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EVOLUÇÃO DO CONCEITO DA ATIVIDADE FINANCEIRA DO ESTADO

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EVOLUÇÃO PERÍODO

DO

CONCEITO

DA

ATIVIDADE

FINANCEIRA

DO

ESTADO CLÁSSICO

A atividade financeira do Estado deve ser examinada nos períodos clássico e moderno das finanças públicas, para que se possa sentir o desenvolvimento que sofreu em razão principalmente da evolução do próprio conceito de Estado e das mutações ocorridas no mundo econômico e social. O período clássico, ligado ao Estado liberal dos séculos XVIII e XIX (Estado de Polícia), caracteriza-se principalmente pelo princípio do não intervencionismo do Estado no mundo econômico, baseado em que as leis financeiras eram imutáveis como as leis científicas, pelo que os desajustes econômicos se recomporiam por si só. Leis financeiras são aquelas que disciplinam a atividade estatal no dirigir a economia privada, na obtenção de recursos para atender às suas necessidades e no presidir a redistribuição da riqueza privada. Tal expressão pode ser entendida sob os pontos de vista jurídico e econômico: a) sob o aspecto jurídico, leis financeiras são as disposições baixadas sobre a matéria pelo poder legislativo; b) sob o aspecto econômico, são aquelas que a técnica econômica constatou pela observação prolongada das causas e dos efeitos de determinadas situações de fato. O Estado Liberal, segundo A. Parodi, teve sua concepção surgida de dupla influência: ³de um lado, o individualismo filosófico e político do século XVIII e da Revolução Francesa, que considerava como um dos objetivos essenciais do regime estatal a proteção de certos direitos individuais contra abusos da autoridade; de outro lado, o liberalismo econômico dos fisiocratas e de Adam Smith, segundo o qual a intervenção da coletividade não devia falsear o jogo das leis econômicas, benfazejas por si, pois que esta coletividade era imprópria para exercer funções de ordem econômica´. Assim, o liberalismo entendia que tudo era do indivíduo e para o indivíduo, pugnava pelo livre comércio e não admitia a intervenção do Estado no domínio econômico. Dava ao imposto um caráter neutro, isto é, não via na tributação um meio de modificar a estrutura social e a conjuntura econômica, disso resultando a expressão ³finanças neutras´ para caracterizar este primeiro período das finanças públicas. Dessa forma, o liberalismo defendia a total liberdade individual, que não podia ser constrangida, e que a intervenção econômica do Estado era desastrosa por improdutiva, já que a iniciativa privada obtinha melhores resultados. Dessa forma, o Estado devia abster-se de intervir no domínio econômico, deixando funcionar livremente as iniciativas individuais, a livre concorrência e ³as leis do mercado´, bem como só recorrer a empréstimos em caráter excepcional para fazer face às despesas de guerra e para investimentos reprodutivos. Desse modo, em razão do princípio do não-intervencionismo, o Estado limitava-se a desempenhar o mínimo possível de atividades, deixando tudo o mais para a iniciativa privada. As atividades que o Estado executava eram apenas as que tinham um caráter de essencialidade, como as pertinentes à justiça, política, diplomacia, defesa contra agressão externa e segurança da ordem interna, cuja atribuição não podia cometer à iniciativa privada. Ocorre que o Estado, no desempenho de tais atividades, necessitava de recursos para fazer face às despesas públicas delas decorrentes, e os obtinha do patrimônio do particular através da tributação. Ob¬serve-se, no entanto, que a carga tributária incidia

