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O LIBERAL - 18/05/11

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QUARTA-FEIRA, 18 DE MAIO DE 2011 / CAMPINAS / ANO 83 / Nº 26580 / R$ 2,20

www.rac.com.br

TABELA DAS SÉRIES A E B
Veja o caminho de Ponte e Guarani para tentar o acesso em 2011. ESPORTES

PALOCCI CITA EX-MINISTROS PARA JUSTIFICAR O GRANDE CRESCIMENTO PATRIMONIAL
Em carta a senadores, Malan, Fraga e Meirelles são usados como defesa para justificar enriquecimento. Procuradoria vai analisar documentos. PÁGINA A14

APÓS RESSACA DO TÍTULO E DA FESTA, SANTOS BUSCA VAGA NA LIBERTADORES
Peixe, de Neymar, joga hoje às 22h no Pacaembu, contra o Once Caldas com a vantagem do empate em disputa pelas quartas de final. PÁGINA D1

Leandro Ferreira/AAN

Furto cresce e homicídio tem redução em Campinas
Crime contra o patrimônio registra alta de 30% entre janeiro e abril em 2011
O total de homicídios em Campinas caiu 30% no primeiro quadrimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado — foram 38 assassinatos, em 2011, contra 53, em 2010. Em compensação, os furtos aumentaram 16%, saltando de 5,3 mil casos, de janeiro a abril do ano passado, para 6,1 mil, este ano. Os casos de furto de veículo cresceram 20%, de 1,3 mil para 1,6 mil ocorrências. Os dados são da Secretaria Estadual de Segurança Pública. O aumento dos crimes contra o patrimônio levou autoridades a cobrar do Estado maior atuação policial no combate a violência. PÁGINA A4

Professor ensina a alunos os dois caminhos da polêmica sobre o uso correto da língua portuguesa: erro de concordância

NOTA ZERO PARA O MEC
Adotado pelo Ministério da Educação (MEC) como ferramenta pedagógica na rede pública de ensino do País, o livro Por uma Vida Melhor — Volume 6, provocou uma polêmica nacional ao considerar aceitável a utilização pelos alunos de frases com erros de concordância. Educadores ouvidos pelo Correio desaprovaram o uso da língua falada no aprendizado da forma culta de escrita. PÁGINA A8

opinião Editorial
O enfrentamento da violência assume contornos de crise insustentável, em que o Estado mostra ser incapaz de dar respostas que a sociedade espera. PÁGINA A3

Prefeitura promete descontar dia de grevista
Sem acordo, servidores fazem passeata e levam caos a trânsito do Centro.
PÁGINA A6
Rogério Capela/AAN

Leitores

A campanha para colocar 10 mil torcedores na estreia da Ponte no Majestoso é louvável, mas, modesta. Nelson Silvestre Adade, gerente

Como cidadã, comemoro ao saber que a merenda escolar em Campinas é modelo no País. Silvia Trevisani, professora

tempo
MÁXIMA MÍNIMA

20˚

Previsão de sol em Campinas, mas com temperatura em baixa. Não chove

indicadores
Dólar Comercial Paralelo Turismo Euro compra 1,617 1,670 1,587 2,223 venda 1,619 1,760 1,687 2,390

Trem de cargas passa por região do Boa Vista, em Campinas: setor ferroviário será expandido no ano que vem com novo terminal de cargas em Indaiatuba

radares móveis
Saiba onde estão localizados os equipamentos hoje

Indaiatuba abre nova rota de exportação
Terminal ferroviário na região será entreposto de cargas para Porto de Santos
Um terminal de cargas ferroviário, em Indaiatuba, vai criar um entreposto de armazenamento e distribuição de mercadorias da região e do Estado com direção ao Porto de Santos. Serão construídos ainda desvios ferroviários entre o terminal e a linha que liga a cidade ao porto. A obra será executada pela EcoRodovias, companhia de infraestrutura logística, e fica pronta no final de 2012, segundo anunciou Felipe Guimarães, da ALL, no 2º Fórum do Ciclo de Debates em Infraestrutura Logística de CampiPÁGINA B1 nas e Região.

Rua Zerillo Pereira Lopes
(Pq. Alto Taquaral — 60km/h)

Rua da Abolição
(Jd. Proença — 60km/h)

Divulgação

edição de hoje

36
PÁGINAS

Primeiro Caderno Economia Brasil Mundo Esportes Caderno C Classificados

12 páginas 4 páginas 2 páginas 2 páginas 6 páginas 6 páginas 4 páginas

Acidente aéreo mata 4 na região de Piracicaba
Os corpos dos quatro ocupantes de um avião que caiu em São Pedro, região de Piracicaba, foram resgatados no fim da tarde de ontem. As vítimas foram encontradas perto dos destroços da aeronave, um Sêneca, em uma mata fechada conhecida como Serra de São Pedro. Com a dificuldade de acesso, as vítimas foram içadas por equipes do Rio da Força Aérea e dos Bombeiros. PÁGINA A13

Pane na internet é ‘saldo’ da operação com megacarretas
Moradores e empresários da Chácara Marujo, no distrito de Barão Geraldo, estão sem comunicação, por internet ou telefone, desde o último domingo. Naquele dia, os cabos foram retirados pela Telefônica, fornecedora dos serviços, para a passagem das três megacarretas que seguem para a Replan, em Paulínia, com cargas de mais de 8m de altura PÁGINA A10 e 8m de largura.

Helicóptero busca avião que sumiu na segunda: 3 alunos e 1 instrutor morreram

A2

CORREIO POPULAR
Campinas, quarta-feira, 18 de maio de 2011 Editor: Rui Motta rui@rac.com.br - Editora-assistente: Silvana Guaiume silvana.guaiume@rac.com.br - Correio do Leitor leitor@rac.com.br

Opinião
opinião@rac.com.br

“Isso é um desleixo da Prefeitura. A lagoa é um dos pontos
turísticos da cidade e deveria ser melhor preservada”
Antonio Magalhães, sobre o atraso nas obras de reforma da caravela do Parque Taquaral.

andré fernandes

dalcio

Bioética: fundamentos
A bioética descobre seus fundamentos quando chega a uma série de questões que, implícita ou explicitamente, cada um responde ao longo de sua vida. Às vezes, são como as tranquilas águas profundas de um oceano agitado e, em outros casos, agem na pessoa como um tsumani que arrebata a tudo que está em seu caminho. Estas perguntas tocam em questões fundamentais: a vida humana, sua dignidade, o amor humano, seu sentido e alcance, o nascimento, o sofrimento, a doença, a morte e as relações com outros seres vivos e o meio ambiente. São temas muito amplos e que não podem ser abordados com pressa. As respostas dadas a cada uma daquelas perguntas, consciente ou inconscientemente, moldam cada um de nossos comportamentos. As ações que empreendemos diariamente influem sobre a própria vida e sobre as daqueles que vivem ao nosso redor. Num certo sentido, não existem atos indiferentes, pois mesmo as omissões podem ser danosas, como por exemplo, deixar de praticar exercícios, o que favorece a obesidade e “hibernar” aos finais de semana, quando se poderia aproveitar o tempo com os outros. O estudo da bioética pretende orientar e avaliar nossas ações de maneira a promover um mundo mais saudável, mais solidário e justo, mais atento para aqueles que sofrem e mais preocupado com a proteção adequada da pessoa e do ambiente. Isto implica, em primeiro lugar, na elaboração de uma antropologia dotada de validade, a qual deve estar em diálogo constante com as mais sólidas propostas filosóficas elaboradas ao longo dos séculos, fruto destilado de uma investigação e teorização da natureza humana, bem como com as descobertas da psicologia moderna e das ciências biológicas e médicas, os trabalhos sociológicos e pedagógicos. Ao mesmo tempo, a antropologia confronta com a visão particular da identidade própria e da alheia. É impossível, como em qualquer área das humanidades, um estudo neutro da antropologia, pois, por intermédio deste ramo do saber, pomos em claro as próprias ideias sobre o que somos como seres humanos. Em segundo lugar, a bioética depende de uma série de princípios éticos fundamentais. A ética, como a antropologia, é apresentada segundo diferentes formas e teorias, por vezes, absolutamente contraditórias, o que dificulta o estudo da bioética. Diante deste panorama pluralista, faz falta ter uma noção das principais teorias bioéticas em suas relações com as linhas éticas do passado ou do presente. Ao mesmo tempo, a reflexão sobre os desafios éticos interpela cada ser humano, seja leigo ou intelectual, pois o conhecimento do bem e do mal permite o julgamento de nossas ações e daquelas realizadas pelos outros. Em terceiro lugar, o estudo da bioética está em estreita relação com outras áreas afins, especialmente com a Medicina, a Biologia, a Filosofia e o Direito. De fato, ao se estudar a bioética, não pode encarar tantas disciplinas simultaneamente. Felizmente, o mundo contemporâneo difunde numerosas e ricas ideias sobre estas áreas do conhecimento, de forma que resulta possível a elaboração de uma visão pessoal sobre o que seja mais adequado para preservar a própria saúde, a dos outros, sobre a importância da proteção do indivíduo e assim por diante. Em quarto lugar, a bioética questiona e julga as distintas formas de organização da sociedade, bem como a correção das leis estabelecidas por escrito ou de modo habitual nos povos. Evidente que isso acarreta o domínio do direito, a fim de que se possa analisar quais os segmentos da vida são dignos de atenção e de tutela legal pelas autoridades e quais outros podem ser objeto de uma livre escolha dos indivíduos. Por fim, a bioética deve ter um matiz metafísico, buscando os princípios primeiros e as razões últimas do valor da pessoa, sua concepção, sua relação de prioridade e de complementaridade para com a sociedade, a fim de que não seja mais ameaçada de instrumentalização pelo próprio homem. Salvo melhor juízo, é o que penso. Para quem se interessar, fica o convite para se inscrever no II Seminário Bioética Hoje - O papel do Direito e da Ciência na proteção da dignidade de pessoa humana, que se realizará no dia 21 de maio próximo, às 8h30, no auditório III, do Centro de Convenções da Unicamp (informações: seminario.hoje@ gmail.com).

