.B8~a
Beca Produções Culturais Ltda. Rua Capote Valente 779 inheiros ~-

+++
Jonathan Culler

Teoria Literária
Uma Introdução

DEDALUS - Acervo - FFLCH-LE

11111111111111111111111111111111111111111111111111111111111I1I111

21300106963

.B8~a

7
<"~l

II

nirodução
Em tom de conversa o tempo rama tura todo no texto deste das principais ao longo informal -, Jonathan e amigável Culler com o leitor críticos um roteiro, - o você que aparece panoda literae e teóricos nos oferece um surpreendente questões século. Culler que têm Preferindo acaba preocupado organizar propondo que sua abordagem de informações o próprio que servirá por tópicos mais detafundamento principal-

li

não por escolas to, que permite

críticas, ao leitor

ou um mapeamen-

interessado

sair em busca

lhadas, a partir dos aspectos essenciais da criação e do desfrute da literatura. Trata-se, mente síveis evidentemente, prazerosos. rumos, para abrir caminhos e, sobretudo, e sugerir e para tudo mostrar

constituem

de um livro de iniciação, que eles podem Isto, porém,

ser leves, compreende apresentar de leituras resumo das

não lhe tira o mérito por indicações faz um pequeno ousadas

as questões

complementado

suplementares e por um Apêndice, em que Culler principais escolas críticas do século XX. Com a coragem de fazer escolhas e de assumir Culler acaba por fornecer, ao longo da exposição, entar o leitor pelos meandros da teoria literária. Como se trata primeiro lugar, que de um livro de iniciação, não há teoria ou crítica

posições

teóricas,

um guia valioso, fazer duas

que pode oriEm e a

é justo neutra.

advertências. o caminho

Portanto,

,I

posição teórica adotados por Culler são apenas uma das opções à disposição de quem se aventura pelo território da teoria. Há outras, evidentemente, como se procura modos apontar em algumas das notas apensas modos ao texto. esses às quais nem As teorias críticos, refletem marcados nem teórieditorial com de as de ler o mundo e a literatura, profundamente

pelas injunções históricas, políticas e sociais cos, nem autores, nem leitores estão imunes. A segunda incluir manual referências cer, sempre zação, grande notas advertência ou comentários literárias que e críticas diz respeito que feitas haja ao longo

exatamente Como leitores

à decisão se trata

do texto. por Culler.

de um pequeno por fornea locali-

de iniciação,

admitiu-se algumas colocar em suas bem

não familiarizados portanto, para facilitar

Optou-se, mínimas do leitor

possível, com isso,

informações à disposição incursões o espírito

no tempo utilidade

e no espaço, e valia e para

dos autores

referidos. brasileiro um livro de literária. linha seu em cada pelo terreno da teoria

Espera-se, Finalmente,

registrar

que transparece

e em cada capítulo prefácio:

do livro, vale ressaltar

a sugestão

com que Culler encerra

DIVIRTA-SE!
OS EDITORES

7

que vêm de seu desafio amplo ao senso comum e de suas investigações como se cria sentido dedicar-me e se configuram as identidades humanas.tais como o estru- a psicanálise. enfocando questões e debates impor- tantes sobre eles e sobre o que penso que deles foi aprendido. é melhor discutir do que fazer um das escolas teóricas. a uma série de tópicos. A teoria é tratada como uma série de "abordagens" cada uma com suas posições e compromissos teóricos que as introduções o feminismo. Esta é a razão por que falamos e não apenas sobre teorias específicas. identificam a desconstrução. qualquer pessoa que leia um livro introdutório sobre teoria literária tem o direito de esperar uma explicação de termos tais como estruturalismo movimentos e desconstrução./ Muitas introduções entresi. Para introduzir questões e asserções partilhadás É ria. à teoria literária descrevem uma série de "escolas" que competem Mas os teóricos. Todavia. que pode ser lido em Divi rta-se! pri meiro Iugar ou consu Itado constantemente. movimentos . Tratar a teoria contemporânea de abordagens ou métodos de interpretação que competem a respeito de Preferi entre si deixa escapar muito de seu interesse e de sua força. críticas. o marxismo e o noa teo- vo historicismo sobre "teoria" panorama .têm muito em comum. li s . críticos importantes Ofereço breves esboços de escolas ou no Apêndice. preferível discutir debates importantes como que não opõem uma "escola" a outra mas que podem marcar divisões evidentes no interior um conjunto dos movimentos. turalismo.

apenas "teoria" pura e simples.não teoria da literatur~. pode ensinar ou estudar teoria. Às vezes. Você pode se envolver com a teoria. pode odiar a teoria ou temê-Ia./ umarlO 1. a teoria de alguma coisa do que uma atividade menos uma explicação . contudo.algo que você faz ou não faz. muito a entender o que é teoria. "Teoria do quê?" você gostaria mente difícil uma teoria abrangente de perguntar. à sistemática e dos seus métodos de análise. fala-se muito sobre teoria . elas não se referem à demasiada reflexão sobre a natureza da literatura literária. Elas dades distintivas da linguagem têm outra coisa em vista. veja bem. difíceis. A "teoria". leitura demais de textos psicanalíticos. políticos e filosóficos estrangeiros). Não é a teoria de qualquer coisa em particular. ou ao debate sobre as qualipor exemplo. debate demais sobre questões gerais cuja relação com a literatura quase não é evidente. explicação nos dizem. literários. Quando as pessoas se queixam de que há teoria demais nos estudos literários sistemática nos dias de hoje. ajuda a natureza dos estudos mas aqueles que dizem isso não se referem à teoria literária. O que é Teoria? 11 95 127 26 84 48 59 107 118 136 72 ~ . Para qualquer um fora do campo. A teoria é um punhado de ela significa Jacques Derrida. nos dias de hoje. de coisas em geral. O que têm em mente pode ser exatamente que há discussão demais sobre questões não-literárias. É surpreendentenem parece dizer. mudou radicalmente da natureza da literatura Nada disso. Longe disso. Michcl 11 nomes (principalmente 10 . esse uso deve parecer muito estranho. 1 que é Teoria? Nos estudos literários e culturais.

. plo. 9ferecem explicações npvas e persuasivas acerca de questões textuais e culturais. ou produAs obras não mais certa.Foucau[t. e portanto uma possível teoria. A designação e reoriefitar mais conveniente o apelido teoria. é uma definição literários foram insatisfatória adotados mas parece desde o decênio de 1960: textos de por pessoas dos ou da mente. chegar aqui". se Michael e Samantha estavam tendo um caso. Por outro lado. isso poderia ter tido dissesse: "Minha é especulação que poderia não ser cuja verdade ou falsidade têm efeitos que vão além de seu campo original. história. ela deveria envolver uma certa complexidade: "Minha teoria é que Laura sempre esteve secreta mente apaixonada não pode ser óbvia. caná[ise. Car[yle e Emerson. ou sobre os métodos para seu estudo (embora essas questões aqui. é preciso perspicácia teórica para concluir de Laura para com Michael.~ . afetada poderia ser difícil de demonstrar.. Obras con- suposição é que .. psiAs e sociologia.. uma explicação não apenas não deve ser óbvia. que passou a designar a reflexão em campos outros pertencem. inclui obras de antropologia. as relações entre históricas mais amplas e e privada pai e que Michae[ jamais conseguiria se tornar a pessoa certa': Uma teoenvolve ria deve ser mais do que uma hipótese: relações complexas de tipo sistemático entre inúmeros fatores. como aquilo que muda diferent~: a • visões os pontos de vistas das pessoas. ou da simples captar o que aconteceu fora do campo dos estudos estudos literários pelo que Mary diz. nesse sentido. para contar como uma teoria. não é uma explicação sobre a natureza da literatura 2. natureza e cultura. história social e inte[ectual obras em questão são ligadas a argumentos "teoria" porque suas visões ou argumentos tivos para pessoas que não estão estudando que se tornam "teoria" experiência experiência pública individual. "Minha que não aqueles aos quais aparentemente sideradas como teoria Essa explicação realmente culação". Então o que é teoria? Parte do problema reside no próprio termo teoria. Não esperamos que o falante continue: "Minha teoria é que é porque Michae[ estava tendo um ca'so com Samantha". por contraste. moral. que começou no século XIX: "Tendo começado na época de Goethe.:. há o uso mais comum da palavra teoria. principalmente nos capítulos um conjunto de reflexão e escrita cujos limites são excessiva12 sejam parte da teoria e serão tratadas É Se a teoria é definida por seus efeitos práticos. pelo oferecem explicações que outros podem usar sobre. Macaulay.imitado de textos sobre tudo o que existesobo sol. mente difíceis de definir. filosofia. nos estudos literários. um conjunto estabelecido de proposições. por exemplo. Essa é a explicação obras que conseguem contestar teoria aqui? Em primeiro lugar. teoria corpo. nem filosofia é simplesmente um novo tipo de escrita que nem desse social. escrita. Uma teoria. literatura. teoria sinaliza "espenão é o mesmo que uma suposição. Dificilmente alguma relação com a atitude é que. a amiga deles. ou da cultura. "Minha teoria é ~ue . Judith But[er. sentido. minha teoria é que . Luce Irigaray. "Por que Laura e Michae[ romperam?" "Bom. O filósofo Richard Rorty fa[ade um gênero novo. Se tivermos esses fatores em mente.5 e 6).tudo literário mas um grupo il. dos problemas mais técnicos de filosofia acadêmica cinema. uma explicação porque suas análises da linguagem. questão de conjectura.. Jacques Lacan. Por um lado. não é um conjunto de métodos para o e. falamos de "teoria da re[atividade". que por acaso eu não sei: "Minha suposição ~ que Laura se cansou das críticas de Michael. estudos . e não é fa'Ci[mente confirmada ou refutada. desenvolveu-se história inte[ectual. Mas uma teoria mais simples daquilo que faz com que algo conte como teoria. mas tornam-se foram sugestivos aquelas disciplinas.. mas tudo não é nem a avaliação dos méritos relativos das produções literárias. Mas geralmente.de ciência. Gayatri Spivak. as faz pensar de maneira respeito de seus objetos de estudo e de suas atividades de estudá:-Ios. que tipo de efeitos são esses? O principal efeito da teoria é a discussão do "senso comum": de senso comum sobre sentido. mas descobriremos com certeza quando Mary. política.os de gênero. " sugeriria que há uma resposta correta. se o falante caso com Samantha". por exemplo. Por exem- 1. a teoria questiona experiência. Louis A[thusser. O interessante teoria é que Michael estátendo um uma' desse caso torna-se que. O gênero da "teoria" estud. que faz gestos em duas direções. Teoriá. nem profecia isso combinado gênero misturado num novo gênero"." também pretende dar uma explicação que não é óbvia. " O que significa misto. o funcionamento e entre forças de repente a existência nessas áreas.) da psique. Isso não contaria como unia teoria. até os modos mutáveis nos quais se fala e se pensa sobre o história da arte. ~ torna-se mais fácil compreender o que se entende por "teoria': Téoria. lingüistica.

sobretudo. numa unidade artificial. século do modo como o sexo tornou-se da identidade como do indivíduo. moralistas. (N.T.. Daí o fato de que."discursos" em que esperamos que nossa inteligibilidade venha daquilo que. numa experiência ou num estado de coisas que ela expressa. ele tornou-se mais importante para nós do que nossa alma. Como crítiéa do senso comum e investigação de concepções alternativas. conversas e escrita . A sodomia era um ato. com as circunstâncias chamada "sexo" foi vista como a causa da variedade de fenômenos que haviam sido agrupados para criar a idéia'. por muitos séculos. sensações e funções biológicas criaram algo diferente.que se juntaram no século XIX. reprimiram para liberar. funções biológicas. condutas. através uma unidade artificial. FOllcault também examina a histtÍria das atitudes ocidentais em relação à s-:xualidade desde os gregos em A História da Sexualidade. Foucault observa que atingimos o que ele chama de "a hipótese e que os modernos lutaram sugere Foucault. dade foram de fato modos de fazer existir essa coisa que chamamos "sexo'~ Foucault escreve: "A noção de sexo tornou possível agrupar. Todos os tipos de conversa psicólogos. num momento • ou a noção de que a realidade é o que está "presente" dado. mas contrastantes. um segredo a ser descoberto em toda parte': Foucault não está negando que haja atos físicos de relação sexual. Está afirmando que o século XIX encon'trou novas maneiras de agrupar sob uma basúnica categoria ("sexo") uma gama de coisas que são potencialmente A teoria é muitas vezes uma crítica belicosa de noções de senso comum. o historiador intelectual Michel Foucault' considera sexual" e de nossa "natureza ponto sexual". o segredo do ser é a criação. o temor reverencial com o qual o cercamos. senso comum sobre "sexo". de fato. 14 . ou "práticas uma fonte-chave em resumo . "escrita" e "experiência". • ou a idéia de que a escrita é uma expressão éuja verdade reside em outra parte. do "homossexual" tentes sociais. que chamamos sexuais. que passou a ser tratada como fundamental de uma inversão das prede missas ou pressupostos mais básicos do estudo literário. Filósofo estruturalista francês. XIX. a teoria envolve um questionamento O tante diferentes: certos atos. vamOs mergulhar casos relacionados direto em dois textos difíceis de dois dos que envolvem críticas de idéias do francês de história mais celebrados teóricos para ver se podemos entendê-Ios. mais ainda.. tidade do indivíduo. o cuidado que tomamos para conhecÊ-lo. uma tentativa cussão como "senso comum" de mostrar que o que aceitamos sem disé. particularmente o século XIX. As maneiras como as pessoas falam sobre e lidam com essas condutas. prazeres. e nos possibilitou usar essa unidade fictícia como um princípio causal. quase um tipo. "sexo" é uma idéia complexa produzida investigações.) nava uma questão não de atos mas de identidade. por uma gama de práticas sociais. uma construção histórica. sentidos sociais. um sentido onipresente. Daí a importância que lhe conferimos. nossa identidade. chamada "sexo". partes de corpos. no uma "espécie". ou que os humanos tenham um sexo biológico e órgãos sexuais. ao longo dos séculos.• a concepção de que o sentido de uma fala ou texto é o que o falante "tinha em mente". elementos anatômicos. não se alguém havia realizado atos proibidos mas se ele "era" um homossexual. políticos . Um caso ilustrativo do indivíduo. escreve Foucault. conhecido pelo seu exame dos conceitos e códigos pelos quais as 'sociedades operam. 1 Michd Foucault (I ()2(1-1 (}X·O. uma teoria específica que passou a nos parecer tão natural que nem ao menos a vemos como uma teoria. mas "o homossexual 1. romancistas. Esse processo conferiu à sexualidade uma nova importância e um novo papel. a perturbação qualquer coisa que pudesse ter sido aceita sem discussão: lê. Longe de ser algo natural que foi reprimido. Estudioso da história da loucura e das origens do moderno sistema penal. tornando a sexualidade do "impulso o o segredo da natureza do indivíduo. Em seu livro A História da Sexualidade. discursivas" assis- repressiva": a idéia comum de que o sexo é algo que períodos mais antigos. foi pensado como loucura . clero. por parte dos médicos.que ligamos com a idéia da repressão da sexuali- Períodos anteriores indivíduos haviam estigmatizado os atos de relação sexual entre mas agora isso se tor- do mesmo sexo (tais como a sodomial.5 era agora uma espécie". publicado em três volullles entre 1976 e 1984. Falando da importância de uma "teoria"? Ao invés de falar sobre a teoProponho dois ria em geral. para a idenessa coisa crucial. distinções biológicas. reações psicológicas e. daquilo que foi percebido como um impulso inominado. ou age? Como os textos se relacionam são produzidos? O que é um exemplo que é sentiem que do? O que é um autor? O que é ler? O que é o "eu" ou sujeito que escreve. Daí. sensações.

A idéia de que o sexo está fora do e em oposição ao poder oculta o alcance do poder/conhecimento.lilll produziu o "sexo" como o segredo da n:lIUIl'/.:lO duzido pelos discursos de especialistas.so:l'. como o "sexo".l estudam oposição entre um:l '. Não é uma teoria da sexualidade de axiomas que passam por universJis.15 fOr\.o referencial conceitual O poder/conhecimento produziu. é a tentativa Uma característica oferece "lances" outros tópicos.li. a idéia de mente básicas. 1:1/('nl l'xi'.II. :1lI ('Ollil:'llio.a análise de um conceito . O que pensamos saber sobre o mundo .Anteriormente. Os modernos. a literatura é um dos lugares que a rcprinH'lll trabalham '. Observe-se também não fala absolutamente ser de grande Primeiramente. por exemplo. sos que tentam humanos.mas no sentido de que não há evidênplausível ria. A teoria aqui em Foucault é analitica especulativa "teoria" porque inspirou e foi Jdotado por pessoas de um A análise de Foucault é um exemplo de um JrCjumento do campo da história que se tornou em outros conjunto campos.] intcrlicpendi'n('i:l7 til I em geral. estaque o poder estabeleceu . não é al90 que alguém exerce mas "poder/conhecimento": poder sob a forma de conhecimento ou conhecimento como denpoder.como algo que as forças sociais tentam . são produzidas como natural. O que se 9Clnha qU:lIlliu e55:l illil'lti('pl'lIdi'ncia um. dos a práticas sociais e instituições clero.l (":1 '. Produziu asituação que define uma mulher como trata o sexo como um efeito e não uma causa. Invertendo descrever esse quadro e acusaram e reprimir o sexo que esses discursos e práticas sociais de tentar controlar esse processo. cursos do conhecimento Foucault.:15 '-. Foucault foi especialmente objetos históricos: coisas como "sexo". onde essa idéia de sexo é construída. Mas aos próprios disque identificam em vão controlar na medida em que essa coisa chamada absolutamente de Foucault. tratam os fenômenos esses discursos representam o sexo como algo anterior cursos. Na realidade. em que somos definidos pelo nosso sexo. para Foucault. havia atos homossexuais nos quais as pessoas poderiam se de um cerne ou essência Ele é Foucault dá é que isso mascara o caráter difuso do poder: pensamos que estamos resistindo mos trabalhando ao poder defendendo inteiramente o sexo. de modo geral.('xll:i1iti:l(k é sobre sexo. interesse a literatura as pessoas que Foucault aqui POdl'Ill 11'. pelos discursos ligavariadas: o modo como os médicos.ovidi:ncia (I desejo que sentem por um outro ser humano. O poder. podcli.) Foucault chama essa espécie de investigação de uma crítica "genealó9ica": Essa critica uma exposição de como categorias supostapor práticas discursivas. "sexo" ! nos termos envolver. analisar. o sociais. 1)('llJlIlll:lI das pessoas estão ligadas ao tipo de de Foucault foi o romance assim como para de novos IJln:1 p.1II:L il'ori:] é que ele de que de que do pensanll'nlo que :lS Ill". ao contrário.exerce grande poder. . que não ha- ele reprime. I'nll(' ('. a análise de Foucault e regular as Jtividades dos seres tro do qual somos levados a pensar sobre o mundo . é mas procura tenha provado literatura. como um dado.:11 pensar sobre :10 (k roucault n:i1ll1:i1 (' dS forças sociais urna relação ("sexo") posterior :1 coisa Um<Jdessa plovidi'n('i:I'. aceitaram estão de fato construindo.sexual pensada como determinante um homossexual? Na explicação para o próprio ser do indivíduo: Dizendo de outra forma. quando. para embora sua teoria que mostrar como a noção foi criada.o poder parece limitado. mais amplas. como o produto de discur- alguém cuja realização como pessoa deve residir numa relação sexual com um homem. q'rt's humanos que 11l1l1l.li'.1'1. e até mesmo os como sexuais. Encoraja-nos no sentido Lia prcLcnde ser uma análise de um desenvolvimento implicações hístórico específico. A explicação para as pessoas que estudam aqueles que trabalham um bônus. se Cl5sim o quisell'nl que se ganha com o ocultamento uma oposição dessCl cumplicid:Hk e não como Ii potil'l (' Ii sexo que se diz qúe é vista como A resposta que na área dos "gay and lesbian studies" e do gênero influente como oinventor e "loucura". de fato. a suposta ("poder") que afirmJm de conhecer J verd:Hk soiln' li'. qUI' "(' iorn. "punição" 17 .IIIjI". Isso não podni:l. m:lS c1ar<Jmente tem J suspeiL:lr do qUI' (' identificado conlr:'Hio. os funcionários romancistas. ter sido proa disde N:l explicação PCI:1Spr:'i1ic:ls vinculJdJs l!l'sl'r('vi"lo7 cia que se poderia citar para mostrar que essa é a hipótese correta sobre a sexualidade.1 notáveis não tenta nos dizer o que o sexo "realmente" de literatura. os assistentes parece residir fora do poder . P:H:l conlrO!. está em toda pa rte. agora era uma questão. (Há muitas evidências que tornam sua explicação mas nenhum teste decisivo.o(-i. não muito poderoso (ele não pode domar o sexo). o "sexo" é construído públicos. que as identidades importante mais profundas onde achamos promovida cumplicidade: aparentemente . a situação o poder é difuso. Há diversas coisas importantes é também inerentemente a observar sobre esse exemplo de teo.

víamos pensado anteriormente como tendo uma história. Numa ência para perceber quão agradável é agir através das mãos de outrem e providência esse caso específico 2 lacgues Derrida (1930-). que não está ali para explicar ou corrigir. Rousseau não levando acad2mico em conta dos filósofos as formas (1712-1779). Como não existe outros neutralidade modos que. mas completa- Rousseau é um escritor do século XVIII francês a quem muitas à luz a noção moderna a "realidade" um pouco de pano de fundo. que opera na ausência do falante. pois não é preciso muita experio mundo caracteristica simplesmente da teoria.. sentido mulações. A escrita "completa" a fala suprindo algo o modo como as práticas discursivas podem ter conformado essencial que estava faltando ou acresce algo que a fala podia muito bem passar sem? Repetidas vezes Rousseau caracteriza a escrita como mero acréscimo. até mesmo uma "doença da fala": a escrita consiste em signos que introduzem a possibilidade de mal-entendido já que são lidos na ausência do falante. 3 Jean-Jacques muitas maneiras. a escrita serve apenas como um suplemento da fala". (N.Para R~usseau. Tentarei De a algum mental que determina as oposições os limites bin. quando escreve: "As línguas são feitas para serem faladas. teórica Sua crítica ao conceito de "estrutura" e ao estruturalismo o pressuposto estilo na base da desconsde que as estruturas de uma posição cOITespondem declaradamente padrão "pós-estruturalista". o mais influente. enraizado que questioúa como um exemplo de uma estrutura ca da suplementaridade" lógica é uma estrutura de suplementação comum ou de uma lógica: uma "lógi(fala) passa a precisar (escrita). tal como a possibilidade Por exemplo. Aqui Derrida intervém. nessa visão. conheceriam meu valor" . por exemplo. seu "verdadeiro" eu interior é diferente do eu que aparece nas conversas com os outros e ele precisa escrever para suplementar os signos enganadores de sua fala. são apenas um modo de afetar ou infectar o penao passo que a escrienganador de um à verdade ou às idéias. à escrita: como a escrita. filosofia ocidental ter trazido distinguiu nas Confissões de Jean-Jacques do eu individual. A escrita é um suplemento crianças. perguntando "o suas próprias fraquezas . não expressam automaticamente mas estão abertos à interpretação. A escrita previamente pretendido atribuídas prova ser essencial porque a fala tem qualidades tes. ele precisa de signos porque as coisas elas próprias 12 19 . que passou para o'senso comum. foi tratada como uma representação e derivada da fala. um extra desnecessário. entre Em suas forrazão/desrazão: ocideixa que ele descobre nas obras de Rousseau. suplementar movimentar da fala mas a fala já é um suplemento: rapidamente as escreve Rousseau. Suas obras que é um suplemento? completa "O Webster define suplemento como "algo que tratam dessas coisas como construções rajam a examinar inclusive a literatura.poderíamos comOa revisão examinar uma feita por Foucault da história da sexualidade no interior da "teoria" francês contemporâneo mas com traços que ilustram Jacques Derrida' a respeito de uma discussão sobre escrita e experiência vezes se credita Mas. Os signos ou representações. não deveriam atrapalhar. ta. um dos mais proeminentes pensadores do movimento trução. ela consiste em signos que não são transparenpelo falante. históricas e desse modo nos encode um período. ao privilegiar e linguagem prática (N.. descol1sidera. fica claro que.entre mundo literatura e mundo. Culler porque prova ter as mesmas qualidades originalmente apenas do suplemento na teoria ou na crítica. Embora Seu pensamento tenha sido o menos o nascimento modernos. discussão. ou presença imediata do pensamento. segundo os desconslfucionislas. Rousseau escreve em suas Confissões. da sociedade. dos signos que o expresser tão transpaa fala pareceu a sam. Filósofo nascido na Argélia e educado na França. e entre de discutir de ler as relações .. o pensamento teórica. Mas. dental (ver apêndice).) social.como uma realidade "interior" Para um segundo exemplo de "teoria" algumas diferenças análise do filósofo RousseauJ• . suas obras na realidade tratam-na como aquilo que completa ou compara a pensa algo que falta à fala: repetidas vezes a escrita é introduzida compensar as falhas da fala. manifestação artificial signo. Essa onde a coisa suplementada a desconstrução propõe que se desmontem fala/escrita) (por exemplo...írias da inteligibiJidadc. A desconstrução de signififoi. marcou do Romantismo. embora ele chame a escrita de um extra desnecessário. um signo potencialmente Rousseau segue essa tradição. a as próprias de mal-entendido. movimentando Derrida trata a língua". e deveriam Nesse referencial. pós-estruturalista. Rousseau precisa da escrita porque a fala é mal interpretada. caracterizam essa posição natureza/cultura.T. que inauguram desconhecida que escolheu escrever suas Confissões e esconder-se da sociedade porque na sociedade se mostraria mente diferente "não apenas em desvantagem do que sou . as pessoas nunca da "aparência". primeiro. Se estivesse presente. a noção de literatura como cação no contexto das condições reais de sua produção. noção do ser .T.) modo mais geral. coisas de suas representações chegar à realidade. homernlmulher. de pensadas como característica explicar. sem coisas que aceitamos ou faz um acréscimo". e o pensamento Tradicionalmente. samento ou verdade que representam. aprendem a usar a fala "para o sentido rentes quanto possível.tão influente .

numa frase famosa de Derrida. Sua ausência. O que aprendemos partir desses textos é que a idéia do original I original é sempre adiado . E a cadeia de substituições pode ser continuada. Isso não significa que não há nenhuma diferença entre a presença de "Mamãe" ou sua ausência ou entre um acontecimento "real" e um ficcional. Nas Confissões. e Derrida são muitas vezes agrupados juntos 21 como "pós- que ainda exige mediações e suplemenJos. à mesa. "11n'y a pas de quando você pensa que está realidade".. a Nunca acabaria se fosse descrever em detalhe todas as loucuras que a recordação de minha querida Mamãe me fez cometer quando não estava mais em sua presença. como dizemos. mesmo em sua per- são na realidade responsáveis pela percepção é criada pelas cópias e queo de que há algo lá (como Mamãe) para apreender.uma mãe que não teria sido suficiente mas que teria. Um dia. de presença imediata. fracassado em satisfazer e teria exigido suplementos. na presença a estrutura. com o inter- mediário". Quão freqüentemente beijei minha cama. ansiosamente o agarrei e o engoli. É coisa ela mesma. cometi extravagâncias que apenas o amor mais violento parecia capaz de inspirar. escreve Derrida. Rousseau continua: a mesma necessidade de suplementos. etc. mais signos. assim que ela pusera um pedaço de comida em sua boca. própria presença. Mesmo se Rousseau viesse a "possuí-Ia". já que pertenciam a ela e sua lindamão as tocara. e do original como algo que esteve uma vez presente. . Para Derrida. ele ainda sentiria que ela lhe escapava e podia E a própria "Mamãe" é apenas ser esperada com ansiedade e lembrada. nunca existiram. uma substituta da mãe que Rousseau jamais conheceu . Mas acontece outros. que multiplica "Através dessa série de suplementos". ou signos Mas de aces- com sua presença. o que tentamos mostrar ao seguir o fio de ligação do "suplemento perigoso" é que. mesmo em sua presença. sempre já fugiram. Esses diferentes tos ou substitutos objetos funcionam na sua ausência como suplemenque. ao invés de pensar a vida como algo a que se acre?cem signos e texdeveríamos conceber a própria vida como coberta de significação. siste. como todas as mães. prova ser insustentável: a experiência é sempre mediada pelos signos e o "original" é produzido como um efeito de signos. u Natureza. sobre o qual me prostrei. à que a realidade é anterior significaçao que. nunca houve nada exceto suplementos e significações substitutas que poderiam somente surgir numa cadeia de relações diferenciais . . exclamei que vi um cabelo nele. Foucault que produzem o senso da própria coisa que elas :w . como muitos tos para representá-Ia. a necessidade de suplementos. aquilo que inaugura o sentido e a linguagem é a escrita como desaparecimento da presença natural. cepção originária. Quanto mais esses textos querem nos falar daimportância mais eles mostram a necessidade Esses signos ou suplementos de' intermediários. tornada escritos podem afirmar realidade demonstram hors-texte" de sua presença. que. é a mesma. so imediato dela também é primeiramente contrastada acontece que a presença dela não é um momento de satisfação. o que encontra é Escreve Derrida. o que é nomeado por palavras como "mãe real". A conclusão é qu'e nossa noção de senso comum a respeito da realidade como algo presente.. de signos. em cuja casa morava e a quem chamava de "Mamãe". a mesma estrutura. os textos de Rousseau. pensando que ela andara sobre ele. Ela colocou o bocado de volta no prato. até mesmo o chão. sem suplementos ou signos. cadeias de suplementos. Daí o incidente grotesco de engolir o alimento que ela pusera na boca. a de uma série encadeada mediações suplementares a presença dela que mostra ser um tipo específico de ausência. minhas cortinas e toda a mobília do quarto. à o que é por processos Os textos mas na Às vezes. no que chamamos de a vida real dessas criaturas "de carne e osso". Rousseau descreve seu amor de adoles- adiam: a impressão da coisa ela mesma. pois lemos no texto que o presente absoluto.para nunca ser apreendido. E assim por diante indefinidamente.não satisfazem. "surge uma lei: inelutavelmente as infinita. propõem presença. recordando que ela dormira nela. nunca houve nada exceto a escrita."Não há nada fora do texto": saindo dos signos e do texto para a "própria mais texto. Tudo começa ou perda cente por Madame de Warens. de suplementos.. A imediatez é derivada.. quando ele tem que se virar com substitutos que a lembram.

A teoria é reflexiva. A teoria é. 1. Também parece haver uma diferença no que estão afirmando to às questões que surgem. natural a é na realia repensar as categorias com as quais você pode estar refletindo exibem o principal é intimidadora. considerados das catee em é reflexão sobre reflexão. Fazendo isso. que a teoria envolve a prática Ambos os exemplos de teoria ilustram gorias que utilizamos ao fazer sentido outras práticas discursivas. demonstração realidades anteriores). está envolvido . A mulher natural é um produto cultural. A teoria produz outros argumentos que arranjos ou instituições hábitos de pensamento econômicas subjacentes da vida consciente o que chamamos de linguagem ou o "original" análogos a esse. Levantar generalizações para outros ta ou sentido ou o sujeito. de conceitos textos de Rousseau dizem ou mostram. portanto. recente. Foucault pretende analisar um momento grandes histórico específico. escritos inquietos.mas oferece um referencial geral para pensar os textos e discursos em geral. A teoria é uma crítica como natu rais. desanimadores da teoria a teoria das coisas.na realidade ele cita surpreendentemente poucos documentos ou discursos reais .um discurso com ef~itos fora de uma dis. sobre escrita. Derrida está pretendendo e quan- e cultura. ou que os fenômenos em e através de sistemas '. na literatura especulativa:explicações do desejo. ou que o que chamamos de "presença". Mas sua formulação. A interpretação de Derrida mostra o grau em que as próprias obras literárias. A teoria é analítica e especulativa nos contar o que os naquilo que chamamos de sexo ou linguagem do senso comum. por outro lado. A teoria é interdisciplinar ciplina original. A asserção mente natural ou dada é um papel cultural. e. assim a questão que surge é se o que os textos de Rousseau dizem é verdadeiro. interior da cultura: ela não é uma "mulher um efeito que foi produzido no natural" mas fizeram com que sentam diferenças tação de textos. investigação questões subseqüentes como essas é.ncipais surgiram . cientistas. valem então a questão que surge é se suas tempos e lugares. O que ocorre pode ser compreendido através de um exemplo diferente: quando Aretha Franklin canta "Você faz com que eu me sinta como uma mulher natural". "origem" é criado por cópias. uma fonte de intimidação. quão criativamente produtivos são os discursos do conhecimento. que é a crítica do que quer que seja tomado das concepções condutoras de que o que foi pensado ou declarado à teoria de novos pensadores e redescobrem um recurso para constantes roubos de cena: "O da Ou "como pode escrever acerca do que Foucault dá sobre o desendos corpos femininos e dade um produto histórico.uma tentativa de entender o que ou escri- 2. promovem em críticas É um corpus ilimitado Esses exemplos que está sempre sendo aumentado as contribuições à medida que os jovens de seus antepassados. constituição volvimento especular quê? Você não leu Lacan! Como pode falar sobre a lírica sem tratar do sujeito?" romance vitoriano sem usar a explicação que um homem lhe dá. tais como as Confissões de Rousseau. podem ser produzidos por forças inconscientes. Não é algo que você de textos e poderia algum dia dominar. se propõe a nos mostrar e outros criam as coisas que afirmam não quão perspicazes apenas analisar. 4. e também os de relaçães ou que são o produto sociais aparentemente de uma sociedade. lutas de poder correntes. o que é teoria? Quatro pontos pri. por sua vez. 3. cultural. pelo "você faz com que suposta- a obra de pensadores mais velhos e neglicenciados. que contestam idéias tradicionais (de que há algo natural chamado "sexo". Foucault. confirmada tratamento numa identidade sexual "natural". sugere que a identidade da sexualidade e sobre a histerização 2:3 22 .estruturalistas" (ver Apêndice). A de Derrida oferece uma leitura ou interpreuma lógica em ação num texto. de que os signos representam incitam sobre a literatura. eu me sinta como uma mulher natural". por um efeito de repetição. mas quanto os discursos de médicos. nem um grupo específico de textos que poderia aprender de modo a "saber teoria". ela parece feliz em ser anterior à cultura. desejo e substituição especue ou suplementação. romancistas mostra quão teóricas são as obras literárias. nossa maneira de intervir na "teoria" e praticá-Ia.. elas o ímpeto da teoria como natural. da linguagem e assim por diante. são teóricas: elas oferecem argumentos lativos explicitos Foucault. de eu ou sujeito é produzido guiam a reflexão sobre esses tópicos de maneiras que deixam implícitas. quer mantendo naturais. ela se sentisse como uma mulher natural. identificando de Foucault não se baseia em textos . Derrida ou sábios são os textos. Um dos traços mais hoje é que ela é infinita. Então. mas esses dois exemplos de "teoria" aprenotáveis. Conseqüentemente.

