CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL COMENTADO: doutrina e jurisprudência, artigo por artigo, inclusive ICMS e ISS

ELIANA CALMON ALVES Ministra do Superior Tribunal de Justiça

Título III : impostos Capítulo I DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 16. Imposto é o tributo cuja obrigação tem por fato gerador uma situação independente de qualquer atividade estatal específica, relativa ao contribuinte. COMENTÁRIOS Definição. O Capítulo I do título III do Código Tributário Nacional tem início com a definição dos tributos em espécies, a partir do imposto. O conceito, que não é dos melhores, tem o mérito de caracterizar o imposto em relação à taxa e à contribuição de melhoria, as duas outras espécies de receita tributária. Estabelecendo que seu fato gerador é uma situação

independente de qualquer atividade estatal específica, relacionada com o contribuinte, indica a não-vinculação da receita. E isso porque o imposto tem caráter geral, sem vantagem específica para com o contribuinte. Esta é a característica mais marcante da espécie de que se cuida, como manifestação maior do poder político que impõe um dever, de caráter geral, sem gerar, em contrapartida, benefício específico ou vinculação orçamentária.

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Daí as diversas nomenclaturas para a espécie, tais como tributo sem causa ou tributo não vinculado. Como as demais espécies do gênero, é pago exclusivamente em dinheiro, o que é uma constante no mundo contemporâneo, onde não mais se tem notícia, senão histórica, de prestação in natura. A propósito, o art. 3° do CTN parece admitir o pagamento não só em moeda, mas em valor que em moeda possa ser expresso, como, por exemplo, o pagamento em Títulos da Dívida Pública, com cotação na Bolsa de Valores. Leis específicas, inclusive, permitiram a dação em pagamento de débitos tributários. Cabe, aqui, referência à criação de padrão de valor para efeito tributário, como, por exemplo, a UFIR - Unidade Fiscal de Referência, Lei 8.383, de 30.12.1991, índice que passou a mensurar as obrigações tributárias por algum tempo, em demonstração inequívoca de que, de acordo com o art. 3° do CTN, um tributo pode estar expresso não só em moeda corrente, mas em valor que nela (moeda) possa se transformar. Atualmente, estão sendo corrigidos os tributos pela Taxa SELIC, a qual traz embutidos juros e correção monetária. Para alguns, o referido índice é inconstitucional, por não estar em lei a forma de composição. Entretanto, o STJ, examinando a questão da inconstitucionalidade da Taxa SELIC, recusou-se a apreciar a questão prejudicial, conforme decisão assim ementada:
Recurso especial (julgamento). Inconstitucionalidade (prejudicial). Argüição/procedimento (Regimento, art. 200 e CPC, arts. 480 a 482). Competências constitucionais (distribuição). Incidente (caso em que lhe falta cabimento). 1. No julgamento do recurso especial, uma vez acolhida a argüição, a Turma remeterá o feito à Corte Especial. 2. Compete à Corte Especial julgar a prejudicial de inconstitucionalidade. 3. Do julgamento, porém, não poderá tirar proveito o autor do recurso especial (recorrente). Caso
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a declaração venha a beneficiar o recorrente, ao incidente faltará cabimento. 4. É que, no exercício da competência prevista no inciso III do art. 105 da Constituição, em princípio o Superior não dispõe do contencioso constitucional. Tê-lo-á em restritas hipóteses. 5. Em tal competência, o que é do Superior é toda a jurisdição infraconstitucional (o direito comum). 6. Já no exercício das competências previstas nos incisos I e II do art. 105, livremente o Superior também desfruta do contencioso constitucional. 7. No exercício da competência do inciso III, é lícito ao Superior previamente declarar a inconstitucionalidade de lei ou de ato normativo, desde que a declaração não seja a favor do recorrente; a favor do recorrido, sim. 8. Caso em que a, inconstitucionalidade, se declarada, não aproveitaria ao recorrido. Por sinal, nem ao recorrente, que interesse algum tinha na declaração, tanto que se defendera com outros fatos e outros fundamentos. Daí, em caso que tal, tratar-se-ia, também, de declaração de inconstitucionalidade em tese. 9. Preliminar de nãocabimento, acolhida por maioria de votos (Corte Especial, AI-REsp 215881/PR, rel. Min. Franciulli Netto, rel. p/ o acórdão Min. Nilson Naves, DJU 08.04.2002, p. 111).

Posteriormente, a 1ª Seção de Direito Público chancelou a legalidade da SELIC, como fator de correção, nos EREsp 291.257/SC, 399.497/SC e 425.709/SP. Assinale-se que a UFIR foi extinta pela Lei 10.522/2002 (art. 29, § 3°), diploma que, no art. 30, indicou como fator de correção a Taxa Referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia - SELIC. Em épocas de alta inflação, as obrigações tributárias, as declarações de rendimento e até as certidões de dívida ativa eram expressas em parâmetro de valor devidamente atualizado. O imposto tem como base fática um comportamento do contribuinte, ou uma situação jurídica na qual ele se encontre. Em outras palavras, o imposto, para existir, exige sempre um fato qualquer em que esteja envolvido o particular, sem a participação estatal. A legitimação da imposição soberana está na necessidade do Estado arcar com o gasto público, mantendo a máquina administrativa.
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destaca a figura daquele que suporta o ônus econômico da obrigação. dividindo a espécie em imposto direto e indireto. É também chamado de imposto que repercute. porque não se vincula ao fato gerador ou ao fato imponível. porque a carga econômica é suportada pelo contribuinte. o qual grava situação instantânea ou mutável. dentre as quais a que enfoca o aspecto da incidência. ou pelo menos continuadas. Para o Direito é praticamente irrelevante quem paga. constantes. inclusive ICMS e ISS Classificação. existe o imposto indireto. isto é. por exemplo. porque a carga econômica não é suportada pelo contribuinte. geradora do imposto predial. artigo por artigo. embora sofra o ônus econômico. A classificação que ora se coloca não é jurídica. É apenas o consumidor final da mercadoria ou do produto resultante da atividade eleita pelo legislador como necessária e suficiente ao nascimento da obrigação tributária. sendo suportado pelo contribuinte em definitivo. pelo realizador do fato gerador. como. e sim por terceira pessoa. não se obriga perante o Estado. O terceiro. o contribuinte de fato. O imposto pode ter diversas classificações. Contrapondo-se. na medida em que. ao lado do contribuinte de direito ou contribuinte jurídico. como ocorre com a propriedade imobiliária. 4 . o exercício de uma atividade lucrativa (exemplo maior é o Imposto de Renda). ou a propriedade de um bem. porque o interesse concentra-se em torno de quem realiza o fato gerador. O imposto direto grava situações permanentes. É também chamado de imposto que não repercute.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. cuja titularidade é o fato gerador do imposto.

ou. eis que o contribuinte é pessoa física ou jurídica. transferência do respectivo encargo financeiro somente será feita a quem prove haver assumido referido encargo. pelo caráter eminentemente subjetivo da exação. O artigo em referência tem sido objeto de contundentes críticas doutrinárias. Juridicamente pessoais são todos os impostos. in verbis: Art. dividindo os impostos em fixos. dividindo-os em pessoais e reais. uma terceira classificação. levam em consideração as condições pessoais do contribuinte. todos os demais impostos do Sistema Tributário Nacional são reais. 166 do CTN. Uma segunda classificação identifica os impostos levando em conta o objeto da incidência. proporcionais e progressivos. tais como o IPI. Há. por sua natureza. artigo por artigo. o IOF etc. Com exceção do Imposto de Renda. 5 . estar por este expressamente autorizado a recebê-la. ao serem instituídos. cuja incidência leva em consideração a matéria tributária. a qual leva em conta a forma de tributação. o ICMS. no caso de tê-lo transferido a terceiro. ainda. Faz-se a distinção apenas para efeito didático. a figura do contribuinte de fato torna-se importante na hipótese de repetição de indébito. como o Imposto de Renda. Pessoais são os impostos que. Contrapondo-se aos impostos pessoais. inclusive ICMS e ISS Entretanto. A restituição de tributos que comportem. embora prestigiado pelo Judiciário. por força da previsão contida no art. unicamente.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. exemplo primeiro da espécie. 166. temos os impostos reais. sem cogitar das condições pessoais do contribuinte.

conforme o valor da matéria tributável. não tendo. Art. por exemplo. o Imposto sobre Serviços pago pelo profissional autônomo. cumulativamente. se aqueles não forem divididos em Municípios. como. 18. os atribuídos a estes. novos impostos foram criados. pela Constituição de 1988. I. com a Emenda Constitucional 1/69. tem-se o ICMS. COMENTÁRIOS 6 . Outros tantos deixaram de existir. nenhuma pertinência na atualidade. enquanto outros foram fundidos. Os impostos componentes do sistema tributário nacional são exclusivamente os que constam deste Título. II . além de ter sido a União contemplada com a competência residual (art. Compete: I . da CF). cumulativamente. Assim. portanto. o IOF etc. 154. nos Territórios Federais. com as competências e limitações nele previstas.ao Distrito Federal e aos Estados não divididos em Municípios instituir.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Art. quando. Por fim. já sob a égide da CF de 67. COMENTÁRIOS Trata-se de dispositivo parcialmente superado. inclusive ICMS e ISS Fixos são os impostos cujo montante é estabelecido em quantidade certa. É o que ocorre em relação ao Imposto de Renda. Proporcionais são os impostos cuja alíquota observa sempre o valor da matéria tributária para atribuir um percentual. os impostos progressivos são os cuja alíquota é estabelecida em percentagens variáveis.à União instituir. artigo por artigo. 17. os impostos atribuídos aos Estados e. os impostos atribuídos aos Estados e aos Municípios.

Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores .IOF. e o Imposto sobre Transmissão Causa Mortins e Doações . levou em consideração a natureza do fato sobre o qual incidem as exações. do Distrito Federal e dos Municípios. O elenco é enriquecido com a competência residual. Os impostos nominados estão divididos entre os entes estatais. contida nos incisos I e II do art. o Imposto sobre Operações Financeiras. Imposto sobre Operações de Crédito. os entes integrantes da Federação. Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação . sendo federais o Imposto de Renda. inclusive ICMS e ISS Dentre as classificações de impostos. artigo por artigo. o Imposto sobre Produtos Industrializados. 2.IPTU.IPVA. 3.ICMS. diferentemente do CTN que. Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural . 153. a que apresenta maior simetria com a Constituição é a que os examina sob a ótica da competência impositiva da União.ISS.ITCMD. ao dividir os impostos.ITBI. Imposto de Renda . ou o critério econômico. Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis e de Direitos a eles relativos . Patrimônio e renda: Imposto sobre a Propriedade Territorial . agrupando-os da seguinte forma: 1. só passíveis de cobrança na iminência de guerra externa. dos Estados. Imposto sobre as Grandes Fortunas.ITR.ITR. Produção e circulação: Imposto sobre Produtos Industrializados . Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana . 155 e 156.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Comércio exterior: Imposto de Importação e Exportação. 154 da CF e com os impostos extraordinários. Temos a divisão de competência estabelecida constitucionalmente nos arts.IR. os Impostos de 7 .IPI. e o Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza . Câmbio e Seguro ou relativas a Títulos ou Valores Mobiliários .

de caráter provisório. de competência dos Estados. Da competência estadual são o Imposto sobre operações relativas à Circulação de Mercadorias. o Imposto sobre a Transmissão Causa Mortis e o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores. artigo por artigo. de competência dos Estados. de competência dos Estados. Por fim.CPMF. Acrescente-se a este rol a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira . Os impostos extraordinários são virtuais e constitucionalmente autorizados em caso de guerra e sobre bases já tributadas por outros impostos. o Imposto sobre Grandes Fortunas. fuga de capitais. Sob a égide da Constituição Federal de 1988. absorve os três impostos especiais (energia elétrica. a CPMF. o qual serve para o governo federal direcionar a fiscalização quanto à geração de rendas.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza. Surgiu o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores. ingresso de capitais no País e lavagem de dinheiro: É um imposto que tem nítido caráter extrafiscal. combustíveis e lubrificantes e minerais) e os impostos sobre serviços de transporte e comunicações. o ICMS. e instituiu-se o Imposto sobre Movimentações Financeiras. e que açambarcou as doações e também a transmissão de quaisquer outros bens e direitos que não os imóveis. 8 . na esfera municipal temos o Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana. o Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural. Outra significativa alteração foi a ampliação do fato gerador do Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis Causa Mortis. inclusive ICMS e ISS Importação e Exportação. Imposto sobre a Transmissão Inter Vivos. típico Imposto sobre Movimentações Financeiras.

sobre a importação de produtos estrangeiros tem como fato gerador a entrada destes no território nacional. referia-se à Tarifa Alfandegária como termo que abrange os dois impostos do Comércio Exterior: importação e exportação. Alfandegária. alíquota e não espécie tributária.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. artigo por artigo. no art. De impropriedade flagrante. 153. COMENTÁRIOS A primeira abordagem que se faz em relação ao Imposto de Importação é quanto ao seu nomen juris. Aduaneiros ou Direitos Alfandegários. inclusive ICMS e ISS O CTN traz a previsão no art. Capítulo II IMPOSTOS SOBRE O COMÉRCIO EXTERIOR Seção I Imposto sobre a importação Art. 9 . Embora esteja nominado na Constituição Federal e no Código Tributário Nacional como como Tarifa Imposto de Importação. “Tarifa” significa lista de preços. Tarifa são comuns Direitos denominações Aduaneira. Registre-se que as expressões indicadas também servem para nominar o Imposto de Exportação. A Constituição Federal de 1967. 19. de competência da União. ao tempo em que usa a nomenclatura “tarifa” como sinônima de “imposto”. valor. 76. O imposto. os nomes vulgares acabam por prestigiar a repartição fiscal. § 29. com a Emenda Constitucional nº 1/69. batizando o imposto com o nome do espaço físico reservado à fiscalização.

Considerado um dos mais antigos impostos do mundo. 153 da CF. As alíquotas são aumentadas quando se deseja diminuir as exportações e diminuídas quando. o tributo de que se cuida é utilizado para corrigir distorções socioeconômicas nacionais. sem o rigor imposto pelo princípio da anterioridade. destinado à proteção dos produtos nacionais. dificilmente. ao manejar as alíquotas majorantes. Como instrumento de política econômica. ao incremento de soluções na área do comércio exterior. O objetivo político é propiciar a condução de recursos e surgimento de empreendimentos para áreas que. não é absoluto o poder de majoração. não poderia o Imposto de Importação sofrer as duras limitações das demais exações. presta-se para atender às oscilações do mercado internacional. respeitado o 10 . art. eis que o Executivo.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Trata-se de imposto com objetivos de política econômica. do câmbio e do balanço de pagamento. artigo por artigo. politicamente. o disposto no § 1° do art. socorrendo determinada área. despertariam maior interesse econômico. naturalmente. Como instrumento político. tem como principal característica a extrafiscalidade. Entretanto. CF). 150. a abertura do comércio exterior. A flexibilidade das alíquotas faz com que a legislação tributária do imposto em comento entre em vigor imediatamente. Daí a liberação de sua majoração. tendo secundário significado como fonte de receita. há previsão constitucional expressa (§ 1°. Por vezes. ao contrário. como ocorre com a criação de zonas de livre comércio ou zonas francas. inclusive ICMS e ISS Características. Neste sentido. Neste sentido. é aconselhável. está adstrito aos limites mínimo e máximo estabelecidos em lei.

utilizando-o como passagem. Não basta o ingresso do produto estrangeiro no território nacional para que se dê a incidência. em linguagem vulgar. mas esta situação fática deve estar atrelada a uma situação jurídica. similares aos nacionais etc. por exemplo. pode ele eleger um acontecimento econômico. um fato material ou um negócio jurídico. Fato gerador.vinda do estrangeiro. É o que se denomina. não supérfluos. É seletivo porque a incidência tributária observa a qualidade de cada um dos bens. porque. se para este País não se destina. apenas. pois a carga tributária tende a ser suportada por terceiro. Com efeito. uma mercadoria pode ingressar no Brasil e não ocorrer o fato gerador. o Imposto de Importação é um tributo indireto. O certo é que o fato gerador do Imposto de Importação é instantâneo.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 19 do CTN não define com perfeição o fato gerador do imposto em comento. anteceda à ocorrência do fato gerador. de “imposto por dentro”. com ânimo de ser internada no País. não havendo definição quanto ao específico momento de sua realização. ou seja. escolheu o legislador uma situação fática . Como a hipótese de incidência é livremente escolhida pelo legislador. classificando-os como supérfluos.entrada de mercadoria no território nacional -. Quanto ao imposto em análise. sem destaque formal. muito embora não ocorra a transferência de forma clara e objetiva. O art. inclusive ICMS e ISS princípio da irretroatividade. porque não basta a ocorrência do fato ali indicado para que se tenha o fato imponível. artigo por artigo. 11 . Além da extrafiscalidade. o ônus pelo tributo gerado se integra ao preço.

Se a mercadoria adentrar-se sem que esteja acompanhada do documento que a identifica. exige-se que a leitura do art. 12 . O tempo é a entrega da declaração ou do manifesto. o decreto-lei define o elemento temporal. em razão da escolha da legislação que deve reger a espécie. A entrada é considerada como território aduaneiro. exige-se a declaração de importação para o despacho aduaneiro (art. nas palavras do Min. enquanto o CTN define o elemento material. sabendo-se que não está ela sujeita ao princípio da anterioridade. o simples ingresso da mercadoria.momento da entrada. É. tem-se como completado o fato gerador do imposto (art. muitas vezes já descarregada do navio ou aeronave. 23). 19 do CTN seja feita em conjugação com os arts. Conseqüentemente.e outro temporal . para delimitar-se a hipótese de incidência. tem-se como ilícita a operação. e com procedimento de desembaraço já iniciado. Adhemar Maciel. em depósito na zona primária. “o reconhecimento de fato jurídico já ocorrido”. o fato gerador em exame exige um elemento espacial . Tendo aplicação imediata a lei que majora a alíquota do imposto. 44). 23 e 44 do Decreto-lei 37/66. no qual é dito qual a mercadoria importada. quando se tratar de mercadoria despachada para consumo.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. artigo por artigo. ao reportar-se ao fato gerador do imposto. inclusive ICMS e ISS Contudo. é preciso recorrer ao Dec. É de suma importância a determinação do momento em que ocorre o fato gerador do Imposto de Importação. vem a sofrer os efeitos de uma majoração do imposto.território nacional . porque. Como visto. diz que. E.-lei 37/66. O diploma em referência. entregue a declaração.

-lei 37/66 é o texto básico do Imposto de Importação. com a fixação de pautas de valor mínimo. os que pugnam pela imutabilidade da lei de regência. A variação de alíquota pelo Executivo. 23 do Dec. O STF. dando literal interpretação ao art. diante de um aumento exacerbado e imprevisível da alíquota. 19 do CTN. O entendimento é técnico. O Dec. 13 . é muitas vezes utilizada para evitar o dumping. de 18.-lei 37. em nome da segurança jurídica. a partir do Supremo Tribunal Federal. o que faz ter o imposto objetivo político. exigindo-se que sejam elas acompanhadas de motivação expressa. vem sendo seguido pelos Tribunais. rechaçam o entendimento jurisprudencial. a fim de evitar o arbítrio. vem entendendo que o simples ingresso do bem não obsta à aplicação da lei de majoração.11. incidindo a lei nova se ainda não foi expedida a declaração ou manifesto. inclusive ICMS e ISS O Poder Judiciário.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. a partir da expedição da guia de importação. Daí os preços de referência. 19 do Código Tributário Nacional a disposição do art. harmonizando os preços do mercado interno com o externo. sem repercussão quanto ao fato gerador. JURISPRUDÊNCIA “É compatível com o art. constantes das resoluções do Conselho de Política Aduaneira. ainda.1966” (TFR -Súmula 4). Há. mas traz alguns problemas de ordem econômica para o importador. artigo por artigo. Vozes autorizadas. tem entendido que a expedição de guia é um mero expediente burocrático. em reiterados precedentes.

23 do Dec. Inexistência de contradição ou antinomia entre a norma genérica do art.-lei 37/66. Incidência. a ocorrência do fato gerador. Resolução do CPA. de 27.rel. Cordeiro Guerra. DJU 29.02.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Min.09. Pelo que dispõe o art.09. Compatibilidade do art. O fisco tem o direito de alterar a alíquota dentro dos limites legais (Constituição [1967 c/c EC nº 1/69]. Código Tributário Nacional. o fato gerador do Imposto de Importação é a entrada. RE 94167/RJ.1981. Recurso extraordinário provido para cassar a segurança concedida ao importador pela Justiça Federal de São Paulo e pelo Tribunal Federal de Recursos (STF. 05. Assim.1995 [revogado pelo Dec. porém a complementam para tornar precisa. Imposto de Importação. 1ª T. I).1981). da mercadoria importada. Imposto de Importação. 4. ao fixar pauta de valor mínimo. 06. Majoração de alíquota. Antonio Neder. no espaço.471.05. j.02. Agravo regimental em recurso extraordinário. Momento da ocorrência do fato gerador. Entrada de mercadoria importada no território nacional em data posterior à vigência do Dec. j.03.-lei37/66 com o art. 19 do CTN e a norma específica do art. tal imposto deve ser calculado na consideração da alíquota vigorante no dia desse fato.1978. inclusive ICMS e ISS 1.1981). artigo por artigo. 05. no tempo e na circunstância. 19 do Código Tributário Nacional. RE 91337/SP. no território nacional. Improcedência do argumento de que o contribuinte adquiriu o direito de calcular o imposto na consideração da alíquota vigorante no dia em que foi expedida sobredita guia. 2. Pleno. 19 do Código Tributário Nacional. 21. 3. 1ª T. DJU 22.05. em se tratando de mercadoria despachada para consumo. Min. rel. tendo em vista o fato gerador do tributo. Incidência do imposto com a alíquota majorada. j.1980.1995]. Precedentes do STF. Constitucional. Jurisprudência do Supremo Tribunal Federal em dissídio com a decisão recorrida. art. 19. 2. Tributário. art. Recurso extraordinário conhecido pelo segundo fundamento e provido (STF.. Recurso extraordinário conhecido mas não provido (STF. 1.1978). Dec. 23 do Dec. Necessidade de sua motivação.04. 1. Constitucionalidade do diploma legal editado pelo Poder Executivo Federal. 5. rel. de 29.. e não no dia em que foi expedida a guia de importação. 1. Min. Fato gerador. e o condicionamento de indeclináveis providências de ordem fiscal. Fato gerador. DJU 20. Imposto de Importação.-lei 37/66 (compatibilização). Soares Muñoz. Matéria dirimida pelo Pleno deste 14 .427. Mercadoria despachada para consumo. não a desfiguram nem contraditam. RE 72874/SP . posto que a caracterização de um necessário momento naquela não previsto.

Na importação de mercadorias para consumo. Decreto 1. 1.lei 37/66. Divergência pretoriana que não se acha demonstrada. rel. da mercadoria importada. 19. Discussão a respeito de o importador haver adquirido o direito de pagar tal imposto mediante aplicação de alíquota mais favorável. j. ou quando do desembarque da mercadoria. Dec. p. RE 77604/SP rel. Tributário.716). conforme orientação do Pretório Excelso sobre o tema (RE 225. No caso de importação de mercadoria despachada para consumo. CTN.05. 1427/95. CTN. 1. 150. Majoração de alíquota.427/95 [revogado pelo Dec. Imposto de Importação. Agravo regimental não provido (STF. AGRRE 252008/SP rel.2001). Mercadoria para uso próprio. 1. a. Carlos Velloso). Precedentes.04. 18. art. Humberto Gomes de Barros.602. o fato gerador ocorre no momento do registro da declaração de importação na repartição aduaneira. Recurso extraordinário a que o STF nega conhecimento (STF. rel. DJU 16. Momento do fato gerador.08. O fato gerador do Imposto de Importação é a entrada. 2ª T. Fato gerador. 1. 19. art. Dec. Precedentes do STJ e TFR (STJ. III. Mercadoria despachada para consumo. Imposto de Importação. artigo por artigo. Súmula 4/TFR. consuma-se na data do registro da declaração de importação. §1°. sendo irrelevante o regime fiscal vigente na data da emissão da guia de importação. no território nacional. 3. 25).05. Violação a preceitos da lei processual civil não configurada. 4. 03. Momento do fato gerador. DJU 25. 1ª T. Desinfluente a data da expedição da guia de importação para concretização do fato gerador. CF. 23). p.06. Guia para importação. de 27. Imposto de Importação. e 153.1998. Antônio Neder. Legitimidade e constitucionalidade decretadas pelo STF. Min. 5. Alíquota aplicável. Min. 2. REsp 205013/SP rel.06. examinando todas as alegações suscitadas na apelação. necessárias ao deslinde da controvérsia.2000. Min. arts.-lei 37/66.1981.1998. Processual civil e tributário.471.1981.. Francisco Peçanha Martins. 19 do CTN e o Dec. o fato gerador. Tributário. DJU 12. Dec. 1. Inexiste incompatibilidade entre o art..2001).06. 2ª T.490/95. Recurso especial não conhecido (STJ. Improcedência do argumento. j. decide a lide de forma contrária àquela desejada pelo recorrente. 08.1995]. Compatibilidade. Maurício Corrêa.-lei 37/66 (art. para o Imposto de Importação.471/95]. 19 e Dec.02. 1..2001. 1ª T. Min.08. 23. O 15 . Não há que se falar em nulidade de acórdão que. j. este revogado pelo Dec. Min. j.391/95 [alterado pelo Dec.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. art.. DJU 17. inclusive ICMS e ISS Tribunal. REsp 121617/PR.

2001. 41.. parágrafo único. presumida a ausência de responsabilidade do transportador. O desembaraço aduaneiro completa a importação e. 23 do Dec. III.471/95] e 1. 06.06.2000). j.-lei 37. Ocorrência do fato gerador. Multifários precedentes.05. Imposto de Importação. nos termos do entendimento firmado pelo Pretório Excelso.-lei 37/66. 1. Min. DJU 05.-lei 37/66. Compatibilidade. j. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. Imposto de Importação. este revogado pelo Dec.-lei 37/66 e o art. 2ª T. Recurso especial provido. 1° e 23 do Dec. j. 2. parágrafo único. 143). 19 do Código Tributário Nacional e arts. Alíquota aplicável.-lei 37/66. nos casos de mercadoria importada a granel sob regime de isenção.05. à espécie.03. p. Não há qualquer incompatibilidade entre o art. Recurso especial conhecido e provido (STJ. inclusive ICMS e ISS contribuinte não tem direito ao regime fiscal vigente na data da emissão da guia referenciada. não responde este pelo pagamento do Imposto de Importação face à inexistente previsão legal para tanto . 08.. REsp 185418/SP.2000.427/95.2001. Ocorrendo quebra ou perda inferior a 5% (cinco por cento). rel.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 2. Imposto de Importação. Tributário.02. de 1966. REsp 130230/PR. Tributário. Fato gerador. 23 do Dec. Precedentes do STJ e STF.09.471/95].-lei 37/66. Compatibilidade. A política de comércio exterior orienta o aumento ou redução da alíquota aplicável na concretização do fato gerador. A alíquota do Imposto de Importação é a vigente no dia do registro alfandegário para o desembaraço e entrada da mercadoria no território nacional. Franciulli Netto. Decisão unânime (STJ. conseqüentemente. arts. rel. 23. Milton Luiz Pereira. Mercadoria importada a granel. para efeitos fiscais. Min. e o art. 1ª T. representa a entrada no território nacional da mercadoria. 19 do CTN.427/95 [revogado pelo Dec. 1. os preceitos dos arts. e 60. 1. 09. 41. Quebra inferior ao limite técnico permitido de 5% (cinco por cento). Mercadoria isenta. do Dec. 23 do Dec.Inaplicáveis. Dec.1998.391/95 [alterado pelo Dec. e 60. Quem promove a importação de mercadoria sem ter a guia de importação sujeita-se ao regime legal vigente na data em que a obtém.277/MG. art. 19 e Dec. Compatibilidade entre o art. Min. Responsabilidade tributária. rel. nos termos do art. Súmula 4 do Tribunal Federal de Recursos. artigo por artigo. Ari Pargendler. Decs. Tributário. Necessidade de fixação de critério temporal para que se complete. CTN. 1. Isenção. III. 2ª T. art. REsp 78. Inversão da sucumbência. Não obstante o fato gerador do Imposto de 16 . 19 do Código Tributário Nacional. Fato gerador. 3. DJU 19.. Art. Recurso sem provimento (STJ. Recurso especial não conhecido.-lei 37/66.2001). DJU 28. 1.

427/95 [revogado pelo Dec.05. DJU 02. 1° do Dec..717). Min.09. Fato gerador complexivo e continuado.1999. 1. AMS 96. A alíquota incidente sobre as importações de mercadorias despachadas para consumo é definida pela norma vigente no momento da efetivação do registro da declaração de importação na repartição alfandegária. 19 do CTN/66. 1. Momento definidor da obrigação tributária ocorre com a entrada da mercadoria no território 17 .. DJU 03.-lei 37/66. 05. considera-se ocorrido o fato gerador na data do registro. Imposto de importação. Tributário. DJU 09. Dec. Assim. Juiz Teori Albino Zavascki. 23 do Dec. REsp 203815/RJ. p. quando se tratar de mercadoria despachada para consumo. Porém.471/95]. inclusive ICMS e ISS Importação se dê com a entrada da mercadoria estrangeira em território nacional.. 52.-lei 37/66).-lei 37/66 [este artigo possui redação alterada pela Dec.1997. 2ª T. 1. Assim. de 29. embora o fato gerador do tributo se dê com a entrada da mercadoria em território nacional.06.-lei 2. Recurso especial a que se dá provimento.472/88].471/95].1999). j. o imposto sobre a importação de produtos estrangeiros tem como fato gerador a entrada destes no território nacional (art. 288). 1. José Delgado.1995. Fato gerador. 1.07. Majoração de alíquota. Juíza Valéria Albuquerque. na repartição aduaneira. da declaração de importação (art. j. artigo por artigo. Nos termos do art. nos termos precisos do parágrafo único do art. 25. é devida a alíquota do Imposto de Importação prevista no Dec.1996.427/95 [revogado pelo Dec.1997. rel..09084. Imposto de importação. ‘com a entrada no território nacional da mercadoria que contar como tendo sido importada e cuja falta seja apurada pela autoridade aduaneira’. Impetrante que pretende eximir-se de aumento de alíquota do Imposto de Importação incidente sobre trigo em grão. 4ª T. rel. torna-se necessária a ‘fixação de um critério temporal a que se atribua a exatidão e certeza para se completar o inteiro desenho do fato gerador’.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 04. rel. Tributário. Tributário. Inversão do ônus da sucumbência (STJ. j.06.03.08. 2. Mandado de segurança. 3. p.0201428-8/RJ. Procedente dos Estados Unidos da América. ele apenas se aperfeiçoa como registro da Declaração de Importação no caso de regime comum e. inclusive em relação às importações já em curso e cujas guias não estavam registradas na repartição aduaneira na data de sua entrada em vigor (TRF-4ª R.1997. do embarque do bem estrangeiro e do ingresso do mesmo no território nacional (TRF-2ª R.01. AMS 96. Dec.. Alteração de alíquota. 1ª T. Incidência sobre importação de veículo já embarcado. 19 do CTN/66). descascado. Irrelevantes as datas da celebração do contrato de compra e venda.

rel.1997. rel. a chegada da mercadoria ao país e o momento de seu desembaraço aduaneiro. Majoração de alíquota.. a.07. Constitucional.. 23 do Dec. O produto importado estará sujeito ao pagamento do imposto respectivo pela alíquota vigente no momento da ocorrência do fato gerador. Fato gerador do Imposto de Importação de mercadoria despachada para consumo considera-se ocorrido na data do registro. j. porque a esta não tem direito o importador enquanto não concretizado o fato gerador.. tanto que a Constituição Federal. 150. p. art. 1° . j.1997. 1. 1. DJU 29.427/95 [revogado pelo Dec. Tributário. alterar as alíquotas dos impostos enumerados nos incisos I..entrada da mercadoria no território nacional . II.06. atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei.09. no art.471/95 ].09004-1/SP. 150. 64). art. III.11. Alíquota. 2ª T. II. Min. DJU 03. da declaração apresentada pelo importador (art.427/95 [revogado pelo Dec. § 1°). Recurso improvido (TRF. 3. o decreto que alterou as alíquotas é anterior ao fato 18 .2ª R. 25. rel. É inquestionável o caráter nitidamente extrafiscal do Imposto de Importação. 1. 153. 2. CF. IV e V. p. p.1997. 4ª T. os quais são excepcionados da regra da anterioridade (Constituição Federal. inclusive ICMS e ISS nacional (art. na repartição aduaneira competente. j.2006. Juiz Homar Cais.04.1997. Possibilidade. 1. Eros Grau. é que a lei que institua ou majore tributos seja anterior ao fato gerador. No caso. Imposto de Importação.for posterior à vigência do diploma legal. 101698). Imposto de importação. 1. MAS 96.03. Fato gerador.2006. DJU 25. se o fato gerador do imposto . A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal fixou entendimento segundo o qual é aplicável a majoração de alíquota prevista no Dec. pela relevância econômica da relação jurídica com reflexos na política cambial e no comércio exterior do País. Agravo regimental a que se nega provimento (STF. Dec.0213217-0/RJ. que é prévio ato administrativo. I. 19 do CTN). faculta ao Poder Executivo. Precedente do STF. Alteração de alíquota. 2ª T. RE-AgR 441537/ES. Imposto de Importação. no § 1° do art. Agravo regimental no recurso extraordinário. 21 do CTN).09. O que a Constituição exige. Tributário. 51). e não a partir da emissão de guia de importação. AMS 93. não constituindo fato gerador de tributo..Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 150. a.471/95]. Precedentes.-lei 37/66). Mantida a decisão monocrática. III. Juiz Alberto Nogueira. Se a política de comércio exterior impõe que se aumente ou reduza o valor de alíquota entre a importação. É facultado ao Poder Executivo alterar as alíquotas (art. 05. artigo por artigo. Apelação não provida (TRF-3ª R. não se pode invocar o princípio da segurança jurídica como respaldo a invocado direito ao pagamento de alíquota menor.