INFRAESTRUTURA

Pedágios são a solução
CRESO DE FRANCO PEIXOTO

Pedágio, tributo cobrado por passagem. Consoa a ágio, sugere sobrepreço em função de desabastecimento. Modelo mundial para a viabilidade econômica da oferta rodoviária. Supre, de forma direta, custos de construção, manutenção, operação e administração. Pedágio é tarifa, preço público. Paga apenas quando o bem é utilizado. Justo. Taxa é valor que se paga de forma compulsória, apenas porque o bem está à disposição. A Contribuição da Intervenção no Domínio Econômico (Cide) é taxa nacional, incluída no preço dos combustíveis. Transforma bomba de combustível em pedágio de estrada não utilizada. Imposto é

valor, se atribui em função de indicativo de riqueza, sem qualquer aplicação específica. O Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) não se paga para melhorar vias. O valor do pedágio varia em função do nível de exigência estabelecido no contrato, celebrado por licitação pública. A atual licitação por pregão eletrônico é justificada pelo dinamismo e rapidez, mas aumenta o risco de lances duvidosos e de difícil rastreamento judicial. Risco de injustas tarifas. As concessionárias são regidas por extensos contratos que estabelecem obrigações e direitos. A equação econômico-financeira é a principal ferramenta para controlar o valor do pedágio, atrelada à qualidade obrigatória do serviço. Evita que o concessionário tenha de trabalhar com

prejuízo, caso a alternância do executivo busque efetivar políticas antagônicas. Evita que o usuário sofra com elevado nível de serviço da via, parâmetro de controle de congestionamentos. Obriga a reduzir os índices de mortes e de acidentes. Uma única vida perdida no trânsito gera custos da ordem de R$ 600 mil (Ipea, 2005). Um simples acidente, cadeia de prejuízos em função do congestionamento gerado. Pedágio seria mais justo se cobrasse apenas a extensão utilizada. Difícil aplicação no Brasil. Vias não bloqueadas permitem a abertura de inúmeros acessos, inviabilizam postos de controle total da via. O futuro tag no para-brisa, do Sistema Nacional de Identificação Automática de Veículos (Siniav), facilitará o pedágio sem cobrador bem como o pedágio urbano, ape-

sar de seus idealizadores insistirem no discurso da segurança. Pedágio ainda melhor, se não englobasse custos de melhorias de vias que o usuário não usa. Mais barato no Estado de São Paulo, se não tivesse somada à outorga onerosa, valor pago pelo concessionário para entrar no negócio e cobrado de volta na tarifa. Por outro lado, seria mais caro nos últimos contratos federais, se fossem exigidas obras que evitassem a curta alegria do usuário, entre a cabine do pedágio e o congestionamento de horas a fio. A correção do valor do pedágio sob índice superior à da correção média de salários distancia custo da capacidade contributiva do usuário, considerando-se contratos de 20 anos. Já se comparam preços para encher o tanque com o montante pago em uma dada viagem. A devolução da outorga em quase 9 anos de alguns contratos permitiu consideráveis melhorias em alguns sistemas rodoviários, mas engessou a correção a níveis que podem se tornar dramaticamente elevados no final dos contratos. O pedágio acarreta parcela mensurável da inflação anual, mas contribui na redução de custos logísticos da saturada rede de transportes brasileira, fomentando o comércio interno e exportador. Enquanto não surgirem métodos mais eficientes, este se apresenta como solução. Rodovia sem pedágio é rodovia ruim ou cara. Depende da sobra de taxas e impostos que suprem elevados custos administrativos e pagos com considerável suor de indignados contribuintes.
I I Creso de Franco Peixoto é professor do curso de Engenharia Civil do Centro Universitário da FEI, engenheiro civil e mestre em Transportes

I I André Gonçalves Fernandes é juiz de Direito agfernandes@tjsp.jus.br

ECONOMIA

É possível crescer sem inflação
PAULO SKAF

O Brasil tem plenas condições de continuar crescendo à média anual de 4% ano, como ocorreu entre 2003 e 2010. Esforços não devem ser poupados para garantir a manutenção dessa significativa conquista, que pode ser conciliada com o controle da inflação, cujo risco de recrudescimento preocupa a sociedade. A Fiesp e o Ciesp unem-se a essa inquietação e defen-

dem soluções mais efetivas, condenando a elevação da taxa básica de juros, que está longe de ser o melhor caminho para combater o aumento de preços. Para entender melhor a questão, é necessário considerar, inicialmente, a majoração, nos últimos 12 meses, de 37,8% das commodities em geral e 43,2% das alimentares, apontada pelo ministro de Fazenda, Guido Mantega. Reforçando o diagnóstico, o Banco Central destacou, em relatório sobre o tema, que o fenômeno foi responsável por um terço da inflação de 2010.

Contudo, mesmo diante desse choque externo, nossos índices inflacionários apresentam quadro de deterioração menos acentuada quando comparados aos de vários países. O IPCA atingiu 6,3% em 12 meses, até março de 2011, contra 5,2% no mesmo período de 2010. A inflação chinesa registrou alta de 5,4% em março de 2011, contra 2,4% no mesmo mês em 2010. Os casos da Argentina, Índia e Rússia também indicam um surto inflacionário global, ao apresentar índices, em março último, de 9,7%, 8,8% e 9,4%, respectivamente.

Vale lembrar que novos instrumentos, como as medidas macroprudenciais, juntaram-se ao arsenal da política anti-inflacionária e já estão contribuindo para a desaceleração da atividade econômica. Assim, a elevação da taxa de juros, mais do que ineficaz, poderá aprofundar a queda do nível de atividade e gerar efeitos colaterais nocivos: intensificação do processo de apreciação cambial e o aumento das despesas do governo com juros, que já atingiram a cifra de R$ 195 bilhões em 2010 e deverão saltar para R$ 210 bilhões em

2011. Sobre a valorização excessiva do real, seus inconvenientes já são notoriamente reconhecidos. Refiro-me ao aprofundamento do déficit da balança comercial de manufaturados, à perda da participação do valor adicionado da indústria de transformação no PIB e ao aumento da participação de importados no consumo doméstico. A balança comercial de manufaturados deverá registrar déficit de aproximadamente US$ 100 bilhões em 2011, ante US$ 71,1 bilhões, em 2010. A participação do valor adicionado da indústria de transformação no PIB passou de 27,2%, em 1985, para 15,8%, em 2010. O coeficiente de importações saltou de 14,6%, em 2005, para 21,8%, em 2010. Esse quadro não prejudica

apenas a indústria, mas toda a sociedade, pois o setor é o mais dinâmico da economia, representando 60% dos investimentos. Portanto, é decisivo para a geração de empregos formais para os cerca de quatro milhões de jovens brasileiros que ingressam todo ano no mercado de trabalho. Garantindo mais competitividade para a atividade industrial, com a redução dos juros e impostos, balizando melhor o câmbio e diminuindo os gastos públicos, o governo pode criar condições para o crescimento num ambiente de inflação controlada. É isso que os brasileiros desejam!

I I Paulo Skaf, empresário, é o presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp)

Opinião
Publicado por Correio Popular S/A - Fundado em 4/9/1927

CORREIO POPULAR
Campinas, quarta-feira, 18 de maio de 2011

A3

CORREIO POPULAR

O NOSSO OBJECTIVO
“Seremos na imprensa vigilantes fiscaes da administração publica e zeladores intransigentes do direito collectivo” - (Nº 1, Anno 1)

Diretor Presidente Sylvino de Godoy Neto Diretor Superintendente Adhemar J. de Godoy Jacob

Diretor de Planejamento Marco Aurélio Matallo Pavani Diretor Tesoureiro Luiz E. Nogueira Porto Diretor Comercial Eduardo S. Porto Filho

Diretor Industrial Amim Ali Filho Diretor Adm. Financeiro Moacir Teixeira Dias Diretor de Tecnologia Luiz Sérgio Vieira Dutra

Diretor Editorial Nelson Homem de Mello Editores Executivos Luis Cesar de Souza Pinto Marcelo Pereira

EDITORIAL

Bicos de PMs e as tarefas do Estado
O enfrentamento da violência no Brasil está assumindo contornos de uma crise insustentável e inadmissível, em que o Estado dá frequentes demonstrações de incapacidade de criar um modelo de trabalho que ofereça as respostas que a sociedade espera, e que mostre eficiência. O risco recorrente a que os cidadãos estão sujeitos é quase sufocante, mostrando um estado de insegurança que exige ações imediatas, providências eficazes e investimentos à altura do problema. O contingente de policiais militares em atividade no

Estado de São Paulo sempre O governo assume esteve abaixo do ideal, criando uma intensa disputa nos a incapacidade de municípios pelo aumento oferecer uma do efetivo. As estatísticas de remuneração violência mostram a vulneraadequada aos bilidade do sistema, que já levou à incorporação das policiais, diante guardas municipais como rede uma escala de forços locais para a segurantrabalho nada ça ostensiva. Buscando inovar e dar funcional um certo ordenamento ao uso de policiais militares em serviços informais, o governo de São Paulo lançou a proposta de um convênio com os municípios para a contratação de PMs nos horários de folga, com os municípios arcando com os custos de horas extras e o Estado oferecendo a estrutura existente. Na prática, o programa dá contorno de legalidade ao que já era uma rotina para muitos policiais, o trabalho informal prestado no comércio e empresas, aproveitando os intervalos na escala de serviço

(Correio Popular, 16/5, A4). A busca de um acordo entre o Estado e os municípios representa um avanço para a otimização dos recursos disponíveis em segurança. Denota, por outro lado, que o governo assume a incapacidade de oferecer uma remuneração adequada aos policiais, diante de uma escala de trabalho nada funcional, que deveria oferecer mais tempo de descanso por conta da natureza do serviço, mas acaba se tornando em brecha para ocupações informais. A Secretaria de Segurança alardeia bons resultados onde a medida foi adotada, procurando atrair as administrações municipais para o convênio. É, em essência, o Estado mais uma vez repassando para os municípios os encargos com segurança e a responsabilidade de combater a criminalidade. Por isso, o sistema deve ser repensado e avaliado. Campinas rejeitou o convênio, optando por estruturar a Guarda Municipal. A resposta que o Estado deve oferecer é o aumento do efetivo de policiais na região, em respeito à importância e estratégia da Região Metropolitana de Campinas no contexto estadual.