ilfautlescouvrir´. art. d) dos efeitos originados da Revolução Industrial com o surgi¬mento de empresas fabris de grande porte. e) dos efeitos cada vez mais intensos das descobertas científicas e de suas aplicações. de sua aptidão econômica de pagar tributos (CF. as qualidades de cada um. e 1939 e 1945. fazendo com que fossem de períodos de grande euforia para períodos de depressão. b) das crises provocadas pelo desemprego que ocorria em larga escala nas etapas de depressão. porque visava apenas a carrear recursos para os cofres do Estado. ao enunciar: ³Il y a desdépenses publiques. o Estado. porque cada cidadão passou a pagar imposto na medida de sua capacidade contributiva. utilizando as finanças públicas como instrumento dessa intervenção. Nesse período. que deixou sua posição de mero espectador do que ocorria no domínio econômico e nele passou a intervir em conseqüência principalmente: a) das grandes oscilações por que passavam as economias. § 1º). uma vez que o Estado deixou de tributar de forma igual a todos os contribuintes para. na imposição da carga tributária. Além das medidas de ordem coercitiva e geralmente proibitivas. que se acentuaram entre 1914 e 1918. Após a Primeira Grande Guerra. agravaram-se os fatos com a deterioração das finanças dos países direta ou indiretamente por ela afetados. assim. o Estado passou a intervir no domínio econômico e social. o tributo tinha um fim exclusivamente fiscal. com o apareci¬mento. Ao L¶État-Gendarme dos liberais seguiu-se o WelfareState. todos suportavam o mesmo peso do tributo. as finanças públicas tinham finalidades exclusivamente fiscais. Assim sendo. 145. as despesas tinham um tratamento preferencial sobre as receitas. A primeira grande característica das finanças dos dias de hoje é o caráter intervencionista do Estado através da utilização dos tributos. após 1914. encarregado de assegurar o bem-estar dos cidadãos. pôde obter o mesmo resultado através da utilização do tributo com uma finalidade extrafiscal. fazendo com que algumas nações tivessem de preparar-se para o esforço bélico através da mobilização de todas as suas atividades econômicas. ao contrário. pois o Estado não levava em consideração as condições e características próprias de cada contribuinte. a atividade financeira exercida pelo Estado somente visava à obtenção de numerário para fazer face às citadas despesas públicas. Seu outro traço marcante é a preocupação com a personalização do imposto. passou a gozar de uma opção quanto às medidas de que dispõe para alcançar o objetivo antes referido. Em conseqüência das razões acima enunciadas. PERÍODO MODERNO Todavia. Gaston Jéze resumiu de maneira lapidar o alcance da atividade financeira desenvolvida pelo Estado no período clássico.de maneira equivalente entre os contribuintes. ou seja. como instrumento de intervenção. iniciando-se. o chamado período moderno das referidas finanças. Assim sendo. começou a ocorrer um alargamento das atribuições do Estado. e vice-versa. uma vez que essas visavam apenas a possibilitar a satisfação dos gastos públicos. a partir dos fins do século XIX. sempre que possível. levar em conta. permitindo-lhe uma atividade me¬nos coercitiva e mais . isto é. Tornou-se mais justa a tributação. das denominadas ³economias de guerra´. Assim. portanto. gerando grandes tensões sociais. para a solução dos problemas econômicos e sociais. com o conseqüente agravamento das condições materiais dos trabalhadores.

