UNISANTA

ADMINSTRAÇÃO APLICADA A SEGURANÇA DO TRABALHO

Empresa Aspectos Adm. E Organ. da Função Hig. e Segurança Administração A Organização do trabalho Administração Apostila Atribuições e Responsabilidades SESMET CIPA Comunicação Cálculo de Perdas Ética Profissional

Prof. CLAUDIO ROBERTO KUCZUK
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1 EMPRESA As empresas vêm sofrendo inúmeros processos de mudança ao longo do tempo. Muitas novas teorias surgem, deixam marcas, outras desaparecem. O fato é que as empresas, devido à complexidade dos processos organizacionais modernos, não podem prescindir de cuidados essenciais de segurança, sob pena de terem sua imagem e sus lucros prejudicados. Todo empreendimento ou associação destinada a explorar um negócio de forma organizada, com a finalidade de atingir determinado objetivo, que pode ser o lucro ou o atendimento a uma necessidade da sociedade, deve constituir uma empresa. Levaremos em conta, dois (02) aspectos essenciais no que diz respeito à empresa: classificação e recursos.

1.1 CLASSIFICAÇÃO Em termos de forma de propriedade uma empresa pode ser: Pública Privada Mista Propriedade do Estado Propriedade Particular De capital estatal e privado

De acordo com o tamanho, poderemos classificar um empresa como: Grande Média Pequena Muitos empregados e grandes instalações Porte intermediária, de 50 a 250 empregados Menos de 50 empregados

Quanto ao tipo de produção, uma empresa pode ser: Primária ou Extrativa Secundária ou de Transformação Terciária ou Prestadora de Serviços
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De acordo com o tipo de associação, algumas classificações são:
- Por firma; - Por capital ou indústria; - Por quotas de responsabilidades limitada; - Sociedade Anônima; - Cooperativa; - Economia mista.

Convém salientar que, em termos de normas de segurança, as empresas são classificadas em função do número de empregados regidos por CLT e do grau de risco implicado em suas atividades, conforme a NR-4 da Portaria nº 3214.

1.2 RECURSOS Para funcionar e alcançar seus objetivos, a empresa necessita contar com determinados tipos de recursos, segundo o ramo de atividade em que está envolvida. Este recursos constituem sua capacidade de ação.

RECURSOS / FATORES DE PRODUÇÃO ESPECIALIDADE ADMINISTRAÇÃO Físicos/Materiais Financeiros / Capital Humanos / Trabalho Mercadológicos / Não há Administrativos / Empresa Segurança Trabalho / Trab. e Instalações Perdas

CONTEÚDOS

Natureza, Edificios, Estoques, Admin. de Produção Capital, faturamento, Admin. Financeira Todos os trabalhadores e Admin. Pessoal Publicidade e Propag. Admin. Marketing Organização do Trab., Admin. Geral Toda a empresa, Administração de

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1.2.1 CONTROLE TOTAL DE PERDAS Esta teoria foi proposta em 1970, pelo canadense John A. Fletcher. Fletcher partiu do pressuposto de que os acidentes que resultam em danos às instalações, aos equipamentos e aos materiais têm as mesmas causas básicas dos que resultam em lesões, sendo que o objetivo do Controle Total de Perdas é o de reduzir ou eliminar todos os acidentes que possam interferir ou paralisar o sistema. Enquanto a segurança e medicina do trabalho tradicional se ocupavam da prevenção de lesões pessoais, e o Controle de Danos de Bird que dizia respeito aos acidentes que resultem em lesão pessoal ou dano à propriedade, o Controle Total de Perdas envolve os dois conceitos anteriores no que se refere aos acidentes com lesões pessoais e danos à propriedade englobando ainda: perdas provocadas por acidentes em relação à explosões, incêndios, roubo, sabotagem, vandalismo, poluição ambiental, doença, defeito do produto, etc. Então, em termos gerais, pode-se dizer que o Controle Total de Perdas envolve: prevenção de lesões (acidentes que tem como resultado lesões pessoais); - controle total de acidentes (danos à propriedade, equipamentos e materiais); - prevenção de incêndios (controle de todas as perdas por incêndios); - segurança industrial (proteção dos bens da companhia); - higiene e saúde industrial; - controle da contaminação do ar, água e solo; - responsabilidade pelo produto. Para FERNÁNDEZ (1972), o conceito de Controle Total de Perdas desenvolveu-se e evoluiu, no pensamento dos profissionais de segurança durante muitos anos, com o fim de inverter a tendência ascendente do índice de lesões. Segundo ele, para implantar-se um programa de Controle Total de Perdas deve-se ir desde a prevenção de lesões ao controle total de acidentes, para então chegar-se ao Controle Total de Perdas. De acordo com o mesmo autor, a implantação de um programa de Controle Total de Perdas requer três passos básicos: determinar o que se está fazendo; avaliar como se está fazendo e; elaborar planos de ação que indiquem o que tem de ser feito. Desta forma, segundo Fletcher apud DE CICCO e FANTAZZINI (1986), um programa de Controle Total de Perdas deve ser idealizado de modo que: Venha a eliminar todas as fontes de interrupção de um processo de produção, quer resultando em lesão, dano à propriedade, incêndio, explosão, roubo, vandalismo, sabotagem, poluição da água, do ar e do solo, doença ocupacional ou defeito do produto.

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com. no aconselhamento. Devem pelo contrário. deve situar-se. ser metodicamente programadas e integradas na gestão da empresa. a medida que surgem os acidentes (ou incidentes). conforme os passos abaixo: 1-Identificação e Avaliação da situação de risco 2. na motivação e na coordenação tendo para a hierarquia a direção e execução das soluções que proprõe. Um serviço de higiene e segurança. serviço de medicina do trabalho.br 5 . Determinar prioridades e. Prof. Claudio Roberto Kuczuk ckuczuk@terra. designadamente.2 SERVIÇO DE HIGIENE E SEGURANÇA E COMISSÕES DE SEGURANÇA O serviço de higiene e segurança. As medidas de segurança não devem solucionar problemas de forma não sistemática. 2 ASPECTOS ADMINISTRATIVOS E ORGANIZACIONAIS DA FUNÇÃO HIGIENE E SEGURANÇA 2. sem intervenções ou correções isoladas. 2. uma função consultiva.Segundo ele os três passos básicos para a implantação de um programa de Controle Total de Perdas são: Estabelecer o perfil dos programas de prevenção existentes na empresa. possam influir nos aspectos de higiene e segurança dos locais de trabalho. etc. de algum modo.Controle dos resultados 1. Esta integração exigirá um elevado grau de organização da segurança e higiene da empresa com visto a uma metodologia de trabalho consequente. Elaborar planos de ação para controle das perdas reais e potenciais do sistema.Desenvolvimento das Técnicas de prevenção de acidentes e controle de perdas 3 Seleção das medidas corretivas 4.Aplicação das medidas corretivas 5. as seguintes tarefas: Identificação e controle periódico dos riscos ocupacionais. na dependência direta do órgão executivo de mais elevado grau de decisão. dentro da organização da empresa. prevenção é. O seu objetivo reside na informação. essencialmente. isto é. de engenharia. Eng. terá em sintese. É recomendável um intercâmbio constante entre esse serviço e os diversos departamentos da empresa que.1 GESTÃO DE SEGURANÇA A função Higiene e Segurança ou simplesmente. de pessoal.Introdução de alterações ou retroalimentação.

