P. 1
Guia de aplicação de inversores

Guia de aplicação de inversores

|Views: 599|Likes:
Publicado porMárcio Dessuy

More info:

Published by: Márcio Dessuy on May 16, 2011
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

02/10/2013

pdf

text

original

Transformando energia em soluções

Guia de Aplicação de Inversores de Freqüência

GUIA DE APLICAÇÃO DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA

WEG AUTOMAÇÃO www.weg.com.br

AUTORIA AUTORIA AUTORIA AUTORIA AUTORIA

AUTORIA: “Este ‘Guia de Inversores de Freqüência’ foi escrito pelos M. Engo . José M. Mascheroni (coordenação do trabalho e criação dos capítulos 2, 4, 6 e 8), M. Engo . Marcos Lichtblau e Eng a. Denise Gerardi (capítulo 7 e o Anexo 1), todos integrantes da ISA Engenharia Ltda. – Florianópolis / SC. Os capítulos 1, 3 e 5 foram escritos utilizando-se materiais fornecidos pela Weg e revisados pelo coordenador. Coube à Weg a criação dos capítulos 9, 10, Anexos 2, 3 e 4, como também a revisão técnica do mesmo.”

ÍNDICE
1 INTRODUÇÃO
1.1 Sistemas de velocidade variável ______________ 09 1.2 Sistemas de variação de velocidade tradicional _______________________________ 12 1.2.1 Variadores mecânicos _________________ 13 • Variador com polias cônicas e correia ___ 13 • Variador com polias cônicas e corrente __ 14 • Variador com discos de fricção _________ 14 1.2.2 Variadores hidráulicos _________________ 14 • Motor hidráulico ____________________ 14 • V ariador hidrocinético _______________ 15 1.2.3 Variadores eletromagnéticos - Embreagens eletromagnéticas _____________________ 15

2 COMO FUNCIONA UM MOTOR DE INDUÇÃO?
2.1 Princípios básicos de funcionamento __________ 19 2.2 Análise de funcionamento ___________________ 23 2.3 Curvas características do motor de indução _____ 25 2.3.1 Torque x velocidade ___________________ 25 2.3.2 Corr ente x velocidade _________________ 26 2.4 Potência e perdas __________________________ 26 2.5 Características de temperatura – classes de isolamento térmico _________________________ 27 2.6 Tempo de rotor bloqueado ___________________ 28

3 MÉTODOS DE COMANDO DE UM MOTOR DE INDUÇÃO
3.1 Categorias de partida _______________________ 33 3.2 Formas de partida _________________________ 34 • Partida direta ____________________________ 34 • Partida estrela-triângulo ___________________ 35 • Partida eletrônica (soft-starter) ______________ 36 3.3 Frenagem ________________________________ 38 3.3.1 Frenagem por contra-corrente __________ 38 3.3.2 Frenagem por injeção de CC ____________ 40 3.4 Vantagens e desvantagens dos métodos de partida __________________________________ 41

4 O INVERSOR DE FREQÜÊNCIA WEG
4.1 Métodos de controle dos inversores de freqüência ________________________________ 50 • Controle escalar __________________________ 50 • Controle vetorial _________________________ 54 4.2 Característica s dos motores d indução e aciona dos com inversores de freqüência________ 57

1 Introdução.1 5.1 Defini ções __________________________ 87 7.1.2 5.2 Relações básicas _____________________ 88 7.2 8.3 Casos especiais ____________________ 100 • Efeito da temperatura ambiente _____ 100 • Efeito da altitude _________________ 101 7. fundamentos e princípios ________________________________ 87 7.5 8.3 Estimando cargas ____________________ 95 7.4 5.2.3 8.1 Operação abaixo da rotação nominal ____ 96 • Motor autoventilado _________________ 96 • Motor com ventilação independente ____ 98 7.5 PARÂMETROS DO INVERSOR DE FREQÜÊNCIA 6 COMANDO E CONTROLE DE VELOCIDADE EM MOTORES DE INDUÇÃO ACIONADOS POR INVERSORES DE FREQÜÊNCIA 7 APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA 7.2.2 Medição de velocidade _____________________ 80 6.2.3 Algoritmo de estimação simultânea de período e freqüência __________________ 82 6.3.1 Sensores de posição e velocidade _____________ 78 6.6 8.8 Rede de alimentação elétrica ______________ Fusíveis ________________________________ Condicionamento da rede de alimentação ____ Interferência eletromagnética (EMI) _________ Cabos _________________________________ Aterramento ____________________________ Dispositivo s de saída _____________________ Instalação em painéis – princípios básicos ___ 112 112 112 113 116 118 119 120 .4 Sincronização de velocidade _________________ 83 5.3.7 8.2 Operação acima da rotação nominal _____ 99 7.3 5.2 Algoritmo de estimação do período ______ 81 6.1 Tipos de cargas ______________________ 92 7.2 O que a carga requer? ______________________ 92 7.4 8.2.2.2.2 O pico de carga ______________________ 94 7.3 Seleção de acionamentos (motor/inversor) ______ 96 7.1.1 8.4 Aplicaç ões tpicas ________________________ 102 í • Bombas centrífugas e ventiladores _________ 102 • Extru soras ____________________________ 105 • B obinado res/desbobinadores _____________ 106 6.5 Parâmetros Parâmetros Parâmetros Parâmetros Parâmetros de leitura _______________________ 62 de regulação ____________________ 63 de configuração _________________ 66 do motor _______________________ 72 das funções especiais _____________ 72 8 INSTALAÇÃO DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA 8.1 Algoritmo de estimação de freqüência ____ 81 6.3.3 Ruído s ___________________________________ 82 6. definiçõ es.

6 Considerações importantes ________________ 10.9 LINHA DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA WEG 9.2 Proteções _________________________ 10.3 Inversor de freqüência CFW-09 _____________ • Interface homem x máquina ______________ • Superdrive ____________________________ • Co dificação ___________________________ • Acessórios e periféricos __________________ 125 127 130 130 130 131 134 135 138 142 10 SOFT-STARTER 10.2 Defini ções __________________________ 2.2 Cálculo do momento de inércia total _____ 201 203 204 205 205 206 206 207 ANEXO 2 CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA 1 2 Introdução _____________________________ Distorção harmônica _____________________ 2.1 Introdução _____________________________ 9.3 Obtenção das harmônicas de corrente ___ Normas relacionadas _____________________ Alternativas para correção do fator de potência e redução de correntes harmônicas __ 211 212 212 213 215 216 218 3 4 .4 Principai s aplicações para soft-starter _______ 10.1 Origens ____________________________ 2.8 Soft-starter SSW-05 ______________________ 147 147 148 149 149 149 149 150 151 152 153 154 155 158 164 170 183 186 195 ANEXO 1 CÁLCULO DO MOMENTO DE INÉRCIA DE MASSA 1 2 3 4 5 6 Momento de inércia de formas simples _______ Teorema dos eixos paralelos _______________ Momento de inércia de formas compostas ____ Momento de inércia de corpos que se movem linearmente _____________________________ Transmissão mecânica ____________________ Exemplos de cálculos de momento de inércia de massa _______________________________ 6.5 Critério s para dimensionamento ____________ 10.1 Principai s fu nções __________________ • Rampa de tensão na aceleração _____ • Rampa de tensão na desaceleração ___ • Kick start ________________________ • Limitação de corrente ______________ • Pump control _____________________ • Economia de energia ______________ 10.2 Princípio de funcionamento ________________ • Circuito de potência _____________________ • Circuito de controle _____________________ 10.2 Inversor de freqüência CFW-08 _____________ • Recursos / Funções especiais ______________ • Superdrive ____________________________ • Interface homem-máquina _______________ 9.1 Introdução _____________________________ 10.3.3.3.7 Introdução .3 Principais características __________________ 10.Soft-starter SSW-03 Plus / SSW-04 10.1 Cálculo do momento de inércia de massa _ 6.3 Acionamentos típicos _______________ 10.

2 Inversores de freqüência com entrada trifásica _______________ 4.8 Filtros de corrente do neutro ___________ 4.7.9 Transformadores defasadores ___________ Concl usão _____________________________ 218 218 220 221 222 224 225 225 225 226 227 228 ANEXO 3 CHECK-LIST PARA DETALHAMENTO DA APLICAÇÃO .7.SOFT-STARTER Soft.1 4.3 4.starter Folha de dados para dimensionamento __________ 235 Referências Biblio gráficas _____________________ 237 .CFW-09 Folha de dados para dimensionamento __________ 231 ANEXO 4 CHECK-LIST PARA DETALHAMENTO DA APLICAÇÃO .CFW-09 Inversores de freqüência .7 5 Capacitores _________________________ Reatância de rede e bobina CC _________ Filtros sintonizados __________________ Filtros “broad-band” _________________ Filtros ativos ________________________ Retificadores de 12 e 18 pulsos _________ Retificadores com IGBTs _______________ 4.1 Inversores de freqüência com entrada monofásica ____________ 4.4.2 4.4 4.5 4.6 4.

Embreagens eletromagnéticas . 1 Variadores mecânicos l Variador de polias cônicas e correia l Variador com polias e corrente l Variador com discos de fricção 1. 3 Variadores eletromagnéticos .2 Sistemas de velocidade variável Sistemas de variação de velocidade tradicionais 1. 2 Variadores hidráulicos l Motor hidráulico l Variador hidrocinético 1.2.2.1 1.2.1 INTRODUÇÃO 1.

..... Os sistemas mais utilizados para variação de velocidade foram por muito tempo implementados com motores de indução de velocidade fixa. quando alimentados com tensão e freqüência constantes. mantendo sob controle tal processo de conversão..... adapta a velocidade e inércia entre motor e máquina (carga) Os motores mais amplamente utilizados nos acionamentos elétricos são os motores de indução monofásicos e trifásicos.... Estes são normalmente utilizados para acionar máquinas ou equipamentos que requerem algum tipo de movimento controlado.... 1...... sempre que não estejam operando a plena carga (potência da carga igual a potência nominal do motor) estarão desperdiçando energia. como por exemplo a velocidade de rotação de uma bomba. converte energia elétrica em energia mecânica l Dispositivo eletrônico ... pela eficiência e pelos requisitos de manutenção dos componentes empregados..1 INTRODUÇÃO Um acionamento elétrico é um sistema capaz de converter energia elétrica em energia mecânica (movimento). como 9 ... pelo custo. as aplicações industriais de velocidade variável foram ditadas pelos requisitos dos processos e limitadas pela tecnologia.....1 SISTEMAS DE VELOCIDADE VARIÁVEL Durante muitos anos. É importante ressaltar também o fato de que um motor de indução transforma em energia mecânica aproximadamente 85% de toda a energia elétrica que recebe e que os 15% restantes são desperdiçados. Um acionamento elétrico moderno é formado normalmente pela combinação dos seguintes elementos: l Motor .. sendo assim o acionamento elétrico de máquinas um assunto de extraordinária importância no que se refere a economia de energia..... Estes motores.... comanda e/ou controla a potência elétrica entregue ao motor l Transmissão mecânica .

a WEG não tem a pretensão de esgotar o assunto. 10 . as seguintes vantagens: l Economia de energia l Melhoramento do desempenho de máquinas e equipamentos.1 INTRODUÇÃO primeiro dispositivo de conversão de energia elétrica para energia mecânica. Temos como objetivo maior fornecermos maiores conhecimentos em comando e proteção de motores elétricos de indução utilizando-se inversores de freqüência. Estes novos dispositivos elet rônicos para variação de velocidade de motores de indução são conhecidos como Inversores de Freqüência . Trataremos neste guia de descrever o funcionamento e aplicações dos inversores de freqüência. pois ele se renova a cada dia que passa. devido a adaptação da velocidade a os requisitos do processo l Elimina o pico de corrente na partida do motor l Reduz a freqüência de manutenção dos equipamentos l Etc. com o desenvolvimento de semicondutores de potência com excelentes características de desempenho e confiabilidade. hidráulicos ou elétricos. Em muitos casos a eficiência das instalações equipadas com estes novos dispositivos chegou a ser duplicada quando comparada com os sistemas antigos. O dispositivo de conversão de energia elétrica para mecânica continuou sendo o motor de indução mas agora sem a utilização de dispositivos secundários mecânicos. Estes sistemas de variação continua de velocidade eletrônicos proporcionam. Mas foi mesmo na década do 80 que. entre outras. hidráulicos ou elétricos. Para a obtenção de velocidade variável o sistema necessitava de um segundo dispositivo de conversão de energia que utilizava componentes mecânicos. Com a disponibilidade no mercado dos semicondutores a partir dos anos 60 este quadro mudou completamente. Com este Guia. foi possível a implementação de sistemas de variação de velocidade eletrônicos. A aplicação de motores de indução tem se regido historicamente pelas características descritas na placa de identificação do motor.

1 Figura 1.1 Placa de Identificação (mercado latino) INTRODUÇÃO Placa de Identificação (mercado brasileiro) Exemplo: Placa de Identificação (mercado americano) 11 .

Os técnicos ou engenheiros e nvolvidos com aplicações de velocidade variável não precisam de conhecimentos sobre o projeto de motores e projeto de sistemas eletrônicos de comando/controle. mas sim sobre o funcionamento e utilização dos mesmos. é alimentado com freqüência e tensão variável. como veremos neste guia. As dúvidas mais freqüentes podem resumir-se nas seguintes perguntas: • Como funciona meu motor? • Como o motor se comporta ante uma determinada carga? • Como eu posso melhorar/otimizar o funcionamento do meu motor e carga? • Como eu posso identificar problemas no meu sistema? Este guia tem por intenção.2 SISTEMAS DE VARIAÇÃO DE VELOCIDADE TRADICI ONAIS Muitos processos industriais requerem dispositivos de acionamento de cargas com velocidade variável. tentando assim responder as perguntas formuladas anteriormente. ao contrário do que acontece quando ligado diretamente à rede de distribuição de energia elétrica. Isto possibilita. É muito importante. mesmo para pessoas sem experiência no assunto. conhecer e entender o funcionamento destes sistemas (motor + inversor) para prevenir erros de aplicação que poderiam acabar com os benefícios que estes dispositivos proporcionam. fornecer. obter velocidade variável no eixo do próprio motor. 1. informações sobre o funcionamento dos modernos sistemas de velocidade variável disponíveis e como eles se comportam ante diferentes cargas. Exemplos: · Bombas ð variação de vazão de líquidos · Ventiladores ð variação de vazão de ar · Sistemas de transporte ð variação da velocidade de transporte • Sistemas de dosagem ð variação da velocidade de alimentação • Tornos ð variação da velocidade de corte 12 . assim.1 INTRODUÇÃO Na aplicação dos inversores de freq üência o motor de indução.

pois são os de maior simplicidade de construção e baixo custo. O fluxo de força é transmitido por fricção entre os discos das polias e a correia. Figura 1. que podem se aproximar ou se afastar. O prato de uma das polias é acionado pelo dispositivo de variação.2 . que podem ser: • Variadores mecânicos • Variadores hidráulicos • Variadores eletromagnéticos 1.Variador com polias cônicas e correia 13 .2. É assim que para se obter velocidade variável eram necessários adicionalmente outros dispositivos. sobre um eixo ranhurado. A faixa de variação de velocidade máxima é de 1:8 neste tipo de variador. l Variador com polias cônicas e correia Cada uma das polias cônicas é constituída de dois pratos cônicos.1 Variadores Mecânicos Os primeiros sistemas utilizados para se obter uma velocidade diferente das velocidades que eram possíveis utilizando motores de indução foram os sistemas mecânicos.1 INTRODUÇÃO • Bobinadeiras ð compensação da variação de diâmetro da bobina. que tem uma seção transversal trapezoidal. e o prato da outra é pressionado por uma mola. Como sabemos estes motores quando alimentados diretamente da rede de distribuição de energia elétrica possuem uma característica de velocidade constante. montados um de frente para o outro. Os sistemas de variação de velocidade tradicionais empregavam motores de indução como dispositivo primário de conversão de energia.

2.1 INTRODUÇÃO l Variador com polias cônicas e corrente Idem ao anterior. construídos com m ateriais de grande resistência à pressão superficial e ao desgaste. A faixa de variação de velocidade máxima neste tipo de variador é de 1:5. A pressão de contato necessária para transmitir a potência entre o eixo de entrada e o eixo de saída se auto-regula em função do torque transmitido. somente com uma corrente ao invés de correia. e de alto coeficiente de atrito.2 Variadores Hidráulicos l Motor Hidráulico Este método permit e variação contínua de velocidade. variando a relação de transmissão. Um dispositivo de variação desloca um dos discos. l Variador com discos de fricção Nos variadores com discos de fricção o fluxo de força é transmitido por fricção entre um par de discos. O motor hidráulico de deslocamento positivo é projetado e desenvolvido para converter a potência hidráulica de um fluído em potência mecânica.3 . Esta conversão é feita através de um dispositivo de engrenagens planetárias ou através de acionamento de pistões com controle efetuado por válvulas e que permite se obter as seguintes características: n n n n n Baixa rotação (5 a 500 rpm aproximadamente) Elevado torque Permite rotação nos dois sentidos Motores de baixa potência Baixo custo Para o acionamento dos motores hidráulicos é necessário que se tenha um sistema hidráulico a 14 . Figura 1.Variadores com discos de fricção 1.

e em vez das hélices. O sistema consiste basicamente em um variador de velocidade de princípio hidrocinético. cuja rotação pode variar linearmente de zero até uma rotação muito próxima à do eixo de entrada.1 INTRODUÇÃO disposição (tubulações. Se não houvesse perdas. poderemos diminuir ou aumentar a rotação do segundo ventilador conforme o desejado. O princípio de operação pode ser demonstrado pelo seguinte: Colocando-se dois ventiladores frente a frente e fazendo-se a hélice de um deles girar. variando-se assim o torque (e também a velocidade) na saída do variador. O controle da variação de velocidade do motor é feita através da vazão do fluido injetado no motor (quant o maior a vazão. através de técnicas baseadas no princípio físico das correntes de Foucault. Algumas limitações devem ser observadas para a aplicação deste equipamento: 15 . em uma análise global do conjunto. montada sobre dois eixos independentes. a hélice do segundo vent ilador irá começar a girar também ao receber a corrente de ar. de rotação fixa. que faz com que.3 Variadores Eletromagnéticos Embreagens Eletromagnéticas Com os variadores eletromagnéticos mudou-se o conceito de variação exclusivamente mecânica para variação eletromecânica. No variador hidráulico. o sistema tenha um rendimento baixo e um nível de manutenção elevado pela existência de várias partes mecânicas.2. l V ariador Hidrocinético Este método permite variação contínua de velocidade. maior a velocidade) que é feito através de válvulas de estrangulament o no circuito hidráulico. utilizando um sistema de discos acoplados a bobinas que podem ter o seu campo magnético variável. 1. composto de um eixo de entrada. ocasionando perdas elevadas. a rotação do segundo ventilador seria praticamente a mesma que a do v entilador acionador. e de um eixo de saída. em função do fluxo de ar existente. Agora se colocarmos entre os dois ventiladores uma folha de papelão. no lugar de ar usa-se óleo como fluido. são usados discos aletados que são alojados em uma caixa fechada. motores elétricos auxiliares). bombas.

1 INTRODUÇÃO n A rotação máxima de saída é sempre a nominal do motor. n As manutenções preventivas e corretivas são freqüentes.) baixo baixa baixo Hidráulico grande elevado baixa elevado baixa baixo partida suave Eletromecânico média 16 . independente da rotação desejada no eixo de saída. Isto proporciona um consumo inadequado (desperdício de energia). pois existem muitas partes girantes as quais necessitam de ajustes constantes e substituições periódicas. n rendimento deste tipo de acionamento é muito baixo. Tabela Comparativa dos Sistemas de Variação de Velocidade Tradicionais Polias Variadoras Faixa de variação de velocidade Limite de potência Eficiência Custo Pontos fortes Pontos fracos Escorregamento Manutenção difícil Vazamentos Manutenção difícil pequena (1 a 4 máx. quando se opera em rotações abaixo da rotação nominal. pois apresenta perdas por aquecimento e ruído. n Aqui também o motor sempre estará girando na rotação nominal. nunca além desta.

2 2.2 COMO FUNCIONA UM MOTOR DE INDUÇÃO 2.1 2.classes de isolamento térmico Tempo de rotor bloqueado . 2 Corrente x velocidade 2.5 2.3.3.3 Princípios básicos de funcionamento Análise de funcionamento Curvas características do motor de indução 2.4 2.6 Potência e perdas Características de temperatura . 1 Torque x velocidade 2.

proporcional ao número de linhas de indução cortadas por segundo (figura 2.1 PRINCÍPIOS BÁSICOS DE FUNCIONAMENTO 1. aparecerá uma tensão induzida entre os terminais do condutor. circulará por ele uma corrente elétrica. No centro da figura se encontra o condutor e as linhas circulares em volta são uma representação gráfica do campo magnético gerado pela corrente. 2. Para começar enunciaremos os princípios físicos básicos da conversão de energia elétrica em energia mecânica.1 pelas linhas circulares chamadas de linhas de indução magnética.2 19 . Figura 2.1 2. representado na figura 2. Figura 2.2). Uma corrente circulando por um condutor produz um campo magnético.2 COMO FUNCIONA UM MOTOR DE INDUÇÃO? Para compreender o funcionamento de um Inversor de Freqüência é de fundamental importância entender primeiro como funciona um motor de indução. Se um condutor é movimentado dentro de um campo magnético. Se o dito condutor forma um circuito fechado.

alimentado por um sistema de tensões trifásico (figura 2. Figura. proporcional à corrente que circula por ambos condutores e à distância (d) entre eles. Este princípio é similar ao visto na figura 2.4 20 .5) produzirá um campo magnético girante (figura 2. com a diferença que neste o campo magnético é estático. Um bobinado polifásico. igual ao mostrado na figura 2.3). A interação entre estes dois campos magnéticos produzirá uma força (F) de atração ou repulsão entre os condutores (figura 2. Dois condutores adjacentes (a e b) pelos quais está circulando uma corrente elétrica (i a e i b) produzem cada um deles um campo magnético (Item 1).1. Figura 2.6).2 COMO FUNCIONA UM MOTOR DE INDUÇÃO? 3.4.3 4. 2.

os pontos identificados com os números •.6. Na figura pode-se ver que a resultante destes vetores está girando (campo girante) com uma velocidade proporcional a freqüência e ao número de pólos do motor.5 Na figura 2.‡ correspondem aos momentos em que a tensão de uma das três fases é igual a zero.6 21 .2 COMO FUNCIONA UM MOTOR DE INDUÇÃO? Figura 2. Figura 2.. Desta maneira é mais fácil fazer a composição dos vetores de indução magnética para cada instante..

chamada de velocidade síncrona. Velocidade do campo girante [rpm]= (freqüência [1/ s] x 120 ) / n° de pólos 6.8 TERMINAIS CAIXA DE LIGAÇÃO 22 . Torque: força aplicada num eixo. Torque [Kgm]= força [Kg] x distância [m] Figura 2. ENTROLAMENTO TRIFÁSICO 3 2 8 VENTILADOR 5 BARRAS DE ANÉIS DE CURTO-CIRCUITO ROLAMENTOS 12 11 6 7 EIXO PROTEÇÃO DO VENTILADOR 4 TAMPAS 9 1 CARCAÇA 10 Figura 2.rotor e estator).7).2 COMO FUNCIONA UM MOTOR DE INDUÇÃO? 5.7 NÚCLEO DE CHAPAS NÚCLEO DE CHAPAS Os motores de indução mais utilizados na indústria são os chamados motores de gaiola trifásicos (figura 2. A velocidade do campo girante descrito anteriormente. que provocará a rotação do mesmo (figura 2. é proporcional à freqüência do sistema de tensões trifásico e ao número de pólos do bobinado.8 .

Para facilitar o entendimento do funcionamento do motor de indução dividiremos o estudo em três casos hipotéticos: CASO 1 Primeiramente consideraremos um motor de dois pólos com o “rotor bloqueado”. Núcleo de Chapas (2). Proteção do ventilador (6). Caixa de ligação (9). 2. Nestes motores o rotor é fabricado com espiras em curto-circuito formando uma verdadeira gaiola. se aplicarmos tensão trifásica com freqüência de 60Hz nos terminais do bobinado do estator. disponibilizando assim energia mecânica (torque) no seu eixo. e como descrito no item 3. O estator é formado por três bobinas (bobinado trifásico). Como toda a energia produzida no rotor tem de 23 . Nesta condição. Núcleo de chapas (3). aparecerá uma força entre o rotor e o estator que fará com que o rotor gire. Rolamentos (11). Terminais (10). As linhas de indução deste campo magnético “cortarão” as espiras do rotor com velocidade máxima induzindo assim a máxima tensão nas espiras do rotor. Como existem dois campos magnéticos. Barras e anéis de curto-circuito (12) Outras partes: Tampas (4). um no estator e outro no rotor.2 ANÁLISE DE FUNCIONAMENTO Para análise de funcionamento pode se considerar o motor de indução como um transformador. Enrolamento trifásico (8) Rotor: Eixo (7). com pares de pólos em cada fase. e como estas estão em curtocircuito. Ventilador (5). circulará também a máxima corrente por elas. O próprio nome “motor de indução” se deve ao fato de que toda a energia requerida pelo rotor para a geração de torque é “induzida” pelo primário do transformador (estator) no secundário (rotor). este produzirá um campo magnético girante com velocidade de 3600 rpm (item 5).2 COMO FUNCIONA UM MOTOR DE INDUÇÃO? Estator: Carcaça (1). já que é o único que pode se movimentar pois está montado sobre rolamentos. onde o enrolamento primário deste transformador é formado pelo estator e o enrolamento secun dário pelo rotor. isto significa que através de algum dispositivo mecânico impediremos que o eixo do motor (rotor) gire.

que pela sua vez produzirá torque no eixo do motor. CASO 3 Vamos supor agora que. baixamos a velocidade do rotor do motor para 3550 rpm. nas mesmas condições do Caso 2. produzindo uma tensão e uma corrente induzida no rotor. Escorregamento = velocidade síncrona – velocidade do rotor S = (N s – N) –––––––––––––––––– Ns 24 . pois não foram projetados para suportar esta corrente por um período de tempo grande. o do estator e o do rotor. A diferença entre a velocidade síncrona (3600 rpm) e a velocidade do rotor é conhecida como “escorregamento”. CASO 2 Agora vamos para o outro extremo. Para a produção de energia mecânica (torque) no motor é necessária a existência de dois campos magnéticos. nem corrente. Sendo assim não haverá tensão induzida. sendo assim. nem geração de campo magnético. produzirão uma força. Neste caso as linhas de indução do campo magnético girante produzido pelo estator “não cortarão” as espiras do rotor pois os dois estão girando com mesma velocidade. não haverá torque no eixo do motor. é assim que as linhas de indução do campo magnético girante do est ator “cortarão” as espiras do rotor com uma velocidade de 50 rpm (3600 rpm – 3550 rpm = 50 rpm). O campo magnético girante tem uma velocidade de 3600 rpm. Vamos supor que o rotor do motor possa girar exatamente à velocidade de 3600 rpm. Se esta condição for mantida por mais que alguns segundos os fios do bobinado do estator irão esquentar de forma indevida.2 COMO FUNCIONA UM MOTOR DE INDUÇÃO? ser “induzida” pelo estator. podendo até danificar (queimar) o bobinado. circulará no bobinado do estator uma corrente elevada (6 a 8 vezes maior que a corrente nominal do motor). A interação entre os dois campos magnéticos.

5 a 1. a velocidade do rotor tenderá a diminuir.7 do torque nominal a aproximadamente 30% da velocidade nominal. Na partida acontece algo similar ao descrito no caso 1. Sendo assim circulará no bobinado do estator uma corrente elevada (6 a 8 vezes maior que a corrente nominal do motor) que diminuirá a medida que a velocidade do motor aumenta. Como mostra a curva (linha cheia) da figura 2. Quando a velocidade do rotor se aproxima da velocidade síncrona (caso 2) o torque produzido diminuirá. Se o escorregamento aumenta a velocidade com que as linhas de indução do campo magnético do rotor “cortam” o estator aumentará.5 vezes o torque nominal.2 COMO FUNCIONA UM MOTOR DE INDUÇÃO? Descritas estas três condições. mas na prática a diferença do rotor bloqueado do caso 1 nosso motor pode girar livremente. podemos agora imaginar o que acontece na prática com nosso motor de indução.3 CURVAS CARACTERÍSTICAS DO MOTOR DE INDUÇÃO 2.1 Torque x Velocidade É a curva que mostra a relação entre o torque desenvolvido pelo motor e a su a rotação. aumentando assim o torque disponível no eixo do motor.3. 2. diminuindo a medida que a velocidade aumenta até atingir um valor de 1. a corrente do motor será maior que a nominal e o motor será danificado. e o escorregamento aumentará. quando o motor é ligado diretamente à rede. o torque (torque de partida) será de aproximadamente 2 a 2. Se a corrente é maior. o campo magnético gerado por esta também será maior. 25 . aumentando também a tensão e corrente induzida no rotor. Se a carga no eixo do motor aumenta. Existirá então um ponto de equilíbrio entre a carga do motor e a velocidade do rotor (caso 3).9. fazendo diminuir também a velocidade do rotor. e se esta condição é mantida por muito tempo. A medida que a velocidade aumenta o torque aumenta novamente até atingir o seu valor máximo (80% da velocidade nominal) chegando a seu valor nominal na velocidade nominal. Se o torque requerido pela carga é maior que o nominal do motor. Na partida. chegando novamente numa condição de equilíbrio.

Curva Torque x Velocidade e Corrente x Velocidade para motores de indução de rotor em gaiola alimentados com tensão e freqüência constantes 2.9) que mostra a relação entre a corrente consumida pelo motor em função da sua velocidade. Essas perdas podem ser classificadas em: 26 .4 POTÊNCIA E PERDAS Na placa de identificação do motor existe um parâmetro chamado de rendimento e identificado pela letra grega η.3.2 Corrente x Velocidade É a curva (linha tracejada da figura 2. Figura 2. A potência transmitida à carga pelo eixo do motor é menor que a potência elétrica absorvida da rede. a corrente que circula por ele será 5 a 6 vezes maior que a corrente nominal. Este parâmetro é uma medida da quantidade de potência elétrica transformada pelo motor em potência mecânica. quando o motor é ligado diretamente à rede.9 .2 COMO FUNCIONA UM MOTOR DE INDUÇÃO? 2. diminuindo a medida que a velocidade aumenta até atingir um valor estacionário determinado pela carga acoplada ao mo tor. devido às perdas no mot or. Se a carga for a nominal a corrente será também a corrente nominal. A figura mostra que na partida.

As classes de isolamento utilizadas em máquinas elétricas e os respectivos limites de temperatura conforme norma NBR-7094. ou seja. não suportando mais a tensão aplicada e produzindo curto-circuito entre as espiras do bobinado. n perdas por atrito e ventilação. É o caso dos motores alimentados por inversores de freqüência.Classes de isolamento CLASSE A E B F H TEMPERATURA (°C) 105 120 130 155 180 As classes B e F são as freqüentemente utilizadas. pela maior temperatura que o material pode suportar continuamente sem que seja afetada sua vida útil.1 . Atualmente. os materiais isolantes e os sistemas de isolamento (cada um formado pela combinação de vários materiais) são agrupados em CLASSES DE ISOLAMENTO. Vida útil da isolação refere-se ao envelhecimento gradual do isolante. a sua vida útil depende quase exclusivamente da vida útil da isolação do bobinado e da vida mecânica dos rolamentos. com a ut ilização generalizada destes equipamentos. 2.5 CARACTERÍSTICAS DE TEMPERATURA CLASSES DE ISOLAMENTO TÉRMICO Sendo o motor de indução uma máquina robusta e de construção simples. n perdas magnéticas no núcleo (perdas no ferro).2 COMO FUNCIONA UM MOTOR DE INDUÇÃO? n perdas no enrolamento estatórico (perdas no cobre). o problema do rompimento da isolação provocado pelos altos picos de tensão decorrentes da rapidez de crescimento dos 27 . que tem sido ut ilizado com sucesso em todos os casos de alimentação com fontes senoidais tradicionais (50/ 60Hz) pode não atender os requisitos necessários se os mesmos forem alimentados por outro tipo de fonte. cada qual definida pelo respectivo limite de temperatura. são mostradas na tabela a seguir: Tabela 2. Para fins de normalização. n perdas no rotor. O sistema de isolamento convencional dos motores.

12. obrigou a implementar melhorias no isolamento dos fios e no sistema de impregnação. atinja a sua temperatura limite. Este tempo é um parâmetro que depende do projeto da máquina.Temperatura limite de rotor bloqueado CLASSE DE ISOLAMENTO B F H TEMP ERATURA MÁXIMA (°C) NEMA MG1. A tabela abaixo mostra os valores limites da temperatura de rotor bloqueado.6 TEMPO DE ROTOR BLOQUEADO Tempo de rotor bloqueado é o tempo necessário para que o enrolamento da máquina. Estes motores com isolamento especial são chamados de ”Inverter Duty Motors”. partindo da temperatura em condições nominais de serviço e considerando a temperatura ambiente no seu valor máximo.53 175 200 225 IEC 79.2 COMO FUNCIONA UM MOTOR DE INDUÇÃO? pulsos gerados pelo inversor.2 . Encontra-se normalmente no catálogo ou na folha de dados do fabricante. 2. de acordo com as normas NEMA e IEC. bem como a alta freqüência com que estes são produzidos. Tabela 2.7 185 210 235 ∆Tmáx (°C) 80 100 125 28 . quando percorrido pela sua corrente de partida. afim de garantir a vida dos motores.

e I pc depende do mét odo de partida do motor. Se por exemplo esta partida for do tipo estrela-triângulo o valor da corrente será de aproximadamente 1/3 da corrente de partida.2 COMO FUNCIONA UM MOTOR DE INDUÇÃO? Para partidas com tensão reduzida o tempo de rotor bloqueado pode ser redefinido como segue: t rb = t b x ( U n / U r ) 2 Onde: t rb = Tempo de rotor bloqueado com tensão reduzida tb = Tempo de rotor bloqueado à tensão nominal U n = Tensão nominal U r = Tensão reduzida Outra forma de se redefinir o tempo de rotor bloqueado é através da utilização da corrente aplicada ao motor. ( –––––– )² Ipc Onde: t rb = Tempo de rotor bloqueado com corrente reduzida tb = Tempo de rotor bloqueado à corrente nominal Ipn = Corrente de partida direta do motor Ipc = Corrente de partida do motor com corrente reduzida Geralmente. como segue: Ipn t rb = t b . 29 . I pn é obtido de catálogos e possui o valor em torno de 6 a 8 vezes a corrente nominal do motor.

