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Resenha Do Livro Conversas Com Quem Gosta de Ensinar

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Published by: Márcia Maria Ribeiro on May 16, 2011
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UNIVERSIDADE VALE DO ACARAÚ – UVA CURSO DE HABILITAÇÃO EM LÍNGUA PORTUGUESA E INGLESA DISCIPLINA: ESTÁGIO SUPERVISIONADO I E II PROFESSORA: DARLENE

ESTÁGIO SUPERVISIONADO I e II RESENHA DO LIVRO

Aluna: Márcia Maria Ribeiro

Fortaleza, Ce. Outubro, 2002

cujo objetivo principal é de refletir a prática pedagógica e o mundo que estamos construindo a partir dos nossos discursos. .APRESENTAÇÃO Apresentamos à Universidade Estadual Vale do Acaraú a resenha do livro CONVERSA COM QUEM GOSTA DE ENSINAR. na disciplina Estágio Supervisionado I e II. de Rubem Alves.

19-20.” (Alves. então. “O educador. ao contrário. faz com sua paixão realidades sejam transformadas. ou programas que pudessem trazê-lo à luz. Editora Cortez. Não se trata de formar o educador. p. o livro desenvolve um diálogo com o leitor sobre o que poderia ser considerado importante para compor um bom programa de formação de professores. Rubem. São Paulo: Cortez. Quando solicitado para fazer esse programa de formação. e os animais domésticos façam poemas e tenham loucuras sobre o selvagem que habita cada um deles. educador e educação. São Paulo: Cortez. um currículo. é um fundador de mundos. Para atender a esses interesses. 27ª ed.) Dessa forma ele apresenta que é necessário despertar o educador para que ele possa voltar a ser o agente que com seu discurso faz com que muros caiam. 27ª ed. Ele considera que o que é experimentado não precisa ser ensinado e nem repetido para ser memorizado e que quanto mais separado da experiência um conteúdo estiver. Não encontramos sujeitos portadores de uma subjetividade livre de valores pessoais. Eucaliptos não se transformarão em jequitibás. 102 págs. como se ele não existisse.Rubem Alves.) Rubem Alves escreve ainda que toda teoria social é teoria pessoal. a menos que em cada eucalipto haja um jequitibá adormecido. Ele apresenta o professor como um funcionário de uma empresa apenas e que atende diretamente aos interesses do sistema.” (Alves. o educador foi distanciado do seu ideal de educador e passou a ser um mau funcionário já que o seu ritmo não segue o ritmo do mundo das instituições. pastor de projetos. “Não é por acidente. “Conversas com quem gosta de ensinar”. mediador de esperanças. O autor ainda vê como ilusão o fato de algumas pessoas possam alcançar ser educadoras. mais dificilmente o aprendizado. .“Conversas com quem gosta de ensinar” . que os professores sejam aqueles que sonham com os educadores e os funcionários tenham visões de liberdade. Rubem. “Conversas com quem gosta de ensinar”. Isso significa dizer que ser impessoal é pretensão. 1993. O que está em jogo não é uma técnica. Com reflexões sobre professor. 1993. o autor fez uma diferenciação importante sobre ser educador e professor. uma graduação ou pós-graduação. 29. Como se houvesse escolas capazes de gerá-lo. p. As instituições passam a ter autonomia já que existem e são regidas por leis e ficaram independentes dos envolvidos.

ele começa a questionar o que tem produzido o discurso que tem saído de nossas aulas. São Paulo: Cortez. É a partir desse conhecimento que ele organiza o seu comportamento. 66. algo que não existia antes e que passa a ser agora tão real quanto o instrumento que produziu a música. O homem chega à linguagem a partir do que conhece.” (Alves. além de agitá-lo como quem agita uma bandeira de tréguas entre idealismo e materialismo. treliça em que a vida se entrelaça. Em comparação com a ciência. o autor propõe o pensamento de teses de coletivas de mestrado ou doutoramento mesmo que nessa forma apareça o problema de avaliar individualmente por caracterizar-se um trabalho coletivo. Ele começa a fazer o reconhecimento do instrumento através da observação e experimentação. Amar. 1993. Como difícil é para o cientista poder pesquisar um fenômeno em sua globalidade. libertar e agir. como ela é formada dentro de cada pessoa e como ela passa a ser vista ou considerada. Em seu último capítulo ele começa a definir a linguagem. experimenta e vive. a mensagem que fica sobressalta é a de Skinner. 27ª ed. o que elas têm realizado. (. 1993.) E assim acontece com a ciência. E assim. O autor diz que “Educação é o processo pelo qual aprendemos uma forma de humanidade. Rubem Alves admite que o método não pode ser considerado acima da determinação da pesquisa. ele começa a produzir a música.) Ele considera que muitas vezes o discurso silencioso fala mais alto.. com o evento de falar. E ele é mediado pela linguagem. p.” (Alves. acordar. Rubem..“O meu problema é que não sei como operacionalizar o conceito. Dessa forma parafraseando. com o ato de ensinar. 27ª ed. porque os limites da minha linguagem denotam os limites do meu mundo”. que realidade nova elas estão criando. 47. diz que usando o método de Skinner de ensinoaprendizagem para comunicar a doutrina de Freud. onde viver e andar. Linguagem. Com uma comparação de um organista que se depara com um instrumento novo o qual nunca havia usado antes. “Conversas com quem gosta de ensinar”. O leitor que tentar fazer a leitura do livro “Conversas com quem gosta de ensinar” terá nele uma boa reflexão para compreender melhor a prática educativa.) É impressionante ainda como ele faz a consideração da atividade exploratória do real para daí construir o possível. de nossas práticas educativas. “Conversas com quem gosta de ensinar”. Rubem. sulco em que a ação se escoa. São Paulo: Cortez. Aprender o mundo humano é aprender uma linguagem. Ele sugere que o ponto inicial da pesquisa não seja a metodologia e sim a relevância do problema. .. rede em que o corpo descansa suspenso. p. Terminado o momento epistemológico. “Porque a palavra é uma entidade material.. teia sobre o espaço. Ele passa a produzir uma nova realidade. terminado o conhecimento.

CONCLUSÃO Concluímos que as Universidades precisam repensar os seus programas curriculares pois precisam avaliar o que realmente pretendem com .

BIBLIOGRAFIA . mas deve tratar de construir uma realidade possível a partir do estudo do real. Mas elas precisam.a prática pedagógica desenvolvida em seus campos universitários. criar uma realidade possível. As Universidades tem o real: o mundo. a partir dele. Não se trata de querer desenvolver o ensino pelo conhecimento por ele mesmo.

27ª ed.Alves. “Conversas com quem gosta de ensinar”. São Paulo: Cortez. . Rubem. 1993.

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