3 ADMINISTRAÇÃO A Administração é uma ciência e uma arte. quer na fase de projeto das instalações. designadamente equipamento de proteção individual. podemos considerar princípios gerais de administração: A divisão do trabalho A autoridade e a responsabilidade A Hierarquia A unidade de Comando A amplitude administrativa A definição das metas a ser atingidas A principal tarefa da administração é interpretar os objetivos da empresa e estabelecer maneiras de alcançá-las por ações administrativas. ou seja. ou seja. Verificação e ensaios de materiais e sistemas de proteção existentes ou a adquirir. Promoção da adaptação dos trabalhadores às diferentes tarefas e do trabalho às suas características anatômicas e fisiológicas. quadros e empregadores.Informação técnica de trabalhadores. processos e normas que se empregam na empresa a fim de que os recursos sejam adequadamente utilizados. quer durante a laboração da empresa. Claudio Roberto Kuczuk ckuczuk@terra. Estabelecimentos de programas de prevenção e elaboração de propostas de regulamentação interna. Ciência porque exige um conjunto organizado de conhecimentos. Esquematicamente teremos: PLANEJAMENTO ORGANIZAÇÃO DIREÇÃO CONTROLE. São dois (02) os objetivos da administração: Eficiência e Eficácia. A EFICÁCIA diz respeito aos fins. aos metódos. Eng. Estas etapas. Fixação de objetivos de proteção e controle de resultados.com. A EFICIÊNCIA diz respeito ao meio.br 6 . Arte porque administrar é aplicar um “know-how” para atingir um resultado desejado. Com base na tradição e nas modernas teorias administrativas. aos objetivos e resultados a serem alcançados. serão abordadas nos itens que seguem. adaptadas ao âmbito do SESMET. Prof.

Eng. Claudio Roberto Kuczuk ckuczuk@terra. antecipando-se aos eventos futuros. Procedimentos Planos que pescrevem a sequência cronológica das tarefas de segurança a ser executadas. Normas Regulamentos para definir o que deve e o que não deve ser feito (é o caso das normas de segurança). Entre os planos de ação podemos destacar: Programas Programa integrado de planos de segurança.1.com. Acidente / Incidente Ações Corretivas Implementar Registro Investigação Não Conformidades Risco Aceitável Rever Ação Corretiva Sim Ação Avaliação de Risco Não Avaliar a eficácia da ação corretiva Corretiva 3.2 ADMINISTRAÇÃO DE PROJETOS A Administração de projetos abrange três fases: Planejamento / Programação / Controle.3.1 TÉCNICAS DE PLANEJAMENTO Cronograma Fluxograma Exemplo de Fluxograma. PLANO DO PROJETO  PROGRAMA DE PROJETO Prof. 3.br 7 . é indicar o caminho a ser percorrido. O Planejamento consiste em traçar planos de ação.1 PLANEJAMENTO Planejar é pensar antes de agir. Métodos Planos que detalham como as atividades ou os procedimentos de segurança devem ser executados.

Eng.PLANEJAMENTO DE PROJETO CONTROLE DE PROJETO PLANEJAMENTO DE PROJETO PROGRAMAÇÃO DE PROJETO Objetivos Organização de Equipe Definição de Projeto Critério de desempenho: Tempo / Custo PROGRAMAÇÃO DE PROJETO Disponibilidade de Recurso: Humano / Material / Financeiro Técnica de Gerência: Gráfico de Gantt / redes de Pert & CPM CONTROLE DE PROJETO Controle Revisão e adaptação 4 ORGANIZAÇÃO É a função administrativa que agrupa e estrutura as atividades necessárias à construção dos objetivos da empresa. Claudio Roberto Kuczuk ckuczuk@terra.1.com.br 8 .1 Especialização A empresa se organiza em vários departamentos. 4. 4. Prof.1.1 Princípios A organização de uma empresa apóia-se em princípios básicos que compreendem: 4. provocando a divisão do trabalho.2 Definição funcional Cada departamento deve ter uma função específica.

com. o papel do organograma na orientação da dinâmica da empresa em todos os níveis.1997). Prof. distinguindo as funções operacionais necessárias e. buscando integrar a rede de relações básicas entre essas unidades (Daft. no qual o arranjo ótimo dos recursos empresariais disponíveis exige o máximo das habilidades administrativas. As formas de representar o desenho organizacional têm sofrido modificações ao longo do tempo. Vale destacar. ainda. e as funções de staff não se encontram diretamente ligadas. 4. uma representação gráfica que serve para mostrar as dimensões da empresa. sobretudo pelas exigências da tecnologia. constitui um processo complexo. a função de organizar assume uma importância fundamental.1. 4.1. com a presença impetuosa e transformadora da informática. os fluxos básicos de operações etc. Pontificando na primeira linha das preocupações gerenciais.4 Organização em escala Os departamentos se organizam em escala: cada pessoa deve saber exatamente a quem prestar contas. depois.br 9 . tradicionalmente conhecido como organograma. Eng. Quase sempre. Entre os resultados desse exercício figura o desenho organizacional. às funções. dependendo dos aspectos mais relevantes que se pretenda demonstrar ou realçar nesse gráfico.4. Claudio Roberto Kuczuk ckuczuk@terra.3 Autoridade e responsabilidade Cada responsabilidade deve corresponder a uma autoridade que permita realizá-la. 4.5 Funções de linha e de staff As funções de linha são aquelas diretamente ligadas aos objetivos principais da empresa.2 ESTRUTURA ORGANIZACIONAL No processo de administração. e cada autoridade deve corresponder a uma responsabilidade equivalente. consiste primeiro em conceber as unidades que vão compor a empresa. acompanhando as mudanças no comportamento das empresas e. Essa orientação assume dimensões variadas no conteúdo dos manuais das organizações. a distribuição do poder.1.

