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Teoria Do Crime

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A TEORIA DO CRIME

Márcio R. Marques
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RESUMO
Nesta pesquisa são objetos cognoscíveis as principais teorias da ação, por isso, é importantíssimo realizar uma perscrutação sobre as principais existentes na doutrina, como por exemplo: a teoria finalista da ação, elaborada por Hans Welzel no início do século XX e que hodiernamente é a adotada; a teoria naturalista-causal da ação, de Franz von Liszt e Ernest von Beling e fundamentado por Radbruch, no século XIX e que atualmente está superada; e a teoria da socialista da ação que tivera como seus principais teóricos, Jescheck, Wessels, Maihofer, Schmidt, Bocklmanm, Engisch, Maurach, e que também teve o seu desenvolvimento histórico no século XX, porém, nunca fora adotada no ordenamento jurídico brasileiro. É importante deixar claro que, no conceito analítico existem várias concepções, sendo elas a bipartida (tipicidade e ilicitude) a tripartida (tipicidade, ilicitude e culpabilidade) e uma outra que inclui a punibilidade como um quarto caractere no conceito analítico de crime, e logicamente, sendo a concepção tetrapartida (tipicidade, ilicitude, culpabilidade e punibilidade). Outrossim, a teoria bipartida e a teoria tripartida acerca de crime, delito e contravenção, serão as primeiras a serem analisadas e que não podem haver qüiproquó com as concepções tratadas acima.

PALAVRAS-CHAVE: AÇÃO HUMANA, CONCEITO ANALÍTICO DE CRIME, TEORIAS, CONCEPÇÕES.
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Graduando da Faculdade de Direito de Campos; pesquisador no Grupo de Pesquisa Interinstitucional de

Desenvolvimento Municipal/Regional – UNIFLU/FDC/Mestrado; discente da Fundação de Apoio, Ensino e Pesquisa de Desenvolvimento da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro – FAEPOL; associado ao Conselho Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Direito – CONPEDI e inscrito no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq.

A THEORY OF CRIME
Márcio R. Marques
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ABSTRACT
In this poll, is the main object hidden theories of action, therefore, is very important hold a research on the major in the doctrine, eg the theory finalist of action drawn up by Hans Welzel; at the beginning of the twentieth century, and that in this day and age is adopted, the naturalist causal theory of action, by von Franz Liszt and Ernest von Beling and reasoned by Radbruch, in the nineteenth century and which is currently overcome, and socialist theory of the action that had as its main theorists, Jescheck, Wessels, Maihofer, Schmidt, Bocklmanm, Engisch, Maurach, which also had its historical development in the twentieth century, however, never was adopted in the Brazilian legal system. It is important to make clear that the concept analytical several concepts, and they bipartite a (typical characteristics and unlawful) a tripartite (typical characteristics, unlawful and guilt) and another that includes criminality as a fourth character in the analytical concept of crime, and logically, and the design tetrapartite (typical characteristics, unlawful, guilt and criminality). Also, the theory bipartite and tripartite theory about crime, crime in contravention, which will be the first to be reviewed and that there can be no confusion dealt with the concepts above.

KEYWORDS: HUMAN ACTION, ANALYTICAL CONCEPT OF CRIME, TEORIAS, CONCEPÇÕES.

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Graduating from the School of Law Field; researcher at the Group of Search Inter-municipal

Development / Regional - UNIFLU / FDC / Master. Student the Foundation for Support, Education and Research for Development of the Civil Police of the State of Rio de Janeiro – FAEPOL. Associate at the National Council of Research and Post-Graduate Studies in Law - CONPEDI and subscribed to the National Council for Scientific and Technological Development - CNPq.

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Por isso. Fernando Capez. Cezar Bitencourt. (tipicidade. adotada pelos doutrinadores Rogério Greco. há países que distingue o crime. Edgard Magalhães Noronha. sendo adotada pelos doutrinadores Basileu Garcia. no entanto. serão expostas as três principais correntes sendo elas a corrente da concepção bipartida (tipicidade. do delito. que conceituam o crime e o delito como sinônimos. Nélson Hungria. Luis Regis Prado. pois para os que adotam esta concepção a culpabilidade é um mero pressuposto de aplicação da pena. Guilherme Nucci. entre outros. os caracteres e os elementos do delito. O que também causa grande confusão são as teorias bipartidas e tripartidas do conceito de infrações penais. ilicitude e culpabilidade). sendo esta adotada pelos doutrinadores Damásio de Jesus. isto é. não fazendo parte do conceito analítico de crime. sendo elas o crime. há divergências doutrinárias. logo. 3 . entre outros. pois aquelas são pertinentes aos caracteres do crime e estas são pertinentes às modalidades de infrações penais. Juarez Tavares. culpabilidade e a punibilidade). faz o sujeito cognoscível ter uma base e ter mais segurança e entendimento ao abordar os conceitos. o delito e a contravenção penal. como é o caso do Brasil. Renê Ariel Dotti. Julio Fabbrini Mirabete entre outros. Fernando Galvão. Claus Roxin. no entanto.INTRODUÇÃO A teoria do crime na verdade é o alicerce do Direito Penal. far-se-á uma análise sobre os principais conceitos. não tem nada haver com as concepções tratadas acima. que é majoritária. como também os seus principais doutrinadores. sendo eles o conceito material. Francisco de Assis Toledo. Hans Welzel. as teorias. mais adiante serão pesquisados. e outros. sua história. Heleno Fragoso. Frederico Marques. Celso Delmanto. de maneira que. Aníbal Bruno. Paulo José da Costa Júnior. ter conhecimentos sobre a sua origem. formal e analítico ou estratificado e neste caso. A corrente da concepção tripartida. antes de serem investigados os caracteres e elementos do conceito analítico de crime. ilicitude). Por isso. no entanto. E a corrente da concepção tetrapartida (tipicidade. ilicitude.