levando-a a reduzir seus preços. § 4º. 15 do CTN permitia a sua cobrança para fazer face às despesas de guerra externa e calamidade pública. da CF. FORMAS DE INTERVENCIONISMO EXTRAFISCAL . no Brasil. Nesse caso o empréstimo compulsório tinha uma finalidade extrafiscal. de modo a desestimulá-la.respeitosa TRIBUTO da COM liberdade FIM dos indivíduos. Seu desenvolvimento era desejado pelo governo. e. como instrumento de intervencionismo do Estado no mundo econômico e social. mediante lei específica para área incluída no plano diretor (art. entender que o inciso III do art. exigir. § 1º). Cumpre ressaltar. visando a facilitar sua entrada no mercado nacional e estabelecer uma competição mais saudável com a indústria automobilística nacional. a atividade financeira do Estado orientada no sentido de influir sobre a conjuntura econômica. Outro exemplo que pode ser apontado diz respeito à tributação mais elevada de terras improdutivas ou mal utilizadas. pois esta persiste. portanto. O art. verifica-se um fenômeno contrário. ao invés de o Estado simplesmente recorrer ao seu poder de desapropriação. o que ocorreu com a indústria automobilística nacional. 182. o Poder Público municipal. uma finalidade extrafiscal. inciso II. enquanto para o particular a riqueza constitui o fim por ele visado. também. nos termos da lei federal. 148 essa causa de instituição do empréstimo compulsório. por lei específica. A CF de 1988. 182. Um terceiro exemplo do emprego do tributo com finalidade extrafiscal relaciona -se com o empréstimo compulsório. porque o governo reduz progressivamente a alíquota sobre a importação de automóveis estrangeiros. no entanto. I). Hodiernamente. que a atividade financeira do Estado difere da exercida pelo particular porque a riqueza para o Estado constitui apenas um meio para que possa cumprir sua finalidade de satisfação das necessidades públicas. 15 do CTN foi pura e simplesmente derrogado pelo novo texto constitucional. visando a retirar do mercado o excesso de dinheiro em circulação. poderá cobrar IPTU progressivo no tempo para a área incluída no plano diretor. EXTRAFISCAL O período moderno é. 182 dispõe sobre a política urbana e o seu § 4º faculta ao poder público municipal. Um quarto exemplo do tributo com fim extrafiscal encontra-se no art. subutilizado ou não utilizado. assim. que terá. devendo-se. Registre-se que quando o Estado utiliza o tributo com um fim extrafiscal. como mantido na Constituição de 1988 (art. Todavia. embora de forma secundária. caracterizado pelas finanças funcionais. em vez de simplesmente proibir-se a importação de automóveis. desta nova mentalidade do emprego das finanças públicas. 148. que promova seu adequado aproveita¬mento. dando-lhe uma finalidade meramente fiscal. forçando o proprietário rural a redistribuí-las ou darlhes a ocupação conveniente. portanto. recorreu-se às finanças públicas através de uma tributação mais onerosa sobre a citada importação. Caso o proprietário do referido solo não atenda à exigência. isso não significa que desapareça a intenção de auferir receita. o mesmo dispositivo legal admitia ainda a instituição de empréstimo compulsório em razão de conjuntura econômica que exigisse a absorção temporária do poder aquisitivo. Pode-se citar como exemplo. isto é. O art. do proprietário do solo urbano não edificado. não recepcionou no art.

em conseqüência. obtendo-se resultados econômicos válidos. A não-individualidade significa o modo de satisfação das necessidades públicas. caso em que se escolhem determinados tributos que incidam sobre dadas atividades. já o aumento global dos impostos restringe o consumo pelos cidadãos é evita que um excesso de disponibilidade monetária faça subir os preços pela desproporção. variando assim no tempo e no espaço. tendo. Disso resulta que a eleição das necessidades coletivas a serem satisfeitas pelo Estado deve atender a critérios eminentemente políticos. ex. tendo tal forma de intervenção um efeito direto e uma finalidade social. Toda necessidade . que é diverso daquele pelo qual as necessidades individuais são atendidas. possui caráter permanente. A necessidade pública pode ser preferencial ou secundária. a diminuição da carga tributária produz uma baixa de preço de revenda dos produtos e um aumento da disponibilidade dos particulares. pelo qual o Estado não só retira parte das riquezas dos contribuintes como também a redistribui mediante subvenção ou outra classe de auxílio aos grupos sociais de baixa capacidade econômica. existem necessidades secundárias decorrentes das idéias políticas dominantes em cada momento. porque depende das circunstâncias de tempo e de lugar. NECESSIDADE CONCEITO PÚBLICA DE E SERVIÇO PÚBLICO PÚBLICA NECESSIDADE Pode-se dizer que a atividade financeira do Estado visa a satisfazer às necessidades públicas e tem por objetivo estudar as formas pelas quais o Estado obtém as suas receitas e efetiva concretamente as suas despesas. e concedendo-se vantagens fiscais àquelas que devem ser protegidas. e algumas dessas necessidades são atendidas pelo Estado independentemente de solicitação pelo particular por ser seu cumprimento inerente à soberania estatal. que são inerentes à vida social (p. gerando um desenvolvimento dos negócios. Paralelamente. como a tributação aduaneira sobre determinados bens. Entretanto. que são as seguintes: a) intervenção por aumento ou diminuição da carga tributária global mediante o aumento ou diminuição. A necessidade pública preferencial integra as necessidades básicas. d) intervencionismo por redistribuição. Assim. o mencionado conceito é relativo.Maurice Duvergerensina as diversas formas que o Estado pode adotar para proceder ao intervencionismo fiscal. b) intervenção mediante discriminação.. entre a oferta e a procura. c) intervencionismo por amputação através do aumento de impostos sobre rendas e heranças elevadas. objetivando-se amputar parte delas como forma de tentar igualar o nível de vida dos indivíduos. um caráter eventual. CARACTERÍSTICAS DA NECESSIDADE PÚBLICA A necessidade pública possui duas características básicas: a sua não-individualidade e a coação. defesa externa. ordem interna e administração da justiça). em conjunto. Necessidade pública é a necessidade que tem um interesse geral em determinado grupo social e é satisfeita pelo pro¬cesso do serviço público. tributando-se gravosamente as que são consideradas prejudiciais. da carga dos impostos.