refletindo as demandas do ambiente e para este se voltando. nem todas suas características. Claudio Roberto Kuczuk ckuczuk@terra. através de ordens escritas. baseadas na hierarquia e na divisão funcional do trabalho. Importante ressaltar que as representações atuais buscam demonstrar processos em lugar de departamentos. nas representações de grandes estruturas. que guardam ligações com princípios das estruturas tradicionais. assim como as relações sistêmicas da empresa com o ambiente. tais como as estruturas linear e funcional. As formas tradicionais de estruturas. empresa auto-desenhada e organizações em rede e virtuais. 4. têm falado de organizações inteligentes. Percebese que para alguns desses modelos não são divulgadas formas definidas de representação gráfica. O pessoal do SESMET deve atuar formalmente. é muito bem traduzida graficamente. Eng. São modelos descritivos que procuram traduzir as tendências atuais no mundo das organizações e influenciando os conceitos de Management. Autores. Muito se tem comentado sobre as novas formas de arquitetura organizacional ressaltando-se a necessidade criação de desenhos representativos da nova realidade da empresa. Importante destacar que o desenho organizacional não costuma mostrar toda a estrutura da empresa. estão se tornando mais rara como forma únicas de representação. A estrutura em rede. Normalmente. que tem aparecido em alguns trabalhos de reengenharia e na representação sintetizada de algumas empresas.2.Não estamos nos referindo à criatividade que se pode lançar mão para compor esses gráficos representativos das estruturas. circulares etc. volta-se para uma representação do essencial. mesmo porque são meramente conceituais. detalhando-se suas sub-unidades. como Tom Peters. de representar uma ferramenta adequada para atender aos objetivos da organização. A versatilidade com os recursos gráficos tem o seu lugar destinando-se a comunicar de forma agradável. os ingredientes das composições tradicionais continuam aparecendo para mostrar faces relevantes dos sistemas. divisionais ou em matriz. Entretanto. Prof. de indicar uma estratégia. que se desdobra para uso interno. assim como os modelos federalistas ou planos e os modelos horizontais.com. Estamos nos referindo ao papel fundamental da estrutura. entretanto.1 Formal A relação hierárquica é impessoal.br 10 .

fundada na comunicação verbal.2 Informal A relação hierárquica é pessoal.3. Eng. 4.4.3 ORGANOGRAMA É a representação esquemática da estrutura de uma empresa (organização formal).1 ORGANOGRAMA STAFF Organização de Staff Prof.2.com. 4. Há basicamente três tipos: linear (células) / funcional / staff ou acessoria.br 11 . Claudio Roberto Kuczuk ckuczuk@terra.

Não tem poder decisório. Não serve para qualquer dimensão da empresa. Não toma decisões.com. Possibilidade de instalação em qualquer nível. Unidade de comando. VANTAGENS Especialização nas tarefas. Claudio Roberto Kuczuk ckuczuk@terra. EXEMPLO DE ORGANOGRAMA DE STAFF APLICADO AO SESMET GERÊNCIA GERAL SESMET CIPA MANUTENÇÃO LIDERES TRABALHADORES Prof. Eng.A principal função do Staff é sugerir medidas a seu superior dentro de seu campo de especialização: as medidas propostas podem ser ou não ser aceitas.br 12 . O SESMET de acordo com suas atribuições constitui uma função de assessoria (staff). Sobra mais tempo para os indivíduos de linha. DESVANTAGENS Dificulta o cumprimento de recomendações.

com. Coopera em projetos de proteção e acessórios de segurança. Verifica o comportamento dos regulamentos de segurança e legislação vigente. Aprova os procedimentos normativos formulados pelo SESMET. fichas de manutenção adequadas. Coordena as ativadades e motivação para a segurança. CIPA Divulga e executa a motivação para a segurança do trabalho. Faz com que as chefias sejam responsáveis pela segurança de todos os trabalhadores.GERÊNCIA GERAL Tem responsabilidade total pela segurança. Apóia o programa de segurança. Prof. LÍDERES Verificam as normas de segurança. Integram os trabalhadores nas políticas preventivas. coordenando as atividades de segurança. Supervisiona e dirige investigações de acidentes. Dirige as atividades educacionais para todos os líderes e trabalhadores. Investiga acidentes graves. Ajuda a segurança na fiscalização do cumprimento dos procedimentos. e elabora relatório sobre elas. Participa ativamente do programa de segurança assessorado pelo SESMET. Eng. Ensinam os subordinados a trabalhar com segurança. Executa inspeções programadas de segurança. Responsabilizam-se pelo atendimento de primeiros socorros. Elabora a manutenção de todos os equipamentos do ponto de vista da segurança e elabora. Elabora e divulga as estatísticas de acidentes. Prepara e analisa os relatórios de acidentes.br 13 . São responsáveis pela segurança no seu local de trabalho. SESMET Assessora sem autoridade de linha. MANUTENÇÃO Trabalha em comun acordo com o SESMET e com os líderes. Apresenta sugestões visando a eliminação dos riscos de acidentes. Claudio Roberto Kuczuk ckuczuk@terra. Executa inspeção de segurança. segundo instruções do SESMET. Coopera na educaão prevencionista do trabalhador. Autoriza os gastos com a prevenção de acidentes. também.

para evitar duplicidade de ordens. Observam as regras e disposições de segurança. Comunicam as atitudes e condições inseguras. Comunicação . quando convidados. TRABALHADORES Trabalham de acordo com as medidas de segurança propostas. Prof.para a segurança do trabalhho.3. Colaboram com a CIPA e.1.2 PRINCÍPIOS Unidade de comando .com. Motivação . Amplitude de controle – há um número legal de subordinados.3. verbais ou escritas). Colaboram com a CIPA.para a segurança do trabalho (ordens gerais.1. 4.para a segurança do trabalho. Não executam tarefas que não sejam de seu conhecimento. Conhecem os riscos em seus locais de trabalho e procuram mantê-los seguros.3.3 MEIOS Instruções e ordens .Relatam à chefia os acidentes ocorridos e suas causas. Delegação de tarefa. Coordenação . 4.para a segurança do trabalho.1 DIREÇÃO Em nível de SESMT. aceitam responsabilidades.para a segurança do trabalho. 4. Coordenação – para estabelecer um objetivo comum. constitui o comando e a orientação para que se possa executar adequadamente o que foi planejado e organizado.1. Liderança .br 14 . Fazem sugestões de segurança. Eng. Claudio Roberto Kuczuk ckuczuk@terra.

com. Decisões rápidas.br 15 . Autoridade direta.2 ORGANOGRAMA LINEAR Organograma Linear Diretoria Planejamento Controle de Qualidade Produção Manutenção Suprimentos Pessoal Trabalhadores em Geral VANTAGENS Responsabilidade definida. Claudio Roberto Kuczuk ckuczuk@terra. Maior disciplina. Eng.4.3. Prof. Unidade de mando.

Problemas de controle. Grande cadeia de comando. Problema de comunicação. Prof. por meio de utilização de recursos disponíveis (filmes. 4.). cartazes.2. Cada departamento tem uma diretriz. slides. Eng.com.3.1 Organograma de Comissão Interna de Prevenção de Acidentes Presidente Secretário (a) Vice . Claudio Roberto Kuczuk ckuczuk@terra. etc.br 16 . publicações.DESVANTAGENS Dificulta o planejamento geral.Presidente Subcomissão de Divulgação Subcomissão de Fiscalização Subcomissão de Inspeção de Segurança Subcomissão de Investigação Subcomissão de Trabalhos Especiais Subcomissão de Análise de Acidentes Subcomissão de Divulgação Deve manter a mentalidade prevencionista entre os funcionários.

