Universidade Federal da Bahia Faculdade de Medicina da Bahia Disciplina: MB20 Aluna: Adma Barros de Oliveira - P8

Ao Prof. Dr. Jackson Noya

UREMIA
Uma síndrome avançada da Doença Renal Crônica

Salvador / BA 2011

CONCEITO ² UREMIA OU SÍNDROME
URÊMICA
É um termo sindrômico que faz referência a uma constelação de sinais e sintomas que resultam da perda das funções renais, geralmente irreversível na Insuficiência renal grave.

SBN

Rins policísticos

CONCEITO ² UREMIA OU SÍNDROME
URÊMICA

Não indica apenas o aumento plasmático dos níveis de uréia!

EPIDEMIOLOGIA DA UREMIA Não há dados fidedignos no Brasil sobre a incidência e a prevalência de IRC terminal. O gasto com o programa de diálise e transplante renal no Brasil situa-se ao redor de 1. A incidência de novos pacientes mantidos em programa crônico de diálise cresce de 8% ao ano. .8 bilhão de reais/ano.

EPIDEMIOLOGIA DA UREMIA Para cada paciente mantido em programa de diálise crônica existiriam cerca de 20-30 pacientes com algum grau de disfunção renal (creatinina sérica elevada).5 milhões de brasileiros com DRC. Existiriam cerca de 2 a 2. .

EPIDEMIOLOGIA Quase que Ministério da Saúde .

FATORES DE RISCO PARA A DRC .UREMIA .

cirrose hepática. diabetes insipidus. ICC.500 ml/dia y ingesta líquida elevada (polidipsia psicogênica). No adulto. tubular ou obstrutiva. Poliúria: volume urinário igual ou superior a 2... o volume urinário diário varia entre 700 e 2. IRC. estado hiperosmolar no plasma (hiperglicemia do DM causando diurese osmótica. y estados hipovolêmicos . .000 ml. Alterações no Volume Urinário: Oligúria: volume urinário igual ou inferior a 400 ml/dia.SÓ PARA LEMBRAR. lesão glomerular.

.SÓ PARA LEMBRAR. IRA.. A determinação do volume urinário diário é utilizada como um importante parâmetro de função renal no pós-operatório. choque. ICC grave. etc. necrose cortical do rim. Anúria: volume urinário igual ou inferior a 100 ml/dia. súbita interrupção da perfusão renal (trombose das artérias renais.. y obstrução do trato urinário.

Disúria. HAS.. Alterações na Cor da Urina Dor renal Edema Procedência e História Pregressa Regiões endêmicas de malária ou esquistossomose >> nefropatia decorrente de uma infecção por estes parasitas. Nictúria.SÓ PARA LEMBRAR. .. infecções de orofaringe ou pele causadas pelo estreptococo beta-hemolítico podem causar glomerulonefrite aguda. LES. Incontinência urinária. Urgência miccional. DM. Na anamnese y y y y Alteração na micção / volume urinário: Polaciúria. Retenção urinária.

transfusão de sangue. . hipovolemia. Traumatismo lombar ou abdominal pode produzir um hematoma intraou perirrenal >> hipertensão arterial futura. História Familiar y Rim policístico y Síndrome de Alport: forma hereditária de nefropatia e clinicamente é indistinguível de uma glomerulonefrite crônica. Cirurgias prévias y Há multiplicidade de fatores envolvidos agentes anestésicos.SÓ PARA LEMBRAR.. ligadura acidental dos ureteres..

. y Escoriações .uma única linha branca transversal.metade proximal é pálida e a metade distal é rósea.anemia ou tom amarelado (retenção de urocromos). Hálito: odor amoniacal. y linha de Muehrke . principalmente na superfície extensora dos membros.SÓ PARA LEMBRAR.half and half nails of Lindsay . y Unha y 10% . de peixe Pele: y pálida . y púrpura e lesões equimóticas..prurido intenso (hiperparatireoidismo secundário >> hiperfosfatemia // complexos insolúveis com o cálcio subcutâneos. deposição de cristais de uréia na face >> orvalho urêmico. .

