Transformando energia em soluções

Guia de Aplicação de Inversores de Freqüência

GUIA DE APLICAÇÃO DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA

WEG AUTOMAÇÃO www.weg.com.br

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AUTORIA: “Este ‘Guia de Inversores de Freqüência’ foi escrito pelos M. Engo . José M. Mascheroni (coordenação do trabalho e criação dos capítulos 2, 4, 6 e 8), M. Engo . Marcos Lichtblau e Eng a. Denise Gerardi (capítulo 7 e o Anexo 1), todos integrantes da ISA Engenharia Ltda. – Florianópolis / SC. Os capítulos 1, 3 e 5 foram escritos utilizando-se materiais fornecidos pela Weg e revisados pelo coordenador. Coube à Weg a criação dos capítulos 9, 10, Anexos 2, 3 e 4, como também a revisão técnica do mesmo.”

ÍNDICE
1 INTRODUÇÃO
1.1 Sistemas de velocidade variável ______________ 09 1.2 Sistemas de variação de velocidade tradicional _______________________________ 12 1.2.1 Variadores mecânicos _________________ 13 • Variador com polias cônicas e correia ___ 13 • Variador com polias cônicas e corrente __ 14 • Variador com discos de fricção _________ 14 1.2.2 Variadores hidráulicos _________________ 14 • Motor hidráulico ____________________ 14 • V ariador hidrocinético _______________ 15 1.2.3 Variadores eletromagnéticos - Embreagens eletromagnéticas _____________________ 15

2 COMO FUNCIONA UM MOTOR DE INDUÇÃO?
2.1 Princípios básicos de funcionamento __________ 19 2.2 Análise de funcionamento ___________________ 23 2.3 Curvas características do motor de indução _____ 25 2.3.1 Torque x velocidade ___________________ 25 2.3.2 Corr ente x velocidade _________________ 26 2.4 Potência e perdas __________________________ 26 2.5 Características de temperatura – classes de isolamento térmico _________________________ 27 2.6 Tempo de rotor bloqueado ___________________ 28

3 MÉTODOS DE COMANDO DE UM MOTOR DE INDUÇÃO
3.1 Categorias de partida _______________________ 33 3.2 Formas de partida _________________________ 34 • Partida direta ____________________________ 34 • Partida estrela-triângulo ___________________ 35 • Partida eletrônica (soft-starter) ______________ 36 3.3 Frenagem ________________________________ 38 3.3.1 Frenagem por contra-corrente __________ 38 3.3.2 Frenagem por injeção de CC ____________ 40 3.4 Vantagens e desvantagens dos métodos de partida __________________________________ 41

4 O INVERSOR DE FREQÜÊNCIA WEG
4.1 Métodos de controle dos inversores de freqüência ________________________________ 50 • Controle escalar __________________________ 50 • Controle vetorial _________________________ 54 4.2 Característica s dos motores d indução e aciona dos com inversores de freqüência________ 57

2.2 Algoritmo de estimação do período ______ 81 6. definiçõ es.4 8.3.2 Relações básicas _____________________ 88 7.4 5.3. fundamentos e princípios ________________________________ 87 7.6 8.1 5.2.1 Operação abaixo da rotação nominal ____ 96 • Motor autoventilado _________________ 96 • Motor com ventilação independente ____ 98 7.3 5.2.3 8.1 8.7 8.1 Tipos de cargas ______________________ 92 7.2 5.2.5 PARÂMETROS DO INVERSOR DE FREQÜÊNCIA 6 COMANDO E CONTROLE DE VELOCIDADE EM MOTORES DE INDUÇÃO ACIONADOS POR INVERSORES DE FREQÜÊNCIA 7 APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA 7.2 O que a carga requer? ______________________ 92 7.1 Introdução.3 Casos especiais ____________________ 100 • Efeito da temperatura ambiente _____ 100 • Efeito da altitude _________________ 101 7.3 Seleção de acionamentos (motor/inversor) ______ 96 7.1 Sensores de posição e velocidade _____________ 78 6.2 8.2.2 Medição de velocidade _____________________ 80 6.1 Algoritmo de estimação de freqüência ____ 81 6.3 Algoritmo de estimação simultânea de período e freqüência __________________ 82 6.3 Ruído s ___________________________________ 82 6.2 Operação acima da rotação nominal _____ 99 7.3.1 Defini ções __________________________ 87 7.2.1.4 Aplicaç ões tpicas ________________________ 102 í • Bombas centrífugas e ventiladores _________ 102 • Extru soras ____________________________ 105 • B obinado res/desbobinadores _____________ 106 6.4 Sincronização de velocidade _________________ 83 5.5 Parâmetros Parâmetros Parâmetros Parâmetros Parâmetros de leitura _______________________ 62 de regulação ____________________ 63 de configuração _________________ 66 do motor _______________________ 72 das funções especiais _____________ 72 8 INSTALAÇÃO DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA 8.3 Estimando cargas ____________________ 95 7.1.5 8.8 Rede de alimentação elétrica ______________ Fusíveis ________________________________ Condicionamento da rede de alimentação ____ Interferência eletromagnética (EMI) _________ Cabos _________________________________ Aterramento ____________________________ Dispositivo s de saída _____________________ Instalação em painéis – princípios básicos ___ 112 112 112 113 116 118 119 120 .2 O pico de carga ______________________ 94 7.

6 Considerações importantes ________________ 10.3.1 Cálculo do momento de inércia de massa _ 6.3 Principais características __________________ 10.7 Introdução .2 Cálculo do momento de inércia total _____ 201 203 204 205 205 206 206 207 ANEXO 2 CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA 1 2 Introdução _____________________________ Distorção harmônica _____________________ 2.9 LINHA DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA WEG 9.1 Introdução _____________________________ 10.3 Inversor de freqüência CFW-09 _____________ • Interface homem x máquina ______________ • Superdrive ____________________________ • Co dificação ___________________________ • Acessórios e periféricos __________________ 125 127 130 130 130 131 134 135 138 142 10 SOFT-STARTER 10.1 Origens ____________________________ 2.2 Defini ções __________________________ 2.2 Proteções _________________________ 10.3.2 Inversor de freqüência CFW-08 _____________ • Recursos / Funções especiais ______________ • Superdrive ____________________________ • Interface homem-máquina _______________ 9.3 Obtenção das harmônicas de corrente ___ Normas relacionadas _____________________ Alternativas para correção do fator de potência e redução de correntes harmônicas __ 211 212 212 213 215 216 218 3 4 .8 Soft-starter SSW-05 ______________________ 147 147 148 149 149 149 149 150 151 152 153 154 155 158 164 170 183 186 195 ANEXO 1 CÁLCULO DO MOMENTO DE INÉRCIA DE MASSA 1 2 3 4 5 6 Momento de inércia de formas simples _______ Teorema dos eixos paralelos _______________ Momento de inércia de formas compostas ____ Momento de inércia de corpos que se movem linearmente _____________________________ Transmissão mecânica ____________________ Exemplos de cálculos de momento de inércia de massa _______________________________ 6.3 Acionamentos típicos _______________ 10.4 Principai s aplicações para soft-starter _______ 10.3.5 Critério s para dimensionamento ____________ 10.2 Princípio de funcionamento ________________ • Circuito de potência _____________________ • Circuito de controle _____________________ 10.1 Introdução _____________________________ 9.1 Principai s fu nções __________________ • Rampa de tensão na aceleração _____ • Rampa de tensão na desaceleração ___ • Kick start ________________________ • Limitação de corrente ______________ • Pump control _____________________ • Economia de energia ______________ 10.Soft-starter SSW-03 Plus / SSW-04 10.

7.6 4.5 4.7.CFW-09 Inversores de freqüência .2 4.starter Folha de dados para dimensionamento __________ 235 Referências Biblio gráficas _____________________ 237 .4.1 Inversores de freqüência com entrada monofásica ____________ 4.1 4.4 4.7 5 Capacitores _________________________ Reatância de rede e bobina CC _________ Filtros sintonizados __________________ Filtros “broad-band” _________________ Filtros ativos ________________________ Retificadores de 12 e 18 pulsos _________ Retificadores com IGBTs _______________ 4.9 Transformadores defasadores ___________ Concl usão _____________________________ 218 218 220 221 222 224 225 225 225 226 227 228 ANEXO 3 CHECK-LIST PARA DETALHAMENTO DA APLICAÇÃO .CFW-09 Folha de dados para dimensionamento __________ 231 ANEXO 4 CHECK-LIST PARA DETALHAMENTO DA APLICAÇÃO .SOFT-STARTER Soft.3 4.8 Filtros de corrente do neutro ___________ 4.2 Inversores de freqüência com entrada trifásica _______________ 4.

1 1. 3 Variadores eletromagnéticos .2 Sistemas de velocidade variável Sistemas de variação de velocidade tradicionais 1.2. 2 Variadores hidráulicos l Motor hidráulico l Variador hidrocinético 1.1 INTRODUÇÃO 1. 1 Variadores mecânicos l Variador de polias cônicas e correia l Variador com polias e corrente l Variador com discos de fricção 1.2.Embreagens eletromagnéticas .2.

... Estes são normalmente utilizados para acionar máquinas ou equipamentos que requerem algum tipo de movimento controlado.. pela eficiência e pelos requisitos de manutenção dos componentes empregados......1 SISTEMAS DE VELOCIDADE VARIÁVEL Durante muitos anos.1 INTRODUÇÃO Um acionamento elétrico é um sistema capaz de converter energia elétrica em energia mecânica (movimento). comanda e/ou controla a potência elétrica entregue ao motor l Transmissão mecânica .. as aplicações industriais de velocidade variável foram ditadas pelos requisitos dos processos e limitadas pela tecnologia.... pelo custo. como por exemplo a velocidade de rotação de uma bomba.. Estes motores.. converte energia elétrica em energia mecânica l Dispositivo eletrônico .. como 9 ... quando alimentados com tensão e freqüência constantes.. adapta a velocidade e inércia entre motor e máquina (carga) Os motores mais amplamente utilizados nos acionamentos elétricos são os motores de indução monofásicos e trifásicos..... sendo assim o acionamento elétrico de máquinas um assunto de extraordinária importância no que se refere a economia de energia... mantendo sob controle tal processo de conversão. 1. É importante ressaltar também o fato de que um motor de indução transforma em energia mecânica aproximadamente 85% de toda a energia elétrica que recebe e que os 15% restantes são desperdiçados..... Um acionamento elétrico moderno é formado normalmente pela combinação dos seguintes elementos: l Motor .. sempre que não estejam operando a plena carga (potência da carga igual a potência nominal do motor) estarão desperdiçando energia..... Os sistemas mais utilizados para variação de velocidade foram por muito tempo implementados com motores de indução de velocidade fixa....

Trataremos neste guia de descrever o funcionamento e aplicações dos inversores de freqüência. 10 . a WEG não tem a pretensão de esgotar o assunto. pois ele se renova a cada dia que passa. Com este Guia. as seguintes vantagens: l Economia de energia l Melhoramento do desempenho de máquinas e equipamentos. Com a disponibilidade no mercado dos semicondutores a partir dos anos 60 este quadro mudou completamente. entre outras. hidráulicos ou elétricos. foi possível a implementação de sistemas de variação de velocidade eletrônicos. Em muitos casos a eficiência das instalações equipadas com estes novos dispositivos chegou a ser duplicada quando comparada com os sistemas antigos.1 INTRODUÇÃO primeiro dispositivo de conversão de energia elétrica para energia mecânica. Mas foi mesmo na década do 80 que. Estes sistemas de variação continua de velocidade eletrônicos proporcionam. Estes novos dispositivos elet rônicos para variação de velocidade de motores de indução são conhecidos como Inversores de Freqüência . Para a obtenção de velocidade variável o sistema necessitava de um segundo dispositivo de conversão de energia que utilizava componentes mecânicos. A aplicação de motores de indução tem se regido historicamente pelas características descritas na placa de identificação do motor. com o desenvolvimento de semicondutores de potência com excelentes características de desempenho e confiabilidade. devido a adaptação da velocidade a os requisitos do processo l Elimina o pico de corrente na partida do motor l Reduz a freqüência de manutenção dos equipamentos l Etc. O dispositivo de conversão de energia elétrica para mecânica continuou sendo o motor de indução mas agora sem a utilização de dispositivos secundários mecânicos. Temos como objetivo maior fornecermos maiores conhecimentos em comando e proteção de motores elétricos de indução utilizando-se inversores de freqüência. hidráulicos ou elétricos.

1 Placa de Identificação (mercado latino) INTRODUÇÃO Placa de Identificação (mercado brasileiro) Exemplo: Placa de Identificação (mercado americano) 11 .1 Figura 1.

As dúvidas mais freqüentes podem resumir-se nas seguintes perguntas: • Como funciona meu motor? • Como o motor se comporta ante uma determinada carga? • Como eu posso melhorar/otimizar o funcionamento do meu motor e carga? • Como eu posso identificar problemas no meu sistema? Este guia tem por intenção. É muito importante. Exemplos: · Bombas ð variação de vazão de líquidos · Ventiladores ð variação de vazão de ar · Sistemas de transporte ð variação da velocidade de transporte • Sistemas de dosagem ð variação da velocidade de alimentação • Tornos ð variação da velocidade de corte 12 . informações sobre o funcionamento dos modernos sistemas de velocidade variável disponíveis e como eles se comportam ante diferentes cargas. ao contrário do que acontece quando ligado diretamente à rede de distribuição de energia elétrica. mas sim sobre o funcionamento e utilização dos mesmos. obter velocidade variável no eixo do próprio motor.1 INTRODUÇÃO Na aplicação dos inversores de freq üência o motor de indução. tentando assim responder as perguntas formuladas anteriormente. fornecer. é alimentado com freqüência e tensão variável. mesmo para pessoas sem experiência no assunto. assim. como veremos neste guia. conhecer e entender o funcionamento destes sistemas (motor + inversor) para prevenir erros de aplicação que poderiam acabar com os benefícios que estes dispositivos proporcionam. 1. Isto possibilita.2 SISTEMAS DE VARIAÇÃO DE VELOCIDADE TRADICI ONAIS Muitos processos industriais requerem dispositivos de acionamento de cargas com velocidade variável. Os técnicos ou engenheiros e nvolvidos com aplicações de velocidade variável não precisam de conhecimentos sobre o projeto de motores e projeto de sistemas eletrônicos de comando/controle.

1 INTRODUÇÃO • Bobinadeiras ð compensação da variação de diâmetro da bobina.2. pois são os de maior simplicidade de construção e baixo custo. A faixa de variação de velocidade máxima é de 1:8 neste tipo de variador. sobre um eixo ranhurado. e o prato da outra é pressionado por uma mola. l Variador com polias cônicas e correia Cada uma das polias cônicas é constituída de dois pratos cônicos. Como sabemos estes motores quando alimentados diretamente da rede de distribuição de energia elétrica possuem uma característica de velocidade constante. montados um de frente para o outro. Os sistemas de variação de velocidade tradicionais empregavam motores de indução como dispositivo primário de conversão de energia. que podem se aproximar ou se afastar.2 . É assim que para se obter velocidade variável eram necessários adicionalmente outros dispositivos. O prato de uma das polias é acionado pelo dispositivo de variação.1 Variadores Mecânicos Os primeiros sistemas utilizados para se obter uma velocidade diferente das velocidades que eram possíveis utilizando motores de indução foram os sistemas mecânicos. que podem ser: • Variadores mecânicos • Variadores hidráulicos • Variadores eletromagnéticos 1.Variador com polias cônicas e correia 13 . O fluxo de força é transmitido por fricção entre os discos das polias e a correia. Figura 1. que tem uma seção transversal trapezoidal.

variando a relação de transmissão. Um dispositivo de variação desloca um dos discos. Esta conversão é feita através de um dispositivo de engrenagens planetárias ou através de acionamento de pistões com controle efetuado por válvulas e que permite se obter as seguintes características: n n n n n Baixa rotação (5 a 500 rpm aproximadamente) Elevado torque Permite rotação nos dois sentidos Motores de baixa potência Baixo custo Para o acionamento dos motores hidráulicos é necessário que se tenha um sistema hidráulico a 14 .Variadores com discos de fricção 1.2.3 . A faixa de variação de velocidade máxima neste tipo de variador é de 1:5. l Variador com discos de fricção Nos variadores com discos de fricção o fluxo de força é transmitido por fricção entre um par de discos. construídos com m ateriais de grande resistência à pressão superficial e ao desgaste.2 Variadores Hidráulicos l Motor Hidráulico Este método permit e variação contínua de velocidade. e de alto coeficiente de atrito.1 INTRODUÇÃO l Variador com polias cônicas e corrente Idem ao anterior. O motor hidráulico de deslocamento positivo é projetado e desenvolvido para converter a potência hidráulica de um fluído em potência mecânica. Figura 1. somente com uma corrente ao invés de correia. A pressão de contato necessária para transmitir a potência entre o eixo de entrada e o eixo de saída se auto-regula em função do torque transmitido.

1 INTRODUÇÃO disposição (tubulações. motores elétricos auxiliares). em função do fluxo de ar existente. ocasionando perdas elevadas. são usados discos aletados que são alojados em uma caixa fechada. O controle da variação de velocidade do motor é feita através da vazão do fluido injetado no motor (quant o maior a vazão. através de técnicas baseadas no princípio físico das correntes de Foucault. de rotação fixa. O sistema consiste basicamente em um variador de velocidade de princípio hidrocinético. variando-se assim o torque (e também a velocidade) na saída do variador. e em vez das hélices. Algumas limitações devem ser observadas para a aplicação deste equipamento: 15 . maior a velocidade) que é feito através de válvulas de estrangulament o no circuito hidráulico. em uma análise global do conjunto. cuja rotação pode variar linearmente de zero até uma rotação muito próxima à do eixo de entrada.2.3 Variadores Eletromagnéticos Embreagens Eletromagnéticas Com os variadores eletromagnéticos mudou-se o conceito de variação exclusivamente mecânica para variação eletromecânica. a rotação do segundo ventilador seria praticamente a mesma que a do v entilador acionador. montada sobre dois eixos independentes. 1. l V ariador Hidrocinético Este método permite variação contínua de velocidade. bombas. a hélice do segundo vent ilador irá começar a girar também ao receber a corrente de ar. poderemos diminuir ou aumentar a rotação do segundo ventilador conforme o desejado. que faz com que. Se não houvesse perdas. no lugar de ar usa-se óleo como fluido. No variador hidráulico. e de um eixo de saída. o sistema tenha um rendimento baixo e um nível de manutenção elevado pela existência de várias partes mecânicas. utilizando um sistema de discos acoplados a bobinas que podem ter o seu campo magnético variável. composto de um eixo de entrada. O princípio de operação pode ser demonstrado pelo seguinte: Colocando-se dois ventiladores frente a frente e fazendo-se a hélice de um deles girar. Agora se colocarmos entre os dois ventiladores uma folha de papelão.

1 INTRODUÇÃO n A rotação máxima de saída é sempre a nominal do motor. Isto proporciona um consumo inadequado (desperdício de energia). nunca além desta. pois apresenta perdas por aquecimento e ruído.) baixo baixa baixo Hidráulico grande elevado baixa elevado baixa baixo partida suave Eletromecânico média 16 . n rendimento deste tipo de acionamento é muito baixo. pois existem muitas partes girantes as quais necessitam de ajustes constantes e substituições periódicas. quando se opera em rotações abaixo da rotação nominal. Tabela Comparativa dos Sistemas de Variação de Velocidade Tradicionais Polias Variadoras Faixa de variação de velocidade Limite de potência Eficiência Custo Pontos fortes Pontos fracos Escorregamento Manutenção difícil Vazamentos Manutenção difícil pequena (1 a 4 máx. n As manutenções preventivas e corretivas são freqüentes. independente da rotação desejada no eixo de saída. n Aqui também o motor sempre estará girando na rotação nominal.

2 2.3 Princípios básicos de funcionamento Análise de funcionamento Curvas características do motor de indução 2.6 Potência e perdas Características de temperatura .3.5 2. 1 Torque x velocidade 2.2 COMO FUNCIONA UM MOTOR DE INDUÇÃO 2.4 2.1 2.3. 2 Corrente x velocidade 2.classes de isolamento térmico Tempo de rotor bloqueado .

Uma corrente circulando por um condutor produz um campo magnético. Se o dito condutor forma um circuito fechado.2 COMO FUNCIONA UM MOTOR DE INDUÇÃO? Para compreender o funcionamento de um Inversor de Freqüência é de fundamental importância entender primeiro como funciona um motor de indução.2).1 2. circulará por ele uma corrente elétrica. Figura 2. 2. proporcional ao número de linhas de indução cortadas por segundo (figura 2. representado na figura 2. Figura 2. Se um condutor é movimentado dentro de um campo magnético.2 19 .1 PRINCÍPIOS BÁSICOS DE FUNCIONAMENTO 1. Para começar enunciaremos os princípios físicos básicos da conversão de energia elétrica em energia mecânica. No centro da figura se encontra o condutor e as linhas circulares em volta são uma representação gráfica do campo magnético gerado pela corrente.1 pelas linhas circulares chamadas de linhas de indução magnética. aparecerá uma tensão induzida entre os terminais do condutor.

Figura 2.3). Figura. Este princípio é similar ao visto na figura 2.4 20 . com a diferença que neste o campo magnético é estático.4. igual ao mostrado na figura 2.2 COMO FUNCIONA UM MOTOR DE INDUÇÃO? 3.3 4.5) produzirá um campo magnético girante (figura 2. Um bobinado polifásico.6). 2. A interação entre estes dois campos magnéticos produzirá uma força (F) de atração ou repulsão entre os condutores (figura 2. Dois condutores adjacentes (a e b) pelos quais está circulando uma corrente elétrica (i a e i b) produzem cada um deles um campo magnético (Item 1). alimentado por um sistema de tensões trifásico (figura 2.1. proporcional à corrente que circula por ambos condutores e à distância (d) entre eles.

2 COMO FUNCIONA UM MOTOR DE INDUÇÃO? Figura 2.6 21 . Desta maneira é mais fácil fazer a composição dos vetores de indução magnética para cada instante.. Figura 2.5 Na figura 2. Na figura pode-se ver que a resultante destes vetores está girando (campo girante) com uma velocidade proporcional a freqüência e ao número de pólos do motor.6.‡ correspondem aos momentos em que a tensão de uma das três fases é igual a zero. os pontos identificados com os números •..

7).2 COMO FUNCIONA UM MOTOR DE INDUÇÃO? 5.8 TERMINAIS CAIXA DE LIGAÇÃO 22 . Velocidade do campo girante [rpm]= (freqüência [1/ s] x 120 ) / n° de pólos 6.8 .7 NÚCLEO DE CHAPAS NÚCLEO DE CHAPAS Os motores de indução mais utilizados na indústria são os chamados motores de gaiola trifásicos (figura 2. Torque: força aplicada num eixo. Torque [Kgm]= força [Kg] x distância [m] Figura 2. chamada de velocidade síncrona.rotor e estator). ENTROLAMENTO TRIFÁSICO 3 2 8 VENTILADOR 5 BARRAS DE ANÉIS DE CURTO-CIRCUITO ROLAMENTOS 12 11 6 7 EIXO PROTEÇÃO DO VENTILADOR 4 TAMPAS 9 1 CARCAÇA 10 Figura 2. A velocidade do campo girante descrito anteriormente. é proporcional à freqüência do sistema de tensões trifásico e ao número de pólos do bobinado. que provocará a rotação do mesmo (figura 2.

2 COMO FUNCIONA UM MOTOR DE INDUÇÃO? Estator: Carcaça (1). Barras e anéis de curto-circuito (12) Outras partes: Tampas (4). Como existem dois campos magnéticos.2 ANÁLISE DE FUNCIONAMENTO Para análise de funcionamento pode se considerar o motor de indução como um transformador. e como estas estão em curtocircuito. aparecerá uma força entre o rotor e o estator que fará com que o rotor gire. Terminais (10). 2. Ventilador (5). Núcleo de Chapas (2). O próprio nome “motor de indução” se deve ao fato de que toda a energia requerida pelo rotor para a geração de torque é “induzida” pelo primário do transformador (estator) no secundário (rotor). Proteção do ventilador (6). Enrolamento trifásico (8) Rotor: Eixo (7). com pares de pólos em cada fase. Nestes motores o rotor é fabricado com espiras em curto-circuito formando uma verdadeira gaiola. isto significa que através de algum dispositivo mecânico impediremos que o eixo do motor (rotor) gire. As linhas de indução deste campo magnético “cortarão” as espiras do rotor com velocidade máxima induzindo assim a máxima tensão nas espiras do rotor. Caixa de ligação (9). circulará também a máxima corrente por elas. um no estator e outro no rotor. se aplicarmos tensão trifásica com freqüência de 60Hz nos terminais do bobinado do estator. já que é o único que pode se movimentar pois está montado sobre rolamentos. e como descrito no item 3. Rolamentos (11). Núcleo de chapas (3). O estator é formado por três bobinas (bobinado trifásico). onde o enrolamento primário deste transformador é formado pelo estator e o enrolamento secun dário pelo rotor. Para facilitar o entendimento do funcionamento do motor de indução dividiremos o estudo em três casos hipotéticos: CASO 1 Primeiramente consideraremos um motor de dois pólos com o “rotor bloqueado”. Nesta condição. este produzirá um campo magnético girante com velocidade de 3600 rpm (item 5). Como toda a energia produzida no rotor tem de 23 . disponibilizando assim energia mecânica (torque) no seu eixo.

nas mesmas condições do Caso 2. CASO 3 Vamos supor agora que. CASO 2 Agora vamos para o outro extremo. nem corrente. A interação entre os dois campos magnéticos. sendo assim. Vamos supor que o rotor do motor possa girar exatamente à velocidade de 3600 rpm. nem geração de campo magnético. Neste caso as linhas de indução do campo magnético girante produzido pelo estator “não cortarão” as espiras do rotor pois os dois estão girando com mesma velocidade. Escorregamento = velocidade síncrona – velocidade do rotor S = (N s – N) –––––––––––––––––– Ns 24 . não haverá torque no eixo do motor. pois não foram projetados para suportar esta corrente por um período de tempo grande. circulará no bobinado do estator uma corrente elevada (6 a 8 vezes maior que a corrente nominal do motor). A diferença entre a velocidade síncrona (3600 rpm) e a velocidade do rotor é conhecida como “escorregamento”. Sendo assim não haverá tensão induzida. O campo magnético girante tem uma velocidade de 3600 rpm. que pela sua vez produzirá torque no eixo do motor. produzindo uma tensão e uma corrente induzida no rotor. o do estator e o do rotor. é assim que as linhas de indução do campo magnético girante do est ator “cortarão” as espiras do rotor com uma velocidade de 50 rpm (3600 rpm – 3550 rpm = 50 rpm). produzirão uma força.2 COMO FUNCIONA UM MOTOR DE INDUÇÃO? ser “induzida” pelo estator. Para a produção de energia mecânica (torque) no motor é necessária a existência de dois campos magnéticos. podendo até danificar (queimar) o bobinado. Se esta condição for mantida por mais que alguns segundos os fios do bobinado do estator irão esquentar de forma indevida. baixamos a velocidade do rotor do motor para 3550 rpm.

diminuindo a medida que a velocidade aumenta até atingir um valor de 1. Se o escorregamento aumenta a velocidade com que as linhas de indução do campo magnético do rotor “cortam” o estator aumentará.9. Como mostra a curva (linha cheia) da figura 2. mas na prática a diferença do rotor bloqueado do caso 1 nosso motor pode girar livremente. quando o motor é ligado diretamente à rede. Se a corrente é maior. 2.7 do torque nominal a aproximadamente 30% da velocidade nominal. Sendo assim circulará no bobinado do estator uma corrente elevada (6 a 8 vezes maior que a corrente nominal do motor) que diminuirá a medida que a velocidade do motor aumenta.2 COMO FUNCIONA UM MOTOR DE INDUÇÃO? Descritas estas três condições. Se o torque requerido pela carga é maior que o nominal do motor. e o escorregamento aumentará. Existirá então um ponto de equilíbrio entre a carga do motor e a velocidade do rotor (caso 3). fazendo diminuir também a velocidade do rotor. 25 .5 vezes o torque nominal.3 CURVAS CARACTERÍSTICAS DO MOTOR DE INDUÇÃO 2.3.5 a 1.1 Torque x Velocidade É a curva que mostra a relação entre o torque desenvolvido pelo motor e a su a rotação. podemos agora imaginar o que acontece na prática com nosso motor de indução. A medida que a velocidade aumenta o torque aumenta novamente até atingir o seu valor máximo (80% da velocidade nominal) chegando a seu valor nominal na velocidade nominal. e se esta condição é mantida por muito tempo. Se a carga no eixo do motor aumenta. aumentando assim o torque disponível no eixo do motor. o torque (torque de partida) será de aproximadamente 2 a 2. o campo magnético gerado por esta também será maior. Na partida acontece algo similar ao descrito no caso 1. Na partida. a velocidade do rotor tenderá a diminuir. chegando novamente numa condição de equilíbrio. aumentando também a tensão e corrente induzida no rotor. a corrente do motor será maior que a nominal e o motor será danificado. Quando a velocidade do rotor se aproxima da velocidade síncrona (caso 2) o torque produzido diminuirá.

Essas perdas podem ser classificadas em: 26 . A potência transmitida à carga pelo eixo do motor é menor que a potência elétrica absorvida da rede. Este parâmetro é uma medida da quantidade de potência elétrica transformada pelo motor em potência mecânica.2 Corrente x Velocidade É a curva (linha tracejada da figura 2. quando o motor é ligado diretamente à rede.9 .9) que mostra a relação entre a corrente consumida pelo motor em função da sua velocidade.Curva Torque x Velocidade e Corrente x Velocidade para motores de indução de rotor em gaiola alimentados com tensão e freqüência constantes 2. diminuindo a medida que a velocidade aumenta até atingir um valor estacionário determinado pela carga acoplada ao mo tor. a corrente que circula por ele será 5 a 6 vezes maior que a corrente nominal. Se a carga for a nominal a corrente será também a corrente nominal. devido às perdas no mot or.4 POTÊNCIA E PERDAS Na placa de identificação do motor existe um parâmetro chamado de rendimento e identificado pela letra grega η.2 COMO FUNCIONA UM MOTOR DE INDUÇÃO? 2. Figura 2. A figura mostra que na partida.3.

ou seja. n perdas no rotor. É o caso dos motores alimentados por inversores de freqüência. os materiais isolantes e os sistemas de isolamento (cada um formado pela combinação de vários materiais) são agrupados em CLASSES DE ISOLAMENTO. Para fins de normalização. com a ut ilização generalizada destes equipamentos.1 . n perdas por atrito e ventilação. Vida útil da isolação refere-se ao envelhecimento gradual do isolante. 2. são mostradas na tabela a seguir: Tabela 2. O sistema de isolamento convencional dos motores.2 COMO FUNCIONA UM MOTOR DE INDUÇÃO? n perdas no enrolamento estatórico (perdas no cobre). cada qual definida pelo respectivo limite de temperatura. pela maior temperatura que o material pode suportar continuamente sem que seja afetada sua vida útil. a sua vida útil depende quase exclusivamente da vida útil da isolação do bobinado e da vida mecânica dos rolamentos. As classes de isolamento utilizadas em máquinas elétricas e os respectivos limites de temperatura conforme norma NBR-7094. n perdas magnéticas no núcleo (perdas no ferro). não suportando mais a tensão aplicada e produzindo curto-circuito entre as espiras do bobinado.Classes de isolamento CLASSE A E B F H TEMPERATURA (°C) 105 120 130 155 180 As classes B e F são as freqüentemente utilizadas. o problema do rompimento da isolação provocado pelos altos picos de tensão decorrentes da rapidez de crescimento dos 27 . Atualmente. que tem sido ut ilizado com sucesso em todos os casos de alimentação com fontes senoidais tradicionais (50/ 60Hz) pode não atender os requisitos necessários se os mesmos forem alimentados por outro tipo de fonte.5 CARACTERÍSTICAS DE TEMPERATURA CLASSES DE ISOLAMENTO TÉRMICO Sendo o motor de indução uma máquina robusta e de construção simples.

53 175 200 225 IEC 79. 2.7 185 210 235 ∆Tmáx (°C) 80 100 125 28 .2 . atinja a sua temperatura limite.6 TEMPO DE ROTOR BLOQUEADO Tempo de rotor bloqueado é o tempo necessário para que o enrolamento da máquina. obrigou a implementar melhorias no isolamento dos fios e no sistema de impregnação. A tabela abaixo mostra os valores limites da temperatura de rotor bloqueado. Encontra-se normalmente no catálogo ou na folha de dados do fabricante.Temperatura limite de rotor bloqueado CLASSE DE ISOLAMENTO B F H TEMP ERATURA MÁXIMA (°C) NEMA MG1. Este tempo é um parâmetro que depende do projeto da máquina. Estes motores com isolamento especial são chamados de ”Inverter Duty Motors”. de acordo com as normas NEMA e IEC.12. bem como a alta freqüência com que estes são produzidos. afim de garantir a vida dos motores.2 COMO FUNCIONA UM MOTOR DE INDUÇÃO? pulsos gerados pelo inversor. partindo da temperatura em condições nominais de serviço e considerando a temperatura ambiente no seu valor máximo. quando percorrido pela sua corrente de partida. Tabela 2.

( –––––– )² Ipc Onde: t rb = Tempo de rotor bloqueado com corrente reduzida tb = Tempo de rotor bloqueado à corrente nominal Ipn = Corrente de partida direta do motor Ipc = Corrente de partida do motor com corrente reduzida Geralmente. I pn é obtido de catálogos e possui o valor em torno de 6 a 8 vezes a corrente nominal do motor. 29 . como segue: Ipn t rb = t b . e I pc depende do mét odo de partida do motor. Se por exemplo esta partida for do tipo estrela-triângulo o valor da corrente será de aproximadamente 1/3 da corrente de partida.2 COMO FUNCIONA UM MOTOR DE INDUÇÃO? Para partidas com tensão reduzida o tempo de rotor bloqueado pode ser redefinido como segue: t rb = t b x ( U n / U r ) 2 Onde: t rb = Tempo de rotor bloqueado com tensão reduzida tb = Tempo de rotor bloqueado à tensão nominal U n = Tensão nominal U r = Tensão reduzida Outra forma de se redefinir o tempo de rotor bloqueado é através da utilização da corrente aplicada ao motor.

Frenagem 3. 2 Frenagem por injeção de CC 3.3. 1 Frenagem por contra-corrente 3.2 Categorias de Partida Formas de Partida l l l Partida direta Partida estrela-triângulo Partida eletrônica (soft-starter) 3.3 MÉTODOS DE COMANDO DE UM MOTOR DE INDUÇÃO 3.3.4 Vantagens e desvantagens dos métodos de partida l l l Partida direta Partida estrela-triângulo Partida eletrônica (soft-starter) .1 3.3.

elétricos e eletrônicos. e são as seguintes: a) CATEGORIA N Constituem a maioria dos motores encontrados no mercado e prestam-se ao acionamento de cargas normais. como bombas. onde a carga apresenta picos periódicos.1 CATEGORIAS DE PARTIDA Conforme as suas características de torque em relação à velocidade e corrente de partida.1.3 MÉTODOS DE COMANDO DE UM MOTOR DE INDUÇÃO Os métodos de comando de um motor de indução. cada uma adequada a um tipo de carga. são classificados em categorias. e ventiladores. c) CATEGORIA D Usados em prensas excêntricas e máquinas semelhantes. 3. etc. Estas categorias são definidas em norma (NBR 7094).1 . britadores. são implementados com equipamentos eletromecânicos.Cara cterísticas das categorias de partida direta Categorias de partida N H D Torque de partida Normal Alto Alto Corrente de partida Normal Normal Normal Escorregamento Baixo Baixo Alto As curvas torque x velocidade das diferentes categorias estão mostradas na figu ra 3. como peneiras. Tabela 3. Usados também em elevadores e cargas que necessitam de torques de partida muito altos e corrente de partida limitada. segurança. os motores de indução trifásicos com rotor de gaiola. máquinas operatrizes. b) CATEGORIA H Usados para cargas que exigem maior torque na partida. Estes equipamentos permitem acelerar (partir) e desacelerar (frenar) o motor de acordo com requisitos impostos pela carga. 33 . cargas de alta inércia. etc. concessionárias de energia elétrica. transportadores carregadores.