pela lei ordinária de nº 7.848 de 7 de dezembro de 1940. que a sua conduta ao praticar uma infração penal somente poderá ser consciente e voluntária na modalidade dolosa ou culposa.Não obstante. o artigo 14. que é sustentado por alguns autores da concepção tetrapartida como: Basileu Garcia e Claus Roxin. corrobora que o atual diploma penal fita a finalidade do agente. existem outras teorias. por Franz von Liszt e Ernest von Beling. passou-se a adotar a teoria finalista da ação. será analisado também o elemento da punibilidade. mas. do ano de 1940 à 10 de julho de 1984. 4 . logo. porque estas são as que causam seriíssimas dúvidas. Antes da reforma de 1984 do decreto-lei nº 2. o Código Penal. incisos I e II. entretanto. por isso. a pesquisa vai ser ater tão-somente acerca das mais importantes. isto é. Por conseguinte. que fora idealizado por Hans Welzel no início do século XX. o código adotara a teoria naturalista-causal da ação que tinha sido idealizado no século XIX. com a reforma do código em 11 de julho de 1984.209. entendendo que este quarto caractere faz parte do conceito analítico de crime e que já no ponto de vista de Assis Toledo é rechaçado.

conforme a sua gravidade. porque. Alemanha e Rússia.914 de 9 de dezembro de 19414 que é a Lei de Introdução ao Código Penal e à Lei de Contravenções Penais. é bom ressaltar que para alguém ser considerado autor de um crime. deve-se respeitar o princípio previsto na Constituição da República Federativa do Brasil. 2000. Para o jurista Cezar Bitencourt.1.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del3914. ontologicamente não há diferença entre crimes e contravenções. o jurista Francisco Muñoz Conde: 3 BRASIL. No entanto. as infrações penais são divididas em duas partes: os crimes ou delitos.914 de 09 de dezembro de 1941. 5 BITENCOURT. 5ª ed. 18.” 1. O Código Penal adotou a teoria bipartida ou dicotômica. Cezar Roberto. 5 . inciso XXXIX. 1ª parte. dirimir as dúvidas que não podem permanecer. são infrações penais distintas. 25. adotaramse a teoria tripartida. Francisco Muñoz.gov. são os hipônimos de infração penal. é gênero. isto é. o fundamento da distinção é puramente político-criminal. é sabido que. tendo em vista que. é hiperônimo de crime e contravenção. logo. Constituição da República Federativa do Brasil de 05 de outubro de 1988. com uma pequena digressão ao tema.planalto. São Paulo: Saraiva.3 “não há crime sem anterior que o defina(. o crime. Decreto-lei nº 3.1 CLASSIFICAÇÃO DAS INFRAÇÕES PENAIS É importante frisar que infração penal. 4 BRASIL. em seu artigo 1º. segundo a definição de Nélson Hungria. o delito e a contravenção. que são sinônimos.5 Todavia.). disponível em: http://www. EVOLUÇÃO DA TEORIA DO CRIME Neste ponto da pesquisa. Rio de Janeiro: Roma Victor. porque serão imprescindíveis as seguintes noções básicas. descreve a distinção entre elas. para eles. sobre a anterioridade da lei penal previsto no artigo 5ª. Em nosso país. isto é. pois estas apresentam menor gravidade em relação aos crimes. Teoria Geral do Delito. CONDE. acessado em 04/04/2008. em outros países como França. será o momento para obter conhecimentos dos conceitos sobre o Direito Penal. p. 2004.. e as contravenções ou crime anão. como trata o catedrático em direito penal da Universidade Pablo de Olavide.. já estes são os específicos.htm . p. ou seja. com fulcro no Decreto-lei nº 3.

