Transformando energia em soluções

Guia de Aplicação de Inversores de Freqüência

GUIA DE APLICAÇÃO DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA

WEG AUTOMAÇÃO www.weg.com.br

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AUTORIA: “Este ‘Guia de Inversores de Freqüência’ foi escrito pelos M. Engo . José M. Mascheroni (coordenação do trabalho e criação dos capítulos 2, 4, 6 e 8), M. Engo . Marcos Lichtblau e Eng a. Denise Gerardi (capítulo 7 e o Anexo 1), todos integrantes da ISA Engenharia Ltda. – Florianópolis / SC. Os capítulos 1, 3 e 5 foram escritos utilizando-se materiais fornecidos pela Weg e revisados pelo coordenador. Coube à Weg a criação dos capítulos 9, 10, Anexos 2, 3 e 4, como também a revisão técnica do mesmo.”

ÍNDICE
1 INTRODUÇÃO
1.1 Sistemas de velocidade variável ______________ 09 1.2 Sistemas de variação de velocidade tradicional _______________________________ 12 1.2.1 Variadores mecânicos _________________ 13 • Variador com polias cônicas e correia ___ 13 • Variador com polias cônicas e corrente __ 14 • Variador com discos de fricção _________ 14 1.2.2 Variadores hidráulicos _________________ 14 • Motor hidráulico ____________________ 14 • V ariador hidrocinético _______________ 15 1.2.3 Variadores eletromagnéticos - Embreagens eletromagnéticas _____________________ 15

2 COMO FUNCIONA UM MOTOR DE INDUÇÃO?
2.1 Princípios básicos de funcionamento __________ 19 2.2 Análise de funcionamento ___________________ 23 2.3 Curvas características do motor de indução _____ 25 2.3.1 Torque x velocidade ___________________ 25 2.3.2 Corr ente x velocidade _________________ 26 2.4 Potência e perdas __________________________ 26 2.5 Características de temperatura – classes de isolamento térmico _________________________ 27 2.6 Tempo de rotor bloqueado ___________________ 28

3 MÉTODOS DE COMANDO DE UM MOTOR DE INDUÇÃO
3.1 Categorias de partida _______________________ 33 3.2 Formas de partida _________________________ 34 • Partida direta ____________________________ 34 • Partida estrela-triângulo ___________________ 35 • Partida eletrônica (soft-starter) ______________ 36 3.3 Frenagem ________________________________ 38 3.3.1 Frenagem por contra-corrente __________ 38 3.3.2 Frenagem por injeção de CC ____________ 40 3.4 Vantagens e desvantagens dos métodos de partida __________________________________ 41

4 O INVERSOR DE FREQÜÊNCIA WEG
4.1 Métodos de controle dos inversores de freqüência ________________________________ 50 • Controle escalar __________________________ 50 • Controle vetorial _________________________ 54 4.2 Característica s dos motores d indução e aciona dos com inversores de freqüência________ 57

3.3 5.1 8.2 Medição de velocidade _____________________ 80 6.2.3.3 8.2 Relações básicas _____________________ 88 7.2.3.1 5.1 Defini ções __________________________ 87 7.3 Seleção de acionamentos (motor/inversor) ______ 96 7.1 Sensores de posição e velocidade _____________ 78 6.3 Casos especiais ____________________ 100 • Efeito da temperatura ambiente _____ 100 • Efeito da altitude _________________ 101 7.1.2 Operação acima da rotação nominal _____ 99 7.4 5.2. definiçõ es.2.4 Aplicaç ões tpicas ________________________ 102 í • Bombas centrífugas e ventiladores _________ 102 • Extru soras ____________________________ 105 • B obinado res/desbobinadores _____________ 106 6.1 Algoritmo de estimação de freqüência ____ 81 6.2.2 8.2.3 Ruído s ___________________________________ 82 6.2 5.6 8.1.8 Rede de alimentação elétrica ______________ Fusíveis ________________________________ Condicionamento da rede de alimentação ____ Interferência eletromagnética (EMI) _________ Cabos _________________________________ Aterramento ____________________________ Dispositivo s de saída _____________________ Instalação em painéis – princípios básicos ___ 112 112 112 113 116 118 119 120 .2 Algoritmo de estimação do período ______ 81 6.3 Estimando cargas ____________________ 95 7.2 O que a carga requer? ______________________ 92 7.7 8.1 Operação abaixo da rotação nominal ____ 96 • Motor autoventilado _________________ 96 • Motor com ventilação independente ____ 98 7.5 Parâmetros Parâmetros Parâmetros Parâmetros Parâmetros de leitura _______________________ 62 de regulação ____________________ 63 de configuração _________________ 66 do motor _______________________ 72 das funções especiais _____________ 72 8 INSTALAÇÃO DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA 8.3 Algoritmo de estimação simultânea de período e freqüência __________________ 82 6.2 O pico de carga ______________________ 94 7. fundamentos e princípios ________________________________ 87 7.5 8.4 8.5 PARÂMETROS DO INVERSOR DE FREQÜÊNCIA 6 COMANDO E CONTROLE DE VELOCIDADE EM MOTORES DE INDUÇÃO ACIONADOS POR INVERSORES DE FREQÜÊNCIA 7 APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA 7.1 Introdução.1 Tipos de cargas ______________________ 92 7.4 Sincronização de velocidade _________________ 83 5.

2 Princípio de funcionamento ________________ • Circuito de potência _____________________ • Circuito de controle _____________________ 10.9 LINHA DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA WEG 9.2 Cálculo do momento de inércia total _____ 201 203 204 205 205 206 206 207 ANEXO 2 CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA 1 2 Introdução _____________________________ Distorção harmônica _____________________ 2.2 Proteções _________________________ 10.Soft-starter SSW-03 Plus / SSW-04 10.3 Acionamentos típicos _______________ 10.8 Soft-starter SSW-05 ______________________ 147 147 148 149 149 149 149 150 151 152 153 154 155 158 164 170 183 186 195 ANEXO 1 CÁLCULO DO MOMENTO DE INÉRCIA DE MASSA 1 2 3 4 5 6 Momento de inércia de formas simples _______ Teorema dos eixos paralelos _______________ Momento de inércia de formas compostas ____ Momento de inércia de corpos que se movem linearmente _____________________________ Transmissão mecânica ____________________ Exemplos de cálculos de momento de inércia de massa _______________________________ 6.3 Obtenção das harmônicas de corrente ___ Normas relacionadas _____________________ Alternativas para correção do fator de potência e redução de correntes harmônicas __ 211 212 212 213 215 216 218 3 4 .1 Origens ____________________________ 2.1 Introdução _____________________________ 9.1 Cálculo do momento de inércia de massa _ 6.4 Principai s aplicações para soft-starter _______ 10.3.6 Considerações importantes ________________ 10.3 Inversor de freqüência CFW-09 _____________ • Interface homem x máquina ______________ • Superdrive ____________________________ • Co dificação ___________________________ • Acessórios e periféricos __________________ 125 127 130 130 130 131 134 135 138 142 10 SOFT-STARTER 10.1 Introdução _____________________________ 10.5 Critério s para dimensionamento ____________ 10.3.3 Principais características __________________ 10.2 Inversor de freqüência CFW-08 _____________ • Recursos / Funções especiais ______________ • Superdrive ____________________________ • Interface homem-máquina _______________ 9.7 Introdução .2 Defini ções __________________________ 2.3.1 Principai s fu nções __________________ • Rampa de tensão na aceleração _____ • Rampa de tensão na desaceleração ___ • Kick start ________________________ • Limitação de corrente ______________ • Pump control _____________________ • Economia de energia ______________ 10.

4 4.4.7 5 Capacitores _________________________ Reatância de rede e bobina CC _________ Filtros sintonizados __________________ Filtros “broad-band” _________________ Filtros ativos ________________________ Retificadores de 12 e 18 pulsos _________ Retificadores com IGBTs _______________ 4.9 Transformadores defasadores ___________ Concl usão _____________________________ 218 218 220 221 222 224 225 225 225 226 227 228 ANEXO 3 CHECK-LIST PARA DETALHAMENTO DA APLICAÇÃO .3 4.8 Filtros de corrente do neutro ___________ 4.6 4.7.5 4.CFW-09 Inversores de freqüência .7.2 Inversores de freqüência com entrada trifásica _______________ 4.2 4.CFW-09 Folha de dados para dimensionamento __________ 231 ANEXO 4 CHECK-LIST PARA DETALHAMENTO DA APLICAÇÃO .1 Inversores de freqüência com entrada monofásica ____________ 4.1 4.starter Folha de dados para dimensionamento __________ 235 Referências Biblio gráficas _____________________ 237 .SOFT-STARTER Soft.

1 INTRODUÇÃO 1.Embreagens eletromagnéticas .2. 3 Variadores eletromagnéticos . 2 Variadores hidráulicos l Motor hidráulico l Variador hidrocinético 1.1 1.2 Sistemas de velocidade variável Sistemas de variação de velocidade tradicionais 1.2.2. 1 Variadores mecânicos l Variador de polias cônicas e correia l Variador com polias e corrente l Variador com discos de fricção 1.

. É importante ressaltar também o fato de que um motor de indução transforma em energia mecânica aproximadamente 85% de toda a energia elétrica que recebe e que os 15% restantes são desperdiçados... 1... como por exemplo a velocidade de rotação de uma bomba.1 SISTEMAS DE VELOCIDADE VARIÁVEL Durante muitos anos..... mantendo sob controle tal processo de conversão.. Os sistemas mais utilizados para variação de velocidade foram por muito tempo implementados com motores de indução de velocidade fixa. como 9 ... pelo custo...... pela eficiência e pelos requisitos de manutenção dos componentes empregados.. adapta a velocidade e inércia entre motor e máquina (carga) Os motores mais amplamente utilizados nos acionamentos elétricos são os motores de indução monofásicos e trifásicos... Um acionamento elétrico moderno é formado normalmente pela combinação dos seguintes elementos: l Motor ...... sendo assim o acionamento elétrico de máquinas um assunto de extraordinária importância no que se refere a economia de energia.. quando alimentados com tensão e freqüência constantes. converte energia elétrica em energia mecânica l Dispositivo eletrônico ........ as aplicações industriais de velocidade variável foram ditadas pelos requisitos dos processos e limitadas pela tecnologia. Estes motores... comanda e/ou controla a potência elétrica entregue ao motor l Transmissão mecânica .. sempre que não estejam operando a plena carga (potência da carga igual a potência nominal do motor) estarão desperdiçando energia.1 INTRODUÇÃO Um acionamento elétrico é um sistema capaz de converter energia elétrica em energia mecânica (movimento). Estes são normalmente utilizados para acionar máquinas ou equipamentos que requerem algum tipo de movimento controlado..

Com a disponibilidade no mercado dos semicondutores a partir dos anos 60 este quadro mudou completamente. com o desenvolvimento de semicondutores de potência com excelentes características de desempenho e confiabilidade. O dispositivo de conversão de energia elétrica para mecânica continuou sendo o motor de indução mas agora sem a utilização de dispositivos secundários mecânicos. Com este Guia. a WEG não tem a pretensão de esgotar o assunto. Estes sistemas de variação continua de velocidade eletrônicos proporcionam. hidráulicos ou elétricos. Temos como objetivo maior fornecermos maiores conhecimentos em comando e proteção de motores elétricos de indução utilizando-se inversores de freqüência. hidráulicos ou elétricos. as seguintes vantagens: l Economia de energia l Melhoramento do desempenho de máquinas e equipamentos. Mas foi mesmo na década do 80 que. Para a obtenção de velocidade variável o sistema necessitava de um segundo dispositivo de conversão de energia que utilizava componentes mecânicos. entre outras. pois ele se renova a cada dia que passa. Em muitos casos a eficiência das instalações equipadas com estes novos dispositivos chegou a ser duplicada quando comparada com os sistemas antigos. A aplicação de motores de indução tem se regido historicamente pelas características descritas na placa de identificação do motor. foi possível a implementação de sistemas de variação de velocidade eletrônicos. Estes novos dispositivos elet rônicos para variação de velocidade de motores de indução são conhecidos como Inversores de Freqüência .1 INTRODUÇÃO primeiro dispositivo de conversão de energia elétrica para energia mecânica. 10 . Trataremos neste guia de descrever o funcionamento e aplicações dos inversores de freqüência. devido a adaptação da velocidade a os requisitos do processo l Elimina o pico de corrente na partida do motor l Reduz a freqüência de manutenção dos equipamentos l Etc.

1 Figura 1.1 Placa de Identificação (mercado latino) INTRODUÇÃO Placa de Identificação (mercado brasileiro) Exemplo: Placa de Identificação (mercado americano) 11 .

assim. fornecer. é alimentado com freqüência e tensão variável. ao contrário do que acontece quando ligado diretamente à rede de distribuição de energia elétrica. obter velocidade variável no eixo do próprio motor. tentando assim responder as perguntas formuladas anteriormente. mas sim sobre o funcionamento e utilização dos mesmos. É muito importante.2 SISTEMAS DE VARIAÇÃO DE VELOCIDADE TRADICI ONAIS Muitos processos industriais requerem dispositivos de acionamento de cargas com velocidade variável. As dúvidas mais freqüentes podem resumir-se nas seguintes perguntas: • Como funciona meu motor? • Como o motor se comporta ante uma determinada carga? • Como eu posso melhorar/otimizar o funcionamento do meu motor e carga? • Como eu posso identificar problemas no meu sistema? Este guia tem por intenção. informações sobre o funcionamento dos modernos sistemas de velocidade variável disponíveis e como eles se comportam ante diferentes cargas. Isto possibilita.1 INTRODUÇÃO Na aplicação dos inversores de freq üência o motor de indução. Exemplos: · Bombas ð variação de vazão de líquidos · Ventiladores ð variação de vazão de ar · Sistemas de transporte ð variação da velocidade de transporte • Sistemas de dosagem ð variação da velocidade de alimentação • Tornos ð variação da velocidade de corte 12 . mesmo para pessoas sem experiência no assunto. conhecer e entender o funcionamento destes sistemas (motor + inversor) para prevenir erros de aplicação que poderiam acabar com os benefícios que estes dispositivos proporcionam. como veremos neste guia. Os técnicos ou engenheiros e nvolvidos com aplicações de velocidade variável não precisam de conhecimentos sobre o projeto de motores e projeto de sistemas eletrônicos de comando/controle. 1.

l Variador com polias cônicas e correia Cada uma das polias cônicas é constituída de dois pratos cônicos. O prato de uma das polias é acionado pelo dispositivo de variação.2 .2. Figura 1. A faixa de variação de velocidade máxima é de 1:8 neste tipo de variador. que tem uma seção transversal trapezoidal. sobre um eixo ranhurado. que podem ser: • Variadores mecânicos • Variadores hidráulicos • Variadores eletromagnéticos 1. pois são os de maior simplicidade de construção e baixo custo.1 INTRODUÇÃO • Bobinadeiras ð compensação da variação de diâmetro da bobina. O fluxo de força é transmitido por fricção entre os discos das polias e a correia. que podem se aproximar ou se afastar.1 Variadores Mecânicos Os primeiros sistemas utilizados para se obter uma velocidade diferente das velocidades que eram possíveis utilizando motores de indução foram os sistemas mecânicos. e o prato da outra é pressionado por uma mola. Como sabemos estes motores quando alimentados diretamente da rede de distribuição de energia elétrica possuem uma característica de velocidade constante. É assim que para se obter velocidade variável eram necessários adicionalmente outros dispositivos. Os sistemas de variação de velocidade tradicionais empregavam motores de indução como dispositivo primário de conversão de energia.Variador com polias cônicas e correia 13 . montados um de frente para o outro.

variando a relação de transmissão.3 . Esta conversão é feita através de um dispositivo de engrenagens planetárias ou através de acionamento de pistões com controle efetuado por válvulas e que permite se obter as seguintes características: n n n n n Baixa rotação (5 a 500 rpm aproximadamente) Elevado torque Permite rotação nos dois sentidos Motores de baixa potência Baixo custo Para o acionamento dos motores hidráulicos é necessário que se tenha um sistema hidráulico a 14 . l Variador com discos de fricção Nos variadores com discos de fricção o fluxo de força é transmitido por fricção entre um par de discos. O motor hidráulico de deslocamento positivo é projetado e desenvolvido para converter a potência hidráulica de um fluído em potência mecânica.2 Variadores Hidráulicos l Motor Hidráulico Este método permit e variação contínua de velocidade. Figura 1. somente com uma corrente ao invés de correia.Variadores com discos de fricção 1. A pressão de contato necessária para transmitir a potência entre o eixo de entrada e o eixo de saída se auto-regula em função do torque transmitido. construídos com m ateriais de grande resistência à pressão superficial e ao desgaste. e de alto coeficiente de atrito. Um dispositivo de variação desloca um dos discos.2. A faixa de variação de velocidade máxima neste tipo de variador é de 1:5.1 INTRODUÇÃO l Variador com polias cônicas e corrente Idem ao anterior.

no lugar de ar usa-se óleo como fluido. através de técnicas baseadas no princípio físico das correntes de Foucault. de rotação fixa.2. motores elétricos auxiliares). No variador hidráulico. o sistema tenha um rendimento baixo e um nível de manutenção elevado pela existência de várias partes mecânicas.3 Variadores Eletromagnéticos Embreagens Eletromagnéticas Com os variadores eletromagnéticos mudou-se o conceito de variação exclusivamente mecânica para variação eletromecânica. maior a velocidade) que é feito através de válvulas de estrangulament o no circuito hidráulico. O princípio de operação pode ser demonstrado pelo seguinte: Colocando-se dois ventiladores frente a frente e fazendo-se a hélice de um deles girar. 1. a rotação do segundo ventilador seria praticamente a mesma que a do v entilador acionador. poderemos diminuir ou aumentar a rotação do segundo ventilador conforme o desejado. O controle da variação de velocidade do motor é feita através da vazão do fluido injetado no motor (quant o maior a vazão. Se não houvesse perdas. bombas. a hélice do segundo vent ilador irá começar a girar também ao receber a corrente de ar. utilizando um sistema de discos acoplados a bobinas que podem ter o seu campo magnético variável. e de um eixo de saída. que faz com que. ocasionando perdas elevadas. montada sobre dois eixos independentes. Agora se colocarmos entre os dois ventiladores uma folha de papelão. Algumas limitações devem ser observadas para a aplicação deste equipamento: 15 . em uma análise global do conjunto. são usados discos aletados que são alojados em uma caixa fechada.1 INTRODUÇÃO disposição (tubulações. cuja rotação pode variar linearmente de zero até uma rotação muito próxima à do eixo de entrada. e em vez das hélices. variando-se assim o torque (e também a velocidade) na saída do variador. l V ariador Hidrocinético Este método permite variação contínua de velocidade. composto de um eixo de entrada. O sistema consiste basicamente em um variador de velocidade de princípio hidrocinético. em função do fluxo de ar existente.

pois existem muitas partes girantes as quais necessitam de ajustes constantes e substituições periódicas. Tabela Comparativa dos Sistemas de Variação de Velocidade Tradicionais Polias Variadoras Faixa de variação de velocidade Limite de potência Eficiência Custo Pontos fortes Pontos fracos Escorregamento Manutenção difícil Vazamentos Manutenção difícil pequena (1 a 4 máx.) baixo baixa baixo Hidráulico grande elevado baixa elevado baixa baixo partida suave Eletromecânico média 16 . n rendimento deste tipo de acionamento é muito baixo. independente da rotação desejada no eixo de saída.1 INTRODUÇÃO n A rotação máxima de saída é sempre a nominal do motor. pois apresenta perdas por aquecimento e ruído. n Aqui também o motor sempre estará girando na rotação nominal. Isto proporciona um consumo inadequado (desperdício de energia). n As manutenções preventivas e corretivas são freqüentes. quando se opera em rotações abaixo da rotação nominal. nunca além desta.

classes de isolamento térmico Tempo de rotor bloqueado .5 2. 2 Corrente x velocidade 2.3.2 2.1 2.3 Princípios básicos de funcionamento Análise de funcionamento Curvas características do motor de indução 2.3. 1 Torque x velocidade 2.2 COMO FUNCIONA UM MOTOR DE INDUÇÃO 2.4 2.6 Potência e perdas Características de temperatura .

2).1 pelas linhas circulares chamadas de linhas de indução magnética.2 COMO FUNCIONA UM MOTOR DE INDUÇÃO? Para compreender o funcionamento de um Inversor de Freqüência é de fundamental importância entender primeiro como funciona um motor de indução. Uma corrente circulando por um condutor produz um campo magnético. Se um condutor é movimentado dentro de um campo magnético. proporcional ao número de linhas de indução cortadas por segundo (figura 2.1 2.1 PRINCÍPIOS BÁSICOS DE FUNCIONAMENTO 1. Figura 2. 2. Figura 2. representado na figura 2. No centro da figura se encontra o condutor e as linhas circulares em volta são uma representação gráfica do campo magnético gerado pela corrente.2 19 . Para começar enunciaremos os princípios físicos básicos da conversão de energia elétrica em energia mecânica. circulará por ele uma corrente elétrica. aparecerá uma tensão induzida entre os terminais do condutor. Se o dito condutor forma um circuito fechado.

proporcional à corrente que circula por ambos condutores e à distância (d) entre eles. 2. Um bobinado polifásico. igual ao mostrado na figura 2. Figura.3 4.1.4.5) produzirá um campo magnético girante (figura 2.6). Dois condutores adjacentes (a e b) pelos quais está circulando uma corrente elétrica (i a e i b) produzem cada um deles um campo magnético (Item 1).3).4 20 . Figura 2.2 COMO FUNCIONA UM MOTOR DE INDUÇÃO? 3. alimentado por um sistema de tensões trifásico (figura 2. Este princípio é similar ao visto na figura 2. A interação entre estes dois campos magnéticos produzirá uma força (F) de atração ou repulsão entre os condutores (figura 2. com a diferença que neste o campo magnético é estático.

Figura 2.2 COMO FUNCIONA UM MOTOR DE INDUÇÃO? Figura 2. os pontos identificados com os números •. Na figura pode-se ver que a resultante destes vetores está girando (campo girante) com uma velocidade proporcional a freqüência e ao número de pólos do motor.6 21 . Desta maneira é mais fácil fazer a composição dos vetores de indução magnética para cada instante..6.‡ correspondem aos momentos em que a tensão de uma das três fases é igual a zero.5 Na figura 2..

ENTROLAMENTO TRIFÁSICO 3 2 8 VENTILADOR 5 BARRAS DE ANÉIS DE CURTO-CIRCUITO ROLAMENTOS 12 11 6 7 EIXO PROTEÇÃO DO VENTILADOR 4 TAMPAS 9 1 CARCAÇA 10 Figura 2.2 COMO FUNCIONA UM MOTOR DE INDUÇÃO? 5.7). Torque: força aplicada num eixo.8 TERMINAIS CAIXA DE LIGAÇÃO 22 . Torque [Kgm]= força [Kg] x distância [m] Figura 2. A velocidade do campo girante descrito anteriormente.8 .7 NÚCLEO DE CHAPAS NÚCLEO DE CHAPAS Os motores de indução mais utilizados na indústria são os chamados motores de gaiola trifásicos (figura 2. é proporcional à freqüência do sistema de tensões trifásico e ao número de pólos do bobinado. chamada de velocidade síncrona. Velocidade do campo girante [rpm]= (freqüência [1/ s] x 120 ) / n° de pólos 6. que provocará a rotação do mesmo (figura 2.rotor e estator).

isto significa que através de algum dispositivo mecânico impediremos que o eixo do motor (rotor) gire. Barras e anéis de curto-circuito (12) Outras partes: Tampas (4). O próprio nome “motor de indução” se deve ao fato de que toda a energia requerida pelo rotor para a geração de torque é “induzida” pelo primário do transformador (estator) no secundário (rotor). Nestes motores o rotor é fabricado com espiras em curto-circuito formando uma verdadeira gaiola.2 ANÁLISE DE FUNCIONAMENTO Para análise de funcionamento pode se considerar o motor de indução como um transformador. Como toda a energia produzida no rotor tem de 23 . As linhas de indução deste campo magnético “cortarão” as espiras do rotor com velocidade máxima induzindo assim a máxima tensão nas espiras do rotor. e como descrito no item 3. Para facilitar o entendimento do funcionamento do motor de indução dividiremos o estudo em três casos hipotéticos: CASO 1 Primeiramente consideraremos um motor de dois pólos com o “rotor bloqueado”. Caixa de ligação (9). aparecerá uma força entre o rotor e o estator que fará com que o rotor gire. 2.2 COMO FUNCIONA UM MOTOR DE INDUÇÃO? Estator: Carcaça (1). Ventilador (5). Como existem dois campos magnéticos. disponibilizando assim energia mecânica (torque) no seu eixo. e como estas estão em curtocircuito. Enrolamento trifásico (8) Rotor: Eixo (7). onde o enrolamento primário deste transformador é formado pelo estator e o enrolamento secun dário pelo rotor. este produzirá um campo magnético girante com velocidade de 3600 rpm (item 5). com pares de pólos em cada fase. Núcleo de chapas (3). Rolamentos (11). Proteção do ventilador (6). Núcleo de Chapas (2). Terminais (10). O estator é formado por três bobinas (bobinado trifásico). circulará também a máxima corrente por elas. se aplicarmos tensão trifásica com freqüência de 60Hz nos terminais do bobinado do estator. um no estator e outro no rotor. Nesta condição. já que é o único que pode se movimentar pois está montado sobre rolamentos.

produzindo uma tensão e uma corrente induzida no rotor. nem corrente.2 COMO FUNCIONA UM MOTOR DE INDUÇÃO? ser “induzida” pelo estator. nem geração de campo magnético. pois não foram projetados para suportar esta corrente por um período de tempo grande. CASO 3 Vamos supor agora que. Se esta condição for mantida por mais que alguns segundos os fios do bobinado do estator irão esquentar de forma indevida. Escorregamento = velocidade síncrona – velocidade do rotor S = (N s – N) –––––––––––––––––– Ns 24 . baixamos a velocidade do rotor do motor para 3550 rpm. podendo até danificar (queimar) o bobinado. Vamos supor que o rotor do motor possa girar exatamente à velocidade de 3600 rpm. O campo magnético girante tem uma velocidade de 3600 rpm. CASO 2 Agora vamos para o outro extremo. sendo assim. A diferença entre a velocidade síncrona (3600 rpm) e a velocidade do rotor é conhecida como “escorregamento”. o do estator e o do rotor. Para a produção de energia mecânica (torque) no motor é necessária a existência de dois campos magnéticos. A interação entre os dois campos magnéticos. que pela sua vez produzirá torque no eixo do motor. circulará no bobinado do estator uma corrente elevada (6 a 8 vezes maior que a corrente nominal do motor). Sendo assim não haverá tensão induzida. não haverá torque no eixo do motor. é assim que as linhas de indução do campo magnético girante do est ator “cortarão” as espiras do rotor com uma velocidade de 50 rpm (3600 rpm – 3550 rpm = 50 rpm). nas mesmas condições do Caso 2. produzirão uma força. Neste caso as linhas de indução do campo magnético girante produzido pelo estator “não cortarão” as espiras do rotor pois os dois estão girando com mesma velocidade.

5 a 1. o campo magnético gerado por esta também será maior.3. aumentando assim o torque disponível no eixo do motor. 2. Sendo assim circulará no bobinado do estator uma corrente elevada (6 a 8 vezes maior que a corrente nominal do motor) que diminuirá a medida que a velocidade do motor aumenta. Se o torque requerido pela carga é maior que o nominal do motor. aumentando também a tensão e corrente induzida no rotor. 25 . Se o escorregamento aumenta a velocidade com que as linhas de indução do campo magnético do rotor “cortam” o estator aumentará. Existirá então um ponto de equilíbrio entre a carga do motor e a velocidade do rotor (caso 3). Se a corrente é maior.3 CURVAS CARACTERÍSTICAS DO MOTOR DE INDUÇÃO 2. chegando novamente numa condição de equilíbrio. Na partida acontece algo similar ao descrito no caso 1.2 COMO FUNCIONA UM MOTOR DE INDUÇÃO? Descritas estas três condições. o torque (torque de partida) será de aproximadamente 2 a 2. fazendo diminuir também a velocidade do rotor.1 Torque x Velocidade É a curva que mostra a relação entre o torque desenvolvido pelo motor e a su a rotação. a corrente do motor será maior que a nominal e o motor será danificado. quando o motor é ligado diretamente à rede. diminuindo a medida que a velocidade aumenta até atingir um valor de 1. Se a carga no eixo do motor aumenta. podemos agora imaginar o que acontece na prática com nosso motor de indução. e se esta condição é mantida por muito tempo. A medida que a velocidade aumenta o torque aumenta novamente até atingir o seu valor máximo (80% da velocidade nominal) chegando a seu valor nominal na velocidade nominal. Como mostra a curva (linha cheia) da figura 2. e o escorregamento aumentará. mas na prática a diferença do rotor bloqueado do caso 1 nosso motor pode girar livremente. a velocidade do rotor tenderá a diminuir. Quando a velocidade do rotor se aproxima da velocidade síncrona (caso 2) o torque produzido diminuirá.5 vezes o torque nominal. Na partida.9.7 do torque nominal a aproximadamente 30% da velocidade nominal.

Este parâmetro é uma medida da quantidade de potência elétrica transformada pelo motor em potência mecânica.4 POTÊNCIA E PERDAS Na placa de identificação do motor existe um parâmetro chamado de rendimento e identificado pela letra grega η.3.Curva Torque x Velocidade e Corrente x Velocidade para motores de indução de rotor em gaiola alimentados com tensão e freqüência constantes 2. devido às perdas no mot or.9 . Se a carga for a nominal a corrente será também a corrente nominal. A figura mostra que na partida. a corrente que circula por ele será 5 a 6 vezes maior que a corrente nominal. A potência transmitida à carga pelo eixo do motor é menor que a potência elétrica absorvida da rede.2 COMO FUNCIONA UM MOTOR DE INDUÇÃO? 2.9) que mostra a relação entre a corrente consumida pelo motor em função da sua velocidade. Essas perdas podem ser classificadas em: 26 .2 Corrente x Velocidade É a curva (linha tracejada da figura 2. quando o motor é ligado diretamente à rede. Figura 2. diminuindo a medida que a velocidade aumenta até atingir um valor estacionário determinado pela carga acoplada ao mo tor.

são mostradas na tabela a seguir: Tabela 2. As classes de isolamento utilizadas em máquinas elétricas e os respectivos limites de temperatura conforme norma NBR-7094. com a ut ilização generalizada destes equipamentos. n perdas por atrito e ventilação. 2. os materiais isolantes e os sistemas de isolamento (cada um formado pela combinação de vários materiais) são agrupados em CLASSES DE ISOLAMENTO.1 . a sua vida útil depende quase exclusivamente da vida útil da isolação do bobinado e da vida mecânica dos rolamentos. Atualmente.Classes de isolamento CLASSE A E B F H TEMPERATURA (°C) 105 120 130 155 180 As classes B e F são as freqüentemente utilizadas. não suportando mais a tensão aplicada e produzindo curto-circuito entre as espiras do bobinado. n perdas no rotor. que tem sido ut ilizado com sucesso em todos os casos de alimentação com fontes senoidais tradicionais (50/ 60Hz) pode não atender os requisitos necessários se os mesmos forem alimentados por outro tipo de fonte. o problema do rompimento da isolação provocado pelos altos picos de tensão decorrentes da rapidez de crescimento dos 27 . Para fins de normalização. pela maior temperatura que o material pode suportar continuamente sem que seja afetada sua vida útil. cada qual definida pelo respectivo limite de temperatura. O sistema de isolamento convencional dos motores. Vida útil da isolação refere-se ao envelhecimento gradual do isolante. ou seja. n perdas magnéticas no núcleo (perdas no ferro).2 COMO FUNCIONA UM MOTOR DE INDUÇÃO? n perdas no enrolamento estatórico (perdas no cobre).5 CARACTERÍSTICAS DE TEMPERATURA CLASSES DE ISOLAMENTO TÉRMICO Sendo o motor de indução uma máquina robusta e de construção simples. É o caso dos motores alimentados por inversores de freqüência.

A tabela abaixo mostra os valores limites da temperatura de rotor bloqueado. Este tempo é um parâmetro que depende do projeto da máquina. Estes motores com isolamento especial são chamados de ”Inverter Duty Motors”. bem como a alta freqüência com que estes são produzidos.53 175 200 225 IEC 79.2 COMO FUNCIONA UM MOTOR DE INDUÇÃO? pulsos gerados pelo inversor.2 . atinja a sua temperatura limite. afim de garantir a vida dos motores.6 TEMPO DE ROTOR BLOQUEADO Tempo de rotor bloqueado é o tempo necessário para que o enrolamento da máquina. Encontra-se normalmente no catálogo ou na folha de dados do fabricante. de acordo com as normas NEMA e IEC.7 185 210 235 ∆Tmáx (°C) 80 100 125 28 . obrigou a implementar melhorias no isolamento dos fios e no sistema de impregnação. partindo da temperatura em condições nominais de serviço e considerando a temperatura ambiente no seu valor máximo. 2. Tabela 2.Temperatura limite de rotor bloqueado CLASSE DE ISOLAMENTO B F H TEMP ERATURA MÁXIMA (°C) NEMA MG1. quando percorrido pela sua corrente de partida.12.

29 . como segue: Ipn t rb = t b . I pn é obtido de catálogos e possui o valor em torno de 6 a 8 vezes a corrente nominal do motor.2 COMO FUNCIONA UM MOTOR DE INDUÇÃO? Para partidas com tensão reduzida o tempo de rotor bloqueado pode ser redefinido como segue: t rb = t b x ( U n / U r ) 2 Onde: t rb = Tempo de rotor bloqueado com tensão reduzida tb = Tempo de rotor bloqueado à tensão nominal U n = Tensão nominal U r = Tensão reduzida Outra forma de se redefinir o tempo de rotor bloqueado é através da utilização da corrente aplicada ao motor. Se por exemplo esta partida for do tipo estrela-triângulo o valor da corrente será de aproximadamente 1/3 da corrente de partida. ( –––––– )² Ipc Onde: t rb = Tempo de rotor bloqueado com corrente reduzida tb = Tempo de rotor bloqueado à corrente nominal Ipn = Corrente de partida direta do motor Ipc = Corrente de partida do motor com corrente reduzida Geralmente. e I pc depende do mét odo de partida do motor.

Frenagem 3.2 Categorias de Partida Formas de Partida l l l Partida direta Partida estrela-triângulo Partida eletrônica (soft-starter) 3.1 3. 2 Frenagem por injeção de CC 3.3.4 Vantagens e desvantagens dos métodos de partida l l l Partida direta Partida estrela-triângulo Partida eletrônica (soft-starter) .3 MÉTODOS DE COMANDO DE UM MOTOR DE INDUÇÃO 3.3. 1 Frenagem por contra-corrente 3.3.

onde a carga apresenta picos periódicos.1 CATEGORIAS DE PARTIDA Conforme as suas características de torque em relação à velocidade e corrente de partida. concessionárias de energia elétrica.Cara cterísticas das categorias de partida direta Categorias de partida N H D Torque de partida Normal Alto Alto Corrente de partida Normal Normal Normal Escorregamento Baixo Baixo Alto As curvas torque x velocidade das diferentes categorias estão mostradas na figu ra 3. b) CATEGORIA H Usados para cargas que exigem maior torque na partida. são classificados em categorias. Usados também em elevadores e cargas que necessitam de torques de partida muito altos e corrente de partida limitada. elétricos e eletrônicos.1 . etc. como peneiras. Estas categorias são definidas em norma (NBR 7094). 33 . como bombas. c) CATEGORIA D Usados em prensas excêntricas e máquinas semelhantes. são implementados com equipamentos eletromecânicos. 3.3 MÉTODOS DE COMANDO DE UM MOTOR DE INDUÇÃO Os métodos de comando de um motor de indução.1. Tabela 3. segurança. cargas de alta inércia. transportadores carregadores. etc. máquinas operatrizes. cada uma adequada a um tipo de carga. e ventiladores. Estes equipamentos permitem acelerar (partir) e desacelerar (frenar) o motor de acordo com requisitos impostos pela carga. e são as seguintes: a) CATEGORIA N Constituem a maioria dos motores encontrados no mercado e prestam-se ao acionamento de cargas normais. britadores. os motores de indução trifásicos com rotor de gaiola.