2 . a partida direta não é utilizada. a corrente de partida de um motor de indução quando ligado diretamente à tensão da rede é 5 a 6 vezes maior que a corrente nominal.2).3 MÉTODOS DE COMANDO DE UM MOTOR DE INDUÇÃO Figura 3. Figura 3.Curvas características de torque em função da categoria do motor (partida direta) 3.2 FORMAS DE PARTIDA l PARTIDA DIRETA A maneira mais simples de partir um motor de indução é a chamada partida direta. Como já foi visto anteriormente. e fundamentalmente para motores de grande porte. Por este motivo. Porém.1 . aqui o motor é ligado à rede diretamente através de um contator (ver figura 3. deve-se observar que para este tipo de partida existem restrições de utilização.Partida Direta 34 .

TRIÂNGULO (Y. A menor tensão deverá ser igual à tensão de rede e a out ra 1. Figura 3.3. Esta partida é implementada com dois contatores como mostra a figura 3. A partida estrela-triângulo poderá ser usada quando a curva de torque do motor for suficientemente elevada para poder garantir a aceleração da máquina com a corrente reduzida. Na partida o motor é ligado na conexão de maior tensão. como mostra a figura 3.3 MÉTODOS DE COMANDO DE UM MOTOR DE INDUÇÃO l PARTIDA ESTRELA .4.3 .∆) Este tipo de partida só pode ser utilizado em motores que possuam ligação em dupla tensão (por exemplo 3 x 380 V e 3 x 220 V). isto possibilita uma redução de até 1/3 da corrente de partida do motor.73 vezes maior. o torque resistente da carga não deverá ser superior ao torque do m otor quando o motor estiver em estrela.Partida estrela-triângulo 35 . ou seja.

Com isso. consegue-se manter a corrente de partida (ver figura 3. para cada fase do motor. a tensão atinge seu valor pleno após uma aceleração suave ou uma rampa ascendente. como ocorre com o método de partida por ligação estrela-triângulo.3 MÉTODOS DE COMANDO DE UM MOTOR DE INDUÇÃO Figura 3. ao invés de ser submetido a transição brusca.Curva característica de torque e corrente. No final do período de partida.5) próxima da nominal e com suave variação. como desejado. ajustável conforme a aplicação.4 . m uitas vezes. O ângulo de disparo de cada par de tiristores é controlado eletronicamente para aplicar uma tensão variável no motor durante a aceleração. chamado de partida suave (soft-starter). Este comportamento é. motor com partida estrela-triângulo l PARTIDA ELETRÔNICA (SOFT-STARTER) A chave de partida a estado sólido consiste de um conjunto de pares de tiristores (SCR) ou combinações de tiristores/diodos. 36 .

como um recurso adicional. 37 . Ainda. cabos. etc.3 MÉTODOS DE COMANDO DE UM MOTOR DE INDUÇÃO Figura 3. como nas chaves eletro-mecânicas. fusíveis. assim como dos componentes acessórios (contatores. Este é um dos pontos fortes das chaves eletrônicas. a soft-starter apresenta a possibilidade de efetuar a desaceleração suave para cargas de baixa inércia. a vantagem de não possuir partes móveis ou que gerem arco elétrico. motor com partida suave (soft-starter) Além da vantagem do controle da corrente durante a partida. a chave eletrônica apresenta. pois sua vida útil é mais longa. também.Curva característica de torque e corrente.).5 .

para reverter a direção de rotação do campo girante do motor com o mesmo girando ainda na direção inicial. onde se tem s < 0 e o motor opera com características de gerador.3 MÉTODOS DE COMANDO DE UM MOTOR DE INDUÇÃO 3. pois o torque desenvolvido pelo motor é elevado. Figura 3. 3. Quando a velocidade cai a zero o motor deve ser desenergizado.6) e começa a desacelerar (frenar). as correntes induzidas nos enrolamentos rotóricos são de freqüências altas (duas vezes a freqüência estatórica) e de elevada intensidade. a rotação do rotor fica agora contrária a um torque que atua em direção oposta (ver figura 3. A seguir apresentaremos dois métodos de frenagem elétrica. passará a funcionar em sentido oposto. Curva de torque x rotação na frenagem por contra-corrente 38 .7). isto é. Dessa forma.3.6.1 Frenagem por contra-corrente Obtém-se a frenagem por contra-corrente através da inversão de duas fases da tensão de alimentação do enrolamento estatórico (ver figura 3.3 FRENAGEM Os motores de indução possibilitam várias formas de frenagem. caso contrário. acarretando em um sobreaquecimento do motor. onde há a absorção de potência elétrica da rede com corrente maior que a nominal. Para este tipo de frenagem.

Frenagem por contracorrente 39 .3 MÉTODOS DE COMANDO DE UM MOTOR DE INDUÇÃO Figura 3.7 .

9). o motor desenvolve um torque de frenagem (ver figura 3. pois a tensão CC é proveniente do próprio circuito intermediário do inversor. utiliza-se a frenagem CC com tensões contínuas limitadas a aproximadamente 20% da tensão nominal CA do mo tor. 40 . da resistência do circuito rotórico e da velocidade do rotor.8 .8) cuja magnitude depende da intensidade do campo.3 MÉTODOS DE COMANDO DE UM MOTOR DE INDUÇÃO 3. Assim. A rotação do rotor em seu campo produz um fluxo de corrente alternada no mesmo. podendo causar sobreaquecimento excessivo no mesmo. não necessitando de nenhum dispositivo adicional. Figura 3. a frenagem CC tem sua aplicação limitada devido ao fato de que toda a energia de frenagem é dissipada no próprio mo tor.2 Frenagem por injeção de corrente contínua (CC) É obtida através da desconexão do estator da rede de alimentação e da posterior conexão a uma fonte de corrente contínua (ver figura 3. o qual também estabelece um campo magnético estacionário com respeito ao estator. quando utilizado um inversor de freqüência. a tensão contínua a ser aplicada no estator do motor é obtida através do disparo dos transistores do inversor.3. para não comprometer a vida útil do motor. A corrente contínua enviada ao enrolamento estatórico estabelece um fluxo magnético estacionário cuja curva de distribuição tem uma fundamental de forma senoidal. Na prática.Curva de torque x rotação durante a frenagem CC Como veremos posteriormente. Devido à interação do campo magnético resultante e da corrente rotórica.

4 VANTAGENS E DESVANTAGENS DOS MÉTODOS DE PARTIDA l PARTIDA DIRETA Vantagens • Menor custo de todas • Muito simples de implementar • Alto torque de partida Desvantagens • Alta corrente de partida.3 MÉTODOS DE COMANDO DE UM MOTOR DE INDUÇÃO Figura 3. Em função disto pode provocar interferência em equipamentos ligados na mesma instalação • É necessário sobredimencionar cabos e contatores • Limitação do número de manobras/hora 41 .9 .Frenagem por injeção de CC 3. provocando queda de tensão na rede de alimentação.

3 MÉTODOS DE COMANDO DE UM MOTOR DE INDUÇÃO l ESTRELA-TRIÂNGULO Vantagens • Custo reduzido • A corrente de partida é reduzida a 1/3 quando comparada com a partida direta • Não existe limitação do número de manobras/hora Desvantagens • Redução do torque de partida a aproximadamente 1/3 do nominal • São necessários motores com seis bornes • Caso o motor não atingir pelo menos 90% da velocidade nominal. o custo é levado devido a necessidade de seis cabos. l SOFT-STARTER Vantagens • Corrente de partida próxima à corrente nominal • Não existe limitação do número de manobras/hora • Longa vida útil pois não possui partes eletromecânicas móveis • Torque de partida próximo do torque nominal • Pode ser empregada também para desacelerar o motor Desvantagens • Maior custo na medida em que a potência do motor é reduzida 42 . o pico de corrente na comutação de estrela para triângulo é equivalente ao da partida direta • Em casos de grande distância entre motor e chave de partida.

1 Métodos de controle do s inversores de freqüência l l Controle escalar Controle vetorial 4.4 O INVERSOR DE FREQÜÊNCIA 4.2 Características dos motores de indução acionados com inversores de freqüência .

podendo ser calculada pela seguinte equação: 120 x ƒ x ( 1 . com escorregamento nominal (s = 0.s ) n = ––––––––––––––––––––––––– p onde: n = velocidade em rotações por minuto (rpm) ƒ = freqüência da rede em Hertz (Hz) s = escorregamento p = número de pólos Figura 4.1 Se considerarmos como exemplo um motor de 4 pólos. É assim que a velocidade do motor será a velocidade nominal. 60Hz. 45 . isto é. em todos estes casos a freqüência de alimentação foi a da rede.0278) teremos: 120 x 60 ( 1 .4 O INVERSOR DE FREQÜÊNCIA No capítulo anterior vimos diferentes alternativas de comandar um moto r de indução a partir da rede de alimentação.s ) n = ––––––––––––––– –––– = 1750 rpm 4 A partir da simples observação da equação anterior podemos deduzir que se pudéssemos dispor de um dispositivo que permita variar a freqüência da tensão de alimentação poderíamos variar diretamente no motor a sua velocidade de rotação.

120 x 30 (1 .s) n = –––––––––––––––––– – = 875 rpm 4 Figura 4. um abaixo da freqüência nominal e outro acima.4 O INVERSOR DE FREQÜÊNCIA Vamos ver agora o que acontece se alimentarmos o motor a partir de um dispositivo que permita variar a freqüência da tensão de alimentação.3 46 .2 120 x 90 (1 . A seguir mostraremos dois casos.s) n = ––––––––––––––––– –––––– = 2625 rpm 4 Figura 4.

4 mostra as partes componentes deste dispositivo.5.5 47 .1 a 4. e a partir da tensão e freqüência constante da rede. Figura 4. O inversor é composto de seis chaves implementadas numa configuração como mostrada na figura 4. chamado de Inversor.4 O diagrama de blocos da figura 4. Figura 4. As figuras 4.4 O INVERSOR DE FREQÜÊNCIA Vamos ver agora como podemos através de um dispositivo eletrônico.4 gera uma tensão contínua que é posteriormente filtrada e introduzida no bloco seguinte. obter um sistema trifásico com freqüência variável.3 acima mostram para um mesmo período de tempo exemplos de ondas senoidais trifásicas com diferentes valores de freqüência. O retificador da figura 4.

Transistor Bipolar com Porta Isolada (Insulated Gate Bipolar Transistor) A figura 4. Assim no motor a tensão entre as fases U e V é positiva.. podemos variar a freqüência da onda de saída. A linha cheia representa a onda gerada pela combinação de seis estados das chaves 1. 48 . Durante o primeiro estado as chaves 1. Estas chaves são implementadas nos inversores de freqüência com dispositivos semicondutores chamados de transistores de potência.01Hz. como representado na forma de onda. Esta estratégia permite a geração de ondas senoidais de freqüên cia variável com resolução de até 0. Os transistores mais freqüentemente utilizados são os chamados: IGBT .4 O INVERSOR DE FREQÜÊNCIA Dependendo da combinação de chaves abertas ou fechadas pode se obter na saída do inversor formas de onda diferentes. OBSERVAÇÃO Os números correspondem as chaves fechadas. Pode se deduzir também a partir da figura 4.6 que variando o tempo que cada combinação de chaves permanece num determinado estado. Os inversores de freqüência modernos utilizam para a combinação de abertura e fechamento das chaves uma estratégia chamada de “PWM” (Pulse Width Modulation) ou “Modulação por Largura de Pulsos”. A onda senoidal representada com linha tracejada serve como referência para o leitor identificar a aproximação mencionada. Nos cinco estados seguintes mud a a combinação de chaves abertas e fechadas permanecendo o mesmo tipo de análise do primeiro estado. 5 e 6 estão fechadas e as chaves 2.6.6 a seguir mostra um exemplo simples de como pode ser gerada uma primeira aproximação de uma onda senoidal. 3 e 4 abertas. Existem várias tecnologias de fabricação para este tipo de transistores. entre as fases V e W é zero e entre as fases U e W é positiva.

4 O INVERSOR DE FREQÜÊNCIA Figura 4.6 49 .

Este bobinado tem dois parâmetros que defin em suas características. A resistência depende do tipo de material (cobre) e do comprimento do fio com qual é realizado o bobinado.4 O INVERSOR DE FREQÜÊNCIA A figura 4. Já a indutância depende fundamentalmente da geometria (forma) do bobinado e da interação com o rotor.4. quando utilizada a técnica PWM para comando dos transistores de potência.1 MÉTODOS DE CONTROLE DOS INVERSORES DE FREQUÊNCIA l CONTROLE ESCALAR O funcionamento dos inversores de freqüência com controle escalar está baseado numa estratégia de comando chamada “V/F constante”. igu al ao nominal. Um deles é a sua resistência ôhmica R [Ohm] e o outro e a sua indutância L [Henry]. para qualquer velocidade de funcionamento do motor. Figura 4.7 4. que mantém o torque do motor constante.7 mostra o padrão de chaveamento da tensão e a corrente resultante numa fase do motor. Fazendo uma análise muito simplificada podemos dizer 50 . O estator do motor de indução possui um bobinado trifásico como mostrado na figura 2.

desprezá-lo. e para um método de controle simples como o escalar. Assim: XL = 2.π. Assim. a estratégia de controle “V/F constante” varia a tensão proporcionalmente com a variação da freqüência de alimentação (e da reatância indutiva) do motor para obter no estator uma corrente constante da ordem da corrente nominal do motor.f.8. mas a tensão e a freqüência são dois parâmetros que podem ser “controlados” pelo inversor de freqüência. à indutância L e à freqüência f.4 O INVERSOR DE FREQÜÊNCIA que a corrente que circulará pelo estator do motor será proporcional ao valor da resistência “R” e ao valor da reatância Indutiva “XL” que é dependente da indutância L e da freqüência f. como mostra a equação e a figura 4. O valor de indutância L é uma constante do motor. nesta aproximação.L e I = V /( R 2 + X L2 )1/2 Para valores de freqüên cia acima de 30Hz o valor da resistência é muito pequeno quando comparado com o valor da reatância indutiva. desta maneira podemos. se para variar a velocidade do motor de indução temos que variar a freqüência da tensão de alimentação. Assim teremos que o valor da corrente será proporcional à tensão de alimentação V. 51 .

É assim que a partir deste ponto a corrente. Est a região (acima dos 60Hz no exemplo) é conhecida como região de enfraquecimento de campo.4 O INVERSOR DE FREQÜÊNCIA I ≅ V/f = Cte.8. Figura 4. diminuirão. pois já foi atingida a tensão máxima (tensão da rede).9 52 .9 a seguir mostra o gráfico do torque em função da freqüência onde fica em evidência este comportamento.8 Como se pode observar na figura 4. e conseqüentemente o torque do motor. acim a de 60Hz a tensão não pode continuar subindo. A figura 4. Figura 4.

Este apresenta também um custo relativo menor quando comparado com 53 . Um inversor com controle escalar pode controlar a velocidade de rotação do motor com uma precisão de até 0. Com estas características. É assim que. A faixa de variação de velocidade é pequena e da ordem de 1:10 (Ex: 6 a 60Hz). são utilizados na maioria das vezes motores de indução convencionais sem nenhum sistema de realimentação de velocidade (tacogerador de pulsos acoplado ao motor) em malha fechada. de para baixas freqüências.10 Podemos deduzir assim que o cont role escalar em inversores de freqüên cia é utilizado em aplicações normais que não requerem elevada dinâmica (grandes acelerações e frenagens). conforme figu ra 4. Figura 4.10 a seguir. que foi desprezado anteriormente. Para que isto seja evitado.4 O INVERSOR DE FREQÜÊNCIA Para freqüências abaixo de 30Hz o termo correspondente a resistência R do estator. e de 3 % a 5 % com variação de carga de 0 a 100 % do torque nominal. começa a ter influência no cálculo da corrente. a corrente e conseqüentemente o torque do motor diminuem bastante. o inversor de freqüência escalar é a mais utilizado em sistemas que não requerem alto desempenho. a tensão do estator em baixas freqüências deve ser aumentada.5 % da rotação nominal para sistemas sem variação de carga. mantendo-se a proporcionalidade entre a freqüência e a tensão. nem elevada precisão e nem controle de torque. através de um método chamado de compensação I x R . Pelo princípio de funcionamento e aplicação.

estão aparecendo opções de novas alternativas. o motor elétrico deverá fornecer essencialmente um controle preciso de torque para uma faixa extensa de condições de operação. Já o inversor vetorial calcula a corrente necessária para produzir o torque requerido pela máquina. sendo composto dos mesmos blocos funcionais. como o uso de acionamentos em corrente alternada do tipo controle vetorial. calculando a corrente do estator e a corrente de magnetização. do fluxo e do torque num motor de corrente contínua proporcionam um meio direto para o seu controle. como por exemplo o inversor com controle vetorial. pois a proporcionalidade da corrente de armadura. • Alta performance dinâmica. Vantagens do Inversor com Controle Vetorial • Elevada precisão de regulação de velocidade. respostas rápidas e alta precisão de regulação de velocidade. o circuito de potência do inversor de freqüência vetorial não é diferente de um inversor de freqüência v/f. a busca por avanços tecnológicos significativos tem diminuído esta hegemonia e. Veremos na continuação uma descrição dos inversores com controle vetorial. gradativamente. • Operação suave em baixa velocidade e sem oscilações de torque. No inversor v/f a referência de velocidade é usada como sinal para gerar os parâmetros tensão/freqüênc ia variável e disparar os transistores de potência. No motor de indução a corrente do estator é responsável por gerar o fluxo de magnetização e o fluxo de torque. Para tais aplicações os acionamentos de corrente contínua sempre representaram uma solução ideal. mesmo com variação de carga. l CONTROLE VETORIAL Em aplicações onde se faz necessária uma alta performance dinâmica. A palavra “vetorial” está sendo nos ú ltimos tempos muito utilizada para dar nome aos novos inversores. Basicamente.4 O INVERSOR DE FREQÜÊNCIA outros tipos de inversores mais sofisticados. • Controle de torque linear para aplicações de posição ou de tração. não permitindo obter um controle direto do torque. 54 . Contudo.

O torque produzido no motor é proporcional ao “produto vetorial” das duas componentes 4. É por isto que este tipo de controle requer microprocessadores muito potentes que realizam milhares de operações matemáticas por segundo. tantas vezes quanto necessário para poder controlar o motor. Para resolver esta equação é necessário conhecer ou calcular os seguinte parâmetros do motor: ð Resistência do estator ð Resistência do rotor ð Indutância do estator ð Indutância do rotor ð Indutância de magnetização 55 . Tempo real significa que este cálculo tem que ser feito muitas vezes por segundo. A corrente total é a soma vetorial destas duas componentes 3. Vamos tentar esclarecer um pouco estes conceitos. ou corrente de magnetização (produtora de FLUXO) e Iq ou o corrente produtora de TORQUE 2.4 O INVERSOR DE FREQÜÊNCIA algumas vezes de maneira não muito apropriada. um exemplo típico é a representação vetorial de uma força ou uma corrente elétrica. A qualidade com a qual estas componentes são identificadas e controladas define o nível de desempenho do inversor. Um vetor é uma representação matemática de um grandeza física que possui magnitude e direção. Os inversores vetoriais recebem este nome devido a que: 1. A corrente que circula no bobinado estatórico de um motor de indução pode ser separada em duas componentes: Id. Para calcular estas correntes é necessário resolver em “tempo real” uma equação que representa matematicamente o comportamento do motor de indução (modelo matemático do motor).

1% ð Regulação de torque: Não tem ð Faixa de variação de velocidade: 1:100 ð Torque de partida: 250% ð Torque máximo (não contínuo): 250% 56 . outros mais sofisticados utilizam rotinas de autoajuste para calcular estes parâmetros. O controle vetorial representa. pois calcula as duas componentes da corrente do motor. um avanço tecnológico significativo.4 O INVERSOR DE FREQÜÊNCIA ð Curva de saturação Muitos inversores vem com estes valores préprogramados para diferentes motores. Este tipo de inversores conseguem excelent es características de regulação e resposta dinâmica. ð Torque máximo (não contínuo): 400% O inversor “sensorless” tem um grau de desempenho menor que o anterior. Porém. o que torna o motor especial. mas é superior ao inversor v/f . sem dúvida. Sendo assim podemos dizer que existem dois tipos de implementação de inversores vetoriais: o inversor “sensorless” (sem sensores) e o inversor com realimentação por encoder (controle orientado pelo campo). como por exemplo: ð Regulação de velocidade: 0. A seguir alguns valores típicos para estes inversores: ð Regulação de velocidade: 0.01% ð Regulação de torque: 5% ð Faixa de variação de velocidade: 1:1000 ð Torque de partida: 400% máx. característica muito útil quando utilizados motores rebobinados ou já existentes. em alguns sistemas que utilizam controle vetorial é necessário o uso de um encoder (tacogerador de pulsos) acoplado ao motor para que se tenha uma melhor dinâmica. O inversor com realimentação por encoder é capaz de controlar a velocidade e o torque no mot or. aliando as performances dinâmicas de um acionamento CC e as vantagens de um motor CA.

que coincide com a resposta de um motor acionado diretamente da rede. Vejamos agora o comportamento da curva “torque x velocidade” quando o motor é alimentado através do inversor de freqüência. O motor do exemplo é um motor de quatro pólos. a curva característica “corrente x velocidade” e “torque x velocidade” do motor de indução mostra que a partir do valor de torque equivalente a 150% do nominal (área de trabalho intermitente) as duas curvas apresentam o mesmo comportamento. com carga nominal.11.4 O INVERSOR DE FREQÜÊNCIA 4. A 60Hz temos exatamente o caso da figura 4. Podemos ver assim que. assim sua velocidade síncrona será de 1800 rpm e a velocidade do eixo.12 mostra um conjunto de curvas para diferentes velocidades (freqüências) de operação.2 CARACTERÍSTICAS DOS MOTORES DE INDUÇÃO ACIONADOS COM INVERSORES DE FREQÜÊNCIA Como já vimos na seção anterior.11 Os inversores de freqüência trabalham exclusivamente nesta região. 57 . será 1750 rpm. A figura 4. com o motor com carga nominal. devida ao escorregamento. existe uma diferença de 50 rpm entre a velocidade síncrona calculada e a velocidade de rotação do moto r. Isto significa que torque e velocidade tem um comportamento linear com a corrente. Figura 4.

suficiente para acionar qualquer carga acoplada ao motor.4 O INVERSOR DE FREQÜÊNCIA Figura 4. mas a velocidade do motor não.9 vemos que para uma freqüência de alimentação de 30Hz a velocidade síncrona será de 900 rpm. e que alimentando o motor a partir de 3 ou 4Hz podemos obter no rotor um to rque de 150 % do nominal.12 Observando novamente a figura 4. Outra característica importante do acionamento de motores com inversores de freqüência é que a corrente de partida é praticamente da ordem da corrente nominal. novamente para torque nominal o escorregamento será o nominal equivalente a 50 rpm. pois sempre tem uma diferença constante equivalente ao escorregamento. É interessante observar que diminuindo a freqüência pela metade a velocidade síncrona também cai a metade. e a velocidade do motor será de 850 rpm. 58 .

4 Parâmetros do motor 5.5.3 Parâmetros de configuração l l l l l Frenagem Rampa de aceleração e frenagem reostática Rejeição de freqüências críticas Partida com motor girando (flying start) Compensação do escorregamento 5.5 PARÂMETROS DO INVERSOR DE FREQÜÊNCIA 5.2 Parâmetros de leitura Parâmetros de regulação l l Rampas de aceleração/desaceleração Curva U/F ajustável 5.1 5. Parâmetros das funções especiais l l Ciclo automático Controle de processos com inversores de freqüência .

Estes parâmetros são acessíveis através de uma interface composta por um mostrador digital (“display”) e um teclado. Interface Homem-Máquina (IHM) 61 .5 PARÂMETROS DO INVERSOR DE FREQÜÊNCIA Um parâmetro do inversor de freqüência é um valor de leitura ou escrita.1. Quase todos os inversores disponíveis no mercado possuem parâmetros programáveis similares. através do qual o usuário pode ler ou programar valores que mostrem. valor de freqüência) . Exemplos simples de parâmetros: l Parâmetro de Leitura P003: Corrente consumida pelo motor l Parâmetro Programável P121: Velocidade de giro do motor. chamado de Interface Homem-Máquina (IHM).1. Figura 5. ver figura 5. sintonizem ou adeqüem o comportamento do inversor e motor em uma determinada aplicação. quando comandado pelo teclado (referência de velocidade.

P006 ..Tensão do circuito intermediário Indica a tensão atual no circuito intermediário de corrente contínua. P002 . permitem visualizar os valores programados nos parâmetros de regulação. em Volts. na linha de inversores WEG são identificados do P001 até o P099. Estes parâmetros não permitem a edição do valor programado. de configuração. As sinalizações disponíveis são: Ready.. EXEMPLOS: P001 . .Estado do inversor Indica o estado atual do inversor.1 PARÂMETROS DE LEITURA Os parâmetros de leitura. P003 . somente a sua leitura.5 PARÂMETROS DO INVERSOR DE FREQÜÊNCIA Para facilitar a descrição. E11 62 . Run. P004 . Indicação em rpm. em Hz . Independe da fonte de origem da referência.Freqüência aplicada ao motor Valor da freqüência de saída do inversor. Por exemplo. P005 .Referência de Velocidade Valor da referência de velocidade antes da rampa.Velocidade do Motor Indica o valor da velocidade real. como seu nome indica. os parâmetros serão agrupados pelas suas características: l Parâmetros de leitura l Parâmetros de regulação l Parâmetros de configuração l Parâmetros do motor l Parâmetros das funções especiais 5. Subtensão e E00. do motor e das funções especiais.Corrente do motor Indica a corrente de saída do inversor em ampères. em rpm.

Referência máxima Define os valores máximo/mínimo de velocidade na saída quando o inversor é habilitado. A velocidade máxima é definida pelo parâmetro P134. RAMPAS DE ACELERAÇÃO/ DESACELERAÇÃO As rampas permitem ao usuário do inversor modificar a velocidade de rotação do motor de forma controlada. o sistema acoplado ao motor recebe um impulso chamado de “jerk”. Na transição da velocidade zero para a rampa e da rampa para a velocidade final.5 PARÂMETROS DO INVERSOR DE FREQÜÊNCIA P009 . 5. em %.2 PARÂMETROS DE REGULAÇÃO São os valores ajustáveis a serem utilizados pelas funções do inversor. P133 . Rampa em “S” A rampa “S” é um recurso no qual se permite obter a aceleração/desaceleração de car gas onde se necessita de uma partida/parada de forma suave.Torque no Motor Indica a parcela da Corrente Total que é proporcional ao torque. não 63 . Este impulso produz vibrações no equipamento acoplado ao motor.Tempo de aceleração e P101 .Referência mínima e P134 . EXEMPLOS: P100 . Especificando o valor de tempo e velocidade final podemos assim controlar a aceleração e desaceleração do motor.Tempo de desaceleração Definem os tempos para acelerar linearmente de 0 até a velocidade máxima ou desacelerar linearmente da velocidade máxima até 0. Os inversores possuem normalmente dois tipos de rampas: Rampa linear A rampa linear é a mais simples. e indicada para cargas com pouca inércia.

A rampa “S” pode ser ajustada em fun ção da aplicação através do software do inversor (parâmetros de programação). pois traz as seguintes vantagens: l imunidade a ruído elétrico l simplificação de comandos e ajustes EXEMPL O: P124 . 4 Multispeed _______ 900 rpm P128 . etc. 6 Multispeed _______ 1500 rpm 64 .Ref.Aceleração e desaceleração por rampa “S” Multi-Speed Esta função permite a variação da freqüência de saída do inversor através de combinações das entradas digitais. 2 Multispeed _______ 300 rpm P126 .2 . 3 Multispeed _______ 600 rpm P127 .Ref. CLP’s. conforme descrito na figura a seguir: Figura 5.Ref. as quais podem ser comandadas através de: chaves seletoras.Ref. chaves fim-decurso. 1 Multispeed _______ 90 rpm P125 .Ref.Ref. 5 Multispeed _______ 1200 rpm P129 . Seu uso é recomendado quando utiliza-se duas ou mais velocidades fixas (pré-ajustadas). onde se define os tempos d e aceleração e desaceleração e também o percentual de distorção “S” da curva. contatores.5 PARÂMETROS DO INVERSOR DE FREQÜÊNCIA ocorrendo choques mecânicos no sistem a.

65 .Ref. que relacionam a tensão e a freqüência de saída do inversor e conseqüentemente o fluxo de magnetização do motor.5 PARÂMETROS DO INVERSOR DE FREQÜÊNCIA P130 . 7 Multispeed _______ 1800 rpm P131 .Ref. 8 Multispeed _______ 1650 rpm Figura 5. a fim de adequar a uma necessidade específica.3 CURVA U/F AJUSTÁVEL Esta função permite a alteração das curvas características padrões definidas.

que podem ocasionar a sua destruição ou bloqueio do inversor. Durante a frenagem a freqüência do rotor é maior que a freqüência do estator. bem como as funções das entradas e saídas.3 PARÂMETROS DE CONFIGURAÇÃO Definem as características do inversor. o tempo de desaceleração é muito pequeno e deve ser empregado o recurso de frenagem elétrica ou mecânica. provocando um fluxo reverso da energia do rotor para o estator. 5. onde se define a inclinação de uma reta (conforme ilustrado na figura a seguir) através de três pares (U. O ajuste da relação entre a tensão e a freqüência é feito através do software do inversor (parâmetros de programação).Curva U/f ajustável Esta característica é necessária.4 .5 PARÂMETROS DO INVERSOR DE FREQÜÊNCIA Esta característica pode ser utilizada em aplicações especiais nas quais os motores utilizados necessitam de tensão nominal ou freqüência nominal diferentes dos padrões. injetando esta 66 . Figura 5. pois nestes casos o fluxo de magnetização do motor é diferente dos motores padrões. f) de pontos distintos que são: Ponto mínimo. o que pode acarretar picos de corrente ou operação com corrente acima da nominal do motor. as funções a serem executadas. O motor passa a funcionar então como um gerador. ponto médio e ponto máximo. FRENAGEM Quando o motor de indução está sendo empregado em processos que exigem paradas rápidas.

o que provoca uma sobretensão neste. Parâmetros associados: Duração da frenagem (P300). um sistema capaz de segurar o eixo do rotor. durante a rápida frenagem do motor. Geralmente se utiliza a frenagem reostática para baixar a velocidade até um determinado valor. 2. 3. Assim o usuário deve ter certeza que o rotor está liberado do freio antes de dar um comando para movê-lo. Rampa de desaceleração A freqüência diminui até zero. e pode causar um aquecimento excessivo do motor quando os ciclos de parada são muito repetitivos. caso contrário o motor irá partir com uma condição de sobrecarga provocando uma sobrecorrente elevada. são parâmetros que podem ser especificados pelo usuário. Injeção de corrente contínua Permite a parada do motor através da aplicação de corrente contínua no mesmo. que define o torque de frenagem. A magnitude da corrente contínua. tensão aplicada durante a frenagem (P302) 67 . evitando a sobretensão no barramento DC do driver. conforme o tempo de desaceleração especificado pelo usuário. Este modo é geralmente usado com cargas de baixa inércia. a partir do qual se aplica corrente contínua no motor. Frenagem reostática É usada para dissipar a energia que retorna do motor através de um banco de resistores. freqüência de início da frenagem (P301).5 PARÂMETROS DO INVERSOR DE FREQÜÊNCIA energia no barramento DC do inversor. A frenagem elétrica pode ser feita através de um dos procedimentos abaixo. podendo ser empregado quando os requisitos de parada não são muito rígidos. Normalmente estes sistemas tem um tempo de atraso elevado. e o período durante o qual ela é aplicada. A frenagem mecânica consiste em comandar. tanto para ligar como desligar o freio. conseguindo uma frenagem rápida e preservando o inversor. ou uma combinação deles: 1. através de um relé.

o torque gerado pelo motor torna-se negativo e este é frenado.5 PARÂMETROS DO INVERSOR DE FREQÜÊNCIA INJEÇÃO DE CORRENTE CONTÍNUA Este tipo de frenagem do motor é conseguida aplicando-se no seu estator uma tensão contínua. quando o escorregamento torna-se negativo. sendo que dessa forma o motor se comporta como um gerador assíncrono e fornece um torque de frenagem. Este tipo de frenagem é útil quando se deseja a parada do motor (freio) apenas. que poderá atuar a proteção e bloquear o mesmo.Frenagem CC com bloqueio por rampa de desaceleração RAMPA DE DESACELERAÇÃO E FRENAGEM REOSTÁTICA É possível uma frenagem controlada através de uma rampa de desaceleração quando a freqüência aplicada ao motor é reduzida de uma forma controlada. mas mantendo-se o motor girando. é necessário um intervalo para a desmagnetização do mo tor (Tempo Morto). isto é. O torque de frenagem pode ser ajustado de acordo com a aplicação. através do tempo de injeção de corrente contínua e do nível de tensão CC aplicada no motor. diferentement e da frenagem reostática que pode ser utilizada para reduzir a velocidade. Durante a frenagem CC.5 . Neste estado o motor o pera como gerador com a energia cinética (do motor e da carga) convertida em energia elétrica 68 . Em outras palavras. Figura 5. para não haver um pico de corrente no inversor. Esta é obtida pelo disparo dos transisto res do inversor. quando a velocidade síncrona (ou freqüência estatórica aplicada pelo inversor) torna-se menor do que a velocidade do motor (velocidade rotórica). necessitando-se para isso de um inversor de freqüência. não necessitando nenhum dispositivo adicional.

problemas de ressonância mecânica em 69 . A corrente máxima admissível na resistência de frenagem está relacionada aos seguintes fatores: l Valor ôhmico da resistência de frenagem. que são bancos de resistores controlados eletronicamente e conectados ao circuito intermediário (CC) que permite se obter até um torque de frenagem próximo ao torque nominal do motor. como energia que é consumida através de um módulo de frenagem reostática.Curva de torque x rotação da máquina assíncrona com motor e gerador REJEIÇÃO DE FREQÜÊNCIAS CRÍTICAS Este recurso se utiliza quando o sistema a ser acionado possui faixas de operação com rotações críticas e que não podem ser utilizadas. da inércia das massas em movimento e do torque resistente. e o restante deverá ser dissipada de alguma forma. Como exemplo. A potência da frenagem é função do tempo de desaceleração. l Corrente máxima do transistor de potência. assegurando a dissipação da energia de frenagem nestas resistências externas. l Corrente de limitação do inversor associado. Os inversores de freqüência apresentam a opção de utilização de módulos de frenagem reostática. Figura 5. Uma parte da energia de frenagem é dissipada em perdas no moto r.6 .5 PARÂMETROS DO INVERSOR DE FREQÜÊNCIA que é transmitida ao circuito intermediário (CC). através da ponte de transistores.

que causam a vibração excessiva do mesmo. Figura 5. existe uma magnetização residual que faz com que seja gerada uma tensão nos seus terminais. podem causar a destruição de rolamentos e eixos. PARTIDA COM MOTOR GIRANDO (“FLYING START”) Este recurso se utiliza para quando é necessário o religamento do motor com o inversor de freqüência mesmo que o moto r (ou máquina) ainda esteja em movimento. o inversor atua de forma a impor a freqüência de 70 . bloqueando-o. Com o religamento do in versor. o religamento não é possível devido ao fato de que quando o motor ainda encontra-se girando. Caso o valor ajustado seja uma freqüência crítica. chegando aos valores desejados. A rejeição de freqüências críticas é feita através do ajuste da freqüência central e de uma banda em torno desta freqüência a qual o inversor não permitirá acionar o mot or.7 . o inversor atua através das rampas ajustadas.Rejeição de freqüências críticas Quando da aceleração ou desaceleração do moto r. conforme mostra a figura 5. Com o recurso de partida com motor girando.5 PARÂMETROS DO INVERSOR DE FREQÜÊNCIA ventiladores. Para os inversores comuns sem este recurso. o inversor irá operar na freqüência imediatamente acima ou abaixo do limite imposto. passando pelas freqüências críticas. surgem então picos de corrente transitórias que faz com que a proteção contra curto-circuito do inversor atue.7.

mas a velocidade do rotor será aproximadamente 1750 rpm a plena carga e 1795 rpm a vazio. a freqüência de saída do inversor aumenta ou diminui conforme a corrente do motor varia em função do aumento ou diminuição da carga.5 PARÂMETROS DO INVERSOR DE FREQÜÊNCIA referência instantaneamente. através de encoder ou resolver. Assim. sendo a diferença entre ambas denominada escorregamento. fazendo uma rampa de tensão num tempo especificado pelo usuário. 71 . A compensação do escorregamento é empregada para manter a velocidade constante indep endente de mudanças na carga. Caso exista uma realimentação de posição. assim por exemplo o campo girante produzido no estator. de um motor de quatro pólos ligado à rede de 220 V/60 Hz. ut ilizando as rampas de aceleração ou desaceleração para atingir a velocidade de referência. não sendo necessário especificar nenhum parâmetro auxiliar para o procedimento de “Flying Start ”. atuando como um controle de velocidade em malha aberta. COMPENSAÇÃO DO ESCORREGAMENTO Para que um motor de indução desenvolva torque é necessário que a velocidade do rotor seja inferior a velocidade do estator (Hz). proporcional a freqüência de referência (P311). A quantidade de escorregamento é determinada diretamente pela condição de carga do motor. Parâmetros associados: Tempo para que a tensão de saída varie de 0 Volts até a tensão de trabalho. gira à velocidade de 1800 rpm. o driver pode calcular a velocidade atual do motor e iniciar seu comando nesta freqüência.

