiscal do titular da concessão. acrescido dos juros leg 4. Com a ressalva da excepção prevista no número 4 deste artigo. mas não descobertos n qualquer contrato de prospecção. Os direitos de exploração de recursos minerais descobertos e avaliados na sequência de um contrato podem. As razões de interesse público invocadas para recusar a concessão têm de ser devidamente fundame estiverem relacionadas com a segurança ou a defesa do 3. cumpridos os requisitos estabelecidos na secção anterior. o mi ou a concessionária nacional podem. Sempre que a grandeza do investimento e a complexidade técnica do mesmo assim o aconselhem. A r t i g o 1 3 1 (Acesso aos Direitos Mineiros de Exploração mediante Contrato Prospecção) 1. Su b Se c ç ã o I Título de Exploração Mineira A r t i g o 1 3 3 . além dos direitos e obrigaçõ concessionário e do Estado. A r t i g o 1 3 0 (Conteúdo do Contrato de Exploração) Do contrato de concessão de direitos mineiros de exploração devem constar. cu revista de maior interesse para o Est 2. reunindo os requisitos legais. o estudo de impacto ambiental e o plano de exploração. Para além da condição de recusa referida no n. tendo em vista a exploração dos recursos minerais descobertos quais os titulares de direitos mineiros de prospecção tenham participação não inferior a 25% do 2. o órgão competente para aprovar o contrato pode. pelo órgão de tutela ou pela concessionária nacional. Se o pedido de concessão de direitos mineiros para a fase de exploração for formulado durante a negoci de direitos mineiros de prospecção. domicílio da sede e identificação do seu repres for o caso; b) Área necessária para levar a efeito o plano de exploração aprovado e para as instalações mineiras industriais e auxiliares; c) Tipo de recursos minerais a explo d) Estudo de viabilidade técnicoeconómico; e) Valor e tipo das cauções presta f) Condições de reembolso dos investimentos efectuados na fase de reconhecimento. Os direitos de exploração de recursos minerais já conhecidos e avaliados. apresentar a mel concurso público aberto pelo órgão de tutela para o 3. nos termos do Artigo 118º (sobre Estudos de Viabilidade e de Imp exigir do investidor a apresentação de uma auditoria independente do estudo de viabilidade técnic financeira apresentado. A concessão de direitos de exploração não pode ser feita sem a prévia aprovação do estudo de via económica e financeira. a indemnização terá por limite as despesas efectuadas pelo concorrente que tiv melhor proposta e ganho o concurso. A concessão de direitos mineiros de exploração para materiais de origem mineira aplicáveis à indústria para a mineração artesanal será feita de forma simplificada. entre outros element presente código e legislação complementar 4. estabelecido 2. A r t i g o 1 3 2 (Recusa de Concessão) 1. autorizar a celebração do respectivo contrato de exploraç da exploração. pesqu g) Prazo de vigência do contrato e as respectivas pro h) Demais condições acordadas ou exigidas pelo presente código. a indemnizar o resp investimento realizado. A recusa de concessão de direitos de exploração pelos motivos indicados no número 1 deste artigo obr caso de ela ter sido requerida ao abrigo de um contrato de prospecção anterior.

e dos termos e condições estabelecidos no contrato d titular de direitos mineiros de exploração tem os seguintes a) Demarcar a área por meio de marcos de betão facilmente identificáveis. nos termos da legislação pertinen c) Realizar as actividades de exploração mineira em conformidade com o plano de exploração submet d) Apresentar às autoridades competentes os relatórios de trabalho e demais informação exigível nos ter código; e) Efectuar o pagamento dos impostos dev 2. com a indicação das coordenad g) Termos e condições a que o t itular f icar sujeito. nomeadamente. o ministro da tutela entrega o original ao respectivo titular ou se legal e envia por ofício cópias do mesmo às entidades a quem tenham sido enviadas cópias dos docu mesmo processo na fase de prospecção e pesquisa. à exploração. devendo o respe submetido com a antecedência mínima de doze meses antes do se 2. no prazo máximo de noventa data de emissão do título mineiro ou de alteração da b) Em caso de exploração mineira no mar. O título de exploração é válido durante o prazo fixado no mesmo. n a) Balanço de reservas; b) Vida económica estimada da min c) Outros aspectos que o requerente considere relevantes. o mesmo considerase cancelado. No caso de o prazo do título de exploração expirar na pendência de um pedido de prorrogação. após a comunicação da decisão de atribuição do título de exploração. 2.(Emissão do Título de Exploração) Aprovado o Contrato de Exploração nos termos definidos na Sub Secção I desta Secção e no regime mineiro que a ele se aplique nos termos deste código. nos termos estabelecidos nas alíneas a) e b) do número ant a falta de pagamento dos impostos devidos referida na alínea e). A r t i g o 1 3 5 (Tramitação do Título de Exploração) 1. Além dos deveres estabelecidos neste código. constituem causas de revogação do título A r t i g o 1 3 8 (Validade do Título de Exploração) 1. A r t i g o 1 4 0 (Decisão sobre o Pedido de Prorrogaçã 1. delineada no mapa topográfico c) Proposta de programa de operações a serem desenvolvidas durante o período de 3. A r t i g o 1 3 7 (Deveres do Titular do Título de Explora 1. O título de exploração mineira emitido é entregue ao interessado após o pagamento das taxas e emolu 3. O pedido de prorrogação deve ser acompanhado de um relatório detalhado contendo. Se. A r t i g o 1 3 6 (Autonomia e Transmissibilidade do Título de Explo O direito mineiro de exploração constante do Título de Exploração é distinto dos direitos de propriedade s propriedades fundiárias e urbanas nele existentes e é susceptível de transmissão nos termos definidos (sobre Transmissão de Títulos Mineiros). O ministro de tutela concede a prorrogação no prazo de seis meses a partir da data de submissão do p verificação das seguintes condições: . para os devidos 2. Compete ao ministro da tutela decidir sobre o pedido de prorrogação submetido nos termos do 2. o interessado não proceder ao taxas e emolumentos devidos no prazo de trinta dias. a demarcação deve ser feita de acordo com as regras so marítima. A r t i g o 1 3 4 (Conteúdo do Título de Exploração) O título de exploração mineira contém os seguintes a) Data de emissão e número do titulo de ex b) Identidade do titular ou do mandat c) Minerais abrangidos; d) Período de validade; e) Identificação da área do titulo de exploração através de coordenadas f) Mapa topográfico da área abrangida pelo titulo de exploração. A falta de demarcação tempestiva da área. O titular de um título de exploração mineira pode solicitar a sua prorrogação. A r t i g o 1 3 9 (Condições de Prorrogação do Título de Explo 1. O pedido de prorrogação deve conter os seguintes a) Indicação do prazo de prorrogação pretendido e fundamentação da necessidade de b) Área que se pretende manter. relat ivos. em conformidade com as regras estabelecidas no artigo 90º (sobre T Mineiros). o mesm até que haja uma decisão sobre o referido pedido. contado a partir da data da sua emiss prazos de prorrogação concedidos. Emitido o título de exploração mineira. o órgão competente do ministério de tutela e exploração mineira. proc comercialização dos produtos minerais. de acordo com as regras estabelecidas neste código.

A cada plano de exploração corresponde uma concessão. o titular da concessão e para com actos que lhe sejam imputáveis enquanto responsável técnico da 2. j) Decantação de resíduos; k) Descrição dos sistemas de transporte. drenagem e l) Descrição dos sistemas de abastecimento de água. A r t i g o 1 4 2 (Conteúdo do Plano de Exploração) O plano de exploração deve conter os seguintes el a) A descrição do esquema de mineração incluindo detalhes sobre a escala das operações. poços. indicação dos dados técnicos e geológicos que permitam identificar camada superior de água até á superfície. assim como área adjacente; p) Identificação de quaisquer riscos de segurança e saúde para o pessoal envolvido na exploração mineir geral e propostas para o controlo. ou solicitados pela entidade competente. nos termos do procedimento e contenciosos administrativo. Ao Director Técnico é legítimo eximirse das responsabilidades civis e criminais sobre aspectos concreto desde que prove perante as autoridades competentes que. o pedido tiver sido submetido pelo menos doze meses antes de inicial do título de exploração; b) Tiverem sido cumpridas as condições de exploração durante a vigência do tít c) As condições do contrato mineiro tiverem sido cu d) O titular não se encontrar em situação de incumprimento tributário e para com a Seg 3. O Director Técnico responde civil e criminalmente para com o Estado. A r t i g o 1 4 4 Direcção Técnica da Exploração 1. 2. descrição das rochas de cobertura do depósito. indicou em tem razões da não assunção de tais responsabilidades para cada caso em concreto e as medidas por si sugeridas p insuficiências não foram atendidas. ventilação. autorizar alterações às previsões iniciais do plano de exploração aprovado. o interessado é informado por escrito. iluminação. 3. aterros e b) Descrição detalhada dos métodos de mine c) Data prevista de início de produção com d) Perfil de produção e capacidad e) Características e natureza dos produtos f) Data prevista de início do desenvolvimento m g) Em caso de mineração subterrânea. energia e materia m) Descrição dos procedimentos de beneficiação e. onde for adequado. bem como. das condições técnicas da exploração da mesma e da boa execução do plan podendo o mesmo director prestar serv em mais do que uma concessão do mesmo . declives fixos e paredes da mina e terra superficia h) Em caso de mineração a céu aberto. com a indic cabendo reclamação e recurso dessa decisão. por escrito junto do titular do direito de conhecimento ao órgão competente pela fiscalização do cumprimento do investimento. indicação da localização da i) Em caso de mineração submarina. a tecnologia de processamen n) Descrição das infraestruturas necessárias para a exploração mineira e as propostas do requerente a o) Propostas de medidas antipoluição. o sistema de exploração usado e os meios de defesa e preserva marinho. com base em parecer do organismo que supervisiona a execução geológicomineiros. protecção do meio ambiente. As actividades de exploração são realizadas de acordo com um plano de exploração. quan devidamente fundamentadas pelo concessionário. Para cada concessão mineira deve existir um director técnico a quem cabe a responsabilidade técnica mina de que seja responsável. as respons houver lugar recaem sobre o titular do direito de exploração. Nos casos referidos no número anterior deste artigo e nos números 2 e 3 do artigo anterior. que faz par viabilidade técnicoeconómica e que deve conter os elementos referidos no Artigo 142º (sobre Conteú Exploração).º 1 do presente artigo.a) Ao abrigo do n. 3. sem prejuízo do disposto no artigo 147º d(sob Minas). monitoria e eliminação de quaisquer d q) Necessidades de mãodeobra qualificada e não qua r) Outros dados que o requerente considere relevantes. Su b Se c ç ã o I I Plano e Programa de Exploração Mineira A r t i g o 1 4 1 (Plano de Exploração) 1. O órgão da tutela pode. mitigação. A r t i g o 1 4 3 (Responsabilidade Civil e Criminal da Direcção Té 1. Em caso de indeferimento do pedido de prorrogação. propostas para a minimização dos efeitos da exploração mineira no terreno e localizada na área mineira. restauração e reabilitação do terr vegetação e. furos. a prováve principais operações de mineração.

O ministro da tutela pode autorizar o alargamento. Compete ao ministro da tutela definir a necessidade. O órgão competente para aprovar o contrato de atribuição de direitos mineiros de exploração p integração de minas contíguas ou vizinhas e as respectivas demarcações numa só. O titular do título de exploração deve submeter até 31 de Maio de cada ano. A r t i g o 1 5 0 (Relatório de Exploração Mineira) 1. o tit exploração é obrigado a prestar ao órgão de tutela ou à concessionária nacional. bem como o plano de venda de produ 2. Em caso de. carecem da aprovação da entidade competente para se tornar A r t i g o 1 4 6 (Demarcação) Cada direito de exploração respeitará a uma demarcação mineira. O titular do título de exploração pode. O indeferimento do pedido de alargamento da área pode ocorrer nos segui a) O alargamento da área não assegure o aproveitamento eficaz dos recursos minerais e benefícios p nacional; b) A área requerida não esteja dispon c) O requerente se encontre em situação de incumprimento das suas obrigações tributárias e de assis relação ao Estado. cujos limites deverão ser rigorosam estabelecidos no espaço físico de exploração. com motivos justificados. rever quaisquer pormenores do progra submetido. 3. a produção permanecer igual ou inferior a 20% do poten estudos e planos aprovados. devendo um exemplar ser entregue na Direcção Provincial respectiva e os restantes no órgã tutela. o relatório anual das actividades desenvolvidas durante o 2. 3. mas. conforme os ca informação: a) Até ao dia cinco de cada mês. ou à concessionária nacio casos. A r t i g o 1 4 7 (Integração de Minas) 1. durante cinco anos consecutivos. As concessões mineiras para exploração de materiais de construção em pequena escala e para a ex artesanal estão isentas da obrigação referida no n. o titular deve apresentar informação por es Provincial respectiva ou ao órgão competente do ministério de tutela. A r t i g o 1 4 9 (Alterações na Capacidade de Produção Mine 1. As qualificações técnicas da figura de Director Técnico são estabelecidas pelo órgão de tutela. d especificidade da exploração de cada mine 3. a concessão do título de exploração pode ser revogada pelo órgão de tutela. o relatório das actividades realizadas no tri c) Até 31 de Janeiro de cada ano. devendo corresponder à área julgada necessária para leva de exploração aprovado e para as instalações do complexo mineiro. deverá ser apresentado novo plano de exploração e celebrado novo contrato direitos mineiros de exploração. A r t i g o 1 4 8 (Início dos Trabalhos de Mineração) O titular do título de exploração mineira à escala industrial deve. informação escrita sobre o inicio dos trabalhos.2. As revisões referidas no número anterior. de um Director Técnico. dentro de trinta dias antes de iniciar a exploração na área. quando pertencerem e da integração resultar aproveitamento mais racional e com maior economia de meios dos respec 2. ao estabelecido no normat ministério de tutela. da planta de processa 2. apresentar ao órgão competente do ministério de tutela. O disposto no número anterior é igualmente aplicável quando as minas e respectivas demarcações perte titulares. fixando os termos e condições que se mostrem a cada caso. Sempre que haja mudança na capacidade instalada. O titular do título de exploração pode requer junto do ministro da tutela o alargamento da área da indicando os motivos. Tendo em vista o acompanhamento e fiscalização da actividade mineira pelo órgão de tutela.º 1 deste 4. ou não. em função da dimensão da exploração mineira para minerais destinados à construção civil. informação mensal da produção e comercialização de substâncias minera mês anterior; b) No prazo de quinze dias após o termo de cada trimestre. 2. bem digitalizada. A decisão sobre o pedido de alargamento é notificada ao interessado no prazo máximo de quinze dias . A informação e relatórios referidos no número anterior são submetidos em quadruplicado. 4. O relatório de exploração mineira obedece. em tal caso. um programa de trabalho despesas mínimas a realizar no ano seguinte. bem como a título ambiental e a eventual autor aproveitamento da terra a que houver lugar. na sua forma e conteúdo. A r t i g o 1 5 1 (Alargamento da Área de Exploração) 1. A r t i g o 1 4 5 (Programa de Trabalho) 1. adaptado à circunstância de terem sido já atribuídos direitos mineiros. sobre a capacidade instalada da min de processamento mineiro. 3.

o titular obrigase a actualizar os limites da área remane proceder ao averbamento. no título de exploração do registo da área 6. o interessado não cumprir. Em caso de abandono total da área mineira. que façam parte e sejam cotitulares do título de exploração. designadamente. que. A r t i g o 1 5 6 (Procedimentos Específicos para Investimento Extern Tratandose de investidores externos. prospecção. taxas. no prazo de t estabelecido no número anterior. O titular do direito mineiros para exploração à escala industrial deve constituir seguro contra todo conformidade com a capacidade instalada na mina ou o volume de i 2. O abandono referido neste artigo só é possível se houver consentimento escrito de todas as pessoa colectivas. O titular cujo alargamento tenha sido autorizado nos termos do presente artigo. no caso de estas terem sido negociadas e propostas pela Comissão de Negociações e aprovad da tutela. O abandono de qualquer área nos termos do número anterior. após a comunicação da decisão de alargamento da área. Em caso de abandono parcial da área mineira. solicita ao Banco Nacional de licenciamento da importação de capitais. os prazos para a realização do investimento por parte do investidor são os . Em caso de deferimento do pedido. e submete ao Ministério das Finanças o pedido de isenç aduaneiras.especificando os motivos nos casos de indeferim 5. mediante pré aviso não inferior a 180 dias. pesquisa e avaliaçã de direitos de exploração somente pode efectuarse através dos resultados da exploração dos re descobertos ao abrigo dos respectivos contratos de concessão. A r t i g o 1 5 2 (Abandono da Área de Exploração) 1. a referida decisão con cancelada. não devendo ser inferior a três (3) meses nem superior ao prazo d 4. de legislação específica ou d investimento respectivos. depois de aprovado o contrato e emitido respectivo nos termos dos artigos anteriores. sem prejuízo do disposto no n__do artig código. 3. Sempre que tal não seja estabelecido pelas regras deste código. O reembolso abrange todos os custos capitalizados e deverá efectuarse nos termos acordados contratua S e c ç ã o I Facilidades Fiscais e Investimento Externo A r t i g o 1 5 5 (Obtenção de Facilidades Fiscais e Aduanei Depois de aprovado o contrato e emitido o título mineiro. O seguro referido no número anterior deve cobrir. o averbamento do alargamento no respectivo título mineiro será e pagamento das respectivas taxas. Se. por sua vez. não exonera o a) Pagar os impostos. Artigo 153º (Seguros) 1. dirigid tutela. at modificação dos respectivos planos de gestão ambiental e autorização de uso e aproveitamento da terra legislação aplicável. abandonar parte ou toda a área m 2. O abandono produzirá efeitos a partir da data estabelecida na notificação ao titular remetida pelo órgã ministério da tutela. emite competente Certificado de Registo de Investimento Privado (CRIP). 7. no caso de estas terem sid propostas pela Comissão de Negociações e aprovadas pelo ministro da tutela. C A P Í T U L O I TRAMITAÇÃO DO PROCESSO DE INVESTIMENTO MINEIRO A r t i g o 1 5 7 (Prazos para a Realização do Investimen 1. O reembolso dos investimentos realizados na fase de reconhecimento. os segui a) Danos às instalações mineiras; b) Responsabilidade perante terceiros; c) Acidentes de trabalho do pessoal envolvido nas operações mineiras A r t i g o 1 5 4 (Reembolso dos Investimentos) 1. multas ou quaisquer compensações devidas até à data do abandono formalme pelo órgão competente do ministério da t b) Cumprir todas as obrigações relativas às questões am c) Cumprir qualquer obrigação exigida por lei ou pelo contrato de investimento até à data em que o aba produzir efeitos. o titular do títu pode. impostos devidos e apresentação da prova de pagamento da publicação alargamento da área. como tal definidos na lei. o título de exploração 5. o ministro da tutela envia cópia do contrato à Agên Investimento Privado (ANIP). a qualquer altura durante a vigência do mesmo. o ministro da tutela envia cópias dos mesmos Finanças para apreciação do pedido de isenções fiscais e/ou aduaneiras. 6. não inicia nenh desenvolvimento ou operações de mineração na área para a qual o alargamento foi autorizado. Sem prejuízo dos termos e condições previstos no cont rato de investimento respectivo. 2.

regime geral de investimento privado aprovado pela Lei do Investimento Privado e seus regulamentos fiscal e cambial, sujeitandose às sanções previstas nessa legislação em caso de não cumprimento dos prazos para realizar o 2. Compete ao ministério da tutela ou à concessionária nacional, conforme os casos, fiscalizar os prazos p do investimento pelo investidor, nos termos exactos das obrigações legais e contratuais assumidas por est A r t i g o 1 5 8 (Prazos da Tramitação do Processo de Investim Os prazos a observar na tramitação dos processos de investimento privado mineiro são a) Resposta ao pedido de Concessão Mineira, 30 dias depois da entrada do requerimento no serviço Cadastro; b) Emissão do Certificado de Registo do Pedido de Concessão Mineira (CRPCM), 45 dias após a entrada do serviço competente do cadastro; c) Criação da Comissão de Negociação, no espaço de 30 dias após a apresentação da Declaração de In imento, acompanhada do CRPCM ou do EVTE e do Estudo de Ambiental, conforme os casos, pelo investid d) Negociação dos contratos de concessão, até 60 dias após a criação da Comissão de e) Formulação da Acta das Negociações e remessa à entidade competente para aprovação do contrato, a de findas as negociações; f) Aprovação do contrato pelo ministro da tutela, até 8 dias depois de recebida a Acta das g) Emissão do Título Mineiro, até 8 dias depois da aprovação do contrato pelo órgão h) Remessa de cópias do contrato ao Ministério das Finanças, ao governo da província e à ANIP, até 8 emitido o título mineiro pela entidade compe i) Emissão do Certificado de Registo de Investimento Privado (CRIP) pela ANIP e remessa de cópia do m Nacional, até 8 dias depois de recebida a cópia do contrato aprovado e do tít j) Emissão da Título de Importação de Capitais, até 15 dias após a recepção pelo Banco Nacional da cópia pela ANIP. A r t i g o 1 5 9 (Prazos para o Concurso Público) Nos procedimentos de concursos públicos aplicamse as regras e os prazos previstos na legislação sobre co públicas, com as devidas adaptações; A r t i g o 1 6 0 (Efeitos do não Cumprimento dos Prazo O não cumprimento dos prazos por parte dos órgãos competentes para decidir significa recusa do pedido legais do procedimento e do contencioso administrativo. A r t i g o 1 6 1 (Controlo dos Prazos) O controlo dos prazos do procedimento para o investimento privado no sector m através de documentos protocolados de todos os passos da tramitação processual do investimento privad da instituição e do funcionário que recebe ou envia os documentos, as datas, as horas, as assinaturas e, carimbos em uso nas inst ituições intervenientes. A r t i g o 1 6 2 (Penalizações por não Cumprimento de Praz O não cumprimento, doloso ou culposo, dos prazos é passível de procedimento contencioso administrativ legislação pertinente, submetendose as concessionárias nacionais e os seus representantes legais a este do poder administrativo público que lhes é atribuído na negociação de contratos administrativos de conc mineiros. A r t i g o 1 6 3 (Reclamação e Recurso) O não exercício do direito de reclamação ou recurso nos prazos estabelecidos na legislação sobre contencioso administrativo tem como efeito a caducidade dos pedidos ou requerimentos de direitos minei origem, nos termos da lei. C A P Í T U L O REGIME DE INVESTIMENTO EM MINERAIS ESTRATÉGICOS A r t i g o 1 6 4 (Regras e Procedimentos Especiais) 1. O investimento privado na exploração de minerais considerados estratégicos nos termos deste código complementar, realizase de acordo com as regras e procedimentos do regime geral estabelecido neste seguintes adaptações: a) A competência para negociar os cont ratos é exercida pela Concessionária Nacional, ou pelo órgão que criar para regular o exercício de direitos de certos minerais estratégicos, os quais são revesti administrativos públicos para efeitos de negociação de direitos mineiros e da responsabilidade administrativa dos seu b) A aprovação dos contratos é da competência do Conselho de c) A competência para aprovar os contratos de investimento para a fase de investigação geológicomineira pode ser delegada pelo Governo ao órgão de tutela, se, terminada a fase de prospecção, o investimen primeiros cinco anos de exploração, se revelar igual ou inferior ao correspondente a USD

d) A elaboração dos termos de referência para o concurso público e a composição da Comissão de Nego nos artigos988º (sobre Concurso Público) e 113º (sobre a Comissão de Negociação de Contratos) devem t da Concessionária Nacional, ou do órgão que o Governo vier a criar para regular o exercício de direitos de nos termos referidos nessas alíneas; e) Cabe ao Chefe do Governo aprovar a comissão ou o órgão competente para negociar os contratos objecto os minerais estratégicos que ainda não estejam sob a tutela de uma concessionária naci determinado órgãopúblico regulador. A r t i g o 1 6 5 (Tramitação dos Contratos depois de Aprovad Depois de aprovados pelo Conselho de Ministros, os contratos são devolvidos ao órgão de tutela para e mineiro, remessa de cópias do contrato e do título mineiro ao governo da província onde se realizará o Ministério das Finanças, quando houver lugar a isenções fiscais aprovadas pelo Governo, e à ANIP, para efe do CRIP e da Título de Importação de Capitais, sempre que haja investimento externo, nos termos estabel de investimento privado geral da secção anterior deste código. A r t i g o 1 6 6 (Realização do Investimento) 1. Compete ao ministério da tutela fiscalizar o cumprimento do investimento privado em minerais estra estejam sob a alçada legal de uma concessionária nacional, nos mesmos termos da fiscalização d investimento privado estabelecido no regime geral da secção anterior dest 2. Tratandose de minerais estratégicos sob a alçada legal de uma concessionária nacional, depois de apr respectivo pelo Conselho de Ministros, e emitido o respectivo título mineiro pelo órgão de tutela, para alé referidas no artigo anterior, o ministro da tutela envia igualmente cópias dos contratos e dos tít Concessionária Nacional, no prazo de 5 dias úteis, competindo a esta fiscalizar a realização do investimento após obtidos o CRIP e a Título de Importação de Capitais, no caso de investimento externo, nos me fiscalização estabelecidos no regime de investimento privado geral da secção anterior deste código. C A P Í T U L O X REGIME DE INVESTIMENTO MINEIRO ARTESANA S e c ç ã o Investimento na Mineração Artesanal Artigo 167º (Definição) 1. Considerase mineração artesanal aquela em que não é empregue mão de obra assalariada e em exclusivamente métodos e meios artesanais, sem intervenção de meios mecânicos auto propulsores, mineira industrial. 2. Os materiais e equipamentos para a mineração artesanal são, nomeadamente, enxadas, picareta peneiras ou crivos, bacias, baldes, luvas, pincelas, balanças, capacetes e botas. A r t i g o 1 6 8 (Proibição de equipamentos Industriais) 1. É proibido o uso de qualquer equipamento ou meios diferentes do especificado no artigo anterior, fi confisco os materiais proibidos que forem encontrados na posse dos mineradores, sem prejuízo de determinadas pela lei e por este cód 2. O uso de geradores de até 5 KVA é permitido, mas apenas para iluminação, em caso de trabalho nocturn A r t i g o 1 6 9 (Regime Legal e Enquadramento) 1. A mineração artesanal apenas é admitida nos termos do presente 2. O Governo pode aprovar regras suplementares para regular a actividade mineira artesanal, de especificidade de cada mineral. 3. O ministério da tutela deve criar condições para a integração dos mineiros artesanais em cooperativas organizadas de actuação, que resultem num melhor aproveitamento dos recursos naturais em benefícios d harmonia com a política do Governo para o sector mineiro. A r t i g o 1 7 0 (Regime de Investimento Artesanal) 1. O investimento em actividades mineiras artesanais realizase sob o regime de mineração artesanal, d definição de produção artesanal e das regras estabelecidas para tal actividade neste código e nos respe complementar. 2. Em tudo que não contrarie disposições específicas sobre investimento na produção artesanal estabeleci e em legislação complementar, aplicamse no investimento em actividades mineiras artesanais, com adaptações, as regras do regime geral de investimento privado e de atribuição de direitos mineiro. A r t i g o 1 7 1 (Obtenção de Direitos para Mineração Artesa 1. O investimento em actividades mineiras artesanais realizase mediante títulos de concessão de direitos p artesanal, atribuídos por Despacho do ministro da 2. O requerimento para a obtenção do título de concessão de direitos de mineração artesanal é dirig contendo os dados que permitam identificar o investidor, o preenchimento das condições e requisitos e código e em legiaslação complementares para a actividade mineira artesanal e o mapa da área requerida. S e c ç ã o I