2 FORMAS DE PARTIDA l PARTIDA DIRETA A maneira mais simples de partir um motor de indução é a chamada partida direta.Curvas características de torque em função da categoria do motor (partida direta) 3. a corrente de partida de um motor de indução quando ligado diretamente à tensão da rede é 5 a 6 vezes maior que a corrente nominal.2 . aqui o motor é ligado à rede diretamente através de um contator (ver figura 3. deve-se observar que para este tipo de partida existem restrições de utilização.2). Porém.3 MÉTODOS DE COMANDO DE UM MOTOR DE INDUÇÃO Figura 3. Como já foi visto anteriormente. Por este motivo. Figura 3.Partida Direta 34 . a partida direta não é utilizada.1 . e fundamentalmente para motores de grande porte.

ou seja. Na partida o motor é ligado na conexão de maior tensão. A partida estrela-triângulo poderá ser usada quando a curva de torque do motor for suficientemente elevada para poder garantir a aceleração da máquina com a corrente reduzida.73 vezes maior. isto possibilita uma redução de até 1/3 da corrente de partida do motor.3.Partida estrela-triângulo 35 . o torque resistente da carga não deverá ser superior ao torque do m otor quando o motor estiver em estrela.3 . Esta partida é implementada com dois contatores como mostra a figura 3. Figura 3.4. como mostra a figura 3. A menor tensão deverá ser igual à tensão de rede e a out ra 1.∆) Este tipo de partida só pode ser utilizado em motores que possuam ligação em dupla tensão (por exemplo 3 x 380 V e 3 x 220 V).TRIÂNGULO (Y.3 MÉTODOS DE COMANDO DE UM MOTOR DE INDUÇÃO l PARTIDA ESTRELA .

No final do período de partida. como ocorre com o método de partida por ligação estrela-triângulo. chamado de partida suave (soft-starter). 36 . m uitas vezes. Este comportamento é. O ângulo de disparo de cada par de tiristores é controlado eletronicamente para aplicar uma tensão variável no motor durante a aceleração. consegue-se manter a corrente de partida (ver figura 3. ajustável conforme a aplicação. Com isso. ao invés de ser submetido a transição brusca. motor com partida estrela-triângulo l PARTIDA ELETRÔNICA (SOFT-STARTER) A chave de partida a estado sólido consiste de um conjunto de pares de tiristores (SCR) ou combinações de tiristores/diodos.3 MÉTODOS DE COMANDO DE UM MOTOR DE INDUÇÃO Figura 3. como desejado.4 .5) próxima da nominal e com suave variação. para cada fase do motor.Curva característica de torque e corrente. a tensão atinge seu valor pleno após uma aceleração suave ou uma rampa ascendente.

5 . motor com partida suave (soft-starter) Além da vantagem do controle da corrente durante a partida. pois sua vida útil é mais longa. como um recurso adicional. cabos. etc.Curva característica de torque e corrente. a vantagem de não possuir partes móveis ou que gerem arco elétrico.3 MÉTODOS DE COMANDO DE UM MOTOR DE INDUÇÃO Figura 3. assim como dos componentes acessórios (contatores. 37 . como nas chaves eletro-mecânicas. a chave eletrônica apresenta. a soft-starter apresenta a possibilidade de efetuar a desaceleração suave para cargas de baixa inércia. Este é um dos pontos fortes das chaves eletrônicas. também. Ainda.). fusíveis.

6) e começa a desacelerar (frenar). Quando a velocidade cai a zero o motor deve ser desenergizado. pois o torque desenvolvido pelo motor é elevado. Para este tipo de frenagem.3. isto é. acarretando em um sobreaquecimento do motor. 3. Dessa forma.3 MÉTODOS DE COMANDO DE UM MOTOR DE INDUÇÃO 3. A seguir apresentaremos dois métodos de frenagem elétrica.1 Frenagem por contra-corrente Obtém-se a frenagem por contra-corrente através da inversão de duas fases da tensão de alimentação do enrolamento estatórico (ver figura 3.3 FRENAGEM Os motores de indução possibilitam várias formas de frenagem. Curva de torque x rotação na frenagem por contra-corrente 38 . as correntes induzidas nos enrolamentos rotóricos são de freqüências altas (duas vezes a freqüência estatórica) e de elevada intensidade. onde se tem s < 0 e o motor opera com características de gerador. onde há a absorção de potência elétrica da rede com corrente maior que a nominal. caso contrário. passará a funcionar em sentido oposto. para reverter a direção de rotação do campo girante do motor com o mesmo girando ainda na direção inicial. a rotação do rotor fica agora contrária a um torque que atua em direção oposta (ver figura 3.6. Figura 3.7).

7 .3 MÉTODOS DE COMANDO DE UM MOTOR DE INDUÇÃO Figura 3.Frenagem por contracorrente 39 .

o qual também estabelece um campo magnético estacionário com respeito ao estator. a frenagem CC tem sua aplicação limitada devido ao fato de que toda a energia de frenagem é dissipada no próprio mo tor. a tensão contínua a ser aplicada no estator do motor é obtida através do disparo dos transistores do inversor.9).3 MÉTODOS DE COMANDO DE UM MOTOR DE INDUÇÃO 3.2 Frenagem por injeção de corrente contínua (CC) É obtida através da desconexão do estator da rede de alimentação e da posterior conexão a uma fonte de corrente contínua (ver figura 3. quando utilizado um inversor de freqüência. Na prática.3. Figura 3. Devido à interação do campo magnético resultante e da corrente rotórica. o motor desenvolve um torque de frenagem (ver figura 3. podendo causar sobreaquecimento excessivo no mesmo.8) cuja magnitude depende da intensidade do campo. 40 . não necessitando de nenhum dispositivo adicional. utiliza-se a frenagem CC com tensões contínuas limitadas a aproximadamente 20% da tensão nominal CA do mo tor. Assim. para não comprometer a vida útil do motor.8 . da resistência do circuito rotórico e da velocidade do rotor. A rotação do rotor em seu campo produz um fluxo de corrente alternada no mesmo.Curva de torque x rotação durante a frenagem CC Como veremos posteriormente. A corrente contínua enviada ao enrolamento estatórico estabelece um fluxo magnético estacionário cuja curva de distribuição tem uma fundamental de forma senoidal. pois a tensão CC é proveniente do próprio circuito intermediário do inversor.

Em função disto pode provocar interferência em equipamentos ligados na mesma instalação • É necessário sobredimencionar cabos e contatores • Limitação do número de manobras/hora 41 .Frenagem por injeção de CC 3. provocando queda de tensão na rede de alimentação.9 .4 VANTAGENS E DESVANTAGENS DOS MÉTODOS DE PARTIDA l PARTIDA DIRETA Vantagens • Menor custo de todas • Muito simples de implementar • Alto torque de partida Desvantagens • Alta corrente de partida.3 MÉTODOS DE COMANDO DE UM MOTOR DE INDUÇÃO Figura 3.

o custo é levado devido a necessidade de seis cabos. o pico de corrente na comutação de estrela para triângulo é equivalente ao da partida direta • Em casos de grande distância entre motor e chave de partida.3 MÉTODOS DE COMANDO DE UM MOTOR DE INDUÇÃO l ESTRELA-TRIÂNGULO Vantagens • Custo reduzido • A corrente de partida é reduzida a 1/3 quando comparada com a partida direta • Não existe limitação do número de manobras/hora Desvantagens • Redução do torque de partida a aproximadamente 1/3 do nominal • São necessários motores com seis bornes • Caso o motor não atingir pelo menos 90% da velocidade nominal. l SOFT-STARTER Vantagens • Corrente de partida próxima à corrente nominal • Não existe limitação do número de manobras/hora • Longa vida útil pois não possui partes eletromecânicas móveis • Torque de partida próximo do torque nominal • Pode ser empregada também para desacelerar o motor Desvantagens • Maior custo na medida em que a potência do motor é reduzida 42 .

2 Características dos motores de indução acionados com inversores de freqüência .1 Métodos de controle do s inversores de freqüência l l Controle escalar Controle vetorial 4.4 O INVERSOR DE FREQÜÊNCIA 4.

em todos estes casos a freqüência de alimentação foi a da rede. podendo ser calculada pela seguinte equação: 120 x ƒ x ( 1 . É assim que a velocidade do motor será a velocidade nominal. 60Hz. isto é.4 O INVERSOR DE FREQÜÊNCIA No capítulo anterior vimos diferentes alternativas de comandar um moto r de indução a partir da rede de alimentação.s ) n = ––––––––––––––––––––––––– p onde: n = velocidade em rotações por minuto (rpm) ƒ = freqüência da rede em Hertz (Hz) s = escorregamento p = número de pólos Figura 4. com escorregamento nominal (s = 0.s ) n = ––––––––––––––– –––– = 1750 rpm 4 A partir da simples observação da equação anterior podemos deduzir que se pudéssemos dispor de um dispositivo que permita variar a freqüência da tensão de alimentação poderíamos variar diretamente no motor a sua velocidade de rotação.1 Se considerarmos como exemplo um motor de 4 pólos. 45 .0278) teremos: 120 x 60 ( 1 .

3 46 .2 120 x 90 (1 . 120 x 30 (1 .s) n = ––––––––––––––––– –––––– = 2625 rpm 4 Figura 4.s) n = –––––––––––––––––– – = 875 rpm 4 Figura 4.4 O INVERSOR DE FREQÜÊNCIA Vamos ver agora o que acontece se alimentarmos o motor a partir de um dispositivo que permita variar a freqüência da tensão de alimentação. um abaixo da freqüência nominal e outro acima. A seguir mostraremos dois casos.

O inversor é composto de seis chaves implementadas numa configuração como mostrada na figura 4. Figura 4.4 O diagrama de blocos da figura 4.3 acima mostram para um mesmo período de tempo exemplos de ondas senoidais trifásicas com diferentes valores de freqüência. Figura 4.5 47 . As figuras 4.4 gera uma tensão contínua que é posteriormente filtrada e introduzida no bloco seguinte. chamado de Inversor.1 a 4.4 mostra as partes componentes deste dispositivo. O retificador da figura 4. obter um sistema trifásico com freqüência variável.4 O INVERSOR DE FREQÜÊNCIA Vamos ver agora como podemos através de um dispositivo eletrônico. e a partir da tensão e freqüência constante da rede.5.

6 que variando o tempo que cada combinação de chaves permanece num determinado estado. 5 e 6 estão fechadas e as chaves 2.6. Pode se deduzir também a partir da figura 4. Estas chaves são implementadas nos inversores de freqüência com dispositivos semicondutores chamados de transistores de potência. podemos variar a freqüência da onda de saída. 3 e 4 abertas.Transistor Bipolar com Porta Isolada (Insulated Gate Bipolar Transistor) A figura 4. Nos cinco estados seguintes mud a a combinação de chaves abertas e fechadas permanecendo o mesmo tipo de análise do primeiro estado. Existem várias tecnologias de fabricação para este tipo de transistores.6 a seguir mostra um exemplo simples de como pode ser gerada uma primeira aproximação de uma onda senoidal. A onda senoidal representada com linha tracejada serve como referência para o leitor identificar a aproximação mencionada. como representado na forma de onda. 48 .. Os transistores mais freqüentemente utilizados são os chamados: IGBT . entre as fases V e W é zero e entre as fases U e W é positiva. Durante o primeiro estado as chaves 1. OBSERVAÇÃO Os números correspondem as chaves fechadas. A linha cheia representa a onda gerada pela combinação de seis estados das chaves 1.4 O INVERSOR DE FREQÜÊNCIA Dependendo da combinação de chaves abertas ou fechadas pode se obter na saída do inversor formas de onda diferentes.01Hz. Assim no motor a tensão entre as fases U e V é positiva. Esta estratégia permite a geração de ondas senoidais de freqüên cia variável com resolução de até 0. Os inversores de freqüência modernos utilizam para a combinação de abertura e fechamento das chaves uma estratégia chamada de “PWM” (Pulse Width Modulation) ou “Modulação por Largura de Pulsos”.

4 O INVERSOR DE FREQÜÊNCIA Figura 4.6 49 .

Um deles é a sua resistência ôhmica R [Ohm] e o outro e a sua indutância L [Henry]. O estator do motor de indução possui um bobinado trifásico como mostrado na figura 2. A resistência depende do tipo de material (cobre) e do comprimento do fio com qual é realizado o bobinado.4 O INVERSOR DE FREQÜÊNCIA A figura 4.7 mostra o padrão de chaveamento da tensão e a corrente resultante numa fase do motor. Este bobinado tem dois parâmetros que defin em suas características. que mantém o torque do motor constante. igu al ao nominal.1 MÉTODOS DE CONTROLE DOS INVERSORES DE FREQUÊNCIA l CONTROLE ESCALAR O funcionamento dos inversores de freqüência com controle escalar está baseado numa estratégia de comando chamada “V/F constante”. Figura 4. quando utilizada a técnica PWM para comando dos transistores de potência. Fazendo uma análise muito simplificada podemos dizer 50 .7 4. Já a indutância depende fundamentalmente da geometria (forma) do bobinado e da interação com o rotor. para qualquer velocidade de funcionamento do motor.4.

f. Assim teremos que o valor da corrente será proporcional à tensão de alimentação V. mas a tensão e a freqüência são dois parâmetros que podem ser “controlados” pelo inversor de freqüência. e para um método de controle simples como o escalar. Assim. Assim: XL = 2. como mostra a equação e a figura 4. 51 . desprezá-lo. se para variar a velocidade do motor de indução temos que variar a freqüência da tensão de alimentação. O valor de indutância L é uma constante do motor.L e I = V /( R 2 + X L2 )1/2 Para valores de freqüên cia acima de 30Hz o valor da resistência é muito pequeno quando comparado com o valor da reatância indutiva. nesta aproximação.π. à indutância L e à freqüência f.8.4 O INVERSOR DE FREQÜÊNCIA que a corrente que circulará pelo estator do motor será proporcional ao valor da resistência “R” e ao valor da reatância Indutiva “XL” que é dependente da indutância L e da freqüência f. a estratégia de controle “V/F constante” varia a tensão proporcionalmente com a variação da freqüência de alimentação (e da reatância indutiva) do motor para obter no estator uma corrente constante da ordem da corrente nominal do motor. desta maneira podemos.

4 O INVERSOR DE FREQÜÊNCIA I ≅ V/f = Cte. É assim que a partir deste ponto a corrente.9 52 . Figura 4.8. pois já foi atingida a tensão máxima (tensão da rede). e conseqüentemente o torque do motor.8 Como se pode observar na figura 4. Figura 4. Est a região (acima dos 60Hz no exemplo) é conhecida como região de enfraquecimento de campo. acim a de 60Hz a tensão não pode continuar subindo.9 a seguir mostra o gráfico do torque em função da freqüência onde fica em evidência este comportamento. A figura 4. diminuirão.

A faixa de variação de velocidade é pequena e da ordem de 1:10 (Ex: 6 a 60Hz). de para baixas freqüências. através de um método chamado de compensação I x R . É assim que. Para que isto seja evitado. Este apresenta também um custo relativo menor quando comparado com 53 . Um inversor com controle escalar pode controlar a velocidade de rotação do motor com uma precisão de até 0. a tensão do estator em baixas freqüências deve ser aumentada. nem elevada precisão e nem controle de torque.10 a seguir. conforme figu ra 4. Pelo princípio de funcionamento e aplicação. a corrente e conseqüentemente o torque do motor diminuem bastante. que foi desprezado anteriormente.4 O INVERSOR DE FREQÜÊNCIA Para freqüências abaixo de 30Hz o termo correspondente a resistência R do estator. mantendo-se a proporcionalidade entre a freqüência e a tensão. começa a ter influência no cálculo da corrente. e de 3 % a 5 % com variação de carga de 0 a 100 % do torque nominal. Figura 4. são utilizados na maioria das vezes motores de indução convencionais sem nenhum sistema de realimentação de velocidade (tacogerador de pulsos acoplado ao motor) em malha fechada. o inversor de freqüência escalar é a mais utilizado em sistemas que não requerem alto desempenho. Com estas características.5 % da rotação nominal para sistemas sem variação de carga.10 Podemos deduzir assim que o cont role escalar em inversores de freqüên cia é utilizado em aplicações normais que não requerem elevada dinâmica (grandes acelerações e frenagens).

pois a proporcionalidade da corrente de armadura. No inversor v/f a referência de velocidade é usada como sinal para gerar os parâmetros tensão/freqüênc ia variável e disparar os transistores de potência. • Controle de torque linear para aplicações de posição ou de tração. Contudo. a busca por avanços tecnológicos significativos tem diminuído esta hegemonia e. • Operação suave em baixa velocidade e sem oscilações de torque. No motor de indução a corrente do estator é responsável por gerar o fluxo de magnetização e o fluxo de torque. 54 . o circuito de potência do inversor de freqüência vetorial não é diferente de um inversor de freqüência v/f. Vantagens do Inversor com Controle Vetorial • Elevada precisão de regulação de velocidade. estão aparecendo opções de novas alternativas. Basicamente. o motor elétrico deverá fornecer essencialmente um controle preciso de torque para uma faixa extensa de condições de operação. • Alta performance dinâmica. como por exemplo o inversor com controle vetorial. calculando a corrente do estator e a corrente de magnetização. Já o inversor vetorial calcula a corrente necessária para produzir o torque requerido pela máquina. l CONTROLE VETORIAL Em aplicações onde se faz necessária uma alta performance dinâmica. Para tais aplicações os acionamentos de corrente contínua sempre representaram uma solução ideal. respostas rápidas e alta precisão de regulação de velocidade. gradativamente. mesmo com variação de carga. como o uso de acionamentos em corrente alternada do tipo controle vetorial. A palavra “vetorial” está sendo nos ú ltimos tempos muito utilizada para dar nome aos novos inversores.4 O INVERSOR DE FREQÜÊNCIA outros tipos de inversores mais sofisticados. do fluxo e do torque num motor de corrente contínua proporcionam um meio direto para o seu controle. sendo composto dos mesmos blocos funcionais. Veremos na continuação uma descrição dos inversores com controle vetorial. não permitindo obter um controle direto do torque.

Tempo real significa que este cálculo tem que ser feito muitas vezes por segundo. A qualidade com a qual estas componentes são identificadas e controladas define o nível de desempenho do inversor. O torque produzido no motor é proporcional ao “produto vetorial” das duas componentes 4. Para calcular estas correntes é necessário resolver em “tempo real” uma equação que representa matematicamente o comportamento do motor de indução (modelo matemático do motor).4 O INVERSOR DE FREQÜÊNCIA algumas vezes de maneira não muito apropriada. um exemplo típico é a representação vetorial de uma força ou uma corrente elétrica. Um vetor é uma representação matemática de um grandeza física que possui magnitude e direção. A corrente que circula no bobinado estatórico de um motor de indução pode ser separada em duas componentes: Id. ou corrente de magnetização (produtora de FLUXO) e Iq ou o corrente produtora de TORQUE 2. É por isto que este tipo de controle requer microprocessadores muito potentes que realizam milhares de operações matemáticas por segundo. Para resolver esta equação é necessário conhecer ou calcular os seguinte parâmetros do motor: ð Resistência do estator ð Resistência do rotor ð Indutância do estator ð Indutância do rotor ð Indutância de magnetização 55 . tantas vezes quanto necessário para poder controlar o motor. Os inversores vetoriais recebem este nome devido a que: 1. A corrente total é a soma vetorial destas duas componentes 3. Vamos tentar esclarecer um pouco estes conceitos.

Porém. O controle vetorial representa. Este tipo de inversores conseguem excelent es características de regulação e resposta dinâmica. o que torna o motor especial.01% ð Regulação de torque: 5% ð Faixa de variação de velocidade: 1:1000 ð Torque de partida: 400% máx. sem dúvida. O inversor com realimentação por encoder é capaz de controlar a velocidade e o torque no mot or.1% ð Regulação de torque: Não tem ð Faixa de variação de velocidade: 1:100 ð Torque de partida: 250% ð Torque máximo (não contínuo): 250% 56 . como por exemplo: ð Regulação de velocidade: 0. um avanço tecnológico significativo. mas é superior ao inversor v/f . outros mais sofisticados utilizam rotinas de autoajuste para calcular estes parâmetros. A seguir alguns valores típicos para estes inversores: ð Regulação de velocidade: 0. em alguns sistemas que utilizam controle vetorial é necessário o uso de um encoder (tacogerador de pulsos) acoplado ao motor para que se tenha uma melhor dinâmica. aliando as performances dinâmicas de um acionamento CC e as vantagens de um motor CA. característica muito útil quando utilizados motores rebobinados ou já existentes. ð Torque máximo (não contínuo): 400% O inversor “sensorless” tem um grau de desempenho menor que o anterior.4 O INVERSOR DE FREQÜÊNCIA ð Curva de saturação Muitos inversores vem com estes valores préprogramados para diferentes motores. Sendo assim podemos dizer que existem dois tipos de implementação de inversores vetoriais: o inversor “sensorless” (sem sensores) e o inversor com realimentação por encoder (controle orientado pelo campo). pois calcula as duas componentes da corrente do motor.

assim sua velocidade síncrona será de 1800 rpm e a velocidade do eixo. O motor do exemplo é um motor de quatro pólos. existe uma diferença de 50 rpm entre a velocidade síncrona calculada e a velocidade de rotação do moto r. com o motor com carga nominal. a curva característica “corrente x velocidade” e “torque x velocidade” do motor de indução mostra que a partir do valor de torque equivalente a 150% do nominal (área de trabalho intermitente) as duas curvas apresentam o mesmo comportamento. Vejamos agora o comportamento da curva “torque x velocidade” quando o motor é alimentado através do inversor de freqüência. que coincide com a resposta de um motor acionado diretamente da rede. 57 . A figura 4. Podemos ver assim que. será 1750 rpm. Figura 4.2 CARACTERÍSTICAS DOS MOTORES DE INDUÇÃO ACIONADOS COM INVERSORES DE FREQÜÊNCIA Como já vimos na seção anterior. Isto significa que torque e velocidade tem um comportamento linear com a corrente.11.12 mostra um conjunto de curvas para diferentes velocidades (freqüências) de operação.11 Os inversores de freqüência trabalham exclusivamente nesta região. A 60Hz temos exatamente o caso da figura 4. devida ao escorregamento. com carga nominal.4 O INVERSOR DE FREQÜÊNCIA 4.

4 O INVERSOR DE FREQÜÊNCIA Figura 4. mas a velocidade do motor não. novamente para torque nominal o escorregamento será o nominal equivalente a 50 rpm. 58 . pois sempre tem uma diferença constante equivalente ao escorregamento.9 vemos que para uma freqüência de alimentação de 30Hz a velocidade síncrona será de 900 rpm.12 Observando novamente a figura 4. suficiente para acionar qualquer carga acoplada ao motor. e que alimentando o motor a partir de 3 ou 4Hz podemos obter no rotor um to rque de 150 % do nominal. É interessante observar que diminuindo a freqüência pela metade a velocidade síncrona também cai a metade. Outra característica importante do acionamento de motores com inversores de freqüência é que a corrente de partida é praticamente da ordem da corrente nominal. e a velocidade do motor será de 850 rpm.

5 PARÂMETROS DO INVERSOR DE FREQÜÊNCIA 5.1 5.2 Parâmetros de leitura Parâmetros de regulação l l Rampas de aceleração/desaceleração Curva U/F ajustável 5.3 Parâmetros de configuração l l l l l Frenagem Rampa de aceleração e frenagem reostática Rejeição de freqüências críticas Partida com motor girando (flying start) Compensação do escorregamento 5.5. Parâmetros das funções especiais l l Ciclo automático Controle de processos com inversores de freqüência .4 Parâmetros do motor 5.

quando comandado pelo teclado (referência de velocidade.1. Figura 5. Quase todos os inversores disponíveis no mercado possuem parâmetros programáveis similares.1. valor de freqüência) . sintonizem ou adeqüem o comportamento do inversor e motor em uma determinada aplicação. Estes parâmetros são acessíveis através de uma interface composta por um mostrador digital (“display”) e um teclado. Interface Homem-Máquina (IHM) 61 . chamado de Interface Homem-Máquina (IHM). Exemplos simples de parâmetros: l Parâmetro de Leitura P003: Corrente consumida pelo motor l Parâmetro Programável P121: Velocidade de giro do motor.5 PARÂMETROS DO INVERSOR DE FREQÜÊNCIA Um parâmetro do inversor de freqüência é um valor de leitura ou escrita. através do qual o usuário pode ler ou programar valores que mostrem. ver figura 5.

.1 PARÂMETROS DE LEITURA Os parâmetros de leitura. como seu nome indica. em Hz . somente a sua leitura.5 PARÂMETROS DO INVERSOR DE FREQÜÊNCIA Para facilitar a descrição. em rpm.Freqüência aplicada ao motor Valor da freqüência de saída do inversor. na linha de inversores WEG são identificados do P001 até o P099.Estado do inversor Indica o estado atual do inversor. As sinalizações disponíveis são: Ready. P004 . os parâmetros serão agrupados pelas suas características: l Parâmetros de leitura l Parâmetros de regulação l Parâmetros de configuração l Parâmetros do motor l Parâmetros das funções especiais 5.Referência de Velocidade Valor da referência de velocidade antes da rampa. Estes parâmetros não permitem a edição do valor programado. Independe da fonte de origem da referência. P002 . Subtensão e E00. Por exemplo.Corrente do motor Indica a corrente de saída do inversor em ampères.Tensão do circuito intermediário Indica a tensão atual no circuito intermediário de corrente contínua. E11 62 . Indicação em rpm.Velocidade do Motor Indica o valor da velocidade real. EXEMPLOS: P001 . P003 . P006 . . de configuração. do motor e das funções especiais. permitem visualizar os valores programados nos parâmetros de regulação. em Volts. Run.. P005 .

em %.2 PARÂMETROS DE REGULAÇÃO São os valores ajustáveis a serem utilizados pelas funções do inversor. EXEMPLOS: P100 . Rampa em “S” A rampa “S” é um recurso no qual se permite obter a aceleração/desaceleração de car gas onde se necessita de uma partida/parada de forma suave. Especificando o valor de tempo e velocidade final podemos assim controlar a aceleração e desaceleração do motor. 5.Tempo de desaceleração Definem os tempos para acelerar linearmente de 0 até a velocidade máxima ou desacelerar linearmente da velocidade máxima até 0.Tempo de aceleração e P101 . Os inversores possuem normalmente dois tipos de rampas: Rampa linear A rampa linear é a mais simples. não 63 .Torque no Motor Indica a parcela da Corrente Total que é proporcional ao torque. P133 . RAMPAS DE ACELERAÇÃO/ DESACELERAÇÃO As rampas permitem ao usuário do inversor modificar a velocidade de rotação do motor de forma controlada. A velocidade máxima é definida pelo parâmetro P134. e indicada para cargas com pouca inércia. Este impulso produz vibrações no equipamento acoplado ao motor.Referência máxima Define os valores máximo/mínimo de velocidade na saída quando o inversor é habilitado. Na transição da velocidade zero para a rampa e da rampa para a velocidade final.Referência mínima e P134 . o sistema acoplado ao motor recebe um impulso chamado de “jerk”.5 PARÂMETROS DO INVERSOR DE FREQÜÊNCIA P009 .

Ref.2 .5 PARÂMETROS DO INVERSOR DE FREQÜÊNCIA ocorrendo choques mecânicos no sistem a. as quais podem ser comandadas através de: chaves seletoras. etc.Ref. Seu uso é recomendado quando utiliza-se duas ou mais velocidades fixas (pré-ajustadas). 2 Multispeed _______ 300 rpm P126 . 4 Multispeed _______ 900 rpm P128 . pois traz as seguintes vantagens: l imunidade a ruído elétrico l simplificação de comandos e ajustes EXEMPL O: P124 . 6 Multispeed _______ 1500 rpm 64 . onde se define os tempos d e aceleração e desaceleração e também o percentual de distorção “S” da curva. CLP’s.Aceleração e desaceleração por rampa “S” Multi-Speed Esta função permite a variação da freqüência de saída do inversor através de combinações das entradas digitais. 3 Multispeed _______ 600 rpm P127 .Ref. contatores. 5 Multispeed _______ 1200 rpm P129 . conforme descrito na figura a seguir: Figura 5. chaves fim-decurso.Ref. 1 Multispeed _______ 90 rpm P125 .Ref.Ref. A rampa “S” pode ser ajustada em fun ção da aplicação através do software do inversor (parâmetros de programação).

65 .5 PARÂMETROS DO INVERSOR DE FREQÜÊNCIA P130 . 8 Multispeed _______ 1650 rpm Figura 5. 7 Multispeed _______ 1800 rpm P131 .Ref. a fim de adequar a uma necessidade específica.3 CURVA U/F AJUSTÁVEL Esta função permite a alteração das curvas características padrões definidas.Ref. que relacionam a tensão e a freqüência de saída do inversor e conseqüentemente o fluxo de magnetização do motor.

FRENAGEM Quando o motor de indução está sendo empregado em processos que exigem paradas rápidas. pois nestes casos o fluxo de magnetização do motor é diferente dos motores padrões. o tempo de desaceleração é muito pequeno e deve ser empregado o recurso de frenagem elétrica ou mecânica. Figura 5.5 PARÂMETROS DO INVERSOR DE FREQÜÊNCIA Esta característica pode ser utilizada em aplicações especiais nas quais os motores utilizados necessitam de tensão nominal ou freqüência nominal diferentes dos padrões. que podem ocasionar a sua destruição ou bloqueio do inversor. bem como as funções das entradas e saídas. as funções a serem executadas. onde se define a inclinação de uma reta (conforme ilustrado na figura a seguir) através de três pares (U. provocando um fluxo reverso da energia do rotor para o estator.Curva U/f ajustável Esta característica é necessária. f) de pontos distintos que são: Ponto mínimo. O motor passa a funcionar então como um gerador. ponto médio e ponto máximo.3 PARÂMETROS DE CONFIGURAÇÃO Definem as características do inversor. injetando esta 66 . Durante a frenagem a freqüência do rotor é maior que a freqüência do estator. 5.4 . O ajuste da relação entre a tensão e a freqüência é feito através do software do inversor (parâmetros de programação). o que pode acarretar picos de corrente ou operação com corrente acima da nominal do motor.

A frenagem elétrica pode ser feita através de um dos procedimentos abaixo. podendo ser empregado quando os requisitos de parada não são muito rígidos. Normalmente estes sistemas tem um tempo de atraso elevado. conseguindo uma frenagem rápida e preservando o inversor. Injeção de corrente contínua Permite a parada do motor através da aplicação de corrente contínua no mesmo. Assim o usuário deve ter certeza que o rotor está liberado do freio antes de dar um comando para movê-lo. 3. caso contrário o motor irá partir com uma condição de sobrecarga provocando uma sobrecorrente elevada. e pode causar um aquecimento excessivo do motor quando os ciclos de parada são muito repetitivos. que define o torque de frenagem. Parâmetros associados: Duração da frenagem (P300). A magnitude da corrente contínua. Este modo é geralmente usado com cargas de baixa inércia. ou uma combinação deles: 1. são parâmetros que podem ser especificados pelo usuário. um sistema capaz de segurar o eixo do rotor. Geralmente se utiliza a frenagem reostática para baixar a velocidade até um determinado valor. freqüência de início da frenagem (P301). evitando a sobretensão no barramento DC do driver. durante a rápida frenagem do motor. a partir do qual se aplica corrente contínua no motor. conforme o tempo de desaceleração especificado pelo usuário. o que provoca uma sobretensão neste. Frenagem reostática É usada para dissipar a energia que retorna do motor através de um banco de resistores. A frenagem mecânica consiste em comandar. através de um relé. tensão aplicada durante a frenagem (P302) 67 . tanto para ligar como desligar o freio. 2. Rampa de desaceleração A freqüência diminui até zero. e o período durante o qual ela é aplicada.5 PARÂMETROS DO INVERSOR DE FREQÜÊNCIA energia no barramento DC do inversor.

para não haver um pico de corrente no inversor. necessitando-se para isso de um inversor de freqüência. Esta é obtida pelo disparo dos transisto res do inversor. não necessitando nenhum dispositivo adicional. Este tipo de frenagem é útil quando se deseja a parada do motor (freio) apenas. isto é. sendo que dessa forma o motor se comporta como um gerador assíncrono e fornece um torque de frenagem. Em outras palavras. Neste estado o motor o pera como gerador com a energia cinética (do motor e da carga) convertida em energia elétrica 68 . Figura 5.5 . o torque gerado pelo motor torna-se negativo e este é frenado.5 PARÂMETROS DO INVERSOR DE FREQÜÊNCIA INJEÇÃO DE CORRENTE CONTÍNUA Este tipo de frenagem do motor é conseguida aplicando-se no seu estator uma tensão contínua. quando o escorregamento torna-se negativo. que poderá atuar a proteção e bloquear o mesmo.Frenagem CC com bloqueio por rampa de desaceleração RAMPA DE DESACELERAÇÃO E FRENAGEM REOSTÁTICA É possível uma frenagem controlada através de uma rampa de desaceleração quando a freqüência aplicada ao motor é reduzida de uma forma controlada. é necessário um intervalo para a desmagnetização do mo tor (Tempo Morto). através do tempo de injeção de corrente contínua e do nível de tensão CC aplicada no motor. diferentement e da frenagem reostática que pode ser utilizada para reduzir a velocidade. Durante a frenagem CC. mas mantendo-se o motor girando. quando a velocidade síncrona (ou freqüência estatórica aplicada pelo inversor) torna-se menor do que a velocidade do motor (velocidade rotórica). O torque de frenagem pode ser ajustado de acordo com a aplicação.