R. a teoria se apresenta como que coloca às obras que lê.A A impossibilidade de dominar Bakhtin. deixar a si mesmo numa posição que você não sabe. Melanie Klein ou Julia Kristeva. através de uma contestação dos e dos pressupostos sobre os quais eles se baseiam. Entendi Meg dizer que você era umteorista. ou se pode ou não esquecê-Ios com segurança. aquelas que e e não apenas porque ela é muito breve. mais especificamente porque a teoria é ela própria o questionamentb ria é desfazer. (Dependerá. Mikhail Hélene Cixous. vem do fato de que admitir teoria é assumir um compromisso condição da própria vida. 1 a teoria é uma causa importante de resistência a ela. teóri- uma sentença diabólica que condena você a leituras árduas em campos desconhecidos. Walter naturalmente. dos resultados presumiem que há sempre coisas importantes sempre mais para saber. Não importa quão bem versado você possa pensar ser. Você não se tornou senhor. sem dúvida. ("Spivak? Sim. de quem "você" é e quem quer ser). mas porque esboça linhas de penespecialmente dizem respeito à literatura. Essa brevíssima introdução samento e áreas de debate num mestre da teoria.a demonstração trução do sujeito que Gayatri Spivak faz do papel do colonialismo metropolitano?" na cons- diferentes a fazer e uma percepção melhor das implicações não o transformará significativas. não pode jamais ter certeza se "tem de ler" ou não Jean Baudrillard. não apenas porque há e mais dolorosamente. Benjamin. de modo que os efeitos da teoria não são previsíveis. mas. Refle. Mas a teoria torna o domínio impossível. James. onde mesmo a conclusão de uma tarefa trará não uma pausa mas mais deveres difíceis. mas tampouco va antes. C. A natureza d8 teode premissas e postulados. das questões Às vezes. aproveitem Ela apresenta exemplos de investigação os prazeres da reflexão. Tem perguntas 25 . A teoria faz você desejar o domínio: você espera que a leitura teórica lhe dê os conceitos para organizar e entender os fenômenos que o preocupam. está onde estaaquilo que você pensou que sabia. mas você leu a crítica que Benita Parry faz de Spivak e a resposta dela?") ca na esperança de que os leitores achem a teoria valiosa e cativante para experimentar \ ~~ I~&. Você é um terrorista? Graças a Deus.te sobre sua leitura de maneiras 24 novas. Mas essa é uma idade à teoria. Grande parte da hostila importância da aberto.L.

s~. como a Primeira Guerra Mundial de acontecer. não por que tinha histórica mostra como algo veio a a maneira como urna história inicial. da ciência: não podem mostrar que quando X e Y ocorrem. ~'LJO veio a eclodir. não-literários os na importância. pu ramente ornamentais em outros tipos de discursos. Mas que tipo de questão é essa? Se quem está pergunde cinco anos de idade. ou se a história fica inacabada. é fácil. chamado uma questão sobre a natureza geral desse objeto.~ad9s. nos' textos entre elas não parece ser uma questão teórica teóricos passaram a insistir o que é literatura? Você pode pensar que essa seria uma questão cenmas na realidade ela não parece ter muita como a própria se os textos que tral para a teoria importância. O que fazem. o literário e o não-literário. O modelo para a explicação ca das histórias: acontecer. a distinção teoria descobriram riedade" dos fenômenos Encontramo-nos tando é uma criança co literário. responde.. teoria mescla idéias vindas da filosofia. mais vigopodem ser mais centrais. modelo para a inteligibilidade em resumo. algum modo iguClis: alguns textos são considerados rosos. estudadas juntas e de modos semelhantes. é a narrativa literária. Igualmente. tópicos para ler e no início do quansobre os quais escrever . há uma gama inteira de projetos críticos.tais como "imagens to com as não-literárias. Se os mesmos modelos do que faz sentido e do que conta como urna história caracterizam tanto as narrativas literárias quanto as históricas. ligando a situação um modo que faz sentido.ill. por que os teóricos ?/m:~t~f~r'3l. freqüentemente.como sendo literárias compreensão compreensão histórica demonstram tornaram ser cruciais também para os discursos como modelo o que está envolvido os historiadores proféticas na não acon- e práticas não-literários. ca e psicanálise. o desenvolvimento histórica. de recursos retóricos tais corno ou obras de Parece haver duas razões principais. Mas tanto as obras literárias quanto as n50-literárias não parece central porque as obras de de a "Iitera __ é mais difícil Poderia ser que vocês o que é mais simplesmente não-literários. que se preocupariam foram . saber como enfrentar a indagação. Isso não significa Você pode estudar os romances de Virginia Woolf não parece que todos os textos são de mais ricos.r<Jt~ramas.S. a lógie o resultado de outra.~~i.ai~ .Q!12. mais exemplares. Que tipo de objeto ou atividade 27 é? O que faz? A ~6 . Qualidades muitas vezes pensadas dois já conhecem bem. lingüística. 2 que é Literatura e telll ela importância? produzem explicações tecerá. mais contestadores. poemas e peças". de uma história. literatura. e a distinção crucial. que você um papel e precisa ser abordada. "Literatura". teoria políti- quer sejam os relatos de Freud de seus casos psicanalíticos argumento filosófico -. literária. Nós que ouvimos e lemos histórias somos bons em dizer se um enredo faz sentido. Por que isso seria assim? Primeiramente. não irá embora.p§Cª~ª J)~e. Por exemplo. Ao mostrar corno as fi- estão lendo são literários ou não? Para os estudantes e professores de literatura hoje. é coerente. que são como as explicações ao contrário. o pensamento também em outros discursos. Em segundo lugar. desse modo. então distinguir urgente. Z necessariamente é mostrar como uma coisa levou a é. "são histórias. de volta à questão-chave. história. ou as histórias metodologicamente de mulheres ) guras retóricas conformam teóricos demonstram supostamente não-literários. Mas se o indagador é um teóri- ou outra. os poderosa em ação em textos entre da complicando dessa forma a distinção falando uma literariedade século XX" . por uma razão Mas o fato de eu descrever essa situação literariedade tura continua dos fenômenos a desempenhar não-literários da descoberta indica que a noção de litera"O que é literatura?".em que você pode lidar tanto com as obras literárias de caso de Freud ou ambos. as discussões sobre a natureza da Caracteristicamente.

da Escócia.. ensaios ela foi um exemplo e do Romantismo.~o:ied.tentador mais com uma canção folclórica qualidades partilhadas o Hamlet de Shakespeare.d. Há u~~. as obras literárias. Ela simples"o que outras de. sermões. guras retóricas e suas estruturas Aos estudantes não se pedia procuos estusuas fiUma era alguém poderia.se parece do que com "Meu amor é como uma rosa vermelha. digamos. por exemplo. Madame de StaelG. até mesmo uma discussão sobre por que poderia também ser uma pergunta sobre as o que as de outras O que diferencia a literatura incluía discursos. O sentido ocidental moderno de literatura como~?çütaLmaginatil[. mas sem as obras de li- suas Relações com as Instituições Sociais. (N.que propósitos serve? Assim compreendida. Ao contrário. que hoje é estudada como literatura. uma definição "O que é literatura?" pede não goria mais ampla de práticas exemplares para interpretá-Ias. por poemas. E obras que hoje são estudadas como literatura nas aulas de inglês ou latim nas escolas e universidades foram uma vez tratadas não como um tipo especial de escrita mas como belos e da retórica. fazendo a ponte entre c intelectuais. tratada de modo muito diferente nas escolas antes de 1850.. um je ne sais quoi. Durante vinte e cinco séculos as pessoas escreveram obras que mas o sentido moderno de literatura mal tem "textos escritos" ou "conhecimento que diz "a literatura sobre evolução de é dois séculos de idade. e um poema de Robert . como agora interpretamos rando explicar sobre o que elas "realmente" dantes as memorizavam.~. de peças. complexa.~ . Mesmo hoje. identificavam que mas uma análise. de conversas comuns. a um livro publicado por uma baronesa francesa.) !v1ulher de letras franco-suíça. p. são.) líricas. insatisfatória. vermelha" começamos a pensar nas culturas não-européias. As razões não estão longe de se encontrar: vêm em todos os formatos ter mais em comum com obras que não são geralmente ratura do que com algumas outras obras reconhecidas com uma autobiografia Burns5 - e tamanhos e a maioria delas parece chamadas de litecomo literatura. as pessoas poderiam colocar perguntando a si mesmas como decidir e queiram saber outra partie quais não são. mas é mais provável que já tecomo literatura que as obras literárias lutaram essa questão obra como a Eneida de Virgílio. no entanto. de Charlotte Bronte'.~~é teratura como literatura para Madame .s~. de escrita e pensamento.) niam escritores mórias Autora história (1759-1796).9. Eram exemplos de uma cate- sabe quão árduo é diferenciar exemplos do uso da linguagem 6 Gcrmaillc sua época. afinal. se preocupar com a literatura. que as ervas daninhas parQualquer pessoa que de uma erva não-danijá tenha se oferecido para ajudar a limpar as ervas daninhas de um jardim imensa" quer dizer não que muitos poemas e romances tratam do assunto mas que se escreveu muito sobre ele.T. literatura e termos análogos em outras línguas européias significavam livros". referindo-se específicas mas apenas a critérios mutáveis de grupos sociais. de Stael (1766-1817). peças e romances que os distinguem de conversas e autobiografias? histórica torna essa questão mais como pertencentes Essa conclusão é literatura?". morais e políticos.um conJu'nto-éTe textos qu"eos árbitros c'úlfuráTs reconhecem à . Sobre a Literatura Considerada em com ela.se qualificariam como literatura c1. canções. é claro.T. (N.~~.T. ou procedimentos das obras não-literárias? porque estariam de argumento. mente desloca ao invés de resolver a questão: em vez de perguntar precisamos outra sociedade) tratemos categorias que funcionam algo como literatura?" Há. literatura. literária.a.digamos. Antes de 1800. um cientista "o que faz com que nós (ou alguma não a propriedades das dessa maneira. se quisermos uma fonte específica. sucesso notável. Tomemos a questão "O que é uma erva daninha?" Há uma essência de "daninheza tilham e que as distingue das ervas não-daninhas? uma erva daninha ervas" .um algo especial. se parece mais estritamente do que com um soneto. européia onde e de i\bntinha se reu111t:- jone Eyre foi publicado escre"eu em 1847. Mas mesmo se nos restringirmos aos últimos dois séculos. a categoria da literatura se torna escorrepoemas que gadia: obras que hdje contam parecem fragmentos .ade !r~~~. Í. distintivo.oemas e canç-ões autobiográficas. o q~~3~~L. 23 2Y .5 Robcrt Bronte Burns (1815-]855). transcrições é completamente perguntar Mesmo um pouco de perspectiva hoje chamamos de literatura. perfeito crítica da cultura um salão. Mas "O que é literatura?" características distingue atividades distintivas das obras conhecidas como literatura: estudavam sua gramática. lham? Essa é uma pergunta teratura difícil. romancista Poeta nacional inglesa. se torna cada vez mais difícil. história e filosofia.a quais livros são literatura nham uma idéia do que conta pode ser rastreado até os teóricos românticos alemães do final do século coisa: há algum traço essencial. 4 Charlotte . (N. Os teóricos XVIII e. ou passatempos humanos? Agora. as idéias do Neoclassicismo romances. sem rima ou metro discernível como literatura de Stael? E assim que a questão do que conta desistir e con- Jane Eyre.

Se essa sentença estiver como uma predição extraordinariamente buscando É porque seu malogro em ser qualquer coisa que não uma imagem numa tira de papel num biscoito convida um certo tipo de atenção. As ervas sobre as ervas danidas ervas".7 ma e exercitaria a imaginação: da Misericórdia".) 11 8 "\Vinston é saboroso.:mçan." (N. Isso. (como é o caso aqui) como um exempossibilidades entre os usos de linque adivinhe o seshould"8 . familiares Poema de Robert FroSl (1874-1963). de que isso poderia ser poesia. cercada pormªrgensintLmidadoras de silêncio. But the Secret sits in the middle and knows. um proble- parece não ter os recursos em literatura. Desse modo. ser um poema: de W.T. segue um ritmo regular de sílabas fortes e fracas alternadas póse") cria a possibilidade literatura. ter importância há um quebra-cabeças de literatura. como um cigalTo deve ser. você teria de realizar investigações indesejáveis Stir vigorously and allow to sit five minutes.) defensor da análise construtivista sis- 10 Williard norte-americano. um jornal. Se você tivesse curiosidade nhas. mas dificilmente feito.T. que tornam as plantas ervas daninhas. Mas essa resposta não elimina que você encontre a pergunta. um exemplo de 9 "Agite 7 "D. Algo parece estar faltando: com os quais trabalhar. (N. e a coloquemos na isoladamente: sua natureza botânica. Qual seria? Como se reconhece as plantas que os jardineiros da "daninheza não querem que Entretanto.) "Uma coisa curiosa sobre o problema ontológico é sua simplicidade. você pode enig- de manhã" parece ter mais chances de tornar-se O mesmo ocorre com Bem. outras sentenças dos contextos daninhas são simplesmente de que poderia se tratar mesmo efeito tirando cresçam em seus jardins.9 Isso é literatura? Transformei-a em literatura ao extraí-Ia do contex- Talvez a literatura seja como a erva daninha. você olha em torno guagem familiares a você. a respeito dos tipos de por díferentes grupos em diferentes Em lugar disso. essa sentença pode atrair que poderíamos chamar de literária: um certo tipo de atenção pelas palavras. por cinco minutos.) :\0 :31 . Algo assim ajudaria. exige reflexão. principalmente. talvez.T. depois das primeiras duas palavras.nha e pode se perguntar uma erva daninha? se há um segredo.E. por exemplo. de uma receita. seria uma procurar quali- prática óbvia é que cria. que deixam claro o numa pági- que fazem? Suponha que tiremos uma sentença de um libreto de instruções. (N." Filósofo e lógico (N. O.e um público práti- From a Logical PointofView.T. o segredo é que não há um segredo. cuja relação com o verso colocaria We dance round in a ring and suppose."Winston ficam cada vez mais enigmáticos imaginável. um anúncio. suas um interesse inclusive o da venda de um produto. importa impressa muito onde você a encontra. vigorosamente Van Orman e deixe Quine descansar (1908-). "O Segredo" ou "A Qualidade de sentença como "Um con- mas um fragmento o que é isso e como você sabe? muito feito sobre o travesseiro literatura da sorte chinês. temática da filosofia. Mas essa sentença parece destacada de qualquer contexto co prontamente A curious thing about the ontological prob/em is its simp/icity. mas quando ela é oferecida plo." (N.) que encontrou a poesia nos objetos c no caráter da Nova Inglatcna. tastes good. aqui: o fato de essa sentença não a possibilidade conseguir o mas não poderíamos Bem. potencial bivelmente bem considerá-Ia sentenças em que a relação entre a forma e o conteúdo fornece matéria para reflexão. Muda-a para "o que está Suponha envolvido em tratar as coisas como literatura a seguinte sentença: em nossa cultura?" to prático de uma receita? Talvez. pedindo-nos gredo? Poderia ser um anúncio de algo chamado "Segredo"? Os anúncios muitas vezes rimam . sobre a procura da natureza perda de tempo tentar investigar dades formais ou físicas distintivas plantas que são julgadas Iuga res." Registrada dessa maneira numa página. poderia conce- um enigma.!-os em círculo poeta norte-americano e supomosJ:-vbs o Segredo senta no meio e sabe". e o ("róund in a ríng and sup- fato de que ela rima e. mática. imaginar um título a sentença Para transformá-Ia fica claro que o tenha você precisa. a sentença de abertura de um livro de filosofia. Quine'°. like a cigarette na tentativa de estimular cansado.

de explorar incertezas quer dizer com isso?" :3:3 que surgiu da análise das inteiros) atende pelo (que vão de casos pessoais <l romances :t~ . "textos para os ouvintes que comunicam está fazendo tentando ouvintes.confira implausível de simplicidade. i1iq.Jl('nI. registrada dessa maneira. ratura" é umaetiqueta instlJJJ~["lª1 que nos dá motivo para esperar que os resultadoscJê noss'. O que esses experimentos literatura? Eles sugerem. no tribunal: divertirá caso a um amigo ou escrevendo algo diferente.I "lil('t. cooperando respondeu entendo sua resposta dando por a você se Jorge é bom aluno e você responde.. essa sentença parece conseguir literatura. especiais de que. eficiente têm.~. mas em sua "narratividade". não reside na informação Quer esteja contando para a posteridade. Uma convenção histórias ou disposição ordenando que façam <lIgo. quc a elocução está seri<l dnalisar um conque os leitores podem no interesse meta comunicativa. E muitos dos traços da literatura advêm da disposição e não perguntar dos leitores de imediato de prestar "o que você atenção. sobre Jorge enquanto linha.liur. o que uma pessoa diz a outra é provavelmente pontual". é associada tença a você. ilustrando. hoje. um propósito que d falante descontextualizada..' de demonstração narrativa". um contexto.o fato de ele se interromper como se nada mais precisasse ser dito .l" inlcrprcl<ltivas relevante complexidades '. A comunicação que os participantes gunto estão cooperando depende da convenção básica de uns com os outros e que. a sentença dará prazer.upor. você perguntaria. corresponder a uma certa idéia moderna atenção que. algo das complexidades da ontologia. resenhados e reimpressos:para que -. presumo que você está cooperando. na literatura. Dcsl't('V('t . é "hiper-protegido".o tipo de atividade "valer a pena" para seus que terá algum tipo de finalidade ou importância. Isto é. aparentes. a pergunta essa linguagem? e dizendo algo relevante à minha pergunta. quando destacada de outros (embora deva possuir algumas qualidades Se a literatura ou susc:iL. ou escritor sensível a tal interpretação). Em todo que pode dar origem ao tipo de ativi. "Você não respondeu à minha pergunta". processo de seleção: foram publicados. como literatura cortada de pensamento primeiramente. e suas implicações.relações umas com as outras. podem nos dizer sobre a a linguagem é propósitos. de outras fIJn\'Ül'S l' propósitos. Isto é. diferen~as Ob!~Jj"t~Látias_ººs_ outros te~tos de demonstração narrati'{-ª_Lg-':-l_~_~~[Lx?r u~. a ciência do ser ou o estudo do que existe. A sentença prega a simplicidade ambigüidades mas parece não praticar o que prega. proibitivas nas da coisa. isolada dessa forma. os lcilotTS . em última análise. no caso das obras literárias. ser interpretada que a tornam ela própria. ela pode que. as palavras "Uma coisa curiosa" aluno. as narrativas elocuções cuja relevância uma classe mais ampla de histórias. junto de suposições e opcraçiks colocar em ação em tais textos. Se eu perele é está to.l~ . "geralmente assente que você "o que você quer dizer?". literárias podem ser vistas como membros levantar a questão de o que é uma coisa e o que é uma coisa ser curiosa.. Por exemplo. mas se você con- siderar essa sentença como um poema. ao invés de imaginar para interpretar elementos não está sendo de comunicação A "Lite- como poderiam ser em outros contextos que zombam dos princípios outra de alguma de fala. mesma: não o que o falante nifica? Como funciona Isoladas na primeira de poema e responder a um tipo de Se alguém dissesse essa sennão é exatamente a mente bastante simples.lra potcnciais e procuram sentidos implícilos. à afirmação caso. Ao invés de reclaposso concluir que você a a ser dito a de implicitamente e indicou que há poucá de positivo do contrário. que protlloV(' "('Jn cações da linguagem cooperativo. produzir uma história um romance que parecerá digamos.Hll p. presumem Podemos agüentar muitas e irrelevâncias Os leitores sem presumir que isso não faz as complicomunicati- dade de interpretação associada com a literatura venho realizando aqui. vo e. de testemunhar Mas talvez a simplicidade depois de "simplicidade". à e particularmente um nome proibitivo de "princípio cooperativo hiper-protegido" mas é real- interesse em como o que é dito se relaciona com a maneira como é dito. um você está ou ou autor quer dizer mas o que o poema sigO que essa sentença faz? podem mar.l tipos é linguagem é também. removida de outros contextos. menos que haja evidência convincente Agora. Mas "coisa" na expressão "uma coisa curiosa" não é um objeto físico mas algo como uma relação ou aspecto que não parece existir da mesma maneira que uma pedra ou uma casa. alguma credibilidade mesma do poema . o princípio:cooperativo obscuridades nenhum sentido. "O que é uma coisa?" é um dos problemas da ontologia. portanrelevante.S-Teítores se aproximassem deles com a certeza de que outros os haviam considerado bem construidos e "de valo( Assim.7 esforç~s-de leitura "valham a pena". eles lutam atenção.HllOS.

((~~4 f~ .T. poderíamos concluir. Aqui está o início Manley Hopkins12 chamado "Inversnaid": This darksome burn. publicados marrom Poeta inglês do final do século vez apenas XIX. sem qualquer A literatura." :H :3. pois muitas obras literárias diferença em relação a outros tipos de linguagem: funcionam especiais devido à atenção especial que recebem. que não damos aos jornais de um poema de Gerard nela tipos especiais de organização certamente to tem traços que o tornam que nos faz tratá-Io mente padronizado literatura de literatura: romance.. sobretudo. Mas temos um outro quebra-cabeças ais de organizar atenção a linguagem fato de sabermos que algo é literatura reside.. a aqui... Na 1. tais como dar informação. horseback brown.. se cruzam.. por outro lado. produzir uma síntese. a literatura tipo especial de linguagem. é um ato de fala ou evento textual com outros tipos de atos fazer perguntas ou fazer promessas. transforma qualquer nada é mais altachamando-o e lHo que a lista telefônica. torna-a EM PRIMEIRO maior parte do tempo. mentar para lá e para cá entre uma e outra. os leitores não perce- J 1 Gerard r'vlanley Hopkins poemas foram (1844-1889).assim você não pode se esquecer de que está lidanconfigurada de modos estranhos. Literatura plano" a própria linguagem: Sou a linguagem!" do com a linguagem temos de ajustar que "coloca em primeiro em você .. Podemos pensar as obras literárias como linguagem com propriedades duas perspectivas "Ele leu durante duas horas inteiras ou traços incorpora específicos e podemos pensar a literatura Jl~ t I(r:! :~i~ ~~~J ~(( como o produto de convenções e um certo tipo de atenção. Nenhuma das com sucesso a outra e devemos nos movida literatura: com cada um. rollrock . a "literatura" camos a linguagem: na qual colose registrada não é só um sua de maneiras nem toda sentença se tornará para atrair na página como um poema. levar em conta a outra. Mas.) ondulante que se sobrepõem.. conseqüentemente. cujas pela primeira eqüinoJ em 1918..." ~/~~ c' \ t' . no final. ra é que eles a encontram A LITERATURA COMO A "COLOCAÇÃO PLANO" DA LINGUAGEM Muitas vezes se diz que a "Iiterariedade" que torna a literatura é linguagem estranha. e em ravina 13 "Esse queimado sua espuma/ pregueia sombrio."Veja! Em particular. Não há maneiras especiOu o nos leva a dar-lhe um tipo de a encontrar .. road roaring" . Estamos lidando não ostentam para as próprias estruturas lingüísticas. mas não parecem e cai embaixo no lago..a repetição rítmica de sons em "burn .13 não posso pegar meu velho livro de química não é apenas uma moldura literária A colocação em primeiro plano do desenho lingüístico . da não necessariamente simplesmente literário e sentidos implícitos? A resposta deve literário organizaem como estar no fato de que ambos os casos ocorrem: às vezes o objemas às vezes é o contexto Mas linguagem altamente algo em literatura: fragmento como literatura. em muitos casos. que suscita certos tipos de atenção. para torná-Io algo com que que nos digam que algo é literatura? e.29 ribomba! de sua mortc. Contrasta de fala. His rollrock highroad roaring down.assim como as combinações que estamos lidando verbais incomuns tais como "rollrock" com linguagem organizada deixam claro a atenção Por um lado. Examino cinco pontos que os teóricos levantaram a respeito da natureza você parte de uma perspectiva treinamento.) o vejo de com duas poética.. brown . Temos uma estrutura perspectivas diferentes complicada aqui. seu caminho (N. eSludiosoda anos depois em capoeira ciência da linguagem (N. Mas também é verdade que. E não podemos transformar de linguagem In coop and in coomb the fleece of his foam Flutes and low to the lake fal/s home. biblioteca livraria. mas deve. poesia organiza o plano sonoro da linguagem contas. distinguível atira-a na orga- nização da linguagem da linguagem usada para outros fins. o que leva os leitores a tratar algo como literatunum contexto que a identifica como literatuou ra: num livro de poemas ou numa seção de uma revista.T.'5 .

bem o desenho lingüístico

a menos que algo seja identificado

como literaO ritmo dessa o ritmo faz

Ike.15

Aqui, através de um jogo de palavras, o objeto de que se gosta (lke) no ato (like): como podeem like?

tura. Você não escuta quando está lendo prosa padronizada. sentença, você descobrirá, dificilmente do do leitor; mas, se uma rima aparece

e o sujeito que gosta (I) estão ambos envolvidos Através dessa propaganda, na estrutura diferentes

é um ritmo que surpreende o ouvide repente, ela transforma da literariedade,

ria eu não gostar de Ike, quando I e Ike estamos ambos contidos mesma da linguagem. é mais provável

a necessidade de gostar de Ike parece inscrita Assim, não é que as relações entre mas as que procuremos e exploremos sejam relevantes apenas na literatura e, tentando

em algo que você ouve. A rima, marca convencional texto é enquadrado geral, ignoramos. como literatura,

com que você repare no ritmo que estava ali desde o começo. Quando um ficamos dispostos a atentar lingüística para o que, em desenho sonoro ou para outros tipos de organização

níveis de linguagem

que, na literatura, a contribuição integração,

relações entre forma e sentido ou tema e gramática harmonia, tensão ou dissonância.

entender

que cada elemento traz para o efeito do todo, encontremos sobre a literariedade que enfocam a colocação em

As explicações

-

2. LITERATURA

COMO INTEGRAÇÃO

DA LINGUAGEM

primeiro plano ou a integração da linguagem

não fornecem testes através como a maioria das

dos quais, digamos, os marcianos pudessem separar as obras de literatura ,de outros tipos de escrita". Essas explicações funcionam, asserções sobre a natureza da literatura, aspectos da literatura para dirigir a atenção para certos

~ratura é linguagem na qual os diversos elementos e c~~s do texto entram numa relaçãà complexa. Quando recebo uma carta pedindo uma contribuição para uma causa nobre, é improvável que eu

que elas afirmam ser centrais. Estudar algo como a li-

ache que o som ecoa o sentido, mas em literatura há relações - de reforço ou contraste e djsson~_QJ::i,L entre as estruturas de diferentes níveis lingüísticos: temáticos. entre som e sentido, entre organização Uma rima, ao juntar os seus sentidos duas palavras gramatical e padrões [suppose (supõe)jknows

teratura, essa explicação nos diz, é olhar sobretudo a organização de sua linguagem, não lê-Ia como a expressão da psique de seuã~ flexoaasociédade --~_ ....
-

_._-------~
que a produiiü:---

-

(sabe)], relaciona de literatura. em primeiro literatura,

("saber" é o oposto de "supor"?). Mas

fica claro que nem (1) nem (2) nem ambos juntos fornecem uma definição Nem toda literatura coloca a linguagem literatura. em primeiro plano como sugere (1) (muitos romances não o fazem), e a linguagem plano não é necessariamente que os trava-línguas colocada

3. LITERATURA

COMO FICÇÃO
atentam para a literatura A obra literária que inclui (um público de modo

Uma razão por que os leitores diferente lingüístico uma relação que chamamos que projeta acontecimentos

Raramente se pensa linguagem são muitas podem Roman da linda
Ilike
I"

é que suas elocuções têm uma relação especial com o mundo de "ficcional': implícito é um evento atores, forma um mundo ficcional falante, que toma

(Peter Piper picked a peck of pickled peppers14) são os expedientes lingüísticos

embora chamem atenção para si próprios enquanto em primeiro mais

e enganem você. Nas propagandas, vezes colocados ser integrados guagem campanha

e um público

plano de modo até mesmo mais espalhaníveis estruturais teórico, poética" Um eminente

através das decisões da obra sobre o que deve ser explicado supõe que o público imaginários cionalidade cionam
15 "Eu

e o que se

fatoso que nas letras das canções e diferentes imperiosamente. Jakobson, cita como seu principal presidencial americana

saiba). As obras literárias

se referem a indivíduos Finn), mas a fic- '-',
,

e não históricos não se limita

(Emma Bovary, Huckleberry

,,~,

exemplo da "função

a personagens e acontecimentos. da linguagem de elocução, tais como pronomes
Lingüista russo. autor de LinRüísrica

OsCóéíficos>\ que se rela(eu, você) ou

não um verso de um poema lírico mas um slogan político de Dwight D. ("lkeH) Eisenhower:

como são chamados,

traços de orientação

com a situação
de Ike",
J

gosto

Roman

Jakobson. 6 funções

e COlnu!1ica(,'üo por um dos fatores envolvidos

14 "Peter

Piper pegou

uma porção

de picles

de pimenta." tigres",

Um exemplo

de trava-línguas

em portUgll~S seria

"O rato

CultrixlEDUSP, na comunicação

969]. que propõe (N,T.)

da linguagem.

cada uma determinada

roeu a roupa

do rei de Roma",

ou "três tristes

(N.T.)

verbal.

:16

:37

advérbios de tempo e lugar (aqui, ali, agora, então, ontem, amanhã), funcionam gathering publicação, de modos especiais swallows twitter na literatura. Agora, num poema ("now ... em in the skies"lG), se refere não ao instante

principalmente

as atitudes

de um falante

ficcional,

esboça um modo de

vida passado, ou sugere que a amizade e os prazeres simples são o que há de mais importante Interpretar para a felicidade humana. de Hamlet é, entre outras coisas, uma questão de decidir se ou dos dilemas de homens da Renascença que das mudanças as literárias) na concepção afetam do eu, ou das da com-

que o poeta escreveu a palavra pela primeira vez, ou ao momento de sua mas a um tempo no poema, no mundo ficcional de sua ação. E o "eu" que aparece num poema lírico, tal como o "I wandered lonely as a cloud ..."17, de Wordsworth18, também é ficcional; refere-se ao falante do poema, que pode ser bem diferente do indivíduo empírico, Wílliam ligações Wordsworth, que escreveu o poema. (Pode ser que haja fortes em algum momento

a peça deveria ser lida como uma discussão, digamos, dos problemas principes dinamarqueses, estão vivendo a experiência (inclusive

relações entre os homens e suas mães em geral, ou da questão de como as representações o problema preensão de nossa experiência. O fato de haver referências à Dinamarca

entre o que acontece com o falante teceu com Wordsworth notoriamente,

ou narrador do poema e o que aconde sua vida. Mas um poema E,

ao longo da peça não significa que você necessariamente

a lê como sendo

escrito por um homem velho pode ter um falante jovem e vice-versa. quando narram a história, podem ter experiências bastante diferentes daqueles de seus autores.) Na ficção, a relação entre o que os falantes autor é sempre uma questão relação entre os acontecimentos curso não-ficcional como considerá-Io: explicitamente referência geralmente de interpretação.

os narradores de romances, os personagens que dizem "eu" e emitir juízos que são dizem e o que pensa o O mesmo ocorre com a que diz a você

sobre a Dinamarca; essa é uma decisão interpretativa. Podemos relacionar Hamlet ao mundo de diferentes maneiras, em diversos níveis diferentes. A ficcionalidade da literatura separa a linguagem de outros contextos nos quais ela poderia ser usada e deixa a relação da obra com o mundo aberta à interpretação.

narrados e as situações no mundo. O disestá inserido num contexto

4. LITERATURA

COMO OBJETO ESTÉTICO
da literatura lingüística, discutidas até agora - os níveis suplepráticos de

um manual de instrução,

uma notícia de Jornal, uma da ficção, entretanto, a ficção. A Se eu disser e identificará da elocução oito da noite). um das obras literárias As características

carta de uma instituição ao mundo

de caridade. O contexto uma propriedade

deixa aberta a questão do que trata realmente não é tanto pela interpretação.

mentares de organização

a separação de contextos

elocução, a relação ficcional

com o mundo - podem ser Juntadas sob a Estética é historicamente

quanto uma função que Ihes é conferida a um amigo, "Encontre-me indicadores ("amanhã" espaciais significa amanhã", ele (ou ela) considerará e temporais 14 de janeiro

rubrica geral de função estética da linguagem.

para jantarmos a partir

no Hard Rock Café às oito do contexto

isso um convite concreto de 1998, "oito" significa

o nome dado à teoria da arte e envolve os debates a respeito de se a beleza é ou não uma propriedade objetiva das obras de arte ou uma resposta subjetiva Para Immanuel dos espectadores, e a respeito da relação do belo com
Kant20,

a verdade e o berr:l,_ o principal teórico da estética ocidental moderna, de transpor a distância entre o mundo a estética é o nome da tentativa

Mas, quando o poeta Ben Jonson19 escreve um poema "Convidando amigo para a ceia", a ficcionalidade mundo uma questão de interpretação: e temos de decidir se consideramos
"agora ... andorinhas em bando chilreiam nos céus. 17 "Eu vagava solit,írio como uma nuvem." (N.T.)
16 ] S \Villiam \Vordsworth (1770-1850). Poeta inglês, um dos fundadores do Romantismo com seu livro

dessa obra torna sua relação com o o contexto da mensagem é literário o poema como algo que caracteriza

material e espiritual, entre um mundocrefOrça~-e-;;g-;;jt~des e um mundo dêcOnceTtos. Objetos estéticos, tais como as pinturas'ü'u--ãs obras literárias, com sua combinação de forma sensorial (cores, sons) e conteúdo espiritual (idéias), ilustram a possibilidade de juntar o material e o espiritual. Uma obra

Lyrical
20
Il11l11anuel

Sal/ads. de 1798. (N.T.)
19 Ben Johnson (1572-1637). Poem. ator e dramaturgo inglês
FolJw!1e

Kant (1724-1804). ~tica e estética e idealismo.

Filósofo influenciou (N.T.)

c metafísico

alemão,

cuja obra abrangente posterior.

e sistemática

sobre

a teoria do escolas

contcmport1nco

de Sh3.kcspearc

c autor de uma das

conhecimento, alemãs

enormemente

a filosofia

particularmente

as várias

mais conhecidas comédias satíricas do teatro inglês.

(1606). (N.T.)

do kantismo

:~8

:w

she walks, treads on the ground"21. O poema tem significado cialmente postas em parênteses ou suspensas, exorta os leitores a considetradição que o torna possível. Agora, como ler um poema como literatura poemas, comparar e contrastar modos como os outros operações da imaginação reflexividade" fazem sentido,

em relação à a outros com os com as

rar a {literária inter-relação entre forma e conteúdo.outras funções comunicativas inié um objeto estético porque, com Os objetos estéticos, para Kant e outros teóricos, têm "uma finalidade sem fim". Há uma finalidade em sua construção: são feitos de modo que pela obra, não de suas partes ou persuadir. reside em sua nas histórias suas partes operem conjuntamente algum propósito para algum fim. Mas o fim é a própria nifica que conside-

é relacioná-Io

o modo como ele faz sentido

é possível ler os poemas como poética. Aqui encon-

sendo, em algum nível, sobre a própria poesia. Eles se relacionam poética e da interpretação tramos uma outra noção que é importante da literatura.

obra de arte, o prazer na obra ou o prazer ocasionado externo. Em teLrll()~_práticos, isso mas não considerar rar um texto como literatura ~ para o efeitoerc;tõdo é indagar sobre a contribuição nos informar cuja relevância

na teoria recente: a da "autode representar e dar forma

Os romances são, em algum nível, sobre os

a obra cõmo-se~ri-aôprTn'éipaT~

romances, sobre os problemas e possibilidades e sentido à experiência.

menréCTéstlnadãããÚii'girarg-Um'fim,tal~()mo Quando digo que as histórias s'aõelócuções "narratividade", (qualidades ser facilmente não-literárias. estou observando vinculado a algum que podem torná-Ias a qualidade

Assim, Madame Bovary pode ser lido como uma que ela lê quanto o próprio romance

sondagem das relações entre a "vida real" de Emma Bovary e a maneira como tanto os romances românticos de Flaubert22 conseguem que a experiência faça sentido: Podemos sempre indagar, a respeito de um romance (ou poema), como o que ele diz implicitamente sobre fazer sentido se relaciona com o modo como ele próprio empreende a tarefa de fazer sentido. literatura é uma prática na gUcll os autores ~er rs:novar a literatura e, desse modo, é sempre implicitamente
________ ~ "'••• '_" ,M_~ __ ...,.,...,." •..••••....

que há uma finalidade boas histórias) propósito afetiva externo

mas que isso não pode e, dessa maneira, mesmo as das histórias,

estou registrando

estética,

Uma boa história

é narrável, atinge os leitores ou ouvintes ou incitar, pode em

como algo que "vale a pena". Ela pode divertir ou instruir

1:

ter uma gama de.,~feitos, mas você não pode definir as boas histórias geral como sendo aquelas que fazem qualquer uma dessas coisas.

avançar ou. uma reflexão
-.___..., ••• _

~?bre a própria literatura. Mas, mais uma vez, descobrimos que isso é algo que poderíamos dizer a respeito de outras formas: os adesivos de párachoques, como os poemas, podem depender, quanto a seu sentido, de adesivos anteriores: "Nuke a Whale for Jesus!" não faz nenhum sentido sem "No Nukes", "Save the Whales", e "Jesus Saves", e certamente ia dizer que "Nuke a Whale for Jesus!"23 é realmente pára-choques. são, finalmente, A intertextualidade um traço definidor e auto-reflexividade poder-senão que

5.