Concessão de Direitos de Mineração Artesanal A r t i g o 1 7 2 (Áreas para a Mineração Artesanal) 1. Por decisão do Conselho de Ministros, podem ser reservadas ao exercício da mineração artesanal determ ocorrências mineiras. 2. As áreas consideradas adequadas para a mineração artesanal, são apenas aquelas cujas característica permitam a realização da actividade mineira em escala 3. Não podem ser reservadas à mineração artesanal aquelas áreas que estejam vedadas à actividade mine objecto de outros tipos de direitos mineiros. A r t i g o 1 7 3 (Licenciamento) Os direitos para o exercício da actividade de mineração artesanal são atribuídos pelo ministro respons mineiro ou por outra entidade a quem este delegue esta competência. A r t i g o 1 7 4 (Dimensão das Áreas) As dimensões das áreas para a mineração artesanal não pode exceder 5 km2, devendo ser demarcado nos da demarcação das áreas de produção industrial. Artigo 175º (Duração) Os direitos mineiros para o exercício da mineração artesanal são atribuídos por um período de três an prorrogados por mais três anos, sendo posteriormente prorrogados por períodos sucessivos de u esgotamento do recurso mineral explorável. A r t i g o 1 7 6 (Requisitos de Acesso à Mineração Artesan 1. Os direitos mineiros para a produção artesanal apenas podem ser atribuídos a cidadãos nacionais maio 2. Quando se trate de minerais estratégicos os cidadãos referidos no número 1 deste artigo devem residir menos 5 anos consecutivos. 3. É competente para emitir documento comprovativo de residência a autoridade administrativa do loc ouvida a autoridade tradicional respectiva. 4. Os direitos mineiros poderão ser atribuídos a pessoas singulares ou colectivamente ao agregado familia ou a cooperativas que reúnam os requisitos estipulados neste código e na regulamentação específica. Artigo 177º (Restrições) 1. Não é permitida a detenção pelo mesmo titular de mais de uma concessão para minera 2. Só pode realizar mineração artesanal quem estiver legalmente autorizado nos termos deste código actividade estenderse ao seu agregado familiar nacional até um máximo de 1 3. Quando o titular do direito de mineração artesanal pretenda incluir na actividade os membros do seu a estes deverão, a requerimento do titular do direito com indicação dos nomes, grau de parentesco, cópias de identificação e comprovativo de residência, obter junto do órgão provincial competente, a indicar pe tutela, o documento que os identifique como estando afectos àquele título. Este documento de identificaçã modelo aprovado pelo ministério da tutela e tem a validade de 1 ano, renovável. A r t i g o 1 7 8 (Obrigação de Identificação) 1. Todos os trabalhadores da mineração artesanal são obrigados a usar a identificação legalmente inst estadia e laboração nas áreas atribuídas pare este 2. Só podem permanecer na área de exploração mineira artesanal o titular do direito e aqueles que seja documento de identificação válido referido no artigo anterior deste artigo. A r t i g o 1 7 9 (Isenção de Taxas de Superfície) Os titulares de direitos de mineração artesanal estão isentos do pagamento da taxa de superfície. Artigo 180º (Cadastro) Compete ao órgão de tutela do sector o estabelecimento de um cadastro específico para o acompanhame actividade mineira artesanal. A r t i g o 1 8 1 (Fiscalização) Sem prejuízo das responsabilidades dos órgãos policiais e de segurança, compete ao órgão de tutela do autoridades locais competentes, o acompanhamento e fiscalização legal e técnica da actividade mineira ar A r t i g o 1 8 2 (Protecção Ambiental) 1. Os detentores de direitos mineiros para a mineração artesanal estão obrigados ao cumprimento das no para este tipo de actividade mineir 2. O Órgão da tutela e demais autoridades competentes estão obrigados a prestar todo o apoio aos deten mineiros de mineração artesanal, para que estes possam cumprir o estabelecido neste código e na demais o ambiente A r t i g o 1 8 3

(Extinção de Direitos) À extinção dos direitos mineiros de mineração artesanal aplicamse, com as necessárias adaptações, as re dos restantes direitos mineiros. A r t i g o 1 8 4 (Suspensão da Mineração Artesanal) 1. Sempre que se justifique, por motivos de saúde pública, ambiental ou outras razões ponderos fundamentadas e justificadas, poderão ser temporariamente suspensos os direitos de realização de qua relativa à mineração artesanal numa determinada 2. A suspensão temporária apenas poderá ser mantida enquanto perdurarem as circunstâncias que tiverem sua existência, salvo a ocorrência de novas situações que reúnam os requisitos exigidos no número prolongamento da suspensão da actividade de mineração. A r t i g o 1 8 5 (Direitos do Minerador Artesanal) 1. O titular do direito ao exercício da mineração artesanal tem o poder legal de realizar as operações min do recurso mineral autorizado na área a si concedida, armazenar, transportar e comercializar o produto com o presente código e os regulamentos que incidam sobre a actividade mineir 2. O titular do direito ao exercício da mineração artesanal pode ainda invocar em seu favor os direitos direitos mineiros, salvo se das suas características decorrer claramente que os mesmos não podem ser tipo de actividade. A r t i g o 1 8 6 (Deveres do Minerador Artesanal ) 1. O titular do direito ao exercício da mineração artesanal fica sujeito aos seguin a) Realizar as actividades mineiras de acordo com o estabelecido neste código, nos regulamentos sobre títulos de concessão; b) Cumprir as normas ambientais ao abrigo da legislação c) Colaborar com as autoridades, sempre que as circunstâncias o d) Responder pelas falhas e incumprimentos das pessoas que consigo trabalham na concessão m responsabilizarse solidariamente pelos prejuízos causados por eles ao Estado ou e) Manter actualizadas os títulos de concessão e os documentos de identificação relativas ao exercício mineração artesanal concedidos. 2. Aos titulares de direitos mineiros para exploração artesanal devem cooperar com as autoridades denúncia de práticas de exploração ilegal, tráfico ilícito de minerais estratégicos e de todas as activida configurar crimes ou infracções administrativas previstas por lei. C A P Í T U L O X I COMERCIALIZAÇÃO DE MINERAIS S e c ç ã o Disposições Comuns A r t i g o 1 8 7 (Comercialização do Produto da Mineração) Os titulares de direitos mineiros têm o direito de comercializar o produto da exploração mineira, deven condições estabelecidas neste código sobre comercialização de minerais e às disposições dos respectiv compra e venda. A r t i g o 1 8 8 (Exportação de Minerais) 1. A exportação dos minerais extraídos da zona económica de jurisdição territorial de Angola se licenciamento pelo órgão competente do Ministério do Comércio e de um despacho aduaneiro da Direcç Alfândegas, dandose conhecimento do facto ao ministério da 2. É proibida a exportação de recursos minerais nacionais provenientes de explorações não autorizadas n código, sem prejuízo das penalidades previstas neste código e noutra legislação aplicável. A r t i g o 1 8 9 (Importação de Minerais) 1. A introdução de qualquer mineral em território nacional carece de parecer prévio do ministério da permitida é sempre objecto de despacho aduaneiro 2. Logo que efectuadas as operações de importação de recursos minerais, devem os respectivos d quantitativos ser levados ao conhecimento do ministério da tutela para efeitos estatísticos e 3. Excluemse do regime estabelecido neste artigo, a importação de matérias primas de origem mineral p materiais de construção e as águas minerais, cujo regime é o estabelecido nos capítulos respectivos de legislação especial. S e c ç ã o I Comercialização de Minerais Estratégicos A r t i g o 1 9 0 (Regime Jurídico) 1. Salvo se de outro modo for definido pela legislação específica de cada mineral estratégico, como Governo, a comercialização de minerais estratégicos é realizada com observância das regras da presen código. 2. A comercialização de minerais estratégicos deve ter em conta o carácter específico e a especialidade d

avaliação dos mesmos, bem como as características particulares do mercado internacional, procurandos recursos no interesse da economia nacional. A r t i g o 1 9 1 (Canal Público de Comercialização) 1. A comercialização de minerais estratégicos é feita através de uma empresa ou instituição a criar pelo função específica de canal público de comercialização para cada mineral estratégico, acautelandose sem interesses dos produtores. 2. Cada órgão público de comercialização de minerais estratégicos tem direito a uma comissão para cobe operacionais em que esteja envolvido, que não poderá exceder 2,5% do valor dos minerai 3. As empresas concessionárias produtoras de minerais estratégicos têm o direito de participar nas n elaboração dos contratos ou acordos de comercialização dos minerais estratégicos que forem produzidos n A r t i g o 1 9 2 (Exportação de Minerais Estratégicos) 1. As exportações de minerais estratégicos são objecto de licenciamento pelo organismo competente Comércio e da Direcção Nacional das Alfândegas, conhecimento do facto ao ministério da t 2. O órgão público de comercialização procederá, previamente à exportação, à classificação e avaliaç estratégicos entregues pelos produtores. 3. Poderá ser efectuada uma avaliação provisória, sendo a avaliação definitiva realizada com a intervenção podendose recorrer, sempre que as circunstâncias ou a natureza do mineral o exijam, a um avaliador int conceituado, contratado quer para a avaliação provisória, quer para participar e certificar a avalia 4. Em todas as fases do processo de avaliação o produtor tem o direito de utilizar um avaliador por ele esco Artigo 193º (Certificação de Minerais Estratégicos para Exporta 1. É obrigatória a institucionalização, pelo ministério de tutela, de um sistema para a certificação de orig estratégicos que se destinem à exportaç 2. Sempre que, relativamente a um mineral considerado estratégico, sejam verificados os motivos de fact adopção da Certificação do Processo de Kimberly (CPK) para os diamantes, designadamente as razõ Resolução n.º 55/56 da Assembleia Geral das Nações Unidas, deve ser emitido o competente certific 3. As normas nacionais adoptadas no quadro do CPK são supletivamente aplicáveis a outros miner respeitadas as especificidades de cada mineral. A r t i g o 1 9 4 (Extraterritorialidade das Regras de Certificação 1. É proibida a impor tação, t rânsi to, t ratamento, benef iciação, comercializados ou outro tipo de dispos estratégicos cuja obtenção tenha implicado a prática de acções contrárias aos fins visados pelo sistem vigentes em Angola. 2. Os termos do número anterior são igualmente aplicáveis a casos em que exista receio justifi aproveitamento dos referidos minerais estratégicos haja sido a) Sem a observância dos requisitos mínimos de preservação ambiental e de respeito às comunidad República de Angola; b) Mediante a utilização de mão de obra c) Com recurso a trabalho forçado ou outras formas de prestação laboral proibida pelo ordenamento ju 3. Os minerais estratégicos que se prove terem sido aproveitados em desobediência ao disposto nos nú serão objecto do mesmo tratamento que, em circunstâncias semelhantes, seria aplicado aos diamantes no A r t i g o 1 9 5 (Comercialização dos Minerais Acessórios) A comercialização de minerais acessórios que ocorrerem nos jazigos de minerais estratégicos em exploraç termos da secção anterior deste capítulo, salvo tra de outros minerais estratégicos, caso em que toda a produção será vendida nos termos referidos ne legislação especial sobre a matéria. A r t i g o 1 9 6 (Comercialização da Produção Artesanal de Minerais Estra 1. Os minerais estratégicos extraídos nas áreas de exploração artesanal são obrigatoriamente vendidos de comercialização respectivo. 2. Previamente à venda dos minerais estratégicos referidos no número anterior, é feita uma avaliação local, para efeitos de determinação do preço de 3. O valor de cada remessa de minerais estratégicos de origem artesanal adquirido pelo órgão público de será pago ao minerador licenciado, imediatamente após a avaliação. LIVRO III DA CIRCULAÇÃO DE PESSOAS E BENS, DA FISCALIZAÇÃO E PENAL IZAÇÕES C A P I T U L O X I I CIRCULAÇÃO DE PESSOAS E BENS NAS ÁREAS DE AC MINEIRA A r t i g o 1 9 7 (Limites à Circulação de Pessoas e B

A r t i g o 2 0 2 (Circulação de Pessoas dentro das Zonas de Pro 1. a circulação de pessoas e bens. 2. As Zonas de Protecção são estabelecidas pelo ministério da tutela. à sua custa e segundo o tra indicado pelas autoridades competentes. a partir dos limites externos dos depósitos ou jazigo demarcação mineira; b) As áreas correspondentes às ocorrências de minerais encontrados ao abrigo de uma título de prospecçã uma faixa envolvente num raio de até 5 km. sendo consideradas Zonas Restritas. delimitar com v no todo ou em parte. os seus rep trabalhadores vinculados à actividade de produ 2. a residência e o exercício de actividades económicas nas Z Mineira são regulados nos artigos seguintes. Para efeitos da presente código.1. As Zonas Restritas devem ser assinaladas no terreno. até um raio de 1. através de marcos e tabuletas. são vista ao desenvolvimento futuro de actividades mi 2. de prevenir aquelas 5. São Zonas de Reserva Mineira as parcelas do território nacional que. A circulação de pessoas dentro das Zonas de Protecção só pode ser feita por estradas e caminhos públ pessoas que por eles circularem fazerse acompanhar dos seguintes d a) Bilhete de Identidade ou outro documento comprovativo da respectiva identidade que ten b) Documento emitido pelos serviços a que pertencer. dentro de uma determinada zona. As Zonas de Protecção devem ser assinaladas no terreno através de marcos e tabuletas. bem como de outras entidades ou pessoas especialmente autorizadas pelo titular dos direitos mineiros. demarcadas ao abrigo do presen 2. A circulação de pessoas dentro das Zonas Restritas é fiscalizada pelos titulares dos direitos mine devendo tomar as medidas adequadas para prevenir os efeitos nocivos que estas restrições visam preveni lei. A r t i g o 1 9 8 (Zonas Restritas) 1. compreendendo os depósitos ou jazigos e as respectiva beneficiação. as zonas restritas. devendo a sua dimensão estar de acordo co contextual objectiva. a pedido das concessionárias. A r t i g o 2 0 1 (Acesso e Circulação nas Zonas de Actividade M 1. O ministério da tutela poderá estabelecer uma distância superior à consagrada neste artigo quando se t de minerais estratégicos. no período que decorrer entre a descoberta das ocorrência dos direitos de mineração. Constitui responsabilidade do titular do direito mineiro em causa construir. bem visíveis voltadas para o exterior e situadas nos vértices das figuras geométricas que as definirem. As Zonas de Protecção a que se refere a alínea b) do nº 1 devem manterse com os mesmos ou outros l em que. 4. bem como os depósitos. a estabelecer por prudente critério do órgão competente. nos termos do artigo 11º (sobre Á para a Actividade Mineira). salvo para o titular dos direitos mineiros em vigor. contendo os dizeres “ Zona de Protecção de Minerai Proibida” e a indicação do título do direito mineiro e do seu respecti 3. Compete ao Conselho de Ministros estabelecer as Zonas de Reserva Mineira sempre que haja conhecim previsão de ocorrências de minerais em qualquer parcela do território 3. São Zonas Restritas as áreas de mineração. num raio de até 5 K por prudente critério do órgão competente. as áreas de produção mineira dividemse em Zonas Restritas. Zonas Zonas de Reserva. vias de comunicação alternativas às estradas e caminhos públic por uma zona restrita. sejam demarcadas zonas de produçã 4. de minerais para a construção civil e de águas minerais são consid produção mineira para efeitos deste capítulo. É proibido o acesso às Zonas Restritas. Os limites. nos termos do artigos seguintes. a residência e o exercício de actividades económic controlados. a circulação de pessoas e bens. minas e as instalações situadas dentro de A r t i g o 1 9 9 (Zonas de Protecção) . 3.São Zonas de Protecção as seguinte a) As áreas correspondentes às faixas de terreno que envolvem as Zonas Restritas. As áreas de produção artesanal. desde que realizado m comunicação formal ao titular do direito e às autoridades policiais 3. 2. limitados ou proibidos nas áreas de actividade mineira ou a ela reservadas. assim com cruzamento com as estradas e caminhos públicos. assim com cruzamento com as estradas e caminhos públicos. Acesso Proibido” título do direito mineiro e do seu respectivo 3. não tendo ainda sido objecto de qualquer concessão de direitos mineiros. contendo os dizeres “Zona Restrita. é permitido. no seu interesse e sem necessidade de autorização. O acesso. prevenir a subtracção. O acesso de entidades do Estado às Zonas Restritas. a externos dos depósitos ou jazigos protegidos.000 metros. O titular do direito mineiro pode. A r t i g o 2 0 0 (Zonas de Reserva Mineira) 1. bem visíveis voltadas para o exterior e situadas nos vértices das figuras geométricas que as definirem. ou pela autoridade administrativa da área da resp . extracção e tráfico ilícito de minerais. nas ocorrências de minerais protegidos.

designadamente escolas. nos termos deste código e do estabelecido em reg trabalhem. em condições equivalentes. em sistema de autodefesa. 2. O trânsito pelas estradas e caminhos públicos existentes nas Zonas de Protecção está sujeito a fi autoridades policiais competentes e pelos titulares dos direitos mineiros respectivos. te de abastecimento de água e outros. A vigilância e o controlo de pessoas e bens nas Zonas Restritas e nas Zonas de Protecção. centros de convívio. industriais. A r t i g o 2 0 3 (Circulação de Bens) 1. 3. A circulação de mercadorias pela Zona de Protecção será igualmente permitida mediante credencial pas dos direitos mineiros respectivos. a circulação e a permanência nas áreas demarcadas para a mineração artesanal só são portadores da respectiva título e àqueles que. alheia à actividad 2. Os titulares de direitos mineiros sob cuja responsabilidade esteja o reagrupamento residencial de pop em consideração os programas de fomento económico e de promoção social definidos pelo Governo Governo da Província zelar pelo seu int cumprimento. co destinatário. O disposto nas alíneas a) e b) do número anterior não se aplica aos edifícios e construções situados nas e nas Zonas de Protecção que forem expropriados por utilidade pública nos term 4. A vigilância e o controlo de pessoas e bens nas áreas demarcadas para produção artesanal são realiza Quando as áreas estiverem inseridas nas zonas de produção industrial. É proibida a residência nas Zonas Restritas e nas Zonas de Protecção. segurança e controlo de circulação de pessoas e bens que confere. No exercício das atribuições de vigilância. os titulares dos direitos respectivos no dever de observar o segu a) A construção de habitações condignas. assim como respectivos jazigos e da actividade de produção mineira. sempre que solicitado por aquelas entidades. 3. são realizados pelos titulares dos direitos mine com meios próprios e pessoal por elas contratado. Os poderes de vigilância e controlo de pessoas e bens atribuídos às entidades referidas nos número prejudicam a competência genérica atribuída por lei à Polícia Nacional e aos órgãos de segurança. em tal caso. agrícola ou outra. Artigo 205º (Residência) 1. 3. às que existiam n transferidos. nos termos em que a lei o 2. agrícolas. incumbe aos titulares de direitos mineiros e às empresas de a) Manter em constante vigilância as zonas sob seu controlo e fiscalizar o trânsito de pes . existentes à data da demarcação no interior das Z das Zonas de Protecção. Compete ao Governador da Província. desde q reagrupamento residencial das populações aí residentes para fora dessas zonas. pelos prejuízos que a interdição referida no número anterior 3. ou para outros fins públicos releva da lei. É permitida a expropriação por utilidade pública de bens existentes nas Zonas Restritas e nas Zon sempre que se trate de áreas de exploração de minerais estratégicos. pecuários ou outros. sendo obrigatória a a documentos referidos no número anterior deste artigo. comercial. A r t i g o 2 0 4 (Actividades Económicas) 1. em colaboração com os representantes das comunidades lo aprovar o programa de reagrupamento das populações proposto pela concessionária. a vigilância será feita em cola titulares dos direitos mineiros respectivos. tendo em conta o es artigo. nunca inferiores às que possuíam as pessoas b) A construção de infraestruturas sociais e comunitárias. em que as mesmas estejam claramente identificadas. A r t i g o 2 0 8 (Atribuições dos Titulares de Direitos Mineiros em Matéria de 1. A r t i g o 2 0 6 (Restrições nas Áreas de Mineração Artesa O acesso. sendo nelas rigorosamente proibida qualquer actividade económica estranha à produção mineir A r t i g o 2 0 7 (Órgãos de Controlo de Pessoas e B 1. É vedada a realização de qualquer tipo de actividade económica nas Zonas Restritas e nas Zonas de Pro for a sua natureza. 5. o mais possível constituindose. A circulação de mercadorias pela Zona de Protecção é permitida sempre que se fizerem acompan expedição emitida pelo Governo Provincial.ou pela concessionária. Só é permitida a criação e demarcação de Zonas Restritas e/ou de Zonas de Protecção. Nenhuma mercadoria pode entrar ou sair da Zona Restrita sem autorização do titular dos direitos mine 2. com continuar o trânsito. É responsabilidade dos titulares dos direitos mineiros respectivos indemnizar os titulares dos e comerciais. industrial. salvo para as pessoas vinculada de produção mineira. 2. pelo menos. ou mediante a contratação segurança especializadas.

garantir que a mesm consonância com os interesse públicos e prevenir transgressões às disposições deste código e da legislaçã 3. C A P Í T U L O X I TRANSGRESSÕES ADMINISTRATIVAS E SUA FISCALIZAÇÃO A r t i g o 2 1 0 (Fiscalização) 1. observandose as obrigações contratuais ou que constem dos títulos de direitos sobre amostras de concreto. sempre que tais susceptíveis de causar danos à saúde das pessoas ou ao c) Cumprir as regras e determinações das autoridades competentes sobre trânsito de bens sujeitos a cuid d) Acondicionar ou embalar os minerais a transportar em embalagens e contentores adequados ao tra e) Garantir que o acondicionamento e embalagem dos minerais tenham as condições de segurança necess de mineral a transportar; f) Garant ir a segurança das t ripulações. O trânsito de minerais está sujeito à observância de regras específicas que atendam à natureza d necessidade de garantir a segurança dos mesmos. podem as entidades e pessoas encarregadas da segurança e do contr de pessoas e bens realizar os seguintes a) Identificar e proceder a revistas de rotina aos seus trabalhadores e. o exercício de actividades económicas e o acesso de pessoas e bens às lei interdita tais factos; c) Prevenir a realização de toda e qualquer actividade de prospecção. às pessoas que entr zonas restritas ou circulem ou se encontrem nas demais áreas sob seu controlo. dos bens e dos serviços afectos ao exercício mineiras; 2. nos termos e no praz lei n. credenciais ou guias de expedição de mercadorias que o acesso á área careça dessas autoriz c) Deter preventivamente os agentes dos crimes previstos na presente código. os enviará à aprovação do Ministério do Interior. pesquisa.b) Impedir a residência. Compete aos titulares de direitos mineiros publicar regulamentos internos sobre matéria de vigilân controlo. sempre que tal necessidade 3. assim como aos objectos e que sejam portadoras ou que estejam sob sua respons b) Exigir a apresentação de autorizações de acesso. de modo geral. Compete ao ministério da tutela fiscalizar o exercício das actividades geoló 2. as armas e apetrechos de acampamento encontrados na posse dos agentes da infracção são considerados instrum 5. 7. opondose a toda e qualquer actividade que aten segurança; e) Garantir a segurança das pessoas. está sujeito ao regim artigo. Para os efeitos do disposto na alínea c) do número anterior. prevenir e garantir a) Que o exercício dos direitos mineiros concedido nos termos deste código e da legislação complemen acordo com as respectivas regras normativ b) Que o titular de direitos mineiros exerça as suas actividades de acordo com as normas técnic administrativas e sociais em vigor; c) Que as condições de trabalho nas minas e suas dependências estejam de acordo com as exigên recomendações dos órgãos competentes; d) Que a conservação e difusão da documentação de carácter geral sobre a exploração dos recursos mine acordo com o que está estabelecido legal ou administrat . das instalações. prevenindo riscos de contaminação do ar das cabines em que s quedas ou desprendimentos de carga; g) Prevenira prática de furtos ou de outros atentados à propriedade. O trânsito de minerais para amostras laboratoriais ou outros fins transitórios. tomando as medidas que se mostr solicitando apoio às autoridades de segurança pública. entre outras. Os bens apreendidos e as pessoas detidas devem ser entregues ao magistrado do Ministério Público Polícia Nacional que se encontrar mais próximo do local da detenção ou apreensão. No exercício das suas atribuições. bem como a defesa do ambi 2. Os Regulamentos referidos no número anterior devem ser remetidos previamente ao ministério da parecer favorável. a protecção da saúde das pessoas e da salubridade do transitem. A fiscalização mineira tem por finalidade. A fiscalização da actividade mineira visa assegurar o desenvolvimento harmonioso da indústria minei base numa sã e racional exploração e aproveitamento dos recursos minerais do país. constituem obrigaç de direitos mineiros quanto ao trânsito de minerais os a) Obter dos órgãos competentes as guias de trânsito que se b) Dar notícia do trânsito de minerais às autoridades por onde transitarem os mesmos. o trânsito. de 17 de Julho. quando em flagrante delito imediato ás autoridades policiais competentes 4. Sem prejuízo de outras medidas a aprovar pelos órgãos competentes do Governo. A r t i g o 2 0 9 (Trânsito de Minerais) 1. aplicáveis nas zonas restritas aos seus trabalhadores e às pessoas por lei autorizadas ou con naquelas zonas. reconhecimento e autorizada de minerais; d) Assegurar a protecção de jazigos e ocorrências. os meios de transporte.º 18A/ 92. ou noutros termos e prazos que lhes venham legalmente 6.

