CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL COMENTADO: doutrina e jurisprudência, artigo por artigo, inclusive ICMS e ISS

ELIANA CALMON ALVES Ministra do Superior Tribunal de Justiça

Título III : impostos Capítulo I DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 16. Imposto é o tributo cuja obrigação tem por fato gerador uma situação independente de qualquer atividade estatal específica, relativa ao contribuinte. COMENTÁRIOS Definição. O Capítulo I do título III do Código Tributário Nacional tem início com a definição dos tributos em espécies, a partir do imposto. O conceito, que não é dos melhores, tem o mérito de caracterizar o imposto em relação à taxa e à contribuição de melhoria, as duas outras espécies de receita tributária. Estabelecendo que seu fato gerador é uma situação

independente de qualquer atividade estatal específica, relacionada com o contribuinte, indica a não-vinculação da receita. E isso porque o imposto tem caráter geral, sem vantagem específica para com o contribuinte. Esta é a característica mais marcante da espécie de que se cuida, como manifestação maior do poder político que impõe um dever, de caráter geral, sem gerar, em contrapartida, benefício específico ou vinculação orçamentária.

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Daí as diversas nomenclaturas para a espécie, tais como tributo sem causa ou tributo não vinculado. Como as demais espécies do gênero, é pago exclusivamente em dinheiro, o que é uma constante no mundo contemporâneo, onde não mais se tem notícia, senão histórica, de prestação in natura. A propósito, o art. 3° do CTN parece admitir o pagamento não só em moeda, mas em valor que em moeda possa ser expresso, como, por exemplo, o pagamento em Títulos da Dívida Pública, com cotação na Bolsa de Valores. Leis específicas, inclusive, permitiram a dação em pagamento de débitos tributários. Cabe, aqui, referência à criação de padrão de valor para efeito tributário, como, por exemplo, a UFIR - Unidade Fiscal de Referência, Lei 8.383, de 30.12.1991, índice que passou a mensurar as obrigações tributárias por algum tempo, em demonstração inequívoca de que, de acordo com o art. 3° do CTN, um tributo pode estar expresso não só em moeda corrente, mas em valor que nela (moeda) possa se transformar. Atualmente, estão sendo corrigidos os tributos pela Taxa SELIC, a qual traz embutidos juros e correção monetária. Para alguns, o referido índice é inconstitucional, por não estar em lei a forma de composição. Entretanto, o STJ, examinando a questão da inconstitucionalidade da Taxa SELIC, recusou-se a apreciar a questão prejudicial, conforme decisão assim ementada:
Recurso especial (julgamento). Inconstitucionalidade (prejudicial). Argüição/procedimento (Regimento, art. 200 e CPC, arts. 480 a 482). Competências constitucionais (distribuição). Incidente (caso em que lhe falta cabimento). 1. No julgamento do recurso especial, uma vez acolhida a argüição, a Turma remeterá o feito à Corte Especial. 2. Compete à Corte Especial julgar a prejudicial de inconstitucionalidade. 3. Do julgamento, porém, não poderá tirar proveito o autor do recurso especial (recorrente). Caso
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a declaração venha a beneficiar o recorrente, ao incidente faltará cabimento. 4. É que, no exercício da competência prevista no inciso III do art. 105 da Constituição, em princípio o Superior não dispõe do contencioso constitucional. Tê-lo-á em restritas hipóteses. 5. Em tal competência, o que é do Superior é toda a jurisdição infraconstitucional (o direito comum). 6. Já no exercício das competências previstas nos incisos I e II do art. 105, livremente o Superior também desfruta do contencioso constitucional. 7. No exercício da competência do inciso III, é lícito ao Superior previamente declarar a inconstitucionalidade de lei ou de ato normativo, desde que a declaração não seja a favor do recorrente; a favor do recorrido, sim. 8. Caso em que a, inconstitucionalidade, se declarada, não aproveitaria ao recorrido. Por sinal, nem ao recorrente, que interesse algum tinha na declaração, tanto que se defendera com outros fatos e outros fundamentos. Daí, em caso que tal, tratar-se-ia, também, de declaração de inconstitucionalidade em tese. 9. Preliminar de nãocabimento, acolhida por maioria de votos (Corte Especial, AI-REsp 215881/PR, rel. Min. Franciulli Netto, rel. p/ o acórdão Min. Nilson Naves, DJU 08.04.2002, p. 111).

Posteriormente, a 1ª Seção de Direito Público chancelou a legalidade da SELIC, como fator de correção, nos EREsp 291.257/SC, 399.497/SC e 425.709/SP. Assinale-se que a UFIR foi extinta pela Lei 10.522/2002 (art. 29, § 3°), diploma que, no art. 30, indicou como fator de correção a Taxa Referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia - SELIC. Em épocas de alta inflação, as obrigações tributárias, as declarações de rendimento e até as certidões de dívida ativa eram expressas em parâmetro de valor devidamente atualizado. O imposto tem como base fática um comportamento do contribuinte, ou uma situação jurídica na qual ele se encontre. Em outras palavras, o imposto, para existir, exige sempre um fato qualquer em que esteja envolvido o particular, sem a participação estatal. A legitimação da imposição soberana está na necessidade do Estado arcar com o gasto público, mantendo a máquina administrativa.
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É também chamado de imposto que repercute. ao lado do contribuinte de direito ou contribuinte jurídico. na medida em que. É apenas o consumidor final da mercadoria ou do produto resultante da atividade eleita pelo legislador como necessária e suficiente ao nascimento da obrigação tributária. por exemplo. destaca a figura daquele que suporta o ônus econômico da obrigação. como. porque a carga econômica não é suportada pelo contribuinte. o exercício de uma atividade lucrativa (exemplo maior é o Imposto de Renda). Para o Direito é praticamente irrelevante quem paga. embora sofra o ônus econômico. isto é. ou pelo menos continuadas. porque o interesse concentra-se em torno de quem realiza o fato gerador. sendo suportado pelo contribuinte em definitivo. existe o imposto indireto. geradora do imposto predial. ou a propriedade de um bem. o qual grava situação instantânea ou mutável. pelo realizador do fato gerador. o contribuinte de fato. porque não se vincula ao fato gerador ou ao fato imponível. Contrapondo-se. inclusive ICMS e ISS Classificação. É também chamado de imposto que não repercute. artigo por artigo. constantes. O imposto pode ter diversas classificações.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. dentre as quais a que enfoca o aspecto da incidência. como ocorre com a propriedade imobiliária. e sim por terceira pessoa. O terceiro. dividindo a espécie em imposto direto e indireto. A classificação que ora se coloca não é jurídica. não se obriga perante o Estado. porque a carga econômica é suportada pelo contribuinte. 4 . O imposto direto grava situações permanentes. cuja titularidade é o fato gerador do imposto.

artigo por artigo. como o Imposto de Renda. por sua natureza. 166. unicamente. sem cogitar das condições pessoais do contribuinte. ainda. in verbis: Art. o ICMS. temos os impostos reais. levam em consideração as condições pessoais do contribuinte. transferência do respectivo encargo financeiro somente será feita a quem prove haver assumido referido encargo. ao serem instituídos. Faz-se a distinção apenas para efeito didático. Pessoais são os impostos que. Contrapondo-se aos impostos pessoais. a figura do contribuinte de fato torna-se importante na hipótese de repetição de indébito. a qual leva em conta a forma de tributação. tais como o IPI. eis que o contribuinte é pessoa física ou jurídica. uma terceira classificação. exemplo primeiro da espécie. O artigo em referência tem sido objeto de contundentes críticas doutrinárias. embora prestigiado pelo Judiciário. 166 do CTN. pelo caráter eminentemente subjetivo da exação. o IOF etc. proporcionais e progressivos. 5 . todos os demais impostos do Sistema Tributário Nacional são reais. dividindo-os em pessoais e reais.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Uma segunda classificação identifica os impostos levando em conta o objeto da incidência. estar por este expressamente autorizado a recebê-la. ou. A restituição de tributos que comportem. Com exceção do Imposto de Renda. Juridicamente pessoais são todos os impostos. por força da previsão contida no art. no caso de tê-lo transferido a terceiro. cuja incidência leva em consideração a matéria tributária. inclusive ICMS e ISS Entretanto. dividindo os impostos em fixos. Há.

17. com as competências e limitações nele previstas. Os impostos componentes do sistema tributário nacional são exclusivamente os que constam deste Título. além de ter sido a União contemplada com a competência residual (art. os impostos atribuídos aos Estados e aos Municípios. inclusive ICMS e ISS Fixos são os impostos cujo montante é estabelecido em quantidade certa. os impostos atribuídos aos Estados e. Proporcionais são os impostos cuja alíquota observa sempre o valor da matéria tributária para atribuir um percentual. I. os impostos progressivos são os cuja alíquota é estabelecida em percentagens variáveis. conforme o valor da matéria tributável. artigo por artigo. como. Assim. É o que ocorre em relação ao Imposto de Renda. o Imposto sobre Serviços pago pelo profissional autônomo.ao Distrito Federal e aos Estados não divididos em Municípios instituir. quando. por exemplo.à União instituir. COMENTÁRIOS 6 . Art. já sob a égide da CF de 67. Outros tantos deixaram de existir.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Art. cumulativamente. não tendo. os atribuídos a estes. Por fim. Compete: I . pela Constituição de 1988. com a Emenda Constitucional 1/69. tem-se o ICMS. enquanto outros foram fundidos. nos Territórios Federais. COMENTÁRIOS Trata-se de dispositivo parcialmente superado. nenhuma pertinência na atualidade. 154. novos impostos foram criados. da CF). II . se aqueles não forem divididos em Municípios. o IOF etc. cumulativamente. portanto. 18.

Câmbio e Seguro ou relativas a Títulos ou Valores Mobiliários . o Imposto sobre Produtos Industrializados. Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação . Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana . O elenco é enriquecido com a competência residual. agrupando-os da seguinte forma: 1. Patrimônio e renda: Imposto sobre a Propriedade Territorial . e o Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza . a que apresenta maior simetria com a Constituição é a que os examina sob a ótica da competência impositiva da União. 154 da CF e com os impostos extraordinários.ICMS. sendo federais o Imposto de Renda. do Distrito Federal e dos Municípios. levou em consideração a natureza do fato sobre o qual incidem as exações. Imposto sobre Operações de Crédito.IPVA. e o Imposto sobre Transmissão Causa Mortins e Doações .IR.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.ITCMD. diferentemente do CTN que. Produção e circulação: Imposto sobre Produtos Industrializados .ITBI. Temos a divisão de competência estabelecida constitucionalmente nos arts.IPI. Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis e de Direitos a eles relativos .ITR. ao dividir os impostos. 155 e 156. ou o critério econômico. dos Estados. Imposto sobre as Grandes Fortunas. 2.ISS.ITR. Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural . os entes integrantes da Federação. Comércio exterior: Imposto de Importação e Exportação.IPTU. inclusive ICMS e ISS Dentre as classificações de impostos. Imposto de Renda . Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores . 3. 153. os Impostos de 7 . contida nos incisos I e II do art. Os impostos nominados estão divididos entre os entes estatais. só passíveis de cobrança na iminência de guerra externa.IOF. o Imposto sobre Operações Financeiras. artigo por artigo.

Por fim. Surgiu o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores. artigo por artigo. Da competência estadual são o Imposto sobre operações relativas à Circulação de Mercadorias. fuga de capitais. de caráter provisório. o Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural. de competência dos Estados. de competência dos Estados. o Imposto sobre Grandes Fortunas. ingresso de capitais no País e lavagem de dinheiro: É um imposto que tem nítido caráter extrafiscal. típico Imposto sobre Movimentações Financeiras. o ICMS. combustíveis e lubrificantes e minerais) e os impostos sobre serviços de transporte e comunicações. Sob a égide da Constituição Federal de 1988. na esfera municipal temos o Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana. absorve os três impostos especiais (energia elétrica. e instituiu-se o Imposto sobre Movimentações Financeiras. a CPMF. e que açambarcou as doações e também a transmissão de quaisquer outros bens e direitos que não os imóveis. Imposto sobre a Transmissão Inter Vivos. Outra significativa alteração foi a ampliação do fato gerador do Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis Causa Mortis. de competência dos Estados.CPMF. Acrescente-se a este rol a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira . Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza. 8 . o qual serve para o governo federal direcionar a fiscalização quanto à geração de rendas. Os impostos extraordinários são virtuais e constitucionalmente autorizados em caso de guerra e sobre bases já tributadas por outros impostos. o Imposto sobre a Transmissão Causa Mortis e o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores. inclusive ICMS e ISS Importação e Exportação.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.

os nomes vulgares acabam por prestigiar a repartição fiscal. Aduaneiros ou Direitos Alfandegários. COMENTÁRIOS A primeira abordagem que se faz em relação ao Imposto de Importação é quanto ao seu nomen juris. De impropriedade flagrante. no art. batizando o imposto com o nome do espaço físico reservado à fiscalização. 153. referia-se à Tarifa Alfandegária como termo que abrange os dois impostos do Comércio Exterior: importação e exportação. sobre a importação de produtos estrangeiros tem como fato gerador a entrada destes no território nacional. 76. Embora esteja nominado na Constituição Federal e no Código Tributário Nacional como como Tarifa Imposto de Importação. artigo por artigo. 9 . Capítulo II IMPOSTOS SOBRE O COMÉRCIO EXTERIOR Seção I Imposto sobre a importação Art. Alfandegária. Registre-se que as expressões indicadas também servem para nominar o Imposto de Exportação. de competência da União. ao tempo em que usa a nomenclatura “tarifa” como sinônima de “imposto”. “Tarifa” significa lista de preços.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. O imposto. com a Emenda Constitucional nº 1/69. Tarifa são comuns Direitos denominações Aduaneira. valor. inclusive ICMS e ISS O CTN traz a previsão no art. A Constituição Federal de 1967. 19. § 29. alíquota e não espécie tributária.

O objetivo político é propiciar a condução de recursos e surgimento de empreendimentos para áreas que. ao manejar as alíquotas majorantes. artigo por artigo. Como instrumento político. respeitado o 10 . inclusive ICMS e ISS Características. sem o rigor imposto pelo princípio da anterioridade. A flexibilidade das alíquotas faz com que a legislação tributária do imposto em comento entre em vigor imediatamente. não é absoluto o poder de majoração. Neste sentido. o disposto no § 1° do art. Neste sentido. está adstrito aos limites mínimo e máximo estabelecidos em lei. dificilmente. destinado à proteção dos produtos nacionais. Considerado um dos mais antigos impostos do mundo. socorrendo determinada área. como ocorre com a criação de zonas de livre comércio ou zonas francas. As alíquotas são aumentadas quando se deseja diminuir as exportações e diminuídas quando. eis que o Executivo. 153 da CF. o tributo de que se cuida é utilizado para corrigir distorções socioeconômicas nacionais. Daí a liberação de sua majoração.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. tendo secundário significado como fonte de receita. a abertura do comércio exterior. é aconselhável. Entretanto. ao contrário. Como instrumento de política econômica. 150. não poderia o Imposto de Importação sofrer as duras limitações das demais exações. CF). há previsão constitucional expressa (§ 1°. politicamente. do câmbio e do balanço de pagamento. ao incremento de soluções na área do comércio exterior. naturalmente. Trata-se de imposto com objetivos de política econômica. art. tem como principal característica a extrafiscalidade. presta-se para atender às oscilações do mercado internacional. despertariam maior interesse econômico. Por vezes.

pode ele eleger um acontecimento econômico. um fato material ou um negócio jurídico. não havendo definição quanto ao específico momento de sua realização. similares aos nacionais etc. Fato gerador. artigo por artigo. Como a hipótese de incidência é livremente escolhida pelo legislador. É o que se denomina. por exemplo. sem destaque formal. pois a carga tributária tende a ser suportada por terceiro. escolheu o legislador uma situação fática . classificando-os como supérfluos. de “imposto por dentro”. O certo é que o fato gerador do Imposto de Importação é instantâneo.vinda do estrangeiro. o ônus pelo tributo gerado se integra ao preço. Com efeito. anteceda à ocorrência do fato gerador. O art. com ânimo de ser internada no País. Quanto ao imposto em análise. mas esta situação fática deve estar atrelada a uma situação jurídica. se para este País não se destina. em linguagem vulgar. utilizando-o como passagem.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. ou seja. 19 do CTN não define com perfeição o fato gerador do imposto em comento. não supérfluos. o Imposto de Importação é um tributo indireto. uma mercadoria pode ingressar no Brasil e não ocorrer o fato gerador. Além da extrafiscalidade. porque. apenas. porque não basta a ocorrência do fato ali indicado para que se tenha o fato imponível.entrada de mercadoria no território nacional -. muito embora não ocorra a transferência de forma clara e objetiva. inclusive ICMS e ISS princípio da irretroatividade. É seletivo porque a incidência tributária observa a qualidade de cada um dos bens. 11 . Não basta o ingresso do produto estrangeiro no território nacional para que se dê a incidência.

ao reportar-se ao fato gerador do imposto.-lei 37/66. exige-se a declaração de importação para o despacho aduaneiro (art. porque. Se a mercadoria adentrar-se sem que esteja acompanhada do documento que a identifica. Adhemar Maciel. tem-se como ilícita a operação. no qual é dito qual a mercadoria importada. 23 e 44 do Decreto-lei 37/66. “o reconhecimento de fato jurídico já ocorrido”. artigo por artigo. enquanto o CTN define o elemento material. o decreto-lei define o elemento temporal. É.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. nas palavras do Min. Como visto. para delimitar-se a hipótese de incidência. em depósito na zona primária. inclusive ICMS e ISS Contudo.território nacional . E. quando se tratar de mercadoria despachada para consumo. o fato gerador em exame exige um elemento espacial .momento da entrada. Tendo aplicação imediata a lei que majora a alíquota do imposto. e com procedimento de desembaraço já iniciado. 44). o simples ingresso da mercadoria. tem-se como completado o fato gerador do imposto (art. diz que. muitas vezes já descarregada do navio ou aeronave. É de suma importância a determinação do momento em que ocorre o fato gerador do Imposto de Importação. sabendo-se que não está ela sujeita ao princípio da anterioridade. A entrada é considerada como território aduaneiro. O diploma em referência. vem a sofrer os efeitos de uma majoração do imposto. 23). Conseqüentemente. entregue a declaração. 19 do CTN seja feita em conjugação com os arts. 12 . O tempo é a entrega da declaração ou do manifesto. é preciso recorrer ao Dec.e outro temporal . em razão da escolha da legislação que deve reger a espécie. exige-se que a leitura do art.

Há. a partir do Supremo Tribunal Federal. tem entendido que a expedição de guia é um mero expediente burocrático. ainda. a fim de evitar o arbítrio. 23 do Dec. Daí os preços de referência. O Dec. inclusive ICMS e ISS O Poder Judiciário. 13 . Vozes autorizadas.11. harmonizando os preços do mercado interno com o externo.-lei 37/66 é o texto básico do Imposto de Importação.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. A variação de alíquota pelo Executivo. 19 do Código Tributário Nacional a disposição do art. sem repercussão quanto ao fato gerador. incidindo a lei nova se ainda não foi expedida a declaração ou manifesto. de 18.-lei 37. vem entendendo que o simples ingresso do bem não obsta à aplicação da lei de majoração. mas traz alguns problemas de ordem econômica para o importador. em reiterados precedentes. constantes das resoluções do Conselho de Política Aduaneira. 19 do CTN. os que pugnam pela imutabilidade da lei de regência. rechaçam o entendimento jurisprudencial. com a fixação de pautas de valor mínimo. exigindo-se que sejam elas acompanhadas de motivação expressa. é muitas vezes utilizada para evitar o dumping. em nome da segurança jurídica. diante de um aumento exacerbado e imprevisível da alíquota. O STF. vem sendo seguido pelos Tribunais. dando literal interpretação ao art. JURISPRUDÊNCIA “É compatível com o art. o que faz ter o imposto objetivo político. a partir da expedição da guia de importação.1966” (TFR -Súmula 4). artigo por artigo. O entendimento é técnico.

2.1981. Matéria dirimida pelo Pleno deste 14 . Resolução do CPA. Min. RE 91337/SP. O fisco tem o direito de alterar a alíquota dentro dos limites legais (Constituição [1967 c/c EC nº 1/69]. Momento da ocorrência do fato gerador. tendo em vista o fato gerador do tributo. Majoração de alíquota.rel. rel. j. Inexistência de contradição ou antinomia entre a norma genérica do art. Jurisprudência do Supremo Tribunal Federal em dissídio com a decisão recorrida. RE 94167/RJ. Código Tributário Nacional. Cordeiro Guerra. j. 23 do Dec. 19. inclusive ICMS e ISS 1. 19 do CTN e a norma específica do art. DJU 29. Assim.02. Tributário. 2. j.1978). artigo por artigo. de 27. no tempo e na circunstância. art. 23 do Dec.. Min. tal imposto deve ser calculado na consideração da alíquota vigorante no dia desse fato. 3.-lei 37/66 (compatibilização). Imposto de Importação. Compatibilidade do art. 5. Incidência do imposto com a alíquota majorada. e o condicionamento de indeclináveis providências de ordem fiscal. Agravo regimental em recurso extraordinário. 1. Min. 1. em se tratando de mercadoria despachada para consumo. 05. Fato gerador. 1. Entrada de mercadoria importada no território nacional em data posterior à vigência do Dec. o fato gerador do Imposto de Importação é a entrada.05. Pelo que dispõe o art. Improcedência do argumento de que o contribuinte adquiriu o direito de calcular o imposto na consideração da alíquota vigorante no dia em que foi expedida sobredita guia. Necessidade de sua motivação.02. Dec. Constitucionalidade do diploma legal editado pelo Poder Executivo Federal. Antonio Neder. Soares Muñoz. Pleno.04. Recurso extraordinário conhecido mas não provido (STF.471.-lei37/66 com o art. rel. 05. Incidência.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Imposto de Importação.1995 [revogado pelo Dec.1981). ao fixar pauta de valor mínimo. I).1981). porém a complementam para tornar precisa.03. 19 do Código Tributário Nacional. 4. e não no dia em que foi expedida a guia de importação. Precedentes do STF.1995].05.427. 06. Fato gerador. Imposto de Importação.1978. RE 72874/SP . art. não a desfiguram nem contraditam. 21. DJU 20. Constitucional. no espaço. Recurso extraordinário conhecido pelo segundo fundamento e provido (STF.1980. posto que a caracterização de um necessário momento naquela não previsto. no território nacional. 1ª T. 19 do Código Tributário Nacional. Recurso extraordinário provido para cassar a segurança concedida ao importador pela Justiça Federal de São Paulo e pelo Tribunal Federal de Recursos (STF.09. DJU 22. de 29.. da mercadoria importada.09.-lei 37/66. a ocorrência do fato gerador. 1ª T. Mercadoria despachada para consumo.

1995]. j. Fato gerador. 1427/95.. III. REsp 121617/PR. Recurso extraordinário a que o STF nega conhecimento (STF. 4. este revogado pelo Dec. Divergência pretoriana que não se acha demonstrada. 1.04. O 15 . Recurso especial não conhecido (STJ.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.. o fato gerador.06. Momento do fato gerador. Precedentes. de 27. arts. 2. Dec. Momento do fato gerador. p.02. No caso de importação de mercadoria despachada para consumo. Maurício Corrêa. 18. da mercadoria importada.05. 3. 1ª T. Legitimidade e constitucionalidade decretadas pelo STF. decide a lide de forma contrária àquela desejada pelo recorrente. j. art.06. Guia para importação.08. Dec. Min. O fato gerador do Imposto de Importação é a entrada. art. rel.lei 37/66.1998.2000. 5. 03. conforme orientação do Pretório Excelso sobre o tema (RE 225. para o Imposto de Importação. 1.. o fato gerador ocorre no momento do registro da declaração de importação na repartição aduaneira. Inexiste incompatibilidade entre o art. 150. ou quando do desembarque da mercadoria. Tributário. 1. Francisco Peçanha Martins. Precedentes do STJ e TFR (STJ. Majoração de alíquota.-lei 37/66 (art. Não há que se falar em nulidade de acórdão que. Tributário. 08. art.1998.1981. 1ª T. Antônio Neder. Min. Violação a preceitos da lei processual civil não configurada. Alíquota aplicável. DJU 12. Imposto de Importação. Imposto de Importação. Decreto 1. j. Min.490/95. Improcedência do argumento. Compatibilidade. a. Na importação de mercadorias para consumo. Discussão a respeito de o importador haver adquirido o direito de pagar tal imposto mediante aplicação de alíquota mais favorável.-lei 37/66. Agravo regimental não provido (STF. RE 77604/SP rel. inclusive ICMS e ISS Tribunal. Min. Súmula 4/TFR.2001. DJU 16. Processual civil e tributário. 1. REsp 205013/SP rel. CF. j. Min. consuma-se na data do registro da declaração de importação.2001). 2ª T. p. §1°. 19.06.. 19 do CTN e o Dec.471/95]. CTN. DJU 25. 19 e Dec. artigo por artigo. rel. necessárias ao deslinde da controvérsia. no território nacional.1981.391/95 [alterado pelo Dec. CTN.427/95 [revogado pelo Dec. 19. Imposto de Importação.2001). examinando todas as alegações suscitadas na apelação. Dec. sendo irrelevante o regime fiscal vigente na data da emissão da guia de importação.602. 23). Carlos Velloso). AGRRE 252008/SP rel. Mercadoria para uso próprio. e 153.471. 2ª T.716). DJU 17.08. 1. 23. 1. 25). Mercadoria despachada para consumo.05. Desinfluente a data da expedição da guia de importação para concretização do fato gerador. Humberto Gomes de Barros.

2000.277/MG. Alíquota aplicável. Compatibilidade. arts.-lei 37/66. Min. j. 23. Precedentes do Supremo Tribunal Federal.09.-lei 37/66. Precedentes do STJ e STF. Isenção. Recurso especial não conhecido. Fato gerador. Quebra inferior ao limite técnico permitido de 5% (cinco por cento).2001. Tributário. Ocorrência do fato gerador.471/95] e 1. art.-lei 37/66 e o art. Min.427/95.2001.-lei 37/66. e 60. 1. 2ª T.. os preceitos dos arts.2001). para efeitos fiscais. Súmula 4 do Tribunal Federal de Recursos. Milton Luiz Pereira.. do Dec. Tributário. 19 do Código Tributário Nacional e arts. A alíquota do Imposto de Importação é a vigente no dia do registro alfandegário para o desembaraço e entrada da mercadoria no território nacional. REsp 130230/PR. representa a entrada no território nacional da mercadoria. Dec. Tributário. Compatibilidade. O desembaraço aduaneiro completa a importação e. à espécie. 2ª T.391/95 [alterado pelo Dec.2000).Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Mercadoria importada a granel. conseqüentemente. A política de comércio exterior orienta o aumento ou redução da alíquota aplicável na concretização do fato gerador. Ari Pargendler. Não há qualquer incompatibilidade entre o art. inclusive ICMS e ISS contribuinte não tem direito ao regime fiscal vigente na data da emissão da guia referenciada. DJU 05. 09.05. 1° e 23 do Dec. Decisão unânime (STJ. 41. Franciulli Netto. Imposto de Importação.1998.03. 41. 1. 2. 23 do Dec. rel. III. Multifários precedentes. DJU 28. Compatibilidade entre o art.Inaplicáveis. 23 do Dec. nos termos do entendimento firmado pelo Pretório Excelso. Mercadoria isenta. 1. parágrafo único. nos casos de mercadoria importada a granel sob regime de isenção. 1ª T.06. 143). Recurso sem provimento (STJ. Recurso especial conhecido e provido (STJ. este revogado pelo Dec. Recurso especial provido. rel.-lei 37. Imposto de Importação. artigo por artigo. art. 08. Min.471/95]. Inversão da sucumbência. 19 e Dec.-lei 37/66.. 19 do CTN. 2. III. 06. 23 do Dec. REsp 78. Imposto de Importação. e o art. Decs. j. presumida a ausência de responsabilidade do transportador. rel. Fato gerador. nos termos do art. não responde este pelo pagamento do Imposto de Importação face à inexistente previsão legal para tanto . REsp 185418/SP. 1. Quem promove a importação de mercadoria sem ter a guia de importação sujeita-se ao regime legal vigente na data em que a obtém. 1.427/95 [revogado pelo Dec. parágrafo único.05. de 1966. e 60. j.-lei 37/66. CTN. Art. 3. p. DJU 19. Ocorrendo quebra ou perda inferior a 5% (cinco por cento). Responsabilidade tributária. Necessidade de fixação de critério temporal para que se complete. Não obstante o fato gerador do Imposto de 16 . 19 do Código Tributário Nacional.02.

03.01. Recurso especial a que se dá provimento. Assim.-lei 2. do embarque do bem estrangeiro e do ingresso do mesmo no território nacional (TRF-2ª R. 1. Alteração de alíquota.717).1997.. é devida a alíquota do Imposto de Importação prevista no Dec. Tributário. Tributário.472/88]. torna-se necessária a ‘fixação de um critério temporal a que se atribua a exatidão e certeza para se completar o inteiro desenho do fato gerador’. descascado. 1° do Dec. Assim. REsp 203815/RJ. 19 do CTN/66. Majoração de alíquota. Juiz Teori Albino Zavascki.1996. Dec. 288). 04. 2ª T. 1. Tributário.0201428-8/RJ. Inversão do ônus da sucumbência (STJ. p. Min. Imposto de importação. DJU 02. Dec. Momento definidor da obrigação tributária ocorre com a entrada da mercadoria no território 17 .1995.. 1.1999).-lei 37/66 [este artigo possui redação alterada pela Dec. AMS 96. artigo por artigo.05. Procedente dos Estados Unidos da América. 25.471/95].. Incidência sobre importação de veículo já embarcado.09084.1999. José Delgado. j. o imposto sobre a importação de produtos estrangeiros tem como fato gerador a entrada destes no território nacional (art.06.471/95]. 2. DJU 03. de 29. Mandado de segurança. Irrelevantes as datas da celebração do contrato de compra e venda. quando se tratar de mercadoria despachada para consumo. Juíza Valéria Albuquerque.. Fato gerador complexivo e continuado. Porém. 52. na repartição aduaneira.06. 23 do Dec. da declaração de importação (art.1997. inclusive em relação às importações já em curso e cujas guias não estavam registradas na repartição aduaneira na data de sua entrada em vigor (TRF-4ª R. embora o fato gerador do tributo se dê com a entrada da mercadoria em território nacional. inclusive ICMS e ISS Importação se dê com a entrada da mercadoria estrangeira em território nacional.08. ‘com a entrada no território nacional da mercadoria que contar como tendo sido importada e cuja falta seja apurada pela autoridade aduaneira’. p. 05. 1ª T.-lei 37/66). rel. nos termos precisos do parágrafo único do art. considera-se ocorrido o fato gerador na data do registro. j.09. Nos termos do art. 1. 3. 19 do CTN/66). A alíquota incidente sobre as importações de mercadorias despachadas para consumo é definida pela norma vigente no momento da efetivação do registro da declaração de importação na repartição alfandegária..427/95 [revogado pelo Dec. rel. rel.-lei 37/66. j.427/95 [revogado pelo Dec.1997.07. 1. AMS 96. Impetrante que pretende eximir-se de aumento de alíquota do Imposto de Importação incidente sobre trigo em grão. DJU 09. Fato gerador. Imposto de importação.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. ele apenas se aperfeiçoa como registro da Declaração de Importação no caso de regime comum e. 4ª T.

1997. O produto importado estará sujeito ao pagamento do imposto respectivo pela alíquota vigente no momento da ocorrência do fato gerador.03. rel. 2ª T. Majoração de alíquota. que é prévio ato administrativo. art. 2. rel. RE-AgR 441537/ES.471/95 ].427/95 [revogado pelo Dec.09. não constituindo fato gerador de tributo. inclusive ICMS e ISS nacional (art.2006. AMS 93... III. II. da declaração apresentada pelo importador (art. 3. j. Tributário. Constitucional. 1. pela relevância econômica da relação jurídica com reflexos na política cambial e no comércio exterior do País. IV e V. Eros Grau. DJU 29. Apelação não provida (TRF-3ª R. 19 do CTN). Imposto de importação. 150. Tributário. rel. § 1°). Precedentes. III. Mantida a decisão monocrática. Agravo regimental no recurso extraordinário. atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei. Juiz Alberto Nogueira. 64).Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. II.09004-1/SP. É inquestionável o caráter nitidamente extrafiscal do Imposto de Importação. é que a lei que institua ou majore tributos seja anterior ao fato gerador. I.09. alterar as alíquotas dos impostos enumerados nos incisos I. Min.1997. 150.0213217-0/RJ.2006. MAS 96. DJU 25. No caso.04.11. Imposto de Importação. É facultado ao Poder Executivo alterar as alíquotas (art. p. Precedente do STF. Se a política de comércio exterior impõe que se aumente ou reduza o valor de alíquota entre a importação. 23 do Dec. 1.06.. Fato gerador. no § 1° do art.for posterior à vigência do diploma legal. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal fixou entendimento segundo o qual é aplicável a majoração de alíquota prevista no Dec. p. DJU 03. Alíquota. faculta ao Poder Executivo. Agravo regimental a que se nega provimento (STF. Juiz Homar Cais. porque a esta não tem direito o importador enquanto não concretizado o fato gerador. Imposto de Importação. 51). a. j. a chegada da mercadoria ao país e o momento de seu desembaraço aduaneiro. 05.entrada da mercadoria no território nacional . 153. 101698).1997. na repartição aduaneira competente. Dec. 1° .. 1.1997. art. 150. se o fato gerador do imposto . artigo por artigo. a.2ª R. 2ª T. Possibilidade. 1. o decreto que alterou as alíquotas é anterior ao fato 18 . j. 4ª T. CF. 25. 21 do CTN)..427/95 [revogado pelo Dec.07. 1. Fato gerador do Imposto de Importação de mercadoria despachada para consumo considera-se ocorrido na data do registro. os quais são excepcionados da regra da anterioridade (Constituição Federal. tanto que a Constituição Federal. no art. Alteração de alíquota. não se pode invocar o princípio da segurança jurídica como respaldo a invocado direito ao pagamento de alíquota menor. e não a partir da emissão de guia de importação. Recurso improvido (TRF. p.-lei 37/66). O que a Constituição exige.471/95].

ICMS. manifestou-se. 31. rel.11. 1. Francisco Peçanha Martins. 1. 57). Entrada de mercadoria importada no território nacional em data posterior à vigência do Dec. DJ 11. rel. Recurso especial provido (STJ.05. in verbis: ‘O imposto de importação tem como fato gerador a entrada de produtos estrangeiros no território (CTN-66. REsp 205013/SP.571). Min. 2ª T.02. Imposto de Importação. ‘No caso de importação de mercadoria despachada para consumo. de 29 de março de 1995 [revogado pelo Dec.3378/SP. 2ª T. Agravo regimental em recurso extraordinário. 1. Nessa linha de pensamento exteriorizaram em diversos arestos as Cortes Superiores: o Supremo Tribunal Federal que. José Delgado.07.2003). da declaração apresentada pelo importador (Dec. Imposto de Importação. em se tratando de mercadoria 19 . Tributário.. Desembaraço aduaneiro.1999. Fixou-se em Plenário. 06. em 06. REsp 139658/PR. no julgamento da ADIn 1293/DF. DJU 26. Eliana Calmon. Agravo regimental não provido (STF. ocorre no momento do desembaraço aduaneiro. DJ 25.2001. art.2001. Majoração de alíquota. Tratando-se de mercadoria despachada para consumo.02. DJ 17. inclusive ICMS e ISS gerador do Imposto de Importação. tendo em vista o fato gerador do tributo. Importação.117/PE. Maurício Corrêa.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 2ª T. a data da celebração do contrato de compra e venda ou a do embarque ou a do ingresso no país de mercadoria importada’. j. artigo por artigo. Matéria dirimida pelo Pleno deste Tribunal. consuma-se na data do registro da declaração de importação’ (REsp 313. E ainda: ‘Imposto de Importação.2000. Min.2005.2001. Constitucional.. Variação cambial. Tributário.10. Min. Humberto Gomes de Barros. O fato gerador do ICMS.02.2007. Incidência do imposto com a alíquota majorada. rel. rel.471/95]. a jurisprudência do Supremo Tribunal no sentido de que. RE-AgR 252008/SP. 1. Min. 1. João Otávio de Noronha.06. Ocorrência.p.2007. sendo irrelevante. rel. Precedentes: RESP 250. Fato gerador. 44). 2.2002. rel. Constitucionalidade do diploma legal editado pelo Poder Executivo Federal. DJU 01. 19). Francisco Peçanha Martins.09. Tributário. DJ 09. Min. DJ 28. 23 c/c art. rel.2002. considera-se ocorrido o fato gerador na data do registro.. REsp 552852/PE. o fato gerador. Milton Luiz Pereira. art. p. Fato gerador. na importação de mercadorias. j.08. Carlos Velloso. rel. DJU 16. AI-AgR 420993/PR. para o imposto de importação. 2. 137). III. Momento ao fato gerador.379/PE. na repartição competente. Min.05. 2. para esse efeito específico. Agravo não provido (STF. REsp 213909/PR. DJ 05.02. Min.2005. p. j. RE 91. Min.-lei 37/66. rel. Incidência. 08.1980. Min. EDcl no AgRg no REsp 170163/SP.08.427.

08. aplicando-se a alíquota vigente na época’ (REsp 250379/Peçanha Martins.1980. 2. Momento da ocorrência. Min. Recurso especial provido (STJ. 1ª T. Fato gerador. Compatibilidade do art. 23 do Dec. DJ 09. e: ‘Na importação de mercadorias para consumo. para consumo próprio. DJ 05. 19 do CTN’ (EAREsp 170163/Eliana Calmon. o fato gerador. Tributário.-lei 37/66. ‘Jurisprudência pacífica do STJ. rel. da declaração de importação.602. DJ 25.2005.o fato gerador do Imposto de Importação ocorre na 20 . o fato gerador ocorre no momento do registro da declaração de importação na repartição aduaneira. porém rejeitados’ (ERE 91.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. considera-se ocorrido o fato gerador do Imposto de Importação a data do registro na repartição aduaneira da declaração feita para fins de desembaraço aduaneiro. o fato gerador ocorre na data do registro. DJ 18. o qual é compatível com o art.566). artigo por artigo. Prevalece a regra geral insculpida no art.-lei 37/66. 19 do CTN e o Dec.08.2002).1980. Inexiste incompabilidade entre o art. Imposto de Importação.-lei 37/66 e o art. 3. na repartição competente. Carlos Velloso)’ (REsp 205013/Peçanha Martins. consoante o disposto no art. 23. Precedentes.309-2/SP.2006. ou quando do desembarque da mercadoria.2001). 1.06. Território nacional.-lei 37/66 dispõem que o imposto de importação tem como fato gerador a entrada da mercadoria de procedência estrangeira no território nacional. Entrada. conforme orientação do Pretório Excelso sobre o tema (RE 225.-lei 37/66. para o Imposto de Importação. rel. j. DJU 14. 23 do Dec.09. Quando se tratar de mercadoria destinada ao consumo. STF. consuma-se na data do registro da declaração de importação.04. p. 2. 23 do Dec. Fato gerador. 19 do Código Tributário Nacional na importação de bens de capital . Ausência de incompatibilidade entre o art. 260). A regra geral prevista nos arts. Min. Embargos conhecidos. o fato gerador ocorre no momento do registro da declaração de importação na repartição aduaneira. 23 do Dec. 19 do CTN e o art.03.-lei 37/66. ‘O STF já proclamou inexistir incompatibilidade do art. Bens de capital. REsp 670658/RN. Na importação de produtos do exterior. 23 e 24 do Dec. inexistindo incompatibilidade entre o art. 12. no sentido de que o fato gerador do Imposto de Importação ocorre com o registro da declaração de importação na repartição aduaneira.. sendo irrelevante o regime fiscal vigente na data da emissão da guia de importação. 19 do Código Tributário Nacional e 1° do Dec. 19 do Código Tributário Nacional com o art. 3.-lei 37/66. 19 do CTN com os arts. o STJ assim tem se pronunciado: ‘No caso de importação de mercadoria despachada para consumo.2002). Cordeiro Guerra. rel. Min. Precedentes do STJ e STF’ (REsp 121617/Humberto). Pleno. Luiz Fux. 19 do Código Tributário Nacional. inclusive ICMS e ISS despachada para consumo.09. Seguindo essa mesma linha de orientação. p.

11.11. Humberto Gomes de Barros. 1ª T. o qual se inicia com o registro da declaração de importação.11.05.2003. Desembaraço aduaneiro. Imposto de Importação. Assim. é regido pela lei vigente à época. do CTN. Castro Meira. 1.06.. No caso de importação de mercadoria despachada para consumo.2005. consuma-se na data do registro da declaração de importação. REsp 313117/PE. Momento do fato gerador. p. A declaração de importação . 202).Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 2ª T. DJU 14. AgRg no REsp 49697/RJ. Veículos automotores. 2. 08. 116. Na hipótese. 2ª T. Tributário. Min. 232). REsp 157162/SP rel. Imposto de Importação. Preliminares rejeitadas. rel. O fato gerador do imposto de importação é a data da entrada da mercadoria no território nacional e não a data da emissão da guia de importação. Portarias 73/91 e 938/91. para o Imposto de Importação.1. I. REsp 328835/SC.391/95 e 1.. Min. DJU 17. 366). Precedentes do STJ e STF (STJ. Mercadoria despachada para consumo. Apelação e remessa oficial providas. 1. rel. p. Art.427/95 [revogados pelo Dec. DJU 01. O lançamento fiscal. 03. p. j. portanto deve ser aplicada a alíquota prevista em seu bojo. o fato gerador. 3. Tributário e processual civil. 4. j.08. Ausência de registro por decurso do prazo. O fato gerador do Imposto de Importação perfectibiliza-se com o desembaraço aduaneiro. Tributário. 2.2003. 1.10.08.Fato gerador.atual denominação da guia de importação . 236)..não gera ato jurídico perfeito ou direito adquirido à aplicação da alíquota vigente ao tempo de sua emissão. 1. 2.-lei 37/66. Abandono. Decs. 23 do Dec. Ocorrência. Castro Meira. A preliminar de ausência de prova da recusa da repartição fazendária em proceder ao registro 21 . Imposto de Importação. DJU 30. Min.2005.427/95. em relação ao fato gerador.2004. j. 21. Fato gerador do Imposto Sobre Importação: momento da entrada da mercadoria no território brasileiro. rel. Tributário. 2ª T. Castro Meira.2005..2004.2005. 3. Min. artigo por artigo. Agravo regimental improvido (STJ. Recurso especial conhecido e provido (STJ. p. 19 do CTN c/c art. o desembaraço ocorreu na vigência do Dec. Recurso especial improvido (STJ. j. As Declarações de Trânsito Aduaneiro anexadas aos autos provam que as mercadorias foram introduzidas no Brasil. 1471/95] . 03. deve ser rejeitada a preliminar de ausência de prova pré-constituída quanto à data de introdução das mercadorias no Brasil. 4. Registro da declaração de importação: art. inclusive ICMS e ISS entrada dos produtos estrangeiros no território nacional.

7ª T.04. j. Apelação improvida (TRF-1ª R. 461.. o registro não é mais possível e a mercadoria é considerada abandonada. 4. rel. j.2003.05.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. inclusive ICMS e ISS da declaração de importação confunde-se com o mérito. rel.099427-9/MG. 2.-lei 37/66. não importando se as mercadorias desembarcaram no mesmo navio e na mesma data.030/85 [revogado pelo Dec. sendo considerado o fato gerador do Imposto de Importação a entrada da mercadoria no território brasileiro. donde surgir ao importador a necessidade de recolher aos cofres públicos o montante respectivo. p..-lei 37/66 com o art. 571). 5. em 24. DJU 12. Juiz Miguel Ângelo de Alvarenga Lopes j. Imposto de Importação. Descabida nova cobrança do imposto. 2ª T. 23 do Dec. I.2004. 6.12.364188/MG. 22 . 3. 23 do Dec. nos termos do art.11.04.-lei 37/66 com o art. 19 do CTN.rel. Mercadorias que embarcaram em outro navio e em outra data.2006. início do despacho.01. O fato gerador do Imposto de Importação ocorre no momento do registro da declaração de importação. O impetrante inviabilizou o registro da Declaração de Importação.2006. DJU 17. 22. Tributário. Precedentes deste Tribunal e do STF.01. Peças liberadas pelo relator. ficando inalterado o aspecto temporal do fato gerador do imposto. 19 do CTN. artigo por artigo. p. AMS 1999. Recolhimento integral do imposto. combinado com o art. Dec. p.543/2002]). 49). 4.2006.. 3ª T.01. Não havendo. Guia de importação 1.01. Fato gerador. 54). que é aquela vigente na data de seu ingresso no país. Alíquota. 116. já que tal circunstância constou em declaração complementar. AMS 96.. O Pleno do STF pacíficou a matéria no sentido da compatibilidade da regra do art. O fato gerador do imposto de importação ocorre com a entrada da mercadoria em território nacional. DJU 29. Imposto de Importação. Desembaraço. para publicação do acórdão (TRF-1ª R.00. A guia de importação somente autoriza a entrada de mercadoria no Território Nacional.2007. Declaração de Importação. 24.. durante esse prazo. 3. 91. pois deixou transcorrer o prazo para dar início ao despacho aduaneiro (art. Tributário. Registro da Declaração de Importação. Juiz Roberto Jeuken.2006. Compatibilidade do art. Juiz Luciano Tolentino. 23 do Dec. ocorrido no momento do registro da Declaração de Importação na repartição aduaneira. 03. 19 do Código Tributário Nacional. donde não se justificar que o contribuinte recolha novamente o imposto e em outro momento peça a sua restituição (TRF-3ª R. do CTN). AMS 36375/SP.. Apelação e remessa oficial providas. que se dá com o registro da Declaração de Importação na repartição aduaneira. sendo este o momento considerado como ocorrido o fato gerador (art. sendo irrelevante a sua data para fixação da alíquota do Imposto de Importação.

-lei 37/66. 3.2006. 1. harmoniza-se com o perfil constitucional da regra matriz desse tributo na medida em que reconhece. Imposto de Importação. Tratando-se de mercadoria destinada a consumo. II. para fins tributários. escorreita a atuação do Fisco ao constituir o crédito remanescente. III. Fato gerador. rel. artigo por artigo. 371). Momento de ocorrência do fato gerador.07. Na importação de mercadorias despachadas para consumo. e segundo a delimitação constitucional da regra matriz tributária. 19 do Código Tributário Nacional. 6. Tributário.2005. que fixa a data do registro da declaração de importação na repartição 23 .427/95 [revogado pelo Dec. Apelação em mandado de segurança.-lei 37/66. Fato incontroverso. 1.2006.-lei37/66. 4. O fato gerador do Imposto de Importação ocorre com a entrada do produto importado no território nacional. 23 do Dec.08.. consubstanciado no auto de infração atacado. 19 do CTN. a data da conclusão do negócio jurídico de aquisição do bem importado. 86 e 87 do Regulamento Aduaneiro [revogado pelo Dec. 07. 23. p.08. Revogada a Resolução CPA 05-0392 quando do registro da declaração de importação. nos autos. 4. do Dec.-lei 37/66.-lei 37/66. AC 22632/SP..06. p. À luz do art. complementado pelo art.543/2002]. 27.. aplica-se a alíquota vigente à data do registro da declaração de importação. vigente à época da concretização do fato gerador. 2. em território nacional.. inclusive ICMS e ISS Tributário. Juíza Cecília Marcondes j. Incidência do art.2005. 301). 23 do Dec. Aspecto temporal do fato gerador do tributo. o registro da declaração de importação. REOMS 187700/SP. j. Inversão do ônus da sucumbência (TRF-3ª R. Dec. 19. o qual inicia o procedimento de desembaraço aduaneiro. Constatado que o registro foi providenciado antes do advento do diploma que aumentou a alíquota do Imposto de Importação. a alíquota exigível é aquela vigente na data do registro da declaração de importação no ato do desembaraço aduaneiro. 23 do Dec. Anulatória de débito fiscal. I. Remessa oficial desprovida (TRF-3ª R. sendo irrelevante o dia de ingresso do produto estrangeiro. rel. Registro anterior à majoração. a destinação para consumada mercadoria objeto do despacho aduaneiro. 6ª T. Arts. CTN. a hipótese de incidência do Imposto sobre Importação traduzse na chegada. Art. Art. como momento de aperfeiçoamento da obrigação tributária do imposto incidente sobre mercadorias despachadas para consumo. a teor do art. Sentença reformada. do produto estrangeiro. ao país. Alteração de alíquota. DJU 21. 3ª T. Imposto de Importação. 23. 5. Juiz Mairan Maia. Imposto Sobre Importação. 1. Direito adquirido.471/95]. Dec. O art. Art.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. não importando. reconhecese o direito adquirido ao pagamento do tributo pela alíquota menor. DJU 10. 1.