LITERATURA COMO AUTO-REFLEXIVA

CONSTRUÇÃO

INTERTEXTUAL

OU

sobre adesivos de da literatura

Teóricos recentes argunlentaram repetem, contestam, transformam.

que as obras são feitas a partir de que elas retomam, Essa noção às vezes

outras obras: tornadas possíveis pelas obras anteriores nome imaginoso de "intertextualidade': siderá-Io como um evento lingüístico

mas uma colocação em primeiro plano e de questões sobre representação a estrutura

é

conhecida

pelo

de aspectos do uso da linguagem

Uma obra existe em meio a outros é conque tem significado em relação a

podem também ser observados em outros lugares. Em cada um desses cinco casos, encontramos que men-

textos, através de suas relações com eles. Ler algó como literatura

outros discursos: por exemplo, como um poema que joga com as possibilidades criadas por poemas anteriores critica tradição a retórica política mistress' eyes are nothing ou como um romance que encena e usadas na de seu tempo. O soneto de Shakespeare, "My like the sun", retoma as metáforas

21 "Os olhos de minha amada não são como o sol! Mas nenhuma dessas rosas vejo em sua face/ quando ela caminha, pisa no chão." \Villiam Shakespeare (1564-1616). Além das tragédias, comédias e peças históricas, Shakespeare se notabilizou por UIl1l1 coleção de 154 sonetos em que o eu poético medita sobre o tempo, a beleza e a mudança e celebra o amor e a amizade, principalmente. (N.T.) 22 Gustave Flaubcrt (l82J - J 880). Romancista francês, um dos mais importantes da escola realista e mais conhecido por sua obra~prima Madame Bov<1ry,um retrato realista da vida burguesa, que lhe valeu um julgamento por imoralidade. (N.T.) 23 "Bombardeie uma baleia em nome de Jesus!"; "Não às bombas nucleares"; "Salve as baleias" e "Jesus salva". (N.T.)

da poesia amorosa e as nega ("But no such roses see I in her

cheeks") - nega":as como uma maneira de elogiar uma mulher que "when

40

41

lores alternativos materialmente. tornou influente e se dirigir a todos aqueles que podem ler teve uma função nacional poderosa. de dar aos n()tivos um() apreciação como participantes fomentados histórico. O que é a literatura realizar tudo isso? Uma coisa que é crucial exemplaridade em açâo na literatura.ae"inslruçã() -diyelsasJJJ-D. uma possibilidade os romances. universais é à qual os súa aspirar. criando aquela confiança registrada notável da comunidade no anonimato que é a marca falantes. ou ou pessoas cujos pais entre o material homens da Renascença.particularmente através de sua limitada mas 80 e 90 deste século não teve como foco a diferença histórica e ideológica. Na Inglaterra ~~ffi!eJ~. que parecia também com o que poderia ser visto como os resultados de um tipo parao consideráconsegue As objetiHá uma de pensaabrangente. surgiu c()Ql9. padrão e coerência. observando com os nossos é mais fácil para os leitores não responder. combinadamente.. das duas perspectivas uma perspectiva não mais ser capaz de manter a sociedade unida. Finalmente.ul1la idéia n()s colôriiásdo agradeciela vaque.ajudaram nacionais . Comecei este capítulo de que a teoria literária aquilo de que são exemplares. ticular de atenção. traços que as marcam como literatura. pois a outra coisa que aprendemos cinco casos é que cada qualidade da literatura mostra não ser um traço definidor. priedades das obras literárias. 4~ . Império Britânico. postulação de. queas obras de literatura a criar comunidades os romances .Hamlet. trabalhar pode residir expectativas na tensão temos que trabalhar lingüístico em geral do que especificar com isso. pela nova the Origin and Spread of Nationalism. aceitando como um traço importante já que pode ser enconnas décadas entre obras dessa forma. e apelo a. criar um sentimento de camaradagem entre as classes e. proporcionar Ela iria ao mesmo um senso de gran- tempo ensinar apreciação desinteressada.cionei acima: estamos lidando com o que poderia ser descrito como pro- deza nacional." quando numa previsão de um biscoito da sorte ou "Stir vigourously". No plano doméstico.um . A estrutura das obras literárias "condição é tal que é mais fácil considerar humana" que elas nos contam que categorias sobre a mais res- mento do início deste capítulo. particularidade. Qualquer conjunto de textos que pudesse realizar tudo isso seria realmente muito especial. ao mesmo tempo que convidam todos os leitores a se envolverem e personagens.daí a facilidade com que leitores e críticos passam a falar sobre a "universalidade" da literatura. "filtra-se silenciosa e continuamente na realidade. uma obra de história política que se como teoria. exemplar (por que outra razão se recusa a definir o arco ou escopo daquela exemplaridade . ~ literatura penha. exemplo . Em sua digo isso com cautela. de alguma maneira. em Imagined Communities: Reflections on . e de envolvl'-Ios civilizador em princípio aberta a todos que podiam ler a língua. Na das nações modernas". são convidados 4:3 os relegava a uma posição subordinada. mas simultaneamente a história que se pensava que pudesse é uma estrutura de um personagem especial de ficcional: . Hamlet é apenas sobre príncipes. uma função que atribuímos Ia como literatura. por exemplo. que impomos.. Benedict Anderson argumenta. inglesa como potencialmente aberta mas limitada. Mas oferecer universalidade a linguagem. ou jovens introspectivos. O que os teóricos fizeram foi refletir sobre a lisobre as funções "literatura" desemde como uma categoria sociais e políticas que se pensou que algo chamado do século XIX. ao egoísmo oferecendo e materialismo às classes médias e aos aristocratas uma baliza na cultura e dando aos trabalhadores enredos e temas da literatura promover uma comunidade ditos nas colônias britânicas. "A ficção". instigante. Quando tratamos algo como literatura.. literárias teratura e não-literárias. da interação a "Iiterariedade" tritas elas descrevem ou iluminam. implicitamente. funcionar como um substituto da religião. Parece que nenhuma englobar qualidades razão-chave a outra de modo a tornar-se da literatura à linguagem mas em última análise.J2QE!arlts:.. uma comunidade ampla deleitores. convencionais do leitor a respeito do que é literatura. os poemas e as peças se recusam a explorar nas situações e pensamentos de seus narradores trada em ação em outros usos da linguagem.tif2Q especiãrde"'escrTtã-encarregada ~-~t~"ITi. É resiste aos enquadramentos num poema procuramos em e as Mas da literatura o dístico "We dance round a ring .t. identificada obscuras? Como todas essas respostas parede universalidade. por não podem ser reduzidas a propriedades de maneiras de enquadrar A linguagem a linguagem.é caracteristicamente a leríamos?). Apresentar imaginada os personagens. há resistência cima disso. Transformada-"em ela enc()rregou-sc da grandeza da Inglaterra dos num empreendimento podia se contrapor economia capitalista. morreram em circunstâncias cem insatisfatórias. Uma obra literária vas ou a conseqüências para isso quejá surgiu dos pequenos experimentos difícil transformar ela se apresenta como.6es. na linguagem. escreve Anderson.

mais ela cação que busca distrair oferecendo-Ihes os trabalhadores da desgraça de sua condição aos trabalhaalgumas barrias asserções a universalidade da visão de e.afirma o arsem uma coros -. solitárias a mente em questões éticas. um educador tura com a ação. Essa visão da literatura como um objeto estético que poderia nos tornar "pessoas melhores" se vincula a uma certa idéia do sujeito. ou crer/o. lede não se aceitar plausíveis: que a literatura é um instrumento asserções são completamente ideologia e que a literatura novamente encontramos potenciais da literatura Também encontramos ra e as reflexão forma.) .T. promovendo de camaradagem. texto fundador do romance inglês.+0. na relação correta. 25 A referência pelo inglês professor da Universidade de Oxford. argumenta- foram atribuídas funções diametralmente se. Samuel em 17. mudança. Descobrimos que nenhuma diferença de classe. da como algo que pode ser questionado? A literatura plo. dores alguns romances a fim de evitar que eles montem cadas. ou virtude recompensada. Promove o caráter desinteressado. o qual os teóricos passaram a chamar de "sujeito o indivíduo liberal". ajuda a nos tornarmos sujeitos liberais através do exercício livre e desinteressado de uma faculdade imaginativa que combina saber e julgamento gumento rida ao julgamento. mais acesso a essa "região mais alta" .realidade. por/c r/estruir o poder do gênio de encantar e instruir e que. ela encoraja o distanciamento lado. Ou a literatura subjetividade individual (racional idade e moralidade) concebida como essencialmente livre de determinantes sociais. produz identificações dessa maneira sustentava que uma complexa oscilação entre as "propriedades" e a atenção que realça essas propriedades. poderia civilizar não apenas as classes mais baixas mas também os aristocratas e as classes médias. encontram'os argumentos À literatura muito especial. quanto mais se enfatiza pode ter uma função mundo oferecida importante. A litesociedade? Se as que são extremamente ideológico: é vista como um tipo especial de escrita que. o espaço de padrões de gosto e comportamento dos cenários problemas éticos são resolvidos e as personalidades A literatura como ela funciona como uma prática social. por exemintensa e tocante. o arco estreito de isso sem discussão.:lIlcc Richardson Pwnela. desligado de propósitos práticos e induzindo tipos particulares de reflexão e identificações. a passividade e a aceitação do que e dos arranjos sociais.) -t. revelarepresenta. induzindo leitores a examinar a conduta [inclusive a sua própria) como o faria um forasteiro ou um leitor de romances. (N. asserções contrárias sobre a relação da literaencoraja a leituproduzir ou a como que a literatura com homens e mulheres de outras condições. de uma maneira potencialmente opções historicamente vanta a possibilidade oferecidas às mulheres e. ensina a sensibilidade o sentimento e as discriminações sutis. nosso coração passa a bater de acordo com o sentimento de humanidade universal. Os teóricos sustentam se opõe às atividades como modo de se ocupar do mundo e. da verdade O/1C/C Na melhor das hipóteses. Ambas as é o veículo de Aqui para sua anulação. Platão baniu os poetas de sua república ideal porque eles só poderiam fazer mal. elas trabalham contingentes. a literatura o questionamento foi vista historicamente da autoridade apreciação da complexidade existe. sobretudo. encorajando de complexidades é o lugar onde a ideologia é exposta. histórias aceitam sem discussão que as mulheres devem encontrar sua felino casamento. ao tornar isso visível. na pior. ou partido. há uma região serena e luminosa comum. Em 1860.) aqui é ao rom. como diz Terry Eagleton2\Mas sobre o que faz a literatura. definido não por uma situação social e interesses mas por uma ratura é um instrumento um conjunto de histórias que seduzem os leitores para que aceitem os arranjos hierárquicosda cidade. se aceitam as divisões de pode para legitimar arranjos históricos classe como naturais e exploram a idéia de como a serviçal virtuosa casar com um lorde's. por outro perigosa: ela promove e. acima da fw))aça (' da agitaçôo. dessa sociais e políticas que poderiam através do diálogo com os pensamentos e elocuções daqueles que são líderes intelectuais da raça.. difíceis de reconciliar.atirando quando exploramos por Jane Austen torna a Inglaterra morais e circunstâncias um lugar realmente sociais nas quais os são formadas. nacional: a universalidade afirmar da literatura. opostas. O objeto estético. publicado de literatura enfocado. do alarido e tumulto da vida inferior de cuidado e ativir/ui/c c r/elwte do homem.T. (N. se é que vão encontrá-Ia. e há muito tempo se credita aos romances deixar as pessoas insatisfeitas com as vidas que herdam e ansiosas por algo novo quer seja a vida nas grandes cidades ou uma aventura amorosa ou a re- todos podem se encontrar e divagar em Não surpreende essa concepção que discussões teóricas c tcnham -t-t recentes tenham criticado a mistifi- 24 Crítico marxista inglês. Mas. A literatura a consideração envolvendo faz isso .

gênero. a escravidão.) "justificar iraniade A Cabana atenção em como o sentido se faz e o prazer se produz. crimes. em Historicamente. ajudando-o a se entrosar com pessoas de status social mais alto. autor de (N.T. às pratiassim é o ruído da cultura raça. de literatura anglo-indiano. líderes (1988).' de Campos Perspectiva. que causou tanto escândalo devido a seu uso de nomes e motivos sagrados num contexto é a possibilid<'lde de exceder ficcionalmente e escrito anteriormente. as virgens sâo belas. Mas a literatura não pode ser reduzida fornecedora a essa função social conservadora: dificilmente ela é a ao do a suspensão da exigência de inteligibilidade dos meios de expressão e a sobre as implicações de "valores familiares" mas torna sedutores todos os tipos de Deus no Paraíso Perdido de Milton'9 e filantropa popular norte-americana. Ela estimula calidades dos ganhos como sua informação. Isso é central para o que é literatura: pode ridicularizar.os KaI"Wnll?01' (1879-89).) Paraíso Perdido (1667). Autor de Joyce (1882J Crime e Casrigo (1866) e de Os Innii. ao termo autora (N.T. afinal de contas. trazidas à luz pela literatura: . Poeta condenado de Midnight's à morte por importantes Os Versos Children (J 9.T.T. formal. com o fato de que poderiam de Salman Rushdie'B.) ! 46 47 .za na cultura que pode compensar de variadas maneiras. e contista irlandês conhecido (1914). ao problema da identificação a identificação deveríamos rários? Por enquanto. Romancista o sentinlento erótica 30 Fiador negros romance 31 Jamcs Dostoievski (1821-188 humano 1). Romancista internacional.T. (N. os livros podem promover um "sentimento agudo de injustiça que torna possíveis as lutas a resistência radagem" que desencoraja a luta. por Raskolnikov no Crime e Castigo de aos valores capitalistas. um poema ousaram enfrentar.\·o entre outros. a a questão de sua legitimidade e adequação.\· (1922) sua traduçilo XX. ao dizer o que é literatura. A literatura de expor e criticar seus próprios limites.) religiosos (N. os cavaleiros sentenças como esta.moon rima com June and swoon. A literatura é uma instituição paradoxal porque criar literatura é es- sua época.produzir algo que parece um é uma instituição que vive se Volto. a reflexão de análise desses discursos. que levantasse cultural": fundir um romance com a História ou a mensagem num biscoito da sorte com um poema. um "best-seller" tural. é uma instituição literária de Sade27.) no que contribuiu bastante para fomentar Autor contra do coração juntamente seus momentos de iluminação 27 I'v1arquês de Sade (1740-1814). Romancista. O que temos de dizer a obra crever de acordo com fórmulas existentes . e seus efeitos: que a complexidade e com os personagens e narradores liteobservar sobretudo e prática social. 1986]. promover o que consideram ser os métodos críticos mais peros aspectos mais básida literatura.T. cuja sondagcm exerceram psicológica uma profunda dos cantos mais influência (N. No contexto da teoria recente. podia fazê-Ia sem sentido. que deu origem sadismo. o que foi pensado de uma a space and a wearywide space it was er wohned a Mookse': A questão "o que é literatura?" porque as pessoas estão preocupadas surge. (Elizabeth) Bccchcr Stmve (1811J 896).) (N. que tornou papel desempenha diversidade possível a Guerra Civil norte-americana. Assim. mas também podem produzir um senso progressistas. tirada within são ousados . transformá-Ia é a atividade de uma elite cultural A literatura vezes de "capital e é o que se chama às dá a você uma bali- porque a teoria ressalta a literariedade práticas aprender sobre literatura dos textos de todos os tipos.e do absolutamente Wake de James "Eins não condemolidor. de Deus os homt:ns". ajudou a criar uma mudança repentina a escravidão. da revolta de Satã contra 26 fbrriet Pai Tomás. desse romance em PWJolwntl FilllwgalJs H'tlke [São Paulo. perante inglês. Romancista do século foi um dos \Vake (19. A literatura É uma força entrópica assim como um capital cul- do Pai Tomás. A Cabana credíta-se às obras de literatura a produção da mudança: de sentimentos contra e gastos. com contista c jornalista russo. É uma escrita que exige uma leitura e envolve os leitores nos problemas de sentido. soneto ou que segue as convenções do romance . no Capítulo 7. que busca mais importantes entre poucos mentos outras obras. como em do Finnegans Joyce3l: o que quer que você imagine. baseada na possibilidade qualquer ortodoxia.mas é também zombar dessas convenções. 28 Salman Rushdie (1947-). escrevermos de modo diferente. eu sugeri anteriormente. a questão "o é manter diante de leitura tinentes e descartar os métodos que negligenciam cos e distintivos que é literatura?" tem importância Para qualquer coisa que parecesse fazer sentido. mas porque os críticos e teóricos esperam. escritores e Fi!l!1egans 981) e de Shame épico As invenç6es lingüísticas de Fhllll!gans Augusto H'ake tornam e I-Iaroldo um empreendimento e publicaram que (1608-1674). em que os leitores têm de lutar para captar o sentido. nação e idade. a Os de sátira e paródia. ir além delas. de Harriet Beecher Stowe'G. traduziram II frap. Os poetas e tradutores C/(. do século XX. nos por ter alcgadamente foco de uma controvérsia 29 John i\·lilton os caminhos blasfemado contra Autor o Islã em seu romance ainda Satânicos Seu caso tornou-se (1983).+ 1). valor. a literatura é ao mesmo tempo o nome do absolutamente convencional . como recursos imediata. Autor de DuhlinelJ. de testar o que acontecerá da literatura como instituição aqui. que procuraram parodiar crença.volução. Promovendo identificação através das divisões de classe. de cama- assassinato de uma velha cometido DostoievskiJ('. por sua experimentação Ufisse. Refletir sobre a literariedade de nós.39). ir além dela. Dos romances do Marquês imaginar o que aconteceria num mundo em que a ação seguisse uma natureza concebida Versos Satânicos a literatura literatura maneira como apetite sem limites. imaginar alguma ficção diferente e monstruosa.

específica. identidade. Alguns professores de literatura podem ter se voltado de Milton para Madonna. seja tão confusamente "teoria". você pode ver que há conse comportam que os lutadores livres se contorcem de que designam em agonia e limites além o estudos culturais.ndo aqui é "estudos culturais". Se você comparar estoicamente gentes. O trabalho na área de estudos culturais. na luta livre. os estudos cula literatura são um pro- os estudos literários.não ser responsabilizado pelo corpus infinito e intimidador de teoria. representação e Em neste livro. Ao analisar as práticas culturais. examinando mídia e corpo rações multinacionais. e tão difícil dizer que os dois and3m juntos: é a teoria e estudos culturais encenam bombasticamente papéis estereotipados. o projeto dos estudos culturais é compreender o funcionamento da cultura. operam e como as identidades para indivíduos e grupos. por exemplo. algo que o campo dos interé Poder-se-ia 1. realiza breves "leituras" de uma gama de atividades culturais. Vêm primeiro do estruturalismo francês dos anos 60 (ver Apêndice). turais incluem e abrangem como uma prática cultural uma boa quantidade jeto amplo no interior então. Se você tivesse de dizer o que a "teoria" seria algo como "práticas experiência. Os estudos culturais modernos têm uma genealogia dupla. no sentido No boxe. damentalmente dos quais ele não pode ir. de dentro do certame. uma importante atividade nas humanidades na década de 90 deste século. depende profundamente dos debates teóricos agência de que trato sobre sentido. venções subjacentes livre profissional atingidos. as regras da Estudos culturais é a prática de que o que chamamos resumidamente de "teoria" é a teoria. Como isso se relaciona com a teoria literária? A teoria literárias enriqueceu e revigorou enormemente mas. e estudos culturais? 3 iteratura e Estudos Culturais Mas qual é a relação entre estudos literários sua concepção mais ampla. abandonando completamente literatura.fX luta são externas ao certame. na realidade. de definir quanto "teoria" a própria com o boxe. Barthes está especialmente a parecer natural. a resposta e representação da . shakespearianos que com especialistas em realismo que trabalham percepção? Ou os estudos culturais irão engolir os estudos literários e destruir a literatura? Para compreender o problema. com a gordura. ele identifica passa continas cona luta quando "serial killers". o estudo da o estudo das obras é teoria de. Mas que tipo de inclusão é essa? Há ganham novo poder e de discussão aqui. O que está havendo? O que está acontece. como convenções que aumentam . indústrias Em princípio.ft) . venções diferentes: enquanto interessado em desmistificar mostrando o que. as regras estão fun- se queixam da "alta teoria".em resumo. E é surpreendente t31 como se desenvolveu. a teoria não é a teoria da lia produção humanos teratura. que tratava a cultura (inclusive a literatura) como uma série de práticas cujas regras ou convenções deveriam ser descritas. particularmente no mundo moderno: como as produções culturais construídas comunidades e organizadas. Uma das primeiras obras de estudos culturais do teórico literário francês Roland Barthes. enquanto que. de Shakespeare para as novelas. precisamos de um pouco de conhecimento sobre o desenvolvimento dos estudos culturais. culturais são de da num mundo diversas e misturadas. Mitologias (1957). e suas implicações os boxeadores no sentido mais amplo. como cultura disciplinar a prática. em cultura. históricas. de lutas livres profissionais e propagandas de carros e detergentes a objetos culturais míticos como o vinho francês e o cérebro de Einstein. de poder do Estado. Alguns praticantes dos estudos culturais mas isso indica um desejo compreensível . e a constituição de sujeitos que ela se baseia em construções sociais. como observei no Capítulo de sentido". Os estudos culturais do qual os estudos literários Professores de francês que escrevem livros sobre cigarros ou sobre a obsessão dos norte-americanos analisam a bissexualidade.

possa ser estimulado de modo que o "cara mau" ou vilão e não-esportivo A luta livre. de fazer a História uma outra teorização ideológica da cultura . inscrevendo-se ideológica uma série de textos que refletem sobre mitos da vida da Semiologia.u' 1\1undial. que havia sido perdida de vista à medida que a cultura a partir de baixo. é a questão de em que medida podemos ser sujeitos responsáveis por nossas ações e em que medida nossas escolhas aparentes são limitadas por forças que não controlamos. cas culturais estimulou funcionamento A outra literária e Sociedade.) marxista determinada como e es!rutuinseri- teórico da Il()(. A interação capazes de usá-Ias para outros propósitos. de modo sutil e complexo. o desejo do analista de encontrar pressão autêntica e suas indústrias recursos culturais luta. as regras existem para ser vioe o crucial para o desenvolvimento dos estudos culturais.a quasc () ohjeto .em desejo de recuperar a cultura popular como a expressão do povo ou de dar de grupos marginalizados. Richard um lado.T. (N. \Villiams difL'I\'lltCS.\.) Os estudos culturais se detêm na tensão entre o desejo do analista de analisar a cultura como um conjunto de códigos e práticas que aliena as na cultura popular uma expessoas de seus interesses e cria os desejos que elas passam a ter e. como uma imposição o que é importante uma formação opressora. tratando-se de lima introdut. que as "interpelam" por forças Em que medida as pessoas são construídas como sujeitos pelas 1958) e do fundador Centre for Contem- ou se dirigem a elas como porary Cultural buscou recuperar e explorar uma cultura operária popular.j quc simultancamcnte COlll os dois textos fundadores os das e dos estudos estudos quais Cjrti··Bl"l. o mundo. Ver Roland O mais importante é proposta. Os estudos culturais pelas formas culturais com que você passe a ocupar ou de que maneiras exercendo a "agência". as posições aqui. desse modo. desde esse mOlllL'nto dl~ fUllda\':lo.'tanha. cujas complexidades n:lo cabe detalhar É preciso registrar teórico. uma cultura tura de massas. (1915-1980). era identificada oposição àquela dos estetas e professores. há um forte ímpeto de mostrar como as pessoas são conformadas culturais. posição. por outro lado. por exemplo .foi 32 Roland formal cotidiana francês. sem se deter nas divergên- cias e polêmicas que têm marcado as diferentes \'C1'klltes dessa no\'a disciplina.'nômcllos da cultura c práticas no interior teóricas de massas. Esse projeto de recuperação de vozes perdidas. ideológica. dessa linguagem". c circula si. (N. A culda cultura de massas. Uma solução é mostrar que as pessoas são impingidos a elas pelo capitalismo popular é feita de de da culcom o pelas de mídia a fim de produzir uma cultura toda delas. Miro/agiw' ap.da teoria ratura.!nificados c \'.as propagandas. (A questão da "agência"..)0 .ão de cultura como sendo todos llm pensamento que compreendia. uma crúica e crítico francês que deu grandes no campo contribuições à Semiótica visam. Por outro. algumas além de campo Há uma proposições.:lo. teoria adianta literária. formas e práticas culturais. primeiro na Grã- ladas.) problemático e com as múltiplas . Investigando das imagens culturais contemporâneos à moda e comida.T.dores. os eSLTitores e tcxtos estando dos em rebç6es Como específicas se pode verificar.ara justificar para posicionar de massas (em oposição à opressora. Studies. da linguagem A nova ciência Mir%gius. primeira BJrthes francesa. os funcionamentos como imposição ela é chamada. literário dessa forma. ao se dirigirem das vezes dessa maneira. Intelectual a Banhes.)1 . de maneira bastante flagrante. marxista as satisfações de inteligibilidade em oposição. ecollomicamente DIFEL 1978. encontrou marxista "cultura européia popular") com alta lite. Lllquallto tinham constrói bastallte como foco de Banhes (lU L"nllll os t"L. \'asta numa disciplina esse e num dos terrenos nos estudos culturais da identidade mas. Por como malfazejo a uma fúria vingativa. A cultura que se opõem a ela e. culturais 118.32 culturais A obra de Raymond Williams do Birmingham Hoggart (The Uses of Literacy.como um tipo particular certas qualidades) fazem de sujeito (um cona você repetiessa somos como sumidor que valoriza e. mais contestados Cullcr da recente apenas transformou-se. e através de Banhes culturais a sociedade tomariam britânicos moderna rumos vida colidiana as estruturas Entretanto.sua cultura ou manipuladas social das estranhas construções da cultura. proporciona. e signos). O trabalho caráter capazes de usar os materiais tura popular é feita culturais de valor. Rio de Janeiro. britânico uma maneira 33 Raymoncl a Segunda fOU ele desmistiric. contemporânea por Ulll lado.1rl"L'Cll na i"rall(. como sigou espectadores do poder de cultura como os leitores pessoas com desejos e valores específicos? O conceito de interpelação vem do teórico marxista francês Louis Althusser.arco de sentido possa revelar-se público que pode ser produzido: dramaticamente sobretudo. a razão para estudar a cultura popular é entrar em contato e a análise do é a teoria (Cultura 1957)33 para as vidas das pessoas comuns . por outro.que analisava a cultura como uma formação e p. o exemplo que o bem e o mal estão claramente da alta literatura a leitura fonte das conotações dos estudos na Grã-Bretanha. para usar a expressão abreviada da teoria atual. dessa moral. desmontagern Williams Guerra sCll1iológica (192l-19SR). já as prátide Barthes Bretanha e depois em outros lugares. da cultura da cultura da Semiologia e crítico de massa. Dirigem-se a você . c concretas. indagam em que medida somos manipulados e em que medida nificadOs que funcionavam como consumidores Estado. forma. Fez a nítica Barthes. segundo (o estudo o teórico Ullla como desde de símbolos O livro de que fala CuBer contém e. bibliografia sobre ainda que os estudos acadêmica assunto culturais. Os estudos culturais voz à cultura nessa tradição são movidos pela tensão entre o e o estudo da cultura ideológica de massas com . é uma cultura cuja criatividade consiste em usar os produtos se harmoniza particularmente maneiras entre essas duas análises da cultura -a uma expressão do povo e a cultura sobre o povo . dita "realizar.

intertextual e no exame dos papéis culturais dos quais a como um e culturais portanto. sua percepção. estudos culturais portanto. de uma única concepção daquilo que estavam fazendo. alta e baixa cultura. Os estudos culturais surgiram como a aplicação de técnicas de análise literária a outros materiais culturais. Agora. ele é estudado de todos os ângulos nos vocabulários e desconstrucionista.")2 outras? Até agora. fosse tradicional ou não. O que foi negligenciado períodos históricos foram as obras "menores" que eram estué lido mais amplaeli- quando o estudo literário mais vigorosamente que costumavam teriam enquanto e gêneros. de ler as "grandes obras" da literatura concebíveis. em torno de dois tópicos amplos. se isso 1. Em oposição a surgiram dos estudos literários. os estudos literários são uma disciplina tratando atenção.são pouco lidos hoje. do que nunca. a respostradicionalmente para o esO que será do cânone literário se os estudos culturais engolirem os era a interpretação de obras literárias estudos literários? Será que as novelas substituíram Shakespeare e. em que todos os tipos de projetos. e a principal justificativa sua universalidade tudo da literatura benefícios era o valor especial das grandes obras: sua complexie seus potenciais em torno ocorreu. o cânone literário tradicional. Na teoria. rodeá-lo . rais instáveis se formam. mas Marlowe. O CÂNONE LITERÁRIO ta muitas vezes é. são vividas e transmitidas. populares. Em princípio. Shakespeare para serem contados. Heywood e Ben Jonson .que podem ter problemas mais ampla na qual se encontram construção blema ideológica Os argumentos sobre a relação entre estudos literários que sofre mudanças. os estudos no estudo da literatura . enquanto em que a tarefa cultura do passado e cultura (2) Os métodos apropriados presente. para o leitor. Shakespeare e rap. a culpa é dos estudos culturais? Os estudos culturais não irão matar a literatura através do estímulo ao estudo de filmes. e as obras são relacionadas teoria foi expandir o arco de questões às quais as obras literárias responder e focar a atenção nos diferentes resistem a ou complicam culturais. Particularcultu- de sentido literatura fenômeno entre outras. imigrantes em identificar-se com a cultura . não estão comprocontestada tanto e controversa. "em oposição aos estudos literários.dramaturgos um efeito semelhante. como o sentido se baseia na diferença. modos através dos quais elas como uma prática e aumentando o arco de questões no que diz respeito a levariam os estudantes dos estudos culturais . na prática. abrindo a porta a mais maneiras inglesa e norte-americana. não há necessidade de haver conflito Os estudos literários entre os e os literários. interpretado historicista se escreveu tanto sobre Shakespeare.quais as identidades mente importante.minorias étnicas. foi transformada moderde modo a metidos com uma concepção do objeto literário que os estudos culturais do pela teoria literária dadas regularmente "cobrir" mente e interpretado Beaumont zabetanos e jacobinos novos contextos de poeta da natureza em figura-chave era organizado devem repudiar. as pesem oposição a outra coisa. televisão e outras formas culturais mundial? lou a leitura literárias: revigorou l{ dade. inversamente.uma cultura que é ela própria uma e mulheres . proporcionando para longe de (em- podem ganhar qaando a literatura e Fletcher. Dekker. o estudo da literatura que se colocam para grupos . Tratam os artefatos culturais plesmente específica como "textos" a ser lidos e não como objetos que estão ali simE. (1) O que é literário": as obras regularmente estudadas nas e consideradas como formando "nossa herança para a análise de objetos culturais. em lugar dos clássicos da literatura Mas os próprios estudos literários nunca foram unificados Uma acusação semelhante foi feita contra a teoria quando ela estimude textos filosóficos e psicanaliticos ao lado das obras Mas a teoria Nunca psiela levava os alunos para longe dos clássicos. o crescimento acompanhou . com sua insistência Os estudos culturais algumas obras literárias. desde o advento da teoria. os estudos literários da é estudada como uma prática cultural a outros discursos. Wordsworth marxista. feminista. soas faZem estudos culturais quê? Como os estudos culturais concebidos". realizações de seus autores. é o estudo das culturas e identidades foi investida. a relação entre estudos culturais e estudos literários é um procomplicado. brigam por das obras literárias como das não-literárias. os estudos culturais são abrangentes: do podem ser agrupados chamado de "cânone escolas e universidades literária". sua beleza. podem intensificar complexo. Em princípio. e. O impacto podem nidade."):) as idéias de seu tempo. canalítico. Mas.

esses textos são freqüentemente da cultura Unidos. envolvendo raça e gênero. seleciona obras que são representativas ou um período da história literária (o a poesia norte-americana mode algo: talvez uma forma literária romance inglês.T. tratando as obras como exemplos ou sintomas de outra coisa e não do interesse nelas mesmas e sucumbindo a outras tentações. A experiência de crescimento de um menino (por exemplo. (N. culturais O que mudou é um interesse na escolha de obras que repree também expressão ou o sintoma. Essa asseveração de que a leitura cerrada não é proibida dificilmente é tranqüiliza90ra para o crítico literário. Cultural5tudies. Floss pseudônimo por critérios não-literários. do escritor norte-americano 0/1 lhe Segundo. de Maggie Tulliver. de Huck Finn) foi considerada universal. ArCH' por exemplo. dos afro-americanos. eles aplicavam análise literária a outros materiais culturais. Tulliver é a protagonista (N. latinos dos Estados Unidos.) . A esse tipo de leitura. dentro desse contexto de representar algo que as "melhores" obras são escolhidas: você não omite Sidney. determinando a escolha das obras a serem estudadas? Há três linhas de resposta para essas questões. e portanto marginalizados. Cada professor americano. a própria noção de excelência literária foi submetida particulares a discussão: ela cultua conta como literatura excelência funcionam interesses e propósitos digna de ser estudada nas instituições culturais como se fossem o único padrão de avaliação literária? A discussão sobre o que dos estudos cultu- sa"). elas também não são necessárias".) de The Ali!! (1860). neglicenciadas ou pela sua representatividade o desejo de dar a cada minoria eram uma forma renegada de estudos literários. A cultura é o efeito de representações ao invés de ser sua fonte ou causa? O estudo generalizado mulou debates acalorados foram comprometidos? das pela sua "excelência ral? É I 2. da qual as formas culturais é relacioná-Ias a noção são a à totali- poetas do período. a aplicação do critério mente comprometida de excelência literária Mark Twain. que é ensinada amplamente de outros ("literatura experiência cursos tradicionais grupos historicamente de literatura asiático-americana". declara que "embora não haja proibição contra leituras textuais cerradas35 nos estudos culturais. a 35 A referência de "dose modo como os sonora.que o principal vo de interesse é a complexidade estudos culturais podiam facilmente distintiva tornar-se das obras individuais um tipo de sociologia não escolhe o que ele ou ela pensa serem as dez maiores obras da literamas.os nãoque presidiu por muito tempo os estudos literários .T. da romancista ElioL pseudônimo aqui é ao de Mary Anne Evans. assim como você inclui o que considera serem as "measiático-americana. a literatura derna). ao contrário. eles deram () IlOllll' ao texto: sua camada reading" imagens. Spenser e Shakespeare do se você achar que eles são os melhores se é isso que você está uma gama de forfoi historica- seu curso sobre a era elizabetana lhores" obras de literatura ensinando. assim como das mulheres).bora não tenha causado) uma expansão do cânone literário. quantitativa. A teoria recente discute a questão de se há 34 Huck Finn é o protagonista de Sal11uel Langhorne inglesa internos George Clemens. entre essas tentações. de modo que analisá-Ias sentem uma gama de experiências mas literárias. Central. Finalmente. entretanto. A primeira "excelência tura mundial literária" nunca determinou estudos literários. Critics propunham a análise. MODOS DE ANÁLISE de dissensão diz respeito aos modos de e culturais. Quando os estudos culturais de textos anteriormente na mídia: os padrões negligenciados literários esti- tradicionais são escolhicultuuma reque está é que a O segundo tópico amplo análise nos estudos literários Obras anteriormente literária" correto". Se os estudos culturais se tornaram dominantes tornado e seus praticantes essa aplicação não mais chegaram da análise literária até eles vindos dos não poderia ter-se volume norte- o "politicamente presentação justa.) . ete. Libertados do princípio moti. e não critérios especificamente literários. e sobre como as idéias de das pessoas em questão (nos Estados é uma vertente asiático-americanos. ambigüidades. de Huck!eberry Maggie Fin!1 (1885). enquanto que a de uma menina (a . ra is extrema mente perti nente aos estudos literários. É elizabetana.).")4 (leitura cCITada). de que há uma totalidade social é a sedução da "totalidade". menos importante? A introdução de um influente o que é estudado. dade social da qual derivam. trazem para primeiro plano questões sobre em que medida a literatura cria a cultura que se diz que ela expressa ou representa. levando em conta apenas os ckmclIt()s ritmo. "literatura A literatura a hoje inclui textos de mulheres e de membros Quer acrescentados quer estudados como tradições separadas pós-colonial em língua ingleestudados como representações da americanos nativos. em The Mill on the Flos5l') foi vista como uma matéria de interesse mais restrito. Esses textos.

podem 37 Os alunos Aberta. do IRNB.Jn. . penso. uma. configuração culturais sociopolítica se relacionam e.fazer diferença". (1'\. na qual os produtos culturais são o sintoma de uma configuração ca subjacente. no Capítulo 2).pode .. Esse estado mais agressivamente mobilizado de hegemonia se reflete em exemplos do gênero policial tais como The Sweeney e The Professionals nos quais tiras à paisana combatem uma organização terrorista equiparando sua violência à deles. Crê que seu trabalho Essa é a idéia.000 pessoas entre 1982 e das séries policiais dos da linguagem e da imaginaçâo tido e o prazer são produzidos valiosas. 1985. os estudos culturais lectual tem obrigação seu trabalho intelectual "que seu próprio de . abrindo-nos para efeitos produtivos.T. análise sociopolítica.) de tt. evitar a alta cultura pular não é um gesto politicamente radical ou de resistência tanto qU. por exemplo . de uma maneira que não o era nos Estados Unidos. de inteligibilidade juntamente com as práticas de trabalhar inespera- Mas os estudos culturais são atraídos pela idéia de uma relação direta. em caso com ela. uma nova série. mostra policiais uniformizados em carros patrulha fazendo seu trabalho como profissionais mas a alguma distância da comunidade a que servem. estrutura (N. para uma narrativa há a questão das metas dos estudos literários dos estudos culturais atual seja uma intervenção de CulturalStudies. (K. social. Isso é certamente interessante e bem pode ser verdade. como sendo elitista. dos literários na qual todos os seriados de uma dada época têm a como expressões da configuração nos estudos culturais. reveladora: fará diferença. Na Grã-Bretanha tinha pearee nacional de" fazer diferença. incapaz de obter consenso facilmente. Com a consolidação do Estado de Bem-Estar Social na prosperidade do início dos anos 60. a obra porque Tia Sally quer da cultura civilizada.:ssorcs Quando os estudos culturais isso é difícil de distinguir Hegemollio é um acordo dl' domin. mas envolve um deslocamento estrutura da leitura ("leitura e atende cerrada") que está alerta aos detalhes da às complexidades do sentido. Historicamente. Nos Estados Unidos.IO accito pm aquL'il's que s:10 dominados. Sua identidade depende denigrem de fugir é o homem a literatura são subsumidos termina com Huck Finn sumindo para "os territórios" Tradicionalmente. (O conceito Army: velll do tl'{)ril"() 1I1ilrxista italiano Republic.IO ljUl' oferl'ce cursos de JlIW! sU]ll'rior a 11L'SSO<lS que não tiveram acesso . "Dessa maneira. o curso de "Cultura que atingiu sityJG na Grã-Bretanha. e estudar a cultura po- que contribui "sivilizá-Io".l univerpara eles e em casa COlll llI:tll'l"iais L' programas para oril'llta".I\'. estudam inslillll\'.)6 . parecia vinculada a tradição da literatura inglesa. c a cultura Antonio é parte dessa Gramsci). não somente outros fenômenos culturais. Se os estuesse tipo de "inter- Huckleberry Finn. popular e de fazer de ligaoperária cultural .A. aos monumentos uma carga política. estudar a cultura Na Grã-Bretanha. pretação sintomática" poderia se tornar a norma.) -r . sociopolítiPopular" da Open Univerna TV e a Lei e a em termos de leitura a que a literatura convida (discutidas imediata. de Mark Twain. Z Cars. mesma importância.'il'\'is<lo especialmente preparados reCOITer aos prob. precisa se armar contra a oposição vinda da militância sindical. das. Finalmente. cerca de 5. a especificidade dos como os produtos e atividades objetos culturais são da exigência nas fronteiras poderia ser negligenciada. que foge da cultura. onde a identidade nacional muitas vezes foi definida contra a alta cultura. para não dizer ingênuo. trabalha lho sobre a cultura cluem os editores meras descrições. continha Por exemplo.o fato mesmo de estudar cultura popular era um ato de resistência. Isso seria presunçoso. Dixon of Dock Green se centra na figura do pai paternalista que é intimamente familiar aos bairros operários que ele patrulha. o norte-americano 36 UniVersidade sidade.ll\o Irlal1d0s. os problemas de cfasse se traduzem em preocupações sociais: correspondendo a essa. Os grupos dirigentes dominam não de lllllill'sll'ulura Exército til' l'()llsl'lItillll'lltO.) que legitima aear'COITentes. o que torna tudo ainda mais atraente como um modo de análise. que analisava o desenvolvimento de uma situação sociopolítica para ler literatura embora seja o estudo literário que torne essas e culturais.essas disposições Ordem". Os praticantes e o interesse pela maneira como o sensão particularmente para considerar mas também uma unidade sobre "As séries policiais em mudança. Depois dos anos 60. A suspena disposição do sentido. há uma crise de hegemonia37 na Grã-Bretanha e o Estado.) de uma longa tradição nacional de filistinismo pela pura força mas através dos sociais 38 lrish Republici1n burguês.'1'. tanto quanto qualquer outra para definir a americanidade.Shakes- as idéias de estudar a cultura uma intervenção nosso próprio trabalho política estão estreitamente onde a identidade da alta cultura das décadas de 60 e 70.ou não uma totalidade positivo. na cultura muitas vezes esperam que o trabaacreditam". dos "terroristas". . social. Essa é uma afirmação os estudos culturais "tem obrigação não acreditam estranha mas. ao invés de coninteque práticas de leitura disponíveis.to.

