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aspectos negativos da globalização

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No que concerne aos aspectos negativos há a referir a facilidade com que tudo circula não havendo grande controle como se pode facilmente depreender pelos atentados de 11 de setembro nos Estados Unidos da América. Esta globalização serve para os mais fracos se equipararem aos mais fortes pois tudo se consegue adquirir através desta grande autoestrada informacional do mundo que é a Internet. Outro dos aspectos negativos é a grande instabilidade econômica que se cria no mundo, pois qualquer fenômeno que acontece num determinado país atinge rapidamente outros países criando-se contágios que tal como as epidemias se alastram a todos os pontos do globo como se de um único ponto se tratasse. Os países cada vez estão mais dependentes uns dos outros e já não há possibilidade de se isolarem ou remeterem-se no seu ninho pois ninguém é imune a estes contágios positivos ou negativos. Como aspectos positivos, temos sem sombra de dúvida, a facilidade com que as inovações se propagam entre países e continentes, o acesso fácil e rápido à informação e aos bens. Com a ressalva de que para as classes menos favorecidas economicamente, especialmente nos países em desenvolvimento, esse acesso não é "fácil" (porque seu custo é elevado) e não será rápido. o 5 anos atrás o Denuncie Aspectos negativos da globalização financeira:

O rol dos problemas encarados pelos países em desenvolvimento, devido à súbita exposição às tentações e rigores de um mercado financeiro globalizado, aumenta cada vez mais. Os riscos macroeconômicos da maciça entrada de capitais nas economias de países em desenvolvimento merecem especial destaque, em virtude da rapidez com que suas conseqüências podem ser sentidas. Cumpre mencionar, inicialmente, os efeitos cambiais e monetários. Em um regime de câmbio fixo, uma entrada líquida de capitais externos implicará a emissão de moeda por parte do Banco Central em montante equivalente, de modo a honrar seu compromisso de adquirir as divisas estrangeiras pela taxa de câmbio oficial. Percebe-se, assim, que, tudo o mais constante, a entrada de capitais provocará o efeito de expansão monetária, com possíveis impactos sobre a taxa de inflação doméstica. Contrariamente, uma súbita reversão do fluxo financeiro, com saída líquida de capitais, acarretará o efeito oposto de contração monetária, trazendo em seu núcleo uma provável recessão doméstica, à mercê da contração do crédito. Mais importante do que tudo, porém, é o fato de que a política monetária perde toda a eficácia e torna-se completamente passiva, dependente dos fluxos exógenos de capitais. O governo vê-se, portanto, privado de um importante grau de autonomia na condução da política econômica. Já em um regime de câmbio flexível, o efeito de uma entrada maciça de capitais não se manifesta diretamente sobre a quantidade de moeda, mas, sim, sobre a própria taxa de câmbio. Inevitavelmente, nessas condições, o aumento da oferta de divisas estrangeiras levará a uma valorização do câmbio (isto é, ao aumento do valor da moeda nacional em referência à moeda estrangeira), com os reflexos já

Odete Maria (coord. Fred. de aumento do passivo interno.). a política monetária não mais pode ser considerada à parte da política cambial. Um outro perigo ao qual freqüentemente. Porto Alegre: Editora da Universidade/UFRGS.se no início. portanto. Trata-se do fato de que a integração dos mercados financeiros minou consideravelmente a eficácia dos instrumentos tradicionais de condução da economia. 1998. Rio de Janeiro. influência sobre o nível dos juros domésticos. de elevação de juros. que talvez represente a síntese do novo cenário em que os governos das nações em desenvolvimento se vêem forçados a atuar. o câmbio. os governos perderam. por conseguinte. Há um outro aspecto. este debate encontra. que caberá a nós contemplar e vivenciar. estenderse-ão no futuro. a atual fase de globalização financeira faz com que os países emergentes se defrontem com dificuldades e vários problemas. Quaisquer medidas domésticas que afetem os juros também afetarão os fluxos de capital e. possibilidade cada vez mais presente em vista da rápida transmissão de choques. OLIVEIRA. Em contrapartida. suas consequências e os rumos que estão por vir. e de vulnerabilidade a choques externos. vários graus de liberdade para este ente indefinido e misterioso. Reinaldo [et al]. Campus. quaisquer decisões sobre o câmbio limitarão o nível dos juros disponíveis para o governo. Por seu turno. 1999. estamos sujeitos. decisões de política fiscal também exercerão influência direta sobre as expectativas de mercado e. De fato. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS : GONÇALVES. Naturalmente. 1998. em conseqüência. GUIMARÃES. Relações internacionais e globalização – grandes desafios. Entendendo a Globalização e sua influência nos Blocos Econômicos . 1999. Em geral. Repensando as relações internacionais. como riscos de volatilidade cambial. HALLIDAY. Ijuí: Unijuí. é a súbita reversão de expectativas do mercado. Porto Alegre/Rio de Janeiro: Editora da Universidade/UFRGS. ainda. Samuel Pinheiro. o chamado "mercado". Quinhentos anos de periferia. acarretando. Concluindo. porém. sobre o fluxo de capitais. no caso de países com mercados de títulos de longo prazo. A nova economia internacional: uma perspectiva brasileira.conhecidos em termos de perda de competitividade comercial do país receptor de capitais. permitida pela integração dos mercados financeiros.

