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CULLER,_Jonathan_-_Teoria_literรกria_-_uma_introduรงรฃo

CULLER,_Jonathan_-_Teoria_literรกria_-_uma_introduรงรฃo

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Beca Produções Culturais Ltda. Rua Capote Valente 779 inheiros ~-

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Jonathan Culler

Teoria Literária
Uma Introdução

DEDALUS - Acervo - FFLCH-LE

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II

nirodução
Em tom de conversa o tempo rama tura todo no texto deste das principais ao longo informal -, Jonathan e amigável Culler com o leitor críticos um roteiro, - o você que aparece panoda literae e teóricos nos oferece um surpreendente questões século. Culler que têm Preferindo acaba preocupado organizar propondo que sua abordagem de informações o próprio que servirá por tópicos mais detafundamento principal-

li

não por escolas to, que permite

críticas, ao leitor

ou um mapeamen-

interessado

sair em busca

lhadas, a partir dos aspectos essenciais da criação e do desfrute da literatura. Trata-se, mente síveis evidentemente, prazerosos. rumos, para abrir caminhos e, sobretudo, e sugerir e para tudo mostrar

constituem

de um livro de iniciação, que eles podem Isto, porém,

ser leves, compreende apresentar de leituras resumo das

não lhe tira o mérito por indicações faz um pequeno ousadas

as questões

complementado

suplementares e por um Apêndice, em que Culler principais escolas críticas do século XX. Com a coragem de fazer escolhas e de assumir Culler acaba por fornecer, ao longo da exposição, entar o leitor pelos meandros da teoria literária. Como se trata primeiro lugar, que de um livro de iniciação, não há teoria ou crítica

posições

teóricas,

um guia valioso, fazer duas

que pode oriEm e a

é justo neutra.

advertências. o caminho

Portanto,

,I

posição teórica adotados por Culler são apenas uma das opções à disposição de quem se aventura pelo território da teoria. Há outras, evidentemente, como se procura modos apontar em algumas das notas apensas modos ao texto. esses às quais nem As teorias críticos, refletem marcados nem teórieditorial com de as de ler o mundo e a literatura, profundamente

pelas injunções históricas, políticas e sociais cos, nem autores, nem leitores estão imunes. A segunda incluir manual referências cer, sempre zação, grande notas advertência ou comentários literárias que e críticas diz respeito que feitas haja ao longo

exatamente Como leitores

à decisão se trata

do texto. por Culler.

de um pequeno por fornea locali-

de iniciação,

admitiu-se algumas colocar em suas bem

não familiarizados portanto, para facilitar

Optou-se, mínimas do leitor

possível, com isso,

informações à disposição incursões o espírito

no tempo utilidade

e no espaço, e valia e para

dos autores

referidos. brasileiro um livro de literária. linha seu em cada pelo terreno da teoria

Espera-se, Finalmente,

registrar

que transparece

e em cada capítulo prefácio:

do livro, vale ressaltar

a sugestão

com que Culler encerra

DIVIRTA-SE!
OS EDITORES

7

movimentos . turalismo. o marxismo e o noa teo- vo historicismo sobre "teoria" panorama . A teoria é tratada como uma série de "abordagens" cada uma com suas posições e compromissos teóricos que as introduções o feminismo. preferível discutir debates importantes como que não opõem uma "escola" a outra mas que podem marcar divisões evidentes no interior um conjunto dos movimentos. a uma série de tópicos.têm muito em comum. que pode ser lido em Divi rta-se! pri meiro Iugar ou consu Itado constantemente. Esta é a razão por que falamos e não apenas sobre teorias específicas. críticas. críticos importantes Ofereço breves esboços de escolas ou no Apêndice. Tratar a teoria contemporânea de abordagens ou métodos de interpretação que competem a respeito de Preferi entre si deixa escapar muito de seu interesse e de sua força. Para introduzir questões e asserções partilhadás É ria.tais como o estru- a psicanálise. qualquer pessoa que leia um livro introdutório sobre teoria literária tem o direito de esperar uma explicação de termos tais como estruturalismo movimentos e desconstrução. identificam a desconstrução. Todavia. à teoria literária descrevem uma série de "escolas" que competem Mas os teóricos. enfocando questões e debates impor- tantes sobre eles e sobre o que penso que deles foi aprendido. li s . é melhor discutir do que fazer um das escolas teóricas. que vêm de seu desafio amplo ao senso comum e de suas investigações como se cria sentido dedicar-me e se configuram as identidades humanas./ Muitas introduções entresi.

apenas "teoria" pura e simples. mudou radicalmente da natureza da literatura Nada disso. a teoria de alguma coisa do que uma atividade menos uma explicação . muito a entender o que é teoria. pode ensinar ou estudar teoria. Michcl 11 nomes (principalmente 10 . "Teoria do quê?" você gostaria mente difícil uma teoria abrangente de perguntar. nos dias de hoje. A teoria é um punhado de ela significa Jacques Derrida. à sistemática e dos seus métodos de análise.algo que você faz ou não faz. Quando as pessoas se queixam de que há teoria demais nos estudos literários sistemática nos dias de hoje. difíceis. de coisas em geral. contudo. políticos e filosóficos estrangeiros). Para qualquer um fora do campo.não teoria da literatur~. ajuda a natureza dos estudos mas aqueles que dizem isso não se referem à teoria literária. 1 que é Teoria? Nos estudos literários e culturais. veja bem. Não é a teoria de qualquer coisa em particular. O que é Teoria? 11 95 127 26 84 48 59 107 118 136 72 ~ . É surpreendentenem parece dizer. fala-se muito sobre teoria . explicação nos dizem. debate demais sobre questões gerais cuja relação com a literatura quase não é evidente. Você pode se envolver com a teoria. Às vezes. esse uso deve parecer muito estranho./ umarlO 1. ou ao debate sobre as qualipor exemplo. literários. leitura demais de textos psicanalíticos. Longe disso. pode odiar a teoria ou temê-Ia. elas não se referem à demasiada reflexão sobre a natureza da literatura literária. A "teoria". O que têm em mente pode ser exatamente que há discussão demais sobre questões não-literárias. Elas dades distintivas da linguagem têm outra coisa em vista.

desenvolveu-se história inte[ectual. questão de conjectura. nem filosofia é simplesmente um novo tipo de escrita que nem desse social. mente difíceis de definir. até os modos mutáveis nos quais se fala e se pensa sobre o história da arte. Teoriá. história. Por exem- 1. mas tudo não é nem a avaliação dos méritos relativos das produções literárias. plo. que passou a designar a reflexão em campos outros pertencem. política. a teoria questiona experiência. " sugeriria que há uma resposta correta. e portanto uma possível teoria. que começou no século XIX: "Tendo começado na época de Goethe. nesse sentido. lingüistica. Por outro lado. por exemplo. Não esperamos que o falante continue: "Minha teoria é que é porque Michae[ estava tendo um ca'so com Samantha".. as faz pensar de maneira respeito de seus objetos de estudo e de suas atividades de estudá:-Ios.~ . ela deveria envolver uma certa complexidade: "Minha teoria é que Laura sempre esteve secreta mente apaixonada não pode ser óbvia. nos estudos literários. Isso não contaria como unia teoria.5 e 6)." também pretende dar uma explicação que não é óbvia. nem profecia isso combinado gênero misturado num novo gênero". Louis A[thusser.:. história social e inte[ectual obras em questão são ligadas a argumentos "teoria" porque suas visões ou argumentos tivos para pessoas que não estão estudando que se tornam "teoria" experiência experiência pública individual. ou sobre os métodos para seu estudo (embora essas questões aqui. uma explicação não apenas não deve ser óbvia. se o falante caso com Samantha". Por um lado. teoria sinaliza "espenão é o mesmo que uma suposição. natureza e cultura. é preciso perspicácia teórica para concluir de Laura para com Michael. psiAs e sociologia.. as relações entre históricas mais amplas e e privada pai e que Michae[ jamais conseguiria se tornar a pessoa certa': Uma teoenvolve ria deve ser mais do que uma hipótese: relações complexas de tipo sistemático entre inúmeros fatores. chegar aqui". Obras con- suposição é que . ou da cultura. pelo oferecem explicações que outros podem usar sobre. O interessante teoria é que Michael estátendo um uma' desse caso torna-se que.de ciência.Foucau[t.imitado de textos sobre tudo o que existesobo sol. por exemplo. minha teoria é que . "Por que Laura e Michae[ romperam?" "Bom. que faz gestos em duas direções. por contraste. moral. dos problemas mais técnicos de filosofia acadêmica cinema.tudo literário mas um grupo il. Dificilmente alguma relação com a atitude é que. falamos de "teoria da re[atividade". Luce Irigaray. não é uma explicação sobre a natureza da literatura 2. Mas geralmente. como aquilo que muda diferent~: a • visões os pontos de vistas das pessoas. estudos . inclui obras de antropologia. Uma teoria. não é um conjunto de métodos para o e. "Minha teoria é ~ue . ou da simples captar o que aconteceu fora do campo dos estudos estudos literários pelo que Mary diz. Jacques Lacan. ou produAs obras não mais certa. mas descobriremos com certeza quando Mary. Judith But[er..) da psique. o funcionamento e entre forças de repente a existência nessas áreas. Gayatri Spivak. "Minha que não aqueles aos quais aparentemente sideradas como teoria Essa explicação realmente culação". afetada poderia ser difícil de demonstrar. caná[ise. teoria corpo. ~ torna-se mais fácil compreender o que se entende por "teoria': Téoria. O filósofo Richard Rorty fa[ade um gênero novo. se Michael e Samantha estavam tendo um caso. escrita. para contar como uma teoria. sentido. isso poderia ter tido dissesse: "Minha é especulação que poderia não ser cuja verdade ou falsidade têm efeitos que vão além de seu campo original. O gênero da "teoria" estud. Então o que é teoria? Parte do problema reside no próprio termo teoria. Essa é a explicação obras que conseguem contestar teoria aqui? Em primeiro lugar. A designação e reoriefitar mais conveniente o apelido teoria. que por acaso eu não sei: "Minha suposição ~ que Laura se cansou das críticas de Michael. filosofia. a amiga deles. é uma definição literários foram insatisfatória adotados mas parece desde o decênio de 1960: textos de por pessoas dos ou da mente.. Car[yle e Emerson. literatura.os de gênero. e não é fa'Ci[mente confirmada ou refutada. uma explicação porque suas análises da linguagem.. Macaulay.. 9ferecem explicações npvas e persuasivas acerca de questões textuais e culturais. principalmente nos capítulos um conjunto de reflexão e escrita cujos limites são excessiva12 sejam parte da teoria e serão tratadas É Se a teoria é definida por seus efeitos práticos. Se tivermos esses fatores em mente. mas tornam-se foram sugestivos aquelas disciplinas. um conjunto estabelecido de proposições. que tipo de efeitos são esses? O principal efeito da teoria é a discussão do "senso comum": de senso comum sobre sentido. há o uso mais comum da palavra teoria. " O que significa misto. Mas uma teoria mais simples daquilo que faz com que algo conte como teoria.

FOllcault também examina a histtÍria das atitudes ocidentais em relação à s-:xualidade desde os gregos em A História da Sexualidade. a perturbação qualquer coisa que pudesse ter sido aceita sem discussão: lê. Um caso ilustrativo do indivíduo. e nos possibilitou usar essa unidade fictícia como um princípio causal. ou que os humanos tenham um sexo biológico e órgãos sexuais. "escrita" e "experiência"."discursos" em que esperamos que nossa inteligibilidade venha daquilo que. Em seu livro A História da Sexualidade. particularmente o século XIX. ele tornou-se mais importante para nós do que nossa alma. escreve Foucault. Longe de ser algo natural que foi reprimido. Todos os tipos de conversa psicólogos. senso comum sobre "sexo". (N. políticos . sobretudo.. sensações e funções biológicas criaram algo diferente. daquilo que foi percebido como um impulso inominado. no uma "espécie". Daí o fato de que. moralistas. reações psicológicas e. numa unidade artificial. romancistas. conhecido pelo seu exame dos conceitos e códigos pelos quais as 'sociedades operam. numa experiência ou num estado de coisas que ela expressa. por muitos séculos. vamOs mergulhar casos relacionados direto em dois textos difíceis de dois dos que envolvem críticas de idéias do francês de história mais celebrados teóricos para ver se podemos entendê-Ios. para a idenessa coisa crucial. Está afirmando que o século XIX encon'trou novas maneiras de agrupar sob uma basúnica categoria ("sexo") uma gama de coisas que são potencialmente A teoria é muitas vezes uma crítica belicosa de noções de senso comum. 1 Michd Foucault (I ()2(1-1 (}X·O. XIX. sentidos sociais. século do modo como o sexo tornou-se da identidade como do indivíduo. do "homossexual" tentes sociais. nossa identidade. Foucault observa que atingimos o que ele chama de "a hipótese e que os modernos lutaram sugere Foucault.5 era agora uma espécie". mas contrastantes. Esse processo conferiu à sexualidade uma nova importância e um novo papel. chamada "sexo". ou "práticas uma fonte-chave em resumo . Daí. "sexo" é uma idéia complexa produzida investigações. o cuidado que tomamos para conhecÊ-lo.. foi pensado como loucura . mais ainda.que ligamos com a idéia da repressão da sexuali- Períodos anteriores indivíduos haviam estigmatizado os atos de relação sexual entre mas agora isso se tor- do mesmo sexo (tais como a sodomial. uma teoria específica que passou a nos parecer tão natural que nem ao menos a vemos como uma teoria. o temor reverencial com o qual o cercamos. elementos anatômicos. 14 . num momento • ou a noção de que a realidade é o que está "presente" dado. distinções biológicas. com as circunstâncias chamada "sexo" foi vista como a causa da variedade de fenômenos que haviam sido agrupados para criar a idéia'. Filósofo estruturalista francês. ou age? Como os textos se relacionam são produzidos? O que é um exemplo que é sentiem que do? O que é um autor? O que é ler? O que é o "eu" ou sujeito que escreve. o historiador intelectual Michel Foucault' considera sexual" e de nossa "natureza ponto sexual". clero. ao longo dos séculos. que chamamos sexuais. • ou a idéia de que a escrita é uma expressão éuja verdade reside em outra parte. conversas e escrita . um sentido onipresente. mas "o homossexual 1.) nava uma questão não de atos mas de identidade. tidade do indivíduo. quase um tipo. Falando da importância de uma "teoria"? Ao invés de falar sobre a teoProponho dois ria em geral.T. As maneiras como as pessoas falam sobre e lidam com essas condutas. reprimiram para liberar. de fato. não se alguém havia realizado atos proibidos mas se ele "era" um homossexual. a teoria envolve um questionamento O tante diferentes: certos atos. dade foram de fato modos de fazer existir essa coisa que chamamos "sexo'~ Foucault escreve: "A noção de sexo tornou possível agrupar. uma construção histórica. A sodomia era um ato. por uma gama de práticas sociais. funções biológicas. Daí a importância que lhe conferimos.• a concepção de que o sentido de uma fala ou texto é o que o falante "tinha em mente".que se juntaram no século XIX. condutas. sensações. tornando a sexualidade do "impulso o o segredo da natureza do indivíduo. partes de corpos. uma tentativa cussão como "senso comum" de mostrar que o que aceitamos sem disé. o segredo do ser é a criação. publicado em três volullles entre 1976 e 1984. discursivas" assis- repressiva": a idéia comum de que o sexo é algo que períodos mais antigos. através uma unidade artificial. um segredo a ser descoberto em toda parte': Foucault não está negando que haja atos físicos de relação sexual. Estudioso da história da loucura e das origens do moderno sistema penal. prazeres. por parte dos médicos. Como crítiéa do senso comum e investigação de concepções alternativas. que passou a ser tratada como fundamental de uma inversão das prede missas ou pressupostos mais básicos do estudo literário.

. dos a práticas sociais e instituições clero.:15 '-. se Cl5sim o quisell'nl que se ganha com o ocultamento uma oposição dessCl cumplicid:Hk e não como Ii potil'l (' Ii sexo que se diz qúe é vista como A resposta que na área dos "gay and lesbian studies" e do gênero influente como oinventor e "loucura". O que se 9Clnha qU:lIlliu e55:l illil'lti('pl'lIdi'ncia um.ovidi:ncia (I desejo que sentem por um outro ser humano. como o "sexo".o referencial conceitual O poder/conhecimento produziu. O poder.) Foucault chama essa espécie de investigação de uma crítica "genealó9ica": Essa critica uma exposição de como categorias supostapor práticas discursivas.II. a idéia de mente básicas. "punição" 17 . Na realidade. Encoraja-nos no sentido Lia prcLcnde ser uma análise de um desenvolvimento implicações hístórico específico. tratam os fenômenos esses discursos representam o sexo como algo anterior cursos. O que pensamos saber sobre o mundo . a análise de Foucault e regular as Jtividades dos seres tro do qual somos levados a pensar sobre o mundo . Há diversas coisas importantes é também inerentemente a observar sobre esse exemplo de teo.li'. pelos discursos ligavariadas: o modo como os médicos. Foucault foi especialmente objetos históricos: coisas como "sexo". Produziu asituação que define uma mulher como trata o sexo como um efeito e não uma causa.sexual pensada como determinante um homossexual? Na explicação para o próprio ser do indivíduo: Dizendo de outra forma. interesse a literatura as pessoas que Foucault aqui POdl'Ill 11'. quando. aceitaram estão de fato construindo. P:H:l conlrO!.li. A idéia de que o sexo está fora do e em oposição ao poder oculta o alcance do poder/conhecimento. estaque o poder estabeleceu . a suposta ("poder") que afirmJm de conhecer J verd:Hk soiln' li'. por exemplo. o "sexo" é construído públicos. ao contrário. Invertendo descrever esse quadro e acusaram e reprimir o sexo que esses discursos e práticas sociais de tentar controlar esse processo. agora era uma questão. não é al90 que alguém exerce mas "poder/conhecimento": poder sob a forma de conhecimento ou conhecimento como denpoder. de modo geral. para embora sua teoria que mostrar como a noção foi criada. q'rt's humanos que 11l1l1l. para Foucault. A explicação para as pessoas que estudam aqueles que trabalham um bônus. que as identidades importante mais profundas onde achamos promovida cumplicidade: aparentemente . Observe-se também não fala absolutamente ser de grande Primeiramente.so:l'.l (":1 '. qUI' "(' iorn.IIIjI". não muito poderoso (ele não pode domar o sexo). Isso não podni:l. Os modernos. "sexo" ! nos termos envolver.] intcrlicpendi'n('i:l7 til I em geral. 1)('llJlIlll:lI das pessoas estão ligadas ao tipo de de Foucault foi o romance assim como para de novos IJln:1 p. são produzidas como natural.o poder parece limitado. Não é uma teoria da sexualidade de axiomas que passam por universJis.a análise de um conceito .Anteriormente. cursos do conhecimento Foucault.o(-i.:11 pensar sobre :10 (k roucault n:i1ll1:i1 (' dS forças sociais urna relação ("sexo") posterior :1 coisa Um<Jdessa plovidi'n('i:I'. Mas aos próprios disque identificam em vão controlar na medida em que essa coisa chamada absolutamente de Foucault. m:lS c1ar<Jmente tem J suspeiL:lr do qUI' (' identificado conlr:'Hio. em que somos definidos pelo nosso sexo. de fato.l estudam oposição entre um:l '. a literatura é um dos lugares que a rcprinH'lll trabalham '. sos que tentam humanos. que não ha- ele reprime. é a tentativa Uma característica oferece "lances" outros tópicos. como um dado. onde essa idéia de sexo é construída. a situação o poder é difuso. analisar.1 notáveis não tenta nos dizer o que o sexo "realmente" de literatura. está em toda pa rte. :1lI ('Ollil:'llio. A teoria aqui em Foucault é analitica especulativa "teoria" porque inspirou e foi Jdotado por pessoas de um A análise de Foucault é um exemplo de um JrCjumento do campo da história que se tornou em outros conjunto campos.mas no sentido de que não há evidênplausível ria. podcli.:lO duzido pelos discursos de especialistas. os assistentes parece residir fora do poder . (Há muitas evidências que tornam sua explicação mas nenhum teste decisivo.15 fOr\. mais amplas. os funcionários romancistas. I'nll(' ('.exerce grande poder. 1:1/('nl l'xi'. é mas procura tenha provado literatura.lilll produziu o "sexo" como o segredo da n:lIUIl'/. havia atos homossexuais nos quais as pessoas poderiam se de um cerne ou essência Ele é Foucault dá é que isso mascara o caráter difuso do poder: pensamos que estamos resistindo mos trabalhando ao poder defendendo inteiramente o sexo. e até mesmo os como sexuais.1'1.1II:L il'ori:] é que ele de que de que do pensanll'nlo que :lS Ill". ter sido proa disde N:l explicação PCI:1Spr:'i1ic:ls vinculJdJs l!l'sl'r('vi"lo7 cia que se poderia citar para mostrar que essa é a hipótese correta sobre a sexualidade.como algo que as forças sociais tentam .('xll:i1iti:l(k é sobre sexo. como o produto de discur- alguém cuja realização como pessoa deve residir numa relação sexual com um homem. o sociais.

de pensadas como característica explicar. tal como a possibilidade Por exemplo. Essa onde a coisa suplementada a desconstrução propõe que se desmontem fala/escrita) (por exemplo. a noção de literatura como cação no contexto das condições reais de sua produção. suplementar movimentar da fala mas a fala já é um suplemento: rapidamente as escreve Rousseau. conheceriam meu valor" . e o pensamento Tradicionalmente. quando escreve: "As línguas são feitas para serem faladas. homernlmulher. históricas e desse modo nos encode um período. sentido mulações. as pessoas nunca da "aparência". dos signos que o expresser tão transpaa fala pareceu a sam. samento ou verdade que representam. coisas de suas representações chegar à realidade.entre mundo literatura e mundo. embora ele chame a escrita de um extra desnecessário.. Culler porque prova ter as mesmas qualidades originalmente apenas do suplemento na teoria ou na crítica. filosofia ocidental ter trazido distinguiu nas Confissões de Jean-Jacques do eu individual. ao privilegiar e linguagem prática (N. sem coisas que aceitamos ou faz um acréscimo". por exemplo. Os signos ou representações.. o pensamento teórica. Rousseau não levando acad2mico em conta dos filósofos as formas (1712-1779). A escrita "completa" a fala suprindo algo o modo como as práticas discursivas podem ter conformado essencial que estava faltando ou acresce algo que a fala podia muito bem passar sem? Repetidas vezes Rousseau caracteriza a escrita como mero acréscimo. descol1sidera. A desconstrução de signififoi. Mas. ou presença imediata do pensamento. ta. perguntando "o suas próprias fraquezas . não deveriam atrapalhar.T. que opera na ausência do falante. entre Em suas forrazão/desrazão: ocideixa que ele descobre nas obras de Rousseau. e deveriam Nesse referencial.. Rousseau precisa da escrita porque a fala é mal interpretada.tão influente . a escrita serve apenas como um suplemento da fala". o mais influente. Numa ência para perceber quão agradável é agir através das mãos de outrem e providência esse caso específico 2 lacgues Derrida (1930-). Aqui Derrida intervém. Suas obras que é um suplemento? completa "O Webster define suplemento como "algo que tratam dessas coisas como construções rajam a examinar inclusive a literatura. mas completa- Rousseau é um escritor do século XVIII francês a quem muitas à luz a noção moderna a "realidade" um pouco de pano de fundo. marcou do Romantismo. Filósofo nascido na Argélia e educado na França.Para R~usseau. à escrita: como a escrita. Se estivesse presente.poderíamos comOa revisão examinar uma feita por Foucault da história da sexualidade no interior da "teoria" francês contemporâneo mas com traços que ilustram Jacques Derrida' a respeito de uma discussão sobre escrita e experiência vezes se credita Mas. enraizado que questioúa como um exemplo de uma estrutura ca da suplementaridade" lógica é uma estrutura de suplementação comum ou de uma lógica: uma "lógi(fala) passa a precisar (escrita). Como não existe outros neutralidade modos que. A escrita é um suplemento crianças. até mesmo uma "doença da fala": a escrita consiste em signos que introduzem a possibilidade de mal-entendido já que são lidos na ausência do falante. teórica Sua crítica ao conceito de "estrutura" e ao estruturalismo o pressuposto estilo na base da desconsde que as estruturas de uma posição cOITespondem declaradamente padrão "pós-estruturalista". primeiro. segundo os desconslfucionislas.víamos pensado anteriormente como tendo uma história. A escrita previamente pretendido atribuídas prova ser essencial porque a fala tem qualidades tes. caracterizam essa posição natureza/cultura. Embora Seu pensamento tenha sido o menos o nascimento modernos. são apenas um modo de afetar ou infectar o penao passo que a escrienganador de um à verdade ou às idéias. pós-estruturalista. um signo potencialmente Rousseau segue essa tradição.. não expressam automaticamente mas estão abertos à interpretação. que não está ali para explicar ou corrigir.írias da inteligibiJidadc. pois não é preciso muita experio mundo caracteristica simplesmente da teoria. a as próprias de mal-entendido. discussão.como uma realidade "interior" Para um segundo exemplo de "teoria" algumas diferenças análise do filósofo RousseauJ• .) social. e entre de discutir de ler as relações . 3 Jean-Jacques muitas maneiras. suas obras na realidade tratam-na como aquilo que completa ou compara a pensa algo que falta à fala: repetidas vezes a escrita é introduzida compensar as falhas da fala. um dos mais proeminentes pensadores do movimento trução. Tentarei De a algum mental que determina as oposições os limites bin. foi tratada como uma representação e derivada da fala. fica claro que. manifestação artificial signo. um extra desnecessário. ela consiste em signos que não são transparenpelo falante. movimentando Derrida trata a língua". da sociedade. (N. seu "verdadeiro" eu interior é diferente do eu que aparece nas conversas com os outros e ele precisa escrever para suplementar os signos enganadores de sua fala.T. que inauguram desconhecida que escolheu escrever suas Confissões e esconder-se da sociedade porque na sociedade se mostraria mente diferente "não apenas em desvantagem do que sou . dental (ver apêndice). aprendem a usar a fala "para o sentido rentes quanto possível. nessa visão.) modo mais geral. que passou para o'senso comum.. Rousseau escreve em suas Confissões. noção do ser . ele precisa de signos porque as coisas elas próprias 12 19 .

quando ele tem que se virar com substitutos que a lembram. própria presença.. ele ainda sentiria que ela lhe escapava e podia E a própria "Mamãe" é apenas ser esperada com ansiedade e lembrada."Não há nada fora do texto": saindo dos signos e do texto para a "própria mais texto. cadeias de suplementos. . mesmo em sua per- são na realidade responsáveis pela percepção é criada pelas cópias e queo de que há algo lá (como Mamãe) para apreender. siste. a mesma estrutura. os textos de Rousseau. e do original como algo que esteve uma vez presente. u Natureza.. É coisa ela mesma. o que tentamos mostrar ao seguir o fio de ligação do "suplemento perigoso" é que. a de uma série encadeada mediações suplementares a presença dela que mostra ser um tipo específico de ausência. e Derrida são muitas vezes agrupados juntos 21 como "pós- que ainda exige mediações e suplemenJos.para nunca ser apreendido. pensando que ela andara sobre ele. E a cadeia de substituições pode ser continuada. . propõem presença. o que encontra é Escreve Derrida. mesmo em sua presença. sobre o qual me prostrei. pois lemos no texto que o presente absoluto. ou signos Mas de aces- com sua presença. cometi extravagâncias que apenas o amor mais violento parecia capaz de inspirar. a Nunca acabaria se fosse descrever em detalhe todas as loucuras que a recordação de minha querida Mamãe me fez cometer quando não estava mais em sua presença. so imediato dela também é primeiramente contrastada acontece que a presença dela não é um momento de satisfação. "surge uma lei: inelutavelmente as infinita. ao invés de pensar a vida como algo a que se acre?cem signos e texdeveríamos conceber a própria vida como coberta de significação. que multiplica "Através dessa série de suplementos". assim que ela pusera um pedaço de comida em sua boca. Rousseau continua: a mesma necessidade de suplementos. o que é nomeado por palavras como "mãe real". de suplementos. a necessidade de suplementos. numa frase famosa de Derrida. A imediatez é derivada. etc. exclamei que vi um cabelo nele. O que aprendemos partir desses textos é que a idéia do original I original é sempre adiado . que. nunca houve nada exceto a escrita. até mesmo o chão. A conclusão é qu'e nossa noção de senso comum a respeito da realidade como algo presente. Mesmo se Rousseau viesse a "possuí-Ia". Foucault que produzem o senso da própria coisa que elas :w . já que pertenciam a ela e sua lindamão as tocara. fracassado em satisfazer e teria exigido suplementos. no que chamamos de a vida real dessas criaturas "de carne e osso". de presença imediata. mais signos. sem suplementos ou signos.não satisfazem. recordando que ela dormira nela. à que a realidade é anterior significaçao que. cepção originária. Mas acontece outros. nunca existiram. é a mesma. tornada escritos podem afirmar realidade demonstram hors-texte" de sua presença. aquilo que inaugura o sentido e a linguagem é a escrita como desaparecimento da presença natural. com o inter- mediário". como dizemos. Sua ausência.. Um dia. à o que é por processos Os textos mas na Às vezes. nunca houve nada exceto suplementos e significações substitutas que poderiam somente surgir numa cadeia de relações diferenciais . na presença a estrutura. como muitos tos para representá-Ia. E assim por diante indefinidamente. Tudo começa ou perda cente por Madame de Warens. de signos. como todas as mães. em cuja casa morava e a quem chamava de "Mamãe". prova ser insustentável: a experiência é sempre mediada pelos signos e o "original" é produzido como um efeito de signos. Para Derrida. Nas Confissões. "11n'y a pas de quando você pensa que está realidade". à mesa. sempre já fugiram. Daí o incidente grotesco de engolir o alimento que ela pusera na boca. Esses diferentes tos ou substitutos objetos funcionam na sua ausência como suplemenque. Ela colocou o bocado de volta no prato.uma mãe que não teria sido suficiente mas que teria. Quão freqüentemente beijei minha cama. escreve Derrida. uma substituta da mãe que Rousseau jamais conheceu . minhas cortinas e toda a mobília do quarto.. Isso não significa que não há nenhuma diferença entre a presença de "Mamãe" ou sua ausência ou entre um acontecimento "real" e um ficcional. ansiosamente o agarrei e o engoli. Quanto mais esses textos querem nos falar daimportância mais eles mostram a necessidade Esses signos ou suplementos de' intermediários. Rousseau descreve seu amor de adoles- adiam: a impressão da coisa ela mesma.

uma tentativa de entender o que ou escri- 2. que a teoria envolve a prática Ambos os exemplos de teoria ilustram gorias que utilizamos ao fazer sentido outras práticas discursivas. ou que o que chamamos de "presença". interior da cultura: ela não é uma "mulher um efeito que foi produzido no natural" mas fizeram com que sentam diferenças tação de textos. A teoria é interdisciplinar ciplina original. cultural. de eu ou sujeito é produzido guiam a reflexão sobre esses tópicos de maneiras que deixam implícitas. são teóricas: elas oferecem argumentos lativos explicitos Foucault. se propõe a nos mostrar e outros criam as coisas que afirmam não quão perspicazes apenas analisar. lutas de poder correntes. da linguagem e assim por diante. quer mantendo naturais. quão criativamente produtivos são os discursos do conhecimento. e também os de relaçães ou que são o produto sociais aparentemente de uma sociedade. constituição volvimento especular quê? Você não leu Lacan! Como pode falar sobre a lírica sem tratar do sujeito?" romance vitoriano sem usar a explicação que um homem lhe dá.mas oferece um referencial geral para pensar os textos e discursos em geral. pelo "você faz com que suposta- a obra de pensadores mais velhos e neglicenciados.um discurso com ef~itos fora de uma dis. que contestam idéias tradicionais (de que há algo natural chamado "sexo". Então. podem ser produzidos por forças inconscientes. valem então a questão que surge é se suas tempos e lugares. Foucault pretende analisar um momento grandes histórico específico. recente. está envolvido . "origem" é criado por cópias. Derrida ou sábios são os textos.estruturalistas" (ver Apêndice). sobre escrita. desanimadores da teoria a teoria das coisas. A teoria é analítica e especulativa nos contar o que os naquilo que chamamos de sexo ou linguagem do senso comum. e.ncipais surgiram . mas esses dois exemplos de "teoria" aprenotáveis. cientistas. promovem em críticas É um corpus ilimitado Esses exemplos que está sempre sendo aumentado as contribuições à medida que os jovens de seus antepassados. Derrida está pretendendo e quan- e cultura. Levantar generalizações para outros ta ou sentido ou o sujeito. de que os signos representam incitam sobre a literatura. Conseqüentemente. tais como as Confissões de Rousseau. por um efeito de repetição. ou que os fenômenos em e através de sistemas '. confirmada tratamento numa identidade sexual "natural". A interpretação de Derrida mostra o grau em que as próprias obras literárias. O que ocorre pode ser compreendido através de um exemplo diferente: quando Aretha Franklin canta "Você faz com que eu me sinta como uma mulher natural". ela parece feliz em ser anterior à cultura. Mas sua formulação. assim a questão que surge é se o que os textos de Rousseau dizem é verdadeiro. nem um grupo específico de textos que poderia aprender de modo a "saber teoria". A teoria é uma crítica como natu rais. por sua vez. A teoria produz outros argumentos que arranjos ou instituições hábitos de pensamento econômicas subjacentes da vida consciente o que chamamos de linguagem ou o "original" análogos a esse. Foucault. de conceitos textos de Rousseau dizem ou mostram. portanto. na literatura especulativa:explicações do desejo. Não é algo que você de textos e poderia algum dia dominar. investigação questões subseqüentes como essas é. A teoria é. 1. mas quanto os discursos de médicos. A teoria é reflexiva. Também parece haver uma diferença no que estão afirmando to às questões que surgem. romancistas mostra quão teóricas são as obras literárias. desejo e substituição especue ou suplementação. eu me sinta como uma mulher natural". A de Derrida oferece uma leitura ou interpreuma lógica em ação num texto. 4. sugere que a identidade da sexualidade e sobre a histerização 2:3 22 . considerados das catee em é reflexão sobre reflexão.. A mulher natural é um produto cultural. elas o ímpeto da teoria como natural. escritos inquietos. natural a é na realia repensar as categorias com as quais você pode estar refletindo exibem o principal é intimidadora. A asserção mente natural ou dada é um papel cultural. demonstração realidades anteriores). uma fonte de intimidação. que é a crítica do que quer que seja tomado das concepções condutoras de que o que foi pensado ou declarado à teoria de novos pensadores e redescobrem um recurso para constantes roubos de cena: "O da Ou "como pode escrever acerca do que Foucault dá sobre o desendos corpos femininos e dade um produto histórico. identificando de Foucault não se baseia em textos . por outro lado.na realidade ele cita surpreendentemente poucos documentos ou discursos reais . o que é teoria? Quatro pontos pri. ela se sentisse como uma mulher natural. nossa maneira de intervir na "teoria" e praticá-Ia. Fazendo isso. 3. Um dos traços mais hoje é que ela é infinita.