Pulso braquial esquerdo dos quatro membros podem estar diminuídos..SÓ PARA LEMBRAR.. em pelo menos três consultas médicas excede 140 mmHg x 90 mm Hg >> quadro de HAS Pulso periféricos de MMSS.. Fundoscopia .. 3 posições. y pulsos femorais de pequena amplitude. em associação com hipertensão >> medir a PA em MMII // a coarctação da aorta: PA elevada em MMSS e baixa ou indetectável nos MMII ou. ou em atraso em relação aos braquiais. PA y Média de três determinações de PA.

Atrito pleural evanescente e recorrente pode ser detectado em pacientes urêmicos e parece fazer parte do quadro de polisserosite.SÓ PARA LEMBRAR. Aparelho cardiopulmonar y Um sopro diastólico de insuficiência aórtica pode ser observado em pacientes com IR e parece estar relacionado ao excesso de volume circulante que faz dilatar o anel aórtico.. ..

y PERCUSSÃO ² Giordano + . Exame dos Rins y PALPAÇÃO Rins policísticos. como ocorre na estenose da artéria renal.SÓ PARA LEMBRAR.. obstrução urinária alta.. tumores renais y AUSCULTA É útil na verificação de sopros abdominais.

CAUSAS IRC .

SINAIS E SINTOMAS .

SINAIS E SINTOMAS .

células plasmáticas etc.SÓ PARA LEMBRAR. Células do trato urinário a. eritrócitos (dismorficos) b. Células estranhas a.. linfócitos d. Cristais a. trato inferior: células transicionais. escamosas 3.. 2. Células do sangue a. leucócitos c. fungos c. uratos d. parasitas d. Urinálise 1. fosfatos c. rim: células tubulares b. oxalato b. drogas etc. . bactérias b. células neoplásicas 4.

PROVAS DE FUNÇÃO RENAL ...citação y Avaliação da Função Glomerular creatinina e uréia plasmáticas e clearance de creatinina e uréia y A função tubular renal capacidades de concentração. diluição e acidificação urinária. . fração excretada (FE) de vários eletrólitos.SÓ PARA LEMBRAR.

anorexia e sangramento Regulação do equilíbrio hidro-eletrolítico e ácido-básico Função endócrina . Azotemia arginina >> compostos guanidínicos Triptofano >> aminas alifáticas ou aromáticas uréia [>380mg/dL] = efeitos tóxicos náuseas. vômitos.eritropoetina e calcitriol .FUNÇÕES RENAIS COMPROMETIDAS Excreção metabólica de toxinas nitrogenadas Ex.

. TFG: entre 80-120ml/min. A Taxa de Filtração Glomerular (TFG) é a melhor maneira de quantificar esta função. ´120 litros de plasmaµ filtrados por dia.FUNÇÃO EXCRETÓRIA DOS RINS O rim executa a sua função excretória através da filtração glomerular. A síndrome urêmica aguda: TGF <30ml/min menos de 30% da função renal.

PARÂMETROS RELATIVOS DA FUNÇÃO EXCRETÓRIA RENAL (1) Uréia plasmática Os níveis de uréia se elevam quando a TFG >= 50ml/min. . Uréia plasmática: 20-40mg/dL Toxicidade: >= 380 mg/dL efeitos adversos ao trato gastrointestinal e à hemostasia.

Sepse. elevando seus níveis. corticosteróides >> catabolismo protéico Dieta hiperprotéica Tetraciclinas . sem queda da função renal: y y y y y Hipovolemia: elevação da reabsorção tubular Hemorragia digestiva: flora intestinal >> hemoglobina >> amônia >> aumento da produção hepática de uréia. desnutrição grave.PARÂMETROS RELATIVOS DA FUNÇÃO EXCRETÓRIA RENAL Obs: A uréia não é o melhor 'termômetro' para se medir a função renal: a) Uma parte da uréia filtrada pelo glomérulo é reabsorvida. b) Há elevação de uréia.