Tércio Waldir de Albuquerque Introdução lobalização. fluir e influir nos mais diversos pontos do universo em tempo real. Até poucos meses. ouvimos e lemos inúmeras matérias que os conceituam das mais diversas maneiras e formas. O primeiro. Buenos Aires e Frankfurt. uma vez que as notícias transitam em tempo real e não mais como dantes. representa ingerência externa. a globalização" Já para Celso Pinto. e hoje vemos. Para outros. o exemplo do que pode ser entendido como globalização é: "O furacão financeiro que veio da Ásia. interfere no cultivo das tradições. Há 24.Primeira fase . do desgoverno. Hoje muita gente sabe que um resfriado nesses lugares pode virar uma gripe aqui. Ninguém pode mais alegar que nunca ouviu falar da globalização financeira. . de má gestão da coisa pública. para outros há mais de cinco séculos. A queda da Bolsa de Valores de Hong Kong (outubro-novembro/97). Especialmente se fizer uma escala em Nova York. Estados Unidos e chegou ao Brasil. passou pela Europa. Para países em situação de miserabilidade a globalização é aterradora. Eis ao vivo e em cores. afiado para cortar as possibilidades de que sejam acobertadas suas misérias e mazelas. afiado para cortar o isolamento às vezes pretendido e propiciar uma abertura para os demais países do mundo e assim gerar possibilidades reais de um entrelaçamento social. seus problemas de corrupção. Para Clovis Rossi. Há 6.Expansionismo mercantilista 1850-1950 .Globalização recente .000 povos no mundo. Para alguns. político. segundo alguns. um avanço com muitos benefícios. O segundo gume.809 línguas no mundo e evidentemente não são todos que podem gozar dos privilégios da globalização." 2 Na visão de Voltaire Schilling 3. o efeito globalizante pode ser visto sob aspectos negativos e positivos. em 1865. a partir dos anos oitenta. a globalização se divide em três períodos distintos: 1450-1850 . é provável que poucos soubessem onde ficava a Tailândia ou Hong Kong.Segunda fase . levou 13 segundos para cair como um raio sobre São Paulo e Tóquio. a depender da ótica com que é olhado. cultural e comercial. mundialização. um exemplo do que seja globalização é1: "A notícia do assassinato do presidente norte-americano Abraham Lincoln. Para os países em desenvolvimento a mundialização é uma faca de dois gumes. Nova York e Tel Aviv. pois lhe dá condições de gerir e ingerir. Para um país como os Estados Unidos da América a situação global é excepcional. internacionalização são termos que podem ser considerados sinônimos do que o mundo vem experimentando. um obstáculo que causa tropeço no caminhar.Cibernética-tecnológica-associativa Na verdade. levou 13 dias para cruzar o Atlântico e chegar à Europa. permite comparações que muitas vezes não são benéficas e acabam por atrapalhar planos e metas governamentais.Industrial-imperialista-colonialista pós-1989 . teve pelo menos uma vantagem didática.

pois através dele passa a ser possível uma integração dos demais temas como pessoas. o intercâmbio comercial entre os países aumentou. em que alguns se destacam mais que outros em razão de número de países. inicialmente formadas entre países fronteiriços para depois transpor distâncias e criar um mercado efetivamente global. Cada país sai em busca do seu igual para poder criar parcerias promissoras. Um dos efeitos considerados negativos da globalização para o Brasil está na questão ligada ao despreparo de grande parte de sua força de trabalho. Tudo isso não era pensado e não era tido como imperioso. a ALCA.Nesse ensaio dos efeitos gerados pela globalização aparecem as relações comerciais. muitas vezes gerando desemprego ou realocando trabalhadores para funções menos nobres. No caso de formação de uma união aduaneira hemisférica em 2005 (ALCA). Podemos trazer como exemplos mais conhecidos desta nova realidade o NAFTA. a ALADI e o MERCOSUL. Nesse caminho. as mudanças de mentalidade e de comportamento". No estabelecimento de políticas de aproximação. a necessidade de se impor em um mercado sem fronteiras fez com que as economias substituíssem o trabalho humano desqualificado pela eficiência e perfeição da alta tecnologia. se transformam em alavancas mundiais. segundo avaliação feita por Maria das Graças Reggiani Almeida5: "A globalização. e a partir destas parcerias surgem os hoje conhecidos blocos econômicos. no qual os planos e metas são vistos e revistos a todo instante. a COMUNIDADE ANDINA. Assim. o que significa o aumento do saldo de suas balanças comerciais. os países do NAFTA também serão incluídos nela. a busca pelo desenvolvimento e troca de tecnologias se tornam necessários. Canadá e México. o comércio é o carro chefe. em que é possível perceber claramente a necessidade de que todos procurem parceiros para seu desenvolvimento. tanto que já participam das negociações. especialmente no caso do México. e o que significava uma pequena relação de interesses transformase em um gigantesco conglomerado de estados e empresas. . No dizer do ex-presidente do Brasil. a UNIÃO EUROPÉIA. impossível imaginar de modo diverso. globais. "A globalização requer a reforma das instituições econômicas e financeiras e não pode limitar-se ao triunfo do mercado. mas hoje. a temática prioritária no campo empresarial passou a ser a competitividade. a produção e o consumo se aliam e todos os envolvidos acabam percebendo ser indispensável esse tipo de convivência para a sobrevivência de seus investimentos e equilíbrio de suas contas. o que inicialmente representava um pequeno negócio internacional transforma-se em um verdadeiro bloco de integração econômica. bens e serviços. do volume de negociações que os envolvem e. as novas tecnologias e a formação profissional alijam uma série de pessoas. financeira e comercial. O NAFTA (North American Free Trade Área) é uma zona de livre comércio entre os países da América do Norte: Estados Unidos. indispensável."4 Com o avanço da globalização econômica. em pouco tempo. Os profissionais não estão acompanhando o desenvolvimento tecnológico. Decorridos pouco mais de cinco anos de sua implementação.