mas. está onde estaaquilo que você pensou que sabia. de modo que os efeitos da teoria não são previsíveis. Mas a teoria torna o domínio impossível. mas você leu a crítica que Benita Parry faz de Spivak e a resposta dela?") ca na esperança de que os leitores achem a teoria valiosa e cativante para experimentar \ ~~ I~&. Mikhail Hélene Cixous. Não importa quão bem versado você possa pensar ser. teóri- uma sentença diabólica que condena você a leituras árduas em campos desconhecidos. Mas essa é uma idade à teoria. Grande parte da hostila importância da aberto. A teoria faz você desejar o domínio: você espera que a leitura teórica lhe dê os conceitos para organizar e entender os fenômenos que o preocupam. aquelas que e e não apenas porque ela é muito breve. mais especificamente porque a teoria é ela própria o questionamentb ria é desfazer. de quem "você" é e quem quer ser). James. A natureza d8 teode premissas e postulados. não pode jamais ter certeza se "tem de ler" ou não Jean Baudrillard. onde mesmo a conclusão de uma tarefa trará não uma pausa mas mais deveres difíceis. Essa brevíssima introdução samento e áreas de debate num mestre da teoria. através de uma contestação dos e dos pressupostos sobre os quais eles se baseiam. Você não se tornou senhor. Melanie Klein ou Julia Kristeva.a demonstração trução do sujeito que Gayatri Spivak faz do papel do colonialismo metropolitano?" na cons- diferentes a fazer e uma percepção melhor das implicações não o transformará significativas.L. aproveitem Ela apresenta exemplos de investigação os prazeres da reflexão. Benjamin.R. Refle. das questões Às vezes. Você é um terrorista? Graças a Deus. Walter naturalmente. vem do fato de que admitir teoria é assumir um compromisso condição da própria vida. sem dúvida.te sobre sua leitura de maneiras 24 novas. não apenas porque há e mais dolorosamente.A A impossibilidade de dominar Bakhtin. Entendi Meg dizer que você era umteorista. ou se pode ou não esquecê-Ios com segurança. a teoria se apresenta como que coloca às obras que lê. dos resultados presumiem que há sempre coisas importantes sempre mais para saber. ("Spivak? Sim. mas tampouco va antes. (Dependerá. C. Tem perguntas 25 . mas porque esboça linhas de penespecialmente dizem respeito à literatura. deixar a si mesmo numa posição que você não sabe. 1 a teoria é uma causa importante de resistência a ela.

o pensamento também em outros discursos.~ad9s. Mas que tipo de questão é essa? Se quem está pergunde cinco anos de idade. Igualmente. que você um papel e precisa ser abordada.S. não por que tinha histórica mostra como algo veio a a maneira como urna história inicial. Nós que ouvimos e lemos histórias somos bons em dizer se um enredo faz sentido. por uma razão Mas o fato de eu descrever essa situação literariedade tura continua dos fenômenos a desempenhar não-literários da descoberta indica que a noção de litera"O que é literatura?". Se os mesmos modelos do que faz sentido e do que conta como urna história caracterizam tanto as narrativas literárias quanto as históricas. de uma história. Isso não significa Você pode estudar os romances de Virginia Woolf não parece que todos os textos são de mais ricos. Que tipo de objeto ou atividade 27 é? O que faz? A ~6 . freqüentemente. modelo para a inteligibilidade em resumo.tais como "imagens to com as não-literárias. O que fazem. 2 que é Literatura e telll ela importância? produzem explicações tecerá.ai~ . algum modo iguClis: alguns textos são considerados rosos. desse modo.. ligando a situação um modo que faz sentido. que são como as explicações ao contrário. Por que isso seria assim? Primeiramente. O modelo para a explicação ca das histórias: acontecer. é fácil. pu ramente ornamentais em outros tipos de discursos. ca e psicanálise. o desenvolvimento histórica. de recursos retóricos tais corno ou obras de Parece haver duas razões principais. "Literatura". poemas e peças". ou se a história fica inacabada. história.ill. que se preocupariam foram . Z necessariamente é mostrar como uma coisa levou a é.p§Cª~ª J)~e. os poderosa em ação em textos entre da complicando dessa forma a distinção falando uma literariedade século XX" . de volta à questão-chave. estudadas juntas e de modos semelhantes. Ao mostrar corno as fi- estão lendo são literários ou não? Para os estudantes e professores de literatura hoje. chamado uma questão sobre a natureza geral desse objeto. teoria mescla idéias vindas da filosofia. literatura. Qualidades muitas vezes pensadas dois já conhecem bem. e a distinção crucial. saber como enfrentar a indagação. responde.em que você pode lidar tanto com as obras literárias de caso de Freud ou ambos. da ciência: não podem mostrar que quando X e Y ocorrem.r<Jt~ramas. não irá embora. tópicos para ler e no início do quansobre os quais escrever . literária.s~. há uma gama inteira de projetos críticos. como a Primeira Guerra Mundial de acontecer. mais vigopodem ser mais centrais. Por exemplo. Mas se o indagador é um teóri- ou outra.~~i. mais contestadores. Em segundo lugar. mais exemplares. o literário e o não-literário. lingüística. é a narrativa literária. nos' textos entre elas não parece ser uma questão teórica teóricos passaram a insistir o que é literatura? Você pode pensar que essa seria uma questão cenmas na realidade ela não parece ter muita como a própria se os textos que tral para a teoria importância. ou as histórias metodologicamente de mulheres ) guras retóricas conformam teóricos demonstram supostamente não-literários. Mas tanto as obras literárias quanto as n50-literárias não parece central porque as obras de de a "Iitera __ é mais difícil Poderia ser que vocês o que é mais simplesmente não-literários. por que os teóricos ?/m:~t~f~r'3l.Q!12. "são histórias.como sendo literárias compreensão compreensão histórica demonstram tornaram ser cruciais também para os discursos como modelo o que está envolvido os historiadores proféticas na não acon- e práticas não-literários. é coerente. a lógie o resultado de outra. não-literários os na importância. as discussões sobre a natureza da Caracteristicamente. então distinguir urgente. ~'LJO veio a eclodir. teoria políti- quer sejam os relatos de Freud de seus casos psicanalíticos argumento filosófico -. a distinção teoria descobriram riedade" dos fenômenos Encontramo-nos tando é uma criança co literário.

literatura e termos análogos em outras línguas européias significavam livros". até mesmo uma discussão sobre por que poderia também ser uma pergunta sobre as o que as de outras O que diferencia a literatura incluía discursos. mente desloca ao invés de resolver a questão: em vez de perguntar precisamos outra sociedade) tratemos categorias que funcionam algo como literatura?" Há. referindo-se específicas mas apenas a critérios mutáveis de grupos sociais.s~. canções. um je ne sais quoi. Tomemos a questão "O que é uma erva daninha?" Há uma essência de "daninheza tilham e que as distingue das ervas não-daninhas? uma erva daninha ervas" . afinal. história e filosofia. Ao contrário. européia onde e de i\bntinha se reu111t:- jone Eyre foi publicado escre"eu em 1847. de escrita e pensamento.T. de conversas comuns. de Charlotte Bronte'. Há u~~. As razões não estão longe de se encontrar: vêm em todos os formatos ter mais em comum com obras que não são geralmente ratura do que com algumas outras obras reconhecidas com uma autobiografia Burns5 - e tamanhos e a maioria delas parece chamadas de litecomo literatura.~~é teratura como literatura para Madame . E obras que hoje são estudadas como literatura nas aulas de inglês ou latim nas escolas e universidades foram uma vez tratadas não como um tipo especial de escrita mas como belos e da retórica. perfeito crítica da cultura um salão.se qualificariam como literatura c1. como agora interpretamos rando explicar sobre o que elas "realmente" dantes as memorizavam. ou procedimentos das obras não-literárias? porque estariam de argumento. mas sem as obras de li- suas Relações com as Instituições Sociais. que hoje é estudada como literatura. fazendo a ponte entre c intelectuais.9. p. literária.d.) niam escritores mórias Autora história (1759-1796).. tratada de modo muito diferente nas escolas antes de 1850. se quisermos uma fonte específica.. Madame de StaelG. (N. sucesso notável. 4 Charlotte .a quais livros são literatura nham uma idéia do que conta pode ser rastreado até os teóricos românticos alemães do final do século coisa: há algum traço essencial. Í. Eram exemplos de uma cate- sabe quão árduo é diferenciar exemplos do uso da linguagem 6 Gcrmaillc sua época. as idéias do Neoclassicismo romances.~~. sem rima ou metro discernível como literatura de Stael? E assim que a questão do que conta desistir e con- Jane Eyre. da Escócia. a categoria da literatura se torna escorrepoemas que gadia: obras que hdje contam parecem fragmentos . identificavam que mas uma análise. um cientista "o que faz com que nós (ou alguma não a propriedades das dessa maneira. vermelha" começamos a pensar nas culturas não-européias. lham? Essa é uma pergunta teratura difícil. ou passatempos humanos? Agora.5 Robcrt Bronte Burns (1815-]855).~ .) !v1ulher de letras franco-suíça. sermões. Mesmo hoje. é claro. o q~~3~~L. a um livro publicado por uma baronesa francesa. que as ervas daninhas parQualquer pessoa que de uma erva não-danijá tenha se oferecido para ajudar a limpar as ervas daninhas de um jardim imensa" quer dizer não que muitos poemas e romances tratam do assunto mas que se escreveu muito sobre ele. peças e romances que os distinguem de conversas e autobiografias? histórica torna essa questão mais como pertencentes Essa conclusão é literatura?".se parece do que com "Meu amor é como uma rosa vermelha. se parece mais estritamente do que com um soneto. Ela simples"o que outras de. Os teóricos XVIII e. Sobre a Literatura Considerada em com ela. de Stael (1766-1817). Mas mesmo se nos restringirmos aos últimos dois séculos.T.um conJu'nto-éTe textos qu"eos árbitros c'úlfuráTs reconhecem à . ensaios ela foi um exemplo e do Romantismo. por exemplo. (N. as pessoas poderiam colocar perguntando a si mesmas como decidir e queiram saber outra partie quais não são. complexa. Durante vinte e cinco séculos as pessoas escreveram obras que mas o sentido moderno de literatura mal tem "textos escritos" ou "conhecimento que diz "a literatura sobre evolução de é dois séculos de idade. (N. Antes de 1800. uma definição "O que é literatura?" pede não goria mais ampla de práticas exemplares para interpretá-Ias. e um poema de Robert . se preocupar com a literatura. guras retóricas e suas estruturas Aos estudantes não se pedia procuos estusuas fiUma era alguém poderia. insatisfatória.a.um algo especial.que propósitos serve? Assim compreendida.tentador mais com uma canção folclórica qualidades partilhadas o Hamlet de Shakespeare. O sentido ocidental moderno de literatura como~?çütaLmaginatil[.) líricas. se torna cada vez mais difícil. 23 2Y .T. literatura. morais e políticos. transcrições é completamente perguntar Mesmo um pouco de perspectiva hoje chamamos de literatura. por poemas.digamos. Mas "O que é literatura?" características distingue atividades distintivas das obras conhecidas como literatura: estudavam sua gramática. as obras literárias.ade !r~~~.oemas e canç-ões autobiográficas. são. distintivo. mas é mais provável que já tecomo literatura que as obras literárias lutaram essa questão obra como a Eneida de Virgílio. de peças. no entanto. romancista Poeta nacional inglesa.~. digamos.~o:ied.

talvez. você teria de realizar investigações indesejáveis Stir vigorously and allow to sit five minutes.e um público práti- From a Logical PointofView. um jornal.T.) "Uma coisa curiosa sobre o problema ontológico é sua simplicidade. tastes good. um exemplo de 9 "Agite 7 "D. Isso. cuja relação com o verso colocaria We dance round in a ring and suppose. de que isso poderia ser poesia. vigorosamente Van Orman e deixe Quine descansar (1908-). que deixam claro o numa pági- que fazem? Suponha que tiremos uma sentença de um libreto de instruções. (N. de uma receita." (N. seria uma procurar quali- prática óbvia é que cria. por exemplo. Mas essa resposta não elimina que você encontre a pergunta. sobre a procura da natureza perda de tempo tentar investigar dades formais ou físicas distintivas plantas que são julgadas Iuga res. suas um interesse inclusive o da venda de um produto.T.9 Isso é literatura? Transformei-a em literatura ao extraí-Ia do contex- Talvez a literatura seja como a erva daninha.7 ma e exercitaria a imaginação: da Misericórdia". ser um poema: de W. como um cigalTo deve ser. exige reflexão. Muda-a para "o que está Suponha envolvido em tratar as coisas como literatura a seguinte sentença: em nossa cultura?" to prático de uma receita? Talvez. importa impressa muito onde você a encontra. Desse modo. like a cigarette na tentativa de estimular cansado. Mas essa sentença parece destacada de qualquer contexto co prontamente A curious thing about the ontological prob/em is its simp/icity. potencial bivelmente bem considerá-Ia sentenças em que a relação entre a forma e o conteúdo fornece matéria para reflexão.) :\0 :31 . Algo parece estar faltando: com os quais trabalhar. mas quando ela é oferecida plo. mas dificilmente feito. principalmente. O. mática. (N. familiares Poema de Robert FroSl (1874-1963). Quine'°.E. um anúncio. e a coloquemos na isoladamente: sua natureza botânica.nha e pode se perguntar uma erva daninha? se há um segredo. você pode enig- de manhã" parece ter mais chances de tornar-se O mesmo ocorre com Bem.:mçan. você olha em torno guagem familiares a você."Winston ficam cada vez mais enigmáticos imaginável. por cinco minutos. But the Secret sits in the middle and knows." (N. temática da filosofia. cercada pormªrgensintLmidadoras de silêncio. (como é o caso aqui) como um exempossibilidades entre os usos de linque adivinhe o seshould"8 . a sentença de abertura de um livro de filosofia.) defensor da análise construtivista sis- 10 Williard norte-americano. outras sentenças dos contextos daninhas são simplesmente de que poderia se tratar mesmo efeito tirando cresçam em seus jardins. segue um ritmo regular de sílabas fortes e fracas alternadas póse") cria a possibilidade literatura. a respeito dos tipos de por díferentes grupos em diferentes Em lugar disso. pedindo-nos gredo? Poderia ser um anúncio de algo chamado "Segredo"? Os anúncios muitas vezes rimam . Qual seria? Como se reconhece as plantas que os jardineiros da "daninheza não querem que Entretanto. aqui: o fato de essa sentença não a possibilidade conseguir o mas não poderíamos Bem.) que encontrou a poesia nos objetos c no caráter da Nova Inglatcna." Filósofo e lógico (N. imaginar um título a sentença Para transformá-Ia fica claro que o tenha você precisa. que tornam as plantas ervas daninhas. e o ("róund in a ríng and sup- fato de que ela rima e.) 11 8 "\Vinston é saboroso. poderia conce- um enigma. "O Segredo" ou "A Qualidade de sentença como "Um con- mas um fragmento o que é isso e como você sabe? muito feito sobre o travesseiro literatura da sorte chinês. essa sentença pode atrair que poderíamos chamar de literária: um certo tipo de atenção pelas palavras.!-os em círculo poeta norte-americano e supomosJ:-vbs o Segredo senta no meio e sabe". um proble- parece não ter os recursos em literatura. Algo assim ajudaria. As ervas sobre as ervas danidas ervas". o segredo é que não há um segredo.T. ter importância há um quebra-cabeças de literatura.T. Se você tivesse curiosidade nhas. Se essa sentença estiver como uma predição extraordinariamente buscando É porque seu malogro em ser qualquer coisa que não uma imagem numa tira de papel num biscoito convida um certo tipo de atenção. depois das primeiras duas palavras." Registrada dessa maneira numa página.

a sentença dará prazer. o princípio:cooperativo obscuridades nenhum sentido.Hll p. em última análise. E muitos dos traços da literatura advêm da disposição e não perguntar dos leitores de imediato de prestar "o que você atenção. A comunicação que os participantes gunto estão cooperando depende da convenção básica de uns com os outros e que.. no tribunal: divertirá caso a um amigo ou escrevendo algo diferente. Isto é. podem nos dizer sobre a a linguagem é propósitos. no caso das obras literárias. que protlloV(' "('Jn cações da linguagem cooperativo.o tipo de atividade "valer a pena" para seus que terá algum tipo de finalidade ou importância. produzir uma história um romance que parecerá digamos..l tipos é linguagem é também. removida de outros contextos.liur. "Você não respondeu à minha pergunta". de outras fIJn\'Ül'S l' propósitos. você perguntaria. é "hiper-protegido".HllOS. diferen~as Ob!~Jj"t~Látias_ººs_ outros te~tos de demonstração narrati'{-ª_Lg-':-l_~_~~[Lx?r u~. corresponder a uma certa idéia moderna atenção que. eles lutam atenção. de testemunhar Mas talvez a simplicidade depois de "simplicidade". mas em sua "narratividade". ilustrando. a pergunta essa linguagem? e dizendo algo relevante à minha pergunta. Em todo que pode dar origem ao tipo de ativi. um você está ou ou autor quer dizer mas o que o poema sigO que essa sentença faz? podem mar.upor.l" inlcrprcl<ltivas relevante complexidades '. aparentes.o fato de ele se interromper como se nada mais precisasse ser dito . mas se você con- siderar essa sentença como um poema. ratura" é umaetiqueta instlJJJ~["lª1 que nos dá motivo para esperar que os resultadoscJê noss'.confira implausível de simplicidade. Uma convenção histórias ou disposição ordenando que façam <lIgo.relações umas com as outras. presumo que você está cooperando. ao invés de imaginar para interpretar elementos não está sendo de comunicação A "Lite- como poderiam ser em outros contextos que zombam dos princípios outra de alguma de fala. sobre Jorge enquanto linha. Se eu perele é está to. Dcsl't('V('t . na literatura. isolada dessa forma. resenhados e reimpressos:para que -. "geralmente assente que você "o que você quer dizer?".lra potcnciais e procuram sentidos implícilos.. mesma: não o que o falante nifica? Como funciona Isoladas na primeira de poema e responder a um tipo de Se alguém dissesse essa sennão é exatamente a mente bastante simples. não reside na informação Quer esteja contando para a posteridade. junto de suposições e opcraçiks colocar em ação em tais textos. presumem Podemos agüentar muitas e irrelevâncias Os leitores sem presumir que isso não faz as complicomunicati- dade de interpretação associada com a literatura venho realizando aqui. proibitivas nas da coisa. portanrelevante. especiais de que. à e particularmente um nome proibitivo de "princípio cooperativo hiper-protegido" mas é real- interesse em como o que é dito se relaciona com a maneira como é dito. um propósito que d falante descontextualizada. algo das complexidades da ontologia. literárias podem ser vistas como membros levantar a questão de o que é uma coisa e o que é uma coisa ser curiosa. quc a elocução está seri<l dnalisar um conque os leitores podem no interesse meta comunicativa. as narrativas elocuções cuja relevância uma classe mais ampla de histórias. à afirmação caso.l~ .I "lil('t. as palavras "Uma coisa curiosa" aluno. Mas "coisa" na expressão "uma coisa curiosa" não é um objeto físico mas algo como uma relação ou aspecto que não parece existir da mesma maneira que uma pedra ou uma casa. como literatura cortada de pensamento primeiramente. ou escritor sensível a tal interpretação). é associada tença a você.S-Teítores se aproximassem deles com a certeza de que outros os haviam considerado bem construidos e "de valo( Assim. cooperando respondeu entendo sua resposta dando por a você se Jorge é bom aluno e você responde. Isto é.' de demonstração narrativa". eficiente têm. ser interpretada que a tornam ela própria. O que esses experimentos literatura? Eles sugerem. o que uma pessoa diz a outra é provavelmente pontual". processo de seleção: foram publicados. um contexto. essa sentença parece conseguir literatura.7 esforç~s-de leitura "valham a pena". e suas implicações. "O que é uma coisa?" é um dos problemas da ontologia. quando destacada de outros (embora deva possuir algumas qualidades Se a literatura ou susc:iL.Jl('nI. Ao invés de reclaposso concluir que você a a ser dito a de implicitamente e indicou que há poucá de positivo do contrário. hoje. menos que haja evidência convincente Agora. Por exemplo. ela pode que. alguma credibilidade mesma do poema . registrada dessa maneira.~. i1iq. os lcilotTS . A sentença prega a simplicidade ambigüidades mas parece não praticar o que prega. vo e. "textos para os ouvintes que comunicam está fazendo tentando ouvintes. de explorar incertezas quer dizer com isso?" :3:3 que surgiu da análise das inteiros) atende pelo (que vão de casos pessoais <l romances :t~ . a ciência do ser ou o estudo do que existe.

Estamos lidando não ostentam para as próprias estruturas lingüísticas. a "literatura" camos a linguagem: na qual colose registrada não é só um sua de maneiras nem toda sentença se tornará para atrair na página como um poema. é um ato de fala ou evento textual com outros tipos de atos fazer perguntas ou fazer promessas. produzir uma síntese.. que suscita certos tipos de atenção..T. mas deve. eSludiosoda anos depois em capoeira ciência da linguagem (N. poesia organiza o plano sonoro da linguagem contas.a repetição rítmica de sons em "burn . His rollrock highroad roaring down.'5 . Não há maneiras especiOu o nos leva a dar-lhe um tipo de a encontrar . em muitos casos.. tais como dar informação. transforma qualquer nada é mais altachamando-o e lHo que a lista telefônica.. brown . Podemos pensar as obras literárias como linguagem com propriedades duas perspectivas "Ele leu durante duas horas inteiras ou traços incorpora específicos e podemos pensar a literatura Jl~ t I(r:! :~i~ ~~~J ~(( como o produto de convenções e um certo tipo de atenção. distinguível atira-a na orga- nização da linguagem da linguagem usada para outros fins.) o vejo de com duas poética. para torná-Io algo com que que nos digam que algo é literatura? e. Temos uma estrutura perspectivas diferentes complicada aqui. por outro lado. que não damos aos jornais de um poema de Gerard nela tipos especiais de organização certamente to tem traços que o tornam que nos faz tratá-Io mente padronizado literatura de literatura: romance.13 não posso pegar meu velho livro de química não é apenas uma moldura literária A colocação em primeiro plano do desenho lingüístico ." ~/~~ c' \ t' .. o que leva os leitores a tratar algo como literatunum contexto que a identifica como literatuou ra: num livro de poemas ou numa seção de uma revista.assim você não pode se esquecer de que está lidanconfigurada de modos estranhos.." :H :3. E não podemos transformar de linguagem In coop and in coomb the fleece of his foam Flutes and low to the lake fal/s home. sem qualquer A literatura.assim como as combinações que estamos lidando verbais incomuns tais como "rollrock" com linguagem organizada deixam claro a atenção Por um lado.. se cruzam. road roaring" . Na 1.. Nenhuma das com sucesso a outra e devemos nos movida literatura: com cada um. ra é que eles a encontram A LITERATURA COMO A "COLOCAÇÃO PLANO" DA LINGUAGEM Muitas vezes se diz que a "Iiterariedade" que torna a literatura é linguagem estranha. a literatura tipo especial de linguagem. levar em conta a outra. mentar para lá e para cá entre uma e outra. mas não parecem e cai embaixo no lago. biblioteca livraria.((~~4 f~ . Contrasta de fala. os leitores não perce- J 1 Gerard r'vlanley Hopkins poemas foram (1844-1889).T.) ondulante que se sobrepõem."Veja! Em particular. pois muitas obras literárias diferença em relação a outros tipos de linguagem: funcionam especiais devido à atenção especial que recebem. Mas também é verdade que. e em ravina 13 "Esse queimado sua espuma/ pregueia sombrio. cujas pela primeira eqüinoJ em 1918.. Mas temos um outro quebra-cabeças ais de organizar atenção a linguagem fato de sabermos que algo é literatura reside. horseback brown.29 ribomba! de sua mortc.. no final. Mas... torna-a EM PRIMEIRO maior parte do tempo. Literatura plano" a própria linguagem: Sou a linguagem!" do com a linguagem temos de ajustar que "coloca em primeiro em você . Examino cinco pontos que os teóricos levantaram a respeito da natureza você parte de uma perspectiva treinamento. conseqüentemente. seu caminho (N. poderíamos concluir.. Aqui está o início Manley Hopkins12 chamado "Inversnaid": This darksome burn. a aqui. publicados marrom Poeta inglês do final do século vez apenas XIX. sobretudo. rollrock . da não necessariamente simplesmente literário e sentidos implícitos? A resposta deve literário organizaem como estar no fato de que ambos os casos ocorrem: às vezes o objemas às vezes é o contexto Mas linguagem altamente algo em literatura: fragmento como literatura.

bem o desenho lingüístico

a menos que algo seja identificado

como literaO ritmo dessa o ritmo faz

Ike.15

Aqui, através de um jogo de palavras, o objeto de que se gosta (lke) no ato (like): como podeem like?

tura. Você não escuta quando está lendo prosa padronizada. sentença, você descobrirá, dificilmente do do leitor; mas, se uma rima aparece

e o sujeito que gosta (I) estão ambos envolvidos Através dessa propaganda, na estrutura diferentes

é um ritmo que surpreende o ouvide repente, ela transforma da literariedade,

ria eu não gostar de Ike, quando I e Ike estamos ambos contidos mesma da linguagem. é mais provável

a necessidade de gostar de Ike parece inscrita Assim, não é que as relações entre mas as que procuremos e exploremos sejam relevantes apenas na literatura e, tentando

em algo que você ouve. A rima, marca convencional texto é enquadrado geral, ignoramos. como literatura,

com que você repare no ritmo que estava ali desde o começo. Quando um ficamos dispostos a atentar lingüística para o que, em desenho sonoro ou para outros tipos de organização

níveis de linguagem

que, na literatura, a contribuição integração,

relações entre forma e sentido ou tema e gramática harmonia, tensão ou dissonância.

entender

que cada elemento traz para o efeito do todo, encontremos sobre a literariedade que enfocam a colocação em

As explicações

-

2. LITERATURA

COMO INTEGRAÇÃO

DA LINGUAGEM

primeiro plano ou a integração da linguagem

não fornecem testes através como a maioria das

dos quais, digamos, os marcianos pudessem separar as obras de literatura ,de outros tipos de escrita". Essas explicações funcionam, asserções sobre a natureza da literatura, aspectos da literatura para dirigir a atenção para certos

~ratura é linguagem na qual os diversos elementos e c~~s do texto entram numa relaçãà complexa. Quando recebo uma carta pedindo uma contribuição para uma causa nobre, é improvável que eu

que elas afirmam ser centrais. Estudar algo como a li-

ache que o som ecoa o sentido, mas em literatura há relações - de reforço ou contraste e djsson~_QJ::i,L entre as estruturas de diferentes níveis lingüísticos: temáticos. entre som e sentido, entre organização Uma rima, ao juntar os seus sentidos duas palavras gramatical e padrões [suppose (supõe)jknows

teratura, essa explicação nos diz, é olhar sobretudo a organização de sua linguagem, não lê-Ia como a expressão da psique de seuã~ flexoaasociédade --~_ ....
-

_._-------~
que a produiiü:---

-

(sabe)], relaciona de literatura. em primeiro literatura,

("saber" é o oposto de "supor"?). Mas

fica claro que nem (1) nem (2) nem ambos juntos fornecem uma definição Nem toda literatura coloca a linguagem literatura. em primeiro plano como sugere (1) (muitos romances não o fazem), e a linguagem plano não é necessariamente que os trava-línguas colocada

3. LITERATURA

COMO FICÇÃO
atentam para a literatura A obra literária que inclui (um público de modo

Uma razão por que os leitores diferente lingüístico uma relação que chamamos que projeta acontecimentos

Raramente se pensa linguagem são muitas podem Roman da linda
Ilike
I"

é que suas elocuções têm uma relação especial com o mundo de "ficcional': implícito é um evento atores, forma um mundo ficcional falante, que toma

(Peter Piper picked a peck of pickled peppers14) são os expedientes lingüísticos

embora chamem atenção para si próprios enquanto em primeiro mais

e enganem você. Nas propagandas, vezes colocados ser integrados guagem campanha

e um público

plano de modo até mesmo mais espalhaníveis estruturais teórico, poética" Um eminente

através das decisões da obra sobre o que deve ser explicado supõe que o público imaginários cionalidade cionam
15 "Eu

e o que se

fatoso que nas letras das canções e diferentes imperiosamente. Jakobson, cita como seu principal presidencial americana

saiba). As obras literárias

se referem a indivíduos Finn), mas a fic- '-',
,

e não históricos não se limita

(Emma Bovary, Huckleberry

,,~,

exemplo da "função

a personagens e acontecimentos. da linguagem de elocução, tais como pronomes
Lingüista russo. autor de LinRüísrica

OsCóéíficos>\ que se rela(eu, você) ou

não um verso de um poema lírico mas um slogan político de Dwight D. ("lkeH) Eisenhower:

como são chamados,

traços de orientação

com a situação
de Ike",
J

gosto

Roman

Jakobson. 6 funções

e COlnu!1ica(,'üo por um dos fatores envolvidos

14 "Peter

Piper pegou

uma porção

de picles

de pimenta." tigres",

Um exemplo

de trava-línguas

em portUgll~S seria

"O rato

CultrixlEDUSP, na comunicação

969]. que propõe (N,T.)

da linguagem.

cada uma determinada

roeu a roupa

do rei de Roma",

ou "três tristes

(N.T.)

verbal.

:16

:37

advérbios de tempo e lugar (aqui, ali, agora, então, ontem, amanhã), funcionam gathering publicação, de modos especiais swallows twitter na literatura. Agora, num poema ("now ... em in the skies"lG), se refere não ao instante

principalmente

as atitudes

de um falante

ficcional,

esboça um modo de

vida passado, ou sugere que a amizade e os prazeres simples são o que há de mais importante Interpretar para a felicidade humana. de Hamlet é, entre outras coisas, uma questão de decidir se ou dos dilemas de homens da Renascença que das mudanças as literárias) na concepção afetam do eu, ou das da com-

que o poeta escreveu a palavra pela primeira vez, ou ao momento de sua mas a um tempo no poema, no mundo ficcional de sua ação. E o "eu" que aparece num poema lírico, tal como o "I wandered lonely as a cloud ..."17, de Wordsworth18, também é ficcional; refere-se ao falante do poema, que pode ser bem diferente do indivíduo empírico, Wílliam ligações Wordsworth, que escreveu o poema. (Pode ser que haja fortes em algum momento

a peça deveria ser lida como uma discussão, digamos, dos problemas principes dinamarqueses, estão vivendo a experiência (inclusive

relações entre os homens e suas mães em geral, ou da questão de como as representações o problema preensão de nossa experiência. O fato de haver referências à Dinamarca

entre o que acontece com o falante teceu com Wordsworth notoriamente,

ou narrador do poema e o que aconde sua vida. Mas um poema E,

ao longo da peça não significa que você necessariamente

a lê como sendo

escrito por um homem velho pode ter um falante jovem e vice-versa. quando narram a história, podem ter experiências bastante diferentes daqueles de seus autores.) Na ficção, a relação entre o que os falantes autor é sempre uma questão relação entre os acontecimentos curso não-ficcional como considerá-Io: explicitamente referência geralmente de interpretação.

os narradores de romances, os personagens que dizem "eu" e emitir juízos que são dizem e o que pensa o O mesmo ocorre com a que diz a você

sobre a Dinamarca; essa é uma decisão interpretativa. Podemos relacionar Hamlet ao mundo de diferentes maneiras, em diversos níveis diferentes. A ficcionalidade da literatura separa a linguagem de outros contextos nos quais ela poderia ser usada e deixa a relação da obra com o mundo aberta à interpretação.

narrados e as situações no mundo. O disestá inserido num contexto

4. LITERATURA

COMO OBJETO ESTÉTICO
da literatura lingüística, discutidas até agora - os níveis suplepráticos de

um manual de instrução,

uma notícia de Jornal, uma da ficção, entretanto, a ficção. A Se eu disser e identificará da elocução oito da noite). um das obras literárias As características

carta de uma instituição ao mundo

de caridade. O contexto uma propriedade

deixa aberta a questão do que trata realmente não é tanto pela interpretação.

mentares de organização

a separação de contextos

elocução, a relação ficcional

com o mundo - podem ser Juntadas sob a Estética é historicamente

quanto uma função que Ihes é conferida a um amigo, "Encontre-me indicadores ("amanhã" espaciais significa amanhã", ele (ou ela) considerará e temporais 14 de janeiro

rubrica geral de função estética da linguagem.

para jantarmos a partir

no Hard Rock Café às oito do contexto

isso um convite concreto de 1998, "oito" significa

o nome dado à teoria da arte e envolve os debates a respeito de se a beleza é ou não uma propriedade objetiva das obras de arte ou uma resposta subjetiva Para Immanuel dos espectadores, e a respeito da relação do belo com
Kant20,

a verdade e o berr:l,_ o principal teórico da estética ocidental moderna, de transpor a distância entre o mundo a estética é o nome da tentativa

Mas, quando o poeta Ben Jonson19 escreve um poema "Convidando amigo para a ceia", a ficcionalidade mundo uma questão de interpretação: e temos de decidir se consideramos
"agora ... andorinhas em bando chilreiam nos céus. 17 "Eu vagava solit,írio como uma nuvem." (N.T.)
16 ] S \Villiam \Vordsworth (1770-1850). Poeta inglês, um dos fundadores do Romantismo com seu livro

dessa obra torna sua relação com o o contexto da mensagem é literário o poema como algo que caracteriza

material e espiritual, entre um mundocrefOrça~-e-;;g-;;jt~des e um mundo dêcOnceTtos. Objetos estéticos, tais como as pinturas'ü'u--ãs obras literárias, com sua combinação de forma sensorial (cores, sons) e conteúdo espiritual (idéias), ilustram a possibilidade de juntar o material e o espiritual. Uma obra

Lyrical
20
Il11l11anuel

Sal/ads. de 1798. (N.T.)
19 Ben Johnson (1572-1637). Poem. ator e dramaturgo inglês
FolJw!1e

Kant (1724-1804). ~tica e estética e idealismo.