2 Categorias de Partida Formas de Partida l l l Partida direta Partida estrela-triângulo Partida eletrônica (soft-starter) 3.3.3. 2 Frenagem por injeção de CC 3.3 MÉTODOS DE COMANDO DE UM MOTOR DE INDUÇÃO 3. Frenagem 3.3. 1 Frenagem por contra-corrente 3.1 3.4 Vantagens e desvantagens dos métodos de partida l l l Partida direta Partida estrela-triângulo Partida eletrônica (soft-starter) .

segurança.3 MÉTODOS DE COMANDO DE UM MOTOR DE INDUÇÃO Os métodos de comando de um motor de indução. britadores. etc.Cara cterísticas das categorias de partida direta Categorias de partida N H D Torque de partida Normal Alto Alto Corrente de partida Normal Normal Normal Escorregamento Baixo Baixo Alto As curvas torque x velocidade das diferentes categorias estão mostradas na figu ra 3. como bombas. Estes equipamentos permitem acelerar (partir) e desacelerar (frenar) o motor de acordo com requisitos impostos pela carga. b) CATEGORIA H Usados para cargas que exigem maior torque na partida. são classificados em categorias. como peneiras. c) CATEGORIA D Usados em prensas excêntricas e máquinas semelhantes. e são as seguintes: a) CATEGORIA N Constituem a maioria dos motores encontrados no mercado e prestam-se ao acionamento de cargas normais. máquinas operatrizes.1 CATEGORIAS DE PARTIDA Conforme as suas características de torque em relação à velocidade e corrente de partida. cargas de alta inércia. 3.1 . Tabela 3. e ventiladores. etc. Estas categorias são definidas em norma (NBR 7094). cada uma adequada a um tipo de carga. elétricos e eletrônicos. os motores de indução trifásicos com rotor de gaiola. Usados também em elevadores e cargas que necessitam de torques de partida muito altos e corrente de partida limitada. são implementados com equipamentos eletromecânicos.1. 33 . concessionárias de energia elétrica. transportadores carregadores. onde a carga apresenta picos periódicos.

aqui o motor é ligado à rede diretamente através de um contator (ver figura 3. Figura 3.1 . a corrente de partida de um motor de indução quando ligado diretamente à tensão da rede é 5 a 6 vezes maior que a corrente nominal. a partida direta não é utilizada.3 MÉTODOS DE COMANDO DE UM MOTOR DE INDUÇÃO Figura 3. Porém.2). Como já foi visto anteriormente. deve-se observar que para este tipo de partida existem restrições de utilização.Partida Direta 34 . Por este motivo.Curvas características de torque em função da categoria do motor (partida direta) 3. e fundamentalmente para motores de grande porte.2 FORMAS DE PARTIDA l PARTIDA DIRETA A maneira mais simples de partir um motor de indução é a chamada partida direta.2 .

isto possibilita uma redução de até 1/3 da corrente de partida do motor. Na partida o motor é ligado na conexão de maior tensão.∆) Este tipo de partida só pode ser utilizado em motores que possuam ligação em dupla tensão (por exemplo 3 x 380 V e 3 x 220 V).73 vezes maior. A menor tensão deverá ser igual à tensão de rede e a out ra 1.4. Figura 3.Partida estrela-triângulo 35 .3 . o torque resistente da carga não deverá ser superior ao torque do m otor quando o motor estiver em estrela. A partida estrela-triângulo poderá ser usada quando a curva de torque do motor for suficientemente elevada para poder garantir a aceleração da máquina com a corrente reduzida. ou seja. Esta partida é implementada com dois contatores como mostra a figura 3.3 MÉTODOS DE COMANDO DE UM MOTOR DE INDUÇÃO l PARTIDA ESTRELA . como mostra a figura 3.TRIÂNGULO (Y.3.

motor com partida estrela-triângulo l PARTIDA ELETRÔNICA (SOFT-STARTER) A chave de partida a estado sólido consiste de um conjunto de pares de tiristores (SCR) ou combinações de tiristores/diodos. consegue-se manter a corrente de partida (ver figura 3. No final do período de partida. 36 . Este comportamento é. O ângulo de disparo de cada par de tiristores é controlado eletronicamente para aplicar uma tensão variável no motor durante a aceleração.3 MÉTODOS DE COMANDO DE UM MOTOR DE INDUÇÃO Figura 3.4 . a tensão atinge seu valor pleno após uma aceleração suave ou uma rampa ascendente. para cada fase do motor.Curva característica de torque e corrente. Com isso. m uitas vezes.5) próxima da nominal e com suave variação. chamado de partida suave (soft-starter). como ocorre com o método de partida por ligação estrela-triângulo. ajustável conforme a aplicação. ao invés de ser submetido a transição brusca. como desejado.

a chave eletrônica apresenta.).Curva característica de torque e corrente. fusíveis.3 MÉTODOS DE COMANDO DE UM MOTOR DE INDUÇÃO Figura 3. etc. motor com partida suave (soft-starter) Além da vantagem do controle da corrente durante a partida. Este é um dos pontos fortes das chaves eletrônicas. a soft-starter apresenta a possibilidade de efetuar a desaceleração suave para cargas de baixa inércia. também. assim como dos componentes acessórios (contatores. 37 .5 . pois sua vida útil é mais longa. Ainda. cabos. como nas chaves eletro-mecânicas. como um recurso adicional. a vantagem de não possuir partes móveis ou que gerem arco elétrico.

pois o torque desenvolvido pelo motor é elevado.6) e começa a desacelerar (frenar).3 MÉTODOS DE COMANDO DE UM MOTOR DE INDUÇÃO 3. A seguir apresentaremos dois métodos de frenagem elétrica. Para este tipo de frenagem.3 FRENAGEM Os motores de indução possibilitam várias formas de frenagem.7). Quando a velocidade cai a zero o motor deve ser desenergizado. a rotação do rotor fica agora contrária a um torque que atua em direção oposta (ver figura 3. para reverter a direção de rotação do campo girante do motor com o mesmo girando ainda na direção inicial.1 Frenagem por contra-corrente Obtém-se a frenagem por contra-corrente através da inversão de duas fases da tensão de alimentação do enrolamento estatórico (ver figura 3.3. Curva de torque x rotação na frenagem por contra-corrente 38 . Dessa forma. caso contrário. onde há a absorção de potência elétrica da rede com corrente maior que a nominal. isto é. Figura 3. onde se tem s < 0 e o motor opera com características de gerador. passará a funcionar em sentido oposto. acarretando em um sobreaquecimento do motor. 3.6. as correntes induzidas nos enrolamentos rotóricos são de freqüências altas (duas vezes a freqüência estatórica) e de elevada intensidade.

3 MÉTODOS DE COMANDO DE UM MOTOR DE INDUÇÃO Figura 3.Frenagem por contracorrente 39 .7 .

pois a tensão CC é proveniente do próprio circuito intermediário do inversor. A corrente contínua enviada ao enrolamento estatórico estabelece um fluxo magnético estacionário cuja curva de distribuição tem uma fundamental de forma senoidal.Curva de torque x rotação durante a frenagem CC Como veremos posteriormente. a tensão contínua a ser aplicada no estator do motor é obtida através do disparo dos transistores do inversor.9). Assim.8) cuja magnitude depende da intensidade do campo. quando utilizado um inversor de freqüência.3. o qual também estabelece um campo magnético estacionário com respeito ao estator.2 Frenagem por injeção de corrente contínua (CC) É obtida através da desconexão do estator da rede de alimentação e da posterior conexão a uma fonte de corrente contínua (ver figura 3. o motor desenvolve um torque de frenagem (ver figura 3. Devido à interação do campo magnético resultante e da corrente rotórica. 40 . a frenagem CC tem sua aplicação limitada devido ao fato de que toda a energia de frenagem é dissipada no próprio mo tor.8 . Na prática. não necessitando de nenhum dispositivo adicional. A rotação do rotor em seu campo produz um fluxo de corrente alternada no mesmo. utiliza-se a frenagem CC com tensões contínuas limitadas a aproximadamente 20% da tensão nominal CA do mo tor. para não comprometer a vida útil do motor. podendo causar sobreaquecimento excessivo no mesmo. da resistência do circuito rotórico e da velocidade do rotor. Figura 3.3 MÉTODOS DE COMANDO DE UM MOTOR DE INDUÇÃO 3.

provocando queda de tensão na rede de alimentação.9 .3 MÉTODOS DE COMANDO DE UM MOTOR DE INDUÇÃO Figura 3. Em função disto pode provocar interferência em equipamentos ligados na mesma instalação • É necessário sobredimencionar cabos e contatores • Limitação do número de manobras/hora 41 .Frenagem por injeção de CC 3.4 VANTAGENS E DESVANTAGENS DOS MÉTODOS DE PARTIDA l PARTIDA DIRETA Vantagens • Menor custo de todas • Muito simples de implementar • Alto torque de partida Desvantagens • Alta corrente de partida.

o pico de corrente na comutação de estrela para triângulo é equivalente ao da partida direta • Em casos de grande distância entre motor e chave de partida. o custo é levado devido a necessidade de seis cabos. l SOFT-STARTER Vantagens • Corrente de partida próxima à corrente nominal • Não existe limitação do número de manobras/hora • Longa vida útil pois não possui partes eletromecânicas móveis • Torque de partida próximo do torque nominal • Pode ser empregada também para desacelerar o motor Desvantagens • Maior custo na medida em que a potência do motor é reduzida 42 .3 MÉTODOS DE COMANDO DE UM MOTOR DE INDUÇÃO l ESTRELA-TRIÂNGULO Vantagens • Custo reduzido • A corrente de partida é reduzida a 1/3 quando comparada com a partida direta • Não existe limitação do número de manobras/hora Desvantagens • Redução do torque de partida a aproximadamente 1/3 do nominal • São necessários motores com seis bornes • Caso o motor não atingir pelo menos 90% da velocidade nominal.

2 Características dos motores de indução acionados com inversores de freqüência .4 O INVERSOR DE FREQÜÊNCIA 4.1 Métodos de controle do s inversores de freqüência l l Controle escalar Controle vetorial 4.

0278) teremos: 120 x 60 ( 1 . 45 . em todos estes casos a freqüência de alimentação foi a da rede. 60Hz. podendo ser calculada pela seguinte equação: 120 x ƒ x ( 1 . isto é. É assim que a velocidade do motor será a velocidade nominal.s ) n = ––––––––––––––– –––– = 1750 rpm 4 A partir da simples observação da equação anterior podemos deduzir que se pudéssemos dispor de um dispositivo que permita variar a freqüência da tensão de alimentação poderíamos variar diretamente no motor a sua velocidade de rotação.4 O INVERSOR DE FREQÜÊNCIA No capítulo anterior vimos diferentes alternativas de comandar um moto r de indução a partir da rede de alimentação.s ) n = ––––––––––––––––––––––––– p onde: n = velocidade em rotações por minuto (rpm) ƒ = freqüência da rede em Hertz (Hz) s = escorregamento p = número de pólos Figura 4.1 Se considerarmos como exemplo um motor de 4 pólos. com escorregamento nominal (s = 0.

s) n = ––––––––––––––––– –––––– = 2625 rpm 4 Figura 4. 120 x 30 (1 .s) n = –––––––––––––––––– – = 875 rpm 4 Figura 4. um abaixo da freqüência nominal e outro acima.4 O INVERSOR DE FREQÜÊNCIA Vamos ver agora o que acontece se alimentarmos o motor a partir de um dispositivo que permita variar a freqüência da tensão de alimentação.3 46 .2 120 x 90 (1 . A seguir mostraremos dois casos.

3 acima mostram para um mesmo período de tempo exemplos de ondas senoidais trifásicas com diferentes valores de freqüência. e a partir da tensão e freqüência constante da rede.4 O diagrama de blocos da figura 4.4 mostra as partes componentes deste dispositivo.4 gera uma tensão contínua que é posteriormente filtrada e introduzida no bloco seguinte.4 O INVERSOR DE FREQÜÊNCIA Vamos ver agora como podemos através de um dispositivo eletrônico. O inversor é composto de seis chaves implementadas numa configuração como mostrada na figura 4. obter um sistema trifásico com freqüência variável. Figura 4.5 47 . O retificador da figura 4. Figura 4.5.1 a 4. As figuras 4. chamado de Inversor.

podemos variar a freqüência da onda de saída. Assim no motor a tensão entre as fases U e V é positiva. 3 e 4 abertas. Pode se deduzir também a partir da figura 4. entre as fases V e W é zero e entre as fases U e W é positiva. Estas chaves são implementadas nos inversores de freqüência com dispositivos semicondutores chamados de transistores de potência. 48 .Transistor Bipolar com Porta Isolada (Insulated Gate Bipolar Transistor) A figura 4.4 O INVERSOR DE FREQÜÊNCIA Dependendo da combinação de chaves abertas ou fechadas pode se obter na saída do inversor formas de onda diferentes. A linha cheia representa a onda gerada pela combinação de seis estados das chaves 1. Existem várias tecnologias de fabricação para este tipo de transistores. OBSERVAÇÃO Os números correspondem as chaves fechadas. como representado na forma de onda. Esta estratégia permite a geração de ondas senoidais de freqüên cia variável com resolução de até 0. A onda senoidal representada com linha tracejada serve como referência para o leitor identificar a aproximação mencionada. Nos cinco estados seguintes mud a a combinação de chaves abertas e fechadas permanecendo o mesmo tipo de análise do primeiro estado. Os transistores mais freqüentemente utilizados são os chamados: IGBT . Durante o primeiro estado as chaves 1.6 que variando o tempo que cada combinação de chaves permanece num determinado estado..6. Os inversores de freqüência modernos utilizam para a combinação de abertura e fechamento das chaves uma estratégia chamada de “PWM” (Pulse Width Modulation) ou “Modulação por Largura de Pulsos”.6 a seguir mostra um exemplo simples de como pode ser gerada uma primeira aproximação de uma onda senoidal.01Hz. 5 e 6 estão fechadas e as chaves 2.

4 O INVERSOR DE FREQÜÊNCIA Figura 4.6 49 .

O estator do motor de indução possui um bobinado trifásico como mostrado na figura 2.4. que mantém o torque do motor constante.4 O INVERSOR DE FREQÜÊNCIA A figura 4.1 MÉTODOS DE CONTROLE DOS INVERSORES DE FREQUÊNCIA l CONTROLE ESCALAR O funcionamento dos inversores de freqüência com controle escalar está baseado numa estratégia de comando chamada “V/F constante”. para qualquer velocidade de funcionamento do motor. Já a indutância depende fundamentalmente da geometria (forma) do bobinado e da interação com o rotor. Fazendo uma análise muito simplificada podemos dizer 50 . Figura 4. Um deles é a sua resistência ôhmica R [Ohm] e o outro e a sua indutância L [Henry]. Este bobinado tem dois parâmetros que defin em suas características.7 mostra o padrão de chaveamento da tensão e a corrente resultante numa fase do motor. quando utilizada a técnica PWM para comando dos transistores de potência.7 4. A resistência depende do tipo de material (cobre) e do comprimento do fio com qual é realizado o bobinado. igu al ao nominal.

como mostra a equação e a figura 4. Assim teremos que o valor da corrente será proporcional à tensão de alimentação V. 51 .4 O INVERSOR DE FREQÜÊNCIA que a corrente que circulará pelo estator do motor será proporcional ao valor da resistência “R” e ao valor da reatância Indutiva “XL” que é dependente da indutância L e da freqüência f. desprezá-lo. se para variar a velocidade do motor de indução temos que variar a freqüência da tensão de alimentação. mas a tensão e a freqüência são dois parâmetros que podem ser “controlados” pelo inversor de freqüência. a estratégia de controle “V/F constante” varia a tensão proporcionalmente com a variação da freqüência de alimentação (e da reatância indutiva) do motor para obter no estator uma corrente constante da ordem da corrente nominal do motor. Assim. Assim: XL = 2. e para um método de controle simples como o escalar. desta maneira podemos.f.π. O valor de indutância L é uma constante do motor.8. nesta aproximação.L e I = V /( R 2 + X L2 )1/2 Para valores de freqüên cia acima de 30Hz o valor da resistência é muito pequeno quando comparado com o valor da reatância indutiva. à indutância L e à freqüência f.

Figura 4.9 a seguir mostra o gráfico do torque em função da freqüência onde fica em evidência este comportamento. acim a de 60Hz a tensão não pode continuar subindo. Figura 4.8 Como se pode observar na figura 4. Est a região (acima dos 60Hz no exemplo) é conhecida como região de enfraquecimento de campo. e conseqüentemente o torque do motor. É assim que a partir deste ponto a corrente.4 O INVERSOR DE FREQÜÊNCIA I ≅ V/f = Cte. pois já foi atingida a tensão máxima (tensão da rede). diminuirão. A figura 4.8.9 52 .

a corrente e conseqüentemente o torque do motor diminuem bastante. o inversor de freqüência escalar é a mais utilizado em sistemas que não requerem alto desempenho. a tensão do estator em baixas freqüências deve ser aumentada. A faixa de variação de velocidade é pequena e da ordem de 1:10 (Ex: 6 a 60Hz). começa a ter influência no cálculo da corrente. Este apresenta também um custo relativo menor quando comparado com 53 .10 Podemos deduzir assim que o cont role escalar em inversores de freqüên cia é utilizado em aplicações normais que não requerem elevada dinâmica (grandes acelerações e frenagens). são utilizados na maioria das vezes motores de indução convencionais sem nenhum sistema de realimentação de velocidade (tacogerador de pulsos acoplado ao motor) em malha fechada. e de 3 % a 5 % com variação de carga de 0 a 100 % do torque nominal. através de um método chamado de compensação I x R .10 a seguir. Um inversor com controle escalar pode controlar a velocidade de rotação do motor com uma precisão de até 0. Figura 4. nem elevada precisão e nem controle de torque. mantendo-se a proporcionalidade entre a freqüência e a tensão.5 % da rotação nominal para sistemas sem variação de carga.4 O INVERSOR DE FREQÜÊNCIA Para freqüências abaixo de 30Hz o termo correspondente a resistência R do estator. Com estas características. Pelo princípio de funcionamento e aplicação. Para que isto seja evitado. que foi desprezado anteriormente. É assim que. conforme figu ra 4. de para baixas freqüências.

No motor de indução a corrente do estator é responsável por gerar o fluxo de magnetização e o fluxo de torque. a busca por avanços tecnológicos significativos tem diminuído esta hegemonia e.4 O INVERSOR DE FREQÜÊNCIA outros tipos de inversores mais sofisticados. estão aparecendo opções de novas alternativas. Basicamente. Contudo. sendo composto dos mesmos blocos funcionais. • Alta performance dinâmica. • Operação suave em baixa velocidade e sem oscilações de torque. gradativamente. pois a proporcionalidade da corrente de armadura. l CONTROLE VETORIAL Em aplicações onde se faz necessária uma alta performance dinâmica. Veremos na continuação uma descrição dos inversores com controle vetorial. mesmo com variação de carga. No inversor v/f a referência de velocidade é usada como sinal para gerar os parâmetros tensão/freqüênc ia variável e disparar os transistores de potência. Vantagens do Inversor com Controle Vetorial • Elevada precisão de regulação de velocidade. do fluxo e do torque num motor de corrente contínua proporcionam um meio direto para o seu controle. Já o inversor vetorial calcula a corrente necessária para produzir o torque requerido pela máquina. como por exemplo o inversor com controle vetorial. respostas rápidas e alta precisão de regulação de velocidade. A palavra “vetorial” está sendo nos ú ltimos tempos muito utilizada para dar nome aos novos inversores. • Controle de torque linear para aplicações de posição ou de tração. não permitindo obter um controle direto do torque. Para tais aplicações os acionamentos de corrente contínua sempre representaram uma solução ideal. o motor elétrico deverá fornecer essencialmente um controle preciso de torque para uma faixa extensa de condições de operação. calculando a corrente do estator e a corrente de magnetização. 54 . como o uso de acionamentos em corrente alternada do tipo controle vetorial. o circuito de potência do inversor de freqüência vetorial não é diferente de um inversor de freqüência v/f.

É por isto que este tipo de controle requer microprocessadores muito potentes que realizam milhares de operações matemáticas por segundo. um exemplo típico é a representação vetorial de uma força ou uma corrente elétrica. Os inversores vetoriais recebem este nome devido a que: 1. Para resolver esta equação é necessário conhecer ou calcular os seguinte parâmetros do motor: ð Resistência do estator ð Resistência do rotor ð Indutância do estator ð Indutância do rotor ð Indutância de magnetização 55 . Um vetor é uma representação matemática de um grandeza física que possui magnitude e direção. tantas vezes quanto necessário para poder controlar o motor.4 O INVERSOR DE FREQÜÊNCIA algumas vezes de maneira não muito apropriada. A qualidade com a qual estas componentes são identificadas e controladas define o nível de desempenho do inversor. Tempo real significa que este cálculo tem que ser feito muitas vezes por segundo. Para calcular estas correntes é necessário resolver em “tempo real” uma equação que representa matematicamente o comportamento do motor de indução (modelo matemático do motor). O torque produzido no motor é proporcional ao “produto vetorial” das duas componentes 4. A corrente que circula no bobinado estatórico de um motor de indução pode ser separada em duas componentes: Id. Vamos tentar esclarecer um pouco estes conceitos. A corrente total é a soma vetorial destas duas componentes 3. ou corrente de magnetização (produtora de FLUXO) e Iq ou o corrente produtora de TORQUE 2.

como por exemplo: ð Regulação de velocidade: 0. mas é superior ao inversor v/f . O controle vetorial representa. característica muito útil quando utilizados motores rebobinados ou já existentes. pois calcula as duas componentes da corrente do motor. A seguir alguns valores típicos para estes inversores: ð Regulação de velocidade: 0. sem dúvida. o que torna o motor especial. O inversor com realimentação por encoder é capaz de controlar a velocidade e o torque no mot or.01% ð Regulação de torque: 5% ð Faixa de variação de velocidade: 1:1000 ð Torque de partida: 400% máx. um avanço tecnológico significativo. Este tipo de inversores conseguem excelent es características de regulação e resposta dinâmica. em alguns sistemas que utilizam controle vetorial é necessário o uso de um encoder (tacogerador de pulsos) acoplado ao motor para que se tenha uma melhor dinâmica. aliando as performances dinâmicas de um acionamento CC e as vantagens de um motor CA.1% ð Regulação de torque: Não tem ð Faixa de variação de velocidade: 1:100 ð Torque de partida: 250% ð Torque máximo (não contínuo): 250% 56 . Sendo assim podemos dizer que existem dois tipos de implementação de inversores vetoriais: o inversor “sensorless” (sem sensores) e o inversor com realimentação por encoder (controle orientado pelo campo). Porém. outros mais sofisticados utilizam rotinas de autoajuste para calcular estes parâmetros. ð Torque máximo (não contínuo): 400% O inversor “sensorless” tem um grau de desempenho menor que o anterior.4 O INVERSOR DE FREQÜÊNCIA ð Curva de saturação Muitos inversores vem com estes valores préprogramados para diferentes motores.

devida ao escorregamento. Podemos ver assim que. existe uma diferença de 50 rpm entre a velocidade síncrona calculada e a velocidade de rotação do moto r. a curva característica “corrente x velocidade” e “torque x velocidade” do motor de indução mostra que a partir do valor de torque equivalente a 150% do nominal (área de trabalho intermitente) as duas curvas apresentam o mesmo comportamento. Figura 4. assim sua velocidade síncrona será de 1800 rpm e a velocidade do eixo. Isto significa que torque e velocidade tem um comportamento linear com a corrente.4 O INVERSOR DE FREQÜÊNCIA 4. com o motor com carga nominal.12 mostra um conjunto de curvas para diferentes velocidades (freqüências) de operação.11 Os inversores de freqüência trabalham exclusivamente nesta região. será 1750 rpm. 57 .11. Vejamos agora o comportamento da curva “torque x velocidade” quando o motor é alimentado através do inversor de freqüência. com carga nominal. O motor do exemplo é um motor de quatro pólos. A figura 4.2 CARACTERÍSTICAS DOS MOTORES DE INDUÇÃO ACIONADOS COM INVERSORES DE FREQÜÊNCIA Como já vimos na seção anterior. A 60Hz temos exatamente o caso da figura 4. que coincide com a resposta de um motor acionado diretamente da rede.

pois sempre tem uma diferença constante equivalente ao escorregamento. Outra característica importante do acionamento de motores com inversores de freqüência é que a corrente de partida é praticamente da ordem da corrente nominal. suficiente para acionar qualquer carga acoplada ao motor. mas a velocidade do motor não. e que alimentando o motor a partir de 3 ou 4Hz podemos obter no rotor um to rque de 150 % do nominal.4 O INVERSOR DE FREQÜÊNCIA Figura 4. novamente para torque nominal o escorregamento será o nominal equivalente a 50 rpm. 58 . É interessante observar que diminuindo a freqüência pela metade a velocidade síncrona também cai a metade.12 Observando novamente a figura 4. e a velocidade do motor será de 850 rpm.9 vemos que para uma freqüência de alimentação de 30Hz a velocidade síncrona será de 900 rpm.

1 5.3 Parâmetros de configuração l l l l l Frenagem Rampa de aceleração e frenagem reostática Rejeição de freqüências críticas Partida com motor girando (flying start) Compensação do escorregamento 5.5.2 Parâmetros de leitura Parâmetros de regulação l l Rampas de aceleração/desaceleração Curva U/F ajustável 5.4 Parâmetros do motor 5. Parâmetros das funções especiais l l Ciclo automático Controle de processos com inversores de freqüência .5 PARÂMETROS DO INVERSOR DE FREQÜÊNCIA 5.

5 PARÂMETROS DO INVERSOR DE FREQÜÊNCIA Um parâmetro do inversor de freqüência é um valor de leitura ou escrita.1. valor de freqüência) . Figura 5. Estes parâmetros são acessíveis através de uma interface composta por um mostrador digital (“display”) e um teclado. ver figura 5. Exemplos simples de parâmetros: l Parâmetro de Leitura P003: Corrente consumida pelo motor l Parâmetro Programável P121: Velocidade de giro do motor. através do qual o usuário pode ler ou programar valores que mostrem. chamado de Interface Homem-Máquina (IHM). Quase todos os inversores disponíveis no mercado possuem parâmetros programáveis similares. quando comandado pelo teclado (referência de velocidade.1. Interface Homem-Máquina (IHM) 61 . sintonizem ou adeqüem o comportamento do inversor e motor em uma determinada aplicação.

P002 . Subtensão e E00. Independe da fonte de origem da referência. de configuração. em Volts.. Por exemplo.Corrente do motor Indica a corrente de saída do inversor em ampères. como seu nome indica. em Hz . na linha de inversores WEG são identificados do P001 até o P099.Tensão do circuito intermediário Indica a tensão atual no circuito intermediário de corrente contínua. em rpm.1 PARÂMETROS DE LEITURA Os parâmetros de leitura. EXEMPLOS: P001 .Referência de Velocidade Valor da referência de velocidade antes da rampa. Estes parâmetros não permitem a edição do valor programado. P006 . Indicação em rpm.. somente a sua leitura. permitem visualizar os valores programados nos parâmetros de regulação.5 PARÂMETROS DO INVERSOR DE FREQÜÊNCIA Para facilitar a descrição. E11 62 .Freqüência aplicada ao motor Valor da freqüência de saída do inversor. do motor e das funções especiais.Velocidade do Motor Indica o valor da velocidade real. P003 . Run.Estado do inversor Indica o estado atual do inversor. . P005 . os parâmetros serão agrupados pelas suas características: l Parâmetros de leitura l Parâmetros de regulação l Parâmetros de configuração l Parâmetros do motor l Parâmetros das funções especiais 5. P004 . As sinalizações disponíveis são: Ready.

não 63 .Referência mínima e P134 .Tempo de aceleração e P101 .Torque no Motor Indica a parcela da Corrente Total que é proporcional ao torque.Tempo de desaceleração Definem os tempos para acelerar linearmente de 0 até a velocidade máxima ou desacelerar linearmente da velocidade máxima até 0. 5. RAMPAS DE ACELERAÇÃO/ DESACELERAÇÃO As rampas permitem ao usuário do inversor modificar a velocidade de rotação do motor de forma controlada. e indicada para cargas com pouca inércia. Especificando o valor de tempo e velocidade final podemos assim controlar a aceleração e desaceleração do motor.2 PARÂMETROS DE REGULAÇÃO São os valores ajustáveis a serem utilizados pelas funções do inversor. o sistema acoplado ao motor recebe um impulso chamado de “jerk”.Referência máxima Define os valores máximo/mínimo de velocidade na saída quando o inversor é habilitado. P133 .5 PARÂMETROS DO INVERSOR DE FREQÜÊNCIA P009 . Os inversores possuem normalmente dois tipos de rampas: Rampa linear A rampa linear é a mais simples. Rampa em “S” A rampa “S” é um recurso no qual se permite obter a aceleração/desaceleração de car gas onde se necessita de uma partida/parada de forma suave. Na transição da velocidade zero para a rampa e da rampa para a velocidade final. Este impulso produz vibrações no equipamento acoplado ao motor. EXEMPLOS: P100 . em %. A velocidade máxima é definida pelo parâmetro P134.

4 Multispeed _______ 900 rpm P128 . conforme descrito na figura a seguir: Figura 5. chaves fim-decurso. contatores.Aceleração e desaceleração por rampa “S” Multi-Speed Esta função permite a variação da freqüência de saída do inversor através de combinações das entradas digitais. Seu uso é recomendado quando utiliza-se duas ou mais velocidades fixas (pré-ajustadas). onde se define os tempos d e aceleração e desaceleração e também o percentual de distorção “S” da curva.2 .Ref.Ref. CLP’s. pois traz as seguintes vantagens: l imunidade a ruído elétrico l simplificação de comandos e ajustes EXEMPL O: P124 . 5 Multispeed _______ 1200 rpm P129 . 2 Multispeed _______ 300 rpm P126 . as quais podem ser comandadas através de: chaves seletoras. etc.Ref. 3 Multispeed _______ 600 rpm P127 .Ref.5 PARÂMETROS DO INVERSOR DE FREQÜÊNCIA ocorrendo choques mecânicos no sistem a. 6 Multispeed _______ 1500 rpm 64 . 1 Multispeed _______ 90 rpm P125 .Ref. A rampa “S” pode ser ajustada em fun ção da aplicação através do software do inversor (parâmetros de programação).Ref.

Ref. 8 Multispeed _______ 1650 rpm Figura 5. que relacionam a tensão e a freqüência de saída do inversor e conseqüentemente o fluxo de magnetização do motor. a fim de adequar a uma necessidade específica. 7 Multispeed _______ 1800 rpm P131 . 65 .5 PARÂMETROS DO INVERSOR DE FREQÜÊNCIA P130 .Ref.3 CURVA U/F AJUSTÁVEL Esta função permite a alteração das curvas características padrões definidas.

O ajuste da relação entre a tensão e a freqüência é feito através do software do inversor (parâmetros de programação).4 . as funções a serem executadas. Figura 5. injetando esta 66 . provocando um fluxo reverso da energia do rotor para o estator.Curva U/f ajustável Esta característica é necessária. f) de pontos distintos que são: Ponto mínimo. o que pode acarretar picos de corrente ou operação com corrente acima da nominal do motor. onde se define a inclinação de uma reta (conforme ilustrado na figura a seguir) através de três pares (U. FRENAGEM Quando o motor de indução está sendo empregado em processos que exigem paradas rápidas. ponto médio e ponto máximo. que podem ocasionar a sua destruição ou bloqueio do inversor.5 PARÂMETROS DO INVERSOR DE FREQÜÊNCIA Esta característica pode ser utilizada em aplicações especiais nas quais os motores utilizados necessitam de tensão nominal ou freqüência nominal diferentes dos padrões.3 PARÂMETROS DE CONFIGURAÇÃO Definem as características do inversor. 5. o tempo de desaceleração é muito pequeno e deve ser empregado o recurso de frenagem elétrica ou mecânica. bem como as funções das entradas e saídas. pois nestes casos o fluxo de magnetização do motor é diferente dos motores padrões. Durante a frenagem a freqüência do rotor é maior que a freqüência do estator. O motor passa a funcionar então como um gerador.

o que provoca uma sobretensão neste. e pode causar um aquecimento excessivo do motor quando os ciclos de parada são muito repetitivos. tanto para ligar como desligar o freio. e o período durante o qual ela é aplicada.5 PARÂMETROS DO INVERSOR DE FREQÜÊNCIA energia no barramento DC do inversor. conforme o tempo de desaceleração especificado pelo usuário. um sistema capaz de segurar o eixo do rotor. Este modo é geralmente usado com cargas de baixa inércia. freqüência de início da frenagem (P301). A frenagem mecânica consiste em comandar. Injeção de corrente contínua Permite a parada do motor através da aplicação de corrente contínua no mesmo. Assim o usuário deve ter certeza que o rotor está liberado do freio antes de dar um comando para movê-lo. Rampa de desaceleração A freqüência diminui até zero. que define o torque de frenagem. 2. Normalmente estes sistemas tem um tempo de atraso elevado. A frenagem elétrica pode ser feita através de um dos procedimentos abaixo. caso contrário o motor irá partir com uma condição de sobrecarga provocando uma sobrecorrente elevada. Parâmetros associados: Duração da frenagem (P300). tensão aplicada durante a frenagem (P302) 67 . ou uma combinação deles: 1. conseguindo uma frenagem rápida e preservando o inversor. Frenagem reostática É usada para dissipar a energia que retorna do motor através de um banco de resistores. durante a rápida frenagem do motor. A magnitude da corrente contínua. a partir do qual se aplica corrente contínua no motor. Geralmente se utiliza a frenagem reostática para baixar a velocidade até um determinado valor. através de um relé. podendo ser empregado quando os requisitos de parada não são muito rígidos. 3. evitando a sobretensão no barramento DC do driver. são parâmetros que podem ser especificados pelo usuário.

mas mantendo-se o motor girando. Neste estado o motor o pera como gerador com a energia cinética (do motor e da carga) convertida em energia elétrica 68 . Esta é obtida pelo disparo dos transisto res do inversor. não necessitando nenhum dispositivo adicional. Em outras palavras. quando o escorregamento torna-se negativo. Figura 5. diferentement e da frenagem reostática que pode ser utilizada para reduzir a velocidade. isto é. é necessário um intervalo para a desmagnetização do mo tor (Tempo Morto). necessitando-se para isso de um inversor de freqüência. O torque de frenagem pode ser ajustado de acordo com a aplicação. sendo que dessa forma o motor se comporta como um gerador assíncrono e fornece um torque de frenagem. para não haver um pico de corrente no inversor. Este tipo de frenagem é útil quando se deseja a parada do motor (freio) apenas. através do tempo de injeção de corrente contínua e do nível de tensão CC aplicada no motor. o torque gerado pelo motor torna-se negativo e este é frenado. Durante a frenagem CC.5 PARÂMETROS DO INVERSOR DE FREQÜÊNCIA INJEÇÃO DE CORRENTE CONTÍNUA Este tipo de frenagem do motor é conseguida aplicando-se no seu estator uma tensão contínua.5 .Frenagem CC com bloqueio por rampa de desaceleração RAMPA DE DESACELERAÇÃO E FRENAGEM REOSTÁTICA É possível uma frenagem controlada através de uma rampa de desaceleração quando a freqüência aplicada ao motor é reduzida de uma forma controlada. quando a velocidade síncrona (ou freqüência estatórica aplicada pelo inversor) torna-se menor do que a velocidade do motor (velocidade rotórica). que poderá atuar a proteção e bloquear o mesmo.

da inércia das massas em movimento e do torque resistente. problemas de ressonância mecânica em 69 .Curva de torque x rotação da máquina assíncrona com motor e gerador REJEIÇÃO DE FREQÜÊNCIAS CRÍTICAS Este recurso se utiliza quando o sistema a ser acionado possui faixas de operação com rotações críticas e que não podem ser utilizadas. como energia que é consumida através de um módulo de frenagem reostática. l Corrente de limitação do inversor associado. A corrente máxima admissível na resistência de frenagem está relacionada aos seguintes fatores: l Valor ôhmico da resistência de frenagem.6 .5 PARÂMETROS DO INVERSOR DE FREQÜÊNCIA que é transmitida ao circuito intermediário (CC). e o restante deverá ser dissipada de alguma forma. assegurando a dissipação da energia de frenagem nestas resistências externas. A potência da frenagem é função do tempo de desaceleração. Figura 5. Os inversores de freqüência apresentam a opção de utilização de módulos de frenagem reostática. que são bancos de resistores controlados eletronicamente e conectados ao circuito intermediário (CC) que permite se obter até um torque de frenagem próximo ao torque nominal do motor. Como exemplo. através da ponte de transistores. Uma parte da energia de frenagem é dissipada em perdas no moto r. l Corrente máxima do transistor de potência.

que causam a vibração excessiva do mesmo. PARTIDA COM MOTOR GIRANDO (“FLYING START”) Este recurso se utiliza para quando é necessário o religamento do motor com o inversor de freqüência mesmo que o moto r (ou máquina) ainda esteja em movimento. Caso o valor ajustado seja uma freqüência crítica. o inversor atua de forma a impor a freqüência de 70 . Figura 5. o inversor atua através das rampas ajustadas. passando pelas freqüências críticas. Com o recurso de partida com motor girando. A rejeição de freqüências críticas é feita através do ajuste da freqüência central e de uma banda em torno desta freqüência a qual o inversor não permitirá acionar o mot or.7.5 PARÂMETROS DO INVERSOR DE FREQÜÊNCIA ventiladores. Com o religamento do in versor. chegando aos valores desejados.Rejeição de freqüências críticas Quando da aceleração ou desaceleração do moto r. conforme mostra a figura 5. bloqueando-o. surgem então picos de corrente transitórias que faz com que a proteção contra curto-circuito do inversor atue. o inversor irá operar na freqüência imediatamente acima ou abaixo do limite imposto. podem causar a destruição de rolamentos e eixos. o religamento não é possível devido ao fato de que quando o motor ainda encontra-se girando. existe uma magnetização residual que faz com que seja gerada uma tensão nos seus terminais.7 . Para os inversores comuns sem este recurso.

