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Código Tributário Nacional Comentado

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CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL COMENTADO: doutrina e jurisprudência, artigo por artigo, inclusive ICMS e ISS

ELIANA CALMON ALVES Ministra do Superior Tribunal de Justiça

Título III : impostos Capítulo I DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 16. Imposto é o tributo cuja obrigação tem por fato gerador uma situação independente de qualquer atividade estatal específica, relativa ao contribuinte. COMENTÁRIOS Definição. O Capítulo I do título III do Código Tributário Nacional tem início com a definição dos tributos em espécies, a partir do imposto. O conceito, que não é dos melhores, tem o mérito de caracterizar o imposto em relação à taxa e à contribuição de melhoria, as duas outras espécies de receita tributária. Estabelecendo que seu fato gerador é uma situação

independente de qualquer atividade estatal específica, relacionada com o contribuinte, indica a não-vinculação da receita. E isso porque o imposto tem caráter geral, sem vantagem específica para com o contribuinte. Esta é a característica mais marcante da espécie de que se cuida, como manifestação maior do poder político que impõe um dever, de caráter geral, sem gerar, em contrapartida, benefício específico ou vinculação orçamentária.

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Daí as diversas nomenclaturas para a espécie, tais como tributo sem causa ou tributo não vinculado. Como as demais espécies do gênero, é pago exclusivamente em dinheiro, o que é uma constante no mundo contemporâneo, onde não mais se tem notícia, senão histórica, de prestação in natura. A propósito, o art. 3° do CTN parece admitir o pagamento não só em moeda, mas em valor que em moeda possa ser expresso, como, por exemplo, o pagamento em Títulos da Dívida Pública, com cotação na Bolsa de Valores. Leis específicas, inclusive, permitiram a dação em pagamento de débitos tributários. Cabe, aqui, referência à criação de padrão de valor para efeito tributário, como, por exemplo, a UFIR - Unidade Fiscal de Referência, Lei 8.383, de 30.12.1991, índice que passou a mensurar as obrigações tributárias por algum tempo, em demonstração inequívoca de que, de acordo com o art. 3° do CTN, um tributo pode estar expresso não só em moeda corrente, mas em valor que nela (moeda) possa se transformar. Atualmente, estão sendo corrigidos os tributos pela Taxa SELIC, a qual traz embutidos juros e correção monetária. Para alguns, o referido índice é inconstitucional, por não estar em lei a forma de composição. Entretanto, o STJ, examinando a questão da inconstitucionalidade da Taxa SELIC, recusou-se a apreciar a questão prejudicial, conforme decisão assim ementada:
Recurso especial (julgamento). Inconstitucionalidade (prejudicial). Argüição/procedimento (Regimento, art. 200 e CPC, arts. 480 a 482). Competências constitucionais (distribuição). Incidente (caso em que lhe falta cabimento). 1. No julgamento do recurso especial, uma vez acolhida a argüição, a Turma remeterá o feito à Corte Especial. 2. Compete à Corte Especial julgar a prejudicial de inconstitucionalidade. 3. Do julgamento, porém, não poderá tirar proveito o autor do recurso especial (recorrente). Caso
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a declaração venha a beneficiar o recorrente, ao incidente faltará cabimento. 4. É que, no exercício da competência prevista no inciso III do art. 105 da Constituição, em princípio o Superior não dispõe do contencioso constitucional. Tê-lo-á em restritas hipóteses. 5. Em tal competência, o que é do Superior é toda a jurisdição infraconstitucional (o direito comum). 6. Já no exercício das competências previstas nos incisos I e II do art. 105, livremente o Superior também desfruta do contencioso constitucional. 7. No exercício da competência do inciso III, é lícito ao Superior previamente declarar a inconstitucionalidade de lei ou de ato normativo, desde que a declaração não seja a favor do recorrente; a favor do recorrido, sim. 8. Caso em que a, inconstitucionalidade, se declarada, não aproveitaria ao recorrido. Por sinal, nem ao recorrente, que interesse algum tinha na declaração, tanto que se defendera com outros fatos e outros fundamentos. Daí, em caso que tal, tratar-se-ia, também, de declaração de inconstitucionalidade em tese. 9. Preliminar de nãocabimento, acolhida por maioria de votos (Corte Especial, AI-REsp 215881/PR, rel. Min. Franciulli Netto, rel. p/ o acórdão Min. Nilson Naves, DJU 08.04.2002, p. 111).

Posteriormente, a 1ª Seção de Direito Público chancelou a legalidade da SELIC, como fator de correção, nos EREsp 291.257/SC, 399.497/SC e 425.709/SP. Assinale-se que a UFIR foi extinta pela Lei 10.522/2002 (art. 29, § 3°), diploma que, no art. 30, indicou como fator de correção a Taxa Referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia - SELIC. Em épocas de alta inflação, as obrigações tributárias, as declarações de rendimento e até as certidões de dívida ativa eram expressas em parâmetro de valor devidamente atualizado. O imposto tem como base fática um comportamento do contribuinte, ou uma situação jurídica na qual ele se encontre. Em outras palavras, o imposto, para existir, exige sempre um fato qualquer em que esteja envolvido o particular, sem a participação estatal. A legitimação da imposição soberana está na necessidade do Estado arcar com o gasto público, mantendo a máquina administrativa.
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embora sofra o ônus econômico. O imposto pode ter diversas classificações. Contrapondo-se. porque não se vincula ao fato gerador ou ao fato imponível. pelo realizador do fato gerador. isto é. ao lado do contribuinte de direito ou contribuinte jurídico. na medida em que. como ocorre com a propriedade imobiliária. sendo suportado pelo contribuinte em definitivo. O imposto direto grava situações permanentes. porque a carga econômica é suportada pelo contribuinte. porque o interesse concentra-se em torno de quem realiza o fato gerador. ou pelo menos continuadas. dentre as quais a que enfoca o aspecto da incidência. o qual grava situação instantânea ou mutável. dividindo a espécie em imposto direto e indireto. O terceiro. ou a propriedade de um bem. porque a carga econômica não é suportada pelo contribuinte. É apenas o consumidor final da mercadoria ou do produto resultante da atividade eleita pelo legislador como necessária e suficiente ao nascimento da obrigação tributária. Para o Direito é praticamente irrelevante quem paga. constantes. A classificação que ora se coloca não é jurídica. o contribuinte de fato. inclusive ICMS e ISS Classificação. como. 4 . não se obriga perante o Estado. destaca a figura daquele que suporta o ônus econômico da obrigação. cuja titularidade é o fato gerador do imposto. artigo por artigo. geradora do imposto predial. É também chamado de imposto que repercute. por exemplo.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. existe o imposto indireto. É também chamado de imposto que não repercute. e sim por terceira pessoa. o exercício de uma atividade lucrativa (exemplo maior é o Imposto de Renda).

proporcionais e progressivos. cuja incidência leva em consideração a matéria tributária. levam em consideração as condições pessoais do contribuinte. inclusive ICMS e ISS Entretanto. in verbis: Art. como o Imposto de Renda. 166. por força da previsão contida no art. sem cogitar das condições pessoais do contribuinte. no caso de tê-lo transferido a terceiro. uma terceira classificação. dividindo-os em pessoais e reais. O artigo em referência tem sido objeto de contundentes críticas doutrinárias. A restituição de tributos que comportem. Com exceção do Imposto de Renda. 166 do CTN. embora prestigiado pelo Judiciário. Pessoais são os impostos que. o IOF etc.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. ou. todos os demais impostos do Sistema Tributário Nacional são reais. Juridicamente pessoais são todos os impostos. Uma segunda classificação identifica os impostos levando em conta o objeto da incidência. o ICMS. artigo por artigo. ainda. unicamente. dividindo os impostos em fixos. transferência do respectivo encargo financeiro somente será feita a quem prove haver assumido referido encargo. ao serem instituídos. temos os impostos reais. exemplo primeiro da espécie. pelo caráter eminentemente subjetivo da exação. a qual leva em conta a forma de tributação. eis que o contribuinte é pessoa física ou jurídica. 5 . a figura do contribuinte de fato torna-se importante na hipótese de repetição de indébito. Contrapondo-se aos impostos pessoais. tais como o IPI. Faz-se a distinção apenas para efeito didático. Há. por sua natureza. estar por este expressamente autorizado a recebê-la.

Outros tantos deixaram de existir. Compete: I . I.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. COMENTÁRIOS Trata-se de dispositivo parcialmente superado. cumulativamente. além de ter sido a União contemplada com a competência residual (art. os impostos atribuídos aos Estados e aos Municípios.à União instituir. Art. Por fim. nos Territórios Federais. os atribuídos a estes. pela Constituição de 1988. quando. Os impostos componentes do sistema tributário nacional são exclusivamente os que constam deste Título. os impostos atribuídos aos Estados e. com a Emenda Constitucional 1/69. não tendo. enquanto outros foram fundidos. Assim. Proporcionais são os impostos cuja alíquota observa sempre o valor da matéria tributária para atribuir um percentual. o Imposto sobre Serviços pago pelo profissional autônomo. por exemplo. já sob a égide da CF de 67. inclusive ICMS e ISS Fixos são os impostos cujo montante é estabelecido em quantidade certa. artigo por artigo. II . nenhuma pertinência na atualidade. É o que ocorre em relação ao Imposto de Renda. 17. com as competências e limitações nele previstas.ao Distrito Federal e aos Estados não divididos em Municípios instituir. conforme o valor da matéria tributável. cumulativamente. tem-se o ICMS. como. o IOF etc. 154. os impostos progressivos são os cuja alíquota é estabelecida em percentagens variáveis. 18. portanto. se aqueles não forem divididos em Municípios. COMENTÁRIOS 6 . novos impostos foram criados. da CF). Art.

Comércio exterior: Imposto de Importação e Exportação. 2.IPTU.ITR. Imposto sobre Operações de Crédito. contida nos incisos I e II do art. os entes integrantes da Federação. Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores . sendo federais o Imposto de Renda. Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis e de Direitos a eles relativos . dos Estados.IOF.IPVA.ICMS. Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana . e o Imposto sobre Transmissão Causa Mortins e Doações . o Imposto sobre Produtos Industrializados. artigo por artigo. Os impostos nominados estão divididos entre os entes estatais. 154 da CF e com os impostos extraordinários. Imposto de Renda . Imposto sobre as Grandes Fortunas. a que apresenta maior simetria com a Constituição é a que os examina sob a ótica da competência impositiva da União. 155 e 156.ISS.ITBI. diferentemente do CTN que. ao dividir os impostos. do Distrito Federal e dos Municípios.ITR. inclusive ICMS e ISS Dentre as classificações de impostos. agrupando-os da seguinte forma: 1. os Impostos de 7 .IPI.IR. ou o critério econômico. 3. Temos a divisão de competência estabelecida constitucionalmente nos arts. o Imposto sobre Operações Financeiras.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.ITCMD. Patrimônio e renda: Imposto sobre a Propriedade Territorial . Câmbio e Seguro ou relativas a Títulos ou Valores Mobiliários . Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural . Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação . Produção e circulação: Imposto sobre Produtos Industrializados . e o Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza . O elenco é enriquecido com a competência residual. 153. levou em consideração a natureza do fato sobre o qual incidem as exações. só passíveis de cobrança na iminência de guerra externa.

CPMF. e instituiu-se o Imposto sobre Movimentações Financeiras. de competência dos Estados. Acrescente-se a este rol a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira . de competência dos Estados.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Surgiu o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores. o Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural. 8 . de caráter provisório. Por fim. na esfera municipal temos o Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana. Sob a égide da Constituição Federal de 1988. Imposto sobre a Transmissão Inter Vivos. inclusive ICMS e ISS Importação e Exportação. Da competência estadual são o Imposto sobre operações relativas à Circulação de Mercadorias. Os impostos extraordinários são virtuais e constitucionalmente autorizados em caso de guerra e sobre bases já tributadas por outros impostos. e que açambarcou as doações e também a transmissão de quaisquer outros bens e direitos que não os imóveis. o Imposto sobre a Transmissão Causa Mortis e o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores. artigo por artigo. a CPMF. Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza. fuga de capitais. o Imposto sobre Grandes Fortunas. de competência dos Estados. típico Imposto sobre Movimentações Financeiras. absorve os três impostos especiais (energia elétrica. ingresso de capitais no País e lavagem de dinheiro: É um imposto que tem nítido caráter extrafiscal. combustíveis e lubrificantes e minerais) e os impostos sobre serviços de transporte e comunicações. o ICMS. Outra significativa alteração foi a ampliação do fato gerador do Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis Causa Mortis. o qual serve para o governo federal direcionar a fiscalização quanto à geração de rendas.

artigo por artigo. 76. “Tarifa” significa lista de preços. COMENTÁRIOS A primeira abordagem que se faz em relação ao Imposto de Importação é quanto ao seu nomen juris. 9 . Aduaneiros ou Direitos Alfandegários. com a Emenda Constitucional nº 1/69. Capítulo II IMPOSTOS SOBRE O COMÉRCIO EXTERIOR Seção I Imposto sobre a importação Art. Registre-se que as expressões indicadas também servem para nominar o Imposto de Exportação. § 29. Tarifa são comuns Direitos denominações Aduaneira. Embora esteja nominado na Constituição Federal e no Código Tributário Nacional como como Tarifa Imposto de Importação. batizando o imposto com o nome do espaço físico reservado à fiscalização. sobre a importação de produtos estrangeiros tem como fato gerador a entrada destes no território nacional. 19. A Constituição Federal de 1967. no art.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. inclusive ICMS e ISS O CTN traz a previsão no art. 153. os nomes vulgares acabam por prestigiar a repartição fiscal. de competência da União. ao tempo em que usa a nomenclatura “tarifa” como sinônima de “imposto”. valor. O imposto. alíquota e não espécie tributária. referia-se à Tarifa Alfandegária como termo que abrange os dois impostos do Comércio Exterior: importação e exportação. Alfandegária. De impropriedade flagrante.

o tributo de que se cuida é utilizado para corrigir distorções socioeconômicas nacionais. socorrendo determinada área. presta-se para atender às oscilações do mercado internacional. ao contrário. o disposto no § 1° do art. art. As alíquotas são aumentadas quando se deseja diminuir as exportações e diminuídas quando. é aconselhável. há previsão constitucional expressa (§ 1°. politicamente. tem como principal característica a extrafiscalidade. O objetivo político é propiciar a condução de recursos e surgimento de empreendimentos para áreas que. sem o rigor imposto pelo princípio da anterioridade. respeitado o 10 . Por vezes. Neste sentido. artigo por artigo.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 150. Considerado um dos mais antigos impostos do mundo. Como instrumento de política econômica. Neste sentido. ao incremento de soluções na área do comércio exterior. eis que o Executivo. a abertura do comércio exterior. A flexibilidade das alíquotas faz com que a legislação tributária do imposto em comento entre em vigor imediatamente. Entretanto. despertariam maior interesse econômico. não poderia o Imposto de Importação sofrer as duras limitações das demais exações. Trata-se de imposto com objetivos de política econômica. não é absoluto o poder de majoração. como ocorre com a criação de zonas de livre comércio ou zonas francas. Daí a liberação de sua majoração. CF). naturalmente. dificilmente. inclusive ICMS e ISS Características. destinado à proteção dos produtos nacionais. ao manejar as alíquotas majorantes. do câmbio e do balanço de pagamento. 153 da CF. está adstrito aos limites mínimo e máximo estabelecidos em lei. tendo secundário significado como fonte de receita. Como instrumento político.

porque não basta a ocorrência do fato ali indicado para que se tenha o fato imponível. o ônus pelo tributo gerado se integra ao preço. Quanto ao imposto em análise. apenas. não havendo definição quanto ao específico momento de sua realização. Fato gerador. ou seja. anteceda à ocorrência do fato gerador. muito embora não ocorra a transferência de forma clara e objetiva. O art. não supérfluos. em linguagem vulgar. artigo por artigo. o Imposto de Importação é um tributo indireto. Não basta o ingresso do produto estrangeiro no território nacional para que se dê a incidência. classificando-os como supérfluos. inclusive ICMS e ISS princípio da irretroatividade. pode ele eleger um acontecimento econômico. mas esta situação fática deve estar atrelada a uma situação jurídica. por exemplo. 11 . É o que se denomina. com ânimo de ser internada no País. É seletivo porque a incidência tributária observa a qualidade de cada um dos bens. 19 do CTN não define com perfeição o fato gerador do imposto em comento. uma mercadoria pode ingressar no Brasil e não ocorrer o fato gerador. Como a hipótese de incidência é livremente escolhida pelo legislador. O certo é que o fato gerador do Imposto de Importação é instantâneo. utilizando-o como passagem.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.entrada de mercadoria no território nacional -. se para este País não se destina. Além da extrafiscalidade. Com efeito. de “imposto por dentro”. porque. sem destaque formal. escolheu o legislador uma situação fática .vinda do estrangeiro. um fato material ou um negócio jurídico. similares aos nacionais etc. pois a carga tributária tende a ser suportada por terceiro.

é preciso recorrer ao Dec. em razão da escolha da legislação que deve reger a espécie. vem a sofrer os efeitos de uma majoração do imposto. 12 . quando se tratar de mercadoria despachada para consumo. 23). muitas vezes já descarregada do navio ou aeronave.momento da entrada. tem-se como ilícita a operação. 19 do CTN seja feita em conjugação com os arts. É de suma importância a determinação do momento em que ocorre o fato gerador do Imposto de Importação. o simples ingresso da mercadoria. em depósito na zona primária. inclusive ICMS e ISS Contudo. 44). Tendo aplicação imediata a lei que majora a alíquota do imposto. “o reconhecimento de fato jurídico já ocorrido”.e outro temporal . A entrada é considerada como território aduaneiro. Como visto. Adhemar Maciel.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. É. sabendo-se que não está ela sujeita ao princípio da anterioridade.-lei 37/66. Se a mercadoria adentrar-se sem que esteja acompanhada do documento que a identifica. Conseqüentemente. exige-se a declaração de importação para o despacho aduaneiro (art. entregue a declaração. exige-se que a leitura do art. E. artigo por artigo. o fato gerador em exame exige um elemento espacial . diz que. ao reportar-se ao fato gerador do imposto. nas palavras do Min. para delimitar-se a hipótese de incidência.território nacional . tem-se como completado o fato gerador do imposto (art. O diploma em referência. enquanto o CTN define o elemento material. O tempo é a entrega da declaração ou do manifesto. o decreto-lei define o elemento temporal. e com procedimento de desembaraço já iniciado. 23 e 44 do Decreto-lei 37/66. porque. no qual é dito qual a mercadoria importada.

tem entendido que a expedição de guia é um mero expediente burocrático.-lei 37/66 é o texto básico do Imposto de Importação. dando literal interpretação ao art. é muitas vezes utilizada para evitar o dumping. em nome da segurança jurídica. sem repercussão quanto ao fato gerador. ainda. vem sendo seguido pelos Tribunais. 23 do Dec.-lei 37. com a fixação de pautas de valor mínimo. 13 . de 18. rechaçam o entendimento jurisprudencial. em reiterados precedentes. Há.1966” (TFR -Súmula 4). a partir da expedição da guia de importação. harmonizando os preços do mercado interno com o externo. constantes das resoluções do Conselho de Política Aduaneira. mas traz alguns problemas de ordem econômica para o importador. exigindo-se que sejam elas acompanhadas de motivação expressa. JURISPRUDÊNCIA “É compatível com o art. Vozes autorizadas. o que faz ter o imposto objetivo político. a partir do Supremo Tribunal Federal. os que pugnam pela imutabilidade da lei de regência. a fim de evitar o arbítrio. Daí os preços de referência. inclusive ICMS e ISS O Poder Judiciário. diante de um aumento exacerbado e imprevisível da alíquota. vem entendendo que o simples ingresso do bem não obsta à aplicação da lei de majoração. A variação de alíquota pelo Executivo. 19 do Código Tributário Nacional a disposição do art. O entendimento é técnico. artigo por artigo.11. O STF. O Dec. incidindo a lei nova se ainda não foi expedida a declaração ou manifesto. 19 do CTN.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.

RE 91337/SP. rel. rel. e o condicionamento de indeclináveis providências de ordem fiscal. não a desfiguram nem contraditam. RE 72874/SP . Incidência.1981).1978). art. Antonio Neder. Inexistência de contradição ou antinomia entre a norma genérica do art.. RE 94167/RJ.1995]. Necessidade de sua motivação. Mercadoria despachada para consumo.1978. no espaço. Min. 23 do Dec. ao fixar pauta de valor mínimo. Improcedência do argumento de que o contribuinte adquiriu o direito de calcular o imposto na consideração da alíquota vigorante no dia em que foi expedida sobredita guia.03. Resolução do CPA. Imposto de Importação. Tributário.1981. Pelo que dispõe o art. tendo em vista o fato gerador do tributo. Imposto de Importação. o fato gerador do Imposto de Importação é a entrada. artigo por artigo. 23 do Dec. art. O fisco tem o direito de alterar a alíquota dentro dos limites legais (Constituição [1967 c/c EC nº 1/69].-lei 37/66. Constitucionalidade do diploma legal editado pelo Poder Executivo Federal. a ocorrência do fato gerador. Dec..1981). 1. DJU 22.rel.-lei 37/66 (compatibilização). no território nacional. Incidência do imposto com a alíquota majorada. 06.471. Código Tributário Nacional. inclusive ICMS e ISS 1. Compatibilidade do art. j. de 27.04. 1ª T. Min.09. 1ª T. I). Constitucional. j.02. 05. 3. Assim.02. 19. 19 do CTN e a norma específica do art. de 29.1980. Precedentes do STF. Fato gerador. Jurisprudência do Supremo Tribunal Federal em dissídio com a decisão recorrida. no tempo e na circunstância. Soares Muñoz. Cordeiro Guerra.05. tal imposto deve ser calculado na consideração da alíquota vigorante no dia desse fato. DJU 20. Min. Recurso extraordinário provido para cassar a segurança concedida ao importador pela Justiça Federal de São Paulo e pelo Tribunal Federal de Recursos (STF.05. 4. Entrada de mercadoria importada no território nacional em data posterior à vigência do Dec. 1. posto que a caracterização de um necessário momento naquela não previsto. e não no dia em que foi expedida a guia de importação.09. da mercadoria importada. 05. Majoração de alíquota. 19 do Código Tributário Nacional. Fato gerador. 21. Pleno. em se tratando de mercadoria despachada para consumo. Agravo regimental em recurso extraordinário.-lei37/66 com o art. DJU 29. 5.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Momento da ocorrência do fato gerador. 2.427. 19 do Código Tributário Nacional. Recurso extraordinário conhecido mas não provido (STF. Recurso extraordinário conhecido pelo segundo fundamento e provido (STF. j. 2. Imposto de Importação. Matéria dirimida pelo Pleno deste 14 . 1. porém a complementam para tornar precisa.1995 [revogado pelo Dec.

08. Não há que se falar em nulidade de acórdão que. o fato gerador. art.2001.05. DJU 25. j. Antônio Neder. Processual civil e tributário. 19. p. Fato gerador. Min. 18. Mercadoria para uso próprio. 19 e Dec. j. 1. 4. Alíquota aplicável. e 153. 1. CF. 1. O 15 . REsp 121617/PR. Compatibilidade.471.06. Recurso especial não conhecido (STJ.2001).Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Min. sendo irrelevante o regime fiscal vigente na data da emissão da guia de importação. Min.1998.05. 08. Guia para importação. Mercadoria despachada para consumo. 03. No caso de importação de mercadoria despachada para consumo..04. Na importação de mercadorias para consumo. Imposto de Importação. 23).427/95 [revogado pelo Dec.. 19 do CTN e o Dec. 5. 1. REsp 205013/SP rel. DJU 17. DJU 16. necessárias ao deslinde da controvérsia.1981. DJU 12.-lei 37/66 (art. decide a lide de forma contrária àquela desejada pelo recorrente. Francisco Peçanha Martins.. Imposto de Importação. Recurso extraordinário a que o STF nega conhecimento (STF. Momento do fato gerador. 23. Agravo regimental não provido (STF. inclusive ICMS e ISS Tribunal. o fato gerador ocorre no momento do registro da declaração de importação na repartição aduaneira. O fato gerador do Imposto de Importação é a entrada.2000. Precedentes do STJ e TFR (STJ.06. 2ª T. p. 1. no território nacional.490/95.716). CTN. Tributário. art.391/95 [alterado pelo Dec.1998. 19. 1ª T. j. Humberto Gomes de Barros. ou quando do desembarque da mercadoria. 25).471/95].1995]. Inexiste incompatibilidade entre o art. §1°. Dec. da mercadoria importada. j. Improcedência do argumento. Maurício Corrêa. Imposto de Importação. Momento do fato gerador. Tributário. Legitimidade e constitucionalidade decretadas pelo STF. Carlos Velloso). Súmula 4/TFR. Discussão a respeito de o importador haver adquirido o direito de pagar tal imposto mediante aplicação de alíquota mais favorável. este revogado pelo Dec. Dec. a. Desinfluente a data da expedição da guia de importação para concretização do fato gerador.08. de 27. para o Imposto de Importação. Min. examinando todas as alegações suscitadas na apelação. III. consuma-se na data do registro da declaração de importação. rel. 2. artigo por artigo. AGRRE 252008/SP rel. conforme orientação do Pretório Excelso sobre o tema (RE 225. rel. RE 77604/SP rel. Decreto 1. Precedentes.. Majoração de alíquota. 1ª T.06.1981. Min. CTN. Violação a preceitos da lei processual civil não configurada.2001).lei 37/66. arts. Dec. Divergência pretoriana que não se acha demonstrada. art.02.-lei 37/66.602. 1. 150. 3. 2ª T. 1427/95.

parágrafo único. e 60..2000. Decisão unânime (STJ. Recurso especial provido. DJU 05. 3. e 60.471/95] e 1. Compatibilidade entre o art. do Dec. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. 2ª T. Recurso especial não conhecido. Decs. inclusive ICMS e ISS contribuinte não tem direito ao regime fiscal vigente na data da emissão da guia referenciada.427/95 [revogado pelo Dec.05. Compatibilidade. não responde este pelo pagamento do Imposto de Importação face à inexistente previsão legal para tanto .03. representa a entrada no território nacional da mercadoria. para efeitos fiscais. Súmula 4 do Tribunal Federal de Recursos. de 1966. Min.. Quem promove a importação de mercadoria sem ter a guia de importação sujeita-se ao regime legal vigente na data em que a obtém. 143). 06. 19 e Dec. Fato gerador. Tributário.05. 1. Ari Pargendler.2001. arts.02. Tributário.-lei 37/66 e o art. nos termos do art.427/95.-lei 37/66. 41.277/MG. 23 do Dec. art.-lei 37. REsp 78. 08. 2ª T. Isenção. III.-lei 37/66. j. DJU 28. j.06. 09. A política de comércio exterior orienta o aumento ou redução da alíquota aplicável na concretização do fato gerador. Não obstante o fato gerador do Imposto de 16 .2000). rel. REsp 130230/PR. 19 do CTN. Recurso sem provimento (STJ. A alíquota do Imposto de Importação é a vigente no dia do registro alfandegário para o desembaraço e entrada da mercadoria no território nacional. CTN.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.-lei 37/66. Art.1998.-lei 37/66. 23 do Dec. nos termos do entendimento firmado pelo Pretório Excelso. Imposto de Importação. 2. Responsabilidade tributária. 1ª T. Dec.391/95 [alterado pelo Dec. 41.. Min. Tributário. conseqüentemente. este revogado pelo Dec. rel. 19 do Código Tributário Nacional e arts.2001. Não há qualquer incompatibilidade entre o art. 1. 23 do Dec.2001). e o art. Milton Luiz Pereira.-lei 37/66. Ocorrendo quebra ou perda inferior a 5% (cinco por cento). p. Franciulli Netto. presumida a ausência de responsabilidade do transportador.471/95]. Imposto de Importação. Precedentes do STJ e STF. 2. Inversão da sucumbência. III. Recurso especial conhecido e provido (STJ. 23. DJU 19.Inaplicáveis. à espécie. Multifários precedentes. Mercadoria isenta. rel. Min. Alíquota aplicável. art. artigo por artigo. nos casos de mercadoria importada a granel sob regime de isenção. Imposto de Importação. 1. os preceitos dos arts. 19 do Código Tributário Nacional. Fato gerador. 1. Mercadoria importada a granel. REsp 185418/SP. Compatibilidade.09. Quebra inferior ao limite técnico permitido de 5% (cinco por cento). Necessidade de fixação de critério temporal para que se complete. j. 1° e 23 do Dec. O desembaraço aduaneiro completa a importação e. Ocorrência do fato gerador. parágrafo único. 1.

06. Min.06.03. DJU 02. Porém. 1. Alteração de alíquota. do embarque do bem estrangeiro e do ingresso do mesmo no território nacional (TRF-2ª R. Irrelevantes as datas da celebração do contrato de compra e venda. j. REsp 203815/RJ.471/95]. Imposto de importação. 288). torna-se necessária a ‘fixação de um critério temporal a que se atribua a exatidão e certeza para se completar o inteiro desenho do fato gerador’. Recurso especial a que se dá provimento.-lei 2. Dec. 2ª T. Fato gerador.427/95 [revogado pelo Dec. Tributário.1995.-lei 37/66). Imposto de importação. considera-se ocorrido o fato gerador na data do registro.09.. o imposto sobre a importação de produtos estrangeiros tem como fato gerador a entrada destes no território nacional (art. Majoração de alíquota. j.717). Incidência sobre importação de veículo já embarcado. rel. é devida a alíquota do Imposto de Importação prevista no Dec. 23 do Dec. AMS 96. Inversão do ônus da sucumbência (STJ. José Delgado. descascado. A alíquota incidente sobre as importações de mercadorias despachadas para consumo é definida pela norma vigente no momento da efetivação do registro da declaração de importação na repartição alfandegária. ele apenas se aperfeiçoa como registro da Declaração de Importação no caso de regime comum e. Assim. 1. ‘com a entrada no território nacional da mercadoria que contar como tendo sido importada e cuja falta seja apurada pela autoridade aduaneira’. Mandado de segurança. Dec.472/88].. nos termos precisos do parágrafo único do art. p.1999.09084. 1° do Dec.-lei 37/66 [este artigo possui redação alterada pela Dec. 1. Juiz Teori Albino Zavascki.427/95 [revogado pelo Dec..1997. 2. AMS 96. da declaração de importação (art. Momento definidor da obrigação tributária ocorre com a entrada da mercadoria no território 17 . embora o fato gerador do tributo se dê com a entrada da mercadoria em território nacional. de 29. Nos termos do art. na repartição aduaneira.07. inclusive em relação às importações já em curso e cujas guias não estavam registradas na repartição aduaneira na data de sua entrada em vigor (TRF-4ª R. Fato gerador complexivo e continuado. rel. quando se tratar de mercadoria despachada para consumo. Tributário. 25. 3.. 05. 1.. p. 52. Procedente dos Estados Unidos da América. Assim.1997.01. 19 do CTN/66). 04.1996. 4ª T. DJU 03. DJU 09. Impetrante que pretende eximir-se de aumento de alíquota do Imposto de Importação incidente sobre trigo em grão.471/95].0201428-8/RJ. j. 19 do CTN/66. Tributário. Juíza Valéria Albuquerque. 1. inclusive ICMS e ISS Importação se dê com a entrada da mercadoria estrangeira em território nacional.1999).Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.1997.05. 1ª T.08. rel.-lei 37/66. artigo por artigo.

que é prévio ato administrativo.471/95].. Juiz Homar Cais. Alteração de alíquota. Tributário. MAS 96. Mantida a decisão monocrática. IV e V. RE-AgR 441537/ES. Eros Grau.. j. É inquestionável o caráter nitidamente extrafiscal do Imposto de Importação. 2. 05.. É facultado ao Poder Executivo alterar as alíquotas (art. não se pode invocar o princípio da segurança jurídica como respaldo a invocado direito ao pagamento de alíquota menor.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. DJU 03. II. CF. Precedentes.2006.0213217-0/RJ. 1. Recurso improvido (TRF. Apelação não provida (TRF-3ª R. Possibilidade. p.09. porque a esta não tem direito o importador enquanto não concretizado o fato gerador. Se a política de comércio exterior impõe que se aumente ou reduza o valor de alíquota entre a importação. 1.427/95 [revogado pelo Dec.2ª R.427/95 [revogado pelo Dec. p. 4ª T.1997.-lei 37/66). Precedente do STF. Constitucional. alterar as alíquotas dos impostos enumerados nos incisos I. tanto que a Constituição Federal. Majoração de alíquota. 150. DJU 29. p. 150..471/95 ]. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal fixou entendimento segundo o qual é aplicável a majoração de alíquota prevista no Dec.09. Fato gerador do Imposto de Importação de mercadoria despachada para consumo considera-se ocorrido na data do registro. no § 1° do art. Agravo regimental a que se nega provimento (STF..1997.07. inclusive ICMS e ISS nacional (art. 1° . Alíquota. No caso. Fato gerador. se o fato gerador do imposto . DJU 25. Imposto de Importação. Imposto de Importação. não constituindo fato gerador de tributo. pela relevância econômica da relação jurídica com reflexos na política cambial e no comércio exterior do País. 1. é que a lei que institua ou majore tributos seja anterior ao fato gerador. rel. os quais são excepcionados da regra da anterioridade (Constituição Federal. da declaração apresentada pelo importador (art.04. I. 101698). 3. III. o decreto que alterou as alíquotas é anterior ao fato 18 . Imposto de importação.03. 153. e não a partir da emissão de guia de importação. faculta ao Poder Executivo. a. O que a Constituição exige.09004-1/SP. a. atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei.1997. 51).2006. AMS 93.entrada da mercadoria no território nacional . 2ª T. Juiz Alberto Nogueira. 19 do CTN). Tributário. § 1°). 2ª T. a chegada da mercadoria ao país e o momento de seu desembaraço aduaneiro.1997. rel. 23 do Dec. artigo por artigo. Dec. III. 1. j. na repartição aduaneira competente. art. art. 1. O produto importado estará sujeito ao pagamento do imposto respectivo pela alíquota vigente no momento da ocorrência do fato gerador. 64). no art. II.11. j.for posterior à vigência do diploma legal. rel. Agravo regimental no recurso extraordinário. 150. 21 do CTN). 25.06. Min.

RE-AgR 252008/SP. rel. manifestou-se. Carlos Velloso. RE 91. 2.471/95]. Variação cambial. Milton Luiz Pereira. 1. in verbis: ‘O imposto de importação tem como fato gerador a entrada de produtos estrangeiros no território (CTN-66.p. Fato gerador.06. rel. ‘No caso de importação de mercadoria despachada para consumo. III.2002. artigo por artigo. Momento ao fato gerador.2005. no julgamento da ADIn 1293/DF.117/PE. Desembaraço aduaneiro. 2. Francisco Peçanha Martins. 1. DJU 16. art. José Delgado. ocorre no momento do desembaraço aduaneiro.05. j.427.2007. 2ª T.2001. Imposto de Importação. DJ 28. Ocorrência. sendo irrelevante. a data da celebração do contrato de compra e venda ou a do embarque ou a do ingresso no país de mercadoria importada’.05. 1. Min.2001. Tributário. Humberto Gomes de Barros. Min. Constitucional. DJ 11. da declaração apresentada pelo importador (Dec. na importação de mercadorias. DJ 25. Majoração de alíquota.379/PE. Min.08. 19). j. Maurício Corrêa.571). João Otávio de Noronha. 23 c/c art. REsp 552852/PE. Recurso especial provido (STJ. 1. ICMS.. Min. Min. Entrada de mercadoria importada no território nacional em data posterior à vigência do Dec. de 29 de março de 1995 [revogado pelo Dec. Importação. j. DJ 05.2003). 2ª T. Min. Tratando-se de mercadoria despachada para consumo.11.07. DJU 26. o fato gerador. a jurisprudência do Supremo Tribunal no sentido de que. AI-AgR 420993/PR.3378/SP.1999. Min.02. na repartição competente.10. consuma-se na data do registro da declaração de importação’ (REsp 313. rel. 31. DJU 01. 2ª T. Francisco Peçanha Martins. Min. inclusive ICMS e ISS gerador do Imposto de Importação. 06..-lei 37/66. para esse efeito específico. p.2002.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. EDcl no AgRg no REsp 170163/SP.2007. 2. rel. p. Precedentes: RESP 250. Tributário. Constitucionalidade do diploma legal editado pelo Poder Executivo Federal. Imposto de Importação.. Incidência do imposto com a alíquota majorada. Matéria dirimida pelo Pleno deste Tribunal. rel. rel. tendo em vista o fato gerador do tributo. em 06. 57). DJ 09. rel. Agravo não provido (STF. 1. 08. REsp 205013/SP. em se tratando de mercadoria 19 . para o imposto de importação. Agravo regimental em recurso extraordinário. Eliana Calmon.02.02.2005. Fixou-se em Plenário. REsp 213909/PR.2001. 137). Nessa linha de pensamento exteriorizaram em diversos arestos as Cortes Superiores: o Supremo Tribunal Federal que. E ainda: ‘Imposto de Importação. Min. considera-se ocorrido o fato gerador na data do registro. rel.02. Agravo regimental não provido (STF. rel.08. 44). REsp 139658/PR. Fato gerador.2000. Tributário. Incidência. art.1980.09. O fato gerador do ICMS. DJ 17.

da declaração de importação. Bens de capital. rel. p. para o Imposto de Importação. 19 do CTN’ (EAREsp 170163/Eliana Calmon. 1ª T.09. Na importação de produtos do exterior. 19 do CTN e o art.2005. Inexiste incompabilidade entre o art.1980.-lei 37/66.2001). ‘O STF já proclamou inexistir incompatibilidade do art. o STJ assim tem se pronunciado: ‘No caso de importação de mercadoria despachada para consumo. Ausência de incompatibilidade entre o art. 23. Embargos conhecidos.-lei 37/66. consuma-se na data do registro da declaração de importação. Recurso especial provido (STJ. e: ‘Na importação de mercadorias para consumo. 19 do CTN com os arts. para consumo próprio. Imposto de Importação. inclusive ICMS e ISS despachada para consumo.08. Quando se tratar de mercadoria destinada ao consumo. 19 do Código Tributário Nacional com o art. sendo irrelevante o regime fiscal vigente na data da emissão da guia de importação. 23 do Dec. j.602. inexistindo incompatibilidade entre o art. Precedentes do STJ e STF’ (REsp 121617/Humberto). ‘Jurisprudência pacífica do STJ. DJU 14. porém rejeitados’ (ERE 91.-lei 37/66.2006.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.06. Min. 19 do Código Tributário Nacional. no sentido de que o fato gerador do Imposto de Importação ocorre com o registro da declaração de importação na repartição aduaneira. Fato gerador. 2.04. 1. DJ 09. Min. considera-se ocorrido o fato gerador do Imposto de Importação a data do registro na repartição aduaneira da declaração feita para fins de desembaraço aduaneiro. o fato gerador ocorre no momento do registro da declaração de importação na repartição aduaneira. 3. o fato gerador ocorre na data do registro. conforme orientação do Pretório Excelso sobre o tema (RE 225.-lei 37/66 dispõem que o imposto de importação tem como fato gerador a entrada da mercadoria de procedência estrangeira no território nacional. consoante o disposto no art.2002). p. rel.o fato gerador do Imposto de Importação ocorre na 20 . o fato gerador.. 23 do Dec.09. DJ 18. Compatibilidade do art. aplicando-se a alíquota vigente na época’ (REsp 250379/Peçanha Martins. artigo por artigo. Cordeiro Guerra. 23 do Dec. 23 e 24 do Dec. o qual é compatível com o art. DJ 05. 19 do Código Tributário Nacional e 1° do Dec. Território nacional. 23 do Dec. 2. 12. Entrada. Carlos Velloso)’ (REsp 205013/Peçanha Martins. 19 do Código Tributário Nacional na importação de bens de capital . rel.1980. A regra geral prevista nos arts. Prevalece a regra geral insculpida no art. Precedentes.2002). 260). ou quando do desembarque da mercadoria. o fato gerador ocorre no momento do registro da declaração de importação na repartição aduaneira.-lei 37/66. Fato gerador. REsp 670658/RN. STF. Min.08. na repartição competente. Tributário.03.-lei 37/66. Luiz Fux. Seguindo essa mesma linha de orientação. Momento da ocorrência. 19 do CTN e o Dec.566). Pleno. DJ 25. 3.-lei 37/66 e o art.309-2/SP.

portanto deve ser aplicada a alíquota prevista em seu bojo. é regido pela lei vigente à época. 3. Momento do fato gerador. 03. Tributário. Recurso especial conhecido e provido (STJ. Agravo regimental improvido (STJ. O lançamento fiscal.11. Desembaraço aduaneiro. deve ser rejeitada a preliminar de ausência de prova pré-constituída quanto à data de introdução das mercadorias no Brasil. p. Imposto de Importação. Min.2004. A preliminar de ausência de prova da recusa da repartição fazendária em proceder ao registro 21 . Apelação e remessa oficial providas.atual denominação da guia de importação . Fato gerador do Imposto Sobre Importação: momento da entrada da mercadoria no território brasileiro. 2ª T. Imposto de Importação. REsp 157162/SP rel. o fato gerador.08.391/95 e 1. Humberto Gomes de Barros. p. Tributário. artigo por artigo..427/95 [revogados pelo Dec. p. o desembaraço ocorreu na vigência do Dec. 236).2005. o qual se inicia com o registro da declaração de importação. AgRg no REsp 49697/RJ.-lei 37/66.10. 202). 2. 232).. Veículos automotores.2003. Registro da declaração de importação: art. Tributário. Assim.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.06. p. 1. rel. REsp 328835/SC. A declaração de importação .2004.não gera ato jurídico perfeito ou direito adquirido à aplicação da alíquota vigente ao tempo de sua emissão. 2. DJU 14.1. inclusive ICMS e ISS entrada dos produtos estrangeiros no território nacional. 2ª T. 23 do Dec. DJU 01. DJU 30. Tributário e processual civil. No caso de importação de mercadoria despachada para consumo.Fato gerador. Ausência de registro por decurso do prazo. 4. Decs. j. I. O fato gerador do Imposto de Importação perfectibiliza-se com o desembaraço aduaneiro.2003. Castro Meira. 2. Min. Castro Meira. 08.11. j. DJU 17. j. Recurso especial improvido (STJ. para o Imposto de Importação. Portarias 73/91 e 938/91.. rel. Preliminares rejeitadas. 1. Min. em relação ao fato gerador. 1471/95] . rel.2005. Imposto de Importação. Min. 2ª T. Precedentes do STJ e STF (STJ. 1. Mercadoria despachada para consumo. j. 03. 4. Castro Meira.05. consuma-se na data do registro da declaração de importação. 3. 116. do CTN.2005..427/95. O fato gerador do imposto de importação é a data da entrada da mercadoria no território nacional e não a data da emissão da guia de importação. 1ª T. Art. Ocorrência. REsp 313117/PE. 21. 1. 366). As Declarações de Trânsito Aduaneiro anexadas aos autos provam que as mercadorias foram introduzidas no Brasil.2005.08. Na hipótese.11. 19 do CTN c/c art. Abandono.

. sendo considerado o fato gerador do Imposto de Importação a entrada da mercadoria no território brasileiro.01. 2. Juiz Roberto Jeuken. AMS 36375/SP. o registro não é mais possível e a mercadoria é considerada abandonada. 6.030/85 [revogado pelo Dec. sendo este o momento considerado como ocorrido o fato gerador (art. 4. Imposto de Importação.04. 2ª T.2004. Declaração de Importação. em 24. 3ª T. rel. 49). O fato gerador do imposto de importação ocorre com a entrada da mercadoria em território nacional. sendo irrelevante a sua data para fixação da alíquota do Imposto de Importação.. 22 . A guia de importação somente autoriza a entrada de mercadoria no Território Nacional. O fato gerador do Imposto de Importação ocorre no momento do registro da declaração de importação.01.2006..12. O impetrante inviabilizou o registro da Declaração de Importação. O Pleno do STF pacíficou a matéria no sentido da compatibilidade da regra do art. ficando inalterado o aspecto temporal do fato gerador do imposto. Peças liberadas pelo relator.2003.2006. já que tal circunstância constou em declaração complementar. que é aquela vigente na data de seu ingresso no país. 3.543/2002]). que se dá com o registro da Declaração de Importação na repartição aduaneira. donde não se justificar que o contribuinte recolha novamente o imposto e em outro momento peça a sua restituição (TRF-3ª R. p. 91. Tributário. pois deixou transcorrer o prazo para dar início ao despacho aduaneiro (art. 5. Registro da Declaração de Importação. donde surgir ao importador a necessidade de recolher aos cofres públicos o montante respectivo. 116. rel. 19 do CTN.364188/MG.. j. 03. 54). Guia de importação 1.-lei 37/66. Desembaraço. Apelação e remessa oficial providas.2006. durante esse prazo.2006. Não havendo.01. 19 do Código Tributário Nacional. Compatibilidade do art.099427-9/MG. Juiz Miguel Ângelo de Alvarenga Lopes j.11.05. 7ª T. início do despacho. I.rel. ocorrido no momento do registro da Declaração de Importação na repartição aduaneira. artigo por artigo. 23 do Dec.-lei 37/66 com o art. 3. 4. Precedentes deste Tribunal e do STF. 24. Recolhimento integral do imposto. Dec. AMS 1999. Imposto de Importação.. não importando se as mercadorias desembarcaram no mesmo navio e na mesma data.00. combinado com o art.04. p. nos termos do art. Fato gerador.-lei 37/66 com o art..2007. 571).Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Descabida nova cobrança do imposto. DJU 12. Alíquota.01. DJU 17. inclusive ICMS e ISS da declaração de importação confunde-se com o mérito. p. Juiz Luciano Tolentino. Mercadorias que embarcaram em outro navio e em outra data. 22. 19 do CTN. 461. 23 do Dec. Apelação improvida (TRF-1ª R. do CTN). j. 23 do Dec. para publicação do acórdão (TRF-1ª R. DJU 29. Tributário. AMS 96.

23 do Dec. rel. AC 22632/SP. Sentença reformada.2005. que fixa a data do registro da declaração de importação na repartição 23 . 6. 371).-lei 37/66. em território nacional. Fato gerador. 23. Constatado que o registro foi providenciado antes do advento do diploma que aumentou a alíquota do Imposto de Importação. 2. 23. Inversão do ônus da sucumbência (TRF-3ª R. do produto estrangeiro. a destinação para consumada mercadoria objeto do despacho aduaneiro. Apelação em mandado de segurança. Alteração de alíquota. complementado pelo art.08. 19. Incidência do art. Registro anterior à majoração. Imposto de Importação. 19 do Código Tributário Nacional. escorreita a atuação do Fisco ao constituir o crédito remanescente.. a data da conclusão do negócio jurídico de aquisição do bem importado. Arts. consubstanciado no auto de infração atacado. Imposto de Importação.2006.-lei 37/66. 23 do Dec. a teor do art. Art. Momento de ocorrência do fato gerador. e segundo a delimitação constitucional da regra matriz tributária. Juiz Mairan Maia. rel. j. Anulatória de débito fiscal. 1. O art.. a alíquota exigível é aquela vigente na data do registro da declaração de importação no ato do desembaraço aduaneiro. II. 3. 1.06. 5. 6ª T. nos autos. artigo por artigo. sendo irrelevante o dia de ingresso do produto estrangeiro.-lei 37/66. ao país. para fins tributários. vigente à época da concretização do fato gerador. p.2005. Revogada a Resolução CPA 05-0392 quando do registro da declaração de importação. Na importação de mercadorias despachadas para consumo. inclusive ICMS e ISS Tributário. como momento de aperfeiçoamento da obrigação tributária do imposto incidente sobre mercadorias despachadas para consumo.07. p. 27.08. 86 e 87 do Regulamento Aduaneiro [revogado pelo Dec. 1. III. CTN. À luz do art. Art. o qual inicia o procedimento de desembaraço aduaneiro. Dec.. Direito adquirido. harmoniza-se com o perfil constitucional da regra matriz desse tributo na medida em que reconhece. Tratando-se de mercadoria destinada a consumo. 07. Remessa oficial desprovida (TRF-3ª R. Imposto Sobre Importação. 4. a hipótese de incidência do Imposto sobre Importação traduzse na chegada.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. REOMS 187700/SP. 23 do Dec. 3ª T. 19 do CTN. DJU 10. não importando. Juíza Cecília Marcondes j. Tributário. 4.-lei37/66. Dec. aplica-se a alíquota vigente à data do registro da declaração de importação. Fato incontroverso. Art.-lei 37/66. 1. reconhecese o direito adquirido ao pagamento do tributo pela alíquota menor.427/95 [revogado pelo Dec. do Dec. o registro da declaração de importação.2006.. 301). I.471/95].543/2002]. DJU 21. O fato gerador do Imposto de Importação ocorre com a entrada do produto importado no território nacional. Aspecto temporal do fato gerador do tributo.

