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Tecnologia aplicada I Trator

Aluminio

O alumínio é um metal extraído do minério bauxita. Cerca de 8% da crosta terrestre


são constituídos desse minério, o que o torna o mais abundante no planeta. No
entanto, apenas no século passado foi possível obter, pela primeira vez, pequenas
quantidades de alumínio; e sua utilização só se tornou economicamente viável em
1892, quando se descobriu o processo para separar o alumínio da alumina, produto
derivado da bauxita e composto de alumínio e oxigênio.

Obtenção do alumínio

O processo de obtenção do alumínio tem três etapas: obtenção do minério (bauxita),


obtenção da alumina e finalmente obtenção do alumínio.

A bauxita foi formada pela decomposição de rochas alcalinas que durante milhões de
anos sofreram infiltração de água e transformaram-se em argila; essa argila é
composta principalmente de óxido de alumínio hidratado, que é a alumina, misturado
com óxido de ferro, sílica, titânio e outras impurezas. A proporção de alumina na argila
está entre 40 e 60%. O minério é retirado por retroescavadeiras e transportado por
caminhões à área de armazenamento.

Na segunda etapa do processo, a bauxita é triturada e misturada a uma solução de


soda cáustica; a lama formada por essa mistura é aquecida sob alta pressão e recebe
uma nova adição de soda cáustica. Dessa forma, a alumina é dissolvida, a sílica
contida na pasta é eliminada e as outras impurezas são separadas por processos de
sedimentação e filtragem.

A solução resultante, chamada aluminato de sódio, é colocada em um precipitador e


obtém-se a alumina hidratada, que pode ser usada como matéria-prima ou pode ser
levada para calcinadores, quando será desidratada para servir a outros fins.
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A terceira etapa é a de obtenção do alumínio, que é conseguido pela retirada do


oxigênio existente na alumina.

Para retirar o oxigênio, a alumina é dissolvida dentro de fornos eletrolíticos em um banho


químico à base de fluoretos. Os fornos são ligados a um circuito elétrico em série, que
fornece corrente contínua. Quando a corrente elétrica passa através do banho químico,
ocorre uma reação e o alumínio se separa da solução e libera oxigênio.

O alumínio líquido se deposita no fundo do forno e é aspirado a intervalos regulares


por meio de sifões. O calor gerado pela corrente elétrica mantém a solução em estado
líquido, o que permite a adição de mais alumina e torna o processo contínuo. O
alumínio líquido é levado para fornalhas onde é purificado ou recebe adição de outros
metais que formarão as ligas e lhe darão características especiais. Em seguida, é
resfriado sob a forma de lingotes, barras ou tarugos para ser utilizado na indústria de
transformação.

Emprego, propriedades e vantagens do alumínio

O alumínio é variadamente empregado; na fabricação de veículos, tais como ônibus e


caminhões, permite a diminuição do peso e, conseqüentemente, grande economia de
combustível; por ser muito resistente à corrosão, também é empregado na fabricação
de esquadrias para prédios residenciais e industriais, tanques para transporte e
armazenamento de combustíveis e produtos químicos.

Ao lado de suas características de leveza e resistência à condições do ambiente, o


alumínio é facilmente moldável e permite todo tipo de processo de fabricação: pode
ser laminado, forjado, prensado, repuxado, dobrado, serrado, furado, torneado, lixado
e polido. As peças de alumínio também podem ser produzidas por processos de
fundição em areia, em coquilhas ou sob pressão.

Além disso, o alumínio é um material que pode ser unido por todos os processos
usuais: soldagem, rebitagem, colagem e brasagem. Apresenta excelente
condutividade térmica, quatro vezes maior que a do aço, e sua superfície aceita os
mais variados tipos de tratamento, tais como anodização, verniz e esmalte.

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Melhoria das propriedades do alumínio

O alumínio puro é bastante dúctil, apresenta boa resistência à corrosão, boa


condutividade térmica e elétrica; porém, apresenta baixa resistência a esforços
mecânicos e baixos níveis de dureza; para compensar essas desvantagens, melhorar
as propriedades do material e torná-lo mais resistente, existem três métodos: adição
de elementos químicos para obter uma liga; conformação mecânica, que abrange
processos de laminação ou prensagem, e tratamento térmico.