Quando a sanção a aplicar for a de suspensão das operações geológicas e mineiras ou a de multa super moeda nacional equivalente a USD 10. sem prejuízo da faculdade de delegar esses poderes. As funções do Comando de Segurança Mineira são a concepção. É competente para aprovar as transgressões mineiras administrativas e estabelecer as sanções co Conselho de Ministros. por transgressão administrativa ou imponham a suspensão das operações mineiras nos termos deste código e da legislação complementar crime de desobediência qualificada e constitui fundamento para rescisão do contrato. A Segurança Mineira funciona sob a dependência e coordenação de um comando operativo único. As multas por transgressões mineiras administrativas revertem a favor do Estado ou de instituição púb Decreto do Conselho de Ministros.4. s das sanções da competência do respectivo Ministro. Sem prejuízo das sanções penais previstas neste código e na restante legislação penal aplicável. A r t i g o 2 1 3 (Efeitos do não Cumprimento de Penas Administr O não cumprimento das penas aplicadas nos termos do Artigo 211º (sobre Penalizações das Infracções depois da notificação do Despacho do ministro da tutela que a aplicou. abreviadamente CSM. que aprova também o seu Estatuto Interno. 2. fiscalização e execução de a de prevenção e repressão da exploração ilegal e do tráfico ilícito de minerais estratégicos e de outras atentem contra as disposições legais pertinen 3. controlo. 3. são conferidas aos órgãos de segurança e às empresas especializadas de segurança pr Restritas. de instrução criminal e judiciária e regerse pelo mais escrupuloso respeito dos direitos legítimo das disposições legais em vigor C A P Í T U L O X SEGURANÇA DOS MINERAIS ESTRATÉGICOS A r t i g o 2 1 7 (Corpo Especial de Segurança Mineira) 1. de transgressão punível exclusivamente com m 3. Tendo em vista a execução plena e eficaz das suas atribuições. reservandose uma comissão de até 10% do valor global das multas pa fiscalização autuantes. tudo de harmonia com a lei e o i 4. com natureza de serviço administrativ podendo ter autonomia financeira. em matéria de vigilância. A acção do Comando de Segurança Mineira tem por finalidade a garantia do cumprimento da lei. entre um mínimo equivalente a USD 1. segu de pessoas e bens. A iniciativa e a tramitação processual são da competência do ministério da tutela e dos seus agentes. O Governo pode criar uma corporação policial especializada para a segurança de minerais estratégicos. realizar actividades de instrução criminal. o CSM e os agentes da Segurança Mine .000 e um máx a USD 200. de Segurança Mineira. A Segurança Mineira realiza a sua actividade em estreita cooperação com as restantes corporações polic A r t i g o 2 1 8 (Comando de Segurança Mineira) 1. nos termos do prese A r t i g o 2 1 5 (Proibição de Instrução Penal) Os titulares de direitos mineiros e os agentes de segurança privada referidos nos artigos anteriores qualquer pretexto. A r t i g o 2 1 6 (Dever de Colaboração com as Autoridad O pessoal das empresas concessionár ias ou das empresas especializadas de segurança encarregadas pessoas e bens nas áreas produtoras de minerais estratégicos deve. ant aplicar a multa. O processo de aplicação de sanções administrativas tem por base um auto de notícia ou um processo 2. A r t i g o 2 1 4 (Responsabilidades os Órgãos de Segurança O disposto no artigo anterior não prejudica o exercício das atribuições que. 2. integrado hierárquica e funcionalmente no Ministério 2. na prevenção e combate ao tráfico il estratégicos e às demais actividades ilícitas previstas na presente código. A fiscalização mineira deverá ser exercida de forma a não perturbar o normal funcionamento das activ 5. com sanções pecuniárias em moeda nacional. nas Zonas de Protecção e nas áreas demarcadas para exploração artesanal. des de Segurança Mineira. deve ser ouvido o titular dos direitos mineiros respectivo. d minerais e da protecção dos meios e instrumentos de exploração mineira.000. agir em escrita colaboração com policiais. acrescidas da suspensão das operações geológica e mineiras até 90 dias s natureza da infracção o exija. disposições da presente código e à legislação complementar são punidas como transgressões administrat da lei.000. É proibida a intromissão na gestão das actividades mineiras a pretexto de fiscalização da actividade min A r t i g o 2 1 1 (Penalizações das Infracções Administrativas) 1. nos termos e percentagens a definir por Decreto Executivo Conjunto dos ministro finanças. A r t i g o 2 1 2 (Tramitação Processual) 1. abreviadamente “Segurança Mineira”. a aprovar pelo Governo.

controlar e executar toda a actividade operativa para prevenir e combater todas as acçõ contra as leis mineiras e as políticas do Estado para o sector c) Propor e aplicar medidas que garantam o desmantelamento de grupos. sujeitas a uma mesma direcção orgânica e a uma fiscalização comum do Mini 4. sob termo de entrega. aplicase o regime penal comum. transitarão. determinarem a apreensão de minerais estratégicos. tipificados neste código como infrac 2. O regime penal estabelecido neste capítulo aplicase às pessoas e aos actos envolvendo minerais e direitos e obrigações a eles associados. por qualquer forma. nos neste código; C A P Í T U L O X V TRANSGRESSÕES PENAIS S e c ç ã o (Prevenção e Repressão) A r t i g o 2 2 0 (Âmbito) 1. a Segurança Mineira pode realizar actos de investigação conducentes à recolha de provas instrução de processoscrime. que actuará como fiel depositária enquanto d Depois de avaliados. ao tráfico ou à mera posse de minerais que seja realizada à especialmente dos minerais estratégicos; b) Organizar. exploração. redes e indivíduos que se dediq ao tráfico ilícito de minerais e a outras práticas d) Zelar pela organização e execução do sistema de segurança industrial do sector mineiro nos casos em incida sobre um mineral estratégico; e) Executar a actividade de pesquisa operativa em todo o circuito de produção. tendente a prevenir furtos ilícitas sobre minerais estratégicos; f) Acompanhar as actividades desenvolvidas pelas empresas ligadas à prospecção.de regime remuneratório especial a aprovar pelo Governo. Os minerais apreendidos no âmbito de acção penal devem ser submetidos a exame e avaliação por peri credenciados pelo Ministério da Tutela e entregues a este. nos term neste código e na lei comum 3. colocados nas áreas de produção de minerais. investigação e instrução de processos penais de minerais estratégicos. Sem prejuízo das competências gerais dos órgãos policiais e de instrução penal estabelecidas por Mineira são conferidas as seguintes atribuições esp a) Assegurar o combate à exploração. e mediante requisição órgãos competentes de investigação e de instrução processual. nos termos estabelecidos pela 2. funcionários da justiça e demais trabalhadores dos restantes órgãos repressão criminal. mas que constituam infracção penal envol actos relacionados com a actividade minera. as q todo o caso. nos termos definidos no Artigo. A r t i g o 2 2 4 (Minerais Apreendidos) 1. em todo o territór órgãos policias especiais de prevenção e repressão de crimes envolvendo minerais estratégicos. em todo o território naci comuns de prevenção e repressão criminal do Estado. compra e de minerais estratégicos. A r t i g o 2 1 9 (Atribuições do Corpo de Segurança Mine 1. Em estreita dependência. A prevenção e repressão dos crimes envolvendo minerais estratégicos compete. Nos casos não tipificados como crime pelo presente código. para a 2. A r t i g o 2 2 2 (Regimes Especiais de Remuneração) O Conselho de Ministros pode estabelecer regimes especiais de remuneração para a Polícia Nacional Judiciais e do Ministério Público. nos termos estabelecidos pela lei para os órgãos de investigação e instru 2. A prevenção e repressão dos crimes envolvendo minerais comuns compete. O Governo pode criar no interior dos órgãos judiciários de investigação e instrução processual com especializadas de prevenção. terão direi equivalente a 25% do respectivo valor. Os minerais apreendidos serão depois do julgamento condenatório definitiva entregues aos seguinte . O Governo pode criar uma corporação policial especializada para a prevenção e repressão de cri minerais estratégicos. A r t i g o 2 2 3 (Recompensa por Colaboração) As pessoas que. A r t i g o 2 2 1 (Órgãos Competentes) 1. e sob a coordenação das autoridades com competência legal para a realização processoscrime. com vista à recolha de informações e demais elementos de interesse par segurança dos mesmos; g) Acompanhar e fiscalizar as operações de segurança realizadas autonomamente pelas empresas co direitos mineiros em geral; h) Emitir credenciais e outros documentos afins de acesso às zonas restritas e de reserva de minera i) Emitir credenciais e outros documentos de acesso e de trabalho nas áreas de exploração artesanal. sempre que a necessidade de prevenção o justifiquem.

é punida como crime de furto com a pena de 2 a 8 anos salvo se. pena de 2 a 8 anos de prisão 2. a pen anos de prisão maior. é punidos com prisão e multa até 2 2. em bruto ou transformados. em razão do valor dos minerais extraídos e das circunstâncias em que o crime 2. é pu de prisão e multa até 2 anos. assim como a sua simples extracção. S e c ç ã o I Crimes Mineiros A r t i g o 2 2 5 (Entrada não Autorizada em Zona Restri 1. de minerais estratégicos em bruto. se outra lhe couber. O tráfico ilícito de minerais estratégicos é punível com a pena de 8 a 12 anos de 3. A r t i g o 2 3 2 (Introdução Ilícita de Minerais Estratégicos em Território 1. Havendo negligência. depositados em lo conservação. é punível com a pena de prisão e multa até 2 an autores morais ou materiais. O furto de minerais estratégicos em bruto é punível com pena de 8 a 12 anos de prisão maior. de minerais bruto. A comercialização de minerais estratégicos transformados. prospecção. A actividade de reconhecimento. A r t i g o 2 2 9 (Furto de Minerais Estratégicos) 1. sem título. A r t i g o 2 2 8 (Actividade Ilícita de Exploração) A actividade de exploração de minerais estratégicos. a pena é a de prisão até 6 meses ou multa até 1 ano. é puni de furto. havendo extracção. A r t i g o 2 3 4 (Condições de Punibilidade) Os agentes dos crimes descritos nos artigos anteriores só são punidos se forem surpreendidos em flagrante . A r t i g o 2 2 7 (Actividade Ilícita de Prospecção) 1. através do ministério da tutela ou dos órgãos públicos de comercialização de minerais estr existirem. Constitui tráfico ilícito de minerais estratégicos a compra. depositados em locais de guarda e conservação. a dação em pagamento ou outra qu transmissão. sempre que tal comercialização esteja sujeit expressas ou a medidas de segurança especiais em razão da sua perigosidade para a saúde pública. a venda. de tratamento. A r t i g o 2 3 1 (Tráfico Ilícito de Minerais Estratégicos) 1. A introdução não autorizada em território nacional de minerais estratégicos em bruto. A r t i g o 2 3 3 (Tráfico de Minerais sem Valor) O tráfico de minerais sem valor fazendoos passar por minerais estratégicos. é punida cumplicidade. em razão do valor dos minerais extraídos. O furto de minerais estratégicos transformados. nos restantes casos.a) Às empresas detentoras de títulos de direitos de prospecção ou de exploração. agravadas. fora dos casos legalmente autorizados. Em caso de negligência a pena é a de prisão até 3 meses ou multa até 6 meses. em função da pouca gravidade do acto. 2. é punível com anos de prisão maior. pesquisa e avaliação de minerais estratégicos sem se nos termos deste código e da legislação complementar. 2. instalações de escolha. é punida com a pena de prisão. A posse ou mera detenção não autorizada de minerais estratégicos transformados. fora dos casos legalmente autorizados. sem o com título de concessão de direitos de exploração. assim como a saída do território nacional. em bruto ou transformados. pena de prisão e multa até 2 anos. Tratandose de minerais estratégicos perigosos para a saúde pública. A r t i g o 2 2 6 (Introdução Ilícita em Áreas de Mineração Arte 1. A mesma actividade praticada por agentes ou mandatários dos autores morais ou materiais. d segurança dos respectivos titulares; b) Ao Estado. 3. quando estiver clarame que foram extraídos ou furtados das jazidas de produção. se o agente não tiver residência permanente na zona em infracção. A pena é a de prisão e multa até 2 anos. sem que haja a intenção de furtar. numa área demarcada para a exploração artesanal de mine serão punidos com prisão até 6 meses ou multa até 1 2. podendo a pena ser subs até 1 ano. fora dos ca permite. outra mais grave lhe couber. A posse ou a mera detenção. 2. Todos os que se introduzirem. O acesso e a permanência de pessoas numa zona restrita de produção mineral estratégica. A r t i g o 2 3 0 (Posse Ilícita de Minerais Estratégicos) 1.

como ta código. administração ou outra responsabilidade. Cumplicidade e Encobriment 1. O encobrimento de actos criminosos ou de pessoas que pratiquem os crimes previstos neste capítulo é penas aplicáveis aos autores. pelo anos. poderá serlhes aplicada a pe interdição do exercício da profissão. No caso de haver convenções internacionais ou bilaterais de que o Estado Angolano seja parte. 4. pesquisa. fora das condições previstas neste código. O tribunal pode igualmente reduzir qualquer pena de prisão maior até ao mínimo de 1 ano. O crime de desobediência é agravado nos casos em que do acto resultem prejuízos para o Estado ou casos em que o infractor deve responder acessoriamente pelos prejuízos causados. Incluemse nesta medida os equipamentos de produção ou de tratamento mineral usado para o crime que. Os titulares de direitos mineiros que se recusem a cumprir as ordens e orientações transmitidas por ag com poderes estabelecidos neste código ou na legislação comum. a pessoas sem nenhuma participação no crime e que estejam de boa fé. Os actos preparatórios dos crimes enunciados neste capítulo são puníveis com pena de prisão e multa 2. Em caso de confissão voluntária e útil para a descoberta de crimes e dos seus agentes. A pena acessória de multa pela condenação por qualquer crime mineiro que a preveja não pode ser valor dos minerais estratégicos objecto do crime cometido nem superior ao seu v 2. prospecção e de exploração d termos do presente código. mandatários ou empregados de sociedades ou outras pesso seu interesse. cometem o crime de desobediência. pr circunstâncias que justifiquem o uso da faculdade de atenuação especial da pena. pode o tr qualquer pena de prisão maior por penas de prisão e isentar os réus do cumprimento das penas de pri acessória. A r t i g o 2 4 2 (Encargos Tributários) 1. L I V RO I V DO REGIME TRIBUTÁRIO E ADUANEIRO C A P Í T U L O X V I REGIME TRIBUTÁRIO S e c ç ã o Disposições Gerais A r t i g o 2 4 1 (Objecto e Âmbito) As disposições constantes do presente Capítulo constituem o regime tributário aplicável a todas as entida estrangeiras que exerçam as actividades de reconhecimento. As entidades referidas no artigo anterior estão sujeitas. sob outras medidas semelhantes. aos seguintes enca a) Imposto de rendimento; . Se o crime for cometido por representantes. depois de terem cumprido a 2. Aplicase à interdição estabelecida no número anterior o disposto no nº 5 do artigo 70º do Código necessárias adaptações. A r t i g o 2 3 7 (Medidas de Segurança) 1. serão estas aplicadas em conjugação com as penas previstas 3. em território nacional. mas atenua 3. A r t i g o 2 3 8 (Bens Perdidos a Favor do Estado 1. circulem nas áreas mineiras de acesso restrito.A r t i g o 2 3 5 (Actos Preparatórios. estas respondem solidariamente pelo pagamento da multa. o dano ou perigo de sejam de valor reduzido ou insignificante. e as viaturas em que essas mercadorias e os agentes do crime forem transportados. Os cúmplices de actos criminosos praticados por autores dos crimes previstos neste capítulo são punid aplicáveis aos respectivos autores. salvo se perte outras. bem como em outras áreas territoriais ou internacionais direito ou os acordos internacionais reconheçam poder de jurisdição tributária à República de Angola. os minerais e materiais apreendidos devem ser declaradas do Estado. A r t i g o 2 3 6 (Multa Acessória) 1. Nos crimes dolosos previstos neste capítulo. actividade de gerência. 2. n penal. Os agentes dos crimes previstos na presente capítulo que sejam estrangeiros nos termos da lei ango expulsos do território nacional. ou subs correccional nunca inferior a 6 meses. consoante a sua actividade. A r t i g o 2 4 0 (Desobediência) 1. A r t i g o 2 3 9 (Atenuação Especial de Penas) 1. sempre que. 2. 2. Se os agentes dos mesmos crimes exercerem profissão titulada ou actividade económica sujeita a l forem agentes ou administradores de sociedade legalmente constituída.

excepto quando deles estejam expressamente isentos. não tributados por outro imposto.º 1 do presente artigo não excluem a sujeição das entidades referidas no a Objecto e Âmbito do Regime Tributário) a outros impostos ou taxas. prospecção ou exploração de recursos minerais. abrangendo os de transportes. gastos com operações de crédito. Artigo 250º (Isenções) Ficam isentos do pagamento do imposto sobre o rendimento as entidades que. as associações em participação e outras entidades se jurídica devem proceder ao cadastro tributário junto da repartição fiscal respectiva. tais como o matérias utilizadas. publicidade e colocação dos mine c) Encargos de natureza financeira. subsídios e compa associações económicas e organismos corporativos. pela prática de actos complementares ou acessórios das actividades referidas no artig Capítulo. tenham adquirido os direito 2. quotas. S e c ç ã o I Encargos Tributários S u b s e c ç ã o Imposto de Rendimento Artigo 247º (Definição) O imposto de rendimento sobre a actividade mineira referido na alínea a). ajudas de custo ou subsídios diá consumo corrente. energia e outros gastos gerais de fabricação. transporte e comunicações. consideramse custos ou perdas imputáveis ao exercício o a) Encargos da actividade básica. nos termos do presente sujeitas ao pagamento da Taxa sobre o Exercício da Actividade Mineira. A (Incidência) 1. oscilações cambiais. ficam sujeitos ao rendimento do trabalho. d transferências. Para efeitos de determinação do rendimento líquido tributável das entidades sujeitas ao imposto sob nos termos deste código. A r t i g o 2 4 8 (Taxa) A taxa do imposto de rendimento para a indústria mineira é de 35%. Para os efeitos referidos no número anterior. assim como dos emolumentos previstos n A r t i g o 2 4 3 (Independência dos Encargos e das Obrigações Tribu O cálculo da matéria colectável e a liquidação dos encargos tributários das entidades referidas no ar Objecto e Âmbito do Regime Tributário) fazse. O imposto de rendimento previsto neste diploma incide sobre os lucros imputáveis ao exercício das ent ou estrangeiras que. A r t i g o 2 4 5 (Imposto sobre o Rendimento do Trabalh Ostrabalhadores estrangeiros. A r t i g o 2 4 6 (Legislação Subsidiária) Em tudo o que não estiver previsto no presente código sobre a tributação é aplicado. pensão de reforma. nos termos do presente código. resultantes dos rendimentos obtidos na exploração mineira. entre os quais juros de capitais alheios empenhados na empresa. estão sujeitos ao imposto sobre aplicação de capitais. rendas. previdência socia excepção dos de vida a favor dos s . do artigo 242º Tributários). designadamente com remunerações. mãodeobra. abonos de família. científicos ou artísticos. de forma autónoma. é o imposto industrial que se encontra genericamente regulado na legislação comum. de conservação b) Encargos de distribuição e venda. nos termos es Ministério das Finanças.º 1. de form a actividade de pesquisa. nos termos e condições previstos na lei. contencioso. contratados pelos concessionários ou por quem. 3. n. A r t i g o 2 4 4 (Imposto sobre Aplicação de Capitais) Os dividendos distribuídos pelas sociedades ou associações.b) Imposto sobre o valor dos recursos minerais c) Taxa de superfície; d) Taxa de exercício da actividade min e) Contribuição para o Fundo Ambient 2. Os encargos referidos no n. nos termos da lei. para cada concessão mineira. send entre si as obrigações tributárias relativas a uma determinada concessão mineira e a quaisquer outras. em caso incumprimento. cobrança de dívidas e emissõ obrigações e prémios de reembolso; d) Encargos de natureza administ rat iva. acessória ou complementar. A r t i g o 2 5 1 (Custos ou Perdas Dedutíveis) 1. relativos à produção mineira. sem prejuízo da responsabilidade solidária dos seus medida das suas par t icipações. bem como todos aqueles que fo para prestar serviços técnicos. residentes ou não. bem como direitos e demais impos devidos por lei. As associações em par t icipação ou out ras associações sem personalidade jurídica são responsáveis p da obrigação fiscal decorrente da sua actividade. subsidiariamente Tributário e demais legislação avulsa de natureza fiscal e administrativa.

º do Códig h) As despesas de formação do pessoal expatriado e dos programas de formação que não respeitem os te legislação aplicável; i) Quaisquer impostos e contribuições devidos. as despesas efectuadas para a respectiva recupe não serão dedutíveis da matéria colectável do imposto de rendimento. também são considerados custos ou perda exercício. devendo o titular d respectivo ou a associação. investigação. devidamente corrigidos nos termos previstos na lei. As taxas e o limite da provisão. prestar uma caução. salvo quando realizadas para defesa das oper f) As ofertas ou donativos que não tenham sido feitas ao Estado ou para fins de natureza educativa. cultural. A r t i g o 2 5 2 (Custos Fiscais de Amortizações e Reintegraç São tidos como custos ou perdas do exercício. directores. no limite desta. Os concessionários dos direitos de exploração que. sem prejuízo do disposto no g) Reintegrações e amortizações dos elementos do activo sujeitos a deperecimento. procedam à actividad mineira. certificada pelos ministros de tutela da actividade mineira e do ambiente. A provisão existente deverá ser utilizada até ao termo da concessão ou do contrato. sob a forma de garantia ba equivalente ao da provisão ou do seu remane 5. racionalização. científica. nos termos do presente código. são fixados pelo Ministro das Finanças.e) Encargos com análises. e sem prejuízo da apl medidas previstas em lei pelos organismos competentes. As ofertas ou donativos feitas ao Estado ou para fins de natureza educativa. incluindo despesas de prospecção e pesquisa: 25%. nos termos deste código; i) Provisões; j) Indemnizações e prejuízos resultantes de eventos cujo risco não seja k) Encargos emergentes da segurança das actividades l) Imposto sobre o Valor dos Recursos Mi m) Custos de prospecção e pesquis n) Contribuição para o Fundo Ambient 2. consulta e especialização técnica do f) Encargos fiscais e parafiscais a que estiver sujeito o contribuinte. caridad desde que previamente autorizados pela autoridade fiscal. antes que possam ser deduzidas a título de custo d 4. Não se consideram custos ou perdas do e a) O imposto de rendimento; b) As despesas incorridas por falta grave. seja a que título for. cu caridade e beneficência e com a autorização prévia da autoridade g) Os juros intercalares pagos nos termos do parágrafo 2. até ao limite das taxas anuais indicadas. A r t i g o 2 5 4 (Dedução de Prejuízos de Exercícios Anterio Os prejuízos verificados num determinado exercício económico serão deduzidos nos lucros tributáveis. os seguin reintegração e amortização do activo imobiliz a) Equipamentos mineiros fixos: 20%; b) Equipamentos mineiros móveis: 25%; c) Ferramentas e utensílios de mineração: 3 d) Equipamentos de acampamento: 20%; e) Bens incorpóreos. negligência grave ou dolo por parte do contribuinte ou quem deste; c) As comissões pagas aos intermediári d) As indemnizações.º do Código do Imposto h) Encargos aduaneiros que tenham sido pagos por incorporação no preço dos bens de equipamento impor internamente a não detentores de direitos mineiros que não beneficiem de isenções semelhantes ao direitos mineiros. As despesas efectuadas com a recuperação ambiental são primeiramente abatidas ao valor acumul existente e. A r t i g o 2 5 5 (Custos ou Perdas não Dedutíveis) 1. bem como pelos administradores. membros do Conselho Fiscal e outros . devem constituir uma provisão destinada a custear a restauração ou recuperação do ambiente danos provocados pelas actividades geológicas e m 2. no último ano de exploração. de acordo com o montante determinado pelo estudo de impacto ambiental qu estudo de viabilidade técnicoeconómica no processo de obtenção dos direitos de expl 3. Havendo manifesta incúria do titular do direito mineiro ou de quem legalmente proceda a actividad mineira. A r t i g o 2 5 3 (Provisões para Recuperação Ambiental) 1. gerentes. mas com observância artigo ____º deste Capítulo e dos artigos 30. multas ou penalidades por incumprimento das obrigações legais ou contratuais e as verificação de eventos cujo risco seja segu e) As despesas incorridas em processos de arbitragem. pelos trabalhadores residentes e nã Angola.º do artigo 192. ouvidos os ministros de tute mineira e do ambiente. cinco anos posteriores.º a 35.

São passíveis de incentivos. Artigo 261º . ou outro documento que legalm substituir. dirigido ao Ministro das Finanças. o ministro da tutela. A r t i g o 2 6 0 (Taxa) 1. e ainda que devidamente documentada exceda 20% da remuneração base; k) As despesas de carácter pessoal de sócios ou accionistas do c l) As contrapartidas oferecidas ao Estado pela atribuição de concessões 2. sem abrangidos pelas alíneas a)e b)do número 2 deste artigo. uma declaração Modelo D. os titulares de direitos mineiros sujeitos a imposto industrial podem obter incentivos de custos dedutíveis. Tratandose de mineração artesanal de outros minerais. Quando haja variação positiva dos preços dos minerais. sobre o valor dos con 2. depois de visadas pelo Ministério autenticadas com selo branco. designadamente. A requerimento dos interessados.contribuinte. Artigo 259º (Isenções) 1. se este os substituir no pagamento de tais j) As despesas de representação escrituradas a qualquer título. Não são permitidas deduções que se traduzam em duplicação. prospecção. destinamse um ao declarante. às taxas referidas no número anterior serão acrescidas as taxas constantes da tabe Anexo II deste código e que dele é parte integrante. em triplicado. As disposições contidas nos números anteriores deste artigo são aplicáveis às entidades comercial iz termos deste capítulo. o roaylty incide sobre o va adquiridos pelos órgãos públicos de comercialização e outros compradores autorizados. ouvido o parecer do ministro da tute Nacional de Impostos. As entidades sujeitas ao Imposto sobre o Valor dos Recursos Minerais devem. O Imposto sobre o Valor dos Recursos Minerais. ou Royalty. S u b s e c ç ã o I Imposto sobre o Valor dos Recursos Minerais (Royalty) Artigo 257º (Incidência) 1. poderão obte prémios de investimento (uplift) e períodos de graça no pagamento do importo de rendimento. 2. as bases u determinação do seu preço e outros elementos necessários ao cálculo do imposto 2. quando tal não seja possível. é fixado em relação à méd internacionais. contendo as quantidades mensais produzidas no mês anterior. para efeitos de cálculo do royalty é determinado em função do preç das vendas feitas no período reportado ou. nos termos do número um deste artigo. face aos preços constantes do estudo técnicoeconómica. o roaylty incide sobre o valor dos lotes adquirid públicos de comercialização. devem pagar o Imposto sobre o Valor dos Recursos Minerais dos minerais por entidades que exercem exploração artesanal. É competente para dirimir conflitos sobre a relevância ou irrelevância de minerais extraídos du reconhecimento. até ao dia 15 de cada m repartição fiscal competente. Estão isentos do pagamento do Imposto sobre o Valor dos Recursos Minerais os minerais extraídos pela exerçam apenas actividades de prospecção e pesquisa. 3. nos termos do artig A r t i g o 2 5 8 (Valor dos Minerais) 1. um para o processo existente no Ministério outro para o ministério da tutela 4. Os exemplares da declaração referida no número 1 deste artigo. nos termos deste c 3. consoante a proporção da variação do preço. o seu valor. Tratandose de mineração artesanal de diamantes. cujo valor comercial seja 2. O valor dos minerais produzidos. As taxas do royalty a aplicar sobre o valor dos recursos minerais são as a) Minerais estratégicos: 5%; b) Pedras e minerais metálicos preciosos: c) Pedras semipreciosas: 4%; d) Minerais metálicos não preciosos: 3 e) Materiais de construção de origem mineira e outros minera 2. A r t i g o 2 5 6 (Incentivos Fiscais) 1. quando haja lugar a tratamento. Os titulares de direitos mineiros que o requeiram. os seguintes actos relevantes para a econo a) O recurso ao mercado local de bens e serviços compl b) O desenvolvimento da actividade em zonas r c) A contribuição para a formação e treinamento de recursos humano d) A realização de actividades de pesquisa e desenvolvimento em cooperação com instituições académ angolanas; e) O tratamento e beneficiação local dos m f) A relevante contribuição para o aumento das exp 3. estratégicos ou não. incide sobre o valor dos minerais extraídos ou. pesquisa e avaliação.