2005. 1. na importação de mercadorias. 1. REsp 139658/PR.471/95]. 2ª T. DJ 11. Tributário. Momento ao fato gerador. 2.2002. considera-se ocorrido o fato gerador na data do registro. Incidência do imposto com a alíquota majorada. rel. ICMS.1980. Recurso especial provido (STJ. p. Fato gerador. Maurício Corrêa. Min. Agravo regimental em recurso extraordinário. 19).02. 08. Francisco Peçanha Martins. Majoração de alíquota. rel. Entrada de mercadoria importada no território nacional em data posterior à vigência do Dec. 1. O fato gerador do ICMS.1999. manifestou-se. José Delgado. Milton Luiz Pereira. RE 91.379/PE. 2. DJ 25. 137). da declaração apresentada pelo importador (Dec.07. 44).2007. ‘No caso de importação de mercadoria despachada para consumo. p. Humberto Gomes de Barros. art. Fato gerador. DJ 05. Min..2000. Imposto de Importação.2002.02. em 06. DJ 28.09. AI-AgR 420993/PR. DJ 17. rel.427.08. DJU 16. Ocorrência. rel. E ainda: ‘Imposto de Importação. 31. in verbis: ‘O imposto de importação tem como fato gerador a entrada de produtos estrangeiros no território (CTN-66. para o imposto de importação. Tributário. rel.2001. rel.. 23 c/c art. ocorre no momento do desembaraço aduaneiro.02. EDcl no AgRg no REsp 170163/SP. rel. DJU 26. Variação cambial.2007. Min. Agravo não provido (STF. Importação. sendo irrelevante.11.02. a data da celebração do contrato de compra e venda ou a do embarque ou a do ingresso no país de mercadoria importada’. o fato gerador. em se tratando de mercadoria 19 . Tratando-se de mercadoria despachada para consumo.p. Constitucionalidade do diploma legal editado pelo Poder Executivo Federal.05. Min. na repartição competente.10. 2ª T. DJU 01.117/PE. 2ª T. j.05. j. rel. art. Min.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 06.08. a jurisprudência do Supremo Tribunal no sentido de que. artigo por artigo. de 29 de março de 1995 [revogado pelo Dec.06. Min. 57). RE-AgR 252008/SP. Agravo regimental não provido (STF. tendo em vista o fato gerador do tributo. no julgamento da ADIn 1293/DF. Min.-lei 37/66. Tributário. Fixou-se em Plenário. João Otávio de Noronha. Nessa linha de pensamento exteriorizaram em diversos arestos as Cortes Superiores: o Supremo Tribunal Federal que. 1. Francisco Peçanha Martins. j.2001.2001. REsp 552852/PE. Min. consuma-se na data do registro da declaração de importação’ (REsp 313. Constitucional. Imposto de Importação. Min. para esse efeito específico. Matéria dirimida pelo Pleno deste Tribunal. Eliana Calmon. Desembaraço aduaneiro. 1. DJ 09. III.2005. 2. REsp 213909/PR.2003). rel.. Incidência.3378/SP. REsp 205013/SP. Precedentes: RESP 250.571). inclusive ICMS e ISS gerador do Imposto de Importação. Carlos Velloso.

06. Território nacional. Cordeiro Guerra. Embargos conhecidos. Tributário.08. 260). 19 do Código Tributário Nacional na importação de bens de capital . 3. 19 do CTN e o Dec. DJ 05. DJ 09.1980. Momento da ocorrência. 1. Min.-lei 37/66 e o art. no sentido de que o fato gerador do Imposto de Importação ocorre com o registro da declaração de importação na repartição aduaneira. da declaração de importação.2002). A regra geral prevista nos arts.o fato gerador do Imposto de Importação ocorre na 20 . o qual é compatível com o art. rel.602.-lei 37/66. DJ 18.2002).309-2/SP. considera-se ocorrido o fato gerador do Imposto de Importação a data do registro na repartição aduaneira da declaração feita para fins de desembaraço aduaneiro. o fato gerador ocorre na data do registro. Seguindo essa mesma linha de orientação. Prevalece a regra geral insculpida no art. DJ 25.-lei 37/66 dispõem que o imposto de importação tem como fato gerador a entrada da mercadoria de procedência estrangeira no território nacional. consoante o disposto no art.04. artigo por artigo. rel. ‘O STF já proclamou inexistir incompatibilidade do art.-lei 37/66.-lei 37/66. 19 do CTN’ (EAREsp 170163/Eliana Calmon. consuma-se na data do registro da declaração de importação.09. Fato gerador. para consumo próprio. p. Na importação de produtos do exterior. STF. 3. 23 do Dec.2001). o fato gerador. para o Imposto de Importação. DJU 14. Imposto de Importação.-lei 37/66. 19 do Código Tributário Nacional com o art. inclusive ICMS e ISS despachada para consumo. Pleno. o fato gerador ocorre no momento do registro da declaração de importação na repartição aduaneira. o fato gerador ocorre no momento do registro da declaração de importação na repartição aduaneira. aplicando-se a alíquota vigente na época’ (REsp 250379/Peçanha Martins. conforme orientação do Pretório Excelso sobre o tema (RE 225. Entrada. sendo irrelevante o regime fiscal vigente na data da emissão da guia de importação. 12. porém rejeitados’ (ERE 91.1980. 2. Recurso especial provido (STJ. 19 do Código Tributário Nacional e 1° do Dec.2006. 23 e 24 do Dec. o STJ assim tem se pronunciado: ‘No caso de importação de mercadoria despachada para consumo. e: ‘Na importação de mercadorias para consumo..-lei 37/66. 19 do CTN e o art. 23 do Dec. Bens de capital. na repartição competente. 23 do Dec. p. Min. Luiz Fux. Quando se tratar de mercadoria destinada ao consumo. 23 do Dec. REsp 670658/RN.2005. rel. 2. Carlos Velloso)’ (REsp 205013/Peçanha Martins. Precedentes. Compatibilidade do art. Precedentes do STJ e STF’ (REsp 121617/Humberto).Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 23.09.566). 19 do Código Tributário Nacional. Inexiste incompabilidade entre o art.03.08. j. inexistindo incompatibilidade entre o art. ou quando do desembarque da mercadoria. Ausência de incompatibilidade entre o art. ‘Jurisprudência pacífica do STJ. 1ª T. 19 do CTN com os arts. Fato gerador. Min.

portanto deve ser aplicada a alíquota prevista em seu bojo. Min. 08.2005. Min. 23 do Dec.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. p. do CTN. Fato gerador do Imposto Sobre Importação: momento da entrada da mercadoria no território brasileiro.2003. 2. 1. 2ª T. 232). 2ª T.11. Decs.427/95. p. j. As Declarações de Trânsito Aduaneiro anexadas aos autos provam que as mercadorias foram introduzidas no Brasil.2004. Recurso especial conhecido e provido (STJ. Precedentes do STJ e STF (STJ. Apelação e remessa oficial providas. DJU 17. 3. Humberto Gomes de Barros. rel. artigo por artigo. Ocorrência. Tributário. Abandono.11.Fato gerador. Veículos automotores. Portarias 73/91 e 938/91. Recurso especial improvido (STJ. Min. DJU 01. 03.2004. 2.2005. REsp 328835/SC. 236). rel. 1.08. Castro Meira. 202).391/95 e 1.1. 2. Ausência de registro por decurso do prazo. Imposto de Importação. DJU 14.2003. O lançamento fiscal. 3. Tributário e processual civil. Castro Meira. Tributário. 1ª T. Na hipótese. o desembaraço ocorreu na vigência do Dec. I. AgRg no REsp 49697/RJ. Mercadoria despachada para consumo. 4. j. 03. 2ª T. em relação ao fato gerador.11.2005. Art. Imposto de Importação. j. A preliminar de ausência de prova da recusa da repartição fazendária em proceder ao registro 21 .. 1. O fato gerador do Imposto de Importação perfectibiliza-se com o desembaraço aduaneiro. consuma-se na data do registro da declaração de importação. Castro Meira. Imposto de Importação.atual denominação da guia de importação . 1471/95] . j. Min. 1. O fato gerador do imposto de importação é a data da entrada da mercadoria no território nacional e não a data da emissão da guia de importação. REsp 157162/SP rel. 116. Assim. Desembaraço aduaneiro. o qual se inicia com o registro da declaração de importação. o fato gerador. 366). 21. é regido pela lei vigente à época.-lei 37/66.05.não gera ato jurídico perfeito ou direito adquirido à aplicação da alíquota vigente ao tempo de sua emissão. REsp 313117/PE. 4.10.06. deve ser rejeitada a preliminar de ausência de prova pré-constituída quanto à data de introdução das mercadorias no Brasil... No caso de importação de mercadoria despachada para consumo. p. rel. Agravo regimental improvido (STJ. 19 do CTN c/c art. Preliminares rejeitadas.2005.. DJU 30. A declaração de importação . para o Imposto de Importação. p. Tributário. Momento do fato gerador.427/95 [revogados pelo Dec. Registro da declaração de importação: art.08. inclusive ICMS e ISS entrada dos produtos estrangeiros no território nacional.

23 do Dec.364188/MG. 7ª T. rel. 23 do Dec.01. DJU 17. Apelação improvida (TRF-1ª R.rel.2006.. Não havendo. AMS 96. AMS 1999. DJU 29. 3ª T. que é aquela vigente na data de seu ingresso no país. Guia de importação 1. Descabida nova cobrança do imposto. Desembaraço.01. 19 do CTN.2006. Dec. 4. 3. 2ª T. sendo irrelevante a sua data para fixação da alíquota do Imposto de Importação.04. 4.543/2002]). O fato gerador do imposto de importação ocorre com a entrada da mercadoria em território nacional. ocorrido no momento do registro da Declaração de Importação na repartição aduaneira. nos termos do art. Precedentes deste Tribunal e do STF. combinado com o art. Juiz Miguel Ângelo de Alvarenga Lopes j. 49). j. donde não se justificar que o contribuinte recolha novamente o imposto e em outro momento peça a sua restituição (TRF-3ª R. O Pleno do STF pacíficou a matéria no sentido da compatibilidade da regra do art. inclusive ICMS e ISS da declaração de importação confunde-se com o mérito.2004. Fato gerador. rel. já que tal circunstância constou em declaração complementar. Mercadorias que embarcaram em outro navio e em outra data.-lei 37/66 com o art.. 22. Registro da Declaração de Importação.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. p. em 24. Tributário. início do despacho. Tributário. O impetrante inviabilizou o registro da Declaração de Importação. Imposto de Importação.01.030/85 [revogado pelo Dec. 2.01. o registro não é mais possível e a mercadoria é considerada abandonada. sendo considerado o fato gerador do Imposto de Importação a entrada da mercadoria no território brasileiro. p.-lei 37/66 com o art. que se dá com o registro da Declaração de Importação na repartição aduaneira.. do CTN). A guia de importação somente autoriza a entrada de mercadoria no Território Nacional. 571). Declaração de Importação.2006. Juiz Roberto Jeuken. j. não importando se as mercadorias desembarcaram no mesmo navio e na mesma data. 24. 3.099427-9/MG. O fato gerador do Imposto de Importação ocorre no momento do registro da declaração de importação. Compatibilidade do art. Recolhimento integral do imposto. durante esse prazo. 461. donde surgir ao importador a necessidade de recolher aos cofres públicos o montante respectivo.12.11. 19 do Código Tributário Nacional. 116.04.. 54). Imposto de Importação. sendo este o momento considerado como ocorrido o fato gerador (art.05.2007. I.2003. 03. DJU 12. Peças liberadas pelo relator.. 22 . Apelação e remessa oficial providas. artigo por artigo.-lei 37/66. Alíquota. ficando inalterado o aspecto temporal do fato gerador do imposto. p. 91.2006.00. para publicação do acórdão (TRF-1ª R. AMS 36375/SP. Juiz Luciano Tolentino. 19 do CTN. 5.. 23 do Dec. 6. pois deixou transcorrer o prazo para dar início ao despacho aduaneiro (art.

Imposto de Importação. 4. Dec. para fins tributários. do Dec.07. 19 do Código Tributário Nacional. 1. III.-lei 37/66. Tratando-se de mercadoria destinada a consumo. Anulatória de débito fiscal.-lei 37/66. Inversão do ônus da sucumbência (TRF-3ª R. do produto estrangeiro. o qual inicia o procedimento de desembaraço aduaneiro. a hipótese de incidência do Imposto sobre Importação traduzse na chegada.. 19 do CTN. DJU 21. Art. 23. Incidência do art. 23 do Dec. 4. DJU 10. como momento de aperfeiçoamento da obrigação tributária do imposto incidente sobre mercadorias despachadas para consumo. Imposto de Importação. REOMS 187700/SP. Aspecto temporal do fato gerador do tributo. a teor do art.-lei 37/66. 6. 19. p. Imposto Sobre Importação. Na importação de mercadorias despachadas para consumo.. Constatado que o registro foi providenciado antes do advento do diploma que aumentou a alíquota do Imposto de Importação.2006. 07. Alteração de alíquota.-lei 37/66. o registro da declaração de importação. O art. Juíza Cecília Marcondes j. nos autos. Direito adquirido. 1. Arts. Dec. consubstanciado no auto de infração atacado. 3. AC 22632/SP. j. a destinação para consumada mercadoria objeto do despacho aduaneiro. Momento de ocorrência do fato gerador.06.-lei37/66. reconhecese o direito adquirido ao pagamento do tributo pela alíquota menor. harmoniza-se com o perfil constitucional da regra matriz desse tributo na medida em que reconhece.2005. Art.543/2002]. 23 do Dec. 371).427/95 [revogado pelo Dec. Registro anterior à majoração.08. À luz do art. 6ª T. Tributário.08.. 2. Fato gerador. Juiz Mairan Maia. não importando. em território nacional. 1. aplica-se a alíquota vigente à data do registro da declaração de importação. Fato incontroverso.2006. 23. 1. Art. 23 do Dec. Sentença reformada.. 27. I. 86 e 87 do Regulamento Aduaneiro [revogado pelo Dec. Apelação em mandado de segurança. rel. Revogada a Resolução CPA 05-0392 quando do registro da declaração de importação. e segundo a delimitação constitucional da regra matriz tributária. inclusive ICMS e ISS Tributário. vigente à época da concretização do fato gerador.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 5. CTN.471/95]. complementado pelo art. Remessa oficial desprovida (TRF-3ª R. a data da conclusão do negócio jurídico de aquisição do bem importado. artigo por artigo. 3ª T. a alíquota exigível é aquela vigente na data do registro da declaração de importação no ato do desembaraço aduaneiro. ao país. O fato gerador do Imposto de Importação ocorre com a entrada do produto importado no território nacional.2005. p. rel. 301). que fixa a data do registro da declaração de importação na repartição 23 . escorreita a atuação do Fisco ao constituir o crédito remanescente. II. sendo irrelevante o dia de ingresso do produto estrangeiro.

O fato gerador do Imposto de Importação ocorre por ocasião do registro da Declaração de Importação. é legítima a incidência da exação. 105. Ao contrário. 848). 1ª T. Juiz Vivian Josete Pantaleão Caminha. AMS 170. A alíquota incidente sobre as importações de mercadorias para consumo é definida pela norma vigente no momento em que se efetivou o registro da declaração apresentada pelo importador à repartição alfandegária competente.. 05. conseqüentemente. Desembaraço aduaneiro. 3.2005. nos termos do art. A legislação tributária aplicável à operação de importação é aquela vigente à época do fato gerador. rel.427. Taxa de câmbio. momento que se dá o desembaraço aduaneiro da mercadoria.04. de 10. Tributos. artigo por artigo.2006. em coerência com a política econômica global adotada à época (TRF-4ª R. j.. 2. Tributário. de 29 de março de 1995 [revogado pelo Dec. p. para esse 24 . III. sendo irrelevante. Dec.-lei 37/66. e não com a simples entrada física desta no território nacional.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.. representa. 1. p. Tributário. Legalidade. 23 e 44. autorizou o Poder Executivo a alterar a forma de fixação e a periodicidade da taxa de câmbio. arts. a variação do câmbio da moeda estrangeira não representa majoração do tributo. O fato gerador do Imposto de Importação nasce com a entrada das mercadorias em território nacional e perfectibiliza-se no momento do registro da declaração de importação para o desembaraço na repartição aduaneira. da Lei 8. a alíquota do Imposto de Importação é a vigente no dia do registro alfandegário para o desembaraço e entrada da mercadoria no território nacional. da Constituição Federal.2006. Juiz Lazarano Neto. AMS 2000.03. na hipótese de ser destinado a consumo. nem alteração da base de cálculo ou da alíquota. para efeitos fiscais.2005. Ação ordinária. não agiu com excesso de poder o Executivo ao alterar a taxa de câmbio. a base de cálculo será simplesmente o resultado aritmético da conversão do valor expresso em moeda estrangeira com a taxa vigente. a entrada no território nacional da mercadoria. 396). 3. 1. Importação. Portanto. Momento da perfectibilização do fato gerador. e art.04. inclusive ICMS e ISS aduaneira.03. 150. do CTN.2000. Aduaneiro. Apelação a que se nega provimento (TRF-3ª R. Ocorrência do fato gerador. 1. Majoração de alíquota. Ademais.044496-8/PR.10. j. 106. DJU 22. 02. Imposto de Importação. O desembaraço aduaneiro completa a importação e.04. 1. não havendo que se falar na existência de direito adquirido à utilização de determinada taxa de câmbio fixa. DJU 26..471/95]. 3. Dec. porquanto. O art. submetendo-a à livre flutuação do mercado. rel. 6ª T. 2.626.855/SP. a.01. Não tendo sido efetuada a declaração de importação das mercadorias importadas. 2. quando da entrada em vigor do Dec.981/95.

22.-lei 37/66. é fixada levando em consideração a unidade ou quantidade do bem importado. ou seu similar. é o valor tributável. Apelação e remessa oficial. o preço normal que o produto. no art.. mensurando-o do ponto de vista econômico. 20. alcançaria. o imposto corresponderá a cada unidade destacada. leva em conta um determinado fato. artigo por artigo. p. 1ª T. j. volume.quando a alíquota seja ad valorem. tida por interposta. a data da celebração do contrato de compra e venda relativo ao bem importado. COMENTÁRIOS Base de cálculo. metro. Juiz Wellington Mendes de Almeida. 20. A primeira. indica três bases de cálculo distintas. para entrega no porto ou lugar de entrada do produto no País. 3. bem como era previsto no art. providas (TRF-4ª R. referida no inciso I do art. o preço da arrematação. expressa em uma medida determinada pelo peso. Todo imposto. já em desuso. rel. 25 . É a alíquota especifica. o CTN.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 386).2003. Art. O quantitativo estabelecido é a base de cálculo que serve de suporte ao conteúdo da obrigação tributária. AC 000. Assim. para ser cobrado. levado a leilão.029873-8/PR. em uma venda em condições de livre concorrência.2003. 4° do Dec.. DJU 12. a unidade de medida adotada pela lei tributária.10. ao tempo da importação. peça etc.70.quando a alíquota seja específica. III quando se trate de produto apreendido ou abandonado. Em outras palavras.11.00. 20 do CTN. A base de cálculo do imposto é: I . II . No Imposto de Importação. inclusive ICMS e ISS específico efeito.

GATT. utilizava-se da expressão valor aduaneiro. Outro aspecto a ser considerado. O CTN chama de preço normal o valor que o produto.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. ou seu similar. ensina que por muitos anos a comunidade internacional. ou seu similar. Tem-se aí a “alíquota ad valorem”. levando em consideração a essencialidade ou utilidade do produto. eventual e episódica. 26 . 20. As alíquotas são estabelecidas pelo Poder Executivo. alcançaria em uma venda em condições de livre concorrência. convencionou-se uma nova definição de valor. em caso contrário. de tal modo que. a alíquota do produto estrangeiro é majorada. em Comentários à Lei Aduaneira. CTN). VII do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio . diz respeito à concorrência que possa fazer o produto estrangeiro à indústria nacional. quando apreendidas ou abandonadas. para entrega no porto ou no lugar da entrada do produto no País. Por fim. formada por 32 países. tem-se uma terceira base de cálculo. quando da fixação da alíquota. fixada em termos percentuais. hoje só usada por sete países. para ás mercadorias estrangeiras levadas a leilão. se houver similar nacional. chegando-se ao art. Em princípio. artigo por artigo. Roosevelt Baldomir Sousa. menor alíquota ostenta. Após um evento internacional intitulado Rodada de Tóquio. Observe-se que não se trata do valor de aquisição e sim do preço normal. é reduzida. quanto mais necessário. inclusive ICMS e ISS A segunda base de cálculo leva em consideração o valor do produto. A base de cálculo do imposto é o preço da arrematação. o que faz o Imposto de Importação proporcional (inciso II do art.

o que pode ser feito tomando como referência o preço constante da fatura comercial. o que não poderia ser diferente diante da responsabilidade que lhe cabe como negociador internacional e guardião dos interesses nacionais. inclusive ICMS e ISS Fixação pelo Poder Executivo. cit. seguidos de publicidade. Cabe à Secretaria de Comércio Exterior . e. Somente em duas hipóteses cabe o arbitramento: quando a mercadoria estrangeira não está acompanhada da documentação legal. é eminentemente política e passa. a discricionariedade não se confunde com arbítrio. também chamado de preço normal. por interesses internacionais. necessariamente.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. estes atrelados geralmente a acordos disciplinadores da política de preços. a discricionariedade do Poder Executivo. dos valores das mercadorias. ob. para o Estado. a tarefa de fixar o preço de mercado. preço referência. um valor que entende ser o correto. artigo por artigo.. como todo e qualquer ato administrativo. firmando uma pauta de valores mínimos por intermédio da Comissão Executiva. a seu talante. ou atribuindo o órgão. supra). o antigo Conselho de Política Aduaneira. Entretanto. Há um emaranhado de interesses alienígenas e impositivos que são levados em consideração. portanto. dentre os quais a política de proteção aos produtos nacionais. um dos órgãos da Secretaria de Comércio Exterior Secex. Preço de referência é o adotado no interesse de proteger o similar nacional e visa equalizar os preços de oferta quando díspares (Roosevelt Baldomir Sousa.Secex. 27 . finalmente. porque todos os valores são adrede estabelecidos. Verifica-se. Acirrados questionamentos surgem em razão da fixação do valor das mercadorias A tarefa.

ao controle fiscal (art. de 07.1976). objetos pessoais. apenas para exemplificar. Observe-se. lembranças de viagem etc. É a chamada quota isencional (art. situação que dura por cinco anos.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. foram instituídos regimes especiais. abrangendo roupas. como previsto no CTN. ao final dos quais ficam liberados da incidência. Para facilitar o ingresso de bens estrangeiros no País. artigo por artigo.455/76). 13. quando se desligam da missão estrangeira. 3°.04.-lei 37/66. o Brasil. livros e revistas. há tolerância quanto a bens adquiridos no estrangeiro dentro de um valor limitado pelo Poder Executivo. a bagagem dos estrangeiros radicados no Brasil há mais de cinco anos e de brasileiros com mais de dois anos domiciliados no estrangeiro. Isenção de bagagem. 9°. Escapam ainda do pagamento da exação a bagagem do passageiro que ingressa no País. entretanto.-lei 1. quando do desembaraço aduaneiro. ou seja. senão com o pagamento dos tributos. Dec.-lei 37/66. art. bem assim o longo elenco constante do Dec. Dec. Dec. O referido dispositivo foi 28 . inclusive ICMS e ISS ignorando-se o valor de aquisição. quando do retorno ao Brasil (art. que os bens desembaraçados como bagagens não podem ser alienados. do qual destaco. por fim. toda a bagagem dos agentes diplomáticos. permitindo o ingresso da mercadoria com suspensão do pagamento do imposto.455.-lei 37/66). jóias. Regimes aduaneiros.. naturalmente. mas sujeitando-a. As mercadorias estrangeiras estão sujeitas ao pagamento do Imposto de Importação quando ocorrido o fato gerador.-lei 1. 19 e no Dec. cujo destino não é. já comentado acima. ou quando a documentação apresentase inidônea. Entretanto. em montante cuja fixação atende aos interesses políticos.

2001 (ainda não convertida em lei). de 24. para assim possibilitar uma eventual taxação. cuidando a lei tributária de uma garantia futura.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Temos. 252 do Regulamento Aduaneiro (Dec. com suspensão de tributos. bens estes que deverão cumprir uma finalidade. definido no art. a admissão temporária. 91. na hipótese.08. Pode-se exigir ou não a expedição de guia de importação.030/85). caso seja descumprido o prazo ou a finalidade. atualmente disciplinado pelo art. passam a incidir todos os tributos. fato gerador sujeito a uma condição resolutiva. inclusive ICMS e ISS alterado pela Medida Provisória 2. Caso não haja retorno. ainda. artigo por artigo. A legislação brasileira permite duas modalidades de drawback: drawback suspensão e drawback isenção. Os bens devem ser minuciosamente identificados. Das diversas modalidades de regime especial destaca-se o trânsito aduaneiro.543/2002 como aquele que permite o transporte de mercadoria sob controle aduaneiro. 9° O importação estrangeira suspensão importação. 29 . 4. com do pagamento dos impostos incidentes na Há. Exemplo freqüente de admissão temporária existe quanto aos veículos importados para uso e circulação na zona franca ou zona de livre comércio e que saem do território especial por período certo. regime especial de entreposto aduaneiro na permite a armazenagem de mercadoria em local alfandegado de uso público. caso em que se materializa a responsabilidade. a qual consiste na importação de bens que devem permanecer no País por prazo fixo determinado.158-35. sendo dispensada quando se tratar de importação ao abrigo de tratado ou convenção internacional. 267 e seguintes do Dec. passando a ter a seguinte redação: Art.

em outras palavras.-lei 1. Se não houver exportação há exigência da exação. por permanecer na aduana além dos prazos e condições indicados em lei (arts. instalação de mercadorias importadas ou exportadas por terceiros usuários. os bens importados com suspensão são absorvidos pelo produto nacional que vai ser exportado. depósito ou trapiche). cujos impostos ficam suspensos pelo prazo de um a três anos. Dentre as diversas modalidades. exposições. que consistem no regime especial de armazenamento de mercadorias em importação ou exportação. feiras de amostra etc. 58 e 59. artigo por artigo. há uma diferença muito sutil e que consiste na importação de produtos fabricados com matéria-prima importada. A primeira espécie do gênero mercadoria perdida é a considerada abandonada. Dec.. serão devolvidas ao remetente. tem a legislação brasileira os chamados entrepostos aduaneiros. também. No segundo (drawback isenção). o entreposto aduaneiro temporário. Esse dispositivo. que é um espaço físico concedido pelo Ministro da Fazenda. hipótese em que há absorção do produto estrangeiro. É. no máximo (art. Perda de mercadoria. Chama-se a atenção para as remessas postais internacionais porque.15835/2001.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.455/76). Temos. se não recebidas nos prazos estabelecidos. ainda não convertida em lei até a presente data. Além dos regimes aduaneiros especiais. entretanto. com suspensão de tributos. Dec. inclusive ICMS e ISS No primeiro. 17. mas esta incidência sofre suspensão até a exportação. sob estreito controle fiscal. 30 .-lei 37/66). que se constitui em depósito para receber mercadorias para concursos. temos o entreposto aduaneiro de uso público. e que servem geralmente para depósito. foi revogado pela Medida Provisória 2. o espaço físico (armazém. a título precário e mediante seleção dos interessados por concorrência pública.

ambas as hipóteses apuradas em procedimento administrativo. finalmente. porque. inclusive ICMS e ISS Também obedecem a tratamento distinto as mercadorias apreendidas. A única possibilidade de utilização de bens importados apreendidos é mediante doação dos mesmos. que sofrem apreensão liminar para posterior imposição de pena de perdimento. artigo por artigo. O abandono não gera para o destinatário da mercadoria ônus algum. A recíproca é verdadeira. violando o Dec.-lei 1. após regular processo administrativo. após a decretação de perda 31 . a não ser que tenha sido iniciado o despacho aduaneiro. Uma outra forma de perda é a avaria (perda parcial ou total) e o extravio (perda total). Todos os bens apreendidos são recolhidos à Secretaria da Receita Federal. as mercadorias importadas irregularmente. na condução de processos criminais de contrabando ou descaminho. também recepcionado.455/76. 25 e 26). A prática é ilegal.-lei 37/66 (arts. este será entregue ao proprietário da mercadoria. como medida acautelatória. se houver saldo positivo no leilão. Temos. Daí o equívoco de alguns magistrados que.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. em nome e à ordem do Ministro da Fazenda. hipótese em que a desistência obriga ao pagamento da diferença entre o valor da arrematação e o valor da exação. ou de importação proibida. como se tivesse sido despachada normalmente. arvoram-se depositários dos bens estrangeiros apreendidos ou indicam terceiras pessoas como depositários. diploma que foi recepcionado pela CF/88 e em nada contraria o Dec.

que todos os bens estrangeiros apreendidos sejam encaminhados ao Secretário da Receita Federal. 32 . artigo por artigo. ainda. A questão mais complexa existe quando tramitam concomitantemente processo penal e processo administrativo. não responsável pela irregularidade na importação. Independentemente do processo judicial. o proprietário do bem estrangeiro não foi o responsável pelo irregular internamento. E isto porque. ao final do qual é declarada a perda de bens. como só acontece quando declarada na esfera penal a inexistência material do fato ou quando se verificar a não-participação do réu no fato criminoso. Daí a direta interferência da sentença judicial no procedimento administrativo. seja a autoridade fiscal comunicada quando da finalização do processo judicial. a demonstrar que melhor seria aguardar-se a finalização do processo judicial para então proceder-se ao perdimento de bem e com ele a irreversível alienação em hasta. Pena de perdimento. inclusive ICMS e ISS em benefício do erário. a apreensão de bens importados irregularmente desencadeia a instauração de processo administrativo-tributário. tem tratado o proprietário inocente como terceiro de boa-fé. A jurisprudência. em algumas situações a sentença penal faz coisa julgada na esfera administrativa. Preconiza-se. da ampla defesa e do contraditório. antes de ser mandado a leilão. Aconselha-se.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. se comprovado o irregular internamento dos mesmos. ou quando não arrematados em hasta negativa. para maior dinâmica no processamento dos feitos administrativos e judiciais. o qual deve observar os princípios processuais do devido processo legal. estes cíveis e criminais. Por exemplo: o bem apreendido em poder do réu não é de sua propriedade. embora sejam independentes as esferas de responsabilidade. embora oscilante.

Em havendo isenção dos tributos federais (STJ. j.263/79]. 2ª T.145/53. Dec. DJU 10. da Constituição Federal de 1988.427/95 [revogado pelo Dec. Dec.-lei 37/66 (art. 145. Min. Na importação sob regime drawback. Vitamina E e derivados. relativo a bem para o ativo fixo. 23. 23. j. destinadas à fixação de pauta de valor mínimo.10. Imposto de Importação. Precedentes. Fato gerador. sob todas as formas.10. devem conter motivação expressa (TFR Súmula 97). Dec. § 2° [rectius: art.182/72 [rectius: Decreto 70.690/88 [suspenso por inconstitucionalidade pela Resolução 11/2005. Taxa de licenciamento de importação. REsp 135. Francisco Peçanha Martins. Recurso não conhecido (STJ. do Senado Federal].10. 23).. redação dada pelo art. 19. Recurso não conhecido (STF. RE 92978/SP. 70. Soares Muñoz. Art. Dec. Pleno. CF. 1. O9.502/64.1995). 1.. este revogado pelo Decreto 1. CTN. Ilmar Galvão. substituído pela Secex].1980. Min. Recurso extraordinário não conhecido (STF. 1ª T. o valor da mercadoria importada. Tributário. § 1°.471/95]. art.1989. DJU 11. j. Inconstitucionalidade que se declara do dispositivo legal em referência. por isso. j. rel. revogado pelo Dec.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. O contribuinte não tem 33 . art. obedece às normas estabelecidas no Gatt. DJU 31. Guia para importação. rel. Sua inaplicação à hipótese.. 83. só há isenção do ICMS quando ocorre a suspensão do Imposto de Importação e do IPI.427. a. 1.992/PR. REsp 167. em face da norma do art. 150. Tributário. 25.471/95].08.391/95 [alterado pelo Dec.433/88]. 1°. art. artigo por artigo. Gatt. Tributo cuja base de cálculo coincide com a que corresponde ao Imposto de Importação.02. IPI. e 153.162/72.080/SP. 10 da Lei 2. § 2°. rel.. 1ª T. III. Imposto de Importação. arts.-lei 2. Min. 1. Alíquota aplicável. 36). A importação da vitamina E. pois tal creditamento constitui incentivo à indústria nacional e. 1. Humberto Gomes de Barras. 19. 1° da Lei 7. Crédito do imposto pago na importação de país membro do Gatt.1998.11. Tributário.1989). REsp 128200/SP. Incidência da Súmula 83/STJ. ou seja. recebendo o benefício de alíquota zero. Alíquota zero. rel. Desinfluente a data da expedição da guia de importação para concretização do fato gerador.1998).09. Min. este parágrafo foi revogado pelo Dec. inclusive ICMS e ISS JURISPRUDÊNCIA As Resoluções do Conselho de Política Aduaneira [hoje.1994. somente favorece os produtos nacionais (Lei 4.1980). 23. DJU 05. § 2°.