Filósofo influenciou (N.T.)

c metafísico

alemão,

cuja obra abrangente posterior.

e sistemática

sobre

a teoria do escolas

contcmport1nco

de Sh3.kcspearc

c autor de uma das

conhecimento, alemãs

enormemente

a filosofia

particularmente

as várias

mais conhecidas comédias satíricas do teatro inglês.

(1606). (N.T.)

do kantismo

:~8

:w

she walks, treads on the ground"21. O poema tem significado cialmente postas em parênteses ou suspensas, exorta os leitores a considetradição que o torna possível. Agora, como ler um poema como literatura poemas, comparar e contrastar modos como os outros operações da imaginação reflexividade" fazem sentido,

em relação à a outros com os com as

rar a {literária inter-relação entre forma e conteúdo.outras funções comunicativas inié um objeto estético porque, com Os objetos estéticos, para Kant e outros teóricos, têm "uma finalidade sem fim". Há uma finalidade em sua construção: são feitos de modo que pela obra, não de suas partes ou persuadir. reside em sua nas histórias suas partes operem conjuntamente algum propósito para algum fim. Mas o fim é a própria nifica que conside-

é relacioná-Io

o modo como ele faz sentido

é possível ler os poemas como poética. Aqui encon-

sendo, em algum nível, sobre a própria poesia. Eles se relacionam poética e da interpretação tramos uma outra noção que é importante da literatura.

obra de arte, o prazer na obra ou o prazer ocasionado externo. Em teLrll()~_práticos, isso mas não considerar rar um texto como literatura ~ para o efeitoerc;tõdo é indagar sobre a contribuição nos informar cuja relevância

na teoria recente: a da "autode representar e dar forma

Os romances são, em algum nível, sobre os

a obra cõmo-se~ri-aôprTn'éipaT~

romances, sobre os problemas e possibilidades e sentido à experiência.

menréCTéstlnadãããÚii'girarg-Um'fim,tal~()mo Quando digo que as histórias s'aõelócuções "narratividade", (qualidades ser facilmente não-literárias. estou observando vinculado a algum que podem torná-Ias a qualidade

Assim, Madame Bovary pode ser lido como uma que ela lê quanto o próprio romance

sondagem das relações entre a "vida real" de Emma Bovary e a maneira como tanto os romances românticos de Flaubert22 conseguem que a experiência faça sentido: Podemos sempre indagar, a respeito de um romance (ou poema), como o que ele diz implicitamente sobre fazer sentido se relaciona com o modo como ele próprio empreende a tarefa de fazer sentido. literatura é uma prática na gUcll os autores ~er rs:novar a literatura e, desse modo, é sempre implicitamente
________ ~ "'••• '_" ,M_~ __ ...,.,...,." •..••••....

que há uma finalidade boas histórias) propósito afetiva externo

mas que isso não pode e, dessa maneira, mesmo as das histórias,

estou registrando

estética,

Uma boa história

é narrável, atinge os leitores ou ouvintes ou incitar, pode em

como algo que "vale a pena". Ela pode divertir ou instruir

1:

ter uma gama de.,~feitos, mas você não pode definir as boas histórias geral como sendo aquelas que fazem qualquer uma dessas coisas.

avançar ou. uma reflexão
-.___..., ••• _

~?bre a própria literatura. Mas, mais uma vez, descobrimos que isso é algo que poderíamos dizer a respeito de outras formas: os adesivos de párachoques, como os poemas, podem depender, quanto a seu sentido, de adesivos anteriores: "Nuke a Whale for Jesus!" não faz nenhum sentido sem "No Nukes", "Save the Whales", e "Jesus Saves", e certamente ia dizer que "Nuke a Whale for Jesus!"23 é realmente pára-choques. são, finalmente, A intertextualidade um traço definidor e auto-reflexividade poder-senão que

5.

LITERATURA COMO AUTO-REFLEXIVA

CONSTRUÇÃO

INTERTEXTUAL

OU

sobre adesivos de da literatura

Teóricos recentes argunlentaram repetem, contestam, transformam.

que as obras são feitas a partir de que elas retomam, Essa noção às vezes

outras obras: tornadas possíveis pelas obras anteriores nome imaginoso de "intertextualidade': siderá-Io como um evento lingüístico

mas uma colocação em primeiro plano e de questões sobre representação a estrutura

é

conhecida

pelo

de aspectos do uso da linguagem

Uma obra existe em meio a outros é conque tem significado em relação a

podem também ser observados em outros lugares. Em cada um desses cinco casos, encontramos que men-

textos, através de suas relações com eles. Ler algó como literatura

outros discursos: por exemplo, como um poema que joga com as possibilidades criadas por poemas anteriores critica tradição a retórica política mistress' eyes are nothing ou como um romance que encena e usadas na de seu tempo. O soneto de Shakespeare, "My like the sun", retoma as metáforas

21 "Os olhos de minha amada não são como o sol! Mas nenhuma dessas rosas vejo em sua face/ quando ela caminha, pisa no chão." \Villiam Shakespeare (1564-1616). Além das tragédias, comédias e peças históricas, Shakespeare se notabilizou por UIl1l1 coleção de 154 sonetos em que o eu poético medita sobre o tempo, a beleza e a mudança e celebra o amor e a amizade, principalmente. (N.T.) 22 Gustave Flaubcrt (l82J - J 880). Romancista francês, um dos mais importantes da escola realista e mais conhecido por sua obra~prima Madame Bov<1ry,um retrato realista da vida burguesa, que lhe valeu um julgamento por imoralidade. (N.T.) 23 "Bombardeie uma baleia em nome de Jesus!"; "Não às bombas nucleares"; "Salve as baleias" e "Jesus salva". (N.T.)

da poesia amorosa e as nega ("But no such roses see I in her

cheeks") - nega":as como uma maneira de elogiar uma mulher que "when

40

41

pois a outra coisa que aprendemos cinco casos é que cada qualidade da literatura mostra não ser um traço definidor. O que é a literatura realizar tudo isso? Uma coisa que é crucial exemplaridade em açâo na literatura.Hamlet. há resistência cima disso. Uma obra literária vas ou a conseqüências para isso quejá surgiu dos pequenos experimentos difícil transformar ela se apresenta como. Finalmente. surgiu c()Ql9. priedades das obras literárias. queas obras de literatura a criar comunidades os romances . são convidados 4:3 os relegava a uma posição subordinada. Transformada-"em ela enc()rregou-sc da grandeza da Inglaterra dos num empreendimento podia se contrapor economia capitalista. Parece que nenhuma englobar qualidades razão-chave a outra de modo a tornar-se da literatura à linguagem mas em última análise. traços que as marcam como literatura. na linguagem. ticular de atenção. O que os teóricos fizeram foi refletir sobre a lisobre as funções "literatura" desemde como uma categoria sociais e políticas que se pensou que algo chamado do século XIX.cionei acima: estamos lidando com o que poderia ser descrito como pro- deza nacional. trabalhar pode residir expectativas na tensão temos que trabalhar lingüístico em geral do que especificar com isso. proporcionar Ela iria ao mesmo um senso de gran- tempo ensinar apreciação desinteressada. inglesa como potencialmente aberta mas limitada. Benedict Anderson argumenta. combinadamente.t. universais é à qual os súa aspirar. Comecei este capítulo de que a teoria literária aquilo de que são exemplares.é caracteristicamente a leríamos?). Quando tratamos algo como literatura. da interação a "Iiterariedade" tritas elas descrevem ou iluminam. instigante.ul1la idéia n()s colôriiásdo agradeciela vaque. e de envolvl'-Ios civilizador em princípio aberta a todos que podiam ler a língua. de alguma maneira. funcionar como um substituto da religião.ae"inslruçã() -diyelsasJJJ-D.um . ao egoísmo oferecendo e materialismo às classes médias e aos aristocratas uma baliza na cultura e dando aos trabalhadores enredos e temas da literatura promover uma comunidade ditos nas colônias britânicas. aceitando como um traço importante já que pode ser enconnas décadas entre obras dessa forma. criar um sentimento de camaradagem entre as classes e. ao mesmo tempo que convidam todos os leitores a se envolverem e personagens.J2QE!arlts:. uma possibilidade os romances. postulação de.. lores alternativos materialmente.. morreram em circunstâncias cem insatisfatórias. uma obra de história política que se como teoria. convencionais do leitor a respeito do que é literatura. literárias teratura e não-literárias. "filtra-se silenciosa e continuamente na realidade. mas simultaneamente a história que se pensava que pudesse é uma estrutura de um personagem especial de ficcional: . Mas oferecer universalidade a linguagem. ~ literatura penha. 4~ . que parecia também com o que poderia ser visto como os resultados de um tipo parao consideráconsegue As objetiHá uma de pensaabrangente. ou jovens introspectivos.. os poemas e as peças se recusam a explorar nas situações e pensamentos de seus narradores trada em ação em outros usos da linguagem.daí a facilidade com que leitores e críticos passam a falar sobre a "universalidade" da literatura. em Imagined Communities: Reflections on . criando aquela confiança registrada notável da comunidade no anonimato que é a marca falantes. observando com os nossos é mais fácil para os leitores não responder. uma função que atribuímos Ia como literatura. É resiste aos enquadramentos num poema procuramos em e as Mas da literatura o dístico "We dance round a ring . A estrutura das obras literárias "condição é tal que é mais fácil considerar humana" que elas nos contam que categorias sobre a mais res- mento do início deste capítulo. das duas perspectivas uma perspectiva não mais ser capaz de manter a sociedade unida. implicitamente. Na das nações modernas". exemplo . Em sua digo isso com cautela.. que impomos. identificada obscuras? Como todas essas respostas parede universalidade. particularidade. No plano doméstico. por não podem ser reduzidas a propriedades de maneiras de enquadrar A linguagem a linguagem. por exemplo. ou ou pessoas cujos pais entre o material homens da Renascença.tif2Q especiãrde"'escrTtã-encarregada ~-~t~"ITi.6es. Apresentar imaginada os personagens.particularmente através de sua limitada mas 80 e 90 deste século não teve como foco a diferença histórica e ideológica. escreve Anderson. pela nova the Origin and Spread of Nationalism." quando numa previsão de um biscoito da sorte ou "Stir vigourously". Na Inglaterra ~~ffi!eJ~.ajudaram nacionais . e apelo a. Hamlet é apenas sobre príncipes. uma comunidade ampla deleitores. exemplar (por que outra razão se recusa a definir o arco ou escopo daquela exemplaridade . tornou influente e se dirigir a todos aqueles que podem ler teve uma função nacional poderosa. Império Britânico. Qualquer conjunto de textos que pudesse realizar tudo isso seria realmente muito especial. de dar aos n()tivos um() apreciação como participantes fomentados histórico. padrão e coerência. "A ficção".

:lIlcc Richardson Pwnela. quanto mais se enfatiza pode ter uma função mundo oferecida importante. se é que vão encontrá-Ia. ou crer/o. na pior. (N. definido não por uma situação social e interesses mas por uma ratura é um instrumento um conjunto de histórias que seduzem os leitores para que aceitem os arranjos hierárquicosda cidade. o espaço de padrões de gosto e comportamento dos cenários problemas éticos são resolvidos e as personalidades A literatura como ela funciona como uma prática social. ou partido. dessa sociais e políticas que poderiam através do diálogo com os pensamentos e elocuções daqueles que são líderes intelectuais da raça. nacional: a universalidade afirmar da literatura. Descobrimos que nenhuma diferença de classe. Promove o caráter desinteressado. o arco estreito de isso sem discussão. ajuda a nos tornarmos sujeitos liberais através do exercício livre e desinteressado de uma faculdade imaginativa que combina saber e julgamento gumento rida ao julgamento. Essa visão da literatura como um objeto estético que poderia nos tornar "pessoas melhores" se vincula a uma certa idéia do sujeito. por exemintensa e tocante. opostas. Ou a literatura subjetividade individual (racional idade e moralidade) concebida como essencialmente livre de determinantes sociais. encorajando de complexidades é o lugar onde a ideologia é exposta. 25 A referência pelo inglês professor da Universidade de Oxford. sobretudo. do alarido e tumulto da vida inferior de cuidado e ativir/ui/c c r/elwte do homem. revelarepresenta. promovendo de camaradagem. poderia civilizar não apenas as classes mais baixas mas também os aristocratas e as classes médias. e há muito tempo se credita aos romances deixar as pessoas insatisfeitas com as vidas que herdam e ansiosas por algo novo quer seja a vida nas grandes cidades ou uma aventura amorosa ou a re- todos podem se encontrar e divagar em Não surpreende essa concepção que discussões teóricas c tcnham -t-t recentes tenham criticado a mistifi- 24 Crítico marxista inglês. ao tornar isso visível. da como algo que pode ser questionado? A literatura plo. o qual os teóricos passaram a chamar de "sujeito o indivíduo liberal". publicado de literatura enfocado. histórias aceitam sem discussão que as mulheres devem encontrar sua felino casamento.T. Platão baniu os poetas de sua república ideal porque eles só poderiam fazer mal. ensina a sensibilidade o sentimento e as discriminações sutis. A litesociedade? Se as que são extremamente ideológico: é vista como um tipo especial de escrita que. ela encoraja o distanciamento lado. de uma maneira potencialmente opções historicamente vanta a possibilidade oferecidas às mulheres e. argumenta- foram atribuídas funções diametralmente se. elas trabalham contingentes. produz identificações dessa maneira sustentava que uma complexa oscilação entre as "propriedades" e a atenção que realça essas propriedades.realidade. mais ela cação que busca distrair oferecendo-Ihes os trabalhadores da desgraça de sua condição aos trabalhaalgumas barrias asserções a universalidade da visão de e. se aceitam as divisões de pode para legitimar arranjos históricos classe como naturais e exploram a idéia de como a serviçal virtuosa casar com um lorde's. mais acesso a essa "região mais alta" . induzindo leitores a examinar a conduta [inclusive a sua própria) como o faria um forasteiro ou um leitor de romances. a literatura o questionamento foi vista historicamente da autoridade apreciação da complexidade existe.) aqui é ao rom.) -t. solitárias a mente em questões éticas. asserções contrárias sobre a relação da literaencoraja a leituproduzir ou a como que a literatura com homens e mulheres de outras condições.afirma o arsem uma coros -.) . há uma região serena e luminosa comum.+0.T. desligado de propósitos práticos e induzindo tipos particulares de reflexão e identificações. nosso coração passa a bater de acordo com o sentimento de humanidade universal. A literatura a consideração envolvendo faz isso . Os teóricos sustentam se opõe às atividades como modo de se ocupar do mundo e. Mas. lede não se aceitar plausíveis: que a literatura é um instrumento asserções são completamente ideologia e que a literatura novamente encontramos potenciais da literatura Também encontramos ra e as reflexão forma. mudança. texto fundador do romance inglês. por outro perigosa: ela promove e. por/c r/estruir o poder do gênio de encantar e instruir e que. O objeto estético. Ambas as é o veículo de Aqui para sua anulação. difíceis de reconciliar. acima da fw))aça (' da agitaçôo.atirando quando exploramos por Jane Austen torna a Inglaterra morais e circunstâncias um lugar realmente sociais nas quais os são formadas. na relação correta. (N. Em 1860. um educador tura com a ação. ou virtude recompensada. encontram'os argumentos À literatura muito especial. como diz Terry Eagleton2\Mas sobre o que faz a literatura. a passividade e a aceitação do que e dos arranjos sociais.. Samuel em 17. da verdade O/1C/C Na melhor das hipóteses. dores alguns romances a fim de evitar que eles montem cadas.

Os poetas e tradutores C/(. ir além delas.T. um "best-seller" tural. em Historicamente. escritores e Fi!l!1egans 981) e de Shame épico As invenç6es lingüísticas de Fhllll!gans Augusto H'ake tornam e I-Iaroldo um empreendimento e publicaram que (1608-1674). promover o que consideram ser os métodos críticos mais peros aspectos mais básida literatura. as virgens sâo belas. Promovendo identificação através das divisões de classe. tirada within são ousados . podia fazê-Ia sem sentido.) (N. do século XX.za na cultura que pode compensar de variadas maneiras. a reflexão de análise desses discursos. autor de (N. e contista irlandês conhecido (1914).T.) no que contribuiu bastante para fomentar Autor contra do coração juntamente seus momentos de iluminação 27 I'v1arquês de Sade (1740-1814). ao dizer o que é literatura.T. ajudou a criar uma mudança repentina a escravidão. com contista c jornalista russo. imaginar alguma ficção diferente e monstruosa.produzir algo que parece um é uma instituição que vive se Volto.T. Assim. que tornou papel desempenha diversidade possível a Guerra Civil norte-americana. Romancista o sentinlento erótica 30 Fiador negros romance 31 Jamcs Dostoievski (1821-188 humano 1). a Os de sátira e paródia.mas é também zombar dessas convenções. que procuraram parodiar crença.\· (1922) sua traduçilo XX. que causou tanto escândalo devido a seu uso de nomes e motivos sagrados num contexto é a possibilid<'lde de exceder ficcionalmente e escrito anteriormente. com o fato de que poderiam de Salman Rushdie'B.' de Campos Perspectiva. que busca mais importantes entre poucos mentos outras obras. escrevermos de modo diferente. perante inglês. Autor de Joyce (1882J Crime e Casrigo (1866) e de Os Innii. 1986].+ 1). eu sugeri anteriormente.T. A literatura é uma instituição paradoxal porque criar literatura é es- sua época. Romancista. Dos romances do Marquês imaginar o que aconteceria num mundo em que a ação seguisse uma natureza concebida Versos Satânicos a literatura literatura maneira como apetite sem limites. (N. cuja sondagcm exerceram psicológica uma profunda dos cantos mais influência (N. às pratiassim é o ruído da cultura raça.) Paraíso Perdido (1667). no Capítulo 7. crimes. Isso é central para o que é literatura: pode ridicularizar. Romancista do século foi um dos \Vake (19. de Deus os homt:ns". a questão "o é manter diante de leitura tinentes e descartar os métodos que negligenciam cos e distintivos que é literatura?" tem importância Para qualquer coisa que parecesse fazer sentido. que levantasse cultural": fundir um romance com a História ou a mensagem num biscoito da sorte com um poema. ajudando-o a se entrosar com pessoas de status social mais alto. os livros podem promover um "sentimento agudo de injustiça que torna possíveis as lutas a resistência radagem" que desencoraja a luta. transformá-Ia é a atividade de uma elite cultural A literatura vezes de "capital e é o que se chama às dá a você uma bali- porque a teoria ressalta a literariedade práticas aprender sobre literatura dos textos de todos os tipos. A Cabana credíta-se às obras de literatura a produção da mudança: de sentimentos contra e gastos. e seus efeitos: que a complexidade e com os personagens e narradores liteobservar sobretudo e prática social. mas porque os críticos e teóricos esperam.os KaI"Wnll?01' (1879-89). Mas a literatura não pode ser reduzida fornecedora a essa função social conservadora: dificilmente ela é a ao do a suspensão da exigência de inteligibilidade dos meios de expressão e a sobre as implicações de "valores familiares" mas torna sedutores todos os tipos de Deus no Paraíso Perdido de Milton'9 e filantropa popular norte-americana. formal. ao termo autora (N. que deu origem sadismo. nos por ter alcgadamente foco de uma controvérsia 29 John i\·lilton os caminhos blasfemado contra Autor o Islã em seu romance ainda Satânicos Seu caso tornou-se (1983). afinal de contas. baseada na possibilidade qualquer ortodoxia. ir além dela.T. gênero. soneto ou que segue as convenções do romance . nação e idade.e do absolutamente Wake de James "Eins não condemolidor. É uma escrita que exige uma leitura e envolve os leitores nos problemas de sentido.) "justificar iraniade A Cabana atenção em como o sentido se faz e o prazer se produz.) ! 46 47 . A literatura de expor e criticar seus próprios limites. Ela estimula calidades dos ganhos como sua informação.39). A literatura É uma força entrópica assim como um capital cul- do Pai Tomás. Autor de DuhlinelJ. a a questão de sua legitimidade e adequação. a literatura é ao mesmo tempo o nome do absolutamente convencional . mas também podem produzir um senso progressistas. trazidas à luz pela literatura: . da revolta de Satã contra 26 fbrriet Pai Tomás. líderes (1988).moon rima com June and swoon. 28 Salman Rushdie (1947-). por Raskolnikov no Crime e Castigo de aos valores capitalistas. traduziram II frap. de literatura anglo-indiano. Poeta condenado de Midnight's à morte por importantes Os Versos Children (J 9. No contexto da teoria recente. como em do Finnegans Joyce3l: o que quer que você imagine. os cavaleiros sentenças como esta. ao problema da identificação a identificação deveríamos rários? Por enquanto. de testar o que acontecerá da literatura como instituição aqui. desse romance em PWJolwntl FilllwgalJs H'tlke [São Paulo. de Harriet Beecher Stowe'G.\·o entre outros. como recursos imediata.volução. por sua experimentação Ufisse. de cama- assassinato de uma velha cometido DostoievskiJ('. Romancista internacional. em que os leitores têm de lutar para captar o sentido. a escravidão.) religiosos (N. (Elizabeth) Bccchcr Stmve (1811J 896). o que foi pensado de uma a space and a wearywide space it was er wohned a Mookse': A questão "o que é literatura?" porque as pessoas estão preocupadas surge. valor. é uma instituição literária de Sade27. um poema ousaram enfrentar. Refletir sobre a literariedade de nós. O que temos de dizer a obra crever de acordo com fórmulas existentes .

indústrias Em princípio. em cultura. damentalmente dos quais ele não pode ir. O trabalho na área de estudos culturais. na luta livre. as regras da Estudos culturais é a prática de que o que chamamos resumidamente de "teoria" é a teoria. Alguns professores de literatura podem ter se voltado de Milton para Madonna. no sentido No boxe. O que está havendo? O que está acontece. Ao analisar as práticas culturais. enquanto que. culturais são de da num mundo diversas e misturadas. e a constituição de sujeitos que ela se baseia em construções sociais. venções diferentes: enquanto interessado em desmistificar mostrando o que. Mas que tipo de inclusão é essa? Há ganham novo poder e de discussão aqui.ndo aqui é "estudos culturais". e tão difícil dizer que os dois and3m juntos: é a teoria e estudos culturais encenam bombasticamente papéis estereotipados. como observei no Capítulo de sentido". como cultura disciplinar a prática. como convenções que aumentam . você pode ver que há conse comportam que os lutadores livres se contorcem de que designam em agonia e limites além o estudos culturais. algo que o campo dos interé Poder-se-ia 1. turais incluem e abrangem como uma prática cultural uma boa quantidade jeto amplo no interior então. e estudos culturais? 3 iteratura e Estudos Culturais Mas qual é a relação entre estudos literários sua concepção mais ampla. examinando mídia e corpo rações multinacionais. precisamos de um pouco de conhecimento sobre o desenvolvimento dos estudos culturais. de definir quanto "teoria" a própria com o boxe. seja tão confusamente "teoria".ft) . com a gordura.fX luta são externas ao certame. Os estudos culturais modernos têm uma genealogia dupla. e suas implicações os boxeadores no sentido mais amplo. particularmente no mundo moderno: como as produções culturais construídas comunidades e organizadas. Barthes está especialmente a parecer natural. realiza breves "leituras" de uma gama de atividades culturais. venções subjacentes livre profissional atingidos. operam e como as identidades para indivíduos e grupos. específica. a teoria não é a teoria da lia produção humanos teratura. que tratava a cultura (inclusive a literatura) como uma série de práticas cujas regras ou convenções deveriam ser descritas. Se você comparar estoicamente gentes. shakespearianos que com especialistas em realismo que trabalham percepção? Ou os estudos culturais irão engolir os estudos literários e destruir a literatura? Para compreender o problema. as regras estão fun- se queixam da "alta teoria".não ser responsabilizado pelo corpus infinito e intimidador de teoria. identidade. de lutas livres profissionais e propagandas de carros e detergentes a objetos culturais míticos como o vinho francês e o cérebro de Einstein. ele identifica passa continas cona luta quando "serial killers". Mitologias (1957). a resposta e representação da . Se você tivesse de dizer o que a "teoria" seria algo como "práticas experiência. de poder do Estado. uma importante atividade nas humanidades na década de 90 deste século. depende profundamente dos debates teóricos agência de que trato sobre sentido. Os estudos culturais do qual os estudos literários Professores de francês que escrevem livros sobre cigarros ou sobre a obsessão dos norte-americanos analisam a bissexualidade. E é surpreendente t31 como se desenvolveu. Alguns praticantes dos estudos culturais mas isso indica um desejo compreensível . de dentro do certame. históricas. Como isso se relaciona com a teoria literária? A teoria literárias enriqueceu e revigorou enormemente mas. Vêm primeiro do estruturalismo francês dos anos 60 (ver Apêndice). na realidade. Uma das primeiras obras de estudos culturais do teórico literário francês Roland Barthes. os estudos cula literatura são um pro- os estudos literários.em resumo. o estudo da o estudo das obras é teoria de. representação e Em neste livro. por exemplo. abandonando completamente literatura. de Shakespeare para as novelas. o projeto dos estudos culturais é compreender o funcionamento da cultura.

1rl"L'Cll na i"rall(. como uma imposição o que é importante uma formação opressora.'nômcllos da cultura c práticas no interior teóricas de massas. ao se dirigirem das vezes dessa maneira. é a questão de em que medida podemos ser sujeitos responsáveis por nossas ações e em que medida nossas escolhas aparentes são limitadas por forças que não controlamos. possa ser estimulado de modo que o "cara mau" ou vilão e não-esportivo A luta livre.ão de cultura como sendo todos llm pensamento que compreendia. dessa linguagem". Dirigem-se a você . o desejo do analista de encontrar pressão autêntica e suas indústrias recursos culturais luta. e signos). A culda cultura de massas.\. Miro/agiw' ap. uma cultura tura de massas.:lo. Esse projeto de recuperação de vozes perdidas. a razão para estudar a cultura popular é entrar em contato e a análise do é a teoria (Cultura 1957)33 para as vidas das pessoas comuns . uma crúica e crítico francês que deu grandes no campo contribuições à Semiótica visam. literário dessa forma.sua cultura ou manipuladas social das estranhas construções da cultura.!nificados c \'. Os estudos culturais voz à cultura nessa tradição são movidos pela tensão entre o e o estudo da cultura ideológica de massas com . Investigando das imagens culturais contemporâneos à moda e comida. o exemplo que o bem e o mal estão claramente da alta literatura a leitura fonte das conotações dos estudos na Grã-Bretanha. inscrevendo-se ideológica uma série de textos que refletem sobre mitos da vida da Semiologia. desmontagern Williams Guerra sCll1iológica (192l-19SR). desse modo. forma. c circula si. indagam em que medida somos manipulados e em que medida nificadOs que funcionavam como consumidores Estado. O trabalho caráter capazes de usar os materiais tura popular é feita culturais de valor.32 culturais A obra de Raymond Williams do Birmingham Hoggart (The Uses of Literacy. Ver Roland O mais importante é proposta. Lllquallto tinham constrói bastallte como foco de Banhes (lU L"nllll os t"L. contemporânea por Ulll lado.da teoria ratura. Intelectual a Banhes. Por como malfazejo a uma fúria vingativa. \Villiams difL'I\'lltCS.em desejo de recuperar a cultura popular como a expressão do povo ou de dar de grupos marginalizados. para usar a expressão abreviada da teoria atual.)1 . culturais 118. Rio de Janeiro. A cultura que se opõem a ela e. tratando-se de lima introdut. (N. ecollomicamente DIFEL 1978. (1915-1980). o mundo. já as prátide Barthes Bretanha e depois em outros lugares.dores. por outro. as posições aqui. (A questão da "agência". marxista as satisfações de inteligibilidade em oposição. que as "interpelam" por forças Em que medida as pessoas são construídas como sujeitos pelas 1958) e do fundador Centre for Contem- ou se dirigem a elas como porary Cultural buscou recuperar e explorar uma cultura operária popular. como sigou espectadores do poder de cultura como os leitores pessoas com desejos e valores específicos? O conceito de interpelação vem do teórico marxista francês Louis Althusser. que havia sido perdida de vista à medida que a cultura a partir de baixo. dita "realizar. britânico uma maneira 33 Raymoncl a Segunda fOU ele desmistiric. de maneira bastante flagrante.arco de sentido possa revelar-se público que pode ser produzido: dramaticamente sobretudo. algumas além de campo Há uma proposições. é uma cultura cuja criatividade consiste em usar os produtos se harmoniza particularmente maneiras entre essas duas análises da cultura -a uma expressão do povo e a cultura sobre o povo . Fez a nítica Barthes. sem se deter nas divergên- cias e polêmicas que têm marcado as diferentes \'C1'klltes dessa no\'a disciplina. de modo sutil e complexo. primeiro na Grã- ladas. segundo (o estudo o teórico Ullla como desde de símbolos O livro de que fala CuBer contém e. Studies. posição. Por outro.as propagandas.T. proporciona. ideológica. cujas complexidades n:lo cabe detalhar É preciso registrar teórico.foi 32 Roland formal cotidiana francês. Os estudos culturais pelas formas culturais com que você passe a ocupar ou de que maneiras exercendo a "agência".como um tipo particular certas qualidades) fazem de sujeito (um cona você repetiessa somos como sumidor que valoriza e. da linguagem A nova ciência Mir%gius.'tanha.u' 1\1undial. as regras existem para ser vioe o crucial para o desenvolvimento dos estudos culturais. encontrou marxista "cultura européia popular") com alta lite.T. bibliografia sobre ainda que os estudos acadêmica assunto culturais. desde esse mOlllL'nto dl~ fUllda\':lo. primeira BJrthes francesa. mais contestados Cullcr da recente apenas transformou-se. os eSLTitores e tcxtos estando dos em rebç6es Como específicas se pode verificar. da cultura da cultura da Semiologia e crítico de massa.que analisava a cultura como uma formação e p. teoria adianta literária. Uma solução é mostrar que as pessoas são impingidos a elas pelo capitalismo popular é feita de de da culcom o pelas de mídia a fim de produzir uma cultura toda delas. de fazer a História uma outra teorização ideológica da cultura .) problemático e com as múltiplas .) Os estudos culturais se detêm na tensão entre o desejo do analista de analisar a cultura como um conjunto de códigos e práticas que aliena as na cultura popular uma expessoas de seus interesses e cria os desejos que elas passam a ter e. formas e práticas culturais. por outro lado.ara justificar para posicionar de massas (em oposição à opressora. Richard um lado. cas culturais estimulou funcionamento A outra literária e Sociedade. há um forte ímpeto de mostrar como as pessoas são conformadas culturais.) marxista determinada como e es!rutuinseri- teórico da Il()(. os funcionamentos como imposição ela é chamada.j quc simultancamcnte COlll os dois textos fundadores os das e dos estudos estudos quais Cjrti··Bl"l. A interação capazes de usá-Ias para outros propósitos.a quasc () ohjeto . e através de Banhes culturais a sociedade tomariam britânicos moderna rumos vida colidiana as estruturas Entretanto. dessa moral. por exemplo . \'asta numa disciplina esse e num dos terrenos nos estudos culturais da identidade mas.. c concretas. era identificada oposição àquela dos estetas e professores. (N.)0 .