a obrigação da entrada da receita resp do Estado transitará para o organismo oficial que for encarregado de receber e administrar os min pagamento pelas empresas exploradoras. Para obtenção do título de prospecção ou da sua prorrogação. O organismo oficial de que trata o número 3 deste artigo fica obrigado a entregar nos cofres do te documento de arrecadação de receitas. por quiló da área correspondente à cada título. ou comunicar. pesquisa e avaliação no período inicial detentor fica sujeito ao pagamento da Taxa de Superfície. dentro do mesmo prazo. Quando o Estado optar pelo recebimento do royalty em espécie.(Pagamento) 1. até ao último dia de cada mês. 4. A r t i g o 2 6 4 (Taxa) 1. em conformidade com as disposições deste capít direitos mineiros respectivo deve pagar o triplo dos valores estabelecidos para o quinto ano. e sua c) A fase de reconhecimento. podendo ser efectuado em dinheiro 2. sem que se achem pagos o imposto e acréscimos legais. Os valores da taxa de superfície estabelecidos no número1 deste artigo poderão ser alterados medi Governo. A r t i g o 2 6 2 (Penalidades) 1. prospecção. a circunstância de não ter havido vendas. Decorridos mais 30 dias. os interessados devem proceder ao pag de superfície junto da Repartição Fiscal competente. os valores correspondentes ao dobro do valor do quinto ano. 5. Sempre que. que ficará com um exemplar restantes pelas entidades mencionadas nesse artigo. as receitas realizadas com a vend mês anterior. este será sempre efectuado 3. recaindo sobre de concessão não libertada. se e 6. findo o período a pagamento do imposto. por facto imputável ao contribuinte. prospecção. 2. no primeiro ano;12 dól ano;20 dólares no terceiro ano;30 dólares no quarto ano e 40 dólares no b) Para os restantes minerais estratégicos: o equivalente a 5 dólares dos Estados Unidos da América no dólares no segundo ano;15 dólares no terceiro ano;25 dólares no quarto ano e 35 dólares n c) Para as pedras e metais preciosos: o equivalente a 5 dólares dos Estados Unidos da América no primeir no segundo ano;15 dólares no terceiro ano;25 dólares no quarto ano e 35 dólares d) Para pedras semipreciosas: o equivalente a 4 dólares dos Estados Unidos da América no primeiro a segundo ano;10 dólares no terceiro ano;15 dólares no quarto ano e 20 dólares no e) Para minerais metálicos não preciosos: o equivalente a 3 dólares dos Estados Unidos da América n dólares no segundo ano;7 dólares no terceiro ano seis;12 dólares no quarto ano e 18 dólares n f) Para os materiais de construção de origem mineira e outros minerais: o equivalente a 2 dólares dos Es América no primeiro ano;4 dólares no segundo ano;6 dólares no terceiro ano;10 dólares no quarto ano quinto ano. em quilómetros quadrados. sem prejuízo dos procedimentos legais para cobrança coerciva das dív S u b s e c ç ã o I I Taxa de Superfície Artigo 263º (Incidência) Os titulares de direitos de prospecção mineira concedidos nos termos do presente código estão obrigado anual de uma taxa de superfície que incide sobre a área da concessão. nos seguintes a) Para os diamantes: o equivalente a 7 dólares dos Estados Unidos da América. No caso de haver pagamento em espécie. previsto no presente código. sem prejuízo da multa aplicada 2. onde conste: a) O mineral objecto da título de prosp b) Área abrangida pela título de prospecção. Durante a vigência da título de reconhecimento. devendo as empresas exploradoras entregar mensalme correspondentes a tal organismo. na unidade monetária com curso legal. com fundamento nas alterações cambiais. Artigo 265º (Pagamento) 1. monetárias. pesquisa e avaliação. será ainda devida multa de valor igual ao im 3. for retardado o pagamento do royalty. Para cada período de prorrogação do período inicial de 5 anos. dis o período inicial ou prorrogação em que se deve e d) O montante a pagar anualmente nos termos estabelecidos neste . com base numa guia de pagamento a emitir em ministério de tutela.a este acrescer refere o artigo 39º do Código Geral Tributário. por cada ano de 3. será imposta multa ag igual ao dobro do imposto não pago. O pagamento do Imposto sobre o Valor dos Recursos Minerais é feito até ao final do mês estabelecido p declaração a que se refere o artigo 258º (sobre Valor dos Minerais). Decorridos 30 dias sobre o prazo referido no artigo anterior. inflacionistas e outras que tenham motivem a necessidade objectiva de tais alter 4. declaração idêntica à referida no artigo 258º (sobre Valor do prestada em quadruplicado ao organismo oficial de que trata este artigo. O prazo de entrega dos minerais a que se refere o número anterior é de 15 dias. Havendo retenção de parte da área de concessão. Não havendo notificação para pagamento em espécie.

através de Decreto Executivo dos Ministros das Finanças e da tutela. Em tudo quanto não se encontre estabelecido neste capítulo. Com excepção da actividade mineira artesanal. exploração e tratamento de recursos minerais. É isenta de direitos e da taxa de serviço relativa aos emolumentos gerais adu excepção do imposto de selo. Decorridos 30 dias após o prazo referido no número anterior. as entidades que exerçam a actividade de exploraçã sujeitas ao pagamento de uma contribuição ao Estado que se destina à constituição de um Fun 2. 2. C A P Í T U L O X V I I REGIME ADUANEIRO A r t i g o 2 7 1 (Objecto) 1. que responde pela totalidade de cada imposto e acréscimos no caso de não 4. A r t i g o 2 6 6 (Penalidades) 1. No caso do prazo mencionado no número anterior ser excedido. As normas processuais para o pagamento da Taxa Artesanal serão estabelecidas no Decreto do Gov taxa. e após parecer da Direcção Nacional das Alfând acrescentadas às listas anexas. O órgão público de comercialização de minerais estratégicos é responsável pela entrega do comprovativ do royalty ao titular da título 5. ou .2. é aplicável o regime g A r t i g o 2 7 2 (Isenção para Operações de Prospecção) 1. bem como outras regras. Os titulares de direitos mineiros concedidos ao abrigo do presente código ficam sujeitos ao regime ad neste capítulo. A competência para criar o Fundo Ambiental e aprovar a sua orgânica e competências é do Governo. através da repartição fi exercício da actividade artesanal. As repartições fiscais devem manter organizados os processos de cada titular de título de exploraç minerais estratégicos a quem atribuirão o respectivo número de contribuinte. por proposta d Finanças e da tutela. 2. Os exemplares da guia referida no número 1 deste artigo. será anulado. n adequada. Por solicitação do titular de direitos mineiros respectivo. 3. sendo distinto para cada tipo de min 3. a menos que se verifique qualquer alteração nos 3. da taxa estatística de 1/1000 e das restantes taxas de prestação de servi importação de mercadorias destinadas exclusiva e directamente à execução das operações de prosp reconhecimento. constantes de lista a aprovar por Decreto proposta do Ministério das Finanças e da 2. o devedor ficará sujeito a uma multa equivalente a cinco taxa. ou Taxa A A r t i g o 2 6 8 (Taxa Artesanal e Pagamento) 1. S u b s e c ç ã o Fundo Ambiental A r t i g o 2 7 0 (Dever de Contribuição) 1. para além do prazo estabelecido no núm anterior. A liquidação e entrega dos impostos devidos são da responsabilidade do órgão público de comercializa estratégicos. o q o montante da contribuição referida no número anterior. O imposto e a taxa descritos no número anterior são retidos na fonte pelo órgão público de comercializa estratégicos por cada pagamento efectivo e entregue nos cofres do Estado. Os pagamentos subsequentes ao primeiro ano deverão ser efectuados até 31 de Janeiro do ano a que sendo dispensada a apresentação de nova guia. A r t i g o 2 6 9 (Impostos e Taxas dos Minerais Estratégic 1. estão sujeitas ao pagamento da Taxa sobre o Exercício da Mineração Artesanal. destinamse um para apresentação no ministério da tu integrar o processo da Repartição Fiscal e o terceiro para o interessado. Subsecção IV Taxa Artesanal A r t i g o 2 6 7 (Taxa Artesanal dos Minerais não Estratégic As entidades que exerçam actividade de exploração mineira artesanal de minerais não estratégicos presente código. devendo para o efeito entregar ao titular da título um recibo provisó 3. até 60 dias. o título de concessão. O titular do título de exploração artesanal de minerais estratégicos está sujeito ao pagamento de impost e a um royaltyde até 5% do valor dos m 2. O valor da Taxa Artesanal é fixado em Salários Mínimos. ou ainda reincidência na mora e sem prejuízo para a execução das penalidades anteriores. A Taxa Artesanal referida no artigo anterior é estabelecida por Decreto do Governo. sem que se ache regularizado o pagam taxa devida e as cominações neles previstas. incluindo a forma d afectação das receitas respectivas. depois de averbados pela Repartição Fisca elementos que comprovem o seu pagamento. é punido com multa igual ao dobro do valor da 2. O atraso no pagamento da taxa de superfície.

re anterior. A r t i g o 2 8 3 (Desalfandegamento Expedito) . A r t i g o 2 7 3 (Protecção da Indústria Nacional) A isenção prevista no artigo anterior não é aplicável no caso de se produzirem em Angola as mercad isenção. segue o conce regime de bagagens em vigor no país. não pagamento de direitos e demais imposições aduaneiras. desde que devidamente licenciada nos termos da legislação em vigor. dos bens referidos no artigo 272º (sob Operações de Prospecção). requerido ao Ministro das Finanças.destinadas exclusiva e directamente à execução das operações mineiras referidas no número anterior. A r t i g o 2 8 1 (Exportação de Minerais) A exportação de recursos minerais legalmente ext raídos ou transformados. visada pelo ministério da tutela. A regra contida no número anterior aplicase às amostras extraídas durante as operações geológicomine de ser analisadas no exterior do país. A r t i g o 2 7 9 (Importações de Bagagens e Objectos Pesso A importação de bagagens e objectos de uso pessoal e doméstico pertença de técnicos estrangeiros temporária no país. das matériasprimas e dos produtos cuja importação é isenta. deverá. com dispensa de caução. sendo livre de encargos aduaneiros a consequente reexportação. É permitida a exportação temporária. para fins diferentes dos previstos e auto 4. Sem prejuízo do disposto no número seguinte. A r t i g o 2 8 2 (Exportação de Amostras) A exportação de amostras minerais destinadas à análises e ensaios não está sujeita ao pagamento de d imposições. A r t i g o 2 7 5 (Proibição de Venda) Os bens importados no âmbito do regime de isenções previsto no artigo 272º (sobre Isenções par Prospecção). desde que não existam iguais condições de análise em Angola. A r t i g o 2 7 7 (Importação Temporária) É permitida a importação temporária. a utilização dos bens. à excepçã selo de despacho e das taxas normalmente devidas pela prestação de serviços. incluindo taxa de serviço. O visto a que se refere o número anterior só pode ser aposto por uma entidade do ministério de tutela esteja reconhecida junto da Direcção Nacional das Alfâ 3. com dispensa de caução. da sua aplicação exclusiva nas opera presente decreto. que vão para reparação. sendo livre de encarg respectiva reimportação. a excepção do imposto de selo e taxas pela prestação de serviços. A r t i g o 2 7 6 (Importação para Venda. bem como a sua alienação. as quais são sempre devidas. da mesma ou similar qualidade. Uso ou Consumo dos Trabal A isenção a que se refere o artigo 272º (sobre Isenções para Operações de Prospecção) não se aplic importadas pelos titulares de direitos mineiros quando se destinam a venda aos seus trabalhadores e ao individual e/ou colectivo destes. efectuada directa ou indi titular de direitos mineiros. devendo para o efeito apresentarse uma declaração de compromisso de reimpo máximo de um ano. no caso de o requerimento ser favoravelmente despa do pagamento dos encargos devidos. No acto de importação das mercadorias referidas no artigo anterior. A r t i g o 2 7 8 (Exportação Temporária) 1. sendo os bens. previsto e puníve aduaneira em vigor. nos termos da legislação em vigor. deverá ser presente às autoridades declaração de compromisso. 2. O desvio da regra da exclusividade de aplicação nas operações dos bens importados com isenção adua presente regime aduaneiro. bem como dos familiares que os acompanhem e com eles coabitem. dos bens mencionados no artigo 272º para Operações de Prospecção). beneficiação ou conserto. à excepção do i emolumentos pessoais e subsídios de transporte. antes da aplicação dos encargos adua inclusão dos custos de transporte e seguro com o método de avaliação do valor da Organização Mundial do A r t i g o 2 7 4 (Exclusividade) 1. não poderão ser vendidos no território Nacional. constitui descaminho de direitos. sem a prévia autorização da Direcç Alfândegas e sujeitos ao pagamento dos direitos e demais imposições aduaneiras. A r t i g o 2 8 0 (Responsabilidade Fiscal) As isenções previstas nos artigos anteriores não incluem eventuais multas e custas de processos por in aduaneiras. e que estejam disponíveis para venda e entrega em devido tem preço não exceda 10% relativamente ao custo do artigo importado. cabendo àquelas autoridades a sua fisc 2.

mediante a apresen de Identidade e do Atestado de Residência emitido pela Administração 3. podendo ser prorrogada por iguais períodos. Em caso de dúvida sobre a informação prestada acerca da residência. pode autorizar a abertura de p nas áreas onde se localizem projectos min 2. Caso a autoridade tradicional não confirme a residência. a outorga de direitos mineiros para a exploração artesanal de 2. Artigo 287º (Outorga de Direitos para Exploração Artesanal de Dia 1. A área autorizada por cada título para o exercício de exploração artesanal é de até 1 (um) hect delimitada e demarcada. desde q a sua exploração não pode ser feita à escala industrial. as regras definidas neste 2. O exercício da actividade de exploração artesanal de diamantes é permitido mediante a emissão d ministério da tutela. A qualidade de cidadão nacional e de residente são reconhecidas. ainda assim. Para a obtenção de um título para a exploração artesanal de diamantes os requerentes deverão preenc requisitos: a) Ser cidadão nacional com mais de 18 anos de b) Residir há mais de dez anos nas comunas circundantes das áreas destinadas à exploração artes 2. respeitadas as restrições impos P A R T E S E G U N D REGIMES JURÍDICOS ESPECIAIS C A P Í T U L O X I PRODUÇÃO ARTESANAL DE DIAMANTES A r t i g o 2 8 6 (Regime Jurídico) 1. No c a s o d e me r c a d o r i a s q u e . Compete ao Governo aprovar as regras complementares para regular a actividade mineira artesanal diamantes. prestar caução que cub aduaneiras susceptíveis de pagamento no âmbito deste regime aduaneiro especial. contado a p emissão do título.1 . designada Senha Mine 2. A falta de resposta ao pedido no prazo de 45 dias significa indeferimento. mediante medidas cautelares ad responsabilidade do importador ultimar o respectivo bilhete de despacho no prazo máximo 3 2 . Compete ao ministério da tutela. A exploração artesanal de diamantes só pode realizarse nos jazigos aluvionares e. respectivamente. esta deve ser comprovada tradicional da área respectiva. A r t i g o 2 8 9 (Duração do Título) 1. devendo cessar as operações A r t i g o 2 9 0 (Requisitos para a Obtenção do Títul 1. no prazo máximo de 45 dias. A r t i g o 2 8 5 (Fiscalização Aduaneira nas Áreas Mineiras) As áreas de concessão mineira são consideradas sob fiscalização permanente das Alfândegas. 2. Para o efeito do preceituado no N. em especial. Ao acesso e exercício de direitos mineiros de exploração artesanal de diamante as regras deste código e. 1 deste artigo. Artigo 288º (Título para a Exploração Artesanal) 1. caso assim o decida a Direcção Nacional das Alfândegas. desde que o seu a obedeça as normas internacionais para circulação mercadorias em transportes internacionais. A r t i g o 2 9 1 . p e l a s u a n a t u r e z a . sob proposta da empresa concessionaria nacional dos direitos diamantes. Pelo posto aduaneiro poderão ser desalfandegadas todas as mercadorias de qualquer natureza. sempre que se mostre necessário. Para poderem beneficiar do sistema de desalfandegamento expedito referido no número anterior direitos mineiros podem. e x i j am desalfandegam autoridades aduaneiras devem autorizar a sua saída imediata. Não é permitida a acumulação de mais de um título por cada indivíduo. desde que o titular tenha cumprido cab obrigações legais no período anterior. 3. bem como eventuais de processos resultantes do incumprimento dos prazos referidos no número anterior e outros procedimentos aduaneiros A r t i g o 2 8 4 (Abertura de Posto Aduaneiro) 1. mediante prova testemunhal feita perante o órgão da administração local tutela. O Ministro das Finanças. o requerimento deve ser entregue no ministério da t órgão administrativo local. sempre que razões ponderosas o justifiquem. o facto deve ser comunicado à Administraç emitiu o Certificado de Residência e ao órgão policial competente para a sua solução antes de se prossegu atribuição do título. antes da caducidade da an 3. da qual se lavrará uma acta assinada pelos inter 4. A autorização para a exploração artesanal de diamantes é concedida por 1 (um) ano. pelo qu aduaneira deve ser permitido o livre acesso a todos os locais das mesmas. que sej luz do presente código e qualquer que tenha sido o local de entrada em Angola.

O requerimento dá entrada no órgão administrativo local do ministério da tutela na província em que s exploração requerida. bem como de activid industriais. entre outros. junto do Órgão de tutela e da empresa b) Comercializar os diamantes extraídos na área concedida. A r t i g o 2 9 6 (Procedimentos para a Obtenção do Títu 1. o ministério da tutela tem o pra contar da data de entrada. nas áreas de exploraç d) Garantira cooperação institucional entre as diversas instituições públicas sedeadas na província que c actividade mineira. suspender o e revogar os títulos para o exercício da actividade de exploraç b) Acompanhar e fiscalizar a actividade de exploração c) Controlar e registar a produção artesanal de di d) Organizar o cadastro único da actividade de exploração artesanal. A r t i g o 2 9 4 (Obrigações da Concessionária Nacional) 1. A concessionária nacional dos direitos mineiros sobre ediamantes deve cooperar com o ministério da órgão policial competente no acompanhamento e fiscalização do exercício da actividade de exploração arte A r t i g o 2 9 5 ( A t r i b u i ç õ e s d a s A u t o r i d a d e s L o c a i s d a Administraçã Constituem atribuições da Administração Municipal da Província. deven respectivo recibo. O requerimento deve ser acompanhado dos seguintes documentos do requerente e membros da equ a) Atestado de residência; b) Fotocopia do bilhete de identidad c) Fotocópia do cartão de contribuint d) Lista nominal dos membros da equipa de t e) Registo criminal ou certificado de honorabilidade emitido pela administração f) Três fotografias tipo passe; 4. Após a emissão favorável do parecer pelo órgão competente da polícia. as seguintes: a) Emitir o atestado de residência e declaração de honorabilidade dos candidatos à obtenção de título certificação testemunhal da autoridade tradiciona b) Confirmar por Declaração escrita que o candidato à obtenção da título reúne os requisitos exigidos por exercer a actividade de produção artesanal de dia c) Velar pela aplicação das normas referentes à circulação de pessoas e bens. segundo a ordem de recepção. A solicitação para a obtenção de título é feita mediante requerimento dirigido ao ministro da tutela. entre outras. 3. e é registado em livro de entrada próprio. nas áreas em que o titular da títu actividade. a fim de obter deste o respectivo 5.(Direitos do Titular) O titular do título para a exploração artesanal de diamantes tem. o ministério da tutela notifica o órgão policial competente. Recebido o requerimento. as seguintes o a) Usar a credencial de identificação para o exercício da b) Permitir o controlo e a fiscalização da actividade por parte do órgão de tutela. os segu a) Acesso às informações geológicomineiras disponíveis. Aceite o pedido pelo ministério da tutela. juntando cópia d análise. É da responsabilidade da concessionária nacional dos direitos mineiros sobre ediamantes definir e de para a exploração artesanal de diamantes. este notifica o requerente através dos seus órgãos administra o levantamento da respectiva título e creden . as empresas concessionárias e as autoridades tradicionais. agrícolas ou outras alheias à produção de diamantes. em conformidade com o estipul secção. das autoridades competen concessionária e dos órgãos policiais competen c) Informar às autoridades competentes sobre a ocorrência de outros minerais que eventualmente sejam decurso da actividade de exploração artesa d) Vender os diamantes produzidos da actividade de exploração artesanal ao órgão público de com diamantes. com fundamento nos resultados dos trabalhos de prospec 2. nos termos estabelecidas na presente s e) Pagar pontualmente as taxas e impostos d f) Informar às autoridades competentes a ocorrência de acidente de trabalho ou doenças g) Preservar a natureza e reparar os danos causados ao h) Garantir e promover o cumprimento das normas de segurança e higiene n i) Depositar os diamantes extraídos e não vendidos na caixa forte da concessionária na presença de um r órgão policial competente; A r t i g o 2 9 3 (Competências do Órgão de Tutela) Compete ao ministério da tutela as seguintes a) Emitir. nos termos do regime estabelecido pelo presen A r t i g o 2 9 2 (Obrigações do Titular) O titular da título tem. co de título de mineração artesanal préestabelec 2. para decidir sobre o requ 6.

Para o cumprimento do disposto no número anterior o interessado deve.7. É proibida a transmissão da título entre vivos e por morte do s 2. desde que manifeste o interesse em dar continuidade a mesma área. a título e a credencial emitidas no âmbito da presente secção. na área de exploração h) O uso de equipamentos ou meios diferentes dos especificados neste código e nos regulamentos qu aprovados. sendo a cópia do Documento de Arrecadação de Receitas respectivo apresentado aos órgãos loc da tutela e do órgão policial competente no acto do levantamento da título e da credencial. A suspensão de títulos pelas causas previstas nas alíneas a) e b) do número 1 deste artigo suspende tempo da sua validade até que estejam ultrapassadas as razões da suspensão. A emissão de segundas vias da título e da credencial está sujeita ao pagamento de emolumentos corr valores referidos no número anterior. demonstre capacidade. no prazo de 30 dias após a morte ou a manifestação de incapacidade do titular A r t i g o 2 9 9 (Suspensão do Título) 1. A r t i g o 2 9 8 (Intransmissibilidade do Título) 1. incompatível com a exploração artesanal e b) Falsificação de prova de nacionalidade ou de re c) Prestação de falsas informações sobre o resultado da actividade de exploração d) Falsificação de registo de produçã e) Incumprimento das proibições previstas no Artigo 297º (sobre Proibições f) Violação do dever de cooperaçã g) Inclusão directa ou indirecta de cidadãos estrangeiros na h) Comercialização de diamantes fora do circuito legal; A r t i g o 3 0 1 (Cessação do Direito ao Título) Para além das causas previstas na lei. O ministro da tutela pode ordenar a suspensão da título para o exercício de direitos mineiros de explora diamantes sempre que ocorra uma das seguintes si a) Por razões de força maior b) Incapacidade ou interdição declarada do titular da c) Incumprimento das obrigações do titular da d) Inobservância do dever de cooperação. o correspondente a dois salários b) Para a credencial. o correspondente a um salário mínimo por ca 8. previsto na presente 2. A r t i g o 3 0 2 (Modelos de Título e de Credencia O modelo da título para o exercício da actividade de exploração artesanal de diamantes e a sua validad ministério da tutela sob proposta do órgão policial competente. A entrega da título e das credenciais é feita pelos órgãos administrativos locais do ministério da pagamento dos seguintes emolumentos: a) Para a título. Os valores acima referidos devem ser pagos nas repartições fiscais do Ministério das Finanças da áre entregue. 3. reuna os requisitos previstos no presente regulamento e se candid dos respectivos direitos. A autoridade competente deve manter actualizado o registo de suspensão 3. A r t i g o 3 0 0 (Rescisão do Título) O ministro da tutela pode rescindir a título e as credenciais de mineração artesanal quando ocorrer um situações: a) Interesse público relevante. qualquer membro do seu agregado direito de preferência sobre a área concedida. no exercício da actividade de exploração artesa prática dos seguintes actos: a) Introdução de produção de diamantes fora da área c b) Inclusão de cidadãos estrangeiros na activ c) Prestação de falsas declarações sobre o resultado da d) Permissão da actividade de garimpo ou de tráfico ilícito de diamantes nos limites da área e) Uso de equipamentos ou de meios não autorizados para a actividade f) Comercialização de diamantes fora do circuito estabelecido neste código e pela autoridade g) O exercício da actividade industrial agrícola ou outra. por requerimento dirigido ao m manifestar o seu interesse. A r t i g o 2 9 7 (Proibições Específicas) 1. 9. cessa casos: a) Por caducidade; b) Por morte do titular; c) Por rescisão. Em caso de morte ou incapacidade permanente do titular da título. A r t i g o 3 0 3 . Sem prejuízo de outras proibições previstas na lei.

A avaliação dos diamantes provenientes da exploração artesanal é feita no momento 2. No caso de persistir o diferendo. 5. Os procedimentos para a compra e venda dos diamantes devem ser realizados na presença de um r órgão policial competente. as característ mesma e o tamanho mínimo e máximo de diamantes em bruto que está capaz de lapidar. As repartições fiscais devem manter organizados os processos de cada titular de título de exploraç diamantes a quem atribuirão o respectivo número de contribuinte. Com a compra dos diamantes. A r t i g o 3 0 6 (Emolumentos) Os actos públicos para a atribuição de direitos mineiros estão sujeitos ao pagamentos de emolumentos. considerada actividade mine governamental do ministério competente. quando não forem empre b) Ter capacidade técnica e financeira adequadas ao exercício da actividade de lapidação e de inv indústria; c) Apresentar um Estudo de Viabilidade Técnica. o órgão público de comercialização de diamantes emite um recibo do especificação do lote e dos valores praticados para efeitos de 4. devendo para o efeito entregar ao titular do título um recibo provisório 3. incluindo o regime de incentivos fiscais e aduaneiros. podendo ser submetido a uma audito antes da aprovação; d) Indicar o local de instalação. A r t i g o 3 0 8 (Investimento na Indústria de Lapidação) O regime de investimento na indústria de lapidação de diamantes é o estabelecido na legislaçã investimento privado. A r t i g o 3 0 4 (Compra e Venda) 1. A r t i g o 3 0 9 (Regime Fiscal e Aduaneiro) O regime fiscal e aduaneiro. com as seguintes adaptaç a) A entrega das intenções de investimento é feita junto da empresa concessionária de diamantes. O órgão público de comercialização de diamantes é responsável pela entrega do comprovativo de royaltyao titular da título. através da repartição fiscal da á da actividade artesanal. são os estabelecidos nes actividade mineira. A r t i g o 3 1 0 (Licenciamento) O exercício da actividade industrial de lapidação está sujeita à obtenção das respectivas títulos e alva comuns da actividade económica e comercial. a mediação e solução definitiva da negociação. Económica e Financeira. A r t i g o 3 0 5 (Impostos e Taxas) 1. económico b) A negociação dos contratos de investimento deve sempre contar com a participação da empresa co diamantes e da Central Pública de Comercialização de Diamantes.(Avaliação dos Diamantes) 1. . a capacidade de produção anual da fábrica de lapidação. n código e da legislação aplicável. juntamente com a intenção aprovação pelo órgão competente pela aprovação do investimento. compete à central pública de comercialização de diamantes. ou emp igualmente com participação maioritária de cidadãos nacionais. com participação maioritária de cidadãos nacionais. O valor de cada lote de diamantes adquirido é pago pelo órgão público de comercialização de diaman título imediatamente após a avaliação dos me 3. bem como o m dos diamantes lapidados. Os diamantes provenientes da exploração artesanal são obrigatoriamente vendidos ao órgão público de de diamantes. O titular da título de exploração artesanal de diamantes está sujeito ao pagamento de impostos e tax royaltyde até 5% do valor dos diama 2. ou ao comercialização de minerais estratégicos. O imposto e a taxa descritos no número anterior são retidos na fonte pelo órgão público de com diamantes por cada pagamento efectivo e entregue nos cofres do Estado. C A P Í T U L O X LAPIDAÇÃO DE DIAMANTES A r t i g o 3 0 7 (Regime Económico) A lapidação e quaisquer outras formas de tratamento e beneficiamento industrial de diamantes em bruto alínea c). directamente pelo titular do 2. devendo ser observados os seguintes a) Ser empresa de direito angolano. A liquidação e entrega dos impostos devidos são da responsabilidade do órgão público de comercializaçã que responde pela totalidade de cada imposto e acréscimos no caso de não 4. do nº 1. do artigo 2º (sobre Âmbito de Aplicação deste Código). Os diferendos que eventualmente surgirem durante o processo de avaliação dos diamantes de explo deverão ser dirimidos pela via negoci 3. que a Agência Nacional de Investimento Privado (ANIP) com o respectivo parecer técnico.