Subcomissão de Trabalhos Especiais Deve coordenar ou executar atividades especiais da CIPA .Subcomissão de Fiscalização e Cobrança Deve acompanhar a execução das propostas de segurança aprovadas pela CIPA e encaminhadas à Administração. Subcomissão de Análise de Acidentes Deve analisar os acidentes e propor medidas corretivas e preventivas. e propor medidas correlativas e preventivas. Subcomissão de Investigação de Acidentes Deve investigar todos os acidentes a fim de levantar e analisar suas causas.br 17 . Claudio Roberto Kuczuk ckuczuk@terra.com. circunstanciais e consequênciais.como organização da Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho (SIPAT) e apresentação dos resultados da CIPA durante encontros – e organizar eleições e posse de novas CIPAS. Subcomissão de Inspeção de Segurança Deve manter programa de inspeção de segurança nos diveresos locais de trabalho e elaborar relatórios de inspeção. Prof. Eng.

Claudio Roberto Kuczuk ckuczuk@terra. Prof.com.3.br 18 . Evasão de responsabilidade.4.3 ORGANOGRAMA FUNCIONAL DIRETORIA PLANEJAMENTO CONTROLE QUALIDADE PRODUÇÃO MANUTENÇÃO SUPRIMENTOS PESSOAL TRABALHADORES EM GERAL TRABALHADORES EM GERAL TRABALHADORES EM GERAL TRABALHADORES EM GERAL TRABALHADORES EM GERAL TRABALHADORES EM GERAL VANTAGENS Especialização nas tarefas. Contato maior entre os diversos níveis. DESVANTAGENS Duplicidade de comando. Enfraquecimento da autoridade. Eng.

órgão de governo etc. Se houver riscos. Não se esqueça de fazer a ponte. a menos que haja apenas um repórter. 4.4. desde que não sejam sigilosos. Não omita informações. explique isso a ele. seja para promover amplo programa de treinamento por meio de uma SIPAT ou contatos com imprensa. Não se recuse a dar entrevista. Não fale extra-oficialmente. Não faça piadas ou comentários pessoais. Eng. Esteja preparado para a entrevista. Leve-o a um local seguro e confortável.1 COMUNICAÇÃO DURANTE CRISES Lembre-se Providencie o controle da emergência. Se a imprensa chegar Certifique-se do nome e veículo de informação do jornalista. Não dê reportagem exclusiva. Use linguagem simples.br 19 . Entre em contato com a Equipe de Comunicação Redija boletim sobre o acidente. Prof.com. Distribua o boletim do acidente e a folha de dados da empresa. Preocupe-se apenas com o público. aos familiares ou aos colegas de trabalho. seja para ensinar procedimentos de segurança a um funcionário ou contratado. e não com a impressão que vai causar ao reporter.4. Não faça comentários sobre danos ou custos. Evite termos técnicos. diga que não sabe mas vai procurar a resposta. Não coloque a culpa em nenhum funcionário. Comunique aos porta-vozes. Não dê opiniões. Frise sempre que as ações necessárias foram e estão sendo tomadas. Seja paciente: a obrigação do jornalista é perguntar. Não especule sobre as causas do acidente. Seja franco e honesto na resposta. Comunique aos órgãos de segurança da empresa e públicos. Claudio Roberto Kuczuk ckuczuk@terra. Se não souber responder a algo.4 COMUNICAÇÃO Em todas as relações interpessoais está presente o processo de comunicação.

Claudio Roberto Kuczuk ckuczuk@terra. de Órgãos da Administração Direta e Indireta. Municipal. que a legislação acidentária cobre de modo imperfeito”. inclusive do Governo Federal.Pág. e ao de ressarcir os danos sofridos pelo empregado vitimado. Eng. Prof. Toda empresa. ou em virtude de um risco nocivo.o acidente de trabalho é um dano à vida e à saúde do trabalhador. produzido em conseqüência de uma causa brusca. pela omissão (culpa) do seu empregador em cumprir a legislação de Segurança e de Medicina do Trabalho. concentrada. resultado direto de uma condição de casualidade. 33”. que podem levar a vítima ou seus beneficiários à propositura de ação de reparação do dano. Naquele caso teríamos os acidentes típicos e neste as doenças ocupacionais decorrentes do trabalho realizado junto a riscos nocivos insalubres. EDUARDO GABRIEL SAADE . Segundo a Organização Internacional do Trabalho . capaz de pouco a pouco atingir sua saúde.com.OIT . embora dispusesse de meios para concretizá-los. as Fundações e demais entidades do país estão sujeitas às responsabilidades legais a respeito dos acidentes ocorridos em suas dependências durante a jornada de trabalho.br 20 . permanentemente existente no local de trabalho.“Comentários à Legislação de Segurança e Medicina do Trabalho .5 RESPONSABILIDADE CIVIL E CRIMINAL “Quando o empregador desatende as normas e recomendações de Segurança do Trabalho. Estadual. expõe-se ao duplo risco de ter de responder criminalmente pelas conseqüências de seu gesto.

Artigo 157 da Consolidação das Leis do Trabalho . II . Prof.Cumprir e fazer cumprir as normas de segurança e medicina do trabalho. alegando que não a conhece”.Artigo 3 da Lei de Introdução ao Código Civil Brasileiro: “Ninguém de escusa de cumprir a lei.com. negligência.Facilitar o exercício da fiscalização pela autoridade competente. IV .1 RESPONSABILIDADE CIVIL POR ACIDENTE DE TRABALHO .” .Adotar as medidas que lhes sejam determinadas pelo Órgão Regional competente.Instruir os empregados através de Ordens de Serviço quanto às precauções a tomar no sentido de evitar acidentes do trabalho ou doenças ocupacionais. III . . Eng.CLT: “Cabe às empresas: I . ou imprudência violar direito ou causar prejuízo a outrem fica obrigado a reparar o dano”.5.Artigo 159 do Código Civil: “Aquele que por ação ou omissão voluntária.br 21 . Claudio Roberto Kuczuk ckuczuk@terra.

incapacidade permanente para o trabalho..aborto Pena: reclusão de 2 (dois) a 8 (oito) anos. 2º e 7º: “Ofender a integridade corporal ou saúde de outrem: Pena . III .incapacidade para as ocupações habituais por mais de 30 (trinta) dias. IV .detenção de 3 (três) meses a 1 (um) ano. Parágrafos 1º. Eng.perda ou inutilização de membro.deformidade permanente. II . Parágrafo 2º se resulta: I .aceleração de parto Pena: reclusão de 1 (um) a 5 (cinco) anos. V . Prof.Súmula 229 do Supremo Tribunal Federal: “A indenização acidentária a cargo da Previdência Social não exclui a do direito civil em caso de acidente de trabalho ocorrido por culpa ou dolo”. IV . Claudio Roberto Kuczuk ckuczuk@terra. II .br 22 . III . .enfermidade incurável. sentido ou função. Parágrafo 1º se resulta: I .com.debilidade permanente de membro.perigo de vida. sentido ou função.Artigo 129 do Código Penal.