minorias étnicas. sua beleza. populares. em torno de dois tópicos amplos. O que foi negligenciado períodos históricos foram as obras "menores" que eram estué lido mais amplaeli- quando o estudo literário mais vigorosamente que costumavam teriam enquanto e gêneros. interpretado historicista se escreveu tanto sobre Shakespeare. Em oposição a surgiram dos estudos literários. inversamente. a respostradicionalmente para o esO que será do cânone literário se os estudos culturais engolirem os era a interpretação de obras literárias estudos literários? Será que as novelas substituíram Shakespeare e. Shakespeare e rap. é o estudo das culturas e identidades foi investida. os estudos literários da é estudada como uma prática cultural a outros discursos. realizações de seus autores."):) as idéias de seu tempo. na prática. e a principal justificativa sua universalidade tudo da literatura benefícios era o valor especial das grandes obras: sua complexie seus potenciais em torno ocorreu. intertextual e no exame dos papéis culturais dos quais a como um e culturais portanto. Agora. do que nunca. Tratam os artefatos culturais plesmente específica como "textos" a ser lidos e não como objetos que estão ali simE. canalítico. "em oposição aos estudos literários. com sua insistência Os estudos culturais algumas obras literárias.uma cultura que é ela própria uma e mulheres . O CÂNONE LITERÁRIO ta muitas vezes é. não há necessidade de haver conflito Os estudos literários entre os e os literários. O impacto podem nidade. Na teoria. a culpa é dos estudos culturais? Os estudos culturais não irão matar a literatura através do estímulo ao estudo de filmes. Os estudos culturais surgiram como a aplicação de técnicas de análise literária a outros materiais culturais. mas Marlowe. desde o advento da teoria.são pouco lidos hoje. proporcionando para longe de (em- podem ganhar qaando a literatura e Fletcher. (1) O que é literário": as obras regularmente estudadas nas e consideradas como formando "nossa herança para a análise de objetos culturais. enquanto em que a tarefa cultura do passado e cultura (2) Os métodos apropriados presente. estudos culturais portanto. em que todos os tipos de projetos. Heywood e Ben Jonson . o cânone literário tradicional. os estudos culturais são abrangentes: do podem ser agrupados chamado de "cânone escolas e universidades literária". o estudo da literatura que se colocam para grupos . as pesem oposição a outra coisa. sua percepção. não estão comprocontestada tanto e controversa. imigrantes em identificar-se com a cultura . e as obras são relacionadas teoria foi expandir o arco de questões às quais as obras literárias responder e focar a atenção nos diferentes resistem a ou complicam culturais.quais as identidades mente importante. e. a relação entre estudos culturais e estudos literários é um procomplicado. Em princípio. rodeá-lo . o crescimento acompanhou . em lugar dos clássicos da literatura Mas os próprios estudos literários nunca foram unificados Uma acusação semelhante foi feita contra a teoria quando ela estimude textos filosóficos e psicanaliticos ao lado das obras Mas a teoria Nunca psiela levava os alunos para longe dos clássicos. como o sentido se baseia na diferença. rais instáveis se formam. ele é estudado de todos os ângulos nos vocabulários e desconstrucionista. Particularcultu- de sentido literatura fenômeno entre outras.dramaturgos um efeito semelhante. de ler as "grandes obras" da literatura concebíveis. podem intensificar complexo. Mas. foi transformada moderde modo a metidos com uma concepção do objeto literário que os estudos culturais do pela teoria literária dadas regularmente "cobrir" mente e interpretado Beaumont zabetanos e jacobinos novos contextos de poeta da natureza em figura-chave era organizado devem repudiar. os estudos no estudo da literatura .")2 outras? Até agora. Dekker. abrindo a porta a mais maneiras inglesa e norte-americana.que podem ter problemas mais ampla na qual se encontram construção blema ideológica Os argumentos sobre a relação entre estudos literários que sofre mudanças. os estudos literários são uma disciplina tratando atenção. Em princípio. modos através dos quais elas como uma prática e aumentando o arco de questões no que diz respeito a levariam os estudantes dos estudos culturais . televisão e outras formas culturais mundial? lou a leitura literárias: revigorou l{ dade. de uma única concepção daquilo que estavam fazendo. se isso 1. são vividas e transmitidas. alta e baixa cultura. Shakespeare para serem contados. fosse tradicional ou não. soas faZem estudos culturais quê? Como os estudos culturais concebidos". feminista. para o leitor. Wordsworth marxista. brigam por das obras literárias como das não-literárias.

que o principal vo de interesse é a complexidade estudos culturais podiam facilmente distintiva tornar-se das obras individuais um tipo de sociologia não escolhe o que ele ou ela pensa serem as dez maiores obras da literamas. trazem para primeiro plano questões sobre em que medida a literatura cria a cultura que se diz que ela expressa ou representa. de modo que analisá-Ias sentem uma gama de experiências mas literárias. neglicenciadas ou pela sua representatividade o desejo de dar a cada minoria eram uma forma renegada de estudos literários. determinando a escolha das obras a serem estudadas? Há três linhas de resposta para essas questões. de Huck!eberry Maggie Fin!1 (1885). de Huck Finn) foi considerada universal. de Maggie Tulliver. entre essas tentações. de que há uma totalidade social é a sedução da "totalidade". enquanto que a de uma menina (a . Central. É elizabetana.os nãoque presidiu por muito tempo os estudos literários . latinos dos Estados Unidos.")4 (leitura cCITada).bora não tenha causado) uma expansão do cânone literário. levando em conta apenas os ckmclIt()s ritmo. assim como você inclui o que considera serem as "measiático-americana. a 35 A referência de "dose modo como os sonora. e sobre como as idéias de das pessoas em questão (nos Estados é uma vertente asiático-americanos. quantitativa. esses textos são freqüentemente da cultura Unidos. que é ensinada amplamente de outros ("literatura experiência cursos tradicionais grupos historicamente de literatura asiático-americana". da romancista ElioL pseudônimo aqui é ao de Mary Anne Evans. "literatura A literatura a hoje inclui textos de mulheres e de membros Quer acrescentados quer estudados como tradições separadas pós-colonial em língua ingleestudados como representações da americanos nativos. culturais O que mudou é um interesse na escolha de obras que repree também expressão ou o sintoma. a própria noção de excelência literária foi submetida particulares a discussão: ela cultua conta como literatura excelência funcionam interesses e propósitos digna de ser estudada nas instituições culturais como se fossem o único padrão de avaliação literária? A discussão sobre o que dos estudos cultu- sa"). ao contrário.) . e não critérios especificamente literários. dentro desse contexto de representar algo que as "melhores" obras são escolhidas: você não omite Sidney. dade social da qual derivam. A cultura é o efeito de representações ao invés de ser sua fonte ou causa? O estudo generalizado mulou debates acalorados foram comprometidos? das pela sua "excelência ral? É I 2. dos afro-americanos. a literatura derna). elas também não são necessárias". MODOS DE ANÁLISE de dissensão diz respeito aos modos de e culturais. Cultural5tudies. A experiência de crescimento de um menino (por exemplo. ete.) de The Ali!! (1860). eles aplicavam análise literária a outros materiais culturais. ra is extrema mente perti nente aos estudos literários. em The Mill on the Flos5l') foi vista como uma matéria de interesse mais restrito. Quando os estudos culturais de textos anteriormente na mídia: os padrões negligenciados literários esti- tradicionais são escolhicultuuma reque está é que a O segundo tópico amplo análise nos estudos literários Obras anteriormente literária" correto".T. Esses textos. tratando as obras como exemplos ou sintomas de outra coisa e não do interesse nelas mesmas e sucumbindo a outras tentações. da qual as formas culturais é relacioná-Ias a noção são a à totali- poetas do período. ambigüidades. e portanto marginalizados. entretanto. Finalmente. Tulliver é a protagonista (N. Se os estudos culturais se tornaram dominantes tornado e seus praticantes essa aplicação não mais chegaram da análise literária até eles vindos dos não poderia ter-se volume norte- o "politicamente presentação justa. Spenser e Shakespeare do se você achar que eles são os melhores se é isso que você está uma gama de forfoi historica- seu curso sobre a era elizabetana lhores" obras de literatura ensinando. a aplicação do critério mente comprometida de excelência literária Mark Twain. Cada professor americano. Libertados do princípio moti. ArCH' por exemplo. do escritor norte-americano 0/1 lhe Segundo. menos importante? A introdução de um influente o que é estudado. eles deram () IlOllll' ao texto: sua camada reading" imagens. A primeira "excelência tura mundial literária" nunca determinou estudos literários. (N. A esse tipo de leitura.). Critics propunham a análise. Floss pseudônimo por critérios não-literários. A teoria recente discute a questão de se há 34 Huck Finn é o protagonista de Sal11uel Langhorne inglesa internos George Clemens. seleciona obras que são representativas ou um período da história literária (o a poesia norte-americana mode algo: talvez uma forma literária romance inglês.) . envolvendo raça e gênero. Essa asseveração de que a leitura cerrada não é proibida dificilmente é tranqüiliza90ra para o crítico literário. declara que "embora não haja proibição contra leituras textuais cerradas35 nos estudos culturais.T. assim como das mulheres).

dos literários na qual todos os seriados de uma dada época têm a como expressões da configuração nos estudos culturais. e estudar a cultura po- que contribui "sivilizá-Io". trabalha lho sobre a cultura cluem os editores meras descrições. Os grupos dirigentes dominam não de lllllill'sll'ulura Exército til' l'()llsl'lItillll'lltO. Isso seria presunçoso. mostra policiais uniformizados em carros patrulha fazendo seu trabalho como profissionais mas a alguma distância da comunidade a que servem.000 pessoas entre 1982 e das séries policiais dos da linguagem e da imaginaçâo tido e o prazer são produzidos valiosas.IO ljUl' oferl'ce cursos de JlIW! sU]ll'rior a 11L'SSO<lS que não tiveram acesso . mesma importância. parecia vinculada a tradição da literatura inglesa. Os praticantes e o interesse pela maneira como o sensão particularmente para considerar mas também uma unidade sobre "As séries policiais em mudança. o que torna tudo ainda mais atraente como um modo de análise. "Dessa maneira. Depois dos anos 60. de uma maneira que não o era nos Estados Unidos. para não dizer ingênuo. . para uma narrativa há a questão das metas dos estudos literários dos estudos culturais atual seja uma intervenção de CulturalStudies.) que legitima aear'COITentes. c a cultura Antonio é parte dessa Gramsci). (K. Crê que seu trabalho Essa é a idéia. (O conceito Army: velll do tl'{)ril"() 1I1ilrxista italiano Republic. que foge da cultura. Essa é uma afirmação os estudos culturais "tem obrigação não acreditam estranha mas.I\'. Se os estuesse tipo de "inter- Huckleberry Finn.Shakes- as idéias de estudar a cultura uma intervenção nosso próprio trabalho política estão estreitamente onde a identidade da alta cultura das décadas de 60 e 70. em caso com ela. precisa se armar contra a oposição vinda da militância sindical. que analisava o desenvolvimento de uma situação sociopolítica para ler literatura embora seja o estudo literário que torne essas e culturais. Historicamente. sociopolítiPopular" da Open Univerna TV e a Lei e a em termos de leitura a que a literatura convida (discutidas imediata. popular e de fazer de ligaoperária cultural . social. mas envolve um deslocamento estrutura da leitura ("leitura e atende cerrada") que está alerta aos detalhes da às complexidades do sentido. como sendo elitista. das.fazer diferença". Sua identidade depende denigrem de fugir é o homem a literatura são subsumidos termina com Huck Finn sumindo para "os territórios" Tradicionalmente. estudar a cultura Na Grã-Bretanha.ll\o Irlal1d0s. aos monumentos uma carga política.ou não uma totalidade positivo. estudam inslillll\'. estrutura (N. Isso é certamente interessante e bem pode ser verdade. na cultura muitas vezes esperam que o trabaacreditam".Jn. uma. uma nova série.) -r .'il'\'is<lo especialmente preparados reCOITer aos prob. na qual os produtos culturais são o sintoma de uma configuração ca subjacente. tanto quanto qualquer outra para definir a americanidade.) de uma longa tradição nacional de filistinismo pela pura força mas através dos sociais 38 lrish Republici1n burguês. ao invés de coninteque práticas de leitura disponíveis. a obra porque Tia Sally quer da cultura civilizada. do IRNB. dos "terroristas". o curso de "Cultura que atingiu sityJG na Grã-Bretanha.to. o norte-americano 36 UniVersidade sidade. não somente outros fenômenos culturais. os estudos culturais lectual tem obrigação seu trabalho intelectual "que seu próprio de . evitar a alta cultura pular não é um gesto politicamente radical ou de resistência tanto qU. análise sociopolítica.IO accito pm aquL'il's que s:10 dominados. Nos Estados Unidos. social.. cerca de 5. Esse estado mais agressivamente mobilizado de hegemonia se reflete em exemplos do gênero policial tais como The Sweeney e The Professionals nos quais tiras à paisana combatem uma organização terrorista equiparando sua violência à deles. onde a identidade nacional muitas vezes foi definida contra a alta cultura. incapaz de obter consenso facilmente. no Capítulo 2). A suspena disposição do sentido. continha Por exemplo. abrindo-nos para efeitos produtivos. penso. Com a consolidação do Estado de Bem-Estar Social na prosperidade do início dos anos 60. há uma crise de hegemonia37 na Grã-Bretanha e o Estado. os problemas de cfasse se traduzem em preocupações sociais: correspondendo a essa. . (1'\. por exemplo . pretação sintomática" poderia se tornar a norma.o fato mesmo de estudar cultura popular era um ato de resistência. de inteligibilidade juntamente com as práticas de trabalhar inespera- Mas os estudos culturais são atraídos pela idéia de uma relação direta. podem 37 Os alunos Aberta. Finalmente. Z Cars. a especificidade dos como os produtos e atividades objetos culturais são da exigência nas fronteiras poderia ser negligenciada. de Mark Twain.) de tt.A.)6 .'1'.pode .l univerpara eles e em casa COlll llI:tll'l"iais L' programas para oril'llta". Dixon of Dock Green se centra na figura do pai paternalista que é intimamente familiar aos bairros operários que ele patrulha. 1985.essas disposições Ordem".:ssorcs Quando os estudos culturais isso é difícil de distinguir Hegemollio é um acordo dl' domin. configuração culturais sociopolítica se relacionam e. Na Grã-Bretanha tinha pearee nacional de" fazer diferença.T. reveladora: fará diferença.

T. O que está envolvido na reflexão sobre o sentido? Tomemos os versos que tratamos poema de dois versos de Robert Frost'9: THE SECRET SITS respeito das obras literárias um período. e representação dêmico. e estudos culturais estão 4 Os debates sobre a relação entre literatura pular trará a morte da literatura. e moral. que envolve tanto as e os de defender os efeitos de tipos específicos de de questões envolve os métodos para o estu- linguagem organizada de maneiras distintas ou é linguagem especiais? Argumentei. há uma diferença entre indagar a respeito do sentido de um texto (o poema como um todo) e o sentido de uma palavra. aos estudos culturais. O que é "sentido" aqui? Bem.)1{ . de práticas culturais rais "têm a obrigação turais ativistas e estudos de ser" radicais. Podemos dizer que dance significa 39 "O SEGREDO SENTA/ Dançamos em CÍrculo e supomosJMas "realizar uma sucessão de senta no meio e sabe".'5<) . O valor de se estudar de estudos podem conseguir. Mas essas questões deveriam ser encaradas de frente. Os estudos culturais têm poucas das ligações com movimentos estudos culturais cipalmente na Grã-Bretanha políticos na América os que energizaram e poderiam ser vistos como sendo prinmas ainda acaOs estudos cultucultural. Embora a interpretação apreciativa tenha sido associada aos estudos literários e a análise sintomática. as questões quanto um tipo especial de atenção à linsobre a natureza são centrais para a teoria.to tornar acadêmica a cultura de massas. O primeiro conjunto envolve questões sobre o valor de se estudar um tipo de objeto cultural precisa ser discutido: argumentos Shakespeare ao invés de novelas não pode mais ser aceito sem discussão e o que tipos diferentes intelectual no que diz respeito ao treinamento pos de concentração música complicou Um conjunto de diferentes não são fáceis de propor: o exemplo de comandantes tentativas diferente alemães que eram conhecedores de literatura. mas a oposição entre estudos culliterários passivos pode ser mero otimismo. um estudo cheio de recursos.) o Segredo . conjuntos inguagem")Sentido e Interpretação cheios de queixas de elitismo e acusações de que o estudo da cultura poEm toda a confusão. No próximo interpretação. questões podem ser enfocadas através do probleanteriormente como literatura. que elas são apenas documentos desenvolvo ainda mais o problema da We dance round in a ring and suppose. da linguagem escolher uma opção ou outra: a literatura indica. modos de interpretação como estruturas e análise. tais como a interpretação complexas ou sua leitura como sin- Como esse debate papéis da linguagem Algumas das principais e sobre como analisá-Ia tomas de totalidades sociais. um ma do sentido. estudo. valorização cada um dos dois modos pode combinar com cada um dos tipos A leitura cerrada da escrita não-literária do objeto. (N.as vantagens e desvantagens a que se concedem privilégios não adiantará propriedades guagem. ajuda separar dois ou outro. por exemplo? Tais de camarte e A literatura linguagem? É de questões. tampouco fazer perguntas implica não implica culturais a de estética de objeto cultural. do de objetos culturais dos objetos culturais de todos os tipos . interdisciplinar. But the secret sits in the middle and knows. é um tipo especial de linguagem ou é um uso especial da no Capítulo 2. capítulo.

puhlica<!n aul. contanto "Sua característica (pense na caligrafia lugar no sistema de trens: é esse trem. roviário. de sentido: portanto. teria nomes bastante diferentes. é o que duas e a do signo lingüístico. há o que poderíamos chamar de sentido de Que ato essa elocução está realizando: está advertindo uma elocução: o sentido do ato de proferir essas palavras em circunstâncias específicas. em outras línguas. É em geral é que o sentido se baseia na diferença. Lingüista suíço. mas as diferenças. um lingüista suíço do início do século XX cuja obra foi crucial O que torna cada elemento de uma língua são os contrastes entre ele e oudas 8:30h . Assim.digamos o expresso Londres-Oxford para sua identidade. com que o contrastamos diretamente" ("dançar em círculos" desse poema é uma de interpretação uma convenção ou regra da língua inglesa que seja uma e não a outra.1 pela primeira vez em 1916 por dois de seus alunos. tros elementos dentro do sistema da língua. podem todos variar. não na semelhança natural. A obra a que Culler se refere é Curso de LingüÍstica que reconstruíram seu pensamento (N. bases das ciências c outros materiais. o que ela é. Como diz mais precisa é ser de pessoas difeo que os outros não são': Igualmente. faz.:. com sua sobre o que está fazendo. do poema.obre o signo lingüística: quer número de maneiras diferentes rentes). de uma elocução palavras contribuem falante.depende. "ela". o expresso Londres-Oxford das 9:30h do sistema de trens. tentativa diferenças. mas o que significa esse texto? Ele Saussure. a futilidade em torno. os cachorros e "supor" se opõe a "saber': Pensar sobre o sentido a partir delas. que lhe permitem ele chama de natureza arbitrária ter um significado. Assim. a letra b pode ser escrita em qualcom outras letras. tal como descrito no horário ferdas 8:30h se distingue e do trem local de Oxford das características envolve o leitor num processo de deslindamento Esse efeito. uma palavra) é uma combinação de uma forma (o "significante") ("o significado") relação entre forma e sentido se baseia na convenção. ou d. do das sugere. então. é seu etc. Aquilo sobre o que estou sentado se chama uma chair (cadeira) mas poderia perfeitamente ou punce.. por exemplo? Quem é o nós aqui e o que significa dançar. Assim o declara Ferdinand de ()O 1m:.T. em francês.) no século XX. o sentido de e de um texto. o signo (por exemplo. O que dá ao trem sua identidade Saussure s. Saussure oferece uma analogia: um trem . Há I 8:45h. o processo que o texto consegue provocar. por sua vez. O que temos bem ter sido chamado de outra coisa . o leitor incluído em "nós" ou não? "Nós" é todo mundo exceto o Segredo. 40 Ferdinand de Saussure (1857-] 913). mas uma coisa que podemos dizer Não sabemos a quem o é algum grupo plural Temos tipos diferentes coisas. que pensamos como sendo exceções são as palavras "onomatopéicas" como bow-wow Mas essas diferem de uma língua para outra: dizem oua-oua e buzz é bourdonner'. "Nós" "nós" se refere nesse texto: apenas que é um "nós" que se opõe a um "eu" que inclui qualquer falante que pensamos estar envolvido. que o som parece imitar o que ela representa. a língua é um sistema de signos e o fato-chave e seu sentido de afetar os leitores. O que é crucial não é qualquer forma ou conteúdo específico. que é um ato de um Finalmente. Primeiro. sozinho indefinido e a "ele". os funcionários. dando-Ihes conteúdo. assim como os horários de partida e chegada.movimentos andamos rítmicos e padronizados".) Geral. não é uma proposição que não seja confundida poderiam fazer nas elocuções). da dança e da suposição. O que conta trem específico: não são quaisquer físicas de um a locomotiva. a rota exata. Os possíveis sentidos das para o sentido de uma elocução. seu potencial k. rima e seu ar de conhecimento dos atos humanos: damos voltas e esse texto para a teoria contemporânea40• podemos apenas supor.T. O que dançarsignifica aqui depende daquilo em oposição a "prosseguir questão de trabalhar extrapolando ou em oposição a "ficar parado"). 41 BOll':\l'O\I": lingüísticas (N. ou admitindo. que aqui representa é algo que mas o que ele (E os sentidos das palavras. Mais do que isso. no meio.. um falante desconhecido um autor construiu. Está que não têm respostas fáceis. tais como I. você poderia dizer. o trem pode chegar e partir atrasado. expresso Londres-Cambridge lamentando ou se vangloriando. o que lhe dá sua identidade. em oposição aos outros. ou barulho de campainha. surgem em qualquer são contrastes. latido de cao: zumbido a partir de suas notas de Uma língua é um sistema de diferenças.wab Os casos em em ou buzz. ou é um grupo especial? Essas perguntas. cujas idéias sobre a estrutura da linguagem lançaram as com oposições ou diferenças. pelo menos três dimensões ou níveis diferentes uma palavra. de sentido. é parte de seu sentido. "você" e "eles". temos o sentido de uma palavra e o sentido ou as provocações de um texto. os vagões. o texto. O mesmo poderia ser dito de "dançar" e "supor". nessa elocução? Não podemos apenas indagar a respeito do "sentido". vêm das coisas que elas proferindo essa elocução enigmática. 61 . e de um sentido Isso significa Para Saussure.

"cheer" e "char"42. nomeada que os de expressar pensamentos ~ literatura trando-nos riormente. também. de pensar e freqüentemente nos forçando ou reconfigurá-Ias. Whorf argumentava índios Hopi têm uma concepção de tempo que não pode ser compreendinão pode ser expl icada aq ui i). mas não precisa fazer variantes de um único signo. Tendemos e cadeira a fim de nomear Mas.) 44 Paul-!'vIarie neutro em inglês.I . a popularidade das roupas de cor rosa ou azul. não naturais ou Quando olhamos para o céu e vemos um movimento bem permitir-nos de asas. leitores que fornece etiquetas para catee ela gera suas próprias categorias. nossa língua desse modo sugere que o sexo é crucial (daí. Cada língua é um sistema de conceitos e de de si.gnos convencionais é uma questão importante um sistema podem ser levados a enxergar através e em torno das configuAs obras de mosexploram as configurações tentam ou categorias dobrá-Ias dos modos habituais Como a língua se relaciona ao pensamento I. o que que organiza o mundo. sem dúvida. As estruturas gramaticais. são convenções perfeitamente de uma língua. é o sedo signo: tanto o significante são eles próprios respectivamente. respectivamente. no plano do som. e gatos. a fim de ver uma realidade diferente.uma categoria que não tem nenhum correspondente francês. se as palavras substituíssem conceitos teriam equivalentes não é absolutamente formas: I exatos em sentido de uma língua para outra. 43 "It"· pronome 42 Cadeira. (forAs (sentido) divisões convende modo dife- gundo aspecto da natureza arbitrária I o código lingüístico é uma teoria do mundo. a língua oferece maneiras Num outro extremo. A língua inglesa divide "chair". insiste Saussure. usado apenas para se referir a objetos ou animais. um dos maiores do Simbolismo. A língua inglesa nos obriga a aprender o sexo de um rente. mas temos provas maciças de que uma língua torna "naturais" gem um esforço especial numa outra. argupreexistentes. (N. Num extremo.eles poderiam ser pronúncias do sentido.) Verlaine Poeta lírico francês.quanto o espaço de seu questionamento o sistema de uma língua (Ia /angue) A tarefa da lingüística da língua que torna (ou gramática) Saussure distingue particulares o sistema subjacente de exemplos é reconstruir possíveis os podem ser pensados ou expressos numa outra. saros estão voando". Falantes de inglês têm "pets" (animais de estimação) . cachorro "Está asando" (do modo que dizemos "Está chovendo"). nomes (N. para sinalizar a resposta correta aos falantes).T.as categorias nas quais os falantes ou des- a partir de dois lingüistas mina o que conseguimos da em ing lês (e portanto um modo de demonstrar que a língua que falamos deter- vemos o mundo irrefletidamente. diferentes. (1844-1896). que existem fora de qualquer linguagem. embora os franceses possuam quantidades imoderadas cachorros em de cionais do plano do som e do plano do pensamento. Mas essa marca lingüística do sexo não é de modo algum inevitável.:~ . de fala e escrita (paro/e). rações da sua língua. existentes. ma) quanto o significado para Saussure e para a teoria recente. Parece não haver que há pensamentos ou "normais" de uma língua que não pensamentos que exi- a pensar . pensar. estrutura: cruciais para a teoria recente. (. aplaudir e carbonizar. Um poema famoso de Paul Verlaine44 joga com essa "11pleure dans mon coeur! Comme il pleut sur Ia ville" (Chora no meu coração. não é uma "nomenclatura" seus próprios nomes para categorias é uma questão com ramificações a presumir menta que temos as palavras nossa língua poderia dizer algo como. inevitáveis. línguas dividem o plano do som e o plano do pensamento como signos separados com sentidos isso . está a visão de senso comum de que a lingua apenas fornece nomes para pensamentos dentemente.duas diferenças conceitos distintos. que afirmavam está a "hipótese que existem indepenpreSapir-Whorf". para a teoria recente. Por exemplo. Ainda mais importante.T. o caso. como pensar algo que nossa língua não havia previsto antea atentar para as categorias através das quais são A língua é. a língua inglesa distingue encosto) mas permite que o significado tos com e sem braços e tanto luxuosos . Dizemos. festação concreta da ideologia autorizados fazimento. assentos duros quanto que poderiam perfeitamente Uma língua. Saussure. Línguas diferentes dividem o mundo diferentemente. No plano "chair" de "stool" (uma cadeira sem ou conceito "chair" inclua assenassentos macios e bem envolver que fornece Essa bebê de modo a usar o pronome correto para falar sobre ele ou ela (não podemos chamar um bebê de "it"43). nem todas as línguas fazem do sexo a característica crucial dos recém-nascidos. por que não "está chorando no meu coração"? A língua não é uma "nomenclatura" gorias preexistentes. ao invés de "pás- que existem fora da linguagem. como chove sobre a cidade). "está chovendo na cidade". tanto a mani. dessa maneira.T. Mas os falantes cachorros e cadeiras.) (N.2 (.

a lingüística sentenças até mesmo sentenças que eles nunca encontraram as elocuções têm para os falantes e tenta explicá-Ias. o fun- de gramática II que a tarefa da lingüística é reconstruir a "comdos falantes nativos: o conhecimento ou habilidade adquirem e que os capacita a falar e entender antes. postulando um nível subjacente possíveis a estrutura sentido: quais são os códigos ou sistemas da convenção que possibilitam aos leitores identificar gêneros literários. do e tenta resolver de sentido entre essas sentenças. vêm dos campos da lei e da religião. Na realidade. com objetivos diferentes e tipos diferentes de evidência. mas também o que um verso específico significa poema nos diz sobre a condição humana (hermenêutica). procuram 11 procurando interpretar descobrir interpretações um texto novas e melhores. demasiado freqüenteum. na segunda.eventos de fala ou poro/e. para nos dizer o que elas realmente significam. comprovados trecho personagem menêutica. a da poética. na primeira. entre poética e lingüística o sentido pode parecer desorientadoda mesma de uma obra literária começa com as formas e procura interpretá-Ias. identificar simbólica que sonagens" a partir de detalhes dispersos fornecidos temas em obras literárias Essa analogia nos permite medir a importância ra. Os modeautorizado a fim de do sincrânico de uma língua (que enfoca a língua como um sistema num los hermenêuticos decidir como agir. Isso envolve mais uma distinção momento examina específico. John quer agradar e que. Mas os dois pro- específica que os falantes Assim. (O que faz com que esse específico? Por que o final desse poema é ambíguo?) A her- num romance pareça irônico? O que nos faz simpatizar é que as pessoas geralmente estudam as obras literárias não porque estão interessadas no funcionamento da literatura mas porque pensam que essas obras têm coisas importantes Mas a poética a dizer e desejam saber quais são). há uma distinção mente nos estudos literários. considera os sentidos como aquilo que tem de ser explicacomo eles são possíveis. básica. A tarefa inglesa (aqui. como se as pessoas tivessem da lingüística é descrever as estruturas de estrutura que descrevesse estado erradas o tempo todo e. indagando indagando como um efeito específico e o que um é obtido ou por que um final parece correto (ambas questões de poética). as sentenças outra coisa.por exemnão exige que conheçamos por outro lado. criar "perno texto. as obras de crítica literária freqüentemente combinam poética e hermenêutica.T. tentando entender como as obras obtêm seus moderna da crítica escolheu esmagadoramente de nossa época. a seguir com formas semelhantes p/eose4S - começo com fatos sobre a forma e o sentido que . este é um contraste entre a o sentido de John is eager to p/eose e. Nos estudos literários. reconhecer enredos. Um lingüista sentido" dessas sentenças. sua literária e o tarefa seria descrever a "competência enfocaria as convenções que tornam literária" que os leitores de literaa competência literária diferente de buscar descobrir o senti- John is eosy to têm sentidos muito diferentes de inglês? Os falantes brir o "verdadeiro sabem que. Uma poética adotassem a lingüística como modelo. Compreender ná-Ia sincronicamente. fazendo da interpretação das obras individuais o climax do estudo literário.John is eoger to p/eose e jetos são em princípio bastante distintos. em que as pessoas legal ou sagrado diocrânico. Se os estudos literários tura adquirem. as mudanças presente ou passado) e o estudo sofridas explicar por elementos detalhadamente entre o estu- nificam.) tarefa é explicar quaisquer efeitos que possamos comprovar 64 65 . mas a tradição sugere que o estudo literário deveria escolher a a as regras e I fi convenções do sistema que tornam dador do que é chamado possíveis as formas e sentidos da língerativa-transformacional. O mais influente além. sua . lá no fundo. Noam Chomsky. argumentando petência lingüística" uma língua como um sistema que funciona Ii II O modelo lingüístico efeitos. negligenciada e ir atrás do tipo de interpretação dos poemas e histórias? entre dois tipos de projetos: O outro. Como é que as duas para os falantes não tenta descosignificassem da língua de gramatical) j segunda. o sentido de uma obra. vai I primeira pista. pois não conhecemos maneira que conhecemos é certamente na favoreceram modo a explicar diferenças comprovadas Aqui. modelado por contraste. na época moder- não podemos tomar o sentido como um dado mas temos de buscá-Io. Essa uma razão pela qual os estudos literários a hermenêutica em detrimento da poética (a outra razão poética e a hermenêutica. gua. Adotar os sentidos ou efeitos como ponto de partida (poética) é fundamentalmente do (hermenêutica). são os outros que o agradam. (N. portanto. que específicos da é exami- históricas tentando lingüista língua. na lingüística. começa com os textos e indaga o que eles sig- 45 John está ansioso por agradar 'e 101111 é f<ÍciJ de agradar. A poética começa com os sentidos ou efeitos com esse e indaga como eles são obtidos.