Milton Luiz Pereira j. Veículo novo.1995.05. j.1992. REsp 139658/PR.. Havendo comprovação. Perdimento de bens decretado pela autoridade competente em procedimento administrativo regular: Segurança denegada..-lei 2. Min.445/76. 15.032/90.. 15. 23 do Dec. 1ª T. Tributário. inclusive ICMS e ISS direito ao regime fiscal vigente na data da emissão da guia referenciada. A isenção. 3. arts.1999). 23. A alíquota do Imposto de Importação é a vigente no dia do registro alfandegário para o desembaraço e entrada da mercadoria no território nacional. e a eventual boa-fé do contribuinte que realiza operação de 34 . Garcia Vieira.-lei 37/66. Recurso improvido (STJ. Fato gerador.632).04.-lei 37/66).05. Imposto de Importação. j. Tributário.455/76. 23 e 24.-lei 1.2001.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. quando concedida por prazo certo e sob condição onerosa. Recurso provido (STJ. Humberto Gomes de Barros. o fato gerador não ocorre no momento da celebração do contrato.1999. Dec. Ilícito fiscal. REsp 15085/DF. Mandado de segurança.05. artigo por artigo.2001. Lei 8. 1ª T.. 1ª T. p. de que a mercadoria teve clandestino ingresso no território nacional. rel. A política de comércio exterior orienta o aumento ou redução da alíquota aplicável na concretização do fato gerador. mas quando do registro da declaração de importação na repartição aduaneira (art. Em se tratando da importação de mercadorias para consumo. IPI e lmposto de lmportação. independe da prova de boa-fé do contribuinte (responsável pela operação interna com essa mercadoria). DJU 28. Importação.471. 1.02. Tributário.-lei 1. Min. V. REsp 264565/PR. Multifários precedentes. É a alíquota vigente nesta data que deve ser aplicada para o cálculo do imposto.2001). –lei 1. mas no voto consta Dec. não pode ser revogada.1992.445/76 [na publicação consta Dec. DJU 28.324/97.08.331/SC. Pena de perdimento de bens. a decretação do perdimento dos bens. Veículo transportador de mercadoria estrangeira destituída de documentação. 1. Min. Majoração de alíquota. 1ª T. DJU 17. Milton Luiz Pereira. Administrativo. Min. Dec. Isenção. 29. 104. REsp 198. somente tem aplicação quando devidamente comprovada a responsabilidade do proprietário no ilícito praticado pelo motorista transportador das mercadorias apreendidas (STJ. art. rel. Dec. Recurso conhecido e provido (STJ. de 27.03. o número correto]. j. 2. DJU 31. utilizado em contrabando ou descaminho. 2.06.02. A pena de perdimento do veículo. em procedimento administrativo regular. rel.2001). 13. Dec. rel. ilegalmente importados.

Princípio da proporcionalidade.Ofensa ao art. Pena de perdimento.11.1996. 37.455/76 e art. inciso V.-lei 37/66 não caracterizada. j. p. salvo prova de que dela participou ou tinha conhecimento. p. Humberto Gomes de Barros.até por ser pena . rel. REsp 34961/ RS. de 1976. Demócrito Reinaldo j. Boa-fé. DJU 06.. Dissídio pretoriano não demonstrado.03. III . A pena de perdimento . 2ª T. de comerciante estabelecido. Quem. artigo por artigo.522). 104. j. Min.não pode abstrair o elemento subjetivo nem desprezar a boa-fé (STJ. DJU 14. Antônio de Pádua Ribeiro. Mercadoria adquirida de comerciante estabelecido. DJU 06.559). Min.1993.. j.-lei 1. j. Recurso especial não conhecido (STJ.03. mediante nota fiscal. 23. Tributário.897). REsp 11137/PE. DJU 22. adquire. 11. do Dec.04. Min.1998.411). Ari Pargendler. Dec. Apreensão de mercadoria estrangeira. mediante nota fiscal. inclusive ICMS e ISS entrada ou saída de mercadoria com ingresso clandestino poderá dar-lhe condição para propor ação de ressarcimento contra o vendedor.rel. Min.455.12. 1ª T. I . 21. Inadmissível a aplicação da pena de perdimento do veículo.10. 20.1997. 14. p. Perdimento. p. Tributário.11. rel. DJU 08.Recurso especial não conhecido (STJ. O comprador de mercadoria exposta em loja sujeita a fiscalização não pode ser obrigado a investigar o modo como ela entrou no país. Min. Pena de perdimento.. 1ª T. Mercadoria de procedência estrangeira. rel.05. 2ª T. mas nunca a de inibir o fisco de apreendê-la (a mercadoria). REsp 15072/DF.1997. quando evidente a desproporção entre o seu valor e o da mercadoria de procedência estrangeira apreendida (STJ. 23. Decisão unânime (STJ. Hélio Mosimann. não responde por eventual fraude na respectiva importação.Havendo desproporção entre o valor da mercadoria e do veículo que a transporta. 24 do Dec.-lei 1.. REsp 109710/PR. II .1995.400).1993.1996. Recurso da Fazenda não conhecido. de empresa regularmente estabelecida no mercado interno. mercadorias de procedência estrangeira. A pena de perdimento não alcança quem adquiriu a mercadoria estrangeira. REsp 23513/RJ.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. incabível a pena de perdimento.1995. 16. Aquisição no mercado interno de mercadoria de procedência estrangeira. decretando-lhe a perda. Pena de perdimento do veículo transportador. Apreensão. 14. 18.. 2ª T.10. no mercado interno. 35 . Veículo transportador.11.1992. rel. p.

641). I e II. Recurso improvido (TRF-1ª R. quando os fatos estão sendo apurados na esfera penal.1998. Juiz Eustáquio Silveira. Imposto de Importação. Mudança de alíquota. Isenção.0371582/DF.. 80. do Regulamento Aduaneiro. Juíza Eliana Calmon.1998. Juiz Tourinho Neto.. como autorizado pelo art. 1.04. 2. Tributário. do Regulamento Aduaneiro) [revogado pelo Dec.1997. 10.. Princípio da nãosurpresa que não atinge o Imposto de Importação. 14.03.386). DJU 29. Bem apreendido em poder de terceiros. Recurso improvido (TRF-1ª R. j.00.00.471/95] para os desembaraços aduaneiros ocorridos após a majoração. 36 .1996.543/2002]. 250). não sendo produto de crime. 14.. Apelação e remessa oficial improvidas (TRF-1ª R. 3. Administrativo. DJU 1°. p. Vigência imediata do Dec. Ausência de similaridade.01. 232. Pena de perdimento.282). AC 1997. 4.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 5. 10.04. j.05. inclusive ICMS e ISS Tributário. AC 04141629/SC. p. Importação de veículo com isenção de impostos (art. 4..05. Sentença penal absolutória.03. Entretanto. 1. 4ª T. DJU 25.1998. Não há direito adquirido de pagar ao importador imposto com alíquota vigorante quando da expedição de guia de importação. Benefício fiscal não reconhecido porque não apurada a similaridade na forma do art. rel. AMS 92. Tributário.01. Não pode ser declarada a perda do veículo se seu proprietário não teve nenhuma participação na possível prática do crime de descaminho (TRF-1ª R. 3.1ª T. j. DJU 30. 4. 19 do Dec. Juiz Gilson Dipp. 232. foi adquirida irregularmente e sofreu a pena de perdimento em procedimento administrativo.01. artigo por artigo.1998.. 103). 05.055779-2/MG. 3ª T. p.1996.08. A prescrição de ação contra a União é de cinco anos. rel.-lei 37/66 (TRF-4ª R. 4ª T.01.02846-3/MG. Veículo alugado e utilizado para possível prática de descaminho.1998. 1. 2.10902-4/DF. p. rel.427/95 [revogado pelo Dec. Alienação do veículo regularmente processa da e com a autorização do Ministério das Relações Exteriores e da Receita Federal. j. Mercadoria que. rel. DJU 11. 3.04. o prazo só tem início quando do trânsito em julgado da sentença penal.1998.. Perdimento de bem. 23. Imposto de Importação de veículos.. p. 1. Sentença que declarou não provada a existência de crime não faz coisa julgada no cível para respaldar indenização.1997. I e II. Indenização. rel. Impossibilidade. Veículo regularmente importado com isenção de impostos. AMS 1997. 2.. 06. 4ª T. Inexistência de obrigação de indenizar por parte da União. Pena de perdimento. Juíza Eliana Calmon j. 1..02. AG 96. Tributário.

3. III.03. Imposto de Importação. CF. como sua bagagem. d. O que a Constituição exige. em 1984. DJU 06. a apreensão de um veículo (moto).09. adquirida no exterior por funcionário da embaixada. Fato gerador do imposto de importação de mercadoria despachada para consumo considera-se ocorrido na data do registro. no art. Inocorrência de infração. Agravo não provido 37 . inc.01.. RE-AgR 441537/ES. Precedente do STF. j. Importação. quando lá servia. É inaceitável que o Fisco proceda. Tributário. 150. 3ª T. Administrativo. DJU 29. quando requereu os benefícios fiscais de isenção de bagagem diplomática e declarado perante a Receita Federal o mencionado veículo (TRF-1ª R. englobam seu processo produtivo.1996. VI. prevista no art. d. A importação de microcomputadores para elaboração e impressão de listas telefônicas está abrangida pela imunidade tributária prevista no art. III. 150. periódicos e o papel destinado a sua impressão. Fato gerador. 1. Constitucional. todos aqueles que. Imposto de Importação. além dos produtos expressamente mencionados em seu texto. 05. VI. da CF/88. é que a lei que institua ou majore tributos seja anterior ao fato gerador.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. da CF/88 (TRF-4ª R. 150. 72..entrada da mercadoria no território nacional . 23 do Dec. Microcomputadores para elaboração de listas.1998. inc. 200). 150. Majoração de alíquota. com base no art. artigo por artigo. e trazida. o decreto que alterou as alíquotas é anterior ao fato gerador do imposto de importação. p. Eros Grau. Min. AMS 95. III. em 1980. Agravo regimental no recurso extraordinário. a. rel. a. Imunidade constitucional Art. do Dec. 1. d. de 1966..2006.08063-3/DF.-lei 37/66).1996. na repartição aduaneira competente. 2ª T.-lei 37.09. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal fixou entendimento segundo o qual é aplicável a majoração de alíquota prevista no Dec. Possibilidade. inclusive ICMS e ISS Tributário. Tem sido admitida pela jurisprudência a interpretação extensiva da imunidade constitucional referente a livros. jornais. ao referir-se a periódicos. Pena de perdimento do veículo. No caso. rel.02. art. 105.47172.471/95].1998.09. Firmou-se a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a imunidade constitucional. j. de fato. rel Juiz Tourinho Neto j. p..2006. 2ª T..179). 2. II.04. 05.for posterior à vigência do diploma legal. inc. 64). DJU 25. p. Agravo regimental a que se nega provimento (STF. AMS 95. 150. inciso X. para-alcançar. se o fato gerador do imposto . 10. Precedentes. Alíquota. Juíza Tânia Terezinha Cardoso Escobar. da declaração apresentada pelo importador (art. da CF/88. 1. também abarca a edição de listas telefônicas. VI.09. i.427/95 [revogado pelo Dec.

Violação dos arts. cabendo ao Fisco a prova em contrário. DJU 09. desobrigando-se o comprador a investigar o ingresso da mercadoria no país. art. rel. originariamente.07. 2ª T. Redução ou isenção de ICMS. A aquisição.2005. p. inclusive ICMS e ISS (STF. Importação declarada ilegal em ação mandamental distinta. Nancy Andrighi. DJU 01. Apreensão de mercadoria adquirida no mercado interno. assentada pela instância a quo com ampla cognição probatória. A pena de perdimento não pode desconsiderar a boa-fé do adquirente. Produção notória. rel. em estabelecimento comercial sujeito a fiscalização.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Recurso especial. Para fins de habilitação aos incentivos fiscais (redução ou isenção de impostos). 1. 2. desde que os fundamentos utilizados tenham sido suficientes para embasar a decisão. maxime. Embargos de declaração.2005. Min. Processual civil. Recurso especial. Inocorrência.2000. quando o veículo fora adquirido. Destarte. 5°.10.. mas também a prova de que as sementes destinam-se à semeadura. Veículo usado importado. XLV). quando o tribunal de origem pronuncia-se de forma clara e suficiente sobre a questão posta nos autos. artigo por artigo. Importação de sementes de país signatário do Gatt. ou que as operações de saída interna dar-se-ão nos limites territoriais do Estado. um a um.05. j. à luz da cláusula pétrea de que a sanção não deve passar da pessoa do infrator (CF.08. Inexiste ofensa ao art. mediante nota fiscal. 2ª T. p. Ademais. 3. em razão de a empresa importadora da mercadoria ter sucumbido em ação mandamental que impetrara.218/RS. 31. REsp 151687/RS. A simples guia de importação não constitui prova escorreita da similaridade e da destinação do produto importado. deste relator. no intuito de emprestar legalidade ao ato de importação. anos antes. 5. 22. faz-se necessária a produção não só da prova da similaridade. Carlos Velloso. Solução quiçá inconstitucional. Precedentes: REsp 658. Recurso a que se dá provimento (STJ. Min. I. II. Direito líquido e certo. 458 e 535. por isso que inverter o onus probandi revela severo óbice ao acesso à justiça. Tributário. de mercadoria importada. gera a presunção de boa-fé do adquirente. os argumentos trazidos pela parte. 535 do CPC.. revela solução deveras drástica para quem não importou e não é sequer responsável tributário pela mercadoria. Mandado de segurança. 4. 57). Aplicar-se ao comprador de boa-fé a pena de perdimento da mercadoria. Terceiro de boa-fé.2000. DJU 38 . no mercado interno. o adquirente que não utilizou do mandamus para importar supõe adquirir veículo usado e que ingressou legalmente no país. 129). AI-AgR 420993/PR. Tributário. Mandado de segurança. ICMS. j. Pena de perdimento. o magistrado não está obrigado a rebater.

03. para fins de cálculo do montante do imposto a ser recolhido.04. CF/88.157/PR. REsp 718021/DF. pois age o Poder Público com o objetivo de proteger o interesse público.2004. AC 2000. 3. CTN e 1°.2006. 7ª T.2007. 04. que considera-se ocorrido o fato gerador. p. 5. 143 e 144. 1. Tributário. rel. o valor da operação vigente ao tempo da celebração do contrato com o fornecedor estrangeiro. nos termos do art. Lei 4. rel. Compete à União. 153).Min. ser absolutamente inviável tomar em consideração. j. cabe ao Banco Central do Brasil. bem como as de seguros e de previdência privada’. por tanto. Variação cambial.2006. Dec. conseqüentemente. 46. 6. em relação aos produtos de procedência estrangeira. 4. Impostos federais incidentes sobre a importação (II e IPI). Castro Meira.995/RS. Apelação improvida. Base de cálculo idêntica à do Imposto de Importação.. Franciulli Netto.2007. não há que se falar em violação aos princípios da segurança jurídica e do ato jurídico perfeito. Na hipótese de a base de cálculo estar em expressa em moeda estrangeira. especialmente as de crédito. em se tratando de mercadoria despachada para consumo. CTN).38.06. Assim. Inconstitucionalidade reconhecida pelo E. 62). DJU 28.-lei 37/66 diz que. Pedido procedente em 39 . inclusive ICMS e ISS 25. Precedentes. Os arts. 19. informam que o fato gerador do Imposto de Importação ocorre no momento do ingresso do produto estrangeiro no território nacional. no momento do despacho aduaneiro. proceder-se-á à conversão para a moeda nacional com base no câmbio do dia do fato gerador (art. 1ª T. Tributário. 7. DJU 31.00. Taxa Selic. mediante delegação do Conselho Monetário Nacional. Prescrição decenal (teoria dos 5+5).595/64). Pedido improcedente (TRF-1ª R. No que tange ao Imposto sobre Produtos Industrializados determina o art. 8. E mais.04. rel. Min. Juiz Catão Alves. 143. DJU 27. CTN). 144. 4°.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. DJU 22. Sentença mantida. considera-se ocorrido o fato gerador na data do registro da declaração de importação na repartição aduaneira. 21. 6. CTN).015761-9/MG.2004. Os aspectos relevantes para o lançamento tributário e. Apuração da base de cálculo segundo a relação de câmbio vigente ao tempo do fato gerador (arts. Verifica-se.-lei 37/66.2005. p.. Recurso especial parcialmente conhecido e desprovido (STJ. j. rel. Min. O mesmo Dec. 2. 20. câmbio e capitalização.04. Taxa para emissão de guia de importação. Luiz Fux.05. artigo por artigo.05. ‘administrar as reservas cambiais do País e fiscalizar as operações de natureza financeira. XVIII. e REsp 410.. CTN. AgRg no AG 518. para a averiguação do montante a ser recolhido pelo contribuinte levam em consideração o momento do fato gerador (art. atuar sobre as operações de câmbio com o objetivo de prevenir desequilíbrios na balança de pagamento (art. STF.

até dezembro de 1995.. Apelação da autora provida. 7. Min.2007.826/SP. ilmar Galvão. a partir de janeiro de 1996. O próprio texto do referido art. DJU 04.2007. artigo por artigo. DJ 10. da Lei 2. que deu nova redação ao art. Pedido parcialmente procedente (TRF-1ª R. p. Valor declarado.690/88. DJ 08. 145. 40 . AC 2000. O valor aduaneiro.145/53 e majorada pela Lei 7.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 1°. apenas a Taxa SELIC.1995. instituída pela Lei 2. e.00. Sobre os valores a serem restituídos incidirão correção monetária. 5. para critérios de razoabilidade. para o valor de revenda ou. na esteira do art. Juiz Catão Alves j. Teori Albino Zavascki.002973-7/DF. mas sim seu preço normal. que já engloba juros e correção monetária.645/AL. Min. 7ª T.145/53. 1°. Min. inclusive ICMS e ISS parte. STJ sedimentou entendimento no sentido de que a prescrição do direito de ação. por considerar tratar-se de tributo sujeito a lançamento por homologação. Os métodos de sua apuração considerarão fatores outros que não o valor constante na fatura. 149). entre outros. em se tratando de repetição de indébito tributário referente à ‘taxa para emissão de guia de importação’. a guia de importação somente é expedida mediante o recolhimento da taxa correspondente. no julgamento do RE 167. 8. rel. poderão ser apresentados. Assim. Uma vez selecionada a mercadoria para controle de valoração aduaneira. Forma de apuração. 10. Humberto Martins. voltando-se para a análise das operações envolvendo mercadorias idênticas e similares.05. não é obtido apenas através do valor da transação. A autoridade aduaneira exerce o controle sobre o valor declarado pelo importador. 20 prevê como base de cálculo para o imposto de importação não o valor de aquisição do produto. desde a data do recolhimento. 2º E. Tributário. como último recurso. VII do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio . rel. rel.690/88. rel. concluiu pela inconstitucionalidade do disposto no art.2006. 1. pelo importador. 6. por entender que a base de cálculo do referido tributo confundia-se com a base de cálculo do Imposto de Importação. reconhecendo tratar-se de taxa o valor cobrado pela expedição da guia de importação. O E. Nos termos do art.34. seguindo-se o exame preliminar e/ou conclusivo do valor declarado. a apresentação das guias de importação é suficiente para a comprovação do recolhimento do tributo que ora se questiona.02.09. 3. obedece à teoria dos 5+5. e REsp 610. 20 do CTN em combinação com as disposições do art. CF/88. 20. da Lei 2. o valor a ser considerado. a declaração de valor aduaneiro e documentos comprobatórios. da Lei 7. da Lei 7. DJ 12.690/88. com redação dada pelo art.02. Valor aduaneiro.145/53. § 2°. 4.Gatt.03. 10. não é forçosamente aquele atribuído pelas partes à transação. por sua vez. STF. Apelação da Fazenda Nacional improvida. Contudo. Remessa oficial parcialmente provida. Imposto de Importação.992/PR.2007.. Nesse sentido: REsp 888. o que é vedado pelo disposto no art.

1. O Imposto de Importação possui evidente objetivo extrafiscal. ou seu similar. rel. não viola aquela regra. alcançaria.06. Ao Poder Judiciário está reservada a apreciação do ato deferitório ou indeferitório da isenção apenas sob a ótica dos princípios e formas que regem a Administração Pública e os atos administrativos. quando a alíquota for ad valorem. A Resolução 7 da Câmara de Comércio Exterior.46414-2/PR. da CF. Imunidade tributária.. Não se configura discriminação injustificada a adoção das listas de preços dos fabricantes quando se tratar de importação direta destes ou de empresas por eles credenciadas (TRF-4ª R.04.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.01.2003.2006.2006.2007.04.2007). Caráter amplo do art.00. 2. 2ª T.. tendo por premissa a proteção e fomento da indústria nacional. depende da destinação da mercadoria importada e da política dos órgãos governamentais competentes.02. necessariamente. 1.2003. A apuração de similaridade do produto importado com aquele fabricado no país. não prevalecendo.437/92.494/97 c/c art. Quanto ao descumprimento do art. ainda que indiretamente. VI. 14. de qualquer modo.04. dos valores constantes em publicações especializadas. em uma venda em condições de livre concorrência para entrega no porto. j. 05. ou lugar de entrada do produto no País (CTN. observo que a liberação das mercadorias não esgota o objeto da ação mandamental. Agravo legal improvido (TRF-4ª R. O STF já decidiu que a imunidade do art. afete. 1ª T. Tributário. para efeitos de isenção fiscal. c da CF tem caráter amplo.04. art. AC 97. Legalidade. DJU 09. II). Imposto de Importação sobre máquina. A adoção como parâmetro. rel. pois.07. 1°. nem conflita com as disposições do Gatt. na importação de veículos. j. 9º e 14 do CTN. p. AMS 2000. VI. AGV 2006. cabendo à impetrante saldar o débito.04. restará constituído o respectivo crédito em favor da União Federal.035700-7/RS. j. § 3°. Isenção do tributo por falta de similar nacional. rel.065749-6/SC. 150. Juiz Joel Ilan Paciornik..02. da Lei 8. DJU 28. Imposto de Importação. A base de cálculo do imposto de importação. artigo por artigo.. p. mas também àqueles cuja incidência. Agravo legal. inclusive ICMS e ISS que deve observar as regras do Acordo de Valoração Aduaneira (TRF-4ª R. Juiz Sérgio Renato Tejada Garcia. 1° da Lei 9.. o valor da compra e venda. 261). tais quadrantes econômicos. 3. 2. ao tempo da importação. 3. de 25 de abril 41 . Portaria 80/93. a renda ou os serviços como fato gerador. 20. Tributário. Requisitos legais: arts. 150. não se aplicando apenas aos tributos que têm o patrimônio. c. 848). 1ª T. Valor. 24. DJU 26.. denegada a ordem e reconhecidos como devidos os tributos. Importação indireta de veículos. Juíza Viviane Josete Pantaleão Caminha. é o preço normal que o produto.

limita-se a autorizar a alteração das alíquotas.07.2004. contida no texto do art.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. porque não lhe cabe alterar as alíquotas do Imposto de Importação sem justificação.71. p. é inaplicável retroativamente.007635-7/RS. o que indica que a base de cálculo não está incluída na esfera da discricionariedade consentida pelo legislador constitucional. 21.05. Neste sentido encaminha-se a jurisprudência. rel. Segundo o CTN. artigo por artigo.08. 2ª T. Juiz João Surreax Chagas j. O Poder Executivo pode. o Poder Executivo pode alterar as alíquotas e as bases de cálculo. passando a arbitrariedade. Art. que concede redução na alíquota dos produtos classificados na Nomenclatura Comum do Mercosul (NMC). DJU 14. AMS 2001. no § 1° do art.2004. alterar as alíquotas ou as bases de cálculo do imposto. O primeiro ponto a ser examinado quando se comenta o artigo em destaque é a parcial incompatibilidade de sua redação com a atual Constituição. Faz-se necessário.. a fim de ajustá-lo aos objetivos da política cambial e do comércio exterior. Só por lei pode ser feita a alteração. Também é preciso que fique assentado o alcance da chamada discricionariedade do Executivo. 153. e lei que indique as causas determinantes do agir do Executivo. inclusive ICMS e ISS de 2002. 25. suprimir a expressão agora em demasia. 253). COMENTÁRIOS A discricionariedade do Poder Executivo. nas condições e nos limites estabelecidos em lei. A Constituição Federal de 1988. 42 . portanto. Apelação desprovida (TRF-4ª R. 21 do CTN. sem o que a discricionariedade seria absoluta. porque não é possível haver alteração da base de cálculo ao talante do exeqüente..

3ª Região. ao obter uma guia de importação. inclusive ICMS e ISS Na doutrina. não pode ser rompida. TRF-3ª R. a não ser que se altere o fato gerador do imposto. até vexame financeiro. autorizam ontologicamente a excepcionalidade. uma empresa. por exemplo. alguns julgados rebelam-se contra o técnico tratamento. porque até o momento que antecede o desembaraço aduaneiro. o julgado do TRF. não submetidas as alterações de alíquota ao princípio da não-surpresa. mesmo que frustrada seja a expectativa do importador. como visto. questão esta umbilicalmente atrelada à sua identificação que. artigo por artigo. 43 . é possível haver mudança de alíquota. principalmente quando a majora. como. tem uma expectativa apenas quanto à manutenção da alíquota. muito se discute quanto à excepcionalidade do Imposto de Importação. mas. ou seja. A situação cria embaraços e. por exemplo. quando do desembaraço. e jurídico. é o momento físico do internamento no País. A imediata vigência da legislação relativa às alíquotas do Imposto de Importação tem ensejado controvérsias que abastecem os Tribunais de demandas a cada alteração de alíquota. não poucas vezes. Entretanto. A dinâmica da vida política e o objetivo maior deste imposto extrafiscal. quando é assinada a declaração.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. O STF tem sido rigoroso quanto à vigência da legislação do Imposto de Importação. Com efeito. instrumento de política econômica e cambial. em acórdão cuja ementa encontra-se ao final destes comentários (AC 00307889/SP.). por coerência de princípio. entrega da declaração ou manifesto de importação.

A isenção do Imposto de Importação. que definem as atribuições do Conselho de Política Aduaneira quanto à tarifa flexível (STFSúmula 404). inclusive ICMS e ISS Relevante indagação se faz pertinente. Muito se discutiu sobre as atribuições do antigo Conselho de Política Aduaneira. da qual o Brasil é integrante. substituído pela Organização Mundial do ComércioOMC. celebrado em Genebra em 1947. concedida por Resolução do CPA. se não estiverem compatíveis com a Nova Carta. de 14.General Agreement on Tariffs and Trade. 22 e 27 da Lei 3. JURISPRUDÊNCIA Não contrariam a Constituição os arts. está obrigado a respeitar as tarifas internacionais a que se obrigou? Temos. não podem prevalecer. ao alterar as alíquotas do Imposto de Importação. prevista na Lista Nacional Brasileira. artigo por artigo. diante de alíquotas estabelecidas em acordos internacionais: o Executivo. como exemplo de convenção o Gatt . sendo legítima a sua cobrança sobre a importação de mercadorias de países signatários do GATT. porquanto integram o elenco das normas tributárias.1957. incumbiu-se de pacificar o entendimento de que a atribuição não poderia ser do Congresso Nacional e sim do Presidente da República. da ALALC ou ALADI (STJ-Súmula 124).244.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. para a Taxa de Melhoramento dos Portos (TFRSúmula 165). tendo o Brasil como signatário. Os tratados e convenções assinados anteriormente à CF/88. tida como delegação legislativa. Naturalmente que os tratados e convenções internacionais devem ser observados pelo legislador ordinário. não exclui a mercadoria da alíquota minorada de 1% (um por cento). hoje Secex. A Taxa de Melhoramento dos Portos tem base de cálculo diversa do Imposto de Importação. entretanto. A jurisprudência. 3º. 44 .08. quanto à fixação das tarifas de importação.

III. Alíquotas majoradas pela Portaria Ministerial 201/95. A motivação do decreto que alterou as alíquotas encontra-se no procedimento administrativo de sua formação. A lei de condições e de limites é lei ordinária. 153. j. Motivação. 19). Majoração de alíquota. Imposto de Importação: alteração das alíquotas. Ato. Majoração por ato do Executivo. Decreto. Imposto de Importação. Majoração de alíquota. Pleno. § 1°. 146. No ponto. Constitucional. 3. Constitucional.1998. a.1999. Imposto de Importação. Aplicabilidade da Lei 3. 153. Min. no art. § 1°. Faculdade do art. DJU 06. art. expressamente. RE 224285/CE. por ato do Executivo. No caso. O que a Constituição exige. A lei de condições e limites para a majoração da alíquota do Imposto de Importação. Ausência de motivação e inadequação da via legislativa. mesmo porque os motivos do decreto não vêm nele próprio. DJU 28. Compatibilidade do art. 17. é a ordinária. dado que a lei complementar somente será exigida se a Constituição. rel. 153. Imposto de Importação.2001). a. art.1999). Min. Tributário. ou legal. Pleno. da Constituição Federal.05. visto que lei complementar somente será exigida quando a norma constitucional expressamente assim o determinar. Carlos Velloso. Inexistência de norma constitucional. A motivação do decreto que alterou as alíquotas encontra-se no procedimento administrativo de sua formação. assim determinar.04. que se operou com a entrada da mercadoria no território nacional. III. § 1°. CF. Exigência de lei complementar. Tributário. A vigência do diploma legal que alterou a alíquota do Imposto de Importação é anterior à ocorrência do fato gerador do Imposto de Importação. Maurício Corrêa. 150. § 1°. II. 1. I. Improcedência.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 23 do Dec. 153. Recurso extraordinário conhecido e provido (STF. IV. II. que estabeleça ser a faculdade do dispositivo 45 . Alíquotas. da Constituição Federal. inclusive ICMS e ISS Recurso extraordinário. a Constituição excepcionou a regra inscrita no art. Súmula 4 do antigo TFR. Tributário. 2.11.03. art. V. artigo por artigo. III. Fato gerador. Inaplicabilidade sobre os bens descritos na guia de importação. Majoração de alíquotas do Imposto de Importação. j. Fato gerador do Imposto de Importação: a entrada do produto estrangeiro no território nacional (CTN.244/57 e suas alterações posteriores. Motivação. RE 225602/CE. 19 do CTN. Exigibilidade. o decreto que alterou as alíquotas é anterior ao fato gerador do Imposto de Importação.-lei 37/66 com o art. Alegação insubsistente. a que se refere o art. é que a lei que institua ou que majore tributos seja anterior ao fato gerador. Alegações improcedentes. e art. atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei: CF. 150. Decreto. 25. Recurso extraordinário conhecido e provido (STF. Importação. rel.

rel. Orientação firmada pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal. Proibição ditada pela Portaria 8. II.1999. Min.244/57. no caso.2000. RE 225655. Min.03.954-3. pelo art.. Tributário. RE 222330/ CE. 1ª T. j. 237 da CF teve em mira proteger.. RE 225655. RE 46 .1991. 2ª T. por óbvio o objetivo de ajustar as alíquotas do imposto aos objetivos da política cambial e do comércio exterior (art. Ilmar Galvão. 10. como um todo. Competência do Ministério da Fazenda para indeferir pedidos de Guias de Importação no caso de ocorrer a possibilidade de a importação causar danos à economia nacional. DJU.04. de 13. j. DJU 29. RE 22106 1/CE. Recurso conhecido e provido (STF. Alegada afronta ao princípio constitucional da isonomia.05. 21 do CTN). rel. Min. T.1998. Constitucional.. rel. ainda assim. 19).1998. Importação: veículos usados.. ao investir as autoridades do Ministério da Fazenda no poder de fiscalizar e controlar o comércio exterior. não fosse certo que. se revela consentânea com os interesses fazendários nacionais que o art. Inocorrência de ofensa ao princípio isonômico no fato de não ter sito autorizada a importação de veículos usados.. Recurso extraordinário conhecido e provido (STF. Inteiro descabimento da exigência de motivação do ato pelo qual o Poder Executivo exerce a faculdade em apreço.04. j. Entendimento inaceitável. guarda perfeita correlação lógica com a disparidade de tratamento jurídico estabelecida pela norma impugnada. DJU 28.2000. 1ª T. ademais. ao produto de origem estrangeira. não obstante permitida a importação de veículos novos. considerável parcela dos indivíduos continuaria sem acesso aos referidos bens. rel. 3° da Lei 3. 21. 20.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. j. Limites e condições da alteração das alíquotas do Imposto de Importação estabelecidas por meio de lei ordinária. 11. DJU 28.03. Administrativo. p. Recurso extraordinário conhecido e provido (STF 1ª. única hipótese em que a vedação da importação aos automóveis usados poderia soar como discriminatória. j.05. Ilmar Galvão. artigo por artigo. inclusive ICMS e ISS constitucional sob enfoque de exercício privativo do Presidente da República.04. Importação de automóveis usados. do Ministério da Fazenda. I.1999. A importação de produtos estrangeiros sujeita-se ao controle governamental.2000). como exigido pelo referido dispositivo constitucional. III. Ilmar Galvão. 21. Min. STF. em pretenso prejuízo das pessoas de menor capacidade econômica. porque não demonstrado que a abertura do comércio de importação aos automóveis tenha o fito de propiciar o acesso da população.03. ao revés. 1ª T. no julgamento do RE 203. Moreira Alves. Discriminação que. No mesmo sentido: STF.2000. a qual.06.

p. Ari Pargendler. rel.. artigo por artigo. 19 e Dec. j. tendo em vista o disposto no art. Compatibilidade.1998. 19/CTN e os arts. Min. 24. Alegada ofensa ao art.06. Tributário. Peçanha Martins. ocorre no momento do registro da declaração do importador. Estado do Paraná.11. j. salvo no ponto em que fixou um limite intransponível. Alíquota. Ilmar Galvão. inexiste incompatibilidade do art. Recurso não conhecido (STJ. 155. DJU 27. Guia de importação.05. Min. inclusive ICMS e ISS 208256/CE. permitindo aos Estados instituir alíquota menor.1998. Compatibilidade da referida Resolução com o novo regime constitucional. 11. Recurso não conhecido (STF. Além de o recorrente não ter contestado esse fato. ICMS.05. REsp 157493/SP. 16). Min.. porque o fato gerador do Imposto de Importação de produtos estrangeiros é a entrada destes no território nacional (CTN. 25.1997. RE 156. DJU 04. é indiscutível a conotação constitucional da matéria que não comporta exame em sede de recurso especial. Imposto de Importação.06. p. j. Se sobrevém aumento da alíquota da referida exação após a expedição da guia.907).. Recurso provido (STJ. para consumo próprio. rel. §2°. É irrelevante o fato de ter sido expedida a guia de importação antes da chegada da mercadoria em nosso território.1998. Carlos Velloso. Consoante entendimento do Excelso Pretório. 104). DJU 06. Operações de exportação. 34. 05. § 5°. 4. 23 e 24 do Dec.1997. Chegada em território nacional. IV.1997. Improcedência da alegação. rel.564/PR. Tributário. 19).03. DJU 29. o tributo é devido à base da legislação aplicável no momento do registro da declaração de importação.02. 03. p.1999). 3. mas antes da chegada da mercadoria no território nacional. Aumento. 1ª T. da CF/88. j. rel. O fato gerador do tributo incidente na importação de produto estrangeiro.03. REsp 171853/SP.. 2ª T. O contribuinte não tem direito ao regime fiscal vigente na data da emissão da guia de importação. rel. 17.11. Imposto de Importação.-lei 37/66. Min. CTN. j. 1. 151). Fato gerador. Min. Irrelevância.1998. REsp 165364/RS. DJU 08.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.1998.2. Recurso especial não conhecido (STJ.03.-lei 37/66. art. Alíquota aplicável.1998. Garcia Vieira. 2ª T. 1ª T. aplicando-se a alíquota da época. Veículo estrangeiro. Imposto de Importação. do ADCT/88. Lei que fixou a respectiva alíquota com base na alíquota máxima estabelecida na Resolução 129/79 do Senado Federal. o aumento atinge esta operação. p. art. 47 .