72 .Rotação do motor l P403 .Freqüência do motor 5.5 PARÂMETROS DO INVERSOR DE FREQÜÊNCIA 5. regulador PID e regulador de velocidade.5 PARÂMETROS DAS FUNÇÕES ESPECIAIS Inclui os parâmetros relacionados com ciclo automático. CICLO AUTOMÁTICO O ciclo automático é utilizado para acionar um motor em uma determinada seqüência de operação a ser repetida a cada liberação do inversor. EXEMPLOS l P400 . l tempos de atuação precisos e mais estáveis e não apresentam influência externa (grande repetibilidade). a freqüência de cada patamar. bem como a sua duração podem ser ajustadas (programadas) independentemente.4 PARÂMETROS DO MOTOR Define os parâmetros obtidos dos dados de placa. Figura 5.8 Esta função proporciona as seguintes vantagens dentro do processo: l Não necessita de comando externo para troca de velocidades (operador ou dispositivo de comando temporizados). Conforme demonstrado na figura a seguir.Tensão do motor l P401 . l imunidade a ruído elétrico.Corrente do motor l P402 .

controle de nível. ou pressão. controle de pressão. superpondo seu sinal de controle ao controle normal de velocidade do inversor (U/F). tipo de ação (reversa ou direta). produzindo um sinal de saída que atuará sobre o processo no sentido de diminuir a diferença entre o valor lido e o desejado. l eliminação da manutenção de dispositivos de comandos externos.Controle de vazão com inversor de freqüência 73 . Parâmetros associados: Ganho proporcional. Como exemplo temos o controle de vazão: Figura 5. temperatura. referência. com realimentação da vazão e com o inversor acionando a motobomba que faz o fluido circular. ganho diferencial.5 PARÂMETROS DO INVERSOR DE FREQÜÊNCIA l simplificação de comandos e ajustes. tipo de realimentação. como vazão. número de pulsos por revolução (no caso de realimentação por encoder). Este regulador pode ser ut ilizado para controlar diversas variáveis do sistema. ganho integral. CONTROLE DE PROCESSOS COM INVERSORES DE FREQÜÊNCIA Regulador PID (Proporcional – Integral – Derivativo) Um regulador pode ser descrito como um sistema que lê do processo a variável que se deseja controlar e a compara com o valor de referência desejado. nível. O algoritmo de um regulador PID consegue obter erro nulo em regime. Exemplos de aplicação Controle de vazão em uma tu bulação. l maior flexibilidade na programação do ciclo do processo. etc.9 . controle de temperatura.

2. 2 Algoritmo de estimação de período 6.3 6.6 COMANDO E CONTROLE DE VELOCIDADE EM MOTORES DE INDUÇÃO ACIONADOS POR INVERSORES DE FREQÜÊNCIA 6.2.2. 3 Algoritmo de estimação simultânea de período e freqüência 6. 1 Algoritmo de estimação de freqüência 6.4 Ruídos Sincronização de velocidade .1 6.2 Sensores de posição e velocidade Medição de velocidade 6.

Em sistemas que não requerem muita precisão ou que são acoplados a cargas conhecidas e constantes. Figura 6.6 COMANDO E CONTROLE DE VELOCIDADE EM MOTORES DE INDUÇÃO ACIONADOS POR INVERSORES DE FREQÜÊNCIA Comandar a velocidade de um motor acionado por um inversor de freqüência significa simplesmente programar ou colocar uma referência de velocidade numa entrada do inversor. Controlar o sistema significa colocar um sensor que indique o valor real da variável. por exemplo. o comando de velocidade pode ser suficiente para atingir as especificações projetadas. sem ter informação real se essa velocidade programada está presente no eixo do motor. Mas em sistemas que requerem maior precisão no valor da velocidade do eixo do motor é necessário “controlar” o sistema. e realimentar este valor num regulador do inversor que atuará no sentido de diminuir a diferença entre o valor lido no sensor e o valor desejado (programado). É assim que continuamente o sensor está informando ao inversor o valor real da variável.1 77 . a velocidade (acoplando um sensor ao eixo do motor). para este poder corrigir em forma dinâmica (em todo momento) o desvio do valor programado.

Figura 6. Estes são fabricados com um disco de vidro ou metal que tem na sua periferia uma trilha com segmentos opacos e transparentes (ver figura 6.2 Os codificadores incrementais são dispositivos óptomecânico-eletrônicos que fornecem informação discreta de deslocamento (posição relativa). num dos dispositivos mais utilizados para medição de posição angular e velocidade. O feixe de luz é focalizado no disco mediante sistemas 78 .2) Três conjuntos de emissores de luz e detetores fotoelétricos são cuidadosamente dispostos a cada lado do disco codificado. as linhas o pacas e transparentes do disco passam entre o emissor e detetor de luz. sendo acoplado pela sua vez ao eixo do elemento do qual se deseja determinar o deslocamento ou velocidade (por exemplo o eixo do motor).1 SENSORES DE POSIÇÃO E VELOCIDADE Dada sua simplicidade e baixo preço os codificadores angulares ou tacogeradores de pulsos. Quando o eixo gira. transformaram-se nos últimos anos.6 COMANDO E CONTROLE DE VELOCIDADE EM MOTORES DE INDUÇÃO ACIONADOS POR INVERSORES DE FREQÜÊNCIA 6. e gerando neste um sinal elétrico correspondente com as divisões gravadas no disco. Este disco é montado em um eixo podendo girar livremente. modulando desta maneira o feixe luminoso produzido pelo emissor de luz. atingindo o detetor. chamados normalmente de “encoders”.

ver figura 6. Figura 6. etc).X k-1= ∆Xk (ver figura 6. Estes sinais são processados (decodificados) por um circuito eletrônico obtendo-se informação do sentido de rotação e a quadruplicação da resolução básica do encoder (nr.3 (sinais A e B).6 COMANDO E CONTROLE DE VELOCIDADE EM MOTORES DE INDUÇÃO ACIONADOS POR INVERSORES DE FREQÜÊNCIA ópticos (lentes. por exemplo eletronicamente em um dispositivo de contagem. prismas. espelhos.3 Portanto o número de pulsos do encoder detectados.4) Figura 6. Os dois pares emissor/detetor são posicionados de maneira tal a produzir no detetor dois sinais defasados de 90°.4 79 . pulsos/rev x 4). é uma medida do deslocamento angular do dispositivo. A distância entre dois pulsos adjacentes do encoder é: Xk .

2 MEDIÇÃO DE VELOCIDADE Até pouco tempo atrás só eram utilizados tacogeradores analógicos para realimentação de velocidade em motores elétricos. um bom sistema é aquele cujo método de medição propicia alta resolução. Faixa de medição: É a faixa de velocidades (velocidade máxima. o valor unitário de deslocamento será 1/p: ∆Xk = ∆X=1/p [rev].6 COMANDO E CONTROLE DE VELOCIDADE EM MOTORES DE INDUÇÃO ACIONADOS POR INVERSORES DE FREQÜÊNCIA valor conhecido e constante. Se o encoder possui p pulsos por revolução. 6. alta precisão e baixo tempo de detecção numa larga faixa de medição.] =k . Cada método pode ser caracterizado por um “algoritmo de estimção”. a saber: Resolução: É o menor incremento de velocidade que pode ser medido pelo sistema Precisão: É o máximo desvio que o valor medido sofre em relação ao valor real de velocidade Tempo de detecçã o: È o tempo que o sistema necessita para realizar a medição.linearidades • variação da resposta com a temperatura • baixa precisão (0. 2Π/p [rad. é k .] Logo. Desta maneira a posição Xk (posição depois de acontecidos k pulsos). mas estes apresentavam problemas como: • não. velocidade mínima) dentro da qual o sistema opera dentro das especificações. 80 . Existem vários médodos de medição de velocidade. Para analisar estes métodos é importante definir os parâmetros que caracterizam um sistema de medição.5% no melhor dos casos) • muito sensíveis à ruído (sinal analógico) Com a maciça utilizaçã dos encoders t em surgido o diferentes tipos de t écnicas de medição digital de velocidade. para medir posição basta um dispositivo que possa contar os pulsos gerados pelo encoder. ∆X =k/p [rev. já que o valor da velocidade é “estimado” a partir de um dado de posição. Assim.

Figura 6.2.6 81 . ver figura 6. Este tempo é computado com a ajuda de uma base de tempo “Pc” com freqüência fixa conhecida (ver figura 6. contando os pulsos M2. Este método é indicado para sistemas com faixa de medição estreita e para medição de altas velocidades.1 Algoritmo de Estimação de Freqüência A velocidade é aproximada contando o número de pulsos M1 vindos do transdutor durante um tempo fixo T p.2. mas em baixas velocidades. Figura 6.5.2 Algoritmo de Estimação do Período A velocidade é aproximada medindo-se o tempo compreendido entre um número inteiro de pulsos consecutivos do encoder “P e” (dois ou mais).6 COMANDO E CONTROLE DE VELOCIDADE EM MOTORES DE INDUÇÃO ACIONADOS POR INVERSORES DE FREQÜÊNCIA 6.5 6.6). Este método t al como o anterior é utilizado para faixas de medição estreitas.

3 Algoritmo de Estimação Simultânea de Período e Freqüência A velocidade é aproximada medindo período e freqüência.7 mostra uma linha de transmissão diferencial. A quantidade de ruído eletromagnético induzido nos cabos pode ser minimizada utilizando-se cabos blindados. Dependendo do tipo de cabo e da impedância de saída do dispositivo que gera o sinal diferencial. os sinais podem ser transmitidos até uma distância máxima de aproximadamente 1000 metros.2. podendo comprometer a integridade dos sinais transmitidos desde os sensores até à máquina. podendo causar sérios problemas. se um ruído for induzido na linha. Figura 6.7 A figura 6. Os cabos que conduzem os sinais atuam como antenas receptoras dos ruídos. 6. níveis de sinal elevados (12 ou 24 V) ou transmissão de sinais em forma diferencial. Desta maneira as duas medições são realizadas sincronizada mente permitindo obter com este método bons resultados tanto em altas como em baixas velocidades.3 RUÍDOS O ambiente industrial é normalmente muito poluído por ruídos de origem eletromagnética. 82 .6 COMANDO E CONTROLE DE VELOCIDADE EM MOTORES DE INDUÇÃO ACIONADOS POR INVERSORES DE FREQÜÊNCIA 6. corrompendo a informação. os dois canais serão afetados e como no final da linha é realizada uma operação de subtração dos sinais o ruído será rejeitado.

6 COMANDO E CONTROLE DE VELOCIDADE EM MOTORES DE INDUÇÃO ACIONADOS POR INVERSORES DE FREQÜÊNCIA 6.8 Este tipo de configu ração é utilizado em aplicações onde são necessárias relações de transmissão fixas.9 mostra um exemplo onde não obstante existir redutores. com projeto baseado em especificações de velocidade. as características de saída estão determinadas pelas características do acionamento combinadas com um determinado conjunto de engrenagens. 83 . No entanto. é necessário um sistema que gere instantaneamente uma n ova relação de transmissão. Este tipo de sistema além de eliminar a complicada cadeia cinemática oferece a grande flexibilidade do controle eletrônico onde qualquer combinação de velocidade e sentido de rotação pode ser programado. A figura 6. existe também para cada eixo um acionamento controlado eletronicamente. sentido de rotação e torque.8 mostra uma representação esquemática de um mecanismo convencional para variação de velocidades e sentido de rotação. em aplicações onde se precisa de uma relação variável. Figura 6.4 SINCRONIZAÇÃO DE VELOCIDADE A figura 6. necessários para adaptar velocidades e/ou torques dos motores com as respectivas cargas. Normalmente é utilizada uma cadeia cinemática.

9 O sistema possui um motor e um acionamento por eixo. isto é. Todos os motores deverão ter a mesma tensão e freqüência de alimentação. com razão de proporcionalidade programável. Neste tipo de aplicação deve se levar em conta que um ou vários dos motores ligados ao sistema multimotores pode necessitar ser desligado com o inversor funcionando. considerados escravos. pois suas velocidades serão proporcionais.6 COMANDO E CONTROLE DE VELOCIDADE EM MOTORES DE INDUÇÃO ACIONADOS POR INVERSORES DE FREQÜÊNCIA Figura 6. 84 . Sistema multimotores: É quando um inversor de f reqüência alimenta vários motores conectados em paralelo. este fato precisa ser levado em consideração na hora do dimensionamento. A velocidade de funcionamento dos motores dependerá do número de pólos e do escorregamento (que é fun ção da carga) de cada motor. seu valor real de velocidade é fornecido para sincronizar os outros eixos. Um dos eixos opera com a função de mestre. à velocidade do eixo mestre.

2 Operação acima da rotação nominal 7.3.2. 1 Operação abaixo da rotação nominal l Motor autoventilado l Motor com ventilação independente 7.3.2.2 O que a carga requer 7.1.4 Aplicações típicas l Bombas centrífugas e ventiladores l Extrusoras l Bobinadores/desbobinadores . definições.3 Seleção de acionamentos (motor/inversor) 7.1. 1 Tipos de carga l Torque constante l Potência constante l Torque linearmente crescente l Torque com crescimento quadrático 7.2. 1 Definições 7. 3 Casos especiais l Efeito da temperatura ambiente l Efeito da altitude 7.3. 3 Estimando cargas 7. 2 Relações básicas 7. 2 O pico de carga 7.7 APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA 7. fundamentos e princípios 7.1 Introdução.

com a máquina a ser acionada. um conhecimento básico de como o motor interage com o sistema de controle. É necessário ainda uma compreensão das relações entre torque . mas também há consideráveis diferenças de custos. e um dos segredos está em entender muito bem a aplicação. assíncrono.7 APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA 7. É impossível perguntar demais. estará se referindo ao motor de corrente alternada (ca) de indução. portanto. É muito importante fazer uma quantidade tão grande quanto possível de perguntas. Acionamentos ca e cc têm características peculiares.A palavra acionamento significa aqui.1Definições MOTOR . etc. com rotor tipo gaiola de esquilo. que devem ser levadas em conta ao se fazer uma escolha.1. a menos de declaração explícita ao contrário. mais qualquer aparelho eletrônico de controle envolvido (tal como um inversor). pode-se dizer que é necessário conhecer muito bem a máquina a ser acionada. Finalmente. potência. é necessário utilizar um método sistemático para selecionar o equipamento adequado.1. Assim. e estes dois por sua vez. mesmo a respeito de coisas aparentemente insignificantes. perturbações introduzidas na rede elétrica. a fim de se poder fazer uma aplicação apropriada.1 INTRODUÇÃO. ACIONAMENTO . DEFINIÇÕES. bem como do efeito de uma transmissão mecânica nestas grandezas. Não só as características de torque são diferentes.Sempre que houver uma menção genérica a ”motor” nesta seção. O dimensionamento do acionamento é feito com base no torque requerido p ela carga (veja a definição de torque e de carga na seção 7. É necessário. velocidade e aceleração/ desaceleração. dimensões de carcaça disponíveis. o conjunto compreendido pelo motor e seu sistema de partida. 87 . fator de potência gerado. 7.1 abaixo). FUNDAMENTOS E PRINCÍPIOS Uma das maiores fontes de problemas ao se tratar de sistemas de acionamento é a aplicação inadequada dos diversos tipos existentes.

INÉRCIA . 88 . 7. pela distância r (m) do ponto de aplicação da força ao centro do eixo T=F*r (7. por exemplo. Te at . ou que estão em contato e exercem influência sobre eles. O Anexo 1 traz as fórmulas para o cálculo do momento de inércia de massa de diversos corpos comuns. medindo a força. o conjunto de componentes da máquina que se movem.2 Relações Básicas Torque O torque T (Nm) é o produto da força F (N) necessária para girar o eixo. do ponto de aplicação da força ao centro do eixo.A palavra carga significa aqui.1) Este é o torque necessário para vencer os atritos internos da máquina parada.7 APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA CARGA . O momento de inércia de massa J (kgm 2) de um corpo depende da sua massa m (kg) e da distribuição da massa ao redor do eixo de giro. começando a partir da ponta-de-eixo do motor.1). Pode-se determinar o torque demandado para por em movimento uma máquina. da sua geometria.O torque pode ser definido como “a força necessária para girar um eixo”. Todo corpo que tem massa tem inércia.Inércia é a resistência que uma massa oferece à modificação do seu estado de movimento. Uma massa em repouso requer um torqu e (ou força) para colocá-la em movimento. A unidade de torque no SI (Sistema Internacional) é o Nm (Newton-metro). uma massa em movimento requer um torque (ou força) para modificar a sua velocidade ou para colocá-la em repouso. utilizando uma chave de grifo e um dinamômetro de mola (figura 7. Ele é dado pelo produto da força tangencial F (N) pela distância r (m). TORQUE . ou seja.1. e por isso é denominado de torque estático de atrito.

2) Exemplo: Um motor de 2 pólos comandado por um inversor cuja freqüência máxima de saída é de 150Hz.760 rpm.0 Nm VELOCIDADE DE ROTAÇÃO A máxima velocidade síncrona de rotação n (rpm) de um motor controlado por inversor depende do número de pólos p do motor e da freqüência máxima de saída f (Hz) do inversor selecionado.3) e a unidade é o Watt.000 W = 1 kW) Exemplo: Se a máquina demandasse os mesmos 45.0 Nm a uma velocidade de rotação de 1.6 = 45.6 kgf) a 0. 7.7 APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA Figura 7. então a potência seria (eq. n = 120 * f / p (7.1 .000 rpm POTÊNCIA A potência P é dada pelo produto do torque T (Nm) pela velocidade de rotação n (rpm) P = (2*π/60) * T * n (7. 7.Medição de torque Exemplo: Se obtivermos uma leitura de força de 75 N (~ 7. 7. (Lembre-se: 1.6 m (600 mm) do centro do eixo de entrada. o torque será (eq. permite chegar até uma velocidade síncrona de (eq.3) 89 .1) Te at = 75 * 0.2) n = 120 * 150 / 2 = 9.

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P = (2*π/60) * 45,0 * 1.760 = 8.294 W (~ 8,3 kW) ACELERAÇÃO (DESACELERAÇÃO) O torque T (Nm) necessário para acelerar (ou desacelerar) uma carga com momento de inércia de massa (ou simplesmente inércia) J (kgm2), da velocidade de rotação n1 (rpm) para n2 (rpm), em um tempo t (s), é dado por Td ac = (2* π/60) * J * (n 2 – n 1) / t Este torque é chamado de torque dinâmico de aceleração, Td ac . Se n 2 > n 1 (aceleração), Td ac é positivo, significando que seu sentido é igual ao sentido de rotação; se n 2 < n 1 (desaceleração), Td ac é negativo, significando que seu sentido é contrário ao sentido de rotação. Exemplo: Um cilindro maciço de alumínio, de diâmetro d = 165 mm e comprimento l = 1.200 mm, e portanto com uma massa m de aproximadamente 69,3 kg, tem momento de inércia de massa J de (eq. 7.1, Anexo 1) J = 1/8 x 69,3 x 0,165 2 = 2,36E10 –1 kgm 2 Se o corpo deve acelerar de de 0 a 1.760 rpm no tempo de 1,0s, então o torque de aceleração será (eq. 7.4) Td ac = (2* π/60) * 2,36E10 -1 * (1.760 – 0) / 1,0 = 43,5 Nm Adicionando-se o torque de aceleração acima calculado ao torque de atrito calculado no primeiro exemplo acima, tem-se T = 45,0 + 43,5 = 88,5 Nm e para a potência (eq. 4.3) P = (2*π/60) * 88,5 * 1.760 = 16.303 W (~ 16,3 kW) EFEITO DE UMA TRANSMISSÃO MECÂNICA Por transmissão mecânica entende-se um redutor (ou multiplicador) de velocidade como, por exemplo, um 90

(7.4)

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redutor de engrenagens, ou uma redu ção por polias e correia em V, ou ainda correia dentada. Uma transmissão mecânica tem dois parâmetros importantes para o dimensionamento do acionamento, que são: (a) a razão de transmissão iR, e (b) a eficiência ηR . No caso de redutores de engrenagens estes parâmetros são fornecidos pelo fabricante do mesmo, e no caso de transmissões por polias e correias, podem ser calculados a partir dos parâmetros da transmissão (razão dos diâmetros efetivos ou razão dos números de dentes). Redutores de velocidade são utilizados, por exemplo, no acionamento de máquinas de baixa velocidade, entre o eixo do motor e o eixo de entrada da máquina. Assim como a velocidade de rotação do motor é reduzida na proporção da razão de transmissão iR, também o torque do motor é multiplicado na mesma proporção. Além disso, uma parte da energia que entra é consumida pelas perdas internas (atritos, ruído, etc), quantificadas pela eficiência ηR . Assim, o torque necessário na entrada de um redutor, T1 (Nm) em função do torque demandado na saída T2 (Nm) é dado por T1 = T 2 /( i R * ηR ) (7.5) Exemplo: Se no exemplo 4, com T2 = 88,5 Nm, houvesse um redutor de engrenagens de 1 estágio com razão de transmissão iR = 1,8 e eficiência ηR = 0,85 teríamos para o torque T1 (eq. 7.5) T1 = 88,5 / (1,8 * 0,85) = 57,8 Nm A velocidade máxima do motor deveria ser então n 1 = 1.760 * 1,8 = 3.168 rpm E a potência (eq. 7.3) P = (2*π/60) * 57,8 * 3.168 = 19.179 W (~ 19,2 kW)

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7.2 O QUE A CARGA REQUER ?

Antes de mais nada convém relembrar a definição do termo carga, da Sec. 7.1.1: Neste material a palavra carga significa: “ O conjunto de componentes da máquina que se move, ou que está em contato e exerce influência sobre eles, começando a partir da ponta-deeixo do motor”. Devemos iniciar preocupando-nos com a carga, e não com o motor ou com o inversor. Um bom trabalho de decisão a respeito do melhor sistema de acionamento de uma máquina requer que a máquina em sí seja considerada primeiramente. Se você não conhece a máquina em profundidade não poderá tomar decisões acertadas com respeito ao seu acionamento. Com esta finalidade é de grande utilidade um “check list”, que contenha uma coletânea de sugestões de perguntas a serem feitas. Pergunte-se a respeito da performance e das demandas da máqu ina. A carga é constante ou variável? É n ecessária uma aceleração rápida? Neste caso, qual é o máximo tempo de aceleração admitido? O regime de serviço é contínuo, ou interrompido, e repetido em intervalos? O Anexo 2 apresenta uma proposta bem mais extensa de um tal “check list”, que pode inclusive ser expandido, adaptado para o seu caso específico. Vamos nos concentrar daqui por diante na determinação do torque demandado pela carga.

7.2.1 Tipos de cargas

Geralmente os dados a respeito do torque demandado pela carga são apresentados na forma de um gráfico “torque versus velocidade”. Não precisa ser um gráfico impecavelmente produzido, com linhas perfeitas e coloridas. Importante é que seja de bom tamanho (não muito pequeno), e em escala. Pode muito bem ser feito a mão. Geralmente as cargas caem em uma das seguintes categori as: l Torque constante O torque demandado pela carga apresenta o mesmo valor ao longo de toda a faixa de velocidades. Logo, a demanda de potência cresce linearmente com a velocidade (figura 7.2a). Uma esteira transportadora movimentando uma carga de 1 ton

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de peso a 0,1 m/s, por exemplo, requer aproximadamente o mesmo torque que se estivesse a 1,0 m/s. Outros exemplos de cargas com este tipo de comportamento são: equipamentos de içamento (guindastes e elevadores), laminadores, extrusoras, e bombas de deslocamento positivo (de pistões, de engrenagens e helicoidais). l Potência constante O torque inicial é elevado e diminui exponencialmente com o aumento da velocidade. A potência demandada permanece constante ao longo de toda a faixa de variação de velocidade (figura 7.2b). Isto normalmente é o caso em processos onde há variações de diâmetro, tais como máquinas de bobinamento e desbobinamento, e desfolhadores, bem como em eixos-árvore de máquinas-ferramenta. Quando o diâmetro é máximo, é demandado máximo torque a baixa velocidade. A medida que diminui o diâmetro, diminui também a demanda de torque, mas a velocidade de rotação deve ser aumentada para manter constante a velocidade periférica. l Torque linearmente cr escente O torque cresce de forma linear com o aumento da velocidade, e portanto a potência cresce de forma quadrática com esta (figura 7.2c). Exemplo de carga com este comportamento são prensas. l Torque com crescimento quadrático O torque demandado aumenta com o quadrado da velocidade de rotação, e a potência com o cubo (figura 7.2d). Exemplos típicos são máquinas que movimentam fluidos (líquidos ou gases) por processos dinâmicos, como, por exemplo, bombas centrífugas, ventiladores, exaustores e agitadores centrífugos. Estas aplicações apresentam o maior potencial de economia de energia já que a potência é proporcional à velocidade elevada ao cubo.

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Cargas típicas (torq ue constante) Figura 7.Cargas típicas (torq ue linearmente crescente Figura 7. 94 .7 APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA Figura 7. com sobrecargas súbitas aparecendo periodicamente. e não na partida. tal como num t ransportador muito pesado. Em alguns casos o torque de partida é muito elevado.2d .2b . igualmente terá uma alta demanda de torque durante a aceleração. Outras aplicações apresentarão demanda máxima durante a operação em regime. Uma carga de alta inércia que requer aceleração muito rápida.Cargas típicas (po tência constante) Figura 7.2 O pico de carga O pico de torque é diferente para cada tipo de máquina e precisa ser corretamente identificado.2.2a .2c .Cargas típicas (torq ue com crescimento quadrático) 7.

3 A vão suprir as perdas e produ zir a excitação do motor.4 Nm Pode-se dizer que o motor vai desenvolver então 81.743 = 25. durante o funcionamento normal e ainda em eventuais situações de sobrecarga. durante a aceleração.4 Nm / 46.8 %.8 % de 52.3) x 1. como segue (eq.3) T = 15000/((2pi/60) x 1760) = 81.7 A = 1. a uma velocidade igual ao dobro da rotação nominal o motor produz apenas ¼ do torque nominal. Importante também é determinar a duração de cada uma dessas condições dentro do ciclo da máquina. 7. 1760 rpm. Em seguida verifica-se o valor da corrente nominal na plaqueta de identificação do motor.3 Estimando cargas Por vezes é necessário determinar o torque demandado por uma máquina existente. Exemplo: Um motor de 15 kW. por exemplo. O rendimento deste motor a 100 % da potência nominal é de 89.0 – 46. O torque de um motor CA operando com inversor de freqüência acima da rotação nominal varia inversamente ao quadrado da velocidade. Se for possível tomar valores de corrente em cada uma das condições de operação da máquina.7 = 5. Logo. corresponderá um torque de (20 – 5. Isto significa que 89. A corrente elétrica consumida pelo motor é um bom indicativo do torque demandado.0 A. pode-se chegar a uma boa aproximação do torque demandado pela máquina. A corrente deveria ser medida em uma das fases do motor no momento da p artida. Os demais 52. 95 .7 APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA 7.6 Nm Este raciocínio é válido até a rotação nominal.0 A = 46. a uma leitura de corrente de 20 A. que tem um motor CA alimentado diretamente pela rede. O torque nominal do motor pode ser calculado a partir da potência e da rotação nominais.743 Nm/A produtor de torque Assim.2.7 A vão produzir torque. 220 V tem uma corrente nominal de 52.

durante alguns segundos. com a mesma corrente nominal (determinada pela carga) gerando a mesma perda de potência que ocorre em velocidades mais elevadas. o sobredimensionamento ou ut ilização de motores com um fator de serviço mais elevado se torna necessário. Quando o motor é ut ilizado em aplicaç para controle de oes ventiladores ou bombas centrífu gas. a carga normalmente diminui. Em aplicaç onde o motor deve desenvolver pleno torque ões (100% da corrente) em baixa velocidade.3 APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA SELEÇÃO DE ACIONAMENTOS (MOTOR/ INVERSOR) 7. O fator de redução do torque (“derating factor”).0. com carcaçade ferro-fundido. dessa forma o sobreaquecimento deixa de existir.7 7. de modo a manter sua temperatura dentro dos limites da sua classe térmica. se o motor gira mais lento. conforme a velocidade se reduz. entretanto. OBSERVAÇÃO: Chama-se fator de serviço (FS) o fator que aplicado à potência nominal. ou seja. l MOTOR AUTOVENTILADO Para a utilização de motores autoventilados padrão. indica a carga permissível que pode ser aplicada continuamente no moto r.3. a redução da ventilação nas baixas rotações faz com que seja necessária uma diminuição no torque demandado do motor ou o sobredimensionamento do mesmo. está representada na figura 7. sob condições especificadas. uma reserva de potência que dá ao motor uma capacidade de ainda suportar o funcionamento em condições desfavoráveis.1 Operação abaixo da rotação nominal Considerando-se que as perdas no cobre são resultado da corrente do motor. o motor se sobreaquece. pois há um menor fluxo d e ar de refrigeração disponível quando o ventilador do motor se movimenta em velocidades menores (motores autoventilados).3 e equacionada a seguir: 96 . O fator de serviço FS = 1. Note que se trata de uma capacidade de sobrecarga contínua. então a perda de potência será proporcional à carga. auto-ventilados. Isto. significa que o motor não foi projetado para funcionar continuamente acima da sua potência nominal. que leva em consideração as influências da redução da ventilação em baixas rotações. bem como das harmônicas e do enfraquecimento d e campo nas rotações acima da nominal para motores fechados. não muda a sua capacidade para sobrecargas momentâneas. Dessa forma. O fator de serviço não deve ser confundido com a capacidade de sobrecarga momentânea.

50 <= f r < 0.83 T/T n = 0.28 * f r + 0.Curva “torque x freqüência” para motores fechados.freqüência nominal [Hz] Para 0 <= f r < 0.70 (7. em condições de alimentação com uma onda senoidal e fluxo nominal no entreferro.74 * f r + 0.3 são as seguintes: A freqüência normalizada. autoventilados A curva foi obtida experimentalmente.50 T/T n = 0.freqüência de operação [Hz] f n .28 Para 0.9) (7.25 T/T n = 1.25 <= f r < 0.49 * f r + 0.7) (7.47 Para 0. fr .8) (7. dada por fr = f / f n sendo: f .7 APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA Figura 7.6) 97 . As equações correspondentes a cada trecho da curva da figura 7.3 .

l MOTOR COM VENTILAÇÃO INDEPENDENTE Com a utilização de motores com ventilação independente.5 + 0. somente 65.93 / f r (7.9).7 APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA Para 0. 7. 98 . de freqüência nominal f n = 60Hz. podendo o mesmo ser dimensionado com a carcaça normal e potência necessária ao acionamento.74 * 0.11 ) (7.10 ) Exemplo: Um motor fechado. o ventilador que era acoplado ao próprio eixo do motor agora é acoplado à um outro motor indepen dente.0 T/T n = 0.83 <= f r < 1. ou seja. 7.655 (eq.5% do seu torque nominal. autoventilado. devido à redução na capacidade de refrigeração quando operando a f = 30 Hz.6) (eq. Para motores com ventilação independente.84 ou seja. e a f = 15Hz f r = 15 / 60 = 0.8).0 T/T n = 0. que geralmente é acoplado ao motor principal por intermédio de uma flange defletora especial que permite o suporte mecânico do motor da ventilação. 7. pode fornecer f r = 30 / 60 = 0.47 = 0.25 T/T n = 0.6) (eq. somente 84 % do seu torque nominal.70 = 0. 7.28 * 0.5 T/T n = 0. não existirá mais o problema de sobreaquecimento do motor por redução de refrigeração.25 + 0.93 Para f r > 1. (eq.

Figura 7.4 . como o motor funcionará com enfraquecimento de campo. rotor.5 . Neste caso. mancais).Diminuição de torque devido ao aumento de velocidade 99 .3.Característica de torque disponível x rotação em motores com ventilação independente 7. A velocidade máxima depende do seu balanceamento mecânico e dos rolamentos.2 Operação acima da rotação nominal Um motor padrão para operar em rede de freqüência de 50 ou 60 Hz pode girar a freqüências mais altas quando alimentado por um co nversor de freqüência. a máxima velocidade estará limitada pelo torque disponível do motor e pela máxima velocidade periférica das partes girantes do motor (ventilador.7 APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA Figura 7.