y . molécula armazenadora de energia Tem grandes vantagens para ser utilizada como medida da função excretória renal: a) sua produção diária é relativamente constante y b) ao contrário do que ocorre com a uréia. derivadada creatina. não é reabsorvida pelo túbulo.PARÂMETROS RELATIVOS DA FUNÇÃO EXCRETÓRIA RENAL (2) creatinina plasmática: Não-tóxica produzida pelo tecido muscular.

y um indivíduo desnutrido.PARÂMETROS RELATIVOS DA FUNÇÃO EXCRETÓRIA (2) creatinina plasmática: Os níveis normais de creatinina plasmática dependem da massa muscular do indivíduo. deve estar abaixo de 0.8mg/dL. Ex.3mg/dL pode ser normal.0 mg/dL y . y O valor referência da creatinina plasmática é: Homens < 1.: indivíduo musculoso. uma creatinina plasmática de 1.4mg/dL Mulheres < 1.

. ainda dentro dos valores de referência para o sexo masculino. a creatinina plasmática ´dobraµ dobro. Se o nível de creatinina basal for de 0.2mg/dL.PARÂMETROS RELATIVOS DA FUNÇÃO EXCRETÓRIA (2) creatinina plasmática: É inversamente proporcional à TFG: y Se a TFG diminui para a metade.6mg/dL. y O estágio inicial da IR geralmente não é detectado pela dosagem da creatinina e uréia plasmáticas. o aumento será para 1.

PARÂMETROS RELATIVOS DA FUNÇÃO EXCRETÓRIA (3) clearance de creatinina: É o volume de plasma que fica "livre" da substância a ser eliminada a cada minuto. portanto.tudo o que é filtrado no glomérulo é excretado na urina e. o clearance de creatinina é uma boa estimativa da TFG. Com alguma precisão. . A creatinina não é reabsorvida . depurado do plasma. (Se TFG> 20ml/min). Clearance de Creatinina: 80-120mI/min.

PARÂMETROS RELATIVOS DA FUNÇÃO EXCRETÓRIA RENAL (3) clearance de creatinina Estimativa usando a fórmula de Cockcroft-Gault .

FUNÇÃO TAXA DE FILTRAÇÃO GLOMERULAR Clearance de creatinina: exame de escolha para diagnosticar o estágio inicial da insuficiência renal .

a osmolaridade e o pH extracelular necessitam de uma precisa regulação renal. hipermagnesemia. A Uremia conduz uma série de distúrbios hidroeletrolíticos e ácido-básicos: hipervolemia. Na+. hipocalcemia. hiponatremia. acidose metabólica. hipercalemia. hiperfosfatemia.DESEQUILÍBRIO ÁCIDO-BÁSICO E ELETROLÍTICO Os níveis séricos de K+. .

US renal (como hiperecogenicidade cortical e escaras renais). microalbuminúria. incluindo anormalidades em exames de sangue. proteinúria e hematúria glomerular). Exames de diagnóstico por imagem .CLASSIFICAÇÃO DA IRC . y . de urina (como clearance de creatinina.DIAGNÓSTICO A evidência de lesão renal pode ser definida pela presença de: y Anormalidades patológicas (alterações histológicas) y Marcadores de lesão.

CLASSIFICAÇÃO DA IRC SU .

CLASSIFICAÇÃO DA IRC ² SÍNDROME URÊMICA SBN
Estágio 4

Fase de insuficiência renal clínica ou severa.
y

Disfunção renal. Sinais/sintomas: anemia, a hipertensão arterial, edema, a fraqueza, o mal-estar e os sintomas digestivos são os mais precoces e comuns. Corresponde à faixa de ritmo de filtração glomerular entre 15 a 29 mL/min/1,73 m2.

y

y

CLASSIFICAÇÃO DA IRC ² SÍNDROME URÊMICA SBN
Estágio 4

Fase terminal de insuficiência renal crônica.
y

Falência renal na qual os rins perderam o controle do meio interno, tornando-se este bastante alterado para ser compatível com a vida do paciente. Suas opções terapêuticas são os métodos de depuração artificial do sangue (diálise peritoneal ou hemodiálise) ou o transplante renal. Compreende um ritmo de filtração glomerular inferior a 15 mL/min/1,73 m2.