5 PARÂMETROS DO INVERSOR DE FREQÜÊNCIA que é transmitida ao circuito intermediário (CC). Como exemplo. A corrente máxima admissível na resistência de frenagem está relacionada aos seguintes fatores: l Valor ôhmico da resistência de frenagem. da inércia das massas em movimento e do torque resistente. através da ponte de transistores. Figura 5. Os inversores de freqüência apresentam a opção de utilização de módulos de frenagem reostática.Curva de torque x rotação da máquina assíncrona com motor e gerador REJEIÇÃO DE FREQÜÊNCIAS CRÍTICAS Este recurso se utiliza quando o sistema a ser acionado possui faixas de operação com rotações críticas e que não podem ser utilizadas. e o restante deverá ser dissipada de alguma forma. A potência da frenagem é função do tempo de desaceleração. l Corrente máxima do transistor de potência. como energia que é consumida através de um módulo de frenagem reostática.6 . Uma parte da energia de frenagem é dissipada em perdas no moto r. que são bancos de resistores controlados eletronicamente e conectados ao circuito intermediário (CC) que permite se obter até um torque de frenagem próximo ao torque nominal do motor. assegurando a dissipação da energia de frenagem nestas resistências externas. problemas de ressonância mecânica em 69 . l Corrente de limitação do inversor associado.

existe uma magnetização residual que faz com que seja gerada uma tensão nos seus terminais. que causam a vibração excessiva do mesmo. Com o religamento do in versor.5 PARÂMETROS DO INVERSOR DE FREQÜÊNCIA ventiladores. Com o recurso de partida com motor girando. o religamento não é possível devido ao fato de que quando o motor ainda encontra-se girando. conforme mostra a figura 5.7 . Figura 5. PARTIDA COM MOTOR GIRANDO (“FLYING START”) Este recurso se utiliza para quando é necessário o religamento do motor com o inversor de freqüência mesmo que o moto r (ou máquina) ainda esteja em movimento. podem causar a destruição de rolamentos e eixos. Para os inversores comuns sem este recurso. passando pelas freqüências críticas. Caso o valor ajustado seja uma freqüência crítica. surgem então picos de corrente transitórias que faz com que a proteção contra curto-circuito do inversor atue.7. o inversor atua de forma a impor a freqüência de 70 . chegando aos valores desejados. o inversor atua através das rampas ajustadas. o inversor irá operar na freqüência imediatamente acima ou abaixo do limite imposto.Rejeição de freqüências críticas Quando da aceleração ou desaceleração do moto r. bloqueando-o. A rejeição de freqüências críticas é feita através do ajuste da freqüência central e de uma banda em torno desta freqüência a qual o inversor não permitirá acionar o mot or.

71 . A compensação do escorregamento é empregada para manter a velocidade constante indep endente de mudanças na carga. através de encoder ou resolver.5 PARÂMETROS DO INVERSOR DE FREQÜÊNCIA referência instantaneamente. sendo a diferença entre ambas denominada escorregamento. fazendo uma rampa de tensão num tempo especificado pelo usuário. mas a velocidade do rotor será aproximadamente 1750 rpm a plena carga e 1795 rpm a vazio. Assim. o driver pode calcular a velocidade atual do motor e iniciar seu comando nesta freqüência. atuando como um controle de velocidade em malha aberta. gira à velocidade de 1800 rpm. de um motor de quatro pólos ligado à rede de 220 V/60 Hz. assim por exemplo o campo girante produzido no estator. não sendo necessário especificar nenhum parâmetro auxiliar para o procedimento de “Flying Start ”. A quantidade de escorregamento é determinada diretamente pela condição de carga do motor. proporcional a freqüência de referência (P311). COMPENSAÇÃO DO ESCORREGAMENTO Para que um motor de indução desenvolva torque é necessário que a velocidade do rotor seja inferior a velocidade do estator (Hz). ut ilizando as rampas de aceleração ou desaceleração para atingir a velocidade de referência. a freqüência de saída do inversor aumenta ou diminui conforme a corrente do motor varia em função do aumento ou diminuição da carga. Parâmetros associados: Tempo para que a tensão de saída varie de 0 Volts até a tensão de trabalho. Caso exista uma realimentação de posição.

bem como a sua duração podem ser ajustadas (programadas) independentemente.Corrente do motor l P402 . Conforme demonstrado na figura a seguir. a freqüência de cada patamar.5 PARÂMETROS DO INVERSOR DE FREQÜÊNCIA 5.5 PARÂMETROS DAS FUNÇÕES ESPECIAIS Inclui os parâmetros relacionados com ciclo automático. Figura 5.Freqüência do motor 5. CICLO AUTOMÁTICO O ciclo automático é utilizado para acionar um motor em uma determinada seqüência de operação a ser repetida a cada liberação do inversor. 72 .Rotação do motor l P403 . l imunidade a ruído elétrico. EXEMPLOS l P400 .4 PARÂMETROS DO MOTOR Define os parâmetros obtidos dos dados de placa.Tensão do motor l P401 . regulador PID e regulador de velocidade.8 Esta função proporciona as seguintes vantagens dentro do processo: l Não necessita de comando externo para troca de velocidades (operador ou dispositivo de comando temporizados). l tempos de atuação precisos e mais estáveis e não apresentam influência externa (grande repetibilidade).

9 . número de pulsos por revolução (no caso de realimentação por encoder). l eliminação da manutenção de dispositivos de comandos externos. controle de nível. Este regulador pode ser ut ilizado para controlar diversas variáveis do sistema. Parâmetros associados: Ganho proporcional. CONTROLE DE PROCESSOS COM INVERSORES DE FREQÜÊNCIA Regulador PID (Proporcional – Integral – Derivativo) Um regulador pode ser descrito como um sistema que lê do processo a variável que se deseja controlar e a compara com o valor de referência desejado. produzindo um sinal de saída que atuará sobre o processo no sentido de diminuir a diferença entre o valor lido e o desejado. controle de temperatura. superpondo seu sinal de controle ao controle normal de velocidade do inversor (U/F). l maior flexibilidade na programação do ciclo do processo. tipo de realimentação. ganho diferencial. nível. controle de pressão. Como exemplo temos o controle de vazão: Figura 5. Exemplos de aplicação Controle de vazão em uma tu bulação. referência. O algoritmo de um regulador PID consegue obter erro nulo em regime.Controle de vazão com inversor de freqüência 73 . temperatura. como vazão. ganho integral. etc. com realimentação da vazão e com o inversor acionando a motobomba que faz o fluido circular. ou pressão.5 PARÂMETROS DO INVERSOR DE FREQÜÊNCIA l simplificação de comandos e ajustes. tipo de ação (reversa ou direta).

3 Algoritmo de estimação simultânea de período e freqüência 6.2.3 6. 1 Algoritmo de estimação de freqüência 6.1 6.4 Ruídos Sincronização de velocidade .2.6 COMANDO E CONTROLE DE VELOCIDADE EM MOTORES DE INDUÇÃO ACIONADOS POR INVERSORES DE FREQÜÊNCIA 6.2 Sensores de posição e velocidade Medição de velocidade 6. 2 Algoritmo de estimação de período 6.2.

1 77 . a velocidade (acoplando um sensor ao eixo do motor). por exemplo. o comando de velocidade pode ser suficiente para atingir as especificações projetadas. Mas em sistemas que requerem maior precisão no valor da velocidade do eixo do motor é necessário “controlar” o sistema. Controlar o sistema significa colocar um sensor que indique o valor real da variável. e realimentar este valor num regulador do inversor que atuará no sentido de diminuir a diferença entre o valor lido no sensor e o valor desejado (programado).6 COMANDO E CONTROLE DE VELOCIDADE EM MOTORES DE INDUÇÃO ACIONADOS POR INVERSORES DE FREQÜÊNCIA Comandar a velocidade de um motor acionado por um inversor de freqüência significa simplesmente programar ou colocar uma referência de velocidade numa entrada do inversor. Em sistemas que não requerem muita precisão ou que são acoplados a cargas conhecidas e constantes. É assim que continuamente o sensor está informando ao inversor o valor real da variável. Figura 6. para este poder corrigir em forma dinâmica (em todo momento) o desvio do valor programado. sem ter informação real se essa velocidade programada está presente no eixo do motor.

Figura 6. modulando desta maneira o feixe luminoso produzido pelo emissor de luz.1 SENSORES DE POSIÇÃO E VELOCIDADE Dada sua simplicidade e baixo preço os codificadores angulares ou tacogeradores de pulsos. transformaram-se nos últimos anos. chamados normalmente de “encoders”.6 COMANDO E CONTROLE DE VELOCIDADE EM MOTORES DE INDUÇÃO ACIONADOS POR INVERSORES DE FREQÜÊNCIA 6. num dos dispositivos mais utilizados para medição de posição angular e velocidade. O feixe de luz é focalizado no disco mediante sistemas 78 . Quando o eixo gira. as linhas o pacas e transparentes do disco passam entre o emissor e detetor de luz. Este disco é montado em um eixo podendo girar livremente. sendo acoplado pela sua vez ao eixo do elemento do qual se deseja determinar o deslocamento ou velocidade (por exemplo o eixo do motor). e gerando neste um sinal elétrico correspondente com as divisões gravadas no disco. atingindo o detetor.2 Os codificadores incrementais são dispositivos óptomecânico-eletrônicos que fornecem informação discreta de deslocamento (posição relativa).2) Três conjuntos de emissores de luz e detetores fotoelétricos são cuidadosamente dispostos a cada lado do disco codificado. Estes são fabricados com um disco de vidro ou metal que tem na sua periferia uma trilha com segmentos opacos e transparentes (ver figura 6.

4) Figura 6. é uma medida do deslocamento angular do dispositivo. Estes sinais são processados (decodificados) por um circuito eletrônico obtendo-se informação do sentido de rotação e a quadruplicação da resolução básica do encoder (nr. por exemplo eletronicamente em um dispositivo de contagem. ver figura 6. etc). prismas. Os dois pares emissor/detetor são posicionados de maneira tal a produzir no detetor dois sinais defasados de 90°. A distância entre dois pulsos adjacentes do encoder é: Xk .X k-1= ∆Xk (ver figura 6.6 COMANDO E CONTROLE DE VELOCIDADE EM MOTORES DE INDUÇÃO ACIONADOS POR INVERSORES DE FREQÜÊNCIA ópticos (lentes.3 Portanto o número de pulsos do encoder detectados. pulsos/rev x 4).3 (sinais A e B).4 79 . Figura 6. espelhos.

2Π/p [rad. Existem vários médodos de medição de velocidade.] =k . para medir posição basta um dispositivo que possa contar os pulsos gerados pelo encoder. Para analisar estes métodos é importante definir os parâmetros que caracterizam um sistema de medição. a saber: Resolução: É o menor incremento de velocidade que pode ser medido pelo sistema Precisão: É o máximo desvio que o valor medido sofre em relação ao valor real de velocidade Tempo de detecçã o: È o tempo que o sistema necessita para realizar a medição. Assim. é k . velocidade mínima) dentro da qual o sistema opera dentro das especificações. ∆X =k/p [rev. 80 . Faixa de medição: É a faixa de velocidades (velocidade máxima. 6.2 MEDIÇÃO DE VELOCIDADE Até pouco tempo atrás só eram utilizados tacogeradores analógicos para realimentação de velocidade em motores elétricos.5% no melhor dos casos) • muito sensíveis à ruído (sinal analógico) Com a maciça utilizaçã dos encoders t em surgido o diferentes tipos de t écnicas de medição digital de velocidade. Se o encoder possui p pulsos por revolução. Desta maneira a posição Xk (posição depois de acontecidos k pulsos). Cada método pode ser caracterizado por um “algoritmo de estimção”.6 COMANDO E CONTROLE DE VELOCIDADE EM MOTORES DE INDUÇÃO ACIONADOS POR INVERSORES DE FREQÜÊNCIA valor conhecido e constante. mas estes apresentavam problemas como: • não.linearidades • variação da resposta com a temperatura • baixa precisão (0.] Logo. já que o valor da velocidade é “estimado” a partir de um dado de posição. um bom sistema é aquele cujo método de medição propicia alta resolução. alta precisão e baixo tempo de detecção numa larga faixa de medição. o valor unitário de deslocamento será 1/p: ∆Xk = ∆X=1/p [rev].

5 6.6 81 .2 Algoritmo de Estimação do Período A velocidade é aproximada medindo-se o tempo compreendido entre um número inteiro de pulsos consecutivos do encoder “P e” (dois ou mais).2.1 Algoritmo de Estimação de Freqüência A velocidade é aproximada contando o número de pulsos M1 vindos do transdutor durante um tempo fixo T p. Figura 6. Figura 6.6 COMANDO E CONTROLE DE VELOCIDADE EM MOTORES DE INDUÇÃO ACIONADOS POR INVERSORES DE FREQÜÊNCIA 6. ver figura 6. mas em baixas velocidades. Este método é indicado para sistemas com faixa de medição estreita e para medição de altas velocidades.6). Este tempo é computado com a ajuda de uma base de tempo “Pc” com freqüência fixa conhecida (ver figura 6. Este método t al como o anterior é utilizado para faixas de medição estreitas.5.2. contando os pulsos M2.

podendo causar sérios problemas.7 A figura 6.3 RUÍDOS O ambiente industrial é normalmente muito poluído por ruídos de origem eletromagnética. os dois canais serão afetados e como no final da linha é realizada uma operação de subtração dos sinais o ruído será rejeitado.7 mostra uma linha de transmissão diferencial. A quantidade de ruído eletromagnético induzido nos cabos pode ser minimizada utilizando-se cabos blindados. corrompendo a informação. se um ruído for induzido na linha. Figura 6. Dependendo do tipo de cabo e da impedância de saída do dispositivo que gera o sinal diferencial. Desta maneira as duas medições são realizadas sincronizada mente permitindo obter com este método bons resultados tanto em altas como em baixas velocidades.2. Os cabos que conduzem os sinais atuam como antenas receptoras dos ruídos.3 Algoritmo de Estimação Simultânea de Período e Freqüência A velocidade é aproximada medindo período e freqüência. níveis de sinal elevados (12 ou 24 V) ou transmissão de sinais em forma diferencial. 6. os sinais podem ser transmitidos até uma distância máxima de aproximadamente 1000 metros.6 COMANDO E CONTROLE DE VELOCIDADE EM MOTORES DE INDUÇÃO ACIONADOS POR INVERSORES DE FREQÜÊNCIA 6. podendo comprometer a integridade dos sinais transmitidos desde os sensores até à máquina. 82 .

9 mostra um exemplo onde não obstante existir redutores.4 SINCRONIZAÇÃO DE VELOCIDADE A figura 6. Figura 6. 83 . Este tipo de sistema além de eliminar a complicada cadeia cinemática oferece a grande flexibilidade do controle eletrônico onde qualquer combinação de velocidade e sentido de rotação pode ser programado. com projeto baseado em especificações de velocidade.8 Este tipo de configu ração é utilizado em aplicações onde são necessárias relações de transmissão fixas. é necessário um sistema que gere instantaneamente uma n ova relação de transmissão. No entanto. em aplicações onde se precisa de uma relação variável. necessários para adaptar velocidades e/ou torques dos motores com as respectivas cargas.6 COMANDO E CONTROLE DE VELOCIDADE EM MOTORES DE INDUÇÃO ACIONADOS POR INVERSORES DE FREQÜÊNCIA 6.8 mostra uma representação esquemática de um mecanismo convencional para variação de velocidades e sentido de rotação. A figura 6. existe também para cada eixo um acionamento controlado eletronicamente. sentido de rotação e torque. Normalmente é utilizada uma cadeia cinemática. as características de saída estão determinadas pelas características do acionamento combinadas com um determinado conjunto de engrenagens.

considerados escravos. A velocidade de funcionamento dos motores dependerá do número de pólos e do escorregamento (que é fun ção da carga) de cada motor. pois suas velocidades serão proporcionais. este fato precisa ser levado em consideração na hora do dimensionamento.6 COMANDO E CONTROLE DE VELOCIDADE EM MOTORES DE INDUÇÃO ACIONADOS POR INVERSORES DE FREQÜÊNCIA Figura 6. com razão de proporcionalidade programável. isto é. Todos os motores deverão ter a mesma tensão e freqüência de alimentação. Um dos eixos opera com a função de mestre. seu valor real de velocidade é fornecido para sincronizar os outros eixos. à velocidade do eixo mestre.9 O sistema possui um motor e um acionamento por eixo. 84 . Sistema multimotores: É quando um inversor de f reqüência alimenta vários motores conectados em paralelo. Neste tipo de aplicação deve se levar em conta que um ou vários dos motores ligados ao sistema multimotores pode necessitar ser desligado com o inversor funcionando.

2.3.7 APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA 7.3.4 Aplicações típicas l Bombas centrífugas e ventiladores l Extrusoras l Bobinadores/desbobinadores .2 O que a carga requer 7. 3 Estimando cargas 7.2. 3 Casos especiais l Efeito da temperatura ambiente l Efeito da altitude 7.3. 2 O pico de carga 7.1 Introdução.2.1. 2 Operação acima da rotação nominal 7. definições.1.3 Seleção de acionamentos (motor/inversor) 7. fundamentos e princípios 7. 1 Operação abaixo da rotação nominal l Motor autoventilado l Motor com ventilação independente 7. 2 Relações básicas 7. 1 Definições 7. 1 Tipos de carga l Torque constante l Potência constante l Torque linearmente crescente l Torque com crescimento quadrático 7.

É muito importante fazer uma quantidade tão grande quanto possível de perguntas. 7. FUNDAMENTOS E PRINCÍPIOS Uma das maiores fontes de problemas ao se tratar de sistemas de acionamento é a aplicação inadequada dos diversos tipos existentes.1.1Definições MOTOR . 87 .1 abaixo).7 APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA 7. com a máquina a ser acionada. perturbações introduzidas na rede elétrica. e um dos segredos está em entender muito bem a aplicação. a menos de declaração explícita ao contrário. bem como do efeito de uma transmissão mecânica nestas grandezas. mas também há consideráveis diferenças de custos. o conjunto compreendido pelo motor e seu sistema de partida. mais qualquer aparelho eletrônico de controle envolvido (tal como um inversor). é necessário utilizar um método sistemático para selecionar o equipamento adequado.1.1 INTRODUÇÃO. É necessário ainda uma compreensão das relações entre torque . fator de potência gerado. a fim de se poder fazer uma aplicação apropriada. com rotor tipo gaiola de esquilo. pode-se dizer que é necessário conhecer muito bem a máquina a ser acionada. Assim. Acionamentos ca e cc têm características peculiares. potência.Sempre que houver uma menção genérica a ”motor” nesta seção. DEFINIÇÕES. mesmo a respeito de coisas aparentemente insignificantes. O dimensionamento do acionamento é feito com base no torque requerido p ela carga (veja a definição de torque e de carga na seção 7. É necessário. um conhecimento básico de como o motor interage com o sistema de controle. dimensões de carcaça disponíveis. etc. assíncrono.A palavra acionamento significa aqui. É impossível perguntar demais. que devem ser levadas em conta ao se fazer uma escolha. e estes dois por sua vez. Não só as características de torque são diferentes. estará se referindo ao motor de corrente alternada (ca) de indução. Finalmente. velocidade e aceleração/ desaceleração. ACIONAMENTO . portanto.

ou seja. 88 . Pode-se determinar o torque demandado para por em movimento uma máquina.7 APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA CARGA . uma massa em movimento requer um torque (ou força) para modificar a sua velocidade ou para colocá-la em repouso. o conjunto de componentes da máquina que se movem.O torque pode ser definido como “a força necessária para girar um eixo”.1. Te at . Uma massa em repouso requer um torqu e (ou força) para colocá-la em movimento. começando a partir da ponta-de-eixo do motor. ou que estão em contato e exercem influência sobre eles.Inércia é a resistência que uma massa oferece à modificação do seu estado de movimento. O momento de inércia de massa J (kgm 2) de um corpo depende da sua massa m (kg) e da distribuição da massa ao redor do eixo de giro. INÉRCIA .2 Relações Básicas Torque O torque T (Nm) é o produto da força F (N) necessária para girar o eixo.1). pela distância r (m) do ponto de aplicação da força ao centro do eixo T=F*r (7. medindo a força. 7. Todo corpo que tem massa tem inércia. O Anexo 1 traz as fórmulas para o cálculo do momento de inércia de massa de diversos corpos comuns. por exemplo. utilizando uma chave de grifo e um dinamômetro de mola (figura 7. TORQUE . da sua geometria. Ele é dado pelo produto da força tangencial F (N) pela distância r (m).1) Este é o torque necessário para vencer os atritos internos da máquina parada. do ponto de aplicação da força ao centro do eixo. A unidade de torque no SI (Sistema Internacional) é o Nm (Newton-metro).A palavra carga significa aqui. e por isso é denominado de torque estático de atrito.

3) 89 . 7.1) Te at = 75 * 0.6 kgf) a 0. 7.Medição de torque Exemplo: Se obtivermos uma leitura de força de 75 N (~ 7.7 APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA Figura 7.6 m (600 mm) do centro do eixo de entrada. 7. o torque será (eq.3) e a unidade é o Watt.760 rpm.0 Nm VELOCIDADE DE ROTAÇÃO A máxima velocidade síncrona de rotação n (rpm) de um motor controlado por inversor depende do número de pólos p do motor e da freqüência máxima de saída f (Hz) do inversor selecionado.000 W = 1 kW) Exemplo: Se a máquina demandasse os mesmos 45. n = 120 * f / p (7.000 rpm POTÊNCIA A potência P é dada pelo produto do torque T (Nm) pela velocidade de rotação n (rpm) P = (2*π/60) * T * n (7. (Lembre-se: 1. permite chegar até uma velocidade síncrona de (eq.1 .2) n = 120 * 150 / 2 = 9. então a potência seria (eq.6 = 45.0 Nm a uma velocidade de rotação de 1.2) Exemplo: Um motor de 2 pólos comandado por um inversor cuja freqüência máxima de saída é de 150Hz.

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APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA

P = (2*π/60) * 45,0 * 1.760 = 8.294 W (~ 8,3 kW) ACELERAÇÃO (DESACELERAÇÃO) O torque T (Nm) necessário para acelerar (ou desacelerar) uma carga com momento de inércia de massa (ou simplesmente inércia) J (kgm2), da velocidade de rotação n1 (rpm) para n2 (rpm), em um tempo t (s), é dado por Td ac = (2* π/60) * J * (n 2 – n 1) / t Este torque é chamado de torque dinâmico de aceleração, Td ac . Se n 2 > n 1 (aceleração), Td ac é positivo, significando que seu sentido é igual ao sentido de rotação; se n 2 < n 1 (desaceleração), Td ac é negativo, significando que seu sentido é contrário ao sentido de rotação. Exemplo: Um cilindro maciço de alumínio, de diâmetro d = 165 mm e comprimento l = 1.200 mm, e portanto com uma massa m de aproximadamente 69,3 kg, tem momento de inércia de massa J de (eq. 7.1, Anexo 1) J = 1/8 x 69,3 x 0,165 2 = 2,36E10 –1 kgm 2 Se o corpo deve acelerar de de 0 a 1.760 rpm no tempo de 1,0s, então o torque de aceleração será (eq. 7.4) Td ac = (2* π/60) * 2,36E10 -1 * (1.760 – 0) / 1,0 = 43,5 Nm Adicionando-se o torque de aceleração acima calculado ao torque de atrito calculado no primeiro exemplo acima, tem-se T = 45,0 + 43,5 = 88,5 Nm e para a potência (eq. 4.3) P = (2*π/60) * 88,5 * 1.760 = 16.303 W (~ 16,3 kW) EFEITO DE UMA TRANSMISSÃO MECÂNICA Por transmissão mecânica entende-se um redutor (ou multiplicador) de velocidade como, por exemplo, um 90

(7.4)

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redutor de engrenagens, ou uma redu ção por polias e correia em V, ou ainda correia dentada. Uma transmissão mecânica tem dois parâmetros importantes para o dimensionamento do acionamento, que são: (a) a razão de transmissão iR, e (b) a eficiência ηR . No caso de redutores de engrenagens estes parâmetros são fornecidos pelo fabricante do mesmo, e no caso de transmissões por polias e correias, podem ser calculados a partir dos parâmetros da transmissão (razão dos diâmetros efetivos ou razão dos números de dentes). Redutores de velocidade são utilizados, por exemplo, no acionamento de máquinas de baixa velocidade, entre o eixo do motor e o eixo de entrada da máquina. Assim como a velocidade de rotação do motor é reduzida na proporção da razão de transmissão iR, também o torque do motor é multiplicado na mesma proporção. Além disso, uma parte da energia que entra é consumida pelas perdas internas (atritos, ruído, etc), quantificadas pela eficiência ηR . Assim, o torque necessário na entrada de um redutor, T1 (Nm) em função do torque demandado na saída T2 (Nm) é dado por T1 = T 2 /( i R * ηR ) (7.5) Exemplo: Se no exemplo 4, com T2 = 88,5 Nm, houvesse um redutor de engrenagens de 1 estágio com razão de transmissão iR = 1,8 e eficiência ηR = 0,85 teríamos para o torque T1 (eq. 7.5) T1 = 88,5 / (1,8 * 0,85) = 57,8 Nm A velocidade máxima do motor deveria ser então n 1 = 1.760 * 1,8 = 3.168 rpm E a potência (eq. 7.3) P = (2*π/60) * 57,8 * 3.168 = 19.179 W (~ 19,2 kW)

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7.2 O QUE A CARGA REQUER ?

Antes de mais nada convém relembrar a definição do termo carga, da Sec. 7.1.1: Neste material a palavra carga significa: “ O conjunto de componentes da máquina que se move, ou que está em contato e exerce influência sobre eles, começando a partir da ponta-deeixo do motor”. Devemos iniciar preocupando-nos com a carga, e não com o motor ou com o inversor. Um bom trabalho de decisão a respeito do melhor sistema de acionamento de uma máquina requer que a máquina em sí seja considerada primeiramente. Se você não conhece a máquina em profundidade não poderá tomar decisões acertadas com respeito ao seu acionamento. Com esta finalidade é de grande utilidade um “check list”, que contenha uma coletânea de sugestões de perguntas a serem feitas. Pergunte-se a respeito da performance e das demandas da máqu ina. A carga é constante ou variável? É n ecessária uma aceleração rápida? Neste caso, qual é o máximo tempo de aceleração admitido? O regime de serviço é contínuo, ou interrompido, e repetido em intervalos? O Anexo 2 apresenta uma proposta bem mais extensa de um tal “check list”, que pode inclusive ser expandido, adaptado para o seu caso específico. Vamos nos concentrar daqui por diante na determinação do torque demandado pela carga.

7.2.1 Tipos de cargas

Geralmente os dados a respeito do torque demandado pela carga são apresentados na forma de um gráfico “torque versus velocidade”. Não precisa ser um gráfico impecavelmente produzido, com linhas perfeitas e coloridas. Importante é que seja de bom tamanho (não muito pequeno), e em escala. Pode muito bem ser feito a mão. Geralmente as cargas caem em uma das seguintes categori as: l Torque constante O torque demandado pela carga apresenta o mesmo valor ao longo de toda a faixa de velocidades. Logo, a demanda de potência cresce linearmente com a velocidade (figura 7.2a). Uma esteira transportadora movimentando uma carga de 1 ton

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de peso a 0,1 m/s, por exemplo, requer aproximadamente o mesmo torque que se estivesse a 1,0 m/s. Outros exemplos de cargas com este tipo de comportamento são: equipamentos de içamento (guindastes e elevadores), laminadores, extrusoras, e bombas de deslocamento positivo (de pistões, de engrenagens e helicoidais). l Potência constante O torque inicial é elevado e diminui exponencialmente com o aumento da velocidade. A potência demandada permanece constante ao longo de toda a faixa de variação de velocidade (figura 7.2b). Isto normalmente é o caso em processos onde há variações de diâmetro, tais como máquinas de bobinamento e desbobinamento, e desfolhadores, bem como em eixos-árvore de máquinas-ferramenta. Quando o diâmetro é máximo, é demandado máximo torque a baixa velocidade. A medida que diminui o diâmetro, diminui também a demanda de torque, mas a velocidade de rotação deve ser aumentada para manter constante a velocidade periférica. l Torque linearmente cr escente O torque cresce de forma linear com o aumento da velocidade, e portanto a potência cresce de forma quadrática com esta (figura 7.2c). Exemplo de carga com este comportamento são prensas. l Torque com crescimento quadrático O torque demandado aumenta com o quadrado da velocidade de rotação, e a potência com o cubo (figura 7.2d). Exemplos típicos são máquinas que movimentam fluidos (líquidos ou gases) por processos dinâmicos, como, por exemplo, bombas centrífugas, ventiladores, exaustores e agitadores centrífugos. Estas aplicações apresentam o maior potencial de economia de energia já que a potência é proporcional à velocidade elevada ao cubo.

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com sobrecargas súbitas aparecendo periodicamente.Cargas típicas (po tência constante) Figura 7.Cargas típicas (torq ue constante) Figura 7. Uma carga de alta inércia que requer aceleração muito rápida. Em alguns casos o torque de partida é muito elevado. e não na partida.2a .2d .2.2 O pico de carga O pico de torque é diferente para cada tipo de máquina e precisa ser corretamente identificado. igualmente terá uma alta demanda de torque durante a aceleração. 94 .7 APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA Figura 7.Cargas típicas (torq ue com crescimento quadrático) 7.2c . tal como num t ransportador muito pesado.Cargas típicas (torq ue linearmente crescente Figura 7.2b . Outras aplicações apresentarão demanda máxima durante a operação em regime.

Em seguida verifica-se o valor da corrente nominal na plaqueta de identificação do motor. Os demais 52. Isto significa que 89.8 %. Importante também é determinar a duração de cada uma dessas condições dentro do ciclo da máquina. O torque de um motor CA operando com inversor de freqüência acima da rotação nominal varia inversamente ao quadrado da velocidade. Exemplo: Um motor de 15 kW. 220 V tem uma corrente nominal de 52.3) T = 15000/((2pi/60) x 1760) = 81.7 A vão produzir torque. a uma leitura de corrente de 20 A. O rendimento deste motor a 100 % da potência nominal é de 89. como segue (eq.3 Estimando cargas Por vezes é necessário determinar o torque demandado por uma máquina existente.2.4 Nm Pode-se dizer que o motor vai desenvolver então 81. 1760 rpm. Se for possível tomar valores de corrente em cada uma das condições de operação da máquina.743 = 25.4 Nm / 46.0 A = 46.0 A. A corrente elétrica consumida pelo motor é um bom indicativo do torque demandado.6 Nm Este raciocínio é válido até a rotação nominal.743 Nm/A produtor de torque Assim. O torque nominal do motor pode ser calculado a partir da potência e da rotação nominais. corresponderá um torque de (20 – 5.3 A vão suprir as perdas e produ zir a excitação do motor.0 – 46. durante o funcionamento normal e ainda em eventuais situações de sobrecarga.8 % de 52. 95 .7 A = 1. a uma velocidade igual ao dobro da rotação nominal o motor produz apenas ¼ do torque nominal. por exemplo. pode-se chegar a uma boa aproximação do torque demandado pela máquina. Logo. que tem um motor CA alimentado diretamente pela rede. A corrente deveria ser medida em uma das fases do motor no momento da p artida. durante a aceleração.7 = 5.3) x 1.7 APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA 7. 7.

significa que o motor não foi projetado para funcionar continuamente acima da sua potência nominal. Dessa forma. o sobredimensionamento ou ut ilização de motores com um fator de serviço mais elevado se torna necessário.3 e equacionada a seguir: 96 . entretanto. O fator de redução do torque (“derating factor”). que leva em consideração as influências da redução da ventilação em baixas rotações. O fator de serviço não deve ser confundido com a capacidade de sobrecarga momentânea. a carga normalmente diminui. então a perda de potência será proporcional à carga. se o motor gira mais lento.0. conforme a velocidade se reduz. de modo a manter sua temperatura dentro dos limites da sua classe térmica.3 APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA SELEÇÃO DE ACIONAMENTOS (MOTOR/ INVERSOR) 7. bem como das harmônicas e do enfraquecimento d e campo nas rotações acima da nominal para motores fechados. dessa forma o sobreaquecimento deixa de existir. l MOTOR AUTOVENTILADO Para a utilização de motores autoventilados padrão. o motor se sobreaquece. está representada na figura 7. OBSERVAÇÃO: Chama-se fator de serviço (FS) o fator que aplicado à potência nominal. sob condições especificadas. O fator de serviço FS = 1. Quando o motor é ut ilizado em aplicaç para controle de oes ventiladores ou bombas centrífu gas. ou seja. pois há um menor fluxo d e ar de refrigeração disponível quando o ventilador do motor se movimenta em velocidades menores (motores autoventilados). Em aplicaç onde o motor deve desenvolver pleno torque ões (100% da corrente) em baixa velocidade. auto-ventilados. uma reserva de potência que dá ao motor uma capacidade de ainda suportar o funcionamento em condições desfavoráveis. durante alguns segundos.3. a redução da ventilação nas baixas rotações faz com que seja necessária uma diminuição no torque demandado do motor ou o sobredimensionamento do mesmo. com a mesma corrente nominal (determinada pela carga) gerando a mesma perda de potência que ocorre em velocidades mais elevadas. Note que se trata de uma capacidade de sobrecarga contínua.7 7.1 Operação abaixo da rotação nominal Considerando-se que as perdas no cobre são resultado da corrente do motor. Isto. indica a carga permissível que pode ser aplicada continuamente no moto r. não muda a sua capacidade para sobrecargas momentâneas. com carcaçade ferro-fundido.

6) 97 . As equações correspondentes a cada trecho da curva da figura 7.50 T/T n = 0. fr .Curva “torque x freqüência” para motores fechados.freqüência nominal [Hz] Para 0 <= f r < 0.28 Para 0.49 * f r + 0.25 T/T n = 1.28 * f r + 0.9) (7.8) (7. dada por fr = f / f n sendo: f .7) (7.47 Para 0.3 são as seguintes: A freqüência normalizada. em condições de alimentação com uma onda senoidal e fluxo nominal no entreferro.freqüência de operação [Hz] f n .3 .70 (7.50 <= f r < 0. autoventilados A curva foi obtida experimentalmente.74 * f r + 0.7 APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA Figura 7.83 T/T n = 0.25 <= f r < 0.

93 Para f r > 1.84 ou seja. l MOTOR COM VENTILAÇÃO INDEPENDENTE Com a utilização de motores com ventilação independente.25 + 0. somente 65.7 APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA Para 0.6) (eq.11 ) (7.5% do seu torque nominal.47 = 0. autoventilado. o ventilador que era acoplado ao próprio eixo do motor agora é acoplado à um outro motor indepen dente.28 * 0. Para motores com ventilação independente.5 T/T n = 0. 7.9).0 T/T n = 0. (eq. podendo o mesmo ser dimensionado com a carcaça normal e potência necessária ao acionamento. pode fornecer f r = 30 / 60 = 0. não existirá mais o problema de sobreaquecimento do motor por redução de refrigeração.8).25 T/T n = 0. somente 84 % do seu torque nominal.5 + 0.74 * 0.83 <= f r < 1. 7. devido à redução na capacidade de refrigeração quando operando a f = 30 Hz.70 = 0. 98 .0 T/T n = 0. 7.93 / f r (7. de freqüência nominal f n = 60Hz.10 ) Exemplo: Um motor fechado. e a f = 15Hz f r = 15 / 60 = 0. 7. ou seja.6) (eq. que geralmente é acoplado ao motor principal por intermédio de uma flange defletora especial que permite o suporte mecânico do motor da ventilação.655 (eq.

Característica de torque disponível x rotação em motores com ventilação independente 7.5 . A velocidade máxima depende do seu balanceamento mecânico e dos rolamentos.4 . rotor.2 Operação acima da rotação nominal Um motor padrão para operar em rede de freqüência de 50 ou 60 Hz pode girar a freqüências mais altas quando alimentado por um co nversor de freqüência. Neste caso. a máxima velocidade estará limitada pelo torque disponível do motor e pela máxima velocidade periférica das partes girantes do motor (ventilador. como o motor funcionará com enfraquecimento de campo.Diminuição de torque devido ao aumento de velocidade 99 . mancais).7 APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA Figura 7. Figura 7.3.