A r t i g o 3 1 7 (Sistema de Segurança) 1. As empresas possu idoras de fábricas de lapidação não podem comercializar nem exportar diama 2. no mercado nacional ou externo bruto de tamanho compatível com as características e a capacidade técnica da respe 2. criada pelo Governo nos termos da leg A r t i g o 3 1 3 (Regime de Importação de Diamantes em B 1. promoção interna e externa dos diamantes e estabilidade do mercado. As empresas possuidoras de fábricas de lapidação só podem adquirir. que não possam ser lapidados na respectiva fábr importadoras devem. até 3 meses após a sua importação. Compete ao Corpo Especial de Segurança Mineira. Os diamantes em bruto que. não possam ser lapidados na respectiva fábrica. regulada no número anterior. 5. faz incorrer o seu responsável no crime de Posse Ilícita de Minerais Estratégicos. 4. indicandose as circunstâncias do furto ou do desapareci hora. relativamente a cada lote de diamantes brutos adquiridos. vendêlos à Central Pública de Comercialização d preço da compra. d indicação da quantidade e da qualidade de diamantes a importar. depois de homologada pela Central Pública de Com Diamantes. . Qualquer das duas vias de aquisição de diamantes em bruto para lapidação. A r t i g o 3 1 5 (Proibição de Comercializar e Exportar Diamantes em 1. As empresas possuidoras de fábricas de lapidação não podem constituir stocks de diamantes em br capacidade de produção de 2 meses da respectiva fábrica. previsto no Ar Posse Ilícita de Minerais Estratégicos). O sistema de segurança deve fazer parte das especificações técnicas da fábrica que serão apresentad de viabilidade técnica. O pedido de autorização de importação de diamantes em bruto é dirigido ao ministro da tutela. Para efeitos dos Artigo 230º (sobre Posse Ilícita de Minerais Estratégicos). A aquisição de diamantes em bruto para lapidação está sujeita aos impostos e taxas estabelecido actividade comercial em geral e ao pagamento das taxas e comissões a que houver lugar para cobrir ga processo de comercialização. mediante parecer favorável da Central Pública de Comercializaçã 2. As fábricas de lapidação de diamantes em bruto devem estar equipadas com os sistemas de segurança a necessidade de prevenir adequadamente furtos das pedras de diamantes em bruto e lapidadas 2. para efeitos de aprovação do 3. O furto e eventuais desaparecimentos de pedras de diamantes em bruto ou lapidadas devem ser imediato às autoridades competentes. por escrito. acrescidos das taxas e impostos pagos pela importação. 3. 3. Quando se tratar de diamantes em bruto importados. A r t i g o 3 1 1 (Aquisição de Diamantes em Bruto) 1. Os sistemas de segurança das fábricas de lapidação de diamante devem combinar adequadamen vigilância humanos e electrónicos. para efeito do investimento. através de um relatóriotipo a aprovar e a homologar por esta. até 3 meses após a s 2. A aquisição de diamantes em bruto. A não apresentação da prova da autorização legal de posse de diamantes em bruto referida no núme artigo. a existência de diamantes em lapidados. 4. A importação de diamantes em bruto para lapidação segue os procedimentos comuns de importação. as pessoas envolvidas e as pessoas suspeitas de terem praticado o furto. emitir o parecer sobre os sistemas de segurança das fábricas. criado nos termos dos Artigos 217º e 218º (sobre Comando da Segurança Mineira). A importação de diamantes em bruto para lapidação está sujeita às formalidades de garantia e certificaç processo de Kimberly (CPK) estabelecidas neste código e na legislação específica sobre a matéria. A aquisição de diamantes em bruto para lapidação fazse pela mercado de produção interna. o valor parcial e global e necessidade da sua importação. A r t i g o 3 1 2 (Canais de Aquisição de Diamantes em B 1. constitui prova de autorizaçã de diamantes em bruto o documento que comprove a sua aquisição e a informação sobre posse de diam ainda não lapidados. As empresa possuidoras de fábricas de lapidação ficam obrigadas a informar à Central Pública de Co Diamantes.e) Cumprir as exigências de segurança estabelecidas nesta secção. a origem. ou pela via da imp 2. referidas no número 1 des a intervenção da Central Pública de Comercialização de Diamantes. menos o valor dos impostos e calculado em termos proporcionais em relação ao lote inicialmente 3. A r t i g o 3 1 6 (Justificação de Posse de Diamantes em B 1. ao preço da compra. devem à Central Pública de Comercialização de Diamantes. Só estão autorizados a importar diamantes em bruto para lapidar as empresas possuidoras de fábric estabelecidas no País. económica e financeira. A r t i g o 3 1 4 (Características e Volume das Pedras a Adq 1. m autorização prévia do ministro da tutela. nos termos e para os fins referidos nesta se pelas regras estabelecidas nos artigos seguin 2. por qualquer razão.

devem enviar. das empr de fábricas de lapidação. medidos em quilate tamanhos e pedras especiais. 3. A r t i g o 3 2 3 (Segurança das Joalharias) 1. A r t i g o 3 1 9 (Sistemas de Comercialização) A comercialização de diamantes lapidados no mercado nacional realizase a grosso e a retalho. compradores nacionais e a compradores estrangeiros autorizados. As joalharias e outros estabelecimentos autorizados a encastrar e/ou a comercializar jóias e pedras tomar as medidas de segurança especiais que previnam adequadamente furtos dos diamantes lapidados 2. 5. os respectivos certificados de origem. está sujeita ao pagamento dos emolumentos respectivos. para efe relatórios sobre a quantidade dos diamantes comprados e vendidos no mês anterior. tendentes a garantir a estabilidade do mercado e a transações. ficam obrigadas const ituir. As joalharias e outros estabelecimentos similares. obedece às regras do licenciamento da actividade comerci termos gerais. uma base de dados pe . estão autorizados a r retalho de diamantes lapidados no mercado na 2. legalmente licenciados. Podem adquirir a grosso. diamantes lapidados. as seguinte a) Joalharias e outros estabelecimentos similares licenciados para operar no mercad b) Compradores nacionais legalmente autorizados a realizar o comércio internacional de diaman c) Compradores estrangeiros que sejam autorizados a importar de Angola diamante 4. o local. de acor aprovado pela Central Pública de Comercialização de Di 3. sejam. as joalharias e outros estabelecimentos de comercia de diamantes lapidados.C A P Í T U L O X X COMERCIALIZAÇÃO DE DIAMANTES LAPIDADOS S e c ç ã o Normas Gerais A r t i g o 3 1 8 (Liberdade Comercial) A comercialização de diamantes lapidados no mercado nacional é livre. obedece formalidades definidas nos artigos seguintes. Tendo em vista prevenir furtos. pela sua grandeza. legalmente licenciados para o comércio a retalh lapidados. mediante proposta da Central Pública de Comercialização de Diam A r t i g o 3 2 1 (Comercialização a Retalho) 1. abert similares. dos certifica e de origem estabelecidos nesta secção. A r t i g o 3 2 5 (Base de Dados Estatísticos) 1. indican as circunstâncias do furto ou do desaparecimento. com indicação das quantidades de lotes. de um certificado de qualidade e de garantia. A r t i g o 3 2 0 (Comercialização a Grosso) 1. e está s pelo estabelecimento de venda a retalho respectivo. para efeitos estat íst icos. a hora. sua origem e sua composição em termos de tamanho pedras. individualmente considerados. Apenas as empresas possuidoras de fábricas de lapidação estão autorizadas a vender diamantes lapi 2. susceptí a cobiça de criminosos e malfeitore 3. para a Central Pública de Comercialização de Diamantes. das fábricas de lapidação. A r t i g o 3 2 2 (Investimento no Comércio a Retalho) O investimento em joalharias e outros estabelecimentos para encastrar ou comercializar diamantes la pedras preciosas para o comércio a retalho. pelo ministério da tutela e pela Central Pública de Comercialização de Diamantes. As empresas possuidoras de fábricas de lapidação que vendam diamantes lapidados a gross previamente. por escrito. quando tais aquisições se destinem à revenda no mercad 6. devendo. as joalharias estão dispensadas da obrigação de indicar os preços das pe dos diamantes lapidados cujos valores. mediante parecer favorável da Central Pública de Com Diamantes. cujas regras de organização são aprovadas pelo ministério da tutela. A autorização para realizar o comércio de diamantes lapidados a grosso e para importar de Angola diam a grosso é conferida pelo ministério da tutela. diamantes lapidados. O furto e eventuais desaparecimentos de pedras de diamantes lapidadas devem ser comunicadas autoridades policiais competentes. junto da Central Pública de Comercialização de Diamantes. As vendas a grosso de diamantes lapidados são efectuadas através de leilões a realizar no País. Os compradores nacionais e os compradores estrangeiros apenas podem comprar a grosso. Apenas as joalharias e outros estabelecimentos similares. A venda a retalho de diamantes lapidados obedece às regras do comércio a retalho em geral. mensalmente. no entanto. A r t i g o 3 2 4 (Emolumentos) A emissão. As empresas possuidoras de fábricas de lapidação. as pessoas envolvidas e as pessoas su praticado o furto.

nos mesmos termos dos exigidos p de diamantes em bruto; c) Obtenção das títulos de exportação respectivas. fábricas de lapidação vendedoras. origem dos diamantes. junto da Central Pública de Comercialização de Diamantes. É competente para fiscalizar o cumprimento desta obrigação o ministério da tutela e o Corpo de Segur Estratégicos. S e c ç ã o I Exportação de Diamantes Lapidados A r t i g o 3 2 6 (Regime Legal) A exportação de diamantes lapidados realizase nos termos gerais. A r t i g o 3 3 2 (Prestação de Informação sobre Importação As empresas autorizadas a importar diamantes lapidados devem enviar. por lotes e por pedras especiais. preços de aquisição a grosso. para efei tos de comercialização no mercado naciona autorização específica do Ministério do Comércio. de um certificado de qualidade. para a Ce Comercialização de Diamantes. A r t i g o 3 2 8 (Prestação de Informação sobre Exportação 1. A r t i g o 3 3 5 (Entidade Competente) É competente para conceder direitos para a prospecção ou exploração de minerais destinados à construçã que tutela a geologia e minas. medidos em quilates de cada pedra. com indicação das datas da export das pedras. mediante parecer positivo da Central Pública de Co Diamantes. com observância da seguin a) Obtenção. e interesse estatístico. A r t i g o 3 3 1 (Empresas Autorizadas a Importar) Apenas as joalharias e outros estabelecimentos licenciados para o encastramento ou a сomercialização d preciosas podem importar diamantes lapidados. medidos em quilates de cada pedra. para efeitos estatísticos. É considerado mineral para a construção civil toda a substância de origem mineral usada directame construção civil ou como matéria prima para o fabrico de produtos destinados à con 2. mensalmente. como minerais para a construção civil. O Governo publica e actualiza. agrupadas em lotes de tamanhos iguais. S e c ç ã o I I Importação de Diamantes Lapidados A r t i g o 3 2 9 (Condições de Importação) A importação de diamantes lapidados só é permitida se no mercado internos não houver diamante quantidade e qualidade suficientes para os fins comerciais que cada agente comercial retalhista interno pre A r t i g o 3 3 0 (Autorização para Importar) A ent rada de diamantes lapidados no país. junto do ministério da tutela. A Central Pública de Comercialização de Diamantes é obrigada a manter uma base de dados com inf exportação de diamantes lapidados. o corte. relatórios sobre a quantidade dos diamantes im anterior. do Certificado de Origem. para efeitos estatísticos. a quantidade e a qualidade dos diferente b) Obtenção. para os efeitos deste código. para a Cen Comercialização de Diamantes. com as devidas adaptações e tendo em conta os artigos seguintes. a cor e a 2. por lotes e por pedras es 2. mensalmente. o peso. As empresas possuidoras de fábricas de lapidação devem enviar. por lotes e por unidade. A r t i g o 3 3 4 (Regime Jurídico) O regime jurídico aplicável aos minerais para a construção civil é o estabelecido neste código para os mine estratégicos.actualizada com todas as informações técnicas referentes aos diamantes em bruto e lapidados compra mencionando designadamente a quantidade. a relação de substâncias de consideradas. no termos gerais. C A P Í T U L O X X I MINERAIS PARA A CONSTRUÇÃO CIVIL Artigo 333º (Definição) 1. sempre que se torne necessário. as pedras especi diamantes importados. incluindo os exportados pelas empresas possuidoras de fábricas d exportados pelos compradores nacionais e estrangeiros autorizados. agrupadas em lotes de tamanhos iguais. relatórios sobre a quantidade dos diamantes ex anterior. as pedras espe diamantes exportados. . A r t i g o 3 2 7 (Entidades Autorizadas a Exportar) A exportação de diamantes lapidados pode ser realizada pelas empresas possuidoras de fábricas de la compradores nacionais e estrangeiros autorizados.

Os direitos de exploração dos recursos minerais. 3. A r t i g o 3 3 7 (Tramitação Processual) 1. nos termos do artigo 90º (sobre Títulos de Direitos M A r t i g o 3 3 8 (Recusa do Pedido de Concessão) A decisão de recusa de pedido de concessão de direitos mineiros destinados à construção civil só pode fu lei e no interesse público. económicas e dados técnicos relevantes sobre a sua a b) Fazer uso de tecnologia apropriad c) Reparar os danos ambientais decorrentes da sua a d) Cumprir as normas legais gerais e específicas sobre a sua actividade. A concessão de direitos mineiros para prospecção ou exploração de recursos minerais destinados á c feita por Despacho do ministro da tutela. O requerimento a que se refere o número 1 deste artigo é entregue na estrutura competente do Cadastr deve emitir e remeter ao ministro da tutela um parecer sobre o pedido no prazo de 30 dias apó requerimento. A r t i g o 3 4 4 (Demarcação) A demarcação das áreas concedidas para prospecção ou exploração de recursos minerais para a construç efectuada até 90 dias após a emissão do respectivo título de concessão de direitos. através dos seus órgãos administrativos locais. terão a duraçã necessária para o seu integral aproveitamento. devendo a definida pela entidade concedente. a fixar pela entidade concedente em função das condiç exploração. no prazo de 15 dias contados desta a entrada do parecer no gabinete do min 4. deverão requerer ao ministro da tutela a concessão dos respectivos direitos. Artigo 345º (Duração) 1. até um raio de 1 Km. mas serão atribuídos por um período inicial de sucessivamente prorrogáveis por períodos de igual d 3. A r t i g o 3 4 2 (Áreas para Prospecção) A área para a prospecção de recursos minerais destinados à construção civil é de até 50 Km2. pesquisa e 2. a que se refere o número anterior. A r t i g o 3 4 0 (Obrigações dos Titulares) Os titulares de direitos mineiros sobre recursos minerais para a construção civil têm os seguintes deve a) Remeter periodicamente ao ministério da tutela. podendo ser prorrogados por mais dois períodos de um 2. A r t i g o 3 4 1 (Perímetro de Protecção) 1. podendo essa competência ser delegada nos órgãos administ ministério da tutela. instruindo com os dados referidos no Artigo 100º (sobre Pedidos de Informação de Áreas de 2. cabendo dela reclamação e recurso nos termos do procedimento e administrativo. O Despacho de concessão de direitos mineiros para minerais destinados à construção civil é publica República e dele decorre a emissão do Alvará Mineiro. em função do pedido e das circunstâncias locais de uso do solo para ou A r t i g o 3 4 3 (Áreas para Exploração) Quando se trate de direitos mineiros de exploração. nos termos e condiçõ neste código sobre as Zonas Restritas de mineração. prospecção.A r t i g o 3 3 6 (Condições de Concessão) Os direitos mineiros para a prospecção ou exploração de minerais para a construção civil só podem s cidadãos angolanos ou a pessoas colectivas de direito angolano detidas exclusivamente por cidadãos an capital seja detido por cidadãos nacionais em pelo menos 2/3. É obrigatória a fixação de um perímetro de protecção para garantia da segurança e disponibilidad efectuado com base no trabalho de reconhecimento. As entidades que pretendam prospectar ou explorar recursos minerais considerados por este código c construção civil. A demarcação das áreas de prospecção e exploração é feita nos termos definidos neste código sobre as de mineração. Os direitos mineiros para a prospecção de recursos minerais para construção civil são concedidos por u de três (3) anos. com as devidas adaptações. a área a conceder deve ser confinada ao depósito instalações de beneficiação. A r t i g o 3 3 9 (Direitos dos Titulares) Os titulares de direitos mineiros sobre recursos minerais para a construção civil gozam dos seguintes dire a) Realizar as operações mineiras decorrentes do plano de trabalhos b) Implantar as instalações e anexos necessários para execução dos trabalhos mineiros nas áre c) Dispor dos recursos minerais explorados para a sua comercialização no território nacional e para exporta legais. Os títulos de atribuição de direitos mineiros de exploração de minerais para a construção civil de .

A r t i g o 3 5 4 (Comercialização de Águas Minerais) . É competente para conceder direitos mineiros para águas minerais o ministro que tutela a geo 2. ela poderá s completa reparação das falhas detectadas. Quando a exploração de uma fonte de água mineral não estiver a ser feita de acordo com as cond técnicas. A demarcação das áreas de prospecção e exploração é feita nos termos definidos neste código sobre as de mineração. 3. prospecção. A r t i g o 3 4 8 (Classificação das Águas Minerais) . tendo em conta as regras estabelecidas nos artigos seguintes. A solicitação para a exploração de uma fonte ou reserva de água mineral deve ser acompanha elementos: a) Certificado de análise físicoquímica e bacteriológica da b) Projecto de instalação e descrição dos processos utilizados para a captação e protecção das fon distribuição das águas; c) Dados sobre vazão e temperatura das fontes. com as necessárias adaptações. As águas minerais são classificadas de acordo com os seguintes a) Composição química; b) Composição física; c) Gases; d) Temperatura. Regulamentação específica a aprovar por decreto Executivo Conjunto do ministro da tutela e do mini saúde estabelecerá o conjunto de características e os parâmetros para classificação das águas minerais d critérios do número anterior deste artigo. Pesquisa e Avaliação de Águas Minerais) Os trabalhos de reconhecime pesquisa e avaliação das águas minerais devem incluir o estudo geológico e o estudo analítico das águas e A r t i g o 3 5 0 (Condições de Exploração de Águas Miner 1. A r t i g o 3 4 9 (Reconhecimento. C A P Í T U L O X X I I ÁGUAS MINERAIS Artigo 346º (Definição) Para efeitos deste código são consideradas águas minerais as provenientes das fontes e reservas natura elementos físicoquímicos distintos dos das águas comuns. podendo ser interdita se até 60 dias depois da notificação de su reparada tal falha. O reconhecimento. prospecção. e na legislação complementar específica que venha a ser apro de tutela e/ou pelos órgãos com competências razão das matérias a regular. Nos termos do n. O regime da tramitação processual dos pedidos e da concessão de direitos mineiros para águas mine aos pedidos e à concessão de direitos para minerais destinados à constr 2. as águas minerais s minerais. É obrigatória a fixação de um perímetro de protecção para garantia da disponibilidade e caracterís efectuado com base no trabalho de reconhecimento. A r t i g o 3 4 7 (Regime Jurídico) 1.condições de prorrogação. com as devidas adaptações. 2. Por exploração de água mineral entendese todo o trabalho ou actividade relacionada com a capt distribuição e comercialização de águas mine 2. ou higiénicas estabelecidas no presente código ou na legislação complementar. A r t i g o 3 5 1 (Concessão de Direitos Mineiros de Exploraç 1. pesquisa e 2. estando sujeitos à tutela do órgão do governo co 2. A r t i g o 3 5 3 (Perímetro de Protecção) 1. A exploração de águas minerais é realizada de acordo com o estabelecido neste código para a explora minerais. Prospecção. estabelecido no A Condições de Concessão de direitos pa minerais para construção civil). pesquisa e avaliação das águas minerais é feito de acordo com o es código para os minerais comuns não estratégicos e pela legislação complementar específica que venha pelos órgãos competentes.º 2 do Artigo 2º (sobre o Âmbito de Aplicação deste Código). com características que lhes confiram proprieda ou efeitos especialmente favoráveis à saúde humana. O acesso ao exercício de direitos mineiros de exploração de águas minerais está condicionado aos mesm acesso aos direitos mineiros para exploração de minerais destinados à construção civil. A r t i g o 3 5 2 (Tramitação Processual dos Pedidos e da Conc 1.

Só é permitida a comercialização de águas minerais. à escala regional. ciência que estuda a história. A prospecção usa métodos directos como a afloramentos e a cartografia geológica. beneficiação e comercialização de recursos minerais. Investigação Geológicomineira – Primeira fase de um projecto mineiro de raiz. de acordo com os termos deste códig 9. Concessionária – Titular de direitos mineiros decorrentes de contrato. pesquisa e a avaliação. Estudos Geológicos – Estudos no âmbito da Geologia. Act ividade Minei ra – Conjunto de act ividades que incluem o reconhecimento. técnicas e artísticas que intervê dos mapas a partir dos resultados das observações directas ou da exploração da documentação. aplicamse as disposições do mesmo. devendo. Prospecção – Processo destinado à procura sistemática de um jazigo mineral através da delim promissoras. que comprovem e garantam a purez águas engarrafadas. o aparecimento e v computadores. quando sejam cumpridos os requisitos estabelec código e na demais legislação aplicável. Esta actividade é também referida ne mineração. Estudos Cartográficos – Conjunto dos estudos e operações científicas. pes exploração. anualmente. isto. públicas ou privadas. Concessionária Nacional – A entidade empresarial a quem o Estado confere direitos exclusivos sob minerais. de acordo com as normas estabelecidas complementarmente pelos ministérios de tutela da actividade geoló da saúde 2. bem como o modo como os interpretamos e e (Associação Cartográfica Internacional) (2) 11. iniciada em meados do século passado. um número mínim bacteriológicos. e métodos indirectos. a prospecção. representados. A introdução da fotografia aérea e da detecção re tecnológico nos métodos de gravação e impressão e. servindose de ferramentas como a fotografia aérea e de satélite. Reconhecimento – Estudo. sondagens e recolha sistemática de amostras como métodos dire . decreto d título de concessão. Órgão Público para a Comercialização – Instituição pública criada pelo Governo para regular a com minerais estratégicos e intervir como canal único de comercialização interna 7. Por vezes este termo vai referido a uma determinada Concessionária Nacional. são atribuíd decidir ou conceder aprovação sobre as matérias nele r 4. Para a comercialização de águas minerais o titular do direito concedido deve fornecer ao órgão compete da tutela. É obrigatório o uso de um rótulopadrão nas embalagens e nas garrafas de águas minerais engarrafada dos resultados dos exames referidos no número anterior e de outros elementos de validade e de pure serem definidos conjuntamente pelos ministros de tutela da actividade geológica e mineira 3. sempre que de tal aplicação não resu mais gravosa para o interessado. de forte potencial de mineralização. Anexo I GLOSSÁRIO 1. estudo preliminar no terreno. compreende os estud reconhecimento. m regionais. 5. nos termos e condições estabelecidas neste código e demais legislação aplicável.1. São (os) as entidades. C A P Í T U L O X X I DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS A r t i g o 3 5 5 (Entrada em Vigor) O presente código entra em vigor na data de publicação da lei que o aprova. despacho de concessão. (2) 8. a estrutura e a comp destinados a obter o conhecimento sobre as características das formações geológicas. é. be utilização. Ministro da Tutela – O titular do órgão do Governo que tutela a actividade geológic 3. através do qual se identificam as áreas de forte potencial mineralização por intermédio dos seguintes meios: resultados de estudos geológicos regionais. mais recentemente. Ministério da Tutela – O órgão do Governo que tutela a actividade geológica 2. Na actividade mi geológicos constituem a base da investigação geológicom (2) 10. vieram alterar profundamente a forma como os dados geográficos são adquiridos. A r t i g o 3 5 6 (Processos Pendentes) Aos processos e actos que estejam a decorrer nos serviços competentes à data da entrada em vigor deste que já tenham sido aprovados. até 30 de Março do ano seguinte ao que disser respeito. a quem tenham sido concedidos temporariamente direitos min deste código. nos termos da lei. tais como a geofísica e a geoquímica. e de software variado na execu processamento de dados e na representação da informação. neste caso. o sen mesmo resultar do contexto gráfico e normativo em que se 6. Órgão Competente – A entidade com poderes públicos a quem. Podem sanjas. métodos aéreos e indirectos e extrapolação de dados Reconhecimento tem como objectivo localizar áreas mineralizadas nas quais se justifiquem estudos sub pormenorizados. (2) 12. com espaços máimos de 2 meses entre cada exame. nos termos deste código. A Cartografia encontrase no curso de uma l revolução. prospecção. A cartografia estuda a concepção dos mapas e trata de todas as informações recolhidas no c representação final no mapa.