27-28 In Luiz Régis Prado e Cezar Roberto Bitencourt. a maioria dos crimes previstos no Decreto-Lei nº 2. 24-25. Coleção resumos n. p. 1. associando o delito.”9 BITENCOURT.“Son delitos graves las infracciones que la Ley castiga com pena grave. por conseguinte. sendo esta. é que o jus puniendi é do Estado.848/408. o oferecimento da denúncia. p. CONDE. traducción del alemán por los professores Juan Bustos Ramirez y Sergio Yáñez Pérez. Francisco Muñoz. a peça exordial para o início da ação penal pública. são de ação pública. No livro. Hans. son delitos menos graves las infracciones que la Ley castiga com pena menos grave. 2008. 17. p. Decreto-lei nº 2.º 1. o que leva a entender. 1.2 CONCEITO DE DIREITO PENAL Para o intróito deste tema. Derecto Penal Aleman. 4ª edicion castellana. son faltas las infracciones que la Ley castiga com pena leve. 8 BRASIL.”7 Quando se toma conhecimento desse conceito. v. de Hans Welzel. parte geral. 7 MEZGER. São Paulo: Revista dos Tribunais. 1995. 6 6 . pode-se citar este conceito conforme preleciona Mezger: “O direito penal é um conjunto de normas jurídicas que regulam o exercício do poder punitivo do Estado. 9 WELZEL. Teoria Geral do Delito. São Paulo: Saraiva. Dereccho Penal Aleman. La funcion ético-social del derecho penal es proteger los elementales de la vida en comunidad. como pressuposto. cabe ao Estado por meio do seu órgão oficial competente. Editorial Jurídica de Chile. São Paulo: Saraiva. Santiago – Chile. 1993. Elementos de Direito Penal. 2000. p. define o Direito Penal da seguinte forma: “El Derecho Penal es aquella del ordenamiento jurídico que determina las características de la acción delictuosa y lê impone penaso medidas de seguridad. a pena como conseqüência. que o Ministério Público. o Código Penal. de maneira que.”6 1. Cezar Roberto.848 de 7 de dezembro de 1940. Tratado de Derecho Penal.

Código de Hamurabi. depois disso. 1999. a pena tinha sido o meio usado pelas autoridades em nome do Estado para impor contra àqueles que cometessem um delito. 13 Ibidem. 46. Eugenio Raúl. 10.3 CONCEITO DE CRIME Na obra de Franz von Liszt.”12O Código de Hamurabi. sempre fora imposta leis que definira as respectivas limitações e proibições. 12 PRADO. 57. no artigo 6º que dizia: “Se o ladrão durante o dia defender-se com arma. p. Lei de Talião. Antônio Orlando de Almeida. em que definira o crime como: “fato humano proibido por lei.”11 Como forma de reprimir o crime. Briguret & C. Op. a primeira formulação sistemática do delito. Estrutura Jurídica do Crime. as Leis das XII Tábuas. no artigo 6º que dizia: “Se alguém furta bens do Deus ou da Corte deverá ser morto. 15 In Fernando Galvão e Rogério Greco. Manual dos Inquisidores. Franz von.1. que a vítima peça socorro com altas vozes e se. quer se trata de delicto do direito civil. que fique impune. Podem ser citadas como exemplo.”13 Como antítese ao exposto anteriormente e idealizando a finalidade de buscar meios de prevenir o crime.” (sic)10 A doutrina debita a Tiberio Deciano. é a ação culposa e contraria ao direito. 183. 2004. quer se trate do injusto criminal. p. Leis da XII Tábuas. para o qual não se apresentava justa causa para a escusa. Belo Horizonte: Mandamentos. isto é. 11 ZAFFARONI. do crime. na Tábua 2. Rio de Janeiro: Editora F. Paulistanajur. Traduzido por: José Hygino Duarte Pereira. matar o ladrão. (organizador). em 1590. cit. Tratado de Direito Penal Alemão. p. 10 7 . São Paulo: ed. p. sob ameaça de pena. verifica-se o seguinte conceito de crime: “Crime é o injusto contra o qual o Estado comina pena e o injusto. Cesare Beccaria traz em sua obra “Dos delitos e das penas”: LISZT. 1899. p. e mais quem recebeu dele a coisa furtada também deverá ser morto. jurisconsulto italiano.

“É preferível prevenir os delitos a ter de puni-los.15 1. Belo Horizonte: Mandamentos. dera início a um movimento científico que considera criminoso um ser humano atávico. como por exemplo: dos crimes contra a pessoa. pois uma boa legislação não é mais do que a arte de proporcionar aos homens a maior soma de bem-estar possível e livrá-los de todos os pesares que se lhes possam causar. Estrutura Jurídica do Crime. entre outras. Cesare. e alguns destes bens jurídicos tutelados estão positivados em títulos no Código Penal. 1999. GRECO Rogério. de Garofalo. No entanto. A Sociologia Criminal. 40-41. São Paulo: 2007. Dei Delitti e Delle Pene. 101. conforme o cálculo dos bens e dos males desta existência. 15 GALVÂO. Fernando. 8 . fazendo uma pequena digressão. essa pessoa será considerada criminosa. César Lombroso. deram prosseguimento nos passos exordiais de Lombroso e firmaram como um fundamento da responsabilização penal o fato de que o delinqüente vivera em sociedade. dos crimes contra a administração pública. p. dos crimes contra os costumes. e todo legislador sábio deve antes procurar impedir o mal que recuperá-lo. logo depois. por meio de seus estudos. e não haja nenhuma excludente de ilicitude e nenhuma dirimente da culpabilidade. a respeito do sujeito ativo criminoso.1764.3. a partir do momento em que alguém pratica uma conduta tipificada como crime.”14 Logo. Contudo. 14 BECCARIA. e a Criminologia. os processos até hoje utilizados são geralmente insuficientes e contrários à finalidade que se propõem. Traduzido pela editora Martn Claret. na Itália. de Enrico Ferri.1 CONCEITO MATERIAL O conceito material do crime é a violação de um bem jurídico penalmente protegido. dos crimes contra o patrimônio. e a Antropologia Criminal fora responsável pelas modificações de referenciais quando da análise do delito. p.