3 Casos especiais A potência admissível de um inversor de freqüência é determinada levando-se em consideração. é dada pela relação e gráfico a seguir: Fator de redução = 2% / ºC (7.7 APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA 7. as condições usuais de serviço. são: a) Altitude não sup erior a 1000 m aci a do nível do m mar. devido à elevação da temperatura ambiente. acima de 40 o C e limitada a 50 o C. maior do que 40ºC e/ou em altitude maior do que 1000m acima do nível do mar. dois fatores: l Altitude em que o inversor será instalado.12 ) Figura 7. l Temperatura do meio refrigerante. Conforme a NBR-7094. b) Meio refrigerante (ar ambiente) com temperatura não superior a 40ºC.3. Nos casos em que o inversor deva trabalhar com temperatura do ar de refrigeração na potência nominal. deve-se considerar os seguintes fatores de redução: l EFEITO DA TEMPERATURA AMBIENTE A redução da potência (corrente) nominal do inversor de freqüência.Curva de redução de potência nominal em função do aumento da temperatura 100 . principalmente.6 .

A insuficiente troca de calor entre o inversor e o ar circundante. Segundo a norma NBR-7094.Curva de redução de potência nominal em função do aumento da altitude 101 . conseqüentemente. também redução de potência. Os inversores tem aquecimento diretamente proporcional às perdas e estas variam. leva a exigência de redução de perdas. é dada pela relação e gráfico a seguir: Fator de redução = 1 % / 100m (7. devido à elevação da altitude acima de 1000 m e limitada a 4000 m.7 APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA l EFEITO DA ALTITUDE Inversores funcionando em altitudes acima de 1000 m. aproximadamente. os limites de elevação de temperatura deverão ser reduzidos de 1% para cada 100m de altitude acima de 1000 m. diminuição do seu poder de arrefecimento. numa razão quadrática com a potência. apresentam problemas de aquecimento causado pela rarefação do ar e.13 ) Figura 7.7 . A redução da potência (corrente) nominal do conversor de freqüência. o que significa.

7.2.16 ) (7. O produto da vazão pela pressão nas respectivas unidades SI resulta na potência fluídica Pf em Watt (W).15 ) .14 ) Alternativamente. será demandado um torque 4 vezes maior para tal. a partir de uma fonte externa. A pressão p é dada em Pascal (Pa = N/m 2). caso seja duplicada a rotação da máquina com vistas a aumentar a vazão e/ou a pressão.7 APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA 7. Esta família de máquinas têm como característica que o torque de carga apresenta crescimento quadrático com a rotação (veja sec. Pf = V * p (7. Pode haver ainda uma transmissão intermediária. com uma ef iciência característica ηt A potência mecânica mínima a ser fornecida pelo motor será então P M = P f / ( ηf * ηt) ou P M = P m / ηt 102 (7. Portanto. Os dados disponíveis a respeito da máquina podem ser (a) a curva “vazão V x pressão p” ou (b) o torque T demandado a plena carga.1.3) demandada pela máquina: P m = (2* π/60) * T * n A bomba ou ventilador apresenta uma eficiência fluídica ηt de acordo com a qual ela converte a energia mecânica em energia do fluido. e no SI é dada em m 3/s. entre motor e bomba ou v entilador. l BOMBAS CENTRÍFUGAS E VENTILADORES Bombas centrífugas e ventiladores são considerados em conjunto.4 APLICAÇÕES TÍPICAS A seguir serão tratadas algumas aplicações típicas. 7. Por exemplo. o torque T a plena carga pode ser usado juntamente com a rotação n da bomba ou ventilador para calcular a potência mecânica Pm (eq. o método de seleção de motor/inversor é basicamente o mesmo para os dois. item 4). pois ambos são máquinas rotativas cuja função é aumentar a energia de um fluido. A vazão V é expressa como volume deslocado por unidade de tempo. geralmente um motor elétrico.

4) Caso se deseje fazer controle de vazão ou pressão através da variação da rotação do motor. e o motor opera sempre em condição de carga nominal.648 W (~59. um motor de IV pólos. deve-se levar em conta os seguintes aspectos com relação à faixa de variação de rotação: Para rotações acima da rotação nominal do motor deve-se tomar o cuidado de não ultrapassar a potência nominal do motor. não havendo portanto problemas de sobreaquecimento por redução da ventilação. recirculadores. O controle da vazão ou da pressão através da variação de velocidade possibilita uma grande economia de energia. dampers. A potência mecânica P m requerida pelo ventilador é P m = (2* π/60) * 320 * 1. As outras formas de controle de vazão pressão utilizam componentes limitadores (válvulas. para que não se entre em condição de sobrecarga.6 kW) 103 .800 rpm. absorvendo potência nominal da rede. uma vez que há a diminuição quadrática do torque de carga. nem de sobrecarga do motor. 7. ou seja.780 = 59. Exemplo: Dimensionar o motor para acionar um ventilador com as seguintes características: • Rotação máxima: n = 1.780 rpm • Inércia do rotor: J = 20 kgm 2 • Acoplamento direto ao motor • Torque de partida: T 0 = 11 % do torque a plena carga • Torque a plena carga: T = 320 Nm A rotação do motor será 1. (Eq.). Em sistemas de controle de vazão ou pressão utilizando inversor de freqüência. Para rotações abaixo da nominal não existem problemas.7 APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA Em ventiladores de rotor muito grande e pesado poderá ser necessário fazer uma verificação do tempo de aceleração. etc. a potência absorvida da rede é apenas a necessária na condição de operação do sistema.

5 = 3.008.008.45 * (T p / T n + T máx / T n) * T n Do catálogo do fabricante.3 = 1.138.6 kW Consultando o catálogo de motores. observa-se que o motor imediatamente acima da potência calculada é o de potência nominal P M = 75 kW.9 s 104 .T méd C ) = 1.7 APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA Como o acoplamento é direto.45 * (3. Tméd a = (T méd M .3 Nm Tp / T n = 3.4 pode-se calcular o tempo de aceleração ta t a = (2* π/60) * (20 + 0.2 + 3. P M = P m = 59. é necessário determinar o torque médio da carga Tméd C e o torque médio do motor Tméd M .94830) * (1. Para se fazer a verificação do tempo de aceleração ta. IV pólos: Tn = 395. JM JM = 0.0) / 1.5 Nm Também do catálogo do fabricante do motor.2 Tmáx / T n = 3.2 Logo.94830 kgm 2 Assim. obtém-se o momento de in ércia de massa do rotor do motor.2) * 395. para o motor de 75 kW.6 Nm O torque médio de aceleração Tméd a é.11 * 320 + 320) / 3 = 130. portanto.780 .1 Nm O torque médio do motor é dado por Tméd M = 0. Tméd M = 0. O torque médio da carga é dado por: Tméd C = (2 * T 0 + T) / 3 = (2 * 0. utilizando a equação 7.

Como o tempo de aceleração é menor. Isto só é possível com inversores de freqüência de controle vetorial. Devese tomar cuidado especial novamente para situações de operação abaixo da metade da rotação nominal do motor. Portanto.7 APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA O catálogo do fabricante informa que para este motor o máximo tempo com rotor bloqueado é de 6 s. Este problema poderá ser contornado através (a) do sobredimensionamento da carcaça ou (b) através da utilização de ventilação forçada independente. é importante avaliar a potência e o torque de acionamento na temperatura de trabalho. Determinados materiais. requerem uma elevada estabilidade da velocidade. etc.2.1. item 1) ao longo de toda a faixa de velocidades. Deve-se dar especial atenção quanto ao material a ser extrudado. como plásticos (PVC) e borrachas. como ração. pode-se considerá-lo aceito. 3. Variações na temperatura do ambiente tem como conseqüência a correspondente variação da viscosidade do fluido. 2. Para materiais não-críticos. 7. pode-se utilizar inversores de cont role escalar. l EXTRUSORAS Estas máquinas têm como característica apresentarem torque de carga do tipo constante (veja sec. Se há requisitos apertados de temp o de aceleração e/ou desaceleração é necessário aumentar o tamanho do motor/inversor e/ou utilizar recurso de frenagem respectivamente. 105 . fios. onde deverá ser levado em conta o problema do sobreaquecimento devido à redução da ventilação em motores comuns. podendo variar menos que 1% em relação à velocidade selecionada. Se acelerações e desacelerações se repetem com freqüência no ciclo de trabalho é ne cessário avaliar também a capacidade térmica do motor. Variações de velocidade acarretam variações de espessura do produto. É importante observar ainda que: 1. e esta por sua vez origina a variação da potência e do torque de carga. ou acionamentos de corrente contínu a.

a medida que o raio r da bobina aumenta. 106 . Sendo a força de tração F t (N) também constante. com torque resistente normal. o torque resistente apresentado pela carga TC (Nm) é dado por: TC = F t * r (7. A velocidade de rotação nb (rpm) da bobina para esta condição é dada por: n b = (60/(2* π)) * V t / r onde r é o raio da bobina em (m). proporcional à sobrecarga exigida pela extrusora.7 APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA Outro aspecto que me rece muita atenção é com relação à condição de partida da máquina. onde a bobina é acionada indiretamente através de rolos de atrito. que por sua vez deverá levar a um sobredimensionamento da corrente nominal do inversor. onde a bobina é acionada diretamente pelo seu eixo. Note-se que quando a bobina está vazia (r mínimo) a rotação n é máxima. A medida que o raio aumenta é necessário que a rotação diminua. 7. l BOBINADORES/DE SBOBINADORES Os bobinadores/desbobinadores são classificados em dois grupos.18 ) Dessa forma. para que a velocidade tangencial Vt permaneça constante. o torque resistente TC também aumenta. ou (b) carregada e a frio. item 2).2. e (b) bobinadores/ desbobinadores tangenciais. Para esta última condição deve-se levar em conta a sobrecarga inicial da extrusora. Isto se deve ao requisito de que a velocidade tangencial Vt (m/s) da bobina seja constante durante todo o processo. quais sejam: (a) bobinadores/ desbobinadores axiais. Os bobinadores axiais têm como característica apresentar torque de carga do tipo potência constante (veja sec. que pode ser (a) carregada e a quente.17 ) (7. com torque resistente muito elevado em relação ao normal.1.

Novamente é importante atentar para o requisito de estabilidade de velocidade de bobinamento.2. 7. Importante apenas atentar para o problema de sobreaquecimento do motor em condições de operação em baixa velocidade. levando em conta o problema do sobreaquecimento do motor em rotações abaixo da metade da nominal. e o torque de carga aumenta proporcionalmente ao aumento do raio da bobina. obrigando muitas vezes a utilização de inversores com controle vetorial. Há também bobinadores axiais onde não há o requisito da velocidade tangencial ser constante. Tornos de superfície (desfolhadores) também têm comportamento semelhante. imposto pelo material a ser bobinado. onde as curvas de torque resistente e de torque motor se assemelham. item 1). A rotação do motor permanece constante durante todo o processo a fim de manter a velocidade tangencial da bobina também constante. Nestes casos a rotação do motor não varia. 107 . não havendo problemas de sobrecarga do motor nem de sobreaquecimento. Os bobinadores tangenciais têm como característica que o torque de carga é do tipo constante (veja sec.1.7 APLICAÇÃO DE ACIONAMENTOS COM MOTORES DE INDUÇÃO E INVERSORES DE FREQÜÊNCIA Para o acionamento de cargas desse tipo com motor de indução e inversor de freqüência pode-se (a) utilizar somente a faixa de rotação abaixo da rotação nominal do motor. e em velocidade acima da nominal. ou (b) entrando na região de rotação acima da nominal.

8 Instalação em painéis .3 Rede de alimentação elétrica Fusíveis Condicionamento da rede de alimentação l Filtro de rádio-freqüência l Contatores 8.2 8.4 8.1 8.6 8.5 8.princípios básicos .7 Interferência eletromagnética (EMI) l Conceitos básicos Cabos Aterramento Dispositivos de saída l Relés térmicos l Reatância de saída 8.8 INSTALAÇÃO DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA 8.

1): l Rede de Alimentação l Manobra e proteção Chave Seccionadora Fusíveis de Alimentação l Condicionamento da Alimentação Transformador Isolador Reatância de Rede Filtro de Rádio Freqüência Contatores l Interferência Eletromagnética EMI Interferência Eletromagnética RFI Interferência de RF l Aterramento l Cabos l Dispositivos de Saída Relés Térmicos Reatância l Instalação em painéis Figura 8. A utilização de cada componente dependerá de cada caso particular. Serão abordados os seguintes tópicos (ver figura 8.8 INSTALAÇÃO DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA Este capítulo tem como objetivo apresentar os componentes e informações gerais necessárias para a instalação de um inversor de freqüência.1 111 .

Exemplos: l A rede elétrica experimenta freqüentes flutuações de tensão ou cortes de energia elétrica (transformador isolador / reatância). Estes são normalmente especificados na documentação técnica. no entanto. l A rede elétrica não tem neutro referenciado ao terra (transformador isolador) l A rede tem capacitores para correção de fator de potência não conectados permanentemente. Existem.2 FUSÍVEIS Os inversores geralmente não possuem proteção contra curto-circuito na entrada. A tensão entre fase e terra deve ser constante. se por algum motivo esta tensão varia. 8. sendo assim. certas condições que devem ser levadas em conta na instalação de um inversor. As reatâncias de rede são utilizadas também para: l Minimizar falhas no inversor provocadas por sobretensões transitórias na rede de alimentação l Reduzir harmônicas 112 .8 INSTALAÇÃO DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA 8. 8. por exemplo pela influência de algum outro equipamento ligado a rede. Deve se levar em conta que a colocação de uma reatância de rede reduz a tensão de alimentação em aproximadamente 2 a 3%. sendo necessária a utilização de transformadores isoladores e/ou reatâncias de rede. será necessário colocar um transformador de isolação. Isto significa que o banco de capacitores estará sendo conectado e desconectado da rede permanentemente (reatância de rede).1 REDE DE ALIMENTAÇÃO ELÉTRICA REDE DE ALIMENTAÇÃO DESBALANCEADA Os inversores são projetados para operar em redes de alimentação simétricas. é responsabilidade do usuário colocar fusíveis para proteção.3 CONDICIONAMENTO DA REDE DE ALIMENTAÇÃO Geralmente os inversores podem ser ligados diretamente a rede de alimentação.

Na grande maioria dos casos não são necessários pois os inversores WEG já possuem internamente um filtro na entrada que evita problemas causados por Interferência Eletromagnética (EMI).3). devem ser montados próximos a alimentação do inversor. havendo bom contato elétrico entre a chapa e os gabinetes do filtro e inversor (ver figura 8. Muitos tipos de circuitos eletrônicos são suscetíveis a EMI e devem ser protegidos para assegurar seu correto funcionamento. 8. CONTATORES Com a finalidade de prevenir a partida automática do motor depois de uma interrupção de energia. Caso seja necessário. é necessário colocar um contator na alimentação do inversor ou realizar algum intertravamento no comando do mesmo. estando tanto o inversor como o filtro mecanicamente sobre uma placa de montagem metálica aterrada. Da mesma forma. 113 .8 INSTALAÇÃO DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA l Melhorar o fator de potência l Aumentar a impedância da rede vista pelo inversor. FILTRO DE RÁDIO-FREQÜÊNCIA Os filtros de rádio freqüência são utilizados na entrada dos inversores para filtrar sinais de interferência (ruído elétrico) gerado pelo próprio inversor. O contador também permite um seccionamento remoto da rede elétrica que alimenta o inversor. ou Interferência Eletromagnética.4 INTERFERÊNCIA ELETROMAGNÉTICA (EMI) CONCEITOS BÁSICOS O que é EMI? A radiação eletromagnética que afeta adversamente o desempenho de equipament os eletro-eletrônicos é conhecida geralmente por EMI. emissões irradiadas desde dentro dos equipamentos eletrônicos podem prejudicar o funcionamento dos mesmos ou de outros equipamentos que se encontrem perto destes. que serão transmitidas pela rede e poderiam causar problemas em outros equipamentos eletrônicos.

gera campos de baixa impedância (campo “H”). Como já foi comentado para ondas de baixa freqüência a maior parte da energia é refletida pela superfície da blindagem. causando uma abrupta descontinuidade no caminho das ondas. A maior parte do campo emitido é do tipo “E”. Em que consistem as EMIs? A radiação eletromagnética são ondas eletromagnéticas formadas por dois campos: um campo elétrico (“E”) e um campo magnético (“H”) que oscilam um a 90 graus do outro. Um dispositivo que opera com alta tensão e baixa corrente gera ondas de alta impedância (campos “E”). É assim que as ondas eletromagnéticas produzidas por campos “E” são refletidas por proteções de metal. A relação de “E” para “H” é chamada a impedância de onda. Se a impedância da onda é muito diferente da impedância natural da proteção. Os metais possuem baixa impedância por causa de sua alta condutividade. se um dispositivo opera com correntes elevadas comparado a sua voltagem. a maior parte da energia é refletida e a energia restante é transmitida e absorvida através da superfície . 114 . ondas de baixa impedância (campo H dominante) são absorvidas por uma proteção de metal.8 INSTALAÇÃO DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA Para assegurar o correto funcionamento de equipamentos eletrônicos. Para ondas de alta freqüência geralmente predomina a absorção. A importância da impedância de onda é posta em evidência quando uma onda de EMI encontra um obstáculo tal como uma proteção de metal. Reciprocamente. As emissões eletromagnéticas (EMI) da maioria dos equipamentos comerciais são tipicamente de alta freqüência e alta impedância. as emissões eletromagnéticas produzidas por equipamentos comerciais não devem exceder níveis fixados por organizações que regulamentam este tipo de produtos. Contrariamente. enquanto que a menor parte é absorvida. Como proteger os equipamentos da EMI? Para proteger os equipamentos é necessário fazer uma blindagem. Entende-se por blindagem a utilização de materiais condutivos para absorver e/ou refletir a radiação eletromagnética.

e outras aberturas em gabinetes são um caminho de entrada e saída das EMIs. etc.8 INSTALAÇÃO DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA O desempenho da blindagem é uma função das propriedades e configuração do material empregado (condutividade. quando utilizados como gabinetes. e da distância da fonte de radiação à proteção (blindagem). camadas de filme metálico. Plástico e outros materiais não condutores. permeabilidade e espessura). Blindagens eletromagnéticas típicas: Gabinetes metálicos utilizados em equipamentos eletrônicos provêem bons níveis de blindagem eletromagnética. a qualidade desta blindagem depende do tipo de metal e espessura utilizada na fabricação dos gabinetes. Estas devem estar ligadas umas as outras através de materiais condutores e todas corretamente aterradas. devem ser aterradas para proteger os mesmos de possíveis descargas elétricas. todas as partes condutoras que podem entrar em contato com o usuário tem que ter uma diferença de potencial de zero volts a respeito do aterramento. podem ser metalizados com pinturas condutivas. Principalmente quando são utilizados em conjunto com outros equipamentos eletrônicos. painéis de acesso. Aterramento e Blindagem O aterramento de um equipamento é de extrema importância para o seu correto funcionamento. Quando é necessária a blindagem eletromagnética? Todo equipamento que gera ondas EMI (exemplo: transistores chaveando cargas a alta freqüência e com altas correntes – inversores) devem possuir blindagem eletromagnética e esta deve estar corretamente aterrada. A blindagem dos equipamentos é realizada normalmente com placas metálicas formando um gabinete ou caixa. devido a segurança e a blindagem eletromagnética. Portas. da freqüência. Sendo assim é necessário projetar adequadamente este tipo de aberturas para 115 . janelas. Todas as partes condutoras de um equipamento elétrico que podem entrar em contato com o usuário. Quando um equipamento está corretamente aterrado. aberturas.

Se perto do equipamento houver contatores. mesmo que contatores ou relés térmicos sejam instalados entre conversor e o motor. como alternativa pode ser usado eletroduto met álico com fiação comum interna.1.5 CABOS O cabo de conexão do inversor com o motor é uma das fontes mais importantes de emissão de radiação eletromagnética. 8. cruzamento de cabos. É assim que existem cabos especiais com blindagem para minimizar este tipo de interferências. Cabos . l Caso necessário. controle e cabos de alimentação de equipamentos sensíveis.: o gabinete precisa ser aterrado). 116 .8 INSTALAÇÃO DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA minimizar a radiação emitida e absorvida. Sendo assim é necessário seguir os seguintes procedimentos de instalação: l Cabo com blindagem e fio-terra. Cabos de Sinal e Controle: l Cabo blindado aterrado ou eletroduto metálico aterrado. l Separação da fiação de potência. Os inversores WEG possuem boa imunidade a interferência eletromagnética externa. l Separar dos cabos de sinal.Os sinais elétricos transmitidos pelos cabos podem emitir radiação eletromagnética e também podem absorver radiação (se comportam como antenas) provocando falsos sinais que prejudicarão o funcionamento do equipamento. É necessário porém seguir estritamente as instruções de instalação (ex. l Manter sempre continuidade elétrica de blindagem. fazê-lo a 90º. será necessário instalar supressores de transientes nas bobinas dos contadores. l Blindagem ou eletroduto metálico deve ser aterrado conforme figura 8.

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l Caso necessário seguirem na mesma canaleta, usar separador metálico aterrado. l Cabos paralelos (potência e sinais de controle) separados conforme tabela: MODELOS COMPRIMENTO DA FIAÇÃO (m) ≤ 1 00 > 100 ≤ 30 > 30 DISTÂNCIA MÍNIMA DE SEPARAÇÃO (mm) 100 250 100 250

Corrente de Saída < 25A ≤ 2 4A Corrente de Saída > 25A ≥ 2 8A

Afastar os equipamentos sensíveis a interferência eletromagnética (CLP, controladores de temperatura, etc) dos conversores, reatâncias, filtros e cabos do motor (mínimo em 250 mm).

Figura 8.2 - Instalação de equipamentos

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8.6 ATERRAMENTO

Aterramento em um Único Ponto l Filtro + conversor + motor (ver figura 8.2). l O motor pode também ser aterrado na estrutura da máquina (segurança). l Nunca utilizar neutro como aterramento. l Não compartilhe a fiação de aterramento com outros equipamentos que operem altas correntes (motores de alta potência, máquina de solda, etc). l A malha de aterramento deve ter uma resistência L < 10 Ohms Recomenda-se usar filtros RC em bobinas de contatores, solenóides ou outros dispositivos similares em alimentação CA. Em alimentação CC usar diodo de roda livre. Conexão de Resistores de Frenagem Reostática l Cabo com blindagem aterrada ou eletroduto metálico aterrado. l Separado dos demais. A rede elétrica deve estar referenciada ao terra (neutro aterrado na subestação).

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Figura 8.3 - Montagem típica “CE” em placa metálica

8.7 DISPOSITIVOS DE SAÍDA

l RELÉS TÉRMICOS Os inversores possuem normalmente proteção contra sobrecorrentes que tem como finalidade proteger o motor. Quando mais de um motor é acionado pelo mesmo inversor será necessário colocar um relé térmico de proteção em cada motor. Como o sinal de saída do inversor é chaveado a altas freqüências, podem acontecer disparos nos relés, mesmo sem estes terem atingido a corrente nominal de disparo. Para isto não acontecer é necessário aumentar a corrente de disparo do relé em aproximadamente 10% da corrente nominal do mo tor.

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l REA TÂNCIA DE SAÍDA Quando a distância entre motor e inversor é grande (valor dependente do tipo de motor utilizado) podem ocorrer: A - Sobretensões no motor produzidas por um fenômeno chamado de onda refletida. B - Geração de capacitâncias entre os cabos de potência que retornam para o inversor produzindo o efeito de “fuga a terra”, bloqueando o inversor. Este tipo de problemas pode ser solucionado utilizando uma reatância entre o motor e o inversor. Esta reatância devem ser projetada especialmente para altas freqüências, pois os sinais de saída do inversor possuem freqüências de até 20 kHz.

8.8 INSTALAÇÃO EM PAINÉIS - PRINCÍPIOS BÁSICOS

As fiações blindadas nos painéis devem ser separadas das fiações de potência e comando. Os sinais analógicos de controle devem estar em cabos blindados com blindagem aterrada em apenas um lado, sendo efetuado sempre do lado que o sinal é gerado conforme figura 8.4.

Figura 8.4 - Instalação em painéis

Os sinais de encoder e comunicação serial devem ser aterrados conforme orientação específica no manual do equipamento, o qual estará representado no projeto. Os cabos de aterramento de barras de (“0V” e malhas) devem ser maior ou igual a 4 mm 2. 120

deve estar rigorosamente conforme projeto.8 INSTALAÇÃO DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA Os cabos de saída de potência dos conversores devem ser separados das demais fiações dentro do painel. Os cabos de entrada de sinais de transdutores tipo isoladores galvânicos devem ser separados dos cabos de saída de sinal dos mesmos. placas. ou seja. Os aterramentos dos equipamentos devem ser efetuados rigorosamente conforme tabela de fiação que. usando conexões de baixa impedância. 121 . por sua vez. Uma cordoalha é uma conexão de baixa impedância para altas freqüências. Conecte diferentes partes do sistema de aterramento. Quando não é possível. somente devem ser efetuados os aterramentos indicados no projeto. Mantenha as conexões de aterramento as mais curtas possíveis. suporte e portas do painel. exceto os aterramentos de estrutura. devem cruzar-se a noventa graus.

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LINHA DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA WEG 9.1 9.2 9.3 Introdução Inversor de freqüência CFW-08 Inversor de freqüência CFW-09

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9.1 INTRODUÇÃO

Como sabemos, os inversores de freqüência tem por finalidade controlar a variação de velocidade de motores elétricos de indução trifásicos para aplicações nos mais diversos segmentos industriais. A linha de inversores de freqüência WEG representa o estado da arte em tecnologia de acionamento de motores elétricos de indução trifásicos, disponibilizando funções e recursos que permitem proteger e controlar os motores elétricos de forma extremamente facilitada e eficaz. T rabalhando com controle escalar ou vetorial, os inversores de freqüência WEG tem como principais aplicações: l l l l l l l l l l l Agitadores e Misturadores; Bombas Centrifugas; Bombas Dosadoras de Processos; Esteiras Transportadoras; Filtros Rotativos; Granuladores e Pelotizadoras; Máquinas de Corte e Solda; Máquinas de Papel; Mesas de Rolo; Secadores e Fornos Rotativos; Ventiladores e Exaustores;

Utilizando as mais avançadas técnicas de controle vetorial de fluxo, os inversores vetoriais permitem controlar, além da velocidade, o torque do motor, proporcionando: l l l l l Elevada precisão de velocidade; Elevada precisão de torque; Otimização do torque de partida; Excelente dinâmica; Tempo de resposta extremamente reduzido.

Estas características, aliada ao uso de motores de indução trifásicos permitem que os inversores de freqüência sejam utilizados em aplicações onde, até 125

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data recente, somente se utiliza motores de corrente contínua, como: l l l l l l l l Bobinadores e Desbobinadores; Rebobinadeiras de Papel; Elevadores e Transportadores de Cargas; Extrusoras; “ Spindle “ em Máquinas-ferramenta; Sistemas Multimotores sincronizados; Guinchos, Guindastes e Pontes Rolantes; Laminadores de Aço;

Ou seja, consegue-se reduções significativas de custos ampliando-se os níveis de controle necessários á máquina ou processo. A linha de inversores de freqüência WEG foi concebida para atender às necessidades de mercados exigentes como os mercados norte-americano e europeu. Em decorrência desta concepção, seus produtos encontram-se certificados com os selos UL (EUA), cUL (Canadá) e CE (Comunidade Européia). Os recursos disponíveis variam de acordo com a família.

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9.2 INVERSOR DE FREQÜÊNCIA CFW-08

Destinados ao controle e variação da velocidade de motores elétricos de indução trifásicos, os inversores da linha CFW-08 reúnem design moderno com tecnologia estado da arte mundial, onde destacam-se o alto grau de compactação e o elenco de funções especiais disponíveis. De fácil instalação e operação, este produto dispõe de recursos já otimizados em software, facilmente parametrizáveis através de interface homem-máquina simples, de fácil uso, que habilitam-no para utilização em controle de processos e máquinas industriais. Além disto, utilizando técnicas de compensação de distorção de tempo morto, o CFW-08 Plus evita instabilidade no motor e possiblita o aumento de torque em baixas velocidades. APLICAÇÕES l Bombas centrífugas l Bombas dosadoras de processo l Ventiladores / Exaustores l Agitadores / Misturadores l Extrusoras l Esteiras transportadoras l Mesas de rolos l Granuladores / Peletizadoras l Secadores / Fornos rotativos l Filtros rotativos l Bobinadores / Desbobinadores l Máquinas de corte e solda BENEFÍCIOS l Controle com DSP (Digital Signal Processor) permite uma sensível melhora no desempenho do inversor l Tecnologia estado da arte l Eletrônica com componentes SMD l Controle Escalar ou Vetorial Sensorless l Modulação PWM Senoidal - Space Vector Modulation l Módulos IGBT de última geração l Acionamento silencioso do motor l Interface com teclado de membrana táctil l Programação flexível l Dimensões compactas l Instalação e operação simplificadas l Alto torque de partida l Kit para instalação em eletrodutos

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0 3.3 A 0100 10 A 0160 16 A 380-480 V 0010 1.0 2. outras tensões (ex.7 A 0040 4.0 A 00.5 10 1.5 1.6 A 0026 2.0 1.0 0.5 2.6 4.5 2.3 10 16 1.0 2.0 380/400/415/440/460/480V 200 115 150 2.0 4.0 1.0 2.5 1.5 A 0100 10 A 0130 13 A 0160 16 A Tensão de Alimentação 2024 = 200-240 V 3848 = 380-480 V Língua do Manual P = português E = inglês S = espanhol F = francês G = alemão Opcionais S = standard O = com opcionais Grau de Proteção 00 = standard N1 = Nema 1 InterfaceHomem-Máquina 00 = standard SI = sem interface Frenagem Reostática 00 = standard DB = frenagem reostática (IGTB interno) Cartão de Controle 00 = standard A1 = controle 1 (plus) Filtro de EMI 00 = não tem FA = filtro classe A interno Hardware Especial 00 = não tem Hx = hardware especial versão X Software Especial 00 = não tem Sx = software especial versão X Final do código 5 10 11 6 12 7 3 Fases de Alimentação S = monofásico T = trifásico B = monofásico ou trifásico 13 8 14 Ex. foram calculadas com base nos modelos WEG de 2 e 4 pólos.0 3.0 2.0 7.37 0.0 1. na tabela acima.25 0.0 5.3 6.25 0.7 151 75 131 1.0 5.0 5.0A.0 200 115 150 2. Peso (kg) 200/220/230/240V kW 0.: 6 a 8 pólos).7 4.5 2.0 3. Para motores de outras polaridades (ex.1 1.0 A 0043 4.2 3.75 1.6 A 0027 2. manual em português e cartão de controle Plus 128 .6 2.1 1.5 2.25 0.3 A 0065 6.: 230V.0 7.5 1.6 A 0040 4.75 1.: CWF080040B2024POAIZ Inversor de Freqüência Série CFW-08 de 4.6 2.5 1.0 151 75 131 1.75 1.37 0. especificar o inversor através da corrente nominal do motor.0 NOTAS: A s potências máximas dos motores.18 0.6 4.0 1.7 0.0 A 0073 7.5 2.6 A 0026 2. 400V e 460V) e/ou motores de outros fabricantes.5 10 440 380 220 MOTOR MÁXIMO APLICÁVEL Tensão (V) Potencia HP 0.CFW-08 INVERSOR CFW-08 Alimentação Monofásica ou Trifásica Trifásica Monofásica ou Trifásica Trifásica Modelo CFW080016B2024PSZ CFW080026B2024PSZ CFW080040B2024PSZ CFW080070T2024PSZ CWF080073B2024PSZ CFW080100B2024PSZ CFW080160T2024PSZ CFW080010T3848PSZ CFW080016T3848PSZ CFW080026T3848PSZ Trifásica CFW080040T3848PSZ CFW080027T3848PSZ CFW080043T3848PSZ CFW080065T3848PSZ CFW080100T3848PSZ CFW080010T3848PSZ CFW080016T3848PSZ CFW080026T3848PSZ Trifásica CFW080040T3848PSZ CFW080027T3848PSZ CFW080043T3848PSZ CFW080065T3848PSZ CFW080100T3848PSZ Inom (A) 1.0 DIMENSÕES (mm) Altura Largura Profund. Codificação CFW-08 1 1 2 0040 2 B 3 2024 4 P 5 O 6 4 00 7 00 8 00 9 9 00 10 00 11 00 12 00 13 Z 14 Inversor de Freqüência Série CFW-08 Corrente Nominal de Saída: 220-240 V 0016 1.55 1.16 1.2 3.0 200 115 150 2.0 0.7 4.0 151 75 131 1.6 2.9 Tensão de Rede LINHA DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA WEG Tabela de especificações .0 A 0070 7.3 6.5 1.7 0.5 2.33 0.2 3.0 2.18 0.0 1. alimentação monofásica ou trifásica em 200-240 Vca.