Nos termos deste código. (7) 29. Exploração Actividade que se realiza em fase posterior à do reconhecimento. subsolo. o carregamento e o transporte do minério em bruto bem como o seu tratamento e beneficiação. tal evidência pelos estudos de viabilidade efectua 18. t ratamento e/ou benef iciação e comercialização de recursos minerais num horizonte tempor área previamente delimitada. indo da simples beneficiação. o estudo das características de mineralização. incluindo um regime penal com sançõe liberdade. abrangendo a preparação e a extracção. o cálculo de reservas de minério e decidir da efectuar um estudo de viabilidade. negociação e venda de ou minérios concentrados. galerias. em todos estes casos ainda bastante es tendo em vista a avaliação preliminar da quantidade e da qualidade do minério. 90) 27. com ou sem tratamento. e estud das mesmas. designadamente pelo impacto que produzem no desenvolvimento eco na segurança militar e na procura no mercado internacional. Preparação ou Tratamento de Minério – Conjunto de operações que têm como objectivo transformar os em produtos utilizáveis ou comercializáveis no mercado de consumo final. os minerais es submetidos a um regime de protecção jurídica mais acentuado. configuração. Também designado por produto minei utilizamse também os termos produtos da mineração e produto da actividade m 25. 19. Comercialização de Recursos Minerais – Conjunto de operações de avaliação. Recuperação de Áreas – Acções destinadas a devolver ao terreno afectado pela actividade mineira a suportar um ou mais usos do solo. O objectivo pesquisa é a determinação das principais características geológicas do epósito. Também se utiliza a expressão materiais de construção de origem m 28. 17. Operações mineiras Trabalhos realizados no âmbito de uma título de exploração. prospecção. sondagens. Órgão de Tutela – O órgão do Governo que superintende as actividades geoló .13. sanjas. poços. utilizando as operações de visam a libertação das espécies úteis dos minérios e as operações de separação para a obtenção do incluindo a lapidação e a industrialização de rochas ornamentais. incluindo. Substâncias Explosivas – Compostos químicos ou misturas de produtos químicos que podem produzir e ou pirotécnicos. diferentes do uso anterior às actividades mineiras. sem prejuízo do a em consideração o estabelecido no estudo de impacto ambiental aprovado. Produto Mineral – Minério extraído. 14. Reserva Mineral – Quantidade de minério economicamente explorável existente num jazigo. pesquisa e ava exploração. de acordo com os procedimen internacionalmente aceites e permitidas pelo órgão de tutela. a configuraçã depósito e o teor do minério e eventuais outras características possam ser conhecidos com elevado grau fase de avaliação pode já tornarse necessário. Cálculo de Reservas – Resultado da avaliação e dos estudos de viabilidade. 16. reconhecimento. Avaliação – Delimitação pormenorizada e a três dimensões de um depósito já conhecido. etc. a amostragem em sanjas e sondagens. Restauração de Áreas – Acções destinadas a devolver ao terreno afectado pela actividade mineira as c existentes antes do início da actividade mineira. Os métodos avaliação são a colheita de amostras em afloramentos. interpolações limitadas dos resultados obtidos com a aplicação de métodos indirectos. nos mesmos termos da preparaçã de mineiro. Beneficiação de Minérios – conjunto de operações que têm como objecto a transformação dos min produtos utilizáveis ou comercializáveis no mercado de consumo final. Pesquisa– Processo inicial de delimitação de um depósito já identificado. constituída por extracção da ganga por meio de simples lavagem métodos de flutuação e bacteriológicos. O conjunto das informações obtidas na fase de avaliação permite efectuar o dimensionamento do jazigo.. (7.89. consistindo na prepar carregamento e transporte dentro da mina do minério bruto. Os métodos utilizados para cartografia de superfície. em importância relevante para o País. A malha da amostragem deve ser apertada de maneira a que as dimensões. da prospecção. bem como o seu tratamento e ben 31. Esta fase é também conhecida como pesquisa porme 15. Neste código em alguns casos vem referenciada como explor termos correspondentes na língua inglesa são mining ou exploitati 20. se necess laboratoriais. também designados apenas por minerais. 23. O processo de preparação ou tratamento varia co minério. compatível com o objectiv alcançar. 24. e por fim. estrutura e do teor do m é também conhecida como pesquisa geral. Minerais Estratégicos – Recursos minerais como tal declarados pelo Conselho de Ministros. da avaliação. Direitos Mineiros – Faculdades subjectivas conferidas nos termos deste código e de outra legislação min entidades jurídicas para a execução de estudos geológicos. na plataform noutros domínios territoriais estabelecidos em convenções ou acordos internacionais sobre os quais soberania nacional. (12) 30. fornecendo indicações ade sua continuidade e uma primeira determinação das suas dimensões. Minerais para a Construção Civil – Designação genérica que engloba os recursos minerais directamen construção civil. que indica a reserva mine O cálculo de reservas deve ser efectuada por prof issional competente. a realizar de acordo com o estudo de impacto ambien 148) 22. Recursos Minerais – Substâncias minerais que ocorrem naturalmente no solo. Também se utiliza a expressão comercialização dos produtos da m 21. Mineração – Neste código utilizase com o mesmo sentido do termo actividade 26. promover ensaios de tratamento para o que se necessit amostras da massa a granel.

assim como a sua comercialização. do tratamento do minério. jurídicas e sócioeconómicas do projecto. Garimpo – Actividade mineira ilegal. 81) 43. da segurança industrial. incluindo objecto da concessão. Estudo de Viabilidade TécnicoEconómico – Estudo que se realiza com base nos dados colhidos na fase geológicomineira. Certificado – Documento emitido pela entidade competente para atestar a atribuição de poderes ou dir ao seu titular. Constitui um meio de auditoria a toda geológicas. pesquisa e avaliação nele especific referido neste código apenas por título de prospecção. 34. destinado a comprovar publicamente a sua atribuição le 39. Alvará Mineiro – Título de direitos mineiros emitido pelo órgão de tutela para certificar que o seu titula a realizar o reconhecimento. técnicas. ou pela entidade a quem e poder. Plano de Prospecção – Plano das actividades a serem realizadas pela concessionária no âmbito do direi para a realização do reconhecimento. com a finalidade de se avaliar a qualidade técnica e a viabilidade económica de um p Serve para tomar decisões em matéria de investimentos e para a obtenção de financiamento do projecto presente código é um documento obrigatório para outorga dos direitos mineiros de exploração. da prospecção. (1 37. Título de Prospecção – Documento emitido com base num contrato ou título que certifica que o autorizado a proceder às operações de reconhecimento. Mina – A área devidamente demarcada para o exercício do direito mineiro de exploração. O conceito de exactidão inclui a quantificação das reservas por uma entidade idó uma avaliação metodologicamente correcta das reservas minerais. prospe avaliação de jazidas minerais. pesquisa e avaliação ou a exploração de recursos minera construção civil. Contém a indicação d exploração. 49. Encerramento da Mina – Processo através do qual se finalizam as actividades mineiras numa determin cujos direitos tenham sido concedidos ao abrigo dos direitos mineiros definidos neste código e noutra leg mas que não termina com o esgotamento das reservas do jazigo ou término das operações mineiras. nos termos definidos neste código e na legislação compleme 36. prospecção. e todos os meios técnicos e infra necessárias para a realização das operações mineiras. de re económico e utilidade. cuja utilidade e ainda esta por determinar. das activida estudo de impacto ambiental. (24. da tecnologia e das instalações. susceptíveis de serem explorados economicamente.Actualmente esta tutela é exercida pelo Ministério da Geologia e Minas. que consiste na exploração ilícita de minerais a partir de um podendo ser realizada com recurso a métodos artesanais ou a métodos convenciona 48. Certificado de Registo de Pedido de Concessão Mineira – Documento emitido pelo Cadastro Mineiro par o seu titular cumpriu todos os requisitos e procedimentos legais o pedido de concessão mineira que o habil obter. prospecção. o seu tratamento e beneficiação. Plano de Exploração – Documento que contempla a execução das operações mineiras. 41. Jazigo Mineral – Designação usada para referir a acumulação natural de recursos minerais. O tér se verifica com a conclusão das acções de restauração e ou recuperação dos terrenos como previsto no es ambiental aprovado. Informação Geológicomineira Conjunto de documentos e informações resultante de trabalhos de estu de outros no âmbito da investigação geológicomineira e dos estudos cartográ 40. 38. Demarcação – Acção que consiste na colocação de marcos no terreno em cada vértice da figura geom os limites da área previamente delimitada para exercício dos direitos mineiros. assim como os cálculos dos respectivos investimentos Algumas vezes é designado apenas por estudos de viabilidade 33. das instalações mineira dos parques de apoio operacional e habitacional. 46. e a efectuar restauração e/ou recuperação dos terrenos como estabelecido no estudo de impacto ambiental apr 35. Exploração Ambiciosa – Exploração das partes mais ricas de uma jazida em detrimento de outras que ricas. Delimitação – Acção que consiste na definição em carta topográfica dos limites de uma área para realiz autorizadas no âmbito dos direitos mineiros outor 42. um título mineiro para realizar operações mineiras. bem como as benfeitorias de carácte 47. o carregamento e transport do minério bruto. junto da entidade competente. devem ser exploradas técnica e economicamente em conjunto com aquela 44. da pesquisa e da aval 51. da programação das operações e da produção. certificando que o seu tiular está autorizado a realizar actividade mineira artesanal nos termos código e na legislação complementar. Área de Concessão Demarcação geográfica definida pelo órgão responsável pelo cadastro mineiro estabelecida no local de acordo com o contrato de concessão 50. Título de Exploração – Documento emitido com base num contrato de exploração ou título certificando está autorizado a realizar as operações mineiras de preparação e a extracção. Os dados relativos aos c razoavelmente exactos. Este certif designado pela iniciais de RPCM. contendo métodos. determinada através de estudos geológicos e acções de reconhecimento. (12) 32. do ambiente. assim como do cálculo dos custos e da previsã económicos. Senha Mineira – Título de direitos mineiros emitido pelo órgão de tutela.(28) 45. Neste código também se usa o ter Tutela. Classificação de Reservas – Sistemas metodológicos utilizados para classificar as reservas e recurs . Jazida – Designação genérica que engloba a acumulação natural de recursos minerais.

d e r o c h a metassomatizadas/hidrotermalizadas. muitas vezes. A sua presença ou ausência não afecta a analise sendo essencial para a classificação da mesma. em determinados tipos de rochas;São minerais acessórios acidentais ou oc que aparecem com menos frequência. não sendo necessária a definição acessório ocorre em pequena quantidade em uma rocha. Register Sign in ugh and Polished :::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::: :::: Edições Online "O Sector Mineiro Metálico Nacional no Último Decénio e Perspectivas de Evolução Futura" . 54. como topázio. no interior de um jazigo. podendo. etc. Comments Only registered users are allowed to comment.. Mineral Acessório Mineral de importância secundária numa rocha. como a patita. Estes minerais podem formar mas local izadamente. Minério – Formação geológica contendo um ou mais minerais úteis. sendo comuns.base nos resultados da investigação geológicamineira efe 52. Os minerais acessórios podem ser menores ou acidenta acessórios menores os que ocorrem comumente em pequenas quantidades nas rochas. t o r n a r s e p r e d omi n a n t e s . Minerador – Pessoa que se dedica à actividade mineira artesanal nos termos deste código complementar. hematita. turmalina. (98) 53. em certos c a s o s .

1 . Este novo modelo passou então a ter que desencadear novos potenciais de competitividade. baseados em capacidade de inovação tecnológica. quer no plano nacional. que tem orientado a generalidade das políticas públicas na área económica.Luís Rodrigues da Costa .Introdução 1. Contudo. elevação das capacidades empresariais e de gestão. orientadas para procuras diferenciadas e em expansão. houve que alterar profundamente o modelo de desenvolvimento. Entre outras consequências. No plano internacional e nível geral. cujo acesso livre e privilegiado havia sido alcançado com a concretização da adesão às Comunidades Europeias.1 . 26 de Outubro de 1999. é a convicção da justeza desta estratégia para proporcionar a aproximação aos padrões económicos e sociais das sociedades europeias mais avançadas.Presidente do IGM Apresentado no "1º Colóquio de Jazigos minerais metálicos de Portugal". viria a determinar a opção política do País se empenhar decididamente no processo de aprofundamento da integração europeia. quer no plano internacional. como ao nível sectorial da indústria mineira. embora com variantes e tónicas distintas de país para país. mas que prosseguia a especialização económica anterior. com o predomínio de formas de "competitividade-preço". mas cujo resultado final apresenta ainda um apreciável nível de incerteza. o acontecimento central foi a desintegração do bloco de países de economia planificada – simbolicamente traduzida na queda do Muro de Berlim –. o que desencadeou o processo de globalização em curso e a adopção generalizada dos mecanismos de mercado livre como princípios reguladores da economia. em 1986. traduzido no Tratado de Maastricht e na criação da União Económica e Monetária (UEM). baseado em mão–de–obra barata e segmentos industriais de baixa tecnologia. qualificação da força de trabalho. Os critérios definidos para as condições de integração na UEM determinaram a adopção de um novo modelo de desenvolvimento industrial e das políticas públicas que o suportam. processo que se encontra em curso. Estas passaram a ser condições essenciais à alteração do padrão de especialização industrial anterior e condições básicas para a emergência de produções de alto valor acrescentado. Academia das Ciências de Lisboa. até então orientado para um mercado vasto mas relativamente fechado.A alteração do modelo nacional de desenvolvimento O período que nos propomos analisar apresenta-se particularmente rico de acontecimentos. tanto a nível político geral. Esta alteração teve igualmente importantes reflexos em Portugal. Como se caracteriza então a situação presente deste processo de globalização? Os seus quatro elementos mais importantes são: . O impacte positivo da primeira fase da adesão e a capacidade de resposta evidenciada pela generalidade da sociedade portuguesa às suas exigências. em condições de competitividade num mundo "globalizado".

constituam sérios obstáculos à rápida concretização destas oportunidades. a criação de regras e orientações globais. pois reduz a procura de matériasprimas primárias e altera os padrões de produção e consumo. veio estabelecer uma densa rede de interdependências e a percepção de que qualquer mudança num país pode ter implicações económicas. a emergência de valores globais. Alguns começam já a olhar para a África como o continente da próxima década.• • • • a criação de mercados de capitais. quer na prospecção. a liberalização económica veio tornar acessíveis ao investimento mineiro muitos novos países e regiões. de grande amplitude. embora a indústria mineira tivesse já uma longa tradição de operação em mercado aberto. Finlândia.Caracterização sucinta da evolução da indústria mineira mundial . caso da Suécia. Grécia e. A generalidade dos países que consideram os recursos minerais um elemento relevante do seu modelo de desenvolvimento sentiu a necessidade de modernizar e tornar mais competitivas as suas economias o que desencadeou a nível mundial uma onda de modernização do enquadramento legislativo e regulamentar. revelando mesmo uma dinâmica económica muito apreciável. Irlanda. Contudo. Este processo desenvolveu-se também no plano europeu e traduziu-se no encerramento de inúmeras minas metálicas e na reestruturação do sector carbonífero. elevando o limiar do jazigo economicamente explorável. No Ocidente. um maior impacte no futuro. a rigidez administrativa e a insuficiência das garantias jurídicas dos direitos mineiros. em resultado de um processo generalizado de abertura das suas economias e à "desnacionalização" e privatização da sua indústria mineira. A emergência de valores globais. Como consequência deste processo a produção mineira metálica encontra-se reduzida a alguns países com mais forte vocação e potencial mineiro. foi a consolidação dos valores ambientais aquela que teve maior impacte na indústria. Também a reciclagem de metais e outros produtos minerais. Como tendências dominantes na atracção do investimento assistimos ao crescimento do interesse pela América Latina. sociais e ambientais em todos os outros. quer na exploração de recursos minerais. um factor condicionante das decisões e repulsivo do investimento. e cujos efeitos se irão fazer sentir por um período dilatado. ainda. os regulamentos ambientais e os direitos dos povos autóctones constituíam. de certo modo consequência do ponto anterior. embora alguns admitam que a recente emergência de valores sócio-culturais possa ter. Portugal. iniciado ainda na década de oitenta..2 . a produção não metálica não parou de crescer. Este processo de globalização repercutiu-se na indústria mineira mundial. Espanha. guiado por razões ambientais ou de simples competitividade económica. tem vindo a alterar consideravelmente o quadro de evolução da indústria. que teve que acompanhar a mudança que se verificava nas relações económicas e geopolíticas internacionais. claro.. Austrália e Estados Unidos. a criação de um espaço de comunicações e rede de informação globais. Contudo. enquanto que no Canadá. A globalização das comunicações e da informação veio acelerar espectacularmente a velocidade de difusão das actividades e experiências. de bens e de serviços globais. cada vez mais. embora a ausência de infra-estruturas. . mesmo em áreas remotas. 1.

A estes condicionalismos temos hoje que acrescentar a . o abandono do modelo de desenvolvimento industrial baseado em mão–de–obra barata e baixa tecnologia que referimos.. "Attracting Private Sector Investment in Mining: what Governments can do".. Particularmente. mesmo que se tivesse verificado uma recuperação das cotações. Bruxelas 1.. intervenção do representante do Banco Mundial no EU-Russia Workshop on Restructuring and Inprovement of the Investment Climate in the Mining and Raw Materials Sector. pois a sua viabilidade se baseava no baixo custo de mão-de-obra e na desvalorização da moeda. Peter. Um mundo em mudança ! Anos 80 Anos 90 Globalização/hegemonia da economia de mercado Liberalização Macroeconomia Privatização Desestatização da economia Descentralização Operador Detentor de activos Observador nas economias emergentes Regulador Administrador de direitos Papel dos Governos no sector mineiro Sector Privado Principal investidor Importância crescente das ONG´s Ambiente Emergência/aceitação Integração Aspectos sociais Pouco ou nada relevante Emergência/aceitação Adoptado de van der Veen. 1999. e da indústria mineira nacional O novo contexto económico veio também influenciar marcadamente a indústria mineira nacional. com realce para as de estanho e tungsténio. inviabilizou o retorno de cenários nos quais se haviam desenvolvido as pequenas minas.A alteração das condições do exercício da actividade pode sintetizar-se do seguinte modo.3 .

Estão nestas condições as minas de Neves-Corvo e da Panasqueira. e o paulatino crescimento da importância dos não metálicos. em meados do ano corrente. pelo contrário. a qual apresentou manifestações extremas nos casos do ouro e do cobre. Mas haverá alguma particularidade nesta evolução ou. guiado pela expectativa da descoberta de um novo jazigo tipo Neves-Corvo.6% 1998 7. poderá ela inscrever-se num modelo mais geral de desenvolvimento económico-social ? 1. por vezes.A importância dos minerais no desenvolvimento económico-social . particularmente comparando a sua evolução com a dos restantes sectores da indústria extractiva.8% 62. prosseguiu o interesse continuado pela Faixa Piritosa. embora. somente as minas competitivas puderam subsistir.4 . resultado do arranque da mina de Neves-Corvo. verdadeiros jazigos de classe mundial.3% 10.0% 78.1% 21. Uma alteração estrutural profunda ! 1978 Energéticos Metálicos Não Metálicos 1988 12. como reacção do mercado à possibilidade de venda de reservas de ouro de bancos centrais. despertou o interesse de muitos operadores estrangeiros pelo potencial aurífero do território nacional. os quais podem englobar-se na designação genérica de "não metálicos" (minerais não metálicos. a banalização das tecnologias de tratamento de minérios de ouro de baixo custo (caso da lixiviação) e a razoável estabilidade das suas cotações durante longo período de tempo. separados por uma década de intervalo.necessidade de desenvolver a actividade em conformidade com padrões ambientais modernos que vieram acentuar a vulnerabilidade económica de algumas explorações.9% Fonte: IGM A análise do quadro evidencia o quase "desaparecimento" da produção de minérios energéticos (cessação da produção de carvão e produção de urânio quase residual) e a inflexão do declínio da produção de minérios metálicos. Em contraponto desta tendência. para o que se apresenta a estrutura da produção em três anos distintos.6% 24. Assim. Do mesmo modo. rochas ornamentais e rochas industriais). esta realidade deve ser analisada num contexto mais amplo. enfrentando sérias dificuldades económicas e financeiras. obrigadas a um contínuo processo de redução de custos. Contudo. circunstância que se alterou recentemente.1% 0.6% 82. circunstância fortemente agravada nos últimos anos pela diminuição das cotações da generalidade dos metais.

Em Maio de 1990 deu-se o arranque da produção de concentrados de estanho comerciais. na última década. contudo. assistido à tendência crescente para a deslocalização das metalurgias para os países detentores das matérias-primas primárias. seja pela utilização dos recursos do território nacional. seja por efeito da banalização das tecnologias. Assim. em 1989. Se tivermos presente que determinadas matérias-primas têm limitado valor unitário e.No domínio da produção No período que vimos analisando ocorreu um conjunto importante de acontecimentos que alteraram profundamente o sector mineiro metálico nacional.A extracção e transformação de substâncias minerais é essencial ao desenvolvimento e bem estar das sociedades contemporâneas. predominantemente.1 . os quais são predominantemente exportados para os países industrializados. determinando padrões de especialização produtiva que tendem a manter-se. metais preciosos. Para os três metais referidos (Cu. Nomeadamente. tungsténio e. apenas com curta interrupção no caso do tungsténio. mais relevante foi o início da produção de concentrados de cobre na mina de Neves-Corvo. Em publicação recente comentámos a aderência deste modelo geral ao caso português. Nele se constatava que o padrão de evolução nacional adere ao modelo geral e que a sua evolução tem que ser interpretada a partir dele. 2 . Em consequência desta mudança. Sn. no início do período. concluímos que a estrutura industrial pode estar fortemente influenciada pelos recursos minerais disponíveis. que ignora o impacte do arranque da produção na mina de Neves-Corvo. a actividade de determinados sectores da indústria transformadora de um país depende da capacidade de obtenção de matérias-primas minerais. À medida que o país se desenvolve e o seu tecido produtivo industrial se diversifica. a indústria mineira metálica nacional produziu. por vezes de modo determinante. a necessidade de minerais não metálicos aumenta. ultrapassando em valor absoluto a dos minerais metálicos. Como modelo global é reconhecida a maior importância dos recursos minerais metálicos nos países menos desenvolvidos. . O elenco de produções completouse com uma pequena produção de minérios de ferro-manganés e de concentrados de urânio. estanho. construído o modelo básico de análise que passaremos a desenvolver seguidamente. por esta circunstância. as indústrias suas utilizadoras têm a sua competitividade condicionada pelos custos de transporte. W) o País ocupou a posição de principal produtor mineiro da UE. conjugando esta análise com a ocorrência de acontecimentos singulares que o influenciaram. seja pela sua aquisição no mercado internacional. em dois cenários distintos: o real e um virtual. Nos anos mais recentes temse. de longe. seja por pressão económica decorrente da necessidade de respeitar padrões ambientais crescentemente exigentes e com impacte directo na economia das operações. concentrados de cobre (com prata). No sistema produtivo. mesmo quando se verificam alterações substanciais na oferta de matérias-primas. assim.Principais Aspectos da Actividade Empresarial desde 1989 até ao Presente 2. passando o tungsténio a uma posição subalterna. o perfil mineiro clássico de produção de tungsténio e estanho passou a ser caracterizado pela produção de cobre e estanho. Temos. antecedida de um período experimental no último trimestre de 1988. o acontecimento.

pelo que os concentrados são exportados e transformados no exterior. um importante operador integrado no mercado do tungsténio. A produção de concentrados de estanho apresenta um máximo em 1993. a importância do projecto de Neves-Corvo. A produção global quase atingiu 317 milhões de contos (valores correntes).Principais projectos mineiros de produção Apresenta-se no quadro seguinte o elenco dos projectos mineiros de produção concretizados ou simplesmente iniciados. encontrando-se. no essencial determinadas pelas condições de mercado no escoamento dos concentrados. na condição de uma produção cativa. tendo o cobre representado 87. que comentaremos no ponto seguinte. em 1990. Apresenta-se no quadro seguinte a produção de minérios no período 1989-98. Também a mina de Jales. depois de quase 150 anos de actividade ininterrupta na Bacia Carbonífera do Douro (1849-1994). dos quais 75% recrutados na região. Neves-Corvo representou 95. após uma redução significativa da mão-de-obra. com um investimento global de 80 milhões de contos e a criação de 1 100 postos de trabalho. pois não têm competitividade no mercado internacional. à medida que se aproxima o esgotamento das reservas com alto teor deste tipo de minério. A produção de urânio tem assumido um carácter quase residual. A mina de Aljustrel teve um curto período de actividade (1991-93). em resultado do diminuição regular dos teores dos minérios extraídos e tratados (presentemente em 5-6% Cu. em parte. ao fim de 56 anos de actividade contínua (1936-1992).Curiosamente. tendo o novo detentor do capital da empresa. tendo mesmo chegado a apresentar um plano de encerramento que não se chegou a concretizar. associada a operações de desactivação planeada de minas em produção. A produção de concentrados de tungsténio da Panasqueira apresenta algumas flutuações.3 milhões). circunstância não totalmente compensada pelo aumento da tonelagem tratada (um milhão de toneladas no primeiro ano até ao valor actual de 2. manifestando uma tendência para declínio.3%. A mina interrompeu a actividade em 1994. com apresentação formal do pedido junto dos organismos oficiais. 2. A produção de cobre de Neves-Corvo apresenta uma tendência decrescente ao longo do período. Com o encerramento da mina do Pejão cessou a produção de carvão nacional. evidenciando uma razoável estabilidade nas relações entre a mina do Cercal e a siderurgia. cessou a actividade por esgotamento de reservas. Assim. Somente os minérios de ferromanganés são enviados à unidade siderúrgica do Seixal e incluídos na alimentação do alto-forno. A produção de minérios de ferro-manganés apresenta um crescimento regular e estável ao longo do período. enquanto no início da exploração este valor foi superior a 10% Cu).0 % do valor da produção no período que estamos considerando. após o encerramento da Unidade de Tratamento da Urgeiriça. A sua análise mostra.7 % daquele valor e o estanho 7. além de introduzir um maior dinamismo e capacidade de iniciativa nas comunidades locais e induzido uma melhoria significativa das infra-estruturas locais . Ao emprego directo acrescem mais 1 000 postos de trabalho indirectos o que teve um impacte de grande relevância na economia. reiniciado a produção em 1995. pois deu-se uma alteração accionista. não existem metalurgias nacionais destes metais. mais uma vez. em íntima ligação com a implementação de estratégias de recuperação ambiental e numa perspectiva estratégica de contenção até à reunião de condições para o arranque da produção na mina de Nisa.2 .

cobrem a deplecção de reservas resultante da extracção. pois os trabalhos de pesquisa têm mostrado um ritmo de evidenciação de novos recursos que. o projecto de aproveitamento dos minérios complexos tem-se revelado de mais difícil concretização do que se admitiu inicialmente.8 8. em resultado da baixa de cotações dos metais extraídos. cuja exploração prolonga vida da mina em 20 anos. a partir de minérios provenientes da massa do Moínho. expressão do seu enorme impacte regional. O projecto Nível 3. além de criar as condições para o reconhecimento de níveis inferiores. da mina da Panasqueira. a qual. contudo viria a ser interrompida no decorrer de 1993 (Maio).76 1. veio proporcionar as condições para um significativo prolongamento da . dispondo-se já de indicações muito positivas relativamente à possibilidade do desenvolvimento de mais um nível de extracção. estradas e caminho de ferro e ainda equipamentos colectivos públicos de natureza social e cultural).84 1 200 30 1 993 517 Mas também no plano da revelação de novos recursos o projecto apresenta um desempenho positivo. O projecto PPC. o que prolonga a vida útil da mina. do mesmo modo que não foi possível demonstrar a viabilidade económica de uma metalurgia do cobre em Portugal. circunstância agravada por um deficiente desempenho técnico dos processos de concentração de minérios (moagem e flutuação em coluna). aplicado na construção de uma nova lavaria. possibilitou a preparação para exploração e equipamento de extracção de um novo nível de extracção.(abastecimento de água. com base nos concentrados produzidos pela mina. Contudo. conjugada com a utilização de um método de desmonte de inadequada selectividade e um planeamento mineiro que induzia acentuadas flutuações nos teores de alimentação da lavaria. de produção de concentrados diferenciais de cobre. zinco e chumbo (com alguma prata). Nos primeiros 10 anos de laboração o projecto apresenta o seguinte desempenho: Minério tratado (Mt) Teor médio de cobre (% Cu) Teor médio de estanho (% Sn) Cobre contido em concentrados (kt) Estanho contido em concentrados (kt) Vendas (MUS$) Lucros antes de impostos (MUS$) 14. em Aljustrel. Não tendo criado novos postos de trabalho. Em 1991 iniciou-se a produção de concentrados cobre e de zinco. barragem de estéreis e preparação e reequipamento da mina. excepto no período em que se realizaram os trabalhos de acesso e preparação do novo nível. numa região do País com escassez de factores de desenvolvimento. na mina de Aljustrel. representou um investimento global de quase 20 milhões de contos. praticamente.

à situação de mercado sobrepõe-se ainda uma dificuldade adicional que é a existência de um grupo local. a partir da massa de Feitais. muito particularmente no caso do urânio. não se conhecendo ainda qual a opção estratégica final do promotor relativamente à sua continuação. 2. O projecto de Castromil. pois no caso do ouro parece estar-se a assistir a uma inversão da situação. conforme se mostra no quadro seguinte. que originarão 150 000 toneladas de concentrados de zinco e 30 000 toneladas de concentrados de chumbo/prata.4 . com a produção de concentrados de zinco e chumbo.No domínio da prospecção e pesquisa A prospecção de minérios metálicos em Portugal. e que tem exercido grande pressão através dos órgãos da comunicação social. na margem direita do rio Douro. enquanto a exploração de Castromil terá que ser reanalisada à luz da rejeição do EIA. A concretização do projecto exigirá a preparação e desenvolvimento mineiro da massa de Feitais e a readaptação da lavaria industrial (circuitos de moagem. Os projectos de Nisa e Castromil têm limitada dimensão. para a produção de concentrados de urânio. com um valor de investimento ligeiramente inferior a 8 milhões de contos. tendo em consideração possíveis sinergias com outros jazigos ocorrentes em regiões próximas.3 .exploração e dos benefícios económicos da actividade numa zona do interior fortemente deprimida. .5 Mt por ano. embora no primeiro caso a exploração de urânio possa criar as condições para o aproveitamento do apreciável volume de reservas do Alto Alentejo (mais de 4000 toneladas de U3O8. 2. O escalão de produção é de 1. na década de 90. atingiu os níveis mais elevados de sempre. recebeu. área com apreciável densidade de ocupação humana. como é o caso da Faixa Dúrico-Beirã. um parecer negativo sobre o Estudo de Impacte Ambiental (EIA) submetido ao Ministério do Ambiente. A rejeição do EIA veio reforçar muito esta posição e dificultar ainda mais a reunião das condições para a exploração. Todos os projectos enfrentam situações de mercado relativamente adversas. com um valor bruto de 20 milhões de contos). estando o projecto Eurozinc na fase final do estudo de viabilidade. tendo solicitado a licença para operar: o projecto Eurozinc.Novos projectos de produção Presentemente encontram-se em fase de preparação dois projectos mineiros. visando a produção de um "bullion" de ouro a partir do minério extraído do corpo Covas de Castromil. de flutuação e controlo das operações). principalmente como resultado da actividade desenvolvida pelo sector empresarial. muito activo. visando o rearranque da mina de Aljustrel. No caso do projecto de Castromil. beneficia grandemente da infra-estrutura existente e desenvolvida para o projecto PPC. o projecto de Nisa. O projecto de produção de concentrados de zinco em Aljustrel. no sentido de inviabilizar a exploração com base nos seus impactes na envolvente imediata da mina. Ambos os projectos encontram-se em fase de avaliação do impacte ambiental. muito recentemente.