NORONHA. parte geral.Edgard Magalhães Noronha. São Paulo: Atlas. São Paulo: Atlas. Fabbrini.”17 Para Jiménez de Asúa: “Crime é a conduta considerada pelo legislador como contrária a uma norma de cultura reconhecida pelo Estado e lesiva de bens juridicamente protegidos. São Paulo: Atlas. 1. parte geral. Giuseppe. Manual de Direito Penal. 189. Manoel Pedro. I. p. 2007. 1951. 15ª ed. lesivo de um interesse. 24ª ed. Fabbrini. de conservação e de desenvolvimento da sociedade. 105 In Júlio Fabbrini Mirabete. 81. temos os seguintes conceitos: “Crime é qualquer ação punível. v. 2007. São Paulo: Atlas. p. p. para Fernando Capez o conceito analítico de crime resultada mera subsunção da conduta ao tipo legal e. Sob o aspecto formal. Manual de Direito Penal. Giuseppe. Manual de Direito Penal. Fabbrini. parte geral. 1983. E. São Paulo: Saraiva.2 CONCEITO FORMAL No conceito formal. Direito Penale. Direito Penal.”16 O mesmo conceito no ponto de vista de Giuseppe Bettiol: “Crime é qualquer fato do homem. afirma a melhor orientação do conceito material: “Crime é a conduta humana que lesa ou expõe a perigo um bem jurídico protegido pela lei penal. a que a lei atribui pena. Tratado de Derecto Penal. 3. Manual de Direito Penal. 5ª ed. 2007. Magalhães. São Paulo: Revista dos Tribunais. 2 In Júlio Fabbrini Mirabete e Renato N. Renato N. p. 18 ASÚA. 82. v. este conceito alcança somente um dos aspectos do fenômeno criminal. Coimbra: Coimbra editora. Bolonha: Nicola Zanelli. Renato N. parte geral. v. 82. p. Buenos Aires: Losada. 1951. Renato N. 82.”(sic)18 1. p. Jiménez de. “Crime é uma conduta (ação ou omissão) contrária ao Direito. 19 MAGGIORE. 20 PIMENTEL. Sob este aspecto.”20 (Manoel Pedro Pimentel). este tópico não exaure o conceito de crime e como afirma Mirabete. 24ª ed. Direito Penal. parte geral. O Crime e a Pena na Atualidade. seria uma contradição entre a lei penal e o fato praticado pelo agente. I. 16 9 . 24ª ed. que possa comprometer as condições de existência. v. 61 In Júlio Fabbrini Mirabete. Fabbrini. 24ª ed. 2007. 1983. p. portanto. 17 BETTIOL. 1978. no entanto. 410 In Júlio Fabbrini Mirabete.3. procedente de um homem imputável que manifesta com sua agressão perigosidade social. p. p.”19 (Giuseppe Maggiore).

Fernando. CAPEZ. no início do século XX. 2007. parte geral. desenvolvera-se pelos estudos de Binding em 1877.considera-se infração penal tudo aquilo que o legislador descrever como tal.3 CONCEITO ANALÍTICO OU ESTRATIFICADO No conceito analítico ou estratificado do crime há divergências. graças a Beling em 1906. 2004. 141. e nela serão investigados os temas acerca desse conceito e posteriormente a teoria da ação. surgira a idéia de tipicidade. com origem em Merkel. de maneira bem sucinta preleciona Luiz Régis Prado: “A ação. 22 PRADO. sendo que a idéia de ilicitude. 106. arrolando suas diversas posições.”22 Como esta parte é bem complexa. Curso de Direito Penal. o histórico desses caracteres. p. p. fora introduzida no Direito Penal por obra de Franz von Liszt e Beling em 1881. desenvolvida por Rudolf von Lhering em 1867 para área civil. logo. 1. e vai ser a partir deste momento que ocorre uma das maiores controvérsias acerca da teoria do crime. 1. que também é outro tema que causa muitas divergências. p. Posteriormente.21 1. 7ª ed. percebe-se que aqueles não definem com exatidão o conceito de crime. será desenvolvida a partir de agora. e a culpabilidade. Curso de Direito Penal. uma abordagem específica para que fique claro este conceito. Curso de Direito Penal brasileiro. a finalidade da criação do conceito analítico é exatamente para que se obtenha uma análise dos caracteres e dos elementos do crime. v. parte geral. pouco importando o seu conteúdo. Acerca desse conceito. só aparecera com Berner em 1857. parte geral. v. Niterói: Impetus. Luiz Regis.3. como primeiro requisito do delito. 21 10 . Após o crivo dos conceitos abordados. São Paulo: Saraiva. 135 In Rogério Greco.