revogado pelo Decreto 1. para fins de cálculo do Imposto de Importação. assim. j. mesmo que a entrada física da mercadoria [automóvel] no país haja ocorrido anteriormente. Majoração de alíquota. 24. rel. artigo por artigo. mas. Imposto de Importação.427 [revogado pelo Dec.01.07. 1. j.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. ficou o Poder Executivo autorizado a determinar a periodicidade de fixação da taxa de câmbio. na hipótese. Imposto de Importação. hipótese em que o fato gerador 48 . mesmo que a entrada física da mercadoria [automóvel] no país tenha ocorrido anteriormente. Com o advento da Lei 8. 1. 1.081).1996. Tributário.06. Majoração de alíquota.06. 19.427.-lei 37/66. Se nessa data vigora nova alíquota [70% . mas a lei ordinária. 25. 18.427/95 .2001. A variação cambial não integra a alíquota ou a base de cálculo daquele tributo. 23). 52. p. 1. de 1995. rel.01. DJU 04. AMS 96. Provimento da apelação e da remessa (TRF-1ª R. 3ª T. o considera ocorrido na data do registro da declaração de importação na repartição aduaneira (Dec. I). Se nessa data vigora nova alíquota [70% .. DJU 29. a alíquota a ser aplicada é a data do fato gerador do imposto de renda – a entrada da mercadoria estrangeira no território nacional (TRF.Decreto 1.1998.1998. AMS 96. opera-se a sua incidência. CTN). 55). na diretriz do CTN (art. na diretriz do CTN (art. não é inconstitucional. mas a lei ordinária..1996. j.. Tributário. DJU 12. Majoração de alíquota. o veículo ingressou em território nacional antes da sua publicação.427/95 . A taxa de câmbio é fator econômico. 116. Castro Filho. Dec. opera-se a sua incidência. Tributário. p. mas reflexo.471/95].471/95]..13742-4/MG.. art. Imposto de Importação. CTN). 50). 3ª T. O Imposto sobre Importação tem como fato gerador a entrada do produto no território nacional (art. art. 116. 23). de sorte que o aumento da base de cálculo verificado pela alteração da periodicidade da aplicação da taxa não foi direto.04. o considera ocorrido na data do registro da declaração de importação na repartição aduaneira (Dec. Juiz Olindo Menezes. MS 6141/DF. ICMS. O IPI incide sobre produtos industrializados no exterior. sem que se possa falar em direito líquido e certo violado. Imposto de Importação. O Imposto sobre Importação tem como fato gerador a entrada do produto no território nacional (art.lei 37/66.03. I). 1. Importação de veículo novo. e.14549-4/MG. de 29.471/95]. Importação de veículo.03.06. Alteração da periodicidade do índice estabelecido para a taxa de câmbio. podendo sobre ela deliberar a autoridade apontada coatora. O Dec.1ª R. Possibilidade.1995. 1ª S. inclusive ICMS e ISS Mandado de segurança. IPI sobre produto importado. p. 2.Decreto 1.revogado pelo Decreto 1. 2. Ordem denegada (STJ.2001.981/95. 19. Min.

rel. Tributário. Alteração de alíquota.427/95 [revogado pelo Decreto 1. II. rel. Pleno.06. Tributário. 46.1996.05052103/CE. CTN). para que o Executivo possa alterar a alíquota do II (TRF-5ª R. 29.471/95. foi conferida ao Poder Executivo. relator designado: Juiz Castro Meira). Juiz Ridalvo Costa. em face da Constituição de 1988. é legítima a cobrança de ICMS por ocasião do despacho aduaneiro. § 1º).870/CE.01. Não há inconstitucionalidade na cobrança do imposto. 1.05. sem a observância ao princípio da anterioridade (art. artigo por artigo. p.02. a título de adicional de imposto de 34% sobre o valor das importações de tecidos artificiais e sintéticos originários da República da Coréia. Juiz Ridalvo Costa. Ausência de motivação. j. Decs.1998. INAMS 94.. 153. que instituiu sobretaxa.817-RJ e RE 192. Precedente do Tribunal (Argüição de Inconstitucionalidade na AMS 37. A faculdade de alteração das alíquotas do Imposto de Importação. j.471/95]. não mais prevalecendo. nos termos do § 1° do art. 1.05. com a indicação objetiva das condições estabelecidas em lei (CF. 79). I. 1. Tributário. e não apenas ao Presidente da República. Não se deve estender a exigência de lei complementar a hipótese não prevista na Constituição. Fato gerador.134).6309/SP). a majoração de alíquotas. 153 da Constituição Federal.46994/PE. 3ª T.1996.026626-7/BA. 3ª T. para ajustar a política cambial. para atender a finalidade pública. ainda. I. Inobservância dos limites e condições estabelecidos em lei complementar.. 18. p. j.. § 1°. Imposto de Importação. Adicional. a alteração de alíquotas no tocante ao Imposto de Importação.1998. 18. art. 3. Decs. O Imposto de Importação é um tributo em que se permite. REO 95. DJU 04. O ato administrativo deve. 2. Portaria 50/94. Improvimento da apelação (TRF-1ª R.1998. 25. p. A emissão da guia de importação não se confunde com o fato gerador do imposto sobre a importação de produtos estrangeiros (TRF-5ª R.. 811). que exige 49 . a jurisprudência condensada na Súmula 577 do Supremo Tribunal Federal (RE 193. AMS 1997. Argüição de inconstitucionalidade da Portaria 50/94. Princípio da anterioridade. Imposto de Importação.03. estar necessariamente motivado. DJU 12. DJU 22. Só a lei complementar pode fixar as condições e os limites permitidos ao Executivo.1998. É da própria essência da atividade administrativa..Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.03.391/95 e 1.03. 4.427/95 [revogado] e 1. dentro dos limites previstos em lei. Constitucional. do Ministro da Fazenda. rel.00. Imposto de Importação. Juiz Olindo Menezes. para alterar as alíquotas do Imposto de Importação. inclusive ICMS e ISS se dá com o seu desembaraço aduaneiro no território nacional (art. Na mercadoria importada. CF). 153.

1995. A declaração de importação – atual denominação da guia de importação -. Decs. Agravo regimental.2001. Matéria dirimida pelo Pleno deste Tribunal. Agravo regimental em recurso extraordinário. DJU 25. Imposto de Importação. 03. Castro Meira. DJU 16. p. Veículos. Conselho de Política Aduaneira [hoje. de 29 de março de 1995 [revogado pelo Dec. Tributário. j. 50 .09.2005.391/95 e 1. rel.03. Verba honorária. 366).12. 2.2000. 3ª T. 2. 4. Fato gerador.004067/SP. 108.371). 3. Tributário. Imposto de Importação. Entrada de mercadoria importada no território nacional em data posterior à vigência do Dec. REsp 157162/SP. AC 92. Secex]. Ocorrência. Incidência. 1. Tributário. 73. DJU 01. 2ª T.. 1997. DJU 10. 1. feita por ocasião do desembaraço aduaneiro. rel. 1. de 1995. Exige-se expressa motivação as resoluções do Conselho de Política Aduaneira. Constitucionalidade do diploma legal editado pelo Poder Executivo Federal.2005.427 [revogado] e 1.. 1. p. que abrange a base legal e os fatos que lhe deram origem. Legalidade. Majoração da alíquota.. j. j. Acórdão sintonizado com a jurisprudência do STJ e do STF. O fato gerador do Imposto de Importação perfectibiliza-se com o desembaraço aduaneiro.. Veículos automotores. Súmula 97/TFR. Desembaraço aduaneiro.142). Decs.457/75. IV Apelação improvida (TRF-3ª R. 137). Tributário. AMS 96.427/95 [revogados pelo Dec.08. 1ª T. Constitucional.. para a fixação de pauta de valor mínimo para a incidência de tributos. 08. artigo por artigo. p. 17. Incidência do imposto com a alíquota majorada. 22. inclusive ICMS e ISS agilidade e presteza.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. o qual se inicia como registro da declaração de importação. Honorários advocatícios fixados em 10% (dez por cento) sobre o valor da causa (TRF-4ª R. Majoração de alíquota.471/95]. rel.1997. j. Fato gerador. O momento da ocorrência do fato gerador do Imposto de Importação é o registro da declaração de importação.427/95. Min. rel.05726/ SC. 1. 1. Na hipótese o desembaraço ocorreu na vigência do Decreto 1. Juíza Ana Scartezzini. p.10.08. Juiz Vladimir Passos de Freitas. Res. Impostos de Importação e Exportação.471/95].427.02.04. tendo em vista o fato gerador do tributo.471.05. Fato gerador. 2. Recurso especial conhecido e provido (STJ. RE-AgR 252008/SP.1995.. III.08. Min. Agravo regimental não provido (STF 2ª T. não gera ato jurídico perfeito ou direito adquirido à aplicação da alíquota vigente ao tempo de sua emissão. portanto deve ser aplicada a alíquota prevista em seu bojo. 1. Maurício Corrêa. Imposto de Importação.

sendo irrelevante o regime fiscal vigente à data da emissão da guia de importação.. sob a forma de adicional de Imposto de Importação sobre o leite em pó. Importado. Francisco Peçanha Martins. Precedentes do STF 4. p. Dissídio jurisprudencial. 2.2001. 1. Constitucional e tributário. 3. Recurso especial parcialmente conhecido e.2006. Leite em pó importado da Comunidade Econômica Européia . Tributário e processo civil.03. 3. Súmula 83/STJ. Min. na hipótese de ser destinada a consumo. Súmula 83/STJ.05. Lei complementar. inclusive ICMS e ISS Precedentes. 2. rel. Veículo. mas sim quando do registro da declaração de importação na repartição aduaneira (art. Imposto de Importação. Alteração de alíquotas através de portaria 51 .02. João Otávio de Noronha. DJU 09. Direito compensatório. Aplicação de entendimento sumulado da Corte. CF/88 [rectius: § 1°]). Majoração da alíquota. ‘Painel’ no âmbito do GATT. Min. quando a orientação do Tribunal se firmou no mesmo sentido da decisão recorrida’ (Súmula 83 do STJ). j. Tributário.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Tributário. rel. 153.2005. portanto. 23 do Dec. contestando a imposição do direito compensatório. 1.01. o fato gerador não ocorre no momento do embarque da mercadoria no exterior. 15. 28. artigo por artigo. ‘Não se conhece do recurso especial pela divergência. nessa parte. A faculdade de alteração das alíquotas do Imposto de Importação foi concedida ao Poder Executivo e não apenas ao Presidente da República.427. Não se deve estender a exigência de lei complementar para hipótese não contemplada pela Constituição Federal. 2ª T. Apelação improvida (TRF-1ª R. p. Caráter de extrafiscalidade. p. 19. A simples existência de ‘painel’ no âmbito do GATT. de 1995. não provido (STJ. Juiz Lindoval Marques de Brito. Não padecem de ilegalidade os Decs. não exime o contribuinte de recolhêlo..2006. CF/88 [rectius: § 1°]. 201).CEE. DJU 22. Fato gerador. j.471 e 1.02. 2ª T. a portaria ministerial correspondente (art. 2ª T. DJU 21.-lei 37/66). O fato gerador do tributo incidente sobre mercadorias importadas do exterior ocorre quando da sua entrada no território nacional e. Art. AMS 9501014568/ BA. rel. da data do registro da declaração de importação na repartição aduaneira. 4). Legalidade. Adicional do Imposto de Importação. j. 153.. 1. Acórdão em harmonia com a jurisprudência dominante do STJ. AgRg no Ag 470904/RJ. Portaria ministerial. 1. parágrafo único.06. de forma que alíquota vigente nesta data é a que deve ser aplicada para o cálculo da exação. Recurso especial..2005. sendo válida. REsp 173492/PR. 300). Imposto de Importação.490. Agravo regimental improvido (STJ.2002. Cuidando-se de importação de mercadoria para consumo. oriundo da CEE. parágrafo único.

rel. p. haja vista a sua função essencialmente extrafiscal. conforme constitucionalmente definido nos arts. 1. 153. alterar as alíquotas do Imposto de Importação. 4°. a exceção prevista no art. 4°. desde que respeitados os limites legais. e tal conduta não importa em ofensa ao princípio da legalidade tributária. o que possibilita a alteração de suas alíquotas.03. 197). 150. do Dec. 6ª T. a produção dos seus efeitos ocorrem já na vigência de nova regulamentação. Majoração de alíquota. 6ª T. artigo por artigo. Aplicação do art.1995. Apelação improvida.343/94 só alcança as mercadorias descritas na guia de importação 8194/2571-6. 1°. da Comissão de Política Aduaneira [hoje. preponderando a finalidade da intervenção do Estado no domínio econômico. O Imposto de Importação constitui-se em importante instrumento de política econômica e comércio exterior. Tributário. desde que respeitados os limites legais.2002.. Assim. Juiz França Neto. 4º do Dec. Legalidade. Juiz França Neto. 3. j. mediante ato do Poder Executivo..767/95]. j. aquelas que possuam prazo de validade determinado.. que não tenham termo final. Nos termos do art. Mandado de segurança.343/94 [revogado pelo Dec. III. Alteração de alíquotas através de portarias ministeriais. Ao contrário. no decorrer do exercício financeiro. é irrelevante a data da expedição da guia de importação para os efeitos de concretização do fato gerador. Invalidade. permanecerão válidas até 31. Interpretação do art. 200).2002. DJU 15.10. à unanimidade (TRF-2ª R. O Imposto de Importação reveste-se de caráter extra-fiscal e por tal razão a sua arrecadação tem importância secundária. § 1° da CF/88. Secex]. Imposto de Importação.09. 17. Inocorrência. alterar as alíquotas do Imposto de Importação e tal conduta não importa em ofensa ao principio da legalidade tributária.343/94. 1.343/94. DJU 15. AMS 15544/RJ. Tributário. p. AMS 7220/RJ. O fato gerador do Imposto de Importação ocorre com a entrada da mercadoria no território nacional. rel. 1. Remessa necessária e apelação providas. Resolução 01-0449/83. as alíquotas do Imposto de Importação estabelecidas em portarias ministeriais. estão sujeitas às alterações das alíquotas de importação introduzidas pelo art. Assim. b.2002. Fato gerador que se configura após a publicação da portaria. Imposto de Importação.09. concernente ao imposto de importação. 2. inclusive ICMS e ISS ministerial. Irretroatividade.2002.10. Compete ao Poder Executivo.. como é o caso da Portaria 314/94.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Cabe ao Poder Executivo. 1. do Dec. à unanimidade (TRF-2ª R. Na hipótese de o fato gerador se concretizar após a publicação da Portaria 938/91. 1. 17. fato esse que se concretiza quando do registro da guia de importação junto à autoridade fiscal competente. 1. 52 . 1. do Dec.

22. A majoração de alíquota sem a prévia audiência aos interessados somente é possível quando ocorrerem motivos econômicos de ordem global (art. inclusive ICMS e ISS § 1° e 153. para a alteração de alíquota de produtos não constantes do edital em questão.u. com indicação dos motivos que ensejaram a necessidade do aumento de alíquota. Juíza Consuelo Yoshida. do art. O Imposto de Importação constitui-se em importante instrumento de política econômica e comércio exterior.-lei 63/66.. da Magna Carta. j. p.01.2006. Fed.2003. 5.244/57. 6ª T. 3. Milton Luiz Pereira. § 1°. uma vez que. mediante ato do 53 . própria para a reprografia heliográfica. TRF-3ª R. Min. diante disso. REOMS 89. haja vista a sua função essencialmente extrafiscal.2003). 3° e parágrafo único do art. Para a alteração de alíquota de produto cujo nível tarifário venha a se revelar insuficiente ou excessivo ao adequado cumprimento dos objetivos da tarifa ou cuja produção interna for de interesse fundamental estimular (letras a e b.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 3°. Mairan Maia j. AMS 138242/SP. v. v.. 4.1999. Des.06. REsp 170050/SP.03..244/57). DJU 15. da mesma lei).-lei 63/66). 22. Motivação e finalidade do ato.07. do Dec. No caso vertente. mediante a criação de um destaque ‘EX’ à posição 37. A alteração de alíquota do Imposto de Importação pela Comissão de Política Aduaneira somente deve ocorrer dentro das hipóteses previstas no art. 6ª T.. rel. Min.061370-8. 9. Declaração de importação. o que possibilita a alteração de suas alíquotas. do Dec. 1ª T.99 da TAB. 4°. Registro na repartição aduaneira. Invalidade da Resolução 01-0449/83.06. Demócrito Reinaldo. produto não constante do edital supracitado.u. Resp 40719/SP.99 da TAB. Apelação e remessa oficial improvidas (TRF-3ª R.01. Alteração de alíquotas.. 1ª T. Precedentes (STJ. da Comissão de Política Aduaneira. com fulcro no parágrafo único. DJU 28.244/57 e art. o ato administrativo deveria ser fundamentado. Função extrafiscal. 10. DJ 19. da Lei 3. DJ 30. a impetrante importou película plana para reprodução fotográfica. Ofensa não caracterizada. rel. O Edital 1. Princípios da segurança jurídica e do direito adquirido. I. 22.08. Ato do Poder Executivo. Fato gerador.. de 15% para 45%. Imposto de Importação.. da Lei 3. por falta de motivação. 22. A Resolução 01-0449/83. rel. da Lei 3. 8. Garantias à livre iniciativa e ao livre exercício da atividade econômica. 1. 622). 08. Decorrer do exercício financeiro. 18. 4°. j. 7. 6. da Comissão de Política Aduaneira. do art.1999. relativamente à película plana. 2.03.2006.042/82 convocou os interessados na discussão da alteração de alíquota do Imposto de Importação. artigo por artigo. STJ. Possibilidade.06.. Tributário.04.. aumentou a alíquota do Imposto de Importação para todos os produtos classificados na posição 37. exige-se a realização de prévia audiência entre os interessados nas principais praças do país (art.02. rel.03.1995.

31. O Dec. se não efetivado o respectivo registro da declaração de importação. O momento determinante para ocorrência do fato gerador do Imposto de Importação é aquele em que efetivado o registro da respectiva declaração no órgão aduaneiro competente. DJU 27. com base em alíquota zero. 14. A Constituição Federal faculta ‘ao Poder Executivo. pois a alíquota do Imposto de Importação a ser aplicada é aquela referente à norma vigente no momento em que efetuado o registro da declaração de importação para o desembaraço das mercadorias na repartição alfandegária. bem como de decreto presidencial correlato. inclusive ICMS e ISS Poder Executivo.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 19..2005. 550/92 estipula o imposto aduaneiro. 1.12.e. p. Inexistência de violação aos princípios da motivação e finalidade do ato e às garantias constitucionais do incentivo à livre iniciativa e livre exercício da atividade econômica. 150.01. 2.08. por órgãos ministeriais. 6. do CTN e arts. 478). atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei’. AMS 176748/SP. não há que se falar em ofensa aos princípios da segurança jurídica e do direito adquirido. Da mesma forma. conforme constitucionalmente definido nos arts. do Dec. para as importações de conversores catalíticos produzidos em país integrante do Mercosul. III. da Magna Carta. § 1°. Direito tributário. permitindo-se a alteração de suas alíquota conforme exija a política do comércio exterior. porquanto ainda não aperfeiçoado o nascimento da obrigação tributária em questão. 4. editada pela Câmara de Comércio Exterior. E. 258). § 1°). artigo por artigo. A Resolução 35.Nomenclatura Comum do Mercosul . j. Interpretação sistemática do art. 7. não deve prevalecer. 54 . Alíquota zero. I. Partindo-se dessa premissa.11. AG 211104/SP. a alteração das alíquotas do Imposto de Importação (art.. Agravo de instrumento improvido (TRF-3ª R. Apelação improvida (TRF-3ª R. a alíquota do tributo.2006. a data do embarque da mercadoria no país de origem. Precedentes do Excelso Pretório. considerando-se que tem o referido tributo natureza extrafiscal. é forçoso reconhecer que se mostram irrelevantes a data da celebração do negócio efetuado.2005. j. Juiz Fábio Prieto. DJU 30. Imposto de Importação: produtos oriundos de país integrante do Mercosul. p. por conseqüência. b. Juíza Consuelo Yoshida. 4. ou mesmo a data de desembarque desta no território nacional. 2. 5... 4ª R. sob pena de violação ao Sistema Tributário Nacional. 6ª T. de 18 de dezembro de 2002. que alterou o código NCM . 5. As normas instrumentalizadas em decreto têm precedência sobre aquelas veiculadas por meio de instruções ou resoluções ministeriais.2005. 3. 3. A eventual alteração da alíquota da referida exação. deveria pressupor a existência de lei expressa.-lei 37/66. § 1° e 153. rel. rel. no decorrer do exercício financeiro. 6. 23 e 44. STJ e 6ª Turma desta Corte. 153.

Majoração. 1. A Lei 3.04. 1. Constitucionalidade dos Decs. rel. Processual civil. ao julgar o RE 225. A respeito da matéria em apreço. 769).1999. Imposto de Importação. estabelece as condições e os limites para alteração das alíquotas do Imposto de Importação. ambos de 1995. 5°. j.01. Tributário. Juiz Leandro Paulsen.-lei 1. Fato gerador. este último artigo alterando a redação do art. o que é demonstrado pelo contribuinte interessado. O Plenário desta Corte. consoante se verifica no teor da ementa transcrita: ‘Imposto de Importação. inclusive ICMS e ISS Tributário. simples autorização para que tal ocorra. AC 1998.076039-0/PR.04. em seu art. Aspecto temporal. Imposto de Importação. j.471/95. Registro da declaração. 19 do CTN.602. O art. Ministro Moreira Alves. 04. que majorarão a alíquota de importação. decidiu. Por sua vez.01. datado de 20. Majorações da alíquota. Irrelevante na definição da lei tributária que incidiu sobre a operação de importação a data em que a impetrante havia firmado negócio jurídico com a empresa sediada no exterior. Apreciação na via administrativa.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.427/95 [revogado] e 1.244/57. DJU 05. 6° e 7° do Dec. no qual se declara a constitucionalidade dos decretos em comento. p. 1. No mesmo sentido.10.1999. o art.05. p.244.2006. artigo por artigo. 4° do Dec. Ausente o ato normativo de redução da alíquota. 55 . diferentemente do afirmado. Não há qualquer incompatibilidade entre o art.-lei 63/66. 22. DJU 10.199/71.2003.471.244/57.04. Lei 3. Fato gerador.11.391/95 [revogado]. rel. 4° da Lei 3. sim. Legítima a tributação na alíquota majorada pelo Dec.06. 2ª T. Embargos declaratórios. Produto sem similar nacional. e se verifica a pertinência da medida para ajuste aos objetivos da política cambial e do comércio exterior. Imposto de Importação.. AC 2004.. publicado no DJ 11. 2. 23 do Dec.2006. não há como considerá-la como se fosse alíquota zero se havia outra alíquota vigente para o caso quando da ocorrência do fato gerador (TRF-4ª.020401-0/RS. trazendo.427 e 1. os arts.-lei 37/66 e o art. 25. Alíquota majorada. A autorização legal para redução de alíquota é exercida pelo Executivo mediante procedimento em que se analisa a existência ou não de similar nacional. em relação ao IPI.2003.-lei 37/66 estabelece o aspecto temporal da regra de incidência do Imposto de Importação como sendo a data do registro da declaração de importação para o desembaraço na repartição aduaneira. Juiz Leandro Paulsen..376/97 (TRF-4ª R. 615). 3°. não estabelecem a redução de alíquota ou a isenção dos produtos sem similar nacional. 23 do Dec. rel. Alíquota. de 1957. por unanimidade de votos: Constitucional. 1ª T. impende-se seguir a orientação firmada posteriormente pelo Supremo Tribunal Federal no bojo do RE 222330/CE. Dec. Decretos 1.

já a aplicou ao Decreto 1. Importação: alíquotas. nos termos do art. assim determinar. I. mesmo sem eficácia erga omnes. III.427 e 1. Ato.471/95. Fato gerador do imposto de importação: a entrada do produto estrangeiro no território nacional (CTN. 153. § 1°. 1.105).427/95 a decisão tomada no RE 224. Assim. p.285. A lei das condições e de limites é lei ordinária. porém. ambos de 1995. é que a lei que institua ou que majore tributos seja anterior ao fato gerador. DJU 06. decisum este que.03. Majorações da alíquota do Imposto de Importação. dado que a lei complementar somente será exigida se a Constituição. rel. V RE conhecido e provido. 153.2006. as alíquotas é anterior ao fato gerador do imposto de importação. Súmula 4 do antigo TFR. Juiz Ubaldo Ataíde Cavalcante. AMS 63969/AL. 150. Essa orientação se aplica aos Decs. aliás. A motivação do decreto que alterou as alíquotas encontra-se no procedimento administrativo de sua formação. DJU 27. 1ª T. por ato do Executivo.09. a. 22. 19). III. De acordo com o art. Motivação. no art. Imposto de Importação: alteração das alíquotas. Art. Contribuinte do imposto é: I . No caso. o momento do fato gerador do imposto de importação é a entrada da mercadoria no território nacional. 19 do CTN. divergiu o acórdão recorrido.08. Juiz Ubaldo Ataíde Cavalcante j. artigo por artigo.. em que se firmou a constitucionalidade dos Decs. 25. da CF/88. 56 . 19 do Código Tributário Nacional.2006. a Constituição excepcionou a regra inscrita no art. CF. A faculdade atribuída ao Poder Executivo para alterar alíquotas dos impostos com finalidade extrafiscal. majoração por ato do Executivo. Apelação e remessa oficial providas (TRF-5ª R. IV O que a Constituição exige. a e art. pelo que há de ser exercida sempre que seja necessária a alteração para ajustar o imposto aos objetivos da política cambial e do comércio exterior. Recurso extraordinário conhecido e provido’. 1. 1. 150. 23 do Dec. Tributação extrafiscal. consubstancia poder discricionário. rel. § 1°. Embargos declaratórios acolhidos para dar provimento à remessa oficial (TRF-5ª. como. merece ser prestigiado. 1ª T. Constitucional e tributário. o decreto que alterou..471. 14. No ponto.091). II.1999.427/95 e 1. 153. III.. art. atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei. Dela. 2. Compatibilidade do art. inclusive ICMS e ISS Tributário. art. 146.-lei 37/66 com o art. Imposto de Importação: fato gerador. Acompanha-se a orientação traçada pelo Pretório Excelso. j. § 1°.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. expressamente. EDREO 5132001/CE.o importador ou quem a lei a ele equiparar.1999. 1. p. CF art.10. 3. II. mesmo porque os motivos do decreto não vêm nele próprio. e não o seu embarque.

na responsabilidade em sentido amplo pode haver ou não a exclusão do contribuinte.-lei 37/66 (art. ao mesmo se equipara. definido no mesmo diploma como sendo “aquele que tem relação pessoal e direta com a situação que constitui o fato gerador da obrigação tributária respectiva”. dentre outros. parágrafo único. - o arrematante de produtos apreendidos ou COMENTÁRIOS Contribuinte. assume a obrigação ex vi lege. Além do contribuinte indicado no art. Dec. 57 . o cessionário. mesmo não sendo importador. distinguem-se os solidários e os responsáveis por expressa designação. Dec. o depositário. São eles o transportador. 32. Responsável solidário é o adquirente ou cessionário de mercadoria com isenção ou redução fiscal. o qual responde juntamente com o contribuinte (art. a quem a lei impõe o gravame e. 31) indica espécie sui generis de sujeito passivo que.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. artigo por artigo. Ao lado do contribuinte natural ou equiparado. Dentre os responsáveis. 22 do CTN. imputando-lhe a obrigação de pagar. 32. o Dec. inclusive ICMS e ISS II abandonados. bem assim outras pessoas indicadas na legislação pertinente (art. de tal forma que passa a ser tratado como se contribuinte fosse. sem exclusão do primeiro. O responsável designado não sofre indicação aleatoriamente e sim por estar vinculado ao contribuinte de alguma forma.-lei 37/66). o destinatário de mercadoria estrangeira remetida pelo correio e os adquirentes de bens nas localidades dos entrepostos aduaneiros. tais como o arrematante de mercadoria estrangeira leiloada. não sendo importador. Enquanto a solidariedade impõe mais um contribuinte. há ainda o responsável tributário.-lei 37/66).

2°). Recurso extraordinário não conhecido (STF. j. deduzido apenas o percentual correspondente à quebra natural (0.06. Acórdão recorrido que condenou as rés ao pagamento do valor do prejuízo da importadora. Na hipótese. inclusive ICMS e ISS Exemplo de responsáveis em sentido amplo são os sucessores. perante a destinatária (empresa importadora). À palma de transporte de produtos a granel. por exemplo.. É interessante observar. Dec. que. Responsabilidade tributária. não 58 . com a Emenda Constitucional nº 1/69]. Temas constitucional e legais não prequestionados (Súmulas 282 e 356) ou impertinentes à solução da causa. Recurso extraordinário da afretadora. os síndicos da massa falida. 102. XI. Quebra. parágrafo único. 102.1987. 48. a negativa de vigência dos dispositivos focalizados. a responsabilidade do arrematante. Lei 6. 4°. 103 e 104 do Código Comercial foram revogados pela Lei 10. Imposto de Importação. 104. Precedentes do STF. 1ª T. da CF [CF/67.6%). Transporte marítimo de produto a granel.406/2002 . 30.lei 37/66 (arts. Tributário. presumida a ausência de culpa do transportador.Código Civil]. 2. inocorre a responsabilidade para o recolhimento do tributo na importação. pois. Instrução Normativa 12/76. Responsabilidade das empresas armadora e a fretadora do navio transportador. Dissídio com as súmulas e julgados paradigmas não caracterizado (art. 322 do RI [redação anterior à Emenda Regimental 21/2007] e Súmula 291). 5°. caso o preço do bem leiloado não cubra a dívida fiscal. mantendo-se a quebra dentro do limite admitido como natural pelas autoridades fiscais.1.1987.-lei 116/67. artigo por artigo. RE 112853/RS. por quebra de peso da carga. os administradores de bens de terceiros. 3°.08. 582.575). os tabeliães e os sócios. de dissídio com as Súmulas 261 e 535 e com outros julgados. inocorrente. 103. do Dec. 7. Sydney Sanches. e 169). com alegação de negativa de vigência dos arts. 529.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.562/78 (art.218. não desonera o importador. responde o importador pelo que sobejar da dívida. Min. do CPC. rel. No caso. p. 6° e 9° e. mesmo como contribuinte equiparado. 617 e 711 do Código Comercial [os arts. se foi ele que deu início ao desembaraço aduaneiro. 1. o inventariante. 60. DJU 28. § 2°. Secretaria da Receita Federal. 153. JURISPRUDÊNCIA Transporte marítimo internacional de granel sólido.

Omissão a ser reparada pelo Poder Judiciário. j. art. REsp 38499/RJ. 1. Na falta superior ao percentual aludido. 2ª T. j. 60.05. p. DJU 10. j. 2. 135.1995.-lei 37/66. por força do art. Tributário. não há necessidade.restaram devidamente protegidos nas instâncias ordinárias. Importação de mercadorias sujeitas a perecimento.2000). 26. Mandado de segurança.1998. 12. exigiria a prova de que se houve o agente marítimo com excesso de poder ou infração à lei.59).2000. 135.04. Com o cumprimento do dever de ofício da autoridade coatora. Transporte marítimo.-lei 37/66). Responsabilidade pela falta ou avaria da mercadoria transportada. também. O agente marítimo não é representante. p. estranho ao fato gerador do Imposto de Importação (Dec.08. responsável pela fiscalização sanitária das mercadorias objeto de importação.08... rel. do CTN. descabendo o pagamento da indenização cogitada no parágrafo único. inclusive ICMS e ISS superando a quebra os 5% previstos como naturais. e com a expedição do laudo técnico atestando o perfeito estado dos bens internados. Milton Luiz Pereira.09.1998.05. empregado. I. II. nem utilidade a justificar a interposição do presente recurso especial. II. Recurso especial não conhecido (STJ. Tendo em vista que os direitos materiais tutelados . somente o excesso poderá ser tributado. Recurso prejudicado. artigo por artigo. 12.172/SP.1997.. REsp 132624/SP. Recurso provido (STJ.305). 1ª T.1995. 59 . 05. 10 a 12 da Lei 7. as mesmas razões que justificam o reconhecimento da dispensa da multa conduzem a conclusão lógica de que. 1ª T. Regime de isenção. AC 042449/ RS. Juiz Vladimir Passos de Freitas. rel.1997. Tributário. III. de logo. DJU 31. p. Recurso especial prejudicado (STJ. rel. Min.11. o mandado de segurança impetrado no primeiro grau perdeu objeto.783/89 não foram objeto de análise no tribunal de origem.08. Min. 3. j. se fosse o caso. 72. Imposto de Importação. do CTN).Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. DJU 20. As violações apontadas dos arts. DJU 08. Desembaraço aduaneiro pendente de despacho do agente de Ministério da Agricultura. restando inobservado o requisito recursal do prequestionamento (Súmulas 282 e 356 do STF). em caso de avaria ou falta de mercadorias (TRF-4ª R. Transporte. Papel jornal off set. 2ª T. sendo representante do armador. A imputação de responsabilidade. Adhemar Maciel. Eliana Calmon. mandatário ou comissionário transportador.. Greve do serviço público. Dec. 3.650). o transportador não pode ser responsabilizado por tributo. não se tenha como exigível o pagamento do tributo. rel.a saúde pública e o patrimônio . II. Min. Se a importação foi isenta.. REsp 143. 15. Agente marítimo (art.