Curva de redução de potência nominal em função do aumento da temperatura 100 . l Temperatura do meio refrigerante. Nos casos em que o inversor deva trabalhar com temperatura do ar de refrigeração na potência nominal.3.3 Casos especiais A potência admissível de um inversor de freqüência é determinada levando-se em consideração. b) Meio refrigerante (ar ambiente) com temperatura não superior a 40ºC.7 APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA 7. é dada pela relação e gráfico a seguir: Fator de redução = 2% / ºC (7. devido à elevação da temperatura ambiente. maior do que 40ºC e/ou em altitude maior do que 1000m acima do nível do mar. deve-se considerar os seguintes fatores de redução: l EFEITO DA TEMPERATURA AMBIENTE A redução da potência (corrente) nominal do inversor de freqüência. acima de 40 o C e limitada a 50 o C. as condições usuais de serviço.6 . principalmente. dois fatores: l Altitude em que o inversor será instalado.12 ) Figura 7. são: a) Altitude não sup erior a 1000 m aci a do nível do m mar. Conforme a NBR-7094.

o que significa. Segundo a norma NBR-7094. conseqüentemente. aproximadamente.13 ) Figura 7.7 . A redução da potência (corrente) nominal do conversor de freqüência. diminuição do seu poder de arrefecimento. A insuficiente troca de calor entre o inversor e o ar circundante. também redução de potência. devido à elevação da altitude acima de 1000 m e limitada a 4000 m. é dada pela relação e gráfico a seguir: Fator de redução = 1 % / 100m (7.Curva de redução de potência nominal em função do aumento da altitude 101 . os limites de elevação de temperatura deverão ser reduzidos de 1% para cada 100m de altitude acima de 1000 m. apresentam problemas de aquecimento causado pela rarefação do ar e. numa razão quadrática com a potência. Os inversores tem aquecimento diretamente proporcional às perdas e estas variam.7 APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA l EFEITO DA ALTITUDE Inversores funcionando em altitudes acima de 1000 m. leva a exigência de redução de perdas.

2.15 ) .3) demandada pela máquina: P m = (2* π/60) * T * n A bomba ou ventilador apresenta uma eficiência fluídica ηt de acordo com a qual ela converte a energia mecânica em energia do fluido. Por exemplo.7 APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA 7.16 ) (7. A pressão p é dada em Pascal (Pa = N/m 2). e no SI é dada em m 3/s. com uma ef iciência característica ηt A potência mecânica mínima a ser fornecida pelo motor será então P M = P f / ( ηf * ηt) ou P M = P m / ηt 102 (7. caso seja duplicada a rotação da máquina com vistas a aumentar a vazão e/ou a pressão. A vazão V é expressa como volume deslocado por unidade de tempo. o método de seleção de motor/inversor é basicamente o mesmo para os dois. item 4). o torque T a plena carga pode ser usado juntamente com a rotação n da bomba ou ventilador para calcular a potência mecânica Pm (eq. geralmente um motor elétrico.4 APLICAÇÕES TÍPICAS A seguir serão tratadas algumas aplicações típicas. 7. Pf = V * p (7. 7. Pode haver ainda uma transmissão intermediária. será demandado um torque 4 vezes maior para tal. entre motor e bomba ou v entilador. Esta família de máquinas têm como característica que o torque de carga apresenta crescimento quadrático com a rotação (veja sec. l BOMBAS CENTRÍFUGAS E VENTILADORES Bombas centrífugas e ventiladores são considerados em conjunto. a partir de uma fonte externa. O produto da vazão pela pressão nas respectivas unidades SI resulta na potência fluídica Pf em Watt (W).1. Os dados disponíveis a respeito da máquina podem ser (a) a curva “vazão V x pressão p” ou (b) o torque T demandado a plena carga.14 ) Alternativamente. pois ambos são máquinas rotativas cuja função é aumentar a energia de um fluido. Portanto.

Exemplo: Dimensionar o motor para acionar um ventilador com as seguintes características: • Rotação máxima: n = 1. nem de sobrecarga do motor.7 APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA Em ventiladores de rotor muito grande e pesado poderá ser necessário fazer uma verificação do tempo de aceleração. (Eq. A potência mecânica P m requerida pelo ventilador é P m = (2* π/60) * 320 * 1. Para rotações abaixo da nominal não existem problemas. não havendo portanto problemas de sobreaquecimento por redução da ventilação. deve-se levar em conta os seguintes aspectos com relação à faixa de variação de rotação: Para rotações acima da rotação nominal do motor deve-se tomar o cuidado de não ultrapassar a potência nominal do motor.4) Caso se deseje fazer controle de vazão ou pressão através da variação da rotação do motor. recirculadores.800 rpm. Em sistemas de controle de vazão ou pressão utilizando inversor de freqüência. ou seja. dampers.780 = 59. etc.780 rpm • Inércia do rotor: J = 20 kgm 2 • Acoplamento direto ao motor • Torque de partida: T 0 = 11 % do torque a plena carga • Torque a plena carga: T = 320 Nm A rotação do motor será 1. O controle da vazão ou da pressão através da variação de velocidade possibilita uma grande economia de energia. para que não se entre em condição de sobrecarga. a potência absorvida da rede é apenas a necessária na condição de operação do sistema. As outras formas de controle de vazão pressão utilizam componentes limitadores (válvulas. absorvendo potência nominal da rede. 7. uma vez que há a diminuição quadrática do torque de carga. e o motor opera sempre em condição de carga nominal.6 kW) 103 . um motor de IV pólos.648 W (~59.).

JM JM = 0. IV pólos: Tn = 395. Tméd a = (T méd M .5 = 3.0) / 1.3 Nm Tp / T n = 3.5 Nm Também do catálogo do fabricante do motor. Tméd M = 0. O torque médio da carga é dado por: Tméd C = (2 * T 0 + T) / 3 = (2 * 0.138. portanto.008.45 * (T p / T n + T máx / T n) * T n Do catálogo do fabricante.2 Logo.2) * 395. utilizando a equação 7.45 * (3.2 + 3.780 .9 s 104 .6 kW Consultando o catálogo de motores.2 Tmáx / T n = 3.94830) * (1. P M = P m = 59.T méd C ) = 1.3 = 1. Para se fazer a verificação do tempo de aceleração ta.94830 kgm 2 Assim.6 Nm O torque médio de aceleração Tméd a é.11 * 320 + 320) / 3 = 130. obtém-se o momento de in ércia de massa do rotor do motor.008.1 Nm O torque médio do motor é dado por Tméd M = 0. observa-se que o motor imediatamente acima da potência calculada é o de potência nominal P M = 75 kW.4 pode-se calcular o tempo de aceleração ta t a = (2* π/60) * (20 + 0. é necessário determinar o torque médio da carga Tméd C e o torque médio do motor Tméd M .7 APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA Como o acoplamento é direto. para o motor de 75 kW.

105 . fios. Variações na temperatura do ambiente tem como conseqüência a correspondente variação da viscosidade do fluido. Portanto. Este problema poderá ser contornado através (a) do sobredimensionamento da carcaça ou (b) através da utilização de ventilação forçada independente. e esta por sua vez origina a variação da potência e do torque de carga. Isto só é possível com inversores de freqüência de controle vetorial. Se acelerações e desacelerações se repetem com freqüência no ciclo de trabalho é ne cessário avaliar também a capacidade térmica do motor. ou acionamentos de corrente contínu a. podendo variar menos que 1% em relação à velocidade selecionada.1. l EXTRUSORAS Estas máquinas têm como característica apresentarem torque de carga do tipo constante (veja sec. Determinados materiais. é importante avaliar a potência e o torque de acionamento na temperatura de trabalho. pode-se utilizar inversores de cont role escalar. 3.7 APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA O catálogo do fabricante informa que para este motor o máximo tempo com rotor bloqueado é de 6 s.2. Se há requisitos apertados de temp o de aceleração e/ou desaceleração é necessário aumentar o tamanho do motor/inversor e/ou utilizar recurso de frenagem respectivamente. Para materiais não-críticos. requerem uma elevada estabilidade da velocidade. etc. onde deverá ser levado em conta o problema do sobreaquecimento devido à redução da ventilação em motores comuns. Devese tomar cuidado especial novamente para situações de operação abaixo da metade da rotação nominal do motor. item 1) ao longo de toda a faixa de velocidades. É importante observar ainda que: 1. Variações de velocidade acarretam variações de espessura do produto. Deve-se dar especial atenção quanto ao material a ser extrudado. pode-se considerá-lo aceito. como plásticos (PVC) e borrachas. 7. Como o tempo de aceleração é menor. 2. como ração.

2. a medida que o raio r da bobina aumenta. o torque resistente TC também aumenta. que pode ser (a) carregada e a quente.7 APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA Outro aspecto que me rece muita atenção é com relação à condição de partida da máquina. 106 . A velocidade de rotação nb (rpm) da bobina para esta condição é dada por: n b = (60/(2* π)) * V t / r onde r é o raio da bobina em (m). Para esta última condição deve-se levar em conta a sobrecarga inicial da extrusora.1. 7. Os bobinadores axiais têm como característica apresentar torque de carga do tipo potência constante (veja sec. Isto se deve ao requisito de que a velocidade tangencial Vt (m/s) da bobina seja constante durante todo o processo. A medida que o raio aumenta é necessário que a rotação diminua. proporcional à sobrecarga exigida pela extrusora. Note-se que quando a bobina está vazia (r mínimo) a rotação n é máxima. que por sua vez deverá levar a um sobredimensionamento da corrente nominal do inversor. Sendo a força de tração F t (N) também constante. o torque resistente apresentado pela carga TC (Nm) é dado por: TC = F t * r (7. com torque resistente normal. para que a velocidade tangencial Vt permaneça constante. item 2). quais sejam: (a) bobinadores/ desbobinadores axiais. com torque resistente muito elevado em relação ao normal. e (b) bobinadores/ desbobinadores tangenciais. onde a bobina é acionada indiretamente através de rolos de atrito. ou (b) carregada e a frio.18 ) Dessa forma.17 ) (7. onde a bobina é acionada diretamente pelo seu eixo. l BOBINADORES/DE SBOBINADORES Os bobinadores/desbobinadores são classificados em dois grupos.

A rotação do motor permanece constante durante todo o processo a fim de manter a velocidade tangencial da bobina também constante. não havendo problemas de sobrecarga do motor nem de sobreaquecimento. levando em conta o problema do sobreaquecimento do motor em rotações abaixo da metade da nominal. e em velocidade acima da nominal. obrigando muitas vezes a utilização de inversores com controle vetorial. item 1). Tornos de superfície (desfolhadores) também têm comportamento semelhante. Os bobinadores tangenciais têm como característica que o torque de carga é do tipo constante (veja sec.7 APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA Para o acionamento de cargas desse tipo com motor de indução e inversor de freqüência pode-se (a) utilizar somente a faixa de rotação abaixo da rotação nominal do motor. Importante apenas atentar para o problema de sobreaquecimento do motor em condições de operação em baixa velocidade. ou (b) entrando na região de rotação acima da nominal. 107 .1. 7. onde as curvas de torque resistente e de torque motor se assemelham.2. imposto pelo material a ser bobinado. e o torque de carga aumenta proporcionalmente ao aumento do raio da bobina. Nestes casos a rotação do motor não varia. Novamente é importante atentar para o requisito de estabilidade de velocidade de bobinamento. Há também bobinadores axiais onde não há o requisito da velocidade tangencial ser constante.

5 8.7 Interferência eletromagnética (EMI) l Conceitos básicos Cabos Aterramento Dispositivos de saída l Relés térmicos l Reatância de saída 8.6 8.1 8.princípios básicos .8 Instalação em painéis .3 Rede de alimentação elétrica Fusíveis Condicionamento da rede de alimentação l Filtro de rádio-freqüência l Contatores 8.4 8.8 INSTALAÇÃO DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA 8.2 8.

A utilização de cada componente dependerá de cada caso particular. Serão abordados os seguintes tópicos (ver figura 8.1 111 .8 INSTALAÇÃO DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA Este capítulo tem como objetivo apresentar os componentes e informações gerais necessárias para a instalação de um inversor de freqüência.1): l Rede de Alimentação l Manobra e proteção Chave Seccionadora Fusíveis de Alimentação l Condicionamento da Alimentação Transformador Isolador Reatância de Rede Filtro de Rádio Freqüência Contatores l Interferência Eletromagnética EMI Interferência Eletromagnética RFI Interferência de RF l Aterramento l Cabos l Dispositivos de Saída Relés Térmicos Reatância l Instalação em painéis Figura 8.

Estes são normalmente especificados na documentação técnica. A tensão entre fase e terra deve ser constante. se por algum motivo esta tensão varia. é responsabilidade do usuário colocar fusíveis para proteção. 8. Existem. sendo necessária a utilização de transformadores isoladores e/ou reatâncias de rede.8 INSTALAÇÃO DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA 8.2 FUSÍVEIS Os inversores geralmente não possuem proteção contra curto-circuito na entrada. Deve se levar em conta que a colocação de uma reatância de rede reduz a tensão de alimentação em aproximadamente 2 a 3%. Isto significa que o banco de capacitores estará sendo conectado e desconectado da rede permanentemente (reatância de rede). será necessário colocar um transformador de isolação. As reatâncias de rede são utilizadas também para: l Minimizar falhas no inversor provocadas por sobretensões transitórias na rede de alimentação l Reduzir harmônicas 112 . sendo assim. certas condições que devem ser levadas em conta na instalação de um inversor. 8. l A rede elétrica não tem neutro referenciado ao terra (transformador isolador) l A rede tem capacitores para correção de fator de potência não conectados permanentemente.1 REDE DE ALIMENTAÇÃO ELÉTRICA REDE DE ALIMENTAÇÃO DESBALANCEADA Os inversores são projetados para operar em redes de alimentação simétricas. Exemplos: l A rede elétrica experimenta freqüentes flutuações de tensão ou cortes de energia elétrica (transformador isolador / reatância).3 CONDICIONAMENTO DA REDE DE ALIMENTAÇÃO Geralmente os inversores podem ser ligados diretamente a rede de alimentação. por exemplo pela influência de algum outro equipamento ligado a rede. no entanto.

que serão transmitidas pela rede e poderiam causar problemas em outros equipamentos eletrônicos. 113 .4 INTERFERÊNCIA ELETROMAGNÉTICA (EMI) CONCEITOS BÁSICOS O que é EMI? A radiação eletromagnética que afeta adversamente o desempenho de equipament os eletro-eletrônicos é conhecida geralmente por EMI. 8. Caso seja necessário.8 INSTALAÇÃO DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA l Melhorar o fator de potência l Aumentar a impedância da rede vista pelo inversor.3). O contador também permite um seccionamento remoto da rede elétrica que alimenta o inversor. devem ser montados próximos a alimentação do inversor. Na grande maioria dos casos não são necessários pois os inversores WEG já possuem internamente um filtro na entrada que evita problemas causados por Interferência Eletromagnética (EMI). Da mesma forma. ou Interferência Eletromagnética. Muitos tipos de circuitos eletrônicos são suscetíveis a EMI e devem ser protegidos para assegurar seu correto funcionamento. é necessário colocar um contator na alimentação do inversor ou realizar algum intertravamento no comando do mesmo. havendo bom contato elétrico entre a chapa e os gabinetes do filtro e inversor (ver figura 8. FILTRO DE RÁDIO-FREQÜÊNCIA Os filtros de rádio freqüência são utilizados na entrada dos inversores para filtrar sinais de interferência (ruído elétrico) gerado pelo próprio inversor. emissões irradiadas desde dentro dos equipamentos eletrônicos podem prejudicar o funcionamento dos mesmos ou de outros equipamentos que se encontrem perto destes. CONTATORES Com a finalidade de prevenir a partida automática do motor depois de uma interrupção de energia. estando tanto o inversor como o filtro mecanicamente sobre uma placa de montagem metálica aterrada.

114 . enquanto que a menor parte é absorvida. A importância da impedância de onda é posta em evidência quando uma onda de EMI encontra um obstáculo tal como uma proteção de metal. A maior parte do campo emitido é do tipo “E”. As emissões eletromagnéticas (EMI) da maioria dos equipamentos comerciais são tipicamente de alta freqüência e alta impedância. a maior parte da energia é refletida e a energia restante é transmitida e absorvida através da superfície . gera campos de baixa impedância (campo “H”). Como já foi comentado para ondas de baixa freqüência a maior parte da energia é refletida pela superfície da blindagem. Em que consistem as EMIs? A radiação eletromagnética são ondas eletromagnéticas formadas por dois campos: um campo elétrico (“E”) e um campo magnético (“H”) que oscilam um a 90 graus do outro. Para ondas de alta freqüência geralmente predomina a absorção. se um dispositivo opera com correntes elevadas comparado a sua voltagem. causando uma abrupta descontinuidade no caminho das ondas. Contrariamente. É assim que as ondas eletromagnéticas produzidas por campos “E” são refletidas por proteções de metal. Os metais possuem baixa impedância por causa de sua alta condutividade. Se a impedância da onda é muito diferente da impedância natural da proteção. Um dispositivo que opera com alta tensão e baixa corrente gera ondas de alta impedância (campos “E”). Reciprocamente. A relação de “E” para “H” é chamada a impedância de onda. Entende-se por blindagem a utilização de materiais condutivos para absorver e/ou refletir a radiação eletromagnética.8 INSTALAÇÃO DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA Para assegurar o correto funcionamento de equipamentos eletrônicos. as emissões eletromagnéticas produzidas por equipamentos comerciais não devem exceder níveis fixados por organizações que regulamentam este tipo de produtos. Como proteger os equipamentos da EMI? Para proteger os equipamentos é necessário fazer uma blindagem. ondas de baixa impedância (campo H dominante) são absorvidas por uma proteção de metal.

Principalmente quando são utilizados em conjunto com outros equipamentos eletrônicos. painéis de acesso. Quando é necessária a blindagem eletromagnética? Todo equipamento que gera ondas EMI (exemplo: transistores chaveando cargas a alta freqüência e com altas correntes – inversores) devem possuir blindagem eletromagnética e esta deve estar corretamente aterrada. camadas de filme metálico. etc. Estas devem estar ligadas umas as outras através de materiais condutores e todas corretamente aterradas.8 INSTALAÇÃO DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA O desempenho da blindagem é uma função das propriedades e configuração do material empregado (condutividade. Blindagens eletromagnéticas típicas: Gabinetes metálicos utilizados em equipamentos eletrônicos provêem bons níveis de blindagem eletromagnética. a qualidade desta blindagem depende do tipo de metal e espessura utilizada na fabricação dos gabinetes. janelas. podem ser metalizados com pinturas condutivas. quando utilizados como gabinetes. da freqüência. e outras aberturas em gabinetes são um caminho de entrada e saída das EMIs. devido a segurança e a blindagem eletromagnética. e da distância da fonte de radiação à proteção (blindagem). Portas. devem ser aterradas para proteger os mesmos de possíveis descargas elétricas. Quando um equipamento está corretamente aterrado. Todas as partes condutoras de um equipamento elétrico que podem entrar em contato com o usuário. todas as partes condutoras que podem entrar em contato com o usuário tem que ter uma diferença de potencial de zero volts a respeito do aterramento. aberturas. Aterramento e Blindagem O aterramento de um equipamento é de extrema importância para o seu correto funcionamento. A blindagem dos equipamentos é realizada normalmente com placas metálicas formando um gabinete ou caixa. permeabilidade e espessura). Sendo assim é necessário projetar adequadamente este tipo de aberturas para 115 . Plástico e outros materiais não condutores.

l Separação da fiação de potência. Cabos de Sinal e Controle: l Cabo blindado aterrado ou eletroduto metálico aterrado. controle e cabos de alimentação de equipamentos sensíveis.8 INSTALAÇÃO DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA minimizar a radiação emitida e absorvida. Se perto do equipamento houver contatores. 8. Cabos . Sendo assim é necessário seguir os seguintes procedimentos de instalação: l Cabo com blindagem e fio-terra. será necessário instalar supressores de transientes nas bobinas dos contadores. fazê-lo a 90º.Os sinais elétricos transmitidos pelos cabos podem emitir radiação eletromagnética e também podem absorver radiação (se comportam como antenas) provocando falsos sinais que prejudicarão o funcionamento do equipamento.: o gabinete precisa ser aterrado). É assim que existem cabos especiais com blindagem para minimizar este tipo de interferências. l Caso necessário. cruzamento de cabos. 116 . mesmo que contatores ou relés térmicos sejam instalados entre conversor e o motor. Os inversores WEG possuem boa imunidade a interferência eletromagnética externa. como alternativa pode ser usado eletroduto met álico com fiação comum interna.5 CABOS O cabo de conexão do inversor com o motor é uma das fontes mais importantes de emissão de radiação eletromagnética. l Separar dos cabos de sinal. É necessário porém seguir estritamente as instruções de instalação (ex. l Blindagem ou eletroduto metálico deve ser aterrado conforme figura 8.1. l Manter sempre continuidade elétrica de blindagem.

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l Caso necessário seguirem na mesma canaleta, usar separador metálico aterrado. l Cabos paralelos (potência e sinais de controle) separados conforme tabela: MODELOS COMPRIMENTO DA FIAÇÃO (m) ≤ 1 00 > 100 ≤ 30 > 30 DISTÂNCIA MÍNIMA DE SEPARAÇÃO (mm) 100 250 100 250

Corrente de Saída < 25A ≤ 2 4A Corrente de Saída > 25A ≥ 2 8A

Afastar os equipamentos sensíveis a interferência eletromagnética (CLP, controladores de temperatura, etc) dos conversores, reatâncias, filtros e cabos do motor (mínimo em 250 mm).

Figura 8.2 - Instalação de equipamentos

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8.6 ATERRAMENTO

Aterramento em um Único Ponto l Filtro + conversor + motor (ver figura 8.2). l O motor pode também ser aterrado na estrutura da máquina (segurança). l Nunca utilizar neutro como aterramento. l Não compartilhe a fiação de aterramento com outros equipamentos que operem altas correntes (motores de alta potência, máquina de solda, etc). l A malha de aterramento deve ter uma resistência L < 10 Ohms Recomenda-se usar filtros RC em bobinas de contatores, solenóides ou outros dispositivos similares em alimentação CA. Em alimentação CC usar diodo de roda livre. Conexão de Resistores de Frenagem Reostática l Cabo com blindagem aterrada ou eletroduto metálico aterrado. l Separado dos demais. A rede elétrica deve estar referenciada ao terra (neutro aterrado na subestação).

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Figura 8.3 - Montagem típica “CE” em placa metálica

8.7 DISPOSITIVOS DE SAÍDA

l RELÉS TÉRMICOS Os inversores possuem normalmente proteção contra sobrecorrentes que tem como finalidade proteger o motor. Quando mais de um motor é acionado pelo mesmo inversor será necessário colocar um relé térmico de proteção em cada motor. Como o sinal de saída do inversor é chaveado a altas freqüências, podem acontecer disparos nos relés, mesmo sem estes terem atingido a corrente nominal de disparo. Para isto não acontecer é necessário aumentar a corrente de disparo do relé em aproximadamente 10% da corrente nominal do mo tor.

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l REA TÂNCIA DE SAÍDA Quando a distância entre motor e inversor é grande (valor dependente do tipo de motor utilizado) podem ocorrer: A - Sobretensões no motor produzidas por um fenômeno chamado de onda refletida. B - Geração de capacitâncias entre os cabos de potência que retornam para o inversor produzindo o efeito de “fuga a terra”, bloqueando o inversor. Este tipo de problemas pode ser solucionado utilizando uma reatância entre o motor e o inversor. Esta reatância devem ser projetada especialmente para altas freqüências, pois os sinais de saída do inversor possuem freqüências de até 20 kHz.

8.8 INSTALAÇÃO EM PAINÉIS - PRINCÍPIOS BÁSICOS

As fiações blindadas nos painéis devem ser separadas das fiações de potência e comando. Os sinais analógicos de controle devem estar em cabos blindados com blindagem aterrada em apenas um lado, sendo efetuado sempre do lado que o sinal é gerado conforme figura 8.4.

Figura 8.4 - Instalação em painéis

Os sinais de encoder e comunicação serial devem ser aterrados conforme orientação específica no manual do equipamento, o qual estará representado no projeto. Os cabos de aterramento de barras de (“0V” e malhas) devem ser maior ou igual a 4 mm 2. 120

suporte e portas do painel. devem cruzar-se a noventa graus. usando conexões de baixa impedância. Os cabos de entrada de sinais de transdutores tipo isoladores galvânicos devem ser separados dos cabos de saída de sinal dos mesmos. exceto os aterramentos de estrutura. Quando não é possível. deve estar rigorosamente conforme projeto. Os aterramentos dos equipamentos devem ser efetuados rigorosamente conforme tabela de fiação que. placas. Uma cordoalha é uma conexão de baixa impedância para altas freqüências. 121 . Mantenha as conexões de aterramento as mais curtas possíveis. por sua vez. Conecte diferentes partes do sistema de aterramento. ou seja.8 INSTALAÇÃO DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA Os cabos de saída de potência dos conversores devem ser separados das demais fiações dentro do painel. somente devem ser efetuados os aterramentos indicados no projeto.

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LINHA DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA WEG 9.1 9.2 9.3 Introdução Inversor de freqüência CFW-08 Inversor de freqüência CFW-09

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9.1 INTRODUÇÃO

Como sabemos, os inversores de freqüência tem por finalidade controlar a variação de velocidade de motores elétricos de indução trifásicos para aplicações nos mais diversos segmentos industriais. A linha de inversores de freqüência WEG representa o estado da arte em tecnologia de acionamento de motores elétricos de indução trifásicos, disponibilizando funções e recursos que permitem proteger e controlar os motores elétricos de forma extremamente facilitada e eficaz. T rabalhando com controle escalar ou vetorial, os inversores de freqüência WEG tem como principais aplicações: l l l l l l l l l l l Agitadores e Misturadores; Bombas Centrifugas; Bombas Dosadoras de Processos; Esteiras Transportadoras; Filtros Rotativos; Granuladores e Pelotizadoras; Máquinas de Corte e Solda; Máquinas de Papel; Mesas de Rolo; Secadores e Fornos Rotativos; Ventiladores e Exaustores;

Utilizando as mais avançadas técnicas de controle vetorial de fluxo, os inversores vetoriais permitem controlar, além da velocidade, o torque do motor, proporcionando: l l l l l Elevada precisão de velocidade; Elevada precisão de torque; Otimização do torque de partida; Excelente dinâmica; Tempo de resposta extremamente reduzido.

Estas características, aliada ao uso de motores de indução trifásicos permitem que os inversores de freqüência sejam utilizados em aplicações onde, até 125

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data recente, somente se utiliza motores de corrente contínua, como: l l l l l l l l Bobinadores e Desbobinadores; Rebobinadeiras de Papel; Elevadores e Transportadores de Cargas; Extrusoras; “ Spindle “ em Máquinas-ferramenta; Sistemas Multimotores sincronizados; Guinchos, Guindastes e Pontes Rolantes; Laminadores de Aço;

Ou seja, consegue-se reduções significativas de custos ampliando-se os níveis de controle necessários á máquina ou processo. A linha de inversores de freqüência WEG foi concebida para atender às necessidades de mercados exigentes como os mercados norte-americano e europeu. Em decorrência desta concepção, seus produtos encontram-se certificados com os selos UL (EUA), cUL (Canadá) e CE (Comunidade Européia). Os recursos disponíveis variam de acordo com a família.

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9.2 INVERSOR DE FREQÜÊNCIA CFW-08

Destinados ao controle e variação da velocidade de motores elétricos de indução trifásicos, os inversores da linha CFW-08 reúnem design moderno com tecnologia estado da arte mundial, onde destacam-se o alto grau de compactação e o elenco de funções especiais disponíveis. De fácil instalação e operação, este produto dispõe de recursos já otimizados em software, facilmente parametrizáveis através de interface homem-máquina simples, de fácil uso, que habilitam-no para utilização em controle de processos e máquinas industriais. Além disto, utilizando técnicas de compensação de distorção de tempo morto, o CFW-08 Plus evita instabilidade no motor e possiblita o aumento de torque em baixas velocidades. APLICAÇÕES l Bombas centrífugas l Bombas dosadoras de processo l Ventiladores / Exaustores l Agitadores / Misturadores l Extrusoras l Esteiras transportadoras l Mesas de rolos l Granuladores / Peletizadoras l Secadores / Fornos rotativos l Filtros rotativos l Bobinadores / Desbobinadores l Máquinas de corte e solda BENEFÍCIOS l Controle com DSP (Digital Signal Processor) permite uma sensível melhora no desempenho do inversor l Tecnologia estado da arte l Eletrônica com componentes SMD l Controle Escalar ou Vetorial Sensorless l Modulação PWM Senoidal - Space Vector Modulation l Módulos IGBT de última geração l Acionamento silencioso do motor l Interface com teclado de membrana táctil l Programação flexível l Dimensões compactas l Instalação e operação simplificadas l Alto torque de partida l Kit para instalação em eletrodutos

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Para motores de outras polaridades (ex.37 0.75 1.7 A 0040 4.0 2.0 151 75 131 1.9 Tensão de Rede LINHA DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA WEG Tabela de especificações . foram calculadas com base nos modelos WEG de 2 e 4 pólos.6 2.0 1.7 4.0 0.7 151 75 131 1.5 2.0 A 0073 7. manual em português e cartão de controle Plus 128 .0 0.18 0. especificar o inversor através da corrente nominal do motor.0 DIMENSÕES (mm) Altura Largura Profund.CFW-08 INVERSOR CFW-08 Alimentação Monofásica ou Trifásica Trifásica Monofásica ou Trifásica Trifásica Modelo CFW080016B2024PSZ CFW080026B2024PSZ CFW080040B2024PSZ CFW080070T2024PSZ CWF080073B2024PSZ CFW080100B2024PSZ CFW080160T2024PSZ CFW080010T3848PSZ CFW080016T3848PSZ CFW080026T3848PSZ Trifásica CFW080040T3848PSZ CFW080027T3848PSZ CFW080043T3848PSZ CFW080065T3848PSZ CFW080100T3848PSZ CFW080010T3848PSZ CFW080016T3848PSZ CFW080026T3848PSZ Trifásica CFW080040T3848PSZ CFW080027T3848PSZ CFW080043T3848PSZ CFW080065T3848PSZ CFW080100T3848PSZ Inom (A) 1.0 3.25 0.5 2.0 4.33 0.16 1.3 6.18 0. na tabela acima.5 1.3 10 16 1.2 3.0 1.6 4.5 10 440 380 220 MOTOR MÁXIMO APLICÁVEL Tensão (V) Potencia HP 0.0 5.0 200 115 150 2.1 1.0 200 115 150 2.5 2. outras tensões (ex.6 4.2 3.3 A 0065 6.0 3.3 A 0100 10 A 0160 16 A 380-480 V 0010 1.55 1.: 230V.0 5.: CWF080040B2024POAIZ Inversor de Freqüência Série CFW-08 de 4.7 0.0 151 75 131 1.0 A 0043 4.0 3.5 2.6 A 0040 4.6 2.0 2. Codificação CFW-08 1 1 2 0040 2 B 3 2024 4 P 5 O 6 4 00 7 00 8 00 9 9 00 10 00 11 00 12 00 13 Z 14 Inversor de Freqüência Série CFW-08 Corrente Nominal de Saída: 220-240 V 0016 1.0 2.5 A 0100 10 A 0130 13 A 0160 16 A Tensão de Alimentação 2024 = 200-240 V 3848 = 380-480 V Língua do Manual P = português E = inglês S = espanhol F = francês G = alemão Opcionais S = standard O = com opcionais Grau de Proteção 00 = standard N1 = Nema 1 InterfaceHomem-Máquina 00 = standard SI = sem interface Frenagem Reostática 00 = standard DB = frenagem reostática (IGTB interno) Cartão de Controle 00 = standard A1 = controle 1 (plus) Filtro de EMI 00 = não tem FA = filtro classe A interno Hardware Especial 00 = não tem Hx = hardware especial versão X Software Especial 00 = não tem Sx = software especial versão X Final do código 5 10 11 6 12 7 3 Fases de Alimentação S = monofásico T = trifásico B = monofásico ou trifásico 13 8 14 Ex.37 0.1 1.5 1.3 6.: 6 a 8 pólos).0 1.6 2.0 A 00.5 10 1.5 1.0 5.5 1.0A.5 2.0 1.0 7. Peso (kg) 200/220/230/240V kW 0.75 1.0 2.25 0. 400V e 460V) e/ou motores de outros fabricantes.0 NOTAS: A s potências máximas dos motores.0 2.6 A 0026 2.75 1.0 A 0070 7.7 0.6 A 0027 2.0 380/400/415/440/460/480V 200 115 150 2.25 0.5 2. alimentação monofásica ou trifásica em 200-240 Vca.7 4.0 1.0 7.6 A 0026 2.2 3.5 1.

defeito externo e erro de comunicação serial Curto-circuito na saída e curto-circuito fase-terra na saída Erro de programação e erro de auto-ajuste INTERFACE HOMEMMÁQUINA (HMI) Comando Liga / Desliga...CFW-08 CFW-08 Standard Tensão Monofásica Trifásica CFW-08 Plus ALIMENTAÇÃO 200 ...10 V..:: RPM ) Temperatura do dissipador Corrente de saída no motor ( A ) Tensão de saída no motor ( V ) Mensagens de Erros / Defeitos Torque de Carga CONDIÇÕES AMBIENTE Temperatura Umidade Altitude 0 ..Diretiva de Baixa Tensão / UL 508C ACABAMENTO CONFORMIDADES / NORMAS Cor Compatibilidade Eletromagnética Baixa tensão 129 . Digital: 0. Fe > Fx . Run Analógica COMUNICAÇÃO Interface serial Redes “Field Bus” SEGURANÇA Proteções – 1 saída analógica i solada 0 ..20mA 4 entradas isoladas programáveis 1 saída programável. 15%) Freqüência Cos ϕ (Fator de deslocamento) GRAU DE PROTEÇÃO CONTROLE Standard Opcional Tipo de alimentação Método de controle Tipos de controle 50 / 60 Hz +/. (1. Fs > Fx .10 V. 1 contato rev ersível (NA/NF) 2 saídas programáveis.01 Hz (f < 199Hz).240V: 200 / 220 / 230 / 240 V (+10%.. -15%) 200 . Fs = Fs .9 Modelo LINHA DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA WEG Características Técnicas .10 V (8 bits) RS-232 ou RS-485 (opcional) Unidade para comunicação ProfiBus DP. 0. -15%) 380 .. DeviceNet ou ModBus (opcional) Sobretensão e subtebsão no circuito intermediário Sobretemperatura Sobrecorrente na saída Sobrecarga no motor ( i x t ) Erro de hardware. Parametrizaçã o (Progr amação de funções gerais) Incrementa / Decrementa Freqüência (Velocidade) JOG.5% e Ref. e Ref.480V: 380 / 400 / 415 / 440 / 460 / 480 V (+10%.... 16 bits... Analógica: 0.5 / 5.Freqüências Selecionáveis: 2.240V: 200 / 220 / 230 / 240 V (+10%.. Digital: 0. Inversão de sentido de ro tação e Seleçã o Local / Remoto Supervisão (Leitura) Freqüência de saída no motor ( Hz ) Tensão no circuito intermediário ( V ) Valor proporcional à freqüência ( Ex.20mA 2 entradas isoladas: 0.) Maior que 95% 1 entrada isolada 0. 62 Hz) Maior que 0..98 IP 20 NEMA 1 com kit adicional para conexão de eletroduto metálico Fonte chaveada DSP (Digital Signal Processor).1Hz (f>100Hz) Ref. 300 Hz Ref. 40 ºC (até 50 ºC com redução de 2% / ºC na corrente de saída) 5 . 1 NA e 1 NF Opções de programação: Is > Ix .Emissão e Imunidade) LVD 73/23/EEC .5 x Inom.20mA ou 4..01% 150% durante 60 seg. 1000 m (até 4000 m com redução de 10% / 1000 m na corrente de saída) Cinza claro – PANTONE – 413 C EMC diretiva 89 / 336 / EEC – Ambiente Industrial Norma EN 61800-3 (EMC . 0.0 / 10 / 15 kHz Faixa: 0 .2 Hz (48 . 90% sem condensação 0 .1% de Fmáx. a cada 10 min... 0....20mA ou 4. modulação PWMsenoidal ( Space Vector Modulation ) Tensão imposta V / linear ou quadrático (escalar) Controle vetorial sensorless (VVC: VoltageVectorControl ) Chaveamento Variação de freqüência Resolução de freqüência Acuracidade (25ºC ± 10ºC) Sobrecarga admissível Rendimento ENTRADAS Analógicas Digitais SAÍDAS Relé Transitores IGBT . Analógica: 0.