O Mercosul é o mais importante projeto de política externa do Brasil. com exceção de Cuba. Colômbia. Constituindo-se na mais recente experiência de integração da América do Sul. Suécia e Finlândia. Itália. é o processo de criação da ÁREA DE LIVRE COMÉRCIO DAS AMÉRICAS . em um quadro em que se destacam a formação de grandes blocos econômIcos e os grandes desafios impostos pela globalização. A ALCA (Área de Livre Comércio das Américas) é uma proposta dos EUA de integração comercial que. quando seis Nações devastadas pela guerra decidiram unir suas matérias-primas industriais de carvão e de aço para evitar a guerra entre elas. Os cinco países tinham mais de 111 milhões de habitantes e PIB de US$ 270 bilhões em 1999. entre si. Argentina. cujo objetivo é promover a expansão da integração regional e a constituição de um mercado comum. A Aladi (Associação Latino-Americana de Integração) é uma organização intergovernamental. facilitando o fluxo de bens e serviços na região. O principal objetivo da CAN é contribuir para o desenvolvimento da região mediante a integração econômica e social dos países membros e a gradual formação de um mercado comum latino-americano. Bélgica. o Tratado de Roma. refletindo os crescentes entendimentos políticos em âmbito regional. que tem sabido aproveitar os ensinamentos e as oportunidades da globalização e tem. Holanda. para o desenvolvimento econômico e social. atraído. A integração em curso dá cumprimento a dispositivo incorporado no art. Áustria. abrangerá todos os países das Américas. A UE é formada por 15 países. A Comunidade Andina (CAN) é uma organização sub-regional com personalidade jurídica internacional composta por: Bolívia. Decorridos praticamente dez anos desde a assinatura do Tratado de Assunção. Peru e Venezuela. o MERCOSUL representa hoje um agrupamento regional economicamente pujante e politicamente estável.ALCA. o Mercosul é. Paraguai e Uruguai. preferências tarifárias. sem dúvida. o interesse de todo o mundo. cada vez mais. 4º. cuja proposta visa aglutinar em torno de seu projeto 34 países e todos os blocos econômicos existentes e cujos membros ou parceiros estejam dentre do contorno estabelecido para sua . Luxemburgo. assim. parágrafo único. mas apenas 11 adotaram a moeda única. em 26/3/91. Alemanha. A Constituição de base desta Comunidade. em 1991. do Tratado de Assunção culmina um processo de negociações iniciado em agosto de 1990 entre Brasil. entrou em vigor em 1958. A assinatura. e é ferramenta valiosa para a inserção mais competitiva das quatro economias no mercado internacional. Mas tudo começou em 1951.A União Européia é resultado de uma tentativa bem sucedida da segunda metade do século XX. Dinamarca. O objetivo é que as tarifas para o comércio intrabloco sejam reduzidas até que fiquem zeradas. O Tratado materializa antiga aspiração de seus povos. a densidade dos vínculos econômicos e comerciais e as facilidades de comunicações propiciadas pela infraestrutura de transporte dos quatro países. o euro: França. quando se trata do assunto globalização e blocos econômicos. uma das mais bem sucedidas iniciativas diplomáticas da história do continente. Os países-membros da ALCA terão. de nossa Constituição. assim. A união monetária foi aprovada pelo Tratado de Maastricht. se concluída. Portugal. Irlanda. Reino Unido. Espanha. Equador. Sem sombras de dúvidas que neste tempo o maior desafio. contribuindo. Grécia.