III.759). Mercadoria a granel. Agentes marítimos. Tributário. Não se ressente de fundamentos a apelação que se limita a reportar-se aos termos de sua contestação. 42. II.07. O agente marítimo. 1..1994.531). p. as faltas não superiores a cinco por cento excluem a responsabilidade do transportador quanto à multa. DJU 30. 4ª T.06. 06. Responsabilidade.04. artigo por artigo. Falta de mercadoria. Juiz Volkmer de Castilho. Súmula 192 do ex-TFR. O agente marítimo.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Inaplicabilidade. j. 60.-lei 37/66. quando no exercício exclusivo das atribuições próprias.-lei 37. Responsabilidade fiscal do agente marítimo. Agente marítimo.05.. 1. DJU 20. Imposto de Importação. p. inclusive ICMS e ISS Tributário. sendo o agente apenas representante que. Correção monetária.4ª R. 57. 2.09.. Recurso improvido (TRF . não pode ser demandado em nome próprio.17780-8/DF.04.1993.-lei 37. parágrafo único. p. j. REO 93. verificada pela autoridade aduaneira. 1. 11. Sentença confirmada. 26. mas não com relação ao Imposto de Importação.086). Falta de mercadoria importada. Súmula 192/TFR.12..1993. quando no exercício exclusivo das atribuições próprias.847). 4ª T.10328/RS. nem se equipara ao transportador para efeitos do Dec. Responsabilidade do transportador. Fato gerador. 29. p. Extravio. Recursos improvidos (TRF-1ª R.1997.. 1°.j. Juiz José Fernando Camargo. Importação. de-1966 (Súmula 192 do TFR). 2ª T. Imposto de Importação.1991. AC 90. Depósito. rel. por via marítima. Processual e tributário. por isso. Responsabilidade tributária.01. 2. rel.01. e 41. j.1997. Fato gerador.1991. Dec. Juíza Eliana Calmon. AC 0424689/PR. AC 90. 2.10. Imposto de Importação.05.. Consolidou-se entendimento jurisprudencial no sentido de não ser o agente marítimo considerado como responsável tributário. DJU 20. rel. arts.-lei 37/66. Não 60 . Tributário. 39. Tributário.. A responsabilidade pelo recolhimento dos tributos relativos a falta de mercadoria importada é inerente ao importador ou ao transportador da mercadoria (TRF-4ª R. Juiz Leite Soares. nem se equipara ao transportador para efeitos do Dec. rel. A responsabilidade pelo tributo nessa hipótese é do transportador. não é considerado responsável tributário. Nos casos de mercadorias importadas do exterior a granel. 14. 3ª T. não é considerável tributário. de 1966 (Súmula 192/TFR). Dec.1993. Falta de mercadoria. Remessa oficial improvida (TRF-1ª R. DJU 11.25606-1/BA. Apelação conhecida. quando no exercício das suas atribuições (Súmula 192 do TFR).17..

61 . Recurso voluntário e remessa oficial improvidos (TRF-3ª R. Imposto de importação. quando no exercício exclusivo das atribuições próprias. rel. 12. Decadência do direito da União para constituir seu crédito em face do transportador. 2ª T.1996. inclusive ICMS e ISS se aplica o entendimento sumulado quando o agente marítimo assina termo de responsabilidade equiparando-se ao transportador marítimo. Caracteriza-se a ilegitimidade de parte do agente marítimo na execução fiscal.04. que se operou..-lei 37/66.. AC 94. pelo que é legítima a exigência do tributo do responsável tributário. na importação de mercadorias a granel. Tributário.09618/PE. Agente marítimo. p.1991. Inexistência de responsabilidade tributária.2005.-lei 37.1996. rel. Nulidade absoluta do procedimento administrativo. Ocorre a nulidade do procedimento administrativo quando não é o transportador devidamente identificado como sujeito passivo da obrigação tributária. 51. Juiz Castro Meira j. artigo por artigo. j. Não se beneficia da isenção do Imposto de Importação a mercadoria extraviada. 1ª T. III. II. Juiz Baptista Pereira. Aplicação da Súmula 192/TFR. Não identificação com sujeito passivo na obrigação tributária no auto de infração e no procedimento administrativo o real contribuinte. 3. O termo de compromisso firmado por agente marítimo não tem o condão de atribuirlhe responsabilidade tributária. j. e mantida a favor do transporte. I.06. quando.09. Princípio da reserva legal. art. Verba honorária devida pela embargante carecedora. Min. 22. Recurso especial a que se nega provimento (STJ. Honorários advocatícios mantidos a favor dos embargantes.. Decadência operada.999). 3ª T.07. de 1966’. DJU 05. DJU 24. 1. nesse caso. Recurso voluntário e remessa oficial improvidos.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Apelações e remessa improvidas (TRF-5ª R. 2. Responsabilidade tributária inexistente. p. [parágrafo único. VI.] inciso II. rel. 05.. 121. João Otávio de Noronha. REsp 223836/RS.05. 19. 332). nem se equipara ao transportador para efeitos do Dec. Transportador. V. IV. DJU 20. nos termos do art.2005.03. exerce este as suas funções próprias.041306/SP. p. AC 91. do CTN.09.166-7). Mercadoria importada a granel. Aperfeiçoa-se o fato gerador. Aplicação do princípio da reserva legal. Agente marítimo. Termo de compromisso. Dec. Imposto de Importação.. segundo a qual ‘o agente marítimo. Tributário.091991. na data em que a autoridade fiscal tomou conhecimento da falta da mercadoria. não é considerado responsável tributário. 12. Embargos a execução fiscal. vez que o auto de infração fora lavrado em face do agente marítimo e em nenhum momento do procedimento administrativo de qualquer decisão deste.

do Código Tributário Nacional e arts. 2. seja ela oriunda de lei. embora o fato gerador do tributo se dê com a entrada da mercadoria em território nacional. ele apenas se aperfeiçoa com o registro da Declaração de Importação no caso de regime comum e. A simples alegação de inexistência de guia de importação não importa no reconhecimento de que a mercadoria extraviada esteja contemplada por qualquer isenção alusiva ao Imposto de Importação. Inversão do ônus da sucumbência (STJ. Imposto de Importação. Extravio de mercadoria estrangeira. torna-se necessária a ‘fixação de um critério temporal a que se atribua a exatidão e certeza para se completar o inteiro desenho do fato gerador’. A autoraembargante não conseguiu comprovar estar a mercadoria estrangeira extraviada contemplada por qualquer isenção fiscal. 3. 19. do Dec. 28. 46). j.1999. José Delgado. Inaplicáveis. Min. III e 60. 1ª T. III e 60. Ocorrendo quebra ou perda inferior a 5% (cinco por cento). Mercadoria isenta. rel. inclusive ICMS e ISS Tributário. arts. seja a mesma oriunda de Tratado Internacional. presumida a ausência de responsabilidade do transportador. DJU 02. rel.05. artigo por artigo. 3.10. Juiz Reis Friede. Resp 20315/RJ. Mercadoria importada a granel. parágrafo único. p. Responsabilidade pelo pagamento do Imposto de Importação da transportadora. Inversão da sucumbência. Compatibilidade. Tributário. sobretudo.1999. DJU 08. Necessidade de fixação de critério temporal para que se complete.05. 41. Apelação improvida (TRF-2ª R. 41. parágrafo único. com a entrada no território nacional da mercadoria que constar como tendo sido importada e cuja falta seja apurada pela autoridade aduaneira. 1°]. AC 133478/RJ. do Dec. 156).-lei 37/66. à espécie. não responde este pelo pagamento do Imposto de Importação face à inexistente previsão legal para tanto. necessariamente. 2ª T. os preceitos dos arts. na responsabilidade tributária da transportadora. nos termos precisos do parágrafo único. o extravio da mercadoria estrangeira importa.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.-lei 37/66. 1. Recurso especial provido.. 62 . porque a mesma não conseguiu comprovar ser a mercadoria estrangeira contemplada pelo benefício isencional. 1° e 23.08.. j. Dec. 4. Art.-lei 37/66 [rectius: § 2° do art. Quebra inferior ao limite técnico permitido de 5% (cinco por cento). 04. nos casos de mercadoria importada a granel sob regime de isenção. 1°..-lei 37/66. Responsabilidade tributária. Ocorrência do fato gerador.2003. p. do art. Recurso especial a que se dá provimento. 1.2003. Ademais. 2. do Dec. Não obstante o fato gerador do Imposto de Importação se dê com a entrada da mercadoria estrangeira em território nacional. Assim.

ainda. 84). Milho transportado a granel. para o agenciamento do transporte das mercadorias. conforme já delimitado pela a Súmula 192. a não ser quando caracterizada a sua qualificação de depositário. Tributário. com a assinatura do Termo de Responsabilidade. terem parte da carga perdida durante a carga e a descarga. Agente marítimo. p. j.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. nos termo do inciso II do art. dessa forma. De acordo com os precedentes jurisprudenciais. a mercadoria sequer ingressará no território nacional.04. Conforme estabelecido pelas Instruções Normativas da Secretaria da Receita Federal. pelo qual se exige o pagamento do Imposto de Importação. a autora. 2ª T. 2. como responsável tributária. Responsabilidade tributária. mesmo tendo assumido obrigações. aplicável na espécie.. Juiz Guilherme Couto. 4. pois não se equipara ao transportador nem ao contribuinte do imposto. ainda quando apurada a falta ou a diminuição do peso da mercadoria. Ação anulatória. pois considerado ocorrente o fato gerador. Ilegitimidade ad causam. Aduaneiro. E várias são as razões para que não se faça a tributação.2003. Discute-se o direito à anulação do crédito tributário. 3. Mas não se pode atribuir a responsabilidade pelo pagamento ao agente marítimo. nada mais justo então de exonerá-lo não só da multa quanto do tributo respectivo. não haverá o que ser tributado. como a do transporte de bens a granel. 1. não haverá nacionalização ou aproveitamento do bem pelo importador. Agente marítimo e transportador. 17. Sentença modificada apenas em parte. em que as quebras são inevitáveis (IN/SRF 95/84). por isso se pode afirmar que não ocorrerá o fato gerador do tributo. e. na qualidade de agente marítimo.. por quebra natural. sob pena de estar o Fisco tributando bem inexistente.02. O Imposto de Importação é devido pelo seu total. Os bens trazidos a granel não são acondicionados adequadamente em embalagens. dentre outros. no caso de líquido. Mercadoria a granel. estão sujeitos às intempéries e podem. há hipóteses. sendo grãos. Quebra de mercadoria. à evaporação ou ao vazamento do produto. não se terá produto a desembaraçar e 63 . Nas hipóteses de perda da mercadoria. DJU 05. Indevido. Imposto de Importação. Súmula 192 do extinto TFR. AC 265663/ES. Imposto de Importação. por isso restou estabelecida uma margem para exonerar o responsável tributário de ônus. rel. em face da agência marítima. 32 do Dec. do extinto Tribunal Federal de Recursos. Perda natural. sujeitarem-se ao ressecamento ou à umidade. por manter vínculo contratual com este. na conferência aduaneiro. em virtude dessa perda.2002.-lei 37. não deverá responder por eventuais débitos decorrentes da importação. inclusive ICMS e ISS Tributário. para diminuir o percentual dos honorários (TRF-2ª R. em virtude de falta de mercadoria importada a granel decorrente de quebra. artigo por artigo. por ocasião do desembaraço do bem.

passando a responsabilidade a terceira pessoa. 9. cujas ocorrências. 1. conferida aos produtos importados. 467. portanto. O ponto nodal da questão refere-se à ocorrência ou não do fato gerador do Imposto de Importação. seria de caráter objetivo. Mercadoria importada. j. As situações de avaria ou o extravio são previstas expressamente pelo Regulamento Aduaneiro [revogado pelo Dec. 12. caso ocorresse. in casu para zero. ao qual se obrigou o importador. de suspensão dos impostos ou de sua redução de alíquota.543/2002].2007. mesmo estando as mercadorias isentas. A isenção.04. 6. consistente na exigência do Imposto de Importação e respectiva multa. 6. imputado à autora em face do extravio ocorrido em bem que transportou. no caso da suspensão dos impostos.. sobre bens extraviados sob a guarda da autora. 468 do mesmo Regulamento). Responsabilidade do transportador. Apelação e remessa oficial não providas (TRF-3ª R. 2. enquanto para a redução dos tributos. 8. Tributário.. mantendo-se a suspensão dos tributos até a sua implementação. A responsabilidade tributária implicará na conjugação de várias situações. faria o Fisco nascer uma alíquota não contemplada legalmente. Inocorrência. cujos bens importados enquadravam-se na alíquota zero. ter sido extraviada ou avariada e quem lhe deu causa. 4. artigo por artigo. ou seja.04. objetivamente considerado. Pensar de forma contrária. insertas no art. p. A avaria ou extravio do bem não pode modificar os critérios de outorga de isenção. Apelação e remessa oficial improvidas (TRF-3ª R. AC 63465. Fato gerador do Imposto de Importação. Aduaneiro. Da mesma forma. 4. não admitida por este instituto. 515). haveria a transferência do sujeito obrigado. em virtude de extravio ou avaria. equivaleria à transmutação de uma isenção objetiva para uma subjetiva. enquanto a redução é norma imperativa. Alíquota zero. alterando-se as causas determinantes da suspensão. Anulatória de débito. A suspensão dos impostos resolver-se-á quando ocorrer o acontecimento futuro e certo. dentre elas a de entrar o bem no território nacional para o consumo. Sustenta a autora tratar-se de produtos sujeitos à alíquota zero. todo transportador seria o responsável pelo pagamento de impostos. pois é instituída em função do fato. AC 175713/SP. vindo a ocorrer a avaria ou extravio dos bens. fazendo nascer tal obrigação fiscal.. nas formas dos artigos 478 a 485 do Regulamento Aduaneiro. 2ª T. 5. não haveria a obrigação tributária diante da importação com redução de impostos. 5. 64 . 3. Precedentes. não se admitindo outra alíquota que não a indicada.2007. Extravio. Sucumbência. Juiz Eliana Marcelo. destinam-se a identificar o responsável e apurar o crédito tributário dele exigível (art. Discute-se o direito à anulação de crédito tributário. rel.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Precedentes do STJ. DJU 19. 7. rel. inclusive ICMS e ISS conseqüentemente a tributar. conforme admitido pela sentença.

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Juíza Eliana Marcelo, j. 15.03.2007, DJU 22.03.2007, p. 464). Imposto de Importação. Mercadoria avariada. Sujeito passivo. Transportador. 1. É o transportador o sujeito passivo do Imposto de Importação incidente sobre a mercadoria importada, tendo em vista a assunção da responsabilidade de transportador o bem, documentalmente. 2. Irrelevante o fato de a mercadoria ter sido transportada por caminhão de outra transportadora. 3. O fato gerador do imposto de importação se dá com a entrada da mercadoria importada em território nacional. A avaria da mercadoria não afasta ocorrência do fato gerador (TRF-4ª R., 1ª T., AMS 200070030036965/PR, rel. Juíza Maria Lúcia Luz Leiria, j. 18.06.2003, DJU 09.07.2003, p. 251). Tributário. Importação de produto industrializado. IPI e Imposto de Importação. Isenção subjetiva. Locação do bem antes de decorridos cinco anos. Responsabilidade solidária. Juros de mora. Termo inicial. Decisão administrativa. I. Quando a isenção for vinculada à qualidade do importador, a locação do bem, antes de decorridos cinco anos da efetiva importação, obriga ao prévio pagamento do imposto, a teor do art. 137 do Regulamento Aduaneiro, aprovado pelo Dec. 91.030/85 [revogado pelo Dec. 4.543/2002]. II. É responsável solidária a pessoa que tenha interesse comum na situação que constitua o fato gerador da obrigação principal, nos termos do art. 124, I, do CTN. III. Existindo a solidariedade, o Fisco tem total liberdade para escolher de quem cobrar, podendo, pois, dirigir as suas ações contra todos ou apenas um dos devedores. IV. Uma vez que o julgamento definitivo no âmbito administrativo foi no sentido de reconhecer o não cabimento de acréscimos moratórios antes da decisão da lide, por não estar ainda definitivamente constituído o crédito tributário, não pode o julgador agravar a situação do contribuinte, para fixar como termo inicial para a incidência de juros moratórios a data do vencimento do crédito tributário. V Apelação parcialmente provida (TRF-5ª R., 3ª T., AC 350912/PE, j. 02.06.2005, DJU 30.06.2005, p. 655). Tributário. Responsabilidade tributária. Importação. Mercadoria importada. Perfumes. Adquirente de boa-fé. 1. O adquirente de boa-fé da mercadoria estrangeira, possuidor da regular nota fiscal, não pode ser apenado com a perda do produto, se verificado pelo Fisco que a mercadoria não foi regularmente importada, porquanto não possui o comprador a obrigação legal de exigir do comerciante vendedor a prova documental do regular ingresso do bem no território nacional, obrigação, esta sim, do Poder Público. Precedentes desta Corte e do STJ (q.v. verbi gratia: AMS
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1997.01.000367534, publicado em 13.11.2003). 2. Remessa oficial não provida (TRF-5ª R., 8ª T., REOMS 200442000022149/RR, rel. Juiz Carlos Fernando Mathias, j. 07.11.2006, DJU 04.12.2006, p. 202). Tributário. Imposto de Importação. Responsabilidade por substituição do transportador. Dec.-lei 37/66, art. 60, parágrafo único. Não configuração no caso de inexigibilidade do tributo na operação. I. Isenção e imunidade não se confundem; enquanto esta consubstancia hipótese de incompetência tributária, aquela impede a constituição do crédito fiscal. II. A diferença ontológica entre isenção e imunidade não tem o condão de afastar a exegese construída sobre o parágrafo único do art. 60 do Dec.-lei 37/66, que cuida da responsabilidade do transportador por tributos que deixaram de ser recolhidos em decorrência de dano, avaria ou extravio. III. O transportador não é responsável por substituição no caso de dano, avaria ou extravio de mercadorias quando o tributo não seja devido na operação em razão de hipótese de imunidade, não incidência, suspensão, exclusão ou extinção do crédito tributário. IV Apelação e remessa oficial improvidas (TRF-1ª R., 2ª T., AC 19990100032763/MG, rel. Juíza Vera Carla Nelson de Oliveira Cruz, j. 16.04.2002, DJU 16.05.2002, p. 108).

Seção II Imposto sobre a exportação Art. 23. O imposto, de competência da União, sobre a exportação, nacional. COMENTÁRIOS Finalidade. O imposto incidente sobre bens e produtos nacionais ou nacionalizados, quando destinados ao estrangeiro, tem como fato gerador a saída do território nacional, considerando esta saída no momento em que é expedida a guia de exportação ou documento equivalente. Adotou-se este momento como o da ocorrência do fato gerador por questão de praticidade.
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para

o

estrangeiro,

de

produtos

nacionais

ou

nacionalizados tem como fato gerador a saída destes do território

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É um imposto federal, de competência da União, inovação esta oriunda da Emenda Constitucional nº 18/65, porquanto a Carta de 46 atribuía aos Estados-membros a instituição do imposto em realce. A atual competência federal da exação é muito mais lógica e adequada à natureza jurídica do imposto, de índole nitidamente extrafiscal, regulatório do comércio exterior. É utilizado, algumas vezes, para evitar o desabastecimento do mercado interno, quando atraentes os preços do exterior. Pelo caráter extrafiscal do imposto e pelo fato de ser importante para o equilíbrio da balança comercial, tem baixíssima alíquota. Como fonte de receita é a exação despicienda, mas funciona como instrumento da política tributária, não se lhe aplicando, por isso mesmo, o principio da anterioridade. Entretanto, diferentemente do Imposto de Importação, tem sido este imposto altamente criticado, por onerar os bens de produção nacional no mercado externo. Fato gerador. É a saída material do produto nacional ou nacionalizado para outro País, qualquer que seja o objetivo da remessa, independentemente do negócio jurídico que motivou a saída, seja compra e venda, doação ou empréstimo. O momento da ocorrência do fato gerador é o da expedição da guia de exportação ou documento equivalente, conforme estabelece o Dec.-lei 1.578/77, no particular bem mais explícito do que o CTN, haja vista o teor do § 1° do art. 1°, verbis: “Considera-se ocorrido o fato gerador no momento da expedição da Guia de Exportação ou documento equivalente”.

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podendo ser as mesmas especificas e ad valorem. Direta quando o estabelecimento industrial ou produtor emite a nota fiscal de venda endereçada diretamente ao destinatário no exterior. com base em contrato. p. Para Aliomar Baleeiro. mas também a subdividida em acondicionamentos no país” (Direito Tributário Brasileiro. uma ficção legal como fato gerador. beneficiamento ou acondicionamento e foi reexportada (regime de drawback). ed. artigo por artigo. As exportações podem ser diretas e indiretas. entendendo-se como tal a mercadoria estrangeira que no país sofreu transformação. proporcional e seletivo em função do objeto submetido à tributação. Por isso mesmo remete-se o leitor ao que foi dito quanto aos entrepostos aduaneiros e regimes especiais. Atente-se quanto ao fato de que não só a mercadoria nacional é passível de incidência do imposto. Possui institutos próprios. inclusive ICMS e ISS Temos. É um imposto indireto. a cobrança do imposto. 1985. cuja expedição de guia é uma mera providência burocrática. mas também a nacionalizada. na prática. como o Imposto de Importação. “nacionalizada é não só a mercadoria de origem estrangeira aqui transformada ou beneficiada. o Imposto de Importação. a fim de facilitar.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.. portanto. Observe-se que aqui há profunda diferença do imposto coirmão. 10. 68 . Tipo de imposto. 139). Os mesmos conceitos examinados para o Imposto de Importação servem de subsídio para a compreensão das alíquotas deste imposto.

Ellen Gracie.248/72 ou a trading companies. JURISPRUDÊNCIA Nota: Imposto de Exportação e fato gerador . a exportação será considerada indireta para o fabricante e direta para o interveniente exportador. I. A Turma. .2001. Imposto de Exportação.10. RE 223. artigo por artigo. que funciona como interveniente comercial. inclusive ICMS e ISS Indireta quando o estabelecimento industrial ou produtor emite a nota fiscal de venda (com o fim específico de exportação) para destinatário comprador no Brasil. a Turma deu provimento a recurso extraordinário para reformar acórdão do TRF da 5ª Região que afastara a exigência do Imposto de Exportação em operação relativa à venda de açúcar previsto nas Resoluções 2. está querendo dizer que é qualquer empresa exportadora que pratica atos de comércio de exportação.106/PE ( DJU 28.2000).-lei 1. nos contratos de exportação de açúcar -.Siscomex. Segundo Vittorio Cassone. Min. rel. Tributário.04.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. salientando que o registro de venda não substitui o registro de exportação.136/94 . citados: 227. efetivados 16.Considerando que o fato gerador do Imposto de Exportação ocorre no momento em que é feito o registro de exportação junto ao Sistema Integrado de Comércio Exterior . O fato gerador do Imposto de Exportação é o registro 69 entendeu os pela de incidência das mencionadas Precedentes resoluções RE porquanto as mesmas foram editadas anteriormente ao momento em que registros exportação.que estabeleciam alíquotas de 10% e 2%.112/94 [revogada] e 2. respectivamente. que por sua vez emitirá nota fiscal de venda endereçada ao comprador estrangeiro.796/PE. quando a legislação tributária fala em “empresa comercial exportadora”. cujo registro de venda. Alteração de alíquota. Nesta hipótese. fora feito anteriormente à edição das referidas normas. sem fazer expressa referência ao Dec. entendido como fato gerador pelo Tribunal a quo. vendendo para empresa situada no exterior.

imbuído de critério político. Imposto de importação de açúcar. que juridicamente não acontece quando da contratação do embarque nem do desembarque. artigo por artigo. 3ª T.543/2002]. Juiz Francisco Falcão. editado posteriormente ao registro junto ao Siscomex das operações relativas a exportação.-lei 1. Negócio jurídico anteriormente firmado.. Ao legislador. não tem o condão de contrariar o que a norma legal define como hipótese de incidência do imposto sobre a 70 .578/77.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Res. constitucionalmente assegurados. Direito adquirido. Majoração. 101. contrariou o comando da Medida Provisória 655/94 [a Medida Provisória 655/94 transformou-se na Lei 9. A aplicação de ato normativo.1996. 2. II. Fato gerador. 222 do Regulamento Aduaneiro [revogado pelo Dec.112/94. 4. Bacen [revogada]. AC 0403282/RS.1996.-lei 1. 661/92 [revogado pelo Dec. III. Ocorrido o fato gerador.1991). Alíquota. Por conseguinte. 22. 4ª T. Direito tributário. Fato gerador.136/94.725). já que revogou a delação constante no § 2° do art. 44. Tributário. Atente-se para que o art. 2.1997. Granito em bruto.1991.1997. do Decreto 660/92. Ação ordinária anulatória de débito fiscal.. O elemento temporal do fato gerador foi o da expedição da Guia de Exportação ou qualquer documento que à mesma equivalesse segundo a administração fiscal. Tributário. Segurança jurídica. MS 00547727/PE. 1. Irretroatividade tributária.. que atribuiu somente ao chefe do Poder Executivo relacionar produto sujeito ao imposto. 4. que modificou o art.578/77. 3. Dec. é lícito instituir formas divorciadas da realidade material. Registro de venda junto ao Siscomex. 2. 04. Segurança concedida.112/94 [revogada] e 2. rel. Juiz Gilson Dipp. AG 03033329. consoante o § 1°. não importando que o embarque se dê somente após a alteração da alíquota. Apelação desprovida (TRF-4ª R. 08. rel.873).543/2002]. DJU 10.112/94. Pleno. 1. 6°. 1° do Dec. inclusive ICMS e ISS informatizado das operações de exportação no Siscomex. a lei elegeu a expedição da guia para marcar a saída do produto exportado. 4. Imposto de Exportação. Imposto de Exportação.06. Medida Provisória 655/94.019/95]. Direito intertemporal.11. p. Segurança concedida (TRF-5ª R. Resoluções do CMN 2.10. Açúcar. j. do art. DJU 28. Juiz Newton de Lucca j. DJU 25.07.. 1° do Dec. surge para o exportador o direito de ver seu produto tributado nas bases da legislação então vigente. Apelação não conhecida e remessa ex officio improvida (TRF-3ª R. j.. rel. p. fere o direito adquirido e o princípio da irretroatividade. dentre as etapas da exportação.05.06. Se a cobrança do imposto se deu com base na Resolução 2.

Remessa oficial improvida (TRF-5ª R. rel.1996. p.136/94. Resolução Bacen 2. j.04.1997. Encontrando-se registrados na Siscomex os contratos negociados com o exterior.1994. j. A demora da Administração Pública para expedir o registro de venda não pode prejudicar o contribuinte que se ateve às diretrizes dos planos governamentais para efetuar os seus negócios jurídicos. DJU 20.1995. Juiz Francisco Falcão. REO 95.10. é a expedição da guia de exportação ou documento equivalente. 05.006).1995. Erro material. AMS 50202/AL.. A impetrante teve seus registros de exportação efetivados em 26. em seu art. p. rel.-lei 1.112/94 [revogada] e 2.1995.235). Juiz José Maria Lucena..08.10. Exportação. 30. 3ª T. rel. tal como definido no art.136/94.578/77 estabelece.. Controvérsia acerca da existência de distinção entre Registro de Venda e 71 . Irretroatividade. 1°. 1ª T. Não conhecimento da apelação da Fazenda e improvimento da remessa oficial (TRF-5ª R.136. 26. AMS 95. Ocorrência antes da edição das Resoluções 2. Registro no Sistema Integrado de Comércio Exterior Siscomex.05. Inexistência. antes da vigência das resoluções que majoraram a alíquota do Imposto de Exportação. Juiz Gilson Dipp.08.49689/PE. j. Resoluções 2. § 1°. 83.831).09. 11. 65. REO 49689/PE. Fato gerador. Juiz Ridalvo Costa.-lei 1.. artigo por artigo.578/77.112/94 [revogada] e 2. Tributário.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. rel Juiz Geraldo Apoliano j.. 12. 10. 2. § 1°. À época do fato gerador incidia alíquota zero. infringe o princípio da irretroatividade da lei tributária a cobrança do Imposto de Exportação nas alíquotas de 10% (dez por cento) ou 2% (dois por cento). p. 3ª T. Constitucional e tributário.10.1995. Impossibilidade de prejuízo ao contribuinte.05. Fato gerador. 26. Impossível a retroatividade desses diplomas normativos para alcançar as operações de exportação já registradas.05. rel. DJU 1°. do Dec. ao instante da edição das Resoluções 2. Fato gerador. O fato gerador do Imposto de Exportação. Precedentes jurisprudenciais desta Colenda Corte: AMS 49552/PE. Embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário.. inclusive ICMS e ISS exportação (TRF-4ª R. que majoraram a alíquota do tributo. DJU 10. 1. Precedentes.112/94 [revogada] e 2. j. O Dec.1997. 4. Constitucional. Tributário.1995. Sistema Integrado de Comércio Exterior . Imposto de Exportação.112 e 2. Irretroatividade. que considera-se ocorrido o fato gerador no momento da expedição da guia de exportação ou documento equivalente: 3.Siscomex.136/94 do Banco Central do Brasil.052051/PE. AMS 0444922/RS. j.08. Demora da Administração Pública.1996. 26. de 1994. Imposto de Exportação. 5. 1°. Imposto de Exportação.

Tributário. Lei 6. Os arts. 3.10. j. 99). O fato gerador do Imposto de Exportação sobre o açúcar ocorre com o registro de vendas no Siscomex e.2003. Imposto de Exportação.305/75. Lei 9.. institui a referida taxa.163/95 [revogada pela Resolução 2. 1°. da Lei 6.2003. nos termos do Dec. 1° e 7°.2003. destinados à futura exportação.. 1. Recurso não provido (STJ.280/2005]. REsp 432839/SC.05. Fato gerador. Registro de vendas no Siscomex durante vigência da resolução do Bacen.927/2002]). Incidência. Imposto de Exportação Açúcar. rel.08. esta deve ser aplicada.069/95. inclusive ICMS e ISS Registro de Exportação. A Lei 6. Tributário. em seu art. rel. Não incidência na importação de produtos sob regime de drawback. 25. Envio de equipamento ao exterior. regime drawback. ou seja. Juiz João Otávio de Noronha. p. DJU 24.. p. unicamente.578/77. rel. 13. 6. 21. DJU 29. Maurício Corrêa. Impossível. Exportação temporária. Erro material.-lei 37/66.972/2000]. 26). verificando-se este durante a vigência da resolução que majorou a alíquota do imposto (Resolução do Banco Central 2.72 . AMS 199901000505276/MG.03. Precedentes. Fato gerador. DJU 23. art. 4ª T. 60. Homenagem ao princípio da legalidade. Tributos e contribuições.2002. p. Só há tributo exigível quando existe lei que expressamente o declare.-lei 1. Dec. 2. a criação de obrigação tributária por interpretação jurisprudencial. j. em nosso regime legal tributário.2003.09. j. 5. Inexistência.-lei 37/66.. 132). Inexistência. 1ª T.. 1.2002. Constitucionalidade. Apelação e remessa oficial a que se nega provimento (TRF-1ª R. expressando. 2. Portaria 393/95. Min.2006. 2. 1. rel.06. Min.305/75. 4. Tributário. Dec. da sua base imponível e da alíquota devida. j. não determinam a incidência da taxa de classificação dos produtos vegetais quando destinados à importação sob o. 2ª T.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Impossibilidade.305/85 [revogada pela lei 9. não há falar na incidência de tributos sobre operação enquadrada no regime de exportação temporária. 2ª T. Embargos de declaração rejeitados (STF. RE-AgR-ED 234954/AL. impondo os elementos do seu fato gerador. quem são os sujeitos ativos e passivos.03. Taxa de classificação de produtos vegetais. p. artigo por artigo.281). Fato gerador.02. Juiz Hilton Queiroz. O Dec. Circular Bacen 2. Tributário. ainda. Recurso especial não-provido (STJ. DJU 15.2006. REsp 382494/PR. 1. José Delgado. Diante da inexistência de fato gerador. quando ocorre comercialização interna de produtos vegetais.597/95 [revogada pela Circular 3. 03.

conforme disposto no art. Longe de prejudicar a cobrança do Imposto de Exportação. a unidade de medida adotada pela lei tributária. não importando o momento do registro da venda junto ao Siscomex (TRF-1ª.954). Imposto de Exportação.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 23. 3ª T. de desenvolver livremente sua atividade econômica. p. recepcionado pela Constituição Federal. 222 do Regulamento Aduaneiro [revogado pelo Dec. A base de cálculo do imposto é: I . A alteração da alíquota do Imposto de Exportação pelo Poder Executivo encontra-se prevista no art. devendo ser afastada alegação de inexistência de norma válida instituidora do tributo. j.quando a alíquota seja ad valorem. ou seu similar. rel. 4. a averbação contribui para legitimar sua exigibilidade. sendo. tampouco à sua delegação ao Banco Central do Brasil.10. II . em qualquer caso. rel. Tributário e administrativo.10. portanto. Art. 73 . REOMS 173653/SP.597/95. ao reconhecer a efetiva ocorrência do fato gerador e confirmar. sendo. O direito fundamental do particular.2002. O fato gerador do imposto configura-se com o registro da exportação no Siscomex.quando a alíquota seja específica. não pode ser obstado por exigências administrativas tendentes a exigir direta ou indiretamente o pagamento do tributo devido. ambos órgãos do Poder Executivo. STF A oneração em milhões do exportador autoriza o julgador a liberar a mercadoria impedida de ser exportada no caso presente. § 1°. Juiz Mairan Maia. este o momento a ser considerado para a verificação da legislação aplicável. descreve todos os elementos do Imposto de Exportação. inclusive ICMS e ISS lei 1. da Constituição Federal. p. alcançaria. o preço normal que o produto. não havendo óbice ao exercício dessa competência pelo Conselho Monetário Nacional. ao tempo da exportação.. DJU 23. 03. A averbação é o ato final do despacho de exportação e consiste na confirmação. 153. tendo conteúdo prevalentemente declarativo.11. 2. j. Precedentes do Eg.. válida a majoração da alíquota efetuada pela Circular Bacen 2.578/77. Juiz Paulo Machado Cordeiro. do embarque ou da transposição de fronteira da mercadoria. artigo por artigo. o nascimento da obrigação tributária. 3. portanto. 347).2002. Averbação de embarque.543/2002]. pela fiscalização aduaneira.2002. em uma venda em condições de livre concorrência. DJU 29. 24.. Agravo de instrumento provido (TRF-5ª R.10.2002. Cobrança indireta do tributo. AG 31752/PE. 6ª T.

deduzidos os tributos diretamente incidentes sobre a operação de exportação e. o preço da mercadoria mais frete e seguro. considerase a entrega como efetuada no porto ou lugar da saída do produto. Como os preços oscilam em função do mercado externo. geralmente não passam da esfera dos Tribunais Regionais Federais. como já explicitado. Ela é elaborada pelo Conselho Monetário Nacional. COMENTÁRIOS Base de cálculo. Daí a pouquíssima jurisprudência dos Tribunais Superiores sobre o imposto em destaque. 74 . FOB ou posto na fronteira. cabe ao Conselho Monetário Nacional expedir normas sobre a determinação da base de cálculo do imposto e fixar critérios específicos ou pauta de valor mínimo.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. não ensejando questionamentos judiciais freqüentes. sujeitando-se inclusive às flutuações das Bolsas de Mercadoria. ou seja. dele excluindo-se os custos da exportação e do financiamento. A base de cálculo que indica o preço normal deve observar as normas da Organização Mundial do Comércio. inclusive ICMS e ISS Parágrafo único. nas vendas efetuadas a prazo superior aos correntes no mercado internacional. FOB é a abreviatura de free on board. E quando é o Judiciário chamado a dirimir contendas em torno da exação. colocado a bordo do veículo que irá transportá-la para o exterior. Aspectos relevantes. Considera-se. então. O Imposto de Exportação não tem importância fiscal e sim política. Para os efeitos do inciso II. O disposto no parágrafo único objetiva reduzir o preço do produto. o custo do financiamento. artigo por artigo. A pauta de valor mínimo só se faz pertinente quando o produto for de difícil apuração ou sofrer marcantes oscilações no mercado internacional. como preço normal o valor à vista do produto.

A quota de contribuição devida ao IBC. não se inclui na base imponível do ICMS. artigo por artigo. 24. por força do art. j. recebido pela Constituição. p. Tributário. mas a outorga só por lei pode ser feita. Exportação de café cru.06. DJU 03. acrescente-se que o Imposto de Exportação. o valor constante da fatura comercial é mera indicação por não se constituir em base de cálculo. DJU 16. por declaração do exportador. p. ICM. AGRAG 153549/SP. inclusive ICMS e ISS Geralmente as controvérsias judiciais versam sobre base de cálculo ou isenção. AGAG 145172/SP. O lançamento é feito. pelos exportadores de café cru. 12.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 149 do CTN. Min. § 5°. JURISPRUDÊNCIA “O exportador adquire o direito de transferência de crédito do ICMS quando realiza a exportação do produto e não ao estocar a matériaprima” (STJ – Súmula 129). Agravo regimental a que se nega provimento (STF. Min. mas o Fisco tem a faculdade de recusar qualquer dos elementos dessa declaração. como previsto no art.1993.269). 13. art. Exclusão da base de cálculo do montante da cota de contribuição devida ao IBC (Dec.844). como os demais impostos.1994. Exportação de café cru. § 8°. 34. 2°. Afinal. As quotas isencionais são episódicas e circunstanciais. 2ª T. não comportando comentários em um trabalho de âmbito geral. Inconstitucionalidade do art. Paulo Brossard. 11 do Convenio ICMS 66/88 declarada pelo Supremo Tribunal no RE 149.11. Agravo regimental. j. rel. Contribuição devida ao IBC.1994.-lei 406/68. especialmente o preço das mercadorias. Base de cálculo. 75 . pode ter lançamento de oficio. 1ª T. O certo é que obedecem elas a razões de conveniência e oportunidade da Administração. Exclusão.922. ADCT) (STF.1994. rel.09. Sepúlveda Pertence.04. geralmente. 30... ICMS. Por fim.

REO 0438009/RS. j. 15. de chegar-se ao exame do mérito.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Tributário.03. Autorização governamental para exportação de açúcar para o exterior. Exportação de café em grão. porém. 3. p. DJU 04. César Asfor Rocha. Precedente. Violação do devido processo.865). A nova alíquota (40%). em seu aspecto substantivo. dentro das condições da época (alíquota de 2%). suficientes para o desate da testilha. Pena de perdimento. REsp 19610/SP.1992. 5. Se os fatos. Recurso provido (STJ. Base de cálculo. Juiz Wellington Mendes de Almeida). em decorrência. se mostrou desarrazoada e altamente ruinosa para a empresa. Imposto de Exportação. A quantia correspondente ao Imposto de Exportação não integra o valor da mercadoria. 1ª T. tem o impetrante a condição especial da ação de mandado de segurança: o direito líquido e certo. a impetrante já havia obtido autorização para exportar 400.12. I. Assim. Segurança concedida. provados com a inicial: existência de direito líquido e certo.04. ainda que legalmente alterada.1995. Alteração exacerbada da alíquota do imposto. A quantia relativa ao Imposto de Exportação. Min.1992. Desproporcionalidade. rel. ICMS. 7.. e até o dever. rel.. II e § 1°). Tributário. II. Mandado de segurança. REsp 73949/RJ. A desproporcionalidade da sanção imposta restou evidente ante a inexistência de Imposto de Exportação a pagar. Aplicação do princípio da razoabilidade. se acham provados com a inicial. art. firmou contratos para atingir seu objetivo. por não integrar o valor líquido faturado. inclusive ICMS e ISS ICM. por motivos conjunturais. artigo por artigo. Necessidade de respeito a autorização empenhada por períodos certos e determinados. em 76 . Recurso improvido (STJ. 1.05. sobre o valor líquido faturado sobre ela não pode incidir o ICM. Processual civil e administrativo. Min. Garcia Vieira.536). No caso concreto. não se inclui na base de cálculo do ICMS devido na exportação de café em grão. bem como pela inexistência de benefício patrimonial a ser auferido. Razoabilidade.1996. 153. A pena de perdimento não é aplicável quando há desproporcionalidade entre o valor da mercadoria apreendida e o valor do veículo que a transportava. j. 2. rel. p. Violação do devido processo. Não inclusão do Imposto de Exportação. Possibilidade. Não se nega ao Executivo o direito. objetivando a congruência lógica entre as situações postas e as decisões administrativas (TRF-4ª R. Fatos complexos. de alterar a alíquota do Imposto de Exportação (CF. Afastamento do empeço de exame de mérito..000 toneladas métricas de açúcar para o exterior pelos períodos de 95/96 e 96/97. DJU 18. Base de cálculo. afetando ruinosamente os contratos firmados anteriormente pela impetrante. 1ª T. 01.

455/76. p.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 166 do CTN. j. Sentença confirmada (TRF-1ª R.1998.04. j. Recurso especial. Recurso especial provido (STJ. 1. rel. 4). inclusive ICMS e ISS seu aspecto substantivo. capaz de ensejar a aplicação do Dec. 06. Quota de contribuição ao IBC.. § 8°. Operação regular.-lei 406/68 decisão que determina o acréscimo do valor da cota de contribuição para o IBC na base de cálculo do ICMS cobrado na saída de mercadorias.01398-3/DF.03. j. 2. Apelo improvido. DJU 06. p. há de se pressupor a impossibilidade prática do repasse do valor do tributo recolhido.2007. Exportação de café. 244). ICMS.1990. Quota de contribuição devida ao IBC. DJU 06. em decorrência da isenção. Comprovado que a documentação legal (notas fiscais.02. 2. Depósito das mercadorias em vagões ferroviários. Sendo isentas de impostos os bens a serem exportados não se configura dano ao erário.3. a ausência de dano ao erário. j.2007. 2ª T. Ação rescisória. Segurança concedida (STJ.1990. Mercadoria isenta. guia de exportação) foram apresentadas pelas exportadoras. Art.. Por outro lado. Recurso especial.08. rel. apresenta-se ilegal a apreensão e declaração de perdimento.01. REO 89.08. REsp 511036/MG. Prova da repercussão. Base de cálculo. Nas operações comerciais que envolvem produto cujo preço é fixado com base nas cotações das bolsas internacionais e às quais se aplica a regra universal da desoneração das exportações. sob pena de perda de competitividade do produto no mercado internacional. Súmula 49/STJ. 19.-lei 1. DJU 12. Tributário. 1.045). Juíza Eliana Calmon.03. Exportação. DJU 27. artigo por artigo. Desnecessidade.1990). Min. eventual divergência havida no 77 . 1ª Seção. MS 4772/DF. Exportação de mercadoria isencional.1997.11. Auto de infração.. Min. 15. Viola de forma direta o preceito normativo insculpido no art. Mostra-se ilegal a lavratura de auto de infração e termo de apreensão e guarda fiscal quando a operação de exportação de mercadoria isenta embasa-se em documentação regular. Base de cálculo. Adhemar Maciel. 1. Tributário. do Dec. Pacificada a interpretação de determinada norma jurídica pelos Tribunais Superiores. Mandado de segurança. Cabimento. 11. Juiz Fernando Gonçalves. p.01. rel. João Otávio de Noronha. 12. Repercussão. 2.1989. III. 1.17103-1/DF. ICMS. AMS 89. rel. Remessa improvida (TRF-1ª R. Processual civil e tributário. 2°. 3. inviabiliza a pena de perdimento. Insubsistência.12. Contrariedade do acórdão rescindendo a entendimento sumulado no âmbito dos Tribunais Superiores. Exportação de café.

5. 485. CTN). 4. há de se pressupor a impossibilidade prática do repasse do valor do tributo recolhido. Exportação. p.2005. pois. 2ª T. Eliana Calmon.637/2002 e 10. do CPC. Variação cambial. obstar a rescisão dos respectivos julgados invocando o enunciado das Súmulas 134-TFR e 343-STF 3. I. Se. § 2°. ontologicamente. 8ª T.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. I) e regulamentada pelas Leis 10. o recurso especial. não se afigura razoável possam os juizes de instância ordinária fazer tabula rasa das suas súmulas para. § 2°.833/2002 (arts. foi alçada a imunidade constitucional pela EC nº 33/2001 (art. Min. j..03. I. antes do trânsito em julgado da respectiva decisão judicial’ (art. e às quais se aplica a regra universal da desoneração das exportações.158-35/2001).09. 2. sob pena de perda de competitividade do produto no mercado internacional. 192). 3. ao Judiciário compete declarar o direito a essa compensação em sede de mandado de segurança (Súmula 213/STJ). 149. relativamente às receitas decorrentes de exportações previstas no art. Inteligência do art.-lei 406/68 a decisão que determina que se acrescente o valor da cota de contribuição para o IBC na base de cálculo do ICMS cobrado na saída de mercadorias. invocando-se as Súmulas 134 . 5. Receitas. V. § 2°. a autoridade e a uniformidade de interpretação do direito federal infraconstitucional. PIS e COFINS. REsp 427814/MG. 02.2004. Recurso especial conhecido e provido para julgar procedente o pedido objeto da ação rescisória (STJ. Inaplicabilidade do entendimento 271 das súmulas do STF. são excluídas da imunidade definida no art. 149. 9° da Lei 9.TFR e 343 – STF. objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo. I.assegurar a inteireza positiva. Nas operações comerciais que envolvem produto cujo preço é fixado com base nas cotações das bolsas internacionais. Tributário. rel. propicia ao Superior Tribunal de Justiça transcendendo o interesse subjetivo das partes . depois. AMS 200538000209924/ MG.718/98.858-6/1999 (atual MP 2.. ‘É vedada a compensação mediante o aproveitamento de tributo. mesmo aquelas provenientes de variação cambial verificada no curso da exportação não podem ser consideradas como base de cálculo do PIS e da COFINS. respectivamente). 2. 1. 170-A. I e 6°. 5°. 149. artigo por artigo. Viola de forma direta o preceito normativo insculpido no disposto no § 8° do art. 78 . além de ser a compensação uma forma de extinção da obrigação tributária examinável na esfera administrativa. Imunidade (art. inclusive ICMS e ISS âmbito dos Tribunais de instância inferior não tem o condão de obstar a ação rescisória ajuizada com espeque no art. Não havendo na Constituição ou em quaisquer outros dispositivos infra-constitucionais definição de quais receitas decorrentes da exportação. DJU 07. 14 da MP 1. Apelação e remessa tida como interposta parcialmente providas (TRF-1ª R. rel. A isenção do PIS e da COFINS. CF). 4.. 2° do Dec. de natureza extraordinária.

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Juiz Carlos Fernando 30.03.2007, p. 108).

Mathias,

j.

06.02.2007,

DJU

Tributário. Quota de contribuição do café. Dec.-lei 2.295/86. Incompatibilidade com a CF/88. Correção monetária. Honorários advocatícios. 1. A quota de contribuição do café foi instituída por ato administrativo, revigorado pelo Dec.-lei 2.295/86, não lhe definindo fato gerador e o sujeito passivo da obrigação tributária e delegando à autoridade administrativa a fixação de sua base de cálculo, matéria evidentemente sob reserva legal. 2. Em face dos expressos termos do art. 25, inciso I, do ADCT, o Dec.-lei 2.295/86 não foi recepcionado pela Constituição vigente, restando indevido o recolhimento da quota de contribuição incidente na exportação de café. Precedente: RE 191.044, rel. Min. Carlos Velloso, DJ 31.10.1997; e AMS 90.03.037596-8/SP Des. Fed. Marli Ferreira, DJ 22.11.1995, p. 80.893. 3. O Pretório Excelso, no acórdão paradigma que consolidou o entendimento daquela Corte (RE 191.044), consignou que ainda que se defenda a possível recepção da referida contribuição pela Constituição vigente, certo é que o seu valor, então fixado pelo Presidente do extinto IBC, não o foi, por força do princípio da legalidade a que se sujeita a sua instituição e majoração, nos termos dos arts. 159, I e 149 da CF/88. Uma vez destituída de valor, a contribuição seria inexistente. Por outro lado, caso houvesse disposição acerca da alíquota da exação, aí sim, incidiria a regra insculpida no art. 25, inciso I do ADCT, ou seja, a delegação para uma eventual alteração de alíquota, desde que obedecidos limites e condições estabelecidos, teria vigência até 5 de abril de 1989, data em que, à míngua de lei que regulasse sua prorrogação, revogar-se-ia pelo referido art. 25.4. Muito embora requerido na inicial a especificação de índices de correção monetária, essa matéria deverá ser agitada em sede de liquidação de sentença. 5. Reduzidos os honorários advocatícios para R$ 5.000,00 (cinco mil reais), considerando o montante a ser devolvido, e ainda os balizamentos traçados pelo art. 20, § 4° do CPC, bem como os precedentes desta Turma. 6. Apelação parcialmente provida (TRF-3ª R. 6ª T., AC 289547/SP, rel. Juíza Marli Ferreira, j. 10.03.2004, DJU 11.05.2004, p. 266). Tributário. Mandado de segurança. CSSL. PIS. COFINS. Base de cálculo. Exclusão de receitas decorrentes da exportação. Imunidade. Art. 149, § 2°, I, da CF/88. 1. É pacífico o entendimento dos Tribunais pátrios acerca da inviabilidade de excluir-se da base de cálculo da CSLL as receitas decorrentes de exportação, pois a alteração trazida pela Emenda Constitucional nº 33 refere-se às contribuições que tenham por base de cálculo a receita, e não o lucro. 2. Às contribuições ao PIS e COFINS aplica-se a regra de
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imunidade prevista no art. 149, § 2°, I, da Constituição Federal, devendo ser excluídas de suas bases de cálculo as receitas decorrentes de exportações. Idêntico tratamento deve ser conferido à variação cambial positiva originada de contratos de exportação e outras verbas vinculadas à atividade exportadora (crédito sobre saque de exportação, crédito presumido de IPI instituído pela Lei 9.363/96), pois, do contrário, a regra de imunidade tornar-se-ia inoperante (TRF-4ª R., 1ª T., AMS 200272030015380/SC, rel. Juíza Vivian Josete Pantaleão Caminha, j. 13.12.2006, DJU 30.04.2007). Tributário. PIS. COFINS. Base de cálculo. Exportação. Receitas financeiras oriundas de variações cambiais positivas. Imunidade. Art. 149, § 2°, I, da Constituição Federal. IPI. Crédito presumido. Lei 9.393. 1. A imunidade prevista no art. 149, § 2°, I, da Constituição Federal, na redação dada pela Emenda Constitucional nº 33/2001, abarca as contribuições sociais que incidem sobre o faturamento ou receita, decorrente de operação de exportação, bem como a variação cambial destes valores. 2. Os créditos de IPI sobre matéria-prima, produtos intermediários e material de embalagem, previstos na Lei 9.363/96, não podem constitui receita tributável pelo PIS e pela COFINS quando derivados de operações de exportação. Do contrário, a regra de imunidade tornar-se-ia inoperante, pois o benefício fiscal comporia a base de cálculo das contribuições (TRF-4ª R., 1ª T., AC 200471070074584/RS, rel, Juíza Vivian Josete Pantaleão Caminha, j. 07.02.2007, DJU 21.02.2007). Mandado de segurança. Compensação tributária. Súmula 213 do STJ. Art. 515, § 3° do CPC. Vendas á Zona Franca de Manaus. Inclusão na base de cálculo do crédito presumido de IPI às exportações. Possibilidade. Equiparação às vendas para o exterior. Art. 40 do ADCT. Leis 9.363/96 e 10.276/2001. 1. Cabível a utilização do mandamus para se obter o reconhecimento do direito à compensação de tributos, a teor do enunciado da Súmula 213 do STJ. 2. Tendo em vista a Lei 10.352/2001 ter acrescentado o § 3° ao art. 515 do CPC, possibilitou-se ao Tribunal o julgamento de processo extinto em primeiro grau sem julgamento de mérito. 3. A teor dos arts. 4° do Dec.-lei 288/67 e 40 do ADCT, para efeitos fiscais, a exportação de mercadorias destinadas à Zona Franca de Manaus equivale a uma exportação de produto brasileiro para o estrangeiro. Precedentes do C. STJ. 4. Havendo equiparação dos produtos destinados à Zona Franca de Manaus com aqueles exportados para o exterior, as receitas das vendas efetuadas a tal área, por serem equivalentes a operações de exportação, podem ser incluídas no cálculo do crédito
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presumido de IPI previsto nas Leis 9.363/96 e 10.276/2001 (TRF-4ª R., 1ª T., AMS 200372010029997/SC, rel. Juíza Maria Lúcia Luz Leiria, j. 01.06.2005, DJU 20.07.2005, p. 403).

Art. 25. A lei pode adotar como base de cálculo a parcela do valor ou do preço, referidos no artigo anterior, excedente de valor básico, fixado de acordo com os critérios e dentro dos limites por ela estabelecidos. COMENTÁRIOS Em se tratando de um imposto extra-fiscal, e ligado à política internacional, sensível às oscilações do câmbio e das bolsas de mercadorias internacionais, não se estranha que o CTN tenha autorizado a abandonar-se o preço real, adotando valores fixados por critérios exóticos, fora dos parâmetros normais, para assim obter-se a base de cálculo. A excepcionalidade, entretanto, não está ao arbítrio da autoridade fiscal, porque devem ser estabelecidas em lei não somente as hipóteses em que se aceita o afastamento do preço real, mas também os critérios e limites previamente ajustados. Na prática é a medida altamente polêmica e encontra resistência quanto à aceitação, muito embora sirva de incentivo às exportações. Art. 26. O Poder Executivo pode, nas condições e nos limites estabelecidos em lei, alterar as alíquotas ou as bases de cálculo do imposto, afim de ajustá-lo aos objetivos da política cambial e do comércio exterior. COMENTÁRIOS Tudo que se disse em relação ao art. 21, referente ao Imposto de Importação, que, como o de Exportação, não observa o princípio da não-surpresa, serve para o entendimento deste art. 26.
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inclusive no que toca à parcial revogação do art. art.-lei 1. 3°). em relação ao Imposto de Exportação temos o Conselho Monetário Nacional. Enquanto no Imposto de Importação tem-se o Secex.578/77 (com redação dada pela Lei 9. seja ela acompanhada ou desacompanhada.578/77. porque a Constituição Federal de 1988 só outorgou ao Executivo a atribuição de alterar as alíquotas do imposto e não a sua base de cálculo. O contribuinte do Imposto de Exportação é aquele que expede a mercadoria. 8° do Dec. 82 . adotando a alíquota ad valorem. É comum o uso da alíquota zero. seja ou não comerciante.-lei 1. Contribuinte do imposto é o exportador ou quem a lei a ele equiparar. em última análise. 21 e 26 é absolutamente igual. ou a leva consigo para fora do País. ou a leva consigo.-lei 1. inclusive ICMS e ISS Aliás. porque o dever de tributar está na norma e não na hipótese de incidência. A alíquota máxima não pode ultrapassar o percentual de 150% (cento e cinqüenta por cento). 3°. 27. por qualquer meio. como estabelece o art.578/77). 26. a redação dos arts. Art. A lei ordinária atual não cogita de alíquota específica.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. no percentual de 30% (Dec. COMENTÁRIOS Definição.716/98). Advirta-se que não há incidência quanto à bagagem. ou fato gerador. A diferença que se pode destacar está no órgão incumbido de administrar as normas. artigo por artigo. parágrafo único do Dec. mas aplica-se as restrições nos valores estabelecidos para o Imposto de Importação quanto à exação em destaque (art. chamada de isenção atípica. É. aquele que despacha a mercadoria para remessa ao estrangeiro.

°.-lei 1. COMENTÁRIOS Reserva monetária. 7. portanto.-lei 1. 28. o produto da arrecadação do imposto em destaque formará reserva a crédito do Banco Central do Brasil. igualmente. com a Emenda Constitucional nº 18. Na CF/88. cuja instituição ou revogação dependem de lei.art. ainda. Segundo Aliomar Baleeiro. na forma da lei.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. o que não ocorre com a isenção. a lei poderá criar um Fundo para subvencionar exportações e produção quando o preço 83 . § 2°. assumindo importância. a título de exemplo. Acrescente-se. não há previsões. A CF/67 não continha a previsão da anterior. Art.578/77 é pesadíssimo (100% do valor do tributo) e também vai compor a reserva. Segundo o Dec. 9°). Na CF/46 a receita do Imposto de Exportação formava reservas cambiais . cuja aplicação ficará a critério do Conselho Monetário Nacional. A alíquota zero é extremamente útil pela mobilidade que tem o Executivo. artigo por artigo. o disposto no art. ou seja. basta a verificação da necessidade de barrar a exportação para ser ordenada a subida da alíquota zero. é obrigatória a reserva monetária ou cambial. devendo-se seguir o que está no artigo em comento. A receita líquida do imposto destina-se à formação de reservas monetárias. Observe-se que a alíquota zero funciona dentro da presunção de que é o produto tributado. 28 do CTN. que o valor das multas impostas por força do Dec.578/77 (art. inclusive ICMS e ISS Assim.

lubrificantes. III . 46 e seu parágrafo único. ou desestimulando as exportações. em benefício do consumidor nacional. V . como definida no art. 4. O imposto. assim entendida a colocação do produto no estabelecimento consumidor ou em local de venda ao público. de competência da União.a importação. assim entendida a venda do produto ao público. lubrificantes. energia elétrica e minerais do País Art. como definida no art. retirando o excesso de remuneração.a circulação.. IV .Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. sobre operações relativas a combustíveis. como definida no art. artigo por artigo. 52.a produção. Capítulo V IMPOSTOS ESPECIAIS Seção I Imposto sobre operações relativas a combustíveis. inclusive ICMS e ISS internacional se apresentar gravoso. Forense. 74. § 1° Para os efeitos deste imposto. II . de produtos brasileiros exportáveis. energia elétrica e minerais do País tem como fato gerador: I . a energia elétrica considera-se produto industrializado. 137). ed. 84 . p. ou a necessidade de garantir o abastecimento do mercado interno. não compensador para os produtos nacionais (Direito Tributário Brasileiro. 19. isto é.o consumo. A elevação de preços.a distribuição.

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§ 2° O imposto incide, uma só vez, sobre uma das operações previstas em cada inciso deste artigo, como dispuser a lei, e exclui quaisquer outros tributos, sejam quais forem sua natureza ou competência, incidentes sobre aquelas operações. Art. relativamente: I - ao Imposto sobre Produtos Industrializados, quando a incidência seja sobre a produção ou sobre o consumo; II ao Imposto sobre a Importação, quando a 75. A lei observará o disposto neste título

incidência seja sobre essa operação; III distribuição. COMENTÁRIOS O imposto tratado nestes artigos, conhecido como Imposto Único, não foi recepcionado pela Constituição Federal de 1988 como de competência da União. Caminhando o Brasil pela utopia do imposto único, instituiu o Imposto Único sobre Minerais no Código de Minas, de 23.06.1934, passando pelo Dec. 24.673, de 11.07.1934, até o Dec.-lei 1.985, de 29.01.1940, o Código de Minas (alterado pelo Dec.-lei 227/67). Surgiu, depois, o Imposto Único sobre Lubrificantes, ao Imposto sobre Operações Relativas à

Circulação de Mercadorias, quando a incidência seja sobre a

Combustíveis e Energia Elétrica. A experiência do imposto único não foi boa, reclamando os Estados e Municípios da divisão da receita e não poucas vezes levando a controvérsia à Justiça.

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Com a CF/88, cuja preocupação primeira foi repartir da melhor forma o bolo formado com a receita tributária, a tributação sobre energia elétrica, serviços de telecomunicações, combustíveis e minerais passou aos Estados e ao Distrito Federal, com o ICMS (art. 155, § 3°, CF). Assim, remetemos o interessado aos comentários em torno do ICMS. Seção II Impostos extraordinários Art. 76. Na iminência ou no caso de guerra externa, a União pode instituir, temporariamente, impostos extraordinário compreendidos ou não entre os referidos nesta Lei, suprimidos, gradativamente, no prazo máximo de 5 (cinco) anos, contados da celebração da paz. COMENTÁRIOS A atual Constituição Federal de 1988 manteve a tradição inaugurada com a Carta de 1946, prevendo a instituição, pela União, dos impostos especiais (art. 154, II, CF). Diante da excepcionalidade, o legislador constitucional deixou em aberto a previsão quanto ao fato gerador da exação, admitindo que se eleja fato gerador de outro imposto. Também tem este imposto, como característica, a

temporariedade, eis que prevista a sua extinção gradual. Roque Carrazza, assim como Aliomar Baleeiro, consideram uma demasia o texto do art. 76 do CTN, ao estabelecer o prazo de cinco anos para a extinção do imposto extraordinário, quando não há limite de tempo no texto constitucional.

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Embora só possam ser instituídos ou aumentados por lei, devido à excepcionalidade, não estão os impostos extraordinários sujeitos ao princípio da anterioridade ou da não-surpresa (art. 150, § 1°, CF). TÍTULO IV TAXAS Art. 77. As taxas cobradas pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelos Municípios, no âmbito de suas respectivas atribuições, têm como fato gerador o exercício regular do poder de polícia; ou a utilização, efetiva ou potencial, de serviço público específico e divisível, prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição. [...]. COMENTÁRIOS Conceito. As espécies do gênero tributo são impostos, taxas e contribuição de melhoria. Diferentemente dos impostos, cuja característica marcante é a desvinculação da receita a uma finalidade determinada, a taxa é o tributo vinculado por excelência, isto é, só é devido pelo contribuinte se houver contraprestação por parte do ente estatal que a houver instituído. A palavra taxa é imprecisa, porque na linguagem jurídica pode significar preço público ou contraprestação por um serviço. Daí a preocupação do direito pretoriano em estabelecer a diferença dos institutos, o que ensejou a edição da Súmula 545 do Supremo Tribunal Federal assim redigida:
Preços de serviços públicos e taxas não se confundem, porque estas, diferentemente daqueles, são compulsórias, e têm sua cobrança condicionada à prévia autorização orçamentária, em relação à lei que as instituiu.

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Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência, artigo por artigo, inclusive ICMS e ISS

O verbete transcrito está em sintonia quase absoluta com a legislação atual, devendo-se o quase à consagração do princípio da anualidade (prévia autorização orçamentária), não mais existente. Segundo Aliomar Baleeiro,
Taxa é o tributo cobrado de alguém que se utiliza de serviço público especial e divisível, de caráter administrativo ou jurisdicional, ou o tem à sua disposição, e ainda quando provoca em seu benefício, ou por ato seu, despesas especiais dos cofres públicos (Direito Tributário Brasileiro, 4. ed., Forense).

A Constituição Federal de 1988, no art. 145, II, dá o conceito de taxa como sendo o tributo instituído pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios, em razão do poder de polícia ou pela utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos à sua disposição. Pelo conceito constitucional, a taxa existe para custear um serviço público ou em razão do exercício do poder de polícia. Entretanto, diante dos limites constitucionais para a criação de taxas, o legislador constitucional derivado criou, pela Emenda Constitucional nº 39, de 19 de dezembro de 2002, a chamada taxa de iluminação, no art. 149-A, ao outorgar aos Municípios e ao Distrito Federal o poder de instituir o que chamou de contribuição para custeio do serviço de iluminação pública, a ser cobrada na fatura de consumo de energia elétrica. A emenda constitucional foi uma resposta dada à firme posição do Supremo Tribunal Federal em não aceitar a cobrança, por parte dos Municípios, das taxas de iluminação pública, entendendo tratar-se de um serviço indivisível, que maculava a sua natureza jurídica. Não demoraram os Municípios, com a autorização da EC nº 39/2002, a instituírem as novas modalidades tributárias, cuja cobrança tem ensejado centenas, senão milhares de decisões em seu desfavor,
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suspendeu os efeitos de liminar mandamental na Suspensão de Segurança 1. precisa ser um serviço específico e divisível. como Presidente da Corte. beneficiando pessoas indeterminadas. DJ 09.317/RJ. No STJ.07.02.03. para ser estipendiado por taxa. AI 422. Mas o serviço prestado pelo poder público. rel. 89 . dentre outros: Ação Cautelar 876/MG. Gilmar Mendes. e sim pelas receitas derivadas dos impostos. Gilmar Mendes. liminares ou cautelares são sistematicamente suspensas nos tribunais superiores.2003. para dizer que é serviço público aquele prestado sob a égide da lei. os seguintes julgados. DJ 13. Quando o serviço público é geral. ou seja.08. inclusive ICMS e ISS inclusive via ação direta de inconstitucionalidade e ações civis públicas patrocinadas pelo Ministério Público. O outro aspecto em destaque é que o serviço prestado ou posto à disposição é sempre estatal. o Ministro Nilson Naves. rel.2005. portanto. artigo por artigo. não podem ser tais serviços custeados por taxas. mesmo que não seja essencial.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. indistintamente. DJ 05. o Parlamento e o próprio STF. Reclamação 3. não poupam os juristas de ácidas críticas o Governo. Nas instâncias ordinárias. rel. Gilmar Mendes.299. DJ 01. DJ 21. rel. Doutrinariamente.046.08. Daí distinguirem-se as taxas de serviço e as taxas de polícia.377. registram-se.06. Para a caracterização do que seja serviço público recorre-se à natureza jurídica do regime jurídico que o rege. Min. rel. mas as decisões em tutela antecipada. Suspensão de Tutela Antecipada 28/SP. ser serviço prestado por empresa privada.2005. Nelson Jobim. Min.min. Min. AI 462. Min. prestado a todos. Nelson Jobim.2004. conforme publicação no DJ 23.2005. não podendo. no mesmo sentido.2004. No STF. os pleitos têm obtido êxito.

Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. pode ser estipendiado por taxas o poder de polícia. ou seja. Além dos serviços. por isso mesmo. A taxa. e que seria perfeitamente estipendiado por uma taxa de serviço. Em São Paulo. a prestação do serviço prevista em lei há de ser obrigatória para o Estado. Taxa e preço. Trata-se de restrição ou limitação coercitiva exercida pelo Estado. pode ter alíquota zero. mas doutrinariamente nega-se a inconstitucionalidade. ser bancado pelo Estado com a receita dos impostos. Questão que se coloca como de importância é saber se um serviço publico específico e divisível. como vimos. 90 . E mesmo assim exige-se que seja divisível e mensurável. mensurável. pago com a receita do IPTU. ou seja. posto à disposição um determinado número de pessoas. questionou-se quanto à constitucionalidade de um serviço de transporte coletivo gratuito. artigo por artigo. direcionada a um número determinado de pessoas que estão obrigadas à mesma. Observe-se que só o poder de polícia específico é passível de estipêndio por meio de taxas. para utilização individual e. o exercício de atividade fiscalizadora que impõe limites ao exercício dos direitos individuais. Politicamente pode ser questionado. com o cuidado para que não haja desvio da vinculação absoluta de sua receita ao serviço específico. enquanto a utilização pode ser facultativa. Por fim. segundo noticia Roque Carrazza. inclusive ICMS e ISS Os serviços específicos ou singulares são prestados a um número determinado de pessoas. tem por fato gerador uma prestação estatal efetiva ou potencial.

A dificuldade surge em relação aos serviços. o preço. como se o nomen juris fosse capaz de alterar alguma coisa. se a atividade estatal se situa no âmbito privado. Ensina Hugo de Brito Machado que. dão ao valor de tais serviços o nome de tarifa. porque submetidos a tratamento jurídico distinto. o valor do serviço é uma taxa”. Entretanto. obedece ao regime jurídico privado. temos preço e não taxa. cobrado dos usuários e sem respaldo de lei. Se a atividade não é pública. que estabelece a fronteira entre a taxa e o preço. no direito brasileiro. inclusive ICMS e ISS Aproxima-se ela e muito se confunde com o preço ou tarifa. está no desvio do serviço público. pois o último. Preço é o valor de uma prestação derivada de um contrato firmado sob a égide da liberdade de contratar. de importância fundamental na condução de cada espécie. não e compulsória e tem por mola propulsora o pagamento. porquanto não há. O maior óbice à fixação de critérios científicos seguros para estabelecer a diferença. Trata-se de preço. 91 . embora estejam regidos por regimes jurídicos absolutamente distintos. “se a atividade estatal situa-se no terreno próprio e específico do Estado. Erradamente atividades públicas são estipendiadas com valor certo.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Para tanto. e só ela. não se tem dúvida. a receita a ela vinculada é um preço. taxa de uso. Em verdade é alei. Se a remuneração é pelo uso de um bem público. artigo por artigo.

O STF ainda não se manifestou a respeito. não confisco e irretroatividade. serviços não essenciais.478/2002.522/2003 e 13. Vittorio Casone indica as seguintes diferenças entre as espécies em apreciação. sujeitase ao preço público. admitem concessão.pressupõe contratação.699/2003). . 13.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. artigo por artigo.remuneração por serviços públicos essências econômica ou cuja não compete Preço público . JURISPRUDÊNCIA Preços de serviços públicos e taxas não se confundem.exercício do poder de polícia. Vejamos: Taxa . Observe-se que o Município de São Paulo criou a Taxa de Resíduos Sólidos Domiciliares . atividade . cuja base de cálculo é o custo geral do serviço. diferentemente daqueles.utilização efetiva ou potencial do serviço público. inclusive ICMS e ISS A taxa é sempre criada por lei e obedece aos princípios constitucionais do sistema tributário. 92 . em sucessivas leis (13.TRSD. são compulsórias e têm sua cobrança condicionada a prévia autorização orçamentária. que originariamente à iniciativa privada. em relação a lei que as instituiu (STF Súmula 545).remunera serviços que não têm natureza de públicos. anterioridade. .atividade monopolizada. . tais como legalidade. conhecida como “Taxa do Lixo”. capacidade contributiva. porque estas. distribuído de acordo com o volume de geração de resíduos de cada munícipe.