62 Hz) Maior que 0...5 x Inom..Diretiva de Baixa Tensão / UL 508C ACABAMENTO CONFORMIDADES / NORMAS Cor Compatibilidade Eletromagnética Baixa tensão 129 ..01 Hz (f < 199Hz). 300 Hz Ref. 0. DeviceNet ou ModBus (opcional) Sobretensão e subtebsão no circuito intermediário Sobretemperatura Sobrecorrente na saída Sobrecarga no motor ( i x t ) Erro de hardware. Run Analógica COMUNICAÇÃO Interface serial Redes “Field Bus” SEGURANÇA Proteções – 1 saída analógica i solada 0 ..480V: 380 / 400 / 415 / 440 / 460 / 480 V (+10%. Parametrizaçã o (Progr amação de funções gerais) Incrementa / Decrementa Freqüência (Velocidade) JOG. Inversão de sentido de ro tação e Seleçã o Local / Remoto Supervisão (Leitura) Freqüência de saída no motor ( Hz ) Tensão no circuito intermediário ( V ) Valor proporcional à freqüência ( Ex. defeito externo e erro de comunicação serial Curto-circuito na saída e curto-circuito fase-terra na saída Erro de programação e erro de auto-ajuste INTERFACE HOMEMMÁQUINA (HMI) Comando Liga / Desliga.5 / 5. Fs = Fs .Freqüências Selecionáveis: 2..240V: 200 / 220 / 230 / 240 V (+10%. -15%) 380 .98 IP 20 NEMA 1 com kit adicional para conexão de eletroduto metálico Fonte chaveada DSP (Digital Signal Processor)..Emissão e Imunidade) LVD 73/23/EEC .. 40 ºC (até 50 ºC com redução de 2% / ºC na corrente de saída) 5 .01% 150% durante 60 seg. Digital: 0.240V: 200 / 220 / 230 / 240 V (+10%. 0.1% de Fmáx.2 Hz (48 .10 V.20mA 4 entradas isoladas programáveis 1 saída programável.. Digital: 0. Analógica: 0. e Ref. 16 bits.. 1 NA e 1 NF Opções de programação: Is > Ix .CFW-08 CFW-08 Standard Tensão Monofásica Trifásica CFW-08 Plus ALIMENTAÇÃO 200 ... Fs > Fx . 90% sem condensação 0 . -15%) 200 . Analógica: 0.5% e Ref.. 1 contato rev ersível (NA/NF) 2 saídas programáveis.:: RPM ) Temperatura do dissipador Corrente de saída no motor ( A ) Tensão de saída no motor ( V ) Mensagens de Erros / Defeitos Torque de Carga CONDIÇÕES AMBIENTE Temperatura Umidade Altitude 0 ... 0.20mA 2 entradas isoladas: 0. 1000 m (até 4000 m com redução de 10% / 1000 m na corrente de saída) Cinza claro – PANTONE – 413 C EMC diretiva 89 / 336 / EEC – Ambiente Industrial Norma EN 61800-3 (EMC ... Fe > Fx . modulação PWMsenoidal ( Space Vector Modulation ) Tensão imposta V / linear ou quadrático (escalar) Controle vetorial sensorless (VVC: VoltageVectorControl ) Chaveamento Variação de freqüência Resolução de freqüência Acuracidade (25ºC ± 10ºC) Sobrecarga admissível Rendimento ENTRADAS Analógicas Digitais SAÍDAS Relé Transitores IGBT . a cada 10 min.10 V.0 / 10 / 15 kHz Faixa: 0 .20mA ou 4.9 Modelo LINHA DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA WEG Características Técnicas ..10 V (8 bits) RS-232 ou RS-485 (opcional) Unidade para comunicação ProfiBus DP. (1...20mA ou 4. 15%) Freqüência Cos ϕ (Fator de deslocamento) GRAU DE PROTEÇÃO CONTROLE Standard Opcional Tipo de alimentação Método de controle Tipos de controle 50 / 60 Hz +/.1Hz (f>100Hz) Ref.) Maior que 95% 1 entrada isolada 0...

rpm.Display de LED’s 7 segmentos Senha de h abilitação para programação Auto-diagnóstico de defeitos e Auto-Reset Indicação de grandeza específica (programável) .: m/min. etc) Partida com o motor girando (FlyingStart) Rejeição de freqüências críticas ou ressonantes ( Skip Frequency ) Operação durante falhas momentâneas da rede (Ridethru) Opcionais Interface Homem-Máquina remota (Display de LED’s 7 segmentos) Interface Homem-Máquina remota (grau de proteção NEMA 4) Módulo de Interface para HMI Remota Cabo para Interligação da HMI Remota (1 . 10m) Modelo com módulo MCW-01 (RS-232) HMI-CFW08-S remota de fixação direta (cabos de 1 . comando e monitoração do inversor CFW-08 130 . 3 .Ex. 5 .. 2 . em ambiente Windows para parametrização.. 7. pressão.9 LINHA DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA WEG Recursos / Funções Especiais Standard / Plus Interface Homem-Máquina incorporada .5 e 10 m) Módulo de Comunicação Serial RS-232 Conversor RS-232 para RS-485 (necessário módulo MCS-CFW08) Software de programação via microcomputador PS Kit NEMA 1 p ara conexão de eletroduto metálico Kit para montagem em Trilho DIN Kit moldura para HMI-CFW-08-S Unidadespara Redes de Comunicação FieldBus ProfiBus DP DeviceNet ModBusRTU HMI-CFW08-S HMI-CFW08-N4-S MIS-CFW08 CAB-HMI08-S-X MCS-CFW08 MIW-02 SUPERDRIVE KNI-CFW08-MX KMD-CFW08 KMR-CFW08-S MFW-01 / PD MFW-01 / DN MFW-01 / MR – – Filtro EMC com alta capacidade de atenuação Classe A interno Filtro EMC com alta capacidade de atenuação Classe B externo SUPERDRIVE INTERFACE HOMEM-MÁQUINA REMO TA Modelo com acessório MIS-CFW8 de interface com HMI remota KMI-CFW08-S-N4 HMI remota com moldura e grau de proteção NEMA 4 (cabos de 1 ... 10m) Software de programação via microcomputador PC. etc) Compensação de escorregamento I x R manual e automático Curva V/F ajustável (programável) Função J OG (impulso momentâneo de velocidade) Função “COPY” via Interface Homem-Máquina Remota (HMI-CFW08-S) Rampas linear e tipo “S” e dupla rampa Rampas de aceleração de desaceleração (independentes) Frenagem CC (corrente contínua) Função Multi-Speed (até 8 velocidades pré-programadas) Seleção do sentido de rotação Seleção para operação Local / Remoto Regulador PID superposto (con trole automático de nível.

VECTRUE TECHNOLOGY ® A tecnologia “Vectrue” desenvolvida pela WEG apresenta as seguintes vantagens: þ Controle escalar ou vetorial programáveis no mesmo produto þ Controle vetorial com sensorless ou opcionalmente com encoder þ Controle vetorial sensorless permitindo alto torque e rapidez na resposta. onde a inércia cinética da carga é regenerativa ao link DC do inversor e cujo excesso é dissipado sob forma de calor em um resistor de 131 . os inversores tradicionais utilizam-se da Frenagem Reostática. Inovações também foram introduzidas para atender aplicações que exigem frenagem. Vetorial Sensorless e Vetorial com Encoder.3 INVERSOR DE FREQÜÊNCIA CFW-09 Os inversores de freqü ência WEG.9 LINHA DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA WEG 9. Desta forma. da série CFW-09. compacta e mais econômica. a WEG amplia sua família de drives para variação de velocidade com um produto dotado de uma gama repleta de recursos. OPTIMAL BRAKING ® Para aplicações que exijam tempos de parada reduzidos e/ou paradas de cargas de elevada inércia. onde um recurso especial chamado “Optimal Braking ® ” pode ser utilizado sem a necessidade de instalação de resistor de frenagem. tornando-se assim uma solução simples. possibilitando sua adaptação e uso nas mais diversas aplicações de todos os segmentos industriais. mesmo em velocidades muito baixas ou na partida þ Auto-ajuste adaptando automaticamente o controle vetorial ao motor e à carga. independente do grau de complexidade. permitindo à nova geração de inversores WEG incorporar em um único produto técnicas de controle Escalar. incorporam a mais atualizada e avançada tecnologia disponível a nível mundial para controle de motores de indução trifásicos. A tecnologia “Vectrue ® ” representa um avanço tecnológico incomparável. programável unicamente por software e facilmente pelo próprio usuário.

a qual possibilita uma frenagem ótima capaz de atender a grande maioria das aplicações até então somente atendidas pelo método da frenagam reostática. Figura 9. Os inversores CFW-09 incorporam a função “Optimal Braking ®“ para o modo vetorial. além da grande vantagem de dispensar o uso do resistor de frenagem. Esta inovação tecnológica permite obter acionamentos de alta performance dinâmica. No gráfico comparativo dos tipos de frenagem comprovamos as vantagens significativas do método de frenagem “Optimal Braking ® “. 1500cv (com unidades em paralelo até 1500 cv) 132 .Gráfico Torque x Velocidade típico para m otor de 10cv acionado por inversor CFW-09 BENEFÍCIOS ADICIONAIS þ Controle e programação uniformes para toda a gama de potências þ Microcontrolador RISC 32 bits de alta capacidade þ Interface Homem-Máquina destacável tipo duplo display LCD+LED (para fácil programação e visualização) þ Ampla gama de potências: 1 .1 .9 LINHA DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA WEG frenagem interligado ao circuito de potência. otim izada e de custo reduzido para as aplicações de frenagem.. assegurando assim uma solução ideal.. com torques de frenagem da ordem de 5 vezes maior que um torque característico de uma típica frenagem CC.

9 LINHA DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA WEG þ Dimensionamentos para Torque Constante e Torque Variável þ Grau de proteção NEMA 1/IP20 Standard até 200cv. Device Net ou Modbus RTU (opcional) þ Evolução do produto via software para funções especiais adicionais com reprogramação da memória interna tipo “Flash” Eprom þ Na primeira energização (ou após o reset para o padrão de fábrica) o usuário é guiado pela interface Homem-Máquin a para entrar com os dados mínimos necessários para o correto funcionamento do inversor. com dissipador atrás da placa de montagem þ Programação via microcomputador PC . IP20 até 500cv þ Instalação e programação simplificadas þ Elevada compactação þ Possibilidade de fixação via flange. 133 .Software Superdrive (opcional) þ Link DC acessível para alimentação em corrente contínua ou retificador regenerativo þ Comunicação em redes Field Bus: Profibu s DP.

Incrementa velocidade ou número e valor de parâmetro. t Reseta o inversor após a oco rrência de erros. Quando pressionada realiza a função JOG (impulso momentâneo de velocidade). Função copy incorporada. além de incorporar uma descrição detalhada de todos os parâmetro s e mensagens via display LCD alfa-numérico.9 LINHA DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA WEG INTERFACE HOMEM X MÁQUINA Interface de operação inteligente do tipo duplo display. t Após habilitado comuta o s indicadores do display. à rpm à volta à estado à torque à Hz à ampère Desabili a o inversor via rampa (parada). que permite ótima visualização a distância. NOTA A função de cada tecla pode ser inibida individualmente. Seleciona o modo de operação do inversor. defini do a n origem dos comandos/referência. Display LED’s 7 segmentos Display LED (cristal líquido) disponível para vários idiomas Habili a o inversor via rampa (partida). Decrementa velocidade ou número e valor de parâmetro. permitindo copiar a programação de um inversor para outros. Inverte o sentido de rotação do m otor co mutando entre horário e an ti-horário. LED’s e LCD. 134 . via programação. Seleciona (comuta) display de LED’s entre o número do parâmetro e seu valor (posição/conteúdo) para programação.

Permite editar parâmetros on-line. 135 . A comunicação entre o inversor e o microcomputador é feita via s erial RS-232(p onto a ponto) ou via serial RS-405 para interligação em rede. como também “down-load” do inversor para o microcomputador.9 LINHA DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA WEG SUPERDRIVE Software de programação via microcomputador PC. É possível armazenar arquivos de parâmetros de todos os inversores CFW-09 existentes na instalação. comando e monitoração dos inversores C FW-09. diretamente no inversor. armazenando no microcomputador. ou editar arquivos de parâmetros off-line. para parametrização. O software também incorpora funções para permitir “up-load” do conjunto de parâmetros do microcomputador para o inversor. em ambiente Windows.

0 3.7 5..0 3.5 11 15 18.5 7.5 7.2 3.5 22 30 37 45 55 75 110 150 220 260 370 450 500 660 730 1100 Torque Variável Tamanho HP 1.5 10 15 25 30 40 50 60 75 100 125 150 200 300 350 500 600 700 900 1000 1500 kW 1.5 2.0 3.5 7.5 9.5 11 15 22 22 37 45 55 55 92 92 110 200 220 300 370 450 600 660 950 1.7 5.5 2.5 7.0 7.5 2.5 10 15 20 25 30 40 50 60 75 100 150 200 300 350 500 600 700 900 1000 1500 kW 1.0 5.0 5.5 2.5 2.5 2.5 9.7 5.5 11 15 18.5 22 30 37 45 55 75 92 110 150 220 260 370 450 500 660 730 1100 1 PADRÃO Incorporado noproduto 220 / 230 V 2 3 4 5 6 7 8 220 V OPCIONAL Interno OPCIONAL c/ unidadeexterna PADRÃO Incorporado noproduto 1 3 4 5 6 7 8 9 10 380 / 400 / 415 / 440 / 460 / 480 V OPCIONAL Interno 380 V OPCIONAL com unidade externa – PADRÃO Incorporado noproduto 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 OPCIONAL Interno 440 V OPCIONAL com unidade externa – * CT = Torque Constante (T carga = CTE).5 10 15 20 30 30 50 60 75 75 125 125 150 270 300 400 500 600 800 900 1300 2.5 2.0 5.4 5.0 5.0 2.0 3.5 11 15 18.0 6.9 Tensão da rede LINHA DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA WEG Tabela de Es pecificação INVERSOR CFW-09 Modelo Básico CFW-09 .0 3.7 5.5 2.5 10 20 25 30 40 40 60 75 75 100 1.5 22 30 37 45 55 75 92 110 200 220 300 370 450 600 660 950 1.1 1.5 10 15 20 25 30 40 50 50 75 100 1.2 3..5 11 18.0 4.: Torque Quadrático => T carga ~n2) 136 .0 6.0 7.0 ‚ 10 ‚ 13 16 24 28 45 54 70 86 105 130 142 180 240 3.2 4.5 1.0 5.0 7.0 3.6 4.0 2.2 3.5 22 30 37 45 55 55 75 1.2 3.0 7.1 1.0 4.2 4.5 7.1 1.0 13 16 24 30 38 45 60 70 86 105 142 180 240 361 450 600 686 855 1140 1283 1710 3.0 3.5 1.0 7.0 ‚ 7.0 7. VT = Torque Variável (Ex.0 13 16 24 30 38 45 60 70 86 105 142 180 240 361 450 600 686 855 1140 1283 1710 36 45 54 70 86 105 130 174 36 45 54 70 86 105 130 174 68 86 105 130 150 174 VT * Tensão (V) MOTOR MÁXIMO APLICÁVEL • TorqueConstante HP 1.5 22 30 37 37 55 75 1.5 15 18.0 3.4 5. 0006-T-2223-P-S 0007-T-2223-P-S 0010-T-2223-P-S 0013-T-2223-P-S 0016-T-2223-P-S 0024-T-2223-P-S 0028-T-2223-P-S 0045-T-2223-P-S 0054-T-2223-P-S 0070-T-2223-P-S 0086-T-2223-P-S 0105-T-2223-P-S 0130-T-2223-P-S 0142-T --2223-P-S 0180-T-2223-P-S 0240-T-2223-P-S 0003-T-3848-P-S 0004-T-3848-P-S 0005-T-3848-P-S 0009-T-3848-P-S 0013-T-3848-P-S 0016-T-3848-P-S 0024-T-3848-P-S 0030-T-3848-P-S 0038-T-3848-P-S 0045-T-3848-P-S 0060-T-3848-P-S 0070-T-3848-P-S 0086-T-3848-P-S 0105-T-3848-P-S 0142-T-3848-P-S 0180-T-3848-P-S 0240-T-3848-P-S 0361-T-3848-P-S 0450-T-3848-P-S 0600-T-3848-P-S 0686-T-3848-P-S 0855-T-3848-P-S 1140-T-3848-P-S 1283-T-3848-P-S 1710-T-3848-P-S 0003-T-3848-P-S 0004-T-3848-P-S 0005-T-3848-P-S 0009-T-3848-P-S 0013-T-3848-P-S 0016-T-3848-P-S 0024-T-3848-P-S 0030-T-3848-P-S 0038-T-3848-P-S 0045-T-3848-P-S 0060-T-3848-P-S 0070-T-3848-P-S 0086-T-3848-P-S 0105-T-3848-P-S 0142-T-3848-P-S 0180-T-3848-P-S 0240-T-3848-P-S 0361-T-3848-P-S 0450-T-3848-P-S 0600-T-3848-P-S 0686-T-3848-P-S 0855-T-3848-P-S 1140-T-3848-P-S 1283-T-3848-P-S 1710-T-3848-P-S Frenagem Reostática Corrente Nominal (A) CT* 6.0 5.5 7.5 2.1 1.5 2.6 4.5 10 15 20 25 30 40 50 60 75 100 125 150 270 300 400 500 600 800 900 1300 2.

2. foram calculadas com base nos modelos WEG de 2 e 4 pólos.9 LINHA DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA WEG NOTAS 1. Os modelos de inv ersores CFW09 de 6. 137 . 7 e 10A. na tensão 220-230V podem opcionalmente ser . alimentados por rede monofásica. outras tens ões (ex. 400 e 460 V) e/ou motores de outros fabricantes.: 6 e 8 pólos).: 230. Para motores de outras polaridades (ex. na tabela ao lado. especificar o inversor através da corrente nominal do motor. sem redução de corrente (potência) nominal de saída. As potências máximas dos motores.

Frenagem: 00 = Standard (vide tabela de especificações) DB = Opcional com frenagem reostática incorporada internamente 10. 230 V 3848 = Faixa 380 .. 480 V 5... Interface Homem . 01-CFW09 incorporado B2= Opcional EBB .. Cartões para rede de comunicação: 00 = Standard (não há) PD = Opcional KFB .Máquina (HMI): 00 = Standard (com HMI de LED’s + LCD) IL = Opcional com HMI somente de LED’s SI = Sem HMI 9.DN (Rede Device Net) incorporado MR = Opcional KFB .0 A 006 = 220 . Alimentação de entrada do inversor: T = Trifásica 4.. Grau de proteção: 00 = Standard (vide tabela de características) 8.0 A 0010 = 10 A 0013 = 13 A 0016 = 16 A 0024 = 24 A 0028 = 28 A 0045 = 45 A 0054 = 54 A 0070 = 70 A 0086 = 86 A 0105 = 105 A 0130 = 130 A 0142 = 142 A 0180 = 180 A 0240 = 240 A 6.0 A 0013 = 13 A 0016 = 16 A 0024 = 24 A 0030 = 30 A 0038 = 38 A 0045 = 45 A 0060 = 60 A 0070 = 70 A 0086 = 86 A 0105 = 105 A 0142 = 142 A 0180 = 180 A 0240 = 240 A 0361 = 361 A 0450 = 450 A 0600 = 600 A 0686 = 686 A 0855 = 855 A 1140 = 1140 A 1283 = 1286 A 1710 = 1710 A 2. Corrente nominal de saída do inversor em torque constante (CT) 3..5 A 0009 = 9. 03-CFW09 incorporado 11. 230 V 380 . Versão do produto: S = Standard O = com Opcionais 7..0 A 0005 ..PD (Rede Profibus DP) incorporado DN = Opcional KFB .6 A 0004 = 4.5. Idioma do manual do produto: P = Português E = Inglês S = Espanhol 0007 = 7.MR (Rede Modbus RTU) incorporado 138 . Tensão de alimentação: 2223 = Faixa 220 . 03-CFW09 incorporado B1 = Opcional EBB . 02-CFW09 incorporado B3 = Opcional EBB .9 LINHA DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA WEG CODIFICAÇÃO CFW-09 0016 T 3848 P O 00 SI DB A1 DN H1 S3 Z 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 1. 02-CFW09 incorporado A3 = Opcional EBA . Inversor de freqüência WEG famíli a CFW-09 çç 6. 01-CFW09 incorporado A2 = Opcional EBA . Cartões de expansão de funções: 00 = Standard (não há) A1 = Opcional EBA . 480 V 0003 = 3.

0 5. Final do código: Z = Dígito i ndicador de final de codificações do produto Exemplos: CFW09 0013 T 2223 P S Z CFW09 0105 T 3848 P O IL A1 PD Z CFW09 0086 T 3848 P O SI DB B2 MR S3 Z NOTA Não é necessário colocar 00 (Standard) no código.9 LINHA DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA WEG 12....3 17 22 30 43 55 80 190 230 139 . Hn 13.. Sn 14. Hn = Opcional com versão de hardware especial H1 . Sn = Opcional com versão de software especial S1 ... Software especial: 00 = Standard (não há) S1 ... DIMENSÕES E PESO MECÂNICA 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 410 688 700 335 LARGURA “ l “ (mm) 143 182 223 250 ALTURA “ H “ (mm) 210 290 390 475 550 675 835 975 1020 1185 300 310 370 492 274 PROFUNDIDADE “ P “ (mm) 196 PESO 3. Hardware especial: 00 = Standard (não há) H1 .

.... 20 mA ) ¬ 6 entradas progr amáveis isoladas: 24Vcc 1 entrada progr amável isolada: 24Vcc ¬ 1 entrada programável isolada: 24Vcc (para termistor PTC do motor) ¬ 1 entrada diferencial. 40 ºC (até 50 ºC com redução de 2% / ºC na co rrente de saída) 5 . com fonte interna isolada 12Vcc ¬ 2 saídas programáveis (11 bits): 0 ..10) EMC diretiva 89 / 336 / E EC: ambiente industrial Norma EN 61800-3 (EMC .25 / 2. .98 NEMA 1 / I P20 (modelos Tamanhos 1 .CFW-09 ALIMENTAÇÃO Tensão Freqüência Desbalanceamentoentre fases Cos ϕ (fator de deslocamento) Standard Tipo de alimentação Microcontrolador Métododecontrole Tipos de controle Trifásica: 220-230V: 220/230V e 380-400V: 380/400/415/440/460/480V (+10%.CT) Maior que 97% Regulação: 1% da velocidade nominal c/ compensação de escorregamento U/F Resolução: 1rpm (referência via teclado) Faixa de regulação de velocidad e = 1:20 Regulação: 0.emissão e imunidade) LVD 73 / 23 / EEC: diretiva de baixa tensão / UL 508C Inversores a semicondutores Equipamentos para conversão de energia Equipamentos eletrônicos para uso em instalações de potência Requisitos de segurança p/ equiptos elétricos p/ uso em medição...5 x Inom. 8) IP20 (modelos Tamanhos 9 ... 204Hz (para rede em 60Hz) 0 .. analógica 14 bits Torque Regulação: +/. 20mA ou 4 .01% da velocidade nominal para r ef.... 170Hz (para rede em 50Hz) acima de 204Hz (sob consulta) 150% durante 60 segundos a cada 10 minutos (1. .. 20 mA ou 4 . co ntrole e laboratórios Underwriters Laboratories Inc.0. 150% do torque nominal 2 entradas diferenciais programáveis (10 bits): 0 . via cartões EBA ou EBB (multiponto até 30 inversores) ¬ Profibus DP. 20mA ¬ . .CWF09 0 .. ≥ = 30A) Falha de encoder incremental Falha de conexão da interface HMI . 15Vcc ¬ RS-232 via kit serial KCS ... 62Hz) Menor que 3% Maior que 0. Device Net ou Modbus RTU.Freqüências selecionáveis: 1... FieldBus) +/.. -15%) 50 / 60Hz +/. 1A 1 saída programável. 1 entrada programável isolada (10 bits): 0 .5% da velocidade nominal Sensorless Resolução: 1rpm (referência via teclado) Faixa de regulação de velocidade = 1:100 Faixa de regulação de velocidade = até 0rpm com Regulação: Encoder ¬ +/.. contato NA (NO): 240Vca. 1A 2 saídas programáveis isoladas OC: 24Vcc.0. 20 mA 1 entrada programável bipolar ( 14 bits): -10 . 10V 2 saídas programáveis bipolares (14 bits): -10 . +10V 0 ...01% da velocidade nominal para ref.. 20 mA ou 4 . 20 mA ¬ 2 saídas programáveis. 1000 m (até 4000 m com redução de 10% / 1000 m na corrente de saída) Tampa plásti a: cinza claro PANTONE 413 C ( p/ tamnhos 1 . fluxo e velocidade implementados com software (Full Digital) Escalar (tensão impost ......0.. 90% sem condensação 0 . 10V.10) Base: cinza escuro RAL 7022 (p/ tamanhos 3 .U / F ) a Vetorial Sensorless (sem Encoder) Vetorial com encoder Transistores IGBT ... 10) Fonte chaveada Tipo RISC 32 bits PWM Senoidal SVM (Space Vector Modulation) Reguladores de corrente. 0 .9 GRAU DE PROTEÇÃO CONTROLE LINHA DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA WEG Características Técnicas ... isolada. +10V ¬ 2 saídas programáveis isoladas (11 bits): 0 . USA (pendente) Chaveamento Variação de freqüência Sobrecarga a dmissível Rendimento Controlede velocidade (modo escalar) Controlede velocidade (modove torial) PERFORMANCE ENTRADAS Controledetorque (modove torial) Analógicas Digitais SAÍDAS Encoderin cremental Analógicas Relé Transistor Encoder Interfaceserial Redes “Field Bus” Proteções COMUNICAÇÃO SEGURANÇA CONDIÇÕESDO AMBIENTE ACABAMENTO Temperatura Umidade Altitude Cor CONFORMIDADES / NORMAS CERTIFICAÇÕES Compatibili ade d eletromagnética Baixa tensão Norma IEC 146 Norma UL 508 C Norma EN 50178 Norma EN 61010 UL (USA) e cUL (CANADÁ) CE (EUROPA) 140 1 Opcional . via kits adicionais KFB ¬ Sobretensão no circuito intermediário Curto-circuito na saída Subtensão no circuito intermediário Curto-circuito fase-terra na saída Sobretemperatura no inversor Erro externo Sobretemperaturanomotor Erro de autodiagnose Sobrecorrentena saída Erro de programação Sobrecarga no motor ( i x t ) Erro de comu nicação serial Sobrecarga no r esistor de frenagem Erro de ligação invertida (motor ou Encoder) Erro na CPU (Watchdog) / EPROM Falta de fase na alimentação (mod.. 50 mA ¬ 1 saída diferencial isolada de sinal de Encoder: alimentação externa 5 .5 / 5. contatos NA/NF (NO/NC ): 240Vca.10% do torque nominal Faixa de regulação de torque: 0 .1% da velocidade nominal para ref.CFW09 (ponto a ponto) ¬ RS-485...... analógica 10 b its +/.CT) 180% durante 1 segundo a cada 10 minutos (1....0 / 10 kHz 0 .. 10V. 0 .... digital (ex: teclado... 2) c Tampa e laterais metálica:cinza claro RAL 7032 (p/ tamnhos 3 .2Hz (48 . 20 mA ou 4 ..8 x Inom..

DN (instalação interna ao inversor) ModbusRTU KFB .. etc) Compensação de escorregamento .HMI 09 . N = N*. 8) KMF . Inglês. 5.) OPCIONAL 141 . rpm. 0X .CFW09 Kits para redes de comunicação Profibus DP KFB . wattímetro (kW) Regulador PID superposto (controle automático de n ível. Is = Corrente saída e T = Torque motor Rampas linear e tipo “S” e dupla rampa Rampas de aceleração e desaceleração independentes Frenagem CC (corrente contínua) Frenagem Ótima (Optimal Braking) ® .CFW09 (inversor ↔micro PC) KCS . pressão.9 LINHA DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA WEG Características Técnicas ..CFW09 Módulo Interface Serial RS-232 KCS . etc) Seleção do sentido de rotação (horário / anti-horário) Seleção para operação Local / Remoto Partida com o motor girando (Flying S tart) Rejeição de velocidades críticas ou ressonantes (Skip Speed) Operação durante falhas momentâneas da rede (Ride-Through) Sem interface Homem-Máquina Local Modelos “SI” Interface Homem-Máquina Local S implificada (display LED’s) HMI-CFW09-LED Interface Homem-Máquina Remota NEMA 4 (display de LED’s) HMI-CFW09-LED-N4 Interface Homem-Máquina Remota NEMA 4 (display LCD) HMI-CFW09-LCD-N4 Cabo para interligação da HMI Remota (1. 142A / 380-480V Kit frenagem reostática (unidade externa) DBW .modo U/F Limites de velocidade mínima e máxima Limite da corrente máxima Ajuste da corrente de sobrecarga Ajuste digital do ganho e do offset das entradas analógicas Ajuste digital do ganho d as saídas analógicas Função J OG (impulso momentâneo de velocidade) Função JOG + e JOG .modo U/F Curva U/F ajustável (programável) . 8) KIL . T > Tx e T < Tx Onde: N = Velocidade. 2. I/h.. Is < Ix.CFW09 Frenagem reostática incorporada (transistor interno) Modelos “DB” Modelos: 54 . vazão.. N* = Referência.PD FieldBus Device Net KFB .01 Modelos: 180 . peso. N = 0. Parametrização (programação de fun ções gerais) Incrementa / Decrementa velocidade JOG. N > Nx ..CFW09 Kit moldura para interface remota KMR .Ex. 600A / 220-230 e 380-480V Kit fixação via flange (p/ modelos tamanhos 3 . 10) KME .CFW-09 INTERFACE HOMEM-MÁQUINA Comando Liga / Desliga.. 3. inversão de sentido de rotação e seleção Local / Remoto Referência de velocidade (rpm) Corrente de saída no motor (A) Velocidade no motor (rpm) Tensão de saída no motor (V) Valor proporcional à velocidade (ex.CFW09 Cartões de expansão de funções EBA .CFW09 Filtro EMC com alta capacidade de atenuação RF Supervisão(Leitura) (HMI .Modo vetorial Frenagem reostática incorporada .mode los até 45A / 220-230V e até 30A / 380-480V Função multi-speed (até 8 velocidades pré-programadas) Função c iclo automático do processo Recursos especiais: horímetro.5 e 10 m) CAB ..CFW09 EBB .: m/min..X Tampa cega para HMI local TCL .(incremento / decremento momentâneo de velocidade) Função “COPY” (inversor → HMI ou HMI → inversor) Funçõe s específicas programadas em saídas digitais (relé): N* > Nx.: m/min) Estado do inversor Freqüência de saída no motor (Hz) Estado das entradas dig itais Tensão no circuito in termediário (V) Estado das saídas digitais (transistor) Torque no motor (%) Estado das saídas a relé Potência de saída (kW) Valor das entradas analógicas Horas de produto energizado (h) 4 últimos erros armazenados em memória Horas de funcionamento / trabalho (h) Mensagens de Erros / Defeitos Interface homem-máquina incorporada com duplo display LCD + LED (HMI-CFW09-LCD) Senha de h abilitação para programação Seleção do idioma da IHM (LCD) .CFW09 KIt Indutor para Link DC (p/ modelos tamanhos 2 .MR Kit SUPERDRIVE com interface Software SUPERDRIVE Comunicação S erial RS-232 Conectores e cabos KSB ..Sensorless ou com encoder Auto-diagnóstico de defeitos e auto-reset de falhas Reset para programção padrão de fábrica ou para padrão do usuário Auto-ajuste do inversor as condições da carga (self tuning) Indicação de grandeza específica (programável) ... 142A / 220-230V e 38 .CFW09) RECURSOS / FUNÇÕES DISPONÍVEIS Standard (Padrão) Opcionais 1 Disponível em breve (Dados sujeitos a alteração sem prévio aviso.. N < Nx. 7.CFW09 Kit Montagem Extraível (p/ modelos tamanhos 9 . Is > Ix.modo U/F I x R (boost de torque) manual ou automático . Espanhol Seleção do tipo de c ontrole (via parâmetro): Escalar U/F. %. 0X .CFW09 Tampa cega para HMI remota TCR .Português.

com grau de proteção NEMA 4/IP 56.LCD . Distância máxima 5m (sem moldura) e 10m (com moldura KMR).CFW09 LOCAL REMOTA INTERFACE HOMEM-MÁQUINA SIMPLIFICADA (opcional) Interface de operação simplificada.LED Interface de operação com duplo display. . destinados ao fechamento completo do produto quando usado sem a HMI.CFW09 .LCD HMI . INTERFACE HOMEM-MÁQUINA REMOTA NEMA 4 .CFW09 Kit interface serial.9 LINHA DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA WEG Acessórios e Periféricos INTERFACE HOMEM-MÁQUINA COMPLETA HMI . para operação remota em porta de painel ou console de máquina.CFW09 . KIT INTERFACE COMUNICAÇÃO SERIAL RS-232 KCS . via comunicação serial RS-232. com recursos completos via códigos e mensagens com textos alfanuméricos e função Copy. Distância máxima 5m (sem moldura) e 10m (com moldura KMR). opcional para soluções de custo reduzido. destinada a ambientes com incidência de água ou outros agentes agressivos (pó. remota ao inversor. para instalação local (tampa do inversor) ou remota em porta de painel. cimento. para instalação local (tampa do inversor) ou remota em porta de painel. Distância máxima 10m. fibras.N4 Moldura para instalação / fixação de Interface Homem-Máquina. para transferência de operação do inversor para a porta do painel ou para um console da máquina.CFW09 TCR . para uso do software SUPERDRIVE de programação e monitoração do inversor. TAMPAS CEGAS TCL . KIT MOLDURA PARA INTERFACE REMOTA KMR . ou a outros equipamentos.CFW09 Módulos de tampa cega. LED’s e LCD. etc).LCD HMI . com display de LED’s. Distância máxima 10m. 142 Interface Homem-Máquina remota.CFW09 . para conexão do inversor CFW09 a um microcomputador PC. local (TCL) para tampa de inversor e remota (TCR) para moldura da Interface Homem-Máquina (HMI) remota.

..CFW09 Configuração Funções Entrada de encoder Saída de encoder Serial RS-485 A/D de 14 bits D/A’s de 14 bits Entrada isolada Saídas isoladas Entradas e saídas digitais + termistor • • • • • • EBA. .CFW09 EBB . 5..PD Device NET KFB .9 LINHA DE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA WEG CABOS PARA INTERLIGAÇÃO DE INTERFACE REMOTA CAB . Cabos especiais com comprimentos superiores.HMI09 . .X Profibus DP Cabos com comprimento (X) de 1. 3.5 e 10 metros. 0X . sob consulta. • • • • • • • • • • • EBB. 7. KITS PARA REDES DE COMUNICAÇÃO “FIELDBUS” ⇒ ⇒ ⇒ KFB ..DN Modbus RTU KFB .MR CARTÕES DE EXPANSÃO DE FUNÇÕES EBA 0X . 2. • 01 02 03 01 02 03 • • • • 143 .

4 Principais aplicações para soft-starter 10.3.1 Introdução 10.7 Soft-Starter SSW-03 Plus / SSW-04 10.2 Proteções 10.6 Considerações importantes 10.3 Principais características 10.3.1 Principais funções l l l l l l Rampa de tensão na aceleração Rampa de tensão na desaceleração Kit Start Limitação de corrente Pump control Economia de energia 10.8 Soft-Starter SSW-05 .2 Princípio de funcionamento l l Circuito de potência Circuito de controle 10.5 Critérios para dimensionamento 10.3 Acionamentos típicos 10.3.10 SOFT-STARTER 10.

Em nosso estudo faremos uma comparação entre estes vários sistemas e os que utilizam as soft-starters. seja ele residencial ou industrial. largamente utilizado em praticamente todos os segmentos. a fim de ajustar a tensão de saída. 147 . as chaves de partida soft-starters.10 SOFT-STARTER 10. principalmente levando-se em consideração conceitos e tendências voltados a automação industrial. ou melhor.1 INTRODUÇÃO Com a crescente necessidade na otimização de sistemas e processos industriais. em grande parte representados por sistemas eletromecânicos.1. Um dos mais claros exemplos são os sistemas de acionamento para motores de indução. Esta estrutura é apresentada na figura 10. algumas técnicas foram desenvolvidas. uma técnica que tornou-se muito utilizada na atualidade. Olhando para o passado podemos claramente perceber o quanto estas técnicas tem contribuído para este fim.2 PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO O funcionamento das soft-starters está baseado na utilização de tiristor es (SCR´s). que é comandada através de uma placa eletrônica de controle. COMPARATIVO ENTRE MÉTODOS DE PARTIDA 10. de uma ponte tiristorizada na configuração anti-paralelo. Estes equipamentos eletrônicos vem assumindo significativamente o lugar de sistemas previamente desenvolvidos. conforme uma programação feita anteriormente pelo usuário. Em particular nós iremos analisar e avaliar.

• O circuito RC representado no diagrama é conhecido como circuito snubber.10 SOFT-STARTER Figura 10. e os TCs (transformadores de corrente). a soft-starter controla a tensão da rede através do circuito de potência.1 .Blocodiagrama simplificado Como podemos ver. • Os transformadores de corrente fazem a monitoração da corrente de saída permitindo que o controle eletrônico efetue a proteção e manutenção do valor de corrente em níveis pré-definidos (função limitação de corrente ativada). variamos o valor eficaz de tensão aplicada ao motor. CIRCUITO DE POTÊNCIA Este circuito é por onde circula a corrente que é fornecida para o motor. já que notamos nitidamente que podemos dividir a estrutura acima em duas partes. É constituída basicamente pelos SCRs e suas proteções. A seguir faremos uma análise mais atenciosa de cada uma das partes individuais desta estrutura. constituído por seis SCRs. onde variando o ângulo de disparo dos mesmos. 148 . o circuito de potência e o circuito de controle. e tem como função fazer a proteção dos SCRs contra dv/dt.

bem como os circuitos utilizados para comando. Figura 10.10 SOFT-STARTER CIRCUITO DE CONTROLE Onde estão contidos os circuitos responsáveis pelo comando.2. • Rampa de tensão na aceleração As chaves soft-starters tem uma função muito simples. sinalização e interface homem-máquina que serão configurados pelo usuário em função da aplicação. Atualmente a maioria das chaves soft-starters disponíveis no mercado são microprocessadas. 10. totalmente digitais.Rampa de tensão aplicada ao motor na aceleração 149 . Graficamente podemos observar isto através da figura 10. que é através do controle da variação do ângulo de disparo da ponte de tiristores.1 Principais funções Além das características mostradas anteriormente as soft-starters também apresentam funções programáveis que permitirão configurar o sistema de acionamento de acordo com as necessidades do usuário. uma tensão eficaz gradual e continuamente crescente até que seja atingida a tensão nominal da rede. mais no sentido de oferecer uma opção mais barata para aplicações onde não sejam necessárias funções mais sofisticadas. sendo assim.2 . gerar na saída da mesma. monitoração e proteção dos componentes do circuito de potência.3 PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS 10. Alguns fabricantes ainda produzem alguns modelos com controle analógico.3.