Renê Ariel Dotti. e concluir que o fato praticado na finalidade do agente é crime ou não.3. entre outros. percebe-se que a concepção tripartida. tendo em vista que não somente a tipicidade e ilicitude são pressupostos da pena. 23 11 . mas também a culpabilidade. deve-se analisar os caracteres da tipicidade. ilicitude e culpabilidade. Júlio Fabbrini Mirabete.”23 Para esta segunda corrente. 24 HASSEMER.3. entrementes. certamente aparenta ser a mais coerente. através da introdução do conceito de tipo. no entanto. 51 bis. 47.”24 BELING.3. 255. torna o conceito analítico de crime incompleto. Fundamentos del Derecho Penal. que será vista a seguir. 11 In Fernando Galvão e Rogério Greco. logo. Para ratificar esse parágrafo trago a lumen à definição de Winfried Hassemer: “La definicion según la cual el hecho punible es la acción típica.1. tomou a forma tripartida. Com Beling. Barcelona: casa editorial Boch – Urgel. o próprio Welzel admite que para ocorrer uma analise de maneira completa. Ernest von. La Doctrina del Delito-Tipo. como se vê na obra de Fernando Galvão e Rogério Greco. 1984. logo.2 CONCEPÇÃO TRIPARTIDA Esta concepção. passou-se a integrar no conceito estratificado de crime. ilicitude e culpabilidade. portanto. que ao criar o conceito de tipo. p. Estrutura Jurídica do Crime.1 CONCEPÇÃO BIPARTIDA Para esta corrente. Belo Horizonte: Mandamentos. crime é todo “fato típico. Luis Arroyo Zapatero. Por esta concepção soa uma lacuna. Traducción y notas de Francisco Muñoz Conde. p. a culpabilidade não faz parte do conceito analítico de crime. sendo então apenas um pressuposto de aplicação da pena. p. Logo. Winfried. ao cogitar que a culpabilidade não faz parte deste. ambas colaboram para que o agente seja responsabilizado ou não pelo delito praticado.3. Celso Delmanto. Partindo para o lado histórico. 1999. antijurídica y culpable. é muito mais correta a análise concomitante da tipicidade. Fernando Capez. para esses. isto é. esta conclusão é corroborada pela maioria da doutrina. 1. e ilícito”. essa linha de raciocínio é seguida pelos doutrinadores como: Damásio de Jesus. sugira com Beling. “A inicial estruturação analítica bipartida pelo critério objeticosubjetivo sofreu constantes revisões.

Belo Horizonte: Mandamentos. Edgard Magalhães Noronha. Essa definição é. considerado pai do finalismo. Heleno Fragoso e Assis Toledo. ação típica. também adota esta concepção. Estrutura Jurídica do Crime. sendo a sua definição a seguinte: ”Substancialmente. Luís Augusto Freire. TEOTÔNIO. nunca disseram que o crime formava-se apenas pelo fato típico e ilícito. João Mestieri. seus discípulos. E dentre as várias definições analíticas que têm sido propostas por importantes penalistas. porém. Campinas – SP: ed. 30. 120. Welzel.”26 Nesta concepção seguem a maioria. Francisco de Assis. bem assim os autores que introduziram a doutrina no Brasil.80. preleciona o professor Luís Augusto Freire Teotônio. a saber: ação típica (tipicidade). 1999. 25 e culpável (culpabilidade). como os seguintes doutrinadores: Cezar Bitencourt. p. o crime é um fato humano que lesa ou expõe a perigo bem jurídico (jurídico-penal) protegido. pois. apta a pôr à mostra os aspectos essenciais ou os elementos estruturais do conceito de crime. insuficiente para a dogmática penal. Culpabilidade. que necessita de outra mais analítica. perece-nos mais aceitável a que considera as três notas fundamentais do fatocrime. p. considerando sempre a culpabilidade como um dos seus elementos ou requisitos. que traz o mesmo raciocínio: “Não é correta a afirmação de alguns doutrinadores de que o finalismo apenas se afina com a corrente bipartida. ilícita e 12 . Princípios Básicos do Direito Penal. 26 TOLEDO. é. Francisco de Assis Toledo. entre outros. São Paulo: Saraiva p. 2002. ilícita ou antijurídica (ilicitude) culpável. In Fernando Galvão e Rogério Greco. O crime.”(sic)25 Assis Toledo. Minelli. que considera a culpabilidade como mero pressuposto de aplicação da pena.No mesmo diapasão. nessa concepção que adotamos. Concepções e modernas tendências internacionais e nacionais.