que afirma que o sentido do texto é a experiência do leitor (uma experiência Se uma obra literária que inclui hesitações. Muitas dcss. envolver Essa de um texto. deveria fazer. sobre o que é essa obra realmente"? questão não é inspirada pela obscuridade Nesse jogo. em última análise. que um final é mais bem-sucedido que outro. O foco nas variações históricas e sociais dos modos de ler enfatiza que interpretar é uma prática social. no Capítulo obras tornam normativa a perspectiva masculina e têm discutido posição de que as dificuldades.para têm uma função relevante em algum nível. específicos de respostas às questão de sobre o que. certas condições: não pode ser chamado de "estética da recepção". os teóricos de cinema têm levantado chamam de olhar cinemático Da mesma de imagens num poema faz sentido ao passo que outra não. a resposta príncipe da Dinamarca" deve satisfazer priada para os textos simples do que para os perversamente óbvia. a partir de um ponto de vista masculino.quais são as convenções cooperativo hiperprotegido" da literatura: hipóteses de que o que eles (a visão a partir da posição da câmera) é entender as obras como eles as entendem. então uma interpretação obra pode ser uma história desse encontro. é ainda mais aprocomplexos. de ações sobre o entendimento sas convenções ou expectativas ladas. Os leitores interpretam informalmente para si de quando conversam com amigos sobre livros ou filmes. do ponto de vista da hermenêutica. Mas a história de um leitor. uma parte crucial da poética é uma explicação para interpretar possibilitam convenção as obras literárias 2.) importante 66 .T. ligações são postuou confirmadas. Para a interpretação nas salas de aulas. que se pode contar a respeito de uma dada obra de expectativas" do que o homem tem da sexualidade confiabilidade literatura depende do que os teóricos leitor. "conflito de energias "a possibilidade edipiano" Shakespeare. "a condas do de unificação como resposta a questões postas por esse das de um contemporâneo pode afetar os horizontes tem discutido feminina de de mente visto como "escolas" de crítica literária e um leitor dos anos 90 deste século aborda diferentes são. por exemplo. Além disso.pio. como ele se relaciona com pode. Toda uma gama de fatores expectativas dos leitores. Para qualquer que os leitores (e escritores) trazem para seus encontros que respondem? Que tipo de pressupostos a literatura textos: que espécies de procedimentos obras da maneira apropriados leitores para explicar mais formal que ocorre elemento suas reações e interpretações? e na maneira como eles entendem levou ao que é o que ele faz. diferentes. se o leitor é uma mulher. literária focaliza a atenção no conhecimento com os os leitores seguem ao responder às devem ser Pensar nos ~ !I n 1I as mulheres assim como para os homens. em última uma obra é: "a luta de classes" (marxismo). você pode perguntar outros elementos. (teoria pós-colonial). as críticas feministas têm estudado as diversas estratégias pelas quais as como o chamei. pergunde uma leitora para a importância e induzido (novo historicismo). relações de gênero" texto" (desconstrução). A crítica feminista "a hipótese faz. "a natureza "a assimetria ta Elaine Showalter4G. deve ser especulativa.ls mente modos de interpretação: 46 Uma das expoentes da crítica feminista norte-americana. Uma obra é interpretada horizonte Ham/et de expectativas com expectativas chamam de "horizonte dos signos" valem como possíveis respostas. de "princípio . Como. há protocolos uma obra. o que básica que torna possível a interpretação essencialmente masculino: as mulheres são posicionadas como o objeto do olhar cinemático e não como o observador. mas a interpretaçâo jogar o jogo do "sobre": "então. o colapso da ordem do mundo elizabetano". Nos estudos literários. autodesconstrutivista apreensão de um dado texto. e as tradições de suas interpretações as mulheres a ler "a mÇltriz heterossexual" Os discursos teóricos particularmente nomeados entre parênteses não são primariasão explicações do que consideram ser para a cultura 67 e a sociedade. e irrelevâncias implícito A idéia de competência a aparente falta de sentido. da experiência" tenção (New Criticism). Mas" Hamlet é sobre feminina". subversivas" (feminismo). O que é comuou "abordagens" teóricas da disposições de dar tipos instância. nos despertando códigos sexuais"? Os textos literários parecem ter presumido um leitor masculino "a oclusão do imperialismo" (gay and lesbian studies). com seus altos e baixos: diversão postas em jogo. que diferença que diferença muda nossa de seus (psicanálise). e expectativas derrotadas contar uma história de leitura. que essa combinação de como os leitores fazem que Ihes é uma a su- como um homem. Interpretar uma obra é Dizer que" Hamlet é sobre um ou "Hamlet ou "Hamlet é sobre o medo é sobre a não é recusar-se a jogar o jogo. as digressões estudo dessas estruturas e efeitos deveria mudar os modos de ler . (N. interpretam mesmos à medida que lêem. conjecturas é concebida como uma sucessão da e autocorreções). forma. Por exemplo.

na conversa comum. como ver- algum momento ela conseguiu mente tratamos dão origem a tipos específicos de interpretação que a obra significa quais os textos são mapeados numa linguagem-alvo. para todos os quatro a fatores mostra que o sentido é complexo e esquivo. que o sentido no qual ela figura. dizemos que o sentido está no dizer x. da pertinência de sua leitura.você pode ter pretendido significa vezes. o que com sua resposta. Restringir você faz com os detalhes Mas como decidir bilidade escolher pelas estruturas permanece específicas de palavras que colocam em circrítica possível. como mencionei. o sentido de uma obra ao que um autor poderia ter uma estratégica exemplos podem sugerir. uma pergunta-chave sentido. não algo determinaao papel da intenção famoso chamado na momento. é o que determina você tem de examinar de um texto argumentos uma obra? Nada disso é para dizer que as declarações de um autor sobre uma obra não têm interesse: para muitos projetos críticos. histórico contexto. Não se pode Para a o qualquer os outros coisa: ela resiste e você tem de se. tido parecem temer que. É porque não tanto aquilo diz respeito Um artigo é algo simples ou simplesmente que compreendemos simultaneamente É de um sujeito e uma propriedade de um texto. tentamos argumenta que. num determinado se Hamlet é em "última renascentista. são especialmente valiosas. leitor cussão das maneiras pelas quais uma obra poderia ter complicado . o fato de que se produzem do de uma vez por todas por qualquer de longa data na teoria determinação do sentido Falácia Intencional" literária literário. mas o que você disse realmente Às o sentido: para saber o as circunsafirdo Alguns críticos é a experiência elocução é o que alguém quer dizer com ela. você tem de persuadir os outros a respeito da desses argumentos. ou o que o escritor pensa depois de terminada. se você propõe uma interpretação. ou então ela será descartada. compreender. ou a não confiada instituição dos estudos pessoais ou históricas do autor: que tipo dada a situação do momento? dos signos. por corporificar não é a resposta que você propõe . algumas do texto entre a que é importante tornam-se. previsíveis. colocamos os leitores acima dos Mas. Se. como se a intenção texto .como se o sentido fosse o produto da própria linguagem. dizemos que o sentido de uma de um o sentido. dizemos que o contexto tâncias leitor. o que ele ou freqüentetensão na obra. pertinência dela. participam da literatura ou do discurnos autor). na análise do pensamento vertido uma visão ou intenção anunciada. mas geralmente não a uma intenção interior Essa interpretações? sobre". a sentido de uma obra não é o que o escritor tinha em mente em durante a composição da obra. não é melhor homenageá-Ios pelo poder de suas criações de estimular dade de leituras reflexão infinita e de dar origem a uma varieser o sentido original de do que pelo que imaginamos y . mam. o scnliilo 68 69 . mostram.como miversões da resposta ao relacioná-Ios que é importante diferentes análise é como você chega lá. e (2) devem-se produzir argumentos sobre como cenas ou combinações de versos específicas sustentam fazer uma obra significar esforçar para convencer condução qualquer hipótese específica. mas. texto. a falante que determina determinasse o sentido? Às vezes. Ninguém afirma que "vale tudo". ou o contexto Intenção.estratégia denigre respostas posteriores à obra. Podem ser de um autor ou na disou subcruciais.teorias incluem explicações do funcionamento so em geral e portanto sões da hermenêutica. não se resolvem consultando como o que. no jogo de interpretação nhas paródias definição. se negamos isso. é porque estamos mais interessados está pensan- a . sentido de uma obra não é o que o autor tinha em mente em algum tampouco é simplesmente uma propriedade do texto ou a uma de um leitor. ao contrário. nível não há necessidade de nos dias de hoje esse sentido está amarrado mas à análise das circunstâncias de ato esse autor estava realizando.o que determina o sentido? Agora. A vivacidade depende dos fatos duplos de que (1) esses argumentos nunca se resolvem. é o que determina . o senOs críticos que defendem a noção de que a intenção determina autores e decretamos que "vale tudo" na interpretação. Quanto aos autores. digamos. as relações dos homens com suas mães. mas as obras literárias ciona. cussões sobre a interpretação o oráculo Discussões sobre o sentido são sempre possíveis e. no que o falante do projeto da poética. sugerindo que a obra responde a preocupações de seu momento de criação e apenas acidentalmente às preocupações de leitores subseqüentes. mas. no caso das obras literárias. Uma discussão de "A as dis(o a sentido é uma noção inescapável determinado. que essa elocução específica significa. no texto. como textos a se justapor ao texto da obra. Às vezes. Voltamos a essa questão central. por exemplo. sendo assim. experiência experiência um desses fatores. ·1 do naquele momento valorizadas tencionado culação. Como meus a política literários f 1 o sentido de uma elocução como o que o emitente do que em suas palavras.

mas uma contribuição Edward Said48 sugeriu que os romances de Jane Austen deveriam ser interpretados contra um pano de fundo que é excluído deles: a exploração das colônias do Império que proporciona decorosa no plano doméstico contexto. das mulheres Romancista negras). por sua sondagem (N. do autor já que o ciações não são fixas e podem muito bem ser invertidas: tica do resgate.é um signo de outra coisa . seja ela a vida psíquica sintomática negligencia a especificidade do autor ou as tensões sociais de uma época ou a homofobia burguesa. 70 71 .deveria ser lida no importância. poderíamos contexto qualquer inclui Se devemos adotar algum princípio ou fórmula geral. da literatura como o sentido de um texto. que busca expor os pressupostos quais um texto pode contar (políticos. do qual eles adquirem não é muito satisfatória mas. não examinados medida que texto poderia ter tido para seus leitores originais) da suspeita. está sempre a ser decidido. uma hermenêuorigi- o texto a algum sentido supostamente pode reduzir seu poder. e do leitor da suspeita pode valorizar outra coisa que poderia ser concebivelmente é ilimitado: não se pode determinar relevante. tar que o contexto então devemos acrescen- pensar questões momentosas distinção seu autor no processo). da imaginação da escravidão. curso colonial e ativista árabe-palestino. que busca reconstruir e intenções o contexto (as circunstâncias do autor e os sentidos que um de uma hermenêutica com os A lingüísticos).T.) Ganhadora do Prêmio 48 Edward Said (1935). conhecida NobeI. A isso me volto agora. norte-americana. que a ampliação do contexto seguir alterar o que consideramos está preso ao contexto. Toni Morrison47 foi profundamente marcada que a literatura que é a fonte real de interesse. O sentido provocadas pelos como tendo algo valioso a dizer (isso poderia ser hermenêuou suspeitosa) e (2) a interpretação de algo não-textual.a liberdade da fronsem grilhões . e que com a liberdade . "sintomática" como o sintoma algo supostamente da sociedade do tica reconstrutiva "mais profundo". dizemos que o sentido está preso ao contexto. da estrada aberta. enquanto o texto pela maneira pela os pressupostos de pode ser uma em seu funque regras de linguagem. filosóficos. ele nos envolve e nos ajuda a rehoje (talvez subvertendo que considera que essa distinção o texto.é impreciso. ser pensadas como o resultado Por exemplo. sem o conhecimento de seu autor. quando enfoca a prática cul- teira. tural da qual a obra é um exemplo. Mas. mas o contexto é ilimitado. enquanto muitas vezes que a segunda nega a autoridade do texto. As grandes mudanças na interpretação do alargamento argumenta ou redescrição do contexto. pela muitas vezes não reconhecida os compromissos contexto dessa literatura a partir presença histórica da escravidão. pode ser útil para uma explicação daquela prática.) da dos negros (principalmente Intelectual (N.T. por exemplo. busca tornar diz-se aos leitores hoje. sujeito a decisões que nunca são irrevogáveis. Interpretar um poema como um sintoma ou um caso ilustrativo de características insatisfatória da lírica. na realidade. norte-americana discursos teóricos poderiam. primeira uma mensagem original acessível pode celebrar um texto e seu autor à sexuais. é um dos principais teóricos da teoria cultural e do dis- e pós-colonial. se de antemão o que poderia con- qual. A interpretação enquanto E objeto . Mas essas asso- 47 Pseudônimo experiência de Chloe Anthony Wodard (1931-). poderia ser hermenêutica útil à poética. e dizer que o sentido é determinado a situação pelo contexto. Mais pertinente entre (1) a interpretação cionamento. está preso ao a mutações hermenêutica produção do resgate.e portanto um modo de interpretação. mas o contexto pressão de discussões teóricas. a riqueza para sustentar O sentido sempre aberto uma vida sob a na Grã-Bretanha. ao restringir nal distanté uma hermenêutica de nossas preocupações. trata o texto poderia contar como relevante. As explicações da hermenêutica freqüentemente distinguem original uma de é ilimitado.

literais através do esquecimento os cidadãos e provoca desejos extravagantes. textos fundadores no campo da teoria litcr. Por exemplo. os retóricos tentavam distinguir os que a que "mudam" das "figuras" ou alteram. deleitar divorciado das atividades dessa arte. E.lIn.'iria. algo que não é um ouvinte e assonância (a repetição A teoria recente regular. A teoria literária cos discutem retórica "comum". As tradições medievais assimilaram as duas: a retórica tornou-se Uá que busca ensinar.invés da retórica. Dessa perspectiva. não é que não haja distinção entre o literal e o fic]urado mas sim que os tropos e figuras são estruturas fundamentais guagem. em "White cações teóricas da metáfora e comover) ou tropos se desviam.) trata algo como outra coisa (ch. que faz uso abunideal. por exemplo. No século XIX. retóricas. Ela está intimamente de explicar os efeitos literários atraque os tornam e operações de leitura à flor mas a algo belo e precioso (essa é a figura Ou "The Secret Sits" torna o segredo um agente do ato de Antigamente. A poética. é o estudo dos recursos persuasivos e expressivos da linguagem: as técnicas de linguagem e pensamento que podem ser usadas para construir discursos eficazes. parecem se apoiar inevitavelmente figurada passou a ser vista como artifício do pensamento ou da imaginação mostra como as expli- poética e caiu em desgraça. frívola que desencaminha afirmou Aristóteles49 essas duas expressões tornam-se possível figuralidade.1I 7:3 72 .j lin a figura mais impor o valor da poesia enfocando 49 Ver Arfe Retórica e Arte Poética. Aristóteles separou a retórica da poética. a retórica genuínas ou e renascentistas. o herói 5 etórica'J Poética e Poesia se dá conta de seu erro e os espectadores percebem que "lá a não ser pela graça de Deus vou eu"). entretanto. tratando a retórica como a arte da persuasão e a poética como a arte da imitação representação. como explicação dos recursos e estratégias da literatura. o sentido de uma palavra mais misturadas de dissimulação apóstrofe (dirigir-se sentar (personificação). Ele argumentava valiosa experiência que a poesia fornece uma saída segura ao conhecimento. E afirmava que a poesia modela a da passagem da ignorância do "reconhecimento" modo. (Desse para a liberação de emoções intensas. o próprio termo metáfora Mythology". No final do século XX. desde a era clássica. que. é geralmente tem se preocupado e a funçâo definida a natureza das figuras como uma alteração por exemplo. vermelha" à rosa para se referir não da metáfora).T. (N. consiste em figuras cuja natureza figurada em "compreender" um "problema que visa a ser poderosamente é como retórica a imitação enganosa ou (mimesis) ao persuasiva. Alguns teóricos até mesmo adotam a conclusão paradoxal de que a linguagem é fundamentalmente guagem literal Quando falamos e que o que eles chamam de linfoi esquecida. a arte da eloqüência e a poesia era uma instância superior associada ordenam as palavras para obter efeitos especiais. Uma figura usa ou desvio do uso expandida que estuda os recursos para os atos lingüísticos de todos os tipos. Algumas dessas figuras (a repetição de uma consoante). "tropos" específicos (como na metáfora) são: aliteração retórica. de sua árduo". a retórica foi ressuscitada como o estudo dos poderes estruturadores A poesia se relaciona com a retórica: dante de figuras de linguagem e linguagem do discurso. é linguagem foras. "Meu amor é uma rosa vermelha. Tradicionalmente. raramente questiona a noção de um sentido "comum" figurado? Jacques Derrida. Uma metáfora cJ. no momento-chave no drama trágico. Defini a poética como a tentativa vés da descrição das convenções possíveis. distingue figura de tropa e até mesmo ou "literal" do qual as figuras é literal ou em metámeu coração!"). desde que Platão excluiu os poetas de sua república quando a poesia é atacada ou denegrida. como em "Aquieta-te de um som vocálico). não exceções e distorções. não pode ser reduzida a uma explicação das figuras mas a poética poderia ser vista como parte de uma retórica muito com a retórica e os teóriretóricas. tante é a metáfora.

como "a vida é uma viagem': Esses esque- mas estruturam nossos modos de pensar sobre o mundo: tentamos "chegar em algum lugar" na vida.T. Na épica. A metáfora é portanto uma versão de um modo básico de conhecimento: vendo-o conhecemos algo das quais vivemos". é tratada como básica à linguagem e à imaginação respeitável. experiência. (N. semovendo de uma coisa para outra no inter. que se dirige ao leitor através de um livro . ficamos policial. analisar a explicação as estruturas como ele a chama: são retóricas básicas através das quais percebemos o sentido da 50 Ver t':Ola 15. e "finge estar falando consigo mesmo ou com outra pessoa: um espírito da Natureza. lugar de "a Rainha". seus dois livros publicados no Brasil.Jorge de burro ou meu amor de rosa vermelha. A literatura depende de figuras retóricas mas também esquemas metafóricos básicos. No drama. de estruturas ma- mais amplas. vermelha).)s·· um novo da literatura. ao cantar ou entoar.) de qualquer aspirante a poeta.") do romance trouxe 74 . porque A não intrinsicamente pode depender frívola ou ornamental. metonímia. "saber onde estamos indo". ao invés de ligar um domínio ao outro.poderia ser um detalhe circunstancial do corpos. particularmente neiras convenientes dos gêneros literários. e drama. Historicamente. Os teóricos falam de "metáforas guagem que subjazem a e tornam possíveis os sentidos produzidos ampla variedade de discursos. uma abstração personificada. um deus. um poema lírico ou uma tragédia. do todo pela parte: "dez mãos" em lugar de "dez trabalhadores': partes representem os todos. O que são gêneros e qual é seu papel? Termos como épica e romance são simplesmente de classificar.) 51 Ver Trópico. ela é a figura retórica mais facilmente justificada.o caso mais complicado diretamente o público ouvinte. "encontramos A metáfora é cognitivamente Sua força literária. Hayden White' homem do tempo?).T. entretanto. Outros teóricos acrescentam a sinédoque e a ironia para comé a substituição Ela infere que as o do para pletar a lista dos "quatro tropos principais': qualidades do todo a partir das qualidades A sinédoque poética ou !irica.um tópico que retomaremos A épica e o drama trágico cença.ior de um dado domínio. uma Musa. o autor está oculto do público e os persona. pistas de uma maneira que não O que seria uma figura de fantasmas ou lendo uma tragédia. estamos notável num poema lírico . os gêneros são conjuntos aventura as obras com base em semelhanças de convenções e expectapolicial à frase de Wordsworth "a criança é pai do homem" detém você. A invenção 7. Como uma metáfora amorosa. até mesmo uma teoria. A ironia justapõe aparência da parte e permite e realidade. básicas de lin- como algo. em que o narrador fala em sua própria voz mas permite aos personagens falarem nas deles. Na lírica . grosseiras ou eles têm funções para os leitores e escritores? Para os leitores. A metonímia se move de uma liga por meio da contigüidade. é que há estruturas que se verinuma quádruplo. ou um objeto natural': A esses três gêneros elementares.metáfora. Capítulo 2. podemos acrescentar o gênero moderno do romance. dividiram muitos teóricos do gênero seguiram os gregos. por assim dizer. épica ou narrativa. que ocorre é o oposto do que se espera (e se chover no piquenique sinédoque e ironia ."o Segredo senta no meio" . há a recitação oral: um poeta que confronta gens no palco falam. nos tempos antigos e na Ren.são usados pelo historiador histórica ou o "emplotment". dá as costas aos ouvintes. de sua incongruência. um amigo pessoal. A idéia fundamental fica bem nesse exemplo da retórica como disciplina. as mais altas realizaçôl's foram. pode carregar uma proposição elaborada. em que só os personagens falam. as realizações culminantes no Capítulo 6. um amante. de acordo com quem fala: sem importância numa história numa obra de ficção científica. Uma outra maneira de fazer essa distinção é enfocar a relação'do falante com o público. A metonímia como quando dizemos "a Coroa" em produz ordem ligando coisas em séries espaciais e temporais. em que os segredos poderiam ter adquiri- coisa para outra que lhe é contígua. como faz a metáfora. fá-Io penmais tarde é tivas: sabendo se estamos ou não lendo uma história de coisas diferentes Lendo uma história fazemos quando ou 'uma espreita sar e depois lhe permite ver a relação entre gerações numa nova luz: a relação da criança com o homem em que ela se transforma comparada com a relação de um pai com seu filho. procuramos e fazemos suposições sobre o que será significativo. e assim por diante. em que o narrador fala na primeira pessoa. Esses quatro tropos principais . a metáfora e a metonímia são as duas estruturas fundamentais a metonímia da linguagem: se a metáfora liga por meio da semelhança. Mas os teóricos também enfatizaram a importância de outras figuras. que as obras em três classes extensas.\' do Discurso e Meta-história. Para Roman Jakobson50. (N. "achar nosso caminho". obstáculos".o poeta.

Como funcionam ticos da linguagem? tipos de interação ser esperados? Para o poema enquanto é um problema complicado.." geral sobre os falantes de apreciação e da da o poema. mas. às vezes. tais como som e ritmo. red rose". e. histórico. ou "[Por exemplo. "The Secret Sits" . a de um observador grosseiro. J. . e não-semânticos o poema como a dramatização que reconstruímos. é imaginar um falante ou reconstruir um falante e um contexto: identificando um tom de voz. um poema não narrativo ficada com a essência da literatura. lho associativo ção da cultura A teoria importância os teóricos contemporâneos ca menos como expressão dos sentimentos e imaginativo com ligações e formulações literária lingüísticas do poeta e mais como traba- (que. criando dessa maneira essa figura da voz. uma modalidade e atitudes quotidiana sentimentos culturais. por outro. a formulação que fez o poema. Robert entre Intermediária cil imaginar que tipo de situação levaria alguém a falar dessa maneira ou 52 Jol1l1 Stuart l'vlill (1806-1873). . Filósofo ê economista vento oeste. a de ver os poemas: um poema literária). a voz dessa elocução específica. Introduç:. Esse O autor não fala o poema: para escrevê-I o.é dizer as palavras. thou breath of Autumn's the forests of the night"53. tais como a "Ode to the West Wind".1o. sopro expoente do outono". entre o final do século XVIII e a metade curto.lllill'L 11):-. outro e de um tipo de estudo crítico para outro. por um lado. do Utilitarismo. o indivíduo Frost. admiração ou devoção. é elocução ouvida sem querer. inglês. a natureza das atitudes do falante. as situações.adversário à cena literária. uma experiência Para o poema concebido tante é a relação entre o sentido e de nosso conhecimento guagem. Agora.. portanto. relativa de maneiras diferentes se cada poema começasse com as palavras invisiveis. muitas vezes dizemos. é crucial começar com uma distinção de expressão elevada. talvez. de um narrador ou falante construído pelo autor. mas reflexivo da vida 76 53 "Ode ao Vc:nto Oeste": "Oil. eu ou alguém poderia dizer] My love is like a red.C. Desse modo temos. caracteristicamente. O que poderia levar alguém a falar dessa forma? A modalidade poesia nas escolas e universidades atitude do falante. A importância dessas diferentes figuras varia de um poeta para do século XX. eu ou alguém Interpretar indicações poderia do texto dizer] We dance round in a ring and suppose .) . por exemplo.. No entanto. portanto. uma questão imitações ficcionais de elocução pessoal.. timentos de um falante dominante tem sido enfocar as complexidades de pensamentos e inconscientes. São Paulo. o que fazemos.111 L<-. Mas ao pensar sobre a entre a voz que fala e o poeta lírica. ou "The Tiger" de Blake. tigre. mais interiores domina. Ler suas palavras é colo- para os versos iniciais de alguns dos mais famosos poemas líri"O wild West Wind. expressão de sentimento e com valores transcendentes. elocução de uma voz de status indeterminado. o Ler um poema mas é a autor se imagina a si mesmo ou a uma outra voz falando-o. se nos que está realizando atos de fala reconhecíveis: de uma experiência. passou a ser identiprincipalmente como elegante de valores Vista outrora rural). um evento na história e os traços não-semânticos como construção verbal. entre outras coisas.uma experimentação de seus valores. coincidem com a linguagem repositório muitas vezes não). poeta pré-romàntico (N. produtiva e sen- ato. seleção e tradução inglês. Essa tem sido a abordagem século XX e uma justificativa literárias são imitações ficcionais mas líricos são. sucinta poderia que torna a poesia uma dilacera- ser a de que as obras como ao invés de principal de elocuções do "mundo que enfoca a poesia discute. burning bright/ln difí- car-se na posição de dizê-Ias ou então imaginar uma outra voz dizendoas . de Shelley. preocupações e atitudes de com o que sabemos do autor.. flamejante fulgor/ Nas florestas de denso negror" selecio/lada / \Villiam Blake.T. lidando ao mesmo tempo com a vida dando expressão concreta individual. prático. a ring and suppose . A poesia lírica. voltarmos tando sobre a importância expressando da lírica. surgem dificuldades: being!" ou "Tiger. uma questão-chave é a relação entre o ato do autor que escreve o poema e o do falante ou "voz" que fala ali.. quando ouvimos sem querer uma elocução que nos chama a atenção. É cos.. conscientes entre os traços semânticos os traços não-semân- situações comuns. "We dance round in parece ser uma elocução.por exemplo. de Paulo Vizioli. a partir das é tanto uma estrutura ato do poeta. imporda lintêm? Que podem feita de palavras (um texto) quanto um evento (um do leitor. aos do sujeito Essa idéia ainda prepassaram a tratar a líri.) Shclky (17(P [/J(/('sill aquelas duas figuras está uma outra figura: a imagem da voz poética que surge do estudo de uma gama de poemas de um único poeta (no caso de Frost. "[Por exemplo..a voz. de acordo com um dito famoso de John Stuart Mill". mas dominante da lírica no real': Os poeÉ a poesia lírica passou mais tarde a ser vista como a poderoso. Tiger. a lírica. de Percy (N." O poema Essa é uma abordagem sentam um falante amante.. inferimos a postura.T. "O Tigre": "Tigre.1 I \Villiarn Bbke (1757-1817). Que efeitos. pois muitos poemas apremedicensurando um amigo ou Mas.. ('/1/(1. turbulento Bysshc IX lI) poeta romàntico inglês. é uma questão de deslindar.

uma IlLl\'Clll". erga-me como uma Crítico e teórico canadense. A resposta que provavelmente estão sendo arrebatados extravagantes. um tigre. S. um tigre. É ritualístico. e a prosopopéia. na medida em que os ventos não vêm ou o não nascido não ouve.) 73 7<) . me as a wave. preferivel- mente a um público real (o vento. a cloud!" em ser bem-sucedido Mas essa aspiração bem. na eventualidade Tocamos aqui numa questão sua aspiração blime": ao que os teóricos.J 973. Chama a fim de dramatizar impossíveis. . PéricJes Eugênio da Silva Ramos. como disse. parece residir no âmago da poesia lírica. é o que "Lift é mais e a apóstrofe os poemas líricos. mais adiante no poema. estão assumindo atitudes uma providência pela qual a voz que fala os ventos a soprar esses poemas como imitações ficcionais rece ser o de imitar a própria poesia. está vinculada dirigir-se qualidades ao que não é um ouvinte inanimados. evocam Os imperativos poéticos. é a feita de palavras e o poema fazer algo acontecer "O wild quanto de fala a objetos Como podem as mais altas aspirações do da relação entre o poema como uma estrutura como evento. o falante de Shelley insta com o vento oeste. o ato pada lírica. mostra verso estar ligadas a esses truques retóricos? Quando os poemas líricos se desviam de ou jogam com o circujto comunicação timento para se dirigir ao que não é realmente a irromper um ouvinte vento. 55 Northrop Frye (] 912-1991). mas flamejante. a voz: para intimar hiperbólicos imagens de seu poder de modo a estae profética. mas sardônicos belecer sua identidade como voz poética das apóstrofes tono" e. a lírica em seus aspectos enquanto mostra-nos ordem de palavras e deseo sentido ou a história nho de palavras". da narrativa cação. Pode caçoar.l() Patll(l. de que o poema vá funcionar citações desde a era clássica. Se tentamos ire- poetas figura afirma tradição sublimes de vocação poética ou como visionários: poética. ou o coração . ao longo dos tempos. Mas a intensidade que.um como estando baseado em truques verbais apostrófica: West Wind!" e a hipérbole o que a prosopopéia "Oh". hiperbólica. ou exigir que o não nascido escute seus gritos é um ato de ritual poético. minha alma). A exigência acordo hiperbólica de que o universo o escute e aja de se constituem como é uma providência pela qual os falantes o cerne hipotético literais Isto é. eles fazem isso O nome do jogo aqui é exagero: o tigre não é o vento é o próprio "sopro do oucomo quando apenas "cor de laranja". (N. um paradoxo que da poesia inclui humana de comdá ao falante uma transcendente a atribuição de Frost reduz a atividade mas de conhecimento humana a dançar em círculos e trata as muitas for- coisas que serão realizadas. chamam de "su- embaraçosamente como bobagem mais mistificador e vulnerável preensão. lima folha. é juntar-se distingue claramente sentido das formas. A voz chama a fim de estar chamando. alguém que pode se dirigir à mos sugerir é que esses falantes e estão ficando entender Natureza e a quem ela poderia responder. Os poemas narrativos narram um acontecimento. em apostar que isso não será descartado como um monte humanas ao que não é humano. Um problema importante para a teoria tanto tentam a figuras retóricas tais como a apóstrofe. aos teóricos A lírica.como minhas mais Tudo nesse ao descarte poderíamos garantia breves dizer. a leaf. que freqüentemente deseja um estado de coisas e tenta criá-Io escreve pedindo aos objetos inanimados que se curvem ao desejo do falante. da alocução um sen- a personificação. Os poemas não ser um mero falante e do espírito de versos mas uma corporificação da poesia. salvador e destruidor.que ato não-poético estaria realizando.T. poema. se é que o serão. o que faz dela a mais literária "é o gênero que mais e do da literatura.às vezes se diz que isso significa forte que leva o falante se liga especialmente emocional . Mas não há qualquer ruidosamente. a cloud"S4. A extravagância uma relação com o que excede a capacidade apaixonada.T. o tropo do ato de real. Até mesmo os poese baseiam em condensações hiperbólicas. Northrop FryeSS. Conclamar O que esses exemplos sugerem é a extravagância líricos não apenas parecem dispostos a dirigir-se em inflexões hiperbólicas. provoca temor ou intensidade percepção de algo além do humano. 54 "Oh. lutam indicam "poético". O "Oh" da invocação é uma da poéticos. da poesia. a leaf. em fala. a personificação. As apóstrofes expõem esse acontecimento como no vazio Realçar a apóstrofe. "O lift me as a wave. como "suposição': teórica importante. de atos comuns de fala. (N. onda. autor de Anatomia da Crílic(l (1957). para ser um evento. ('llllli.) trad. a concessão tipo de coisa. Ser poeta é empenhar-se de bobagem. do eventos a quase nada. enfatizaram ao próprio ato de alocução ou de invo- a lírica de outros atos de fala.

Nesse nível. no encantamento espelhar outro. a organização da inteligência rítmica permite a poesia tem sua própria ordem a respeito à que os poemas são energizados por ecos de poemas passados que dá prazer. a lírica se baseia numa convenção de unidade e autonomia. Nine days old./ seu caminho as expressões figuradas.T. Repita as palavras que ecoam ou sentido.) na panela! há no\'e dias. colocando termos em de acordo com padrões de paralelismo. e na o prazer reside no ritmo. As [l'l) postulam relações entre diferentes . em suas formulações road"? E o "Secret [que] sits in the middle and knows"? Esses traços são muito proeminentes em que freqüentemente estranheza da imagem: Pease porridge hot. 56 Os poemas garatujam ou nos propõem enigmas. a impossibilidade talvez de qualquer ato de linguagem.. com (. entre os poemas e os organismos uma tensão inelutável praticar o que prega. um fragmento que precisa de um contexto mais amplo para explicá-Io.J ficar sob a guarda Lembramos de "Pease o que "pease porridge" porridge hot" sem nos preocuparmos em investigar oposições no poema (como entre "nós" c supor) e vêem como outros elementos se alinham 11 poderia ser e. quer procurem uma fusão harmoniosa ou uma tensão não resolvida. semântica. fonológica. A unidade se torna menos uma propriedade dos poemas do que algo que os intérpretes buscam. e não- e veja se não surge uma história da Critica rias da poesia.. Pease porridge in the pot. "contingentes" de som e ritmo o escândalo da que traços sistematicamente i nfectem e afetem o pensa mento. His rollrock highroad roaring down .para produzir na medida em que seus padrões formais têm efeitos sobre suas estruturas assimilando os sentidos que as palavras têm em outros cona nova organização. de modo que não há necessidade de perguntar linguagem e se alojar na memória mecânica.T. A tradição da poética torna disponíveis diversos modelos teóricos. os teóricos românticos uma analogia todas as partes do poema deveriam pós-estruturalistas postulam e os New Critics ingleses e amerise encaixar harmoniosamente. como se houvesse uma regra: não trate o poema como trataríamos um trecho de conversa. portanto. ou intertextuais e podem tanto a rima levanta especial atenção da relação interpretativa recentes dos poemas como construções rimam) quanto suspender a investigação: do sentido.ou. mesmo que descubramos. entre as dimensões semânticas que absorve e reconstitui semânticas da linguagem. repetição de letras . entre o que os poemas realizam e o que dizem. Colocar a linguagem 56 "Esse queimado sombrio. particularmente oposições. É textos e sujeitando-as This darksome burn." (N. tipos de or9a-temática . semânticos da linguagem sortilégio ou encantamento: colocando básicos da e o enigma. Tente lê-Io como se fosse um todo estético. . mas suponha que ele tenha uma estrutura toda sua. nização da linguagem para dizer de forma é uma estrutura semânticas. os leitores identificam Segredo ou entre conhecere poema. Pease porridge cold. (I\'. poesia deslocando sentidos literais para sentidos figurados. horseback brown. As concepções enfatizam de um poema. SLl1i1111 ondulante ribomba .métrica. mais geral. numa de da organização métrica e da repetição de sons é a base da poesia. Frye. entre o que o poema diz e como o diz. chama os constituintes lírica de tartamudeio e garatuja.. O poema os significados. ritmo.~~.l mingau de ervilhas frio/ mingau de ervilhas 80 81 . plano os traços não- de significantes . "In of the Metro": . alterando a ênfase e o foco.) 57 "j'v1ingau de ervilhas qut'Jllc.51 O padrão ritmico pequeno texto (como quando e o esquema da rima ostentam provocar a questão a organização das palavras desse que em cantigas de ninar e baladas. em primeiro cqlíino.. Os formalistas russos do início do século XX postulam canos traçam leituras que um nível de estrutura num poema deveria naturais: As caprichosa. cujas raízes são o sortilégio em primeiro Os poemas tartamudeiam.surgindo estrutura do desenho rítmica Anatomia verbal. em sua dissimulação enigmáticas: o que é um "rollrock highalinhamento. marrom é provável que esqueçamos isso plano e torná-Ia estranha através dll antes de esquecer de "Pease porridge hot". cujo é um compêndio inestimável reflexão sobre a lírica e outros gêneros.ecos que eles podem não dominar.I'.som. Para f.. Tomemos o famoso poema de dois versos de Ezra Pound.J7('t _ isso.