. 7. pressão.: m/min. comando e monitoração do inversor CFW-08 130 .Display de LED’s 7 segmentos Senha de h abilitação para programação Auto-diagnóstico de defeitos e Auto-Reset Indicação de grandeza específica (programável) . 5 .9 LINHA DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA WEG Recursos / Funções Especiais Standard / Plus Interface Homem-Máquina incorporada ...Ex.. rpm. etc) Partida com o motor girando (FlyingStart) Rejeição de freqüências críticas ou ressonantes ( Skip Frequency ) Operação durante falhas momentâneas da rede (Ridethru) Opcionais Interface Homem-Máquina remota (Display de LED’s 7 segmentos) Interface Homem-Máquina remota (grau de proteção NEMA 4) Módulo de Interface para HMI Remota Cabo para Interligação da HMI Remota (1 . 3 . etc) Compensação de escorregamento I x R manual e automático Curva V/F ajustável (programável) Função J OG (impulso momentâneo de velocidade) Função “COPY” via Interface Homem-Máquina Remota (HMI-CFW08-S) Rampas linear e tipo “S” e dupla rampa Rampas de aceleração de desaceleração (independentes) Frenagem CC (corrente contínua) Função Multi-Speed (até 8 velocidades pré-programadas) Seleção do sentido de rotação Seleção para operação Local / Remoto Regulador PID superposto (con trole automático de nível. 2 . 10m) Modelo com módulo MCW-01 (RS-232) HMI-CFW08-S remota de fixação direta (cabos de 1 .5 e 10 m) Módulo de Comunicação Serial RS-232 Conversor RS-232 para RS-485 (necessário módulo MCS-CFW08) Software de programação via microcomputador PS Kit NEMA 1 p ara conexão de eletroduto metálico Kit para montagem em Trilho DIN Kit moldura para HMI-CFW-08-S Unidadespara Redes de Comunicação FieldBus ProfiBus DP DeviceNet ModBusRTU HMI-CFW08-S HMI-CFW08-N4-S MIS-CFW08 CAB-HMI08-S-X MCS-CFW08 MIW-02 SUPERDRIVE KNI-CFW08-MX KMD-CFW08 KMR-CFW08-S MFW-01 / PD MFW-01 / DN MFW-01 / MR – – Filtro EMC com alta capacidade de atenuação Classe A interno Filtro EMC com alta capacidade de atenuação Classe B externo SUPERDRIVE INTERFACE HOMEM-MÁQUINA REMO TA Modelo com acessório MIS-CFW8 de interface com HMI remota KMI-CFW08-S-N4 HMI remota com moldura e grau de proteção NEMA 4 (cabos de 1 . em ambiente Windows para parametrização. 10m) Software de programação via microcomputador PC.

VECTRUE TECHNOLOGY ® A tecnologia “Vectrue” desenvolvida pela WEG apresenta as seguintes vantagens: þ Controle escalar ou vetorial programáveis no mesmo produto þ Controle vetorial com sensorless ou opcionalmente com encoder þ Controle vetorial sensorless permitindo alto torque e rapidez na resposta. tornando-se assim uma solução simples. programável unicamente por software e facilmente pelo próprio usuário.9 LINHA DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA WEG 9. os inversores tradicionais utilizam-se da Frenagem Reostática. onde um recurso especial chamado “Optimal Braking ® ” pode ser utilizado sem a necessidade de instalação de resistor de frenagem. OPTIMAL BRAKING ® Para aplicações que exijam tempos de parada reduzidos e/ou paradas de cargas de elevada inércia. independente do grau de complexidade. permitindo à nova geração de inversores WEG incorporar em um único produto técnicas de controle Escalar. possibilitando sua adaptação e uso nas mais diversas aplicações de todos os segmentos industriais. mesmo em velocidades muito baixas ou na partida þ Auto-ajuste adaptando automaticamente o controle vetorial ao motor e à carga.3 INVERSOR DE FREQÜÊNCIA CFW-09 Os inversores de freqü ência WEG. a WEG amplia sua família de drives para variação de velocidade com um produto dotado de uma gama repleta de recursos. Vetorial Sensorless e Vetorial com Encoder. A tecnologia “Vectrue ® ” representa um avanço tecnológico incomparável. Inovações também foram introduzidas para atender aplicações que exigem frenagem. Desta forma. incorporam a mais atualizada e avançada tecnologia disponível a nível mundial para controle de motores de indução trifásicos. onde a inércia cinética da carga é regenerativa ao link DC do inversor e cujo excesso é dissipado sob forma de calor em um resistor de 131 . da série CFW-09. compacta e mais econômica.

1 . Os inversores CFW-09 incorporam a função “Optimal Braking ®“ para o modo vetorial. a qual possibilita uma frenagem ótima capaz de atender a grande maioria das aplicações até então somente atendidas pelo método da frenagam reostática. No gráfico comparativo dos tipos de frenagem comprovamos as vantagens significativas do método de frenagem “Optimal Braking ® “. além da grande vantagem de dispensar o uso do resistor de frenagem.. 1500cv (com unidades em paralelo até 1500 cv) 132 . com torques de frenagem da ordem de 5 vezes maior que um torque característico de uma típica frenagem CC.Gráfico Torque x Velocidade típico para m otor de 10cv acionado por inversor CFW-09 BENEFÍCIOS ADICIONAIS þ Controle e programação uniformes para toda a gama de potências þ Microcontrolador RISC 32 bits de alta capacidade þ Interface Homem-Máquina destacável tipo duplo display LCD+LED (para fácil programação e visualização) þ Ampla gama de potências: 1 . otim izada e de custo reduzido para as aplicações de frenagem. assegurando assim uma solução ideal. Esta inovação tecnológica permite obter acionamentos de alta performance dinâmica. Figura 9..9 LINHA DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA WEG frenagem interligado ao circuito de potência.

Software Superdrive (opcional) þ Link DC acessível para alimentação em corrente contínua ou retificador regenerativo þ Comunicação em redes Field Bus: Profibu s DP. 133 .9 LINHA DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA WEG þ Dimensionamentos para Torque Constante e Torque Variável þ Grau de proteção NEMA 1/IP20 Standard até 200cv. IP20 até 500cv þ Instalação e programação simplificadas þ Elevada compactação þ Possibilidade de fixação via flange. com dissipador atrás da placa de montagem þ Programação via microcomputador PC . Device Net ou Modbus RTU (opcional) þ Evolução do produto via software para funções especiais adicionais com reprogramação da memória interna tipo “Flash” Eprom þ Na primeira energização (ou após o reset para o padrão de fábrica) o usuário é guiado pela interface Homem-Máquin a para entrar com os dados mínimos necessários para o correto funcionamento do inversor.

defini do a n origem dos comandos/referência. NOTA A função de cada tecla pode ser inibida individualmente. Função copy incorporada. Display LED’s 7 segmentos Display LED (cristal líquido) disponível para vários idiomas Habili a o inversor via rampa (partida). que permite ótima visualização a distância. além de incorporar uma descrição detalhada de todos os parâmetro s e mensagens via display LCD alfa-numérico.9 LINHA DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA WEG INTERFACE HOMEM X MÁQUINA Interface de operação inteligente do tipo duplo display. Quando pressionada realiza a função JOG (impulso momentâneo de velocidade). Incrementa velocidade ou número e valor de parâmetro. Decrementa velocidade ou número e valor de parâmetro. LED’s e LCD. Seleciona o modo de operação do inversor. à rpm à volta à estado à torque à Hz à ampère Desabili a o inversor via rampa (parada). permitindo copiar a programação de um inversor para outros. 134 . Seleciona (comuta) display de LED’s entre o número do parâmetro e seu valor (posição/conteúdo) para programação. Inverte o sentido de rotação do m otor co mutando entre horário e an ti-horário. t Após habilitado comuta o s indicadores do display. t Reseta o inversor após a oco rrência de erros. via programação.

Permite editar parâmetros on-line. É possível armazenar arquivos de parâmetros de todos os inversores CFW-09 existentes na instalação. em ambiente Windows.9 LINHA DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA WEG SUPERDRIVE Software de programação via microcomputador PC. armazenando no microcomputador. ou editar arquivos de parâmetros off-line. A comunicação entre o inversor e o microcomputador é feita via s erial RS-232(p onto a ponto) ou via serial RS-405 para interligação em rede. comando e monitoração dos inversores C FW-09. 135 . diretamente no inversor. como também “down-load” do inversor para o microcomputador. para parametrização. O software também incorpora funções para permitir “up-load” do conjunto de parâmetros do microcomputador para o inversor.

5 22 30 37 45 55 75 110 150 220 260 370 450 500 660 730 1100 Torque Variável Tamanho HP 1.1 1.0 6.5 11 15 18.5 2.5 9.0 13 16 24 30 38 45 60 70 86 105 142 180 240 361 450 600 686 855 1140 1283 1710 3.0 5.5 7.0 6.0 5.0 4.5 10 15 20 25 30 40 50 60 75 100 150 200 300 350 500 600 700 900 1000 1500 kW 1.5 15 18.5 2.0 3.0 5.0 5.5 2.0 3.5 9.0 4.5 2.0 7.0 7.5 11 15 18.2 3.5 7.5 1.5 10 15 20 25 30 40 50 60 75 100 125 150 270 300 400 500 600 800 900 1300 2.5 22 30 37 45 55 55 75 1.2 4.7 5.5 10 20 25 30 40 40 60 75 75 100 1.5 2.2 3..5 7.0 7..2 4.2 3.0 7.0 3.9 Tensão da rede LINHA DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA WEG Tabela de Es pecificação INVERSOR CFW-09 Modelo Básico CFW-09 .5 2.5 7.0 2.0 3.5 22 30 37 45 55 75 92 110 150 220 260 370 450 500 660 730 1100 1 PADRÃO Incorporado noproduto 220 / 230 V 2 3 4 5 6 7 8 220 V OPCIONAL Interno OPCIONAL c/ unidadeexterna PADRÃO Incorporado noproduto 1 3 4 5 6 7 8 9 10 380 / 400 / 415 / 440 / 460 / 480 V OPCIONAL Interno 380 V OPCIONAL com unidade externa – PADRÃO Incorporado noproduto 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 OPCIONAL Interno 440 V OPCIONAL com unidade externa – * CT = Torque Constante (T carga = CTE).0 3.5 10 15 20 25 30 40 50 50 75 100 1.7 5.1 1.5 22 30 37 45 55 75 92 110 200 220 300 370 450 600 660 950 1.6 4.6 4.5 2.5 2.5 22 30 37 37 55 75 1.7 5.0 5.5 10 15 20 30 30 50 60 75 75 125 125 150 270 300 400 500 600 800 900 1300 2.0 7.0 2.5 1.1 1.5 7.1 1. 0006-T-2223-P-S 0007-T-2223-P-S 0010-T-2223-P-S 0013-T-2223-P-S 0016-T-2223-P-S 0024-T-2223-P-S 0028-T-2223-P-S 0045-T-2223-P-S 0054-T-2223-P-S 0070-T-2223-P-S 0086-T-2223-P-S 0105-T-2223-P-S 0130-T-2223-P-S 0142-T --2223-P-S 0180-T-2223-P-S 0240-T-2223-P-S 0003-T-3848-P-S 0004-T-3848-P-S 0005-T-3848-P-S 0009-T-3848-P-S 0013-T-3848-P-S 0016-T-3848-P-S 0024-T-3848-P-S 0030-T-3848-P-S 0038-T-3848-P-S 0045-T-3848-P-S 0060-T-3848-P-S 0070-T-3848-P-S 0086-T-3848-P-S 0105-T-3848-P-S 0142-T-3848-P-S 0180-T-3848-P-S 0240-T-3848-P-S 0361-T-3848-P-S 0450-T-3848-P-S 0600-T-3848-P-S 0686-T-3848-P-S 0855-T-3848-P-S 1140-T-3848-P-S 1283-T-3848-P-S 1710-T-3848-P-S 0003-T-3848-P-S 0004-T-3848-P-S 0005-T-3848-P-S 0009-T-3848-P-S 0013-T-3848-P-S 0016-T-3848-P-S 0024-T-3848-P-S 0030-T-3848-P-S 0038-T-3848-P-S 0045-T-3848-P-S 0060-T-3848-P-S 0070-T-3848-P-S 0086-T-3848-P-S 0105-T-3848-P-S 0142-T-3848-P-S 0180-T-3848-P-S 0240-T-3848-P-S 0361-T-3848-P-S 0450-T-3848-P-S 0600-T-3848-P-S 0686-T-3848-P-S 0855-T-3848-P-S 1140-T-3848-P-S 1283-T-3848-P-S 1710-T-3848-P-S Frenagem Reostática Corrente Nominal (A) CT* 6.5 11 15 22 22 37 45 55 55 92 92 110 200 220 300 370 450 600 660 950 1.4 5.0 ‚ 10 ‚ 13 16 24 28 45 54 70 86 105 130 142 180 240 3.0 3.5 2.0 ‚ 7.5 10 15 25 30 40 50 60 75 100 125 150 200 300 350 500 600 700 900 1000 1500 kW 1.0 3.: Torque Quadrático => T carga ~n2) 136 .2 3.5 2.0 5.5 11 18.0 7.5 7. VT = Torque Variável (Ex.5 11 15 18.4 5.7 5.0 13 16 24 30 38 45 60 70 86 105 142 180 240 361 450 600 686 855 1140 1283 1710 36 45 54 70 86 105 130 174 36 45 54 70 86 105 130 174 68 86 105 130 150 174 VT * Tensão (V) MOTOR MÁXIMO APLICÁVEL • TorqueConstante HP 1.0 3.

Para motores de outras polaridades (ex. na tabela ao lado. 2. 7 e 10A. alimentados por rede monofásica. foram calculadas com base nos modelos WEG de 2 e 4 pólos. As potências máximas dos motores. 400 e 460 V) e/ou motores de outros fabricantes. outras tens ões (ex.: 6 e 8 pólos).: 230. Os modelos de inv ersores CFW09 de 6. 137 . sem redução de corrente (potência) nominal de saída. na tensão 220-230V podem opcionalmente ser . especificar o inversor através da corrente nominal do motor.9 LINHA DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA WEG NOTAS 1.

Cartões de expansão de funções: 00 = Standard (não há) A1 = Opcional EBA . 01-CFW09 incorporado B2= Opcional EBB .Máquina (HMI): 00 = Standard (com HMI de LED’s + LCD) IL = Opcional com HMI somente de LED’s SI = Sem HMI 9.6 A 0004 = 4.PD (Rede Profibus DP) incorporado DN = Opcional KFB .... Versão do produto: S = Standard O = com Opcionais 7.5. 230 V 3848 = Faixa 380 . Cartões para rede de comunicação: 00 = Standard (não há) PD = Opcional KFB . Tensão de alimentação: 2223 = Faixa 220 .DN (Rede Device Net) incorporado MR = Opcional KFB .0 A 0010 = 10 A 0013 = 13 A 0016 = 16 A 0024 = 24 A 0028 = 28 A 0045 = 45 A 0054 = 54 A 0070 = 70 A 0086 = 86 A 0105 = 105 A 0130 = 130 A 0142 = 142 A 0180 = 180 A 0240 = 240 A 6. 02-CFW09 incorporado B3 = Opcional EBB .MR (Rede Modbus RTU) incorporado 138 .9 LINHA DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA WEG CODIFICAÇÃO CFW-09 0016 T 3848 P O 00 SI DB A1 DN H1 S3 Z 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 1. 01-CFW09 incorporado A2 = Opcional EBA . Alimentação de entrada do inversor: T = Trifásica 4. 480 V 5.. Inversor de freqüência WEG famíli a CFW-09 çç 6.. Grau de proteção: 00 = Standard (vide tabela de características) 8. Idioma do manual do produto: P = Português E = Inglês S = Espanhol 0007 = 7.. Corrente nominal de saída do inversor em torque constante (CT) 3.. 480 V 0003 = 3.0 A 0013 = 13 A 0016 = 16 A 0024 = 24 A 0030 = 30 A 0038 = 38 A 0045 = 45 A 0060 = 60 A 0070 = 70 A 0086 = 86 A 0105 = 105 A 0142 = 142 A 0180 = 180 A 0240 = 240 A 0361 = 361 A 0450 = 450 A 0600 = 600 A 0686 = 686 A 0855 = 855 A 1140 = 1140 A 1283 = 1286 A 1710 = 1710 A 2. Frenagem: 00 = Standard (vide tabela de especificações) DB = Opcional com frenagem reostática incorporada internamente 10. 03-CFW09 incorporado B1 = Opcional EBB . 230 V 380 .5 A 0009 = 9.. Interface Homem .0 A 006 = 220 .0 A 0005 . 03-CFW09 incorporado 11. 02-CFW09 incorporado A3 = Opcional EBA .

. DIMENSÕES E PESO MECÂNICA 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 410 688 700 335 LARGURA “ l “ (mm) 143 182 223 250 ALTURA “ H “ (mm) 210 290 390 475 550 675 835 975 1020 1185 300 310 370 492 274 PROFUNDIDADE “ P “ (mm) 196 PESO 3. Hardware especial: 00 = Standard (não há) H1 .3 17 22 30 43 55 80 190 230 139 .... Sn = Opcional com versão de software especial S1 . Final do código: Z = Dígito i ndicador de final de codificações do produto Exemplos: CFW09 0013 T 2223 P S Z CFW09 0105 T 3848 P O IL A1 PD Z CFW09 0086 T 3848 P O SI DB B2 MR S3 Z NOTA Não é necessário colocar 00 (Standard) no código. Sn 14...0 5.9 LINHA DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA WEG 12. Hn 13. Hn = Opcional com versão de hardware especial H1 .. Software especial: 00 = Standard (não há) S1 ..

. -15%) 50 / 60Hz +/. 10V.CFW09 (ponto a ponto) ¬ RS-485... 1A 1 saída programável. contato NA (NO): 240Vca.. Device Net ou Modbus RTU.U / F ) a Vetorial Sensorless (sem Encoder) Vetorial com encoder Transistores IGBT . via kits adicionais KFB ¬ Sobretensão no circuito intermediário Curto-circuito na saída Subtensão no circuito intermediário Curto-circuito fase-terra na saída Sobretemperatura no inversor Erro externo Sobretemperaturanomotor Erro de autodiagnose Sobrecorrentena saída Erro de programação Sobrecarga no motor ( i x t ) Erro de comu nicação serial Sobrecarga no r esistor de frenagem Erro de ligação invertida (motor ou Encoder) Erro na CPU (Watchdog) / EPROM Falta de fase na alimentação (mod.. 1 entrada programável isolada (10 bits): 0 . analógica 14 bits Torque Regulação: +/.0. 10) Fonte chaveada Tipo RISC 32 bits PWM Senoidal SVM (Space Vector Modulation) Reguladores de corrente.5% da velocidade nominal Sensorless Resolução: 1rpm (referência via teclado) Faixa de regulação de velocidade = 1:100 Faixa de regulação de velocidade = até 0rpm com Regulação: Encoder ¬ +/..5 x Inom.0. 50 mA ¬ 1 saída diferencial isolada de sinal de Encoder: alimentação externa 5 . via cartões EBA ou EBB (multiponto até 30 inversores) ¬ Profibus DP.10) Base: cinza escuro RAL 7022 (p/ tamanhos 3 . 150% do torque nominal 2 entradas diferenciais programáveis (10 bits): 0 .. USA (pendente) Chaveamento Variação de freqüência Sobrecarga a dmissível Rendimento Controlede velocidade (modo escalar) Controlede velocidade (modove torial) PERFORMANCE ENTRADAS Controledetorque (modove torial) Analógicas Digitais SAÍDAS Encoderin cremental Analógicas Relé Transistor Encoder Interfaceserial Redes “Field Bus” Proteções COMUNICAÇÃO SEGURANÇA CONDIÇÕESDO AMBIENTE ACABAMENTO Temperatura Umidade Altitude Cor CONFORMIDADES / NORMAS CERTIFICAÇÕES Compatibili ade d eletromagnética Baixa tensão Norma IEC 146 Norma UL 508 C Norma EN 50178 Norma EN 61010 UL (USA) e cUL (CANADÁ) CE (EUROPA) 140 1 Opcional .1% da velocidade nominal para ref..... 90% sem condensação 0 .. 10V. isolada. +10V ¬ 2 saídas programáveis isoladas (11 bits): 0 .... 170Hz (para rede em 50Hz) acima de 204Hz (sob consulta) 150% durante 60 segundos a cada 10 minutos (1. 20 mA ou 4 . . 15Vcc ¬ RS-232 via kit serial KCS .10% do torque nominal Faixa de regulação de torque: 0 .01% da velocidade nominal para r ef.10) EMC diretiva 89 / 336 / E EC: ambiente industrial Norma EN 61800-3 (EMC . FieldBus) +/.CFW-09 ALIMENTAÇÃO Tensão Freqüência Desbalanceamentoentre fases Cos ϕ (fator de deslocamento) Standard Tipo de alimentação Microcontrolador Métododecontrole Tipos de controle Trifásica: 220-230V: 220/230V e 380-400V: 380/400/415/440/460/480V (+10%. 20 mA 1 entrada programável bipolar ( 14 bits): -10 ..25 / 2. . 2) c Tampa e laterais metálica:cinza claro RAL 7032 (p/ tamnhos 3 ... 62Hz) Menor que 3% Maior que 0. digital (ex: teclado..9 GRAU DE PROTEÇÃO CONTROLE LINHA DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA WEG Características Técnicas . ≥ = 30A) Falha de encoder incremental Falha de conexão da interface HMI ..Freqüências selecionáveis: 1. 20 mA ou 4 .CT) 180% durante 1 segundo a cada 10 minutos (1... +10V 0 ...CT) Maior que 97% Regulação: 1% da velocidade nominal c/ compensação de escorregamento U/F Resolução: 1rpm (referência via teclado) Faixa de regulação de velocidad e = 1:20 Regulação: 0... 1000 m (até 4000 m com redução de 10% / 1000 m na corrente de saída) Tampa plásti a: cinza claro PANTONE 413 C ( p/ tamnhos 1 . co ntrole e laboratórios Underwriters Laboratories Inc.....0. 20 mA ou 4 .0 / 10 kHz 0 ...8 x Inom..emissão e imunidade) LVD 73 / 23 / EEC: diretiva de baixa tensão / UL 508C Inversores a semicondutores Equipamentos para conversão de energia Equipamentos eletrônicos para uso em instalações de potência Requisitos de segurança p/ equiptos elétricos p/ uso em medição.2Hz (48 . 204Hz (para rede em 60Hz) 0 .98 NEMA 1 / I P20 (modelos Tamanhos 1 .. . 20 mA ¬ 2 saídas programáveis.. 40 ºC (até 50 ºC com redução de 2% / ºC na co rrente de saída) 5 .. 1A 2 saídas programáveis isoladas OC: 24Vcc. 20 mA ) ¬ 6 entradas progr amáveis isoladas: 24Vcc 1 entrada progr amável isolada: 24Vcc ¬ 1 entrada programável isolada: 24Vcc (para termistor PTC do motor) ¬ 1 entrada diferencial..5 / 5. 20mA ou 4 ...... 8) IP20 (modelos Tamanhos 9 . 0 .. 10V 2 saídas programáveis bipolares (14 bits): -10 . 0 .. 20mA ¬ .... analógica 10 b its +/... fluxo e velocidade implementados com software (Full Digital) Escalar (tensão impost .. com fonte interna isolada 12Vcc ¬ 2 saídas programáveis (11 bits): 0 .. contatos NA/NF (NO/NC ): 240Vca.CWF09 0 .01% da velocidade nominal para ref.

peso. N = N*.modo U/F Curva U/F ajustável (programável) .CFW09 Kit Montagem Extraível (p/ modelos tamanhos 9 . Parametrização (programação de fun ções gerais) Incrementa / Decrementa velocidade JOG. 10) KME . rpm.Ex. pressão. 142A / 220-230V e 38 .. 0X .: m/min) Estado do inversor Freqüência de saída no motor (Hz) Estado das entradas dig itais Tensão no circuito in termediário (V) Estado das saídas digitais (transistor) Torque no motor (%) Estado das saídas a relé Potência de saída (kW) Valor das entradas analógicas Horas de produto energizado (h) 4 últimos erros armazenados em memória Horas de funcionamento / trabalho (h) Mensagens de Erros / Defeitos Interface homem-máquina incorporada com duplo display LCD + LED (HMI-CFW09-LCD) Senha de h abilitação para programação Seleção do idioma da IHM (LCD) . Is = Corrente saída e T = Torque motor Rampas linear e tipo “S” e dupla rampa Rampas de aceleração e desaceleração independentes Frenagem CC (corrente contínua) Frenagem Ótima (Optimal Braking) ® .. 600A / 220-230 e 380-480V Kit fixação via flange (p/ modelos tamanhos 3 .Sensorless ou com encoder Auto-diagnóstico de defeitos e auto-reset de falhas Reset para programção padrão de fábrica ou para padrão do usuário Auto-ajuste do inversor as condições da carga (self tuning) Indicação de grandeza específica (programável) .: m/min.CFW09) RECURSOS / FUNÇÕES DISPONÍVEIS Standard (Padrão) Opcionais 1 Disponível em breve (Dados sujeitos a alteração sem prévio aviso... Inglês.5 e 10 m) CAB .(incremento / decremento momentâneo de velocidade) Função “COPY” (inversor → HMI ou HMI → inversor) Funçõe s específicas programadas em saídas digitais (relé): N* > Nx.. T > Tx e T < Tx Onde: N = Velocidade. %.PD FieldBus Device Net KFB .modo U/F I x R (boost de torque) manual ou automático . 7..CFW09 Kits para redes de comunicação Profibus DP KFB .MR Kit SUPERDRIVE com interface Software SUPERDRIVE Comunicação S erial RS-232 Conectores e cabos KSB .9 LINHA DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA WEG Características Técnicas . 8) KMF . Is < Ix. 0X . etc) Seleção do sentido de rotação (horário / anti-horário) Seleção para operação Local / Remoto Partida com o motor girando (Flying S tart) Rejeição de velocidades críticas ou ressonantes (Skip Speed) Operação durante falhas momentâneas da rede (Ride-Through) Sem interface Homem-Máquina Local Modelos “SI” Interface Homem-Máquina Local S implificada (display LED’s) HMI-CFW09-LED Interface Homem-Máquina Remota NEMA 4 (display de LED’s) HMI-CFW09-LED-N4 Interface Homem-Máquina Remota NEMA 4 (display LCD) HMI-CFW09-LCD-N4 Cabo para interligação da HMI Remota (1.mode los até 45A / 220-230V e até 30A / 380-480V Função multi-speed (até 8 velocidades pré-programadas) Função c iclo automático do processo Recursos especiais: horímetro. 3. 142A / 380-480V Kit frenagem reostática (unidade externa) DBW .Português.CFW09 EBB . etc) Compensação de escorregamento . 5.CFW09 Filtro EMC com alta capacidade de atenuação RF Supervisão(Leitura) (HMI .DN (instalação interna ao inversor) ModbusRTU KFB .. vazão. Is > Ix.CFW09 Tampa cega para HMI remota TCR .CFW09 KIt Indutor para Link DC (p/ modelos tamanhos 2 .modo U/F Limites de velocidade mínima e máxima Limite da corrente máxima Ajuste da corrente de sobrecarga Ajuste digital do ganho e do offset das entradas analógicas Ajuste digital do ganho d as saídas analógicas Função J OG (impulso momentâneo de velocidade) Função JOG + e JOG .Modo vetorial Frenagem reostática incorporada .01 Modelos: 180 ..CFW09 Frenagem reostática incorporada (transistor interno) Modelos “DB” Modelos: 54 .) OPCIONAL 141 .CFW09 Módulo Interface Serial RS-232 KCS .. inversão de sentido de rotação e seleção Local / Remoto Referência de velocidade (rpm) Corrente de saída no motor (A) Velocidade no motor (rpm) Tensão de saída no motor (V) Valor proporcional à velocidade (ex. N > Nx .X Tampa cega para HMI local TCL ..CFW09 (inversor ↔micro PC) KCS . I/h.. N < Nx. N* = Referência.CFW09 Cartões de expansão de funções EBA . 8) KIL . 2.HMI 09 . wattímetro (kW) Regulador PID superposto (controle automático de n ível. Espanhol Seleção do tipo de c ontrole (via parâmetro): Escalar U/F. N = 0..CFW09 Kit moldura para interface remota KMR .CFW-09 INTERFACE HOMEM-MÁQUINA Comando Liga / Desliga.

Distância máxima 10m. para operação remota em porta de painel ou console de máquina. .CFW09 .N4 Moldura para instalação / fixação de Interface Homem-Máquina.CFW09 TCR .LED Interface de operação com duplo display. via comunicação serial RS-232. destinada a ambientes com incidência de água ou outros agentes agressivos (pó.LCD HMI . com display de LED’s.CFW09 Módulos de tampa cega. local (TCL) para tampa de inversor e remota (TCR) para moldura da Interface Homem-Máquina (HMI) remota. ou a outros equipamentos.LCD .CFW09 . opcional para soluções de custo reduzido. para instalação local (tampa do inversor) ou remota em porta de painel.9 LINHA DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA WEG Acessórios e Periféricos INTERFACE HOMEM-MÁQUINA COMPLETA HMI . para conexão do inversor CFW09 a um microcomputador PC. Distância máxima 5m (sem moldura) e 10m (com moldura KMR).CFW09 . destinados ao fechamento completo do produto quando usado sem a HMI.LCD HMI . cimento. para instalação local (tampa do inversor) ou remota em porta de painel. Distância máxima 10m. KIT MOLDURA PARA INTERFACE REMOTA KMR .CFW09 LOCAL REMOTA INTERFACE HOMEM-MÁQUINA SIMPLIFICADA (opcional) Interface de operação simplificada. 142 Interface Homem-Máquina remota.CFW09 Kit interface serial. fibras. KIT INTERFACE COMUNICAÇÃO SERIAL RS-232 KCS . remota ao inversor. INTERFACE HOMEM-MÁQUINA REMOTA NEMA 4 . TAMPAS CEGAS TCL . com grau de proteção NEMA 4/IP 56. para uso do software SUPERDRIVE de programação e monitoração do inversor. etc). LED’s e LCD. com recursos completos via códigos e mensagens com textos alfanuméricos e função Copy. Distância máxima 5m (sem moldura) e 10m (com moldura KMR). para transferência de operação do inversor para a porta do painel ou para um console da máquina.

9 LINHA DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA WEG CABOS PARA INTERLIGAÇÃO DE INTERFACE REMOTA CAB .. KITS PARA REDES DE COMUNICAÇÃO “FIELDBUS” ⇒ ⇒ ⇒ KFB .CFW09 Configuração Funções Entrada de encoder Saída de encoder Serial RS-485 A/D de 14 bits D/A’s de 14 bits Entrada isolada Saídas isoladas Entradas e saídas digitais + termistor • • • • • • EBA. Cabos especiais com comprimentos superiores.5 e 10 metros. • • • • • • • • • • • EBB. 0X . 7. 3. .CFW09 EBB . 2.HMI09 . • 01 02 03 01 02 03 • • • • 143 ... sob consulta. 5..PD Device NET KFB .MR CARTÕES DE EXPANSÃO DE FUNÇÕES EBA 0X . .DN Modbus RTU KFB .X Profibus DP Cabos com comprimento (X) de 1.

3 Principais características 10.3.10 SOFT-STARTER 10.1 Introdução 10.3.4 Principais aplicações para soft-starter 10.2 Proteções 10.8 Soft-Starter SSW-05 .3 Acionamentos típicos 10.5 Critérios para dimensionamento 10.2 Princípio de funcionamento l l Circuito de potência Circuito de controle 10.3.7 Soft-Starter SSW-03 Plus / SSW-04 10.1 Principais funções l l l l l l Rampa de tensão na aceleração Rampa de tensão na desaceleração Kit Start Limitação de corrente Pump control Economia de energia 10.6 Considerações importantes 10.

em grande parte representados por sistemas eletromecânicos. algumas técnicas foram desenvolvidas. ou melhor.1 INTRODUÇÃO Com a crescente necessidade na otimização de sistemas e processos industriais. Esta estrutura é apresentada na figura 10. de uma ponte tiristorizada na configuração anti-paralelo. seja ele residencial ou industrial. principalmente levando-se em consideração conceitos e tendências voltados a automação industrial. uma técnica que tornou-se muito utilizada na atualidade. Estes equipamentos eletrônicos vem assumindo significativamente o lugar de sistemas previamente desenvolvidos. largamente utilizado em praticamente todos os segmentos. Olhando para o passado podemos claramente perceber o quanto estas técnicas tem contribuído para este fim.10 SOFT-STARTER 10. COMPARATIVO ENTRE MÉTODOS DE PARTIDA 10. a fim de ajustar a tensão de saída. que é comandada através de uma placa eletrônica de controle. Em particular nós iremos analisar e avaliar. Em nosso estudo faremos uma comparação entre estes vários sistemas e os que utilizam as soft-starters. 147 .2 PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO O funcionamento das soft-starters está baseado na utilização de tiristor es (SCR´s). Um dos mais claros exemplos são os sistemas de acionamento para motores de indução. conforme uma programação feita anteriormente pelo usuário. as chaves de partida soft-starters.1.

É constituída basicamente pelos SCRs e suas proteções. variamos o valor eficaz de tensão aplicada ao motor. A seguir faremos uma análise mais atenciosa de cada uma das partes individuais desta estrutura. e os TCs (transformadores de corrente). • O circuito RC representado no diagrama é conhecido como circuito snubber. o circuito de potência e o circuito de controle. e tem como função fazer a proteção dos SCRs contra dv/dt. a soft-starter controla a tensão da rede através do circuito de potência. • Os transformadores de corrente fazem a monitoração da corrente de saída permitindo que o controle eletrônico efetue a proteção e manutenção do valor de corrente em níveis pré-definidos (função limitação de corrente ativada).1 .10 SOFT-STARTER Figura 10. CIRCUITO DE POTÊNCIA Este circuito é por onde circula a corrente que é fornecida para o motor. constituído por seis SCRs. já que notamos nitidamente que podemos dividir a estrutura acima em duas partes. 148 . onde variando o ângulo de disparo dos mesmos.Blocodiagrama simplificado Como podemos ver.

totalmente digitais.1 Principais funções Além das características mostradas anteriormente as soft-starters também apresentam funções programáveis que permitirão configurar o sistema de acionamento de acordo com as necessidades do usuário.2 . que é através do controle da variação do ângulo de disparo da ponte de tiristores.3. Figura 10. 10. mais no sentido de oferecer uma opção mais barata para aplicações onde não sejam necessárias funções mais sofisticadas.2. sendo assim. Atualmente a maioria das chaves soft-starters disponíveis no mercado são microprocessadas. Graficamente podemos observar isto através da figura 10.3 PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS 10. uma tensão eficaz gradual e continuamente crescente até que seja atingida a tensão nominal da rede. sinalização e interface homem-máquina que serão configurados pelo usuário em função da aplicação.10 SOFT-STARTER CIRCUITO DE CONTROLE Onde estão contidos os circuitos responsáveis pelo comando. • Rampa de tensão na aceleração As chaves soft-starters tem uma função muito simples.Rampa de tensão aplicada ao motor na aceleração 149 . Alguns fabricantes ainda produzem alguns modelos com controle analógico. monitoração e proteção dos componentes do circuito de potência. gerar na saída da mesma. bem como os circuitos utilizados para comando.