Belo Horizonte: Mandamentos. Belo Horizonte: Editora Mandamentos. João Mestieri. com a seguinte definição: “Considerando que a política criminal deve definir o âmbito da incriminação. 1992. sendo os caracteres: “da capacidade. chegou a vislumbrar esta concepção. 1999. Barcelona: PPU. Juarez Tavares. 1999. apesar de ser minoritária e nunca ter sido adotada pelo Código Penal brasileiro. Franceso. da legitimação. Paulo José da Costa Júnior. adotando em seu estudo qualitativo do delito conceitos sistemáticos peculiares ao negócio jurídico. Estrutura Jurídica do Crime. 27 13 . da vontade e da forma”.”27 1.28 2. David Teixeira de Azevedo. p.4 CONCEPÇÃO PENTAPARTIDA Franceso Carnelut. sendo esta defendida por Basileu Garcia. entre outros. Teoria General del Delito. e notas-se que antes da reforma de 1984 do Código Penal. p. Rogério Greco. Fernando Galvão. Política Criminal y Estructura del Delito. a teoria naturalista-causal da ação vinha sendo adotada.3 CONCEPÇÃO TETRAPARTIDA Existe também esta terceira corrente. p. TEORIAS DA AÇÃO: A partir deste capítulo será analisado acerca das três principais teorias ação delitiva. a exigibilidade de conduta ROXIN. e continha no caractere da culpabilidade os elementos da imputabilidade. 56-256 In Fernando Galvão e Rogério Greco. Luís Régis Prado. que o crime é todo fato “típico. Estrutura Jurídica do Crime. Anibal Bruno. bem como os postulados da dogmática jurídicopenal. não percebendo as diferenças ontológicas entre o delito e o negócio jurídico. culpável e punível”.Heleno Fragoso. Nelson Hungria. Claus.48. Roxin sustenta que a responsabilidade do autor do fato punível também deve ser elemento do conceito analítico do delito. 1. Quem também sustenta a concepção tetrapartida é o professor Claus Roxin da Universidade de Munich. Hans Wlezel. Frederico Marques.49 28 CARNELUTTI.3. ilícito.3. Elementos de Delito en la Base a la Política Criminal. Guilherme Nucci. p. 62 In Fernando Galvão e Rogério Greco.3.3. da causa.

que se encontram no caractere da tipicidade. Rogério. CAUSALISTA OU MECANICISTA. CAUSAL-NATURALISTA. BRASIL. o dolo e a culpa. Aníbal Bruno. Além desses podemos citar outros defensores desta teoria como: Battaglini. Para os adeptos desta teoria. Lei nº 7. Esta teoria foi elaborada pelo ilustre professor de Berlim. Luiz Juménez Assúa. isto é. que tem de ser perceptível pelos sentidos e também produzida por meio de uma manifestação de vontade. 392. para essa teoria. Para Franz von Liszt.br/ccivil_03/Leis/1980-1988/L7209. 385. Curso de Direito Penal. e teve como um de seus maiores defensores. Op cit. Logo.diversa. o conceito de ação é a exteriorização do movimento corporal causando a modificação no mundo exterior. tanto uma quanto a outra o resultado é mesmo. Nelson Hungria. pela lei ordinária de nº 7. sendo este o responsável pela tipicidade. 31 GRECO. pois. p.htm. configura-se um desprezo total da vontade. v. Rogério.209 de 11 de julho de 1984. do conteúdo finalista. p. 14 .. ou seja. uma ação ou omissão voluntária. e Radbruch. onde o dolo deixa de ser normativo e passa a ser um dolo somente natural31 ao ser deslocado para o elemento da conduta humana juntamente com a culpa. entre nós: Magalhães Noronha. acessado em: 04/04/08. dolo e culpa.gov. I.20930. parte geral. o professor penalista alemão da Universidade de Munique. Frederico Marques. porém desprovido de qualquer finalidade. passou-se a adotar a teoria finalista da ação. 29 30 GRECO. 2007. 2. disponível em: http://www.planalto. a culpabilidade era o lugar adequado ao estudo dos elementos subjetivos.29 Entretanto. Ernest von Beling.1 TEORIA NATURALISTA. Niterói: Impetus. logo. com aquela reforma do código em 11 de julho de 1984. Costa e Silva. Pietro Nuvolone. Baliseu Gracia. podendo ele responder apenas por delitos dolosos e culposos. e com isso é levado em conta a finalidade do agente. Franz von Liszt no final do século XIX e que perdurou até meados do século XX. não há distinção entre a ação de uma lesão dolosa e a de uma lesão culposa.

como por exemplo.Outrossim. e não havendo excludente de ilicitude será também antijurídica. 182. 4ª edicion. Hans-Heinrich. que. Mozart. o dolo e a culpa eram analisados na culpabilidade. pula na frente do automóvel de Mozart e falece instantaneamente. Granada – Espana: editorial Comares. ambas concepções acerca da teoria do delito. e finalmente a conduta de Mozart será definida somente na culpabilidade. conforme a la teoria de la equivalencia. a sua conduta é típica. quando de repente. Tratado de Derecho Penal. fácil de abarcar y didácticamente ventajosa. se caracterizaba por uma estructura sencilla. 1993. o que importa é que aquele foi o responsável pela morte deste. Este caso na análise da teoria clássica é visto como crime. não importa se Mozart quis ou não atropelar Desafinado. descreve em sua obra.32 Nesta teoria. por isso. primeiramente. um dos seus tópicos. dirigindo o seu carro tranqüilamente em uma pista em alta velocidade. entendida pot Beling y von Liszt de manera totalmente naturalística como movimento corporal (acción em sentido estricto) y modificación del mundo exterior (resultado). Traducción del José Luis Manzanares Samaniego. surpreende-se. defendido em Alemania desde la vuelta del siglo por la doutrina dominante. 15 . querendo se suicidar. unidos ambos por el vínculo de la causalidad. Desafinado. a conduta de Mozart será típica. ”El concepto clássico de delito. é importante trazer para esta pesquisa. parecia excluir todos los distingos objetivos em la realización del tipo”. isto é. onde serão analisados o elementos de dolo e culpa. La base de este sistema era el concepto de acción. Jescheck. 32 JESCHECK. significa que independente da vontade do agente. p. chegando a conclusão de que sua conduta não era culpável. Então. por ausência do elemento dolo ou culpa.