DJU 22. porquanto.2005.471/95]. Aduaneiro.2006. de 10. 848).04. p. 1. artigo por artigo.. em coerência com a política econômica global adotada à época (TRF-4ª R. 106.03. A legislação tributária aplicável à operação de importação é aquela vigente à época do fato gerador.626. Ademais. 02.427.2006. da Constituição Federal.2005. é legítima a incidência da exação. O fato gerador do Imposto de Importação ocorre por ocasião do registro da Declaração de Importação. Juiz Vivian Josete Pantaleão Caminha. Majoração de alíquota. representa. O fato gerador do Imposto de Importação nasce com a entrada das mercadorias em território nacional e perfectibiliza-se no momento do registro da declaração de importação para o desembaraço na repartição aduaneira. submetendo-a à livre flutuação do mercado. nem alteração da base de cálculo ou da alíquota. conseqüentemente. AMS 170. Momento da perfectibilização do fato gerador. 150. Portanto. inclusive ICMS e ISS aduaneira. Ao contrário. A alíquota incidente sobre as importações de mercadorias para consumo é definida pela norma vigente no momento em que se efetivou o registro da declaração apresentada pelo importador à repartição alfandegária competente. DJU 26. e art. Tributário. Juiz Lazarano Neto.. para efeitos fiscais. Ação ordinária. 6ª T.2000. e não com a simples entrada física desta no território nacional. O desembaraço aduaneiro completa a importação e. 05. j. Tributário. Apelação a que se nega provimento (TRF-3ª R.044496-8/PR. p.04.-lei 37/66. para esse 24 . 23 e 44. 2.01. 3. de 29 de março de 1995 [revogado pelo Dec. a variação do câmbio da moeda estrangeira não representa majoração do tributo. momento que se dá o desembaraço aduaneiro da mercadoria. na hipótese de ser destinado a consumo. nos termos do art. arts. 396). não agiu com excesso de poder o Executivo ao alterar a taxa de câmbio. autorizou o Poder Executivo a alterar a forma de fixação e a periodicidade da taxa de câmbio. Tributos. Ocorrência do fato gerador. Não tendo sido efetuada a declaração de importação das mercadorias importadas. AMS 2000. Imposto de Importação. a base de cálculo será simplesmente o resultado aritmético da conversão do valor expresso em moeda estrangeira com a taxa vigente.04. Importação..Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. j. da Lei 8. a.. Desembaraço aduaneiro. III. Taxa de câmbio. Legalidade. 1.10. 3.03. quando da entrada em vigor do Dec.855/SP. rel. rel. O art. 2. 2. 105. sendo irrelevante.981/95. 1. Dec. do CTN. a entrada no território nacional da mercadoria. 1. 1ª T. não havendo que se falar na existência de direito adquirido à utilização de determinada taxa de câmbio fixa. Dec. a alíquota do Imposto de Importação é a vigente no dia do registro alfandegário para o desembaraço e entrada da mercadoria no território nacional. 3.

A base de cálculo do imposto é: I . Juiz Wellington Mendes de Almeida. leva em conta um determinado fato. 20 do CTN. mensurando-o do ponto de vista econômico. 20. o CTN. 22. Apelação e remessa oficial. artigo por artigo. rel. expressa em uma medida determinada pelo peso. É a alíquota especifica. bem como era previsto no art. Todo imposto. A primeira. é o valor tributável. levado a leilão. II . é fixada levando em consideração a unidade ou quantidade do bem importado. em uma venda em condições de livre concorrência. 3.029873-8/PR. DJU 12. O quantitativo estabelecido é a base de cálculo que serve de suporte ao conteúdo da obrigação tributária. 25 . referida no inciso I do art.2003. a unidade de medida adotada pela lei tributária. 20. 386). III quando se trate de produto apreendido ou abandonado. p. providas (TRF-4ª R.11. para ser cobrado. j. ou seu similar. Em outras palavras.. indica três bases de cálculo distintas.quando a alíquota seja ad valorem.70. alcançaria.-lei 37/66.. Assim.quando a alíquota seja específica. metro. 4° do Dec. AC 000.2003. no art. o preço normal que o produto. a data da celebração do contrato de compra e venda relativo ao bem importado. COMENTÁRIOS Base de cálculo.10. para entrega no porto ou lugar de entrada do produto no País. o imposto corresponderá a cada unidade destacada. volume. já em desuso.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. inclusive ICMS e ISS específico efeito. ao tempo da importação. Art. No Imposto de Importação.00. o preço da arrematação. peça etc. tida por interposta. 1ª T.

ou seu similar. em caso contrário. Outro aspecto a ser considerado. Em princípio. tem-se uma terceira base de cálculo. é reduzida. quanto mais necessário. utilizava-se da expressão valor aduaneiro. ensina que por muitos anos a comunidade internacional. alcançaria em uma venda em condições de livre concorrência. quando apreendidas ou abandonadas. artigo por artigo. se houver similar nacional. em Comentários à Lei Aduaneira. quando da fixação da alíquota. Após um evento internacional intitulado Rodada de Tóquio. eventual e episódica. chegando-se ao art. hoje só usada por sete países. para entrega no porto ou no lugar da entrada do produto no País. O CTN chama de preço normal o valor que o produto. 26 . ou seu similar. de tal modo que. o que faz o Imposto de Importação proporcional (inciso II do art. menor alíquota ostenta. Por fim. fixada em termos percentuais. CTN). Tem-se aí a “alíquota ad valorem”. a alíquota do produto estrangeiro é majorada. para ás mercadorias estrangeiras levadas a leilão. As alíquotas são estabelecidas pelo Poder Executivo. convencionou-se uma nova definição de valor. VII do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio . A base de cálculo do imposto é o preço da arrematação. diz respeito à concorrência que possa fazer o produto estrangeiro à indústria nacional. levando em consideração a essencialidade ou utilidade do produto. inclusive ICMS e ISS A segunda base de cálculo leva em consideração o valor do produto.GATT. Roosevelt Baldomir Sousa. Observe-se que não se trata do valor de aquisição e sim do preço normal. 20. formada por 32 países.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.

Verifica-se. um dos órgãos da Secretaria de Comércio Exterior Secex. a discricionariedade não se confunde com arbítrio. como todo e qualquer ato administrativo. Há um emaranhado de interesses alienígenas e impositivos que são levados em consideração. supra). Preço de referência é o adotado no interesse de proteger o similar nacional e visa equalizar os preços de oferta quando díspares (Roosevelt Baldomir Sousa. estes atrelados geralmente a acordos disciplinadores da política de preços. 27 . é eminentemente política e passa. a seu talante.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. e. firmando uma pauta de valores mínimos por intermédio da Comissão Executiva. portanto. ou atribuindo o órgão. um valor que entende ser o correto. necessariamente. finalmente. o que não poderia ser diferente diante da responsabilidade que lhe cabe como negociador internacional e guardião dos interesses nacionais. por interesses internacionais. a discricionariedade do Poder Executivo. o que pode ser feito tomando como referência o preço constante da fatura comercial. artigo por artigo. para o Estado.. cit. Somente em duas hipóteses cabe o arbitramento: quando a mercadoria estrangeira não está acompanhada da documentação legal. Cabe à Secretaria de Comércio Exterior . dos valores das mercadorias. Entretanto. preço referência. Acirrados questionamentos surgem em razão da fixação do valor das mercadorias A tarefa. inclusive ICMS e ISS Fixação pelo Poder Executivo. também chamado de preço normal. ob. dentre os quais a política de proteção aos produtos nacionais. o antigo Conselho de Política Aduaneira.Secex. porque todos os valores são adrede estabelecidos. seguidos de publicidade. a tarefa de fixar o preço de mercado.

o Brasil. 19 e no Dec. 13. apenas para exemplificar.-lei 37/66). toda a bagagem dos agentes diplomáticos.-lei 37/66. ao controle fiscal (art. art. Regimes aduaneiros. como previsto no CTN. objetos pessoais.-lei 1. livros e revistas. Para facilitar o ingresso de bens estrangeiros no País. quando do retorno ao Brasil (art. Observe-se. em montante cuja fixação atende aos interesses políticos. do qual destaco. naturalmente. por fim.455. artigo por artigo. senão com o pagamento dos tributos. cujo destino não é.-lei 1. de 07. É a chamada quota isencional (art. ao final dos quais ficam liberados da incidência. Dec. Entretanto. a bagagem dos estrangeiros radicados no Brasil há mais de cinco anos e de brasileiros com mais de dois anos domiciliados no estrangeiro. inclusive ICMS e ISS ignorando-se o valor de aquisição. ou quando a documentação apresentase inidônea. jóias. Dec. permitindo o ingresso da mercadoria com suspensão do pagamento do imposto. Escapam ainda do pagamento da exação a bagagem do passageiro que ingressa no País. quando do desembaraço aduaneiro. bem assim o longo elenco constante do Dec. que os bens desembaraçados como bagagens não podem ser alienados.-lei 37/66. O referido dispositivo foi 28 . Isenção de bagagem. situação que dura por cinco anos..1976). As mercadorias estrangeiras estão sujeitas ao pagamento do Imposto de Importação quando ocorrido o fato gerador. Dec. 3°.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. entretanto.04. abrangendo roupas. ou seja. foram instituídos regimes especiais.455/76). há tolerância quanto a bens adquiridos no estrangeiro dentro de um valor limitado pelo Poder Executivo. quando se desligam da missão estrangeira. lembranças de viagem etc. 9°. mas sujeitando-a. já comentado acima.

para assim possibilitar uma eventual taxação. ainda. Exemplo freqüente de admissão temporária existe quanto aos veículos importados para uso e circulação na zona franca ou zona de livre comércio e que saem do território especial por período certo. a admissão temporária. Os bens devem ser minuciosamente identificados. 29 . fato gerador sujeito a uma condição resolutiva. 252 do Regulamento Aduaneiro (Dec. Pode-se exigir ou não a expedição de guia de importação. caso em que se materializa a responsabilidade. na hipótese. atualmente disciplinado pelo art. sendo dispensada quando se tratar de importação ao abrigo de tratado ou convenção internacional. definido no art. a qual consiste na importação de bens que devem permanecer no País por prazo fixo determinado. com suspensão de tributos. 267 e seguintes do Dec.030/85). passando a ter a seguinte redação: Art. com do pagamento dos impostos incidentes na Há. inclusive ICMS e ISS alterado pela Medida Provisória 2. A legislação brasileira permite duas modalidades de drawback: drawback suspensão e drawback isenção. cuidando a lei tributária de uma garantia futura.2001 (ainda não convertida em lei). caso seja descumprido o prazo ou a finalidade. regime especial de entreposto aduaneiro na permite a armazenagem de mercadoria em local alfandegado de uso público. Temos. 4. de 24. 91.08.158-35.543/2002 como aquele que permite o transporte de mercadoria sob controle aduaneiro. Caso não haja retorno. artigo por artigo. passam a incidir todos os tributos. 9° O importação estrangeira suspensão importação. bens estes que deverão cumprir uma finalidade.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Das diversas modalidades de regime especial destaca-se o trânsito aduaneiro.

no máximo (art. depósito ou trapiche). serão devolvidas ao remetente. 17. Se não houver exportação há exigência da exação. se não recebidas nos prazos estabelecidos. cujos impostos ficam suspensos pelo prazo de um a três anos. foi revogado pela Medida Provisória 2. hipótese em que há absorção do produto estrangeiro. com suspensão de tributos. 58 e 59. Perda de mercadoria. sob estreito controle fiscal. que se constitui em depósito para receber mercadorias para concursos. No segundo (drawback isenção).Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. inclusive ICMS e ISS No primeiro. há uma diferença muito sutil e que consiste na importação de produtos fabricados com matéria-prima importada. É. Dentre as diversas modalidades. Chama-se a atenção para as remessas postais internacionais porque. entretanto. 30 .15835/2001. Esse dispositivo. mas esta incidência sofre suspensão até a exportação. Além dos regimes aduaneiros especiais. que consistem no regime especial de armazenamento de mercadorias em importação ou exportação. exposições. em outras palavras.455/76).-lei 37/66). por permanecer na aduana além dos prazos e condições indicados em lei (arts. também. Dec. os bens importados com suspensão são absorvidos pelo produto nacional que vai ser exportado. Temos. e que servem geralmente para depósito.. que é um espaço físico concedido pelo Ministro da Fazenda. tem a legislação brasileira os chamados entrepostos aduaneiros. feiras de amostra etc. instalação de mercadorias importadas ou exportadas por terceiros usuários. temos o entreposto aduaneiro de uso público. Dec. a título precário e mediante seleção dos interessados por concorrência pública. ainda não convertida em lei até a presente data.-lei 1. o espaço físico (armazém. o entreposto aduaneiro temporário. A primeira espécie do gênero mercadoria perdida é a considerada abandonada. artigo por artigo.

25 e 26).455/76.-lei 37/66 (arts. ou de importação proibida. Daí o equívoco de alguns magistrados que. que sofrem apreensão liminar para posterior imposição de pena de perdimento. a não ser que tenha sido iniciado o despacho aduaneiro. A única possibilidade de utilização de bens importados apreendidos é mediante doação dos mesmos. Uma outra forma de perda é a avaria (perda parcial ou total) e o extravio (perda total). A recíproca é verdadeira. na condução de processos criminais de contrabando ou descaminho. este será entregue ao proprietário da mercadoria. artigo por artigo. Temos. as mercadorias importadas irregularmente. após regular processo administrativo. se houver saldo positivo no leilão. diploma que foi recepcionado pela CF/88 e em nada contraria o Dec. Todos os bens apreendidos são recolhidos à Secretaria da Receita Federal. em nome e à ordem do Ministro da Fazenda. ambas as hipóteses apuradas em procedimento administrativo. hipótese em que a desistência obriga ao pagamento da diferença entre o valor da arrematação e o valor da exação. A prática é ilegal.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. finalmente. após a decretação de perda 31 . como medida acautelatória. O abandono não gera para o destinatário da mercadoria ônus algum. arvoram-se depositários dos bens estrangeiros apreendidos ou indicam terceiras pessoas como depositários. inclusive ICMS e ISS Também obedecem a tratamento distinto as mercadorias apreendidas.-lei 1. também recepcionado. violando o Dec. como se tivesse sido despachada normalmente. porque.

Preconiza-se. ou quando não arrematados em hasta negativa. 32 . A jurisprudência. ainda. ao final do qual é declarada a perda de bens. tem tratado o proprietário inocente como terceiro de boa-fé. A questão mais complexa existe quando tramitam concomitantemente processo penal e processo administrativo. Aconselha-se. o proprietário do bem estrangeiro não foi o responsável pelo irregular internamento. Independentemente do processo judicial.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. como só acontece quando declarada na esfera penal a inexistência material do fato ou quando se verificar a não-participação do réu no fato criminoso. a apreensão de bens importados irregularmente desencadeia a instauração de processo administrativo-tributário. se comprovado o irregular internamento dos mesmos. para maior dinâmica no processamento dos feitos administrativos e judiciais. antes de ser mandado a leilão. o qual deve observar os princípios processuais do devido processo legal. em algumas situações a sentença penal faz coisa julgada na esfera administrativa. inclusive ICMS e ISS em benefício do erário. Pena de perdimento. embora oscilante. da ampla defesa e do contraditório. embora sejam independentes as esferas de responsabilidade. não responsável pela irregularidade na importação. Daí a direta interferência da sentença judicial no procedimento administrativo. seja a autoridade fiscal comunicada quando da finalização do processo judicial. E isto porque. que todos os bens estrangeiros apreendidos sejam encaminhados ao Secretário da Receita Federal. Por exemplo: o bem apreendido em poder do réu não é de sua propriedade. estes cíveis e criminais. a demonstrar que melhor seria aguardar-se a finalização do processo judicial para então proceder-se ao perdimento de bem e com ele a irreversível alienação em hasta. artigo por artigo.

art. O9. por isso.1989). arts. em face da norma do art. Taxa de licenciamento de importação.433/88]. Fato gerador. Min. DJU 05.502/64. DJU 11. rel. rel.427/95 [revogado pelo Dec. 36). 23. Francisco Peçanha Martins. 70. Art.471/95]. substituído pela Secex]. Inconstitucionalidade que se declara do dispositivo legal em referência. j. Pleno. artigo por artigo. Em havendo isenção dos tributos federais (STJ. 2ª T. Dec. 1. 19.1980. art.427.08. Guia para importação. 23). 1. ou seja. III.1994.10. Sua inaplicação à hipótese. e 153. j. destinadas à fixação de pauta de valor mínimo. Soares Muñoz.-lei 37/66 (art. pois tal creditamento constitui incentivo à indústria nacional e. 1. j. 150. IPI. 1°. inclusive ICMS e ISS JURISPRUDÊNCIA As Resoluções do Conselho de Política Aduaneira [hoje. Na importação sob regime drawback.145/53. recebendo o benefício de alíquota zero. 23. 1. 25. § 1°. § 2°. Vitamina E e derivados. Ilmar Galvão. este revogado pelo Decreto 1.182/72 [rectius: Decreto 70.02. 10 da Lei 2. Recurso não conhecido (STF. Humberto Gomes de Barras. 1ª T. obedece às normas estabelecidas no Gatt.690/88 [suspenso por inconstitucionalidade pela Resolução 11/2005. DJU 31. Tributário.1998). DJU 10.471/95]. Desinfluente a data da expedição da guia de importação para concretização do fato gerador. só há isenção do ICMS quando ocorre a suspensão do Imposto de Importação e do IPI. art.09. Imposto de Importação. Min. Precedentes.1998.263/79]. 145. § 2° [rectius: art. REsp 135. Min. Min. Crédito do imposto pago na importação de país membro do Gatt. A importação da vitamina E. Tributário. Dec. REsp 167. Imposto de Importação. Dec. do Senado Federal]. j.1980).1989. 23. Alíquota aplicável. rel.11. a. CTN.10. este parágrafo foi revogado pelo Dec. REsp 128200/SP. Tributo cuja base de cálculo coincide com a que corresponde ao Imposto de Importação. Recurso não conhecido (STJ. o valor da mercadoria importada. 19.162/72. Alíquota zero.1995). Dec. devem conter motivação expressa (TFR Súmula 97). 83. O contribuinte não tem 33 . revogado pelo Dec..080/SP. da Constituição Federal de 1988. Gatt. RE 92978/SP.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Recurso extraordinário não conhecido (STF. CF. 1ª T.. redação dada pelo art.-lei 2. Tributário.992/PR. rel. Incidência da Súmula 83/STJ. sob todas as formas.. 1.. § 2°.10.391/95 [alterado pelo Dec. somente favorece os produtos nacionais (Lei 4. 1° da Lei 7. relativo a bem para o ativo fixo.

331/SC. 1. Min. Majoração de alíquota. j.632).455/76. REsp 198. REsp 139658/PR.06. REsp 15085/DF. rel. Dec.-lei 1. Veículo novo.05. Veículo transportador de mercadoria estrangeira destituída de documentação. Administrativo. em procedimento administrativo regular. rel. Recurso provido (STJ.02. A política de comércio exterior orienta o aumento ou redução da alíquota aplicável na concretização do fato gerador. Tributário.445/76 [na publicação consta Dec. Fato gerador.2001. Imposto de Importação. 2. –lei 1. Lei 8. utilizado em contrabando ou descaminho.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 104. 1. ilegalmente importados..08.1992.445/76. 2. 1ª T. e a eventual boa-fé do contribuinte que realiza operação de 34 . REsp 264565/PR. DJU 31.2001). DJU 17. Tributário. É a alíquota vigente nesta data que deve ser aplicada para o cálculo do imposto.-lei 37/66. Ilícito fiscal. art. Dec. mas no voto consta Dec. não pode ser revogada. o fato gerador não ocorre no momento da celebração do contrato. IPI e lmposto de lmportação. Milton Luiz Pereira j.1995. o número correto].02. V. Min. 15. Multifários precedentes.04. somente tem aplicação quando devidamente comprovada a responsabilidade do proprietário no ilícito praticado pelo motorista transportador das mercadorias apreendidas (STJ.05..471.05.. p. inclusive ICMS e ISS direito ao regime fiscal vigente na data da emissão da guia referenciada.03.-lei 1.1992.032/90. Recurso improvido (STJ. 23. Havendo comprovação. Pena de perdimento de bens.2001). 13.1999). j. Mandado de segurança. Isenção. quando concedida por prazo certo e sob condição onerosa.1999.-lei 37/66). mas quando do registro da declaração de importação na repartição aduaneira (art. Humberto Gomes de Barros. Dec. Tributário.324/97. Garcia Vieira. 23 do Dec. arts. a decretação do perdimento dos bens.-lei 2. A alíquota do Imposto de Importação é a vigente no dia do registro alfandegário para o desembaraço e entrada da mercadoria no território nacional.. de que a mercadoria teve clandestino ingresso no território nacional. 23 e 24. DJU 28. Dec. Min. 15. j. Milton Luiz Pereira. A pena de perdimento do veículo. de 27. Recurso conhecido e provido (STJ. artigo por artigo. Em se tratando da importação de mercadorias para consumo. Min. independe da prova de boa-fé do contribuinte (responsável pela operação interna com essa mercadoria). rel. A isenção. DJU 28. 3. 1ª T. rel. 1ª T. 29. 1ª T. Perdimento de bens decretado pela autoridade competente em procedimento administrativo regular: Segurança denegada.2001. Importação.

do Dec.não pode abstrair o elemento subjetivo nem desprezar a boa-fé (STJ. j. Tributário. DJU 14. 2ª T. A pena de perdimento . p. rel... DJU 08. 11. Humberto Gomes de Barros.12. Min. rel.-lei 37/66 não caracterizada. j.400). Aquisição no mercado interno de mercadoria de procedência estrangeira. Recurso da Fazenda não conhecido. 37. rel. 14. mercadorias de procedência estrangeira. quando evidente a desproporção entre o seu valor e o da mercadoria de procedência estrangeira apreendida (STJ.1993.03. REsp 109710/PR. 23. artigo por artigo. REsp 11137/PE.-lei 1. Min. Min. Min.10. Apreensão de mercadoria estrangeira.até por ser pena .Recurso especial não conhecido (STJ. Mercadoria adquirida de comerciante estabelecido. p. 24 do Dec.455/76 e art. REsp 15072/DF. 14. Decisão unânime (STJ. DJU 06.. j. 2ª T.11. Demócrito Reinaldo j. REsp 34961/ RS. 35 . j. mediante nota fiscal. Pena de perdimento. de comerciante estabelecido.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.rel. p. mas nunca a de inibir o fisco de apreendê-la (a mercadoria).1993. Apreensão. Min. Inadmissível a aplicação da pena de perdimento do veículo. p. salvo prova de que dela participou ou tinha conhecimento.1995. decretando-lhe a perda. de 1976. 104.11. O comprador de mercadoria exposta em loja sujeita a fiscalização não pode ser obrigado a investigar o modo como ela entrou no país. p.522). III . Recurso especial não conhecido (STJ. 1ª T. não responde por eventual fraude na respectiva importação. Princípio da proporcionalidade. rel. A pena de perdimento não alcança quem adquiriu a mercadoria estrangeira. Mercadoria de procedência estrangeira. 18. 1ª T. REsp 23513/RJ.. adquire.1992.1997. II . 21.. 23.1996. Pena de perdimento do veículo transportador.1995.411).Ofensa ao art. Hélio Mosimann.1998. Dec. DJU 06.559). no mercado interno. Antônio de Pádua Ribeiro.-lei 1. incabível a pena de perdimento. Quem. Tributário.03. 20. Pena de perdimento.11.897).1996.455. Dissídio pretoriano não demonstrado. 16. I . Ari Pargendler.Havendo desproporção entre o valor da mercadoria e do veículo que a transporta. mediante nota fiscal. de empresa regularmente estabelecida no mercado interno.1997. DJU 22. 2ª T. Perdimento.04.10. Veículo transportador. inclusive ICMS e ISS entrada ou saída de mercadoria com ingresso clandestino poderá dar-lhe condição para propor ação de ressarcimento contra o vendedor. Boa-fé.05. inciso V.

02. Sentença penal absolutória. Não há direito adquirido de pagar ao importador imposto com alíquota vigorante quando da expedição de guia de importação.1998. AC 1997. DJU 25.1996. rel. 1.01.10902-4/DF. Tributário. p. 3.03. 1.1998. 4.01. I e II. Veículo alugado e utilizado para possível prática de descaminho. Isenção. 23.. 5. 2. 1. Veículo regularmente importado com isenção de impostos. Impossibilidade.05. 4. 3. 232. Importação de veículo com isenção de impostos (art. Mercadoria que. AC 04141629/SC. DJU 29.01.471/95] para os desembaraços aduaneiros ocorridos após a majoração. Tributário. p.. DJU 30. Alienação do veículo regularmente processa da e com a autorização do Ministério das Relações Exteriores e da Receita Federal. 4ª T. rel. 06.1998.08. A prescrição de ação contra a União é de cinco anos. 232.. foi adquirida irregularmente e sofreu a pena de perdimento em procedimento administrativo. rel. 10. AMS 92. j. j. Bem apreendido em poder de terceiros. rel. Imposto de Importação de veículos. Não pode ser declarada a perda do veículo se seu proprietário não teve nenhuma participação na possível prática do crime de descaminho (TRF-1ª R.1997..00. DJU 11.. 3ª T. Juíza Eliana Calmon j.543/2002].01.055779-2/MG. Pena de perdimento.02846-3/MG.03. Recurso improvido (TRF-1ª R. p. 3. rel.1998. j. do Regulamento Aduaneiro) [revogado pelo Dec. Vigência imediata do Dec. 05. o prazo só tem início quando do trânsito em julgado da sentença penal. Sentença que declarou não provada a existência de crime não faz coisa julgada no cível para respaldar indenização.-lei 37/66 (TRF-4ª R. 250).Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Recurso improvido (TRF-1ª R... 19 do Dec. artigo por artigo. AMS 1997. inclusive ICMS e ISS Tributário. Juiz Eustáquio Silveira. Pena de perdimento. Perdimento de bem. 80. 14. Tributário. quando os fatos estão sendo apurados na esfera penal. Juiz Gilson Dipp..1ª T. p. como autorizado pelo art.00. 1..0371582/DF. Apelação e remessa oficial improvidas (TRF-1ª R.. Imposto de Importação. 36 .1996. 4ª T.427/95 [revogado pelo Dec. DJU 1°.282). 2.04. Inexistência de obrigação de indenizar por parte da União. Juíza Eliana Calmon. 103). 4.641). 1. Indenização. Administrativo.04.1997. Juiz Tourinho Neto.1998. j. não sendo produto de crime. Ausência de similaridade. 4ª T. Benefício fiscal não reconhecido porque não apurada a similaridade na forma do art.1998. do Regulamento Aduaneiro. Mudança de alíquota. p. I e II. 14. AG 96. 2.05.386). 10. Entretanto.04. Princípio da nãosurpresa que não atinge o Imposto de Importação.

02. de 1966. da CF/88. da CF/88 (TRF-4ª R. 1. prevista no art. é que a lei que institua ou majore tributos seja anterior ao fato gerador. Possibilidade. 150. da declaração apresentada pelo importador (art.-lei 37/66).entrada da mercadoria no território nacional . 150. no art. Agravo regimental a que se nega provimento (STF. 05. Juíza Tânia Terezinha Cardoso Escobar. do Dec. inc. Firmou-se a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a imunidade constitucional. rel. ao referir-se a periódicos. 105. d. Min. III.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.2006. além dos produtos expressamente mencionados em seu texto. Fato gerador do imposto de importação de mercadoria despachada para consumo considera-se ocorrido na data do registro. a. p. Eros Grau. 200). 1. 23 do Dec. 150. Microcomputadores para elaboração de listas.2006. Precedente do STF. VI.. inc. 2ª T.. 2.01.04. Alíquota.179). inclusive ICMS e ISS Tributário. todos aqueles que. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal fixou entendimento segundo o qual é aplicável a majoração de alíquota prevista no Dec. 150. para-alcançar. artigo por artigo. 72. 3. CF. DJU 06. rel Juiz Tourinho Neto j. com base no art. da CF/88. O que a Constituição exige. Importação. Tem sido admitida pela jurisprudência a interpretação extensiva da imunidade constitucional referente a livros.1998. A importação de microcomputadores para elaboração e impressão de listas telefônicas está abrangida pela imunidade tributária prevista no art.09. inciso X. Majoração de alíquota. jornais. p. VI. rel. RE-AgR 441537/ES. AMS 95. englobam seu processo produtivo. DJU 25. art. III. II. Inocorrência de infração..1996.for posterior à vigência do diploma legal. periódicos e o papel destinado a sua impressão. em 1984. a apreensão de um veículo (moto). Precedentes. d.08063-3/DF. de fato.1998. 05.. quando requereu os benefícios fiscais de isenção de bagagem diplomática e declarado perante a Receita Federal o mencionado veículo (TRF-1ª R. adquirida no exterior por funcionário da embaixada. e trazida. como sua bagagem.09. Constitucional. o decreto que alterou as alíquotas é anterior ao fato gerador do imposto de importação. Agravo regimental no recurso extraordinário.09. Agravo não provido 37 . Pena de perdimento do veículo.471/95]. Imunidade constitucional Art. p. VI. No caso. É inaceitável que o Fisco proceda. AMS 95. III.1996.09. 10. 1. se o fato gerador do imposto . a. também abarca a edição de listas telefônicas. 64). Fato gerador. quando lá servia.427/95 [revogado pelo Dec. Imposto de Importação. inc. Imposto de Importação. 150.47172. Tributário. Administrativo. na repartição aduaneira competente. em 1980. d. DJU 29.. j. 3ª T. 2ª T. i.-lei 37. j.03.

A simples guia de importação não constitui prova escorreita da similaridade e da destinação do produto importado. Destarte. quando o tribunal de origem pronuncia-se de forma clara e suficiente sobre a questão posta nos autos.10. 129). 2. Produção notória. 57). Pena de perdimento. 535 do CPC. Inexiste ofensa ao art. Processual civil. os argumentos trazidos pela parte. A pena de perdimento não pode desconsiderar a boa-fé do adquirente. 3. DJU 38 . p.05. Apreensão de mercadoria adquirida no mercado interno. Direito líquido e certo. Mandado de segurança. 5°. anos antes. Veículo usado importado. Recurso especial.2000. cabendo ao Fisco a prova em contrário. Nancy Andrighi. artigo por artigo. inclusive ICMS e ISS (STF. revela solução deveras drástica para quem não importou e não é sequer responsável tributário pela mercadoria. o magistrado não está obrigado a rebater. desde que os fundamentos utilizados tenham sido suficientes para embasar a decisão. Min. Solução quiçá inconstitucional.2000. à luz da cláusula pétrea de que a sanção não deve passar da pessoa do infrator (CF. rel. o adquirente que não utilizou do mandamus para importar supõe adquirir veículo usado e que ingressou legalmente no país. deste relator. Terceiro de boa-fé. 2ª T. no mercado interno. Carlos Velloso. gera a presunção de boa-fé do adquirente.. j. assentada pela instância a quo com ampla cognição probatória. p. Recurso especial. Violação dos arts. Para fins de habilitação aos incentivos fiscais (redução ou isenção de impostos).Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.. desobrigando-se o comprador a investigar o ingresso da mercadoria no país. em estabelecimento comercial sujeito a fiscalização. em razão de a empresa importadora da mercadoria ter sucumbido em ação mandamental que impetrara. Tributário. 1. Min. DJU 01. DJU 09. maxime. ou que as operações de saída interna dar-se-ão nos limites territoriais do Estado. no intuito de emprestar legalidade ao ato de importação. j.218/RS. 31. Ademais. Embargos de declaração. 458 e 535. por isso que inverter o onus probandi revela severo óbice ao acesso à justiça. REsp 151687/RS. mediante nota fiscal. ICMS. originariamente. Precedentes: REsp 658. art. um a um.07. rel. I. A aquisição. XLV). II. AI-AgR 420993/PR. Mandado de segurança. de mercadoria importada.08. Aplicar-se ao comprador de boa-fé a pena de perdimento da mercadoria. mas também a prova de que as sementes destinam-se à semeadura. Importação declarada ilegal em ação mandamental distinta.2005. Recurso a que se dá provimento (STJ. 22. Importação de sementes de país signatário do Gatt. Tributário. 4. 2ª T.2005. Inocorrência. Redução ou isenção de ICMS. faz-se necessária a produção não só da prova da similaridade. 5. quando o veículo fora adquirido.

para a averiguação do montante a ser recolhido pelo contribuinte levam em consideração o momento do fato gerador (art. AgRg no AG 518.2004. e REsp 410.2007. ser absolutamente inviável tomar em consideração. Assim. 62).015761-9/MG. por tanto. Sentença mantida. artigo por artigo. informam que o fato gerador do Imposto de Importação ocorre no momento do ingresso do produto estrangeiro no território nacional. CTN). 8.-lei 37/66. nos termos do art. Lei 4. Tributário. 7. No que tange ao Imposto sobre Produtos Industrializados determina o art. no momento do despacho aduaneiro. 21. especialmente as de crédito. CTN e 1°.05. Pedido improcedente (TRF-1ª R. CTN). Apuração da base de cálculo segundo a relação de câmbio vigente ao tempo do fato gerador (arts.04. 46. Pedido procedente em 39 . inclusive ICMS e ISS 25. rel. Franciulli Netto.. rel. 153). AC 2000. Verifica-se. em relação aos produtos de procedência estrangeira. 4°. considera-se ocorrido o fato gerador na data do registro da declaração de importação na repartição aduaneira. 2. CTN.2005. não há que se falar em violação aos princípios da segurança jurídica e do ato jurídico perfeito. cabe ao Banco Central do Brasil. Prescrição decenal (teoria dos 5+5). Taxa para emissão de guia de importação. p. j. Base de cálculo idêntica à do Imposto de Importação. 144. 5. CTN).06. em se tratando de mercadoria despachada para consumo. Inconstitucionalidade reconhecida pelo E.2006. Taxa Selic. Min.00.157/PR. bem como as de seguros e de previdência privada’. atuar sobre as operações de câmbio com o objetivo de prevenir desequilíbrios na balança de pagamento (art. Impostos federais incidentes sobre a importação (II e IPI). DJU 28. Apelação improvida. DJU 22.-lei 37/66 diz que. p. Compete à União. j. Recurso especial parcialmente conhecido e desprovido (STJ.03. Os arts. que considera-se ocorrido o fato gerador. 1. 7ª T. câmbio e capitalização. 3. Dec.05. 143 e 144.595/64). Os aspectos relevantes para o lançamento tributário e. Na hipótese de a base de cálculo estar em expressa em moeda estrangeira.38. 1ª T..2004.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. o valor da operação vigente ao tempo da celebração do contrato com o fornecedor estrangeiro. Min. REsp 718021/DF. 19. Variação cambial. Luiz Fux. DJU 27. E mais. proceder-se-á à conversão para a moeda nacional com base no câmbio do dia do fato gerador (art. Tributário.04. conseqüentemente. mediante delegação do Conselho Monetário Nacional. 20.2006.. O mesmo Dec.995/RS. 6. Castro Meira. 6. 143.04. rel. DJU 31. rel.Min. STF. Precedentes.2007. 04. pois age o Poder Público com o objetivo de proteger o interesse público. XVIII. para fins de cálculo do montante do imposto a ser recolhido. Juiz Catão Alves. ‘administrar as reservas cambiais do País e fiscalizar as operações de natureza financeira. 4. CF/88.

mas sim seu preço normal. 145.2007. 3. rel. por entender que a base de cálculo do referido tributo confundia-se com a base de cálculo do Imposto de Importação. 20 do CTN em combinação com as disposições do art.145/53 e majorada pela Lei 7. O valor aduaneiro. a guia de importação somente é expedida mediante o recolhimento da taxa correspondente. poderão ser apresentados. 20 prevê como base de cálculo para o imposto de importação não o valor de aquisição do produto. 10. 2º E. e. para o valor de revenda ou. Nos termos do art. 1°. com redação dada pelo art. para critérios de razoabilidade. rel. apenas a Taxa SELIC.690/88. Nesse sentido: REsp 888. reconhecendo tratar-se de taxa o valor cobrado pela expedição da guia de importação.1995.145/53. Contudo. 8. não é obtido apenas através do valor da transação. por considerar tratar-se de tributo sujeito a lançamento por homologação. entre outros.690/88. 10.02. Os métodos de sua apuração considerarão fatores outros que não o valor constante na fatura. Uma vez selecionada a mercadoria para controle de valoração aduaneira.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 20. Assim. Min. STJ sedimentou entendimento no sentido de que a prescrição do direito de ação. Juiz Catão Alves j. em se tratando de repetição de indébito tributário referente à ‘taxa para emissão de guia de importação’. 7. O próprio texto do referido art. inclusive ICMS e ISS parte. CF/88. DJ 12. 4.145/53.645/AL. 7ª T. da Lei 7. no julgamento do RE 167. Imposto de Importação. Forma de apuração. DJ 10.02. rel. que deu nova redação ao art. pelo importador. Pedido parcialmente procedente (TRF-1ª R. o valor a ser considerado. AC 2000. Apelação da Fazenda Nacional improvida.. § 2°. A autoridade aduaneira exerce o controle sobre o valor declarado pelo importador. da Lei 2. da Lei 7. desde a data do recolhimento. Valor declarado. VII do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio .002973-7/DF.2006. 40 .05. Valor aduaneiro. DJU 04. Apelação da autora provida.34. da Lei 2.03. 1°. a partir de janeiro de 1996. a apresentação das guias de importação é suficiente para a comprovação do recolhimento do tributo que ora se questiona. 5. na esteira do art. até dezembro de 1995. O E. e REsp 610. DJ 08. 1. não é forçosamente aquele atribuído pelas partes à transação.2007.Gatt. rel. seguindo-se o exame preliminar e/ou conclusivo do valor declarado.992/PR. obedece à teoria dos 5+5.00. a declaração de valor aduaneiro e documentos comprobatórios.690/88. Sobre os valores a serem restituídos incidirão correção monetária.09.826/SP. p. ilmar Galvão. instituída pela Lei 2. o que é vedado pelo disposto no art. Teori Albino Zavascki. Remessa oficial parcialmente provida. Humberto Martins. concluiu pela inconstitucionalidade do disposto no art. por sua vez. artigo por artigo. voltando-se para a análise das operações envolvendo mercadorias idênticas e similares.2007. Min. como último recurso. Tributário. STF. Min. que já engloba juros e correção monetária. 149).. 6.

é o preço normal que o produto. p. não se aplicando apenas aos tributos que têm o patrimônio.2006. depende da destinação da mercadoria importada e da política dos órgãos governamentais competentes. DJU 28. A adoção como parâmetro. Caráter amplo do art.494/97 c/c art..04. 20.46414-2/PR. Imposto de Importação.2007. Agravo legal improvido (TRF-4ª R. Ao Poder Judiciário está reservada a apreciação do ato deferitório ou indeferitório da isenção apenas sob a ótica dos princípios e formas que regem a Administração Pública e os atos administrativos. DJU 26. o valor da compra e venda.01. 14. A apuração de similaridade do produto importado com aquele fabricado no país. j.2007). Valor. rel. observo que a liberação das mercadorias não esgota o objeto da ação mandamental.. não viola aquela regra.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.06. mas também àqueles cuja incidência. O Imposto de Importação possui evidente objetivo extrafiscal. ou seu similar. da CF. 261). 150. Juiz Joel Ilan Paciornik. 1° da Lei 9. Não se configura discriminação injustificada a adoção das listas de preços dos fabricantes quando se tratar de importação direta destes ou de empresas por eles credenciadas (TRF-4ª R.02.04. 24. rel. Portaria 80/93.04. VI.04...02. j. denegada a ordem e reconhecidos como devidos os tributos. Isenção do tributo por falta de similar nacional. de qualquer modo. ao tempo da importação.00. Imunidade tributária. na importação de veículos. a renda ou os serviços como fato gerador. quando a alíquota for ad valorem. para efeitos de isenção fiscal. ainda que indiretamente. j.065749-6/SC. AC 97. Quanto ao descumprimento do art. 05. artigo por artigo. de 25 de abril 41 . não prevalecendo. pois. c da CF tem caráter amplo.035700-7/RS. p. Legalidade. ou lugar de entrada do produto no País (CTN. necessariamente.04. 1ª T. Tributário.. 2. da Lei 8. 9º e 14 do CTN.2006.07. A Resolução 7 da Câmara de Comércio Exterior. Requisitos legais: arts. DJU 09. alcançaria. 3. art. cabendo à impetrante saldar o débito. tais quadrantes econômicos.437/92. VI. AMS 2000. nem conflita com as disposições do Gatt. 150.. O STF já decidiu que a imunidade do art. 3. afete. rel. Imposto de Importação sobre máquina. 1°.2003. tendo por premissa a proteção e fomento da indústria nacional. § 3°. A base de cálculo do imposto de importação. c. Tributário. Agravo legal. 1. inclusive ICMS e ISS que deve observar as regras do Acordo de Valoração Aduaneira (TRF-4ª R. Juíza Viviane Josete Pantaleão Caminha. 1. 2ª T.2003. 848). 1ª T. dos valores constantes em publicações especializadas. restará constituído o respectivo crédito em favor da União Federal. Importação indireta de veículos. em uma venda em condições de livre concorrência para entrega no porto. Juiz Sérgio Renato Tejada Garcia. 2. AGV 2006. II).

Segundo o CTN. porque não lhe cabe alterar as alíquotas do Imposto de Importação sem justificação. o que indica que a base de cálculo não está incluída na esfera da discricionariedade consentida pelo legislador constitucional. 253). Juiz João Surreax Chagas j.2004. limita-se a autorizar a alteração das alíquotas. sem o que a discricionariedade seria absoluta. artigo por artigo. AMS 2001. 25.08. DJU 14. Só por lei pode ser feita a alteração.71. nas condições e nos limites estabelecidos em lei. Art. Neste sentido encaminha-se a jurisprudência. é inaplicável retroativamente. a fim de ajustá-lo aos objetivos da política cambial e do comércio exterior. suprimir a expressão agora em demasia. passando a arbitrariedade.2004.07. o Poder Executivo pode alterar as alíquotas e as bases de cálculo. contida no texto do art.007635-7/RS. 42 . p. porque não é possível haver alteração da base de cálculo ao talante do exeqüente. 2ª T. Faz-se necessário...05. O Poder Executivo pode. rel.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. alterar as alíquotas ou as bases de cálculo do imposto. inclusive ICMS e ISS de 2002. 153. portanto. Também é preciso que fique assentado o alcance da chamada discricionariedade do Executivo. 21 do CTN. COMENTÁRIOS A discricionariedade do Poder Executivo. no § 1° do art. A Constituição Federal de 1988. e lei que indique as causas determinantes do agir do Executivo. 21. que concede redução na alíquota dos produtos classificados na Nomenclatura Comum do Mercosul (NMC). Apelação desprovida (TRF-4ª R. O primeiro ponto a ser examinado quando se comenta o artigo em destaque é a parcial incompatibilidade de sua redação com a atual Constituição.

ou seja. não poucas vezes. quando é assinada a declaração. inclusive ICMS e ISS Na doutrina. é o momento físico do internamento no País. o julgado do TRF. muito se discute quanto à excepcionalidade do Imposto de Importação.). alguns julgados rebelam-se contra o técnico tratamento. principalmente quando a majora. porque até o momento que antecede o desembaraço aduaneiro. como. é possível haver mudança de alíquota. mas. 43 . TRF-3ª R. como visto. em acórdão cuja ementa encontra-se ao final destes comentários (AC 00307889/SP. mesmo que frustrada seja a expectativa do importador. não submetidas as alterações de alíquota ao princípio da não-surpresa. a não ser que se altere o fato gerador do imposto. quando do desembaraço. por exemplo. A imediata vigência da legislação relativa às alíquotas do Imposto de Importação tem ensejado controvérsias que abastecem os Tribunais de demandas a cada alteração de alíquota. Entretanto.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. por coerência de princípio. até vexame financeiro. instrumento de política econômica e cambial. por exemplo. 3ª Região. Com efeito. artigo por artigo. entrega da declaração ou manifesto de importação. uma empresa. ao obter uma guia de importação. autorizam ontologicamente a excepcionalidade. A dinâmica da vida política e o objetivo maior deste imposto extrafiscal. O STF tem sido rigoroso quanto à vigência da legislação do Imposto de Importação. não pode ser rompida. questão esta umbilicalmente atrelada à sua identificação que. e jurídico. A situação cria embaraços e. tem uma expectativa apenas quanto à manutenção da alíquota.

A jurisprudência. inclusive ICMS e ISS Relevante indagação se faz pertinente. A isenção do Imposto de Importação. sendo legítima a sua cobrança sobre a importação de mercadorias de países signatários do GATT.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. porquanto integram o elenco das normas tributárias. celebrado em Genebra em 1947.1957. incumbiu-se de pacificar o entendimento de que a atribuição não poderia ser do Congresso Nacional e sim do Presidente da República. substituído pela Organização Mundial do ComércioOMC. se não estiverem compatíveis com a Nova Carta. não podem prevalecer. Muito se discutiu sobre as atribuições do antigo Conselho de Política Aduaneira. entretanto. está obrigado a respeitar as tarifas internacionais a que se obrigou? Temos. tida como delegação legislativa.08. JURISPRUDÊNCIA Não contrariam a Constituição os arts. hoje Secex. tendo o Brasil como signatário. 3º. 22 e 27 da Lei 3. ao alterar as alíquotas do Imposto de Importação. Os tratados e convenções assinados anteriormente à CF/88. A Taxa de Melhoramento dos Portos tem base de cálculo diversa do Imposto de Importação. quanto à fixação das tarifas de importação. da ALALC ou ALADI (STJ-Súmula 124). diante de alíquotas estabelecidas em acordos internacionais: o Executivo. que definem as atribuições do Conselho de Política Aduaneira quanto à tarifa flexível (STFSúmula 404). para a Taxa de Melhoramento dos Portos (TFRSúmula 165).General Agreement on Tariffs and Trade.244. não exclui a mercadoria da alíquota minorada de 1% (um por cento). prevista na Lista Nacional Brasileira. 44 . concedida por Resolução do CPA. como exemplo de convenção o Gatt . de 14. Naturalmente que os tratados e convenções internacionais devem ser observados pelo legislador ordinário. da qual o Brasil é integrante. artigo por artigo.

Imposto de Importação. a. Improcedência. 19). Constitucional. j. Constitucional. Min. Imposto de Importação: alteração das alíquotas.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. V. no art. A lei de condições e de limites é lei ordinária. 19 do CTN. O que a Constituição exige. Decreto. 25. ou legal. Exigência de lei complementar.1999.05. visto que lei complementar somente será exigida quando a norma constitucional expressamente assim o determinar. Exigibilidade. Alíquotas. Ausência de motivação e inadequação da via legislativa. Majoração de alíquota. e art. § 1°. A motivação do decreto que alterou as alíquotas encontra-se no procedimento administrativo de sua formação. 153. No ponto. IV. II.-lei 37/66 com o art. Tributário. Min. Inaplicabilidade sobre os bens descritos na guia de importação. A vigência do diploma legal que alterou a alíquota do Imposto de Importação é anterior à ocorrência do fato gerador do Imposto de Importação. 150. dado que a lei complementar somente será exigida se a Constituição. DJU 06. Tributário. § 1°. A lei de condições e limites para a majoração da alíquota do Imposto de Importação. Carlos Velloso. 23 do Dec. que estabeleça ser a faculdade do dispositivo 45 . é que a lei que institua ou que majore tributos seja anterior ao fato gerador. 3. II. mesmo porque os motivos do decreto não vêm nele próprio. Tributário. Majoração de alíquota. Majoração de alíquotas do Imposto de Importação. III. da Constituição Federal. Aplicabilidade da Lei 3.03. Ato. DJU 28. art.2001). § 1°.11. Maurício Corrêa. a que se refere o art. Alegação insubsistente. Fato gerador do Imposto de Importação: a entrada do produto estrangeiro no território nacional (CTN. Importação. 153. Pleno. III. Imposto de Importação. No caso. expressamente. a Constituição excepcionou a regra inscrita no art. Imposto de Importação. Fato gerador. 150. CF. Inexistência de norma constitucional. rel. 2. III. Decreto. o decreto que alterou as alíquotas é anterior ao fato gerador do Imposto de Importação. da Constituição Federal. atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei: CF. art. RE 224285/CE. assim determinar. é a ordinária. j. a. § 1°. 146. I. Recurso extraordinário conhecido e provido (STF. Motivação. 17.1999). Pleno. 153. 1.04. Motivação. 153. rel. Alíquotas majoradas pela Portaria Ministerial 201/95. que se operou com a entrada da mercadoria no território nacional. por ato do Executivo. Faculdade do art. A motivação do decreto que alterou as alíquotas encontra-se no procedimento administrativo de sua formação.244/57 e suas alterações posteriores. Recurso extraordinário conhecido e provido (STF. Compatibilidade do art. Súmula 4 do antigo TFR. Alegações improcedentes. artigo por artigo. Majoração por ato do Executivo. inclusive ICMS e ISS Recurso extraordinário.1998. RE 225602/CE. art.