y

y

MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS DA UREMIA

Osteomuscular: osteodistrofia renal, miopatia proximal Endócrino / metabólico: intolerância a carboidratos, infertilidade, amenorréia, impotência, hiperuricemia, dislipidemia Neurológico: fadiga, insônia, neuropatia periférica

MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS DA UREMIA Neuropatia periférica Complicação mais freqüente da IRC. Os sintomas e sinais motores: fraqueza muscular especialmente para flexão dorsal dos pés e dificuldade de marcha. A melhora da função renal é acompanhada de regressão em grau variável do quadro clínico da neuropatia. subclínica e com variação na sintomatologia. . Há predomínio nos membros inferiores e distalmente Os sintomas e sinais sensitivos: ardência nos pés. parestesia e redução de sensibilidade superficial e profunda.

cãimbras e náuseas convulsões. papiledema e arritmias cardíacas. leve confusão mental. Síndrome y do desequilíbrio: Cefaléia. mioclonias. .MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS DA UREMIA A mononeuropatia pela fístula artériovenosa e a síndrome do túnel do carpo podem ocorrer com parestesias principalmente e limitadas à mão.

hipocalcemia.MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS DA UREMIA Rim: Noctúria. Hematológico: coagulopatia.. . gosto amoníacal. pericardite. anemia. hipermagnesemia Cardiovascular: HAS.. hiperfosfatemia. oligúria. ICC Gastrintestinail: náuseas e vômitos. edema. acidose metabólica. hemorragia. poliúria. hiperpotassemia. soluços.

Pacientes com Hb 11 g/dl (excluídas outras causas de anemia) devem receber ERHu ‡ A diálise adequada melhora a resposta à ERHu .MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS DA UREMIA: ANEMIA Quantificação da anemia pelo valor da Hb e não do Ht Objetivo: atingir Hb >= 11 g/dl.

.

.

EMERGÊNCIAS NO PACIENTE URÊMICO Hipercalemia K > 7.0 mEq/l Sintomas musculares y Alterações no ECG y y Administração y y y y y Gluconato de Ca 10% EV Nebulização com Beta-adrenérgicos Bicarbonato de Na EV Glicoinsulinoterapia. furosemida Indução de diarréia .

EMERGÊNCIAS NO PACIENTE URÊMICO Emergência hipertensiva y y Administração Anti-hipertensivos ² nitroprussiato de Na / outros vasodilatadores Coma urêmico profundo / convulsões y Administração Suporte ventilatório y Anticonvulsivante y .

EMERGÊNCIAS NO PACIENTE URÊMICO Hiponatremia e sintomas neurológicos y y Administração Furosemida EV em altas doses com NaCl hipertônico Hipocalcemia sintomática y y Administração Gluconato de Ca 10% EV .

EV y Ventilação mecânica. se acidose respiratória Hipervolemia com ICC ou edema pulmonar y Administração Furosemida EV y Indução de diarréia y vasodilatadores y .1 y y Administração Bicarbonato de Na .EMERGÊNCIAS NO PACIENTE URÊMICO Acidose grave ² pH < 7.

Exames de rotina: sumário de urina. devem ser solicitados a cada ano. Campanhas contra o tabagismo. drogas. clearance de creatinina estimado. . pelo menos. álcool. dosagens de eletrólitos.PREVENÇÃO PRIMÁRIA DA UREMIA São intervenções que visam impedir o surgimento de doenças renais. creatinina sérica. Melhorias nas condições de saneamento básico e na atenção básica.

PREVENÇÃO PRIMÁRIA DA UREMIA Exercícios regulares ² combate à obesidade >> complicações metabólicas e cardiovasculares Hábitos dietéticos saudáveis: limitação na ingestão de sal.: acidentes de trânsito . Prevenção contra DST s Diminuição da violência social: ex. gordura Vacinação (Hepatite B).

PREVENÇÃO SECUNDÁRIA DA UREMIA Medidas usadas para rastrear e diagnosticar indivíduos com Doenças Renais. Campanhas populares para detectar casos a partir de sintomas: dificuldades urinárias. miccionais. eliminação de cálculos. HAS . hematúria. dor lombar típica. além de impedir que progridam para a IR.