Ao contrário. p. AMS 170. da Lei 8.01. Não tendo sido efetuada a declaração de importação das mercadorias importadas. Desembaraço aduaneiro. 02. p. 2.10. AMS 2000.2005. autorizou o Poder Executivo a alterar a forma de fixação e a periodicidade da taxa de câmbio.2000.2006. Juiz Vivian Josete Pantaleão Caminha. nem alteração da base de cálculo ou da alíquota. conseqüentemente. momento que se dá o desembaraço aduaneiro da mercadoria. Taxa de câmbio. O art.427. DJU 22. Aduaneiro. 6ª T. Juiz Lazarano Neto. O desembaraço aduaneiro completa a importação e.. a base de cálculo será simplesmente o resultado aritmético da conversão do valor expresso em moeda estrangeira com a taxa vigente.04. O fato gerador do Imposto de Importação nasce com a entrada das mercadorias em território nacional e perfectibiliza-se no momento do registro da declaração de importação para o desembaraço na repartição aduaneira. Ocorrência do fato gerador.981/95.03. para esse 24 .03. do CTN. Momento da perfectibilização do fato gerador. representa. quando da entrada em vigor do Dec. Tributário. Apelação a que se nega provimento (TRF-3ª R..2006. e art. rel. da Constituição Federal. 3. j. para efeitos fiscais.-lei 37/66.. não havendo que se falar na existência de direito adquirido à utilização de determinada taxa de câmbio fixa. a. de 29 de março de 1995 [revogado pelo Dec. 848). 396). na hipótese de ser destinado a consumo. DJU 26.855/SP. O fato gerador do Imposto de Importação ocorre por ocasião do registro da Declaração de Importação.044496-8/PR. A legislação tributária aplicável à operação de importação é aquela vigente à época do fato gerador. A alíquota incidente sobre as importações de mercadorias para consumo é definida pela norma vigente no momento em que se efetivou o registro da declaração apresentada pelo importador à repartição alfandegária competente. 1. 1. 1.626. Majoração de alíquota. a entrada no território nacional da mercadoria. 105. Tributos. Imposto de Importação. 106. 1ª T. Ação ordinária.. porquanto. Portanto. inclusive ICMS e ISS aduaneira. a variação do câmbio da moeda estrangeira não representa majoração do tributo. Ademais. 2. é legítima a incidência da exação. nos termos do art. III. de 10.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. arts.471/95]. 3. Dec. sendo irrelevante. Dec. artigo por artigo. 3. e não com a simples entrada física desta no território nacional. j. 2. a alíquota do Imposto de Importação é a vigente no dia do registro alfandegário para o desembaraço e entrada da mercadoria no território nacional. Legalidade.04. rel. Tributário. 23 e 44. 05. submetendo-a à livre flutuação do mercado. 1. não agiu com excesso de poder o Executivo ao alterar a taxa de câmbio. em coerência com a política econômica global adotada à época (TRF-4ª R.04. Importação.2005. 150.

levado a leilão. bem como era previsto no art.2003. ao tempo da importação. AC 000.. No Imposto de Importação. 20 do CTN.quando a alíquota seja ad valorem. para entrega no porto ou lugar de entrada do produto no País. o imposto corresponderá a cada unidade destacada. leva em conta um determinado fato. O quantitativo estabelecido é a base de cálculo que serve de suporte ao conteúdo da obrigação tributária. tida por interposta. Assim. Todo imposto. 4° do Dec. 386). é o valor tributável. para ser cobrado.-lei 37/66. a data da celebração do contrato de compra e venda relativo ao bem importado. mensurando-o do ponto de vista econômico. 20. volume. é fixada levando em consideração a unidade ou quantidade do bem importado.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. expressa em uma medida determinada pelo peso. metro. no art.10. ou seu similar. referida no inciso I do art. peça etc. inclusive ICMS e ISS específico efeito. alcançaria. Art. Apelação e remessa oficial.11. indica três bases de cálculo distintas. A base de cálculo do imposto é: I . 22. o preço da arrematação.00. o preço normal que o produto. rel. 25 . DJU 12. 1ª T.. 3. providas (TRF-4ª R. A primeira.70.029873-8/PR. o CTN. em uma venda em condições de livre concorrência.2003. II . Juiz Wellington Mendes de Almeida.quando a alíquota seja específica. a unidade de medida adotada pela lei tributária. 20. j. p. Em outras palavras. É a alíquota especifica. COMENTÁRIOS Base de cálculo. já em desuso. III quando se trate de produto apreendido ou abandonado. artigo por artigo.

quando apreendidas ou abandonadas. A base de cálculo do imposto é o preço da arrematação. eventual e episódica. formada por 32 países. Roosevelt Baldomir Sousa. Por fim. de tal modo que. 26 . chegando-se ao art. levando em consideração a essencialidade ou utilidade do produto. convencionou-se uma nova definição de valor. para ás mercadorias estrangeiras levadas a leilão.GATT. As alíquotas são estabelecidas pelo Poder Executivo. para entrega no porto ou no lugar da entrada do produto no País. inclusive ICMS e ISS A segunda base de cálculo leva em consideração o valor do produto. alcançaria em uma venda em condições de livre concorrência. artigo por artigo. o que faz o Imposto de Importação proporcional (inciso II do art.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. ensina que por muitos anos a comunidade internacional. ou seu similar. quando da fixação da alíquota. CTN). a alíquota do produto estrangeiro é majorada. Tem-se aí a “alíquota ad valorem”. Após um evento internacional intitulado Rodada de Tóquio. se houver similar nacional. diz respeito à concorrência que possa fazer o produto estrangeiro à indústria nacional. hoje só usada por sete países. 20. fixada em termos percentuais. Outro aspecto a ser considerado. O CTN chama de preço normal o valor que o produto. tem-se uma terceira base de cálculo. ou seu similar. Observe-se que não se trata do valor de aquisição e sim do preço normal. Em princípio. menor alíquota ostenta. VII do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio . quanto mais necessário. em caso contrário. em Comentários à Lei Aduaneira. utilizava-se da expressão valor aduaneiro. é reduzida.

Verifica-se. necessariamente. preço referência. a discricionariedade do Poder Executivo. a tarefa de fixar o preço de mercado. como todo e qualquer ato administrativo. o que não poderia ser diferente diante da responsabilidade que lhe cabe como negociador internacional e guardião dos interesses nacionais. a discricionariedade não se confunde com arbítrio. por interesses internacionais. um dos órgãos da Secretaria de Comércio Exterior Secex. ou atribuindo o órgão. 27 . o antigo Conselho de Política Aduaneira.. um valor que entende ser o correto. estes atrelados geralmente a acordos disciplinadores da política de preços. supra). Somente em duas hipóteses cabe o arbitramento: quando a mercadoria estrangeira não está acompanhada da documentação legal. para o Estado. o que pode ser feito tomando como referência o preço constante da fatura comercial. dentre os quais a política de proteção aos produtos nacionais. e. cit. inclusive ICMS e ISS Fixação pelo Poder Executivo. é eminentemente política e passa. Há um emaranhado de interesses alienígenas e impositivos que são levados em consideração. portanto. finalmente. firmando uma pauta de valores mínimos por intermédio da Comissão Executiva.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Acirrados questionamentos surgem em razão da fixação do valor das mercadorias A tarefa. ob. Cabe à Secretaria de Comércio Exterior .Secex. seguidos de publicidade. também chamado de preço normal. Entretanto. dos valores das mercadorias. artigo por artigo. Preço de referência é o adotado no interesse de proteger o similar nacional e visa equalizar os preços de oferta quando díspares (Roosevelt Baldomir Sousa. a seu talante. porque todos os valores são adrede estabelecidos.

art. ao final dos quais ficam liberados da incidência. quando se desligam da missão estrangeira. Para facilitar o ingresso de bens estrangeiros no País. quando do desembaraço aduaneiro. do qual destaco. jóias. inclusive ICMS e ISS ignorando-se o valor de aquisição. 9°. Dec.1976). senão com o pagamento dos tributos. como previsto no CTN. já comentado acima. As mercadorias estrangeiras estão sujeitas ao pagamento do Imposto de Importação quando ocorrido o fato gerador. ou quando a documentação apresentase inidônea. lembranças de viagem etc. Entretanto.-lei 37/66). 13.-lei 37/66. 19 e no Dec. situação que dura por cinco anos. bem assim o longo elenco constante do Dec.. foram instituídos regimes especiais.04. livros e revistas. mas sujeitando-a. entretanto. naturalmente. permitindo o ingresso da mercadoria com suspensão do pagamento do imposto. artigo por artigo. Dec. apenas para exemplificar. Observe-se. ao controle fiscal (art. cujo destino não é. quando do retorno ao Brasil (art. a bagagem dos estrangeiros radicados no Brasil há mais de cinco anos e de brasileiros com mais de dois anos domiciliados no estrangeiro. abrangendo roupas. Regimes aduaneiros.455/76).Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. É a chamada quota isencional (art. O referido dispositivo foi 28 . Escapam ainda do pagamento da exação a bagagem do passageiro que ingressa no País. em montante cuja fixação atende aos interesses políticos. objetos pessoais.455. Dec. toda a bagagem dos agentes diplomáticos.-lei 1.-lei 37/66. Isenção de bagagem. há tolerância quanto a bens adquiridos no estrangeiro dentro de um valor limitado pelo Poder Executivo. de 07. ou seja. 3°. por fim. que os bens desembaraçados como bagagens não podem ser alienados.-lei 1. o Brasil.

passam a incidir todos os tributos.543/2002 como aquele que permite o transporte de mercadoria sob controle aduaneiro. Temos. 29 . 267 e seguintes do Dec. definido no art.158-35.2001 (ainda não convertida em lei). caso em que se materializa a responsabilidade.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 252 do Regulamento Aduaneiro (Dec. atualmente disciplinado pelo art. Exemplo freqüente de admissão temporária existe quanto aos veículos importados para uso e circulação na zona franca ou zona de livre comércio e que saem do território especial por período certo. inclusive ICMS e ISS alterado pela Medida Provisória 2. a qual consiste na importação de bens que devem permanecer no País por prazo fixo determinado. bens estes que deverão cumprir uma finalidade. passando a ter a seguinte redação: Art. sendo dispensada quando se tratar de importação ao abrigo de tratado ou convenção internacional. com do pagamento dos impostos incidentes na Há. na hipótese. 4. artigo por artigo. Caso não haja retorno. para assim possibilitar uma eventual taxação.08. com suspensão de tributos. Pode-se exigir ou não a expedição de guia de importação. Os bens devem ser minuciosamente identificados. regime especial de entreposto aduaneiro na permite a armazenagem de mercadoria em local alfandegado de uso público. cuidando a lei tributária de uma garantia futura. ainda. caso seja descumprido o prazo ou a finalidade. 91. 9° O importação estrangeira suspensão importação. fato gerador sujeito a uma condição resolutiva. Das diversas modalidades de regime especial destaca-se o trânsito aduaneiro. de 24.030/85). A legislação brasileira permite duas modalidades de drawback: drawback suspensão e drawback isenção. a admissão temporária.

ainda não convertida em lei até a presente data.. Dec. Dec. que é um espaço físico concedido pelo Ministro da Fazenda. sob estreito controle fiscal.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. depósito ou trapiche). o entreposto aduaneiro temporário. 30 . A primeira espécie do gênero mercadoria perdida é a considerada abandonada. e que servem geralmente para depósito. a título precário e mediante seleção dos interessados por concorrência pública. cujos impostos ficam suspensos pelo prazo de um a três anos. que consistem no regime especial de armazenamento de mercadorias em importação ou exportação. temos o entreposto aduaneiro de uso público. que se constitui em depósito para receber mercadorias para concursos. Chama-se a atenção para as remessas postais internacionais porque. no máximo (art. mas esta incidência sofre suspensão até a exportação. os bens importados com suspensão são absorvidos pelo produto nacional que vai ser exportado. Perda de mercadoria. Esse dispositivo. há uma diferença muito sutil e que consiste na importação de produtos fabricados com matéria-prima importada. também. artigo por artigo. exposições. foi revogado pela Medida Provisória 2. É. No segundo (drawback isenção). hipótese em que há absorção do produto estrangeiro.455/76). inclusive ICMS e ISS No primeiro. Dentre as diversas modalidades.15835/2001. entretanto.-lei 37/66). Se não houver exportação há exigência da exação. Temos. por permanecer na aduana além dos prazos e condições indicados em lei (arts. 58 e 59. serão devolvidas ao remetente. instalação de mercadorias importadas ou exportadas por terceiros usuários. o espaço físico (armazém. 17. em outras palavras. com suspensão de tributos. Além dos regimes aduaneiros especiais. se não recebidas nos prazos estabelecidos.-lei 1. tem a legislação brasileira os chamados entrepostos aduaneiros. feiras de amostra etc.

que sofrem apreensão liminar para posterior imposição de pena de perdimento. a não ser que tenha sido iniciado o despacho aduaneiro. Todos os bens apreendidos são recolhidos à Secretaria da Receita Federal. Uma outra forma de perda é a avaria (perda parcial ou total) e o extravio (perda total). este será entregue ao proprietário da mercadoria. artigo por artigo. A prática é ilegal. ou de importação proibida. Temos.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. arvoram-se depositários dos bens estrangeiros apreendidos ou indicam terceiras pessoas como depositários. após a decretação de perda 31 . na condução de processos criminais de contrabando ou descaminho. Daí o equívoco de alguns magistrados que. as mercadorias importadas irregularmente. após regular processo administrativo. se houver saldo positivo no leilão. violando o Dec. porque. diploma que foi recepcionado pela CF/88 e em nada contraria o Dec. finalmente.-lei 1. O abandono não gera para o destinatário da mercadoria ônus algum. ambas as hipóteses apuradas em procedimento administrativo. como medida acautelatória. A recíproca é verdadeira. como se tivesse sido despachada normalmente.455/76.-lei 37/66 (arts. inclusive ICMS e ISS Também obedecem a tratamento distinto as mercadorias apreendidas. também recepcionado. hipótese em que a desistência obriga ao pagamento da diferença entre o valor da arrematação e o valor da exação. em nome e à ordem do Ministro da Fazenda. 25 e 26). A única possibilidade de utilização de bens importados apreendidos é mediante doação dos mesmos.

ou quando não arrematados em hasta negativa. não responsável pela irregularidade na importação. Pena de perdimento. embora oscilante. Daí a direta interferência da sentença judicial no procedimento administrativo. o qual deve observar os princípios processuais do devido processo legal. a demonstrar que melhor seria aguardar-se a finalização do processo judicial para então proceder-se ao perdimento de bem e com ele a irreversível alienação em hasta. ainda. tem tratado o proprietário inocente como terceiro de boa-fé. o proprietário do bem estrangeiro não foi o responsável pelo irregular internamento. antes de ser mandado a leilão. da ampla defesa e do contraditório. artigo por artigo. ao final do qual é declarada a perda de bens. A jurisprudência. que todos os bens estrangeiros apreendidos sejam encaminhados ao Secretário da Receita Federal. embora sejam independentes as esferas de responsabilidade. para maior dinâmica no processamento dos feitos administrativos e judiciais. 32 . seja a autoridade fiscal comunicada quando da finalização do processo judicial. Independentemente do processo judicial. Por exemplo: o bem apreendido em poder do réu não é de sua propriedade. estes cíveis e criminais.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Preconiza-se. a apreensão de bens importados irregularmente desencadeia a instauração de processo administrativo-tributário. em algumas situações a sentença penal faz coisa julgada na esfera administrativa. Aconselha-se. inclusive ICMS e ISS em benefício do erário. A questão mais complexa existe quando tramitam concomitantemente processo penal e processo administrativo. se comprovado o irregular internamento dos mesmos. como só acontece quando declarada na esfera penal a inexistência material do fato ou quando se verificar a não-participação do réu no fato criminoso. E isto porque.

1. arts. Crédito do imposto pago na importação de país membro do Gatt. destinadas à fixação de pauta de valor mínimo. DJU 05.992/PR. Art. Ilmar Galvão. inclusive ICMS e ISS JURISPRUDÊNCIA As Resoluções do Conselho de Política Aduaneira [hoje. em face da norma do art. 19. 36).433/88].1989). DJU 11.09.10. ou seja. Vitamina E e derivados. Dec. por isso. Soares Muñoz.145/53. Taxa de licenciamento de importação. III. REsp 128200/SP. revogado pelo Dec. 23. Min. 1. 70. DJU 10.10.02. da Constituição Federal de 1988. artigo por artigo. j.182/72 [rectius: Decreto 70.427. 1° da Lei 7. 23.08. Tributário.471/95]. O contribuinte não tem 33 . 1.10.1989. Francisco Peçanha Martins. § 1°. Incidência da Súmula 83/STJ. j.471/95]. 1°. 1ª T.. Precedentes. o valor da mercadoria importada. DJU 31. Em havendo isenção dos tributos federais (STJ. Inconstitucionalidade que se declara do dispositivo legal em referência. IPI. pois tal creditamento constitui incentivo à indústria nacional e. Tributário. Desinfluente a data da expedição da guia de importação para concretização do fato gerador. obedece às normas estabelecidas no Gatt. Recurso não conhecido (STJ. 150. j. Min. rel. A importação da vitamina E. Recurso não conhecido (STF. 23). Tributário. Recurso extraordinário não conhecido (STF. rel. REsp 135. CTN.-lei 2.263/79]. Min. Sua inaplicação à hipótese.11. rel. 83. art. relativo a bem para o ativo fixo. 10 da Lei 2. Tributo cuja base de cálculo coincide com a que corresponde ao Imposto de Importação. sob todas as formas. rel. este revogado pelo Decreto 1. Pleno. Na importação sob regime drawback. recebendo o benefício de alíquota zero.-lei 37/66 (art.690/88 [suspenso por inconstitucionalidade pela Resolução 11/2005.. Min. Dec. § 2°.391/95 [alterado pelo Dec. 25. e 153. somente favorece os produtos nacionais (Lei 4.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Dec.1980). art.. substituído pela Secex]. Guia para importação.1995).080/SP. Alíquota aplicável. do Senado Federal]. 19. 1.. Alíquota zero. 1. CF.427/95 [revogado pelo Dec. j. RE 92978/SP. este parágrafo foi revogado pelo Dec.502/64. 23. Imposto de Importação. § 2° [rectius: art. Gatt. 145. a. Fato gerador. Humberto Gomes de Barras. 1ª T.1980. redação dada pelo art.1994. Dec. devem conter motivação expressa (TFR Súmula 97). 2ª T.162/72. só há isenção do ICMS quando ocorre a suspensão do Imposto de Importação e do IPI.1998. REsp 167. § 2°. Imposto de Importação. O9.1998). art.

Recurso conhecido e provido (STJ.324/97. DJU 31.2001. Humberto Gomes de Barros. É a alíquota vigente nesta data que deve ser aplicada para o cálculo do imposto.-lei 2.04.02. Havendo comprovação. Recurso provido (STJ.-lei 1.. mas quando do registro da declaração de importação na repartição aduaneira (art. Milton Luiz Pereira j. Em se tratando da importação de mercadorias para consumo.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.05. Majoração de alíquota. 23 e 24. Min. Imposto de Importação. Dec.. DJU 28. DJU 28.2001). REsp 198. 13. Ilícito fiscal. –lei 1. 1.1992.445/76. Min. Pena de perdimento de bens. Dec. A alíquota do Imposto de Importação é a vigente no dia do registro alfandegário para o desembaraço e entrada da mercadoria no território nacional. p. 23 do Dec. arts. Lei 8. IPI e lmposto de lmportação. Dec. j. utilizado em contrabando ou descaminho. Veículo novo.-lei 37/66. 2. A política de comércio exterior orienta o aumento ou redução da alíquota aplicável na concretização do fato gerador.1992. Milton Luiz Pereira. rel. Mandado de segurança. Administrativo. Fato gerador.03. Isenção. 15. artigo por artigo. e a eventual boa-fé do contribuinte que realiza operação de 34 . 1ª T. o fato gerador não ocorre no momento da celebração do contrato. não pode ser revogada. A isenção.331/SC.445/76 [na publicação consta Dec. A pena de perdimento do veículo. de que a mercadoria teve clandestino ingresso no território nacional.. ilegalmente importados. independe da prova de boa-fé do contribuinte (responsável pela operação interna com essa mercadoria). Importação. rel. rel. DJU 17.. 29.1995. quando concedida por prazo certo e sob condição onerosa. Recurso improvido (STJ.-lei 1. a decretação do perdimento dos bens.2001.08. Veículo transportador de mercadoria estrangeira destituída de documentação. j. Tributário.02.05.455/76. rel. REsp 15085/DF. Min. 3. Min. j. em procedimento administrativo regular. 1ª T. REsp 264565/PR. 1. inclusive ICMS e ISS direito ao regime fiscal vigente na data da emissão da guia referenciada. 1ª T.1999. 104.2001). Multifários precedentes. V.632). de 27.-lei 37/66). Dec. art.032/90.471. 23. Perdimento de bens decretado pela autoridade competente em procedimento administrativo regular: Segurança denegada. somente tem aplicação quando devidamente comprovada a responsabilidade do proprietário no ilícito praticado pelo motorista transportador das mercadorias apreendidas (STJ. mas no voto consta Dec. REsp 139658/PR.06. Garcia Vieira. 15.1999). 2.05. Tributário. o número correto]. Tributário. 1ª T.

14. Perdimento. Inadmissível a aplicação da pena de perdimento do veículo.. Antônio de Pádua Ribeiro. Tributário. REsp 109710/PR. de 1976.04.Ofensa ao art. p. decretando-lhe a perda. mediante nota fiscal. incabível a pena de perdimento.até por ser pena . 37. j.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.Recurso especial não conhecido (STJ. Aquisição no mercado interno de mercadoria de procedência estrangeira.11. DJU 06. de empresa regularmente estabelecida no mercado interno. 23. 1ª T. A pena de perdimento . j.559). Min. Dec. Min. REsp 23513/RJ.1992. 2ª T.411). Decisão unânime (STJ. II .1996. Recurso da Fazenda não conhecido..11.03. Dissídio pretoriano não demonstrado. Pena de perdimento. I . Pena de perdimento do veículo transportador.897). REsp 15072/DF. não responde por eventual fraude na respectiva importação.12. Boa-fé.Havendo desproporção entre o valor da mercadoria e do veículo que a transporta.1998. Min.1995. Pena de perdimento.. DJU 14.455. rel. p.rel. Veículo transportador. rel..1993.11. A pena de perdimento não alcança quem adquiriu a mercadoria estrangeira. 14.455/76 e art. rel. mercadorias de procedência estrangeira. Ari Pargendler. 2ª T. inciso V.522). 20. Hélio Mosimann. III . do Dec. REsp 34961/ RS.05.1996. p. 11. mediante nota fiscal. 18. Quem. inclusive ICMS e ISS entrada ou saída de mercadoria com ingresso clandestino poderá dar-lhe condição para propor ação de ressarcimento contra o vendedor. rel.não pode abstrair o elemento subjetivo nem desprezar a boa-fé (STJ. DJU 08. p. Mercadoria de procedência estrangeira.1993. Princípio da proporcionalidade.1995. j. 23. 16. Demócrito Reinaldo j.10.400).. adquire. 21. j. DJU 22. 2ª T. O comprador de mercadoria exposta em loja sujeita a fiscalização não pode ser obrigado a investigar o modo como ela entrou no país. REsp 11137/PE. 24 do Dec. Mercadoria adquirida de comerciante estabelecido. de comerciante estabelecido. Humberto Gomes de Barros. Min. Min.1997.-lei 1. quando evidente a desproporção entre o seu valor e o da mercadoria de procedência estrangeira apreendida (STJ. mas nunca a de inibir o fisco de apreendê-la (a mercadoria). Recurso especial não conhecido (STJ.-lei 1.10.-lei 37/66 não caracterizada. Apreensão.03. artigo por artigo. no mercado interno. p. Tributário. 1ª T. 35 . Apreensão de mercadoria estrangeira. DJU 06. 104. salvo prova de que dela participou ou tinha conhecimento.1997.

p. 232..04. 10. Ausência de similaridade. 5. DJU 1°.1998.. p.1998. Entretanto.1998. Não há direito adquirido de pagar ao importador imposto com alíquota vigorante quando da expedição de guia de importação. Juiz Gilson Dipp. rel. Juíza Eliana Calmon j. 1. Veículo alugado e utilizado para possível prática de descaminho. Perdimento de bem.1998. 103). p. 3.. AC 04141629/SC.00. Imposto de Importação. AG 96. Indenização.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.01.. o prazo só tem início quando do trânsito em julgado da sentença penal. Sentença penal absolutória. 2. Impossibilidade.01. Isenção. Recurso improvido (TRF-1ª R.04. j. 1. 232. 80.01. Juiz Eustáquio Silveira. 14.02. Benefício fiscal não reconhecido porque não apurada a similaridade na forma do art. Apelação e remessa oficial improvidas (TRF-1ª R. Tributário.. 1. Juiz Tourinho Neto.-lei 37/66 (TRF-4ª R.1ª T. DJU 30.0371582/DF. 1.1998.10902-4/DF. Não pode ser declarada a perda do veículo se seu proprietário não teve nenhuma participação na possível prática do crime de descaminho (TRF-1ª R. Bem apreendido em poder de terceiros. 36 . Importação de veículo com isenção de impostos (art. quando os fatos estão sendo apurados na esfera penal.. 4. Vigência imediata do Dec. p. Pena de perdimento. DJU 11. p. Princípio da nãosurpresa que não atinge o Imposto de Importação. 05. 2. 2. Tributário. Sentença que declarou não provada a existência de crime não faz coisa julgada no cível para respaldar indenização.1997. DJU 25. do Regulamento Aduaneiro.. 3. j. AMS 1997. 19 do Dec.01. artigo por artigo.641). Alienação do veículo regularmente processa da e com a autorização do Ministério das Relações Exteriores e da Receita Federal. 23. rel.471/95] para os desembaraços aduaneiros ocorridos após a majoração. Inexistência de obrigação de indenizar por parte da União. I e II. 1. I e II. 4ª T.. j. 250). rel.055779-2/MG.386).03. 4.1997. 4ª T.00. do Regulamento Aduaneiro) [revogado pelo Dec. Recurso improvido (TRF-1ª R.05. DJU 29.427/95 [revogado pelo Dec.1998. Administrativo. 10. como autorizado pelo art. Mudança de alíquota. AC 1997. 14..03. AMS 92. rel. Veículo regularmente importado com isenção de impostos. 3ª T. rel. Imposto de Importação de veículos. foi adquirida irregularmente e sofreu a pena de perdimento em procedimento administrativo.02846-3/MG..1996.282). Pena de perdimento. Mercadoria que.543/2002]. inclusive ICMS e ISS Tributário.1996. Juíza Eliana Calmon. 3.08. j. 4.05.04. A prescrição de ação contra a União é de cinco anos. não sendo produto de crime. Tributário. 4ª T. 06.

23 do Dec. Precedentes. no art. além dos produtos expressamente mencionados em seu texto. No caso. 05. para-alcançar. d. III. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal fixou entendimento segundo o qual é aplicável a majoração de alíquota prevista no Dec. periódicos e o papel destinado a sua impressão. da declaração apresentada pelo importador (art. O que a Constituição exige. 2ª T. jornais. III. p. da CF/88.179). em 1984.1996. Microcomputadores para elaboração de listas.. Agravo regimental no recurso extraordinário. de 1966. inc. Pena de perdimento do veículo. se o fato gerador do imposto . quando requereu os benefícios fiscais de isenção de bagagem diplomática e declarado perante a Receita Federal o mencionado veículo (TRF-1ª R. Tem sido admitida pela jurisprudência a interpretação extensiva da imunidade constitucional referente a livros.09. 3ª T.03. e trazida. 150.09. quando lá servia. Precedente do STF. inciso X. Importação. É inaceitável que o Fisco proceda. 150. com base no art. rel Juiz Tourinho Neto j. rel. d. VI. prevista no art. em 1980. inclusive ICMS e ISS Tributário. A importação de microcomputadores para elaboração e impressão de listas telefônicas está abrangida pela imunidade tributária prevista no art. 150. AMS 95. VI. 3.471/95]. 1. j. a apreensão de um veículo (moto).. englobam seu processo produtivo. p. rel. artigo por artigo. Alíquota. Majoração de alíquota. todos aqueles que. 10. III. d. Administrativo. o decreto que alterou as alíquotas é anterior ao fato gerador do imposto de importação. Firmou-se a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a imunidade constitucional. Eros Grau. Constitucional. DJU 29.. RE-AgR 441537/ES. art. DJU 25. da CF/88 (TRF-4ª R. como sua bagagem. II.2006.04. VI. é que a lei que institua ou majore tributos seja anterior ao fato gerador.for posterior à vigência do diploma legal. AMS 95. Agravo regimental a que se nega provimento (STF. Tributário. também abarca a edição de listas telefônicas. 05. Imposto de Importação.08063-3/DF. 1. a. 2ª T. da CF/88. 150.. Inocorrência de infração. j.1998. Fato gerador do imposto de importação de mercadoria despachada para consumo considera-se ocorrido na data do registro.1996. i. inc.-lei 37/66).09. 2.entrada da mercadoria no território nacional . Possibilidade. 1.01. Imunidade constitucional Art. 64).47172.. 200).427/95 [revogado pelo Dec. CF.2006. Fato gerador. DJU 06. Agravo não provido 37 . do Dec. adquirida no exterior por funcionário da embaixada. ao referir-se a periódicos. a.-lei 37. 72. 150.09.1998.02. de fato. p. 105. Imposto de Importação. inc. Min.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. na repartição aduaneira competente. Juíza Tânia Terezinha Cardoso Escobar.

Inocorrência. A aquisição. desobrigando-se o comprador a investigar o ingresso da mercadoria no país. Violação dos arts. os argumentos trazidos pela parte. maxime. p. mas também a prova de que as sementes destinam-se à semeadura.218/RS. REsp 151687/RS. um a um.10. Produção notória.2000. Tributário. 31.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. ou que as operações de saída interna dar-se-ão nos limites territoriais do Estado. 535 do CPC. 4. Processual civil.07. quando o veículo fora adquirido. deste relator. 5. I. assentada pela instância a quo com ampla cognição probatória. Recurso especial. A simples guia de importação não constitui prova escorreita da similaridade e da destinação do produto importado. AI-AgR 420993/PR. 2ª T. Aplicar-se ao comprador de boa-fé a pena de perdimento da mercadoria. Importação declarada ilegal em ação mandamental distinta. XLV). 22.05. Terceiro de boa-fé. Apreensão de mercadoria adquirida no mercado interno. inclusive ICMS e ISS (STF. à luz da cláusula pétrea de que a sanção não deve passar da pessoa do infrator (CF. p. Carlos Velloso. Mandado de segurança. desde que os fundamentos utilizados tenham sido suficientes para embasar a decisão. faz-se necessária a produção não só da prova da similaridade. Nancy Andrighi. DJU 09. A pena de perdimento não pode desconsiderar a boa-fé do adquirente.2000. 129). rel. Min. Destarte. 5°. artigo por artigo. quando o tribunal de origem pronuncia-se de forma clara e suficiente sobre a questão posta nos autos. Inexiste ofensa ao art. Para fins de habilitação aos incentivos fiscais (redução ou isenção de impostos). gera a presunção de boa-fé do adquirente. anos antes. mediante nota fiscal. Redução ou isenção de ICMS. Recurso especial. Importação de sementes de país signatário do Gatt..2005. Veículo usado importado. originariamente. no intuito de emprestar legalidade ao ato de importação. Direito líquido e certo. 2. rel. II. 458 e 535. DJU 01. ICMS. o magistrado não está obrigado a rebater. 2ª T. Pena de perdimento. j. Mandado de segurança. Ademais.08. Min. j. revela solução deveras drástica para quem não importou e não é sequer responsável tributário pela mercadoria. Solução quiçá inconstitucional. art. Recurso a que se dá provimento (STJ. de mercadoria importada. em razão de a empresa importadora da mercadoria ter sucumbido em ação mandamental que impetrara.2005. por isso que inverter o onus probandi revela severo óbice ao acesso à justiça. em estabelecimento comercial sujeito a fiscalização. o adquirente que não utilizou do mandamus para importar supõe adquirir veículo usado e que ingressou legalmente no país.. 57). 3. no mercado interno. Embargos de declaração. Tributário. cabendo ao Fisco a prova em contrário. 1. Precedentes: REsp 658. DJU 38 .

1. especialmente as de crédito. 143 e 144.2004.015761-9/MG.04. proceder-se-á à conversão para a moeda nacional com base no câmbio do dia do fato gerador (art. cabe ao Banco Central do Brasil. p. Apuração da base de cálculo segundo a relação de câmbio vigente ao tempo do fato gerador (arts.. artigo por artigo. 6. Os aspectos relevantes para o lançamento tributário e. Apelação improvida.595/64). CTN. Min. Dec. 62). CF/88. DJU 28. 144. Prescrição decenal (teoria dos 5+5). Na hipótese de a base de cálculo estar em expressa em moeda estrangeira. 3. Tributário. REsp 718021/DF. 4°. rel. Luiz Fux. bem como as de seguros e de previdência privada’. que considera-se ocorrido o fato gerador. Verifica-se. inclusive ICMS e ISS 25. Tributário. DJU 31. 46.2004. Variação cambial. rel.2007. 21.. nos termos do art. e REsp 410. j. não há que se falar em violação aos princípios da segurança jurídica e do ato jurídico perfeito. em relação aos produtos de procedência estrangeira. DJU 27.-lei 37/66 diz que.04. Min.995/RS. E mais.Min. 8. O mesmo Dec. 7ª T. Assim. ‘administrar as reservas cambiais do País e fiscalizar as operações de natureza financeira. Precedentes.2006. o valor da operação vigente ao tempo da celebração do contrato com o fornecedor estrangeiro. Pedido procedente em 39 . Recurso especial parcialmente conhecido e desprovido (STJ. informam que o fato gerador do Imposto de Importação ocorre no momento do ingresso do produto estrangeiro no território nacional. Pedido improcedente (TRF-1ª R. 6.2005.04. No que tange ao Imposto sobre Produtos Industrializados determina o art. 20. CTN).2006. Sentença mantida. j. CTN). 1ª T. Lei 4.-lei 37/66. Franciulli Netto. XVIII. p.03. câmbio e capitalização. DJU 22. Taxa Selic. Castro Meira. para fins de cálculo do montante do imposto a ser recolhido. atuar sobre as operações de câmbio com o objetivo de prevenir desequilíbrios na balança de pagamento (art. 2. 04. AC 2000. ser absolutamente inviável tomar em consideração.00. Juiz Catão Alves. 19. Taxa para emissão de guia de importação. 143.157/PR. CTN).2007. no momento do despacho aduaneiro. Os arts. para a averiguação do montante a ser recolhido pelo contribuinte levam em consideração o momento do fato gerador (art. Inconstitucionalidade reconhecida pelo E. por tanto. 5. 153).05.06. mediante delegação do Conselho Monetário Nacional. em se tratando de mercadoria despachada para consumo. Compete à União. CTN e 1°. rel. STF. AgRg no AG 518. considera-se ocorrido o fato gerador na data do registro da declaração de importação na repartição aduaneira. pois age o Poder Público com o objetivo de proteger o interesse público..38. Impostos federais incidentes sobre a importação (II e IPI).Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. rel. conseqüentemente. Base de cálculo idêntica à do Imposto de Importação. 4.05. 7.

145/53. até dezembro de 1995.03. e REsp 610. § 2°. 10. 145. Apelação da Fazenda Nacional improvida. Sobre os valores a serem restituídos incidirão correção monetária. com redação dada pelo art.645/AL. 1°.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. p. Forma de apuração. 4. ilmar Galvão. O valor aduaneiro. 1°. para o valor de revenda ou. Valor aduaneiro. artigo por artigo. DJ 08. que já engloba juros e correção monetária.2007. DJ 12. Os métodos de sua apuração considerarão fatores outros que não o valor constante na fatura. 8. Assim. 3.00.02. rel. obedece à teoria dos 5+5.2006. mas sim seu preço normal.1995. da Lei 7.2007. como último recurso. da Lei 2. 149). a guia de importação somente é expedida mediante o recolhimento da taxa correspondente. Teori Albino Zavascki. para critérios de razoabilidade. 20.34. 20 do CTN em combinação com as disposições do art. 2º E. da Lei 2. AC 2000. por sua vez. Valor declarado. inclusive ICMS e ISS parte.145/53. 7. desde a data do recolhimento. Juiz Catão Alves j.690/88. seguindo-se o exame preliminar e/ou conclusivo do valor declarado. pelo importador.826/SP. rel. Contudo. a partir de janeiro de 1996. por entender que a base de cálculo do referido tributo confundia-se com a base de cálculo do Imposto de Importação.690/88. CF/88. não é forçosamente aquele atribuído pelas partes à transação. DJ 10. a declaração de valor aduaneiro e documentos comprobatórios. entre outros.02. que deu nova redação ao art. Min. reconhecendo tratar-se de taxa o valor cobrado pela expedição da guia de importação. 40 . e.002973-7/DF. STJ sedimentou entendimento no sentido de que a prescrição do direito de ação. o valor a ser considerado. na esteira do art.09. Apelação da autora provida. Min. Pedido parcialmente procedente (TRF-1ª R. por considerar tratar-se de tributo sujeito a lançamento por homologação. Humberto Martins. Imposto de Importação. 1. instituída pela Lei 2. A autoridade aduaneira exerce o controle sobre o valor declarado pelo importador. no julgamento do RE 167.05. concluiu pela inconstitucionalidade do disposto no art.145/53 e majorada pela Lei 7. Remessa oficial parcialmente provida. rel. O próprio texto do referido art. Tributário. voltando-se para a análise das operações envolvendo mercadorias idênticas e similares. 6. o que é vedado pelo disposto no art.Gatt. poderão ser apresentados. 7ª T. O E.2007. Nesse sentido: REsp 888. 10. DJU 04. rel. apenas a Taxa SELIC. STF. não é obtido apenas através do valor da transação.690/88.. 5. 20 prevê como base de cálculo para o imposto de importação não o valor de aquisição do produto. em se tratando de repetição de indébito tributário referente à ‘taxa para emissão de guia de importação’. Nos termos do art. Min.. da Lei 7. a apresentação das guias de importação é suficiente para a comprovação do recolhimento do tributo que ora se questiona.992/PR. VII do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio . Uma vez selecionada a mercadoria para controle de valoração aduaneira.

da Lei 8.494/97 c/c art. o valor da compra e venda. Portaria 80/93. A base de cálculo do imposto de importação. denegada a ordem e reconhecidos como devidos os tributos. AC 97. DJU 26.07. art. Imposto de Importação sobre máquina.04. na importação de veículos. A Resolução 7 da Câmara de Comércio Exterior.2003. de qualquer modo. não viola aquela regra. § 3°. Agravo legal improvido (TRF-4ª R. em uma venda em condições de livre concorrência para entrega no porto. rel. Quanto ao descumprimento do art.02. Ao Poder Judiciário está reservada a apreciação do ato deferitório ou indeferitório da isenção apenas sob a ótica dos princípios e formas que regem a Administração Pública e os atos administrativos..04.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. DJU 28. alcançaria.06.065749-6/SC. 2ª T. não prevalecendo. Isenção do tributo por falta de similar nacional. AMS 2000. Valor. cabendo à impetrante saldar o débito. observo que a liberação das mercadorias não esgota o objeto da ação mandamental.. tais quadrantes econômicos. 05. A apuração de similaridade do produto importado com aquele fabricado no país.. Legalidade. 2.2003. Não se configura discriminação injustificada a adoção das listas de preços dos fabricantes quando se tratar de importação direta destes ou de empresas por eles credenciadas (TRF-4ª R. 261). Juiz Joel Ilan Paciornik.2006. Juiz Sérgio Renato Tejada Garcia. 24.. depende da destinação da mercadoria importada e da política dos órgãos governamentais competentes.46414-2/PR.. rel. Juíza Viviane Josete Pantaleão Caminha.2006. ao tempo da importação. VI. Tributário. 1. j. Imunidade tributária.02. Importação indireta de veículos. Tributário. ou lugar de entrada do produto no País (CTN. 1°.035700-7/RS. afete. DJU 09.04.04. 848). mas também àqueles cuja incidência. não se aplicando apenas aos tributos que têm o patrimônio. 150. c. Agravo legal. 20. quando a alíquota for ad valorem. p. dos valores constantes em publicações especializadas. A adoção como parâmetro. Caráter amplo do art. II). VI. 1.2007. 3. 1ª T. 150. Imposto de Importação.. j. 14.2007). para efeitos de isenção fiscal. necessariamente. tendo por premissa a proteção e fomento da indústria nacional. de 25 de abril 41 .437/92. Requisitos legais: arts. a renda ou os serviços como fato gerador. rel. ainda que indiretamente. é o preço normal que o produto.00.01. inclusive ICMS e ISS que deve observar as regras do Acordo de Valoração Aduaneira (TRF-4ª R. da CF. O Imposto de Importação possui evidente objetivo extrafiscal. p. nem conflita com as disposições do Gatt. 3. 9º e 14 do CTN. ou seu similar. O STF já decidiu que a imunidade do art. pois. 2. restará constituído o respectivo crédito em favor da União Federal.04. AGV 2006. c da CF tem caráter amplo. j. 1ª T. 1° da Lei 9. artigo por artigo.

e lei que indique as causas determinantes do agir do Executivo.. contida no texto do art. Apelação desprovida (TRF-4ª R. Segundo o CTN.. Juiz João Surreax Chagas j.2004. 153. O primeiro ponto a ser examinado quando se comenta o artigo em destaque é a parcial incompatibilidade de sua redação com a atual Constituição. nas condições e nos limites estabelecidos em lei. Faz-se necessário.71. DJU 14. 42 . que concede redução na alíquota dos produtos classificados na Nomenclatura Comum do Mercosul (NMC). o que indica que a base de cálculo não está incluída na esfera da discricionariedade consentida pelo legislador constitucional. 2ª T. o Poder Executivo pode alterar as alíquotas e as bases de cálculo. limita-se a autorizar a alteração das alíquotas. Só por lei pode ser feita a alteração. 21. A Constituição Federal de 1988. 25.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 21 do CTN. AMS 2001. porque não é possível haver alteração da base de cálculo ao talante do exeqüente. COMENTÁRIOS A discricionariedade do Poder Executivo.05. no § 1° do art. passando a arbitrariedade. a fim de ajustá-lo aos objetivos da política cambial e do comércio exterior. suprimir a expressão agora em demasia. 253). O Poder Executivo pode. rel.08. Também é preciso que fique assentado o alcance da chamada discricionariedade do Executivo. inclusive ICMS e ISS de 2002. Art.07. p. artigo por artigo. é inaplicável retroativamente.2004.007635-7/RS. portanto. alterar as alíquotas ou as bases de cálculo do imposto. Neste sentido encaminha-se a jurisprudência. sem o que a discricionariedade seria absoluta. porque não lhe cabe alterar as alíquotas do Imposto de Importação sem justificação.

mesmo que frustrada seja a expectativa do importador. autorizam ontologicamente a excepcionalidade. não pode ser rompida. A situação cria embaraços e.). a não ser que se altere o fato gerador do imposto. tem uma expectativa apenas quanto à manutenção da alíquota. como. ao obter uma guia de importação. em acórdão cuja ementa encontra-se ao final destes comentários (AC 00307889/SP. O STF tem sido rigoroso quanto à vigência da legislação do Imposto de Importação. é o momento físico do internamento no País. instrumento de política econômica e cambial. uma empresa. alguns julgados rebelam-se contra o técnico tratamento. por exemplo. muito se discute quanto à excepcionalidade do Imposto de Importação. o julgado do TRF. por exemplo. principalmente quando a majora.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. entrega da declaração ou manifesto de importação. artigo por artigo. inclusive ICMS e ISS Na doutrina. por coerência de princípio. é possível haver mudança de alíquota. A imediata vigência da legislação relativa às alíquotas do Imposto de Importação tem ensejado controvérsias que abastecem os Tribunais de demandas a cada alteração de alíquota. até vexame financeiro. TRF-3ª R. A dinâmica da vida política e o objetivo maior deste imposto extrafiscal. e jurídico. Com efeito. 3ª Região. como visto. Entretanto. não poucas vezes. ou seja. questão esta umbilicalmente atrelada à sua identificação que. porque até o momento que antecede o desembaraço aduaneiro. quando do desembaraço. quando é assinada a declaração. não submetidas as alterações de alíquota ao princípio da não-surpresa. mas. 43 .

ao alterar as alíquotas do Imposto de Importação. A Taxa de Melhoramento dos Portos tem base de cálculo diversa do Imposto de Importação. sendo legítima a sua cobrança sobre a importação de mercadorias de países signatários do GATT. para a Taxa de Melhoramento dos Portos (TFRSúmula 165). não exclui a mercadoria da alíquota minorada de 1% (um por cento). prevista na Lista Nacional Brasileira. A isenção do Imposto de Importação. substituído pela Organização Mundial do ComércioOMC. tendo o Brasil como signatário. 44 . da ALALC ou ALADI (STJ-Súmula 124). Muito se discutiu sobre as atribuições do antigo Conselho de Política Aduaneira. se não estiverem compatíveis com a Nova Carta. celebrado em Genebra em 1947. entretanto. que definem as atribuições do Conselho de Política Aduaneira quanto à tarifa flexível (STFSúmula 404). hoje Secex. incumbiu-se de pacificar o entendimento de que a atribuição não poderia ser do Congresso Nacional e sim do Presidente da República. JURISPRUDÊNCIA Não contrariam a Constituição os arts. concedida por Resolução do CPA. artigo por artigo.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.08. não podem prevalecer. da qual o Brasil é integrante. porquanto integram o elenco das normas tributárias.1957. 3º. tida como delegação legislativa. inclusive ICMS e ISS Relevante indagação se faz pertinente. 22 e 27 da Lei 3. A jurisprudência. Naturalmente que os tratados e convenções internacionais devem ser observados pelo legislador ordinário.244. está obrigado a respeitar as tarifas internacionais a que se obrigou? Temos. de 14. diante de alíquotas estabelecidas em acordos internacionais: o Executivo. quanto à fixação das tarifas de importação.General Agreement on Tariffs and Trade. Os tratados e convenções assinados anteriormente à CF/88. como exemplo de convenção o Gatt .

art. rel. Recurso extraordinário conhecido e provido (STF. A lei de condições e limites para a majoração da alíquota do Imposto de Importação. Majoração de alíquota. III. Imposto de Importação: alteração das alíquotas. Tributário. CF. 1.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei: CF. Imposto de Importação. 17. DJU 06. Constitucional. Motivação.2001). O que a Constituição exige.244/57 e suas alterações posteriores. Recurso extraordinário conhecido e provido (STF.1998. Pleno. Min.1999). a que se refere o art. da Constituição Federal. A motivação do decreto que alterou as alíquotas encontra-se no procedimento administrativo de sua formação. § 1°. j. Decreto. Maurício Corrêa.1999. Ausência de motivação e inadequação da via legislativa. Constitucional. III. II. Decreto. Pleno. § 1°. RE 224285/CE. Fato gerador. Fato gerador do Imposto de Importação: a entrada do produto estrangeiro no território nacional (CTN. I. Importação. 19). Inaplicabilidade sobre os bens descritos na guia de importação. V. Majoração de alíquotas do Imposto de Importação. Improcedência. 153. que estabeleça ser a faculdade do dispositivo 45 . 150. 146.-lei 37/66 com o art. Imposto de Importação. Imposto de Importação. 153. art. expressamente. Min. j. a. a Constituição excepcionou a regra inscrita no art. Compatibilidade do art. 23 do Dec. Alíquotas majoradas pela Portaria Ministerial 201/95. no art. A vigência do diploma legal que alterou a alíquota do Imposto de Importação é anterior à ocorrência do fato gerador do Imposto de Importação. Majoração de alíquota. que se operou com a entrada da mercadoria no território nacional. Tributário. artigo por artigo. Súmula 4 do antigo TFR. IV.03. A lei de condições e de limites é lei ordinária. Motivação.11. Alegação insubsistente. da Constituição Federal. mesmo porque os motivos do decreto não vêm nele próprio. 153. A motivação do decreto que alterou as alíquotas encontra-se no procedimento administrativo de sua formação. por ato do Executivo. rel. Aplicabilidade da Lei 3. No caso. 19 do CTN. Exigência de lei complementar. RE 225602/CE. No ponto. Alíquotas. art. a. Tributário. 2. ou legal. § 1°. 150. assim determinar. dado que a lei complementar somente será exigida se a Constituição. 3. Exigibilidade. III. visto que lei complementar somente será exigida quando a norma constitucional expressamente assim o determinar.05. Faculdade do art. Ato. é a ordinária. o decreto que alterou as alíquotas é anterior ao fato gerador do Imposto de Importação. § 1°. 153. DJU 28. Inexistência de norma constitucional. é que a lei que institua ou que majore tributos seja anterior ao fato gerador. Carlos Velloso.04. II. Alegações improcedentes. inclusive ICMS e ISS Recurso extraordinário. e art. 25. Majoração por ato do Executivo.