03. ao revés.05. j. Importação de automóveis usados. ao investir as autoridades do Ministério da Fazenda no poder de fiscalizar e controlar o comércio exterior. considerável parcela dos indivíduos continuaria sem acesso aos referidos bens. Min. DJU 28. Ilmar Galvão.. no julgamento do RE 203. DJU 28. 11. se revela consentânea com os interesses fazendários nacionais que o art. Ilmar Galvão.06.1998. Min. 1ª T. 21.04. RE 225655. ao produto de origem estrangeira.2000.05. Recurso conhecido e provido (STF. I. 20. RE 222330/ CE. A importação de produtos estrangeiros sujeita-se ao controle governamental. DJU. 1ª T. rel.2000. única hipótese em que a vedação da importação aos automóveis usados poderia soar como discriminatória.2000. Alegada afronta ao princípio constitucional da isonomia.1999.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. em pretenso prejuízo das pessoas de menor capacidade econômica. Administrativo. Moreira Alves. 21 do CTN). Constitucional. guarda perfeita correlação lógica com a disparidade de tratamento jurídico estabelecida pela norma impugnada. STF. 1ª T. não fosse certo que. Importação: veículos usados. 2ª T. Recurso extraordinário conhecido e provido (STF 1ª. Proibição ditada pela Portaria 8. Min. III. ademais. Ilmar Galvão.1998. ainda assim.1991. pelo art.. Discriminação que.03. Inocorrência de ofensa ao princípio isonômico no fato de não ter sito autorizada a importação de veículos usados. 21.04. do Ministério da Fazenda.. p.244/57.04. 3° da Lei 3. como um todo. Recurso extraordinário conhecido e provido (STF. por óbvio o objetivo de ajustar as alíquotas do imposto aos objetivos da política cambial e do comércio exterior (art. Min. artigo por artigo. RE 46 . Competência do Ministério da Fazenda para indeferir pedidos de Guias de Importação no caso de ocorrer a possibilidade de a importação causar danos à economia nacional. de 13. T. Limites e condições da alteração das alíquotas do Imposto de Importação estabelecidas por meio de lei ordinária. Orientação firmada pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal.2000). DJU 29... j. inclusive ICMS e ISS constitucional sob enfoque de exercício privativo do Presidente da República. j. No mesmo sentido: STF. no caso. II. como exigido pelo referido dispositivo constitucional. 10. 19). não obstante permitida a importação de veículos novos. rel. j. j. rel.03. Inteiro descabimento da exigência de motivação do ato pelo qual o Poder Executivo exerce a faculdade em apreço. Entendimento inaceitável. Tributário. RE 22106 1/CE. porque não demonstrado que a abertura do comércio de importação aos automóveis tenha o fito de propiciar o acesso da população.954-3. rel. a qual. 237 da CF teve em mira proteger.1999. RE 225655.

2ª T. REsp 165364/RS.1998. DJU 04. 34.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Recurso provido (STJ. Alíquota.11. Guia de importação. 19). 11. Improcedência da alegação. CTN. 1ª T. 05. 155. 104). rel.06. p. Garcia Vieira. Compatibilidade da referida Resolução com o novo regime constitucional. Min. DJU 27.907). Min. Compatibilidade.03. 4. tendo em vista o disposto no art. Recurso especial não conhecido (STJ. j. DJU 29. DJU 06. 47 . Recurso não conhecido (STJ.1998. ICMS.05. Peçanha Martins. IV. Ari Pargendler.1998. porque o fato gerador do Imposto de Importação de produtos estrangeiros é a entrada destes no território nacional (CTN. permitindo aos Estados instituir alíquota menor. Veículo estrangeiro. § 5°. inexiste incompatibilidade do art.02. art. Tributário. rel.1998. é indiscutível a conotação constitucional da matéria que não comporta exame em sede de recurso especial. salvo no ponto em que fixou um limite intransponível. 24. artigo por artigo.-lei 37/66. Min.1997. Alegada ofensa ao art. Aumento. 16). j. Tributário. da CF/88.. §2°.1998. p. Lei que fixou a respectiva alíquota com base na alíquota máxima estabelecida na Resolução 129/79 do Senado Federal. j. o tributo é devido à base da legislação aplicável no momento do registro da declaração de importação. do ADCT/88. p. 03. Recurso não conhecido (STF. Operações de exportação. 2ª T. Fato gerador.-lei 37/66. 1ª T. 3. Consoante entendimento do Excelso Pretório. para consumo próprio. ocorre no momento do registro da declaração do importador. RE 156.. 151). Além de o recorrente não ter contestado esse fato. 17.. aplicando-se a alíquota da época. j. 1. Irrelevância. j. o aumento atinge esta operação. O contribuinte não tem direito ao regime fiscal vigente na data da emissão da guia de importação. rel. REsp 157493/SP. Min. Min.05. art.03. 25. Imposto de Importação. 19 e Dec.564/PR.2.1997.1999). Se sobrevém aumento da alíquota da referida exação após a expedição da guia..11. Ilmar Galvão. Carlos Velloso. O fato gerador do tributo incidente na importação de produto estrangeiro.06. p. DJU 08. rel. Estado do Paraná. Imposto de Importação. rel. inclusive ICMS e ISS 208256/CE.03. Chegada em território nacional.1998.1997. É irrelevante o fato de ter sido expedida a guia de importação antes da chegada da mercadoria em nosso território. 19/CTN e os arts. Imposto de Importação. Alíquota aplicável. REsp 171853/SP. 23 e 24 do Dec. mas antes da chegada da mercadoria no território nacional.

na hipótese. IPI sobre produto importado. A taxa de câmbio é fator econômico. 50).1ª R. 19. de 1995. 3ª T. DJU 29. opera-se a sua incidência. A variação cambial não integra a alíquota ou a base de cálculo daquele tributo. 23). art. CTN). O Dec. de 29. mas a lei ordinária.471/95]. 52. p.427 [revogado pelo Dec.lei 37/66.14549-4/MG. Castro Filho. AMS 96. Com o advento da Lei 8. DJU 12. mas a lei ordinária. 25. sem que se possa falar em direito líquido e certo violado. podendo sobre ela deliberar a autoridade apontada coatora. 1. 55). 116.13742-4/MG. mas. O Imposto sobre Importação tem como fato gerador a entrada do produto no território nacional (art. ICMS. 24.1998. DJU 04. 1. hipótese em que o fato gerador 48 . p.427. na diretriz do CTN (art. Imposto de Importação.03. 23).-lei 37/66. não é inconstitucional. MS 6141/DF. 19. o considera ocorrido na data do registro da declaração de importação na repartição aduaneira (Dec. Majoração de alíquota. CTN)..1998. Imposto de Importação. 2. j..2001. o veículo ingressou em território nacional antes da sua publicação. Imposto de Importação. Majoração de alíquota.Decreto 1. Tributário. Possibilidade. Imposto de Importação. Tributário. inclusive ICMS e ISS Mandado de segurança. 3ª T.981/95.06. rel. mas reflexo. p.471/95]. ficou o Poder Executivo autorizado a determinar a periodicidade de fixação da taxa de câmbio. Se nessa data vigora nova alíquota [70% . Ordem denegada (STJ. 2. assim. 1. Juiz Olindo Menezes. para fins de cálculo do Imposto de Importação.Decreto 1. O IPI incide sobre produtos industrializados no exterior.427/95 .2001. Dec.07. a alíquota a ser aplicada é a data do fato gerador do imposto de renda – a entrada da mercadoria estrangeira no território nacional (TRF. Min. e.1996.revogado pelo Decreto 1.06.1995. Provimento da apelação e da remessa (TRF-1ª R. opera-se a sua incidência. artigo por artigo.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 1. rel.471/95]. I). de sorte que o aumento da base de cálculo verificado pela alteração da periodicidade da aplicação da taxa não foi direto. Alteração da periodicidade do índice estabelecido para a taxa de câmbio. mesmo que a entrada física da mercadoria [automóvel] no país haja ocorrido anteriormente. AMS 96. I). o considera ocorrido na data do registro da declaração de importação na repartição aduaneira (Dec.03.1996. Majoração de alíquota. Importação de veículo. 18.081).06.. O Imposto sobre Importação tem como fato gerador a entrada do produto no território nacional (art. mesmo que a entrada física da mercadoria [automóvel] no país tenha ocorrido anteriormente. Tributário. 1..revogado pelo Decreto 1..01. Importação de veículo novo.04.427/95 . na diretriz do CTN (art.01. j. Se nessa data vigora nova alíquota [70% . 116. j. art. 1ª S.

Não se deve estender a exigência de lei complementar a hipótese não prevista na Constituição. a alteração de alíquotas no tocante ao Imposto de Importação. Tributário.46994/PE. Tributário. não mais prevalecendo. nos termos do § 1° do art. AMS 1997.1996. 3ª T.03. INAMS 94. 79). Ausência de motivação. Argüição de inconstitucionalidade da Portaria 50/94.1998. para que o Executivo possa alterar a alíquota do II (TRF-5ª R. j. Adicional. dentro dos limites previstos em lei.00. A emissão da guia de importação não se confunde com o fato gerador do imposto sobre a importação de produtos estrangeiros (TRF-5ª R. § 1°. sem a observância ao princípio da anterioridade (art.471/95. Fato gerador. do Ministro da Fazenda. DJU 22.02. em face da Constituição de 1988.05.817-RJ e RE 192. Decs. 1. I. Juiz Ridalvo Costa. para atender a finalidade pública. artigo por artigo. Juiz Olindo Menezes. 153. REO 95. 3. Decs.471/95].134). p. Inobservância dos limites e condições estabelecidos em lei complementar. II. Tributário. É da própria essência da atividade administrativa. 3ª T. § 1º). que instituiu sobretaxa.. 1. CF). 4.. relator designado: Juiz Castro Meira).1998. 25. foi conferida ao Poder Executivo. Precedente do Tribunal (Argüição de Inconstitucionalidade na AMS 37.391/95 e 1. rel. com a indicação objetiva das condições estabelecidas em lei (CF. Princípio da anterioridade.1998. ainda. O ato administrativo deve.427/95 [revogado pelo Decreto 1. art. rel. Só a lei complementar pode fixar as condições e os limites permitidos ao Executivo.03.05. Portaria 50/94. DJU 12. a majoração de alíquotas.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. inclusive ICMS e ISS se dá com o seu desembaraço aduaneiro no território nacional (art..870/CE.03. 2. A faculdade de alteração das alíquotas do Imposto de Importação. estar necessariamente motivado.06. rel. para alterar as alíquotas do Imposto de Importação. 153 da Constituição Federal. Não há inconstitucionalidade na cobrança do imposto. j. DJU 04. p.427/95 [revogado] e 1. Na mercadoria importada. que exige 49 . 29. Imposto de Importação.1996. e não apenas ao Presidente da República. Improvimento da apelação (TRF-1ª R. Juiz Ridalvo Costa. 1. Imposto de Importação.. a jurisprudência condensada na Súmula 577 do Supremo Tribunal Federal (RE 193. Pleno.. Imposto de Importação. a título de adicional de imposto de 34% sobre o valor das importações de tecidos artificiais e sintéticos originários da República da Coréia.05052103/CE.1998. p. 811). O Imposto de Importação é um tributo em que se permite. 18. 153. Alteração de alíquota. 46. I. para ajustar a política cambial.026626-7/BA. Constitucional. CTN). j. é legítima a cobrança de ICMS por ocasião do despacho aduaneiro.6309/SP).01. 18.

Impostos de Importação e Exportação. 4.05726/ SC. artigo por artigo. j. O momento da ocorrência do fato gerador do Imposto de Importação é o registro da declaração de importação. III. 1. rel. Min.08. Imposto de Importação. 1. Matéria dirimida pelo Pleno deste Tribunal.03.. Tributário. inclusive ICMS e ISS agilidade e presteza. Juiz Vladimir Passos de Freitas. Incidência do imposto com a alíquota majorada. RE-AgR 252008/SP. Agravo regimental não provido (STF 2ª T. Tributário. Maurício Corrêa. Acórdão sintonizado com a jurisprudência do STJ e do STF. Verba honorária. Honorários advocatícios fixados em 10% (dez por cento) sobre o valor da causa (TRF-4ª R. Na hipótese o desembaraço ocorreu na vigência do Decreto 1.04. AC 92.. O fato gerador do Imposto de Importação perfectibiliza-se com o desembaraço aduaneiro. j.08. Entrada de mercadoria importada no território nacional em data posterior à vigência do Dec. tendo em vista o fato gerador do tributo.02.2005. Decs. DJU 16. Res. Constitucional. j. Desembaraço aduaneiro. A declaração de importação – atual denominação da guia de importação -.08. rel. de 1995.1995.004067/SP. Fato gerador. 1. Conselho de Política Aduaneira [hoje. Agravo regimental em recurso extraordinário. DJU 25. feita por ocasião do desembaraço aduaneiro.1995. Súmula 97/TFR. DJU 10. Agravo regimental.427 [revogado] e 1. 08. p. Tributário.. Veículos automotores. 73. Veículos. 1. 2. Min. Imposto de Importação. AMS 96. 3. 3ª T. 1. 2.. IV Apelação improvida (TRF-3ª R. Castro Meira. REsp 157162/SP.. que abrange a base legal e os fatos que lhe deram origem. 1ª T. Juíza Ana Scartezzini. Fato gerador.1997.471/95].10. 1.427/95 [revogados pelo Dec.471/95].09. rel..Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. de 29 de março de 1995 [revogado pelo Dec. p.2005. Tributário. Legalidade.371). Incidência. 2ª T. 17. não gera ato jurídico perfeito ou direito adquirido à aplicação da alíquota vigente ao tempo de sua emissão. portanto deve ser aplicada a alíquota prevista em seu bojo. p. Recurso especial conhecido e provido (STJ. 50 .391/95 e 1. Majoração de alíquota.427. Fato gerador. Ocorrência. DJU 01.2001. Constitucionalidade do diploma legal editado pelo Poder Executivo Federal. o qual se inicia como registro da declaração de importação. Exige-se expressa motivação as resoluções do Conselho de Política Aduaneira.471. rel. p. Imposto de Importação. 108. 137).457/75.142).427/95. 1.2000. 1997. 03. 366). Secex].05. Majoração da alíquota. Decs. 2. para a fixação de pauta de valor mínimo para a incidência de tributos. 22.12. j.

A faculdade de alteração das alíquotas do Imposto de Importação foi concedida ao Poder Executivo e não apenas ao Presidente da República. Acórdão em harmonia com a jurisprudência dominante do STJ. 2.490.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. O fato gerador do tributo incidente sobre mercadorias importadas do exterior ocorre quando da sua entrada no território nacional e. 1.-lei 37/66). parágrafo único.06. Tributário e processo civil. Agravo regimental improvido (STJ. 2.05.2002.427.. Imposto de Importação. Caráter de extrafiscalidade. AgRg no Ag 470904/RJ. Portaria ministerial. não provido (STJ. inclusive ICMS e ISS Precedentes.. rel.. Súmula 83/STJ. A simples existência de ‘painel’ no âmbito do GATT. 4). Precedentes do STF 4. Francisco Peçanha Martins. REsp 173492/PR.2005. contestando a imposição do direito compensatório. 153. 23 do Dec. parágrafo único. p. 1. na hipótese de ser destinada a consumo. Recurso especial.2006.2001. Recurso especial parcialmente conhecido e. João Otávio de Noronha. Adicional do Imposto de Importação. 1.CEE. p. 3. DJU 21. Imposto de Importação. sendo irrelevante o regime fiscal vigente à data da emissão da guia de importação. Tributário. CF/88 [rectius: § 1°]). 2ª T. não exime o contribuinte de recolhêlo. Fato gerador. o fato gerador não ocorre no momento do embarque da mercadoria no exterior.02.01. a portaria ministerial correspondente (art. Art. Leite em pó importado da Comunidade Econômica Européia .2005. Legalidade. Não se deve estender a exigência de lei complementar para hipótese não contemplada pela Constituição Federal. ‘Não se conhece do recurso especial pela divergência. quando a orientação do Tribunal se firmou no mesmo sentido da decisão recorrida’ (Súmula 83 do STJ). oriundo da CEE. Dissídio jurisprudencial. mas sim quando do registro da declaração de importação na repartição aduaneira (art. DJU 09. Aplicação de entendimento sumulado da Corte. AMS 9501014568/ BA. de 1995. j. ‘Painel’ no âmbito do GATT. Alteração de alíquotas através de portaria 51 . 201). Súmula 83/STJ. Importado. da data do registro da declaração de importação na repartição aduaneira. Não padecem de ilegalidade os Decs. de forma que alíquota vigente nesta data é a que deve ser aplicada para o cálculo da exação. 28. 15. Min.2006. j. Veículo. Majoração da alíquota. sob a forma de adicional de Imposto de Importação sobre o leite em pó..02. 2ª T. 3. sendo válida. j. DJU 22. Cuidando-se de importação de mercadoria para consumo. nessa parte. Constitucional e tributário. Direito compensatório. Min.471 e 1. 1. 153. Tributário. CF/88 [rectius: § 1°]. 2ª T. Lei complementar. rel. rel.03. Apelação improvida (TRF-1ª R. 19. Juiz Lindoval Marques de Brito. 300). artigo por artigo. portanto. p.

haja vista a sua função essencialmente extrafiscal.767/95]. Mandado de segurança. desde que respeitados os limites legais. Interpretação do art. Apelação improvida. 1. fato esse que se concretiza quando do registro da guia de importação junto à autoridade fiscal competente. alterar as alíquotas do Imposto de Importação e tal conduta não importa em ofensa ao principio da legalidade tributária. conforme constitucionalmente definido nos arts. as alíquotas do Imposto de Importação estabelecidas em portarias ministeriais. Legalidade. O fato gerador do Imposto de Importação ocorre com a entrada da mercadoria no território nacional.343/94. 1. Irretroatividade. Imposto de Importação.03. p. 1. AMS 15544/RJ. aquelas que possuam prazo de validade determinado. III. O Imposto de Importação reveste-se de caráter extra-fiscal e por tal razão a sua arrecadação tem importância secundária. do Dec. Aplicação do art. é irrelevante a data da expedição da guia de importação para os efeitos de concretização do fato gerador.343/94. Inocorrência. no decorrer do exercício financeiro. Ao contrário. a exceção prevista no art. Majoração de alíquota. Invalidade.. Juiz França Neto. 200). Assim. Resolução 01-0449/83. 17. que não tenham termo final. permanecerão válidas até 31.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 52 . Assim. rel. Cabe ao Poder Executivo.10.2002. 1. 2. AMS 7220/RJ. § 1° da CF/88. Fato gerador que se configura após a publicação da portaria. a produção dos seus efeitos ocorrem já na vigência de nova regulamentação. à unanimidade (TRF-2ª R. Juiz França Neto. p..09.2002.10.2002. à unanimidade (TRF-2ª R. 4º do Dec. alterar as alíquotas do Imposto de Importação. DJU 15. mediante ato do Poder Executivo. 1.. Alteração de alíquotas através de portarias ministeriais. Compete ao Poder Executivo. O Imposto de Importação constitui-se em importante instrumento de política econômica e comércio exterior. Nos termos do art. 150.343/94 [revogado pelo Dec. 6ª T. 1°.. Imposto de Importação. b. 197). j. 6ª T. do Dec. Remessa necessária e apelação providas. desde que respeitados os limites legais. Tributário. 1. Na hipótese de o fato gerador se concretizar após a publicação da Portaria 938/91. j. o que possibilita a alteração de suas alíquotas. da Comissão de Política Aduaneira [hoje.09. 153. Secex]. 17. artigo por artigo. 3. como é o caso da Portaria 314/94. 1. 4°. DJU 15. preponderando a finalidade da intervenção do Estado no domínio econômico. e tal conduta não importa em ofensa ao princípio da legalidade tributária.1995.343/94 só alcança as mercadorias descritas na guia de importação 8194/2571-6. inclusive ICMS e ISS ministerial. do Dec. concernente ao imposto de importação. Tributário. estão sujeitas às alterações das alíquotas de importação introduzidas pelo art. rel.2002. 4°.

1995. aumentou a alíquota do Imposto de Importação para todos os produtos classificados na posição 37. A majoração de alíquota sem a prévia audiência aos interessados somente é possível quando ocorrerem motivos econômicos de ordem global (art. com fulcro no parágrafo único. Registro na repartição aduaneira. Min. Princípios da segurança jurídica e do direito adquirido. Motivação e finalidade do ato.2003. 6ª T. produto não constante do edital supracitado. própria para a reprografia heliográfica. O Imposto de Importação constitui-se em importante instrumento de política econômica e comércio exterior. v. do art. v.1999. 22. TRF-3ª R. 4. A Resolução 01-0449/83. 1ª T. DJ 30. da Lei 3. j.04.06.u. Apelação e remessa oficial improvidas (TRF-3ª R. O Edital 1.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.2003).244/57 e art. 3.244/57. rel. rel.. da Magna Carta. 22. a impetrante importou película plana para reprodução fotográfica. relativamente à película plana. inclusive ICMS e ISS § 1° e 153. Juíza Consuelo Yoshida.03. Precedentes (STJ. da Lei 3. do art. REOMS 89. uma vez que. Milton Luiz Pereira. rel. 18. DJ 19. 6. No caso vertente. exige-se a realização de prévia audiência entre os interessados nas principais praças do país (art. Imposto de Importação. da Comissão de Política Aduaneira. mediante a criação de um destaque ‘EX’ à posição 37.061370-8. 9. por falta de motivação. Demócrito Reinaldo. 4°. 5. de 15% para 45%. Resp 40719/SP. Ato do Poder Executivo. diante disso.042/82 convocou os interessados na discussão da alteração de alíquota do Imposto de Importação.2006. Declaração de importação.01.. da mesma lei). § 1°. para a alteração de alíquota de produtos não constantes do edital em questão. AMS 138242/SP. 10. Alteração de alíquotas.99 da TAB. Fato gerador. p. 622). do Dec. Mairan Maia j..02. o que possibilita a alteração de suas alíquotas. artigo por artigo. rel. 1.03. 08..u.99 da TAB. Garantias à livre iniciativa e ao livre exercício da atividade econômica. Min. I.07. Função extrafiscal.06. Decorrer do exercício financeiro. Fed. 22. o ato administrativo deveria ser fundamentado. 4°.08.06. 8. REsp 170050/SP. da Comissão de Política Aduaneira. haja vista a sua função essencialmente extrafiscal.... Ofensa não caracterizada. da Lei 3.244/57). 6ª T. j. com indicação dos motivos que ensejaram a necessidade do aumento de alíquota. 3° e parágrafo único do art. Para a alteração de alíquota de produto cujo nível tarifário venha a se revelar insuficiente ou excessivo ao adequado cumprimento dos objetivos da tarifa ou cuja produção interna for de interesse fundamental estimular (letras a e b. Tributário.1999. Possibilidade. 3°. DJU 15.-lei 63/66). Invalidade da Resolução 01-0449/83.2006. 2. DJU 28. A alteração de alíquota do Imposto de Importação pela Comissão de Política Aduaneira somente deve ocorrer dentro das hipóteses previstas no art. mediante ato do 53 .-lei 63/66. STJ.. do Dec. 7.01. 1ª T.. 22.03. Des.

E. 3. do Dec.08.Nomenclatura Comum do Mercosul . 3. 258). § 1° e 153. Imposto de Importação: produtos oriundos de país integrante do Mercosul. a alteração das alíquotas do Imposto de Importação (art. deveria pressupor a existência de lei expressa. AMS 176748/SP. Precedentes do Excelso Pretório. com base em alíquota zero. 2. do CTN e arts. 4. p. 2.-lei 37/66. 6ª T. III.. de 18 de dezembro de 2002.. DJU 30.01. b. artigo por artigo. ou mesmo a data de desembarque desta no território nacional. O Dec. Juíza Consuelo Yoshida. 14. porquanto ainda não aperfeiçoado o nascimento da obrigação tributária em questão. 19. 1. STJ e 6ª Turma desta Corte. por órgãos ministeriais. A eventual alteração da alíquota da referida exação. Alíquota zero. O momento determinante para ocorrência do fato gerador do Imposto de Importação é aquele em que efetivado o registro da respectiva declaração no órgão aduaneiro competente. j. I. Agravo de instrumento improvido (TRF-3ª R. 4. 550/92 estipula o imposto aduaneiro.12.2005.11. 5. permitindo-se a alteração de suas alíquota conforme exija a política do comércio exterior. 6. que alterou o código NCM . § 1°). pois a alíquota do Imposto de Importação a ser aplicada é aquela referente à norma vigente no momento em que efetuado o registro da declaração de importação para o desembaraço das mercadorias na repartição alfandegária. 150. rel. da Magna Carta. rel. sob pena de violação ao Sistema Tributário Nacional. considerando-se que tem o referido tributo natureza extrafiscal. 5.2005.. a data do embarque da mercadoria no país de origem. é forçoso reconhecer que se mostram irrelevantes a data da celebração do negócio efetuado.. no decorrer do exercício financeiro. Apelação improvida (TRF-3ª R. p. inclusive ICMS e ISS Poder Executivo. bem como de decreto presidencial correlato. conforme constitucionalmente definido nos arts. 7. AG 211104/SP. 153. § 1°. As normas instrumentalizadas em decreto têm precedência sobre aquelas veiculadas por meio de instruções ou resoluções ministeriais.2006. 54 .e. editada pela Câmara de Comércio Exterior. não deve prevalecer. 23 e 44. Inexistência de violação aos princípios da motivação e finalidade do ato e às garantias constitucionais do incentivo à livre iniciativa e livre exercício da atividade econômica. não há que se falar em ofensa aos princípios da segurança jurídica e do direito adquirido. 6. para as importações de conversores catalíticos produzidos em país integrante do Mercosul. a alíquota do tributo. Juiz Fábio Prieto. 4ª R. j.2005. Da mesma forma. DJU 27. Partindo-se dessa premissa. Interpretação sistemática do art. A Constituição Federal faculta ‘ao Poder Executivo. se não efetivado o respectivo registro da declaração de importação.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei’. por conseqüência. 478). Direito tributário. 31. A Resolução 35.

diferentemente do afirmado. e se verifica a pertinência da medida para ajuste aos objetivos da política cambial e do comércio exterior. Imposto de Importação. 55 .1999. Embargos declaratórios. j.020401-0/RS.-lei 63/66.05. 6° e 7° do Dec. Por sua vez. 04. os arts.199/71. trazendo. 4° do Dec. 769). sim.2006.04. A autorização legal para redução de alíquota é exercida pelo Executivo mediante procedimento em que se analisa a existência ou não de similar nacional. p.244/57. Ausente o ato normativo de redução da alíquota.. rel. Constitucionalidade dos Decs. estabelece as condições e os limites para alteração das alíquotas do Imposto de Importação. 2ª T.2003. datado de 20. 23 do Dec. 25. 5°. 2. impende-se seguir a orientação firmada posteriormente pelo Supremo Tribunal Federal no bojo do RE 222330/CE. Lei 3.01.376/97 (TRF-4ª R. artigo por artigo..01. Fato gerador. Juiz Leandro Paulsen. j. simples autorização para que tal ocorra.391/95 [revogado]. Imposto de Importação. 1ª T. o art. O art. Registro da declaração. este último artigo alterando a redação do art. consoante se verifica no teor da ementa transcrita: ‘Imposto de Importação. AC 1998. Produto sem similar nacional. Majoração. Decretos 1.471/95.11. 615).Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.06.-lei 1. em seu art. No mesmo sentido. 1. A Lei 3.471.-lei 37/66 e o art.-lei 37/66 estabelece o aspecto temporal da regra de incidência do Imposto de Importação como sendo a data do registro da declaração de importação para o desembaraço na repartição aduaneira. ambos de 1995. não estabelecem a redução de alíquota ou a isenção dos produtos sem similar nacional.244/57. decidiu.602. A respeito da matéria em apreço. 1.04. 19 do CTN. Apreciação na via administrativa. O Plenário desta Corte. Legítima a tributação na alíquota majorada pelo Dec. Majorações da alíquota. Fato gerador. Irrelevante na definição da lei tributária que incidiu sobre a operação de importação a data em que a impetrante havia firmado negócio jurídico com a empresa sediada no exterior. 3°. 1. em relação ao IPI.1999. que majorarão a alíquota de importação.427 e 1.427/95 [revogado] e 1.2003. Juiz Leandro Paulsen. AC 2004. DJU 05. 23 do Dec. 22. p. por unanimidade de votos: Constitucional. Dec. Imposto de Importação. inclusive ICMS e ISS Tributário. de 1957. Aspecto temporal.10.04. Alíquota. Ministro Moreira Alves. rel. ao julgar o RE 225. publicado no DJ 11. Não há qualquer incompatibilidade entre o art. 4° da Lei 3. não há como considerá-la como se fosse alíquota zero se havia outra alíquota vigente para o caso quando da ocorrência do fato gerador (TRF-4ª. Processual civil.2006.076039-0/PR. no qual se declara a constitucionalidade dos decretos em comento. DJU 10. Tributário. rel.244.. o que é demonstrado pelo contribuinte interessado. Alíquota majorada.

19). majoração por ato do Executivo. A lei das condições e de limites é lei ordinária.o importador ou quem a lei a ele equiparar. Embargos declaratórios acolhidos para dar provimento à remessa oficial (TRF-5ª. 1ª T. artigo por artigo. 150. atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei. Juiz Ubaldo Ataíde Cavalcante j. divergiu o acórdão recorrido. Essa orientação se aplica aos Decs. AMS 63969/AL. 19 do Código Tributário Nacional. III.09. o momento do fato gerador do imposto de importação é a entrada da mercadoria no território nacional. rel. e não o seu embarque.471/95. II. 2. § 1°. Acompanha-se a orientação traçada pelo Pretório Excelso.091). Art. 1.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.03. 23 do Dec. IV O que a Constituição exige. A faculdade atribuída ao Poder Executivo para alterar alíquotas dos impostos com finalidade extrafiscal. De acordo com o art. pelo que há de ser exercida sempre que seja necessária a alteração para ajustar o imposto aos objetivos da política cambial e do comércio exterior. é que a lei que institua ou que majore tributos seja anterior ao fato gerador. 1ª T. V RE conhecido e provido. Dela. CF art. decisum este que. III. no art. No ponto.10. 153. 56 . mesmo porque os motivos do decreto não vêm nele próprio. aliás.105). a e art. Apelação e remessa oficial providas (TRF-5ª R.427 e 1. art.1999. assim determinar. A motivação do decreto que alterou as alíquotas encontra-se no procedimento administrativo de sua formação. expressamente. Imposto de Importação: fato gerador.08. mesmo sem eficácia erga omnes.427/95 e 1. 1. o decreto que alterou. a Constituição excepcionou a regra inscrita no art. merece ser prestigiado.-lei 37/66 com o art. art. I. Motivação. Súmula 4 do antigo TFR.. j. p.2006. No caso. Tributação extrafiscal. CF. Imposto de Importação: alteração das alíquotas. 25. 1. DJU 27.1999. ambos de 1995. inclusive ICMS e ISS Tributário. a. rel.427/95 a decisão tomada no RE 224. Recurso extraordinário conhecido e provido’. 3. 153. 1. as alíquotas é anterior ao fato gerador do imposto de importação. 19 do CTN. Juiz Ubaldo Ataíde Cavalcante. por ato do Executivo. 150. Ato. Majorações da alíquota do Imposto de Importação... porém. II. Fato gerador do imposto de importação: a entrada do produto estrangeiro no território nacional (CTN. Assim. da CF/88. 14. em que se firmou a constitucionalidade dos Decs. 22. Compatibilidade do art. nos termos do art.285.471. § 1°. § 1°. 146. Contribuinte do imposto é: I . já a aplicou ao Decreto 1. p. III. consubstancia poder discricionário. DJU 06. EDREO 5132001/CE. dado que a lei complementar somente será exigida se a Constituição. como.2006. Importação: alíquotas. Constitucional e tributário. 153.

de tal forma que passa a ser tratado como se contribuinte fosse. Dec. Ao lado do contribuinte natural ou equiparado. imputando-lhe a obrigação de pagar. bem assim outras pessoas indicadas na legislação pertinente (art. o depositário. São eles o transportador. na responsabilidade em sentido amplo pode haver ou não a exclusão do contribuinte. 32. O responsável designado não sofre indicação aleatoriamente e sim por estar vinculado ao contribuinte de alguma forma.-lei 37/66). 32. distinguem-se os solidários e os responsáveis por expressa designação. sem exclusão do primeiro. - o arrematante de produtos apreendidos ou COMENTÁRIOS Contribuinte. 57 . há ainda o responsável tributário. inclusive ICMS e ISS II abandonados. ao mesmo se equipara. 22 do CTN. Além do contribuinte indicado no art. não sendo importador. Dec. o destinatário de mercadoria estrangeira remetida pelo correio e os adquirentes de bens nas localidades dos entrepostos aduaneiros.-lei 37/66). mesmo não sendo importador. Dentre os responsáveis. artigo por artigo. o qual responde juntamente com o contribuinte (art. Enquanto a solidariedade impõe mais um contribuinte. tais como o arrematante de mercadoria estrangeira leiloada. o cessionário. parágrafo único. dentre outros. definido no mesmo diploma como sendo “aquele que tem relação pessoal e direta com a situação que constitui o fato gerador da obrigação tributária respectiva”. a quem a lei impõe o gravame e. 31) indica espécie sui generis de sujeito passivo que. Responsável solidário é o adquirente ou cessionário de mercadoria com isenção ou redução fiscal.-lei 37/66 (art. o Dec.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. assume a obrigação ex vi lege.

Recurso extraordinário não conhecido (STF. Dec. 48.08. 3°. responde o importador pelo que sobejar da dívida. caso o preço do bem leiloado não cubra a dívida fiscal. 30.218.-lei 116/67.1. perante a destinatária (empresa importadora). inocorre a responsabilidade para o recolhimento do tributo na importação. 104. pois. Min. 529.406/2002 . rel. de dissídio com as Súmulas 261 e 535 e com outros julgados. os tabeliães e os sócios. inclusive ICMS e ISS Exemplo de responsáveis em sentido amplo são os sucessores. 6° e 9° e. da CF [CF/67. 60.. Responsabilidade tributária. se foi ele que deu início ao desembaraço aduaneiro. parágrafo único. e 169). 103. artigo por artigo. 322 do RI [redação anterior à Emenda Regimental 21/2007] e Súmula 291). a negativa de vigência dos dispositivos focalizados. que. p. mantendo-se a quebra dentro do limite admitido como natural pelas autoridades fiscais. 582. Precedentes do STF. Na hipótese. No caso. 102.lei 37/66 (arts. mesmo como contribuinte equiparado. presumida a ausência de culpa do transportador. os administradores de bens de terceiros. 4°. É interessante observar. 2°).06. do CPC. Instrução Normativa 12/76. os síndicos da massa falida. Tributário. 5°. com a Emenda Constitucional nº 1/69]. do Dec. Recurso extraordinário da afretadora. deduzido apenas o percentual correspondente à quebra natural (0. Dissídio com as súmulas e julgados paradigmas não caracterizado (art. XI. inocorrente. 1.1987. § 2°. Transporte marítimo de produto a granel. não desonera o importador. RE 112853/RS. Imposto de Importação. DJU 28. Lei 6. Secretaria da Receita Federal. 103 e 104 do Código Comercial foram revogados pela Lei 10. JURISPRUDÊNCIA Transporte marítimo internacional de granel sólido. Sydney Sanches. 102. 7. com alegação de negativa de vigência dos arts.6%). Quebra.575). 1ª T. 2. 153. Responsabilidade das empresas armadora e a fretadora do navio transportador.1987. o inventariante. Acórdão recorrido que condenou as rés ao pagamento do valor do prejuízo da importadora. por quebra de peso da carga.Código Civil]. Temas constitucional e legais não prequestionados (Súmulas 282 e 356) ou impertinentes à solução da causa. a responsabilidade do arrematante. À palma de transporte de produtos a granel. j. 617 e 711 do Código Comercial [os arts.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. por exemplo. não 58 .562/78 (art.

59 . Tributário. Omissão a ser reparada pelo Poder Judiciário.. 60. de logo. Min. sendo representante do armador. rel. 1ª T. 26.59).05. Papel jornal off set. Regime de isenção. 2ª T. As violações apontadas dos arts. 1. Tributário. Responsabilidade pela falta ou avaria da mercadoria transportada. REsp 132624/SP. Tendo em vista que os direitos materiais tutelados . 1ª T. não se tenha como exigível o pagamento do tributo. j..-lei 37/66. artigo por artigo. inclusive ICMS e ISS superando a quebra os 5% previstos como naturais. 2ª T. restando inobservado o requisito recursal do prequestionamento (Súmulas 282 e 356 do STF). j.1995. 3. Milton Luiz Pereira. 12.172/SP. por força do art. 135.09. 15. e com a expedição do laudo técnico atestando o perfeito estado dos bens internados. Na falta superior ao percentual aludido.05.a saúde pública e o patrimônio . responsável pela fiscalização sanitária das mercadorias objeto de importação. Mandado de segurança. exigiria a prova de que se houve o agente marítimo com excesso de poder ou infração à lei. Imposto de Importação. somente o excesso poderá ser tributado. também. não há necessidade. Desembaraço aduaneiro pendente de despacho do agente de Ministério da Agricultura. do CTN). DJU 20. p. 10 a 12 da Lei 7. Eliana Calmon. II.11.2000.restaram devidamente protegidos nas instâncias ordinárias.-lei 37/66). I. o mandado de segurança impetrado no primeiro grau perdeu objeto. rel. rel..08.1997. nem utilidade a justificar a interposição do presente recurso especial. Recurso especial prejudicado (STJ. Min.08. Agente marítimo (art.1995. Transporte marítimo. se fosse o caso. 135. em caso de avaria ou falta de mercadorias (TRF-4ª R. Importação de mercadorias sujeitas a perecimento. 05. Juiz Vladimir Passos de Freitas. Se a importação foi isenta. j. Greve do serviço público. rel.305). 12.650). p. DJU 08. III.2000). as mesmas razões que justificam o reconhecimento da dispensa da multa conduzem a conclusão lógica de que. Transporte. Recurso provido (STJ.. j. REsp 143. art. 3. DJU 31. II.. REsp 38499/RJ. A imputação de responsabilidade. 2. Adhemar Maciel. O agente marítimo não é representante. p.1998. AC 042449/ RS. Min.783/89 não foram objeto de análise no tribunal de origem.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.08. descabendo o pagamento da indenização cogitada no parágrafo único. Dec.1998.1997. DJU 10. 72. mandatário ou comissionário transportador. o transportador não pode ser responsabilizado por tributo. Recurso prejudicado. estranho ao fato gerador do Imposto de Importação (Dec. do CTN. Recurso especial não conhecido (STJ. II. empregado.04. Com o cumprimento do dever de ofício da autoridade coatora.

de-1966 (Súmula 192 do TFR). Imposto de Importação. O agente marítimo.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. rel. rel. Remessa oficial improvida (TRF-1ª R.1993. Imposto de Importação. Extravio. 42. DJU 20. Mercadoria a granel. 29. Agente marítimo. Importação. quando no exercício exclusivo das atribuições próprias.17780-8/DF.05. 1.04. por via marítima. não é considerado responsável tributário.. inclusive ICMS e ISS Tributário.759). 1°.1997.01. 4ª T. 1. AC 0424689/PR. as faltas não superiores a cinco por cento excluem a responsabilidade do transportador quanto à multa. Responsabilidade fiscal do agente marítimo.1991. Súmula 192 do ex-TFR. O agente marítimo.1994. Responsabilidade. não pode ser demandado em nome próprio. A responsabilidade pelo recolhimento dos tributos relativos a falta de mercadoria importada é inerente ao importador ou ao transportador da mercadoria (TRF-4ª R. DJU 30. Nos casos de mercadorias importadas do exterior a granel. p. quando no exercício das suas atribuições (Súmula 192 do TFR). Juíza Eliana Calmon. Responsabilidade do transportador.1991. Consolidou-se entendimento jurisprudencial no sentido de não ser o agente marítimo considerado como responsável tributário. Recursos improvidos (TRF-1ª R.531). rel. por isso. mas não com relação ao Imposto de Importação.-lei 37. artigo por artigo.10. 2. de 1966 (Súmula 192/TFR). j. DJU 11. sendo o agente apenas representante que. Tributário.05.1993. Agentes marítimos. Correção monetária. Imposto de Importação. DJU 20. Tributário. Não 60 . 4ª T. p. REO 93. p.847). 2ª T. não é considerável tributário. AC 90.07. Dec.09.10328/RS. 2.. Fato gerador.4ª R. 26.... Juiz José Fernando Camargo..-lei 37. e 41. Falta de mercadoria. j. Fato gerador. p. Juiz Leite Soares.1993. Sentença confirmada. Juiz Volkmer de Castilho. Dec.06.1997. Responsabilidade tributária. 06. III. Falta de mercadoria importada. Súmula 192/TFR.086). Apelação conhecida. arts. A responsabilidade pelo tributo nessa hipótese é do transportador. Depósito. AC 90.. Falta de mercadoria. rel. 60. Inaplicabilidade.-lei 37/66.12. verificada pela autoridade aduaneira. II. nem se equipara ao transportador para efeitos do Dec. nem se equipara ao transportador para efeitos do Dec. Processual e tributário. 39. j. 57.j.01. Não se ressente de fundamentos a apelação que se limita a reportar-se aos termos de sua contestação.17. 14. 1. quando no exercício exclusivo das atribuições próprias. 2. 11. parágrafo único.04.. Tributário.25606-1/BA.-lei 37/66. Recurso improvido (TRF . 3ª T.

e mantida a favor do transporte. 61 .05.04.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.1996.09. Caracteriza-se a ilegitimidade de parte do agente marítimo na execução fiscal. p. AC 91.03. na data em que a autoridade fiscal tomou conhecimento da falta da mercadoria. REsp 223836/RS. 19. nos termos do art. DJU 20. Nulidade absoluta do procedimento administrativo. Agente marítimo.041306/SP. Não se beneficia da isenção do Imposto de Importação a mercadoria extraviada. rel. j. Recurso voluntário e remessa oficial improvidos. DJU 24. Tributário. Juiz Castro Meira j. nesse caso. João Otávio de Noronha.] inciso II. Dec. Aperfeiçoa-se o fato gerador. segundo a qual ‘o agente marítimo. Inexistência de responsabilidade tributária. Imposto de importação. Imposto de Importação. Honorários advocatícios mantidos a favor dos embargantes.. de 1966’. [parágrafo único.2005. III. quando. IV.06.. Min. 1. rel.166-7). Responsabilidade tributária inexistente. 12. vez que o auto de infração fora lavrado em face do agente marítimo e em nenhum momento do procedimento administrativo de qualquer decisão deste. Agente marítimo. pelo que é legítima a exigência do tributo do responsável tributário.-lei 37. não é considerado responsável tributário. Recurso voluntário e remessa oficial improvidos (TRF-3ª R. II. Aplicação do princípio da reserva legal. 1ª T.09. 332). artigo por artigo.07.999). Decadência operada. Decadência do direito da União para constituir seu crédito em face do transportador. inclusive ICMS e ISS se aplica o entendimento sumulado quando o agente marítimo assina termo de responsabilidade equiparando-se ao transportador marítimo. VI. Apelações e remessa improvidas (TRF-5ª R. 2. 2ª T. na importação de mercadorias a granel. Ocorre a nulidade do procedimento administrativo quando não é o transportador devidamente identificado como sujeito passivo da obrigação tributária. Aplicação da Súmula 192/TFR. do CTN. j. Mercadoria importada a granel. Embargos a execução fiscal. 3.2005. p. exerce este as suas funções próprias. nem se equipara ao transportador para efeitos do Dec.09618/PE. Termo de compromisso. Princípio da reserva legal. Recurso especial a que se nega provimento (STJ. O termo de compromisso firmado por agente marítimo não tem o condão de atribuirlhe responsabilidade tributária.-lei 37/66. 3ª T. Juiz Baptista Pereira. art. 51.. rel..091991. Tributário. p. 121. 05. AC 94. Não identificação com sujeito passivo na obrigação tributária no auto de infração e no procedimento administrativo o real contribuinte..1991. 12. 22. I. V. DJU 05. quando no exercício exclusivo das atribuições próprias. que se operou. Transportador.1996. Verba honorária devida pela embargante carecedora.

j. Juiz Reis Friede. 3. não responde este pelo pagamento do Imposto de Importação face à inexistente previsão legal para tanto. 156). 2. nos termos precisos do parágrafo único. 1ª T. AC 133478/RJ. rel. Quebra inferior ao limite técnico permitido de 5% (cinco por cento).. Imposto de Importação. presumida a ausência de responsabilidade do transportador. o extravio da mercadoria estrangeira importa. 62 . Ocorrência do fato gerador.05. Extravio de mercadoria estrangeira. José Delgado. 1.2003. embora o fato gerador do tributo se dê com a entrada da mercadoria em território nacional. artigo por artigo. do Dec. Ademais. Min.. 46). do art. Responsabilidade pelo pagamento do Imposto de Importação da transportadora. 1°]..-lei 37/66.10.-lei 37/66.2003. Não obstante o fato gerador do Imposto de Importação se dê com a entrada da mercadoria estrangeira em território nacional. 1° e 23.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. ele apenas se aperfeiçoa com o registro da Declaração de Importação no caso de regime comum e.-lei 37/66. do Dec. Recurso especial a que se dá provimento. III e 60. 28. Compatibilidade. p. Tributário. parágrafo único. p. seja a mesma oriunda de Tratado Internacional. 04. Art.05. 4. Inaplicáveis. do Código Tributário Nacional e arts.1999. III e 60. à espécie. 3. Resp 20315/RJ. rel. A autoraembargante não conseguiu comprovar estar a mercadoria estrangeira extraviada contemplada por qualquer isenção fiscal. Inversão da sucumbência. Recurso especial provido.08. DJU 08. Mercadoria isenta. parágrafo único. Ocorrendo quebra ou perda inferior a 5% (cinco por cento). seja ela oriunda de lei. Necessidade de fixação de critério temporal para que se complete. DJU 02. A simples alegação de inexistência de guia de importação não importa no reconhecimento de que a mercadoria extraviada esteja contemplada por qualquer isenção alusiva ao Imposto de Importação. Apelação improvida (TRF-2ª R. inclusive ICMS e ISS Tributário. torna-se necessária a ‘fixação de um critério temporal a que se atribua a exatidão e certeza para se completar o inteiro desenho do fato gerador’. os preceitos dos arts. com a entrada no território nacional da mercadoria que constar como tendo sido importada e cuja falta seja apurada pela autoridade aduaneira. arts. nos casos de mercadoria importada a granel sob regime de isenção. do Dec. Responsabilidade tributária. necessariamente.1999. sobretudo. 1. 2ª T. 1°. porque a mesma não conseguiu comprovar ser a mercadoria estrangeira contemplada pelo benefício isencional. Mercadoria importada a granel. Assim. 41. Inversão do ônus da sucumbência (STJ. j. 41. na responsabilidade tributária da transportadora. Dec. 19. 2.-lei 37/66 [rectius: § 2° do art.

para diminuir o percentual dos honorários (TRF-2ª R. Ilegitimidade ad causam. a mercadoria sequer ingressará no território nacional. 1. dentre outros. E várias são as razões para que não se faça a tributação. pelo qual se exige o pagamento do Imposto de Importação. Mercadoria a granel. em virtude dessa perda. Quebra de mercadoria.-lei 37. De acordo com os precedentes jurisprudenciais.2003. Sentença modificada apenas em parte.. DJU 05. por quebra natural. 32 do Dec. Tributário. Milho transportado a granel. Imposto de Importação. como a do transporte de bens a granel. nos termo do inciso II do art. Aduaneiro. Agente marítimo e transportador. do extinto Tribunal Federal de Recursos. na qualidade de agente marítimo. por isso se pode afirmar que não ocorrerá o fato gerador do tributo. 3. com a assinatura do Termo de Responsabilidade. no caso de líquido.2002. Discute-se o direito à anulação do crédito tributário. não haverá nacionalização ou aproveitamento do bem pelo importador. conforme já delimitado pela a Súmula 192. a autora. 84). Mas não se pode atribuir a responsabilidade pelo pagamento ao agente marítimo. 2ª T. 4.. e. Perda natural. como responsável tributária. aplicável na espécie. AC 265663/ES. ainda quando apurada a falta ou a diminuição do peso da mercadoria.02. não deverá responder por eventuais débitos decorrentes da importação. a não ser quando caracterizada a sua qualificação de depositário. por ocasião do desembaraço do bem. Responsabilidade tributária.04. artigo por artigo. por manter vínculo contratual com este. j. sujeitarem-se ao ressecamento ou à umidade. O Imposto de Importação é devido pelo seu total. sob pena de estar o Fisco tributando bem inexistente. rel. Nas hipóteses de perda da mercadoria. pois considerado ocorrente o fato gerador. não se terá produto a desembaraçar e 63 . estão sujeitos às intempéries e podem. pois não se equipara ao transportador nem ao contribuinte do imposto. nada mais justo então de exonerá-lo não só da multa quanto do tributo respectivo. ainda. por isso restou estabelecida uma margem para exonerar o responsável tributário de ônus. Agente marítimo. Juiz Guilherme Couto. à evaporação ou ao vazamento do produto. Indevido. dessa forma. p. 2. há hipóteses. em virtude de falta de mercadoria importada a granel decorrente de quebra. terem parte da carga perdida durante a carga e a descarga. na conferência aduaneiro. para o agenciamento do transporte das mercadorias. Ação anulatória.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. não haverá o que ser tributado. sendo grãos. 17. em face da agência marítima. Súmula 192 do extinto TFR. Os bens trazidos a granel não são acondicionados adequadamente em embalagens. mesmo tendo assumido obrigações. Conforme estabelecido pelas Instruções Normativas da Secretaria da Receita Federal. Imposto de Importação. em que as quebras são inevitáveis (IN/SRF 95/84). inclusive ICMS e ISS Tributário.