PREVENÇÃO SECUNDÁRIA DA UREMIA Esclarecimento aos médicos das medidas preventivas Detecção e manejo adequado de dislipidemias. HAS. anormalidades urinárias Dieta hipoprotéica: Uso de drogas nefroprotetoras . DM.

cardíaca ou pulmonar terminais. Relativas: idade avançada. insuficiência hepática. recusa do paciente. . É paliativo: y y Impossibilidade de acesso à diálise Casos de contra-indicações para a diálise e transplante: Absolutas: doença mental grave. CA metastático.PREVENÇÃO TERCIÁRIA ² NÃO DIALÍTICO Tratamento e prevenção das complicações (retardar a progressão da IR).

PREVENÇÃO TERCIÁRIA ² NÃO DIALÍTICO Terapia nutricional . Controle da PA Monitorização da função renal Controle de fatores agravantes Preparação para o início do tratamento dialítico .a restrição dietética pode levar a má nutrição).

>> LPP >> Aterogênese Restrição protéica >> produção de uréia diminuída >> melhora a hemodinâmica glomerular >> preserva a função renal Uma ingestão de proteínas próximo ao normal (0.0 g/kg de peso/dia) Suplementação mínima de AA essenciais ou de seus @-cetoanálogos e um aporte calórico adequado para manter o balanço nitrogenado. Inflam.TERAPIA NUTRICIONAL NA UREMIA Base do tratamento: evitar a desnutrição protéico-calórica >> Fat.80 a 1. .

Drogas ´statinasµ .TERAPIA NUTRICIONAL NA UREMIA Tratamento antilipêmico>> progressão da IRC (gênese e piora da esclerose glomerular / fibrose intersticial ² dano hipóxico e inflamação).sinvastatinas Drogas anti ²HAS: Verapamil ² lipídico perfil .

TERAPIA NUTRICIONAL NA UREMIA Deficiências vitamínicas >> prevalente / imprevisível e de etiologia multifatorial Uso de vitaminas do Complexo B + Ácido Fólico (anemia. HAS). .

Fe. Zn voltar . Mg Na: restrito para os HAS e com tendência à restrição hidrossalina Necessidade de água: >> varia >> capacidade de concentração e diluição estreitada >> avalie a diurese habitual e outras perdas e adequar a ingestão hídrica Edema e hiponatremia sugerem acúmulo de água livre >> restrição hídrica Suplementação de Ca.TERAPIA NUTRICIONAL NA UREMIA Restrição de K. P.

A HAS é dos fatores de piora da função renal e progressão da IRC. . PA < 130 x 85 mm Hg se proteinúria <1 g/dia. y Controle da hipovolemia ² fator mais importante na patogênese da hipertensão. ou PA < 125 x 75 mm Hg se proteinúria > 1 g/dia).CONTROLE DA PRESSÃO ARTERIAL NA UREMIA É um dos pilares no tratamento conservador da uremia. Restrição de sal ² cuidado com nefropatias perdedoras de sal.

Uso de medicamentos antiproteinúricos (inibidores da enzima de conversão da angiotensina e antagonistas dos receptores da Angiotensina II).CONTROLE DA PRESSÃO ARTERIAL NA UREMIA Glicemia em diabéticos (glicemia de jejum < 100 mg/dL e HbA1c ” 7%). .

osmóticos e inibidores da anidrase carbônica são contra-indicados. . hipocalemia Diuréticos poupadores de K.CONTROLE DA PRESSÃO ARTERIAL NA UREMIA Manejo da hipovolemia Controle do edema e da HAS insatisfatório >> Diuréticos: Depuração de creatinina < 18ml/min Furosemida ² VO ² 120 a 160mg/dia Bumetanida ² VO ² 6 A 8mg/dia Doses maiores >> ototoxicidade Metolazona ² VO ² 10 a 25 mg/dia Tiazídicos com diuréticos de alça Hipovolemia. piora da função renal.