Prof. incólume.br 23 .” . Nada mais certo do que cumprirmos com o nosso dever para com o nosso semelhante. Sendo doloso o homicídio. É o mínimo que podemos fazer pelo trabalhador do país.com. Eng. e em nosso próprio benefício. ou se o agente deixa de prestar imediato socorro à vítima. 121.Parágrafo 7º: Aumenta-se a pena de um terço se ocorrer qualquer das hipóteses do art. oferecendo-lhe condições adequadas e seguras de trabalho. não procura diminuir as conseqüências do seu ato ou foge para evitar prisão em flagrante. garantindolhe o retorno ao seu lar. a pena é aumentada de um terço. evitando-se complicações judiciais civis e criminais. Claudio Roberto Kuczuk ckuczuk@terra. a pena é aumentada de um terço se o crime é praticado contra pessoa menor de 14 (quatorze) anos. se o crime resulta de inobservância de regra técnica de profissão. parágrafo 4º: “No homicídio culposo.Artigo 132 do Código Penal: “Expor a vida ou saúde de outrem a perigo direto e iminente: Pena detenção de 3 (três) meses a 1 (um) ano se o fato não constitui crime mais grave”. arte ou ofício.

Eng. O Controle de Perdas prende-se aos aspectos administrativos de controle de danos ao sistema. de modo a possibilitar o cumprimento dos objetivos. o administrador deve alicerçar seu trabalho em bases cientificamente sólidas que possibilitem: a) identificar e classificar claramente as tarefas.2 PRINCÍPIOS ADMINISTRATIVOS DA PREVENÇÃO E CONTROLE DE PERDAS CONCEITO DE ADMINISTRAÇÃO: É um processo diretivo. Prof.br 24 . qualquer que seja sua origem. CONCEITO DE PREVENÇÃO E CONTROLE DE PERDAS A Prevenção de Perdas baseia-se no estudo e aplicação de técnicas e medidas que visam eliminar ou minimizar as causas potenciais de acidentes ou incidentes. organização (orientação) e controle dos recursos e das atividades componentes de um sistema. c) usar linguagem clara e vocabulário específico. baseado no planejamento.com. A ADMINISTRAÇÃO DA PREVENÇÃO E CONTROLE DE PERDAS Na Engenharia de Segurança do Trabalho.5. com um custo e prazo mínimos e com uma qualidade e produtividade máximas. Claudio Roberto Kuczuk ckuczuk@terra. b) medir sistematicamente o desempenho e os resultados alcançados. liderança (direção).

o profissional deve encaminhar suas orientações que terão como função. Eng. deve ser sistematicamente realizada. caracterizarão o seu trabalho: Prof. a Prevenção e Controle de Perdas exige uma série de conceitos. A aferição do programa. Para um maior sucesso do PPCP. A meta que se deseja alcançar. etc. as frentes de serviço e as atividades gerais e específicas de cada área de trabalho. CONSCIENTIZAÇÃO.C. INCIDENTE. que caracterizam seu vocabulário. a partir dos resultados alcançados no trabalho de controle de perdas. PERDAS.P. MOTIVAÇÃO. Para tal. OBSERVAÇÃO PLANEJADA. DANOS. para que seja possível administrá-las.. termos e expressões específicos.br 25 . PREVENÇÃO. A partir dele. POLÍTICA & PROGRAMA. SISTEMA. EVENTO. CONFIABILIDADE. ANÁLISE. CORREÇÃO. Claudio Roberto Kuczuk ckuczuk@terra. para permitir que se possa agir na situação ou momento oportuno.d) observar certas premissas e princípios fundamentais. está geralmente expressa nas normas técnico-legais vigentes ou em procedimentos ou instruções de segurança feitas pela empresa. RECURSOS HUMANOS. certamente. Como uma técnica especial de trabalho. devem-se ter claras. o administrador deve admitir como válidas certas premissas que.com. difundir e assegurar a boa administração do trabalho P. Termos como: PROCEDIMENTO. devem compor a linguagem escrita e falada da área prevencionista.

maiores são as probabilidades de que ela seja aceita e entendida. c) PRINCÍPIO DAS CARACTERÍSTICAS FUTURAS O delineamento do futuro da empresa. b) PRINCÍPIO DO INTERESSE RECÍPROCO Haverá tanto mais interesse por medidas novas.com. f) PRINCÍPIO DA DEFINIÇÃO Prof. d) PRINCÍPIO DO RECONHECIMENTO Para que se possa contar com a contribuição contínua de outras pessoas. deve-se deixar-lhe patente nosso reconhecimento pela contribuição inicial. com respeito a formas aceitas no passado. e) PRINCÍPIO DA COMUNICAÇÃO Quanto maior. Eng. mais clara e freqüente for a comunicação. maior será a resistência em aceitá-la.br 26 . Claudio Roberto Kuczuk ckuczuk@terra. quanto maior for o retorno dado ao pessoal envolvido.a) PRINCÍPIO DA RESISTÊNCIA À MUDANÇAS Quanto maior ( ou mais radical) for a mudança planejada. deve partir da análise de seu passado.

Eng. i) PRINCÍPIO DOS PONTOS CRÍTICOS Uma amostragem significativa de pequenos fatos ocorridos no universo da empresa. é analisar a forma de se avaliar quantitativamente as perdas de um sistema e como estas incidem na produção. g) PRINCÍPIO DAS CAUSAS MÚLTIPLAS A geração dos acidentes raramente ocorre por uma única causa. maior será a probabilidade de alcançarmos sucesso nos resultados. Serão analisados. como fatores preponderantes de perdas. 6 AVALIAÇÃO DAS PERDAS DE UM SISTEMA: INCIDÊNCIAS NA PRODUÇÃO 6. Prof. tenderá a estabelecer a localização dos pontos críticos nela existentes.br 27 . o AUSENTISMO. h) PRINCÍPIO DOS RESULTADOS DA ADMINISTRAÇÃO Quanto maior for a participação das pessoas no planejamento do nosso trabalho.Quanto mais rapidamente for definido o problema real ou básico existente.com.1 INTRODUÇÃO O objetivo deste estudo. em termos econômicos. mais correta e lógica será a decisão tomada. Claudio Roberto Kuczuk ckuczuk@terra.

negligência e fatores psicológicos em geral. fadiga. solicitando deles esforços para o controle dessa anomalia. b) Por Outra Causa Indubitavelmente. legisladores e empregadores. Claudio Roberto Kuczuk ckuczuk@terra. também denominado absenteísmo ou abstencionismo (Dicionário Aurélio Buarque de Hollanda). o controle eficiente dos riscos que possam levar a perdas significativas. dentre outros.com. CAUSAS DO AUSENTISMO: a) Por Acidente do Trabalho Grande parte das faltas ao trabalho estão relacionadas com os acidentes do trabalho com lesão leve ou grave que atingem os trabalhadores e que hoje tem chamado muito a atenção de líderes sindicais.relacionado com os Recursos Humanos da empresa e a PARALISAÇÃO DE EQUIPAMENTOS. referente aos Recursos Materiais. exigindo dos responsáveis. compõem os subsistemas básicos à estruturação dos sistemas empresariais vigentes.br 28 . Tanto RH como RM. têm apresentado por vezes. fatores ligados à motivação. representa o não comparecimento ou a falta de assiduidade do trabalhador ao serviço que lhe é designado pelo empregador ou pelos seus propostos.2 AUSENTISMO CONCEITO: O ausentismo. Prof. na ocorrência dos acidentes do trabalho. 6. Eng.

