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Competencias e Habilidades

Competencias e Habilidades

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Trabalho sobre Optica abordando o tema, Competencias e Habilidades com o intuito de melhorar a qualidade dos profissionais de optica de hoje, que deixam muito a desejar, enfim, no começo tem um pouco de embromation sobre a anatomia ocular, mas o restante é tudo muito util....espero que aproveitem...
Japa
Trabalho sobre Optica abordando o tema, Competencias e Habilidades com o intuito de melhorar a qualidade dos profissionais de optica de hoje, que deixam muito a desejar, enfim, no começo tem um pouco de embromation sobre a anatomia ocular, mas o restante é tudo muito util....espero que aproveitem...
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Published by: Henrique Yoshio Shimabukuro on May 16, 2011
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Meggyesy (1985) define surfaçagem como...

“usinagem de uma lâmina de vidro em suas duas faces.
Em uma das faces uma curva e na outra uma curva
diferente. A diferença de uma curva para outra cria o

grau da lente.”

Ou seja, a surfaçagem é a transformação de um bloco bruto em uma lente
oftálmica que se transforma em dioptrias diferentes conforme cada necessidade
apresentada nas receitas oftálmicas.
Antes de continuar convém esclarecer sobre a definição de dioptria, já que é a
dioptria o ponto base da fabricação das lentes, ou seja, a lente é surf assada até chegar a
dioptria necessária.

Então, dioptria segundo Pereira (1995),

refere-se ao poder de refração das lentes, assim
como o valor das suas curvaturas. [...] A dioptria também
é utilizada para medir as curvas côncavas (internas) ou
convexas (externas) das lentes. As curvas côncavas são
designadas pelo sinal – e as curvas convexas pelo sinal
+. [...] A unidade dióptrica foi baseada numa distância
focal de 1.000 mm, que é igual a 1 metro.
Antes de ser fabricada a lente precisa saber analisar a receita e comparar com a
ordem de serviço. Essa parte é fundamental. Deve-se também levar em consideração a
marcação do centro óptico e eixo se tiver.
A partir dessa análise pode-se iniciar o processo de surfaçagem e posteriormente a
montagem da lente. Se as lentes são acabadas, recorta-se a lente conforme o gabarito da
armação, levando em consideração a marcação (centro óptico) apresentada nas
medições e as dioptrias apresentadas nas receitas.
Agora se as lentes precisam ser fabricadas realiza-se o processo de fabricação que
se desencadeia nas seguintes partes: cálculo, blocagem, desbaste e polimento.
Na etapa destinada ao cálculo de fabricação de uma lente, o operador irá conferir o bloco
em relação ao que está sendo solicitado, verificar a dioptria a ser feita, a base do bloco,

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se está de acordo com a dioptria solicitada. Se o material do bloco está certo, se não
existe nenhum defeito na superfície do bloco parte-se para outra etapa do processo que é
o cálculo das curvas necessárias para que a lente tenha a força dióptrica desejada.
Após a etapa de cálculo, o bloco passa para o setor de blocagem: que é o
processo de fixar o bloco da lente em uma chapa para se trabalhar com ela nos demais
equipamentos. Em lentes de cristal, aplica-se óleo sobre a superfície da lente, depois com
o equipamento que armazena o alloy (que é uma liga metálica, para o cristal seu ponto de
fusão é 68 Cº) e se faz a colagem da lente na chapa. Após a colagem, recomenda-se
resfriar a lente para não ocorrer choque térmico nessas lentes.
No desbaste, em lentes de cristal, o esmeril varia conforme a necessidade de
desbaste: usa-se primeiramente o esmeril 60, 180, 500 e 1.000. Em seguida, parte-se
para o polimento, sendo que, nessa etapa é realizado o acabamento de superfície da
lente, abrindo o brilho. Polida a lente, será realizada a descolagem da chapa, se cristal
será colocada em uma geladeira para que o alloy desprenda a lente da chapa.
Convém acrescentar, para proporcionar lentes mais finas o ideal é que o centro
óptico da lente coincida com o centro geométrico do arco da armação, a fim de equilibrar
as espessuras. Em relação às espessuras Pereira (1995) nos diz que “as lentes de alto-
índice deveriam ser fabricadas com espessura central não superior a 1,3mm”.

Para assegurar uma lente com espessura reduzida, outro aspecto importante, seria
a redução de diâmetro. Sendo que para definir o diâmetro reduzido da lente é preciso
determinar o maior raio entre o centro óptico da lente e a borda da armação, multiplicá-lo
por dois e adicionar mais dois milímetros de margem de segurança. Realizado isso basta
realizar a marcação na lente e partir para a fabricação propriamente dita.
Realizado todo esse processo, segue-se para a última parte: que é a limpeza. A
lente será limpa com álcool ou acetona. Para finalizar, faz-se a conferência das dioptrias
por meio do equipamento chamado lensômetro.

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