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Impresso Estrutura Pol Gestao Educ

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Para assistir o vídeo de apresentação do professor acesse o ambiente SOLAR

Cada espécie da natureza, que representa um elo de uma corrente, para sobreviver requer
certas condições indispensáveis. A ausência dessas põe em perigo a perpetuação da própria coletividade,
afinal o ecossistema é uma rede complexa.

A grande maioria dos filhotes de outras espécies é
capaz de interagir razoavelmente com a natureza logo após o
nascimento ou pouco tempo depois. O mesmo não ocorre com o
bebê humano, cuja dependência em relação aos seus pais e/ou
membros adultos da comunidade é notória, pois ele é incapaz de
sobreviver apenas com o instinto.

A forma como a espécie humana se relaciona com a
natureza é totalmente diversa do padrão de comportamento das
outras espécies, pois ela não se limita a repetir as ações, mas é
capaz de avaliá-las, de confrontá-las com a realidade mutante,
transformando-as para atingir resultados cada vez mais
satisfatórios, que considerem os seus sonhos, valores, sentimentos
e saberes.

O desenvolvimento das crianças, portanto, não é mera
maturação das funções biológicas, transmitidas hereditariamente,
resulta da combinação dessas com o meio ambiente no qual
aquelas vivem e interagem.

Na família (que é o grupo social mais primário propiciador dos cuidados básicos de
alimentação, higiene e proteção), os bebês humanos (e, posteriormente, as crianças) aprendem (ou não) as
primeiras lições sobre a importância da coletividade, as quais se somam aos conhecimentos biológicos.
Posteriormente, outros espaços desempenharão esse papel educador: a rua, a escola, a Igreja, o clube ...

É no mundo que cada pessoa se realiza, que transforma (ou não) o seu potencial em ação,
expandindo a sua percepção do mistério que é a vida, envolta em suaves e agudas charadas, capazes de
surpreendê-la incessantemente. O Homem, para afirmar e indagar, não pode prescindir do mundo, pois
está intimamente ligado a ele, conforme declara Coreth (1973, p. 62): “Não há para o homem auto-
realização sem realização do mundo, auto-experiência sem experiência do mundo, nem autocompreensão
sem compreensão do mundo. Faz parte da natureza do homem ser no mundo e ter um mundo”.

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Estrutura, Política e
Gestão Educacional

Para que esse processo de auto-realização seja o mais proveitoso possível para todas as
gerações, as mais adultas devem ter consciência da sua missão ontológica – cuidar com zelo das mais
novas – e também da necessidade de propiciar e fomentar o desenvolvimento da autonomia dessas, com o
objetivo de propiciar o acréscimo da sua autoconfiança. Não é fácil para as gerações mais experientes
aceitarem essa missão. Mais difícil ainda é vivenciá-la, uma vez que elas precisam decidir o momento e o
conteúdo que incentivam e impulsionam as demais. (BARGUIL, 2006, p. 99)

Em decorrência dessa imperiosa necessidade de conviver com seu semelhante, é
compreensível que toda pessoa tenha, diariamente, situações que demandam negociação, uma vez que na
maioria das vezes as partes envolvidas têm interesses diversos. Preocupante é quando elas não conseguem
reconhecer o direito do outro de desejar e de pensar diferente e querem impor a sua opção, manifestando,
assim, a vontade de controlar a vida alheia, inibindo a salutar e necessária troca de conhecimento, que
enriquece todos os envolvidos.

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Estrutura, Política e
Gestão Educacional

O Homem está sempre aprendendo e ensinando, porém, a depender da natureza dessas
situações, a Educação pode ser formal (sistemas formais de ensino oferecidos por instituições – escolas,
faculdades, universidades e outras – públicas e particulares, nos diferentes níveis), não-formal (atividade
organizada fora do sistema de ensino, com objetivos definidos) e informal (processo contínuo,
assistemático e não organizado, que contempla as vivências cotidianas do sujeito).

Essa distinção entre os tipos de Educação não significa que eles não se enriquecem
mutuamente, sobretudo quando se assiste, cada vez mais, ao crescimento de fontes (mídias) de
informação (jornal, rádio, tv, computador, internet), as quais podem e devem ser potencializadas pela
Educação formal.

O objetivo principal da disciplina Estrutura, Política e Gestão Educacional é analisar a

Educação formal no Brasil.

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Estrutura, Política e
Gestão Educacional

Leitura Complementar

Entenda melhor sobre a diferença entre os tipos de Educação:

Educação Formal

(http://www.inep.gov.br/pesquisa/thesaurus/thesaurus.asp?te1=122175&te2=
122350&te3=37488).

Educação Não-Formal

(http://www.inep.gov.br/pesquisa/thesaurus/thesaurus.asp?te1=122175&te2=
122350&te3=37499).

Educação Informal

(http://www.inep.gov.br/pesquisa/thesaurus/thesaurus.asp?te1=122175&te2=
122350&te3=37527).

O que é Educação?

(http://www.planetaeducacao.com.br/novo/impressao.asp?artigo=781).
Função social da escola (Para baixar o arquivo acesse o ambiente SOLAR).

Olhando de Perto

Visite os seguintes endereços, para saber mais sobre:

Educação Formal e Não-Formal (Para baixar o arquivo acesse o ambiente SOLAR)
Educação Não-Formal

(http://www.kinderland.com.br/anexo%5C40920052337687.doc)

Referências

BARGUIL, Paulo Meireles. Reflexões sobre a relação professor-aluno a partir das pesquisas de Piaget e
Vygotsky. In: PASCUAL, Jesus Garcia; DIAS, Ana Maria Iorio (Orgs.). Construtivismo e Educação
contemporânea
. Fortaleza: Brasil Tropical, 2006. p. 93-125.

CORETH, Emerich. Questões fundamentais de Hermenêutica. Tradução Carlos Lopes de Matos. São
Paulo: EPU, 1973.

FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. 2. ed. Rio de
Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1993.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 39. ed. São Paulo:
Paz e Terra, 2009.

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Estrutura, Política e
Gestão Educacional

Aula 01: Tipos de Educação. História da Educação brasileira.

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