Correio do Leitor
Sacolas
João Hambruck Filho Aposentado, Campinas

AS CARTAS DEVEM SER ENVIADAS PARA:
Rua 7 de Setembro, 189, Vila Industrial CEP 13035-350 e-mail: leitor@rac.com.br

O Correio Popular publica as opiniões de seus leitores sobre temas de interesse coletivo. As cartas devem conter no máximo 15 linhas, cerca de 700 caracteres com espaços, medidos pelo Microsoft Word. A Redação se dá o direito de publicar os textos parcial ou integralmente. Fica a critério do jornal a seleção de cartas para ilustração com fotos, que serão produzidas exclusivamente pelos fotógrafos do Correio. As cartas para o Correio do Leitor devem ser enviadas para Rua 7 de Setembro, 189 - Vila Industrial - CEP 13035-350 ou por e-mail: leitor@rac.com.br = Cartas devem ser acompanhadas de: nome completo, endereço, profissão e telefone de modo a permitir prévia confirmação. = Opinião dos colunistas não reflete a opinião do jornal.

Destaques do portal Enquete
PERGUNTA DE ONTEM

Como disseram Manoel Carlos e o leitor Elcio Galvão de Moura (Correio, 10/5), as sacolas plásticas prejudicam o meio ambiente. Sendo cobradas, elas deixam de agredi-lo? Essas sacolas, acredito que 90% ou mais, são usadas como recipiente do lixo. Sem elas, para onde irão esses lixos? Se jogados ao léu, não agredirão o meio ambiente? Sendo que no meio desse lixo vemos muito plástico, vidro, papelão, etc? Ou esses, diluindo mais rápido, não prejudicam o ecossistema?

grande porte, com sua sombra refrescante. Porém, não tenho visto em todo trajeto da ciclovia novos plantios de árvores de grande porte. Em locais sem árvores, só observei novos plantios de grama, palmeiras e arvoretas que não proporcionarão boa sombra. Preocupou-me também a existência de muitas árvores de grande porte desfiguradas por podas exageradas. Será que a Administração municipal não gosta de árvores?

seguinte ele voltou ao normal. Isto é droga leve?

Erros
Vera Pessagno Bréscia Psicóloga, Campinas

Maconha 1
José J. Lunazzi Físico, Campinas

Beijo gay
Edmilson Luis Veroneze Vendedor, Campinas

Está se falando muito no beijo lésbico do SBT. Fico triste ao ver tanta gente apoiando isso, ninguém deveria apoiar, muito menos a própria televisão, o maior instrumento de mídia do mundo. É o fim do respeito, educação e princípios morais. Não sou contra homossexuais, não, cada um que tenha sua preferência, ninguém tem nada com isso, mas que fique entre quatro paredes. Com tanta propaganda assim, não é para menos, e tudo disfarçado pela hipocrisia de dizer que isso está cada vez mais normal. Enquanto houver pessoas pensando assim, o mundo caminhará para o próprio extermínio, tudo disfarçado pelo “é normal”.

Tanto como o álcool, dirigir usando droga pode matar. Para o álcool, problema mais antigo, existe uma maneira de comprovar que o motorista tinha consumido. Para as outras drogas? A clínica tem demonstrado que o uso de maconha produz um déficit de funções cognitivas e comportamentais. Existem evidências de que a intoxicação canábica diminui a habilidade para a condução de veículos. Com o uso crônico da maconha, tem sido observado um déficit mais duradouro das funções cognitivas, principalmente nas esferas da atenção, concentração e memória para fatos recentes. Com a descontinuação do uso, verificou-se um retorno às atividades cognitivas normais.

É incrível a nova postura do governo em colocar em circulação cartilhas com erros de português e, ao mesmo tempo, taxar de preconceituosa a atitude de alguém tentar corrigir esses mesmos erros. Infelizmente, no Brasil a palavra preconceito está servindo para quase tudo, desde a explicação do inexplicável até a defesa da ignorância como exploração política. Como dizia Ruy Barbosa: “A degeneração de um povo, de uma nação ou raça começa pelo desvirtuamento da própria língua”.

anos, ganhei um título do Guarani, não por ironia do destino, mas pela boa formação da estrutura do Guarani. Frequentei o clube. Continuo pontepretano. Que mantenham o estádio Moisés Lucarelli. De shopping, a cidade está cheia. Mantenham, façam daquilo um patrimônio.

Palocci
Habib Saguiah Neto Aposentado, Marataízes

Palocci adquirindo imóveis milionários sem ter renda que comprove, Delúbio recebido de volta ao partido com lauta festa, José Dirceu exercendo tráfico de influência a rodo e finalmente a cereja do bolo: João Paulo Cunha afirmando que o “mensalão é uma injustiça com o PT”. Seria trágico se não fosse cômico e vice-versa.

Você concorda com a proibição de bicos para policiais em Campinas? SIM

48,1%
NÃO

51,9%
PERGUNTA DE HOJE

Merenda
Silvia Trevisani Professora, Campinas

Realmente é bem estranha a multiplicação por vinte do patrimônio do ministro Antonio Palocci no curto espaço de quatro anos. A não ser ganhando na loteria, não tem como conseguir essa proeza de maneira decente. Deve ser convocado na Câmara para mostrar a origem dessa fortuna meteórica.

Majestoso 1
Antonio Carlos Guedes Chaves Jornalista, Campinas

Ponte
Nelson Silvestre Adade Gerente, Campinas

Maconha 2
Antonio Jofre de Vasconcelos Médico, Campinas

Ciclofaixa
Carlos Alberto Gomes Henriques Engenheiro-agrônomo, Campinas

Tenho utilizado a ciclofaixa e, pedalando da Lagoa até o Centro, observo como Campinas é linda na sua arquitetura, possuindo também lindas árvores de

Algumas pessoas mal informadas defendem a maconha. Dizem que ela é uma droga “leve” (inofensiva). Certa vez, num pronto-socorro, atendi um jovem que tinha perdido a memória depois de fumar maconha. Ele tinha esquecido a sua profissão, o seu endereço e até o seu próprio nome. Só no dia

Sendo um dos requerentes do tombamento do Majestoso, permito-me discordar do leitor Sérgio Fernandes Goy, que atribui ao desprestígio e ao “esquecimento e relegados a um segundo plano perante a FPF e CBF”, a Ponte Preta e o Guarani. Se tal argumento procedesse, pergunto: como o Santos, mandando seus jogos na acanhada Vila Belmiro, tornou-se bicampeão paulista e faz ótima campanha na Libertadores? Por que seus mandatários nunca se aventuraram em construir arenas, mesmo dispondo de uma área central valiosíssima e jogadores como Neymar, Ganso e Elano, que valem em torno de meio bilhão de reais? Eles sabem que um time competitivo é a atração maior, senão única, para se fazer respeitar e motivar seus torcedores.

A campanha para colocar 10 mil torcedores na estreia da Ponte no Majestoso é louvável, porém, modesta. Em um estádio em que cabe, oficialmente, 19.700 mil torcedores, o objetivo deveria ser lotar o estádio. Parabéns pela iniciativa, mas devemos ser um pouco mais ousados. Para quem já assistiu a Ponte Preta e Santos, no Majestoso, com mais de 33 mil torcedores (16/8/70), a história determina que torcer pela Ponte requer mais ousadia. Vamos lotar o Majestoso em todos os jogos. Alguém tem que fazer a diferença, já que não podemos contar com a diretoria e com os atletas, sejamos nós, torcedores, a fazer a diferença.

Como cidadã, comemoro ao saber que a merenda escolar em Campinas é modelo no País. E se for um fato, deve ser difundido e elogiado. No entanto, não se pode parar por aí: assim como a merenda, nossa cidade que já é modelo de beleza, tem condições de ser exemplo em muito mais. Espero que o segundo espaço a ser conquistado em excelência seja no campo da educação. Senhores governantes, fixem o olhar nas crianças e nos jovens, para que esse cuidado reflita na sociedade de maneira a erradicar a pobreza e a violência. Existe outro caminho para se construir um futuro mais digno e justo?

Você é a favor de implantar bilhete único regional para ônibus?