10 SOFT-STARTER Atentem ao fato de que quando ajustamos um valor de tempo de rampa. implicando que o motor não produza nenhum conjugado na carga. isto não significa que o motor irá acelerar de zero até a sua rotação nominal no tempo definido por t a. respectivamente. 1 2 K = –––––– J . A melhor aproximação poderá ser alcançada através do cálculo do tempo de aceleração do motor. etc . Graficamente podemos ver observar a figura 10. ω (1) 2 onde. Na parada por inércia. K = energia cinética (Joules) J = momento de inércia total (Kg. o qual será mostrado posteriormente. 150 . momento de inércia da carga refletida ao eixo do motor. irá perdendo velocidade. a soft-starter leva a tensão de saída instantaneamente a zero. Isto na realidade dependerá das características dinâmicas do sistema motor/carga. que por sua vez. atuação da função de limitação de corrente. por inércia ou controlada. como por exemplo: sistema de acoplamento.3. Tanto o valor do pedestal de tensão.m 2) ω = velocidade angular (rad/s) Na parada controlada a soft-starter vai gradualmente reduzindo a tensão de saída até um valor mínimo em um tempo pré-definido. A equação (1) mostra matematicamente como podemos expressar esta forma de energia. • Rampa de tensão na desaceleração Existem duas possibilidades para que seja executada a parada do motor. quanto o de tempo de rampa são valores ajustáveis dentro de uma faixa que pode variar de fabricante para fabricante. até que toda energia cinética seja dissipada. e de tensão de partida (pedestal). e qual o melhor valor de tensão de pedestal para que o motor possa garantir a aceleração da carga. Não existe uma regra prática que possa ser aplicada para definir qual deve ser o valor de tempo a ser ajustado.

e assim acelerar a carga. Nestes casos.4. Como podemos ver na figura 10. além da própria bomba. • Kick Start Existem cargas que no momento da partida exigem um esforço extra do acionamento em função do alto conjugado resistente. Podemos citar como exemplo bombas centrífugas. Este tipo de recurso é muito importante para aplicações que devem ter uma parada suave do ponto de vista mecânico. isto é possível utilizando uma função chamada “Kick Start”. este irá perder conjugado. transportadores. o aumento do escorregamento faz com que o motor perca velocidade. No caso particular das bombas centrífugas é importantíssimo minimizar-se o efeito do “golpe de aríete”. Deve-se ter muito 151 . Se o motor perde velocidade a carga acionada também perderá. etc. que pode provocar sérios danos a todo o sistema hidráulico.Perfil de tensão na desaceleração O que ocorre neste caso pode ser explicado da seguinte maneira: Reduzindo-se a te nsão aplicada ao motor. normalmente a soft-starter precisa aplicar no motor uma tensão maior que aquela ajustada na rampa de tensão na aceleração.3 .10 SOFT-STARTER Figura 10. suficiente para vencer o atrito. esta função faz com que seja aplicado no motor um pulso de tens ão com amplitude e duração programáveis para que o motor possa desenvolver um conjugado de partida. a perda de conjugado reflete no aumento do escorregamento. comprometendo componentes como válvulas e tubulações.

• Limitação de corrente Na maioria dos casos onde a carga apresenta uma inércia elevada. Na figura 10. a corrente de partida irá atingir valores muito próximos daqueles registrados no catálogo ou folha de dados do motor.10 SOFT-STARTER cuidado com esta função. é utilizada uma função denominada de limitação de corrente. mesmo que por um pequeno intervalo de tempo.5 podemos observar graficamente como esta função é executada. desta forma. já que ela poderá ser mal interpretada e. comprometer a definição com relação ao seu uso. Esta função faz com que o sistema rede/soft-starter forneça ao motor somente a corrente necessária para que seja executada a aceleração da carga. inclusive o do próprio sistema de acionamento. Isto é claramente indesejável. pois ela somente deverá ser usada nos casos onde ela seja estritamente necessária. 152 . Figura 10. seja eletricamente. seja mecanicamente. Desta forma podemos considerar este recurso como sendo aquele que deverá ser usado em última instância. pois a utilização da softstarter nestes casos advém da necessidade de garantirse uma partida suave.Representação gráfica da função “Kick Start” Devemos observar alguns aspectos importantes relacionados com esta função. ou quando realmente ficar óbvia a condição severa de partida.4 . Como a tensão de partida poderá ser ajustada próximo da tensão nominal.

10 SOFT-STARTER Figura 10. Em termos práticos.5 . por exemplo. onde normalmente é 153 . podemos dizer que esta função é a que deverá ser utilizada após não obter-se sucesso com a rampa de tensão simples. seja necessário ajustar uma rampa de tensão de tal forma que a tensão de partida (pedestal) próximo aos níveis de outros sistemas de partida como. • Pump control Esta função é utilizada especialmente para a aplicação de partida soft-starter em sistemas de bombeamento. Ocorre então a necessidade de se impor um valor limite de corrente de partida de forma a permitir o acionamento do equipamento bem como de toda a indústria. as chaves compensadoras. Normalmente nestes casos a condição de corrente na partida faz com o sistema de proteção da instalação atue. não sendo isto de forma alguma um fator proibitivo na escolha do sistema de partida. viabiliza a partida de motores em locais onde a rede se encontra no limite de sua capacidade. A limitação de corrente também é muito utilizada na partida de motores cuja carga apresenta um valor mais elevado de momento de inércia.Limitação de corrente Este recurso é sempre muito útil pois garante um acionamento realmente suave e. melhor ainda. ou mesmo quando para que o motor acelere a carga. impedindo assim o funcionamento normal de toda a instalação. Trata-se na realidade de uma configuração específica (pré-definida) para atender este tipo de aplicação.

Equilíbrio entre conjugado e tensão 154 . haverá uma redução do conjugado com uma redução de tensão.6 . reduz a tensão aplicada aos terminais do motor de modo que a energia necessária para suprir o campo seja proporcional à demanda da carga. o ponto de operação passará a ser o ponto A|. Por ser um motor onde o conjugado desenvolvido é proporcional ao quadrado da tensão aplicada. Quando a tensão no motor está em seu valor nominal e a carga exige o máximo conjugado para o qual o motor foi especificado. quando ativada. Caso esta tensão seja devidamente reduzida.6. a demanda de corrente reduzirá e o ponto de operação se moverá junto à curva para o ponto B. A rampa de tensão na desaceleração é ativada para minimizar o golpe de aríete. conforme a figur a 10. • Economia de energia Uma soft-starter que inclua características de otimização de energia simplesmente altera o ponto de operação do motor. a velocidade (rotação) aumentará ligeiramente. prejudicial ao sistema como um todo. Esta função. o ponto de operação será definido pelo ponto A. São habilitadas também as pro teções de seqüência de fase e subcorrente imediata (para evitar o escorvamento).10 SOFT-STARTER necessário estabelecer uma rampa de tensão na aceleração. uma rampa de tensão na desaceleração e a habilitação de proteções. Figura 10. Se carga diminui e o motor for alimentado por uma tensão constante.

diga-se de passagem. o que atualmente em virtude da crescente preocupação com o desperdício de energia e fator de potência. principalmente. Figura 10. pois estas também podem garantir ao motor toda a proteção necessária. Cabe destacar que este tipo de otimização de energia possui alguns inconvenientes. vem sendo evitado a todo custo. Isto.3. No caso as harmônicas podem ocasionar problemas relativos a danos e redução da vida útil de capacitores para correção de fator de potência. a geração de tensões e correntes harmônicas e variações no fator de potência. Normalmente quando uma proteção atua é emitida uma mensagem de erro específica para permitir ao usuário reconhecer o que exatamente ocorreu.2 Proteções A utilização das soft-starters não fica restrita exclusivamente a partida de motores de indução. 10.Proteção de sobrecorrente imediata 155 . A seguir estão relacionadas as principais proteções que as soft-starters oferecem.10 SOFT-STARTER Em termos práticos pode-se observar uma otimização com resultados significativos somente quando o motor está operando com cargas inferiores a 50% da carga nominal. sobreaquecimento de transformadores e interferências em equipamentos eletrônicos. • Sobrecorrente imediata na saída Ajusta o máximo valor de corrente que a soft-starter permite fluir para o motor por período de tempo préajustado (via parametrização).7 . é muito difícil de encontrar-se pois estaríamos falando de motores muito sobredimensionados.

Figura 10.S. por exemplo.15 156 .Proteção de subcorrente imediata • Sobrecarga na saída (Ixt) Supervisiona as condições de sobrecarga conforme a classe térmica selecionada. Figura 10. sistemas de bombeamento. protegendo o motor termicamente contra sobrecargas aplicadas ao seu eixo. esta função é muito utilizada para proteção de cargas que não possam operar em vazio como.Característica de sobr ecarga para F.9 .10 SOFT-STARTER • Subcorrente imediata Ajusta o mínimo valor de corrente que a soft-starter permite fluir para o motor por período de tempo préajustado (via parametrização).8 . = 1.

o termostato irá comutar fazendo com que a CPU bloqueie imediatamente os pulsos de disparo dos tiristores. Caso exista. • Falta de fase na rede Detecta a falta de uma fase na alimentação da softstarter e bloqueia os pulsos de disparo dos tiristores. podemos citar o acionamento para bombas. • Seqüência de fase invertida Alguns modelos de soft-starters irão operar somente se a seqüência de fase estiver correta. a CPU executa uma rotina de auto diagnose e verifica os circuitos essenciais. Caso haja alguma irregularidade. Interferência eletromagnética também pode causar a 157 . • Falta de fase no motor Detecta a falta de uma fase na saída da soft-starter e bloqueia os pulsos de disparo dos tiristores. é que qualquer operação de reversão deverá ser feita na saída da chave. • Falha nos tiristores Detecta se algum dos tiristores está danificado. onde também estão montados os tiristores. bloqueia os pulsos de disparo e envia uma mensagem de erro através do display. Caso a temperatura do dissipador superar 90 °C. • Erro na CPU (watchdog) Ao energizar-se. Uma desvantagem dos modelos que são sensíveis a mudança da seqüência de fase. serão bloqueados os pulsos de disparo dos tiristores e será enviada uma mensagem de erro através do display. Esta proteção pode ser habilitada para assegurar que cargas sensíveis a inversão do sentido de giro não sejam danificadas.10 SOFT-STARTER • Sobretemperatura nos tiristores (medida no dissipador) Monitora a temperatura no circuito de potência através de um termostato montado sobre o dissipador de alumínio. como exemplo. enviando uma mensagem de erro que será mostrada no display.

158 . seja aceito. • Erro de comunicação serial Impede que um valor alterado ou transmitido incorretamente através da porta de comunicação serial. 10. sondas térmicas. etc. • Defeito externo Atua através de uma entrada digital programada.3 Acionamentos típicos Veremos a seguir os acionamentos tipicamente configuráveis nas chaves soft-starters. • Erro de programação Não permite que um valor que tenha sido alterado incorretamente seja aceito. sendo alguns deles utilizados em sistemas um pouco mais sofisticados. pressostatos. como por exemplo.3. relés auxiliares. Normalmente ocorre quando se altera algum parâmetro com o motor desligado e nas condições de incompatibilidade. São associados dispositivos de proteção externos para atuarem sobre esta entrada.10 SOFT-STARTER atuação desta proteção.

H.M. leituras e monitoração de status feitos via I. Acionamento sugestivo com comandos por entradas digitais a dois fios Figura 10.10 SOFT-STARTER • Básico / Convencional Todos os com andos.Diagrama simplificado de um acionamento básico Parâmetro P53 P54 P55 P61 * Padrão de fábrica Programação 1 2 oFF oFF 159 .10 .

11 .10 SOFT-STARTER • Inversão de sentido de giro Acionamento sugestivo com comandos por entradas digitais a três fios e troca do sentido de giro Figura 10.Diagrama do acionamento com inversão de sentido de giro Parâmetro P04 P51 P53 P54 P55 P61 Programação oFF 3 4 4 3 oFF 160 .

10

SOFT-STARTER

• Frenagem por injeção de corrente contínua Acionamento sugestivo com comandos por entradas digitais a três fios e frenagem cc

Figura 10.12 - Diagrama do acionamento com frenagem CC

Parâmetro P34 P35 P52 P53 P54 P55 P61

Programação Maior que oFF Ajuste de carga 3 4 2 3 OFF

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SOFT-STARTER

• By-pass Acionamento sugestivo com comandos por entradas digitais a três fios e contator de bypass

Figura 10.13 - Diagrama do acionamento com by-pass da chave

Parâmetro P43 P52 P53 P54 P55 P61

Programação ON 2 4 2 3 OFF

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SOFT-STARTER

• Multimotores / Cascata Acionamento sugestivo com comandos por entradas digitais para três motores

Figura 10.14 - Diagrama orientativo do acionamento tipo cascata

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SOFT-STARTER

10.4 PRINCIPAIS APLICAÇÕES PARA SOFT-STARTERS

Nos últimos anos as chaves soft-starters vêm sendo amplamente utilizadas em vários segmentos industriais, destacando-se em algumas aplicações como por exemplo, sistemas de bombeamento, ventiladores, exaustores, misturadores (pulpers), compressores, moinhos, etc. A partir de agora analisaremos os principais aspectos a serem considerados em cada uma das aplicações mais típicas, como definido a seguir : • • • • • Bombas centrífugas; Compressores; Ventiladores; Misturadores (pulpers); Moinhos, centrífugas, transportadores, etc.

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.... IP/I N ≤ 3.. Qu adrático • Momento de inércia ....... tipicamente I P/I N ≤ 3..... Baixo • Condição de partida ........... Baixo • Condição de partida ......0 • Comentários: 1) É a melhor aplicação para soft-starter 2) Função Pump Control minimiza golpe de aríete.................0 • Comentários: (1) (2) 165 ........ Quadrático (parafuso) ou Constante (alternativo) • Momento de inércia .......10 SOFT-STARTER BOMBAS CENTRÍFUGAS Características • Tipo de conjugado . COMPRESSORES Características • Tipo de conjugado ..

10 SOFT-STARTER VENTILADORES Características • Tipo de conjugado ....... Médio • Condição de partida ....15 ...... 2) A partida é feita normalmente com o damper fechado (sem carga). Figura 10...Curvas típicas de conjugado em função da rotação 166 ..... Qu adrático • Momento de inércia ....5 • Comentários: 1) Para grandes potências usar a limitação de corrente na partida.... IP/I N ≤ 3.....

.16 ........ 2) Dependendo do material.... Médio / Alto • Condição de partida ........ IP/I N ≤ 3..10 SOFT-STARTER MISTURADORES Características • Tipo de conjugado . envolvido no processo.5 • Comentários: 1) Conjugado resistente na partida pode ser muito alto......Curva típica de conjugado em função da rotação 167 .... Qu adrático • Momento de inércia ... o momento de inércia pode ser elevado. Figura 10..

..10 SOFT-STARTER MOINHOS Características • Tipo de conjugado ..... Médio / Alto • Condição de partida .. Constante • Momento de inércia ......... IP/I N ≤ 4... IP/I N ≤ 4.. Constante • Momento de inércia ................5 • Comentários: 1) Verificar se parte com ou sem carga. 2) Usar limitação de corrente na partida............ Elevado • Condição de partida ..........5 168 ... TRANSPORTADORES Características • Tipo de conjugado ......

....10 SOFT-STARTER • Comentários: 1) Utiliza rampas de tensão na aceleração e desaceleração.... 2) Utiliza limitação de corrente na partida.... Elevado • Condição de partida .5 • Comentários: 1) Utiliza a limitação de corrente de partida..... 169 ... 3) Verificar se ocorrem sobrecargas. IP/I N ≤ 4.. 2) Verificar o número de manobras (centrifugação por bateladas)... 4) Verificar se parte com ou sem carga... Line ar • Momento de inércia ....... CENTRÍFUGAS Características • Tipo de conjugado ....

10 SOFT-STARTER 10. o motor deverá ser capaz de produzir um conjugado dinâmico tal.5 CRITÉRIOS PARA DIMENSIONAMENTO Neste capítulo iremos estabelecer os critérios mínimos e necessários para efetuar-se o correto dimensionamento de uma chave soft-starter. Desta forma trataremos de verificar estes pontos e definir critérios que nos possibilitem especificar o modelo ideal de chave estática. o motor sofre algumas alterações nas suas características de conjugado em virtude de aplicarmos a ele uma tensão reduzida. acoplamento entre o motor e a carga. da carga. que seja este o suficiente para vencer o conjugado resistente da carga e a inércia refletida em seu eixo. Para podermos especificar uma soft-starter é muito importante obtermos algumas informações relacionadas principalmente com as características do motor. Em relação aos aspectos acima expostos devemos levantar os seguintes dados : Motor • Corrente nominal • Potência nominal • Tensão de alimentação • Número de pólos • Fator de serviço • Tempo de rotor bloqueado • Momento de inércia • Curva característica de conjugado em função da rotação Carga • Curva característica de conjugado em função da rotação • Tipo de acoplamento • Apresenta sobrecarga na partida ou em regime • Número de partidas por hora • Momento de inércia ou GD 2 170 . Devemos garantir que o motor ao ser acionado por uma chave soft-starter tenh a condições de acelerar a carga da rotação zero até sua rotação nominal (ou próximo disto) onde haverá então o equilíbrio. Fisicamente. condições de operação. rede de alimentação. do ambiente. Como vimos anteriormente. trazendo como principais benefícios a redução da corrente e do conjugado de partida respectivamente.

uma quando temos todas as informações disponíveis e outra quando não temos. Isto por sinal é muito comum pois. poeira. tensão de comando. corrosivos. Na maioria das vezes dispõe-se somente do tipo de máquina a ser acionado e a potência nominal do motor. Devemos frisar com relação aos dados do motor que a mais importante informação é a corrente nominal. Sabemos que. a chave será aplicada em máquinas mais antigas. umidade. Partindo desta realidade poderemos estabelecer duas situações possíveis. sendo desta forma possível determinar o tempo d e aceleração através da equação (3). sólidos ou gases inflamáveis. Veremos as duas independentemente e assim definiremos os critérios específicos a cada uma delas. Desta forma podemos estabelecer o primeiro critério de dimensionamento como a seguir: INOM soft-starter ≥ I NOM motor (5. muitas vezes. pois a corrente da soft-starter será dimensionada em relação a ela. maresia. agressividade (se existe a presença de líquidos. etc). sólidos em suspensão. SITUAÇÃO IDEAL Neste caso dispomos das curvas de conjugado por rotação da carga e o do motor. para que um motor elétrico suporte a condição de partida a seguinte 171 . • Característica do ambiente: temperatura. refrigeração. Também será possível referir o momento de inércia da carga ao eixo do motor para obtermos o momento de inércia total.1) Muitas vezes todas estas informações não estarão disponíveis e desta forma teremos que aplicar fatores para sobredimensionamento da soft-starter. Situação Normal Onde temos soment e algumas das informações. altitude. Adotaremos informalmente a seguinte denominação para nos referirmos à estas situações: Situação Ideal Onde temos disponíveis todas as informações.10 SOFT-STARTER Observações • Para montagem em painel definir: grau de proteção. retrofitting ou em ampliações das instalações.

tempo de rotor bloqueado. Para calcularmos o conjugado acelerante precisaremos calcular a área delimitada pelas curvas características de conjugado do motor e d a carga (figura 10. ∆n . pois esta informação pode ser obtida através do catálogo de motores ou folha de dados onde é considerado que no motor está sendo aplicada a tensão nominal.2) Onde. t A .10 SOFT-STARTER relação deve ser respeitada: t ≤ 0. Jcarga . Esta 172 .17). JT . Jmotor .momento de inércia total. t a . Para o cálculo do tempo de aceleração partimos da seguinte equação: J t = 2π . O momento de inércia total é calculado por: J =J T motor +J carga (5.rotação.tempo de aceleração.momento de in ércia da carga referida ao eixo do motor.conjugado acelerante.momento de inércia do motor.tempo de aceleração.3) Onde. t RB . a T ( ––––––– ) C A (5. CA . ∆n .4) Onde . Na condição acima devemos na verdade considerar o tempo de rotor bloqueado corrigido em função dos fatores de correção da corrente ou da tensão.80 x t a RB (5.

5) Onde A. D. e E são constantes inteiras e positivas dependentes das características do motor. B.10 SOFT-STARTER área pode ser calculada de diversas maneiras sendo analiticamente. pois seria necessário obter informações muito det alhadas da características elétricas do motor. C.5) seja uma aproximação válida e bastante razoável. que como visto anteriormente poderá ser 173 . para que assim possamos integrá-las entre os limites desejados.6) CR(n) dependerá da característica de conjugado da carga. A – Bn = ––––––––––––––––– 2 Cn – Dn + E C motor (5.17 . Figura 10. Para executar o cálculo de forma analítica deveremos conhecer as equações das duas curvas. se considerarmos ainda que a equação (5.Representação gráfica do conjugado acelerante Assim a área representada na figura acima poderia ser calculada pela resolução da seguinte expressão genérica: CA = ∫ n –––––––––––––––– dn – ∫ C R (n)dn Cn 2 – Dn + E 0 0 A – Bn n (5. A equação da curva de carga com um pouco de boa vontade poderá ser interpolada mas a do motor é muito difícil de conseguirmos. numericamente ou graficamente.

Somente deverá ficar esclarecido que antes de aplicar-se esta técnica.10 SOFT-STARTER classificada em um dos grupos específicos (constante. pois permite calcularmos o conjugado acelerante para qualquer que seja a característica de conjugado do motor e da carga.Técnica de integração numérica pela regra dos trapézios Apesar de trabalhosa. dependendo do número de subintervalos. Uma maneira interessante seria calcularmos esta área através de alguma técnica de integração numérica. Por simplicidade utilizaremos a integração pela técnica dos trapézios. esta técnica mostra-se muito eficiente e simples. linear. Figura 10. a curva de conjugado do motor deverá ser corrigida em função da variação da tensão aplicada. Vemos que será mais fácil buscarmos outra forma de calcularmos esta área sem a necessidade de recorrer a técnicas de integração muito complexas. hiperbólico ou não definido). Nitidamente pode-se perceber que haverá uma margem de erro no valor da área a ser calculada. sendo que os pontos de conjugado serão lidos diretamente da curva (ver figura 10. Podemos cons iderar que a variação da tensão aplicada ao motor obedece a seguinte relação: 174 .18 . Esta técnica consiste em dividirmos o intervalo de integração em N partes iguais e calcularmos a área do trapézio formado em cada um dos subintervalos Dn . mas no nosso caso perfeitamente tolerável. quadrático.18). através de fatores de redução.

19 ilustra esta consideração. UP = tensão de partida. De qualquer maneira para efeito de dimensionamento isto não nos trará nenhum inconveniente sendo t ambém uma aproximação relativamente satisfatória. n + U p n Nom 5.10 SOFT-STARTER UNom – U p U(n) = ( –––––––––––––––– ) . Na verdade o que nos diz a expressão (5. UNom = tensão nominal.19 .7) seria válido se tivéssemos um sistema de malha fechada de velocidade.Rampa de tensão aplicada ao motor na partida Podemos assim colocar estes valores em uma tabela de forma a facilitar a visualização dos resultados obtidos segundo o procedimento acima descrito. Figura 10.7 onde. n Nom = rotação nominal. A figura 10. onde a soft-starter receberia a leitura de velocidade do motor para que assim aplicasse a rampa de tensão. 175 .

8) O valor encontrado a partir da expressão (5. Aplicando estes valores na equação (5. teremos certeza de que o motor escolhido atende a condição de partida.2). Caso isto se verifique.8) deverá obedecer o que defin e a expressão (5.3) poderemos calcular os tempos de aceleração parciais para cada um dos subintervalos. Vamos agora aplicar este procedimento em um exemplo prático baseando-se em um uma aplicação real. Matematicamente podemos expressar isso através da seguinte relação: t a = Σ tan 0 N (5. sendo fornecidas as seguintes informações: 176 .1 .––––––– 2 2 n Nom CNom C RNom NOTA Todos os valores de conjugado na tabela acima foram referenciados ao conjugado nominal do motor por comodidade e por ser mais fácil trabalhar com valores dessa forma referenciados.Valores de conjugado Rotação C / C Nom (%) (motor) n0 C0 CRC / C Nom CA / C Nom C0 + C 1 ––––––– 2 C1 + C 2 ––––––– 2 C2 + C 3 ––––––– 2 CR0 + C R1 ––––––– 2 CR1 + C R2 ––––––– 2 CR2 + C R3 ––––––– 2 C R0 - n1 C1 C R1 - n2 ··· C2 ··· C R2 ··· - ··· CN-1 + C Nom CRN-1 + C RNom ––––––– .10 SOFT-STARTER Tabela 10. Bastará depois disso somarmos todos estes valores parciais obtendo assim o valor do tempo de aceleração total do motor.

7878 229.46366 CV.6594 191.281078 7.39183 0. A curvas de conjugado em fun ção da rotação.m) 229.8338 204. Neste caso aplicaremos o procedimento para uma bomba centrífuga que irá trabalhar em um ponto de operação definido pela vazão de 200 m 3/h e uma pressão de 21 mca.54 210. Chegamos a P c = 20.4117 197. com rendimento de 75%.11075 20.9072 99. ou melhor. fornecem o valor de conjugado requerido em dez pontos de rotação distintos. Lendo estes valores das curvas obtemos a tabela abaixo: Tabela 10.8 177 . Com estes dados podemos calcular a potência requerida pela bomba e assim determinar a potência do motor adequado ao acionamento da bomba.15931 52. da bomba e do motor.50259 40.0356 216.m) 36.38082 81. escolheremos um motor de 25 CV (valor comercial de potência normalizada).81349 3. OBSERVAÇÃO Ver anexo I.1a Pontos de conjugado resistente Rotação (% de n NOM ) 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 CRES (N.0444 184.95917 Conjugado do motor Cmotor (N.375647 13.54 255.45658 66. • Curvas com as características de conjugado e corrente do motor. • Folha de dados do motor.4864 29.10 SOFT-STARTER • Curva de conjugado da carga.2833 193.

23 137.1.10 SOFT-STARTER Os valores de conjugado do motor deverão ser corrigidos para a variação de tensão que será aplicada. já que conhecemos a rampa de tensão. Esta tabela apresentará os valores de conjugado acelerante médio para cada um dos intervalos de rotação definidos.22 31.5 48 54.35 22.63 79.63 43.27 158.70 106.21 99.1a) Rotação (% da n Nom ) 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 Tensão (% da U Nom ) 35 41.5 74 80.1b Os valores de conjugado do motor devem ser corrigidos através da seguinte relação: CMotor = (U/100) 2 x C motor (tirado da tabela 10. Desta forma podemos determinar os valores de conjugado corrigido para cada um dos pontos fornecidos.5 87 93.16 58. Aqui iremos considerar que o motor atinja a tensão nominal ao final da rampa de tensão aplicada pela softstarter.5 61 67.80 Com os valores de conjugado corrigidos podemos agora preencher uma tabela como a tabela 10. Podemos então montar a seguinte tabela: Tabela 10. Sabemos que conjugado do mot or varia com o quadrado da tensão aplicada. Esta tabela é mostrada a seguir: 178 .87 184.5 100 Cmotor (N.m) 14.

considerando esta situação. temos condição de calcular os tempos de aceleração parciais para cada um deles (através da equação 5.46 66.81 3.80 CRES (N.m) 23. Note que o conjugado será corrigido conforme a seguinte relação: 179 . Substituindo os valores nas respectivas equações chegamos ao seguinte resultado para o tempo de aceleração total : t a = 1.58 38.96 118.39 0.84 45.m) 28.10 SOFT-STARTER Rotação (% de n Nom ) 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 CMotor (N.85 54.82 72.54 56.3).38 81.90 124.28 7.65 99.75 193.50 40.75 80.59 117.11 20.38 13.16 52.04 161.23 65. e a partir daí calcularmos a tensão que deveria ser aplicada. Quando esta função está ativa devemos aplicar fatores para correção das curvas de conjugado e corrente do motor.24 45.m) 16.13 92. Uma alternativa válida seria a de considerarmos um valor de limitação de corrente.84 98.12 36. Para calcularmos o tempo de aceleração total basta utilizarmos a relação 5. Devemos lembrar que no procedimento usado no exemplo acima não consideramos a ativação da função “limitação de corrente” da soft-starter.56 Com os valores de conjugado acelerante médio para todos os intervalos de rotação.71 148. visto que o tempo de aceleração é muito pequeno em relação ao tempo de rotor bloqueado (corrigido).49 29. Podemos verificar que este motor terá condições de acelerar tranqüilamente a carga.8.93 56.08 s.96 Ca médio (N.

O valor encontrado através da relação (5. que poderá ser encontrado a partir da seguinte relação: I ef SSW = √ ––––––––––––––––––––– . t máx depende do modelo da soft -starter. Neste caso devemos comparar os valores obtidos através de (5.I ef (5.12 ) 180 .C – C n Rn (5. Isto pode ser feito através da seguinte relação: I = ef √ (I ) Lim x t + (360 – t ) a a ––––––––––––––––––––– . I máx máx (3) x t 2 + 360 – t 360 ( ) NomSSW (5.11) e os mesmos devem obedecer a seguinte relação: I efSSW ≥ k. Assim podemos atribuir um valor a I Lim e verificarmos se o valor de tensão aplicada ao motor é válido ou satisfatório. Para garantirmos o acionamento do motor devemos então calcular o valor de corrente eficaz para o regime de partida do motor utilizando o valor de corrente limite e tempo de aceleração total.10 SOFT-STARTER I C = ( ––––––– A I n Lim ) .10 ) Deve-se notar que a relação entre o valor da limitação e a corrente do motor nos informará diretamente a relação da tensão aplicada em relação a tensão nominal.11) onde.10) deverá ser comparado com o valor de corrente eficaz da softstarter. I (5.10) e (5.10 ) Nom 360 2 válido para um regime de partidas de 10 partidas por hora.

5 – 1. A tabela abaixo nos mostra estes fatores.0 1. Estabelecemos dessa maneira os procedimentos para dimensionamento de um acionamento com soft-starter para a situação denominada de Ideal. ou seja. pois este fator dificilmente supera o valor de 1.0 1.0 1. porém somente se necessário.10 SOFT-STARTER Poderá ainda ser usado na expressão (5.Critérios de Dimension amento Aplicação Bomba Centrífuga Compressores (parafuso) Compressores (alternativo) Ventiladores Carga Baixa Baixa Média Quadrático Inércia Baixa Baixa Baixa Média/Alta Fator 1.0 1. representado por k.8 1. Dessa forma estabeleceremos fatores de multiplicação que deverão ser aplicados a corrente nominal do motor. com número de partidas não superior a 10 partidas por hora.2 .12) um fator de segurança. Consideramos também. a inércia e conjugado resistente da carga referidos ao eixo do motor.0 NOTA Os valores acima são válidos para regime de serviço normal.8 – 2. assim seremos obrigados a considerar critérios de dimensionamento baseados em resultados empíricos. SITUAÇÃO NORMAL Na situação normal não poderemos dispor de informações mais detalhadas.2 (folga de 20% acima do calculado).0 1.5 Acima de 22 kW Misturadores (pulpers) Moinhos Transportadores Centrífugas Média Média/Alta Média/Alta Baixa Média Média Alta Muito Alta 1.8 – 2. Tabela 10.2 Até 22 kW 1. ou seja.8 – 2. 181 . colhidos através da experiência.

410 /220-440/2 (ver catálogo). • Procurando esta informação no catálogo de motores encontramos Inom = 253. • Logo a soft-starter indicada para este caso é a SSW-03. • Devemos considerar a corrente nominal do motor. • Assim devemos consi derar o valor de 1.82 A. 182 . • Devemos considerar a corrente nominal do motor. 2.76 A.88 A ⇒ 507. • Devemos considerar a corrente nominal do motor.580 /220-440/2 (ver catálogo).88 A.5x253.0. • Procurando esta informação no catálogo de motores encontramos I nom = 253.1 vemos que devemos considerar o fator 1.5. • Logo a soft-starter indicada para este caso é a SSW-03.255 /220-440/2 (ver catálogo).1 vemos que devemos considerar o fator 1. 3.88 A.88 A. • Pelo critério da tabela 5. • Pelo critério da tabela 5. 175 CV – IV pólos – 380 Volts – 60 Hz 1. Acionando uma bomba centrífuga em uma estação de tratamento de água.0x253. • Procurando esta informação no catálogo de motores encontramos I nom = 253. Acionando um transportador contínuo em uma empresa de mineração. • Pelo critério da tabela 5. Acionando um ventilador em uma câmara de resfriamento.88 A ⇒ 380.1 vemos que devemos considerar o fator 1. • Assim devemos consi derar o valor de 2.10 SOFT-STARTER Exemplos: Considerar um motor Weg.0. • Logo a soft-starter indicada para este caso é a SSW-03.

já que os mes mos com certeza irão danificar-se. Nestes casos é sempre oportuno consultar o fabricante da soft-starter para que este possa avaliar melhor a situação e assim indicar uma solução mais adequada. já que em virtude das poucas informações oferecidas é muito difícil garantir o acionamento. No caso de usar-se fusíveis de ação retardada. estaremos comprometendo de maneira muito severa o sistema como um todo.6 CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES É importante salientarmos alguns aspectos importantes relacionados a sistemas de acionamento com softstarters. principalmente o que está relacionado a proteção da chave. onde normalmente temos os capacitores de correção já conectados junto ao mot or. os mesmos não garantirão a integridade dos semicondutores. é o mais seguro e correto em termos de garantias. FUSÍVEIS Recomenda-se a utilização de fusíveis de ação ultrarápida para proteção da chave contra curto-circuitos. podemos utilizar uma das saídas digitais programáveis da própria chave para comandar o religamento dos capacitores. porém ela torna-se muito vulnerável a erros. Isto. a opção seja a de usar-se um circuito de comando independente da soft -starter. De maneira geral. CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA Devemos atentar aos casos onde é necessária a correção de fator de potência. serão gerados 183 . sem dúvidas. Caso.10 SOFT-STARTER Não há dúvida que esta maneira de dimensionar as soft-starters é muito mais simples. Visto que a chave é constituída basicamente de uma placa eletrônica de controle e de módulos de semicondutores de potência. 10. por exemplo. principalmente nos casos onde a correção é feita individualmente. Para a aplic ação de softstarters neste tipo de situação devemos garantir que durante a execução das rampas os capacitores estejam desconectados do circuito de saída entre a chave e o motor. os cuidados deverão ser redobrados já que se os capacitores forem acidentalmente conectados antes do final de execução da rampa de aceleração.

que poderão seguramente danificar de forma irreversível os semicondutores. CONTATOR DE ENTRADA Alguns modelos de chaves encontrados no mercado. providenciar a utilização de relés de sobrecarga individuais para cada um dos motores. seccionadoras. com a mesma ainda acionando o motor ou habilitada. Não esqueça que neste caso a soft-starter deverá ser dimensionada pela soma das correntes individuais de cada motor. os mesmos por serem semicondutores. terão como característica entrarem em curto quando danificados. em sua maioria modelos analógicos. ficando assim claro. Sempre ajustar de acordo com o motor utilizado e a corrente de operação do mesmo.10 SOFT-STARTER transitórios indesejáveis de corrente. ACIONAMENTOS MULTI-MOTORES Quando utilizar-se uma única soft-starter para o acionamento de vários motores (ao mesmo tempo).). O importante é lembrar que nos modelos digitais estes contatores são colocados em conformidade às normas. do ponto de vista relacionado a segurança do usuário. que se não tivermos um elemento de seccionamento no circuito de força. 184 . exigem a colocação de um contator no circuito de entrada da chave. DISPOSITIVOS DE SECCIONAMENTO NA SAÍDA Evite comutar dispositivos como contatores. chave seccionadora. As normas exigem que seja colocado um dispositivo de seccionamento do circuito de força (contator. pois no caso de uma falha na soft-starter (placa de controle) e a queima de um ou mais módulos de tiristores. PROTEÇÃO DE SOBRECARGA Não esqueça de ajustar corretamente os parâmetros relacionados com a proteção de sobrecarga. . conectados na saída da chave. Os modelos analógicos são distribuídos em função de terem um custo menor do que as chaves digitais que por sua vez não tem esta obrigatoriedade. não será possível desligar o motor sem que se tome uma atitude mais drástica e com certeza mais perigosa. disjuntor. no aspecto de segurança. etc. etc.