Parâmetros associados: Tempo para que a tensão de saída varie de 0 Volts até a tensão de trabalho. Caso exista uma realimentação de posição. COMPENSAÇÃO DO ESCORREGAMENTO Para que um motor de indução desenvolva torque é necessário que a velocidade do rotor seja inferior a velocidade do estator (Hz). o driver pode calcular a velocidade atual do motor e iniciar seu comando nesta freqüência. A quantidade de escorregamento é determinada diretamente pela condição de carga do motor. 71 . assim por exemplo o campo girante produzido no estator. gira à velocidade de 1800 rpm. A compensação do escorregamento é empregada para manter a velocidade constante indep endente de mudanças na carga.5 PARÂMETROS DO INVERSOR DE FREQÜÊNCIA referência instantaneamente. não sendo necessário especificar nenhum parâmetro auxiliar para o procedimento de “Flying Start ”. fazendo uma rampa de tensão num tempo especificado pelo usuário. sendo a diferença entre ambas denominada escorregamento. Assim. através de encoder ou resolver. ut ilizando as rampas de aceleração ou desaceleração para atingir a velocidade de referência. de um motor de quatro pólos ligado à rede de 220 V/60 Hz. a freqüência de saída do inversor aumenta ou diminui conforme a corrente do motor varia em função do aumento ou diminuição da carga. atuando como um controle de velocidade em malha aberta. proporcional a freqüência de referência (P311). mas a velocidade do rotor será aproximadamente 1750 rpm a plena carga e 1795 rpm a vazio.

4 PARÂMETROS DO MOTOR Define os parâmetros obtidos dos dados de placa. a freqüência de cada patamar. Figura 5. EXEMPLOS l P400 . Conforme demonstrado na figura a seguir.5 PARÂMETROS DAS FUNÇÕES ESPECIAIS Inclui os parâmetros relacionados com ciclo automático. l tempos de atuação precisos e mais estáveis e não apresentam influência externa (grande repetibilidade).8 Esta função proporciona as seguintes vantagens dentro do processo: l Não necessita de comando externo para troca de velocidades (operador ou dispositivo de comando temporizados). bem como a sua duração podem ser ajustadas (programadas) independentemente. regulador PID e regulador de velocidade.Freqüência do motor 5.Rotação do motor l P403 .Corrente do motor l P402 .5 PARÂMETROS DO INVERSOR DE FREQÜÊNCIA 5.Tensão do motor l P401 . l imunidade a ruído elétrico. CICLO AUTOMÁTICO O ciclo automático é utilizado para acionar um motor em uma determinada seqüência de operação a ser repetida a cada liberação do inversor. 72 .

Exemplos de aplicação Controle de vazão em uma tu bulação. Este regulador pode ser ut ilizado para controlar diversas variáveis do sistema. Parâmetros associados: Ganho proporcional. nível. controle de nível. ganho diferencial. O algoritmo de um regulador PID consegue obter erro nulo em regime.9 . Como exemplo temos o controle de vazão: Figura 5. l eliminação da manutenção de dispositivos de comandos externos. referência.Controle de vazão com inversor de freqüência 73 . CONTROLE DE PROCESSOS COM INVERSORES DE FREQÜÊNCIA Regulador PID (Proporcional – Integral – Derivativo) Um regulador pode ser descrito como um sistema que lê do processo a variável que se deseja controlar e a compara com o valor de referência desejado. temperatura. ou pressão. controle de pressão. tipo de realimentação. controle de temperatura. superpondo seu sinal de controle ao controle normal de velocidade do inversor (U/F). ganho integral.5 PARÂMETROS DO INVERSOR DE FREQÜÊNCIA l simplificação de comandos e ajustes. como vazão. produzindo um sinal de saída que atuará sobre o processo no sentido de diminuir a diferença entre o valor lido e o desejado. número de pulsos por revolução (no caso de realimentação por encoder). com realimentação da vazão e com o inversor acionando a motobomba que faz o fluido circular. l maior flexibilidade na programação do ciclo do processo. etc. tipo de ação (reversa ou direta).

1 6. 3 Algoritmo de estimação simultânea de período e freqüência 6.3 6.4 Ruídos Sincronização de velocidade . 2 Algoritmo de estimação de período 6.2.2.6 COMANDO E CONTROLE DE VELOCIDADE EM MOTORES DE INDUÇÃO ACIONADOS POR INVERSORES DE FREQÜÊNCIA 6.2.2 Sensores de posição e velocidade Medição de velocidade 6. 1 Algoritmo de estimação de freqüência 6.

por exemplo. Em sistemas que não requerem muita precisão ou que são acoplados a cargas conhecidas e constantes. para este poder corrigir em forma dinâmica (em todo momento) o desvio do valor programado.6 COMANDO E CONTROLE DE VELOCIDADE EM MOTORES DE INDUÇÃO ACIONADOS POR INVERSORES DE FREQÜÊNCIA Comandar a velocidade de um motor acionado por um inversor de freqüência significa simplesmente programar ou colocar uma referência de velocidade numa entrada do inversor. o comando de velocidade pode ser suficiente para atingir as especificações projetadas. sem ter informação real se essa velocidade programada está presente no eixo do motor.1 77 . Figura 6. Controlar o sistema significa colocar um sensor que indique o valor real da variável. É assim que continuamente o sensor está informando ao inversor o valor real da variável. e realimentar este valor num regulador do inversor que atuará no sentido de diminuir a diferença entre o valor lido no sensor e o valor desejado (programado). a velocidade (acoplando um sensor ao eixo do motor). Mas em sistemas que requerem maior precisão no valor da velocidade do eixo do motor é necessário “controlar” o sistema.

1 SENSORES DE POSIÇÃO E VELOCIDADE Dada sua simplicidade e baixo preço os codificadores angulares ou tacogeradores de pulsos. atingindo o detetor. Quando o eixo gira.6 COMANDO E CONTROLE DE VELOCIDADE EM MOTORES DE INDUÇÃO ACIONADOS POR INVERSORES DE FREQÜÊNCIA 6. Figura 6. Este disco é montado em um eixo podendo girar livremente. Estes são fabricados com um disco de vidro ou metal que tem na sua periferia uma trilha com segmentos opacos e transparentes (ver figura 6. sendo acoplado pela sua vez ao eixo do elemento do qual se deseja determinar o deslocamento ou velocidade (por exemplo o eixo do motor). chamados normalmente de “encoders”. transformaram-se nos últimos anos.2) Três conjuntos de emissores de luz e detetores fotoelétricos são cuidadosamente dispostos a cada lado do disco codificado. as linhas o pacas e transparentes do disco passam entre o emissor e detetor de luz. num dos dispositivos mais utilizados para medição de posição angular e velocidade. modulando desta maneira o feixe luminoso produzido pelo emissor de luz. e gerando neste um sinal elétrico correspondente com as divisões gravadas no disco. O feixe de luz é focalizado no disco mediante sistemas 78 .2 Os codificadores incrementais são dispositivos óptomecânico-eletrônicos que fornecem informação discreta de deslocamento (posição relativa).

3 (sinais A e B). pulsos/rev x 4). Os dois pares emissor/detetor são posicionados de maneira tal a produzir no detetor dois sinais defasados de 90°. ver figura 6. espelhos. prismas.3 Portanto o número de pulsos do encoder detectados. Figura 6.6 COMANDO E CONTROLE DE VELOCIDADE EM MOTORES DE INDUÇÃO ACIONADOS POR INVERSORES DE FREQÜÊNCIA ópticos (lentes. A distância entre dois pulsos adjacentes do encoder é: Xk . Estes sinais são processados (decodificados) por um circuito eletrônico obtendo-se informação do sentido de rotação e a quadruplicação da resolução básica do encoder (nr.X k-1= ∆Xk (ver figura 6.4 79 . por exemplo eletronicamente em um dispositivo de contagem. etc). é uma medida do deslocamento angular do dispositivo.4) Figura 6.

velocidade mínima) dentro da qual o sistema opera dentro das especificações. 80 .2 MEDIÇÃO DE VELOCIDADE Até pouco tempo atrás só eram utilizados tacogeradores analógicos para realimentação de velocidade em motores elétricos. para medir posição basta um dispositivo que possa contar os pulsos gerados pelo encoder.linearidades • variação da resposta com a temperatura • baixa precisão (0. 2Π/p [rad. Cada método pode ser caracterizado por um “algoritmo de estimção”. a saber: Resolução: É o menor incremento de velocidade que pode ser medido pelo sistema Precisão: É o máximo desvio que o valor medido sofre em relação ao valor real de velocidade Tempo de detecçã o: È o tempo que o sistema necessita para realizar a medição. um bom sistema é aquele cujo método de medição propicia alta resolução. 6. Desta maneira a posição Xk (posição depois de acontecidos k pulsos). Se o encoder possui p pulsos por revolução. Assim. o valor unitário de deslocamento será 1/p: ∆Xk = ∆X=1/p [rev]. mas estes apresentavam problemas como: • não. Existem vários médodos de medição de velocidade. ∆X =k/p [rev. já que o valor da velocidade é “estimado” a partir de um dado de posição.] =k . Para analisar estes métodos é importante definir os parâmetros que caracterizam um sistema de medição. alta precisão e baixo tempo de detecção numa larga faixa de medição.] Logo. é k .6 COMANDO E CONTROLE DE VELOCIDADE EM MOTORES DE INDUÇÃO ACIONADOS POR INVERSORES DE FREQÜÊNCIA valor conhecido e constante. Faixa de medição: É a faixa de velocidades (velocidade máxima.5% no melhor dos casos) • muito sensíveis à ruído (sinal analógico) Com a maciça utilizaçã dos encoders t em surgido o diferentes tipos de t écnicas de medição digital de velocidade.

1 Algoritmo de Estimação de Freqüência A velocidade é aproximada contando o número de pulsos M1 vindos do transdutor durante um tempo fixo T p. Este método t al como o anterior é utilizado para faixas de medição estreitas.2 Algoritmo de Estimação do Período A velocidade é aproximada medindo-se o tempo compreendido entre um número inteiro de pulsos consecutivos do encoder “P e” (dois ou mais).6 COMANDO E CONTROLE DE VELOCIDADE EM MOTORES DE INDUÇÃO ACIONADOS POR INVERSORES DE FREQÜÊNCIA 6. Figura 6.5 6. Este tempo é computado com a ajuda de uma base de tempo “Pc” com freqüência fixa conhecida (ver figura 6. mas em baixas velocidades. ver figura 6.2. contando os pulsos M2.6 81 .5. Este método é indicado para sistemas com faixa de medição estreita e para medição de altas velocidades.6). Figura 6.2.

3 Algoritmo de Estimação Simultânea de Período e Freqüência A velocidade é aproximada medindo período e freqüência. Os cabos que conduzem os sinais atuam como antenas receptoras dos ruídos. os dois canais serão afetados e como no final da linha é realizada uma operação de subtração dos sinais o ruído será rejeitado. Desta maneira as duas medições são realizadas sincronizada mente permitindo obter com este método bons resultados tanto em altas como em baixas velocidades. podendo causar sérios problemas.2. se um ruído for induzido na linha. podendo comprometer a integridade dos sinais transmitidos desde os sensores até à máquina. 6.6 COMANDO E CONTROLE DE VELOCIDADE EM MOTORES DE INDUÇÃO ACIONADOS POR INVERSORES DE FREQÜÊNCIA 6.3 RUÍDOS O ambiente industrial é normalmente muito poluído por ruídos de origem eletromagnética. corrompendo a informação.7 A figura 6. níveis de sinal elevados (12 ou 24 V) ou transmissão de sinais em forma diferencial. 82 . A quantidade de ruído eletromagnético induzido nos cabos pode ser minimizada utilizando-se cabos blindados. Figura 6.7 mostra uma linha de transmissão diferencial. Dependendo do tipo de cabo e da impedância de saída do dispositivo que gera o sinal diferencial. os sinais podem ser transmitidos até uma distância máxima de aproximadamente 1000 metros.

Figura 6. necessários para adaptar velocidades e/ou torques dos motores com as respectivas cargas.8 Este tipo de configu ração é utilizado em aplicações onde são necessárias relações de transmissão fixas.9 mostra um exemplo onde não obstante existir redutores. existe também para cada eixo um acionamento controlado eletronicamente.4 SINCRONIZAÇÃO DE VELOCIDADE A figura 6. 83 . Este tipo de sistema além de eliminar a complicada cadeia cinemática oferece a grande flexibilidade do controle eletrônico onde qualquer combinação de velocidade e sentido de rotação pode ser programado.8 mostra uma representação esquemática de um mecanismo convencional para variação de velocidades e sentido de rotação. com projeto baseado em especificações de velocidade. Normalmente é utilizada uma cadeia cinemática. em aplicações onde se precisa de uma relação variável. sentido de rotação e torque. No entanto. A figura 6.6 COMANDO E CONTROLE DE VELOCIDADE EM MOTORES DE INDUÇÃO ACIONADOS POR INVERSORES DE FREQÜÊNCIA 6. as características de saída estão determinadas pelas características do acionamento combinadas com um determinado conjunto de engrenagens. é necessário um sistema que gere instantaneamente uma n ova relação de transmissão.

Um dos eixos opera com a função de mestre. 84 .9 O sistema possui um motor e um acionamento por eixo. Sistema multimotores: É quando um inversor de f reqüência alimenta vários motores conectados em paralelo. este fato precisa ser levado em consideração na hora do dimensionamento. com razão de proporcionalidade programável. isto é. pois suas velocidades serão proporcionais. considerados escravos. à velocidade do eixo mestre. seu valor real de velocidade é fornecido para sincronizar os outros eixos. Todos os motores deverão ter a mesma tensão e freqüência de alimentação.6 COMANDO E CONTROLE DE VELOCIDADE EM MOTORES DE INDUÇÃO ACIONADOS POR INVERSORES DE FREQÜÊNCIA Figura 6. A velocidade de funcionamento dos motores dependerá do número de pólos e do escorregamento (que é fun ção da carga) de cada motor. Neste tipo de aplicação deve se levar em conta que um ou vários dos motores ligados ao sistema multimotores pode necessitar ser desligado com o inversor funcionando.

2. 3 Estimando cargas 7.2.2.1 Introdução. 1 Definições 7.1.2 O que a carga requer 7. 2 Operação acima da rotação nominal 7.3.7 APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA 7. 2 O pico de carga 7. 1 Operação abaixo da rotação nominal l Motor autoventilado l Motor com ventilação independente 7. 2 Relações básicas 7. 1 Tipos de carga l Torque constante l Potência constante l Torque linearmente crescente l Torque com crescimento quadrático 7. 3 Casos especiais l Efeito da temperatura ambiente l Efeito da altitude 7.3 Seleção de acionamentos (motor/inversor) 7.3.1.3. fundamentos e princípios 7.4 Aplicações típicas l Bombas centrífugas e ventiladores l Extrusoras l Bobinadores/desbobinadores . definições.

bem como do efeito de uma transmissão mecânica nestas grandezas. FUNDAMENTOS E PRINCÍPIOS Uma das maiores fontes de problemas ao se tratar de sistemas de acionamento é a aplicação inadequada dos diversos tipos existentes.1 INTRODUÇÃO. É muito importante fazer uma quantidade tão grande quanto possível de perguntas.7 APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA 7. que devem ser levadas em conta ao se fazer uma escolha. Finalmente. e estes dois por sua vez. DEFINIÇÕES. um conhecimento básico de como o motor interage com o sistema de controle. com a máquina a ser acionada. a fim de se poder fazer uma aplicação apropriada. É necessário ainda uma compreensão das relações entre torque . É impossível perguntar demais. estará se referindo ao motor de corrente alternada (ca) de indução. portanto. etc. é necessário utilizar um método sistemático para selecionar o equipamento adequado. 87 . 7. fator de potência gerado.A palavra acionamento significa aqui. e um dos segredos está em entender muito bem a aplicação.1.1Definições MOTOR . perturbações introduzidas na rede elétrica. velocidade e aceleração/ desaceleração. mais qualquer aparelho eletrônico de controle envolvido (tal como um inversor).Sempre que houver uma menção genérica a ”motor” nesta seção. a menos de declaração explícita ao contrário. dimensões de carcaça disponíveis.1 abaixo). Não só as características de torque são diferentes. O dimensionamento do acionamento é feito com base no torque requerido p ela carga (veja a definição de torque e de carga na seção 7. mesmo a respeito de coisas aparentemente insignificantes. o conjunto compreendido pelo motor e seu sistema de partida. Acionamentos ca e cc têm características peculiares. Assim. mas também há consideráveis diferenças de custos. potência. É necessário. assíncrono. com rotor tipo gaiola de esquilo.1. pode-se dizer que é necessário conhecer muito bem a máquina a ser acionada. ACIONAMENTO .

1. Todo corpo que tem massa tem inércia. 88 .1). O momento de inércia de massa J (kgm 2) de um corpo depende da sua massa m (kg) e da distribuição da massa ao redor do eixo de giro.2 Relações Básicas Torque O torque T (Nm) é o produto da força F (N) necessária para girar o eixo. Ele é dado pelo produto da força tangencial F (N) pela distância r (m).O torque pode ser definido como “a força necessária para girar um eixo”. A unidade de torque no SI (Sistema Internacional) é o Nm (Newton-metro). 7.A palavra carga significa aqui. utilizando uma chave de grifo e um dinamômetro de mola (figura 7. ou seja. Pode-se determinar o torque demandado para por em movimento uma máquina. por exemplo. e por isso é denominado de torque estático de atrito. medindo a força. TORQUE . ou que estão em contato e exercem influência sobre eles. O Anexo 1 traz as fórmulas para o cálculo do momento de inércia de massa de diversos corpos comuns. do ponto de aplicação da força ao centro do eixo. INÉRCIA . uma massa em movimento requer um torque (ou força) para modificar a sua velocidade ou para colocá-la em repouso.Inércia é a resistência que uma massa oferece à modificação do seu estado de movimento. começando a partir da ponta-de-eixo do motor. pela distância r (m) do ponto de aplicação da força ao centro do eixo T=F*r (7. o conjunto de componentes da máquina que se movem.7 APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA CARGA .1) Este é o torque necessário para vencer os atritos internos da máquina parada. da sua geometria. Te at . Uma massa em repouso requer um torqu e (ou força) para colocá-la em movimento.

6 = 45.0 Nm a uma velocidade de rotação de 1.1 .2) Exemplo: Um motor de 2 pólos comandado por um inversor cuja freqüência máxima de saída é de 150Hz.760 rpm.0 Nm VELOCIDADE DE ROTAÇÃO A máxima velocidade síncrona de rotação n (rpm) de um motor controlado por inversor depende do número de pólos p do motor e da freqüência máxima de saída f (Hz) do inversor selecionado. 7.000 rpm POTÊNCIA A potência P é dada pelo produto do torque T (Nm) pela velocidade de rotação n (rpm) P = (2*π/60) * T * n (7. 7. n = 120 * f / p (7. permite chegar até uma velocidade síncrona de (eq. o torque será (eq.6 m (600 mm) do centro do eixo de entrada. (Lembre-se: 1.000 W = 1 kW) Exemplo: Se a máquina demandasse os mesmos 45.3) e a unidade é o Watt.1) Te at = 75 * 0.3) 89 . então a potência seria (eq.Medição de torque Exemplo: Se obtivermos uma leitura de força de 75 N (~ 7. 7.7 APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA Figura 7.2) n = 120 * 150 / 2 = 9.6 kgf) a 0.

7

APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA

P = (2*π/60) * 45,0 * 1.760 = 8.294 W (~ 8,3 kW) ACELERAÇÃO (DESACELERAÇÃO) O torque T (Nm) necessário para acelerar (ou desacelerar) uma carga com momento de inércia de massa (ou simplesmente inércia) J (kgm2), da velocidade de rotação n1 (rpm) para n2 (rpm), em um tempo t (s), é dado por Td ac = (2* π/60) * J * (n 2 – n 1) / t Este torque é chamado de torque dinâmico de aceleração, Td ac . Se n 2 > n 1 (aceleração), Td ac é positivo, significando que seu sentido é igual ao sentido de rotação; se n 2 < n 1 (desaceleração), Td ac é negativo, significando que seu sentido é contrário ao sentido de rotação. Exemplo: Um cilindro maciço de alumínio, de diâmetro d = 165 mm e comprimento l = 1.200 mm, e portanto com uma massa m de aproximadamente 69,3 kg, tem momento de inércia de massa J de (eq. 7.1, Anexo 1) J = 1/8 x 69,3 x 0,165 2 = 2,36E10 –1 kgm 2 Se o corpo deve acelerar de de 0 a 1.760 rpm no tempo de 1,0s, então o torque de aceleração será (eq. 7.4) Td ac = (2* π/60) * 2,36E10 -1 * (1.760 – 0) / 1,0 = 43,5 Nm Adicionando-se o torque de aceleração acima calculado ao torque de atrito calculado no primeiro exemplo acima, tem-se T = 45,0 + 43,5 = 88,5 Nm e para a potência (eq. 4.3) P = (2*π/60) * 88,5 * 1.760 = 16.303 W (~ 16,3 kW) EFEITO DE UMA TRANSMISSÃO MECÂNICA Por transmissão mecânica entende-se um redutor (ou multiplicador) de velocidade como, por exemplo, um 90

(7.4)

7

APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA

redutor de engrenagens, ou uma redu ção por polias e correia em V, ou ainda correia dentada. Uma transmissão mecânica tem dois parâmetros importantes para o dimensionamento do acionamento, que são: (a) a razão de transmissão iR, e (b) a eficiência ηR . No caso de redutores de engrenagens estes parâmetros são fornecidos pelo fabricante do mesmo, e no caso de transmissões por polias e correias, podem ser calculados a partir dos parâmetros da transmissão (razão dos diâmetros efetivos ou razão dos números de dentes). Redutores de velocidade são utilizados, por exemplo, no acionamento de máquinas de baixa velocidade, entre o eixo do motor e o eixo de entrada da máquina. Assim como a velocidade de rotação do motor é reduzida na proporção da razão de transmissão iR, também o torque do motor é multiplicado na mesma proporção. Além disso, uma parte da energia que entra é consumida pelas perdas internas (atritos, ruído, etc), quantificadas pela eficiência ηR . Assim, o torque necessário na entrada de um redutor, T1 (Nm) em função do torque demandado na saída T2 (Nm) é dado por T1 = T 2 /( i R * ηR ) (7.5) Exemplo: Se no exemplo 4, com T2 = 88,5 Nm, houvesse um redutor de engrenagens de 1 estágio com razão de transmissão iR = 1,8 e eficiência ηR = 0,85 teríamos para o torque T1 (eq. 7.5) T1 = 88,5 / (1,8 * 0,85) = 57,8 Nm A velocidade máxima do motor deveria ser então n 1 = 1.760 * 1,8 = 3.168 rpm E a potência (eq. 7.3) P = (2*π/60) * 57,8 * 3.168 = 19.179 W (~ 19,2 kW)

91

7

APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA

7.2 O QUE A CARGA REQUER ?

Antes de mais nada convém relembrar a definição do termo carga, da Sec. 7.1.1: Neste material a palavra carga significa: “ O conjunto de componentes da máquina que se move, ou que está em contato e exerce influência sobre eles, começando a partir da ponta-deeixo do motor”. Devemos iniciar preocupando-nos com a carga, e não com o motor ou com o inversor. Um bom trabalho de decisão a respeito do melhor sistema de acionamento de uma máquina requer que a máquina em sí seja considerada primeiramente. Se você não conhece a máquina em profundidade não poderá tomar decisões acertadas com respeito ao seu acionamento. Com esta finalidade é de grande utilidade um “check list”, que contenha uma coletânea de sugestões de perguntas a serem feitas. Pergunte-se a respeito da performance e das demandas da máqu ina. A carga é constante ou variável? É n ecessária uma aceleração rápida? Neste caso, qual é o máximo tempo de aceleração admitido? O regime de serviço é contínuo, ou interrompido, e repetido em intervalos? O Anexo 2 apresenta uma proposta bem mais extensa de um tal “check list”, que pode inclusive ser expandido, adaptado para o seu caso específico. Vamos nos concentrar daqui por diante na determinação do torque demandado pela carga.

7.2.1 Tipos de cargas

Geralmente os dados a respeito do torque demandado pela carga são apresentados na forma de um gráfico “torque versus velocidade”. Não precisa ser um gráfico impecavelmente produzido, com linhas perfeitas e coloridas. Importante é que seja de bom tamanho (não muito pequeno), e em escala. Pode muito bem ser feito a mão. Geralmente as cargas caem em uma das seguintes categori as: l Torque constante O torque demandado pela carga apresenta o mesmo valor ao longo de toda a faixa de velocidades. Logo, a demanda de potência cresce linearmente com a velocidade (figura 7.2a). Uma esteira transportadora movimentando uma carga de 1 ton

92

7

APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA

de peso a 0,1 m/s, por exemplo, requer aproximadamente o mesmo torque que se estivesse a 1,0 m/s. Outros exemplos de cargas com este tipo de comportamento são: equipamentos de içamento (guindastes e elevadores), laminadores, extrusoras, e bombas de deslocamento positivo (de pistões, de engrenagens e helicoidais). l Potência constante O torque inicial é elevado e diminui exponencialmente com o aumento da velocidade. A potência demandada permanece constante ao longo de toda a faixa de variação de velocidade (figura 7.2b). Isto normalmente é o caso em processos onde há variações de diâmetro, tais como máquinas de bobinamento e desbobinamento, e desfolhadores, bem como em eixos-árvore de máquinas-ferramenta. Quando o diâmetro é máximo, é demandado máximo torque a baixa velocidade. A medida que diminui o diâmetro, diminui também a demanda de torque, mas a velocidade de rotação deve ser aumentada para manter constante a velocidade periférica. l Torque linearmente cr escente O torque cresce de forma linear com o aumento da velocidade, e portanto a potência cresce de forma quadrática com esta (figura 7.2c). Exemplo de carga com este comportamento são prensas. l Torque com crescimento quadrático O torque demandado aumenta com o quadrado da velocidade de rotação, e a potência com o cubo (figura 7.2d). Exemplos típicos são máquinas que movimentam fluidos (líquidos ou gases) por processos dinâmicos, como, por exemplo, bombas centrífugas, ventiladores, exaustores e agitadores centrífugos. Estas aplicações apresentam o maior potencial de economia de energia já que a potência é proporcional à velocidade elevada ao cubo.

93

Uma carga de alta inércia que requer aceleração muito rápida.2c .7 APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA Figura 7. igualmente terá uma alta demanda de torque durante a aceleração. 94 .2d . Outras aplicações apresentarão demanda máxima durante a operação em regime.2a . Em alguns casos o torque de partida é muito elevado. com sobrecargas súbitas aparecendo periodicamente.Cargas típicas (torq ue linearmente crescente Figura 7.Cargas típicas (torq ue constante) Figura 7.2b .2 O pico de carga O pico de torque é diferente para cada tipo de máquina e precisa ser corretamente identificado. tal como num t ransportador muito pesado.Cargas típicas (torq ue com crescimento quadrático) 7.Cargas típicas (po tência constante) Figura 7.2. e não na partida.

3 Estimando cargas Por vezes é necessário determinar o torque demandado por uma máquina existente.8 %. a uma leitura de corrente de 20 A.7 = 5.7 APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA 7. O torque de um motor CA operando com inversor de freqüência acima da rotação nominal varia inversamente ao quadrado da velocidade. por exemplo.2. Se for possível tomar valores de corrente em cada uma das condições de operação da máquina. A corrente deveria ser medida em uma das fases do motor no momento da p artida. 1760 rpm. Os demais 52. como segue (eq. O rendimento deste motor a 100 % da potência nominal é de 89.3 A vão suprir as perdas e produ zir a excitação do motor. Logo.743 = 25. a uma velocidade igual ao dobro da rotação nominal o motor produz apenas ¼ do torque nominal.0 A. Em seguida verifica-se o valor da corrente nominal na plaqueta de identificação do motor. pode-se chegar a uma boa aproximação do torque demandado pela máquina. durante a aceleração.6 Nm Este raciocínio é válido até a rotação nominal.0 A = 46. durante o funcionamento normal e ainda em eventuais situações de sobrecarga.8 % de 52. Importante também é determinar a duração de cada uma dessas condições dentro do ciclo da máquina. Exemplo: Um motor de 15 kW. Isto significa que 89.7 A vão produzir torque.7 A = 1. A corrente elétrica consumida pelo motor é um bom indicativo do torque demandado.4 Nm / 46.4 Nm Pode-se dizer que o motor vai desenvolver então 81. 7.0 – 46. 95 . O torque nominal do motor pode ser calculado a partir da potência e da rotação nominais. que tem um motor CA alimentado diretamente pela rede. 220 V tem uma corrente nominal de 52. corresponderá um torque de (20 – 5.3) T = 15000/((2pi/60) x 1760) = 81.743 Nm/A produtor de torque Assim.3) x 1.

a carga normalmente diminui. bem como das harmônicas e do enfraquecimento d e campo nas rotações acima da nominal para motores fechados. pois há um menor fluxo d e ar de refrigeração disponível quando o ventilador do motor se movimenta em velocidades menores (motores autoventilados). O fator de serviço não deve ser confundido com a capacidade de sobrecarga momentânea. O fator de redução do torque (“derating factor”).0. a redução da ventilação nas baixas rotações faz com que seja necessária uma diminuição no torque demandado do motor ou o sobredimensionamento do mesmo. que leva em consideração as influências da redução da ventilação em baixas rotações. l MOTOR AUTOVENTILADO Para a utilização de motores autoventilados padrão. o motor se sobreaquece. está representada na figura 7. uma reserva de potência que dá ao motor uma capacidade de ainda suportar o funcionamento em condições desfavoráveis. Em aplicaç onde o motor deve desenvolver pleno torque ões (100% da corrente) em baixa velocidade. Isto. indica a carga permissível que pode ser aplicada continuamente no moto r.3 APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA SELEÇÃO DE ACIONAMENTOS (MOTOR/ INVERSOR) 7. Quando o motor é ut ilizado em aplicaç para controle de oes ventiladores ou bombas centrífu gas.1 Operação abaixo da rotação nominal Considerando-se que as perdas no cobre são resultado da corrente do motor. OBSERVAÇÃO: Chama-se fator de serviço (FS) o fator que aplicado à potência nominal. durante alguns segundos. Note que se trata de uma capacidade de sobrecarga contínua. auto-ventilados. ou seja. se o motor gira mais lento. significa que o motor não foi projetado para funcionar continuamente acima da sua potência nominal.7 7. conforme a velocidade se reduz. o sobredimensionamento ou ut ilização de motores com um fator de serviço mais elevado se torna necessário. então a perda de potência será proporcional à carga. O fator de serviço FS = 1. com carcaçade ferro-fundido. de modo a manter sua temperatura dentro dos limites da sua classe térmica. não muda a sua capacidade para sobrecargas momentâneas.3 e equacionada a seguir: 96 . dessa forma o sobreaquecimento deixa de existir. sob condições especificadas. entretanto.3. com a mesma corrente nominal (determinada pela carga) gerando a mesma perda de potência que ocorre em velocidades mais elevadas. Dessa forma.

dada por fr = f / f n sendo: f . autoventilados A curva foi obtida experimentalmente.25 T/T n = 1.50 T/T n = 0.28 * f r + 0.7 APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA Figura 7. fr .8) (7. em condições de alimentação com uma onda senoidal e fluxo nominal no entreferro.50 <= f r < 0. As equações correspondentes a cada trecho da curva da figura 7.6) 97 .83 T/T n = 0.9) (7.70 (7.25 <= f r < 0.47 Para 0.3 .74 * f r + 0.3 são as seguintes: A freqüência normalizada.freqüência nominal [Hz] Para 0 <= f r < 0.49 * f r + 0.7) (7.freqüência de operação [Hz] f n .28 Para 0.Curva “torque x freqüência” para motores fechados.

5 + 0. de freqüência nominal f n = 60Hz.9).25 + 0.5 T/T n = 0. somente 65.93 Para f r > 1.70 = 0. somente 84 % do seu torque nominal. 98 . Para motores com ventilação independente.28 * 0. 7.655 (eq.74 * 0. (eq. que geralmente é acoplado ao motor principal por intermédio de uma flange defletora especial que permite o suporte mecânico do motor da ventilação. autoventilado.7 APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA Para 0.47 = 0. l MOTOR COM VENTILAÇÃO INDEPENDENTE Com a utilização de motores com ventilação independente. e a f = 15Hz f r = 15 / 60 = 0. devido à redução na capacidade de refrigeração quando operando a f = 30 Hz.0 T/T n = 0.10 ) Exemplo: Um motor fechado. o ventilador que era acoplado ao próprio eixo do motor agora é acoplado à um outro motor indepen dente.11 ) (7.6) (eq.5% do seu torque nominal. 7. não existirá mais o problema de sobreaquecimento do motor por redução de refrigeração. ou seja. 7.0 T/T n = 0. podendo o mesmo ser dimensionado com a carcaça normal e potência necessária ao acionamento.93 / f r (7.83 <= f r < 1.84 ou seja. 7.25 T/T n = 0. pode fornecer f r = 30 / 60 = 0.6) (eq.8).

5 . A velocidade máxima depende do seu balanceamento mecânico e dos rolamentos. Figura 7. como o motor funcionará com enfraquecimento de campo. rotor.4 . a máxima velocidade estará limitada pelo torque disponível do motor e pela máxima velocidade periférica das partes girantes do motor (ventilador. Neste caso.7 APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA Figura 7.Característica de torque disponível x rotação em motores com ventilação independente 7.2 Operação acima da rotação nominal Um motor padrão para operar em rede de freqüência de 50 ou 60 Hz pode girar a freqüências mais altas quando alimentado por um co nversor de freqüência.3. mancais).Diminuição de torque devido ao aumento de velocidade 99 .

são: a) Altitude não sup erior a 1000 m aci a do nível do m mar.3 Casos especiais A potência admissível de um inversor de freqüência é determinada levando-se em consideração.6 . acima de 40 o C e limitada a 50 o C. b) Meio refrigerante (ar ambiente) com temperatura não superior a 40ºC. dois fatores: l Altitude em que o inversor será instalado. principalmente. l Temperatura do meio refrigerante.7 APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA 7. é dada pela relação e gráfico a seguir: Fator de redução = 2% / ºC (7. as condições usuais de serviço. deve-se considerar os seguintes fatores de redução: l EFEITO DA TEMPERATURA AMBIENTE A redução da potência (corrente) nominal do inversor de freqüência. devido à elevação da temperatura ambiente. Nos casos em que o inversor deva trabalhar com temperatura do ar de refrigeração na potência nominal.Curva de redução de potência nominal em função do aumento da temperatura 100 .3. Conforme a NBR-7094. maior do que 40ºC e/ou em altitude maior do que 1000m acima do nível do mar.12 ) Figura 7.

também redução de potência. aproximadamente.7 . Os inversores tem aquecimento diretamente proporcional às perdas e estas variam.7 APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA l EFEITO DA ALTITUDE Inversores funcionando em altitudes acima de 1000 m.Curva de redução de potência nominal em função do aumento da altitude 101 . leva a exigência de redução de perdas.13 ) Figura 7. diminuição do seu poder de arrefecimento. o que significa. Segundo a norma NBR-7094. os limites de elevação de temperatura deverão ser reduzidos de 1% para cada 100m de altitude acima de 1000 m. devido à elevação da altitude acima de 1000 m e limitada a 4000 m. apresentam problemas de aquecimento causado pela rarefação do ar e. A insuficiente troca de calor entre o inversor e o ar circundante. conseqüentemente. A redução da potência (corrente) nominal do conversor de freqüência. numa razão quadrática com a potência. é dada pela relação e gráfico a seguir: Fator de redução = 1 % / 100m (7.