Mais comentados
“Há muito tempo ela está parada, se deteriorando, com um monte de grades e cadeados impedindo o público de entrar. Deixo aqui minha indignação e com muita tristeza peço, encarecidamente, para alguém olhar para a nossa caravela e fazê-la navegar novamente. Seria realmente fantástico vê-la navegando cheia de crianças, brincando e aprendendo!” Do internauta Roberto Salvi, sobre a reforma da caravela da Lagoa do Taquaral

Barulho
José Reginaldo Luciano Faturista, Campinas

PT
Markus Nydegger Engenheiro, Campinas

Majestoso 2
Antonio Carlos de Souza Contador, Campinas

Sou pontepretano, sempre fui. Quando casei, há 35

José Genoino, um dos acusados do mensalão, foi agraciado com medalha pelo ministro Jobim por bons serviços prestados à Nação (quais serviços e quando?),

Interessante a reportagem sobre o uso de aparelhos de som em ônibus ou em locais públicos, mas incluiria também o uso de aparelhos celulares. Além do alto volume dos toques, cada vez mais escandalosos, ao atender uma ligação não há um limite no tom de voz, ou seja, sem querer todos são presenteados com a intimidade do cidadão em questão. Não há como voltar atrás na modernidade e conforto que esses aparelhos trouxeram à sociedade, mas deveria se refletir mais sobre a vida em sociedade, respeitando os limites de cada um.

O vídeo do dia
Assista ao vídeo sobre afundamento de pista na Avenida Júlio Prestes.

É SÓ FESTA

O centro de mesa na decoração
O centro da mesa em um casamento deve “conversar” com a decoração escolhida. Tudo deve estar harmônico, isso trará a você e também ao seu convidado uma sensação de bem-estar. http://bit.ly/fest99

JOGO RÁPIDO

Há 50 anos
● CONCLUÍDO ACORDO ENTRE O BRASIL E O FMI Nas conversações que manteve em

Washington, o ministro Clemente Mariani estabeleceu um acordo com o FMI tendo o fundo anunciado que, a fim de auxiliar o Brasil a executar o seu novo programa econômico, concordou em reescalonar o atual débito do Brasil com o fundo no montante de US$ 140 milhões e a abrir um crédito ao Brasil de US$ 160 milhões. O reescalonamento inclui o adiamento do pagamento do valor principal da dívida.

● CARRO DE ALUGUEL EM VIRACOPOS Atendendo às reivindicações e preenchendo uma lacuna há muito existente no Aeroporto Internacional de Viracopos, o delegado de Trânsito de Campinas resolveu, por portaria, dotar o campo de pouso de um ponto de estacionamento de automóveis de aluguel. Inicialmente, serão cinco vagas postas em concorrência pública para os interessados.

● ESPERADO ÊXITO NO FESTIVAL DE TURFE O movimento no Jóquei Clube Campineiro é dos mais intensos. A Comissão de Corridas está dedicando todo seu tempo disponível no preparo do primeiro festival domingueiro a ser apresentado. A prova central da reunião é o prêmio 21 de Maio, o quinto páreo a ser corrido em 1.200 metros. Ali correrão uma dúzia de nacionais de 3 anos.

● CORONEL PODE SER GENERAL SEM ESTADO-MAIOR O presidente Jânio Quadros foi forçado a reconsiderar sua decisão de promover a generais de Divisão, na reserva, somente os coronéis que tivessem o curso de Estado-Maior, porque sua medida não tinha amparo legal. Nas últimas horas foram assinadas oito promoções com transferência para a reserva de coronéis que não têm o curso.

Comemoração inédita na Itália
Todos os anos assistimos a dezenas de comemorações de títulos no futebol brasileiro e mundial. Mas nunca vi nada parecido com a performance de Prince Boateng após a partida em que o Milan comemorou a conquista do título italiano. http://bit.ly/rap99

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CORREIO POPULAR
Campinas, quarta-feira, 18 de maio de 2011

CIDADES

Xeque-Mate
RICARDO ALÉCIO
ricardo.alecio@rac.com.br

Edu Fortes/AAN

Depoimentos retomados 1
Depois de dar um tempo nos depoimentos do inquérito que apura as supostas irregularidades na contratação de empresas pela Sanasa, que atingiram também o primeiro escalão do governo do prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT), os promotores do Gaeco decidiram retomar os depoimentos nesta semana. O ex-diretor de Planejamento da Prefeitura de Campinas Ricardo Chimirri Cândia deverá ser ouvido pelo Ministério Público nesta sexta-feira.

Depoimentos retomados 2
Um dia antes, os promotores ouvem a filha de Cândia, Rafaela Costa Cândia, que seria dona de áreas onde a Administração teria autorizado a instalação de antenas de telefonia celular. A retomada dos depoimentos ocorre na mesma semana em que a Procuradoria de Justiça do Estado analisa o pedido de habeas corpus e “trancamento” das investigações apresentado pela defesa do prefeito Hélio.

Paciente busca por atendimento no Posto de Saúde da Vila Padre Anchieta: além de funcionários em greve, sistema ficou inoperante

ADMINISTRAÇÃO ||| FUNCIONALISMO

O cidadão ganha mais um instrumento para comparar os serviços de sua cidade com as demais integrantes da RMC.
Dário Saadi (DEM), vereador de Campinas, ao comentar o Índice de Qualidade da Saúde (IQS) da RMC, que será apresentado hoje.

Prefeitura vai descontar dias parados de grevistas
Secretário diz que proposta de reajuste de 15% está descartada
-Milene Moreto
DA AGÊNCIA ANHANGUERA

milene@rac.com.br

Empreendimentos
O vereador Artur Orsi (PSDB) apresentou requerimento para convocar o secretário municipal de Urbanismo de Campinas, Hélio Jarretta, a prestar esclarecimentos na Comissão de Constituição e Legalidade da Câmara sobre possíveis irregularidades em projetos de empreendimentos imobiliários, entre eles os do programa Minha Casa, Minha Vida. Na semana passada, o prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT) foi citado pelo Ministério Público sobre problemas no parcelamento do solo e no acesso a obras de 25 empreendimentos.

tro do PPS há muito tempo — promete reagir na mesma moeda e de forma contundente. Hoje, ele deverá conceder entrevista para comentar a decisão do partido. O vereador faz oposição ao prefeito Hélio, o que contraria a posição do PPS, que integra o governo municipal e a base aliada.

‘Incremento’
O deputado federal Vanderlei Macris (PSDB) quer que o ministro da Casa Civil, Antônio Palocci, explique o “incremento patrimonial supostamente operado na relação de seus bens, no período de 2006 a 2011”. O documento foi protocolado ontem pelo parlamentar de Americana na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados. Para Macris, o ministro precisa explicar como “multiplicou” seu patrimônio em 20 vezes em apenas quatro anos, como revelou reportagem da Folha.

A Prefeitura de Campinas vai descontar os dias parados dos funcionários que estão em greve. A medida foi anunciada ontem pelo secretário de Recursos Humanos, Luís Verano Freire Pontes. No terceiro dia de paralisação, a suspensão de alguns serviços públicos e uma passeata na região central provocaram caos na cidade. A adesão até agora, segundo a Administração, é de 850 funcionários (5,2%) do total de 17 mil servidores. Já o Sindicato dos Servidores Públicos de Campinas infor-

Servidores buscam apoio de vereadores em Paulínia
greve dos servidores públicos de Paulínia contabiliza 42 dias sem previsão de acordo. A Prefeitura e o sindicato sinalizam que estão dispostos a negociar, mas não existe data definida para uma nova reunião. Na assembleia realizada ontem, os grevistas pediram o apoio dos vereadores na tentativa de agendar uma conversa com o Executivo. Segundo o advogado do movimento, Jamir Menalli, os vereadores conversaram com os grevistas e prometeram tentar junto ao prefeito José Pavan Júnior (DEM) uma reunião para que se apresente uma nova 7.783, sobre os movimentos grevistas, já que a categoria não possui uma legislação específica. “A greve é legal. No entanto, o Executivo entende que todos os serviços públicos são essenciais e não apenas saúde ou educação. Não se pode privar a população desses serviços.” Um dos coordenadores do sindicato, Marionaldo Maciel, afirmou que a categoria está aberta para negociações, mas não aceita parcelar o índice de reajuste. O movimento conta com funcionários do sistema de saúde e educação em maior número. No entanto, servidores de cultura, meio ambiente, assistência so-

SAIBA MAIS
Duração: 4 dias Áreas com adesão: Saúde, Educação, Serviço Social e Orquestra Sinfônica. Quantidade de funcionários em greve: 5,2% do total de servidores, segundo a Prefeitura, e 17%, segundo o sindicato Reajuste salarial proposto pelos servidores: 15,06% Reajuste salarial proposto pelo governo: 7,33%

A

Petterson 1
O vereador Petterson Prado vai responder a um processo que pode culminar com a sua expulsão do PPS campineiro, informou ontem o presidente do diretório municipal do partido, André von Zuben, que também é secretário de Habitação (leia mais na página A12). A direção do PPS avalia que a situação do parlamentar ficou insustentável depois de sua condenação pelo Tribunal de Justiça por improbidade administrativa no processo que responde pela acusação de reter parte dos salários de ex-funcionários.