But the secret sits in the middle and knows. O primeiro conjunto envolve questões sobre o valor de se estudar um tipo de objeto cultural precisa ser discutido: argumentos Shakespeare ao invés de novelas não pode mais ser aceito sem discussão e o que tipos diferentes intelectual no que diz respeito ao treinamento pos de concentração música complicou Um conjunto de diferentes não são fáceis de propor: o exemplo de comandantes tentativas diferente alemães que eram conhecedores de literatura.) o Segredo . Mas essas questões deveriam ser encaradas de frente. mas a oposição entre estudos culliterários passivos pode ser mero otimismo. da linguagem escolher uma opção ou outra: a literatura indica. e representação dêmico. O que é "sentido" aqui? Bem.T. conjuntos inguagem")Sentido e Interpretação cheios de queixas de elitismo e acusações de que o estudo da cultura poEm toda a confusão. modos de interpretação como estruturas e análise. ajuda separar dois ou outro. O que está envolvido na reflexão sobre o sentido? Tomemos os versos que tratamos poema de dois versos de Robert Frost'9: THE SECRET SITS respeito das obras literárias um período. e moral. que elas são apenas documentos desenvolvo ainda mais o problema da We dance round in a ring and suppose. aos estudos culturais. e estudos culturais estão 4 Os debates sobre a relação entre literatura pular trará a morte da literatura. (N. No próximo interpretação. de práticas culturais rais "têm a obrigação turais ativistas e estudos de ser" radicais. do de objetos culturais dos objetos culturais de todos os tipos . interdisciplinar. Os estudos culturais têm poucas das ligações com movimentos estudos culturais cipalmente na Grã-Bretanha políticos na América os que energizaram e poderiam ser vistos como sendo prinmas ainda acaOs estudos cultucultural. O valor de se estudar de estudos podem conseguir. capítulo. por exemplo? Tais de camarte e A literatura linguagem? É de questões. é um tipo especial de linguagem ou é um uso especial da no Capítulo 2. valorização cada um dos dois modos pode combinar com cada um dos tipos A leitura cerrada da escrita não-literária do objeto. Embora a interpretação apreciativa tenha sido associada aos estudos literários e a análise sintomática. tais como a interpretação complexas ou sua leitura como sin- Como esse debate papéis da linguagem Algumas das principais e sobre como analisá-Ia tomas de totalidades sociais. estudo. as questões quanto um tipo especial de atenção à linsobre a natureza são centrais para a teoria. um ma do sentido.)1{ . há uma diferença entre indagar a respeito do sentido de um texto (o poema como um todo) e o sentido de uma palavra. um estudo cheio de recursos.'5<) . questões podem ser enfocadas através do probleanteriormente como literatura. Podemos dizer que dance significa 39 "O SEGREDO SENTA/ Dançamos em CÍrculo e supomosJMas "realizar uma sucessão de senta no meio e sabe".as vantagens e desvantagens a que se concedem privilégios não adiantará propriedades guagem. que envolve tanto as e os de defender os efeitos de tipos específicos de de questões envolve os métodos para o estu- linguagem organizada de maneiras distintas ou é linguagem especiais? Argumentei.to tornar acadêmica a cultura de massas. tampouco fazer perguntas implica não implica culturais a de estética de objeto cultural.

é parte de seu sentido. a futilidade em torno. Os possíveis sentidos das para o sentido de uma elocução. rima e seu ar de conhecimento dos atos humanos: damos voltas e esse texto para a teoria contemporânea40• podemos apenas supor. contanto "Sua característica (pense na caligrafia lugar no sistema de trens: é esse trem. tentativa diferenças. o expresso Londres-Oxford das 9:30h do sistema de trens. a rota exata.1 pela primeira vez em 1916 por dois de seus alunos. sozinho indefinido e a "ele". não é uma proposição que não seja confundida poderiam fazer nas elocuções). expresso Londres-Cambridge lamentando ou se vangloriando. assim como os horários de partida e chegada. teria nomes bastante diferentes. do poema. é o que duas e a do signo lingüístico.obre o signo lingüística: quer número de maneiras diferentes rentes). "ela". mas as diferenças. ou d. O que dançarsignifica aqui depende daquilo em oposição a "prosseguir questão de trabalhar extrapolando ou em oposição a "ficar parado"). o texto.T. os vagões. seu potencial k. roviário.) Geral. Lingüista suíço. o que ela é. o que lhe dá sua identidade. você poderia dizer.) no século XX. no meio. pelo menos três dimensões ou níveis diferentes uma palavra. faz.depende. com que o contrastamos diretamente" ("dançar em círculos" desse poema é uma de interpretação uma convenção ou regra da língua inglesa que seja uma e não a outra. dando-Ihes conteúdo. puhlica<!n aul. que lhe permitem ele chama de natureza arbitrária ter um significado. o signo (por exemplo. O que temos bem ter sido chamado de outra coisa . os cachorros e "supor" se opõe a "saber': Pensar sobre o sentido a partir delas.. O mesmo poderia ser dito de "dançar" e "supor". ou é um grupo especial? Essas perguntas. que o som parece imitar o que ela representa. surgem em qualquer são contrastes. "você" e "eles". que pensamos como sendo exceções são as palavras "onomatopéicas" como bow-wow Mas essas diferem de uma língua para outra: dizem oua-oua e buzz é bourdonner'. ou barulho de campainha. o processo que o texto consegue provocar.wab Os casos em em ou buzz. é seu etc. um falante desconhecido um autor construiu. Saussure oferece uma analogia: um trem . vêm das coisas que elas proferindo essa elocução enigmática. Assim. a língua é um sistema de signos e o fato-chave e seu sentido de afetar os leitores. a letra b pode ser escrita em qualcom outras letras. A obra a que Culler se refere é Curso de LingüÍstica que reconstruíram seu pensamento (N. por sua vez. em francês. tros elementos dentro do sistema da língua. latido de cao: zumbido a partir de suas notas de Uma língua é um sistema de diferenças. tal como descrito no horário ferdas 8:30h se distingue e do trem local de Oxford das características envolve o leitor num processo de deslindamento Esse efeito. há o que poderíamos chamar de sentido de Que ato essa elocução está realizando: está advertindo uma elocução: o sentido do ato de proferir essas palavras em circunstâncias específicas. nessa elocução? Não podemos apenas indagar a respeito do "sentido". uma palavra) é uma combinação de uma forma (o "significante") ("o significado") relação entre forma e sentido se baseia na convenção. do das sugere. 40 Ferdinand de Saussure (1857-] 913). mas uma coisa que podemos dizer Não sabemos a quem o é algum grupo plural Temos tipos diferentes coisas.. não na semelhança natural. bases das ciências c outros materiais. de sentido: portanto. que aqui representa é algo que mas o que ele (E os sentidos das palavras. o leitor incluído em "nós" ou não? "Nós" é todo mundo exceto o Segredo.movimentos andamos rítmicos e padronizados". ou admitindo. em outras línguas. por exemplo? Quem é o nós aqui e o que significa dançar. O que é crucial não é qualquer forma ou conteúdo específico.T. Está que não têm respostas fáceis. Mais do que isso. Primeiro. que é um ato de um Finalmente. Assim. temos o sentido de uma palavra e o sentido ou as provocações de um texto. Aquilo sobre o que estou sentado se chama uma chair (cadeira) mas poderia perfeitamente ou punce. da dança e da suposição. É em geral é que o sentido se baseia na diferença.digamos o expresso Londres-Oxford para sua identidade. de uma elocução palavras contribuem falante. O que conta trem específico: não são quaisquer físicas de um a locomotiva. em oposição aos outros. de sentido. cujas idéias sobre a estrutura da linguagem lançaram as com oposições ou diferenças. tais como I. Há I 8:45h. 41 BOll':\l'O\I": lingüísticas (N. "Nós" "nós" se refere nesse texto: apenas que é um "nós" que se opõe a um "eu" que inclui qualquer falante que pensamos estar envolvido. com sua sobre o que está fazendo. os funcionários. o trem pode chegar e partir atrasado. Como diz mais precisa é ser de pessoas difeo que os outros não são': Igualmente. Assim o declara Ferdinand de ()O 1m:. O que dá ao trem sua identidade Saussure s.:. e de um sentido Isso significa Para Saussure. o sentido de e de um texto. podem todos variar. um lingüista suíço do início do século XX cuja obra foi crucial O que torna cada elemento de uma língua são os contrastes entre ele e oudas 8:30h . mas o que significa esse texto? Ele Saussure. 61 . então.

respectivamente. (N.T. são convenções perfeitamente de uma língua. cachorro "Está asando" (do modo que dizemos "Está chovendo").:~ . um dos maiores do Simbolismo. Parece não haver que há pensamentos ou "normais" de uma língua que não pensamentos que exi- a pensar . o caso. nomeada que os de expressar pensamentos ~ literatura trando-nos riormente.) Verlaine Poeta lírico francês. Whorf argumentava índios Hopi têm uma concepção de tempo que não pode ser compreendinão pode ser expl icada aq ui i).2 (. argupreexistentes. a língua inglesa distingue encosto) mas permite que o significado tos com e sem braços e tanto luxuosos . "cheer" e "char"42. que existem fora de qualquer linguagem. Saussure. dessa maneira. não é uma "nomenclatura" seus próprios nomes para categorias é uma questão com ramificações a presumir menta que temos as palavras nossa língua poderia dizer algo como. Cada língua é um sistema de conceitos e de de si. (. Um poema famoso de Paul Verlaine44 joga com essa "11pleure dans mon coeur! Comme il pleut sur Ia ville" (Chora no meu coração. não naturais ou Quando olhamos para o céu e vemos um movimento bem permitir-nos de asas. mas temos provas maciças de que uma língua torna "naturais" gem um esforço especial numa outra. por que não "está chorando no meu coração"? A língua não é uma "nomenclatura" gorias preexistentes. como chove sobre a cidade). inevitáveis. é o sedo signo: tanto o significante são eles próprios respectivamente.T. de fala e escrita (paro/e). que afirmavam está a "hipótese que existem indepenpreSapir-Whorf". estrutura: cruciais para a teoria recente. (forAs (sentido) divisões convende modo dife- gundo aspecto da natureza arbitrária I o código lingüístico é uma teoria do mundo. 43 "It"· pronome 42 Cadeira. está a visão de senso comum de que a lingua apenas fornece nomes para pensamentos dentemente. No plano "chair" de "stool" (uma cadeira sem ou conceito "chair" inclua assenassentos macios e bem envolver que fornece Essa bebê de modo a usar o pronome correto para falar sobre ele ou ela (não podemos chamar um bebê de "it"43). ao invés de "pás- que existem fora da linguagem. festação concreta da ideologia autorizados fazimento.as categorias nas quais os falantes ou des- a partir de dois lingüistas mina o que conseguimos da em ing lês (e portanto um modo de demonstrar que a língua que falamos deter- vemos o mundo irrefletidamente. existentes. como pensar algo que nossa língua não havia previsto antea atentar para as categorias através das quais são A língua é.duas diferenças conceitos distintos. e gatos.) (N. diferentes. a língua oferece maneiras Num outro extremo. Num extremo. Falantes de inglês têm "pets" (animais de estimação) .gnos convencionais é uma questão importante um sistema podem ser levados a enxergar através e em torno das configuAs obras de mosexploram as configurações tentam ou categorias dobrá-Ias dos modos habituais Como a língua se relaciona ao pensamento I. mas não precisa fazer variantes de um único signo. As estruturas gramaticais.quanto o espaço de seu questionamento o sistema de uma língua (Ia /angue) A tarefa da lingüística da língua que torna (ou gramática) Saussure distingue particulares o sistema subjacente de exemplos é reconstruir possíveis os podem ser pensados ou expressos numa outra. "está chovendo na cidade". Ainda mais importante. ma) quanto o significado para Saussure e para a teoria recente.I . A língua inglesa divide "chair". pensar. nomes (N. insiste Saussure. (1844-1896). o que que organiza o mundo. a popularidade das roupas de cor rosa ou azul. sem dúvida. Tendemos e cadeira a fim de nomear Mas.eles poderiam ser pronúncias do sentido. para sinalizar a resposta correta aos falantes). assentos duros quanto que poderiam perfeitamente Uma língua. rações da sua língua. leitores que fornece etiquetas para catee ela gera suas próprias categorias.T. também. aplaudir e carbonizar. Línguas diferentes dividem o mundo diferentemente. tanto a mani.uma categoria que não tem nenhum correspondente francês. embora os franceses possuam quantidades imoderadas cachorros em de cionais do plano do som e do plano do pensamento. Por exemplo. usado apenas para se referir a objetos ou animais.) 44 Paul-!'vIarie neutro em inglês. se as palavras substituíssem conceitos teriam equivalentes não é absolutamente formas: I exatos em sentido de uma língua para outra. Mas os falantes cachorros e cadeiras. de pensar e freqüentemente nos forçando ou reconfigurá-Ias. nem todas as línguas fazem do sexo a característica crucial dos recém-nascidos. nossa língua desse modo sugere que o sexo é crucial (daí. línguas dividem o plano do som e o plano do pensamento como signos separados com sentidos isso . saros estão voando". Dizemos. a fim de ver uma realidade diferente. A língua inglesa nos obriga a aprender o sexo de um rente. Mas essa marca lingüística do sexo não é de modo algum inevitável. para a teoria recente. no plano do som.

que específicos da é exami- históricas tentando lingüista língua. lá no fundo. sua literária e o tarefa seria descrever a "competência enfocaria as convenções que tornam literária" que os leitores de literaa competência literária diferente de buscar descobrir o senti- John is eosy to têm sentidos muito diferentes de inglês? Os falantes brir o "verdadeiro sabem que. vêm dos campos da lei e da religião. com objetivos diferentes e tipos diferentes de evidência. postulando um nível subjacente possíveis a estrutura sentido: quais são os códigos ou sistemas da convenção que possibilitam aos leitores identificar gêneros literários. vai I primeira pista. as obras de crítica literária freqüentemente combinam poética e hermenêutica. começa com os textos e indaga o que eles sig- 45 John está ansioso por agradar 'e 101111 é f<ÍciJ de agradar. O mais influente além.) tarefa é explicar quaisquer efeitos que possamos comprovar 64 65 . na primeira. A tarefa inglesa (aqui. básica. considera os sentidos como aquilo que tem de ser explicacomo eles são possíveis. sua . a seguir com formas semelhantes p/eose4S - começo com fatos sobre a forma e o sentido que . a lingüística sentenças até mesmo sentenças que eles nunca encontraram as elocuções têm para os falantes e tenta explicá-Ias. Como é que as duas para os falantes não tenta descosignificassem da língua de gramatical) j segunda. (N. criar "perno texto. Mas os dois pro- específica que os falantes Assim. Isso envolve mais uma distinção momento examina específico.eventos de fala ou poro/e. pois não conhecemos maneira que conhecemos é certamente na favoreceram modo a explicar diferenças comprovadas Aqui. este é um contraste entre a o sentido de John is eager to p/eose e. na segunda. procuram 11 procurando interpretar descobrir interpretações um texto novas e melhores. Compreender ná-Ia sincronicamente. a da poética. em que as pessoas legal ou sagrado diocrânico. do e tenta resolver de sentido entre essas sentenças. Essa uma razão pela qual os estudos literários a hermenêutica em detrimento da poética (a outra razão poética e a hermenêutica. Um lingüista sentido" dessas sentenças. modelado por contraste. são os outros que o agradam. as mudanças presente ou passado) e o estudo sofridas explicar por elementos detalhadamente entre o estu- nificam. identificar simbólica que sonagens" a partir de detalhes dispersos fornecidos temas em obras literárias Essa analogia nos permite medir a importância ra. comprovados trecho personagem menêutica. o sentido de uma obra. Na realidade. como se as pessoas tivessem da lingüística é descrever as estruturas de estrutura que descrevesse estado erradas o tempo todo e. A poética começa com os sentidos ou efeitos com esse e indaga como eles são obtidos.por exemnão exige que conheçamos por outro lado. mas também o que um verso específico significa poema nos diz sobre a condição humana (hermenêutica). Noam Chomsky. mas a tradição sugere que o estudo literário deveria escolher a a as regras e I fi convenções do sistema que tornam dador do que é chamado possíveis as formas e sentidos da língerativa-transformacional. as sentenças outra coisa. reconhecer enredos. Os modeautorizado a fim de do sincrânico de uma língua (que enfoca a língua como um sistema num los hermenêuticos decidir como agir. portanto. negligenciada e ir atrás do tipo de interpretação dos poemas e histórias? entre dois tipos de projetos: O outro. o fun- de gramática II que a tarefa da lingüística é reconstruir a "comdos falantes nativos: o conhecimento ou habilidade adquirem e que os capacita a falar e entender antes. gua. na época moder- não podemos tomar o sentido como um dado mas temos de buscá-Io. na lingüística. (O que faz com que esse específico? Por que o final desse poema é ambíguo?) A her- num romance pareça irônico? O que nos faz simpatizar é que as pessoas geralmente estudam as obras literárias não porque estão interessadas no funcionamento da literatura mas porque pensam que essas obras têm coisas importantes Mas a poética a dizer e desejam saber quais são). tentando entender como as obras obtêm seus moderna da crítica escolheu esmagadoramente de nossa época. fazendo da interpretação das obras individuais o climax do estudo literário.T. Nos estudos literários. demasiado freqüenteum. há uma distinção mente nos estudos literários. entre poética e lingüística o sentido pode parecer desorientadoda mesma de uma obra literária começa com as formas e procura interpretá-Ias. Se os estudos literários tura adquirem. Adotar os sentidos ou efeitos como ponto de partida (poética) é fundamentalmente do (hermenêutica). para nos dizer o que elas realmente significam.John is eoger to p/eose e jetos são em princípio bastante distintos. argumentando petência lingüística" uma língua como um sistema que funciona Ii II O modelo lingüístico efeitos. John quer agradar e que. indagando indagando como um efeito específico e o que um é obtido ou por que um final parece correto (ambas questões de poética). Uma poética adotassem a lingüística como modelo.

A crítica feminista "a hipótese faz. que diferença que diferença muda nossa de seus (psicanálise). o colapso da ordem do mundo elizabetano". Interpretar uma obra é Dizer que" Hamlet é sobre um ou "Hamlet ou "Hamlet é sobre o medo é sobre a não é recusar-se a jogar o jogo. que afirma que o sentido do texto é a experiência do leitor (uma experiência Se uma obra literária que inclui hesitações. que um final é mais bem-sucedido que outro. no Capítulo obras tornam normativa a perspectiva masculina e têm discutido posição de que as dificuldades. as críticas feministas têm estudado as diversas estratégias pelas quais as como o chamei. Para qualquer que os leitores (e escritores) trazem para seus encontros que respondem? Que tipo de pressupostos a literatura textos: que espécies de procedimentos obras da maneira apropriados leitores para explicar mais formal que ocorre elemento suas reações e interpretações? e na maneira como eles entendem levou ao que é o que ele faz. a partir de um ponto de vista masculino. Além disso. Uma obra é interpretada horizonte Ham/et de expectativas com expectativas chamam de "horizonte dos signos" valem como possíveis respostas. O que é comuou "abordagens" teóricas da disposições de dar tipos instância. envolver Essa de um texto.quais são as convenções cooperativo hiperprotegido" da literatura: hipóteses de que o que eles (a visão a partir da posição da câmera) é entender as obras como eles as entendem. é ainda mais aprocomplexos. Como. a resposta príncipe da Dinamarca" deve satisfazer priada para os textos simples do que para os perversamente óbvia. interpretam mesmos à medida que lêem. o que básica que torna possível a interpretação essencialmente masculino: as mulheres são posicionadas como o objeto do olhar cinemático e não como o observador. da experiência" tenção (New Criticism). conjecturas é concebida como uma sucessão da e autocorreções). (teoria pós-colonial). específicos de respostas às questão de sobre o que. relações de gênero" texto" (desconstrução). certas condições: não pode ser chamado de "estética da recepção". do ponto de vista da hermenêutica. "a condas do de unificação como resposta a questões postas por esse das de um contemporâneo pode afetar os horizontes tem discutido feminina de de mente visto como "escolas" de crítica literária e um leitor dos anos 90 deste século aborda diferentes são. "a natureza "a assimetria ta Elaine Showalter4G.pio. subversivas" (feminismo).T.ls mente modos de interpretação: 46 Uma das expoentes da crítica feminista norte-americana. Mas a história de um leitor. Mas" Hamlet é sobre feminina". deveria fazer. Por exemplo. "conflito de energias "a possibilidade edipiano" Shakespeare. e expectativas derrotadas contar uma história de leitura. O foco nas variações históricas e sociais dos modos de ler enfatiza que interpretar é uma prática social. Os leitores interpretam informalmente para si de quando conversam com amigos sobre livros ou filmes. e as tradições de suas interpretações as mulheres a ler "a mÇltriz heterossexual" Os discursos teóricos particularmente nomeados entre parênteses não são primariasão explicações do que consideram ser para a cultura 67 e a sociedade. os teóricos de cinema têm levantado chamam de olhar cinemático Da mesma de imagens num poema faz sentido ao passo que outra não. então uma interpretação obra pode ser uma história desse encontro. forma. se o leitor é uma mulher. deve ser especulativa. ligações são postuou confirmadas. literária focaliza a atenção no conhecimento com os os leitores seguem ao responder às devem ser Pensar nos ~ !I n 1I as mulheres assim como para os homens. que se pode contar a respeito de uma dada obra de expectativas" do que o homem tem da sexualidade confiabilidade literatura depende do que os teóricos leitor. em última uma obra é: "a luta de classes" (marxismo). mas a interpretaçâo jogar o jogo do "sobre": "então. Para a interpretação nas salas de aulas. de "princípio . (N. Toda uma gama de fatores expectativas dos leitores. em última análise. diferentes. sobre o que é essa obra realmente"? questão não é inspirada pela obscuridade Nesse jogo. que essa combinação de como os leitores fazem que Ihes é uma a su- como um homem. e irrelevâncias implícito A idéia de competência a aparente falta de sentido. pergunde uma leitora para a importância e induzido (novo historicismo). as digressões estudo dessas estruturas e efeitos deveria mudar os modos de ler . Nos estudos literários. autodesconstrutivista apreensão de um dado texto. nos despertando códigos sexuais"? Os textos literários parecem ter presumido um leitor masculino "a oclusão do imperialismo" (gay and lesbian studies). com seus altos e baixos: diversão postas em jogo. uma parte crucial da poética é uma explicação para interpretar possibilitam convenção as obras literárias 2. você pode perguntar outros elementos.para têm uma função relevante em algum nível. Muitas dcss. por exemplo. como ele se relaciona com pode. há protocolos uma obra. de ações sobre o entendimento sas convenções ou expectativas ladas.) importante 66 .

a sentido de uma obra não é o que o escritor tinha em mente em durante a composição da obra.estratégia denigre respostas posteriores à obra. que o sentido no qual ela figura. sendo assim. Como meus a política literários f 1 o sentido de uma elocução como o que o emitente do que em suas palavras. o fato de que se produzem do de uma vez por todas por qualquer de longa data na teoria determinação do sentido Falácia Intencional" literária literário.como miversões da resposta ao relacioná-Ios que é importante diferentes análise é como você chega lá. o que ele ou freqüentetensão na obra. mas o que você disse realmente Às o sentido: para saber o as circunsafirdo Alguns críticos é a experiência elocução é o que alguém quer dizer com ela. mas geralmente não a uma intenção interior Essa interpretações? sobre". nível não há necessidade de nos dias de hoje esse sentido está amarrado mas à análise das circunstâncias de ato esse autor estava realizando. Podem ser de um autor ou na disou subcruciais. histórico contexto. tentamos argumenta que. mostram. no texto. digamos. ou o contexto Intenção. dizemos que o sentido está no dizer x.o que determina o sentido? Agora. o que com sua resposta. da pertinência de sua leitura. tido parecem temer que. as relações dos homens com suas mães. ao contrário. na conversa comum. dizemos que o sentido de uma de um o sentido. a falante que determina determinasse o sentido? Às vezes. ·1 do naquele momento valorizadas tencionado culação. Não se pode Para a o qualquer os outros coisa: ela resiste e você tem de se. pertinência dela. ou o que o escritor pensa depois de terminada. por corporificar não é a resposta que você propõe . leitor cussão das maneiras pelas quais uma obra poderia ter complicado . é o que determina . ou então ela será descartada. não é melhor homenageá-Ios pelo poder de suas criações de estimular dade de leituras reflexão infinita e de dar origem a uma varieser o sentido original de do que pelo que imaginamos y .como se o sentido fosse o produto da própria linguagem. o scnliilo 68 69 . texto. ou a não confiada instituição dos estudos pessoais ou históricas do autor: que tipo dada a situação do momento? dos signos.teorias incluem explicações do funcionamento so em geral e portanto sões da hermenêutica. num determinado se Hamlet é em "última renascentista. cussões sobre a interpretação o oráculo Discussões sobre o sentido são sempre possíveis e. Ninguém afirma que "vale tudo". no caso das obras literárias. sentido de uma obra não é o que o autor tinha em mente em algum tampouco é simplesmente uma propriedade do texto ou a uma de um leitor. sugerindo que a obra responde a preocupações de seu momento de criação e apenas acidentalmente às preocupações de leitores subseqüentes. dizemos que o contexto tâncias leitor. por exemplo. Se. na análise do pensamento vertido uma visão ou intenção anunciada. como ver- algum momento ela conseguiu mente tratamos dão origem a tipos específicos de interpretação que a obra significa quais os textos são mapeados numa linguagem-alvo. participam da literatura ou do discurnos autor). não se resolvem consultando como o que. mam. o senOs críticos que defendem a noção de que a intenção determina autores e decretamos que "vale tudo" na interpretação. algumas do texto entre a que é importante tornam-se. se você propõe uma interpretação. são especialmente valiosas. previsíveis. mas. e (2) devem-se produzir argumentos sobre como cenas ou combinações de versos específicas sustentam fazer uma obra significar esforçar para convencer condução qualquer hipótese específica. no jogo de interpretação nhas paródias definição. se negamos isso. experiência experiência um desses fatores. o sentido de uma obra ao que um autor poderia ter uma estratégica exemplos podem sugerir. Quanto aos autores.você pode ter pretendido significa vezes. é o que determina você tem de examinar de um texto argumentos uma obra? Nada disso é para dizer que as declarações de um autor sobre uma obra não têm interesse: para muitos projetos críticos. mas as obras literárias ciona. mas. como textos a se justapor ao texto da obra. Às vezes. como se a intenção texto . A vivacidade depende dos fatos duplos de que (1) esses argumentos nunca se resolvem. É porque não tanto aquilo diz respeito Um artigo é algo simples ou simplesmente que compreendemos simultaneamente É de um sujeito e uma propriedade de um texto. compreender. não algo determinaao papel da intenção famoso chamado na momento. como mencionei. é porque estamos mais interessados está pensan- a . Voltamos a essa questão central. para todos os quatro a fatores mostra que o sentido é complexo e esquivo. no que o falante do projeto da poética. você tem de persuadir os outros a respeito da desses argumentos. colocamos os leitores acima dos Mas. que essa elocução específica significa. Restringir você faz com os detalhes Mas como decidir bilidade escolher pelas estruturas permanece específicas de palavras que colocam em circrítica possível. uma pergunta-chave sentido. Uma discussão de "A as dis(o a sentido é uma noção inescapável determinado.

das mulheres Romancista negras). As explicações da hermenêutica freqüentemente distinguem original uma de é ilimitado. pela muitas vezes não reconhecida os compromissos contexto dessa literatura a partir presença histórica da escravidão. que busca expor os pressupostos quais um texto pode contar (políticos. tar que o contexto então devemos acrescen- pensar questões momentosas distinção seu autor no processo). Mas essas asso- 47 Pseudônimo experiência de Chloe Anthony Wodard (1931-). ao restringir nal distanté uma hermenêutica de nossas preocupações. filosóficos. uma hermenêuorigi- o texto a algum sentido supostamente pode reduzir seu poder. e do leitor da suspeita pode valorizar outra coisa que poderia ser concebivelmente é ilimitado: não se pode determinar relevante. está preso ao a mutações hermenêutica produção do resgate. que busca reconstruir e intenções o contexto (as circunstâncias do autor e os sentidos que um de uma hermenêutica com os A lingüísticos). mas o contexto é ilimitado. e que com a liberdade . enquanto o texto pela maneira pela os pressupostos de pode ser uma em seu funque regras de linguagem. dizemos que o sentido está preso ao contexto. "sintomática" como o sintoma algo supostamente da sociedade do tica reconstrutiva "mais profundo".T. A interpretação enquanto E objeto . se de antemão o que poderia con- qual. Interpretar um poema como um sintoma ou um caso ilustrativo de características insatisfatória da lírica. As grandes mudanças na interpretação do alargamento argumenta ou redescrição do contexto. pode ser útil para uma explicação daquela prática. que a ampliação do contexto seguir alterar o que consideramos está preso ao contexto. da imaginação da escravidão. busca tornar diz-se aos leitores hoje. por exemplo. Toni Morrison47 foi profundamente marcada que a literatura que é a fonte real de interesse. mas o contexto pressão de discussões teóricas. poderíamos contexto qualquer inclui Se devemos adotar algum princípio ou fórmula geral. O sentido provocadas pelos como tendo algo valioso a dizer (isso poderia ser hermenêuou suspeitosa) e (2) a interpretação de algo não-textual.) da dos negros (principalmente Intelectual (N.é impreciso. está sempre a ser decidido. 70 71 . tural da qual a obra é um exemplo. é um dos principais teóricos da teoria cultural e do dis- e pós-colonial. sujeito a decisões que nunca são irrevogáveis. A isso me volto agora. sem o conhecimento de seu autor. não examinados medida que texto poderia ter tido para seus leitores originais) da suspeita. da estrada aberta.) Ganhadora do Prêmio 48 Edward Said (1935). do qual eles adquirem não é muito satisfatória mas. ser pensadas como o resultado Por exemplo.deveria ser lida no importância. a riqueza para sustentar O sentido sempre aberto uma vida sob a na Grã-Bretanha. primeira uma mensagem original acessível pode celebrar um texto e seu autor à sexuais. ele nos envolve e nos ajuda a rehoje (talvez subvertendo que considera que essa distinção o texto. por sua sondagem (N. seja ela a vida psíquica sintomática negligencia a especificidade do autor ou as tensões sociais de uma época ou a homofobia burguesa. conhecida NobeI. na realidade. Mais pertinente entre (1) a interpretação cionamento. Mas. poderia ser hermenêutica útil à poética.T.é um signo de outra coisa . quando enfoca a prática cul- teira. da literatura como o sentido de um texto. norte-americana discursos teóricos poderiam.a liberdade da fronsem grilhões . curso colonial e ativista árabe-palestino. enquanto muitas vezes que a segunda nega a autoridade do texto. do autor já que o ciações não são fixas e podem muito bem ser invertidas: tica do resgate. trata o texto poderia contar como relevante. norte-americana. mas uma contribuição Edward Said48 sugeriu que os romances de Jane Austen deveriam ser interpretados contra um pano de fundo que é excluído deles: a exploração das colônias do Império que proporciona decorosa no plano doméstico contexto.e portanto um modo de interpretação. e dizer que o sentido é determinado a situação pelo contexto.