Ligas de alumínio
Leveza, ductilidade, resistência a corrosão e a ataques do meio ambiente, alto valor
econômico da sucata e enormes jazidas são qualidades que tornaram o alumínio o
material mais utilizado depois do aço. Mas, para melhorar ainda mais as
características desse material, desenvolveram-se novas ligas que permitem utilizar o
metal para fins especiais.

Os elementos químicos adicionados ao alumínio puro e liquefeito formam as ligas de


alumínio. Essas ligas são formadas principalmente com a adição de cobre (Cu),
magnésio (Mg), manganês (Mn), silício (Si) ou zinco (Zn). A escolha dos elementos e
sua proporção na liga dependem das propriedades finais que se quer obter.

Uma liga de alumínio e cobre, submetida a processos especiais de tratamento


térmico, terá uma resistência à tração equivalente ou até maior que a de alguns aços
de baixo teor de carbono; além disso, apresenta ótima usinabiiidade. Devido à alta
relação entre resistência e peso, essa liga é indicada para a indústria aeronáutica e
automobilística, na estrutura e revestimento de asas e rodas de aviões. É indicada
também para peças que devem suportar temperaturas ao redor de 150°C.

A liga alumínio-manganês aceita acabamentos de superfície, é resistente à corrosão


e possui elevada condutividade elétrica, embora sua resistência mecânica seja
limitada. Essa liga é usada na fabricação de latas de bebidas, placas de carro, telhas,
equipamentos químicos, refletores, trocadores de calor e como elemento decorativo na
construção civil. Quando se adiciona manganês ao alumínio, a resistência mecânica
dessa liga aumenta em até 20%, se comparada com a do alumínio puro, sem perder a
capacidade de ser trabalhada por todos os processos de conformação e fabricação
mecânicas, como estampagem, soldagem e rebitagem.

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A liga de aluminio-silicio apresenta baixo ponto de fusão e boa resistência à


corrosão. Quando o teor de silício é elevado (em torno de 12%), a liga se torna
adequada para produzir peças fundidas e pode servir como material de enchimento
em processos de soldagem e brasagem.

A liga aluminio-magnesio á excelente para soldagem, além de ser resistente à


corrosão, principalmente em atmosfera marinha; por isso, é muito empregada na
fabricação de barcos, carrocerías de ônibus e furgões e no revestimento de tanques
criogénicos, isto é, recipientes usados para armazenar gases ou líquidos sob
temperaturas extremamente baixas.

É possível, também, combinar vários elementos químicos em uma só liga; é o caso


das ligas de alumínio com magnésio e silício em sua composição. As ligas alumínio-
magnésio-silício, que apresentam resistência mecânica menor que as de alumínio-
cobre mas têm elevada resistência à corrosão, são facilmente moldáveis, usináveis e
soldáveis e aceitam diversos tipos de processos de acabamento, tais como o
polimento, o envernizamento e a esmaltação. São usadas na construção civil, na
fabricação de veículos e máquinas e fios para cabos de alta tensão.

As ligas alumínio-zinco-magnésio-cobre ou cromo, depois de passar por tratamento


térmico, são usadas em aplicações que exigem alta relação resistência/peso,
principalmente na construção de aviões. Outros elementos que podem ser adicionados
ao alumínio são: bismuto (Bi), chumbo (Pb), titânio (Ti), estanho (Sn), níquel (Ni). São
as variações nas quantidades e combinações dos elementos que originam ligas com
propriedades adequadas a cada uma das aplicações.

Conformação mecânica

A conformação mecânica produz mudanças na estrutura interna do alumínio e suas


ligas. Um dos processos que demonstram essa mudança é a laminação, usada para
transformar o lingote em chapas para uso posterior.

A laminação pode ser executada a quente ou a frio. Se a quente, o alumínio mantém


sua maleabilidade; se a frio, o processo produz um efeito chamado encruamento, que
torna o alumínio mais duro e menos maleável. As chapas e lingotes laminados, a
quente ou a frio, ganham o grau de dureza necessário que permite sua transformação
nos mais variados produtos.

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Na laminação a quente, o lingote de alumínio pré-aquecido passa no meio de dois ou


mais rolos da laminadora e provoca o deslizamento dos minúsculos grãos que formam
o material; os grãos deslizam uns sobre os outros, deformam-se e recompõem-se logo
em seguida, devido à temperatura, mantendo a maleabilidade do material.