Serviços de saúde e educação funcionam de forma parcial
mou que 17% (cerca de 3 mil) estão parados. Uma nova rodada de negociação deverá ser marcada até o final da semana. No entanto, o Executivo não sinaliza ampliação no índice proposto anteriormente, de 7,33%, além do vale-alimentação de R$ 480,00. Verano afirmou que a proposta inicial dos servidores, de 15,06%, está fora de cogitação “Não há a mínima condição de se atingir esse índice. Mas acredito que vamos conseguir fechar com 7,33%, ou seja, um índice cheio e sem parcelar. A pauta econômica já está resolvida. Agora, o debate dos grevistas diz respeito a outras questões políticas”, afirmou. Sobre o desconto dos dias parados, o secretário disse que se vale da Lei Federal

proposta para a categoria. Menalli também afirmou que ingressou na Justiça com a ação de assédio moral devido à distribuição dos panfletos que informam a evolução dos salários dos funcionários públicos de Paulínia para a população. A Prefeitura distribuiu os panfletos no último sábado por toda a cidade com o objetivo de esclarecer quais foram os últimos reajustes concedidos. A assessoria de imprensa da Prefeitura informou que o governo está disposto a negociar com os servidores, no entanto, não divulgou datas para uma nova mesa de negociação. (MM/AAN) cial e Guarda Municipal também aderiram a greve em menor número. Metade dos músicos da Orquestra Sinfônica paralisou suas atividades.
Caos

Culpa do zelador
Por falar em Palocci, em Ribeirão Preto — cidade em que o petista foi prefeito —, um comentário tem tomado conta das rodas de conversa: o de que o homem mais preocupado do Brasil hoje deve ser o zelador do prédio onde o petista tem um apartamento de R$ 6,6 milhões. Sim porque, da outra vez em que Palocci esteve na crista da onda e caiu, sobrou para o caseiro. Pois é...

Petterson 2
Mas Petterson — que já está mais fora do que den-

A greve provocou caos em Campinas durante todo o dia de ontem. No sistema de saúde, postos superlotados e filas nos prontos-atendimentos irritaram a população. Nas escolas, a adesão foi parcial. Muitas unidades permaneceram com o atendimento da pré-escola e suspenderam as aulas para os alunos do ensino fundamental. A situação nos postos de saúde ficou ainda mais com-

plicada. Na unidade do Parque da Figueira, apenas 60% do quadro de funcionários estava em serviço. Dezenas de pessoas aguardavam atendimento em uma fila de espera. No Posto de Saúde da Vila Padre Anchieta, além dos funcionários estarem em greve, o sistema informatizado ficou inoperante no período da manhã. Charlene Damares Dagnone foi levar a filha de 2 anos que estava com gripe para ser atendida. Após três horas aguardando na fila, somente uma pessoa tinha sido chamada pelos médicos. “Eles informam que o sistema não está funcionando, que os funcionários estão em greve. Nós ficamos a manhã toda aguardando atendimento. É um desrespeito”, disse. Na escola Emílio Miotti, no Jardim Santa Lúcia, as aulas foram suspensas no período da tarde e cerca de 300 alunos foram prejudicados. Mas apenas um professor aderiu à greve. Outros quatro docentes estão afastados por problemas de saúde.

Empurra aí!
O caminhão de som emprestado aos servidores municipais de Campinas em greve para a passeata de ontem “empacou” no meio do protesto. Para salvar a manifestação, os sindicalistas não pensaram duas vezes: uniram forças para empurrar o carro de som rumo à Avenida Moraes Salles. Encararam uma bela de uma ladeira. No final, não teve jeito: o carro foi abandonado e o protesto por melhores salários continuou mesmo sem som. A cena deixou alguns sindicalistas saudosos ao relembrarem grandes movimentos sindicais do passado...

Passeata tumultua trânsito no Centro
Pontos de lentidão foram registrados entre as avenidas Anchieta e Glicério
César Rodrigues/AAN

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Noticiário nacional fornecido pelas agências Estado e Folhapress. Noticiário internacional fornecido pela France Press.

Os servidores em greve saíram em passeata pelo Centro de Campinas ontem. Cerca de mil funcionários tomaram as principais ruas, o que causou caos no trânsito. A Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) registrou quatro pontos de lentidão entre as avenidas Anchieta e Francisco Glicério. Com apitos, cornetas, fogos de artifício e carro de som, os grevistas deixaram o Paço Municipal por volta das 15h30 e seguiram pela Rua Benjamin Constant rumo à Glicério. No percurso, os manifestantes entregaram uma carta aberta à população onde esclarecem as razões da greve na cidade. Além disso, os servidores também aproveitaram o documento para repudiar qualquer forma de corrupção e também afirmar que Campinas passa por um momento de “instabilidade política”. Os funcionários pediram o apoio da população para cobrar do prefeito Hé-

Manifestantes ocupam a Avenida Moraes Salles: busca de apoio da população para cobrar Administração

lio de Oliveira Santos (PDT) investimentos dos recursos arrecadados para melhorar a condição do serviço público em Campinas. Os grevistas tomaram a Ave-

nida Franciso Glicério e uma das faixas da Avenida Moraes Salles. A manifestação terminou em frente ao Palácio dos Jequitibás. (MM/AAN)

Assista vídeo da passeata

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CORREIO POPULAR
Campinas, quarta-feira, 18 de maio de 2011

CIDADES

Divulgação

Trem-bala

Correios mudam atuação e podem ser sócios do TAV
O novo estatuto social da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), publicado ontem no Diário Oficial da União, foi alterado por uma medida provisória (MP) no mês passado que ampliou a área de atuação da estatal. Com a mudança, os Correios poderão vir a ser sócios de outras empresas, trabalhar na área de logística (com transportes próprios), atuar na área de serviços financeiros (abrindo seu próprio banco) e também na área digital (como certificadores, por exemplo). Com a mudança, a ECT poderá também ter filiais no Exterior. Em abril, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, ressaltou que, se houver interesse, os Correios poderão vir a ser sócios, por exemplo, da Empresa de Transporte Ferroviário de Alta Velocidade S.A. (Etav) — a responsável pelo trem de alta velocidade (TAV) que ligará Campinas ao Rio de Janeiro, passando pela cidade de São Paulo. Com a sociedade, a ECT poderia agilizar suas

entregas e economizar na logística, utilizando o trem-bala como meio de transporte. Vinculada ao Ministério dos Transportes, a implantação do Etav tem por objetivo tornar mais ágil a implantação do serviço. A Etav terá sede em Brasília e escritórios em Campinas e Rio de Janeiro. A estatal vai nascer com um capital de R$ 10,3 bilhões. A lei que cria a empresa, publicada no início de maio, autoriza o empréstimo de R$ 20 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), lastreado pelo Tesouro Nacional, ao consórcio de empresas que vencer o leilão de concessão do TAV, marcado para junho. (Da Agência Anhanguera)

Trem-bala que circula entre Madri e Barcelona, na Espanha: TAV brasileiro será usado pelos Correios

EDUCAÇÃO ||| LÍNGUA PORTUGUESA
Fábio Gallacci
DA AGÊNCIA ANHANGUERA

gallacci@rac.com.br

Lançado recentemente e adotado pelo Ministério da Educação (MEC) como ferramenta pedagógica na rede pública de ensino, o livro didático de língua portuguesa Por uma Vida Melhor - Volume 6, dos professores Heloísa Cerri Ramos, Cláudio Bazzoni e Mirella Cleto, da editora Global, provocou uma polêmica nacional ao considerar aceitável a utilização pelos alunos de frases com erros de concordância. O material, voltado para o programa de Educação para Jovens e Adultos (EJA), valoriza o uso “popular” da língua falada e a utiliza em um dos capítulos para auxiliar no aprendizado da chamada norma “culta” de escrever. A ideia foi considerada perigosa e provocou reações entre os educadores de Campinas.

Livro didático admite erro e levanta polêmica
Educadores criticam concordância errada em material para o EJA
Leandro Ferreira/AAN

MEC nega prejuízo a estudantes

O

Para especialista da Unicamp, assunto merece ser debatido
A professora Susy Mary Nunes de Oliveira Pregnolatto, da Faculdade de Educação da Pontifícia Universidade Católica (PUC-Campinas), condenou a publicação de frases escritas de forma incorreta em um livro que servirá de base para milhares de pessoas que terão um contato inicial com a língua. “Acho bastante complicado você colocar isso (os erros do português falado) em um livro didático. Se fosse uma obra literária, não teria problema a utilização de outras formas de linguagem”, disse. “Publicar erros acaba sendo comprometedor, uma abordagem arriscada, porque o livro didático é um modelo que as pessoas seguem e o resultado dessa iniciativa pode não ser o esperado”, acrescentou. A professora disse que, em nossa cultura, o documento escrito tem grande relevância e passa a ser referência. “Considero importante a iniciativa de valorizar a linguagem falada, mas tornar isso um modelo em um registro escrito e publicado é preocupante”, reforçou. O coordenador de Ensino Fundamental da Escola Estadual Professor Aníbal de Freitas, no Guanabara, Luís Fernando Ferreira Pinto, também tem críticas a fazer. “Acho péssimo quando há algo errado em um livro didático porque isso representa um enorme prejuízo para quem aprende. A im-

Professor de Campinas aproveita a discussão sobre norma culta e uso popular da língua para ensinar a forma aceita aos estudantes

TRECHOS DO LIVRO

“Nós pega o peixe.”

“Os livro ilustrado mais interessante estão emprestado.”