Serviços públicos particulares são aqueles que têm natureza divisível. As discussões quanto a uma presença do Estado na economia sempre foram evidentes. a participação do Estado atuado de forma direta é mínima. Em um sistema de mercado que esteja em competição perfeita. art. devido o progresso da humanidade iniciar um processo de crescimento desajustado no sistema econômica com repercussões na sociedade de forma muito premente e objetiva. sendo tal contribuição feita através de imposto (CTN. Por outro lado. que somente são prestados quando solicitados. porém não tinha uma atuação mais direta e impositiva quanto ao comandar a economia. ao nível dela ser direcionada de acordo com as pretensões do planejamento determinado pelos burocratas do governo para o bem comum da sociedade. em regra. os desajustes econômicos e sociais. ao poder dizer até catastróficas. porque somente deve ser considerada como tal aquela necessidade que o Estado tem a atribuição de satisfazer. Todavia.pública tem natureza coletiva. quanto a eficácia da atuação dos mercados. a coação se explica pela forma coercitiva com que o Estado obtém dos particulares as riquezas que utiliza para a satisfação das necessidades públicas. observa-se com grande objetividade que . tal remuneração efetiva-se através do pagamento da espécie de tributo denominada taxa (CTN. por conta das hipóteses formuladas para caracterizarem uma estrutura de mercado que funcione dentro dos princípios que norteiam uma relação social com um grande número de produtores/vendedores e consumidores na busca da satisfação das necessidades humanas. SERVIÇOPÚBLICO Considera-se serviço público o conjunto de pessoas e bens sob a responsabilidade do Estado ou de outra pessoa de direito público. Essas hoje cada vez mais se multiplicam em razão do crescente intervencionismo do Estado. 16). pelo que todos contribuem para o Estado. Os serviços públicos denominam-se gerais quando indivisíveis. e sua remuneração é feita apenas por aqueles indivíduos que deles se beneficiam diretamente. especificamente neste tipo de mercado. por ser uma soma de necessidades individuais. Em MUSGRAVE. 145. art. II). 2A PARTICIPAÇÃO DO ESTADO Em decorrência das falhas de mercado. 77 e CF. é que aparece a atuação do Estado que sempre esteve presente na economia. em seu livro Teoria das Finanças Públicas. quando prestados indiscriminadamente à coletividade e independente de provocação. art. através do qual o Estado pode cumprir os seus fins e atribuições visando à satisfação das necessidades públicas. nem toda necessidade coletiva corresponde a uma necessidade pública. isto é. Portanto. inclusive aqueles que não sejam beneficiados por sua prestação.