05. não fosse certo que. j. rel. Min. Min. por óbvio o objetivo de ajustar as alíquotas do imposto aos objetivos da política cambial e do comércio exterior (art.06. Ilmar Galvão..1998. DJU 28.954-3. j. a qual. Moreira Alves. Importação: veículos usados.1999. 21 do CTN). j. de 13. RE 222330/ CE.2000. T. Tributário. 20. rel. A importação de produtos estrangeiros sujeita-se ao controle governamental. 11. se revela consentânea com os interesses fazendários nacionais que o art. como exigido pelo referido dispositivo constitucional. ainda assim. Inocorrência de ofensa ao princípio isonômico no fato de não ter sito autorizada a importação de veículos usados. Ilmar Galvão. pelo art. ao revés. porque não demonstrado que a abertura do comércio de importação aos automóveis tenha o fito de propiciar o acesso da população.03. RE 225655. Recurso conhecido e provido (STF. em pretenso prejuízo das pessoas de menor capacidade econômica. I. 10.. ao investir as autoridades do Ministério da Fazenda no poder de fiscalizar e controlar o comércio exterior. j.2000. RE 22106 1/CE. guarda perfeita correlação lógica com a disparidade de tratamento jurídico estabelecida pela norma impugnada. III.2000).. rel. Limites e condições da alteração das alíquotas do Imposto de Importação estabelecidas por meio de lei ordinária.04.244/57. artigo por artigo. RE 46 . no caso. Inteiro descabimento da exigência de motivação do ato pelo qual o Poder Executivo exerce a faculdade em apreço.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.04. no julgamento do RE 203. STF. 237 da CF teve em mira proteger. Recurso extraordinário conhecido e provido (STF 1ª. Ilmar Galvão. ao produto de origem estrangeira.. 1ª T. No mesmo sentido: STF. única hipótese em que a vedação da importação aos automóveis usados poderia soar como discriminatória. ademais. Recurso extraordinário conhecido e provido (STF. Importação de automóveis usados. Administrativo. Min. como um todo. II. Proibição ditada pela Portaria 8. considerável parcela dos indivíduos continuaria sem acesso aos referidos bens. Orientação firmada pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal. 19). 2ª T. RE 225655. Entendimento inaceitável. Discriminação que. Competência do Ministério da Fazenda para indeferir pedidos de Guias de Importação no caso de ocorrer a possibilidade de a importação causar danos à economia nacional. rel.03. 21. DJU.03. 3° da Lei 3.. DJU 28. j. 1ª T.04. Min. não obstante permitida a importação de veículos novos. 1ª T. do Ministério da Fazenda. Alegada afronta ao princípio constitucional da isonomia. p. 21. Constitucional.1999. inclusive ICMS e ISS constitucional sob enfoque de exercício privativo do Presidente da República.1998. DJU 29.2000.05.1991.

1998. para consumo próprio. rel. 151). 17. Ari Pargendler. Recurso não conhecido (STF. permitindo aos Estados instituir alíquota menor. Alíquota. Estado do Paraná. do ADCT/88. REsp 165364/RS. j.564/PR. tendo em vista o disposto no art. p. Min. Recurso especial não conhecido (STJ. Recurso não conhecido (STJ. Ilmar Galvão. Chegada em território nacional..1998.1997. 2ª T. o tributo é devido à base da legislação aplicável no momento do registro da declaração de importação. O fato gerador do tributo incidente na importação de produto estrangeiro.03. REsp 157493/SP. REsp 171853/SP. § 5°. 24. 19 e Dec. Irrelevância. Tributário.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 11.03.907). Min. 23 e 24 do Dec. Guia de importação. 155. inexiste incompatibilidade do art. Tributário.. j. o aumento atinge esta operação. Min. DJU 04. artigo por artigo. rel.-lei 37/66.05.1998. porque o fato gerador do Imposto de Importação de produtos estrangeiros é a entrada destes no território nacional (CTN. DJU 27. 25. Garcia Vieira. ocorre no momento do registro da declaração do importador.2. aplicando-se a alíquota da época. Alíquota aplicável. DJU 06. p. é indiscutível a conotação constitucional da matéria que não comporta exame em sede de recurso especial.. Peçanha Martins. 4. salvo no ponto em que fixou um limite intransponível. Compatibilidade da referida Resolução com o novo regime constitucional. Min. j. 2ª T.. O contribuinte não tem direito ao regime fiscal vigente na data da emissão da guia de importação.-lei 37/66. Aumento. DJU 29. Além de o recorrente não ter contestado esse fato. Lei que fixou a respectiva alíquota com base na alíquota máxima estabelecida na Resolução 129/79 do Senado Federal.05. ICMS. CTN. da CF/88. 104). 05. art. Operações de exportação. RE 156. 1ª T. p. art. mas antes da chegada da mercadoria no território nacional.02. 03. Fato gerador.1997. Imposto de Importação. 19). Imposto de Importação. Carlos Velloso. inclusive ICMS e ISS 208256/CE. j. 1.03. 1ª T. rel. DJU 08. Consoante entendimento do Excelso Pretório. Imposto de Importação. rel. p. IV.1999).11.06. Veículo estrangeiro.1998. 47 . rel. j. Alegada ofensa ao art. Improcedência da alegação. É irrelevante o fato de ter sido expedida a guia de importação antes da chegada da mercadoria em nosso território.06.1997. 19/CTN e os arts.11. 3. Recurso provido (STJ. Se sobrevém aumento da alíquota da referida exação após a expedição da guia.1998. §2°. 16). 34. Min. Compatibilidade.1998.

13742-4/MG. 1ª S. para fins de cálculo do Imposto de Importação. 52.03. Possibilidade. AMS 96. não é inconstitucional. 116. j. DJU 04. A taxa de câmbio é fator econômico. na diretriz do CTN (art. Min.lei 37/66. O Imposto sobre Importação tem como fato gerador a entrada do produto no território nacional (art. O IPI incide sobre produtos industrializados no exterior. Importação de veículo novo.1995. 50). o considera ocorrido na data do registro da declaração de importação na repartição aduaneira (Dec. ficou o Poder Executivo autorizado a determinar a periodicidade de fixação da taxa de câmbio.471/95]. inclusive ICMS e ISS Mandado de segurança. de 29.03. mesmo que a entrada física da mercadoria [automóvel] no país haja ocorrido anteriormente. Majoração de alíquota. AMS 96. Provimento da apelação e da remessa (TRF-1ª R. mas a lei ordinária... hipótese em que o fato gerador 48 . CTN).06.427/95 . MS 6141/DF. 1.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.revogado pelo Decreto 1.-lei 37/66. 1. rel. 116.Decreto 1. 23).01. Com o advento da Lei 8. Juiz Olindo Menezes.14549-4/MG. 19..427 [revogado pelo Dec. podendo sobre ela deliberar a autoridade apontada coatora. Importação de veículo.06.. 23). I). opera-se a sua incidência.2001. Se nessa data vigora nova alíquota [70% . Tributário. p. Majoração de alíquota. 3ª T.01. a alíquota a ser aplicada é a data do fato gerador do imposto de renda – a entrada da mercadoria estrangeira no território nacional (TRF.471/95].1996. p. Imposto de Importação. Tributário.081). A variação cambial não integra a alíquota ou a base de cálculo daquele tributo. 3ª T. I). 55). 18.Decreto 1. mas reflexo. e. j. art. de 1995.1998. Se nessa data vigora nova alíquota [70% .1998. na hipótese. mas a lei ordinária. assim. 24.427. mesmo que a entrada física da mercadoria [automóvel] no país tenha ocorrido anteriormente. O Dec. artigo por artigo.. IPI sobre produto importado. Tributário. Castro Filho. mas. Majoração de alíquota.1996. Dec.981/95. 19. 1. O Imposto sobre Importação tem como fato gerador a entrada do produto no território nacional (art. DJU 12. o veículo ingressou em território nacional antes da sua publicação. sem que se possa falar em direito líquido e certo violado.04. Imposto de Importação.07. 2. ICMS. na diretriz do CTN (art. art. 25.2001. 2.471/95]. CTN). Ordem denegada (STJ.1ª R. 1.06. DJU 29. o considera ocorrido na data do registro da declaração de importação na repartição aduaneira (Dec. Imposto de Importação. j. Imposto de Importação. rel. opera-se a sua incidência. 1. Alteração da periodicidade do índice estabelecido para a taxa de câmbio.revogado pelo Decreto 1.427/95 . de sorte que o aumento da base de cálculo verificado pela alteração da periodicidade da aplicação da taxa não foi direto. p.

1996. a alteração de alíquotas no tocante ao Imposto de Importação. Tributário. É da própria essência da atividade administrativa. 153 da Constituição Federal. 3. j. DJU 22. AMS 1997. para alterar as alíquotas do Imposto de Importação. rel. ainda. Constitucional. Só a lei complementar pode fixar as condições e os limites permitidos ao Executivo. Juiz Olindo Menezes. O Imposto de Importação é um tributo em que se permite. II. Fato gerador. 1. Tributário. 3ª T. 29. REO 95. 3ª T. Ausência de motivação. Na mercadoria importada.. Imposto de Importação..391/95 e 1.46994/PE. Inobservância dos limites e condições estabelecidos em lei complementar. estar necessariamente motivado. 4. é legítima a cobrança de ICMS por ocasião do despacho aduaneiro.. a título de adicional de imposto de 34% sobre o valor das importações de tecidos artificiais e sintéticos originários da República da Coréia. Juiz Ridalvo Costa.471/95]. 18. Decs.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.026626-7/BA. DJU 12. Argüição de inconstitucionalidade da Portaria 50/94. O ato administrativo deve. j. Precedente do Tribunal (Argüição de Inconstitucionalidade na AMS 37.00. I. p. a majoração de alíquotas. dentro dos limites previstos em lei. CTN).03.134).05052103/CE. § 1º). para que o Executivo possa alterar a alíquota do II (TRF-5ª R. Não há inconstitucionalidade na cobrança do imposto. Pleno.05.1998.1998. p. relator designado: Juiz Castro Meira).03. INAMS 94. nos termos do § 1° do art. sem a observância ao princípio da anterioridade (art.817-RJ e RE 192. para atender a finalidade pública. Imposto de Importação. A emissão da guia de importação não se confunde com o fato gerador do imposto sobre a importação de produtos estrangeiros (TRF-5ª R. A faculdade de alteração das alíquotas do Imposto de Importação. Não se deve estender a exigência de lei complementar a hipótese não prevista na Constituição. 811). com a indicação objetiva das condições estabelecidas em lei (CF. j. em face da Constituição de 1988.427/95 [revogado pelo Decreto 1. Adicional. Tributário.1998. do Ministro da Fazenda. 25. Princípio da anterioridade. I. 79). 46. Juiz Ridalvo Costa.6309/SP). inclusive ICMS e ISS se dá com o seu desembaraço aduaneiro no território nacional (art. Imposto de Importação. § 1°. 153. p. 1.03..06. Decs. rel. art. Portaria 50/94.471/95. Improvimento da apelação (TRF-1ª R..427/95 [revogado] e 1.05.02.870/CE. para ajustar a política cambial. 1. foi conferida ao Poder Executivo. artigo por artigo. rel. que instituiu sobretaxa.1996.01. Alteração de alíquota. a jurisprudência condensada na Súmula 577 do Supremo Tribunal Federal (RE 193. DJU 04. e não apenas ao Presidente da República. não mais prevalecendo. que exige 49 . 18. CF). 153.1998. 2.

p. AC 92. j.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.12.05. 73. portanto deve ser aplicada a alíquota prevista em seu bojo. 4. 1.471/95]. 50 . DJU 16. DJU 01. de 29 de março de 1995 [revogado pelo Dec. A declaração de importação – atual denominação da guia de importação -. Veículos automotores.2005. j. Na hipótese o desembaraço ocorreu na vigência do Decreto 1. rel. Entrada de mercadoria importada no território nacional em data posterior à vigência do Dec.427/95. feita por ocasião do desembaraço aduaneiro. tendo em vista o fato gerador do tributo. p.. Res. DJU 25. O momento da ocorrência do fato gerador do Imposto de Importação é o registro da declaração de importação.427/95 [revogados pelo Dec. 2ª T. 1. que abrange a base legal e os fatos que lhe deram origem.02. Secex]. para a fixação de pauta de valor mínimo para a incidência de tributos.04. Min. 2. Agravo regimental não provido (STF 2ª T.371).2000.. rel. 366).2001. p. de 1995. o qual se inicia como registro da declaração de importação. 1. 3ª T. Acórdão sintonizado com a jurisprudência do STJ e do STF. Desembaraço aduaneiro. Impostos de Importação e Exportação. III. Decs. DJU 10. rel. Tributário. O fato gerador do Imposto de Importação perfectibiliza-se com o desembaraço aduaneiro. RE-AgR 252008/SP.457/75. 1.08. Tributário.1995. Veículos. Min.471/95]. Legalidade. inclusive ICMS e ISS agilidade e presteza.. Majoração de alíquota.09.05726/ SC. Verba honorária. não gera ato jurídico perfeito ou direito adquirido à aplicação da alíquota vigente ao tempo de sua emissão. Recurso especial conhecido e provido (STJ. Exige-se expressa motivação as resoluções do Conselho de Política Aduaneira. j. 1. 22. rel.03. 08. artigo por artigo. Conselho de Política Aduaneira [hoje.427. Juíza Ana Scartezzini..004067/SP. 03. 1. Tributário. j..471. p. Agravo regimental em recurso extraordinário. Ocorrência. 3. Tributário. Fato gerador. Incidência. Agravo regimental. Imposto de Importação. 17. Majoração da alíquota.. 1ª T.2005. Honorários advocatícios fixados em 10% (dez por cento) sobre o valor da causa (TRF-4ª R. Imposto de Importação. 2.10.1997. 1. Decs.1995. AMS 96. Súmula 97/TFR. Matéria dirimida pelo Pleno deste Tribunal. Fato gerador.427 [revogado] e 1. Juiz Vladimir Passos de Freitas.08. Constitucionalidade do diploma legal editado pelo Poder Executivo Federal. 2. 1997. Maurício Corrêa. REsp 157162/SP. Incidência do imposto com a alíquota majorada. Imposto de Importação. Fato gerador. Castro Meira. Constitucional. 137).08.391/95 e 1. IV Apelação improvida (TRF-3ª R.142). 108.

na hipótese de ser destinada a consumo. Súmula 83/STJ.03. Apelação improvida (TRF-1ª R. 201). CF/88 [rectius: § 1°]). 2. sendo irrelevante o regime fiscal vigente à data da emissão da guia de importação. Cuidando-se de importação de mercadoria para consumo. Adicional do Imposto de Importação. artigo por artigo. Francisco Peçanha Martins.05. Dissídio jurisprudencial. Veículo.471 e 1.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. parágrafo único.01. 2. Leite em pó importado da Comunidade Econômica Européia .CEE. Tributário. Imposto de Importação. contestando a imposição do direito compensatório. Min.. j. DJU 21... 300). Alteração de alíquotas através de portaria 51 . parágrafo único. A faculdade de alteração das alíquotas do Imposto de Importação foi concedida ao Poder Executivo e não apenas ao Presidente da República.427. Legalidade. 23 do Dec. O fato gerador do tributo incidente sobre mercadorias importadas do exterior ocorre quando da sua entrada no território nacional e. não exime o contribuinte de recolhêlo. Não padecem de ilegalidade os Decs. AMS 9501014568/ BA. Fato gerador. a portaria ministerial correspondente (art. DJU 09. Direito compensatório. 2ª T. Tributário. A simples existência de ‘painel’ no âmbito do GATT. Majoração da alíquota. de 1995. Recurso especial. 1. Precedentes do STF 4. j.2006.06. p. sob a forma de adicional de Imposto de Importação sobre o leite em pó. Importado. 3. rel. p. 19. 1.02. Juiz Lindoval Marques de Brito. REsp 173492/PR.-lei 37/66). AgRg no Ag 470904/RJ. nessa parte. j. 4). rel.490. 153. Aplicação de entendimento sumulado da Corte. Agravo regimental improvido (STJ. Min. p. quando a orientação do Tribunal se firmou no mesmo sentido da decisão recorrida’ (Súmula 83 do STJ). Portaria ministerial. 2ª T. não provido (STJ. 3. 15.02. Constitucional e tributário. oriundo da CEE. rel. inclusive ICMS e ISS Precedentes. DJU 22. 28. Art.2001. Tributário e processo civil..2002. CF/88 [rectius: § 1°]. 153. Acórdão em harmonia com a jurisprudência dominante do STJ. Súmula 83/STJ. Imposto de Importação. Não se deve estender a exigência de lei complementar para hipótese não contemplada pela Constituição Federal. portanto. João Otávio de Noronha. mas sim quando do registro da declaração de importação na repartição aduaneira (art. ‘Não se conhece do recurso especial pela divergência. de forma que alíquota vigente nesta data é a que deve ser aplicada para o cálculo da exação.2005. Recurso especial parcialmente conhecido e.2006. Caráter de extrafiscalidade. da data do registro da declaração de importação na repartição aduaneira.2005. sendo válida. 2ª T. 1. Lei complementar. ‘Painel’ no âmbito do GATT. o fato gerador não ocorre no momento do embarque da mercadoria no exterior. 1.

6ª T. Aplicação do art. 1. Assim. 6ª T.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.2002. Juiz França Neto. Nos termos do art. aquelas que possuam prazo de validade determinado. Alteração de alíquotas através de portarias ministeriais. preponderando a finalidade da intervenção do Estado no domínio econômico. rel. Ao contrário. 1. Imposto de Importação.09. as alíquotas do Imposto de Importação estabelecidas em portarias ministeriais. j. p. § 1° da CF/88. Remessa necessária e apelação providas. Assim. Inocorrência. Invalidade. 1°. permanecerão válidas até 31. p. 1. conforme constitucionalmente definido nos arts. à unanimidade (TRF-2ª R. 4º do Dec. DJU 15.767/95]. do Dec. 200). à unanimidade (TRF-2ª R. Imposto de Importação. concernente ao imposto de importação. b. Irretroatividade. Cabe ao Poder Executivo.343/94 [revogado pelo Dec. e tal conduta não importa em ofensa ao princípio da legalidade tributária. O Imposto de Importação reveste-se de caráter extra-fiscal e por tal razão a sua arrecadação tem importância secundária.343/94 só alcança as mercadorias descritas na guia de importação 8194/2571-6. 17. 2.343/94. do Dec.09. a exceção prevista no art. 1. como é o caso da Portaria 314/94.10. Na hipótese de o fato gerador se concretizar após a publicação da Portaria 938/91. 1. 52 . que não tenham termo final. o que possibilita a alteração de suas alíquotas. é irrelevante a data da expedição da guia de importação para os efeitos de concretização do fato gerador. Interpretação do art. 17. Compete ao Poder Executivo. III. 1. 153. inclusive ICMS e ISS ministerial. da Comissão de Política Aduaneira [hoje.. j. haja vista a sua função essencialmente extrafiscal.2002. 1.10. desde que respeitados os limites legais. Fato gerador que se configura após a publicação da portaria. artigo por artigo.03. Majoração de alíquota.1995. 4°.. Apelação improvida. 197).2002. O Imposto de Importação constitui-se em importante instrumento de política econômica e comércio exterior. Legalidade. alterar as alíquotas do Imposto de Importação. do Dec. 150. 4°. Juiz França Neto. O fato gerador do Imposto de Importação ocorre com a entrada da mercadoria no território nacional. Tributário. 3. AMS 7220/RJ. Tributário. Mandado de segurança. fato esse que se concretiza quando do registro da guia de importação junto à autoridade fiscal competente. AMS 15544/RJ. desde que respeitados os limites legais..343/94.. Secex]. rel. alterar as alíquotas do Imposto de Importação e tal conduta não importa em ofensa ao principio da legalidade tributária. mediante ato do Poder Executivo. a produção dos seus efeitos ocorrem já na vigência de nova regulamentação. estão sujeitas às alterações das alíquotas de importação introduzidas pelo art. DJU 15. no decorrer do exercício financeiro. Resolução 01-0449/83.2002.

Ofensa não caracterizada. DJU 28. aumentou a alíquota do Imposto de Importação para todos os produtos classificados na posição 37. Min. artigo por artigo. rel.-lei 63/66). Milton Luiz Pereira.1999. Des.99 da TAB.244/57.03. o ato administrativo deveria ser fundamentado. A Resolução 01-0449/83.06. com indicação dos motivos que ensejaram a necessidade do aumento de alíquota. inclusive ICMS e ISS § 1° e 153. DJ 19.1995. do Dec..01. Apelação e remessa oficial improvidas (TRF-3ª R.01. 6. 3. v. da Comissão de Política Aduaneira.244/57). j. p. Demócrito Reinaldo.042/82 convocou os interessados na discussão da alteração de alíquota do Imposto de Importação. Garantias à livre iniciativa e ao livre exercício da atividade econômica. Registro na repartição aduaneira. 4°. Precedentes (STJ.07.-lei 63/66. AMS 138242/SP. j. uma vez que.99 da TAB. por falta de motivação. 1.. da Lei 3. Min.u. Declaração de importação.061370-8. DJ 30.2006. Fed. REOMS 89. REsp 170050/SP. Invalidade da Resolução 01-0449/83. 6ª T. 4. Fato gerador. com fulcro no parágrafo único. da Lei 3. produto não constante do edital supracitado. 1ª T.04.. v. Mairan Maia j. o que possibilita a alteração de suas alíquotas.2006. Imposto de Importação. 5.02.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Possibilidade. Juíza Consuelo Yoshida. da mesma lei).06.1999. 7.244/57 e art. 9. mediante a criação de um destaque ‘EX’ à posição 37. A majoração de alíquota sem a prévia audiência aos interessados somente é possível quando ocorrerem motivos econômicos de ordem global (art. Motivação e finalidade do ato.. 18. própria para a reprografia heliográfica.2003. 8. O Imposto de Importação constitui-se em importante instrumento de política econômica e comércio exterior. Ato do Poder Executivo.2003). Alteração de alíquotas. 22. 22. rel. 2. do Dec. 22.u. No caso vertente. do art.. 10. Tributário. Para a alteração de alíquota de produto cujo nível tarifário venha a se revelar insuficiente ou excessivo ao adequado cumprimento dos objetivos da tarifa ou cuja produção interna for de interesse fundamental estimular (letras a e b. exige-se a realização de prévia audiência entre os interessados nas principais praças do país (art. Resp 40719/SP. 3°. da Lei 3. 4°. Função extrafiscal. rel. haja vista a sua função essencialmente extrafiscal. relativamente à película plana. Decorrer do exercício financeiro. 6ª T. mediante ato do 53 . STJ. rel. O Edital 1. 08... diante disso. 1ª T. 22.. da Magna Carta. Princípios da segurança jurídica e do direito adquirido.03. de 15% para 45%. TRF-3ª R. I.03. 3° e parágrafo único do art. do art. § 1°. 622). a impetrante importou película plana para reprodução fotográfica. para a alteração de alíquota de produtos não constantes do edital em questão. A alteração de alíquota do Imposto de Importação pela Comissão de Política Aduaneira somente deve ocorrer dentro das hipóteses previstas no art.06.. DJU 15.08. da Comissão de Política Aduaneira.

-lei 37/66. que alterou o código NCM . 478). 54 . 150.. Agravo de instrumento improvido (TRF-3ª R. 5. A Constituição Federal faculta ‘ao Poder Executivo. 6. inclusive ICMS e ISS Poder Executivo. Apelação improvida (TRF-3ª R. 4. ou mesmo a data de desembarque desta no território nacional. Alíquota zero. O Dec. por órgãos ministeriais. III. 6ª T. § 1° e 153.2006. DJU 30. não há que se falar em ofensa aos princípios da segurança jurídica e do direito adquirido. E. artigo por artigo. no decorrer do exercício financeiro. porquanto ainda não aperfeiçoado o nascimento da obrigação tributária em questão. da Magna Carta. a alteração das alíquotas do Imposto de Importação (art. j. DJU 27. considerando-se que tem o referido tributo natureza extrafiscal.2005. 153. Interpretação sistemática do art. 6. se não efetivado o respectivo registro da declaração de importação. 5. Da mesma forma.11. 258). rel. do CTN e arts. permitindo-se a alteração de suas alíquota conforme exija a política do comércio exterior. a alíquota do tributo. A eventual alteração da alíquota da referida exação. STJ e 6ª Turma desta Corte. p. para as importações de conversores catalíticos produzidos em país integrante do Mercosul. 2. atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei’. com base em alíquota zero. 19. 3. não deve prevalecer. § 1°). j. 4.01. do Dec. A Resolução 35. 14. Inexistência de violação aos princípios da motivação e finalidade do ato e às garantias constitucionais do incentivo à livre iniciativa e livre exercício da atividade econômica. Precedentes do Excelso Pretório. Juíza Consuelo Yoshida. 3.. editada pela Câmara de Comércio Exterior. 550/92 estipula o imposto aduaneiro. § 1°. 2.. 1. AG 211104/SP. sob pena de violação ao Sistema Tributário Nacional. por conseqüência. de 18 de dezembro de 2002.2005. bem como de decreto presidencial correlato. b. pois a alíquota do Imposto de Importação a ser aplicada é aquela referente à norma vigente no momento em que efetuado o registro da declaração de importação para o desembaraço das mercadorias na repartição alfandegária.2005.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. O momento determinante para ocorrência do fato gerador do Imposto de Importação é aquele em que efetivado o registro da respectiva declaração no órgão aduaneiro competente.Nomenclatura Comum do Mercosul . p.. conforme constitucionalmente definido nos arts. a data do embarque da mercadoria no país de origem. deveria pressupor a existência de lei expressa. Imposto de Importação: produtos oriundos de país integrante do Mercosul. I. 7. Direito tributário. AMS 176748/SP.e. rel. Partindo-se dessa premissa.12. 31. As normas instrumentalizadas em decreto têm precedência sobre aquelas veiculadas por meio de instruções ou resoluções ministeriais.08. 4ª R. Juiz Fábio Prieto. é forçoso reconhecer que se mostram irrelevantes a data da celebração do negócio efetuado. 23 e 44.

11. Alíquota. O art. Ministro Moreira Alves.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.2003. estabelece as condições e os limites para alteração das alíquotas do Imposto de Importação. Tributário.2003. Imposto de Importação.-lei 37/66 e o art. Legítima a tributação na alíquota majorada pelo Dec. 1. impende-se seguir a orientação firmada posteriormente pelo Supremo Tribunal Federal no bojo do RE 222330/CE. 2ª T. Majorações da alíquota. j. Imposto de Importação. rel. Majoração. 769). trazendo.04. não há como considerá-la como se fosse alíquota zero se havia outra alíquota vigente para o caso quando da ocorrência do fato gerador (TRF-4ª.391/95 [revogado]. Fato gerador. o que é demonstrado pelo contribuinte interessado. inclusive ICMS e ISS Tributário. publicado no DJ 11. AC 1998. Registro da declaração.05. 3°. consoante se verifica no teor da ementa transcrita: ‘Imposto de Importação. Decretos 1. Produto sem similar nacional.427 e 1. Constitucionalidade dos Decs. o art. O Plenário desta Corte. artigo por artigo. 1ª T. 04.244/57.427/95 [revogado] e 1. DJU 10. Imposto de Importação. que majorarão a alíquota de importação. 22.471/95. 25.01. Ausente o ato normativo de redução da alíquota. datado de 20. 1. 4° do Dec. p.-lei 37/66 estabelece o aspecto temporal da regra de incidência do Imposto de Importação como sendo a data do registro da declaração de importação para o desembaraço na repartição aduaneira.. diferentemente do afirmado.2006. Por sua vez.076039-0/PR. Alíquota majorada. 5°.2006. 19 do CTN.01. rel. 6° e 7° do Dec.020401-0/RS.244/57. e se verifica a pertinência da medida para ajuste aos objetivos da política cambial e do comércio exterior. Dec.244. Embargos declaratórios. 23 do Dec. por unanimidade de votos: Constitucional. os arts. j. Juiz Leandro Paulsen.376/97 (TRF-4ª R. 2.471. de 1957. A respeito da matéria em apreço. ao julgar o RE 225.04.10. 55 . No mesmo sentido. 4° da Lei 3. 615). DJU 05.06.1999. AC 2004. no qual se declara a constitucionalidade dos decretos em comento.-lei 1.04. em seu art. simples autorização para que tal ocorra. 1..-lei 63/66. A autorização legal para redução de alíquota é exercida pelo Executivo mediante procedimento em que se analisa a existência ou não de similar nacional. não estabelecem a redução de alíquota ou a isenção dos produtos sem similar nacional.199/71. sim. em relação ao IPI. rel. Aspecto temporal.1999. Fato gerador.602. p. Lei 3. Não há qualquer incompatibilidade entre o art. este último artigo alterando a redação do art. 23 do Dec.. Irrelevante na definição da lei tributária que incidiu sobre a operação de importação a data em que a impetrante havia firmado negócio jurídico com a empresa sediada no exterior. Apreciação na via administrativa. decidiu. Processual civil. Juiz Leandro Paulsen. ambos de 1995. A Lei 3.

No ponto. a.2006. o momento do fato gerador do imposto de importação é a entrada da mercadoria no território nacional. em que se firmou a constitucionalidade dos Decs. merece ser prestigiado. consubstancia poder discricionário.427 e 1.427/95 a decisão tomada no RE 224. Compatibilidade do art.10. art. Dela. a e art. Constitucional e tributário. pelo que há de ser exercida sempre que seja necessária a alteração para ajustar o imposto aos objetivos da política cambial e do comércio exterior.08. inclusive ICMS e ISS Tributário. IV O que a Constituição exige. 56 . Acompanha-se a orientação traçada pelo Pretório Excelso. § 1°. 1ª T. CF art. Imposto de Importação: fato gerador.. já a aplicou ao Decreto 1. 3. 14. ambos de 1995. Apelação e remessa oficial providas (TRF-5ª R. art. EDREO 5132001/CE. a Constituição excepcionou a regra inscrita no art. e não o seu embarque. 23 do Dec. no art. 146. Juiz Ubaldo Ataíde Cavalcante j. p. 153. § 1°. 22. No caso.105). A faculdade atribuída ao Poder Executivo para alterar alíquotas dos impostos com finalidade extrafiscal. De acordo com o art. dado que a lei complementar somente será exigida se a Constituição.091). 150. Juiz Ubaldo Ataíde Cavalcante. j. por ato do Executivo. AMS 63969/AL. 1. Importação: alíquotas. 25. III. 150. Fato gerador do imposto de importação: a entrada do produto estrangeiro no território nacional (CTN. Assim. CF. majoração por ato do Executivo. expressamente. 1. rel. Art. p. 153. é que a lei que institua ou que majore tributos seja anterior ao fato gerador. artigo por artigo.o importador ou quem a lei a ele equiparar. 19 do Código Tributário Nacional. Embargos declaratórios acolhidos para dar provimento à remessa oficial (TRF-5ª.03. assim determinar. DJU 27.471/95. 19 do CTN. § 1°. Ato.285.427/95 e 1.471. as alíquotas é anterior ao fato gerador do imposto de importação. o decreto que alterou.. 1. A motivação do decreto que alterou as alíquotas encontra-se no procedimento administrativo de sua formação. Essa orientação se aplica aos Decs.1999. Recurso extraordinário conhecido e provido’. mesmo sem eficácia erga omnes. decisum este que. rel. aliás. divergiu o acórdão recorrido.1999. III. atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei. Contribuinte do imposto é: I . 153. da CF/88. nos termos do art. V RE conhecido e provido. Majorações da alíquota do Imposto de Importação. 2. III.09. como. Motivação. mesmo porque os motivos do decreto não vêm nele próprio.2006. porém.-lei 37/66 com o art.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Tributação extrafiscal. Súmula 4 do antigo TFR. A lei das condições e de limites é lei ordinária. II.. DJU 06. 1ª T. 1. 19). Imposto de Importação: alteração das alíquotas. II. I.

imputando-lhe a obrigação de pagar. O responsável designado não sofre indicação aleatoriamente e sim por estar vinculado ao contribuinte de alguma forma. bem assim outras pessoas indicadas na legislação pertinente (art. 22 do CTN. há ainda o responsável tributário. de tal forma que passa a ser tratado como se contribuinte fosse. Dentre os responsáveis. inclusive ICMS e ISS II abandonados. Dec.-lei 37/66 (art. o destinatário de mercadoria estrangeira remetida pelo correio e os adquirentes de bens nas localidades dos entrepostos aduaneiros. 32. Responsável solidário é o adquirente ou cessionário de mercadoria com isenção ou redução fiscal. o cessionário. ao mesmo se equipara. artigo por artigo. tais como o arrematante de mercadoria estrangeira leiloada.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. assume a obrigação ex vi lege.-lei 37/66). definido no mesmo diploma como sendo “aquele que tem relação pessoal e direta com a situação que constitui o fato gerador da obrigação tributária respectiva”. mesmo não sendo importador. Além do contribuinte indicado no art. o Dec. distinguem-se os solidários e os responsáveis por expressa designação. Dec. sem exclusão do primeiro. São eles o transportador. na responsabilidade em sentido amplo pode haver ou não a exclusão do contribuinte. 32. o depositário. a quem a lei impõe o gravame e. 57 . 31) indica espécie sui generis de sujeito passivo que. não sendo importador. Ao lado do contribuinte natural ou equiparado.-lei 37/66). Enquanto a solidariedade impõe mais um contribuinte. dentre outros. o qual responde juntamente com o contribuinte (art. - o arrematante de produtos apreendidos ou COMENTÁRIOS Contribuinte. parágrafo único.

Quebra. 617 e 711 do Código Comercial [os arts. 582.218.lei 37/66 (arts. No caso. 102. os administradores de bens de terceiros.562/78 (art. 104. a negativa de vigência dos dispositivos focalizados. deduzido apenas o percentual correspondente à quebra natural (0. 4°. À palma de transporte de produtos a granel. Secretaria da Receita Federal. Dissídio com as súmulas e julgados paradigmas não caracterizado (art. 60. a responsabilidade do arrematante. Transporte marítimo de produto a granel. 102. não desonera o importador. Sydney Sanches. Temas constitucional e legais não prequestionados (Súmulas 282 e 356) ou impertinentes à solução da causa. 103 e 104 do Código Comercial foram revogados pela Lei 10. 529. mesmo como contribuinte equiparado. rel. 1.-lei 116/67. XI. Min. por quebra de peso da carga. Dec. 103. se foi ele que deu início ao desembaraço aduaneiro. 2°). É interessante observar. responde o importador pelo que sobejar da dívida. com a Emenda Constitucional nº 1/69].1987.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. por exemplo. que. Na hipótese. com alegação de negativa de vigência dos arts. do CPC. DJU 28. 5°. Responsabilidade tributária.08. do Dec. mantendo-se a quebra dentro do limite admitido como natural pelas autoridades fiscais. presumida a ausência de culpa do transportador. 2. 6° e 9° e. Lei 6. Precedentes do STF.. j. inocorrente. perante a destinatária (empresa importadora). da CF [CF/67. inocorre a responsabilidade para o recolhimento do tributo na importação. 3°. Imposto de Importação. Recurso extraordinário da afretadora. o inventariante.1987. Responsabilidade das empresas armadora e a fretadora do navio transportador. artigo por artigo. Acórdão recorrido que condenou as rés ao pagamento do valor do prejuízo da importadora. os síndicos da massa falida.06. Recurso extraordinário não conhecido (STF. Instrução Normativa 12/76. inclusive ICMS e ISS Exemplo de responsáveis em sentido amplo são os sucessores. 322 do RI [redação anterior à Emenda Regimental 21/2007] e Súmula 291). JURISPRUDÊNCIA Transporte marítimo internacional de granel sólido.406/2002 .575). não 58 . 30. § 2°. 7. pois. 48. 1ª T.Código Civil].6%). caso o preço do bem leiloado não cubra a dívida fiscal. RE 112853/RS. 153. Tributário. os tabeliães e os sócios. parágrafo único. p. de dissídio com as Súmulas 261 e 535 e com outros julgados. e 169).1.

j. Agente marítimo (art. Com o cumprimento do dever de ofício da autoridade coatora.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.1998. rel. Desembaraço aduaneiro pendente de despacho do agente de Ministério da Agricultura. Recurso prejudicado. por força do art. rel.1997.restaram devidamente protegidos nas instâncias ordinárias.1995. 12... II.05. se fosse o caso. responsável pela fiscalização sanitária das mercadorias objeto de importação. Responsabilidade pela falta ou avaria da mercadoria transportada. AC 042449/ RS. As violações apontadas dos arts. Se a importação foi isenta. Na falta superior ao percentual aludido. Min. REsp 38499/RJ.1995. 1ª T. Eliana Calmon. mandatário ou comissionário transportador.. 26.-lei 37/66. Greve do serviço público.04. artigo por artigo. DJU 10.. Importação de mercadorias sujeitas a perecimento. estranho ao fato gerador do Imposto de Importação (Dec. não há necessidade. j. restando inobservado o requisito recursal do prequestionamento (Súmulas 282 e 356 do STF).09. p. Adhemar Maciel. A imputação de responsabilidade. Recurso especial prejudicado (STJ. p. Omissão a ser reparada pelo Poder Judiciário. I. Tendo em vista que os direitos materiais tutelados .08. 135. Transporte. rel. Transporte marítimo. 2ª T. inclusive ICMS e ISS superando a quebra os 5% previstos como naturais. exigiria a prova de que se houve o agente marítimo com excesso de poder ou infração à lei.. 3.783/89 não foram objeto de análise no tribunal de origem. REsp 143. o mandado de segurança impetrado no primeiro grau perdeu objeto.08.1998. REsp 132624/SP.a saúde pública e o patrimônio . as mesmas razões que justificam o reconhecimento da dispensa da multa conduzem a conclusão lógica de que. de logo. Papel jornal off set.2000. 135. O agente marítimo não é representante. Recurso provido (STJ. sendo representante do armador.2000). Dec. 72. Tributário. empregado. III. DJU 08. Milton Luiz Pereira. e com a expedição do laudo técnico atestando o perfeito estado dos bens internados. 10 a 12 da Lei 7. II. DJU 31.11.172/SP. do CTN). 3. 59 . II. rel.-lei 37/66). p. 2. 2ª T. somente o excesso poderá ser tributado. 15. 05. Mandado de segurança.650). nem utilidade a justificar a interposição do presente recurso especial. DJU 20.05.59).1997. j. também. em caso de avaria ou falta de mercadorias (TRF-4ª R. não se tenha como exigível o pagamento do tributo. Recurso especial não conhecido (STJ. do CTN. 12. 1. j. 1ª T. Regime de isenção. Juiz Vladimir Passos de Freitas. Tributário. Imposto de Importação.305). Min.08. art. 60. o transportador não pode ser responsabilizado por tributo. Min. descabendo o pagamento da indenização cogitada no parágrafo único.

Súmula 192/TFR. REO 93.-lei 37. Tributário.04. Juiz Leite Soares.. A responsabilidade pelo tributo nessa hipótese é do transportador. Nos casos de mercadorias importadas do exterior a granel.04. 4ª T.531). as faltas não superiores a cinco por cento excluem a responsabilidade do transportador quanto à multa.1991. Falta de mercadoria importada. 14. Sentença confirmada. Inaplicabilidade. Tributário. Responsabilidade. 4ª T. rel. j. Consolidou-se entendimento jurisprudencial no sentido de não ser o agente marítimo considerado como responsável tributário. 2. Imposto de Importação.. AC 90.12. Imposto de Importação..25606-1/BA. A responsabilidade pelo recolhimento dos tributos relativos a falta de mercadoria importada é inerente ao importador ou ao transportador da mercadoria (TRF-4ª R.-lei 37/66.. Fato gerador.1993.847). Não 60 . Tributário.1994.01. quando no exercício exclusivo das atribuições próprias. de-1966 (Súmula 192 do TFR).07. parágrafo único. nem se equipara ao transportador para efeitos do Dec. Agentes marítimos. 1. Imposto de Importação. 2. 06. II. nem se equipara ao transportador para efeitos do Dec. rel. por via marítima. não é considerado responsável tributário.086). Recursos improvidos (TRF-1ª R. artigo por artigo. Apelação conhecida. DJU 20. 60. Súmula 192 do ex-TFR. inclusive ICMS e ISS Tributário. 2ª T. j. de 1966 (Súmula 192/TFR).j.06. Fato gerador. AC 90.1997. Juíza Eliana Calmon. Recurso improvido (TRF . Depósito.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.10. 11. sendo o agente apenas representante que. Juiz José Fernando Camargo. p.01. Responsabilidade do transportador.1991. Agente marítimo. Mercadoria a granel. por isso..10328/RS.1997. Responsabilidade fiscal do agente marítimo. quando no exercício exclusivo das atribuições próprias.17. 57. 1°. 2. DJU 11.. Responsabilidade tributária. Importação. O agente marítimo. verificada pela autoridade aduaneira. Falta de mercadoria. 3ª T. Dec.05.1993. quando no exercício das suas atribuições (Súmula 192 do TFR).05. Dec. Não se ressente de fundamentos a apelação que se limita a reportar-se aos termos de sua contestação.-lei 37/66.759).. 1.-lei 37. Extravio. não pode ser demandado em nome próprio. O agente marítimo.1993. DJU 30. Correção monetária. 26.17780-8/DF. mas não com relação ao Imposto de Importação. 39. j. AC 0424689/PR. Processual e tributário. p.. DJU 20. rel. Remessa oficial improvida (TRF-1ª R.4ª R. Falta de mercadoria. Juiz Volkmer de Castilho. não é considerável tributário.09. arts. III. p. rel. 42. e 41. 29. 1. p.

61 . Agente marítimo. Decadência do direito da União para constituir seu crédito em face do transportador. João Otávio de Noronha.03. rel. Termo de compromisso. 121. Embargos a execução fiscal. 3. rel. exerce este as suas funções próprias. IV. Inexistência de responsabilidade tributária. rel..05. 2. 1ª T. Juiz Castro Meira j. V. AC 91.04. Agente marítimo. DJU 24. DJU 05. [parágrafo único. 12. 51. na importação de mercadorias a granel.. 12. 22. Imposto de importação. p.09618/PE. Recurso especial a que se nega provimento (STJ. Não se beneficia da isenção do Imposto de Importação a mercadoria extraviada. II. não é considerado responsável tributário. Dec.1996. VI. nem se equipara ao transportador para efeitos do Dec. quando no exercício exclusivo das atribuições próprias.091991. Caracteriza-se a ilegitimidade de parte do agente marítimo na execução fiscal. nos termos do art. 2ª T. do CTN. Aplicação da Súmula 192/TFR. pelo que é legítima a exigência do tributo do responsável tributário. p. Decadência operada. Juiz Baptista Pereira. vez que o auto de infração fora lavrado em face do agente marítimo e em nenhum momento do procedimento administrativo de qualquer decisão deste. artigo por artigo. Verba honorária devida pela embargante carecedora. segundo a qual ‘o agente marítimo.999). III. Aplicação do princípio da reserva legal. quando. Aperfeiçoa-se o fato gerador. 332).-lei 37. DJU 20. Não identificação com sujeito passivo na obrigação tributária no auto de infração e no procedimento administrativo o real contribuinte. Tributário.166-7). Imposto de Importação. Recurso voluntário e remessa oficial improvidos (TRF-3ª R.2005. Apelações e remessa improvidas (TRF-5ª R. O termo de compromisso firmado por agente marítimo não tem o condão de atribuirlhe responsabilidade tributária. j.-lei 37/66. Recurso voluntário e remessa oficial improvidos. 1. p. Tributário. AC 94.. nesse caso. Transportador. na data em que a autoridade fiscal tomou conhecimento da falta da mercadoria. 3ª T.] inciso II. que se operou. Nulidade absoluta do procedimento administrativo.1996.09.1991. REsp 223836/RS. Honorários advocatícios mantidos a favor dos embargantes.041306/SP. inclusive ICMS e ISS se aplica o entendimento sumulado quando o agente marítimo assina termo de responsabilidade equiparando-se ao transportador marítimo. j.09.. Mercadoria importada a granel. Min. 05.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.. Responsabilidade tributária inexistente. Princípio da reserva legal.07. Ocorre a nulidade do procedimento administrativo quando não é o transportador devidamente identificado como sujeito passivo da obrigação tributária. I.06. 19.2005. e mantida a favor do transporte. art. de 1966’.