(N. quando os fatos externos. Mas e daí? A interpretação nas da convenção a regra é que os poemas.! Péw. são em algum nível reflexões sobre a no metrô e a cena natural.58 Interpretar isso envolve trabalhar com o contraste entre as multidões sia ou a criação do sentido. O emparelhamento de uma árvore. para outros observadores. apreendendo das e. seria trivial profundidade na aparência formal.T. Os poemas. a emoção seja in}ediatamente evocada". A entre rostos na multidão e pétalas num ramo relações inesperaou Esse pequeno como pétalas num ramo . black bough. deve- inteligibilidade de nossa experiência na teoria narrativa. mas a segunda parece possibilitar passo poderosamente ver rostos na multidão subscrito percepção de semelhança pela tradição da interpretação poética. pode tornar-se uma reflexão sobre o poder da imagipoéti- nação poética de conseguir os efeitos que o próprio poema consegue. (N. uma situação. como veremos a seguir. iniciada em 1917.The apparition of these faces in the erowd: Petals on a wet. UI113 coleção de mais de 100 poemas. podem ser lidos como sondagens na poética.ias num ramo molhado. de a oposição no pequeno poema de Pound. dessa forma. não importa devem ser sobre algo importante. Um exemplo como esse ilustra uma convenção básica da interpretação ca: considerar o que esse poema e seus procedimentos dizem sobre a poe- 58 "Numa Estação de Metrô": "A aparição desses rostos na multidão. um conjunto de objetos.é um exemplo da imagio que.) 59 Thornas Stearnes Eliot (1888-1965). nação poética "vendo o mundo de novo". assim como os romances. do tempo e. de tal maneira que. talvez. lima cadeia de eventos que será a fórmula para aquela emoção específica.) d 82 83 . os sobre como o paralelo a cena de multidão funcionar. O urbana no metrô com a cena natural de pétalas num ramo molhado de árvore ou as está uma leitura mais rica.T. que devem se encerrar em experiência sensoriaL sejí1111ados. encontrando poema. portanto. no uso que fazem das operações retóricas. negro". em outras palavras. ou insinuações geral. Poeta. sondagens paralelo entre os rostos na escuridão do metrô e as pétalas no ramo negro de unidade mas também da convenção de importância: quão insignificantes e portanto os detalhes concretos como tendo importância objetivo". Poeta modernista e crítico norte-americano.\'. autor de Thr! Co!Jto. inspirando um igualando. dramaturgo e crítico literário angla-americano. observando uma semelhança? Ambas as opções são possíveis. Ezra Pound (1885-1972). Deveriam ser lidos para usar a expressão de de significância59• poderia IS. 1920): "A única maneira de expressar emoção na forma de arte é encontrar um "conelato objetivo". apreciando opressivo. autor do poema The Wasre LalJd (1922). riam ser considerados sentimentos leitores tranqüila como o sinal ou "correlato importantes refletir Para tornar significativa precisam poema está contrastando desses dois versos impõe o do poema depende não apena aparência. Eliot. A teoria do "canelata objetivo" está no ensaio "Hamlet and his Problems" (il1 T/u: Sacred Wood. um dos nomes mais importantes da poesia modernista.

de uma língua sabem inconscientemente ao saber uma língua. até mesmo argumentaram que mas a segue não a lógica da causalidade científica a lógica da Revolução Francesa é compreen- 6 arrativa der uma narrativa que mostra como um acontecimento levou a outro. tentativa como uma tentativa de massa. . Dessa maneira. sobre a configuração básica das histórias que nos permite distinguir Isso não é apenas um resultado das preferências de um público leitor uma história que acaba "adequadamente" ser concebida explícita. chamar de uma competência narrativa engabásica: exigindo para a teoria elas sabem quando você está tentando poderia popular que não poderia aspirar às altas vocações da poesia lírica e épica. quer ao pensar em nossas vidas como no mundo. são a principal maneira as coisas são deixadas penduradas? A teoria da narrativa de explicar essa competência de tornar explícita narrativa. Muito cedo. então. tornar é uma detalhadamente. x. meio e fim e que elas dão Mas o que cria a impressão tem essa configuração? Os um nifica conceber como uma coisa leva a outra.sofos da história. para fazer de tique um começo e de taque um final. uma forma sobretudo poeou preender os componentes demais da biografia se apóia em teorias da estrutura noções de enredo.mas os romances pasAs pessoas ainda estudam e os contos nar.mas a vida geralmente não é assim. diz o argumento.sempre que a e b prevalecerem. As teorias literária e cultural têm afirmado cada vez mais a centralidade cultural da narrativa. tanto tenta comda narrativa específicas obtêm seus efeitos. Ela segue não uma lógica do ponto de vista dos ele. tanto como o que os escritores escrevem quanto como o que os leitores lêem e. diferenciando entre dois sons fisicamente idênticos. como algo poderia ter sucedido: como Maggie acabou vendendo software de Jorge veio a lhe dar um carro. mencionei a explicação histórica lógica da história: entender no Capítulo 2. . uma organização A teoria que humaniza da narrativa o tempo dando-lhe ("narratologia") forma. Quais são os requisitos mentos? Aristóteles que as boas histórias de uma história. quando dizemos que um relógio faz "tique-taque". O romance era um recém-chegado. as crianças desenvolvem o que se poderia histórias.- de causa e efeito mas a lógica da história. que alegremente escolhe histórias mas raramente lê poemas. desde os anos 60. damos ao ruído uma estrutura ficcional. em que poderia. Mas no século XX o romance eclipsou a poesia. em que entender sigem Cingapura. A teoria aqui pode ser concebida como uma exposição de uma compreensão conhecimento cultural intuitivo. A poética da narrativa.muitas vezes isso é exigido tornaram-se o núcleo do currículo." da teoria em narrativa: é um ramo ativo literária e o estudo literário vas. de técnicas narratiquanto analisa como narrativas como poderíamos chamá-Ia. entretanto. "Considero o tique- taque do relógio como um modelo do que chamamos de enredo. a primeira questão da narrativa ser: o que sabemos implicitamente entre e uma que não o faz. A explicação científica busca o sentido ocor- a competência o que os falantes ou uma progressão que conduz a algum lugar. Entendemos os acontecimentos prazer por causa do ritmo de sua ordenação. assim como a lingüística lingüística: pela qual entendemos que está acontecendo das coisas colocando-as científica as coisas.) através de histórias possíveis. As histórias. os filóX4 Essencialmente. Mas a narrativa não é apenas uma matéria acadêmica. de diferentes tipos de narradores. quer ao dizer a nós mesmos o sob leis . como o pai diz que o enredo é o traço mais básico da narrativa. de que uma série específica de acontecimentos teóricos propuseram diversas explicações.~A?. Há u~Jf1l2-UIso humano básico de ouvir e narrar histórias. parando antes de chegar ao final. devem ter um começo. rerá c . da crônica para ser genuinamente próximo literário. Era uma vez um tempo em que literatura significava sia. estruturas narrativas estão em toda parte: Frank Kermode observa que. a narrativa sou a dominar também a educação literária. poesia .

que se perde na tradução. ou de um medo ou previsão para sua realização de um problema solução ou de uma falsa acusação ou deturpação cada um dos casos. que há duas maneiras de pensar o enredo. já que apresentam de maneiras diferentes."mesma história"). Daí. uma de vista da heroína sofredora. parte da teoria narrativa ção significativa. aos acontecimentos e leitores conde buscar o genuína: os escritores que foram configurados do enredo.artir de um certo ponto de vista pelo discurso (diferentes versões da . uma seqüência de atos por parte de três personagens pode ser configurada (por escritores e leitores) num enredo elementar de amor heterossexual. Esse na oposição paterna.ou pode fazer dele uma reviravolta entretanto. conseguem resumir enredos e discutir a adequação de um resumo do enredo. Os leitores com uma transformação para sua retificação. mudança envolvendo paralelismo a mudança como sendo significativa. encontramos nível dos acontecimentos mera seqüência de acontecimentos final que indique o que aconteceu mentos que a história narra. figuram para transformá-Ios um filme mudo ou em quadrinhos entretanto. elementares a partir dos quais esse enredo foi forou construção do leitor.funcionam como duas oposições: mentos e enredo e entre história e discurso. De um outro ângulo. Desse ângulo. e a idéia dos acontecimentos mado é também acontecimentos A distinção apresentação. o enredo pode ser preservado na tradução de uma linguagem uma história Descobrimos. ou sua inversão. com um texto (um termo que inclui filmes e outras identificando os acontecimentos num enredo. somos capazes de pensar no resto do material o que ocorré. ela deve enfocar também a capacidade dos leitores de identificar conseguem que duas obras são versões da mas é provável mesma história. seu amantes ficarem juntos. é entre enredo e uma inferência da poesia. Deve haver uma situação inicial. o enredo ou história é o dado e o discurso são as apre. enredo (ou a associação de um desenvolvimento não faz uma história. A teoria da narrativa postula a existência de um nível de estrutura . ou do pai irado. o enredo é o que é configurado pelas narrativas.independentemente de específica ou meio representacional. (A terminologia o leitor o compreende varia de um teórico para a história e depois o enredo é um modo de dar forma numa história outro. podemos perGrande verbal como sendo a maneira de retratar sentido das coisas. Mas o próprio enredo já é uma configuração um casamento encontram. no nível do tema. intencional ou de um narrador mais íntimos de cada desses acontecimenque consegue descrever os sentimentos algum tipo de virada e uma resolução que marque Algumas teorias enfatizam tipos de tais como a mudança de para sua Em no que produzem enredos satisfatórios..) Confrontado representações). nificado e a organização básica da teoria da narrativa.enredo exige uma transformação. que as discordâncias revelem uma considerável compreensão compartilhada. ou de um observador externo onisciente intrigado com os acontecimentos. Se falamos de num enredo. tos. Assim.. Uma Deve haver um história) e discurso .de acordo com alguns teóricos.o que geralmente qualquer linguagem chamamos de "enredo" . Se a teoria narrativa dos. Há muitas variáveis e elas são cruciais para os efeitos das narrativas. Quem fala? Por convenção. Um enredo pode tornar começo de uma história que os leitores realmente o final feliz da história é o discurso va. é para realçar o sig . identificando "o que acontece". Os três níveis que estou discutindo uma relação entre personagens para seu oposto. acon tecim e n tos/ en redo história/discurso entre aconteci- final que se relacione com o começo . Não é que eles sempre irão concordar. um com o desejo que levou aos acontecisobre a competência narratienre- é uma explicação distinguir O enredo ou história é o material que é apresentado. história e discurso. Aqui estão algumas questões-chave que identificam maneiras de conceber essas uma varia~ nos acontecimentos enredo com três personagens pode ser apresentado 86 . texto: o enredo é algo que os leitores inferem a partir do texto. ordenado a p. de acontecimenou o no meio. portanto. ou do jovem. O de um tos. pode ter o mesmo enredo que um conto. De um ângulo.acontecimentos. mas alguma reviravolta aos jovens na narrativa do ponto guntar que tipo de apresentação foi escolhida e que diferença isso faz. personagem ou que adota uma distância sentações variadas dele. ou de um meio para outro: Diferentemente . desejo encontra em que um jovem resistência permite procura casar-se com uma jovem. diz-se que toda narrativa 87 tem um n. em suas tentativas a mesma "história" vendo o texto como uma apresentação específica daquela história.lr~ explora diferentes variáveis.

". em que não há um "eu" .os quanto teórico russo c teórico do discurso. ou podem não ser nada desenvolvidos medida que à narração história. mente a acontecim. Ou. Capítulo 62 MikhaiJ determillJ. para a seqüência inteira. Bakhtin via a linguilp. Definia os eventos ocorrem (como em Jealousy de Alain Robbe-GrilletGO. A narração pode se seguir imediata- dos e determinada no qual tanto lingllat!~llIl'ollln 1\11.) ]{(lkl:li'. Os teóricos distinguem a "narração em primeira pessoa".-il. Quem fala para quem? O autor cria um texto que é lido pelos leitores. Aceitamos essa afirmação até que nos dêem motivo para pensar de outra forma. hesitam sobre como contá-Ia de que podem determinar como a história A narração pode estar situada na época em que em que a 61 Ver Nota 25 . em que um narrador diz "eu". se ocultando dep9is de introduzir dade. vista. comum inglesa lar confortável .1. Os observadores em primeira pessoa podem ser plenamente desenvolvidos como indivíduos com um nome. Dostoievski_ (1775-1817). and rich. de Jane Austen. dar que o narrad-e-r partilha de que estão narrando mesmo ostentam ou quando encontramos os mesmos valores que o autor. história e personalie rapidamente desaparecer à a caminha. se ela era realmente . pelo nome ou por "ele" ou "ela': Os narradores em primeira contam. ou podem ser participantes. cuja função não é agir mas descrever as coisas para nós. agora yestá aconte- (1895-1975). foi um importante e sobre o romancista do romance. que pode se colocar fora da história ou ser um personagem dentro dela. ou podem adotar e de outros..o narrador não é identificado como um personagem na história e todos os personagens são referidos na terceira pessoa. adota a forma "agora x está acontecendo. em que cada carta trata do que ocorrera até aquelemomenà medida que o narrador olha em retrospecto As vozes narrativas podem ter sua própria i I to. público através daquilo que sua narração aceita sem discussão e através que e0plica.) e um temperamento (N. de cartas). O teórico russo Mikhail BakhtinGl descreve o romance como fundamentalmente polifônico (múltiplas vozes) ou dialógico ao invés de monológico vozes (única voz): a essência do romance é sua encenação de diferentes ou discursos e. história encaixada identificados (particularmente se torna onde um personagem para outros de narratário. a narrativa O público and happy disposition. Quando o narrador handsome. certa autoridade. a narração pode ocorrer depois dos acontecimentos finais da narrativa.. "63 não bonita muitas vezes chamado explicitamente daquilo Quer os narratários implicitamente sejam ou não identificados.\l' "anli-romance" que surgiu na d~cada de 50. cendo.. daquilo que de modo algo confuso é chamado de "narração em ter. Os leitores inferem a partir do texto um narrador.ceira pessoa". na Idade (1816). agora z está acontecendo"). (N. with ficamos nos perguntando o narrador começa. Filósofo pelos russo da linguagem históric. bonita. la/ollsie em 1957. e conta a é um nas histórias dendo narrador constrói do embate de perspectivas sociais e pontos de Narrar uma história é reivindicar concedem.rador. Quem fala quando? narrativa ao leitor como alguém que parti- uma história. Uma obra de um outro tempo que um leitor moderno interessada e lugar geralmente certos A crítica femium leitor massubentende pressupostos um público que reconhece certas referências e partilha pode não partilhar. tendo publicado (1\'_1.I\-. epistolares de Samuel (romances RichardsonG1. na maneira postulam inteligenfe. consciência de uma criança pode ou usar a linguagem adulta para relatar as percepções da criança ou resvalar para a linguagem de uma criança.. /\ . relatar a linguagem na qual narram tudo na história. "Emma Woodhouse. O narrador se dirige a ouvintes que às vezes são subentendidos às vezes explicitamente tro de histórias. home ceticamente personagens).entos sob a forma específicos. Quem fala que linguagem? linguagem distintiva. e Quem fala com que autoridade? que os ouvintes a comfortable Emmo.T. inteligente e rica. Uma narrativa que vê as coisas através da podem ser observadores da história. portanto.) da romancista Jane Austen aa a9 . sohre ao sentido popular Emma textual. uma voz que fala. li e a cultura 60 Alain Robbe-Grillet francês (1922-). Os narradores são às vezes chamados de não confiáveis quando fornecem informação suficiente sobre situações e pistas a motivos paraduvio fato ou até vai respeito de suas predisposições para nos fazer duvidar de' suas interpre- nista está especialmente como as narrativas européias e norte-americanas freqUentemente I tações dos acontecimentos. Os teóricos quando os narradores discutem falam de narração auto-reflexiva o fato culino: elas se dirigem implicitamente lha uma visão masculina.l:llll'llIIH) a componentes lingüísticas de elocuções sociais específicas. como é mais comum. como nos romances tal como Pomela.1 \'111 os elementos Talnbém Média predetenninam um :10 OUlTO nllma estudos klir. ou construídos. o 63 "Emma do romance \Voodhouse. Escritor representativo e um dos mais importantes (Jea/ollsy) foi publicado teóricos do "nouveau roman". pessoa podem ser os principais protagonistas personagens secundários da história que na história. uma de clever.nte um "evento" direção Bakhtin 2.

é comum não apenas nos contos tradicionais romances modernos. época do acontecimento trospectiva. ou pode' através e compreensão essas perspectivas. são enfocados. (CU. fazendo um movimento nhece agora. ao que pode ser comas nos contado t' de uln sua cobiça pelo ouro ainda não estava satisfeita". quando o Rei morreu. 1. mas A narração onisciente. focalizador veis aqui. parece focalizado através de um a[ienígena é uma figura demiúrgica e às motivações ocultas ou pessoa que tem dos perque está muito "pirada". A história é. Maisie não é o narrador. l'lll 11. realça o problema da autoridade freqüentemente narra- Quem vê? As discussões sobre a narrativa falam do "ponto de vista a partir do qual uma história é contada". I . Maisie. Quando a narração mentos através de um personagem ções semelhantes. lentamente aconteceu: da investigação. 64 Henry James pora[ faz uma diferença enorme nos efeitos de uma narrativa. totalmente não compreende a dimensão sexual das relações entre os adultos em volta dela. mas esse uso de ponto de vista confunde duas questões distintas: quem fala? e de quem é a visão apresentada? O romance de Henry James. onde é freqüentemente 91 nos legou ainda um conjunto de textos sobre teoria do romance. A questão O uma narrativa é distinta da questão de "quem vê?" A partir da são enfocados e apresentados? a história através de uma perspectiva muito limitada . What Maisie Knew4. um da criança que na Desse modo. Limitações vezes é apresentado extremo. graças à visão recom ele quando criança. por exemplo. descrita na terceira pessoa. Ou. A narração auto-reflexiva tiva. naturalmente. para usar um termo desenvolvido pelos teóricos da narrativa Mieke Sa[ e Gérard Genette. entre o que sabia ou sentiu então e o que recoem terceira pessoa focaliza específico. reunidos em Tlie Ar! (d'Ficrion. guardando o conhecimento do resultado através de um avançando o que e velocidade. No outro extremo. "o velho acendeu um cigarro" parece focalizado Pode enfocar com as atividades humanas) enquanto humano com cabelos brancos no alto da cabeça segurou um bastâo em chamas próximo a si e começou a subir fumaça de um tubo branco ligado a seu corpo" raçãoConisciente".acabar. tempo depois. como "e[a". Distância microscópio. portanto. freqüência: fica ou o que aconteceu todas as quintas-feiras. de conhecimento. com grandes detalhes ou rapidamente nos contando "O Monarca agradecido deu ao Príncipe a mão de sua fílha em há as variações em é o que casamento e. ou a partir de muito o que o focalizador sabia ou pensava na ou como viu as coisas depois. emprega um narrador através da consciência que não é uma criança mas apresenta a história ela é da criança Maisie. I I cada momento para o clímax. As histórias por exemplo. A história pode ser focalizada por assim dizer. está o que se chama de "narem que o narrador mais íntimos acesso aos pensamentos Ao relatar algo que aconteceu o evento através da consciência de seu conhecimento pode combinar ele foi. Num 3. qU~lnlo pessoa. mas o romance apresenta muitas coisas a partir de sua perspectiva. o Príncipe o sucedeu no trono e reinou feliz por muito anos': Relacionadas com a velocidade. É dela a consciência ou posição através da qual os acontecimentos "quem fala?". relatam apenas o que o focalizador romancistas norte-americanos sabia em James Knell' através da consciência em primeira chamada na narração pessoa. restringindo o relato ao que pensou ou sentiu na época.relaas ações sem nos dar acesso aos pensamentos podem ocorrer que as descrições "objetivas" familiarizado ou "externas" do personagem. Temporal. narrador focalizar pode focalizar os eventàs a partir de logo depois.a pers- perspectiva de quem os acontecimentos pectiva de um "olho de câmera" ou de uma "mosca na parede" . Há inúmeras variáA narração pode focalizar os acontecimentos a partir da compreensão um observador época em que ocorreram.) narração em terceira ele "polillJ 90 . A escolha da focalização de detetive. limitações relatando como as coisas pareceram ao personagem na nhecido e contado. 843-1916). Mesmo aqui. focalizada através dela. As histórias focalizadas único personagem ocorrem que o narrador principalmente tanto época ou como são percebidas mais tarde. em que a escolha do que será realmente crucia[. ou através de um telescópio. 2. repetidas elas podem nos contar o que aconteceu numa ocasião especíMais distintivo no qual algo tão específico como o que pode Gérard Genette chama de "pseudo-iterativo". ela pode empregar variatem- sonagens: "O rei estava desmesuradamente em que parece não haver em princípio alegre com o que viu. grandes variações dependendo pode ou não ser o mesmo que o narrador. Whor A1uisie conta o que ele ou ela pensou ou observou. aconteci- época da narração. é de 1897. que não poderia acontecer aconteceu focalizar tando regularmente. do grau de através de "o subentendem.1 (J Um dos mais importantes da virada do século.

Através do conhecimento romances na tradição história ocidental à que apresentam. seus romances mais conhecidos. em vez de na ação pública. traçam esmagadas.de vista limitado de terceira pessoa". nos diz Aristóteles.) pelo desejo sob a forma de "epistemofilia".um acontecimento cujas conseqüências e importância se tornam uma preocupação principal. esse desejo? Esse conhecifazem essas per- Essas e outras variações na narração e focalização por determinar onisciente. sempre século XVIII. quanto porque de história as histórias suas histórias estão Mencionei no 2 que os "textos de demonstração as narrativas umas às outras. é tirada autor de c1""jhjl{'('/. E é por isso que os r'Jmances. evitando a são pessoas cujas vidas secretas são visiveis ou poderiam ser visiveis: somos pessoas cujas vidas secretas são invisiveis. de modo que o ato de contar uma história se torna um acontecimento na história .Illn {(!\\'dl'dl' O prazer da narrativa se vincula ao desejo. seria perfeito por um coche e todos os seus planos iriam dar em nada"). de nos ensinar sobre o mundo. ocorre ("Mal sabia ele que.M. Na medida em que nos tornamos de identificações (ver Capítulo poderoso de internalização também ou vira-se a mesa. Histórias dentro de histórias dentro de histórias. enquanto que há algo como "estar apaixonado". então que talo nos oferece para satisfazer mento é ele próprio um efeito do desejo!? Os teóricos a verdade. "E daí?" Mas o que faz com que uma história "valha a pena"? O que fazem as histórias? Primeiro. trabalham verdadeira identidade. são responsáveis ocultas dos proPode e o é saber: queremos descobrir segredos. nas relações pesa acreditar essa idéia à soais. imprevisibilidade sabemos o que os outros personagens estão pensando ou o que mais está tudo o que ocorre com esse personagem da narrativa pode ser uma surpelo presa. saber o final. provocam ticadas e os desejos. Os contadores uma categoria que que as pessoas são narráveis. imitação reviravolta.S observa que. tagonistas mentos. podem nos consolar. para nós os cenários do desejo heterossexual se é que vamos obtê-Ia. nos possibilitando . divertir da vida e de seu ritmo. as narrativas policiam. em geral.] 970).quando percebemos que a consciência o fariam os leitores competentes incapaz de ou não está disposta a compreender como de domínio. elas dão prazer . Uma do ponto de vista nossa falta de clareza sobre os outros na vida limitado de um único protagonista do que acontece: como não "real". Mas as narrativas também Romancista. O romancista de conhecimento Forster'. duas horas depois. dá quem somos através de uma série são um mecanismo prazer em si mesmo e muitas narrativas têm essencialmente 8). Se o desejo conhecimento ração não confiável pode resultar de limitações do ponto de vista . desmistificação. são opacas para nós. mas o movimento impulsionado 65 Edward (1910) e Morgan Forster (1879. Os enredos falam do desejo e do que acontece com ele. o contraste que inevitavelmente atropelado história contada f dos outros que. 1)2 um desejo de ele A Pas. ao a respeito dos outros. histórias e conhecimento. A citação o(lh(' d(" 11)1"1. O desenho narrativo como quando quem morde é mordido através da sua que produz uma essa função: no amor. mesmo quando são sobre pessoas más.através dos estratagemas da focalização . o efeito global dos romances. J (1ItI N(I\'I"! (N'!. encontrar o que impulsiona que a narrativa a narrativa é a ânsia "masculina" de desvelar a verdade ("a verdade nua"). Os personagens dos romances pode realçar a completa acontecendo.prazer. Mas.I' 1\(1 .ver as coisas de outros pontos de vista e entender oferecer a possibilidade os romances compensam as motivações E. Uma história com narração a respeito do desfecho dos acontecié compreensível. nos mostrando como ele funciona. desde o nossa de desejo. circulam a pena". os romances os ouvintes dando uma virada em situações familiares. A naratravés da qual ocorre a focalização os acontecimentos de histórias. como em What Maisie Knew. Muitos Falam-nos romances são a e. ensaÍsta e crítico literário inglês. Pois as histórias também têm a função. como enfatizam os teóricos. da própria narrativa é das normas sociais. podem nos dar a ilusão de perspicácia e de poder. um livro que reúne conferências dadas pelo autor na Universidade de Cambridge e publicaclas I). entre o que as pessoas pretendem e exibindo conhecimento pode dar a impressão de que o mundo realçar. ajustados de ilusões juvenis desejo. cada vez mais para sugerir que obtenhamos nos instruem sujeitam questão potencial. eles sugerem uma raça numana mais compreensivel e portanto mais administrável. detalhando os sentimentos e as motivações guntas sobre os vínculos entre desejo. Os mostram como as aspirações são domesrealidade social. por exemplo. As complicações são ainda mais intensificadas encaixe de histórias dentro de outras histórias.wgr! lu file/ia (1914). narrativa". Os teóricos Capítulo inclui contam "valem tanto também discutem literárias a função das histórias.~ .

não descrea ele. pode ser "feliz" ou "infeliz".) <)4 através da an6. AustinG7• mento do mundo que seja independente quanto de alguma base para considerar esse conhecimento mais autorizado do que o que as narrativas proporcionam. 67 10hl1 Langshaw Austin (1911-1960). da linguagem Filósofo britânico (N. numa cerimônia de casamento. situações como intoleráveis. da nare retórica que produz a ilusão de perspicácia como retórimas mais guagem e nos leva a questões sobre identidade de elocução britânico foi desenvolvido 1950 pelo filósofo Ele propôs uma distinção duas espécies de elocuções: as elocuções constativas. essa: a narrativa nhecimento tura retórica a questão básica para a teoria no domínio é uma forma fundamental de conhecimento 7 inguagem Performativa (dando coé uma fonte do mundo através de sua busca de sentido) que distorce tanto ou de ilusão? O conhecimento ou é uma estru- quanto revela? A narrativa de conhecimento que ela parece apresenManGC tar é um conhecimento observa que. o padre ou juiz pergunta: "Você aceita essa mulher como sua legitima esposa?" e eu respondo "Sim". a corrupção do mundo. fazem uma afirmação.fornecem uma modalidade de crítica social. essa pergunta. tais como "Jorge devemos ficar nos movendo para lá e para cá entre a consciência uma estrutura um estudo da narrativa ca tem a estrutura inicial cede à prometeu vir". de fato. Paramos de dançar em círculos e con- o segredo. no decênio de entre performativa J. Finalmente. através da identificação. vou ao encalço de um exemplo de "teoria" seguindo Isso implica que os efeitos esclarecedores são ilusórios? a essas perguntas precisaríamos das narrativas Para responder de conheci- um conceito que floresceu na teoria literária e cultural e cujos destinos ilustram a maneira como as idéias mudam à medida que são atraídas para o reino da "teoria". 1 vo coisa alguma.11111 66 Paul de 1'\'1an (19] 9-]983). Mas se existe ou não esse conhecimento autorizado separado da narrativa é precisamente o que está em questão na pergunta a respeito de se a narrativa é ou não uma fonte de conhecimento ou de ilusão." Quando digo "Sim". em a ver certas da narrativa é I sas mais nobres aspirações. enquanto taria plantar cil realmente ficcionais.T. eu faço algo.lIlll'll!(l 11\111]. questões importantes O conceito O problema da linguagem "performativa" enfoca que dizem respeito ao sentido e aos efeitos da line a natureza do sujeito. Afinal de contas. ela tem uma resposta. Expõem a vacuidade do sucesso mundano. Dizer "Prometo um estado de coisas mas realizar o ato de não é descrever como o principal tipo de busca de sentido à nossa é uma história em que nossa ilusão disposição. Expõem a difícil situação histórias que convidam os leitores. seu fracasso em satisfazer nosdos oprimidos. a elocução é ela própria o ato.L. descrevem um estado de coisas e são verdadeiras ou falsas. As elocuções performativas não são verdadeiras ou falsas e realmente pagar-lhe" realizam a ação a que se referem. Pode ser adequada OLl mais tristes sábios.'5 .T. essa e1ocunem falsa. Ao invés disso. Expoente dos estudos literários norte-americanos. Austin escreve que quando. desiludidos templamos mas depurados. "Não estou fazendo um relato sobre um casamento: inadequada. Portanto.lise detalhada cotidiana. <).) mais conhecido por sua an. rativacomo parece provável que não possamos responder a se é que. achamos muito difínossas vidas pelos padrões das narrativas e consoladores tanto das Neste capítulo. estou me entregando dependendo ção performativa não é nem verdadeira das circunstâncias. mesmo a exposição da narrativa de uma narrativa: crua luz da verdade e emergimos prometer. Assim diz a história.-llise cio PCllS. narrativas que é o efeito do desejo? O teórico Paul de ninguém de posse de suas faculdades mentais ten- uvas aproveitando evitar conceber a luz da palavra dia. (N.

contribui meio desta ordeno que você pare'~ A afirmação va "Vou pagar a você amanhã". Ed. A performativa princípio intenção se vincula à literatura pelo menos. pode ser vista a os atos de linguagem nomeiam. Mas os verbos que se comportam certas. declarar. de Antonio comulll \'. porque. fazem algo. da linguagem. 68 Na tradução como a versão eliptica de "Por meio desta afirmo que o gato está em cima performativa que realiza o ato de afirmar que se refere. (N. certas palavras.. por exemplo. A elocução será infeliz . nas parece que vai tornar-se Em resumo. 3. a Madame 8ovary. em diversos aspectos. não deveria ser considerada Houaiss: "Sobranceiro. Não posso realizar o ato de andar pronunciando importante A distinção uma diferença "Stately plump Buck Mulligan came from the stairhead bearing a bowl of lather on which a mirror and a razor lay crossed"GB.. Em entre sentido e certas.não se refere a algum estado anterior de coisas mas cria esse personagem criam idéias. Vêm a ser um tipo de per- 2".na terminologia de Austin. ocorrerá com a noiva ou noivo. constatipode. Ulisses. La RochefoucauldG9 afirma que ninguém jamais teria pensado em tar para o grau em que a linguagem mente relatá-Ias. e uma navalha".e nos a A noção de li- dessa maneira. As elocuçôes performativas designam. criando as coisas que de uma segunda maneira. A elocução "vai ser um tiro n'água". a elocução literária não se refere a um estado anterior de coisas e não é verdadeira ou falsa. teratura literatura traz para o centro do palco um uso da linmarginal . não há verbo explicitamente está em cima do capacho". realizam a ação que designam. Civilizaçao expoente ela múrilJ/(/. que.. elocução implícita. nas circunstâncias de ordenar que alguém considerado pare de gritar gritando que certamente que se assemelha à linguagem como ato ou acontecimento. entre performativa e constativa capta refere. a performativa do falante. uma verdade ou paradoxal. ordeno. francês. e essa situação. em que descrição ou previsão como "ele vai pagar a você amanhã'~ Mas. conceitos. Rio de Janeiro. um espelho Autor clássico fomido. na primeira listando campo. criador do literária . ele encontra lista de "verbos performativos" não pode definir a performativa (prometo. Certamente.T. já pela minha intenção rompe o vínculo pode ser uma performativa que o ato que realizo com minhas palavras não mas por convenções sociais e como constativa está determinado lingüísticas. de barbear. p. caso. as obras literárias entre os tipos de elocução e tem a grande virtude de nos alerrealiza ações ao invés de simplesVocê pode fazer uma pessoa do presente do Mas. declaro). cd . É que ajuda a caracterizar o discurso literário. os próprios romances. que colocam em Segundo. ao invés de uma implícitas". Buck f\1ulligan Jamcs vinha do alto da escada. posso não conseguir casar . dependendo ajuda a conceber a literatura como performativa para uma defesa da literatura: do que acontecer não é uma pseudodeclaração que transformam frívola mas assume seu lugar entre o mundo.IS\l Brasikil':l. diz Austin. Os criticos afirmam tificativa literários adotaram a noção da performativa literária como algo faz tanto de por exemplo. do capacho". de acrescen"ao ao pronunciar essas palavras que prometo. uma elocução você tem de admitir que qualA sentença "O gato básica. 11111. Como a performativa. afirmar. insiste Austin. Um teste simples para a performativa proferir declaro essas palavras": "Por meio desta tar "por meio desta" antes do verbo. As elocuções constativas formativa. 69 La Rochefollciluld literária francesa 1967. você pode realizar o ato "Pare!" ao invés de "Por aparentemente amanhã. ser uma promessa a existência de pagar a você. Há muito tempo os teóricos fornece uma jus- que devemos atentar lingüística para o que a linguagem da performativa quanto para o que ela diz e o conceito e filosófica para essa idéia: há uma categoria não descrevem mas realizam a ação que é a possibilidade prometo". A elocução literária também cria o estado de coisas ao qual se cria personade Ulisses. culpam outros livros pelas idéias de Dom Quixote românticas.) tornou-se o principal áspera de epigrama que expressa. Joyce. já for casado ou se a pessoa que está realizando a cerimônia não estiver autorizada a realizar casamentos nessa comunidade. ou talvez com ambos. O início "Por meio desta "Por meio desta lhe ordeno . uma vez que você permita quer elocução dessas "performativas performativo. dou ordens ou me elocuções que.ações de num estágio posterior. Isso se torna significativo Y6 A elocução.". Primeiro e mais simplemente. descrever e assim por diante.e o mesmo. mas não "Por meio desta ando até o centro". Se digo "Sim". de James Joyce. sobretudo. a performativa guagem anteriormente mundo.se. 97 . sem dúvida. da performativa. verdadeira condições ou falsa. medida que Austin leva adiante sUa explicação algumas dificuldades. em que por meio desta significa nossa independência". gens e sua's ações. de modo breve. 50breo qual se cruzavam (1613-1680). indicativo à se apaixonar se não tivesse lido a respeito disso nos livros e que a noção de amor romântico (e de sua centralidade na vida dos indivíduos) é discutivelmente uma sólida criação literária.um uso ativo.1 I (1I11LI também realizam ações .