Matematicamente teremos a seguinte relação: I = T ∑I | N K 185 .20 .10 SOFT-STARTER IT I1 I2 I3 Figura 10.Figura ilustrativa para acionamento multimotor A corrente total (I T) é dada pelo somatório das correntes de todos os N motores.

que a corrente solicitada seja a mínima necessária para a partida. evitando desta forma o “Golpe de Ariete”. desta forma. “Pump Control”. A função incorporada. engrenagens. o torque produzido é ajustado à necessidade da carga. permite um eficaz controle sobre bombas. Com o ajuste adequado das variáveis. etc) • Aumento da vida útil do motor e equipamentos mecânicos da máquina acionada • Otimização automática de consumo de energia para aplicações com carga reduzida ou à vazio • Possibilidade de partida de várias motores. desaceleração e proteção de motores de indução trifásicos. polias. mediante o ajuste do ângulo de disparo dos tiristores. correias. garantindo. As Soft-Starters WEG. configurados em paralelo ou em cascata • Facilidade de operação. programação e manutenção via interface homem-máquina 186 . destinadas à aceleração. permite obter partidas e paradas suaves do mesmo. são produtos dotados de tecnologia de ponta e foram projetadas para garantir a melhor performance na partida e parada de motores de indução. A interface homem-máquina permite facil ajuste de parâmetros facilitando a posta em marcha. microprocessadas e totalmente digitais. apresentando-se como uma solução completa e de baixo custo. O controle da tensão aplicada ao motor.10 SOFT-STARTER 10. BENEFÍCIOS • Proteção eletrônica integral do motor • Relé térmico eletrônico incorporado • Interface Homem-Máquina incorporada • Função “ Kick-Start ” para partida de cargas com elevado atrito estático • Função “Pump Control” para controle inteligente de sistemas de bombeamento • Evita o “Golpe de Ariete” em bombas • Limitação de picos de corrente na rede • Limitação de quedas de tensão na partida • Eliminação de choques mecânicos • Redução acentuada dos esforços sobre os acoplamentos e dispositivos de transmissão (redutores.7 INTRODUÇÃO – SOFT-STARTER SSW-03 PL US / SSW-04 Soft-Starters são chaves de partida estática.

10 SOFT-STARTER • Simplificação da instalação elétrica • Comunicação serial RS-232 incorporada • Comunicação em Redes FieldBus: ProfiBus DP. cUL e CE PRINCI PAIS APLICAÇÕES • Bombas Centrífugas / Alternativas (Saneamento / Irrigação / Petróleo) • Ventiladores / Exaustores / Sopradores • Compressores de Ar / Refrigeração (Parafuso / Pistão) • Misturadores / Aeradores • Centrífugas • Britadores / Moedores • Picadores de Madeira • Refinadores de Papel • Fornos Rotativos • Serras e Plainas (Madeira) • Moinhos (Bolas / Martelo) • Transportadores de Carga * Correias / Cintas / Correntes * Mesas de Rolos * Monovias / Nórias * Escadas Rolantes * Esteiras de Bagagem (Aeroportos) * Linhas de Engarrafamento 187 .(somente para SSW-03 Plus) • Totalmente digital / Microcontrolador 16 Bits • Operação em ambientes de até 55 ºC • Certificações Interna cionais UL. DeviceNet ou ModBus RTU (opcionais) • Programação e monitoração via microcomputador PC com software SUPERDRIVE (opcional) • Possibilidade de ligação padrão (3 cabos) ou ligação dentro do delta do motor (6 cabos) .

Aceleração . Tensão plena . Em economia de energia INTERFACE HOMEM-MÁQUINA Liga soft-starter Desliga soft-starter Reseta erros na soft-starter Incrementa o número ou conteúdo do parâmetro Decrementa número ou conteúdo do parâmetro Comuta display entre o número do parâmetro e o seu conteúdo ♦ IHM-3P → Interface Homem-Máquina destacável.10 SOFT-STARTER IHM-3P LED que indica que a Soft-Starter iniciou partida ou parada LED indica estado da Soft-Starter: . com possibilidade de fixação local ou remota (até 3 metros). 188 . Desaceleração .

10 SOFT-STARTER TIPOS DE LIGAÇÃO (SOFT-STARTER → MOTOR) LIGAÇÃO PADRÃO (3 cabos) LIGAÇÃO DENTRO DO DELTA DO MOTOR (6 cabos) Motor em Estrela Motor em Triângulo Soft-Starter dentro do Delta do motor ISoft-Start er = ITotal consumida ISoft-Start er = I Total consumida SSW-03 e SSW-04 √3 SSW-03 IMPOR TANTE 1) A ligação tipo ligação dentro do delta do motor (6 cabos) é possível somente com as Soft-Start ers SSW03 Plus. ou seja. para um mesmo tamanho de Soft-Starter na utilização da ligação tipo ligação dentro do delta do motor (6 cabos). 3) Para uma mesma potência de motor. 189 MOTOR 220 / 380V 380 / 460V 440 / 760V 220 / 380 / 440 / 760V Ligação 6 cabos 220V 380V 440V 220 / 440V . 2) Na ligação convencional do tipo padrão (3 cabos) o motor pode ser conectado tanto em ligação Estrela como em Triângulo. com a Soft-Starter dentro do Delta do Motor. na ligação tipo ligação dentro do delta do motor (6 cabos). pode-se acionar um motor de potência 73% maior do que na ligação tipo padrão (3 cabos). a SoftStarter é 43% menor do que a Soft-Starter necessária na ligação tipo padrão (3 cabos).

MIW-02 MFW-01 MIW-02 190 . CLP REDES “FIELDBUS” MFW-01 MIW-02 MIW-02 MIW-02 . características exigidas em aplicações de sistemas complexos e/ou integrados. as redes de comunicação rápidas conferem elevada performance de atuação e grande flexibilidade operacional. podendo ser: • ProfiBus DP • DeviceNet • ModBus RTU FIELDBUS Destinadas principalmente a integrar grandes plantas de automação industrial... As soft-starters SSW-03 Plus e SSW-0 podem se 4 interligar as redes de comunicação do tipo “FieldBus “ através de Módulos FieldBus WEG.10 SOFT-STARTER REDES DE COMUNICAÇÃO “FieldBus” Interligação em Redes Rápidas As soft-starters SSW-03 Plus e SSW-04 podem opcionalmente ser interligados em redes de comunicação rápidas “FieldBus ”. através dos protocolos padronizados mais difundidos mundialmente. de acordo com o protocolo desejado.

40 ºC CV 75 125 150 175 200 250 300 350 400 450 550 650 800 1000 150 200 250 300 350 400 500 600 700 850 1000 1200 1350 1750 175 250 300 350 400 500 600 700 850 950 1150 1400 1600 2050 225 300 400 450 550 650 750 900 1100 1250 1500 1800 2100 2650 (A) 55 ºC 100 145 170 255 290 290 380 475 500 550 620 800 850 1800 100 145 170 255 290 290 380 475 500 550 620 800 850 1080 100 145 170 255 290 290 380 475 500 550 620 800 850 1080 100 145 170 255 290 290 380 475 500 550 620 800 850 1080 Ta = 0.55 ºC CV 40 50 75 100 125 125 150 200 200 225 250 300 350 450 75 100 125 175 200 200 270 350 370 400 450 600 650 800 75 100 125 200 250 250 300 400 430 450 500 700 750 900 100 150 176 250 300 300 400 500 550 600 700 850 950 1200 Ligação no Delta (6 cabos) Ta = 0.......SSW-03 Plus SOFT-STARTER SSW-03 Plus Nominal Modelo 40 ºC 120 / 240-440 170 / 220-440 205 / 220-440 255 / 220-440 290 / 220-440 340 / 220-440 410 / 220-440 475 / 220-440 580 / 220-440 670 / 220-440 800 / 220-440 950 / 220-440 1100 / 220-440 1400 / 220-440 120 / 220-440 170 / 220-440 205 / 220/440 255 / 220-440 290 / 220-440 340 / 220-440 410 / 220-440 475 / 220-440 580 / 220-440 670 / 220-440 800 / 220-440 950 / 220-440 1100 / 220-440 1400 / 220-440 120 / 220-440 170 / 220-440 205 / 220-440 255 / 220-440 290 / 220-440 340 / 220-440 410 / 220-400 475 / 220-440 580 / 220-440 670 / 220-440 800 / 220-440 950 / 220/-440 1100 / 220-440 1400 / 220-440 120 / 460-575 170 / 460-575 205 / 460-575 255 / 460-575 290 / 460-575 340 / 460-575 410 / 460-575 475 / 460-575 580 / 460-575 670 / 460-575 800 / 460-575 950 / 460-575 1100 / 460-575 1400 / 460-575 120 170 205 255 290 340 410 475 580 670 800 950 1100 1400 120 170 205 255 290 340 410 475 580 670 800 950 1100 1400 120 170 205 255 290 340 410 475 580 670 800 950 1100 1400 120 170 205 255 290 340 410 475 580 670 800 950 1100 1400 MOTOR MÁXIMO APLICÁVEL (1) Ligação Padrão (3 cabos) Tensão Ta = 0.55 ºC Tamanho CV 75 100 125 175 200 200 250 330 350 400 450 550 600 750 125 175 200 300 350 350 450 600 630 700 750 1000 1050 1350 150 200 250 350 400 400 550 650 700 800 900 1150 1250 1550 175 270 300 450 550 550 700 900 950 1050 1150 1500 1600 2050 (V) CV 50 75 85 100 125 140 150 200 250 270 300 400 450 600 75 125 150 175 200 250 300 350 400 450 550 750 800 1000 100 150 170 200 250 270 350 400 500 550 700 800 900 1200 125 150 220 250 300 350 450 500 600 750 850 1100 1200 1500 kW 37 77 63 75 90 103 110 150 185 200 220 300 330 450 55 90 110 130 150 185 220 260 300 330 400 550 600 730 75 110 125 150 185 200 260 300 370 400 500 600 660 900 90 110 160 185 220 250 330 370 450 550 690 800 900 1100 kW 30 37 55 75 90 90 110 150 150 166 185 220 260 330 55 75 90 130 150 150 200 260 270 300 330 450 475 600 55 75 90 150 185 185 220 300 315 330 370 500 550 660 75 110 130 185 220 220 300 370 400 450 500 630 700 900 kW 55 90 110 130 150 185 220 260 300 300 400 475 600 730 110 150 185 220 260 300 370 450 500 630 730 900 1000 1300 130 185 220 260 300 370 450 500 630 700 850 1050 1200 1500 165 220 300 330 400 475 550 660 800 920 1100 1300 1550 1950 kW 55 75 90 130 150 150 185 240 260 300 330 400 450 550 90 130 150 220 260 150 330 450 470 500 550 730 770 1000 110 150 185 260 300 300 400 476 500 600 660 850 920 1150 130 200 220 330 400 400 500 660 700 770 850 1100 1200 1500 0 1 2 3 4 5 6 7 0 1 2 3 4 5 6 7 0 1 2 3 4 5 6 7 0 1 2 3 4 5 6 7 220 220 / 230 / 380 / 400 / 415 / 440 V 380 440 460 / 480 / 575 V 575 191 .10 Tensão da Rede SOFT-STARTER Tabela de Especificação .40 ºC Ta = 0...

2 15 22 30 45 11 18.5 22 37 9.5 20 30 40 60 15 25 40 50 75 Tamanho 55°C 16 27 38 52 80 16 27 38 52 80 16 27 38 52 80 16 27 38 52 80 kW 4.5 15 22 30 45 9. número de partidas/hora e tipo de carga. Para aplicações com cargas pesadas e/ou condições severas.60 Hz.5 11 18. (3) Potências máximas de motores para Soft-Starters operando em ambiente com temperatura máxima de 55°C.5 30 37 55 2 1 2 1 2 1 2 1 220 / 230 / 240 / 380 / 400 / 415 / 440 V 60 / 220-440 85 / 220-440 16 / 220-440 30 / 220-440 45 / 220-440 60 / 220-440 85 / 220-440 16 / 220-440 30 / 220-440 45 / 220-440 60 / 220-440 85 / 220-440 16 / 460-575 460/480/ 575 V 30 / 460-575 45 / 460-575 60 / 460-575 85 / 460-575 NOTAS: (1) As potências indicad as nas tabelas (SSW-04 e SSW-03) são para ca rgas suaves do tipo bomb as entrífugas e compresso res.10 SOFT-STARTER Tabela de especificação .55°C (3) CV 6 10 15 20 30 10 15 25 30 50 12.2 15 22 37 55 11 22 30 45 55 kW 4.2 9. com base em motores WEG de IV pólos . O dimensio namento de Soft-Starters é feito com base nos dados da curva de carga.4 7.4 7. (2) Potências máximas de motores para Soft-Starters operando em ambiente com temperatura máxima de 40°C.. consul tar a WEG..5 11 15 22 7.SSW-04 Tensão da Rede SOFT-STARTER SSW-04 Modelo 16 / 220-440 30 / 220-440 45 / 220-440 MOTOR MÁXIMO APLICÁVEL Tensão (V) Ta=0.0 17 20 42 50 59 64 72 180 224 480 530 605 655 705 855 1210 SSW-03 PLUS 521 571 679 192 .5 11 15 22 7..5 20 440 30 50 75 15 30 575 40 60 75 (1) Inominal (A) 40°C 16 30 45 60 85 16 30 45 60 85 16 30 45 60 85 16 30 45 60 85 Ta=0..40°C (2) CV 6 10 220 15 20 30 10 20 380 30 40 60 12. Dimensões e Pesos ALTURA (mm) SÉRIE TAMANHO LARGURA “L” (mm) “H” (IP 00) “H2” (c/ kit IP 20) PROFUNDIDADE “P” (mm) PESO (kg) SSW-04 1 2 0 1 2 3 4 5 6 7 140 275 365 605 720 886 961 1011 1111 1288 - 199 283 244 257 315 325 345 431 5.

: 2 / 3 / 4 – PL* SSW-04.1400 A 3 Faixa de Tensão da Rede de Alimentação 220-440V 460-575V 4 Tensão Eletrônica / Ventilação 1 ⇒ 110-120 V ** 2 ⇒ 220-230 V 193 ..290/460-575/I .10 SOFT-STARTER Codificação 1 Ex..60/220-440/2 SSW-03.85 A SSW-03 Plus ⇒ 120.PL * Somente para SSW-03 Plus ** Exceto para SSW-03 Plus (1 100 e 1400A) 1 Linha Soft-Starter SSW-04 SSW-03 Plus 2 Corrente NOminal da Soft-Starter SSW-04 ⇒ 16...

. 65 Hz ) Eletrônica / Ventilação Versão 1: 110 / 120 Vca e Versão 2: 220 / 230 Vca Gabinete Metálico SSW-04: IP 20.01 / MR ModiBus RTU Comando Liga... ] Corrente de saída ( motor ) – [ % da I nominal ] Cos ϕ da carga – [ 0. 55 °C – Com redução na corrente/potência de saída (Vide tabela de corrente/potência ) Umidade 0 . 15. 240 segundos Degrau de tensão na desaceleração programável 100 . 0. Digitais 4 Entradas programáveis isoladas ( fotoacopladas ) : 24 Vcc Analógicas 1 Entrada diferencial programável (10 bits): 0.. 200 % da Corrente Nominal Função JOG ( impulso momentâneo ) 25 . 575 V IHM-3P Opcionais Interface Homem-Máquina Remota ( LED’s ) SUPERDRIVE Software de programação via PC MAC-0X Módulo de aquisição de corrente (para SSW-03) KIT IP20 Kit de montagem IP 20 Adicional RF ... 40 % da Tensão Nominal Limitação de corrente de partida programável OFF. 90 %.. 4000 m – Com redução na corrente de saída de 1% / 100 m acima de 1000 m Cor Tampa: cinza claro RAL 7032 Gabinete: cinza escuro RAL 7022 Segurança Norma UL 508 – Equipamentos de Controle Industrial Baixa Tensão Norma EN 60947-4-2 . 30 segundos Pulso de tensão na partida programável Nível : 70 .. 600 segundos Classe térmica de proteção sobrecarga do motor 5. 1..2 ... SSW-03 Plus: IP 00 (Padrão) ou IP 20 (Opcional com kit) Método Variação da tensão sobre a carga ( motor ) Tipo de Alimentação Fonte chaveada ( SSW-04 ) . 250 ] Temperatura dissipador (SSW-04) – [ °C ] Temperatura 0 . 20... 0.10 SOFT-STARTER Características Técnicas ALIMENTAÇÃO Tensão GRAU DE PROTEÇÃO CONTROLE Modelo 220-440 : 220 / 230 / 240 / 380 / 400 / 415 / 440 V ( + 10 % .....00 ... 1 ... 50 % da Tensão Nominal Duração : 1 ..01 / DN DeviceNet ComunicaçãoFieldBus MFW .. -1M Filtro EMC (somente para SSW-04) MFW .15 % ) Modelo 460-575 : 460 / 480 / 525 / 575 V ( + 10 % .. -DLC/RF .. 10 . 25 e 30 Fator de serviço do motor 0. – USA CE ( Europa ) Certificado pelo ITS – UK REGIME DE PARTIDA ( 10 Partidas / Hora ) ENTRADAS SAÍDAS COMUNICAÇÃO SEGURANÇA FUNÇÕES / RECURSOS INTERFACE HOMEM – MÁQUINA CONDIÇÕES AMBIENTE ACABAMENTO CONFORMIDADES/ NORMAS CERTIFICAÇÕES Dados sujeitos à alterações sem aviso prévio. 10 segundos Proteção de sobrecarga ( motor ) programável OFF... 500 % da Corrente Nominal Sobrecorrente imediata programável 32 . 10...20mA ou 4. ) durante 20 s (SSW-04) e 30 s (SSW-03) Pesado 450 % ( 4. DeviceNet ou ModBus RTU (opcionais) Proteções Sobrecorrente imediata na saída ( motor ) Falta de fase na alimentação Subcorrente na saída ( motor ) Falta de fase na saída ( motor ) Sobrecarga na saída ( motor ) – I 2 t Falha no tiristor Sobretemperatura nos tiristores / dissipador Erro na CPU ( Watchdog ) Sequência de fase invertida Erro de programação Defeito externo Erro de comunicação serial Standard ( Padrão ) Interface Homem-Máquina incorporada ( destacável ) – Display de LED’s 7 segmentos Senha de habilitação de programação Auto-diagnóstico de defeitos Função PUMP CONTROL ( proteção contra Golpe de Ariete em bombas ) Função ECONOMIA DE ENERGIA Relé para função de B Y-PASS da soft-starter Inversão de sentido de giro por entrada digital programável ( via contatores externos ) Interface serial RS-232 Tensão inicial ( pedestal ) programável 25 .99 ] Potência ativa fornecida à carga – [ kW ] Back-up dos 4 últimos erros Potência aparente fornecida à carga – [ kVA ] Versão de software da Soft-Starter Estado da proteção térmica – [ 0 . 50 % da Tensão Nominal Auto-Reset de erros programável OFF.... 20 segundos Subcorrente imediata programável 20 . 40 °C – Condições normais de operação à corrente nominal 40 ...... sem condensação Altitude 0 . 2 segundos Frenagem CC ( injeção de corrente contínua ) Nível : 30 ... Fonte linear ( SSW-03 ) CPU Microcontrolador de 16 Bits Normal 300 % ( 3 x Inom.01 / PD ProfiBus DP Unidades para Redes de MFW .10 Vcc ( Exceto para SSW-04 ) Interface Serial RS-232 Redes “FieldBus” Unidades p/ comunicação em redes ProfiBus DP.80 ...10Vcc.. . 194 . 600 segundos Auto-Reset da memória térmica programável OFF..20mA (Exceto SSW-04) Relé 2 Saídas programáveis ( NA ) : 250 V / 1 A 1 Saída ( Reversor = NA + NF ) : 250 V / 1 A – Defeitos Analógicas 1 Saída programável ( 8 bits ) : 0.) durante 20 s (SSW-04) e 30 s (SSW-03) com redução de 33% na Inom.. LVD 73 / 23 / EEC – Diretiva de baixa tensão EMC EMC diretiva 89 / 336 / EEC – Ambiente industral ( com filtro adici onal para SSW-04 ) i UL(USA)/cUL(Canadá) Underwriters Laboratories Inc.... 0. 240 segundos Rampa de desaceleração programável OFF. Desliga / Reset. e Parametrização ( Programação de funções gerais ) Incrementa e Decrementa parâmetros ou seu conteúdo Supervisão ( Leitura ) Corrente de saída ( motor ) – [ A ] Tensão de saída – [ 0 .... 90 % da Tensão Nominal Rampa de aceleração programável 1 . 440 V e 460 .15 % ) Frequência 50 / 60 Hz +/...... 200 % da Corrente Nominal Tempo de sobrecorrente imediata programável OFF.... 1 . ....5 x Inom.. 2 .. 1000 m – Condi ções normais de oper ção à corrente nominal a 1000 . 150 .50 Tensão nominal de linha da rede programável 220 . 100 % U nom.5 Hz ( 45 ..... 30 . 1 . 90 % da Tensão Nominal ( KICK – START ) Duração : OFF.... 190 % da Corrente Nominal Tempo de subcorrente imediata programável OFF.

através do controle da tensão aplicada ao motor. A Soft-Starter SSW-05 Plus já incorpora todas as proteções para seu motor e létrico.05 são compactas. programação e manutenção • Simplificação da instalação elétrica • Operação em ambientes de até 55 °C MODELOS 3 a 30A 45 a 85A 195 . engrenagens. contribuindo para a otimização de espaços em painéis elétricos. projetadas para a aceleração.8 SOFT-STARTER SSW-05 Soft-Starters são chaves de partida estática. desaceleração e proteção de motores elétricos de indução trifásicos. As chaves Soft-Starters SSW . As Soft-Starters Weg SSW . simplifica as atividades de Posta-em-M archa e operação do dia-a-dia. polias. correias. Permitindo fácil ajuste. etc) • Aumento da vida útil do motor e equipamentos mecânicos da máquina acionada pela eliminação de choques mecânicos • Otimização automática de consumo de energia para aplicações com carga reduzida ou à vazio • Facilidade de operação.05. BENEFÍCIOS • Função “Kick-Start” para partida de cargas com elevado atrito inicial • Redução acentuada dos esforços sobre os acoplamentos e dispositivos de transmissão (redutores. com controle DSP (Digital Signal Processor) foram projetadas para fornecer ótima performance na partida e parada de motores com excelente relação custo-benefício.10 SOFT-STARTER 10.

Tensão de Alimentação 2246 4657 T= Trifásica Ex. 460 V 460 .Software especial 00 = Sx = 9 .Idioma do manual do produto P = Português E = Inglês S = Espanhol Standard Plus Standard (não há) Opcional versão x (H1 ..Fim de código Z = 196 . 575 V 00 7 00 8 Z 9 1 . tempo de aceleracação e desaceleração..Família SSW-05 2 ..Entrada de alimentação 4 ..Hardware especial 00 = Hx= 8 . Sn) dígito indicador de final de código 6 .: SSW050010T2246PSZ SSW050060T4657PPZ 5 ..Corrente nominal de saída 0003 0010 0016 0023 0030 0045 0060 0085 3 .. Hn) Standard (não há) Opcional versão x (S1 .Versão do produto S = P = 7 .. corrente do motor. CODIFICAÇÃO Exemplos de Utilização SSW05 1 0010 T 2246 P 2 3 4 5 P 6 3A 10 A 16 A 23 A 30 A 45 A 60 A 85 A 220 ..10 SOFT-STARTER AJUSTES E INDICAÇÕES Dip-switch para Habilitar / Desabilitar as proteções do motor (modelo Plus) Leds para indicação das proteções da SSW-05 (modelo Plus) Leds para indicação de estado da SSW-05 Ajustes de tensão de pedestal.

23 SSW-05.4 22.7 22.5 10 20 25 40 50 75 kW 0. com base em motores WEG e IV pólos .2 3.30 SSW-05.2 130 55 145 1.10 SSW-05.60 SSSW-05.85 NOTA: As potências indicadas na tabela são para cargas do tipo bombas centrífugas e compressores.4 14.45 SSSW-05. consultar a WEG.2 1.1 3.5 10 15 25 30 50 1.60 Hz. Para aplicações com cargas pesadas e/ou condições severas.23 SSW-05.4 29.5 5 7.10 SSW-05.60 SSSW-05.2 130 55 145 1.10 SSW-05.8 1.16 SSW-05.4 44.8 55.1 1.5 5 10 15 20 30 40 60 2 7.85 SSW-05.03 500/525/575 V SSW-05.7 5.8 185 75 172 3.4 11 18.1 3.2 185 75 172 3.1 36.30 SSW-05.10 SOFT-STARTER Tabela de Especificação SSW-05 TENSÃO DA REDE Micro Soft-Starter SSW-05 Modelo SSW-05.7 5.75 3 5 7.5 7.4 36.03 SSW-05.10 SSW-05.7 7.30 SSW-05.16 SSW-05.5 2. número de partidas/hora e tipo de carga.45 SSSW-05. (A) 3 10 16 23 30 45 60 85 3 10 16 23 30 45 60 85 3 10 16 23 30 45 60 85 3 10 16 23 30 45 60 85 575 V 440 V 380V 220 V MOTOR MÁXIMO APLICÁVEL Tensão (V) Potência CV 0.60 SSSW-05.60 SSSW-05.85 SSW-05. 197 .23 I nom.8 185 75 172 3.16 SSW-05.1 29.8 A DIMENSÕES (mm) L P PESO (Kg) 220/230/380/400/415/440/460/480V SSW-05.5 7.16 SSW-05.5 10 15 20 30 1.7 18.8 185 75 172 3.5 7.23 SSW-05.45 SSSW-05.85 SSW-05.2 130 55 145 1.2 130 55 145 1.03 SSW-05.5 5.45 SSSW-05.7 22.30 SSW-05.4 11 14. O dimensionamento de Soft-Starters é feito com base nos dados da curva de carga.4 11 14.03 SSW-05.

.575 Vca (+10%..90% Tensão Nominal 1 – 20 s Off – 20 s 30 .Condições normais de operação à corrente nominal 1000 .100% 0 .10 SOFT-STARTER Características Técnicas MODELO ALIMENTAÇÃO Tensão Freqüência Eletrônica GRAU DE PROTEÇÃO CONTROLE REGIME DE PARTIDAS ENTRADAS SAÍDAS COMUNICAÇÃO SEGURANÇA Plástico injetado Método CPU Normal Digitais Digitais Interface Serial Proteções SSW – 05 STANDARD 50 / 60 Hz SSW – 05 PLUS 220 .Ambiente industrial CONDIÇÕES AMBIENTE Temperatura Umidade Altitude ACABAMENTO INSTALAÇÃO CONFORMIDADES / NORMAS Cor Forma de Fixação Segurança Baixa Tensão EMC Dados sujeitos à alterações sem aviso prévio 198 . 1000 m .Pantone .. 90% sem condensação 0 .Com redução na corrente de 1% / 100 m acima d e 1000 m Cinza Claro .. -15%) Fonte chaveada (90 – 250 Vca ) IP00 Variação da tensão sobre a carga (motor) Microcontrolador de 16 Bits (DSP) 300% ( 3 x Inom. 4 partidas p or hora 01 x entrada para partida e parada 01 entrada para reset de erros 01 saída a relé pa ra indicação de tensão plena (By-Pass) 01 saída a relé para indicação de Operação RS232C Sobrecarga do motor Seqüência de fase Falta de fase Rotor bloqueado Sobrecarga nos SCRs Sobrecorrente Falha interna (watchdog) FUNÇÕES / RECURSOS Tensão inicial Tempo da rampa de aceleração Tempo da rampa de desaceleração Relação entre In da chave e In do motor 30 . 55 ºC ..480 Vca (+10%..Condições normais de operação à corrente nominal 0 . -15%) 500 .. 4000 m .. ) durante 10 s.413 C (tampa) e Preto (base) Fixação por parafusos ou montagem em trilho DIN 35 mm Norma UL 508 – Equip amentos de Controle Industrial IEC 60947-4-2 EMC diretiva 89 / 336 / EEC .

5. Momento de inércia de formas simples Teorema dos eixos paralelos Momento de inércia de formas compostas Momento de inércia de corpos que se movem linearmente Transmissão de velocidade Exemplos de cálculos de momento de inércia de massa l l Cálculo do momento de inércia de massa Cálculo do momento de inércia total 4. 6. 3.Anexo I CÁLCULO DO MOMENTO DE INÉRCIA DE MASSA 1. 2. .

ou seja.1) ou J = π/32 * ρ * D 4 * l [kgm 2] (4. em relação ao seu eixo baricêntrico.ANEXO CÁLCULO DO MOMENTO DE INÉRCIA DE MASSA 1. (4. o eixo que passa pelo seu centro de gravidade. MOMENTO DE INÉRCIA DE FORMAS SIMPLES 1 A seguir são apresentadas as expressões para o cálculo do momento de inércia de massa J [kgm 2] de formas geométricas simples.2) 201 . referido ao seu eixo longitudinal é J = 1/8 * m * D 2 [kgm 2]. Todas as unidades deverão ser as do Sistema Internacional (SI). ou de um cilindro maciço. b – lados [m] a) DISCO OU CILINDRO MACIÇO O momento de inércia de massa de um disco. Serão utilizadas as seguintes notações: m ρ D d Db l – massa [kg] – massa específica [kg/m 3] – diâmetro externo [m] – diâmetro interno [m] – diâmetro da base [m] – comprimento [m] a.

d 4) * l [kgm 2] (4.3) ou J = π/32 * ρ * (D 4 .5) ou J = 1/12 * ρ * (a 3b + ab 3) * l [kgm 2] (4.6) 202 .ANEXO 1 CÁLCULO DO MOMENTO DE INÉRCIA DE MASSA b) CILINDRO OCO J = 1/8 * m * (D 2 + d 2) [kgm 2] (4.4) c) PARALELEPÍPEDO J = 1/12 * m * (a2 + b 2) [kgm 2] (4.

e J – momento de inércia de massa em relação ao eixo baricêntrico 203 .9) Sendo: e – distância entre os eixos [m]. TEOREMA DOS EIXOS PARALELOS O momento de inércia de massa J’ [kgm 2] de um corpo em relação a um eixo paralelo ao seu eixo baricêntrico é dado por J’ = J + m * e 2 (4.8) 2.ANEXO CÁLCULO DO MOMENTO DE INÉRCIA DE MASSA d) CONE 1 J = 3/40 * m * D b2 [kgm 2] ou J = π/160 * ρ * D b4 * l [kgm 2] (4.7) (4.

diâmetros externos [m] d1. MOMENTO DE INÉRCIA DE FORMAS COMPOSTAS CÁLCULO DO MOMENTO DE INÉRCIA DE MASSA Exemplo: J1 = 1/8 * m 1 * (D12 + d 12) [kgm 2] J2 = 1/8 * m 2 * D 12 + d 22) [kgm 2] J3 = 1/8 * m 3 * (D22 + d 22) [kgm 2] J4 = 1/8 * m 4 * D 22 [kgm2] ou J1 = (π * ρ) / 32 * (D 14 – d 14) * I 1 J2 = (π * ρ) / 32 * (D 14 – d 24) * I 2 J3 = (π * ρ) / 32 * (D 24 – d 24) * I 3 J4 = (π * ρ) / 32 * D 24 * I 4 J = J 1 + J2 + J3 + J4 [kgm2] Onde: mi .diâmetros internos [m] Ii 204 .ANEXO 1 3. D2 . d2 .massa de cada primitiva i da peça [kg] D1.comprimentos de cada primitiva i da peça [m] .

MOMENTO DE INÉRCIA DE CORPOS QUE SE MOVEM LINEARMENTE 1 O momento de inércia de uma massa m [kg] que se move linearmente reflete-se no seu eixo de acionamento da seguinte forma: 4.2 Acionamento através de pinhão/cremalheira. ou tambor/cabo.1 Acionamento através de parafuso de movimento (fuso) J = m * (p / 2π)2 [kgm 2] (4. com rotação n 2 [rpm] J1 – momento de inércia [kgm 2] no eixo de entrada (1).ANEXO CÁLCULO DO MOMENTO DE INÉRCIA DE MASSA 4. com rotação n 1 [rpm] i – razão de transmissão (i = n 1 / n 2) (4.12 ) 205 . TRANSMISSÃO MECÂNICA O momento de inércia de massa é refletido do eixo de saída (2) para o eixo de entrada (1) de uma transmissão de acordo com a seguinte expressão: J1 = J 2 / i 2 Onde: J2 – momento de inércia [kgm 2] no eixo de saída (2). ou raio externo do tambor ou rolete [m] 5.10 ) Sendo: p – passo do fuso [m] 4.11 ) Sendo: r – raio primitivo do pinhão. ou ainda rolete/esteira J = m * r 2 [kgm 2] (4.

ANEXO 1 6. EXEMPLOS DE CÁLCULOS DE MOMENTO DE INÉRCIA DE MASSA CÁLCULO DO MOMENTO DE INÉRCIA DE MASSA 6.1 Calcular o momento de inércia de massa J do volante mostrado na figura abaixo a) Momento de inércia do volante maciço J1 = (π * ρ) / 32 * d 14 * I 1 b) Momento de inércia dos alívios laterais (negativo) J2 = (π * ρ) / 32 * d 24 * (I 1 – I 2) c) Momento de inércia dos excessos laterais do cubo (positivo) J3 = (π * ρ) / 32 * d 34 * (I 3 – I 2) d) Momento de inércia do furo do cubo (negativo) J4 = (π * ρ) / 32 * d 44 * I 3 e) Momento de inércia de um furo da alma J5 = (π * ρ) / 32 * d 54 * I 2 f) Transposição de e) para o eixo baricêntrico do volante J’5 = [(π * ρ) / 32 * d 54 * I 2] + [(π * ρ) / 16 * d 52 * d 62 * I 2] J’5 = (π * ρ) / 32 * d 52 * I 2 * (d 52 + d62) g) Momento de inércia de massa do volante J = J 1 – J 2 + J3 – J 4 – (4 * J’ 5) J = (π * ρ) / 32 * {d14 * I 1 – d 24 * (I 1 – I 2) + d 34 * (I 3 – I 2) – d 44 * I 3 – 4 * [d 52 * I 2 * (d 52 + 2 * d 62)]} 206 .