7 APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA 7.16 ) (7. Por exemplo. com uma ef iciência característica ηt A potência mecânica mínima a ser fornecida pelo motor será então P M = P f / ( ηf * ηt) ou P M = P m / ηt 102 (7. Esta família de máquinas têm como característica que o torque de carga apresenta crescimento quadrático com a rotação (veja sec. Os dados disponíveis a respeito da máquina podem ser (a) a curva “vazão V x pressão p” ou (b) o torque T demandado a plena carga. 7. O produto da vazão pela pressão nas respectivas unidades SI resulta na potência fluídica Pf em Watt (W).14 ) Alternativamente. a partir de uma fonte externa.4 APLICAÇÕES TÍPICAS A seguir serão tratadas algumas aplicações típicas. 7. Portanto. Pf = V * p (7. entre motor e bomba ou v entilador. A vazão V é expressa como volume deslocado por unidade de tempo. será demandado um torque 4 vezes maior para tal. o método de seleção de motor/inversor é basicamente o mesmo para os dois.3) demandada pela máquina: P m = (2* π/60) * T * n A bomba ou ventilador apresenta uma eficiência fluídica ηt de acordo com a qual ela converte a energia mecânica em energia do fluido. e no SI é dada em m 3/s. l BOMBAS CENTRÍFUGAS E VENTILADORES Bombas centrífugas e ventiladores são considerados em conjunto. Pode haver ainda uma transmissão intermediária.15 ) .2. o torque T a plena carga pode ser usado juntamente com a rotação n da bomba ou ventilador para calcular a potência mecânica Pm (eq. geralmente um motor elétrico. caso seja duplicada a rotação da máquina com vistas a aumentar a vazão e/ou a pressão. item 4). pois ambos são máquinas rotativas cuja função é aumentar a energia de um fluido. A pressão p é dada em Pascal (Pa = N/m 2).1.

ou seja. e o motor opera sempre em condição de carga nominal.648 W (~59. As outras formas de controle de vazão pressão utilizam componentes limitadores (válvulas. um motor de IV pólos.780 = 59. recirculadores. Em sistemas de controle de vazão ou pressão utilizando inversor de freqüência. A potência mecânica P m requerida pelo ventilador é P m = (2* π/60) * 320 * 1. (Eq. Para rotações abaixo da nominal não existem problemas. nem de sobrecarga do motor. O controle da vazão ou da pressão através da variação de velocidade possibilita uma grande economia de energia. dampers. para que não se entre em condição de sobrecarga. uma vez que há a diminuição quadrática do torque de carga.). não havendo portanto problemas de sobreaquecimento por redução da ventilação. etc. 7.4) Caso se deseje fazer controle de vazão ou pressão através da variação da rotação do motor. Exemplo: Dimensionar o motor para acionar um ventilador com as seguintes características: • Rotação máxima: n = 1.6 kW) 103 . a potência absorvida da rede é apenas a necessária na condição de operação do sistema.800 rpm. deve-se levar em conta os seguintes aspectos com relação à faixa de variação de rotação: Para rotações acima da rotação nominal do motor deve-se tomar o cuidado de não ultrapassar a potência nominal do motor.780 rpm • Inércia do rotor: J = 20 kgm 2 • Acoplamento direto ao motor • Torque de partida: T 0 = 11 % do torque a plena carga • Torque a plena carga: T = 320 Nm A rotação do motor será 1.7 APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA Em ventiladores de rotor muito grande e pesado poderá ser necessário fazer uma verificação do tempo de aceleração. absorvendo potência nominal da rede.

Tméd a = (T méd M .T méd C ) = 1. observa-se que o motor imediatamente acima da potência calculada é o de potência nominal P M = 75 kW. JM JM = 0.780 .5 = 3.2) * 395.94830 kgm 2 Assim.9 s 104 . obtém-se o momento de in ércia de massa do rotor do motor. O torque médio da carga é dado por: Tméd C = (2 * T 0 + T) / 3 = (2 * 0.1 Nm O torque médio do motor é dado por Tméd M = 0.3 Nm Tp / T n = 3. IV pólos: Tn = 395.0) / 1. Tméd M = 0.2 Logo.4 pode-se calcular o tempo de aceleração ta t a = (2* π/60) * (20 + 0.138.5 Nm Também do catálogo do fabricante do motor. P M = P m = 59. é necessário determinar o torque médio da carga Tméd C e o torque médio do motor Tméd M . portanto.3 = 1. utilizando a equação 7.2 + 3.45 * (3.008.45 * (T p / T n + T máx / T n) * T n Do catálogo do fabricante.6 Nm O torque médio de aceleração Tméd a é. Para se fazer a verificação do tempo de aceleração ta.94830) * (1. para o motor de 75 kW.2 Tmáx / T n = 3.11 * 320 + 320) / 3 = 130.7 APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA Como o acoplamento é direto.6 kW Consultando o catálogo de motores.008.

onde deverá ser levado em conta o problema do sobreaquecimento devido à redução da ventilação em motores comuns. Portanto. 2. é importante avaliar a potência e o torque de acionamento na temperatura de trabalho.2. pode-se utilizar inversores de cont role escalar. etc. Deve-se dar especial atenção quanto ao material a ser extrudado. requerem uma elevada estabilidade da velocidade.7 APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA O catálogo do fabricante informa que para este motor o máximo tempo com rotor bloqueado é de 6 s. como plásticos (PVC) e borrachas. Determinados materiais. 105 . Para materiais não-críticos. 7. como ração. item 1) ao longo de toda a faixa de velocidades. Variações de velocidade acarretam variações de espessura do produto.1. 3. Se há requisitos apertados de temp o de aceleração e/ou desaceleração é necessário aumentar o tamanho do motor/inversor e/ou utilizar recurso de frenagem respectivamente. Devese tomar cuidado especial novamente para situações de operação abaixo da metade da rotação nominal do motor. Como o tempo de aceleração é menor. Este problema poderá ser contornado através (a) do sobredimensionamento da carcaça ou (b) através da utilização de ventilação forçada independente. ou acionamentos de corrente contínu a. podendo variar menos que 1% em relação à velocidade selecionada. É importante observar ainda que: 1. l EXTRUSORAS Estas máquinas têm como característica apresentarem torque de carga do tipo constante (veja sec. Variações na temperatura do ambiente tem como conseqüência a correspondente variação da viscosidade do fluido. Isto só é possível com inversores de freqüência de controle vetorial. pode-se considerá-lo aceito. fios. e esta por sua vez origina a variação da potência e do torque de carga. Se acelerações e desacelerações se repetem com freqüência no ciclo de trabalho é ne cessário avaliar também a capacidade térmica do motor.

Note-se que quando a bobina está vazia (r mínimo) a rotação n é máxima. A medida que o raio aumenta é necessário que a rotação diminua. com torque resistente normal. Sendo a força de tração F t (N) também constante. Os bobinadores axiais têm como característica apresentar torque de carga do tipo potência constante (veja sec. Isto se deve ao requisito de que a velocidade tangencial Vt (m/s) da bobina seja constante durante todo o processo.18 ) Dessa forma. proporcional à sobrecarga exigida pela extrusora.7 APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA Outro aspecto que me rece muita atenção é com relação à condição de partida da máquina.2. o torque resistente TC também aumenta. que pode ser (a) carregada e a quente. para que a velocidade tangencial Vt permaneça constante. ou (b) carregada e a frio. com torque resistente muito elevado em relação ao normal. onde a bobina é acionada diretamente pelo seu eixo. item 2). que por sua vez deverá levar a um sobredimensionamento da corrente nominal do inversor. o torque resistente apresentado pela carga TC (Nm) é dado por: TC = F t * r (7. l BOBINADORES/DE SBOBINADORES Os bobinadores/desbobinadores são classificados em dois grupos. e (b) bobinadores/ desbobinadores tangenciais.1. Para esta última condição deve-se levar em conta a sobrecarga inicial da extrusora. quais sejam: (a) bobinadores/ desbobinadores axiais. onde a bobina é acionada indiretamente através de rolos de atrito. 106 . A velocidade de rotação nb (rpm) da bobina para esta condição é dada por: n b = (60/(2* π)) * V t / r onde r é o raio da bobina em (m).17 ) (7. 7. a medida que o raio r da bobina aumenta.

e em velocidade acima da nominal.7 APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA Para o acionamento de cargas desse tipo com motor de indução e inversor de freqüência pode-se (a) utilizar somente a faixa de rotação abaixo da rotação nominal do motor. Nestes casos a rotação do motor não varia. não havendo problemas de sobrecarga do motor nem de sobreaquecimento. A rotação do motor permanece constante durante todo o processo a fim de manter a velocidade tangencial da bobina também constante. ou (b) entrando na região de rotação acima da nominal. obrigando muitas vezes a utilização de inversores com controle vetorial. item 1).2. Há também bobinadores axiais onde não há o requisito da velocidade tangencial ser constante. Novamente é importante atentar para o requisito de estabilidade de velocidade de bobinamento. imposto pelo material a ser bobinado. onde as curvas de torque resistente e de torque motor se assemelham. Importante apenas atentar para o problema de sobreaquecimento do motor em condições de operação em baixa velocidade. Tornos de superfície (desfolhadores) também têm comportamento semelhante. 107 .1. Os bobinadores tangenciais têm como característica que o torque de carga é do tipo constante (veja sec. 7. e o torque de carga aumenta proporcionalmente ao aumento do raio da bobina. levando em conta o problema do sobreaquecimento do motor em rotações abaixo da metade da nominal.

2 8.princípios básicos .5 8.1 8.6 8.8 Instalação em painéis .8 INSTALAÇÃO DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA 8.7 Interferência eletromagnética (EMI) l Conceitos básicos Cabos Aterramento Dispositivos de saída l Relés térmicos l Reatância de saída 8.4 8.3 Rede de alimentação elétrica Fusíveis Condicionamento da rede de alimentação l Filtro de rádio-freqüência l Contatores 8.

1 111 .1): l Rede de Alimentação l Manobra e proteção Chave Seccionadora Fusíveis de Alimentação l Condicionamento da Alimentação Transformador Isolador Reatância de Rede Filtro de Rádio Freqüência Contatores l Interferência Eletromagnética EMI Interferência Eletromagnética RFI Interferência de RF l Aterramento l Cabos l Dispositivos de Saída Relés Térmicos Reatância l Instalação em painéis Figura 8. A utilização de cada componente dependerá de cada caso particular. Serão abordados os seguintes tópicos (ver figura 8.8 INSTALAÇÃO DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA Este capítulo tem como objetivo apresentar os componentes e informações gerais necessárias para a instalação de um inversor de freqüência.

certas condições que devem ser levadas em conta na instalação de um inversor.1 REDE DE ALIMENTAÇÃO ELÉTRICA REDE DE ALIMENTAÇÃO DESBALANCEADA Os inversores são projetados para operar em redes de alimentação simétricas. é responsabilidade do usuário colocar fusíveis para proteção. A tensão entre fase e terra deve ser constante. Estes são normalmente especificados na documentação técnica.8 INSTALAÇÃO DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA 8. sendo assim.2 FUSÍVEIS Os inversores geralmente não possuem proteção contra curto-circuito na entrada. se por algum motivo esta tensão varia. 8. no entanto. l A rede elétrica não tem neutro referenciado ao terra (transformador isolador) l A rede tem capacitores para correção de fator de potência não conectados permanentemente. 8.3 CONDICIONAMENTO DA REDE DE ALIMENTAÇÃO Geralmente os inversores podem ser ligados diretamente a rede de alimentação. por exemplo pela influência de algum outro equipamento ligado a rede. As reatâncias de rede são utilizadas também para: l Minimizar falhas no inversor provocadas por sobretensões transitórias na rede de alimentação l Reduzir harmônicas 112 . será necessário colocar um transformador de isolação. sendo necessária a utilização de transformadores isoladores e/ou reatâncias de rede. Isto significa que o banco de capacitores estará sendo conectado e desconectado da rede permanentemente (reatância de rede). Existem. Deve se levar em conta que a colocação de uma reatância de rede reduz a tensão de alimentação em aproximadamente 2 a 3%. Exemplos: l A rede elétrica experimenta freqüentes flutuações de tensão ou cortes de energia elétrica (transformador isolador / reatância).

emissões irradiadas desde dentro dos equipamentos eletrônicos podem prejudicar o funcionamento dos mesmos ou de outros equipamentos que se encontrem perto destes. é necessário colocar um contator na alimentação do inversor ou realizar algum intertravamento no comando do mesmo. Na grande maioria dos casos não são necessários pois os inversores WEG já possuem internamente um filtro na entrada que evita problemas causados por Interferência Eletromagnética (EMI). devem ser montados próximos a alimentação do inversor. Muitos tipos de circuitos eletrônicos são suscetíveis a EMI e devem ser protegidos para assegurar seu correto funcionamento.4 INTERFERÊNCIA ELETROMAGNÉTICA (EMI) CONCEITOS BÁSICOS O que é EMI? A radiação eletromagnética que afeta adversamente o desempenho de equipament os eletro-eletrônicos é conhecida geralmente por EMI. estando tanto o inversor como o filtro mecanicamente sobre uma placa de montagem metálica aterrada. Da mesma forma.3). ou Interferência Eletromagnética. CONTATORES Com a finalidade de prevenir a partida automática do motor depois de uma interrupção de energia. que serão transmitidas pela rede e poderiam causar problemas em outros equipamentos eletrônicos. FILTRO DE RÁDIO-FREQÜÊNCIA Os filtros de rádio freqüência são utilizados na entrada dos inversores para filtrar sinais de interferência (ruído elétrico) gerado pelo próprio inversor. O contador também permite um seccionamento remoto da rede elétrica que alimenta o inversor. 8. Caso seja necessário. havendo bom contato elétrico entre a chapa e os gabinetes do filtro e inversor (ver figura 8.8 INSTALAÇÃO DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA l Melhorar o fator de potência l Aumentar a impedância da rede vista pelo inversor. 113 .

A maior parte do campo emitido é do tipo “E”. causando uma abrupta descontinuidade no caminho das ondas. A importância da impedância de onda é posta em evidência quando uma onda de EMI encontra um obstáculo tal como uma proteção de metal. É assim que as ondas eletromagnéticas produzidas por campos “E” são refletidas por proteções de metal. enquanto que a menor parte é absorvida. Se a impedância da onda é muito diferente da impedância natural da proteção. a maior parte da energia é refletida e a energia restante é transmitida e absorvida através da superfície . Os metais possuem baixa impedância por causa de sua alta condutividade. As emissões eletromagnéticas (EMI) da maioria dos equipamentos comerciais são tipicamente de alta freqüência e alta impedância. Em que consistem as EMIs? A radiação eletromagnética são ondas eletromagnéticas formadas por dois campos: um campo elétrico (“E”) e um campo magnético (“H”) que oscilam um a 90 graus do outro. se um dispositivo opera com correntes elevadas comparado a sua voltagem. 114 . Um dispositivo que opera com alta tensão e baixa corrente gera ondas de alta impedância (campos “E”). ondas de baixa impedância (campo H dominante) são absorvidas por uma proteção de metal. A relação de “E” para “H” é chamada a impedância de onda. gera campos de baixa impedância (campo “H”). as emissões eletromagnéticas produzidas por equipamentos comerciais não devem exceder níveis fixados por organizações que regulamentam este tipo de produtos. Para ondas de alta freqüência geralmente predomina a absorção. Como já foi comentado para ondas de baixa freqüência a maior parte da energia é refletida pela superfície da blindagem. Como proteger os equipamentos da EMI? Para proteger os equipamentos é necessário fazer uma blindagem. Entende-se por blindagem a utilização de materiais condutivos para absorver e/ou refletir a radiação eletromagnética.8 INSTALAÇÃO DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA Para assegurar o correto funcionamento de equipamentos eletrônicos. Reciprocamente. Contrariamente.

e da distância da fonte de radiação à proteção (blindagem). Aterramento e Blindagem O aterramento de um equipamento é de extrema importância para o seu correto funcionamento. todas as partes condutoras que podem entrar em contato com o usuário tem que ter uma diferença de potencial de zero volts a respeito do aterramento. a qualidade desta blindagem depende do tipo de metal e espessura utilizada na fabricação dos gabinetes. A blindagem dos equipamentos é realizada normalmente com placas metálicas formando um gabinete ou caixa. Portas.8 INSTALAÇÃO DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA O desempenho da blindagem é uma função das propriedades e configuração do material empregado (condutividade. Principalmente quando são utilizados em conjunto com outros equipamentos eletrônicos. quando utilizados como gabinetes. da freqüência. aberturas. Quando é necessária a blindagem eletromagnética? Todo equipamento que gera ondas EMI (exemplo: transistores chaveando cargas a alta freqüência e com altas correntes – inversores) devem possuir blindagem eletromagnética e esta deve estar corretamente aterrada. podem ser metalizados com pinturas condutivas. devido a segurança e a blindagem eletromagnética. etc. Blindagens eletromagnéticas típicas: Gabinetes metálicos utilizados em equipamentos eletrônicos provêem bons níveis de blindagem eletromagnética. Todas as partes condutoras de um equipamento elétrico que podem entrar em contato com o usuário. Estas devem estar ligadas umas as outras através de materiais condutores e todas corretamente aterradas. painéis de acesso. Sendo assim é necessário projetar adequadamente este tipo de aberturas para 115 . Quando um equipamento está corretamente aterrado. Plástico e outros materiais não condutores. camadas de filme metálico. devem ser aterradas para proteger os mesmos de possíveis descargas elétricas. janelas. permeabilidade e espessura). e outras aberturas em gabinetes são um caminho de entrada e saída das EMIs.

l Separar dos cabos de sinal. l Caso necessário. cruzamento de cabos. É assim que existem cabos especiais com blindagem para minimizar este tipo de interferências. Sendo assim é necessário seguir os seguintes procedimentos de instalação: l Cabo com blindagem e fio-terra.8 INSTALAÇÃO DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA minimizar a radiação emitida e absorvida. Se perto do equipamento houver contatores. l Separação da fiação de potência. 116 . será necessário instalar supressores de transientes nas bobinas dos contadores. Os inversores WEG possuem boa imunidade a interferência eletromagnética externa. É necessário porém seguir estritamente as instruções de instalação (ex. mesmo que contatores ou relés térmicos sejam instalados entre conversor e o motor. l Manter sempre continuidade elétrica de blindagem. 8. l Blindagem ou eletroduto metálico deve ser aterrado conforme figura 8. Cabos de Sinal e Controle: l Cabo blindado aterrado ou eletroduto metálico aterrado.5 CABOS O cabo de conexão do inversor com o motor é uma das fontes mais importantes de emissão de radiação eletromagnética.1. como alternativa pode ser usado eletroduto met álico com fiação comum interna. fazê-lo a 90º.: o gabinete precisa ser aterrado). Cabos .Os sinais elétricos transmitidos pelos cabos podem emitir radiação eletromagnética e também podem absorver radiação (se comportam como antenas) provocando falsos sinais que prejudicarão o funcionamento do equipamento. controle e cabos de alimentação de equipamentos sensíveis.

8

INSTALAÇÃO DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA

l Caso necessário seguirem na mesma canaleta, usar separador metálico aterrado. l Cabos paralelos (potência e sinais de controle) separados conforme tabela: MODELOS COMPRIMENTO DA FIAÇÃO (m) ≤ 1 00 > 100 ≤ 30 > 30 DISTÂNCIA MÍNIMA DE SEPARAÇÃO (mm) 100 250 100 250

Corrente de Saída < 25A ≤ 2 4A Corrente de Saída > 25A ≥ 2 8A

Afastar os equipamentos sensíveis a interferência eletromagnética (CLP, controladores de temperatura, etc) dos conversores, reatâncias, filtros e cabos do motor (mínimo em 250 mm).

Figura 8.2 - Instalação de equipamentos

117

8

INSTALAÇÃO DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA

8.6 ATERRAMENTO

Aterramento em um Único Ponto l Filtro + conversor + motor (ver figura 8.2). l O motor pode também ser aterrado na estrutura da máquina (segurança). l Nunca utilizar neutro como aterramento. l Não compartilhe a fiação de aterramento com outros equipamentos que operem altas correntes (motores de alta potência, máquina de solda, etc). l A malha de aterramento deve ter uma resistência L < 10 Ohms Recomenda-se usar filtros RC em bobinas de contatores, solenóides ou outros dispositivos similares em alimentação CA. Em alimentação CC usar diodo de roda livre. Conexão de Resistores de Frenagem Reostática l Cabo com blindagem aterrada ou eletroduto metálico aterrado. l Separado dos demais. A rede elétrica deve estar referenciada ao terra (neutro aterrado na subestação).

118

8

INSTALAÇÃO DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA

Figura 8.3 - Montagem típica “CE” em placa metálica

8.7 DISPOSITIVOS DE SAÍDA

l RELÉS TÉRMICOS Os inversores possuem normalmente proteção contra sobrecorrentes que tem como finalidade proteger o motor. Quando mais de um motor é acionado pelo mesmo inversor será necessário colocar um relé térmico de proteção em cada motor. Como o sinal de saída do inversor é chaveado a altas freqüências, podem acontecer disparos nos relés, mesmo sem estes terem atingido a corrente nominal de disparo. Para isto não acontecer é necessário aumentar a corrente de disparo do relé em aproximadamente 10% da corrente nominal do mo tor.

119

8

INSTALAÇÃO DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA

l REA TÂNCIA DE SAÍDA Quando a distância entre motor e inversor é grande (valor dependente do tipo de motor utilizado) podem ocorrer: A - Sobretensões no motor produzidas por um fenômeno chamado de onda refletida. B - Geração de capacitâncias entre os cabos de potência que retornam para o inversor produzindo o efeito de “fuga a terra”, bloqueando o inversor. Este tipo de problemas pode ser solucionado utilizando uma reatância entre o motor e o inversor. Esta reatância devem ser projetada especialmente para altas freqüências, pois os sinais de saída do inversor possuem freqüências de até 20 kHz.

8.8 INSTALAÇÃO EM PAINÉIS - PRINCÍPIOS BÁSICOS

As fiações blindadas nos painéis devem ser separadas das fiações de potência e comando. Os sinais analógicos de controle devem estar em cabos blindados com blindagem aterrada em apenas um lado, sendo efetuado sempre do lado que o sinal é gerado conforme figura 8.4.

Figura 8.4 - Instalação em painéis

Os sinais de encoder e comunicação serial devem ser aterrados conforme orientação específica no manual do equipamento, o qual estará representado no projeto. Os cabos de aterramento de barras de (“0V” e malhas) devem ser maior ou igual a 4 mm 2. 120

Os cabos de entrada de sinais de transdutores tipo isoladores galvânicos devem ser separados dos cabos de saída de sinal dos mesmos. por sua vez. exceto os aterramentos de estrutura. Mantenha as conexões de aterramento as mais curtas possíveis. ou seja. usando conexões de baixa impedância. somente devem ser efetuados os aterramentos indicados no projeto. Os aterramentos dos equipamentos devem ser efetuados rigorosamente conforme tabela de fiação que. suporte e portas do painel.8 INSTALAÇÃO DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA Os cabos de saída de potência dos conversores devem ser separados das demais fiações dentro do painel. Quando não é possível. placas. Uma cordoalha é uma conexão de baixa impedância para altas freqüências. Conecte diferentes partes do sistema de aterramento. 121 . devem cruzar-se a noventa graus. deve estar rigorosamente conforme projeto.

9
LINHA DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA WEG 9.1 9.2 9.3 Introdução Inversor de freqüência CFW-08 Inversor de freqüência CFW-09

9

LINHA DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA WEG

9.1 INTRODUÇÃO

Como sabemos, os inversores de freqüência tem por finalidade controlar a variação de velocidade de motores elétricos de indução trifásicos para aplicações nos mais diversos segmentos industriais. A linha de inversores de freqüência WEG representa o estado da arte em tecnologia de acionamento de motores elétricos de indução trifásicos, disponibilizando funções e recursos que permitem proteger e controlar os motores elétricos de forma extremamente facilitada e eficaz. T rabalhando com controle escalar ou vetorial, os inversores de freqüência WEG tem como principais aplicações: l l l l l l l l l l l Agitadores e Misturadores; Bombas Centrifugas; Bombas Dosadoras de Processos; Esteiras Transportadoras; Filtros Rotativos; Granuladores e Pelotizadoras; Máquinas de Corte e Solda; Máquinas de Papel; Mesas de Rolo; Secadores e Fornos Rotativos; Ventiladores e Exaustores;

Utilizando as mais avançadas técnicas de controle vetorial de fluxo, os inversores vetoriais permitem controlar, além da velocidade, o torque do motor, proporcionando: l l l l l Elevada precisão de velocidade; Elevada precisão de torque; Otimização do torque de partida; Excelente dinâmica; Tempo de resposta extremamente reduzido.

Estas características, aliada ao uso de motores de indução trifásicos permitem que os inversores de freqüência sejam utilizados em aplicações onde, até 125

9

LINHA DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA WEG

data recente, somente se utiliza motores de corrente contínua, como: l l l l l l l l Bobinadores e Desbobinadores; Rebobinadeiras de Papel; Elevadores e Transportadores de Cargas; Extrusoras; “ Spindle “ em Máquinas-ferramenta; Sistemas Multimotores sincronizados; Guinchos, Guindastes e Pontes Rolantes; Laminadores de Aço;

Ou seja, consegue-se reduções significativas de custos ampliando-se os níveis de controle necessários á máquina ou processo. A linha de inversores de freqüência WEG foi concebida para atender às necessidades de mercados exigentes como os mercados norte-americano e europeu. Em decorrência desta concepção, seus produtos encontram-se certificados com os selos UL (EUA), cUL (Canadá) e CE (Comunidade Européia). Os recursos disponíveis variam de acordo com a família.

126

9

LINHA DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA WEG

9.2 INVERSOR DE FREQÜÊNCIA CFW-08

Destinados ao controle e variação da velocidade de motores elétricos de indução trifásicos, os inversores da linha CFW-08 reúnem design moderno com tecnologia estado da arte mundial, onde destacam-se o alto grau de compactação e o elenco de funções especiais disponíveis. De fácil instalação e operação, este produto dispõe de recursos já otimizados em software, facilmente parametrizáveis através de interface homem-máquina simples, de fácil uso, que habilitam-no para utilização em controle de processos e máquinas industriais. Além disto, utilizando técnicas de compensação de distorção de tempo morto, o CFW-08 Plus evita instabilidade no motor e possiblita o aumento de torque em baixas velocidades. APLICAÇÕES l Bombas centrífugas l Bombas dosadoras de processo l Ventiladores / Exaustores l Agitadores / Misturadores l Extrusoras l Esteiras transportadoras l Mesas de rolos l Granuladores / Peletizadoras l Secadores / Fornos rotativos l Filtros rotativos l Bobinadores / Desbobinadores l Máquinas de corte e solda BENEFÍCIOS l Controle com DSP (Digital Signal Processor) permite uma sensível melhora no desempenho do inversor l Tecnologia estado da arte l Eletrônica com componentes SMD l Controle Escalar ou Vetorial Sensorless l Modulação PWM Senoidal - Space Vector Modulation l Módulos IGBT de última geração l Acionamento silencioso do motor l Interface com teclado de membrana táctil l Programação flexível l Dimensões compactas l Instalação e operação simplificadas l Alto torque de partida l Kit para instalação em eletrodutos

127

0 5. 400V e 460V) e/ou motores de outros fabricantes.55 1.18 0.: 6 a 8 pólos).5 1.CFW-08 INVERSOR CFW-08 Alimentação Monofásica ou Trifásica Trifásica Monofásica ou Trifásica Trifásica Modelo CFW080016B2024PSZ CFW080026B2024PSZ CFW080040B2024PSZ CFW080070T2024PSZ CWF080073B2024PSZ CFW080100B2024PSZ CFW080160T2024PSZ CFW080010T3848PSZ CFW080016T3848PSZ CFW080026T3848PSZ Trifásica CFW080040T3848PSZ CFW080027T3848PSZ CFW080043T3848PSZ CFW080065T3848PSZ CFW080100T3848PSZ CFW080010T3848PSZ CFW080016T3848PSZ CFW080026T3848PSZ Trifásica CFW080040T3848PSZ CFW080027T3848PSZ CFW080043T3848PSZ CFW080065T3848PSZ CFW080100T3848PSZ Inom (A) 1.5 1.0 A 0043 4.0 200 115 150 2.0 A 0073 7. outras tensões (ex.7 4.7 151 75 131 1.0 1. especificar o inversor através da corrente nominal do motor.0A.0 7.16 1.3 10 16 1. alimentação monofásica ou trifásica em 200-240 Vca.5 2. manual em português e cartão de controle Plus 128 .6 A 0040 4.3 A 0100 10 A 0160 16 A 380-480 V 0010 1.0 1.0 NOTAS: A s potências máximas dos motores.3 6.5 1.0 2.18 0.0 A 0070 7.2 3. foram calculadas com base nos modelos WEG de 2 e 4 pólos.3 6.0 2.0 151 75 131 1.9 Tensão de Rede LINHA DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA WEG Tabela de especificações .75 1.75 1.6 A 0026 2.75 1.0 DIMENSÕES (mm) Altura Largura Profund.2 3.25 0.0 2.0 7.5 10 1.6 2.0 0.: 230V.37 0.6 2.5 2. Para motores de outras polaridades (ex.0 0.33 0.6 4.6 4.0 5.0 3.5 2.3 A 0065 6.0 5.0 1.5 1.0 A 00.2 3.5 2. na tabela acima.5 2.6 A 0026 2.0 3.5 1.0 151 75 131 1.0 200 115 150 2.7 0.0 1.7 A 0040 4.1 1.25 0.6 2.25 0.6 A 0027 2.0 2.5 A 0100 10 A 0130 13 A 0160 16 A Tensão de Alimentação 2024 = 200-240 V 3848 = 380-480 V Língua do Manual P = português E = inglês S = espanhol F = francês G = alemão Opcionais S = standard O = com opcionais Grau de Proteção 00 = standard N1 = Nema 1 InterfaceHomem-Máquina 00 = standard SI = sem interface Frenagem Reostática 00 = standard DB = frenagem reostática (IGTB interno) Cartão de Controle 00 = standard A1 = controle 1 (plus) Filtro de EMI 00 = não tem FA = filtro classe A interno Hardware Especial 00 = não tem Hx = hardware especial versão X Software Especial 00 = não tem Sx = software especial versão X Final do código 5 10 11 6 12 7 3 Fases de Alimentação S = monofásico T = trifásico B = monofásico ou trifásico 13 8 14 Ex.0 2.7 4.0 1.0 380/400/415/440/460/480V 200 115 150 2.7 0.: CWF080040B2024POAIZ Inversor de Freqüência Série CFW-08 de 4. Codificação CFW-08 1 1 2 0040 2 B 3 2024 4 P 5 O 6 4 00 7 00 8 00 9 9 00 10 00 11 00 12 00 13 Z 14 Inversor de Freqüência Série CFW-08 Corrente Nominal de Saída: 220-240 V 0016 1.37 0.5 10 440 380 220 MOTOR MÁXIMO APLICÁVEL Tensão (V) Potencia HP 0.0 3.0 4.1 1. Peso (kg) 200/220/230/240V kW 0.5 2.

....10 V. 1 contato rev ersível (NA/NF) 2 saídas programáveis.Freqüências Selecionáveis: 2. Fe > Fx . 1000 m (até 4000 m com redução de 10% / 1000 m na corrente de saída) Cinza claro – PANTONE – 413 C EMC diretiva 89 / 336 / EEC – Ambiente Industrial Norma EN 61800-3 (EMC . Parametrizaçã o (Progr amação de funções gerais) Incrementa / Decrementa Freqüência (Velocidade) JOG.10 V... Fs = Fs . -15%) 200 . -15%) 380 . 0. a cada 10 min.1Hz (f>100Hz) Ref..Emissão e Imunidade) LVD 73/23/EEC . Digital: 0.20mA ou 4. 15%) Freqüência Cos ϕ (Fator de deslocamento) GRAU DE PROTEÇÃO CONTROLE Standard Opcional Tipo de alimentação Método de controle Tipos de controle 50 / 60 Hz +/. 16 bits.CFW-08 CFW-08 Standard Tensão Monofásica Trifásica CFW-08 Plus ALIMENTAÇÃO 200 .0 / 10 / 15 kHz Faixa: 0 . Inversão de sentido de ro tação e Seleçã o Local / Remoto Supervisão (Leitura) Freqüência de saída no motor ( Hz ) Tensão no circuito intermediário ( V ) Valor proporcional à freqüência ( Ex. Analógica: 0..240V: 200 / 220 / 230 / 240 V (+10%. DeviceNet ou ModBus (opcional) Sobretensão e subtebsão no circuito intermediário Sobretemperatura Sobrecorrente na saída Sobrecarga no motor ( i x t ) Erro de hardware. 0. Fs > Fx ..2 Hz (48 .5 / 5. e Ref. (1.. 0. 62 Hz) Maior que 0..20mA ou 4.Diretiva de Baixa Tensão / UL 508C ACABAMENTO CONFORMIDADES / NORMAS Cor Compatibilidade Eletromagnética Baixa tensão 129 ..... 300 Hz Ref.10 V (8 bits) RS-232 ou RS-485 (opcional) Unidade para comunicação ProfiBus DP..5 x Inom..01 Hz (f < 199Hz).5% e Ref..01% 150% durante 60 seg. Digital: 0.20mA 2 entradas isoladas: 0. 90% sem condensação 0 .480V: 380 / 400 / 415 / 440 / 460 / 480 V (+10%. Analógica: 0.20mA 4 entradas isoladas programáveis 1 saída programável. Run Analógica COMUNICAÇÃO Interface serial Redes “Field Bus” SEGURANÇA Proteções – 1 saída analógica i solada 0 . modulação PWMsenoidal ( Space Vector Modulation ) Tensão imposta V / linear ou quadrático (escalar) Controle vetorial sensorless (VVC: VoltageVectorControl ) Chaveamento Variação de freqüência Resolução de freqüência Acuracidade (25ºC ± 10ºC) Sobrecarga admissível Rendimento ENTRADAS Analógicas Digitais SAÍDAS Relé Transitores IGBT .. 40 ºC (até 50 ºC com redução de 2% / ºC na corrente de saída) 5 .1% de Fmáx..240V: 200 / 220 / 230 / 240 V (+10%.) Maior que 95% 1 entrada isolada 0..98 IP 20 NEMA 1 com kit adicional para conexão de eletroduto metálico Fonte chaveada DSP (Digital Signal Processor). 1 NA e 1 NF Opções de programação: Is > Ix ..:: RPM ) Temperatura do dissipador Corrente de saída no motor ( A ) Tensão de saída no motor ( V ) Mensagens de Erros / Defeitos Torque de Carga CONDIÇÕES AMBIENTE Temperatura Umidade Altitude 0 .9 Modelo LINHA DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA WEG Características Técnicas . defeito externo e erro de comunicação serial Curto-circuito na saída e curto-circuito fase-terra na saída Erro de programação e erro de auto-ajuste INTERFACE HOMEMMÁQUINA (HMI) Comando Liga / Desliga.