“Mas fique atento, porque você pode ser vítima de preconceito linguístico.”
portância desses livros é enorme, já que eles determinam o direcionamento pedagógico do aluno”, disse. “As escolas públicas, que já têm poucos instrumentos de ensino para trabalhar, só perdem com isso. Nossa educação está fragilizada. Isso é um passo para trás”, lamentou. Para a professora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e coordenadora associada do curso de pedagogia da instituição, Norma Sandra de Almeida Ferreira, o livro traz uma discussão importante para dentro das salas de aula, mas torna-se um recurso delicado, já que o sucesso de seu uso dependerá muito da sensibilidade de cada professor. “A proposta do livro é mostrar que a língua tem variedades, usos distintos. Isso não há como negar. Eu falo de um jeito e escrevo de outro. São linguagens possíveis, mas socialmente apenas uma forma é valorizada. Quem não fala corretamente pode ser discriminado. É uma discussão que precisa ser feita porque a variedade linguística existe. Quando mostro o diferente, eu obrigo a discussão”, analisou. Segundo Norma, porém, é importante deixar claro que existe uma norma aceita, correta. “O fato de falarmos de uma forma não significa que isso possa caber na língua escrita. Ao escrever, você deve usar a língua culta. Isso serve para manter a unidade da escrita. Se cada um falar ou escrever do jeito que quiser, a língua se perde. Cabe à escola ensinar a modalidade correta. Não acredito que as pessoas confundam. O que me preocupa é como os professores vão lidar com esse assunto.” Procurados, os representantes das diretorias de Ensino

Ministério da Educação (MEC) negou, por sua assessoria, a existência de qualquer erro ou de uma situação que “ensine as pessoas a falar errado” no livro Por uma Vida Melhor, da coleção Viver, Aprender, da editora Global, aprovado pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), que virou alvo de polêmica nos últimos dias. O próprio grupo Ação Educativa, responsável pedagógico pela obra, divulgou uma nota em resposta ao que já foi publicado na imprensa sobre o assunto. “Pode-se constatar que os autores não estão se furtando a ensinar a norma culta, apenas indicam que existem outras variedades. A abordagem é adequada, pois diversos especialistas em ensino de língua, assim como as orientações oficiais para a área, afirmam que tomar consciência da variante linguística que se usa e entender como a sociedade valoriza desigualmente as diferentes variantes pode ajudar na apropriação da norma culta. Uma escola democrática deve ensinar as regras gramaticais a todos os alunos sem menosprezar a cultura em que estão inseridos”, diz a nota. “Defendemos a abordagem da obra por considerar que cabe à escola ensinar regras, mas sua função mais nobre é disseminar conhecimentos científicos e senso crítico”, diz o texto. (FG/AAN)

Leste e Oeste de Campinas afirmaram que ainda não receberam cópias do livro. A Secretaria do Estado da Educação informou, pela assessoria de imprensa, que o livro não terá o aval oficial para ser utilizado na rede. Em Campinas, a determinação é que o livro também não seja utilizado nas escolas municipais. A assessoria do MEC não soube informar se alguma escola da cidade ou da região recebeu exemplares.

Coautora diz que orientação sobre norma culta é clara
Recurso, afirma Heloísa Cerri Ramos, foi usado para deixar alunos à vontade para se expressarem na sala de aula
Formada em letras, português e inglês pela PUC-Campinas, a professora Heloísa Cerri Ramos, coautora do livro Por uma Vida Melhor, afirma, em resposta às críticas sobre parte do conteúdo da obra, que, na verdade, as frases com concordância errada — comuns na linguagem oral — estão apenas no primeiro capítulo e contam com correções e a clara orientação de que não é dessa forma que se escreve o português correto. “Estou me sentindo protagonista de algo que pode mudar para melhor. Essa discussão (sobre a oralidade e a norma formal da língua) tem pelo menos 30 anos. Acho que nós estamos mexendo com uma crença muito arraigada de que a aula de língua portuguesa tem que ser uma aula de regras gramaticais. Hoje, se você trabalhar apenas com isso na sala, não consegue produzir. Muitas vezes, a linguagem que está na escola, nos livros, é quase uma língua estrangeira”, aponta. Na tarde de ontem, ela conversou com o Correio. Correio Popular - Alguns educadores criticaram o uso da concordância incorreta em algumas frases do livro e dizem que isso seria prejudicial ao ensino. O que a senhora tem a dizer sobre isso? Heloísa Ramos - Esse livro não ensina erros. Isso ocorre em um capítulo sobre concordância apenas. Ele ensina a norma culta. Uma reportagem com um título bastante equivocado saiu recentemente e detonou toda essa polêmica. Ela apontava que o livro ensinava a falar errado. Primeiro que um livro não é escrito para falar, ele serve para promover a escrita da norma culta. Os jovens e adultos que estão retornando à escola, que não tiveram a oportunidade de frequentar a escola no tempo regular, chegam muitas vezes já estigmatizados ao trazer uma linguagem popular, que não segue as normas da chamada língua padrão. Esse adulto, muitas vezes, tem vergonha de se expressar. Por isso, cabe muito bem essa discussão em sala de aula. Não vamos ensinar a falar aquilo que ele já fala. Se você pegar o capítulo, pode causar um estranhamento de como podemos admitir que se fale “os livro”. Mas, na linguagem coloquial, muitas vezes, a gente não emite pela voz aquela concordância que está prevista nas regras de gramática. A senhora se considera vítima de patrulha ideológica? Temos enfrentado uma situação muito desagradável. A imprensa tem se mostrado bastante ignorante nesse aspecto da linguística. No entanto, as pessoas se acham conhecedoras do assunto e se acham com autoridade para falar que o livro está errado. Ele segue teoria linguísticas contemporâneas, os parâmetros curriculares da EJA e está de acordo com todas as exigências do educação no Brasil. Nós não temos (no livro) nenhum erro conceitual da área da linguística. Se você ler o que os linguistas escreveram sobre o assunto, todos eles defendem essa posição: o reconhecimento de que todos os falares são legítimos e que, pensando principalmente em educação popular, quando você tem dentro da sala de aula inúmeros falares, é preciso propiciar um ambiente linguístico democrático, acolhendo e respeitando todas essas formas de falar. Veja bem que eu estou tratando da fala. No caso da escrita, o dever da escola e a obrigação do professor é ensinar a esses alunos a norma culta. Essa é a norma de prestígio, que permite acesso aos bens culturais, aos conhecimentos científicos. Não há o risco do aprendizado ser direcionado de forma errada? No nosso livro, preparamos atividades, capítulos para que o aluno possa praticar a forma culta escrita e a forma culta oral. As pessoas que leram esse capítulo e tiveram a percepção errada do que está sendo mostrado estão naqueles 75% mostrados por uma pesquisa que não compreendem o que leem.

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CORREIO POPULAR
Campinas, quarta-feira, 18 de maio de 2011

CIDADES

INVESTIGAÇÃO ||| TANATOPRAXIA

IMPROBIDADE ||| EFEITOS

Sangue de necrotério era lançado no esgoto
Informação foi confirmada à CPI da Setec por diretor da Sanasa
Reprodução Site

Partido prepara a expulsão de Petterson Prado
Vereador do PPS teve direitos políticos cassados por cinco anos pelo TJ-SP
Leandro Ferreira/AAN

Fábio Gallacci
DA AGÊNCIA ANHANGUERA

gallacci@rac.com.br

O sangue proveniente das aulas particulares de tanatopraxia (prática de conservação de cadáveres) que eram realizadas há pelo menos 16 anos no espaço público do necrotério do Cemitério Nossa Senhora da Conceição, no Amarais, em Campinas, sempre foi descartado diretamente na rede de esgoto da cidade, sem qualquer tipo de tratamento prévio.

calização do sistema implantado pela Setec no Amarais. Representante da Cetesb, Souza informou que o órgão iniciou uma avaliação em cemitérios de todo o Estado. “Mas não vai tratar de atividades correlatas, como os necrotérios. Esse tipo de atividade cabe à Vigilância Sanitária”, disse.
Unesp

Natan Dias
DA AGÊNCIA ANHANGUERA

natan.dias@rac.com.br

Renato Rossetto disse que material recebe o “devido tratamento”
A informação foi confirmada por Renato Rossetto, diretor de Operações da Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento S.A. (Sanasa), durante sua participação como convidado na sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga irregularidades no setor funeráAula de tanatopraxia no necrotério do Cemitério dos Amarais

O NÚMERO

2 mil
PESSOAS
Foram formadas pelo curso de tanatopraxia, que ocorria na maioria das vezes no Amarais

rio da Serviços Técnicos Gerais (Setec), ocorrida na tarde de ontem na Câmara. Outro convidado, o engenheiro da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), Luiz Eduardo de Souza, disse que, apesar do problema apontado, o órgão estadual não tem responsabilidade de vistoriar o local. Após admitir a situação aos vereadores, Rossetto afirmou que o descarte do sangue não pode ser considerado irregular porque o material acaba sendo tratado pelo sistema. Em entrevista ao Grupo RAC, ele já havia informado que os detritos do necrotério do Amarais vão para a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) da região do Jardim Santa Mônica. “O san-

gue é material orgânico e, assim como todo o esgoto despejado na rede, recebe o devido tratamento biológico. Na sua fase final, por exemplo, é submetido a produtos desinfectantes”, explicou o técnico. “Os laudos que enviamos regularmente à Cetesb atestam que nunca tivemos nenhum tipo de problema com isso (descarte de sangue)”, acrescentou. O diretor garantiu que não há risco de o sangue contaminar a água consumida na cidade. “O sistema implantado em Campinas atende plenamente a legislação estadual e os parâmetros científicos adotados e aceitos pelos órgãos reguladores”, afirmou. Apesar disso, Rosseto reconheceu que a Sanasa não faz a fis-

A assessoria de imprensa da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp) informou ontem que o diretor do Instituto de Biociências, localizado no campus de Botucatu, Renato Eugênio da Silva Diniz, encaminhou uma justificativa formal para explicar a sua ausência ao depoimento à CPI da Setec, marcado para anteontem em Campinas. Ele se colocou à disposição para responder por escrito a todas as questões. O presidente da comissão, Petterson Prado (PPS), por sua vez, confirmou que a Justiça de Botucatu foi acionada para que determine o comparecimento de Diniz, de Maria Saye Tâmega e Noêmia Rivas Alves Garcia, sócias da Tanatus Indústria e Comércio Ltda, e Dulce Cristina Nascimento, diretora do Centro de Tecnologia em Administração Funerária (CTAF). As duas empresas organizavam os cursos de tanatopraxia em Campinas desde a década de 90.