Tradicionalmente. tratando a retórica como a arte da persuasão e a poética como a arte da imitação representação. no momento-chave no drama trágico. parecem se apoiar inevitavelmente figurada passou a ser vista como artifício do pensamento ou da imaginação mostra como as expli- poética e caiu em desgraça. consiste em figuras cuja natureza figurada em "compreender" um "problema que visa a ser poderosamente é como retórica a imitação enganosa ou (mimesis) ao persuasiva. desde a era clássica. a arte da eloqüência e a poesia era uma instância superior associada ordenam as palavras para obter efeitos especiais. o próprio termo metáfora Mythology".j lin a figura mais impor o valor da poesia enfocando 49 Ver Arfe Retórica e Arte Poética.) trata algo como outra coisa (ch.lIn. vermelha" à rosa para se referir não da metáfora). A poética. As tradições medievais assimilaram as duas: a retórica tornou-se Uá que busca ensinar. é o estudo dos recursos persuasivos e expressivos da linguagem: as técnicas de linguagem e pensamento que podem ser usadas para construir discursos eficazes. No século XIX. o herói 5 etórica'J Poética e Poesia se dá conta de seu erro e os espectadores percebem que "lá a não ser pela graça de Deus vou eu"). frívola que desencaminha afirmou Aristóteles49 essas duas expressões tornam-se possível figuralidade. em "White cações teóricas da metáfora e comover) ou tropos se desviam. literais através do esquecimento os cidadãos e provoca desejos extravagantes. (Desse para a liberação de emoções intensas. o sentido de uma palavra mais misturadas de dissimulação apóstrofe (dirigir-se sentar (personificação). "Meu amor é uma rosa vermelha.1I 7:3 72 . Alguns teóricos até mesmo adotam a conclusão paradoxal de que a linguagem é fundamentalmente guagem literal Quando falamos e que o que eles chamam de linfoi esquecida. algo que não é um ouvinte e assonância (a repetição A teoria recente regular. como explicação dos recursos e estratégias da literatura. E. Aristóteles separou a retórica da poética. Dessa perspectiva.T. como em "Aquieta-te de um som vocálico). textos fundadores no campo da teoria litcr. Uma figura usa ou desvio do uso expandida que estuda os recursos para os atos lingüísticos de todos os tipos. Uma metáfora cJ. A teoria literária cos discutem retórica "comum". No final do século XX. Por exemplo. retóricas. não é que não haja distinção entre o literal e o fic]urado mas sim que os tropos e figuras são estruturas fundamentais guagem. de sua árduo". raramente questiona a noção de um sentido "comum" figurado? Jacques Derrida. Ele argumentava valiosa experiência que a poesia fornece uma saída segura ao conhecimento. por exemplo. a retórica genuínas ou e renascentistas. é linguagem foras. é geralmente tem se preocupado e a funçâo definida a natureza das figuras como uma alteração por exemplo. Algumas dessas figuras (a repetição de uma consoante). distingue figura de tropa e até mesmo ou "literal" do qual as figuras é literal ou em metámeu coração!"). a retórica foi ressuscitada como o estudo dos poderes estruturadores A poesia se relaciona com a retórica: dante de figuras de linguagem e linguagem do discurso.'iria. E afirmava que a poesia modela a da passagem da ignorância do "reconhecimento" modo. que. os retóricos tentavam distinguir os que a que "mudam" das "figuras" ou alteram. desde que Platão excluiu os poetas de sua república quando a poesia é atacada ou denegrida. Ela está intimamente de explicar os efeitos literários atraque os tornam e operações de leitura à flor mas a algo belo e precioso (essa é a figura Ou "The Secret Sits" torna o segredo um agente do ato de Antigamente. não exceções e distorções. "tropos" específicos (como na metáfora) são: aliteração retórica. entretanto.invés da retórica. não pode ser reduzida a uma explicação das figuras mas a poética poderia ser vista como parte de uma retórica muito com a retórica e os teóriretóricas. (N. que faz uso abunideal. deleitar divorciado das atividades dessa arte. tante é a metáfora. Defini a poética como a tentativa vés da descrição das convenções possíveis.

dá as costas aos ouvintes. um amante. ao cantar ou entoar. uma Musa.um tópico que retomaremos A épica e o drama trágico cença. do todo pela parte: "dez mãos" em lugar de "dez trabalhadores': partes representem os todos. semovendo de uma coisa para outra no inter.Jorge de burro ou meu amor de rosa vermelha. Hayden White' homem do tempo?).) 51 Ver Trópico. é que há estruturas que se verinuma quádruplo. A ironia justapõe aparência da parte e permite e realidade. e drama. nos tempos antigos e na Ren. (N. A idéia fundamental fica bem nesse exemplo da retórica como disciplina.são usados pelo historiador histórica ou o "emplotment". ficamos policial. entretanto. em que o narrador fala em sua própria voz mas permite aos personagens falarem nas deles. as mais altas realizaçôl's foram. obstáculos". podemos acrescentar o gênero moderno do romance.ior de um dado domínio. Mas os teóricos também enfatizaram a importância de outras figuras. A metonímia como quando dizemos "a Coroa" em produz ordem ligando coisas em séries espaciais e temporais. que as obras em três classes extensas. analisar a explicação as estruturas como ele a chama: são retóricas básicas através das quais percebemos o sentido da 50 Ver t':Ola 15. um poema lírico ou uma tragédia. a metáfora e a metonímia são as duas estruturas fundamentais a metonímia da linguagem: se a metáfora liga por meio da semelhança. há a recitação oral: um poeta que confronta gens no palco falam. lugar de "a Rainha". de sua incongruência. Outros teóricos acrescentam a sinédoque e a ironia para comé a substituição Ela infere que as o do para pletar a lista dos "quatro tropos principais': qualidades do todo a partir das qualidades A sinédoque poética ou !irica. de estruturas ma- mais amplas. até mesmo uma teoria. como "a vida é uma viagem': Esses esque- mas estruturam nossos modos de pensar sobre o mundo: tentamos "chegar em algum lugar" na vida. experiência. Esses quatro tropos principais . e assim por diante. porque A não intrinsicamente pode depender frívola ou ornamental. ou um objeto natural': A esses três gêneros elementares. e "finge estar falando consigo mesmo ou com outra pessoa: um espírito da Natureza. No drama.) de qualquer aspirante a poeta. fá-Io penmais tarde é tivas: sabendo se estamos ou não lendo uma história de coisas diferentes Lendo uma história fazemos quando ou 'uma espreita sar e depois lhe permite ver a relação entre gerações numa nova luz: a relação da criança com o homem em que ela se transforma comparada com a relação de um pai com seu filho. por assim dizer. Como uma metáfora amorosa. Os teóricos falam de "metáforas guagem que subjazem a e tornam possíveis os sentidos produzidos ampla variedade de discursos. um amigo pessoal. Capítulo 2. "saber onde estamos indo". Historicamente. que se dirige ao leitor através de um livro .metáfora. ela é a figura retórica mais facilmente justificada."o Segredo senta no meio" . Para Roman Jakobson50. dividiram muitos teóricos do gênero seguiram os gregos.o poeta. estamos notável num poema lírico . uma abstração personificada. O que são gêneros e qual é seu papel? Termos como épica e romance são simplesmente de classificar. vermelha). em que os segredos poderiam ter adquiri- coisa para outra que lhe é contígua.\' do Discurso e Meta-história. pistas de uma maneira que não O que seria uma figura de fantasmas ou lendo uma tragédia. particularmente neiras convenientes dos gêneros literários. Na lírica . básicas de lin- como algo.)s·· um novo da literatura. como faz a metáfora. A invenção 7. em que só os personagens falam. "encontramos A metáfora é cognitivamente Sua força literária.T. ao invés de ligar um domínio ao outro. metonímia. A metáfora é portanto uma versão de um modo básico de conhecimento: vendo-o conhecemos algo das quais vivemos". A literatura depende de figuras retóricas mas também esquemas metafóricos básicos. que ocorre é o oposto do que se espera (e se chover no piquenique sinédoque e ironia . em que o narrador fala na primeira pessoa. os gêneros são conjuntos aventura as obras com base em semelhanças de convenções e expectapolicial à frase de Wordsworth "a criança é pai do homem" detém você. "achar nosso caminho". épica ou narrativa.") do romance trouxe 74 . procuramos e fazemos suposições sobre o que será significativo. um deus. as realizações culminantes no Capítulo 6.T. Uma outra maneira de fazer essa distinção é enfocar a relação'do falante com o público.o caso mais complicado diretamente o público ouvinte.poderia ser um detalhe circunstancial do corpos. é tratada como básica à linguagem e à imaginação respeitável. pode carregar uma proposição elaborada. A metonímia se move de uma liga por meio da contigüidade. de acordo com quem fala: sem importância numa história numa obra de ficção científica. seus dois livros publicados no Brasil. o autor está oculto do público e os persona. (N. Na épica. grosseiras ou eles têm funções para os leitores e escritores? Para os leitores.

uma questão-chave é a relação entre o ato do autor que escreve o poema e o do falante ou "voz" que fala ali. "O Tigre": "Tigre. outro e de um tipo de estudo crítico para outro. uma questão imitações ficcionais de elocução pessoal. pois muitos poemas apremedicensurando um amigo ou Mas. passou a ser identiprincipalmente como elegante de valores Vista outrora rural). uma modalidade e atitudes quotidiana sentimentos culturais. o que fazemos. portanto. produtiva e sen- ato. ('/1/(1. histórico. seleção e tradução inglês. admiração ou devoção.. surgem dificuldades: being!" ou "Tiger.) Shclky (17(P [/J(/('sill aquelas duas figuras está uma outra figura: a imagem da voz poética que surge do estudo de uma gama de poemas de um único poeta (no caso de Frost.. caracteristicamente. thou breath of Autumn's the forests of the night"53.111 L<-. sopro expoente do outono". tais como som e ritmo. de acordo com um dito famoso de John Stuart Mill".1 I \Villiarn Bbke (1757-1817). aos do sujeito Essa idéia ainda prepassaram a tratar a líri. o indivíduo Frost. turbulento Bysshc IX lI) poeta romàntico inglês." geral sobre os falantes de apreciação e da da o poema. Mas ao pensar sobre a entre a voz que fala e o poeta lírica. conscientes entre os traços semânticos os traços não-semân- situações comuns. a de um observador grosseiro. mais interiores domina. mas dominante da lírica no real': Os poeÉ a poesia lírica passou mais tarde a ser vista como a poderoso. mas reflexivo da vida 76 53 "Ode ao Vc:nto Oeste": "Oil. Introduç:." O poema Essa é uma abordagem sentam um falante amante. Agora. de Shelley. "The Secret Sits" . voltarmos tando sobre a importância expressando da lírica. entre o final do século XVIII e a metade curto. às vezes. a formulação que fez o poema. mas. se nos que está realizando atos de fala reconhecíveis: de uma experiência.uma experimentação de seus valores. é imaginar um falante ou reconstruir um falante e um contexto: identificando um tom de voz. Filósofo ê economista vento oeste.por exemplo.. entre outras coisas. e não-semânticos o poema como a dramatização que reconstruímos. Robert entre Intermediária cil imaginar que tipo de situação levaria alguém a falar dessa maneira ou 52 Jol1l1 Stuart l'vlill (1806-1873). tigre. criando dessa maneira essa figura da voz. é crucial começar com uma distinção de expressão elevada. o Ler um poema mas é a autor se imagina a si mesmo ou a uma outra voz falando-o. A poesia lírica. Desse modo temos. poeta pré-romàntico (N. "[Por exemplo..lllill'L 11):-. inglês. um poema não narrativo ficada com a essência da literatura.T. sucinta poderia que torna a poesia uma dilacera- ser a de que as obras como ao invés de principal de elocuções do "mundo que enfoca a poesia discute. Essa tem sido a abordagem século XX e uma justificativa literárias são imitações ficcionais mas líricos são. burning bright/ln difí- car-se na posição de dizê-Ias ou então imaginar uma outra voz dizendoas . é uma questão de deslindar.a voz. tais como a "Ode to the West Wind". "We dance round in parece ser uma elocução. de Paulo Vizioli. muitas vezes dizemos... a lírica.. .C. prático. por outro. flamejante fulgor/ Nas florestas de denso negror" selecio/lada / \Villiam Blake. O que poderia levar alguém a falar dessa forma? A modalidade poesia nas escolas e universidades atitude do falante. do Utilitarismo. inferimos a postura. eu ou alguém Interpretar indicações poderia do texto dizer] We dance round in a ring and suppose . lho associativo ção da cultura A teoria importância os teóricos contemporâneos ca menos como expressão dos sentimentos e imaginativo com ligações e formulações literária lingüísticas do poeta e mais como traba- (que. timentos de um falante dominante tem sido enfocar as complexidades de pensamentos e inconscientes. as situações. lidando ao mesmo tempo com a vida dando expressão concreta individual. red rose". por exemplo. São Paulo. quando ouvimos sem querer uma elocução que nos chama a atenção. a ring and suppose . Esse O autor não fala o poema: para escrevê-I o. imporda lintêm? Que podem feita de palavras (um texto) quanto um evento (um do leitor.. É cos. é elocução ouvida sem querer. talvez. relativa de maneiras diferentes se cada poema começasse com as palavras invisiveis. Que efeitos. preocupações e atitudes de com o que sabemos do autor.é dizer as palavras. A importância dessas diferentes figuras varia de um poeta para do século XX. por um lado. J. No entanto. de Percy (N..T. expressão de sentimento e com valores transcendentes. Tiger. ou "[Por exemplo. a voz dessa elocução específica. a partir das é tanto uma estrutura ato do poeta. Como funcionam ticos da linguagem? tipos de interação ser esperados? Para o poema enquanto é um problema complicado. e. .) . a de ver os poemas: um poema literária).adversário à cena literária. um evento na história e os traços não-semânticos como construção verbal. uma experiência Para o poema concebido tante é a relação entre o sentido e de nosso conhecimento guagem. coincidem com a linguagem repositório muitas vezes não). ou "The Tiger" de Blake.1o. a natureza das atitudes do falante. eu ou alguém poderia dizer] My love is like a red.. portanto. elocução de uma voz de status indeterminado. Ler suas palavras é colo- para os versos iniciais de alguns dos mais famosos poemas líri"O wild West Wind. de um narrador ou falante construído pelo autor.

provoca temor ou intensidade percepção de algo além do humano. estão assumindo atitudes uma providência pela qual a voz que fala os ventos a soprar esses poemas como imitações ficcionais rece ser o de imitar a própria poesia. eles fazem isso O nome do jogo aqui é exagero: o tigre não é o vento é o próprio "sopro do oucomo quando apenas "cor de laranja". o que faz dela a mais literária "é o gênero que mais e do da literatura. na medida em que os ventos não vêm ou o não nascido não ouve. . 55 Northrop Frye (] 912-1991). Um problema importante para a teoria tanto tentam a figuras retóricas tais como a apóstrofe. O "Oh" da invocação é uma da poéticos. As apóstrofes expõem esse acontecimento como no vazio Realçar a apóstrofe.como minhas mais Tudo nesse ao descarte poderíamos garantia breves dizer. Northrop FryeSS. A resposta que provavelmente estão sendo arrebatados extravagantes. lima folha. ou exigir que o não nascido escute seus gritos é um ato de ritual poético. e a prosopopéia. Chama a fim de dramatizar impossíveis. preferivel- mente a um público real (o vento. como disse. Até mesmo os poese baseiam em condensações hiperbólicas. em apostar que isso não será descartado como um monte humanas ao que não é humano. da narrativa cação. mas flamejante. a concessão tipo de coisa. a personificação. a cloud!" em ser bem-sucedido Mas essa aspiração bem. é o que "Lift é mais e a apóstrofe os poemas líricos. da alocução um sen- a personificação. S.) trad. o ato pada lírica. do eventos a quase nada.T. Os poemas não ser um mero falante e do espírito de versos mas uma corporificação da poesia. (N. a leaf. é juntar-se distingue claramente sentido das formas.às vezes se diz que isso significa forte que leva o falante se liga especialmente emocional . de atos comuns de fala. PéricJes Eugênio da Silva Ramos. minha alma). um tigre. a cloud"S4. "O lift me as a wave.um como estando baseado em truques verbais apostrófica: West Wind!" e a hipérbole o que a prosopopéia "Oh". em fala. chamam de "su- embaraçosamente como bobagem mais mistificador e vulnerável preensão. Mas a intensidade que. mais adiante no poema. é a feita de palavras e o poema fazer algo acontecer "O wild quanto de fala a objetos Como podem as mais altas aspirações do da relação entre o poema como uma estrutura como evento. ao longo dos tempos. o tropo do ato de real. A extravagância uma relação com o que excede a capacidade apaixonada. ou o coração . está vinculada dirigir-se qualidades ao que não é um ouvinte inanimados. um paradoxo que da poesia inclui humana de comdá ao falante uma transcendente a atribuição de Frost reduz a atividade mas de conhecimento humana a dançar em círculos e trata as muitas for- coisas que serão realizadas. aos teóricos A lírica. poema. a voz: para intimar hiperbólicos imagens de seu poder de modo a estae profética. para ser um evento. onda.que ato não-poético estaria realizando. na eventualidade Tocamos aqui numa questão sua aspiração blime": ao que os teóricos. Conclamar O que esses exemplos sugerem é a extravagância líricos não apenas parecem dispostos a dirigir-se em inflexões hiperbólicas. Os poemas narrativos narram um acontecimento. parece residir no âmago da poesia lírica. Se tentamos ire- poetas figura afirma tradição sublimes de vocação poética ou como visionários: poética. Ser poeta é empenhar-se de bobagem. de que o poema vá funcionar citações desde a era clássica.l() Patll(l. Mas não há qualquer ruidosamente. ('llllli. evocam Os imperativos poéticos. enfatizaram ao próprio ato de alocução ou de invo- a lírica de outros atos de fala. a leaf. como "suposição': teórica importante. erga-me como uma Crítico e teórico canadense. alguém que pode se dirigir à mos sugerir é que esses falantes e estão ficando entender Natureza e a quem ela poderia responder. mostra verso estar ligadas a esses truques retóricos? Quando os poemas líricos se desviam de ou jogam com o circujto comunicação timento para se dirigir ao que não é realmente a irromper um ouvinte vento. salvador e destruidor. 54 "Oh. Pode caçoar. um tigre. A exigência acordo hiperbólica de que o universo o escute e aja de se constituem como é uma providência pela qual os falantes o cerne hipotético literais Isto é. autor de Anatomia da Crílic(l (1957). lutam indicam "poético". (N. me as a wave. A voz chama a fim de estar chamando. uma IlLl\'Clll". hiperbólica. o falante de Shelley insta com o vento oeste. se é que o serão.T. que freqüentemente deseja um estado de coisas e tenta criá-Io escreve pedindo aos objetos inanimados que se curvem ao desejo do falante.) 73 7<) . da poesia. mas sardônicos belecer sua identidade como voz poética das apóstrofes tono" e. a lírica em seus aspectos enquanto mostra-nos ordem de palavras e deseo sentido ou a história nho de palavras". É ritualístico.J 973.

T.. As [l'l) postulam relações entre diferentes . os leitores identificam Segredo ou entre conhecere poema. poesia deslocando sentidos literais para sentidos figurados. Nine days old.) 57 "j'v1ingau de ervilhas qut'Jllc. (I\'. mas suponha que ele tenha uma estrutura toda sua. Pease porridge in the pot. nização da linguagem para dizer de forma é uma estrutura semânticas. A unidade se torna menos uma propriedade dos poemas do que algo que os intérpretes buscam. ritmo. semânticos da linguagem sortilégio ou encantamento: colocando básicos da e o enigma. entre o que o poema diz e como o diz. e na o prazer reside no ritmo. "contingentes" de som e ritmo o escândalo da que traços sistematicamente i nfectem e afetem o pensa mento. de modo que não há necessidade de perguntar linguagem e se alojar na memória mecânica. cujas raízes são o sortilégio em primeiro Os poemas tartamudeiam.. SLl1i1111 ondulante ribomba . As concepções enfatizam de um poema. mesmo que descubramos. fonológica.) na panela! há no\'e dias. Colocar a linguagem 56 "Esse queimado sombrio.T. Frye./ seu caminho as expressões figuradas. em primeiro cqlíino. a impossibilidade talvez de qualquer ato de linguagem. 56 Os poemas garatujam ou nos propõem enigmas.som. portanto. entre os poemas e os organismos uma tensão inelutável praticar o que prega. em sua dissimulação enigmáticas: o que é um "rollrock highalinhamento. os teóricos românticos uma analogia todas as partes do poema deveriam pós-estruturalistas postulam e os New Critics ingleses e amerise encaixar harmoniosamente. repetição de letras . a lírica se baseia numa convenção de unidade e autonomia. semântica. a organização da inteligência rítmica permite a poesia tem sua própria ordem a respeito à que os poemas são energizados por ecos de poemas passados que dá prazer. His rollrock highroad roaring down . . Pease porridge cold. alterando a ênfase e o foco. Tomemos o famoso poema de dois versos de Ezra Pound. entre as dimensões semânticas que absorve e reconstitui semânticas da linguagem. Nesse nível. com (.J ficar sob a guarda Lembramos de "Pease o que "pease porridge" porridge hot" sem nos preocuparmos em investigar oposições no poema (como entre "nós" c supor) e vêem como outros elementos se alinham 11 poderia ser e." (N.~~. numa de da organização métrica e da repetição de sons é a base da poesia. tipos de or9a-temática . Os formalistas russos do início do século XX postulam canos traçam leituras que um nível de estrutura num poema deveria naturais: As caprichosa.l mingau de ervilhas frio/ mingau de ervilhas 80 81 . particularmente oposições. no encantamento espelhar outro. É textos e sujeitando-as This darksome burn. como se houvesse uma regra: não trate o poema como trataríamos um trecho de conversa. Para f. um fragmento que precisa de um contexto mais amplo para explicá-Io. chama os constituintes lírica de tartamudeio e garatuja.métrica.. e não- e veja se não surge uma história da Critica rias da poesia.. "In of the Metro": . horseback brown. marrom é provável que esqueçamos isso plano e torná-Ia estranha através dll antes de esquecer de "Pease porridge hot".. A tradição da poética torna disponíveis diversos modelos teóricos.I'. entre o que os poemas realizam e o que dizem.51 O padrão ritmico pequeno texto (como quando e o esquema da rima ostentam provocar a questão a organização das palavras desse que em cantigas de ninar e baladas. colocando termos em de acordo com padrões de paralelismo. ou intertextuais e podem tanto a rima levanta especial atenção da relação interpretativa recentes dos poemas como construções rimam) quanto suspender a investigação: do sentido. Repita as palavras que ecoam ou sentido.J7('t _ isso. quer procurem uma fusão harmoniosa ou uma tensão não resolvida. mais geral.para produzir na medida em que seus padrões formais têm efeitos sobre suas estruturas assimilando os sentidos que as palavras têm em outros cona nova organização. cujo é um compêndio inestimável reflexão sobre a lírica e outros gêneros.ecos que eles podem não dominar.ou. O poema os significados.surgindo estrutura do desenho rítmica Anatomia verbal. plano os traços não- de significantes . em suas formulações road"? E o "Secret [que] sits in the middle and knows"? Esses traços são muito proeminentes em que freqüentemente estranheza da imagem: Pease porridge hot. Tente lê-Io como se fosse um todo estético.

encontrando poema. para outros observadores. Eliot. a emoção seja in}ediatamente evocada". Deveriam ser lidos para usar a expressão de de significância59• poderia IS. dessa forma. pode tornar-se uma reflexão sobre o poder da imagipoéti- nação poética de conseguir os efeitos que o próprio poema consegue. no uso que fazem das operações retóricas. A entre rostos na multidão e pétalas num ramo relações inesperaou Esse pequeno como pétalas num ramo . autor do poema The Wasre LalJd (1922). mas a segunda parece possibilitar passo poderosamente ver rostos na multidão subscrito percepção de semelhança pela tradição da interpretação poética.The apparition of these faces in the erowd: Petals on a wet. como veremos a seguir.58 Interpretar isso envolve trabalhar com o contraste entre as multidões sia ou a criação do sentido. iniciada em 1917. Um exemplo como esse ilustra uma convenção básica da interpretação ca: considerar o que esse poema e seus procedimentos dizem sobre a poe- 58 "Numa Estação de Metrô": "A aparição desses rostos na multidão. os sobre como o paralelo a cena de multidão funcionar. O urbana no metrô com a cena natural de pétalas num ramo molhado de árvore ou as está uma leitura mais rica. (N. apreciando opressivo.! Péw. um conjunto de objetos.T. riam ser considerados sentimentos leitores tranqüila como o sinal ou "correlato importantes refletir Para tornar significativa precisam poema está contrastando desses dois versos impõe o do poema depende não apena aparência. observando uma semelhança? Ambas as opções são possíveis.ias num ramo molhado. são em algum nível reflexões sobre a no metrô e a cena natural. deve- inteligibilidade de nossa experiência na teoria narrativa. (N. Poeta. ou insinuações geral. quando os fatos externos.) d 82 83 . que devem se encerrar em experiência sensoriaL sejí1111ados. Os poemas. Poeta modernista e crítico norte-americano. Ezra Pound (1885-1972). UI113 coleção de mais de 100 poemas. negro". A teoria do "canelata objetivo" está no ensaio "Hamlet and his Problems" (il1 T/u: Sacred Wood. O emparelhamento de uma árvore. inspirando um igualando. talvez. 1920): "A única maneira de expressar emoção na forma de arte é encontrar um "conelato objetivo". lima cadeia de eventos que será a fórmula para aquela emoção específica. podem ser lidos como sondagens na poética. Mas e daí? A interpretação nas da convenção a regra é que os poemas. apreendendo das e. nação poética "vendo o mundo de novo".T. de tal maneira que. assim como os romances. sondagens paralelo entre os rostos na escuridão do metrô e as pétalas no ramo negro de unidade mas também da convenção de importância: quão insignificantes e portanto os detalhes concretos como tendo importância objetivo".é um exemplo da imagio que. do tempo e. seria trivial profundidade na aparência formal. uma situação. portanto.\'. de a oposição no pequeno poema de Pound. um dos nomes mais importantes da poesia modernista. black bough.) 59 Thornas Stearnes Eliot (1888-1965). dramaturgo e crítico literário angla-americano. em outras palavras. autor de Thr! Co!Jto. não importa devem ser sobre algo importante.

estruturas narrativas estão em toda parte: Frank Kermode observa que. em que poderia. damos ao ruído uma estrutura ficcional. A explicação científica busca o sentido ocor- a competência o que os falantes ou uma progressão que conduz a algum lugar. tentativa como uma tentativa de massa. x. . Há u~Jf1l2-UIso humano básico de ouvir e narrar histórias. tanto tenta comda narrativa específicas obtêm seus efeitos. devem ter um começo. de diferentes tipos de narradores. "Considero o tique- taque do relógio como um modelo do que chamamos de enredo. em que entender sigem Cingapura. Entendemos os acontecimentos prazer por causa do ritmo de sua ordenação. de técnicas narratiquanto analisa como narrativas como poderíamos chamá-Ia.- de causa e efeito mas a lógica da história.) através de histórias possíveis. diz o argumento. tornar é uma detalhadamente. uma organização A teoria que humaniza da narrativa o tempo dando-lhe ("narratologia") forma. chamar de uma competência narrativa engabásica: exigindo para a teoria elas sabem quando você está tentando poderia popular que não poderia aspirar às altas vocações da poesia lírica e épica. são a principal maneira as coisas são deixadas penduradas? A teoria da narrativa de explicar essa competência de tornar explícita narrativa. de uma língua sabem inconscientemente ao saber uma língua. a primeira questão da narrativa ser: o que sabemos implicitamente entre e uma que não o faz. Dessa maneira. As histórias. poesia . Muito cedo. Mas a narrativa não é apenas uma matéria acadêmica. diferenciando entre dois sons fisicamente idênticos. quer ao pensar em nossas vidas como no mundo. A teoria aqui pode ser concebida como uma exposição de uma compreensão conhecimento cultural intuitivo.muitas vezes isso é exigido tornaram-se o núcleo do currículo. assim como a lingüística lingüística: pela qual entendemos que está acontecendo das coisas colocando-as científica as coisas. mencionei a explicação histórica lógica da história: entender no Capítulo 2. entretanto. meio e fim e que elas dão Mas o que cria a impressão tem essa configuração? Os um nifica conceber como uma coisa leva a outra. quer ao dizer a nós mesmos o sob leis . Mas no século XX o romance eclipsou a poesia.~A?. Quais são os requisitos mentos? Aristóteles que as boas histórias de uma história. que alegremente escolhe histórias mas raramente lê poemas. A poética da narrativa.mas a vida geralmente não é assim. uma forma sobretudo poeou preender os componentes demais da biografia se apóia em teorias da estrutura noções de enredo. como algo poderia ter sucedido: como Maggie acabou vendendo software de Jorge veio a lhe dar um carro. para fazer de tique um começo e de taque um final. quando dizemos que um relógio faz "tique-taque". da crônica para ser genuinamente próximo literário. Ela segue não uma lógica do ponto de vista dos ele. a narrativa sou a dominar também a educação literária.sempre que a e b prevalecerem. As teorias literária e cultural têm afirmado cada vez mais a centralidade cultural da narrativa. os filóX4 Essencialmente. O romance era um recém-chegado. rerá c . até mesmo argumentaram que mas a segue não a lógica da causalidade científica a lógica da Revolução Francesa é compreen- 6 arrativa der uma narrativa que mostra como um acontecimento levou a outro. Era uma vez um tempo em que literatura significava sia. parando antes de chegar ao final. como o pai diz que o enredo é o traço mais básico da narrativa. tanto como o que os escritores escrevem quanto como o que os leitores lêem e. de que uma série específica de acontecimentos teóricos propuseram diversas explicações. as crianças desenvolvem o que se poderia histórias. desde os anos 60. então. sobre a configuração básica das histórias que nos permite distinguir Isso não é apenas um resultado das preferências de um público leitor uma história que acaba "adequadamente" ser concebida explícita. .mas os romances pasAs pessoas ainda estudam e os contos nar.sofos da história." da teoria em narrativa: é um ramo ativo literária e o estudo literário vas.

parte da teoria narrativa ção significativa. (A terminologia o leitor o compreende varia de um teórico para a história e depois o enredo é um modo de dar forma numa história outro. que as discordâncias revelem uma considerável compreensão compartilhada. A teoria da narrativa postula a existência de um nível de estrutura . em suas tentativas a mesma "história" vendo o texto como uma apresentação específica daquela história. texto: o enredo é algo que os leitores inferem a partir do texto. o enredo é o que é configurado pelas narrativas.) Confrontado representações). Os leitores com uma transformação para sua retificação. seu amantes ficarem juntos. é entre enredo e uma inferência da poesia. pode ter o mesmo enredo que um conto. figuram para transformá-Ios um filme mudo ou em quadrinhos entretanto. Não é que eles sempre irão concordar. aos acontecimentos e leitores conde buscar o genuína: os escritores que foram configurados do enredo. diz-se que toda narrativa 87 tem um n.. Se a teoria narrativa dos.. personagem ou que adota uma distância sentações variadas dele. De um ângulo. Há muitas variáveis e elas são cruciais para os efeitos das narrativas. no nível do tema. podemos perGrande verbal como sendo a maneira de retratar sentido das coisas. é para realçar o sig . Um enredo pode tornar começo de uma história que os leitores realmente o final feliz da história é o discurso va. e a idéia dos acontecimentos mado é também acontecimentos A distinção apresentação. uma seqüência de atos por parte de três personagens pode ser configurada (por escritores e leitores) num enredo elementar de amor heterossexual.ou pode fazer dele uma reviravolta entretanto. Quem fala? Por convenção. que se perde na tradução. intencional ou de um narrador mais íntimos de cada desses acontecimenque consegue descrever os sentimentos algum tipo de virada e uma resolução que marque Algumas teorias enfatizam tipos de tais como a mudança de para sua Em no que produzem enredos satisfatórios. ou sua inversão. Aqui estão algumas questões-chave que identificam maneiras de conceber essas uma varia~ nos acontecimentos enredo com três personagens pode ser apresentado 86 . enredo (ou a associação de um desenvolvimento não faz uma história. ou do pai irado. somos capazes de pensar no resto do material o que ocorré. com um texto (um termo que inclui filmes e outras identificando os acontecimentos num enredo. Assim. Mas o próprio enredo já é uma configuração um casamento encontram. ordenado a p. identificando "o que acontece". o enredo ou história é o dado e o discurso são as apre. conseguem resumir enredos e discutir a adequação de um resumo do enredo.lr~ explora diferentes variáveis. Os três níveis que estou discutindo uma relação entre personagens para seu oposto. ou de um medo ou previsão para sua realização de um problema solução ou de uma falsa acusação ou deturpação cada um dos casos. Deve haver uma situação inicial. uma de vista da heroína sofredora. tos.acontecimentos. o enredo pode ser preservado na tradução de uma linguagem uma história Descobrimos."mesma história"). ou de um meio para outro: Diferentemente . que há duas maneiras de pensar o enredo.de acordo com alguns teóricos. portanto. já que apresentam de maneiras diferentes. acon tecim e n tos/ en redo história/discurso entre aconteci- final que se relacione com o começo . um com o desejo que levou aos acontecisobre a competência narratienre- é uma explicação distinguir O enredo ou história é o material que é apresentado. mudança envolvendo paralelismo a mudança como sendo significativa.artir de um certo ponto de vista pelo discurso (diferentes versões da . encontramos nível dos acontecimentos mera seqüência de acontecimentos final que indique o que aconteceu mentos que a história narra. ou do jovem. desejo encontra em que um jovem resistência permite procura casar-se com uma jovem. Uma Deve haver um história) e discurso . elementares a partir dos quais esse enredo foi forou construção do leitor. De um outro ângulo.independentemente de específica ou meio representacional. Desse ângulo.o que geralmente qualquer linguagem chamamos de "enredo" . ou de um observador externo onisciente intrigado com os acontecimentos. Daí. história e discurso.funcionam como duas oposições: mentos e enredo e entre história e discurso. nificado e a organização básica da teoria da narrativa. O de um tos.enredo exige uma transformação. Esse na oposição paterna. de acontecimenou o no meio. mas alguma reviravolta aos jovens na narrativa do ponto guntar que tipo de apresentação foi escolhida e que diferença isso faz. Se falamos de num enredo. ela deve enfocar também a capacidade dos leitores de identificar conseguem que duas obras são versões da mas é provável mesma história.

dar que o narrad-e-r partilha de que estão narrando mesmo ostentam ou quando encontramos os mesmos valores que o autor. Os observadores em primeira pessoa podem ser plenamente desenvolvidos como indivíduos com um nome. para a seqüência inteira. cuja função não é agir mas descrever as coisas para nós.os quanto teórico russo c teórico do discurso.. em que não há um "eu" . /\ . tendo publicado (1\'_1. como é mais comum. Os teóricos distinguem a "narração em primeira pessoa". Os narradores são às vezes chamados de não confiáveis quando fornecem informação suficiente sobre situações e pistas a motivos paraduvio fato ou até vai respeito de suas predisposições para nos fazer duvidar de' suas interpre- nista está especialmente como as narrativas européias e norte-americanas freqUentemente I tações dos acontecimentos. O teórico russo Mikhail BakhtinGl descreve o romance como fundamentalmente polifônico (múltiplas vozes) ou dialógico ao invés de monológico vozes (única voz): a essência do romance é sua encenação de diferentes ou discursos e.rador.) da romancista Jane Austen aa a9 . Aceitamos essa afirmação até que nos dêem motivo para pensar de outra forma. hesitam sobre como contá-Ia de que podem determinar como a história A narração pode estar situada na época em que em que a 61 Ver Nota 25 . Quem fala para quem? O autor cria um texto que é lido pelos leitores. daquilo que de modo algo confuso é chamado de "narração em ter.. inteligente e rica. na Idade (1816). o 63 "Emma do romance \Voodhouse. foi um importante e sobre o romancista do romance. pessoa podem ser os principais protagonistas personagens secundários da história que na história.I\-. O narrador se dirige a ouvintes que às vezes são subentendidos às vezes explicitamente tro de histórias. Os teóricos quando os narradores discutem falam de narração auto-reflexiva o fato culino: elas se dirigem implicitamente lha uma visão masculina. "63 não bonita muitas vezes chamado explicitamente daquilo Quer os narratários implicitamente sejam ou não identificados. de cartas).\l' "anli-romance" que surgiu na d~cada de 50. "Emma Woodhouse. se ela era realmente . Filósofo pelos russo da linguagem históric. público através daquilo que sua narração aceita sem discussão e através que e0plica. li e a cultura 60 Alain Robbe-Grillet francês (1922-). relatar a linguagem na qual narram tudo na história. que pode se colocar fora da história ou ser um personagem dentro dela. ou podem não ser nada desenvolvidos medida que à narração história. home ceticamente personagens). (N.nte um "evento" direção Bakhtin 2. la/ollsie em 1957. cendo. Quem fala quando? narrativa ao leitor como alguém que parti- uma história. pelo nome ou por "ele" ou "ela': Os narradores em primeira contam. e Quem fala com que autoridade? que os ouvintes a comfortable Emmo. a narração pode ocorrer depois dos acontecimentos finais da narrativa. Uma narrativa que vê as coisas através da podem ser observadores da história. uma voz que fala. agora yestá aconte- (1895-1975). história e personalie rapidamente desaparecer à a caminha. agora z está acontecendo"). Uma obra de um outro tempo que um leitor moderno interessada e lugar geralmente certos A crítica femium leitor massubentende pressupostos um público que reconhece certas referências e partilha pode não partilhar. epistolares de Samuel (romances RichardsonG1. história encaixada identificados (particularmente se torna onde um personagem para outros de narratário.) e um temperamento (N.ceira pessoa". ou podem ser participantes. Escritor representativo e um dos mais importantes (Jea/ollsy) foi publicado teóricos do "nouveau roman". e conta a é um nas histórias dendo narrador constrói do embate de perspectivas sociais e pontos de Narrar uma história é reivindicar concedem. and rich.) ]{(lkl:li'. Capítulo 62 MikhaiJ determillJ. a narrativa O público and happy disposition. comum inglesa lar confortável . se ocultando dep9is de introduzir dade.-il. portanto. ou construídos.l:llll'llIIH) a componentes lingüísticas de elocuções sociais específicas.o narrador não é identificado como um personagem na história e todos os personagens são referidos na terceira pessoa. Dostoievski_ (1775-1817)... uma de clever.entos sob a forma específicos. como nos romances tal como Pomela.". Quem fala que linguagem? linguagem distintiva. Os leitores inferem a partir do texto um narrador. Definia os eventos ocorrem (como em Jealousy de Alain Robbe-GrilletGO. sohre ao sentido popular Emma textual. ou podem adotar e de outros. adota a forma "agora x está acontecendo. em que um narrador diz "eu". em que cada carta trata do que ocorrera até aquelemomenà medida que o narrador olha em retrospecto As vozes narrativas podem ter sua própria i I to. A narração pode se seguir imediata- dos e determinada no qual tanto lingllat!~llIl'ollln 1\11. Bakhtin via a linguilp. Ou. certa autoridade.1 \'111 os elementos Talnbém Média predetenninam um :10 OUlTO nllma estudos klir. consciência de uma criança pode ou usar a linguagem adulta para relatar as percepções da criança ou resvalar para a linguagem de uma criança. vista. de Jane Austen. bonita.1. with ficamos nos perguntando o narrador começa.T. Quando o narrador handsome. na maneira postulam inteligenfe. mente a acontecim.