de trustes. ou como consumidor. com a finalidade de medir e reconciliar os antagonismos a que a existência social inevitavelmente dá origem. em detrimento da grande participação no mercado de um grupo constituído de pequenos e médios empresários que não tem condições de uma competição téte-a-téte com aqueles que detém o poder em uma atuação mercadológica livre de concorrência mais direta é ineficaz e absurda.] a dificuldade é decidir qual deve ser a distribuição ótima.72). necessita-se de um tipo de imposto qualquer para que os menores também possam ter a sua presença (MUSGRAVE: 1974. pp. Isto expressa de forma objetiva que as contradições fundamentais em um sistema sócioeconômico. visto que há uma tendência da parte dos teóricos liberais modernos de interpretar o Estado como uma instituição estabelecida no interesse da sociedade como um todo. os oligopólios e os competidores monopolistas que tendem sempre a adquirir um poder de mercado precisam da presença do Estado quanto à ordenação dos atores sociais.. A presença de Keynes foi fundamental quanto à atuação do Estado de forma mais efetiva e severa. Com isto. ou como produtor/vendedor que almejam a sua sobrevivência no processo de negociação . pois somente a presença de um órgão descentralizador deste tipo de concentração faz com que se possa democratizar a participação dos atores sociais nesta área. As formas de atuação do Estado são de que algumas vezes faz-se necessário incentivar a presença de empresas que dinamizem algum tipo de região. para que ele possa funcionar. explicita de forma objetiva SWEEZY (1978) sobre a intervenção do Estado na sociedade e na economia como de fundamental importância. É preciso um processo político de decisão e. 42).. tem de haver alguma atribuição de pesos no processo político. Tem de haver uma distribuição de direitos de voto (MUSGRAVE: 1974. já que a natureza da troca pressupõe a propriedade das coisas que vão ser trocadas. pois a formação de cartéis. por outro lado. ou as divergências entre patrão e trabalhador devem ser dirimidas. 68 . p. ou pelo menos atenuadas pelo Estado como mediador imparcial de interesses. Como é notório. de forma que não prejudiquem de maneira deliberada seus competidores e consumidores. Para tanto. a presença forte de poucas instituições dominando um mercado. quanto ao processo de exploração que uns possam exercer sobre outros que atuam no mercado. Portanto. È evidente que essa decisão não pode ser tomada por um processo de mercado. A grande empresa com uma política monopolista.[. tem-se claro que um Estado liberal cria uma série de complicadores que dificultam a otimização dos condicionantes da sociedade e da economia. que é predatória. dos big corporations exige que as autoridades econômicas delimitem a maneira como essas instituições atuam. algumas regiões em determinados países necessitam de algum incentivo para que se possam dinamizar a produção e a comercialização local quanto a produtos que naquela ambiente não se produz.