No caso de laminação a frio, acontece o efeito de encruamento. Quando são


comprimidos pelos rolos da laminadora, os grãos se quebram e diminuem de tamanho,
aumentando a dureza do material e diminuindo sua maleabilidade.

Tratamento térmico

O tratamento térmico é outra maneira de melhorar as propriedades de um material.


Nesse processo, o metal é aquecido e em seguida, resfriado gradativamente; isso traz
ao metal ou liga certos efeitos como alívio de tensões, eliminação do encruamento,
estabilidade dimensional, endurecimento.

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Normalização das ligas de alumínio

Para organizar e facilitar a seleção das ligas de alumínio, a ABNT (Associação


Brasileira de Normas Técnicas) e outras associações classificaram essas ligas de
acordo com o processo de fabricação e com sua composição química. As ligas foram
divididas em ligas para conformação (ou dúcteis) e ligas para fundição.

As ligas para conformação devem ser obrigatoriamente bastante dúcteis para serem
trabalhadas a frio ou a quente pelos processos de conformação mecânica, que são a
laminação, a trefilação, o forjamento e a extrusão.

Após passarem por esses processos, as ligas são comercializadas sob a forma de
laminados planos (chapas e folhas), barras, arames, perfis e tubos extrudados e peças
forjadas.

As ligas para fundição devem ter resistência mecânica, fluidez e estabilidade


dimensional e térmica para suportar os diferentes processos de fundição em areia,
molde permanente por gravidade ou sob pressão.

Os dois tipos de ligas seguem um sistema de designação de acordo com a norma da


ABNT NBR 6834, conforme o principal elemento de liga presente em sua composição.

Para ilustrar, apresenta-se um quadro referente a alumínio e suas ligas para


conformação, com designação de série e respectiva indicação da composição.

Alumínio e suas ligas para conformação


Designação da série Indicação da composição
1XXX 99,0% mínimo de alumínio
2XXX Cobre
3XXX Manganês
4XXX Silício
5XXX Magnésio
6XXX Magnésio e silício
7XXX Zinco
8XXX Outros elementos
9XXX Série não utilizada

Pela norma, os materiais para conformação mecânica são indicados por um número
de quatro dígitos em que:
• O primeiro classifica a liga pela série de acordo com o principal elemento
adicionado;

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• O segundo dígito, para o alumínio puro, indica modificações nos limites de


impureza: 0 - nenhum controle, ou de 1 a 9 - controle especial de uma ou mais
impurezas; para as ligas, o número diferente de zero indica qualquer modificação
da liga original.
• O terceiro e o quarto dígitos, para o alumínio puro, indicam o teor de alumínio
acima de 99%; quando se referem às ligas, identificam as diferentes ligas do
grupo.

Considere-se, como exemplo, uma liga de alumínio número 1035. O primeiro dígito (1)
significa que se trata de uma liga da série 1XXX, que se refere ao alumínio
comercialmente puro. O segundo dígito (0) indica que é um alumínio sem controle
especial de impurezas. Finalmente, os dois últimos dígitos (35) significam que é um
material com 99,35% de alumínio.

Outro exemplo: alumínio 6463A. O quadro indica que o primeiro dígito (6) se refere à
série 6XXX, correspondente à liga de alumínio com magnésio e silício. O segundo
dígito (4) indica que se trata de uma modificação da liga número 63 dessa série. A
letra A, que também é normalizada, indica que essa liga é uma pequena alteração da
liga 6463 existente em outro país.

Observe-se agora o quadro relativo ao alumínio e suas ligas para fundição.

Alumínio e suas ligas para fundição


Designação da série Indicação da composição
1XX.X 99,00% mínimo de alumínio
2XX.X Cobre
3XX.X Silício e cobre e/ou magnésio
4XX.X Silício
5XX.X Magnésio
6XX.X Série não utilizada
7XX.X Zinco
8XX.X Estanho
9XX.X Outros elementos

Como se pode observar na coluna Designação de série, as ligas de alumínio para


fundição são indicadas por três dígitos, um ponto e um dígito. Isto significa que:
• O primeiro dígito classifica a liga segundo o elemento principal da liga;
• O segundo e o terceiro dígitos indicam centésimos da porcentagem mínima de
alumínio (para alumínio puro) ou diferentes ligas do grupo;
• O dígito após o ponto indica a forma do produto: 0 para peças fundidas e 1 para
lingotes.