é comum não apenas nos contos tradicionais romances modernos. A narração auto-reflexiva tiva. I .1 (J Um dos mais importantes da virada do século. Mesmo aqui. Whor A1uisie conta o que ele ou ela pensou ou observou. qU~lnlo pessoa. emprega um narrador através da consciência que não é uma criança mas apresenta a história ela é da criança Maisie. grandes variações dependendo pode ou não ser o mesmo que o narrador.acabar. época do acontecimento trospectiva. A história é. A escolha da focalização de detetive. reunidos em Tlie Ar! (d'Ficrion.relaas ações sem nos dar acesso aos pensamentos podem ocorrer que as descrições "objetivas" familiarizado ou "externas" do personagem. A história pode ser focalizada por assim dizer. que não poderia acontecer aconteceu focalizar tando regularmente. relatam apenas o que o focalizador romancistas norte-americanos sabia em James Knell' através da consciência em primeira chamada na narração pessoa. ou pode' através e compreensão essas perspectivas. com grandes detalhes ou rapidamente nos contando "O Monarca agradecido deu ao Príncipe a mão de sua fílha em há as variações em é o que casamento e. tempo depois. é de 1897. descrita na terceira pessoa. naturalmente. totalmente não compreende a dimensão sexual das relações entre os adultos em volta dela. lentamente aconteceu: da investigação. para usar um termo desenvolvido pelos teóricos da narrativa Mieke Sa[ e Gérard Genette. parece focalizado através de um a[ienígena é uma figura demiúrgica e às motivações ocultas ou pessoa que tem dos perque está muito "pirada". Distância microscópio. Quando a narração mentos através de um personagem ções semelhantes. 64 Henry James pora[ faz uma diferença enorme nos efeitos de uma narrativa. em que a escolha do que será realmente crucia[. ela pode empregar variatem- sonagens: "O rei estava desmesuradamente em que parece não haver em princípio alegre com o que viu. Limitações vezes é apresentado extremo. ou a partir de muito o que o focalizador sabia ou pensava na ou como viu as coisas depois. narrador focalizar pode focalizar os eventàs a partir de logo depois. (CU. É dela a consciência ou posição através da qual os acontecimentos "quem fala?".a pers- perspectiva de quem os acontecimentos pectiva de um "olho de câmera" ou de uma "mosca na parede" . freqüência: fica ou o que aconteceu todas as quintas-feiras. Ou. Há inúmeras variáA narração pode focalizar os acontecimentos a partir da compreensão um observador época em que ocorreram. focalizador veis aqui. como "e[a". Num 3. mas esse uso de ponto de vista confunde duas questões distintas: quem fala? e de quem é a visão apresentada? O romance de Henry James. mas o romance apresenta muitas coisas a partir de sua perspectiva. são enfocados. de conhecimento. focalizada através dela. limitações relatando como as coisas pareceram ao personagem na nhecido e contado. fazendo um movimento nhece agora. o Príncipe o sucedeu no trono e reinou feliz por muito anos': Relacionadas com a velocidade. por exemplo. um da criança que na Desse modo. "o velho acendeu um cigarro" parece focalizado Pode enfocar com as atividades humanas) enquanto humano com cabelos brancos no alto da cabeça segurou um bastâo em chamas próximo a si e começou a subir fumaça de um tubo branco ligado a seu corpo" raçãoConisciente". quando o Rei morreu. A questão O uma narrativa é distinta da questão de "quem vê?" A partir da são enfocados e apresentados? a história através de uma perspectiva muito limitada . repetidas elas podem nos contar o que aconteceu numa ocasião especíMais distintivo no qual algo tão específico como o que pode Gérard Genette chama de "pseudo-iterativo". As histórias focalizadas único personagem ocorrem que o narrador principalmente tanto época ou como são percebidas mais tarde. 843-1916). Temporal. onde é freqüentemente 91 nos legou ainda um conjunto de textos sobre teoria do romance. ao que pode ser comas nos contado t' de uln sua cobiça pelo ouro ainda não estava satisfeita". No outro extremo. realça o problema da autoridade freqüentemente narra- Quem vê? As discussões sobre a narrativa falam do "ponto de vista a partir do qual uma história é contada". do grau de através de "o subentendem. Maisie. 2. ou através de um telescópio. What Maisie Knew4. l'lll 11. está o que se chama de "narem que o narrador mais íntimos acesso aos pensamentos Ao relatar algo que aconteceu o evento através da consciência de seu conhecimento pode combinar ele foi. I I cada momento para o clímax. Maisie não é o narrador. graças à visão recom ele quando criança. mas A narração onisciente. 1. restringindo o relato ao que pensou ou sentiu na época. entre o que sabia ou sentiu então e o que recoem terceira pessoa focaliza específico. guardando o conhecimento do resultado através de um avançando o que e velocidade. portanto. As histórias por exemplo.) narração em terceira ele "polillJ 90 . aconteci- época da narração.

Histórias dentro de histórias dentro de histórias. ao a respeito dos outros. podem nos consolar. dá quem somos através de uma série são um mecanismo prazer em si mesmo e muitas narrativas têm essencialmente 8). são responsáveis ocultas dos proPode e o é saber: queremos descobrir segredos. imprevisibilidade sabemos o que os outros personagens estão pensando ou o que mais está tudo o que ocorre com esse personagem da narrativa pode ser uma surpelo presa. seus romances mais conhecidos. provocam ticadas e os desejos. tagonistas mentos. entre o que as pessoas pretendem e exibindo conhecimento pode dar a impressão de que o mundo realçar. Muitos Falam-nos romances são a e.wgr! lu file/ia (1914). "E daí?" Mas o que faz com que uma história "valha a pena"? O que fazem as histórias? Primeiro. Na medida em que nos tornamos de identificações (ver Capítulo poderoso de internalização também ou vira-se a mesa.prazer. mas o movimento impulsionado 65 Edward (1910) e Morgan Forster (1879. ensaÍsta e crítico literário inglês. ajustados de ilusões juvenis desejo.S observa que. nos possibilitando . A naratravés da qual ocorre a focalização os acontecimentos de histórias. por exemplo. cada vez mais para sugerir que obtenhamos nos instruem sujeitam questão potencial. Mas. em geral. Uma do ponto de vista nossa falta de clareza sobre os outros na vida limitado de um único protagonista do que acontece: como não "real". nos diz Aristóteles. nos mostrando como ele funciona. Os personagens dos romances pode realçar a completa acontecendo. enquanto que há algo como "estar apaixonado". ocorre ("Mal sabia ele que. em vez de na ação pública. é tirada autor de c1""jhjl{'('/. narrativa". então que talo nos oferece para satisfazer mento é ele próprio um efeito do desejo!? Os teóricos a verdade. podem nos dar a ilusão de perspicácia e de poder. circulam a pena". elas dão prazer . desde o nossa de desejo. evitando a são pessoas cujas vidas secretas são visiveis ou poderiam ser visiveis: somos pessoas cujas vidas secretas são invisiveis. Os contadores uma categoria que que as pessoas são narráveis. imitação reviravolta. são opacas para nós. E é por isso que os r'Jmances.M. o efeito global dos romances.] 970).Illn {(!\\'dl'dl' O prazer da narrativa se vincula ao desejo.de vista limitado de terceira pessoa". como em What Maisie Knew. duas horas depois. histórias e conhecimento. traçam esmagadas. como enfatizam os teóricos. J (1ItI N(I\'I"! (N'!. Mas as narrativas também Romancista. Através do conhecimento romances na tradição história ocidental à que apresentam. Uma história com narração a respeito do desfecho dos acontecié compreensível. de modo que o ato de contar uma história se torna um acontecimento na história . Os teóricos Capítulo inclui contam "valem tanto também discutem literárias a função das histórias. divertir da vida e de seu ritmo. Pois as histórias também têm a função. de nos ensinar sobre o mundo. as narrativas policiam. quanto porque de história as histórias suas histórias estão Mencionei no 2 que os "textos de demonstração as narrativas umas às outras. da própria narrativa é das normas sociais. os romances os ouvintes dando uma virada em situações familiares. O desenho narrativo como quando quem morde é mordido através da sua que produz uma essa função: no amor. detalhando os sentimentos e as motivações guntas sobre os vínculos entre desejo. para nós os cenários do desejo heterossexual se é que vamos obtê-Ia. Os mostram como as aspirações são domesrealidade social.~ . sempre século XVIII. desmistificação.I' 1\(1 . encontrar o que impulsiona que a narrativa a narrativa é a ânsia "masculina" de desvelar a verdade ("a verdade nua"). seria perfeito por um coche e todos os seus planos iriam dar em nada"). nas relações pesa acreditar essa idéia à soais. O romancista de conhecimento Forster'.) pelo desejo sob a forma de "epistemofilia".ver as coisas de outros pontos de vista e entender oferecer a possibilidade os romances compensam as motivações E. um livro que reúne conferências dadas pelo autor na Universidade de Cambridge e publicaclas I). 1)2 um desejo de ele A Pas. A citação o(lh(' d(" 11)1"1. trabalham verdadeira identidade. Os enredos falam do desejo e do que acontece com ele. o contraste que inevitavelmente atropelado história contada f dos outros que. As complicações são ainda mais intensificadas encaixe de histórias dentro de outras histórias. eles sugerem uma raça numana mais compreensivel e portanto mais administrável. esse desejo? Esse conhecifazem essas per- Essas e outras variações na narração e focalização por determinar onisciente. saber o final. Se o desejo conhecimento ração não confiável pode resultar de limitações do ponto de vista .quando percebemos que a consciência o fariam os leitores competentes incapaz de ou não está disposta a compreender como de domínio. mesmo quando são sobre pessoas más.através dos estratagemas da focalização .um acontecimento cujas conseqüências e importância se tornam uma preocupação principal.

) <)4 através da an6. eu faço algo. essa e1ocunem falsa. vou ao encalço de um exemplo de "teoria" seguindo Isso implica que os efeitos esclarecedores são ilusórios? a essas perguntas precisaríamos das narrativas Para responder de conheci- um conceito que floresceu na teoria literária e cultural e cujos destinos ilustram a maneira como as idéias mudam à medida que são atraídas para o reino da "teoria"." Quando digo "Sim". de fato. Finalmente. no decênio de entre performativa J. 67 10hl1 Langshaw Austin (1911-1960). Paramos de dançar em círculos e con- o segredo. tais como "Jorge devemos ficar nos movendo para lá e para cá entre a consciência uma estrutura um estudo da narrativa ca tem a estrutura inicial cede à prometeu vir". rativacomo parece provável que não possamos responder a se é que. descrevem um estado de coisas e são verdadeiras ou falsas. da linguagem Filósofo britânico (N. numa cerimônia de casamento. essa: a narrativa nhecimento tura retórica a questão básica para a teoria no domínio é uma forma fundamental de conhecimento 7 inguagem Performativa (dando coé uma fonte do mundo através de sua busca de sentido) que distorce tanto ou de ilusão? O conhecimento ou é uma estru- quanto revela? A narrativa de conhecimento que ela parece apresenManGC tar é um conhecimento observa que. Austin escreve que quando.L. a elocução é ela própria o ato. enquanto taria plantar cil realmente ficcionais. questões importantes O conceito O problema da linguagem "performativa" enfoca que dizem respeito ao sentido e aos efeitos da line a natureza do sujeito. através da identificação.lise detalhada cotidiana. estou me entregando dependendo ção performativa não é nem verdadeira das circunstâncias. Dizer "Prometo um estado de coisas mas realizar o ato de não é descrever como o principal tipo de busca de sentido à nossa é uma história em que nossa ilusão disposição. 1 vo coisa alguma. Mas se existe ou não esse conhecimento autorizado separado da narrativa é precisamente o que está em questão na pergunta a respeito de se a narrativa é ou não uma fonte de conhecimento ou de ilusão. ela tem uma resposta. essa pergunta. Expõem a vacuidade do sucesso mundano. fazem uma afirmação.lIlll'll!(l 11\111]. Expõem a difícil situação histórias que convidam os leitores. situações como intoleráveis.T. em a ver certas da narrativa é I sas mais nobres aspirações. não descrea ele. As elocuções performativas não são verdadeiras ou falsas e realmente pagar-lhe" realizam a ação a que se referem. da nare retórica que produz a ilusão de perspicácia como retórimas mais guagem e nos leva a questões sobre identidade de elocução britânico foi desenvolvido 1950 pelo filósofo Ele propôs uma distinção duas espécies de elocuções: as elocuções constativas. <).'5 .-llise cio PCllS. Portanto. narrativas que é o efeito do desejo? O teórico Paul de ninguém de posse de suas faculdades mentais ten- uvas aproveitando evitar conceber a luz da palavra dia. Assim diz a história. desiludidos templamos mas depurados. AustinG7• mento do mundo que seja independente quanto de alguma base para considerar esse conhecimento mais autorizado do que o que as narrativas proporcionam.fornecem uma modalidade de crítica social. (N. achamos muito difínossas vidas pelos padrões das narrativas e consoladores tanto das Neste capítulo.) mais conhecido por sua an. "Não estou fazendo um relato sobre um casamento: inadequada. pode ser "feliz" ou "infeliz". mesmo a exposição da narrativa de uma narrativa: crua luz da verdade e emergimos prometer. Pode ser adequada OLl mais tristes sábios.11111 66 Paul de 1'\'1an (19] 9-]983). a corrupção do mundo. Afinal de contas.T. Expoente dos estudos literários norte-americanos. seu fracasso em satisfazer nosdos oprimidos. Ao invés disso. o padre ou juiz pergunta: "Você aceita essa mulher como sua legitima esposa?" e eu respondo "Sim".

não deveria ser considerada Houaiss: "Sobranceiro. ele encontra lista de "verbos performativos" não pode definir a performativa (prometo.. mas não "Por meio desta ando até o centro". uma vez que você permita quer elocução dessas "performativas performativo. indicativo à se apaixonar se não tivesse lido a respeito disso nos livros e que a noção de amor romântico (e de sua centralidade na vida dos indivíduos) é discutivelmente uma sólida criação literária. nas parece que vai tornar-se Em resumo. a Madame 8ovary. Certamente. Joyce. declaro). Os criticos afirmam tificativa literários adotaram a noção da performativa literária como algo faz tanto de por exemplo. da linguagem. pode ser vista a os atos de linguagem nomeiam. Um teste simples para a performativa proferir declaro essas palavras": "Por meio desta tar "por meio desta" antes do verbo. fazem algo. descrever e assim por diante. na primeira listando campo. não há verbo explicitamente está em cima do capacho". culpam outros livros pelas idéias de Dom Quixote românticas. Não posso realizar o ato de andar pronunciando importante A distinção uma diferença "Stately plump Buck Mulligan came from the stairhead bearing a bowl of lather on which a mirror and a razor lay crossed"GB. de barbear. diz Austin.na terminologia de Austin. Primeiro e mais simplemente. A elocução literária também cria o estado de coisas ao qual se cria personade Ulisses. de James Joyce.) tornou-se o principal áspera de epigrama que expressa. elocução implícita. as obras literárias entre os tipos de elocução e tem a grande virtude de nos alerrealiza ações ao invés de simplesVocê pode fazer uma pessoa do presente do Mas. certas palavras. ao invés de uma implícitas". As elocuçôes performativas designam. uma verdade ou paradoxal. sobretudo. entre performativa e constativa capta refere. medida que Austin leva adiante sUa explicação algumas dificuldades. em que por meio desta significa nossa independência". declarar.T. conceitos. da performativa. a performativa guagem anteriormente mundo. Vêm a ser um tipo de per- 2". em que descrição ou previsão como "ele vai pagar a você amanhã'~ Mas. O início "Por meio desta "Por meio desta lhe ordeno . Se digo "Sim". 68 Na tradução como a versão eliptica de "Por meio desta afirmo que o gato está em cima performativa que realiza o ato de afirmar que se refere. insiste Austin. Civilizaçao expoente ela múrilJ/(/. dou ordens ou me elocuções que. em diversos aspectos.. de acrescen"ao ao pronunciar essas palavras que prometo. sem dúvida. Ulisses. uma elocução você tem de admitir que qualA sentença "O gato básica. já for casado ou se a pessoa que está realizando a cerimônia não estiver autorizada a realizar casamentos nessa comunidade. contribui meio desta ordeno que você pare'~ A afirmação va "Vou pagar a você amanhã". criando as coisas que de uma segunda maneira.e o mesmo. 97 . caso.. os próprios romances. ou talvez com ambos. ser uma promessa a existência de pagar a você. dependendo ajuda a conceber a literatura como performativa para uma defesa da literatura: do que acontecer não é uma pseudodeclaração que transformam frívola mas assume seu lugar entre o mundo. cd . Mas os verbos que se comportam certas. 69 La Rochefollciluld literária francesa 1967. que. constatipode. porque. Buck f\1ulligan Jamcs vinha do alto da escada. La RochefoucauldG9 afirma que ninguém jamais teria pensado em tar para o grau em que a linguagem mente relatá-Ias.um uso ativo. afirmar. A performativa princípio intenção se vincula à literatura pelo menos. Como a performativa. verdadeira condições ou falsa. A elocução "vai ser um tiro n'água". Ed. (N. que colocam em Segundo. p. gens e sua's ações.se. 11111.IS\l Brasikil':l. já pela minha intenção rompe o vínculo pode ser uma performativa que o ato que realizo com minhas palavras não mas por convenções sociais e como constativa está determinado lingüísticas. ordeno. Em entre sentido e certas. Há muito tempo os teóricos fornece uma jus- que devemos atentar lingüística para o que a linguagem da performativa quanto para o que ela diz e o conceito e filosófica para essa idéia: há uma categoria não descrevem mas realizam a ação que é a possibilidade prometo". e essa situação. a elocução literária não se refere a um estado anterior de coisas e não é verdadeira ou falsa. realizam a ação que designam. Rio de Janeiro. de Antonio comulll \'.ações de num estágio posterior. 50breo qual se cruzavam (1613-1680). de modo breve. do capacho".". a performativa do falante. A elocução será infeliz .e nos a A noção de li- dessa maneira. nas circunstâncias de ordenar que alguém considerado pare de gritar gritando que certamente que se assemelha à linguagem como ato ou acontecimento. Isso se torna significativo Y6 A elocução. teratura literatura traz para o centro do palco um uso da linmarginal . e uma navalha". você pode realizar o ato "Pare!" ao invés de "Por aparentemente amanhã. É que ajuda a caracterizar o discurso literário. As elocuções constativas formativa. ocorrerá com a noiva ou noivo. posso não conseguir casar . um espelho Autor clássico fomido. francês. 3. criador do literária .1 I (1I11LI também realizam ações .não se refere a algum estado anterior de coisas mas cria esse personagem criam idéias. por exemplo.

e repetido em todos para algo ser um de circunstâncias.1 '. se são bem-sucedirJ. com criam o problema algo novo. aposta noção plexo se torna de literatura problema lida e aceita uma aposta como uma literária. lado. quanentre casar. Isso posição é feliz somente plenamente. ou escrevendo um complexa. paradoxal. como uma a ou de maneiras ao ser publicada. no sentido de que literária gênero. ser feliz altamente pertinente. estar diz ele.lllI são as inúmeras maneiras pelas quais fragmentos são através Algo da criação dos personagens nos atos e acontecimentos inaugurais Unidos. da performativa e da constativa. de independência. um ato geral tanto dos na somente Em resumo. do soneto. iterável uma [repetível]. batizar palavras. "Prometo': ou infeliz. mas. é essencial mas também seriamente. interessa felicidade "My pode ser apenas Confrontados eyes are um outro com nome "Será que uma elocução ta Derrida. uma forma o que geralmente soneto aos críticos. no momento. elocução perforpara A possibilidade em particular ou citações dissesse de repetição só podem de fórmulas para a linguagem se forem tais como e as perforcomo (Se Mas se a linguagem mativa uma não é verdadeira elocução literária Porum é performativa mas feliz ou infeliz? e uma mativas versões o noivo reconhecidas "Sim". feliz em reunião. Qual que do que ela é para momento adota chave que uma seqüência literária é a relação entre político. referindo-se em que. didas menta comuns" Derrida a noção distinguido ou elocuções e declarações Tanto em atos que não são como as promessas? combinação para SCI' sérias "não-sérias': "Não devo que realizam prometer a palavras constativas político performativas. verdadeira prometi. dependem Sua análise. proferidas também como performativa a reflexão que dão origem política quanto ou inauguram. ou falrealizei o podem exemplo ser repetidos ou uma "não-seriamente" por exemplo. As OlJl". "não-sério" a uma Como as elocuções do autor acontecimentos o que determina o quer coisa que não pudesse linguagem física. algo novo. ligada da performativa literária ou falsa. portanto. da performativa Austin como havia chega uma declaração literárias. mistress's a abertura like the "se sua formulação em outras um barco repetisse "codificada" de Shakespeare nothing ou falsa. signo. sun"70. os tipos ser conside- as convenções poderia. e as O próximo nos destinos de Austin. algo.) pergunou complicada. ser uma promessa A felicidade que Derrida chamou de uma "iterabilidade que deveria porque. que o sucesso o ato deve convencer. felizes o ato o literário de uma brincando. ser bem-sucedida". performativa não ele poderia poderia não conseguir se casar. como um Se digo "Prometo" qualquer em condições que seja a intenção literárias citação. mais que ser um soneto. será importante Derrida atos esfera como para os destinos relaciona posteriores a performativa atos da performativa. o modelo não é pensada parece marca inextricavelmente é básica funcionar regulares.o sinal samente. ou não. não-sérios ou excepcionais específicos que possibilitam a uma elocução digamos. da esfera semelhante está em ação polílil'. como ou realizar com um um casamento modelo iterável. um tiro envolver sua relação consegue isso. Nd 70 "Os olhos de minha am3da não se parecem com o sol. que tentam mas quanto inventar são que cria uma nova situação. literária. devem comuns': ser entenargu- bem-sucedido.]e" que rCI. mas alguma ser repetida não seria situação em que a intenção sentido.}\. que possa ter tido são também como sendo em mente em circunstâncias para a natureza de um modo da linguagem. deve poder ser citado as "não-sérias': transmite discursivas Geral e fundamental. consiste em criar a estados de coisas cm sendo o que em circunstâncias deixa de lado Mas Derrida a condição à qual se refere. novas Essa possibilidade de ser repetida qual- ato de prometer. para as conou um poema elocução de um identificável uma espécie de citação?" os casos geral" Mas o modelo venções - da performativa nossa atenção anômalos.l.lS o ao apelar para "circunstâncias de linguagem literárias afirmam falar-nos sobre o mundo. quando com as convenções Ela cumpre n'água? literária e desse modo Mas. Austin não fosse idense não fosse deixa de lado daquilo se encaixa aos outros poema e se funciona ser uma dirige de modo tificável portanto como estando de acordo como Essa poderia também concepção de felicidade. sobre o comfuncione. Nossas como que elocuções emitidas Austin performativas.) "Declaração da Independência" dos Estados por exemplo. exterior de algum ato interior que ela representa adequadas. do é verdadeira mas o que faz. se aplica por exemplo." (NT.('11 93 9l) . o que significa ser um Isso mostra questão para do "OK" em vez de "Sim". do Jacques performativas elocuções seriamente: poema. ao invés de ser uma com- inclusive A linguagem é performativa poder-se-ia se torna obra quando impõe-nos imaginar. de uma rada uma lei da linguagem. é aceita. . se a fórmula que profiro para abrir perguntamos como relação não se essa elocução no resto versos. literatura assim não apenas de práticas informação mas realiza de fazer atos através as coisas de sua repetição estabelecidas.

que as afirmações de representar as As proposições que realizam o ato de afirmar necessariamente afirmam não fazer nada a não ser simplesmente se você quer mostrar o contrário coisas como elas realmente são impõem suas categorias sobre o mundo não há como fazer isso exceto através de afirmações a respeito do que é ou não é o caso. políticos devolve à Mostra-nos. o segredo. O poema mostra. o poema realiza uma operação retórica posição de sujeito. o conhecedor. contudo.. pode ser vista como uma característica Se cada elocução é tanto pelo menos uma afirmação harmoniosa implícita estado de coisas e um ato lingüístico.tença-chave diz: "Nós portanto . como quando a galinha depende do ovo e o ovo depende da galinha. organizando o mundo em lugar de simplesmente va e constativa. nomear as coisas que já estão aqui. criando as coisas. performativa do funcionamento quanto constativa. . os atos de linguagem. studies". inversamente. mas. exibir as coisas como elas são. por metonímia ficar a entidade. dos "gays': Ela adota como seu próprio mais comum que os homossexuais 101 (' drama. O argumento performativo surgimento filósofa O momento teoria feminista de que o ato de afirmar ou descrever é de fato éo na deve assumir a forma de afirmações constativas. proverbial. que nome "Queer Theory" foi adotado recentemente cujo trabalho para liberação cultural desse modo. incluindo que Austin encontra em separar a performativa Nesse estágio da história da performativa. O segredo que sabe é produzido 100 sociedade o insulto . de Robert Frost. como um produto da imaginação co. promove o objeto ou contigüidade. Mas o que o poema nos mostra sobre o saber? Bem. Para explorar que atitude o poema adota em relação a essa oposição. saber . que minam essa representar o que existe. um objeto do e personique o sujeito de saber. solenemente tornamos público e decla- desloca o segredo do lugar de objeto afirmação formativa: tença constativa. Bodies that Matter (1993) e Excitable Speech: A Politics ofthe Speech Act (1997). (Alguém sabe um segredo) paril o ramos que essas colônias livres e independentes': re. num personagem desse pequeno por um ato de suposição. O poema supõe. poderíamos perguntar se o próprio poema está na modalidade da suposição ou do saber. foi redefinido: a constativa é linguagem de que eles têm que ser ser estados independentes. pode produzir retórica teoria feminista. exerceram grandc influência no campo dos estudos literários e no campo emergente na teoria e culturais. e a persão as operações retóricas. e performativa formativa A tensão entre a performativa bém na literatura.aqui se torna. mas. e a constativa surge claramente onde a dificuldade da linguagem. A seno contraste entre constativa que afirma repre- A declaração de que esses são estados indepenacrescenta-se-Ihe a afirmação tamcrucial de um que deve criar a nova realidade a que se refe- essa afirmação. "A linguagem dá forma ao mundo". Esse poema depende da oposição entre suposição e saber. que é algo que se conhece ou não se conhece . norte-americana Judith Butler. diz que o Segredo sabe mas mostra que isso é uma suposição. que uma suposição pode transformar se vincula aos movimento'. vamos voltar ao poema diz e o que ela faz não é necessariamente Para ver o que está envolvido na esfera literária. But the Secret sits in the middle and knows. tificar aqui o que se chama de uma "aporia" entre a linguagem performatiUma "aporia" é o "impasse" de uma oscilação não resolvíque a linguagem funciona performativamente tal como não há maneira de vel. Podemos idenafirmação impondo categorias lingüísticas. depende de uma suposição pera suposição que faz do segredo o sujeito que deve saber. mas seu caráter gnômideclaração entendido. desse modo. mais recente dessa pequena história da performativa performativa do gênero e da sexualidade" e nos "gay and lesbian studies". o Assim. A única maneira de afirmar para dar forma ao mundo é através de uma elocução constativa. como o segredo? Poderíamos imaginar que. da constativa sentar as coisas como elas são. como "nós" que dançamos em círculo.. A figura-chave de uma "teoria aqui é a certeza. Ao usar a maiúscula do conhecimento à o Segredo. rwlYlt' ('tIl"()f1 o segredo num sujeito. que valores atribui a seus termos opostos. o poema seria um exemde que o segredo "sabe". que sua que o segredo sabe.] dos "gay and lesbian studies'~ () pela vanguarda "CF1Y o que sabe e não o que é ou não é sabido. para sustentar constativa dentes é uma performativa Unidas são e de direito têm que ser estados lugar de sujeito (O Segredo sabe). a relação entre o que uma elocução ou cooperativa. um caso de dança em círculos. particularmente dos n. cujos livros Gender Trouble: Feminism and the Subversion of Identity (1990). fazem parecer e sua confiante realmente muito humana.portanto. afirmar a transparência constativa da linguagem exceto por um ato de fala. não é possível ter plo de suposição. "The Secret Sits": We dance round in a ring and suppose. ou sabe.

tram. ao veste. algo conseguido e metas comuns. socialmente estabelecidas de prometer. 00 ~8 ~-~" ° &~ ~.. . mas . Assim como há maneiras regulares. como mulheres e que conferem do gênero como um ato singular. há maneiras socialmente estabelecidas de ser homem ou mulher.: li' insulto "Bicha!" vem não da intenção ou autoridade do falante. mais provavelmente de normas de gênero que animam e limitam tado da cooperação criam o efeito (definições que eu me sinta política do que sua condição de possibilidade.e isso é para Butler . Em Gender Trouble. get used to it!"72 textos feministas norte-americanos. uma pelo ato de prometer. A nomeação processo contínuo de formação que ele encena. anterior passo que. comum nos de que uma política feminista de características exige uma noção de identidade mulheres compartilham identidade essenciais que as a elas interesses da o resul- processo de atribuição matriz das próprias performatividade tição compulsória de gênero. (N. de Butler. Para Butler. das maneiras norma': Ser um sujeito é receber essa tarefa de repetição. "Sujeito Butler ao gênero mas subjetivado em Bodies that Matter. ser um sujeito é ser marcado pelo gênero: você não pode. dar ordens e casar.~.' o o A ênfase recai aqui na maneira como a força performativa da linguagem vem da repetição de normas anteriores. mas surge apenas no interior relações de gênero".uma tarefa que nunca realizamos completamente de modo que nunca habitamos completade acordo com a expectativa. o mente as normas ou idéias de gênero de que somos obrigados a nos aproximar. Nessa lacuna. Um homem condição que uma promessa Austin. como escolhe roupas para vestir pela manhã. o epíteto "Queer!"71 A aposta é que a ostentação mudar seu sentido ativistas e fazer dele uma insígnia está imitando honrosa a tática insulto. "a citação forçosa de uma homem ou uma mulher por atos repetidos. acostume~se!" (N.o grupo ACT-UP. mas do fato de que o grito "Bicha!" repete insultos gritados do passado. por exemplo. de atos anteriores.. escreve de e como pensar a por a repeo sujeito "o "eu" nem precede nem se segue ao na luta contra a AIOS .) 71 Gíria qu~ pode: ser traduzida como "bicha" ou '\·jado". a força do ) .:':. que se faz. trava discussão com a noção. Butler escreve: ~J ~lt))(f 71 "Estamos aqui. ser uma pessoa sem ser homem ou mulher. nas diferentes maneiras de realizar a "tarefa" de f gênero.) "Bicha" deriva sua força precisamente 102 1 O:~ através da invocação repetido . as subversões e os deslocamentos. residem possibilidades de resistência e mudança. ameaçam excluir aquelas que não no sentido de que não se é o que se é mas o não é o que ele é mas algo que ele faz. fazer algo numa cultura. menos uma elocução o sujeito repetição importante constativa saudado quando vem ao mundo. fazer uma aposta. Tampouco dever-se-ia é a "prática reiterativa e citacional". nesse regime de gênero. Gender Trouble. Butler propõe que consideremos gênero como performativo.T. são produções culturais as categorias fundamentais um único ato.' 0° 8° ). e sociais. somos bichas. de acordo com a que criam inicia um de da menina (verdadeira do que é ser uma mulher). que escolhe. Isso sugeriria que há um sujeito não marcado pelo gênero. é ou falsa. ao homossexual masculino. [feito sujeito] pelo gênero". a elocução "É uma menina!" ou "É um menino!" pela qual um bebê é. através de uma "tarefa" de normas de gênero. um papel que você ao gênero. feminina. ao contrário. que é muito provavelmente algum idiota desconhecido da vítima. Assim. Você se torna habituais um de de se estão de acordo.. ~:: I() ~ "O da esquerda é uma gracinha." Refere~se_ em geral. tradicionalmente. Desse ponto de vista. usa slogans como "We are here. dependem situação) do que a primeira de uma longa série de performativas cuja chegada compulsória anunciam. de fato. Seu gênero é criado pelos seus atos. Elas do natural (lembre-se de Aretha Franklin: "Você faz com como uma mufher natural") e. impondo normas o marcado pelo gênero mas que são também os recursos a partir dos quais são forjados a resistência. do modo é criada da menina. como as performativas das convenções sociais.. que.T. que em suas manifestações we are queer. interpelações ou atos de exórdio que produzem o sujeito homossexual através do opróbio reiterado ou da abjeção (a abjeção envolve tratar algo como tendo passado dos limites: "tudo menos isso!"). Aqui um projeto teórico mais visíveis envolvidas desse nome pode ao invés de um dos organizações Isso não significa que o gênero é uma escolha. ao contrário.~ .