com os Estados Unidos da América. pois ele . Neste caso não há muita opção em ser ou não partícipe. estratégia hegemônica de dominação americana. mas que têm sua importância no momento em que chamam a atenção para vários aspectos que precisam ser mais bem discutidos pelos estados chamados à sua composição.do Alaska à Terra do Fogo. demonstrando com clareza as vantagens e desvantagens e o grau de interferência dos mesmos para a população em geral. Aí acaba com a indústria brasileira"7 Nesse sentido o cuidado deve ser maior. ao indagado sobre os benefícios ou prejuízos ao seu seguimento caso o Brasil participe efetivamente da ALCA. a depender dos países envolvidos. Nessa esteira de desenvolvimento globalizado e com a necessidade de que. De repente lá tem uma crise econômica e eles resolvem despejar o produto no Brasil. que tem como mola propulsora os Estados Unidos da América e os demais países que junto com ele compõem o NAFTA . que. em especial. não só em sua balança comercial. O surgimento de um bloco econômico nem sempre significa vantagens imediatas a seus componentes. que no momento da abertura comercial as empresas locais não tenham condição de sobreviver à entrada das concorrentes. sua vinculação a um bloco econômico vai significar uma ampliação. sem dúvida alguma. No primeiro caso. propiciando a toda coletividade conhecer os detalhes dos compromissos que serão assumidos. Em recente entrevista aos meios de comunicações. Associação Brasileira dos Produtores de Celulose e Papel. mais e mais países busquem aproximação para poder comprar. o presidente da Abracelpa. evitando. redução salarial. mas na condição de vida de seu povo. existe uma diferença entre GLOBALIZAÇÃO e BLOCOS ECONÔMICOS. absorção e não integração. sua tecnologia. é o mentor e maior interessado nesse processo. e muitas outras denominações que em nada auxiliam no desenvolvimento do projeto. visto sobre os mais diversos ângulos e formas. Este tipo de procedimento nestes processos pode facilitar muito o seu desenvolvimento e. entrega de soberania. e não somente dar a conhecer a grupos de interesses de uma forma fechada e às vezes isolada. De outro lado. precisam criar condições de competitividade com os demais e para que isso ocorra é necessário que o próprio governo adote medidas de incentivo ao desenvolvimento.abrangência . quando o governo está comprometido com o desenvolvimento sustentável. como já dissemos. Disse o entrevistado: "Tem oito ou dez empresas americanas. que. Osmar Zogbi. e. é importante que os governos envolvidos nesse processo procurem torná-los mais transparentes possível. assim. Conclusão Como vemos.México e Canadá tem encontrado barreiras de toda ordem. o processo é irreversível e pode significar ganhos e perdas. volta ao colonialismo. Esta arrojada pretensão. por vezes. podendo destacar as relativas ao temor de vários estados em se tornarem reféns desse processo que por muitos está sendo chamado de anexação. o país será. no momento em que todos os aspectos forem bem conhecidos e discutidos. beneficiado. perdas de benefícios e outros. trouxe uma informação assustadora. além de criar uma situação social insustentável. vender e permutar seus produtos e serviços. com elevação do nível de desemprego. a cada dia. valendo inclusive o estudo de viabilidade de uma reserva de mercado por um período necessário para que as indústrias brasileiras possam se adequar e chegar a uma condição de igualdade de tecnologia e produção com os demais países. cada uma isoladamente representa toda a produção brasileira de celulose e papel.

br e www.Folha de São Paulo. mas com o aprimoramento das relações entre os Estados essas eventuais assimetrias vão sendo superadas.br. os trabalhadores ficam sujeitos a contratos precários sem garantias de renovação dos mesmos. desfalca reservas cambiais. o que conduziu à propagação de determinadas doenças como por exemplo o vírus HIV que pode ser transmitido. aumentou o movimento migratório. realizando fusões e aquisições que culminam com a redução ou despedimento colectivo e que inúmeras pessoas sem rendimentos. 20 de agosto de 2002 Discurso na Associação Latino-Americana de Integração (ALADI). 3 Voltaire Schilling . de um instante para outro. 5 Maria das Graças Reggiani Almeida . é prerrogativa do Estado sua inserção ou não naqueles blocos. As empresas tomam decisões em benefício próprio. com vista ao lucro. Referências Bibliográficas Celso Pinto .gov. sabemos que muitas vezes os benefícios não alcançam todos os seguimentos econômicos e sociais. isto é. em que notícias transitam no mundo todo. 6 Global 21 e Página Oficial do Mercosul . barreiras não tarifárias.mercosul. como é o caso da comunicação em tempo real. Uruguai. Podemos considerar 3 as características negativas da globalização: 1) a insegurança de emprego e de rendimento: há um aumento significativo na taxa de desemprego devido ao facto de cada vez mais as empresas sairem do país em que se situam para outros paises onde a mão-de-obra é mais barata deixando assim um grande número de desempregados.global21.Coordenadora do Departamento de Desenvolvimento Gerencial do Ietec. com a livre circulação de pessoas (desaparecimento de fronteiras). através do contacto sexual desprotegido. por exemplo. graças ao estabelecimento de políticas coerentes com as necessidades e possibilidades de cada um dos Estados e pouco se vê falar sobre prejuízos advindos em razão de ter o Estado passado a compor um bloco econômico. já que vivemos num mundo neoliberal.Montevidéu. a existência de blocos econômicos passa necessariamente pela expressa vontade do Estado em fazer ou não parte do processo e mesmo diante de ameaças de boicotes.é professor de História e Mestrando na UFRGS. . Devido ao facto dos estados não terem poder suficiente para interferir nas leis de mercado e de concorrência.caminha sozinho e a passos largos e se utiliza de mecanismos que nem sempre podem ser controlados pelos estados. redução ou ampliação de quotas de importação e exportação. 2) a insegurança na saúde.www. Sim.com. ainda assim. A experiência tem demonstrado que muitos dos blocos existentes trouxeram grandes benefícios a seus membros. e muitos outros. 4 Fernando Henrique Cardoso .do Conselho Editorial . sobretaxas. levando e trazendo boas e más informações que podem acabar por interferir nos planos de investidores detentores do conhecido capital especulativo que. No segundo caso. 7 Entrevista ao Jornal da Globo de 30/01/03.