H.que representa a fração dos Recursos Humanos da empresa programados para a realização de determinada tarefa ou função que.6. Claudio Roberto Kuczuk ckuczuk@terra. = ________ H.P.P. .P.H. = Horas Homem efetivamente Trabalhadas H.com.2.1 MÉTODO DE ESTIMATIVA DE PERDAS PELO AUSENTISMO ÍNDICE DE AVALIAÇÃO AO AUSENTISMO a) Fator de Utilização de Pessoal: F.H.H. Assim: F. utiliza-se do Fator de Utilização de Pessoal . = Horas Homem Programadas para o trabalho Pode-se concluir. Para se avaliar as perdas pelo ausentismo.U. . pela fórmula supra.U.br 29 . que o Fator de Utilização de Pessoal é um número puro (sem unidade) e sempre menor ou igual à unidade.F. Eng.onde: H.U.P.T. participou da produção fixada. realmente.P. H. Prof.T.

por vezes não única.A produção efetivamente realizada é dada por: PP x FUP onde PP = Produção Programada b) Incidência de Ausentismo na Produção: IAp . Tudo isso é perfeitamente representável por meio de uma equação matemática. representa a causa. (1-FUP) = Produção Efetivamente Não Realizada Prof. da empresa não ter alcançado a produção programada: PP(1-FUP).br 30 . Claudio Roberto Kuczuk ckuczuk@terra.FUP) = Ausentes da Produção PP .com. (1-FUP) é o que caracteriza o AUSENTISMO que.A fração de trabalhadores que não participou da produção da empresa. sendo: IAp = Incidência de Ausentismo na Produção PP = Produção Programada FUP = Fator de Utilização de Pessoal (1 . Eng. em síntese. (1-FUP). qual seja: IAp = PP.

000 (em horas). é denominada “não confiabilidade” e é o complemento de R. e que: A Probabilidade de Falhas (Q).com.000 peças realizadas e 18. Claudio Roberto Kuczuk ckuczuk@terra. houve 40% de participantes na produção Logo: 1-FUP = 1-0. Se PP = 30.000 peças temos: 12.000 e HHP = 5. sob um dado conjunto de condições de operação. Eng.3 PARALISAÇÃO DE EQUIPAMENTOS a) CONFIABILIDADE X PROBABILIDADE DE FALHAS Da teoria de confiabilidade estudou-se que: Confiabilidade (R) é a probabilidade de um equipamento ou sistema desempenhar satisfatoriamente suas funções específicas por um período específico de tempo. a incidência de paralisação de um equipamento é dada pela seguinte equação: Prof. isto é: Q=1-R Como a paralisação de um sistema produtivo decorre sempre de uma falha ocorrida em um ou mais equipamentos ou sistemas operativos.6 ou 60% de ausentes da produção. 6. ou seja.Exemplo: Se HHT = 2.4. temos: FUP = 0.000 peças não realizadas.4 = 0.br 31 . até certa data t.

Eng.com. Claudio Roberto Kuczuk ckuczuk@terra. o da 4ª pelo da 3ª e assim sucessivamente. subtraímos da Produção Programada as incidências de paralisação 1 e 2 e assim por diante. o valor de PP na 2ª paralisação é afetado pela IEP da 1ª paralisação. subtraímos da Produção Programada. Desse modo. para o cálculo da incidência de paralisação 2. na ocorrência de duas ou mais paralisações da produção causadas por equipamentos diferentes.IEP1) x t2 ____________________ T x N2 (PP .IEP2 ) x t3 IEP3 = _________________________ T x N3 Prof.onde: IEP = Incidência da Paralisação do Equipamento na Produção PP = Produção Programada t = Tempo de Duração da Falha T = Período de Execução da Tarefa N = Quantidade de equipamentos envolvidos na produção.IEP1 . PP. o da 3ª pelo da 2ª.br 32 . Destaque-se no entanto que. teríamos então: IEP1 = ________ PP x t1 T x N1 IEP2 = (PP . e para a paralisação 3. Matematicamente. a incidência de paralisação 1.PP x t IEP = ________ N xT .

como uma forma de garantir o seu bem-viver. Este é um exemplo de que a Moral e o Direito.Portanto a incidência (total) das paralisações dos equipamentos na produção é igual a: IEp = IEp1 + IEp2 + IEp3 7 ETICA PROFISSIONAL É extremamente importante saber diferenciar a Ética da Moral e do Direito.com.br 33 . adequado ou inadequado. justo ou injusto. A Moral estabelece regras que são assumidas pela pessoa. Um dos objetivos da Ética é a busca de justificativas para as regras propostas pela Moral e pelo Direito. Tanto a Moral como o Direito baseiam-se em regras que visam estabelecer certa previsibilidade para as ações humanas. A Ética é o estudo geral do que é bom ou mal correto ou incorreto. As leis têm uma base territorial. Ambas. porém. O Direito busca estabelecer o regramento de uma sociedade delimitada pelas fronteiras do Estado. Eng. Esta reflexão sobre a ação humana é que caracteriza a Ética. Claudio Roberto Kuczuk ckuczuk@terra. Inúmeras situações demonstram a existência de conflitos entre a Moral e o Direito. Ela é diferente de ambos . Prof. mas utilizam este mesmo referencial moral comum. se diferenciam. A desobediência civil ocorre quando argumentos morais impedem que uma pessoa acate uma determinada lei. elas valem apenas para aquela área geográfica onde uma determinada população ou seus delegados vivem. A Moral independe das fronteiras geográficas e garante uma identidade entre pessoas que sequer se conhecem.pois não estabelece regras.Moral e Direito . Estas três áreas de conhecimento se distinguem. porém têm grandes vínculos e até mesmo sobreposições. Esta perspectiva pode gerar a conclusão de que toda a lei é moralmente aceitável. Alguns autores afirmam que o Direito é um subconjunto da Moral. apesar de referirem-se a uma mesma sociedade. podem ter perspectivas discordantes.