04.-lei 37/66.2003. 1ª T.. Ocorrência do fato gerador. A autoraembargante não conseguiu comprovar estar a mercadoria estrangeira extraviada contemplada por qualquer isenção fiscal. Mercadoria isenta. 1. Recurso especial provido. 2. 1°. os preceitos dos arts. A simples alegação de inexistência de guia de importação não importa no reconhecimento de que a mercadoria extraviada esteja contemplada por qualquer isenção alusiva ao Imposto de Importação. parágrafo único. Min. arts. Resp 20315/RJ. Ocorrendo quebra ou perda inferior a 5% (cinco por cento). Inversão da sucumbência.1999.-lei 37/66. do art. Extravio de mercadoria estrangeira. Art. o extravio da mercadoria estrangeira importa. Inaplicáveis. do Dec. do Dec. não responde este pelo pagamento do Imposto de Importação face à inexistente previsão legal para tanto. III e 60.08. seja a mesma oriunda de Tratado Internacional. ele apenas se aperfeiçoa com o registro da Declaração de Importação no caso de regime comum e. porque a mesma não conseguiu comprovar ser a mercadoria estrangeira contemplada pelo benefício isencional. 19. Tributário.-lei 37/66.10.05.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 3.. rel. 1°]. p. Apelação improvida (TRF-2ª R. 28. Assim. 156). Necessidade de fixação de critério temporal para que se complete.1999. à espécie. parágrafo único. nos casos de mercadoria importada a granel sob regime de isenção. nos termos precisos do parágrafo único. 2. Responsabilidade pelo pagamento do Imposto de Importação da transportadora. 41. sobretudo.2003. Ademais. 41. Juiz Reis Friede. Compatibilidade. presumida a ausência de responsabilidade do transportador. 3. 1. 46). III e 60. 62 . necessariamente. seja ela oriunda de lei. do Dec. torna-se necessária a ‘fixação de um critério temporal a que se atribua a exatidão e certeza para se completar o inteiro desenho do fato gerador’. Quebra inferior ao limite técnico permitido de 5% (cinco por cento). na responsabilidade tributária da transportadora. Inversão do ônus da sucumbência (STJ. Não obstante o fato gerador do Imposto de Importação se dê com a entrada da mercadoria estrangeira em território nacional. Mercadoria importada a granel. Imposto de Importação. DJU 02. 1° e 23. AC 133478/RJ. DJU 08. p. artigo por artigo. Recurso especial a que se dá provimento.. do Código Tributário Nacional e arts. José Delgado. inclusive ICMS e ISS Tributário. 2ª T. com a entrada no território nacional da mercadoria que constar como tendo sido importada e cuja falta seja apurada pela autoridade aduaneira.-lei 37/66 [rectius: § 2° do art. j. 4. Dec. j. embora o fato gerador do tributo se dê com a entrada da mercadoria em território nacional.05. Responsabilidade tributária. rel.

p. Milho transportado a granel. não deverá responder por eventuais débitos decorrentes da importação. em virtude dessa perda. artigo por artigo. não haverá o que ser tributado.2002. ainda quando apurada a falta ou a diminuição do peso da mercadoria.-lei 37. nada mais justo então de exonerá-lo não só da multa quanto do tributo respectivo.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Nas hipóteses de perda da mercadoria.04. na conferência aduaneiro. 2ª T.. para o agenciamento do transporte das mercadorias. rel. Agente marítimo e transportador. em virtude de falta de mercadoria importada a granel decorrente de quebra. não se terá produto a desembaraçar e 63 . mesmo tendo assumido obrigações. estão sujeitos às intempéries e podem.2003. na qualidade de agente marítimo. sujeitarem-se ao ressecamento ou à umidade.. Imposto de Importação. conforme já delimitado pela a Súmula 192. em face da agência marítima. 1. Indevido. De acordo com os precedentes jurisprudenciais. Os bens trazidos a granel não são acondicionados adequadamente em embalagens. sendo grãos. Responsabilidade tributária. por isso se pode afirmar que não ocorrerá o fato gerador do tributo. a autora. Sentença modificada apenas em parte. Perda natural. a não ser quando caracterizada a sua qualificação de depositário. há hipóteses. Aduaneiro. dentre outros. Quebra de mercadoria. terem parte da carga perdida durante a carga e a descarga. nos termo do inciso II do art. à evaporação ou ao vazamento do produto. para diminuir o percentual dos honorários (TRF-2ª R. Conforme estabelecido pelas Instruções Normativas da Secretaria da Receita Federal. aplicável na espécie. e. sob pena de estar o Fisco tributando bem inexistente. por manter vínculo contratual com este. 32 do Dec. com a assinatura do Termo de Responsabilidade. E várias são as razões para que não se faça a tributação. 3. não haverá nacionalização ou aproveitamento do bem pelo importador. j. em que as quebras são inevitáveis (IN/SRF 95/84). 2. Mercadoria a granel. Imposto de Importação. do extinto Tribunal Federal de Recursos. 4. por ocasião do desembaraço do bem. Discute-se o direito à anulação do crédito tributário. Mas não se pode atribuir a responsabilidade pelo pagamento ao agente marítimo. AC 265663/ES. pelo qual se exige o pagamento do Imposto de Importação. inclusive ICMS e ISS Tributário. 84). Juiz Guilherme Couto. O Imposto de Importação é devido pelo seu total. Ilegitimidade ad causam. como a do transporte de bens a granel. dessa forma. por isso restou estabelecida uma margem para exonerar o responsável tributário de ônus. por quebra natural. Súmula 192 do extinto TFR. DJU 05. pois considerado ocorrente o fato gerador. no caso de líquido. 17. Tributário. Ação anulatória. como responsável tributária.02. Agente marítimo. pois não se equipara ao transportador nem ao contribuinte do imposto. a mercadoria sequer ingressará no território nacional. ainda.

artigo por artigo.543/2002]. A isenção. Precedentes. AC 63465. sobre bens extraviados sob a guarda da autora. conforme admitido pela sentença. ao qual se obrigou o importador. imputado à autora em face do extravio ocorrido em bem que transportou. 4. rel. Fato gerador do Imposto de Importação. Discute-se o direito à anulação de crédito tributário. A suspensão dos impostos resolver-se-á quando ocorrer o acontecimento futuro e certo. Pensar de forma contrária.. não se admitindo outra alíquota que não a indicada. ou seja. Aduaneiro. destinam-se a identificar o responsável e apurar o crédito tributário dele exigível (art. Mercadoria importada. enquanto para a redução dos tributos. dentre elas a de entrar o bem no território nacional para o consumo. seria de caráter objetivo. rel. haveria a transferência do sujeito obrigado. Sustenta a autora tratar-se de produtos sujeitos à alíquota zero. A responsabilidade tributária implicará na conjugação de várias situações. no caso da suspensão dos impostos. 5. Precedentes do STJ.04. Responsabilidade do transportador. A avaria ou extravio do bem não pode modificar os critérios de outorga de isenção. 515). Extravio. ter sido extraviada ou avariada e quem lhe deu causa. não haveria a obrigação tributária diante da importação com redução de impostos. fazendo nascer tal obrigação fiscal. todo transportador seria o responsável pelo pagamento de impostos. portanto. As situações de avaria ou o extravio são previstas expressamente pelo Regulamento Aduaneiro [revogado pelo Dec. mantendo-se a suspensão dos tributos até a sua implementação. cujos bens importados enquadravam-se na alíquota zero. alterando-se as causas determinantes da suspensão. 7. O ponto nodal da questão refere-se à ocorrência ou não do fato gerador do Imposto de Importação. caso ocorresse. vindo a ocorrer a avaria ou extravio dos bens.. equivaleria à transmutação de uma isenção objetiva para uma subjetiva. faria o Fisco nascer uma alíquota não contemplada legalmente.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 1. enquanto a redução é norma imperativa. 6. 5. em virtude de extravio ou avaria. cujas ocorrências. conferida aos produtos importados. Anulatória de débito. mesmo estando as mercadorias isentas. 12. pois é instituída em função do fato. 468 do mesmo Regulamento). Sucumbência. 3. insertas no art. não admitida por este instituto. Tributário. objetivamente considerado. 8. 2ª T. 467. Juiz Eliana Marcelo. Apelação e remessa oficial improvidas (TRF-3ª R. inclusive ICMS e ISS conseqüentemente a tributar. passando a responsabilidade a terceira pessoa.2007. Da mesma forma. Apelação e remessa oficial não providas (TRF-3ª R. 2. 4. 64 . p.04. nas formas dos artigos 478 a 485 do Regulamento Aduaneiro. j. DJU 19. Inocorrência. consistente na exigência do Imposto de Importação e respectiva multa. 9. Alíquota zero. de suspensão dos impostos ou de sua redução de alíquota. AC 175713/SP. in casu para zero.. 6.2007.

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Juíza Eliana Marcelo, j. 15.03.2007, DJU 22.03.2007, p. 464). Imposto de Importação. Mercadoria avariada. Sujeito passivo. Transportador. 1. É o transportador o sujeito passivo do Imposto de Importação incidente sobre a mercadoria importada, tendo em vista a assunção da responsabilidade de transportador o bem, documentalmente. 2. Irrelevante o fato de a mercadoria ter sido transportada por caminhão de outra transportadora. 3. O fato gerador do imposto de importação se dá com a entrada da mercadoria importada em território nacional. A avaria da mercadoria não afasta ocorrência do fato gerador (TRF-4ª R., 1ª T., AMS 200070030036965/PR, rel. Juíza Maria Lúcia Luz Leiria, j. 18.06.2003, DJU 09.07.2003, p. 251). Tributário. Importação de produto industrializado. IPI e Imposto de Importação. Isenção subjetiva. Locação do bem antes de decorridos cinco anos. Responsabilidade solidária. Juros de mora. Termo inicial. Decisão administrativa. I. Quando a isenção for vinculada à qualidade do importador, a locação do bem, antes de decorridos cinco anos da efetiva importação, obriga ao prévio pagamento do imposto, a teor do art. 137 do Regulamento Aduaneiro, aprovado pelo Dec. 91.030/85 [revogado pelo Dec. 4.543/2002]. II. É responsável solidária a pessoa que tenha interesse comum na situação que constitua o fato gerador da obrigação principal, nos termos do art. 124, I, do CTN. III. Existindo a solidariedade, o Fisco tem total liberdade para escolher de quem cobrar, podendo, pois, dirigir as suas ações contra todos ou apenas um dos devedores. IV. Uma vez que o julgamento definitivo no âmbito administrativo foi no sentido de reconhecer o não cabimento de acréscimos moratórios antes da decisão da lide, por não estar ainda definitivamente constituído o crédito tributário, não pode o julgador agravar a situação do contribuinte, para fixar como termo inicial para a incidência de juros moratórios a data do vencimento do crédito tributário. V Apelação parcialmente provida (TRF-5ª R., 3ª T., AC 350912/PE, j. 02.06.2005, DJU 30.06.2005, p. 655). Tributário. Responsabilidade tributária. Importação. Mercadoria importada. Perfumes. Adquirente de boa-fé. 1. O adquirente de boa-fé da mercadoria estrangeira, possuidor da regular nota fiscal, não pode ser apenado com a perda do produto, se verificado pelo Fisco que a mercadoria não foi regularmente importada, porquanto não possui o comprador a obrigação legal de exigir do comerciante vendedor a prova documental do regular ingresso do bem no território nacional, obrigação, esta sim, do Poder Público. Precedentes desta Corte e do STJ (q.v. verbi gratia: AMS
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1997.01.000367534, publicado em 13.11.2003). 2. Remessa oficial não provida (TRF-5ª R., 8ª T., REOMS 200442000022149/RR, rel. Juiz Carlos Fernando Mathias, j. 07.11.2006, DJU 04.12.2006, p. 202). Tributário. Imposto de Importação. Responsabilidade por substituição do transportador. Dec.-lei 37/66, art. 60, parágrafo único. Não configuração no caso de inexigibilidade do tributo na operação. I. Isenção e imunidade não se confundem; enquanto esta consubstancia hipótese de incompetência tributária, aquela impede a constituição do crédito fiscal. II. A diferença ontológica entre isenção e imunidade não tem o condão de afastar a exegese construída sobre o parágrafo único do art. 60 do Dec.-lei 37/66, que cuida da responsabilidade do transportador por tributos que deixaram de ser recolhidos em decorrência de dano, avaria ou extravio. III. O transportador não é responsável por substituição no caso de dano, avaria ou extravio de mercadorias quando o tributo não seja devido na operação em razão de hipótese de imunidade, não incidência, suspensão, exclusão ou extinção do crédito tributário. IV Apelação e remessa oficial improvidas (TRF-1ª R., 2ª T., AC 19990100032763/MG, rel. Juíza Vera Carla Nelson de Oliveira Cruz, j. 16.04.2002, DJU 16.05.2002, p. 108).

Seção II Imposto sobre a exportação Art. 23. O imposto, de competência da União, sobre a exportação, nacional. COMENTÁRIOS Finalidade. O imposto incidente sobre bens e produtos nacionais ou nacionalizados, quando destinados ao estrangeiro, tem como fato gerador a saída do território nacional, considerando esta saída no momento em que é expedida a guia de exportação ou documento equivalente. Adotou-se este momento como o da ocorrência do fato gerador por questão de praticidade.
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para

o

estrangeiro,

de

produtos

nacionais

ou

nacionalizados tem como fato gerador a saída destes do território

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É um imposto federal, de competência da União, inovação esta oriunda da Emenda Constitucional nº 18/65, porquanto a Carta de 46 atribuía aos Estados-membros a instituição do imposto em realce. A atual competência federal da exação é muito mais lógica e adequada à natureza jurídica do imposto, de índole nitidamente extrafiscal, regulatório do comércio exterior. É utilizado, algumas vezes, para evitar o desabastecimento do mercado interno, quando atraentes os preços do exterior. Pelo caráter extrafiscal do imposto e pelo fato de ser importante para o equilíbrio da balança comercial, tem baixíssima alíquota. Como fonte de receita é a exação despicienda, mas funciona como instrumento da política tributária, não se lhe aplicando, por isso mesmo, o principio da anterioridade. Entretanto, diferentemente do Imposto de Importação, tem sido este imposto altamente criticado, por onerar os bens de produção nacional no mercado externo. Fato gerador. É a saída material do produto nacional ou nacionalizado para outro País, qualquer que seja o objetivo da remessa, independentemente do negócio jurídico que motivou a saída, seja compra e venda, doação ou empréstimo. O momento da ocorrência do fato gerador é o da expedição da guia de exportação ou documento equivalente, conforme estabelece o Dec.-lei 1.578/77, no particular bem mais explícito do que o CTN, haja vista o teor do § 1° do art. 1°, verbis: “Considera-se ocorrido o fato gerador no momento da expedição da Guia de Exportação ou documento equivalente”.

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Os mesmos conceitos examinados para o Imposto de Importação servem de subsídio para a compreensão das alíquotas deste imposto. Tipo de imposto. proporcional e seletivo em função do objeto submetido à tributação. podendo ser as mesmas especificas e ad valorem. o Imposto de Importação. artigo por artigo. a fim de facilitar. 10. Possui institutos próprios. entendendo-se como tal a mercadoria estrangeira que no país sofreu transformação. mas também a nacionalizada.. Direta quando o estabelecimento industrial ou produtor emite a nota fiscal de venda endereçada diretamente ao destinatário no exterior. como o Imposto de Importação. cuja expedição de guia é uma mera providência burocrática. 68 . As exportações podem ser diretas e indiretas. beneficiamento ou acondicionamento e foi reexportada (regime de drawback). portanto. 1985. ed. inclusive ICMS e ISS Temos. 139). na prática. com base em contrato. É um imposto indireto. Para Aliomar Baleeiro. Atente-se quanto ao fato de que não só a mercadoria nacional é passível de incidência do imposto. “nacionalizada é não só a mercadoria de origem estrangeira aqui transformada ou beneficiada. a cobrança do imposto. Observe-se que aqui há profunda diferença do imposto coirmão. p. Por isso mesmo remete-se o leitor ao que foi dito quanto aos entrepostos aduaneiros e regimes especiais. uma ficção legal como fato gerador.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. mas também a subdividida em acondicionamentos no país” (Direito Tributário Brasileiro.

Imposto de Exportação.106/PE ( DJU 28. sem fazer expressa referência ao Dec. a Turma deu provimento a recurso extraordinário para reformar acórdão do TRF da 5ª Região que afastara a exigência do Imposto de Exportação em operação relativa à venda de açúcar previsto nas Resoluções 2. a exportação será considerada indireta para o fabricante e direta para o interveniente exportador. nos contratos de exportação de açúcar -. fora feito anteriormente à edição das referidas normas. .136/94 . artigo por artigo. Min.que estabeleciam alíquotas de 10% e 2%.796/PE.Siscomex. Alteração de alíquota. efetivados 16. citados: 227. O fato gerador do Imposto de Exportação é o registro 69 entendeu os pela de incidência das mencionadas Precedentes resoluções RE porquanto as mesmas foram editadas anteriormente ao momento em que registros exportação.10.2000). Nesta hipótese. inclusive ICMS e ISS Indireta quando o estabelecimento industrial ou produtor emite a nota fiscal de venda (com o fim específico de exportação) para destinatário comprador no Brasil. que funciona como interveniente comercial. respectivamente.248/72 ou a trading companies.112/94 [revogada] e 2. quando a legislação tributária fala em “empresa comercial exportadora”. JURISPRUDÊNCIA Nota: Imposto de Exportação e fato gerador . A Turma.04.-lei 1. Segundo Vittorio Cassone.Considerando que o fato gerador do Imposto de Exportação ocorre no momento em que é feito o registro de exportação junto ao Sistema Integrado de Comércio Exterior . Tributário.2001. cujo registro de venda. vendendo para empresa situada no exterior. rel. salientando que o registro de venda não substitui o registro de exportação. RE 223. I. entendido como fato gerador pelo Tribunal a quo.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Ellen Gracie. que por sua vez emitirá nota fiscal de venda endereçada ao comprador estrangeiro. está querendo dizer que é qualquer empresa exportadora que pratica atos de comércio de exportação.

136/94.-lei 1. fere o direito adquirido e o princípio da irretroatividade. 4. 08. 101. 4. AC 0403282/RS. surge para o exportador o direito de ver seu produto tributado nas bases da legislação então vigente. rel. II.. 222 do Regulamento Aduaneiro [revogado pelo Dec. 1° do Dec. Resoluções do CMN 2. Fato gerador. Majoração. AG 03033329.1997.05. 22. Pleno. 1..112/94 [revogada] e 2. Apelação desprovida (TRF-4ª R.725). Direito tributário. Fato gerador. 1. Negócio jurídico anteriormente firmado.. do Decreto 660/92. Granito em bruto. Por conseguinte. DJU 25. III. p.. que atribuiu somente ao chefe do Poder Executivo relacionar produto sujeito ao imposto. não tem o condão de contrariar o que a norma legal define como hipótese de incidência do imposto sobre a 70 . Medida Provisória 655/94. Tributário. inclusive ICMS e ISS informatizado das operações de exportação no Siscomex. p.112/94. Juiz Gilson Dipp. 2. A aplicação de ato normativo.578/77. rel. 44.543/2002]. O elemento temporal do fato gerador foi o da expedição da Guia de Exportação ou qualquer documento que à mesma equivalesse segundo a administração fiscal.1991. Dec. j. Ao legislador. Apelação não conhecida e remessa ex officio improvida (TRF-3ª R. Juiz Newton de Lucca j. Direito adquirido. Imposto de importação de açúcar. dentre as etapas da exportação. artigo por artigo.07. 1° do Dec. Direito intertemporal. não importando que o embarque se dê somente após a alteração da alíquota.873). Se a cobrança do imposto se deu com base na Resolução 2. do art. j. Imposto de Exportação.1991). 4ª T. Segurança concedida.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Alíquota. constitucionalmente assegurados. que juridicamente não acontece quando da contratação do embarque nem do desembarque. 3. DJU 28.112/94. Res. Atente-se para que o art.10. Irretroatividade tributária. contrariou o comando da Medida Provisória 655/94 [a Medida Provisória 655/94 transformou-se na Lei 9. 04.1996. MS 00547727/PE. Imposto de Exportação.1996.543/2002]. rel. Açúcar.11. 661/92 [revogado pelo Dec. 6°. 2. 3ª T. Juiz Francisco Falcão. 4.019/95]..1997. Segurança concedida (TRF-5ª R. Segurança jurídica.06.-lei 1. já que revogou a delação constante no § 2° do art.578/77. editado posteriormente ao registro junto ao Siscomex das operações relativas a exportação. DJU 10. consoante o § 1°. Tributário.06. 2. a lei elegeu a expedição da guia para marcar a saída do produto exportado. que modificou o art. Bacen [revogada]. imbuído de critério político. é lícito instituir formas divorciadas da realidade material. Ocorrido o fato gerador. Ação ordinária anulatória de débito fiscal. Registro de venda junto ao Siscomex.

AMS 95. À época do fato gerador incidia alíquota zero.1995. 1ª T. j. 4. 05. Juiz Ridalvo Costa. 26. Embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário.. infringe o princípio da irretroatividade da lei tributária a cobrança do Imposto de Exportação nas alíquotas de 10% (dez por cento) ou 2% (dois por cento). O fato gerador do Imposto de Exportação. antes da vigência das resoluções que majoraram a alíquota do Imposto de Exportação. Constitucional.1996. Remessa oficial improvida (TRF-5ª R. 10. rel. Tributário.112/94 [revogada] e 2. DJU 10.08. rel Juiz Geraldo Apoliano j. DJU 1°. 1. 3ª T. Juiz José Maria Lucena.112/94 [revogada] e 2. Irretroatividade. Impossibilidade de prejuízo ao contribuinte.1995. Impossível a retroatividade desses diplomas normativos para alcançar as operações de exportação já registradas. § 1°. rel.578/77. Precedentes jurisprudenciais desta Colenda Corte: AMS 49552/PE.136/94.136/94 do Banco Central do Brasil. p. Imposto de Exportação. que majoraram a alíquota do tributo.1996... Controvérsia acerca da existência de distinção entre Registro de Venda e 71 . j. Imposto de Exportação. inclusive ICMS e ISS exportação (TRF-4ª R. A impetrante teve seus registros de exportação efetivados em 26. Juiz Gilson Dipp. 65. Irretroatividade. Inexistência. Fato gerador.05. Juiz Francisco Falcão.-lei 1. de 1994. Sistema Integrado de Comércio Exterior . do Dec. Erro material. O Dec.. 26. Ocorrência antes da edição das Resoluções 2.05.05. que considera-se ocorrido o fato gerador no momento da expedição da guia de exportação ou documento equivalente: 3. REO 49689/PE. Resoluções 2. em seu art. 5. rel. rel. DJU 20.10. A demora da Administração Pública para expedir o registro de venda não pode prejudicar o contribuinte que se ateve às diretrizes dos planos governamentais para efetuar os seus negócios jurídicos.1995. p.1994. 26. 11. Constitucional e tributário.04. 1°.1997. j. ao instante da edição das Resoluções 2. é a expedição da guia de exportação ou documento equivalente. Exportação. Tributário.49689/PE.112 e 2. Imposto de Exportação. j. Resolução Bacen 2. 83.08.1995. Precedentes..10. § 1°.. AMS 0444922/RS. Não conhecimento da apelação da Fazenda e improvimento da remessa oficial (TRF-5ª R.1995. Registro no Sistema Integrado de Comércio Exterior Siscomex. Encontrando-se registrados na Siscomex os contratos negociados com o exterior. p. 1°. AMS 50202/AL.Siscomex. 2.136/94. REO 95.-lei 1.578/77 estabelece.112/94 [revogada] e 2.10.1997.09. 3ª T.08. j.831). artigo por artigo.235). Demora da Administração Pública.052051/PE. 12. tal como definido no art. 30. Fato gerador.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.136.006). Fato gerador.

Min.. Tributário.305/75. institui a referida taxa. não há falar na incidência de tributos sobre operação enquadrada no regime de exportação temporária. 2. 1. A Lei 6.069/95. quando ocorre comercialização interna de produtos vegetais. Embargos de declaração rejeitados (STF. 132). em nosso regime legal tributário. Os arts. p. rel. 99). Registro de vendas no Siscomex durante vigência da resolução do Bacen. 2ª T.972/2000]. j. Constitucionalidade. DJU 24. rel. 26). José Delgado. não determinam a incidência da taxa de classificação dos produtos vegetais quando destinados à importação sob o. Impossível. da Lei 6. p.. Fato gerador. 03. Dec.03. 4ª T. 2. Lei 9. Min. Tributos e contribuições. ou seja.-lei 37/66. Erro material. 21. a criação de obrigação tributária por interpretação jurisprudencial. Impossibilidade.2003. Tributário. artigo por artigo. quem são os sujeitos ativos e passivos. Exportação temporária. REsp 382494/PR.03. 1.305/75.-lei 37/66. Circular Bacen 2. 1°. Lei 6. Recurso especial não-provido (STJ.163/95 [revogada pela Resolução 2.2003. RE-AgR-ED 234954/AL. O Dec. j. ainda. 1. Portaria 393/95..08. Fato gerador.2002. art. Maurício Corrêa. 13. Inexistência. 4.2002.597/95 [revogada pela Circular 3. Tributário. inclusive ICMS e ISS Registro de Exportação.10. Tributário.2003. REsp 432839/SC. Juiz João Otávio de Noronha. nos termos do Dec.281).2006. 6. Incidência. Fato gerador. 2ª T. Imposto de Exportação. Imposto de Exportação Açúcar. esta deve ser aplicada. Juiz Hilton Queiroz. 1. expressando. j..280/2005]. p. rel.05.06.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Homenagem ao princípio da legalidade. DJU 23. O fato gerador do Imposto de Exportação sobre o açúcar ocorre com o registro de vendas no Siscomex e. Não incidência na importação de produtos sob regime de drawback. 25. Inexistência. 60.2003.2006.305/85 [revogada pela lei 9. destinados à futura exportação. Envio de equipamento ao exterior. Taxa de classificação de produtos vegetais.72 . 2. unicamente. DJU 29. 3. p. Precedentes.02. regime drawback. Apelação e remessa oficial a que se nega provimento (TRF-1ª R.09. j.. 1ª T. Só há tributo exigível quando existe lei que expressamente o declare. AMS 199901000505276/MG. verificando-se este durante a vigência da resolução que majorou a alíquota do imposto (Resolução do Banco Central 2. Recurso não provido (STJ.927/2002]). rel. Dec. em seu art. 5. impondo os elementos do seu fato gerador. DJU 15.578/77. 1° e 7°. da sua base imponível e da alíquota devida.-lei 1. Diante da inexistência de fato gerador.

inclusive ICMS e ISS lei 1..10. DJU 29. descreve todos os elementos do Imposto de Exportação.11. O fato gerador do imposto configura-se com o registro da exportação no Siscomex. j. ou seu similar. 23. DJU 23. A alteração da alíquota do Imposto de Exportação pelo Poder Executivo encontra-se prevista no art. não havendo óbice ao exercício dessa competência pelo Conselho Monetário Nacional. da Constituição Federal.10. portanto. A base de cálculo do imposto é: I . artigo por artigo. Art. p. AG 31752/PE. Longe de prejudicar a cobrança do Imposto de Exportação. ambos órgãos do Poder Executivo. alcançaria. Averbação de embarque. sendo. rel. recepcionado pela Constituição Federal. § 1°. 4. sendo.2002.2002..543/2002]. Juiz Mairan Maia. o nascimento da obrigação tributária.578/77. a unidade de medida adotada pela lei tributária. REOMS 173653/SP. Imposto de Exportação. em uma venda em condições de livre concorrência. pela fiscalização aduaneira. 347). Juiz Paulo Machado Cordeiro. 03. tampouco à sua delegação ao Banco Central do Brasil. este o momento a ser considerado para a verificação da legislação aplicável.10. 3ª T. Precedentes do Eg.quando a alíquota seja ad valorem. válida a majoração da alíquota efetuada pela Circular Bacen 2. O direito fundamental do particular. p. ao tempo da exportação. não pode ser obstado por exigências administrativas tendentes a exigir direta ou indiretamente o pagamento do tributo devido.2002. a averbação contribui para legitimar sua exigibilidade. de desenvolver livremente sua atividade econômica. II . o preço normal que o produto. devendo ser afastada alegação de inexistência de norma válida instituidora do tributo. Cobrança indireta do tributo.. j.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 24.2002. rel. Tributário e administrativo. conforme disposto no art. 153.quando a alíquota seja específica. STF A oneração em milhões do exportador autoriza o julgador a liberar a mercadoria impedida de ser exportada no caso presente. 3.597/95. Agravo de instrumento provido (TRF-5ª R. 6ª T. 73 . A averbação é o ato final do despacho de exportação e consiste na confirmação. do embarque ou da transposição de fronteira da mercadoria. em qualquer caso. 222 do Regulamento Aduaneiro [revogado pelo Dec. não importando o momento do registro da venda junto ao Siscomex (TRF-1ª. portanto. 2.954). ao reconhecer a efetiva ocorrência do fato gerador e confirmar. tendo conteúdo prevalentemente declarativo.

Aspectos relevantes. então. cabe ao Conselho Monetário Nacional expedir normas sobre a determinação da base de cálculo do imposto e fixar critérios específicos ou pauta de valor mínimo. A base de cálculo que indica o preço normal deve observar as normas da Organização Mundial do Comércio. E quando é o Judiciário chamado a dirimir contendas em torno da exação. geralmente não passam da esfera dos Tribunais Regionais Federais. dele excluindo-se os custos da exportação e do financiamento. nas vendas efetuadas a prazo superior aos correntes no mercado internacional. artigo por artigo. Como os preços oscilam em função do mercado externo. A pauta de valor mínimo só se faz pertinente quando o produto for de difícil apuração ou sofrer marcantes oscilações no mercado internacional. O Imposto de Exportação não tem importância fiscal e sim política. O disposto no parágrafo único objetiva reduzir o preço do produto. o preço da mercadoria mais frete e seguro. Para os efeitos do inciso II. ou seja. considerase a entrega como efetuada no porto ou lugar da saída do produto. inclusive ICMS e ISS Parágrafo único. como já explicitado. sujeitando-se inclusive às flutuações das Bolsas de Mercadoria. não ensejando questionamentos judiciais freqüentes. como preço normal o valor à vista do produto. 74 . FOB é a abreviatura de free on board. o custo do financiamento.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. FOB ou posto na fronteira. Ela é elaborada pelo Conselho Monetário Nacional. deduzidos os tributos diretamente incidentes sobre a operação de exportação e. COMENTÁRIOS Base de cálculo. Daí a pouquíssima jurisprudência dos Tribunais Superiores sobre o imposto em destaque. colocado a bordo do veículo que irá transportá-la para o exterior. Considera-se.

1993. pelos exportadores de café cru. pode ter lançamento de oficio. Agravo regimental. 75 .06. 149 do CTN. Inconstitucionalidade do art. por declaração do exportador. como os demais impostos.922.. Afinal. Sepúlveda Pertence.1994. 2°. p. 30. DJU 16. Exportação de café cru. o valor constante da fatura comercial é mera indicação por não se constituir em base de cálculo.09. geralmente. acrescente-se que o Imposto de Exportação. AGRAG 153549/SP. recebido pela Constituição.. 11 do Convenio ICMS 66/88 declarada pelo Supremo Tribunal no RE 149. Base de cálculo. JURISPRUDÊNCIA “O exportador adquire o direito de transferência de crédito do ICMS quando realiza a exportação do produto e não ao estocar a matériaprima” (STJ – Súmula 129).11.844). 12. 24. especialmente o preço das mercadorias. j. rel. O certo é que obedecem elas a razões de conveniência e oportunidade da Administração. Contribuição devida ao IBC. Paulo Brossard. Exclusão da base de cálculo do montante da cota de contribuição devida ao IBC (Dec. mas a outorga só por lei pode ser feita. § 8°. rel. Exclusão. ICMS. A quota de contribuição devida ao IBC. 34. Min. Min. como previsto no art.-lei 406/68. As quotas isencionais são episódicas e circunstanciais. p.1994. Exportação de café cru. § 5°. não comportando comentários em um trabalho de âmbito geral.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Tributário. 1ª T. não se inclui na base imponível do ICMS. por força do art. artigo por artigo.1994.04. inclusive ICMS e ISS Geralmente as controvérsias judiciais versam sobre base de cálculo ou isenção.269). 13. AGAG 145172/SP. DJU 03. j. ADCT) (STF. Agravo regimental a que se nega provimento (STF. O lançamento é feito. Por fim. art. ICM. mas o Fisco tem a faculdade de recusar qualquer dos elementos dessa declaração. 2ª T.

Min. j. I.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Possibilidade. em seu aspecto substantivo.04. por não integrar o valor líquido faturado. Segurança concedida. Tributário. 15. 7. bem como pela inexistência de benefício patrimonial a ser auferido. REO 0438009/RS. Afastamento do empeço de exame de mérito. em decorrência. de chegar-se ao exame do mérito. firmou contratos para atingir seu objetivo. 1ª T. ainda que legalmente alterada.03. Base de cálculo. não se inclui na base de cálculo do ICMS devido na exportação de café em grão.. Tributário. p.1992. a impetrante já havia obtido autorização para exportar 400. Recurso provido (STJ. rel. Razoabilidade.1995. No caso concreto. Mandado de segurança. Precedente. Juiz Wellington Mendes de Almeida). A quantia relativa ao Imposto de Exportação. Base de cálculo. provados com a inicial: existência de direito líquido e certo. 5.000 toneladas métricas de açúcar para o exterior pelos períodos de 95/96 e 96/97. afetando ruinosamente os contratos firmados anteriormente pela impetrante. 153. César Asfor Rocha. 2. ICMS. objetivando a congruência lógica entre as situações postas e as decisões administrativas (TRF-4ª R. Não se nega ao Executivo o direito. II e § 1°). se mostrou desarrazoada e altamente ruinosa para a empresa. Fatos complexos.12. rel. Violação do devido processo. Desproporcionalidade.. Imposto de Exportação.865). A quantia correspondente ao Imposto de Exportação não integra o valor da mercadoria.1992. Processual civil e administrativo. 01. dentro das condições da época (alíquota de 2%). e até o dever. II. Se os fatos. Alteração exacerbada da alíquota do imposto. A nova alíquota (40%). Aplicação do princípio da razoabilidade. REsp 19610/SP. p. em 76 . Necessidade de respeito a autorização empenhada por períodos certos e determinados. inclusive ICMS e ISS ICM. Pena de perdimento. Assim. tem o impetrante a condição especial da ação de mandado de segurança: o direito líquido e certo. 3. Min. porém. 1ª T. Violação do devido processo. Recurso improvido (STJ. j. artigo por artigo. Exportação de café em grão. de alterar a alíquota do Imposto de Exportação (CF. se acham provados com a inicial. 1. Garcia Vieira. sobre o valor líquido faturado sobre ela não pode incidir o ICM. DJU 18. DJU 04. por motivos conjunturais. rel. art. suficientes para o desate da testilha..1996. Autorização governamental para exportação de açúcar para o exterior. Não inclusão do Imposto de Exportação.536). REsp 73949/RJ.05. A pena de perdimento não é aplicável quando há desproporcionalidade entre o valor da mercadoria apreendida e o valor do veículo que a transportava. A desproporcionalidade da sanção imposta restou evidente ante a inexistência de Imposto de Exportação a pagar.

Recurso especial. Auto de infração. Comprovado que a documentação legal (notas fiscais. Desnecessidade. Ação rescisória. Depósito das mercadorias em vagões ferroviários.. 11.1997. Segurança concedida (STJ.1990). Contrariedade do acórdão rescindendo a entendimento sumulado no âmbito dos Tribunais Superiores. Tributário. 2°. p. DJU 06. Nas operações comerciais que envolvem produto cujo preço é fixado com base nas cotações das bolsas internacionais e às quais se aplica a regra universal da desoneração das exportações.08. Min. Apelo improvido. Mostra-se ilegal a lavratura de auto de infração e termo de apreensão e guarda fiscal quando a operação de exportação de mercadoria isenta embasa-se em documentação regular. 1. 2.08. REsp 511036/MG. DJU 12. Recurso especial provido (STJ. Base de cálculo. Exportação de café.11.12.04.01.2007. Insubsistência. Viola de forma direta o preceito normativo insculpido no art. apresenta-se ilegal a apreensão e declaração de perdimento. Juíza Eliana Calmon. artigo por artigo. Exportação de mercadoria isencional. 1.03. III.1989. Processual civil e tributário. 06. 2ª T. Sendo isentas de impostos os bens a serem exportados não se configura dano ao erário. p. j. Min.045).455/76. em decorrência da isenção. Exportação. Adhemar Maciel. § 8°. DJU 27. Repercussão. guia de exportação) foram apresentadas pelas exportadoras. inclusive ICMS e ISS seu aspecto substantivo. 2.-lei 406/68 decisão que determina o acréscimo do valor da cota de contribuição para o IBC na base de cálculo do ICMS cobrado na saída de mercadorias. Quota de contribuição devida ao IBC. rel. do Dec. Remessa improvida (TRF-1ª R. ICMS.3. Sentença confirmada (TRF-1ª R. Mandado de segurança. a ausência de dano ao erário.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 1ª Seção.02. 4). Prova da repercussão. AMS 89. Juiz Fernando Gonçalves. João Otávio de Noronha. MS 4772/DF.-lei 1. 1. p.1998. Recurso especial. eventual divergência havida no 77 . Operação regular.1990. 12.2007. inviabiliza a pena de perdimento. j. rel. j. Quota de contribuição ao IBC. ICMS.03. 19.01. capaz de ensejar a aplicação do Dec. Exportação de café. 166 do CTN. 244). 2. rel. Súmula 49/STJ. DJU 06. rel. Pacificada a interpretação de determinada norma jurídica pelos Tribunais Superiores. 15. Cabimento. j. Art. Mercadoria isenta. Tributário.01398-3/DF. Por outro lado.17103-1/DF. 1. Base de cálculo. sob pena de perda de competitividade do produto no mercado internacional.1990. há de se pressupor a impossibilidade prática do repasse do valor do tributo recolhido... 3. REO 89.

4. Viola de forma direta o preceito normativo insculpido no disposto no § 8° do art. 149. PIS e COFINS. § 2°. 02. CF). 2° do Dec. Tributário. pois. 5.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. há de se pressupor a impossibilidade prática do repasse do valor do tributo recolhido. Receitas.. Não havendo na Constituição ou em quaisquer outros dispositivos infra-constitucionais definição de quais receitas decorrentes da exportação. DJU 07. depois. Nas operações comerciais que envolvem produto cujo preço é fixado com base nas cotações das bolsas internacionais. Eliana Calmon. propicia ao Superior Tribunal de Justiça transcendendo o interesse subjetivo das partes . do CPC. relativamente às receitas decorrentes de exportações previstas no art. REsp 427814/MG. são excluídas da imunidade definida no art. 8ª T.-lei 406/68 a decisão que determina que se acrescente o valor da cota de contribuição para o IBC na base de cálculo do ICMS cobrado na saída de mercadorias.858-6/1999 (atual MP 2. 1. 14 da MP 1. não se afigura razoável possam os juizes de instância ordinária fazer tabula rasa das suas súmulas para. ao Judiciário compete declarar o direito a essa compensação em sede de mandado de segurança (Súmula 213/STJ).718/98. 4. antes do trânsito em julgado da respectiva decisão judicial’ (art. 2. artigo por artigo. j.158-35/2001). Inaplicabilidade do entendimento 271 das súmulas do STF. § 2°. sob pena de perda de competitividade do produto no mercado internacional. Variação cambial. CTN). Imunidade (art. 149. Se. p. o recurso especial. a autoridade e a uniformidade de interpretação do direito federal infraconstitucional. rel. além de ser a compensação uma forma de extinção da obrigação tributária examinável na esfera administrativa.03. respectivamente). 78 .2005.833/2002 (arts. § 2°. 170-A.assegurar a inteireza positiva. e às quais se aplica a regra universal da desoneração das exportações.09. obstar a rescisão dos respectivos julgados invocando o enunciado das Súmulas 134-TFR e 343-STF 3. invocando-se as Súmulas 134 . I) e regulamentada pelas Leis 10. I e 6°. ontologicamente. rel.TFR e 343 – STF. 5.. Min. Apelação e remessa tida como interposta parcialmente providas (TRF-1ª R.637/2002 e 10. Exportação. I.2004. de natureza extraordinária. mesmo aquelas provenientes de variação cambial verificada no curso da exportação não podem ser consideradas como base de cálculo do PIS e da COFINS. 485. 3. I. objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo. 192). I. AMS 200538000209924/ MG.. A isenção do PIS e da COFINS. ‘É vedada a compensação mediante o aproveitamento de tributo. 2ª T. 2. V. 5°. 149. Recurso especial conhecido e provido para julgar procedente o pedido objeto da ação rescisória (STJ. foi alçada a imunidade constitucional pela EC nº 33/2001 (art. Inteligência do art. inclusive ICMS e ISS âmbito dos Tribunais de instância inferior não tem o condão de obstar a ação rescisória ajuizada com espeque no art. 9° da Lei 9.

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Juiz Carlos Fernando 30.03.2007, p. 108).

Mathias,

j.

06.02.2007,

DJU

Tributário. Quota de contribuição do café. Dec.-lei 2.295/86. Incompatibilidade com a CF/88. Correção monetária. Honorários advocatícios. 1. A quota de contribuição do café foi instituída por ato administrativo, revigorado pelo Dec.-lei 2.295/86, não lhe definindo fato gerador e o sujeito passivo da obrigação tributária e delegando à autoridade administrativa a fixação de sua base de cálculo, matéria evidentemente sob reserva legal. 2. Em face dos expressos termos do art. 25, inciso I, do ADCT, o Dec.-lei 2.295/86 não foi recepcionado pela Constituição vigente, restando indevido o recolhimento da quota de contribuição incidente na exportação de café. Precedente: RE 191.044, rel. Min. Carlos Velloso, DJ 31.10.1997; e AMS 90.03.037596-8/SP Des. Fed. Marli Ferreira, DJ 22.11.1995, p. 80.893. 3. O Pretório Excelso, no acórdão paradigma que consolidou o entendimento daquela Corte (RE 191.044), consignou que ainda que se defenda a possível recepção da referida contribuição pela Constituição vigente, certo é que o seu valor, então fixado pelo Presidente do extinto IBC, não o foi, por força do princípio da legalidade a que se sujeita a sua instituição e majoração, nos termos dos arts. 159, I e 149 da CF/88. Uma vez destituída de valor, a contribuição seria inexistente. Por outro lado, caso houvesse disposição acerca da alíquota da exação, aí sim, incidiria a regra insculpida no art. 25, inciso I do ADCT, ou seja, a delegação para uma eventual alteração de alíquota, desde que obedecidos limites e condições estabelecidos, teria vigência até 5 de abril de 1989, data em que, à míngua de lei que regulasse sua prorrogação, revogar-se-ia pelo referido art. 25.4. Muito embora requerido na inicial a especificação de índices de correção monetária, essa matéria deverá ser agitada em sede de liquidação de sentença. 5. Reduzidos os honorários advocatícios para R$ 5.000,00 (cinco mil reais), considerando o montante a ser devolvido, e ainda os balizamentos traçados pelo art. 20, § 4° do CPC, bem como os precedentes desta Turma. 6. Apelação parcialmente provida (TRF-3ª R. 6ª T., AC 289547/SP, rel. Juíza Marli Ferreira, j. 10.03.2004, DJU 11.05.2004, p. 266). Tributário. Mandado de segurança. CSSL. PIS. COFINS. Base de cálculo. Exclusão de receitas decorrentes da exportação. Imunidade. Art. 149, § 2°, I, da CF/88. 1. É pacífico o entendimento dos Tribunais pátrios acerca da inviabilidade de excluir-se da base de cálculo da CSLL as receitas decorrentes de exportação, pois a alteração trazida pela Emenda Constitucional nº 33 refere-se às contribuições que tenham por base de cálculo a receita, e não o lucro. 2. Às contribuições ao PIS e COFINS aplica-se a regra de
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imunidade prevista no art. 149, § 2°, I, da Constituição Federal, devendo ser excluídas de suas bases de cálculo as receitas decorrentes de exportações. Idêntico tratamento deve ser conferido à variação cambial positiva originada de contratos de exportação e outras verbas vinculadas à atividade exportadora (crédito sobre saque de exportação, crédito presumido de IPI instituído pela Lei 9.363/96), pois, do contrário, a regra de imunidade tornar-se-ia inoperante (TRF-4ª R., 1ª T., AMS 200272030015380/SC, rel. Juíza Vivian Josete Pantaleão Caminha, j. 13.12.2006, DJU 30.04.2007). Tributário. PIS. COFINS. Base de cálculo. Exportação. Receitas financeiras oriundas de variações cambiais positivas. Imunidade. Art. 149, § 2°, I, da Constituição Federal. IPI. Crédito presumido. Lei 9.393. 1. A imunidade prevista no art. 149, § 2°, I, da Constituição Federal, na redação dada pela Emenda Constitucional nº 33/2001, abarca as contribuições sociais que incidem sobre o faturamento ou receita, decorrente de operação de exportação, bem como a variação cambial destes valores. 2. Os créditos de IPI sobre matéria-prima, produtos intermediários e material de embalagem, previstos na Lei 9.363/96, não podem constitui receita tributável pelo PIS e pela COFINS quando derivados de operações de exportação. Do contrário, a regra de imunidade tornar-se-ia inoperante, pois o benefício fiscal comporia a base de cálculo das contribuições (TRF-4ª R., 1ª T., AC 200471070074584/RS, rel, Juíza Vivian Josete Pantaleão Caminha, j. 07.02.2007, DJU 21.02.2007). Mandado de segurança. Compensação tributária. Súmula 213 do STJ. Art. 515, § 3° do CPC. Vendas á Zona Franca de Manaus. Inclusão na base de cálculo do crédito presumido de IPI às exportações. Possibilidade. Equiparação às vendas para o exterior. Art. 40 do ADCT. Leis 9.363/96 e 10.276/2001. 1. Cabível a utilização do mandamus para se obter o reconhecimento do direito à compensação de tributos, a teor do enunciado da Súmula 213 do STJ. 2. Tendo em vista a Lei 10.352/2001 ter acrescentado o § 3° ao art. 515 do CPC, possibilitou-se ao Tribunal o julgamento de processo extinto em primeiro grau sem julgamento de mérito. 3. A teor dos arts. 4° do Dec.-lei 288/67 e 40 do ADCT, para efeitos fiscais, a exportação de mercadorias destinadas à Zona Franca de Manaus equivale a uma exportação de produto brasileiro para o estrangeiro. Precedentes do C. STJ. 4. Havendo equiparação dos produtos destinados à Zona Franca de Manaus com aqueles exportados para o exterior, as receitas das vendas efetuadas a tal área, por serem equivalentes a operações de exportação, podem ser incluídas no cálculo do crédito
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presumido de IPI previsto nas Leis 9.363/96 e 10.276/2001 (TRF-4ª R., 1ª T., AMS 200372010029997/SC, rel. Juíza Maria Lúcia Luz Leiria, j. 01.06.2005, DJU 20.07.2005, p. 403).

Art. 25. A lei pode adotar como base de cálculo a parcela do valor ou do preço, referidos no artigo anterior, excedente de valor básico, fixado de acordo com os critérios e dentro dos limites por ela estabelecidos. COMENTÁRIOS Em se tratando de um imposto extra-fiscal, e ligado à política internacional, sensível às oscilações do câmbio e das bolsas de mercadorias internacionais, não se estranha que o CTN tenha autorizado a abandonar-se o preço real, adotando valores fixados por critérios exóticos, fora dos parâmetros normais, para assim obter-se a base de cálculo. A excepcionalidade, entretanto, não está ao arbítrio da autoridade fiscal, porque devem ser estabelecidas em lei não somente as hipóteses em que se aceita o afastamento do preço real, mas também os critérios e limites previamente ajustados. Na prática é a medida altamente polêmica e encontra resistência quanto à aceitação, muito embora sirva de incentivo às exportações. Art. 26. O Poder Executivo pode, nas condições e nos limites estabelecidos em lei, alterar as alíquotas ou as bases de cálculo do imposto, afim de ajustá-lo aos objetivos da política cambial e do comércio exterior. COMENTÁRIOS Tudo que se disse em relação ao art. 21, referente ao Imposto de Importação, que, como o de Exportação, não observa o princípio da não-surpresa, serve para o entendimento deste art. 26.
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adotando a alíquota ad valorem.578/77. Contribuinte do imposto é o exportador ou quem a lei a ele equiparar. 27. inclusive ICMS e ISS Aliás. Art.578/77). COMENTÁRIOS Definição. Enquanto no Imposto de Importação tem-se o Secex. seja ela acompanhada ou desacompanhada.-lei 1. porque a Constituição Federal de 1988 só outorgou ao Executivo a atribuição de alterar as alíquotas do imposto e não a sua base de cálculo. 26. 3°. Advirta-se que não há incidência quanto à bagagem. 8° do Dec. A lei ordinária atual não cogita de alíquota específica. mas aplica-se as restrições nos valores estabelecidos para o Imposto de Importação quanto à exação em destaque (art.-lei 1. ou a leva consigo para fora do País. 21 e 26 é absolutamente igual.716/98). 82 . como estabelece o art. O contribuinte do Imposto de Exportação é aquele que expede a mercadoria. porque o dever de tributar está na norma e não na hipótese de incidência.-lei 1.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. seja ou não comerciante. ou fato gerador. a redação dos arts. ou a leva consigo. inclusive no que toca à parcial revogação do art. 3°). É comum o uso da alíquota zero. artigo por artigo. A diferença que se pode destacar está no órgão incumbido de administrar as normas. chamada de isenção atípica. em última análise. em relação ao Imposto de Exportação temos o Conselho Monetário Nacional.578/77 (com redação dada pela Lei 9. art. aquele que despacha a mercadoria para remessa ao estrangeiro. É. no percentual de 30% (Dec. parágrafo único do Dec. por qualquer meio. A alíquota máxima não pode ultrapassar o percentual de 150% (cento e cinqüenta por cento).

578/77 é pesadíssimo (100% do valor do tributo) e também vai compor a reserva. a título de exemplo.578/77 (art. portanto. é obrigatória a reserva monetária ou cambial. 28 do CTN. assumindo importância. ainda.art. Segundo o Dec. cuja aplicação ficará a critério do Conselho Monetário Nacional. igualmente. Na CF/46 a receita do Imposto de Exportação formava reservas cambiais . na forma da lei. 28. A alíquota zero é extremamente útil pela mobilidade que tem o Executivo. com a Emenda Constitucional nº 18. Art. 7.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. § 2°. A receita líquida do imposto destina-se à formação de reservas monetárias. artigo por artigo. inclusive ICMS e ISS Assim. que o valor das multas impostas por força do Dec. Acrescente-se. o disposto no art.-lei 1. Na CF/88.-lei 1. não há previsões. °. a lei poderá criar um Fundo para subvencionar exportações e produção quando o preço 83 . Observe-se que a alíquota zero funciona dentro da presunção de que é o produto tributado. devendo-se seguir o que está no artigo em comento. Segundo Aliomar Baleeiro. o produto da arrecadação do imposto em destaque formará reserva a crédito do Banco Central do Brasil. cuja instituição ou revogação dependem de lei. A CF/67 não continha a previsão da anterior. o que não ocorre com a isenção. COMENTÁRIOS Reserva monetária. ou seja. basta a verificação da necessidade de barrar a exportação para ser ordenada a subida da alíquota zero. 9°).

Forense.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. lubrificantes. de produtos brasileiros exportáveis. retirando o excesso de remuneração. como definida no art.a distribuição. de competência da União. energia elétrica e minerais do País Art. ou desestimulando as exportações. ou a necessidade de garantir o abastecimento do mercado interno. III .o consumo. 46 e seu parágrafo único. artigo por artigo. 137). O imposto. IV . lubrificantes. 4. em benefício do consumidor nacional. II . A elevação de preços.. 19. inclusive ICMS e ISS internacional se apresentar gravoso. energia elétrica e minerais do País tem como fato gerador: I . assim entendida a venda do produto ao público. isto é. ed. p.a circulação. Capítulo V IMPOSTOS ESPECIAIS Seção I Imposto sobre operações relativas a combustíveis. assim entendida a colocação do produto no estabelecimento consumidor ou em local de venda ao público.a importação. 74. V . 52. como definida no art. sobre operações relativas a combustíveis. 84 . como definida no art. § 1° Para os efeitos deste imposto. a energia elétrica considera-se produto industrializado.a produção. não compensador para os produtos nacionais (Direito Tributário Brasileiro.

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§ 2° O imposto incide, uma só vez, sobre uma das operações previstas em cada inciso deste artigo, como dispuser a lei, e exclui quaisquer outros tributos, sejam quais forem sua natureza ou competência, incidentes sobre aquelas operações. Art. relativamente: I - ao Imposto sobre Produtos Industrializados, quando a incidência seja sobre a produção ou sobre o consumo; II ao Imposto sobre a Importação, quando a 75. A lei observará o disposto neste título

incidência seja sobre essa operação; III distribuição. COMENTÁRIOS O imposto tratado nestes artigos, conhecido como Imposto Único, não foi recepcionado pela Constituição Federal de 1988 como de competência da União. Caminhando o Brasil pela utopia do imposto único, instituiu o Imposto Único sobre Minerais no Código de Minas, de 23.06.1934, passando pelo Dec. 24.673, de 11.07.1934, até o Dec.-lei 1.985, de 29.01.1940, o Código de Minas (alterado pelo Dec.-lei 227/67). Surgiu, depois, o Imposto Único sobre Lubrificantes, ao Imposto sobre Operações Relativas à

Circulação de Mercadorias, quando a incidência seja sobre a

Combustíveis e Energia Elétrica. A experiência do imposto único não foi boa, reclamando os Estados e Municípios da divisão da receita e não poucas vezes levando a controvérsia à Justiça.

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Com a CF/88, cuja preocupação primeira foi repartir da melhor forma o bolo formado com a receita tributária, a tributação sobre energia elétrica, serviços de telecomunicações, combustíveis e minerais passou aos Estados e ao Distrito Federal, com o ICMS (art. 155, § 3°, CF). Assim, remetemos o interessado aos comentários em torno do ICMS. Seção II Impostos extraordinários Art. 76. Na iminência ou no caso de guerra externa, a União pode instituir, temporariamente, impostos extraordinário compreendidos ou não entre os referidos nesta Lei, suprimidos, gradativamente, no prazo máximo de 5 (cinco) anos, contados da celebração da paz. COMENTÁRIOS A atual Constituição Federal de 1988 manteve a tradição inaugurada com a Carta de 1946, prevendo a instituição, pela União, dos impostos especiais (art. 154, II, CF). Diante da excepcionalidade, o legislador constitucional deixou em aberto a previsão quanto ao fato gerador da exação, admitindo que se eleja fato gerador de outro imposto. Também tem este imposto, como característica, a

temporariedade, eis que prevista a sua extinção gradual. Roque Carrazza, assim como Aliomar Baleeiro, consideram uma demasia o texto do art. 76 do CTN, ao estabelecer o prazo de cinco anos para a extinção do imposto extraordinário, quando não há limite de tempo no texto constitucional.

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Embora só possam ser instituídos ou aumentados por lei, devido à excepcionalidade, não estão os impostos extraordinários sujeitos ao princípio da anterioridade ou da não-surpresa (art. 150, § 1°, CF). TÍTULO IV TAXAS Art. 77. As taxas cobradas pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelos Municípios, no âmbito de suas respectivas atribuições, têm como fato gerador o exercício regular do poder de polícia; ou a utilização, efetiva ou potencial, de serviço público específico e divisível, prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição. [...]. COMENTÁRIOS Conceito. As espécies do gênero tributo são impostos, taxas e contribuição de melhoria. Diferentemente dos impostos, cuja característica marcante é a desvinculação da receita a uma finalidade determinada, a taxa é o tributo vinculado por excelência, isto é, só é devido pelo contribuinte se houver contraprestação por parte do ente estatal que a houver instituído. A palavra taxa é imprecisa, porque na linguagem jurídica pode significar preço público ou contraprestação por um serviço. Daí a preocupação do direito pretoriano em estabelecer a diferença dos institutos, o que ensejou a edição da Súmula 545 do Supremo Tribunal Federal assim redigida:
Preços de serviços públicos e taxas não se confundem, porque estas, diferentemente daqueles, são compulsórias, e têm sua cobrança condicionada à prévia autorização orçamentária, em relação à lei que as instituiu.

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Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência, artigo por artigo, inclusive ICMS e ISS

O verbete transcrito está em sintonia quase absoluta com a legislação atual, devendo-se o quase à consagração do princípio da anualidade (prévia autorização orçamentária), não mais existente. Segundo Aliomar Baleeiro,
Taxa é o tributo cobrado de alguém que se utiliza de serviço público especial e divisível, de caráter administrativo ou jurisdicional, ou o tem à sua disposição, e ainda quando provoca em seu benefício, ou por ato seu, despesas especiais dos cofres públicos (Direito Tributário Brasileiro, 4. ed., Forense).

A Constituição Federal de 1988, no art. 145, II, dá o conceito de taxa como sendo o tributo instituído pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios, em razão do poder de polícia ou pela utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos à sua disposição. Pelo conceito constitucional, a taxa existe para custear um serviço público ou em razão do exercício do poder de polícia. Entretanto, diante dos limites constitucionais para a criação de taxas, o legislador constitucional derivado criou, pela Emenda Constitucional nº 39, de 19 de dezembro de 2002, a chamada taxa de iluminação, no art. 149-A, ao outorgar aos Municípios e ao Distrito Federal o poder de instituir o que chamou de contribuição para custeio do serviço de iluminação pública, a ser cobrada na fatura de consumo de energia elétrica. A emenda constitucional foi uma resposta dada à firme posição do Supremo Tribunal Federal em não aceitar a cobrança, por parte dos Municípios, das taxas de iluminação pública, entendendo tratar-se de um serviço indivisível, que maculava a sua natureza jurídica. Não demoraram os Municípios, com a autorização da EC nº 39/2002, a instituírem as novas modalidades tributárias, cuja cobrança tem ensejado centenas, senão milhares de decisões em seu desfavor,
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artigo por artigo.2004.2005. Nelson Jobim. não podem ser tais serviços custeados por taxas. Nas instâncias ordinárias. portanto. o Ministro Nilson Naves. rel. o Parlamento e o próprio STF. mas as decisões em tutela antecipada.08.2005. No STJ. Quando o serviço público é geral. inclusive ICMS e ISS inclusive via ação direta de inconstitucionalidade e ações civis públicas patrocinadas pelo Ministério Público. DJ 21. precisa ser um serviço específico e divisível.2004. Nelson Jobim. AI 462. ser serviço prestado por empresa privada.2003.2005. para ser estipendiado por taxa. para dizer que é serviço público aquele prestado sob a égide da lei. os seguintes julgados. Min. prestado a todos.08. Min.min. O outro aspecto em destaque é que o serviço prestado ou posto à disposição é sempre estatal. Min. conforme publicação no DJ 23. ou seja. Doutrinariamente.06.317/RJ. rel. Gilmar Mendes. DJ 09. não poupam os juristas de ácidas críticas o Governo. Min.07. os pleitos têm obtido êxito.03. Suspensão de Tutela Antecipada 28/SP.046. Mas o serviço prestado pelo poder público. indistintamente. DJ 13.299. DJ 05. mesmo que não seja essencial. No STF. e sim pelas receitas derivadas dos impostos. rel. não podendo. suspendeu os efeitos de liminar mandamental na Suspensão de Segurança 1. Reclamação 3. rel. Gilmar Mendes.02. 89 . liminares ou cautelares são sistematicamente suspensas nos tribunais superiores. Para a caracterização do que seja serviço público recorre-se à natureza jurídica do regime jurídico que o rege.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. rel. AI 422. beneficiando pessoas indeterminadas. dentre outros: Ação Cautelar 876/MG. Daí distinguirem-se as taxas de serviço e as taxas de polícia. como Presidente da Corte. DJ 01. Gilmar Mendes. registram-se. no mesmo sentido.377.

para utilização individual e. Trata-se de restrição ou limitação coercitiva exercida pelo Estado. posto à disposição um determinado número de pessoas. e que seria perfeitamente estipendiado por uma taxa de serviço. artigo por artigo. segundo noticia Roque Carrazza. Taxa e preço. como vimos. E mesmo assim exige-se que seja divisível e mensurável. enquanto a utilização pode ser facultativa. mensurável. Em São Paulo. pode ter alíquota zero. por isso mesmo. Além dos serviços. inclusive ICMS e ISS Os serviços específicos ou singulares são prestados a um número determinado de pessoas. ou seja. com o cuidado para que não haja desvio da vinculação absoluta de sua receita ao serviço específico. o exercício de atividade fiscalizadora que impõe limites ao exercício dos direitos individuais. a prestação do serviço prevista em lei há de ser obrigatória para o Estado. questionou-se quanto à constitucionalidade de um serviço de transporte coletivo gratuito. Politicamente pode ser questionado.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. tem por fato gerador uma prestação estatal efetiva ou potencial. Por fim. Observe-se que só o poder de polícia específico é passível de estipêndio por meio de taxas. direcionada a um número determinado de pessoas que estão obrigadas à mesma. ou seja. 90 . A taxa. pago com a receita do IPTU. ser bancado pelo Estado com a receita dos impostos. mas doutrinariamente nega-se a inconstitucionalidade. Questão que se coloca como de importância é saber se um serviço publico específico e divisível. pode ser estipendiado por taxas o poder de polícia.

que estabelece a fronteira entre a taxa e o preço. obedece ao regime jurídico privado. Trata-se de preço. a receita a ela vinculada é um preço. taxa de uso. de importância fundamental na condução de cada espécie. embora estejam regidos por regimes jurídicos absolutamente distintos. se a atividade estatal se situa no âmbito privado. Em verdade é alei. artigo por artigo. pois o último. cobrado dos usuários e sem respaldo de lei. Preço é o valor de uma prestação derivada de um contrato firmado sob a égide da liberdade de contratar. O maior óbice à fixação de critérios científicos seguros para estabelecer a diferença. A dificuldade surge em relação aos serviços. porquanto não há. o valor do serviço é uma taxa”. “se a atividade estatal situa-se no terreno próprio e específico do Estado. Ensina Hugo de Brito Machado que. e só ela. no direito brasileiro. Se a atividade não é pública. porque submetidos a tratamento jurídico distinto. como se o nomen juris fosse capaz de alterar alguma coisa.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. dão ao valor de tais serviços o nome de tarifa. o preço. inclusive ICMS e ISS Aproxima-se ela e muito se confunde com o preço ou tarifa. Erradamente atividades públicas são estipendiadas com valor certo. não e compulsória e tem por mola propulsora o pagamento. está no desvio do serviço público. temos preço e não taxa. não se tem dúvida. Para tanto. Entretanto. 91 . Se a remuneração é pelo uso de um bem público.

92 . porque estas. Vittorio Casone indica as seguintes diferenças entre as espécies em apreciação.522/2003 e 13. JURISPRUDÊNCIA Preços de serviços públicos e taxas não se confundem. são compulsórias e têm sua cobrança condicionada a prévia autorização orçamentária.pressupõe contratação.699/2003). .478/2002.atividade monopolizada. serviços não essenciais.TRSD. sujeitase ao preço público. cuja base de cálculo é o custo geral do serviço. Vejamos: Taxa . artigo por artigo. em sucessivas leis (13. . em relação a lei que as instituiu (STF Súmula 545).remunera serviços que não têm natureza de públicos. inclusive ICMS e ISS A taxa é sempre criada por lei e obedece aos princípios constitucionais do sistema tributário.remuneração por serviços públicos essências econômica ou cuja não compete Preço público . que originariamente à iniciativa privada. capacidade contributiva. anterioridade. tais como legalidade. .utilização efetiva ou potencial do serviço público. admitem concessão. O STF ainda não se manifestou a respeito. não confisco e irretroatividade. 13.exercício do poder de polícia. distribuído de acordo com o volume de geração de resíduos de cada munícipe. Observe-se que o Município de São Paulo criou a Taxa de Resíduos Sólidos Domiciliares . diferentemente daqueles. conhecida como “Taxa do Lixo”.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. atividade .

145. de taxa para preço público. com simples trânsito em porto nacional. de 1953. CF. de 1991. Constitucional. pela 1ª Seção. com base em tabela. “É inconstitucional a cobrança da taxa de expediente para emissão de guia de importação (Lei 7. Aposição da Corte Maior levou ao cancelamento da Súmula. “É válida a cobrança da Taxa de Fiscalização dos Mercados de Títulos e Valores Mobiliários (Lei 7. IV. 10.Súmula 14).04. tendo como base a área fiscalizada. dado que a lei não fixa a base de cálculo e nem a alíquota.5ª R.387. 10 da Lei 2. I. art. art. não mudou a natureza jurídica do crédito remunerador da atividade estatal especifica. I. de 1953. Licença ou Guia de Importação ou documento equivalente: a alteração do art. Lei 2. As mercadorias oriundas do estrangeiro.145. art. com a redação da Lei 8. 150. na renovação de licença para localização de estabelecimento comercial ou industrial”. pelo Município. CTN.Súmula 220). artigo por artigo. A Taxa de Melhoramento dos Portos (TMP). destinadas a outro País. concluindo pela inexistência de vulneração ao parágrafo único do art. inclusive ICMS e ISS O STJ editou a Súmula 157 do teor seguinte: “É ilegítima a cobrança de taxa. não estão sujeitas ao pagamento de Taxa de Melhoramento dos Portos (TMP) (extinto TFR . . Nota: O verbete sofreu impugnação no STF que entendeu ser de absoluta pertinência a cobrança.2002 (STJ. pela Lei 8. 97.940/89). o exercício do poder de polícia administrativa. referente à mercadoria oriunda do estrangeiro com trânsito em porto nacional e destinada a outro porto nacional.571/SP.05. 93 . em 24. REsp 261. somente é devida no destino (extinto TFR .Súmula 221). Taxa de licenciamento de importação. 77 do CTN a referida cobrança.387. por faixas de contribuintes” (TRF .Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Ofensa ao princípio da legalidade tributária.2002). em razão do poder de polícia desenvolvido quanto à ocupação de imóveis utilizados para comércio ou para prestação de serviços.690/88. 10)” (TRF . DJU 07. art. Tributário.5ª R. de 1991.Súmula 15).

ao contribuinte . no art. Min. Contribuição parafiscal ou especial de intervenção no domínio econômico. o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir taxas. Fiscalização. 149). sob o aspecto tributário. distinta do imposto e da taxa (CF.06.05.1995. de serviços públicos específicos e divisíveis. 4. Direito constitucional.é uma contribuição parafiscal ou especial. rel. os Estados. Min Carlos Velloso. p.05. da Constituição Federal. mas improvido (STF. na primeira hipótese. Pleno. assim como as que a precederam. a jurisprudência do STF firmouse no sentido de que só o exercício efetivo. 21. de 1953. focalizados no recurso extraordinário.1997. DJU 30. Súmula 279. efetiva ou potencial. com a redação da Lei 8. RE 165. da Constituição.446).03. tributário e administrativo. Constitucional. pelo Poder público. que justificasse a imposição da taxa em questão. artigo por artigo. O Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante – AFRMM . 145 e seu inciso II. 25. contribuição de intervenção no domínio econômico. 36. Poder de polícia.145/1953 e 8. II. No caso. art.193. j. ADCT. j. mediante atuação de órgãos administrativos do Município. § 2°. Art. Pleno. prestados ao contribuinte ou postos à sua disposição. Tributário Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante .1997.1995. 10 da Lei 2. 23.145. A União. da alegação no sentido de que o Fundo da Marinha Mercante teria sido extinto. 20. terceiro gênero tributário. IX. efetiva ou potencial. 155. RE 188107/SC.387. por órgão administrativo. 1.107/SC. 145. 2 Interpretando essa norma. III. em razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização. de 1991. ou a prestação de serviços. DJU 30. como a de que se trata neste recurso: taxa de localização e funcionamento. efetiva ou potencial. é que legitimam a cobrança de taxas.AFRMM. II. As assertivas do acórdão 94 . Irrelevância.939/RS. É o que estatui a Constituição Federal. O AFRMM não é incompatível com a norma do art. I. II. seja no Código Tributário Nacional. assim como qualquer prestação de serviços. seja na Constituição anterior. inclusive ICMS e ISS Inconstitucionalidade do art. na forma do disposto no art.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. pelo Poder Público. diante dessa decisão Plenária no RE 188. Recurso extraordinário não conhecido (STF. 3. ao contribuinte. Recurso extraordinário conhecido (letra b). na segunda hipótese. Nota: A execução das Leis 2. p. o acórdão extraordinariamente recorrido negou ter havido efetivo exercício do poder de polícia. rel. Carlos Velloso. do poder de polícia. Taxa de localização e funcionamento.387/1991 foi suspensa pela Resolução do Senado Federal 11/2005.

Distinção. Pleno.02. de qualquer modo. Luis Gallotti. Pleno.1991. 27. § 1°. tem por fato gerador prestação de serviço inespecífico. artigo por artigo. que não podem ser revistas. rel.1996. conhecido e provido (STF. Pleno. 156. DJU 15.703). Tributário. Recurso conhecido e provido (STF. qual seja. Tarifas ou tabelas de preços de serviços públicos explorados diretamente pelo Estado ou mediante concessão. RMS 4382.969/SP. § 4°. Ilmar Galvão. Min. Precedentes. no entendimento deste Relator. a área do imóvel e a extensão deste no seu limite com o logradouro público. A distinção entre taxa e preço público não é matéria de direito local e sim de direito federal. inclusive ICMS e ISS repousaram na interpretação das provas dos autos ou do direito local. Min. ao tomarem para base de cálculo das taxas de limpeza e conservação de ruas elemento que o STF tem por fator componente da base de cálculo do IPTU. por haverem violado a norma do art. RE 140278/CE. Lei 11. Recurso extraordinário não conhecido (STF. 6. Min. 00308-01/00183). A denominada taxa de manutenção e limpeza da ‘estação rodoviária’ não é verdadeiramente uma taxa. RE 199. Estabelecimento comercial. As taxas são tributos estabelecidos por lei. 87. que deu nova redação aos arts.989/66. Luis Gallotti. Tributário. 145. com ofensa ao art.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. j.152. e 94.11. rel. da Constituição Federal. por esta Corte.11. 27. 5. rel. Taxa de fiscalização de localização e funcionamento.1957. Taxa. 12. Preço público. Constitucional.07. 45. Imposto sobre a propriedade Predial e Territorial Urbana. 7°.. 27. em razão do valor do imóvel. Taxas que. incisos I e II. Taxas.1998. 38). j. não sendo de ser custeado senão por meio do produto da arrecadação dos impostos gerais.05. Inconstitucionalidade declarada dos dispositivos sob enfoque.11. RE 68690/PR.12. da Lei 6. Município de São Manuel. § 2°. p. Min. j.1969. DJU 06. as tarifas correspondem a atos do poder executivo (STF. Ement. não mensurável.1996. mas preço público. incisos I e II. Recurso extraordinário da Prefeitura. por instituir alíquotas progressivas alusivas ao IPTU. que limita a faculdade contida no art. à observância do disposto em lei federal e à utilização do fator tempo para a graduação do tributo.1970). O Supremo Tribunal Federal tem 95 .08.1997. de 30. em Recurso Extraordinário (Súmulas 279 e 280). 182. 1ª T. j. Os demais. do Município de São Paulo. Taxas de limpeza pública e de conservação de vias e logradouros públicos. II. O primeiro. indivisível e insuscetível de ser referido a determinado contribuinte. p. Sydney Sanches. DJU 22. rel.

de 1966. 77.. Min. j.1996. II. Ilmar Galvão. DJU 02.699/2003]. RE 198. quando inexistente a contraprestação de serviços inerentes a essa espécie de tributos.152. Constitucionalidade. 28. utilização e metragem do imóvel) . Valor venal do imóvel. Taxa de limpeza urbana. valorizando fatos incapazes de mensurar-lhe o custo (localização. Tributário. 16. 18.12. de 1991. da taxa em referência. Precedentes.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Ilmar Galvão. Impossibilidade Ilegalidade. Min Ari Pargendler. 19. Embargos de divergência acolhidos (STJ. pelo exercício do poder de polícia. Recurso extraordinário conhecido e provido (STF. Lei 6. Ausência de divisibilidade e especificidade. 1ª T.05. 77. 1° T. Município de Porto Alegre. 1. Falta de contraprestação. rel. não podendo o contribuinte furtar-se à sua incidência sob alegação de que o ente público não exerce a fiscalização devida. Base de cálculo. Milton Pereira. lavagem e capinação’. anualmente renovável. anualmente renovável. EREsp 01. CTN.tudo com afronta aos arts.. rel.. p.1998.024-04/SP. 1ª T.76/PR. ‘desentupimento de bueiros e bocasde-lobo’). j. 1ª S.1997. Min. Precedentes jurisprudenciais.além dos serviços de ‘remoção de lixo domiciliar’ . do Município de São Paulo [acórdão anterior às Leis 13. caput. Taxas de iluminação e limpeza urbana [acórdão anterior à EC nº 39/2002]. 16). p. A majoração da base de cálculo do IPTU 96 . pelas Municipalidades. REsp 000. 36).09. Escritório de advogado. 13. a respectiva base de cálculo não está vinculada a atuação estatal.989. Tributário. A taxa de limpeza urbana.980. ademais. DJU 23.2000..1996. Taxa de limpeza urbana e conservação de vias e logradouros públicos. rel. DJU 02.03. Planta de valores genéricos. art. ficando desfigurado o efetivo exercício do poder de polícia.2001). rel. 3. 36.564. Majoração.02.12. do CTN. remunera . artigo por artigo.1998. Decreto do Executivo.522/2003 e 13. na redação dada pela Lei 11. no modo como disciplinada no município de São Paulo. Tributário. Recurso extraordinário conhecido e provido (STF.904/RS. p.171). O Supremo Tribunal Federal tem sistematicamente reconhecido a legitimidade da exigência. j. não dispondo sequer de órgão incumbido desse mister. inclusive ICMS e ISS sistematicamente reconhecido a legitimidade da exigência. DJU 27.outros que não aproveitam especificamente ao contribuinte (‘varrição.1997. Tributário.02.09. Taxa de fiscalização de localização e funcionamento.478/2002. da taxa em referência. e 79. j. RE 276. Ilegalidade da cobrança de taxa. Min. 2. pelo exercício do poder de polícia. Recurso parcialmente provido (STJ. IPTU. pelas Municipalidades.

107/SC. indivisível e insuscetível de ser referido a contribuinte certo e determinado. 21. Leis 2. do CTN. exceto nos casos de simples atualização monetária. REsp 86692/MG. à vista do art.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.outros que não aproveitam especificamente ao contribuinte (varrição.1997..478/2002.05. 14. 1ª S. Tributário. II . Min. utilização e metragem do imóvel) .1995). Taxa de limpeza urbana. Estadia e pesagem de veículos de carga. por isso que tem por fato gerador prestação de serviço de caráter genérico.1998). Recurso conhecido e provido (STJ. do Município de São Paulo [acórdão anterior às Leis 13. I – A exação prevista no art.12. ademais.699/2003]. Ilegitimidade de sua cobrança.1999. Min. 23.09. p. 97 .152. inespecífico. a respectiva base de cálculo não esta vinculada a atuação estatal. REsp 61294/ES. A taxa de conservação e limpeza pública não se confunde com a do IPTU.tudo com afronta aos arts.387/1991 foi suspensa pela Resolução do Senado Federal 11/2005. Min. na redação dada pela Lei 11..145/53 e 7. rel.989.além dos serviços de ‘remoção de lixo domiciliar’ .02. Lei 6. lavagem e capinação’. j. 1ª T. de 1991. Peçanha Martins. Tributário.11. Terminal alfandegário. j. EREsp 102. o que exceder disso é aumento de carga tributária e só pode resultar de lei. no modo como disciplinada no Município de São Paulo..145/1953 e 8. Precedentes. Fiscalização aduaneira. Ari Pargendler. Embargos de divergência acolhidos (STJ. de 1966. rel. tem a natureza de taxa de prestação de serviços e não de preço público. Recurso improvido (STJ. remunera .1995. Garcia Vieira.1998. j. Carlos Velloso. 2ª T.1999). inclusive ICMS e ISS depende da elaboração de lei.03. no RE 188. Min. 2ª T. DJU 11. Taxa.145/53. ‘desentupimento de bueiros e bocasde-lobo’).1999).10.. rel. artigo por artigo. Tributário. e 79. A taxa de limpeza urbana. DJU 05.04. 13. Taxa de incidente sobre guias de importação.06.690/89. rel. 17. É taxa.1997. e não preço publico. não mensurável. DJU 30. 23.193. qual seja a facultatividade do seu pagamento.1997. DJU 05. a exação correspondente ao uso compulsório de pátio que dá acesso a terminal alfandegário. rel. 77 do CTN. Antônio de Pádua Ribeiro.05.522/2003 e 13. caput.Recurso especial não conhecido (STJ. valorizando fatos incapazes de mensurar-lhe o custo (localização.404/SP. Nota: A execução das Leis 2. Min. j. II. 77. por lhe faltar característica essencial deste. inc. REsp 220004/RS. DJU 02. j.16. diante da decisão Plenária do Colendo STF. 10 da Lei 2.

3. 17. j. REO 93. 44. Assim. 04. 77 do CTN. criou taxa em razão dos serviços prestados.12. Juiz Castro Aguiar.. não ocorrendo violação ao art. que requer lei em sentido material e formal.1998. esta é.03. Administrativo. 98 . Apelação e remessa oficial improvidas.1995. p.2000). Taxa instituída pela Portaria 028/91-N. Infringência do princípio consagrado no parágrafo único do art. Tributário. mas pelo critério da compulsoriedade da exigência (Súmula 545 do STF). 4. eis que a proibição do parágrafo único refere-se a capital e não a patrimônio. rel. A taxa em exame tem base de cálculo diversa da do imposto. do Código Tributário Nacional).1ª R. tecnicamente. j. 3ª T. do Presidente do IBAMA. 4°. 2.940/89. 3..314).A natureza jurídica do tributo decorre do seu fato gerador e não do nome que se lhe dá (art. Min. 10. Precedentes. pois a denominação é irrelevante para qualificar a natureza especifica da imposição. 100). da categoria das taxas. Juiz Eustáquio Silveira.. A portaria. artigo por artigo. 114). a pretexto de veicular emolumento. AMS 95.01.Embora seja conhecida por ‘taxa de armazenagem’.1997. I . Humberto Gomes de Barros.. j. Lei 7. p. Alíquota.1995. III . DJU 29. 262). do CTN.0201404-9/RJ. a título de poder de polícia. Violação do art. 1. em vicio de ilegalidade. rel.1991.1998. em face da inexistência da contraprestação de serviços e realização efetiva do poder de polícia (STJ.. não se presta à instituição de tributo. como tal.940/89. Adoção de base de cálculo própria do ICMS. É defeso ao município instituir renovação de taxa de licença de localização e funcionamento. portanto. subsumindo-se em norma complementar (CTN. de 09.07. DJU 13.2000.05.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Não é inconstitucional a taxa de fiscalização do mercado de valores mobiliários instituída pela Lei 7. inciso I. 1ª T. do Presidente do IBAMA.05. j.09833-4/BA. deve ser tratada. Incorre. 1. Taxa ou preço de armazenagem. Renovação. I. inclusive ICMS e ISS Tributário.1998. podendo ter os seus valores e índices regulados por decreto ou mesmo portaria. Remessa provida (TRF . REsp 218103/SP. Tributário. p. preço e. CVM. não significa que estamos diante de tributo.01.Recurso improvido (TRF-2ª R.1ª R. rel. rel. AMS 93.. Preços públicos e taxas não se distinguem pelo nomen iuris ou pela natureza dos serviços remunerados. 97. 2. a Portaria 028/91N.. Taxa de fiscalização.02. 3ª T. na liberação de mercadorias destinadas à exportação. Sentença confirmada (TRF . por ser conhecida como ‘taxa de armazenagem’.05.27835-9/BA. até por vício de linguagem.04. II . DJU 13. Tributário. DJU 06. 4ª T. que. 77 do CTN. art. 03. Impossibilidade.07. Taxa de licença de localização e funcionamento. Juiz Olindo Menezes.

Infra-estrutura aeroportuária do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro.313). AMS 93. 1ª T. isto visando afastar qualquer dúvida. II . j. Tributário. que de tal figura jurídica se trata. em relação a lei que as instituiu’. 51. bem assim da utilização de equipamentos e serviços do aeroporto..708). Juíza Julieta Lunz. I Elucidação da conceituação jurídico-legal da tarifa de armazenagem instituída pela Lei 6. Art. Não é porque o dispositivo em apreço empregou a expressão ‘taxa’. p.145/53. 145. porque estas.06. e têm como base a lei formal e como antecedente fático a fruição do benefício que o recolhimento da tarifa propicia (TRF-2ª R.Nos termos do art. 2° e suas alíneas da Lei 6. mutatis mutandis. Juiz Arnaldo Lima. como ditado no art. revela que se cuida. III . II O Eg. Art. em face do art. jamais de taxa. os preços públicos ou tarifas têm como pressuposto ou antecedente necessário a efetiva utilização do bem público que usufruir.As entidades que exploram se obrigam a manter em bom estado os aeroportos. IV . a saber: ‘Preços de serviços públicos e taxas não se confundem.009/73. j. haja em conta que.1996. rel. 11.009/73. p.04. Precedente específico desta Eg. Verbete 545. a natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo seu fato gerador. de preço público. 3ª T.09.0211235-0/RJ. tudo nos termos do voto condutor (TRF-2ª R.As tarifas aeroportuárias destinam-se ao pagamento pertinente a utilização de aeroportos.1995. 145 da Constituição Federal vigente.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência....690/88. que devem ser remunerados pelos serviços que sejam prestados ou postos a disposição de quantos transitam com cargas. isto através de tarifas ou preços específicos. no caso. DJU 15.Apelação conhecida e provida. da Constituição Federal. Tarifa de armazenagem. 20. diferentemente daqueles. na redação que lhe deu a Lei 7. de há muito sumulou sua jurisprudência.exigidas compulsoriamente. intérprete precípuo da CF. cujas instalações. Turma . III . I . AMS 95. 15. IV . e decorrendo de efetiva utilização das áreas assim projetadas e construídas.10.0206369-0/ES. remessa oficial prejudicada. Taxa exigida pela CACEX para expedição de guia de importação. são compulsórias e têm sua cobrança condicionada à prévia autorização orçamentária. E. 10. sendo as taxas-gênero de tributo . da Lei 2. STF.AMS 90.02.1994.A leitura de tal dispositivo. inclusive ICMS e ISS Tributário. sendo irrelevante a sua denominação. rel. DJU 02. artigo por artigo. projetos e construções são mantidos e operados pela União ou entidade da administração federal indireta. II. Lei 6.1994. a espécie.18106-0. 4° do CTN.Diferença entre taxa e preço público. 99 .009/73.

940/89. 145.1996.09.940/89. funcionamento e instalação. j. p. II e III. rel. geralmente são estabelecidas as taxas). p.03.08. Min. p. Tributário. DJU 27.É legítima a instituição e cobrança pelo município de taxa de licença para localização. j. 22. alias.820/SP.08. 16. funcionamento e instalação de imóvel onde a Caixa Econômica Federal exerce suas atividades.. p. Taxa de verificação anual de funcionamento regular (alvará).1997.193). por conseguinte. j. 19. 100 .08.10. Juiz Gilson Dipp. inclusive ICMS e ISS Nota: A execução das Leis 2. para a localização de quaisquer estabelecimentos.668). Constitucional. mas como um referencial para se estabelecer a classe do contribuinte.. legitimamente exercido pelo município. DJU 30. Taxa de serviços públicos.Regular utilização do poder de polícia garantindo constitucionalmente. 1.1997. 21. diante da decisão Plenária do Colendo STF. Carlos Velloso. rel.107/SC. j. Interesses genéricos e não específicos divisíveis.387/1991. Tributário. Constitucionalidade.1996. Autonomia municipal. 2. Lei 7. 3.268). É constitucional a taxa de fiscalização do mercado de valores mobiliários instituída pela Lei 7. II. corresponde ao controle.1995.03. 1. artigo por artigo. A expedição de alvará. AC 93. as atividades e os interesses da comunidade.113. 73. 4.. 14. 23. Direito Tributário. 4ª T. III . Taxas de iluminação e de limpeza públicas não se enquadram nas taxas contra-prestacionais.301).145/1953 e 8. foi suspensa pela Resolução do Senado Federal 11/2005. 79. 2. Tributário. juiz Francisco Falcão. DJU 24. 1ª T. 1ª T.05.1996. DJU 10..004). rel. rel. 72. DJU 13.1995.1997. o que faz desnecessária a comprovação da efetiva contraprestação do serviço público. no RE 188. 68. j.. Art. AMS 0444230/RS. I . e. Taxa de licença para localização.Apelação e remessa oficial providas. Art.09. II . Remessa ex officio provida (TRF-4ª R.03. Mandado de segurança. 06. Trata-se de tributo fixo. Sucumbência invertida (TRF-3ª R.. 2ª T.02.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. do CTN. Juíza Tânia Terezinha Escobar. Taxa de fiscalização do mercado de valores mobiliários. Apelo e remessa oficial improvidos (TRF-5ª R. rel.. REO 0443196/PR. Juíza Lúcia Figueiredo. sobre o ordenamento urbano.1997. p. em que o patrimônio líquido da empresa funciona não como base imponível. CF/88. o valor do tributo por ele devido (TRF-4ª R.1996. criado sem base de cálculo e sem alíquota (como.

rel. de 30 de junho de 1995.1996. a exigência ou 101 . julgando a Representação 1.04.09. tem o prazo prescricional de vinte anos para cobrança. sendo aplicável em matéria de decadência o art. sim. 1. j. a cobrança a título de água e esgoto. DJU 26.06. 2ª T. dos Estados e do Distrito Federal. 1. 2. Tributário. não podem ter seus valores fixados por decreto. 19. artigo por artigo. Anuidades e multas. A anuidade exigida pelos conselhos regionais constitui tributo. 150. Não se tem por afastada a liquidez e certeza da certidão de dívida ativa pelo só fato de trazer referência dos valores originais em moeda não mais em curso no País (TRF4ª R. ‘mas. cujo art. mas de preço público.495). Já ao tempo da Emenda Constitucional nº 1/69. por não serem preços públicos. 173 do CTN/66. RE-ED 447. Carlos Velloso. Esse entendimento persiste. que prevê sua ocorrência após cinco anos. A multa administrativa. para legislar sobre custas dos serviços forenses (inciso IV) e cujo art. Min. Ato normativo.208/MG. ao Distrito Federal e aos Municípios.10. sujeitos que estão ao princípio constitucional da legalidade (§ 29 do art. 3. Orientação que reiterou. 74.00284/PR. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que não se trata de tributo. 24 estabelece a competência concorrente da União.1990. j..1984). Decadência e prescrição. Prestação de serviço por concessionária. 28.. Embargos de declaração opostos à decisão do Relator. AC 95. no julgamento do RE 116.08. Liquidez e certeza.094/SP. no inciso I. 08. Conselho Regional de Contabilidade. II. Constitucional.2005). I. DJU 02. inclusive ICMS e ISS Execução fiscal. p.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. contados do primeiro exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. o Plenário do Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que ‘as custas e os emolumentos judiciais ou extrajudiciais’. Precedentes. Juiz Edgard Antônio Lippmann Júnior.1996. Custas e emolumentos. 2ª T.08. Taxa de esgoto sanitário. Embargos de declaração convertidos em agravo regimental. Conversão dos embargos em agravo regimental. Inafastabilidade. Natureza jurídica. do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná..536/SC. 3. Ação direta de inconstitucionalidade da Resolução 7.2005. Conversão em agravo regimental. rel. veda à União. aos Estados. Natureza jurídica de preço público. taxas. Não provimento deste (STF. III. Direito Constitucional e Tributário.04. Serventias judiciais e extrajudiciais. Embargos de declaração opostos à decisão singular do Relator. CDA. 2. garantia essa que não pode ser ladeada mediante delegação legislativa’ (RTJ 141/430. por não se tratar de crédito de natureza tributária. sob a vigência da Constituição atual (de 1988). 153 da Emenda Constitucional nº 1/69). j. da espécie taxa. a 20.

Min Carlos Velloso. Mas sempre fixadas por lei.04. art. Preço público. 12. 8°. sem lei que o estabeleça. l6. 2.1996. Ação direta julgada procedente. rel. 145. Precedentes. mas de aumento do valor de custas judiciais e extrajudiciais. Aqui não se trata de ‘simples correção monetária dos valores anteriormente fixados’. 20. 20 do Dec. do CTN. ADIn 1444/PR. ou são de serviço. no caso. como exigido pela Constituição Federal. CTN. nos termos em que foi admitido no ordenamento jurídico. art.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Remuneração pela exploração de recursos minerais. do CPC. entendeu possível a decretação. 219. ex officio. Serviço de fornecimento de água e coleta de esgoto. II. ainda que prestado em caráter particular (art. Repugnam os princípio informadores do nosso 102 . 236). § 4°. IV.314. j. Interpretação dos arts. 1°. sem lei a respeito. Sydney Sanches. III. Tributário. as extrajudiciais (emolumentos). rel. Tributário Taxa Conceito. p. O poder de polícia está conceituado no art.08. efetiva ou potencial. taxa. art.2003.2003. de 14. da LEF [Lei 6. de 30 de junho de 1995. Recurso especial oposto contra acórdão que. Constitucional. prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição’. no seu exato sentido jurídico. Min.1996. Lei 9. j. a majoração de custas judiciais e extrajudiciais resultou de Resolução do Tribunal de Justiça . Lei 9. 101). mas preço público decorrente da exploração pelo particular. ADIn julgada improcedente (STF. 145 admite a cobrança de ‘taxas. em razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização.05. de 14. 4. o qual alterou o art. também. Código de Mineração. e 174. Tal conceito abrange não só as custas judiciais.830/80. Decretação da prescrição intercorrente por requerimento do Ministério Público. em execução fiscal referente a serviço de fornecimento de água. da prescrição intercorrente. art. de serviços públicos específicos e divisíveis. DJU 01. mas. 78. Decretação da prescrição intercorrente. II). resultantes da utilização efetiva ou potencial. IX.11. Taxa. 40 da Lei 6. As taxas decorrem do poder de polícia do Estado.314.Código de Mineração]: não se tem. Pleno. pois estas resultam. O art. Recurso especial. de um bem da União (CF. do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (STF. não tem prevalência. DJU 11.2002.11. A sua aplicação há de sofrer os limites impostos pelo art. II do § 3° [rectius art.830/80].e não de lei formal. Requerimento do Ministério Público. 3. Pleno. I. de serviços públicos específicos e divisíveis.2003). igualmente. No caso presente.02. inclusive ICMS e ISS aumento de tributo. para declaração de inconstitucionalidade da Resolução 07. de serviço público. 1.. II e § 1°.-lei 227/67 . 174 do CTN. Natureza tributária. O art. artigo por artigo. prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição (CF. 20. 6. ADIn 2586/DF. 5. 175 e §§ [rectius: parágrafo único]). parágrafo único.

Direito municipal brasileiro.-set. Tem-se. 6. 8. não sendo afetada pela existência da concessão. 40). 3. RT. ano 1987. Atividade pública (serviço) essencial posta à disposição da coletividade para o seu bem-estar e proteção à saúde. impondo-se segurança jurídica aos litigantes. de que a contribuição pelo fornecimento de água e coleta de esgoto é taxa. 492). na situação específica examinada. 40 da Lei 6. Precedentes desta Corte e do colendo STF 5. 299. v. Precedentes das egrégias 1ª e 2ª Turmas desta 103 . inclusive ICMS e ISS sistema tributário a prescrição indefinida. Não há amparo jurídico a tese de que a diferença entre taxa e preço público decorre da natureza da relação estabelecida entre o consumidor ou usuário e a entidade prestadora ou fornecedora do bem ou do serviço. ‘A remuneração dos serviços de água e esgoto normalmente é feita por taxa. Os casos de interrupção do prazo prescricional estão previstos no art. sofra as limitações próprias de tributo’ (Hugo de Brito Machado.. cujo afluente [rectius: efluentes] terá destino fixado pela autoridade [sanitária] competente’. O concessionário recebe remuneração da mesma natureza daquela que o poder concedente receberia. ao contrário. Os serviço de fornecimento de água e coleta de esgoto é cobrado do usuário pela entidade fornecedora como sendo taxa. Obrigatoriedade do serviço de água e esgoto. 11. deve-se estabilizar o conflito. da Procuradoria-Geral da Fazenda Estadual/Minas Gerais. 12. nº 05.. artigo por artigo. quando há compulsoriedade. Há de ser sempre lembrado de que o art. 174 do CTN tem natureza de lei complementar. por ser a relação entre eles de direito público. pelo que. p.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. se prestasse diretamente o serviço’ (RF. 174 do CTN. se a entidade que presta o serviço é de direito público. 10. 7. 4. p. 11). norma revogada pela Lei 8. Regime tributário da venda de água. pela via da prescrição. serviço público concedido. jul. Após o decurso de determinado tempo sem promoção da parte interessada.. in casu. Juríd.830/80. Rev. no sentido de que ‘a natureza jurídica da remuneração decorre da essência da atividade realizadora. em face da obrigatoriedade da ligação domiciliar à rede pública’ (Helly Lopes Meirelles. de natureza compulsória. o valor cobrado é preço público/tarifa. O art. o valor cobrado caracterizar-se-ia como taxa. ‘Se a ordem jurídica obriga a utilização de determinado serviço. não permitindo o atendimento da respectiva necessidade por outro meio. 1987. visando atender necessidades coletivas ou públicas. 1977. 11 da Lei 2. Prevalência no ordenamento jurídico das conclusões do X Simpósio Nacional de Direito Tributário. nele não incluídos os do art.080/90] (Código Nacional de Saúde) determina: ‘É obrigatória a ligação de toda construção considerada habitável à rede de canalização de esgoto. Adoção da tese. 9. cobrada pelo Poder Público.312/94 [rectius: de 1954. sendo o prestador do serviço público pessoa jurídica de direito privado. então é justo que a remuneração correspondente. p. ed.

09.2006. REsp 848287/RS. Min. 286). Selos de controle quantitativo.. previsto no art. DJU 31. REO 3. prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição. IPI.07. Provimento à remessa necessária (TRF-2ª R. 4.502/64. 77 do CTN. 1ª T. 145. Ressarcimento de custos. 6ª T. Importação.. porque decorre da prestação de um serviço privativo e exclusivo da atividade estatal. Remessa oficial improvida (TRF-1ª R.03. DJU 17. no RE 167. p.-lei 1. Precedente do TRF 1ª Região. art..1999. Taxa é espécie de tributo que tem por fato gerador o exercício do poder de polícia.2002.08. ou a utilização. rel. Receita originária. 3. A exação criada pela Lei 2. da CF e o parágrafo único do art. com a Lei 8. § 2°). A aquisição dos selos de controle do IPI não configura exercício do poder de polícia ou utilização de serviço público especifico e divisível. Preço público é a remuneração paga pelo fornecimento de serviço público prestado por concessionário ou permissionário. 17.690/88 identifica-se como taxa e não preço público. sendo uma obrigação assumida voluntariamente. § 2°. p.437/75. 4ª T. 2. Juiz França Neto. da ALALC ou ALADI (Súmula 124 do STJ). Não violação de acordos internacionais. p. 145.992-1/210.. ao afirmar que essa taxa tem identidade com a base de cálculo do imposto de importação. após a declaração de inconstitucionalidade pelo Eg. Dec. REO 9601042105/DF. Tributário. 19. face. Ausência de identidade de sua base de cálculo com a dos impostos. 1.2002. Juíza Selene Almeida. 6.09. José Delgado. As taxas não podem ter base de cálculo ou fato gerador idênticos àqueles que correspondam aos impostos (CF.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. representa uma obrigação acessória. rel. DJU 14. 3. Taxa de expediente (Leis 2. j. 2. A aplicação do selo de controle do IPI. j. artigo por artigo.. Equivoca-se quem reputa inconstitucional a cobrança da taxa de melhoramento dos portos. 46 da Lei 4. inclusive ICMS e ISS Corte Superior. a reiterada doutrina e a jurisprudência dos tribunais superiores que entendem legítima a sua cobrança.145/53 e modificada pela Lei 7. 21. Recurso especial não provido (STJ. efetiva ou potencial.690/88) Ilegalidade.052/RJ. Taxa que tem como base de cálculo o valor da mercadoria constante da guia de importação vulnera o art. 178). STF. Trata104 . Natureza jurídica. Problema de ilegalidade corrigido pelo Legislativo.289). no interesse da arrecadação ou da fiscalização do tributo.522/92. rel. j. de serviço público específico e divisível. 13. sobre a importação de mercadorias de países signatários do GATT. 1. Tributário.03. 5. por identificar-se com a base de cálculo do imposto de importação.2006. Suspensão dos dispositivos legais questionados pela Resolução 73/95 do Senado Federal. Taxa de melhoramento dos portos.2000.145/53 e 7. inclusive. também.

de mais um custo. 793).2006. do CTN).Casa da Moeda-. 1ª Seção. 13. 1ª Seção.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. de mais um custo. assim. ou seja. pelos contribuintes do IPI. DJU 12. criou taxa em razão dos serviços prestados no exercício de poder de polícia. previsto no Dec. 1 . DJU 12.2006) (TRF-4ª R.. como sendo instituição de uma nova taxa ou de preço público. Trata-se. TRF .2006. rel. de obrigação acessória.437/75. p. dentre outros que se somam à atividade desenvolvida pelo industrial e que é repassado ao preço final do produto. A única diferença é que tal valor é devido ao Estado. Lei 4. artigo por artigo. dentre outros que se somam à atividade desenvolvida pelo industrial e que é repassado ao preço final do produto. 113. A única diferença é que tal valor é devido ao Estado. ADIn 1. apenas. O valor pago pela aquisição das estampilhas (selos) de controle do IPI.07. em vicio de ilegalidade. Selos de controle quantitativo.71. proveniente de produto fabricado por empresa pública .Não há considerar a exigência de ressarcimento de custos de confecção de selos de controle.-lei 1. O cumprimento dessas obrigações acessórias pode gerar dispêndio ao contribuinte em determinadas situações. Preços públicos e taxas não se distinguem pelo nomen iuris ou pela natureza dos serviços remunerados. sem que isso venha a desconfigurar sua natureza 2 –‘A aquisição dos selos de controle do IPI não configura exercício do poder de polícia ou utilização de serviço público específico e divisível.000271-0.710/RS. por ser dele o monopólio na confecção dos selos.07. necessidade esta que se impõe diante da peculiar sistemática de arrecadação do imposto. AC 200371120077868/RS. ou seja. Ressarcimento de custos.03.. Ibama. rel. j. Obrigação acessória.07. Incorre.. Dec. não caracteriza taxa e nem preço público. IPI.502/64.050. DJU 28. com a utilização de patrimônio estatal (TRF-4ª R.2007. violação a quaisquer princípios tributário. Juiz Antonio Albino Ramos de Oliveira. j.. nelas [sic] previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos’ (art. constituindo-se em receita originária da União. Trata-se. § 2°.71.823-1/DF. a portaria que. Tributário.-lei 1. 2ª T. apenas. mas pelo critério da compulsoriedade da 105 . na verdade.05. Cadastro técnico federal de atividades potencialmente poluidoras ou utilizadoras de recursos ambientais. por ser dele o monopólio na confecção dos selos. Taxa de cadastramento. Natureza jurídica. Tributário. Inconstitucionalidade.4ª R. 06.2007).437/75.03. a pretexto de veicular emolumento. não havendo. Portaria 37/98. inclusive ICMS e ISS se.002. necessidade esta que se impõe diante da peculiar sistemática de arrecadação do imposto’ (Embargos Infringentes 2003. Juiz Vilson Darós. aquela ‘que decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações positivas ou negativas. EIAC 2003.

165/2000. 381).é o exercício do poder de polícia conferido ao Ibama para controle e fiscalização das atividades potencialmente poluidoras e utilizadoras de recursos naturais. 502). A hipótese de incidência do tributo em questão –TCFA . prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição.010. p. Nessa esteira. Inexiste ofensa da Lei 10. j.760/46.040. 2.03. conforme inteligência dos arts.04. rel. Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental . portanto. j. 145 da CF/88 e 77 e 78 do CTN. conferindo-se tratamento diferenciado a quem produz graus de poluição diferentes e. Processual civil.2006. prestados ao contribuinte ou postos à sua disposição.05.2006. DJU 24. 1ª T. 3. Taxa municipal de segurança ostensiva contra delitos. Competência da 2ª Seção.05.. 01. cobrada por este em razão do uso por terceiros de seus bens imóveis. Em obediência à Constituição Federal. O faturamento da empresa é utilizado como critério referencial a fim de garantir-se a isonomia.2006. 77 do CTN e 145 da Constituição Federal de 1988. AC 2004. j. p. ou a utilização.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.. em ausência de contraprestação. Conhecido o conflito de competência para declarar competente para a matéria a 2ª Seção. por conseguinte. 1ª T.71. 617). 05. uma vez que de prestação de serviços públicos não se trata. Juíza Vivian Josete Pantaleão Caminha.04. 1ª T. inclusive ICMS e ISS exigência (TRF-4ª R. de serviços públicos específicos e divisíveis.804/RS. AMS 1999.72. Ilegalidade da cobrança. exige o exercício do poder de polícia em maior ou menor grau (TRF-4ª R.105. Não há falar.000.165/2000 aos arts..2006..060.02. p. rel. 19.-lei 9. 106 . Taxa de ocupação. rel. Juiz Marcelo Malucelli.461/SC.174.4. Lei 10.121/SC. 127 do Dec. Conflito negativo de competência.. de serviço público específico e divisível.TCFA. as taxas de serviço instituídas pelos Municípios devem ter como fato gerador o exercício do poder de polícia ou a utilização. fulcro no art. AC 2003. 1. Juiz Vilson Darós.. 145.2006. O nomen iuris atribuído à exação cobrada pelo Estado é questão que não importa para sua classificação como tributo. DJU 03. A taxa de ocupação é uma receita originária do Estado. art. II. DJU 08. efetiva e potencial. artigo por artigo. afigura-se ilegal a cobrança da taxa de segurança ostensiva contra delitos instituída pelo Município de Criciúma. As taxas são tributos que têm como fato gerador o exercício regular do poder de polícia. Matéria não tributária.2006.72. na medida em que não restou comprovado que essa exação serve para retribuir serviço público específico e divisível e nem representa exercício do poder de polícia (TRF-4ª R. que poderia ocasionar uma possível inconstitucionalidade. efetiva ou potencial.

2005. Precedentes.247.2004. 77 e 80 do CTN. j. 3.000. rel. Tarifa. no entanto. às disposições legais pertinentes. Tribunal.03.. 4.2006. Exigibilidade. que utiliza a propaganda. direta e especificadamente dirigida ao contribuinte. Tributário. posto que criada pela Medida Provisória 2. p. Juíza Marga Inge Barth Tessler. AC 2000. Juiz Marcelo Navarro.. rel.2005. rel.10 2004. Cobrança pela municipalidade em detrimento da CEF.009/73. O C.960/2000. da CF e nos arts.. enquanto aquela é compulsória.500/SP.06. 1.03. 3ª T.201. Corte Especial. A remuneração para obtenção da autorização para uso do fogo em queimada controlada tem a natureza jurídica de taxa.02. A principal distinção entre taxa e preço público reside no fato deste ser facultativo. inclusive ICMS e ISS especificamente a 3ª Turma. afigura-se devida a tarifa de armazenagem apenas nos casos de efetiva utilização do serviço portuário. artigo por artigo. inciso II. Taxa de fiscalização de anúncio luminosa. 1. Mandado de segurança. Precedente deste eg. Possibilidade.12. 145. Apelação não provida (TRF-3ª R.784/SC.015/99. inclusive. afastando-se. Administrativo. DJU 01. o disposto no art. Legalidade na cobrança da taxa para uso do fogo. Pela análise da Lei 6. 3. a quem recebeu originariamente por distribuição o agravo de instrumento (TRF-4ª R. 145. na hipótese de incidência. 4ª T.010. 23. convertida na Lei 9. Legalidade. se subdividindo em um serviço público e outra em razão do exercício do poder de polícia. 2. A fiscalização de anúncios se faz necessária para preservar a qualidade do meio ambiente nas cidades e adequar a conduta da pessoa física ou jurídica.990.. AMS 2001. II.006. Embargos à execução fiscal. Queima controlada de cana-de-açúcar. A taxa é um tributo que tem. O poder público se serve da cobrança por meio de preço ou tarifa pela prestação de um serviço público voluntário.80. DJU 06. a qual definiu os elementos essenciais à sua instituição. Apelação improvida (TRF-5ª R.. j.068/AL. CC 2005.2005. Trata-se de uma prestação contratual voluntária. Tributário. 19. da Carta Magna.02. Este tipo de atividade não se encontra acobertada pelos princípios constitucionais tributários. 01. STF já reconheceu a prescindibilidade da efetiva comprovação da atividade fiscalizadora para a cobrança anual da taxa de localização e 107 . 313). p. j. A competência para instituição de taxas pelo exercício do poder de polícia vem determinada no art. Juiz Nery Junior. DJU 23.04. 197). Honorários advocatícios. 2.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. A taxa para uso do fogo não tem a mesma base de cálculo do ITR. é o meio pelo qual se paga por um serviço facultativo. Taxa de armazenagem portuária. 1ª parte. p. uma atividade estatal. 339). Natureza jurídica de taxa.

038173-0. Cecília Marcondes.. rel. rel. De referência à compulsoriedade.04.[. O que caracteriza a espécie tributária é a compulsoriedade.2002. j. Min.2001.2002. Ellen Gracie. Min.2002. 23. p.030. EAC 91.571/SP. 145. sumulado sob nº 545: 108 . 204. Apelação e remessa oficial providas (TRF-3ª R.025/69. DJ 07. A Súmula 157 do STJ foi cancelada pela C.77. da incidência do encargo de 20% previsto no Dec..05. 02. 07.922. inverto os honorários advocatícios fixados na r. rel. na certidão da dívida ativa.2001.. REsp 2000/0079370-1. A taxa não pode ter base de cálculo ou fato gerador idênticos aos que correspondam a imposto nem ser calculada em função do capital das empresas. no julgamento do REsp 261. Des.-lei 1. 7. j. COMENTÁRIOS Generalidades. 6ª T.63. Estados e Municípios (art. 2ª Seção. inclusive em detrimento da Caixa Econômica Federal. da CF/88).16-6. Juíza Consuelo Yoshida.09.03. AgRg no REsp 2002. STJ. 17. 2ª T. rel.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. * Parágrafo único com redação determinada pelo Ato Complementar 34/67.252-6/SP.. setença monocrática. DJ 14.001. generalidade e origem pública.] Parágrafo único. 15. j. 330). 191. Art.05. 4. inclusive ICMS e ISS funcionamento pelo Município de São Paulo. DJU 02.2001). tenha-se presente o entendimento do STF.10. 6.2002. Precedentes: STJ.12. Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça. União. artigo por artigo.10.05. AC 93. Fed.2001. 5. A taxa é de competência comum ou cumulativa.08. e sua renovação anual. caput. o STJ tem reconhecido a validade da taxa de localização e funcionamento e da taxa de fiscalização de anúncio. p. Desde então. diante da notoriedade do exercício do poder de polícia pelo aparato administrativo dessa municipalidade (AgRg no RE 222. DJU 03.11. Eliana Calmon. taxa semelhante àquela aqui discutida.. j.239/SP. Diante da não previsão. TRF3. j. p. podendo ser instituída por todos os entes federativos. DJ 03.2006. DJ 02.2006.2001.04. 1ª T.

progressiva ou regressiva. a taxa de incêndio. 109 . proporcional. o contribuinte os serviços do Corpo de Bombeiros. ou não. temos que a alíquota da taxa pode ser fixa. considera o valor da causa e estabelece faixas de incidência. terá que pagá-la.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Se. porque estas. A maior das limitações que se impõe à taxa é quanto a seu fato gerador. tem função extrafiscal (emprego do tributo como instrumento de intervenção pública). inclusive ICMS e ISS Preços de serviços públicos e taxas não se confundem. a taxa existe em razão da prestação de um serviço. pois não poderá ser tomado como base situação fática que já tenha servido para a incidência dos impostos (§ 2°. utilize. De referência ao quantitativo. o que se reflete diretamente sobre a alíquota. CF). Exemplo de alíquota progressiva é a da taxa judiciária. manifestada por força de lei e em atividade administrativa plenamente vinculada. diferentemente daqueles. Fato gerador e base de cálculo. Sendo a taxa derivada de uma vontade do Estado. Segundo Aliomar Baleeiro. diferentemente. por exemplo. art. Neste sentido a Súmula 595 do STF. Genérica é a taxa porque atinge indistintamente todo aquele que a ela estiver vinculado em virtude de algum fato gerador. ao fixá-la. se a taxa é manifestação do poder de polícia. tem função fiscal e o valor será uma alíquota proporcional ao serviço. sendo mais comum a alíquota fixa. são compulsórias e têm sua cobrança condicionada à prévia autorização orçamentária. em relação à lei que as instituiu. artigo por artigo. não poderia deixar de ser pública. em que a lei. 145.

efetiva ou potencialmente. Assim.Súmula 595). A preocupação do legislador quanto à exigência final contida no parágrafo em apreciação (não ter a taxa valor econômico em função do capital da empresa) teve em vista não atropelar o Imposto de Renda. muitas vezes. o poder público exaure sua atividade dentro de uma previsão fática que se chama fato gerador. Sobre a base de cálculo incidem as alíquotas. o poder tributante terá de dispor de um serviço mensurado e individualizado. 110 . O STF dissipou todas as dúvidas ao editar a Súmula 665 do teor seguinte: “É constitucional a Taxa de Fiscalização dos Mercados de Títulos e Valores Mobiliários instituída pela Lei 7. em número. acorreram os contribuintes ao Judiciário. o que se faz imprescindível em razão da restrição contida no CTN. é o custo do serviço específico. questionando a legalidade e a constitucionalidade da lei. A base de cálculo é a expressão. Entendiam não estar presente na atividade dos mercados de títulos e valores mobiliários o exercício do poder de polícia.940/89”. Na prática. artigo por artigo. distinguir a base de cálculo de uma taxa e de um imposto.940/89 instituiu a taxa de fiscalização dos mercados de títulos e valores mobiliários. no exercício do poder de polícia e na realização de serviços. A propósito. inclusive ICMS e ISS Para cobrar taxa. não é fácil. JURISPRUDÊNCIA “É inconstitucional a taxa municipal de conservação de estradas de rodagem cuja base de cálculo seja idêntica à do Imposto Territorial Rural” (STF . utilizável pelo sujeito passivo.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. quando a Lei federal 7. do fato gerador.

ao tomarem para base de cálculo das taxas de limpeza e conservação de ruas elemento que o STF tem por fator componente da base de cálculo do IPTU. Representação de inconstitucionalidade.09. Inconstitucionalidade dos dispositivos sob enfoque. II. Pleno. 145. § 4°.1994.1981. qual seja. tem por fato gerador prestação de serviço inespecífico. de 26. Decreto 16. Taxas de limpeza pública e de conservação de vias e logradouros públicos. rel. 145. o valor da mercadoria importada.921/90. 10 da Lei 2. ou seja. DJU 04. redação dada pelo art 1º da Lei 7. j. com ofensa ao art.1984.12.685. Min. Não conhecimento do recurso da Municipalidade. Recurso não conhecido (STF. Taxa de licenciamento de importação. mas.02. por instituir alíquotas progressivas alusivas ao IPTU. DJU 25. do Governo do Estado de São Paulo (STF. de 26. RP 1094/SP. que limita a faculdade contida no art.827/SP. RE 167992/DF.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. inclusive ICMS e ISS Município de São Paulo. 08. taxas. rel. garantia essa que não pode ser ladeada mediante delegação legislativa. 182. do Governo do Estado de São Paulo. Sua natureza jurídica. § 2°. p.213). Conhecimento e provimento do recurso da contribuinte (STF. rel. Custas e emolumentos judiciais e extrajudiciais. em face da norma do art.685. 156. Min. RE 204. 23. sujeitos que estão ao princípio constitucional da legalidade (§ 29 do art. Representação julgada procedente para declarar a inconstitucionalidade do Decreto 16. Ilmar Galvão.02.02. Taxas que.888). Pleno. Inconstitucionalidade que se declara do dispositivo legal em referência. rel. em razão do valor do imóvel. DJU 10. O primeiro.989/66. p. § 1°. no entendimento deste Relator. da Constituição Federal de 1988. Lei 10.04. do município de São Paulo. de qualquer modo. Tributário. j. Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana.145/53. da Constituição Federal. Min. por haverem violado a norma do art.1996.1997.1995. Art. sim. 7°. Ilmar Galvão.690/88. artigo por artigo. Moreira Alves. Não sendo as custas e os emolumentos judiciais ou extrajudiciais preços públicos.11.1981.1992). 1. e 94 da Lei 6. 12. Soares Muñoz. 153 da Emenda Constitucional 1/69). Os demais. Tributo cuja base de cálculo coincide com a que corresponde ao imposto de importação. à observância do disposto em lei federal e à utilização do fator tempo para a graduação do tributo. 87 e incisos I e II. não podem eles ter seus valores fixados por decreto. não mensurável indivisível e insuscetível de ser referido a determinado contribuinte. § 2°. 111 . Min. j. a área de imóvel e a extensão deste no seu limite com o logradouro público. 15.08. que deu nova redação aos arts. Tributário. não tendo de ser custeado senão por meio do produto da arrecadação dos impostos gerais. Pleno. p/ac.

DJU 10. em sede de recurso especial. quando a orientação do Tribunal se firmou no mesmo sentido da decisão recorrida’ . Min. O Colendo Supremo Tribunal Federal entendeu. Importação. em matéria de cunho eminentemente constitucional. O Colendo STF. consoante o entendimento mais moderno desta Corte.1997.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. rel. Apreciação incomportável no âmbito do recurso especial. Legalidade de aumento de Tarifas Portuárias (TAP) por ato ministerial.SP (Lei municipal 10. I. rel. por maioria. DJU 27.05. da CF (‘As taxas não poderão ter base de cálculo própria de impostos’). Taxas de conservação e limpeza de logradouros públicos.921/90. Taxa de expediente. decidiu que é constitucional a taxa de coleta de lixo domiciliar instituída pelo Município de São Carlos . Não se conhece de recurso especial quando a decisão atacada basilou-se. Aldir Passarinho Júnior. Tributário e processual civil. Na ocasião. artigo por artigo. é 112 . 1ª T.. Destarte.921/90.Súmula 83 . Plenário.03. Multiplicidade de precedentes. Decisão da matéria pelo Colendo STF. rel. Preços públicos.1999). por maioria) . inclusive ICMS e ISS Constitucional e tributário. por possuírem base de cálculo própria do IPTU. REsp 157060/SP.. que é inconstitucional a cobrança das taxas de conservação e limpeza na forma estabelecida pela Lei Municipal 10.253/89). Milton Luiz Pereira. no julgamento do RE 204.09. Carlos Velloso. Processual civil. Ilmar Galvão. 98/99. Lei 10. impossível o exame da matéria pelo Superior Tribunal de Justiça. 1. Min. 3.05.801/SP. II.827-SP (DJU 25. III. ‘Não se conhece do recurso especial pela divergência. Tributário. Legalidade. 3. § 2°.08. como fundamento central. A taxa de expediente.04. 18. com redação dada pela Lei 7.1999).2000.2000). j.não implica identidade com a base de cálculo do IPTU. Base de cálculo. Taxas de conservação e limpeza urbana. Min. rel. DJU 31. 1ª T.03.STJ. j. de remoção de lixo domiciliar e de iluminação pública. 1. Ag 121. Base de cálculos. Agravo regimental desprovido (STJ. Inconstitucionalidade.690/88. arts.11. afastando-se a alegada ofensa ao art. entendeu-se que o fato de a alíquota da referida taxa variar em função da metragem da área construída do imóvel . CTN. Min. Min. Exações entendidas como inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal.TAP. Súmula 83 do STJ. Tributário. 77 e 79. instituída pela Lei 2.145/53. 2. Município de São Paulo. 04. Recurso não provido (STJ. com a revogação da decisão de fls. 12.1999. Agravo de instrumento desprovido (STJ. Taxa de Armazenagem Portuária . Agravo regimental provido. rel. José Delgado.1999.que constitui apenas um dos elementos que integram a base de cálculo do IPTU . ao apreciar o RE 232393/SP.1999. 145. Ag 314761/SP. 2ª T.. 2. 26. j.

940. Taxa ou preço de armazenagem.1989. Alíquota. descabe a alegação de contrariedade à lei tributária nacional. Taxa de Fiscalização. II — Embora seja conhecida por ‘taxa de armazenagem’.07. 3. 2ª T. da Constituição.05.570/PE. pois a denominação é irrelevante para qualificar a natureza específica da imposição. Recurso não conhecido (STJ. para que se pudesse dissentir dessa orientação seria necessário o reexame de 113 . Localização e Funcionamento . Tendo o STF proclamado a constitucionalidade da Lei 7. 145. Alegada ofensa ao art. Assentada a efetividade do exercício do poder de polícia para a cobrança das taxas em questão.07. j. Lei 7. situação que não viola a vedação prevista no disposto no art. Recurso especial. j. preço e. deve ser tratada.314). 1. III . DJU 01. eis que possui base de cálculo própria do imposto de importação. de 20. como tal. REsp 166. § 2°.1404-9/RJ. sabendo-se que o art. Processual civil. Administrativo. Município de Belo Horizonte. 20.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.2000. inclusive ICMS e ISS flagrantemente inconstitucional. Efetivo exercício do poder de polícia.1995. artigo por artigo. Francisco Peçanha Martins. 145. 77 e parágrafo único CTN repete preceito constitucional (CF. Taxa de Fiscalização de Anúncios .685/ES. rel. Juiz Castro Aguiar.020. por entender que são exigidas com fundamento no efetivo exercício do poder de polícia pelo ente municipal.05.835) e.1995. nesta superior instância.. Precedente STF. Taxa de fiscalização. Comissão de Valores Mobiliários. podendo ter os seus valores e índices regulados por decreto ou mesmo portaria. o entendimento de que não há identidade entre a base de cálculo das referidas taxas com a do IPTU. ambas do Município de Belo Horizonte. 03.TFLF. do Código Tributário Nacional).1999). AMS 95. DJU 13.2000).TFA.940/89.12.Recurso improvido (TRF-2ª R. Constitucionalidade.A natureza jurídica do tributo decorre do seu fato gerador e não do nome que se lhe dá (art. inciso I.TFLF. REsp 205. Reexame de fatos e provas. § 2°. ainda. Violação de lei federal não configurada. 4°. DJU 01. Localização e Funcionamento . da categoria das taxas. não significa que estamos diante de tributo. Tributário.06. tecnicamente. 2. Tributário. que instituiu a taxa de fiscalização da CVM (RE 177.. §§ 1° e 2°). art. Este Tribunal decidiu pela constitucionalidade da cobrança da Taxa de Fiscalização de Anúncios .. I . Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. rel. rel. Agravo regimental no agravo de instrumento. Firmou-se. Min. 1ª T. Assim. p. da Constituição do Brasil. Recurso provido (STJ. até por vício de linguagem. esta é. Garcia Vieira. 3ª T. j.08. Constitucionalidade. Min. 145. 16.. 44.1999. por ser conhecida como ‘taxa de armazenagem’.TFA e da Taxa de Fiscalização.

2. p.2007.12. O Supremo Tribunal Federal. II da CF/88 114 . no julgamento do RE 206777/SP. 1. Precedentes: RMS 23. Tributário.. Ellen Gracie. AIAgR 618. 3. que. 145. 2ª T. Taxa de incêndio. 392).que é o valor do imóvel (CTN. encontra-se coerente com o decidido pelo Plenário desta Corte.049/MG. 145 da Constituição. 98). É esse o entendimento aplicado também pelo STJ.04. 02. não quer dizer que teria essa taxa base de cálculo igual à do IPTU’. Juiz Teori Albino Zavascki.2003. com redação da Lei 14. Taxa de incêndio Estado de Minas Gerais. Min.2003. 33). Min. p. Agravo regimental improvido (STF. Questão devidamente prequestionada. 2ª T. 4. Base de cálculo. Município de Belo Horizonte.08.12. 83). 144 da Constituição Estadual. 1ª T. Min. 1. Recurso ordinário desprovido (STJ. Análise da norma pelo Tribunal de Justiça o Estado de Minas Gerais em ação direta de inconstitucionalidade transitada em julgado. Controvérsia referente á especificidade e divisibilidade da taxa de limpeza pública não dirimida pelo Tribunal a quo.a metragem da área construída do imóvel . por entender que preenche os requisitos da divisibilidade e da especificidade e a sua base de cálculo não guarda semelhança com a base de cálculo de nenhum imposto...2007. Eros Grau. A posição adotada pelo Tribunal a quo. rel. artigo por artigo. art.03.280/MG. Recurso ordinário em manado de segurança. Impossibilidade de apreciação de tese em tomo do art.2007. j.2006.150/MG. Falta de prequestionamento do disposto no inciso II do mesmo art. Lei 6.763/75. Coincidência com a do IPTU.12.032/MG.08. considerou constitucional a cobrança de taxa de incêndio. § 2°. DJU 01. j. e RMS 21. Análise do recurso quanto ao art. 145. RE-AgR 346695/MG. DJ 09. no julgamento do RE 232.2007.393 (Sessão de 12. 2. 145 da Constituição Federal. Agravo regimental a que se nega provimento (STF.02. 13. Súmulas STF nº 282 e 356. A corte de origem deliberou sobre a correspondência entre as bases de calculo do IPTU e da taxa de limpeza pública. 07. mesmo não tendo se referido expressamente ao art. João Otávio de Noronha.607/MG. Min. 2ª T.2006. 2ª T. da Constituição Federal.1999) fixou entendimento no sentido de que ‘o fato de um dos elementos utilizados na fixação da base de cálculo do IPTU .. p. DJ 03. Constitucionalidade.10. Taxa de limpeza pública.. 1ª Turma. circunstância que impede a admissão do extraordinário ante o óbice da Súmula nº 279 do STF. Tributário. RMS 21. inclusive ICMS e ISS fatos e provas. rel.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. ROMS 21. João Otávio de Noronha. DJU 27. rel. DJU 19. DJ 21. j. contudo.938/2003.2006. Art. José Delgado.09. Min. ser tomado em linha de conta na determinação da alíquota da taxa de coleta de lixo.

105. enquanto a Taxa de Construção. Min. Taxa de expediente (Leis 2. p.522/1992. 2. João Otávio de Noronha. 1.0000.404860-1/000. 4. A Lei 6.038/2003. com redação dada pela Lei 14. tampouco para prequestionar questão constitucional. ao criar a taxa de incêndio.145 foi extinta pela Lei 8. rel.. 1. Importação. foi considerada legítima pelo Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais na ADIn 1.12. Ilegalidade. Processual civil e tributário. DJU 06. 77. Min.938/2003. 232). É legítima a taxa de incêndio instituída pela Lei estadual 6.02. j.2005. Taxa de conservação de estradas de rodagem. j. Não cabe ao Superior de Justiça intervir em matéria de competência do STF. porque decore da prestação de um serviço privativo e exclusivo da atividade estatal. Segunda Turma) (STJ. DJU 09. III. 2. 77 do CTN. Fato gerador e base de cálculo.. Precedentes. que a declaração de constitucionalidade produz efeitos erga omnes e que nesse julgamento foi analisada a questão em torno do art. Resolução 11/2005 do Senado Federal] identifica-se como taxa e não preço público.145/53 e 7. sob pena de violar a rígida distribuição de competência recursal disposta na Lei Maior. 2ª T. 2ª T.145/53 e modificada pela Lei 7. também. Cabe recurso especial fundado na alínea b do inciso III do art. Cabimento do recurso especial pela alínea b. inclusive ICMS e ISS e dos arts. Conservação e Melhoramentos de Estradas de Rodagem tem como fato gerador a prestação de serviços de conservação e como base de cálculo o custo do serviço dividido entre os proprietários de imóvel rural segundo fórmula adotada por pontos de utilização dos serviços. Min.763/75. anterior à EC nº 45/2004]. da CF. ROMS 22.690/88). o que afasta a possibilidade de identificação com o imposto e a eventual ofensa ao art. João Otávio de Noronha. Ausência de identidade com o ITR. 03. descabe o reexame da matéria nessa oportunidade.2005. artigo por artigo. rel. Eliana Calmon. Tributário.04. 78 e 79 do CTN. 144 da Constituição Estadual. 3.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 105 da Constituição Federal para resolver conflito entre lei local e lei federal [de acordo com a redação do art. Confronto entre lei municipal e federal. Taxa 115 . Considerando que ocorreu o trânsito em julgado desse acórdão. p. Vide.2006.690/88 [taxa prevista no art. com redação dada pela Lei 14. b.280/MG. 21. 321). Recurso especial. Recurso especial não conhecido (STJ. 10 da Lei 2.763/75. 2.11. REsp 179. O ITR tem como fator gerador a propriedade rural e como base de cálculo o valor da terra nua.05.049/MG e 21. A exação criada pela Lei 2. Matéria constitucional. 1.802/SP. rel. visto que preenche os requisitos da divisibilidade e da especificidade e que sua base de cálculo não guarda semelhança com a base de cálculo de nenhum imposto’ (RMS 21.632/MG.2006.

sendo a hipótese de mero excesso de execução (como se dá. 6. configurado o alegado evento prescricional. DJU 17. em que é possível excluir ou destacar do título executivo o que excedente. 4.. artigo por artigo. afastada a sua anulação neste ângulo. 145. nos presentes autos. ajuizado o executivo em pauta em 18. Coincidência com a base de cálculo do IPTU. da CF e o parágrafo único do art. de cunho prescricional.01. com observância do estabelecido pelo art.04. REO 96. Entende a Eg. 5. 6. 77 do CTN. Operou-se a prescrição em relação a alguns dos débitos exeqüendos (taxa de licença e taxa de limpeza referentes ao ano de 1995). com a Lei 8.03. 178). Prescrição parcial ocorrida. sentença. Problema de ilegalidade corrigido pelo Legislativo. 7.01.4. do CTN. de rigor a extinção do débito prescrito da forma como operada.522/92.992-1/210. segundo a qual suficiente a propositura da ação. do Eg. Verificada. Execução fiscal. Município de São Paulo X União.2105/DF. STF. j. nos termos 116 . como se denotará. não procedeu o contribuinte/recorrido ao devido recolhimento do mesmo. STJ. no RE 167. Constituem os débitos atos distintos identificáveis e autônomos. 5 (cinco) anos para a ação de cobrança do crédito tributário em comento. Conforme se extrai a partir da r. Precedente do TRF 1ª Região. qual seja. 4ª T. p. 2.1995. uma das causas de extinção do crédito tributário. Parcial procedência aos embargos. a ação deve prosseguir pelo saldo efetivamente devido. 5. Sucumbência recíproca. primeira figura. Contaminado pela prescrição.2000.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.1ª R. cumprindo destacar que. através de mero cálculo aritmético. por identificar-se com a base de cálculo do imposto de importação. dali por diante passa a fluir o prazo de sua cobrança. § 2°. 3. 174 do CTN. do art. em 01.2000 (fato incontroverso).12. Suspensão dos dispositivos legais questionados pela Resolução 73/95 do Senado Federal. Remessa oficial improvida (TRF . para interrupção do prazo prescricional: portanto. Equivocada se tem revelado certa forma de contagem fazendária: a partir do fato e formalizado o crédito.09. elencada no inciso V. 21.. após a declaração de inconstitucionalidade pelo eg. a prescrição. encontra-se parte do valor contido no título de dívida embasador dos embargos. inclusive ICMS e ISS que tem como base de cálculo o valor da mercadoria constante da guia de importação vulnera o art. 1. Embargos à execução fiscal. ao verificar a transgressão do lapso temporal fixado pelo referido dispositivo. 156. com a cobrança de específicos meses colhidos pela prescrição). rel. Juíza Selen Almeida. 3. contados da data de sua formalização definitiva. Tributário. após a formalização do crédito tributário em questão. 3ª Turma desta Colenda Corte pela incidência do consagrado através da Súmula 106. em relação ao ano de 1995. Inocorrência. qual seja. Taxas de conservação e taxas de limpeza pública devidas.1999.

204. Não se ressentem referidas taxas. CF. ao passo que dito imposto recai sobre o valor venal da coisa. segundo a qual cobrados estão sendo imóveis. atualizados monetariamente até o seu efetivo desembolso. reconhecendo-se a legitimidade da cobrança das taxas de conservação e de limpeza pública. avulta em destaque a divisibilidade de ditos serviços.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. de molde a permitir exigência da exação em pauta. 77. pois atendido o figurino da hipótese de incidência pertinente. inclusive ICMS e ISS da jurisprudência que. 16. consoante parágrafo único do art. 14. vencimento de 1996/1998. para julgar parcialmente procedentes os embargos. e do art. inafastada a presunção de certeza da CDA em questão. neste passo não tendo a executada/embargante/apelada denotado assim não se ponham os préstimos/serviços municipais a respeito. firmados através do inciso II do art. Apesar de reconhecida a prescrição em relação aos débitos supra citados. da União. sem óbice substancial pela parte contribuinte. 10. a título de taxa. pois exatamente está calcada na contraprestatividade ou vinculação entre o quanto pague o contribuinte e seu beneficiamento direto. no âmbito dos requisitos para as taxas em geral. perfeitamente possível o prosseguimento da execução fiscal pelo valor residual do débito executado. Precedentes. conservação e limpeza pública. do descumprimento nem ao requisito da especificidade. 9. CTN. reformando-se em parte a r. 145. 12. A natureza da atividade estatal envolvida se põe límpida. suportando a Municipalidade envolvida honorários advocatícios de 10% sobre a diferença excluída em prol da União. a propósito. ônus cabalmente seu. imediato. a base daquelas se põe sobre o custo da atividade aqui suportada pelo poder público. Impõe-se o parcial provimento ao apelo da Municipalidade envolvida. específicos. tanto quanto se sujeitando a União ao 117 . no tocante ao tema aqui em mérito. Também inocorre á propalada coincidência de base de cálculo entre ditas taxas e o IPTU: como destacado pela Municipalidade envolvida. tão-somente reconhecendo-se a ocorrência da prescrição parcial. A divisibilidade se coloca também límpida. pois não desprovido de liquidez o débito exeqüendo remanescente. de fato. fato incontroverso. 15. a declaração de nulidade da ação de execução fiscal. sendo capital repisar-se tanto se tributa. quanto pelo colocado ao dispor do contribuinte. artigo por artigo. Pertinente e adequada a ponderação. 17. 11. antes enfocados. Nenhuma ilegitimidade na cobrança de citadas taxas. portanto. adota-se. nem ao da indivisibilidade. No que tange às taxas de conservação e de limpeza pública. pelo serviço efetivamente prestado. 13. não ensejando. amiúde praticada. vez que dotado de valores autônomos. tal qual gizado pela própria Constituição e pelo CTN. CTN. que contam com aqueles referidos serviços. sentença. uma vez que a incidir quantitativamente perante aqueles que proprietários de imóveis limítrofes ao logradouro beneficiado por referidos serviços. 8.

c) INPC de mar.992-1/PR) e do C./91. de mesma espécie e destinação. a compensação devia ser efetuada somente entre contribuições e tributos da mesma espécie e destinação. e pela Lei 10. Possibilidade. p.01. Atualmente.03.11. Precedentes do STF e do STJ. da Constituição Federal. com redação dada pelo art. STF (RE 167..383/91 e 9.032515-7. devidas ao Fisco. atualizados monetariamente até o seu efetivo desembolso./91 a dez. a partir de jan. 3ª Turma: AC 97. Des. inclusive ICMS e ISS pagamento de honorários advocatícios de 10% sobre o tributo remanescente em cobrança. 168. 145. os seguintes índices: a) BTN a partir de dez./91. 16.833/2003. j.2007. 150 do CTN. o direito de compensar o tributo indevidamente recolhido. 1° da Lei 7.430/96.2006. conta-se a partir deste recolhimento. o art. Precedente da E.145/53.Na vigência das Leis 8. In casu. no caso. na redação que lhe foi atribuída pelo art. e art. DJU 23. Inconstitucionalidade. haja vista a identidade de sua base de cálculo com aquela vigente para o imposto de importação. III . modificado pela MP 66/2002. administrativa ou judicialmente. convertida na Lei 10. concedido à Fazenda Pública para homologar a conduta do contribuinte ou lançar de ofício a eventual diferença apurada./88 até fev.637/2002. AC 993. Carlos Muta. não configurada a decadência do direito de pleitear a compensação dos pagamentos efetuados em período superior ao qüinqüênio contado retroativamente da propositura da ação.11.2005. ou seja. II e § 2°. 74 da Lei 9. I . IV . mesmo no caso de tributo lançado por homologação. 1° da Lei 7. o que. 18. 3ª T. CTN. Parcial provimento ao apelo (TRF-3ª R. entretanto. uma vez que se trata de direito superveniente./90 a fev. rel. não pode ser aplicado no caso em pauta. 10 da Lei 2. II . Precedentes do E./92. artigo por artigo. Portanto.10.250/95. STJ. I. V . que representa a taxa de inflação do período considerado acrescida de juros 118 . b) IPC de mar. e d) UFIR. DJU 17.145/53..É inconstitucional a taxa instituída pelo art. rel.690/88. a taxa de emissão de guias de importação somente pode ser compensada com outras taxas. Compensação. utilizando-se. quando o contribuinte recolhe o tributo sem o prévio exame da autoridade fiscal. uma vez que o contribuinte não precisa esperar o esgotamento do qüinqüênio previsto no § 4° do art. Art. para postular. Fed. 25. Juiz Silva Neto./90. 10 da Lei 2. em favor do Município implicado.A correção monetária deve ser calculada desde a data do recolhimento indevido. em flagrante discrepância com o previsto no art.2005. Tributário. 559). deve ser utilizada exclusivamente a taxa SELIC. j.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.690/88. não mais exige o prévio requerimento do contribuinte e a autorização da Secretaria da Receita Federal para a realização da compensação em relação a quaisquer tributos e contribuições. Taxa para expedição de guia de importação.A partir de janeiro de 1996. 77 do CTN.954/SP.O prazo disposto no art.

embora a arrecadação e a fiscalização sejam a ela delegadas. 7° e 97. DJU 23. nos termos do art.04. e art. Apelação e remessa oficial. À Suframa foi conferido o poder de polícia para expedição de guias de importação.. ‘O Superior Tribunal de Justiça firmou entendimento de que. Impossibilidade. 309/95.113. está em confronto com o princípio da legalidade tributária. mantendo-se os juros de mora fixados na sentença. art. Prescrição. p. p. 305/95. Tabela da justiça federal. fixar as referidas taxas cobradas pela Suframa.145/53. Somente a União pode por lei. a partir do recolhimento indevido. AC 370. 3. 8ª T.000. VI . Prescrição.. 1. As remunerações estabelecidas pelas Portarias editadas pela Suframa (171/83. tida por interposta. A correção monetária a ser adotada na restituição dos valores recolhidos indevidamente deverá ser feita. da CF. do CTN. da CF. em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação. Juíza Cecília Marcondes. 7. Desembaraço aduaneiro. AC 2001. j. 1.250/95 [artigo revogado pela Lei 9.2006.-lei 288/67 e do Dec. 118). Violação aos arts. com a redação conferida pelo art. 150. Taxa Selic. Constitucional. Princípio da legalidade. das taxas por utilização de instalações e equipamentos da Suframa. § 2°. artigo por artigo. 05. j.2006. rel. 4. 10. Juíza Maria do Carmo Cardoso. pelo serviço de carga e descarga. 145. armazenamento ou estocagem. 145. Remuneração pela anuência aos pedidos de guias de importação. do CTN. 1° da Lei 7.532/1997]. a que se dá parcial provimento (TRF-1ª R.. VII . Controle de internamentos na Zona Franca de Manaus. da CF. 39. 145.11. pelos índices adotados na Tabela da Justiça Federal.10. nos termos do Dec. 6. A fixação por portarias. 197/96.2006. 3ª T. Correção monetária. Natureza jurídica de taxa. 61. inclusive ICMS e ISS reais. Delegação do poder de tributar. 97 do CTN. § 2°. do Estatuto Constitucional.2006. parágrafo único.690/88. Tese dos cinco mais cinco. 5. Lei 2. indubitavelmente. Tributário. Vedada a identidade de base de cálculo entre taxa e imposto. e do art.32. § 2°. Suframa. 77. Administrativo. Fixação por portaria. Ofensa ao art. parágrafo único. art.307/SP rel. 024/99).Apelação da autora e remessa oficial parcialmente providas (TRF-3ª R. têm natureza de taxa e não de preço público. da tipicidade e com a regra do art. bem como a utilização de suas instalações e equipamentos.244/67. 2. armazenamento ou estocagem. Arts. da Lei 9. prestação de serviço de carga e descarga.Apelação da União Federal desprovida. Taxa de licenciamento de importação. o prazo prescricional para efetivar-se a 119 .Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 77..08. 566). Identidade de base de cálculo. Tributário e processual civil.392/AM. Não é concebível que essas taxas sejam instituídas por portarias. do CTN. 06. DJU 17. nos termos do § 4°.

não acumulável com nenhum outro índice no mesmo período.. por violação do art.01. II. 8.837/DF. Juiz Hilton Queiroz. Tributário. III. por sua natureza jurídica de tributo vinculado. é de cinco anos.690/88).Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 4ª T. O fato gerador da TCFA é o serviço prestado de exercício de poder de polícia. Os efeitos decorrentes da suspensão de eficácia de dispositivo legal não prejudicam os efeitos ex tunc que resultam do reconhecimento. Base de cálculo. é desta que se inicia o termo a quo do lapso prescricional para o ajuizamento da ação correspondente. de órgão de controle em funcionamento (RE 116. artigo por artigo. são de um por cento ao mês. Lei 10.2003. 1° da Lei 7. com a redação dada pelo art.145/65. A taxa.04.960/2000. Superior Tribunal de Justiça. AC 1998. Mandado de segurança. neste caso. 3. Poder de polícia. alterando a redação da Lei 6.2003. não pode ser estabelecida com referência às parcelas recolhidas. cautelarmente. Provimento parcial ao recurso adesivo da autora (TRF-1ª R. lnocorrência.34. incidenter tantum. uma vez que. pelo sujeito ativo. rel. examinando a legislação de regência da taxa de licenciamento de importação.TCFA. foi editada para substituir a Lei 9. Improvimento ao apelo da União. Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental . Os juros de mora. O STF. do Estatuto Constitucional. de declaração da inconstitucionalidade da lei instituidora do tributo. Ofensa ao princípio da isonomia e igualdade tributária. na ADIn 2. contados da ocorrência do fato gerador. art. por sua inconstitucionalidade.165/2000. competências e instrumentos da Política Nacional de Meio Ambiente.960/2000.03. DJU 11.000. porque indevidas desde a sua instituição. A Lei 10. § 2°. na repetição do indébito tributário. a prescrição.178-8. que trazia a TFA (Taxa de Fiscalização Ambiental). p 81). representado nas metas. cobrada em razão da emissão de licença ou guia de importação (Lei 2. É assentado o entendimento no STF que basta a manutenção. Lei complementar. acrescidos de mais cinco anos contados daquela data em que se deu a homologação tácita. A taxa Selic deve ser aplicada como índice de correção monetária a partir de 1° .109. 145.1996 (Lei 9. abarcando muito mais atividades do que apenas a fiscalização in locu dos estabelecimentos submetidos à tributação. não pode ter base de cálculo própria de imposto. que se assenta na capacidade econômica do contribuinte. 11. de inconstitucionalidade. considerou-a inconstitucional. j. inclusive ICMS e ISS compensação via ação judicial. 7. Tratando-se.250/95)..518 120 . em um primeiro momento. Lei 9. Precedentes do Eg. entretanto. tampouco com juros moratórios. A cobrança da taxa pelo exercício do poder de polícia não se confunde com a taxa decorrente da prestação de serviço público. Imposto. tornando-se inexigíveis (REsp 191484/RS)’. cuja eficácia foi suspensa. 5. 4. I.938/81.165/2000 criou a TCFA (Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental). 6. 2. 10.

15. Tributário. 2. 154.07. REOMS 242. 631).2006. I. pode-se dizer que é um preço público. mas não é tributo. IV. A taxa de ocupação é uma retribuição anual de índole contratual. inclusive ICMS e ISS e RE 230.08. 3ª T.973). só poderia ter sido criada dentro da competência residual da União. que se encontram muitas vezes em situações econômicas distintas. através de lei complementar. utilize base de cálculo de imposto. bastando a lei ordinária. o que dirá se a exação é ou não tributo será o regime legal que a instituiu e a mantém.2005. V. § 2°. III. Ocorrência. na forma do art. Natureza tributária inexistente. Lei 9. 145 da Constituição Federal e 77 do CTN. Conflito que se suscita perante o Plenário do Tribunal para firmar a Seção Competente. da Constituição Federal. bem como ao art. que leva a uma distinção dentro dos limites da razoabilidade e da proporcionalidade. ao estipular valores uniformes por categorias de contribuintes. que no caso é o Ibama. VII. rel. p. A mencionada taxa possui natureza jurídica de imposto e. 3. j. porquanto a taxa não é instituída considerando-se somente o capital da empresa.. 77 do CTN. mas também incide o tributo em função do porte da pessoa jurídica e sua atividade-fim. Agravo de instrumento improvido (TRF-3ª R. Constitucional.06. à atividade por ela exercida. de competência legislativa da União Federal. Arts. Precedente do Supremo Tribunal Federal. 1. 154. 151). a TCFA não exige. STF (RE 177. 150..TFA afronta o princípio da isonomia.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. AG 244. Ofensa ao princípio da legalidade e isonomia. A Taxa de Fiscalização Ambiental .. DJU 13. IV Remessa oficial não provida (TRF-3ª R.. artigo por artigo. Juiz Nery Junior.2005.816/SP. editada pelo ente político incumbido de executar o poder de polícia a que se refere a cobrança. o requisito constitutivo formal de lei complementar. Juiz Nery Junior. DJU 23.05. instituiu tratamento igual a sujeitos passivos. 3ª T. Mandado de segurança. Não se admite que a TCFA. insculpido no art. rel. Tendo em vista ser devido pelo administrado que ocupa bem do Estado. e 145. Precedente do E.960/2000. VI. Taxa de Ocupação de Terreno de Marinha. 31.835-1/PE). Taxa de Fiscalização Ambiental . II. j.627/SP. O cálculo do valor da TCFA não apresenta qualquer ofensa ao principio da isonomia tributária. Não há infringência aos arts. da Constituição Federal. I. Tendo a natureza jurídica de taxa. II. da CF/88. pois.2006. não de uma taxa. Não importa o nomen iuris destinado a esta ou aquela exação cobrada pelo Estado. p. I.TFA. uma vez que efetuado com base em dois critérios conjugados: o grau de poluição da atividade exercida e o capital social da empresa. A TFA não tem como fato gerador qualquer atividade estatal relacionada à impetrante e. Questão de ordem. sim. como tal. disfarçadamente. A ‘taxa’ 121 . para a respectiva instituição.

5.-lei 2. artigo por artigo. no caso. 6. fazendo-se um raciocínio por exclusão. Constitucional e tributário. de serviço específico e divisível. ao exercício da liberdade e da propriedade do administrado). geralmente criado sem base de cálculo e sem alíquota. do Regimento Interno. Seguindo a trilogia do CTN. prestado ao contribuinte ou posto a sua disposição. DJU 06. em que o seu valor é estabelecido de forma compatível com o custo da atividade estatal a qual está vinculada. rel. Considerando que os juizes componentes da 1ª e 2ª Seção desta Corte já declinaram a competência. A ocupação de bem de uso dominical pelo administrado (que se aproxima de um contrato de locação ou de uma enfiteuse) não é uma utilidade ou comodidade fruível pelo administrado que diga respeito a necessidades ou comodidades básicas da sociedade.101.62/SC. que prevê três subespécies de contribuições no supra transcrito dispositivo: (a) as sociais (aí incluídas as destinadas ao custeio da Seguridade Social). 149 da Constituição Federal. existe base de cálculo (valor do domínio pleno do terreno. 1. 9. 22. Ademais. anualmente atualizado) e alíquotas variáveis (incisos I e II [do art.2001. efetiva ou potencial.398/87). Apelação não provida. j.162. A ‘taxa de ocupação’ evidentemente não se caracteriza como contribuição social. a limitação. porquanto trata-se de uma contraprestação do administrado para que utilize bem do Estado.. inclusive ICMS e ISS em questão não tem como fato gerador o exercício regular do poder de polícia (entendido como o condicionamento. A Taxa de Serviços Urbanos refere-se ao valor venal do imóvel. pois não albergada na previsão contida no art. Município de Salvador. Igualmente não se trata de imposto. 1. A taxa é tributo fixo. 2ª T. p. 7. uma vez que não está em jogo obra pública.2001. é remuneração pelo uso da coisa. 1°] do Dec. Taxa de Serviços Urbanos. Também não se trata de utilização. (b) as de intervenção no domínio econômico e [c] as de interesses das categorias profissionais. e sim como contraprestação à ocupação de terrena da União. a taxa de ocupação é devida como retribuição pelo uso de bem público.040. devido a um acordo entre União e o ocupante. também pode-se dizer com segurança que de contribuição de melhoria não se trata. Ilegitimidade da cobrança. 4. sendo que.. d. 4°.03. Juíza Tânia Terezinha Cardoso e Escobar.06. 8. submeter a divergência ao Plenário do Tribunal para que reste fixada a competência para a apreciação da matéria (TRF-4ª R. II.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Precedentes do STF. 122 . porquanto não se apresenta como fato gerador signo presuntivo de riqueza (o princípio informador dos impostos é a capacidade contributiva). nos termos do art. QUOREO 1999. pena de restar desvirtuada a sua natureza jurídica de taxa. torna-se imperioso.266). também não se configuraria como serviço público. porquanto não se está oferecendo aos administrados em geral (princípio da generalidade).

22. parágrafo único.2006. conservação e urbanização de logradouros públicos. efetiva ou potencial. DJU 29. 145. Sucumbência recíproca.09. pelo Município que nada tem de divisibilidade e de especificidade. firmados através do inciso II do art. Legitimidade da cobrança dos juros. §§ 1° e 2°). 1. 77. assim se procede. II . 2.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Embargos à execução fiscal. no âmbito dos requisitos para as taxas em geral. de vigilância e à taxa de prevenção contra incêndios. Inexistência de afronta ao art.2003. 16. de limpeza pública. Tributário. 1ª T. Taxa de fiscalização dos mercados de títulos e valores mobiliários (Lei 7. da CF. fere o art. CTN. Parcial procedência dos embargos..940/89). prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição. 11. Não conhecimento da remessa oficial. aos Estados. Neste sentido.. características inerentes às taxas. Remessa dos autos à Corte Especial para apreciação (art. sabendo-se que o art. 7ª T. inclusive ICMS e ISS semelhantemente à base de cálculo do IPTU. de limpeza pública. II e § 2°.003.2006. 145. 475 do CPC. avulta em destaque a 123 . A TSU possui natureza de imposto e não de taxa. para publicação do acórdão (TRF-1ª R.descabe a alegação de contrariedade a lei tributária. 145. Terceira Turma pela incidência da dispensa prevista pelo § 2° do art. Prescrição parcial consumada.330. violando o art.113.003. renda ou serviços uns dos outros. que fazem referência às taxas pela razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização.A taxa de fiscalização dos mercados de títulos e valores mobiliários tem base de cálculo diversa da do imposto e não é calculada em função do capital da empresa. em 11. Taxa de Iluminação Pública indevida. de fato. de conservação de pavimentação. Constitucionalidade.940/89.. Juiz Ricardo Regueira.2006.12.09. e do art.Tendo o STF proclamado a constitucionalidade da Lei 7. Precedentes desta Corte e do STF 3. de conservação de pavimentação e de prevenção contra incêndio devidas. da multa e da correção monetária. I . 352 do RITRF-1). Legitimidade da cobrança.. p. Acolhida argüição de inconstitucionalidade. j. do CTN. rel. repete preceito constitucional (art. DJU 13. 150 da CF posto que é vedado à União. CF. Entendendo a E. j. ao Distrito Federal e aos Municípios instituir impostos sobre patrimônio. AC 134. 2. Juiz Luciano Tolentino Amaral. III – Recurso provido (TRF-2ª R. de serviços públicos específicos e divisíveis. de vigilância pública predial. O fato gerador da TSU é a prestação dos serviços de pavimentação.09. Taxas de remoção de lixo comercial. Tributário. 54). artigo por artigo. rel. 77. Peças liberadas pelo relator. No que tange às taxas de remoção de lixo comercial.2004. 4. excluindo-se o reexame necessário.88/BA. 146). 77 do CTN. Feito suspenso. Município de Araçatuba X ECT. Execução fiscal.07. AC 2000. pois o valor da execução é de R$ 2.487/RJ. p. e.

como se denotará. imediato. 174 do CTN. 512. encontrase parte do valor contido no título de dívida embasador dos embargos. 12. ônus cabalmente seu. pelo serviço efetivamente prestado. 14. consoante arts. imediato. ainda que não conhecidos. pois atendido o figurino da hipótese de incidência pertinente. com o Excelso Pretório que.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 7. Não se ressentem referidas taxas do descumprimento nem ao requisito da especificidade. quanto pelo colocado ao dispor do contribuinte. claramente. Ante a devolutividade do apelo. 6. caput e § 3°. com observância do estabelecido pelo art. firmados através do inciso II do art.1995 a 124 . sentença. 145. Os vencimentos dos créditos tributários em questão ocorreram de 10. uma vez que a incidir quantitativamente perante aqueles que proprietários de imóveis limítrofes ao logradouro beneficiado por referido serviço. a base daquelas se põe sobre o custo da atividade aqui suportada pelo Poder Público. tal qual gizado pela própria Constituição e pelo CTN. avulta em destaque a indivisibilidade de dito serviço. A divisibilidade se coloca também límpida. por meio da Súmula 670. CF. amiúde praticada.01. sendo capital repisar-se tanto se tributa. que contam com aquele referido serviço. Também inocorre a amiúde propalada coincidência de base de cálculo entre ditas taxas e o IPTU: sem óbice substancial pela parte contribuinte. e do art. 11. da ECT. 77. de molde a permitir sua exigência. vigilância pública predial e prevenção a incêndio. 05 (cinco) anos para a ação de cobrança do crédito tributário em comento. e 516. Contaminado pela prescrição. de molde a impedir exigência de taxa. a título de taxa. inclusive ICMS e ISS divisibilidade de ditos serviços. Constatada será a ocorrência da prescrição. A natureza das atividades estatais envolvidas se põe límpida. Com referência à Taxa de Iluminação Pública (TIP). todos do CPC. 3. 8. pois exatamente esta calcada na contraprestatividade ou vinculação entre o quanto pague o contribuinte e seu beneficiamento direto. 13. Pertinente e adequada a ponderação. guarda harmonia a r. vetou o uso daquele tributo para tal fim. limpeza de vias públicas. que lhe reconheceu ilegitimidade. No âmbito dos requisitos para as taxas em geral. 10. neste passo não tendo a executada/embargante/apelada denotado assim não se ponham os préstimos/serviços municipais a respeito. de fato. artigo por artigo. ao passo que dito imposto recai sobre o valor venal da coisa. antes enfocados. 515. ao se verificar a transgressão do lapso temporal fixado pelo referido dispositivo. qual seja. segundo a qual cobrados estão sendo imóveis. Inconstitucional dita exação. conservação da pavimentação. nem ao da indivisibilidade. pois exatamente está calcada na contraprestatividade ou vinculação entre o quanto pague o contribuinte e seu beneficiamento direto. CTN. 9. de rigor a análise de todos os pontos rebatidos. Nenhuma ilegitimidade na cobrança de citadas taxas. 5. contados da data de sua formalização definitiva. remoção de lixo comercial. 4.

do art. anos posteriores. Coerente a compreensão. da moeda nacional . quando do sentenciamento dos embargos.12. exatamente por motivo inverso. 23. segundo a qual suficiente a propositura da ação.1995 e de 10. consumado o evento prescricional para os débitos vencidos de 10. como se extrai.1996.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. elencada no inciso V. em sua superioridade em si . 97. realmente. identificáveis e autônomos. e à luz evidentemente de lei a respeito. inclusive ICMS e ISS 10. artigo por artigo. consoante art. do E. vez que estes os incidentes no caso vertente. uma vez que regida pela LEF dita nuança.01. Verificada.07. de rigor a extinção dos débitos prescritos.de tal sorte que sua incidência.esta fruto da inerente desvalorização. a queixa contribuinte sobre sujeição à multa merece desfecho de parte-a-parte: indevida no tocante à TIP. à dívida em sua junção de principal com atualização.1995 a 10. amiúde construída. primeira figura.límpida e lícita. 22. uma das causas de extinção do crédito tributário. denomina a tanto de remissão. incompatível com a Lei Nacional de Tributação (CTN).09. conforme entendimento desta Colenda Terceira Turma. 156. do art.12. CTN. 161. em dados momentos. nos presentes autos. originariamente identificado quando do ajuizamento da execução fiscal pertinente. cumpre-se 125 . Sem força suspensiva prescricional a enfocada inscrição em dívida ativa. 19. Não procede a alegada não incidência de juros e correção monetária. STJ.12. sendo de rigor a extinção dos débitos prescritos. Reflete a multa moratória acessório sancionatório. porém que brota da incursão por ato ilícito. para interrupção do prazo prescricional: ajuizado o executivo em pauta em 28. Embora configurando a relação punitiva vínculo autônomo. qual seja. 20. Tão assim acertado o entendimento que a Administração. Sem pertinência o pedido alternativo de observância da correção monetária pelos índices da UFIR.1995 e de 10.07. 15. decorrência . recaem sobre o crédito tributário. deva recair sobre o débito. Afigura-se coerente venha dado valor. CTN. para dele fazer parte integrante. 18.1996. histórica. como se dá com o não pagamento tributário.1995. segundo a qual os juros. entende a Egrégia Terceira Turma desta Colenda Corte pela incidência do consagrado através da Súmula 106. A respeito de constituírem os débitos atos distintos. a corresponder.01. assim em cabal obediência ao dogma da estrita legalidade tributária.1995 até 10.2000. 24. 16. quando pratica a dispensa de correção monetária.1995 a 10. a cifra maior. 21. figura esta naturalmente formada pelo capital ou principal e por sua indelével atualização monetária . 17. contudo incidente com referência às taxas retratadas.09. instituto inerente ao crédito tributário. a cujo principal. em essência adere a correção monetária. 25. Vencidas as dívidas em 10. a prescrição.1995 a 10. em direta consonância com o inciso V. do CTN.da incidência dos acréscimos ou acessórios previstos pelo ordenamento jurídico. vez que indevida sua cobrança.12.

inclusive ICMS e ISS destacar que.A. 401). j.S. na forma retro fixada.12. DJU 11. artigo por artigo. nos termos da jurisprudência que.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. tanto quanto se sujeitando a ECT ao pagamento de honorários advocatícios de 10% sobre o tributo remanescente em cobrança. sentença. visando a declaração 126 ..3ª R. em favor do Município implicado. a propósito.. Prosperando a desconstituição da cobrança quanto à Taxa de Iluminação Pública e de multa a esta correlata e a ocorrência da prescrição parcial. atualizada monetariamente até seu efetivo desembolso. pois não desprovido de liquidez o débito exeqüendo remanescente.N. 3ª T. impõe-se parcial provimento ao apelo e decorrente parcial reforma da r.04.2007. adota-se. por inconstitucional). 99/127) interposta pela parte Impetrante . julgados parcialmente procedentes os embargos (TRF.1995. atualizada monetariamente até seu efetivo desembolso. sendo a hipótese de mero excesso de execução (como se dá. 28. em que é possível excluir ou destacar do título executivo o que excedente. Dr. específicos. tanto quanto se sujeitando a ECT ao pagamento de honorários advocatícios de 10% sobre o tributo remanescente em cobrança.831/SP. suportando a Municipalidade envolvida honorários advocatícios no importe de 10% sobre a diferença excluída em prol da ECT. de vigilância e quanto à taxa de prevenção contra incêndios. rel. p. Decreto-lei 1. de conservação de pavimentação. 26. atualizados monetariamente até o seu efetivo desembolso. bem como ante a ocorrência da prescrição parcial. 27.1995 até 10. Não conhecimento da remessa oficial e parcial provimento ao apelo. mercadoria importada. AC 1079. contra sentença do douto juiz de origem. Recepção pela CF/88. Juiz Silva Neto. Taxa de classificação de produtos vegetais.899/81. de limpeza pública. atualizados monetariamente até o seu efetivo desembolso.01. através de mero cálculo aritmético.2007. Constitucional e tributário. vez que dotado de valores autônomos. suportando a Municipalidade envolvida honorários advocatícios de 10 % sobre a diferença excluída em prol da ECT. Constitucionalidade.C. Apesar de reconhecida a prescrição em parte do débito e da não incidência da TIP. Portarias interministeriais.. 1. a ação deve prosseguir pelo saldo efetivamente devido. F. Exigência legítima. Trata-se de apelação cível em mandado de segurança (fls. bem como verificando-se legítima a exigência sobre a taxa de remoção de lixo comercial. perfeitamente possível o prosseguimento da execução fiscal pelo valor dos demais débitos executados. para exclusão da cobrança da Taxa de Iluminação Pública e de multa a esta correlata. com a cobrança de específicos débitos colhidos pela prescrição e de um indevido.02. a atingir vencimentos ocorridos de 10..B. Inviolabilidade do princípio da legalidade e da indelegabilidade. em favor do Município implicado. 28.

110/78. expressa por tonelada ou fração da mercadoria. A base de cálculo da taxa.972/2000] instituiu a classificação dos produtos vegetais de valor econômico destinados à comercialização interna. bem como aos arts. Não se trata.Órgão julgador: Quarta Turma-Fonte: DJ . na hipótese. As atividades elencadas no estatuto social da apelante. mantendo a obrigatoriedade da classificação vegetal.04.Fonte: DJU .-lei 1. 5.972/2000] deu novo tratamento à matéria. desvinculada de qualquer atividade estatal específica em relação ao contribuinte. cobrada pela Impetrada . 77 do CTN). 8°). decorre do poder de polícia da administração e da utilização efetiva pelo contribuinte de serviço público específico e divisível (art. As portarias editadas observaram os 127 . A referida taxa tem previsão legal. 6. 7°.fls. e 48. .110/781 [rectius: Dec. por suposta contrariedade aos arts.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. revogado pelo Dec. portanto. 7°. pois a atividade do Estado. pois. O art.AMS – 15159 . § 2°.C. acarretando a incidência da TCPV . não havendo ofensa ao art. TRF da 2ª Região . bem como de seus derivados é sucedâneos (fls. Inviolabilidade ao princípio da legalidade tributária na fixação do valor da taxa de classificação de produtos vegetais por portaria interministerial. I e II. consiste em fiscalizar a qualidade do produto vegetal. sobre o milho em grão importado pela apelante.2003 .Taxa de Classificação de Produtos Vegetais. não tendo. 1°. editada com base e no Dec. I. base de cálculo semelhante a de imposto.664/2000] estenderam a obrigatoriedade da referida classificação aos estabelecimentos que beneficiem ou industrializem produtos vegetais. também. 3. 82. da Lei 6. que autorizou a redução do valor legal fixado por ato administrativo. § 2°.899/81 (art. 3. paga em razão do serviço prestado de classificação vegetal. inclusive ICMS e ISS de inconstitucionalidade e de ilegalidade da Taxa de Classificação de Vegetais (instituída pelo Dec. dentre elas a industrialização de cereais e de sementes oleagionosas.Data: 22. de base de cálculo de imposto. para efeito de liberação do produto vegetal importado. 4. todos da CF/88. da referida Lei e Decreto 82. II e § 2°.UF: ES .972/20002 [rectius: Lei 9.899/81].2003). Inviolabilidade do art. da CF/88. 77. 137. A taxa de classificação de produtos vegetais. 150.-lei 1. instituída para fazer face às despesas de fiscalização de produtos vegetais importados do estrangeiro.10.Data: 10.899/813 [rectius: Dec. no exercício do poder de polícia. e a quantidade de produto fiscalizado influi diretamente na mensuração do serviço.305/75 [revogada pela Lei 9. I. guarda a necessária relação com a atividade estatal prestada no exercício do poder de polícia. artigo por artigo. 145. 145. sucedida pela C.AMS -UF: PB . 14) subsumem-se nos mencionados tipos legais. todos do CTN.Órgão julgador: Sexta Turma .899/81). O art. da Carta Constitucional (Precedente TRF 5ª Região . no Decreto-lei 1.-lei 1.P. 2. A Lei 9. 97. 145.Relator(a): Desembargador Federal Napoleão Maia Filho.

AMS – 15159 . 680 .Fonte: DJU .2002). 20. e não para a sua redução. traz limite explícito para a instituição ou aumento de tributos. 7. Considera-se poder de polícia a atividade da administração pública que. 78.10.UF: ES . interesse ou liberdade. consagrado no art.DJU : 09.03. limitando ou disciplinando direito. com observância do processo legal e.899/81 trata-se de delegação da capacidade tributária ativa.2004. 17 [rectius: inciso I]. DJU 15. p. rel. Des. à tranqüilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos. Sentença mantida (TRF-5ª R.2003 . pois que a delegação prevista no art.775/RJ.048/ PE.Data: 22. Juiz Hélio Sílvio Ourem Campos. visando a proteção do contribuinte.784. artigo por artigo. 150. à ordem. TRF 2ª R. 15 [rectius: inciso I]. 8. O princípio da legalidade tributária. 5ª T. ao exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público. Parágrafo único.05.. j.2002 p. II e III. AMS 82.2001. rel. Apelação Cível 149. da CF/88 e art.09. aos costumes. 113). 48. em razão de interesse público concernente à segurança. Art.Relator(a): Juiz Alcides Vettorazzi). 97].06. não incluída a competência legislativa (Precedentes: TRF 5ª Região. Apelação interposta pela Impetrante improvida. inclusive ICMS e ISS termos da autorização legal.AMS . DJ 17. Não há violação aos arts.. à disciplina da produção e do mercado.Relator(a): Desembargador Federal Nereu Santos. do CTN (Precedentes: TRF 5ª Região . Inocorrência de violação ao art.. 78 do CTN.09. 128 . AMS 30.. da Constituição Federal.2004.Segunda Turma .Data: 27. 8° do Decreto-lei 1. 150. I. 976 [rectius: art. * Artigo com redação determinada pelo Ato Complementar 31/66. 3ª T. à higiene. Considera-se regular o exercício do poder de polícia quando desempenhado pelo órgão competente nos limites da lei aplicável. da CF/88 e ao art. Precedentes do TRF da 4ª Região .55770 Órgão julgador: Terceira Turma .Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.AMS – 73749 .2003. DJU 12. federal Castro Meira.Órgão Julgador: Sexta Turma .10. TRF da 2ª Região . regula a prática de ato ou abstenção de fato.Fonte: DJ .

O que é imprescindível. que mereçam a proteção pública. custo este suportado pelos cidadãos. é o nítido caráter de contraprestação.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. não mais se conceitua o poder de polícia como discricionário. é possível fazê-lo tendo a taxa como suporte. A expressão “poder de polícia” não traduz bem o que seja esta atividade estatal que. quando se almeja proteger direitos individuais e coletivos. Atualmente. porquanto esta específica atividade estatal pode ensejar o surgimento de um custo adicional. significa limitação ao exercício de direitos. inclusive ICMS e ISS tratando-se de atividade que a lei tenha como discricionária. mas o CTN não se negou a também conceituar. COMENTÁRIOS Conceito. adverte o festejado jurista. inclusive segurança advinda do próprio Estado. via pagamento da taxa. Como bem identifica Aliomar Baleeiro. a referência à lei é imprescindível. sem abuso ou desvio de poder. surgindo hipóteses em que se apresenta a exação com nítido caráter extrafiscal. 129 . Por exemplo. porque sob a égide de uma sociedade que está a exigir a cada dia maior segurança. em verdade. Entendo que melhor do que tecer comentários ao poder de polícia. a taxa é de conteúdo fiscal quando decorre da prática de um serviço. tão bem sistematizados nos compêndios de direito administrativo. em qualquer hipótese. artigo por artigo. O direito administrativo fornece o conceito jurídico. é dizer que nem sempre a taxa tem conteúdo fiscal. mas extrafiscal quando decorre do exercício do poder de polícia.

e estabeleceu sanções para a hipótese de inobservância de requisitos impostos aos contribuintes. que introduziu novos artigos na Lei 6. e l4 da Portaria 113. j. de 28. ADIn 1. Plausibilidade dos fundamentos do pedido. inclusive ICMS e ISS Daí a pertinência e atualidade do comando inserto no parágrafo único do artigo comentado. IV. 154. Pleno. 8° da Lei 9. 167. II. Cautelar deferida (STF. com ofensa ao princípio da legalidade estrita que disciplina não apenas o direito de exigir tributo. instituiu taxa para registro de pessoas físicas e jurídicas no Cadastro Técnico Federal de atividades potencialmente poluidoras ou utilizadoras de recursos ambientais. Normas por meio das quais a autarquia. III. como claro ficou na ementa do ADIn 1. invadindo. dentre outros. Dispositivos 130 . mas também o direito de punir. 9°. § 1°. e 150. artigo por artigo. do Ibama. 5°. Alegada incompatibilidade com os arts. 30. I. Os princípios da legalidade e do devido processo legal. não podem ser olvidados pelo administrador no exercício do poder de polícia. criando multa sem respaldo legal. não fica a autoridade desvinculada dos princípios que disciplinam os atos administrativos. A parte final do parágrafo em apreciação contém a advertência de que a discricionariedade do exercício do poder de polícia não significa abuso ou desvio de poder.960. aliada à conveniência de pronta suspensão da eficácia dos dispositivos impugnados.823-1/DF. Art. em prestígio a uma infinidade de decisões dos Tribunais Regionais. de 25.1998. 10. Min.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. b. a competência do Poder Legislativo.01. embora com maior liberdade do agir. 6). DJU 16. 145. JURISPRUDÊNCIA Ação direta de inconstitucionalidade Arts. Ação direta de inconstitucionalidade.10. 13. Por isto é que o STF. p. porquanto. 8°. sem lei que a autorizasse.823-1/DF.2000.1997. repudiou a intervenção do Ibama no exercício da fiscalização de atividade de sua competência.1998. da Constituição Federal. criando a taxa de fiscalização ambiental (TFA). rel.09. assim. Ilmar Galvão.04.938/81.

5°. 21. Ilmar Galvão. Medida cautelar deferida (STF. na dispensa do mesmo tratamento tributário a contribuintes de expressão econômica extremamente variada.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.02.04.2000). rel.03. DJU 28. Exação fiscal que serve de contrapartida ao exercício do poder de polícia. inclusive ICMS e ISS insuscetíveis de instituir. consistente. Descabimento da alegação de ofensa ao princípio da isonomia. não especificadas em lei. 1ª T. Alegada ofensa aos arts. rel. Tributário e administrativo. como fato gerador.704/SC.2000. e § 2°. no caso. por razões óbvias. Min. j. DJU 12. Poder de polícia. pelo ente público. Pleno. Taxa florestal. j. ainda. por não haver indicado as respectivas alíquotas ou o critério a ser utilizado para o cálculo do valor devido. Cautelar procedente (STJ. por haverem definido. Taxa para localização e funcionamento. I e IV. Efeito confiscatório insuscetível de ser apreciado pelo STF. Tributário. Súmula 279 do STF. Ilmar Galvão. Poder de polícia. e como contribuintes pessoas físicas ou jurídicas que exercem atividades potencialmente poluidoras ou utilizadoras de recursos ambientais. na ocasião da licença de localização e funcionamento. no exercício do poder de polícia.12.. Legitimidade. previsto para as indústrias que comprovarem a realização de reflorestamento proporcional ao seu consumo de carvão vegetal.05. DJU 28. possuindo base de cálculo distinta da de outros impostos. em recurso extraordinário. II. caput. e 152. não o serviço prestado ou posto à disposição do contribuinte. j. E. qual seja o custo estimado do serviço de fiscalização. mas a atividade por esses exercida. a forfait. Min. tendo-se limitado a estipular. Taxa de licença para localização e funcionamento.2000. como previsto no art.. em face da necessidade de reexame de prova. II.163/77.2000).2000). aliada à conveniência de pronta suspensão da eficácia dos dispositivos instituidores da TFA. validamente.397/MG. valores uniformes por classe de contribuintes. Recurso não conhecido (STF. 145. em razão do poder de polícia exercido pelo 131 . Min. diante do incentivo fiscal. 150. o novel tributo. em forma de redução do tributo. 29. É legítima a cobrança de taxa. rel. ADIn 2. com flagrante desobediência ao princípio da isonomia. artigo por artigo. Materialização. 07. Garcia Vieira. 1ª T. Lei 7. 145. MC 1. e não nos anos que se seguem. cujos elementos básicos se encontram definidos em lei.178. todos da Constituição Federal. Instalação de agência da CEF. Plausibilidade da tese da inconstitucionalidade.03. da Carta Magna. Tributário. Só há contraprestação do serviço e materialização do poder de polícia quando da obtenção da licença para localização e funcionamento no território do Município. pelo Município.1999. RE 239. Estado de Minas Gerais.

04. Tributário. Francisco Peçanha Martins. incidindo. A perpetuação da cobrança do tributo carece dos requisitos necessários à imposição da taxa de fiscalização. instalação e funcionamento. ISS. Min. rel. Agravo regimental no agravo de instrumento.641/89.142/RS. 08. j. na renovação de licença para localização de estabelecimento comercial ou industrial’. instalação e funcionamento. por entender que é exigida com fundamento no efetivo exercício do poder de polícia pelo ente municipal no controle da exploração e da utilização da publicidade na paisagem urbana. 2ª T. uma vez que alega vulnerado dispositivo da Carta Política.11. Tributário. Reexame de fatos e provas. Taxa de fiscalização de anúncios. Inocorrência. artigo por artigo. Peçanha Martins. REsp 147. Taxa de licença para publicidade. 2ª T. prevalece a mesma interpretação adotada para afastar a incidência da taxa de fiscalização. ao dispor que: ‘É ilegítima a cobrança de taxa. Constitucionalidade. Decisão unânime (STJ.. Este Tribunal decidiu pela constitucionalidade da cobrança da taxa de fiscalização de anúncios.06. Rejeitadas as preliminares de nulidade do acórdão.03. A irresignação referente ao ISS. instituída pela Lei 5. Se assim não fosse. Recurso especial não conhecido (STJ. Tributário e administrativo. Precedentes jurisprudenciais. Utilização de terminal alfandegário. 2. Cobrança anual pelo Município de Sorocaba.2001). DJU 12.. em parte. Município de Belo Horizonte. este sodalício houve por bem sedimentar a matéria por meio da Súmula 157. inclusive ICMS e ISS Município. Com arrimo em remansosa jurisprudência. 2ª T. padece de fomento jurídico.2000.2001. em decorrência da renovação anual. 10. REsp l47510/SP.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. pelo Município. a Súmula 284 da Corte Máxima.641/89. também.09. a efetiva contraprestação especifica. Entidade bancária. cuja competência recursal é do Excelso Supremo Tribunal Federal. 1. instalação e funcionamento.1998. Nulidade do acórdão. No que concerne à taxa de licença para publicidade. 1.024/SP.08.2000). j. 3. taxa de fiscalização.1999). com o objetivo de evitar 132 . Lei 5. REsp 212. 01. uma vez que não está materializado o poder de polícia e. Recurso especial conhecido e provido. Min. j. Franciuili Netto. Recurso não conhecido (STJ. Estadia e pesagem de veículo. Ilegalidade. Efetivo exercício do poder de polícia. do Município de Belo Horizonte. Cobrança obrigatória a título de ‘tarifa’. rel.. não foram impugnadas as normas federais de modo a permitir a exata compreensão do inconformismo. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Min. DJU 04. por conseguinte. rel. DJU 04. É taxa e não preço público a exação correspondente ao uso compulsório de pátio que dá acesso a terminal alfandegário.

11. 145. § 2°. 145 do Magno Texto. visando apenas suspender eficácia de norma até discussão definitiva de mérito. por não mensurar o custo da atividade estatal Precedentes do STF e desta Turma.06. Embargos à execução fiscal. Ilegitimidade.2006. Perda de objeto. a base de cálculo da taxa deve vincular-se ao fato gerador do tributo. 2. no caso. j. Entretanto.2005. Ilmar Galvão). Juiz Antônio Ezequiel da Silva. p. o entendimento de que não há identidade entre a base de cálculo da referida taxa com a do IPTU. Número de empregados. 23. 98).478 (Min. artigo por artigo. 220. 20.08. AC 1997.316 (Min.. Município de Goiânia. 7ª T. A cobrança pela inscrição e renovação de cadastro de poluidores potenciais insere-se na competência fiscalizatória do Ibama sobre o meio ambiente e assim constitui exercício 133 . Agravo regimental a que se nega provimento (STF. Taxa Princípio da legalidade.2005. Ilmar Galvão). Ilmar Galvão) e 198..503/MG. o exercício do poder de polícia. j. Firmou-se. A concessão de liminar em ADIn pelo C. 2. Taxa de fiscalização. Tributário.350. Min. Sepúlveda Pertence). DJU 09. STF. DJU 19. p. ainda. Tributário. 276. rel. cobrada como contrapartida pelo exercício do poder de polícia. seria necessário o reexame dos fatos e das provas da causa. 77 e 78 do CTN.207 (Min. Taxa de licença para funcionamento de estabelecimento comercial e industrial. 3. 63). O número de empregados não pode servir de base de cálculo da taxa municipal de licença para funcionamento. Processo civil.12. inclusive ICMS e ISS prejuízos à estética da cidade e à segurança dos munícipes. Alegada ofensa ao inciso II e ao § 2° do art. Assentada a efetividade do exercício do poder de polícia para a cobrança da taxa de fiscalização de anúncios. 1. Celso de Melo). 145.001. a teor dos arts. da CF). p. DJU 04.2006.254 (Min. 3.2006. 4 Apelação e remessa não providas (TRF-1ª R. j. para que se pudesse dissentir dessa orientação. 216. 2. da Constituição do Brasil. 13. Precedentes: RE 258. Nego provimento (STF. situação que não viola a vedação prevista no disposto no art. rel. 1 Cabível a instituição de taxa para licença de funcionamento pelo Município com base no exercício do poder de polícia. (art. Eros Grau.08.80/GO.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. circunstância que impede a admissão do extraordinário ante o óbice da Súmula 279 do STF. Base imponível.12. Carlos Britto. 9).814/MG. Min. não causa perda de objeto de ação de conhecimento que visa a nulidade de cobrança baseada na mesma norma.904 (Min. Município de Belo Horizonte. II. O Supremo Tribunal Federal tem sistematicamente reconhecido a legitimidade da exigência da taxa em referência. AI-AgR 527. localização e funcionamento. 1ª T .149.2006. 2ª T. AI-AgR 581 . Portaria 113/97-Ibama. rel.

Juiz Paulo Espírito Santo. DJU 16. AC 324. 2. Súmula 545/STF: ‘Preços de serviços públicos e taxas não se confundem.352. Não se conhece da remessa oficial.773/RJ. Não conhecimento.2001. Compulsoriedade. sequer mediante delegação. Taxa de fiscalização de anúncio luminoso ou iluminado próprio.2004. não excede a 60 salários mínimos: aplicabilidade do § 2°. espécie de tributo. como no caso. Deve-se obstar a ação estatal alusiva às cobranças decorrente do poder fiscalizador. II). 3. 37 c/c 145. ante a compulsoriedade de que se reveste a aludida atividade administrativa fiscalizatória. 7°.11. Cobrança pela Municipalidade. do art. Constitucional. verificável pelo inequívoco exercício de poder de polícia. 11. quando o valor da dívida executada e embargada.2005. não se pode cogitar de prescrição. sem que haja lei especifica.59/DF. Precedentes. 5. Não tendo decorrido o prazo de cinco anos.. são compulsórias e têm sua cobrança condicionada à previa autorização orçamentária.2005. Inocorrência. é legítima e independe de comprovação 134 . CEF. Prescrição. inclusive ICMS e ISS de poder de polícia. Precedentes. 1.. Atividade administrativa.995. diferentemente daqueles.966/73 mencione preço público. 158). p. O exercício efetivo de poder de polícia só pode ser custeado por taxa.933/99 (TRF-2ª R. Não pode o Inmetro. Embora o art. Remessa oficial. Inmetro. cobrar dos postos de gasolina (apelados) a verba pecuniária decorrente das aferições realizadas nas bombas de combustível.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. introduzido pela Lei 10. em virtude de a matéria ter sido disciplinada na Lei 9. j. a natureza da verba pecuniária configura-se como taxa. a partir do exercício de 2000. pois que a referida atividade destoa. 3.. Cobrança. 166). Juíza Maria do Carmo Cardoso. 475. Tributário.12. 4. Tributário.12. p. rel. entre a constituição definitiva do crédito tributário e a citação do executado. porque estas.12. DJU 15.. Embargos à execução fiscal.2005. em relação à lei que as instituiu’. pelo que não tem nenhuma validade a Portaria 113/97-Ibama neste ponto.02. Postos de combustíveis. Taxa. do Código de Processo Civil. Inconstitucionalidade. A cobrança anual da taxa de fiscalização de anúncio luminoso ou iluminado próprio. 8ª T. de 26. Poder de polícia. Legitimidade. 2ª T. Caracterização. artigo por artigo. As cobranças pelas aferições são legítimas. 15.010. Metrologia. rel. Direito processual civil.009. j. sendo esta a natureza da cobrança instituída pela Portaria 113/97Ibama. Ilegalidade. O princípio da legalidade no campo tributário exige que apenas a lei crie tributos. em relação aos desdobramentos promovidos. do que determina a Constituição da República (art. Fiscalização. AC 1999. Apelação e remessa improvidas (TRF-1ª R. b da Lei 5. sob pena de violação aos princípios fundamentais de contenção do poder de tributar.

5 . porque pública ou vinculada à Administração Indireta da União. Juiz Nery Junior. tendo em vista que o poder de polícia alcança tanto os atos preparatórios como os de continuidade do exercício. econômico e social. 6 . de 135 . sujeitos. inclusive ICMS e ISS do efetivo exercício do poder de polícia.Para sanar os vícios de que padecia a Lei 9. pelo Município.2003. 2 . §§ 1° e 2°). 4 – Havendo a competência administrativa cujo desempenho caracterize o exercício do poder de polícia.Não ha violação aos princípios constitucionais da legalidade (e tipicidade) ou da isonomia tributárias. conferindo ao Ibama (sujeito ativo da exação) a competência administrativa para previamente licenciar a construção. de sua competência tributária. de qualquer prerrogativa especial. sob qualquer forma. da regular definição.165/2000.O atuar do Ibama consiste no desempenho efetivo das atividades de fiscalização e licenciamento de estabelecimentos e atividades potencialmente poluidoras. a ampliação e o funcionamento de estabelecimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientais considerados efetiva e potencialmente poluidores. p. 17-C) e os valores (art.2007. 586). estes estabelecidos de acordo com o porte da empresa (micro.960/2000. artigo por artigo. não impede a cobrança da referida taxa. § 3° [da Lei 6. de âmbito nacional ou regional (art. Tributário. § 2° [da Lei 6. caput [da lei 6. A Lei 10. Constitucionalidade. a instalação. 3 . 1 . dos elementos da exação: fato gerador. o sujeito passivo (art. base de cálculo e alíquota. § 4° [da Lei 6. 10.É inequívoco que a Lei 10. AC 533. Precedentes (TRF-3ª R. pequena ou grande). 10. bem como os capazes. por lei. 17-D. Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental .938/81]).Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. antes de criar uma taxa de polícia.TCFA. tão-somente. com seu potencial de poluição e com o grau de utilização de recursos naturais de cada uma das atividades sujeitas à fiscalização (art. 04. de causar degradação ambiental (art.. 10.938/81]).618/SP.165/2000.165/2000 que instituiu de modo válido a Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental .938/81]). além de conferir ao referido órgão (Ibama) a competência administrativa exclusiva para licenciar as atividades e obras com significativo impacto ambiental. 17-D).. 17-B). não gozando a empresa. 5.01. 4. A alegação de que a CEF exerce atividade de interesse público. DJU 17.06. rel. Lei 10.No caso em tela.938/81]) ou de homologar os licenciamentos de competência dos órgãos estaduais do Sisnama (art. Exigibilidade. para efeito de elidir o exercício regular. j.165/2000 definiu o fato gerador (art. de determinar a redução das atividades geradoras de poluição (art. foi editada a Lei 10. 3ª T.TCFA. a União instituiu uma taxa de polícia. a instituição válida de uma taxa de polícia correspondente depende. 10. deu ao órgão destinatário da exação uma série de competências relativas ao poder de polícia correspondente à referida taxa.

10. Juiz Djalma Gomes.2007. pelos contribuintes do IPI. de obrigação acessória. 136 .2006.271-0.437/75.Não há considerar a exigência de ressarcimento de custos de confecção de selos de controle. 13. cuja atividade administrativa. não houve determinação do valor da taxa a partir do capital da empresa. Selos de controle quantitativo. Natureza jurídica.03. apenas. necessidade esta que se impõe diante da peculiar sistemática de arrecadação do imposto’ (Embargos infringentes 2003.000. previsto no Decretolei 1. Lei 4. pequena empresa ou empresa de grande porte).165/2000 dos critérios de classificação da Lei 9. ou seja. DJU 28. tem-se como adequado o critério de valoração. 2ª T. 77. 293). sem que isso venha a desconfigurar sua natureza.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência..502/64. rel.841/99 [revogada pela LC 123/2006]. Juiz Antonio Albino Ramos de Oliveira. Ressarcimento de custos. pois ao estabelecer como um dos critérios quantificadores da taxa o porte do sujeito passivo (micro.07. inclusive ICMS e ISS modo a caracterizar uma ação concreta e especifica da Administração.05. 113. rel. 1 .71. TRF-4ª R.03. AMS 273300/SP. 7 . não havendo. positivas ou negativas. do potencial poluidor da atividade e do grau de utilização dos recursos naturais de cada uma das atividades sujeitas à fiscalização.Apelação improvida (TRF-3ª R. § 2° do CTN). O cumprimento dessas obrigações acessórias pode gerar dispêndio ao contribuinte em determinadas situações. Trata-se. na verdade.2006.. AC 200371120077868/RS. artigo por artigo.. assim. e utilizando-se a Lei 10. Trata-se.05. como sendo instituição de uma nova taxa ou de preço público.. p.Não procede o argumento de ofensa ao disposto no art. IPI.2006) (TRF-4ª R. 9 .. Decreto-lei 1.‘A aquisição dos selos de controle do IPI não configura exercício do poder de polícia ou utilização de serviço público especifico e divisível. 2 . rende ensejo à cobrança de taxa de polícia. violação a quaisquer princípios tributários. que demanda a realização de diligências e outras atividades concretas para conceder o licenciamento ou manter a licença concedida. eis que não se pode negar que a magnitude de cada um desses aspectos interfere diretamente na complexidade do exercício da atividade de polícia. por ser dele o monopólio na confecção dos selos. de mais um custo.437/75. 4ª T. Tributário. j. 8 .2007). DJU 30. aquela que ‘decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações. nelas [sic] previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos’ (art. DJU 12. Obrigação acessória. A única diferença é que tal valor é devido ao Estado. do CTN. j.Sendo o valor da taxa determinado em função do porte da empresa. 1ª Seção.08. dentre outros que se somam à atividade desenvolvida pelo industrial e que é repassado ao preço final do produto. parágrafo único.

Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental . p.315/RS.2006. O valor pago pela aquisição das estampilhas (selos) de controle do IPI. levandose em consideração a natureza compulsória e coercitiva que decorre do exercício do poder de polícia. não caracteriza taxa e nem preço público. 46 da Lei 4. Selos de controle quantitativo. Decreto-lei 1. 137 . 3ª T.04. Juiz Vilson Darós.092). 1.2006.. sendo uma obrigação assumida voluntariamente.07. Art. A aquisição dos selos de controle do IPI não configura exercício do poder de polícia ou utilização de serviço público específico e divisível.502/64. de modo que o referido tributo somente podendo [rectius: pode] ser instituído ou majorado mediante lei. Cobrança de preço público. DJU 19. Juíza Vânia Hack de Almeida.07. inclusive ICMS e ISS Embargos à execução fiscal. IPI.027. Taxa é espécie de tributo que tem por fato gerador o exercício do poder de polícia.10/RS.2006. Ressarcimento de custos. 145.050. 24.71. Base de cálculo própria de imposto e progressividade fiscal.615/2000. artigo por artigo. Tributário e constitucional. rel. constituindo-se em receita originária da União. de mais um custo. Receita originária. necessidade esta que se impõe diante da peculiar sistemática de arrecadação do imposto. Tratase.710. rel. ou a utilização. ou seja. Natureza jurídica. Lei 6. de serviço público específico e divisível. apenas. DJU 12.2006. Lei 10. efetiva ou potencial. revelando-se legítima a sua cobrança a partir do exercício 2000. Ibama. prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição. 06. em obediência ao princípio da reserva legal.933/99 é que foi instituída a taxa de serviços metrológicos.07. j. A cobrança efetuada pelo Inmetro em razão da aferição de bombas de combustível constitui taxa. proveniente de produto fabricado por empresa pública . A única diferença é que tal valor é devido ao Estado.931/81. 1ª Seção.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.. representa uma obrigação acessória.Casa da Moeda -.TCFA. Aferição de bombas de combustível. CF. razão pela qual não merece acolhida a pretensão do recorrente (TRF-4ª R. j. AC 2002. previsto no art. no interesse da arrecadação ou da fiscalização do tributo. 793). Efetiva atuação poder de polícia. Inmetro. com a utilização de patrimônio estatal (TRF-4ª R. dentre outros que se somam à atividade desenvolvida pelo industrial e que é repassado ao preço final do produto.025. As inscrições em dívida ativa têm origem no crédito constituído pela cobrança de preço público por prestação de serviço de aferição de bombas de combustível no estabelecimento da embargante.500. Somente com a edição da Lei 9. por ser dele o monopólio na confecção dos selos. II.. Preço público é a remuneração paga pelo fornecimento de serviço público prestado por concessionário ou permissionário. p. EIAC 2003. A aplicação do selo de controle do IPI.437/75.

165/2000 ao instituir a TCFA delimitou. em consonância com a política nacional. Precedentes. instituiu a Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental . j. restando. através do prévio licenciamento concedido pelo referido órgão. a atuação do poder de polícia conferido ao Ibama. A Lei 10. e) na apreciação dos relatórios de apresentação obrigatória. Apelação improvida (TRF-5ª R.utilizados pelo contribuinte: a) efetivamente.01.2006. criada pela Lei 7. d) no acompanhamento de dados estatísticos regionalizado sobre poluição e utilização de recursos naturais. AMS 92646/PE. Inexistência de contrariedade ao art. sendo de utilização compulsória. II. introduzindo dispositivos à Lei 6. quando. sejam postos à sua disposição mediante atividade administrativa em efetivo funcionamento. b) pelo monitoramento remoto de atividades..960/2000). marítimas. consistente na vistoria à distância. artigo por artigo. da CF.2006. 12.931/81. Efetiva atuação do poder de polícia pelo Ibama por meio de fiscalização realizada através de: a) visitas de fiscais aos estabelecimentos dos agentes poluidores ou utilizadores de recursos naturais. normas e padrões de qualidade ambiental. fluviais ou aéreas. o qual apresenta sua configuração no desempenho da função fiscalizadora para averiguar se as atividades e obras causadoras de significativo impacto ambiental estão sendo desenvolvidas nos termos em que foram autorizadas. uma vez que a Lei 10. sem ingresso de fiscais no estabelecimento fiscalizado. trazendo todos os elementos caracterizadores do tributo. da CF. 79. 1ª T.. 138 . Art. nitidamente. 77 consideram-se: I . rel. Juiz Francisco Wildo. A hipótese de incidência da indigitada exação é o exercício do poder de polícia outorgado legalmente ao Ibama. o que torna insubsistente a alegação do apelante de ausência efetiva de fiscalização e de violação ao preceito constitucional do art. c) na análise de imagens de satélite.615/2000.TCFA. em rondas terrestres. inclusive ICMS e ISS Inexistência. II. Os serviços públicos a que se refere o art. b) potencialmente. pois esta autarquia. DJU 15.02. quando por ele usufruídos a qualquer título. p 860). sanando os vícios de constitucionalidade da legislação anterior (Lei 9. 145. 145.735/89 exerce a atividade fiscalizatória e de controle de aplicação de critérios. o que se apresenta por demais acertado.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.

pela simplicidade e abrangência. ou simples conveniências do Estado. por parte de cada usuário). Mas nem todo serviço público é gerador de taxa. inclusive ICMS e ISS II . quando suscetíveis de utilização. artigo por artigo. III divisíveis.específicos.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. seja específico (destacado como unidade autônoma) e divisível (possibilidade de utilização. exige-se que seja ele prestado ao contribuinte (utilização efetiva). O Poder Judiciário. é preciso que. separadamente. transcrevo o dado por Hely Lopes Meirelles: Serviço público é todo aquele prestado pela Administração ou por seus delegados. quando . tem sido rigoroso na apreciação da legalidade de um sem-número de taxas que surgem sem atenção às características indicadas nos incisos do artigo em comento. ou posto à sua disposição necessário). como fez em relação ao poder de polícia. sob normas e controles estatais. por parte de cada um dos seus usuários. para satisfazer necessidades essenciais ou secundárias da coletividade. nas palavras do CTN. de utilidade ou de necessidade públicas. De todos os conceitos. deixando o CTN de conceituá-lo. porque. 139 (serviço em funcionamento para ser utilizado. COMENTÁRIOS O exercício do poder de polícia e a prestação de serviço público são atividades tipicamente estatais. para sê-lo. a partir do STF. Além da autonomia de cada unidade de serviço. O conceito do que seja serviço público não encontra unanimidade entre os estudiosos do direito administrativo. quando possam ser destacados em unidades autônomas de intervenção.

em votação uniforme. II . Cesar Asfor Rocha. 18. 37. que ele argüiu. Min. REsp 33. p. REsp 32.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. rel.474. p. 77 e 79 do CTN). do serviço público específico e divisível..04. 15. Min. prestado ao contribuinte ou posto a sua disposição. tem o seu custeio satisfeito pelos impostos gerais.564). ele não pode constituir fato gerador da taxa de segurança de pessoas e casa. do serviço público e divisível. está o recorrido sujeito à cobrança da taxa de serviços urbanos. por ser inerente à função normal do Estado. inclusive ICMS e ISS JURISPRUDÊNCIA 1. art.Na espécie. 12. 21. de 1968. a taxa de limpeza pública é cobrada em função do metro quadrado ou fração da propriedade (STJ.. a utilização efetiva ou potencial. j. j. item I.08. III . rel..08. Decisão unânime (STJ. I . DJU 16. As taxas instituídas no art.) III — Diversamente do IPTU.As taxas de consumação desses serviços tem como fato gerador o exercício do poder de polícia. da Constituição devem custear o poder especial de polícia. 140 .957).1993. encontramse presentes os requisitos de especificidade e da diversibilidade (arts. I . prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição (STJ. Demócrito Reinaldo. rel. DJU 10. 3..08.1993.03. artigo por artigo. visto que o poder geral de polícia.870/SP. 77 do CTN. Sendo assim. Demócrito Reinaldo. Min.1993. DJU 16. 1ª T. RE 73. para conceder a segurança postulada.. j.584-4/MG. rel. 2.996/GO. 77 e 79 do CTN).Nos serviços públicos urbanos encontram-se presentes os requisitos da especificidade e da diversibilidade (arts. p. 1ª T. 16. 1ª T.06. 1ª T. Antônio Neder. a utilização efetiva ou potencial. para custear o serviço de policiamento dos bancos e entidades congêneres.1993. 15.1981.940/SP. I.1993. j. Tabela A. da mencionada norma local (STF. 23.1993. (.. DJU 23. nº 48. REsp 11. IV – Recurso provido.Nos serviços públicos relativos a consecução de vias públicas e logradouros e de combate a sinistros. e declarar a inconstitucionalidade. Min.As conhecidas taxas de lixo têm como fato gerador o exercício do poder de polícia.06. 14. Taxa de expediente prevista na Lei de Minas Gerais 4.1981). Taxa de limpeza pública. O policiamento de segurança das pessoas e das casas é atribuição normal do Estado e serviço que os impostos gerais custeiam.06. Recurso extraordinário do constituinte a que o Plenário do STF dá provimento. II .972). é inconstitucional. que tem como base de cálculo o valor venal do imóvel. como dispõe o art.

Precedentes citados: RE 206. de unidade monetária própria (UFN) para atualização das parcelas do IPTU. 130. inclusive ICMS e ISS Taxa de armazenagem. Não se conhece de recurso especial. ao fundamento de que a referida taxa. do serviço público específico e divisível.1999).1997). 19. preços públicos e emolumentos. do art. I. da CF/88 (Lei 6. A Lei 8.989/66. rel. do Município de São Paulo. 1ª T. artigo por artigo. ofende o art. ATP. encontram-se presentes os requisitos de especificidade e de divisibilidade (arts. as importações de partes. do CTN). 145. em matéria de cunho eminentemente constitucional. 86. a alegação de que o Município não teria competência para estabelecer as condições para o parcelamento do IPTU e a de que seria indevida a adoção. Dispositivos indicados como afrontados não abordados. REsp 188. Min. e pelo fato de não serem divisíveis os serviços públicos que ela visa custear. entretanto. Precedentes desta Corte.2000.05. matérias-primas. Matéria constitucional. III. em nenhum momento. 93.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. parágrafo único. 165. As taxas de consumação desses serviços tem como fato gerador ‘o exercício do poder de polícia. Recurso parcialmente provido (STJ. j. no âmbito do aresto a quo. o que ofende o inciso II. na parte em que a decisão atacada basilou-se. Agravo regimental. de serviço público específico e divisível. I. Nos serviços públicos relativos à limpeza urbana e conservação de vias e logradouros públicos. 15. RE 188.777/SP (DJU 30. Prequestionamento.03. I e II e 94). I e II.349/AM. DJU 15. 77. Decisão da matéria pelo Colendo STF.. e 167 do CTN. Lei 8.989/66. 1. 5. efetiva ou potencial.387/91 isenta de pagamento de taxas. a utilização efetiva ou potencial. Ausência do necessário prequestionamento dos arts. Taxa de iluminação e limpeza pública. que prevêem a cobrança de taxa pelos serviços de conservação e limpeza de ruas. Ilmar Galvão. 91.2000) e RE 185. rel. prestado ao contribuinte ou posto a sua disposição [rectius: “o exercício regular do poder de polícia. Afastou-se. Garcia Vieira. § 2°. 4. 677. componentes. RE 190 126/SP (DJU 05. Tributário e processual civil. 3.06.11.04.1999). 87. do CC/1916 [sem correspondente no CC/2002]. pelo Município. II. peças.050/SP (DJU 07. Mim. 77 e 79. do CTN).1998. mas o adicional de tarifa portuária não. 2. produtos industrializados e outros insumos vinculados à fabricação de produtos destinados à exportação. como fundamento central. da CF. A taxa de armazenagem é preço público. 6 Nada se discutiu (em face dos óbices acima apontados) sobre o IPTU 141 . quanto ao IPTU e aos efeitos decorrentes da inconstitucionalidade de texto legal.391/SP. Agravo regimental contra decisão que proveu recurso especial do agravado. 145.03. Isenção. O colendo STF declarou incidentalmente a inconstitucionalidade de dispositivos da Lei 6.387/91. arts. prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição”]’ (art. por possuir base de cálculo própria de imposto. ou a utilização.

