INTERPRETAÇÃO DE TEXTO

9º ANO

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TEXTO 1 - Sinal Fechado

Olá, como vai? Eu vou indo e você, tudo bem? Tudo bem, eu vou indo, correndo Pegar meu lugar no futuro, e você? Tudo bem, eu vou indo em busca De um sono tranquilo, quem sabe? Quanto tempo... Pois é, quanto tempo... Me perdoe a pressa É a alma dos nossos negócios... Qual, não tem de quê Eu também só ando a cem Quando é que você telefona? Precisamos nos ver por aí Pra semana, prometo, talvez Nos vejamos, quem sabe? Quanto tempo... Pois é, quanto tempo...

Tanta coisa que eu tinha a dizer Mas eu sumi na poeira das ruas Eu também tenho algo a dizer Mas me foge à lembrança Por favor, telefone, eu preciso beber Alguma coisa rapidamente Pra semana... O sinal... Eu procuro você... Vai abrir!!! Vai abrir!!! Prometo, não esqueço Por favor, não esqueça Não esqueço, não esqueço Adeus... Adeus...
VIOLA, Paulinho da. Sinal fechado. In: foi um rio que passou em minha vida. EMI, CD 852504, 1970.

Essa conversa apressada poderia ter ocorrido em qualquer lugar. Entretanto, no final do texto, percebe-se a circunstância em que ela se deu. Responda: a) Qual foi essa circunstância? Conversa realizada no trânsito b) Que palavras ou expressões indicam essa circunstância? O sinal..., vai abrir!!! c) Quem são os interlocutores? Dois amigos que não se vêem há tempos; um casal separado há tempo; antigos colegas da escola d) As personagens procuram algo semelhante? Explique. Não, enquanto um visualiza o futuro o outro não, apenas pensa no presente! e) O que caracteriza a vida de ambos?
A pressa.

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TEXTO 2 ± Soneto (William Shakespeare)

De almas sinceras a união sincera Não há que impeça: amor não é amor Se quando encontra obstáculos se altera, Ou se vacila ao mínimo temor. Amor é um marco eterno, dominante, Que encara a tempestade com bravura; É astro que norteia a vela errante, Cujo valor se ignora, lá na altura. Amor não teme o tempo, muito embora Seu alfange não poupe a mocidade. Amor não se transforma de hora em hora. Antes se afirma para a eternidade. Se é isso é falso, e que é falso alguém provou, Eu não sou poeta, e ninguém nunca amou.

2 - Releia as duas primeiras estrofes do poema. Segundo o autor, o que é e o que não amor? O amor verdadeiro é aquele que são vencidos todos os obstáculos que aparecem. Para o poeta, amor é um sentimento eterno, que ajuda os amantes a nortearem suas vidas. Não existe amor quando se titubeia ou se desiste de alguém por causa dos problemas que porventura possam surgir.

3 - Explique os dois versos finais: Ele explica a sua visão particular do que é o amor. Se o amor não é o que foi definido por ele anteriormente, então ele também não é um poeta. Nos versos finais, portanto, o poeta deixa claro que o que disse sobre o amor é tão verdadeiro quanto o fato de ele ser poeta.

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