Tanto o valor do pedestal de tensão.10 SOFT-STARTER Atentem ao fato de que quando ajustamos um valor de tempo de rampa. 150 . irá perdendo velocidade. a soft-starter leva a tensão de saída instantaneamente a zero. como por exemplo: sistema de acoplamento. quanto o de tempo de rampa são valores ajustáveis dentro de uma faixa que pode variar de fabricante para fabricante. Graficamente podemos ver observar a figura 10.3. atuação da função de limitação de corrente. Isto na realidade dependerá das características dinâmicas do sistema motor/carga. que por sua vez. e de tensão de partida (pedestal). • Rampa de tensão na desaceleração Existem duas possibilidades para que seja executada a parada do motor. K = energia cinética (Joules) J = momento de inércia total (Kg.m 2) ω = velocidade angular (rad/s) Na parada controlada a soft-starter vai gradualmente reduzindo a tensão de saída até um valor mínimo em um tempo pré-definido. A melhor aproximação poderá ser alcançada através do cálculo do tempo de aceleração do motor. A equação (1) mostra matematicamente como podemos expressar esta forma de energia. etc . até que toda energia cinética seja dissipada. respectivamente. o qual será mostrado posteriormente. implicando que o motor não produza nenhum conjugado na carga. Na parada por inércia. ω (1) 2 onde. momento de inércia da carga refletida ao eixo do motor. Não existe uma regra prática que possa ser aplicada para definir qual deve ser o valor de tempo a ser ajustado. por inércia ou controlada. e qual o melhor valor de tensão de pedestal para que o motor possa garantir a aceleração da carga. isto não significa que o motor irá acelerar de zero até a sua rotação nominal no tempo definido por t a. 1 2 K = –––––– J .

isto é possível utilizando uma função chamada “Kick Start”. e assim acelerar a carga. suficiente para vencer o atrito. Podemos citar como exemplo bombas centrífugas. Deve-se ter muito 151 . Como podemos ver na figura 10. que pode provocar sérios danos a todo o sistema hidráulico. etc. além da própria bomba. normalmente a soft-starter precisa aplicar no motor uma tensão maior que aquela ajustada na rampa de tensão na aceleração.10 SOFT-STARTER Figura 10. No caso particular das bombas centrífugas é importantíssimo minimizar-se o efeito do “golpe de aríete”.Perfil de tensão na desaceleração O que ocorre neste caso pode ser explicado da seguinte maneira: Reduzindo-se a te nsão aplicada ao motor. Este tipo de recurso é muito importante para aplicações que devem ter uma parada suave do ponto de vista mecânico. esta função faz com que seja aplicado no motor um pulso de tens ão com amplitude e duração programáveis para que o motor possa desenvolver um conjugado de partida. este irá perder conjugado. transportadores. comprometendo componentes como válvulas e tubulações. Nestes casos. Se o motor perde velocidade a carga acionada também perderá.3 . • Kick Start Existem cargas que no momento da partida exigem um esforço extra do acionamento em função do alto conjugado resistente. o aumento do escorregamento faz com que o motor perca velocidade. a perda de conjugado reflete no aumento do escorregamento.4.

Isto é claramente indesejável. inclusive o do próprio sistema de acionamento.4 . pois ela somente deverá ser usada nos casos onde ela seja estritamente necessária. • Limitação de corrente Na maioria dos casos onde a carga apresenta uma inércia elevada. Esta função faz com que o sistema rede/soft-starter forneça ao motor somente a corrente necessária para que seja executada a aceleração da carga.Representação gráfica da função “Kick Start” Devemos observar alguns aspectos importantes relacionados com esta função. seja eletricamente. pois a utilização da softstarter nestes casos advém da necessidade de garantirse uma partida suave. Figura 10. ou quando realmente ficar óbvia a condição severa de partida. comprometer a definição com relação ao seu uso.5 podemos observar graficamente como esta função é executada. desta forma.10 SOFT-STARTER cuidado com esta função. Desta forma podemos considerar este recurso como sendo aquele que deverá ser usado em última instância. é utilizada uma função denominada de limitação de corrente. 152 . a corrente de partida irá atingir valores muito próximos daqueles registrados no catálogo ou folha de dados do motor. Como a tensão de partida poderá ser ajustada próximo da tensão nominal. Na figura 10. seja mecanicamente. mesmo que por um pequeno intervalo de tempo. já que ela poderá ser mal interpretada e.

10 SOFT-STARTER Figura 10. por exemplo. onde normalmente é 153 . A limitação de corrente também é muito utilizada na partida de motores cuja carga apresenta um valor mais elevado de momento de inércia. impedindo assim o funcionamento normal de toda a instalação. • Pump control Esta função é utilizada especialmente para a aplicação de partida soft-starter em sistemas de bombeamento. Ocorre então a necessidade de se impor um valor limite de corrente de partida de forma a permitir o acionamento do equipamento bem como de toda a indústria. seja necessário ajustar uma rampa de tensão de tal forma que a tensão de partida (pedestal) próximo aos níveis de outros sistemas de partida como. podemos dizer que esta função é a que deverá ser utilizada após não obter-se sucesso com a rampa de tensão simples. Em termos práticos. viabiliza a partida de motores em locais onde a rede se encontra no limite de sua capacidade. Trata-se na realidade de uma configuração específica (pré-definida) para atender este tipo de aplicação. Normalmente nestes casos a condição de corrente na partida faz com o sistema de proteção da instalação atue. as chaves compensadoras. melhor ainda.5 .Limitação de corrente Este recurso é sempre muito útil pois garante um acionamento realmente suave e. ou mesmo quando para que o motor acelere a carga. não sendo isto de forma alguma um fator proibitivo na escolha do sistema de partida.

Se carga diminui e o motor for alimentado por uma tensão constante.Equilíbrio entre conjugado e tensão 154 . o ponto de operação passará a ser o ponto A|.10 SOFT-STARTER necessário estabelecer uma rampa de tensão na aceleração. a velocidade (rotação) aumentará ligeiramente. Caso esta tensão seja devidamente reduzida. reduz a tensão aplicada aos terminais do motor de modo que a energia necessária para suprir o campo seja proporcional à demanda da carga. Figura 10. o ponto de operação será definido pelo ponto A. conforme a figur a 10. Quando a tensão no motor está em seu valor nominal e a carga exige o máximo conjugado para o qual o motor foi especificado.6. haverá uma redução do conjugado com uma redução de tensão. Por ser um motor onde o conjugado desenvolvido é proporcional ao quadrado da tensão aplicada. São habilitadas também as pro teções de seqüência de fase e subcorrente imediata (para evitar o escorvamento). prejudicial ao sistema como um todo. A rampa de tensão na desaceleração é ativada para minimizar o golpe de aríete.6 . • Economia de energia Uma soft-starter que inclua características de otimização de energia simplesmente altera o ponto de operação do motor. quando ativada. uma rampa de tensão na desaceleração e a habilitação de proteções. a demanda de corrente reduzirá e o ponto de operação se moverá junto à curva para o ponto B. Esta função.

2 Proteções A utilização das soft-starters não fica restrita exclusivamente a partida de motores de indução.10 SOFT-STARTER Em termos práticos pode-se observar uma otimização com resultados significativos somente quando o motor está operando com cargas inferiores a 50% da carga nominal. 10. é muito difícil de encontrar-se pois estaríamos falando de motores muito sobredimensionados. Cabe destacar que este tipo de otimização de energia possui alguns inconvenientes. a geração de tensões e correntes harmônicas e variações no fator de potência. No caso as harmônicas podem ocasionar problemas relativos a danos e redução da vida útil de capacitores para correção de fator de potência. principalmente. Figura 10. sobreaquecimento de transformadores e interferências em equipamentos eletrônicos. o que atualmente em virtude da crescente preocupação com o desperdício de energia e fator de potência. • Sobrecorrente imediata na saída Ajusta o máximo valor de corrente que a soft-starter permite fluir para o motor por período de tempo préajustado (via parametrização).7 . diga-se de passagem. Normalmente quando uma proteção atua é emitida uma mensagem de erro específica para permitir ao usuário reconhecer o que exatamente ocorreu.3. Isto. A seguir estão relacionadas as principais proteções que as soft-starters oferecem. pois estas também podem garantir ao motor toda a proteção necessária. vem sendo evitado a todo custo.Proteção de sobrecorrente imediata 155 .

15 156 . = 1. Figura 10.S. Figura 10. por exemplo.Característica de sobr ecarga para F. esta função é muito utilizada para proteção de cargas que não possam operar em vazio como. sistemas de bombeamento.10 SOFT-STARTER • Subcorrente imediata Ajusta o mínimo valor de corrente que a soft-starter permite fluir para o motor por período de tempo préajustado (via parametrização).9 .Proteção de subcorrente imediata • Sobrecarga na saída (Ixt) Supervisiona as condições de sobrecarga conforme a classe térmica selecionada. protegendo o motor termicamente contra sobrecargas aplicadas ao seu eixo.8 .

o termostato irá comutar fazendo com que a CPU bloqueie imediatamente os pulsos de disparo dos tiristores. Esta proteção pode ser habilitada para assegurar que cargas sensíveis a inversão do sentido de giro não sejam danificadas.10 SOFT-STARTER • Sobretemperatura nos tiristores (medida no dissipador) Monitora a temperatura no circuito de potência através de um termostato montado sobre o dissipador de alumínio. Caso exista. • Falta de fase no motor Detecta a falta de uma fase na saída da soft-starter e bloqueia os pulsos de disparo dos tiristores. enviando uma mensagem de erro que será mostrada no display. • Erro na CPU (watchdog) Ao energizar-se. • Seqüência de fase invertida Alguns modelos de soft-starters irão operar somente se a seqüência de fase estiver correta. Caso haja alguma irregularidade. • Falha nos tiristores Detecta se algum dos tiristores está danificado. a CPU executa uma rotina de auto diagnose e verifica os circuitos essenciais. Interferência eletromagnética também pode causar a 157 . bloqueia os pulsos de disparo e envia uma mensagem de erro através do display. • Falta de fase na rede Detecta a falta de uma fase na alimentação da softstarter e bloqueia os pulsos de disparo dos tiristores. serão bloqueados os pulsos de disparo dos tiristores e será enviada uma mensagem de erro através do display. como exemplo. onde também estão montados os tiristores. é que qualquer operação de reversão deverá ser feita na saída da chave. Uma desvantagem dos modelos que são sensíveis a mudança da seqüência de fase. podemos citar o acionamento para bombas. Caso a temperatura do dissipador superar 90 °C.

pressostatos. • Erro de programação Não permite que um valor que tenha sido alterado incorretamente seja aceito. relés auxiliares. seja aceito. sendo alguns deles utilizados em sistemas um pouco mais sofisticados.3 Acionamentos típicos Veremos a seguir os acionamentos tipicamente configuráveis nas chaves soft-starters. Normalmente ocorre quando se altera algum parâmetro com o motor desligado e nas condições de incompatibilidade. 158 .3. sondas térmicas. como por exemplo.10 SOFT-STARTER atuação desta proteção. • Defeito externo Atua através de uma entrada digital programada. etc. 10. São associados dispositivos de proteção externos para atuarem sobre esta entrada. • Erro de comunicação serial Impede que um valor alterado ou transmitido incorretamente através da porta de comunicação serial.

M. Acionamento sugestivo com comandos por entradas digitais a dois fios Figura 10.Diagrama simplificado de um acionamento básico Parâmetro P53 P54 P55 P61 * Padrão de fábrica Programação 1 2 oFF oFF 159 .H. leituras e monitoração de status feitos via I.10 .10 SOFT-STARTER • Básico / Convencional Todos os com andos.

10 SOFT-STARTER • Inversão de sentido de giro Acionamento sugestivo com comandos por entradas digitais a três fios e troca do sentido de giro Figura 10.Diagrama do acionamento com inversão de sentido de giro Parâmetro P04 P51 P53 P54 P55 P61 Programação oFF 3 4 4 3 oFF 160 .11 .

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SOFT-STARTER

• Frenagem por injeção de corrente contínua Acionamento sugestivo com comandos por entradas digitais a três fios e frenagem cc

Figura 10.12 - Diagrama do acionamento com frenagem CC

Parâmetro P34 P35 P52 P53 P54 P55 P61

Programação Maior que oFF Ajuste de carga 3 4 2 3 OFF

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• By-pass Acionamento sugestivo com comandos por entradas digitais a três fios e contator de bypass

Figura 10.13 - Diagrama do acionamento com by-pass da chave

Parâmetro P43 P52 P53 P54 P55 P61

Programação ON 2 4 2 3 OFF

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• Multimotores / Cascata Acionamento sugestivo com comandos por entradas digitais para três motores

Figura 10.14 - Diagrama orientativo do acionamento tipo cascata

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SOFT-STARTER

10.4 PRINCIPAIS APLICAÇÕES PARA SOFT-STARTERS

Nos últimos anos as chaves soft-starters vêm sendo amplamente utilizadas em vários segmentos industriais, destacando-se em algumas aplicações como por exemplo, sistemas de bombeamento, ventiladores, exaustores, misturadores (pulpers), compressores, moinhos, etc. A partir de agora analisaremos os principais aspectos a serem considerados em cada uma das aplicações mais típicas, como definido a seguir : • • • • • Bombas centrífugas; Compressores; Ventiladores; Misturadores (pulpers); Moinhos, centrífugas, transportadores, etc.

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.... COMPRESSORES Características • Tipo de conjugado ....... tipicamente I P/I N ≤ 3...................... Qu adrático • Momento de inércia . Baixo • Condição de partida .....0 • Comentários: (1) (2) 165 . IP/I N ≤ 3.0 • Comentários: 1) É a melhor aplicação para soft-starter 2) Função Pump Control minimiza golpe de aríete.............10 SOFT-STARTER BOMBAS CENTRÍFUGAS Características • Tipo de conjugado .. Baixo • Condição de partida ..... Quadrático (parafuso) ou Constante (alternativo) • Momento de inércia .........

Médio • Condição de partida ... 2) A partida é feita normalmente com o damper fechado (sem carga).15 .. Figura 10....Curvas típicas de conjugado em função da rotação 166 ......... IP/I N ≤ 3........5 • Comentários: 1) Para grandes potências usar a limitação de corrente na partida.. Qu adrático • Momento de inércia ...10 SOFT-STARTER VENTILADORES Características • Tipo de conjugado .......

. o momento de inércia pode ser elevado..... IP/I N ≤ 3.... 2) Dependendo do material.........Curva típica de conjugado em função da rotação 167 . Médio / Alto • Condição de partida ...5 • Comentários: 1) Conjugado resistente na partida pode ser muito alto.....16 ...... Figura 10.. Qu adrático • Momento de inércia . envolvido no processo...10 SOFT-STARTER MISTURADORES Características • Tipo de conjugado .

........ IP/I N ≤ 4...10 SOFT-STARTER MOINHOS Características • Tipo de conjugado ....... Médio / Alto • Condição de partida ... TRANSPORTADORES Características • Tipo de conjugado ...5 • Comentários: 1) Verificar se parte com ou sem carga.5 168 . Constante • Momento de inércia ........... Elevado • Condição de partida ........................ Constante • Momento de inércia .. IP/I N ≤ 4. 2) Usar limitação de corrente na partida.......

4) Verificar se parte com ou sem carga... 3) Verificar se ocorrem sobrecargas.. IP/I N ≤ 4.......... Line ar • Momento de inércia . 169 .10 SOFT-STARTER • Comentários: 1) Utiliza rampas de tensão na aceleração e desaceleração..... CENTRÍFUGAS Características • Tipo de conjugado ....... 2) Utiliza limitação de corrente na partida.. Elevado • Condição de partida ...5 • Comentários: 1) Utiliza a limitação de corrente de partida...... 2) Verificar o número de manobras (centrifugação por bateladas).

Como vimos anteriormente.5 CRITÉRIOS PARA DIMENSIONAMENTO Neste capítulo iremos estabelecer os critérios mínimos e necessários para efetuar-se o correto dimensionamento de uma chave soft-starter. rede de alimentação. Desta forma trataremos de verificar estes pontos e definir critérios que nos possibilitem especificar o modelo ideal de chave estática. Em relação aos aspectos acima expostos devemos levantar os seguintes dados : Motor • Corrente nominal • Potência nominal • Tensão de alimentação • Número de pólos • Fator de serviço • Tempo de rotor bloqueado • Momento de inércia • Curva característica de conjugado em função da rotação Carga • Curva característica de conjugado em função da rotação • Tipo de acoplamento • Apresenta sobrecarga na partida ou em regime • Número de partidas por hora • Momento de inércia ou GD 2 170 . Fisicamente. acoplamento entre o motor e a carga. Devemos garantir que o motor ao ser acionado por uma chave soft-starter tenh a condições de acelerar a carga da rotação zero até sua rotação nominal (ou próximo disto) onde haverá então o equilíbrio. trazendo como principais benefícios a redução da corrente e do conjugado de partida respectivamente. do ambiente. o motor sofre algumas alterações nas suas características de conjugado em virtude de aplicarmos a ele uma tensão reduzida. o motor deverá ser capaz de produzir um conjugado dinâmico tal.10 SOFT-STARTER 10. da carga. que seja este o suficiente para vencer o conjugado resistente da carga e a inércia refletida em seu eixo. condições de operação. Para podermos especificar uma soft-starter é muito importante obtermos algumas informações relacionadas principalmente com as características do motor.

Adotaremos informalmente a seguinte denominação para nos referirmos à estas situações: Situação Ideal Onde temos disponíveis todas as informações. Sabemos que. uma quando temos todas as informações disponíveis e outra quando não temos. Também será possível referir o momento de inércia da carga ao eixo do motor para obtermos o momento de inércia total. Partindo desta realidade poderemos estabelecer duas situações possíveis. Isto por sinal é muito comum pois. para que um motor elétrico suporte a condição de partida a seguinte 171 . SITUAÇÃO IDEAL Neste caso dispomos das curvas de conjugado por rotação da carga e o do motor. Veremos as duas independentemente e assim definiremos os critérios específicos a cada uma delas. sólidos em suspensão. agressividade (se existe a presença de líquidos. corrosivos. retrofitting ou em ampliações das instalações. tensão de comando. pois a corrente da soft-starter será dimensionada em relação a ela. Na maioria das vezes dispõe-se somente do tipo de máquina a ser acionado e a potência nominal do motor. maresia. • Característica do ambiente: temperatura. Desta forma podemos estabelecer o primeiro critério de dimensionamento como a seguir: INOM soft-starter ≥ I NOM motor (5. muitas vezes.10 SOFT-STARTER Observações • Para montagem em painel definir: grau de proteção. etc). Devemos frisar com relação aos dados do motor que a mais importante informação é a corrente nominal. poeira. altitude.1) Muitas vezes todas estas informações não estarão disponíveis e desta forma teremos que aplicar fatores para sobredimensionamento da soft-starter. sendo desta forma possível determinar o tempo d e aceleração através da equação (3). sólidos ou gases inflamáveis. umidade. refrigeração. Situação Normal Onde temos soment e algumas das informações. a chave será aplicada em máquinas mais antigas.

∆n . Para o cálculo do tempo de aceleração partimos da seguinte equação: J t = 2π . CA . a T ( ––––––– ) C A (5. JT .10 SOFT-STARTER relação deve ser respeitada: t ≤ 0. Para calcularmos o conjugado acelerante precisaremos calcular a área delimitada pelas curvas características de conjugado do motor e d a carga (figura 10.tempo de aceleração.2) Onde. Na condição acima devemos na verdade considerar o tempo de rotor bloqueado corrigido em função dos fatores de correção da corrente ou da tensão.rotação.tempo de aceleração. Jcarga . pois esta informação pode ser obtida através do catálogo de motores ou folha de dados onde é considerado que no motor está sendo aplicada a tensão nominal. t A .17). t a . ∆n .momento de inércia total.3) Onde.momento de in ércia da carga referida ao eixo do motor.conjugado acelerante.tempo de rotor bloqueado.momento de inércia do motor. Jmotor . t RB . Esta 172 .80 x t a RB (5. O momento de inércia total é calculado por: J =J T motor +J carga (5.4) Onde .

B. Para executar o cálculo de forma analítica deveremos conhecer as equações das duas curvas. e E são constantes inteiras e positivas dependentes das características do motor.17 . A equação da curva de carga com um pouco de boa vontade poderá ser interpolada mas a do motor é muito difícil de conseguirmos. numericamente ou graficamente. para que assim possamos integrá-las entre os limites desejados.Representação gráfica do conjugado acelerante Assim a área representada na figura acima poderia ser calculada pela resolução da seguinte expressão genérica: CA = ∫ n –––––––––––––––– dn – ∫ C R (n)dn Cn 2 – Dn + E 0 0 A – Bn n (5.5) Onde A. se considerarmos ainda que a equação (5. A – Bn = ––––––––––––––––– 2 Cn – Dn + E C motor (5.10 SOFT-STARTER área pode ser calculada de diversas maneiras sendo analiticamente. C. pois seria necessário obter informações muito det alhadas da características elétricas do motor. D.5) seja uma aproximação válida e bastante razoável. que como visto anteriormente poderá ser 173 .6) CR(n) dependerá da característica de conjugado da carga. Figura 10.

Nitidamente pode-se perceber que haverá uma margem de erro no valor da área a ser calculada.18).18 . Vemos que será mais fácil buscarmos outra forma de calcularmos esta área sem a necessidade de recorrer a técnicas de integração muito complexas. pois permite calcularmos o conjugado acelerante para qualquer que seja a característica de conjugado do motor e da carga. Somente deverá ficar esclarecido que antes de aplicar-se esta técnica. sendo que os pontos de conjugado serão lidos diretamente da curva (ver figura 10. Por simplicidade utilizaremos a integração pela técnica dos trapézios. Figura 10.10 SOFT-STARTER classificada em um dos grupos específicos (constante. Esta técnica consiste em dividirmos o intervalo de integração em N partes iguais e calcularmos a área do trapézio formado em cada um dos subintervalos Dn . Podemos cons iderar que a variação da tensão aplicada ao motor obedece a seguinte relação: 174 . através de fatores de redução. Uma maneira interessante seria calcularmos esta área através de alguma técnica de integração numérica. hiperbólico ou não definido). a curva de conjugado do motor deverá ser corrigida em função da variação da tensão aplicada. esta técnica mostra-se muito eficiente e simples. quadrático. linear.Técnica de integração numérica pela regra dos trapézios Apesar de trabalhosa. dependendo do número de subintervalos. mas no nosso caso perfeitamente tolerável.

10 SOFT-STARTER UNom – U p U(n) = ( –––––––––––––––– ) . n Nom = rotação nominal.19 . Na verdade o que nos diz a expressão (5. onde a soft-starter receberia a leitura de velocidade do motor para que assim aplicasse a rampa de tensão.7) seria válido se tivéssemos um sistema de malha fechada de velocidade. UP = tensão de partida.19 ilustra esta consideração. De qualquer maneira para efeito de dimensionamento isto não nos trará nenhum inconveniente sendo t ambém uma aproximação relativamente satisfatória. UNom = tensão nominal.Rampa de tensão aplicada ao motor na partida Podemos assim colocar estes valores em uma tabela de forma a facilitar a visualização dos resultados obtidos segundo o procedimento acima descrito. A figura 10.7 onde. 175 . n + U p n Nom 5. Figura 10.

teremos certeza de que o motor escolhido atende a condição de partida. Vamos agora aplicar este procedimento em um exemplo prático baseando-se em um uma aplicação real. Caso isto se verifique. Bastará depois disso somarmos todos estes valores parciais obtendo assim o valor do tempo de aceleração total do motor.Valores de conjugado Rotação C / C Nom (%) (motor) n0 C0 CRC / C Nom CA / C Nom C0 + C 1 ––––––– 2 C1 + C 2 ––––––– 2 C2 + C 3 ––––––– 2 CR0 + C R1 ––––––– 2 CR1 + C R2 ––––––– 2 CR2 + C R3 ––––––– 2 C R0 - n1 C1 C R1 - n2 ··· C2 ··· C R2 ··· - ··· CN-1 + C Nom CRN-1 + C RNom ––––––– .8) deverá obedecer o que defin e a expressão (5. Aplicando estes valores na equação (5.8) O valor encontrado a partir da expressão (5. sendo fornecidas as seguintes informações: 176 .1 .3) poderemos calcular os tempos de aceleração parciais para cada um dos subintervalos.––––––– 2 2 n Nom CNom C RNom NOTA Todos os valores de conjugado na tabela acima foram referenciados ao conjugado nominal do motor por comodidade e por ser mais fácil trabalhar com valores dessa forma referenciados. Matematicamente podemos expressar isso através da seguinte relação: t a = Σ tan 0 N (5.10 SOFT-STARTER Tabela 10.2).

m) 229. OBSERVAÇÃO Ver anexo I.0356 216.7878 229. fornecem o valor de conjugado requerido em dez pontos de rotação distintos. A curvas de conjugado em fun ção da rotação.2833 193. escolheremos um motor de 25 CV (valor comercial de potência normalizada). Chegamos a P c = 20.281078 7.46366 CV.9072 99. Com estes dados podemos calcular a potência requerida pela bomba e assim determinar a potência do motor adequado ao acionamento da bomba.50259 40.375647 13.4864 29. com rendimento de 75%.54 255.54 210.4117 197. Lendo estes valores das curvas obtemos a tabela abaixo: Tabela 10.10 SOFT-STARTER • Curva de conjugado da carga.1a Pontos de conjugado resistente Rotação (% de n NOM ) 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 CRES (N.15931 52.39183 0. Neste caso aplicaremos o procedimento para uma bomba centrífuga que irá trabalhar em um ponto de operação definido pela vazão de 200 m 3/h e uma pressão de 21 mca. • Folha de dados do motor.8338 204.m) 36.6594 191.38082 81.81349 3. • Curvas com as características de conjugado e corrente do motor.8 177 . ou melhor.95917 Conjugado do motor Cmotor (N.45658 66.11075 20. da bomba e do motor.0444 184.

Podemos então montar a seguinte tabela: Tabela 10.5 61 67.1b Os valores de conjugado do motor devem ser corrigidos através da seguinte relação: CMotor = (U/100) 2 x C motor (tirado da tabela 10.1a) Rotação (% da n Nom ) 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 Tensão (% da U Nom ) 35 41.27 158. Desta forma podemos determinar os valores de conjugado corrigido para cada um dos pontos fornecidos.21 99. já que conhecemos a rampa de tensão.5 74 80. Aqui iremos considerar que o motor atinja a tensão nominal ao final da rampa de tensão aplicada pela softstarter. Esta tabela apresentará os valores de conjugado acelerante médio para cada um dos intervalos de rotação definidos. Esta tabela é mostrada a seguir: 178 .63 43. Sabemos que conjugado do mot or varia com o quadrado da tensão aplicada.22 31.5 100 Cmotor (N.23 137.70 106.5 87 93.10 SOFT-STARTER Os valores de conjugado do motor deverão ser corrigidos para a variação de tensão que será aplicada.m) 14.5 48 54.35 22.87 184.63 79.80 Com os valores de conjugado corrigidos podemos agora preencher uma tabela como a tabela 10.16 58.1.

10 SOFT-STARTER Rotação (% de n Nom ) 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 CMotor (N.54 56.16 52.65 99. temos condição de calcular os tempos de aceleração parciais para cada um deles (através da equação 5.46 66. Para calcularmos o tempo de aceleração total basta utilizarmos a relação 5. Quando esta função está ativa devemos aplicar fatores para correção das curvas de conjugado e corrente do motor.59 117.39 0.m) 23.08 s. Podemos verificar que este motor terá condições de acelerar tranqüilamente a carga.56 Com os valores de conjugado acelerante médio para todos os intervalos de rotação.11 20.04 161.90 124. Devemos lembrar que no procedimento usado no exemplo acima não consideramos a ativação da função “limitação de corrente” da soft-starter. visto que o tempo de aceleração é muito pequeno em relação ao tempo de rotor bloqueado (corrigido).58 38. considerando esta situação.96 118.50 40.85 54. e a partir daí calcularmos a tensão que deveria ser aplicada. Uma alternativa válida seria a de considerarmos um valor de limitação de corrente.m) 28.75 193.8.12 36.m) 16.80 CRES (N.71 148.81 3.96 Ca médio (N.93 56.49 29.82 72.38 13. Substituindo os valores nas respectivas equações chegamos ao seguinte resultado para o tempo de aceleração total : t a = 1.75 80.84 45.13 92.3). Note que o conjugado será corrigido conforme a seguinte relação: 179 .28 7.23 65.24 45.38 81.84 98.

10) deverá ser comparado com o valor de corrente eficaz da softstarter. que poderá ser encontrado a partir da seguinte relação: I ef SSW = √ ––––––––––––––––––––– .10 ) Nom 360 2 válido para um regime de partidas de 10 partidas por hora. t máx depende do modelo da soft -starter.C – C n Rn (5. Para garantirmos o acionamento do motor devemos então calcular o valor de corrente eficaz para o regime de partida do motor utilizando o valor de corrente limite e tempo de aceleração total.10) e (5.10 ) Deve-se notar que a relação entre o valor da limitação e a corrente do motor nos informará diretamente a relação da tensão aplicada em relação a tensão nominal. Neste caso devemos comparar os valores obtidos através de (5.11) e os mesmos devem obedecer a seguinte relação: I efSSW ≥ k. I (5.11) onde. I máx máx (3) x t 2 + 360 – t 360 ( ) NomSSW (5. O valor encontrado através da relação (5. Isto pode ser feito através da seguinte relação: I = ef √ (I ) Lim x t + (360 – t ) a a ––––––––––––––––––––– .10 SOFT-STARTER I C = ( ––––––– A I n Lim ) .I ef (5. Assim podemos atribuir um valor a I Lim e verificarmos se o valor de tensão aplicada ao motor é válido ou satisfatório.12 ) 180 .

ou seja. porém somente se necessário.10 SOFT-STARTER Poderá ainda ser usado na expressão (5.Critérios de Dimension amento Aplicação Bomba Centrífuga Compressores (parafuso) Compressores (alternativo) Ventiladores Carga Baixa Baixa Média Quadrático Inércia Baixa Baixa Baixa Média/Alta Fator 1. ou seja.0 1. pois este fator dificilmente supera o valor de 1. Consideramos também.5 – 1. colhidos através da experiência. SITUAÇÃO NORMAL Na situação normal não poderemos dispor de informações mais detalhadas.8 – 2. Dessa forma estabeleceremos fatores de multiplicação que deverão ser aplicados a corrente nominal do motor. com número de partidas não superior a 10 partidas por hora.8 1.0 1.2 . representado por k.0 1.2 (folga de 20% acima do calculado).2 Até 22 kW 1. a inércia e conjugado resistente da carga referidos ao eixo do motor.0 1. 181 . Tabela 10.5 Acima de 22 kW Misturadores (pulpers) Moinhos Transportadores Centrífugas Média Média/Alta Média/Alta Baixa Média Média Alta Muito Alta 1.0 1.12) um fator de segurança.0 NOTA Os valores acima são válidos para regime de serviço normal. A tabela abaixo nos mostra estes fatores. assim seremos obrigados a considerar critérios de dimensionamento baseados em resultados empíricos. Estabelecemos dessa maneira os procedimentos para dimensionamento de um acionamento com soft-starter para a situação denominada de Ideal.8 – 2.8 – 2.

88 A. • Logo a soft-starter indicada para este caso é a SSW-03.1 vemos que devemos considerar o fator 1. • Devemos considerar a corrente nominal do motor.88 A. • Procurando esta informação no catálogo de motores encontramos Inom = 253. 182 . • Devemos considerar a corrente nominal do motor. • Procurando esta informação no catálogo de motores encontramos I nom = 253. 3. • Assim devemos consi derar o valor de 2.10 SOFT-STARTER Exemplos: Considerar um motor Weg.88 A ⇒ 380. • Pelo critério da tabela 5. Acionando uma bomba centrífuga em uma estação de tratamento de água. • Pelo critério da tabela 5. • Assim devemos consi derar o valor de 1.88 A ⇒ 507. • Procurando esta informação no catálogo de motores encontramos I nom = 253.82 A. 2. Acionando um transportador contínuo em uma empresa de mineração.76 A.0.5x253.1 vemos que devemos considerar o fator 1. • Logo a soft-starter indicada para este caso é a SSW-03. Acionando um ventilador em uma câmara de resfriamento.5. • Logo a soft-starter indicada para este caso é a SSW-03.88 A.410 /220-440/2 (ver catálogo).580 /220-440/2 (ver catálogo).0.255 /220-440/2 (ver catálogo). 175 CV – IV pólos – 380 Volts – 60 Hz 1. • Pelo critério da tabela 5.0x253.1 vemos que devemos considerar o fator 1. • Devemos considerar a corrente nominal do motor.

serão gerados 183 . já que os mes mos com certeza irão danificar-se. Isto. Para a aplic ação de softstarters neste tipo de situação devemos garantir que durante a execução das rampas os capacitores estejam desconectados do circuito de saída entre a chave e o motor. FUSÍVEIS Recomenda-se a utilização de fusíveis de ação ultrarápida para proteção da chave contra curto-circuitos. De maneira geral. estaremos comprometendo de maneira muito severa o sistema como um todo.10 SOFT-STARTER Não há dúvida que esta maneira de dimensionar as soft-starters é muito mais simples. CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA Devemos atentar aos casos onde é necessária a correção de fator de potência. Visto que a chave é constituída basicamente de uma placa eletrônica de controle e de módulos de semicondutores de potência. No caso de usar-se fusíveis de ação retardada. a opção seja a de usar-se um circuito de comando independente da soft -starter. porém ela torna-se muito vulnerável a erros. Caso.6 CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES É importante salientarmos alguns aspectos importantes relacionados a sistemas de acionamento com softstarters. podemos utilizar uma das saídas digitais programáveis da própria chave para comandar o religamento dos capacitores. os cuidados deverão ser redobrados já que se os capacitores forem acidentalmente conectados antes do final de execução da rampa de aceleração. por exemplo. já que em virtude das poucas informações oferecidas é muito difícil garantir o acionamento. sem dúvidas. principalmente nos casos onde a correção é feita individualmente. os mesmos não garantirão a integridade dos semicondutores. Nestes casos é sempre oportuno consultar o fabricante da soft-starter para que este possa avaliar melhor a situação e assim indicar uma solução mais adequada. onde normalmente temos os capacitores de correção já conectados junto ao mot or. principalmente o que está relacionado a proteção da chave. 10. é o mais seguro e correto em termos de garantias.

ficando assim claro. Os modelos analógicos são distribuídos em função de terem um custo menor do que as chaves digitais que por sua vez não tem esta obrigatoriedade. disjuntor. com a mesma ainda acionando o motor ou habilitada. Não esqueça que neste caso a soft-starter deverá ser dimensionada pela soma das correntes individuais de cada motor. Sempre ajustar de acordo com o motor utilizado e a corrente de operação do mesmo. exigem a colocação de um contator no circuito de entrada da chave. não será possível desligar o motor sem que se tome uma atitude mais drástica e com certeza mais perigosa. os mesmos por serem semicondutores. em sua maioria modelos analógicos.). no aspecto de segurança. O importante é lembrar que nos modelos digitais estes contatores são colocados em conformidade às normas. etc. 184 . que poderão seguramente danificar de forma irreversível os semicondutores. do ponto de vista relacionado a segurança do usuário.10 SOFT-STARTER transitórios indesejáveis de corrente. PROTEÇÃO DE SOBRECARGA Não esqueça de ajustar corretamente os parâmetros relacionados com a proteção de sobrecarga. pois no caso de uma falha na soft-starter (placa de controle) e a queima de um ou mais módulos de tiristores. As normas exigem que seja colocado um dispositivo de seccionamento do circuito de força (contator. DISPOSITIVOS DE SECCIONAMENTO NA SAÍDA Evite comutar dispositivos como contatores. terão como característica entrarem em curto quando danificados. seccionadoras. . CONTATOR DE ENTRADA Alguns modelos de chaves encontrados no mercado. providenciar a utilização de relés de sobrecarga individuais para cada um dos motores. etc. que se não tivermos um elemento de seccionamento no circuito de força. conectados na saída da chave. ACIONAMENTOS MULTI-MOTORES Quando utilizar-se uma única soft-starter para o acionamento de vários motores (ao mesmo tempo). chave seccionadora.