Atitudes de generosidade e cooperação no trabalho em equipe. mas que são comuns a todas as atividades que uma pessoa pode exercer. até ela tornar-se um hábito incorporado ao dia-a-dia. Isto caracteriza o aspecto moral da chamada Ética Profissional. desde antes do início dos estágios práticos. Prof. quando você é jovem. deve incluir a reflexão. que significa sua adesão e comprometimento com a categoria profissional onde formalmente ingressa.br 34 . ela faz parte de um conjunto maior de atividades que dependem do bom desempenho desta. A fase da escolha profissional. mesmo quando a atividade é exercida solitariamente em uma sala. o conjunto de deveres profissionais passa a ser obrigatório. esta adesão voluntária a um conjunto de regras estabelecidas como sendo as mais adequadas para o seu exercício. Claudio Roberto Kuczuk ckuczuk@terra. não ficar restrito apenas às tarefas que foram dadas a você. Geralmente.Ética Profissional: Quando se inicia esta reflexão? Esta reflexão sobre as ações realizadas no exercício de uma profissão deve iniciar bem antes da prática profissional. Eng. ainda durante a adolescência muitas vezes. Toda a fase de formação profissional. escolhe sua carreira sem conhecer o conjunto de deveres que está prestes ao assumir tornando-se parte daquela categoria que escolheu. ou seja. A escolha por uma profissão é optativa. Ética Profissional: Como é esta reflexão? Algumas perguntas podem guiar a reflexão. Pode perguntar a si mesmo: Estou sendo bom profissional? Estou agindo adequadamente? Realizo corretamente minha atividade? É fundamental ter sempre em mente que há uma série de atitudes que não estão descritas nos códigos de todas as profissões. Ao completar a formação em nível superior. já deve ser permeada por esta reflexão. a pessoa faz um juramento. o aprendizado das competências e habilidades referentes à prática específica numa determinada área. mas contribuir para o engrandecimento do trabalho. mas ao escolhê-la.com. Uma postura pró-ativa. mesmo que ele seja temporário.

por opção. se diria que aquele que exerce atividade voluntária não seria profissional. o engenheiro que utiliza o material mais indicado para a construção de uma ponte. a exercer a prática Profissional não-remunerada. aquele que. com todo o comprometimento que teria no mesmo exercício profissional se este fosse remunerado. na atividade voluntária. ao fazerem aquilo que. o auxiliar de almoxarifado que verifica se não há umidade no local destinado para colocar caixas de alimentos. mais do que com os deveres profissionais. ao fazerem o que não é visto. todos estão agindo de forma eticamente correta em suas profissões. como aquele que é regularmente remunerado pelo trabalho que executa ou atividade que exerce. independente de receber elogios. Prof. ou prestação de serviços em beneficência. o profissional que age. não saberá quem fez. por um período determinado ou não. seja com fins assistenciais. Aqui.com. Ética Profissional e atividade voluntária: Outro conceito interessante de examinar é o de Profissional. mas há muitos aspectos não previstos especificamente e que fazem parte do comprometimento do profissional em ser eticamente correto. faz A COISA CERTA.br 35 . a categoria como um todo e as pessoas que dependem daquele profissional.Ética Profissional e relações sociais: O varredor de rua que se preocupa em limpar o canal de escoamento de água da chuva. é fundamental observar que só é eticamente adequado. e esta é uma conceituação polêmica. Claudio Roberto Kuczuk ckuczuk@terra. As leis de cada profissão são elaboradas com o objetivo de proteger os profissionais. mas que estão preocupados. Em realidade. com as PESSOAS. alguém descobrindo. em oposição ao Amador. Voluntário é aquele que se dispõe. o contador que impede uma fraude ou desfalque. a atendente do asilo que se preocupa com a limpeza de uma senhora idosa após ir ao banheiro. o médico cirurgião que confere as suturas nos tecidos internos antes de completar a cirurgia. Nesta conceituação. Eng. ou que não maquia o balanço de uma empresa.

pelo saber científico e tecnológico que incorporam. da Arquitetura. Vá e busque o conhecimento. fidelidade. da Geografia e da Meteorologia. flexibilidade. correção de conduta. boas maneiras.com. 2 . negligência. Muitos processos ético-disciplinares nos conselhos profissionais acontecem por desconhecimento. 4º . da Arquitetura.1 Código de Ética Profissional da Engenharia. Competência técnica.Os preceitos deste Código de Ética Profissional têm alcance sobre os profissionais em geral. aprimoramento constante.br 36 . tolerância.. Eng.Ética Profissional: Pontos para sua reflexão: É imprescindível estar sempre bem informado. responsabilidade. da Agronomia. 1º . Art. envolvimento.O Código de Ética Profissional enuncia os fundamentos éticos e as condutas necessárias à boa e honesta prática das profissões da Engenharia. privacidade. corresponder à confiança que é depositada em você. confidencialidade. Claudio Roberto Kuczuk ckuczuk@terra. da Geografia e da Meteorologia e relaciona direitos e deveres correlatos de seus profissionais.As modalidades e especializações profissionais poderão estabelecer. mas também nos aspectos legais e normativos.. em consonância com este Código de Ética Profissional. quaisquer que sejam seus níveis de formação. da Agronomia. 3º . Art.Da identidade das profissões e dos profissionais Art. preceitos próprios de conduta atinentes às suas peculiaridades e especificidades. pelas expressões artísticas Prof. da Geologia. Comportamento indissociáveis! eticamente adequado e sucesso continuado são 7. 2º . 1 – Preâmbulo Art. afetividade. respeito às pessoas. relações genuínas com as pessoas. acompanhando não apenas as mudanças nos conhecimentos técnicos da sua área profissional.As profissões são caracterizadas por seus perfis próprios. da Geologia. modalidades ou especializações.

Os profissionais são os detentores do saber especializado de suas profissões e os sujeitos pró-ativos do desenvolvimento. nação e humanidade.que utilizam e pelos resultados sociais. colocado a serviço da melhoria da qualidade de vida do homem. preservação e aplicação. Da eficácia profissional IV .br 37 .A profissão é alto título de honra e sua prática exige conduta honesta. Da honradez da profissão III . 8º .O objetivo das profissões e a ação dos profissionais volta-se para o bem-estar e o desenvolvimento do homem. assegurando os resultados propostos e a qualidade satisfatória nos serviços e produtos e observando a segurança nos seus procedimentos. adoção.A prática da profissão é fundada nos seguintes princípios éticos aos quais o profissional deve pautar sua conduta: Do objetivo da profissão. munindo-se de técnicas adequadas. Art. família. Eng. em seu ambiente e em suas diversas dimensões: como indivíduo. Art. comunidade.com. I . Art.A profissão é bem cultural da humanidade construído permanentemente pelos conhecimentos técnicos e científicos e pela criação artística. nas suas raízes históricas. Do relacionamento profissional Prof. 5º . 7o .A profissão é bem social da humanidade e o profissional é o agente capaz de exercê-la. manifestando-se pela prática tecnológica. divulgação. 3 . 6º . digna e cidadã. sociedade. Claudio Roberto Kuczuk ckuczuk@terra. econômicos e ambientais do trabalho que realizam. instituições e conselhos integrantes da organização profissional são igualmente permeados pelos preceitos éticos das profissões e participantes solidários em sua permanente construção. tendo como objetivos maiores a preservação e o desenvolvimento harmônico do ser humano.A profissão realiza-se pelo cumprimento responsável e competente dos compromissos profissionais. Da natureza da profissão II .As entidades.Dos princípios éticos Art. nas gerações atual e futura. de seu ambiente e de seus valores.