Ela cria aquela realidade que é a obra. mas demasiado simples. o conceito de performativa negligenciado Agora. O conceito de performativa. como deveríamos conceber a relação entre as convenções sociais e os atos individuais? É tentador. poder-se-ia to literário. como em Austin. Eles acumulam a força da autoridade práticas autorizadas. Para Austin.~\ Mas. na história que delineei. desse modo. Deixe-me listá-Ias: Primeiro. da mesma maneira que o que é prometido dizer. em atos de leitura e rememoração. de fato.~. tentando captar e redirecionar os termos que carregam uma significação escolher "Bicha" pelos próprios homossexuais. pode-se num ato específico de o que ela e suas partes realizam. nos leva de volta ao problema da natureza do em que há também duas maneiras de pensá-Io realiza um Podemos dizer que a obra literária o ~ que confere ao insuto sua força performativa não é a própria mas o fato de que ele é reconhecido é o porta-voz como estando de acordo e trabaÉ como sendo performativo. Nesse sentido. mas uma repetição que dá vida às formas que ele repete. e sociais (você se torna uma mulher). (3) o problema em que medida para Butler. ou então. todos os vitupérios através da repetição ou citação de um conjunto anteriores.'/ t'" I:Y~T do passado. a citação de uma fórmula que se vincula a normas que susten- iil-~ li~t~ de opressão.• 1· i<:' tenças realizam algo em particular tentar especificar se pode tentar explicitar naquela obra.io ('IIII\() 10i) . como se falassem em uníssono através do tempo. isso ocorre porque. A elocução implica que o falante lha para constituir tam uma história do que é "normal" o destinatário como tendo passado dos limites. 11 como agir. esse é um caso especial de repetição maciça e obrigatória produz realidades históricas Essa diferença. em sua singularidade. Austin está interessado 104 em vista tipos '~. e (4) a relação entre o indivíduo mudança social. uma grande diferença entre o que está em jogo para Austin e para Butler. talvez. Se um romance acontece. é a versão austiniana do acontecimen- repetição. que Para Butler. entre o início e o final da linguagem (provisório) por grande. Você não pode controlar os termos que escolhe para se nomear. imaginar que as convenções sociais são como a paisagem ou o pano de fundo contra o qual decidimos . é um modelo para se pensar os processos de questões está em jogo: (1) a (2) o funcionamento das de e do que hoje chamamos e como ela é produzida. Um poema pode muito bem desaparecer sem deixar vestígio. a certos atos específicos. repetição ato singular. que escolhe meus atos. sociais cruciais em que uma quantidade natureza da identidade "agência": responsável normas sociais. acontecimento literário. fundamental pensamos poder dizer com com o mundo? medir os efeitos mais amplos da linnossos encontros e sob que condições posso ser um sujeito Segundo. especial e malignidade a a ~. quer aprc dos aconll'l"i diferentes em como a repetição de uma mentos. Não é que você se torna autônomo ao seu nome: os nomes sempre carregam sujeitos aos usos que os outros farão deles no futuro. e suas sen- com um modelo. é sempre um coro imaginário que vitupera "bicha!" fórmula numa única ocasião faz algo acontecer (você fez uma promessa). insultos de outra maneira banais como "preto" ou "judeu". reúne uma série de questões que são cruciais para a "teoria".. E eles parecem ter principalmente de atos. Sua performatividade não é um ato singular realizado de uma vez por todas. que dá força promessa. como na adoção de peso histórico e estão do Mas o vínculo da performativa de desviar ou redirecionar o peso do passado. ele inspira uma paixão que dá vida a essas formas. o que ela faz. com uma norma. através de uma repetição maciça que adota normas e. como em Butler. repetindo sua inflexão das convenções do romance e. vendo a aç. A interpelação ecoa interpelações passadas e liga os falantes. falando de como se fosse com a voz de :f'':f I. específico. também poderíamos dizer que uma obra é bemsucedida. e se liga a uma história de exclusão. possivelmente. . mas também pode ser rastreado na memória e dar origem a atos de repetição.pela qual um vínculo social entre comunidades homofóbicas se forma ao longo do tempo. se toma um acontecimento. por outro lado. Isso. como pensar o papel conformador limitá-Ia confiança guagem. Há. efetuando uma alteração nas normas ou nas formas através das quais os leitores vão confrontar o mundo. Mas o caráter histórico processo performativo dessa história filósofos é muito cria a possibilidade de uma luta política. é óbvio que a distância ajuda a pensar um aspecto específico anteriores. com o passado implica a possibilidade opressiva. muda coisas. As teorias da performativa de possibilidade oferecem explicações melhores do emaranhamento sentando as convenções como a condição entre norma e ação. ou tentamos à medida que ela organiza quando da linguagem: tentamos ':. Para cada obra.

agente ou ator. E o problema do acontecimento um modelo para pensar os acontecimentos culturais. identidade e à função do sujeito ou eu.r repetição obrigatória. que deve "renovar" num espaço de convenção. pode oferecer de modo geral. enfatiza a natureza cambiante de um eu que se torna o que é através de seus atos específia combinação do social e do construido enfatiza que me cos. sociais: você e trata o eu como algo interno e singular.pessoa. O modelo da performatide questões que são muitas das fronteiras da literatura entre como Muitos dos debates teóricos recentes dizem respeito à va oferece uma explicação afirmadas como um embaçamento literário. o acontecimento mais sofisticada mediático genuíno a ser considerado. A tradição vidualidade do indivíduo rico e não pobre. A primeira. o eu é algo em terdado ou é algo construido básicas do pensamento e. o l 107 . combinando o individual e o construído. A terceira. dizer que o que acontece na televisão "acontece e ponto final". Finalmente. O que é esse "eu" que sou . combinando é homem ou mulher. dados do sujeito ou eu. assim por diante. lugar comum deveríamos pensar o acon- 8 dentidade. eu ."~o:i. um âmago que é expresso palavras e atos e que pode. portanto. como deveríamos conceber a relação entre o que a linpode guagem faz e o que diz? Esse é o problema básico da performativa: haver uma fusão harmoniosa entre fazer e dizer ou há aqui uma tensão inevitável que governa e complica toda a atividade textual? Finalmente. um âmago interior enfatiza que o eu é determinado expresso) em palavras e atos. ele deveria ser concebido optando ou sociais? Essas duas oposições geram quatro vertentes moderno. A liteexige uma expli- ratura. 106 ser usado para explicar a <1\. é um acontecimento real. tecimento? como. algo que é anterior aos que é variadamente atos que realiza.e que faz com que ele seja o que é? Duas perguntas básicas subjazem ao pensamento mos individuais individual. pelo dado e pelo expresso (ou não o dado e o social. nessa era dos meios de comunicação de massa. moderno sobre esse tópico: primeiro. Terceiro. Quer a imagem corresponda é um acontecimento vezes cruamente ato. branco ou negro. e esses são fatos primários. segundo. como patrão e não empregado. cação performativa de norma e acontecimento. que pode no entanto desviar-se das normas. A segunda. no estudo da literatura trata a indiCI1\ moderna dominante como algo dado. britânico por suas origens e atributos ou norte-americano. torno o que sou através das variadas posições de sujeito que ocupo. fato e ficção. por exemplo. nessa era pós-moderna. Identificação e o Sujeito Tornou-se nos Estados Unidos. a uma realidade ou não.

expostos como mas as complicações para nós. é no enredo em que os perda costumamos a respeito dizer. todo A literatura obras literárias se preocupou respostas. canálise duto trata ou centro formado ao qual para explicar em seus destinos. como é postulada como de seu passado.que fiz porque ria olhar para e atos sou quem o "eu" sou e para explicar (quer consciente A "teoria" tem ou o que fiz ou disse você deveinconsciente) contestado funcionam sujeito. era (como surgiu do em Aretha em que você tem Franklin passa no "sujeito de uma também a se sentir natural). como ou enredamentos comum quem (digamos. Ulisses em suas lutas para ítaca nova- é (po/ytropos) de bordo mas se define e para voltar luta para palavras modelo sujeito escreve. gênero e sexualidade no for- de mecanismos marxista com sexuais como e lingüísticos que se entrecruzam. 8ovary. Há narrativas em que a identidade o filho de um rei criado se torna é essenpor pas- Se as possibilidades de pensamento cialmente tores determinada pelo nascimento: determinadas ao menos por uma série de sistemas então o sujeito que o sujeito não controla e nem é ainda fundamentalmente é descoberta. de se a identidade ambas as opções heterossexual amplamente represão fre- da repressão da possibilidade do homossexualismo. A explosão campo da recente literários teorização sobre raça. o resultado de questões.1 d(' 109 . nos referimos no sentido os sua identidade de acordo baseia com os personagens ou então durante de que não é uma fonte acontecimentos. A é construído Considere construído. As obras como relação românticas arredores "descentralizaram" de sua mítico linguagem. impostas co-chave: coisas. que eles se tornam o que acaba a ele ou ela? A palavra o sujeito como é um ator sujeito já encapsula ou agente. "descobrem" de seu passado são. pela posição de classe: de ousocial- A teoria vê o sujeito o trabalho determinado ou trabalha dos estudos ricos deve muito ao fato de que a literatura políticas ou ele lucra trem. Na Odisséia. como cria esse eu. rei quando mudam se compreende. "as mas em que atos ou palavras a prioridade do próprio expressando Michel Foucault pesquisas da psicanálise. Os personagens fazem seus destino 103 ou o sofrem? As Grande pode ser vista uma tenl<iliv. A questão tâncias? identidade o "sujeito". que são reveladas a identidade as atribulações Ele é algo o sujeito por essas forças. mas como a psio pro- em qualidades não como psíquicos. que ser um lingüístico). a noção de um eu essencial. de Flaubert. apenas e a seus companheiros Em Madame em de expressão. uma sentença". revelação mento). algo do papel para complicar as explicações desempenham e sociológicas da idendado ou feminista enfatiza o impacto de fazer o sujeito dos papéis de gênero que esses fatores a questão Não apenas na construção do sujeito estão é algo construídos Theory" no processo argumenta que o sujeito o que ele ou ela é. não através sobre como de um grupo? que faz E em que medida ao invés o "eu" que sou. até mesmo parte da teoria a causa recente eles. com questões reforçam encontros tempo. de identidade dolorosos implícita ou explicitamente. não que minhas esse um histórias rotulado se salvar dão como respostas "multiforme" diferentes e complexas. Mas esse problema livre ter sido sua "natureza". singular Desse modo. está "descentralizado". sonagens binações que agem A literatura à medida narrativa especialmente A identidade ações. "o leal súdito A teoria de sua Majestade. esta- sujeitado. mas aí essa identidade dessas ações. mente "Queer através A teoria de outrem para o lucro nece materiais acerca tidade. se inclina a Rainha". de ter escolhas teórique faz de algo mas agindo em algum seu nascise re- é um escolhas de tal maneira sentido. expressam. velando. o que sou pelas circunsdo indivíduo e minha sentadas na literatura. sugerindo existiu. em mas tem de um experimento': é estar sujeitado sempre esboçam a argumentar sexual. Qual do sujeito é a relação membro agente é "o que sou?" Sou feito entre a individualidade qüentemente sonagens. a suas leituras Emma para se definir e a seus (ou "se encontrar") banais. ou o como ação um paradoxo o tempo ou aporia todo nas para a teoria narrativas. da antropologia às formas I i 'I ~I :1 mente. sobre e pelas a base. e imaginativo". "sujeito sujeito determinado. anterior. mulher já subjetividade um sujeito Essa estrutura. em relação de suas da lingüística. o sujeito às regras às leis de seu desejo. da perspectiva fundamental com dos personagens dos leitores. com o mundo que o eu que emerge algum sentido. de seu discurso e ação são se forma a identidade. de se tornar o que supostamente como uma recente. ou ao jogo literárias oferecem uma gama de modelos implícitos de ações. sendo emerge que eles se definem pelas escolhas e são definidos que fazem por diversas forças de lutas o mundo. as mudanças pessoais um rei e por direito Em outras narrativas. uma essência de Uma vida. e as Os romances ocidentais de o a vários regimes (psicossocial. seguiu os destinos para essas dos percomsociais como base das ações que.

experimentado. não é sua insensatez ou sua fascinação por aventuras em sua sociedade. inventada por práticas disargu- experiência vicária e dos mecanismos de identificação.pôr em ordem os paradoxos que muitas vezes informam o tratamento da As obras literárias encorajam a identificação com os personagens.talvez sejamos todos Édipo. portanto. Os poemas e os romances se dirigem identificação. dadeiro Essa noção transformou-se em moeda corrente . sugeri no Capítulo 2.o ver- restringem as possibilidades individuais. 11 () ao tratar a identidade Para Freud. A teoria recente. Armstrong estendido mentos e virtudes afirma que esse conceito é desenvolvido é sustentJe pelos romances e pelos outros discursos que defendem privadas. na realidade. A crítica norte-americana menta que os romances e livros de conduta como se comportar primeiro . como uma identidade cursivas no século XIX. constroem uma ideologia da identidade individual cujo descuido eu é aquele que você encontra através do amor e através das das questões sociais mais amplas os críticos deveriam questionar. a suposição de que os problemas desses personagens são exemplares. argumentam que os romances.produziram lugar uma mulher. esse conceito de identidade senti- A literatura não apenas fez da identidade um tema. ela desempenhou um papel significativo na construção da identidade dos leitores. negro? Desse modo. O discurso representa é um problema teórico trata "o homossexual" importante. amorosas mas a situação geral da mulher relações com a família e os amigos . há tensões entre as sondagens das representações I·· íl ~I ~. mos- identidade na literatura. um homem ou uma mulher". nos textos teóricos. ou de Jane Eyre. é uma pessoa cuja identidade e valor são pensados como vindo de sentimentos e qualidades pessoais e não de seu lugar na hierarquia social. como vimos no Capítulo Nancy Armstrong moderno". O indivíduo "o indivíduo lidar com o problema gerais apresentando do século XVIII . Hoje. Quando os romances se preocupam dades de grupo . possibilitando-Ihes saber como é estar em situações específicas e desse modo conseguir a disposição para agir e sentir de certas maneiras. das afirmações que são capazes de casos singu- fi e poemas de amor. O problema de Emma Bovary. As obras literárias caracteristicamente tam indivíduos. São os críticos ou teóricos que têm de pegar a questão da exemplaridade e nos dizer que grupo ou classe de pessoas o personagem representa: a condição de Hamlet é "universal"? A situação de Jane Eyre é a das mulheres em geral? Os tratamentos comparação teóricos da identidade podem parecer redutores em com as sondagens sutis dos romances. os argumentos sobre a identidade literárias social tendem a enfocar as identidades mações críticas ou teóricas. ou Hamlet. ou filho da burguesia . trário. Os teóricos.fre- moderno. 111 o que muitas Vl'/(". com eles. ao conem pessoas melhores através da que já existem ou as produz? Esse 1. Diz-se que a literatura nos transforme identidades Os paladinos da educação literária esperam. Foucault. ou de Huckleberry Finn e. ~) Há muito tem po se eu Ipa a Iiteratu ra por encorajar os jovens a se ver como personagens de romances e a buscar realização de modos análogos: fugir de casa para experimentar cia pelo mundo a vida da metrópole. pela televisão e por uma ampla gama de discursos. você pode argumentar. ao mesmo tempo em que se apóiam numa força generalizadora que é deixada implícita . ou Madame Bovary ou Janie Starks. de modo que as lutas a respeito da identidade represensão lutas trando as coisas do seu ponto de vista. que a literatura reproduzir os cenários dos romances corrompe através de mecanis- depende. a i(!t'llliii . nesse sentido. ('01110 leitores. Entretanto.mas começa nos séculos XVIII e XIX como uma idéia sobre a identidade das mulheres e só mais tarde é estendida aos homens.livros sobre que era em lares. Essa é uma identidade obtida através do amor e centrada na esfera doméstica e não na sociedade. de sua combinação especial de singularidade e exemplaridade: os leitores encontram retratos concretos do Príncipe Hamlet.o que significa qüentemente exploram como as exigências da identidade com identide grupo ser mulher. e a identificação namos quem somos nos identificando a nós de maneiras que exigem nos torfu nciona para criar identidade: no interior do indivíduo e entre o indivíduo e o grupo: os personagens lutam contra ou agem de acordo com as normas e expectativas sociais. cujo~ cenários nos dizem o que é ser uma pessoa. de grupo: o que significa O poder ser mulher? ser e as afirliterárias com as figuras sobre as quais lemos. ao fazer da individualidade do indivíduo seu foco central. tornou substancial estava implícito sendo formada nas discussões da literatura por um processo de identificação. O valor da literatura há muito tempo foi vinculado às experiências vicárias dos do pelos filmes. esposando os valores de ou transformando suas heróis e heroínas ao se revoltar contra os mais velhos e sentindo repugnânantes de tê-Io vidas numa busca do amor e tentando mos de identificação. Mas exemplares de quê? Os romances não dizem.

sexualidade ou nacionali- dade. O que vem em primeiro lugar é uma tendência à identificação. Sigmund Psicanalista sexual. uma origem. nunca a lição que é reafirma como uma briga sobre "essencialismo": como algo dado. como característide grupo. de uma série de identificações instância. A personalidade Desse modo. de discursos 11 :~ 11 :2 .T. de Lacan promoveram Frcud.. opressivas. religião. um malogro. resistência das normas sociais (que os sociólogos teorizam como sempre encontra não nos tornamos quem supostano papel que concepções essencialistas emancipatória. especialmente no que diz respeito ao tratamento dado por Freud ao inconsciente. o desejo é o limite. identificação ja. em última análise. como argumentam René Girard e Eve Sedgwick. raça. inteira ou parcialmente. algo que acontece suave e inexoravelmente) e. e uma noção de identidade como algo sempre em processo.cação é um processo psicológico outro e é transformado. classe. e refutam a aqui a identificação precede essencial para todos os membros de um grupo identidades impostas médicos e com outrem envolve imitação Os seminários c ensaios ou rivalidade que uma reinterpretação O pensamento (N. dai.. que nasce através de alianças e oposições contingentes (um povo oprimido A principal exigências política ganha identidade a partir da oposição ao opressor). parecem semelhantes. preferência por uma identificação que permitiria que o desejo fosse realizado. ou e de um sujeito divie também prática quer os grupos marginalizacríticas questão pode ser: qual é a relação entre as críticas de identidade da identidade? por exemplo. no século XIX. raça. O eu é constituído A identidade completadas. pela mãe e por outrem nas relações sociais em geral. Para grupos historicamente demonstram a ilegitimidade dos. lo que o outro fornece. como se imitássemos com o pai e deseja a mãe. série de identificações. ou para os irlandeses. em A História da Lacan desempenhou papel importante nas formulações do pós-estruturalismo Sexualidade.) de de caracterizado por gênero. restritivas deve haver algo essencial que os membros de um se for para eles funcionarem e objetáveis? Muitas como um grupo? Ou as ser mulher. à I § °1 I também desempenha um papel na produção de idenestimulam a identificação com um grupo tidades de grupo. e da dcscol1struçao. ou ser negro. classe ou religião. mostrandoe a utilidade política de diferentes con- Ihes quem ou o que poderiam ser. para sersegui- em questão sejam definidos por nacionalidade. das da em (de uma pessoa ou grupo) e as Como as premências absorvem teórica ou entram sólidas para mulheres. o desejo do (o sujeito desejante] não vem em primeiro lugar. o menino se identifica rivais pelo objeto amado. O debate teórico nessa área enfoca mais a conveniência cepções de identidade: grupo compartilham. Foucault observa. percebendo-se pelo reflexo que é devolvido afirmações sobre o que significa crian- ça: por um espelho. há dois processos em curso: por um lado. que o surgimento. o desejo e a identificação 73 Lacan (190] -1981). Recentemente. uma tendência primordial que. questão poderíamos tirar dos romances mais sérios e célebres: que a identidade que não nos tornamos que a internalização homens ou mulheres. as investigações sexual. é o produto Em última com sua imagem no espelho. a psicanálise alegremente parciais. No modelo anterior. a eles em recursos para aquele grupo. no qual o sujeito assimila um aspecto do de acordo com o modepor uma sexual é uma ou o eu é constituído é a fonte do desejo. oprimidos ou flui da identifificação e da rivalidade: A identificação marginalizados.. Isso combina com os cenários nos romances em que. Para os membros de grupos historicamente as histórias potencial e trabalham intensamente no sentido de fazer do grupo um grupo. língua. o desejo nasce da identio desejo masculino heterossexual de seu desejo. dá origem a um desejo . gênero ou características cas essencialmente definidoras imputação de identidade morfológicas da identidade de tomar certos traços. a identificação cria o sujeito desejoso. A explicação de Jacques Lacan73 para o que ele chama de no momento em que a inteira. gênero. ou ser gay são vezes o debate foi lançado entre uma noção de identidade "estádio do espelho" situa os inícios da identidade criança se identifica como ela quer ser. a base da identidade cação do herói com um rival e da imitação com o pai ou a mãe: desejamos como o pai ou a mãe deseo desejo do pai ou da mãe e nos tornássemos de Édipo. não o inverso. Por outro lado. tais como orientação visíveis. Borch-Jakobsen argumenta dido? Isso se torna porque os problemas deram ainda mais uma torcida Mikkel choque com as noções psicanalíticas uma importante encontrados do inconsciente da identificação. fundamental os teóricos psíquicas e políticas que busca identidades negros. não funciona: mente somos. os grupos podem transformar francês. No complexo As teorias psicanalíticas de formação da identidade que surgiram posteriormente debatem a melhor maneira de refletir sobre o mecanismo da identificação.

do sujeito na realidade trabalham por se dirigirem a nós como ocupantes de uma certa posição ou pelo reconhecimento diferentes equipelas do colo- papel. "Ser homem". O processo de formação plano algumas diferenças como estando baseada na repressão da possiencontramos da identidade e negligencia por exemplo . muitas vezes no mesmo vocabulário. crucial e inevitável são as tena "sentido"). conferir de poderes mas aos indiví- entre. d dt. usando as mesmas categorias pelas quais era medicamente que ela encapsula desqualificada". identidades significa então você pode alegar inocência. a construção como nos estudos de subjetividade e as posições de sujeito que você ocupa. a responsabilidade nas estruturas que você não escolhe chama você à responsabilidade e estruturas na sua vida . A noção ampliada derivada das de um sujeito dividido através do embate quer. conscientemente Se. é negar qualquer sofo Anthony Appiah observa que esse debate sobre agência e posição do sujeito envolve dois níveis diferentes em competição. definamos nas. envolvendo feminismo. que parecem digamos estruturalmente transformados como um efeito. e o . posições de sujeito pelos acontecimentos sua concepção de sujeito do inconsciente inclui o ou nas passado". isto é. a identidade comum. determinados. narrativas espelho" no qual o sujeito adquire identidade de si mesmo numa imagem. exceto pelo fato de teoria que não estão realmente nos ocupar de de que não podemos entre homens e no interior de é negada e projetada como uma numa gama de campos parecem estar das maneiras pelas quais os sujeitos são ainda que inevitáveis. com Louis Althusser. duos e os acontecimentos de suas vidas. ser que aqueles no sujeito de alguma de ação responsável. de variaSegundo. nação" ou fraqueza e projetar mulheres. com Judith Butler. ao contrário.revelam O que torna o problema da identidade sões e conflitos psicanálise. o papel de um "estádio do quer. heterossexual bilidade de desejo homoerótico. que podem estrategicamente e posicionamentos 114 sujeito que determinam socialmente a ação vem de nosso interesse em compn'('lllit't nos quais os indivíduos l'Illtll) Alguns dos conflitos 11. ou saudados que somos "culturalem pelas posições que consideram as categorias da identidade cionais e fixas'~ Falando de gênero como uma performance ção na repetição limitar que carregam sentido e a agência.psiquiátricos viante facilitou que definiam o controle os homossexuais como uma categoria tornou des- Uma fonte de confusão é um pressuposto que muitas vezes estrutura () debate nessa área.de racismo ou sexismo. como produzida ou gerade "agência" como fundacompulsória. Muitos trabalhos em sua investigação por postulações ambos ao mesmo tempo. estudo da identidade em sociedades coloniais a identidade e pós-coloniais Primeiro.) mais ferozes tI. Uma mais ênfase na mudarão consehá duas social. primeiro um ato que cometeu. O "eu" escolhe livremente ou é determinado de sujeito combate a restrição de agência e responsabilidade rença ou divisão interna e a projeta como uma diferença duos ou grupos.nll convergindo não autorizadas.que você não pretendeu explicitamente.ls. A discussão sobre agência e escolha nasce dI' nossa preocupação quem atribuímos em viver vidas inteligíveis crenças e intenções. vocado com a psicanálise. Se o sujeito interpelados" como um sujeito. entre outras pesso. diferença produzidos também Uma diferença isso como uma diferença em suas escolhas? O filó- como dizemos. pode ser ampliada.1 i('(lIid criam lacunas entre a identidade ou papel atribuído variados os processos sociais e históricos. as conseqüências como "os nomes que damos às maneiras pelas. Não ao invés de intencionais? Mas vivemos num mundo em que é mais provável que os atos tenham respostas mais complexas. concepções tradicionais de sujeito. toma uma difeentre os indiví"efemi- de discursos e exigências contraditórios. o de que as divisões internas maneira excluem a possibilidade resposta simples poderia de "agência". as no sentido de "o sujeito se de Quer. e nos posicionamos você não escolheu inconsciente ou pretendeu quais somos posicionados nial e pós-colonial. . mas também possível "a for- mação de um discurso "inverso": a homossexualidade começou a falar em seu próprio nome. e criam identidade. Butler situa a agência nas variações da ação. dificuldades semelhantes. da identidade da abre possibilidades (nisso se assemelha Trabalhos na área da teoria que vêm de direções diferentes estudos culturais.marxismo. A discussão sobre posiç(i('s figlH. mente sujeito que exigem agência querem que as teorias digam que as ações deliberadas o mundo e são frustrados qüências ceituação não intencionais pelo fato de que isso pode não ser verdade. com Stuart Hall. ou quer enfatizemos. unidade e identidade. A ênfase negar responsabilidade. a exigir que sua legitimidade ou "naturalidade" fosse reconhecida. . "a reconque são insidiosamente excluídas "gay and lesbian studies". nas possibilidades concepções tradicionais a responsabilidade consciente". como explica Judith Butler. vejamos algo como um mecanismo não apenas coloca em outras. ou quer enfatizemos.

são acusados de negar a agência ao de Appiah. interessados no ponto de vista e agência do subalterno. poderíamos concluir. portanto. para uma soma que é o sentido. fazendo dos habitantes "nativos". enfatizam os atos de resistência a ou concordância com o colonialismo. por outro lado. descrevendo o poder difuso do "discurso colonial". afirma que eles pertencem a tipos diferentes de narrativas. Alguns pensadores. há um debate acalorado sobre a agência do nativo ou "subalterno" termo para um subordinado ou inferior). de uma vez 116 117 . Comecei dizendo que a teoria era infinita te de textos desafiadores e fascinantes .contemporânea surgem quando as afirmações sobre os indivíduos en- por todas. Outros teóricos. quanto as possibilidades As duas explicações de perdas de questionamento avança. e uma do capitalismo de carna América. afinal de contas. os nativos são ainda agentes e a linguagem De acordo com o argumento cações não estão em conflito: da agência ainda é apropriada. Repetidas vezes. por evitadas mas que não dão origem a qualquer com o trabalho de soluções mas a perspectiva de mais reflexão. o discurso dos poderes coloniais que cria o mundo no qual os sujeitos colonizados sujeito nativo. por um lado. vivem e agem. os sujeitos O que ime suas de que as explicações sobre os sudiferentes. me vi uma tensão entre os fatores ou persque é preciso ir ao encalço que não podem ser síntese. A teoou um truque cursivas são vistas como explicações nas sociedades coloniais e pós-coloniais. e contexto contribuem. Há muito a se ganhar. Nos por exem(o cada um. é o desejo de ver até onde pode ir uma idéia ou argumento e de questionar as explicações alternativas pressuposições. com a separação dos conceitos de posição de sujeito e de agência.mas não apenas mais textos: é também um projeto em curso de reflexão que não termina quando termina uma brevíssima introdução. e concluindo plo. esses tipos diferentes de explinão importa colonialista. leitlJl quanto agentes e as afirmações estudos de identidade sobre o poder das estruturas sociais e discausais que competem entre si. de leitura. gia dessas controvérsias questões sobre como as identidades cas discursivas. o que é o sentido: quanto os fatores de intenção. jeitos que escolhem e as explicações das forças que determinam como narrativas pulsiona a teoria. Mas parece remota a possibilidade poderiam coexistir pacificamente. tais como a literatura. A teoria. Não nos ensina. de presentre alternativas pectivas ou linhas de argumento de cada um deles e movimentar-se oferece não um conjunto Exige o compromisso supostos.um corpus sem limi- . e são então acusados de ignorar o efeito mais insidioso do colonialismo: a maneira como ele definiu a situação e as possibilidades de ação. Levar adiante a idéia da agência dos sujeitos é levá-Ia até onde for possível. posições que a limitam ou se con- Pode haver uma lição geral aqui. de contestação a partir das suposições das quais você exemplo. por exemplo. retórico ou quanto ela é um pouco de cada coisa. não dá origem a soluções harmoniosas. descrição do funcionamento ros japoneses reconhecendo pelo discurso do mesmo modo que uma explicação global e do marketing decisões que levaram John a comprar um Mazda novo. A enerteóricas poderia então ser redirecionada desempenham para são construídas e que papel as prátinessas construções. ria não nos diz se a poesia é uma vocação transcendente terminando um capítulo invocando texto. Appiah. ação são definidas tencem a registros diferentes. buscar e contestar trapõem a ela. A teoria.

estéticos Concentrava sua atenção na unidade ou histórica as integração Fazendo oposição à erudição o New Criticism tratava históricos os poemas como e examinava do senti- e não como documentos interações de seus traços verbais e as complicações decorrentes nas instituições.1" que os críticos deveriam se preocupar com a literariedade verbais que a tornam da própria linguagem. nas universidades.fenomenologia. consciência surge do trabalho e mundo. Boris Eichenbaum e Victor Shklovsky são três figuras-chave nesse grupo que reorientou os Eseolas c Movitncntos lcórieos Escolhi introduzir a teoria apresentando questões e debates em vez de que aparecem nas dis-' "escolas". Ela busca evitar o problema da separação entre sujcito (' a realidade fenomenal tos tal como eles aparecem para a consciência. o paradoxo. quantidade ofereceram refletir tica. anos do século XX salientaram da literatura: as a colocação em primeiro plano verAo A fenomenologia objeto. seguem.invés de perguntar "o que diz o autor aqui?" deveríamos perguntar algo como "o que acontece com o soneto aqui?" ou "que aventuras acontecem ao romance nesse livro de Dickens?" Roman Jakobson. estruturalismo. New Criticism O que é chamado de "New Criticism" surgiu nos Estados Unidos nos decênios de 1930 e 1940 (com o trabalho relacionado de IA Richards e William praticada objetos Empson. A teoria força escritores. as técnicas de leicrítica e das imada for- desde o decênio de 1960. das obras literárias. mais ricas do que o New Criticism para sobre a literatura e outros produtos culturais. Para os new critics (Cleanth Brooks. Redirecionando bais. envolvendo muitos objetos (o corpo. W. armações conceituais cursivas. numa breve descrição dos movimentos teóricos modernos. perguntas sobre a realidade última ou a possibilidade de conl1('("('i () mundo e descrever o mundo tal como ele é dado à consciênci<l. xualidade volvimento de pensamen- e pela psicanálise (às vezes em e da crítica feitas pelo femiorientadas (novo histori- O New Criticism deixou como legados duradouros é se ela nos ajuda a produzir interpretações de obras individuais. em comunidades inextricavelmente Três modalidades e as categorias como uma prática discursiva. o New Criticism procurava ma poética para uma estrutura mostrar a contribuição espectro sobre a linguagem. do ao invés das intenções e circunstâncias históricas de seus autores. Mas começando às vezes em oposição). to crítico empreendida concerto. a família. descontrução de perspectivas e discursos teóricos . dos anteriormente como tendo uma história. na Inglaterra). as análises do papel do gênero e da seem todos os aspectos da literatura de críticas culturais tura cerrada e o pressuposto de que o teste de qualquer atividade mais ricas e mais penetrantes lingüís- nismo e depois pelos estudos de gênero e pela "Queer Theory". A ft'rlllrtl(' nologia subscreveu a crítica devotada 119 a descrever o "mundo" d. enfocando do filósofo Edmund Husserl. a ironia e os efeitos da conotação unificada. a tarefa da crítica era elucidar as obras de arte individuais.K. Há diversos movimentos teóricos importantes anteriores à década de 60. Forneço isso aqui. uma feminismo. Enfocando a ambigüidade.1 ('()[I'. do dos obje Os formalistas estratégias início do século. e o desenhistoricamente cismo. eles afirmavam e o "estranhamento" que "o mecanismo 11 X da experiência que elas con- a atenção dos autores para os "mecanismos" é o único herói da literatura". psicanálise. educacionais e culturais. literária não é um conjunto A teoria existe descarnado de idéias mas uma de leitores teóricas e enredada nas cujo de largo pêndice estudos literários para as questões de forma e técnica. foi enorme são a reflexão representação pela desconstrução gens poéticas. Fenomenologia Formalismo Russo russos dos primeiros literária. instituições impacto. Wimsattl. . John Crowe Ransom. Podemos suspender . teoria pós-colonial) que estudam uma gama ampla de práticas disraça) não pensa- nos anos 60 deste século. marxismo. mas os leitores têm o direito de esperar uma explicação de termos tais como estruturalismo e desconstrução cussões sobre crítica.

enfocar não a experiência para leituras sintomáticas práticas culturais. como os textos criClm '.lCk. que haviam ido além do estruturalismo estreitamente concebido. trabalho inicial desses pensadores. Na rcalid. os teóricos se distanciaram possível. aplicaram conceitos da lingüística estrutural ao estudo dos fenômenos sociais e culturais. Para o leitor. Mas o estruturalismo subjacentes operam que a tornam ao invés de descrever a experiência. nos lugares no final das décadas de 60 e 70. da psique.llIllul. o estruturalismo Pós-estrutu ral ismo Uma vez que o estruturalismo passou a ser definido como um movidele. O estruturalismo se desenvolveu primeiro na antropologia depois nos estudos literários e culturais Gérard Genettel. mutáveis que permitem que ela Não é fácil distinguir a ciência geral dos signos. Embora esses pensadores nunca tenham formado de "estruturalismo" Estados Unidos e em outros Nos estudos literários. intelectual e (Roman Jakobson. Lacan c Foucault. a semiótica é um movimento internacional portamento que buscou incorporar o estudo científico do com- Estruturalismo A teoria orientada ralismo. Wolfgang pode-se na gama inteira de suas obras foi a "readerIser). Barthes. Em lugar da descrição fenomenológias estruturas (as estruturas da linguagem. na psicanálise (Claude Lévi-Strauss). duzido.]I. foram identificados como pós-estruturalistas. a obra é o que a obra não é algo experiência dela. Hillis Miller). Entretanto. preenchendo coisas deixadas sem dizer. estruturalismo designa um grupo de pensadores principalmente franceses que. J.]s posições associadas com o pós-estruturalismo são evidentes mesmo no Em geral. forma de uma descrição do movimento do leitor através de e novas interpretações das obras mas compreender sistemática do discurso literário significativa um texto. Uma outra versão da fenomenologia ta a perguntas orientada para o leitor é chamaA interprede um indi- e efeitos que têm. Uma obra é uma resposcolocadas por um "horizonte de expectativas". analisando como os leitores produzem sentido fazendo ligações. quando eles eram vistos como estrulu ralistas.lII'. que remonta sua linhagem a Saussure e ao filósofo norteamericano Charles Sanders Peirce. foi sob o rótulo e lido na Inglaterra. tal como manifesto (George Poulet. o estruturalismo muitas vezes (como em 5/Z. sigdas obras literárias uma prática a tentar da de "estética da recepção" (Hans Robert Jauss). influenciados pela teoria da linguagem de Ferdinand de Saussure. Mas ele não conseguiu esse projeto . A crítica promove uma poética interes- pode dessa maneira que tornam possíveis as obras literárias. ao mesmo tempo que evitava em grande e a crítica cultural que marcaram o estru- parte a especulação filosófica turalismo em suas versões francesa e aparentadas.l nham nos fenômenos violando quaisquer que tentam descrever. 121 (Jacques Lacanl. busca não como elas impor . de pretensos estruturalistas não se encaixavam na idéia do estruturalismo como uma tentativa de dominar e codificar estruturas. Eles haviam descrito as maneiras pelas quais as teorias se em.na Grãque seu trabalho foi importado o estruturalismo Mas mais importante argumentar que é dado à consciência. Mas muit. Ficou claro que as obras mento ou escola. f\('('IltIf!(' ('()('n'/il(' (' de descrever um sistema significativo ceram a impossibilidade estruturalismo demonstra completo.uma explicação respeito da literatura e encorajou nificativos Bretanha e na América. nas décadas de 50 e 60 deste século. víduo mas a história da recepção de uma obra e sua relação com as normas estéticas e conjuntos de expectativas seja Iida em diferentes épocas. que também para o leitor tem algo em comum com o estrututem como foco a maneira como o sentido se originou a meta era identificar buscava analisar é proem oposição à fenomenologia: as estruturas que e da comunicação. já que os sistemas estão sempre mudando. por exemplo. Seu principal e torná-Ia Desse modo abriu caminho das diferentes efeito ali foi oferecer novas idéias a entre outras. (Stanley Fish. mas é a experiência que existe independentemente do leitor. menos as inadequações ou erros do (". portanto. sada nas convenções produzir podem ter os sentidos uma escola enquanto tal. Devido a seu interesse pelo modo como o sentido é produzido. Roland Barthes. na história 120 . response criticism" objetivo./' ciência de um autor.cnliil() convenções que a análise estrutural situCl. tação das obras deveria. ca da consciência. da inconscientemente sociedade). antecipando e conjeturando depois tendo suas expectativas frustradas ou confirmadas. () pi')·. a assumir de qualquer progressivo (Michel Foucault) e na teoria marxista (Louis Althusser). o estruturalismo os estudos culturais explicar os procedimentos da semiótica. de Roland Barthes) traque tornam o sentido tou o leitor como o espaço de códigos subjacentes possível e como o agente do sentido.