20 .Figura ilustrativa para acionamento multimotor A corrente total (I T) é dada pelo somatório das correntes de todos os N motores.10 SOFT-STARTER IT I1 I2 I3 Figura 10. Matematicamente teremos a seguinte relação: I = T ∑I | N K 185 .

etc) • Aumento da vida útil do motor e equipamentos mecânicos da máquina acionada • Otimização automática de consumo de energia para aplicações com carga reduzida ou à vazio • Possibilidade de partida de várias motores. o torque produzido é ajustado à necessidade da carga.10 SOFT-STARTER 10. mediante o ajuste do ângulo de disparo dos tiristores. programação e manutenção via interface homem-máquina 186 . engrenagens. apresentando-se como uma solução completa e de baixo custo. “Pump Control”. garantindo. Com o ajuste adequado das variáveis. evitando desta forma o “Golpe de Ariete”. configurados em paralelo ou em cascata • Facilidade de operação.7 INTRODUÇÃO – SOFT-STARTER SSW-03 PL US / SSW-04 Soft-Starters são chaves de partida estática. permite obter partidas e paradas suaves do mesmo. BENEFÍCIOS • Proteção eletrônica integral do motor • Relé térmico eletrônico incorporado • Interface Homem-Máquina incorporada • Função “ Kick-Start ” para partida de cargas com elevado atrito estático • Função “Pump Control” para controle inteligente de sistemas de bombeamento • Evita o “Golpe de Ariete” em bombas • Limitação de picos de corrente na rede • Limitação de quedas de tensão na partida • Eliminação de choques mecânicos • Redução acentuada dos esforços sobre os acoplamentos e dispositivos de transmissão (redutores. correias. As Soft-Starters WEG. que a corrente solicitada seja a mínima necessária para a partida. microprocessadas e totalmente digitais. desaceleração e proteção de motores de indução trifásicos. desta forma. A interface homem-máquina permite facil ajuste de parâmetros facilitando a posta em marcha. são produtos dotados de tecnologia de ponta e foram projetadas para garantir a melhor performance na partida e parada de motores de indução. A função incorporada. permite um eficaz controle sobre bombas. O controle da tensão aplicada ao motor. polias. destinadas à aceleração.

DeviceNet ou ModBus RTU (opcionais) • Programação e monitoração via microcomputador PC com software SUPERDRIVE (opcional) • Possibilidade de ligação padrão (3 cabos) ou ligação dentro do delta do motor (6 cabos) .(somente para SSW-03 Plus) • Totalmente digital / Microcontrolador 16 Bits • Operação em ambientes de até 55 ºC • Certificações Interna cionais UL.10 SOFT-STARTER • Simplificação da instalação elétrica • Comunicação serial RS-232 incorporada • Comunicação em Redes FieldBus: ProfiBus DP. cUL e CE PRINCI PAIS APLICAÇÕES • Bombas Centrífugas / Alternativas (Saneamento / Irrigação / Petróleo) • Ventiladores / Exaustores / Sopradores • Compressores de Ar / Refrigeração (Parafuso / Pistão) • Misturadores / Aeradores • Centrífugas • Britadores / Moedores • Picadores de Madeira • Refinadores de Papel • Fornos Rotativos • Serras e Plainas (Madeira) • Moinhos (Bolas / Martelo) • Transportadores de Carga * Correias / Cintas / Correntes * Mesas de Rolos * Monovias / Nórias * Escadas Rolantes * Esteiras de Bagagem (Aeroportos) * Linhas de Engarrafamento 187 .

Em economia de energia INTERFACE HOMEM-MÁQUINA Liga soft-starter Desliga soft-starter Reseta erros na soft-starter Incrementa o número ou conteúdo do parâmetro Decrementa número ou conteúdo do parâmetro Comuta display entre o número do parâmetro e o seu conteúdo ♦ IHM-3P → Interface Homem-Máquina destacável. 188 . Desaceleração .10 SOFT-STARTER IHM-3P LED que indica que a Soft-Starter iniciou partida ou parada LED indica estado da Soft-Starter: . com possibilidade de fixação local ou remota (até 3 metros). Tensão plena . Aceleração .

com a Soft-Starter dentro do Delta do Motor. a SoftStarter é 43% menor do que a Soft-Starter necessária na ligação tipo padrão (3 cabos). pode-se acionar um motor de potência 73% maior do que na ligação tipo padrão (3 cabos). 189 MOTOR 220 / 380V 380 / 460V 440 / 760V 220 / 380 / 440 / 760V Ligação 6 cabos 220V 380V 440V 220 / 440V . na ligação tipo ligação dentro do delta do motor (6 cabos). 2) Na ligação convencional do tipo padrão (3 cabos) o motor pode ser conectado tanto em ligação Estrela como em Triângulo. 3) Para uma mesma potência de motor. ou seja. para um mesmo tamanho de Soft-Starter na utilização da ligação tipo ligação dentro do delta do motor (6 cabos).10 SOFT-STARTER TIPOS DE LIGAÇÃO (SOFT-STARTER → MOTOR) LIGAÇÃO PADRÃO (3 cabos) LIGAÇÃO DENTRO DO DELTA DO MOTOR (6 cabos) Motor em Estrela Motor em Triângulo Soft-Starter dentro do Delta do motor ISoft-Start er = ITotal consumida ISoft-Start er = I Total consumida SSW-03 e SSW-04 √3 SSW-03 IMPOR TANTE 1) A ligação tipo ligação dentro do delta do motor (6 cabos) é possível somente com as Soft-Start ers SSW03 Plus.

através dos protocolos padronizados mais difundidos mundialmente. As soft-starters SSW-03 Plus e SSW-0 podem se 4 interligar as redes de comunicação do tipo “FieldBus “ através de Módulos FieldBus WEG. podendo ser: • ProfiBus DP • DeviceNet • ModBus RTU FIELDBUS Destinadas principalmente a integrar grandes plantas de automação industrial. MIW-02 MFW-01 MIW-02 190 . CLP REDES “FIELDBUS” MFW-01 MIW-02 MIW-02 MIW-02 . características exigidas em aplicações de sistemas complexos e/ou integrados. as redes de comunicação rápidas conferem elevada performance de atuação e grande flexibilidade operacional.10 SOFT-STARTER REDES DE COMUNICAÇÃO “FieldBus” Interligação em Redes Rápidas As soft-starters SSW-03 Plus e SSW-04 podem opcionalmente ser interligados em redes de comunicação rápidas “FieldBus ”... de acordo com o protocolo desejado.

.....40 ºC CV 75 125 150 175 200 250 300 350 400 450 550 650 800 1000 150 200 250 300 350 400 500 600 700 850 1000 1200 1350 1750 175 250 300 350 400 500 600 700 850 950 1150 1400 1600 2050 225 300 400 450 550 650 750 900 1100 1250 1500 1800 2100 2650 (A) 55 ºC 100 145 170 255 290 290 380 475 500 550 620 800 850 1800 100 145 170 255 290 290 380 475 500 550 620 800 850 1080 100 145 170 255 290 290 380 475 500 550 620 800 850 1080 100 145 170 255 290 290 380 475 500 550 620 800 850 1080 Ta = 0.55 ºC CV 40 50 75 100 125 125 150 200 200 225 250 300 350 450 75 100 125 175 200 200 270 350 370 400 450 600 650 800 75 100 125 200 250 250 300 400 430 450 500 700 750 900 100 150 176 250 300 300 400 500 550 600 700 850 950 1200 Ligação no Delta (6 cabos) Ta = 0.SSW-03 Plus SOFT-STARTER SSW-03 Plus Nominal Modelo 40 ºC 120 / 240-440 170 / 220-440 205 / 220-440 255 / 220-440 290 / 220-440 340 / 220-440 410 / 220-440 475 / 220-440 580 / 220-440 670 / 220-440 800 / 220-440 950 / 220-440 1100 / 220-440 1400 / 220-440 120 / 220-440 170 / 220-440 205 / 220/440 255 / 220-440 290 / 220-440 340 / 220-440 410 / 220-440 475 / 220-440 580 / 220-440 670 / 220-440 800 / 220-440 950 / 220-440 1100 / 220-440 1400 / 220-440 120 / 220-440 170 / 220-440 205 / 220-440 255 / 220-440 290 / 220-440 340 / 220-440 410 / 220-400 475 / 220-440 580 / 220-440 670 / 220-440 800 / 220-440 950 / 220/-440 1100 / 220-440 1400 / 220-440 120 / 460-575 170 / 460-575 205 / 460-575 255 / 460-575 290 / 460-575 340 / 460-575 410 / 460-575 475 / 460-575 580 / 460-575 670 / 460-575 800 / 460-575 950 / 460-575 1100 / 460-575 1400 / 460-575 120 170 205 255 290 340 410 475 580 670 800 950 1100 1400 120 170 205 255 290 340 410 475 580 670 800 950 1100 1400 120 170 205 255 290 340 410 475 580 670 800 950 1100 1400 120 170 205 255 290 340 410 475 580 670 800 950 1100 1400 MOTOR MÁXIMO APLICÁVEL (1) Ligação Padrão (3 cabos) Tensão Ta = 0..55 ºC Tamanho CV 75 100 125 175 200 200 250 330 350 400 450 550 600 750 125 175 200 300 350 350 450 600 630 700 750 1000 1050 1350 150 200 250 350 400 400 550 650 700 800 900 1150 1250 1550 175 270 300 450 550 550 700 900 950 1050 1150 1500 1600 2050 (V) CV 50 75 85 100 125 140 150 200 250 270 300 400 450 600 75 125 150 175 200 250 300 350 400 450 550 750 800 1000 100 150 170 200 250 270 350 400 500 550 700 800 900 1200 125 150 220 250 300 350 450 500 600 750 850 1100 1200 1500 kW 37 77 63 75 90 103 110 150 185 200 220 300 330 450 55 90 110 130 150 185 220 260 300 330 400 550 600 730 75 110 125 150 185 200 260 300 370 400 500 600 660 900 90 110 160 185 220 250 330 370 450 550 690 800 900 1100 kW 30 37 55 75 90 90 110 150 150 166 185 220 260 330 55 75 90 130 150 150 200 260 270 300 330 450 475 600 55 75 90 150 185 185 220 300 315 330 370 500 550 660 75 110 130 185 220 220 300 370 400 450 500 630 700 900 kW 55 90 110 130 150 185 220 260 300 300 400 475 600 730 110 150 185 220 260 300 370 450 500 630 730 900 1000 1300 130 185 220 260 300 370 450 500 630 700 850 1050 1200 1500 165 220 300 330 400 475 550 660 800 920 1100 1300 1550 1950 kW 55 75 90 130 150 150 185 240 260 300 330 400 450 550 90 130 150 220 260 150 330 450 470 500 550 730 770 1000 110 150 185 260 300 300 400 476 500 600 660 850 920 1150 130 200 220 330 400 400 500 660 700 770 850 1100 1200 1500 0 1 2 3 4 5 6 7 0 1 2 3 4 5 6 7 0 1 2 3 4 5 6 7 0 1 2 3 4 5 6 7 220 220 / 230 / 380 / 400 / 415 / 440 V 380 440 460 / 480 / 575 V 575 191 ..10 Tensão da Rede SOFT-STARTER Tabela de Especificação ..40 ºC Ta = 0.

5 15 22 30 45 9.5 22 37 9.4 7...5 11 18.55°C (3) CV 6 10 15 20 30 10 15 25 30 50 12. com base em motores WEG de IV pólos . Para aplicações com cargas pesadas e/ou condições severas.10 SOFT-STARTER Tabela de especificação .5 30 37 55 2 1 2 1 2 1 2 1 220 / 230 / 240 / 380 / 400 / 415 / 440 V 60 / 220-440 85 / 220-440 16 / 220-440 30 / 220-440 45 / 220-440 60 / 220-440 85 / 220-440 16 / 220-440 30 / 220-440 45 / 220-440 60 / 220-440 85 / 220-440 16 / 460-575 460/480/ 575 V 30 / 460-575 45 / 460-575 60 / 460-575 85 / 460-575 NOTAS: (1) As potências indicad as nas tabelas (SSW-04 e SSW-03) são para ca rgas suaves do tipo bomb as entrífugas e compresso res.4 7.5 20 30 40 60 15 25 40 50 75 Tamanho 55°C 16 27 38 52 80 16 27 38 52 80 16 27 38 52 80 16 27 38 52 80 kW 4. consul tar a WEG.5 20 440 30 50 75 15 30 575 40 60 75 (1) Inominal (A) 40°C 16 30 45 60 85 16 30 45 60 85 16 30 45 60 85 16 30 45 60 85 Ta=0.2 9. (2) Potências máximas de motores para Soft-Starters operando em ambiente com temperatura máxima de 40°C. Dimensões e Pesos ALTURA (mm) SÉRIE TAMANHO LARGURA “L” (mm) “H” (IP 00) “H2” (c/ kit IP 20) PROFUNDIDADE “P” (mm) PESO (kg) SSW-04 1 2 0 1 2 3 4 5 6 7 140 275 365 605 720 886 961 1011 1111 1288 - 199 283 244 257 315 325 345 431 5. O dimensio namento de Soft-Starters é feito com base nos dados da curva de carga.5 11 15 22 7..2 15 22 30 45 11 18.40°C (2) CV 6 10 220 15 20 30 10 20 380 30 40 60 12..5 11 15 22 7.0 17 20 42 50 59 64 72 180 224 480 530 605 655 705 855 1210 SSW-03 PLUS 521 571 679 192 . número de partidas/hora e tipo de carga.60 Hz.SSW-04 Tensão da Rede SOFT-STARTER SSW-04 Modelo 16 / 220-440 30 / 220-440 45 / 220-440 MOTOR MÁXIMO APLICÁVEL Tensão (V) Ta=0. (3) Potências máximas de motores para Soft-Starters operando em ambiente com temperatura máxima de 55°C.2 15 22 37 55 11 22 30 45 55 kW 4.

1400 A 3 Faixa de Tensão da Rede de Alimentação 220-440V 460-575V 4 Tensão Eletrônica / Ventilação 1 ⇒ 110-120 V ** 2 ⇒ 220-230 V 193 .: 2 / 3 / 4 – PL* SSW-04.85 A SSW-03 Plus ⇒ 120..290/460-575/I ..10 SOFT-STARTER Codificação 1 Ex.PL * Somente para SSW-03 Plus ** Exceto para SSW-03 Plus (1 100 e 1400A) 1 Linha Soft-Starter SSW-04 SSW-03 Plus 2 Corrente NOminal da Soft-Starter SSW-04 ⇒ 16.60/220-440/2 SSW-03...

... 500 % da Corrente Nominal Sobrecorrente imediata programável 32 ....01 / PD ProfiBus DP Unidades para Redes de MFW . 4000 m – Com redução na corrente de saída de 1% / 100 m acima de 1000 m Cor Tampa: cinza claro RAL 7032 Gabinete: cinza escuro RAL 7022 Segurança Norma UL 508 – Equipamentos de Controle Industrial Baixa Tensão Norma EN 60947-4-2 ... 20. ) durante 20 s (SSW-04) e 30 s (SSW-03) Pesado 450 % ( 4. 1 .80 ... 575 V IHM-3P Opcionais Interface Homem-Máquina Remota ( LED’s ) SUPERDRIVE Software de programação via PC MAC-0X Módulo de aquisição de corrente (para SSW-03) KIT IP20 Kit de montagem IP 20 Adicional RF .. 0. SSW-03 Plus: IP 00 (Padrão) ou IP 20 (Opcional com kit) Método Variação da tensão sobre a carga ( motor ) Tipo de Alimentação Fonte chaveada ( SSW-04 ) . 150 ...50 Tensão nominal de linha da rede programável 220 .01 / MR ModiBus RTU Comando Liga. 30 . 90 % da Tensão Nominal ( KICK – START ) Duração : OFF.... Desliga / Reset. 50 % da Tensão Nominal Auto-Reset de erros programável OFF..10 Vcc ( Exceto para SSW-04 ) Interface Serial RS-232 Redes “FieldBus” Unidades p/ comunicação em redes ProfiBus DP. 10..20mA ou 4. 40 °C – Condições normais de operação à corrente nominal 40 . 240 segundos Degrau de tensão na desaceleração programável 100 . 600 segundos Classe térmica de proteção sobrecarga do motor 5.... LVD 73 / 23 / EEC – Diretiva de baixa tensão EMC EMC diretiva 89 / 336 / EEC – Ambiente industral ( com filtro adici onal para SSW-04 ) i UL(USA)/cUL(Canadá) Underwriters Laboratories Inc. 1000 m – Condi ções normais de oper ção à corrente nominal a 1000 . 2 .99 ] Potência ativa fornecida à carga – [ kW ] Back-up dos 4 últimos erros Potência aparente fornecida à carga – [ kVA ] Versão de software da Soft-Starter Estado da proteção térmica – [ 0 . 90 % da Tensão Nominal Rampa de aceleração programável 1 ... 10 .. e Parametrização ( Programação de funções gerais ) Incrementa e Decrementa parâmetros ou seu conteúdo Supervisão ( Leitura ) Corrente de saída ( motor ) – [ A ] Tensão de saída – [ 0 . 200 % da Corrente Nominal Tempo de sobrecorrente imediata programável OFF. DeviceNet ou ModBus RTU (opcionais) Proteções Sobrecorrente imediata na saída ( motor ) Falta de fase na alimentação Subcorrente na saída ( motor ) Falta de fase na saída ( motor ) Sobrecarga na saída ( motor ) – I 2 t Falha no tiristor Sobretemperatura nos tiristores / dissipador Erro na CPU ( Watchdog ) Sequência de fase invertida Erro de programação Defeito externo Erro de comunicação serial Standard ( Padrão ) Interface Homem-Máquina incorporada ( destacável ) – Display de LED’s 7 segmentos Senha de habilitação de programação Auto-diagnóstico de defeitos Função PUMP CONTROL ( proteção contra Golpe de Ariete em bombas ) Função ECONOMIA DE ENERGIA Relé para função de B Y-PASS da soft-starter Inversão de sentido de giro por entrada digital programável ( via contatores externos ) Interface serial RS-232 Tensão inicial ( pedestal ) programável 25 . 100 % U nom.15 % ) Frequência 50 / 60 Hz +/.. 440 V e 460 . Fonte linear ( SSW-03 ) CPU Microcontrolador de 16 Bits Normal 300 % ( 3 x Inom. -DLC/RF ... 25 e 30 Fator de serviço do motor 0.. -1M Filtro EMC (somente para SSW-04) MFW .20mA (Exceto SSW-04) Relé 2 Saídas programáveis ( NA ) : 250 V / 1 A 1 Saída ( Reversor = NA + NF ) : 250 V / 1 A – Defeitos Analógicas 1 Saída programável ( 8 bits ) : 0. 15.5 x Inom. 20 segundos Subcorrente imediata programável 20 ... 194 . 1 . 2 segundos Frenagem CC ( injeção de corrente contínua ) Nível : 30 ..01 / DN DeviceNet ComunicaçãoFieldBus MFW .. 600 segundos Auto-Reset da memória térmica programável OFF... 1 ....... 10 segundos Proteção de sobrecarga ( motor ) programável OFF.. 0. 200 % da Corrente Nominal Função JOG ( impulso momentâneo ) 25 .... 55 °C – Com redução na corrente/potência de saída (Vide tabela de corrente/potência ) Umidade 0 . 1.. – USA CE ( Europa ) Certificado pelo ITS – UK REGIME DE PARTIDA ( 10 Partidas / Hora ) ENTRADAS SAÍDAS COMUNICAÇÃO SEGURANÇA FUNÇÕES / RECURSOS INTERFACE HOMEM – MÁQUINA CONDIÇÕES AMBIENTE ACABAMENTO CONFORMIDADES/ NORMAS CERTIFICAÇÕES Dados sujeitos à alterações sem aviso prévio. .. Digitais 4 Entradas programáveis isoladas ( fotoacopladas ) : 24 Vcc Analógicas 1 Entrada diferencial programável (10 bits): 0....... 90 %.) durante 20 s (SSW-04) e 30 s (SSW-03) com redução de 33% na Inom.. 65 Hz ) Eletrônica / Ventilação Versão 1: 110 / 120 Vca e Versão 2: 220 / 230 Vca Gabinete Metálico SSW-04: IP 20.2 ... 40 % da Tensão Nominal Limitação de corrente de partida programável OFF.... 240 segundos Rampa de desaceleração programável OFF..10Vcc.. 50 % da Tensão Nominal Duração : 1 .5 Hz ( 45 .. ] Corrente de saída ( motor ) – [ % da I nominal ] Cos ϕ da carga – [ 0.15 % ) Modelo 460-575 : 460 / 480 / 525 / 575 V ( + 10 % .10 SOFT-STARTER Características Técnicas ALIMENTAÇÃO Tensão GRAU DE PROTEÇÃO CONTROLE Modelo 220-440 : 220 / 230 / 240 / 380 / 400 / 415 / 440 V ( + 10 % . 250 ] Temperatura dissipador (SSW-04) – [ °C ] Temperatura 0 .00 ..... 30 segundos Pulso de tensão na partida programável Nível : 70 . 190 % da Corrente Nominal Tempo de subcorrente imediata programável OFF. sem condensação Altitude 0 ..... . 0..

8 SOFT-STARTER SSW-05 Soft-Starters são chaves de partida estática. BENEFÍCIOS • Função “Kick-Start” para partida de cargas com elevado atrito inicial • Redução acentuada dos esforços sobre os acoplamentos e dispositivos de transmissão (redutores. As chaves Soft-Starters SSW . programação e manutenção • Simplificação da instalação elétrica • Operação em ambientes de até 55 °C MODELOS 3 a 30A 45 a 85A 195 . A Soft-Starter SSW-05 Plus já incorpora todas as proteções para seu motor e létrico. projetadas para a aceleração. simplifica as atividades de Posta-em-M archa e operação do dia-a-dia. correias. Permitindo fácil ajuste. As Soft-Starters Weg SSW .05 são compactas.05. engrenagens. através do controle da tensão aplicada ao motor. contribuindo para a otimização de espaços em painéis elétricos.10 SOFT-STARTER 10. com controle DSP (Digital Signal Processor) foram projetadas para fornecer ótima performance na partida e parada de motores com excelente relação custo-benefício. polias. desaceleração e proteção de motores elétricos de indução trifásicos. etc) • Aumento da vida útil do motor e equipamentos mecânicos da máquina acionada pela eliminação de choques mecânicos • Otimização automática de consumo de energia para aplicações com carga reduzida ou à vazio • Facilidade de operação.

575 V 00 7 00 8 Z 9 1 .Família SSW-05 2 .Idioma do manual do produto P = Português E = Inglês S = Espanhol Standard Plus Standard (não há) Opcional versão x (H1 .Tensão de Alimentação 2246 4657 T= Trifásica Ex..Hardware especial 00 = Hx= 8 .Versão do produto S = P = 7 ..Software especial 00 = Sx = 9 . Hn) Standard (não há) Opcional versão x (S1 .: SSW050010T2246PSZ SSW050060T4657PPZ 5 .Corrente nominal de saída 0003 0010 0016 0023 0030 0045 0060 0085 3 . corrente do motor..Fim de código Z = 196 .. CODIFICAÇÃO Exemplos de Utilização SSW05 1 0010 T 2246 P 2 3 4 5 P 6 3A 10 A 16 A 23 A 30 A 45 A 60 A 85 A 220 .10 SOFT-STARTER AJUSTES E INDICAÇÕES Dip-switch para Habilitar / Desabilitar as proteções do motor (modelo Plus) Leds para indicação das proteções da SSW-05 (modelo Plus) Leds para indicação de estado da SSW-05 Ajustes de tensão de pedestal.Entrada de alimentação 4 .. 460 V 460 . Sn) dígito indicador de final de código 6 ... tempo de aceleracação e desaceleração..

8 1.2 130 55 145 1.4 29.1 1.7 5.2 130 55 145 1.8 185 75 172 3.30 SSW-05.2 1.45 SSSW-05.1 3.16 SSW-05.03 500/525/575 V SSW-05.03 SSW-05.23 I nom.7 7.45 SSSW-05.60 SSSW-05.4 36.85 NOTA: As potências indicadas na tabela são para cargas do tipo bombas centrífugas e compressores. Para aplicações com cargas pesadas e/ou condições severas.5 2.1 29.45 SSSW-05.85 SSW-05. consultar a WEG.60 SSSW-05.60 SSSW-05.10 SOFT-STARTER Tabela de Especificação SSW-05 TENSÃO DA REDE Micro Soft-Starter SSW-05 Modelo SSW-05.75 3 5 7.5 7.4 44.2 130 55 145 1.10 SSW-05.16 SSW-05.30 SSW-05.23 SSW-05.30 SSW-05.16 SSW-05. número de partidas/hora e tipo de carga. com base em motores WEG e IV pólos .2 185 75 172 3.7 22.03 SSW-05.5 5.7 5.8 185 75 172 3.60 SSSW-05.23 SSW-05.4 14.1 3.5 10 15 20 30 1.85 SSW-05.23 SSW-05.5 5 7.60 Hz.5 10 15 25 30 50 1.8 55.03 SSW-05.16 SSW-05.10 SSW-05.1 36.5 10 20 25 40 50 75 kW 0.5 7. O dimensionamento de Soft-Starters é feito com base nos dados da curva de carga.2 130 55 145 1.8 A DIMENSÕES (mm) L P PESO (Kg) 220/230/380/400/415/440/460/480V SSW-05.7 22.30 SSW-05.45 SSSW-05.4 11 18.5 7.4 22. (A) 3 10 16 23 30 45 60 85 3 10 16 23 30 45 60 85 3 10 16 23 30 45 60 85 3 10 16 23 30 45 60 85 575 V 440 V 380V 220 V MOTOR MÁXIMO APLICÁVEL Tensão (V) Potência CV 0.8 185 75 172 3.7 18.10 SSW-05.4 11 14.10 SSW-05.5 5 10 15 20 30 40 60 2 7. 197 .2 3.4 11 14.85 SSW-05.

.Condições normais de operação à corrente nominal 0 . -15%) Fonte chaveada (90 – 250 Vca ) IP00 Variação da tensão sobre a carga (motor) Microcontrolador de 16 Bits (DSP) 300% ( 3 x Inom.. 4 partidas p or hora 01 x entrada para partida e parada 01 entrada para reset de erros 01 saída a relé pa ra indicação de tensão plena (By-Pass) 01 saída a relé para indicação de Operação RS232C Sobrecarga do motor Seqüência de fase Falta de fase Rotor bloqueado Sobrecarga nos SCRs Sobrecorrente Falha interna (watchdog) FUNÇÕES / RECURSOS Tensão inicial Tempo da rampa de aceleração Tempo da rampa de desaceleração Relação entre In da chave e In do motor 30 .Com redução na corrente de 1% / 100 m acima d e 1000 m Cinza Claro . 55 ºC .Pantone . ) durante 10 s.413 C (tampa) e Preto (base) Fixação por parafusos ou montagem em trilho DIN 35 mm Norma UL 508 – Equip amentos de Controle Industrial IEC 60947-4-2 EMC diretiva 89 / 336 / EEC .. 90% sem condensação 0 ..Condições normais de operação à corrente nominal 1000 .480 Vca (+10%... -15%) 500 ..10 SOFT-STARTER Características Técnicas MODELO ALIMENTAÇÃO Tensão Freqüência Eletrônica GRAU DE PROTEÇÃO CONTROLE REGIME DE PARTIDAS ENTRADAS SAÍDAS COMUNICAÇÃO SEGURANÇA Plástico injetado Método CPU Normal Digitais Digitais Interface Serial Proteções SSW – 05 STANDARD 50 / 60 Hz SSW – 05 PLUS 220 . 1000 m .575 Vca (+10%.100% 0 . 4000 m ..90% Tensão Nominal 1 – 20 s Off – 20 s 30 .Ambiente industrial CONDIÇÕES AMBIENTE Temperatura Umidade Altitude ACABAMENTO INSTALAÇÃO CONFORMIDADES / NORMAS Cor Forma de Fixação Segurança Baixa Tensão EMC Dados sujeitos à alterações sem aviso prévio 198 .

Momento de inércia de formas simples Teorema dos eixos paralelos Momento de inércia de formas compostas Momento de inércia de corpos que se movem linearmente Transmissão de velocidade Exemplos de cálculos de momento de inércia de massa l l Cálculo do momento de inércia de massa Cálculo do momento de inércia total 4. 3. . 2. 6. 5.Anexo I CÁLCULO DO MOMENTO DE INÉRCIA DE MASSA 1.

Serão utilizadas as seguintes notações: m ρ D d Db l – massa [kg] – massa específica [kg/m 3] – diâmetro externo [m] – diâmetro interno [m] – diâmetro da base [m] – comprimento [m] a. ou seja. referido ao seu eixo longitudinal é J = 1/8 * m * D 2 [kgm 2].2) 201 . (4. MOMENTO DE INÉRCIA DE FORMAS SIMPLES 1 A seguir são apresentadas as expressões para o cálculo do momento de inércia de massa J [kgm 2] de formas geométricas simples. o eixo que passa pelo seu centro de gravidade. ou de um cilindro maciço. b – lados [m] a) DISCO OU CILINDRO MACIÇO O momento de inércia de massa de um disco. Todas as unidades deverão ser as do Sistema Internacional (SI).ANEXO CÁLCULO DO MOMENTO DE INÉRCIA DE MASSA 1. em relação ao seu eixo baricêntrico.1) ou J = π/32 * ρ * D 4 * l [kgm 2] (4.

4) c) PARALELEPÍPEDO J = 1/12 * m * (a2 + b 2) [kgm 2] (4.5) ou J = 1/12 * ρ * (a 3b + ab 3) * l [kgm 2] (4.ANEXO 1 CÁLCULO DO MOMENTO DE INÉRCIA DE MASSA b) CILINDRO OCO J = 1/8 * m * (D 2 + d 2) [kgm 2] (4.d 4) * l [kgm 2] (4.3) ou J = π/32 * ρ * (D 4 .6) 202 .

e J – momento de inércia de massa em relação ao eixo baricêntrico 203 .ANEXO CÁLCULO DO MOMENTO DE INÉRCIA DE MASSA d) CONE 1 J = 3/40 * m * D b2 [kgm 2] ou J = π/160 * ρ * D b4 * l [kgm 2] (4.9) Sendo: e – distância entre os eixos [m].7) (4. TEOREMA DOS EIXOS PARALELOS O momento de inércia de massa J’ [kgm 2] de um corpo em relação a um eixo paralelo ao seu eixo baricêntrico é dado por J’ = J + m * e 2 (4.8) 2.

comprimentos de cada primitiva i da peça [m] . MOMENTO DE INÉRCIA DE FORMAS COMPOSTAS CÁLCULO DO MOMENTO DE INÉRCIA DE MASSA Exemplo: J1 = 1/8 * m 1 * (D12 + d 12) [kgm 2] J2 = 1/8 * m 2 * D 12 + d 22) [kgm 2] J3 = 1/8 * m 3 * (D22 + d 22) [kgm 2] J4 = 1/8 * m 4 * D 22 [kgm2] ou J1 = (π * ρ) / 32 * (D 14 – d 14) * I 1 J2 = (π * ρ) / 32 * (D 14 – d 24) * I 2 J3 = (π * ρ) / 32 * (D 24 – d 24) * I 3 J4 = (π * ρ) / 32 * D 24 * I 4 J = J 1 + J2 + J3 + J4 [kgm2] Onde: mi .massa de cada primitiva i da peça [kg] D1. D2 .ANEXO 1 3.diâmetros externos [m] d1. d2 .diâmetros internos [m] Ii 204 .

10 ) Sendo: p – passo do fuso [m] 4. com rotação n 1 [rpm] i – razão de transmissão (i = n 1 / n 2) (4.12 ) 205 . MOMENTO DE INÉRCIA DE CORPOS QUE SE MOVEM LINEARMENTE 1 O momento de inércia de uma massa m [kg] que se move linearmente reflete-se no seu eixo de acionamento da seguinte forma: 4.1 Acionamento através de parafuso de movimento (fuso) J = m * (p / 2π)2 [kgm 2] (4. TRANSMISSÃO MECÂNICA O momento de inércia de massa é refletido do eixo de saída (2) para o eixo de entrada (1) de uma transmissão de acordo com a seguinte expressão: J1 = J 2 / i 2 Onde: J2 – momento de inércia [kgm 2] no eixo de saída (2). ou tambor/cabo. ou ainda rolete/esteira J = m * r 2 [kgm 2] (4.ANEXO CÁLCULO DO MOMENTO DE INÉRCIA DE MASSA 4. ou raio externo do tambor ou rolete [m] 5.2 Acionamento através de pinhão/cremalheira.11 ) Sendo: r – raio primitivo do pinhão. com rotação n 2 [rpm] J1 – momento de inércia [kgm 2] no eixo de entrada (1).