CF. 10)” (TRF .145. de 1953.5ª R. I.04.5ª R. referente à mercadoria oriunda do estrangeiro com trânsito em porto nacional e destinada a outro porto nacional. destinadas a outro País.Súmula 15). art. pela 1ª Seção. de 1991. com a redação da Lei 8. art. “É inconstitucional a cobrança da taxa de expediente para emissão de guia de importação (Lei 7. o exercício do poder de polícia administrativa. . REsp 261. não mudou a natureza jurídica do crédito remunerador da atividade estatal especifica. inclusive ICMS e ISS O STJ editou a Súmula 157 do teor seguinte: “É ilegítima a cobrança de taxa. com simples trânsito em porto nacional. A Taxa de Melhoramento dos Portos (TMP). Nota: O verbete sofreu impugnação no STF que entendeu ser de absoluta pertinência a cobrança. 93 . I. dado que a lei não fixa a base de cálculo e nem a alíquota.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.145. em razão do poder de polícia desenvolvido quanto à ocupação de imóveis utilizados para comércio ou para prestação de serviços. Aposição da Corte Maior levou ao cancelamento da Súmula.05. de taxa para preço público. de 1953. CTN.387. As mercadorias oriundas do estrangeiro. artigo por artigo. Constitucional. art. 97. por faixas de contribuintes” (TRF . pelo Município. “É válida a cobrança da Taxa de Fiscalização dos Mercados de Títulos e Valores Mobiliários (Lei 7. não estão sujeitas ao pagamento de Taxa de Melhoramento dos Portos (TMP) (extinto TFR . pela Lei 8. 10 da Lei 2.Súmula 221). 77 do CTN a referida cobrança.387. Lei 2.571/SP. Taxa de licenciamento de importação. somente é devida no destino (extinto TFR . art. 10. DJU 07. tendo como base a área fiscalizada. concluindo pela inexistência de vulneração ao parágrafo único do art.Súmula 14). Ofensa ao princípio da legalidade tributária.2002 (STJ.940/89). 150. IV.Súmula 220).690/88. de 1991.2002). em 24. na renovação de licença para localização de estabelecimento comercial ou industrial”. Tributário. Licença ou Guia de Importação ou documento equivalente: a alteração do art. com base em tabela.

pelo Poder público. de 1953. RE 188107/SC. art. contribuição de intervenção no domínio econômico. ou a prestação de serviços. rel. ADCT.05.1997. é que legitimam a cobrança de taxas. Pleno. No caso. II. da Constituição Federal. efetiva ou potencial. mas improvido (STF. seja no Código Tributário Nacional. 145 e seu inciso II. Taxa de localização e funcionamento.1995. que justificasse a imposição da taxa em questão. 155. artigo por artigo.1997.06. RE 165. Direito constitucional. As assertivas do acórdão 94 .1995. II. Constitucional. a jurisprudência do STF firmouse no sentido de que só o exercício efetivo. na primeira hipótese. seja na Constituição anterior.AFRMM. 23.é uma contribuição parafiscal ou especial. II. 36. Min. mediante atuação de órgãos administrativos do Município. 25. distinta do imposto e da taxa (CF.145. Pleno.03. Fiscalização. rel. na forma do disposto no art. do poder de polícia. 20. Súmula 279. 21. de serviços públicos específicos e divisíveis. com a redação da Lei 8. Nota: A execução das Leis 2. tributário e administrativo. 4. efetiva ou potencial. Min Carlos Velloso. p. por órgão administrativo. A União.193. inclusive ICMS e ISS Inconstitucionalidade do art. da alegação no sentido de que o Fundo da Marinha Mercante teria sido extinto. ao contribuinte . efetiva ou potencial. Tributário Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante . o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir taxas.446).939/RS. os Estados. O AFRMM não é incompatível com a norma do art. 3. diante dessa decisão Plenária no RE 188. Irrelevância. j. Recurso extraordinário conhecido (letra b).05. 10 da Lei 2. É o que estatui a Constituição Federal. o acórdão extraordinariamente recorrido negou ter havido efetivo exercício do poder de polícia. como a de que se trata neste recurso: taxa de localização e funcionamento. na segunda hipótese. Poder de polícia. sob o aspecto tributário.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.145/1953 e 8. IX. III. no art. j. DJU 30. I.107/SC. 145. 2 Interpretando essa norma.387. Art. assim como as que a precederam. O Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante – AFRMM . 1. ao contribuinte. terceiro gênero tributário. em razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização. Contribuição parafiscal ou especial de intervenção no domínio econômico. assim como qualquer prestação de serviços. 149). pelo Poder Público. prestados ao contribuinte ou postos à sua disposição. p. da Constituição. Carlos Velloso.387/1991 foi suspensa pela Resolução do Senado Federal 11/2005. de 1991. Recurso extraordinário não conhecido (STF. DJU 30. § 2°. focalizados no recurso extraordinário.

6. 156. 38).1997. 27. 5. inclusive ICMS e ISS repousaram na interpretação das provas dos autos ou do direito local.152. que deu nova redação aos arts. Taxas que. Recurso conhecido e provido (STF. Taxas. de 30. mas preço público. que não podem ser revistas. Min. por esta Corte. Tributário. rel. Pleno. Luis Gallotti. Imposto sobre a propriedade Predial e Territorial Urbana. As taxas são tributos estabelecidos por lei. Min. Os demais. rel. Lei 11. 00308-01/00183).12. da Constituição Federal. § 1°. 12.1970). Recurso extraordinário da Prefeitura. com ofensa ao art.1998. 27. não sendo de ser custeado senão por meio do produto da arrecadação dos impostos gerais.969/SP. qual seja. Distinção.08. Pleno. rel. Precedentes. II. Ement. tem por fato gerador prestação de serviço inespecífico. § 4°. rel. Município de São Manuel. j.1969. Min. DJU 06. as tarifas correspondem a atos do poder executivo (STF. j. Inconstitucionalidade declarada dos dispositivos sob enfoque. no entendimento deste Relator. Tributário. A distinção entre taxa e preço público não é matéria de direito local e sim de direito federal. DJU 15. Pleno. a área do imóvel e a extensão deste no seu limite com o logradouro público. O Supremo Tribunal Federal tem 95 . em razão do valor do imóvel.1996. não mensurável.703). incisos I e II.02. § 2°. por haverem violado a norma do art. e 94. A denominada taxa de manutenção e limpeza da ‘estação rodoviária’ não é verdadeiramente uma taxa.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. artigo por artigo.11. 45..1957. Preço público.11. Taxa. Constitucional. à observância do disposto em lei federal e à utilização do fator tempo para a graduação do tributo. Taxa de fiscalização de localização e funcionamento. em Recurso Extraordinário (Súmulas 279 e 280). Sydney Sanches. incisos I e II. p. O primeiro. Taxas de limpeza pública e de conservação de vias e logradouros públicos. indivisível e insuscetível de ser referido a determinado contribuinte. p. 87. DJU 22. 1ª T. j. de qualquer modo.07.989/66. RE 199. Tarifas ou tabelas de preços de serviços públicos explorados diretamente pelo Estado ou mediante concessão. ao tomarem para base de cálculo das taxas de limpeza e conservação de ruas elemento que o STF tem por fator componente da base de cálculo do IPTU. Recurso extraordinário não conhecido (STF. 145. RMS 4382.1991.1996. 182. que limita a faculdade contida no art. 27. j.11. da Lei 6.05. do Município de São Paulo. RE 68690/PR. conhecido e provido (STF. Ilmar Galvão. Estabelecimento comercial. por instituir alíquotas progressivas alusivas ao IPTU. Min. Luis Gallotti. RE 140278/CE. 7°.

Base de cálculo. RE 198. 13. j. j.152. II.12. Ilegalidade da cobrança de taxa. Taxa de fiscalização de localização e funcionamento. 77.76/PR. inclusive ICMS e ISS sistematicamente reconhecido a legitimidade da exigência. Município de Porto Alegre. Recurso extraordinário conhecido e provido (STF. e 79. a respectiva base de cálculo não está vinculada a atuação estatal.2001). Min.564. remunera . Min. no modo como disciplinada no município de São Paulo. ‘desentupimento de bueiros e bocasde-lobo’). Planta de valores genéricos. 36.1998. p.1997.. Majoração. 3.02. Tributário. Ilmar Galvão. de 1991. 1ª T. quando inexistente a contraprestação de serviços inerentes a essa espécie de tributos. 16). Min.980.05. pelo exercício do poder de polícia.. rel.989.522/2003 e 13. 28. Tributário. Embargos de divergência acolhidos (STJ. Precedentes. 19. 1° T. pelas Municipalidades. Milton Pereira. Precedentes jurisprudenciais. ademais. anualmente renovável. 18. da taxa em referência. 2.. p. RE 276.12. rel. DJU 23. Min Ari Pargendler. j. O Supremo Tribunal Federal tem sistematicamente reconhecido a legitimidade da exigência.024-04/SP. Taxa de limpeza urbana e conservação de vias e logradouros públicos. pelas Municipalidades. do Município de São Paulo [acórdão anterior às Leis 13. DJU 02. EREsp 01.478/2002. Tributário. utilização e metragem do imóvel) .09. Decreto do Executivo. valorizando fatos incapazes de mensurar-lhe o custo (localização.02. j. artigo por artigo. pelo exercício do poder de polícia. na redação dada pela Lei 11. não dispondo sequer de órgão incumbido desse mister. art. 1ª T.1996.09. Recurso extraordinário conhecido e provido (STF. A taxa de limpeza urbana. IPTU.além dos serviços de ‘remoção de lixo domiciliar’ . Impossibilidade Ilegalidade. do CTN. Valor venal do imóvel.03.171). CTN. Taxa de limpeza urbana.tudo com afronta aos arts.1997. REsp 000. p. rel. 16. rel. de 1966. Ausência de divisibilidade e especificidade. Lei 6. Constitucionalidade. caput. Taxas de iluminação e limpeza urbana [acórdão anterior à EC nº 39/2002]. 77. anualmente renovável. DJU 02. Ilmar Galvão.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Tributário.1998.904/RS.699/2003]. ficando desfigurado o efetivo exercício do poder de polícia. não podendo o contribuinte furtar-se à sua incidência sob alegação de que o ente público não exerce a fiscalização devida.. 1ª S. da taxa em referência. lavagem e capinação’. DJU 27. Falta de contraprestação. A majoração da base de cálculo do IPTU 96 . 36).1996.outros que não aproveitam especificamente ao contribuinte (‘varrição. Recurso parcialmente provido (STJ. 1. Escritório de advogado.2000.

Ilegitimidade de sua cobrança. É taxa. p. Tributário..145/53. rel.02. 77.. no modo como disciplinada no Município de São Paulo.107/SC. 13. REsp 61294/ES. de 1966.1995. no RE 188. caput.05. a exação correspondente ao uso compulsório de pátio que dá acesso a terminal alfandegário.1999). inc. de 1991.tudo com afronta aos arts. 10 da Lei 2. Lei 6.09. Fiscalização aduaneira. à vista do art. 97 . na redação dada pela Lei 11. Estadia e pesagem de veículos de carga. I – A exação prevista no art. 23.além dos serviços de ‘remoção de lixo domiciliar’ . 2ª T.. j. 2ª T. ademais. DJU 02.1999. j.193.outros que não aproveitam especificamente ao contribuinte (varrição. rel. Min.1999). artigo por artigo. 21. 17. Garcia Vieira. II. o que exceder disso é aumento de carga tributária e só pode resultar de lei. indivisível e insuscetível de ser referido a contribuinte certo e determinado. Min. remunera . 23.03.1998. não mensurável. Taxa de limpeza urbana. DJU 11. Tributário. Min.1997. diante da decisão Plenária do Colendo STF.11. Peçanha Martins. inclusive ICMS e ISS depende da elaboração de lei. por lhe faltar característica essencial deste. A taxa de limpeza urbana.387/1991 foi suspensa pela Resolução do Senado Federal 11/2005.1998). DJU 05.699/2003]. A taxa de conservação e limpeza pública não se confunde com a do IPTU.152. Recurso improvido (STJ.10. exceto nos casos de simples atualização monetária. tem a natureza de taxa de prestação de serviços e não de preço público.. REsp 86692/MG. 1ª T. Min. rel. Recurso conhecido e provido (STJ.145/53 e 7. Antônio de Pádua Ribeiro. utilização e metragem do imóvel) . Ari Pargendler.16. 14.522/2003 e 13. DJU 05. Leis 2. EREsp 102.1997. j.12.06.04. e não preço publico.690/89.989. II . Carlos Velloso. do CTN. Embargos de divergência acolhidos (STJ. REsp 220004/RS. j.1997. Taxa. rel.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Min. Nota: A execução das Leis 2. Precedentes.145/1953 e 8. ‘desentupimento de bueiros e bocasde-lobo’). lavagem e capinação’. do Município de São Paulo [acórdão anterior às Leis 13. e 79. Terminal alfandegário. qual seja a facultatividade do seu pagamento. j.404/SP.1995). valorizando fatos incapazes de mensurar-lhe o custo (localização. 1ª S.05. Taxa de incidente sobre guias de importação. a respectiva base de cálculo não esta vinculada a atuação estatal.Recurso especial não conhecido (STJ. Tributário. 77 do CTN. inespecífico. por isso que tem por fato gerador prestação de serviço de caráter genérico. rel.478/2002. DJU 30.

que requer lei em sentido material e formal. 44. em face da inexistência da contraprestação de serviços e realização efetiva do poder de polícia (STJ. É defeso ao município instituir renovação de taxa de licença de localização e funcionamento. 2. como tal. DJU 29. Administrativo.940/89. 03. j. CVM. podendo ter os seus valores e índices regulados por decreto ou mesmo portaria. A portaria. Precedentes.27835-9/BA. 77 do CTN. 1.07. portanto.1995.1998. I . 3.05. j. na liberação de mercadorias destinadas à exportação. a Portaria 028/91N. 1. 10.1ª R. Tributário. 98 . p. a pretexto de veicular emolumento.. Taxa instituída pela Portaria 028/91-N. que. rel. do Código Tributário Nacional). 3ª T. Remessa provida (TRF .12. inclusive ICMS e ISS Tributário. esta é. REO 93.Embora seja conhecida por ‘taxa de armazenagem’. do CTN.1995. Renovação. não se presta à instituição de tributo. rel. de 09. mas pelo critério da compulsoriedade da exigência (Súmula 545 do STF). DJU 13. Juiz Olindo Menezes.. rel. 17. Lei 7. REsp 218103/SP. 1ª T. 4.09833-4/BA.. 114). Taxa ou preço de armazenagem. não significa que estamos diante de tributo. Incorre.. Humberto Gomes de Barros. p.. não ocorrendo violação ao art. por ser conhecida como ‘taxa de armazenagem’. A taxa em exame tem base de cálculo diversa da do imposto. a título de poder de polícia.Recurso improvido (TRF-2ª R.1991.02. pois a denominação é irrelevante para qualificar a natureza especifica da imposição.2000. DJU 06.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. da categoria das taxas. Min. AMS 95. Não é inconstitucional a taxa de fiscalização do mercado de valores mobiliários instituída pela Lei 7. Sentença confirmada (TRF .04.0201404-9/RJ. Juiz Eustáquio Silveira. I. criou taxa em razão dos serviços prestados. Tributário. DJU 13. art. j. em vicio de ilegalidade. 100). subsumindo-se em norma complementar (CTN. 04. 97. do Presidente do IBAMA. tecnicamente. p.05. Tributário. até por vício de linguagem. AMS 93.A natureza jurídica do tributo decorre do seu fato gerador e não do nome que se lhe dá (art. Juiz Castro Aguiar. Violação do art.03. artigo por artigo.314). Taxa de fiscalização. Preços públicos e taxas não se distinguem pelo nomen iuris ou pela natureza dos serviços remunerados. II . 4°.07. 77 do CTN. 3ª T..1998. eis que a proibição do parágrafo único refere-se a capital e não a patrimônio.01.01. Taxa de licença de localização e funcionamento. j. Alíquota.1ª R.1998. 262).2000). do Presidente do IBAMA. Impossibilidade. Adoção de base de cálculo própria do ICMS.05. 2. rel. Infringência do princípio consagrado no parágrafo único do art. inciso I. preço e. III .940/89. Apelação e remessa oficial improvidas. Assim. 4ª T. deve ser tratada.1997.. 3.

isto visando afastar qualquer dúvida. Verbete 545. artigo por artigo.708). Taxa exigida pela CACEX para expedição de guia de importação. 1ª T.0206369-0/ES.1994.313). inclusive ICMS e ISS Tributário. IV .Nos termos do art. que de tal figura jurídica se trata. II. a espécie. Art.06. 11. 145. III .Apelação conhecida e provida.. a natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo seu fato gerador. sendo irrelevante a sua denominação.AMS 90. da Lei 2.1996. STF. projetos e construções são mantidos e operados pela União ou entidade da administração federal indireta. remessa oficial prejudicada.18106-0. Infra-estrutura aeroportuária do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro. bem assim da utilização de equipamentos e serviços do aeroporto. revela que se cuida. 15. rel. j. da Constituição Federal. 99 . II O Eg. Juíza Julieta Lunz. 4° do CTN. cujas instalações.A leitura de tal dispositivo. porque estas..145/53.690/88. em relação a lei que as instituiu’.009/73. I . na redação que lhe deu a Lei 7. Não é porque o dispositivo em apreço empregou a expressão ‘taxa’. AMS 95. de há muito sumulou sua jurisprudência. no caso. AMS 93. sendo as taxas-gênero de tributo . 10. Turma . jamais de taxa. DJU 02. III . 2° e suas alíneas da Lei 6.009/73. Tributário. são compulsórias e têm sua cobrança condicionada à prévia autorização orçamentária. diferentemente daqueles.. I Elucidação da conceituação jurídico-legal da tarifa de armazenagem instituída pela Lei 6.1995.As entidades que exploram se obrigam a manter em bom estado os aeroportos.Diferença entre taxa e preço público.As tarifas aeroportuárias destinam-se ao pagamento pertinente a utilização de aeroportos. 3ª T.04. intérprete precípuo da CF. Lei 6. tudo nos termos do voto condutor (TRF-2ª R. 145 da Constituição Federal vigente.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. E.. p. DJU 15. isto através de tarifas ou preços específicos. Tarifa de armazenagem. j.1994.02. p. que devem ser remunerados pelos serviços que sejam prestados ou postos a disposição de quantos transitam com cargas.009/73. mutatis mutandis. de preço público. os preços públicos ou tarifas têm como pressuposto ou antecedente necessário a efetiva utilização do bem público que usufruir. IV . a saber: ‘Preços de serviços públicos e taxas não se confundem.exigidas compulsoriamente. Juiz Arnaldo Lima. 51. como ditado no art. rel. II . Art. em face do art.09. Precedente específico desta Eg. haja em conta que. e decorrendo de efetiva utilização das áreas assim projetadas e construídas.0211235-0/RJ. 20.10. e têm como base a lei formal e como antecedente fático a fruição do benefício que o recolhimento da tarifa propicia (TRF-2ª R.

79. AMS 0444230/RS.004).193).107/SC. 73.. Apelo e remessa oficial improvidos (TRF-5ª R. II. Interesses genéricos e não específicos divisíveis.145/1953 e 8.1997. Juíza Lúcia Figueiredo.. diante da decisão Plenária do Colendo STF. Constitucionalidade. o que faz desnecessária a comprovação da efetiva contraprestação do serviço público. criado sem base de cálculo e sem alíquota (como.É legítima a instituição e cobrança pelo município de taxa de licença para localização. sobre o ordenamento urbano. Taxa de fiscalização do mercado de valores mobiliários. DJU 10. 14. Carlos Velloso. Art. Mandado de segurança. 16.1996. 2. rel. DJU 24. j. e. Tributário. j. A expedição de alvará.08. por conseguinte. do CTN.113.1997.268). 23.1996. inclusive ICMS e ISS Nota: A execução das Leis 2. p.387/1991.301).Apelação e remessa oficial providas. corresponde ao controle.. em que o patrimônio líquido da empresa funciona não como base imponível.08. rel. 21.09. II . 2.1995. p. 4ª T. geralmente são estabelecidas as taxas). Min.03. rel. Autonomia municipal. DJU 27.1996.08. Sucumbência invertida (TRF-3ª R. as atividades e os interesses da comunidade.03. legitimamente exercido pelo município. mas como um referencial para se estabelecer a classe do contribuinte.. 3. 06.1995. 1ª T. DJU 30.940/89. Lei 7. rel. 1ª T. 145. 68. III . rel. Art. j. É constitucional a taxa de fiscalização do mercado de valores mobiliários instituída pela Lei 7. p. AC 93. Tributário. 72. juiz Francisco Falcão. Taxas de iluminação e de limpeza públicas não se enquadram nas taxas contra-prestacionais. Taxa de verificação anual de funcionamento regular (alvará).10. funcionamento e instalação de imóvel onde a Caixa Econômica Federal exerce suas atividades. 19. para a localização de quaisquer estabelecimentos. 1. 100 .Regular utilização do poder de polícia garantindo constitucionalmente.. o valor do tributo por ele devido (TRF-4ª R.02. Taxa de licença para localização.1997. DJU 13.820/SP. I . 4. p. 2ª T. Juíza Tânia Terezinha Escobar. Remessa ex officio provida (TRF-4ª R. foi suspensa pela Resolução do Senado Federal 11/2005.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. artigo por artigo..03. j. j.09. no RE 188.1997. Juiz Gilson Dipp. 1. CF/88. 22.1996. funcionamento e instalação. REO 0443196/PR. Trata-se de tributo fixo. II e III. Tributário..05. Constitucional. alias. p.668). Direito Tributário.940/89. Taxa de serviços públicos.

Custas e emolumentos.00284/PR. 2. Anuidades e multas. taxas. Não provimento deste (STF.495). Conselho Regional de Contabilidade.08. o Plenário do Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que ‘as custas e os emolumentos judiciais ou extrajudiciais’.1984).1996. a exigência ou 101 . ‘mas. Tributário. 173 do CTN/66. para legislar sobre custas dos serviços forenses (inciso IV) e cujo art. por não se tratar de crédito de natureza tributária. 2ª T. da espécie taxa. CDA. Já ao tempo da Emenda Constitucional nº 1/69. Decadência e prescrição.536/SC. Ato normativo. I. 28. Carlos Velloso. II.04. Liquidez e certeza. por não serem preços públicos. 24 estabelece a competência concorrente da União. DJU 26.094/SP. do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná. não podem ter seus valores fixados por decreto. artigo por artigo. tem o prazo prescricional de vinte anos para cobrança. Conversão dos embargos em agravo regimental. 1.2005. AC 95. 153 da Emenda Constitucional nº 1/69). DJU 02. a 20.06. 3. cujo art. 74.. j. Embargos de declaração opostos à decisão singular do Relator.1996. A multa administrativa. sim. 08. no inciso I. Conversão em agravo regimental. Embargos de declaração convertidos em agravo regimental.. A anuidade exigida pelos conselhos regionais constitui tributo. Prestação de serviço por concessionária. RE-ED 447. Orientação que reiterou.1990. 3. contados do primeiro exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. que prevê sua ocorrência após cinco anos. sendo aplicável em matéria de decadência o art.09..2005). Inafastabilidade. Natureza jurídica.08. 2ª T. de 30 de junho de 1995.04. inclusive ICMS e ISS Execução fiscal.10. Constitucional. a cobrança a título de água e esgoto. 2. Serventias judiciais e extrajudiciais. Direito Constitucional e Tributário. veda à União. Não se tem por afastada a liquidez e certeza da certidão de dívida ativa pelo só fato de trazer referência dos valores originais em moeda não mais em curso no País (TRF4ª R. Ação direta de inconstitucionalidade da Resolução 7. Min.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Embargos de declaração opostos à decisão do Relator. j.208/MG. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que não se trata de tributo. Precedentes. j. 19. no julgamento do RE 116. mas de preço público. garantia essa que não pode ser ladeada mediante delegação legislativa’ (RTJ 141/430. dos Estados e do Distrito Federal. sujeitos que estão ao princípio constitucional da legalidade (§ 29 do art. aos Estados. ao Distrito Federal e aos Municípios. 1. Taxa de esgoto sanitário. Juiz Edgard Antônio Lippmann Júnior. p. rel. 150. Natureza jurídica de preço público. III. sob a vigência da Constituição atual (de 1988). julgando a Representação 1. Esse entendimento persiste. rel.

145 admite a cobrança de ‘taxas. 6. Pleno. Decretação da prescrição intercorrente por requerimento do Ministério Público. No caso presente. de 14. Repugnam os princípio informadores do nosso 102 . também.e não de lei formal. Sydney Sanches. no caso.1996. e 174. do CTN. para declaração de inconstitucionalidade da Resolução 07. rel. do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (STF. da LEF [Lei 6. art. 12. art. IX.2002. 145. as extrajudiciais (emolumentos).Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. j. 174 do CTN.Código de Mineração]: não se tem. ADIn 1444/PR. 236). de serviço público. mas de aumento do valor de custas judiciais e extrajudiciais. de 30 de junho de 1995. Taxa. mas. 20. mas preço público decorrente da exploração pelo particular. parágrafo único. § 4°. da prescrição intercorrente. em razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização.. do CPC. p. art. III.11.1996. Interpretação dos arts. taxa. inclusive ICMS e ISS aumento de tributo. 4. em execução fiscal referente a serviço de fornecimento de água. Constitucional. como exigido pela Constituição Federal.2003. igualmente. Aqui não se trata de ‘simples correção monetária dos valores anteriormente fixados’. resultantes da utilização efetiva ou potencial. Decretação da prescrição intercorrente. rel. no seu exato sentido jurídico. Precedentes. de 14. O poder de polícia está conceituado no art.11.2003. Tributário Taxa Conceito. Preço público. A sua aplicação há de sofrer os limites impostos pelo art. Recurso especial. O art. Tributário. II do § 3° [rectius art.314.-lei 227/67 . Min Carlos Velloso. a majoração de custas judiciais e extrajudiciais resultou de Resolução do Tribunal de Justiça . Código de Mineração. DJU 11. 2. Tal conceito abrange não só as custas judiciais. Serviço de fornecimento de água e coleta de esgoto. de serviços públicos específicos e divisíveis. o qual alterou o art. sem lei a respeito. IV. j. Ação direta julgada procedente. 5. ainda que prestado em caráter particular (art. 8°. sem lei que o estabeleça.02. II e § 1°. 219. 3. ex officio. Natureza tributária. Recurso especial oposto contra acórdão que.2003). O art. As taxas decorrem do poder de polícia do Estado.830/80]. II. II). Lei 9.08. prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição’. Lei 9. 20 do Dec. pois estas resultam. 78. Remuneração pela exploração de recursos minerais. não tem prevalência. CTN. Mas sempre fixadas por lei. 101).05. 1. Requerimento do Ministério Público. 175 e §§ [rectius: parágrafo único]). 20. Pleno. artigo por artigo.830/80. nos termos em que foi admitido no ordenamento jurídico.314. de um bem da União (CF. entendeu possível a decretação. de serviços públicos específicos e divisíveis. 40 da Lei 6. efetiva ou potencial. l6.04. ADIn julgada improcedente (STF. ou são de serviço. I. prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição (CF. Min. 1°. DJU 01. ADIn 2586/DF. art.

Após o decurso de determinado tempo sem promoção da parte interessada. 12. ao contrário. in casu. p. inclusive ICMS e ISS sistema tributário a prescrição indefinida. ‘A remuneração dos serviços de água e esgoto normalmente é feita por taxa. no sentido de que ‘a natureza jurídica da remuneração decorre da essência da atividade realizadora. 11 da Lei 2. Não há amparo jurídico a tese de que a diferença entre taxa e preço público decorre da natureza da relação estabelecida entre o consumidor ou usuário e a entidade prestadora ou fornecedora do bem ou do serviço. Prevalência no ordenamento jurídico das conclusões do X Simpósio Nacional de Direito Tributário. nele não incluídos os do art. Adoção da tese. se a entidade que presta o serviço é de direito público. Atividade pública (serviço) essencial posta à disposição da coletividade para o seu bem-estar e proteção à saúde. ‘Se a ordem jurídica obriga a utilização de determinado serviço. O concessionário recebe remuneração da mesma natureza daquela que o poder concedente receberia. de que a contribuição pelo fornecimento de água e coleta de esgoto é taxa. 7. sofra as limitações próprias de tributo’ (Hugo de Brito Machado. quando há compulsoriedade. 1977.. 1987. pela via da prescrição. artigo por artigo. pelo que.312/94 [rectius: de 1954. 174 do CTN tem natureza de lei complementar. 40). RT. nº 05. Juríd. Os serviço de fornecimento de água e coleta de esgoto é cobrado do usuário pela entidade fornecedora como sendo taxa. então é justo que a remuneração correspondente. 3. Tem-se. da Procuradoria-Geral da Fazenda Estadual/Minas Gerais. de natureza compulsória. não permitindo o atendimento da respectiva necessidade por outro meio. Precedentes das egrégias 1ª e 2ª Turmas desta 103 . norma revogada pela Lei 8. sendo o prestador do serviço público pessoa jurídica de direito privado. 4. cobrada pelo Poder Público. ed. jul..080/90] (Código Nacional de Saúde) determina: ‘É obrigatória a ligação de toda construção considerada habitável à rede de canalização de esgoto. 8. O art. serviço público concedido. p.-set. Regime tributário da venda de água. não sendo afetada pela existência da concessão.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.830/80. 40 da Lei 6. 174 do CTN. Há de ser sempre lembrado de que o art. 492). deve-se estabilizar o conflito. Direito municipal brasileiro. por ser a relação entre eles de direito público. 9. v. 11). Os casos de interrupção do prazo prescricional estão previstos no art. p. impondo-se segurança jurídica aos litigantes. o valor cobrado caracterizar-se-ia como taxa. Rev. na situação específica examinada. visando atender necessidades coletivas ou públicas. ano 1987. 299. se prestasse diretamente o serviço’ (RF. 11. cujo afluente [rectius: efluentes] terá destino fixado pela autoridade [sanitária] competente’. 10.. Precedentes desta Corte e do colendo STF 5. 6. Obrigatoriedade do serviço de água e esgoto. em face da obrigatoriedade da ligação domiciliar à rede pública’ (Helly Lopes Meirelles. o valor cobrado é preço público/tarifa.

286). j. Trata104 . 46 da Lei 4. Juiz França Neto.09. 77 do CTN.03. Ressarcimento de custos.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.289).07.09. no RE 167. 19. previsto no art. REO 3. As taxas não podem ter base de cálculo ou fato gerador idênticos àqueles que correspondam aos impostos (CF. 6ª T. de serviço público específico e divisível.. STF. § 2°). Equivoca-se quem reputa inconstitucional a cobrança da taxa de melhoramento dos portos. Ausência de identidade de sua base de cálculo com a dos impostos. IPI. DJU 17. 4.992-1/210. 1ª T. representa uma obrigação acessória. da CF e o parágrafo único do art. inclusive ICMS e ISS Corte Superior. p. j. Min. por identificar-se com a base de cálculo do imposto de importação. A aquisição dos selos de controle do IPI não configura exercício do poder de polícia ou utilização de serviço público especifico e divisível.2006. José Delgado.145/53 e modificada pela Lei 7. Remessa oficial improvida (TRF-1ª R. DJU 14.. Suspensão dos dispositivos legais questionados pela Resolução 73/95 do Senado Federal. Selos de controle quantitativo. Provimento à remessa necessária (TRF-2ª R.-lei 1..145/53 e 7. 3.522/92. após a declaração de inconstitucionalidade pelo Eg. 21. efetiva ou potencial. 4ª T. A exação criada pela Lei 2. inclusive. ao afirmar que essa taxa tem identidade com a base de cálculo do imposto de importação. Problema de ilegalidade corrigido pelo Legislativo. artigo por artigo. Tributário. Não violação de acordos internacionais. rel. Taxa que tem como base de cálculo o valor da mercadoria constante da guia de importação vulnera o art. rel. Taxa de expediente (Leis 2. 13. Recurso especial não provido (STJ. no interesse da arrecadação ou da fiscalização do tributo. Taxa de melhoramento dos portos.1999. face.2002. 2. Receita originária. REsp 848287/RS. Importação. Precedente do TRF 1ª Região. p. Taxa é espécie de tributo que tem por fato gerador o exercício do poder de polícia. 145.2000. rel. sendo uma obrigação assumida voluntariamente.2006. REO 9601042105/DF. da ALALC ou ALADI (Súmula 124 do STJ). a reiterada doutrina e a jurisprudência dos tribunais superiores que entendem legítima a sua cobrança. 178). A aplicação do selo de controle do IPI. 5. Natureza jurídica. Dec. 2. 17. 1. 1.437/75. também. j. 3.502/64. Tributário..03. com a Lei 8. Juíza Selene Almeida. porque decorre da prestação de um serviço privativo e exclusivo da atividade estatal. 6.08. p.690/88 identifica-se como taxa e não preço público. art. prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição. sobre a importação de mercadorias de países signatários do GATT.690/88) Ilegalidade.052/RJ..2002. ou a utilização. Preço público é a remuneração paga pelo fornecimento de serviço público prestado por concessionário ou permissionário. 145. DJU 31. § 2°.

p.03. Lei 4. do CTN). dentre outros que se somam à atividade desenvolvida pelo industrial e que é repassado ao preço final do produto. Obrigação acessória. Ibama. necessidade esta que se impõe diante da peculiar sistemática de arrecadação do imposto’ (Embargos Infringentes 2003.Não há considerar a exigência de ressarcimento de custos de confecção de selos de controle.2006. AC 200371120077868/RS.2006) (TRF-4ª R.05. ou seja. DJU 12. 2ª T. j. Trata-se. Ressarcimento de custos.710/RS. por ser dele o monopólio na confecção dos selos. O cumprimento dessas obrigações acessórias pode gerar dispêndio ao contribuinte em determinadas situações. Trata-se. a portaria que.03. TRF . violação a quaisquer princípios tributário. artigo por artigo. Dec. mas pelo critério da compulsoriedade da 105 . rel. a pretexto de veicular emolumento.4ª R. necessidade esta que se impõe diante da peculiar sistemática de arrecadação do imposto. como sendo instituição de uma nova taxa ou de preço público. nelas [sic] previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos’ (art.000271-0.-lei 1. Tributário. proveniente de produto fabricado por empresa pública .71. criou taxa em razão dos serviços prestados no exercício de poder de polícia. Inconstitucionalidade.823-1/DF.002. não caracteriza taxa e nem preço público.07. ou seja. Preços públicos e taxas não se distinguem pelo nomen iuris ou pela natureza dos serviços remunerados. § 2°.71. A única diferença é que tal valor é devido ao Estado.. IPI.. previsto no Dec.2006. Juiz Vilson Darós. j. 1ª Seção. inclusive ICMS e ISS se. EIAC 2003. A única diferença é que tal valor é devido ao Estado.-lei 1. Taxa de cadastramento. Selos de controle quantitativo. 113. Incorre. por ser dele o monopólio na confecção dos selos. 1 .050. sem que isso venha a desconfigurar sua natureza 2 –‘A aquisição dos selos de controle do IPI não configura exercício do poder de polícia ou utilização de serviço público específico e divisível. DJU 12. 1ª Seção. O valor pago pela aquisição das estampilhas (selos) de controle do IPI. Tributário. apenas. assim.07. rel. Portaria 37/98. na verdade.437/75. de mais um custo. constituindo-se em receita originária da União. dentre outros que se somam à atividade desenvolvida pelo industrial e que é repassado ao preço final do produto. de obrigação acessória. pelos contribuintes do IPI..437/75.Casa da Moeda-. DJU 28. 06. com a utilização de patrimônio estatal (TRF-4ª R. Juiz Antonio Albino Ramos de Oliveira. 13. aquela ‘que decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações positivas ou negativas.2007. em vicio de ilegalidade. 793).2007). não havendo. ADIn 1.. Natureza jurídica. apenas. Cadastro técnico federal de atividades potencialmente poluidoras ou utilizadoras de recursos ambientais.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.07.502/64. de mais um custo.