música e filmes e outros produtos audiovisuais dos quais resultam a formação de autênticas tribos globais de determinada marca ou estilo. Zygmunt Bauman . Cada vez mais estamos a perder a nossa identidade cultural devido ao bombardeamento constante de publicidade.3) a insegurança cultural.

Para o cientista social. escrevendo para milhares e não apenas para iniciados. a sociologia tem hoje o papel de explicar como funcionam as relações de poder e de consumo na sociedade e de ampliar a visão dos indivíduos. no momento. Bauman faz diagnósticos do complexo sistema capitalista globalizado. Modernidade Líquida. Tem mais de dez obras publicadas no Brasil pela Jorge Zahar. desenfreadas. Vidas Desperdiçadas e Medo Líquido. entrevista por Ana Manuella Soares tradução por Vanessa Parisi Considerado um sociólogo humanista. Iniciou sua carreira na Universidade de Varsóvia. todos juntos." Zygmunt Bauman é sociólogo. Na por ele chamada . onde teve artigos e livros censurados e em 1968 foi afastado da universidade. Para o professor emérito das universidades de Leeds e de Varsóvia. atualmente é professor emérito de sociologia das universidades de Leeds e Varsóvia. dando a eles condições de enxergar além do individualismo dominante. Em busca da Política. alargando seus horizontes cognitivos. Zigmunt Bauman consegue com brilhantismo o que a maioria dos cientistas procura fazer com o resultado de suas pesquisas. último título publicado no Brasil em 2008. Logo em seguida emigrou da Polônia para o Canadá. onde em 1971 tornou-se professor titular da Universidade de Leeds. Estados Unidos e Austrália até chegar à Grã-Bretanha. dentre as quais Globalização: as conseqüências humanas."Ou encontramos o modo de controlar as forças globais liberadas e. ou desmoronaremos. Em linguagem direta e simples. não há como negar que a Terra é hoje “um planeta abarrotado e intercomunicado”. Responsável por uma prodigiosa e premiada produção. mais cedo do que tarde.

Ao invés de a natureza começar a se comportar tão ‘razoavelmente’ quanto nós. Como o senhor analisa o alardeamento de grande parte da comunidade científica internacional de que o planeta estaria profundamente ameaçado por um aquecimento térmico global? Zigmunt Bauman – O “projeto de modernidade” foi uma guerra declarada à contingência. os riscos são de outra ordem. previsível e administrável – e ‘a conquista da natureza’. era vista como um dos principais meios de atingir tal objetivo. talvez. as ameaças para a existência humana eram mais óbvias. solapam as bases da existência humana e sobrecarregam a vida dos indivíduos com um grau de incerteza e ansiedade sem precedentes em nossa história. que deveria submetê-la à razão humana e estender suas forças a serviço da segurança e da certeza humanas. Para além do palpável ou previsível. acreditávamos sermos capazes de nos comportar – são os produtos e produtos secundários de nossas ações humanas que nos atingem com a casualidade e a ferocidade . “Era óbvio. publicado este ano pela editora carioca Zahar. o destino não deixou de ser cego e imprevisível. era o remédio para a fome”. no entanto. enchentes e terremotos que atingiram nossos antepassados. Após dois séculos de investimentos em ciência e tecnologia. a disputa pelo controle mundial das fontes de energia não-renováveis e os processos de globalização das nações sem controle político. Hoje. por exemplo. em formação: A Era Moderna foi destinada a ser o tempo em que os fenômenos naturais seriam. os humanos armados de razão. ouvir ou tocar as condições climáticas que se apresentam cada vez mais ameaçadoras em um tempo não mais essencialmente natural ou histórico. segundo Bauman. ao cego destino que golpeava esperanças. O mundodeveria tornarse transparente. segundo o autor de Medo Líquido. Sob gerência humana – assim foi esperado e prometido – a natureza seria a garantia de certeza e segurança. a humanidade parece estar totalmente vulnerável ao que o senhor chama de ‘caos de tipo natural’. Desastres naturais continuam ocorrendo ao acaso e sem avisos assim como ocorriam desde tempos imemoriais. O que estou tentando explicar com o estudo dos medos que nos assombram dois séculos mais tarde é o motivo pelo qual essas esperanças foram golpeadas e por que nossas inseguranças presentes são. expectativas e planos humanos. Os níveis de radiação e de poluição. que alimento.‘modernidade sólida’. ‘dominados’ pelo homem. e só alimento. Não há como ver. e não fonte de perigo e medos. por assim dizer. ainda mais aterrorizantes do que secas. ao acidente.