Diltiazem são melhores para retardar o dano renal na nefropatia diabética.CONTROLE DA PRESSÃO ARTERIAL NA UREMIA Uso de anti-hipertensivos ‡ Vasodilatadores + bloqueador adrenérgico + diurético: efetivos na IR. ‡ Bloqueadores não diidropirimidínicos: Verapamil. voltar . ‡Ex: Minoxidil ou Loniten ( hipertensão grave. com doses iniciais únicas diárias VO (5 ² 10 mg).

em pacientes normotensos. ‡ Na nefropatia diabética ² os IECA. podem causar hipercalemia. em pacientes predispostos ou submetidos a sobrecarga de K.Agravamento da IR por diminuição do fluxo sanguíneo renal. apresentam capacidade de retardar a progressão da IR ‡ Beta-bloqueadores: propranolol . voltar .CONTROLE DA PRESSÃO ARTERIAL NA UREMIA Uso de anti-hipertensivos ‡ IECA: Agravamento da IR por diminuição do fluxo sanguíneo renal em casos de nefrosclerose hipertensiva grave ou estenose de artérias renais.

etc. y Hipertensão arterial severa. secundário a desidratação. y . insuficiência cardíaca. y Uso de drogas nefrotóxicas. sepses. y Obstrução do trato urinário.CONTROLE DOS FATORES AGRAVANTES Tratamento e acompanhamento das nefropatias Investigar possíveis causas reversíveis da disfunção renal: Depleção de volume circulatório efetivo. contraste radiográfico e inibidores de ECA. sangramentos.

Níveis de hemoglobina entre 11 e 12 g/dL. voltar . a acidose metabólica e a desnutrição. Recomenda-se uma avaliação freqüente da função cardíaca. a osteopatia. deficiência de eritropoetina). eletrolíticas.CONTROLE DOS FATORES AGRAVANTES Prevenir as complicações da DRC: y A anemia (Fe. hiperparatireoidismo (mais freqüente e precoce) . as alterações. da circulação arterial periférica e do fundo de olho em diabéticos e hipertensos.

em urgência dialítica. y y .PREVENÇÃO TERCIÁRIA ² DIALÍTICO Terapia dialítica no Brasil y Encaminhamento à unidade de diálise ´tardiamenteµ. de morbidade e de mortalidade dos pacientes. Relacionado a alta taxa de hospitalização. Perda de oportunidade de desacelerar a perda de função renal. isto é.

Anti-HCV.. Perfil viral do paciente: HbsAg. HIV.) ..TERAPIA DIALÍTICA Conversa franca com o paciente e a família y y Boa relação medico ² paciente sobre as opções terapêuticas e com o autocuidado Paciente nega a sua situação clínica por vezes deprimido Treinamento de diálise peritoneal e ambulatorial >> cateter abdominal A realização de uma fístula arterio-venosa protege o paciente de uma intervenção desnecessária de emergência y y É uma barreira na aceitação de sua doença e de seu tratamento. Inserção do cateter Tenckhoff >> Diálise Peritoneal Fístula arterio-venosa >> Hemodiálise Discussão de transplante renal (doador vivo relacionado.

a membrana semipermeável reutilizável Utiliza-se um cateter (rígido ou flexível) para acesso à cavidade Três fases: infusão // permanência // drenagem da solução As trocas são repetidas em perídos de tempo .TERAPIA DIALÍTICA Diálise peritoneal Uma solução hipertônica é infundida na cavidade peritoneal >> transporte transcapilar de água e solutos por ultrafiltração e difusão través do peritônio.

instalado na linha média infraumbilical . sangramento ativo Dificuldade de acesso vascular Crianças Possibilidade de reversão da função renal.TERAPIA DIALÍTICA Diálise peritoneal Indicações: y y y y y y Opção do paciente ICC refratária Instabildade cardiovascular. Para acesso temporário: cateter tenckhoff. doença cardíaca isquêmica.

após treinamento adequado Volume da solução: 2 a 2. Cl.5l média de 8 a 10l / dia Composição: K. Há 4 ² 5 trocas/dia 7 dias /semana . Na. dextrose e dióxido de carbono. y As concentrações deste componentes podem variar. Ca. bicarbonato. mas normalmente esta solução tem a concentração semelhante ao plasma do individuo normal. acetato.TERAPIA DIALÍTICA Diálise Peritoneal Ambulatorial Contínua . Mg.CAPD Realizada manualmente pelo paciente em casa.