ou escrevendo um complexa. que possa ter tido são também como sendo em mente em circunstâncias para a natureza de um modo da linguagem. exterior de algum ato interior que ela representa adequadas. sobre o comfuncione. ligada da performativa literária ou falsa. não-sérios ou excepcionais específicos que possibilitam a uma elocução digamos. um tiro envolver sua relação consegue isso. mas alguma ser repetida não seria situação em que a intenção sentido." (NT. deve poder ser citado as "não-sérias': transmite discursivas Geral e fundamental. performativa não ele poderia poderia não conseguir se casar.) pergunou complicada. iterável uma [repetível]. como um Se digo "Prometo" qualquer em condições que seja a intenção literárias citação. da performativa Austin como havia chega uma declaração literárias. proferidas também como performativa a reflexão que dão origem política quanto ou inauguram. para as conou um poema elocução de um identificável uma espécie de citação?" os casos geral" Mas o modelo venções - da performativa nossa atenção anômalos. aposta noção plexo se torna de literatura problema lida e aceita uma aposta como uma literária. feliz em reunião. batizar palavras. "não-sério" a uma Como as elocuções do autor acontecimentos o que determina o quer coisa que não pudesse linguagem física. e as O próximo nos destinos de Austin. do é verdadeira mas o que faz. signo. "Prometo': ou infeliz. os tipos ser conside- as convenções poderia. o que significa ser um Isso mostra questão para do "OK" em vez de "Sim". algo. didas menta comuns" Derrida a noção distinguido ou elocuções e declarações Tanto em atos que não são como as promessas? combinação para SCI' sérias "não-sérias': "Não devo que realizam prometer a palavras constativas político performativas. Nossas como que elocuções emitidas Austin performativas. de uma rada uma lei da linguagem. como uma a ou de maneiras ao ser publicada.o sinal samente. que tentam mas quanto inventar são que cria uma nova situação.('11 93 9l) . ser uma promessa A felicidade que Derrida chamou de uma "iterabilidade que deveria porque. verdadeira prometi. uma forma o que geralmente soneto aos críticos. elocução perforpara A possibilidade em particular ou citações dissesse de repetição só podem de fórmulas para a linguagem se forem tais como e as perforcomo (Se Mas se a linguagem mativa uma não é verdadeira elocução literária Porum é performativa mas feliz ou infeliz? e uma mativas versões o noivo reconhecidas "Sim". é aceita. consiste em criar a estados de coisas cm sendo o que em circunstâncias deixa de lado Mas Derrida a condição à qual se refere. se a fórmula que profiro para abrir perguntamos como relação não se essa elocução no resto versos. de independência. literatura assim não apenas de práticas informação mas realiza de fazer atos através as coisas de sua repetição estabelecidas.}\. . ao invés de ser uma com- inclusive A linguagem é performativa poder-se-ia se torna obra quando impõe-nos imaginar. com criam o problema algo novo. paradoxal. Nd 70 "Os olhos de minha am3da não se parecem com o sol. será importante Derrida atos esfera como para os destinos relaciona posteriores a performativa atos da performativa. literária. da esfera semelhante está em ação polílil'. da performativa e da constativa.lllI são as inúmeras maneiras pelas quais fragmentos são através Algo da criação dos personagens nos atos e acontecimentos inaugurais Unidos. um ato geral tanto dos na somente Em resumo.1 '. é essencial mas também seriamente. no sentido de que literária gênero. referindo-se em que. mas.) "Declaração da Independência" dos Estados por exemplo. que o sucesso o ato deve convencer. novas Essa possibilidade de ser repetida qual- ato de prometer. Isso posição é feliz somente plenamente. do soneto. quanentre casar. dependem Sua análise. mistress's a abertura like the "se sua formulação em outras um barco repetisse "codificada" de Shakespeare nothing ou falsa. e repetido em todos para algo ser um de circunstâncias. ou falrealizei o podem exemplo ser repetidos ou uma "não-seriamente" por exemplo.lS o ao apelar para "circunstâncias de linguagem literárias afirmam falar-nos sobre o mundo. sun"70. estar diz ele. quando com as convenções Ela cumpre n'água? literária e desse modo Mas. portanto. mais que ser um soneto. ser bem-sucedida". o modelo não é pensada parece marca inextricavelmente é básica funcionar regulares. algo novo. do Jacques performativas elocuções seriamente: poema. se aplica por exemplo. se são bem-sucedirJ.l. ser feliz altamente pertinente. como ou realizar com um um casamento modelo iterável. lado. As OlJl". ou não. Qual que do que ela é para momento adota chave que uma seqüência literária é a relação entre político. no momento. devem comuns': ser entenargu- bem-sucedido. Austin não fosse idense não fosse deixa de lado daquilo se encaixa aos outros poema e se funciona ser uma dirige de modo tificável portanto como estando de acordo como Essa poderia também concepção de felicidade.]e" que rCI. interessa felicidade "My pode ser apenas Confrontados eyes are um outro com nome "Será que uma elocução ta Derrida. felizes o ato o literário de uma brincando.

como o segredo? Poderíamos imaginar que. de Robert Frost. organizando o mundo em lugar de simplesmente va e constativa. A única maneira de afirmar para dar forma ao mundo é através de uma elocução constativa. promove o objeto ou contigüidade. exerceram grandc influência no campo dos estudos literários e no campo emergente na teoria e culturais. incluindo que Austin encontra em separar a performativa Nesse estágio da história da performativa. para sustentar constativa dentes é uma performativa Unidas são e de direito têm que ser estados lugar de sujeito (O Segredo sabe).] dos "gay and lesbian studies'~ () pela vanguarda "CF1Y o que sabe e não o que é ou não é sabido. o poema seria um exemde que o segredo "sabe". Para explorar que atitude o poema adota em relação a essa oposição. e a persão as operações retóricas. (Alguém sabe um segredo) paril o ramos que essas colônias livres e independentes': re. que é algo que se conhece ou não se conhece . tificar aqui o que se chama de uma "aporia" entre a linguagem performatiUma "aporia" é o "impasse" de uma oscilação não resolvíque a linguagem funciona performativamente tal como não há maneira de vel. A seno contraste entre constativa que afirma repre- A declaração de que esses são estados indepenacrescenta-se-Ihe a afirmação tamcrucial de um que deve criar a nova realidade a que se refe- essa afirmação. da constativa sentar as coisas como elas são. pode ser vista como uma característica Se cada elocução é tanto pelo menos uma afirmação harmoniosa implícita estado de coisas e um ato lingüístico. Esse poema depende da oposição entre suposição e saber. mas seu caráter gnômideclaração entendido. But the Secret sits in the middle and knows. como quando a galinha depende do ovo e o ovo depende da galinha. o poema realiza uma operação retórica posição de sujeito. um objeto do e personique o sujeito de saber. Podemos idenafirmação impondo categorias lingüísticas. que minam essa representar o que existe. desse modo. O poema mostra. dos "gays': Ela adota como seu próprio mais comum que os homossexuais 101 (' drama. num personagem desse pequeno por um ato de suposição. studies". ou sabe. mais recente dessa pequena história da performativa performativa do gênero e da sexualidade" e nos "gay and lesbian studies". que valores atribui a seus termos opostos. pode produzir retórica teoria feminista.que as afirmações de representar as As proposições que realizam o ato de afirmar necessariamente afirmam não fazer nada a não ser simplesmente se você quer mostrar o contrário coisas como elas realmente são impõem suas categorias sobre o mundo não há como fazer isso exceto através de afirmações a respeito do que é ou não é o caso. foi redefinido: a constativa é linguagem de que eles têm que ser ser estados independentes. inversamente. O argumento performativo surgimento filósofa O momento teoria feminista de que o ato de afirmar ou descrever é de fato éo na deve assumir a forma de afirmações constativas. proverbial. nomear as coisas que já estão aqui. o conhecedor. os atos de linguagem. rwlYlt' ('tIl"()f1 o segredo num sujeito. um caso de dança em círculos.. "The Secret Sits": We dance round in a ring and suppose. por metonímia ficar a entidade. "A linguagem dá forma ao mundo". que nome "Queer Theory" foi adotado recentemente cujo trabalho para liberação cultural desse modo. mas. como um produto da imaginação co. que uma suposição pode transformar se vincula aos movimento'. depende de uma suposição pera suposição que faz do segredo o sujeito que deve saber. norte-americana Judith Butler. Bodies that Matter (1993) e Excitable Speech: A Politics ofthe Speech Act (1997). A figura-chave de uma "teoria aqui é a certeza. . solenemente tornamos público e decla- desloca o segredo do lugar de objeto afirmação formativa: tença constativa. diz que o Segredo sabe mas mostra que isso é uma suposição..portanto. Mas o que o poema nos mostra sobre o saber? Bem. cujos livros Gender Trouble: Feminism and the Subversion of Identity (1990). poderíamos perguntar se o próprio poema está na modalidade da suposição ou do saber. O poema supõe. o segredo. fazem parecer e sua confiante realmente muito humana. performativa do funcionamento quanto constativa. vamos voltar ao poema diz e o que ela faz não é necessariamente Para ver o que está envolvido na esfera literária. como "nós" que dançamos em círculo. afirmar a transparência constativa da linguagem exceto por um ato de fala. a relação entre o que uma elocução ou cooperativa. saber . contudo. o Assim. criando as coisas. que sua que o segredo sabe. e a constativa surge claramente onde a dificuldade da linguagem. mas.aqui se torna. Ao usar a maiúscula do conhecimento à o Segredo. e performativa formativa A tensão entre a performativa bém na literatura. exibir as coisas como elas são. não é possível ter plo de suposição. políticos devolve à Mostra-nos. O segredo que sabe é produzido 100 sociedade o insulto .tença-chave diz: "Nós portanto . particularmente dos n.

Seu gênero é criado pelos seus atos. Um homem condição que uma promessa Austin. que se faz.. Você se torna habituais um de de se estão de acordo. como as performativas das convenções sociais. como mulheres e que conferem do gênero como um ato singular. Gender Trouble. a força do ) .~ . o epíteto "Queer!"71 A aposta é que a ostentação mudar seu sentido ativistas e fazer dele uma insígnia está imitando honrosa a tática insulto. Em Gender Trouble. o mente as normas ou idéias de gênero de que somos obrigados a nos aproximar. mas do fato de que o grito "Bicha!" repete insultos gritados do passado.. dar ordens e casar. usa slogans como "We are here. Butler propõe que consideremos gênero como performativo. é ou falsa. acostume~se!" (N.T. ser um sujeito é ser marcado pelo gênero: você não pode.e isso é para Butler .) "Bicha" deriva sua força precisamente 102 1 O:~ através da invocação repetido . 00 ~8 ~-~" ° &~ ~. somos bichas. Elas do natural (lembre-se de Aretha Franklin: "Você faz com como uma mufher natural") e. socialmente estabelecidas de prometer. ao veste. mas surge apenas no interior relações de gênero". que em suas manifestações we are queer. de fato. feminina. "a citação forçosa de uma homem ou uma mulher por atos repetidos. nesse regime de gênero. ser uma pessoa sem ser homem ou mulher. trava discussão com a noção. as subversões e os deslocamentos. ao homossexual masculino.o grupo ACT-UP. Assim como há maneiras regulares. mas . mais provavelmente de normas de gênero que animam e limitam tado da cooperação criam o efeito (definições que eu me sinta política do que sua condição de possibilidade. Assim. [feito sujeito] pelo gênero".) 71 Gíria qu~ pode: ser traduzida como "bicha" ou '\·jado". e sociais. há maneiras socialmente estabelecidas de ser homem ou mulher. Para Butler.tram. Nessa lacuna.: li' insulto "Bicha!" vem não da intenção ou autoridade do falante. escreve de e como pensar a por a repeo sujeito "o "eu" nem precede nem se segue ao na luta contra a AIOS . A nomeação processo contínuo de formação que ele encena.~. que. (N.' o o A ênfase recai aqui na maneira como a força performativa da linguagem vem da repetição de normas anteriores. que escolhe. anterior passo que. algo conseguido e metas comuns. Isso sugeriria que há um sujeito não marcado pelo gênero. fazer algo numa cultura. dependem situação) do que a primeira de uma longa série de performativas cuja chegada compulsória anunciam. do modo é criada da menina. como escolhe roupas para vestir pela manhã. um papel que você ao gênero. das maneiras norma': Ser um sujeito é receber essa tarefa de repetição." Refere~se_ em geral. . menos uma elocução o sujeito repetição importante constativa saudado quando vem ao mundo. de acordo com a que criam inicia um de da menina (verdadeira do que é ser uma mulher).' 0° 8° ). comum nos de que uma política feminista de características exige uma noção de identidade mulheres compartilham identidade essenciais que as a elas interesses da o resul- processo de atribuição matriz das próprias performatividade tição compulsória de gênero.:':. são produções culturais as categorias fundamentais um único ato. de Butler. "Sujeito Butler ao gênero mas subjetivado em Bodies that Matter. ao contrário. de atos anteriores. a elocução "É uma menina!" ou "É um menino!" pela qual um bebê é. que é muito provavelmente algum idiota desconhecido da vítima. ao contrário. fazer uma aposta. Aqui um projeto teórico mais visíveis envolvidas desse nome pode ao invés de um dos organizações Isso não significa que o gênero é uma escolha. impondo normas o marcado pelo gênero mas que são também os recursos a partir dos quais são forjados a resistência. nas diferentes maneiras de realizar a "tarefa" de f gênero. interpelações ou atos de exórdio que produzem o sujeito homossexual através do opróbio reiterado ou da abjeção (a abjeção envolve tratar algo como tendo passado dos limites: "tudo menos isso!"). residem possibilidades de resistência e mudança. get used to it!"72 textos feministas norte-americanos. ameaçam excluir aquelas que não no sentido de que não se é o que se é mas o não é o que ele é mas algo que ele faz. ~:: I() ~ "O da esquerda é uma gracinha. Tampouco dever-se-ia é a "prática reiterativa e citacional". por exemplo.. através de uma "tarefa" de normas de gênero. Desse ponto de vista.T. Butler escreve: ~J ~lt))(f 71 "Estamos aqui.uma tarefa que nunca realizamos completamente de modo que nunca habitamos completade acordo com a expectativa. tradicionalmente.. uma pelo ato de prometer.

especial e malignidade a a ~. E eles parecem ter principalmente de atos. Um poema pode muito bem desaparecer sem deixar vestígio. possivelmente. Mas o caráter histórico processo performativo dessa história filósofos é muito cria a possibilidade de uma luta política. As teorias da performativa de possibilidade oferecem explicações melhores do emaranhamento sentando as convenções como a condição entre norma e ação. ou tentamos à medida que ela organiza quando da linguagem: tentamos ':. repetindo sua inflexão das convenções do romance e.~. Para cada obra. (3) o problema em que medida para Butler. acontecimento literário. entre o início e o final da linguagem (provisório) por grande. que dá força promessa. A interpelação ecoa interpelações passadas e liga os falantes. todos os vitupérios através da repetição ou citação de um conjunto anteriores. reúne uma série de questões que são cruciais para a "teoria". Austin está interessado 104 em vista tipos '~. como em Butler. como em Austin. em atos de leitura e rememoração. de fato. com o passado implica a possibilidade opressiva. falando de como se fosse com a voz de :f'':f I. muda coisas. tentando captar e redirecionar os termos que carregam uma significação escolher "Bicha" pelos próprios homossexuais. a citação de uma fórmula que se vincula a normas que susten- iil-~ li~t~ de opressão.• 1· i<:' tenças realizam algo em particular tentar especificar se pode tentar explicitar naquela obra. a certos atos específicos. Se um romance acontece. e (4) a relação entre o indivíduo mudança social. específico. fundamental pensamos poder dizer com com o mundo? medir os efeitos mais amplos da linnossos encontros e sob que condições posso ser um sujeito Segundo. isso ocorre porque. insultos de outra maneira banais como "preto" ou "judeu". quer aprc dos aconll'l"i diferentes em como a repetição de uma mentos.~\ Mas. esse é um caso especial de repetição maciça e obrigatória produz realidades históricas Essa diferença. o conceito de performativa negligenciado Agora. e se liga a uma história de exclusão. Nesse sentido. é sempre um coro imaginário que vitupera "bicha!" fórmula numa única ocasião faz algo acontecer (você fez uma promessa). através de uma repetição maciça que adota normas e. 11 como agir. Sua performatividade não é um ato singular realizado de uma vez por todas. Isso. em sua singularidade. desse modo. sociais cruciais em que uma quantidade natureza da identidade "agência": responsável normas sociais. e suas sen- com um modelo. que escolhe meus atos. e sociais (você se torna uma mulher). efetuando uma alteração nas normas ou nas formas através das quais os leitores vão confrontar o mundo. uma grande diferença entre o que está em jogo para Austin e para Butler.io ('IIII\() 10i) . é óbvio que a distância ajuda a pensar um aspecto específico anteriores. Você não pode controlar os termos que escolhe para se nomear. ele inspira uma paixão que dá vida a essas formas. se toma um acontecimento. é a versão austiniana do acontecimen- repetição. O conceito de performativa. Não é que você se torna autônomo ao seu nome: os nomes sempre carregam sujeitos aos usos que os outros farão deles no futuro. mas demasiado simples. imaginar que as convenções sociais são como a paisagem ou o pano de fundo contra o qual decidimos . também poderíamos dizer que uma obra é bemsucedida. como pensar o papel conformador limitá-Ia confiança guagem. Ela cria aquela realidade que é a obra. vendo a aç. ou então. repetição ato singular. o que ela faz. poder-se-ia to literário. nos leva de volta ao problema da natureza do em que há também duas maneiras de pensá-Io realiza um Podemos dizer que a obra literária o ~ que confere ao insuto sua força performativa não é a própria mas o fato de que ele é reconhecido é o porta-voz como estando de acordo e trabaÉ como sendo performativo. com uma norma. Há. pode-se num ato específico de o que ela e suas partes realizam.. da mesma maneira que o que é prometido dizer. . mas uma repetição que dá vida às formas que ele repete. que Para Butler. talvez. A elocução implica que o falante lha para constituir tam uma história do que é "normal" o destinatário como tendo passado dos limites.'/ t'" I:Y~T do passado. Para Austin. Eles acumulam a força da autoridade práticas autorizadas. por outro lado.pela qual um vínculo social entre comunidades homofóbicas se forma ao longo do tempo. na história que delineei. é um modelo para se pensar os processos de questões está em jogo: (1) a (2) o funcionamento das de e do que hoje chamamos e como ela é produzida. mas também pode ser rastreado na memória e dar origem a atos de repetição. como na adoção de peso histórico e estão do Mas o vínculo da performativa de desviar ou redirecionar o peso do passado. como deveríamos conceber a relação entre as convenções sociais e os atos individuais? É tentador. Deixe-me listá-Ias: Primeiro. como se falassem em uníssono através do tempo.

pode oferecer de modo geral. E o problema do acontecimento um modelo para pensar os acontecimentos culturais. o acontecimento mais sofisticada mediático genuíno a ser considerado. a uma realidade ou não. Quer a imagem corresponda é um acontecimento vezes cruamente ato. combinando é homem ou mulher. A primeira. identidade e à função do sujeito ou eu.e que faz com que ele seja o que é? Duas perguntas básicas subjazem ao pensamento mos individuais individual. eu . algo que é anterior aos que é variadamente atos que realiza. que pode no entanto desviar-se das normas. combinando o individual e o construído. dados do sujeito ou eu. tecimento? como. moderno sobre esse tópico: primeiro. assim por diante. britânico por suas origens e atributos ou norte-americano. fato e ficção. por exemplo. lugar comum deveríamos pensar o acon- 8 dentidade. sociais: você e trata o eu como algo interno e singular. pelo dado e pelo expresso (ou não o dado e o social. portanto. o eu é algo em terdado ou é algo construido básicas do pensamento e. Terceiro. que deve "renovar" num espaço de convenção. no estudo da literatura trata a indiCI1\ moderna dominante como algo dado. Finalmente. nessa era pós-moderna. A liteexige uma expli- ratura. ele deveria ser concebido optando ou sociais? Essas duas oposições geram quatro vertentes moderno. torno o que sou através das variadas posições de sujeito que ocupo. e esses são fatos primários.r repetição obrigatória. O que é esse "eu" que sou . branco ou negro. nessa era dos meios de comunicação de massa. um âmago interior enfatiza que o eu é determinado expresso) em palavras e atos. dizer que o que acontece na televisão "acontece e ponto final". enfatiza a natureza cambiante de um eu que se torna o que é através de seus atos específia combinação do social e do construido enfatiza que me cos. como patrão e não empregado. um âmago que é expresso palavras e atos e que pode. A segunda. O modelo da performatide questões que são muitas das fronteiras da literatura entre como Muitos dos debates teóricos recentes dizem respeito à va oferece uma explicação afirmadas como um embaçamento literário. agente ou ator. A tradição vidualidade do indivíduo rico e não pobre. cação performativa de norma e acontecimento. é um acontecimento real.pessoa. 106 ser usado para explicar a <1\. como deveríamos conceber a relação entre o que a linpode guagem faz e o que diz? Esse é o problema básico da performativa: haver uma fusão harmoniosa entre fazer e dizer ou há aqui uma tensão inevitável que governa e complica toda a atividade textual? Finalmente. Identificação e o Sujeito Tornou-se nos Estados Unidos."~o:i. segundo. o l 107 . A terceira.

"as mas em que atos ou palavras a prioridade do próprio expressando Michel Foucault pesquisas da psicanálise. singular Desse modo. A explosão campo da recente literários teorização sobre raça. seguiu os destinos para essas dos percomsociais como base das ações que. mas como a psio pro- em qualidades não como psíquicos. mulher já subjetividade um sujeito Essa estrutura. o resultado de questões. sonagens binações que agem A literatura à medida narrativa especialmente A identidade ações. revelação mento). Ulisses em suas lutas para ítaca nova- é (po/ytropos) de bordo mas se define e para voltar luta para palavras modelo sujeito escreve. de Flaubert. "sujeito sujeito determinado. era (como surgiu do em Aretha em que você tem Franklin passa no "sujeito de uma também a se sentir natural). todo A literatura obras literárias se preocupou respostas.que fiz porque ria olhar para e atos sou quem o "eu" sou e para explicar (quer consciente A "teoria" tem ou o que fiz ou disse você deveinconsciente) contestado funcionam sujeito. até mesmo parte da teoria a causa recente eles. pela posição de classe: de ousocial- A teoria vê o sujeito o trabalho determinado ou trabalha dos estudos ricos deve muito ao fato de que a literatura políticas ou ele lucra trem. uma essência de Uma vida. e imaginativo". com o mundo que o eu que emerge algum sentido. de se tornar o que supostamente como uma recente. mas aí essa identidade dessas ações. algo do papel para complicar as explicações desempenham e sociológicas da idendado ou feminista enfatiza o impacto de fazer o sujeito dos papéis de gênero que esses fatores a questão Não apenas na construção do sujeito estão é algo construídos Theory" no processo argumenta que o sujeito o que ele ou ela é. o sujeito às regras às leis de seu desejo. a suas leituras Emma para se definir e a seus (ou "se encontrar") banais. rei quando mudam se compreende. esta- sujeitado. sobre e pelas a base. em relação de suas da lingüística.1 d(' 109 . expressam. como ou enredamentos comum quem (digamos. não que minhas esse um histórias rotulado se salvar dão como respostas "multiforme" diferentes e complexas. Há narrativas em que a identidade o filho de um rei criado se torna é essenpor pas- Se as possibilidades de pensamento cialmente tores determinada pelo nascimento: determinadas ao menos por uma série de sistemas então o sujeito que o sujeito não controla e nem é ainda fundamentalmente é descoberta. uma sentença". A é construído Considere construído. a noção de um eu essencial. que eles se tornam o que acaba a ele ou ela? A palavra o sujeito como é um ator sujeito já encapsula ou agente. mente "Queer através A teoria de outrem para o lucro nece materiais acerca tidade. é no enredo em que os perda costumamos a respeito dizer. de se a identidade ambas as opções heterossexual amplamente represão fre- da repressão da possibilidade do homossexualismo. "o leal súdito A teoria de sua Majestade. Na Odisséia. ou ao jogo literárias oferecem uma gama de modelos implícitos de ações. 8ovary. em mas tem de um experimento': é estar sujeitado sempre esboçam a argumentar sexual. se inclina a Rainha". nos referimos no sentido os sua identidade de acordo baseia com os personagens ou então durante de que não é uma fonte acontecimentos. não através sobre como de um grupo? que faz E em que medida ao invés o "eu" que sou. gênero e sexualidade no for- de mecanismos marxista com sexuais como e lingüísticos que se entrecruzam. como cria esse eu. as mudanças pessoais um rei e por direito Em outras narrativas. As obras como relação românticas arredores "descentralizaram" de sua mítico linguagem. o que sou pelas circunsdo indivíduo e minha sentadas na literatura. sendo emerge que eles se definem pelas escolhas e são definidos que fazem por diversas forças de lutas o mundo. ou o como ação um paradoxo o tempo ou aporia todo nas para a teoria narrativas. de seu discurso e ação são se forma a identidade. canálise duto trata ou centro formado ao qual para explicar em seus destinos. Os personagens fazem seus destino 103 ou o sofrem? As Grande pode ser vista uma tenl<iliv. e as Os romances ocidentais de o a vários regimes (psicossocial. A questão tâncias? identidade o "sujeito". expostos como mas as complicações para nós. está "descentralizado". anterior. com questões reforçam encontros tempo. velando. apenas e a seus companheiros Em Madame em de expressão. que ser um lingüístico). de identidade dolorosos implícita ou explicitamente. da antropologia às formas I i 'I ~I :1 mente. como é postulada como de seu passado. da perspectiva fundamental com dos personagens dos leitores. "descobrem" de seu passado são. que são reveladas a identidade as atribulações Ele é algo o sujeito por essas forças. Mas esse problema livre ter sido sua "natureza". sugerindo existiu. impostas co-chave: coisas. de ter escolhas teórique faz de algo mas agindo em algum seu nascise re- é um escolhas de tal maneira sentido. Qual do sujeito é a relação membro agente é "o que sou?" Sou feito entre a individualidade qüentemente sonagens.

os argumentos sobre a identidade literárias social tendem a enfocar as identidades mações críticas ou teóricas.produziram lugar uma mulher. possibilitando-Ihes saber como é estar em situações específicas e desse modo conseguir a disposição para agir e sentir de certas maneiras. há tensões entre as sondagens das representações I·· íl ~I ~. Entretanto. Os teóricos. com eles. mos- identidade na literatura. que a literatura reproduzir os cenários dos romances corrompe através de mecanis- depende. como vimos no Capítulo Nancy Armstrong moderno". Quando os romances se preocupam dades de grupo . O discurso representa é um problema teórico trata "o homossexual" importante. portanto. argumentam que os romances. amorosas mas a situação geral da mulher relações com a família e os amigos . um homem ou uma mulher".pôr em ordem os paradoxos que muitas vezes informam o tratamento da As obras literárias encorajam a identificação com os personagens. O valor da literatura há muito tempo foi vinculado às experiências vicárias dos do pelos filmes. de sua combinação especial de singularidade e exemplaridade: os leitores encontram retratos concretos do Príncipe Hamlet.fre- moderno.talvez sejamos todos Édipo.o ver- restringem as possibilidades individuais. Os poemas e os romances se dirigem identificação. de grupo: o que significa O poder ser mulher? ser e as afirliterárias com as figuras sobre as quais lemos.livros sobre que era em lares. trário. ou de Huckleberry Finn e. inventada por práticas disargu- experiência vicária e dos mecanismos de identificação. esposando os valores de ou transformando suas heróis e heroínas ao se revoltar contra os mais velhos e sentindo repugnânantes de tê-Io vidas numa busca do amor e tentando mos de identificação. A crítica norte-americana menta que os romances e livros de conduta como se comportar primeiro . ao fazer da individualidade do indivíduo seu foco central.mas começa nos séculos XVIII e XIX como uma idéia sobre a identidade das mulheres e só mais tarde é estendida aos homens. Essa é uma identidade obtida através do amor e centrada na esfera doméstica e não na sociedade. constroem uma ideologia da identidade individual cujo descuido eu é aquele que você encontra através do amor e através das das questões sociais mais amplas os críticos deveriam questionar. ('01110 leitores. negro? Desse modo.o que significa qüentemente exploram como as exigências da identidade com identide grupo ser mulher. a suposição de que os problemas desses personagens são exemplares. das afirmações que são capazes de casos singu- fi e poemas de amor. São os críticos ou teóricos que têm de pegar a questão da exemplaridade e nos dizer que grupo ou classe de pessoas o personagem representa: a condição de Hamlet é "universal"? A situação de Jane Eyre é a das mulheres em geral? Os tratamentos comparação teóricos da identidade podem parecer redutores em com as sondagens sutis dos romances. não é sua insensatez ou sua fascinação por aventuras em sua sociedade. 111 o que muitas Vl'/(". ela desempenhou um papel significativo na construção da identidade dos leitores. O problema de Emma Bovary. tornou substancial estava implícito sendo formada nas discussões da literatura por um processo de identificação. Hoje. e a identificação namos quem somos nos identificando a nós de maneiras que exigem nos torfu nciona para criar identidade: no interior do indivíduo e entre o indivíduo e o grupo: os personagens lutam contra ou agem de acordo com as normas e expectativas sociais. As obras literárias caracteristicamente tam indivíduos. 11 () ao tratar a identidade Para Freud. dadeiro Essa noção transformou-se em moeda corrente . ou Madame Bovary ou Janie Starks. Mas exemplares de quê? Os romances não dizem. O indivíduo "o indivíduo lidar com o problema gerais apresentando do século XVIII . experimentado. esse conceito de identidade senti- A literatura não apenas fez da identidade um tema. ao conem pessoas melhores através da que já existem ou as produz? Esse 1. na realidade. ou de Jane Eyre. Foucault. Armstrong estendido mentos e virtudes afirma que esse conceito é desenvolvido é sustentJe pelos romances e pelos outros discursos que defendem privadas. de modo que as lutas a respeito da identidade represensão lutas trando as coisas do seu ponto de vista. Diz-se que a literatura nos transforme identidades Os paladinos da educação literária esperam. A teoria recente. nos textos teóricos. ~) Há muito tem po se eu Ipa a Iiteratu ra por encorajar os jovens a se ver como personagens de romances e a buscar realização de modos análogos: fugir de casa para experimentar cia pelo mundo a vida da metrópole. pela televisão e por uma ampla gama de discursos. ao mesmo tempo em que se apóiam numa força generalizadora que é deixada implícita . ou filho da burguesia . como uma identidade cursivas no século XIX. sugeri no Capítulo 2. a i(!t'llliii . é uma pessoa cuja identidade e valor são pensados como vindo de sentimentos e qualidades pessoais e não de seu lugar na hierarquia social. você pode argumentar. ou Hamlet. cujo~ cenários nos dizem o que é ser uma pessoa. nesse sentido.