DJ 21. 77 e 79 do CTN) reproduzem regra constitucional (art. Min. Agravo regimental não provido (STJ. bem como não apresentou. 3. 105. Humberto Martins. Divisibilidade. Dissídio superado. DJU 27. artigo por artigo. O recurso especial não pode ser conhecido pela alínea c do permissivo constitucional [art. Precedentes (REsp 173. Processual civil. Agravo regimental em agravo de instrumento. Processual civil.06. p.301). A decisão debateu. § 1°. adequadamente.2005. não pode ser conhecida por esta Corte por referir-se à matéria constitucional.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Esta Corte possui o entendimento de ser incabível analisar a violação dos arts. 462. do CPC. 2ª T. da Lei de Introdução ao Código Civil. AGREsp 734369/RJ. A 1ª Seção assentou que a divisibilidade e especificidade de taxas referentes a serviços de limpeza pública e de iluminação pública são insuceptíveis de controle no âmbito do recurso especial. 1.03. pois o recorrente não realizou o necessário cotejo analítico. 77 e 79. j. Incompetência desta Corte. deixou ele de demonstrar as circunstâncias identificadoras da discordância entre o caso confrontado e o aresto paradigma.06. João Otávio de Noronha. arts.2005). rel. do CTN. 145. Ausência de prequestionamento. Matéria constitucional. As matérias infraconstitucionais supostamente violadas no recurso especial. rel. do CPC.212/RJ. 4. apenas. 2. Recurso especial inadmitido.. o dissídio jurisprudencial. AGA 526. razão pela qual ausente o necessário prequestionamento. por reproduzirem os aludidos dispositivos legais preceitos constitucionais. inclusive ICMS e ISS e os efeitos da declaração de inconstitucionalidade. 6°. Ausência de prequestionamento e dissídio pretoriano superado. § 1°.2005. Apesar da transcrição de ementa. 6°. com relação à Taxa de Coleta de Lixo e Limpeza Pública (TCLLP) e da Taxa de Iluminação Pública (TIP). e da Taxa de Iluminação Pública (TIP). quais sejam. Incidência das Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. As normas ordinárias sob liça (arts. 20. da CF/88]. 77 e 79 do CTN. por serem matérias de índole constitucional.913/SP. Arts. 292). em face da consideração do acórdão recorrido de ilegalidade da Taxa de Coleta de Lixo e Limpeza Pública (TCLLP). DJU 30. j. Tributário. 2. III.03. 1ª T. não foram objeto de análise pelo Tribunal de origem.2007.03. a legitimidade da cobrança da taxa de iluminação e limpeza pública. Arts. Incidência da taxa Selic para cobrança dos débitos fiscais. p. Tributário. CF/88). 462.2007. c. É cabível a incidência da taxa 142 . 02. 3. 77 e 79 do CTN. 7. 1. da Lei de Introdução ao Código Civil Ausência de prequestionamento. A alegada violação aos arts. Agravo regimental improvido (STF.. Divergência jurisprudencial não demonstrada. Min. Matéria constitucional. Taxa de Coleta de Lixo e Limpeza Pública e Taxa de Iluminação Pública (TIP).

inclusive ICMS e ISS Selic para a cobrança de débitos fiscais. do CTN e Decreto 20. 1. p. IPTU. Min. O prazo para o ajuizamento da ação de repetição do indébito é de prescrição qüinqüenal e. rel. João Otávio de Noronha. de limpeza urbana e de iluminação pública. Taxa de Remoção de Lixo e de Limpeza Urbana. Matéria constitucional. não cabe apreciar nesta instância superior. da CF. em recente julgamento do EREsp 213. rel. 257).257/SC. 2. 2ª T.926/PR.341/RJ.643/PR. Orientação consagrada pela Primeira Seção. devendo ser a pretensão recursal provida nesta parte.2007. visto que os arts.08. Prescrição. do CTN. Agravo regimental não provido (STJ. AGA 750. j.2000. visto que os arts. Repetição do indébito. 102. Processual civil. controvérsia atinente a taxa de coleta de lixo. Impossibilidade de exame em sede de recurso especial. 1. em sede de recurso especial. 168. por regular especialmente a matéria tributária.709/SC. § 2°. j. 2ª T. 77 e 79 do CTN.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 2. Constitucional e tributário. Lei 9. Sempre que presente 143 . I. em sede de recurso especial. artigo por artigo. Recurso especial não conhecido (STJ. 3.497/SC e 425. prevalece sobre a regra geral que dispõe sobre os feitos contra a Fazenda Pública (arts.03..03.828/PR. Taxa de Iluminação Pública. rel. III) (REsp 196. 165 e 168. ‘Divergência jurisprudencial entre acórdãos que analisaram matéria de ordem constitucional.. 15. § 2°. Impossibilidade de exame em sede de recurso especial. João Otávio de Noronha. III e 105. de combate a incêndio e de conservação de vias. José Delgado.2001). DJU 12. REsp 547. 01. Taxa de Coleta de Lixo. Taxa de controle e fiscalização ambiental. 1. 246). 145. da Constituição Federal. p. 77 e 79 do CTN. p. controvérsia atinente a taxa de remoção de lixo. 215). DJU 03. 399.2006. Taxa de Combate a Incêndio e Taxa de Conservação de Vias. a teor dos preceitos que emanam da Carta Magna (CF arts.2007. REsp 896.2007. Tributário. que cuidam dos requisitos da especificidade e da divisibilidade das exações.960 de 28. Inconstitucionalidade. Min.02. Recurso especial conhecido em parte e provido (STJ.2006. quando do julgamento dos EREsp 291.03. reproduzem o preceito inscrito no art. Precedentes. 145. Cabimento. Humberto Martins. j.2007. 18.05.06. de relatoria do ilustre Min. Min. relatados pelo eminente Ministro Luiz Fux. relator Ministro Francisco Peçanha Martins. Recurso especial. Afigura-se inviável examinar.910/32). reproduzem o preceito inscrito no art. DJ 04. que cuidam dos requisitos da especificidade e da divisibilidade das exações. Art..889/SP.01. e pela Corte Especial. Matéria constitucional.DJU 06. Mandado de segurança. 2ª T. Afigura-se inviável examinar. 3. Precedentes. na assentada 14 de maio de 2003. Tributário.

638/SP. as Leis Orgânicas do Distrito Federal e dos Municípios e a legislação com elas compatível. inclusive ICMS e ISS ato de autoridade que por ação ou omissão.2004. por inconstitucionalidade.960/2000. dentro de suas respectivas atribuições.165/2000]. sendo certo entretanto que o valor exigido incidiu efetivamente sobre o mês de janeiro de 2000. criada pela Lei 9.11. 80. 6ª T. 2. efetiva ou potencial. No caso da taxa de fiscalização ambiental veiculada pela Lei 9. estará aberta a possibilidade para que o interessado se socorra do Poder Judiciário através do writ. a Taxa de Fiscalização Ambiental. 77 que as taxas cobradas pelas pessoas políticas de direito público interno.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. consideram-se compreendidas no âmbito das atribuições da União. razão pela qual não há como se declarar perda de objeto da presente ação. 5.2000. artigo por artigo. Não sendo dado ao Estado criar taxa com a mesma base de cálculo ou fato gerador de imposto (parágrafo único do art. dos Estados. a materialidade da hipótese de incidência fixou-se no exercício pelo contribuinte de atividade potencialmente poluidora. na Medida Cautelar requerida na ADIn 2. em violação dos disposto nos arts. DJU 28. j. 145. competem a cada uma dessas pessoas de direito público. segundo a Constituição Federal. 4. têm como fato gerador o ‘exercício regular do poder de polícia.165/2000. rel. as Constituições dos Estados. 153 e 154. 17-B [conforme redação dada pela Lei 9. I. ou a utilização. desde logo se verifica que o fato gerador invocado dissocia-se daqueles próprios da taxa. À vista da edição da Lei 10. inciso II. Para efeito de instituição e cobrança de taxas. de serviço público específico e divisível. este § 2° foi revogado pela Lei 10.. § 1°. atual ou potencialmente .mas sempre de forma concreta . 77 do CTN). Juíza Marli Ferreira. prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição’. certo que se estará diante de imposto. 144 . O Código Tributário Nacional dispõe no art.01.01.938/81. 6. da Lei 6. com a redação dada pela Lei 10. Ao revés.2005). O STF afastou.178-8/DF. do Distrito Federal ou dos Municípios aquelas que. Art. 10. o STF entendeu prejudicado o prosseguimento daquela ação declaratória de inconstitucionalidade. da Constituição Federal. AMS 213. de 28. fixada por essa lei em 31 de março [art.960/2000. Sentença mantida (TRF-3ª R.possa ameaçar ou violar direito líquido e certo do contribuinte. 7.960. eis que não se vislumbra na exação a prestação regular pela Administração do poder de polícia ou mesmo de serviço público específico e divisível. 3. 17-C. com data de pagamento.. a este sujeitando todos os sujeitos passivos citados no § 2° do art.165/2000].

Em relação às taxas não há problema quanto à discriminação da arrecadação. Em havendo duplicidade na tributação cumulativa. II. a competência residual é da União. nos termos do art. também chamada de cumulativa ou paralela. com a especificação em doze incisos. da Constituição Federal. próprio de contribuição de melhoria. da Carta Magna. e não a utilização.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. § 1°. prestado ao contribuinte ou posto a sua disposição. inciso I. artigo por artigo. a dar suporte ao serviço público gerador da exação.999/72. art. observando o ente estatal que a instituir no limite de sua competência. Inconstitucionalidade. Com propriedade observa Hugo de Brito Machado que. bitributação. 25. inclusive ICMS e ISS COMENTÁRIOS O dispositivo em destaque reafirma competência comum dos entes federados. art. em se tratando de taxas essa competência é dos Estados. em hipótese alguma. Diferentemente. em matéria de imposto. Sobre as matérias elencadas no art. JURISPRUDÊNCIA Tributário. como preconizado no art. Tributo que tem por fato gerador benefício resultante de obra pública. 154. 145. 23 pode ser instituída taxa. pelo contribuinte. não se permitindo. 244. por inobservância das formalidades legais que constituem o pressuposto do lançamento dessa 145 . Taxa de pavimentação asfáltica. porque ela destina-se. prevalece o direito federal ou o estadual sobre o municipal. Observe-se que a competência comum. especificamente. Município de Santo André/SP. Lei 3. de serviço público específico e divisível. está explicitada no art. como estabelece a Constituição Federal de 1988. Impossibilidade de sua cobrança como contribuição. 23 da Carta Política.

pelo serviço efetivamente prestado. de 29. 2ª T. de limpeza pública. de limpeza pública.11. vigilância pública predial e prevenção a incêndio. Sucumbência recíproca.. Não conhecimento da remessa oficial. DJU 08.08.1995. 6. RE 140779/SP. p. que se declara. amiúde praticada. e do art. Inocorrência da alegada afronta ao art. 145. porquanto a exigência fiscal tem como fato gerador hipótese concernente a contribuição de melhoria. de fato. A natureza das atividades estatais envolvidas se põe límpida. do Município de Santo André/SP. 1. j. nem ao da indivisibilidade. quanto pelo colocado ao dispor do contribuinte. DJU 17. 1ª T. do art. CTN. Tributário. segundo a qual cobrados estão sendo imóveis. Ilmar Galvão. 276 da Lei 3. Município de Araçatuba XECT. Parcial procedência dos embargos. Recurso provido (STJ. Min. Embargos à execução fiscal. de vigilância e à taxa de prevenção contra incêndios.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. remoção de lixo comercial.. da ECT.1972.1990. A divisibilidade se coloca também límpida. Terceira Turma pela incidência da dispensa prevista pelo § 2° do art.999. 4. conservação da pavimentação. artigo por artigo. excluindo-se o reexame necessário.09.1995. Américo Luz. Legitimidade da cobrança dos juros. REsp 0001609/SP rel. II. da Emenda Constitucional nº 01/69.12. Não se ressentem referidas taxas do descumprimento nem ao requisito da especificidade. Min. 3. limpeza de vias públicas. Inconstitucionalidade. Taxa de iluminação pública indevida. 28. j. pois o valor da execução é de R$ 2003. inclusive ICMS e ISS espécie tributaria. de molde a permitir sua exigência. de conservação de pavimentação e de prevenção contra incêndio devidas. a título de taxa. firmados através do inciso II do art. Tributário. que contam com aquele referido serviço.12. sendo capital repisar-se tanto se tributa. 18. Ilegalidade. Entendendo a E. 5. No que tange às taxas de remoção de lixo comercial. uma vez que a incidir quantitativamente perante aqueles que proprietários de imóveis limítrofes ao logradouro beneficiado por referido serviço. da multa e da correção monetária. p. no âmbito dos requisitos para as taxas em geral. assim se procede. rel. 02. neste passo 146 . Recurso não conhecido (STF. Cobrança de taxa de pavimentação e calçamento para recuperação de custo de obra pública. de conservação de pavimentação. imediato. Execução fiscal. 2.360). 77. de vigilância pública predial. Taxas de remoção de lixo comercial. 15. Prescrição parcial consumada. que não permite a utilização da taxa como instrumento para recuperação do custo de obra pública. pois exatamente está calcada na contraprestatividade ou vinculação entre o quanto pague o contribuinte e seu beneficiamento direto.1990. Pertinente e adequada a ponderação. 22. 475 do CPC. avulta em destaque a divisibilidade de ditos serviços. 21. CF.351).

CTN. por meio da Súmula 670. Nenhuma ilegitimidade na cobrança de citadas taxas. de rigor a análise de todos os pontos rebatidos. antes enfocados.2000. 7.1995 até 10. elencada no inciso V. Os vencimentos dos créditos tributários em questão ocorreram de 10. qual seja.01. 512. caput e § 3° e 516. que lhe reconheceu ilegitimidade.01. nos presentes autos.1996.1996. 17. do art. Sem força suspensiva prescricional a enfocada inscrição em dívida ativa. 18. do CTN. 156. ainda que não conhecidos. pois atendido o figurino da hipótese de incidência pertinente.1995 a 10. CF.1995 e de 10. Verificada. 16. Também inocorre a amiúde propalada coincidência de base de cálculo entre ditas taxas e o IPTU: sem óbice substancial pela parte contribuinte. No âmbito dos requisitos para as taxas em geral. a base daquelas se põe sobre o custo da atividade aqui suportada pelo Poder Público.1995 a 10. vetou o uso daquele tributo para tal fim.12. firmados através do inciso II do art. 147 . uma vez que regida pela LEF dita nuança.09. com o Excelso Pretório que. ao passo que dito imposto recai sobre o valor venal da coisa. contados da data de sua formalização definitiva. 12. tal qual gizado pela própria Constituição e pelo CTN. 174 do CTN. incompatível com a Lei Nacional de Tributação (CTN). 8. Constatada será a ocorrência da prescrição. 19.1995 a 10.09. de rigor a extinção dos débitos prescritos. primeira figura. todos do CPC.07. como se denotará. com observância do estabelecido pelo art.12.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. segundo a qual suficiente a propositura da ação.1995.07. 77. 05 (cinco) anos para a ação de cobrança do crédito tributário em comento. de fato. Contaminado pela prescrição. Vencidas as dívidas em 10. avulta em destaque a indivisibilidadede de dito serviço. do E. Ante a devolutividade do apelo. entende a Egrégia Terceira Turma desta Colenda Corte pela incidência do consagrado através da Súmula 106. consumado o evento prescricional para os débitos vencidos de 10. 145. guarda harmonia a r. 13. 15.12. 14. STJ.12. Com referência à Taxa de Iluminação Pública (TIP). Não procede a alegada não incidência de juros e correção monetária. pois exatamente está calcada na contraprestatividade ou vinculação entre o quanto pague o contribuinte e seu beneficiamento direto. inclusive ICMS e ISS não tendo a executada/embargante/apelada denotado assim não se ponham os préstimos/serviços municipais a respeito.01. 9.1995 e de 10. uma das causas de extinção do créditos tributário. imediato. e do art. ônus cabalmente seu. sendo de rigor a extinção dos débitos prescritos. conforme entendimento desta Colenda 3ª Turma. qual seja. claramente. 515. de molde a impedir exigência de taxa. artigo por artigo. consoante art. sentença. 10. Inconstitucional dita exação. a prescrição. 11. para interrupção do prazo prescricional: ajuizado o executivo em pauta em 28. encontrase parte do valor contido no título de dívida embasador dos embargos. ao se verificar a transgressão do lapso temporal fixado pelo referido dispositivo.1995 a 10.

a corresponder. anos posteriores. em dados momentos. vez que dotado de valores autônomos. a queixa contribuinte sobre sujeição à multa merece desfecho de parte-a-parte: indevida no tocante à TIP. denomina a tanto de remissão. 24. porém que brota da incursão por ato ilícito. em sua superioridade em si . CTN. 161. consoante art.de tal sorte que sua incidência. contudo incidente com referência às taxas retratadas. em direta consonância com o inciso V. 20. a propósito. 23. a ação deve prosseguir pelo saldo efetivamente devido. figura esta naturalmente formada pelo capital ou principal e por sua indelével atualização monetária . Reflete a multa moratória acessório sancionatório. em que é possível excluir ou destacar do título executivo o que excedente. segundo a qual os juros. vez que estes os incidentes no caso vertente. Sem pertinência o pedido alternativo de observância da correção monetária pelos índices da UFIR. em essência adere a correção monetária. 22. histórica. perfeitamente possível o prosseguimento da execução fiscal pelo valor dos demais débitos executados. 97. assim em cabal obediência ao dogma da estrita legalidade tributária. pois não desprovido de liquidez o débito exeqüendo remanescente. de limpeza pública. decorrência límpida e lícita. artigo por artigo. através de mero cálculo aritmético. específicos. cumpre-se destacar que. para dele fazer parte integrante.da incidência dos acréscimos ou acessórios previstos pelo ordenamento jurídico. Embora configurando a relação punitiva vínculo autônomo. realmente. quando pratica a dispensa de correção monetária. de conservação de pavimentação. bem como verificando-se legitima a exigência sobre a taxa de remoção de lixo comercial. Prosperando a desconstituição da cobrança quanto à Taxa de Iluminação Pública e de multa a esta correlata e a ocorrência da prescrição parcial. 26. 21. Coerente a compreensão. recaem sobre o crédito tributário.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. amiúde construída.esta fruto da inerente desvalorização. por inconstitucional) . como se dá com o não pagamento tributário. deva recair sobre o débito. do art. 27. A respeito de constituírem os débitos atos distintos. originariamente identificado quando do ajuizamento da execução fiscal pertinente. quando do sentenciamento dos embargos. Tão assim acertado o entendimento que a Administração. adota-se. a cujo principal. CTN. vez que indevida sua cobrança. identificáveis e autônomos. da moeda nacional . exatamente por motivo inverso. a cifra maior. instituto inerente ao crédito tributário. como se extrai. inclusive ICMS e ISS Afigura-se coerente venha dado valor. 25. Apesar de reconhecida a prescrição em parte do débito e da não incidência da TIP. de vigilância e quanto à taxa de prevenção 148 . sendo a hipótese de mero excesso de execução (como se dá. com a cobrança de específicos débitos colhidos pela prescrição e de um indevido. e à luz evidentemente de lei a respeito. à divida em sua junção de principal com atualização. nos termos da jurisprudência que.

em favor do Município implicado. pelos Estados.01. em favor do Município implicado. no âmbito de suas respectivas atribuições. A espécie tributária aqui enfocada insere-se na competência das três esferas estatais. 149 . Juiz Silva Neto. julgados parcialmente procedentes os embargos (TRF .1995. na forma retro fixada.1995 até 10.02. 81. A contribuição de melhoria cobrada pela União. 145. bem como ante a ocorrência da prescrição parcial. TÍTULO V CONTRIBUIÇÃO DE MELHORIA Art. tanto quanto se sujeitando a ECT ao pagamento de honorários advocatícios de 10% sobre o tributo remanescente em cobrança. sendo cobrada para atender ao custo de obra pública. tendo como limite total a despesa realizada e como limite individual o acréscimo de valor que da obra resultar para cada imóvel beneficiado. artigo por artigo.2007. tanto quanto se sujeitando a ECT ao pagamento de honorários advocatícios de 10% sobre o tributo remanescente em cobrança. atualizada monetariamente até seu efetivo desembolso. AC 1079831/SP. sentença. para exclusão da cobrança da Taxa de Iluminação Pública e de multa a esta correlata. a atingir vencimentos ocorridos de 10. p. como previsto na Constituição Federal (art. 3ª T. 28.3ª R. atualizados monetariamente até o seu efetivo desembolso. j. impõe-se parcial provimento ao apelo e decorrente parcial reforma da r.. COMENTÁRIOS Definição.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.04.2007.. pelo Distrito Federal ou pelos Municípios.401). é instituída para fazer face ao custo de obras públicas de que decorra valorização imobiliária. III). atualizada monetariamente até seu efetivo desembolso. DJU 11. suportando a Municipalidade envolvida honorários advocatícios de 10% sobre a diferença excluída em prol da ECT. rel. suportando a Municipalidade envolvida honorários advocatícios no importe de 10% sobre a diferença excluída em prol da ECT. realizada em favor do interesse público.12. 28. Não conhecimento da remessa oficial e parcial provimento ao apelo. atualizados monetariamente até o seu efetivo desembolso. tendo-se em conta a vantagem advinda da obra realizada. inclusive ICMS e ISS contra incêndios.

Neste sentido tem-se a opinião de Roque Carrazza. permanecendo na Constituição Federal de 1988 apenas o limite individual. sendo esta valorização o limite individual cobrado de cada beneficiário. Quanto ao custo total da obra há quem sustente. artigo por artigo.. 145.contribuição de melhoria. 150 . Tem como limite o custo total da obra. que está extinto o limite total. CF). III. ao eliminar a palavra valorização e prever simplesmente: “A União. o qual deve ser rateado entre os que se beneficiarem com a valorização imobiliária. 81 do CTN. decorrente de obras públicas” (art. foram revogados pelo Decreto-lei 195/67. ainda. 81 e o seguinte. Entretanto. dispositivo este recepcionado pela Carta de 1988. na doutrina. diante da previsão do art. parece correto afirmar a continuidade dos limites. continuam a afirmar que persistem ambos os limites. Dentro de um critério de razoabilidade interpretativa. A divergência nasceu da simplificação verificada na Constituição de 1988. o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir os seguintes tributos: (.) III . Valdir de Oliveira Rocha.. que o próprio art. Hugo de Brito Machado e Silva Martins. o texto normativo do referido diploma em nada destoa do conceito constante do CTN. inclusive ICMS e ISS Trata-se de espécie tributária que se alinha aos impostos e às taxas. dentre outros. A valorização imobiliária é da natureza da espécie tributária em apreciação.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. art. 82. os Estados. Há quem afirme. Neste sentido são as lições de Ives Gandra Martins. discordando do entendimento. e tem como particular característica a inexistência de alíquota ou de base de cálculo. Há doutrinadores que. global e individual. fazendo parte da essência do tributo. Geraldo Ataliba.

Fato gerador. porque a hipótese de incidência desta é a valorização e a sua base é a diferença entre os dois momentos: o anterior e o posterior à obra pública. Tem como limite total a despesa realizada e como limite individual o acréscimo de valor que da obra resultar para cada imóvel beneficiado. tornando-se inconstitucional. RE 114069/SP. Não comprovação.1994). embora alterasse a expressão “imóveis valorizados” por “móveis beneficiados”. o quantum da valorização imobiliária (STF. JURISPRUDÊNCIA Ação declaratória de inexistência de relação jurídicotributária. Sentença mantida em grau de reexame necessário.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Se não houver aumento do valor do imóvel. Valoração do imóvel. Carlos Velloso. Valorização imobiliária. Podemos afirmar que permanecem em vigor os arts.09. Contribuição de melhoria. artigo por artigo. Min. o Professor Sacha Calmon Navarro Coelho entende que o Decreto-lei 195/67. em havendo lei municipal autorizativa. inclusive ICMS e ISS Do mesmo modo. Recapeamento asfáltico. porque o Supremo Tribunal Federal tem entendido que. não alterou substancialmente a espécie tributária de que se cuida. DJU 30. Esta é uma posição que não encontra guarida no direito pretoriano. ao dispor que a contribuição de melhoria tem como fato gerador o acréscimo de valor dos imóveis localizados nas áreas direta ou indiretamente beneficiadas por obras públicas. Contudo. recepcionados pela Constituição Federal 1988. 2ª T. não há contribuição de melhoria. não pode o poder 151 . Contribuição de melhoria. rel. Base de cálculo. A base de cálculo da contribuição de melhoria é a valorização imobiliária. vale dizer. Recurso desprovido. não há eiva de inconstitucionalidade alguma (RDA 120/131). ambos compatíveis com o Dec..-lei 195/67. alterou o critério do custo da obra do CTN que não tem como se sustentar. Direito tributário. Sem valorização imobiliária decorrente de obra pública. 81 e 82 do CTN. entende-se que a Emenda Constitucional nº 23/83.

Art. 81 e 82. rel. rel. 2. Manifesta divergência acerca do atual estágio do empreendimento que deu origem à exação discutida. REsp 634/SP.1995). 1° e 2°). Garcia Vieira. 2ª T. 145. João Otávio de Noronha. 1ª T. Arts. Recurso provido (STJ. impondo-se adotar o entendimento unânime da época em que proferido o julgamento pelo Tribunal a quo. 2° e 3º). Contribuição de melhoria. Obra pública efetivada. Contribuição de melhoria. III. 2ª T. Precedentes o STF (STJ. 81 e 82. de que quando foi instituída a contribuição de melhoria a obra ainda não havia sido 152 . REsp 8. A contribuição de melhoria tem como fato gerador a real valorização do imóvel. 4. 04.2007. invadir a seara fática-probatória.02.2002). Francisco Peçanha Martins. Min. Hipótese de incidência e fato gerador da exação.06. j. 2. afronta exigências legais (arts.03. Min. Min. 17. DJU 05..1994. Base de cálculo. DJ 28. 1ª T. Milton Luiz Pereira. Decreto-lei 195/67. não servindo como base de cálculo tão-só o custo da obra pública realizada (REsp 280. 13.. 2. CF/67 [c/c EC nº 01/69] (Emenda 23/83). II. artigo por artigo.1999. Tributário. rel. DJU 05. REsp 200283/SP. 09. CF/88 [rectius: art. Recapeamento de via pública. Américo Luz. sendo certo é vedado à esta Corte Superior. CTN.. Nexo de causalidade. Ilegalidade do lançamento de contribuição de melhoria baseado no custo. 145.248/SP. Direito à restituição.1995. II. 1º. Controvérsia que gravita sobre se a obra pública não finalizada dá ensejo à cobrança de contribuição de melhoria. Obra inacabada. rel. com o custo coberto por um ‘plano de rateio entre todos os beneficiados’.06. Art. REsp 629.10.417/SP. 270). como pelo vencido. Ação de repetição de indébito. A publicação prévia do edital e necessária para cobrança da contribuição e não para realização da obra. Contribuição de melhoria. Recurso especial provido (STJ. rel. 1. sem a demonstração dos pressupostos de valorização ou específico benefício.05.05. 18. DJU 21. j. 1. arts. 3.. tanto pelo voto vencedor. Inocorrência. Valorização do imóvel.. Fato gerador.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. em sede de Recurso Especial.1994).04. Min. Tributário. Tributário.2007. Precedentes da jurisprudência. CF/88].1999). CTN. Tributário.471/RS. j. 2ª T. Decreto-lei 195/67 (arts. j.03. 1. p. Fato gerador valorização do imóvel. Min. Requisitos da valorização ou de específico benefício. Contribuição de melhoria. inclusive ICMS e ISS público cobrar-lhe a mais valia. Recurso provido (STJ. a teor do verbete Sumular 07/STJ. DJU 18. conseqüente da obra pública realizada no local de situação do imóvel.

inclusive ICMS e ISS concluída porquanto pendente a parte relativa à pavimentação das vias que circundavam o imóvel de propriedade da recorrente. 81 e 82. 7. DJ 06. Falta de prequestionamento. 145. Recurso especial conhecido e provido (STJ. 2ª T.2004. 6. Arts. artigo por artigo. Curso de Direito Constitucional Tributário. 3.2002.996/SP.495/RS. Consectariamente. a repetição do indébito tributário. É ilegal a contribuição de melhoria instituída sem observância do limite individual de cada contribuinte.788/RS. do CTN. DJ 17. portanto. REsp 647134/SP. p. II. Contribuição de melhoria.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 1. nos termos do art. DJU 05. rel. REsp 362. Prevalece o entendimento no STF e no STJ de que não houve alteração do CTN pelo DL 195/67. Recurso especial provido (STJ.10. 4. o fato gerador de contribuição de melhoria se perfaz somente após a conclusão a [sic] obra que lhe deu origem e quando for possível aferir a valorização do bem imóvel beneficiado pelo empreendimento estatal.05. 28. evidente o direito de a empresa que pagou indevidamente a contribuição de melhoria. Min Luiz Fux. p. CF/88 [rectius: art.1999). DJU 01. do CTN.2002.05. REsp 143.. Contribuição de melhoria CTN arts. 10. REsp 143. Min. A base de cálculo da contribuição de melhoria é a diferença entre o valor do imóvel antes da obra ser iniciada e após a sua conclusão (Precedentes do STJ: REsp 615. 284).495/RS. Isto porque a hipótese de incidência da contribuição de melhoria pressupõe o binômio valorização do imóvel e realização da obra pública sendo indispensável o nexo de causalidade entre os dois para sua instituição e cobrança. Eliana Calmon.) Só depois de pronta a obra e verificada a existência da valorização imobiliária que ela provocou é que se torna admissível a tributação por via de contribuição de melhoria’ (Roque António Carrazza. Francisco Peçanha Martins.02 2007. 3. 4. e como limite individual a valorização do imóvel beneficiado.08. Tributário. 1ª T. j. 1. Ilegalidade no lançamento de contribuição de melhoria sem a demonstração dos pressupostos de valorização ou específico benefício. 5. 81 e 82. II. haja vista que a obra pública que deu origem à exação não foi concluída. rel Min José Delgado. j.996/SP rel.12. rel. rel.2004. 8. 2002. Fato gerador. José Delgado. Questão surgida no acórdão recorrido.. 145.1999. Malheiros. III. Min. A contribuição de melhoria tem como limite geral o custo da obra.05. obter. 18. Tributário. 2. Min..Requisitos de valorização ou de benefício. uma vez que incontroversa a não efetivação da valorização do imóvel.. 397).12. apropriados à obra pública realizada no local da 153 . Min. Francisco Peçanha Martins. rel. Precedentes: REsp 615. 499). É cediço em doutrina que: ‘(. 9. CF/67 [c/c EC nº 01/69] EC 23/83. CF/88]. DJ 06. Revela-se. DJ 17.2007. 165. p.

Assentou a Corte Especial entendimento no sentido de ser necessário o prequestionamento. do inciso I. 2. A lei relativa à contribuição de melhoria observará os seguintes requisitos mínimos: I . pelos interessados. precedentes jurisprudenciais. 05. 82. rel. pelos imóveis situados na zona 154 .2001. 233).. DJU 09. e) determinação do fator de absorção do benefício da valorização para toda a zona ou para cada uma das áreas diferenciadas.030/SP. Recurso parcialmente conhecido e provido (STJ. II . j.11. d) delimitação da zona beneficiada. c) determinação da parcela do custo da obra a ser financiada pela contribuição.1998.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 3.fixação de prazo não inferior a 30 (trinta) dias. rel.2001. DJU 19. Min. Min. artigo por artigo.publicação prévia dos seguintes elementos: a) memorial descritivo do projeto.285/RJ. REsp 160. sem prejuízo da sua apreciação judicial. § 1° A contribuição relativa a cada imóvel será determinada pelo rateio da parcela do custo da obra a que se refere a alínea c.regulamentação do processo administrativo de instrução e julgamento da impugnação a que se refere o inciso anterior. 4. nela contidas. b) orçamento do custo da obra. 1ª T.11. EREsp 8. de qualquer dos elementos referidos no inciso anterior. p. Art. Garcia Vieira.04. inclusive ICMS e ISS situação do imóvel. III . para impugnação. ainda que se cuide de violação surgida na própria decisão recorrida. Milton Luiz Pereira.

82 do CTN são a causa mais comum das demandas sobre contribuição de melhoria. Para alguns doutrinadores a publicação dos elementos elencados no inciso I do art. o que hão obsta que. se assim não for. § 2° Por ocasião do respectivo lançamento. limite total da contribuição identificada com o custo da obra e limite individual igual ao acréscimo de valor provocado pela obra. cada contribuinte deverá ser notificado do montante da contribuição. faz-se pertinente atender aos requisitos. no exercício do poder-dever da administração pública. cit. inclusive ICMS e ISS beneficiada em função dos respectivos fatores individuais de valorização.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. pelo custo da obra. As exigências do art. 82 deverá anteceder a obra. argumentam. da forma e dos prazos de seu pagamento e dos elementos que integraram o respectivo cálculo. infra). COMENTÁRIOS Requisitos. Da definição vista no artigo antecedente. valorização do imóvel em decorrência da obra. segundo registra Célio Armando Janczeski (ob.. 155 . em cada imóvel. podemos concluir que na caracterização da contribuição de melhoria identificamos como pressupostos: realização de obra pública. Para que o poder público esteja autorizado a cobrar contribuição de melhoria. a posteriori. assim como antecedente será a impugnação. porque. via contribuição de melhoria. não poderia o contribuinte obstar as obras irregulares. venha a cobrar-se. artigo por artigo. ou impugnar os defeitos corrigíveis. Ao contribuinte não é dado impugnar a realização de obra alguma.

. 82 contempla talvez um dos comandos mais justos do nosso sistema tributário. Entretanto. isto é. e) determinação do fator de absorção do benefício da valorização para toda a zona ou para cada uma das áreas diferenciadas. mas depois da execução e quando for possível a avaliação da mais valia ou da valorização decorrente (ob. permitindo uma divisão igualitária da carga tributária. Esta espécie de tributo é considerada pelos estudiosos a mais democrática. por onerar exclusivamente aqueles que de forma direta se beneficiaram com a obra pública. infra). p. c) determinação da parcela do custo da obra a ser financiada pela contribuição. 156 . somente após a conclusão da obra é que se publica o edital.. quando obedecidos os princípios básicos. d) delimitação da zona beneficiada. Segundo opinião de Yoshiaki Ichihara. quando já se sabe com precisão o custo da mesma. “nas poucas vezes em que se tem tentando cobrá-la. o momento da ocorrência do fato gerador não poderá coincidir com a execução da obra pública. 68).Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. b) orçamento do custo da obra. Como então interpretar a expressão do inciso I: publicação prévia dos seguintes elementos: a) memorial descritivo do projeto. somente após a conclusão da obra é que se pode avaliar em quanto acresceram de valor os imóveis beneficiados. O § 1° do art. Por outro ângulo. cit. inclusive ICMS e ISS Assim. artigo por artigo. o foi deforma ilegal. sem atender os requisitos mínimos” (ob. cit. nela contidas? O entendimento é o de que a publicação deve anteceder a cobrança e não a realização da obra. não é das melhores a experiência brasileira. Como registra Láudio Camargo Fabretti. infra.

Perfil da contribuição de melhoria. São Paulo. Yoshiaki Ichihara. ano 2. Láudio Camargo Fabretti. Valdir de Oliveira Rocha. Suplemento Tributário 73/97. Comentários à Constituição Federal. Saraiva. O certo é que não as contempla o CTN que. São Paulo. Código Tributário Nacional Comentado. Luiz Fernando Pellegrini. 1997. Dialética. Celso Ribeiro Bastos. v. p. Boletim de Direito Municipal. 5. Saraiva. 144-145. Edgard Neves da Silva.Edital da cobrança antes do término da obra. CDTFP. Determinação do Montante do Tributo. out. 1990. Malheiros. Comentários ao Código Tributário Nacional. Arx Tourinho. Ives Gandra Martins. 6. 1997. Forense. ano 33. 1998. 2. abandonado ficou no que toca à contribuição de melhoria. Contribuição de melhoria Hipótese de incidência tributária . p. p. RDDT 21 60/65 junho 1997. 94-98. São Paulo. apresenta-se complexa a cobrança do tributo. ed. Hugo de Brito Machado. JURISPRUDÊNCIA 157 . A controvertida contribuição de melhoria. Cabe proliferaram as aqui registrar. 1995. LTr. 115. coord. Carlos Valder do Nascimento.. São Paulo. DOUTRINA Célio Armando Janczeski. mar. RT. o qual procurou no âmbito das contribuições sociais solucionar o seu problema de caixa. que a partir da CF/88 e contribuições classificadas. 1997. 161-168. São Paulo. Saraiva. o que justifica o abandono do governo da espécie em comento.. 1990. por sua vez. Hipótese de Incidência Tributaria. RDDT 30:30/35. 1994. Cursos de Direito Constitucional. Rio de Janeiro. São Paulo. p.Realização da obra pública. reclassificadas esquematizadas das formas mais diversas. 465. 1997. p. Os limites da contribuição de melhoria. nº 8. Contribuição de melhoria . 1998. ed. artigo por artigo. Geraldo Ataliba. inclusive ICMS e ISS Na prática. p 152. por fim.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 1998.

Min.133-2-SC.. 20. rel. Min. também da corrente doutrinária que. 1ª T.03. 1. 5°. 158 . Min.08..1994. rel. a diferença entre o valor do imóvel antes do início da obra e o valor do mesmo após a conclusão da obra. rel. REsp 89. Recurso não conhecido (STJ. A partir do Dec. Contribuição de melhoria. 82. O Dec. a publicação do edital é necessária para cobrança da contribuição de melhoria. art. 3. 82 da Lei 5. EC 01/69. c) REsp 35. Milton Luiz Pereira.. 02. 1ª T. o valor do imóvel antes de a obra ser iniciada. É da natureza da contribuição de melhoria a valorização imobiliária (Geraldo Ataliba).148-5/SP. DJU 06. A entidade tributante ao exigir o pagamento de contribuição de melhoria tem de demonstrar o amparo das seguintes circunstâncias: a) exigência fiscal decorre de despesas decorrentes de obra pública realizada. § 1°. 02.02. 5. Recurso especial conhecido e improvido (STJ. c) a base de cálculo e a diferença entre dois momentos: o primeiro. Contribuição de melhoria. Lei 5. 18. Valorização imobiliária. ou seja. José Delgado. no trato da contribuição da melhoria. rel. 18.06.-lei 195/67. b) a obra provocou a valorização do imóvel. porque à época as normas gerais de Direito tributário ainda não tinham o status ou a força de lei complementar (Emenda Constitucional nº 1/69.. DJU 29. Ari Pargendler. artigo por artigo.1999).1998. O art. Edital.1995.1998.-lei 195/67. adota o critério de mais valia para definir o seu fato gerador ou hipótese de incidência (no ensinamento de Geraldo Ataliba. 2ª T. de 1967.172/66. 2ª T. Base de cálculo. j. de 1969 (art. Min.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. p. rel. b) RE 116.996/SP rel. inclusive ICMS e ISS Tributário. 4. No novo regime. 2ª T. Min. REsp 169. 139)..-lei 195. rel. Tributário.06.1998. mas não para realização da obra pública.10. Não havendo aumento do valor do imóvel. DJU 03. art. o que só ocorreu após a promulgação da EC nº 1.1993.05. o edital que antecede a cobrança da contribuição de melhoria pode ser publicado depois da realização da obra pública.791/SP. Violação de lei federal e divergência jurisprudencial não configuradas.172. de 1966. j. o segundo.1999.1992. Min. Recurso provido (STJ. 5° do Decreto-lei 195. teve o condão de revogar o art. Precedentes jurisprudenciais: a) RE 116. Precedentes do STF e do STJ. de 24. 82 do CTN que. A base de cálculo da contribuição de melhoria é a valorização imobiliária. Adoção.05. § 1°).147-7/SP. foi revogado pelo art.06. Octávio Gallotti. Edital. 18. j.1998. art. 2. Contribuição de melhoria. art. DJ 08. impossível a cobrança do tributo. à época não possuía a força de lei complementar. DJ 25. 143). Francisco Peçanha Martins. REsp 143.131/SP. o valor do imóvel após a conclusão da obra. § 1°). j. Min. Tributário. DJU 18. Célio Borja. REsp 6340/SP.12. Milton Pereira. de saudosa memória).1967. p. 07.05. Dec.

. Requisitos. 3ª Câm. no entanto. v. 145.) (extinto 1° TACivSP. I . Nulidade. 82 do CTN. Ement. sendo certo que o mero inconformismo não justifica a oposição de embargos de declaração.Inexiste. embora não sendo constitucional.-abr. Tributário. Contribuição de melhoria. Lançamento.) (TJPR. Contribuição de melhoria.. III). e parágrafos. artigo por artigo. Ement. em cada obra feita pelo Município. Lançamento por municipalidade.1990. para exigência de contribuição de melhoria. II. mar.. Inobservância das formalidades essenciais previstas no Decreto-lei 195/67. 98). Segurança concedida.. j. de lei específica. Lei específica para cada obra. de modo que restou desatendido o art. III . inclusive ICMS e ISS Contribuição de melhoria.523-2.06. Necessidade. p. RT. Custeio da obra. in casu. ou não. Art.. porquanto o extenso voto-condutor do aresto recorrido examinou detidamente todas as questões pertinentes ao desate da lide.No tocante ao dissídio pretoriano. RT 532:241). 05. Sentença mantida (extinto 1° TAC/SP. 1990. Assentamento de guias e sarjetas. Juiz Ricardo Arco-verde Credie. sem. 28. de Ofício 404. que continua subsistindo após o advento do art. 5° e parágrafo único) para validade do lançamento procedente.-dez. Declaração de voto (. Pressupostos de valorização do imóvel e de limite de despesa total da obra a ser rateada subsistentes mesmo na vigência da Constituição Federal de 1988 (art. saliente-se que o recorrente limitou-se a transcrever as ementas dos acórdãos indicados como paradigmas. ainda. Nulidade de lançamento. Embargos à execução fiscal procedentes. 159 . 145.. de observância dos requisitos do Decreto-lei 195/67 (art. 5° do Dec. Contribuição de melhoria. Cobrança. Ap.1989. Exigência mantida pela EC nº 23/83. v. 1990.. Juiz Costa de Oliveira. 535.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.-lei 195/67 e art. rel.. 420. Ação declaratória procedente (.A questão a ser dirimida por esta Corte. uma vez que aquela regra jurídica.. II . Necessidade. III. do RISTJ.756-1.. j. Inobservância de exigências legais. Tributo. 255.u. do CPC. Contribuição de melhoria.03. proceder ao devido cotejo analítico. Pressuposto do limite total da despesa realizada.) (extinto 1° TACivSP. Desatendimento. Contribuição de melhoria. da CF. Obras públicas.u. Ap. continua por (. cinge-se à necessidade. p. Pavimentação asfáltica.. RT 591:152). Recursos desprovidos (8ª Câm.. Requisitos. Publicidade. rel. 115). JTACSP 120. RT 654:113). nov. a alegada violação ao art.

03. VI . é fácil perceber que determinados tributos revelam inequívoca carga discriminatória. rel. também constitucional. de modo que se revela inviável essa apreciação em sede de recurso especial. p.Acrescente-se.. REsp 739.É de conhecimento comum que a referida contribuição de melhoria é tributo cujo fato imponível decorre de valorização imobiliária causada pela realização de uma obra pública. sua exigibilidade está expressamente condicionada à existência de uma situação fática que promova a referida valorização. seja por se beneficiarem de um serviço estatal público específico e divisível (no caso das taxas). Recurso especial improvido (STJ. p. 217). ademais. inclusive ICMS e ISS ou seja. Min. entretanto. da CF). 160 . um fato específico do qual decorra incremento no sentido de valorizar o patrimônio imobiliário de quem eventualmente possa figurar no pólo passivo da obrigação tributária. uma lei para cada vez que a Municipalidade for exigir o referido tributo em decorrência de obra por ela realizada. verifico que a Corte a quo. pode.2006.342/RS. j. artigo por artigo.Recurso especial parcialmente conhecido e. soberana quanto à possibilidade de exame do conjunto fático-probatório. j. Precedentes da 1ª e 2ª Turma. Tributário. ou não surpresa para alguns.. quanto ao argumento do recorrente no sentido de que cumpriu as exigências de publicação prévia de dois editais. na medida em que impõe a potestade tributária sem permitir ao contribuinte organizar devidamente seu orçamento.2005. como ocorre na hipótese ora sub judice. Recurso especial. não reconheceu plausibilidade à alegação. 08. DJU 13. 2ª T. 1. porquanto somente podem atingir determinadas pessoas que efetivamente podem ser sujeitos passivos da obrigação tributaria. 04. Nesse passo. E isto em decorrência da mera leitura de preceitos constitucionais (art. a).06. improvido (STJ. rel. por força do óbice imposto pela Súmula nº 07/STJ VIII . ‘A partir do DL 195/67.2005. DJU 04. Edital. 141).Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. que a cobrança de tributo por simples ato administrativo da autoridade competente fere.Por fim. Contribuição de melhoria. seja em razão de valorização na sua propriedade em face do Estado ter realizado uma obra pública.2006. ainda. III. ser posterior à realização da obra pública’ (REsp 84. o princípio da anterioridade.05. Castro Meira. Francisco Falcão. 145. REsp 143. rel. 150. Américo Luz). 1ª T.04.417. Min. de respeito ao princípio da legalidade. VII . a publicação do edital é necessária para cobrança da contribuição de melhoria. IV. 2. Por isso a exigência. V Mesmo sem adentrar conclusivamente à questão da classificação das espécies tributarias. nesta parte. Min. nos moldes preconizados pela Constituição Federal (art. Este é o seu requisito ínsito.998/SP.

j. 170 do Código Tributário Nacional.11. José Delgado.. 158). 2. Art. 81 e 82. 05. CF/88]. 1ª T.2001. artigo por artigo. Arts. 1. o valor do imóvel antes da obra ser iniciada. Ação ordinária.-lei 195/67]. Contribuição de melhoria. Legalidade. do CTN. REsp 615. Fato gerador.030/SP.4. bem como por se tratar de crédito futuro. Reexame necessário. CF/88 [rectius: art. Requisito essencial. 145. 81 e 82. DJU 19. ao exigir o pagamento de contribuição de melhoria. II.05.1998. desde o início e não 161 . 20. 2. j. (STJ. do Código Tributário Nacional e Decreto-lei 195/97 [rectius: Dec. Questão surgida no acórdão recorrido. 18. Garcia Vieira. Nulidade da cobrança reconhecida pela própria Municipalidade. Recurso parcialmente conhecido e provido (STJ.04. Repetição do indébito. 4. Possibilidade. 1.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Não resta dúvida de que o autor possui direito à restituição do que pagou a título de tributo indevido. 81 e 82. Precedentes do STJ e do STJ. do CTN. do Código Tributário Nacional.2004. ‘É da natureza da contribuição de melhoria a valorização imobiliária’ (Geraldo Ataliba).495/RS. c) a base de cálculo é a diferença entre dois momentos: o primeiro. Fato gerador. Diversidade de precedentes jurisprudenciais do STJ e do STF. 5. o segundo. de saudosa memória). Art.11. Min. Decisão mantida. DJU 17. Honorários advocatícios arbitrados corretamente. 3. Recurso provido. DL 195/67. Precedentes jurisprudenciais. tem de demonstrar o amparo das seguintes circunstâncias: a) a exigência fiscal decorre de despesas decorrentes de obra pública realizada.. Pedido de compensação negado por falta de autorização administrativa. 165. b) a obra pública provocou a valorização do imóvel. DJU 09. ainda que se cuide de violação surgida na própria decisão recorrida. III. Adoção. Min. Não comprovação.285/RJ. adota o critério de mais valia para definir o seu fato gerador ou hipótese de incidência (no ensinamento de Geraldo Ataliba. p. Valorização do imóvel. Milton Luiz Pereira. 3. Arts. Ilegalidade no lançamento de contribuição de melhoria sem a demonstração dos pressupostos de valorização ou específico benefício. Valorização do imóvel. Assentou a Corte Especial entendimento no sentido de ser necessário o prequestionamento. Falta de prequestionamento. 1ª T. Min. REsp 160. Fato gerador. Contribuição de melhoria. 233). da corrente doutrinária que. rel. rel. A entidade tributante. o valor do imóvel após a conclusão da obra. 145. Taxa Selic. no trato da contribuição da melhoria. II. CF/67 [c/c EC nº 01/69] EC 23/83. Tributário. apropriados à obra pública realizada no local da situação do imóvel.2004. EREsp 8. p. Requisitos de valorização ou de benefício. rel.2001. também. inclusive ICMS e ISS Tributário. Arts. Contribuição de melhoria. inciso I. Valores pagos indevidamente..04.

162 . inclusive ICMS e ISS apenas a partir do Edital nº 10/2004. I. 10. do Código Tributário Nacional.2007. rel. Confirmação da sentença singular em sede de reexame necessário (TJPR. Juiz Sérgio Rodrigues. Acórdão 28. 1ª Câmara Cível. DJU 7357). 165.425.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. artigo por artigo.04. j. nos termos do art.

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