os governos conseguem controlar os fenômenos econômicos. Essa as duas políticas são utilizadas em várias combinações em um esforço de orientar as metas econômicas de um país. Se. Isso porque um aumento no suprimento de dinheiro seguido por um aumento na demanda do consumidor pode resultar em diminuição no valor do dinheiro . por sua vez. enquanto aumenta os gastos do governo comprando serviços do mercado (como construir estradas ou escolas). foi determinado que o governo tivesse que exercer um papel pró-ativo na economia para regulamentar desemprego. uma política pode dominar sobre outra). Mas após a Segunda Guerra Mundial. É irmã da política monetária. Por exemplo. Essa influência. os níveis gerais de desemprego caem. ciclos de negocios. Digamos que a economia tenha desacelerado. no entanto. Um governo então decide abastecer o motor da economia diminuindo a tributação. dando aos consumidores mais dinheiro para gastar. estimular uma economia estagnada corre o risco de aumentar a inflação. Esse excesso na oferta diminui o valor do dinheiro. é encontrar um equilíbrio ao exercitar essas influências. enquanto pressiona os preços (por causa no . Nesse meio tempo. Como Funciona a Política Fiscal A política fiscal é baseada nas teorias do economista britânico John Maynard Keynes. Aqui daremos uma olhada em como funciona a política fiscal. o gasto do consumidor está baixo e os negócios não estão fazendo dinheiro. a abordagem do governo à economia era laissezfaire. a demanda do consumidor por bens e serviços aumenta. Antes da Grande Depressão nos EUA. Equilíbrio A idéia.significando que será necessário mais dinheiro para comprar algo que não mudou de valor. no entanto. segura a inflação (geralmente considerada saudável quando está em um nível entre 2-3%). estratégia com a qual um banco central influencia os recursos monetários de um país. Essa teoria estabelece basicamente que os governos podem influenciar os níveis de produtividade macroeconômicos aumentando ou diminuindo os níveis dos tributos e o gasto público. Os níveis de desemprego estão altos. aumenta o emprego e mantém um valor saudável do dinheiro. Isso por sua vez reacende os negócios e transforma o ciclo de estagnado para ativo. não há controle nesse processo. inflação e o custo do dinheiro. Usando uma mistura de políticas tanto monetárias quanto fiscais (dependendo das orientações políticas e filosofias dos que estão no poder em determinado momento. como deve ser monitorada e como sua implementação pode afetar diferentes pessoas em uma economia.O que é Política Fiscal? porReemHeakal Política fiscal é o meio pelo qual um governo ajusta seus níveis de gastos a fim de monitorar e influenciar a economia de um país. Com mais dinheiro na economia e menos impostos a pagar. o aumento na produtividade econômica pode cruzar uma linha muito tênue e levar a muito dinheiro no mercado.

a linha entre uma economia produtiva e uma infectada pela inflação pode ficar facilmente borrada. que é geralmente o maior grupo econômico. por outro lado. A Quem a Política Fiscal Afeta? Infelizmente. é esse mesmo grupo que pode ter que pagar mais impostos do que a classe alta. dará trabalho e mais renda a centenas de trabalhadores do ramo de construção. por exemplo. ocorre a inflação.aumento da demanda para produtos de consumo). um corte de impostos pode afetar somente a classe média. se não improvável. Uma decisão para construir uma nova ponte. Em tal situação. A despeito disso. aceitase até certo grau que um envolvimento do governo seja necessário para sustenta uma economia vibrante. E Quando a Economia Precisa ser Contida « Quando a inflação está muito alta. podem ser uma economia rastejante e altos níveis de desemprego. Dependendo das orientações e metas políticas dos legisladores. mais rica. Mas na maior parte das vezes. Por esse motivo. em longo prazo. Conclusão Um dos maiores obstáculos que os legisladores enfrentam é decidir quanto envolvimento o governo deve ter na economia. da qual depende o bem estar econômico da população. Se não for monitorado de perto. com a meta de equiparar os ciclos de negócios. Em tempos de declínio econômico e tributação crescente. os efeitos de qualquer política fiscal não são os mesmos sobre todos. Uma decisão para gastar dinheiro na construção de um novo ônibus especial . A política fiscal também poderia ditar um aumento no gasto do governo e assim diminuir o dinheiro em circulação. o que não faria muito para aumentar os níveis de emprego. sua política pode afetar somente um grupo especifico de pessoas. de atingir as metas econômicas. os possíveis efeitos negativos de tal política. colocar a economia em sintonia por meio da política fiscal somente pode ser um meio difícil. o processo continua conforme o governo utiliza sua política fiscal para colocar em sintonia os gastos e níveis de tributação. quando um governo decide ajustar seus gastos. Na verdade. tem havido vários graus de interferência pelo governo com o passar dos anos. um governo pode utilizar a política fiscal para aumentar os impostos a fim de sugar dinheiro da economia. Da mesma forma. beneficia somente um pequeno grupo de especialistas. Assim. . Claro. a economia pode precisar de uma desaceleração.

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