O Partido Popular Socialista (PPS) deu início ontem ao processo de expulsão do vereador Petterson Prado da legenda. A informação foi confirmada pelo presidente do partido em Campinas, André von Zuben, que recebeu um abaixo-assinado de filiados do partido com o pedido de exclusão do vereador. Prado foi condenado em segunda instância pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) por improbidade administrativa. Com a decisão da 6ª Vara da Fazenda Pública, ele perde os direitos políticos por cinco anos. O pedido de expulsão será encaminhado ao Conselho de Ética do Diretório Municipal do PPS. Prado terá 15 dias para recorrer e o diretório dará, então, um parecer que define se o exclui ou não. O processo deve demorar por volta de dois meses. Na mesma ação do TJ, está Sérgio Roberto do Prado Souza, assessor de Prado na época em que ele era deputado. A ação contra ele foi movida no âmbito civil pelo procurador do Estado ainda em 2008. O vereador já havia sido condenado criminalmente, em 2007, a seis anos e oito meses de prisão em regime semiaberto pelo crime de concussão — extorsão praticada por funcionário público no exercício de suas funções. A decisão foi proferida pelo juiz Waldir Calciolari, da 25ª Vara Criminal da Barra Funda, na Capital. Prado obrigava os servido-

Petterson Prado diz que só vai se manifestar hoje sobre pedido

res Cláudio Kovacsis, Fabiana Carnielli Ruas e Wagner Lopes de Oliveira, que trabalhavam em seu gabinete, a dar parte dos vencimentos para ser utilizado no pagamento de dívidas de campanha e custear despesas do gabinete. Souza também foi condenado à suspensão dos direitos políticos por três anos. O presidente do PPS de Campinas afirmou que o processo de exclusão é “lógico dentro da nova condição do vereador e da política atual”. “Ele já havia sido condenado criminalmente e agora o TJ o condenou também em segunda instância no âmbito civil. Foi-me entregue um abaixo-assinado pelos filiados que pedia a saída dele. De acordo com o Estatuto e o Código de Ética do partido, e a nova lei da Ficha Limpa, não podemos aceitar que ele seja um vereador pelo PPS. Temos que dar o exemplo”, declarou von Zuben. O vereador foi procurado pela reportagem, mas disse que só se manifestaria em entrevista coletiva à imprensa na tarde de hoje.

inclui classificados MUDANÇAS
Banco Central define novas regras para a devolução de cheques. PÁGINA B4

CORREIO POPULAR Campinas, quarta-feira, 18 de maio de 2011

LOGÍSTICA ||| INFRAESTRUTURA

Novo terminal facilita exportação
Entreposto a ser criado em Indaiatuba vai distribuir produtos ao Porto de Santos pela ferrovia
Rogério Capela/AAN

Camila Ancona
DA AGÊNCIA ANHANGUERA

camila.ancona@rac.com.br

A EcoRodovias, companhia de infraestrutura logística, vai construir um grande terminal de cargas ferroviário em Indaiatuba. O objetivo é criar uma espécie de entreposto, que reúne e distribui as cargas da região e do Estado com direção ao Porto de Santos pela ferrovia. A obra ficará pronta no final de 2012, segundo afirmou Felipe da Silva Guimarães, representante da América Latina Logística (ALL), durante o 2º Fórum do Ciclo de Debates em Infraestrutura Logística de Campinas e Região, realizado ontem pela Câmara Americana de Comércio (Amcham/Campinas) no The Royal Palm.

Obra ficará pronta no final do próximo ano, segundo investidor
O grupo logístico vai construir ainda desvios ferroviários entre o terminal e a linha férrea que liga a cidade ao Porto de Santos. “O desvio ferroviário é só o trecho que puxa a linha ferroviária até o terminal. Com esse terminal você zera rodovia, ou seja, é possível sair do local direto para Santos. A única ponta rodoviária é do cliente até o terminal consolidador de cargas”, afirmou. Entre os principais materiais transportados estão produtos siderúrgicos, contêineres com materiais varia-

dos e fertilizantes. O valor investido não foi divulgado pelo representante da ALL. A EcoRodovias não quis falar sobre o projeto e indicou a empresa Elog para dar os detalhes da instalação do terminal. Até o fechamento desta edição não houve retorno de nenhuma das duas empresas. Já Guimarães ressaltou que a ALL é responsável apenas por auxiliar no desenho do projeto. “Vamos apoiar na construção do traçado mais produtivo e econômico para esses desvios e a linha, sob concessão da ALL, já é operacional”, afirmou. Ele também não soube informar o tamanho do terminal de cargas. O terminal deve otimizar o transporte de carga para o Porto de Santos, eliminando problemas hoje existentes como a espera de caminhões em filas para descarga dos produtos — o que gera custos e lentidão, além de provocar atrasos. Guimarães ressalta que a instalação do terminal na Região Metropolitana de Campinas (RMC) é mais uma alternativa para o escoamento de produtos, pois há bastantes clientes que podem utilizar a área. “Vai gerar maior demanda e, por isso, temos uma visão otimista de que esse terminal possa viabilizar também novos negócios para ferrovias.” Para Nelson Fernandes Júnior, patrocinador da força-tarefa de infraestrutura logística e membro do Conselho Regional da Amcham Campinas, afirmou que a região precisa de

Mais 2 empresas mostram interesse em operar sistema

O

Trem de carga passa por trecho em Campinas: investimento na malha

uma mudança rápida no setor ferroviário. “O evento teve a finalidade de dividir informações e investimentos da ferrovia na região com o empresariado local”, disse. Sobre a instalação do terminal de Indaiatuba,

Fernandes Júnior afirmou que esse pode ser o início de uma mudança radical. “Temos uma potencialidade reprimida na região e há muitos empresários carentes de uma opção ferroviária.”

utras duas empresas mostraram ontem, durante o evento, interesse em operar terminais e ramais ferroviários de cargas na região de Campinas. A Vale, empresa do setor de mineração, e a Contrail, operadora de transporte multimodal de contêineres, devem iniciar projetos semelhantes no futuro. Segundo o gerente de vendas da Vale, André Ravara, a região campineira tem sido conectada com outras do País, como Minas Gerais e Goiás, trazendo cargas da Vale a Santos. “Nos próximos anos queremos trazer mais novidades para essa região”, disse. Já Mauricio Quintella, representante da Contrail presente no evento, disse que a empresa vai divulgar, nos próximos meses, um grande terminal na região de Campinas para atender por ferrovia. “Será um terminal expresso por TIPS (Terminal Intermodal do Porto de

Santos-Cubatão) até a região de Campinas”, disse. A instalação, segundo ele, será na região entre Sumaré e Hortolândia. O valor investido e a capacidade inicial de transporte não pode ser ainda divulgado por Quintella. “Os contêineres poderão transportar qualquer tipo de carga, sem restrição”, disse. Essa é uma das ações da MRS Logística em parceria com a Contrail, que firmaram contrato no final do ano passado para impulsionar o transporte ferroviário de contêineres tendo como origem ou destino o Porto de Santos. Da parte da Contrail já foi anunciado investimentos de R$ 250 milhões na construção de seis novos terminais: Cubatão, São Paulo, Grande ABC, Vale do Paraíba, Jundiaí e Campinas, com 800 mil metros quadrados de área. Somente a unidade da Baixada Santista, que está prevista na primeira fase do projeto, consumirá R$ 80 milhões. (CA/AAN)

ECONOMIA

CORREIO POPULAR
Campinas, quarta-feira, 18 de maio de 2011

B3

TRABALHO ||| MERCADO FORMAL

Campinas gera 63% mais emprego
Dados de abril do Caged mostram crescimento em relação ao mesmo mês de 2010 na cidade
Cedoc/RAC

Da Agência Anhanguera

Campinas registrou em abril um total de 2.780 novos postos de trabalho - crescimento de 63% em relação ao mesmo mês do ano passado, que fechou com 1.706 vagas abertas. O resultado é segundo melhor dos últimos sete anos, segundo os dados divulgados ontem pelo Observatório do Trabalho (vinculado à Secretaria Municipal de Trabalho e Renda) com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Foram 2.780 novas contratações com carteira assinada
O setor que mais contratou na cidade foi o de Serviços, com 1.582 vagas abertas. Em seguida veio o Comércio, com 520 postos. Já o setor de Construção Civil contratou 419 trabalhadores, enquanto a Indústria empregou 280. No acumulado do 1º quadrimestre, Campinas registrou o melhor resultado desde 2004.
No País

No Brasil, os dados do emprego formal voltaram a registrar um número robusto em abril, após a criação de apenas 92,6 mil postos de trabalho em março, já descontadas as demissões do período. No mês passado, foram geradas 272.225 vagas de trabalho com carteira assinada, conforme dados divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Apesar do aumento, o número não é recorde para o mês. Isso ocorreu em abril do ano passado, quando o saldo

Mercado aquecido: jovens conferem vagas de trabalho disponíveis em agência no centro de Campinas

de vagas líquidas foi de 349 mil. No acumulado dos primeiros quatro meses do ano, o saldo é de 880.717 novos postos formais. A meta ministro do Trabalho, Carlos Lupi, é atingir 3 milhões de novos empregos com carteira assinada este ano. Em 2010, foram criados 2,861 milhões de novos postos formais.