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Para exemplificar, considere-se a liga 319.0: o dígito 3 indica que esta é uma liga de
2
alumínio com silício e cobre e/ou magnésio; o número 19 indica que é a 1 9 liga da
série; o dígito 0 após o ponto indica tratar-se de peça fundida.

Quando o último dígito indicativo da série para ligas de fundição é 2, sabe-se que se
trata de um lingote feito de material reciclado, fora de especificação em relação aos
níveis de impureza.

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Graças a sua grande ductilidade podem-se laminar folhas muito delgadas, de até
0,008mm de espessura.

O estanho é muito fluido no estado fundido e adere muito bem ao aço.

Liga-se perfeitamente com outros metais, tais como: cobre, chumbo e antimonio.

A solda de estanho é possível sobre latão, aço e aço fundido.

Símbolo Aplicação
Sn 99,9 Para revestir aço usado para embalar alimentos (folha de flandres).
L - S n 5 0 Pb Sb Solda para indústria elétrica (temperatura de fusão 183°C..215°C).
L - S n 6 0 Pb Ag Solda para a indústria eletrônica (temperatura de fusão 178°C..180°C).

Metais leves
Alumínio puro Usina
Transformador
A figura seguinte mostra o
Retificador
processo de obtenção do alumínio
por meio da energia elétrica. A 1
4...5 Voits.
matéria-prima é o minério bauxita, Gerador

que é submetido a diversos


4 toneladas de bauxita
processos para secagem,
separação das impurezas e 2 toneladas de óxido de aluminio A L O ,

transformação em óxido de T
1 tonelada de alumínio
alumínio puro.
Corrente 50.000A a 150.000A
Energia necessária 15.000KWh a 16.000KWh

Redução do Al 0 para Al
2 3

Células da eletrólise

Obtenção do alumínio
O óxido de alumínio é transformado em alumínio puro por eletrólise (decomposição por
corrente elétrica em alumínio e oxigênio). Pode ser transformado em produtos fundidos
ou laminados.

Propriedades

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É um metal muito macio e muito dúctil. Pode ser identificado pela sua cor branca
prateada. É bom condutor de calor e de corrente elétrica. Tem uma grande resistência a
corrosão e liga-se muito bem a outros metais.

Propriedades do alumínio puro


Densidade 2,7kg/dm 3

Ponto de fusão 658°C


Resistência a tração 90 - 230N/mm 2

Ductilidade 20%...35%

Em contato com o ar se recobre de uma camada muito delgada de óxido que protege o
metal (A^ + 0 -+A£ 0 ) .
2 2 3

Por causa de sua capacidade de alongamento é fácil de dobrar, trefilar e repuxar. Pode
ser usinado com grandes velocidades de corte e grandes ângulos de saídas na
ferramenta (y).

Velocidade de corte do alumínio em m/min


Ferramenta/ Aço rápido Metal duro
Operação y = 35° a 40° y = 30° a 35°
Tornear 120-180 250 - 700
Furar 50 - 200 90 - 300
Fresar 200 - 380 até 1 200

Aplicações do alumínio puro (em função da pureza)


Impurezas
Denominação Designação Formas Emprego
em %
Alumínio puro Al 99,8 0,2 Em semi- Produtos químicos para
99,8 produtos altas exigências.
Alumínio puro Al 99,6 0,5 como: chapas, Eletrotécnica, produtos
99,5 tiras, tubos, químicos, construções
perfis, peças navais.
Alumínio puro Al 99 1 prensadas, Usos gerais, exceto peças
99 arames e sujeitas à ação de agentes
barras. químicos, por exemplo:
baterias de cozinha.
Alumínio extra- Al 99,99 0,01 Usos químicos, joalheria.
puro
99,99

Duraluminio

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Duralumínio é a mais importante das ligas de alumínio e contém cobre (4%), magnésio
(0,5%) e manganês (0,7%). Ao ser tratado termicamente adquire um limite de resistência
à tração semelhante ao do aço doce.

Esse tipo de liga é empregado principalmente na construção de peças forjadas e


estampadas, barras, chapas e rebites.

Ligas de alumínio
Quando o alumínio é ligado a outros metais, obtêm-se ligas de alta resistência e dureza,
enquanto que suas maleabilidade e condutibilidade elétrica diminuem.

As ligas de alumínio com cobre, zinco, magnésio e silício podem ser submetidas a um
tratamento especial de têmpera. Esse processo aumenta a dureza e mais ainda a
resistência a tração (duas vezes).

As ligas podem ser classificadas em:


• Ligas de laminação
• Ligas de fundição

Mg Cu Alumínio Si Mn Zn

Ligas de alumínio

Ligas de laminação Ligas de fundição

chapas, barras, Fundição em areia.


barras maciças, Fundição em coquilha
tubos, arames, Fundição sob pressão
tiras, perfilados,
peças prensadas,
peças forjadas.

Ligas de alumínio de laminação


São transformadas por laminação, trefilação e trabalhos com prensa em chapas, tiras,
barras, tubos e perfis.

Ligas de alumínio fundido


São fundidas em areia, coquilha e sob pressão.

As peças moldadas sob pressão são obtidas injetando-se o metal líquido a alta pressão
em moldes de aço. Esse processo é aplicado para peças de alta precisão e boa
resistência a tração.

Ligas de alumínio - Norma PIN 1725


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Ligas laminadas Composição Usos


klCuMg ±4% Cu Peças leves para alto esforço mecânico.
0,2 - 0,8% Mg
A/MgSi 0,6-1,6% Mg Presta-se para soldar e polir e possui
0,6-1,6% Si alta resistência a corrosão.
Ligas fundidas
G-A£Si10Mg 9 - 11 % Mg Usada em carcaças e engrenagens.
0,2 - 0,4% Mg Possui alta resistência a tração (220
2
N/mm ) e é soldável.
G-A^Mg10 9 - 1 1 % Mg Para peças da indústria química e
aeronáutica.
Oxidação anódica
Permite melhorar a resistência a corrosão de certas ligas de alumínio. Na oxidação
anódica, as peças de alumínio recebem, depois de sua elaboração, uma camada
protetora de óxido reforçado por oxidação elétrica. Essa camada é muito dura e resiste
muito bem a intempéries. As chapas das ligas Al Cu Mg são recobertas por uma fina
camada de alumínio puro ou por uma liga isenta de cobre, por laminação a quente, para
que não escureça.

Ligas de magnésio
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O magnésio é um metal leve (5 = 1,74kg/dm ). O magnésio puro não pode ser
empregado como material para construção, somente suas ligas encontram aplicações
industriais.

As ligas são obtidas com resistência satisfatória com adições de alumínio, zinco e silício.
Podem ser soldadas e se fundem facilmente.

Ligas de magnésio
Liga Composição
G - M g AI9Zn1 8,3 a 10% A l
0,3 a 1,0% Zn
0,15 a 0,3% Mn
Propriedades
Densidade 1,8kg/dm 3

Resistência a tração 24 a 28 kp/mm 2

Alongamento 10 a 6%

Para melhorar a resistência a corrosão, as peças de ligas recebem um tratamento depois


de usinadas: um banho de ácido nítrico e dicromato de álcalis, que forma em sua
superfície uma cepa amarelada.

Aplicações

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As ligas de magnésio são utilizadas na confecção de carcaça de motores e mecanismos


portáteis que devem ser leves, tais como, serras e roçadeiras portáteis.

Precauções
Os cavacos finos que são produzidos durante a usinagem podem inflamar-se e provocar
incêndio. Para esfriar os cavacos de magnésio usa-se areia, cavacos de ferro-fundido,
jamais água.

Questionário - resumo

1 Como é feita a designação dos metais não-ferrosos puros?

2 Comente a obtenção dos metais não-ferrosos.

3 Como é feita a designação das ligas não-ferrosas?

4 Quais as propriedades mais importantes do cobre, do chumbo, do zinco e do


estanho?

5 Quais as aplicações do Al, Mg, Zn, Cu e Pb?

6 Ordene os metais abaixo em função de sua resistência a tração: Zn, Cu, Al e Pb.

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