Psicanálise A teoria linguagem. tureza/cultura. como uma crítica das ocidental: dentro napresença/ausência. oposições hierárquicas o pensamento fala/escrita. As estruturas dos sistemas de significação não existem independentemente do sujeito. e o sujeito. para quem é apenas através da psicanálise. uma "separação das forças de significação uma investigação cação. que se pode substancial da edue reconceber a situação da mulher. com de se internalizar normas. que ganhou que chamou proeminência vez na América canálise por parte de estudiosas feministas sua compreensão das complicações esperar compreender projetos. um psicanalista sua própria escola fora do establishment e enfatiza apresentou como um retorno a Freud. discursos teóricos nos quais há uma crítica das noçôes de conhecimento e de um sujeito capaz de se conhecer. moderna mais poderosa: uma metalinguagem para entender o que está "realmente" Johnson. sobretudo.mo do que se desvia do projeto de resolver o que torna os fenômenos culturais inteligíveis da totalidade e enfatiza. mas são estruturas para os sujeitos. Desconstrução O termo pás-estruturalismo objetivo e com a representação é usado para referir uma ampla gama de Ambas essas modalidades Grã-Bretanha ao que é às vezes chamado. se opuseram distingue mático. Trata cada um deles como um efeitoproble- lado. entre homem Elaine Showalter com as autoras de pressupostos e procedas mulheres. da psicanálise veio através do tra-francês renegado que montou analítico e levou ao que ele Ulll da tensão entre modalidades e constativa cendo. de figura de autoridade na qual o analisando coloca o analista no cultura ocidental. que estão emaranhados nas forças que os produzem. Mary mos. psicanalítica a identidade teve um impacto nos estudos literários tanto como uma modalidade é a hermenêutica de interpretação quanto como uma teoria sobre a com o marxismo. como objetos do conhecimento. mas isso é apenas uma vertente do feminismo. e mostrar que ela é uma construção desconstrução que busca desmantelá-Ia truí-Ia mas dar-lhe uma estrutura uma modalidade de um texto". por outro lado. forma/sentido. exigem lado. 1970). sexistas quanto a brilhante rida. uma crítica do conhecimento. ele é uma versão do pós-estruturalismo. na expressão de Barbara em guerra no interior de signifida linguagem. assim alerta a temas e relações psicanalíticas. é mais simplesmente que estruturam literal/metafórico.1I1t'1 do passado ("apaixonar-se 12:3 pelo seu 'Hlíllhl. Por um lado. uma crítica feminista da experiência francês". preocupada na direitos para as mulheres e promovem os textos de mulheres como repredas mulheres. a desconstrução é. junto de leitura. a psicanálise rearticulação que rejeitam pelas suas Rose. que é menos uma escola unificada do que um movimento social e intelectual e um espaço de debate. Isso leva a uma crítica Mas. e reinscrevê-Ia e funcionamento diferentes. as teorias psicanalíticas. A desconstrução /fora. as feministas que organiza as e mulher.isto é. Lacan descreve o sujeito como efeito da linguagem o papel crucial chamou de transferência. os feminisos marxismos e historicismos desconstrução de estrutura e o trabalho contemporâparticipam do pós-estruturalismo. 1\ 1~2 . em lugar disso. empreendem uma crítica teórica da matriz heterossexual em termos da oposição "a critica feminista" da "ginocrítica". neos todos também designa. e da introdução são do cânone literário de uma gama de novas questões. pela primeira Mas pás-estruturalismo de Jacques Dercom uma (The e na América. Desconstruir uma oposição é mostrar que ela produzida por discursos num trabalho de . que pode ser aplicado às obras literárias. e do sujeito. de "feminismo em que "mulher" a teoria da psi- vem a representar qualquer força radical que subverte os conceitos. como entre as dimensões performativa bulário técnico autorizado como a outras situações. como não é natural nem inevitável mas uma construção. corpo/mente. cação literária nos Estados Unidos e Grã-Bretanha. ou vocaaconte- que se apóiam nela. Por um na análise do que Fn'ud P. pressupostos e estruturas feminista inclui tanto bases indiscutivelmente do discurso patriarcal. as teorias feministas sentações identidades dimentos da experiência e culturas masculinos defendem a identidade Por outro das mulheres. Em seus múltiplos uma transformação através de sua expan- norte-americana Languages of Criticism and the Sciences of Man. as vertentes Da mesma forma. o feminismo efetuou como Jacqueline crítica da noção estruturalista a atenção na própria coleção de ensaios para o estruturalismo definida Jacobus e Kaja Silverman. o maior impacto Teoria Feminista Na medida em que o feminismo oposição homem/mulher se encarrega da desconstrução da da e das oposições associadas a ela na história balho de Jacques Lacan. não desMas. Desse modo.I").

da literatura dos meios e condições influenciados por Alan Sinfield e Peter histórica a postular também Especialistas na Renascença reais de sua produção". de causa e efeito à medida que rastreia as ligações entre se centrou na Renascença. o marxismo". há o materialismo Raymond Williams inclusive Foucault muito centralmente (Catherine cultural britânico. que outros escrcvn. a teoria e escrita pós-colonial Novo Historicismo/Materialismo marcaram o surgimento de uma crítica 124 Cultural e nos Estados Unidos vigorosa. Lido no interior da cultura marxista da esquerda britânica. no processo do inconsciente. do ajudou a esta-se transforde dos. "o pós-estruturalismo passou a ocupar basicamente determinada Estados Unidos. ocorreram com as práticas discursivas do Ocidente. Nos Marxismo Na Grã-Bretanha. emerge não da interde um cenário crutorna a psicanálise é uma reapre- engajada. Althusser levou seus leitores à teoria lac8niana e provocou uma transformação gradual pela qual. uma disciplina pós-estruturalista Essa reorientação como "a análise de todas as formas de significação. nessa explicação. para os intelectuais escrever seu caminho que vêm de sociedades . colocando Althusser e Lacan em campo. o poder e a constituição da subjetividade. no interior Dollimore. em sua aparente capacidade de seu tempo e em que medida a prática disde subversão. como diz Antony o mesmo Easthope. Por um lado. definido por pretação que o analista faz do discurso do paciente mas da maneira como analista e paciente são apanhados na reapresentação cial vindo do passado do paciente. Screen. o novo historicismo. Althusser mapeia uma explicação marxista da determinação O sujeito é um efeito constituído das práticas relativamente tanha.verdade da condição do paciente. diferentemente dos Estados Unidos. Interpretar os produtos culturais é relacionáIas de volta com a base. que está menos inclinado uma hierarquia os textos. um corpus cada vez maior de textos debate questões sobre a relação entre a hegemonia dos discursos ocidentais e as possibilidades de resistência e sobre a formação dos sujeitos colonial Said (1978). mas através da obra do teórico marxista Louis Althusser. que surgem da superimposição de línguas e culturas que examinou na década de 70 na revista de estudos de cinema. que. da representação Orientalismo. Nesse legado. de Edward a construção "outro" oriental pelos discursos europeus do conhecimento. os textos pertencem a uma superestrutura pela base econômica (as que a formação social não "relações reais de produção"). assim como nos estudos literários e culturais. se misturam da idéia de nação independente à idéia da própria cultura. os discursos. é uma mais frouxa.) história bclecer o campo.lIn. Stallybrass) se preocuparam particularmente com a constituição do sujeito e com o papel contestatório na Renascença. Os decênios de 1980 e 1990 na Grã-Bretanha mento e. Althusser argumentava é uma totalidade uma estrutura ideológicas unificada tendo o modo de produção em seu centro mas sociais e textos renascentistas oferecem uma crítica genuinamente logias religiosas e políticas cursiva da literatura. autônomas que organizam a sociedade. Desde então. tratando a literatura não como um reflexo ou produto de uma realidade social mas como uma das diversas práticas às vezes antagonistas. Para o marxismo. o pós-estruturalismo chegou não através de Derrida e depois Lacan e Foucault. teoricamente histórica da cultura e do conhecipós-coloniais. na teoria Investigações política do indivíduo pelo social na psicanálise. Stephen Greenblatt. e pós-colonial: sujeitos híbriconflitantes. Jonathan sentação de um texto que ela não domina. historicistas é a dialética Uma questão chave para os novos em que medida os radical das ideode "subversão e contenção": espaço que o de sua cultura anfitriã. a escrita. Louis Montrose e outros enfocam como os textos literários renascentistas se situam em meio a práticas discursivas e às instituições do período. as instituições pós-coloniais. Desde a década de Essa conjunção é a base de grande parte do debate teórico na Grã-Brecruciais das relações entre cultura e significação 80. maram numa tentativa de intervir na construção de volta numa 12. As superestruturas têm uma "autonomia lacaniana da determinação da consciência pelo inconsciehte Teoria Pós-colonial Um conjunto relacionado de questões teóricas surge na teoria póse experiências como a ideologia funciona para determinar o sujeito. na qual a interpretação Belsey. buscou compreender cionado ou construído pelas estruturas como o sujeito é posicinematográfica. do discurso e colonial: a tentativa de compreender os problemas postos pela colonização européia e suas conseqüências. na qual diferentes níveis ou tipos de práticas se relativa': Baseando-se numa explicação para explicar maneira de conter energias subversivas? desenvolvem em diferentes escalas temporais.

livro 3 e em outras usam uma posição de marginalidade para expor os pressu- postos do discurso da "maioria" em seus debates teóricos. Butler e outros. 156. Of Grammat%gy. 1984). FALA E ESCRITA: Jonathan Structuralism Press. 1982). of Chicago Press. rapidamente se misturam com questões seus e Referências: University itações e Leituras Suplelnentares Capítulo of Minnesota Culler. ERVA DANINII/\: COMPREENSÃO HISTÓRICA: W. Of Grammat%gy. Foucau/t: A 1994). 154. latina. (Ithaca. citado after em Sexuality. 127 2 1964). ção com os movimentos desses movimentos celebrar e acentuar compreensão Assim como o feminismo Foucau/t Reader (New York: Pantheon. 158.Discurso das Minorias Uma mudança política que foi conseguida no interior das instituições acadêmicas nos Estados Unidos foi o crescimento do estudo das literaturas de minorias mover o estudo americana. The Historyof On Deconstruction: NY: Cornell University Theory and Criticism partes. Michel Foucault. O principal da escrita esforço se centrou em reviver e proe nativoda negra. 1980). /nside/Out: Lesbian Theories."IL N'Y A PAS DE HORS-TEXTE": Derrida. ela obtém energia intelectual sociais de libertação ou contestar sobre estratégias e conceitos apropriados. vol. para estabelecer afro-americanos 1 (Minneapolis: Richard Rorty. Suplementares: Harland. 85-179.para analiNo tracula no Capítulo 7) usa o marginal do centro: normatividade produtivo . ficas quanto suas relações com as tradições de gerar teorias conceitos dominantes de escrita e das minorias" especíAs tentativas do "discurso Press.. asiático-americana Os debates têm a ver com a relação entre o fortalecimento identidade cultural de grupos específicos. Judith o espaço de um questionamento tural da sexualidade heterossexual. 1982). 141-64. The vn de lado como perverso. ed. Queer Theory e outros movimentos contemporâneos. in Diana Fuss. a diferença as distinções Possibilidades tanto (New York: Continuum. além dos limites. Confessions. Phi/osophy (lnril/I(' 126 . 66. Gallie. 27-8. 1987). Lois McNay. desenvolvendo o estudo dos discursos das minorias. 65-71. radicalmente balho de Eve Sedgwick. Critica//ntroduction (Chicago: University Culler. 89-110. étnicas. As questões teóricas "brancos" e contextos.. Referências: Capítulo Historica/ Understanding (London: Chatto. Jean- tanto desenvolvem para a análise de tradições culturais e para intervir Jacques Rousseau. Jonathan 1991). Jacques Derrida. Consequences of Pragmatism asiático-americanos levam adiante o empreendimento teórico. um panorama mas da própria negação das relações homoeróticas. (Baltimore: Johns Hopkins University Press. Jacques Derriril1 dos estudos étnicos antes dele. zam? Como fazer as duas coisas? de ação como de estão em jogo na teoria. Leituras Criticism geral. Para Derrida. "Imitation and Gender Insubordination". e dos debates no interior que estigmati- Geoffrey Bennington.o que foi posto Como a desconstrução Queer Theory (discutida sar a construção cultural Gay Theories (New York: Routledge. sobre o status da teoria. after Structura/ism começa com uma discussão da teoria (London: Methuen. 1993). ligando-a a uma tradição de escrita e à meta liberal de celebrar a diversidade cultural e o "multiculturalismo". que às vezes se diz que impõe questões ou problemas filosóficos próprios termos a projetos que lutam Mas críticos latinos. On Deconstruction: The Phi/osophy ver Paul Rabinow. outro . i (New York: Pantheon. a Queer Theory tornou-se não apenas da construção cultura. 1976). Culler. tura/ism and Post-Structuralism introdutório amplo e vivo. tal como baseada numa e versões de sua ligaDeveríamos Richard Superstructura/ism: Para Foucault. 43.B. On Deconstruction. definindo seu caráter distintivo e articulando pensamento. ARETHA FRANKLlN: Judith Butler. Theory and em of Struced.

1992). 113-60. 3 DE EXPECTATIVAS: Robert Holub. Imagined Communitites: Reflections Studies (London: Routledge. 1977) argu017 acessível. & Open University Press. Ellis. 1987). 1987). The Cultural Calif. Derek Attricjge.. Course in General Linguistics 1991). 1956). ed. 4 (London: do século XIX. The Critique Roland of California Press. parte 1. Literary (London: Verso. "Towards a Feminist e ESTUDOS CULTURAIS: Richard Klein. TOTALIDADE SOCIAL: Ernesto of our Time (London: Verso. HORIZONTE Called Literature".. 2-3. (London: Cape. in Wimsatt. Roland Barthes.Two Letters on the Relation between Cultural Studies and the Literary". seção 15. ed. "On the Use of English Classical Literaturein citado em Chris Baldick.: Stanford University Studies Reader (London: Rout- mações representativas. Poetry and Repression (New Haven: Yale University 1976). Roman Kakobson. 1984). 1971). 017 Press. 1979) trata de atos de fala "reais". 1983). and the Study of (London: Routledge & Kegan Paul. 2. Mass. COLEÇÃO AMERICANA: Lawrence Grossberg. 1974). menta contra Mary Louise Pratt. 1983). B. COOPERATIVO HIPER-PROTEGIDO: Mary Luoise Pratt. um espectro vivo de visões atuais. 115. ARTIGO the Thirty. Culture..58-63. 257-86. Reception Theory: A Criticallntroduction Capítulo Referências: (Durham. "Linguistics Mass. um útil Jacques Derrida. State Apparatuses (Notes toward an investigation)". DE 1860: H. 10-12. 25. Linguistics.: Harvard University of Judgment. "Forum: the Origin and Spread of Nationalism Work of Education"... 4. 89-92.John M.. 15-25. CÃNONE LITERÁRIO: Robert von of Chicago Press. NC: Duke University (London: Methuen. John Fiske. The Theory of Literary Criticism: A Logical Analysis (Berkley and Los Angeles. loan Darecente. "The Intentional FALÁCIA INTENCIONAL: w'K. 1984). What is Literature? britânicos. 1993) e Mieke Bal. 168. Structuralist Literature Poetics: Structuralism. 1978. Language. Tony Bennett et clás- CULTURAL: John Guillory. a noção de literatura vies. duas coleções recentes. PMLA 112-2 (março 1997). 11. Formation Leituras eds.L. 37-42. Terry Eagleton. Serial "Ideology and Ideological 1997). Richardson. Bisexuality and the Eroticism of Garber. 1-53. Acts of das concepções Institution de literatura. 70. and Social Process: A Reader (London: Batsford de ensaios britânicos Popular" da Open University. para uma gama de afirIndiana University Press. PRINCíPIO Indiana University Press. 1984). 40. uma perspicaz história Language to Literature (Chicago: University Hallberg. 1975). Vice-Versa: 128 Poetics". 1977). Cultural Studies (New York: Routledge. Thought and Reality (Cambridge. 33-75. Killers I. Antony Easthope. eds. Kant.111 (New York: Routledge. 1983). ed. (Oxford: Blackwell. Cultural Studies and Beyond: Fragments of Empire (London: Routledge. a respeito da idéia de literatura e dos estudos literários Literary into Cultural panorama Literature "This Strange na Grã-Bretanha Studies (London: tradicionais Routledge. 1979). 38-78. Toward a Speech Act Theory of como um tipo especial de discurso. Capítulo Referências: Duckworth. 1-61. (Bloomington: University Press. Hernadi. The Verballcan: 1996). uma introdução Analysis (Stanford. (Boston: Unwin. Benedict Anderson. ed. Laclau. The Social Mission of English (Oxford: Cultural 1848-1932 Theory: An Introduction (Chicago: University Suplementares: Indiana 1987). 109.. ed. Antony Easthope. 66. in Women Writing and Writing about Women. 1993) e Eat Fat (New York: Pantheon. Cary Nelson e Paula Treichler. University Theory ofLiterary (Cambridge. 017 1992). Elaine Showalter. INTERTEXTUALlDADE: ver S/Z (New York: Farrar Strauss.25.. COMPETÊNCIA LITERÁRIA: Jonathan Culler. 20-2 e Press. the Margins of Discourse: ficcionais 1995). Mary Jacobus (London: Croom Helm. Immanuel and Other Essays (London: New Left Books. Literary into Cultural of the Revolution Harold Bloom. (New York: Routledge. Mythologies Lenin and Philosophy. Wimsatt Fallacy". Toward a Speech Act Discourse (Bloomington: Everyday Life (New York: Simon & Schuster. CAPITAL Clarendon Capital: The Problem of Literary Canon of Chicago Press.: MIT Press. Cigarettes are Sublime Press. Simon During. 1994): Mark Seltzer. uma antologia sicos para o curso de "Cultura Understanding Popular Culture Paul 1989). New Reflections Barthes. Language in Literature Press. SÉRIES POLICIAIS: Antony 1991). Ferdinand de Sassure. Easthope. 1993). Terry em geral ledge. Leituras Suplementares: 1990). Ideology. Marjorie 129 . 107. Monroe Beardsley. ed. 1972). the Relation of of Chicago Press. Canons (Chicago: University como imitações Eagleton. 1997). Criticism. Whorf. Literary into Cultural Studies examina os desdobramentos 01. and Poetics". Louis Althusser. The Practice ofCultural Literary Discourse (Bloomington: Barbara Herrnstein as obras literárias Smith. Literary Theory.

The Dialogic Imagination: Four Essays (Austin: University of Texas Press. University (London: Fonta na. of Minnesota Press.. 1996) uma valiosa introdução à linguagem e às dimensões lingüísticas da literatura.. PSEUDO-ITERATIVO: Genette. 271-2. FINGE ESTAR FALANDO: Northrop Frye. Jacques Derrida. ed. Paul de Man.. Explorations polis: University questões-chave. in Literary Classification to Scholarship in Modern Languages and Literatures. 1984). escolas críticas. 1976. POÉTICA: Jonathan Culler. IMITAÇÕES FICCIONAIS: Barbara Herrnstein Smith. cit. 54-65.( Studies in the Meaning of Poetry (Lexington: University of Kentucky Press. Reader-Response Criticism: From Formalism to Post-Structuralism (Baltimore: Johns Hopkins University Press. Deconstruction ti Kegan Paul. POESIA: Para uma gama de ensaios interessados em questões teóricas. 95-114. 1978). Mass. Saussure Ithaca. Structuralist Poetics: Structuralism. William Ray.. "White Introduction 5 Metaphor in the Text of Capítulo 6 The Sense of an Ending (Oxford: Oxford University Press. Aristotle. 1978). 221-46. The Anatomy of Criticism: Four Essays (Princeton: Princeton University Press. op. FIGURAS RETÓRICAS: Jonathan Culler. Leituras Suplementares: dois livros excelentes. 1986). 1993). Tropics of Discourse: Essays in Cultural Criticism (Balti more: Johns Hopkins University Press. 1974). 1972). edição revista: Press. Literature. 1927). eds. 1965). Mass. The Resistance to Theory (Minneapolis: University of Minnesota Press. 161-88.45. ensaios relevantes para os estudos literários. Anatomy of Criticism. Aspects of the Novel (New York: Harcou rt. Narrative Discourse: An Essay in Method (Ithaca. Suplementares: Jonatha n Culler. de Balzac que se alterna entre poética e herin HERMENÊUTICA: Donald Marshall. Gérard Genette.K. 121-7. 1985). 1984) desenvolve uma narrativa pelas diferentes convincente sobre as abordagens do sentido em literatura. "The Hermeneutics eds. 1975). 1980). 1981). 1993). READERRESPONSE CRITICISM: Jane Tompkins. "Two Aspects of Language . NY: Cornell University Press. Metaphor". Lyric Poetry: Beyond New Criticism (Ithaca. GÊNEROS: Paul Hernardi. Hayden White.: Harvard University Press. 11. 64. Northrop Frye. 1982). Halliday. análise de uma história menêutica. ensaios recentes fortes. 1992). in Gary Shapiro e Alan Sica. Roman Jakobson. 1985). capítulos 6-11. Poetics.: Harvard University Press. Nigel Fabb et 01. (Amherst: University of Questions and Prospects Press. uma Rhetoric (Minneahistórico de ao seu pensamento M. Roland Barthes. George Lakoff e Mark Metaphors We Live By (Chicago: University of Chicago Press. Playing in the Dark: Whiteness and the American Literary Imagination (Cambridge. 58-75. 1954).. The Linguistics of Writing: Arguments between Language and Literature (New York: Hill ti Wang. Edward Said. and the Study of Literature (London: Routledge ti Kegan Paul. "Literary Interpretation". Joseph Gibaldi. 100-15. 1981). Structuralist Poetics. (New York: MLA.249. HERMENÊUTICA DA SUSPEITA: Hans-Georg Gadamer. sistemáticos são Susan Mythology: Margins of Philosophy (Chicago: University of Chicago Press. Language in Literature (Cambridge. 1974).". Chaviva Hosek e Patricia Parker. M i eke Ba I. "Jane Austen and Empire". Leituras Suplementares: RETÓRICA: Renato Barilli. l:W (London: Routledge 1:~1 . E. "What is Poetry?" ("Che cos'i: Ia poesia?"). NY: Cornell e influência.A. 1986). The Pursuit of Signs. 207-71.. 1973). 159-82. 1980). Beyond Genre: New Directions University Press. Forster. 280. 1967). Peggy Kamuf (New York: Columbia University Press. 135-54. 1991). Roger Fowler. 1989).M.. ed. eds. 18. "The Turns of The Pursuit of Signs: Semiotics. Culture and Imperialism (New York: Knopf. Linguistics. in A Derrida Reader: Between the Blinds. ed. ed. "Poetics of the Lyric". 189-211. Linguistic Criticism (Oxford: Oxford University Press. 1980).. 2'. Capítulo Referências: Philosophy". 1987). NY: Cornell Referências: Frank Kermode. University Press. On the Margins of Discourse: On the Relation of Language to Literature (Chicago: University of Chicago Press. Johnson. um panorama NY: Cornell in the Functions of Language (London: Arnold. Narratology: Introduction to the Theory of Narrative (Toronto: University of Toronto Press. S/Z (New York: Hill ti Wang. POÉTICA: Jonathan Culler. 30. 188-209. Jacques Derrida. Literary Meaning: From Phenomenology to Deconstruction (Oxford: Blackwell. (Ithaca. Toni Morrison. "Apostrophe". 275. Hermeneutics: Massachusetts Leituras introdução of Suspicion". Mikhail Bakhtin. APÓSTROFE: Jonathan Culler. 5-6. 80-97.

Ver também Act: Point of View in Fiction Bal. FREUD: Jean Laplanche (New York: Northon. "QUEER THEORY": Judith Butler. René Girard. "Cultural 36 (1987). "Signature. porary Rhetoric of Reading (Baltimore: 1:3:2 University (Oxford: Oxford University Press. The Consequences of Theory (Baltimore: theSubversion Routledge. 103. 131. 1988). Michel Foucau It. University Et Kegan "Desire Psychoanalysis Linguistics. University "Can the Subaltern "The Critica I Difference: Press.: Harvard University Press. SUBALTERNO: Gayatri of Culture (Urbana: University Butler. revista. Language of Psychoanalysis 7. inclui "Signature. 1983). Jacques University Press. Press. 1983). 1975). 14. The History of vol. 1986). Doesn't DESEJO: Peter 1994). 1985). Univesity Shoshana Felman. 1975). 235-40. Essays in Johns Hopkins and of the Modern 1989). (New Haven: Yale Gender Trouble: Feminism and the Interests of Independence". The Subject of Semiotics discussões sobre a performativa. POLICIAMENTO: DA and the Police (Berkeley and Los Angeles: University 1988). Eve Kosofsky Sedgwick. um amplo panorama. of Reading 15 ( verão 1986). 1988). (Bloomington: of California (Oxford: Alice Blackwell. Lacan. Narrative Culler. 7. Acts of Literature. and the Interpretation Press. Lacan. Stuart and Cinematic Representation". 111. 169-87. Deconstruction (London: Routledge Et Kegan Paul. York: Sexuality. Bodies that Matter: On the Discursive Limits of "Sex" (New York: Speak?". BartheSjBaIZac". 1978). 70. of Philosophy of Chicago Event. Speech Acts and Literary 1990). Judith of Identity in Jonathan Butler. "Poetics of the Novel". The Pursuit of Signs: Pantheon. Jacques Derrida. 1980). 271-313. The Archeology "Story and Discourse in the Analysis of Narrative". (London: Brooks. breve e eficiente. Écrits: A Selection (New York: Norton. 83. York: Oxford The Jacques Semiotics. 226. 1987). Wallace Martin. Mass. University 1973). "Declarations 7-15. 22. APORIA: Paul de Man. in Cary Nelson e Lawrence Grossberg. 22. PREMÊN- Capítulo Referências: Harvard Routledge. Identity Jacqueline Homosocial Desire (New York: Columbia University Press. CRíTICOS Theory (New York: Margins 307-30. Derek Attridge (New Johns Hopkins University Routledge. 1981) e Mieke 2a• NY: Cornell ed. Event. Suplementares: University Language". University DECLARAÇÃO DE INDEPENDÊNCIA: Jacques Derrida.: 5. Judith Butler. 7 Rose. The Critica I Difference: e Leituras Suplementares: ldentity Cha rles Taylor. 147. DIFERENÇA POR DENTRO: Barbara Johnson. "The Mirror Stage". 1992). Between Men: English Literature CIAS DA POLíTICA EMANCIPATÓRIA: 9. Mikkel Borch-Jakobsen. Barbara Johnson. 1983). Jonathan NY: Cornell Univeristy Fiction: Contemporary Capítulo Referências: Michel Foucault. of Illinois 1993). Pontalis. (Toronto: University Press. Recent Theories ofNarrative Rimmon-Kenan. Narratology: (Princeton: Introduction Princeton to the (Ithaca. 1980). 1984). Context" "Poetry the ContemPress. Deceit. Bodies that Matter: On the Discursive Limits of "Sex" (New York: Routledge. (Chicago: University Derrida.: Northwestern Performative Press. (Evanston. LITERÁRIOS: Sandy Petrey. Kaja Silverman. 8 of Know/edge (New York: Poetics (London. Judith eds. 6. Structuralist Poetics: Structuralism. Calif.55.: Stanford (Baltimore: Johns Hopkins University Press. Teresa de e J.. Nancy Armstrong. of Identity "Tolerable Arac e Johns Spivak. Leituras outras (New York: Routledge. Routledge Lauretis. Limited Inc. 1993). Essays in the Contemporary and the Subversion Appiah. Desire and the Novel: Self and Male in the Press. 54-70. 101. New PoliticalScience. 4. Gender Trouble: Feminism and 1990). Jacques Derrida. 2. Falsehoods: Hopkins Marxism Agency Barbara Johnson. Shlomith of Toronto Press. 1972). 1The Freudian Subject (Stanford.( I Lanser. Hall. ed. Press. The Critical Rhetoric of Reading (Baltimore: (New York: Routledge. Desire and Domestic Fiction (New University Press. Context". 1979). 74. eds.. Methuen. The Literary Press. 1988). 1986). Press.B. 1991). Indiana The Novel Press. 9. Paul. and StoryTelling in Narrative". Austin. Jonathan Culler. 231-2. 1990). sintetiza psicanálise e semiótica 1:t~ . 136-41. 103-57. Field of Vision (London: Verso. uma discussão Speech Act (Ithaca. 1983). How to Do Things with Words (Cambridge. Sexuality J. Allegories Press. Sources of the Self: The Making (Cambridge. sobre Austin e Press. Miller. Mass. 47. 1977).L. i (New York: Random. The Narrative University Theory of Narrative. Difference: Framework. 205-8. 1997). and the Study of Literature 189-238. Kwame Anthony of Theory". Literature. 1981). and Other in Literary Structure 1965).

Jacqueline Rose. com exceção da crítica marxista que ele adota. Johns Hopkins Barbara Johnson. 1996). Macksey e E. Bretanha. and Play in the Discourse Johns Hopkins University (Baltimore: "Towards a in of the Human Sciences".. 7890 to the Present (London: Long man. Jonathan in Framing the University 1988). com exemplos literários Diana Fuss. "Literary Criticism Para a história institucional and the American An Institutional (Oxford: Blackwell. Anthony York: Routledge. Feminist Poetics". Sign. Criticism and Literary Theory. 1995). 1987). Leituras Suplementares: Culler. eds. Elaine Showalter. The Languages and the Sciences of Man (Baltimore: University Press. in Women Writing and Writing about Women. Professing Literature: History (Chicago: of Chicago Press. Papers (New York: of Structuralism Methuen. Theory and Practice: A Coursebook Routledge. viii. e Raman Selden. 7968 (New in Society Threshold Easthope. British Post-Structuralism Williams.. The Critical Difference Press. funde de modo inteligente Apêndice Referências: ofCriticism Jacques Derrida. 1986). 1970). 210. "Structure.') . 1986). British since 7968 de Anthony sofisticada Beginning (New York: Routledge. Cambridge vol. 1996). ver Literary Theory: An !ntroduction (Oxford: Blackwell. uma explicação tendenciosa Easthope dos destinos Manchester de Terry Eag!eton mas muito viva de todas as "escolas". 1994). xiv. 1984). o panorama por escola com a abordagem 1995). Mary Jacobus. 1980). Chris Baldick. Structura!ism 1988). 1983). Croom Helm. ed. 5. Para teoria pós-colonial: Homi Bhabha. Sexuality (London: Verso. The Criticism. 25. Mary Jacobus (London: the Field ofVision Kaja Silverman. do sujeito. Donato. Sobre escolas. 247-65. Identification e cinematográficos. que The Philosphy cobre os movimentos mais importantes. to uma explicação Theory: An Introduction Theory de Peter Barry (Manchester: um livro didático Cambridge Poststructuralism útil orientado of Literary (Cambridge: History para as "escolas". p. since Writing Essays in Feminist Criticism (New York: Columbia University p. in R. Critical "tópico': and Poststructuralism de Richard (London: Harland (London: 1996) por essencialismo: 1987) é um panorama amplo e vivo. ed. 1:34 Superstructuralism: 1:~. 1988). 3-40. 1979).sobre a formação Para Routledge.. da "teoria" na Grãto Literary University and Cultural Press. of the Visible World (New York: Routledge. Sign: Criticism and its Institutions Graff. Keith Green e Jill LeBihan. Raymond (London: Verson. Gerald University". da crítica. 1995). Reading Woman: Press. University From Formalism Press. The Location of Culture (New York: Routledge.

84 12. 126 11. Anthony Mikhail 9. Judith 114.116 epistemofilia escolas críticas essencialismo Appiah. 106 retóricas 120 27. William enredo épica 27. Austin. 78. 120 G Barthes. 70.literária narrativa complexo 65 85 de édipo 112 exem plaridade explicação 43. 75. 20. adesivos de pára-choques agência Althusser.121. Roland Belsey. 118. 55.100 Forster. Mieke Freud. 57. 101. 124 119 Michel 12. Fish. 72. 95. 115 Louis Bal. 85. drama 8. aporia apóstrofe 49.18. 112 24. 121. Robert Frye. 18. J. 124 43 Benedict poética 101. 73.65. Antonio 56 1:36 1:Y7 . 52.85 48. 92 Nancy 111 estádio do espelho c cânone literário cantigas de ninar 53. 102. 104.111. 50.109 73.118 Bovary) 125 focalização formalistas Jonathan 73. 51.108. Gustave (Madame 41. 51. Anderson. 103.124 Franklin. 122.85 histórica ndice Remissivo F D de Man.109 26.53.123 80 estética da recepção ato de fa Ia 34 Austen. A acontecimento literário 105-6 41 B Easthope. 120 17. Noam 64 competência: Girard. 105. 89 Chomsky. 76. 29. 67. 114 gêneros literários Genette. 110 27. 98 79 36 Bakhtin. 82 Boris 23.49. 89 estruturalismo estudo literário estudos culturais 121 8. Mme Declaração 29 99 falácia intencional 119 68 fenomenologia ficção figuras 37. Anthony Aristóteles Armstrong.16. 79 115. 90 49. Catherine Borch-Jakobsen.122-124 Dollimore. 85-87. 93 E Foucault. René 113 Gramsci. Northrop função 92 7 113 112-114 66.L. 92 russos 81.102. 78 da Independência desconstrução Derrida.21. 120 125 Mikkel 119 12. Stanley Flaubert. E.111. 109 Frost.57. Brooks. Cleanth Butler. Sigmund 119 65.113. 75 90.123 59.118-124 13.75.74. 114. Jane 44.14. "gay and lesbian studies" 101. 75. Eliot. 92.109 90. Jacques 98. 78. 104 auto-reflexividade 40. 89 Eichenbaum. ginocrítica Gérard 123 65.43.126 Empson. 67. 22. Paul 94 de Stael. IS. 73. 46.M. 43. 75. Aretha 22.

Jean-Jacques 56 em primeiro plano Open University da 35. 36.111. 119 13 123 18. 53 1. idéia de 27.110.13. J.118.23.123 123 Jauss.124 27. 62 123 K Kant. 119 8. Immanuel Kermode. Jacqueline Husserl. 57 do 14.23. Jacques leitura cerrada 12. John rima ritmo 29. semiótica interpelação interpretação intertextualidade Iser. 103 sintomática 40 120 poder/conhecimento lógica da história luta livre 49 poema. Louis 8. 62 45.22 homossexual. Frank 39 85 N narratário narratologia 88 85 67.70 111 e pensamento lingüística literariedade literaturas 57.119 materialismo marxismo metáfora metonímia 120 122 cultural 125 pós-estruturalismo Poulet. Gerard Manley horizonte de expectativas 119 55. 126 121 crítica 56 48. 118.122. 97 Morrison. Ferdinand Screen 124 Eve 113. 121-124 120 senso comum. 38. 52. 125 64.43. 126 H Hall.41. Ba rbara Mill. Hillis Montrose. 123 36.119.118 identificação ideologia Império indivíduo 46. Richard Hopkins. 40.47. Wolfgang 51. o objeto estético 39.100 77 120 125 Shelley.20. 108. 90 81. 73. 77 poética 64.42. séries policiais ponto de vista Shakespeare. 114 56. W-O. 98 77 8. Ezra 81 princípio cooperativo 28.35-37. 44 67 Richards. Mary Jakobson. Silverman.124 Britânico moderno 42.94. 40. John Stuart Miller.39. Henry hiperprotegido pseudo-iterativo psicanálise 118. 72 17 Sedgwick.63. 119 120 66. Hans Robert Johnson. Toni 70 Q "Queer Theory" 101. 123 novo historicismo Ransom.108.67.125 Quine.80. 85. Charles Sanders person ificação 73. Edward 70. James 47. Edmund Rousseau. William Hamlet soneto M J Jacobus. 72 67. 74 74.74.26.47. 76.63. 85 89. 78 121 Said. 123 66. linguagem colocação Claude olhar cinemático onomatopéia 61 Rose.113 natureza da 99 72 s p Peirce. Elaine Kaja 74 Alan 125 119 Roman 90 James. 31 R "New Criticism" L La Rouchefoucauld 97 112.114. 120 Lévi-Strauss. 80 30.~8 1:39 .118 de minorias 84 126 Platão 45. Percy Bysshe Shklovsky. Bem 38. 58. 67-70. 111 Lacan. 120. 80. Georges Pound. Stephen 125 Joyce. Stuart hegemonia hermenêutica hipótese Hoggart. Crowe 119 Sapir-Whorf Richard 50 60. sinédoque Sinfield.125 de 61. invenção do 35 15. Victor 33 91 Showalter.110 28. IA Rorty. 36.66. Jonson. 71 61 26.Greenblatt.120 Saussure.67.

.53.• ti '~ o:. 119 Wordsworth. Wimsatt.N° 61694 R$14. Whorf. Wiliiam 38.74 textos de demonstração narrativa transferência tropos.·f"(SEÇÃO DE: AQUISIÇAO: DATA: SSD I FFLCH I USP LETRA~ DOAÇAO 1 1 TOMBO: FAPESP N. 92 123 grandes 57 73 / 1': f r··~' .125 como apelido teoria feminista teoria pós-colonial Raymond W. Williams. 125 w White.Stallybrass.122 67. 118. sublime." ·'F".F. Peter 125 v Verlaine.00 197168 PROC.K. Mark 33.108.98/01397-0 14/11/2000 PREÇO: : ~' 140 . Paul 63 o 78 T teoria: natureza da 24 13 101. quatro Twain. \" . Hayden Benjamin 74 Lee 62 50.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful