CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL COMENTADO: doutrina e jurisprudência, artigo por artigo, inclusive ICMS e ISS

ELIANA CALMON ALVES Ministra do Superior Tribunal de Justiça

Título III : impostos Capítulo I DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 16. Imposto é o tributo cuja obrigação tem por fato gerador uma situação independente de qualquer atividade estatal específica, relativa ao contribuinte. COMENTÁRIOS Definição. O Capítulo I do título III do Código Tributário Nacional tem início com a definição dos tributos em espécies, a partir do imposto. O conceito, que não é dos melhores, tem o mérito de caracterizar o imposto em relação à taxa e à contribuição de melhoria, as duas outras espécies de receita tributária. Estabelecendo que seu fato gerador é uma situação

independente de qualquer atividade estatal específica, relacionada com o contribuinte, indica a não-vinculação da receita. E isso porque o imposto tem caráter geral, sem vantagem específica para com o contribuinte. Esta é a característica mais marcante da espécie de que se cuida, como manifestação maior do poder político que impõe um dever, de caráter geral, sem gerar, em contrapartida, benefício específico ou vinculação orçamentária.

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Daí as diversas nomenclaturas para a espécie, tais como tributo sem causa ou tributo não vinculado. Como as demais espécies do gênero, é pago exclusivamente em dinheiro, o que é uma constante no mundo contemporâneo, onde não mais se tem notícia, senão histórica, de prestação in natura. A propósito, o art. 3° do CTN parece admitir o pagamento não só em moeda, mas em valor que em moeda possa ser expresso, como, por exemplo, o pagamento em Títulos da Dívida Pública, com cotação na Bolsa de Valores. Leis específicas, inclusive, permitiram a dação em pagamento de débitos tributários. Cabe, aqui, referência à criação de padrão de valor para efeito tributário, como, por exemplo, a UFIR - Unidade Fiscal de Referência, Lei 8.383, de 30.12.1991, índice que passou a mensurar as obrigações tributárias por algum tempo, em demonstração inequívoca de que, de acordo com o art. 3° do CTN, um tributo pode estar expresso não só em moeda corrente, mas em valor que nela (moeda) possa se transformar. Atualmente, estão sendo corrigidos os tributos pela Taxa SELIC, a qual traz embutidos juros e correção monetária. Para alguns, o referido índice é inconstitucional, por não estar em lei a forma de composição. Entretanto, o STJ, examinando a questão da inconstitucionalidade da Taxa SELIC, recusou-se a apreciar a questão prejudicial, conforme decisão assim ementada:
Recurso especial (julgamento). Inconstitucionalidade (prejudicial). Argüição/procedimento (Regimento, art. 200 e CPC, arts. 480 a 482). Competências constitucionais (distribuição). Incidente (caso em que lhe falta cabimento). 1. No julgamento do recurso especial, uma vez acolhida a argüição, a Turma remeterá o feito à Corte Especial. 2. Compete à Corte Especial julgar a prejudicial de inconstitucionalidade. 3. Do julgamento, porém, não poderá tirar proveito o autor do recurso especial (recorrente). Caso
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a declaração venha a beneficiar o recorrente, ao incidente faltará cabimento. 4. É que, no exercício da competência prevista no inciso III do art. 105 da Constituição, em princípio o Superior não dispõe do contencioso constitucional. Tê-lo-á em restritas hipóteses. 5. Em tal competência, o que é do Superior é toda a jurisdição infraconstitucional (o direito comum). 6. Já no exercício das competências previstas nos incisos I e II do art. 105, livremente o Superior também desfruta do contencioso constitucional. 7. No exercício da competência do inciso III, é lícito ao Superior previamente declarar a inconstitucionalidade de lei ou de ato normativo, desde que a declaração não seja a favor do recorrente; a favor do recorrido, sim. 8. Caso em que a, inconstitucionalidade, se declarada, não aproveitaria ao recorrido. Por sinal, nem ao recorrente, que interesse algum tinha na declaração, tanto que se defendera com outros fatos e outros fundamentos. Daí, em caso que tal, tratar-se-ia, também, de declaração de inconstitucionalidade em tese. 9. Preliminar de nãocabimento, acolhida por maioria de votos (Corte Especial, AI-REsp 215881/PR, rel. Min. Franciulli Netto, rel. p/ o acórdão Min. Nilson Naves, DJU 08.04.2002, p. 111).

Posteriormente, a 1ª Seção de Direito Público chancelou a legalidade da SELIC, como fator de correção, nos EREsp 291.257/SC, 399.497/SC e 425.709/SP. Assinale-se que a UFIR foi extinta pela Lei 10.522/2002 (art. 29, § 3°), diploma que, no art. 30, indicou como fator de correção a Taxa Referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia - SELIC. Em épocas de alta inflação, as obrigações tributárias, as declarações de rendimento e até as certidões de dívida ativa eram expressas em parâmetro de valor devidamente atualizado. O imposto tem como base fática um comportamento do contribuinte, ou uma situação jurídica na qual ele se encontre. Em outras palavras, o imposto, para existir, exige sempre um fato qualquer em que esteja envolvido o particular, sem a participação estatal. A legitimação da imposição soberana está na necessidade do Estado arcar com o gasto público, mantendo a máquina administrativa.
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É apenas o consumidor final da mercadoria ou do produto resultante da atividade eleita pelo legislador como necessária e suficiente ao nascimento da obrigação tributária. A classificação que ora se coloca não é jurídica. existe o imposto indireto. Contrapondo-se.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. isto é. e sim por terceira pessoa. geradora do imposto predial. não se obriga perante o Estado. porque a carga econômica não é suportada pelo contribuinte. por exemplo. ao lado do contribuinte de direito ou contribuinte jurídico. ou pelo menos continuadas. O imposto pode ter diversas classificações. como. o contribuinte de fato. o qual grava situação instantânea ou mutável. embora sofra o ônus econômico. cuja titularidade é o fato gerador do imposto. 4 . porque não se vincula ao fato gerador ou ao fato imponível. constantes. artigo por artigo. O imposto direto grava situações permanentes. ou a propriedade de um bem. dividindo a espécie em imposto direto e indireto. dentre as quais a que enfoca o aspecto da incidência. sendo suportado pelo contribuinte em definitivo. na medida em que. pelo realizador do fato gerador. inclusive ICMS e ISS Classificação. Para o Direito é praticamente irrelevante quem paga. como ocorre com a propriedade imobiliária. É também chamado de imposto que não repercute. porque a carga econômica é suportada pelo contribuinte. destaca a figura daquele que suporta o ônus econômico da obrigação. porque o interesse concentra-se em torno de quem realiza o fato gerador. o exercício de uma atividade lucrativa (exemplo maior é o Imposto de Renda). O terceiro. É também chamado de imposto que repercute.

Juridicamente pessoais são todos os impostos. embora prestigiado pelo Judiciário. o ICMS. exemplo primeiro da espécie. 5 . uma terceira classificação. Com exceção do Imposto de Renda. todos os demais impostos do Sistema Tributário Nacional são reais. dividindo os impostos em fixos. pelo caráter eminentemente subjetivo da exação. A restituição de tributos que comportem. o IOF etc. inclusive ICMS e ISS Entretanto. dividindo-os em pessoais e reais. temos os impostos reais. unicamente. Contrapondo-se aos impostos pessoais. proporcionais e progressivos. artigo por artigo.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. ou. por força da previsão contida no art. tais como o IPI. cuja incidência leva em consideração a matéria tributária. Uma segunda classificação identifica os impostos levando em conta o objeto da incidência. eis que o contribuinte é pessoa física ou jurídica. in verbis: Art. ao serem instituídos. estar por este expressamente autorizado a recebê-la. levam em consideração as condições pessoais do contribuinte. como o Imposto de Renda. 166 do CTN. O artigo em referência tem sido objeto de contundentes críticas doutrinárias. Faz-se a distinção apenas para efeito didático. por sua natureza. Há. a figura do contribuinte de fato torna-se importante na hipótese de repetição de indébito. sem cogitar das condições pessoais do contribuinte. a qual leva em conta a forma de tributação. 166. transferência do respectivo encargo financeiro somente será feita a quem prove haver assumido referido encargo. no caso de tê-lo transferido a terceiro. ainda. Pessoais são os impostos que.

154. tem-se o ICMS. cumulativamente. 17. conforme o valor da matéria tributável. nos Territórios Federais. Os impostos componentes do sistema tributário nacional são exclusivamente os que constam deste Título. os atribuídos a estes. os impostos progressivos são os cuja alíquota é estabelecida em percentagens variáveis. enquanto outros foram fundidos. os impostos atribuídos aos Estados e aos Municípios. com as competências e limitações nele previstas. Por fim. Assim. novos impostos foram criados. nenhuma pertinência na atualidade. É o que ocorre em relação ao Imposto de Renda. I. com a Emenda Constitucional 1/69. cumulativamente. Proporcionais são os impostos cuja alíquota observa sempre o valor da matéria tributária para atribuir um percentual. da CF). Compete: I . já sob a égide da CF de 67. o IOF etc. II . artigo por artigo. se aqueles não forem divididos em Municípios.à União instituir. por exemplo. Art. os impostos atribuídos aos Estados e. como.ao Distrito Federal e aos Estados não divididos em Municípios instituir. portanto. COMENTÁRIOS Trata-se de dispositivo parcialmente superado.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. o Imposto sobre Serviços pago pelo profissional autônomo. pela Constituição de 1988. não tendo. 18. Outros tantos deixaram de existir. COMENTÁRIOS 6 . além de ter sido a União contemplada com a competência residual (art. Art. quando. inclusive ICMS e ISS Fixos são os impostos cujo montante é estabelecido em quantidade certa.

Produção e circulação: Imposto sobre Produtos Industrializados . Comércio exterior: Imposto de Importação e Exportação. 2. Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis e de Direitos a eles relativos . e o Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza . Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural . 153. Patrimônio e renda: Imposto sobre a Propriedade Territorial . Imposto de Renda .IPVA. os entes integrantes da Federação. inclusive ICMS e ISS Dentre as classificações de impostos.IOF. do Distrito Federal e dos Municípios. O elenco é enriquecido com a competência residual. dos Estados.ITBI.IPI. só passíveis de cobrança na iminência de guerra externa.ITCMD. Câmbio e Seguro ou relativas a Títulos ou Valores Mobiliários . sendo federais o Imposto de Renda. 3. ou o critério econômico. Imposto sobre as Grandes Fortunas.ICMS.IPTU. a que apresenta maior simetria com a Constituição é a que os examina sob a ótica da competência impositiva da União. e o Imposto sobre Transmissão Causa Mortins e Doações . Temos a divisão de competência estabelecida constitucionalmente nos arts. Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores . contida nos incisos I e II do art. agrupando-os da seguinte forma: 1.ITR. os Impostos de 7 .ITR. Os impostos nominados estão divididos entre os entes estatais. Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana . artigo por artigo. Imposto sobre Operações de Crédito. levou em consideração a natureza do fato sobre o qual incidem as exações. ao dividir os impostos. o Imposto sobre Operações Financeiras. diferentemente do CTN que. Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação .IR.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. o Imposto sobre Produtos Industrializados. 154 da CF e com os impostos extraordinários. 155 e 156.ISS.

de competência dos Estados. de competência dos Estados. Outra significativa alteração foi a ampliação do fato gerador do Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis Causa Mortis. artigo por artigo. de caráter provisório. inclusive ICMS e ISS Importação e Exportação. Acrescente-se a este rol a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira . de competência dos Estados. Da competência estadual são o Imposto sobre operações relativas à Circulação de Mercadorias. o Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural. o ICMS. Imposto sobre a Transmissão Inter Vivos. o Imposto sobre a Transmissão Causa Mortis e o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores. e que açambarcou as doações e também a transmissão de quaisquer outros bens e direitos que não os imóveis. e instituiu-se o Imposto sobre Movimentações Financeiras. Surgiu o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores. o Imposto sobre Grandes Fortunas. absorve os três impostos especiais (energia elétrica. Sob a égide da Constituição Federal de 1988. fuga de capitais. típico Imposto sobre Movimentações Financeiras. ingresso de capitais no País e lavagem de dinheiro: É um imposto que tem nítido caráter extrafiscal. combustíveis e lubrificantes e minerais) e os impostos sobre serviços de transporte e comunicações. Por fim. Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. o qual serve para o governo federal direcionar a fiscalização quanto à geração de rendas. Os impostos extraordinários são virtuais e constitucionalmente autorizados em caso de guerra e sobre bases já tributadas por outros impostos. 8 . na esfera municipal temos o Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana. a CPMF.CPMF.

§ 29. sobre a importação de produtos estrangeiros tem como fato gerador a entrada destes no território nacional. os nomes vulgares acabam por prestigiar a repartição fiscal. artigo por artigo.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 153. valor. A Constituição Federal de 1967. referia-se à Tarifa Alfandegária como termo que abrange os dois impostos do Comércio Exterior: importação e exportação. Embora esteja nominado na Constituição Federal e no Código Tributário Nacional como como Tarifa Imposto de Importação. COMENTÁRIOS A primeira abordagem que se faz em relação ao Imposto de Importação é quanto ao seu nomen juris. O imposto. Alfandegária. 9 . 19. Capítulo II IMPOSTOS SOBRE O COMÉRCIO EXTERIOR Seção I Imposto sobre a importação Art. alíquota e não espécie tributária. “Tarifa” significa lista de preços. de competência da União. 76. ao tempo em que usa a nomenclatura “tarifa” como sinônima de “imposto”. batizando o imposto com o nome do espaço físico reservado à fiscalização. inclusive ICMS e ISS O CTN traz a previsão no art. Registre-se que as expressões indicadas também servem para nominar o Imposto de Exportação. com a Emenda Constitucional nº 1/69. De impropriedade flagrante. Aduaneiros ou Direitos Alfandegários. Tarifa são comuns Direitos denominações Aduaneira. no art.

Entretanto. sem o rigor imposto pelo princípio da anterioridade. presta-se para atender às oscilações do mercado internacional. inclusive ICMS e ISS Características. Daí a liberação de sua majoração. não poderia o Imposto de Importação sofrer as duras limitações das demais exações. não é absoluto o poder de majoração. ao contrário. As alíquotas são aumentadas quando se deseja diminuir as exportações e diminuídas quando. naturalmente. eis que o Executivo. está adstrito aos limites mínimo e máximo estabelecidos em lei. a abertura do comércio exterior. O objetivo político é propiciar a condução de recursos e surgimento de empreendimentos para áreas que. o tributo de que se cuida é utilizado para corrigir distorções socioeconômicas nacionais. destinado à proteção dos produtos nacionais. respeitado o 10 . 153 da CF. A flexibilidade das alíquotas faz com que a legislação tributária do imposto em comento entre em vigor imediatamente. politicamente. Considerado um dos mais antigos impostos do mundo. socorrendo determinada área.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. tendo secundário significado como fonte de receita. Trata-se de imposto com objetivos de política econômica. Como instrumento político. 150. Neste sentido. ao incremento de soluções na área do comércio exterior. artigo por artigo. Neste sentido. é aconselhável. como ocorre com a criação de zonas de livre comércio ou zonas francas. Por vezes. há previsão constitucional expressa (§ 1°. art. tem como principal característica a extrafiscalidade. despertariam maior interesse econômico. ao manejar as alíquotas majorantes. CF). dificilmente. o disposto no § 1° do art. do câmbio e do balanço de pagamento. Como instrumento de política econômica.

entrada de mercadoria no território nacional -. 11 . não havendo definição quanto ao específico momento de sua realização. em linguagem vulgar. sem destaque formal. porque. escolheu o legislador uma situação fática . de “imposto por dentro”. Além da extrafiscalidade. com ânimo de ser internada no País. O certo é que o fato gerador do Imposto de Importação é instantâneo. É o que se denomina. anteceda à ocorrência do fato gerador. Como a hipótese de incidência é livremente escolhida pelo legislador. artigo por artigo. o ônus pelo tributo gerado se integra ao preço. ou seja. mas esta situação fática deve estar atrelada a uma situação jurídica. apenas. uma mercadoria pode ingressar no Brasil e não ocorrer o fato gerador. não supérfluos. porque não basta a ocorrência do fato ali indicado para que se tenha o fato imponível. o Imposto de Importação é um tributo indireto.vinda do estrangeiro. Fato gerador. se para este País não se destina. por exemplo. classificando-os como supérfluos. utilizando-o como passagem. muito embora não ocorra a transferência de forma clara e objetiva. pois a carga tributária tende a ser suportada por terceiro.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. É seletivo porque a incidência tributária observa a qualidade de cada um dos bens. O art. 19 do CTN não define com perfeição o fato gerador do imposto em comento. um fato material ou um negócio jurídico. inclusive ICMS e ISS princípio da irretroatividade. Não basta o ingresso do produto estrangeiro no território nacional para que se dê a incidência. Quanto ao imposto em análise. similares aos nacionais etc. pode ele eleger um acontecimento econômico. Com efeito.

44). Como visto. quando se tratar de mercadoria despachada para consumo. 23 e 44 do Decreto-lei 37/66. tem-se como completado o fato gerador do imposto (art. no qual é dito qual a mercadoria importada. nas palavras do Min. o simples ingresso da mercadoria. para delimitar-se a hipótese de incidência.território nacional . diz que. em depósito na zona primária. porque. exige-se a declaração de importação para o despacho aduaneiro (art. inclusive ICMS e ISS Contudo. o fato gerador em exame exige um elemento espacial . A entrada é considerada como território aduaneiro. exige-se que a leitura do art. é preciso recorrer ao Dec. Se a mercadoria adentrar-se sem que esteja acompanhada do documento que a identifica.momento da entrada. em razão da escolha da legislação que deve reger a espécie. ao reportar-se ao fato gerador do imposto. 12 . o decreto-lei define o elemento temporal. muitas vezes já descarregada do navio ou aeronave. Adhemar Maciel. É. 19 do CTN seja feita em conjugação com os arts. artigo por artigo. entregue a declaração. Tendo aplicação imediata a lei que majora a alíquota do imposto. sabendo-se que não está ela sujeita ao princípio da anterioridade. É de suma importância a determinação do momento em que ocorre o fato gerador do Imposto de Importação. enquanto o CTN define o elemento material. 23). E.-lei 37/66. vem a sofrer os efeitos de uma majoração do imposto. e com procedimento de desembaraço já iniciado. “o reconhecimento de fato jurídico já ocorrido”.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.e outro temporal . tem-se como ilícita a operação. O tempo é a entrega da declaração ou do manifesto. O diploma em referência. Conseqüentemente.

o que faz ter o imposto objetivo político. tem entendido que a expedição de guia é um mero expediente burocrático. de 18. artigo por artigo. a fim de evitar o arbítrio. Daí os preços de referência. é muitas vezes utilizada para evitar o dumping. a partir da expedição da guia de importação. vem sendo seguido pelos Tribunais. JURISPRUDÊNCIA “É compatível com o art. 19 do Código Tributário Nacional a disposição do art. Há. constantes das resoluções do Conselho de Política Aduaneira. em nome da segurança jurídica. em reiterados precedentes. rechaçam o entendimento jurisprudencial. 19 do CTN. Vozes autorizadas. 13 . incidindo a lei nova se ainda não foi expedida a declaração ou manifesto.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. harmonizando os preços do mercado interno com o externo. inclusive ICMS e ISS O Poder Judiciário. vem entendendo que o simples ingresso do bem não obsta à aplicação da lei de majoração. os que pugnam pela imutabilidade da lei de regência. com a fixação de pautas de valor mínimo.11.-lei 37/66 é o texto básico do Imposto de Importação. O entendimento é técnico. O Dec. exigindo-se que sejam elas acompanhadas de motivação expressa.-lei 37. diante de um aumento exacerbado e imprevisível da alíquota. A variação de alíquota pelo Executivo. dando literal interpretação ao art. ainda. mas traz alguns problemas de ordem econômica para o importador. O STF. sem repercussão quanto ao fato gerador. a partir do Supremo Tribunal Federal. 23 do Dec.1966” (TFR -Súmula 4).

02. 2. Fato gerador.1995 [revogado pelo Dec. Antonio Neder. tal imposto deve ser calculado na consideração da alíquota vigorante no dia desse fato.1978).03. Pelo que dispõe o art. Tributário. DJU 20. não a desfiguram nem contraditam. da mercadoria importada. 19. Incidência do imposto com a alíquota majorada.05.-lei 37/66. rel. no tempo e na circunstância. Código Tributário Nacional. Compatibilidade do art. de 29. Entrada de mercadoria importada no território nacional em data posterior à vigência do Dec. Constitucionalidade do diploma legal editado pelo Poder Executivo Federal. j. Necessidade de sua motivação. Incidência.04. 4. art. Momento da ocorrência do fato gerador. posto que a caracterização de um necessário momento naquela não previsto. 19 do CTN e a norma específica do art. DJU 22. 3. em se tratando de mercadoria despachada para consumo. rel.1980. 21. Imposto de Importação. 1. 1. Dec.427.rel. 23 do Dec. Jurisprudência do Supremo Tribunal Federal em dissídio com a decisão recorrida. 05. Agravo regimental em recurso extraordinário. 23 do Dec. art. no território nacional. Fato gerador. e não no dia em que foi expedida a guia de importação. artigo por artigo. Improcedência do argumento de que o contribuinte adquiriu o direito de calcular o imposto na consideração da alíquota vigorante no dia em que foi expedida sobredita guia.1995]. 19 do Código Tributário Nacional. Matéria dirimida pelo Pleno deste 14 . Constitucional.-lei 37/66 (compatibilização).02. ao fixar pauta de valor mínimo. O fisco tem o direito de alterar a alíquota dentro dos limites legais (Constituição [1967 c/c EC nº 1/69]. Soares Muñoz. Imposto de Importação. Recurso extraordinário conhecido mas não provido (STF. 1. porém a complementam para tornar precisa.. 06. Imposto de Importação. Precedentes do STF.471. Inexistência de contradição ou antinomia entre a norma genérica do art. Min.1978. o fato gerador do Imposto de Importação é a entrada. Majoração de alíquota. 1ª T. e o condicionamento de indeclináveis providências de ordem fiscal.05. Min. tendo em vista o fato gerador do tributo. Resolução do CPA. I). Min. a ocorrência do fato gerador. 05.1981). 5. Pleno. Recurso extraordinário provido para cassar a segurança concedida ao importador pela Justiça Federal de São Paulo e pelo Tribunal Federal de Recursos (STF. Recurso extraordinário conhecido pelo segundo fundamento e provido (STF.1981.1981). Mercadoria despachada para consumo. no espaço. de 27. Cordeiro Guerra..09. j. RE 91337/SP. RE 94167/RJ. j.09. 19 do Código Tributário Nacional. 2.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 1ª T. Assim. DJU 29. inclusive ICMS e ISS 1.-lei37/66 com o art. RE 72874/SP .

a. No caso de importação de mercadoria despachada para consumo. rel. Decreto 1. de 27. O 15 . Imposto de Importação.. 2ª T. CTN. 23).. Fato gerador. DJU 16.1995]. 1. e 153.06. este revogado pelo Dec. Não há que se falar em nulidade de acórdão que. Violação a preceitos da lei processual civil não configurada. 1. Precedentes. art. AGRRE 252008/SP rel. 23. Processual civil e tributário. decide a lide de forma contrária àquela desejada pelo recorrente. Legitimidade e constitucionalidade decretadas pelo STF. RE 77604/SP rel. 03. j. 19 do CTN e o Dec. Majoração de alíquota.2001. necessárias ao deslinde da controvérsia. REsp 205013/SP rel. Compatibilidade. III.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Recurso extraordinário a que o STF nega conhecimento (STF. CTN. Momento do fato gerador. Carlos Velloso). Recurso especial não conhecido (STJ. DJU 17. Tributário. artigo por artigo. Mercadoria despachada para consumo. Imposto de Importação.1981. Inexiste incompatibilidade entre o art. art. Mercadoria para uso próprio. O fato gerador do Imposto de Importação é a entrada. DJU 25. Na importação de mercadorias para consumo.1998. Francisco Peçanha Martins. Min. 1. o fato gerador. 25). §1°.. Improcedência do argumento. Precedentes do STJ e TFR (STJ.-lei 37/66. o fato gerador ocorre no momento do registro da declaração de importação na repartição aduaneira. Maurício Corrêa.02.05.. 18. Humberto Gomes de Barros. p. 19 e Dec.602. 1. ou quando do desembarque da mercadoria. art.471/95]. j. 1427/95. inclusive ICMS e ISS Tribunal. 1ª T.-lei 37/66 (art.08. Tributário. Dec. CF. 5. 1. Imposto de Importação. examinando todas as alegações suscitadas na apelação. conforme orientação do Pretório Excelso sobre o tema (RE 225.2001). Divergência pretoriana que não se acha demonstrada. 19. j.391/95 [alterado pelo Dec. REsp 121617/PR.2001).lei 37/66. 08. no território nacional. 2ª T.06. Guia para importação. arts. da mercadoria importada. 19. sendo irrelevante o regime fiscal vigente na data da emissão da guia de importação. rel. 3. 150.04. Min. Desinfluente a data da expedição da guia de importação para concretização do fato gerador. Discussão a respeito de o importador haver adquirido o direito de pagar tal imposto mediante aplicação de alíquota mais favorável. 4. p.1981. Agravo regimental não provido (STF. DJU 12.490/95.08. para o Imposto de Importação. 2. Antônio Neder.05.06. Súmula 4/TFR. Momento do fato gerador. consuma-se na data do registro da declaração de importação. Min.1998. Min.427/95 [revogado pelo Dec. 1ª T. Dec.2000. Min. Alíquota aplicável. j.716). 1.471. Dec.

23 do Dec.471/95] e 1. Recurso sem provimento (STJ. Ocorrendo quebra ou perda inferior a 5% (cinco por cento). Responsabilidade tributária. Multifários precedentes. 2. 2ª T. Dec. Min. Compatibilidade. DJU 05. Recurso especial conhecido e provido (STJ. Fato gerador. art. REsp 130230/PR. 143). rel. conseqüentemente. 41. 2ª T. DJU 28. Mercadoria importada a granel. 3. de 1966.. Alíquota aplicável. 1° e 23 do Dec. j. 09. parágrafo único. Decs. Imposto de Importação. rel.-lei 37/66. 23 do Dec. 1.-lei 37/66. REsp 185418/SP. Quem promove a importação de mercadoria sem ter a guia de importação sujeita-se ao regime legal vigente na data em que a obtém.Inaplicáveis. representa a entrada no território nacional da mercadoria.09. e 60. 19 do Código Tributário Nacional e arts.-lei 37/66. j.2001. 1. Tributário. Franciulli Netto. Recurso especial não conhecido. p. Tributário. artigo por artigo. e o art.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. à espécie. art. 1. Ocorrência do fato gerador. j. inclusive ICMS e ISS contribuinte não tem direito ao regime fiscal vigente na data da emissão da guia referenciada.2001. do Dec. Decisão unânime (STJ. Min. 19 e Dec. 2. 1ª T. Milton Luiz Pereira. Min. Art. CTN. Não há qualquer incompatibilidade entre o art. REsp 78.-lei 37/66 e o art. Compatibilidade entre o art.2000). nos termos do art.1998.2001). Recurso especial provido. III.2000.03. 1. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. este revogado pelo Dec. presumida a ausência de responsabilidade do transportador. DJU 19. não responde este pelo pagamento do Imposto de Importação face à inexistente previsão legal para tanto . para efeitos fiscais. A alíquota do Imposto de Importação é a vigente no dia do registro alfandegário para o desembaraço e entrada da mercadoria no território nacional. os preceitos dos arts. Não obstante o fato gerador do Imposto de 16 . Imposto de Importação. parágrafo único. Precedentes do STJ e STF.-lei 37/66. Inversão da sucumbência.-lei 37/66.277/MG. Ari Pargendler. nos termos do entendimento firmado pelo Pretório Excelso. 19 do CTN.427/95 [revogado pelo Dec. Isenção. 19 do Código Tributário Nacional. 23. rel.427/95. 1. III. Quebra inferior ao limite técnico permitido de 5% (cinco por cento). Imposto de Importação.-lei 37. Súmula 4 do Tribunal Federal de Recursos. 41. Necessidade de fixação de critério temporal para que se complete. Fato gerador.05. O desembaraço aduaneiro completa a importação e.02. Mercadoria isenta.05...06. Tributário. 08. arts. nos casos de mercadoria importada a granel sob regime de isenção. Compatibilidade. e 60. A política de comércio exterior orienta o aumento ou redução da alíquota aplicável na concretização do fato gerador.391/95 [alterado pelo Dec. 06. 23 do Dec.471/95].

19 do CTN/66.06. inclusive ICMS e ISS Importação se dê com a entrada da mercadoria estrangeira em território nacional. considera-se ocorrido o fato gerador na data do registro.-lei 37/66). Impetrante que pretende eximir-se de aumento de alíquota do Imposto de Importação incidente sobre trigo em grão. 1° do Dec. ‘com a entrada no território nacional da mercadoria que contar como tendo sido importada e cuja falta seja apurada pela autoridade aduaneira’.-lei 2. 2ª T.1999). rel.08. rel. 25. DJU 09. Dec. Irrelevantes as datas da celebração do contrato de compra e venda.03.-lei 37/66. Tributário. Tributário. 23 do Dec. Procedente dos Estados Unidos da América. Imposto de importação. torna-se necessária a ‘fixação de um critério temporal a que se atribua a exatidão e certeza para se completar o inteiro desenho do fato gerador’.05. Min. Mandado de segurança. j.472/88]. da declaração de importação (art.01. A alíquota incidente sobre as importações de mercadorias despachadas para consumo é definida pela norma vigente no momento da efetivação do registro da declaração de importação na repartição alfandegária. Incidência sobre importação de veículo já embarcado. é devida a alíquota do Imposto de Importação prevista no Dec. 1ª T. 3.1997. DJU 02.0201428-8/RJ.09. na repartição aduaneira.1997. Porém. Fato gerador complexivo e continuado. Nos termos do art. 2. Juiz Teori Albino Zavascki.. 4ª T..1996. o imposto sobre a importação de produtos estrangeiros tem como fato gerador a entrada destes no território nacional (art.427/95 [revogado pelo Dec.427/95 [revogado pelo Dec.. de 29. 19 do CTN/66). Assim.1995. 288). 1. Fato gerador. 1. 05. nos termos precisos do parágrafo único do art. p. Dec. inclusive em relação às importações já em curso e cujas guias não estavam registradas na repartição aduaneira na data de sua entrada em vigor (TRF-4ª R. José Delgado. REsp 203815/RJ.1999. j.471/95]. artigo por artigo. rel. Momento definidor da obrigação tributária ocorre com a entrada da mercadoria no território 17 . Alteração de alíquota. do embarque do bem estrangeiro e do ingresso do mesmo no território nacional (TRF-2ª R. 1. j. AMS 96.1997. descascado.471/95].06. quando se tratar de mercadoria despachada para consumo. AMS 96. Recurso especial a que se dá provimento. DJU 03. 04. embora o fato gerador do tributo se dê com a entrada da mercadoria em território nacional.717). Assim. 1.. 1. Juíza Valéria Albuquerque. Tributário. 52. Imposto de importação. ele apenas se aperfeiçoa como registro da Declaração de Importação no caso de regime comum e. Inversão do ônus da sucumbência (STJ.07.-lei 37/66 [este artigo possui redação alterada pela Dec.09084. Majoração de alíquota.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. p..

Imposto de Importação. III. IV e V. Apelação não provida (TRF-3ª R. da declaração apresentada pelo importador (art. 1.04.1997.07. art. a chegada da mercadoria ao país e o momento de seu desembaraço aduaneiro. Fato gerador. j. e não a partir da emissão de guia de importação. O produto importado estará sujeito ao pagamento do imposto respectivo pela alíquota vigente no momento da ocorrência do fato gerador.. É facultado ao Poder Executivo alterar as alíquotas (art. DJU 29. 2ª T. 4ª T. alterar as alíquotas dos impostos enumerados nos incisos I. j. 1. 19 do CTN).1997. É inquestionável o caráter nitidamente extrafiscal do Imposto de Importação.09004-1/SP. tanto que a Constituição Federal. 51). p. Juiz Alberto Nogueira. 1. o decreto que alterou as alíquotas é anterior ao fato 18 .entrada da mercadoria no território nacional . 150. O que a Constituição exige. DJU 25. na repartição aduaneira competente. inclusive ICMS e ISS nacional (art.11..Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.09. 150. § 1°). MAS 96. se o fato gerador do imposto . Possibilidade. j.471/95]. 2. Se a política de comércio exterior impõe que se aumente ou reduza o valor de alíquota entre a importação. porque a esta não tem direito o importador enquanto não concretizado o fato gerador. II. p. os quais são excepcionados da regra da anterioridade (Constituição Federal. Min. Recurso improvido (TRF.427/95 [revogado pelo Dec.06. 1° . rel.09. Precedentes. 23 do Dec.1997. II. 64). Alíquota..2006. p. a. Dec. no § 1° do art.03.. pela relevância econômica da relação jurídica com reflexos na política cambial e no comércio exterior do País. I.471/95 ]. Majoração de alíquota. art. 05. não constituindo fato gerador de tributo. AMS 93.-lei 37/66). III. artigo por artigo. Imposto de Importação. 2ª T. Agravo regimental a que se nega provimento (STF. Agravo regimental no recurso extraordinário. CF. 25. 150.1997.2006. Tributário. Fato gerador do Imposto de Importação de mercadoria despachada para consumo considera-se ocorrido na data do registro. a. rel. não se pode invocar o princípio da segurança jurídica como respaldo a invocado direito ao pagamento de alíquota menor. Eros Grau. RE-AgR 441537/ES. rel.for posterior à vigência do diploma legal. 21 do CTN). DJU 03. atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei. 153. Precedente do STF. Tributário. 1. No caso. faculta ao Poder Executivo. Mantida a decisão monocrática. Alteração de alíquota. 1. 101698). no art. Constitucional.2ª R.0213217-0/RJ. Juiz Homar Cais. que é prévio ato administrativo. é que a lei que institua ou majore tributos seja anterior ao fato gerador.427/95 [revogado pelo Dec. Imposto de importação.. 3. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal fixou entendimento segundo o qual é aplicável a majoração de alíquota prevista no Dec.

1. p.09. Humberto Gomes de Barros. de 29 de março de 1995 [revogado pelo Dec. Precedentes: RESP 250. Min. no julgamento da ADIn 1293/DF.02. Imposto de Importação. j. Momento ao fato gerador.p. a data da celebração do contrato de compra e venda ou a do embarque ou a do ingresso no país de mercadoria importada’.379/PE.10. 31. 137). DJU 01. ‘No caso de importação de mercadoria despachada para consumo.2001. rel. Recurso especial provido (STJ. REsp 213909/PR. 06. rel. Agravo regimental não provido (STF. j. Majoração de alíquota. o fato gerador. DJ 09. em 06.. Constitucional. da declaração apresentada pelo importador (Dec.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Incidência. 2. sendo irrelevante. Variação cambial. art.2005. Tratando-se de mercadoria despachada para consumo. Min. na repartição competente. REsp 139658/PR. AI-AgR 420993/PR. ICMS. na importação de mercadorias. inclusive ICMS e ISS gerador do Imposto de Importação. p. E ainda: ‘Imposto de Importação. Francisco Peçanha Martins. para esse efeito específico. Incidência do imposto com a alíquota majorada. João Otávio de Noronha. RE-AgR 252008/SP. rel.02. Constitucionalidade do diploma legal editado pelo Poder Executivo Federal. III.05. tendo em vista o fato gerador do tributo. Entrada de mercadoria importada no território nacional em data posterior à vigência do Dec. rel.-lei 37/66.3378/SP. DJU 16. José Delgado. REsp 205013/SP. 1. Maurício Corrêa. 1.571). Agravo não provido (STF. Min. j. rel.2002. in verbis: ‘O imposto de importação tem como fato gerador a entrada de produtos estrangeiros no território (CTN-66.06. DJU 26. Fixou-se em Plenário.471/95]. ocorre no momento do desembaraço aduaneiro. Eliana Calmon. DJ 25. Francisco Peçanha Martins. 23 c/c art. Nessa linha de pensamento exteriorizaram em diversos arestos as Cortes Superiores: o Supremo Tribunal Federal que.08.02. Ocorrência. Min. 2. Desembaraço aduaneiro. 2. 1. 2ª T. REsp 552852/PE. DJ 05. Tributário. 2ª T. considera-se ocorrido o fato gerador na data do registro. 19). art. rel.07. Min. Importação. rel.2001.2001. RE 91. para o imposto de importação. Fato gerador. Carlos Velloso. 44). manifestou-se. a jurisprudência do Supremo Tribunal no sentido de que. artigo por artigo.1980.427. 1. rel. em se tratando de mercadoria 19 ..117/PE.2007.2005.. O fato gerador do ICMS. Milton Luiz Pereira. Agravo regimental em recurso extraordinário.08.2000.2007. Min. consuma-se na data do registro da declaração de importação’ (REsp 313. EDcl no AgRg no REsp 170163/SP.1999. Min. Min. DJ 11. DJ 28.2003). 57).11.2002. 2ª T. Fato gerador. Tributário. 08. Matéria dirimida pelo Pleno deste Tribunal. rel. Imposto de Importação.05. DJ 17. Tributário. Min.02.

Min. 3. Precedentes do STJ e STF’ (REsp 121617/Humberto). 19 do CTN com os arts.-lei 37/66. 12. Imposto de Importação. Na importação de produtos do exterior. 2.1980. DJ 18. Seguindo essa mesma linha de orientação.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. p. na repartição competente. conforme orientação do Pretório Excelso sobre o tema (RE 225.2002). DJ 09. o qual é compatível com o art. STF. e: ‘Na importação de mercadorias para consumo.2001). Ausência de incompatibilidade entre o art. Recurso especial provido (STJ.2002). inclusive ICMS e ISS despachada para consumo. p. Fato gerador. Entrada.309-2/SP. Luiz Fux. j. 19 do Código Tributário Nacional e 1° do Dec. 3. 1ª T.09.602.-lei 37/66. o fato gerador ocorre na data do registro. Pleno. 2. sendo irrelevante o regime fiscal vigente na data da emissão da guia de importação. consuma-se na data do registro da declaração de importação. no sentido de que o fato gerador do Imposto de Importação ocorre com o registro da declaração de importação na repartição aduaneira.-lei 37/66 e o art. Bens de capital. Inexiste incompabilidade entre o art.2006. Quando se tratar de mercadoria destinada ao consumo. porém rejeitados’ (ERE 91. 1. DJ 25. 23 do Dec. 23.1980. 19 do CTN e o Dec.03. 19 do Código Tributário Nacional. 23 e 24 do Dec.-lei 37/66. Precedentes. 23 do Dec. Embargos conhecidos. ‘O STF já proclamou inexistir incompatibilidade do art.06. Compatibilidade do art. inexistindo incompatibilidade entre o art. Prevalece a regra geral insculpida no art. da declaração de importação. Min. o fato gerador. 19 do CTN e o art.08.-lei 37/66. 19 do CTN’ (EAREsp 170163/Eliana Calmon.08. consoante o disposto no art. aplicando-se a alíquota vigente na época’ (REsp 250379/Peçanha Martins. A regra geral prevista nos arts. DJ 05. 19 do Código Tributário Nacional com o art. ou quando do desembarque da mercadoria. 19 do Código Tributário Nacional na importação de bens de capital . 23 do Dec. rel. o fato gerador ocorre no momento do registro da declaração de importação na repartição aduaneira. 23 do Dec.09. Fato gerador.-lei 37/66 dispõem que o imposto de importação tem como fato gerador a entrada da mercadoria de procedência estrangeira no território nacional. Território nacional. ‘Jurisprudência pacífica do STJ. Tributário. Momento da ocorrência. Min. 260). o STJ assim tem se pronunciado: ‘No caso de importação de mercadoria despachada para consumo. considera-se ocorrido o fato gerador do Imposto de Importação a data do registro na repartição aduaneira da declaração feita para fins de desembaraço aduaneiro.o fato gerador do Imposto de Importação ocorre na 20 . para o Imposto de Importação. rel.-lei 37/66.2005.04.566). Cordeiro Guerra. rel. REsp 670658/RN. Carlos Velloso)’ (REsp 205013/Peçanha Martins. para consumo próprio. artigo por artigo. o fato gerador ocorre no momento do registro da declaração de importação na repartição aduaneira.. DJU 14.

DJU 01. Preliminares rejeitadas. artigo por artigo.-lei 37/66. 23 do Dec. Registro da declaração de importação: art. AgRg no REsp 49697/RJ. 1. Recurso especial conhecido e provido (STJ. o desembaraço ocorreu na vigência do Dec. 4. 3.2004. 21. 1ª T. Tributário. Ocorrência. Min.08. 116. Mercadoria despachada para consumo. rel. 2ª T. em relação ao fato gerador. Precedentes do STJ e STF (STJ. Na hipótese. Castro Meira.11. para o Imposto de Importação. Desembaraço aduaneiro. rel. j. DJU 30. O fato gerador do imposto de importação é a data da entrada da mercadoria no território nacional e não a data da emissão da guia de importação. 236). portanto deve ser aplicada a alíquota prevista em seu bojo.1. Abandono. 1471/95] . Min. Momento do fato gerador.Fato gerador. deve ser rejeitada a preliminar de ausência de prova pré-constituída quanto à data de introdução das mercadorias no Brasil.2005. A declaração de importação . 366).08. 03. Veículos automotores.. 2ª T. Decs. Humberto Gomes de Barros. j. Agravo regimental improvido (STJ. Tributário. Imposto de Importação. REsp 328835/SC.2003. Recurso especial improvido (STJ. consuma-se na data do registro da declaração de importação. REsp 157162/SP rel. O lançamento fiscal. 4. 202). Imposto de Importação.. A preliminar de ausência de prova da recusa da repartição fazendária em proceder ao registro 21 . O fato gerador do Imposto de Importação perfectibiliza-se com o desembaraço aduaneiro. o fato gerador.2005. Castro Meira..391/95 e 1. Min. DJU 14. REsp 313117/PE.10. rel. 2. Art. Portarias 73/91 e 938/91. 1.2005. é regido pela lei vigente à época. Tributário e processual civil. Assim. p. DJU 17. j.05.2004. do CTN. 03. 1. o qual se inicia com o registro da declaração de importação. inclusive ICMS e ISS entrada dos produtos estrangeiros no território nacional. p. Ausência de registro por decurso do prazo. I. 3.. Tributário.2005. p.atual denominação da guia de importação . 1. As Declarações de Trânsito Aduaneiro anexadas aos autos provam que as mercadorias foram introduzidas no Brasil. Min. 2. 08. 19 do CTN c/c art. 232).06. No caso de importação de mercadoria despachada para consumo. 2ª T. Imposto de Importação. p.427/95. 2.não gera ato jurídico perfeito ou direito adquirido à aplicação da alíquota vigente ao tempo de sua emissão.427/95 [revogados pelo Dec.11. j.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.11.2003. Castro Meira. Fato gerador do Imposto Sobre Importação: momento da entrada da mercadoria no território brasileiro. Apelação e remessa oficial providas.

donde surgir ao importador a necessidade de recolher aos cofres públicos o montante respectivo. Alíquota. sendo considerado o fato gerador do Imposto de Importação a entrada da mercadoria no território brasileiro. DJU 12. Imposto de Importação.05.2004.01. já que tal circunstância constou em declaração complementar. rel. não importando se as mercadorias desembarcaram no mesmo navio e na mesma data. O Pleno do STF pacíficou a matéria no sentido da compatibilidade da regra do art.rel.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. p. pois deixou transcorrer o prazo para dar início ao despacho aduaneiro (art. Apelação improvida (TRF-1ª R. p. Compatibilidade do art. Tributário. Fato gerador.00.. I. 91. 3. nos termos do art. ocorrido no momento do registro da Declaração de Importação na repartição aduaneira. 19 do CTN. Desembaraço. Apelação e remessa oficial providas. A guia de importação somente autoriza a entrada de mercadoria no Território Nacional. 3ª T. início do despacho. 22. 4.030/85 [revogado pelo Dec. do CTN). 2ª T. AMS 36375/SP. Declaração de Importação. Descabida nova cobrança do imposto. Precedentes deste Tribunal e do STF.. 23 do Dec.01. inclusive ICMS e ISS da declaração de importação confunde-se com o mérito. Recolhimento integral do imposto.543/2002]). ficando inalterado o aspecto temporal do fato gerador do imposto. Imposto de Importação. 571). Peças liberadas pelo relator. donde não se justificar que o contribuinte recolha novamente o imposto e em outro momento peça a sua restituição (TRF-3ª R. 461. artigo por artigo.2006. j.364188/MG. que é aquela vigente na data de seu ingresso no país. 54). AMS 96. sendo este o momento considerado como ocorrido o fato gerador (art.. Dec.2003. j. em 24.2006.-lei 37/66. rel. 4.01. Juiz Luciano Tolentino. p.. 6. 23 do Dec.-lei 37/66 com o art. O fato gerador do Imposto de Importação ocorre no momento do registro da declaração de importação. DJU 17.2006. que se dá com o registro da Declaração de Importação na repartição aduaneira.2007.2006.. O impetrante inviabilizou o registro da Declaração de Importação. 19 do Código Tributário Nacional. 24. 49).04. Registro da Declaração de Importação. sendo irrelevante a sua data para fixação da alíquota do Imposto de Importação. 03. 3. 7ª T.099427-9/MG. 22 . Mercadorias que embarcaram em outro navio e em outra data. AMS 1999. 2. Juiz Roberto Jeuken. Juiz Miguel Ângelo de Alvarenga Lopes j.12. 5. Não havendo.-lei 37/66 com o art. DJU 29. 23 do Dec.. Tributário. combinado com o art. durante esse prazo.01.04. para publicação do acórdão (TRF-1ª R. 116. o registro não é mais possível e a mercadoria é considerada abandonada. O fato gerador do imposto de importação ocorre com a entrada da mercadoria em território nacional.11. 19 do CTN. Guia de importação 1.

para fins tributários. 3.. como momento de aperfeiçoamento da obrigação tributária do imposto incidente sobre mercadorias despachadas para consumo. AC 22632/SP. II. artigo por artigo. rel.07. complementado pelo art. Anulatória de débito fiscal. Imposto de Importação. DJU 10. consubstanciado no auto de infração atacado.427/95 [revogado pelo Dec. Fato incontroverso.2005. j. III.-lei 37/66. Remessa oficial desprovida (TRF-3ª R. 19 do Código Tributário Nacional. 1. CTN.08. Registro anterior à majoração. À luz do art. 07.-lei 37/66.. Alteração de alíquota. 23. nos autos. Arts. 23 do Dec.2006. Juiz Mairan Maia. Apelação em mandado de segurança. Art. 23 do Dec. Tributário. que fixa a data do registro da declaração de importação na repartição 23 . p. Momento de ocorrência do fato gerador. e segundo a delimitação constitucional da regra matriz tributária.. 4. reconhecese o direito adquirido ao pagamento do tributo pela alíquota menor. Dec. O art. 1.06. o qual inicia o procedimento de desembaraço aduaneiro.-lei37/66. p. 4. Na importação de mercadorias despachadas para consumo. a alíquota exigível é aquela vigente na data do registro da declaração de importação no ato do desembaraço aduaneiro. O fato gerador do Imposto de Importação ocorre com a entrada do produto importado no território nacional. 23. 6ª T. Fato gerador. escorreita a atuação do Fisco ao constituir o crédito remanescente. Sentença reformada. do Dec. não importando. Direito adquirido. a hipótese de incidência do Imposto sobre Importação traduzse na chegada.2005. rel. vigente à época da concretização do fato gerador. Constatado que o registro foi providenciado antes do advento do diploma que aumentou a alíquota do Imposto de Importação. 2. Imposto de Importação. a data da conclusão do negócio jurídico de aquisição do bem importado. sendo irrelevante o dia de ingresso do produto estrangeiro. do produto estrangeiro. aplica-se a alíquota vigente à data do registro da declaração de importação. Juíza Cecília Marcondes j. Inversão do ônus da sucumbência (TRF-3ª R.543/2002]. DJU 21.471/95]. harmoniza-se com o perfil constitucional da regra matriz desse tributo na medida em que reconhece. 6. Art. I. a teor do art.2006. 27. 1. Tratando-se de mercadoria destinada a consumo. 19. Incidência do art. 5. 301).-lei 37/66. o registro da declaração de importação. 23 do Dec. a destinação para consumada mercadoria objeto do despacho aduaneiro.08.-lei 37/66.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Imposto Sobre Importação. 86 e 87 do Regulamento Aduaneiro [revogado pelo Dec. ao país. 1.. inclusive ICMS e ISS Tributário. Dec. em território nacional. Aspecto temporal do fato gerador do tributo. Revogada a Resolução CPA 05-0392 quando do registro da declaração de importação. 19 do CTN. 3ª T. REOMS 187700/SP. 371). Art.

para efeitos fiscais.04. momento que se dá o desembaraço aduaneiro da mercadoria. A alíquota incidente sobre as importações de mercadorias para consumo é definida pela norma vigente no momento em que se efetivou o registro da declaração apresentada pelo importador à repartição alfandegária competente. 1. 848). Não tendo sido efetuada a declaração de importação das mercadorias importadas. Ocorrência do fato gerador. de 29 de março de 1995 [revogado pelo Dec.471/95]. Ao contrário. 396). 105.. Taxa de câmbio. Apelação a que se nega provimento (TRF-3ª R. Aduaneiro.2006. 02. 23 e 44.626. e não com a simples entrada física desta no território nacional.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. da Lei 8. 1. Tributos. AMS 170. da Constituição Federal. do CTN.2005. A legislação tributária aplicável à operação de importação é aquela vigente à época do fato gerador. nos termos do art.-lei 37/66. 3. rel. j.10. Desembaraço aduaneiro.044496-8/PR. Momento da perfectibilização do fato gerador. sendo irrelevante.2005.. rel. 6ª T. a variação do câmbio da moeda estrangeira não representa majoração do tributo. 2. O desembaraço aduaneiro completa a importação e.04. de 10. AMS 2000. arts.03. DJU 26. para esse 24 . Tributário. submetendo-a à livre flutuação do mercado. artigo por artigo. p.. porquanto. III. a alíquota do Imposto de Importação é a vigente no dia do registro alfandegário para o desembaraço e entrada da mercadoria no território nacional. representa. j. Juiz Lazarano Neto. 150. 05. 1.981/95. na hipótese de ser destinado a consumo. 3. é legítima a incidência da exação. a entrada no território nacional da mercadoria. 1ª T. O fato gerador do Imposto de Importação nasce com a entrada das mercadorias em território nacional e perfectibiliza-se no momento do registro da declaração de importação para o desembaraço na repartição aduaneira. inclusive ICMS e ISS aduaneira. quando da entrada em vigor do Dec. 2. nem alteração da base de cálculo ou da alíquota. Tributário. Imposto de Importação. O fato gerador do Imposto de Importação ocorre por ocasião do registro da Declaração de Importação. Ação ordinária. conseqüentemente. Juiz Vivian Josete Pantaleão Caminha. Majoração de alíquota.04. 106.03. DJU 22. Dec. autorizou o Poder Executivo a alterar a forma de fixação e a periodicidade da taxa de câmbio. p. e art. 3. O art.2000. 2. Legalidade. 1.427.. a base de cálculo será simplesmente o resultado aritmético da conversão do valor expresso em moeda estrangeira com a taxa vigente.855/SP. Ademais. em coerência com a política econômica global adotada à época (TRF-4ª R. a.01. Portanto. não agiu com excesso de poder o Executivo ao alterar a taxa de câmbio. Importação.2006. Dec. não havendo que se falar na existência de direito adquirido à utilização de determinada taxa de câmbio fixa.

II . em uma venda em condições de livre concorrência. 20. artigo por artigo. alcançaria. para entrega no porto ou lugar de entrada do produto no País. ao tempo da importação. III quando se trate de produto apreendido ou abandonado. no art. inclusive ICMS e ISS específico efeito. Juiz Wellington Mendes de Almeida. Assim. 1ª T. DJU 12. Em outras palavras.quando a alíquota seja ad valorem. Todo imposto.2003. levado a leilão. providas (TRF-4ª R.-lei 37/66.029873-8/PR. Apelação e remessa oficial. indica três bases de cálculo distintas. o preço normal que o produto. O quantitativo estabelecido é a base de cálculo que serve de suporte ao conteúdo da obrigação tributária. No Imposto de Importação.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. É a alíquota especifica. o imposto corresponderá a cada unidade destacada. A base de cálculo do imposto é: I .2003.. o CTN. Art. bem como era previsto no art. referida no inciso I do art. mensurando-o do ponto de vista econômico. já em desuso. é o valor tributável. 4° do Dec. rel. a unidade de medida adotada pela lei tributária. metro. a data da celebração do contrato de compra e venda relativo ao bem importado. 25 .00.. é fixada levando em consideração a unidade ou quantidade do bem importado. o preço da arrematação. volume. 20.quando a alíquota seja específica. 3. 20 do CTN.70. 22. p. COMENTÁRIOS Base de cálculo. j. peça etc. tida por interposta. ou seu similar.11.10. A primeira. leva em conta um determinado fato. AC 000. 386). para ser cobrado. expressa em uma medida determinada pelo peso.

ou seu similar. artigo por artigo. convencionou-se uma nova definição de valor. a alíquota do produto estrangeiro é majorada. menor alíquota ostenta. Outro aspecto a ser considerado. 26 . Tem-se aí a “alíquota ad valorem”. de tal modo que. se houver similar nacional. 20. para ás mercadorias estrangeiras levadas a leilão. ou seu similar. As alíquotas são estabelecidas pelo Poder Executivo. tem-se uma terceira base de cálculo. para entrega no porto ou no lugar da entrada do produto no País. Em princípio. diz respeito à concorrência que possa fazer o produto estrangeiro à indústria nacional. Observe-se que não se trata do valor de aquisição e sim do preço normal. utilizava-se da expressão valor aduaneiro. Roosevelt Baldomir Sousa. é reduzida. em caso contrário. alcançaria em uma venda em condições de livre concorrência. ensina que por muitos anos a comunidade internacional. Por fim. CTN). quanto mais necessário. eventual e episódica. Após um evento internacional intitulado Rodada de Tóquio. levando em consideração a essencialidade ou utilidade do produto. formada por 32 países. A base de cálculo do imposto é o preço da arrematação.GATT. o que faz o Imposto de Importação proporcional (inciso II do art. inclusive ICMS e ISS A segunda base de cálculo leva em consideração o valor do produto. O CTN chama de preço normal o valor que o produto. quando apreendidas ou abandonadas. fixada em termos percentuais.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. chegando-se ao art. em Comentários à Lei Aduaneira. VII do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio . hoje só usada por sete países. quando da fixação da alíquota.

Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. preço referência. porque todos os valores são adrede estabelecidos. ob. dos valores das mercadorias. Acirrados questionamentos surgem em razão da fixação do valor das mercadorias A tarefa. o que pode ser feito tomando como referência o preço constante da fatura comercial. como todo e qualquer ato administrativo. e. Somente em duas hipóteses cabe o arbitramento: quando a mercadoria estrangeira não está acompanhada da documentação legal. estes atrelados geralmente a acordos disciplinadores da política de preços. necessariamente. seguidos de publicidade. também chamado de preço normal. portanto. artigo por artigo. um valor que entende ser o correto. é eminentemente política e passa. a seu talante. por interesses internacionais. para o Estado. a discricionariedade do Poder Executivo. Verifica-se. a tarefa de fixar o preço de mercado. ou atribuindo o órgão. Preço de referência é o adotado no interesse de proteger o similar nacional e visa equalizar os preços de oferta quando díspares (Roosevelt Baldomir Sousa. cit. a discricionariedade não se confunde com arbítrio. 27 . finalmente. inclusive ICMS e ISS Fixação pelo Poder Executivo. Entretanto.Secex. supra). o que não poderia ser diferente diante da responsabilidade que lhe cabe como negociador internacional e guardião dos interesses nacionais. um dos órgãos da Secretaria de Comércio Exterior Secex.. Há um emaranhado de interesses alienígenas e impositivos que são levados em consideração. o antigo Conselho de Política Aduaneira. dentre os quais a política de proteção aos produtos nacionais. Cabe à Secretaria de Comércio Exterior . firmando uma pauta de valores mínimos por intermédio da Comissão Executiva.

situação que dura por cinco anos. do qual destaco. Dec. bem assim o longo elenco constante do Dec. naturalmente.04.455/76). foram instituídos regimes especiais. É a chamada quota isencional (art. o Brasil. entretanto.-lei 1. ou quando a documentação apresentase inidônea. inclusive ICMS e ISS ignorando-se o valor de aquisição.1976). art. cujo destino não é. Isenção de bagagem. mas sujeitando-a. 19 e no Dec. por fim. lembranças de viagem etc.-lei 37/66.. objetos pessoais. Dec. 9°.-lei 37/66. em montante cuja fixação atende aos interesses políticos. ou seja.455. permitindo o ingresso da mercadoria com suspensão do pagamento do imposto. artigo por artigo. livros e revistas.-lei 1. jóias.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 13. quando se desligam da missão estrangeira. como previsto no CTN. quando do desembaraço aduaneiro. a bagagem dos estrangeiros radicados no Brasil há mais de cinco anos e de brasileiros com mais de dois anos domiciliados no estrangeiro. Escapam ainda do pagamento da exação a bagagem do passageiro que ingressa no País. As mercadorias estrangeiras estão sujeitas ao pagamento do Imposto de Importação quando ocorrido o fato gerador. abrangendo roupas. ao controle fiscal (art. Para facilitar o ingresso de bens estrangeiros no País. Entretanto. Regimes aduaneiros. ao final dos quais ficam liberados da incidência.-lei 37/66). apenas para exemplificar. Observe-se. Dec. que os bens desembaraçados como bagagens não podem ser alienados. toda a bagagem dos agentes diplomáticos. de 07. quando do retorno ao Brasil (art. O referido dispositivo foi 28 . 3°. há tolerância quanto a bens adquiridos no estrangeiro dentro de um valor limitado pelo Poder Executivo. já comentado acima. senão com o pagamento dos tributos.

com suspensão de tributos. regime especial de entreposto aduaneiro na permite a armazenagem de mercadoria em local alfandegado de uso público.158-35.08. Exemplo freqüente de admissão temporária existe quanto aos veículos importados para uso e circulação na zona franca ou zona de livre comércio e que saem do território especial por período certo. ainda. cuidando a lei tributária de uma garantia futura. passando a ter a seguinte redação: Art. Caso não haja retorno.543/2002 como aquele que permite o transporte de mercadoria sob controle aduaneiro. fato gerador sujeito a uma condição resolutiva. a qual consiste na importação de bens que devem permanecer no País por prazo fixo determinado. de 24. A legislação brasileira permite duas modalidades de drawback: drawback suspensão e drawback isenção. 267 e seguintes do Dec. a admissão temporária.2001 (ainda não convertida em lei). atualmente disciplinado pelo art. na hipótese. inclusive ICMS e ISS alterado pela Medida Provisória 2. caso seja descumprido o prazo ou a finalidade.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. caso em que se materializa a responsabilidade. Temos. 252 do Regulamento Aduaneiro (Dec. Pode-se exigir ou não a expedição de guia de importação. definido no art. Das diversas modalidades de regime especial destaca-se o trânsito aduaneiro. 9° O importação estrangeira suspensão importação. para assim possibilitar uma eventual taxação. passam a incidir todos os tributos. Os bens devem ser minuciosamente identificados. artigo por artigo. com do pagamento dos impostos incidentes na Há. sendo dispensada quando se tratar de importação ao abrigo de tratado ou convenção internacional. 29 .030/85). 4. 91. bens estes que deverão cumprir uma finalidade.

também. Dec. Dec. 30 .-lei 37/66). que é um espaço físico concedido pelo Ministro da Fazenda. artigo por artigo. No segundo (drawback isenção). hipótese em que há absorção do produto estrangeiro. instalação de mercadorias importadas ou exportadas por terceiros usuários. há uma diferença muito sutil e que consiste na importação de produtos fabricados com matéria-prima importada. 58 e 59. Dentre as diversas modalidades. com suspensão de tributos. É. Chama-se a atenção para as remessas postais internacionais porque. e que servem geralmente para depósito.. tem a legislação brasileira os chamados entrepostos aduaneiros.15835/2001. exposições. no máximo (art. Além dos regimes aduaneiros especiais. sob estreito controle fiscal. que se constitui em depósito para receber mercadorias para concursos. se não recebidas nos prazos estabelecidos.-lei 1.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Esse dispositivo. o espaço físico (armazém. por permanecer na aduana além dos prazos e condições indicados em lei (arts. serão devolvidas ao remetente. em outras palavras. feiras de amostra etc. temos o entreposto aduaneiro de uso público. depósito ou trapiche). Se não houver exportação há exigência da exação. ainda não convertida em lei até a presente data. que consistem no regime especial de armazenamento de mercadorias em importação ou exportação. inclusive ICMS e ISS No primeiro. foi revogado pela Medida Provisória 2.455/76). 17. os bens importados com suspensão são absorvidos pelo produto nacional que vai ser exportado. A primeira espécie do gênero mercadoria perdida é a considerada abandonada. mas esta incidência sofre suspensão até a exportação. a título precário e mediante seleção dos interessados por concorrência pública. Perda de mercadoria. Temos. cujos impostos ficam suspensos pelo prazo de um a três anos. entretanto. o entreposto aduaneiro temporário.

Todos os bens apreendidos são recolhidos à Secretaria da Receita Federal. que sofrem apreensão liminar para posterior imposição de pena de perdimento. artigo por artigo. em nome e à ordem do Ministro da Fazenda. finalmente. arvoram-se depositários dos bens estrangeiros apreendidos ou indicam terceiras pessoas como depositários. hipótese em que a desistência obriga ao pagamento da diferença entre o valor da arrematação e o valor da exação. A recíproca é verdadeira.-lei 37/66 (arts. após regular processo administrativo. inclusive ICMS e ISS Também obedecem a tratamento distinto as mercadorias apreendidas. diploma que foi recepcionado pela CF/88 e em nada contraria o Dec. ambas as hipóteses apuradas em procedimento administrativo. a não ser que tenha sido iniciado o despacho aduaneiro. como se tivesse sido despachada normalmente. também recepcionado. este será entregue ao proprietário da mercadoria. Temos. Daí o equívoco de alguns magistrados que. na condução de processos criminais de contrabando ou descaminho. como medida acautelatória.455/76. O abandono não gera para o destinatário da mercadoria ônus algum. Uma outra forma de perda é a avaria (perda parcial ou total) e o extravio (perda total). A prática é ilegal. A única possibilidade de utilização de bens importados apreendidos é mediante doação dos mesmos.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. as mercadorias importadas irregularmente. se houver saldo positivo no leilão.-lei 1. após a decretação de perda 31 . violando o Dec. porque. ou de importação proibida. 25 e 26).

em algumas situações a sentença penal faz coisa julgada na esfera administrativa. para maior dinâmica no processamento dos feitos administrativos e judiciais. A jurisprudência. se comprovado o irregular internamento dos mesmos. o qual deve observar os princípios processuais do devido processo legal. estes cíveis e criminais. não responsável pela irregularidade na importação. Pena de perdimento. como só acontece quando declarada na esfera penal a inexistência material do fato ou quando se verificar a não-participação do réu no fato criminoso. A questão mais complexa existe quando tramitam concomitantemente processo penal e processo administrativo. E isto porque. o proprietário do bem estrangeiro não foi o responsável pelo irregular internamento. a demonstrar que melhor seria aguardar-se a finalização do processo judicial para então proceder-se ao perdimento de bem e com ele a irreversível alienação em hasta. Independentemente do processo judicial. a apreensão de bens importados irregularmente desencadeia a instauração de processo administrativo-tributário. ao final do qual é declarada a perda de bens. embora oscilante. tem tratado o proprietário inocente como terceiro de boa-fé. que todos os bens estrangeiros apreendidos sejam encaminhados ao Secretário da Receita Federal. embora sejam independentes as esferas de responsabilidade. seja a autoridade fiscal comunicada quando da finalização do processo judicial. antes de ser mandado a leilão. artigo por artigo. Daí a direta interferência da sentença judicial no procedimento administrativo. Aconselha-se. da ampla defesa e do contraditório. inclusive ICMS e ISS em benefício do erário. 32 . ou quando não arrematados em hasta negativa. Preconiza-se. ainda. Por exemplo: o bem apreendido em poder do réu não é de sua propriedade.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.

da Constituição Federal de 1988.1980). Precedentes. art. destinadas à fixação de pauta de valor mínimo. 19. § 1°. Imposto de Importação. somente favorece os produtos nacionais (Lei 4. artigo por artigo. REsp 135. Min. Min. arts. Tributo cuja base de cálculo coincide com a que corresponde ao Imposto de Importação. art. 25. CF. 23). 23.11.10. Vitamina E e derivados. em face da norma do art. 1. a. rel. Taxa de licenciamento de importação. 19.-lei 37/66 (art.1994.10. Min. sob todas as formas. Imposto de Importação.080/SP.427/95 [revogado pelo Dec. Humberto Gomes de Barras. 1. Soares Muñoz. 1ª T. e 153. Recurso não conhecido (STJ. O9.-lei 2. Alíquota zero.162/72. III. Dec. 83. ou seja.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Gatt. CTN. este revogado pelo Decreto 1.182/72 [rectius: Decreto 70. 1. 1.1995). § 2°. Tributário. Em havendo isenção dos tributos federais (STJ. por isso.08. IPI. Art. § 2° [rectius: art. Incidência da Súmula 83/STJ. 1.992/PR. j. DJU 11. só há isenção do ICMS quando ocorre a suspensão do Imposto de Importação e do IPI. Francisco Peçanha Martins. 70. rel. rel. Tributário.02. rel. 10 da Lei 2.. Min.. Recurso extraordinário não conhecido (STF.145/53.502/64.690/88 [suspenso por inconstitucionalidade pela Resolução 11/2005. 1° da Lei 7. revogado pelo Dec. devem conter motivação expressa (TFR Súmula 97).1989. Pleno. 1ª T.1989). o valor da mercadoria importada. substituído pela Secex]. Na importação sob regime drawback.. Ilmar Galvão. 150. Guia para importação. REsp 167. inclusive ICMS e ISS JURISPRUDÊNCIA As Resoluções do Conselho de Política Aduaneira [hoje. Sua inaplicação à hipótese.1980. DJU 10. Dec. 36). § 2°. este parágrafo foi revogado pelo Dec. DJU 05. O contribuinte não tem 33 . A importação da vitamina E.391/95 [alterado pelo Dec. REsp 128200/SP. 145. relativo a bem para o ativo fixo. Crédito do imposto pago na importação de país membro do Gatt. Tributário.263/79]. j.1998). Recurso não conhecido (STF. do Senado Federal]. 1°.471/95]. redação dada pelo art. art.10. Dec.09. 23.1998. DJU 31. pois tal creditamento constitui incentivo à indústria nacional e. 23. Dec.433/88]. Desinfluente a data da expedição da guia de importação para concretização do fato gerador.. RE 92978/SP. Fato gerador. obedece às normas estabelecidas no Gatt.471/95]. Alíquota aplicável. 2ª T. j.427. recebendo o benefício de alíquota zero. Inconstitucionalidade que se declara do dispositivo legal em referência. j.

ilegalmente importados.1992. rel.2001). IPI e lmposto de lmportação. 23 do Dec. Min. A política de comércio exterior orienta o aumento ou redução da alíquota aplicável na concretização do fato gerador. em procedimento administrativo regular. Administrativo.-lei 2.632). V. REsp 15085/DF. de 27.471. Perdimento de bens decretado pela autoridade competente em procedimento administrativo regular: Segurança denegada. Garcia Vieira.1999.-lei 37/66. p.02. 15. REsp 264565/PR. 2. Fato gerador.-lei 1. Em se tratando da importação de mercadorias para consumo. de que a mercadoria teve clandestino ingresso no território nacional..331/SC. 2. Ilícito fiscal. 1ª T. o fato gerador não ocorre no momento da celebração do contrato. rel. Isenção.06.02. Dec. Humberto Gomes de Barros. Tributário. –lei 1. É a alíquota vigente nesta data que deve ser aplicada para o cálculo do imposto. 1. Milton Luiz Pereira. DJU 28. DJU 31. 13.1992. Lei 8. Dec.032/90. Min. Pena de perdimento de bens. não pode ser revogada. j. REsp 198. independe da prova de boa-fé do contribuinte (responsável pela operação interna com essa mercadoria). j. artigo por artigo.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. A alíquota do Imposto de Importação é a vigente no dia do registro alfandegário para o desembaraço e entrada da mercadoria no território nacional.. 3. j.1995. Tributário. rel. 104.05. REsp 139658/PR. Imposto de Importação.445/76 [na publicação consta Dec. Min.. mas quando do registro da declaração de importação na repartição aduaneira (art. Dec.2001). Recurso conhecido e provido (STJ. 23. A pena de perdimento do veículo. Dec. 29. Importação.. Recurso improvido (STJ. Mandado de segurança. 1ª T. Milton Luiz Pereira j. 23 e 24. rel. inclusive ICMS e ISS direito ao regime fiscal vigente na data da emissão da guia referenciada. A isenção. DJU 28. 15.03.1999).-lei 1. Veículo transportador de mercadoria estrangeira destituída de documentação. Veículo novo. utilizado em contrabando ou descaminho.05.-lei 37/66). arts.445/76. 1.05. Majoração de alíquota. DJU 17. somente tem aplicação quando devidamente comprovada a responsabilidade do proprietário no ilícito praticado pelo motorista transportador das mercadorias apreendidas (STJ. quando concedida por prazo certo e sob condição onerosa. Recurso provido (STJ.455/76.324/97.08.2001.04.2001. art. Tributário. e a eventual boa-fé do contribuinte que realiza operação de 34 . Multifários precedentes. 1ª T. Havendo comprovação. Min. a decretação do perdimento dos bens. o número correto]. 1ª T. mas no voto consta Dec.

16. 37.1997. A pena de perdimento não alcança quem adquiriu a mercadoria estrangeira. Pena de perdimento.não pode abstrair o elemento subjetivo nem desprezar a boa-fé (STJ. Min. II .rel. p. Min. Tributário. Decisão unânime (STJ.897). inclusive ICMS e ISS entrada ou saída de mercadoria com ingresso clandestino poderá dar-lhe condição para propor ação de ressarcimento contra o vendedor.Recurso especial não conhecido (STJ. Recurso da Fazenda não conhecido. 14. 104.-lei 1. III .1995. não responde por eventual fraude na respectiva importação.. 35 . salvo prova de que dela participou ou tinha conhecimento.559).11. j. 18. 14.1997.. inciso V. I . A pena de perdimento . Princípio da proporcionalidade. quando evidente a desproporção entre o seu valor e o da mercadoria de procedência estrangeira apreendida (STJ.-lei 37/66 não caracterizada.455/76 e art. Perdimento.05..522). O comprador de mercadoria exposta em loja sujeita a fiscalização não pode ser obrigado a investigar o modo como ela entrou no país. Apreensão. Tributário.Ofensa ao art.455. Apreensão de mercadoria estrangeira. Boa-fé. mediante nota fiscal. Veículo transportador. no mercado interno.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. REsp 11137/PE. 23. decretando-lhe a perda. p. 2ª T. de empresa regularmente estabelecida no mercado interno. Dec. Antônio de Pádua Ribeiro.Havendo desproporção entre o valor da mercadoria e do veículo que a transporta.. rel.411). p.04. rel.400). Min. rel.10. artigo por artigo.até por ser pena . DJU 06.11. p. 2ª T. Pena de perdimento. Min.12. de comerciante estabelecido.1998. j. mercadorias de procedência estrangeira. Mercadoria de procedência estrangeira. Pena de perdimento do veículo transportador. 24 do Dec.-lei 1. REsp 109710/PR. REsp 34961/ RS. j. mediante nota fiscal. de 1976. Dissídio pretoriano não demonstrado.. Hélio Mosimann.1996. Humberto Gomes de Barros.11. Ari Pargendler.1992. 23.1993. Aquisição no mercado interno de mercadoria de procedência estrangeira.03.03. Min. rel.1993. DJU 22. 21. 1ª T. REsp 15072/DF. DJU 14. DJU 06. Demócrito Reinaldo j. mas nunca a de inibir o fisco de apreendê-la (a mercadoria). REsp 23513/RJ. 11. p. incabível a pena de perdimento. Recurso especial não conhecido (STJ.1996.1995. Mercadoria adquirida de comerciante estabelecido. DJU 08. 2ª T. 1ª T. do Dec. Inadmissível a aplicação da pena de perdimento do veículo. Quem. 20. adquire.10. j.

06. rel. AMS 1997. DJU 11. 1. 2. DJU 1°. Não pode ser declarada a perda do veículo se seu proprietário não teve nenhuma participação na possível prática do crime de descaminho (TRF-1ª R.0371582/DF. p. Vigência imediata do Dec.1ª T. p..1998. p.543/2002]. Isenção. rel. A prescrição de ação contra a União é de cinco anos.08..282). Apelação e remessa oficial improvidas (TRF-1ª R.03.03. AG 96.01. Administrativo. DJU 29.01.05. Mercadoria que.04. AMS 92.02846-3/MG. não sendo produto de crime. j.1998. 05. quando os fatos estão sendo apurados na esfera penal. Não há direito adquirido de pagar ao importador imposto com alíquota vigorante quando da expedição de guia de importação. 1. Juíza Eliana Calmon j.1998. 2. do Regulamento Aduaneiro) [revogado pelo Dec.. Alienação do veículo regularmente processa da e com a autorização do Ministério das Relações Exteriores e da Receita Federal.-lei 37/66 (TRF-4ª R. Juiz Eustáquio Silveira.02.1996.1997. Bem apreendido em poder de terceiros. p. 4. foi adquirida irregularmente e sofreu a pena de perdimento em procedimento administrativo. Tributário. 5. Benefício fiscal não reconhecido porque não apurada a similaridade na forma do art. DJU 25. Juiz Tourinho Neto.01..1997.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.. Veículo regularmente importado com isenção de impostos. rel. Impossibilidade. 23. 3. j. Sentença que declarou não provada a existência de crime não faz coisa julgada no cível para respaldar indenização. 4ª T. Tributário. 14. 103). Entretanto.04.. Imposto de Importação de veículos. inclusive ICMS e ISS Tributário. 3ª T. Recurso improvido (TRF-1ª R. do Regulamento Aduaneiro. 2.10902-4/DF. 3. 4. 4ª T. artigo por artigo.471/95] para os desembaraços aduaneiros ocorridos após a majoração. Pena de perdimento.427/95 [revogado pelo Dec. Juiz Gilson Dipp. DJU 30.01. Tributário. I e II. I e II. 4ª T. 232. 3. 232. Perdimento de bem. AC 1997. Pena de perdimento.1998. 1.. 14. o prazo só tem início quando do trânsito em julgado da sentença penal. Ausência de similaridade. 19 do Dec. 4. rel. Veículo alugado e utilizado para possível prática de descaminho. 80. Sentença penal absolutória. Juíza Eliana Calmon. Importação de veículo com isenção de impostos (art. j.1998.1996.641).00. AC 04141629/SC.04. Recurso improvido (TRF-1ª R. Indenização. 250).1998. Imposto de Importação. Mudança de alíquota.. Princípio da nãosurpresa que não atinge o Imposto de Importação.. 36 .. 1. Inexistência de obrigação de indenizar por parte da União. 10.055779-2/MG. p. 1. como autorizado pelo art.00. rel. 10. j.386).05.

AMS 95. 105. CF. 150. DJU 29. p. Microcomputadores para elaboração de listas. em 1984. também abarca a edição de listas telefônicas. Constitucional. na repartição aduaneira competente. englobam seu processo produtivo. 2ª T.179).. da CF/88. j. em 1980. VI. O que a Constituição exige. a. Precedente do STF. 1.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. VI. do Dec. Alíquota.09. 1. Inocorrência de infração. 2. 23 do Dec. Agravo regimental a que se nega provimento (STF.471/95]. Tem sido admitida pela jurisprudência a interpretação extensiva da imunidade constitucional referente a livros. a apreensão de um veículo (moto). inc... 150. III. d. 150. e trazida. Imposto de Importação. III. o decreto que alterou as alíquotas é anterior ao fato gerador do imposto de importação.02. rel. com base no art.2006. DJU 06. ao referir-se a periódicos. No caso. 3. Agravo não provido 37 . de 1966. da declaração apresentada pelo importador (art.09. periódicos e o papel destinado a sua impressão. j. II. Importação.09.1998.1996.for posterior à vigência do diploma legal. da CF/88. da CF/88 (TRF-4ª R. é que a lei que institua ou majore tributos seja anterior ao fato gerador. Fato gerador do imposto de importação de mercadoria despachada para consumo considera-se ocorrido na data do registro. Possibilidade. Min. Fato gerador. inclusive ICMS e ISS Tributário. Firmou-se a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a imunidade constitucional. Eros Grau. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal fixou entendimento segundo o qual é aplicável a majoração de alíquota prevista no Dec.04. artigo por artigo. como sua bagagem. DJU 25. d. 72.. inc. Imunidade constitucional Art. É inaceitável que o Fisco proceda. se o fato gerador do imposto . A importação de microcomputadores para elaboração e impressão de listas telefônicas está abrangida pela imunidade tributária prevista no art. Imposto de Importação. 150.entrada da mercadoria no território nacional . todos aqueles que. além dos produtos expressamente mencionados em seu texto. adquirida no exterior por funcionário da embaixada. 1. Tributário. 10.1998. AMS 95. jornais. prevista no art. VI. a. no art.09.2006. III. RE-AgR 441537/ES. 2ª T.-lei 37/66). inc. Precedentes. 3ª T. para-alcançar. quando requereu os benefícios fiscais de isenção de bagagem diplomática e declarado perante a Receita Federal o mencionado veículo (TRF-1ª R. 05.1996. rel Juiz Tourinho Neto j.. 150. Administrativo. p.01. Pena de perdimento do veículo. de fato.08063-3/DF.427/95 [revogado pelo Dec. Majoração de alíquota. 64). Juíza Tânia Terezinha Cardoso Escobar.47172. i. 200). art. d. 05. inciso X. p. quando lá servia. rel.-lei 37. Agravo regimental no recurso extraordinário.03.

535 do CPC. 22. inclusive ICMS e ISS (STF. maxime.218/RS. A aquisição. Inocorrência. desobrigando-se o comprador a investigar o ingresso da mercadoria no país. ICMS. Aplicar-se ao comprador de boa-fé a pena de perdimento da mercadoria. Processual civil. 458 e 535. DJU 09.07. em estabelecimento comercial sujeito a fiscalização. rel. faz-se necessária a produção não só da prova da similaridade.05. Precedentes: REsp 658. o adquirente que não utilizou do mandamus para importar supõe adquirir veículo usado e que ingressou legalmente no país. ou que as operações de saída interna dar-se-ão nos limites territoriais do Estado. os argumentos trazidos pela parte. Ademais. DJU 38 . mas também a prova de que as sementes destinam-se à semeadura.2000. A simples guia de importação não constitui prova escorreita da similaridade e da destinação do produto importado. Recurso especial. 5°. desde que os fundamentos utilizados tenham sido suficientes para embasar a decisão. Embargos de declaração. DJU 01. art. Recurso especial. REsp 151687/RS. rel. Redução ou isenção de ICMS. Min. assentada pela instância a quo com ampla cognição probatória. 5. no mercado interno. originariamente.2000. A pena de perdimento não pode desconsiderar a boa-fé do adquirente. 31. Carlos Velloso. quando o tribunal de origem pronuncia-se de forma clara e suficiente sobre a questão posta nos autos.. 129). à luz da cláusula pétrea de que a sanção não deve passar da pessoa do infrator (CF. um a um.10. o magistrado não está obrigado a rebater. 4. Terceiro de boa-fé. Para fins de habilitação aos incentivos fiscais (redução ou isenção de impostos). I. Veículo usado importado.08. mediante nota fiscal. revela solução deveras drástica para quem não importou e não é sequer responsável tributário pela mercadoria. Tributário. p. gera a presunção de boa-fé do adquirente. Destarte. Mandado de segurança. j. anos antes. II. Solução quiçá inconstitucional. de mercadoria importada. por isso que inverter o onus probandi revela severo óbice ao acesso à justiça. Recurso a que se dá provimento (STJ. j. Apreensão de mercadoria adquirida no mercado interno. artigo por artigo. Direito líquido e certo. 2. Mandado de segurança. quando o veículo fora adquirido. Violação dos arts. 1.2005.2005.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Nancy Andrighi. cabendo ao Fisco a prova em contrário. 2ª T. Produção notória. Pena de perdimento.. no intuito de emprestar legalidade ao ato de importação. Min. Inexiste ofensa ao art. AI-AgR 420993/PR. 57). deste relator. p. em razão de a empresa importadora da mercadoria ter sucumbido em ação mandamental que impetrara. XLV). Tributário. Importação de sementes de país signatário do Gatt. 2ª T. 3. Importação declarada ilegal em ação mandamental distinta.

153). bem como as de seguros e de previdência privada’.-lei 37/66.157/PR.04. 4°. nos termos do art. Compete à União.03. CTN. artigo por artigo. Os arts. 04. O mesmo Dec. não há que se falar em violação aos princípios da segurança jurídica e do ato jurídico perfeito.. rel. que considera-se ocorrido o fato gerador. por tanto. 144. proceder-se-á à conversão para a moeda nacional com base no câmbio do dia do fato gerador (art. Verifica-se. 8. 62). no momento do despacho aduaneiro.995/RS. 7ª T.. rel. DJU 22. XVIII.04. Min. 2. Na hipótese de a base de cálculo estar em expressa em moeda estrangeira.06. Castro Meira. conseqüentemente.00. Impostos federais incidentes sobre a importação (II e IPI). 46. Luiz Fux. Taxa Selic. Variação cambial. Franciulli Netto.2007. o valor da operação vigente ao tempo da celebração do contrato com o fornecedor estrangeiro. p. rel. p. CTN e 1°. e REsp 410.2004. STF. 21. CF/88. j. especialmente as de crédito. Taxa para emissão de guia de importação.-lei 37/66 diz que. AC 2000. Tributário. 7. E mais. 143 e 144. 19. considera-se ocorrido o fato gerador na data do registro da declaração de importação na repartição aduaneira.2006. DJU 28.05. ‘administrar as reservas cambiais do País e fiscalizar as operações de natureza financeira.2006.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. informam que o fato gerador do Imposto de Importação ocorre no momento do ingresso do produto estrangeiro no território nacional. atuar sobre as operações de câmbio com o objetivo de prevenir desequilíbrios na balança de pagamento (art. Inconstitucionalidade reconhecida pelo E. em se tratando de mercadoria despachada para consumo. mediante delegação do Conselho Monetário Nacional. j. AgRg no AG 518. 1.38.2004. 4.2005. 3. para fins de cálculo do montante do imposto a ser recolhido. Tributário. 5. ser absolutamente inviável tomar em consideração. Prescrição decenal (teoria dos 5+5).04. Pedido improcedente (TRF-1ª R. Apelação improvida. rel. câmbio e capitalização. Pedido procedente em 39 . Assim. para a averiguação do montante a ser recolhido pelo contribuinte levam em consideração o momento do fato gerador (art. Dec. Recurso especial parcialmente conhecido e desprovido (STJ. 20. pois age o Poder Público com o objetivo de proteger o interesse público. 6. Lei 4. 1ª T. Min. CTN).. Apuração da base de cálculo segundo a relação de câmbio vigente ao tempo do fato gerador (arts. DJU 27. Base de cálculo idêntica à do Imposto de Importação. REsp 718021/DF. CTN). No que tange ao Imposto sobre Produtos Industrializados determina o art. inclusive ICMS e ISS 25. Precedentes.2007. DJU 31.015761-9/MG. 6. Sentença mantida. cabe ao Banco Central do Brasil.595/64). 143. em relação aos produtos de procedência estrangeira.Min.05. Juiz Catão Alves. Os aspectos relevantes para o lançamento tributário e. CTN).

1°.2006. O valor aduaneiro.34. 5. 1°.02. O próprio texto do referido art. CF/88.00.645/AL. Nesse sentido: REsp 888. com redação dada pelo art. para o valor de revenda ou. 1. por entender que a base de cálculo do referido tributo confundia-se com a base de cálculo do Imposto de Importação. seguindo-se o exame preliminar e/ou conclusivo do valor declarado. rel. A autoridade aduaneira exerce o controle sobre o valor declarado pelo importador. como último recurso. da Lei 2.690/88.145/53. 10. Contudo. Uma vez selecionada a mercadoria para controle de valoração aduaneira. apenas a Taxa SELIC. 20.145/53 e majorada pela Lei 7. 7ª T. 4. obedece à teoria dos 5+5. desde a data do recolhimento. Valor declarado. Forma de apuração. poderão ser apresentados. a partir de janeiro de 1996. Teori Albino Zavascki. Apelação da Fazenda Nacional improvida.. 3. artigo por artigo. Tributário.145/53.2007. por sua vez. a apresentação das guias de importação é suficiente para a comprovação do recolhimento do tributo que ora se questiona.Gatt.690/88. DJU 04. reconhecendo tratar-se de taxa o valor cobrado pela expedição da guia de importação. rel. DJ 12. entre outros. Sobre os valores a serem restituídos incidirão correção monetária. rel. DJ 10.2007. Valor aduaneiro.03. da Lei 2. a guia de importação somente é expedida mediante o recolhimento da taxa correspondente. e. Humberto Martins. Apelação da autora provida. 10. da Lei 7.02. 7. Min. até dezembro de 1995.992/PR.05. e REsp 610. 8. § 2°. STJ sedimentou entendimento no sentido de que a prescrição do direito de ação. 20 prevê como base de cálculo para o imposto de importação não o valor de aquisição do produto.1995. inclusive ICMS e ISS parte. O E. em se tratando de repetição de indébito tributário referente à ‘taxa para emissão de guia de importação’. o valor a ser considerado.. Juiz Catão Alves j. 2º E. AC 2000. Imposto de Importação. voltando-se para a análise das operações envolvendo mercadorias idênticas e similares. VII do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio . 6. 149). Assim. mas sim seu preço normal. Pedido parcialmente procedente (TRF-1ª R. STF. DJ 08.690/88. Nos termos do art. Os métodos de sua apuração considerarão fatores outros que não o valor constante na fatura. o que é vedado pelo disposto no art. que deu nova redação ao art. Remessa oficial parcialmente provida.09. não é obtido apenas através do valor da transação. concluiu pela inconstitucionalidade do disposto no art.826/SP. ilmar Galvão. 145. por considerar tratar-se de tributo sujeito a lançamento por homologação. a declaração de valor aduaneiro e documentos comprobatórios. da Lei 7. 20 do CTN em combinação com as disposições do art. para critérios de razoabilidade. p. não é forçosamente aquele atribuído pelas partes à transação. na esteira do art. 40 . que já engloba juros e correção monetária. Min. no julgamento do RE 167.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. instituída pela Lei 2.002973-7/DF. Min. rel.2007. pelo importador.

da Lei 8. II). pois.2007). afete.2006. não se aplicando apenas aos tributos que têm o patrimônio. Importação indireta de veículos.01. é o preço normal que o produto.437/92. j.04. inclusive ICMS e ISS que deve observar as regras do Acordo de Valoração Aduaneira (TRF-4ª R. 1° da Lei 9. art. ainda que indiretamente. ou lugar de entrada do produto no País (CTN. ou seu similar.494/97 c/c art.035700-7/RS. de qualquer modo. rel. § 3°. A base de cálculo do imposto de importação.2006. Ao Poder Judiciário está reservada a apreciação do ato deferitório ou indeferitório da isenção apenas sob a ótica dos princípios e formas que regem a Administração Pública e os atos administrativos. 261). não prevalecendo. denegada a ordem e reconhecidos como devidos os tributos. para efeitos de isenção fiscal. mas também àqueles cuja incidência. DJU 28. DJU 26. 150. o valor da compra e venda. Tributário.06.. A apuração de similaridade do produto importado com aquele fabricado no país. 2. 2. da CF. 1°. 1ª T. Requisitos legais: arts. a renda ou os serviços como fato gerador. Juíza Viviane Josete Pantaleão Caminha. não viola aquela regra. Legalidade. p. 1. p. Isenção do tributo por falta de similar nacional.. Não se configura discriminação injustificada a adoção das listas de preços dos fabricantes quando se tratar de importação direta destes ou de empresas por eles credenciadas (TRF-4ª R. Juiz Joel Ilan Paciornik. AC 97. O STF já decidiu que a imunidade do art. artigo por artigo. Juiz Sérgio Renato Tejada Garcia. restará constituído o respectivo crédito em favor da União Federal. 9º e 14 do CTN. AGV 2006. Agravo legal improvido (TRF-4ª R. de 25 de abril 41 . 14. O Imposto de Importação possui evidente objetivo extrafiscal.04.. nem conflita com as disposições do Gatt. A adoção como parâmetro. 20. Agravo legal. 2ª T. rel.2003. j. 24.02.. A Resolução 7 da Câmara de Comércio Exterior.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Imunidade tributária. Imposto de Importação. 3. Valor.. DJU 09. j. 1ª T. tendo por premissa a proteção e fomento da indústria nacional. Quanto ao descumprimento do art.04. 848). observo que a liberação das mercadorias não esgota o objeto da ação mandamental. necessariamente. tais quadrantes econômicos. ao tempo da importação. 3. cabendo à impetrante saldar o débito. Caráter amplo do art.065749-6/SC.02. Portaria 80/93. depende da destinação da mercadoria importada e da política dos órgãos governamentais competentes. c. rel. quando a alíquota for ad valorem. na importação de veículos. 1. alcançaria. 150.2007.04.2003. 05. AMS 2000. Tributário. VI. em uma venda em condições de livre concorrência para entrega no porto.46414-2/PR. VI.07. dos valores constantes em publicações especializadas.. Imposto de Importação sobre máquina.04. c da CF tem caráter amplo.00.

nas condições e nos limites estabelecidos em lei. 42 . O Poder Executivo pode. inclusive ICMS e ISS de 2002.007635-7/RS. COMENTÁRIOS A discricionariedade do Poder Executivo. que concede redução na alíquota dos produtos classificados na Nomenclatura Comum do Mercosul (NMC). sem o que a discricionariedade seria absoluta. passando a arbitrariedade. Segundo o CTN. 21 do CTN. p. o que indica que a base de cálculo não está incluída na esfera da discricionariedade consentida pelo legislador constitucional. AMS 2001. Art. no § 1° do art. 253). alterar as alíquotas ou as bases de cálculo do imposto. Juiz João Surreax Chagas j. 153. 25.. limita-se a autorizar a alteração das alíquotas.07. O primeiro ponto a ser examinado quando se comenta o artigo em destaque é a parcial incompatibilidade de sua redação com a atual Constituição. porque não lhe cabe alterar as alíquotas do Imposto de Importação sem justificação. DJU 14. rel.71. Só por lei pode ser feita a alteração. contida no texto do art. Apelação desprovida (TRF-4ª R. e lei que indique as causas determinantes do agir do Executivo.2004.. Também é preciso que fique assentado o alcance da chamada discricionariedade do Executivo. é inaplicável retroativamente.08.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.05. Neste sentido encaminha-se a jurisprudência. artigo por artigo. A Constituição Federal de 1988. Faz-se necessário. 2ª T. porque não é possível haver alteração da base de cálculo ao talante do exeqüente. suprimir a expressão agora em demasia. portanto.2004. a fim de ajustá-lo aos objetivos da política cambial e do comércio exterior. o Poder Executivo pode alterar as alíquotas e as bases de cálculo. 21.

é o momento físico do internamento no País. 3ª Região. TRF-3ª R. O STF tem sido rigoroso quanto à vigência da legislação do Imposto de Importação. porque até o momento que antecede o desembaraço aduaneiro. é possível haver mudança de alíquota. A imediata vigência da legislação relativa às alíquotas do Imposto de Importação tem ensejado controvérsias que abastecem os Tribunais de demandas a cada alteração de alíquota. Com efeito. e jurídico.). principalmente quando a majora. não pode ser rompida. 43 . tem uma expectativa apenas quanto à manutenção da alíquota. a não ser que se altere o fato gerador do imposto. por coerência de princípio. mas. como visto. Entretanto. autorizam ontologicamente a excepcionalidade. não submetidas as alterações de alíquota ao princípio da não-surpresa. ou seja. A situação cria embaraços e. quando do desembaraço. A dinâmica da vida política e o objetivo maior deste imposto extrafiscal. inclusive ICMS e ISS Na doutrina. entrega da declaração ou manifesto de importação. em acórdão cuja ementa encontra-se ao final destes comentários (AC 00307889/SP. instrumento de política econômica e cambial. por exemplo. artigo por artigo. o julgado do TRF. não poucas vezes. muito se discute quanto à excepcionalidade do Imposto de Importação. quando é assinada a declaração. como. ao obter uma guia de importação. por exemplo. alguns julgados rebelam-se contra o técnico tratamento. mesmo que frustrada seja a expectativa do importador.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. uma empresa. até vexame financeiro. questão esta umbilicalmente atrelada à sua identificação que.

se não estiverem compatíveis com a Nova Carta. da ALALC ou ALADI (STJ-Súmula 124). Muito se discutiu sobre as atribuições do antigo Conselho de Política Aduaneira. ao alterar as alíquotas do Imposto de Importação. incumbiu-se de pacificar o entendimento de que a atribuição não poderia ser do Congresso Nacional e sim do Presidente da República. porquanto integram o elenco das normas tributárias. concedida por Resolução do CPA.08. que definem as atribuições do Conselho de Política Aduaneira quanto à tarifa flexível (STFSúmula 404). 3º. como exemplo de convenção o Gatt . substituído pela Organização Mundial do ComércioOMC. sendo legítima a sua cobrança sobre a importação de mercadorias de países signatários do GATT. celebrado em Genebra em 1947. hoje Secex.244. entretanto. 22 e 27 da Lei 3. diante de alíquotas estabelecidas em acordos internacionais: o Executivo. A Taxa de Melhoramento dos Portos tem base de cálculo diversa do Imposto de Importação. JURISPRUDÊNCIA Não contrariam a Constituição os arts. está obrigado a respeitar as tarifas internacionais a que se obrigou? Temos. Naturalmente que os tratados e convenções internacionais devem ser observados pelo legislador ordinário. não podem prevalecer. da qual o Brasil é integrante. Os tratados e convenções assinados anteriormente à CF/88. inclusive ICMS e ISS Relevante indagação se faz pertinente. artigo por artigo.General Agreement on Tariffs and Trade. quanto à fixação das tarifas de importação. prevista na Lista Nacional Brasileira. de 14. não exclui a mercadoria da alíquota minorada de 1% (um por cento). tendo o Brasil como signatário.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. tida como delegação legislativa.1957. 44 . A jurisprudência. A isenção do Imposto de Importação. para a Taxa de Melhoramento dos Portos (TFRSúmula 165).

art. Imposto de Importação: alteração das alíquotas. Constitucional.244/57 e suas alterações posteriores. Inaplicabilidade sobre os bens descritos na guia de importação. Min. a.05. Fato gerador do Imposto de Importação: a entrada do produto estrangeiro no território nacional (CTN. A motivação do decreto que alterou as alíquotas encontra-se no procedimento administrativo de sua formação. Alíquotas majoradas pela Portaria Ministerial 201/95. 25. 153.1999. que se operou com a entrada da mercadoria no território nacional. A vigência do diploma legal que alterou a alíquota do Imposto de Importação é anterior à ocorrência do fato gerador do Imposto de Importação. Aplicabilidade da Lei 3. Inexistência de norma constitucional. atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei: CF. 146. Alegações improcedentes. Majoração de alíquota.-lei 37/66 com o art. dado que a lei complementar somente será exigida se a Constituição. assim determinar. j.1999). No caso. da Constituição Federal. art. no art. a Constituição excepcionou a regra inscrita no art. Tributário. a. 17. O que a Constituição exige. Imposto de Importação. Majoração de alíquota. ou legal. § 1°. Min. Motivação. Ausência de motivação e inadequação da via legislativa. Compatibilidade do art. 1. A lei de condições e de limites é lei ordinária.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. DJU 06. 153. Alegação insubsistente.2001). Pleno.04. RE 224285/CE. Súmula 4 do antigo TFR. IV. Decreto. § 1°. é a ordinária. por ato do Executivo. Majoração de alíquotas do Imposto de Importação. A lei de condições e limites para a majoração da alíquota do Imposto de Importação. Faculdade do art. 19 do CTN. Exigibilidade. V. II. e art. Pleno. III. expressamente. Imposto de Importação. Motivação. inclusive ICMS e ISS Recurso extraordinário. § 1°. A motivação do decreto que alterou as alíquotas encontra-se no procedimento administrativo de sua formação. Recurso extraordinário conhecido e provido (STF. Maurício Corrêa. Decreto. III. que estabeleça ser a faculdade do dispositivo 45 . 2. 150. Fato gerador. Recurso extraordinário conhecido e provido (STF. art. Carlos Velloso. CF. III. Majoração por ato do Executivo. Improcedência. Constitucional. mesmo porque os motivos do decreto não vêm nele próprio. RE 225602/CE. Ato. artigo por artigo. rel. 153. Tributário. I.1998. No ponto. Alíquotas. rel. Importação. 153. 23 do Dec. 150. da Constituição Federal. DJU 28.03. j. Tributário. II. visto que lei complementar somente será exigida quando a norma constitucional expressamente assim o determinar.11. 3. a que se refere o art. Exigência de lei complementar. o decreto que alterou as alíquotas é anterior ao fato gerador do Imposto de Importação. 19). é que a lei que institua ou que majore tributos seja anterior ao fato gerador. Imposto de Importação. § 1°.

05. j. Proibição ditada pela Portaria 8. Ilmar Galvão.. j.1998. DJU. Min. 21 do CTN). j.1991. RE 22106 1/CE. Competência do Ministério da Fazenda para indeferir pedidos de Guias de Importação no caso de ocorrer a possibilidade de a importação causar danos à economia nacional.1998. ao investir as autoridades do Ministério da Fazenda no poder de fiscalizar e controlar o comércio exterior. Inteiro descabimento da exigência de motivação do ato pelo qual o Poder Executivo exerce a faculdade em apreço. 237 da CF teve em mira proteger. 2ª T.04. 10. p. como um todo. pelo art. do Ministério da Fazenda. no julgamento do RE 203.2000. 20. ainda assim. artigo por artigo. STF.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. ao produto de origem estrangeira.. 1ª T. 21. Recurso conhecido e provido (STF.1999.2000. DJU 28.244/57. T. única hipótese em que a vedação da importação aos automóveis usados poderia soar como discriminatória. j. Limites e condições da alteração das alíquotas do Imposto de Importação estabelecidas por meio de lei ordinária. DJU 28.03. de 13. Recurso extraordinário conhecido e provido (STF 1ª. Importação: veículos usados. considerável parcela dos indivíduos continuaria sem acesso aos referidos bens.03. I. rel. 1ª T.2000.04. Constitucional. Ilmar Galvão. a qual.06.04. por óbvio o objetivo de ajustar as alíquotas do imposto aos objetivos da política cambial e do comércio exterior (art. guarda perfeita correlação lógica com a disparidade de tratamento jurídico estabelecida pela norma impugnada. Alegada afronta ao princípio constitucional da isonomia. rel.. Min. 11. 1ª T. DJU 29. RE 222330/ CE. Discriminação que. RE 225655. II. Entendimento inaceitável. j.. Recurso extraordinário conhecido e provido (STF.. Min. inclusive ICMS e ISS constitucional sob enfoque de exercício privativo do Presidente da República.2000). não obstante permitida a importação de veículos novos. Ilmar Galvão.1999. Orientação firmada pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal. No mesmo sentido: STF. Inocorrência de ofensa ao princípio isonômico no fato de não ter sito autorizada a importação de veículos usados.954-3. ao revés. III. A importação de produtos estrangeiros sujeita-se ao controle governamental. Importação de automóveis usados. rel. ademais. no caso. em pretenso prejuízo das pessoas de menor capacidade econômica. rel. RE 46 . Tributário. como exigido pelo referido dispositivo constitucional. Min. 3° da Lei 3. 21. porque não demonstrado que a abertura do comércio de importação aos automóveis tenha o fito de propiciar o acesso da população. Administrativo. Moreira Alves.05. 19). não fosse certo que.03. se revela consentânea com os interesses fazendários nacionais que o art. RE 225655.

Min.02. Compatibilidade. p. 19). j. tendo em vista o disposto no art. Consoante entendimento do Excelso Pretório.1999)..03. Min. REsp 171853/SP.06. p. Aumento. inclusive ICMS e ISS 208256/CE. Alíquota. art. inexiste incompatibilidade do art. rel. art. Improcedência da alegação.1998. 34.-lei 37/66. Imposto de Importação. § 5°. Imposto de Importação. 1ª T. Ari Pargendler.1997.03. Chegada em território nacional. o tributo é devido à base da legislação aplicável no momento do registro da declaração de importação. Se sobrevém aumento da alíquota da referida exação após a expedição da guia.1997. 104). porque o fato gerador do Imposto de Importação de produtos estrangeiros é a entrada destes no território nacional (CTN. IV.03. j. Recurso não conhecido (STF. DJU 06.05. Imposto de Importação. 2ª T. Garcia Vieira. Min. 23 e 24 do Dec. REsp 165364/RS. rel. Ilmar Galvão. rel.1998.. mas antes da chegada da mercadoria no território nacional. DJU 29. rel. 1. para consumo próprio. Min.1997. 19/CTN e os arts. é indiscutível a conotação constitucional da matéria que não comporta exame em sede de recurso especial. Irrelevância.05. da CF/88. 17. do ADCT/88. O contribuinte não tem direito ao regime fiscal vigente na data da emissão da guia de importação. Compatibilidade da referida Resolução com o novo regime constitucional. 1ª T. RE 156. Recurso especial não conhecido (STJ. É irrelevante o fato de ter sido expedida a guia de importação antes da chegada da mercadoria em nosso território. Fato gerador. 4. Peçanha Martins. Veículo estrangeiro. 25. p. Tributário. REsp 157493/SP. Estado do Paraná. 19 e Dec..564/PR. 47 . Carlos Velloso. 11.907). Alegada ofensa ao art. 03. j. ICMS.11.1998. salvo no ponto em que fixou um limite intransponível. p. Operações de exportação.. §2°. Além de o recorrente não ter contestado esse fato. Tributário. aplicando-se a alíquota da época. Recurso não conhecido (STJ. o aumento atinge esta operação. DJU 27.1998. artigo por artigo. 05. Min.1998. 3. ocorre no momento do registro da declaração do importador. DJU 08. CTN. Alíquota aplicável. 2ª T.11.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. O fato gerador do tributo incidente na importação de produto estrangeiro. j. Guia de importação. j. DJU 04.1998. 155. 24. rel. 16).2. Recurso provido (STJ. Lei que fixou a respectiva alíquota com base na alíquota máxima estabelecida na Resolução 129/79 do Senado Federal. permitindo aos Estados instituir alíquota menor.06.-lei 37/66. 151).

Juiz Olindo Menezes. rel.Decreto 1. na diretriz do CTN (art.14549-4/MG. 23).. podendo sobre ela deliberar a autoridade apontada coatora. 52. 116.06. inclusive ICMS e ISS Mandado de segurança. j. 3ª T. Importação de veículo novo. Majoração de alíquota. 55). 23).. IPI sobre produto importado. 19. A taxa de câmbio é fator econômico. Majoração de alíquota. Ordem denegada (STJ.. Min.2001. o veículo ingressou em território nacional antes da sua publicação. j.2001. art. mas.081). Se nessa data vigora nova alíquota [70% . 2. Majoração de alíquota.revogado pelo Decreto 1. 1ª S. o considera ocorrido na data do registro da declaração de importação na repartição aduaneira (Dec. Castro Filho.471/95]. a alíquota a ser aplicada é a data do fato gerador do imposto de renda – a entrada da mercadoria estrangeira no território nacional (TRF. 116. p.13742-4/MG. de 29. opera-se a sua incidência. 1.1995. p.03. Imposto de Importação. Se nessa data vigora nova alíquota [70% . o considera ocorrido na data do registro da declaração de importação na repartição aduaneira (Dec.. 3ª T.1996. Possibilidade.981/95. e. assim. Imposto de Importação.1996. CTN). 24. na diretriz do CTN (art. 1. rel.1998. O Dec. 1.revogado pelo Decreto 1.1ª R. CTN). Alteração da periodicidade do índice estabelecido para a taxa de câmbio. O Imposto sobre Importação tem como fato gerador a entrada do produto no território nacional (art. de sorte que o aumento da base de cálculo verificado pela alteração da periodicidade da aplicação da taxa não foi direto.427/95 . 18.427. Dec. mesmo que a entrada física da mercadoria [automóvel] no país tenha ocorrido anteriormente. na hipótese.01.03. sem que se possa falar em direito líquido e certo violado.471/95].06. Tributário.-lei 37/66. ficou o Poder Executivo autorizado a determinar a periodicidade de fixação da taxa de câmbio.01. DJU 12. I). O IPI incide sobre produtos industrializados no exterior. I). de 1995.07. 50). mas reflexo. j. opera-se a sua incidência. art. mas a lei ordinária. hipótese em que o fato gerador 48 . artigo por artigo.427 [revogado pelo Dec. 25. 1. AMS 96. ICMS. para fins de cálculo do Imposto de Importação. O Imposto sobre Importação tem como fato gerador a entrada do produto no território nacional (art. DJU 29. Tributário.471/95].Decreto 1. A variação cambial não integra a alíquota ou a base de cálculo daquele tributo. não é inconstitucional. 2. p. Tributário. Imposto de Importação. 19. Provimento da apelação e da remessa (TRF-1ª R. Imposto de Importação.1998. mas a lei ordinária. AMS 96. mesmo que a entrada física da mercadoria [automóvel] no país haja ocorrido anteriormente. Importação de veículo.04.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.06. MS 6141/DF.427/95 . 1. Com o advento da Lei 8.lei 37/66.. DJU 04.

03. 1. rel. 46. Juiz Ridalvo Costa. REO 95. O ato administrativo deve. j. foi conferida ao Poder Executivo. j.817-RJ e RE 192.391/95 e 1. Improvimento da apelação (TRF-1ª R. do Ministro da Fazenda. 3ª T. dentro dos limites previstos em lei.. Só a lei complementar pode fixar as condições e os limites permitidos ao Executivo. Tributário.026626-7/BA. A faculdade de alteração das alíquotas do Imposto de Importação. para alterar as alíquotas do Imposto de Importação. 3. 3ª T.870/CE. 1.1998.471/95].1996..134). ainda. para atender a finalidade pública. estar necessariamente motivado. 18.00. artigo por artigo. 29. para que o Executivo possa alterar a alíquota do II (TRF-5ª R. que exige 49 . Precedente do Tribunal (Argüição de Inconstitucionalidade na AMS 37. Tributário. Tributário. Princípio da anterioridade. que instituiu sobretaxa. 18.05. 153 da Constituição Federal. Constitucional.03. rel.. é legítima a cobrança de ICMS por ocasião do despacho aduaneiro.05052103/CE. art. Pleno. Inobservância dos limites e condições estabelecidos em lei complementar. em face da Constituição de 1988. AMS 1997.01. p.1996. p. sem a observância ao princípio da anterioridade (art. O Imposto de Importação é um tributo em que se permite. nos termos do § 1° do art. e não apenas ao Presidente da República. a jurisprudência condensada na Súmula 577 do Supremo Tribunal Federal (RE 193. DJU 22. Juiz Olindo Menezes. Adicional. Juiz Ridalvo Costa. com a indicação objetiva das condições estabelecidas em lei (CF. a título de adicional de imposto de 34% sobre o valor das importações de tecidos artificiais e sintéticos originários da República da Coréia. 25.471/95. inclusive ICMS e ISS se dá com o seu desembaraço aduaneiro no território nacional (art. I.427/95 [revogado pelo Decreto 1. relator designado: Juiz Castro Meira). rel. 2.1998. Fato gerador.06.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. INAMS 94. para ajustar a política cambial. j. 153. Alteração de alíquota.05. Não há inconstitucionalidade na cobrança do imposto. p. Ausência de motivação. não mais prevalecendo. 153. CF). 1. Na mercadoria importada. I. A emissão da guia de importação não se confunde com o fato gerador do imposto sobre a importação de produtos estrangeiros (TRF-5ª R.427/95 [revogado] e 1. CTN). a alteração de alíquotas no tocante ao Imposto de Importação. 79). Decs. 811).. Imposto de Importação. Portaria 50/94. 4.6309/SP). É da própria essência da atividade administrativa.1998.02. § 1º). Imposto de Importação.03. a majoração de alíquotas.46994/PE.. Argüição de inconstitucionalidade da Portaria 50/94. DJU 04. Não se deve estender a exigência de lei complementar a hipótese não prevista na Constituição. § 1°. DJU 12.1998. Decs. II. Imposto de Importação.

inclusive ICMS e ISS agilidade e presteza. 2.04.12. 50 . Matéria dirimida pelo Pleno deste Tribunal. 2ª T. não gera ato jurídico perfeito ou direito adquirido à aplicação da alíquota vigente ao tempo de sua emissão. III.. 17. Fato gerador. Honorários advocatícios fixados em 10% (dez por cento) sobre o valor da causa (TRF-4ª R. Juíza Ana Scartezzini. Súmula 97/TFR. Agravo regimental em recurso extraordinário.1997.1995. 1. Na hipótese o desembaraço ocorreu na vigência do Decreto 1. AMS 96. A declaração de importação – atual denominação da guia de importação -. Incidência.2000. O fato gerador do Imposto de Importação perfectibiliza-se com o desembaraço aduaneiro. Min. Acórdão sintonizado com a jurisprudência do STJ e do STF. j.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.471/95]. Verba honorária. Res. DJU 25. 3. p. Impostos de Importação e Exportação. Tributário. DJU 10. Exige-se expressa motivação as resoluções do Conselho de Política Aduaneira. Desembaraço aduaneiro. Tributário. Tributário. de 1995. rel. Incidência do imposto com a alíquota majorada. REsp 157162/SP. DJU 01.427/95 [revogados pelo Dec. 1997. Decs. j. rel.1995. 4. o qual se inicia como registro da declaração de importação. Juiz Vladimir Passos de Freitas. Veículos automotores. Veículos. Constitucionalidade do diploma legal editado pelo Poder Executivo Federal. portanto deve ser aplicada a alíquota prevista em seu bojo. Min. Agravo regimental... Entrada de mercadoria importada no território nacional em data posterior à vigência do Dec.08. rel.427 [revogado] e 1. Imposto de Importação. 03. Constitucional. 2. 2. p. Legalidade. p.427/95. 73.05726/ SC.471/95]. Imposto de Importação. 1. 08.03. 1. artigo por artigo. AC 92. 1. j.427.09. RE-AgR 252008/SP.004067/SP. 1. Agravo regimental não provido (STF 2ª T. Decs. Imposto de Importação. rel. DJU 16.08.371). 366).05. Tributário.. 1ª T. tendo em vista o fato gerador do tributo.2005. Majoração da alíquota. O momento da ocorrência do fato gerador do Imposto de Importação é o registro da declaração de importação. 108. Secex]. 3ª T. j.2001. p.08. Castro Meira. 22..457/75. Recurso especial conhecido e provido (STJ.142).02. que abrange a base legal e os fatos que lhe deram origem. 1. de 29 de março de 1995 [revogado pelo Dec. feita por ocasião do desembaraço aduaneiro. para a fixação de pauta de valor mínimo para a incidência de tributos.. Fato gerador. Maurício Corrêa. Conselho de Política Aduaneira [hoje. 1.471. 137). Fato gerador. Majoração de alíquota. IV Apelação improvida (TRF-3ª R. Ocorrência.10.2005.391/95 e 1.

153. p. Apelação improvida (TRF-1ª R.2006. CF/88 [rectius: § 1°]. Direito compensatório. REsp 173492/PR. 2ª T. A simples existência de ‘painel’ no âmbito do GATT. Fato gerador.03.05.01. 28. Art. Não se deve estender a exigência de lei complementar para hipótese não contemplada pela Constituição Federal.02. 201). Precedentes do STF 4. Adicional do Imposto de Importação. 1. Cuidando-se de importação de mercadoria para consumo. Tributário e processo civil. o fato gerador não ocorre no momento do embarque da mercadoria no exterior.06. 4). j. Alteração de alíquotas através de portaria 51 . Acórdão em harmonia com a jurisprudência dominante do STJ. Súmula 83/STJ. rel. parágrafo único. rel. não provido (STJ. de 1995. a portaria ministerial correspondente (art. Caráter de extrafiscalidade. Agravo regimental improvido (STJ. DJU 22.. 2ª T. inclusive ICMS e ISS Precedentes. Dissídio jurisprudencial. Leite em pó importado da Comunidade Econômica Européia . portanto. 19. 1. Min. 153. artigo por artigo. DJU 21. CF/88 [rectius: § 1°]).Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. AgRg no Ag 470904/RJ. 300). ‘Painel’ no âmbito do GATT. 1. AMS 9501014568/ BA. mas sim quando do registro da declaração de importação na repartição aduaneira (art. de forma que alíquota vigente nesta data é a que deve ser aplicada para o cálculo da exação. p. Recurso especial. na hipótese de ser destinada a consumo.471 e 1. Recurso especial parcialmente conhecido e. parágrafo único. Imposto de Importação. Veículo. contestando a imposição do direito compensatório. j. Constitucional e tributário. 2. Juiz Lindoval Marques de Brito. 2. 3.427. não exime o contribuinte de recolhêlo.2005. oriundo da CEE. Lei complementar. Imposto de Importação. Importado. sendo válida. Tributário. nessa parte.2006. 15. sendo irrelevante o regime fiscal vigente à data da emissão da guia de importação.. A faculdade de alteração das alíquotas do Imposto de Importação foi concedida ao Poder Executivo e não apenas ao Presidente da República. rel.2001.-lei 37/66). Não padecem de ilegalidade os Decs. 3. Portaria ministerial. 2ª T. Majoração da alíquota. Aplicação de entendimento sumulado da Corte. João Otávio de Noronha. 23 do Dec.. Súmula 83/STJ. ‘Não se conhece do recurso especial pela divergência.490.2002. sob a forma de adicional de Imposto de Importação sobre o leite em pó. da data do registro da declaração de importação na repartição aduaneira. j. Legalidade.CEE. 1.02. O fato gerador do tributo incidente sobre mercadorias importadas do exterior ocorre quando da sua entrada no território nacional e. Francisco Peçanha Martins. DJU 09. quando a orientação do Tribunal se firmou no mesmo sentido da decisão recorrida’ (Súmula 83 do STJ).2005.. Min. Tributário. p.

03. 1. DJU 15. Legalidade. Majoração de alíquota. é irrelevante a data da expedição da guia de importação para os efeitos de concretização do fato gerador..343/94. O fato gerador do Imposto de Importação ocorre com a entrada da mercadoria no território nacional. 1. estão sujeitas às alterações das alíquotas de importação introduzidas pelo art. 17. desde que respeitados os limites legais. Invalidade.2002.2002. Secex].343/94 só alcança as mercadorias descritas na guia de importação 8194/2571-6. a produção dos seus efeitos ocorrem já na vigência de nova regulamentação. 200). o que possibilita a alteração de suas alíquotas. Compete ao Poder Executivo. AMS 15544/RJ. fato esse que se concretiza quando do registro da guia de importação junto à autoridade fiscal competente. 150.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 1. concernente ao imposto de importação. 52 . Cabe ao Poder Executivo. 2. preponderando a finalidade da intervenção do Estado no domínio econômico. p. p. Imposto de Importação. desde que respeitados os limites legais. alterar as alíquotas do Imposto de Importação. Resolução 01-0449/83. 1. O Imposto de Importação constitui-se em importante instrumento de política econômica e comércio exterior. da Comissão de Política Aduaneira [hoje. j. do Dec. 153. Apelação improvida. rel. mediante ato do Poder Executivo.2002. como é o caso da Portaria 314/94. O Imposto de Importação reveste-se de caráter extra-fiscal e por tal razão a sua arrecadação tem importância secundária. no decorrer do exercício financeiro. a exceção prevista no art. Juiz França Neto.2002. 1°.. 4°.09. Assim. 6ª T. Remessa necessária e apelação providas. 1. 1. b. III. 197). Interpretação do art. 6ª T. Mandado de segurança. inclusive ICMS e ISS ministerial. Fato gerador que se configura após a publicação da portaria. conforme constitucionalmente definido nos arts. rel. 3. do Dec.767/95]. 1. § 1° da CF/88. Ao contrário. Assim. que não tenham termo final. à unanimidade (TRF-2ª R. j. 17. permanecerão válidas até 31..10. aquelas que possuam prazo de validade determinado. haja vista a sua função essencialmente extrafiscal. 4°.09.343/94 [revogado pelo Dec. Na hipótese de o fato gerador se concretizar após a publicação da Portaria 938/91.. Imposto de Importação.343/94. Nos termos do art. Irretroatividade. artigo por artigo. AMS 7220/RJ. as alíquotas do Imposto de Importação estabelecidas em portarias ministeriais. Juiz França Neto. Tributário. do Dec. Inocorrência. Tributário.10. à unanimidade (TRF-2ª R. 4º do Dec. Alteração de alíquotas através de portarias ministeriais. Aplicação do art.1995. e tal conduta não importa em ofensa ao princípio da legalidade tributária. DJU 15. alterar as alíquotas do Imposto de Importação e tal conduta não importa em ofensa ao principio da legalidade tributária.

-lei 63/66)..-lei 63/66. 4.061370-8. § 1°. 3°. a impetrante importou película plana para reprodução fotográfica. 8.2003). DJ 30. Registro na repartição aduaneira. do art. Milton Luiz Pereira. Ato do Poder Executivo. j.1999. do Dec. 1. 1ª T. O Imposto de Importação constitui-se em importante instrumento de política econômica e comércio exterior. haja vista a sua função essencialmente extrafiscal. da Magna Carta. Tributário.03. própria para a reprografia heliográfica. 622). 3.99 da TAB. TRF-3ª R.. O Edital 1.02. STJ. 6ª T. AMS 138242/SP. I. 18.. relativamente à película plana. v. Resp 40719/SP. 6ª T. rel. do Dec. 1ª T. 5. Imposto de Importação. artigo por artigo. p. j. DJ 19.2006. 7. da Comissão de Política Aduaneira. 22. Possibilidade.2006. A majoração de alíquota sem a prévia audiência aos interessados somente é possível quando ocorrerem motivos econômicos de ordem global (art.06.06. Invalidade da Resolução 01-0449/83. mediante a criação de um destaque ‘EX’ à posição 37. rel. Função extrafiscal.u. diante disso. 22. REOMS 89. para a alteração de alíquota de produtos não constantes do edital em questão...244/57 e art. 3° e parágrafo único do art. Apelação e remessa oficial improvidas (TRF-3ª R. 08. Precedentes (STJ. REsp 170050/SP.2003.. por falta de motivação. inclusive ICMS e ISS § 1° e 153. Fato gerador.04. Garantias à livre iniciativa e ao livre exercício da atividade econômica. Min. Mairan Maia j. com fulcro no parágrafo único. No caso vertente. DJU 28.. 4°.99 da TAB. Fed. produto não constante do edital supracitado.244/57).01. v. Motivação e finalidade do ato. 2. 22. da Lei 3. 9. Alteração de alíquotas.1995. rel.01. da Lei 3. A alteração de alíquota do Imposto de Importação pela Comissão de Política Aduaneira somente deve ocorrer dentro das hipóteses previstas no art. aumentou a alíquota do Imposto de Importação para todos os produtos classificados na posição 37. 10. Ofensa não caracterizada. rel. Min. com indicação dos motivos que ensejaram a necessidade do aumento de alíquota. da Lei 3.042/82 convocou os interessados na discussão da alteração de alíquota do Imposto de Importação. 22.03. o que possibilita a alteração de suas alíquotas.244/57. Para a alteração de alíquota de produto cujo nível tarifário venha a se revelar insuficiente ou excessivo ao adequado cumprimento dos objetivos da tarifa ou cuja produção interna for de interesse fundamental estimular (letras a e b.08. DJU 15.. do art.06.1999. A Resolução 01-0449/83. o ato administrativo deveria ser fundamentado. Demócrito Reinaldo. da Comissão de Política Aduaneira. Princípios da segurança jurídica e do direito adquirido. uma vez que.u. mediante ato do 53 . Decorrer do exercício financeiro. exige-se a realização de prévia audiência entre os interessados nas principais praças do país (art. de 15% para 45%.03.. Juíza Consuelo Yoshida.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 6.07. Declaração de importação. 4°. da mesma lei). Des.

6. não deve prevalecer. 4. Inexistência de violação aos princípios da motivação e finalidade do ato e às garantias constitucionais do incentivo à livre iniciativa e livre exercício da atividade econômica. ou mesmo a data de desembarque desta no território nacional. não há que se falar em ofensa aos princípios da segurança jurídica e do direito adquirido. 550/92 estipula o imposto aduaneiro. § 1°. editada pela Câmara de Comércio Exterior. 5. AMS 176748/SP. com base em alíquota zero. 4. Interpretação sistemática do art. p. bem como de decreto presidencial correlato. 153. 150. do CTN e arts. da Magna Carta. atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei’. A Constituição Federal faculta ‘ao Poder Executivo. considerando-se que tem o referido tributo natureza extrafiscal. STJ e 6ª Turma desta Corte. rel. a data do embarque da mercadoria no país de origem. 54 . Juiz Fábio Prieto. 2. 7. por órgãos ministeriais. porquanto ainda não aperfeiçoado o nascimento da obrigação tributária em questão.Nomenclatura Comum do Mercosul . a alíquota do tributo.2005... 31.. se não efetivado o respectivo registro da declaração de importação. j. 3. 5.e. § 1°). b. 2. 23 e 44. para as importações de conversores catalíticos produzidos em país integrante do Mercosul. por conseqüência. do Dec. Agravo de instrumento improvido (TRF-3ª R. pois a alíquota do Imposto de Importação a ser aplicada é aquela referente à norma vigente no momento em que efetuado o registro da declaração de importação para o desembaraço das mercadorias na repartição alfandegária. § 1° e 153. Partindo-se dessa premissa. DJU 30. é forçoso reconhecer que se mostram irrelevantes a data da celebração do negócio efetuado. deveria pressupor a existência de lei expressa. no decorrer do exercício financeiro. DJU 27. p. 4ª R. Apelação improvida (TRF-3ª R. A eventual alteração da alíquota da referida exação.2006.08. AG 211104/SP. O momento determinante para ocorrência do fato gerador do Imposto de Importação é aquele em que efetivado o registro da respectiva declaração no órgão aduaneiro competente. permitindo-se a alteração de suas alíquota conforme exija a política do comércio exterior. a alteração das alíquotas do Imposto de Importação (art. conforme constitucionalmente definido nos arts. sob pena de violação ao Sistema Tributário Nacional.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. artigo por artigo. 478). Precedentes do Excelso Pretório. 6ª T. j. O Dec.2005.12. 19. Imposto de Importação: produtos oriundos de país integrante do Mercosul. rel. Direito tributário. A Resolução 35.2005.. de 18 de dezembro de 2002. 14.-lei 37/66.01. Alíquota zero. inclusive ICMS e ISS Poder Executivo. E. 258). Da mesma forma. 3. 6. III. que alterou o código NCM . 1. Juíza Consuelo Yoshida. As normas instrumentalizadas em decreto têm precedência sobre aquelas veiculadas por meio de instruções ou resoluções ministeriais.11. I.

244/57. decidiu. publicado no DJ 11. impende-se seguir a orientação firmada posteriormente pelo Supremo Tribunal Federal no bojo do RE 222330/CE. Majoração. DJU 05. o art.391/95 [revogado]. Juiz Leandro Paulsen.199/71. O art. não há como considerá-la como se fosse alíquota zero se havia outra alíquota vigente para o caso quando da ocorrência do fato gerador (TRF-4ª. 4° do Dec. 1ª T. Tributário. não estabelecem a redução de alíquota ou a isenção dos produtos sem similar nacional. datado de 20. Aspecto temporal. o que é demonstrado pelo contribuinte interessado. no qual se declara a constitucionalidade dos decretos em comento.2003.244. Apreciação na via administrativa. 19 do CTN. que majorarão a alíquota de importação..-lei 63/66.1999.. Alíquota majorada. Legítima a tributação na alíquota majorada pelo Dec. rel. Não há qualquer incompatibilidade entre o art.2006. estabelece as condições e os limites para alteração das alíquotas do Imposto de Importação. A Lei 3. Ausente o ato normativo de redução da alíquota.04. ambos de 1995. Lei 3. p. Processual civil. diferentemente do afirmado. Produto sem similar nacional.-lei 37/66 e o art.471. j. consoante se verifica no teor da ementa transcrita: ‘Imposto de Importação. 769). Irrelevante na definição da lei tributária que incidiu sobre a operação de importação a data em que a impetrante havia firmado negócio jurídico com a empresa sediada no exterior.602. No mesmo sentido.. Fato gerador.2006. Registro da declaração. de 1957.076039-0/PR.04.244/57.471/95. em relação ao IPI.-lei 37/66 estabelece o aspecto temporal da regra de incidência do Imposto de Importação como sendo a data do registro da declaração de importação para o desembaraço na repartição aduaneira. A autorização legal para redução de alíquota é exercida pelo Executivo mediante procedimento em que se analisa a existência ou não de similar nacional.1999. por unanimidade de votos: Constitucional. 25. Decretos 1.05. 5°. 23 do Dec.01. ao julgar o RE 225. rel. 55 . rel. 1. Imposto de Importação.427/95 [revogado] e 1. p. Majorações da alíquota. 4° da Lei 3.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. A respeito da matéria em apreço. 1.10.2003. 6° e 7° do Dec. simples autorização para que tal ocorra. trazendo. Imposto de Importação.-lei 1. 615). 04.11. Por sua vez. Ministro Moreira Alves. Embargos declaratórios. Constitucionalidade dos Decs. artigo por artigo. 22. O Plenário desta Corte. Dec. em seu art. AC 1998. Fato gerador. e se verifica a pertinência da medida para ajuste aos objetivos da política cambial e do comércio exterior. este último artigo alterando a redação do art. 2ª T. os arts. 3°.376/97 (TRF-4ª R. Alíquota.020401-0/RS. inclusive ICMS e ISS Tributário.04. Juiz Leandro Paulsen. j. 2. AC 2004. 1. Imposto de Importação. DJU 10.01. sim.427 e 1. 23 do Dec.06.

III. mesmo porque os motivos do decreto não vêm nele próprio. Compatibilidade do art. 153. as alíquotas é anterior ao fato gerador do imposto de importação. da CF/88. 2. De acordo com o art. DJU 27.o importador ou quem a lei a ele equiparar.. Motivação.471/95. 14. Tributação extrafiscal. No ponto. por ato do Executivo. merece ser prestigiado. 146. dado que a lei complementar somente será exigida se a Constituição. o momento do fato gerador do imposto de importação é a entrada da mercadoria no território nacional. 25. artigo por artigo. o decreto que alterou. 1. rel. AMS 63969/AL. A lei das condições e de limites é lei ordinária. atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei.08. Dela. II. Imposto de Importação: alteração das alíquotas. no art. EDREO 5132001/CE. aliás. § 1°. No caso. decisum este que. Embargos declaratórios acolhidos para dar provimento à remessa oficial (TRF-5ª. consubstancia poder discricionário. Art.-lei 37/66 com o art. Súmula 4 do antigo TFR.. expressamente. III. DJU 06. Juiz Ubaldo Ataíde Cavalcante j.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. art. rel. § 1°.427/95 a decisão tomada no RE 224. A faculdade atribuída ao Poder Executivo para alterar alíquotas dos impostos com finalidade extrafiscal. 1. III. inclusive ICMS e ISS Tributário. a Constituição excepcionou a regra inscrita no art.105).091). divergiu o acórdão recorrido. e não o seu embarque. Fato gerador do imposto de importação: a entrada do produto estrangeiro no território nacional (CTN.09. é que a lei que institua ou que majore tributos seja anterior ao fato gerador. nos termos do art. 1ª T. 19 do CTN.2006.471. IV O que a Constituição exige. § 1°. Acompanha-se a orientação traçada pelo Pretório Excelso. Recurso extraordinário conhecido e provido’. a e art.427 e 1. p.2006. j. p. majoração por ato do Executivo. pelo que há de ser exercida sempre que seja necessária a alteração para ajustar o imposto aos objetivos da política cambial e do comércio exterior. Importação: alíquotas. 3.1999. a. art. Imposto de Importação: fato gerador. 1. ambos de 1995.285. assim determinar. 23 do Dec. Essa orientação se aplica aos Decs.03. CF. em que se firmou a constitucionalidade dos Decs.10. I. mesmo sem eficácia erga omnes. 22. Juiz Ubaldo Ataíde Cavalcante. II. como. Assim. porém. 1ª T. 150. Constitucional e tributário.427/95 e 1. Ato. 153. Apelação e remessa oficial providas (TRF-5ª R. Majorações da alíquota do Imposto de Importação. 56 .. 150.1999. 153. A motivação do decreto que alterou as alíquotas encontra-se no procedimento administrativo de sua formação. 19 do Código Tributário Nacional. 1. Contribuinte do imposto é: I . CF art. 19). V RE conhecido e provido. já a aplicou ao Decreto 1.

o qual responde juntamente com o contribuinte (art. 32. sem exclusão do primeiro. parágrafo único. 57 . o depositário. 32. o destinatário de mercadoria estrangeira remetida pelo correio e os adquirentes de bens nas localidades dos entrepostos aduaneiros. distinguem-se os solidários e os responsáveis por expressa designação. Ao lado do contribuinte natural ou equiparado. inclusive ICMS e ISS II abandonados. de tal forma que passa a ser tratado como se contribuinte fosse. tais como o arrematante de mercadoria estrangeira leiloada.-lei 37/66). Dentre os responsáveis. 31) indica espécie sui generis de sujeito passivo que. - o arrematante de produtos apreendidos ou COMENTÁRIOS Contribuinte. a quem a lei impõe o gravame e. Dec. Responsável solidário é o adquirente ou cessionário de mercadoria com isenção ou redução fiscal. 22 do CTN. São eles o transportador. o cessionário. há ainda o responsável tributário. Além do contribuinte indicado no art. O responsável designado não sofre indicação aleatoriamente e sim por estar vinculado ao contribuinte de alguma forma. Dec. mesmo não sendo importador. ao mesmo se equipara. na responsabilidade em sentido amplo pode haver ou não a exclusão do contribuinte. o Dec. definido no mesmo diploma como sendo “aquele que tem relação pessoal e direta com a situação que constitui o fato gerador da obrigação tributária respectiva”. assume a obrigação ex vi lege. bem assim outras pessoas indicadas na legislação pertinente (art.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. artigo por artigo.-lei 37/66). Enquanto a solidariedade impõe mais um contribuinte. dentre outros. não sendo importador. imputando-lhe a obrigação de pagar.-lei 37/66 (art.

o inventariante. À palma de transporte de produtos a granel. perante a destinatária (empresa importadora). presumida a ausência de culpa do transportador. inocorre a responsabilidade para o recolhimento do tributo na importação. 103. 1ª T.06. Recurso extraordinário não conhecido (STF. Precedentes do STF. rel. p. 30. deduzido apenas o percentual correspondente à quebra natural (0. Responsabilidade tributária. Tributário. 3°. Dec. 153. 7. os síndicos da massa falida. se foi ele que deu início ao desembaraço aduaneiro. caso o preço do bem leiloado não cubra a dívida fiscal. Secretaria da Receita Federal. inocorrente.218. Min. XI.1. JURISPRUDÊNCIA Transporte marítimo internacional de granel sólido. § 2°. 2°). 322 do RI [redação anterior à Emenda Regimental 21/2007] e Súmula 291).Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. No caso. responde o importador pelo que sobejar da dívida.Código Civil]. Recurso extraordinário da afretadora. É interessante observar.-lei 116/67. mesmo como contribuinte equiparado. 104. RE 112853/RS. 102. não desonera o importador. 5°. os administradores de bens de terceiros. 582. Temas constitucional e legais não prequestionados (Súmulas 282 e 356) ou impertinentes à solução da causa. a negativa de vigência dos dispositivos focalizados. da CF [CF/67. os tabeliães e os sócios. com a Emenda Constitucional nº 1/69]. por quebra de peso da carga. 617 e 711 do Código Comercial [os arts. Acórdão recorrido que condenou as rés ao pagamento do valor do prejuízo da importadora. Na hipótese.1987. que.6%). parágrafo único. 60. do CPC. de dissídio com as Súmulas 261 e 535 e com outros julgados. 1. por exemplo. Transporte marítimo de produto a granel. 6° e 9° e. 48. artigo por artigo. j. mantendo-se a quebra dentro do limite admitido como natural pelas autoridades fiscais. não 58 .08. 102. Imposto de Importação. 2. 529. do Dec. pois. Lei 6. Responsabilidade das empresas armadora e a fretadora do navio transportador. 4°. DJU 28. 103 e 104 do Código Comercial foram revogados pela Lei 10.562/78 (art.1987.lei 37/66 (arts.575). Instrução Normativa 12/76. Dissídio com as súmulas e julgados paradigmas não caracterizado (art. com alegação de negativa de vigência dos arts.. a responsabilidade do arrematante. Sydney Sanches. inclusive ICMS e ISS Exemplo de responsáveis em sentido amplo são os sucessores. e 169). Quebra.406/2002 .

1995. mandatário ou comissionário transportador. 26. e com a expedição do laudo técnico atestando o perfeito estado dos bens internados. j.. Recurso especial prejudicado (STJ.08. não há necessidade. 2.08. DJU 31. 60. Se a importação foi isenta.59). As violações apontadas dos arts. do CTN.05. não se tenha como exigível o pagamento do tributo. p. Omissão a ser reparada pelo Poder Judiciário. 72. Mandado de segurança. 12. Imposto de Importação. o transportador não pode ser responsabilizado por tributo. Tributário.1998. Papel jornal off set. somente o excesso poderá ser tributado. se fosse o caso.-lei 37/66). Com o cumprimento do dever de ofício da autoridade coatora. REsp 132624/SP..09. descabendo o pagamento da indenização cogitada no parágrafo único.11. Eliana Calmon. 12. Tendo em vista que os direitos materiais tutelados . j.783/89 não foram objeto de análise no tribunal de origem.1998. REsp 143. 1ª T. DJU 08.a saúde pública e o patrimônio . responsável pela fiscalização sanitária das mercadorias objeto de importação. Transporte. rel. Responsabilidade pela falta ou avaria da mercadoria transportada.2000). rel. exigiria a prova de que se houve o agente marítimo com excesso de poder ou infração à lei. inclusive ICMS e ISS superando a quebra os 5% previstos como naturais.650). II. Recurso prejudicado..04. A imputação de responsabilidade. II. Recurso provido (STJ. 15.-lei 37/66. 2ª T. AC 042449/ RS. 135. DJU 10. Juiz Vladimir Passos de Freitas.08. as mesmas razões que justificam o reconhecimento da dispensa da multa conduzem a conclusão lógica de que. Min. I. estranho ao fato gerador do Imposto de Importação (Dec. rel. Regime de isenção. Desembaraço aduaneiro pendente de despacho do agente de Ministério da Agricultura. III. sendo representante do armador. Min. j. também. 05.. do CTN). Greve do serviço público.2000. Min. artigo por artigo. j. Na falta superior ao percentual aludido.1997. p. 1ª T.1995. Importação de mercadorias sujeitas a perecimento. nem utilidade a justificar a interposição do presente recurso especial. restando inobservado o requisito recursal do prequestionamento (Súmulas 282 e 356 do STF). por força do art. art. empregado. 1. o mandado de segurança impetrado no primeiro grau perdeu objeto.305). em caso de avaria ou falta de mercadorias (TRF-4ª R. 10 a 12 da Lei 7. p. O agente marítimo não é representante.172/SP. de logo. 135. Adhemar Maciel. Transporte marítimo.restaram devidamente protegidos nas instâncias ordinárias. 59 . II.1997. 3. Tributário. Agente marítimo (art.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.05. DJU 20. Milton Luiz Pereira. rel. REsp 38499/RJ.. Recurso especial não conhecido (STJ. 2ª T. Dec. 3.

847). Falta de mercadoria.. Extravio.1993. DJU 30.1997. 1. 4ª T.01. por via marítima.01. Fato gerador. p. 11.-lei 37.09. 1.12. A responsabilidade pelo tributo nessa hipótese é do transportador. p. Depósito. por isso. Não 60 . A responsabilidade pelo recolhimento dos tributos relativos a falta de mercadoria importada é inerente ao importador ou ao transportador da mercadoria (TRF-4ª R. Responsabilidade do transportador..06.1994. Fato gerador. O agente marítimo. j. Recursos improvidos (TRF-1ª R.05. j. DJU 20. AC 90. 57.759). mas não com relação ao Imposto de Importação. 42. O agente marítimo. de 1966 (Súmula 192/TFR). de-1966 (Súmula 192 do TFR). quando no exercício exclusivo das atribuições próprias. não é considerado responsável tributário.. Responsabilidade tributária. inclusive ICMS e ISS Tributário. Recurso improvido (TRF . p. verificada pela autoridade aduaneira. Súmula 192 do ex-TFR. Inaplicabilidade. AC 0424689/PR.. rel. Consolidou-se entendimento jurisprudencial no sentido de não ser o agente marítimo considerado como responsável tributário. Responsabilidade. 26. 1°. DJU 11. e 41. Sentença confirmada. rel. rel. parágrafo único.1991.1991.4ª R.17.25606-1/BA.j.04. Apelação conhecida.. Tributário.531). Mercadoria a granel.17780-8/DF. Dec. Agente marítimo.. p. Correção monetária. nem se equipara ao transportador para efeitos do Dec. rel.-lei 37/66. Falta de mercadoria. 2. Dec. Juiz Volkmer de Castilho. não é considerável tributário. Não se ressente de fundamentos a apelação que se limita a reportar-se aos termos de sua contestação. Súmula 192/TFR. DJU 20.. nem se equipara ao transportador para efeitos do Dec.10328/RS.. Processual e tributário.1993. Falta de mercadoria importada. 39.1997. 1. arts. artigo por artigo. 2ª T. 2. Tributário. Imposto de Importação. 2. REO 93. 14. Nos casos de mercadorias importadas do exterior a granel. 4ª T. as faltas não superiores a cinco por cento excluem a responsabilidade do transportador quanto à multa. Agentes marítimos.-lei 37/66.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 60. Juíza Eliana Calmon. 3ª T. 29. III. Imposto de Importação.05. sendo o agente apenas representante que. II.04. j.-lei 37.10. 06. Tributário. Juiz Leite Soares.1993.086). quando no exercício das suas atribuições (Súmula 192 do TFR). Importação. Responsabilidade fiscal do agente marítimo. AC 90. não pode ser demandado em nome próprio. Juiz José Fernando Camargo. Remessa oficial improvida (TRF-1ª R. Imposto de Importação. quando no exercício exclusivo das atribuições próprias.07.

segundo a qual ‘o agente marítimo. 19. AC 91. vez que o auto de infração fora lavrado em face do agente marítimo e em nenhum momento do procedimento administrativo de qualquer decisão deste. Honorários advocatícios mantidos a favor dos embargantes. Inexistência de responsabilidade tributária. Agente marítimo. II.. [parágrafo único.05. 121. p. AC 94. Ocorre a nulidade do procedimento administrativo quando não é o transportador devidamente identificado como sujeito passivo da obrigação tributária. 12. 2. Transportador.-lei 37. Tributário. 61 .09. VI. Embargos a execução fiscal. quando. 22. 3ª T. Juiz Castro Meira j.09. 12. DJU 05. Decadência operada. Caracteriza-se a ilegitimidade de parte do agente marítimo na execução fiscal. João Otávio de Noronha. Recurso voluntário e remessa oficial improvidos (TRF-3ª R. pelo que é legítima a exigência do tributo do responsável tributário.999). que se operou. Aperfeiçoa-se o fato gerador. inclusive ICMS e ISS se aplica o entendimento sumulado quando o agente marítimo assina termo de responsabilidade equiparando-se ao transportador marítimo. 1. IV.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 3.] inciso II. art.166-7). O termo de compromisso firmado por agente marítimo não tem o condão de atribuirlhe responsabilidade tributária. Termo de compromisso. Recurso voluntário e remessa oficial improvidos. nos termos do art.1996. Recurso especial a que se nega provimento (STJ. Mercadoria importada a granel.07. Responsabilidade tributária inexistente.2005. Decadência do direito da União para constituir seu crédito em face do transportador. p.09618/PE. Não se beneficia da isenção do Imposto de Importação a mercadoria extraviada. Imposto de importação. Min. Juiz Baptista Pereira.. 51.041306/SP. 332).. Agente marítimo. III. Verba honorária devida pela embargante carecedora. j. na importação de mercadorias a granel. p. do CTN.091991. na data em que a autoridade fiscal tomou conhecimento da falta da mercadoria. 1ª T. quando no exercício exclusivo das atribuições próprias.. artigo por artigo. rel. Aplicação do princípio da reserva legal. Apelações e remessa improvidas (TRF-5ª R. não é considerado responsável tributário. j. 2ª T. V. Dec. nem se equipara ao transportador para efeitos do Dec. Tributário. Imposto de Importação. de 1966’. DJU 20.03. Princípio da reserva legal. DJU 24. Não identificação com sujeito passivo na obrigação tributária no auto de infração e no procedimento administrativo o real contribuinte.. rel. I. Nulidade absoluta do procedimento administrativo.2005.-lei 37/66.1996. e mantida a favor do transporte. nesse caso. exerce este as suas funções próprias.06.04. REsp 223836/RS. Aplicação da Súmula 192/TFR. 05.1991. rel.

Recurso especial provido.10. 28. nos termos precisos do parágrafo único. do Dec. j. parágrafo único.-lei 37/66. III e 60. Recurso especial a que se dá provimento. Compatibilidade. do Código Tributário Nacional e arts. seja ela oriunda de lei. torna-se necessária a ‘fixação de um critério temporal a que se atribua a exatidão e certeza para se completar o inteiro desenho do fato gerador’. Responsabilidade pelo pagamento do Imposto de Importação da transportadora. 1. rel. Não obstante o fato gerador do Imposto de Importação se dê com a entrada da mercadoria estrangeira em território nacional. 3. ele apenas se aperfeiçoa com o registro da Declaração de Importação no caso de regime comum e. 46). 19. artigo por artigo.-lei 37/66. embora o fato gerador do tributo se dê com a entrada da mercadoria em território nacional. Extravio de mercadoria estrangeira. AC 133478/RJ. 62 . com a entrada no território nacional da mercadoria que constar como tendo sido importada e cuja falta seja apurada pela autoridade aduaneira. do Dec. o extravio da mercadoria estrangeira importa.1999. arts. p. Imposto de Importação.. os preceitos dos arts. presumida a ausência de responsabilidade do transportador. DJU 08. 41. Assim. 1. Juiz Reis Friede.05. Art. 1°].08. 1°. 2ª T. Tributário. 41. Dec.-lei 37/66. Apelação improvida (TRF-2ª R. nos casos de mercadoria importada a granel sob regime de isenção. rel.-lei 37/66 [rectius: § 2° do art. Resp 20315/RJ.2003. à espécie. Necessidade de fixação de critério temporal para que se complete. 2. 04. A autoraembargante não conseguiu comprovar estar a mercadoria estrangeira extraviada contemplada por qualquer isenção fiscal. Mercadoria isenta. seja a mesma oriunda de Tratado Internacional. inclusive ICMS e ISS Tributário. 1° e 23. p. 2. José Delgado. Inaplicáveis. porque a mesma não conseguiu comprovar ser a mercadoria estrangeira contemplada pelo benefício isencional. III e 60. DJU 02. Ocorrendo quebra ou perda inferior a 5% (cinco por cento). A simples alegação de inexistência de guia de importação não importa no reconhecimento de que a mercadoria extraviada esteja contemplada por qualquer isenção alusiva ao Imposto de Importação.05. Responsabilidade tributária. necessariamente. do art. 156).. Inversão do ônus da sucumbência (STJ. Quebra inferior ao limite técnico permitido de 5% (cinco por cento). Inversão da sucumbência. do Dec. Ademais. Min.. 3.1999. Mercadoria importada a granel. parágrafo único. Ocorrência do fato gerador. sobretudo. 1ª T.2003. não responde este pelo pagamento do Imposto de Importação face à inexistente previsão legal para tanto. 4. na responsabilidade tributária da transportadora.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. j.

a autora. Agente marítimo e transportador. rel. 17. Ilegitimidade ad causam. mesmo tendo assumido obrigações. Perda natural. a mercadoria sequer ingressará no território nacional. com a assinatura do Termo de Responsabilidade. dessa forma. artigo por artigo. Juiz Guilherme Couto. no caso de líquido. 2ª T. Mas não se pode atribuir a responsabilidade pelo pagamento ao agente marítimo. Imposto de Importação. conforme já delimitado pela a Súmula 192.02. 1. do extinto Tribunal Federal de Recursos. Sentença modificada apenas em parte. De acordo com os precedentes jurisprudenciais. 3.. pois considerado ocorrente o fato gerador. como responsável tributária. Agente marítimo. e. pois não se equipara ao transportador nem ao contribuinte do imposto. pelo qual se exige o pagamento do Imposto de Importação. em virtude de falta de mercadoria importada a granel decorrente de quebra. na conferência aduaneiro. como a do transporte de bens a granel. 2. há hipóteses. por ocasião do desembaraço do bem. a não ser quando caracterizada a sua qualificação de depositário. sob pena de estar o Fisco tributando bem inexistente. não se terá produto a desembaraçar e 63 . sendo grãos. por quebra natural. nos termo do inciso II do art. Os bens trazidos a granel não são acondicionados adequadamente em embalagens. Indevido. E várias são as razões para que não se faça a tributação. p. Conforme estabelecido pelas Instruções Normativas da Secretaria da Receita Federal. ainda.04. não deverá responder por eventuais débitos decorrentes da importação. 84). Responsabilidade tributária.2002. aplicável na espécie. por isso se pode afirmar que não ocorrerá o fato gerador do tributo. j. não haverá nacionalização ou aproveitamento do bem pelo importador. AC 265663/ES. em face da agência marítima.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Discute-se o direito à anulação do crédito tributário. à evaporação ou ao vazamento do produto. Ação anulatória.. Milho transportado a granel. Nas hipóteses de perda da mercadoria. para o agenciamento do transporte das mercadorias. 32 do Dec. O Imposto de Importação é devido pelo seu total. para diminuir o percentual dos honorários (TRF-2ª R. nada mais justo então de exonerá-lo não só da multa quanto do tributo respectivo. na qualidade de agente marítimo.2003. Mercadoria a granel. DJU 05. não haverá o que ser tributado. 4. por manter vínculo contratual com este. em virtude dessa perda. em que as quebras são inevitáveis (IN/SRF 95/84). estão sujeitos às intempéries e podem. inclusive ICMS e ISS Tributário. ainda quando apurada a falta ou a diminuição do peso da mercadoria. sujeitarem-se ao ressecamento ou à umidade. Imposto de Importação. dentre outros.-lei 37. terem parte da carga perdida durante a carga e a descarga. por isso restou estabelecida uma margem para exonerar o responsável tributário de ônus. Quebra de mercadoria. Súmula 192 do extinto TFR. Tributário. Aduaneiro.

insertas no art. 4.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. haveria a transferência do sujeito obrigado. Apelação e remessa oficial improvidas (TRF-3ª R. conferida aos produtos importados. cujas ocorrências. Juiz Eliana Marcelo. equivaleria à transmutação de uma isenção objetiva para uma subjetiva. 12. de suspensão dos impostos ou de sua redução de alíquota. no caso da suspensão dos impostos. Sucumbência. Tributário.. rel. 3. j. enquanto para a redução dos tributos. p.. Precedentes do STJ. Precedentes. 6. enquanto a redução é norma imperativa. não haveria a obrigação tributária diante da importação com redução de impostos. não se admitindo outra alíquota que não a indicada. Fato gerador do Imposto de Importação. imputado à autora em face do extravio ocorrido em bem que transportou. 5. pois é instituída em função do fato. Aduaneiro. Sustenta a autora tratar-se de produtos sujeitos à alíquota zero. As situações de avaria ou o extravio são previstas expressamente pelo Regulamento Aduaneiro [revogado pelo Dec. A avaria ou extravio do bem não pode modificar os critérios de outorga de isenção. não admitida por este instituto. rel. Discute-se o direito à anulação de crédito tributário. 1. 515). Responsabilidade do transportador. nas formas dos artigos 478 a 485 do Regulamento Aduaneiro. todo transportador seria o responsável pelo pagamento de impostos. inclusive ICMS e ISS conseqüentemente a tributar. 4. O ponto nodal da questão refere-se à ocorrência ou não do fato gerador do Imposto de Importação. destinam-se a identificar o responsável e apurar o crédito tributário dele exigível (art. Pensar de forma contrária. ou seja. alterando-se as causas determinantes da suspensão. 5. in casu para zero. ter sido extraviada ou avariada e quem lhe deu causa. conforme admitido pela sentença. Anulatória de débito. artigo por artigo. mantendo-se a suspensão dos tributos até a sua implementação. 9. portanto. vindo a ocorrer a avaria ou extravio dos bens. Inocorrência.2007. mesmo estando as mercadorias isentas. 468 do mesmo Regulamento). 2. consistente na exigência do Imposto de Importação e respectiva multa. seria de caráter objetivo. faria o Fisco nascer uma alíquota não contemplada legalmente. AC 63465. Apelação e remessa oficial não providas (TRF-3ª R. 467. 6. Extravio. A suspensão dos impostos resolver-se-á quando ocorrer o acontecimento futuro e certo.543/2002]. objetivamente considerado. A responsabilidade tributária implicará na conjugação de várias situações. 64 . em virtude de extravio ou avaria.04. AC 175713/SP. A isenção. Alíquota zero. 7. passando a responsabilidade a terceira pessoa.2007. cujos bens importados enquadravam-se na alíquota zero.04. 2ª T. ao qual se obrigou o importador. DJU 19. Mercadoria importada. caso ocorresse. sobre bens extraviados sob a guarda da autora.. dentre elas a de entrar o bem no território nacional para o consumo. Da mesma forma. 8. fazendo nascer tal obrigação fiscal.

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Juíza Eliana Marcelo, j. 15.03.2007, DJU 22.03.2007, p. 464). Imposto de Importação. Mercadoria avariada. Sujeito passivo. Transportador. 1. É o transportador o sujeito passivo do Imposto de Importação incidente sobre a mercadoria importada, tendo em vista a assunção da responsabilidade de transportador o bem, documentalmente. 2. Irrelevante o fato de a mercadoria ter sido transportada por caminhão de outra transportadora. 3. O fato gerador do imposto de importação se dá com a entrada da mercadoria importada em território nacional. A avaria da mercadoria não afasta ocorrência do fato gerador (TRF-4ª R., 1ª T., AMS 200070030036965/PR, rel. Juíza Maria Lúcia Luz Leiria, j. 18.06.2003, DJU 09.07.2003, p. 251). Tributário. Importação de produto industrializado. IPI e Imposto de Importação. Isenção subjetiva. Locação do bem antes de decorridos cinco anos. Responsabilidade solidária. Juros de mora. Termo inicial. Decisão administrativa. I. Quando a isenção for vinculada à qualidade do importador, a locação do bem, antes de decorridos cinco anos da efetiva importação, obriga ao prévio pagamento do imposto, a teor do art. 137 do Regulamento Aduaneiro, aprovado pelo Dec. 91.030/85 [revogado pelo Dec. 4.543/2002]. II. É responsável solidária a pessoa que tenha interesse comum na situação que constitua o fato gerador da obrigação principal, nos termos do art. 124, I, do CTN. III. Existindo a solidariedade, o Fisco tem total liberdade para escolher de quem cobrar, podendo, pois, dirigir as suas ações contra todos ou apenas um dos devedores. IV. Uma vez que o julgamento definitivo no âmbito administrativo foi no sentido de reconhecer o não cabimento de acréscimos moratórios antes da decisão da lide, por não estar ainda definitivamente constituído o crédito tributário, não pode o julgador agravar a situação do contribuinte, para fixar como termo inicial para a incidência de juros moratórios a data do vencimento do crédito tributário. V Apelação parcialmente provida (TRF-5ª R., 3ª T., AC 350912/PE, j. 02.06.2005, DJU 30.06.2005, p. 655). Tributário. Responsabilidade tributária. Importação. Mercadoria importada. Perfumes. Adquirente de boa-fé. 1. O adquirente de boa-fé da mercadoria estrangeira, possuidor da regular nota fiscal, não pode ser apenado com a perda do produto, se verificado pelo Fisco que a mercadoria não foi regularmente importada, porquanto não possui o comprador a obrigação legal de exigir do comerciante vendedor a prova documental do regular ingresso do bem no território nacional, obrigação, esta sim, do Poder Público. Precedentes desta Corte e do STJ (q.v. verbi gratia: AMS
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1997.01.000367534, publicado em 13.11.2003). 2. Remessa oficial não provida (TRF-5ª R., 8ª T., REOMS 200442000022149/RR, rel. Juiz Carlos Fernando Mathias, j. 07.11.2006, DJU 04.12.2006, p. 202). Tributário. Imposto de Importação. Responsabilidade por substituição do transportador. Dec.-lei 37/66, art. 60, parágrafo único. Não configuração no caso de inexigibilidade do tributo na operação. I. Isenção e imunidade não se confundem; enquanto esta consubstancia hipótese de incompetência tributária, aquela impede a constituição do crédito fiscal. II. A diferença ontológica entre isenção e imunidade não tem o condão de afastar a exegese construída sobre o parágrafo único do art. 60 do Dec.-lei 37/66, que cuida da responsabilidade do transportador por tributos que deixaram de ser recolhidos em decorrência de dano, avaria ou extravio. III. O transportador não é responsável por substituição no caso de dano, avaria ou extravio de mercadorias quando o tributo não seja devido na operação em razão de hipótese de imunidade, não incidência, suspensão, exclusão ou extinção do crédito tributário. IV Apelação e remessa oficial improvidas (TRF-1ª R., 2ª T., AC 19990100032763/MG, rel. Juíza Vera Carla Nelson de Oliveira Cruz, j. 16.04.2002, DJU 16.05.2002, p. 108).

Seção II Imposto sobre a exportação Art. 23. O imposto, de competência da União, sobre a exportação, nacional. COMENTÁRIOS Finalidade. O imposto incidente sobre bens e produtos nacionais ou nacionalizados, quando destinados ao estrangeiro, tem como fato gerador a saída do território nacional, considerando esta saída no momento em que é expedida a guia de exportação ou documento equivalente. Adotou-se este momento como o da ocorrência do fato gerador por questão de praticidade.
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para

o

estrangeiro,

de

produtos

nacionais

ou

nacionalizados tem como fato gerador a saída destes do território

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É um imposto federal, de competência da União, inovação esta oriunda da Emenda Constitucional nº 18/65, porquanto a Carta de 46 atribuía aos Estados-membros a instituição do imposto em realce. A atual competência federal da exação é muito mais lógica e adequada à natureza jurídica do imposto, de índole nitidamente extrafiscal, regulatório do comércio exterior. É utilizado, algumas vezes, para evitar o desabastecimento do mercado interno, quando atraentes os preços do exterior. Pelo caráter extrafiscal do imposto e pelo fato de ser importante para o equilíbrio da balança comercial, tem baixíssima alíquota. Como fonte de receita é a exação despicienda, mas funciona como instrumento da política tributária, não se lhe aplicando, por isso mesmo, o principio da anterioridade. Entretanto, diferentemente do Imposto de Importação, tem sido este imposto altamente criticado, por onerar os bens de produção nacional no mercado externo. Fato gerador. É a saída material do produto nacional ou nacionalizado para outro País, qualquer que seja o objetivo da remessa, independentemente do negócio jurídico que motivou a saída, seja compra e venda, doação ou empréstimo. O momento da ocorrência do fato gerador é o da expedição da guia de exportação ou documento equivalente, conforme estabelece o Dec.-lei 1.578/77, no particular bem mais explícito do que o CTN, haja vista o teor do § 1° do art. 1°, verbis: “Considera-se ocorrido o fato gerador no momento da expedição da Guia de Exportação ou documento equivalente”.

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Por isso mesmo remete-se o leitor ao que foi dito quanto aos entrepostos aduaneiros e regimes especiais. Direta quando o estabelecimento industrial ou produtor emite a nota fiscal de venda endereçada diretamente ao destinatário no exterior. inclusive ICMS e ISS Temos. É um imposto indireto. Para Aliomar Baleeiro. a fim de facilitar. Atente-se quanto ao fato de que não só a mercadoria nacional é passível de incidência do imposto. na prática. artigo por artigo. Possui institutos próprios. proporcional e seletivo em função do objeto submetido à tributação. “nacionalizada é não só a mercadoria de origem estrangeira aqui transformada ou beneficiada. uma ficção legal como fato gerador. mas também a subdividida em acondicionamentos no país” (Direito Tributário Brasileiro. com base em contrato. portanto. a cobrança do imposto. 10. As exportações podem ser diretas e indiretas. 1985. beneficiamento ou acondicionamento e foi reexportada (regime de drawback).Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 139). Os mesmos conceitos examinados para o Imposto de Importação servem de subsídio para a compreensão das alíquotas deste imposto. o Imposto de Importação. Observe-se que aqui há profunda diferença do imposto coirmão. mas também a nacionalizada. 68 . entendendo-se como tal a mercadoria estrangeira que no país sofreu transformação. cuja expedição de guia é uma mera providência burocrática. como o Imposto de Importação. podendo ser as mesmas especificas e ad valorem. ed. Tipo de imposto. p..

248/72 ou a trading companies. que por sua vez emitirá nota fiscal de venda endereçada ao comprador estrangeiro. fora feito anteriormente à edição das referidas normas. Imposto de Exportação. entendido como fato gerador pelo Tribunal a quo. artigo por artigo. Tributário.que estabeleciam alíquotas de 10% e 2%. nos contratos de exportação de açúcar -. O fato gerador do Imposto de Exportação é o registro 69 entendeu os pela de incidência das mencionadas Precedentes resoluções RE porquanto as mesmas foram editadas anteriormente ao momento em que registros exportação. Ellen Gracie.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.-lei 1.796/PE.Considerando que o fato gerador do Imposto de Exportação ocorre no momento em que é feito o registro de exportação junto ao Sistema Integrado de Comércio Exterior .10. Segundo Vittorio Cassone. .2001. inclusive ICMS e ISS Indireta quando o estabelecimento industrial ou produtor emite a nota fiscal de venda (com o fim específico de exportação) para destinatário comprador no Brasil. sem fazer expressa referência ao Dec. Alteração de alíquota. Nesta hipótese. salientando que o registro de venda não substitui o registro de exportação. a exportação será considerada indireta para o fabricante e direta para o interveniente exportador. RE 223.106/PE ( DJU 28.Siscomex. citados: 227.04. vendendo para empresa situada no exterior.136/94 . I. está querendo dizer que é qualquer empresa exportadora que pratica atos de comércio de exportação. Min. efetivados 16. A Turma. a Turma deu provimento a recurso extraordinário para reformar acórdão do TRF da 5ª Região que afastara a exigência do Imposto de Exportação em operação relativa à venda de açúcar previsto nas Resoluções 2.2000).112/94 [revogada] e 2. rel. quando a legislação tributária fala em “empresa comercial exportadora”. cujo registro de venda. respectivamente. JURISPRUDÊNCIA Nota: Imposto de Exportação e fato gerador . que funciona como interveniente comercial.

Negócio jurídico anteriormente firmado. Atente-se para que o art. editado posteriormente ao registro junto ao Siscomex das operações relativas a exportação. Por conseguinte. Segurança jurídica. MS 00547727/PE. 6°. constitucionalmente assegurados. 1° do Dec.05. a lei elegeu a expedição da guia para marcar a saída do produto exportado. Apelação não conhecida e remessa ex officio improvida (TRF-3ª R.1991.11. 44. Fato gerador. Granito em bruto. Imposto de Exportação. Tributário. Direito tributário.1997. DJU 25. 1° do Dec.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Bacen [revogada]. A aplicação de ato normativo. Segurança concedida (TRF-5ª R. 3. O elemento temporal do fato gerador foi o da expedição da Guia de Exportação ou qualquer documento que à mesma equivalesse segundo a administração fiscal.. Apelação desprovida (TRF-4ª R. imbuído de critério político.019/95]. é lícito instituir formas divorciadas da realidade material. do Decreto 660/92. III.543/2002]. Dec.725).1996. p. 101. Res. fere o direito adquirido e o princípio da irretroatividade. AG 03033329. que juridicamente não acontece quando da contratação do embarque nem do desembarque.07.10.. AC 0403282/RS. 2. Pleno. Imposto de Exportação.112/94.543/2002]. não importando que o embarque se dê somente após a alteração da alíquota. não tem o condão de contrariar o que a norma legal define como hipótese de incidência do imposto sobre a 70 .578/77. artigo por artigo. Juiz Gilson Dipp. Fato gerador. p. Imposto de importação de açúcar. 4ª T. Resoluções do CMN 2. inclusive ICMS e ISS informatizado das operações de exportação no Siscomex. contrariou o comando da Medida Provisória 655/94 [a Medida Provisória 655/94 transformou-se na Lei 9. 3ª T. Majoração. 4. consoante o § 1°.578/77. Segurança concedida. DJU 28. 2. Se a cobrança do imposto se deu com base na Resolução 2.136/94. 04. 1.06.. Alíquota. surge para o exportador o direito de ver seu produto tributado nas bases da legislação então vigente. rel. 4. Tributário. 2. Irretroatividade tributária.-lei 1. Direito intertemporal.-lei 1.06. do art. j. 08. Registro de venda junto ao Siscomex. Medida Provisória 655/94. Açúcar. que atribuiu somente ao chefe do Poder Executivo relacionar produto sujeito ao imposto. já que revogou a delação constante no § 2° do art. rel. 661/92 [revogado pelo Dec. Direito adquirido. 4.873). Ao legislador. Ocorrido o fato gerador. rel. j. Juiz Francisco Falcão. 1. Juiz Newton de Lucca j. 22.1997.112/94.. Ação ordinária anulatória de débito fiscal. DJU 10. que modificou o art. II. 222 do Regulamento Aduaneiro [revogado pelo Dec.1991).112/94 [revogada] e 2.1996. dentre as etapas da exportação..

Constitucional e tributário. AMS 95. A demora da Administração Pública para expedir o registro de venda não pode prejudicar o contribuinte que se ateve às diretrizes dos planos governamentais para efetuar os seus negócios jurídicos. inclusive ICMS e ISS exportação (TRF-4ª R. Impossível a retroatividade desses diplomas normativos para alcançar as operações de exportação já registradas. j. Encontrando-se registrados na Siscomex os contratos negociados com o exterior. ao instante da edição das Resoluções 2. À época do fato gerador incidia alíquota zero. 1°. Sistema Integrado de Comércio Exterior .. Juiz Ridalvo Costa. Irretroatividade.136. Precedentes.052051/PE.112/94 [revogada] e 2. Não conhecimento da apelação da Fazenda e improvimento da remessa oficial (TRF-5ª R.112/94 [revogada] e 2. REO 95. Precedentes jurisprudenciais desta Colenda Corte: AMS 49552/PE.1994.. AMS 50202/AL. infringe o princípio da irretroatividade da lei tributária a cobrança do Imposto de Exportação nas alíquotas de 10% (dez por cento) ou 2% (dois por cento).05. Juiz José Maria Lucena..1995. Resolução Bacen 2. Resoluções 2.578/77 estabelece. O fato gerador do Imposto de Exportação.-lei 1.136/94 do Banco Central do Brasil. Imposto de Exportação. 4.08.112 e 2. Embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário. 10.10. Demora da Administração Pública. Ocorrência antes da edição das Resoluções 2. DJU 20. A impetrante teve seus registros de exportação efetivados em 26. 1ª T. 26.006). 65. DJU 10. 05. REO 49689/PE.1997.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. rel. Fato gerador.112/94 [revogada] e 2. Juiz Gilson Dipp. § 1°.08. Registro no Sistema Integrado de Comércio Exterior Siscomex. Remessa oficial improvida (TRF-5ª R. artigo por artigo. Fato gerador. j. Imposto de Exportação. rel. 2. 26. j. é a expedição da guia de exportação ou documento equivalente. AMS 0444922/RS.1995. antes da vigência das resoluções que majoraram a alíquota do Imposto de Exportação. do Dec.05. rel.136/94. Constitucional.136/94. Controvérsia acerca da existência de distinção entre Registro de Venda e 71 .. j. Imposto de Exportação.1996.. 83. p. 30. tal como definido no art. 3ª T.04.831). p. 1. 1°.08. em seu art.235). Irretroatividade. Fato gerador. de 1994. Tributário. rel. DJU 1°.49689/PE.578/77. 12.10. p. que majoraram a alíquota do tributo. Juiz Francisco Falcão.1996.-lei 1.Siscomex. Exportação. 3ª T.1995. 5.1997. que considera-se ocorrido o fato gerador no momento da expedição da guia de exportação ou documento equivalente: 3.10. Impossibilidade de prejuízo ao contribuinte. Tributário.05. § 1°.1995.. rel Juiz Geraldo Apoliano j.09. 11. O Dec. Erro material. Inexistência. j. 26.1995.

Incidência.280/2005]. Dec.2003. expressando. Lei 9. 2ª T. 21. Envio de equipamento ao exterior. j.05. j.305/75. Registro de vendas no Siscomex durante vigência da resolução do Bacen. 25. institui a referida taxa.2002. Precedentes. RE-AgR-ED 234954/AL.. rel. p.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. quando ocorre comercialização interna de produtos vegetais. Embargos de declaração rejeitados (STF. 2ª T. 26). Apelação e remessa oficial a que se nega provimento (TRF-1ª R. A Lei 6. Dec. verificando-se este durante a vigência da resolução que majorou a alíquota do imposto (Resolução do Banco Central 2.2006. O fato gerador do Imposto de Exportação sobre o açúcar ocorre com o registro de vendas no Siscomex e. Impossibilidade. j. ainda. Circular Bacen 2. j.069/95. rel. 6. p. Tributos e contribuições. Min. a criação de obrigação tributária por interpretação jurisprudencial. Recurso especial não-provido (STJ. em seu art.-lei 37/66. AMS 199901000505276/MG.08.-lei 1. da sua base imponível e da alíquota devida. p. 132). Os arts. Maurício Corrêa.-lei 37/66. 1°.305/75. 3.06.163/95 [revogada pela Resolução 2. art. Tributário. Imposto de Exportação. em nosso regime legal tributário.03. 2.2006. 2. 4. regime drawback. 1ª T. 5.. rel. José Delgado. Juiz Hilton Queiroz. destinados à futura exportação. Min. Constitucionalidade.305/85 [revogada pela lei 9. Recurso não provido (STJ. Impossível. impondo os elementos do seu fato gerador. REsp 382494/PR. Fato gerador. 1. Juiz João Otávio de Noronha. 4ª T.03. unicamente. p. Fato gerador.597/95 [revogada pela Circular 3. 60.972/2000]. 2. esta deve ser aplicada. Tributário.72 . inclusive ICMS e ISS Registro de Exportação. 1. Só há tributo exigível quando existe lei que expressamente o declare. 13.. DJU 23. Não incidência na importação de produtos sob regime de drawback. rel. Exportação temporária.10. quem são os sujeitos ativos e passivos.578/77. 1. 1. 03.2002. Erro material. Lei 6. ou seja. Portaria 393/95. DJU 29. 99). Inexistência. DJU 15. não há falar na incidência de tributos sobre operação enquadrada no regime de exportação temporária. artigo por artigo.2003. Inexistência.2003. não determinam a incidência da taxa de classificação dos produtos vegetais quando destinados à importação sob o. Homenagem ao princípio da legalidade. Fato gerador.2003. Imposto de Exportação Açúcar.. DJU 24. O Dec.02..09. 1° e 7°. Tributário. Diante da inexistência de fato gerador. nos termos do Dec. Taxa de classificação de produtos vegetais.281). Tributário. da Lei 6. REsp 432839/SC.927/2002]).

Tributário e administrativo. Agravo de instrumento provido (TRF-5ª R. § 1°. tendo conteúdo prevalentemente declarativo. não pode ser obstado por exigências administrativas tendentes a exigir direta ou indiretamente o pagamento do tributo devido. Juiz Mairan Maia. AG 31752/PE. rel. em qualquer caso. de desenvolver livremente sua atividade econômica. ao tempo da exportação. rel. a averbação contribui para legitimar sua exigibilidade.. da Constituição Federal. Art. ou seu similar. em uma venda em condições de livre concorrência. descreve todos os elementos do Imposto de Exportação. A alteração da alíquota do Imposto de Exportação pelo Poder Executivo encontra-se prevista no art.597/95. sendo. 3ª T. inclusive ICMS e ISS lei 1. p. o preço normal que o produto. artigo por artigo. Precedentes do Eg.quando a alíquota seja ad valorem. 23. 2. a unidade de medida adotada pela lei tributária. 222 do Regulamento Aduaneiro [revogado pelo Dec. conforme disposto no art. Longe de prejudicar a cobrança do Imposto de Exportação. DJU 23. este o momento a ser considerado para a verificação da legislação aplicável..2002. do embarque ou da transposição de fronteira da mercadoria.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.578/77. REOMS 173653/SP.11. recepcionado pela Constituição Federal.543/2002]. 6ª T. 3. O fato gerador do imposto configura-se com o registro da exportação no Siscomex. A base de cálculo do imposto é: I . o nascimento da obrigação tributária. pela fiscalização aduaneira. j. Imposto de Exportação. portanto. 347). não importando o momento do registro da venda junto ao Siscomex (TRF-1ª. não havendo óbice ao exercício dessa competência pelo Conselho Monetário Nacional.2002. 73 .. DJU 29. válida a majoração da alíquota efetuada pela Circular Bacen 2. Averbação de embarque.10. 153. II . Juiz Paulo Machado Cordeiro. tampouco à sua delegação ao Banco Central do Brasil. 24.954). portanto.10.2002. sendo. p.10. STF A oneração em milhões do exportador autoriza o julgador a liberar a mercadoria impedida de ser exportada no caso presente.2002. A averbação é o ato final do despacho de exportação e consiste na confirmação. O direito fundamental do particular. ambos órgãos do Poder Executivo.quando a alíquota seja específica. alcançaria. Cobrança indireta do tributo. j. 03. devendo ser afastada alegação de inexistência de norma válida instituidora do tributo. ao reconhecer a efetiva ocorrência do fato gerador e confirmar. 4.

como preço normal o valor à vista do produto. A base de cálculo que indica o preço normal deve observar as normas da Organização Mundial do Comércio. Daí a pouquíssima jurisprudência dos Tribunais Superiores sobre o imposto em destaque. Ela é elaborada pelo Conselho Monetário Nacional. deduzidos os tributos diretamente incidentes sobre a operação de exportação e. o custo do financiamento.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Aspectos relevantes. E quando é o Judiciário chamado a dirimir contendas em torno da exação. sujeitando-se inclusive às flutuações das Bolsas de Mercadoria. geralmente não passam da esfera dos Tribunais Regionais Federais. considerase a entrega como efetuada no porto ou lugar da saída do produto. então. cabe ao Conselho Monetário Nacional expedir normas sobre a determinação da base de cálculo do imposto e fixar critérios específicos ou pauta de valor mínimo. 74 . O Imposto de Exportação não tem importância fiscal e sim política. Considera-se. Para os efeitos do inciso II. COMENTÁRIOS Base de cálculo. como já explicitado. não ensejando questionamentos judiciais freqüentes. O disposto no parágrafo único objetiva reduzir o preço do produto. FOB ou posto na fronteira. inclusive ICMS e ISS Parágrafo único. o preço da mercadoria mais frete e seguro. ou seja. artigo por artigo. nas vendas efetuadas a prazo superior aos correntes no mercado internacional. dele excluindo-se os custos da exportação e do financiamento. A pauta de valor mínimo só se faz pertinente quando o produto for de difícil apuração ou sofrer marcantes oscilações no mercado internacional. FOB é a abreviatura de free on board. colocado a bordo do veículo que irá transportá-la para o exterior. Como os preços oscilam em função do mercado externo.

Exportação de café cru. 2°. Exclusão. rel. mas a outorga só por lei pode ser feita. Base de cálculo. como os demais impostos.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 11 do Convenio ICMS 66/88 declarada pelo Supremo Tribunal no RE 149. As quotas isencionais são episódicas e circunstanciais. 2ª T. Exportação de café cru.1993. pode ter lançamento de oficio. AGAG 145172/SP.11. Tributário. Min. 13. 1ª T. A quota de contribuição devida ao IBC. 75 . O lançamento é feito. Afinal. recebido pela Constituição. Por fim. Min. ADCT) (STF. inclusive ICMS e ISS Geralmente as controvérsias judiciais versam sobre base de cálculo ou isenção. ICMS. acrescente-se que o Imposto de Exportação. DJU 16. o valor constante da fatura comercial é mera indicação por não se constituir em base de cálculo. por força do art. 12.269).09. como previsto no art.. § 5°. AGRAG 153549/SP.. j. Agravo regimental a que se nega provimento (STF. rel. Paulo Brossard. 24. p. Sepúlveda Pertence. 34. art. 149 do CTN.-lei 406/68. não se inclui na base imponível do ICMS. Agravo regimental. j. mas o Fisco tem a faculdade de recusar qualquer dos elementos dessa declaração. não comportando comentários em um trabalho de âmbito geral. especialmente o preço das mercadorias. DJU 03.1994.922.1994. pelos exportadores de café cru.06. ICM. § 8°. geralmente. JURISPRUDÊNCIA “O exportador adquire o direito de transferência de crédito do ICMS quando realiza a exportação do produto e não ao estocar a matériaprima” (STJ – Súmula 129). artigo por artigo.04.844). 30. Inconstitucionalidade do art. O certo é que obedecem elas a razões de conveniência e oportunidade da Administração. por declaração do exportador. p. Exclusão da base de cálculo do montante da cota de contribuição devida ao IBC (Dec.1994. Contribuição devida ao IBC.

inclusive ICMS e ISS ICM. Possibilidade. dentro das condições da época (alíquota de 2%). Precedente. Min. Alteração exacerbada da alíquota do imposto. afetando ruinosamente os contratos firmados anteriormente pela impetrante. firmou contratos para atingir seu objetivo. DJU 18. tem o impetrante a condição especial da ação de mandado de segurança: o direito líquido e certo. j. ICMS. Razoabilidade. II e § 1°). se mostrou desarrazoada e altamente ruinosa para a empresa. p.03. Afastamento do empeço de exame de mérito.12. Mandado de segurança. 15. Se os fatos.1996. Min. de alterar a alíquota do Imposto de Exportação (CF. 2. REsp 19610/SP. Recurso improvido (STJ. A desproporcionalidade da sanção imposta restou evidente ante a inexistência de Imposto de Exportação a pagar. Garcia Vieira. 1ª T. Violação do devido processo. de chegar-se ao exame do mérito. em seu aspecto substantivo. Base de cálculo. DJU 04. art. Exportação de café em grão. REsp 73949/RJ. Imposto de Exportação. Necessidade de respeito a autorização empenhada por períodos certos e determinados. por motivos conjunturais. A nova alíquota (40%). 5. Não se nega ao Executivo o direito. Fatos complexos. Não inclusão do Imposto de Exportação. p. Juiz Wellington Mendes de Almeida). Tributário. REO 0438009/RS. em decorrência. Autorização governamental para exportação de açúcar para o exterior. não se inclui na base de cálculo do ICMS devido na exportação de café em grão. 1. No caso concreto. rel.536). em 76 . Base de cálculo. Assim.1992. a impetrante já havia obtido autorização para exportar 400.1995. Segurança concedida. bem como pela inexistência de benefício patrimonial a ser auferido.1992. provados com a inicial: existência de direito líquido e certo. I. Recurso provido (STJ. j. II. rel.. 153.04. ainda que legalmente alterada.05. suficientes para o desate da testilha. 3.865). 01. 1ª T. se acham provados com a inicial. artigo por artigo. por não integrar o valor líquido faturado. objetivando a congruência lógica entre as situações postas e as decisões administrativas (TRF-4ª R. Processual civil e administrativo..000 toneladas métricas de açúcar para o exterior pelos períodos de 95/96 e 96/97. Tributário. César Asfor Rocha. porém. A quantia relativa ao Imposto de Exportação.. sobre o valor líquido faturado sobre ela não pode incidir o ICM. Desproporcionalidade. A quantia correspondente ao Imposto de Exportação não integra o valor da mercadoria. Violação do devido processo. Pena de perdimento. e até o dever.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. rel. 7. Aplicação do princípio da razoabilidade. A pena de perdimento não é aplicável quando há desproporcionalidade entre o valor da mercadoria apreendida e o valor do veículo que a transportava.

ICMS. Viola de forma direta o preceito normativo insculpido no art.01. João Otávio de Noronha. Auto de infração.12. III. Recurso especial. j. Cabimento. Recurso especial provido (STJ. apresenta-se ilegal a apreensão e declaração de perdimento. 1. 15.02. AMS 89. Nas operações comerciais que envolvem produto cujo preço é fixado com base nas cotações das bolsas internacionais e às quais se aplica a regra universal da desoneração das exportações. Pacificada a interpretação de determinada norma jurídica pelos Tribunais Superiores. REsp 511036/MG.2007. rel.08. 4). inviabiliza a pena de perdimento. Por outro lado.08.01398-3/DF. 1. capaz de ensejar a aplicação do Dec. 1ª Seção. 2°. 2ª T. sob pena de perda de competitividade do produto no mercado internacional.1989. 3. DJU 06. Remessa improvida (TRF-1ª R. 1. há de se pressupor a impossibilidade prática do repasse do valor do tributo recolhido. Base de cálculo.-lei 1. Exportação. Ação rescisória. 1. inclusive ICMS e ISS seu aspecto substantivo. Exportação de café. 2. p. 19. Mercadoria isenta. Quota de contribuição ao IBC.045). 166 do CTN. Tributário. Base de cálculo. Comprovado que a documentação legal (notas fiscais. DJU 12. 2. Contrariedade do acórdão rescindendo a entendimento sumulado no âmbito dos Tribunais Superiores. Juiz Fernando Gonçalves. artigo por artigo. j. Art. 12.3.-lei 406/68 decisão que determina o acréscimo do valor da cota de contribuição para o IBC na base de cálculo do ICMS cobrado na saída de mercadorias.1990).455/76. Desnecessidade. Juíza Eliana Calmon.03. Processual civil e tributário.1998. Repercussão. § 8°. Mandado de segurança. Exportação de mercadoria isencional. Segurança concedida (STJ.04.. rel.03. Min. Exportação de café. j. p.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Sendo isentas de impostos os bens a serem exportados não se configura dano ao erário. p. DJU 06. 06.1997.17103-1/DF. 244). REO 89. guia de exportação) foram apresentadas pelas exportadoras. ICMS. em decorrência da isenção. 2. Súmula 49/STJ.1990. DJU 27. Tributário. do Dec. Adhemar Maciel. Min. rel. Prova da repercussão. Sentença confirmada (TRF-1ª R. Recurso especial.1990.. rel.. j. Insubsistência.2007. Operação regular. MS 4772/DF. a ausência de dano ao erário.11.01. eventual divergência havida no 77 . Apelo improvido. Quota de contribuição devida ao IBC. Depósito das mercadorias em vagões ferroviários. 11. Mostra-se ilegal a lavratura de auto de infração e termo de apreensão e guarda fiscal quando a operação de exportação de mercadoria isenta embasa-se em documentação regular.

rel.03. 485. 3. Variação cambial. REsp 427814/MG. Inteligência do art.. § 2°.09. 02. a autoridade e a uniformidade de interpretação do direito federal infraconstitucional. além de ser a compensação uma forma de extinção da obrigação tributária examinável na esfera administrativa. V.. I. Recurso especial conhecido e provido para julgar procedente o pedido objeto da ação rescisória (STJ. Eliana Calmon. 8ª T.833/2002 (arts. ao Judiciário compete declarar o direito a essa compensação em sede de mandado de segurança (Súmula 213/STJ).858-6/1999 (atual MP 2. e às quais se aplica a regra universal da desoneração das exportações. invocando-se as Súmulas 134 . CTN). 149. 78 . Não havendo na Constituição ou em quaisquer outros dispositivos infra-constitucionais definição de quais receitas decorrentes da exportação. 2. 170-A. o recurso especial. antes do trânsito em julgado da respectiva decisão judicial’ (art. § 2°. Se. Min. A isenção do PIS e da COFINS. respectivamente). Exportação.637/2002 e 10. PIS e COFINS. Inaplicabilidade do entendimento 271 das súmulas do STF. 149. ‘É vedada a compensação mediante o aproveitamento de tributo. objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo. 1. sob pena de perda de competitividade do produto no mercado internacional. 2. AMS 200538000209924/ MG. 2ª T. 9° da Lei 9.-lei 406/68 a decisão que determina que se acrescente o valor da cota de contribuição para o IBC na base de cálculo do ICMS cobrado na saída de mercadorias. 5.2005. foi alçada a imunidade constitucional pela EC nº 33/2001 (art. relativamente às receitas decorrentes de exportações previstas no art.2004. Receitas. são excluídas da imunidade definida no art. I.718/98. 14 da MP 1. § 2°.TFR e 343 – STF.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. obstar a rescisão dos respectivos julgados invocando o enunciado das Súmulas 134-TFR e 343-STF 3. Tributário. há de se pressupor a impossibilidade prática do repasse do valor do tributo recolhido. j. depois. 192). 149. p. artigo por artigo. Apelação e remessa tida como interposta parcialmente providas (TRF-1ª R. não se afigura razoável possam os juizes de instância ordinária fazer tabula rasa das suas súmulas para. mesmo aquelas provenientes de variação cambial verificada no curso da exportação não podem ser consideradas como base de cálculo do PIS e da COFINS. I. pois. Viola de forma direta o preceito normativo insculpido no disposto no § 8° do art. inclusive ICMS e ISS âmbito dos Tribunais de instância inferior não tem o condão de obstar a ação rescisória ajuizada com espeque no art. ontologicamente. Imunidade (art. 4.158-35/2001). 5. Nas operações comerciais que envolvem produto cujo preço é fixado com base nas cotações das bolsas internacionais. 5°. CF). 4. DJU 07. I e 6°. rel.assegurar a inteireza positiva. propicia ao Superior Tribunal de Justiça transcendendo o interesse subjetivo das partes . de natureza extraordinária. do CPC.. 2° do Dec. I) e regulamentada pelas Leis 10.

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Juiz Carlos Fernando 30.03.2007, p. 108).

Mathias,

j.

06.02.2007,

DJU

Tributário. Quota de contribuição do café. Dec.-lei 2.295/86. Incompatibilidade com a CF/88. Correção monetária. Honorários advocatícios. 1. A quota de contribuição do café foi instituída por ato administrativo, revigorado pelo Dec.-lei 2.295/86, não lhe definindo fato gerador e o sujeito passivo da obrigação tributária e delegando à autoridade administrativa a fixação de sua base de cálculo, matéria evidentemente sob reserva legal. 2. Em face dos expressos termos do art. 25, inciso I, do ADCT, o Dec.-lei 2.295/86 não foi recepcionado pela Constituição vigente, restando indevido o recolhimento da quota de contribuição incidente na exportação de café. Precedente: RE 191.044, rel. Min. Carlos Velloso, DJ 31.10.1997; e AMS 90.03.037596-8/SP Des. Fed. Marli Ferreira, DJ 22.11.1995, p. 80.893. 3. O Pretório Excelso, no acórdão paradigma que consolidou o entendimento daquela Corte (RE 191.044), consignou que ainda que se defenda a possível recepção da referida contribuição pela Constituição vigente, certo é que o seu valor, então fixado pelo Presidente do extinto IBC, não o foi, por força do princípio da legalidade a que se sujeita a sua instituição e majoração, nos termos dos arts. 159, I e 149 da CF/88. Uma vez destituída de valor, a contribuição seria inexistente. Por outro lado, caso houvesse disposição acerca da alíquota da exação, aí sim, incidiria a regra insculpida no art. 25, inciso I do ADCT, ou seja, a delegação para uma eventual alteração de alíquota, desde que obedecidos limites e condições estabelecidos, teria vigência até 5 de abril de 1989, data em que, à míngua de lei que regulasse sua prorrogação, revogar-se-ia pelo referido art. 25.4. Muito embora requerido na inicial a especificação de índices de correção monetária, essa matéria deverá ser agitada em sede de liquidação de sentença. 5. Reduzidos os honorários advocatícios para R$ 5.000,00 (cinco mil reais), considerando o montante a ser devolvido, e ainda os balizamentos traçados pelo art. 20, § 4° do CPC, bem como os precedentes desta Turma. 6. Apelação parcialmente provida (TRF-3ª R. 6ª T., AC 289547/SP, rel. Juíza Marli Ferreira, j. 10.03.2004, DJU 11.05.2004, p. 266). Tributário. Mandado de segurança. CSSL. PIS. COFINS. Base de cálculo. Exclusão de receitas decorrentes da exportação. Imunidade. Art. 149, § 2°, I, da CF/88. 1. É pacífico o entendimento dos Tribunais pátrios acerca da inviabilidade de excluir-se da base de cálculo da CSLL as receitas decorrentes de exportação, pois a alteração trazida pela Emenda Constitucional nº 33 refere-se às contribuições que tenham por base de cálculo a receita, e não o lucro. 2. Às contribuições ao PIS e COFINS aplica-se a regra de
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imunidade prevista no art. 149, § 2°, I, da Constituição Federal, devendo ser excluídas de suas bases de cálculo as receitas decorrentes de exportações. Idêntico tratamento deve ser conferido à variação cambial positiva originada de contratos de exportação e outras verbas vinculadas à atividade exportadora (crédito sobre saque de exportação, crédito presumido de IPI instituído pela Lei 9.363/96), pois, do contrário, a regra de imunidade tornar-se-ia inoperante (TRF-4ª R., 1ª T., AMS 200272030015380/SC, rel. Juíza Vivian Josete Pantaleão Caminha, j. 13.12.2006, DJU 30.04.2007). Tributário. PIS. COFINS. Base de cálculo. Exportação. Receitas financeiras oriundas de variações cambiais positivas. Imunidade. Art. 149, § 2°, I, da Constituição Federal. IPI. Crédito presumido. Lei 9.393. 1. A imunidade prevista no art. 149, § 2°, I, da Constituição Federal, na redação dada pela Emenda Constitucional nº 33/2001, abarca as contribuições sociais que incidem sobre o faturamento ou receita, decorrente de operação de exportação, bem como a variação cambial destes valores. 2. Os créditos de IPI sobre matéria-prima, produtos intermediários e material de embalagem, previstos na Lei 9.363/96, não podem constitui receita tributável pelo PIS e pela COFINS quando derivados de operações de exportação. Do contrário, a regra de imunidade tornar-se-ia inoperante, pois o benefício fiscal comporia a base de cálculo das contribuições (TRF-4ª R., 1ª T., AC 200471070074584/RS, rel, Juíza Vivian Josete Pantaleão Caminha, j. 07.02.2007, DJU 21.02.2007). Mandado de segurança. Compensação tributária. Súmula 213 do STJ. Art. 515, § 3° do CPC. Vendas á Zona Franca de Manaus. Inclusão na base de cálculo do crédito presumido de IPI às exportações. Possibilidade. Equiparação às vendas para o exterior. Art. 40 do ADCT. Leis 9.363/96 e 10.276/2001. 1. Cabível a utilização do mandamus para se obter o reconhecimento do direito à compensação de tributos, a teor do enunciado da Súmula 213 do STJ. 2. Tendo em vista a Lei 10.352/2001 ter acrescentado o § 3° ao art. 515 do CPC, possibilitou-se ao Tribunal o julgamento de processo extinto em primeiro grau sem julgamento de mérito. 3. A teor dos arts. 4° do Dec.-lei 288/67 e 40 do ADCT, para efeitos fiscais, a exportação de mercadorias destinadas à Zona Franca de Manaus equivale a uma exportação de produto brasileiro para o estrangeiro. Precedentes do C. STJ. 4. Havendo equiparação dos produtos destinados à Zona Franca de Manaus com aqueles exportados para o exterior, as receitas das vendas efetuadas a tal área, por serem equivalentes a operações de exportação, podem ser incluídas no cálculo do crédito
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presumido de IPI previsto nas Leis 9.363/96 e 10.276/2001 (TRF-4ª R., 1ª T., AMS 200372010029997/SC, rel. Juíza Maria Lúcia Luz Leiria, j. 01.06.2005, DJU 20.07.2005, p. 403).

Art. 25. A lei pode adotar como base de cálculo a parcela do valor ou do preço, referidos no artigo anterior, excedente de valor básico, fixado de acordo com os critérios e dentro dos limites por ela estabelecidos. COMENTÁRIOS Em se tratando de um imposto extra-fiscal, e ligado à política internacional, sensível às oscilações do câmbio e das bolsas de mercadorias internacionais, não se estranha que o CTN tenha autorizado a abandonar-se o preço real, adotando valores fixados por critérios exóticos, fora dos parâmetros normais, para assim obter-se a base de cálculo. A excepcionalidade, entretanto, não está ao arbítrio da autoridade fiscal, porque devem ser estabelecidas em lei não somente as hipóteses em que se aceita o afastamento do preço real, mas também os critérios e limites previamente ajustados. Na prática é a medida altamente polêmica e encontra resistência quanto à aceitação, muito embora sirva de incentivo às exportações. Art. 26. O Poder Executivo pode, nas condições e nos limites estabelecidos em lei, alterar as alíquotas ou as bases de cálculo do imposto, afim de ajustá-lo aos objetivos da política cambial e do comércio exterior. COMENTÁRIOS Tudo que se disse em relação ao art. 21, referente ao Imposto de Importação, que, como o de Exportação, não observa o princípio da não-surpresa, serve para o entendimento deste art. 26.
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-lei 1. A diferença que se pode destacar está no órgão incumbido de administrar as normas. no percentual de 30% (Dec. Art.578/77 (com redação dada pela Lei 9.578/77. inclusive no que toca à parcial revogação do art. mas aplica-se as restrições nos valores estabelecidos para o Imposto de Importação quanto à exação em destaque (art. em última análise. chamada de isenção atípica. 8° do Dec. porque o dever de tributar está na norma e não na hipótese de incidência. como estabelece o art. seja ou não comerciante. por qualquer meio.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. inclusive ICMS e ISS Aliás. aquele que despacha a mercadoria para remessa ao estrangeiro. Enquanto no Imposto de Importação tem-se o Secex. ou fato gerador. artigo por artigo.-lei 1. COMENTÁRIOS Definição. É comum o uso da alíquota zero. É. 26. em relação ao Imposto de Exportação temos o Conselho Monetário Nacional. Contribuinte do imposto é o exportador ou quem a lei a ele equiparar. seja ela acompanhada ou desacompanhada. A alíquota máxima não pode ultrapassar o percentual de 150% (cento e cinqüenta por cento). ou a leva consigo. O contribuinte do Imposto de Exportação é aquele que expede a mercadoria.716/98). parágrafo único do Dec. Advirta-se que não há incidência quanto à bagagem. adotando a alíquota ad valorem. art. a redação dos arts. ou a leva consigo para fora do País. 3°). A lei ordinária atual não cogita de alíquota específica. 27. 3°. porque a Constituição Federal de 1988 só outorgou ao Executivo a atribuição de alterar as alíquotas do imposto e não a sua base de cálculo. 82 .578/77).-lei 1. 21 e 26 é absolutamente igual.

inclusive ICMS e ISS Assim. 9°). portanto. Na CF/88.-lei 1. Acrescente-se. A receita líquida do imposto destina-se à formação de reservas monetárias. COMENTÁRIOS Reserva monetária. igualmente. o disposto no art. °. cuja instituição ou revogação dependem de lei. ainda. Observe-se que a alíquota zero funciona dentro da presunção de que é o produto tributado. o que não ocorre com a isenção. não há previsões. na forma da lei. A alíquota zero é extremamente útil pela mobilidade que tem o Executivo.578/77 (art.art. 28. com a Emenda Constitucional nº 18. 7. Na CF/46 a receita do Imposto de Exportação formava reservas cambiais . é obrigatória a reserva monetária ou cambial. A CF/67 não continha a previsão da anterior. assumindo importância. basta a verificação da necessidade de barrar a exportação para ser ordenada a subida da alíquota zero. a título de exemplo. Segundo o Dec. o produto da arrecadação do imposto em destaque formará reserva a crédito do Banco Central do Brasil. devendo-se seguir o que está no artigo em comento. Art. 28 do CTN.-lei 1.578/77 é pesadíssimo (100% do valor do tributo) e também vai compor a reserva. Segundo Aliomar Baleeiro. ou seja.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. a lei poderá criar um Fundo para subvencionar exportações e produção quando o preço 83 . cuja aplicação ficará a critério do Conselho Monetário Nacional. que o valor das multas impostas por força do Dec. artigo por artigo. § 2°.

A elevação de preços. lubrificantes.a distribuição. II . de competência da União. 52. assim entendida a venda do produto ao público. Forense. Capítulo V IMPOSTOS ESPECIAIS Seção I Imposto sobre operações relativas a combustíveis. a energia elétrica considera-se produto industrializado. assim entendida a colocação do produto no estabelecimento consumidor ou em local de venda ao público. isto é. não compensador para os produtos nacionais (Direito Tributário Brasileiro. ed. III .a produção. 19. lubrificantes. inclusive ICMS e ISS internacional se apresentar gravoso. energia elétrica e minerais do País tem como fato gerador: I . O imposto..Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. ou desestimulando as exportações.o consumo. V . como definida no art. 84 . de produtos brasileiros exportáveis. como definida no art. retirando o excesso de remuneração. § 1° Para os efeitos deste imposto. 4. IV . 74.a importação.a circulação. 46 e seu parágrafo único. em benefício do consumidor nacional. energia elétrica e minerais do País Art. p. sobre operações relativas a combustíveis. artigo por artigo. como definida no art. 137). ou a necessidade de garantir o abastecimento do mercado interno.

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§ 2° O imposto incide, uma só vez, sobre uma das operações previstas em cada inciso deste artigo, como dispuser a lei, e exclui quaisquer outros tributos, sejam quais forem sua natureza ou competência, incidentes sobre aquelas operações. Art. relativamente: I - ao Imposto sobre Produtos Industrializados, quando a incidência seja sobre a produção ou sobre o consumo; II ao Imposto sobre a Importação, quando a 75. A lei observará o disposto neste título

incidência seja sobre essa operação; III distribuição. COMENTÁRIOS O imposto tratado nestes artigos, conhecido como Imposto Único, não foi recepcionado pela Constituição Federal de 1988 como de competência da União. Caminhando o Brasil pela utopia do imposto único, instituiu o Imposto Único sobre Minerais no Código de Minas, de 23.06.1934, passando pelo Dec. 24.673, de 11.07.1934, até o Dec.-lei 1.985, de 29.01.1940, o Código de Minas (alterado pelo Dec.-lei 227/67). Surgiu, depois, o Imposto Único sobre Lubrificantes, ao Imposto sobre Operações Relativas à

Circulação de Mercadorias, quando a incidência seja sobre a

Combustíveis e Energia Elétrica. A experiência do imposto único não foi boa, reclamando os Estados e Municípios da divisão da receita e não poucas vezes levando a controvérsia à Justiça.

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Com a CF/88, cuja preocupação primeira foi repartir da melhor forma o bolo formado com a receita tributária, a tributação sobre energia elétrica, serviços de telecomunicações, combustíveis e minerais passou aos Estados e ao Distrito Federal, com o ICMS (art. 155, § 3°, CF). Assim, remetemos o interessado aos comentários em torno do ICMS. Seção II Impostos extraordinários Art. 76. Na iminência ou no caso de guerra externa, a União pode instituir, temporariamente, impostos extraordinário compreendidos ou não entre os referidos nesta Lei, suprimidos, gradativamente, no prazo máximo de 5 (cinco) anos, contados da celebração da paz. COMENTÁRIOS A atual Constituição Federal de 1988 manteve a tradição inaugurada com a Carta de 1946, prevendo a instituição, pela União, dos impostos especiais (art. 154, II, CF). Diante da excepcionalidade, o legislador constitucional deixou em aberto a previsão quanto ao fato gerador da exação, admitindo que se eleja fato gerador de outro imposto. Também tem este imposto, como característica, a

temporariedade, eis que prevista a sua extinção gradual. Roque Carrazza, assim como Aliomar Baleeiro, consideram uma demasia o texto do art. 76 do CTN, ao estabelecer o prazo de cinco anos para a extinção do imposto extraordinário, quando não há limite de tempo no texto constitucional.

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Embora só possam ser instituídos ou aumentados por lei, devido à excepcionalidade, não estão os impostos extraordinários sujeitos ao princípio da anterioridade ou da não-surpresa (art. 150, § 1°, CF). TÍTULO IV TAXAS Art. 77. As taxas cobradas pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelos Municípios, no âmbito de suas respectivas atribuições, têm como fato gerador o exercício regular do poder de polícia; ou a utilização, efetiva ou potencial, de serviço público específico e divisível, prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição. [...]. COMENTÁRIOS Conceito. As espécies do gênero tributo são impostos, taxas e contribuição de melhoria. Diferentemente dos impostos, cuja característica marcante é a desvinculação da receita a uma finalidade determinada, a taxa é o tributo vinculado por excelência, isto é, só é devido pelo contribuinte se houver contraprestação por parte do ente estatal que a houver instituído. A palavra taxa é imprecisa, porque na linguagem jurídica pode significar preço público ou contraprestação por um serviço. Daí a preocupação do direito pretoriano em estabelecer a diferença dos institutos, o que ensejou a edição da Súmula 545 do Supremo Tribunal Federal assim redigida:
Preços de serviços públicos e taxas não se confundem, porque estas, diferentemente daqueles, são compulsórias, e têm sua cobrança condicionada à prévia autorização orçamentária, em relação à lei que as instituiu.

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Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência, artigo por artigo, inclusive ICMS e ISS

O verbete transcrito está em sintonia quase absoluta com a legislação atual, devendo-se o quase à consagração do princípio da anualidade (prévia autorização orçamentária), não mais existente. Segundo Aliomar Baleeiro,
Taxa é o tributo cobrado de alguém que se utiliza de serviço público especial e divisível, de caráter administrativo ou jurisdicional, ou o tem à sua disposição, e ainda quando provoca em seu benefício, ou por ato seu, despesas especiais dos cofres públicos (Direito Tributário Brasileiro, 4. ed., Forense).

A Constituição Federal de 1988, no art. 145, II, dá o conceito de taxa como sendo o tributo instituído pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios, em razão do poder de polícia ou pela utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos à sua disposição. Pelo conceito constitucional, a taxa existe para custear um serviço público ou em razão do exercício do poder de polícia. Entretanto, diante dos limites constitucionais para a criação de taxas, o legislador constitucional derivado criou, pela Emenda Constitucional nº 39, de 19 de dezembro de 2002, a chamada taxa de iluminação, no art. 149-A, ao outorgar aos Municípios e ao Distrito Federal o poder de instituir o que chamou de contribuição para custeio do serviço de iluminação pública, a ser cobrada na fatura de consumo de energia elétrica. A emenda constitucional foi uma resposta dada à firme posição do Supremo Tribunal Federal em não aceitar a cobrança, por parte dos Municípios, das taxas de iluminação pública, entendendo tratar-se de um serviço indivisível, que maculava a sua natureza jurídica. Não demoraram os Municípios, com a autorização da EC nº 39/2002, a instituírem as novas modalidades tributárias, cuja cobrança tem ensejado centenas, senão milhares de decisões em seu desfavor,
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Quando o serviço público é geral. DJ 21. Doutrinariamente.046.2004. portanto.2005.2005.2005. DJ 01. AI 422. artigo por artigo. Para a caracterização do que seja serviço público recorre-se à natureza jurídica do regime jurídico que o rege. Nelson Jobim.08. O outro aspecto em destaque é que o serviço prestado ou posto à disposição é sempre estatal.317/RJ. prestado a todos. rel. 89 . conforme publicação no DJ 23. não poupam os juristas de ácidas críticas o Governo. liminares ou cautelares são sistematicamente suspensas nos tribunais superiores. AI 462. Gilmar Mendes.299. indistintamente. ou seja.377. No STJ. rel. dentre outros: Ação Cautelar 876/MG.07. inclusive ICMS e ISS inclusive via ação direta de inconstitucionalidade e ações civis públicas patrocinadas pelo Ministério Público. Reclamação 3. beneficiando pessoas indeterminadas. para dizer que é serviço público aquele prestado sob a égide da lei. rel. Gilmar Mendes.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. precisa ser um serviço específico e divisível. para ser estipendiado por taxa. No STF. e sim pelas receitas derivadas dos impostos. Mas o serviço prestado pelo poder público.min.2004. Suspensão de Tutela Antecipada 28/SP. os seguintes julgados. registram-se. Nelson Jobim.06. Min. não podendo. o Parlamento e o próprio STF.2003. o Ministro Nilson Naves. os pleitos têm obtido êxito. como Presidente da Corte. mas as decisões em tutela antecipada. rel. no mesmo sentido. mesmo que não seja essencial. DJ 13. Min.02. DJ 09. Min. Gilmar Mendes.08. ser serviço prestado por empresa privada.03. Min. suspendeu os efeitos de liminar mandamental na Suspensão de Segurança 1. Daí distinguirem-se as taxas de serviço e as taxas de polícia. DJ 05. rel. não podem ser tais serviços custeados por taxas. Nas instâncias ordinárias.

Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. questionou-se quanto à constitucionalidade de um serviço de transporte coletivo gratuito. ou seja. Taxa e preço. Trata-se de restrição ou limitação coercitiva exercida pelo Estado. como vimos. A taxa. Por fim. Politicamente pode ser questionado. o exercício de atividade fiscalizadora que impõe limites ao exercício dos direitos individuais. enquanto a utilização pode ser facultativa. Questão que se coloca como de importância é saber se um serviço publico específico e divisível. tem por fato gerador uma prestação estatal efetiva ou potencial. a prestação do serviço prevista em lei há de ser obrigatória para o Estado. ou seja. E mesmo assim exige-se que seja divisível e mensurável. pago com a receita do IPTU. ser bancado pelo Estado com a receita dos impostos. com o cuidado para que não haja desvio da vinculação absoluta de sua receita ao serviço específico. posto à disposição um determinado número de pessoas. pode ser estipendiado por taxas o poder de polícia. inclusive ICMS e ISS Os serviços específicos ou singulares são prestados a um número determinado de pessoas. pode ter alíquota zero. mas doutrinariamente nega-se a inconstitucionalidade. para utilização individual e. 90 . Observe-se que só o poder de polícia específico é passível de estipêndio por meio de taxas. por isso mesmo. e que seria perfeitamente estipendiado por uma taxa de serviço. Em São Paulo. artigo por artigo. direcionada a um número determinado de pessoas que estão obrigadas à mesma. Além dos serviços. segundo noticia Roque Carrazza. mensurável.

o preço. inclusive ICMS e ISS Aproxima-se ela e muito se confunde com o preço ou tarifa. Se a remuneração é pelo uso de um bem público. Se a atividade não é pública. embora estejam regidos por regimes jurídicos absolutamente distintos. Erradamente atividades públicas são estipendiadas com valor certo. Preço é o valor de uma prestação derivada de um contrato firmado sob a égide da liberdade de contratar. e só ela. Trata-se de preço. cobrado dos usuários e sem respaldo de lei. a receita a ela vinculada é um preço. Para tanto. não e compulsória e tem por mola propulsora o pagamento. “se a atividade estatal situa-se no terreno próprio e específico do Estado.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Ensina Hugo de Brito Machado que. pois o último. dão ao valor de tais serviços o nome de tarifa. artigo por artigo. taxa de uso. A dificuldade surge em relação aos serviços. não se tem dúvida. 91 . porque submetidos a tratamento jurídico distinto. Entretanto. temos preço e não taxa. Em verdade é alei. porquanto não há. no direito brasileiro. como se o nomen juris fosse capaz de alterar alguma coisa. está no desvio do serviço público. se a atividade estatal se situa no âmbito privado. o valor do serviço é uma taxa”. O maior óbice à fixação de critérios científicos seguros para estabelecer a diferença. que estabelece a fronteira entre a taxa e o preço. obedece ao regime jurídico privado. de importância fundamental na condução de cada espécie.

capacidade contributiva.remunera serviços que não têm natureza de públicos. diferentemente daqueles. conhecida como “Taxa do Lixo”. em sucessivas leis (13.atividade monopolizada. artigo por artigo. inclusive ICMS e ISS A taxa é sempre criada por lei e obedece aos princípios constitucionais do sistema tributário. não confisco e irretroatividade. que originariamente à iniciativa privada. . O STF ainda não se manifestou a respeito. admitem concessão. porque estas. JURISPRUDÊNCIA Preços de serviços públicos e taxas não se confundem.exercício do poder de polícia.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. distribuído de acordo com o volume de geração de resíduos de cada munícipe. .remuneração por serviços públicos essências econômica ou cuja não compete Preço público .utilização efetiva ou potencial do serviço público.TRSD. sujeitase ao preço público. .522/2003 e 13. tais como legalidade. cuja base de cálculo é o custo geral do serviço. 13. 92 . atividade . em relação a lei que as instituiu (STF Súmula 545). Vejamos: Taxa .478/2002. anterioridade. Observe-se que o Município de São Paulo criou a Taxa de Resíduos Sólidos Domiciliares . são compulsórias e têm sua cobrança condicionada a prévia autorização orçamentária. Vittorio Casone indica as seguintes diferenças entre as espécies em apreciação.699/2003). serviços não essenciais.pressupõe contratação.

inclusive ICMS e ISS O STJ editou a Súmula 157 do teor seguinte: “É ilegítima a cobrança de taxa. CTN. o exercício do poder de polícia administrativa.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Ofensa ao princípio da legalidade tributária. de 1953.2002 (STJ. tendo como base a área fiscalizada. Aposição da Corte Maior levou ao cancelamento da Súmula. em razão do poder de polícia desenvolvido quanto à ocupação de imóveis utilizados para comércio ou para prestação de serviços. por faixas de contribuintes” (TRF . . 77 do CTN a referida cobrança. pelo Município. DJU 07. com simples trânsito em porto nacional. CF.145. Taxa de licenciamento de importação. “É válida a cobrança da Taxa de Fiscalização dos Mercados de Títulos e Valores Mobiliários (Lei 7.387. Lei 2. referente à mercadoria oriunda do estrangeiro com trânsito em porto nacional e destinada a outro porto nacional. não mudou a natureza jurídica do crédito remunerador da atividade estatal especifica. art.145. art. “É inconstitucional a cobrança da taxa de expediente para emissão de guia de importação (Lei 7.2002). na renovação de licença para localização de estabelecimento comercial ou industrial”. em 24. somente é devida no destino (extinto TFR . A Taxa de Melhoramento dos Portos (TMP). não estão sujeitas ao pagamento de Taxa de Melhoramento dos Portos (TMP) (extinto TFR .690/88. com base em tabela. Constitucional. I.Súmula 15). Tributário.Súmula 220). 93 . artigo por artigo.Súmula 14). de taxa para preço público. pela Lei 8. Nota: O verbete sofreu impugnação no STF que entendeu ser de absoluta pertinência a cobrança. I.04. concluindo pela inexistência de vulneração ao parágrafo único do art. 10)” (TRF . 97. 10 da Lei 2. de 1991. Licença ou Guia de Importação ou documento equivalente: a alteração do art.571/SP. REsp 261. pela 1ª Seção. art. com a redação da Lei 8. As mercadorias oriundas do estrangeiro. IV. dado que a lei não fixa a base de cálculo e nem a alíquota. de 1991.387.5ª R.05.940/89). de 1953. art.5ª R. 150. 10. destinadas a outro País.Súmula 221).

por órgão administrativo. Recurso extraordinário não conhecido (STF. j. que justificasse a imposição da taxa em questão. 4. seja na Constituição anterior. Súmula 279. os Estados.1997. 155. de 1953. Min. Recurso extraordinário conhecido (letra b). do poder de polícia. Taxa de localização e funcionamento. no art.939/RS. Tributário Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante . sob o aspecto tributário. com a redação da Lei 8. contribuição de intervenção no domínio econômico.03. É o que estatui a Constituição Federal.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. IX. p. § 2°. da alegação no sentido de que o Fundo da Marinha Mercante teria sido extinto. ADCT. 145 e seu inciso II. 145.145/1953 e 8. é que legitimam a cobrança de taxas. III. 20. rel. ao contribuinte. DJU 30. 3. Art. ou a prestação de serviços. prestados ao contribuinte ou postos à sua disposição. 149). da Constituição Federal. 23.1995. II. 36.387. distinta do imposto e da taxa (CF. em razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização.145.1997. Fiscalização. art. 1. Pleno. Direito constitucional. Pleno. O Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante – AFRMM . efetiva ou potencial. Min Carlos Velloso. inclusive ICMS e ISS Inconstitucionalidade do art. terceiro gênero tributário. Nota: A execução das Leis 2.446). rel. efetiva ou potencial. diante dessa decisão Plenária no RE 188. Irrelevância. Constitucional. 21. A União.é uma contribuição parafiscal ou especial. focalizados no recurso extraordinário. o acórdão extraordinariamente recorrido negou ter havido efetivo exercício do poder de polícia. de 1991. seja no Código Tributário Nacional. mas improvido (STF. 10 da Lei 2. II. p. No caso. RE 188107/SC.AFRMM. DJU 30. As assertivas do acórdão 94 . 2 Interpretando essa norma. o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir taxas.387/1991 foi suspensa pela Resolução do Senado Federal 11/2005. O AFRMM não é incompatível com a norma do art. tributário e administrativo. assim como as que a precederam.06. pelo Poder público.193. mediante atuação de órgãos administrativos do Município. de serviços públicos específicos e divisíveis. na forma do disposto no art. RE 165. 25. da Constituição. Carlos Velloso. j. a jurisprudência do STF firmouse no sentido de que só o exercício efetivo.1995. Contribuição parafiscal ou especial de intervenção no domínio econômico. II. efetiva ou potencial.05. na segunda hipótese.107/SC. artigo por artigo. I. na primeira hipótese. como a de que se trata neste recurso: taxa de localização e funcionamento. pelo Poder Público. assim como qualquer prestação de serviços.05. ao contribuinte . Poder de polícia.

§ 2°. RMS 4382. j. 156. O Supremo Tribunal Federal tem 95 .969/SP. p. 45. Lei 11. 5. que deu nova redação aos arts. não mensurável. Recurso extraordinário não conhecido (STF. ao tomarem para base de cálculo das taxas de limpeza e conservação de ruas elemento que o STF tem por fator componente da base de cálculo do IPTU. RE 140278/CE. em razão do valor do imóvel. rel. Constitucional. p. 87. Taxas. Min. 145. j. A denominada taxa de manutenção e limpeza da ‘estação rodoviária’ não é verdadeiramente uma taxa. que limita a faculdade contida no art. Sydney Sanches. O primeiro. em Recurso Extraordinário (Súmulas 279 e 280). Taxa. no entendimento deste Relator.1991. 27. inclusive ICMS e ISS repousaram na interpretação das provas dos autos ou do direito local. Tributário. Pleno. Min. Precedentes. DJU 06. que não podem ser revistas.1997. Recurso extraordinário da Prefeitura. Luis Gallotti.1998. Luis Gallotti. de 30. j. 00308-01/00183). § 1°.08. 182.1957.02. as tarifas correspondem a atos do poder executivo (STF. Pleno. 27.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. indivisível e insuscetível de ser referido a determinado contribuinte.11. Min. RE 68690/PR. Tributário. A distinção entre taxa e preço público não é matéria de direito local e sim de direito federal. Estabelecimento comercial. da Lei 6.12. à observância do disposto em lei federal e à utilização do fator tempo para a graduação do tributo. tem por fato gerador prestação de serviço inespecífico. 1ª T. DJU 15. Recurso conhecido e provido (STF.152. de qualquer modo. 12. Pleno.05. a área do imóvel e a extensão deste no seu limite com o logradouro público. incisos I e II. j. 27. II.07. Min. Ilmar Galvão. por haverem violado a norma do art. Taxas que. 38). rel. e 94.. Tarifas ou tabelas de preços de serviços públicos explorados diretamente pelo Estado ou mediante concessão. Município de São Manuel. RE 199. mas preço público.703). por esta Corte. artigo por artigo. com ofensa ao art. Taxas de limpeza pública e de conservação de vias e logradouros públicos. rel. não sendo de ser custeado senão por meio do produto da arrecadação dos impostos gerais. rel. do Município de São Paulo. Imposto sobre a propriedade Predial e Territorial Urbana. da Constituição Federal. § 4°.11. qual seja.1996.1969. As taxas são tributos estabelecidos por lei. Os demais.989/66. DJU 22. 6. conhecido e provido (STF. incisos I e II. Preço público.11. Distinção. Inconstitucionalidade declarada dos dispositivos sob enfoque.1996. 7°. Taxa de fiscalização de localização e funcionamento. por instituir alíquotas progressivas alusivas ao IPTU. Ement.1970).

. rel. da taxa em referência. rel. pelo exercício do poder de polícia. Taxa de limpeza urbana e conservação de vias e logradouros públicos.1997.1996.tudo com afronta aos arts. utilização e metragem do imóvel) . Min. Falta de contraprestação. na redação dada pela Lei 11. Decreto do Executivo.699/2003]. DJU 23. do CTN. Base de cálculo. DJU 27.478/2002. A taxa de limpeza urbana. RE 198. 1. II. Recurso parcialmente provido (STJ. da taxa em referência. Município de Porto Alegre. p. REsp 000. não dispondo sequer de órgão incumbido desse mister.522/2003 e 13. Ilmar Galvão. 3. rel. Tributário. 1ª S.05. 18. j.76/PR.12.. artigo por artigo. EREsp 01. inclusive ICMS e ISS sistematicamente reconhecido a legitimidade da exigência.09. Taxa de limpeza urbana. Min. Embargos de divergência acolhidos (STJ. pelas Municipalidades. caput. 77.564. Precedentes. quando inexistente a contraprestação de serviços inerentes a essa espécie de tributos. Tributário. CTN. Escritório de advogado. anualmente renovável. 19. ficando desfigurado o efetivo exercício do poder de polícia. j. p. Min. Milton Pereira. Lei 6. anualmente renovável. Min Ari Pargendler.outros que não aproveitam especificamente ao contribuinte (‘varrição. 13. do Município de São Paulo [acórdão anterior às Leis 13.além dos serviços de ‘remoção de lixo domiciliar’ .904/RS. Taxas de iluminação e limpeza urbana [acórdão anterior à EC nº 39/2002].02. rel.2001).1998.1997. DJU 02. Tributário. não podendo o contribuinte furtar-se à sua incidência sob alegação de que o ente público não exerce a fiscalização devida.02. Valor venal do imóvel.12. Recurso extraordinário conhecido e provido (STF. a respectiva base de cálculo não está vinculada a atuação estatal.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. p. Precedentes jurisprudenciais.024-04/SP. ademais. A majoração da base de cálculo do IPTU 96 .152. Taxa de fiscalização de localização e funcionamento. valorizando fatos incapazes de mensurar-lhe o custo (localização. de 1966. RE 276.980. 36). Ilmar Galvão. Ausência de divisibilidade e especificidade.. no modo como disciplinada no município de São Paulo. pelas Municipalidades. 16). Planta de valores genéricos.2000. 1ª T.989. Recurso extraordinário conhecido e provido (STF.1998. 16.. j. e 79. O Supremo Tribunal Federal tem sistematicamente reconhecido a legitimidade da exigência. 36. 1° T. remunera . j. 77. Ilegalidade da cobrança de taxa. DJU 02. 2. art. de 1991. pelo exercício do poder de polícia. Impossibilidade Ilegalidade. ‘desentupimento de bueiros e bocasde-lobo’). 1ª T. 28.09.03. IPTU. Constitucionalidade.1996.171). Tributário. Majoração. lavagem e capinação’.

É taxa. j. indivisível e insuscetível de ser referido a contribuinte certo e determinado. a respectiva base de cálculo não esta vinculada a atuação estatal.. Antônio de Pádua Ribeiro.12.699/2003].145/1953 e 8. no modo como disciplinada no Município de São Paulo. remunera . 97 . caput. Estadia e pesagem de veículos de carga. A taxa de conservação e limpeza pública não se confunde com a do IPTU.. Recurso improvido (STJ. Min. rel. inespecífico.10. tem a natureza de taxa de prestação de serviços e não de preço público. Leis 2. Taxa de limpeza urbana. 2ª T.02.989. DJU 05. II. não mensurável. REsp 61294/ES.16.478/2002. EREsp 102. Tributário. Taxa de incidente sobre guias de importação.387/1991 foi suspensa pela Resolução do Senado Federal 11/2005. DJU 11.522/2003 e 13. lavagem e capinação’. 17. II . Min.09. valorizando fatos incapazes de mensurar-lhe o custo (localização. Tributário. Precedentes. 10 da Lei 2.1999).145/53 e 7.1999.03. 23. rel. 77 do CTN. REsp 86692/MG. REsp 220004/RS. Min. Terminal alfandegário. 2ª T. 1ª S. 14. por isso que tem por fato gerador prestação de serviço de caráter genérico.107/SC. inclusive ICMS e ISS depende da elaboração de lei.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.145/53. artigo por artigo. j. Ari Pargendler. de 1991. rel.outros que não aproveitam especificamente ao contribuinte (varrição. 13.Recurso especial não conhecido (STJ..1999).152. rel.além dos serviços de ‘remoção de lixo domiciliar’ .404/SP. 23. DJU 05. I – A exação prevista no art. do Município de São Paulo [acórdão anterior às Leis 13. Min. j. exceto nos casos de simples atualização monetária.1997.11. j. A taxa de limpeza urbana. DJU 02. Embargos de divergência acolhidos (STJ. Min. Garcia Vieira.tudo com afronta aos arts. Carlos Velloso. Taxa. 77.05.1997. p. 1ª T. no RE 188. 21. Peçanha Martins. Ilegitimidade de sua cobrança.1998. e 79. de 1966. Nota: A execução das Leis 2. rel. ademais. Fiscalização aduaneira.1997.690/89. Lei 6. a exação correspondente ao uso compulsório de pátio que dá acesso a terminal alfandegário.1998). DJU 30. do CTN. inc. o que exceder disso é aumento de carga tributária e só pode resultar de lei. Recurso conhecido e provido (STJ.193. utilização e metragem do imóvel) . e não preço publico. por lhe faltar característica essencial deste.. diante da decisão Plenária do Colendo STF.04. qual seja a facultatividade do seu pagamento.05.1995). ‘desentupimento de bueiros e bocasde-lobo’).1995. j. à vista do art.06. na redação dada pela Lei 11. Tributário.

II . 98 . portanto. Min. do Presidente do IBAMA. AMS 95. Tributário. 17. Taxa de licença de localização e funcionamento..02. deve ser tratada. não significa que estamos diante de tributo. Juiz Eustáquio Silveira. do CTN. REsp 218103/SP. inciso I. A taxa em exame tem base de cálculo diversa da do imposto. não ocorrendo violação ao art. DJU 29. 77 do CTN.01. p. na liberação de mercadorias destinadas à exportação.1995.1997.03. esta é..1995. Incorre. Tributário. em face da inexistência da contraprestação de serviços e realização efetiva do poder de polícia (STJ.09833-4/BA. pois a denominação é irrelevante para qualificar a natureza especifica da imposição. 2. não se presta à instituição de tributo. Preços públicos e taxas não se distinguem pelo nomen iuris ou pela natureza dos serviços remunerados. tecnicamente.05. Renovação. em vicio de ilegalidade. subsumindo-se em norma complementar (CTN. 3. j.1ª R.1998. REO 93. p. Taxa instituída pela Portaria 028/91-N.940/89. eis que a proibição do parágrafo único refere-se a capital e não a patrimônio. I. a pretexto de veicular emolumento.940/89. Infringência do princípio consagrado no parágrafo único do art. que.. 4°. 3ª T. preço e. Assim.. rel. até por vício de linguagem. 262). I . a título de poder de polícia. AMS 93. Violação do art. Humberto Gomes de Barros. como tal. CVM. rel.12. Não é inconstitucional a taxa de fiscalização do mercado de valores mobiliários instituída pela Lei 7.1991. artigo por artigo. III . j. 1ª T. j. 97.04. por ser conhecida como ‘taxa de armazenagem’.A natureza jurídica do tributo decorre do seu fato gerador e não do nome que se lhe dá (art. mas pelo critério da compulsoriedade da exigência (Súmula 545 do STF). a Portaria 028/91N.. 1.1998.2000).. Adoção de base de cálculo própria do ICMS. Tributário. 10.1ª R.Recurso improvido (TRF-2ª R.05. Administrativo.2000. 4. Taxa ou preço de armazenagem. 03. 4ª T. rel. Taxa de fiscalização.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. que requer lei em sentido material e formal.0201404-9/RJ.. criou taxa em razão dos serviços prestados. Alíquota.01.05. 114). inclusive ICMS e ISS Tributário. Apelação e remessa oficial improvidas. É defeso ao município instituir renovação de taxa de licença de localização e funcionamento. da categoria das taxas.314). Lei 7.Embora seja conhecida por ‘taxa de armazenagem’. de 09. 77 do CTN. DJU 13. Impossibilidade. j. A portaria. Precedentes.07. DJU 06.07. 04. Juiz Castro Aguiar. 44. do Presidente do IBAMA. rel. 1.27835-9/BA. podendo ter os seus valores e índices regulados por decreto ou mesmo portaria. art. DJU 13. 3ª T. Remessa provida (TRF . do Código Tributário Nacional). Juiz Olindo Menezes. 3. 100). Sentença confirmada (TRF . p.1998. 2.

IV . em relação a lei que as instituiu’. na redação que lhe deu a Lei 7. Precedente específico desta Eg. Juiz Arnaldo Lima.04.10. II.As entidades que exploram se obrigam a manter em bom estado os aeroportos. sendo as taxas-gênero de tributo . III .As tarifas aeroportuárias destinam-se ao pagamento pertinente a utilização de aeroportos.009/73.A leitura de tal dispositivo.1995.exigidas compulsoriamente.708). E. 4° do CTN.06. a espécie. rel. revela que se cuida.1996.Diferença entre taxa e preço público. Art. Não é porque o dispositivo em apreço empregou a expressão ‘taxa’. rel.0206369-0/ES. cujas instalações.. DJU 15. sendo irrelevante a sua denominação.0211235-0/RJ.09. e têm como base a lei formal e como antecedente fático a fruição do benefício que o recolhimento da tarifa propicia (TRF-2ª R. Infra-estrutura aeroportuária do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro. e decorrendo de efetiva utilização das áreas assim projetadas e construídas. IV . artigo por artigo. Juíza Julieta Lunz..Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. diferentemente daqueles. 145 da Constituição Federal vigente. 10. como ditado no art. que de tal figura jurídica se trata. 11. da Constituição Federal. 99 . de há muito sumulou sua jurisprudência. I Elucidação da conceituação jurídico-legal da tarifa de armazenagem instituída pela Lei 6. AMS 93. p. Tributário. são compulsórias e têm sua cobrança condicionada à prévia autorização orçamentária. da Lei 2. 51. p. remessa oficial prejudicada. isto através de tarifas ou preços específicos. no caso. 15. 145. 3ª T. em face do art. a saber: ‘Preços de serviços públicos e taxas não se confundem. de preço público.009/73. Art. Tarifa de armazenagem.Nos termos do art. j. j. projetos e construções são mantidos e operados pela União ou entidade da administração federal indireta. AMS 95. DJU 02. a natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo seu fato gerador. I ..690/88. isto visando afastar qualquer dúvida.1994. mutatis mutandis. II O Eg. tudo nos termos do voto condutor (TRF-2ª R. Turma .Apelação conhecida e provida. intérprete precípuo da CF.AMS 90.02. STF. inclusive ICMS e ISS Tributário. bem assim da utilização de equipamentos e serviços do aeroporto. jamais de taxa. Taxa exigida pela CACEX para expedição de guia de importação. Verbete 545. haja em conta que. os preços públicos ou tarifas têm como pressuposto ou antecedente necessário a efetiva utilização do bem público que usufruir. II .145/53. 1ª T. III . 20..1994. que devem ser remunerados pelos serviços que sejam prestados ou postos a disposição de quantos transitam com cargas. 2° e suas alíneas da Lei 6.009/73. Lei 6.313). porque estas.18106-0.

p. 2ª T. II e III. p.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.1996. 4ª T. Juiz Gilson Dipp.Regular utilização do poder de polícia garantindo constitucionalmente. sobre o ordenamento urbano.1997. rel. mas como um referencial para se estabelecer a classe do contribuinte. Carlos Velloso. para a localização de quaisquer estabelecimentos. rel.É legítima a instituição e cobrança pelo município de taxa de licença para localização. em que o patrimônio líquido da empresa funciona não como base imponível. funcionamento e instalação de imóvel onde a Caixa Econômica Federal exerce suas atividades.268).. artigo por artigo. corresponde ao controle. as atividades e os interesses da comunidade. funcionamento e instalação. Autonomia municipal.09. 100 .145/1953 e 8. 68. foi suspensa pela Resolução do Senado Federal 11/2005. 72.02. Constitucional. REO 0443196/PR. p. AMS 0444230/RS. DJU 27. 79. DJU 10. Juíza Lúcia Figueiredo.09. 145.08.1997. II .. DJU 13. juiz Francisco Falcão.03. j.05. p. 1.. 4. 73. rel.1997. alias. Taxas de iluminação e de limpeza públicas não se enquadram nas taxas contra-prestacionais.Apelação e remessa oficial providas. Mandado de segurança. Remessa ex officio provida (TRF-4ª R. p. I . 22. no RE 188.. Trata-se de tributo fixo. Min.03.08. 1ª T. Art.387/1991. Tributário. j.08.1997. A expedição de alvará. criado sem base de cálculo e sem alíquota (como. geralmente são estabelecidas as taxas).193). Tributário.1995. Art. Taxa de licença para localização. 19.10. por conseguinte.820/SP. j. j. É constitucional a taxa de fiscalização do mercado de valores mobiliários instituída pela Lei 7.. Direito Tributário.668). legitimamente exercido pelo município. 16. 3.1996. 14. Taxa de serviços públicos. 1ª T.301).1995. 2. Juíza Tânia Terezinha Escobar.1996. 23. j.107/SC.. 06.940/89. o que faz desnecessária a comprovação da efetiva contraprestação do serviço público. Constitucionalidade. do CTN.004).1996. o valor do tributo por ele devido (TRF-4ª R. Tributário. Taxa de verificação anual de funcionamento regular (alvará).113. CF/88. 21. rel. Lei 7. Interesses genéricos e não específicos divisíveis. Sucumbência invertida (TRF-3ª R. DJU 24. III . 1. diante da decisão Plenária do Colendo STF. rel.03.. II. e.940/89. 2. AC 93. Apelo e remessa oficial improvidos (TRF-5ª R. inclusive ICMS e ISS Nota: A execução das Leis 2. Taxa de fiscalização do mercado de valores mobiliários. DJU 30.

Natureza jurídica de preço público. CDA. A multa administrativa.08. 19. 2. Inafastabilidade. 2ª T. Não se tem por afastada a liquidez e certeza da certidão de dívida ativa pelo só fato de trazer referência dos valores originais em moeda não mais em curso no País (TRF4ª R.. 2. RE-ED 447.2005).495). Custas e emolumentos.00284/PR. a cobrança a título de água e esgoto. Direito Constitucional e Tributário. veda à União. para legislar sobre custas dos serviços forenses (inciso IV) e cujo art. 1. artigo por artigo. 3. Ato normativo. Natureza jurídica.1984). Precedentes.. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que não se trata de tributo. p. 2ª T. 28. aos Estados. Embargos de declaração opostos à decisão do Relator. 08. tem o prazo prescricional de vinte anos para cobrança.10. cujo art.04. j. Anuidades e multas.1990. de 30 de junho de 1995. Conversão em agravo regimental. Serventias judiciais e extrajudiciais. sob a vigência da Constituição atual (de 1988).1996. Juiz Edgard Antônio Lippmann Júnior. rel.08. Orientação que reiterou. Não provimento deste (STF. por não se tratar de crédito de natureza tributária. 153 da Emenda Constitucional nº 1/69). sendo aplicável em matéria de decadência o art. Liquidez e certeza. no inciso I. Embargos de declaração opostos à decisão singular do Relator. 173 do CTN/66. inclusive ICMS e ISS Execução fiscal. II. j. Conselho Regional de Contabilidade. Esse entendimento persiste. Embargos de declaração convertidos em agravo regimental. DJU 02. rel. I. Min. do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná. Prestação de serviço por concessionária.. Constitucional. 3. ‘mas. Taxa de esgoto sanitário. 1.208/MG. Conversão dos embargos em agravo regimental. 24 estabelece a competência concorrente da União. Já ao tempo da Emenda Constitucional nº 1/69. ao Distrito Federal e aos Municípios. A anuidade exigida pelos conselhos regionais constitui tributo.06. dos Estados e do Distrito Federal. Ação direta de inconstitucionalidade da Resolução 7. por não serem preços públicos. garantia essa que não pode ser ladeada mediante delegação legislativa’ (RTJ 141/430. 74. Carlos Velloso.2005. o Plenário do Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que ‘as custas e os emolumentos judiciais ou extrajudiciais’. Tributário. da espécie taxa. mas de preço público.094/SP. que prevê sua ocorrência após cinco anos. Decadência e prescrição. AC 95.04. sujeitos que estão ao princípio constitucional da legalidade (§ 29 do art. contados do primeiro exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. julgando a Representação 1. j.1996. a exigência ou 101 .536/SC.09. III. não podem ter seus valores fixados por decreto. a 20.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. no julgamento do RE 116. 150. sim. taxas. DJU 26.

1. o qual alterou o art. 4.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 2. Taxa.830/80]. O poder de polícia está conceituado no art. DJU 01. em execução fiscal referente a serviço de fornecimento de água. Preço público. no caso.314. Pleno. Lei 9. mas preço público decorrente da exploração pelo particular. Tributário. do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (STF. Decretação da prescrição intercorrente por requerimento do Ministério Público. 1°.2003). de 14. 236). Requerimento do Ministério Público. como exigido pela Constituição Federal. j. 174 do CTN. Remuneração pela exploração de recursos minerais. p. 145. parágrafo único. CTN. 78. 101). II do § 3° [rectius art. 6. ADIn julgada improcedente (STF. 12.1996. rel. Código de Mineração. Recurso especial. § 4°. II). 20. rel.11. DJU 11. Ação direta julgada procedente. 3.2003. ou são de serviço. 145 admite a cobrança de ‘taxas. Decretação da prescrição intercorrente.04. para declaração de inconstitucionalidade da Resolução 07. IX. pois estas resultam. taxa.02. não tem prevalência. I. de um bem da União (CF. efetiva ou potencial. Min. Sydney Sanches. Interpretação dos arts.-lei 227/67 . mas de aumento do valor de custas judiciais e extrajudiciais. 5. ADIn 2586/DF. mas. do CTN. 20. Serviço de fornecimento de água e coleta de esgoto. ADIn 1444/PR. art. de serviços públicos específicos e divisíveis. III. no seu exato sentido jurídico. de 14. 40 da Lei 6. de 30 de junho de 1995. inclusive ICMS e ISS aumento de tributo. de serviços públicos específicos e divisíveis. art. a majoração de custas judiciais e extrajudiciais resultou de Resolução do Tribunal de Justiça .Código de Mineração]: não se tem.1996. Tal conceito abrange não só as custas judiciais.08. Constitucional. em razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização. 175 e §§ [rectius: parágrafo único]).2002. ainda que prestado em caráter particular (art. sem lei que o estabeleça. prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição (CF. j. Natureza tributária.11. Lei 9. também.2003. Aqui não se trata de ‘simples correção monetária dos valores anteriormente fixados’.. Tributário Taxa Conceito. da LEF [Lei 6. 219. e 174. l6. de serviço público. O art. IV. da prescrição intercorrente.05. do CPC. Min Carlos Velloso. Mas sempre fixadas por lei. as extrajudiciais (emolumentos).830/80. entendeu possível a decretação. art.e não de lei formal. nos termos em que foi admitido no ordenamento jurídico. 20 do Dec. Recurso especial oposto contra acórdão que. A sua aplicação há de sofrer os limites impostos pelo art. O art. No caso presente. artigo por artigo. 8°. As taxas decorrem do poder de polícia do Estado. ex officio. igualmente. Pleno. Precedentes. II. II e § 1°. art. Repugnam os princípio informadores do nosso 102 . prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição’. resultantes da utilização efetiva ou potencial.314. sem lei a respeito.

4. inclusive ICMS e ISS sistema tributário a prescrição indefinida. p. Obrigatoriedade do serviço de água e esgoto. Tem-se. serviço público concedido. O concessionário recebe remuneração da mesma natureza daquela que o poder concedente receberia. por ser a relação entre eles de direito público. Adoção da tese. no sentido de que ‘a natureza jurídica da remuneração decorre da essência da atividade realizadora. ano 1987. o valor cobrado caracterizar-se-ia como taxa. Regime tributário da venda de água. em face da obrigatoriedade da ligação domiciliar à rede pública’ (Helly Lopes Meirelles. Direito municipal brasileiro. Os casos de interrupção do prazo prescricional estão previstos no art. nº 05. 7. 40 da Lei 6.. Os serviço de fornecimento de água e coleta de esgoto é cobrado do usuário pela entidade fornecedora como sendo taxa. Não há amparo jurídico a tese de que a diferença entre taxa e preço público decorre da natureza da relação estabelecida entre o consumidor ou usuário e a entidade prestadora ou fornecedora do bem ou do serviço. 1987. Há de ser sempre lembrado de que o art. sendo o prestador do serviço público pessoa jurídica de direito privado.312/94 [rectius: de 1954.. O art.. 492).080/90] (Código Nacional de Saúde) determina: ‘É obrigatória a ligação de toda construção considerada habitável à rede de canalização de esgoto. 11. pelo que. 11).Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. ‘A remuneração dos serviços de água e esgoto normalmente é feita por taxa. cobrada pelo Poder Público. ‘Se a ordem jurídica obriga a utilização de determinado serviço. v. 299. 12.830/80. 6. 8. Precedentes desta Corte e do colendo STF 5. na situação específica examinada. 10. não sendo afetada pela existência da concessão. se prestasse diretamente o serviço’ (RF. 11 da Lei 2. cujo afluente [rectius: efluentes] terá destino fixado pela autoridade [sanitária] competente’. Rev. 1977. 174 do CTN tem natureza de lei complementar. Atividade pública (serviço) essencial posta à disposição da coletividade para o seu bem-estar e proteção à saúde. visando atender necessidades coletivas ou públicas. da Procuradoria-Geral da Fazenda Estadual/Minas Gerais. pela via da prescrição. Prevalência no ordenamento jurídico das conclusões do X Simpósio Nacional de Direito Tributário. de natureza compulsória. artigo por artigo. impondo-se segurança jurídica aos litigantes. 9. nele não incluídos os do art. 174 do CTN. então é justo que a remuneração correspondente. não permitindo o atendimento da respectiva necessidade por outro meio. RT. 40). quando há compulsoriedade. p. ed. sofra as limitações próprias de tributo’ (Hugo de Brito Machado. deve-se estabilizar o conflito. 3. de que a contribuição pelo fornecimento de água e coleta de esgoto é taxa. Juríd. o valor cobrado é preço público/tarifa. Precedentes das egrégias 1ª e 2ª Turmas desta 103 . jul. Após o decurso de determinado tempo sem promoção da parte interessada. se a entidade que presta o serviço é de direito público.-set. p. norma revogada pela Lei 8. in casu. ao contrário.

também. A exação criada pela Lei 2. Não violação de acordos internacionais. REO 9601042105/DF. Dec. 145. face.502/64. STF. Min. José Delgado.2002. 77 do CTN.145/53 e 7. Taxa de melhoramento dos portos. Taxa de expediente (Leis 2. § 2°).690/88 identifica-se como taxa e não preço público. 4. Trata104 .03. sobre a importação de mercadorias de países signatários do GATT. 178).09. no interesse da arrecadação ou da fiscalização do tributo. Taxa que tem como base de cálculo o valor da mercadoria constante da guia de importação vulnera o art. 3..2006. 1ª T. após a declaração de inconstitucionalidade pelo Eg. Natureza jurídica. 145. Juiz França Neto.08. da ALALC ou ALADI (Súmula 124 do STJ).145/53 e modificada pela Lei 7. A aplicação do selo de controle do IPI. Remessa oficial improvida (TRF-1ª R. j. REO 3. 6.07. Recurso especial não provido (STJ. da CF e o parágrafo único do art. Juíza Selene Almeida. Receita originária.03.2006.437/75. Ressarcimento de custos. art. rel. 1. p.. sendo uma obrigação assumida voluntariamente. artigo por artigo.1999. DJU 14. previsto no art. Ausência de identidade de sua base de cálculo com a dos impostos. 46 da Lei 4.2000. 286). Suspensão dos dispositivos legais questionados pela Resolução 73/95 do Senado Federal. de serviço público específico e divisível. 3. DJU 31. Preço público é a remuneração paga pelo fornecimento de serviço público prestado por concessionário ou permissionário.052/RJ. As taxas não podem ter base de cálculo ou fato gerador idênticos àqueles que correspondam aos impostos (CF. 13. 5. rel.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. inclusive. j..289). 4ª T. ou a utilização. efetiva ou potencial. porque decorre da prestação de um serviço privativo e exclusivo da atividade estatal. prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição. p. Importação.09. ao afirmar que essa taxa tem identidade com a base de cálculo do imposto de importação. 6ª T. Problema de ilegalidade corrigido pelo Legislativo.690/88) Ilegalidade. IPI.. DJU 17. Precedente do TRF 1ª Região.-lei 1. Selos de controle quantitativo. 19. no RE 167.2002. § 2°.992-1/210. 2. j. por identificar-se com a base de cálculo do imposto de importação. 2. 1. Tributário. representa uma obrigação acessória. a reiterada doutrina e a jurisprudência dos tribunais superiores que entendem legítima a sua cobrança. Taxa é espécie de tributo que tem por fato gerador o exercício do poder de polícia. 21. rel. inclusive ICMS e ISS Corte Superior.522/92. p. 17.. Provimento à remessa necessária (TRF-2ª R. REsp 848287/RS. A aquisição dos selos de controle do IPI não configura exercício do poder de polícia ou utilização de serviço público especifico e divisível. Tributário. com a Lei 8. Equivoca-se quem reputa inconstitucional a cobrança da taxa de melhoramento dos portos.

§ 2°. por ser dele o monopólio na confecção dos selos. Portaria 37/98. assim. inclusive ICMS e ISS se. pelos contribuintes do IPI. apenas. 06. Ibama. dentre outros que se somam à atividade desenvolvida pelo industrial e que é repassado ao preço final do produto.437/75. ou seja. Tributário. 13. ou seja. rel. necessidade esta que se impõe diante da peculiar sistemática de arrecadação do imposto’ (Embargos Infringentes 2003. j.2006) (TRF-4ª R. apenas. Obrigação acessória. com a utilização de patrimônio estatal (TRF-4ª R.71.4ª R. proveniente de produto fabricado por empresa pública . Tributário. rel. a pretexto de veicular emolumento.2007). O valor pago pela aquisição das estampilhas (selos) de controle do IPI.-lei 1. O cumprimento dessas obrigações acessórias pode gerar dispêndio ao contribuinte em determinadas situações. por ser dele o monopólio na confecção dos selos. 1ª Seção. de mais um custo.07. não caracteriza taxa e nem preço público. criou taxa em razão dos serviços prestados no exercício de poder de polícia.000271-0. 793). do CTN).002. a portaria que.2006. Juiz Vilson Darós. A única diferença é que tal valor é devido ao Estado. Cadastro técnico federal de atividades potencialmente poluidoras ou utilizadoras de recursos ambientais. Natureza jurídica. como sendo instituição de uma nova taxa ou de preço público.03.2006. Inconstitucionalidade.050. Dec.05. 1 .. artigo por artigo. Selos de controle quantitativo.710/RS.07. p. Trata-se. sem que isso venha a desconfigurar sua natureza 2 –‘A aquisição dos selos de controle do IPI não configura exercício do poder de polícia ou utilização de serviço público específico e divisível.07.Casa da Moeda-. previsto no Dec. DJU 12. Ressarcimento de custos.71. dentre outros que se somam à atividade desenvolvida pelo industrial e que é repassado ao preço final do produto. aquela ‘que decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações positivas ou negativas. em vicio de ilegalidade. Taxa de cadastramento.-lei 1. de obrigação acessória. DJU 12. Lei 4. de mais um custo. Incorre. não havendo.2007. necessidade esta que se impõe diante da peculiar sistemática de arrecadação do imposto. A única diferença é que tal valor é devido ao Estado. Trata-se.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.03. TRF . AC 200371120077868/RS. mas pelo critério da compulsoriedade da 105 .. DJU 28. 113.. ADIn 1.502/64.. Preços públicos e taxas não se distinguem pelo nomen iuris ou pela natureza dos serviços remunerados. na verdade.437/75. constituindo-se em receita originária da União. 1ª Seção.823-1/DF. EIAC 2003. IPI. violação a quaisquer princípios tributário. 2ª T. nelas [sic] previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos’ (art. j. Juiz Antonio Albino Ramos de Oliveira.Não há considerar a exigência de ressarcimento de custos de confecção de selos de controle.

por conseguinte. prestados ao contribuinte ou postos à sua disposição. conforme inteligência dos arts. AMS 1999. ou a utilização. j. Em obediência à Constituição Federal. 3. portanto. 1ª T. 617). exige o exercício do poder de polícia em maior ou menor grau (TRF-4ª R.804/RS. Não há falar. Taxa de ocupação.. Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental . j. O nomen iuris atribuído à exação cobrada pelo Estado é questão que não importa para sua classificação como tributo.2006. 01.04. AC 2003. Processual civil. 1. conferindo-se tratamento diferenciado a quem produz graus de poluição diferentes e. j.05.2006. Matéria não tributária. O faturamento da empresa é utilizado como critério referencial a fim de garantir-se a isonomia. Competência da 2ª Seção.040. II. 381). prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição. de serviço público específico e divisível. p. na medida em que não restou comprovado que essa exação serve para retribuir serviço público específico e divisível e nem representa exercício do poder de polícia (TRF-4ª R..010.760/46.165/2000 aos arts. A taxa de ocupação é uma receita originária do Estado. 19. DJU 03. rel. de serviços públicos específicos e divisíveis. p. afigura-se ilegal a cobrança da taxa de segurança ostensiva contra delitos instituída pelo Município de Criciúma. rel.4. uma vez que de prestação de serviços públicos não se trata. Conflito negativo de competência. 77 do CTN e 145 da Constituição Federal de 1988.03.. 145.. efetiva e potencial. inclusive ICMS e ISS exigência (TRF-4ª R. 1ª T. A hipótese de incidência do tributo em questão –TCFA .TCFA.121/SC.04.060.. Nessa esteira.72. Juiz Vilson Darós. AC 2004. Ilegalidade da cobrança. 145 da CF/88 e 77 e 78 do CTN.02.2006. As taxas são tributos que têm como fato gerador o exercício regular do poder de polícia.2006.. 1ª T. Inexiste ofensa da Lei 10.461/SC. que poderia ocasionar uma possível inconstitucionalidade. cobrada por este em razão do uso por terceiros de seus bens imóveis.2006. Taxa municipal de segurança ostensiva contra delitos. em ausência de contraprestação. artigo por artigo. 106 . Lei 10. 502).71.é o exercício do poder de polícia conferido ao Ibama para controle e fiscalização das atividades potencialmente poluidoras e utilizadoras de recursos naturais.2006. art. DJU 08. rel. 05. as taxas de serviço instituídas pelos Municípios devem ter como fato gerador o exercício do poder de polícia ou a utilização.165/2000.174.05. Juíza Vivian Josete Pantaleão Caminha. 2. fulcro no art. p.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. DJU 24. Conhecido o conflito de competência para declarar competente para a matéria a 2ª Seção.105.72. Juiz Marcelo Malucelli.-lei 9. 127 do Dec.000. efetiva ou potencial.

a qual definiu os elementos essenciais à sua instituição. da CF e nos arts. 19. A remuneração para obtenção da autorização para uso do fogo em queimada controlada tem a natureza jurídica de taxa. p. Tributário.068/AL.009/73. II. O C.2005. Taxa de armazenagem portuária. A competência para instituição de taxas pelo exercício do poder de polícia vem determinada no art.. Legalidade.10 2004.12. 3.. p.04. Juiz Nery Junior. afastando-se..80.010. Este tipo de atividade não se encontra acobertada pelos princípios constitucionais tributários. Queima controlada de cana-de-açúcar. afigura-se devida a tarifa de armazenagem apenas nos casos de efetiva utilização do serviço portuário.03. DJU 23.2006. j. 3. DJU 06.2004. enquanto aquela é compulsória. rel. convertida na Lei 9. DJU 01. Precedente deste eg. 145. Exigibilidade. direta e especificadamente dirigida ao contribuinte. 2. 2.02. Juiz Marcelo Navarro. que utiliza a propaganda. artigo por artigo. Cobrança pela municipalidade em detrimento da CEF.06. 1ª parte. inciso II.960/2000. 01. rel. se subdividindo em um serviço público e outra em razão do exercício do poder de polícia. 4ª T. Tribunal. Juíza Marga Inge Barth Tessler. 3ª T. 23. 313). posto que criada pela Medida Provisória 2. A fiscalização de anúncios se faz necessária para preservar a qualidade do meio ambiente nas cidades e adequar a conduta da pessoa física ou jurídica. CC 2005.000. inclusive ICMS e ISS especificamente a 3ª Turma. AMS 2001. 77 e 80 do CTN. da Carta Magna..201. 1. STF já reconheceu a prescindibilidade da efetiva comprovação da atividade fiscalizadora para a cobrança anual da taxa de localização e 107 . o disposto no art.784/SC.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.02. Natureza jurídica de taxa. Tarifa. O poder público se serve da cobrança por meio de preço ou tarifa pela prestação de um serviço público voluntário. é o meio pelo qual se paga por um serviço facultativo. Precedentes. na hipótese de incidência.2005. Apelação improvida (TRF-5ª R. 1. Administrativo. Taxa de fiscalização de anúncio luminosa. no entanto. 4.990. Corte Especial. AC 2000.2005. rel.006. p. j. 197). Tributário. Honorários advocatícios.03. 145. A principal distinção entre taxa e preço público reside no fato deste ser facultativo. Embargos à execução fiscal. às disposições legais pertinentes.015/99. inclusive. uma atividade estatal. Mandado de segurança.. A taxa para uso do fogo não tem a mesma base de cálculo do ITR. Legalidade na cobrança da taxa para uso do fogo. Pela análise da Lei 6. Trata-se de uma prestação contratual voluntária. A taxa é um tributo que tem. a quem recebeu originariamente por distribuição o agravo de instrumento (TRF-4ª R. j. Apelação não provida (TRF-3ª R. 339). Possibilidade.500/SP.247.

Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça. 15. 02. rel.2001. j. 330).09.05.571/SP. da CF/88). diante da notoriedade do exercício do poder de polícia pelo aparato administrativo dessa municipalidade (AgRg no RE 222.04. p.-lei 1. Min. rel. EAC 91.. Cecília Marcondes.038173-0. A taxa é de competência comum ou cumulativa. j.11. * Parágrafo único com redação determinada pelo Ato Complementar 34/67. REsp 2000/0079370-1. 204. 23.10. AC 93.2001. no julgamento do REsp 261. 7.. inclusive em detrimento da Caixa Econômica Federal. DJ 14. Des.] Parágrafo único.12.239/SP. setença monocrática.10.. Diante da não previsão. generalidade e origem pública. DJ 03. o STJ tem reconhecido a validade da taxa de localização e funcionamento e da taxa de fiscalização de anúncio. Desde então.05. DJ 02.2006. 145. Eliana Calmon. p. j.03. artigo por artigo. inclusive ICMS e ISS funcionamento pelo Município de São Paulo.2001. da incidência do encargo de 20% previsto no Dec. DJU 02. Precedentes: STJ.922. 2ª Seção. rel.16-6. A Súmula 157 do STJ foi cancelada pela C.030. AgRg no REsp 2002.2006. Juíza Consuelo Yoshida. rel. inverto os honorários advocatícios fixados na r.. Fed. 191. 6. sumulado sob nº 545: 108 . tenha-se presente o entendimento do STF.[.2002. Ellen Gracie. e sua renovação anual. caput.2002. 1ª T. Art.2002. DJU 03. De referência à compulsoriedade.2002. j.025/69.001. taxa semelhante àquela aqui discutida. j. STJ.. TRF3. A taxa não pode ter base de cálculo ou fato gerador idênticos aos que correspondam a imposto nem ser calculada em função do capital das empresas.77. Apelação e remessa oficial providas (TRF-3ª R.05. na certidão da dívida ativa.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 6ª T. 4. 07.252-6/SP. podendo ser instituída por todos os entes federativos. p.63.08. 5.2001). 2ª T. União. Estados e Municípios (art. 17.04. DJ 07. Min. COMENTÁRIOS Generalidades.2001. O que caracteriza a espécie tributária é a compulsoriedade.

145. progressiva ou regressiva. a taxa existe em razão da prestação de um serviço. porque estas. sendo mais comum a alíquota fixa. temos que a alíquota da taxa pode ser fixa. diferentemente daqueles. por exemplo. CF). em relação à lei que as instituiu. utilize. são compulsórias e têm sua cobrança condicionada à prévia autorização orçamentária. terá que pagá-la. De referência ao quantitativo. se a taxa é manifestação do poder de polícia. tem função extrafiscal (emprego do tributo como instrumento de intervenção pública). proporcional. em que a lei. Exemplo de alíquota progressiva é a da taxa judiciária. Fato gerador e base de cálculo. Genérica é a taxa porque atinge indistintamente todo aquele que a ela estiver vinculado em virtude de algum fato gerador. A maior das limitações que se impõe à taxa é quanto a seu fato gerador. pois não poderá ser tomado como base situação fática que já tenha servido para a incidência dos impostos (§ 2°. não poderia deixar de ser pública. a taxa de incêndio. Neste sentido a Súmula 595 do STF. artigo por artigo. o contribuinte os serviços do Corpo de Bombeiros. 109 . Segundo Aliomar Baleeiro. inclusive ICMS e ISS Preços de serviços públicos e taxas não se confundem. o que se reflete diretamente sobre a alíquota. ou não. manifestada por força de lei e em atividade administrativa plenamente vinculada. art. ao fixá-la. considera o valor da causa e estabelece faixas de incidência.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Sendo a taxa derivada de uma vontade do Estado. tem função fiscal e o valor será uma alíquota proporcional ao serviço. diferentemente. Se.

acorreram os contribuintes ao Judiciário. A preocupação do legislador quanto à exigência final contida no parágrafo em apreciação (não ter a taxa valor econômico em função do capital da empresa) teve em vista não atropelar o Imposto de Renda. artigo por artigo. em número. o poder tributante terá de dispor de um serviço mensurado e individualizado. questionando a legalidade e a constitucionalidade da lei. do fato gerador. efetiva ou potencialmente. Na prática. Entendiam não estar presente na atividade dos mercados de títulos e valores mobiliários o exercício do poder de polícia. JURISPRUDÊNCIA “É inconstitucional a taxa municipal de conservação de estradas de rodagem cuja base de cálculo seja idêntica à do Imposto Territorial Rural” (STF . Assim. no exercício do poder de polícia e na realização de serviços. Sobre a base de cálculo incidem as alíquotas. o poder público exaure sua atividade dentro de uma previsão fática que se chama fato gerador. inclusive ICMS e ISS Para cobrar taxa.940/89 instituiu a taxa de fiscalização dos mercados de títulos e valores mobiliários. o que se faz imprescindível em razão da restrição contida no CTN. 110 . A base de cálculo é a expressão. é o custo do serviço específico. quando a Lei federal 7. distinguir a base de cálculo de uma taxa e de um imposto.Súmula 595).940/89”. muitas vezes. O STF dissipou todas as dúvidas ao editar a Súmula 665 do teor seguinte: “É constitucional a Taxa de Fiscalização dos Mercados de Títulos e Valores Mobiliários instituída pela Lei 7. não é fácil.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. utilizável pelo sujeito passivo. A propósito.

10 da Lei 2. p. Sua natureza jurídica. Art. taxas. de 26. da Constituição Federal de 1988.11. ao tomarem para base de cálculo das taxas de limpeza e conservação de ruas elemento que o STF tem por fator componente da base de cálculo do IPTU. § 2°. 111 .690/88. por instituir alíquotas progressivas alusivas ao IPTU. Min. Custas e emolumentos judiciais e extrajudiciais.02. por haverem violado a norma do art. § 4°. p. rel. sujeitos que estão ao princípio constitucional da legalidade (§ 29 do art. 12. § 2°. que limita a faculdade contida no art. Tributário. de 26. Os demais. Tributário.08. Min. 7°. ou seja. j.921/90. não podem eles ter seus valores fixados por decreto.685.1994. Não sendo as custas e os emolumentos judiciais ou extrajudiciais preços públicos. 182.02. II. do Governo do Estado de São Paulo (STF. 23. RE 167992/DF.12. Recurso não conhecido (STF. a área de imóvel e a extensão deste no seu limite com o logradouro público. Representação de inconstitucionalidade. § 1°. Min. Representação julgada procedente para declarar a inconstitucionalidade do Decreto 16. o valor da mercadoria importada. Pleno. Tributo cuja base de cálculo coincide com a que corresponde ao imposto de importação. com ofensa ao art. à observância do disposto em lei federal e à utilização do fator tempo para a graduação do tributo. e 94 da Lei 6.888).827/SP.685. 1. Moreira Alves. tem por fato gerador prestação de serviço inespecífico.989/66.1995. Lei 10. mas.1992).145/53. rel. artigo por artigo. inclusive ICMS e ISS Município de São Paulo. não mensurável indivisível e insuscetível de ser referido a determinado contribuinte. Min. Taxa de licenciamento de importação. j. do município de São Paulo. 153 da Emenda Constitucional 1/69). DJU 10.1996. rel.1981. rel. não tendo de ser custeado senão por meio do produto da arrecadação dos impostos gerais. que deu nova redação aos arts. p/ac. 87 e incisos I e II. da Constituição Federal.09. em razão do valor do imóvel. Decreto 16. Pleno. 145. do Governo do Estado de São Paulo. Pleno. em face da norma do art. Conhecimento e provimento do recurso da contribuinte (STF.213). Taxas que. Ilmar Galvão. 156.02.1981. Inconstitucionalidade dos dispositivos sob enfoque. Ilmar Galvão. DJU 04. j. Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana. garantia essa que não pode ser ladeada mediante delegação legislativa. Não conhecimento do recurso da Municipalidade. 15. DJU 25. 145. no entendimento deste Relator.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. RE 204. qual seja.1997. Inconstitucionalidade que se declara do dispositivo legal em referência. redação dada pelo art 1º da Lei 7. Soares Muñoz. RP 1094/SP. O primeiro. sim. de qualquer modo.04.1984. Taxas de limpeza pública e de conservação de vias e logradouros públicos. 08.

DJU 27. 77 e 79. REsp 157060/SP. Importação. O Colendo STF. Min. por maioria) . Min. 1. j. Base de cálculos. Legalidade.801/SP. Taxas de conservação e limpeza urbana. Min. Tributário.145/53. que é inconstitucional a cobrança das taxas de conservação e limpeza na forma estabelecida pela Lei Municipal 10. entendeu-se que o fato de a alíquota da referida taxa variar em função da metragem da área construída do imóvel . Agravo de instrumento desprovido (STJ.1997.03. por possuírem base de cálculo própria do IPTU. 98/99.SP (Lei municipal 10. 145. com redação dada pela Lei 7. rel. Município de São Paulo. Agravo regimental desprovido (STJ.1999. Lei 10.2000.03. Preços públicos. com a revogação da decisão de fls.253/89).não implica identidade com a base de cálculo do IPTU. 2ª T. Taxa de Armazenagem Portuária . Taxas de conservação e limpeza de logradouros públicos. III. Tributário e processual civil. Taxa de expediente. da CF (‘As taxas não poderão ter base de cálculo própria de impostos’).Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. decidiu que é constitucional a taxa de coleta de lixo domiciliar instituída pelo Município de São Carlos .TAP. consoante o entendimento mais moderno desta Corte. afastando-se a alegada ofensa ao art. Min. Súmula 83 do STJ. 04. Ag 121. I. Multiplicidade de precedentes.que constitui apenas um dos elementos que integram a base de cálculo do IPTU . Apreciação incomportável no âmbito do recurso especial. ao apreciar o RE 232393/SP. de remoção de lixo domiciliar e de iluminação pública.1999).1999).2000). Agravo regimental provido. Min.1999. quando a orientação do Tribunal se firmou no mesmo sentido da decisão recorrida’ .921/90. rel. Carlos Velloso.04. A taxa de expediente.05..08. artigo por artigo. rel. 2.09. 3. por maioria.921/90.827-SP (DJU 25.1999.. instituída pela Lei 2. O Colendo Supremo Tribunal Federal entendeu. Processual civil. Tributário. Exações entendidas como inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal. Ag 314761/SP. em matéria de cunho eminentemente constitucional. Ilmar Galvão.Súmula 83 . Legalidade de aumento de Tarifas Portuárias (TAP) por ato ministerial. II. Inconstitucionalidade. 2. Aldir Passarinho Júnior. 26. rel. ‘Não se conhece do recurso especial pela divergência.11. Decisão da matéria pelo Colendo STF. 3. José Delgado. no julgamento do RE 204.690/88. Base de cálculo. CTN. como fundamento central. Destarte. 12. § 2°. Na ocasião. 1.STJ. arts. Plenário.. em sede de recurso especial. é 112 . 18. impossível o exame da matéria pelo Superior Tribunal de Justiça. j. Milton Luiz Pereira.05. 1ª T. DJU 10. 1ª T. rel. Não se conhece de recurso especial quando a decisão atacada basilou-se. inclusive ICMS e ISS Constitucional e tributário. DJU 31. j. Recurso não provido (STJ.

Recurso provido (STJ. Processual civil. Taxa de Fiscalização. Reexame de fatos e provas. ambas do Município de Belo Horizonte. Constitucionalidade.2000. da Constituição. ainda. Juiz Castro Aguiar. p. Assentada a efetividade do exercício do poder de polícia para a cobrança das taxas em questão. rel. Constitucionalidade.06. por ser conhecida como ‘taxa de armazenagem’. I .05. Precedente STF. 77 e parágrafo único CTN repete preceito constitucional (CF. 4°.1995. Alíquota. 1ª T. descabe a alegação de contrariedade à lei tributária nacional.Recurso improvido (TRF-2ª R.020. Assim.08. Recurso não conhecido (STJ.07.940/89. §§ 1° e 2°). situação que não viola a vedação prevista no disposto no art.1989. 2ª T.05. j. artigo por artigo. 16.. da categoria das taxas.TFA. preço e.A natureza jurídica do tributo decorre do seu fato gerador e não do nome que se lhe dá (art. Garcia Vieira. Agravo regimental no agravo de instrumento. Alegada ofensa ao art. 145.940. Lei 7. REsp 166. j.1404-9/RJ. Localização e Funcionamento . inclusive ICMS e ISS flagrantemente inconstitucional.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.1995. eis que possui base de cálculo própria do imposto de importação. 03. Comissão de Valores Mobiliários. 20. para que se pudesse dissentir dessa orientação seria necessário o reexame de 113 .314). AMS 95. III . DJU 13. § 2°. II — Embora seja conhecida por ‘taxa de armazenagem’. DJU 01.835) e. da Constituição do Brasil.2000). por entender que são exigidas com fundamento no efetivo exercício do poder de polícia pelo ente municipal. Este Tribunal decidiu pela constitucionalidade da cobrança da Taxa de Fiscalização de Anúncios . 44. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. j. 3ª T. sabendo-se que o art. 3. Administrativo. Tributário. Efetivo exercício do poder de polícia. não significa que estamos diante de tributo.1999. nesta superior instância. Min. 145. o entendimento de que não há identidade entre a base de cálculo das referidas taxas com a do IPTU. rel. Taxa de fiscalização. § 2°. Recurso especial. Tendo o STF proclamado a constitucionalidade da Lei 7. do Código Tributário Nacional). Firmou-se.685/ES. Francisco Peçanha Martins. 145. Tributário. 1. Violação de lei federal não configurada.TFA e da Taxa de Fiscalização. podendo ter os seus valores e índices regulados por decreto ou mesmo portaria.07. deve ser tratada. rel.12. que instituiu a taxa de fiscalização da CVM (RE 177. tecnicamente.TFLF.. como tal. até por vício de linguagem. Min. Taxa ou preço de armazenagem. de 20.. REsp 205. Taxa de Fiscalização de Anúncios . art. DJU 01. inciso I.. Município de Belo Horizonte. pois a denominação é irrelevante para qualificar a natureza específica da imposição. Localização e Funcionamento .570/PE. 2. esta é.TFLF.1999).

Taxa de limpeza pública. p. 145 da Constituição. j.763/75. Min. Impossibilidade de apreciação de tese em tomo do art. Análise da norma pelo Tribunal de Justiça o Estado de Minas Gerais em ação direta de inconstitucionalidade transitada em julgado. Taxa de incêndio Estado de Minas Gerais.03.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Município de Belo Horizonte. considerou constitucional a cobrança de taxa de incêndio.2007.02. 4.2006. 1ª T. É esse o entendimento aplicado também pelo STJ. 392). 145 da Constituição Federal. Agravo regimental a que se nega provimento (STF.. inclusive ICMS e ISS fatos e provas. no julgamento do RE 206777/SP. 13. da Constituição Federal. 2ª T. A posição adotada pelo Tribunal a quo. João Otávio de Noronha. Min.280/MG. Análise do recurso quanto ao art. p. 98). 2ª T. encontra-se coerente com o decidido pelo Plenário desta Corte. Tributário. O Supremo Tribunal Federal.10.393 (Sessão de 12.2007. José Delgado.12.. rel. 145. II da CF/88 114 .. Ellen Gracie.09. 1. AIAgR 618. j. Precedentes: RMS 23. 02. João Otávio de Noronha. 2.08.. 2. contudo.2007. RMS 21. Min. DJU 19. 2ª T. ser tomado em linha de conta na determinação da alíquota da taxa de coleta de lixo. 2ª T. Falta de prequestionamento do disposto no inciso II do mesmo art.032/MG. 83). 3. Tributário. 144 da Constituição Estadual. DJ 21. Min.que é o valor do imóvel (CTN. rel. art. ROMS 21. DJ 09. no julgamento do RE 232. DJU 27.a metragem da área construída do imóvel . com redação da Lei 14. que.049/MG. 1ª Turma.1999) fixou entendimento no sentido de que ‘o fato de um dos elementos utilizados na fixação da base de cálculo do IPTU .08. Base de cálculo.12.2003. artigo por artigo.2006.2007. mesmo não tendo se referido expressamente ao art. Art. j. Constitucionalidade. 33). Lei 6. e RMS 21. p.12. 145.607/MG.04. não quer dizer que teria essa taxa base de cálculo igual à do IPTU’. A corte de origem deliberou sobre a correspondência entre as bases de calculo do IPTU e da taxa de limpeza pública. Taxa de incêndio. circunstância que impede a admissão do extraordinário ante o óbice da Súmula nº 279 do STF. Agravo regimental improvido (STF. Coincidência com a do IPTU. DJ 03. 07.2006. 1. por entender que preenche os requisitos da divisibilidade e da especificidade e a sua base de cálculo não guarda semelhança com a base de cálculo de nenhum imposto. Súmulas STF nº 282 e 356. § 2°.150/MG. Recurso ordinário em manado de segurança. rel. Recurso ordinário desprovido (STJ. Juiz Teori Albino Zavascki.938/2003. Controvérsia referente á especificidade e divisibilidade da taxa de limpeza pública não dirimida pelo Tribunal a quo. RE-AgR 346695/MG. Questão devidamente prequestionada.2003. DJU 01. Min. Eros Grau..

REsp 179. DJU 06. 232). Taxa de expediente (Leis 2. Taxa 115 .0000. 10 da Lei 2. 4. Fato gerador e base de cálculo. rel.938/2003. Min.763/75.2006.12. Eliana Calmon. 321).145/53 e 7. sob pena de violar a rígida distribuição de competência recursal disposta na Lei Maior. A Lei 6.145 foi extinta pela Lei 8. visto que preenche os requisitos da divisibilidade e da especificidade e que sua base de cálculo não guarda semelhança com a base de cálculo de nenhum imposto’ (RMS 21. enquanto a Taxa de Construção. João Otávio de Noronha. p. Ausência de identidade com o ITR.2005. j. artigo por artigo. A exação criada pela Lei 2.802/SP.. Resolução 11/2005 do Senado Federal] identifica-se como taxa e não preço público. porque decore da prestação de um serviço privativo e exclusivo da atividade estatal.02.2006. Taxa de conservação de estradas de rodagem.049/MG e 21. Matéria constitucional. 105. Min.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. rel. 2. 1. da CF.763/75. Não cabe ao Superior de Justiça intervir em matéria de competência do STF.05. p. b. também.04. 2ª T.522/1992. 1. João Otávio de Noronha. 21.632/MG. rel. foi considerada legítima pelo Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais na ADIn 1. Tributário.2005.690/88 [taxa prevista no art. 2.145/53 e modificada pela Lei 7. ROMS 22. 144 da Constituição Estadual. 03. 2. Importação. Precedentes. Conservação e Melhoramentos de Estradas de Rodagem tem como fato gerador a prestação de serviços de conservação e como base de cálculo o custo do serviço dividido entre os proprietários de imóvel rural segundo fórmula adotada por pontos de utilização dos serviços. tampouco para prequestionar questão constitucional. Segunda Turma) (STJ. Recurso especial não conhecido (STJ. Ilegalidade. Processual civil e tributário. 2ª T. inclusive ICMS e ISS e dos arts. 3. ao criar a taxa de incêndio. 77.404860-1/000. Cabe recurso especial fundado na alínea b do inciso III do art. que a declaração de constitucionalidade produz efeitos erga omnes e que nesse julgamento foi analisada a questão em torno do art. O ITR tem como fator gerador a propriedade rural e como base de cálculo o valor da terra nua. com redação dada pela Lei 14. Considerando que ocorreu o trânsito em julgado desse acórdão.038/2003. 1. Confronto entre lei municipal e federal. com redação dada pela Lei 14. 77 do CTN. Vide.11. Recurso especial. 78 e 79 do CTN.. 105 da Constituição Federal para resolver conflito entre lei local e lei federal [de acordo com a redação do art. o que afasta a possibilidade de identificação com o imposto e a eventual ofensa ao art. descabe o reexame da matéria nessa oportunidade.690/88). III. j. Min. É legítima a taxa de incêndio instituída pela Lei estadual 6. Cabimento do recurso especial pela alínea b. DJU 09.280/MG. anterior à EC nº 45/2004].

REO 96. contados da data de sua formalização definitiva.2000. para interrupção do prazo prescricional: portanto.4.1999. inclusive ICMS e ISS que tem como base de cálculo o valor da mercadoria constante da guia de importação vulnera o art.12.. Suspensão dos dispositivos legais questionados pela Resolução 73/95 do Senado Federal. com a cobrança de específicos meses colhidos pela prescrição). Sucumbência recíproca..09. no RE 167.1ª R. qual seja. 6. Operou-se a prescrição em relação a alguns dos débitos exeqüendos (taxa de licença e taxa de limpeza referentes ao ano de 1995).01. 145. de cunho prescricional.03. 4. 3ª Turma desta Colenda Corte pela incidência do consagrado através da Súmula 106. em relação ao ano de 1995. Problema de ilegalidade corrigido pelo Legislativo. da CF e o parágrafo único do art. do CTN. em 01. § 2°.04. sendo a hipótese de mero excesso de execução (como se dá. ao verificar a transgressão do lapso temporal fixado pelo referido dispositivo. Equivocada se tem revelado certa forma de contagem fazendária: a partir do fato e formalizado o crédito. 174 do CTN. Inocorrência. encontra-se parte do valor contido no título de dívida embasador dos embargos. Execução fiscal.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. j. 5. Tributário. a ação deve prosseguir pelo saldo efetivamente devido. dali por diante passa a fluir o prazo de sua cobrança. através de mero cálculo aritmético. do art. de rigor a extinção do débito prescrito da forma como operada. Remessa oficial improvida (TRF . a prescrição. STF. com observância do estabelecido pelo art. 7. cumprindo destacar que. Constituem os débitos atos distintos identificáveis e autônomos. uma das causas de extinção do crédito tributário. Entende a Eg. 77 do CTN.1995.01. Município de São Paulo X União.2105/DF.2000 (fato incontroverso). em que é possível excluir ou destacar do título executivo o que excedente. Taxas de conservação e taxas de limpeza pública devidas. Contaminado pela prescrição. primeira figura. Embargos à execução fiscal. artigo por artigo. segundo a qual suficiente a propositura da ação. 21. Conforme se extrai a partir da r. nos termos 116 . após a formalização do crédito tributário em questão.522/92. rel. ajuizado o executivo em pauta em 18. STJ. 6. 156. Verificada. por identificar-se com a base de cálculo do imposto de importação. 1. 2. sentença. nos presentes autos. 178). não procedeu o contribuinte/recorrido ao devido recolhimento do mesmo. como se denotará. 5 (cinco) anos para a ação de cobrança do crédito tributário em comento. do Eg. 5. Precedente do TRF 1ª Região. com a Lei 8. Juíza Selen Almeida. 3. elencada no inciso V. Coincidência com a base de cálculo do IPTU. DJU 17. configurado o alegado evento prescricional. afastada a sua anulação neste ângulo.992-1/210. Parcial procedência aos embargos. após a declaração de inconstitucionalidade pelo eg. 3. 4ª T. Prescrição parcial ocorrida. p. qual seja.

firmados através do inciso II do art. 12.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 13. vencimento de 1996/1998. no âmbito dos requisitos para as taxas em geral. A natureza da atividade estatal envolvida se põe límpida. portanto. pois atendido o figurino da hipótese de incidência pertinente. tal qual gizado pela própria Constituição e pelo CTN. Apesar de reconhecida a prescrição em relação aos débitos supra citados. Pertinente e adequada a ponderação. imediato. para julgar parcialmente procedentes os embargos. consoante parágrafo único do art. a base daquelas se põe sobre o custo da atividade aqui suportada pelo poder público. uma vez que a incidir quantitativamente perante aqueles que proprietários de imóveis limítrofes ao logradouro beneficiado por referidos serviços. CTN. atualizados monetariamente até o seu efetivo desembolso. nem ao da indivisibilidade. 204. avulta em destaque a divisibilidade de ditos serviços. pois não desprovido de liquidez o débito exeqüendo remanescente. Também inocorre á propalada coincidência de base de cálculo entre ditas taxas e o IPTU: como destacado pela Municipalidade envolvida. vez que dotado de valores autônomos. segundo a qual cobrados estão sendo imóveis. Precedentes. ao passo que dito imposto recai sobre o valor venal da coisa. adota-se. fato incontroverso. de fato. 14. CF. suportando a Municipalidade envolvida honorários advocatícios de 10% sobre a diferença excluída em prol da União. 8. Nenhuma ilegitimidade na cobrança de citadas taxas. sem óbice substancial pela parte contribuinte. 145. 15. conservação e limpeza pública. sentença. tão-somente reconhecendo-se a ocorrência da prescrição parcial. de molde a permitir exigência da exação em pauta. a declaração de nulidade da ação de execução fiscal. específicos. pelo serviço efetivamente prestado. que contam com aqueles referidos serviços. não ensejando. inclusive ICMS e ISS da jurisprudência que. no tocante ao tema aqui em mérito. do descumprimento nem ao requisito da especificidade. CTN. e do art. artigo por artigo. tanto quanto se sujeitando a União ao 117 . pois exatamente está calcada na contraprestatividade ou vinculação entre o quanto pague o contribuinte e seu beneficiamento direto. amiúde praticada. A divisibilidade se coloca também límpida. sendo capital repisar-se tanto se tributa. 77. perfeitamente possível o prosseguimento da execução fiscal pelo valor residual do débito executado. 9. neste passo não tendo a executada/embargante/apelada denotado assim não se ponham os préstimos/serviços municipais a respeito. a propósito. reconhecendo-se a legitimidade da cobrança das taxas de conservação e de limpeza pública. Impõe-se o parcial provimento ao apelo da Municipalidade envolvida. quanto pelo colocado ao dispor do contribuinte. 10. reformando-se em parte a r. 17. inafastada a presunção de certeza da CDA em questão. antes enfocados. No que tange às taxas de conservação e de limpeza pública. 16. a título de taxa. Não se ressentem referidas taxas. da União. 11. ônus cabalmente seu.

da Constituição Federal. rel. Des.2005. DJU 23./92. conta-se a partir deste recolhimento.2007. I . Compensação. concedido à Fazenda Pública para homologar a conduta do contribuinte ou lançar de ofício a eventual diferença apurada.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. j. mesmo no caso de tributo lançado por homologação. rel. 18. a partir de jan.690/88. j. uma vez que se trata de direito superveniente. Precedentes do STF e do STJ. os seguintes índices: a) BTN a partir de dez. Inconstitucionalidade./91 a dez. IV . 10 da Lei 2. AC 993.690/88. em flagrante discrepância com o previsto no art. Juiz Silva Neto. inclusive ICMS e ISS pagamento de honorários advocatícios de 10% sobre o tributo remanescente em cobrança. uma vez que o contribuinte não precisa esperar o esgotamento do qüinqüênio previsto no § 4° do art.É inconstitucional a taxa instituída pelo art.383/91 e 9. DJU 17. devidas ao Fisco./90. não pode ser aplicado no caso em pauta.01. na redação que lhe foi atribuída pelo art. Precedente da E. 1° da Lei 7. entretanto.430/96. STJ. a taxa de emissão de guias de importação somente pode ser compensada com outras taxas. deve ser utilizada exclusivamente a taxa SELIC.. modificado pela MP 66/2002.11. CTN.10.. 3ª Turma: AC 97. V . Fed. 16. e pela Lei 10. In casu. Precedentes do E. não configurada a decadência do direito de pleitear a compensação dos pagamentos efetuados em período superior ao qüinqüênio contado retroativamente da propositura da ação.954/SP. STF (RE 167.03. de mesma espécie e destinação.145/53. Tributário. com redação dada pelo art.833/2003. e d) UFIR. 150 do CTN. II e § 2°. II .145/53./90 a fev. o art. no caso. Portanto. artigo por artigo. administrativa ou judicialmente.032515-7. utilizando-se. 77 do CTN.637/2002.Na vigência das Leis 8. Taxa para expedição de guia de importação.11.250/95. Parcial provimento ao apelo (TRF-3ª R.2006. o direito de compensar o tributo indevidamente recolhido. em favor do Município implicado. I. Atualmente.A partir de janeiro de 1996. haja vista a identidade de sua base de cálculo com aquela vigente para o imposto de importação. atualizados monetariamente até o seu efetivo desembolso./88 até fev. não mais exige o prévio requerimento do contribuinte e a autorização da Secretaria da Receita Federal para a realização da compensação em relação a quaisquer tributos e contribuições.O prazo disposto no art. quando o contribuinte recolhe o tributo sem o prévio exame da autoridade fiscal.992-1/PR) e do C. 168. 25. p. convertida na Lei 10. c) INPC de mar. b) IPC de mar. Carlos Muta. o que. 3ª T. III . 145.A correção monetária deve ser calculada desde a data do recolhimento indevido. 74 da Lei 9. Possibilidade. a compensação devia ser efetuada somente entre contribuições e tributos da mesma espécie e destinação. para postular. que representa a taxa de inflação do período considerado acrescida de juros 118 . e art./91.2005. 1° da Lei 7. ou seja. 559)./91. 10 da Lei 2. Art.

nos termos do art. Taxa Selic. do CTN.-lei 288/67 e do Dec. art. p. parágrafo único.. parágrafo único.. VI . 3. j.32. 7. As remunerações estabelecidas pelas Portarias editadas pela Suframa (171/83. Taxa de licenciamento de importação. 197/96. do Estatuto Constitucional. DJU 17.. art. da CF. 145. tida por interposta. do CTN.04. nos termos do § 4°. Desembaraço aduaneiro. Identidade de base de cálculo. AC 2001.244/67. Vedada a identidade de base de cálculo entre taxa e imposto. AC 370. Fixação por portaria. da CF.11. da CF. embora a arrecadação e a fiscalização sejam a ela delegadas. ‘O Superior Tribunal de Justiça firmou entendimento de que. Apelação e remessa oficial. § 2°. indubitavelmente. Tese dos cinco mais cinco. prestação de serviço de carga e descarga. do CTN. Suframa.2006. Tributário e processual civil.2006. 024/99). está em confronto com o princípio da legalidade tributária. 3ª T. Juíza Maria do Carmo Cardoso. 566). § 2°. e art.10. 1. Violação aos arts. 7° e 97. Lei 2. 10. das taxas por utilização de instalações e equipamentos da Suframa. A correção monetária a ser adotada na restituição dos valores recolhidos indevidamente deverá ser feita. a partir do recolhimento indevido. Somente a União pode por lei. 1.113. têm natureza de taxa e não de preço público. fixar as referidas taxas cobradas pela Suframa.145/53.Apelação da União Federal desprovida. Delegação do poder de tributar. Princípio da legalidade. À Suframa foi conferido o poder de polícia para expedição de guias de importação. Não é concebível que essas taxas sejam instituídas por portarias. Juíza Cecília Marcondes. Natureza jurídica de taxa. com a redação conferida pelo art. 05. 2. rel.532/1997]. inclusive ICMS e ISS reais.2006. pelos índices adotados na Tabela da Justiça Federal. armazenamento ou estocagem. Controle de internamentos na Zona Franca de Manaus.08. Prescrição. 145. Tributário. Constitucional. DJU 23. armazenamento ou estocagem. 06. 4. 309/95. p. VII .2006.Apelação da autora e remessa oficial parcialmente providas (TRF-3ª R.. a que se dá parcial provimento (TRF-1ª R. mantendo-se os juros de mora fixados na sentença.000. nos termos do Dec. Administrativo. Arts. Prescrição. e do art. o prazo prescricional para efetivar-se a 119 . 61. bem como a utilização de suas instalações e equipamentos. 6. 39. 1° da Lei 7. Remuneração pela anuência aos pedidos de guias de importação. A fixação por portarias. artigo por artigo. 77. 305/95. da Lei 9. 97 do CTN. 8ª T. Correção monetária. pelo serviço de carga e descarga.307/SP rel.392/AM. da tipicidade e com a regra do art. em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação. § 2°. Tabela da justiça federal. 77. 118). j.250/95 [artigo revogado pela Lei 9. 145. Ofensa ao art.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.690/88. 150. 5. Impossibilidade.

que trazia a TFA (Taxa de Fiscalização Ambiental). p 81). abarcando muito mais atividades do que apenas a fiscalização in locu dos estabelecimentos submetidos à tributação.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Ofensa ao princípio da isonomia e igualdade tributária. AC 1998. 11. são de um por cento ao mês. Improvimento ao apelo da União. de declaração da inconstitucionalidade da lei instituidora do tributo.250/95). a prescrição. tampouco com juros moratórios. art. Lei complementar. é de cinco anos. Lei 9. 1° da Lei 7.. entretanto.04. Provimento parcial ao recurso adesivo da autora (TRF-1ª R. A Lei 10. Mandado de segurança. por sua natureza jurídica de tributo vinculado. 3. A taxa Selic deve ser aplicada como índice de correção monetária a partir de 1° . não pode ser estabelecida com referência às parcelas recolhidas. porque indevidas desde a sua instituição.000. 4ª T. representado nas metas. cobrada em razão da emissão de licença ou guia de importação (Lei 2.938/81.690/88).34.178-8. pelo sujeito ativo. 2. Superior Tribunal de Justiça. j. O fato gerador da TCFA é o serviço prestado de exercício de poder de polícia. § 2°. neste caso.2003. com a redação dada pelo art. na ADIn 2. do Estatuto Constitucional.518 120 .960/2000. III. cuja eficácia foi suspensa. Precedentes do Eg.TCFA.01. considerou-a inconstitucional.145/65. A taxa.2003. Os efeitos decorrentes da suspensão de eficácia de dispositivo legal não prejudicam os efeitos ex tunc que resultam do reconhecimento.960/2000. alterando a redação da Lei 6. inclusive ICMS e ISS compensação via ação judicial. Imposto. cautelarmente. II. uma vez que. 7. A cobrança da taxa pelo exercício do poder de polícia não se confunde com a taxa decorrente da prestação de serviço público. incidenter tantum.1996 (Lei 9.165/2000 criou a TCFA (Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental). 10. 4. é desta que se inicia o termo a quo do lapso prescricional para o ajuizamento da ação correspondente.837/DF. Base de cálculo. 6. que se assenta na capacidade econômica do contribuinte. em um primeiro momento. Poder de polícia. foi editada para substituir a Lei 9. 5. Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental . 8.165/2000. I. Os juros de mora. DJU 11. competências e instrumentos da Política Nacional de Meio Ambiente.109. não pode ter base de cálculo própria de imposto. rel. 145. lnocorrência. examinando a legislação de regência da taxa de licenciamento de importação. por violação do art. por sua inconstitucionalidade. Juiz Hilton Queiroz. Tributário. Tratando-se. acrescidos de mais cinco anos contados daquela data em que se deu a homologação tácita. contados da ocorrência do fato gerador.03. tornando-se inexigíveis (REsp 191484/RS)’.. É assentado o entendimento no STF que basta a manutenção. artigo por artigo. de inconstitucionalidade. O STF. não acumulável com nenhum outro índice no mesmo período. de órgão de controle em funcionamento (RE 116. Lei 10. na repetição do indébito tributário.

insculpido no art. DJU 13. 145 da Constituição Federal e 77 do CTN.973).. p. Tributário. 1. Agravo de instrumento improvido (TRF-3ª R. mas não é tributo. Natureza tributária inexistente. a TCFA não exige.06.2005. só poderia ter sido criada dentro da competência residual da União. artigo por artigo. AG 244. Ocorrência. III. Juiz Nery Junior. que se encontram muitas vezes em situações econômicas distintas. I. e 145. Constitucional. rel. STF (RE 177. mas também incide o tributo em função do porte da pessoa jurídica e sua atividade-fim. O cálculo do valor da TCFA não apresenta qualquer ofensa ao principio da isonomia tributária.2005.05. que leva a uma distinção dentro dos limites da razoabilidade e da proporcionalidade. A TFA não tem como fato gerador qualquer atividade estatal relacionada à impetrante e. Não importa o nomen iuris destinado a esta ou aquela exação cobrada pelo Estado.TFA afronta o princípio da isonomia. o requisito constitutivo formal de lei complementar. inclusive ICMS e ISS e RE 230. rel. bem como ao art. § 2°.TFA. Taxa de Ocupação de Terreno de Marinha. 3. j. através de lei complementar. Arts. disfarçadamente. na forma do art.627/SP. A ‘taxa’ 121 . REOMS 242. Tendo a natureza jurídica de taxa.. 3ª T. Ofensa ao princípio da legalidade e isonomia. 154.08. como tal. I. da Constituição Federal. j. Questão de ordem. à atividade por ela exercida. Não se admite que a TCFA.07.816/SP. Tendo em vista ser devido pelo administrado que ocupa bem do Estado. 77 do CTN.2006. A Taxa de Fiscalização Ambiental . Taxa de Fiscalização Ambiental . da CF/88. 151). não de uma taxa. 150. IV Remessa oficial não provida (TRF-3ª R. instituiu tratamento igual a sujeitos passivos.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. A mencionada taxa possui natureza jurídica de imposto e. Juiz Nery Junior. 2. uma vez que efetuado com base em dois critérios conjugados: o grau de poluição da atividade exercida e o capital social da empresa. sim.835-1/PE). editada pelo ente político incumbido de executar o poder de polícia a que se refere a cobrança. da Constituição Federal.960/2000. Não há infringência aos arts. V. Lei 9. pois. ao estipular valores uniformes por categorias de contribuintes. 3ª T. VII. pode-se dizer que é um preço público. II. Precedente do Supremo Tribunal Federal. 154. p...2006. para a respectiva instituição. 631). o que dirá se a exação é ou não tributo será o regime legal que a instituiu e a mantém. porquanto a taxa não é instituída considerando-se somente o capital da empresa. DJU 23. que no caso é o Ibama. VI. Precedente do E. Mandado de segurança. 15. bastando a lei ordinária. Conflito que se suscita perante o Plenário do Tribunal para firmar a Seção Competente. A taxa de ocupação é uma retribuição anual de índole contratual. de competência legislativa da União Federal. 31. II. utilize base de cálculo de imposto. IV. I.

A ocupação de bem de uso dominical pelo administrado (que se aproxima de um contrato de locação ou de uma enfiteuse) não é uma utilidade ou comodidade fruível pelo administrado que diga respeito a necessidades ou comodidades básicas da sociedade. 6. 2ª T. prestado ao contribuinte ou posto a sua disposição. Considerando que os juizes componentes da 1ª e 2ª Seção desta Corte já declinaram a competência. 22. Também não se trata de utilização. A Taxa de Serviços Urbanos refere-se ao valor venal do imóvel. sendo que. 1.266).. A taxa é tributo fixo. Apelação não provida. a limitação. 149 da Constituição Federal. existe base de cálculo (valor do domínio pleno do terreno. nos termos do art. e sim como contraprestação à ocupação de terrena da União. porquanto trata-se de uma contraprestação do administrado para que utilize bem do Estado.162. Precedentes do STF. p. também pode-se dizer com segurança que de contribuição de melhoria não se trata. d. pois não albergada na previsão contida no art. no caso. devido a um acordo entre União e o ocupante. ao exercício da liberdade e da propriedade do administrado). Igualmente não se trata de imposto. DJU 06. Ademais. geralmente criado sem base de cálculo e sem alíquota. de serviço específico e divisível. Constitucional e tributário. porquanto não se está oferecendo aos administrados em geral (princípio da generalidade). uma vez que não está em jogo obra pública. 1.-lei 2. 122 . em que o seu valor é estabelecido de forma compatível com o custo da atividade estatal a qual está vinculada.040. inclusive ICMS e ISS em questão não tem como fato gerador o exercício regular do poder de polícia (entendido como o condicionamento. anualmente atualizado) e alíquotas variáveis (incisos I e II [do art.03. 4. do Regimento Interno.06. fazendo-se um raciocínio por exclusão. 9. pena de restar desvirtuada a sua natureza jurídica de taxa. submeter a divergência ao Plenário do Tribunal para que reste fixada a competência para a apreciação da matéria (TRF-4ª R. 5. 8. Ilegitimidade da cobrança. 7.398/87). rel.2001.. Juíza Tânia Terezinha Cardoso e Escobar. QUOREO 1999. porquanto não se apresenta como fato gerador signo presuntivo de riqueza (o princípio informador dos impostos é a capacidade contributiva). Seguindo a trilogia do CTN. II. j. Município de Salvador.2001. 4°. que prevê três subespécies de contribuições no supra transcrito dispositivo: (a) as sociais (aí incluídas as destinadas ao custeio da Seguridade Social).62/SC.101. efetiva ou potencial. é remuneração pelo uso da coisa. (b) as de intervenção no domínio econômico e [c] as de interesses das categorias profissionais. torna-se imperioso. A ‘taxa de ocupação’ evidentemente não se caracteriza como contribuição social. artigo por artigo. também não se configuraria como serviço público. 1°] do Dec.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Taxa de Serviços Urbanos. a taxa de ocupação é devida como retribuição pelo uso de bem público.

da CF.Tendo o STF proclamado a constitucionalidade da Lei 7. Legitimidade da cobrança. 145.09.22. firmados através do inciso II do art. 16. 54). da multa e da correção monetária. 352 do RITRF-1). Inexistência de afronta ao art. Legitimidade da cobrança dos juros. Taxas de remoção de lixo comercial.2006. A TSU possui natureza de imposto e não de taxa.. Parcial procedência dos embargos. que fazem referência às taxas pela razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização. de vigilância pública predial. 2. de conservação de pavimentação e de prevenção contra incêndio devidas. inclusive ICMS e ISS semelhantemente à base de cálculo do IPTU. III – Recurso provido (TRF-2ª R.. de conservação de pavimentação. rel. conservação e urbanização de logradouros públicos. Feito suspenso. pelo Município que nada tem de divisibilidade e de especificidade. Terceira Turma pela incidência da dispensa prevista pelo § 2° do art. Juiz Luciano Tolentino Amaral.2006. Embargos à execução fiscal. CTN. DJU 13. de limpeza pública. violando o art.88/BA. efetiva ou potencial. do CTN. e do art. 145.003. j.descabe a alegação de contrariedade a lei tributária.A taxa de fiscalização dos mercados de títulos e valores mobiliários tem base de cálculo diversa da do imposto e não é calculada em função do capital da empresa. No que tange às taxas de remoção de lixo comercial. para publicação do acórdão (TRF-1ª R. aos Estados. Tributário. avulta em destaque a 123 .2006. parágrafo único. características inerentes às taxas. 7ª T. 11. 77. Acolhida argüição de inconstitucionalidade.940/89.07.113. 1. pois o valor da execução é de R$ 2. de fato. §§ 1° e 2°). de serviços públicos específicos e divisíveis. j. Remessa dos autos à Corte Especial para apreciação (art.2003. de limpeza pública.09. Taxa de fiscalização dos mercados de títulos e valores mobiliários (Lei 7. repete preceito constitucional (art. II e § 2°. Taxa de Iluminação Pública indevida. 145. Neste sentido. em 11. CF. Precedentes desta Corte e do STF 3. AC 134. DJU 29.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. artigo por artigo. Peças liberadas pelo relator. AC 2000. I . Não conhecimento da remessa oficial. Execução fiscal. fere o art. e. O fato gerador da TSU é a prestação dos serviços de pavimentação. no âmbito dos requisitos para as taxas em geral. 146). Sucumbência recíproca. Entendendo a E. p.09. de vigilância e à taxa de prevenção contra incêndios. rel. Constitucionalidade.003.940/89).12. 4.. Prescrição parcial consumada. 77. 1ª T. excluindo-se o reexame necessário. Município de Araçatuba X ECT.2004. prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição.. 475 do CPC. renda ou serviços uns dos outros. Juiz Ricardo Regueira. II .330. 2. ao Distrito Federal e aos Municípios instituir impostos sobre patrimônio. Tributário. 77 do CTN. 150 da CF posto que é vedado à União. assim se procede. sabendo-se que o art. p.487/RJ.

A divisibilidade se coloca também límpida. 8. Pertinente e adequada a ponderação. por meio da Súmula 670.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. quanto pelo colocado ao dispor do contribuinte. artigo por artigo. de rigor a análise de todos os pontos rebatidos. guarda harmonia a r. CTN. conservação da pavimentação. 9. 05 (cinco) anos para a ação de cobrança do crédito tributário em comento. todos do CPC. a título de taxa. pois atendido o figurino da hipótese de incidência pertinente. pois exatamente esta calcada na contraprestatividade ou vinculação entre o quanto pague o contribuinte e seu beneficiamento direto. imediato. ao se verificar a transgressão do lapso temporal fixado pelo referido dispositivo. claramente. limpeza de vias públicas. Não se ressentem referidas taxas do descumprimento nem ao requisito da especificidade. tal qual gizado pela própria Constituição e pelo CTN. 4. 77. 512. com o Excelso Pretório que. imediato. A natureza das atividades estatais envolvidas se põe límpida. e 516.01. 515. No âmbito dos requisitos para as taxas em geral. Nenhuma ilegitimidade na cobrança de citadas taxas. que lhe reconheceu ilegitimidade. 3. 13. encontrase parte do valor contido no título de dívida embasador dos embargos. a base daquelas se põe sobre o custo da atividade aqui suportada pelo Poder Público. amiúde praticada. consoante arts. 14. 7. Inconstitucional dita exação. como se denotará. remoção de lixo comercial. pelo serviço efetivamente prestado. 10. avulta em destaque a indivisibilidade de dito serviço. da ECT. uma vez que a incidir quantitativamente perante aqueles que proprietários de imóveis limítrofes ao logradouro beneficiado por referido serviço. 12. 11. de fato. Ante a devolutividade do apelo. ônus cabalmente seu. 6. Contaminado pela prescrição. de molde a permitir sua exigência. 174 do CTN. com observância do estabelecido pelo art. caput e § 3°. Constatada será a ocorrência da prescrição. contados da data de sua formalização definitiva. e do art. que contam com aquele referido serviço. vetou o uso daquele tributo para tal fim. Com referência à Taxa de Iluminação Pública (TIP). qual seja. inclusive ICMS e ISS divisibilidade de ditos serviços. segundo a qual cobrados estão sendo imóveis. CF. ainda que não conhecidos. de molde a impedir exigência de taxa. neste passo não tendo a executada/embargante/apelada denotado assim não se ponham os préstimos/serviços municipais a respeito. pois exatamente está calcada na contraprestatividade ou vinculação entre o quanto pague o contribuinte e seu beneficiamento direto. 5. firmados através do inciso II do art. 145. ao passo que dito imposto recai sobre o valor venal da coisa. nem ao da indivisibilidade. vigilância pública predial e prevenção a incêndio. sendo capital repisar-se tanto se tributa. antes enfocados. sentença.1995 a 124 . Os vencimentos dos créditos tributários em questão ocorreram de 10. Também inocorre a amiúde propalada coincidência de base de cálculo entre ditas taxas e o IPTU: sem óbice substancial pela parte contribuinte.

do CTN. entende a Egrégia Terceira Turma desta Colenda Corte pela incidência do consagrado através da Súmula 106. para dele fazer parte integrante. em direta consonância com o inciso V. Afigura-se coerente venha dado valor. do art. em sua superioridade em si . 156. 21. à dívida em sua junção de principal com atualização. 19. a cujo principal. inclusive ICMS e ISS 10.07. em essência adere a correção monetária.12. primeira figura.07. 25.01. Sem força suspensiva prescricional a enfocada inscrição em dívida ativa. da moeda nacional . decorrência . 22. de rigor a extinção dos débitos prescritos. para interrupção do prazo prescricional: ajuizado o executivo em pauta em 28. artigo por artigo.1995 e de 10. deva recair sobre o débito. segundo a qual suficiente a propositura da ação.09.límpida e lícita. originariamente identificado quando do ajuizamento da execução fiscal pertinente. denomina a tanto de remissão. como se extrai.09. 24. realmente. a queixa contribuinte sobre sujeição à multa merece desfecho de parte-a-parte: indevida no tocante à TIP.12. conforme entendimento desta Colenda Terceira Turma.da incidência dos acréscimos ou acessórios previstos pelo ordenamento jurídico. qual seja. e à luz evidentemente de lei a respeito. instituto inerente ao crédito tributário. vez que estes os incidentes no caso vertente.1995 a 10. 17. anos posteriores. elencada no inciso V. a prescrição. Verificada. Sem pertinência o pedido alternativo de observância da correção monetária pelos índices da UFIR.12. CTN.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. cumpre-se 125 . histórica. incompatível com a Lei Nacional de Tributação (CTN). figura esta naturalmente formada pelo capital ou principal e por sua indelével atualização monetária . 18.1995 a 10. exatamente por motivo inverso.de tal sorte que sua incidência.1995 a 10. a cifra maior.1995 e de 10. como se dá com o não pagamento tributário. do E. uma das causas de extinção do crédito tributário. CTN. assim em cabal obediência ao dogma da estrita legalidade tributária. Embora configurando a relação punitiva vínculo autônomo. consoante art. 161.1996.01. 16. porém que brota da incursão por ato ilícito. sendo de rigor a extinção dos débitos prescritos. 20.1995 até 10.12. nos presentes autos. Não procede a alegada não incidência de juros e correção monetária. vez que indevida sua cobrança. segundo a qual os juros. A respeito de constituírem os débitos atos distintos. quando do sentenciamento dos embargos. consumado o evento prescricional para os débitos vencidos de 10. em dados momentos.1996. Coerente a compreensão. 23. amiúde construída. Tão assim acertado o entendimento que a Administração. STJ.1995. do art. Reflete a multa moratória acessório sancionatório. uma vez que regida pela LEF dita nuança. Vencidas as dívidas em 10. recaem sobre o crédito tributário.2000. identificáveis e autônomos. 97. 15. a corresponder. quando pratica a dispensa de correção monetária.esta fruto da inerente desvalorização. contudo incidente com referência às taxas retratadas.

em que é possível excluir ou destacar do título executivo o que excedente.831/SP. 99/127) interposta pela parte Impetrante . 28. AC 1079. bem como verificando-se legítima a exigência sobre a taxa de remoção de lixo comercial. perfeitamente possível o prosseguimento da execução fiscal pelo valor dos demais débitos executados. 27.3ª R. 28. atualizados monetariamente até o seu efetivo desembolso. Inviolabilidade do princípio da legalidade e da indelegabilidade. j. Decreto-lei 1.12. rel. inclusive ICMS e ISS destacar que. Constitucional e tributário. Taxa de classificação de produtos vegetais. 1. vez que dotado de valores autônomos. 3ª T. sendo a hipótese de mero excesso de execução (como se dá.S.. Recepção pela CF/88. F. tanto quanto se sujeitando a ECT ao pagamento de honorários advocatícios de 10% sobre o tributo remanescente em cobrança. Exigência legítima. Não conhecimento da remessa oficial e parcial provimento ao apelo. suportando a Municipalidade envolvida honorários advocatícios de 10 % sobre a diferença excluída em prol da ECT. através de mero cálculo aritmético. atualizados monetariamente até o seu efetivo desembolso. 401). Portarias interministeriais. de limpeza pública.B. a ação deve prosseguir pelo saldo efetivamente devido. a atingir vencimentos ocorridos de 10. para exclusão da cobrança da Taxa de Iluminação Pública e de multa a esta correlata. artigo por artigo. atualizada monetariamente até seu efetivo desembolso. Apesar de reconhecida a prescrição em parte do débito e da não incidência da TIP. a propósito.C.2007. de vigilância e quanto à taxa de prevenção contra incêndios.2007.1995 até 10. bem como ante a ocorrência da prescrição parcial. em favor do Município implicado. sentença. visando a declaração 126 . 26. de conservação de pavimentação. DJU 11. contra sentença do douto juiz de origem.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. adota-se.A. impõe-se parcial provimento ao apelo e decorrente parcial reforma da r.. na forma retro fixada. tanto quanto se sujeitando a ECT ao pagamento de honorários advocatícios de 10% sobre o tributo remanescente em cobrança.N. julgados parcialmente procedentes os embargos (TRF.899/81. específicos..01.. suportando a Municipalidade envolvida honorários advocatícios no importe de 10% sobre a diferença excluída em prol da ECT. por inconstitucional). Juiz Silva Neto. com a cobrança de específicos débitos colhidos pela prescrição e de um indevido. em favor do Município implicado. Trata-se de apelação cível em mandado de segurança (fls. nos termos da jurisprudência que. Prosperando a desconstituição da cobrança quanto à Taxa de Iluminação Pública e de multa a esta correlata e a ocorrência da prescrição parcial. Constitucionalidade. p. pois não desprovido de liquidez o débito exeqüendo remanescente.1995. Dr.02. mercadoria importada. atualizada monetariamente até seu efetivo desembolso.04.

cobrada pela Impetrada . 1°.899/813 [rectius: Dec.110/781 [rectius: Dec. no exercício do poder de polícia.305/75 [revogada pela Lei 9. todos do CTN. 82. paga em razão do serviço prestado de classificação vegetal.2003). A Lei 9. § 2°. 5.-lei 1.fls. na hipótese. 77 do CTN). base de cálculo semelhante a de imposto. Não se trata.AMS -UF: PB . e 48. sobre o milho em grão importado pela apelante.972/2000] deu novo tratamento à matéria.AMS – 15159 . A referida taxa tem previsão legal. TRF da 2ª Região . para efeito de liberação do produto vegetal importado. de base de cálculo de imposto. consiste em fiscalizar a qualidade do produto vegetal. § 2°. I e II. 150. 7°.110/78.-lei 1. desvinculada de qualquer atividade estatal específica em relação ao contribuinte.664/2000] estenderam a obrigatoriedade da referida classificação aos estabelecimentos que beneficiem ou industrializem produtos vegetais. da CF/88.P.972/2000] instituiu a classificação dos produtos vegetais de valor econômico destinados à comercialização interna. 77. dentre elas a industrialização de cereais e de sementes oleagionosas. também.Fonte: DJU . A taxa de classificação de produtos vegetais. instituída para fazer face às despesas de fiscalização de produtos vegetais importados do estrangeiro. no Decreto-lei 1.Data: 10.04. 97. mantendo a obrigatoriedade da classificação vegetal. Inviolabilidade do art. 3. da Lei 6. da referida Lei e Decreto 82. não havendo ofensa ao art. acarretando a incidência da TCPV . 2. O art. 3. decorre do poder de polícia da administração e da utilização efetiva pelo contribuinte de serviço público específico e divisível (art. expressa por tonelada ou fração da mercadoria. 145. 14) subsumem-se nos mencionados tipos legais.2003 . bem como de seus derivados é sucedâneos (fls. portanto. A base de cálculo da taxa.-lei 1. I.Data: 22. artigo por artigo. 145. sucedida pela C. guarda a necessária relação com a atividade estatal prestada no exercício do poder de polícia.C. que autorizou a redução do valor legal fixado por ato administrativo. não tendo. . I.899/81).Órgão julgador: Sexta Turma . por suposta contrariedade aos arts. 145. inclusive ICMS e ISS de inconstitucionalidade e de ilegalidade da Taxa de Classificação de Vegetais (instituída pelo Dec. 7°. II e § 2°.Taxa de Classificação de Produtos Vegetais.10. 4. pois a atividade do Estado. bem como aos arts. editada com base e no Dec. As portarias editadas observaram os 127 . e a quantidade de produto fiscalizado influi diretamente na mensuração do serviço.899/81 (art.Órgão julgador: Quarta Turma-Fonte: DJ .Relator(a): Desembargador Federal Napoleão Maia Filho. 8°). da Carta Constitucional (Precedente TRF 5ª Região . todos da CF/88.UF: ES .972/20002 [rectius: Lei 9. revogado pelo Dec. pois. 137.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. As atividades elencadas no estatuto social da apelante.899/81]. 6. Inviolabilidade ao princípio da legalidade tributária na fixação do valor da taxa de classificação de produtos vegetais por portaria interministerial. O art.

09. AMS 30.10. da CF/88 e art.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.Fonte: DJ . j.Órgão Julgador: Sexta Turma . 78 do CTN. pois que a delegação prevista no art.09.775/RJ. Apelação Cível 149. aos costumes. 15 [rectius: inciso I].2002 p. regula a prática de ato ou abstenção de fato.DJU : 09.. inclusive ICMS e ISS termos da autorização legal. rel. 976 [rectius: art. 113). 150.2004.. Inocorrência de violação ao art. Art. DJU 15. Sentença mantida (TRF-5ª R.. DJU 12. consagrado no art. visando a proteção do contribuinte. II e III. Apelação interposta pela Impetrante improvida. 8° do Decreto-lei 1. limitando ou disciplinando direito.784. 78. 20.06. da Constituição Federal. 3ª T. Não há violação aos arts. interesse ou liberdade.2004.AMS – 73749 . 5ª T. com observância do processo legal e. O princípio da legalidade tributária.UF: ES . * Artigo com redação determinada pelo Ato Complementar 31/66. à tranqüilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos. à ordem. Considera-se regular o exercício do poder de polícia quando desempenhado pelo órgão competente nos limites da lei aplicável. ao exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público. p.03. TRF 2ª R.10.05. Parágrafo único.AMS . à higiene. traz limite explícito para a instituição ou aumento de tributos.2002). 7.899/81 trata-se de delegação da capacidade tributária ativa. Des. DJ 17. à disciplina da produção e do mercado. 8. e não para a sua redução. artigo por artigo. 17 [rectius: inciso I].2003.2001. federal Castro Meira. 128 .AMS – 15159 . Precedentes do TRF da 4ª Região .2003 . Considera-se poder de polícia a atividade da administração pública que. 680 .55770 Órgão julgador: Terceira Turma .Segunda Turma .. 150. rel. do CTN (Precedentes: TRF 5ª Região . não incluída a competência legislativa (Precedentes: TRF 5ª Região.Relator(a): Desembargador Federal Nereu Santos.048/ PE. 48. I. Juiz Hélio Sílvio Ourem Campos. da CF/88 e ao art.Data: 22.Data: 27. TRF da 2ª Região . 97]. AMS 82.Relator(a): Juiz Alcides Vettorazzi). em razão de interesse público concernente à segurança.Fonte: DJU .

porque sob a égide de uma sociedade que está a exigir a cada dia maior segurança. surgindo hipóteses em que se apresenta a exação com nítido caráter extrafiscal. Por exemplo. é possível fazê-lo tendo a taxa como suporte. mas extrafiscal quando decorre do exercício do poder de polícia. é dizer que nem sempre a taxa tem conteúdo fiscal. A expressão “poder de polícia” não traduz bem o que seja esta atividade estatal que. significa limitação ao exercício de direitos. inclusive segurança advinda do próprio Estado. Como bem identifica Aliomar Baleeiro. não mais se conceitua o poder de polícia como discricionário. que mereçam a proteção pública.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Entendo que melhor do que tecer comentários ao poder de polícia. quando se almeja proteger direitos individuais e coletivos. via pagamento da taxa. O direito administrativo fornece o conceito jurídico. em verdade. COMENTÁRIOS Conceito. inclusive ICMS e ISS tratando-se de atividade que a lei tenha como discricionária. é o nítido caráter de contraprestação. tão bem sistematizados nos compêndios de direito administrativo. a taxa é de conteúdo fiscal quando decorre da prática de um serviço. mas o CTN não se negou a também conceituar. adverte o festejado jurista. porquanto esta específica atividade estatal pode ensejar o surgimento de um custo adicional. O que é imprescindível. a referência à lei é imprescindível. custo este suportado pelos cidadãos. Atualmente. artigo por artigo. sem abuso ou desvio de poder. 129 . em qualquer hipótese.

5°. IV. sem lei que a autorizasse. A parte final do parágrafo em apreciação contém a advertência de que a discricionariedade do exercício do poder de polícia não significa abuso ou desvio de poder. § 1°.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.823-1/DF. Art. não podem ser olvidados pelo administrador no exercício do poder de polícia. que introduziu novos artigos na Lei 6.938/81. inclusive ICMS e ISS Daí a pertinência e atualidade do comando inserto no parágrafo único do artigo comentado. 6).09. 145. 8°. e 150. Cautelar deferida (STF. Pleno. DJU 16. aliada à conveniência de pronta suspensão da eficácia dos dispositivos impugnados. 154. dentre outros. em prestígio a uma infinidade de decisões dos Tribunais Regionais.04. Normas por meio das quais a autarquia. Alegada incompatibilidade com os arts.01. instituiu taxa para registro de pessoas físicas e jurídicas no Cadastro Técnico Federal de atividades potencialmente poluidoras ou utilizadoras de recursos ambientais. Por isto é que o STF. criando multa sem respaldo legal. e l4 da Portaria 113. III. repudiou a intervenção do Ibama no exercício da fiscalização de atividade de sua competência. de 28. 13. Plausibilidade dos fundamentos do pedido. mas também o direito de punir. p. JURISPRUDÊNCIA Ação direta de inconstitucionalidade Arts.1997. I. do Ibama. Ação direta de inconstitucionalidade. de 25. 9°.1998. Min.1998. Dispositivos 130 . j. porquanto. não fica a autoridade desvinculada dos princípios que disciplinam os atos administrativos. Os princípios da legalidade e do devido processo legal. 167. b. II. ADIn 1. 30. e estabeleceu sanções para a hipótese de inobservância de requisitos impostos aos contribuintes. 8° da Lei 9. Ilmar Galvão. invadindo.823-1/DF.960.10. a competência do Poder Legislativo. artigo por artigo. assim. rel. 10. como claro ficou na ementa do ADIn 1. embora com maior liberdade do agir. com ofensa ao princípio da legalidade estrita que disciplina não apenas o direito de exigir tributo. da Constituição Federal. criando a taxa de fiscalização ambiental (TFA).2000.

DJU 28. Garcia Vieira. com flagrante desobediência ao princípio da isonomia. valores uniformes por classe de contribuintes.2000).163/77. e 152. caput.. Plausibilidade da tese da inconstitucionalidade. 145. em forma de redução do tributo. Taxa para localização e funcionamento.2000. DJU 28. Legitimidade. Lei 7. como fato gerador.. j. Ilmar Galvão. artigo por artigo. diante do incentivo fiscal. inclusive ICMS e ISS insuscetíveis de instituir.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Tributário. Taxa florestal. j. por não haver indicado as respectivas alíquotas ou o critério a ser utilizado para o cálculo do valor devido. não especificadas em lei. e não nos anos que se seguem.12. DJU 12.02. o novel tributo. Súmula 279 do STF. 150.397/MG. Cautelar procedente (STJ. I e IV. na dispensa do mesmo tratamento tributário a contribuintes de expressão econômica extremamente variada. validamente.03. 5°. MC 1. 1ª T. Alegada ofensa aos arts. em face da necessidade de reexame de prova. tendo-se limitado a estipular.704/SC. Poder de polícia. possuindo base de cálculo distinta da de outros impostos. a forfait. consistente. pelo Município. Instalação de agência da CEF. mas a atividade por esses exercida. E. Recurso não conhecido (STF.2000). cujos elementos básicos se encontram definidos em lei. 1ª T. Taxa de licença para localização e funcionamento. Min. no caso. no exercício do poder de polícia.05. todos da Constituição Federal. RE 239.2000). rel. qual seja o custo estimado do serviço de fiscalização. Efeito confiscatório insuscetível de ser apreciado pelo STF. Materialização. pelo ente público. Min. rel. Só há contraprestação do serviço e materialização do poder de polícia quando da obtenção da licença para localização e funcionamento no território do Município. Tributário e administrativo. Pleno. Descabimento da alegação de ofensa ao princípio da isonomia.178. 21. Estado de Minas Gerais. por razões óbvias. II. como previsto no art. Poder de polícia. II. da Carta Magna. não o serviço prestado ou posto à disposição do contribuinte. j. Tributário. aliada à conveniência de pronta suspensão da eficácia dos dispositivos instituidores da TFA. e como contribuintes pessoas físicas ou jurídicas que exercem atividades potencialmente poluidoras ou utilizadoras de recursos ambientais. Medida cautelar deferida (STF. Ilmar Galvão. 07.04. É legítima a cobrança de taxa. 145. 29.1999. ainda. na ocasião da licença de localização e funcionamento. Exação fiscal que serve de contrapartida ao exercício do poder de polícia.2000.03. Min. rel. ADIn 2. e § 2°. por haverem definido. em razão do poder de polícia exercido pelo 131 . em recurso extraordinário. previsto para as indústrias que comprovarem a realização de reflorestamento proporcional ao seu consumo de carvão vegetal.

Recurso especial não conhecido (STJ. taxa de fiscalização. Com arrimo em remansosa jurisprudência. Estadia e pesagem de veículo. por conseguinte. 08. este sodalício houve por bem sedimentar a matéria por meio da Súmula 157. Tributário e administrativo. do Município de Belo Horizonte. artigo por artigo.06. Taxa de fiscalização de anúncios.1999). por entender que é exigida com fundamento no efetivo exercício do poder de polícia pelo ente municipal no controle da exploração e da utilização da publicidade na paisagem urbana. incidindo. a Súmula 284 da Corte Máxima. uma vez que não está materializado o poder de polícia e. 01. Município de Belo Horizonte. j. DJU 04..1998. Nulidade do acórdão.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. inclusive ICMS e ISS Município. 2ª T. Se assim não fosse. j. Cobrança obrigatória a título de ‘tarifa’. cuja competência recursal é do Excelso Supremo Tribunal Federal. Francisco Peçanha Martins. Taxa de licença para publicidade. prevalece a mesma interpretação adotada para afastar a incidência da taxa de fiscalização. Min. rel. Agravo regimental no agravo de instrumento. REsp 212. A perpetuação da cobrança do tributo carece dos requisitos necessários à imposição da taxa de fiscalização. na renovação de licença para localização de estabelecimento comercial ou industrial’. em parte. Tributário. 2. Cobrança anual pelo Município de Sorocaba.. instituída pela Lei 5. 2ª T.08. Min. Tributário. 10.. Recurso especial conhecido e provido. Ilegalidade. Inocorrência. 1. ao dispor que: ‘É ilegítima a cobrança de taxa. ISS. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Reexame de fatos e provas. Peçanha Martins. a efetiva contraprestação especifica. 3.641/89. 1. instalação e funcionamento.2001). Efetivo exercício do poder de polícia. padece de fomento jurídico. não foram impugnadas as normas federais de modo a permitir a exata compreensão do inconformismo. Este Tribunal decidiu pela constitucionalidade da cobrança da taxa de fiscalização de anúncios. Rejeitadas as preliminares de nulidade do acórdão. Utilização de terminal alfandegário. em decorrência da renovação anual.2001.142/RS. rel. com o objetivo de evitar 132 . uma vez que alega vulnerado dispositivo da Carta Política. instalação e funcionamento. pelo Município. A irresignação referente ao ISS. Decisão unânime (STJ. 2ª T. Recurso não conhecido (STJ. Min.11.641/89. REsp l47510/SP. rel. No que concerne à taxa de licença para publicidade.2000.04. DJU 12. também. instalação e funcionamento.2000). REsp 147. Lei 5. É taxa e não preço público a exação correspondente ao uso compulsório de pátio que dá acesso a terminal alfandegário. Constitucionalidade. DJU 04. Entidade bancária. j.09. Precedentes jurisprudenciais. Franciuili Netto.03.024/SP.

j. 23. DJU 04. p.2006. o entendimento de que não há identidade entre a base de cálculo da referida taxa com a do IPTU.11. a base de cálculo da taxa deve vincular-se ao fato gerador do tributo. Embargos à execução fiscal.2005. 9).904 (Min. seria necessário o reexame dos fatos e das provas da causa. II. 63). Firmou-se. Taxa Princípio da legalidade.254 (Min. Ilmar Galvão). da Constituição do Brasil. DJU 09. Alegada ofensa ao inciso II e ao § 2° do art.478 (Min. por não mensurar o custo da atividade estatal Precedentes do STF e desta Turma. Precedentes: RE 258. rel. § 2°. Taxa de licença para funcionamento de estabelecimento comercial e industrial. Agravo regimental a que se nega provimento (STF.316 (Min. Entretanto. 216. 13. a teor dos arts. 145.80/GO. 3. Município de Belo Horizonte. Min. no caso. visando apenas suspender eficácia de norma até discussão definitiva de mérito. p. 145 do Magno Texto. Eros Grau. inclusive ICMS e ISS prejuízos à estética da cidade e à segurança dos munícipes. Tributário. rel. O número de empregados não pode servir de base de cálculo da taxa municipal de licença para funcionamento.. Celso de Melo). A cobrança pela inscrição e renovação de cadastro de poluidores potenciais insere-se na competência fiscalizatória do Ibama sobre o meio ambiente e assim constitui exercício 133 . Base imponível. Juiz Antônio Ezequiel da Silva. 2.001. Ilmar Galvão) e 198. j. Tributário. situação que não viola a vedação prevista no disposto no art.2006. localização e funcionamento. cobrada como contrapartida pelo exercício do poder de polícia..Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 1. Sepúlveda Pertence). 1 Cabível a instituição de taxa para licença de funcionamento pelo Município com base no exercício do poder de polícia. p.2005. 7ª T. Ilmar Galvão). Processo civil. Taxa de fiscalização.2006. 2. 3. AC 1997. Assentada a efetividade do exercício do poder de polícia para a cobrança da taxa de fiscalização de anúncios. o exercício do poder de polícia. circunstância que impede a admissão do extraordinário ante o óbice da Súmula 279 do STF. artigo por artigo.814/MG.06. 2ª T. ainda.12. 276.08. AI-AgR 527. Carlos Britto. Min. Número de empregados.503/MG. AI-AgR 581 . Portaria 113/97-Ibama.2006.12.350. Perda de objeto. (art. 98). não causa perda de objeto de ação de conhecimento que visa a nulidade de cobrança baseada na mesma norma. 77 e 78 do CTN. STF. A concessão de liminar em ADIn pelo C. O Supremo Tribunal Federal tem sistematicamente reconhecido a legitimidade da exigência da taxa em referência. DJU 19. rel.207 (Min. para que se pudesse dissentir dessa orientação. j. 145.149.08. 220. Ilegitimidade. Nego provimento (STF. 1ª T . 4 Apelação e remessa não providas (TRF-1ª R. Município de Goiânia. 2. da CF). 20.

do que determina a Constituição da República (art.2001. Deve-se obstar a ação estatal alusiva às cobranças decorrente do poder fiscalizador. Precedentes. 475. Embora o art. como no caso. Precedentes. 3. Juiz Paulo Espírito Santo. do Código de Processo Civil. j.933/99 (TRF-2ª R.2005. Inconstitucionalidade. Constitucional. Taxa de fiscalização de anúncio luminoso ou iluminado próprio. Remessa oficial. Não se conhece da remessa oficial. 3.2004. Fiscalização. porque estas. Inmetro. quando o valor da dívida executada e embargada. inclusive ICMS e ISS de poder de polícia. 5. Taxa. Juíza Maria do Carmo Cardoso. Súmula 545/STF: ‘Preços de serviços públicos e taxas não se confundem. DJU 16. rel. Embargos à execução fiscal. Poder de polícia. são compulsórias e têm sua cobrança condicionada à previa autorização orçamentária.. Tributário. p.02. espécie de tributo.. introduzido pela Lei 10. a partir do exercício de 2000. As cobranças pelas aferições são legítimas. b da Lei 5.009. O exercício efetivo de poder de polícia só pode ser custeado por taxa. 11.12.. Caracterização. não excede a 60 salários mínimos: aplicabilidade do § 2°. Não pode o Inmetro. A cobrança anual da taxa de fiscalização de anúncio luminoso ou iluminado próprio. Compulsoriedade.12. sob pena de violação aos princípios fundamentais de contenção do poder de tributar. O princípio da legalidade no campo tributário exige que apenas a lei crie tributos. em virtude de a matéria ter sido disciplinada na Lei 9. j. 37 c/c 145. Não conhecimento.12. entre a constituição definitiva do crédito tributário e a citação do executado. 7°. Direito processual civil.2005. CEF. 158). em relação aos desdobramentos promovidos. Atividade administrativa. Prescrição. sendo esta a natureza da cobrança instituída pela Portaria 113/97Ibama. Metrologia. sequer mediante delegação. Cobrança. 2ª T. 8ª T. 15.352. AC 1999. AC 324.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. a natureza da verba pecuniária configura-se como taxa. pois que a referida atividade destoa. rel. Ilegalidade. artigo por artigo. ante a compulsoriedade de que se reveste a aludida atividade administrativa fiscalizatória. em relação à lei que as instituiu’. 166). do art.010.966/73 mencione preço público.11. de 26. Cobrança pela Municipalidade. é legítima e independe de comprovação 134 . não se pode cogitar de prescrição.773/RJ. Inocorrência. sem que haja lei especifica. Tributário. II). diferentemente daqueles. 1. verificável pelo inequívoco exercício de poder de polícia.. 4.995. pelo que não tem nenhuma validade a Portaria 113/97-Ibama neste ponto.2005. Apelação e remessa improvidas (TRF-1ª R. 2. p. Não tendo decorrido o prazo de cinco anos. cobrar dos postos de gasolina (apelados) a verba pecuniária decorrente das aferições realizadas nas bombas de combustível. Postos de combustíveis. DJU 15. Legitimidade.59/DF.

Lei 10.938/81]). p. Precedentes (TRF-3ª R.Não ha violação aos princípios constitucionais da legalidade (e tipicidade) ou da isonomia tributárias. Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental . 17-C) e os valores (art. A Lei 10. sob qualquer forma. 10. para efeito de elidir o exercício regular. deu ao órgão destinatário da exação uma série de competências relativas ao poder de polícia correspondente à referida taxa. 2 .TCFA. Tributário. tão-somente. inclusive ICMS e ISS do efetivo exercício do poder de polícia.165/2000 que instituiu de modo válido a Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental . com seu potencial de poluição e com o grau de utilização de recursos naturais de cada uma das atividades sujeitas à fiscalização (art. econômico e social.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 17-D. porque pública ou vinculada à Administração Indireta da União. Constitucionalidade. 10. 17-B). pequena ou grande). 04. § 2° [da Lei 6. rel.938/81]) ou de homologar os licenciamentos de competência dos órgãos estaduais do Sisnama (art. de sua competência tributária. Exigibilidade. 5. foi editada a Lei 10. conferindo ao Ibama (sujeito ativo da exação) a competência administrativa para previamente licenciar a construção. A alegação de que a CEF exerce atividade de interesse público.Para sanar os vícios de que padecia a Lei 9. a instituição válida de uma taxa de polícia correspondente depende. de causar degradação ambiental (art. 586).É inequívoco que a Lei 10.06.165/2000.01.938/81]). 3ª T.165/2000 definiu o fato gerador (art. bem como os capazes. 4 – Havendo a competência administrativa cujo desempenho caracterize o exercício do poder de polícia. a União instituiu uma taxa de polícia..938/81]). de âmbito nacional ou regional (art. 5 . DJU 17. sujeitos..2003. tendo em vista que o poder de polícia alcança tanto os atos preparatórios como os de continuidade do exercício. não impede a cobrança da referida taxa. antes de criar uma taxa de polícia. Juiz Nery Junior. pelo Município. dos elementos da exação: fato gerador.960/2000. 4. de qualquer prerrogativa especial. 3 . 6 .TCFA. caput [da lei 6. a ampliação e o funcionamento de estabelecimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientais considerados efetiva e potencialmente poluidores. artigo por artigo. 10. j. AC 533. § 4° [da Lei 6.2007. por lei. de 135 . a instalação. base de cálculo e alíquota. o sujeito passivo (art. da regular definição. de determinar a redução das atividades geradoras de poluição (art. § 3° [da Lei 6.165/2000. 17-D).O atuar do Ibama consiste no desempenho efetivo das atividades de fiscalização e licenciamento de estabelecimentos e atividades potencialmente poluidoras.No caso em tela. 1 . 10. estes estabelecidos de acordo com o porte da empresa (micro.618/SP. §§ 1° e 2°). além de conferir ao referido órgão (Ibama) a competência administrativa exclusiva para licenciar as atividades e obras com significativo impacto ambiental. não gozando a empresa.

2006. 1 .271-0.Não procede o argumento de ofensa ao disposto no art. pelos contribuintes do IPI.. rel. O cumprimento dessas obrigações acessórias pode gerar dispêndio ao contribuinte em determinadas situações. IPI. rel.05.. A única diferença é que tal valor é devido ao Estado.. de mais um custo.. sem que isso venha a desconfigurar sua natureza. pequena empresa ou empresa de grande porte). Lei 4.03.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. dentre outros que se somam à atividade desenvolvida pelo industrial e que é repassado ao preço final do produto. p.165/2000 dos critérios de classificação da Lei 9. Trata-se. 9 .841/99 [revogada pela LC 123/2006]. Natureza jurídica. aquela que ‘decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações.71. AC 200371120077868/RS.‘A aquisição dos selos de controle do IPI não configura exercício do poder de polícia ou utilização de serviço público especifico e divisível. Obrigação acessória.2007. artigo por artigo. 13. 77. assim. 10. rende ensejo à cobrança de taxa de polícia. 293). DJU 28. necessidade esta que se impõe diante da peculiar sistemática de arrecadação do imposto’ (Embargos infringentes 2003.08. que demanda a realização de diligências e outras atividades concretas para conceder o licenciamento ou manter a licença concedida. na verdade. cuja atividade administrativa.Apelação improvida (TRF-3ª R. DJU 30. eis que não se pode negar que a magnitude de cada um desses aspectos interfere diretamente na complexidade do exercício da atividade de polícia. apenas.2006. 113.502/64. do CTN. como sendo instituição de uma nova taxa ou de preço público. positivas ou negativas.437/75. previsto no Decretolei 1. nelas [sic] previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos’ (art. Ressarcimento de custos. § 2° do CTN)..Não há considerar a exigência de ressarcimento de custos de confecção de selos de controle.2007).000. AMS 273300/SP. 2 .Sendo o valor da taxa determinado em função do porte da empresa. 7 . Trata-se. DJU 12. Juiz Antonio Albino Ramos de Oliveira. 4ª T.05. parágrafo único. por ser dele o monopólio na confecção dos selos. 1ª Seção.2006) (TRF-4ª R.03. violação a quaisquer princípios tributários. 136 . ou seja. e utilizando-se a Lei 10. Decreto-lei 1. 2ª T. de obrigação acessória. inclusive ICMS e ISS modo a caracterizar uma ação concreta e especifica da Administração. j. Juiz Djalma Gomes. do potencial poluidor da atividade e do grau de utilização dos recursos naturais de cada uma das atividades sujeitas à fiscalização. j. tem-se como adequado o critério de valoração.437/75. pois ao estabelecer como um dos critérios quantificadores da taxa o porte do sujeito passivo (micro. TRF-4ª R. não havendo.07. 8 . não houve determinação do valor da taxa a partir do capital da empresa. Tributário. Selos de controle quantitativo.

p.07. prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição. Inmetro. A aquisição dos selos de controle do IPI não configura exercício do poder de polícia ou utilização de serviço público específico e divisível.Casa da Moeda -. no interesse da arrecadação ou da fiscalização do tributo. j. dentre outros que se somam à atividade desenvolvida pelo industrial e que é repassado ao preço final do produto. 793). Ibama.933/99 é que foi instituída a taxa de serviços metrológicos. constituindo-se em receita originária da União.027. A cobrança efetuada pelo Inmetro em razão da aferição de bombas de combustível constitui taxa. 1ª Seção. Lei 6.092)..07. 3ª T. rel. Efetiva atuação poder de polícia.71.07. DJU 19. EIAC 2003. razão pela qual não merece acolhida a pretensão do recorrente (TRF-4ª R.315/RS. ou a utilização. As inscrições em dívida ativa têm origem no crédito constituído pela cobrança de preço público por prestação de serviço de aferição de bombas de combustível no estabelecimento da embargante. 06.025.. DJU 12. Tratase.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.10/RS. Natureza jurídica. 1. de modo que o referido tributo somente podendo [rectius: pode] ser instituído ou majorado mediante lei. 46 da Lei 4.TCFA. Ressarcimento de custos.2006. Decreto-lei 1. levandose em consideração a natureza compulsória e coercitiva que decorre do exercício do poder de polícia. j. representa uma obrigação acessória. artigo por artigo. de mais um custo. necessidade esta que se impõe diante da peculiar sistemática de arrecadação do imposto.04. efetiva ou potencial..2006. Preço público é a remuneração paga pelo fornecimento de serviço público prestado por concessionário ou permissionário. CF. ou seja. Receita originária. sendo uma obrigação assumida voluntariamente. Juíza Vânia Hack de Almeida. A aplicação do selo de controle do IPI. Lei 10. em obediência ao princípio da reserva legal. proveniente de produto fabricado por empresa pública . Juiz Vilson Darós. Taxa é espécie de tributo que tem por fato gerador o exercício do poder de polícia. não caracteriza taxa e nem preço público. previsto no art. 137 . de serviço público específico e divisível.615/2000.2006. Tributário e constitucional. Aferição de bombas de combustível. com a utilização de patrimônio estatal (TRF-4ª R. Base de cálculo própria de imposto e progressividade fiscal. p. 24. Cobrança de preço público. Selos de controle quantitativo.437/75. Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental . II. IPI.502/64.931/81. Somente com a edição da Lei 9. por ser dele o monopólio na confecção dos selos.500. Art. inclusive ICMS e ISS Embargos à execução fiscal.2006. revelando-se legítima a sua cobrança a partir do exercício 2000. O valor pago pela aquisição das estampilhas (selos) de controle do IPI. AC 2002. 145.050. apenas.710. rel. A única diferença é que tal valor é devido ao Estado.

79. consistente na vistoria à distância. o que se apresenta por demais acertado. inclusive ICMS e ISS Inexistência. b) pelo monitoramento remoto de atividades. marítimas. pois esta autarquia. trazendo todos os elementos caracterizadores do tributo. d) no acompanhamento de dados estatísticos regionalizado sobre poluição e utilização de recursos naturais.02. 1ª T. 138 .. da CF.960/2000). Art. A hipótese de incidência da indigitada exação é o exercício do poder de polícia outorgado legalmente ao Ibama. da CF. Inexistência de contrariedade ao art. Precedentes. criada pela Lei 7. restando. em consonância com a política nacional. nitidamente.931/81. a atuação do poder de polícia conferido ao Ibama. rel. p 860). o que torna insubsistente a alegação do apelante de ausência efetiva de fiscalização e de violação ao preceito constitucional do art. sanando os vícios de constitucionalidade da legislação anterior (Lei 9. II. Juiz Francisco Wildo. sejam postos à sua disposição mediante atividade administrativa em efetivo funcionamento.01. através do prévio licenciamento concedido pelo referido órgão. normas e padrões de qualidade ambiental. 77 consideram-se: I .735/89 exerce a atividade fiscalizatória e de controle de aplicação de critérios. fluviais ou aéreas. artigo por artigo. Apelação improvida (TRF-5ª R. DJU 15. sem ingresso de fiscais no estabelecimento fiscalizado.165/2000 ao instituir a TCFA delimitou.. instituiu a Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental . quando. c) na análise de imagens de satélite. introduzindo dispositivos à Lei 6.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. j. e) na apreciação dos relatórios de apresentação obrigatória. A Lei 10. sendo de utilização compulsória.2006.utilizados pelo contribuinte: a) efetivamente. II. em rondas terrestres. AMS 92646/PE. o qual apresenta sua configuração no desempenho da função fiscalizadora para averiguar se as atividades e obras causadoras de significativo impacto ambiental estão sendo desenvolvidas nos termos em que foram autorizadas. Efetiva atuação do poder de polícia pelo Ibama por meio de fiscalização realizada através de: a) visitas de fiscais aos estabelecimentos dos agentes poluidores ou utilizadores de recursos naturais. 145.615/2000.TCFA. Os serviços públicos a que se refere o art.2006. 12. b) potencialmente. quando por ele usufruídos a qualquer título. 145. uma vez que a Lei 10.

139 (serviço em funcionamento para ser utilizado. quando possam ser destacados em unidades autônomas de intervenção. Mas nem todo serviço público é gerador de taxa.específicos. exige-se que seja ele prestado ao contribuinte (utilização efetiva). pela simplicidade e abrangência. nas palavras do CTN. como fez em relação ao poder de polícia. O conceito do que seja serviço público não encontra unanimidade entre os estudiosos do direito administrativo. para satisfazer necessidades essenciais ou secundárias da coletividade. artigo por artigo. de utilidade ou de necessidade públicas. inclusive ICMS e ISS II . transcrevo o dado por Hely Lopes Meirelles: Serviço público é todo aquele prestado pela Administração ou por seus delegados. quando suscetíveis de utilização. Além da autonomia de cada unidade de serviço. é preciso que. deixando o CTN de conceituá-lo. a partir do STF. por parte de cada usuário). sob normas e controles estatais. ou posto à sua disposição necessário). porque. separadamente. para sê-lo. quando . seja específico (destacado como unidade autônoma) e divisível (possibilidade de utilização. O Poder Judiciário. tem sido rigoroso na apreciação da legalidade de um sem-número de taxas que surgem sem atenção às características indicadas nos incisos do artigo em comento. ou simples conveniências do Estado. COMENTÁRIOS O exercício do poder de polícia e a prestação de serviço público são atividades tipicamente estatais. De todos os conceitos. por parte de cada um dos seus usuários. III divisíveis.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.

. Taxa de expediente prevista na Lei de Minas Gerais 4.1981). II . 1ª T. prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição (STJ. a taxa de limpeza pública é cobrada em função do metro quadrado ou fração da propriedade (STJ. 1ª T. do serviço público específico e divisível. O policiamento de segurança das pessoas e das casas é atribuição normal do Estado e serviço que os impostos gerais custeiam. visto que o poder geral de polícia. que tem como base de cálculo o valor venal do imóvel. j. para conceder a segurança postulada. ele não pode constituir fato gerador da taxa de segurança de pessoas e casa.Nos serviços públicos urbanos encontram-se presentes os requisitos da especificidade e da diversibilidade (arts. 12. tem o seu custeio satisfeito pelos impostos gerais.940/SP.. artigo por artigo. IV – Recurso provido. Decisão unânime (STJ.584-4/MG.1993. 21.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. item I..06.1993. da Constituição devem custear o poder especial de polícia. 3. DJU 23. (. 14.06.As taxas de consumação desses serviços tem como fato gerador o exercício do poder de polícia. que ele argüiu. j. 18.1981.) III — Diversamente do IPTU. DJU 16.870/SP. I . nº 48. rel. e declarar a inconstitucionalidade. 1ª T. 15. Min. DJU 10..957).474.564). do serviço público e divisível.08. prestado ao contribuinte ou posto a sua disposição. de 1968. 23. p. por ser inerente à função normal do Estado. rel. REsp 11. Sendo assim. 15.08. Min.1993. As taxas instituídas no art. 77 e 79 do CTN). REsp 33.1993. Min.Na espécie. está o recorrido sujeito à cobrança da taxa de serviços urbanos.1993. REsp 32. 140 . 2. inclusive ICMS e ISS JURISPRUDÊNCIA 1. Recurso extraordinário do constituinte a que o Plenário do STF dá provimento.As conhecidas taxas de lixo têm como fato gerador o exercício do poder de polícia. Taxa de limpeza pública. I . 37. II . a utilização efetiva ou potencial. Antônio Neder. rel. 1ª T. é inconstitucional. da mencionada norma local (STF.08. 77 do CTN. I.1993. DJU 16. para custear o serviço de policiamento dos bancos e entidades congêneres. como dispõe o art. art.996/GO.06.03. 77 e 79 do CTN). Cesar Asfor Rocha. j.Nos serviços públicos relativos a consecução de vias públicas e logradouros e de combate a sinistros. p. III . a utilização efetiva ou potencial. RE 73. 16. rel. Min.. Tabela A. p. em votação uniforme. Demócrito Reinaldo. Demócrito Reinaldo.04. encontramse presentes os requisitos de especificidade e da diversibilidade (arts. j.972)..

entretanto. Afastou-se. ATP. de serviço público específico e divisível. 5. peças. Isenção. e pelo fato de não serem divisíveis os serviços públicos que ela visa custear. RE 188. Garcia Vieira.349/AM. 77. Precedentes citados: RE 206.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. que prevêem a cobrança de taxa pelos serviços de conservação e limpeza de ruas. do CTN). Ilmar Galvão. o que ofende o inciso II. arts. 93. Min. Precedentes desta Corte. DJU 15. ofende o art. Dispositivos indicados como afrontados não abordados. § 2°. preços públicos e emolumentos. efetiva ou potencial. Decisão da matéria pelo Colendo STF. 677.06. mas o adicional de tarifa portuária não. 145. na parte em que a decisão atacada basilou-se. Prequestionamento. as importações de partes. 2.04. I e II e 94). 130. como fundamento central. 165. Tributário e processual civil. do serviço público específico e divisível. 77 e 79. 1ª T. I.11. Matéria constitucional. no âmbito do aresto a quo.989/66. I e II. 6 Nada se discutiu (em face dos óbices acima apontados) sobre o IPTU 141 .2000.03.989/66. pelo Município.03. ao fundamento de que a referida taxa. rel.777/SP (DJU 30. Taxa de iluminação e limpeza pública. encontram-se presentes os requisitos de especificidade e de divisibilidade (arts. O colendo STF declarou incidentalmente a inconstitucionalidade de dispositivos da Lei 6. j. prestado ao contribuinte ou posto a sua disposição [rectius: “o exercício regular do poder de polícia.1997). A Lei 8. em matéria de cunho eminentemente constitucional.. 145. II. do CC/1916 [sem correspondente no CC/2002]. 86.1998. a utilização efetiva ou potencial.05.387/91 isenta de pagamento de taxas. inclusive ICMS e ISS Taxa de armazenagem. por possuir base de cálculo própria de imposto.1999). do art. RE 190 126/SP (DJU 05. rel. e 167 do CTN. Nos serviços públicos relativos à limpeza urbana e conservação de vias e logradouros públicos. As taxas de consumação desses serviços tem como fato gerador ‘o exercício do poder de polícia. Ausência do necessário prequestionamento dos arts. da CF. do CTN). Não se conhece de recurso especial. de unidade monetária própria (UFN) para atualização das parcelas do IPTU. Mim. Agravo regimental contra decisão que proveu recurso especial do agravado.2000) e RE 185.387/91. matérias-primas.391/SP.1999). Agravo regimental. 19. 15. ou a utilização. do Município de São Paulo. 1. 4. componentes. I. da CF/88 (Lei 6. a alegação de que o Município não teria competência para estabelecer as condições para o parcelamento do IPTU e a de que seria indevida a adoção. quanto ao IPTU e aos efeitos decorrentes da inconstitucionalidade de texto legal. REsp 188. III. em nenhum momento. A taxa de armazenagem é preço público. parágrafo único. Lei 8. 91. 87. 3. produtos industrializados e outros insumos vinculados à fabricação de produtos destinados à exportação. prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição”]’ (art. artigo por artigo. Recurso parcialmente provido (STJ.050/SP (DJU 07.

deixou ele de demonstrar as circunstâncias identificadoras da discordância entre o caso confrontado e o aresto paradigma.03. 1. 3. j. § 1°.2007. 145. do CPC. 6°. por reproduzirem os aludidos dispositivos legais preceitos constitucionais. 77 e 79 do CTN. arts. p. AGREsp 734369/RJ. Humberto Martins. Processual civil.2005. 1ª T. 2. adequadamente. Apesar da transcrição de ementa. do CTN. Taxa de Coleta de Lixo e Limpeza Pública e Taxa de Iluminação Pública (TIP). As matérias infraconstitucionais supostamente violadas no recurso especial. o dissídio jurisprudencial. A 1ª Seção assentou que a divisibilidade e especificidade de taxas referentes a serviços de limpeza pública e de iluminação pública são insuceptíveis de controle no âmbito do recurso especial. razão pela qual ausente o necessário prequestionamento. 462. bem como não apresentou. Dissídio superado.913/SP. do CPC. da Lei de Introdução ao Código Civil Ausência de prequestionamento. artigo por artigo. A decisão debateu. com relação à Taxa de Coleta de Lixo e Limpeza Pública (TCLLP) e da Taxa de Iluminação Pública (TIP).2005). 2. AGA 526. apenas. inclusive ICMS e ISS e os efeitos da declaração de inconstitucionalidade. j. DJU 30. A alegada violação aos arts. quais sejam. 105.03. 1. Recurso especial inadmitido. Ausência de prequestionamento. 3. 77 e 79 do CTN. rel. DJU 27. O recurso especial não pode ser conhecido pela alínea c do permissivo constitucional [art. Min. pois o recorrente não realizou o necessário cotejo analítico. § 1°. Divisibilidade. Matéria constitucional. Matéria constitucional. 20. da CF/88].. 2ª T. e da Taxa de Iluminação Pública (TIP). c.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 6°. Tributário. 02. não foram objeto de análise pelo Tribunal de origem. Incidência da taxa Selic para cobrança dos débitos fiscais.212/RJ. As normas ordinárias sob liça (arts. Min. III. 7.06. Agravo regimental improvido (STF. Incompetência desta Corte.03.301). É cabível a incidência da taxa 142 . rel. João Otávio de Noronha. Agravo regimental não provido (STJ. Processual civil. não pode ser conhecida por esta Corte por referir-se à matéria constitucional. p.2005. Tributário. em face da consideração do acórdão recorrido de ilegalidade da Taxa de Coleta de Lixo e Limpeza Pública (TCLLP). Divergência jurisprudencial não demonstrada. da Lei de Introdução ao Código Civil. Incidência das Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 77 e 79 do CTN) reproduzem regra constitucional (art. Precedentes (REsp 173. DJ 21. CF/88). 77 e 79. Arts.. 462. a legitimidade da cobrança da taxa de iluminação e limpeza pública. Arts. 4. Agravo regimental em agravo de instrumento. 292). Esta Corte possui o entendimento de ser incabível analisar a violação dos arts. Ausência de prequestionamento e dissídio pretoriano superado. por serem matérias de índole constitucional.06.2007.

Taxa de controle e fiscalização ambiental. 246). 1.08. REsp 547. 2ª T. 1. j. Taxa de Combate a Incêndio e Taxa de Conservação de Vias.2007. Tributário. I. Art. relator Ministro Francisco Peçanha Martins.2001). 2. por regular especialmente a matéria tributária. Recurso especial não conhecido (STJ. controvérsia atinente a taxa de coleta de lixo.03.03.02. prevalece sobre a regra geral que dispõe sobre os feitos contra a Fazenda Pública (arts.257/SC. quando do julgamento dos EREsp 291. Lei 9. Taxa de Remoção de Lixo e de Limpeza Urbana. visto que os arts... em recente julgamento do EREsp 213.910/32). rel. João Otávio de Noronha. Impossibilidade de exame em sede de recurso especial. 3.828/PR. e pela Corte Especial.926/PR. 77 e 79 do CTN. Precedentes.2000.2007. 01. DJU 03.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. p. 215). Afigura-se inviável examinar. do CTN e Decreto 20. § 2°. Inconstitucionalidade.05. João Otávio de Noronha. DJU 12. em sede de recurso especial. da Constituição Federal. do CTN. Repetição do indébito. AGA 750. 2ª T. Afigura-se inviável examinar.2006. § 2°. 18. p. em sede de recurso especial.341/RJ.643/PR. da CF.DJU 06. Tributário. 145. Taxa de Coleta de Lixo. Humberto Martins.03. j. Matéria constitucional. que cuidam dos requisitos da especificidade e da divisibilidade das exações. controvérsia atinente a taxa de remoção de lixo. devendo ser a pretensão recursal provida nesta parte. Recurso especial. Min. Mandado de segurança. Orientação consagrada pela Primeira Seção. rel. 77 e 79 do CTN. j. Precedentes. Cabimento. 2. a teor dos preceitos que emanam da Carta Magna (CF arts. relatados pelo eminente Ministro Luiz Fux. que cuidam dos requisitos da especificidade e da divisibilidade das exações. Taxa de Iluminação Pública. Agravo regimental não provido (STJ.497/SC e 425.. 102. III e 105. Recurso especial conhecido em parte e provido (STJ. 399. O prazo para o ajuizamento da ação de repetição do indébito é de prescrição qüinqüenal e. Prescrição. 1.2007. na assentada 14 de maio de 2003. Matéria constitucional. ‘Divergência jurisprudencial entre acórdãos que analisaram matéria de ordem constitucional. Processual civil. REsp 896. de relatoria do ilustre Min. Min.01. Sempre que presente 143 . de combate a incêndio e de conservação de vias. artigo por artigo. 2ª T. Min.709/SC.960 de 28. p. 3. 168. visto que os arts. 165 e 168. não cabe apreciar nesta instância superior. 15.2006. reproduzem o preceito inscrito no art. IPTU. José Delgado. reproduzem o preceito inscrito no art. Impossibilidade de exame em sede de recurso especial. III) (REsp 196. de limpeza urbana e de iluminação pública. DJ 04.889/SP. inclusive ICMS e ISS Selic para a cobrança de débitos fiscais.2007. 257). rel.06. 145. Constitucional e tributário.

165/2000].2004. 77 que as taxas cobradas pelas pessoas políticas de direito público interno. por inconstitucionalidade. estará aberta a possibilidade para que o interessado se socorra do Poder Judiciário através do writ.possa ameaçar ou violar direito líquido e certo do contribuinte. j. fixada por essa lei em 31 de março [art.165/2000. 77 do CTN). certo que se estará diante de imposto. da Lei 6. segundo a Constituição Federal. competem a cada uma dessas pessoas de direito público. À vista da edição da Lei 10. inclusive ICMS e ISS ato de autoridade que por ação ou omissão. 6ª T. com a redação dada pela Lei 10. 10. 17-B [conforme redação dada pela Lei 9.2005).mas sempre de forma concreta . 2. Art. 6.960.11.01.960/2000.01. 153 e 154. a materialidade da hipótese de incidência fixou-se no exercício pelo contribuinte de atividade potencialmente poluidora.. a Taxa de Fiscalização Ambiental. O STF afastou. O Código Tributário Nacional dispõe no art. Sentença mantida (TRF-3ª R. eis que não se vislumbra na exação a prestação regular pela Administração do poder de polícia ou mesmo de serviço público específico e divisível. sendo certo entretanto que o valor exigido incidiu efetivamente sobre o mês de janeiro de 2000. ou a utilização. a este sujeitando todos os sujeitos passivos citados no § 2° do art. consideram-se compreendidas no âmbito das atribuições da União. dos Estados. 5. Juíza Marli Ferreira. Para efeito de instituição e cobrança de taxas. com data de pagamento. as Leis Orgânicas do Distrito Federal e dos Municípios e a legislação com elas compatível. razão pela qual não há como se declarar perda de objeto da presente ação. criada pela Lei 9. DJU 28. 17-C. na Medida Cautelar requerida na ADIn 2. Ao revés. 3. dentro de suas respectivas atribuições.2000. 80.165/2000]. 7. as Constituições dos Estados. AMS 213.938/81. 4.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 144 . efetiva ou potencial. atual ou potencialmente . desde logo se verifica que o fato gerador invocado dissocia-se daqueles próprios da taxa. têm como fato gerador o ‘exercício regular do poder de polícia. rel. da Constituição Federal. em violação dos disposto nos arts. No caso da taxa de fiscalização ambiental veiculada pela Lei 9. inciso II. artigo por artigo. prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição’. este § 2° foi revogado pela Lei 10.960/2000. o STF entendeu prejudicado o prosseguimento daquela ação declaratória de inconstitucionalidade.638/SP. 145. do Distrito Federal ou dos Municípios aquelas que. § 1°. Não sendo dado ao Estado criar taxa com a mesma base de cálculo ou fato gerador de imposto (parágrafo único do art.178-8/DF. de 28.. de serviço público específico e divisível. I.

pelo contribuinte. prevalece o direito federal ou o estadual sobre o municipal. observando o ente estatal que a instituir no limite de sua competência. art. especificamente. 145. próprio de contribuição de melhoria. está explicitada no art. prestado ao contribuinte ou posto a sua disposição. a dar suporte ao serviço público gerador da exação. Em havendo duplicidade na tributação cumulativa. não se permitindo. Inconstitucionalidade. da Constituição Federal. com a especificação em doze incisos. Impossibilidade de sua cobrança como contribuição. nos termos do art. art. Sobre as matérias elencadas no art. 23 pode ser instituída taxa. porque ela destina-se. e não a utilização. bitributação. Taxa de pavimentação asfáltica. inciso I. JURISPRUDÊNCIA Tributário. Município de Santo André/SP. em se tratando de taxas essa competência é dos Estados. Com propriedade observa Hugo de Brito Machado que. Tributo que tem por fato gerador benefício resultante de obra pública. em hipótese alguma. por inobservância das formalidades legais que constituem o pressuposto do lançamento dessa 145 . 23 da Carta Política. 244. a competência residual é da União. Em relação às taxas não há problema quanto à discriminação da arrecadação. 154. Observe-se que a competência comum. Diferentemente.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. inclusive ICMS e ISS COMENTÁRIOS O dispositivo em destaque reafirma competência comum dos entes federados. 25. também chamada de cumulativa ou paralela. da Carta Magna. § 1°. como preconizado no art. artigo por artigo. de serviço público específico e divisível.999/72. como estabelece a Constituição Federal de 1988. II. Lei 3. em matéria de imposto.

pelo serviço efetivamente prestado. Tributário. nem ao da indivisibilidade. 22. Min. de conservação de pavimentação e de prevenção contra incêndio devidas..1990. 276 da Lei 3. do art. 28. Município de Araçatuba XECT. firmados através do inciso II do art. Américo Luz. 18. de limpeza pública. Taxa de iluminação pública indevida.1995. A natureza das atividades estatais envolvidas se põe límpida. Recurso não conhecido (STF. 21. Embargos à execução fiscal. DJU 17. vigilância pública predial e prevenção a incêndio. da Emenda Constitucional nº 01/69. da ECT.1972. Inocorrência da alegada afronta ao art. Execução fiscal.351). e do art. assim se procede. do Município de Santo André/SP. pois exatamente está calcada na contraprestatividade ou vinculação entre o quanto pague o contribuinte e seu beneficiamento direto. Terceira Turma pela incidência da dispensa prevista pelo § 2° do art. DJU 08. Prescrição parcial consumada. Ilegalidade. de vigilância e à taxa de prevenção contra incêndios.12. que não permite a utilização da taxa como instrumento para recuperação do custo de obra pública. II. RE 140779/SP. 5. Min. Entendendo a E. limpeza de vias públicas. 15. 3. inclusive ICMS e ISS espécie tributaria. 02. Inconstitucionalidade.1995.12. da multa e da correção monetária. Pertinente e adequada a ponderação. de 29. 77.. sendo capital repisar-se tanto se tributa. Tributário. REsp 0001609/SP rel. Cobrança de taxa de pavimentação e calçamento para recuperação de custo de obra pública. Sucumbência recíproca.11. Não se ressentem referidas taxas do descumprimento nem ao requisito da especificidade. 4. 475 do CPC. Ilmar Galvão.09. de molde a permitir sua exigência. quanto pelo colocado ao dispor do contribuinte. excluindo-se o reexame necessário. conservação da pavimentação. A divisibilidade se coloca também límpida. 145. 1. pois o valor da execução é de R$ 2003. uma vez que a incidir quantitativamente perante aqueles que proprietários de imóveis limítrofes ao logradouro beneficiado por referido serviço. a título de taxa. CF. CTN. neste passo 146 . avulta em destaque a divisibilidade de ditos serviços.360). No que tange às taxas de remoção de lixo comercial. Parcial procedência dos embargos. 2ª T. 6. de vigilância pública predial.999. Recurso provido (STJ. que se declara. que contam com aquele referido serviço.1990. Taxas de remoção de lixo comercial.08. j. p. 2.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. remoção de lixo comercial. no âmbito dos requisitos para as taxas em geral. amiúde praticada. de limpeza pública. Não conhecimento da remessa oficial. imediato. artigo por artigo. 1ª T. segundo a qual cobrados estão sendo imóveis. p. de fato. rel. porquanto a exigência fiscal tem como fato gerador hipótese concernente a contribuição de melhoria. de conservação de pavimentação. Legitimidade da cobrança dos juros. j.

consoante art.1995 e de 10. 05 (cinco) anos para a ação de cobrança do crédito tributário em comento. ao se verificar a transgressão do lapso temporal fixado pelo referido dispositivo. 512. CTN. CF. de rigor a análise de todos os pontos rebatidos. 15. de molde a impedir exigência de taxa. Sem força suspensiva prescricional a enfocada inscrição em dívida ativa.1995 a 10. com o Excelso Pretório que. consumado o evento prescricional para os débitos vencidos de 10. No âmbito dos requisitos para as taxas em geral.12.07. inclusive ICMS e ISS não tendo a executada/embargante/apelada denotado assim não se ponham os préstimos/serviços municipais a respeito. artigo por artigo. Os vencimentos dos créditos tributários em questão ocorreram de 10. Vencidas as dívidas em 10. sendo de rigor a extinção dos débitos prescritos.12.1995 a 10. 77. segundo a qual suficiente a propositura da ação. Verificada. 10.07. qual seja. Com referência à Taxa de Iluminação Pública (TIP). do CTN.1995 até 10. 7. a prescrição. que lhe reconheceu ilegitimidade.01. e do art. 156.12. ônus cabalmente seu. 11. de fato. claramente. primeira figura. 16. do E.1996. uma das causas de extinção do créditos tributário. para interrupção do prazo prescricional: ajuizado o executivo em pauta em 28. Também inocorre a amiúde propalada coincidência de base de cálculo entre ditas taxas e o IPTU: sem óbice substancial pela parte contribuinte. ainda que não conhecidos. por meio da Súmula 670.01. todos do CPC. encontrase parte do valor contido no título de dívida embasador dos embargos. 14. 174 do CTN. antes enfocados. imediato. 12. sentença. Inconstitucional dita exação. vetou o uso daquele tributo para tal fim. do art. pois exatamente está calcada na contraprestatividade ou vinculação entre o quanto pague o contribuinte e seu beneficiamento direto. Ante a devolutividade do apelo. 147 . 8.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. elencada no inciso V. tal qual gizado pela própria Constituição e pelo CTN.12.1995 e de 10. STJ. avulta em destaque a indivisibilidadede de dito serviço. conforme entendimento desta Colenda 3ª Turma. 13. como se denotará. guarda harmonia a r. firmados através do inciso II do art. 145. qual seja. com observância do estabelecido pelo art. entende a Egrégia Terceira Turma desta Colenda Corte pela incidência do consagrado através da Súmula 106.1995 a 10.01. incompatível com a Lei Nacional de Tributação (CTN).2000. 515. nos presentes autos. Não procede a alegada não incidência de juros e correção monetária. ao passo que dito imposto recai sobre o valor venal da coisa. caput e § 3° e 516. 9. Contaminado pela prescrição.1996.09. uma vez que regida pela LEF dita nuança.1995. contados da data de sua formalização definitiva. de rigor a extinção dos débitos prescritos.1995 a 10. 19. a base daquelas se põe sobre o custo da atividade aqui suportada pelo Poder Público. pois atendido o figurino da hipótese de incidência pertinente. 18. 17.09. Constatada será a ocorrência da prescrição. Nenhuma ilegitimidade na cobrança de citadas taxas.

23.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Embora configurando a relação punitiva vínculo autônomo. 97. perfeitamente possível o prosseguimento da execução fiscal pelo valor dos demais débitos executados. realmente. pois não desprovido de liquidez o débito exeqüendo remanescente. Apesar de reconhecida a prescrição em parte do débito e da não incidência da TIP. Tão assim acertado o entendimento que a Administração. deva recair sobre o débito. 27. contudo incidente com referência às taxas retratadas. do art. consoante art. em essência adere a correção monetária. nos termos da jurisprudência que.da incidência dos acréscimos ou acessórios previstos pelo ordenamento jurídico. com a cobrança de específicos débitos colhidos pela prescrição e de um indevido. a cifra maior. através de mero cálculo aritmético. para dele fazer parte integrante. vez que dotado de valores autônomos. como se extrai.de tal sorte que sua incidência. Reflete a multa moratória acessório sancionatório. quando do sentenciamento dos embargos. decorrência límpida e lícita. 26. CTN. em direta consonância com o inciso V. e à luz evidentemente de lei a respeito. instituto inerente ao crédito tributário. exatamente por motivo inverso. 24. em que é possível excluir ou destacar do título executivo o que excedente. assim em cabal obediência ao dogma da estrita legalidade tributária. a queixa contribuinte sobre sujeição à multa merece desfecho de parte-a-parte: indevida no tocante à TIP. bem como verificando-se legitima a exigência sobre a taxa de remoção de lixo comercial. anos posteriores. 20. específicos. por inconstitucional) . a cujo principal. da moeda nacional . inclusive ICMS e ISS Afigura-se coerente venha dado valor.esta fruto da inerente desvalorização. de conservação de pavimentação. em sua superioridade em si . porém que brota da incursão por ato ilícito. Coerente a compreensão. denomina a tanto de remissão. a ação deve prosseguir pelo saldo efetivamente devido. figura esta naturalmente formada pelo capital ou principal e por sua indelével atualização monetária . de vigilância e quanto à taxa de prevenção 148 . quando pratica a dispensa de correção monetária. Prosperando a desconstituição da cobrança quanto à Taxa de Iluminação Pública e de multa a esta correlata e a ocorrência da prescrição parcial. a corresponder. identificáveis e autônomos. CTN. amiúde construída. 21. vez que indevida sua cobrança. de limpeza pública. artigo por artigo. histórica. à divida em sua junção de principal com atualização. 25. sendo a hipótese de mero excesso de execução (como se dá. a propósito. A respeito de constituírem os débitos atos distintos. segundo a qual os juros. 22. como se dá com o não pagamento tributário. Sem pertinência o pedido alternativo de observância da correção monetária pelos índices da UFIR. originariamente identificado quando do ajuizamento da execução fiscal pertinente. em dados momentos. recaem sobre o crédito tributário. cumpre-se destacar que. adota-se. vez que estes os incidentes no caso vertente. 161.

tendo como limite total a despesa realizada e como limite individual o acréscimo de valor que da obra resultar para cada imóvel beneficiado. suportando a Municipalidade envolvida honorários advocatícios de 10% sobre a diferença excluída em prol da ECT. tanto quanto se sujeitando a ECT ao pagamento de honorários advocatícios de 10% sobre o tributo remanescente em cobrança.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.. sendo cobrada para atender ao custo de obra pública. A espécie tributária aqui enfocada insere-se na competência das três esferas estatais.2007. bem como ante a ocorrência da prescrição parcial. 3ª T. atualizada monetariamente até seu efetivo desembolso. j. é instituída para fazer face ao custo de obras públicas de que decorra valorização imobiliária. atualizados monetariamente até o seu efetivo desembolso. 28.. no âmbito de suas respectivas atribuições.3ª R. TÍTULO V CONTRIBUIÇÃO DE MELHORIA Art. como previsto na Constituição Federal (art. impõe-se parcial provimento ao apelo e decorrente parcial reforma da r.1995 até 10. 149 .01. Não conhecimento da remessa oficial e parcial provimento ao apelo. atualizados monetariamente até o seu efetivo desembolso. sentença. DJU 11. pelo Distrito Federal ou pelos Municípios. artigo por artigo. rel. suportando a Municipalidade envolvida honorários advocatícios no importe de 10% sobre a diferença excluída em prol da ECT.02. julgados parcialmente procedentes os embargos (TRF . p. em favor do Município implicado.12.401). na forma retro fixada. A contribuição de melhoria cobrada pela União. inclusive ICMS e ISS contra incêndios.04. 145. Juiz Silva Neto. AC 1079831/SP. COMENTÁRIOS Definição.1995. para exclusão da cobrança da Taxa de Iluminação Pública e de multa a esta correlata. tanto quanto se sujeitando a ECT ao pagamento de honorários advocatícios de 10% sobre o tributo remanescente em cobrança. pelos Estados.2007. realizada em favor do interesse público. 81. em favor do Município implicado. 28. III). a atingir vencimentos ocorridos de 10. tendo-se em conta a vantagem advinda da obra realizada. atualizada monetariamente até seu efetivo desembolso.

dentre outros. Geraldo Ataliba. A divergência nasceu da simplificação verificada na Constituição de 1988. foram revogados pelo Decreto-lei 195/67. Neste sentido tem-se a opinião de Roque Carrazza. os Estados. que o próprio art. o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir os seguintes tributos: (.) III . parece correto afirmar a continuidade dos limites. 150 . o texto normativo do referido diploma em nada destoa do conceito constante do CTN. permanecendo na Constituição Federal de 1988 apenas o limite individual. Dentro de um critério de razoabilidade interpretativa. Entretanto. Quanto ao custo total da obra há quem sustente. Tem como limite o custo total da obra. discordando do entendimento. dispositivo este recepcionado pela Carta de 1988. Valdir de Oliveira Rocha. art. fazendo parte da essência do tributo. A valorização imobiliária é da natureza da espécie tributária em apreciação. e tem como particular característica a inexistência de alíquota ou de base de cálculo.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 81 do CTN. o qual deve ser rateado entre os que se beneficiarem com a valorização imobiliária. Há quem afirme. 145. continuam a afirmar que persistem ambos os limites. sendo esta valorização o limite individual cobrado de cada beneficiário. diante da previsão do art. 82..contribuição de melhoria. III. inclusive ICMS e ISS Trata-se de espécie tributária que se alinha aos impostos e às taxas. artigo por artigo. na doutrina. que está extinto o limite total. global e individual. Neste sentido são as lições de Ives Gandra Martins. Há doutrinadores que. decorrente de obras públicas” (art. 81 e o seguinte. ainda.. ao eliminar a palavra valorização e prever simplesmente: “A União. CF). Hugo de Brito Machado e Silva Martins.

Tem como limite total a despesa realizada e como limite individual o acréscimo de valor que da obra resultar para cada imóvel beneficiado. porque o Supremo Tribunal Federal tem entendido que. Min. Podemos afirmar que permanecem em vigor os arts. ambos compatíveis com o Dec. Carlos Velloso. não há contribuição de melhoria. Contribuição de melhoria. o Professor Sacha Calmon Navarro Coelho entende que o Decreto-lei 195/67. DJU 30. Se não houver aumento do valor do imóvel. artigo por artigo. Sentença mantida em grau de reexame necessário. Fato gerador. tornando-se inconstitucional. Direito tributário. ao dispor que a contribuição de melhoria tem como fato gerador o acréscimo de valor dos imóveis localizados nas áreas direta ou indiretamente beneficiadas por obras públicas. inclusive ICMS e ISS Do mesmo modo. Base de cálculo. não alterou substancialmente a espécie tributária de que se cuida. entende-se que a Emenda Constitucional nº 23/83.. em havendo lei municipal autorizativa. Valoração do imóvel.09.-lei 195/67. Esta é uma posição que não encontra guarida no direito pretoriano. RE 114069/SP. vale dizer. o quantum da valorização imobiliária (STF. recepcionados pela Constituição Federal 1988. Valorização imobiliária. Recurso desprovido. A base de cálculo da contribuição de melhoria é a valorização imobiliária. alterou o critério do custo da obra do CTN que não tem como se sustentar. Recapeamento asfáltico. embora alterasse a expressão “imóveis valorizados” por “móveis beneficiados”. 81 e 82 do CTN. rel. 2ª T. JURISPRUDÊNCIA Ação declaratória de inexistência de relação jurídicotributária.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. não pode o poder 151 . porque a hipótese de incidência desta é a valorização e a sua base é a diferença entre os dois momentos: o anterior e o posterior à obra pública. Contribuição de melhoria. Contudo. Sem valorização imobiliária decorrente de obra pública.1994). Não comprovação. não há eiva de inconstitucionalidade alguma (RDA 120/131).

REsp 629. Min. Francisco Peçanha Martins. sendo certo é vedado à esta Corte Superior. j. Tributário. Min. invadir a seara fática-probatória. REsp 8. DJU 21. Recurso provido (STJ. Recapeamento de via pública. DJU 18. CF/88 [rectius: art. como pelo vencido. Recurso especial provido (STJ. rel. Valorização do imóvel.. 04. Fato gerador valorização do imóvel. REsp 634/SP. Recurso provido (STJ.1994. arts. Decreto-lei 195/67 (arts. Ação de repetição de indébito. 1. afronta exigências legais (arts. 81 e 82. 2. 3. Art. Obra pública efetivada. A publicação prévia do edital e necessária para cobrança da contribuição e não para realização da obra.05. 1.2007. 1º. Garcia Vieira. Inocorrência. inclusive ICMS e ISS público cobrar-lhe a mais valia. DJU 05. CTN. Decreto-lei 195/67. 1. Controvérsia que gravita sobre se a obra pública não finalizada dá ensejo à cobrança de contribuição de melhoria. Min. 2ª T. Tributário. III. conseqüente da obra pública realizada no local de situação do imóvel. 2. Nexo de causalidade. rel. Tributário.. CF/67 [c/c EC nº 01/69] (Emenda 23/83).. II.1995. A contribuição de melhoria tem como fato gerador a real valorização do imóvel. DJ 28. Precedentes da jurisprudência. Arts. 270).04. rel.03. Base de cálculo. Requisitos da valorização ou de específico benefício. Obra inacabada. tanto pelo voto vencedor. Min. j. em sede de Recurso Especial. II. Fato gerador.1999. Américo Luz. rel. Ilegalidade do lançamento de contribuição de melhoria baseado no custo.. 2ª T. Milton Luiz Pereira. 13. Contribuição de melhoria. 1° e 2°). 145. j. Precedentes o STF (STJ.1999).05.471/RS.1994). a teor do verbete Sumular 07/STJ. CF/88]. 2. com o custo coberto por um ‘plano de rateio entre todos os beneficiados’. CTN. 81 e 82. Contribuição de melhoria. 1ª T.06. Direito à restituição. impondo-se adotar o entendimento unânime da época em que proferido o julgamento pelo Tribunal a quo.02.417/SP.06. Art.03. Contribuição de melhoria.1995). j.248/SP. Tributário. Min. de que quando foi instituída a contribuição de melhoria a obra ainda não havia sido 152 . 09. 1ª T. Hipótese de incidência e fato gerador da exação.2002). 2° e 3º). não servindo como base de cálculo tão-só o custo da obra pública realizada (REsp 280.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 2ª T. Contribuição de melhoria. DJU 05. 17. 4.10.. 18. Manifesta divergência acerca do atual estágio do empreendimento que deu origem à exação discutida. rel. p. João Otávio de Noronha. sem a demonstração dos pressupostos de valorização ou específico benefício. REsp 200283/SP.2007. 145. artigo por artigo.

3. o fato gerador de contribuição de melhoria se perfaz somente após a conclusão a [sic] obra que lhe deu origem e quando for possível aferir a valorização do bem imóvel beneficiado pelo empreendimento estatal.. 499). Francisco Peçanha Martins. Min Luiz Fux. DJU 05.2002. A contribuição de melhoria tem como limite geral o custo da obra. A base de cálculo da contribuição de melhoria é a diferença entre o valor do imóvel antes da obra ser iniciada e após a sua conclusão (Precedentes do STJ: REsp 615. Revela-se. 284). 5. Min.996/SP rel. DJ 17. 2002. 165. j. 1. evidente o direito de a empresa que pagou indevidamente a contribuição de melhoria. DJ 06. REsp 143. REsp 647134/SP.788/RS. inclusive ICMS e ISS concluída porquanto pendente a parte relativa à pavimentação das vias que circundavam o imóvel de propriedade da recorrente. Precedentes: REsp 615. 4. 145.Requisitos de valorização ou de benefício. II. 2ª T. Recurso especial conhecido e provido (STJ. nos termos do art. 10. Contribuição de melhoria. p..495/RS.05. DJU 01. obter. 2. DJ 17.2004. rel. do CTN. Consectariamente. rel.. 8. rel. p. Curso de Direito Constitucional Tributário. Ilegalidade no lançamento de contribuição de melhoria sem a demonstração dos pressupostos de valorização ou específico benefício. Arts. II. haja vista que a obra pública que deu origem à exação não foi concluída. Min. Isto porque a hipótese de incidência da contribuição de melhoria pressupõe o binômio valorização do imóvel e realização da obra pública sendo indispensável o nexo de causalidade entre os dois para sua instituição e cobrança. DJ 06.02 2007. Fato gerador. CF/88 [rectius: art. Min. apropriados à obra pública realizada no local da 153 .1999).1999.05. Eliana Calmon.) Só depois de pronta a obra e verificada a existência da valorização imobiliária que ela provocou é que se torna admissível a tributação por via de contribuição de melhoria’ (Roque António Carrazza. CF/88]. do CTN. 3. p. 4. 397). 9.495/RS.2007.08.05.2002. REsp 362. 18.10. 1ª T. 81 e 82. e como limite individual a valorização do imóvel beneficiado. rel Min José Delgado. j. Malheiros. 28. Recurso especial provido (STJ. Falta de prequestionamento. 6. 81 e 82. rel. 145. REsp 143.996/SP. uma vez que incontroversa a não efetivação da valorização do imóvel. 1. CF/67 [c/c EC nº 01/69] EC 23/83. Contribuição de melhoria CTN arts. III. a repetição do indébito tributário.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Questão surgida no acórdão recorrido.. Tributário. Tributário.2004.12. 7. artigo por artigo. Francisco Peçanha Martins. É ilegal a contribuição de melhoria instituída sem observância do limite individual de cada contribuinte. Min. José Delgado. É cediço em doutrina que: ‘(. portanto.12. Prevalece o entendimento no STF e no STJ de que não houve alteração do CTN pelo DL 195/67.

Garcia Vieira.2001. precedentes jurisprudenciais.11. nela contidas.fixação de prazo não inferior a 30 (trinta) dias. Min.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. para impugnação.2001.regulamentação do processo administrativo de instrução e julgamento da impugnação a que se refere o inciso anterior. pelos imóveis situados na zona 154 . Milton Luiz Pereira. DJU 19.04. c) determinação da parcela do custo da obra a ser financiada pela contribuição. inclusive ICMS e ISS situação do imóvel. rel.285/RJ. ainda que se cuide de violação surgida na própria decisão recorrida. REsp 160. 2. 1ª T. Art.1998. Recurso parcialmente conhecido e provido (STJ. 82. j. 4. artigo por artigo. do inciso I. 233). pelos interessados.. Min. e) determinação do fator de absorção do benefício da valorização para toda a zona ou para cada uma das áreas diferenciadas.11. III . p. 05. § 1° A contribuição relativa a cada imóvel será determinada pelo rateio da parcela do custo da obra a que se refere a alínea c. sem prejuízo da sua apreciação judicial. DJU 09. A lei relativa à contribuição de melhoria observará os seguintes requisitos mínimos: I . Assentou a Corte Especial entendimento no sentido de ser necessário o prequestionamento. II . de qualquer dos elementos referidos no inciso anterior.publicação prévia dos seguintes elementos: a) memorial descritivo do projeto. b) orçamento do custo da obra. rel. EREsp 8. d) delimitação da zona beneficiada.030/SP. 3.

assim como antecedente será a impugnação. Ao contribuinte não é dado impugnar a realização de obra alguma. porque. inclusive ICMS e ISS beneficiada em função dos respectivos fatores individuais de valorização.. § 2° Por ocasião do respectivo lançamento. pelo custo da obra. venha a cobrar-se. ou impugnar os defeitos corrigíveis. 82 deverá anteceder a obra. a posteriori. em cada imóvel. Da definição vista no artigo antecedente.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. podemos concluir que na caracterização da contribuição de melhoria identificamos como pressupostos: realização de obra pública. argumentam. da forma e dos prazos de seu pagamento e dos elementos que integraram o respectivo cálculo. segundo registra Célio Armando Janczeski (ob. se assim não for. cit. o que hão obsta que. Para alguns doutrinadores a publicação dos elementos elencados no inciso I do art. via contribuição de melhoria. limite total da contribuição identificada com o custo da obra e limite individual igual ao acréscimo de valor provocado pela obra. Para que o poder público esteja autorizado a cobrar contribuição de melhoria. 82 do CTN são a causa mais comum das demandas sobre contribuição de melhoria. faz-se pertinente atender aos requisitos. COMENTÁRIOS Requisitos. no exercício do poder-dever da administração pública. infra). As exigências do art. valorização do imóvel em decorrência da obra. artigo por artigo. 155 . não poderia o contribuinte obstar as obras irregulares. cada contribuinte deverá ser notificado do montante da contribuição.

o foi deforma ilegal. isto é. 82 contempla talvez um dos comandos mais justos do nosso sistema tributário. d) delimitação da zona beneficiada. infra). Como então interpretar a expressão do inciso I: publicação prévia dos seguintes elementos: a) memorial descritivo do projeto. infra. Segundo opinião de Yoshiaki Ichihara. 156 . e) determinação do fator de absorção do benefício da valorização para toda a zona ou para cada uma das áreas diferenciadas. Por outro ângulo. Entretanto.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. somente após a conclusão da obra é que se pode avaliar em quanto acresceram de valor os imóveis beneficiados. cit. sem atender os requisitos mínimos” (ob. artigo por artigo. c) determinação da parcela do custo da obra a ser financiada pela contribuição. 68). b) orçamento do custo da obra. Como registra Láudio Camargo Fabretti. O § 1° do art. quando já se sabe com precisão o custo da mesma. cit. p. permitindo uma divisão igualitária da carga tributária. somente após a conclusão da obra é que se publica o edital. por onerar exclusivamente aqueles que de forma direta se beneficiaram com a obra pública.. não é das melhores a experiência brasileira. “nas poucas vezes em que se tem tentando cobrá-la.. Esta espécie de tributo é considerada pelos estudiosos a mais democrática. mas depois da execução e quando for possível a avaliação da mais valia ou da valorização decorrente (ob. nela contidas? O entendimento é o de que a publicação deve anteceder a cobrança e não a realização da obra. inclusive ICMS e ISS Assim. quando obedecidos os princípios básicos. o momento da ocorrência do fato gerador não poderá coincidir com a execução da obra pública.

6. 1995. São Paulo. p. coord. Dialética. RDDT 21 60/65 junho 1997. reclassificadas esquematizadas das formas mais diversas. 1990. Celso Ribeiro Bastos. 5. Láudio Camargo Fabretti. p. 144-145.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 1997. nº 8. Comentários ao Código Tributário Nacional. RDDT 30:30/35. v. Contribuição de melhoria . Malheiros. 1998. Yoshiaki Ichihara. 1997. 1997. ano 2. p. São Paulo. Comentários à Constituição Federal. Ives Gandra Martins. artigo por artigo. Cursos de Direito Constitucional. Saraiva. Hugo de Brito Machado. 1998. Carlos Valder do Nascimento. por sua vez. DOUTRINA Célio Armando Janczeski. Contribuição de melhoria Hipótese de incidência tributária . ano 33. inclusive ICMS e ISS Na prática. 1990. Valdir de Oliveira Rocha. Boletim de Direito Municipal.. p. p 152. Determinação do Montante do Tributo. apresenta-se complexa a cobrança do tributo.Realização da obra pública. 1997. São Paulo. out. JURISPRUDÊNCIA 157 . Saraiva. LTr. mar. A controvertida contribuição de melhoria. 115. Forense. ed. 1994. 2. São Paulo. São Paulo. ed.. 1998. Edgard Neves da Silva. que a partir da CF/88 e contribuições classificadas. 465. Cabe proliferaram as aqui registrar. Suplemento Tributário 73/97. o que justifica o abandono do governo da espécie em comento. por fim.Edital da cobrança antes do término da obra. 94-98. Saraiva. Rio de Janeiro. Perfil da contribuição de melhoria. Código Tributário Nacional Comentado. Arx Tourinho. o qual procurou no âmbito das contribuições sociais solucionar o seu problema de caixa. Os limites da contribuição de melhoria. Luiz Fernando Pellegrini. São Paulo. 161-168. p. O certo é que não as contempla o CTN que. RT. CDTFP. Hipótese de Incidência Tributaria. abandonado ficou no que toca à contribuição de melhoria. Geraldo Ataliba.

REsp 89.02. mas não para realização da obra pública.172/66. artigo por artigo. 1ª T. teve o condão de revogar o art.1999).1994. a publicação do edital é necessária para cobrança da contribuição de melhoria. Milton Luiz Pereira. DJU 18. 82. j. Tributário.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. rel. b) RE 116.. a diferença entre o valor do imóvel antes do início da obra e o valor do mesmo após a conclusão da obra. art. Edital. à época não possuía a força de lei complementar.. EC 01/69. Edital.10.147-7/SP. DJU 29.1992.03. O art. art. rel. 18. impossível a cobrança do tributo. A base de cálculo da contribuição de melhoria é a valorização imobiliária. Recurso especial conhecido e improvido (STJ.08. Recurso não conhecido (STJ. O Dec..05. A partir do Dec. c) REsp 35. ou seja.1999. Contribuição de melhoria. Célio Borja. 158 . o valor do imóvel antes de a obra ser iniciada.1998. José Delgado. Recurso provido (STJ.05. É da natureza da contribuição de melhoria a valorização imobiliária (Geraldo Ataliba). 1ª T.-lei 195/67. Precedentes jurisprudenciais: a) RE 116. 18. Precedentes do STF e do STJ. b) a obra provocou a valorização do imóvel. também da corrente doutrinária que. p. § 1°).1967. Octávio Gallotti.05. o que só ocorreu após a promulgação da EC nº 1. o edital que antecede a cobrança da contribuição de melhoria pode ser publicado depois da realização da obra pública. DJ 25. 2. DJ 08. Contribuição de melhoria.. 5°. p. No novo regime. rel. Milton Pereira. c) a base de cálculo e a diferença entre dois momentos: o primeiro. 2ª T. de 1969 (art. rel. foi revogado pelo art. art. 3. Não havendo aumento do valor do imóvel. REsp 143. Violação de lei federal e divergência jurisprudencial não configuradas. de 24. Min. REsp 6340/SP.-lei 195/67. DJU 03. Francisco Peçanha Martins. o valor do imóvel após a conclusão da obra. 82 da Lei 5. j.06. § 1°). Min.1993. Min. 82 do CTN que. de saudosa memória). Dec.12. 02. 18. Valorização imobiliária. Tributário. 2ª T.1998. 20. Adoção. porque à época as normas gerais de Direito tributário ainda não tinham o status ou a força de lei complementar (Emenda Constitucional nº 1/69. 5° do Decreto-lei 195. rel. Min. inclusive ICMS e ISS Tributário.791/SP. Min.-lei 195. no trato da contribuição da melhoria.06. Min. 4.131/SP.996/SP rel. art. Ari Pargendler.1998. Min. 143). de 1967. § 1°. Base de cálculo. 139). Lei 5. j.06. 2ª T.133-2-SC.. adota o critério de mais valia para definir o seu fato gerador ou hipótese de incidência (no ensinamento de Geraldo Ataliba. j. DJU 06. 5. 07.172. 02. 1. Contribuição de melhoria.148-5/SP.1998. A entidade tributante ao exigir o pagamento de contribuição de melhoria tem de demonstrar o amparo das seguintes circunstâncias: a) exigência fiscal decorre de despesas decorrentes de obra pública realizada. rel. o segundo.1995. de 1966. REsp 169.

Ement. Desatendimento..1989.-lei 195/67 e art. sem. 28. v. 3ª Câm. Tributo. Contribuição de melhoria. que continua subsistindo após o advento do art. Nulidade. Contribuição de melhoria. Segurança concedida. inclusive ICMS e ISS Contribuição de melhoria. rel... Lançamento. 145. ainda. de Ofício 404.03. rel... Pavimentação asfáltica. 145. Cobrança. III . Requisitos.523-2. mar. de lei específica. 159 . Pressupostos de valorização do imóvel e de limite de despesa total da obra a ser rateada subsistentes mesmo na vigência da Constituição Federal de 1988 (art. cinge-se à necessidade. 255. da CF. 05. de observância dos requisitos do Decreto-lei 195/67 (art.06.. a alegada violação ao art.-abr. Juiz Costa de Oliveira. uma vez que aquela regra jurídica. continua por (. Sentença mantida (extinto 1° TAC/SP. RT 591:152). Nulidade de lançamento. v. II . Inobservância de exigências legais. Art. saliente-se que o recorrente limitou-se a transcrever as ementas dos acórdãos indicados como paradigmas. Lançamento por municipalidade. nov. Ap. Juiz Ricardo Arco-verde Credie. sendo certo que o mero inconformismo não justifica a oposição de embargos de declaração. Tributário.. RT 532:241). Custeio da obra. 82 do CTN. Exigência mantida pela EC nº 23/83. Ação declaratória procedente (. Necessidade. I . Ap. JTACSP 120. RT 654:113).Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. RT. do CPC. Requisitos. j. Recursos desprovidos (8ª Câm. embora não sendo constitucional. p. Lei específica para cada obra.-dez... 1990. proceder ao devido cotejo analítico. no entanto. 420.. III).) (extinto 1° TACivSP.u. Pressuposto do limite total da despesa realizada. artigo por artigo. Publicidade. 1990. Contribuição de melhoria. 5° e parágrafo único) para validade do lançamento procedente. Assentamento de guias e sarjetas.No tocante ao dissídio pretoriano.u. j. Embargos à execução fiscal procedentes. porquanto o extenso voto-condutor do aresto recorrido examinou detidamente todas as questões pertinentes ao desate da lide. Obras públicas. do RISTJ. 5° do Dec. III. Contribuição de melhoria. para exigência de contribuição de melhoria.1990. II.756-1. em cada obra feita pelo Município.. 115)..) (extinto 1° TACivSP. p. e parágrafos. de modo que restou desatendido o art. Ement. in casu. Necessidade. Declaração de voto (. Contribuição de melhoria. 535.) (TJPR. 98). ou não.A questão a ser dirimida por esta Corte. Inobservância das formalidades essenciais previstas no Decreto-lei 195/67.Inexiste.

sua exigibilidade está expressamente condicionada à existência de uma situação fática que promova a referida valorização. na medida em que impõe a potestade tributária sem permitir ao contribuinte organizar devidamente seu orçamento.417. ou não surpresa para alguns.2006.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. DJU 13. ainda. Edital. soberana quanto à possibilidade de exame do conjunto fático-probatório. 2ª T. 2. 1. 217)..Por fim. Precedentes da 1ª e 2ª Turma. Contribuição de melhoria. Nesse passo. entretanto. 08.Recurso especial parcialmente conhecido e. Este é o seu requisito ínsito. Recurso especial. o princípio da anterioridade. rel. como ocorre na hipótese ora sub judice.2005.Acrescente-se.998/SP. uma lei para cada vez que a Municipalidade for exigir o referido tributo em decorrência de obra por ela realizada. inclusive ICMS e ISS ou seja. V Mesmo sem adentrar conclusivamente à questão da classificação das espécies tributarias. seja por se beneficiarem de um serviço estatal público específico e divisível (no caso das taxas). ‘A partir do DL 195/67. 141). 160 . de modo que se revela inviável essa apreciação em sede de recurso especial. 1ª T. também constitucional. VII . que a cobrança de tributo por simples ato administrativo da autoridade competente fere. improvido (STJ.2006. Castro Meira. 145. nos moldes preconizados pela Constituição Federal (art. DJU 04.05. rel. ser posterior à realização da obra pública’ (REsp 84.03. quanto ao argumento do recorrente no sentido de que cumpriu as exigências de publicação prévia de dois editais. Francisco Falcão. IV. Américo Luz).2005.É de conhecimento comum que a referida contribuição de melhoria é tributo cujo fato imponível decorre de valorização imobiliária causada pela realização de uma obra pública. j. III. Tributário. a publicação do edital é necessária para cobrança da contribuição de melhoria. de respeito ao princípio da legalidade. REsp 143. seja em razão de valorização na sua propriedade em face do Estado ter realizado uma obra pública.06. rel. E isto em decorrência da mera leitura de preceitos constitucionais (art. Recurso especial improvido (STJ. REsp 739. um fato específico do qual decorra incremento no sentido de valorizar o patrimônio imobiliário de quem eventualmente possa figurar no pólo passivo da obrigação tributária. 150. da CF). Por isso a exigência. p. Min. é fácil perceber que determinados tributos revelam inequívoca carga discriminatória. não reconheceu plausibilidade à alegação. p. por força do óbice imposto pela Súmula nº 07/STJ VIII . Min. verifico que a Corte a quo. porquanto somente podem atingir determinadas pessoas que efetivamente podem ser sujeitos passivos da obrigação tributaria. artigo por artigo..342/RS.04. Min. ademais. VI . a). 04. nesta parte. j. pode.

Possibilidade. rel.2004.2001. 145. Valorização do imóvel. 05. no trato da contribuição da melhoria. 81 e 82. p.-lei 195/67]. também. Contribuição de melhoria. Min. 233). REsp 615. Contribuição de melhoria. Legalidade.2001. José Delgado. 3. Nulidade da cobrança reconhecida pela própria Municipalidade. CF/67 [c/c EC nº 01/69] EC 23/83. rel. Não comprovação. da corrente doutrinária que. Diversidade de precedentes jurisprudenciais do STJ e do STF. Min. Garcia Vieira. Milton Luiz Pereira. 20. II.495/RS. Repetição do indébito.1998. 1ª T.04. (STJ. 1. 18. REsp 160. do Código Tributário Nacional e Decreto-lei 195/97 [rectius: Dec. DJU 09.04. Precedentes do STJ e do STJ. adota o critério de mais valia para definir o seu fato gerador ou hipótese de incidência (no ensinamento de Geraldo Ataliba. ‘É da natureza da contribuição de melhoria a valorização imobiliária’ (Geraldo Ataliba). c) a base de cálculo é a diferença entre dois momentos: o primeiro. artigo por artigo. 81 e 82. tem de demonstrar o amparo das seguintes circunstâncias: a) a exigência fiscal decorre de despesas decorrentes de obra pública realizada. j. Precedentes jurisprudenciais. p. Tributário. Arts. do CTN. CF/88 [rectius: art. 158). Decisão mantida. 2. A entidade tributante. Recurso provido. Fato gerador. 165. j. DL 195/67. 170 do Código Tributário Nacional.4. 5. de saudosa memória). Honorários advocatícios arbitrados corretamente. II.05. inciso I. apropriados à obra pública realizada no local da situação do imóvel.285/RJ. CF/88]. Ilegalidade no lançamento de contribuição de melhoria sem a demonstração dos pressupostos de valorização ou específico benefício.2004.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Requisitos de valorização ou de benefício.. inclusive ICMS e ISS Tributário. b) a obra pública provocou a valorização do imóvel. o valor do imóvel após a conclusão da obra. Contribuição de melhoria. 2. Reexame necessário. Min. Taxa Selic. EREsp 8.030/SP. Arts. Valores pagos indevidamente. 1. 145. bem como por se tratar de crédito futuro. o segundo. Arts. ainda que se cuide de violação surgida na própria decisão recorrida. Assentou a Corte Especial entendimento no sentido de ser necessário o prequestionamento. DJU 17. 4. 81 e 82. Ação ordinária. Fato gerador. 3. Adoção. Pedido de compensação negado por falta de autorização administrativa. Recurso parcialmente conhecido e provido (STJ. desde o início e não 161 . do CTN. ao exigir o pagamento de contribuição de melhoria. III. Questão surgida no acórdão recorrido. Falta de prequestionamento. DJU 19.11. do Código Tributário Nacional. Valorização do imóvel. Fato gerador. rel. Não resta dúvida de que o autor possui direito à restituição do que pagou a título de tributo indevido. Requisito essencial. Art.. o valor do imóvel antes da obra ser iniciada. Art.11. 1ª T..

04. rel.425. Confirmação da sentença singular em sede de reexame necessário (TJPR. j. I. 10. 1ª Câmara Cível. Juiz Sérgio Rodrigues. nos termos do art. artigo por artigo.2007. 165. do Código Tributário Nacional. Acórdão 28. 162 . DJU 7357).Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. inclusive ICMS e ISS apenas a partir do Edital nº 10/2004.

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