conservar e desenvolver a cultura da profissão. c.V .No exercício da profissão são deveres do profissional: I . Da intervenção profissional sobre o meio VI . sendo a segurança de sua prática de interesse coletivo.com. salvo em havendo a obrigação legal da divulgação ou da informação. preservar o bom conceito e o apreço social da profissão. artísticos e tecnológicos inerentes à profissão. b. II . 9º . destinatários. precisa e objetiva em publicidade e propaganda pessoal. c. desempenhar sua profissão ou função nos limites de suas atribuições e de sua capacidade pessoal de realização. harmonizar os interesses pessoais aos coletivos. e.nas relações com os clientes. com igualdade de tratamento entre os profissionais e com lealdade na competição. de seus bens e de seus valores.A profissão é praticada através do relacionamento honesto. identificar-se e dedicar-se com zelo à profissão.A profissão é de livre exercício aos qualificados. empregadores e colaboradores: a. observando o princípio da eqüidade.Dos deveres Art. contribuir para a preservação da incolumidade pública. Eng. c. Da liberdade e segurança profissionais VII . justo e com espírito progressista dos profissionais para com os gestores. divulgar os conhecimentos científicos. Prof. fornecer informação certa. b.ante à profissão: a.A profissão é exercida com base nos preceitos do desenvolvimento sustentável na intervenção sobre os ambientes natural e construído e da incolumidade das pessoas. b. empenhar-se junto aos organismos profissionais no sentido da consolidação da cidadania e da solidariedade profissional e da coibição das transgressões éticas. 4 .ante ao ser humano e a seus valores: a. Claudio Roberto Kuczuk ckuczuk@terra. d.br 38 . d. resguardar o sigilo profissional quando do interesse de seu cliente ou empregador. oferecer seu saber para o bem da humanidade. beneficiários e colaboradores de seus serviços. III . dispensar tratamento justo a terceiros. ordenadores.

com. contrato. b.br 39 . f. c. função ou tarefa para os quais não tenha efetiva qualificação. preservar e defender os direitos profissionais. II . aos princípios e recomendações de conservação de energia e de minimização dos Impactos ambientais.Das condutas vedadas Art. ofertandolhe. Prof. atuar com imparcialidade e impessoalidade em atos arbitrais e periciais.ante à profissão: a. sempre que possível. considerar o direito de escolha do destinatário dos serviços. c. aceitar trabalho. quando da elaboração de projetos. proposta. prescrição técnica ou qualquer ato profissional que possa resultar em dano às pessoas ou a seus bens patrimoniais. alertar sobre os riscos e responsabilidades relativos às prescrições técnicas e às conseqüências presumíveis de sua inobservância. b. b. atender. IV .Ante o ser humano e seus valores a. atuar com lealdade no mercado de trabalho.d. Eng. c. 10 . descumprir voluntária e injustificadamente com os deveres do ofício. Claudio Roberto Kuczuk ckuczuk@terra. e. emprego. observando o princípio da igualdade decondições. para fins discriminatórios ou para auferir vantagens pessoais. 5 . projetos e serviços as diretrizes e disposições concernentes à preservação e ao desenvolvimento dos patrimônios sócio-cultural e ambiental. g. manter-se informado sobre as normas que regulamentam o exercício da profissão. considerar em todos os planos. execução de obras ou criação de novos produtos. V .No exercício da profissão são condutas vedadas ao profissional:I ante ao ser humano e a seus valores: I .ante ao meio: a. orientar o exercício das atividades profissionais pelos preceitos do desenvolvimento sustentável. usar de privilégio profissional ou faculdade decorrente de função de forma abusiva. prestar de má-fé orientação.nas relações com os demais profissionais: a. alternativas viáveis e adequadas às demandas em suas propostas. adequar sua forma de expressão técnica às necessidades do cliente e às normas vigentes aplicáveis.

suas modalidades e especializações. e. ganhos marginais ou conquista de contratos. IV . ao gozo da exclusividade do exercício profissional. formular proposta de salários inferiores ao mínimo profissional legal.b. omitir ou ocultar fato de seu conhecimento que transgrida à ética profissional. b. proposta.br 40 . impor ritmo de trabalho excessivo ou exercer pressão psicológica ou assédio moral sobre os colaboradores.Dos direitos Art. d. à saúde humana ou ao patrimônio cultural. prescrição técnica ou qualquer ato profissional que possa resultar em dano ao ambiente natural. d. Claudio Roberto Kuczuk ckuczuk@terra. descuidar com as medidas de segurança e saúde do trabalho sob sua coordenação. destacadamente: a. c. utilizar indevida ou abusivamente do privilégio de exclusividade de direito profissional. salvo no exercício do dever legal. V . intervir em trabalho de outro profissional sem a devida autorização de seu titular. apresentar proposta de honorários com valores vis ou extorsivos ou desrespeitando tabelas de honorários mínimos aplicáveis.São reconhecidos os direitos coletivos universais inerentes às profissões. III . à representação institucional.nas relações com os clientes. f. g. empregadores e colaboradores: a. de forma injustificada e sem prévia comunicação. c.ante ao meio: a. b. b. 6 . atentar contra a liberdade do exercício da profissão ou contra os direitos de outro profissional.nas relações com os demais profissionais: a. referir-se preconceituosamente a outro profissional ou profissão. d. c. c. prestar de má-fé orientação. à livre associação e organização em corporações profissionais. ao reconhecimento legal.com.º 11 . agir discriminatoriamente em detrimento de outro profissional ou profissão. Eng. suspender serviços contratados. Prof. usar de artifícios ou expedientes enganosos para a obtenção de vantagens indevidas. usar de artifícios ou expedientes enganosos que impeçam o legítimo acesso dos colaboradores às devidas promoções ou ao desenvolvimento profissional.

à liberdade de escolha de especialização. ao uso do título profissional.14 . Eng. a partir das disposições deste Código de Ética Profissional. à proteção da propriedade intelectual sobre sua criação.Art. à recusa ou interrupção de trabalho. à liberdade de associar-se a corporações profissionais. 13 . facultados para o pleno exercício de sua profissão. à liberdade de escolha de métodos. risco.br 41 . função ou tarefa quando julgar incompatível com sua titulação. ao provimento de meios e condições de trabalho dignos. pratique condutas expressamente vedadas ou lese direitos reconhecidos de outrem.Constitui-se infração ética todo ato cometido pelo profissional que atente contra os princípios éticos. 7 . experiência e especialização requeridos por sua tarefa. à propriedade de seu acervo técnico profissional. contrato.A tipificação da infração ética para efeito de processo disciplinar será estabelecida.São reconhecidos os direitos individuais universais inerentes aos profissionais. Claudio Roberto Kuczuk ckuczuk@terra. à proteção do seu título. l.Da infração ética Art. à justa remuneração proporcional à sua capacidade e dedicação e aos graus de complexidade. à exclusividade do ato de ofício a que se dedicar. emprego. k. b.com. de seus contratos e de seu trabalho. eficazes e seguros. e. Art. d. à competição honesta no mercado de trabalho. g.º 12 . c. na forma que a lei determinar. procedimentos e formas de expressão. h. Prof. descumpra os deveres do ofício. f. i. destacadamente: a. capacidade ou dignidade pessoais. j.

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