Ex. etc) Compensação de escorregamento I x R manual e automático Curva V/F ajustável (programável) Função J OG (impulso momentâneo de velocidade) Função “COPY” via Interface Homem-Máquina Remota (HMI-CFW08-S) Rampas linear e tipo “S” e dupla rampa Rampas de aceleração de desaceleração (independentes) Frenagem CC (corrente contínua) Função Multi-Speed (até 8 velocidades pré-programadas) Seleção do sentido de rotação Seleção para operação Local / Remoto Regulador PID superposto (con trole automático de nível. 2 . pressão. 10m) Software de programação via microcomputador PC. comando e monitoração do inversor CFW-08 130 .5 e 10 m) Módulo de Comunicação Serial RS-232 Conversor RS-232 para RS-485 (necessário módulo MCS-CFW08) Software de programação via microcomputador PS Kit NEMA 1 p ara conexão de eletroduto metálico Kit para montagem em Trilho DIN Kit moldura para HMI-CFW-08-S Unidadespara Redes de Comunicação FieldBus ProfiBus DP DeviceNet ModBusRTU HMI-CFW08-S HMI-CFW08-N4-S MIS-CFW08 CAB-HMI08-S-X MCS-CFW08 MIW-02 SUPERDRIVE KNI-CFW08-MX KMD-CFW08 KMR-CFW08-S MFW-01 / PD MFW-01 / DN MFW-01 / MR – – Filtro EMC com alta capacidade de atenuação Classe A interno Filtro EMC com alta capacidade de atenuação Classe B externo SUPERDRIVE INTERFACE HOMEM-MÁQUINA REMO TA Modelo com acessório MIS-CFW8 de interface com HMI remota KMI-CFW08-S-N4 HMI remota com moldura e grau de proteção NEMA 4 (cabos de 1 . rpm.. em ambiente Windows para parametrização.: m/min. 3 .. 7. 5 . etc) Partida com o motor girando (FlyingStart) Rejeição de freqüências críticas ou ressonantes ( Skip Frequency ) Operação durante falhas momentâneas da rede (Ridethru) Opcionais Interface Homem-Máquina remota (Display de LED’s 7 segmentos) Interface Homem-Máquina remota (grau de proteção NEMA 4) Módulo de Interface para HMI Remota Cabo para Interligação da HMI Remota (1 .Display de LED’s 7 segmentos Senha de h abilitação para programação Auto-diagnóstico de defeitos e Auto-Reset Indicação de grandeza específica (programável) ..9 LINHA DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA WEG Recursos / Funções Especiais Standard / Plus Interface Homem-Máquina incorporada . 10m) Modelo com módulo MCW-01 (RS-232) HMI-CFW08-S remota de fixação direta (cabos de 1 ..

Inovações também foram introduzidas para atender aplicações que exigem frenagem. VECTRUE TECHNOLOGY ® A tecnologia “Vectrue” desenvolvida pela WEG apresenta as seguintes vantagens: þ Controle escalar ou vetorial programáveis no mesmo produto þ Controle vetorial com sensorless ou opcionalmente com encoder þ Controle vetorial sensorless permitindo alto torque e rapidez na resposta. Desta forma. possibilitando sua adaptação e uso nas mais diversas aplicações de todos os segmentos industriais. OPTIMAL BRAKING ® Para aplicações que exijam tempos de parada reduzidos e/ou paradas de cargas de elevada inércia. a WEG amplia sua família de drives para variação de velocidade com um produto dotado de uma gama repleta de recursos. da série CFW-09. Vetorial Sensorless e Vetorial com Encoder. incorporam a mais atualizada e avançada tecnologia disponível a nível mundial para controle de motores de indução trifásicos. independente do grau de complexidade. mesmo em velocidades muito baixas ou na partida þ Auto-ajuste adaptando automaticamente o controle vetorial ao motor e à carga. programável unicamente por software e facilmente pelo próprio usuário. permitindo à nova geração de inversores WEG incorporar em um único produto técnicas de controle Escalar. os inversores tradicionais utilizam-se da Frenagem Reostática. onde a inércia cinética da carga é regenerativa ao link DC do inversor e cujo excesso é dissipado sob forma de calor em um resistor de 131 .3 INVERSOR DE FREQÜÊNCIA CFW-09 Os inversores de freqü ência WEG. A tecnologia “Vectrue ® ” representa um avanço tecnológico incomparável. compacta e mais econômica. tornando-se assim uma solução simples.9 LINHA DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA WEG 9. onde um recurso especial chamado “Optimal Braking ® ” pode ser utilizado sem a necessidade de instalação de resistor de frenagem.

Esta inovação tecnológica permite obter acionamentos de alta performance dinâmica. otim izada e de custo reduzido para as aplicações de frenagem.1 .9 LINHA DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA WEG frenagem interligado ao circuito de potência. No gráfico comparativo dos tipos de frenagem comprovamos as vantagens significativas do método de frenagem “Optimal Braking ® “.Gráfico Torque x Velocidade típico para m otor de 10cv acionado por inversor CFW-09 BENEFÍCIOS ADICIONAIS þ Controle e programação uniformes para toda a gama de potências þ Microcontrolador RISC 32 bits de alta capacidade þ Interface Homem-Máquina destacável tipo duplo display LCD+LED (para fácil programação e visualização) þ Ampla gama de potências: 1 . Os inversores CFW-09 incorporam a função “Optimal Braking ®“ para o modo vetorial. Figura 9. além da grande vantagem de dispensar o uso do resistor de frenagem.. com torques de frenagem da ordem de 5 vezes maior que um torque característico de uma típica frenagem CC. assegurando assim uma solução ideal.. a qual possibilita uma frenagem ótima capaz de atender a grande maioria das aplicações até então somente atendidas pelo método da frenagam reostática. 1500cv (com unidades em paralelo até 1500 cv) 132 .

Software Superdrive (opcional) þ Link DC acessível para alimentação em corrente contínua ou retificador regenerativo þ Comunicação em redes Field Bus: Profibu s DP. IP20 até 500cv þ Instalação e programação simplificadas þ Elevada compactação þ Possibilidade de fixação via flange.9 LINHA DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA WEG þ Dimensionamentos para Torque Constante e Torque Variável þ Grau de proteção NEMA 1/IP20 Standard até 200cv. Device Net ou Modbus RTU (opcional) þ Evolução do produto via software para funções especiais adicionais com reprogramação da memória interna tipo “Flash” Eprom þ Na primeira energização (ou após o reset para o padrão de fábrica) o usuário é guiado pela interface Homem-Máquin a para entrar com os dados mínimos necessários para o correto funcionamento do inversor. 133 . com dissipador atrás da placa de montagem þ Programação via microcomputador PC .

permitindo copiar a programação de um inversor para outros. via programação. NOTA A função de cada tecla pode ser inibida individualmente. Quando pressionada realiza a função JOG (impulso momentâneo de velocidade). 134 . à rpm à volta à estado à torque à Hz à ampère Desabili a o inversor via rampa (parada). defini do a n origem dos comandos/referência. que permite ótima visualização a distância. além de incorporar uma descrição detalhada de todos os parâmetro s e mensagens via display LCD alfa-numérico. LED’s e LCD. Seleciona o modo de operação do inversor.9 LINHA DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA WEG INTERFACE HOMEM X MÁQUINA Interface de operação inteligente do tipo duplo display. Display LED’s 7 segmentos Display LED (cristal líquido) disponível para vários idiomas Habili a o inversor via rampa (partida). t Após habilitado comuta o s indicadores do display. t Reseta o inversor após a oco rrência de erros. Inverte o sentido de rotação do m otor co mutando entre horário e an ti-horário. Função copy incorporada. Incrementa velocidade ou número e valor de parâmetro. Decrementa velocidade ou número e valor de parâmetro. Seleciona (comuta) display de LED’s entre o número do parâmetro e seu valor (posição/conteúdo) para programação.

135 . como também “down-load” do inversor para o microcomputador. em ambiente Windows. É possível armazenar arquivos de parâmetros de todos os inversores CFW-09 existentes na instalação. para parametrização. A comunicação entre o inversor e o microcomputador é feita via s erial RS-232(p onto a ponto) ou via serial RS-405 para interligação em rede. armazenando no microcomputador. diretamente no inversor. ou editar arquivos de parâmetros off-line.9 LINHA DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA WEG SUPERDRIVE Software de programação via microcomputador PC. comando e monitoração dos inversores C FW-09. Permite editar parâmetros on-line. O software também incorpora funções para permitir “up-load” do conjunto de parâmetros do microcomputador para o inversor.

5 22 30 37 45 55 75 92 110 200 220 300 370 450 600 660 950 1.0 3.0 7.5 10 15 20 25 30 40 50 60 75 100 150 200 300 350 500 600 700 900 1000 1500 kW 1.2 3.5 11 15 18.: Torque Quadrático => T carga ~n2) 136 .5 22 30 37 45 55 75 92 110 150 220 260 370 450 500 660 730 1100 1 PADRÃO Incorporado noproduto 220 / 230 V 2 3 4 5 6 7 8 220 V OPCIONAL Interno OPCIONAL c/ unidadeexterna PADRÃO Incorporado noproduto 1 3 4 5 6 7 8 9 10 380 / 400 / 415 / 440 / 460 / 480 V OPCIONAL Interno 380 V OPCIONAL com unidade externa – PADRÃO Incorporado noproduto 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 OPCIONAL Interno 440 V OPCIONAL com unidade externa – * CT = Torque Constante (T carga = CTE).0 5.0 ‚ 10 ‚ 13 16 24 28 45 54 70 86 105 130 142 180 240 3.5 22 30 37 37 55 75 1.7 5.5 10 15 20 25 30 40 50 50 75 100 1.0 3.5 2.1 1.7 5..0 2.0 5.0 3.5 7.5 9.0 5.0 3.1 1.5 22 30 37 45 55 55 75 1.0 7.0 3.5 7.5 15 18.0 7.0 3.0 13 16 24 30 38 45 60 70 86 105 142 180 240 361 450 600 686 855 1140 1283 1710 3.2 4.0 2.5 9.6 4.2 3.0 4.5 22 30 37 45 55 75 110 150 220 260 370 450 500 660 730 1100 Torque Variável Tamanho HP 1.5 2. 0006-T-2223-P-S 0007-T-2223-P-S 0010-T-2223-P-S 0013-T-2223-P-S 0016-T-2223-P-S 0024-T-2223-P-S 0028-T-2223-P-S 0045-T-2223-P-S 0054-T-2223-P-S 0070-T-2223-P-S 0086-T-2223-P-S 0105-T-2223-P-S 0130-T-2223-P-S 0142-T --2223-P-S 0180-T-2223-P-S 0240-T-2223-P-S 0003-T-3848-P-S 0004-T-3848-P-S 0005-T-3848-P-S 0009-T-3848-P-S 0013-T-3848-P-S 0016-T-3848-P-S 0024-T-3848-P-S 0030-T-3848-P-S 0038-T-3848-P-S 0045-T-3848-P-S 0060-T-3848-P-S 0070-T-3848-P-S 0086-T-3848-P-S 0105-T-3848-P-S 0142-T-3848-P-S 0180-T-3848-P-S 0240-T-3848-P-S 0361-T-3848-P-S 0450-T-3848-P-S 0600-T-3848-P-S 0686-T-3848-P-S 0855-T-3848-P-S 1140-T-3848-P-S 1283-T-3848-P-S 1710-T-3848-P-S 0003-T-3848-P-S 0004-T-3848-P-S 0005-T-3848-P-S 0009-T-3848-P-S 0013-T-3848-P-S 0016-T-3848-P-S 0024-T-3848-P-S 0030-T-3848-P-S 0038-T-3848-P-S 0045-T-3848-P-S 0060-T-3848-P-S 0070-T-3848-P-S 0086-T-3848-P-S 0105-T-3848-P-S 0142-T-3848-P-S 0180-T-3848-P-S 0240-T-3848-P-S 0361-T-3848-P-S 0450-T-3848-P-S 0600-T-3848-P-S 0686-T-3848-P-S 0855-T-3848-P-S 1140-T-3848-P-S 1283-T-3848-P-S 1710-T-3848-P-S Frenagem Reostática Corrente Nominal (A) CT* 6.0 6.1 1.0 7.4 5.0 7.5 7.5 7.5 2.0 5.5 1.5 10 15 20 30 30 50 60 75 75 125 125 150 270 300 400 500 600 800 900 1300 2.7 5.2 3.5 7.5 11 15 22 22 37 45 55 55 92 92 110 200 220 300 370 450 600 660 950 1.0 3.0 4.5 2.5 2.2 3.0 6.9 Tensão da rede LINHA DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA WEG Tabela de Es pecificação INVERSOR CFW-09 Modelo Básico CFW-09 .1 1.0 7.0 3.5 2.5 10 15 20 25 30 40 50 60 75 100 125 150 270 300 400 500 600 800 900 1300 2. VT = Torque Variável (Ex.6 4.0 5.7 5.5 2.5 2.4 5.5 10 20 25 30 40 40 60 75 75 100 1.5 11 18.5 7.5 10 15 25 30 40 50 60 75 100 125 150 200 300 350 500 600 700 900 1000 1500 kW 1..5 11 15 18.2 4.0 5.0 13 16 24 30 38 45 60 70 86 105 142 180 240 361 450 600 686 855 1140 1283 1710 36 45 54 70 86 105 130 174 36 45 54 70 86 105 130 174 68 86 105 130 150 174 VT * Tensão (V) MOTOR MÁXIMO APLICÁVEL • TorqueConstante HP 1.5 11 15 18.0 ‚ 7.5 2.5 1.5 2.

foram calculadas com base nos modelos WEG de 2 e 4 pólos. na tabela ao lado. As potências máximas dos motores. sem redução de corrente (potência) nominal de saída. alimentados por rede monofásica.: 6 e 8 pólos). 7 e 10A. Para motores de outras polaridades (ex. 137 .: 230. 2. na tensão 220-230V podem opcionalmente ser .9 LINHA DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA WEG NOTAS 1. especificar o inversor através da corrente nominal do motor. 400 e 460 V) e/ou motores de outros fabricantes. Os modelos de inv ersores CFW09 de 6. outras tens ões (ex.

.Máquina (HMI): 00 = Standard (com HMI de LED’s + LCD) IL = Opcional com HMI somente de LED’s SI = Sem HMI 9.PD (Rede Profibus DP) incorporado DN = Opcional KFB . Frenagem: 00 = Standard (vide tabela de especificações) DB = Opcional com frenagem reostática incorporada internamente 10.DN (Rede Device Net) incorporado MR = Opcional KFB ..5. 480 V 5. 02-CFW09 incorporado A3 = Opcional EBA .. Cartões para rede de comunicação: 00 = Standard (não há) PD = Opcional KFB .0 A 0005 . Inversor de freqüência WEG famíli a CFW-09 çç 6.. Interface Homem . Corrente nominal de saída do inversor em torque constante (CT) 3. Alimentação de entrada do inversor: T = Trifásica 4.9 LINHA DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA WEG CODIFICAÇÃO CFW-09 0016 T 3848 P O 00 SI DB A1 DN H1 S3 Z 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 1. Cartões de expansão de funções: 00 = Standard (não há) A1 = Opcional EBA . Grau de proteção: 00 = Standard (vide tabela de características) 8.0 A 006 = 220 . Idioma do manual do produto: P = Português E = Inglês S = Espanhol 0007 = 7.5 A 0009 = 9.0 A 0010 = 10 A 0013 = 13 A 0016 = 16 A 0024 = 24 A 0028 = 28 A 0045 = 45 A 0054 = 54 A 0070 = 70 A 0086 = 86 A 0105 = 105 A 0130 = 130 A 0142 = 142 A 0180 = 180 A 0240 = 240 A 6. 02-CFW09 incorporado B3 = Opcional EBB . 230 V 3848 = Faixa 380 .0 A 0013 = 13 A 0016 = 16 A 0024 = 24 A 0030 = 30 A 0038 = 38 A 0045 = 45 A 0060 = 60 A 0070 = 70 A 0086 = 86 A 0105 = 105 A 0142 = 142 A 0180 = 180 A 0240 = 240 A 0361 = 361 A 0450 = 450 A 0600 = 600 A 0686 = 686 A 0855 = 855 A 1140 = 1140 A 1283 = 1286 A 1710 = 1710 A 2.. 480 V 0003 = 3. Versão do produto: S = Standard O = com Opcionais 7. 03-CFW09 incorporado 11..MR (Rede Modbus RTU) incorporado 138 . 01-CFW09 incorporado B2= Opcional EBB ... Tensão de alimentação: 2223 = Faixa 220 .6 A 0004 = 4. 01-CFW09 incorporado A2 = Opcional EBA . 03-CFW09 incorporado B1 = Opcional EBB . 230 V 380 .

. Final do código: Z = Dígito i ndicador de final de codificações do produto Exemplos: CFW09 0013 T 2223 P S Z CFW09 0105 T 3848 P O IL A1 PD Z CFW09 0086 T 3848 P O SI DB B2 MR S3 Z NOTA Não é necessário colocar 00 (Standard) no código. DIMENSÕES E PESO MECÂNICA 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 410 688 700 335 LARGURA “ l “ (mm) 143 182 223 250 ALTURA “ H “ (mm) 210 290 390 475 550 675 835 975 1020 1185 300 310 370 492 274 PROFUNDIDADE “ P “ (mm) 196 PESO 3. Sn 14. Hn = Opcional com versão de hardware especial H1 . Hn 13. Sn = Opcional com versão de software especial S1 . Hardware especial: 00 = Standard (não há) H1 ..0 5. Software especial: 00 = Standard (não há) S1 .3 17 22 30 43 55 80 190 230 139 ...9 LINHA DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA WEG 12.....

.CWF09 0 .CFW-09 ALIMENTAÇÃO Tensão Freqüência Desbalanceamentoentre fases Cos ϕ (fator de deslocamento) Standard Tipo de alimentação Microcontrolador Métododecontrole Tipos de controle Trifásica: 220-230V: 220/230V e 380-400V: 380/400/415/440/460/480V (+10%. 50 mA ¬ 1 saída diferencial isolada de sinal de Encoder: alimentação externa 5 ... 90% sem condensação 0 ..10) Base: cinza escuro RAL 7022 (p/ tamanhos 3 .1% da velocidade nominal para ref. 20 mA ou 4 .10) EMC diretiva 89 / 336 / E EC: ambiente industrial Norma EN 61800-3 (EMC ... contatos NA/NF (NO/NC ): 240Vca.... ≥ = 30A) Falha de encoder incremental Falha de conexão da interface HMI . via cartões EBA ou EBB (multiponto até 30 inversores) ¬ Profibus DP.01% da velocidade nominal para ref..8 x Inom... USA (pendente) Chaveamento Variação de freqüência Sobrecarga a dmissível Rendimento Controlede velocidade (modo escalar) Controlede velocidade (modove torial) PERFORMANCE ENTRADAS Controledetorque (modove torial) Analógicas Digitais SAÍDAS Encoderin cremental Analógicas Relé Transistor Encoder Interfaceserial Redes “Field Bus” Proteções COMUNICAÇÃO SEGURANÇA CONDIÇÕESDO AMBIENTE ACABAMENTO Temperatura Umidade Altitude Cor CONFORMIDADES / NORMAS CERTIFICAÇÕES Compatibili ade d eletromagnética Baixa tensão Norma IEC 146 Norma UL 508 C Norma EN 50178 Norma EN 61010 UL (USA) e cUL (CANADÁ) CE (EUROPA) 140 1 Opcional .. 62Hz) Menor que 3% Maior que 0.. com fonte interna isolada 12Vcc ¬ 2 saídas programáveis (11 bits): 0 .. .. digital (ex: teclado. 20mA ¬ .5 / 5. FieldBus) +/..2Hz (48 .. 170Hz (para rede em 50Hz) acima de 204Hz (sob consulta) 150% durante 60 segundos a cada 10 minutos (1. co ntrole e laboratórios Underwriters Laboratories Inc.5 x Inom. 20 mA ou 4 .25 / 2.. isolada.10% do torque nominal Faixa de regulação de torque: 0 .. 20 mA ¬ 2 saídas programáveis. 1000 m (até 4000 m com redução de 10% / 1000 m na corrente de saída) Tampa plásti a: cinza claro PANTONE 413 C ( p/ tamnhos 1 . 0 . 1 entrada programável isolada (10 bits): 0 .. 150% do torque nominal 2 entradas diferenciais programáveis (10 bits): 0 ... 10V..98 NEMA 1 / I P20 (modelos Tamanhos 1 . 40 ºC (até 50 ºC com redução de 2% / ºC na co rrente de saída) 5 ...5% da velocidade nominal Sensorless Resolução: 1rpm (referência via teclado) Faixa de regulação de velocidade = 1:100 Faixa de regulação de velocidade = até 0rpm com Regulação: Encoder ¬ +/.. 1A 2 saídas programáveis isoladas OC: 24Vcc. Device Net ou Modbus RTU...01% da velocidade nominal para r ef... 0 .. 8) IP20 (modelos Tamanhos 9 . 20 mA ) ¬ 6 entradas progr amáveis isoladas: 24Vcc 1 entrada progr amável isolada: 24Vcc ¬ 1 entrada programável isolada: 24Vcc (para termistor PTC do motor) ¬ 1 entrada diferencial. 20 mA ou 4 .Freqüências selecionáveis: 1. 204Hz (para rede em 60Hz) 0 ... 2) c Tampa e laterais metálica:cinza claro RAL 7032 (p/ tamnhos 3 . 10) Fonte chaveada Tipo RISC 32 bits PWM Senoidal SVM (Space Vector Modulation) Reguladores de corrente.0.. 20mA ou 4 . . 20 mA 1 entrada programável bipolar ( 14 bits): -10 . 1A 1 saída programável.0. 10V... contato NA (NO): 240Vca.0 / 10 kHz 0 . 10V 2 saídas programáveis bipolares (14 bits): -10 . analógica 14 bits Torque Regulação: +/. +10V ¬ 2 saídas programáveis isoladas (11 bits): 0 .CFW09 (ponto a ponto) ¬ RS-485....emissão e imunidade) LVD 73 / 23 / EEC: diretiva de baixa tensão / UL 508C Inversores a semicondutores Equipamentos para conversão de energia Equipamentos eletrônicos para uso em instalações de potência Requisitos de segurança p/ equiptos elétricos p/ uso em medição.9 GRAU DE PROTEÇÃO CONTROLE LINHA DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA WEG Características Técnicas . .. fluxo e velocidade implementados com software (Full Digital) Escalar (tensão impost . -15%) 50 / 60Hz +/..0.CT) Maior que 97% Regulação: 1% da velocidade nominal c/ compensação de escorregamento U/F Resolução: 1rpm (referência via teclado) Faixa de regulação de velocidad e = 1:20 Regulação: 0...CT) 180% durante 1 segundo a cada 10 minutos (1..U / F ) a Vetorial Sensorless (sem Encoder) Vetorial com encoder Transistores IGBT .. 15Vcc ¬ RS-232 via kit serial KCS .. analógica 10 b its +/.... via kits adicionais KFB ¬ Sobretensão no circuito intermediário Curto-circuito na saída Subtensão no circuito intermediário Curto-circuito fase-terra na saída Sobretemperatura no inversor Erro externo Sobretemperaturanomotor Erro de autodiagnose Sobrecorrentena saída Erro de programação Sobrecarga no motor ( i x t ) Erro de comu nicação serial Sobrecarga no r esistor de frenagem Erro de ligação invertida (motor ou Encoder) Erro na CPU (Watchdog) / EPROM Falta de fase na alimentação (mod. +10V 0 ..

0X . etc) Seleção do sentido de rotação (horário / anti-horário) Seleção para operação Local / Remoto Partida com o motor girando (Flying S tart) Rejeição de velocidades críticas ou ressonantes (Skip Speed) Operação durante falhas momentâneas da rede (Ride-Through) Sem interface Homem-Máquina Local Modelos “SI” Interface Homem-Máquina Local S implificada (display LED’s) HMI-CFW09-LED Interface Homem-Máquina Remota NEMA 4 (display de LED’s) HMI-CFW09-LED-N4 Interface Homem-Máquina Remota NEMA 4 (display LCD) HMI-CFW09-LCD-N4 Cabo para interligação da HMI Remota (1.CFW09 Frenagem reostática incorporada (transistor interno) Modelos “DB” Modelos: 54 . 3.CFW09 Kit Montagem Extraível (p/ modelos tamanhos 9 . Inglês.PD FieldBus Device Net KFB . 2.. N < Nx... peso.CFW09 Filtro EMC com alta capacidade de atenuação RF Supervisão(Leitura) (HMI .5 e 10 m) CAB .HMI 09 .CFW09 KIt Indutor para Link DC (p/ modelos tamanhos 2 .. 5.CFW09 Tampa cega para HMI remota TCR . inversão de sentido de rotação e seleção Local / Remoto Referência de velocidade (rpm) Corrente de saída no motor (A) Velocidade no motor (rpm) Tensão de saída no motor (V) Valor proporcional à velocidade (ex. etc) Compensação de escorregamento . Parametrização (programação de fun ções gerais) Incrementa / Decrementa velocidade JOG.9 LINHA DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA WEG Características Técnicas . 142A / 220-230V e 38 . T > Tx e T < Tx Onde: N = Velocidade.CFW-09 INTERFACE HOMEM-MÁQUINA Comando Liga / Desliga.modo U/F Limites de velocidade mínima e máxima Limite da corrente máxima Ajuste da corrente de sobrecarga Ajuste digital do ganho e do offset das entradas analógicas Ajuste digital do ganho d as saídas analógicas Função J OG (impulso momentâneo de velocidade) Função JOG + e JOG .DN (instalação interna ao inversor) ModbusRTU KFB . Espanhol Seleção do tipo de c ontrole (via parâmetro): Escalar U/F.) OPCIONAL 141 . N = N*. 10) KME .mode los até 45A / 220-230V e até 30A / 380-480V Função multi-speed (até 8 velocidades pré-programadas) Função c iclo automático do processo Recursos especiais: horímetro.: m/min.CFW09 EBB .CFW09 Cartões de expansão de funções EBA .Português.MR Kit SUPERDRIVE com interface Software SUPERDRIVE Comunicação S erial RS-232 Conectores e cabos KSB . 0X . wattímetro (kW) Regulador PID superposto (controle automático de n ível. 7.CFW09 Módulo Interface Serial RS-232 KCS .Modo vetorial Frenagem reostática incorporada . I/h.CFW09) RECURSOS / FUNÇÕES DISPONÍVEIS Standard (Padrão) Opcionais 1 Disponível em breve (Dados sujeitos a alteração sem prévio aviso. Is < Ix. N > Nx . 600A / 220-230 e 380-480V Kit fixação via flange (p/ modelos tamanhos 3 .Sensorless ou com encoder Auto-diagnóstico de defeitos e auto-reset de falhas Reset para programção padrão de fábrica ou para padrão do usuário Auto-ajuste do inversor as condições da carga (self tuning) Indicação de grandeza específica (programável) . N = 0.(incremento / decremento momentâneo de velocidade) Função “COPY” (inversor → HMI ou HMI → inversor) Funçõe s específicas programadas em saídas digitais (relé): N* > Nx.CFW09 Kit moldura para interface remota KMR .: m/min) Estado do inversor Freqüência de saída no motor (Hz) Estado das entradas dig itais Tensão no circuito in termediário (V) Estado das saídas digitais (transistor) Torque no motor (%) Estado das saídas a relé Potência de saída (kW) Valor das entradas analógicas Horas de produto energizado (h) 4 últimos erros armazenados em memória Horas de funcionamento / trabalho (h) Mensagens de Erros / Defeitos Interface homem-máquina incorporada com duplo display LCD + LED (HMI-CFW09-LCD) Senha de h abilitação para programação Seleção do idioma da IHM (LCD) .X Tampa cega para HMI local TCL .. N* = Referência.CFW09 Kits para redes de comunicação Profibus DP KFB . pressão.01 Modelos: 180 .. 142A / 380-480V Kit frenagem reostática (unidade externa) DBW .. 8) KIL .. Is > Ix.Ex...CFW09 (inversor ↔micro PC) KCS . 8) KMF ..modo U/F I x R (boost de torque) manual ou automático . Is = Corrente saída e T = Torque motor Rampas linear e tipo “S” e dupla rampa Rampas de aceleração e desaceleração independentes Frenagem CC (corrente contínua) Frenagem Ótima (Optimal Braking) ® . rpm.modo U/F Curva U/F ajustável (programável) .. vazão. %.

9 LINHA DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA WEG Acessórios e Periféricos INTERFACE HOMEM-MÁQUINA COMPLETA HMI . Distância máxima 10m. cimento.CFW09 TCR . para instalação local (tampa do inversor) ou remota em porta de painel.CFW09 .CFW09 . opcional para soluções de custo reduzido.CFW09 Módulos de tampa cega. remota ao inversor. ou a outros equipamentos.LCD HMI . Distância máxima 5m (sem moldura) e 10m (com moldura KMR). para uso do software SUPERDRIVE de programação e monitoração do inversor. para operação remota em porta de painel ou console de máquina. KIT MOLDURA PARA INTERFACE REMOTA KMR . . com display de LED’s.CFW09 . fibras. com grau de proteção NEMA 4/IP 56.LED Interface de operação com duplo display. para transferência de operação do inversor para a porta do painel ou para um console da máquina.CFW09 Kit interface serial. com recursos completos via códigos e mensagens com textos alfanuméricos e função Copy.LCD HMI .LCD . local (TCL) para tampa de inversor e remota (TCR) para moldura da Interface Homem-Máquina (HMI) remota. TAMPAS CEGAS TCL . destinados ao fechamento completo do produto quando usado sem a HMI. Distância máxima 5m (sem moldura) e 10m (com moldura KMR). LED’s e LCD. Distância máxima 10m. KIT INTERFACE COMUNICAÇÃO SERIAL RS-232 KCS . destinada a ambientes com incidência de água ou outros agentes agressivos (pó. etc). para instalação local (tampa do inversor) ou remota em porta de painel. via comunicação serial RS-232. 142 Interface Homem-Máquina remota.CFW09 LOCAL REMOTA INTERFACE HOMEM-MÁQUINA SIMPLIFICADA (opcional) Interface de operação simplificada. para conexão do inversor CFW09 a um microcomputador PC.N4 Moldura para instalação / fixação de Interface Homem-Máquina. INTERFACE HOMEM-MÁQUINA REMOTA NEMA 4 .

X Profibus DP Cabos com comprimento (X) de 1.5 e 10 metros. .DN Modbus RTU KFB .CFW09 EBB . 5.PD Device NET KFB ..CFW09 Configuração Funções Entrada de encoder Saída de encoder Serial RS-485 A/D de 14 bits D/A’s de 14 bits Entrada isolada Saídas isoladas Entradas e saídas digitais + termistor • • • • • • EBA.HMI09 . sob consulta. 3. • 01 02 03 01 02 03 • • • • 143 .9 LINHA DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA WEG CABOS PARA INTERLIGAÇÃO DE INTERFACE REMOTA CAB . KITS PARA REDES DE COMUNICAÇÃO “FIELDBUS” ⇒ ⇒ ⇒ KFB . . 2.. • • • • • • • • • • • EBB.. Cabos especiais com comprimentos superiores.MR CARTÕES DE EXPANSÃO DE FUNÇÕES EBA 0X .. 7. 0X .

3 Principais características 10.2 Proteções 10.3.10 SOFT-STARTER 10.5 Critérios para dimensionamento 10.4 Principais aplicações para soft-starter 10.3.2 Princípio de funcionamento l l Circuito de potência Circuito de controle 10.3.8 Soft-Starter SSW-05 .1 Introdução 10.7 Soft-Starter SSW-03 Plus / SSW-04 10.6 Considerações importantes 10.1 Principais funções l l l l l l Rampa de tensão na aceleração Rampa de tensão na desaceleração Kit Start Limitação de corrente Pump control Economia de energia 10.3 Acionamentos típicos 10.

Em particular nós iremos analisar e avaliar. as chaves de partida soft-starters. conforme uma programação feita anteriormente pelo usuário. que é comandada através de uma placa eletrônica de controle. ou melhor.1. Olhando para o passado podemos claramente perceber o quanto estas técnicas tem contribuído para este fim. largamente utilizado em praticamente todos os segmentos. a fim de ajustar a tensão de saída. seja ele residencial ou industrial. Esta estrutura é apresentada na figura 10. COMPARATIVO ENTRE MÉTODOS DE PARTIDA 10. uma técnica que tornou-se muito utilizada na atualidade.2 PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO O funcionamento das soft-starters está baseado na utilização de tiristor es (SCR´s). Um dos mais claros exemplos são os sistemas de acionamento para motores de indução. em grande parte representados por sistemas eletromecânicos. Em nosso estudo faremos uma comparação entre estes vários sistemas e os que utilizam as soft-starters. algumas técnicas foram desenvolvidas. de uma ponte tiristorizada na configuração anti-paralelo.1 INTRODUÇÃO Com a crescente necessidade na otimização de sistemas e processos industriais. Estes equipamentos eletrônicos vem assumindo significativamente o lugar de sistemas previamente desenvolvidos. 147 .10 SOFT-STARTER 10. principalmente levando-se em consideração conceitos e tendências voltados a automação industrial.

já que notamos nitidamente que podemos dividir a estrutura acima em duas partes.10 SOFT-STARTER Figura 10. e tem como função fazer a proteção dos SCRs contra dv/dt. e os TCs (transformadores de corrente). • Os transformadores de corrente fazem a monitoração da corrente de saída permitindo que o controle eletrônico efetue a proteção e manutenção do valor de corrente em níveis pré-definidos (função limitação de corrente ativada). • O circuito RC representado no diagrama é conhecido como circuito snubber. variamos o valor eficaz de tensão aplicada ao motor. a soft-starter controla a tensão da rede através do circuito de potência.Blocodiagrama simplificado Como podemos ver. A seguir faremos uma análise mais atenciosa de cada uma das partes individuais desta estrutura. 148 .1 . o circuito de potência e o circuito de controle. constituído por seis SCRs. É constituída basicamente pelos SCRs e suas proteções. CIRCUITO DE POTÊNCIA Este circuito é por onde circula a corrente que é fornecida para o motor. onde variando o ângulo de disparo dos mesmos.

• Rampa de tensão na aceleração As chaves soft-starters tem uma função muito simples. Atualmente a maioria das chaves soft-starters disponíveis no mercado são microprocessadas. Figura 10.1 Principais funções Além das características mostradas anteriormente as soft-starters também apresentam funções programáveis que permitirão configurar o sistema de acionamento de acordo com as necessidades do usuário.3.3 PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS 10. bem como os circuitos utilizados para comando.2 .2. 10. totalmente digitais. Alguns fabricantes ainda produzem alguns modelos com controle analógico. Graficamente podemos observar isto através da figura 10.10 SOFT-STARTER CIRCUITO DE CONTROLE Onde estão contidos os circuitos responsáveis pelo comando. mais no sentido de oferecer uma opção mais barata para aplicações onde não sejam necessárias funções mais sofisticadas. que é através do controle da variação do ângulo de disparo da ponte de tiristores. sinalização e interface homem-máquina que serão configurados pelo usuário em função da aplicação. gerar na saída da mesma. sendo assim.Rampa de tensão aplicada ao motor na aceleração 149 . monitoração e proteção dos componentes do circuito de potência. uma tensão eficaz gradual e continuamente crescente até que seja atingida a tensão nominal da rede.

momento de inércia da carga refletida ao eixo do motor. implicando que o motor não produza nenhum conjugado na carga. • Rampa de tensão na desaceleração Existem duas possibilidades para que seja executada a parada do motor. irá perdendo velocidade. como por exemplo: sistema de acoplamento.10 SOFT-STARTER Atentem ao fato de que quando ajustamos um valor de tempo de rampa. A equação (1) mostra matematicamente como podemos expressar esta forma de energia. 1 2 K = –––––– J .3. até que toda energia cinética seja dissipada. e de tensão de partida (pedestal). 150 .m 2) ω = velocidade angular (rad/s) Na parada controlada a soft-starter vai gradualmente reduzindo a tensão de saída até um valor mínimo em um tempo pré-definido. ω (1) 2 onde. Isto na realidade dependerá das características dinâmicas do sistema motor/carga. Graficamente podemos ver observar a figura 10. etc . A melhor aproximação poderá ser alcançada através do cálculo do tempo de aceleração do motor. Não existe uma regra prática que possa ser aplicada para definir qual deve ser o valor de tempo a ser ajustado. Na parada por inércia. e qual o melhor valor de tensão de pedestal para que o motor possa garantir a aceleração da carga. Tanto o valor do pedestal de tensão. respectivamente. a soft-starter leva a tensão de saída instantaneamente a zero. K = energia cinética (Joules) J = momento de inércia total (Kg. isto não significa que o motor irá acelerar de zero até a sua rotação nominal no tempo definido por t a. o qual será mostrado posteriormente. por inércia ou controlada. atuação da função de limitação de corrente. que por sua vez. quanto o de tempo de rampa são valores ajustáveis dentro de uma faixa que pode variar de fabricante para fabricante.

etc. a perda de conjugado reflete no aumento do escorregamento. e assim acelerar a carga. isto é possível utilizando uma função chamada “Kick Start”. Deve-se ter muito 151 .4.Perfil de tensão na desaceleração O que ocorre neste caso pode ser explicado da seguinte maneira: Reduzindo-se a te nsão aplicada ao motor. suficiente para vencer o atrito. normalmente a soft-starter precisa aplicar no motor uma tensão maior que aquela ajustada na rampa de tensão na aceleração. o aumento do escorregamento faz com que o motor perca velocidade. Este tipo de recurso é muito importante para aplicações que devem ter uma parada suave do ponto de vista mecânico. comprometendo componentes como válvulas e tubulações. transportadores. que pode provocar sérios danos a todo o sistema hidráulico.3 . Nestes casos. além da própria bomba. esta função faz com que seja aplicado no motor um pulso de tens ão com amplitude e duração programáveis para que o motor possa desenvolver um conjugado de partida. Podemos citar como exemplo bombas centrífugas. Se o motor perde velocidade a carga acionada também perderá.10 SOFT-STARTER Figura 10. Como podemos ver na figura 10. No caso particular das bombas centrífugas é importantíssimo minimizar-se o efeito do “golpe de aríete”. • Kick Start Existem cargas que no momento da partida exigem um esforço extra do acionamento em função do alto conjugado resistente. este irá perder conjugado.