O investimento para metais preciosos representou 33% do total.26 2 729 098 4 934 128 171 768 7 834 994 Fonte: IGM O investimento médio anual situou-se ligeiramente abaixo dos 870 000 contos. nos metais preciosos e básicos. a cartografia geológica tem vindo a assumir uma importância crescente. enquanto nos metais básicos teve uma menor expressão (45%). Contudo no caso da prospecção do ouro o investimento foi predominantemente estrangeiro (85%).5% do total. nas Zonas Centro-Ibérica e de Ossa Morena e Sul-Portuguesa. em especial na parte analítica. A actividade desenvolvida pelo sector privado está caracterizada no quadro correspondente.º contratos assinados METAIS PRECIOSOS METAIS BÁSICOS OUTROS METAIS TOTAL Área concedida (km2) 27 21 2 50 Investimentos realizados (contos) 5364. mas no qual as empresas em que o Estado Português detém uma posição accionista (directa ou indirecta) representaram a quase totalidade.64 7535. No período em análise assistiu-se. sendo o remanescente nacional. com 56% do investimento e cerca de 2/3 dos contratos celebrados. A actividade desenvolvida pelo IGM acompanhou de alguma forma esta evolução. enquanto o investimento para metais básicos representou 60%. nos metais preciosos a utilização de técnicas laboratoriais tais como o ICP-MS e a INAA (activação neutrónica) teve um grande incremento. O seu valor unitário foi 5. do qual se podem extrair as seguintes conclusões: • continua a registar-se uma maior importância da utilização da geoquímica na prospecção de metais preciosos e da geofísica na de metais básicos. mas que atingiram mesmo uma posição maioritária no caso dos metais preciosos. focando a sua acção de prospecção e pesquisa de minérios metálicos.Uma década de intensa actividade ! N. e 6. ou seja. enquanto que métodos de lixiviação enzimática e MMI ("Mobile • • . para os metais básicos.09 conto/ha (509 conto/km2). equivalendo a quase 5 MUS$. mais de 0.55 conto/ha (655 conto/km2). Assim. ao envolvimento de operadores de menor dimensão ("junior companies). a prospecção geoquímica evoluiu.62 1037. O investimento estrangeiro teve um ligeiro predomínio (55%). igualmente. tanto nos equipamentos como nas metodologias. cujo volume de investimento representou globalmente 21.15% do investimento a nível mundial em prospecção e pesquisa. respectivamente. para os metais preciosos.00 13 937. quer regional. quer localmente.

totalizando 1.681 contos para Montemor-o-Novo. às características geológicas e metalogenéticas do País. sendo de 621. fundamentalmente.147 Mt.427 contos. reservas prováveis de 0. e em 3 das áreas de prospecção dos metais preciosos.45 Mt.746 contos em Jales/Gralheira. fracção considerável dos contratos (80%) atingiu a fase da pesquisa. com um teor médio de 7g/t Au. tendo definido para Covas de Castromil reservas provadas de 2.000 contos no caso de Castromil e 409. à informação e base de conhecimento geomineiro existente. registando-se ainda a inovadora utilização de métodos sísmicos e magnetotelúricos. à estabilidade institucional.443.743 Mt. à segurança jurídica dos direitos e.. atingiu-se mesmo a fase de abertura de poços e/ou megatrincheiras (não referidos no quadro).81 g/t Au. o Consórcio EDM/SM Bourneix (posteriormente EDM/Target Europe) definiu recursos de 633 300 toneladas. e para a zona denominada Serra da Quinta. 412. ainda. com 2. Na área de Montemor-o-Novo a Sociedade Mineira RioArtezia definiu recursos auríferos que foram posteriormente ampliados pelo consórcio Moriminas para números globais de 4. o nível do investimento privado nas três primeiras áreas atingiu valores incomparavelmente superiores às restantes. . • o uso de técnicas electromagnéticas no domínio da prospecção geofísica teve um importante aumento na prospecção de metais básicos. ou seja. com teor médio de 2. anteriormente prospectado por operadores públicos e privados.Principais resultados obtidos na prospecção e pesquisa Metais preciosos Na prospecção de metais preciosos merecem realce os seguintes resultados: • No jazigo de Castromil.Metal Ion") foram ensaiados pela primeira vez em Portugal na prospecção de metais básicos. 2. • • Como seria de esperar. encaixadas numa sequência vulcano-sedimentar précâmbrica. • Como balanço global podemos referir que os trabalhos de pesquisa intersectaram zonas mineralizadas com uma frequência bastante maior no caso dos metais preciosos. Na zona de Jales/Gralheira. e reservas prováveis de 0. Pensamos que este nível de actividade se deve.8 g/t Au.5 . com um teor médio de 1.270 Mt. numa zona caracterizada pela existência de filões de quartzo auríferos encaixados em granitos (Jales) e uma zona de cizalhamento com várias estruturas mineralizadas e que se desenvolve em xistos do Silúrico (Gralheira).9 g/t Au.8 g/t Au. a empresa Connary Minerals investigou mineralização aurífera filoneana encaixada em zonas silificadas intra-graníticas e relacionada com uma zona de cizalhamento. cerca de 60% do investimento global realizado na prospecção de metais preciosos. em que as mineralisações ocorrem em zonas tabulares silicificadas. com a realização de trincheiras e/ou sondagens. com 1.

e de um horizonte de sulfuretos maciços com 6. 751. evidenciado na anomalia do Monte dos Mestres. Somincor (Corte Gafo. Ni e metais associados no maciço de Bragança. Caramulo. 349 783 c.). atraindo assim o interesse do sector privado. de uma estrutura tipo "stockwork". Co e Cr. que os já referidos estudos de avaliação que decorrem neste momento na mina de Aljustrel.) e Consº Lagoa Salgada (Lagoa Salgada. do jazigo de Las Cruces. Merecem destaque. com uma cobertura de sedimentos terciários de espessura variável. cujas características são idênticas ao sector NE. Consº Faixa Piritosa (Bacia do Sado. no sector de Lombador/Neves Corvo. sobrejacente às formações paleozóicas. se encontram associados à prospecção e pesquisa do jazigo da Estação. O IGM acompanhou esta tendência.).000 c. A espessura daquele "stockwork" constitui uma das maiores até agora intersectada na FPI. Merece igualmente realce a descoberta feita pela Somincor.Também o IGM desenvolveu trabalhos de prospecção que. tendo contribuído para a valorização do seu potencial aurífero. no entanto. na década de 90. o que conduziu a que para todas elas fossem requeridos direitos de prospecção e pesquisa. que até então se considerava o limite NW da Faixa Piritosa Ibérica (FPI). Nos trabalhos realizados destacamos a evidenciação do interesse . incidiram nas áreas de Vila Verde/Pte. Alto Sobrido e Mirandela. atravessada numa extensão de 159 metros. 304 280 c. desta importante província metalogenética. do jazigo de sulfuretos polimetálicos de Lagoa Salgada pelo IGM. Os trabalhos realizados pela Rio Tinto culminaram com a descoberta. próximo de Sevilha. no âmbito da prospecção de metais básicos. da Barca. na área de Neves Corvo. Portalegre. chumbo e prata. 747 065 c. e Serra Branca. as seguintes empresas e consórcios: RTZ (Grândola-Álcacer. 465 721 c. foi a descoberta. realizando estudos de prospecção de terras raras nas regiões da Beira Baixa e Norte do Alentejo e de Cr. sem resultados relevantes. Os trabalhos de reconhecimento da massa de Feitais possibilitaram já a definição de uma reserva de 22 Mt de minério de zinco e uma reserva adicional de "stockwork" cuprífero. Metais Básicos O facto mais marcante ocorrido no País na década de 90.70 m de possança. tendo em vista a reabertura da mina para a exploração de zinco. em 1992. em Espanha. Refira-se. ou seja. As circunstâncias em que se verificou a descoberta terá contribuído para o reforço do interesse da investigação do extremo SW. Outros metais Relativamente aos outros metais salientamos o aparecimento na década de 90 dos primeiros estudos de prospecção realizados em Portugal pelo sector privado.). tendo como objectivo as terras raras e os metais Ni. pela dimensão dos investimentos realizados. em 1994. Castromil. e Neves Corvo. por último. 534 020 c. Serra d’Arga. a norte da falha de Grândola. na sequência do trabalho realizado na Bacia do Baixo Sado.

com claras vantagens para o concessionário e para a Administração Pública.Principais Alterações Ocorridas na Envolvente Empresarial no Período 1989-1998 3. embora estes minérios devam ser encarados principalmente como fonte de lítio para pastas cerâmicas.435% å terras raras e 0. substâncias radioactivas.403 Mt.4% Li2O (zona de Alijó). nomeadamente a obrigação de manter a concessão em estado de constante laboração. mineralizada em terras raras. através do Instituto Geológico e Mineiro). quartzo. pedras preciosas e semipreciosas). A concessão passa a ter a forma poligonal que melhor se adapta à geometria do depósito a explorar.1 . adequado ao volume de recursos evidenciado e ao ritmo de exploração do jazigo. determinando a obrigatoriedade de apresentação de estudos de impacte ambiental. bem como a apresentação de cauções que respondem pelo integral cumprimento das obrigações assumidas e pelas coimas que venham a ser aplicadas ao concessionário. caulino. na prospecção e pesquisa de jazidas litiníferas na região do Barroso/Alvão. foram introduzidas disposições de natureza ambiental. Também as disposições de transição do anterior para o novo regime vieram "libertar" novas áreas para actividade.4 Mt de recursos. que durante 60 anos regulou o regime de exploração e atribuição de direitos sobre os recursos minerais do domínio público (substâncias minerais utilizáveis na obtenção de metais nelas contidos. de 1 de Agosto de 1930. diatomite. onde se estimaram 2. 3 . se a área de exploração for superior a 5 ha ou a produção anual superior a 150 000 toneladas. talco. com 1. amianto. . que lhe possibilite o acompanhamento do desenvolvimento da actividade e a contínua acumulação de informação sobre os recursos minerais nacionais. Mantiveram-se da anterior lei princípios cuja bondade se mantinha. barita.05% Li2O (zona de Adagói) e 0. tanto na fase de pesquisa como na da exploração. com 1.108 Mt. negociados livremente entre o pretendente e o Governo (o Ministério da Economia. Finalmente.465% å terras raras + Sc+Y. uma das razões do seu importante crescimento no último decénio. simplificando extraordinariamente os processos administrativos e o cadastro mineiro.da estrutura de Vale de Cavalos (Portalegre). no qual se acolheram novos conceitos e práticas de política mineira. passando os direitos mineiros a ser outorgados por contrato administrativo. carvões. feldspato. a fazer o aproveitamento dos recursos segundo normas técnicas adequadas e em harmonia com o interesse público do melhor aproveitamento dos recursos e a não realizar lavra ambiciosa. fosfatos. foram definidos recursos de 0. revogando o "velho" decreto 18 713. o que possibilita o acolhimento e a consideração das características inerentes a cada projecto. Com esta alteração o País passou a dispor de um quadro legal moderno. com a inclusão de um capítulo sobre preservação da qualidade do ambiente e recuperação paisagística.A nova lei de Recursos Geológicos A 16 de Março de 1990 saiu um pacote legislativo sobre a generalidade dos recursos geológicos (com exclusão do petróleo). Na base desta alteração está o abandono das figuras do registo mineiro e do alvará de concessão. passando a concessão a ter um período limitado de tempo de duração. pirites. com um teor médio de 0. Finalmente. bem como a apresentar planos e relatórios de actividade à Administração.

tecnológico e de mercado.33 5.O intervalo de tempo transcorrido permite-nos já um balanço com base em alguns parâmetros quantitativos.8 Fonte: IGM O aspecto mais marcante da análise do quadro é a notável redução do número de concessões (1 015 para 103) e que foi acompanhada de considerável redução da área do território nacional coberta com direitos mineiros de exploração para menos de 1/3 da área anteriormente ocupada. Embora a bondade deste requisito seja inquestionável. Pelo contrário. pois passou de 73 413 ha para 21 086 ha. passando de cerca de 2 000 km2 para mais de 5 000 km2. e o final do ano de 1998. A racionalização da ocupação do território! Nº de concessões em vigor Área do território nacional coberta com direitos mineiros de exploração (ha) Área média de exploração (ha) Área do território nacional coberta com direitos mineiros de exploração (%) Nº de contratos de prospecção em vigor Área do território nacional coberta com direitos mineiros de prospecção (km2) Área do território nacional coberta com direitos mineiros de prospecção (%) Área média de contrato de prospecção (km2) 1990 1 015 1998 103 73 413 21 827 73. colocando a indústria mineira perante problemas e desafios novos. Esta nova conjuntura veio alterar profundamente as características do projecto mineiro.89 204. primeiramente ao introduzir um novo factor de risco. ao fazer depender a decisão de autorização administrativa para a exploração. constatamos que não se atingiu .6 161.9 0. a área ocupada pelos detentores de direitos de prospecção mais que duplicou. comparando a situação em 1990. 3. que se veio adicionar aos clássicos riscos geológico.2 .A confirmação da relevância das questões relacionadas com o ambiente A década passada confirmou plenamente a relevância das questões ambientais na actividade industrial. último em que vigorou a antiga legislação.82 0.3 211.24 10 32 2 046 5 179 2. da aprovação de um estudo de impacte ambiental. quando o processo de transposição de regime se encontra praticamente concluído.

organizações ou simples grupos de cidadãos. frequentemente. apreciáveis impactes ambientais. geralmente. veio introduzir um perfil particular nos fluxos financeiros do projecto. isentas de IRC. pois somente um número muito restrito de projectos mineiros foi submetido a avaliação de impacte ambiental. o que implica que os meios necessários têm que ser acumulados ao longo da vida útil da mina. a contaminação de solos e aquíferos por elementos metálicos e radioactivos. Pode dizer-se que se trata de circunstância idêntica à de qualquer outra actividade económica. frequentemente. Esta importância não tem cessado de aumentar e não se atingiu ainda um novo equilíbrio entre os valores e os protagonistas em presença. tem contribuído para a sua . constata-se que a indústria extractiva não integra os sectores mais críticos. embora se procurem novos quadros de compatibilização indústria-ambiente. A experiência nacional é limitada. contudo. A indústria mineira tem. Na caracterização que se faz do estado do ambiente em Portugal. associada a tomadas de posição das comunidades locais. O problema dos resíduos assume hoje um carácter universal e está na agenda política das questões ambientais. sendo bastante maior no caso de pedreiras. embora existam tecnologias disponíveis para que aqueles se mantenham dentro dos valores regulamentares. particularmente nas áreas de concentração de grandes explorações a céu aberto. com um número crescente de novos actores. quando o volume de receitas já diminuiu muito ou cessou mesmo. podendo gerar fortes reacções negativas que dificilmente são ultrapassadas ou conduzem mesmo à inviabilização do projecto. No caso das minas metálicas e afins. relativamente aos diversos sectores industriais. geralmente de montante elevado. bem como das autarquias locais. particularmente quando são estimuladas e amplificadas por grupos de pressão ambientalista e quando a percepção dos impactes positivos e negativos do projecto não é tratada com a devida cautela. após a sua vida útil. tendo sido tornado ainda mais actual pelo acidente ambiental da rotura da barragem da mina de Aznalcollar (Espanha). custos de produção mais elevados.ainda a fase de maturidade suficiente e na qual os seus objectivos estejam clara e consensualmente reconhecidos por todos os intervenientes no processo de avaliação ambiental. com a realização de despesas. nele se jogando um ponto decisivo dos moldes em que a actividade se irá desenvolver no futuro. Esta fonte de incerteza da viabilidade do projecto aparece. A primeira constatação é a de que se trata de assunto em rápida mutação. aspectos fácil e imediatamente perceptíveis pela opinião pública. muito particularmente quando são radioactivos ou a sua paragénese contem sulfuretos metálicos. os quais. reflectindo afinal o princípio da "internalização dos custos ambientais". o facto de as operações assumirem. podem originar águas ácidas. se não forem convenientemente depositados. ainda que a sua utilização implique. particularmente. para a realização das despesas de recuperação previstas no plano de encerramento aprovado pelos organismos oficiais. o principal problema ambiental relaciona-se com resíduos de exploração. A legislação fiscal em Portugal reconhece a especificidade desta situação e possibilita a constituição de provisões. A opção por estas tecnologias eleva os limiares de explorabilidade económica. o projecto ou se realiza naquele local ou não realiza ! Mas também a necessidade do encerramento e abandono do sítio da exploração ter que ser feito em moldes que assegurem a sua reabilitação e devolução à comunidade para utilizações alternativas. no caso da indústria mineira. Contudo. reconhecidamente.

quer estas sejam subterrâneas quer a céu aberto.associação a práticas ambientais menos correctas. Esta perspectiva é merecedora de atenta consideração em qualquer estratégia de desenvolvimento endógeno das regiões onde situam as minas abandonadas. pesquisa. necessitando de intervenções de requalificação ambiental (caso das minas de S. suscitando a necessidade de uma maior integração e abrangência na sua análise. por vezes muito elevado. aliás condição necessária para a consideração da oportunidade que se referiu. habitualmente associados à valorização arqueomuseológica dos sítios. Contudo. Jales e as minas de urânio. Mais recentemente. também é frequente a existência de activos potenciais de aproveitamento. a vigorar entre 2 000 – 2 006. técnicos. aproveitando para tal as cavidades de exploração. ao devolver à comunidade. recuperação ambiental do sítio e abandono. esta possibilidade vir a ser cuidadosamente encarada em ligação com a criação do Sistema de Tratamento de .3 . Mas a mina abandonada ou simplesmente inactiva pode também ser encarada como repositório para deposição final de resíduos tratados (inertizados). Embora não exista ainda em Portugal nenhum projecto consistente neste domínio. paisagística e humana. 3. como as mais importantes). Pedro da Cova. da Borralha e S. a mina e o post-mina. A percepção desta realidade tem levado ao aparecimento de várias iniciativas de aproveitamento destas oportunidades. é a já referida requalificação ambiental dos sítios mineiros abandonados. num futuro não muito distante. contemplam medidas específicas neste domínio. a divulgação pela imprensa da situação de algumas minas abandonadas. caracterizando a natureza dos impactes e efectuando as intervenções necessárias à sua correcção ou simples mitigação. devidamente requalificados. Domingos. do Parque Mineiro da Cova dos Mouros (Alcoutim) e outras ainda em fase de projecto. numa perspectiva cultural e turística ou à simples preservação de valores de identidade e referências das comunidades onde se integram. entre outras. Os dois primeiros são clássicos e relativamente bem conhecidos. enquanto a importância do período post-mina se tem vindo a impor pelo reconhecimento da existência de sítios mineiros abandonados e no qual se desenvolvem processos naturais causadores de impactes deletérios no ambiente. Lousal. caso da mina de Aljustrel. Pensamos que a execução do programa de recuperação de minas abandonadas pode ter um impacte muito positivo na correcção desta imagem. se estas situações constituem um passivo ambiental. Analisado numa perspectiva distinta podemos considerar três períodos de actividade: o ante-mina.A emergência das questões do período post-mina (minas abandonadas e áreas mineiras desactivadas) O encerramento de uma mina coloca sempre delicados problemas sociais. pensamos que existem condições para. com a frequente adopção de tons sensacionalistas. Os próximos programas operacionais. tem ampliado a sensibilidade pública para as práticas da indústria. extracção. ambientais. caso da mina do Lousal. com intervenções em quase uma centena de sítios. a qual deve contemplar a interligação entre as diversas fases do projecto mineiro: prospecção. a maior tarefa que enfrentamos. sítios que eram exemplo de degradação ambiental. Aljustrel. para o que está prevista uma apreciável dotação financeira. Contudo. financeiros e jurídicos.

uso e transformação do solo. Esta situação resulta de uma inadequada percepção da natureza da indústria extractiva e das suas características. geralmente. estiver garantido. pressionadas pela necessidade de uma rápida conclusão dos trabalhos e também. ecológico (áreas indispensáveis à estabilidade ecológica do meio ambiente e à utilização racional dos recursos naturais). Reconhecidas e identificadas as diferentes funções do solo é possível definir o elenco das mais importantes. segundo critérios de razoabilidade. particularmente para a deposição de resíduos industriais tratados ou a deposição de resíduos radioactivos de baixo nível de actividade. No caso da indústria extractiva somente 65% das câmaras solicitaram informações sobre recursos geológicos e submeteram as suas propostas a parecer do IGM para controlo de qualidade da informação constante dos planos e ajustamento dos respectivos regulamentos às características das operações da indústria. por inexperiência ou incapacidade das equipas de planeamento que realizaram os estudos e elaboraram as propostas de ordenamento. só é promovido pelos agentes económicos se. sujeito aos constrangimentos das servidões existentes à data da sua aprovação ou que se venham a constituir legalmente. pouco sensíveis ao acolhimento da multiplicidade de perspectivas que um exercício deste tipo envolve. essencial à actividade humana e à manutenção dos ecossistemas. em geral. 3. municipais ou regionais. à partida. particularmente. condições favoráveis pela sua capacidade de confinamento e impermeabilidade. não aparentes. situados no subsolo e. caso do uso agrícola e florestal. Com base nestes conceitos elaboram-se planos de ocupação do território (nomeadamente. encarado como recurso natural limitado. particularmente a prospecção e pesquisa. não extensível e de difícil recuperação.4 . em momento posterior (cartas de condicionantes). por esta razão.Resíduos Industriais (STRI). conforme a sua área de incidência) no qual se define o uso dominante de cada uma das suas parcelas (cartas de ordenamento).A nova natureza das questões relacionadas com o ordenamento do território A política de ordenamento é relativamente recente em Portugal. O objectivo principal da política de ordenamento é definir os princípios e as regras de ocupação. para a qual as formações salinas reúnem. o direito de explorar os recursos revelados. • . investimento (privado) na prospecção e pesquisa. pois somente após a adesão à Comunidade Europeia adquiriu o carácter geral e universal que hoje possui. carecidos de revelação através da prospecção e pesquisa. embora em moldes que apresentam frequentemente sérias deficiências. reconhecer que: • incide sobre recursos. frequentemente. as quais interessa ter presente numa correcta estratégia de ordenamento do território. Podemos afirmar que hoje o território nacional se encontra coberto pelo planeamento municipal. além da natureza das operações associadas ao projecto mineiro nem sempre serem cabalmente entendidas na sua incidência territorial. Estas considerações mostram que a indústria extractiva não está adequadamente contemplada em muitos dos planos aprovados. em princípio. urbano e para a indústria extractiva.

Com efeito. após a venda. no sector mineiro metálico. a que acrescem algumas participações menores resultante de um processo de diversificação na área dos não metálicos. • O acesso aos recursos situados no subsolo. consolidando a nossa capacidade tecnológica neste domínio. está reduzida à EDM (capitais públicos) e à Sociedade Mineira do Cercal. esta função empresarial da EDM nunca foi . a capacidade empresarial de raiz nacional. incide sobre recursos cuja revelação e aproveitamento obedece a regimes jurídicos diferenciados em função da sua integração ou não no domínio público do Estado. cuja revelação e exploração ou se processa no local da sua ocorrência ou não se faz. consoante esteja em causa a realização da actividade de prospecção e pesquisa ou a exploração. ENU. As iniciativas conjuntas em curso com a Direcção-Geral do Ordenamento do Território e Direcção-Geral do Ambiente criam a fundada expectativa de uma melhoria desta situação. integração essa que tendo sede constitucional é caracterizada por critérios de raridade e especial interesse para a economia nacional. em qualquer caso.Um sector com muito baixo grau de iniciativa empresarial privada nacional! Pode dizer-se que a década que vimos analisando se iniciou com fundadas expectativas relativamente à afirmação da importância do sector mineiro nacional.5 . após o desaparecimento das sociedades que exploravam as pequenas minas de estanho e tungsténio (subsidiárias da SPE) e a mina de Jales. supõe ou carece de alguma ocupação do solo. agora que se inicia o processo de revisão dos actuais planos e que temos assistido à manifestação expressa pelos seus responsáveis políticos de que esta segunda geração de planos directores municipais seja conduzida num patamar superior de eficiência e eficácia. Presentemente. da participação detida pelo IPE. A segunda era a possibilidade de desenvolvimento de raiz de um projecto totalmente nacional. a EDM. Pirites Alentejanas. entretanto abandonado). a partir dos meios financeiros libertos pela exploração de Neves-Corvo e baseado na capacidade técnica e na experiência obtida com a realização do projecto. extensão e duração. em Aljustrel. A prática destes últimos anos tem sido bastante enriquecedora de ensinamentos e experiências que podem e devem ser utilizadas. ainda que. Sabemos como estas expectativas não foram concretizadas. na qual foram concentradas todas as participações detidas pelo Estado no sector mineiro (Somincor. Tal ocupação envolve impacto variável na sua intensidade. hoje em dia detida a 100% pela Avocet (Canadá). e que as condições para a sua concretização dificilmente voltarão a ser tão favoráveis. empresa que explora o jazigo da Panasqueira. em 1995.• incide sobre recursos inamovíveis. a capacidade empresarial nacional ficou praticamente reduzida à holding mineira do Estado Português. na Beralt Tin. Carbonífera do Douro. pelo menos até ao presente. Contudo. A primeira era a do aparecimento de um grupo mineiro nacional forte que. com o projecto PPC. do volume de recursos disponíveis e ritmo de exploração. seja sempre limitada no tempo em função da natureza dos trabalhos a desenvolver. pudesse desencadear um processo de internacionalização que possibilitasse a superação do constrangimento que constitui o limitada extensão território nacional e conferisse condições de auto-sustentabilidade à actividade. 3.