ANEXO 1 6.1 Calcular o momento de inércia de massa J do volante mostrado na figura abaixo a) Momento de inércia do volante maciço J1 = (π * ρ) / 32 * d 14 * I 1 b) Momento de inércia dos alívios laterais (negativo) J2 = (π * ρ) / 32 * d 24 * (I 1 – I 2) c) Momento de inércia dos excessos laterais do cubo (positivo) J3 = (π * ρ) / 32 * d 34 * (I 3 – I 2) d) Momento de inércia do furo do cubo (negativo) J4 = (π * ρ) / 32 * d 44 * I 3 e) Momento de inércia de um furo da alma J5 = (π * ρ) / 32 * d 54 * I 2 f) Transposição de e) para o eixo baricêntrico do volante J’5 = [(π * ρ) / 32 * d 54 * I 2] + [(π * ρ) / 16 * d 52 * d 62 * I 2] J’5 = (π * ρ) / 32 * d 52 * I 2 * (d 52 + d62) g) Momento de inércia de massa do volante J = J 1 – J 2 + J3 – J 4 – (4 * J’ 5) J = (π * ρ) / 32 * {d14 * I 1 – d 24 * (I 1 – I 2) + d 34 * (I 3 – I 2) – d 44 * I 3 – 4 * [d 52 * I 2 * (d 52 + 2 * d 62)]} 206 . EXEMPLOS DE CÁLCULOS DE MOMENTO DE INÉRCIA DE MASSA CÁLCULO DO MOMENTO DE INÉRCIA DE MASSA 6.

calcular o momento de inércia total referido ao eixo do motor Dados: JM JP1 JP2 I JF pF mM mP = momento de inércia de massa do rotor do motor [kgm2] = momento de inércia de massa da polia motora P 1 [kgm2] = momento de inércia de massa da polia movida P 2 [kgm2] = razão de transmissão (i = n 1 / n 2) = momento de inércia de massa do fuso de esferas recirculantes [kgm 2] = passo da rosca do fuso de esferas recirculantes [m] = massa móvel da mesa da máquina [kg] = massa da peça [kg] Logo.ANEXO CÁLCULO DO MOMENTO DE INÉRCIA DE MASSA 1 6. JTOt = JM + JP1 + (1/I 2) * [J P2 + JF + (pF/2π)2 * (mM + mP)] 207 .2 Para o sistema mostrado no diagrama abaixo.

Anexo II CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA DA REDE EM INSTALAÇÕES COM INVERSORES DE FREQÜÊNCIA .

transformadores. etc). INTRODUÇÃO 2 É inegável a utilização cada vez maior de inversores de freqüência para o controle de velocidade de motores. condicionamento de ar. Como efeito destas distorções harmônicas de corrente e tensão podemos ter o aumento de perdas elétricas nas instalações com sobreaquecimento dos seus componentes (cabos. falhas no funcionamento de equipamentos eletrônicos bem como um baixo fator de potência. Sua utilização na área industrial é prática comum e também cresce nas áreas comerciais e domésticas (refrigeração. motores. eletrodomésticos. A variação da velocidade dos motores através de inversores traz como vantagens a melhoria da eficiência dos processos/equipamentos e também no uso mais racional da energia elétrica. normalmente constituído de um retificador a diodos e um banco de capacitores de filtro. O conceito de “Power Quality (PQ)”. etc). 211 . Devido as características do circuito de entrada dos inversores.ANEXO CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA 1. Isto exige conhecimento técnico das características elétrica de ent rada dos inversores de s freqüência e sua interação com o sistema elétrico. Os objetivos deste artigo são o de analisar os princípios da geração de harmônicos dos inversores de freqüência destinados ao acionamento de motores. que pode ser traduzido como qualidade da energia elétrica. tem ganho cada vez mais importância e algumas empresas têm adotado normas para garantir um determinado nível deste. nos sistemas elétricos de potência projetados e colocados em funcionamento nas suas instalações. Estas correntes harmônicas circulando nas impedâncias da rede de alimentação provocam quedas de tensão harmônicas distorcendo a tensão de alimentação do próprio inversor ou de outros consumidores. a sua corrente de entrada (drenada da rede) possui uma forma de onda não senoidal contendo harmônicas da freqüência fundamental. os efeitos causados na rede elétrica de alimentação e as opções que podem ser emp regadas para minimização destes efeitos. bancos de capacitores.

1 ORIGENS CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA A grande maioria dos inversores de freqüência para motores de indução apresenta uma corrente de entrada (corrente consumida da rede elétrica CA) com forma de onda não senoidal. f . O circuito de entrada mais freqüentemente encontrado constitue-se basicamente de uma ponte retificadora de diodos monofásica ou trifásica. dependendo da potência do inversor de freqüência. I rh Onde: Vh = tensão harmônica de ordem h devido a corrente harmônica de ordem h f = freqüência da rede de alimentação Irh = corrente harmônica de entrada de ordem h É importante salientar que o circuito de entrada não pode ser caracterizado como uma fonte de correntes harmônicas como comumente é feito para os acionamentos de corrente contínua. 2π . a qual é devida normalmente a impedância série de transformadores e a impedância dos cabos de interconexão.ANEXO 2 2. Em geral as harmônicas de ordem par possuem amplitudes desp rezíveis assim como as de ordem múltiplas de 3 para os casos de alimentação trifási ca. e um banco de capacitores de filtro conectado a saída deste retificador (no denominado circuito intermediário). pois as harmônicas da corrente de entrada são dependentes como uma 212 . Esta impedância é representada por uma indutância pura (Ls) para efeito de análise. como mostrado na figura 1. O espectro das formas de onda da corrente (Ir) consumida da rede apresenta um valor fundamental (componente de 50 ou 60Hz) e harmônicas de ordem superior. Para potências maiores é comum a adição de impedâncias limitadoras tais como reatâncias de rede (Lr) ou bobinas CC (Lcc) no circuito intermediário. A amplitude das harmônicas de tensão no PCC podem se r calculadas se conhecidos os valores da reatância de rede e das amplitudes das correntes harmônicas: V h = h . Ls . localizadas interna ou externamente aos inversores de freqüência. DISTORÇÃO HARMÔNICA 2. A conexão destes inversores de freqüência a uma rede elétrica ocasiona uma distorção na tensão devido a queda na impedância série da rede.

O fator de potência considerado é o chamado fator de potência total (FP). Não confundir com o COS φ1 da onda 213 . Como figura de mérito para se avaliar a distorção harmônica da rede elétrica no PCC utiliza-se a Distorção Harmônica Total de Tensão (no inglês deno minada por THD) e definida como segue: ∞ ∑ Vh2 THD(V)% = 100 . –––––– ––––– h=2 V1 onde: V = amplitude da onda fundamental de tensão (50 ou 60Hz). Uma vez conhecidas as reatâncias. Vh = amplitude da harmônica de tensão de ordem h [em muitas aplicações práticas a medição e análise é limitada a 31ª harmônica (h=31) sem sacrifício da precisão].2 DEFINIÇÕES O ponto de interesse para se avaliar o valor da distorção harmônica de tensão é o denominado Ponto de Conexão Comum (PCC) que é o ponto onde são conectados os Inversores de Freqüências e as demais cargas alimentadas por esta rede.Circuito de potência típico dos inversores de fr eqüência 2.ANEXO CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA 2 função não linear da soma dos valores das reatâncias presentes na entrada do retificador (Lr ou Lcc) e da reatância de rede (Ls). Além da distorção harmônica da tensão outra grandeza de interesse é o fator de potência na entrada. as harmônicas de correntes podem ser calculadas ou facilmente obtidas através de simulação. Figura 1 .

V e (entrada monofásica) Pe FP = –––––––––––– Ie . definida pela equação: h ∑ I h2 µ = ––––––––––––– 2 I1 214 . I e . O fator de potência é definido como segue: (entrada trifásica) Pe FP = –––––––––––– √3 .ANEXO 2 CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA fundamental. V e Onde: Pe = potência ativa na entrada do inversor de freqüência [W] Ie = corrente na entrada do inversor de freqüência [A] Ve = tensão na entrada do inversor de freqüência [V] O fator de potência na entrada também pode ser expresso em função da distorção harmônica de corrente e do COS φ1 da fundamental como segue: COS φ1 FP = –––––––––––– 1 + µ2 Onde: COSφ1 = fator de potência da onda fundamental µ = distorção harmônica de corrente.

2 5.3 32.75 0.4 8.2 14.8 6. Portanto. Na prática o COS φ1 da onda fundamental é muito próximo de 1.1 2.6 Irms 247 225 207 198 191 187 THD(I) 117 99 82 72 66 60 FP 0.5 Ir7 63.2 63.ANEXO CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA 2 Pelas equações nota-se que quanto menor a distorção harmônica de corrente mais o fator de potência total se aproxima do fator de potência da onda fundamental.0 17.0 Tabela 2 .5 9.9 3.1 13.5 1 2 3 4 5 Ir1 160 160 160 160 160 160 Ir3 128.Valores c aracterísticos do circuito de entrada de inve rsores de freqüência para redes trifásicas.1 Ir11 12.75 0. Valores expressos em percentual da corrente nominal de saída do inversor.9 8.0 3.3 24. um método eficaz para aumento do FP é o da redução das amplitudes das harmônicas da corrente de entrada.7 13.8 Ir13 9.8 5.4 5.8 Ir9 30.8 12.7 12.6 2.64 0.7 6.91 215 .1 Ir15 10.7 Ir11 21.8 12.1 91.5 Ir5 82.0 8.77 138.8 103. Valores expressos em percentual da corrente nominal de saída do inversor.3 4.8 42. X 0.5 1 2 3 4 5 Ir1 93 93 93 93 93 93 Ir5 72.9 11.8 5.3 OBTENÇÃO DAS HARMÔNICAS DE CORRENTE Os valores característicos dos circuitos de entrada dos inversores de freqüência estão indicados n a Tabela 1 para redes monofásicas e na Tabela 2 para redes trifásicas.90 0.6 98.0 3.3 5.3 4.69 0.4 6.83 0.4 3.2 57.8 11.3 5. Tabela 1 .7 29.6 Ir7 54.3 Ir13 11.88 0.73 0.76 0.69 0.0 Irms 131 121 106 99 96 96 THD(I) 101 84 59 45 39 35 FP 0.7 6.3 5.6 26.7 47. 2.4 105.9 43. X 0.3 37.3 33.2 38.3 7.0 4.4 9.Valores c aracterísticos do circuito de entrada de inve rsores de freqüência para redes monofásicas.4 3.3 12.6 115. o que pode ser conseguido através de diversos métodos a serem mostrados posteriormente.

400 Sistemas Genéricos 20% 5% 22.ANEXO 2 CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA As tabelas 1 e 2 indicam os valores das correntes harmônicas Irh de ordem h e da corrente eficaz de entrada expressas em percentual da corrente nominal de saída do inversor de freqüência.800 Sistemas Dedicados 50% 10% 36. Aplicações Especiais “Profundidade dos Notches” THD (V) Área dos Notches 10% 3% 16. 3. 216 . Um sistema dedicado é exclusivamente ded icado para alimentar o conversor.2 desta norma aqui reproduzida. NORMAS RELACIONADAS Muitas empresas utilizam integralmente ou em parte os requisitos desta norma para criar suas próprias normas e critérios internos de especificação.2 da IEEE-519 -“Low-Voltage System Classification and Distortion Limits” (Classificação de Sistemas de Baixa Tensão e Níveis de Distorção). O valor da taxa de distorção harmônica de corrente THD(I) é definido por: ∞ ∑ Irh2 h=2 THD(I)% = 100 . Este documento foi revisado em 1992 para incluir níveis máximos recomendados de distorção harmônica de corrente. Esta norma define um THD máximo de 3% para Sistemas em Geral (General System) valor este mostrado na tabela 10. Em 1981 o IEEE (Institute of Electrical and Electronic Engineers) estabeleceu os riscos e recomendou níveis de distorção harmônica de tensão em seu “paper” IEEE-519. Tabela 3 .500 Aplicações especiais incluem hospitais e aeroportos.Reprodução da Tabela 10. ––––––––––– Ir1 Os valores são indicados em função do valor da queda de tensão percentual nas reatâncias indutivas presentes no circuito de entrada do inversor de freqüência ( Ls + Lr + Lcc/2 da figura 1) quando percorridos pela corrente de saída nominal do inversor.

A norma EN 61800-3: 1996 – “Adjustable s peed electrical power drive systems” (dispositivos de drives elétricos de potência com velocidade variável) – Part 3 – “EMC product standard including specific test methods” (norma de EMC incluindo métodos de teste específicos) estabelece que os fabricantes de inversores de freqüência deverão disponibilizar informações sobre os níveis de harmônicas de corrente sob carga nominal como um percentual da corrente nominal. As datas para obrigatoriedade do atendimento destas normas na Europa tem sofrido várias alterações. com reflexo principalmente no custo. Para equipamentos com correntes >16A o atendimento da fu tura norma IEC 1000-3-4 é recomendado. A IEC 1000-3-2 publicada em 1995 para ser seguida a partir de 1º de Janeiro de 1997. foi adiada primeiramente para 1º de Junho d e 1998 e mais recentemente para 1º de Janeiro de 2001. mas sim o seu efeito no sistema. 1% de distorção inicial em tensão e impedância da rede puramente indutiva. etc) e informações dos inversores de freqüência fornecidas pelo fabricante (amplitude das harmônicas de corrente). corrente de demanda nominal. Para equipamentos com corrente de entrada <16A é necessário o atendimento dos requisitos da norma IEC 1000-3-2 – “Harmonic limits for equipment with input currents <16A per phase (limites de harmônicas para equipamentos com correntes de entrada <16A por fase) a qual substitui a antiga IEC 555-2. Os valores devem ser mostrados para ordem de harmônicas até pelo menos a 25ª sob certas condições de rede: razão de curto-circuito (Rsc) = 250. Na Europa estão previstas a adoção de normas que limitam as harmônicas de corrente consumidas pelos inversores de freqüência. bitolas e comprimento de cabos. 217 . sendo muitas vezes difícil se chegar a um consenso sobre um assunto complexo e que requer dos fabricantes de inversores de freqüência alterações substanciais nos projetos para cumprimento dos requisitos. t ipo e localização das cargas. Estas normas são normas de produto diferentemente da IEEE-519 a qual não limita as harmônicas do inversor de freqüência independentemente.ANEXO CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA 2 Para uma análise de atendimento dos requisitos desta norma é necessário termos informações da instalação (impedância % ou impedância de curto-circuito dos transformadores.

4. Os riscos de problemas são tanto maiores quanto maior for o peso das cargas não lineares em relação as lineares e quanto mais próximo os capacitores estiverem destas cargas. se possível na alta tensão. • posicionar os capacitores fisicamente longe dos inversores. Para reduzir o risco de problemas no uso destes capacitores sugere-se o seguinte: • somente utilizar capacitores para correção de fator de potência quando as correntes consumidas pelos inversores e outras cargas não-lineares representarem no máximo 20% da corrente total de demanda.ANEXO 2 4. provocados por curto-circuitos momentâneos da rede elétrica devidos à condução simultânea dos diodos do retificador. A área dos “notches” possui limites definidos na norma IEEE-519 1992.1 CAPACITORES O uso de capacitores para correção de fator de potência em redes elétricas que alimentam inversores de freqüên cia pode ocasionar problemas como ressonâncias série ou paralela na rede elétrica excitadas pelas harmônicas da corrente consumida pelos inversores. • dimensionar os capacitores considerando as correntes de 60Hz e das harmônicas. Além disto os capacitores podem ser sobrecarregados por estas correntes harmônicas. Para drives com entrada trifásica e potência maior que 15HP é prática comum o uso de reatância de rede na entrada destes.acarreta uma melhora do fator de potência (aumento) e uma diminuição da distorção harmônica da corrente como mostrado na figura 2. Neste caso os capacitores corrigem o fator de potência somente d as cargas lineares.2 REATÂNCIA DE REDE E BOBINA CC A introdução de uma indutância em série com a alimentação (reatância de rede) ou no circuito intermediário (bobina cc). CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA ALTERNATIVAS PARA CORREÇÃO DO FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DAS CORRENTES HARMÔNICAS 4. Como vantagens adicionais da reatância de rede estão a redução da corrente eficaz nos diodos do retificador. • utilizar sempre reatores em série com os capacitores. A reatância de rede ainda reduz a incidência de bloqueio dos drives por sobretensão no circuito intermediário devido a surtos de tensão na rede 218 . redução da corrente de ripple nos capacitores do circuito intermediário e a limitação da área dos “notches”.

Neste caso. dependendo da combinação dos valores de impedância de rede. indutância da bobina cc e da capacitância do link DC.Formas de onda medidas em um inversor de 25HP com alimentação trifásica em 440V/60Hz (a) Forma de onda da corrente de entrada e da tensão no circuito intermediário sem reatância de rede e sem bobina cc (b) Forma de onda da corrente de entrada e da tensão no circuito intermediário sem reatância de rede e com bobina cc A inclusão da reatância de rede também provoca uma diminuição do valor da tensão média do circuito intermediário comparada aquela obtida sem reatância.ANEXO CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA 2 elétrica. Na figura 2 podemos ver que a introdução de uma bobina cc em um drive de 25HP/440V com entrada trifásica causa uma diminuição do ripple de tensão no circuito intermediário sem no entanto diminuir o valor médio desta tensão. pelo fato destes transientes que causam sobretensão serem de modo diferencial. A corrente de entrada também passa de descontínua para contínua (com a bobina cc) o que pode introduzir ‘notches” na tensão da rede. não atingindo a chamada onda quase-quadrada na saída com o objetivo de reduzir as perdas no motor. A utilização de bobina cc. Figura 2 . pode resultar em ressonâncias indesejadas com o sistema. o efeito limitador da reatância de rede é maior quando comparado a bobina cc pelo fato da indutância aparecer de forma duplicada. A tensão de saída máxima é dada por: 219 . A maioria dos inversores de freqüência é do tipo PWM com índice de sobremodulação limitado.

Em ambos os casos citados poderemos ter uma distorção maior da rede e/ou uma sobrecarga nos componentes do filtro. Uma alternativa recentemente proposta por fabricantes de filtros é o uso de Filtros Shunt + Reatância de Rede. A vantagem de tal configuração é possibilitar a redução 220 . apesar de citados na IEEE-519. como mostrado na figura 3. Vdc Vo. para uso destes filtros faz-se necessário uma análise detalhada envolvendo todo o sistema.05 . melhoria do fator de potência e redução da distorção harmônica da corrente. A tensão do circuito intermediário apresenta uma queda significativa em comparação ao valor obtido sem filtro. Outra alternativa são os Filtros Sintonizados (ou Filtros Filtros Shunt. Vários filtros poderiam ser utilizados em paralelo cada um sintonizado para uma determinada harmônica. O uso destes filtros.máx = tensão eficaz máxima na saída do Inversor de Freqüência (Volts) Vdc = valor médio da tensão no circuito intermediário (Volts) A utilização de reatância de rede que apresenta uma queda de tensão p ercentual de 2 a 3% para a corrente nominal do inversor de freqüência resulta num bom compromisso entre a queda de tensão no motor. sendo que a amplitude da 3ª harmônica é reduzida a zero. pode ocasionar problemas de ressonância com a rede de alimentação ou pode haver a “importação de correntes harmônicas” de outras cargas não lineares. Paralelos ou “Trap-Filters”).3 FILTROS SINTONIZADOS Uma alternativa para diminuir a distorção harmônica e aumentar o fator de potência de inversores é o uso de filtros sintonizados. 4. No caso dos inversores de freqüência com entrada monofásica o mais comum é o filtro série sintonizado na 3ª harmônica. sobrecarregando o filtro.ANEXO 2 CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA 1. máx = –––––––––––––– √2 Onde: Vo. Neste caso a distorção da corrente é menor que a obtida com a reatância de rede. Portanto.

221 .4 FILTROS “BROADBAND” Uma nova alternativa que compete com a anterior para o caso de inversores de freqüência com entrada trifásica é o chamado Filtro tipo “Broad-Band”. O transformador é necessário para manter a tensão do circuito intermediário aproximadamente constante com a variação da carga do motor acionado pelo drive. estando “isolado” das demais cargas pela reatância série. O contator K1 é utilizado para desconectar os capacitores da linha enquanto o inversor estiver desabilitado. devido ao fato do filtro operar apenas com as harmônicas de corrente do drive.Filtro shunt + reatância de rede 4. Além disto a possibilidade de ocorrerem ressonâncias com a rede elétrica é minimizada pelo fato da reatância série deslocar a freqüência natural de ressonância para um valor menor que a freqüência da rede. como mostrado na figura 4.ANEXO CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA 2 das harmônicas da corrente consumida da rede elétrica sem o perigo de haver a “importação de correntes harmônicas” de outras cargas. evitando o excesso de capacitores na rede. Na prática trata-se de um filtro passa-baixa com um transformador para regulação de tensão. Figura 3 .

222 .Circuito do Filtro Broad-Band 4. para que tenham um funcionamento eficiente. o que implica em gastos de energia adicionais e custo elevado. Valores típicos obtidos com uso destes filtros conectados a entrada de um drive trifásico são THD(I)=8 a 10% e FP=0. A aplicação destes filtros ativos deverá seguir a orientação dos fabricantes destes e os níveis de atenuação serão controlados de acordo com a potência e o número de filtros utilizados. problemas de “importação de correntes harmônicas” de outras cargas ou ressonância não ocorrem.20 a 0. Para inversores de maior potência é necessário o uso de diversos filtros em paralelo. para carga nominal e 0. Figura 4 .5 FILTROS ATIVOS Outro método muito eficaz para atenuação das harmônicas de corrente são os equipamentos para correção ativa que são instalados em paralelo com a alimentação e externamente aos inversores. Uma característica destes filtros é que.ANEXO 2 CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA Diferente da alternativa anterior (filtro shunt + reatância de rede).90 a 0. Estes equipamentos possuem um circuito de controle que faz com que absorvam uma corrente reativa de forma a compensar os reativos do inversor (figura 5).30 também em avanço para a situação do drive bloqueado.95 em avanço. além de algoritmos de controle com resposta rápida. Na prática isto significa que. os semicondutores de potência destes equipamentos devem operar com freqüências de chaveamento altas (maior que 10KHz). a velocidade de resposta de controle deve ser alta.

ANEXO CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA 2 O uso correto deste tipo de filtro reduz drasticamente a distorção da corrente absorvida da rede elétrica.Harmônicas da corrente consumida da rede elétrica com o uso de um compensador ativo paralelo com corrente nominal de 103 A ligado à entrada de um inversor trifásico.7% 223 . O THD(I) é reduzido de 76. Resultados típicos obtidos com este tipo de filtro são mostrados na figura 6.Exemplo de uso de Compensador Ativo Paralelo com Inversor de Freqüência Figura 6 .4% para 3. Figura 5 .

6 RETIFICADORES DE 12 E 18 PULSOS Uma das alternativas para a redução da distorção harmônica da corrente e o aumento do fator de potência dos inversors com entrada trifásica é a utilização de circuitos retificadores com maior número de pulsos. Na figura 7 temos um exemplo de medições feitas em um caso prático de uso de um inversor de 250HP com um transformador defasador (estrela/delta) mais retificador de 12 pulsos com conexão série. conexão série. Teoricamente as harm ônicas de ordem h<11 deveriam apresentar amplitude zero. THD(I)=8.6% e o fator de potência elevado FP=0. (a) (b) Figura 7 .Dados de medição em um caso real de uso de um Inversor de 250HP com retificador de 12 pulsos. A distorção harmônica da corrente é bastante reduzida THD(I)=8.460V com carga nominal (a) Forma de onda da corrente de linha (b) harmônicas de corrente. alimentação em 480V trifásico. Para inversores de baixa tensão são utilizados retificadores de 12 ou 18 pulsos. No entanto desequilíbrios entre as reatâncias de dispersão de fluxo dos secundários Y/∆ do transformador fazem com que na prática tenhamos valores diferentes de zero como visto na tabela da figura 7. mesmo antes da instalação do inversor. O fator de potência medido na entrada do inversor é PF=0. A amplitude da terceira harmônica mostrada pode ser devida a distorção já existente na tensão da rede de alimentação. provocada por outras cargas não lineares ligadas nesta rede elétrica e efeitos de saturação de transformadores de alimentação.ANEXO 2 CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA 4.6%.98 224 . acionando motor de 250HP .98.

Na figura 8 são apresentadas algumas medidas feitas em um inversor de 50HP provido de um retificador co m IGBTs.1 Inversores de Freqüência com entrada monofásica No caso de inversores com entrada monofásica é possível a modificação da topologia do circuito de entrada para introduzir correção ativa das harmônicas para atender. Figura 8 .7.Blocodiagrama de inversor com retificador com IGBTs 225 . a IEC 1000-3-2. Porém. Nota-se que independentemente da carga. Note-se que o mercado de inversores de freqüência com entrada monofásica limita-se a potências de no máximo 2HP Esta faixa de potência é dominada pelos . 4. os custo obtidos até agora não tem permitido o seu uso na maioria das aplicações industriais. Estes podem ser fornecidos como dispositivos opcionais para serem instalados externamente ou já virem de fábrica instalados dentro do inversor em substituição ao retificador de diodos deste. se torque resistente (modo motor) ou de frenagem (modo gerador). a corrente permanece praticamente senoidal e em fase com a tensão garantindo com isso uma baixa distorção harmônica e um alto fator de potência (praticamente unitário). Várias topologias do circuit o de potência tem sido estudadas. é possível a regeneração de energia para a rede elétrica.7 RETIFICADORES COM IGBTS 2 4.ANEXO CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA 4.2 Inversores de Freqüência com entrada trifásica No caso dos inversores de freqüência com entrada trifásica podem ser usados retificadores de entrada com IGBTs. além da eliminação das harmônicas de baixa ordem de forma bastante eficaz. Neste caso. chamados “microdrives”. por exemplo. sendo um mercado extremamente competitivo com uma pressão enorme sobre preços. dimensões físicas e facilidade de operação e colocação em funcionamento.7.

O filtro é constituido de uma carga reativa de baixa impedância de seqüência zero.ANEXO 2 (a) CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA (b) (c) (d) Figura 9 .2A. THD(I)=8. 4.97] (c) Harmônicas de corrente para as situações (a) e (b). O filtro deve ser posicionado o mais próximo possível dos inversores.8A. de forma a evitar que as harmônicas triplas da corrente circulem por um tr echo grande da instalação.7%. PF=-0. THD(I)=8. A bitola do cabo do neutro é muitas vezes dimensionada para uma capacidade de corrente inferior a dos cabos utilizados nas fases.2%.97] (b) Formas de onda da corrente e tensão de rede para a situação do motor co m carga nominal [I1=65. Na prática trata-se de 226 . Na figura 10 podemos observar uma aplicação típica deste tipo de filtro.Medidas feitas em um caso real de uso de um inversor de 50HP alimentação em 380V e com retificador de entrada com IGBTs . PF=0. 9ª e 15ª) que circulam no neutro.8 FILTROS DE CORRENTE DO NEUTRO Em instalações onde existem diversos inversores com entrada monofásica é possível utilizar filtros com objetivo de atenuar a amplitude das harmônicas triplas de corrente (3ª. reduz a sobrecarga no cabo do neutro. O uso destes filtros. além de reduzir a distorção da tensão provocada pelas citadas harmônicas de corrente. (a) Formas de onda da corrente e tensão de rede para a situação do motor frenando com 70% da carga nominal [I1=43.

acionarem motores iguais. O transformador deverá ser projetado de tal forma a apresentar uma impedância semelhante entre os seus enrolamentos secudários. mo tores de mesma potência e com a mesma carga no eixo.9 TRANSFORMADORES DEFASADORES Os transformadores defasadores são úteis na redução de harmônicas em instalações onde existem pelo menos dois inversores de freqüência com entrada trifásica. Através do deslocamento de fase das tensões nas saídas destes transformadores é possível o cancelamento de harmônicas na entrada destes. se os dois inversores forem da mesma potência.. Na figura 11 podemos observar um exemplo de aplicação de um transformador defasador que possui dois secundários com defasamentos de 0 e 30° em relação a tensão de entrada. Obviamente. caso os inversores não apresentem correntes de entrada idênticas não haverá um cancelamento total destas harmônicas. consegue-se o cancelamento da 5ª e da 7ª harmônica gerada por estes dois inversores no primário do transformador. Figura 10 . Neste caso. i.ANEXO CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA 2 um autotransformador em delta ou em configurações mais complexas tipo zig-zag. Com este arranjo consegue-se um desempenho.Aplicação típica de um filtro de corrente de neutro 4. do 227 . e.

foram apresentadas diversas alternativas que vão desde a introdução de uma reatância na entrada até a sofisticada inclusão de filtros ativos e/ou retificadores transistorizados. A adoção de uma ou de outra destas técnicas deve ser analisada levando-se em conta os seguintes aspectos: impacto na qualidade de energia causado pelo inversor de freqüência na instalação elétrica na qual o mesmo será conectado. idêntico a de um inversor de freqüência com retificador de 12 pulsos.Transformador defasador com s ecundários Y / ∆ 5. Figura 11 . 228 . CONCLUSÃO Com o uso cada vez maior de inversores de freqüência. a melhoria do fator de potência pode ser obtida com a redução das harmônicas de corrente. Para isto. custo e eficiência energética. no qual o atraso da fundamental da corrente de entrada em relação a tensão de rede é muito pequeno. Como a maioria dos inversores de freqüência possui no circuito de entrada uma ponte de diodos. simplicidade. existe a necessidade de medidas preventivas para a melhoria do fator de potência e para a redução da distorção harmônica das correntes no sistema elétrico.ANEXO 2 CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA E REDUÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA ponto de vista da corrente consumida da rede pelos dois inversores.

Anexo III CHECK-LIST PARA DETALHAMENTO DA APLICAÇÃO .

.A [ ] 380 V ⇒ ............................ Cartões para Redes FieldBus: [ ] Profibus DP [ ] DeviceNet [ ] ModBus RTU Interface Serial: [ ] RS 232 [ ] RS 485 Opcionais: Periféricos ao Inversor [ ] Moldura para HMI Remota [ ] Cabo para HMI . rpm) Faixa de Rotação desejada: De ........ [ ] ..ANEXO CHECK-LIST P ARA D ETALHAMENTO DA APLICAÇÃO 3 Tel.............. segundos) ........................... É utilizado? [ ] Não [ ] Sim Tipo de Carga: [ ] Torque Constante [ ] Torque Quadrático [ ] Torque Indefinido (especificar nas Obs............. [ ] ..) Nº de Pólos / Rotação Nominal: [ ] 2 Pólos (3600 rpm) [ ] 4 Pólos (1800 rpm) [ ] 6 Pólos (1200 rpm) [ ] 8 Pólos ( 900 rpm) [ ] ................................................................. favor enviar em anexo................................ segundos) [ ] Parada Rápida por Frenagem Elétrica ⇒ (Tempo Deseja do de ........ a ........) ... CV Fator de Serviço: F.......................... rpm Relação de Redução entre o Eixo do Motor e a Carga: Relação ⇒ 1: ............................................... [ ] .....................) Método de Comando: [ ] Botões Liga e Desliga + Potenciômetro [ ] Interface Homem-Máquina do Inversor [ ] Entrada Analógica (CLP ou SDCD) Distância entre o Motor e o Inversor: Comprimento do Cabo ⇒ ...... % MOTOR CARGA Tipo de Parada (Frenagem) Necessária: [ ] Parada por Inércia (por Desligamento do Motor e Inversor) [ ] Parada Suave por Rampa de Desaceleração ⇒ (Tempo Desejado de ............. 231 ......................... rpm Tensão e Corrente de Placa: [ ] 220 V ⇒ ...............m INSTALAÇÃO Grau de Proteção Necessário: [ ] IP 00 (aberto sem proteção) [ ] IP 20 (proteção contra toques) [ ] IP 54 (fechado .................. Rotação no Motor: ....... m [ ] Agressiva [ ] .. = ......... ºC (especificar nas Obs......... V Condições do Ambiente para Instalação: Altitude: Atmosfera: Temperatura: [ ] Até 1000m [ ] Normal [ ] Até 40 ºC [ ] . Partida s / Hora ......S................. Softwar e de Progração do Inversor por Microcomputador PC: [ ] Software SUPERDRIVE Acessórios Internos ao Inversor Cartões Expansão de Funções: [ ] .................m [ ] Potenciômetro 1 Volta [ ] Potenciômetro 10 Voltas [ ] Reatância de Rede [ ] Reatância de Carga [ ] Fusíveis Ultra-Rápidos [ ] Resistor de Frenagem [ ] ................ Sobrecarga na Partida ou em Regime é Maior que 150%? [ ] Não [ ] Sim ⇒ ..Inversor de Freqüência Dados Gerais Empresa: Cidade / Estado: Pessoa de Contato: Aplicaç ão / Carga: Dados da Aplicação Potência Nominal: .: Fax: E-mail: Folha de Dados para Dimensionamento ......... Observações: Caso seja necessário fornecer mais informações específicas.................................................. rpm Rotaçã o na Carga: .............................A [ ] ...... Rede de Alimentação [ ] 220 V [ ] 380 V [ ] 50 Hz [ ] 440 V [ ] 60 Hz [ ] ...... [ ] .................A [ ] 440 V ⇒ . V ⇒ ..........montado em painel [ ] Ao Tempo (painel especial para chuva) [ ] ................. Pólos (................... [ ] ....A Número de Partida por hora: ..................... Características Desejadas no Inversor Método de Controle: [ ] Escalar (U / F) [ ] Vetorial Sensorless [ ] Vetorial com Encoder Funções Especiais: [ ] Multi-speed (até 8 velocidades) [ ] Ciclo Automático do Processo [ ] Regulador PID [ ] .... [ ] . (especifica r nas Obs.................

Anexo IV FOLHA DE DADOS PARA DIMENSIONAMENTO .

............................ MOTOR Conjugado resistente da carga referido ao eixo do motor: ..................... Observações: Caso seja necessário fornecer mais informações específicas....... 235 ...... V ⇒ ...... rpm) Faixa de Rotação desejada: De ..............Soft-Starter Dados Gerais Empresa: Cidade / Estado: Pessoa de Contato: Aplicaç ão / Carga: Dados da Aplicação Potência Nominal: .. m [ ] Agressiva [ ] ........) Método de Comando: [ ] Botões Liga e Desliga [ ] Interface Homem-Máquina [ ] Entrada Analógica (CLP ou SDCD) Grau de Proteção Necessário: [ ] IP 00 (aberto sem proteção) [ ] IP 20 (proteção contra toques) [ ] IP 54 (fechado ....: Fax: E-mail: Folha de Dados para Dimensionamento .. kgfm CARGA Inércia da carga referida ao eixo do motor: ......A [ ] 440 V ⇒ .....) .............A [ ] 380 V ⇒ ..... rpm Tensão e Corrente de Placa: [ ] 220 V ⇒ .................... CV Fator de Serviço: F....... É utilizado? [ ] Não [ ] Sim Tipo de Carga: [ ] Bomba [ ] Bomba Centrífuga [ ] Compressor a Pistão [ ] Compressor a Parafuso [ ] Ventilador e Exaustor [ ] Misturador [ ] Centrífugas [ ] Outras Rede de Alimentação [ ] 220 V [ ] 380 V [ ] 50 Hz [ ] 440 V [ ] 60 Hz [ ] ...........A Número de Partida por hora: ................ ºC (especificar nas Obs.....S. Partida s / Hora .................A [ ] .. = .................. favor enviar em anexo..................montado em painel [ ] Ao Tempo (painel especial para chuva) [ ] ....... Nm ............ (especifica r nas Obs.......ANEXO CHECK-LIST P ARA D ETALHAMENTO DA APLICAÇÃO 4 Tel............ kgm 2 INSTALAÇÃO Condições do Ambiente para Instalação: Altitude: Atmosfera: Temperatura: [ ] Até 1000m [ ] Normal [ ] Até 40 ºC [ ] .................................. a ......... V Nº de Pólos / Rotação Nominal: [ ] 2 Pólos (3600 rpm) [ ] 4 Pólos (1800 rpm) [ ] 6 Pólos (1200 rpm) [ ] 8 Pólos ( 900 rpm) [ ] ...... Pólos (.....

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br .weg.WEG AUTOMAÇÃO Av. 3000 89256-900 . Prefeito Waldemar Grubba.Jaraguá do Sul .com.Fax (47) 372-4020 www.SC Fone (47) 372-4000 .