152 . comprometer a definição com relação ao seu uso. pois a utilização da softstarter nestes casos advém da necessidade de garantirse uma partida suave. pois ela somente deverá ser usada nos casos onde ela seja estritamente necessária. seja mecanicamente. Na figura 10. a corrente de partida irá atingir valores muito próximos daqueles registrados no catálogo ou folha de dados do motor.Representação gráfica da função “Kick Start” Devemos observar alguns aspectos importantes relacionados com esta função. Figura 10. • Limitação de corrente Na maioria dos casos onde a carga apresenta uma inércia elevada. Desta forma podemos considerar este recurso como sendo aquele que deverá ser usado em última instância. Isto é claramente indesejável. Como a tensão de partida poderá ser ajustada próximo da tensão nominal.4 . mesmo que por um pequeno intervalo de tempo. Esta função faz com que o sistema rede/soft-starter forneça ao motor somente a corrente necessária para que seja executada a aceleração da carga.10 SOFT-STARTER cuidado com esta função.5 podemos observar graficamente como esta função é executada. inclusive o do próprio sistema de acionamento. ou quando realmente ficar óbvia a condição severa de partida. seja eletricamente. já que ela poderá ser mal interpretada e. desta forma. é utilizada uma função denominada de limitação de corrente.

viabiliza a partida de motores em locais onde a rede se encontra no limite de sua capacidade. A limitação de corrente também é muito utilizada na partida de motores cuja carga apresenta um valor mais elevado de momento de inércia.5 . não sendo isto de forma alguma um fator proibitivo na escolha do sistema de partida. as chaves compensadoras. ou mesmo quando para que o motor acelere a carga. • Pump control Esta função é utilizada especialmente para a aplicação de partida soft-starter em sistemas de bombeamento. Ocorre então a necessidade de se impor um valor limite de corrente de partida de forma a permitir o acionamento do equipamento bem como de toda a indústria. Trata-se na realidade de uma configuração específica (pré-definida) para atender este tipo de aplicação. melhor ainda. podemos dizer que esta função é a que deverá ser utilizada após não obter-se sucesso com a rampa de tensão simples. Normalmente nestes casos a condição de corrente na partida faz com o sistema de proteção da instalação atue. seja necessário ajustar uma rampa de tensão de tal forma que a tensão de partida (pedestal) próximo aos níveis de outros sistemas de partida como. Em termos práticos. por exemplo. onde normalmente é 153 .Limitação de corrente Este recurso é sempre muito útil pois garante um acionamento realmente suave e.10 SOFT-STARTER Figura 10. impedindo assim o funcionamento normal de toda a instalação.

6 . Por ser um motor onde o conjugado desenvolvido é proporcional ao quadrado da tensão aplicada. quando ativada. São habilitadas também as pro teções de seqüência de fase e subcorrente imediata (para evitar o escorvamento). Figura 10. prejudicial ao sistema como um todo. Esta função. Quando a tensão no motor está em seu valor nominal e a carga exige o máximo conjugado para o qual o motor foi especificado.Equilíbrio entre conjugado e tensão 154 . a demanda de corrente reduzirá e o ponto de operação se moverá junto à curva para o ponto B.10 SOFT-STARTER necessário estabelecer uma rampa de tensão na aceleração. Se carga diminui e o motor for alimentado por uma tensão constante.6. conforme a figur a 10. o ponto de operação será definido pelo ponto A. a velocidade (rotação) aumentará ligeiramente. o ponto de operação passará a ser o ponto A|. haverá uma redução do conjugado com uma redução de tensão. A rampa de tensão na desaceleração é ativada para minimizar o golpe de aríete. Caso esta tensão seja devidamente reduzida. • Economia de energia Uma soft-starter que inclua características de otimização de energia simplesmente altera o ponto de operação do motor. reduz a tensão aplicada aos terminais do motor de modo que a energia necessária para suprir o campo seja proporcional à demanda da carga. uma rampa de tensão na desaceleração e a habilitação de proteções.

vem sendo evitado a todo custo. Normalmente quando uma proteção atua é emitida uma mensagem de erro específica para permitir ao usuário reconhecer o que exatamente ocorreu.3. diga-se de passagem. principalmente. • Sobrecorrente imediata na saída Ajusta o máximo valor de corrente que a soft-starter permite fluir para o motor por período de tempo préajustado (via parametrização). pois estas também podem garantir ao motor toda a proteção necessária. Figura 10. Cabe destacar que este tipo de otimização de energia possui alguns inconvenientes.2 Proteções A utilização das soft-starters não fica restrita exclusivamente a partida de motores de indução.Proteção de sobrecorrente imediata 155 . Isto. a geração de tensões e correntes harmônicas e variações no fator de potência. No caso as harmônicas podem ocasionar problemas relativos a danos e redução da vida útil de capacitores para correção de fator de potência. 10. A seguir estão relacionadas as principais proteções que as soft-starters oferecem.7 .10 SOFT-STARTER Em termos práticos pode-se observar uma otimização com resultados significativos somente quando o motor está operando com cargas inferiores a 50% da carga nominal. o que atualmente em virtude da crescente preocupação com o desperdício de energia e fator de potência. sobreaquecimento de transformadores e interferências em equipamentos eletrônicos. é muito difícil de encontrar-se pois estaríamos falando de motores muito sobredimensionados.

S.15 156 .Proteção de subcorrente imediata • Sobrecarga na saída (Ixt) Supervisiona as condições de sobrecarga conforme a classe térmica selecionada. esta função é muito utilizada para proteção de cargas que não possam operar em vazio como. = 1.10 SOFT-STARTER • Subcorrente imediata Ajusta o mínimo valor de corrente que a soft-starter permite fluir para o motor por período de tempo préajustado (via parametrização). Figura 10. sistemas de bombeamento.9 . protegendo o motor termicamente contra sobrecargas aplicadas ao seu eixo. Figura 10.Característica de sobr ecarga para F.8 . por exemplo.

é que qualquer operação de reversão deverá ser feita na saída da chave. Caso haja alguma irregularidade. • Falta de fase no motor Detecta a falta de uma fase na saída da soft-starter e bloqueia os pulsos de disparo dos tiristores. o termostato irá comutar fazendo com que a CPU bloqueie imediatamente os pulsos de disparo dos tiristores. • Seqüência de fase invertida Alguns modelos de soft-starters irão operar somente se a seqüência de fase estiver correta. onde também estão montados os tiristores. Caso exista. Interferência eletromagnética também pode causar a 157 .10 SOFT-STARTER • Sobretemperatura nos tiristores (medida no dissipador) Monitora a temperatura no circuito de potência através de um termostato montado sobre o dissipador de alumínio. serão bloqueados os pulsos de disparo dos tiristores e será enviada uma mensagem de erro através do display. bloqueia os pulsos de disparo e envia uma mensagem de erro através do display. como exemplo. a CPU executa uma rotina de auto diagnose e verifica os circuitos essenciais. Uma desvantagem dos modelos que são sensíveis a mudança da seqüência de fase. Caso a temperatura do dissipador superar 90 °C. • Falta de fase na rede Detecta a falta de uma fase na alimentação da softstarter e bloqueia os pulsos de disparo dos tiristores. • Erro na CPU (watchdog) Ao energizar-se. enviando uma mensagem de erro que será mostrada no display. • Falha nos tiristores Detecta se algum dos tiristores está danificado. podemos citar o acionamento para bombas. Esta proteção pode ser habilitada para assegurar que cargas sensíveis a inversão do sentido de giro não sejam danificadas.

3 Acionamentos típicos Veremos a seguir os acionamentos tipicamente configuráveis nas chaves soft-starters. sendo alguns deles utilizados em sistemas um pouco mais sofisticados. relés auxiliares. • Erro de comunicação serial Impede que um valor alterado ou transmitido incorretamente através da porta de comunicação serial.3. como por exemplo.10 SOFT-STARTER atuação desta proteção. pressostatos. seja aceito. • Defeito externo Atua através de uma entrada digital programada. Normalmente ocorre quando se altera algum parâmetro com o motor desligado e nas condições de incompatibilidade. 10. • Erro de programação Não permite que um valor que tenha sido alterado incorretamente seja aceito. 158 . sondas térmicas. São associados dispositivos de proteção externos para atuarem sobre esta entrada. etc.

leituras e monitoração de status feitos via I.10 SOFT-STARTER • Básico / Convencional Todos os com andos.10 .Diagrama simplificado de um acionamento básico Parâmetro P53 P54 P55 P61 * Padrão de fábrica Programação 1 2 oFF oFF 159 .H.M. Acionamento sugestivo com comandos por entradas digitais a dois fios Figura 10.

11 .Diagrama do acionamento com inversão de sentido de giro Parâmetro P04 P51 P53 P54 P55 P61 Programação oFF 3 4 4 3 oFF 160 .10 SOFT-STARTER • Inversão de sentido de giro Acionamento sugestivo com comandos por entradas digitais a três fios e troca do sentido de giro Figura 10.

10

SOFT-STARTER

• Frenagem por injeção de corrente contínua Acionamento sugestivo com comandos por entradas digitais a três fios e frenagem cc

Figura 10.12 - Diagrama do acionamento com frenagem CC

Parâmetro P34 P35 P52 P53 P54 P55 P61

Programação Maior que oFF Ajuste de carga 3 4 2 3 OFF

161

10

SOFT-STARTER

• By-pass Acionamento sugestivo com comandos por entradas digitais a três fios e contator de bypass

Figura 10.13 - Diagrama do acionamento com by-pass da chave

Parâmetro P43 P52 P53 P54 P55 P61

Programação ON 2 4 2 3 OFF

162

10

SOFT-STARTER

• Multimotores / Cascata Acionamento sugestivo com comandos por entradas digitais para três motores

Figura 10.14 - Diagrama orientativo do acionamento tipo cascata

163

10

SOFT-STARTER

10.4 PRINCIPAIS APLICAÇÕES PARA SOFT-STARTERS

Nos últimos anos as chaves soft-starters vêm sendo amplamente utilizadas em vários segmentos industriais, destacando-se em algumas aplicações como por exemplo, sistemas de bombeamento, ventiladores, exaustores, misturadores (pulpers), compressores, moinhos, etc. A partir de agora analisaremos os principais aspectos a serem considerados em cada uma das aplicações mais típicas, como definido a seguir : • • • • • Bombas centrífugas; Compressores; Ventiladores; Misturadores (pulpers); Moinhos, centrífugas, transportadores, etc.

164

.....0 • Comentários: (1) (2) 165 ... Baixo • Condição de partida . COMPRESSORES Características • Tipo de conjugado ............... tipicamente I P/I N ≤ 3.. Quadrático (parafuso) ou Constante (alternativo) • Momento de inércia ..............10 SOFT-STARTER BOMBAS CENTRÍFUGAS Características • Tipo de conjugado . IP/I N ≤ 3... Qu adrático • Momento de inércia ...... Baixo • Condição de partida ...................0 • Comentários: 1) É a melhor aplicação para soft-starter 2) Função Pump Control minimiza golpe de aríete.

5 • Comentários: 1) Para grandes potências usar a limitação de corrente na partida........10 SOFT-STARTER VENTILADORES Características • Tipo de conjugado .........15 .. Médio • Condição de partida ..... IP/I N ≤ 3... Qu adrático • Momento de inércia ... 2) A partida é feita normalmente com o damper fechado (sem carga)..... Figura 10...Curvas típicas de conjugado em função da rotação 166 .

.. Figura 10.. Qu adrático • Momento de inércia .......... envolvido no processo.. Médio / Alto • Condição de partida .......Curva típica de conjugado em função da rotação 167 ... o momento de inércia pode ser elevado.5 • Comentários: 1) Conjugado resistente na partida pode ser muito alto... 2) Dependendo do material...... IP/I N ≤ 3.16 ..10 SOFT-STARTER MISTURADORES Características • Tipo de conjugado ..

....5 • Comentários: 1) Verificar se parte com ou sem carga..................... 2) Usar limitação de corrente na partida...........5 168 ...... TRANSPORTADORES Características • Tipo de conjugado ....... IP/I N ≤ 4..10 SOFT-STARTER MOINHOS Características • Tipo de conjugado .... Constante • Momento de inércia . Médio / Alto • Condição de partida ... IP/I N ≤ 4..... Constante • Momento de inércia .. Elevado • Condição de partida .....

...... CENTRÍFUGAS Características • Tipo de conjugado . 3) Verificar se ocorrem sobrecargas.. Line ar • Momento de inércia . 4) Verificar se parte com ou sem carga.. 169 ... IP/I N ≤ 4. 2) Utiliza limitação de corrente na partida.... Elevado • Condição de partida ... 2) Verificar o número de manobras (centrifugação por bateladas)........5 • Comentários: 1) Utiliza a limitação de corrente de partida.....10 SOFT-STARTER • Comentários: 1) Utiliza rampas de tensão na aceleração e desaceleração.....

condições de operação. Fisicamente. Como vimos anteriormente. Para podermos especificar uma soft-starter é muito importante obtermos algumas informações relacionadas principalmente com as características do motor. o motor sofre algumas alterações nas suas características de conjugado em virtude de aplicarmos a ele uma tensão reduzida. da carga. rede de alimentação. que seja este o suficiente para vencer o conjugado resistente da carga e a inércia refletida em seu eixo. do ambiente.5 CRITÉRIOS PARA DIMENSIONAMENTO Neste capítulo iremos estabelecer os critérios mínimos e necessários para efetuar-se o correto dimensionamento de uma chave soft-starter. o motor deverá ser capaz de produzir um conjugado dinâmico tal. Desta forma trataremos de verificar estes pontos e definir critérios que nos possibilitem especificar o modelo ideal de chave estática. trazendo como principais benefícios a redução da corrente e do conjugado de partida respectivamente. Devemos garantir que o motor ao ser acionado por uma chave soft-starter tenh a condições de acelerar a carga da rotação zero até sua rotação nominal (ou próximo disto) onde haverá então o equilíbrio. acoplamento entre o motor e a carga.10 SOFT-STARTER 10. Em relação aos aspectos acima expostos devemos levantar os seguintes dados : Motor • Corrente nominal • Potência nominal • Tensão de alimentação • Número de pólos • Fator de serviço • Tempo de rotor bloqueado • Momento de inércia • Curva característica de conjugado em função da rotação Carga • Curva característica de conjugado em função da rotação • Tipo de acoplamento • Apresenta sobrecarga na partida ou em regime • Número de partidas por hora • Momento de inércia ou GD 2 170 .

muitas vezes. Também será possível referir o momento de inércia da carga ao eixo do motor para obtermos o momento de inércia total.10 SOFT-STARTER Observações • Para montagem em painel definir: grau de proteção. Adotaremos informalmente a seguinte denominação para nos referirmos à estas situações: Situação Ideal Onde temos disponíveis todas as informações. Partindo desta realidade poderemos estabelecer duas situações possíveis. etc). Devemos frisar com relação aos dados do motor que a mais importante informação é a corrente nominal. sendo desta forma possível determinar o tempo d e aceleração através da equação (3). Sabemos que. Desta forma podemos estabelecer o primeiro critério de dimensionamento como a seguir: INOM soft-starter ≥ I NOM motor (5. agressividade (se existe a presença de líquidos. maresia. poeira. sólidos em suspensão. uma quando temos todas as informações disponíveis e outra quando não temos. umidade. retrofitting ou em ampliações das instalações. a chave será aplicada em máquinas mais antigas. corrosivos. Na maioria das vezes dispõe-se somente do tipo de máquina a ser acionado e a potência nominal do motor. Isto por sinal é muito comum pois.1) Muitas vezes todas estas informações não estarão disponíveis e desta forma teremos que aplicar fatores para sobredimensionamento da soft-starter. pois a corrente da soft-starter será dimensionada em relação a ela. • Característica do ambiente: temperatura. refrigeração. tensão de comando. SITUAÇÃO IDEAL Neste caso dispomos das curvas de conjugado por rotação da carga e o do motor. para que um motor elétrico suporte a condição de partida a seguinte 171 . Veremos as duas independentemente e assim definiremos os critérios específicos a cada uma delas. sólidos ou gases inflamáveis. altitude. Situação Normal Onde temos soment e algumas das informações.

4) Onde . Para calcularmos o conjugado acelerante precisaremos calcular a área delimitada pelas curvas características de conjugado do motor e d a carga (figura 10.momento de inércia total. Esta 172 .17). pois esta informação pode ser obtida através do catálogo de motores ou folha de dados onde é considerado que no motor está sendo aplicada a tensão nominal.tempo de rotor bloqueado.10 SOFT-STARTER relação deve ser respeitada: t ≤ 0. CA .tempo de aceleração.rotação.momento de in ércia da carga referida ao eixo do motor. O momento de inércia total é calculado por: J =J T motor +J carga (5. Na condição acima devemos na verdade considerar o tempo de rotor bloqueado corrigido em função dos fatores de correção da corrente ou da tensão. t A . Jmotor . ∆n . a T ( ––––––– ) C A (5. Jcarga .80 x t a RB (5. t RB . ∆n . JT .momento de inércia do motor. t a .conjugado acelerante. Para o cálculo do tempo de aceleração partimos da seguinte equação: J t = 2π .tempo de aceleração.3) Onde.2) Onde.

Figura 10. B. e E são constantes inteiras e positivas dependentes das características do motor.17 .5) seja uma aproximação válida e bastante razoável. que como visto anteriormente poderá ser 173 . se considerarmos ainda que a equação (5.10 SOFT-STARTER área pode ser calculada de diversas maneiras sendo analiticamente. pois seria necessário obter informações muito det alhadas da características elétricas do motor. Para executar o cálculo de forma analítica deveremos conhecer as equações das duas curvas.6) CR(n) dependerá da característica de conjugado da carga.5) Onde A. C. A equação da curva de carga com um pouco de boa vontade poderá ser interpolada mas a do motor é muito difícil de conseguirmos.Representação gráfica do conjugado acelerante Assim a área representada na figura acima poderia ser calculada pela resolução da seguinte expressão genérica: CA = ∫ n –––––––––––––––– dn – ∫ C R (n)dn Cn 2 – Dn + E 0 0 A – Bn n (5. A – Bn = ––––––––––––––––– 2 Cn – Dn + E C motor (5. numericamente ou graficamente. D. para que assim possamos integrá-las entre os limites desejados.

Vemos que será mais fácil buscarmos outra forma de calcularmos esta área sem a necessidade de recorrer a técnicas de integração muito complexas. quadrático. Podemos cons iderar que a variação da tensão aplicada ao motor obedece a seguinte relação: 174 . mas no nosso caso perfeitamente tolerável.10 SOFT-STARTER classificada em um dos grupos específicos (constante. através de fatores de redução. pois permite calcularmos o conjugado acelerante para qualquer que seja a característica de conjugado do motor e da carga. a curva de conjugado do motor deverá ser corrigida em função da variação da tensão aplicada. Somente deverá ficar esclarecido que antes de aplicar-se esta técnica. Figura 10. Nitidamente pode-se perceber que haverá uma margem de erro no valor da área a ser calculada. Esta técnica consiste em dividirmos o intervalo de integração em N partes iguais e calcularmos a área do trapézio formado em cada um dos subintervalos Dn . esta técnica mostra-se muito eficiente e simples. linear. sendo que os pontos de conjugado serão lidos diretamente da curva (ver figura 10.18 .Técnica de integração numérica pela regra dos trapézios Apesar de trabalhosa. Uma maneira interessante seria calcularmos esta área através de alguma técnica de integração numérica. dependendo do número de subintervalos. Por simplicidade utilizaremos a integração pela técnica dos trapézios. hiperbólico ou não definido).18).

n + U p n Nom 5.Rampa de tensão aplicada ao motor na partida Podemos assim colocar estes valores em uma tabela de forma a facilitar a visualização dos resultados obtidos segundo o procedimento acima descrito. n Nom = rotação nominal. UNom = tensão nominal.19 ilustra esta consideração. Figura 10.10 SOFT-STARTER UNom – U p U(n) = ( –––––––––––––––– ) .7 onde.19 . 175 . UP = tensão de partida. A figura 10. onde a soft-starter receberia a leitura de velocidade do motor para que assim aplicasse a rampa de tensão. Na verdade o que nos diz a expressão (5.7) seria válido se tivéssemos um sistema de malha fechada de velocidade. De qualquer maneira para efeito de dimensionamento isto não nos trará nenhum inconveniente sendo t ambém uma aproximação relativamente satisfatória.

teremos certeza de que o motor escolhido atende a condição de partida. Caso isto se verifique.3) poderemos calcular os tempos de aceleração parciais para cada um dos subintervalos.10 SOFT-STARTER Tabela 10.Valores de conjugado Rotação C / C Nom (%) (motor) n0 C0 CRC / C Nom CA / C Nom C0 + C 1 ––––––– 2 C1 + C 2 ––––––– 2 C2 + C 3 ––––––– 2 CR0 + C R1 ––––––– 2 CR1 + C R2 ––––––– 2 CR2 + C R3 ––––––– 2 C R0 - n1 C1 C R1 - n2 ··· C2 ··· C R2 ··· - ··· CN-1 + C Nom CRN-1 + C RNom ––––––– . Matematicamente podemos expressar isso através da seguinte relação: t a = Σ tan 0 N (5.2). Bastará depois disso somarmos todos estes valores parciais obtendo assim o valor do tempo de aceleração total do motor. Aplicando estes valores na equação (5.––––––– 2 2 n Nom CNom C RNom NOTA Todos os valores de conjugado na tabela acima foram referenciados ao conjugado nominal do motor por comodidade e por ser mais fácil trabalhar com valores dessa forma referenciados.1 . sendo fornecidas as seguintes informações: 176 .8) O valor encontrado a partir da expressão (5. Vamos agora aplicar este procedimento em um exemplo prático baseando-se em um uma aplicação real.8) deverá obedecer o que defin e a expressão (5.

com rendimento de 75%.45658 66.39183 0.375647 13.2833 193. Lendo estes valores das curvas obtemos a tabela abaixo: Tabela 10.46366 CV.95917 Conjugado do motor Cmotor (N.4864 29. ou melhor.9072 99.1a Pontos de conjugado resistente Rotação (% de n NOM ) 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 CRES (N. Neste caso aplicaremos o procedimento para uma bomba centrífuga que irá trabalhar em um ponto de operação definido pela vazão de 200 m 3/h e uma pressão de 21 mca. A curvas de conjugado em fun ção da rotação.8338 204.8 177 .4117 197. OBSERVAÇÃO Ver anexo I.10 SOFT-STARTER • Curva de conjugado da carga.7878 229. fornecem o valor de conjugado requerido em dez pontos de rotação distintos.m) 36.m) 229.50259 40. • Folha de dados do motor.54 255. escolheremos um motor de 25 CV (valor comercial de potência normalizada). da bomba e do motor.54 210. • Curvas com as características de conjugado e corrente do motor.0444 184. Chegamos a P c = 20.6594 191.11075 20.0356 216.15931 52.81349 3.38082 81. Com estes dados podemos calcular a potência requerida pela bomba e assim determinar a potência do motor adequado ao acionamento da bomba.281078 7.

já que conhecemos a rampa de tensão.1a) Rotação (% da n Nom ) 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 Tensão (% da U Nom ) 35 41. Sabemos que conjugado do mot or varia com o quadrado da tensão aplicada.5 61 67.16 58.10 SOFT-STARTER Os valores de conjugado do motor deverão ser corrigidos para a variação de tensão que será aplicada.70 106.m) 14.87 184.63 43.5 48 54. Aqui iremos considerar que o motor atinja a tensão nominal ao final da rampa de tensão aplicada pela softstarter. Desta forma podemos determinar os valores de conjugado corrigido para cada um dos pontos fornecidos.5 87 93. Esta tabela apresentará os valores de conjugado acelerante médio para cada um dos intervalos de rotação definidos.22 31.1.80 Com os valores de conjugado corrigidos podemos agora preencher uma tabela como a tabela 10.35 22.1b Os valores de conjugado do motor devem ser corrigidos através da seguinte relação: CMotor = (U/100) 2 x C motor (tirado da tabela 10.21 99.27 158. Podemos então montar a seguinte tabela: Tabela 10.23 137.63 79.5 100 Cmotor (N.5 74 80. Esta tabela é mostrada a seguir: 178 .

59 117.m) 28.04 161.65 99.85 54.24 45.12 36.96 Ca médio (N.84 98.28 7. e a partir daí calcularmos a tensão que deveria ser aplicada.16 52.58 38.71 148. Podemos verificar que este motor terá condições de acelerar tranqüilamente a carga. Quando esta função está ativa devemos aplicar fatores para correção das curvas de conjugado e corrente do motor. Substituindo os valores nas respectivas equações chegamos ao seguinte resultado para o tempo de aceleração total : t a = 1.8.23 65.m) 23.49 29.38 13.54 56. temos condição de calcular os tempos de aceleração parciais para cada um deles (através da equação 5.13 92.3). Para calcularmos o tempo de aceleração total basta utilizarmos a relação 5.81 3.10 SOFT-STARTER Rotação (% de n Nom ) 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 CMotor (N.08 s.38 81.96 118.80 CRES (N.75 193. Devemos lembrar que no procedimento usado no exemplo acima não consideramos a ativação da função “limitação de corrente” da soft-starter.93 56.84 45.50 40. visto que o tempo de aceleração é muito pequeno em relação ao tempo de rotor bloqueado (corrigido).75 80.11 20.46 66.39 0.82 72.90 124.56 Com os valores de conjugado acelerante médio para todos os intervalos de rotação. considerando esta situação. Uma alternativa válida seria a de considerarmos um valor de limitação de corrente. Note que o conjugado será corrigido conforme a seguinte relação: 179 .m) 16.

Neste caso devemos comparar os valores obtidos através de (5.11) onde.10 ) Deve-se notar que a relação entre o valor da limitação e a corrente do motor nos informará diretamente a relação da tensão aplicada em relação a tensão nominal.11) e os mesmos devem obedecer a seguinte relação: I efSSW ≥ k. I máx máx (3) x t 2 + 360 – t 360 ( ) NomSSW (5. Isto pode ser feito através da seguinte relação: I = ef √ (I ) Lim x t + (360 – t ) a a ––––––––––––––––––––– .12 ) 180 . I (5.I ef (5.10 ) Nom 360 2 válido para um regime de partidas de 10 partidas por hora. t máx depende do modelo da soft -starter. Para garantirmos o acionamento do motor devemos então calcular o valor de corrente eficaz para o regime de partida do motor utilizando o valor de corrente limite e tempo de aceleração total.10 SOFT-STARTER I C = ( ––––––– A I n Lim ) . Assim podemos atribuir um valor a I Lim e verificarmos se o valor de tensão aplicada ao motor é válido ou satisfatório.10) e (5.C – C n Rn (5.10) deverá ser comparado com o valor de corrente eficaz da softstarter. que poderá ser encontrado a partir da seguinte relação: I ef SSW = √ ––––––––––––––––––––– . O valor encontrado através da relação (5.

8 – 2.0 1.0 NOTA Os valores acima são válidos para regime de serviço normal.0 1. 181 .2 .2 (folga de 20% acima do calculado).12) um fator de segurança. A tabela abaixo nos mostra estes fatores. representado por k.2 Até 22 kW 1.0 1. ou seja. Tabela 10. porém somente se necessário. com número de partidas não superior a 10 partidas por hora.5 Acima de 22 kW Misturadores (pulpers) Moinhos Transportadores Centrífugas Média Média/Alta Média/Alta Baixa Média Média Alta Muito Alta 1. Estabelecemos dessa maneira os procedimentos para dimensionamento de um acionamento com soft-starter para a situação denominada de Ideal.Critérios de Dimension amento Aplicação Bomba Centrífuga Compressores (parafuso) Compressores (alternativo) Ventiladores Carga Baixa Baixa Média Quadrático Inércia Baixa Baixa Baixa Média/Alta Fator 1. ou seja. colhidos através da experiência.0 1. pois este fator dificilmente supera o valor de 1. Consideramos também. assim seremos obrigados a considerar critérios de dimensionamento baseados em resultados empíricos.5 – 1.0 1. a inércia e conjugado resistente da carga referidos ao eixo do motor.8 1.8 – 2. Dessa forma estabeleceremos fatores de multiplicação que deverão ser aplicados a corrente nominal do motor.8 – 2.10 SOFT-STARTER Poderá ainda ser usado na expressão (5. SITUAÇÃO NORMAL Na situação normal não poderemos dispor de informações mais detalhadas.

• Pelo critério da tabela 5. • Devemos considerar a corrente nominal do motor. 3.5. • Pelo critério da tabela 5.1 vemos que devemos considerar o fator 1. 175 CV – IV pólos – 380 Volts – 60 Hz 1.88 A.88 A ⇒ 507. 2. • Procurando esta informação no catálogo de motores encontramos I nom = 253.5x253. • Devemos considerar a corrente nominal do motor. Acionando um ventilador em uma câmara de resfriamento.1 vemos que devemos considerar o fator 1.88 A. Acionando uma bomba centrífuga em uma estação de tratamento de água.0.82 A.10 SOFT-STARTER Exemplos: Considerar um motor Weg.255 /220-440/2 (ver catálogo). • Procurando esta informação no catálogo de motores encontramos Inom = 253. Acionando um transportador contínuo em uma empresa de mineração. • Pelo critério da tabela 5.88 A.410 /220-440/2 (ver catálogo). • Logo a soft-starter indicada para este caso é a SSW-03. • Assim devemos consi derar o valor de 2. • Logo a soft-starter indicada para este caso é a SSW-03.76 A.1 vemos que devemos considerar o fator 1.0x253.580 /220-440/2 (ver catálogo). • Devemos considerar a corrente nominal do motor.88 A ⇒ 380. • Assim devemos consi derar o valor de 1. • Procurando esta informação no catálogo de motores encontramos I nom = 253. 182 . • Logo a soft-starter indicada para este caso é a SSW-03.0.

por exemplo. principalmente nos casos onde a correção é feita individualmente. CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA Devemos atentar aos casos onde é necessária a correção de fator de potência. onde normalmente temos os capacitores de correção já conectados junto ao mot or. Visto que a chave é constituída basicamente de uma placa eletrônica de controle e de módulos de semicondutores de potência. estaremos comprometendo de maneira muito severa o sistema como um todo. já que em virtude das poucas informações oferecidas é muito difícil garantir o acionamento. é o mais seguro e correto em termos de garantias. FUSÍVEIS Recomenda-se a utilização de fusíveis de ação ultrarápida para proteção da chave contra curto-circuitos. já que os mes mos com certeza irão danificar-se. De maneira geral.10 SOFT-STARTER Não há dúvida que esta maneira de dimensionar as soft-starters é muito mais simples. porém ela torna-se muito vulnerável a erros. No caso de usar-se fusíveis de ação retardada. Caso.6 CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES É importante salientarmos alguns aspectos importantes relacionados a sistemas de acionamento com softstarters. os cuidados deverão ser redobrados já que se os capacitores forem acidentalmente conectados antes do final de execução da rampa de aceleração. 10. Nestes casos é sempre oportuno consultar o fabricante da soft-starter para que este possa avaliar melhor a situação e assim indicar uma solução mais adequada. Isto. podemos utilizar uma das saídas digitais programáveis da própria chave para comandar o religamento dos capacitores. os mesmos não garantirão a integridade dos semicondutores. a opção seja a de usar-se um circuito de comando independente da soft -starter. serão gerados 183 . Para a aplic ação de softstarters neste tipo de situação devemos garantir que durante a execução das rampas os capacitores estejam desconectados do circuito de saída entre a chave e o motor. sem dúvidas. principalmente o que está relacionado a proteção da chave.

pois no caso de uma falha na soft-starter (placa de controle) e a queima de um ou mais módulos de tiristores. que poderão seguramente danificar de forma irreversível os semicondutores. ACIONAMENTOS MULTI-MOTORES Quando utilizar-se uma única soft-starter para o acionamento de vários motores (ao mesmo tempo).10 SOFT-STARTER transitórios indesejáveis de corrente. no aspecto de segurança. que se não tivermos um elemento de seccionamento no circuito de força. . DISPOSITIVOS DE SECCIONAMENTO NA SAÍDA Evite comutar dispositivos como contatores.). conectados na saída da chave. ficando assim claro. etc. com a mesma ainda acionando o motor ou habilitada. seccionadoras. os mesmos por serem semicondutores. chave seccionadora. Não esqueça que neste caso a soft-starter deverá ser dimensionada pela soma das correntes individuais de cada motor. disjuntor. CONTATOR DE ENTRADA Alguns modelos de chaves encontrados no mercado. não será possível desligar o motor sem que se tome uma atitude mais drástica e com certeza mais perigosa. terão como característica entrarem em curto quando danificados. Os modelos analógicos são distribuídos em função de terem um custo menor do que as chaves digitais que por sua vez não tem esta obrigatoriedade. PROTEÇÃO DE SOBRECARGA Não esqueça de ajustar corretamente os parâmetros relacionados com a proteção de sobrecarga. 184 . etc. Sempre ajustar de acordo com o motor utilizado e a corrente de operação do mesmo. As normas exigem que seja colocado um dispositivo de seccionamento do circuito de força (contator. providenciar a utilização de relés de sobrecarga individuais para cada um dos motores. exigem a colocação de um contator no circuito de entrada da chave. O importante é lembrar que nos modelos digitais estes contatores são colocados em conformidade às normas. em sua maioria modelos analógicos. do ponto de vista relacionado a segurança do usuário.

10 SOFT-STARTER IT I1 I2 I3 Figura 10.Figura ilustrativa para acionamento multimotor A corrente total (I T) é dada pelo somatório das correntes de todos os N motores.20 . Matematicamente teremos a seguinte relação: I = T ∑I | N K 185 .