Irlanda. Finlândia. Desde 1998.6 . ultrapassada uma fase em que manifestou alguma preocupação com o abastecimento de matérias-primas. nomeadamente na recuperação de sítios mineiros abandonados. primeiramente. Posteriormente. não mostra qualquer apetência por políticas activas com incidência na indústria mineira. a montante. o que introduzirá alterações na estrutura da indústria na U. em ligação com sectores da indústria. particularmente definindo como nova área de negócio para a viabilização da empresa a prestação de serviços na área ambiental. caso de Portugal e de Espanha. é estrutural e de que a possibilidade de quaisquer acordo entre produtores é altamente improvável ou mesmo impossível na presente situação do comércio mundial. reflectida na baixa continuada das cotações dos metais. área em que a Europa detém algumas posições de liderança mundial. baseia-se na convicção de que a situação de abundância existente. os novos países aderentes (Hungria. com tradições no domínio da indústria extractiva. financiadas em bolsas estrangeiras com tradição mineira. Roménia e Bulgária).exercida de forma contínua. Com efeito. Espanha. com destaque para Portugal. EDM e Mineira do Cercal. pelo menos até que seja gerado o "cash flow" necessário às operações de risco. a uma análise aprofundada do significado económico e dos principais problemas da indústria mineira europeia. pela existência de importantes empresas que actuam no sector extractivo tanto no território da União como fora deste. Esta circunstância não tem impedido que alguns países. um factor muito importante de desenvolvimento endógeno. a jusante. Suécia aos quais se juntarão. Também na actividade de prospecção e pesquisa. pela localização dos centros produtores que constituem. foi reconhecida a vantagem de uma orientação comum da União no que .E. na quase totalidade das indústrias transformadoras. pelas reais potencialidades mineiras existentes nos países membros. venham invocando algumas fortes razões para que as coisas devam ser encaradas de modo distinto. passadas algumas tentativas muito incipientes de actores nacionais. num importante sector de material de equipamento e de serviços e. procedeu-se. nomeadamente: • pela sua influência positiva. Nos últimos anos. frequentemente. sendo o nacional proveniente da Somincor. canalizando a sua parte dos lucros da Somincor para a cobertura de défices das suas participadas. no futuro. o paradigma da generalidade das economias desenvolvidas. a nova administração assumiu uma estratégia de saneamento financeiro que implica o encerramento das operações não rentáveis e a diversificação de actividade. particularmente para os metais preciosos como já referimos. nas regiões onde se inserem. • • • Na sequência da Resolução do Conselho de Ministros de 1989 e das conclusões do Conselho de 1992. tem vindo a assumir um relevo crescente. o investimento canalizado por pequenos operadores ("junior companies"). 3. a actividade é dominada pelo investimento estrangeiro. pois a empresa actuou. como intermediário financeiro. Polónia. talvez com a excepção dos EUA e do Japão.A indústria mineira na União Europeia A União Europeia.

ainda que na formulação da política ambiental se deva ter em conta o desenvolvimento económico e social da União como um todo. tentando . o que pode constituir uma oportunidade para a procura de novos aliados. fomentando. desempenhou um papel relevante e de influência na preparação dos documentos atrás referidos dado o reconhecimento pela "Comissão" das nossas potencialidades mineiras no quadro da União Europeia. A indústria mineira não foge a esta evidência. não se materializou. 4 . criada com a adesão europeia. embora necessitando de programas de reestruturação. Uma avaliação dos resultados alcançados mostra que a expectativa nacional no domínio mineiro. pelo que os requisitos de protecção ambiental devem integrar a definição e a aplicação das políticas comunitárias. Cabe aqui recordar que Portugal. embora no alargamento anterior não se tenha visto qualquer efeito significativo. Do desenvolvimento de uma política de cooperação industrial com países terceiros que possibilite assegurar às empresas da União o acesso aos recursos. apesar do grupo de novos aderentes incluir a Suécia e a Finlândia. no plano dos resultados concretos.respeita ao desenvolvimento daquela indústria num quadro da economia aberta e competitiva para o que se deveriam elaborar medidas específicas nos domínios: • Da promoção da actividade através da melhoria de acesso à informação geológicomineira e de maior transparência do quadro regulamentar. simultaneamente. As novas adesões previstas irão trazer para o interior do espaço da União países com tradição mineira e com uma indústria ainda com razoável expressão (claro que trarão também sérios problemas ambientais!). bem como um desenvolvimento equilibrado das regiões. pode sempre ensaiar-se um exercício prospectivo. como grandes objectivos da UE. o equilíbrio entre os interesses económicos do sector e as exigências de protecção do ambiente. Da ponderação da dimensão ambiental incluindo a reabilitação das minas abandonadas ou em fase de encerramento. restando. No momento presente. as orientações para a indústria pautam-se pelos grandes princípios que visam a integração dos aspectos ambientais e do desenvolvimento sustentável no mercado interno. mas num plano ainda mais modesto. Da adopção das estruturas de formação às necessidades da indústria a nível universitário e técnico e manutenção do património tecnico-científico que favoreça o acesso a países terceiros. Contudo. durante a sua última presidência. • • • Em 1996 este assunto seria retomado. a publicação do "European Minerals Yearbook" e o apoio a alguns projectos na área da informação. O tratado de Amsterdão contem referências explícitas ao "desenvolvimento sustentável" e ao "alto nível de protecção e melhoria da qualidade do ambiente".Que Perspectivas de Evolução ? Realizar um exercício de previsão sobre a possível evolução de qualquer sector da economia é tarefa de insucesso assegurado. mas com reduzida expressão financeira.

por esgotamento de reservas. Estas previsões estão muito fortemente condicionadas pelo comportamento das cotações dos metais. para. Também é de admitir que algum dos vários projectos de ouro possa passar à fase produtiva. a partir de então a um escalão de produção muito inferior ao actual.500 milhões de dólares americanos. A prática ausência de iniciativa privada nacional neste domínio obriga a que o investimento para esta finalidade seja estrangeiro. prata e tungsténio. particularmente se se confirmarem e estabilizarem as primeiras reacções dos mercados às decisões dos bancos centrais sobre as suas vendas de ouro. dentro de alguns anos. partindo desta análise.1 . concluindo com a referência a algumas acções institucionais que julgamos adequadas às tendências identificadas. aproveitando as prerrogativas do tratado Euratom. Esta situação. a produção de estanho a partir de minérios ricos deve cessar. sendo os projectos auríferos os mais vulneráveis. Já a produção de urânio vai depender da possibilidade da venda da produção a preços superiores aos do mercado actual. orientadora de políticas. numa concepção de melhoria do aproveitamento dos recursos da jazigo que prolonga a vida da mina. para metais básicos. 4.identificar quais são os principais factores actuantes na evolução da actividade e tendências do seu comportamento actual. na Faixa Piritosa. Pelo contrário. Com efeito. tanto públicas como empresariais. . o aproveitamento dos minérios cupro-zincíferos de Neves-Corvo. resultado da abertura da generalidade das economias dos outros países.No domínio da prospecção e pesquisa O alvo tipo Neves-Corvo. regista-se actualmente uma retracção nos investimentos em prospecção e pesquisa a nível mundial. genericamente de baixo teor. por efeito conjugado da competitividade intrínseca dos jazigos nacionais. totalizando 3. O País tem demonstrado capacidade para a captura e acolhimento de investimento directo estrangeiro para esta actividade. disponibilizando informação e proporcionando facilidades de instalação aos potenciais investidores. dentro de 2-3 anos. Neste sentido a acção dos serviços oficiais deve orientar-se para a promoção internacional do potencial mineiro do País. embora a perspectivas de evolução dos respectivos mercados seja determinante na sua concretização. mas pensamos que estas podem ainda ser melhoradas. O padrão de produção poderá diversificar-se com o possível arranque da produção de concentrados de zinco e chumbo em Aljustrel. 4. vai tornar mais dura a concorrência pelo "dólar para a prospecção". a que se seguirá. e os recursos auríferos deverão continuar a suscitar o interesse do investimento estrangeiro. tendo presentes o actual nível de reservas e a competitividade internacional das minas de Neves-Corvo e Panasqueira. passando. O sistema de informação resultante do projecto Geomist (cuja região-alvo é a Faixa Piritosa Ibérica) deverá estender-se a todo o território nacional e à generalidade das substâncias.2 . conjugada com a existência de mais campo livre para prospecção e pesquisa. devendo o País oferecer condições favoráveis à sua aplicação. conduzir um processo de observação permanente e sistemática que nos permita manter uma actualizada visão estratégica. em consequência da baixa generalizada do preço dos metais: em 1998 esses investimentos terão sido reduzidos a cerca de 1/3 dos realizados em 1997.No domínio da produção Na perspectiva restrita dos recursos conhecidos existem condições para a manutenção dos actuais níveis de produção cobre. É o que procuraremos fazer seguidamente.

Quanto a nós. que assumirá uma importância cada vez maior no futuro.3 . no qual os valores do património natural e cultural terão uma importância crescente. Vimos a importância que nos últimos anos os pequenos operadores assumiram no nosso País e podemos fazer um balanço positivo da sua acção até ao presente. A opinião pública estará cada vez mais sensível ao impacte ambiental das práticas industriais inadequadas à preservação do ambiente e à qualidade de vida. vai criar condições para a multiplicação de projectos de valorização dos sítios. assim. numa perspectiva moderna e actual. como do ambiente económico geral do País. para o da sustentabilidade. através de métodos e processos que conduzam a um padrão de actuação compatível com os princípios do desenvolvimento sustentável. o programa de requalificação de antigas minas. O Plano de Lavra.proporcionando uma rápida tomada de decisão dos investidores. embora não se possa esperar senão o crescimento da exigência de que a actividade se desenvolva com elevados padrões ambientais.No domínio da actividade económica post-mina Como se referiu. apoiando-a com a elaboração de documentação promocional de informação. que vigorou no passado. tanto sobre o potencial mineiro do território. No caso português o impacte paisagístico é particularmente sensível num país que se assume. embora o conceito não esteja ainda plenamente operacionalizado na sua aplicação à generalidade das actividades industriais. a actividade mineira tem que integrar a protecção ambiental. Esta actividade irá também contribuir para a alteração da percepção pública da actividade e cria condições favoráveis ao aparecimento de franjas de opinião que reconhece a importância económica e social da actividade mineira. 4. mas não devemos descuidar a possibilidade de um recém-chegado ser motivado por outros critérios de negócio que nada interessam à valorização do nosso potencial mineiro. Entretanto. o Sistema de Gestão Ambiental e o Plano de Encerramento surgem. como os instrumentos indispensáveis à exploração dos recursos minerais. crescentemente. e no qual a .4 . a Avaliação do Impacte Ambiental. conjugada com a mudança da oferta turística. num compromisso entre os benefícios económicos e sociais resultantes do seu aproveitamento e a preservação da qualidade dos sistemas ambientais de que dependem as gerações actuais e futuras.No domínio ambiental Os próximos anos continuarão a reclamar da indústria mineira a continuada melhoria do seu desempenho ambiental. esta alteração marca a mudança do paradigma do abastecimento. bem como uma redução apreciável do período preparatório das operações. 4. A participação em reuniões e encontros especializados deverá completar aquela acção. particularmente se a sua promoção se orientar para as camadas mais jovens. como destino turístico de qualidade. cujo modelo de financiamento bolsista é vulnerável à penetração de agentes movidos por simples critérios especulativos. devem seleccionar-se as metodologias de planeamento e controlo que assegurem a adopção das melhores alternativas técnicoeconómicas e respeitem o quadro regulamentar aplicável. podendo induzir o aparecimento de novas actividades económicas. Esta presença proporcionará também um melhor conhecimento do mundo dos pequenos operadores ("junior companies"). Existe hoje a percepção generalizada por parte dos operadores industriais que a adaptação ambiental da indústria mineira é um factor fundamental da sua sustentabilidade pelo que.

eximindo-a da sujeição ao regime geral. um dos aspectos da importância dos factores psico-sociais no desenvolvimento da actividade. No domínio da imagem da indústria deverão ser executadas acções de informação e sensibilização que promovam a sua aceitação pública. livres de IRC. recentemente assinado (Outubro). um importante factor da competitividade de um país relativamente ao investimento mineiro. particularmente os não inertes. hoje em dia. para a realização das despesas de recuperação previstas no plano de encerramento. Contudo. 4.clarificação e estabilização das exigências ambientais é um factor decisivo da actividade. abrangendo os aspectos de requalificação de áreas mineiras abandonadas e melhoria do desempenho ambiental da indústria.5 . A possibilidade de constituição de provisões. o que possibilitará uma melhor compreensão dos processos e das posições em presença. inadequado ao sector. Na realidade. conjugada com o sistema geral de incentivos e apoios ao investimento industrial. deveria ser estendido às despesas de prospecção e pesquisa o regime de provisões já em vigor para o encerramento das operações. Também o alargamento do círculo de análise e debate das questões ambientais da indústria deve ser alargado. 4. não se reduzindo aos casos de manifestação extrema (muito frequentemente de civismo discutível) a que hoje se assiste. O Conselho de Ministros aprovou recentemente um diploma que se espera venha a ter um impacte positivo na disciplina da actividade extractiva (incluindo as pedreiras) pois contempla a especificidade da indústria.No domínio da fiscalidade e incentivos A fiscalidade constitui. para se conseguir uma melhor aproximação aos regimes mais favoráveis. aliás. muito particularmente no estabelecimento de novas operações. sobre a requalificação e melhoria do desempenho ambientais da indústria extractiva. coloca na primeira linha de necessidades a aprovação de uma regulamentação específica. O próximo Plano Operacional de Economia (POE) terá uma medida específica aplicável à extracção mineira. Este será. e porque se trata de actividade de risco. cria a expectativa de uma actuação e da aplicação de políticas com maior grau de concertação. constituem factores que valorizam o exercício da actividade em Portugal. para que este tipo de acções seja plenamente efectivo teremos que conhecer correctamente a percepção que os outros intervenientes têm da actividade mineira. A implementação do protocolo entre os Ministérios da Economia e do Ambiente. bem como a integração de explorações. As formas de crescente participação pública no processo de decisão de licenciamento das operações (caso da audição pública na AIA) tenderão a aprofundar-se e a ganhar uma importância crescente.No domínio legislativo e regulamentar A importância das questões relacionadas com a gestão dos resíduos da indústria mineira. além do sector poder beneficiar de todas as medidas não específicas que se apliquem. evitando-se a sua redução ao tradicional âmbito das geociências. .6 . particularmente divulgando as boas práticas. seja na prospecção e pesquisa. seja na exploração.

Mas será. seja com finalidade recreativa ou para a deposição de resíduos. equilíbrio ecológico e progresso social ou. na prática. competitividade. numa formulação alternativa. expressamente.Sustainable Development Aspects of Globalisation and Competitiveness" que tem vindo a ser preparado com estados membros e na qual se desenham as principais linhas de orientação de política industrial para o sector. correspondendo afinal à interacção dos grandes grupos de actores em presença: as empresas. bem como a utilização dos procedimentos correspondentes às melhores práticas são importantes. extracção.7 . que uma revisão da actual lei de minas pode revelar-se conveniente para assegurar um mais expedito e eficaz encerramento da mina e início do período post-mina. 4. no âmbito europeu. do mesmo modo que as políticas sectoriais devem ser objecto de avaliação ambiental. a administração pública e a sociedade civil. .Também as novas utilizações das cavidades mineiras. "EU nonenergy Extractive Industry .No domínio da I&D No âmbito da metalogénese. o solo não poluído e os inertes não perigosos resultantes da prospecção. 4. tratamento e armazenagem de minérios. particularmente se não vier a ser reconhecida a especificidade da indústria. Neste quadro a utilização de acordos voluntários e de sistemas de gestão e auditorias ambientais. vão determinar a necessidade de preparação de legislação específica que regulamente este tipo de actividades. através do mecanismo de transposição de directivas ambientais que a indústria deverá sofrer o principal impacte da regulamentação da actividade. também as políticas ambientais devem ser objecto de avaliação social e de impacte sobre a competitividade das empresas (o conceito dos três pilares). No domínio das políticas começa a fazer curso a ideia de que. em particular devido à entrada em laboração de Neves Corvo e Los Frailles. Ainda no âmbito europeu a harmonização legislativa e regulamentar é hoje encarada como um elemento fundamental da reconciliação do princípio da liberdade de circulação de bens e das preocupações ambientais no âmbito da criação do Mercado Interno. ambiente e desenvolvimento social. No actual ponto de preparação da directiva excluem-se. os jazigos de sulfuretos maciços foram os que recolheram a maior atenção dos investigadores. com particular destaque para os da FPI. Nesta linha se estrutura um documento de trabalho que a DG III . Também a directiva sobre aterros pode vir a ter as mais sérias implicações para a indústria. entre outros. Segundo este conceito o desenvolvimento sustentável deve assentar em três pilares: crescimento económico. por fim.8 . As áreas de protecção especial irão limitar o acesso aos recursos ao impor restrições cuja severidade se traduzirá. particularmente se aumentarem a competitividade industrial na economia global sem a necessidade de novas regulamentações. contudo os resíduos não inertes e não perigosos estão a ter um tratamento excessivamente rigoroso.No domínio da União Europeia Referimos já a transposição e aplicação de legislação comunitária como uma das formas de previsível maior impacte na envolvente da actividade industrial. sem que tal corresponda à reclamação de um estatuto que a dispense do cumprimento dos padrões ambientais em vigor para a generalidade da actividade industrial. provavelmente.Mercado Interno e Assuntos Industriais. Refira-se. por uma efectiva impossibilidade do desenvolvimento de qualquer actividade industrial nessas áreas (caso da Rede Natura).

No âmbito da informação sobre a infra-estrutura a conclusão do projecto GEOMIST (programa ESPRIT). bem como um maior investimento na investigação mineralógica para estabelecimento de tipologias mineralógicas. como programa de grande dimensão permanece a necessidade de demonstrar. alguns estudos sobre as distribuições de elementos menores nas paragéneses conhecidas e a preocupação no estabelecimento de modelos estruturais de escala regional. em contraposição às tradicionais tipologias exclusivamente químicas. marcaram indelevelmente os objectivos dos principais projectos de investigação desenvolvidos na década. Paralelamente assistiu-se à utilização generalizada de sistemas de controlo automático da operação das lavarias. Será igualmente desejável que se opere uma substancial redução de escala dos estudos estruturais até à dimensão do jazigo. o estabelecimento de novas ordenações cronoestratigráficas a partir de estudos de micropalinologia. No âmbito do processamento de minérios. a viabilidade da construção de uma unidade industrial hidrometalúrgica que processe concentrados globais de sulfuretos. depositando-se neste dois pontos de vista algumas expectativas no contributo para o estabelecimento de modelos operacionalizáveis ao nível do planeamento mineiro. no futuro. Nos próximos anos perspectiva-se o incremento do desenvolvimento de modelos das operações unitárias mais perfeitos e fenomenologicamente mais representativos. em Los Frailles pode falar-se já de um assinalável sucesso. Para o futuro próximo perspectiva-se que a investigação seja fundamentalmente dirigida para explorar a similitude dos processos metalogenéticos da FPI com os que actuaram na formação dos jazigos provenientes do vulcanismo recente. Se no caso de Aljustrel não foi possível demonstrar as virtudes das opções. à escala piloto. como instrumento indispensável à optimização do processo mineralúrgico. . a década de 90 foi fundamentalmente marcada pela divulgação dos métodos de moagem autogénea e de flutuação em colunas na valorização de sulfuretos complexos que exigem moagens a calibres extremamente finos. acrónimo de "Geological and Mining Information System on IPB". Sendo esses modelos fundamentais para articulação racional entre as operações de fragmentação e de concentração. a rentabilização técnico-económica do projecto mineiro. estas inovações tecnológicas foram introduzidas nos projectos de Aljustrel e de Los Frailles. de que GEOMINCOR é o exemplo mais marcante. No âmbito da exploração mineira a operacionalização do enchimento com uma fracção apreciável de resíduos de lavaria ("paste fill") irá ter um importante impacte na economia das operações. para inclusão nos novos sistemas de controlo automático do tipo supervisor. desenvolvendo estudos petrográficos mais especializados e explorando a importância dos processos de mobilização de metais sob a forma de complexos de elevado potencial iónico. Destaque particular deverá ser dado aos modelos de libertação de fases mineralógicas por fragmentação. dos avanços da investigação nessa franja do conhecimento poderá depender. baseados em cálculos de balanços de massa e de reconciliação de dados superabundantes e em modelos de operações unitários mais ou menos complexos. diminuindo notavelmente o volume do investimento necessário à deposição dos resíduos (barragem de estéreis) e à sua recuperação ambiental. Nos minérios da FPI.Os processos de alteração do encaixante. Contudo.

inscrever nestes instrumentos áreas potenciais • . tem dificultado. desenvolvimento de diagramas de purificação de sienitos nefelínicos de Monchique.9 . para. com base nos conhecimentos existentes e a experiência adquirida com os contratos de prospecção e pesquisa. procurando-se um correcto e sensato equilíbrio entre a existência de "espaços livres" para novas descobertas. Pelas razões apontadas o IGM tem preconizado. A unidade acaba de concluir um programa de ensaios com minérios de Feitais e Moínho. Esta situação tem que ser alterada. como um aprofundamento do sistema europeu desenvolvido pelo projecto GEIX (Geologic Electronic Information Exchange System). novos reagentes para a flutuação selectiva de sulfuretos complexos e diagramas de separação e recuperação de elementos menores em sulfuretos). mineira. assim. crescentemente. a necessidade de definir e concretizar "os usos e acções compatíveis com a REN" com vista a clarificar o regime desta condicionante nomeando os ecossistemas compatíveis com a prospecção e a exploração e a tipologia de acções que podem ou não ser viabilizadas na REN. à medida que ocorra.um sistema telemático de informação geográfica geológica e mineira sobre a Faixa Piritosa Ibérica. vem possibilitar o acesso a dados que cobrem a globalidade da Faixa Piritosa (Portugal e Espanha) de um modo integrado e coerente. A lavaria piloto de Aljustrel iniciou um período de diversificação após o arranque da lavaria industrial de Pirites Alentejanas. para a EuroZinc. Este demonstrador surge. o acesso aos recursos. baseados numa moagem semi-autogénea seguida de flutuação diferencial para a produção de concentrados de chumbo e zinco. junto dos competentes serviços do ordenamento. bibliográfica e lexical. um conjunto seleccionado de áreas para IE segundo um esquema de prioridades. No domínio das infra-estruturas. a orientação superiormente proposta e aprovada prevê o seguinte: • reservar. como os mais importantes. geofísica. 4. aproveitar a abertura do processo de revisão dos vários PDM´s. Para tal. O IGM construiu o Centro de Dados Geológicos e Mineiros o que proporcionou a instalação em condições funcionais dos seus serviços técnicocientíficos.No domínio do ordenamento do território A grande expressão territorial detida por algumas servidões administrativas e demais restrições de utilidade pública e sua implantação em áreas geologicamente interessantes. criou um demonstrador no qual a generalidade da informação de natureza geológica. culminando um período de quase vinte anos de actividade. um sistema de meta-informação geológica promovido pelo EuroGeoSurveys e que engloba também vários países europeus do leste. tendo realizado ensaios de moagem autogénea e flutuação diferencial sequencial com minério de Los Frailles. o desenvolvimento de novos projectos de exploração e a salvaguarda dos valores de ordenamento. geoquímica. ensaios piloto de lixiviação sulfúrica de concentrados de estanho de Neves-Corvo e diversos projectos BRITE-EURAM (métodos industriais de controlo de colunas de flutuação. aproveitando os programas comunitários verificou-se uma melhoria generalizada. por decreto regulamentar.

parece previsível antecipar que a indústria irá estar sobre grande pressão no sentido de que os seus processos e produtos se venham a conformar com um novo padrão que emergirá da aplicação dos grandes princípios de sustentabilidade ambiental. a evolução do sector mineiro metálico nacional na última década e identificar os principais factores actuantes na sua envolvente. e com taxas de rendibilidade muito mais baixas do que a de outros sectores da economia industrial. pois constituem fonte de abastecimento de matérias-primas a importantes sectores da indústria transformadora. consideração igualmente aplicável às propostas de actuação e ao sentido da evolução futura. como a sequência lógica e o desenvolvimento natural do programa de acções que tem vindo a ser desenvolvido no quadro dos Projectos Integrados de Exploração e Recuperação Paisagística (PAEIRP) e do trabalho recentemente iniciado com a Direcção-Geral do Ordenamento do Território (DGOT). para num horizonte temporal de 10-15 anos. inserindo-se em áreas potenciais. cremos que Portugal tem recursos mineiros metálicos. se nada . que decorre da posição sob a qual acompanhámos e participámos nalguns dos acontecimentos referidos. Nos últimos vinte anos a indústria extractiva "desmetalizou-se". sejam os normativos ambientais e outros que. assim. com razoável risco e apreciáveis impactes ambientais. passando os recursos minerais não metálicos a assumir uma importância económica e estrutural predominante. Em qualquer circunstância. Pensamos que esta importância continuará a afirmar-se. embora a sua competitividade venha a ser condicionada por circunstâncias externas. Qualquer exercício deste tipo tem sempre um marcado cunho pessoal. A indústria mineira metálica é uma indústria madura. com a fidelidade possível. no plano interno (entenda-se da UE) lhe venham a ser impostos.8. se atingem desempenhos económico-financeiros muito atractivos. possa vir a ser licenciada esta actividade. respondendo a um mercado cada vez mais segmentado. – Lei de Bases do Ordenamento do Território (LBOT). elaborar um plano sectorial – instrumento de política sectorial com incidência territorial no domínio dos recursos geológicos (artº 9º nº3 e artº 10º da Lei nº 48/98 de 11.Conclusão Procuramos registar. • A realização destas tarefas surgem. Como tal deve ser tomado por todos os que lhe tenham prestado alguma atenção. diversificando mesmo as suas produções. embora os produtores estejam confrontados com a necessidades de conduzir as suas operações em moldes que minimizem os correspondentes impactes ambientais e com crescente incorporação tecnológica nos seus produtos. • definir áreas para exploração entendidas como os espaços para IE onde existam explorações ou. pelo que somente no caso de jazigos excepcionais. Na realidade. em quantidade e qualidade. no âmbito de um grupo de trabalho conjunto IGM-DGOT.para IE cingindo-as à classe de espaço rural e definindo-as como áreas favoráveis para a pesquisa e eventual exploração de recursos geológicos. de elevados teores ou muito baixos custos de produção. Ainda assim. sejam elas a actuação dos concorrentes directos. continuar a ter uma indústria mineira metálica com alguma importância económica. 5 .

Finalmente. Pensamos. de algum modo. Director do Departamento de Prospecção de Minérios Metálicos do IGM. Academia das Ciências de Lisboa. ao Prof. o contributo para a área de I&D e pelo permanente estímulo e convite à análise destas questões (e outras!). possa operar nos espaços económicos de afirmação da internacionalização da nossa economia ou ficaremos. ajudaram à preparação deste trabalho. igualmente. ao Dr Alcides Pereira. ao Dr Carlos Magno. a parte relativa às campanhas realizadas na instalação. Chefe de Divisão de Licenciamento. ao Engº Luís Santos.ineti. Seremos capazes de desenvolver uma indústria de base nacional que. 26 de Outubro de 1999 Versão Online no site do INETI: http://eGeo. ao Machado Leite. mas destituídos de qualquer centro de decisão estratégica empresarial do sector? Lisboa. o que significa que o resultado final está.pt/geociencias/edicoes_online/diversos/artigos/lcosta_sector_mineiro. nas nossa mãos. o contributo dado nas questões de ordenamento do território. o contributo dado para as questões relativas à política mineira na União Europeia. COMO CITAR ESTE ARTIGO (HOW TO CITE THIS ARTICLE): Luís Rodrigues da Costa (1999). 1º Colóquio de Jazigos Minerais Metálicos de Portugal. operando a partir de Portugal e que. que este período será decisivo para definir o perfil empresarial nacional neste sector. director da Lavaria Piloto de Aljustrel (EDM). nomeadamente: ao Dr Luís Martins. 20 de Outubro de 1999 Agradecimentos: o autor é plena e exclusivamente responsável pelas opiniões expostas. limitados à condição de país de acolhimento de iniciativa estrangeira e de prestadores de serviços. definitivamente. aproveitando a infra-estrutura científica e tecnológica e a rede de empresas prestadoras de serviços.htm .está definitivamente perdido para o futuro. o contributo na compilação e análise dos dados históricos sobre a prospecção de minérios metálicos. O Sector Mineiro Metálico Nacional no Último Decénio e Perspectivas de Evolução Futura. Director do Laboratório do IGM. directa ou indirectamente. Cotelo Neiva uma referência especial por ter suscitado esta reflexão e a necessidade da sua passagem a escrito. também é verdade que nada está definitivamente ganho. contudo não pode deixar de se referir e agradecer a todos os que. em grande parte.

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