Lupi havia adiantado na semana passada que o número de abril seria “muito bom” e “próximo ao recorde” do mês. O ministro destacou que a geração de vagas em abril ficou acima da média dos meses de abril dos últimos quatro anos (que foi de 251.947). Conforme Lupi, não só as contratações estão crescendo como - também os desliga-

mentos seguem o mesmo caminho. “Isso mostra que o mercado está aquecido. Não está só contratando, está demitindo também, mostrando uma rotatividade alta. E rotatividade é sinal de mercado aquecido”, observou, comentando os número de 1.774.378 contratações e 1.502.153 demissões em abril. O ministro manteve sua

projeção de criação de 3 milhões de vagas com carteira assinada para este ano. “Mantenho a projeção de criação de 3 milhões de vagas e vou conquistar”, afirmou. No mês passado, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse durante uma apresentação no Palácio do Planalto que o volume de empregos com carteira assinada este ano não seria tão exuberante quanto em 2010. A expectativa de Lupi é a de que a construção civil, com as obras públicas e os eventos ligados aos eventos esportivos (Copa do Mundo e Jogos Olímpícos), além da construção residencial e o fim do período de chuvas, sejam os destaques do ano.
Setores

O setor de serviços apresentou saldo líquido de emprego (contratações já descontadas as demissões) de 114.434 pos-

tos formais no mês passado. O resultado, segundo Lupi, é recorde do setor para o mês de abril. “Sem dúvida, o setor de serviços é o que mais emprega no País”, comentou o ministro. O comércio também registrou a maior geração de vagas com carteira assinada para meses de abril. No total, foram gerados 41.587 empregos, com recorde no varejo (36.153 postos) e aumento no atacado (5.434 vagas). Já a indústria contratou 51.313 a mais do que demitiu. Por fim, depois de registrar que as demissões superaram as contratações em março, a agricultura voltou a contratar mais no mês passado, com um saldo de 28.133 novos postos. Na Construção Civil, também houve uma reação em relação a março, com saldo de 3.315 novos postos. (Com Agência Estado)

NEGÓCIOS ||| EM ALTA

Previdência privada cresce 16% no trimestre
Arrecadação do setor atingiu quase R$ 12 bi no período
Divulgação

De São Paulo

O mercado de previdência privada aberta fechou o primeiro trimestre de 2011 com arrecadação de R$ 11,7 bilhões, um crescimento de 16,62% na comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo divulgou ontem a Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi). A entidade reúne 64 sociedades seguradoras e 15 entidades abertas de previdência complementar no País. O número de contratos de planos de previdência privada aberta cresceu 2% no primeiro trimestre e saltou de 10,3 milhões para 10,5 milhões. Conforme a Fenaprevi, o sistema contabiliza atualmente 96,8 mil participantes já recebendo benefícios. No primeiro trimestre, o VGBL arrecadou R$ 9,3 bilhões, com crescimento de 18,91%. O produto é indicado ao investidor que não declara imposto de renda pessoa física pelo modelo completo de declaração anual de ajustes. Já a arrecadação dos planos do tipo PGBL cresceu 20,66% no período e movimentou R$ 1,5 bilhão. Estes planos são vol-

Rossi: segmento tem atraído consumidores da Classe C

tados para quem utiliza o modelo completo da declaração anual de ajustes do Imposto de Renda Pessoa física. Já os planos tradicionais totalizaram aportes no valor R$ 799,5 milhões no período. Outros produtos de previdência (FAPI, PGRP e VGRP) arrecadaram R$ 3,6 milhões. Os dados da Fenaprevi mostram ainda que, no trimestre, em planos individuais foram feitos aportes no valor de R$ 9,9 bilhões, apresentando um crescimento de 19,33% na com-

paração aos R$ 8,3 bilhões arrecadados no mesmo intervalo de 2010. Os planos para menores, por sua vez, tiveram alta de 18,12% e arrecadação de R$ 394,5 milhões, enquanto os aportes para os planos empresariais registraram R$ 1,4 bilhão, alta de 0,61%. Marco Antônio Rossi, presidente da Fenaprevi, afirmou, em nota, que o aumento da renda do brasileiro e a chegada de novos consumidores na classe C são fatores que têm garantido a ascensão da previdência privada aberta. “A transformação cultural que está acontecendo no Brasil não ocorre somente nos hábitos de consumo. Com o aumento da renda média da população cresce também o número de pessoas com condições de experimentar e buscar nos planos de previdência formação de uma poupança de longo prazo. Ao mesmo tempo as seguradoras estão desenvolvendo produtos flexíveis para atender esta nova demanda”, afirmou. (Da Agência Estado)

ALIMENTOS ||| EXPANSÃO

Grupo JBS vai investir R$ 17,8 bilhões em MG
Governo do Estado anunciou ontem assinatura de protocolo com a empresa
De São Paulo

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais informou que o grupo JBS assinou ontem um protocolo de investimentos de R$ 17,89 mi-

lhões no Estado. Segundo a secretaria, serão três novos empreendimentos no sul de Minas e no Triângulo Mineiro. Com investimentos de R$ 7,5 milhões, a empresa instalará um centro de distri-

buição, além de expandir a unidade do município de Uberlândia, com ampliação em 50% da capacidade de produção de conservas de vegetais, o que gerará 300 empregos diretos e 90 indiretos. A unidade começou suas operações em 1991 e atualmente pode produzir até mil toneladas mensais de milho verde em conserva e seleta de legumes, empregando 232 pessoas. A JBS possui outros dois projetos de investimentos em Uberlândia, nas áreas de couro e polpa de tomates. (Da Agência Estado)

Internet Região 17,18/05

MACRIS QUER PALOCCI NA CÂMARA PARA EXPLICAR PATRIMÔNIO
17/05/2011

O deputado federal Vanderlei Macris (PSDB-SP) protocolou, na manhã desta terça-feira (17), requerimento convidando o ministro da Casa Civil, Antônio Palocci, para explicar o “incremento patrimonial supostamente operado na relação de seus bens, no período de 2006 a 2011”. O documento foi protocolado, como Nº 61, na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados. Para Macris, o ministro precisa explicar como “multiplicou” seu patrimônio. “É estranho um aumento dessa magnitude. Devemos conhecer melhor a legalidade da ampliação de 20 vezes em tão curto tempo”, destaca. Caso O jornal Folha de S. Paulo publicou no último domingo (15) matéria em que destaca que Antônio Palocci multiplicou, por 20, seu patrimônio entre os anos de 2006 a 2010, o período em que exerceu mandato de deputado Federal pelo PT de São Paulo. O agora ministro da Casa Civil comprou, na época, dois imóveis de luxo em São Paulo no valor total de R$ 7,482 milhões. Palocci alega que os dois imóveis, registrados em nome de sua empresa Projeto, foram adquiridos com recursos que a empresa recebeu quando atuou como consultoria, ainda no momento do mandato de deputado Federal. Para Macris, é importante averiguar os fatos e a Constituição Federal prevê a fiscalização e o controle dos atos do Poder Executivo e da administração indireta. “Vamos checar. Temos a denúncia e o Congresso precisa fazer o seu papel.”

Internet Região 17,18/05

Macris quer ouvir esclarecimentos do ministro Palocci sobre riqueza
terça-feira, 17 de maio de 2011 13:16:25

O deputado federal Vanderlei Macris (PSDB-SP) protocolou, na manhã desta terça-feira (17), requerimento convidando o ministro da Casa Civil, Antônio Palocci, para explicar o “incremento patrimonial supostamente operado na relação de seus bens, no período de 2006 a 2011”. O documento foi protocolado, como Nº 61, na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados. Para Macris, o ministro precisa explicar como “multiplicou” seu patrimônio. “É estranho um aumento dessa magnitude. Devemos conhecer melhor a legalidade da ampliação de 20 vezes em tão curto tempo”, destaca. Caso O jornal Folha de S. Paulo publicou no último domingo (15) matéria em que destaca que Antônio Palocci multiplicou, por 20, seu patrimônio entre os anos de 2006 a 2010, o período em que exerceu mandato de deputado Federal pelo PT de São Paulo. O agora ministro da Casa Civil comprou, na época, dois imóveis de luxo em São Paulo no valor total de R$ 7,482 milhões. Palocci alega que os dois imóveis, registrados em nome de sua empresa Projeto, foram adquiridos com recursos que a empresa recebeu quando atuou como consultoria, ainda no momento do mandato de deputado Federal. Para Macris, é importante averiguar os fatos e a Constituição Federal prevê a fiscalização e o controle dos atos do Poder Executivo e da administração indireta. “Vamos checar. Temos a denúncia e o Congresso precisa fazer o seu papel.”

Internet Região 17,18/05

Em 17/5/2011 às 16:18

Macris convida ministro Palocci a prestar esclarecimentos
Objetivo é apurar denúncia sobre enriquecimento do ministro

O deputado federal Vanderlei Macris (PSDB-SP) protocolou, na manhã desta terça-feira (17), requerimento convidando o ministro da Casa Civil, Antônio Palocci, para explicar o “incremento patrimonial supostamente operado na relação de seus bens, no período de 2006 a 2011”. O documento foi protocolado, como Nº 61, na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados. Para Macris, o ministro precisa explicar como “multiplicou” seu patrimônio. “É estranho um aumento dessa magnitude. Devemos conhecer melhor a legalidade da ampliação de 20 vezes em tão curto tempo”, destaca. Caso O jornal Folha de S. Paulo publicou no último domingo (15) matéria em que destaca que Antônio Palocci multiplicou, por 20, seu patrimônio entre os anos de 2006 a 2010, o período em que exerceu mandato de deputado Federal pelo PT de São Paulo. O agora ministro da Casa Civil comprou, na época, dois imóveis de luxo em São Paulo no valor total de R$ 7,482 milhões. Palocci alega que os dois imóveis, registrados em nome de sua empresa Projeto, foram adquiridos com recursos que a empresa recebeu quando atuou como consultoria, ainda no momento do mandato de deputado Federal. Para Macris, é importante averiguar os fatos e a Constituição Federal prevê a fiscalização e o controle dos atos do Poder Executivo e da administração indireta. “Vamos checar. Temos a denúncia e o Congresso precisa fazer o seu papel.”

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