64 . j. 2. 4. em virtude de extravio ou avaria. Apelação e remessa oficial não providas (TRF-3ª R. p. 4. DJU 19. fazendo nascer tal obrigação fiscal.543/2002]. Precedentes do STJ. nas formas dos artigos 478 a 485 do Regulamento Aduaneiro. 7. rel. ter sido extraviada ou avariada e quem lhe deu causa. consistente na exigência do Imposto de Importação e respectiva multa. 6. AC 175713/SP. As situações de avaria ou o extravio são previstas expressamente pelo Regulamento Aduaneiro [revogado pelo Dec.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Sucumbência. destinam-se a identificar o responsável e apurar o crédito tributário dele exigível (art. Tributário.2007. faria o Fisco nascer uma alíquota não contemplada legalmente. mesmo estando as mercadorias isentas. Sustenta a autora tratar-se de produtos sujeitos à alíquota zero. caso ocorresse. Da mesma forma. mantendo-se a suspensão dos tributos até a sua implementação. rel.2007. imputado à autora em face do extravio ocorrido em bem que transportou. ou seja. 1. Mercadoria importada. conferida aos produtos importados. enquanto a redução é norma imperativa. não admitida por este instituto. Inocorrência. insertas no art.04. A suspensão dos impostos resolver-se-á quando ocorrer o acontecimento futuro e certo. haveria a transferência do sujeito obrigado. conforme admitido pela sentença. Aduaneiro. O ponto nodal da questão refere-se à ocorrência ou não do fato gerador do Imposto de Importação. dentre elas a de entrar o bem no território nacional para o consumo. 9. Anulatória de débito. 467. Precedentes. A isenção. Juiz Eliana Marcelo. alterando-se as causas determinantes da suspensão. artigo por artigo. Apelação e remessa oficial improvidas (TRF-3ª R. pois é instituída em função do fato. Pensar de forma contrária. in casu para zero. Discute-se o direito à anulação de crédito tributário. seria de caráter objetivo. cujos bens importados enquadravam-se na alíquota zero. Alíquota zero.04. passando a responsabilidade a terceira pessoa. 5. AC 63465.. enquanto para a redução dos tributos. 515). Fato gerador do Imposto de Importação. cujas ocorrências... 2ª T. inclusive ICMS e ISS conseqüentemente a tributar. 5. não haveria a obrigação tributária diante da importação com redução de impostos. equivaleria à transmutação de uma isenção objetiva para uma subjetiva. 8. 12. de suspensão dos impostos ou de sua redução de alíquota. Responsabilidade do transportador. não se admitindo outra alíquota que não a indicada. objetivamente considerado. 3. 468 do mesmo Regulamento). todo transportador seria o responsável pelo pagamento de impostos. A avaria ou extravio do bem não pode modificar os critérios de outorga de isenção. 6. vindo a ocorrer a avaria ou extravio dos bens. sobre bens extraviados sob a guarda da autora. portanto. Extravio. ao qual se obrigou o importador. A responsabilidade tributária implicará na conjugação de várias situações. no caso da suspensão dos impostos.

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Juíza Eliana Marcelo, j. 15.03.2007, DJU 22.03.2007, p. 464). Imposto de Importação. Mercadoria avariada. Sujeito passivo. Transportador. 1. É o transportador o sujeito passivo do Imposto de Importação incidente sobre a mercadoria importada, tendo em vista a assunção da responsabilidade de transportador o bem, documentalmente. 2. Irrelevante o fato de a mercadoria ter sido transportada por caminhão de outra transportadora. 3. O fato gerador do imposto de importação se dá com a entrada da mercadoria importada em território nacional. A avaria da mercadoria não afasta ocorrência do fato gerador (TRF-4ª R., 1ª T., AMS 200070030036965/PR, rel. Juíza Maria Lúcia Luz Leiria, j. 18.06.2003, DJU 09.07.2003, p. 251). Tributário. Importação de produto industrializado. IPI e Imposto de Importação. Isenção subjetiva. Locação do bem antes de decorridos cinco anos. Responsabilidade solidária. Juros de mora. Termo inicial. Decisão administrativa. I. Quando a isenção for vinculada à qualidade do importador, a locação do bem, antes de decorridos cinco anos da efetiva importação, obriga ao prévio pagamento do imposto, a teor do art. 137 do Regulamento Aduaneiro, aprovado pelo Dec. 91.030/85 [revogado pelo Dec. 4.543/2002]. II. É responsável solidária a pessoa que tenha interesse comum na situação que constitua o fato gerador da obrigação principal, nos termos do art. 124, I, do CTN. III. Existindo a solidariedade, o Fisco tem total liberdade para escolher de quem cobrar, podendo, pois, dirigir as suas ações contra todos ou apenas um dos devedores. IV. Uma vez que o julgamento definitivo no âmbito administrativo foi no sentido de reconhecer o não cabimento de acréscimos moratórios antes da decisão da lide, por não estar ainda definitivamente constituído o crédito tributário, não pode o julgador agravar a situação do contribuinte, para fixar como termo inicial para a incidência de juros moratórios a data do vencimento do crédito tributário. V Apelação parcialmente provida (TRF-5ª R., 3ª T., AC 350912/PE, j. 02.06.2005, DJU 30.06.2005, p. 655). Tributário. Responsabilidade tributária. Importação. Mercadoria importada. Perfumes. Adquirente de boa-fé. 1. O adquirente de boa-fé da mercadoria estrangeira, possuidor da regular nota fiscal, não pode ser apenado com a perda do produto, se verificado pelo Fisco que a mercadoria não foi regularmente importada, porquanto não possui o comprador a obrigação legal de exigir do comerciante vendedor a prova documental do regular ingresso do bem no território nacional, obrigação, esta sim, do Poder Público. Precedentes desta Corte e do STJ (q.v. verbi gratia: AMS
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1997.01.000367534, publicado em 13.11.2003). 2. Remessa oficial não provida (TRF-5ª R., 8ª T., REOMS 200442000022149/RR, rel. Juiz Carlos Fernando Mathias, j. 07.11.2006, DJU 04.12.2006, p. 202). Tributário. Imposto de Importação. Responsabilidade por substituição do transportador. Dec.-lei 37/66, art. 60, parágrafo único. Não configuração no caso de inexigibilidade do tributo na operação. I. Isenção e imunidade não se confundem; enquanto esta consubstancia hipótese de incompetência tributária, aquela impede a constituição do crédito fiscal. II. A diferença ontológica entre isenção e imunidade não tem o condão de afastar a exegese construída sobre o parágrafo único do art. 60 do Dec.-lei 37/66, que cuida da responsabilidade do transportador por tributos que deixaram de ser recolhidos em decorrência de dano, avaria ou extravio. III. O transportador não é responsável por substituição no caso de dano, avaria ou extravio de mercadorias quando o tributo não seja devido na operação em razão de hipótese de imunidade, não incidência, suspensão, exclusão ou extinção do crédito tributário. IV Apelação e remessa oficial improvidas (TRF-1ª R., 2ª T., AC 19990100032763/MG, rel. Juíza Vera Carla Nelson de Oliveira Cruz, j. 16.04.2002, DJU 16.05.2002, p. 108).

Seção II Imposto sobre a exportação Art. 23. O imposto, de competência da União, sobre a exportação, nacional. COMENTÁRIOS Finalidade. O imposto incidente sobre bens e produtos nacionais ou nacionalizados, quando destinados ao estrangeiro, tem como fato gerador a saída do território nacional, considerando esta saída no momento em que é expedida a guia de exportação ou documento equivalente. Adotou-se este momento como o da ocorrência do fato gerador por questão de praticidade.
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para

o

estrangeiro,

de

produtos

nacionais

ou

nacionalizados tem como fato gerador a saída destes do território

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É um imposto federal, de competência da União, inovação esta oriunda da Emenda Constitucional nº 18/65, porquanto a Carta de 46 atribuía aos Estados-membros a instituição do imposto em realce. A atual competência federal da exação é muito mais lógica e adequada à natureza jurídica do imposto, de índole nitidamente extrafiscal, regulatório do comércio exterior. É utilizado, algumas vezes, para evitar o desabastecimento do mercado interno, quando atraentes os preços do exterior. Pelo caráter extrafiscal do imposto e pelo fato de ser importante para o equilíbrio da balança comercial, tem baixíssima alíquota. Como fonte de receita é a exação despicienda, mas funciona como instrumento da política tributária, não se lhe aplicando, por isso mesmo, o principio da anterioridade. Entretanto, diferentemente do Imposto de Importação, tem sido este imposto altamente criticado, por onerar os bens de produção nacional no mercado externo. Fato gerador. É a saída material do produto nacional ou nacionalizado para outro País, qualquer que seja o objetivo da remessa, independentemente do negócio jurídico que motivou a saída, seja compra e venda, doação ou empréstimo. O momento da ocorrência do fato gerador é o da expedição da guia de exportação ou documento equivalente, conforme estabelece o Dec.-lei 1.578/77, no particular bem mais explícito do que o CTN, haja vista o teor do § 1° do art. 1°, verbis: “Considera-se ocorrido o fato gerador no momento da expedição da Guia de Exportação ou documento equivalente”.

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139). Possui institutos próprios.. beneficiamento ou acondicionamento e foi reexportada (regime de drawback). entendendo-se como tal a mercadoria estrangeira que no país sofreu transformação. na prática. o Imposto de Importação. cuja expedição de guia é uma mera providência burocrática. ed.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Os mesmos conceitos examinados para o Imposto de Importação servem de subsídio para a compreensão das alíquotas deste imposto. portanto. Por isso mesmo remete-se o leitor ao que foi dito quanto aos entrepostos aduaneiros e regimes especiais. 10. 68 . a fim de facilitar. As exportações podem ser diretas e indiretas. proporcional e seletivo em função do objeto submetido à tributação. uma ficção legal como fato gerador. com base em contrato. Para Aliomar Baleeiro. “nacionalizada é não só a mercadoria de origem estrangeira aqui transformada ou beneficiada. mas também a subdividida em acondicionamentos no país” (Direito Tributário Brasileiro. 1985. artigo por artigo. como o Imposto de Importação. mas também a nacionalizada. a cobrança do imposto. Atente-se quanto ao fato de que não só a mercadoria nacional é passível de incidência do imposto. Observe-se que aqui há profunda diferença do imposto coirmão. p. inclusive ICMS e ISS Temos. podendo ser as mesmas especificas e ad valorem. Tipo de imposto. Direta quando o estabelecimento industrial ou produtor emite a nota fiscal de venda endereçada diretamente ao destinatário no exterior. É um imposto indireto.

I. que funciona como interveniente comercial. fora feito anteriormente à edição das referidas normas. salientando que o registro de venda não substitui o registro de exportação.Siscomex. Min.que estabeleciam alíquotas de 10% e 2%. artigo por artigo. que por sua vez emitirá nota fiscal de venda endereçada ao comprador estrangeiro.136/94 .04. A Turma. . O fato gerador do Imposto de Exportação é o registro 69 entendeu os pela de incidência das mencionadas Precedentes resoluções RE porquanto as mesmas foram editadas anteriormente ao momento em que registros exportação.10. JURISPRUDÊNCIA Nota: Imposto de Exportação e fato gerador .248/72 ou a trading companies.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. respectivamente. Ellen Gracie.-lei 1. efetivados 16. inclusive ICMS e ISS Indireta quando o estabelecimento industrial ou produtor emite a nota fiscal de venda (com o fim específico de exportação) para destinatário comprador no Brasil. Nesta hipótese. a Turma deu provimento a recurso extraordinário para reformar acórdão do TRF da 5ª Região que afastara a exigência do Imposto de Exportação em operação relativa à venda de açúcar previsto nas Resoluções 2.2001. Alteração de alíquota. rel. RE 223. citados: 227. vendendo para empresa situada no exterior. Segundo Vittorio Cassone.Considerando que o fato gerador do Imposto de Exportação ocorre no momento em que é feito o registro de exportação junto ao Sistema Integrado de Comércio Exterior . quando a legislação tributária fala em “empresa comercial exportadora”. a exportação será considerada indireta para o fabricante e direta para o interveniente exportador. entendido como fato gerador pelo Tribunal a quo.112/94 [revogada] e 2. Imposto de Exportação.106/PE ( DJU 28.2000).796/PE. cujo registro de venda. sem fazer expressa referência ao Dec. nos contratos de exportação de açúcar -. está querendo dizer que é qualquer empresa exportadora que pratica atos de comércio de exportação. Tributário.

a lei elegeu a expedição da guia para marcar a saída do produto exportado. Por conseguinte. Direito tributário. 4. 222 do Regulamento Aduaneiro [revogado pelo Dec. é lícito instituir formas divorciadas da realidade material. p.1991. Bacen [revogada]. que juridicamente não acontece quando da contratação do embarque nem do desembarque. Juiz Gilson Dipp. 2. rel. DJU 10. contrariou o comando da Medida Provisória 655/94 [a Medida Provisória 655/94 transformou-se na Lei 9.019/95]. rel.112/94. Atente-se para que o art. Negócio jurídico anteriormente firmado. Juiz Francisco Falcão.07. não importando que o embarque se dê somente após a alteração da alíquota. editado posteriormente ao registro junto ao Siscomex das operações relativas a exportação. III. 6°. A aplicação de ato normativo.1996. 661/92 [revogado pelo Dec. Granito em bruto. AG 03033329. Medida Provisória 655/94.. Imposto de Exportação. Segurança concedida.10.05. que modificou o art.578/77. Apelação desprovida (TRF-4ª R. Registro de venda junto ao Siscomex. Juiz Newton de Lucca j. Direito intertemporal.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.. 08.11. 1. Majoração. 1° do Dec. do art. Imposto de importação de açúcar.725). MS 00547727/PE.-lei 1. DJU 28. dentre as etapas da exportação. Se a cobrança do imposto se deu com base na Resolução 2. surge para o exportador o direito de ver seu produto tributado nas bases da legislação então vigente.-lei 1. fere o direito adquirido e o princípio da irretroatividade. Ocorrido o fato gerador.. artigo por artigo. Tributário.. 04. 22. Alíquota.112/94. j. AC 0403282/RS.1997. Apelação não conhecida e remessa ex officio improvida (TRF-3ª R. Fato gerador.873). consoante o § 1°. Fato gerador. constitucionalmente assegurados.543/2002]. Tributário. Resoluções do CMN 2. Imposto de Exportação. 3. 4. inclusive ICMS e ISS informatizado das operações de exportação no Siscomex. p.136/94. 2.06.578/77. Pleno. 4.1991).06.1996. Segurança jurídica. já que revogou a delação constante no § 2° do art. rel. Ao legislador. DJU 25. II..543/2002].1997. do Decreto 660/92. que atribuiu somente ao chefe do Poder Executivo relacionar produto sujeito ao imposto. Segurança concedida (TRF-5ª R. não tem o condão de contrariar o que a norma legal define como hipótese de incidência do imposto sobre a 70 . 1. imbuído de critério político. 101. 4ª T. Res. Irretroatividade tributária. Dec. Direito adquirido. O elemento temporal do fato gerador foi o da expedição da Guia de Exportação ou qualquer documento que à mesma equivalesse segundo a administração fiscal. 44.112/94 [revogada] e 2. 1° do Dec. Açúcar. Ação ordinária anulatória de débito fiscal. 2. j. 3ª T.

05.1994. 2. DJU 1°. Demora da Administração Pública.. é a expedição da guia de exportação ou documento equivalente. de 1994.136/94..1995. Tributário.10. 3ª T.1995. 05. 65. inclusive ICMS e ISS exportação (TRF-4ª R. artigo por artigo. DJU 10. em seu art.10. j. Imposto de Exportação. REO 95.. Juiz Ridalvo Costa. Constitucional.136. Remessa oficial improvida (TRF-5ª R.08. p. 10. 5. Sistema Integrado de Comércio Exterior . Imposto de Exportação. antes da vigência das resoluções que majoraram a alíquota do Imposto de Exportação.09. Impossibilidade de prejuízo ao contribuinte.578/77.1996. A impetrante teve seus registros de exportação efetivados em 26.49689/PE. rel. 83. Resolução Bacen 2.05.. 30. 26.136/94. 26.Siscomex. A demora da Administração Pública para expedir o registro de venda não pode prejudicar o contribuinte que se ateve às diretrizes dos planos governamentais para efetuar os seus negócios jurídicos.. Precedentes.10. Juiz José Maria Lucena. Constitucional e tributário. j. Encontrando-se registrados na Siscomex os contratos negociados com o exterior. do Dec. p.1997. Controvérsia acerca da existência de distinção entre Registro de Venda e 71 .112 e 2. 1ª T. Juiz Francisco Falcão. Irretroatividade.1995. ao instante da edição das Resoluções 2. p.052051/PE.112/94 [revogada] e 2.006).1995. rel.1996. tal como definido no art.112/94 [revogada] e 2.05. § 1°. 1°. Fato gerador. 3ª T. AMS 0444922/RS. O fato gerador do Imposto de Exportação. Precedentes jurisprudenciais desta Colenda Corte: AMS 49552/PE. j.08. 1°.08. AMS 95. REO 49689/PE. Embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário.-lei 1. Inexistência. Imposto de Exportação. Fato gerador. Registro no Sistema Integrado de Comércio Exterior Siscomex..-lei 1.112/94 [revogada] e 2. 26. Resoluções 2. 12. que majoraram a alíquota do tributo. rel.578/77 estabelece. À época do fato gerador incidia alíquota zero. rel. Fato gerador. Irretroatividade. AMS 50202/AL. j.04.1997. rel Juiz Geraldo Apoliano j. j. § 1°. Erro material.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.1995. Exportação. Ocorrência antes da edição das Resoluções 2.831). 11. Tributário. 1. infringe o princípio da irretroatividade da lei tributária a cobrança do Imposto de Exportação nas alíquotas de 10% (dez por cento) ou 2% (dois por cento). 4. Juiz Gilson Dipp. Não conhecimento da apelação da Fazenda e improvimento da remessa oficial (TRF-5ª R. O Dec.235). DJU 20. que considera-se ocorrido o fato gerador no momento da expedição da guia de exportação ou documento equivalente: 3. Impossível a retroatividade desses diplomas normativos para alcançar as operações de exportação já registradas.136/94 do Banco Central do Brasil.

em seu art. Juiz João Otávio de Noronha. Inexistência. ou seja.. p. Exportação temporária. Registro de vendas no Siscomex durante vigência da resolução do Bacen.09.597/95 [revogada pela Circular 3. 2ª T. Só há tributo exigível quando existe lei que expressamente o declare. Dec. Impossibilidade. Fato gerador.305/75. Inexistência. institui a referida taxa. nos termos do Dec. Tributário.02. 3. p.2003. DJU 24. 5. 21. j.03. 6. 1ª T.. Tributário. Min. DJU 29. Apelação e remessa oficial a que se nega provimento (TRF-1ª R. 2.305/75.280/2005].-lei 1. 1° e 7°. AMS 199901000505276/MG. rel. regime drawback. não determinam a incidência da taxa de classificação dos produtos vegetais quando destinados à importação sob o.163/95 [revogada pela Resolução 2.305/85 [revogada pela lei 9. da Lei 6. p. Fato gerador. 2ª T.05. REsp 432839/SC. Dec.. Imposto de Exportação Açúcar. da sua base imponível e da alíquota devida. Min. rel. Incidência. O Dec. Juiz Hilton Queiroz. RE-AgR-ED 234954/AL. Imposto de Exportação. Precedentes. j. 2. Impossível. Lei 9. 1. quando ocorre comercialização interna de produtos vegetais. 13. quem são os sujeitos ativos e passivos. DJU 15.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. unicamente. rel.069/95. Homenagem ao princípio da legalidade.-lei 37/66.03. O fato gerador do Imposto de Exportação sobre o açúcar ocorre com o registro de vendas no Siscomex e. DJU 23.2002. Portaria 393/95. 1. Tributário.06. Circular Bacen 2. Envio de equipamento ao exterior. Erro material. 4ª T. 1. Embargos de declaração rejeitados (STF. 1°. expressando.2003. 26). 99). a criação de obrigação tributária por interpretação jurisprudencial. Tributos e contribuições. j. rel. Taxa de classificação de produtos vegetais. José Delgado.-lei 37/66. 4. Diante da inexistência de fato gerador. j. Recurso não provido (STJ. em nosso regime legal tributário. A Lei 6. Recurso especial não-provido (STJ. Os arts. não há falar na incidência de tributos sobre operação enquadrada no regime de exportação temporária. Tributário. Não incidência na importação de produtos sob regime de drawback.. 132).927/2002]).72 . 2.2006. 25. p.578/77. Lei 6. 1.08. esta deve ser aplicada.2006. art. impondo os elementos do seu fato gerador. REsp 382494/PR. verificando-se este durante a vigência da resolução que majorou a alíquota do imposto (Resolução do Banco Central 2. Fato gerador.2002. destinados à futura exportação.972/2000]. 60. Constitucionalidade. inclusive ICMS e ISS Registro de Exportação.10.. Maurício Corrêa.281). 03. artigo por artigo.2003. ainda.2003.

578/77. não pode ser obstado por exigências administrativas tendentes a exigir direta ou indiretamente o pagamento do tributo devido. devendo ser afastada alegação de inexistência de norma válida instituidora do tributo. em uma venda em condições de livre concorrência.11. A averbação é o ato final do despacho de exportação e consiste na confirmação. tampouco à sua delegação ao Banco Central do Brasil. ou seu similar. REOMS 173653/SP. inclusive ICMS e ISS lei 1. 347). 153. rel.10. 03. p.quando a alíquota seja específica.2002.954). o nascimento da obrigação tributária.2002. o preço normal que o produto.quando a alíquota seja ad valorem. pela fiscalização aduaneira. conforme disposto no art. Art. A alteração da alíquota do Imposto de Exportação pelo Poder Executivo encontra-se prevista no art. 23. descreve todos os elementos do Imposto de Exportação. portanto. 3. de desenvolver livremente sua atividade econômica. tendo conteúdo prevalentemente declarativo. recepcionado pela Constituição Federal. A base de cálculo do imposto é: I . alcançaria.. Imposto de Exportação. 222 do Regulamento Aduaneiro [revogado pelo Dec. do embarque ou da transposição de fronteira da mercadoria. O direito fundamental do particular..Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. ao reconhecer a efetiva ocorrência do fato gerador e confirmar. da Constituição Federal. 24. j. Tributário e administrativo.597/95. portanto.2002.543/2002].. 4. rel. 73 . DJU 23. 2. não havendo óbice ao exercício dessa competência pelo Conselho Monetário Nacional. ao tempo da exportação. ambos órgãos do Poder Executivo. artigo por artigo.10. Cobrança indireta do tributo. sendo. em qualquer caso. O fato gerador do imposto configura-se com o registro da exportação no Siscomex. sendo. 6ª T. DJU 29. válida a majoração da alíquota efetuada pela Circular Bacen 2. STF A oneração em milhões do exportador autoriza o julgador a liberar a mercadoria impedida de ser exportada no caso presente. Averbação de embarque. este o momento a ser considerado para a verificação da legislação aplicável. j. não importando o momento do registro da venda junto ao Siscomex (TRF-1ª. p. 3ª T. Juiz Paulo Machado Cordeiro. Longe de prejudicar a cobrança do Imposto de Exportação. a averbação contribui para legitimar sua exigibilidade.2002. Juiz Mairan Maia. II . a unidade de medida adotada pela lei tributária. § 1°. Agravo de instrumento provido (TRF-5ª R.10. Precedentes do Eg. AG 31752/PE.

A pauta de valor mínimo só se faz pertinente quando o produto for de difícil apuração ou sofrer marcantes oscilações no mercado internacional. FOB ou posto na fronteira. Como os preços oscilam em função do mercado externo. não ensejando questionamentos judiciais freqüentes. E quando é o Judiciário chamado a dirimir contendas em torno da exação. considerase a entrega como efetuada no porto ou lugar da saída do produto. FOB é a abreviatura de free on board. artigo por artigo. o preço da mercadoria mais frete e seguro. dele excluindo-se os custos da exportação e do financiamento. ou seja. O disposto no parágrafo único objetiva reduzir o preço do produto. 74 . Considera-se. COMENTÁRIOS Base de cálculo. nas vendas efetuadas a prazo superior aos correntes no mercado internacional.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. colocado a bordo do veículo que irá transportá-la para o exterior. A base de cálculo que indica o preço normal deve observar as normas da Organização Mundial do Comércio. o custo do financiamento. então. inclusive ICMS e ISS Parágrafo único. geralmente não passam da esfera dos Tribunais Regionais Federais. deduzidos os tributos diretamente incidentes sobre a operação de exportação e. como preço normal o valor à vista do produto. cabe ao Conselho Monetário Nacional expedir normas sobre a determinação da base de cálculo do imposto e fixar critérios específicos ou pauta de valor mínimo. sujeitando-se inclusive às flutuações das Bolsas de Mercadoria. Aspectos relevantes. O Imposto de Exportação não tem importância fiscal e sim política. Daí a pouquíssima jurisprudência dos Tribunais Superiores sobre o imposto em destaque. como já explicitado. Para os efeitos do inciso II. Ela é elaborada pelo Conselho Monetário Nacional.

§ 5°. Exclusão da base de cálculo do montante da cota de contribuição devida ao IBC (Dec.11. 11 do Convenio ICMS 66/88 declarada pelo Supremo Tribunal no RE 149. ICM. Base de cálculo. O lançamento é feito. DJU 03. AGAG 145172/SP.844). DJU 16. Min. por força do art. Exportação de café cru.09..04. 12. Afinal.1994. geralmente. j. art.1994. A quota de contribuição devida ao IBC. ICMS. não se inclui na base imponível do ICMS. 75 . inclusive ICMS e ISS Geralmente as controvérsias judiciais versam sobre base de cálculo ou isenção. 1ª T. § 8°. 13. AGRAG 153549/SP. p. especialmente o preço das mercadorias. Min. 34. pelos exportadores de café cru. mas o Fisco tem a faculdade de recusar qualquer dos elementos dessa declaração. recebido pela Constituição. 2°. Contribuição devida ao IBC.922.1994. As quotas isencionais são episódicas e circunstanciais. JURISPRUDÊNCIA “O exportador adquire o direito de transferência de crédito do ICMS quando realiza a exportação do produto e não ao estocar a matériaprima” (STJ – Súmula 129). 149 do CTN. Sepúlveda Pertence.-lei 406/68. Paulo Brossard. artigo por artigo.1993. O certo é que obedecem elas a razões de conveniência e oportunidade da Administração. 24. acrescente-se que o Imposto de Exportação. Exportação de café cru.06. como os demais impostos.. Agravo regimental. o valor constante da fatura comercial é mera indicação por não se constituir em base de cálculo. Exclusão. Por fim. p. por declaração do exportador. rel. j. mas a outorga só por lei pode ser feita. rel. Tributário. 2ª T.269). ADCT) (STF. 30. não comportando comentários em um trabalho de âmbito geral. como previsto no art. Inconstitucionalidade do art.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. pode ter lançamento de oficio. Agravo regimental a que se nega provimento (STF.

1ª T. provados com a inicial: existência de direito líquido e certo. p. suficientes para o desate da testilha. I. e até o dever. em seu aspecto substantivo.. de chegar-se ao exame do mérito. 5.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. REsp 19610/SP.1992. por motivos conjunturais. Juiz Wellington Mendes de Almeida). Violação do devido processo. Recurso provido (STJ. Precedente. A nova alíquota (40%). em decorrência. art.536). A pena de perdimento não é aplicável quando há desproporcionalidade entre o valor da mercadoria apreendida e o valor do veículo que a transportava.865). No caso concreto. Tributário. tem o impetrante a condição especial da ação de mandado de segurança: o direito líquido e certo. Min. Necessidade de respeito a autorização empenhada por períodos certos e determinados. Possibilidade. afetando ruinosamente os contratos firmados anteriormente pela impetrante. 7. II e § 1°). rel..03. rel. 2. DJU 04.04. Processual civil e administrativo. rel. Razoabilidade. Tributário. dentro das condições da época (alíquota de 2%). porém. A desproporcionalidade da sanção imposta restou evidente ante a inexistência de Imposto de Exportação a pagar. bem como pela inexistência de benefício patrimonial a ser auferido.1995. objetivando a congruência lógica entre as situações postas e as decisões administrativas (TRF-4ª R. artigo por artigo. Imposto de Exportação. Exportação de café em grão. II. REsp 73949/RJ. não se inclui na base de cálculo do ICMS devido na exportação de café em grão. Pena de perdimento. Segurança concedida. Mandado de segurança. Recurso improvido (STJ. a impetrante já havia obtido autorização para exportar 400. inclusive ICMS e ISS ICM. Desproporcionalidade. em 76 . Aplicação do princípio da razoabilidade. j. Base de cálculo. Autorização governamental para exportação de açúcar para o exterior. Se os fatos. de alterar a alíquota do Imposto de Exportação (CF.000 toneladas métricas de açúcar para o exterior pelos períodos de 95/96 e 96/97. Violação do devido processo. por não integrar o valor líquido faturado.1992. Fatos complexos. ainda que legalmente alterada. Assim.. se mostrou desarrazoada e altamente ruinosa para a empresa. DJU 18. Não se nega ao Executivo o direito. sobre o valor líquido faturado sobre ela não pode incidir o ICM. A quantia relativa ao Imposto de Exportação. 01. Min. se acham provados com a inicial. REO 0438009/RS. 153. 1.12. 15. Não inclusão do Imposto de Exportação. Garcia Vieira.1996. Afastamento do empeço de exame de mérito. Alteração exacerbada da alíquota do imposto. p. firmou contratos para atingir seu objetivo. j. César Asfor Rocha. Base de cálculo. A quantia correspondente ao Imposto de Exportação não integra o valor da mercadoria. ICMS. 1ª T.05. 3.

Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 06. Adhemar Maciel. DJU 06. DJU 06. REO 89.455/76. ICMS. Por outro lado. a ausência de dano ao erário.2007. 2. 3. Mandado de segurança. Art. 19. j. j. Exportação. 12. Juíza Eliana Calmon. Quota de contribuição devida ao IBC. Pacificada a interpretação de determinada norma jurídica pelos Tribunais Superiores.1997.045). p. 4). Contrariedade do acórdão rescindendo a entendimento sumulado no âmbito dos Tribunais Superiores. Sentença confirmada (TRF-1ª R. Apelo improvido. Auto de infração. 2°. DJU 27. Comprovado que a documentação legal (notas fiscais. eventual divergência havida no 77 . DJU 12.1990. Operação regular.11.-lei 1.. Tributário. Segurança concedida (STJ. 11. 1. 2ª T. 1.08.01. j..04. Exportação de café. Desnecessidade. 244). Recurso especial provido (STJ. 15. em decorrência da isenção. Tributário.17103-1/DF. Súmula 49/STJ. artigo por artigo. j. Min. Cabimento. III. Repercussão.3. rel.08. sob pena de perda de competitividade do produto no mercado internacional.02. 1. Sendo isentas de impostos os bens a serem exportados não se configura dano ao erário. Mercadoria isenta. capaz de ensejar a aplicação do Dec.1989.1990). Min. AMS 89. Base de cálculo. Prova da repercussão.12. há de se pressupor a impossibilidade prática do repasse do valor do tributo recolhido. Recurso especial.2007. Viola de forma direta o preceito normativo insculpido no art. § 8°. apresenta-se ilegal a apreensão e declaração de perdimento. 1. p. 2. 2. rel. Base de cálculo. Exportação de café. Insubsistência. guia de exportação) foram apresentadas pelas exportadoras. 166 do CTN.01398-3/DF.01.1990.. rel. Depósito das mercadorias em vagões ferroviários.03. Recurso especial. p. Exportação de mercadoria isencional. João Otávio de Noronha. Mostra-se ilegal a lavratura de auto de infração e termo de apreensão e guarda fiscal quando a operação de exportação de mercadoria isenta embasa-se em documentação regular. Ação rescisória. MS 4772/DF. Remessa improvida (TRF-1ª R. do Dec. inviabiliza a pena de perdimento. rel.03. Quota de contribuição ao IBC. 1ª Seção.1998. REsp 511036/MG. Juiz Fernando Gonçalves.-lei 406/68 decisão que determina o acréscimo do valor da cota de contribuição para o IBC na base de cálculo do ICMS cobrado na saída de mercadorias. Nas operações comerciais que envolvem produto cujo preço é fixado com base nas cotações das bolsas internacionais e às quais se aplica a regra universal da desoneração das exportações. Processual civil e tributário. ICMS. inclusive ICMS e ISS seu aspecto substantivo.

2.TFR e 343 – STF. além de ser a compensação uma forma de extinção da obrigação tributária examinável na esfera administrativa. 485. Exportação. Nas operações comerciais que envolvem produto cujo preço é fixado com base nas cotações das bolsas internacionais. 192). artigo por artigo. 149. o recurso especial. 4. foi alçada a imunidade constitucional pela EC nº 33/2001 (art. Inaplicabilidade do entendimento 271 das súmulas do STF. § 2°.2005. I. ontologicamente. 5. Não havendo na Constituição ou em quaisquer outros dispositivos infra-constitucionais definição de quais receitas decorrentes da exportação. Viola de forma direta o preceito normativo insculpido no disposto no § 8° do art. AMS 200538000209924/ MG. rel. 3. pois. são excluídas da imunidade definida no art.-lei 406/68 a decisão que determina que se acrescente o valor da cota de contribuição para o IBC na base de cálculo do ICMS cobrado na saída de mercadorias. de natureza extraordinária..718/98. 14 da MP 1. REsp 427814/MG. relativamente às receitas decorrentes de exportações previstas no art. 9° da Lei 9. p. A isenção do PIS e da COFINS. 8ª T. antes do trânsito em julgado da respectiva decisão judicial’ (art. 1. invocando-se as Súmulas 134 . propicia ao Superior Tribunal de Justiça transcendendo o interesse subjetivo das partes . 5.. Min. Recurso especial conhecido e provido para julgar procedente o pedido objeto da ação rescisória (STJ. do CPC. inclusive ICMS e ISS âmbito dos Tribunais de instância inferior não tem o condão de obstar a ação rescisória ajuizada com espeque no art. ‘É vedada a compensação mediante o aproveitamento de tributo. PIS e COFINS. 4. Tributário. 2. obstar a rescisão dos respectivos julgados invocando o enunciado das Súmulas 134-TFR e 343-STF 3. I.09. Se. há de se pressupor a impossibilidade prática do repasse do valor do tributo recolhido. 170-A. Eliana Calmon.158-35/2001). respectivamente).637/2002 e 10. sob pena de perda de competitividade do produto no mercado internacional. Imunidade (art. V. DJU 07.2004.assegurar a inteireza positiva. j. CTN).858-6/1999 (atual MP 2. I e 6°. I. 149. 5°. 78 . I) e regulamentada pelas Leis 10.. Apelação e remessa tida como interposta parcialmente providas (TRF-1ª R.833/2002 (arts. a autoridade e a uniformidade de interpretação do direito federal infraconstitucional. Inteligência do art.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 2ª T. rel. depois. ao Judiciário compete declarar o direito a essa compensação em sede de mandado de segurança (Súmula 213/STJ). § 2°. não se afigura razoável possam os juizes de instância ordinária fazer tabula rasa das suas súmulas para. Receitas. CF). e às quais se aplica a regra universal da desoneração das exportações. 2° do Dec. objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo. 02. § 2°. Variação cambial. 149.03. mesmo aquelas provenientes de variação cambial verificada no curso da exportação não podem ser consideradas como base de cálculo do PIS e da COFINS.

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Juiz Carlos Fernando 30.03.2007, p. 108).

Mathias,

j.

06.02.2007,

DJU

Tributário. Quota de contribuição do café. Dec.-lei 2.295/86. Incompatibilidade com a CF/88. Correção monetária. Honorários advocatícios. 1. A quota de contribuição do café foi instituída por ato administrativo, revigorado pelo Dec.-lei 2.295/86, não lhe definindo fato gerador e o sujeito passivo da obrigação tributária e delegando à autoridade administrativa a fixação de sua base de cálculo, matéria evidentemente sob reserva legal. 2. Em face dos expressos termos do art. 25, inciso I, do ADCT, o Dec.-lei 2.295/86 não foi recepcionado pela Constituição vigente, restando indevido o recolhimento da quota de contribuição incidente na exportação de café. Precedente: RE 191.044, rel. Min. Carlos Velloso, DJ 31.10.1997; e AMS 90.03.037596-8/SP Des. Fed. Marli Ferreira, DJ 22.11.1995, p. 80.893. 3. O Pretório Excelso, no acórdão paradigma que consolidou o entendimento daquela Corte (RE 191.044), consignou que ainda que se defenda a possível recepção da referida contribuição pela Constituição vigente, certo é que o seu valor, então fixado pelo Presidente do extinto IBC, não o foi, por força do princípio da legalidade a que se sujeita a sua instituição e majoração, nos termos dos arts. 159, I e 149 da CF/88. Uma vez destituída de valor, a contribuição seria inexistente. Por outro lado, caso houvesse disposição acerca da alíquota da exação, aí sim, incidiria a regra insculpida no art. 25, inciso I do ADCT, ou seja, a delegação para uma eventual alteração de alíquota, desde que obedecidos limites e condições estabelecidos, teria vigência até 5 de abril de 1989, data em que, à míngua de lei que regulasse sua prorrogação, revogar-se-ia pelo referido art. 25.4. Muito embora requerido na inicial a especificação de índices de correção monetária, essa matéria deverá ser agitada em sede de liquidação de sentença. 5. Reduzidos os honorários advocatícios para R$ 5.000,00 (cinco mil reais), considerando o montante a ser devolvido, e ainda os balizamentos traçados pelo art. 20, § 4° do CPC, bem como os precedentes desta Turma. 6. Apelação parcialmente provida (TRF-3ª R. 6ª T., AC 289547/SP, rel. Juíza Marli Ferreira, j. 10.03.2004, DJU 11.05.2004, p. 266). Tributário. Mandado de segurança. CSSL. PIS. COFINS. Base de cálculo. Exclusão de receitas decorrentes da exportação. Imunidade. Art. 149, § 2°, I, da CF/88. 1. É pacífico o entendimento dos Tribunais pátrios acerca da inviabilidade de excluir-se da base de cálculo da CSLL as receitas decorrentes de exportação, pois a alteração trazida pela Emenda Constitucional nº 33 refere-se às contribuições que tenham por base de cálculo a receita, e não o lucro. 2. Às contribuições ao PIS e COFINS aplica-se a regra de
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imunidade prevista no art. 149, § 2°, I, da Constituição Federal, devendo ser excluídas de suas bases de cálculo as receitas decorrentes de exportações. Idêntico tratamento deve ser conferido à variação cambial positiva originada de contratos de exportação e outras verbas vinculadas à atividade exportadora (crédito sobre saque de exportação, crédito presumido de IPI instituído pela Lei 9.363/96), pois, do contrário, a regra de imunidade tornar-se-ia inoperante (TRF-4ª R., 1ª T., AMS 200272030015380/SC, rel. Juíza Vivian Josete Pantaleão Caminha, j. 13.12.2006, DJU 30.04.2007). Tributário. PIS. COFINS. Base de cálculo. Exportação. Receitas financeiras oriundas de variações cambiais positivas. Imunidade. Art. 149, § 2°, I, da Constituição Federal. IPI. Crédito presumido. Lei 9.393. 1. A imunidade prevista no art. 149, § 2°, I, da Constituição Federal, na redação dada pela Emenda Constitucional nº 33/2001, abarca as contribuições sociais que incidem sobre o faturamento ou receita, decorrente de operação de exportação, bem como a variação cambial destes valores. 2. Os créditos de IPI sobre matéria-prima, produtos intermediários e material de embalagem, previstos na Lei 9.363/96, não podem constitui receita tributável pelo PIS e pela COFINS quando derivados de operações de exportação. Do contrário, a regra de imunidade tornar-se-ia inoperante, pois o benefício fiscal comporia a base de cálculo das contribuições (TRF-4ª R., 1ª T., AC 200471070074584/RS, rel, Juíza Vivian Josete Pantaleão Caminha, j. 07.02.2007, DJU 21.02.2007). Mandado de segurança. Compensação tributária. Súmula 213 do STJ. Art. 515, § 3° do CPC. Vendas á Zona Franca de Manaus. Inclusão na base de cálculo do crédito presumido de IPI às exportações. Possibilidade. Equiparação às vendas para o exterior. Art. 40 do ADCT. Leis 9.363/96 e 10.276/2001. 1. Cabível a utilização do mandamus para se obter o reconhecimento do direito à compensação de tributos, a teor do enunciado da Súmula 213 do STJ. 2. Tendo em vista a Lei 10.352/2001 ter acrescentado o § 3° ao art. 515 do CPC, possibilitou-se ao Tribunal o julgamento de processo extinto em primeiro grau sem julgamento de mérito. 3. A teor dos arts. 4° do Dec.-lei 288/67 e 40 do ADCT, para efeitos fiscais, a exportação de mercadorias destinadas à Zona Franca de Manaus equivale a uma exportação de produto brasileiro para o estrangeiro. Precedentes do C. STJ. 4. Havendo equiparação dos produtos destinados à Zona Franca de Manaus com aqueles exportados para o exterior, as receitas das vendas efetuadas a tal área, por serem equivalentes a operações de exportação, podem ser incluídas no cálculo do crédito
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presumido de IPI previsto nas Leis 9.363/96 e 10.276/2001 (TRF-4ª R., 1ª T., AMS 200372010029997/SC, rel. Juíza Maria Lúcia Luz Leiria, j. 01.06.2005, DJU 20.07.2005, p. 403).

Art. 25. A lei pode adotar como base de cálculo a parcela do valor ou do preço, referidos no artigo anterior, excedente de valor básico, fixado de acordo com os critérios e dentro dos limites por ela estabelecidos. COMENTÁRIOS Em se tratando de um imposto extra-fiscal, e ligado à política internacional, sensível às oscilações do câmbio e das bolsas de mercadorias internacionais, não se estranha que o CTN tenha autorizado a abandonar-se o preço real, adotando valores fixados por critérios exóticos, fora dos parâmetros normais, para assim obter-se a base de cálculo. A excepcionalidade, entretanto, não está ao arbítrio da autoridade fiscal, porque devem ser estabelecidas em lei não somente as hipóteses em que se aceita o afastamento do preço real, mas também os critérios e limites previamente ajustados. Na prática é a medida altamente polêmica e encontra resistência quanto à aceitação, muito embora sirva de incentivo às exportações. Art. 26. O Poder Executivo pode, nas condições e nos limites estabelecidos em lei, alterar as alíquotas ou as bases de cálculo do imposto, afim de ajustá-lo aos objetivos da política cambial e do comércio exterior. COMENTÁRIOS Tudo que se disse em relação ao art. 21, referente ao Imposto de Importação, que, como o de Exportação, não observa o princípio da não-surpresa, serve para o entendimento deste art. 26.
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A alíquota máxima não pode ultrapassar o percentual de 150% (cento e cinqüenta por cento).578/77 (com redação dada pela Lei 9. 21 e 26 é absolutamente igual.716/98). 3°).578/77). inclusive no que toca à parcial revogação do art. chamada de isenção atípica. ou fato gerador.578/77.-lei 1. a redação dos arts. 26. É.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Art. como estabelece o art. adotando a alíquota ad valorem. seja ou não comerciante. parágrafo único do Dec. A lei ordinária atual não cogita de alíquota específica. ou a leva consigo. O contribuinte do Imposto de Exportação é aquele que expede a mercadoria. 8° do Dec. Enquanto no Imposto de Importação tem-se o Secex. 27. aquele que despacha a mercadoria para remessa ao estrangeiro. É comum o uso da alíquota zero. artigo por artigo. em última análise. ou a leva consigo para fora do País. seja ela acompanhada ou desacompanhada. Advirta-se que não há incidência quanto à bagagem. porque a Constituição Federal de 1988 só outorgou ao Executivo a atribuição de alterar as alíquotas do imposto e não a sua base de cálculo. mas aplica-se as restrições nos valores estabelecidos para o Imposto de Importação quanto à exação em destaque (art. 3°. em relação ao Imposto de Exportação temos o Conselho Monetário Nacional. 82 . art.-lei 1. no percentual de 30% (Dec. COMENTÁRIOS Definição. Contribuinte do imposto é o exportador ou quem a lei a ele equiparar. porque o dever de tributar está na norma e não na hipótese de incidência. por qualquer meio. A diferença que se pode destacar está no órgão incumbido de administrar as normas.-lei 1. inclusive ICMS e ISS Aliás.

Segundo Aliomar Baleeiro. a título de exemplo.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.578/77 (art. COMENTÁRIOS Reserva monetária. Observe-se que a alíquota zero funciona dentro da presunção de que é o produto tributado.-lei 1.art. cuja aplicação ficará a critério do Conselho Monetário Nacional. devendo-se seguir o que está no artigo em comento. ainda. Art. inclusive ICMS e ISS Assim. Segundo o Dec. A CF/67 não continha a previsão da anterior. Acrescente-se. o que não ocorre com a isenção. na forma da lei. portanto. § 2°. Na CF/88. igualmente. assumindo importância. 7. a lei poderá criar um Fundo para subvencionar exportações e produção quando o preço 83 . A receita líquida do imposto destina-se à formação de reservas monetárias.578/77 é pesadíssimo (100% do valor do tributo) e também vai compor a reserva. artigo por artigo. 28. não há previsões. o disposto no art. 9°). é obrigatória a reserva monetária ou cambial. cuja instituição ou revogação dependem de lei. Na CF/46 a receita do Imposto de Exportação formava reservas cambiais . 28 do CTN.-lei 1. que o valor das multas impostas por força do Dec. ou seja. o produto da arrecadação do imposto em destaque formará reserva a crédito do Banco Central do Brasil. basta a verificação da necessidade de barrar a exportação para ser ordenada a subida da alíquota zero. °. com a Emenda Constitucional nº 18. A alíquota zero é extremamente útil pela mobilidade que tem o Executivo.

p. energia elétrica e minerais do País tem como fato gerador: I . ou desestimulando as exportações. inclusive ICMS e ISS internacional se apresentar gravoso. de produtos brasileiros exportáveis. sobre operações relativas a combustíveis. 19.o consumo. III . ed.a circulação.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. II . 46 e seu parágrafo único. IV . V . retirando o excesso de remuneração. § 1° Para os efeitos deste imposto. 137). isto é. a energia elétrica considera-se produto industrializado. não compensador para os produtos nacionais (Direito Tributário Brasileiro.a produção. O imposto. como definida no art.. ou a necessidade de garantir o abastecimento do mercado interno. 52. lubrificantes. 4. artigo por artigo. como definida no art. como definida no art.a importação. assim entendida a venda do produto ao público. 74. energia elétrica e minerais do País Art. lubrificantes. Forense.a distribuição. 84 . em benefício do consumidor nacional. Capítulo V IMPOSTOS ESPECIAIS Seção I Imposto sobre operações relativas a combustíveis. A elevação de preços. de competência da União. assim entendida a colocação do produto no estabelecimento consumidor ou em local de venda ao público.