TERAPIA DIALÍTICA Complicações Ao acesso Drenagem inadequada // infecção do óstio de saída ou túnel y Extravasamento da solução y À solução y Peritonite // fibrose peritoneal Hérnias // dor lombar // Extravasamento do dialisato // comprometimento cardiopulmonar // hemorróidas Hiperglicemia // obesidade // dislipidemias // desnutrição proteica // hipopotassemia Pressão intra-abdominal y Alterações metabólicas y .

O cuidado na atenção básica minimiza a progressão da DRC.MENSAGEM FINAL Em conclusão. logo da Síndrome Urêmica. . É também um fator de risco importante para DC. a DRC é subdiagnosticada e eminentemente tratável. que afeta mais de dois milhões de brasileiros.

Adequação das doses de medicamentos e evitar os medicamentos nefrotóxicos. Referencia o paciente com DRC urêmico em estágio 4 e 5 ao nefrologista.MENSAGEM FINAL O clínico geral é uma figura muito relevante no cuidado de portadores de DRC: y prevenção e tratamento das complicações da disfunção renal. y y .

E. Yu L. Prevenção e Tratamento da Insuficiência Renal Aguda SBN. Barros.BIBLIOGRAFIA ROMÃO JR.Princípios de Nefrologia e Distúrbios Hidroeletrolíticos ² Guanabara Koogan ² 4ª ed. F et al Nefrologia ² Rotinas.A DRC ² Do diagnóstico ao Tratamento ²² Prática Hospitalar 2007.com/publicaciones/articles/641/2/Enfer medades-quisticas-renales acesso: 09/04/2011 . 1 . Diagnósticos e Tratamento ² Artmed .portalesmedicos. JER .J Bras Nefrol Volume XXVI . . S. Epidemiologia e Classificação . GONÇALVES L.Diagnóstico. R. RIELLA .DRC ² Definição. http://www. Barros EJG.SBN.2º Ed. THOMÉ F. ABENSUR H. JER .nº 3 . MANFRO.2001.Agosto de 2004 ROMÃO JR. Et AL .Supl..

porção ascendente. Grupos que actuam directamente nos túbulos: y Diuréticos de alça: actuam na alça de Henle.DIURÉTICOS . modificando a sua atividade secretora e absorvente. produzem o aumento do fluxo urinário e são mais poderosos do que os tiazídicos. Os diuréticos de alça removem uma grande quantidade de sódio dos rins. dificultando indirectamente a reabsorção da água e sal. e aqueles que modificam o conteúdo do filtrado glomerular. em hospitais eles podem ser administrados por via intravenosa para tratar pacientes com grande excesso de líquido. Eles são freqüentemente utilizados em pacientes com ICC e também são especialmente úteis em emergências. .CLASSIFICAÇÃO Há dois tipos de diuréticos: os que atuam directamente nos túbulos renais. Embora os mais comuns sejam por via oral.

Os tiazídicos aumentam moderadamente na eliminação de urina e são os únicos diuréticos que também agem como vasodilatadores sangüíneos. um problema dos outros tipos de diuréticos acima. Previnem a perda de potássio. y Inibidores da anidrase carbónica: inibem esta enzima nas células do túbulos próximais.CLASSIFICAÇÃO Diuréticos tiazídicos: atuam no túbulo distal. Tratam a maioria de pacientes com pressão alta e são os mais utilizados para os pacientes cardíacos. VOLTA R . Esses são freqüentemente utilizados em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva e são quase sempre prescritos em conjunto com os outros dois tipos de diuréticos acima. Grupos que modificam o filtrado: y Diuréticos osmóticos: são compostos de substâncias hidrofilicas que retêm água por pressão osmótica. o que também ajuda a diminuir a PA y Diuréticos poupadores do potássio: atuam nos receptores da aldosterona nos túbulos distais.DIURÉTICOS .

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