O controle da tensão aplicada ao motor. Com o ajuste adequado das variáveis.7 INTRODUÇÃO – SOFT-STARTER SSW-03 PL US / SSW-04 Soft-Starters são chaves de partida estática. programação e manutenção via interface homem-máquina 186 . “Pump Control”.10 SOFT-STARTER 10. são produtos dotados de tecnologia de ponta e foram projetadas para garantir a melhor performance na partida e parada de motores de indução. desaceleração e proteção de motores de indução trifásicos. polias. etc) • Aumento da vida útil do motor e equipamentos mecânicos da máquina acionada • Otimização automática de consumo de energia para aplicações com carga reduzida ou à vazio • Possibilidade de partida de várias motores. BENEFÍCIOS • Proteção eletrônica integral do motor • Relé térmico eletrônico incorporado • Interface Homem-Máquina incorporada • Função “ Kick-Start ” para partida de cargas com elevado atrito estático • Função “Pump Control” para controle inteligente de sistemas de bombeamento • Evita o “Golpe de Ariete” em bombas • Limitação de picos de corrente na rede • Limitação de quedas de tensão na partida • Eliminação de choques mecânicos • Redução acentuada dos esforços sobre os acoplamentos e dispositivos de transmissão (redutores. microprocessadas e totalmente digitais. A interface homem-máquina permite facil ajuste de parâmetros facilitando a posta em marcha. desta forma. engrenagens. As Soft-Starters WEG. o torque produzido é ajustado à necessidade da carga. apresentando-se como uma solução completa e de baixo custo. configurados em paralelo ou em cascata • Facilidade de operação. permite um eficaz controle sobre bombas. destinadas à aceleração. evitando desta forma o “Golpe de Ariete”. garantindo. mediante o ajuste do ângulo de disparo dos tiristores. A função incorporada. que a corrente solicitada seja a mínima necessária para a partida. correias. permite obter partidas e paradas suaves do mesmo.

10 SOFT-STARTER • Simplificação da instalação elétrica • Comunicação serial RS-232 incorporada • Comunicação em Redes FieldBus: ProfiBus DP. cUL e CE PRINCI PAIS APLICAÇÕES • Bombas Centrífugas / Alternativas (Saneamento / Irrigação / Petróleo) • Ventiladores / Exaustores / Sopradores • Compressores de Ar / Refrigeração (Parafuso / Pistão) • Misturadores / Aeradores • Centrífugas • Britadores / Moedores • Picadores de Madeira • Refinadores de Papel • Fornos Rotativos • Serras e Plainas (Madeira) • Moinhos (Bolas / Martelo) • Transportadores de Carga * Correias / Cintas / Correntes * Mesas de Rolos * Monovias / Nórias * Escadas Rolantes * Esteiras de Bagagem (Aeroportos) * Linhas de Engarrafamento 187 .(somente para SSW-03 Plus) • Totalmente digital / Microcontrolador 16 Bits • Operação em ambientes de até 55 ºC • Certificações Interna cionais UL. DeviceNet ou ModBus RTU (opcionais) • Programação e monitoração via microcomputador PC com software SUPERDRIVE (opcional) • Possibilidade de ligação padrão (3 cabos) ou ligação dentro do delta do motor (6 cabos) .

Em economia de energia INTERFACE HOMEM-MÁQUINA Liga soft-starter Desliga soft-starter Reseta erros na soft-starter Incrementa o número ou conteúdo do parâmetro Decrementa número ou conteúdo do parâmetro Comuta display entre o número do parâmetro e o seu conteúdo ♦ IHM-3P → Interface Homem-Máquina destacável.10 SOFT-STARTER IHM-3P LED que indica que a Soft-Starter iniciou partida ou parada LED indica estado da Soft-Starter: . Tensão plena . com possibilidade de fixação local ou remota (até 3 metros). Aceleração . Desaceleração . 188 .

para um mesmo tamanho de Soft-Starter na utilização da ligação tipo ligação dentro do delta do motor (6 cabos). com a Soft-Starter dentro do Delta do Motor. na ligação tipo ligação dentro do delta do motor (6 cabos).10 SOFT-STARTER TIPOS DE LIGAÇÃO (SOFT-STARTER → MOTOR) LIGAÇÃO PADRÃO (3 cabos) LIGAÇÃO DENTRO DO DELTA DO MOTOR (6 cabos) Motor em Estrela Motor em Triângulo Soft-Starter dentro do Delta do motor ISoft-Start er = ITotal consumida ISoft-Start er = I Total consumida SSW-03 e SSW-04 √3 SSW-03 IMPOR TANTE 1) A ligação tipo ligação dentro do delta do motor (6 cabos) é possível somente com as Soft-Start ers SSW03 Plus. pode-se acionar um motor de potência 73% maior do que na ligação tipo padrão (3 cabos). 2) Na ligação convencional do tipo padrão (3 cabos) o motor pode ser conectado tanto em ligação Estrela como em Triângulo. 189 MOTOR 220 / 380V 380 / 460V 440 / 760V 220 / 380 / 440 / 760V Ligação 6 cabos 220V 380V 440V 220 / 440V . a SoftStarter é 43% menor do que a Soft-Starter necessária na ligação tipo padrão (3 cabos). 3) Para uma mesma potência de motor. ou seja.

de acordo com o protocolo desejado. as redes de comunicação rápidas conferem elevada performance de atuação e grande flexibilidade operacional. podendo ser: • ProfiBus DP • DeviceNet • ModBus RTU FIELDBUS Destinadas principalmente a integrar grandes plantas de automação industrial.. através dos protocolos padronizados mais difundidos mundialmente.. As soft-starters SSW-03 Plus e SSW-0 podem se 4 interligar as redes de comunicação do tipo “FieldBus “ através de Módulos FieldBus WEG. características exigidas em aplicações de sistemas complexos e/ou integrados. CLP REDES “FIELDBUS” MFW-01 MIW-02 MIW-02 MIW-02 .10 SOFT-STARTER REDES DE COMUNICAÇÃO “FieldBus” Interligação em Redes Rápidas As soft-starters SSW-03 Plus e SSW-04 podem opcionalmente ser interligados em redes de comunicação rápidas “FieldBus ”. MIW-02 MFW-01 MIW-02 190 .

.10 Tensão da Rede SOFT-STARTER Tabela de Especificação .40 ºC CV 75 125 150 175 200 250 300 350 400 450 550 650 800 1000 150 200 250 300 350 400 500 600 700 850 1000 1200 1350 1750 175 250 300 350 400 500 600 700 850 950 1150 1400 1600 2050 225 300 400 450 550 650 750 900 1100 1250 1500 1800 2100 2650 (A) 55 ºC 100 145 170 255 290 290 380 475 500 550 620 800 850 1800 100 145 170 255 290 290 380 475 500 550 620 800 850 1080 100 145 170 255 290 290 380 475 500 550 620 800 850 1080 100 145 170 255 290 290 380 475 500 550 620 800 850 1080 Ta = 0..55 ºC Tamanho CV 75 100 125 175 200 200 250 330 350 400 450 550 600 750 125 175 200 300 350 350 450 600 630 700 750 1000 1050 1350 150 200 250 350 400 400 550 650 700 800 900 1150 1250 1550 175 270 300 450 550 550 700 900 950 1050 1150 1500 1600 2050 (V) CV 50 75 85 100 125 140 150 200 250 270 300 400 450 600 75 125 150 175 200 250 300 350 400 450 550 750 800 1000 100 150 170 200 250 270 350 400 500 550 700 800 900 1200 125 150 220 250 300 350 450 500 600 750 850 1100 1200 1500 kW 37 77 63 75 90 103 110 150 185 200 220 300 330 450 55 90 110 130 150 185 220 260 300 330 400 550 600 730 75 110 125 150 185 200 260 300 370 400 500 600 660 900 90 110 160 185 220 250 330 370 450 550 690 800 900 1100 kW 30 37 55 75 90 90 110 150 150 166 185 220 260 330 55 75 90 130 150 150 200 260 270 300 330 450 475 600 55 75 90 150 185 185 220 300 315 330 370 500 550 660 75 110 130 185 220 220 300 370 400 450 500 630 700 900 kW 55 90 110 130 150 185 220 260 300 300 400 475 600 730 110 150 185 220 260 300 370 450 500 630 730 900 1000 1300 130 185 220 260 300 370 450 500 630 700 850 1050 1200 1500 165 220 300 330 400 475 550 660 800 920 1100 1300 1550 1950 kW 55 75 90 130 150 150 185 240 260 300 330 400 450 550 90 130 150 220 260 150 330 450 470 500 550 730 770 1000 110 150 185 260 300 300 400 476 500 600 660 850 920 1150 130 200 220 330 400 400 500 660 700 770 850 1100 1200 1500 0 1 2 3 4 5 6 7 0 1 2 3 4 5 6 7 0 1 2 3 4 5 6 7 0 1 2 3 4 5 6 7 220 220 / 230 / 380 / 400 / 415 / 440 V 380 440 460 / 480 / 575 V 575 191 ..SSW-03 Plus SOFT-STARTER SSW-03 Plus Nominal Modelo 40 ºC 120 / 240-440 170 / 220-440 205 / 220-440 255 / 220-440 290 / 220-440 340 / 220-440 410 / 220-440 475 / 220-440 580 / 220-440 670 / 220-440 800 / 220-440 950 / 220-440 1100 / 220-440 1400 / 220-440 120 / 220-440 170 / 220-440 205 / 220/440 255 / 220-440 290 / 220-440 340 / 220-440 410 / 220-440 475 / 220-440 580 / 220-440 670 / 220-440 800 / 220-440 950 / 220-440 1100 / 220-440 1400 / 220-440 120 / 220-440 170 / 220-440 205 / 220-440 255 / 220-440 290 / 220-440 340 / 220-440 410 / 220-400 475 / 220-440 580 / 220-440 670 / 220-440 800 / 220-440 950 / 220/-440 1100 / 220-440 1400 / 220-440 120 / 460-575 170 / 460-575 205 / 460-575 255 / 460-575 290 / 460-575 340 / 460-575 410 / 460-575 475 / 460-575 580 / 460-575 670 / 460-575 800 / 460-575 950 / 460-575 1100 / 460-575 1400 / 460-575 120 170 205 255 290 340 410 475 580 670 800 950 1100 1400 120 170 205 255 290 340 410 475 580 670 800 950 1100 1400 120 170 205 255 290 340 410 475 580 670 800 950 1100 1400 120 170 205 255 290 340 410 475 580 670 800 950 1100 1400 MOTOR MÁXIMO APLICÁVEL (1) Ligação Padrão (3 cabos) Tensão Ta = 0.....40 ºC Ta = 0..55 ºC CV 40 50 75 100 125 125 150 200 200 225 250 300 350 450 75 100 125 175 200 200 270 350 370 400 450 600 650 800 75 100 125 200 250 250 300 400 430 450 500 700 750 900 100 150 176 250 300 300 400 500 550 600 700 850 950 1200 Ligação no Delta (6 cabos) Ta = 0.

5 11 15 22 7..4 7.5 11 18.40°C (2) CV 6 10 220 15 20 30 10 20 380 30 40 60 12. Dimensões e Pesos ALTURA (mm) SÉRIE TAMANHO LARGURA “L” (mm) “H” (IP 00) “H2” (c/ kit IP 20) PROFUNDIDADE “P” (mm) PESO (kg) SSW-04 1 2 0 1 2 3 4 5 6 7 140 275 365 605 720 886 961 1011 1111 1288 - 199 283 244 257 315 325 345 431 5.55°C (3) CV 6 10 15 20 30 10 15 25 30 50 12. (2) Potências máximas de motores para Soft-Starters operando em ambiente com temperatura máxima de 40°C. consul tar a WEG.5 30 37 55 2 1 2 1 2 1 2 1 220 / 230 / 240 / 380 / 400 / 415 / 440 V 60 / 220-440 85 / 220-440 16 / 220-440 30 / 220-440 45 / 220-440 60 / 220-440 85 / 220-440 16 / 220-440 30 / 220-440 45 / 220-440 60 / 220-440 85 / 220-440 16 / 460-575 460/480/ 575 V 30 / 460-575 45 / 460-575 60 / 460-575 85 / 460-575 NOTAS: (1) As potências indicad as nas tabelas (SSW-04 e SSW-03) são para ca rgas suaves do tipo bomb as entrífugas e compresso res.2 15 22 37 55 11 22 30 45 55 kW 4. com base em motores WEG de IV pólos .2 15 22 30 45 11 18.5 22 37 9.2 9.60 Hz.0 17 20 42 50 59 64 72 180 224 480 530 605 655 705 855 1210 SSW-03 PLUS 521 571 679 192 . número de partidas/hora e tipo de carga.10 SOFT-STARTER Tabela de especificação .5 11 15 22 7. (3) Potências máximas de motores para Soft-Starters operando em ambiente com temperatura máxima de 55°C.5 20 30 40 60 15 25 40 50 75 Tamanho 55°C 16 27 38 52 80 16 27 38 52 80 16 27 38 52 80 16 27 38 52 80 kW 4. Para aplicações com cargas pesadas e/ou condições severas.5 20 440 30 50 75 15 30 575 40 60 75 (1) Inominal (A) 40°C 16 30 45 60 85 16 30 45 60 85 16 30 45 60 85 16 30 45 60 85 Ta=0..5 15 22 30 45 9..SSW-04 Tensão da Rede SOFT-STARTER SSW-04 Modelo 16 / 220-440 30 / 220-440 45 / 220-440 MOTOR MÁXIMO APLICÁVEL Tensão (V) Ta=0. O dimensio namento de Soft-Starters é feito com base nos dados da curva de carga..4 7.

PL * Somente para SSW-03 Plus ** Exceto para SSW-03 Plus (1 100 e 1400A) 1 Linha Soft-Starter SSW-04 SSW-03 Plus 2 Corrente NOminal da Soft-Starter SSW-04 ⇒ 16.290/460-575/I ..10 SOFT-STARTER Codificação 1 Ex.60/220-440/2 SSW-03.85 A SSW-03 Plus ⇒ 120.1400 A 3 Faixa de Tensão da Rede de Alimentação 220-440V 460-575V 4 Tensão Eletrônica / Ventilação 1 ⇒ 110-120 V ** 2 ⇒ 220-230 V 193 ....: 2 / 3 / 4 – PL* SSW-04.

. 240 segundos Degrau de tensão na desaceleração programável 100 . 90 % da Tensão Nominal ( KICK – START ) Duração : OFF....... 440 V e 460 .10 Vcc ( Exceto para SSW-04 ) Interface Serial RS-232 Redes “FieldBus” Unidades p/ comunicação em redes ProfiBus DP. Desliga / Reset... 30 segundos Pulso de tensão na partida programável Nível : 70 . 65 Hz ) Eletrônica / Ventilação Versão 1: 110 / 120 Vca e Versão 2: 220 / 230 Vca Gabinete Metálico SSW-04: IP 20. LVD 73 / 23 / EEC – Diretiva de baixa tensão EMC EMC diretiva 89 / 336 / EEC – Ambiente industral ( com filtro adici onal para SSW-04 ) i UL(USA)/cUL(Canadá) Underwriters Laboratories Inc. 25 e 30 Fator de serviço do motor 0. . 40 °C – Condições normais de operação à corrente nominal 40 . 30 .. 15.... -DLC/RF .99 ] Potência ativa fornecida à carga – [ kW ] Back-up dos 4 últimos erros Potência aparente fornecida à carga – [ kVA ] Versão de software da Soft-Starter Estado da proteção térmica – [ 0 . 50 % da Tensão Nominal Auto-Reset de erros programável OFF. ) durante 20 s (SSW-04) e 30 s (SSW-03) Pesado 450 % ( 4.... 0. 240 segundos Rampa de desaceleração programável OFF. sem condensação Altitude 0 ... 10.00 .50 Tensão nominal de linha da rede programável 220 . 50 % da Tensão Nominal Duração : 1 ..01 / MR ModiBus RTU Comando Liga.20mA (Exceto SSW-04) Relé 2 Saídas programáveis ( NA ) : 250 V / 1 A 1 Saída ( Reversor = NA + NF ) : 250 V / 1 A – Defeitos Analógicas 1 Saída programável ( 8 bits ) : 0.10Vcc..5 Hz ( 45 .. 20. 200 % da Corrente Nominal Função JOG ( impulso momentâneo ) 25 ..... 1... 200 % da Corrente Nominal Tempo de sobrecorrente imediata programável OFF. 0..15 % ) Frequência 50 / 60 Hz +/. 2 segundos Frenagem CC ( injeção de corrente contínua ) Nível : 30 ... 500 % da Corrente Nominal Sobrecorrente imediata programável 32 ..5 x Inom.01 / PD ProfiBus DP Unidades para Redes de MFW .. 190 % da Corrente Nominal Tempo de subcorrente imediata programável OFF. 1 ...80 . 4000 m – Com redução na corrente de saída de 1% / 100 m acima de 1000 m Cor Tampa: cinza claro RAL 7032 Gabinete: cinza escuro RAL 7022 Segurança Norma UL 508 – Equipamentos de Controle Industrial Baixa Tensão Norma EN 60947-4-2 .. 1000 m – Condi ções normais de oper ção à corrente nominal a 1000 ... ] Corrente de saída ( motor ) – [ % da I nominal ] Cos ϕ da carga – [ 0.... 40 % da Tensão Nominal Limitação de corrente de partida programável OFF.. SSW-03 Plus: IP 00 (Padrão) ou IP 20 (Opcional com kit) Método Variação da tensão sobre a carga ( motor ) Tipo de Alimentação Fonte chaveada ( SSW-04 ) . 600 segundos Classe térmica de proteção sobrecarga do motor 5.15 % ) Modelo 460-575 : 460 / 480 / 525 / 575 V ( + 10 % . e Parametrização ( Programação de funções gerais ) Incrementa e Decrementa parâmetros ou seu conteúdo Supervisão ( Leitura ) Corrente de saída ( motor ) – [ A ] Tensão de saída – [ 0 ...01 / DN DeviceNet ComunicaçãoFieldBus MFW ..) durante 20 s (SSW-04) e 30 s (SSW-03) com redução de 33% na Inom. 250 ] Temperatura dissipador (SSW-04) – [ °C ] Temperatura 0 .2 . 1 . 2 . 10 . 100 % U nom. 1 .10 SOFT-STARTER Características Técnicas ALIMENTAÇÃO Tensão GRAU DE PROTEÇÃO CONTROLE Modelo 220-440 : 220 / 230 / 240 / 380 / 400 / 415 / 440 V ( + 10 % . 90 %... 150 ..... – USA CE ( Europa ) Certificado pelo ITS – UK REGIME DE PARTIDA ( 10 Partidas / Hora ) ENTRADAS SAÍDAS COMUNICAÇÃO SEGURANÇA FUNÇÕES / RECURSOS INTERFACE HOMEM – MÁQUINA CONDIÇÕES AMBIENTE ACABAMENTO CONFORMIDADES/ NORMAS CERTIFICAÇÕES Dados sujeitos à alterações sem aviso prévio... ...... 600 segundos Auto-Reset da memória térmica programável OFF. -1M Filtro EMC (somente para SSW-04) MFW .... 0... 20 segundos Subcorrente imediata programável 20 .. 55 °C – Com redução na corrente/potência de saída (Vide tabela de corrente/potência ) Umidade 0 . 194 .. Fonte linear ( SSW-03 ) CPU Microcontrolador de 16 Bits Normal 300 % ( 3 x Inom. 90 % da Tensão Nominal Rampa de aceleração programável 1 . 575 V IHM-3P Opcionais Interface Homem-Máquina Remota ( LED’s ) SUPERDRIVE Software de programação via PC MAC-0X Módulo de aquisição de corrente (para SSW-03) KIT IP20 Kit de montagem IP 20 Adicional RF .. DeviceNet ou ModBus RTU (opcionais) Proteções Sobrecorrente imediata na saída ( motor ) Falta de fase na alimentação Subcorrente na saída ( motor ) Falta de fase na saída ( motor ) Sobrecarga na saída ( motor ) – I 2 t Falha no tiristor Sobretemperatura nos tiristores / dissipador Erro na CPU ( Watchdog ) Sequência de fase invertida Erro de programação Defeito externo Erro de comunicação serial Standard ( Padrão ) Interface Homem-Máquina incorporada ( destacável ) – Display de LED’s 7 segmentos Senha de habilitação de programação Auto-diagnóstico de defeitos Função PUMP CONTROL ( proteção contra Golpe de Ariete em bombas ) Função ECONOMIA DE ENERGIA Relé para função de B Y-PASS da soft-starter Inversão de sentido de giro por entrada digital programável ( via contatores externos ) Interface serial RS-232 Tensão inicial ( pedestal ) programável 25 ... 10 segundos Proteção de sobrecarga ( motor ) programável OFF...20mA ou 4. Digitais 4 Entradas programáveis isoladas ( fotoacopladas ) : 24 Vcc Analógicas 1 Entrada diferencial programável (10 bits): 0..

correias. desaceleração e proteção de motores elétricos de indução trifásicos. polias.05. através do controle da tensão aplicada ao motor.05 são compactas. As chaves Soft-Starters SSW . BENEFÍCIOS • Função “Kick-Start” para partida de cargas com elevado atrito inicial • Redução acentuada dos esforços sobre os acoplamentos e dispositivos de transmissão (redutores. projetadas para a aceleração. programação e manutenção • Simplificação da instalação elétrica • Operação em ambientes de até 55 °C MODELOS 3 a 30A 45 a 85A 195 .8 SOFT-STARTER SSW-05 Soft-Starters são chaves de partida estática.10 SOFT-STARTER 10. com controle DSP (Digital Signal Processor) foram projetadas para fornecer ótima performance na partida e parada de motores com excelente relação custo-benefício. contribuindo para a otimização de espaços em painéis elétricos. Permitindo fácil ajuste. simplifica as atividades de Posta-em-M archa e operação do dia-a-dia. etc) • Aumento da vida útil do motor e equipamentos mecânicos da máquina acionada pela eliminação de choques mecânicos • Otimização automática de consumo de energia para aplicações com carga reduzida ou à vazio • Facilidade de operação. A Soft-Starter SSW-05 Plus já incorpora todas as proteções para seu motor e létrico. As Soft-Starters Weg SSW . engrenagens.

: SSW050010T2246PSZ SSW050060T4657PPZ 5 . tempo de aceleracação e desaceleração... corrente do motor... Sn) dígito indicador de final de código 6 . 575 V 00 7 00 8 Z 9 1 .Versão do produto S = P = 7 . CODIFICAÇÃO Exemplos de Utilização SSW05 1 0010 T 2246 P 2 3 4 5 P 6 3A 10 A 16 A 23 A 30 A 45 A 60 A 85 A 220 .Fim de código Z = 196 . Hn) Standard (não há) Opcional versão x (S1 .Hardware especial 00 = Hx= 8 . 460 V 460 .10 SOFT-STARTER AJUSTES E INDICAÇÕES Dip-switch para Habilitar / Desabilitar as proteções do motor (modelo Plus) Leds para indicação das proteções da SSW-05 (modelo Plus) Leds para indicação de estado da SSW-05 Ajustes de tensão de pedestal..Software especial 00 = Sx = 9 ..Corrente nominal de saída 0003 0010 0016 0023 0030 0045 0060 0085 3 ..Entrada de alimentação 4 .Tensão de Alimentação 2246 4657 T= Trifásica Ex.Família SSW-05 2 .Idioma do manual do produto P = Português E = Inglês S = Espanhol Standard Plus Standard (não há) Opcional versão x (H1 ..

03 SSW-05.23 I nom.8 185 75 172 3.7 7.8 A DIMENSÕES (mm) L P PESO (Kg) 220/230/380/400/415/440/460/480V SSW-05.2 130 55 145 1.5 2.5 10 15 25 30 50 1.7 5.1 29.2 130 55 145 1. consultar a WEG.2 130 55 145 1.60 SSSW-05.1 1.8 55.5 10 20 25 40 50 75 kW 0.60 Hz.2 130 55 145 1.75 3 5 7.8 185 75 172 3.30 SSW-05.85 SSW-05. Para aplicações com cargas pesadas e/ou condições severas. número de partidas/hora e tipo de carga.30 SSW-05.4 36.45 SSSW-05. O dimensionamento de Soft-Starters é feito com base nos dados da curva de carga.23 SSW-05.2 1.45 SSSW-05.7 5.10 SOFT-STARTER Tabela de Especificação SSW-05 TENSÃO DA REDE Micro Soft-Starter SSW-05 Modelo SSW-05.60 SSSW-05.8 1.30 SSW-05.4 11 18.5 5.5 10 15 20 30 1.10 SSW-05.85 SSW-05.85 SSW-05.5 7.8 185 75 172 3.7 22.5 5 7.1 36.5 5 10 15 20 30 40 60 2 7.4 14.03 SSW-05.4 22.23 SSW-05.45 SSSW-05.16 SSW-05.10 SSW-05.2 185 75 172 3.60 SSSW-05.5 7.4 11 14.1 3.45 SSSW-05. 197 .4 11 14.03 SSW-05.16 SSW-05.03 500/525/575 V SSW-05. (A) 3 10 16 23 30 45 60 85 3 10 16 23 30 45 60 85 3 10 16 23 30 45 60 85 3 10 16 23 30 45 60 85 575 V 440 V 380V 220 V MOTOR MÁXIMO APLICÁVEL Tensão (V) Potência CV 0.7 22.10 SSW-05.5 7.4 29.23 SSW-05. com base em motores WEG e IV pólos .7 18.16 SSW-05.16 SSW-05.1 3.30 SSW-05.60 SSSW-05.85 NOTA: As potências indicadas na tabela são para cargas do tipo bombas centrífugas e compressores.4 44.2 3.10 SSW-05.

575 Vca (+10%.10 SOFT-STARTER Características Técnicas MODELO ALIMENTAÇÃO Tensão Freqüência Eletrônica GRAU DE PROTEÇÃO CONTROLE REGIME DE PARTIDAS ENTRADAS SAÍDAS COMUNICAÇÃO SEGURANÇA Plástico injetado Método CPU Normal Digitais Digitais Interface Serial Proteções SSW – 05 STANDARD 50 / 60 Hz SSW – 05 PLUS 220 .Condições normais de operação à corrente nominal 0 . 1000 m .413 C (tampa) e Preto (base) Fixação por parafusos ou montagem em trilho DIN 35 mm Norma UL 508 – Equip amentos de Controle Industrial IEC 60947-4-2 EMC diretiva 89 / 336 / EEC ..Ambiente industrial CONDIÇÕES AMBIENTE Temperatura Umidade Altitude ACABAMENTO INSTALAÇÃO CONFORMIDADES / NORMAS Cor Forma de Fixação Segurança Baixa Tensão EMC Dados sujeitos à alterações sem aviso prévio 198 .. -15%) 500 ..Pantone ...90% Tensão Nominal 1 – 20 s Off – 20 s 30 . 4 partidas p or hora 01 x entrada para partida e parada 01 entrada para reset de erros 01 saída a relé pa ra indicação de tensão plena (By-Pass) 01 saída a relé para indicação de Operação RS232C Sobrecarga do motor Seqüência de fase Falta de fase Rotor bloqueado Sobrecarga nos SCRs Sobrecorrente Falha interna (watchdog) FUNÇÕES / RECURSOS Tensão inicial Tempo da rampa de aceleração Tempo da rampa de desaceleração Relação entre In da chave e In do motor 30 . ) durante 10 s. 55 ºC .100% 0 .480 Vca (+10%... 4000 m . -15%) Fonte chaveada (90 – 250 Vca ) IP00 Variação da tensão sobre a carga (motor) Microcontrolador de 16 Bits (DSP) 300% ( 3 x Inom.. 90% sem condensação 0 .Condições normais de operação à corrente nominal 1000 .Com redução na corrente de 1% / 100 m acima d e 1000 m Cinza Claro .

Momento de inércia de formas simples Teorema dos eixos paralelos Momento de inércia de formas compostas Momento de inércia de corpos que se movem linearmente Transmissão de velocidade Exemplos de cálculos de momento de inércia de massa l l Cálculo do momento de inércia de massa Cálculo do momento de inércia total 4. . 2. 3.Anexo I CÁLCULO DO MOMENTO DE INÉRCIA DE MASSA 1. 5. 6.

referido ao seu eixo longitudinal é J = 1/8 * m * D 2 [kgm 2].ANEXO CÁLCULO DO MOMENTO DE INÉRCIA DE MASSA 1. b – lados [m] a) DISCO OU CILINDRO MACIÇO O momento de inércia de massa de um disco. Serão utilizadas as seguintes notações: m ρ D d Db l – massa [kg] – massa específica [kg/m 3] – diâmetro externo [m] – diâmetro interno [m] – diâmetro da base [m] – comprimento [m] a. o eixo que passa pelo seu centro de gravidade. em relação ao seu eixo baricêntrico.1) ou J = π/32 * ρ * D 4 * l [kgm 2] (4. MOMENTO DE INÉRCIA DE FORMAS SIMPLES 1 A seguir são apresentadas as expressões para o cálculo do momento de inércia de massa J [kgm 2] de formas geométricas simples.2) 201 . ou seja. Todas as unidades deverão ser as do Sistema Internacional (SI). (4. ou de um cilindro maciço.

4) c) PARALELEPÍPEDO J = 1/12 * m * (a2 + b 2) [kgm 2] (4.6) 202 .5) ou J = 1/12 * ρ * (a 3b + ab 3) * l [kgm 2] (4.d 4) * l [kgm 2] (4.3) ou J = π/32 * ρ * (D 4 .ANEXO 1 CÁLCULO DO MOMENTO DE INÉRCIA DE MASSA b) CILINDRO OCO J = 1/8 * m * (D 2 + d 2) [kgm 2] (4.

e J – momento de inércia de massa em relação ao eixo baricêntrico 203 .ANEXO CÁLCULO DO MOMENTO DE INÉRCIA DE MASSA d) CONE 1 J = 3/40 * m * D b2 [kgm 2] ou J = π/160 * ρ * D b4 * l [kgm 2] (4.8) 2.7) (4.9) Sendo: e – distância entre os eixos [m]. TEOREMA DOS EIXOS PARALELOS O momento de inércia de massa J’ [kgm 2] de um corpo em relação a um eixo paralelo ao seu eixo baricêntrico é dado por J’ = J + m * e 2 (4.

massa de cada primitiva i da peça [kg] D1.diâmetros externos [m] d1. MOMENTO DE INÉRCIA DE FORMAS COMPOSTAS CÁLCULO DO MOMENTO DE INÉRCIA DE MASSA Exemplo: J1 = 1/8 * m 1 * (D12 + d 12) [kgm 2] J2 = 1/8 * m 2 * D 12 + d 22) [kgm 2] J3 = 1/8 * m 3 * (D22 + d 22) [kgm 2] J4 = 1/8 * m 4 * D 22 [kgm2] ou J1 = (π * ρ) / 32 * (D 14 – d 14) * I 1 J2 = (π * ρ) / 32 * (D 14 – d 24) * I 2 J3 = (π * ρ) / 32 * (D 24 – d 24) * I 3 J4 = (π * ρ) / 32 * D 24 * I 4 J = J 1 + J2 + J3 + J4 [kgm2] Onde: mi . D2 .comprimentos de cada primitiva i da peça [m] .ANEXO 1 3.diâmetros internos [m] Ii 204 . d2 .

MOMENTO DE INÉRCIA DE CORPOS QUE SE MOVEM LINEARMENTE 1 O momento de inércia de uma massa m [kg] que se move linearmente reflete-se no seu eixo de acionamento da seguinte forma: 4.1 Acionamento através de parafuso de movimento (fuso) J = m * (p / 2π)2 [kgm 2] (4.2 Acionamento através de pinhão/cremalheira. ou raio externo do tambor ou rolete [m] 5. com rotação n 1 [rpm] i – razão de transmissão (i = n 1 / n 2) (4.11 ) Sendo: r – raio primitivo do pinhão. ou ainda rolete/esteira J = m * r 2 [kgm 2] (4. com rotação n 2 [rpm] J1 – momento de inércia [kgm 2] no eixo de entrada (1). TRANSMISSÃO MECÂNICA O momento de inércia de massa é refletido do eixo de saída (2) para o eixo de entrada (1) de uma transmissão de acordo com a seguinte expressão: J1 = J 2 / i 2 Onde: J2 – momento de inércia [kgm 2] no eixo de saída (2).10 ) Sendo: p – passo do fuso [m] 4. ou tambor/cabo.12 ) 205 .ANEXO CÁLCULO DO MOMENTO DE INÉRCIA DE MASSA 4.

ANEXO 1 6.1 Calcular o momento de inércia de massa J do volante mostrado na figura abaixo a) Momento de inércia do volante maciço J1 = (π * ρ) / 32 * d 14 * I 1 b) Momento de inércia dos alívios laterais (negativo) J2 = (π * ρ) / 32 * d 24 * (I 1 – I 2) c) Momento de inércia dos excessos laterais do cubo (positivo) J3 = (π * ρ) / 32 * d 34 * (I 3 – I 2) d) Momento de inércia do furo do cubo (negativo) J4 = (π * ρ) / 32 * d 44 * I 3 e) Momento de inércia de um furo da alma J5 = (π * ρ) / 32 * d 54 * I 2 f) Transposição de e) para o eixo baricêntrico do volante J’5 = [(π * ρ) / 32 * d 54 * I 2] + [(π * ρ) / 16 * d 52 * d 62 * I 2] J’5 = (π * ρ) / 32 * d 52 * I 2 * (d 52 + d62) g) Momento de inércia de massa do volante J = J 1 – J 2 + J3 – J 4 – (4 * J’ 5) J = (π * ρ) / 32 * {d14 * I 1 – d 24 * (I 1 – I 2) + d 34 * (I 3 – I 2) – d 44 * I 3 – 4 * [d 52 * I 2 * (d 52 + 2 * d 62)]} 206 . EXEMPLOS DE CÁLCULOS DE MOMENTO DE INÉRCIA DE MASSA CÁLCULO DO MOMENTO DE INÉRCIA DE MASSA 6.

ANEXO CÁLCULO DO MOMENTO DE INÉRCIA DE MASSA 1 6. JTOt = JM + JP1 + (1/I 2) * [J P2 + JF + (pF/2π)2 * (mM + mP)] 207 .2 Para o sistema mostrado no diagrama abaixo. calcular o momento de inércia total referido ao eixo do motor Dados: JM JP1 JP2 I JF pF mM mP = momento de inércia de massa do rotor do motor [kgm2] = momento de inércia de massa da polia motora P 1 [kgm2] = momento de inércia de massa da polia movida P 2 [kgm2] = razão de transmissão (i = n 1 / n 2) = momento de inércia de massa do fuso de esferas recirculantes [kgm 2] = passo da rosca do fuso de esferas recirculantes [m] = massa móvel da mesa da máquina [kg] = massa da peça [kg] Logo.

Anexo II CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA DA REDE EM INSTALAÇÕES COM INVERSORES DE FREQÜÊNCIA .

a sua corrente de entrada (drenada da rede) possui uma forma de onda não senoidal contendo harmônicas da freqüência fundamental. que pode ser traduzido como qualidade da energia elétrica. tem ganho cada vez mais importância e algumas empresas têm adotado normas para garantir um determinado nível deste. motores. condicionamento de ar. INTRODUÇÃO 2 É inegável a utilização cada vez maior de inversores de freqüência para o controle de velocidade de motores. falhas no funcionamento de equipamentos eletrônicos bem como um baixo fator de potência. Devido as características do circuito de entrada dos inversores. os efeitos causados na rede elétrica de alimentação e as opções que podem ser emp regadas para minimização destes efeitos. O conceito de “Power Quality (PQ)”. Isto exige conhecimento técnico das características elétrica de ent rada dos inversores de s freqüência e sua interação com o sistema elétrico. normalmente constituído de um retificador a diodos e um banco de capacitores de filtro. eletrodomésticos. bancos de capacitores. nos sistemas elétricos de potência projetados e colocados em funcionamento nas suas instalações. Estas correntes harmônicas circulando nas impedâncias da rede de alimentação provocam quedas de tensão harmônicas distorcendo a tensão de alimentação do próprio inversor ou de outros consumidores. 211 .ANEXO CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA 1. etc). Sua utilização na área industrial é prática comum e também cresce nas áreas comerciais e domésticas (refrigeração. Os objetivos deste artigo são o de analisar os princípios da geração de harmônicos dos inversores de freqüência destinados ao acionamento de motores. transformadores. Como efeito destas distorções harmônicas de corrente e tensão podemos ter o aumento de perdas elétricas nas instalações com sobreaquecimento dos seus componentes (cabos. etc). A variação da velocidade dos motores através de inversores traz como vantagens a melhoria da eficiência dos processos/equipamentos e também no uso mais racional da energia elétrica.