a globalização foi puramente negativa: apenas as forças que negligenciam leis e modos de vida locais.dos desastres naturais.) globalizaram-se. ao contrário. assim como antes. da crescente lacuna entre nossa dependência mútua. completamente regulada e administrada na qual nenhuma nova mudança seria solicitada ou bem recebida. o senhor analisa as origens e a trajetória dos temores do homem e sua busca racional pelo controle das intempéries naturais ou sociais. surgem tarde demais para que se possa prevenir o desastre… Em Medo Líquido. Conforme Hannah Arendt apontou. legislações. via de regra. ignoram fronteiras e esvaziam soberanias (forças como o capital. Além dessa espantosa visão de planeta superaquecido. na América Latina e Ásia seriam provas de que o projeto da Modernidade teria fracassado? Uma coisa é certa – o triunfo do novo modo de vida (ou seja. mas instituições de representação política. ainda. Até agora. Genocídios nazistas (e também comunistas) foram o cúmulo do que chamo de busca ‘moderna sólida’ por uma linha de chegada para o tumulto aflitivo da mudança perpétua. o estado de modernização permanente. uma sociedade completamente purificada (das raças do mal ou classes do mal). por uma ordem definitiva. Mas as condições que precipitam a crueldade se modificaram no curso da história moderna. a ‘tendência totalitária’ foi um traço endêmico de um estágio da história humana. a criminalidade. um Reich milenar. as finanças. que já é global. obsessiva e compulsiva) não conseguiu tornar a crueldade menos freqüente e suas vítimas menos numerosas. confinados ao domínio do estado-nação – muito estreito para se opor ou lidar efetivamente com problemas produzidos globalmente. o estado de miséria que se encontra boa parte dos povos na África subsaariana. a violência. há a perspectiva de uma crise de energia sem precedente que pode ainda retornar como uma nova onda de fome e revoltas dos famintos. o tráfico de drogas e de armas etc. Você mencionou o genocídio nazista. poderes judiciário e executivo e controle democrático permanecem. sentimos que está incompleta – e esperamos que novos itens se adicionem a ela devido às horríveis descobertas que. e a maior ameaça foi a perspectiva de um estado todo-poderoso detentor de uma soberania ilimitada e indivisível sobre a vida e a morte de seus indivíduos. o comércio. Desastres humanitários dos nossos tempos de ‘modernidade’ líquida brotam. Barbáries morais impetradas por sociedades modernas como o genocídio nazista do século XX ou as recentes guerras terroristas entre nações ou. Daí a . e das agências de ação (política) efetiva. que permanecem locais. o nascimento do terrorismo global e a amplamente espalhada miséria humana de uma só vez – mas esses fatos têm raízes diferentes. ou do desgaste do suprimento de água potável… Ainda que seja longa a lista de catástrofes conhecidas e já temidas.

altamente seletiva do comércio e do capital. Para os problemas globais do nosso tempo. finalmente daremos à nossa história compartilhada. Diante deste quadro. e à equiparação de seu poder ao poder já conquistado pelo capital. compromisso mútuo. de vida e morte. solidariedade. do crime e do terrorismo. No planeta globalizado. com o qual a idéia e a prática de ‘nação’ têm sido saturadas. tampouco em relação à barbárie social. vigiada. todos juntos. Uma questão. elementos que destroem soberanias e desrespeitam fronteiras entre Estados. podemos dizer com total responsabilidade. ou desmoronaremos. Qual o papel das comunidades de pesquisadores e professores das chamadas Ciências Naturais e das Humanidades na . quais as chances de superação desta condição? É possível uma ‘globalização positiva’? Essa é a maior das questões que a humanidade confrontará e será pressionada a responder neste século. sob a coerção das armas. mas não há até agora forças capazes de articular e impingir soluções tão globais quanto os problemas… O senhor considera que vivemos um processo de ‘globalização negativa’. ocorrer globalmente… Este século será dedicado à busca (e esperançosamente à descoberta e ao estabelecimento) de instituições globais de representação. se tal solução pode. acoplada com a proliferação de sentimentos tribais e guerras. comércio. Mas estou certo de que não há nenhuma alternativa ao direto confronto desse desafio. e devo repetir que os problemas globais somente podem ser resolvidos. E imbuir aquela ‘comunidade imaginada’ com semelhante espírito de diálogo. não há soluções locais praticáveis. no momento. O desafio que todos confrontamos juntos é o de dar o mesmo conteúdo e a mesma realidade ao conceito abstrato de ‘humanidade’ assim como nossos ancestrais fizeram com o igualmente abstrato conceito de ‘nação’. a sobrevivência de cada parte da humanidade depende da solução dos problemas globais. sem segurança em relação aos fenômenos da natureza e suas conseqüências. criminalidade ou terrorismo… Eu não sou profeta e não posso antecipar a direção que nós. Ou encontramos o modo de controlar as forças globais liberadas e. armas de guerra. desenfreadas. de fato. vivemos. a sobrevivêncianão é um valor pelo qual diferentes agrupamentos humanos (sejam eles étnicos ou religiosos) podem significativamente competir. então. juntos. Sob condições de interdependência global. legislação e jurisdição pública. massacres e genocídios (de vizinhanças) locais. mais cedo do que tarde.acelerada polarização de condições e perspectivas de vida.

A ?globalização negativa? cumpriu seu papel. Sobre os perigos contemporâneos (rebatizados de ‘riscos’. e que conduzem sua investigação sistematicamente utilizando instrumentos de pesquisa inacessíveis aos homens e mulheres comuns. se a catástrofe anunciada não se concretizar. a elevação de radiação deteriorando a qualidade da água e do ar. Devido à invisibilidade dos riscos e à sua intensidade. que têm acesso a dados muito mais amplos do que temos individualmente. é fácil encobrir sua presença e assim manter o público ignorante a respeito do custo real dos empreendimentos de negócios. nossa globalização é totalmente negativa. E daí também a suspeita com a qual suas comunicações são freqüentemente recebidas. Não há mais abrigos seguros para se esconder. Esta é a tarefa mais importante em que o nosso século terá que se empenhar. depois. mas igualmente desastroso em suas conseqüências: exagerar ao ponto de até mesmo ‘inventar’ os riscos. É questão de vida ou morte da Humanidade! ?As pessoas não são excluídas porque são más. mas porque outros demonstram ser mais espertos na arte de passar por cima dos outros. Todas as sociedades já estão abertas. porque talvez seja possível calcular sua probabilidade. Espero que um dia seja cumprida. com extremo sigilo. políticos ou militares. Até agora. líderes políticos podem gabar-se de que algo foi prevenido graças ao energético combate empreendido pelo governo – uma pretensão de que a suposta ignorância pública não pode jamais ser colocada à prova… BAUMAN: Não sei o que esses ?acadêmicos? têm em mente. capitalizar em cima desses medos alimentados artificialmente. Companhias de marketing podem encher os bolsos graças às elevadas demandas de equipamentos declarados necessários para afastar o perigo ou. Todos são avisados de que não têm capacidade de permanecer porque existe uma cota de exclusão que precisa ser preenchida? . Daí a singular responsabilidade dos cientistas. obviamente. Menos ainda seria você capaz de deduzir as causas de todas essas calamidades se conseguisse percebê-las e nomeá-las. ou a ameaça de terroristas conspiradores preparando seu conluio. mas não prever exatamente onde e quando eles atacarão) nós podemos apenas aprender com os especialistas. mas sua contrapartida ?positiva? nem começou a atuar. É também relativamente fácil fazer o oposto.construção dessa superação? Um papel crucial… A particularmente espantosa e potencialmente mórbida natureza dos perigos contemporâneos é o mais freqüentemente não visível dentro do campo da experiência individual: você não sente pessoalmente o ‘aquecimento do planeta’. intensificar os medos humanos e.

necessariamente. China. Chamar o que aconteceu em Nova Orleans e redondezas de ?colapso da lei e ordem? é simplista. Lei e ordem desapareceram como se nunca tivessem existido. uma ?lixeira humana?? BAUMAN: Esse excesso de população precisa ser ajudado a retornar ao convívio social assim que possível. Os ?redundantes? são obrigados a conviver com o resto da sociedade. com alto índice de desemprego. a receber as sobras de outros povos e nem podem ser forçados a aceitar isso. Eles são o ?exército reserva da mão-de-obra? e lhes deve ser permitido que voltem à ativa na primeira oportunidade. Os países subdesenvolvidos não se disporiam. e principalmente os trazidos pela última ou penúltima tentativa de resolvê-los. deveriam ter servido para nos acordar e fazer agir com sobriedade. entram no ?processo de modernização?. E aí há o grande problema que mais cedo ou mais tarde teremos que enfrentar: capacitar ou não China. a tsunami na Ásia. O senhor aponta uma ?crise aguda da indústria de remoção de refugo humano?. Há partes do mundo que se confrontaram com o antes desconhecido fenômeno de ?população sobrando?. mas nós só temos um para dividir. Ao mesmo tempo. Países como Brasil.Civilização sem tempo para refletir. como era visto anteriormente. Índia e Brasil a imitar o modelo de ?bem-estar? adotado nos Estados Unidos em uma época em que ?modernização? ainda era um privilégio de poucos? Para dar vazão. Ocasiões chocantes como o 11 de Setembro. Em vez de permanecer. o que é legitimado pela capacidade de trabalho e consumo. É possível criar mecanismos de inclusão dos seres humanos ?excessivos? e ?redundantes?? A modernização implica. seriam necessários três planetas. Índia. . Ela está ocupada resolvendo sucessivos problemas. Isso não é uma contradição? BAUMAN: Certamente. O que será preciso acontecer para que nossa sociedade se dê conta da armadilha que caiu em busca da suposta ?modernidade?? BAUMAN: A civilização moderna não tem tempo nem vontade de refletir sobre a escuridão no fim do túnel. O modo com que lidamos com desastres segue a regra de trancar a porta do estábulo quando o cavalo já fugiu e provavelmente já correu para bem longe para ser pego. E o espírito inquieto da modernização garante que haja um número crescente de portas de estábulos que precisam ser trancadas. a designação de ?lixo? torna-se a perspectiva potencial de todos. como no passado. são três países com grande número de ?lixo humano?. (o furacão) Katrina. Isso fica ainda pior quando os gigantes do século XXI. O número de ?pessoas desnecessárias? crescerá. como um problema de uma parte separada da população. Brasil. Índia e China são constantemente apontados como estratégicos para o século XXI.