Nesse caso sob o ponto de vista finalista. 2000. dirigindo o seu carro tranqüilamente em uma pista de alta velocidade. Lei nº 7. pelo intelecto e pela vontade. isto é. então por falta de dolo e não estando presente nem a culpa (houve culpa/vontade exclusiva da vítima). surpreende-se. tendo em vista que Mozart não teve a intenção de matar Desafinado. Desafinado. não importam os fatos praticados sem finalidade do agente. integrou-se o potencial conhecimento da ilicitude do fato.htm . seria então da seguinte forma. Hans.2. o dolo e a culpa passaram a ser analisados no primeiro caractere (Tipicidade) e especificamente no elemento da conduta humana.209 de 11 de julho de 1984. a conclusão é bem diferente ao exemplo que foi visto na teoria causal-naturalista.o dolo e a culpa saíram da culpabilidade e.33 Nesta teoria. significa dizer que. querendo se suicidar. 33 BITENCOURT. por força da Lei nº 7. Uma das principais descobertas desta teoria foi a existência dos elementos subjetivos do tipo. Mozart. Cezar Roberto. por ausência de conduta). ou seja. a conduta de Mozart não será considerada como crime. p.gov. Teoria Geral do Delito.20934 de 11 de julho de 1984. 36. ou seja. 16 . Puffendorf. o dolo é natural. porque ao ser analisado o dolo e a culpa.planalto. que na teoria finalista estão localizados no primeiro elemento da tipicidade que é a conduta humana. exclui-se o crime. fica caracterizada que a finalidade do autor do fato não era criminosa. acessado em: 04/04/08. quando de repente. foram decisivas para que o eminente Welzel elaborasse a doutrina da ação final. 34 BRASIL. Francisco Muñoz. disponível em: http://www. será um irrelevante penal (fato atípico. p.2 TEORIA FINALISTA DA AÇÃO A teoria da ação desenvolvida por Samuel Von Puffendorf (1636-1694). Na teoria finalista. CONDE. isto é. pula na frente do automóvel e falece na hora. Welzel atribuiu grande destaque. 60. São Paulo: Saraiva. isto é. entendia a ação humana. isto significa que para o direito penal hodierno. despido da consciência da ilicitude. In Welzel. sem dolo ou culpa. Derecho Penal. Com a reforma da parte geral do Código Penal. Nesta teoria. a finalidade do agente. e na culpabilidade. cujas raízes remontam a Aristóteles. à vontade humana.br/ccivil_03/Leis/1980-1988/L7209. somente aquela dirigida pelas específicas capacidades humanas. integraram-se na tipicidade.

cit. 35 17 . e que nunca foi adotada. normal. para esta teoria o direito penal somente trataria das condutas voluntárias que realmente produzissem resultados de relevância social.Por conseguinte. se for socialmente adequada. Kant. Estrutura Jurídica do Crime. Hellmuth von Weber e Alexander Graf Zu Dohna.60. Hans. pelo Direito Penal brasileiro. sendo capaz de afetar o relacionamento do indivíduo em seu meio social. se determinado fato for considerado socialmente adequado. Bockelmanm. p. Schmidt. na verdade foi com o intuito de aprimorar o conceito de ação proposto por Liszt. Em suma. logo. 61. e tomam como definitivo com Hanz Welzel.3 TEORIA SOCIAL DA AÇÃO Outrossim. isso quer dizer que. Aqui. passando assim a análise do delito a utilizar como pressuposto o fato de que a causalidade é obra da inteligência humana. com as colocações jurídicas de Samuel von Pufendorf. 35 2. a ação para esta teoria é o comportamento humano relevante. Anaxágoras. justo e correto pela coletividade não poderia ser entendido como típico. Belo Horizonte: Mandamentos. a teoria finalista da ação nascera de um encontro dos pensamentos filosóficos de Aristóteles. Op. Seus principais defensores são: Jescheck. que tivera o desenvolvimento histórico no início do século XX. 53-57 In Fernando Galvão e Rogério Greco. e Hartmann. temos esta teoria. p. teve o destaque ao aspecto social da conduta humana. Hegel. cit. e TAVAREZ. 1999. A idéia desta teoria. a ação socialmente adequada exclui a tipicidade da conduta. então. Engisch. Maurach. p. Juarez. Por isso que para Jescheck. a teoria finalista é insuficiente por causa de não considerar o aspecto social da conduta humana. Maihofer. Op. WELZEL. embora o fato praticado pelo agente seja enquadrado no tipo incriminador. Wessels. não poderão ser entendidas como criminosas.