Ls . Esta impedância é representada por uma indutância pura (Ls) para efeito de análise. como mostrado na figura 1. I rh Onde: Vh = tensão harmônica de ordem h devido a corrente harmônica de ordem h f = freqüência da rede de alimentação Irh = corrente harmônica de entrada de ordem h É importante salientar que o circuito de entrada não pode ser caracterizado como uma fonte de correntes harmônicas como comumente é feito para os acionamentos de corrente contínua. Para potências maiores é comum a adição de impedâncias limitadoras tais como reatâncias de rede (Lr) ou bobinas CC (Lcc) no circuito intermediário. a qual é devida normalmente a impedância série de transformadores e a impedância dos cabos de interconexão.ANEXO 2 2. O espectro das formas de onda da corrente (Ir) consumida da rede apresenta um valor fundamental (componente de 50 ou 60Hz) e harmônicas de ordem superior. A amplitude das harmônicas de tensão no PCC podem se r calculadas se conhecidos os valores da reatância de rede e das amplitudes das correntes harmônicas: V h = h . e um banco de capacitores de filtro conectado a saída deste retificador (no denominado circuito intermediário). 2π . O circuito de entrada mais freqüentemente encontrado constitue-se basicamente de uma ponte retificadora de diodos monofásica ou trifásica. Em geral as harmônicas de ordem par possuem amplitudes desp rezíveis assim como as de ordem múltiplas de 3 para os casos de alimentação trifási ca. DISTORÇÃO HARMÔNICA 2. pois as harmônicas da corrente de entrada são dependentes como uma 212 .1 ORIGENS CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA A grande maioria dos inversores de freqüência para motores de indução apresenta uma corrente de entrada (corrente consumida da rede elétrica CA) com forma de onda não senoidal. f . dependendo da potência do inversor de freqüência. localizadas interna ou externamente aos inversores de freqüência. A conexão destes inversores de freqüência a uma rede elétrica ocasiona uma distorção na tensão devido a queda na impedância série da rede.

as harmônicas de correntes podem ser calculadas ou facilmente obtidas através de simulação. –––––– ––––– h=2 V1 onde: V = amplitude da onda fundamental de tensão (50 ou 60Hz).Circuito de potência típico dos inversores de fr eqüência 2. Figura 1 . Uma vez conhecidas as reatâncias. Vh = amplitude da harmônica de tensão de ordem h [em muitas aplicações práticas a medição e análise é limitada a 31ª harmônica (h=31) sem sacrifício da precisão]. Além da distorção harmônica da tensão outra grandeza de interesse é o fator de potência na entrada. Não confundir com o COS φ1 da onda 213 . Como figura de mérito para se avaliar a distorção harmônica da rede elétrica no PCC utiliza-se a Distorção Harmônica Total de Tensão (no inglês deno minada por THD) e definida como segue: ∞ ∑ Vh2 THD(V)% = 100 .2 DEFINIÇÕES O ponto de interesse para se avaliar o valor da distorção harmônica de tensão é o denominado Ponto de Conexão Comum (PCC) que é o ponto onde são conectados os Inversores de Freqüências e as demais cargas alimentadas por esta rede.ANEXO CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA 2 função não linear da soma dos valores das reatâncias presentes na entrada do retificador (Lr ou Lcc) e da reatância de rede (Ls). O fator de potência considerado é o chamado fator de potência total (FP).

definida pela equação: h ∑ I h2 µ = ––––––––––––– 2 I1 214 . V e (entrada monofásica) Pe FP = –––––––––––– Ie . I e .ANEXO 2 CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA fundamental. V e Onde: Pe = potência ativa na entrada do inversor de freqüência [W] Ie = corrente na entrada do inversor de freqüência [A] Ve = tensão na entrada do inversor de freqüência [V] O fator de potência na entrada também pode ser expresso em função da distorção harmônica de corrente e do COS φ1 da fundamental como segue: COS φ1 FP = –––––––––––– 1 + µ2 Onde: COSφ1 = fator de potência da onda fundamental µ = distorção harmônica de corrente. O fator de potência é definido como segue: (entrada trifásica) Pe FP = –––––––––––– √3 .

6 115.4 8.5 1 2 3 4 5 Ir1 160 160 160 160 160 160 Ir3 128.9 3. o que pode ser conseguido através de diversos métodos a serem mostrados posteriormente.3 5.5 Ir5 82.0 4.69 0.Valores c aracterísticos do circuito de entrada de inve rsores de freqüência para redes monofásicas.88 0.8 103.2 5.0 8.5 9. Valores expressos em percentual da corrente nominal de saída do inversor.5 Ir7 63. X 0.3 32.ANEXO CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA 2 Pelas equações nota-se que quanto menor a distorção harmônica de corrente mais o fator de potência total se aproxima do fator de potência da onda fundamental.3 4.7 29.73 0.2 57.Valores c aracterísticos do circuito de entrada de inve rsores de freqüência para redes trifásicas.69 0. Tabela 1 .7 12.0 Irms 131 121 106 99 96 96 THD(I) 101 84 59 45 39 35 FP 0.3 12.6 98.8 11. X 0. 2.7 6.76 0.7 Ir11 21.3 5.91 215 .8 12.4 9.3 33.2 38. Na prática o COS φ1 da onda fundamental é muito próximo de 1.2 63.3 5.8 Ir13 9.7 47.6 Ir7 54.0 17.3 24. Portanto.0 Tabela 2 .4 105.3 Ir13 11.75 0.5 1 2 3 4 5 Ir1 93 93 93 93 93 93 Ir5 72.0 3.8 12.0 3.3 7.4 6.3 OBTENÇÃO DAS HARMÔNICAS DE CORRENTE Os valores característicos dos circuitos de entrada dos inversores de freqüência estão indicados n a Tabela 1 para redes monofásicas e na Tabela 2 para redes trifásicas. Valores expressos em percentual da corrente nominal de saída do inversor.90 0.1 91.7 6.8 6.8 5.8 5.6 Irms 247 225 207 198 191 187 THD(I) 117 99 82 72 66 60 FP 0.1 2.6 2.77 138.9 8.3 4.83 0. um método eficaz para aumento do FP é o da redução das amplitudes das harmônicas da corrente de entrada.1 13.2 14.9 11.8 42.75 0.8 Ir9 30.1 Ir11 12.4 3.64 0.3 37.4 3.1 Ir15 10.7 13.9 43.4 5.6 26.

500 Aplicações especiais incluem hospitais e aeroportos. Este documento foi revisado em 1992 para incluir níveis máximos recomendados de distorção harmônica de corrente. Esta norma define um THD máximo de 3% para Sistemas em Geral (General System) valor este mostrado na tabela 10.800 Sistemas Dedicados 50% 10% 36.2 desta norma aqui reproduzida. Tabela 3 . Aplicações Especiais “Profundidade dos Notches” THD (V) Área dos Notches 10% 3% 16.Reprodução da Tabela 10.ANEXO 2 CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA As tabelas 1 e 2 indicam os valores das correntes harmônicas Irh de ordem h e da corrente eficaz de entrada expressas em percentual da corrente nominal de saída do inversor de freqüência.400 Sistemas Genéricos 20% 5% 22. 216 . NORMAS RELACIONADAS Muitas empresas utilizam integralmente ou em parte os requisitos desta norma para criar suas próprias normas e critérios internos de especificação. Em 1981 o IEEE (Institute of Electrical and Electronic Engineers) estabeleceu os riscos e recomendou níveis de distorção harmônica de tensão em seu “paper” IEEE-519. ––––––––––– Ir1 Os valores são indicados em função do valor da queda de tensão percentual nas reatâncias indutivas presentes no circuito de entrada do inversor de freqüência ( Ls + Lr + Lcc/2 da figura 1) quando percorridos pela corrente de saída nominal do inversor.2 da IEEE-519 -“Low-Voltage System Classification and Distortion Limits” (Classificação de Sistemas de Baixa Tensão e Níveis de Distorção). Um sistema dedicado é exclusivamente ded icado para alimentar o conversor. 3. O valor da taxa de distorção harmônica de corrente THD(I) é definido por: ∞ ∑ Irh2 h=2 THD(I)% = 100 .

corrente de demanda nominal. com reflexo principalmente no custo. A IEC 1000-3-2 publicada em 1995 para ser seguida a partir de 1º de Janeiro de 1997. Os valores devem ser mostrados para ordem de harmônicas até pelo menos a 25ª sob certas condições de rede: razão de curto-circuito (Rsc) = 250. etc) e informações dos inversores de freqüência fornecidas pelo fabricante (amplitude das harmônicas de corrente). As datas para obrigatoriedade do atendimento destas normas na Europa tem sofrido várias alterações. Na Europa estão previstas a adoção de normas que limitam as harmônicas de corrente consumidas pelos inversores de freqüência.ANEXO CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA 2 Para uma análise de atendimento dos requisitos desta norma é necessário termos informações da instalação (impedância % ou impedância de curto-circuito dos transformadores. Para equipamentos com correntes >16A o atendimento da fu tura norma IEC 1000-3-4 é recomendado. 217 . bitolas e comprimento de cabos. Estas normas são normas de produto diferentemente da IEEE-519 a qual não limita as harmônicas do inversor de freqüência independentemente. sendo muitas vezes difícil se chegar a um consenso sobre um assunto complexo e que requer dos fabricantes de inversores de freqüência alterações substanciais nos projetos para cumprimento dos requisitos. mas sim o seu efeito no sistema. foi adiada primeiramente para 1º de Junho d e 1998 e mais recentemente para 1º de Janeiro de 2001. Para equipamentos com corrente de entrada <16A é necessário o atendimento dos requisitos da norma IEC 1000-3-2 – “Harmonic limits for equipment with input currents <16A per phase (limites de harmônicas para equipamentos com correntes de entrada <16A por fase) a qual substitui a antiga IEC 555-2. 1% de distorção inicial em tensão e impedância da rede puramente indutiva. A norma EN 61800-3: 1996 – “Adjustable s peed electrical power drive systems” (dispositivos de drives elétricos de potência com velocidade variável) – Part 3 – “EMC product standard including specific test methods” (norma de EMC incluindo métodos de teste específicos) estabelece que os fabricantes de inversores de freqüência deverão disponibilizar informações sobre os níveis de harmônicas de corrente sob carga nominal como um percentual da corrente nominal. t ipo e localização das cargas.

4.ANEXO 2 4. • dimensionar os capacitores considerando as correntes de 60Hz e das harmônicas. Para drives com entrada trifásica e potência maior que 15HP é prática comum o uso de reatância de rede na entrada destes. • posicionar os capacitores fisicamente longe dos inversores. A reatância de rede ainda reduz a incidência de bloqueio dos drives por sobretensão no circuito intermediário devido a surtos de tensão na rede 218 . A área dos “notches” possui limites definidos na norma IEEE-519 1992.2 REATÂNCIA DE REDE E BOBINA CC A introdução de uma indutância em série com a alimentação (reatância de rede) ou no circuito intermediário (bobina cc). provocados por curto-circuitos momentâneos da rede elétrica devidos à condução simultânea dos diodos do retificador. Como vantagens adicionais da reatância de rede estão a redução da corrente eficaz nos diodos do retificador.1 CAPACITORES O uso de capacitores para correção de fator de potência em redes elétricas que alimentam inversores de freqüên cia pode ocasionar problemas como ressonâncias série ou paralela na rede elétrica excitadas pelas harmônicas da corrente consumida pelos inversores. se possível na alta tensão. • utilizar sempre reatores em série com os capacitores. Os riscos de problemas são tanto maiores quanto maior for o peso das cargas não lineares em relação as lineares e quanto mais próximo os capacitores estiverem destas cargas. Além disto os capacitores podem ser sobrecarregados por estas correntes harmônicas.acarreta uma melhora do fator de potência (aumento) e uma diminuição da distorção harmônica da corrente como mostrado na figura 2. redução da corrente de ripple nos capacitores do circuito intermediário e a limitação da área dos “notches”. Para reduzir o risco de problemas no uso destes capacitores sugere-se o seguinte: • somente utilizar capacitores para correção de fator de potência quando as correntes consumidas pelos inversores e outras cargas não-lineares representarem no máximo 20% da corrente total de demanda. Neste caso os capacitores corrigem o fator de potência somente d as cargas lineares. CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA ALTERNATIVAS PARA CORREÇÃO DO FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DAS CORRENTES HARMÔNICAS 4.

pelo fato destes transientes que causam sobretensão serem de modo diferencial. pode resultar em ressonâncias indesejadas com o sistema.Formas de onda medidas em um inversor de 25HP com alimentação trifásica em 440V/60Hz (a) Forma de onda da corrente de entrada e da tensão no circuito intermediário sem reatância de rede e sem bobina cc (b) Forma de onda da corrente de entrada e da tensão no circuito intermediário sem reatância de rede e com bobina cc A inclusão da reatância de rede também provoca uma diminuição do valor da tensão média do circuito intermediário comparada aquela obtida sem reatância. A tensão de saída máxima é dada por: 219 . A utilização de bobina cc. indutância da bobina cc e da capacitância do link DC. A corrente de entrada também passa de descontínua para contínua (com a bobina cc) o que pode introduzir ‘notches” na tensão da rede.ANEXO CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA 2 elétrica. Figura 2 . não atingindo a chamada onda quase-quadrada na saída com o objetivo de reduzir as perdas no motor. Neste caso. Na figura 2 podemos ver que a introdução de uma bobina cc em um drive de 25HP/440V com entrada trifásica causa uma diminuição do ripple de tensão no circuito intermediário sem no entanto diminuir o valor médio desta tensão. dependendo da combinação dos valores de impedância de rede. o efeito limitador da reatância de rede é maior quando comparado a bobina cc pelo fato da indutância aparecer de forma duplicada. A maioria dos inversores de freqüência é do tipo PWM com índice de sobremodulação limitado.

ANEXO 2 CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA 1. Portanto. para uso destes filtros faz-se necessário uma análise detalhada envolvendo todo o sistema. sendo que a amplitude da 3ª harmônica é reduzida a zero. Paralelos ou “Trap-Filters”). Uma alternativa recentemente proposta por fabricantes de filtros é o uso de Filtros Shunt + Reatância de Rede. A vantagem de tal configuração é possibilitar a redução 220 . A tensão do circuito intermediário apresenta uma queda significativa em comparação ao valor obtido sem filtro. Outra alternativa são os Filtros Sintonizados (ou Filtros Filtros Shunt.máx = tensão eficaz máxima na saída do Inversor de Freqüência (Volts) Vdc = valor médio da tensão no circuito intermediário (Volts) A utilização de reatância de rede que apresenta uma queda de tensão p ercentual de 2 a 3% para a corrente nominal do inversor de freqüência resulta num bom compromisso entre a queda de tensão no motor.05 .3 FILTROS SINTONIZADOS Uma alternativa para diminuir a distorção harmônica e aumentar o fator de potência de inversores é o uso de filtros sintonizados. Em ambos os casos citados poderemos ter uma distorção maior da rede e/ou uma sobrecarga nos componentes do filtro. sobrecarregando o filtro. máx = –––––––––––––– √2 Onde: Vo. No caso dos inversores de freqüência com entrada monofásica o mais comum é o filtro série sintonizado na 3ª harmônica. O uso destes filtros. Vdc Vo. como mostrado na figura 3. Neste caso a distorção da corrente é menor que a obtida com a reatância de rede. apesar de citados na IEEE-519. 4. melhoria do fator de potência e redução da distorção harmônica da corrente. Vários filtros poderiam ser utilizados em paralelo cada um sintonizado para uma determinada harmônica. pode ocasionar problemas de ressonância com a rede de alimentação ou pode haver a “importação de correntes harmônicas” de outras cargas não lineares.

Filtro shunt + reatância de rede 4. devido ao fato do filtro operar apenas com as harmônicas de corrente do drive. evitando o excesso de capacitores na rede. Na prática trata-se de um filtro passa-baixa com um transformador para regulação de tensão. 221 . Além disto a possibilidade de ocorrerem ressonâncias com a rede elétrica é minimizada pelo fato da reatância série deslocar a freqüência natural de ressonância para um valor menor que a freqüência da rede. O contator K1 é utilizado para desconectar os capacitores da linha enquanto o inversor estiver desabilitado. como mostrado na figura 4. estando “isolado” das demais cargas pela reatância série. O transformador é necessário para manter a tensão do circuito intermediário aproximadamente constante com a variação da carga do motor acionado pelo drive.4 FILTROS “BROADBAND” Uma nova alternativa que compete com a anterior para o caso de inversores de freqüência com entrada trifásica é o chamado Filtro tipo “Broad-Band”. Figura 3 .ANEXO CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA 2 das harmônicas da corrente consumida da rede elétrica sem o perigo de haver a “importação de correntes harmônicas” de outras cargas.

o que implica em gastos de energia adicionais e custo elevado.90 a 0. a velocidade de resposta de controle deve ser alta.5 FILTROS ATIVOS Outro método muito eficaz para atenuação das harmônicas de corrente são os equipamentos para correção ativa que são instalados em paralelo com a alimentação e externamente aos inversores. para carga nominal e 0. os semicondutores de potência destes equipamentos devem operar com freqüências de chaveamento altas (maior que 10KHz).ANEXO 2 CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA Diferente da alternativa anterior (filtro shunt + reatância de rede). Para inversores de maior potência é necessário o uso de diversos filtros em paralelo.20 a 0. além de algoritmos de controle com resposta rápida. Na prática isto significa que. Figura 4 . para que tenham um funcionamento eficiente.95 em avanço. A aplicação destes filtros ativos deverá seguir a orientação dos fabricantes destes e os níveis de atenuação serão controlados de acordo com a potência e o número de filtros utilizados.Circuito do Filtro Broad-Band 4. Valores típicos obtidos com uso destes filtros conectados a entrada de um drive trifásico são THD(I)=8 a 10% e FP=0. problemas de “importação de correntes harmônicas” de outras cargas ou ressonância não ocorrem. Estes equipamentos possuem um circuito de controle que faz com que absorvam uma corrente reativa de forma a compensar os reativos do inversor (figura 5).30 também em avanço para a situação do drive bloqueado. 222 . Uma característica destes filtros é que.

Exemplo de uso de Compensador Ativo Paralelo com Inversor de Freqüência Figura 6 . O THD(I) é reduzido de 76. Figura 5 .Harmônicas da corrente consumida da rede elétrica com o uso de um compensador ativo paralelo com corrente nominal de 103 A ligado à entrada de um inversor trifásico.ANEXO CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA 2 O uso correto deste tipo de filtro reduz drasticamente a distorção da corrente absorvida da rede elétrica. Resultados típicos obtidos com este tipo de filtro são mostrados na figura 6.7% 223 .4% para 3.

mesmo antes da instalação do inversor. A amplitude da terceira harmônica mostrada pode ser devida a distorção já existente na tensão da rede de alimentação. conexão série. No entanto desequilíbrios entre as reatâncias de dispersão de fluxo dos secundários Y/∆ do transformador fazem com que na prática tenhamos valores diferentes de zero como visto na tabela da figura 7. Na figura 7 temos um exemplo de medições feitas em um caso prático de uso de um inversor de 250HP com um transformador defasador (estrela/delta) mais retificador de 12 pulsos com conexão série. O fator de potência medido na entrada do inversor é PF=0.98.6%. (a) (b) Figura 7 . Teoricamente as harm ônicas de ordem h<11 deveriam apresentar amplitude zero.98 224 . acionando motor de 250HP .460V com carga nominal (a) Forma de onda da corrente de linha (b) harmônicas de corrente. Para inversores de baixa tensão são utilizados retificadores de 12 ou 18 pulsos. A distorção harmônica da corrente é bastante reduzida THD(I)=8.6 RETIFICADORES DE 12 E 18 PULSOS Uma das alternativas para a redução da distorção harmônica da corrente e o aumento do fator de potência dos inversors com entrada trifásica é a utilização de circuitos retificadores com maior número de pulsos.ANEXO 2 CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA 4. THD(I)=8.6% e o fator de potência elevado FP=0. alimentação em 480V trifásico.Dados de medição em um caso real de uso de um Inversor de 250HP com retificador de 12 pulsos. provocada por outras cargas não lineares ligadas nesta rede elétrica e efeitos de saturação de transformadores de alimentação.

sendo um mercado extremamente competitivo com uma pressão enorme sobre preços.7 RETIFICADORES COM IGBTS 2 4.1 Inversores de Freqüência com entrada monofásica No caso de inversores com entrada monofásica é possível a modificação da topologia do circuito de entrada para introduzir correção ativa das harmônicas para atender. a corrente permanece praticamente senoidal e em fase com a tensão garantindo com isso uma baixa distorção harmônica e um alto fator de potência (praticamente unitário).7.7. a IEC 1000-3-2. Estes podem ser fornecidos como dispositivos opcionais para serem instalados externamente ou já virem de fábrica instalados dentro do inversor em substituição ao retificador de diodos deste. os custo obtidos até agora não tem permitido o seu uso na maioria das aplicações industriais. chamados “microdrives”.Blocodiagrama de inversor com retificador com IGBTs 225 .2 Inversores de Freqüência com entrada trifásica No caso dos inversores de freqüência com entrada trifásica podem ser usados retificadores de entrada com IGBTs. Várias topologias do circuit o de potência tem sido estudadas. Na figura 8 são apresentadas algumas medidas feitas em um inversor de 50HP provido de um retificador co m IGBTs.ANEXO CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA 4. Porém. Note-se que o mercado de inversores de freqüência com entrada monofásica limita-se a potências de no máximo 2HP Esta faixa de potência é dominada pelos . Figura 8 . Nota-se que independentemente da carga. é possível a regeneração de energia para a rede elétrica. por exemplo. Neste caso. além da eliminação das harmônicas de baixa ordem de forma bastante eficaz. 4. dimensões físicas e facilidade de operação e colocação em funcionamento. se torque resistente (modo motor) ou de frenagem (modo gerador).

Na prática trata-se de 226 .7%.8 FILTROS DE CORRENTE DO NEUTRO Em instalações onde existem diversos inversores com entrada monofásica é possível utilizar filtros com objetivo de atenuar a amplitude das harmônicas triplas de corrente (3ª.Medidas feitas em um caso real de uso de um inversor de 50HP alimentação em 380V e com retificador de entrada com IGBTs . PF=-0.97] (c) Harmônicas de corrente para as situações (a) e (b).2A. reduz a sobrecarga no cabo do neutro. de forma a evitar que as harmônicas triplas da corrente circulem por um tr echo grande da instalação. O uso destes filtros. (a) Formas de onda da corrente e tensão de rede para a situação do motor frenando com 70% da carga nominal [I1=43. O filtro deve ser posicionado o mais próximo possível dos inversores. 4. A bitola do cabo do neutro é muitas vezes dimensionada para uma capacidade de corrente inferior a dos cabos utilizados nas fases. além de reduzir a distorção da tensão provocada pelas citadas harmônicas de corrente.2%. O filtro é constituido de uma carga reativa de baixa impedância de seqüência zero. PF=0.97] (b) Formas de onda da corrente e tensão de rede para a situação do motor co m carga nominal [I1=65. 9ª e 15ª) que circulam no neutro. Na figura 10 podemos observar uma aplicação típica deste tipo de filtro. THD(I)=8.ANEXO 2 (a) CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA (b) (c) (d) Figura 9 .8A. THD(I)=8.

se os dois inversores forem da mesma potência. mo tores de mesma potência e com a mesma carga no eixo.Aplicação típica de um filtro de corrente de neutro 4. consegue-se o cancelamento da 5ª e da 7ª harmônica gerada por estes dois inversores no primário do transformador. Na figura 11 podemos observar um exemplo de aplicação de um transformador defasador que possui dois secundários com defasamentos de 0 e 30° em relação a tensão de entrada. i. Obviamente. O transformador deverá ser projetado de tal forma a apresentar uma impedância semelhante entre os seus enrolamentos secudários. Neste caso. acionarem motores iguais.9 TRANSFORMADORES DEFASADORES Os transformadores defasadores são úteis na redução de harmônicas em instalações onde existem pelo menos dois inversores de freqüência com entrada trifásica. e. Através do deslocamento de fase das tensões nas saídas destes transformadores é possível o cancelamento de harmônicas na entrada destes.ANEXO CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA 2 um autotransformador em delta ou em configurações mais complexas tipo zig-zag. Com este arranjo consegue-se um desempenho.. Figura 10 . do 227 . caso os inversores não apresentem correntes de entrada idênticas não haverá um cancelamento total destas harmônicas.

simplicidade. 228 . custo e eficiência energética. no qual o atraso da fundamental da corrente de entrada em relação a tensão de rede é muito pequeno. CONCLUSÃO Com o uso cada vez maior de inversores de freqüência. Como a maioria dos inversores de freqüência possui no circuito de entrada uma ponte de diodos. idêntico a de um inversor de freqüência com retificador de 12 pulsos.ANEXO 2 CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA ponto de vista da corrente consumida da rede pelos dois inversores. existe a necessidade de medidas preventivas para a melhoria do fator de potência e para a redução da distorção harmônica das correntes no sistema elétrico. a melhoria do fator de potência pode ser obtida com a redução das harmônicas de corrente. Figura 11 . Para isto. A adoção de uma ou de outra destas técnicas deve ser analisada levando-se em conta os seguintes aspectos: impacto na qualidade de energia causado pelo inversor de freqüência na instalação elétrica na qual o mesmo será conectado.Transformador defasador com s ecundários Y / ∆ 5. foram apresentadas diversas alternativas que vão desde a introdução de uma reatância na entrada até a sofisticada inclusão de filtros ativos e/ou retificadores transistorizados.

Anexo III CHECK-LIST PARA DETALHAMENTO DA APLICAÇÃO .

....................... [ ] . Cartões para Redes FieldBus: [ ] Profibus DP [ ] DeviceNet [ ] ModBus RTU Interface Serial: [ ] RS 232 [ ] RS 485 Opcionais: Periféricos ao Inversor [ ] Moldura para HMI Remota [ ] Cabo para HMI ................................................... Partida s / Hora .) Método de Comando: [ ] Botões Liga e Desliga + Potenciômetro [ ] Interface Homem-Máquina do Inversor [ ] Entrada Analógica (CLP ou SDCD) Distância entre o Motor e o Inversor: Comprimento do Cabo ⇒ .ANEXO CHECK-LIST P ARA D ETALHAMENTO DA APLICAÇÃO 3 Tel.. [ ] . É utilizado? [ ] Não [ ] Sim Tipo de Carga: [ ] Torque Constante [ ] Torque Quadrático [ ] Torque Indefinido (especificar nas Obs..... ºC (especificar nas Obs.............................: Fax: E-mail: Folha de Dados para Dimensionamento ............ Observações: Caso seja necessário fornecer mais informações específicas.... segundos) ...... Características Desejadas no Inversor Método de Controle: [ ] Escalar (U / F) [ ] Vetorial Sensorless [ ] Vetorial com Encoder Funções Especiais: [ ] Multi-speed (até 8 velocidades) [ ] Ciclo Automático do Processo [ ] Regulador PID [ ] ...................A Número de Partida por hora: . (especifica r nas Obs............ Rede de Alimentação [ ] 220 V [ ] 380 V [ ] 50 Hz [ ] 440 V [ ] 60 Hz [ ] .............................. rpm Tensão e Corrente de Placa: [ ] 220 V ⇒ ...... Rotação no Motor: .............. % MOTOR CARGA Tipo de Parada (Frenagem) Necessária: [ ] Parada por Inércia (por Desligamento do Motor e Inversor) [ ] Parada Suave por Rampa de Desaceleração ⇒ (Tempo Desejado de .....A [ ] 440 V ⇒ ............. Sobrecarga na Partida ou em Regime é Maior que 150%? [ ] Não [ ] Sim ⇒ ........ CV Fator de Serviço: F.................. Pólos (.. a .................................................................................. 231 .....................) ..............................) Nº de Pólos / Rotação Nominal: [ ] 2 Pólos (3600 rpm) [ ] 4 Pólos (1800 rpm) [ ] 6 Pólos (1200 rpm) [ ] 8 Pólos ( 900 rpm) [ ] .. segundos) [ ] Parada Rápida por Frenagem Elétrica ⇒ (Tempo Deseja do de .A [ ] ...montado em painel [ ] Ao Tempo (painel especial para chuva) [ ] ........Inversor de Freqüência Dados Gerais Empresa: Cidade / Estado: Pessoa de Contato: Aplicaç ão / Carga: Dados da Aplicação Potência Nominal: ..m [ ] Potenciômetro 1 Volta [ ] Potenciômetro 10 Voltas [ ] Reatância de Rede [ ] Reatância de Carga [ ] Fusíveis Ultra-Rápidos [ ] Resistor de Frenagem [ ] ...S................. V ⇒ ...................... [ ] .......................... Softwar e de Progração do Inversor por Microcomputador PC: [ ] Software SUPERDRIVE Acessórios Internos ao Inversor Cartões Expansão de Funções: [ ] ....................... m [ ] Agressiva [ ] ............................. favor enviar em anexo........... V Condições do Ambiente para Instalação: Altitude: Atmosfera: Temperatura: [ ] Até 1000m [ ] Normal [ ] Até 40 ºC [ ] ...................................... = .............. [ ] ..... rpm Rotaçã o na Carga: .m INSTALAÇÃO Grau de Proteção Necessário: [ ] IP 00 (aberto sem proteção) [ ] IP 20 (proteção contra toques) [ ] IP 54 (fechado ................................ rpm Relação de Redução entre o Eixo do Motor e a Carga: Relação ⇒ 1: ........A [ ] 380 V ⇒ ................. [ ] ............. rpm) Faixa de Rotação desejada: De ....... [ ] ..

Anexo IV FOLHA DE DADOS PARA DIMENSIONAMENTO .

........... Partida s / Hora ....... V ⇒ ............................... rpm Tensão e Corrente de Placa: [ ] 220 V ⇒ ......Soft-Starter Dados Gerais Empresa: Cidade / Estado: Pessoa de Contato: Aplicaç ão / Carga: Dados da Aplicação Potência Nominal: .. Pólos (.............. m [ ] Agressiva [ ] .... kgm 2 INSTALAÇÃO Condições do Ambiente para Instalação: Altitude: Atmosfera: Temperatura: [ ] Até 1000m [ ] Normal [ ] Até 40 ºC [ ] ............. ºC (especificar nas Obs.....A [ ] ......... MOTOR Conjugado resistente da carga referido ao eixo do motor: .................... rpm) Faixa de Rotação desejada: De .......... kgfm CARGA Inércia da carga referida ao eixo do motor: ..... CV Fator de Serviço: F.................. É utilizado? [ ] Não [ ] Sim Tipo de Carga: [ ] Bomba [ ] Bomba Centrífuga [ ] Compressor a Pistão [ ] Compressor a Parafuso [ ] Ventilador e Exaustor [ ] Misturador [ ] Centrífugas [ ] Outras Rede de Alimentação [ ] 220 V [ ] 380 V [ ] 50 Hz [ ] 440 V [ ] 60 Hz [ ] ... (especifica r nas Obs. Nm ..ANEXO CHECK-LIST P ARA D ETALHAMENTO DA APLICAÇÃO 4 Tel..........S..... favor enviar em anexo...............................) .....................A [ ] 380 V ⇒ ............A [ ] 440 V ⇒ ............ V Nº de Pólos / Rotação Nominal: [ ] 2 Pólos (3600 rpm) [ ] 4 Pólos (1800 rpm) [ ] 6 Pólos (1200 rpm) [ ] 8 Pólos ( 900 rpm) [ ] ............... Observações: Caso seja necessário fornecer mais informações específicas..... 235 .......A Número de Partida por hora: .... = ........ a ..) Método de Comando: [ ] Botões Liga e Desliga [ ] Interface Homem-Máquina [ ] Entrada Analógica (CLP ou SDCD) Grau de Proteção Necessário: [ ] IP 00 (aberto sem proteção) [ ] IP 20 (proteção contra toques) [ ] IP 54 (fechado ...................: Fax: E-mail: Folha de Dados para Dimensionamento .....montado em painel [ ] Ao Tempo (painel especial para chuva) [ ] .................

Vol. M. Bhattacharya. No. pp 42-47 • Mahesh M. 1992 • BS EN 61800-3: 1997 Adjustable Speed Electrical Power Drive Systems Part 3. “Harmonic Interaction Between 1500-kVA Supply Transformer and VFD Load at an Industrial Plant. IEEE Standard 519. Drivesmag On-Line Magazine • Roger Critchley. September-Oc tober 1998 • “Active Filter Technology for True Harmonic Current Cancellation”. “Harmonics: Existing and Forthcoming Standards and the Impact For Drives”. impedance and Harmonic Caracter istics”. Drivesmag On-Line Magazine • Nicholas D. Hayes. February. “IEEE 519 Voltage Distortion Limits”. “App lication Issues of Active Power Filters”. September/October 1996. “Active Filter System Implementation”. Frank. Pr oduct Catalogue • “Drive Ap plied Harmonic Filters”. Desing Products & Applications. 47-63 • Fang Zheng Peng. Drivesmag On-Line Magazine • Ron Peters. pp 21-30 • R. Swamy. “Harmonic Reduction Using Broad-Band Harmonic Filters”. September/October 1996. Drivesmag On-Line Magazine • Ron Peters. “A Crash course on Drives Power Topologies”. 34. T. Drivesmag On-Line Magazine • Nicholas D. Trans-Coil Inc. 5. Product Catalogue 237 . 1992. MTE Corporation • Mahesh M. Swamy. Hayes. Banerjee. D. M. IEEE Industry Application Magazine. IEEE Transaction on Industry Applications. Aims Technologies Europe.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS REFERÊNCIAS REFERÊNCIAS REFERÊNCIAS REFERÊNCIAS REFERÊNCIAS • IEEE Recommended Practices and requirements for Harmonic Control in Electrical Power System. IEEE Industry Application Magazine. EMC Product Standard Including Specif ic Test Methods • S. “Understanding Your Options with Passive Harmonic Filters in a Three-Phase System with Drives”. Drives Supplement. R. “Drives. Divan and B. Bredtmann. Hanitsch and J. Schiele. “Megawatt Asynchronous Drive With 12-Pulse Rectifier and Active Power Line Condictioner • Ron Peters. pp.. “IEEE 519 Current Distortion Limits”.

Technical Drives Guide Book. Manual do Produto • Manual de Motores de Indução alimentados por Inversores de Freqüência. de Jose Roldan Viloria 238 .EMC. editado pela GG Mexico • Motores Electricos Accionamento de Maquinas. editado pela Marcombo Boixareu Editores • Seleção e aplicação de motores elétricos 2. de Jim Cox. de Orlando S. editado pela Eurothem Drives • Hitachi Converters . Ltd. editado pela Weg • Manual de Motores Elétricos. de Clarence A.REFERÊNCIAS REFERÊNCIAS REFERÊNCIAS REFERÊNCIAS REFERÊNCIAS REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS • “RRW-01 Retificador Regenerativo”. editado pela Weg • Manual do Inversor de Freqüência CFW-07. editado pela Marcombo Boixareu Editores • Motores Electricos. editado pela Weg • Critérios para Compatibilidade Eletromagnética EMC. Lobosco. editado pela Weg • Conservação de Energia Elétrica. editado pela Weg • Manual do Inversor de Freqüência CFW-05. editado pela Hitachi.Inversores de Freqüência / Programa d e Divulgação Tecnoló gica. editado pela Hardcover • Apostila do curso DT2 .. de Orlando S. editado pela Weg • Manual do Inversor de Freqüência CFW-06. editado pela Weg • Application Manual . editado pela Weg • Seleção e aplicação de motores elétricos 1. Phipps. Lobosco. • Variable Speed Drive Fundamentals. Weg Automação Ltda.

3000 89256-900 .br .WEG AUTOMAÇÃO Av.SC Fone (47) 372-4000 .weg.com.Fax (47) 372-4020 www. Prefeito Waldemar Grubba.Jaraguá do Sul .

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->