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§ 2° O imposto incide, uma só vez, sobre uma das operações previstas em cada inciso deste artigo, como dispuser a lei, e exclui quaisquer outros tributos, sejam quais forem sua natureza ou competência, incidentes sobre aquelas operações. Art. relativamente: I - ao Imposto sobre Produtos Industrializados, quando a incidência seja sobre a produção ou sobre o consumo; II ao Imposto sobre a Importação, quando a 75. A lei observará o disposto neste título

incidência seja sobre essa operação; III distribuição. COMENTÁRIOS O imposto tratado nestes artigos, conhecido como Imposto Único, não foi recepcionado pela Constituição Federal de 1988 como de competência da União. Caminhando o Brasil pela utopia do imposto único, instituiu o Imposto Único sobre Minerais no Código de Minas, de 23.06.1934, passando pelo Dec. 24.673, de 11.07.1934, até o Dec.-lei 1.985, de 29.01.1940, o Código de Minas (alterado pelo Dec.-lei 227/67). Surgiu, depois, o Imposto Único sobre Lubrificantes, ao Imposto sobre Operações Relativas à

Circulação de Mercadorias, quando a incidência seja sobre a

Combustíveis e Energia Elétrica. A experiência do imposto único não foi boa, reclamando os Estados e Municípios da divisão da receita e não poucas vezes levando a controvérsia à Justiça.

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Com a CF/88, cuja preocupação primeira foi repartir da melhor forma o bolo formado com a receita tributária, a tributação sobre energia elétrica, serviços de telecomunicações, combustíveis e minerais passou aos Estados e ao Distrito Federal, com o ICMS (art. 155, § 3°, CF). Assim, remetemos o interessado aos comentários em torno do ICMS. Seção II Impostos extraordinários Art. 76. Na iminência ou no caso de guerra externa, a União pode instituir, temporariamente, impostos extraordinário compreendidos ou não entre os referidos nesta Lei, suprimidos, gradativamente, no prazo máximo de 5 (cinco) anos, contados da celebração da paz. COMENTÁRIOS A atual Constituição Federal de 1988 manteve a tradição inaugurada com a Carta de 1946, prevendo a instituição, pela União, dos impostos especiais (art. 154, II, CF). Diante da excepcionalidade, o legislador constitucional deixou em aberto a previsão quanto ao fato gerador da exação, admitindo que se eleja fato gerador de outro imposto. Também tem este imposto, como característica, a

temporariedade, eis que prevista a sua extinção gradual. Roque Carrazza, assim como Aliomar Baleeiro, consideram uma demasia o texto do art. 76 do CTN, ao estabelecer o prazo de cinco anos para a extinção do imposto extraordinário, quando não há limite de tempo no texto constitucional.

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Embora só possam ser instituídos ou aumentados por lei, devido à excepcionalidade, não estão os impostos extraordinários sujeitos ao princípio da anterioridade ou da não-surpresa (art. 150, § 1°, CF). TÍTULO IV TAXAS Art. 77. As taxas cobradas pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelos Municípios, no âmbito de suas respectivas atribuições, têm como fato gerador o exercício regular do poder de polícia; ou a utilização, efetiva ou potencial, de serviço público específico e divisível, prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição. [...]. COMENTÁRIOS Conceito. As espécies do gênero tributo são impostos, taxas e contribuição de melhoria. Diferentemente dos impostos, cuja característica marcante é a desvinculação da receita a uma finalidade determinada, a taxa é o tributo vinculado por excelência, isto é, só é devido pelo contribuinte se houver contraprestação por parte do ente estatal que a houver instituído. A palavra taxa é imprecisa, porque na linguagem jurídica pode significar preço público ou contraprestação por um serviço. Daí a preocupação do direito pretoriano em estabelecer a diferença dos institutos, o que ensejou a edição da Súmula 545 do Supremo Tribunal Federal assim redigida:
Preços de serviços públicos e taxas não se confundem, porque estas, diferentemente daqueles, são compulsórias, e têm sua cobrança condicionada à prévia autorização orçamentária, em relação à lei que as instituiu.

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Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência, artigo por artigo, inclusive ICMS e ISS

O verbete transcrito está em sintonia quase absoluta com a legislação atual, devendo-se o quase à consagração do princípio da anualidade (prévia autorização orçamentária), não mais existente. Segundo Aliomar Baleeiro,
Taxa é o tributo cobrado de alguém que se utiliza de serviço público especial e divisível, de caráter administrativo ou jurisdicional, ou o tem à sua disposição, e ainda quando provoca em seu benefício, ou por ato seu, despesas especiais dos cofres públicos (Direito Tributário Brasileiro, 4. ed., Forense).

A Constituição Federal de 1988, no art. 145, II, dá o conceito de taxa como sendo o tributo instituído pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios, em razão do poder de polícia ou pela utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos à sua disposição. Pelo conceito constitucional, a taxa existe para custear um serviço público ou em razão do exercício do poder de polícia. Entretanto, diante dos limites constitucionais para a criação de taxas, o legislador constitucional derivado criou, pela Emenda Constitucional nº 39, de 19 de dezembro de 2002, a chamada taxa de iluminação, no art. 149-A, ao outorgar aos Municípios e ao Distrito Federal o poder de instituir o que chamou de contribuição para custeio do serviço de iluminação pública, a ser cobrada na fatura de consumo de energia elétrica. A emenda constitucional foi uma resposta dada à firme posição do Supremo Tribunal Federal em não aceitar a cobrança, por parte dos Municípios, das taxas de iluminação pública, entendendo tratar-se de um serviço indivisível, que maculava a sua natureza jurídica. Não demoraram os Municípios, com a autorização da EC nº 39/2002, a instituírem as novas modalidades tributárias, cuja cobrança tem ensejado centenas, senão milhares de decisões em seu desfavor,
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299. para dizer que é serviço público aquele prestado sob a égide da lei.377.2004. ou seja. Nas instâncias ordinárias. ser serviço prestado por empresa privada. Suspensão de Tutela Antecipada 28/SP. mesmo que não seja essencial. rel. rel. não poupam os juristas de ácidas críticas o Governo. suspendeu os efeitos de liminar mandamental na Suspensão de Segurança 1.2005. para ser estipendiado por taxa. precisa ser um serviço específico e divisível. registram-se.02.06. DJ 09. inclusive ICMS e ISS inclusive via ação direta de inconstitucionalidade e ações civis públicas patrocinadas pelo Ministério Público. mas as decisões em tutela antecipada. Min.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. No STF. Gilmar Mendes. rel.08. os pleitos têm obtido êxito. não podendo. portanto.08.03. não podem ser tais serviços custeados por taxas. rel. 89 .min.2005. como Presidente da Corte. e sim pelas receitas derivadas dos impostos.07. Gilmar Mendes. AI 422. DJ 13. os seguintes julgados.046. no mesmo sentido. Min. dentre outros: Ação Cautelar 876/MG. Daí distinguirem-se as taxas de serviço e as taxas de polícia. Gilmar Mendes. Para a caracterização do que seja serviço público recorre-se à natureza jurídica do regime jurídico que o rege. Quando o serviço público é geral. O outro aspecto em destaque é que o serviço prestado ou posto à disposição é sempre estatal. conforme publicação no DJ 23.317/RJ.2003. artigo por artigo. liminares ou cautelares são sistematicamente suspensas nos tribunais superiores. Nelson Jobim. rel. Nelson Jobim. DJ 05. beneficiando pessoas indeterminadas.2004. Reclamação 3. DJ 21. Mas o serviço prestado pelo poder público. o Ministro Nilson Naves. AI 462. No STJ. Min. Doutrinariamente. DJ 01. o Parlamento e o próprio STF. prestado a todos. indistintamente.2005. Min.

para utilização individual e. pago com a receita do IPTU. pode ser estipendiado por taxas o poder de polícia. A taxa. Em São Paulo. mensurável. como vimos. segundo noticia Roque Carrazza. artigo por artigo. a prestação do serviço prevista em lei há de ser obrigatória para o Estado. ser bancado pelo Estado com a receita dos impostos.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Taxa e preço. ou seja. por isso mesmo. enquanto a utilização pode ser facultativa. Trata-se de restrição ou limitação coercitiva exercida pelo Estado. mas doutrinariamente nega-se a inconstitucionalidade. E mesmo assim exige-se que seja divisível e mensurável. pode ter alíquota zero. Observe-se que só o poder de polícia específico é passível de estipêndio por meio de taxas. e que seria perfeitamente estipendiado por uma taxa de serviço. Além dos serviços. direcionada a um número determinado de pessoas que estão obrigadas à mesma. o exercício de atividade fiscalizadora que impõe limites ao exercício dos direitos individuais. questionou-se quanto à constitucionalidade de um serviço de transporte coletivo gratuito. tem por fato gerador uma prestação estatal efetiva ou potencial. inclusive ICMS e ISS Os serviços específicos ou singulares são prestados a um número determinado de pessoas. Politicamente pode ser questionado. 90 . posto à disposição um determinado número de pessoas. ou seja. com o cuidado para que não haja desvio da vinculação absoluta de sua receita ao serviço específico. Questão que se coloca como de importância é saber se um serviço publico específico e divisível. Por fim.

Se a atividade não é pública. de importância fundamental na condução de cada espécie. não se tem dúvida. Se a remuneração é pelo uso de um bem público. está no desvio do serviço público. inclusive ICMS e ISS Aproxima-se ela e muito se confunde com o preço ou tarifa. obedece ao regime jurídico privado. o valor do serviço é uma taxa”. que estabelece a fronteira entre a taxa e o preço. embora estejam regidos por regimes jurídicos absolutamente distintos. como se o nomen juris fosse capaz de alterar alguma coisa. o preço. Para tanto. artigo por artigo. “se a atividade estatal situa-se no terreno próprio e específico do Estado. porquanto não há. cobrado dos usuários e sem respaldo de lei. Ensina Hugo de Brito Machado que. 91 . A dificuldade surge em relação aos serviços. a receita a ela vinculada é um preço. porque submetidos a tratamento jurídico distinto.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Em verdade é alei. se a atividade estatal se situa no âmbito privado. Trata-se de preço. dão ao valor de tais serviços o nome de tarifa. O maior óbice à fixação de critérios científicos seguros para estabelecer a diferença. Erradamente atividades públicas são estipendiadas com valor certo. taxa de uso. Preço é o valor de uma prestação derivada de um contrato firmado sob a égide da liberdade de contratar. não e compulsória e tem por mola propulsora o pagamento. Entretanto. no direito brasileiro. e só ela. pois o último. temos preço e não taxa.

serviços não essenciais.remunera serviços que não têm natureza de públicos. não confisco e irretroatividade. anterioridade. distribuído de acordo com o volume de geração de resíduos de cada munícipe. . 13.522/2003 e 13.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. conhecida como “Taxa do Lixo”. em relação a lei que as instituiu (STF Súmula 545). sujeitase ao preço público. admitem concessão.TRSD. cuja base de cálculo é o custo geral do serviço. 92 .699/2003). tais como legalidade.478/2002.remuneração por serviços públicos essências econômica ou cuja não compete Preço público . . porque estas.pressupõe contratação. inclusive ICMS e ISS A taxa é sempre criada por lei e obedece aos princípios constitucionais do sistema tributário. atividade .utilização efetiva ou potencial do serviço público. Vejamos: Taxa . diferentemente daqueles.atividade monopolizada. são compulsórias e têm sua cobrança condicionada a prévia autorização orçamentária. Vittorio Casone indica as seguintes diferenças entre as espécies em apreciação. artigo por artigo. capacidade contributiva. . em sucessivas leis (13.exercício do poder de polícia. JURISPRUDÊNCIA Preços de serviços públicos e taxas não se confundem. Observe-se que o Município de São Paulo criou a Taxa de Resíduos Sólidos Domiciliares . O STF ainda não se manifestou a respeito. que originariamente à iniciativa privada.

Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. inclusive ICMS e ISS O STJ editou a Súmula 157 do teor seguinte: “É ilegítima a cobrança de taxa.145. Taxa de licenciamento de importação. somente é devida no destino (extinto TFR . art. por faixas de contribuintes” (TRF . REsp 261. 10. art. 10 da Lei 2. “É válida a cobrança da Taxa de Fiscalização dos Mercados de Títulos e Valores Mobiliários (Lei 7. As mercadorias oriundas do estrangeiro.387. 77 do CTN a referida cobrança.690/88. na renovação de licença para localização de estabelecimento comercial ou industrial”. dado que a lei não fixa a base de cálculo e nem a alíquota. Ofensa ao princípio da legalidade tributária. A Taxa de Melhoramento dos Portos (TMP). artigo por artigo. I. 150. com a redação da Lei 8. em 24. 97. . I. de 1953. Lei 2. em razão do poder de polícia desenvolvido quanto à ocupação de imóveis utilizados para comércio ou para prestação de serviços.Súmula 221).Súmula 14). concluindo pela inexistência de vulneração ao parágrafo único do art.05. Aposição da Corte Maior levou ao cancelamento da Súmula. Constitucional. não estão sujeitas ao pagamento de Taxa de Melhoramento dos Portos (TMP) (extinto TFR .Súmula 220).387. “É inconstitucional a cobrança da taxa de expediente para emissão de guia de importação (Lei 7.04.2002 (STJ. com base em tabela. referente à mercadoria oriunda do estrangeiro com trânsito em porto nacional e destinada a outro porto nacional. Tributário. de 1991. pelo Município. o exercício do poder de polícia administrativa. art. 10)” (TRF . destinadas a outro País. de 1953. pela 1ª Seção. de 1991.145. DJU 07.571/SP. não mudou a natureza jurídica do crédito remunerador da atividade estatal especifica. CF. art. Nota: O verbete sofreu impugnação no STF que entendeu ser de absoluta pertinência a cobrança. com simples trânsito em porto nacional. tendo como base a área fiscalizada. CTN.940/89). pela Lei 8.5ª R.2002).Súmula 15).5ª R. 93 . Licença ou Guia de Importação ou documento equivalente: a alteração do art. de taxa para preço público. IV.

assim como qualquer prestação de serviços. assim como as que a precederam. Súmula 279. RE 165. contribuição de intervenção no domínio econômico.193. II. na segunda hipótese. Irrelevância.05. na forma do disposto no art.939/RS.107/SC. Constitucional. da Constituição. da Constituição Federal. Tributário Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante .1995. inclusive ICMS e ISS Inconstitucionalidade do art. sob o aspecto tributário. Taxa de localização e funcionamento.145. A União. Poder de polícia. IX. 1. de 1953. que justificasse a imposição da taxa em questão. no art.06. 10 da Lei 2. Art. ao contribuinte.03. p. como a de que se trata neste recurso: taxa de localização e funcionamento.145/1953 e 8. terceiro gênero tributário. RE 188107/SC. O AFRMM não é incompatível com a norma do art. Pleno. 21. efetiva ou potencial.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. a jurisprudência do STF firmouse no sentido de que só o exercício efetivo. prestados ao contribuinte ou postos à sua disposição. No caso. As assertivas do acórdão 94 . Recurso extraordinário conhecido (letra b).05. rel. 149). Direito constitucional. focalizados no recurso extraordinário. seja no Código Tributário Nacional. 36. seja na Constituição anterior. O Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante – AFRMM . da alegação no sentido de que o Fundo da Marinha Mercante teria sido extinto. de 1991.AFRMM. ao contribuinte . DJU 30. p. efetiva ou potencial.1995. mas improvido (STF. I. Recurso extraordinário não conhecido (STF. de serviços públicos específicos e divisíveis. é que legitimam a cobrança de taxas. 2 Interpretando essa norma. efetiva ou potencial. na primeira hipótese. Fiscalização. Nota: A execução das Leis 2. II. Pleno. 25. 23. pelo Poder Público.446).387. II. 4. É o que estatui a Constituição Federal. 155. ADCT. DJU 30. pelo Poder público. tributário e administrativo. por órgão administrativo. 20. diante dessa decisão Plenária no RE 188.é uma contribuição parafiscal ou especial. 145. Carlos Velloso. j. ou a prestação de serviços. os Estados. Min Carlos Velloso. § 2°.1997. em razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização. Min. do poder de polícia. o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir taxas. 3. 145 e seu inciso II.387/1991 foi suspensa pela Resolução do Senado Federal 11/2005. artigo por artigo. rel. distinta do imposto e da taxa (CF. Contribuição parafiscal ou especial de intervenção no domínio econômico. j. o acórdão extraordinariamente recorrido negou ter havido efetivo exercício do poder de polícia. art. mediante atuação de órgãos administrativos do Município.1997. III. com a redação da Lei 8.

rel.07. que não podem ser revistas. por haverem violado a norma do art. incisos I e II. § 2°. inclusive ICMS e ISS repousaram na interpretação das provas dos autos ou do direito local. não mensurável. as tarifas correspondem a atos do poder executivo (STF.08. que deu nova redação aos arts. a área do imóvel e a extensão deste no seu limite com o logradouro público. em Recurso Extraordinário (Súmulas 279 e 280). Min.02.1970). 12.05. Pleno. Pleno. § 4°. A denominada taxa de manutenção e limpeza da ‘estação rodoviária’ não é verdadeiramente uma taxa. à observância do disposto em lei federal e à utilização do fator tempo para a graduação do tributo. 1ª T. Preço público. 182. de 30. de qualquer modo. As taxas são tributos estabelecidos por lei. Inconstitucionalidade declarada dos dispositivos sob enfoque. Ement. j.1996. Tributário. Constitucional.1996. Estabelecimento comercial. por esta Corte. com ofensa ao art. por instituir alíquotas progressivas alusivas ao IPTU. 6.11. Tributário. 156. O primeiro. Recurso conhecido e provido (STF. no entendimento deste Relator.703).Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Sydney Sanches. rel. indivisível e insuscetível de ser referido a determinado contribuinte. rel. Taxas.11.11.1998.1957. j. Precedentes. Taxas que. Pleno. da Constituição Federal. j. DJU 22.12. 7°. Recurso extraordinário não conhecido (STF.. DJU 15. Taxa. mas preço público. qual seja. incisos I e II. Taxa de fiscalização de localização e funcionamento. ao tomarem para base de cálculo das taxas de limpeza e conservação de ruas elemento que o STF tem por fator componente da base de cálculo do IPTU. RMS 4382. 5. DJU 06. não sendo de ser custeado senão por meio do produto da arrecadação dos impostos gerais. § 1°. conhecido e provido (STF. Recurso extraordinário da Prefeitura. RE 68690/PR. rel. O Supremo Tribunal Federal tem 95 .152. Min. 38). e 94. tem por fato gerador prestação de serviço inespecífico. da Lei 6. 27. 45. Min. Município de São Manuel. 00308-01/00183). 145.1997. Imposto sobre a propriedade Predial e Territorial Urbana. do Município de São Paulo. Luis Gallotti. Ilmar Galvão. RE 140278/CE.1991. 27. A distinção entre taxa e preço público não é matéria de direito local e sim de direito federal. Tarifas ou tabelas de preços de serviços públicos explorados diretamente pelo Estado ou mediante concessão. Os demais. Distinção. RE 199.989/66. Luis Gallotti.969/SP.1969. 27. que limita a faculdade contida no art. j. p. Lei 11. em razão do valor do imóvel. p. 87. Min. Taxas de limpeza pública e de conservação de vias e logradouros públicos. II. artigo por artigo.

1996. pelo exercício do poder de polícia. Tributário.989. 36. 77. 28. anualmente renovável. rel. art. Ausência de divisibilidade e especificidade. Recurso extraordinário conhecido e provido (STF.1998. 16. rel. Tributário. Min.. pelas Municipalidades. 16). REsp 000. RE 276. Precedentes jurisprudenciais. não podendo o contribuinte furtar-se à sua incidência sob alegação de que o ente público não exerce a fiscalização devida. 2. remunera . anualmente renovável. Tributário. da taxa em referência. de 1966. rel. j.além dos serviços de ‘remoção de lixo domiciliar’ .564. Planta de valores genéricos. p. na redação dada pela Lei 11. lavagem e capinação’. Município de Porto Alegre. rel. artigo por artigo.152. não dispondo sequer de órgão incumbido desse mister. Escritório de advogado.1997.12. do Município de São Paulo [acórdão anterior às Leis 13. utilização e metragem do imóvel) . IPTU. Falta de contraprestação. Taxa de limpeza urbana e conservação de vias e logradouros públicos. 1ª S. Milton Pereira. 36). A taxa de limpeza urbana. Taxas de iluminação e limpeza urbana [acórdão anterior à EC nº 39/2002]. 13. Base de cálculo. a respectiva base de cálculo não está vinculada a atuação estatal. Impossibilidade Ilegalidade.2001).980. Taxa de limpeza urbana. 1° T. ‘desentupimento de bueiros e bocasde-lobo’). CTN. Recurso parcialmente provido (STJ. A majoração da base de cálculo do IPTU 96 . Recurso extraordinário conhecido e provido (STF. Min Ari Pargendler. caput. e 79.03. da taxa em referência. II. Min. DJU 23. 77. Embargos de divergência acolhidos (STJ.. 1ª T. DJU 27.76/PR. do CTN. ademais.05. Taxa de fiscalização de localização e funcionamento. Precedentes. Ilmar Galvão.. j. quando inexistente a contraprestação de serviços inerentes a essa espécie de tributos.171).tudo com afronta aos arts. valorizando fatos incapazes de mensurar-lhe o custo (localização.02.1998. pelas Municipalidades.904/RS.1997. Constitucionalidade. de 1991. Min. j.522/2003 e 13. p.12. Ilegalidade da cobrança de taxa. Decreto do Executivo. Majoração.024-04/SP. 1ª T. EREsp 01. 18.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.09. RE 198. ficando desfigurado o efetivo exercício do poder de polícia.1996.. 19.02. O Supremo Tribunal Federal tem sistematicamente reconhecido a legitimidade da exigência. DJU 02.478/2002. p. Valor venal do imóvel. Ilmar Galvão. no modo como disciplinada no município de São Paulo.09. inclusive ICMS e ISS sistematicamente reconhecido a legitimidade da exigência. j.699/2003].outros que não aproveitam especificamente ao contribuinte (‘varrição. 3. DJU 02. 1. Tributário. pelo exercício do poder de polícia. Lei 6.2000.

145/1953 e 8. Taxa de limpeza urbana. 10 da Lei 2. rel. Ari Pargendler.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.. utilização e metragem do imóvel) . Min. por isso que tem por fato gerador prestação de serviço de caráter genérico.04.145/53.387/1991 foi suspensa pela Resolução do Senado Federal 11/2005. Min.09. ‘desentupimento de bueiros e bocasde-lobo’). inc. inespecífico.11. Min. j. Recurso improvido (STJ.02.1997. DJU 05.1997.1999. j. 77 do CTN.1999). Carlos Velloso. no modo como disciplinada no Município de São Paulo.1995). Peçanha Martins.16. 77. a respectiva base de cálculo não esta vinculada a atuação estatal.478/2002. Tributário. DJU 05.1995.03. ademais. p.699/2003]. Taxa de incidente sobre guias de importação. 1ª T.145/53 e 7.outros que não aproveitam especificamente ao contribuinte (varrição. Precedentes. 23.1999). Taxa. REsp 86692/MG. Embargos de divergência acolhidos (STJ. rel.Recurso especial não conhecido (STJ. tem a natureza de taxa de prestação de serviços e não de preço público. A taxa de limpeza urbana... 13. 1ª S. II. à vista do art.152.690/89. Ilegitimidade de sua cobrança. Tributário. DJU 02.1997.tudo com afronta aos arts. rel. Min. DJU 11.404/SP. rel. 2ª T. no RE 188.05. Nota: A execução das Leis 2. I – A exação prevista no art. caput.. 14. II . REsp 61294/ES.1998). não mensurável. EREsp 102. qual seja a facultatividade do seu pagamento. Fiscalização aduaneira. valorizando fatos incapazes de mensurar-lhe o custo (localização.1998. inclusive ICMS e ISS depende da elaboração de lei.além dos serviços de ‘remoção de lixo domiciliar’ . de 1991.05. indivisível e insuscetível de ser referido a contribuinte certo e determinado. de 1966. rel. A taxa de conservação e limpeza pública não se confunde com a do IPTU.12. 21. j. do CTN. REsp 220004/RS. Recurso conhecido e provido (STJ.06. diante da decisão Plenária do Colendo STF. por lhe faltar característica essencial deste. Antônio de Pádua Ribeiro. exceto nos casos de simples atualização monetária.193.989. Lei 6. na redação dada pela Lei 11. do Município de São Paulo [acórdão anterior às Leis 13. artigo por artigo. lavagem e capinação’. 97 . É taxa. o que exceder disso é aumento de carga tributária e só pode resultar de lei. Estadia e pesagem de veículos de carga. j. 2ª T. 23. Garcia Vieira. a exação correspondente ao uso compulsório de pátio que dá acesso a terminal alfandegário. 17. Min. Terminal alfandegário. DJU 30. remunera . Tributário. e não preço publico. Leis 2. e 79.107/SC. j.10.522/2003 e 13.

III . REO 93.27835-9/BA. 98 . 2. Assim.1998.Recurso improvido (TRF-2ª R. Precedentes. CVM.1998. 77 do CTN. Alíquota.12. Min.1ª R.. Adoção de base de cálculo própria do ICMS. que. Juiz Eustáquio Silveira. 4°.. mas pelo critério da compulsoriedade da exigência (Súmula 545 do STF).07..1998.A natureza jurídica do tributo decorre do seu fato gerador e não do nome que se lhe dá (art. rel. a pretexto de veicular emolumento. p. inciso I.2000). a título de poder de polícia. É defeso ao município instituir renovação de taxa de licença de localização e funcionamento. Renovação. REsp 218103/SP. rel. podendo ter os seus valores e índices regulados por decreto ou mesmo portaria. DJU 29. 3. eis que a proibição do parágrafo único refere-se a capital e não a patrimônio. da categoria das taxas. Incorre.01. Não é inconstitucional a taxa de fiscalização do mercado de valores mobiliários instituída pela Lei 7. do Presidente do IBAMA. Preços públicos e taxas não se distinguem pelo nomen iuris ou pela natureza dos serviços remunerados. Taxa de licença de localização e funcionamento. Tributário.01. pois a denominação é irrelevante para qualificar a natureza especifica da imposição. rel. j. DJU 13. portanto. Tributário. Lei 7. j. I.1ª R. 114).940/89. em vicio de ilegalidade. por ser conhecida como ‘taxa de armazenagem’. 77 do CTN. Taxa ou preço de armazenagem. Humberto Gomes de Barros. preço e. na liberação de mercadorias destinadas à exportação.04. 97.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.05. não se presta à instituição de tributo. 03.02..0201404-9/RJ.03. Taxa de fiscalização. como tal.05. A taxa em exame tem base de cálculo diversa da do imposto. rel. a Portaria 028/91N. A portaria.09833-4/BA. do Presidente do IBAMA. DJU 06. tecnicamente. não ocorrendo violação ao art. 3. em face da inexistência da contraprestação de serviços e realização efetiva do poder de polícia (STJ. inclusive ICMS e ISS Tributário. até por vício de linguagem. 10. Remessa provida (TRF . que requer lei em sentido material e formal. 1ª T. Administrativo. de 09. deve ser tratada. 04. artigo por artigo. j. Violação do art. Taxa instituída pela Portaria 028/91-N. criou taxa em razão dos serviços prestados. Tributário. Apelação e remessa oficial improvidas. Infringência do princípio consagrado no parágrafo único do art. 262). subsumindo-se em norma complementar (CTN. 100).314). 17. esta é. Impossibilidade.. do CTN. não significa que estamos diante de tributo. I . DJU 13.1995. do Código Tributário Nacional). Juiz Castro Aguiar. Juiz Olindo Menezes. p.1997. 3ª T.07. j. 4.2000.1995.. 1. 2.05. II ..Embora seja conhecida por ‘taxa de armazenagem’. 1. 4ª T.1991. 3ª T.940/89. AMS 93. AMS 95. art. Sentença confirmada (TRF . p. 44.

Infra-estrutura aeroportuária do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro. 51.As tarifas aeroportuárias destinam-se ao pagamento pertinente a utilização de aeroportos. inclusive ICMS e ISS Tributário. revela que se cuida. Art. haja em conta que.As entidades que exploram se obrigam a manter em bom estado os aeroportos. e têm como base a lei formal e como antecedente fático a fruição do benefício que o recolhimento da tarifa propicia (TRF-2ª R. mutatis mutandis. e decorrendo de efetiva utilização das áreas assim projetadas e construídas. diferentemente daqueles. Tarifa de armazenagem. j.06. Lei 6. os preços públicos ou tarifas têm como pressuposto ou antecedente necessário a efetiva utilização do bem público que usufruir.exigidas compulsoriamente. AMS 93. porque estas. 11.Nos termos do art. 2° e suas alíneas da Lei 6. que de tal figura jurídica se trata. II .. DJU 15. em face do art. Verbete 545. projetos e construções são mantidos e operados pela União ou entidade da administração federal indireta.09. Não é porque o dispositivo em apreço empregou a expressão ‘taxa’. isto através de tarifas ou preços específicos. j. da Constituição Federal.02. IV . III .0206369-0/ES. que devem ser remunerados pelos serviços que sejam prestados ou postos a disposição de quantos transitam com cargas. Precedente específico desta Eg. Taxa exigida pela CACEX para expedição de guia de importação. jamais de taxa. II. Juiz Arnaldo Lima. a espécie. isto visando afastar qualquer dúvida.313). AMS 95.1994. como ditado no art. de há muito sumulou sua jurisprudência. p.009/73.009/73. tudo nos termos do voto condutor (TRF-2ª R. intérprete precípuo da CF. DJU 02. III . no caso.Diferença entre taxa e preço público. II O Eg. 1ª T. da Lei 2.. 20.. rel.145/53.708).. 145 da Constituição Federal vigente.10. Art. p.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. E. 3ª T. 10.0211235-0/RJ.AMS 90. de preço público.04.Apelação conhecida e provida.009/73. I Elucidação da conceituação jurídico-legal da tarifa de armazenagem instituída pela Lei 6. a natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo seu fato gerador. sendo as taxas-gênero de tributo . Juíza Julieta Lunz.1996.1995.A leitura de tal dispositivo. a saber: ‘Preços de serviços públicos e taxas não se confundem. remessa oficial prejudicada. em relação a lei que as instituiu’. são compulsórias e têm sua cobrança condicionada à prévia autorização orçamentária.1994. 4° do CTN. sendo irrelevante a sua denominação. IV . artigo por artigo. Tributário. Turma . 145. 99 .18106-0. cujas instalações. 15.690/88. STF. na redação que lhe deu a Lei 7. rel. I . bem assim da utilização de equipamentos e serviços do aeroporto.

107/SC. 16. rel. Sucumbência invertida (TRF-3ª R. Trata-se de tributo fixo. p. mas como um referencial para se estabelecer a classe do contribuinte. o que faz desnecessária a comprovação da efetiva contraprestação do serviço público. 1. 2.05. p.03. 06. e.301).193). Remessa ex officio provida (TRF-4ª R. 3. sobre o ordenamento urbano. CF/88. 68. Taxas de iluminação e de limpeza públicas não se enquadram nas taxas contra-prestacionais. corresponde ao controle. funcionamento e instalação. DJU 30.1996..1997.09. Tributário.1996.1997.1997.É legítima a instituição e cobrança pelo município de taxa de licença para localização. III . alias. rel.. geralmente são estabelecidas as taxas).1995.09. foi suspensa pela Resolução do Senado Federal 11/2005. p. legitimamente exercido pelo município.10. DJU 24. rel. Apelo e remessa oficial improvidos (TRF-5ª R.Apelação e remessa oficial providas. Taxa de serviços públicos. por conseguinte. Constitucionalidade. 2.1996. para a localização de quaisquer estabelecimentos.004).02. 1ª T. p. A expedição de alvará. Carlos Velloso.. DJU 13. 2ª T. AC 93. criado sem base de cálculo e sem alíquota (como. Juíza Tânia Terezinha Escobar. 73. II e III. É constitucional a taxa de fiscalização do mercado de valores mobiliários instituída pela Lei 7.940/89. II. rel. 79. Min. Art. rel. 72. Direito Tributário. 4ª T. j.08.03. 23. II . do CTN. 100 . as atividades e os interesses da comunidade.268).. 145. diante da decisão Plenária do Colendo STF.387/1991.. funcionamento e instalação de imóvel onde a Caixa Econômica Federal exerce suas atividades.. Taxa de licença para localização. artigo por artigo.08.820/SP. Taxa de fiscalização do mercado de valores mobiliários.08.113. j. Juíza Lúcia Figueiredo.1995. no RE 188. Autonomia municipal. Interesses genéricos e não específicos divisíveis. Mandado de segurança. AMS 0444230/RS. j. 22.. Constitucional. o valor do tributo por ele devido (TRF-4ª R. Art.1996. REO 0443196/PR. Lei 7. juiz Francisco Falcão. j. 21.668). Juiz Gilson Dipp. 1ª T. em que o patrimônio líquido da empresa funciona não como base imponível.03.Regular utilização do poder de polícia garantindo constitucionalmente. DJU 10. Tributário. Tributário. Taxa de verificação anual de funcionamento regular (alvará).1997. j.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. p. 4. 19. I . 14. 1.940/89.145/1953 e 8. DJU 27. inclusive ICMS e ISS Nota: A execução das Leis 2.

da espécie taxa. 150. 28. para legislar sobre custas dos serviços forenses (inciso IV) e cujo art. cujo art. Natureza jurídica. sob a vigência da Constituição atual (de 1988). AC 95. 2ª T.08.. 08. artigo por artigo. Decadência e prescrição. Não provimento deste (STF. mas de preço público. não podem ter seus valores fixados por decreto. 2.04. a cobrança a título de água e esgoto. Ação direta de inconstitucionalidade da Resolução 7.1996. sujeitos que estão ao princípio constitucional da legalidade (§ 29 do art. Constitucional. 3. Anuidades e multas.536/SC.2005). Direito Constitucional e Tributário.094/SP. Carlos Velloso.09.1990. Prestação de serviço por concessionária. rel. aos Estados. Já ao tempo da Emenda Constitucional nº 1/69. Custas e emolumentos. 2ª T. por não serem preços públicos. Taxa de esgoto sanitário. Embargos de declaração convertidos em agravo regimental.10. Inafastabilidade. no inciso I.06. sendo aplicável em matéria de decadência o art. 3. 74. Precedentes. I. Orientação que reiterou. dos Estados e do Distrito Federal. j.08. Conversão em agravo regimental. II. 173 do CTN/66. ‘mas. p.208/MG. tem o prazo prescricional de vinte anos para cobrança. Esse entendimento persiste. do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná. a 20. DJU 02. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que não se trata de tributo. A multa administrativa..2005. 1. j. 24 estabelece a competência concorrente da União. taxas. Juiz Edgard Antônio Lippmann Júnior.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. sim.04. A anuidade exigida pelos conselhos regionais constitui tributo. 153 da Emenda Constitucional nº 1/69). por não se tratar de crédito de natureza tributária. 19.1984). Conversão dos embargos em agravo regimental. Serventias judiciais e extrajudiciais. rel. 1. a exigência ou 101 . CDA. que prevê sua ocorrência após cinco anos.495). DJU 26.. Não se tem por afastada a liquidez e certeza da certidão de dívida ativa pelo só fato de trazer referência dos valores originais em moeda não mais em curso no País (TRF4ª R. Liquidez e certeza. Natureza jurídica de preço público. Min. j. Conselho Regional de Contabilidade. Embargos de declaração opostos à decisão do Relator. no julgamento do RE 116. Embargos de declaração opostos à decisão singular do Relator.1996. ao Distrito Federal e aos Municípios.00284/PR. RE-ED 447. contados do primeiro exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. julgando a Representação 1. Ato normativo. Tributário. garantia essa que não pode ser ladeada mediante delegação legislativa’ (RTJ 141/430. inclusive ICMS e ISS Execução fiscal. III. 2. veda à União. de 30 de junho de 1995. o Plenário do Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que ‘as custas e os emolumentos judiciais ou extrajudiciais’.

11. 175 e §§ [rectius: parágrafo único]). de um bem da União (CF. Repugnam os princípio informadores do nosso 102 . de 30 de junho de 1995. sem lei a respeito. 145. resultantes da utilização efetiva ou potencial. IV. do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (STF.314. O art. rel. Min Carlos Velloso. 2. j. 236). mas preço público decorrente da exploração pelo particular. taxa. em razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização.05. Decretação da prescrição intercorrente. 3. art. Constitucional. sem lei que o estabeleça. Recurso especial oposto contra acórdão que.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. também. Taxa. 219.2003). CTN.e não de lei formal. 6. 101). Serviço de fornecimento de água e coleta de esgoto. ADIn 1444/PR. DJU 11.08. 5. I. Lei 9. ex officio.Código de Mineração]: não se tem. l6.04. a majoração de custas judiciais e extrajudiciais resultou de Resolução do Tribunal de Justiça . prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição (CF. para declaração de inconstitucionalidade da Resolução 07. da prescrição intercorrente. II e § 1°. prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição’. efetiva ou potencial. A sua aplicação há de sofrer os limites impostos pelo art. Sydney Sanches. Remuneração pela exploração de recursos minerais.11. 1°.1996. ADIn 2586/DF. 20. 1. do CPC. artigo por artigo. art. ou são de serviço.2003. 8°. O art. DJU 01. inclusive ICMS e ISS aumento de tributo. o qual alterou o art. III. de 14.1996. O poder de polícia está conceituado no art. Mas sempre fixadas por lei. 20. Aqui não se trata de ‘simples correção monetária dos valores anteriormente fixados’. em execução fiscal referente a serviço de fornecimento de água. ainda que prestado em caráter particular (art.830/80. mas de aumento do valor de custas judiciais e extrajudiciais. Tributário. 4. II do § 3° [rectius art. Pleno. de serviço público. pois estas resultam..314. de serviços públicos específicos e divisíveis.830/80]. Código de Mineração. 20 do Dec. Lei 9. no caso. Requerimento do Ministério Público.-lei 227/67 . As taxas decorrem do poder de polícia do Estado. no seu exato sentido jurídico. as extrajudiciais (emolumentos). Precedentes. Recurso especial. Decretação da prescrição intercorrente por requerimento do Ministério Público. e 174. Natureza tributária. mas. Ação direta julgada procedente. art. ADIn julgada improcedente (STF. No caso presente. igualmente.2002. como exigido pela Constituição Federal. de serviços públicos específicos e divisíveis. IX. Tributário Taxa Conceito. 12. II). 174 do CTN. nos termos em que foi admitido no ordenamento jurídico. Preço público. de 14. art. rel. parágrafo único. II. Min. 145 admite a cobrança de ‘taxas. j. entendeu possível a decretação. do CTN. 40 da Lei 6. não tem prevalência. Tal conceito abrange não só as custas judiciais. § 4°.2003. da LEF [Lei 6.02. Interpretação dos arts. 78. p. Pleno.

12. Há de ser sempre lembrado de que o art. 40). O concessionário recebe remuneração da mesma natureza daquela que o poder concedente receberia. O art. 1987. Precedentes desta Corte e do colendo STF 5. Regime tributário da venda de água. 40 da Lei 6. impondo-se segurança jurídica aos litigantes. Prevalência no ordenamento jurídico das conclusões do X Simpósio Nacional de Direito Tributário. p. por ser a relação entre eles de direito público. Após o decurso de determinado tempo sem promoção da parte interessada. não permitindo o atendimento da respectiva necessidade por outro meio. quando há compulsoriedade.. 7. 299. cobrada pelo Poder Público. de natureza compulsória. Juríd. o valor cobrado é preço público/tarifa. na situação específica examinada. Tem-se. ano 1987.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. deve-se estabilizar o conflito. Precedentes das egrégias 1ª e 2ª Turmas desta 103 . pelo que. 6. da Procuradoria-Geral da Fazenda Estadual/Minas Gerais. v. Não há amparo jurídico a tese de que a diferença entre taxa e preço público decorre da natureza da relação estabelecida entre o consumidor ou usuário e a entidade prestadora ou fornecedora do bem ou do serviço. 492). norma revogada pela Lei 8. ed. cujo afluente [rectius: efluentes] terá destino fixado pela autoridade [sanitária] competente’. ‘A remuneração dos serviços de água e esgoto normalmente é feita por taxa. Direito municipal brasileiro. então é justo que a remuneração correspondente. pela via da prescrição. nº 05. Os casos de interrupção do prazo prescricional estão previstos no art.. o valor cobrado caracterizar-se-ia como taxa. ‘Se a ordem jurídica obriga a utilização de determinado serviço. RT.080/90] (Código Nacional de Saúde) determina: ‘É obrigatória a ligação de toda construção considerada habitável à rede de canalização de esgoto. 1977. no sentido de que ‘a natureza jurídica da remuneração decorre da essência da atividade realizadora. não sendo afetada pela existência da concessão. jul. p. serviço público concedido.312/94 [rectius: de 1954. artigo por artigo. 4. inclusive ICMS e ISS sistema tributário a prescrição indefinida. nele não incluídos os do art. Rev. 11 da Lei 2. ao contrário. Atividade pública (serviço) essencial posta à disposição da coletividade para o seu bem-estar e proteção à saúde. em face da obrigatoriedade da ligação domiciliar à rede pública’ (Helly Lopes Meirelles. 3. 11.. 10. Os serviço de fornecimento de água e coleta de esgoto é cobrado do usuário pela entidade fornecedora como sendo taxa. se a entidade que presta o serviço é de direito público. in casu. 9. 11). Adoção da tese.830/80. Obrigatoriedade do serviço de água e esgoto. visando atender necessidades coletivas ou públicas. sendo o prestador do serviço público pessoa jurídica de direito privado. 174 do CTN tem natureza de lei complementar. de que a contribuição pelo fornecimento de água e coleta de esgoto é taxa. 174 do CTN. sofra as limitações próprias de tributo’ (Hugo de Brito Machado. p.-set. se prestasse diretamente o serviço’ (RF. 8.

Dec. 77 do CTN. representa uma obrigação acessória. art. Precedente do TRF 1ª Região. inclusive ICMS e ISS Corte Superior. 286). prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição. Equivoca-se quem reputa inconstitucional a cobrança da taxa de melhoramento dos portos. j.07. Taxa de expediente (Leis 2.522/92. a reiterada doutrina e a jurisprudência dos tribunais superiores que entendem legítima a sua cobrança.. com a Lei 8.. porque decorre da prestação de um serviço privativo e exclusivo da atividade estatal. Selos de controle quantitativo. 21. A exação criada pela Lei 2.03. 17. Recurso especial não provido (STJ.052/RJ. Taxa é espécie de tributo que tem por fato gerador o exercício do poder de polícia. Preço público é a remuneração paga pelo fornecimento de serviço público prestado por concessionário ou permissionário.. Min.09.2002. sobre a importação de mercadorias de países signatários do GATT.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.2000. REO 9601042105/DF. sendo uma obrigação assumida voluntariamente. também. 5. § 2°). IPI.992-1/210. 178). face.-lei 1.2006.03.. rel. p. no RE 167. Tributário.. rel. Juiz França Neto. Juíza Selene Almeida. 1.08.145/53 e modificada pela Lei 7. após a declaração de inconstitucionalidade pelo Eg.09. STF. previsto no art.690/88 identifica-se como taxa e não preço público. REO 3.2006. 4ª T.437/75. por identificar-se com a base de cálculo do imposto de importação. 6. Receita originária.1999. artigo por artigo. Provimento à remessa necessária (TRF-2ª R. DJU 14. 4. 1ª T. Taxa de melhoramento dos portos.289). As taxas não podem ter base de cálculo ou fato gerador idênticos àqueles que correspondam aos impostos (CF. A aquisição dos selos de controle do IPI não configura exercício do poder de polícia ou utilização de serviço público especifico e divisível. A aplicação do selo de controle do IPI. Tributário. Ausência de identidade de sua base de cálculo com a dos impostos. 1. Não violação de acordos internacionais. 145.2002. 13. 3.690/88) Ilegalidade.502/64. 6ª T. Importação. no interesse da arrecadação ou da fiscalização do tributo. ou a utilização. rel. Taxa que tem como base de cálculo o valor da mercadoria constante da guia de importação vulnera o art. 46 da Lei 4. § 2°. Suspensão dos dispositivos legais questionados pela Resolução 73/95 do Senado Federal. DJU 31. p. 3. da CF e o parágrafo único do art. Ressarcimento de custos. da ALALC ou ALADI (Súmula 124 do STJ).145/53 e 7. Natureza jurídica. 19. 2. ao afirmar que essa taxa tem identidade com a base de cálculo do imposto de importação. DJU 17. j. 2. Trata104 . REsp 848287/RS. José Delgado. 145. inclusive. efetiva ou potencial. Remessa oficial improvida (TRF-1ª R. j. Problema de ilegalidade corrigido pelo Legislativo. de serviço público específico e divisível. p.

O valor pago pela aquisição das estampilhas (selos) de controle do IPI.437/75. TRF .07.. Ressarcimento de custos. 2ª T. a pretexto de veicular emolumento.Casa da Moeda-. em vicio de ilegalidade.. j. necessidade esta que se impõe diante da peculiar sistemática de arrecadação do imposto’ (Embargos Infringentes 2003.2007. DJU 12. como sendo instituição de uma nova taxa ou de preço público.502/64. Selos de controle quantitativo. de obrigação acessória.710/RS. Juiz Antonio Albino Ramos de Oliveira.-lei 1. por ser dele o monopólio na confecção dos selos.03. 1ª Seção.. proveniente de produto fabricado por empresa pública . ou seja. rel. apenas. IPI. não caracteriza taxa e nem preço público. criou taxa em razão dos serviços prestados no exercício de poder de polícia.823-1/DF. Trata-se. AC 200371120077868/RS. não havendo. Taxa de cadastramento.07. de mais um custo.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Obrigação acessória. necessidade esta que se impõe diante da peculiar sistemática de arrecadação do imposto. dentre outros que se somam à atividade desenvolvida pelo industrial e que é repassado ao preço final do produto.71.002. artigo por artigo. inclusive ICMS e ISS se. de mais um custo. violação a quaisquer princípios tributário. 1 . na verdade. Natureza jurídica. constituindo-se em receita originária da União.2006) (TRF-4ª R.2007).Não há considerar a exigência de ressarcimento de custos de confecção de selos de controle.. Dec. Juiz Vilson Darós. a portaria que. Tributário.07. Portaria 37/98. mas pelo critério da compulsoriedade da 105 . DJU 28. apenas. Trata-se. nelas [sic] previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos’ (art. § 2°. Lei 4. assim. A única diferença é que tal valor é devido ao Estado.71. Inconstitucionalidade.000271-0. dentre outros que se somam à atividade desenvolvida pelo industrial e que é repassado ao preço final do produto. 113. ou seja. j. EIAC 2003. com a utilização de patrimônio estatal (TRF-4ª R. O cumprimento dessas obrigações acessórias pode gerar dispêndio ao contribuinte em determinadas situações.2006.2006. Preços públicos e taxas não se distinguem pelo nomen iuris ou pela natureza dos serviços remunerados.-lei 1. sem que isso venha a desconfigurar sua natureza 2 –‘A aquisição dos selos de controle do IPI não configura exercício do poder de polícia ou utilização de serviço público específico e divisível. aquela ‘que decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações positivas ou negativas.4ª R.437/75. por ser dele o monopólio na confecção dos selos. 1ª Seção. A única diferença é que tal valor é devido ao Estado. ADIn 1. rel. Ibama. Tributário. DJU 12.050. Cadastro técnico federal de atividades potencialmente poluidoras ou utilizadoras de recursos ambientais. pelos contribuintes do IPI. Incorre. 793). 06.05. 13. p.03. previsto no Dec. do CTN).