Logo. ficou sabido que a concepção adotada pela maioria é a concepção tripartida (tipicidade. teve de ser pesquisado primeiro alguns conceitos que preenche a teoria do delito. por isso.CONSIDERAÇÕES FINAIS Com esta pesquisa. ilicitude e culpabilidade) e que não se pode confundir com a teoria bipartida (crime ou delito e contravenção). após essa perscrutação obtivemos o conhecimento de que a teoria adotada pela doutrina majoritária é a teoria finalista da ação (finalidade do agente). mas. sendo ela aplicada mormente em nosso ordenamento jurídico. para ratificar. haver ainda outros tópicos de muitíssima importância.” 18 . Foi obtido um conhecimento preexistente para depois concretizar a abordagem do tema principal. em outra pesquisa apartada. e do crime. Em que pese. sendo estes os conceitos de infração penal. seguirá a continuação deste estudo com o tema: “Os Caracteres e Elementos do Conceito Analítico do Crime. crime e delito são sinônimos e a outra espécie de infração penal que é a contravenção penal ou segundo Nélson Hungria. Como conseqüência desta pesquisa. os essenciais foram objetos de investigação. como também. e para complementar o raciocínio. será preciso se ater aos caracteres e elementos pertinentes ao conceito analítico ou estratificado de crime ou delito. crime anão. de direito penal. Doravante. porque ficou claro que a teoria acerca das infrações penais adotada pela maioria é essa. foi possível abordar os principais pontos históricos de maneira bem sucinta e coerente para que se possa ter uma visão mais profunda do Direito Penal. então. pelo aspecto da concepção tripartida.

acessado em: 19 .848 de 7 de dezembro de 1940. Rio de Janeiro: Roma Victor. São Paulo: Saraiva. 7ª ed.htm. disponível em: http://www. v. I. BRASIL. 04/04/08. Estrutura Jurídica do Crime. parte geral. BITENCOURT.1764. Rogério. 2007. GRECO Rogério. 04/04/2008. Francisco Muñoz. CONDE. BRASIL. Teoria Geral do Delito. Traduzido pela editora Martn Claret.htm. Dei Delitti e Delle Pene. São Paulo: Saraiva. BRASIL. São Paulo: 2007. GALVÂO. 1. BRASIL.gov. Niterói: Impetus. Cezar Roberto. acessado em Lei nº 7.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del3914.gov. São Paulo: Saraiva. 2008. v. disponível em: http://www. GRECO. Belo Horizonte: Mandamentos. 1999. Cesare.br/ccivil_03/Leis/1980-1988/L7209. CAPEZ. Curso de Direito Penal.REFERÊNCIAS BECCARIA.planalto. 2004. 2000. 2004.914 de 09 de dezembro de 1941. Fernando. 5ª ed.209 de 11 de julho de 1984. Constituição da República Federativa do Brasil de 05 de outubro de 1988. Decreto-lei nº 2. parte geral. Decreto-lei nº 3.planalto. Curso de Direito Penal. Fernando.

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à equipe do Laboratório de Informática.fdc. à equipe da Livraria. sendo esta imprescindível. é a forma pensante de dirimir os obstáculos paulatinamente. à equipe do CPD. • • • – Rio de Janeiro .AGRADECIMENTOS Dedico esta pesquisa às bibliotecárias: Maria Helena e Daniélly Monteiro. MENSAGEM DO AUTOR Conhecimento. é a capacidade de absorver informações. ao Grupo de Pesquisa Interinstitucional de Desenvolvimento Municipal do Mestrado. é a experiência que se adquire com a vivência por meio da interação social.1. tornando-os o mais reles possível. Ensino. Pesquisa e Desenvolvimento da Polícia Civil do Associado ao Conselho Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Direito – CONPEDI. à secretária Fátima. • Discente da Fundação de Apoio. 4º Per.Brasil . 2ª Tur. (2008.Brasil. Marques. que me passaram o conhecimento da metodologia de pesquisa em direito. à equipe de atendimento das secretarias 1 e 2.com . Auner Pereira Carneiro. em especial aos professores Jorge Batista de Assis e Maria Amélia. em especial ao Dr. Estagiário extra-oficial da Defensoria Pública na 1ª Vara Cível de Campos dos Goytacazes Estado do Rio de Janeiro . Inteligência. e a todos aqueles que direta e indiretamente colaboram para a concretização de mais uma pesquisa científica. Márcio R. a todos os docentes. oriundo de um relacionamento que se protrai no tempo. Levi Quaresma.FAEPOL/Acadepol. Pesquisador no Grupo de Pesquisa Interinstitucional de Desenvolvimento Municipal/Regional – UNIFLU/FDC/Mestrado/CNPq. ao diretor Dr. entre o sujeito cognoscente e o objeto cognoscível. Márcio Rangel Marques / marciomarques1104@hotmail. Inscrito no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq. e a equipe de funcionários da Biblioteca. Sabedoria.br. • • Graduando da Faculdade de Direito de Campos: www. 21 . em especial ao Diego e ao Gilberto.).

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