ANEXO CÁLCULO DO MOMENTO DE INÉRCIA DE MASSA 1 6.2 Para o sistema mostrado no diagrama abaixo. JTOt = JM + JP1 + (1/I 2) * [J P2 + JF + (pF/2π)2 * (mM + mP)] 207 . calcular o momento de inércia total referido ao eixo do motor Dados: JM JP1 JP2 I JF pF mM mP = momento de inércia de massa do rotor do motor [kgm2] = momento de inércia de massa da polia motora P 1 [kgm2] = momento de inércia de massa da polia movida P 2 [kgm2] = razão de transmissão (i = n 1 / n 2) = momento de inércia de massa do fuso de esferas recirculantes [kgm 2] = passo da rosca do fuso de esferas recirculantes [m] = massa móvel da mesa da máquina [kg] = massa da peça [kg] Logo.

Anexo II CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA DA REDE EM INSTALAÇÕES COM INVERSORES DE FREQÜÊNCIA .

ANEXO CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA 1. Estas correntes harmônicas circulando nas impedâncias da rede de alimentação provocam quedas de tensão harmônicas distorcendo a tensão de alimentação do próprio inversor ou de outros consumidores. que pode ser traduzido como qualidade da energia elétrica. os efeitos causados na rede elétrica de alimentação e as opções que podem ser emp regadas para minimização destes efeitos. Como efeito destas distorções harmônicas de corrente e tensão podemos ter o aumento de perdas elétricas nas instalações com sobreaquecimento dos seus componentes (cabos. O conceito de “Power Quality (PQ)”. condicionamento de ar. bancos de capacitores. eletrodomésticos. etc). nos sistemas elétricos de potência projetados e colocados em funcionamento nas suas instalações. etc). INTRODUÇÃO 2 É inegável a utilização cada vez maior de inversores de freqüência para o controle de velocidade de motores. Os objetivos deste artigo são o de analisar os princípios da geração de harmônicos dos inversores de freqüência destinados ao acionamento de motores. transformadores. A variação da velocidade dos motores através de inversores traz como vantagens a melhoria da eficiência dos processos/equipamentos e também no uso mais racional da energia elétrica. 211 . Devido as características do circuito de entrada dos inversores. falhas no funcionamento de equipamentos eletrônicos bem como um baixo fator de potência. normalmente constituído de um retificador a diodos e um banco de capacitores de filtro. a sua corrente de entrada (drenada da rede) possui uma forma de onda não senoidal contendo harmônicas da freqüência fundamental. Sua utilização na área industrial é prática comum e também cresce nas áreas comerciais e domésticas (refrigeração. tem ganho cada vez mais importância e algumas empresas têm adotado normas para garantir um determinado nível deste. motores. Isto exige conhecimento técnico das características elétrica de ent rada dos inversores de s freqüência e sua interação com o sistema elétrico.

e um banco de capacitores de filtro conectado a saída deste retificador (no denominado circuito intermediário).ANEXO 2 2.1 ORIGENS CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA A grande maioria dos inversores de freqüência para motores de indução apresenta uma corrente de entrada (corrente consumida da rede elétrica CA) com forma de onda não senoidal. dependendo da potência do inversor de freqüência. I rh Onde: Vh = tensão harmônica de ordem h devido a corrente harmônica de ordem h f = freqüência da rede de alimentação Irh = corrente harmônica de entrada de ordem h É importante salientar que o circuito de entrada não pode ser caracterizado como uma fonte de correntes harmônicas como comumente é feito para os acionamentos de corrente contínua. Para potências maiores é comum a adição de impedâncias limitadoras tais como reatâncias de rede (Lr) ou bobinas CC (Lcc) no circuito intermediário. DISTORÇÃO HARMÔNICA 2. O espectro das formas de onda da corrente (Ir) consumida da rede apresenta um valor fundamental (componente de 50 ou 60Hz) e harmônicas de ordem superior. pois as harmônicas da corrente de entrada são dependentes como uma 212 . Esta impedância é representada por uma indutância pura (Ls) para efeito de análise. Ls . f . como mostrado na figura 1. localizadas interna ou externamente aos inversores de freqüência. Em geral as harmônicas de ordem par possuem amplitudes desp rezíveis assim como as de ordem múltiplas de 3 para os casos de alimentação trifási ca. a qual é devida normalmente a impedância série de transformadores e a impedância dos cabos de interconexão. O circuito de entrada mais freqüentemente encontrado constitue-se basicamente de uma ponte retificadora de diodos monofásica ou trifásica. A amplitude das harmônicas de tensão no PCC podem se r calculadas se conhecidos os valores da reatância de rede e das amplitudes das correntes harmônicas: V h = h . A conexão destes inversores de freqüência a uma rede elétrica ocasiona uma distorção na tensão devido a queda na impedância série da rede. 2π .

ANEXO CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA 2 função não linear da soma dos valores das reatâncias presentes na entrada do retificador (Lr ou Lcc) e da reatância de rede (Ls). –––––– ––––– h=2 V1 onde: V = amplitude da onda fundamental de tensão (50 ou 60Hz). Figura 1 . Não confundir com o COS φ1 da onda 213 . Vh = amplitude da harmônica de tensão de ordem h [em muitas aplicações práticas a medição e análise é limitada a 31ª harmônica (h=31) sem sacrifício da precisão].Circuito de potência típico dos inversores de fr eqüência 2. O fator de potência considerado é o chamado fator de potência total (FP). Uma vez conhecidas as reatâncias. Como figura de mérito para se avaliar a distorção harmônica da rede elétrica no PCC utiliza-se a Distorção Harmônica Total de Tensão (no inglês deno minada por THD) e definida como segue: ∞ ∑ Vh2 THD(V)% = 100 .2 DEFINIÇÕES O ponto de interesse para se avaliar o valor da distorção harmônica de tensão é o denominado Ponto de Conexão Comum (PCC) que é o ponto onde são conectados os Inversores de Freqüências e as demais cargas alimentadas por esta rede. as harmônicas de correntes podem ser calculadas ou facilmente obtidas através de simulação. Além da distorção harmônica da tensão outra grandeza de interesse é o fator de potência na entrada.

definida pela equação: h ∑ I h2 µ = ––––––––––––– 2 I1 214 . V e Onde: Pe = potência ativa na entrada do inversor de freqüência [W] Ie = corrente na entrada do inversor de freqüência [A] Ve = tensão na entrada do inversor de freqüência [V] O fator de potência na entrada também pode ser expresso em função da distorção harmônica de corrente e do COS φ1 da fundamental como segue: COS φ1 FP = –––––––––––– 1 + µ2 Onde: COSφ1 = fator de potência da onda fundamental µ = distorção harmônica de corrente.ANEXO 2 CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA fundamental. V e (entrada monofásica) Pe FP = –––––––––––– Ie . I e . O fator de potência é definido como segue: (entrada trifásica) Pe FP = –––––––––––– √3 .

73 0.9 8.5 9.0 Tabela 2 .3 32.7 13.69 0.8 Ir13 9.8 11.9 43.ANEXO CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA 2 Pelas equações nota-se que quanto menor a distorção harmônica de corrente mais o fator de potência total se aproxima do fator de potência da onda fundamental.2 5.7 12. o que pode ser conseguido através de diversos métodos a serem mostrados posteriormente.Valores c aracterísticos do circuito de entrada de inve rsores de freqüência para redes monofásicas.3 33.8 5.2 63.7 29.8 12.4 6.8 6.6 98.5 Ir5 82.1 91.1 Ir11 12.9 11.8 12.5 1 2 3 4 5 Ir1 160 160 160 160 160 160 Ir3 128. Tabela 1 .64 0.77 138. Portanto.6 Ir7 54.6 115.2 14.1 Ir15 10.1 2.0 4.8 Ir9 30.3 5. um método eficaz para aumento do FP é o da redução das amplitudes das harmônicas da corrente de entrada.3 5.1 13.7 47. Na prática o COS φ1 da onda fundamental é muito próximo de 1. X 0.6 Irms 247 225 207 198 191 187 THD(I) 117 99 82 72 66 60 FP 0.7 6.2 38.7 Ir11 21. 2.3 OBTENÇÃO DAS HARMÔNICAS DE CORRENTE Os valores característicos dos circuitos de entrada dos inversores de freqüência estão indicados n a Tabela 1 para redes monofásicas e na Tabela 2 para redes trifásicas. Valores expressos em percentual da corrente nominal de saída do inversor.9 3.3 Ir13 11.Valores c aracterísticos do circuito de entrada de inve rsores de freqüência para redes trifásicas.3 12.5 1 2 3 4 5 Ir1 93 93 93 93 93 93 Ir5 72.4 5.88 0.6 2.76 0.3 5.75 0.91 215 .0 3.0 17.4 105.7 6.8 103.3 7.2 57.8 42.0 8.4 8.75 0.3 4. Valores expressos em percentual da corrente nominal de saída do inversor.69 0.4 3.6 26.5 Ir7 63. X 0.3 4.83 0.8 5.3 24.0 3.90 0.0 Irms 131 121 106 99 96 96 THD(I) 101 84 59 45 39 35 FP 0.4 9.4 3.3 37.

––––––––––– Ir1 Os valores são indicados em função do valor da queda de tensão percentual nas reatâncias indutivas presentes no circuito de entrada do inversor de freqüência ( Ls + Lr + Lcc/2 da figura 1) quando percorridos pela corrente de saída nominal do inversor.400 Sistemas Genéricos 20% 5% 22. Aplicações Especiais “Profundidade dos Notches” THD (V) Área dos Notches 10% 3% 16.500 Aplicações especiais incluem hospitais e aeroportos. 216 . 3. Tabela 3 .Reprodução da Tabela 10. Em 1981 o IEEE (Institute of Electrical and Electronic Engineers) estabeleceu os riscos e recomendou níveis de distorção harmônica de tensão em seu “paper” IEEE-519.800 Sistemas Dedicados 50% 10% 36. Um sistema dedicado é exclusivamente ded icado para alimentar o conversor. Este documento foi revisado em 1992 para incluir níveis máximos recomendados de distorção harmônica de corrente.2 da IEEE-519 -“Low-Voltage System Classification and Distortion Limits” (Classificação de Sistemas de Baixa Tensão e Níveis de Distorção).2 desta norma aqui reproduzida.ANEXO 2 CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA As tabelas 1 e 2 indicam os valores das correntes harmônicas Irh de ordem h e da corrente eficaz de entrada expressas em percentual da corrente nominal de saída do inversor de freqüência. Esta norma define um THD máximo de 3% para Sistemas em Geral (General System) valor este mostrado na tabela 10. O valor da taxa de distorção harmônica de corrente THD(I) é definido por: ∞ ∑ Irh2 h=2 THD(I)% = 100 . NORMAS RELACIONADAS Muitas empresas utilizam integralmente ou em parte os requisitos desta norma para criar suas próprias normas e critérios internos de especificação.

mas sim o seu efeito no sistema. sendo muitas vezes difícil se chegar a um consenso sobre um assunto complexo e que requer dos fabricantes de inversores de freqüência alterações substanciais nos projetos para cumprimento dos requisitos. etc) e informações dos inversores de freqüência fornecidas pelo fabricante (amplitude das harmônicas de corrente). bitolas e comprimento de cabos. t ipo e localização das cargas. 1% de distorção inicial em tensão e impedância da rede puramente indutiva. corrente de demanda nominal. Para equipamentos com correntes >16A o atendimento da fu tura norma IEC 1000-3-4 é recomendado. Os valores devem ser mostrados para ordem de harmônicas até pelo menos a 25ª sob certas condições de rede: razão de curto-circuito (Rsc) = 250. As datas para obrigatoriedade do atendimento destas normas na Europa tem sofrido várias alterações. A norma EN 61800-3: 1996 – “Adjustable s peed electrical power drive systems” (dispositivos de drives elétricos de potência com velocidade variável) – Part 3 – “EMC product standard including specific test methods” (norma de EMC incluindo métodos de teste específicos) estabelece que os fabricantes de inversores de freqüência deverão disponibilizar informações sobre os níveis de harmônicas de corrente sob carga nominal como um percentual da corrente nominal. Na Europa estão previstas a adoção de normas que limitam as harmônicas de corrente consumidas pelos inversores de freqüência. com reflexo principalmente no custo.ANEXO CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA 2 Para uma análise de atendimento dos requisitos desta norma é necessário termos informações da instalação (impedância % ou impedância de curto-circuito dos transformadores. Para equipamentos com corrente de entrada <16A é necessário o atendimento dos requisitos da norma IEC 1000-3-2 – “Harmonic limits for equipment with input currents <16A per phase (limites de harmônicas para equipamentos com correntes de entrada <16A por fase) a qual substitui a antiga IEC 555-2. Estas normas são normas de produto diferentemente da IEEE-519 a qual não limita as harmônicas do inversor de freqüência independentemente. 217 . A IEC 1000-3-2 publicada em 1995 para ser seguida a partir de 1º de Janeiro de 1997. foi adiada primeiramente para 1º de Junho d e 1998 e mais recentemente para 1º de Janeiro de 2001.

1 CAPACITORES O uso de capacitores para correção de fator de potência em redes elétricas que alimentam inversores de freqüên cia pode ocasionar problemas como ressonâncias série ou paralela na rede elétrica excitadas pelas harmônicas da corrente consumida pelos inversores. A área dos “notches” possui limites definidos na norma IEEE-519 1992. • utilizar sempre reatores em série com os capacitores. 4. redução da corrente de ripple nos capacitores do circuito intermediário e a limitação da área dos “notches”. se possível na alta tensão. Os riscos de problemas são tanto maiores quanto maior for o peso das cargas não lineares em relação as lineares e quanto mais próximo os capacitores estiverem destas cargas. • posicionar os capacitores fisicamente longe dos inversores. Para drives com entrada trifásica e potência maior que 15HP é prática comum o uso de reatância de rede na entrada destes. provocados por curto-circuitos momentâneos da rede elétrica devidos à condução simultânea dos diodos do retificador. Neste caso os capacitores corrigem o fator de potência somente d as cargas lineares. Além disto os capacitores podem ser sobrecarregados por estas correntes harmônicas.2 REATÂNCIA DE REDE E BOBINA CC A introdução de uma indutância em série com a alimentação (reatância de rede) ou no circuito intermediário (bobina cc). Como vantagens adicionais da reatância de rede estão a redução da corrente eficaz nos diodos do retificador. Para reduzir o risco de problemas no uso destes capacitores sugere-se o seguinte: • somente utilizar capacitores para correção de fator de potência quando as correntes consumidas pelos inversores e outras cargas não-lineares representarem no máximo 20% da corrente total de demanda. CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA ALTERNATIVAS PARA CORREÇÃO DO FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DAS CORRENTES HARMÔNICAS 4.acarreta uma melhora do fator de potência (aumento) e uma diminuição da distorção harmônica da corrente como mostrado na figura 2.ANEXO 2 4. • dimensionar os capacitores considerando as correntes de 60Hz e das harmônicas. A reatância de rede ainda reduz a incidência de bloqueio dos drives por sobretensão no circuito intermediário devido a surtos de tensão na rede 218 .

A maioria dos inversores de freqüência é do tipo PWM com índice de sobremodulação limitado. não atingindo a chamada onda quase-quadrada na saída com o objetivo de reduzir as perdas no motor. Na figura 2 podemos ver que a introdução de uma bobina cc em um drive de 25HP/440V com entrada trifásica causa uma diminuição do ripple de tensão no circuito intermediário sem no entanto diminuir o valor médio desta tensão.ANEXO CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA 2 elétrica. A tensão de saída máxima é dada por: 219 . indutância da bobina cc e da capacitância do link DC. Figura 2 . o efeito limitador da reatância de rede é maior quando comparado a bobina cc pelo fato da indutância aparecer de forma duplicada. pelo fato destes transientes que causam sobretensão serem de modo diferencial. A utilização de bobina cc. Neste caso. dependendo da combinação dos valores de impedância de rede. A corrente de entrada também passa de descontínua para contínua (com a bobina cc) o que pode introduzir ‘notches” na tensão da rede.Formas de onda medidas em um inversor de 25HP com alimentação trifásica em 440V/60Hz (a) Forma de onda da corrente de entrada e da tensão no circuito intermediário sem reatância de rede e sem bobina cc (b) Forma de onda da corrente de entrada e da tensão no circuito intermediário sem reatância de rede e com bobina cc A inclusão da reatância de rede também provoca uma diminuição do valor da tensão média do circuito intermediário comparada aquela obtida sem reatância. pode resultar em ressonâncias indesejadas com o sistema.

4. para uso destes filtros faz-se necessário uma análise detalhada envolvendo todo o sistema. melhoria do fator de potência e redução da distorção harmônica da corrente. Paralelos ou “Trap-Filters”). Neste caso a distorção da corrente é menor que a obtida com a reatância de rede. máx = –––––––––––––– √2 Onde: Vo. Vários filtros poderiam ser utilizados em paralelo cada um sintonizado para uma determinada harmônica. Portanto. como mostrado na figura 3. No caso dos inversores de freqüência com entrada monofásica o mais comum é o filtro série sintonizado na 3ª harmônica.05 . pode ocasionar problemas de ressonância com a rede de alimentação ou pode haver a “importação de correntes harmônicas” de outras cargas não lineares. Outra alternativa são os Filtros Sintonizados (ou Filtros Filtros Shunt.máx = tensão eficaz máxima na saída do Inversor de Freqüência (Volts) Vdc = valor médio da tensão no circuito intermediário (Volts) A utilização de reatância de rede que apresenta uma queda de tensão p ercentual de 2 a 3% para a corrente nominal do inversor de freqüência resulta num bom compromisso entre a queda de tensão no motor. Uma alternativa recentemente proposta por fabricantes de filtros é o uso de Filtros Shunt + Reatância de Rede. O uso destes filtros. Em ambos os casos citados poderemos ter uma distorção maior da rede e/ou uma sobrecarga nos componentes do filtro. Vdc Vo. apesar de citados na IEEE-519.ANEXO 2 CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA 1. sobrecarregando o filtro. A tensão do circuito intermediário apresenta uma queda significativa em comparação ao valor obtido sem filtro.3 FILTROS SINTONIZADOS Uma alternativa para diminuir a distorção harmônica e aumentar o fator de potência de inversores é o uso de filtros sintonizados. A vantagem de tal configuração é possibilitar a redução 220 . sendo que a amplitude da 3ª harmônica é reduzida a zero.

devido ao fato do filtro operar apenas com as harmônicas de corrente do drive. Figura 3 . Na prática trata-se de um filtro passa-baixa com um transformador para regulação de tensão. como mostrado na figura 4. 221 . O contator K1 é utilizado para desconectar os capacitores da linha enquanto o inversor estiver desabilitado. Além disto a possibilidade de ocorrerem ressonâncias com a rede elétrica é minimizada pelo fato da reatância série deslocar a freqüência natural de ressonância para um valor menor que a freqüência da rede. O transformador é necessário para manter a tensão do circuito intermediário aproximadamente constante com a variação da carga do motor acionado pelo drive.ANEXO CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA 2 das harmônicas da corrente consumida da rede elétrica sem o perigo de haver a “importação de correntes harmônicas” de outras cargas.4 FILTROS “BROADBAND” Uma nova alternativa que compete com a anterior para o caso de inversores de freqüência com entrada trifásica é o chamado Filtro tipo “Broad-Band”. evitando o excesso de capacitores na rede.Filtro shunt + reatância de rede 4. estando “isolado” das demais cargas pela reatância série.

90 a 0. além de algoritmos de controle com resposta rápida.ANEXO 2 CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA Diferente da alternativa anterior (filtro shunt + reatância de rede).Circuito do Filtro Broad-Band 4. Na prática isto significa que.5 FILTROS ATIVOS Outro método muito eficaz para atenuação das harmônicas de corrente são os equipamentos para correção ativa que são instalados em paralelo com a alimentação e externamente aos inversores. 222 . Para inversores de maior potência é necessário o uso de diversos filtros em paralelo. para carga nominal e 0. para que tenham um funcionamento eficiente.20 a 0. A aplicação destes filtros ativos deverá seguir a orientação dos fabricantes destes e os níveis de atenuação serão controlados de acordo com a potência e o número de filtros utilizados.95 em avanço. Estes equipamentos possuem um circuito de controle que faz com que absorvam uma corrente reativa de forma a compensar os reativos do inversor (figura 5). os semicondutores de potência destes equipamentos devem operar com freqüências de chaveamento altas (maior que 10KHz). Figura 4 . Valores típicos obtidos com uso destes filtros conectados a entrada de um drive trifásico são THD(I)=8 a 10% e FP=0. a velocidade de resposta de controle deve ser alta. o que implica em gastos de energia adicionais e custo elevado. problemas de “importação de correntes harmônicas” de outras cargas ou ressonância não ocorrem.30 também em avanço para a situação do drive bloqueado. Uma característica destes filtros é que.

O THD(I) é reduzido de 76. Resultados típicos obtidos com este tipo de filtro são mostrados na figura 6.7% 223 .Harmônicas da corrente consumida da rede elétrica com o uso de um compensador ativo paralelo com corrente nominal de 103 A ligado à entrada de um inversor trifásico. Figura 5 .4% para 3.Exemplo de uso de Compensador Ativo Paralelo com Inversor de Freqüência Figura 6 .ANEXO CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA 2 O uso correto deste tipo de filtro reduz drasticamente a distorção da corrente absorvida da rede elétrica.

Dados de medição em um caso real de uso de um Inversor de 250HP com retificador de 12 pulsos.98. (a) (b) Figura 7 .ANEXO 2 CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA 4. Para inversores de baixa tensão são utilizados retificadores de 12 ou 18 pulsos. O fator de potência medido na entrada do inversor é PF=0.98 224 . provocada por outras cargas não lineares ligadas nesta rede elétrica e efeitos de saturação de transformadores de alimentação. A amplitude da terceira harmônica mostrada pode ser devida a distorção já existente na tensão da rede de alimentação. Na figura 7 temos um exemplo de medições feitas em um caso prático de uso de um inversor de 250HP com um transformador defasador (estrela/delta) mais retificador de 12 pulsos com conexão série. acionando motor de 250HP . conexão série. THD(I)=8. mesmo antes da instalação do inversor.6 RETIFICADORES DE 12 E 18 PULSOS Uma das alternativas para a redução da distorção harmônica da corrente e o aumento do fator de potência dos inversors com entrada trifásica é a utilização de circuitos retificadores com maior número de pulsos. alimentação em 480V trifásico. Teoricamente as harm ônicas de ordem h<11 deveriam apresentar amplitude zero. No entanto desequilíbrios entre as reatâncias de dispersão de fluxo dos secundários Y/∆ do transformador fazem com que na prática tenhamos valores diferentes de zero como visto na tabela da figura 7. A distorção harmônica da corrente é bastante reduzida THD(I)=8.6%.460V com carga nominal (a) Forma de onda da corrente de linha (b) harmônicas de corrente.6% e o fator de potência elevado FP=0.

Blocodiagrama de inversor com retificador com IGBTs 225 . chamados “microdrives”. 4. dimensões físicas e facilidade de operação e colocação em funcionamento. Várias topologias do circuit o de potência tem sido estudadas.7 RETIFICADORES COM IGBTS 2 4. é possível a regeneração de energia para a rede elétrica. Figura 8 . por exemplo.7. Porém.ANEXO CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA 4. a corrente permanece praticamente senoidal e em fase com a tensão garantindo com isso uma baixa distorção harmônica e um alto fator de potência (praticamente unitário).1 Inversores de Freqüência com entrada monofásica No caso de inversores com entrada monofásica é possível a modificação da topologia do circuito de entrada para introduzir correção ativa das harmônicas para atender. Na figura 8 são apresentadas algumas medidas feitas em um inversor de 50HP provido de um retificador co m IGBTs. Neste caso. se torque resistente (modo motor) ou de frenagem (modo gerador). Nota-se que independentemente da carga. Note-se que o mercado de inversores de freqüência com entrada monofásica limita-se a potências de no máximo 2HP Esta faixa de potência é dominada pelos .2 Inversores de Freqüência com entrada trifásica No caso dos inversores de freqüência com entrada trifásica podem ser usados retificadores de entrada com IGBTs.7. a IEC 1000-3-2. Estes podem ser fornecidos como dispositivos opcionais para serem instalados externamente ou já virem de fábrica instalados dentro do inversor em substituição ao retificador de diodos deste. os custo obtidos até agora não tem permitido o seu uso na maioria das aplicações industriais. sendo um mercado extremamente competitivo com uma pressão enorme sobre preços. além da eliminação das harmônicas de baixa ordem de forma bastante eficaz.

2%.ANEXO 2 (a) CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA (b) (c) (d) Figura 9 .Medidas feitas em um caso real de uso de um inversor de 50HP alimentação em 380V e com retificador de entrada com IGBTs . (a) Formas de onda da corrente e tensão de rede para a situação do motor frenando com 70% da carga nominal [I1=43. A bitola do cabo do neutro é muitas vezes dimensionada para uma capacidade de corrente inferior a dos cabos utilizados nas fases.8A.7%. O filtro deve ser posicionado o mais próximo possível dos inversores. 4. de forma a evitar que as harmônicas triplas da corrente circulem por um tr echo grande da instalação. O uso destes filtros. Na prática trata-se de 226 . reduz a sobrecarga no cabo do neutro. THD(I)=8. PF=-0. além de reduzir a distorção da tensão provocada pelas citadas harmônicas de corrente. THD(I)=8. O filtro é constituido de uma carga reativa de baixa impedância de seqüência zero.8 FILTROS DE CORRENTE DO NEUTRO Em instalações onde existem diversos inversores com entrada monofásica é possível utilizar filtros com objetivo de atenuar a amplitude das harmônicas triplas de corrente (3ª.97] (b) Formas de onda da corrente e tensão de rede para a situação do motor co m carga nominal [I1=65.97] (c) Harmônicas de corrente para as situações (a) e (b).2A. PF=0. 9ª e 15ª) que circulam no neutro. Na figura 10 podemos observar uma aplicação típica deste tipo de filtro.

Com este arranjo consegue-se um desempenho. Através do deslocamento de fase das tensões nas saídas destes transformadores é possível o cancelamento de harmônicas na entrada destes. do 227 . Figura 10 . acionarem motores iguais. caso os inversores não apresentem correntes de entrada idênticas não haverá um cancelamento total destas harmônicas.9 TRANSFORMADORES DEFASADORES Os transformadores defasadores são úteis na redução de harmônicas em instalações onde existem pelo menos dois inversores de freqüência com entrada trifásica. Obviamente. Neste caso. se os dois inversores forem da mesma potência.Aplicação típica de um filtro de corrente de neutro 4. e. consegue-se o cancelamento da 5ª e da 7ª harmônica gerada por estes dois inversores no primário do transformador. O transformador deverá ser projetado de tal forma a apresentar uma impedância semelhante entre os seus enrolamentos secudários.ANEXO CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA 2 um autotransformador em delta ou em configurações mais complexas tipo zig-zag.. Na figura 11 podemos observar um exemplo de aplicação de um transformador defasador que possui dois secundários com defasamentos de 0 e 30° em relação a tensão de entrada. mo tores de mesma potência e com a mesma carga no eixo. i.

custo e eficiência energética. CONCLUSÃO Com o uso cada vez maior de inversores de freqüência.Transformador defasador com s ecundários Y / ∆ 5. no qual o atraso da fundamental da corrente de entrada em relação a tensão de rede é muito pequeno. a melhoria do fator de potência pode ser obtida com a redução das harmônicas de corrente. simplicidade. 228 .ANEXO 2 CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA ponto de vista da corrente consumida da rede pelos dois inversores. Para isto. Figura 11 . foram apresentadas diversas alternativas que vão desde a introdução de uma reatância na entrada até a sofisticada inclusão de filtros ativos e/ou retificadores transistorizados. existe a necessidade de medidas preventivas para a melhoria do fator de potência e para a redução da distorção harmônica das correntes no sistema elétrico. A adoção de uma ou de outra destas técnicas deve ser analisada levando-se em conta os seguintes aspectos: impacto na qualidade de energia causado pelo inversor de freqüência na instalação elétrica na qual o mesmo será conectado. idêntico a de um inversor de freqüência com retificador de 12 pulsos. Como a maioria dos inversores de freqüência possui no circuito de entrada uma ponte de diodos.

Anexo III CHECK-LIST PARA DETALHAMENTO DA APLICAÇÃO .

......................A Número de Partida por hora: ... rpm Rotaçã o na Carga: .... Rotação no Motor: ......... Observações: Caso seja necessário fornecer mais informações específicas....................A [ ] 380 V ⇒ ..... = .................................... segundos) ........ % MOTOR CARGA Tipo de Parada (Frenagem) Necessária: [ ] Parada por Inércia (por Desligamento do Motor e Inversor) [ ] Parada Suave por Rampa de Desaceleração ⇒ (Tempo Desejado de ... (especifica r nas Obs.......m [ ] Potenciômetro 1 Volta [ ] Potenciômetro 10 Voltas [ ] Reatância de Rede [ ] Reatância de Carga [ ] Fusíveis Ultra-Rápidos [ ] Resistor de Frenagem [ ] ............................................................................ Softwar e de Progração do Inversor por Microcomputador PC: [ ] Software SUPERDRIVE Acessórios Internos ao Inversor Cartões Expansão de Funções: [ ] . [ ] ..... Características Desejadas no Inversor Método de Controle: [ ] Escalar (U / F) [ ] Vetorial Sensorless [ ] Vetorial com Encoder Funções Especiais: [ ] Multi-speed (até 8 velocidades) [ ] Ciclo Automático do Processo [ ] Regulador PID [ ] .....: Fax: E-mail: Folha de Dados para Dimensionamento .................... [ ] ........ [ ] ...... Rede de Alimentação [ ] 220 V [ ] 380 V [ ] 50 Hz [ ] 440 V [ ] 60 Hz [ ] . CV Fator de Serviço: F............................ ºC (especificar nas Obs...... [ ] ........................... m [ ] Agressiva [ ] ............ rpm Relação de Redução entre o Eixo do Motor e a Carga: Relação ⇒ 1: .... favor enviar em anexo.... 231 ...............A [ ] ...........) ............ rpm) Faixa de Rotação desejada: De .................................................... [ ] ...... V Condições do Ambiente para Instalação: Altitude: Atmosfera: Temperatura: [ ] Até 1000m [ ] Normal [ ] Até 40 ºC [ ] ........................... a ..........................m INSTALAÇÃO Grau de Proteção Necessário: [ ] IP 00 (aberto sem proteção) [ ] IP 20 (proteção contra toques) [ ] IP 54 (fechado ......Inversor de Freqüência Dados Gerais Empresa: Cidade / Estado: Pessoa de Contato: Aplicaç ão / Carga: Dados da Aplicação Potência Nominal: ... É utilizado? [ ] Não [ ] Sim Tipo de Carga: [ ] Torque Constante [ ] Torque Quadrático [ ] Torque Indefinido (especificar nas Obs........ Pólos (............................... V ⇒ ............. segundos) [ ] Parada Rápida por Frenagem Elétrica ⇒ (Tempo Deseja do de ...................montado em painel [ ] Ao Tempo (painel especial para chuva) [ ] .............. Cartões para Redes FieldBus: [ ] Profibus DP [ ] DeviceNet [ ] ModBus RTU Interface Serial: [ ] RS 232 [ ] RS 485 Opcionais: Periféricos ao Inversor [ ] Moldura para HMI Remota [ ] Cabo para HMI ..................ANEXO CHECK-LIST P ARA D ETALHAMENTO DA APLICAÇÃO 3 Tel. [ ] .......................A [ ] 440 V ⇒ .. Sobrecarga na Partida ou em Regime é Maior que 150%? [ ] Não [ ] Sim ⇒ ............) Nº de Pólos / Rotação Nominal: [ ] 2 Pólos (3600 rpm) [ ] 4 Pólos (1800 rpm) [ ] 6 Pólos (1200 rpm) [ ] 8 Pólos ( 900 rpm) [ ] ........ rpm Tensão e Corrente de Placa: [ ] 220 V ⇒ ........................) Método de Comando: [ ] Botões Liga e Desliga + Potenciômetro [ ] Interface Homem-Máquina do Inversor [ ] Entrada Analógica (CLP ou SDCD) Distância entre o Motor e o Inversor: Comprimento do Cabo ⇒ .. Partida s / Hora ...........S.................

Anexo IV FOLHA DE DADOS PARA DIMENSIONAMENTO .

...... V Nº de Pólos / Rotação Nominal: [ ] 2 Pólos (3600 rpm) [ ] 4 Pólos (1800 rpm) [ ] 6 Pólos (1200 rpm) [ ] 8 Pólos ( 900 rpm) [ ] ..... V ⇒ .....) Método de Comando: [ ] Botões Liga e Desliga [ ] Interface Homem-Máquina [ ] Entrada Analógica (CLP ou SDCD) Grau de Proteção Necessário: [ ] IP 00 (aberto sem proteção) [ ] IP 20 (proteção contra toques) [ ] IP 54 (fechado ....................... CV Fator de Serviço: F.... m [ ] Agressiva [ ] ............. = .... favor enviar em anexo........................ MOTOR Conjugado resistente da carga referido ao eixo do motor: .....: Fax: E-mail: Folha de Dados para Dimensionamento ................A [ ] ......A Número de Partida por hora: .......... kgfm CARGA Inércia da carga referida ao eixo do motor: .S... Nm ...... Pólos (....... Partida s / Hora ... a ....................A [ ] 380 V ⇒ ...montado em painel [ ] Ao Tempo (painel especial para chuva) [ ] .............ANEXO CHECK-LIST P ARA D ETALHAMENTO DA APLICAÇÃO 4 Tel............. rpm) Faixa de Rotação desejada: De .....................................) .......... kgm 2 INSTALAÇÃO Condições do Ambiente para Instalação: Altitude: Atmosfera: Temperatura: [ ] Até 1000m [ ] Normal [ ] Até 40 ºC [ ] .... (especifica r nas Obs...... 235 .......... ºC (especificar nas Obs........A [ ] 440 V ⇒ .. Observações: Caso seja necessário fornecer mais informações específicas.................................................Soft-Starter Dados Gerais Empresa: Cidade / Estado: Pessoa de Contato: Aplicaç ão / Carga: Dados da Aplicação Potência Nominal: ....... É utilizado? [ ] Não [ ] Sim Tipo de Carga: [ ] Bomba [ ] Bomba Centrífuga [ ] Compressor a Pistão [ ] Compressor a Parafuso [ ] Ventilador e Exaustor [ ] Misturador [ ] Centrífugas [ ] Outras Rede de Alimentação [ ] 220 V [ ] 380 V [ ] 50 Hz [ ] 440 V [ ] 60 Hz [ ] ... rpm Tensão e Corrente de Placa: [ ] 220 V ⇒ ........

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