Todas suas obras apresentam um cenário bastante pessimista do mundo. ?jeitinho brasileiro?. Seu comportamento é. e isso só pode ser feito apresentando problemas e necessidades. sejam elas pequenos problemas do cotidiano ou não. Portanto eu não sou nem otimista nem pessimista. afirmou que ?uma nação grande e forte é perigosa. o fator mais importante da incerteza definida como ?Nova Desordem Mundial?. forte e ignorante é ainda mais perigosa?. Otimistas são pessoas que insistem que o mundo que temos é o melhor possível. Até onde vai a situação de nosso planeta com um único superpoder. Precisamos aumentá-lo. mas que uma nação grande. O que o motiva a continuar escrevendo? BAUMAN: Pierre Bourdieu ressaltou que o número de personalidades do cenário político que podem compreender e articular expectativas e demandas está encolhendo. confundido e subjugado pela ilusão de sua repentina ilimitada liberdade? A elevação súbita dos Estados Unidos à posição de superpotência absoluta e uma incontestada hegemonia mundial pegou líderes políticos americanos e formadores de opinião desprevenidos. Vamos esperar que a escolha entre estes dois futuros ainda seja nossa. Acabamos de ver isso no Iraque. temos uma expressão muito popular. que representa a capacidade do povo de superar adversidades.Um dos mais importantes compositores brasileiros. O senhor acredita que há nações com seres ?redundantes? que saibam sobreviver melhor do que outros? BAUMAN: O que vocês chamam de ?jeitinho brasileiro? é a maneira que a modernização nos obrigou a reagir. O próximo século pode ser o da catástrofe final ou um período no qual um novo acordo entre os intelectuais e as pessoas que representam a Humanidade seja negociado e trazido à tona. Temos razão para acreditar em dias melhores? BAUMAN: Rejeito enfaticamente essa afirmação. sua produção intelectual ainda é grande. Aos 80 anos. possivelmente. No Brasil. forte e ignorante no comando do mundo ? como parecem ser os Estados Unidos da Era Bush ? não pode acirrar ainda mais o ?refugo? dos seres humanos? BAUMAN: Lamento não conhecer Chico Buarque: ele toca no cerne da questão. Ter uma nação grande. Um dos resultados cruciais da modernização é a dependência dos processos da vida humana pelos ?jeitinhos?. É muito cedo para declarar a natureza deste novo império e generalizar seu impacto no planeta. Um império estabelecido pela guerra tem que se manter por guerras. . porque acredito fortemente que outro mundo. apesar de todos saberem que era óbvio que bombardear e invadir o país não aniquilaria o terrorismo. Isso implica o outro lado da mesma moeda: a vulnerabilidade crescente dos legítimos modos instruídos de viver. Chico Buarque de Holanda. os pessimistas são os que suspeitam que os otimistas podem ter razão.

) que a coisa mais brutal da crueldade é que ela desumaniza suas vítimas antes de destruí-las?.alternativo e quem sabe melhor. na Inglaterra. Janina não pode acompanhá-lo em suas incursões fora da Inglaterra. ?Durante a guerra aprendi (. três filhas e a paixão pela sociologia. Há quase seis décadas. ( G. na época uma judia não-praticante de 14 anos. seja possível. www. Zygmunt e Janina Bauman dividem uma casa. ?Inverno na manhã ? Uma jovem no Gueto de Varsóvia? narra os seis anos em que ela. viveu no Gueto de Varsóvia. Janina. Freqüentemente convidado para fazer palestras e conferências ao redor do mundo. onde vivem até hoje. em 1950. conclui. A partir de seus diários ? escondidos durante a guerra e reencontrados intactos ao final do conflito ? Janina retorna aos anos de medo em que viveu ao lado da mãe e da irmã após Hitler invadir a Polônia.P. Zygmunt Bauman recusa as propostas por uma razão tão singela quanto romântica: com a saúde um pouco debilitada. Em 1968. ) .oglobo.. se mudaram para Leeds. pesquisadora e editora de roteiro em filmes poloneses.. Acredito que os seres humanos sejam capazes de tornar real essa possibilidade. Janina graduou-se na Academia de Ciências Políticas e Sociais em Varsóvia. Durante 20 anos trabalhou como tradutora. Após morarem em Israel. Bauman e as três filhas tiveram que deixar a Polônia. O mais recente livro de Janina acaba de ser lançado no Brasil.br/cultura Casamento resistente à fluidez Não deixa de ser irônico que um intelectual que estude e escreva tanto sobre a fluidez dos relacionamentos amorosos na pós-modernidade esteja casado há tantos anos.com.

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