Em obediência à Constituição Federal.2006.. 05. que poderia ocasionar uma possível inconstitucionalidade. prestados ao contribuinte ou postos à sua disposição. 127 do Dec. O faturamento da empresa é utilizado como critério referencial a fim de garantir-se a isonomia. Taxa de ocupação. em ausência de contraprestação. Inexiste ofensa da Lei 10. O nomen iuris atribuído à exação cobrada pelo Estado é questão que não importa para sua classificação como tributo. 1.121/SC.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.165/2000. Juíza Vivian Josete Pantaleão Caminha. artigo por artigo. conferindo-se tratamento diferenciado a quem produz graus de poluição diferentes e. 19. 381). fulcro no art.040. As taxas são tributos que têm como fato gerador o exercício regular do poder de polícia.. 01. Não há falar. p.165/2000 aos arts.461/SC. 145 da CF/88 e 77 e 78 do CTN. 3. as taxas de serviço instituídas pelos Municípios devem ter como fato gerador o exercício do poder de polícia ou a utilização.760/46. 617). p.2006. Processual civil. Competência da 2ª Seção. 1ª T. conforme inteligência dos arts.. Conhecido o conflito de competência para declarar competente para a matéria a 2ª Seção. AMS 1999. j.2006. efetiva ou potencial.05.04. DJU 03. DJU 24.04. 1ª T. cobrada por este em razão do uso por terceiros de seus bens imóveis. por conseguinte. j. AC 2004.é o exercício do poder de polícia conferido ao Ibama para controle e fiscalização das atividades potencialmente poluidoras e utilizadoras de recursos naturais. prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição.. A hipótese de incidência do tributo em questão –TCFA .TCFA. 106 .2006.05. Conflito negativo de competência. 2. Nessa esteira. DJU 08.804/RS.2006. portanto. 1ª T.010.000.72. rel.71. art. de serviços públicos específicos e divisíveis. 502).. uma vez que de prestação de serviços públicos não se trata. 77 do CTN e 145 da Constituição Federal de 1988. ou a utilização. Lei 10.02. inclusive ICMS e ISS exigência (TRF-4ª R. rel. Juiz Marcelo Malucelli.-lei 9.. Juiz Vilson Darós. A taxa de ocupação é uma receita originária do Estado.03. afigura-se ilegal a cobrança da taxa de segurança ostensiva contra delitos instituída pelo Município de Criciúma. AC 2003.2006. rel. Matéria não tributária.060. Ilegalidade da cobrança. 145. Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental .4. p. j. Taxa municipal de segurança ostensiva contra delitos. de serviço público específico e divisível.174. efetiva e potencial.72. exige o exercício do poder de polícia em maior ou menor grau (TRF-4ª R.105. na medida em que não restou comprovado que essa exação serve para retribuir serviço público específico e divisível e nem representa exercício do poder de polícia (TRF-4ª R. II.

CC 2005. j. Corte Especial. AMS 2001. O poder público se serve da cobrança por meio de preço ou tarifa pela prestação de um serviço público voluntário. II. Juiz Nery Junior. 01.2005. Pela análise da Lei 6.201. 3... Precedente deste eg.015/99.03. Exigibilidade. a qual definiu os elementos essenciais à sua instituição. artigo por artigo. afigura-se devida a tarifa de armazenagem apenas nos casos de efetiva utilização do serviço portuário. Tributário.. Possibilidade.80. a quem recebeu originariamente por distribuição o agravo de instrumento (TRF-4ª R.006. Juiz Marcelo Navarro. se subdividindo em um serviço público e outra em razão do exercício do poder de polícia. uma atividade estatal. 4ª T. A fiscalização de anúncios se faz necessária para preservar a qualidade do meio ambiente nas cidades e adequar a conduta da pessoa física ou jurídica.500/SP. 1. Taxa de armazenagem portuária. 1ª parte. Honorários advocatícios. p. j.068/AL. A taxa para uso do fogo não tem a mesma base de cálculo do ITR. 1. 3ª T. A competência para instituição de taxas pelo exercício do poder de polícia vem determinada no art.2005. Tarifa. DJU 01. inclusive. A principal distinção entre taxa e preço público reside no fato deste ser facultativo. 19. é o meio pelo qual se paga por um serviço facultativo. 23. p.2006.247. Este tipo de atividade não se encontra acobertada pelos princípios constitucionais tributários.010. enquanto aquela é compulsória. Taxa de fiscalização de anúncio luminosa. 2.02. Cobrança pela municipalidade em detrimento da CEF..000. j.784/SC.10 2004.06. 3. o disposto no art. AC 2000. Administrativo. 313). afastando-se.03. Mandado de segurança. DJU 23. da Carta Magna.02.2005.990.. rel. 339). A remuneração para obtenção da autorização para uso do fogo em queimada controlada tem a natureza jurídica de taxa. O C.960/2000. convertida na Lei 9. Legalidade na cobrança da taxa para uso do fogo. 197). Apelação não provida (TRF-3ª R. Trata-se de uma prestação contratual voluntária. 77 e 80 do CTN. Tributário.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. no entanto. Precedentes.12. 4. DJU 06. 2. Embargos à execução fiscal. Apelação improvida (TRF-5ª R. 145. na hipótese de incidência. STF já reconheceu a prescindibilidade da efetiva comprovação da atividade fiscalizadora para a cobrança anual da taxa de localização e 107 . p.04. às disposições legais pertinentes. Natureza jurídica de taxa. rel. da CF e nos arts. posto que criada pela Medida Provisória 2. que utiliza a propaganda. A taxa é um tributo que tem. rel. Legalidade.009/73.2004. Tribunal. inclusive ICMS e ISS especificamente a 3ª Turma. 145. Queima controlada de cana-de-açúcar. inciso II. Juíza Marga Inge Barth Tessler. direta e especificadamente dirigida ao contribuinte.

artigo por artigo.16-6.04. p.77.-lei 1. Estados e Municípios (art. 15.08.2006. 6. Cecília Marcondes.05.10. União. j. REsp 2000/0079370-1.2002. 5.2002. rel.239/SP. A Súmula 157 do STJ foi cancelada pela C.12. Ellen Gracie. 191. da incidência do encargo de 20% previsto no Dec. na certidão da dívida ativa.2001. j. generalidade e origem pública.[. DJ 14. Min. inclusive em detrimento da Caixa Econômica Federal. 4. 7.2001. p. * Parágrafo único com redação determinada pelo Ato Complementar 34/67. COMENTÁRIOS Generalidades. setença monocrática.001..05. EAC 91.252-6/SP. rel. DJU 02.03. no julgamento do REsp 261. sumulado sob nº 545: 108 . da CF/88). 6ª T. 330).2002.2001.. Min.2001. A taxa não pode ter base de cálculo ou fato gerador idênticos aos que correspondam a imposto nem ser calculada em função do capital das empresas.. Eliana Calmon. rel. Desde então.2006. Fed. 02. Juíza Consuelo Yoshida.05.10.. TRF3. AgRg no REsp 2002. AC 93.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. A taxa é de competência comum ou cumulativa. podendo ser instituída por todos os entes federativos. DJ 02.922. j. e sua renovação anual. 17. DJU 03.571/SP. O que caracteriza a espécie tributária é a compulsoriedade. Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça. tenha-se presente o entendimento do STF. 2ª T.] Parágrafo único. o STJ tem reconhecido a validade da taxa de localização e funcionamento e da taxa de fiscalização de anúncio. caput. 2ª Seção.2002. Diante da não previsão. diante da notoriedade do exercício do poder de polícia pelo aparato administrativo dessa municipalidade (AgRg no RE 222.09.2001). p. Des. 23.. rel.11. De referência à compulsoriedade. STJ.025/69. DJ 07. inverto os honorários advocatícios fixados na r. taxa semelhante àquela aqui discutida. 145. j. j.038173-0. 204. Art. 1ª T.04. Apelação e remessa oficial providas (TRF-3ª R.63.030. Precedentes: STJ. 07. inclusive ICMS e ISS funcionamento pelo Município de São Paulo. DJ 03.

Neste sentido a Súmula 595 do STF. ou não. Fato gerador e base de cálculo. progressiva ou regressiva. pois não poderá ser tomado como base situação fática que já tenha servido para a incidência dos impostos (§ 2°. Exemplo de alíquota progressiva é a da taxa judiciária. A maior das limitações que se impõe à taxa é quanto a seu fato gerador. terá que pagá-la. considera o valor da causa e estabelece faixas de incidência. não poderia deixar de ser pública. o que se reflete diretamente sobre a alíquota. sendo mais comum a alíquota fixa. manifestada por força de lei e em atividade administrativa plenamente vinculada. art. a taxa de incêndio. 145. Genérica é a taxa porque atinge indistintamente todo aquele que a ela estiver vinculado em virtude de algum fato gerador. a taxa existe em razão da prestação de um serviço. utilize. Segundo Aliomar Baleeiro. 109 . diferentemente daqueles. tem função extrafiscal (emprego do tributo como instrumento de intervenção pública). proporcional. temos que a alíquota da taxa pode ser fixa. tem função fiscal e o valor será uma alíquota proporcional ao serviço. inclusive ICMS e ISS Preços de serviços públicos e taxas não se confundem. De referência ao quantitativo. ao fixá-la. por exemplo. CF). artigo por artigo. Sendo a taxa derivada de uma vontade do Estado. diferentemente. porque estas. o contribuinte os serviços do Corpo de Bombeiros.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. se a taxa é manifestação do poder de polícia. Se. em relação à lei que as instituiu. são compulsórias e têm sua cobrança condicionada à prévia autorização orçamentária. em que a lei.

o poder tributante terá de dispor de um serviço mensurado e individualizado. muitas vezes. inclusive ICMS e ISS Para cobrar taxa. A preocupação do legislador quanto à exigência final contida no parágrafo em apreciação (não ter a taxa valor econômico em função do capital da empresa) teve em vista não atropelar o Imposto de Renda. questionando a legalidade e a constitucionalidade da lei. A propósito. JURISPRUDÊNCIA “É inconstitucional a taxa municipal de conservação de estradas de rodagem cuja base de cálculo seja idêntica à do Imposto Territorial Rural” (STF . O STF dissipou todas as dúvidas ao editar a Súmula 665 do teor seguinte: “É constitucional a Taxa de Fiscalização dos Mercados de Títulos e Valores Mobiliários instituída pela Lei 7. efetiva ou potencialmente. utilizável pelo sujeito passivo. Entendiam não estar presente na atividade dos mercados de títulos e valores mobiliários o exercício do poder de polícia. em número. quando a Lei federal 7. não é fácil. é o custo do serviço específico. o poder público exaure sua atividade dentro de uma previsão fática que se chama fato gerador.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.940/89”. distinguir a base de cálculo de uma taxa e de um imposto. Na prática. A base de cálculo é a expressão. no exercício do poder de polícia e na realização de serviços.Súmula 595). 110 . artigo por artigo. do fato gerador. Assim. o que se faz imprescindível em razão da restrição contida no CTN.940/89 instituiu a taxa de fiscalização dos mercados de títulos e valores mobiliários. Sobre a base de cálculo incidem as alíquotas. acorreram os contribuintes ao Judiciário.

Min. O primeiro. em razão do valor do imóvel. Tributário. Taxas que. não podem eles ter seus valores fixados por decreto.1981. Tributo cuja base de cálculo coincide com a que corresponde ao imposto de importação. 23.04. II.11. Taxas de limpeza pública e de conservação de vias e logradouros públicos. a área de imóvel e a extensão deste no seu limite com o logradouro público.1996.1981. Pleno. § 2°.08. RP 1094/SP.685. rel. Inconstitucionalidade que se declara do dispositivo legal em referência. 145. Não conhecimento do recurso da Municipalidade. 156. da Constituição Federal. Art. rel. por haverem violado a norma do art. de 26. Soares Muñoz.1994. 10 da Lei 2. § 4°.827/SP. 15. 145. sim.685. 08.1997.921/90. DJU 10. do Governo do Estado de São Paulo (STF.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Conhecimento e provimento do recurso da contribuinte (STF. à observância do disposto em lei federal e à utilização do fator tempo para a graduação do tributo. DJU 25. tem por fato gerador prestação de serviço inespecífico. Min. j. e 94 da Lei 6. Custas e emolumentos judiciais e extrajudiciais. Não sendo as custas e os emolumentos judiciais ou extrajudiciais preços públicos. Representação de inconstitucionalidade. Pleno. Tributário. mas.1992). que deu nova redação aos arts. Os demais. p. com ofensa ao art. de qualquer modo. não tendo de ser custeado senão por meio do produto da arrecadação dos impostos gerais. 182.888).213). artigo por artigo. RE 204. do Governo do Estado de São Paulo. Min. por instituir alíquotas progressivas alusivas ao IPTU.1984.145/53. Sua natureza jurídica. Moreira Alves. taxas. DJU 04. inclusive ICMS e ISS Município de São Paulo. garantia essa que não pode ser ladeada mediante delegação legislativa. não mensurável indivisível e insuscetível de ser referido a determinado contribuinte. Ilmar Galvão. do município de São Paulo. j. Taxa de licenciamento de importação. ou seja.02. 111 . 153 da Emenda Constitucional 1/69). p/ac. da Constituição Federal de 1988. 7°. 1. Representação julgada procedente para declarar a inconstitucionalidade do Decreto 16. redação dada pelo art 1º da Lei 7. j. em face da norma do art. p.02. de 26. rel.690/88. RE 167992/DF. no entendimento deste Relator. 12. § 1°. Decreto 16. Recurso não conhecido (STF. 87 e incisos I e II. § 2°. Ilmar Galvão.989/66. Pleno. Inconstitucionalidade dos dispositivos sob enfoque. ao tomarem para base de cálculo das taxas de limpeza e conservação de ruas elemento que o STF tem por fator componente da base de cálculo do IPTU. rel. o valor da mercadoria importada. sujeitos que estão ao princípio constitucional da legalidade (§ 29 do art. que limita a faculdade contida no art. qual seja. Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana.09.12. Min.1995. Lei 10.02.

j. Carlos Velloso.1999.05. Multiplicidade de precedentes. Min. Legalidade de aumento de Tarifas Portuárias (TAP) por ato ministerial. 98/99. Plenário. III. de remoção de lixo domiciliar e de iluminação pública. Tributário e processual civil. artigo por artigo. por maioria) . 1ª T.827-SP (DJU 25. Processual civil.03.. rel. rel. decidiu que é constitucional a taxa de coleta de lixo domiciliar instituída pelo Município de São Carlos . Taxas de conservação e limpeza urbana. 2. Lei 10.Súmula 83 . 04.1999). Tributário.253/89). José Delgado. Agravo de instrumento desprovido (STJ. como fundamento central. que é inconstitucional a cobrança das taxas de conservação e limpeza na forma estabelecida pela Lei Municipal 10.TAP. Base de cálculos. 3. Súmula 83 do STJ.SP (Lei municipal 10. Decisão da matéria pelo Colendo STF. Taxa de Armazenagem Portuária . rel. CTN. Inconstitucionalidade. 2.03. Tributário.2000.. instituída pela Lei 2. com a revogação da decisão de fls. no julgamento do RE 204. Importação. Min. quando a orientação do Tribunal se firmou no mesmo sentido da decisão recorrida’ . Município de São Paulo. em matéria de cunho eminentemente constitucional. rel. rel. por possuírem base de cálculo própria do IPTU.STJ. Min. em sede de recurso especial. 3. Agravo regimental desprovido (STJ. § 2°. 12. por maioria. I. Base de cálculo. REsp 157060/SP. Não se conhece de recurso especial quando a decisão atacada basilou-se. com redação dada pela Lei 7. consoante o entendimento mais moderno desta Corte. 1. Milton Luiz Pereira. Na ocasião. da CF (‘As taxas não poderão ter base de cálculo própria de impostos’). arts. inclusive ICMS e ISS Constitucional e tributário. j. é 112 . 26.2000).801/SP. Agravo regimental provido.1997. O Colendo Supremo Tribunal Federal entendeu. Preços públicos. Ag 121.. 77 e 79. Taxas de conservação e limpeza de logradouros públicos.05.1999.08.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Exações entendidas como inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal. O Colendo STF.1999). Aldir Passarinho Júnior. Min.921/90. j. 1ª T. Destarte. impossível o exame da matéria pelo Superior Tribunal de Justiça.145/53.690/88.09. DJU 31. II. DJU 10. 2ª T. 1.não implica identidade com a base de cálculo do IPTU. afastando-se a alegada ofensa ao art. ‘Não se conhece do recurso especial pela divergência. Ag 314761/SP. Ilmar Galvão. 145.11. entendeu-se que o fato de a alíquota da referida taxa variar em função da metragem da área construída do imóvel .1999. Taxa de expediente.921/90. A taxa de expediente. Recurso não provido (STJ. ao apreciar o RE 232393/SP. DJU 27.04. Apreciação incomportável no âmbito do recurso especial. Legalidade. 18.que constitui apenas um dos elementos que integram a base de cálculo do IPTU . Min.

020. Administrativo.1995. para que se pudesse dissentir dessa orientação seria necessário o reexame de 113 .. 3ª T. Min.TFLF. podendo ter os seus valores e índices regulados por decreto ou mesmo portaria. 145. situação que não viola a vedação prevista no disposto no art. eis que possui base de cálculo própria do imposto de importação.07. Tributário. não significa que estamos diante de tributo. 2. REsp 205. artigo por artigo. Taxa de fiscalização. descabe a alegação de contrariedade à lei tributária nacional. REsp 166. Constitucionalidade. Garcia Vieira.05.940. sabendo-se que o art.08. Assentada a efetividade do exercício do poder de polícia para a cobrança das taxas em questão. Recurso não conhecido (STJ. Firmou-se. § 2°. AMS 95. inclusive ICMS e ISS flagrantemente inconstitucional.TFA e da Taxa de Fiscalização.314). Alíquota. Recurso especial.12.05. Processual civil. como tal. II — Embora seja conhecida por ‘taxa de armazenagem’. esta é. Juiz Castro Aguiar.06.2000. Comissão de Valores Mobiliários. da Constituição.TFLF. j. da Constituição do Brasil. 4°. Efetivo exercício do poder de polícia. do Código Tributário Nacional). inciso I. j. 1ª T. Violação de lei federal não configurada.685/ES. Tributário. o entendimento de que não há identidade entre a base de cálculo das referidas taxas com a do IPTU. nesta superior instância. rel. Lei 7. § 2°. Precedente STF. Tendo o STF proclamado a constitucionalidade da Lei 7.. §§ 1° e 2°). tecnicamente. 1.2000).Recurso improvido (TRF-2ª R. Assim.1989. rel. Localização e Funcionamento .940/89. 44. Município de Belo Horizonte. ambas do Município de Belo Horizonte. Taxa de Fiscalização. 2ª T.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Alegada ofensa ao art. Francisco Peçanha Martins.570/PE. Recurso provido (STJ.07.1999. DJU 01.A natureza jurídica do tributo decorre do seu fato gerador e não do nome que se lhe dá (art. até por vício de linguagem. por entender que são exigidas com fundamento no efetivo exercício do poder de polícia pelo ente municipal. 03. Agravo regimental no agravo de instrumento.1995. III . 20. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. pois a denominação é irrelevante para qualificar a natureza específica da imposição. de 20. DJU 01. que instituiu a taxa de fiscalização da CVM (RE 177. Localização e Funcionamento . preço e. por ser conhecida como ‘taxa de armazenagem’. Constitucionalidade. j. da categoria das taxas. p.1404-9/RJ. Min. DJU 13. ainda. 145. Reexame de fatos e provas. 145. rel. Este Tribunal decidiu pela constitucionalidade da cobrança da Taxa de Fiscalização de Anúncios .. Taxa de Fiscalização de Anúncios . Taxa ou preço de armazenagem.1999). 3. I . 16.TFA. 77 e parágrafo único CTN repete preceito constitucional (CF.835) e. art. deve ser tratada..

Análise do recurso quanto ao art. Súmulas STF nº 282 e 356.04.763/75. Agravo regimental improvido (STF. João Otávio de Noronha. DJU 19. 2ª T. artigo por artigo. DJ 09. Taxa de incêndio Estado de Minas Gerais. 145. Tributário. 98).049/MG. 83). no julgamento do RE 206777/SP. 02.2003. inclusive ICMS e ISS fatos e provas. 144 da Constituição Estadual. e RMS 21. 13. O Supremo Tribunal Federal. DJU 01. com redação da Lei 14. DJ 03. AIAgR 618. Min. que.02.2003.12.938/2003. Controvérsia referente á especificidade e divisibilidade da taxa de limpeza pública não dirimida pelo Tribunal a quo.08.2006. 1ª Turma..03. 4. j. j. rel. É esse o entendimento aplicado também pelo STJ. rel. ser tomado em linha de conta na determinação da alíquota da taxa de coleta de lixo. 145 da Constituição Federal.08.09. 2ª T.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Questão devidamente prequestionada. Análise da norma pelo Tribunal de Justiça o Estado de Minas Gerais em ação direta de inconstitucionalidade transitada em julgado.. 392). Ellen Gracie.12. encontra-se coerente com o decidido pelo Plenário desta Corte. 2ª T. por entender que preenche os requisitos da divisibilidade e da especificidade e a sua base de cálculo não guarda semelhança com a base de cálculo de nenhum imposto. Taxa de incêndio. Impossibilidade de apreciação de tese em tomo do art. Recurso ordinário desprovido (STJ. Min. II da CF/88 114 . 2. A posição adotada pelo Tribunal a quo. p. 145. Eros Grau. A corte de origem deliberou sobre a correspondência entre as bases de calculo do IPTU e da taxa de limpeza pública. José Delgado. 1.607/MG. considerou constitucional a cobrança de taxa de incêndio. rel.2006. p.2007. Min. Min. RE-AgR 346695/MG.280/MG. 1ª T.2007. j.a metragem da área construída do imóvel . ROMS 21. da Constituição Federal. 2. 2ª T. Base de cálculo. Taxa de limpeza pública. DJU 27. Agravo regimental a que se nega provimento (STF. circunstância que impede a admissão do extraordinário ante o óbice da Súmula nº 279 do STF. Lei 6. mesmo não tendo se referido expressamente ao art. Constitucionalidade.2006.032/MG.393 (Sessão de 12. 07. RMS 21.2007. no julgamento do RE 232. Art.150/MG. 145 da Constituição.1999) fixou entendimento no sentido de que ‘o fato de um dos elementos utilizados na fixação da base de cálculo do IPTU .que é o valor do imóvel (CTN. Coincidência com a do IPTU.2007.12. contudo. não quer dizer que teria essa taxa base de cálculo igual à do IPTU’. DJ 21. 1... 33). Falta de prequestionamento do disposto no inciso II do mesmo art. Município de Belo Horizonte. Tributário. Recurso ordinário em manado de segurança. João Otávio de Noronha. p.. Min. 3. art. Precedentes: RMS 23. Juiz Teori Albino Zavascki. § 2°.10.

III.938/2003. 3. 105 da Constituição Federal para resolver conflito entre lei local e lei federal [de acordo com a redação do art. Recurso especial não conhecido (STJ. da CF.280/MG. Considerando que ocorreu o trânsito em julgado desse acórdão. 232). Taxa 115 . REsp 179. p. A Lei 6.049/MG e 21. Segunda Turma) (STJ. Processual civil e tributário.2005. 2.145 foi extinta pela Lei 8. 144 da Constituição Estadual. artigo por artigo. enquanto a Taxa de Construção. foi considerada legítima pelo Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais na ADIn 1.690/88 [taxa prevista no art. p. João Otávio de Noronha. Matéria constitucional. DJU 06. Min.763/75. Confronto entre lei municipal e federal. 1. Taxa de conservação de estradas de rodagem.632/MG. 78 e 79 do CTN. rel. 1.2006.05.0000. Recurso especial.2005. j.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 77 do CTN.11. 1. com redação dada pela Lei 14.802/SP. sob pena de violar a rígida distribuição de competência recursal disposta na Lei Maior. j. 2ª T. inclusive ICMS e ISS e dos arts. É legítima a taxa de incêndio instituída pela Lei estadual 6.. Taxa de expediente (Leis 2. 321). descabe o reexame da matéria nessa oportunidade. 2ª T. tampouco para prequestionar questão constitucional. rel.02. o que afasta a possibilidade de identificação com o imposto e a eventual ofensa ao art. Ausência de identidade com o ITR. João Otávio de Noronha.404860-1/000.. rel. Importação. Conservação e Melhoramentos de Estradas de Rodagem tem como fato gerador a prestação de serviços de conservação e como base de cálculo o custo do serviço dividido entre os proprietários de imóvel rural segundo fórmula adotada por pontos de utilização dos serviços. O ITR tem como fator gerador a propriedade rural e como base de cálculo o valor da terra nua. Min.12. Cabimento do recurso especial pela alínea b.763/75. porque decore da prestação de um serviço privativo e exclusivo da atividade estatal. ROMS 22.145/53 e 7. Ilegalidade. 105.522/1992. 4. Fato gerador e base de cálculo. também. b. que a declaração de constitucionalidade produz efeitos erga omnes e que nesse julgamento foi analisada a questão em torno do art. Resolução 11/2005 do Senado Federal] identifica-se como taxa e não preço público. 77. 10 da Lei 2. Eliana Calmon. 21. DJU 09. 2. 03. ao criar a taxa de incêndio. Min. A exação criada pela Lei 2. anterior à EC nº 45/2004].2006. Cabe recurso especial fundado na alínea b do inciso III do art. Precedentes. 2. Vide.038/2003. com redação dada pela Lei 14. visto que preenche os requisitos da divisibilidade e da especificidade e que sua base de cálculo não guarda semelhança com a base de cálculo de nenhum imposto’ (RMS 21. Tributário.04.690/88). Não cabe ao Superior de Justiça intervir em matéria de competência do STF.145/53 e modificada pela Lei 7.

Suspensão dos dispositivos legais questionados pela Resolução 73/95 do Senado Federal.1999. através de mero cálculo aritmético. 2.01.1995. 3ª Turma desta Colenda Corte pela incidência do consagrado através da Súmula 106.03. nos termos 116 . de rigor a extinção do débito prescrito da forma como operada. Juíza Selen Almeida. afastada a sua anulação neste ângulo. após a formalização do crédito tributário em questão. por identificar-se com a base de cálculo do imposto de importação. 145. 21. ao verificar a transgressão do lapso temporal fixado pelo referido dispositivo. STJ. 178). 6. da CF e o parágrafo único do art. nos presentes autos. 174 do CTN. Conforme se extrai a partir da r. dali por diante passa a fluir o prazo de sua cobrança. ajuizado o executivo em pauta em 18. após a declaração de inconstitucionalidade pelo eg. 77 do CTN. sentença. com observância do estabelecido pelo art. sendo a hipótese de mero excesso de execução (como se dá..2000. para interrupção do prazo prescricional: portanto. como se denotará. configurado o alegado evento prescricional. Tributário. Operou-se a prescrição em relação a alguns dos débitos exeqüendos (taxa de licença e taxa de limpeza referentes ao ano de 1995).1ª R.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. qual seja. em 01. elencada no inciso V. Execução fiscal. Embargos à execução fiscal. cumprindo destacar que. Sucumbência recíproca. j. a ação deve prosseguir pelo saldo efetivamente devido.2000 (fato incontroverso). no RE 167. Município de São Paulo X União. em que é possível excluir ou destacar do título executivo o que excedente. Precedente do TRF 1ª Região. Inocorrência. Prescrição parcial ocorrida. Verificada. 4ª T. a prescrição.4.992-1/210. contados da data de sua formalização definitiva. Parcial procedência aos embargos. Equivocada se tem revelado certa forma de contagem fazendária: a partir do fato e formalizado o crédito. com a cobrança de específicos meses colhidos pela prescrição). 4.12. primeira figura. do CTN. encontra-se parte do valor contido no título de dívida embasador dos embargos. 7. em relação ao ano de 1995. 5. Taxas de conservação e taxas de limpeza pública devidas. 3. 5. 6. rel.04. qual seja.522/92. DJU 17. Problema de ilegalidade corrigido pelo Legislativo. STF.2105/DF. artigo por artigo.09. Remessa oficial improvida (TRF . segundo a qual suficiente a propositura da ação. do Eg. do art. Entende a Eg. uma das causas de extinção do crédito tributário. com a Lei 8. 5 (cinco) anos para a ação de cobrança do crédito tributário em comento.01. p. inclusive ICMS e ISS que tem como base de cálculo o valor da mercadoria constante da guia de importação vulnera o art. Coincidência com a base de cálculo do IPTU. de cunho prescricional.. 156. REO 96. 3. Constituem os débitos atos distintos identificáveis e autônomos. 1. não procedeu o contribuinte/recorrido ao devido recolhimento do mesmo. § 2°. Contaminado pela prescrição.

segundo a qual cobrados estão sendo imóveis. antes enfocados. tanto quanto se sujeitando a União ao 117 . no âmbito dos requisitos para as taxas em geral. tão-somente reconhecendo-se a ocorrência da prescrição parcial. 77. amiúde praticada. artigo por artigo. inclusive ICMS e ISS da jurisprudência que. não ensejando. sentença. Impõe-se o parcial provimento ao apelo da Municipalidade envolvida. de molde a permitir exigência da exação em pauta. pois não desprovido de liquidez o débito exeqüendo remanescente. Não se ressentem referidas taxas. 9. nem ao da indivisibilidade. ao passo que dito imposto recai sobre o valor venal da coisa. da União. pois atendido o figurino da hipótese de incidência pertinente. ônus cabalmente seu. específicos. CF. e do art. reformando-se em parte a r. 15. atualizados monetariamente até o seu efetivo desembolso. a propósito. pelo serviço efetivamente prestado. 145. 17. firmados através do inciso II do art. perfeitamente possível o prosseguimento da execução fiscal pelo valor residual do débito executado. de fato. adota-se. a título de taxa. Também inocorre á propalada coincidência de base de cálculo entre ditas taxas e o IPTU: como destacado pela Municipalidade envolvida. a declaração de nulidade da ação de execução fiscal. sendo capital repisar-se tanto se tributa. que contam com aqueles referidos serviços. vez que dotado de valores autônomos. para julgar parcialmente procedentes os embargos. No que tange às taxas de conservação e de limpeza pública. suportando a Municipalidade envolvida honorários advocatícios de 10% sobre a diferença excluída em prol da União. no tocante ao tema aqui em mérito. portanto.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Precedentes. sem óbice substancial pela parte contribuinte. do descumprimento nem ao requisito da especificidade. A divisibilidade se coloca também límpida. quanto pelo colocado ao dispor do contribuinte. reconhecendo-se a legitimidade da cobrança das taxas de conservação e de limpeza pública. consoante parágrafo único do art. pois exatamente está calcada na contraprestatividade ou vinculação entre o quanto pague o contribuinte e seu beneficiamento direto. avulta em destaque a divisibilidade de ditos serviços. 14. conservação e limpeza pública. Pertinente e adequada a ponderação. 13. Nenhuma ilegitimidade na cobrança de citadas taxas. 8. a base daquelas se põe sobre o custo da atividade aqui suportada pelo poder público. A natureza da atividade estatal envolvida se põe límpida. 12. uma vez que a incidir quantitativamente perante aqueles que proprietários de imóveis limítrofes ao logradouro beneficiado por referidos serviços. CTN. tal qual gizado pela própria Constituição e pelo CTN. CTN. vencimento de 1996/1998. 10. 11. 204. neste passo não tendo a executada/embargante/apelada denotado assim não se ponham os préstimos/serviços municipais a respeito. 16. Apesar de reconhecida a prescrição em relação aos débitos supra citados. inafastada a presunção de certeza da CDA em questão. imediato. fato incontroverso.

Tributário. a compensação devia ser efetuada somente entre contribuições e tributos da mesma espécie e destinação. DJU 17.992-1/PR) e do C. Compensação.2007.2005. 10 da Lei 2.145/53. modificado pela MP 66/2002. e art. inclusive ICMS e ISS pagamento de honorários advocatícios de 10% sobre o tributo remanescente em cobrança. não configurada a decadência do direito de pleitear a compensação dos pagamentos efetuados em período superior ao qüinqüênio contado retroativamente da propositura da ação. II e § 2°. devidas ao Fisco.430/96.690/88.11. 150 do CTN. b) IPC de mar. administrativa ou judicialmente. ou seja. a partir de jan. artigo por artigo. 74 da Lei 9.. 168. não mais exige o prévio requerimento do contribuinte e a autorização da Secretaria da Receita Federal para a realização da compensação em relação a quaisquer tributos e contribuições. concedido à Fazenda Pública para homologar a conduta do contribuinte ou lançar de ofício a eventual diferença apurada.. Taxa para expedição de guia de importação. Precedentes do E. Inconstitucionalidade.Na vigência das Leis 8. haja vista a identidade de sua base de cálculo com aquela vigente para o imposto de importação. Art.690/88. Atualmente. quando o contribuinte recolhe o tributo sem o prévio exame da autoridade fiscal./91 a dez.2005. Des. 25. de mesma espécie e destinação. na redação que lhe foi atribuída pelo art. STF (RE 167. 1° da Lei 7. CTN. I . utilizando-se./90 a fev. e pela Lei 10./92.145/53. Parcial provimento ao apelo (TRF-3ª R.11. Fed. conta-se a partir deste recolhimento. STJ. convertida na Lei 10.954/SP. Juiz Silva Neto. II . no caso. 77 do CTN. p. AC 993. 18. c) INPC de mar. Carlos Muta./88 até fev.A correção monetária deve ser calculada desde a data do recolhimento indevido.03.250/95./91.10. mesmo no caso de tributo lançado por homologação. e d) UFIR. 145. rel. Portanto.383/91 e 9. 1° da Lei 7. em favor do Município implicado. Precedentes do STF e do STJ.A partir de janeiro de 1996. I. que representa a taxa de inflação do período considerado acrescida de juros 118 . com redação dada pelo art. 3ª T. In casu. deve ser utilizada exclusivamente a taxa SELIC. III . IV .Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.833/2003. a taxa de emissão de guias de importação somente pode ser compensada com outras taxas. 10 da Lei 2. j. V . os seguintes índices: a) BTN a partir de dez. da Constituição Federal./90. j. uma vez que se trata de direito superveniente.032515-7. não pode ser aplicado no caso em pauta. entretanto. Possibilidade. Precedente da E. o direito de compensar o tributo indevidamente recolhido.01. para postular. 3ª Turma: AC 97. DJU 23. 559). o que. 16.É inconstitucional a taxa instituída pelo art. em flagrante discrepância com o previsto no art.O prazo disposto no art. atualizados monetariamente até o seu efetivo desembolso.2006. o art.637/2002./91. uma vez que o contribuinte não precisa esperar o esgotamento do qüinqüênio previsto no § 4° do art. rel.

. bem como a utilização de suas instalações e equipamentos. a partir do recolhimento indevido. 77. artigo por artigo. 118).000. Prescrição. Fixação por portaria. da Lei 9. Desembaraço aduaneiro. armazenamento ou estocagem. ‘O Superior Tribunal de Justiça firmou entendimento de que. Prescrição.08. embora a arrecadação e a fiscalização sejam a ela delegadas. 3ª T. Vedada a identidade de base de cálculo entre taxa e imposto. do Estatuto Constitucional.Apelação da autora e remessa oficial parcialmente providas (TRF-3ª R.2006. a que se dá parcial provimento (TRF-1ª R.2006. 7° e 97. Constitucional. 4. 3.392/AM.. com a redação conferida pelo art. A correção monetária a ser adotada na restituição dos valores recolhidos indevidamente deverá ser feita. 145.532/1997].. do CTN. parágrafo único. art. o prazo prescricional para efetivar-se a 119 . 024/99). pelo serviço de carga e descarga. nos termos do Dec. Taxa de licenciamento de importação. Natureza jurídica de taxa. do CTN. e do art. 145. da tipicidade e com a regra do art. têm natureza de taxa e não de preço público.2006. 39. Controle de internamentos na Zona Franca de Manaus.Apelação da União Federal desprovida. 05.250/95 [artigo revogado pela Lei 9. p.145/53. Tabela da justiça federal. 2. das taxas por utilização de instalações e equipamentos da Suframa. Arts. Lei 2. Identidade de base de cálculo. art. Administrativo. 197/96.04. Tributário.2006. Juíza Cecília Marcondes. prestação de serviço de carga e descarga. da CF. 1. da CF. Taxa Selic. e art. Correção monetária. Ofensa ao art.307/SP rel.. § 2°.690/88. j. 5. nos termos do art. AC 370. 309/95. Remuneração pela anuência aos pedidos de guias de importação. j. Violação aos arts.113. da CF. DJU 23. 97 do CTN. Impossibilidade. em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação. tida por interposta.244/67. 77. p. 8ª T. 10. pelos índices adotados na Tabela da Justiça Federal. 6. Delegação do poder de tributar. Princípio da legalidade. As remunerações estabelecidas pelas Portarias editadas pela Suframa (171/83. Tributário e processual civil. Suframa. parágrafo único. mantendo-se os juros de mora fixados na sentença. Juíza Maria do Carmo Cardoso.32.10.-lei 288/67 e do Dec. do CTN. A fixação por portarias. 06. armazenamento ou estocagem. indubitavelmente. Apelação e remessa oficial. 145.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. fixar as referidas taxas cobradas pela Suframa. VII . 305/95. Somente a União pode por lei.11. VI . Tese dos cinco mais cinco. inclusive ICMS e ISS reais. nos termos do § 4°. AC 2001. 1° da Lei 7. 566). § 2°. Não é concebível que essas taxas sejam instituídas por portarias. 1. rel. § 2°. 150. 7. 61. está em confronto com o princípio da legalidade tributária. À Suframa foi conferido o poder de polícia para expedição de guias de importação. DJU 17.

entretanto. cobrada em razão da emissão de licença ou guia de importação (Lei 2. 7. considerou-a inconstitucional. não pode ter base de cálculo própria de imposto. Base de cálculo. Os juros de mora. III. cautelarmente. rel.690/88). porque indevidas desde a sua instituição.518 120 . 8. p 81). 11. 1° da Lei 7. Poder de polícia. contados da ocorrência do fato gerador. na repetição do indébito tributário. Tributário.165/2000.165/2000 criou a TCFA (Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental). Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental . do Estatuto Constitucional. representado nas metas. Provimento parcial ao recurso adesivo da autora (TRF-1ª R. acrescidos de mais cinco anos contados daquela data em que se deu a homologação tácita. Precedentes do Eg.960/2000. A cobrança da taxa pelo exercício do poder de polícia não se confunde com a taxa decorrente da prestação de serviço público. pelo sujeito ativo.01. de inconstitucionalidade. Lei 9. A Lei 10. j.. que trazia a TFA (Taxa de Fiscalização Ambiental).145/65. artigo por artigo.1996 (Lei 9.938/81. é de cinco anos. tampouco com juros moratórios.2003. 145. por sua inconstitucionalidade. Lei 10. A taxa. de declaração da inconstitucionalidade da lei instituidora do tributo. § 2°. abarcando muito mais atividades do que apenas a fiscalização in locu dos estabelecimentos submetidos à tributação.34.109. 2. a prescrição. Imposto. 10. é desta que se inicia o termo a quo do lapso prescricional para o ajuizamento da ação correspondente. A taxa Selic deve ser aplicada como índice de correção monetária a partir de 1° . examinando a legislação de regência da taxa de licenciamento de importação. neste caso.. foi editada para substituir a Lei 9. art. Lei complementar.178-8. AC 1998. O fato gerador da TCFA é o serviço prestado de exercício de poder de polícia. não acumulável com nenhum outro índice no mesmo período. de órgão de controle em funcionamento (RE 116. cuja eficácia foi suspensa. tornando-se inexigíveis (REsp 191484/RS)’. alterando a redação da Lei 6. 4ª T. inclusive ICMS e ISS compensação via ação judicial.04.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Os efeitos decorrentes da suspensão de eficácia de dispositivo legal não prejudicam os efeitos ex tunc que resultam do reconhecimento. não pode ser estabelecida com referência às parcelas recolhidas. 5. que se assenta na capacidade econômica do contribuinte. Juiz Hilton Queiroz. O STF. uma vez que.837/DF. Tratando-se. são de um por cento ao mês. por violação do art. 3. incidenter tantum. na ADIn 2.000. I. 4. 6.2003. DJU 11. lnocorrência. Ofensa ao princípio da isonomia e igualdade tributária. II. competências e instrumentos da Política Nacional de Meio Ambiente. Mandado de segurança.TCFA.03. É assentado o entendimento no STF que basta a manutenção. Improvimento ao apelo da União.960/2000. em um primeiro momento.250/95). por sua natureza jurídica de tributo vinculado. Superior Tribunal de Justiça. com a redação dada pelo art.

Questão de ordem. A Taxa de Fiscalização Ambiental . Juiz Nery Junior. I. mas também incide o tributo em função do porte da pessoa jurídica e sua atividade-fim. II. ao estipular valores uniformes por categorias de contribuintes. Natureza tributária inexistente. VII. 31. III. j. o requisito constitutivo formal de lei complementar. j.08.627/SP. IV Remessa oficial não provida (TRF-3ª R. STF (RE 177. Precedente do E. I. Constitucional. Agravo de instrumento improvido (TRF-3ª R. rel. REOMS 242. Tendo a natureza jurídica de taxa. O cálculo do valor da TCFA não apresenta qualquer ofensa ao principio da isonomia tributária. 3ª T. AG 244. à atividade por ela exercida. 15.06. utilize base de cálculo de imposto..2005. só poderia ter sido criada dentro da competência residual da União. 151). p. sim. editada pelo ente político incumbido de executar o poder de polícia a que se refere a cobrança. uma vez que efetuado com base em dois critérios conjugados: o grau de poluição da atividade exercida e o capital social da empresa. IV. insculpido no art. inclusive ICMS e ISS e RE 230. instituiu tratamento igual a sujeitos passivos. 154. mas não é tributo. Taxa de Ocupação de Terreno de Marinha. 150. 631). Taxa de Fiscalização Ambiental .TFA. I. A taxa de ocupação é uma retribuição anual de índole contratual.. o que dirá se a exação é ou não tributo será o regime legal que a instituiu e a mantém. como tal. pois. VI.2005. porquanto a taxa não é instituída considerando-se somente o capital da empresa. 77 do CTN. Mandado de segurança. disfarçadamente. não de uma taxa. na forma do art. rel.2006. da Constituição Federal. Não importa o nomen iuris destinado a esta ou aquela exação cobrada pelo Estado.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. bastando a lei ordinária. pode-se dizer que é um preço público. 154. Não há infringência aos arts.. 2.2006. Lei 9.835-1/PE). A ‘taxa’ 121 . V.960/2000. 3. da CF/88. Arts. Não se admite que a TCFA. de competência legislativa da União Federal.05. DJU 23.. A mencionada taxa possui natureza jurídica de imposto e. A TFA não tem como fato gerador qualquer atividade estatal relacionada à impetrante e. Tendo em vista ser devido pelo administrado que ocupa bem do Estado. Ofensa ao princípio da legalidade e isonomia. artigo por artigo. para a respectiva instituição. Tributário. da Constituição Federal. que no caso é o Ibama.973). p.07.TFA afronta o princípio da isonomia. Ocorrência.816/SP. Conflito que se suscita perante o Plenário do Tribunal para firmar a Seção Competente. § 2°. 1. Precedente do Supremo Tribunal Federal. que leva a uma distinção dentro dos limites da razoabilidade e da proporcionalidade. a TCFA não exige. II. através de lei complementar. DJU 13. 3ª T. e 145. bem como ao art. Juiz Nery Junior. 145 da Constituição Federal e 77 do CTN. que se encontram muitas vezes em situações econômicas distintas.

122 .03.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.2001. sendo que. Considerando que os juizes componentes da 1ª e 2ª Seção desta Corte já declinaram a competência. 5.. geralmente criado sem base de cálculo e sem alíquota. porquanto trata-se de uma contraprestação do administrado para que utilize bem do Estado. A taxa é tributo fixo.266). artigo por artigo. 22. também pode-se dizer com segurança que de contribuição de melhoria não se trata. porquanto não se apresenta como fato gerador signo presuntivo de riqueza (o princípio informador dos impostos é a capacidade contributiva). uma vez que não está em jogo obra pública. do Regimento Interno.-lei 2.2001.06. Ilegitimidade da cobrança. é remuneração pelo uso da coisa. 8. QUOREO 1999. de serviço específico e divisível. p. no caso. 1. Precedentes do STF. A Taxa de Serviços Urbanos refere-se ao valor venal do imóvel..162. a limitação. d. 4°. Juíza Tânia Terezinha Cardoso e Escobar. existe base de cálculo (valor do domínio pleno do terreno. Apelação não provida. Também não se trata de utilização. que prevê três subespécies de contribuições no supra transcrito dispositivo: (a) as sociais (aí incluídas as destinadas ao custeio da Seguridade Social). Igualmente não se trata de imposto. também não se configuraria como serviço público. anualmente atualizado) e alíquotas variáveis (incisos I e II [do art. prestado ao contribuinte ou posto a sua disposição. II. ao exercício da liberdade e da propriedade do administrado). devido a um acordo entre União e o ocupante. 6. fazendo-se um raciocínio por exclusão. Taxa de Serviços Urbanos. inclusive ICMS e ISS em questão não tem como fato gerador o exercício regular do poder de polícia (entendido como o condicionamento. 149 da Constituição Federal.101. efetiva ou potencial. nos termos do art. Constitucional e tributário. A ‘taxa de ocupação’ evidentemente não se caracteriza como contribuição social. 7. Seguindo a trilogia do CTN. DJU 06. e sim como contraprestação à ocupação de terrena da União. 1°] do Dec. Município de Salvador. torna-se imperioso. A ocupação de bem de uso dominical pelo administrado (que se aproxima de um contrato de locação ou de uma enfiteuse) não é uma utilidade ou comodidade fruível pelo administrado que diga respeito a necessidades ou comodidades básicas da sociedade. pena de restar desvirtuada a sua natureza jurídica de taxa. 2ª T. pois não albergada na previsão contida no art.62/SC. Ademais. a taxa de ocupação é devida como retribuição pelo uso de bem público. porquanto não se está oferecendo aos administrados em geral (princípio da generalidade). submeter a divergência ao Plenário do Tribunal para que reste fixada a competência para a apreciação da matéria (TRF-4ª R. rel.040. j. em que o seu valor é estabelecido de forma compatível com o custo da atividade estatal a qual está vinculada. 9. 1. (b) as de intervenção no domínio econômico e [c] as de interesses das categorias profissionais.398/87). 4.