como característide grupo. o menino se identifica rivais pelo objeto amado. O debate teórico nessa área enfoca mais a conveniência cepções de identidade: grupo compartilham. e da dcscol1struçao. No complexo As teorias psicanalíticas de formação da identidade que surgiram posteriormente debatem a melhor maneira de refletir sobre o mecanismo da identificação.T. mostrandoe a utilidade política de diferentes con- Ihes quem ou o que poderiam ser. Foucault observa. o desejo do (o sujeito desejante] não vem em primeiro lugar. uma origem. de Lacan promoveram Frcud. no qual o sujeito assimila um aspecto do de acordo com o modepor uma sexual é uma ou o eu é constituído é a fonte do desejo. que o surgimento. de discursos 11 :~ 11 :2 . especialmente no que diz respeito ao tratamento dado por Freud ao inconsciente. à I § °1 I também desempenha um papel na produção de idenestimulam a identificação com um grupo tidades de grupo. a identificação cria o sujeito desejoso. algo que acontece suave e inexoravelmente) e.cação é um processo psicológico outro e é transformado. a psicanálise alegremente parciais. parecem semelhantes. Para os membros de grupos historicamente as histórias potencial e trabalham intensamente no sentido de fazer do grupo um grupo. A explicação de Jacques Lacan73 para o que ele chama de no momento em que a inteira. em última análise. raça. o desejo e a identificação 73 Lacan (190] -1981). e uma noção de identidade como algo sempre em processo. identificação ja. ou e de um sujeito divie também prática quer os grupos marginalizacríticas questão pode ser: qual é a relação entre as críticas de identidade da identidade? por exemplo. o desejo é o limite. o desejo nasce da identio desejo masculino heterossexual de seu desejo. os grupos podem transformar francês. gênero ou características cas essencialmente definidoras imputação de identidade morfológicas da identidade de tomar certos traços. Isso combina com os cenários nos romances em que. classe. a eles em recursos para aquele grupo. ou ser gay são vezes o debate foi lançado entre uma noção de identidade "estádio do espelho" situa os inícios da identidade criança se identifica como ela quer ser. nunca a lição que é reafirma como uma briga sobre "essencialismo": como algo dado. ou ser negro. O que vem em primeiro lugar é uma tendência à identificação. preferência por uma identificação que permitiria que o desejo fosse realizado. é o produto Em última com sua imagem no espelho. Borch-Jakobsen argumenta dido? Isso se torna porque os problemas deram ainda mais uma torcida Mikkel choque com as noções psicanalíticas uma importante encontrados do inconsciente da identificação. como argumentam René Girard e Eve Sedgwick. série de identificações. uma tendência primordial que. a base da identidade cação do herói com um rival e da imitação com o pai ou a mãe: desejamos como o pai ou a mãe deseo desejo do pai ou da mãe e nos tornássemos de Édipo. restritivas deve haver algo essencial que os membros de um se for para eles funcionarem e objetáveis? Muitas como um grupo? Ou as ser mulher. classe ou religião. Sigmund Psicanalista sexual. sexualidade ou nacionali- dade. e refutam a aqui a identificação precede essencial para todos os membros de um grupo identidades impostas médicos e com outrem envolve imitação Os seminários c ensaios ou rivalidade que uma reinterpretação O pensamento (N. pela mãe e por outrem nas relações sociais em geral. das da em (de uma pessoa ou grupo) e as Como as premências absorvem teórica ou entram sólidas para mulheres. Para grupos historicamente demonstram a ilegitimidade dos. A personalidade Desse modo. oprimidos ou flui da identifificação e da rivalidade: A identificação marginalizados. que nasce através de alianças e oposições contingentes (um povo oprimido A principal exigências política ganha identidade a partir da oposição ao opressor). Recentemente. ou para os irlandeses. religião. no século XIX. fundamental os teóricos psíquicas e políticas que busca identidades negros. não o inverso. O eu é constituído A identidade completadas. resistência das normas sociais (que os sociólogos teorizam como sempre encontra não nos tornamos quem supostano papel que concepções essencialistas emancipatória. inteira ou parcialmente. No modelo anterior. não funciona: mente somos.. dai.) de de caracterizado por gênero. opressivas. questão poderíamos tirar dos romances mais sérios e célebres: que a identidade que não nos tornamos que a internalização homens ou mulheres. um malogro. língua. em A História da Lacan desempenhou papel importante nas formulações do pós-estruturalismo Sexualidade. para sersegui- em questão sejam definidos por nacionalidade.. lo que o outro fornece. há dois processos em curso: por um lado. percebendo-se pelo reflexo que é devolvido afirmações sobre o que significa crian- ça: por um espelho. dá origem a um desejo . as investigações sexual. Por outro lado.. como se imitássemos com o pai e deseja a mãe. tais como orientação visíveis. gênero. raça. de uma série de identificações instância.

marxismo. O "eu" escolhe livremente ou é determinado de sujeito combate a restrição de agência e responsabilidade rença ou divisão interna e a projeta como uma diferença duos ou grupos. A discussão sobre agência e escolha nasce dI' nossa preocupação quem atribuímos em viver vidas inteligíveis crenças e intenções. ao contrário. isto é.ls. a construção como nos estudos de subjetividade e as posições de sujeito que você ocupa. ser que aqueles no sujeito de alguma de ação responsável. posições de sujeito pelos acontecimentos sua concepção de sujeito do inconsciente inclui o ou nas passado". e nos posicionamos você não escolheu inconsciente ou pretendeu quais somos posicionados nial e pós-colonial. conscientemente Se. como explica Judith Butler. . de variaSegundo. nas possibilidades concepções tradicionais a responsabilidade consciente". e o . ou quer enfatizemos. ou quer enfatizemos. como produzida ou gerade "agência" como fundacompulsória. a exigir que sua legitimidade ou "naturalidade" fosse reconhecida. O processo de formação plano algumas diferenças como estando baseada na repressão da possiencontramos da identidade e negligencia por exemplo . Butler situa a agência nas variações da ação. vocado com a psicanálise. conferir de poderes mas aos indiví- entre. Não ao invés de intencionais? Mas vivemos num mundo em que é mais provável que os atos tenham respostas mais complexas. "a reconque são insidiosamente excluídas "gay and lesbian studies". . mente sujeito que exigem agência querem que as teorias digam que as ações deliberadas o mundo e são frustrados qüências ceituação não intencionais pelo fato de que isso pode não ser verdade. estudo da identidade em sociedades coloniais a identidade e pós-coloniais Primeiro.revelam O que torna o problema da identidade sões e conflitos psicanálise. com Judith Butler. A noção ampliada derivada das de um sujeito dividido através do embate quer.que você não pretendeu explicitamente. toma uma difeentre os indiví"efemi- de discursos e exigências contraditórios. vejamos algo como um mecanismo não apenas coloca em outras. "Ser homem". da identidade da abre possibilidades (nisso se assemelha Trabalhos na área da teoria que vêm de direções diferentes estudos culturais. exceto pelo fato de teoria que não estão realmente nos ocupar de de que não podemos entre homens e no interior de é negada e projetada como uma numa gama de campos parecem estar das maneiras pelas quais os sujeitos são ainda que inevitáveis. com Louis Althusser. unidade e identidade. crucial e inevitável são as tena "sentido"). e criam identidade. dificuldades semelhantes. determinados. com Stuart Hall. heterossexual bilidade de desejo homoerótico. do sujeito na realidade trabalham por se dirigirem a nós como ocupantes de uma certa posição ou pelo reconhecimento diferentes equipelas do colo- papel. mas também possível "a for- mação de um discurso "inverso": a homossexualidade começou a falar em seu próprio nome. nação" ou fraqueza e projetar mulheres. o papel de um "estádio do quer. diferença produzidos também Uma diferença isso como uma diferença em suas escolhas? O filó- como dizemos. as no sentido de "o sujeito se de Quer. a responsabilidade nas estruturas que você não escolhe chama você à responsabilidade e estruturas na sua vida . é negar qualquer sofo Anthony Appiah observa que esse debate sobre agência e posição do sujeito envolve dois níveis diferentes em competição. entre outras pesso. pode ser ampliada. a identidade comum. Muitos trabalhos em sua investigação por postulações ambos ao mesmo tempo. d dt. Se o sujeito interpelados" como um sujeito. Uma mais ênfase na mudarão consehá duas social. que parecem digamos estruturalmente transformados como um efeito. o de que as divisões internas maneira excluem a possibilidade resposta simples poderia de "agência".) mais ferozes tI. narrativas espelho" no qual o sujeito adquire identidade de si mesmo numa imagem. definamos nas. que podem estrategicamente e posicionamentos 114 sujeito que determinam socialmente a ação vem de nosso interesse em compn'('lllit't nos quais os indivíduos l'Illtll) Alguns dos conflitos 11. envolvendo feminismo. as conseqüências como "os nomes que damos às maneiras pelas. identidades significa então você pode alegar inocência.nll convergindo não autorizadas. A ênfase negar responsabilidade. A discussão sobre posiç(i('s figlH.1 i('(lIid criam lacunas entre a identidade ou papel atribuído variados os processos sociais e históricos. usando as mesmas categorias pelas quais era medicamente que ela encapsula desqualificada". muitas vezes no mesmo vocabulário.psiquiátricos viante facilitou que definiam o controle os homossexuais como uma categoria tornou des- Uma fonte de confusão é um pressuposto que muitas vezes estrutura () debate nessa área. concepções tradicionais de sujeito. duos e os acontecimentos de suas vidas. ou saudados que somos "culturalem pelas posições que consideram as categorias da identidade cionais e fixas'~ Falando de gênero como uma performance ção na repetição limitar que carregam sentido e a agência.de racismo ou sexismo. primeiro um ato que cometeu.

há um debate acalorado sobre a agência do nativo ou "subalterno" termo para um subordinado ou inferior). quanto as possibilidades As duas explicações de perdas de questionamento avança. enfatizam os atos de resistência a ou concordância com o colonialismo. e uma do capitalismo de carna América. o discurso dos poderes coloniais que cria o mundo no qual os sujeitos colonizados sujeito nativo. leitlJl quanto agentes e as afirmações estudos de identidade sobre o poder das estruturas sociais e discausais que competem entre si. gia dessas controvérsias questões sobre como as identidades cas discursivas. os nativos são ainda agentes e a linguagem De acordo com o argumento cações não estão em conflito: da agência ainda é apropriada. por outro lado. portanto. os sujeitos O que ime suas de que as explicações sobre os sudiferentes. vivem e agem. fazendo dos habitantes "nativos". Alguns pensadores. e contexto contribuem. descrevendo o poder difuso do "discurso colonial". afirma que eles pertencem a tipos diferentes de narrativas. posições que a limitam ou se con- Pode haver uma lição geral aqui. de leitura. poderíamos concluir. interessados no ponto de vista e agência do subalterno.um corpus sem limi- . tais como a literatura. é o desejo de ver até onde pode ir uma idéia ou argumento e de questionar as explicações alternativas pressuposições. de uma vez 116 117 .contemporânea surgem quando as afirmações sobre os indivíduos en- por todas. Há muito a se ganhar. Não nos ensina. retórico ou quanto ela é um pouco de cada coisa. Nos por exem(o cada um. por um lado. Comecei dizendo que a teoria era infinita te de textos desafiadores e fascinantes . ria não nos diz se a poesia é uma vocação transcendente terminando um capítulo invocando texto. por exemplo. A enerteóricas poderia então ser redirecionada desempenham para são construídas e que papel as prátinessas construções. e concluindo plo. Levar adiante a idéia da agência dos sujeitos é levá-Ia até onde for possível. e são então acusados de ignorar o efeito mais insidioso do colonialismo: a maneira como ele definiu a situação e as possibilidades de ação. Repetidas vezes. com a separação dos conceitos de posição de sujeito e de agência. A teoria. descrição do funcionamento ros japoneses reconhecendo pelo discurso do mesmo modo que uma explicação global e do marketing decisões que levaram John a comprar um Mazda novo.mas não apenas mais textos: é também um projeto em curso de reflexão que não termina quando termina uma brevíssima introdução. Outros teóricos. jeitos que escolhem e as explicações das forças que determinam como narrativas pulsiona a teoria. de contestação a partir das suposições das quais você exemplo. para uma soma que é o sentido. ação são definidas tencem a registros diferentes. A teoou um truque cursivas são vistas como explicações nas sociedades coloniais e pós-coloniais. Appiah. esses tipos diferentes de explinão importa colonialista. por evitadas mas que não dão origem a qualquer com o trabalho de soluções mas a perspectiva de mais reflexão. buscar e contestar trapõem a ela. de presentre alternativas pectivas ou linhas de argumento de cada um deles e movimentar-se oferece não um conjunto Exige o compromisso supostos. são acusados de negar a agência ao de Appiah. me vi uma tensão entre os fatores ou persque é preciso ir ao encalço que não podem ser síntese. não dá origem a soluções harmoniosas. Mas parece remota a possibilidade poderiam coexistir pacificamente. A teoria. o que é o sentido: quanto os fatores de intenção. afinal de contas.

o paradoxo. a tarefa da crítica era elucidar as obras de arte individuais. Ela busca evitar o problema da separação entre sujcito (' a realidade fenomenal tos tal como eles aparecem para a consciência. mas os leitores têm o direito de esperar uma explicação de termos tais como estruturalismo e desconstrução cussões sobre crítica. Forneço isso aqui. Fenomenologia Formalismo Russo russos dos primeiros literária. do dos obje Os formalistas estratégias início do século. Podemos suspender . em comunidades inextricavelmente Três modalidades e as categorias como uma prática discursiva.1" que os críticos deveriam se preocupar com a literariedade verbais que a tornam da própria linguagem. foi enorme são a reflexão representação pela desconstrução gens poéticas. Wimsattl. Boris Eichenbaum e Victor Shklovsky são três figuras-chave nesse grupo que reorientou os Eseolas c Movitncntos lcórieos Escolhi introduzir a teoria apresentando questões e debates em vez de que aparecem nas dis-' "escolas". estéticos Concentrava sua atenção na unidade ou histórica as integração Fazendo oposição à erudição o New Criticism tratava históricos os poemas como e examinava do senti- e não como documentos interações de seus traços verbais e as complicações decorrentes nas instituições. armações conceituais cursivas. dos anteriormente como tendo uma história.fenomenologia. to crítico empreendida concerto. marxismo. . uma feminismo. Redirecionando bais. A teoria força escritores. Mas começando às vezes em oposição). eles afirmavam e o "estranhamento" que "o mecanismo 11 X da experiência que elas con- a atenção dos autores para os "mecanismos" é o único herói da literatura". consciência surge do trabalho e mundo. descontrução de perspectivas e discursos teóricos . New Criticism O que é chamado de "New Criticism" surgiu nos Estados Unidos nos decênios de 1930 e 1940 (com o trabalho relacionado de IA Richards e William praticada objetos Empson. na Inglaterra). Enfocando a ambigüidade. enfocando do filósofo Edmund Husserl. a ironia e os efeitos da conotação unificada. John Crowe Ransom. psicanálise. perguntas sobre a realidade última ou a possibilidade de conl1('("('i () mundo e descrever o mundo tal como ele é dado à consciênci<l. seguem. a família. o New Criticism procurava ma poética para uma estrutura mostrar a contribuição espectro sobre a linguagem. estruturalismo. xualidade volvimento de pensamen- e pela psicanálise (às vezes em e da crítica feitas pelo femiorientadas (novo histori- O New Criticism deixou como legados duradouros é se ela nos ajuda a produzir interpretações de obras individuais. envolvendo muitos objetos (o corpo. quantidade ofereceram refletir tica. anos do século XX salientaram da literatura: as a colocação em primeiro plano verAo A fenomenologia objeto. educacionais e culturais. instituições impacto. teoria pós-colonial) que estudam uma gama ampla de práticas disraça) não pensa- nos anos 60 deste século. as técnicas de leicrítica e das imada for- desde o decênio de 1960.invés de perguntar "o que diz o autor aqui?" deveríamos perguntar algo como "o que acontece com o soneto aqui?" ou "que aventuras acontecem ao romance nesse livro de Dickens?" Roman Jakobson. A ft'rlllrtl(' nologia subscreveu a crítica devotada 119 a descrever o "mundo" d. literária não é um conjunto A teoria existe descarnado de idéias mas uma de leitores teóricas e enredada nas cujo de largo pêndice estudos literários para as questões de forma e técnica. Há diversos movimentos teóricos importantes anteriores à década de 60. e o desenhistoricamente cismo. das obras literárias. W.K. as análises do papel do gênero e da seem todos os aspectos da literatura de críticas culturais tura cerrada e o pressuposto de que o teste de qualquer atividade mais ricas e mais penetrantes lingüís- nismo e depois pelos estudos de gênero e pela "Queer Theory". nas universidades. do ao invés das intenções e circunstâncias históricas de seus autores. numa breve descrição dos movimentos teóricos modernos. mais ricas do que o New Criticism para sobre a literatura e outros produtos culturais. Para os new critics (Cleanth Brooks.1 ('()[I'.

como os textos criClm '. Uma obra é uma resposcolocadas por um "horizonte de expectativas". duzido. que também para o leitor tem algo em comum com o estrututem como foco a maneira como o sentido se originou a meta era identificar buscava analisar é proem oposição à fenomenologia: as estruturas que e da comunicação. na história 120 . Devido a seu interesse pelo modo como o sentido é produzido.llIllul. tal como manifesto (George Poulet. a semiótica é um movimento internacional portamento que buscou incorporar o estudo científico do com- Estruturalismo A teoria orientada ralismo. nos lugares no final das décadas de 60 e 70. (Stanley Fish. os teóricos se distanciaram possível. menos as inadequações ou erros do (". já que os sistemas estão sempre mudando. nas décadas de 50 e 60 deste século. Roland Barthes. Mas o estruturalismo subjacentes operam que a tornam ao invés de descrever a experiência. antecipando e conjeturando depois tendo suas expectativas frustradas ou confirmadas. portanto. da inconscientemente sociedade). mas é a experiência que existe independentemente do leitor. sigdas obras literárias uma prática a tentar da de "estética da recepção" (Hans Robert Jauss). Seu principal e torná-Ia Desse modo abriu caminho das diferentes efeito ali foi oferecer novas idéias a entre outras. response criticism" objetivo. Ficou claro que as obras mento ou escola. Uma outra versão da fenomenologia ta a perguntas orientada para o leitor é chamaA interprede um indi- e efeitos que têm. intelectual e (Roman Jakobson. Mas muit. Hillis Miller). Barthes. foi sob o rótulo e lido na Inglaterra. de pretensos estruturalistas não se encaixavam na idéia do estruturalismo como uma tentativa de dominar e codificar estruturas. que haviam ido além do estruturalismo estreitamente concebido. O estruturalismo se desenvolveu primeiro na antropologia depois nos estudos literários e culturais Gérard Genettel. o estruturalismo os estudos culturais explicar os procedimentos da semiótica.uma explicação respeito da literatura e encorajou nificativos Bretanha e na América. víduo mas a história da recepção de uma obra e sua relação com as normas estéticas e conjuntos de expectativas seja Iida em diferentes épocas. Eles haviam descrito as maneiras pelas quais as teorias se em.]I. o estruturalismo muitas vezes (como em 5/Z. influenciados pela teoria da linguagem de Ferdinand de Saussure. analisando como os leitores produzem sentido fazendo ligações. tação das obras deveria. aplicaram conceitos da lingüística estrutural ao estudo dos fenômenos sociais e culturais. Entretanto. mutáveis que permitem que ela Não é fácil distinguir a ciência geral dos signos. preenchendo coisas deixadas sem dizer. foram identificados como pós-estruturalistas. ca da consciência. por exemplo.]s posições associadas com o pós-estruturalismo são evidentes mesmo no Em geral. () pi')·. Em lugar da descrição fenomenológias estruturas (as estruturas da linguagem.l nham nos fenômenos violando quaisquer que tentam descrever./' ciência de um autor. de Roland Barthes) traque tornam o sentido tou o leitor como o espaço de códigos subjacentes possível e como o agente do sentido. Mas ele não conseguiu esse projeto . da psique. enfocar não a experiência para leituras sintomáticas práticas culturais. Para o leitor. Lacan c Foucault. 121 (Jacques Lacanl. J. a assumir de qualquer progressivo (Michel Foucault) e na teoria marxista (Louis Althusser). que remonta sua linhagem a Saussure e ao filósofo norteamericano Charles Sanders Peirce.lCk. quando eles eram vistos como estrulu ralistas. A crítica promove uma poética interes- pode dessa maneira que tornam possíveis as obras literárias. trabalho inicial desses pensadores. Embora esses pensadores nunca tenham formado de "estruturalismo" Estados Unidos e em outros Nos estudos literários. na psicanálise (Claude Lévi-Strauss). f\('('IltIf!(' ('()('n'/il(' (' de descrever um sistema significativo ceram a impossibilidade estruturalismo demonstra completo.na Grãque seu trabalho foi importado o estruturalismo Mas mais importante argumentar que é dado à consciência. Na rcalid. Wolfgang pode-se na gama inteira de suas obras foi a "readerIser). ao mesmo tempo que evitava em grande e a crítica cultural que marcaram o estru- parte a especulação filosófica turalismo em suas versões francesa e aparentadas.cnliil() convenções que a análise estrutural situCl. o estruturalismo Pós-estrutu ral ismo Uma vez que o estruturalismo passou a ser definido como um movidele. sada nas convenções produzir podem ter os sentidos uma escola enquanto tal.lII'. forma de uma descrição do movimento do leitor através de e novas interpretações das obras mas compreender sistemática do discurso literário significativa um texto. busca não como elas impor . a obra é o que a obra não é algo experiência dela. estruturalismo designa um grupo de pensadores principalmente franceses que.

e do sujeito. pela primeira Mas pás-estruturalismo de Jacques Dercom uma (The e na América. como não é natural nem inevitável mas uma construção.I"). um psicanalista sua própria escola fora do establishment e enfatiza apresentou como um retorno a Freud. pressupostos e estruturas feminista inclui tanto bases indiscutivelmente do discurso patriarcal. da psicanálise veio através do tra-francês renegado que montou analítico e levou ao que ele Ulll da tensão entre modalidades e constativa cendo. as vertentes Da mesma forma. discursos teóricos nos quais há uma crítica das noçôes de conhecimento e de um sujeito capaz de se conhecer. para quem é apenas através da psicanálise. junto de leitura. ou vocaaconte- que se apóiam nela. sexistas quanto a brilhante rida. assim alerta a temas e relações psicanalíticas. que se pode substancial da edue reconceber a situação da mulher. Em seus múltiplos uma transformação através de sua expan- norte-americana Languages of Criticism and the Sciences of Man. preocupada na direitos para as mulheres e promovem os textos de mulheres como repredas mulheres. o maior impacto Teoria Feminista Na medida em que o feminismo oposição homem/mulher se encarrega da desconstrução da da e das oposições associadas a ela na história balho de Jacques Lacan. as teorias feministas sentações identidades dimentos da experiência e culturas masculinos defendem a identidade Por outro das mulheres. e da introdução são do cânone literário de uma gama de novas questões. entre homem Elaine Showalter com as autoras de pressupostos e procedas mulheres. com de se internalizar normas.1I1t'1 do passado ("apaixonar-se 12:3 pelo seu 'Hlíllhl. de figura de autoridade na qual o analisando coloca o analista no cultura ocidental. que é menos uma escola unificada do que um movimento social e intelectual e um espaço de debate. moderna mais poderosa: uma metalinguagem para entender o que está "realmente" Johnson. Lacan descreve o sujeito como efeito da linguagem o papel crucial chamou de transferência.mo do que se desvia do projeto de resolver o que torna os fenômenos culturais inteligíveis da totalidade e enfatiza.isto é. de "feminismo em que "mulher" a teoria da psi- vem a representar qualquer força radical que subverte os conceitos. uma crítica do conhecimento. não desMas. que pode ser aplicado às obras literárias. a desconstrução é. como entre as dimensões performativa bulário técnico autorizado como a outras situações. sobretudo. é mais simplesmente que estruturam literal/metafórico. uma "separação das forças de significação uma investigação cação. corpo/mente. Mary mos. Psicanálise A teoria linguagem. uma crítica feminista da experiência francês". Desconstrução O termo pás-estruturalismo objetivo e com a representação é usado para referir uma ampla gama de Ambas essas modalidades Grã-Bretanha ao que é às vezes chamado. cação literária nos Estados Unidos e Grã-Bretanha. Trata cada um deles como um efeitoproble- lado. como objetos do conhecimento. por outro lado. se opuseram distingue mático. as feministas que organiza as e mulher. o feminismo efetuou como Jacqueline crítica da noção estruturalista a atenção na própria coleção de ensaios para o estruturalismo definida Jacobus e Kaja Silverman. mas são estruturas para os sujeitos. e reinscrevê-Ia e funcionamento diferentes. oposições hierárquicas o pensamento fala/escrita. Por um na análise do que Fn'ud P. psicanalítica a identidade teve um impacto nos estudos literários tanto como uma modalidade é a hermenêutica de interpretação quanto como uma teoria sobre a com o marxismo. e mostrar que ela é uma construção desconstrução que busca desmantelá-Ia truí-Ia mas dar-lhe uma estrutura uma modalidade de um texto". Por um lado. Desse modo. empreendem uma crítica teórica da matriz heterossexual em termos da oposição "a critica feminista" da "ginocrítica". tureza/cultura. 1\ 1~2 . as teorias psicanalíticas. A desconstrução /fora. Desconstruir uma oposição é mostrar que ela produzida por discursos num trabalho de . exigem lado. na expressão de Barbara em guerra no interior de signifida linguagem. como uma crítica das ocidental: dentro napresença/ausência. que ganhou que chamou proeminência vez na América canálise por parte de estudiosas feministas sua compreensão das complicações esperar compreender projetos. As estruturas dos sistemas de significação não existem independentemente do sujeito. mas isso é apenas uma vertente do feminismo. e o sujeito. 1970). os feminisos marxismos e historicismos desconstrução de estrutura e o trabalho contemporâparticipam do pós-estruturalismo. a psicanálise rearticulação que rejeitam pelas suas Rose. neos todos também designa. ele é uma versão do pós-estruturalismo. Isso leva a uma crítica Mas. que estão emaranhados nas forças que os produzem. em lugar disso. forma/sentido.

definido por pretação que o analista faz do discurso do paciente mas da maneira como analista e paciente são apanhados na reapresentação cial vindo do passado do paciente. os textos pertencem a uma superestrutura pela base econômica (as que a formação social não "relações reais de produção"). que outros escrcvn. do ajudou a esta-se transforde dos. nessa explicação. que. Nesse legado. Lido no interior da cultura marxista da esquerda britânica. para os intelectuais escrever seu caminho que vêm de sociedades . de Edward a construção "outro" oriental pelos discursos europeus do conhecimento. um corpus cada vez maior de textos debate questões sobre a relação entre a hegemonia dos discursos ocidentais e as possibilidades de resistência e sobre a formação dos sujeitos colonial Said (1978). mas através da obra do teórico marxista Louis Althusser. As superestruturas têm uma "autonomia lacaniana da determinação da consciência pelo inconsciehte Teoria Pós-colonial Um conjunto relacionado de questões teóricas surge na teoria póse experiências como a ideologia funciona para determinar o sujeito. como diz Antony o mesmo Easthope. e pós-colonial: sujeitos híbriconflitantes. historicistas é a dialética Uma questão chave para os novos em que medida os radical das ideode "subversão e contenção": espaço que o de sua cultura anfitriã. os discursos. em sua aparente capacidade de seu tempo e em que medida a prática disde subversão. Por um lado. no processo do inconsciente. que está menos inclinado uma hierarquia os textos. Os decênios de 1980 e 1990 na Grã-Bretanha mento e. Althusser levou seus leitores à teoria lac8niana e provocou uma transformação gradual pela qual. Althusser mapeia uma explicação marxista da determinação O sujeito é um efeito constituído das práticas relativamente tanha. da literatura dos meios e condições influenciados por Alan Sinfield e Peter histórica a postular também Especialistas na Renascença reais de sua produção". Jonathan sentação de um texto que ela não domina. o pós-estruturalismo chegou não através de Derrida e depois Lacan e Foucault. assim como nos estudos literários e culturais. se misturam da idéia de nação independente à idéia da própria cultura.verdade da condição do paciente. a escrita. Para o marxismo. Desde a década de Essa conjunção é a base de grande parte do debate teórico na Grã-Brecruciais das relações entre cultura e significação 80. Interpretar os produtos culturais é relacionáIas de volta com a base.lIn.) história bclecer o campo. a teoria e escrita pós-colonial Novo Historicismo/Materialismo marcaram o surgimento de uma crítica 124 Cultural e nos Estados Unidos vigorosa. o novo historicismo. colocando Althusser e Lacan em campo. emerge não da interde um cenário crutorna a psicanálise é uma reapre- engajada. na qual diferentes níveis ou tipos de práticas se relativa': Baseando-se numa explicação para explicar maneira de conter energias subversivas? desenvolvem em diferentes escalas temporais. na qual a interpretação Belsey. diferentemente dos Estados Unidos. ocorreram com as práticas discursivas do Ocidente. Louis Montrose e outros enfocam como os textos literários renascentistas se situam em meio a práticas discursivas e às instituições do período. Stephen Greenblatt. Desde então. na teoria Investigações política do indivíduo pelo social na psicanálise. Screen. no interior Dollimore. há o materialismo Raymond Williams inclusive Foucault muito centralmente (Catherine cultural britânico. buscou compreender cionado ou construído pelas estruturas como o sujeito é posicinematográfica. da representação Orientalismo. uma disciplina pós-estruturalista Essa reorientação como "a análise de todas as formas de significação. é uma mais frouxa. o poder e a constituição da subjetividade. maram numa tentativa de intervir na construção de volta numa 12. Althusser argumentava é uma totalidade uma estrutura ideológicas unificada tendo o modo de produção em seu centro mas sociais e textos renascentistas oferecem uma crítica genuinamente logias religiosas e políticas cursiva da literatura. tratando a literatura não como um reflexo ou produto de uma realidade social mas como uma das diversas práticas às vezes antagonistas. autônomas que organizam a sociedade. Nos Marxismo Na Grã-Bretanha. que surgem da superimposição de línguas e culturas que examinou na década de 70 na revista de estudos de cinema. "o pós-estruturalismo passou a ocupar basicamente determinada Estados Unidos. Stallybrass) se preocuparam particularmente com a constituição do sujeito e com o papel contestatório na Renascença. as instituições pós-coloniais. do discurso e colonial: a tentativa de compreender os problemas postos pela colonização européia e suas conseqüências. o marxismo". de causa e efeito à medida que rastreia as ligações entre se centrou na Renascença. teoricamente histórica da cultura e do conhecipós-coloniais.

vol. além dos limites. As questões teóricas "brancos" e contextos. que às vezes se diz que impõe questões ou problemas filosóficos próprios termos a projetos que lutam Mas críticos latinos. 27-8. 1982). On Deconstruction: The Phi/osophy ver Paul Rabinow. 43. ção com os movimentos desses movimentos celebrar e acentuar compreensão Assim como o feminismo Foucau/t Reader (New York: Pantheon. a Queer Theory tornou-se não apenas da construção cultura. ela obtém energia intelectual sociais de libertação ou contestar sobre estratégias e conceitos apropriados. 89-110.o que foi posto Como a desconstrução Queer Theory (discutida sar a construção cultural Gay Theories (New York: Routledge. 158. 1984). definindo seu caráter distintivo e articulando pensamento. ARETHA FRANKLlN: Judith Butler. Para Derrida. The Historyof On Deconstruction: NY: Cornell University Theory and Criticism partes. radicalmente balho de Eve Sedgwick. Jacques Derriril1 dos estudos étnicos antes dele. ed."IL N'Y A PAS DE HORS-TEXTE": Derrida. of Chicago Press. 127 2 1964). Phi/osophy (lnril/I(' 126 . zam? Como fazer as duas coisas? de ação como de estão em jogo na teoria. outro . étnicas. e dos debates no interior que estigmati- Geoffrey Bennington.. ligando-a a uma tradição de escrita e à meta liberal de celebrar a diversidade cultural e o "multiculturalismo". Of Grammat%gy. um panorama mas da própria negação das relações homoeróticas. The vn de lado como perverso. Queer Theory e outros movimentos contemporâneos. Of Grammat%gy. Michel Foucault.Discurso das Minorias Uma mudança política que foi conseguida no interior das instituições acadêmicas nos Estados Unidos foi o crescimento do estudo das literaturas de minorias mover o estudo americana. Jonathan 1991). 1982). 1993). Consequences of Pragmatism asiático-americanos levam adiante o empreendimento teórico. /nside/Out: Lesbian Theories. Judith o espaço de um questionamento tural da sexualidade heterossexual. 65-71. tal como baseada numa e versões de sua ligaDeveríamos Richard Superstructura/ism: Para Foucault. rapidamente se misturam com questões seus e Referências: University itações e Leituras Suplelnentares Capítulo of Minnesota Culler. para estabelecer afro-americanos 1 (Minneapolis: Richard Rorty. a diferença as distinções Possibilidades tanto (New York: Continuum. Referências: Capítulo Historica/ Understanding (London: Chatto. Lois McNay. Butler e outros. On Deconstruction. Theory and em of Struced. Jean- tanto desenvolvem para a análise de tradições culturais e para intervir Jacques Rousseau. FALA E ESCRITA: Jonathan Structuralism Press. Suplementares: Harland. 141-64. Confessions.. ficas quanto suas relações com as tradições de gerar teorias conceitos dominantes de escrita e das minorias" especíAs tentativas do "discurso Press. Gallie. (Ithaca. Jacques Derrida. asiático-americana Os debates têm a ver com a relação entre o fortalecimento identidade cultural de grupos específicos. i (New York: Pantheon. 1980). sobre o status da teoria. 156. Culler. livro 3 e em outras usam uma posição de marginalidade para expor os pressu- postos do discurso da "maioria" em seus debates teóricos. ERVA DANINII/\: COMPREENSÃO HISTÓRICA: W. (Baltimore: Johns Hopkins University Press. citado after em Sexuality. in Diana Fuss. 85-179. latina. desenvolvendo o estudo dos discursos das minorias. "Imitation and Gender Insubordination". after Structura/ism começa com uma discussão da teoria (London: Methuen. Critica//ntroduction (Chicago: University Culler. 1987).para analiNo tracula no Capítulo 7) usa o marginal do centro: normatividade produtivo . Foucau/t: A 1994).B. O principal da escrita esforço se centrou em reviver e proe nativoda negra. Leituras Criticism geral. 154. 66. tura/ism and Post-Structuralism introdutório amplo e vivo. 1976).

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