88/BA. renda ou serviços uns dos outros. Embargos à execução fiscal. Neste sentido. rel. j. e do art.07. de limpeza pública. pelo Município que nada tem de divisibilidade e de especificidade. 475 do CPC.. O fato gerador da TSU é a prestação dos serviços de pavimentação. fere o art. Juiz Luciano Tolentino Amaral.2003. 2.09. Feito suspenso.Tendo o STF proclamado a constitucionalidade da Lei 7. Sucumbência recíproca.940/89.003.2006. de conservação de pavimentação e de prevenção contra incêndio devidas. rel. 1ª T. Taxa de fiscalização dos mercados de títulos e valores mobiliários (Lei 7. para publicação do acórdão (TRF-1ª R. excluindo-se o reexame necessário. parágrafo único. 145. Remessa dos autos à Corte Especial para apreciação (art. prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição..487/RJ. Taxas de remoção de lixo comercial. de vigilância pública predial.. e. Legitimidade da cobrança dos juros. Taxa de Iluminação Pública indevida. efetiva ou potencial. AC 134. avulta em destaque a 123 . Parcial procedência dos embargos.descabe a alegação de contrariedade a lei tributária. Prescrição parcial consumada. repete preceito constitucional (art. Precedentes desta Corte e do STF 3. DJU 13.09. assim se procede. 77 do CTN. firmados através do inciso II do art. p. 145. §§ 1° e 2°). ao Distrito Federal e aos Municípios instituir impostos sobre patrimônio.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 1. sabendo-se que o art. 11. de fato. CTN. em 11.12. Inexistência de afronta ao art. Juiz Ricardo Regueira. Não conhecimento da remessa oficial. 4. II . de vigilância e à taxa de prevenção contra incêndios. III – Recurso provido (TRF-2ª R. A TSU possui natureza de imposto e não de taxa.2004. 16. artigo por artigo.113. No que tange às taxas de remoção de lixo comercial. de conservação de pavimentação. I . que fazem referência às taxas pela razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização.2006. Constitucionalidade. II e § 2°.09. de serviços públicos específicos e divisíveis. Execução fiscal. pois o valor da execução é de R$ 2. 54). características inerentes às taxas. AC 2000. 352 do RITRF-1). Município de Araçatuba X ECT. violando o art. 2.940/89). inclusive ICMS e ISS semelhantemente à base de cálculo do IPTU. 150 da CF posto que é vedado à União.22. Terceira Turma pela incidência da dispensa prevista pelo § 2° do art. da CF. Acolhida argüição de inconstitucionalidade. Peças liberadas pelo relator. do CTN. DJU 29.330. da multa e da correção monetária. j. 145. p. Tributário.2006. aos Estados. 7ª T.003. 146). 77. 77. Legitimidade da cobrança. CF. no âmbito dos requisitos para as taxas em geral. Tributário. de limpeza pública. Entendendo a E.A taxa de fiscalização dos mercados de títulos e valores mobiliários tem base de cálculo diversa da do imposto e não é calculada em função do capital da empresa.. conservação e urbanização de logradouros públicos.

consoante arts. vetou o uso daquele tributo para tal fim. de rigor a análise de todos os pontos rebatidos. limpeza de vias públicas.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 6. ao passo que dito imposto recai sobre o valor venal da coisa. inclusive ICMS e ISS divisibilidade de ditos serviços. 7. com o Excelso Pretório que. 05 (cinco) anos para a ação de cobrança do crédito tributário em comento. 4. A divisibilidade se coloca também límpida. Nenhuma ilegitimidade na cobrança de citadas taxas. 8. A natureza das atividades estatais envolvidas se põe límpida. 11. pois exatamente esta calcada na contraprestatividade ou vinculação entre o quanto pague o contribuinte e seu beneficiamento direto. que contam com aquele referido serviço. guarda harmonia a r. Constatada será a ocorrência da prescrição. que lhe reconheceu ilegitimidade. como se denotará. artigo por artigo. caput e § 3°. 512. da ECT. neste passo não tendo a executada/embargante/apelada denotado assim não se ponham os préstimos/serviços municipais a respeito. Pertinente e adequada a ponderação. Os vencimentos dos créditos tributários em questão ocorreram de 10. ainda que não conhecidos. 9. contados da data de sua formalização definitiva. de molde a impedir exigência de taxa. remoção de lixo comercial. Ante a devolutividade do apelo. Não se ressentem referidas taxas do descumprimento nem ao requisito da especificidade. a título de taxa. 3. Também inocorre a amiúde propalada coincidência de base de cálculo entre ditas taxas e o IPTU: sem óbice substancial pela parte contribuinte. imediato. antes enfocados. 13. com observância do estabelecido pelo art. uma vez que a incidir quantitativamente perante aqueles que proprietários de imóveis limítrofes ao logradouro beneficiado por referido serviço. ao se verificar a transgressão do lapso temporal fixado pelo referido dispositivo. 145. Com referência à Taxa de Iluminação Pública (TIP). imediato. pois exatamente está calcada na contraprestatividade ou vinculação entre o quanto pague o contribuinte e seu beneficiamento direto. firmados através do inciso II do art. sentença. pelo serviço efetivamente prestado. No âmbito dos requisitos para as taxas em geral. qual seja. por meio da Súmula 670. de molde a permitir sua exigência. tal qual gizado pela própria Constituição e pelo CTN. Contaminado pela prescrição. encontrase parte do valor contido no título de dívida embasador dos embargos. conservação da pavimentação. 174 do CTN. todos do CPC.1995 a 124 . e do art. CF. 12. a base daquelas se põe sobre o custo da atividade aqui suportada pelo Poder Público.01. CTN. 5. vigilância pública predial e prevenção a incêndio. e 516. claramente. 10. pois atendido o figurino da hipótese de incidência pertinente. segundo a qual cobrados estão sendo imóveis. avulta em destaque a indivisibilidade de dito serviço. ônus cabalmente seu. 515. quanto pelo colocado ao dispor do contribuinte. Inconstitucional dita exação. nem ao da indivisibilidade. 14. sendo capital repisar-se tanto se tributa. de fato. amiúde praticada. 77.

em dados momentos. identificáveis e autônomos. figura esta naturalmente formada pelo capital ou principal e por sua indelével atualização monetária . à dívida em sua junção de principal com atualização. Verificada. Reflete a multa moratória acessório sancionatório. como se dá com o não pagamento tributário. para dele fazer parte integrante. deva recair sobre o débito. exatamente por motivo inverso. Embora configurando a relação punitiva vínculo autônomo. e à luz evidentemente de lei a respeito. vez que indevida sua cobrança. decorrência .1995 e de 10.de tal sorte que sua incidência. em sua superioridade em si .Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. amiúde construída.1995 a 10. a corresponder. 23.1996.1995 até 10.1996. do E. realmente.01.1995 a 10. contudo incidente com referência às taxas retratadas. em essência adere a correção monetária. Coerente a compreensão.2000. A respeito de constituírem os débitos atos distintos. entende a Egrégia Terceira Turma desta Colenda Corte pela incidência do consagrado através da Súmula 106. consumado o evento prescricional para os débitos vencidos de 10.12.1995 a 10.límpida e lícita. a queixa contribuinte sobre sujeição à multa merece desfecho de parte-a-parte: indevida no tocante à TIP. porém que brota da incursão por ato ilícito. quando pratica a dispensa de correção monetária.1995.07. 16. recaem sobre o crédito tributário. instituto inerente ao crédito tributário. do art. 156. do art. 24. Sem força suspensiva prescricional a enfocada inscrição em dívida ativa. 97. originariamente identificado quando do ajuizamento da execução fiscal pertinente. incompatível com a Lei Nacional de Tributação (CTN). STJ. a cifra maior. elencada no inciso V. da moeda nacional . segundo a qual suficiente a propositura da ação. 17. denomina a tanto de remissão. Sem pertinência o pedido alternativo de observância da correção monetária pelos índices da UFIR.12. qual seja. de rigor a extinção dos débitos prescritos.1995 e de 10. 22.12. CTN. 161. 19. 21. quando do sentenciamento dos embargos. anos posteriores.09. segundo a qual os juros.esta fruto da inerente desvalorização. uma das causas de extinção do crédito tributário.01. 20. a prescrição. artigo por artigo. primeira figura. 15. histórica. cumpre-se 125 . em direta consonância com o inciso V. para interrupção do prazo prescricional: ajuizado o executivo em pauta em 28. 25. assim em cabal obediência ao dogma da estrita legalidade tributária. como se extrai. inclusive ICMS e ISS 10. Tão assim acertado o entendimento que a Administração. Vencidas as dívidas em 10. nos presentes autos.09. do CTN.da incidência dos acréscimos ou acessórios previstos pelo ordenamento jurídico. uma vez que regida pela LEF dita nuança.12. sendo de rigor a extinção dos débitos prescritos. a cujo principal. 18. vez que estes os incidentes no caso vertente. CTN.07. conforme entendimento desta Colenda Terceira Turma. consoante art. Afigura-se coerente venha dado valor. Não procede a alegada não incidência de juros e correção monetária.

Exigência legítima. Inviolabilidade do princípio da legalidade e da indelegabilidade. tanto quanto se sujeitando a ECT ao pagamento de honorários advocatícios de 10% sobre o tributo remanescente em cobrança. mercadoria importada. Constitucionalidade. de vigilância e quanto à taxa de prevenção contra incêndios. em favor do Município implicado. a atingir vencimentos ocorridos de 10.. atualizados monetariamente até o seu efetivo desembolso. 3ª T.02.1995 até 10. nos termos da jurisprudência que. 99/127) interposta pela parte Impetrante . p. em que é possível excluir ou destacar do título executivo o que excedente. visando a declaração 126 . j. AC 1079.1995. 26. 401). impõe-se parcial provimento ao apelo e decorrente parcial reforma da r. sendo a hipótese de mero excesso de execução (como se dá. suportando a Municipalidade envolvida honorários advocatícios no importe de 10% sobre a diferença excluída em prol da ECT.S.04. Não conhecimento da remessa oficial e parcial provimento ao apelo. Recepção pela CF/88. Dr. a propósito.899/81. a ação deve prosseguir pelo saldo efetivamente devido. 1. tanto quanto se sujeitando a ECT ao pagamento de honorários advocatícios de 10% sobre o tributo remanescente em cobrança.C. pois não desprovido de liquidez o débito exeqüendo remanescente.N. rel.831/SP.A. 28. F.01. atualizados monetariamente até o seu efetivo desembolso. bem como verificando-se legítima a exigência sobre a taxa de remoção de lixo comercial. julgados parcialmente procedentes os embargos (TRF. Apesar de reconhecida a prescrição em parte do débito e da não incidência da TIP. adota-se. artigo por artigo. Constitucional e tributário. sentença.12.. através de mero cálculo aritmético. em favor do Município implicado. contra sentença do douto juiz de origem.2007.B. inclusive ICMS e ISS destacar que. Prosperando a desconstituição da cobrança quanto à Taxa de Iluminação Pública e de multa a esta correlata e a ocorrência da prescrição parcial. perfeitamente possível o prosseguimento da execução fiscal pelo valor dos demais débitos executados.3ª R. específicos..Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. DJU 11.. Portarias interministeriais. de limpeza pública. Juiz Silva Neto. com a cobrança de específicos débitos colhidos pela prescrição e de um indevido. suportando a Municipalidade envolvida honorários advocatícios de 10 % sobre a diferença excluída em prol da ECT. na forma retro fixada. atualizada monetariamente até seu efetivo desembolso. bem como ante a ocorrência da prescrição parcial. para exclusão da cobrança da Taxa de Iluminação Pública e de multa a esta correlata. de conservação de pavimentação. Trata-se de apelação cível em mandado de segurança (fls. vez que dotado de valores autônomos. por inconstitucional). Taxa de classificação de produtos vegetais. 27. 28.2007. atualizada monetariamente até seu efetivo desembolso. Decreto-lei 1.

-lei 1.04. Inviolabilidade do art. consiste em fiscalizar a qualidade do produto vegetal. pois. TRF da 2ª Região . no exercício do poder de polícia. 77. instituída para fazer face às despesas de fiscalização de produtos vegetais importados do estrangeiro. dentre elas a industrialização de cereais e de sementes oleagionosas. de base de cálculo de imposto. 4. da Lei 6. A Lei 9. da Carta Constitucional (Precedente TRF 5ª Região . 145.305/75 [revogada pela Lei 9.UF: ES .899/813 [rectius: Dec. da referida Lei e Decreto 82. . decorre do poder de polícia da administração e da utilização efetiva pelo contribuinte de serviço público específico e divisível (art. editada com base e no Dec.-lei 1. O art.110/78.P. Não se trata.Data: 10. I.10. na hipótese. § 2°. portanto. sucedida pela C. desvinculada de qualquer atividade estatal específica em relação ao contribuinte.AMS -UF: PB . As atividades elencadas no estatuto social da apelante. 145. pois a atividade do Estado. A referida taxa tem previsão legal.110/781 [rectius: Dec. no Decreto-lei 1. A taxa de classificação de produtos vegetais.AMS – 15159 .Taxa de Classificação de Produtos Vegetais.Órgão julgador: Quarta Turma-Fonte: DJ . 8°). 3. 82. que autorizou a redução do valor legal fixado por ato administrativo.2003 . 145. I e II. 14) subsumem-se nos mencionados tipos legais. I. para efeito de liberação do produto vegetal importado. e 48. A base de cálculo da taxa. não tendo.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. acarretando a incidência da TCPV . bem como de seus derivados é sucedâneos (fls. inclusive ICMS e ISS de inconstitucionalidade e de ilegalidade da Taxa de Classificação de Vegetais (instituída pelo Dec.Órgão julgador: Sexta Turma . 1°. por suposta contrariedade aos arts. bem como aos arts. todos da CF/88.C. As portarias editadas observaram os 127 . mantendo a obrigatoriedade da classificação vegetal.972/20002 [rectius: Lei 9.Relator(a): Desembargador Federal Napoleão Maia Filho. revogado pelo Dec. 150. Inviolabilidade ao princípio da legalidade tributária na fixação do valor da taxa de classificação de produtos vegetais por portaria interministerial. e a quantidade de produto fiscalizado influi diretamente na mensuração do serviço. sobre o milho em grão importado pela apelante. II e § 2°.972/2000] deu novo tratamento à matéria. guarda a necessária relação com a atividade estatal prestada no exercício do poder de polícia. base de cálculo semelhante a de imposto. 2. O art. todos do CTN.-lei 1. 77 do CTN). expressa por tonelada ou fração da mercadoria.Data: 22.899/81). § 2°. não havendo ofensa ao art. paga em razão do serviço prestado de classificação vegetal. artigo por artigo. 137.899/81].Fonte: DJU .899/81 (art. 6. 97. também. cobrada pela Impetrada .2003). 3. 5. 7°.664/2000] estenderam a obrigatoriedade da referida classificação aos estabelecimentos que beneficiem ou industrializem produtos vegetais. 7°.972/2000] instituiu a classificação dos produtos vegetais de valor econômico destinados à comercialização interna.fls. da CF/88.

8° do Decreto-lei 1. O princípio da legalidade tributária.2001. 5ª T. visando a proteção do contribuinte. Inocorrência de violação ao art. 48. e não para a sua redução. TRF da 2ª Região .AMS .784. Considera-se poder de polícia a atividade da administração pública que. 17 [rectius: inciso I]. 150.Data: 27. I.2003 .DJU : 09.06. AMS 82. 680 . 150. inclusive ICMS e ISS termos da autorização legal. artigo por artigo. II e III.Órgão Julgador: Sexta Turma . TRF 2ª R. da Constituição Federal. 97].09.UF: ES . à disciplina da produção e do mercado. limitando ou disciplinando direito.Fonte: DJU . ao exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público. aos costumes. DJU 15.048/ PE.03... Considera-se regular o exercício do poder de polícia quando desempenhado pelo órgão competente nos limites da lei aplicável. interesse ou liberdade..775/RJ. 78. da CF/88 e art.2002 p. com observância do processo legal e.2002).Segunda Turma .05. p.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Apelação interposta pela Impetrante improvida. da CF/88 e ao art. 976 [rectius: art. à tranqüilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos.899/81 trata-se de delegação da capacidade tributária ativa.Fonte: DJ . regula a prática de ato ou abstenção de fato.09. 7.10. 113).AMS – 73749 . rel. à ordem. federal Castro Meira.2004.55770 Órgão julgador: Terceira Turma . do CTN (Precedentes: TRF 5ª Região . não incluída a competência legislativa (Precedentes: TRF 5ª Região. j. DJ 17.AMS – 15159 .2003. traz limite explícito para a instituição ou aumento de tributos. pois que a delegação prevista no art.. 8. * Artigo com redação determinada pelo Ato Complementar 31/66. rel. Des. 128 . DJU 12. 15 [rectius: inciso I]. Sentença mantida (TRF-5ª R. Juiz Hélio Sílvio Ourem Campos.2004. consagrado no art.Data: 22.Relator(a): Juiz Alcides Vettorazzi). Parágrafo único. 78 do CTN. AMS 30. em razão de interesse público concernente à segurança.10. Apelação Cível 149. Não há violação aos arts. 3ª T. 20.Relator(a): Desembargador Federal Nereu Santos. Art. à higiene. Precedentes do TRF da 4ª Região .

tão bem sistematizados nos compêndios de direito administrativo. em verdade. é dizer que nem sempre a taxa tem conteúdo fiscal. custo este suportado pelos cidadãos. surgindo hipóteses em que se apresenta a exação com nítido caráter extrafiscal. não mais se conceitua o poder de polícia como discricionário. via pagamento da taxa. Entendo que melhor do que tecer comentários ao poder de polícia. que mereçam a proteção pública. adverte o festejado jurista. Como bem identifica Aliomar Baleeiro. a taxa é de conteúdo fiscal quando decorre da prática de um serviço. quando se almeja proteger direitos individuais e coletivos. O que é imprescindível. significa limitação ao exercício de direitos. a referência à lei é imprescindível. mas o CTN não se negou a também conceituar. A expressão “poder de polícia” não traduz bem o que seja esta atividade estatal que. em qualquer hipótese. porquanto esta específica atividade estatal pode ensejar o surgimento de um custo adicional. inclusive ICMS e ISS tratando-se de atividade que a lei tenha como discricionária. COMENTÁRIOS Conceito. artigo por artigo. Por exemplo. sem abuso ou desvio de poder. O direito administrativo fornece o conceito jurídico. inclusive segurança advinda do próprio Estado. 129 .Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. é o nítido caráter de contraprestação. Atualmente. é possível fazê-lo tendo a taxa como suporte. porque sob a égide de uma sociedade que está a exigir a cada dia maior segurança. mas extrafiscal quando decorre do exercício do poder de polícia.

167. I. Alegada incompatibilidade com os arts. III. 5°.09. DJU 16. instituiu taxa para registro de pessoas físicas e jurídicas no Cadastro Técnico Federal de atividades potencialmente poluidoras ou utilizadoras de recursos ambientais. Ação direta de inconstitucionalidade. A parte final do parágrafo em apreciação contém a advertência de que a discricionariedade do exercício do poder de polícia não significa abuso ou desvio de poder. de 25. dentre outros. Cautelar deferida (STF.1998. IV. b. II. em prestígio a uma infinidade de decisões dos Tribunais Regionais. e l4 da Portaria 113. 154. p. Por isto é que o STF. criando a taxa de fiscalização ambiental (TFA). da Constituição Federal.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 13. Art. Plausibilidade dos fundamentos do pedido. que introduziu novos artigos na Lei 6. e 150.1998.2000. invadindo. a competência do Poder Legislativo. sem lei que a autorizasse. 9°. mas também o direito de punir. Ilmar Galvão. inclusive ICMS e ISS Daí a pertinência e atualidade do comando inserto no parágrafo único do artigo comentado. JURISPRUDÊNCIA Ação direta de inconstitucionalidade Arts. não podem ser olvidados pelo administrador no exercício do poder de polícia.960. Dispositivos 130 . não fica a autoridade desvinculada dos princípios que disciplinam os atos administrativos. 8° da Lei 9. ADIn 1. de 28. Normas por meio das quais a autarquia. rel. assim. 10. e estabeleceu sanções para a hipótese de inobservância de requisitos impostos aos contribuintes.1997. do Ibama. 6).938/81. aliada à conveniência de pronta suspensão da eficácia dos dispositivos impugnados. Pleno. repudiou a intervenção do Ibama no exercício da fiscalização de atividade de sua competência. j. 145. § 1°.10. artigo por artigo. embora com maior liberdade do agir.01. Os princípios da legalidade e do devido processo legal. 8°. com ofensa ao princípio da legalidade estrita que disciplina não apenas o direito de exigir tributo. porquanto. Min.04. 30. como claro ficou na ementa do ADIn 1.823-1/DF.823-1/DF. criando multa sem respaldo legal.

rel. ainda. e § 2°. Tributário. Ilmar Galvão. II.03. o novel tributo. Alegada ofensa aos arts. DJU 12. Instalação de agência da CEF.02. por haverem definido. no caso. Legitimidade. Descabimento da alegação de ofensa ao princípio da isonomia. no exercício do poder de polícia. previsto para as indústrias que comprovarem a realização de reflorestamento proporcional ao seu consumo de carvão vegetal. DJU 28. Exação fiscal que serve de contrapartida ao exercício do poder de polícia.05. Lei 7. 21. Plausibilidade da tese da inconstitucionalidade.2000). da Carta Magna. caput. não especificadas em lei. diante do incentivo fiscal. mas a atividade por esses exercida. em face da necessidade de reexame de prova. em recurso extraordinário. com flagrante desobediência ao princípio da isonomia. ADIn 2. por não haver indicado as respectivas alíquotas ou o critério a ser utilizado para o cálculo do valor devido.2000. validamente. I e IV. Garcia Vieira. Tributário e administrativo. 5°. E.2000). artigo por artigo. consistente.03. É legítima a cobrança de taxa. 1ª T. 145. Min. tendo-se limitado a estipular. 1ª T. Recurso não conhecido (STF. não o serviço prestado ou posto à disposição do contribuinte. 29. e 152.2000. Cautelar procedente (STJ. como previsto no art. na ocasião da licença de localização e funcionamento. rel. j. a forfait. Só há contraprestação do serviço e materialização do poder de polícia quando da obtenção da licença para localização e funcionamento no território do Município.12. qual seja o custo estimado do serviço de fiscalização. Materialização.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Taxa de licença para localização e funcionamento. Ilmar Galvão.397/MG.178.2000).163/77. Medida cautelar deferida (STF. por razões óbvias. Min. todos da Constituição Federal. Súmula 279 do STF. MC 1. 150. cujos elementos básicos se encontram definidos em lei.704/SC. Taxa florestal. Taxa para localização e funcionamento. Estado de Minas Gerais. e não nos anos que se seguem. Efeito confiscatório insuscetível de ser apreciado pelo STF. Pleno. rel. DJU 28. e como contribuintes pessoas físicas ou jurídicas que exercem atividades potencialmente poluidoras ou utilizadoras de recursos ambientais. aliada à conveniência de pronta suspensão da eficácia dos dispositivos instituidores da TFA. pelo ente público.. II. pelo Município. em razão do poder de polícia exercido pelo 131 .1999. como fato gerador. valores uniformes por classe de contribuintes. Tributário. Poder de polícia. em forma de redução do tributo.04. possuindo base de cálculo distinta da de outros impostos. na dispensa do mesmo tratamento tributário a contribuintes de expressão econômica extremamente variada. Poder de polícia. 145. Min. j. inclusive ICMS e ISS insuscetíveis de instituir. 07.. j. RE 239.

08. REsp l47510/SP.09. 3.142/RS. ISS. em parte. É taxa e não preço público a exação correspondente ao uso compulsório de pátio que dá acesso a terminal alfandegário.. cuja competência recursal é do Excelso Supremo Tribunal Federal.2001. REsp 212. 2. REsp 147. j. Com arrimo em remansosa jurisprudência. instalação e funcionamento. instituída pela Lei 5. não foram impugnadas as normas federais de modo a permitir a exata compreensão do inconformismo.08. 1. Utilização de terminal alfandegário. Min. instalação e funcionamento. uma vez que não está materializado o poder de polícia e.11. Tributário. artigo por artigo.1999). Recurso especial conhecido e provido. 2ª T. Este Tribunal decidiu pela constitucionalidade da cobrança da taxa de fiscalização de anúncios. este sodalício houve por bem sedimentar a matéria por meio da Súmula 157. Efetivo exercício do poder de polícia.. inclusive ICMS e ISS Município. 01. por entender que é exigida com fundamento no efetivo exercício do poder de polícia pelo ente municipal no controle da exploração e da utilização da publicidade na paisagem urbana. a Súmula 284 da Corte Máxima. 2ª T. Cobrança obrigatória a título de ‘tarifa’.641/89. 1. instalação e funcionamento. Recurso não conhecido (STJ. em decorrência da renovação anual. rel.641/89. Taxa de licença para publicidade. Cobrança anual pelo Município de Sorocaba. Franciuili Netto. Constitucionalidade. Se assim não fosse. Rejeitadas as preliminares de nulidade do acórdão. taxa de fiscalização. DJU 12.06. Reexame de fatos e provas. ao dispor que: ‘É ilegítima a cobrança de taxa.. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal.03.04. Nulidade do acórdão. a efetiva contraprestação especifica. Agravo regimental no agravo de instrumento. incidindo. DJU 04. 2ª T. Inocorrência.1998. j. Min. prevalece a mesma interpretação adotada para afastar a incidência da taxa de fiscalização. pelo Município. Ilegalidade. Tributário.2001).2000). Tributário e administrativo. Precedentes jurisprudenciais. Min. Francisco Peçanha Martins. A perpetuação da cobrança do tributo carece dos requisitos necessários à imposição da taxa de fiscalização. Município de Belo Horizonte. do Município de Belo Horizonte. Lei 5. DJU 04. j. com o objetivo de evitar 132 . rel. Peçanha Martins. Recurso especial não conhecido (STJ. uma vez que alega vulnerado dispositivo da Carta Política. padece de fomento jurídico.2000. A irresignação referente ao ISS. Estadia e pesagem de veículo. na renovação de licença para localização de estabelecimento comercial ou industrial’.024/SP.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 10. No que concerne à taxa de licença para publicidade. Decisão unânime (STJ. Entidade bancária. também. Taxa de fiscalização de anúncios. por conseguinte. rel.

Carlos Britto.254 (Min. no caso. § 2°. 98). p. Tributário. Firmou-se.904 (Min. 1ª T . 145.11.2006. Embargos à execução fiscal. situação que não viola a vedação prevista no disposto no art. Min. visando apenas suspender eficácia de norma até discussão definitiva de mérito.316 (Min. Tributário. j. 145 do Magno Texto. inclusive ICMS e ISS prejuízos à estética da cidade e à segurança dos munícipes. O Supremo Tribunal Federal tem sistematicamente reconhecido a legitimidade da exigência da taxa em referência.08. ainda. Assentada a efetividade do exercício do poder de polícia para a cobrança da taxa de fiscalização de anúncios. da CF).80/GO. 2ª T.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. DJU 09. A concessão de liminar em ADIn pelo C. 145. 2.2006. rel.2005. Nego provimento (STF. 3. 13. Celso de Melo). Portaria 113/97-Ibama.503/MG. para que se pudesse dissentir dessa orientação. rel.207 (Min. AC 1997.001. cobrada como contrapartida pelo exercício do poder de polícia. p. 20. localização e funcionamento. Alegada ofensa ao inciso II e ao § 2° do art. Sepúlveda Pertence). Eros Grau. DJU 04. seria necessário o reexame dos fatos e das provas da causa. 276.08.350. 1 Cabível a instituição de taxa para licença de funcionamento pelo Município com base no exercício do poder de polícia. Ilmar Galvão). Juiz Antônio Ezequiel da Silva. Ilegitimidade. Ilmar Galvão)..2006. rel. Município de Goiânia. Taxa Princípio da legalidade. O número de empregados não pode servir de base de cálculo da taxa municipal de licença para funcionamento. STF. 7ª T. 63). circunstância que impede a admissão do extraordinário ante o óbice da Súmula 279 do STF. Base imponível. 3. artigo por artigo. AI-AgR 527. 9).149. 216.. Agravo regimental a que se nega provimento (STF. 77 e 78 do CTN. não causa perda de objeto de ação de conhecimento que visa a nulidade de cobrança baseada na mesma norma. Min. Município de Belo Horizonte. (art. DJU 19. Taxa de fiscalização. a base de cálculo da taxa deve vincular-se ao fato gerador do tributo. 2. j. o entendimento de que não há identidade entre a base de cálculo da referida taxa com a do IPTU. A cobrança pela inscrição e renovação de cadastro de poluidores potenciais insere-se na competência fiscalizatória do Ibama sobre o meio ambiente e assim constitui exercício 133 .478 (Min. Ilmar Galvão) e 198.2006. 23. AI-AgR 581 . Perda de objeto. p. Precedentes: RE 258. a teor dos arts.2005. 4 Apelação e remessa não providas (TRF-1ª R. 220.06. o exercício do poder de polícia. 1. j. da Constituição do Brasil.12. Taxa de licença para funcionamento de estabelecimento comercial e industrial.12. Número de empregados. II. por não mensurar o custo da atividade estatal Precedentes do STF e desta Turma. 2. Processo civil.814/MG. Entretanto.

do art. não se pode cogitar de prescrição. do que determina a Constituição da República (art. cobrar dos postos de gasolina (apelados) a verba pecuniária decorrente das aferições realizadas nas bombas de combustível. Juíza Maria do Carmo Cardoso.. Taxa de fiscalização de anúncio luminoso ou iluminado próprio. 3. DJU 15. porque estas. Embora o art. Juiz Paulo Espírito Santo. entre a constituição definitiva do crédito tributário e a citação do executado.. Caracterização. rel. p. CEF. Tributário. em virtude de a matéria ter sido disciplinada na Lei 9. sob pena de violação aos princípios fundamentais de contenção do poder de tributar. como no caso. em relação aos desdobramentos promovidos. Compulsoriedade. 4. Postos de combustíveis. Taxa. Ilegalidade.995.2004. p. 158). Cobrança. 2. 2ª T. j. não excede a 60 salários mínimos: aplicabilidade do § 2°. Prescrição. II). pelo que não tem nenhuma validade a Portaria 113/97-Ibama neste ponto.2001. Deve-se obstar a ação estatal alusiva às cobranças decorrente do poder fiscalizador.010. Precedentes. Direito processual civil. é legítima e independe de comprovação 134 .352.. 15. Remessa oficial. de 26. ante a compulsoriedade de que se reveste a aludida atividade administrativa fiscalizatória.12. Tributário. Metrologia. diferentemente daqueles. Embargos à execução fiscal. sem que haja lei especifica. Súmula 545/STF: ‘Preços de serviços públicos e taxas não se confundem. O exercício efetivo de poder de polícia só pode ser custeado por taxa. artigo por artigo. 11. sendo esta a natureza da cobrança instituída pela Portaria 113/97Ibama.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Não tendo decorrido o prazo de cinco anos. O princípio da legalidade no campo tributário exige que apenas a lei crie tributos.12.773/RJ. 166). 1.11. Inmetro. Não pode o Inmetro.009. Constitucional. rel. em relação à lei que as instituiu’. AC 324. Não se conhece da remessa oficial. 37 c/c 145.. a natureza da verba pecuniária configura-se como taxa. pois que a referida atividade destoa. AC 1999.2005. espécie de tributo. 8ª T. b da Lei 5. A cobrança anual da taxa de fiscalização de anúncio luminoso ou iluminado próprio. j. Não conhecimento.12. Precedentes. Atividade administrativa. Inocorrência. 7°. DJU 16. Legitimidade. quando o valor da dívida executada e embargada. inclusive ICMS e ISS de poder de polícia.2005. a partir do exercício de 2000.02. introduzido pela Lei 10. 3.966/73 mencione preço público. verificável pelo inequívoco exercício de poder de polícia. Inconstitucionalidade. sequer mediante delegação. Apelação e remessa improvidas (TRF-1ª R.933/99 (TRF-2ª R.59/DF. 475.2005. Cobrança pela Municipalidade. do Código de Processo Civil. são compulsórias e têm sua cobrança condicionada à previa autorização orçamentária. As cobranças pelas aferições são legítimas. Fiscalização. 5. Poder de polícia.

165/2000. p.TCFA. a ampliação e o funcionamento de estabelecimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientais considerados efetiva e potencialmente poluidores. 17-D. de causar degradação ambiental (art. dos elementos da exação: fato gerador. foi editada a Lei 10. estes estabelecidos de acordo com o porte da empresa (micro. pelo Município. por lei. a União instituiu uma taxa de polícia. 3ª T. sob qualquer forma.No caso em tela. 17-D).618/SP. § 4° [da Lei 6. 4. Precedentes (TRF-3ª R. sujeitos.165/2000.É inequívoco que a Lei 10.165/2000 que instituiu de modo válido a Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental . o sujeito passivo (art.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. j. AC 533. conferindo ao Ibama (sujeito ativo da exação) a competência administrativa para previamente licenciar a construção. caput [da lei 6. 5 .938/81]). 17-B). a instalação.938/81]). 3 .938/81]). antes de criar uma taxa de polícia.. deu ao órgão destinatário da exação uma série de competências relativas ao poder de polícia correspondente à referida taxa. da regular definição. pequena ou grande). para efeito de elidir o exercício regular. de sua competência tributária. de qualquer prerrogativa especial. 10.960/2000. a instituição válida de uma taxa de polícia correspondente depende.TCFA. econômico e social. tendo em vista que o poder de polícia alcança tanto os atos preparatórios como os de continuidade do exercício. 2 .Não ha violação aos princípios constitucionais da legalidade (e tipicidade) ou da isonomia tributárias. base de cálculo e alíquota. 10. Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental . A alegação de que a CEF exerce atividade de interesse público.165/2000 definiu o fato gerador (art. não impede a cobrança da referida taxa. 10. Lei 10. 5. além de conferir ao referido órgão (Ibama) a competência administrativa exclusiva para licenciar as atividades e obras com significativo impacto ambiental. A Lei 10.2003. Juiz Nery Junior. §§ 1° e 2°). tão-somente.2007. inclusive ICMS e ISS do efetivo exercício do poder de polícia. porque pública ou vinculada à Administração Indireta da União. com seu potencial de poluição e com o grau de utilização de recursos naturais de cada uma das atividades sujeitas à fiscalização (art. 1 .01. não gozando a empresa. § 2° [da Lei 6. 6 . de determinar a redução das atividades geradoras de poluição (art. de 135 .O atuar do Ibama consiste no desempenho efetivo das atividades de fiscalização e licenciamento de estabelecimentos e atividades potencialmente poluidoras. artigo por artigo. rel. Exigibilidade.. Constitucionalidade. 17-C) e os valores (art. 4 – Havendo a competência administrativa cujo desempenho caracterize o exercício do poder de polícia. Tributário. 586).938/81]) ou de homologar os licenciamentos de competência dos órgãos estaduais do Sisnama (art. de âmbito nacional ou regional (art.06. 04.Para sanar os vícios de que padecia a Lei 9. bem como os capazes. 10. DJU 17. § 3° [da Lei 6.

j.271-0. pequena empresa ou empresa de grande porte).2006) (TRF-4ª R. TRF-4ª R. não havendo. IPI.437/75. p. 8 . rel.2007). Trata-se.05.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. AC 200371120077868/RS. inclusive ICMS e ISS modo a caracterizar uma ação concreta e especifica da Administração.71. Juiz Djalma Gomes. 113. do CTN. 4ª T. tem-se como adequado o critério de valoração. Tributário. nelas [sic] previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos’ (art. parágrafo único.2006. não houve determinação do valor da taxa a partir do capital da empresa. positivas ou negativas. AMS 273300/SP. 136 .502/64. Obrigação acessória. previsto no Decretolei 1. DJU 12. 9 . aquela que ‘decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações.Sendo o valor da taxa determinado em função do porte da empresa. cuja atividade administrativa. assim. Selos de controle quantitativo. dentre outros que se somam à atividade desenvolvida pelo industrial e que é repassado ao preço final do produto. j.05.2007. Trata-se.08.. do potencial poluidor da atividade e do grau de utilização dos recursos naturais de cada uma das atividades sujeitas à fiscalização.841/99 [revogada pela LC 123/2006]..Não procede o argumento de ofensa ao disposto no art.Apelação improvida (TRF-3ª R. DJU 30. na verdade. rende ensejo à cobrança de taxa de polícia. pelos contribuintes do IPI. Ressarcimento de custos. por ser dele o monopólio na confecção dos selos.07. 1ª Seção. de mais um custo. A única diferença é que tal valor é devido ao Estado.‘A aquisição dos selos de controle do IPI não configura exercício do poder de polícia ou utilização de serviço público especifico e divisível. violação a quaisquer princípios tributários. eis que não se pode negar que a magnitude de cada um desses aspectos interfere diretamente na complexidade do exercício da atividade de polícia.. ou seja. 10. necessidade esta que se impõe diante da peculiar sistemática de arrecadação do imposto’ (Embargos infringentes 2003. 293).Não há considerar a exigência de ressarcimento de custos de confecção de selos de controle. sem que isso venha a desconfigurar sua natureza..03. § 2° do CTN).03. Decreto-lei 1. e utilizando-se a Lei 10. de obrigação acessória.437/75. rel. pois ao estabelecer como um dos critérios quantificadores da taxa o porte do sujeito passivo (micro. 13. 7 . como sendo instituição de uma nova taxa ou de preço público.000. Natureza jurídica. O cumprimento dessas obrigações acessórias pode gerar dispêndio ao contribuinte em determinadas situações. Lei 4. que demanda a realização de diligências e outras atividades concretas para conceder o licenciamento ou manter a licença concedida. 2 . 2ª T.2006. Juiz Antonio Albino Ramos de Oliveira. apenas.165/2000 dos critérios de classificação da Lei 9. 1 .. DJU 28. artigo por artigo. 77.

As inscrições em dívida ativa têm origem no crédito constituído pela cobrança de preço público por prestação de serviço de aferição de bombas de combustível no estabelecimento da embargante. 145. Selos de controle quantitativo. DJU 19. 137 . Aferição de bombas de combustível. Lei 6. j.437/75. Tributário e constitucional. Decreto-lei 1. levandose em consideração a natureza compulsória e coercitiva que decorre do exercício do poder de polícia. 46 da Lei 4.027.07. Tratase.07. dentre outros que se somam à atividade desenvolvida pelo industrial e que é repassado ao preço final do produto. sendo uma obrigação assumida voluntariamente.502/64.710. Somente com a edição da Lei 9. de serviço público específico e divisível. efetiva ou potencial. no interesse da arrecadação ou da fiscalização do tributo. não caracteriza taxa e nem preço público. Natureza jurídica. 24. O valor pago pela aquisição das estampilhas (selos) de controle do IPI. Base de cálculo própria de imposto e progressividade fiscal. inclusive ICMS e ISS Embargos à execução fiscal. rel. A aplicação do selo de controle do IPI. IPI. razão pela qual não merece acolhida a pretensão do recorrente (TRF-4ª R. Inmetro.931/81. Preço público é a remuneração paga pelo fornecimento de serviço público prestado por concessionário ou permissionário. Lei 10.10/RS. previsto no art.TCFA. j.. 3ª T. Taxa é espécie de tributo que tem por fato gerador o exercício do poder de polícia.315/RS. representa uma obrigação acessória. com a utilização de patrimônio estatal (TRF-4ª R..2006. A única diferença é que tal valor é devido ao Estado.2006. Receita originária.. ou seja.500. Juíza Vânia Hack de Almeida.04. Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental . prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição.2006. A cobrança efetuada pelo Inmetro em razão da aferição de bombas de combustível constitui taxa. ou a utilização. Efetiva atuação poder de polícia.2006. por ser dele o monopólio na confecção dos selos. CF. de mais um custo. em obediência ao princípio da reserva legal. p.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.050. 1ª Seção. proveniente de produto fabricado por empresa pública . DJU 12. EIAC 2003. II. constituindo-se em receita originária da União. 06. 793). revelando-se legítima a sua cobrança a partir do exercício 2000.71. Art. p.Casa da Moeda -. de modo que o referido tributo somente podendo [rectius: pode] ser instituído ou majorado mediante lei.092). 1. Cobrança de preço público. artigo por artigo. A aquisição dos selos de controle do IPI não configura exercício do poder de polícia ou utilização de serviço público específico e divisível. AC 2002. Juiz Vilson Darós.07. Ibama.933/99 é que foi instituída a taxa de serviços metrológicos. rel. Ressarcimento de custos.025. necessidade esta que se impõe diante da peculiar sistemática de arrecadação do imposto.615/2000. apenas.

DJU 15. em rondas terrestres.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. p 860). quando. AMS 92646/PE. a atuação do poder de polícia conferido ao Ibama.2006.01. 145. da CF.. restando. 77 consideram-se: I . Precedentes. j. c) na análise de imagens de satélite.735/89 exerce a atividade fiscalizatória e de controle de aplicação de critérios. Efetiva atuação do poder de polícia pelo Ibama por meio de fiscalização realizada através de: a) visitas de fiscais aos estabelecimentos dos agentes poluidores ou utilizadores de recursos naturais. A Lei 10. Apelação improvida (TRF-5ª R. rel.. e) na apreciação dos relatórios de apresentação obrigatória. artigo por artigo. da CF. em consonância com a política nacional. d) no acompanhamento de dados estatísticos regionalizado sobre poluição e utilização de recursos naturais. consistente na vistoria à distância. 79.931/81. b) pelo monitoramento remoto de atividades. o qual apresenta sua configuração no desempenho da função fiscalizadora para averiguar se as atividades e obras causadoras de significativo impacto ambiental estão sendo desenvolvidas nos termos em que foram autorizadas. II. sem ingresso de fiscais no estabelecimento fiscalizado. II.utilizados pelo contribuinte: a) efetivamente.615/2000. criada pela Lei 7. pois esta autarquia. 145. A hipótese de incidência da indigitada exação é o exercício do poder de polícia outorgado legalmente ao Ibama. b) potencialmente. instituiu a Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental .165/2000 ao instituir a TCFA delimitou. quando por ele usufruídos a qualquer título. inclusive ICMS e ISS Inexistência. 138 . o que se apresenta por demais acertado.02. Juiz Francisco Wildo.2006. 12. normas e padrões de qualidade ambiental. fluviais ou aéreas. introduzindo dispositivos à Lei 6. Inexistência de contrariedade ao art. o que torna insubsistente a alegação do apelante de ausência efetiva de fiscalização e de violação ao preceito constitucional do art. uma vez que a Lei 10. sejam postos à sua disposição mediante atividade administrativa em efetivo funcionamento. trazendo todos os elementos caracterizadores do tributo.TCFA. através do prévio licenciamento concedido pelo referido órgão. sendo de utilização compulsória. Art.960/2000). sanando os vícios de constitucionalidade da legislação anterior (Lei 9. Os serviços públicos a que se refere o art. nitidamente. marítimas. 1ª T.

De todos os conceitos. COMENTÁRIOS O exercício do poder de polícia e a prestação de serviço público são atividades tipicamente estatais. para sê-lo. Mas nem todo serviço público é gerador de taxa. a partir do STF. nas palavras do CTN.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. deixando o CTN de conceituá-lo. transcrevo o dado por Hely Lopes Meirelles: Serviço público é todo aquele prestado pela Administração ou por seus delegados. para satisfazer necessidades essenciais ou secundárias da coletividade. quando suscetíveis de utilização. tem sido rigoroso na apreciação da legalidade de um sem-número de taxas que surgem sem atenção às características indicadas nos incisos do artigo em comento. de utilidade ou de necessidade públicas. pela simplicidade e abrangência.específicos. Além da autonomia de cada unidade de serviço. por parte de cada usuário). seja específico (destacado como unidade autônoma) e divisível (possibilidade de utilização. é preciso que. exige-se que seja ele prestado ao contribuinte (utilização efetiva). inclusive ICMS e ISS II . ou simples conveniências do Estado. ou posto à sua disposição necessário). por parte de cada um dos seus usuários. III divisíveis. quando possam ser destacados em unidades autônomas de intervenção. artigo por artigo. sob normas e controles estatais. quando . O Poder Judiciário. O conceito do que seja serviço público não encontra unanimidade entre os estudiosos do direito administrativo. como fez em relação ao poder de polícia. 139 (serviço em funcionamento para ser utilizado. porque. separadamente.

15.1993. prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição (STJ. nº 48.04. em votação uniforme. que tem como base de cálculo o valor venal do imóvel.564). REsp 33. Demócrito Reinaldo. para conceder a segurança postulada. está o recorrido sujeito à cobrança da taxa de serviços urbanos. 77 e 79 do CTN). visto que o poder geral de polícia. artigo por artigo. ele não pode constituir fato gerador da taxa de segurança de pessoas e casa. j. rel. inclusive ICMS e ISS JURISPRUDÊNCIA 1.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.474.08. tem o seu custeio satisfeito pelos impostos gerais.584-4/MG. II . Sendo assim. da Constituição devem custear o poder especial de polícia.. (. II .940/SP. item I. do serviço público e divisível. 1ª T. 77 do CTN.Na espécie.06.1993. que ele argüiu. REsp 11. 21. do serviço público específico e divisível.Nos serviços públicos relativos a consecução de vias públicas e logradouros e de combate a sinistros. I . Min. DJU 23.. DJU 10.1993. rel. Min. I.870/SP. III . 1ª T. p. j.1993.As taxas de consumação desses serviços tem como fato gerador o exercício do poder de polícia. 23. 77 e 79 do CTN). p. Demócrito Reinaldo. 3.1993. Cesar Asfor Rocha.1993. Min.As conhecidas taxas de lixo têm como fato gerador o exercício do poder de polícia. REsp 32.08. 140 . a taxa de limpeza pública é cobrada em função do metro quadrado ou fração da propriedade (STJ.. Antônio Neder. IV – Recurso provido.03. Decisão unânime (STJ. Taxa de expediente prevista na Lei de Minas Gerais 4. de 1968.957).Nos serviços públicos urbanos encontram-se presentes os requisitos da especificidade e da diversibilidade (arts. a utilização efetiva ou potencial. 12. Recurso extraordinário do constituinte a que o Plenário do STF dá provimento. 2. Taxa de limpeza pública. como dispõe o art. DJU 16.. 15. 18. rel. I . 14. j. é inconstitucional.06.1981). prestado ao contribuinte ou posto a sua disposição. Min.08.06. a utilização efetiva ou potencial.996/GO. por ser inerente à função normal do Estado. rel.972). RE 73. da mencionada norma local (STF. 1ª T. 16. DJU 16.1981. 1ª T. p. As taxas instituídas no art. O policiamento de segurança das pessoas e das casas é atribuição normal do Estado e serviço que os impostos gerais custeiam. art. j.. Tabela A. 37.. para custear o serviço de policiamento dos bancos e entidades congêneres. encontramse presentes os requisitos de especificidade e da diversibilidade (arts. e declarar a inconstitucionalidade.) III — Diversamente do IPTU.

ATP.391/SP.11. Garcia Vieira. II.989/66. j.349/AM. do CTN). como fundamento central. componentes. a utilização efetiva ou potencial. As taxas de consumação desses serviços tem como fato gerador ‘o exercício do poder de polícia. A taxa de armazenagem é preço público. rel.03. o que ofende o inciso II. 1ª T. A Lei 8. Taxa de iluminação e limpeza pública. entretanto. do CTN). pelo Município. 165. Dispositivos indicados como afrontados não abordados. 93. matérias-primas. Ilmar Galvão.1999). 77 e 79. Prequestionamento. Agravo regimental. RE 190 126/SP (DJU 05. arts. 3. da CF/88 (Lei 6. 130. inclusive ICMS e ISS Taxa de armazenagem. 4. Decisão da matéria pelo Colendo STF.050/SP (DJU 07. Agravo regimental contra decisão que proveu recurso especial do agravado. Precedentes citados: RE 206. peças. Isenção. na parte em que a decisão atacada basilou-se. REsp 188.2000) e RE 185. 145. prestado ao contribuinte ou posto a sua disposição [rectius: “o exercício regular do poder de polícia.1999). prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição”]’ (art.04. em nenhum momento.989/66. Lei 8.1997). parágrafo único.387/91.1998. Min. preços públicos e emolumentos. 145. Não se conhece de recurso especial. 19. 1.. 86. mas o adicional de tarifa portuária não. I e II. III. a alegação de que o Município não teria competência para estabelecer as condições para o parcelamento do IPTU e a de que seria indevida a adoção. Precedentes desta Corte. 15. 77. rel.387/91 isenta de pagamento de taxas. quanto ao IPTU e aos efeitos decorrentes da inconstitucionalidade de texto legal. encontram-se presentes os requisitos de especificidade e de divisibilidade (arts. do serviço público específico e divisível. I. DJU 15. ao fundamento de que a referida taxa.777/SP (DJU 30. e pelo fato de não serem divisíveis os serviços públicos que ela visa custear. do Município de São Paulo. no âmbito do aresto a quo.05.06. Afastou-se.2000.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 91. as importações de partes. de unidade monetária própria (UFN) para atualização das parcelas do IPTU. do art. Matéria constitucional. O colendo STF declarou incidentalmente a inconstitucionalidade de dispositivos da Lei 6. Recurso parcialmente provido (STJ. 2. do CC/1916 [sem correspondente no CC/2002]. 677. Tributário e processual civil. Nos serviços públicos relativos à limpeza urbana e conservação de vias e logradouros públicos. de serviço público específico e divisível. efetiva ou potencial.03. RE 188. ou a utilização. artigo por artigo. e 167 do CTN. produtos industrializados e outros insumos vinculados à fabricação de produtos destinados à exportação. 6 Nada se discutiu (em face dos óbices acima apontados) sobre o IPTU 141 . § 2°. 87. ofende o art. por possuir base de cálculo própria de imposto. que prevêem a cobrança de taxa pelos serviços de conservação e limpeza de ruas. 5. em matéria de cunho eminentemente constitucional. da CF. I e II e 94). Mim. Ausência do necessário prequestionamento dos arts. I.

por reproduzirem os aludidos dispositivos legais preceitos constitucionais. 3. da Lei de Introdução ao Código Civil. 6°. Arts. o dissídio jurisprudencial. Divergência jurisprudencial não demonstrada. 1.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. e da Taxa de Iluminação Pública (TIP). Matéria constitucional. Tributário. Agravo regimental improvido (STF. Min. Taxa de Coleta de Lixo e Limpeza Pública e Taxa de Iluminação Pública (TIP).03. bem como não apresentou. 6°. A alegada violação aos arts. 1. a legitimidade da cobrança da taxa de iluminação e limpeza pública. 77 e 79. Agravo regimental não provido (STJ. Divisibilidade. DJ 21. Min. do CPC. não foram objeto de análise pelo Tribunal de origem. rel. 20. Apesar da transcrição de ementa. 1ª T. Processual civil. 292). Incidência da taxa Selic para cobrança dos débitos fiscais. AGA 526.2005. DJU 30. p. do CTN. DJU 27. inclusive ICMS e ISS e os efeitos da declaração de inconstitucionalidade. 462. É cabível a incidência da taxa 142 . 7.301). adequadamente. Matéria constitucional. pois o recorrente não realizou o necessário cotejo analítico. As matérias infraconstitucionais supostamente violadas no recurso especial. quais sejam. artigo por artigo. Processual civil. Incompetência desta Corte. 105. deixou ele de demonstrar as circunstâncias identificadoras da discordância entre o caso confrontado e o aresto paradigma. razão pela qual ausente o necessário prequestionamento. O recurso especial não pode ser conhecido pela alínea c do permissivo constitucional [art. em face da consideração do acórdão recorrido de ilegalidade da Taxa de Coleta de Lixo e Limpeza Pública (TCLLP). Arts. não pode ser conhecida por esta Corte por referir-se à matéria constitucional.212/RJ. Dissídio superado. da Lei de Introdução ao Código Civil Ausência de prequestionamento.06.03. com relação à Taxa de Coleta de Lixo e Limpeza Pública (TCLLP) e da Taxa de Iluminação Pública (TIP). AGREsp 734369/RJ. A 1ª Seção assentou que a divisibilidade e especificidade de taxas referentes a serviços de limpeza pública e de iluminação pública são insuceptíveis de controle no âmbito do recurso especial. 02. p.913/SP. 77 e 79 do CTN...06. 77 e 79 do CTN) reproduzem regra constitucional (art. As normas ordinárias sob liça (arts. Agravo regimental em agravo de instrumento. 462. Incidência das Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. Ausência de prequestionamento. § 1°. do CPC.03. 4. Precedentes (REsp 173.2007. João Otávio de Noronha. por serem matérias de índole constitucional. 3.2005). Humberto Martins. CF/88). III. c. 2. Tributário. j. 145. rel. 2. 2ª T. Esta Corte possui o entendimento de ser incabível analisar a violação dos arts. Recurso especial inadmitido. § 1°. arts. j. Ausência de prequestionamento e dissídio pretoriano superado. apenas. A decisão debateu.2007. 77 e 79 do CTN. da CF/88].2005.

§ 2°. 165 e 168. 215).2007. e pela Corte Especial. 399. DJU 12. Min. inclusive ICMS e ISS Selic para a cobrança de débitos fiscais. Impossibilidade de exame em sede de recurso especial. Sempre que presente 143 . Taxa de Coleta de Lixo. que cuidam dos requisitos da especificidade e da divisibilidade das exações. artigo por artigo. Inconstitucionalidade. do CTN. 145. 77 e 79 do CTN. Min.2000. 1. REsp 896. Lei 9.643/PR. Afigura-se inviável examinar.08. Processual civil. rel.497/SC e 425.06.828/PR. reproduzem o preceito inscrito no art.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Constitucional e tributário. 77 e 79 do CTN. AGA 750. visto que os arts. do CTN e Decreto 20.03. em recente julgamento do EREsp 213. 168. controvérsia atinente a taxa de coleta de lixo. § 2°. Art. Afigura-se inviável examinar.03.2006. j. relator Ministro Francisco Peçanha Martins. prevalece sobre a regra geral que dispõe sobre os feitos contra a Fazenda Pública (arts. Taxa de Iluminação Pública.02. José Delgado. em sede de recurso especial. 2. a teor dos preceitos que emanam da Carta Magna (CF arts. 2ª T. Agravo regimental não provido (STJ. Taxa de Remoção de Lixo e de Limpeza Urbana. 3.341/RJ. visto que os arts. Matéria constitucional. João Otávio de Noronha. 18. João Otávio de Noronha. quando do julgamento dos EREsp 291. de limpeza urbana e de iluminação pública. DJ 04. Precedentes. 2.257/SC.960 de 28.2007. 15. Repetição do indébito. Impossibilidade de exame em sede de recurso especial. 3. Min. Recurso especial conhecido em parte e provido (STJ. Precedentes. da Constituição Federal. 257). Matéria constitucional.926/PR.DJU 06.2007. Tributário. Cabimento. Tributário.03.01. reproduzem o preceito inscrito no art.889/SP.05.2001). 102. Humberto Martins. Orientação consagrada pela Primeira Seção. 01.. ‘Divergência jurisprudencial entre acórdãos que analisaram matéria de ordem constitucional.2006. p. I. REsp 547. 2ª T. Recurso especial. que cuidam dos requisitos da especificidade e da divisibilidade das exações.. O prazo para o ajuizamento da ação de repetição do indébito é de prescrição qüinqüenal e. Taxa de controle e fiscalização ambiental.709/SC. da CF..910/32). 1. Mandado de segurança. p.2007. de relatoria do ilustre Min. devendo ser a pretensão recursal provida nesta parte. rel. 145. 1. de combate a incêndio e de conservação de vias. III e 105. controvérsia atinente a taxa de remoção de lixo. IPTU. rel. Recurso especial não conhecido (STJ. na assentada 14 de maio de 2003. j. III) (REsp 196. 246). 2ª T. Prescrição. em sede de recurso especial. DJU 03. não cabe apreciar nesta instância superior. por regular especialmente a matéria tributária. p. relatados pelo eminente Ministro Luiz Fux. j. Taxa de Combate a Incêndio e Taxa de Conservação de Vias.

4. sendo certo entretanto que o valor exigido incidiu efetivamente sobre o mês de janeiro de 2000. Não sendo dado ao Estado criar taxa com a mesma base de cálculo ou fato gerador de imposto (parágrafo único do art. DJU 28.165/2000]. estará aberta a possibilidade para que o interessado se socorra do Poder Judiciário através do writ. da Constituição Federal. razão pela qual não há como se declarar perda de objeto da presente ação. 145. inclusive ICMS e ISS ato de autoridade que por ação ou omissão. 80.2004. têm como fato gerador o ‘exercício regular do poder de polícia. 3. por inconstitucionalidade. fixada por essa lei em 31 de março [art.960/2000. do Distrito Federal ou dos Municípios aquelas que.01. desde logo se verifica que o fato gerador invocado dissocia-se daqueles próprios da taxa. rel. À vista da edição da Lei 10. O Código Tributário Nacional dispõe no art. dos Estados. efetiva ou potencial. No caso da taxa de fiscalização ambiental veiculada pela Lei 9.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. o STF entendeu prejudicado o prosseguimento daquela ação declaratória de inconstitucionalidade. certo que se estará diante de imposto. as Constituições dos Estados. com a redação dada pela Lei 10.. as Leis Orgânicas do Distrito Federal e dos Municípios e a legislação com elas compatível. da Lei 6.165/2000. Juíza Marli Ferreira.938/81.165/2000]. 17-B [conforme redação dada pela Lei 9. em violação dos disposto nos arts. eis que não se vislumbra na exação a prestação regular pela Administração do poder de polícia ou mesmo de serviço público específico e divisível. Sentença mantida (TRF-3ª R. a materialidade da hipótese de incidência fixou-se no exercício pelo contribuinte de atividade potencialmente poluidora. 5. 6ª T.mas sempre de forma concreta . 77 que as taxas cobradas pelas pessoas políticas de direito público interno. AMS 213. 77 do CTN).. consideram-se compreendidas no âmbito das atribuições da União. Para efeito de instituição e cobrança de taxas. Ao revés. de 28. 10. Art. 6. a Taxa de Fiscalização Ambiental. 153 e 154. j. prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição’. competem a cada uma dessas pessoas de direito público. a este sujeitando todos os sujeitos passivos citados no § 2° do art. com data de pagamento.638/SP. atual ou potencialmente .960.2005). inciso II. de serviço público específico e divisível. este § 2° foi revogado pela Lei 10. artigo por artigo. O STF afastou. I.01. criada pela Lei 9.960/2000. 17-C. ou a utilização.11. 144 .2000. § 1°.178-8/DF. na Medida Cautelar requerida na ADIn 2. 7. dentro de suas respectivas atribuições.possa ameaçar ou violar direito líquido e certo do contribuinte. 2. segundo a Constituição Federal.

da Carta Magna. como preconizado no art. Observe-se que a competência comum. art. Com propriedade observa Hugo de Brito Machado que. por inobservância das formalidades legais que constituem o pressuposto do lançamento dessa 145 .Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. em se tratando de taxas essa competência é dos Estados. está explicitada no art. prevalece o direito federal ou o estadual sobre o municipal. art. Município de Santo André/SP. prestado ao contribuinte ou posto a sua disposição. Taxa de pavimentação asfáltica. Sobre as matérias elencadas no art. com a especificação em doze incisos. 154. não se permitindo. Em relação às taxas não há problema quanto à discriminação da arrecadação. como estabelece a Constituição Federal de 1988. em hipótese alguma. também chamada de cumulativa ou paralela. de serviço público específico e divisível. porque ela destina-se. artigo por artigo. a dar suporte ao serviço público gerador da exação. II. § 1°.999/72. Inconstitucionalidade. Impossibilidade de sua cobrança como contribuição. JURISPRUDÊNCIA Tributário. Diferentemente. bitributação. e não a utilização. 23 da Carta Política. pelo contribuinte. Tributo que tem por fato gerador benefício resultante de obra pública. Em havendo duplicidade na tributação cumulativa. 23 pode ser instituída taxa. 25. em matéria de imposto. Lei 3. próprio de contribuição de melhoria. 145. observando o ente estatal que a instituir no limite de sua competência. a competência residual é da União. da Constituição Federal. inclusive ICMS e ISS COMENTÁRIOS O dispositivo em destaque reafirma competência comum dos entes federados. inciso I. nos termos do art. 244. especificamente.

DJU 08. assim se procede.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. conservação da pavimentação. Recurso não conhecido (STF. 145. Ilmar Galvão. A natureza das atividades estatais envolvidas se põe límpida. j. Execução fiscal. Tributário. Entendendo a E. e do art. a título de taxa.1990. Embargos à execução fiscal. porquanto a exigência fiscal tem como fato gerador hipótese concernente a contribuição de melhoria. 1ª T. Min. artigo por artigo. Inconstitucionalidade. uma vez que a incidir quantitativamente perante aqueles que proprietários de imóveis limítrofes ao logradouro beneficiado por referido serviço. 28. que não permite a utilização da taxa como instrumento para recuperação do custo de obra pública.12. Américo Luz. 475 do CPC. de 29. CF. inclusive ICMS e ISS espécie tributaria. firmados através do inciso II do art. 77. 02. remoção de lixo comercial. 18. 4. 15.351). Não conhecimento da remessa oficial. pelo serviço efetivamente prestado.360). DJU 17. 1. da ECT. 2. que contam com aquele referido serviço. No que tange às taxas de remoção de lixo comercial. 2ª T. Inocorrência da alegada afronta ao art. 6. 21.1995. RE 140779/SP. Min. excluindo-se o reexame necessário. rel.. do Município de Santo André/SP. quanto pelo colocado ao dispor do contribuinte. Parcial procedência dos embargos. sendo capital repisar-se tanto se tributa. de molde a permitir sua exigência. CTN. limpeza de vias públicas. pois o valor da execução é de R$ 2003. de conservação de pavimentação. p. Legitimidade da cobrança dos juros.1990. Sucumbência recíproca.1972. de limpeza pública. de fato. Terceira Turma pela incidência da dispensa prevista pelo § 2° do art. pois exatamente está calcada na contraprestatividade ou vinculação entre o quanto pague o contribuinte e seu beneficiamento direto. de vigilância pública predial.12. Não se ressentem referidas taxas do descumprimento nem ao requisito da especificidade. Ilegalidade. que se declara. neste passo 146 . 5. Cobrança de taxa de pavimentação e calçamento para recuperação de custo de obra pública. no âmbito dos requisitos para as taxas em geral. 22. nem ao da indivisibilidade. segundo a qual cobrados estão sendo imóveis. de conservação de pavimentação e de prevenção contra incêndio devidas. do art. vigilância pública predial e prevenção a incêndio. avulta em destaque a divisibilidade de ditos serviços.11. REsp 0001609/SP rel. 276 da Lei 3. Taxa de iluminação pública indevida. j.08. imediato. da Emenda Constitucional nº 01/69.09. Taxas de remoção de lixo comercial. de vigilância e à taxa de prevenção contra incêndios. Tributário. Recurso provido (STJ.. II. 3. Município de Araçatuba XECT. amiúde praticada. Pertinente e adequada a ponderação. de limpeza pública.999. Prescrição parcial consumada. p. da multa e da correção monetária. A divisibilidade se coloca também límpida.1995.

Não procede a alegada não incidência de juros e correção monetária.09. Inconstitucional dita exação. ônus cabalmente seu. a prescrição.1996. 05 (cinco) anos para a ação de cobrança do crédito tributário em comento. qual seja.1995 e de 10. 512. por meio da Súmula 670.1995 a 10. 12. 7. CTN.2000. Nenhuma ilegitimidade na cobrança de citadas taxas. 156. inclusive ICMS e ISS não tendo a executada/embargante/apelada denotado assim não se ponham os préstimos/serviços municipais a respeito.12. nos presentes autos. Verificada. artigo por artigo. de rigor a análise de todos os pontos rebatidos. Também inocorre a amiúde propalada coincidência de base de cálculo entre ditas taxas e o IPTU: sem óbice substancial pela parte contribuinte. do CTN.1995 a 10. uma das causas de extinção do créditos tributário. tal qual gizado pela própria Constituição e pelo CTN. do E.12. 18. 19. CF. ainda que não conhecidos. consumado o evento prescricional para os débitos vencidos de 10. 10. de fato. imediato. ao se verificar a transgressão do lapso temporal fixado pelo referido dispositivo. Contaminado pela prescrição. a base daquelas se põe sobre o custo da atividade aqui suportada pelo Poder Público. 15. primeira figura. Constatada será a ocorrência da prescrição. 16. com o Excelso Pretório que. ao passo que dito imposto recai sobre o valor venal da coisa. 515. que lhe reconheceu ilegitimidade. Os vencimentos dos créditos tributários em questão ocorreram de 10. Ante a devolutividade do apelo. entende a Egrégia Terceira Turma desta Colenda Corte pela incidência do consagrado através da Súmula 106. avulta em destaque a indivisibilidadede de dito serviço. segundo a qual suficiente a propositura da ação. No âmbito dos requisitos para as taxas em geral. 9. Vencidas as dívidas em 10. Com referência à Taxa de Iluminação Pública (TIP).1995 e de 10.1995.1996. todos do CPC. para interrupção do prazo prescricional: ajuizado o executivo em pauta em 28.09. uma vez que regida pela LEF dita nuança. consoante art. incompatível com a Lei Nacional de Tributação (CTN). pois atendido o figurino da hipótese de incidência pertinente.1995 a 10. caput e § 3° e 516. contados da data de sua formalização definitiva. com observância do estabelecido pelo art. pois exatamente está calcada na contraprestatividade ou vinculação entre o quanto pague o contribuinte e seu beneficiamento direto.12. sentença. 8.07. de rigor a extinção dos débitos prescritos. Sem força suspensiva prescricional a enfocada inscrição em dívida ativa.07.1995 até 10. do art.12.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.01. antes enfocados. 14.01. vetou o uso daquele tributo para tal fim. e do art. claramente. como se denotará. de molde a impedir exigência de taxa. STJ. firmados através do inciso II do art. encontrase parte do valor contido no título de dívida embasador dos embargos. 174 do CTN. 17. 11. 77. 147 . 145. qual seja.1995 a 10. 13. conforme entendimento desta Colenda 3ª Turma. sendo de rigor a extinção dos débitos prescritos. guarda harmonia a r.01. elencada no inciso V.

vez que indevida sua cobrança. Embora configurando a relação punitiva vínculo autônomo. do art. em dados momentos. por inconstitucional) . perfeitamente possível o prosseguimento da execução fiscal pelo valor dos demais débitos executados. em essência adere a correção monetária. A respeito de constituírem os débitos atos distintos. bem como verificando-se legitima a exigência sobre a taxa de remoção de lixo comercial. da moeda nacional . específicos. figura esta naturalmente formada pelo capital ou principal e por sua indelével atualização monetária .da incidência dos acréscimos ou acessórios previstos pelo ordenamento jurídico. com a cobrança de específicos débitos colhidos pela prescrição e de um indevido. 22. consoante art. CTN. amiúde construída. vez que dotado de valores autônomos. sendo a hipótese de mero excesso de execução (como se dá. porém que brota da incursão por ato ilícito. através de mero cálculo aritmético.de tal sorte que sua incidência. decorrência límpida e lícita. a ação deve prosseguir pelo saldo efetivamente devido. de limpeza pública. de vigilância e quanto à taxa de prevenção 148 . histórica. exatamente por motivo inverso. Sem pertinência o pedido alternativo de observância da correção monetária pelos índices da UFIR. a cifra maior. 97. artigo por artigo. 25. 20. 23. realmente. identificáveis e autônomos. a queixa contribuinte sobre sujeição à multa merece desfecho de parte-a-parte: indevida no tocante à TIP. quando do sentenciamento dos embargos. em sua superioridade em si .Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.esta fruto da inerente desvalorização. como se dá com o não pagamento tributário. 26. CTN. originariamente identificado quando do ajuizamento da execução fiscal pertinente. inclusive ICMS e ISS Afigura-se coerente venha dado valor. Apesar de reconhecida a prescrição em parte do débito e da não incidência da TIP. contudo incidente com referência às taxas retratadas. quando pratica a dispensa de correção monetária. à divida em sua junção de principal com atualização. como se extrai. 27. assim em cabal obediência ao dogma da estrita legalidade tributária. adota-se. a propósito. pois não desprovido de liquidez o débito exeqüendo remanescente. Tão assim acertado o entendimento que a Administração. segundo a qual os juros. Prosperando a desconstituição da cobrança quanto à Taxa de Iluminação Pública e de multa a esta correlata e a ocorrência da prescrição parcial. de conservação de pavimentação. nos termos da jurisprudência que. em que é possível excluir ou destacar do título executivo o que excedente. cumpre-se destacar que. Coerente a compreensão. a corresponder. recaem sobre o crédito tributário. Reflete a multa moratória acessório sancionatório. vez que estes os incidentes no caso vertente. anos posteriores. a cujo principal. 24. 161. para dele fazer parte integrante. e à luz evidentemente de lei a respeito. em direta consonância com o inciso V. 21. denomina a tanto de remissão. instituto inerente ao crédito tributário. deva recair sobre o débito.

atualizados monetariamente até o seu efetivo desembolso. sentença. 3ª T. em favor do Município implicado. TÍTULO V CONTRIBUIÇÃO DE MELHORIA Art.12. A espécie tributária aqui enfocada insere-se na competência das três esferas estatais.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. atualizados monetariamente até o seu efetivo desembolso. realizada em favor do interesse público..1995. Não conhecimento da remessa oficial e parcial provimento ao apelo.1995 até 10.02. artigo por artigo. é instituída para fazer face ao custo de obras públicas de que decorra valorização imobiliária. AC 1079831/SP. pelo Distrito Federal ou pelos Municípios. no âmbito de suas respectivas atribuições. Juiz Silva Neto. pelos Estados. suportando a Municipalidade envolvida honorários advocatícios de 10% sobre a diferença excluída em prol da ECT. como previsto na Constituição Federal (art. em favor do Município implicado.401).2007.2007. j. 28. A contribuição de melhoria cobrada pela União. a atingir vencimentos ocorridos de 10. inclusive ICMS e ISS contra incêndios.04. tendo-se em conta a vantagem advinda da obra realizada. 145. sendo cobrada para atender ao custo de obra pública. 149 . 81.3ª R.01. atualizada monetariamente até seu efetivo desembolso. DJU 11. III). tanto quanto se sujeitando a ECT ao pagamento de honorários advocatícios de 10% sobre o tributo remanescente em cobrança. tendo como limite total a despesa realizada e como limite individual o acréscimo de valor que da obra resultar para cada imóvel beneficiado. bem como ante a ocorrência da prescrição parcial. tanto quanto se sujeitando a ECT ao pagamento de honorários advocatícios de 10% sobre o tributo remanescente em cobrança. na forma retro fixada. 28. julgados parcialmente procedentes os embargos (TRF . impõe-se parcial provimento ao apelo e decorrente parcial reforma da r. atualizada monetariamente até seu efetivo desembolso. p. suportando a Municipalidade envolvida honorários advocatícios no importe de 10% sobre a diferença excluída em prol da ECT. para exclusão da cobrança da Taxa de Iluminação Pública e de multa a esta correlata.. COMENTÁRIOS Definição. rel.

Há doutrinadores que. 82. o texto normativo do referido diploma em nada destoa do conceito constante do CTN..contribuição de melhoria. permanecendo na Constituição Federal de 1988 apenas o limite individual. global e individual. III. na doutrina. 145. Neste sentido são as lições de Ives Gandra Martins. Hugo de Brito Machado e Silva Martins. 150 . Tem como limite o custo total da obra. os Estados. Entretanto. ao eliminar a palavra valorização e prever simplesmente: “A União. 81 do CTN. Neste sentido tem-se a opinião de Roque Carrazza. foram revogados pelo Decreto-lei 195/67. Valdir de Oliveira Rocha. decorrente de obras públicas” (art. o qual deve ser rateado entre os que se beneficiarem com a valorização imobiliária. dentre outros. inclusive ICMS e ISS Trata-se de espécie tributária que se alinha aos impostos e às taxas. e tem como particular característica a inexistência de alíquota ou de base de cálculo.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Dentro de um critério de razoabilidade interpretativa. que o próprio art. A valorização imobiliária é da natureza da espécie tributária em apreciação. A divergência nasceu da simplificação verificada na Constituição de 1988. Geraldo Ataliba. 81 e o seguinte. Há quem afirme.. CF). fazendo parte da essência do tributo. ainda. sendo esta valorização o limite individual cobrado de cada beneficiário. que está extinto o limite total. continuam a afirmar que persistem ambos os limites. diante da previsão do art. Quanto ao custo total da obra há quem sustente. art.) III . dispositivo este recepcionado pela Carta de 1988. parece correto afirmar a continuidade dos limites. discordando do entendimento. artigo por artigo. o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir os seguintes tributos: (.

Valoração do imóvel. Sentença mantida em grau de reexame necessário.. o Professor Sacha Calmon Navarro Coelho entende que o Decreto-lei 195/67. A base de cálculo da contribuição de melhoria é a valorização imobiliária. vale dizer. não há contribuição de melhoria. Fato gerador. Não comprovação. em havendo lei municipal autorizativa. Sem valorização imobiliária decorrente de obra pública. Recurso desprovido. embora alterasse a expressão “imóveis valorizados” por “móveis beneficiados”. Min. 81 e 82 do CTN. Se não houver aumento do valor do imóvel. Direito tributário. ambos compatíveis com o Dec. alterou o critério do custo da obra do CTN que não tem como se sustentar.09. entende-se que a Emenda Constitucional nº 23/83. JURISPRUDÊNCIA Ação declaratória de inexistência de relação jurídicotributária. porque a hipótese de incidência desta é a valorização e a sua base é a diferença entre os dois momentos: o anterior e o posterior à obra pública. Esta é uma posição que não encontra guarida no direito pretoriano. artigo por artigo. não pode o poder 151 . Contribuição de melhoria. RE 114069/SP.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. não alterou substancialmente a espécie tributária de que se cuida. Base de cálculo. Carlos Velloso. tornando-se inconstitucional. 2ª T. Contribuição de melhoria. Podemos afirmar que permanecem em vigor os arts. Tem como limite total a despesa realizada e como limite individual o acréscimo de valor que da obra resultar para cada imóvel beneficiado. inclusive ICMS e ISS Do mesmo modo. recepcionados pela Constituição Federal 1988. não há eiva de inconstitucionalidade alguma (RDA 120/131). porque o Supremo Tribunal Federal tem entendido que. Recapeamento asfáltico.1994). Valorização imobiliária. rel.-lei 195/67. Contudo. DJU 30. ao dispor que a contribuição de melhoria tem como fato gerador o acréscimo de valor dos imóveis localizados nas áreas direta ou indiretamente beneficiadas por obras públicas. o quantum da valorização imobiliária (STF.

CTN. REsp 8. 2. rel. Garcia Vieira. CF/88]. 145. Francisco Peçanha Martins. Requisitos da valorização ou de específico benefício. CTN. 04. Art.. II.471/RS. Precedentes o STF (STJ. Valorização do imóvel. j.04. REsp 200283/SP. 2ª T. 3. DJ 28. 1.02.1999. j. 13. como pelo vencido. Contribuição de melhoria.1995. Precedentes da jurisprudência. III. 2ª T. João Otávio de Noronha. 2ª T. Tributário.06. Decreto-lei 195/67. Min.1999). Recurso especial provido (STJ. Inocorrência. 09. Arts. inclusive ICMS e ISS público cobrar-lhe a mais valia. Recurso provido (STJ. Américo Luz.2007. A contribuição de melhoria tem como fato gerador a real valorização do imóvel. rel. conseqüente da obra pública realizada no local de situação do imóvel. de que quando foi instituída a contribuição de melhoria a obra ainda não havia sido 152 . II. Min. DJU 21. Fato gerador valorização do imóvel. Contribuição de melhoria. 2.03. Hipótese de incidência e fato gerador da exação. Recurso provido (STJ. Decreto-lei 195/67 (arts. DJU 05. Obra inacabada. Obra pública efetivada. Min. Milton Luiz Pereira. Direito à restituição.03. rel. 145. 1ª T. Contribuição de melhoria.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Nexo de causalidade. Fato gerador. Manifesta divergência acerca do atual estágio do empreendimento que deu origem à exação discutida. 2. afronta exigências legais (arts. impondo-se adotar o entendimento unânime da época em que proferido o julgamento pelo Tribunal a quo. com o custo coberto por um ‘plano de rateio entre todos os beneficiados’. 1º. Ação de repetição de indébito. DJU 18. artigo por artigo. 2° e 3º). Tributário. tanto pelo voto vencedor. REsp 629. sem a demonstração dos pressupostos de valorização ou específico benefício. j. invadir a seara fática-probatória. arts. p. Min. Controvérsia que gravita sobre se a obra pública não finalizada dá ensejo à cobrança de contribuição de melhoria.05.06. Min. 1. não servindo como base de cálculo tão-só o custo da obra pública realizada (REsp 280.. Tributário.1994). Ilegalidade do lançamento de contribuição de melhoria baseado no custo.05. Contribuição de melhoria.1995). rel.417/SP. sendo certo é vedado à esta Corte Superior. CF/67 [c/c EC nº 01/69] (Emenda 23/83). Base de cálculo. 4. DJU 05.248/SP. CF/88 [rectius: art. 270). 18. 17. Tributário. 1ª T.2002). a teor do verbete Sumular 07/STJ.2007. REsp 634/SP. em sede de Recurso Especial. rel. Recapeamento de via pública. 1° e 2°). 81 e 82.10. 81 e 82. A publicação prévia do edital e necessária para cobrança da contribuição e não para realização da obra.. 1. Art..1994. j..

Precedentes: REsp 615. Min. e como limite individual a valorização do imóvel beneficiado.996/SP. 4.. 1. II. Questão surgida no acórdão recorrido. p.12. Consectariamente.02 2007. 284). DJ 17. obter.788/RS. Prevalece o entendimento no STF e no STJ de que não houve alteração do CTN pelo DL 195/67.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. do CTN. artigo por artigo. É cediço em doutrina que: ‘(. p. Tributário. CF/88]. A base de cálculo da contribuição de melhoria é a diferença entre o valor do imóvel antes da obra ser iniciada e após a sua conclusão (Precedentes do STJ: REsp 615.) Só depois de pronta a obra e verificada a existência da valorização imobiliária que ela provocou é que se torna admissível a tributação por via de contribuição de melhoria’ (Roque António Carrazza. 145.2004. evidente o direito de a empresa que pagou indevidamente a contribuição de melhoria. Contribuição de melhoria. j. portanto. 81 e 82. DJ 17. 7.996/SP rel. Malheiros. do CTN. 1. É ilegal a contribuição de melhoria instituída sem observância do limite individual de cada contribuinte. rel Min José Delgado. 2ª T. DJU 05. DJ 06. José Delgado. Contribuição de melhoria CTN arts. 8. 2. Francisco Peçanha Martins. REsp 362. CF/67 [c/c EC nº 01/69] EC 23/83.. rel. Isto porque a hipótese de incidência da contribuição de melhoria pressupõe o binômio valorização do imóvel e realização da obra pública sendo indispensável o nexo de causalidade entre os dois para sua instituição e cobrança. 165. Tributário. 3. 81 e 82. Recurso especial conhecido e provido (STJ.495/RS. 9. Min.12. rel. apropriados à obra pública realizada no local da 153 ..2002.2007. inclusive ICMS e ISS concluída porquanto pendente a parte relativa à pavimentação das vias que circundavam o imóvel de propriedade da recorrente. 6. DJ 06.1999). REsp 647134/SP. 3. REsp 143. haja vista que a obra pública que deu origem à exação não foi concluída. 499). j.08.495/RS. Recurso especial provido (STJ. III.05. 10.Requisitos de valorização ou de benefício. 2002. Eliana Calmon. o fato gerador de contribuição de melhoria se perfaz somente após a conclusão a [sic] obra que lhe deu origem e quando for possível aferir a valorização do bem imóvel beneficiado pelo empreendimento estatal. 1ª T. 5. 4. Min. nos termos do art.05.10. 28.2002. 18. uma vez que incontroversa a não efetivação da valorização do imóvel. Curso de Direito Constitucional Tributário. A contribuição de melhoria tem como limite geral o custo da obra. Min Luiz Fux. 145. II. Fato gerador. p.2004. Revela-se. Falta de prequestionamento. a repetição do indébito tributário.. 397). Francisco Peçanha Martins. rel.1999. REsp 143.05. Arts. Ilegalidade no lançamento de contribuição de melhoria sem a demonstração dos pressupostos de valorização ou específico benefício. Min. rel. CF/88 [rectius: art. DJU 01.

82. e) determinação do fator de absorção do benefício da valorização para toda a zona ou para cada uma das áreas diferenciadas.285/RJ. 233). § 1° A contribuição relativa a cada imóvel será determinada pelo rateio da parcela do custo da obra a que se refere a alínea c.fixação de prazo não inferior a 30 (trinta) dias.2001. 05. para impugnação. inclusive ICMS e ISS situação do imóvel.030/SP. Recurso parcialmente conhecido e provido (STJ.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. DJU 19. b) orçamento do custo da obra. EREsp 8. p. nela contidas. do inciso I.11. DJU 09. sem prejuízo da sua apreciação judicial. III . pelos imóveis situados na zona 154 . j. Min. II .04.2001. A lei relativa à contribuição de melhoria observará os seguintes requisitos mínimos: I . Milton Luiz Pereira. Art. rel. ainda que se cuide de violação surgida na própria decisão recorrida. Garcia Vieira. precedentes jurisprudenciais. rel. d) delimitação da zona beneficiada. pelos interessados. Assentou a Corte Especial entendimento no sentido de ser necessário o prequestionamento.1998.. 3. artigo por artigo.publicação prévia dos seguintes elementos: a) memorial descritivo do projeto.11. REsp 160. c) determinação da parcela do custo da obra a ser financiada pela contribuição. de qualquer dos elementos referidos no inciso anterior. 1ª T. 2. 4. Min.regulamentação do processo administrativo de instrução e julgamento da impugnação a que se refere o inciso anterior.

Da definição vista no artigo antecedente. a posteriori. As exigências do art. da forma e dos prazos de seu pagamento e dos elementos que integraram o respectivo cálculo. 82 do CTN são a causa mais comum das demandas sobre contribuição de melhoria. assim como antecedente será a impugnação. cit. argumentam. segundo registra Célio Armando Janczeski (ob. em cada imóvel. valorização do imóvel em decorrência da obra. via contribuição de melhoria. § 2° Por ocasião do respectivo lançamento. infra). ou impugnar os defeitos corrigíveis. cada contribuinte deverá ser notificado do montante da contribuição. não poderia o contribuinte obstar as obras irregulares.. venha a cobrar-se. se assim não for. podemos concluir que na caracterização da contribuição de melhoria identificamos como pressupostos: realização de obra pública. o que hão obsta que. 82 deverá anteceder a obra. COMENTÁRIOS Requisitos. faz-se pertinente atender aos requisitos. Para que o poder público esteja autorizado a cobrar contribuição de melhoria. artigo por artigo. pelo custo da obra. limite total da contribuição identificada com o custo da obra e limite individual igual ao acréscimo de valor provocado pela obra. Ao contribuinte não é dado impugnar a realização de obra alguma. no exercício do poder-dever da administração pública. Para alguns doutrinadores a publicação dos elementos elencados no inciso I do art. 155 . inclusive ICMS e ISS beneficiada em função dos respectivos fatores individuais de valorização. porque.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.

Como então interpretar a expressão do inciso I: publicação prévia dos seguintes elementos: a) memorial descritivo do projeto. p. sem atender os requisitos mínimos” (ob. 82 contempla talvez um dos comandos mais justos do nosso sistema tributário. b) orçamento do custo da obra. Entretanto. por onerar exclusivamente aqueles que de forma direta se beneficiaram com a obra pública. 156 . artigo por artigo. cit. não é das melhores a experiência brasileira. Como registra Láudio Camargo Fabretti. Segundo opinião de Yoshiaki Ichihara. o momento da ocorrência do fato gerador não poderá coincidir com a execução da obra pública. e) determinação do fator de absorção do benefício da valorização para toda a zona ou para cada uma das áreas diferenciadas. mas depois da execução e quando for possível a avaliação da mais valia ou da valorização decorrente (ob. inclusive ICMS e ISS Assim. O § 1° do art. somente após a conclusão da obra é que se pode avaliar em quanto acresceram de valor os imóveis beneficiados. o foi deforma ilegal. isto é. quando obedecidos os princípios básicos. d) delimitação da zona beneficiada. permitindo uma divisão igualitária da carga tributária. somente após a conclusão da obra é que se publica o edital.. c) determinação da parcela do custo da obra a ser financiada pela contribuição. 68). nela contidas? O entendimento é o de que a publicação deve anteceder a cobrança e não a realização da obra. quando já se sabe com precisão o custo da mesma. “nas poucas vezes em que se tem tentando cobrá-la. infra). cit. Esta espécie de tributo é considerada pelos estudiosos a mais democrática. Por outro ângulo.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.. infra.

que a partir da CF/88 e contribuições classificadas. inclusive ICMS e ISS Na prática. Comentários à Constituição Federal. ed. Ives Gandra Martins. RDDT 21 60/65 junho 1997. Suplemento Tributário 73/97. A controvertida contribuição de melhoria. o que justifica o abandono do governo da espécie em comento. p. Carlos Valder do Nascimento. Forense. 94-98. Geraldo Ataliba. São Paulo. 1990. Yoshiaki Ichihara. artigo por artigo. 1994. São Paulo. São Paulo. v. 1998. abandonado ficou no que toca à contribuição de melhoria. 1997. São Paulo. ed.. coord. Contribuição de melhoria . ano 33.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Comentários ao Código Tributário Nacional. CDTFP. p. reclassificadas esquematizadas das formas mais diversas. DOUTRINA Célio Armando Janczeski. 6. Contribuição de melhoria Hipótese de incidência tributária . Cabe proliferaram as aqui registrar.Edital da cobrança antes do término da obra. Dialética. Luiz Fernando Pellegrini. o qual procurou no âmbito das contribuições sociais solucionar o seu problema de caixa. Os limites da contribuição de melhoria. 1997. 1995. 115. ano 2. RT. Saraiva. Boletim de Direito Municipal. Rio de Janeiro. 1998. LTr. 2. Código Tributário Nacional Comentado. Cursos de Direito Constitucional. RDDT 30:30/35.. São Paulo. Malheiros. 144-145. 465. mar. Láudio Camargo Fabretti. p 152. por sua vez. Celso Ribeiro Bastos. Arx Tourinho. p. JURISPRUDÊNCIA 157 .Realização da obra pública. Perfil da contribuição de melhoria. Hipótese de Incidência Tributaria. 5. Saraiva. Determinação do Montante do Tributo. Saraiva. 1997. out. por fim. 161-168. p. O certo é que não as contempla o CTN que. São Paulo. Hugo de Brito Machado. 1997. 1990. Edgard Neves da Silva. p. Valdir de Oliveira Rocha. apresenta-se complexa a cobrança do tributo. nº 8. 1998.

Adoção. art. Valorização imobiliária. c) a base de cálculo e a diferença entre dois momentos: o primeiro. rel. 02. a diferença entre o valor do imóvel antes do início da obra e o valor do mesmo após a conclusão da obra. Milton Pereira. Min. § 1°). Precedentes jurisprudenciais: a) RE 116. artigo por artigo. o edital que antecede a cobrança da contribuição de melhoria pode ser publicado depois da realização da obra pública.1993. b) RE 116. de 1969 (art. 18.05. Min.06. 158 . DJU 18.172/66. Célio Borja. Recurso provido (STJ. Ari Pargendler. 82 da Lei 5. teve o condão de revogar o art.1967. O Dec. j.12. REsp 169. Contribuição de melhoria. DJU 29. adota o critério de mais valia para definir o seu fato gerador ou hipótese de incidência (no ensinamento de Geraldo Ataliba. Não havendo aumento do valor do imóvel. Min. O art. foi revogado pelo art.791/SP. Min. inclusive ICMS e ISS Tributário.1998. § 1°). impossível a cobrança do tributo.148-5/SP.147-7/SP. Octávio Gallotti. ou seja. 4. 2ª T. 02. p. 3. 18. DJ 08.06. Edital. REsp 6340/SP. A partir do Dec. § 1°. o que só ocorreu após a promulgação da EC nº 1. Min. Min.172. j. 07.. 139). A entidade tributante ao exigir o pagamento de contribuição de melhoria tem de demonstrar o amparo das seguintes circunstâncias: a) exigência fiscal decorre de despesas decorrentes de obra pública realizada. p. no trato da contribuição da melhoria.133-2-SC.-lei 195.03. art..1998. REsp 143. 5. Milton Luiz Pereira..-lei 195/67. b) a obra provocou a valorização do imóvel. 1ª T. art. EC 01/69. o segundo..1999).10. 1ª T. Contribuição de melhoria. rel. 1. REsp 89. 2ª T.1998. A base de cálculo da contribuição de melhoria é a valorização imobiliária.. à época não possuía a força de lei complementar. 2ª T.06. Contribuição de melhoria.-lei 195/67. rel. 5°. No novo regime. Min. Francisco Peçanha Martins. Tributário. rel. DJU 06. rel. também da corrente doutrinária que. 18. de 24. c) REsp 35.1999. o valor do imóvel antes de a obra ser iniciada. porque à época as normas gerais de Direito tributário ainda não tinham o status ou a força de lei complementar (Emenda Constitucional nº 1/69. j. 82.996/SP rel. 5° do Decreto-lei 195. Recurso especial conhecido e improvido (STJ. Precedentes do STF e do STJ.1998.08. Base de cálculo.1994.131/SP. mas não para realização da obra pública. DJ 25. Lei 5. Edital. de 1966.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 2.1992. de 1967. Violação de lei federal e divergência jurisprudencial não configuradas. 82 do CTN que. j. Recurso não conhecido (STJ. Tributário. É da natureza da contribuição de melhoria a valorização imobiliária (Geraldo Ataliba). a publicação do edital é necessária para cobrança da contribuição de melhoria. rel.02.05. Dec.05. 20. 143). art. DJU 03. José Delgado.1995. o valor do imóvel após a conclusão da obra. de saudosa memória).

Ement. Lançamento por municipalidade. 255... Contribuição de melhoria. Necessidade.. nov. Juiz Costa de Oliveira. Recursos desprovidos (8ª Câm. Pressupostos de valorização do imóvel e de limite de despesa total da obra a ser rateada subsistentes mesmo na vigência da Constituição Federal de 1988 (art. Contribuição de melhoria. Custeio da obra. Publicidade.u. 159 . Lançamento.756-1. RT 532:241). Contribuição de melhoria. 145.u. inclusive ICMS e ISS Contribuição de melhoria. Nulidade de lançamento. de observância dos requisitos do Decreto-lei 195/67 (art. do CPC.1989. Cobrança. RT. saliente-se que o recorrente limitou-se a transcrever as ementas dos acórdãos indicados como paradigmas.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Art. Inobservância de exigências legais. 1990. II . Pressuposto do limite total da despesa realizada. e parágrafos.-dez. Tributo. Exigência mantida pela EC nº 23/83.523-2. Segurança concedida.03.) (TJPR.. 1990. 5° e parágrafo único) para validade do lançamento procedente. III. j. rel. porquanto o extenso voto-condutor do aresto recorrido examinou detidamente todas as questões pertinentes ao desate da lide.) (extinto 1° TACivSP. de modo que restou desatendido o art. j. que continua subsistindo após o advento do art.Inexiste. 98). in casu. uma vez que aquela regra jurídica.A questão a ser dirimida por esta Corte. cinge-se à necessidade. para exigência de contribuição de melhoria. Tributário. RT 591:152). II.. 05. 420. p. embora não sendo constitucional. Contribuição de melhoria. 28. p. Ap.06. em cada obra feita pelo Município.. Declaração de voto (. 3ª Câm. Inobservância das formalidades essenciais previstas no Decreto-lei 195/67. ainda. Juiz Ricardo Arco-verde Credie. Necessidade. Embargos à execução fiscal procedentes. rel. Contribuição de melhoria. a alegada violação ao art.. Ap. ou não. sendo certo que o mero inconformismo não justifica a oposição de embargos de declaração.. 82 do CTN. Desatendimento. Requisitos.No tocante ao dissídio pretoriano. artigo por artigo.. Pavimentação asfáltica.. III). de lei específica. Ação declaratória procedente (.-abr. 535. Obras públicas. Assentamento de guias e sarjetas. Nulidade. do RISTJ.-lei 195/67 e art. I . v. JTACSP 120. Sentença mantida (extinto 1° TAC/SP. no entanto. 5° do Dec. III . 115). RT 654:113). continua por (. Lei específica para cada obra. 145. mar. de Ofício 404. v. sem.. da CF.) (extinto 1° TACivSP. proceder ao devido cotejo analítico.1990.. Requisitos. Ement.

Nesse passo. 1ª T.03. um fato específico do qual decorra incremento no sentido de valorizar o patrimônio imobiliário de quem eventualmente possa figurar no pólo passivo da obrigação tributária. DJU 13. Min. por força do óbice imposto pela Súmula nº 07/STJ VIII . Por isso a exigência. 2. que a cobrança de tributo por simples ato administrativo da autoridade competente fere.342/RS.Recurso especial parcialmente conhecido e. inclusive ICMS e ISS ou seja. 160 . Min. Min. 145. também constitucional. é fácil perceber que determinados tributos revelam inequívoca carga discriminatória. j. REsp 739.06. Edital.Por fim. de modo que se revela inviável essa apreciação em sede de recurso especial. VII . uma lei para cada vez que a Municipalidade for exigir o referido tributo em decorrência de obra por ela realizada. verifico que a Corte a quo. nesta parte. entretanto.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. soberana quanto à possibilidade de exame do conjunto fático-probatório. 08. IV. ser posterior à realização da obra pública’ (REsp 84. Tributário. Precedentes da 1ª e 2ª Turma. VI . ‘A partir do DL 195/67. 1.. como ocorre na hipótese ora sub judice.2006.É de conhecimento comum que a referida contribuição de melhoria é tributo cujo fato imponível decorre de valorização imobiliária causada pela realização de uma obra pública. REsp 143. quanto ao argumento do recorrente no sentido de que cumpriu as exigências de publicação prévia de dois editais. de respeito ao princípio da legalidade.05. na medida em que impõe a potestade tributária sem permitir ao contribuinte organizar devidamente seu orçamento. 217). pode. ademais. a). a publicação do edital é necessária para cobrança da contribuição de melhoria. nos moldes preconizados pela Constituição Federal (art.2006. Castro Meira.998/SP. rel.04. sua exigibilidade está expressamente condicionada à existência de uma situação fática que promova a referida valorização. o princípio da anterioridade.2005. artigo por artigo. 150. 2ª T. porquanto somente podem atingir determinadas pessoas que efetivamente podem ser sujeitos passivos da obrigação tributaria.Acrescente-se. III. E isto em decorrência da mera leitura de preceitos constitucionais (art. Recurso especial. rel. V Mesmo sem adentrar conclusivamente à questão da classificação das espécies tributarias. DJU 04. da CF).417. Américo Luz). Recurso especial improvido (STJ. p. Francisco Falcão. Este é o seu requisito ínsito. improvido (STJ. j. seja em razão de valorização na sua propriedade em face do Estado ter realizado uma obra pública. ainda.. p. 04. Contribuição de melhoria. rel. seja por se beneficiarem de um serviço estatal público específico e divisível (no caso das taxas). 141). não reconheceu plausibilidade à alegação. ou não surpresa para alguns.2005.

145. CF/88]. Adoção.2001. o valor do imóvel após a conclusão da obra. Fato gerador. tem de demonstrar o amparo das seguintes circunstâncias: a) a exigência fiscal decorre de despesas decorrentes de obra pública realizada. II. também. 1.11. Contribuição de melhoria. o segundo. DJU 09. Precedentes jurisprudenciais. o valor do imóvel antes da obra ser iniciada. Arts.. REsp 160. inciso I. 2. Min.2001. Não resta dúvida de que o autor possui direito à restituição do que pagou a título de tributo indevido. 3. rel. REsp 615.2004. Recurso provido. 145.. do Código Tributário Nacional e Decreto-lei 195/97 [rectius: Dec. Min. Possibilidade. II. 1ª T. j. Questão surgida no acórdão recorrido.495/RS.11. 158). 165. DJU 19. 81 e 82. j. p.1998. b) a obra pública provocou a valorização do imóvel. 81 e 82. Requisito essencial. Diversidade de precedentes jurisprudenciais do STJ e do STF. do CTN. ao exigir o pagamento de contribuição de melhoria.04. do CTN.285/RJ. Nulidade da cobrança reconhecida pela própria Municipalidade. 3. apropriados à obra pública realizada no local da situação do imóvel. 170 do Código Tributário Nacional. 233). Ação ordinária. Honorários advocatícios arbitrados corretamente. Art. Valorização do imóvel. Arts. III. Valorização do imóvel. Legalidade. 2. 81 e 82. Pedido de compensação negado por falta de autorização administrativa. Contribuição de melhoria. bem como por se tratar de crédito futuro. da corrente doutrinária que.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. DL 195/67. A entidade tributante. 05. ainda que se cuide de violação surgida na própria decisão recorrida. no trato da contribuição da melhoria. Milton Luiz Pereira. Repetição do indébito. Assentou a Corte Especial entendimento no sentido de ser necessário o prequestionamento. Ilegalidade no lançamento de contribuição de melhoria sem a demonstração dos pressupostos de valorização ou específico benefício. Fato gerador. 1ª T. Precedentes do STJ e do STJ.030/SP. p. Falta de prequestionamento. Art. Arts. desde o início e não 161 . rel. CF/88 [rectius: art. Não comprovação.04. artigo por artigo.-lei 195/67]. Fato gerador. Contribuição de melhoria. rel.4. inclusive ICMS e ISS Tributário. adota o critério de mais valia para definir o seu fato gerador ou hipótese de incidência (no ensinamento de Geraldo Ataliba. Requisitos de valorização ou de benefício. do Código Tributário Nacional. ‘É da natureza da contribuição de melhoria a valorização imobiliária’ (Geraldo Ataliba). 4. c) a base de cálculo é a diferença entre dois momentos: o primeiro. Reexame necessário. Tributário. 1. Min. EREsp 8. Decisão mantida. DJU 17. 5. 18.2004. Garcia Vieira. Taxa Selic.. Valores pagos indevidamente. Recurso parcialmente conhecido e provido (STJ. de saudosa memória).05. CF/67 [c/c EC nº 01/69] EC 23/83. José Delgado. 20. (STJ.

nos termos do art. I. DJU 7357). do Código Tributário Nacional. 10. j.2007. Confirmação da sentença singular em sede de reexame necessário (TJPR. rel. Acórdão 28. Juiz Sérgio Rodrigues.04. 162 . 1ª Câmara Cível.425. artigo por artigo. inclusive ICMS e ISS apenas a partir do Edital nº 10/2004.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 165.

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