127 do Dec. por conseguinte. cobrada por este em razão do uso por terceiros de seus bens imóveis.05.04.2006. Juiz Marcelo Malucelli. as taxas de serviço instituídas pelos Municípios devem ter como fato gerador o exercício do poder de polícia ou a utilização. Inexiste ofensa da Lei 10.105. p. Lei 10.02..040. Conflito negativo de competência. 01.000. 1ª T. conferindo-se tratamento diferenciado a quem produz graus de poluição diferentes e. j. j. AMS 1999. II. que poderia ocasionar uma possível inconstitucionalidade. uma vez que de prestação de serviços públicos não se trata. Matéria não tributária. Taxa de ocupação. rel. Conhecido o conflito de competência para declarar competente para a matéria a 2ª Seção. 1ª T..461/SC.174..-lei 9.é o exercício do poder de polícia conferido ao Ibama para controle e fiscalização das atividades potencialmente poluidoras e utilizadoras de recursos naturais. em ausência de contraprestação.04. Em obediência à Constituição Federal. 3. DJU 08.03.121/SC. rel. 617).2006. efetiva ou potencial.2006.. AC 2004. exige o exercício do poder de polícia em maior ou menor grau (TRF-4ª R. 77 do CTN e 145 da Constituição Federal de 1988.165/2000. p. Juíza Vivian Josete Pantaleão Caminha.. ou a utilização. 19. Processual civil. de serviço público específico e divisível. na medida em que não restou comprovado que essa exação serve para retribuir serviço público específico e divisível e nem representa exercício do poder de polícia (TRF-4ª R. 2. prestados ao contribuinte ou postos à sua disposição.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. rel. portanto. 106 . afigura-se ilegal a cobrança da taxa de segurança ostensiva contra delitos instituída pelo Município de Criciúma. AC 2003. Taxa municipal de segurança ostensiva contra delitos. p. 1. j. fulcro no art.760/46. 1ª T.05. A hipótese de incidência do tributo em questão –TCFA .72.TCFA. de serviços públicos específicos e divisíveis. 145 da CF/88 e 77 e 78 do CTN.72.060.165/2000 aos arts.2006. DJU 03. prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição.010. efetiva e potencial. 381). art. Competência da 2ª Seção. conforme inteligência dos arts. As taxas são tributos que têm como fato gerador o exercício regular do poder de polícia. 502). 05. Juiz Vilson Darós. inclusive ICMS e ISS exigência (TRF-4ª R. A taxa de ocupação é uma receita originária do Estado. 145. O faturamento da empresa é utilizado como critério referencial a fim de garantir-se a isonomia. artigo por artigo. O nomen iuris atribuído à exação cobrada pelo Estado é questão que não importa para sua classificação como tributo.2006..71. Não há falar. DJU 24. Ilegalidade da cobrança.804/RS. Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental .4. Nessa esteira.2006.

2004. a quem recebeu originariamente por distribuição o agravo de instrumento (TRF-4ª R. 2. 77 e 80 do CTN. Trata-se de uma prestação contratual voluntária. A competência para instituição de taxas pelo exercício do poder de polícia vem determinada no art..10 2004. se subdividindo em um serviço público e outra em razão do exercício do poder de polícia. Legalidade. 145. II. 1. Tributário.784/SC. 3.006. Juíza Marga Inge Barth Tessler. j. Embargos à execução fiscal. 4ª T.500/SP.2005. afigura-se devida a tarifa de armazenagem apenas nos casos de efetiva utilização do serviço portuário.000. inciso II.. Mandado de segurança. A remuneração para obtenção da autorização para uso do fogo em queimada controlada tem a natureza jurídica de taxa. Cobrança pela municipalidade em detrimento da CEF. DJU 01.960/2000. A taxa é um tributo que tem. Tributário. na hipótese de incidência. afastando-se.06. direta e especificadamente dirigida ao contribuinte. j. Precedentes. 19. posto que criada pela Medida Provisória 2. Precedente deste eg. p.2005.068/AL. convertida na Lei 9. 23. CC 2005. O C. A principal distinção entre taxa e preço público reside no fato deste ser facultativo. Possibilidade.2005. Natureza jurídica de taxa. AC 2000.990.015/99. enquanto aquela é compulsória. Pela análise da Lei 6. Corte Especial.. Legalidade na cobrança da taxa para uso do fogo. 3. 01. 3ª T.247. 339). da CF e nos arts. rel. Honorários advocatícios. Juiz Marcelo Navarro. 145. Apelação não provida (TRF-3ª R. 1ª parte. 1. a qual definiu os elementos essenciais à sua instituição. Tribunal.03. A fiscalização de anúncios se faz necessária para preservar a qualidade do meio ambiente nas cidades e adequar a conduta da pessoa física ou jurídica. DJU 23. rel. 313).02. j. uma atividade estatal. o disposto no art. da Carta Magna.010.03.009/73. 197). Apelação improvida (TRF-5ª R. rel. inclusive ICMS e ISS especificamente a 3ª Turma. p.04. no entanto.. Este tipo de atividade não se encontra acobertada pelos princípios constitucionais tributários.2006. AMS 2001. Taxa de fiscalização de anúncio luminosa. inclusive.201. artigo por artigo.80.. Queima controlada de cana-de-açúcar. A taxa para uso do fogo não tem a mesma base de cálculo do ITR. p. DJU 06. STF já reconheceu a prescindibilidade da efetiva comprovação da atividade fiscalizadora para a cobrança anual da taxa de localização e 107 . é o meio pelo qual se paga por um serviço facultativo. que utiliza a propaganda. Exigibilidade. Administrativo. Tarifa. às disposições legais pertinentes.02. O poder público se serve da cobrança por meio de preço ou tarifa pela prestação de um serviço público voluntário. Juiz Nery Junior.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.12. 2. 4. Taxa de armazenagem portuária.

Precedentes: STJ.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. p.11. COMENTÁRIOS Generalidades.. o STJ tem reconhecido a validade da taxa de localização e funcionamento e da taxa de fiscalização de anúncio. generalidade e origem pública. setença monocrática. diante da notoriedade do exercício do poder de polícia pelo aparato administrativo dessa municipalidade (AgRg no RE 222. Ellen Gracie. p. j. rel. j. TRF3.2006. sumulado sob nº 545: 108 . no julgamento do REsp 261. Desde então.030.025/69.2001.2002. DJ 14. REsp 2000/0079370-1. 4. rel. e sua renovação anual.10. 6.239/SP. inverto os honorários advocatícios fixados na r. * Parágrafo único com redação determinada pelo Ato Complementar 34/67. Estados e Municípios (art. DJ 07. taxa semelhante àquela aqui discutida... podendo ser instituída por todos os entes federativos. EAC 91.2002.922. 2ª T. Diante da não previsão.12. 1ª T.16-6.2006.] Parágrafo único. Eliana Calmon. caput. 330). AgRg no REsp 2002.08.252-6/SP. Cecília Marcondes.05. 204. DJ 02. Apelação e remessa oficial providas (TRF-3ª R. A taxa é de competência comum ou cumulativa. 7.04. 145.03. 2ª Seção. Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça.038173-0..2002.10. Fed. Min. DJ 03. DJU 02.05.-lei 1.2002. na certidão da dívida ativa.09.77. Art. tenha-se presente o entendimento do STF. AC 93. 191. 6ª T. artigo por artigo. 02. DJU 03. 15.[. p.2001. A Súmula 157 do STJ foi cancelada pela C. rel. Juíza Consuelo Yoshida.04. j. 5. inclusive em detrimento da Caixa Econômica Federal.001. 23. rel.571/SP. STJ. j. Des. União.63. Min.. da incidência do encargo de 20% previsto no Dec. 07. O que caracteriza a espécie tributária é a compulsoriedade. j.05. A taxa não pode ter base de cálculo ou fato gerador idênticos aos que correspondam a imposto nem ser calculada em função do capital das empresas.2001. 17.2001). inclusive ICMS e ISS funcionamento pelo Município de São Paulo.2001. da CF/88). De referência à compulsoriedade.

não poderia deixar de ser pública. pois não poderá ser tomado como base situação fática que já tenha servido para a incidência dos impostos (§ 2°. em que a lei. art. Segundo Aliomar Baleeiro. porque estas. temos que a alíquota da taxa pode ser fixa. CF). ao fixá-la. são compulsórias e têm sua cobrança condicionada à prévia autorização orçamentária. o contribuinte os serviços do Corpo de Bombeiros. tem função extrafiscal (emprego do tributo como instrumento de intervenção pública). Exemplo de alíquota progressiva é a da taxa judiciária. a taxa existe em razão da prestação de um serviço. De referência ao quantitativo. Fato gerador e base de cálculo. inclusive ICMS e ISS Preços de serviços públicos e taxas não se confundem.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. diferentemente daqueles. em relação à lei que as instituiu. artigo por artigo. 109 . Sendo a taxa derivada de uma vontade do Estado. terá que pagá-la. diferentemente. por exemplo. se a taxa é manifestação do poder de polícia. proporcional. o que se reflete diretamente sobre a alíquota. manifestada por força de lei e em atividade administrativa plenamente vinculada. utilize. Se. Neste sentido a Súmula 595 do STF. a taxa de incêndio. tem função fiscal e o valor será uma alíquota proporcional ao serviço. sendo mais comum a alíquota fixa. 145. considera o valor da causa e estabelece faixas de incidência. progressiva ou regressiva. A maior das limitações que se impõe à taxa é quanto a seu fato gerador. ou não. Genérica é a taxa porque atinge indistintamente todo aquele que a ela estiver vinculado em virtude de algum fato gerador.

110 . A preocupação do legislador quanto à exigência final contida no parágrafo em apreciação (não ter a taxa valor econômico em função do capital da empresa) teve em vista não atropelar o Imposto de Renda. é o custo do serviço específico. questionando a legalidade e a constitucionalidade da lei. o poder tributante terá de dispor de um serviço mensurado e individualizado. A propósito.940/89 instituiu a taxa de fiscalização dos mercados de títulos e valores mobiliários. JURISPRUDÊNCIA “É inconstitucional a taxa municipal de conservação de estradas de rodagem cuja base de cálculo seja idêntica à do Imposto Territorial Rural” (STF . distinguir a base de cálculo de uma taxa e de um imposto. do fato gerador. no exercício do poder de polícia e na realização de serviços.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. A base de cálculo é a expressão. inclusive ICMS e ISS Para cobrar taxa. Entendiam não estar presente na atividade dos mercados de títulos e valores mobiliários o exercício do poder de polícia. o que se faz imprescindível em razão da restrição contida no CTN. acorreram os contribuintes ao Judiciário. utilizável pelo sujeito passivo. efetiva ou potencialmente. quando a Lei federal 7.Súmula 595). muitas vezes. em número. Na prática. não é fácil. artigo por artigo. o poder público exaure sua atividade dentro de uma previsão fática que se chama fato gerador. Sobre a base de cálculo incidem as alíquotas. Assim.940/89”. O STF dissipou todas as dúvidas ao editar a Súmula 665 do teor seguinte: “É constitucional a Taxa de Fiscalização dos Mercados de Títulos e Valores Mobiliários instituída pela Lei 7.

182. artigo por artigo. ou seja.1994. Ilmar Galvão. Custas e emolumentos judiciais e extrajudiciais. 145. O primeiro. Sua natureza jurídica.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. tem por fato gerador prestação de serviço inespecífico. que deu nova redação aos arts. Ilmar Galvão. Decreto 16. RP 1094/SP.888). 87 e incisos I e II.1996. Tributo cuja base de cálculo coincide com a que corresponde ao imposto de importação. Soares Muñoz. rel. RE 204.12. mas.11. 23. Não sendo as custas e os emolumentos judiciais ou extrajudiciais preços públicos. do Governo do Estado de São Paulo. Tributário. Min.1984. Conhecimento e provimento do recurso da contribuinte (STF.989/66.827/SP. j. 7°. rel. 15. Os demais. Taxas que. de 26. Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana.08. Recurso não conhecido (STF.145/53. não mensurável indivisível e insuscetível de ser referido a determinado contribuinte.1992). 1.213).02. à observância do disposto em lei federal e à utilização do fator tempo para a graduação do tributo. inclusive ICMS e ISS Município de São Paulo. II. por haverem violado a norma do art. RE 167992/DF. § 4°. p. rel. Taxa de licenciamento de importação. que limita a faculdade contida no art. por instituir alíquotas progressivas alusivas ao IPTU. j. do Governo do Estado de São Paulo (STF. o valor da mercadoria importada. p.02. Pleno. 111 . Tributário. no entendimento deste Relator. não podem eles ter seus valores fixados por decreto. 145. 10 da Lei 2. sim. de 26.1997. e 94 da Lei 6. 153 da Emenda Constitucional 1/69). em razão do valor do imóvel. Pleno.921/90. § 2°. 12. rel. 156. garantia essa que não pode ser ladeada mediante delegação legislativa. Inconstitucionalidade dos dispositivos sob enfoque.1995. Min. ao tomarem para base de cálculo das taxas de limpeza e conservação de ruas elemento que o STF tem por fator componente da base de cálculo do IPTU. redação dada pelo art 1º da Lei 7. sujeitos que estão ao princípio constitucional da legalidade (§ 29 do art. 08. DJU 10. § 1°.09. DJU 25. a área de imóvel e a extensão deste no seu limite com o logradouro público.685. qual seja. Taxas de limpeza pública e de conservação de vias e logradouros públicos.690/88. não tendo de ser custeado senão por meio do produto da arrecadação dos impostos gerais. Não conhecimento do recurso da Municipalidade. j. § 2°. do município de São Paulo. Representação julgada procedente para declarar a inconstitucionalidade do Decreto 16. Min. Min. com ofensa ao art.1981. Art.02. DJU 04. da Constituição Federal.04. Pleno. de qualquer modo. da Constituição Federal de 1988. Lei 10. em face da norma do art. p/ac. taxas. Inconstitucionalidade que se declara do dispositivo legal em referência. Representação de inconstitucionalidade.1981. Moreira Alves.685.

Taxa de expediente. Agravo regimental provido. Taxa de Armazenagem Portuária . Agravo regimental desprovido (STJ. 26. no julgamento do RE 204. rel.03. inclusive ICMS e ISS Constitucional e tributário. DJU 31. II. Min.TAP. em matéria de cunho eminentemente constitucional. Destarte. 2ª T. Ag 121.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. I.801/SP.03. 04. rel. com redação dada pela Lei 7. 2. 18.. Não se conhece de recurso especial quando a decisão atacada basilou-se.. 77 e 79.08. Ilmar Galvão.STJ. Processual civil. j.não implica identidade com a base de cálculo do IPTU. 1ª T. rel. afastando-se a alegada ofensa ao art. Inconstitucionalidade. Preços públicos.690/88.1999. ‘Não se conhece do recurso especial pela divergência. CTN. § 2°. A taxa de expediente. REsp 157060/SP. impossível o exame da matéria pelo Superior Tribunal de Justiça. por possuírem base de cálculo própria do IPTU. com a revogação da decisão de fls.SP (Lei municipal 10. Na ocasião. 1ª T. O Colendo Supremo Tribunal Federal entendeu. 98/99. Min. Base de cálculos. 12.11. Ag 314761/SP. Apreciação incomportável no âmbito do recurso especial. DJU 10.2000). em sede de recurso especial. Carlos Velloso.1999).921/90. DJU 27. Multiplicidade de precedentes. j. Plenário. 1. Súmula 83 do STJ. rel.1999. de remoção de lixo domiciliar e de iluminação pública. instituída pela Lei 2.145/53. Base de cálculo. artigo por artigo. 3.. Legalidade.253/89). arts. Legalidade de aumento de Tarifas Portuárias (TAP) por ato ministerial. Taxas de conservação e limpeza urbana. entendeu-se que o fato de a alíquota da referida taxa variar em função da metragem da área construída do imóvel . j.Súmula 83 .05. Recurso não provido (STJ. que é inconstitucional a cobrança das taxas de conservação e limpeza na forma estabelecida pela Lei Municipal 10. José Delgado. ao apreciar o RE 232393/SP. como fundamento central. quando a orientação do Tribunal se firmou no mesmo sentido da decisão recorrida’ . Min. da CF (‘As taxas não poderão ter base de cálculo própria de impostos’). Exações entendidas como inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal. Aldir Passarinho Júnior. Taxas de conservação e limpeza de logradouros públicos. é 112 .04.que constitui apenas um dos elementos que integram a base de cálculo do IPTU .2000. Milton Luiz Pereira. III. Decisão da matéria pelo Colendo STF. Tributário. 2. por maioria.1999). decidiu que é constitucional a taxa de coleta de lixo domiciliar instituída pelo Município de São Carlos . 3. 145. por maioria) . Tributário e processual civil.1999. Tributário.09.827-SP (DJU 25. Min.921/90. O Colendo STF.1997. Agravo de instrumento desprovido (STJ. Lei 10. Importação. Min. rel. Município de São Paulo. consoante o entendimento mais moderno desta Corte. 1.05.

REsp 205. j. preço e. Tributário. pois a denominação é irrelevante para qualificar a natureza específica da imposição. da Constituição. Assentada a efetividade do exercício do poder de polícia para a cobrança das taxas em questão. Localização e Funcionamento . Taxa de Fiscalização de Anúncios .TFLF. § 2°. Firmou-se. da categoria das taxas. Este Tribunal decidiu pela constitucionalidade da cobrança da Taxa de Fiscalização de Anúncios .Recurso improvido (TRF-2ª R. 145. Taxa ou preço de armazenagem.05.07. 1ª T.1999. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. como tal. sabendo-se que o art. Tendo o STF proclamado a constitucionalidade da Lei 7. 145. 145. ainda. ambas do Município de Belo Horizonte. Alíquota. Lei 7. Recurso especial.. Recurso provido (STJ. de 20.05. p. Taxa de Fiscalização. rel. Constitucionalidade. 44. rel. eis que possui base de cálculo própria do imposto de importação. 16. que instituiu a taxa de fiscalização da CVM (RE 177.1999). 03.TFA e da Taxa de Fiscalização. Tributário. 1.570/PE. esta é. da Constituição do Brasil. art.835) e.685/ES. Taxa de fiscalização.314). o entendimento de que não há identidade entre a base de cálculo das referidas taxas com a do IPTU. § 2°. Juiz Castro Aguiar. Min. Agravo regimental no agravo de instrumento. j. não significa que estamos diante de tributo. 20. REsp 166. DJU 01. Processual civil. rel. Violação de lei federal não configurada. deve ser tratada. nesta superior instância. AMS 95. Constitucionalidade. II — Embora seja conhecida por ‘taxa de armazenagem’.TFLF. I . inciso I. situação que não viola a vedação prevista no disposto no art. Localização e Funcionamento .Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. por entender que são exigidas com fundamento no efetivo exercício do poder de polícia pelo ente municipal. Administrativo.2000).. 4°.940/89.. descabe a alegação de contrariedade à lei tributária nacional. até por vício de linguagem. Francisco Peçanha Martins. Precedente STF.. §§ 1° e 2°).TFA.1404-9/RJ.2000.06. Município de Belo Horizonte. por ser conhecida como ‘taxa de armazenagem’. Recurso não conhecido (STJ. podendo ter os seus valores e índices regulados por decreto ou mesmo portaria. Alegada ofensa ao art.08. 2.940. 77 e parágrafo único CTN repete preceito constitucional (CF. Garcia Vieira. Assim.1995.020. para que se pudesse dissentir dessa orientação seria necessário o reexame de 113 .07. j.12. 3. 3ª T. do Código Tributário Nacional).1995.1989. 2ª T.A natureza jurídica do tributo decorre do seu fato gerador e não do nome que se lhe dá (art. DJU 01. Efetivo exercício do poder de polícia. DJU 13. III . Reexame de fatos e provas. Min. artigo por artigo. Comissão de Valores Mobiliários. tecnicamente. inclusive ICMS e ISS flagrantemente inconstitucional.

p.12. DJ 21.393 (Sessão de 12. contudo. 145 da Constituição.2003.2007.2006. § 2°. Precedentes: RMS 23. 1ª T. 4. no julgamento do RE 232. Base de cálculo. 2ª T. DJU 01. Art. rel. Falta de prequestionamento do disposto no inciso II do mesmo art.2006. O Supremo Tribunal Federal. DJ 09. Taxa de limpeza pública. Constitucionalidade. 98). João Otávio de Noronha. É esse o entendimento aplicado também pelo STJ.763/75.a metragem da área construída do imóvel . 83).03.09. inclusive ICMS e ISS fatos e provas. 144 da Constituição Estadual.1999) fixou entendimento no sentido de que ‘o fato de um dos elementos utilizados na fixação da base de cálculo do IPTU . p.049/MG. A posição adotada pelo Tribunal a quo. circunstância que impede a admissão do extraordinário ante o óbice da Súmula nº 279 do STF.08.280/MG. Recurso ordinário em manado de segurança. 2ª T. Ellen Gracie. Min. mesmo não tendo se referido expressamente ao art. Impossibilidade de apreciação de tese em tomo do art. DJU 27. Juiz Teori Albino Zavascki. não quer dizer que teria essa taxa base de cálculo igual à do IPTU’. 2. A corte de origem deliberou sobre a correspondência entre as bases de calculo do IPTU e da taxa de limpeza pública. 1. RE-AgR 346695/MG. j.. rel. com redação da Lei 14. Tributário. j. Tributário. 145. 3.. considerou constitucional a cobrança de taxa de incêndio. 145. Min. Município de Belo Horizonte. 2ª T.12. por entender que preenche os requisitos da divisibilidade e da especificidade e a sua base de cálculo não guarda semelhança com a base de cálculo de nenhum imposto. Min. artigo por artigo. 392).2007. no julgamento do RE 206777/SP. Min. 07. DJU 19. Análise do recurso quanto ao art. Taxa de incêndio Estado de Minas Gerais. 33). Agravo regimental improvido (STF. 145 da Constituição Federal. art. João Otávio de Noronha..02. Eros Grau. Súmulas STF nº 282 e 356.2006. Recurso ordinário desprovido (STJ. ser tomado em linha de conta na determinação da alíquota da taxa de coleta de lixo. Lei 6. rel.. Questão devidamente prequestionada.12.150/MG. que.que é o valor do imóvel (CTN.2007. Coincidência com a do IPTU. Min. Análise da norma pelo Tribunal de Justiça o Estado de Minas Gerais em ação direta de inconstitucionalidade transitada em julgado. da Constituição Federal. 02. DJ 03. e RMS 21. Controvérsia referente á especificidade e divisibilidade da taxa de limpeza pública não dirimida pelo Tribunal a quo.. Taxa de incêndio. José Delgado.032/MG. RMS 21.08. j.10.2007.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. encontra-se coerente com o decidido pelo Plenário desta Corte. 2. 13. 2ª T. p. ROMS 21. 1ª Turma.607/MG. II da CF/88 114 . AIAgR 618.04.2003. 1. Agravo regimental a que se nega provimento (STF.938/2003.

Min. João Otávio de Noronha.145/53 e modificada pela Lei 7. 78 e 79 do CTN.690/88).632/MG. porque decore da prestação de um serviço privativo e exclusivo da atividade estatal. Vide. 1.2005. 232). Segunda Turma) (STJ.2006. Taxa de expediente (Leis 2. Fato gerador e base de cálculo. inclusive ICMS e ISS e dos arts. ao criar a taxa de incêndio. j. João Otávio de Noronha. REsp 179. Matéria constitucional.038/2003.12. anterior à EC nº 45/2004]. 321). 3. o que afasta a possibilidade de identificação com o imposto e a eventual ofensa ao art..02. 1. visto que preenche os requisitos da divisibilidade e da especificidade e que sua base de cálculo não guarda semelhança com a base de cálculo de nenhum imposto’ (RMS 21.690/88 [taxa prevista no art. 03. O ITR tem como fator gerador a propriedade rural e como base de cálculo o valor da terra nua.404860-1/000. 10 da Lei 2. Cabe recurso especial fundado na alínea b do inciso III do art.2005.522/1992. rel.763/75. A Lei 6. da CF.802/SP.145 foi extinta pela Lei 8.05. Conservação e Melhoramentos de Estradas de Rodagem tem como fato gerador a prestação de serviços de conservação e como base de cálculo o custo do serviço dividido entre os proprietários de imóvel rural segundo fórmula adotada por pontos de utilização dos serviços. Confronto entre lei municipal e federal. III. 21. 4. rel. DJU 06. 77 do CTN. 77. foi considerada legítima pelo Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais na ADIn 1. Recurso especial não conhecido (STJ. Taxa de conservação de estradas de rodagem..11. ROMS 22. com redação dada pela Lei 14. b. Cabimento do recurso especial pela alínea b. j. Não cabe ao Superior de Justiça intervir em matéria de competência do STF.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. sob pena de violar a rígida distribuição de competência recursal disposta na Lei Maior. Considerando que ocorreu o trânsito em julgado desse acórdão. DJU 09. Min. 2ª T. rel. Ilegalidade. É legítima a taxa de incêndio instituída pela Lei estadual 6. 2ª T.145/53 e 7.938/2003. Min. Eliana Calmon. p. p. 2.0000. 144 da Constituição Estadual. Resolução 11/2005 do Senado Federal] identifica-se como taxa e não preço público.763/75.2006. tampouco para prequestionar questão constitucional. artigo por artigo. enquanto a Taxa de Construção. A exação criada pela Lei 2.04. Processual civil e tributário. Importação. Tributário. Ausência de identidade com o ITR. que a declaração de constitucionalidade produz efeitos erga omnes e que nesse julgamento foi analisada a questão em torno do art. 2. 105 da Constituição Federal para resolver conflito entre lei local e lei federal [de acordo com a redação do art. com redação dada pela Lei 14. 2. 105.280/MG. 1. Recurso especial. descabe o reexame da matéria nessa oportunidade. Taxa 115 . também. Precedentes.049/MG e 21.

Prescrição parcial ocorrida. Execução fiscal. configurado o alegado evento prescricional. qual seja. 178). 2. em 01.2105/DF.2000.12. para interrupção do prazo prescricional: portanto. de rigor a extinção do débito prescrito da forma como operada. Suspensão dos dispositivos legais questionados pela Resolução 73/95 do Senado Federal. Parcial procedência aos embargos. nos presentes autos. Município de São Paulo X União. cumprindo destacar que. p. 6. 5 (cinco) anos para a ação de cobrança do crédito tributário em comento. elencada no inciso V. do CTN. Tributário. 77 do CTN. rel.4. como se denotará. Remessa oficial improvida (TRF . 7.01.09. uma das causas de extinção do crédito tributário. artigo por artigo. através de mero cálculo aritmético. 4.01. da CF e o parágrafo único do art. dali por diante passa a fluir o prazo de sua cobrança. 6. DJU 17. por identificar-se com a base de cálculo do imposto de importação. 3. contados da data de sua formalização definitiva. com observância do estabelecido pelo art.2000 (fato incontroverso). STJ. Juíza Selen Almeida. de cunho prescricional. Entende a Eg. não procedeu o contribuinte/recorrido ao devido recolhimento do mesmo. a prescrição. § 2°. Constituem os débitos atos distintos identificáveis e autônomos. após a formalização do crédito tributário em questão. nos termos 116 . Conforme se extrai a partir da r.1995. 5. encontra-se parte do valor contido no título de dívida embasador dos embargos. do Eg. após a declaração de inconstitucionalidade pelo eg. em que é possível excluir ou destacar do título executivo o que excedente. segundo a qual suficiente a propositura da ação. REO 96. 3ª Turma desta Colenda Corte pela incidência do consagrado através da Súmula 106. ao verificar a transgressão do lapso temporal fixado pelo referido dispositivo. 21.992-1/210. Coincidência com a base de cálculo do IPTU.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 3. a ação deve prosseguir pelo saldo efetivamente devido. inclusive ICMS e ISS que tem como base de cálculo o valor da mercadoria constante da guia de importação vulnera o art.522/92. 1. Taxas de conservação e taxas de limpeza pública devidas. sentença. ajuizado o executivo em pauta em 18. Sucumbência recíproca. no RE 167. sendo a hipótese de mero excesso de execução (como se dá. 4ª T. j. Operou-se a prescrição em relação a alguns dos débitos exeqüendos (taxa de licença e taxa de limpeza referentes ao ano de 1995). do art. qual seja. 145. primeira figura. Inocorrência. Embargos à execução fiscal. 156.03. em relação ao ano de 1995. Contaminado pela prescrição. Precedente do TRF 1ª Região. Verificada.. 5. Equivocada se tem revelado certa forma de contagem fazendária: a partir do fato e formalizado o crédito.1999. Problema de ilegalidade corrigido pelo Legislativo. com a cobrança de específicos meses colhidos pela prescrição). com a Lei 8. STF. 174 do CTN.1ª R.04. afastada a sua anulação neste ângulo..

8. 15. CTN. vez que dotado de valores autônomos. sendo capital repisar-se tanto se tributa. ônus cabalmente seu. quanto pelo colocado ao dispor do contribuinte. vencimento de 1996/1998. a título de taxa. adota-se. de molde a permitir exigência da exação em pauta. inclusive ICMS e ISS da jurisprudência que. A natureza da atividade estatal envolvida se põe límpida. A divisibilidade se coloca também límpida. Impõe-se o parcial provimento ao apelo da Municipalidade envolvida. 145. tão-somente reconhecendo-se a ocorrência da prescrição parcial. no âmbito dos requisitos para as taxas em geral. antes enfocados. reconhecendo-se a legitimidade da cobrança das taxas de conservação e de limpeza pública. Não se ressentem referidas taxas. 9. a propósito. consoante parágrafo único do art. pois exatamente está calcada na contraprestatividade ou vinculação entre o quanto pague o contribuinte e seu beneficiamento direto. que contam com aqueles referidos serviços. Nenhuma ilegitimidade na cobrança de citadas taxas. 77. portanto. 11. ao passo que dito imposto recai sobre o valor venal da coisa. pois atendido o figurino da hipótese de incidência pertinente. amiúde praticada. específicos. CF. para julgar parcialmente procedentes os embargos. atualizados monetariamente até o seu efetivo desembolso. não ensejando. 16. reformando-se em parte a r. fato incontroverso. 204. 12. da União. suportando a Municipalidade envolvida honorários advocatícios de 10% sobre a diferença excluída em prol da União. uma vez que a incidir quantitativamente perante aqueles que proprietários de imóveis limítrofes ao logradouro beneficiado por referidos serviços. 13. 17. neste passo não tendo a executada/embargante/apelada denotado assim não se ponham os préstimos/serviços municipais a respeito. 14. a declaração de nulidade da ação de execução fiscal. e do art. 10. pelo serviço efetivamente prestado. perfeitamente possível o prosseguimento da execução fiscal pelo valor residual do débito executado. do descumprimento nem ao requisito da especificidade. firmados através do inciso II do art. Pertinente e adequada a ponderação. No que tange às taxas de conservação e de limpeza pública. Também inocorre á propalada coincidência de base de cálculo entre ditas taxas e o IPTU: como destacado pela Municipalidade envolvida. nem ao da indivisibilidade. artigo por artigo. conservação e limpeza pública. tal qual gizado pela própria Constituição e pelo CTN. tanto quanto se sujeitando a União ao 117 . imediato. sentença. sem óbice substancial pela parte contribuinte. Precedentes. a base daquelas se põe sobre o custo da atividade aqui suportada pelo poder público. no tocante ao tema aqui em mérito. pois não desprovido de liquidez o débito exeqüendo remanescente. CTN. segundo a qual cobrados estão sendo imóveis. avulta em destaque a divisibilidade de ditos serviços. inafastada a presunção de certeza da CDA em questão. Apesar de reconhecida a prescrição em relação aos débitos supra citados.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. de fato.

74 da Lei 9. b) IPC de mar. para postular. V . em flagrante discrepância com o previsto no art.. mesmo no caso de tributo lançado por homologação. e d) UFIR. haja vista a identidade de sua base de cálculo com aquela vigente para o imposto de importação. no caso.01. j./92. Inconstitucionalidade. ou seja.É inconstitucional a taxa instituída pelo art.690/88. II . Art. em favor do Município implicado.2005.383/91 e 9.2006. o que.145/53. p.. Possibilidade. 168./90 a fev. que representa a taxa de inflação do período considerado acrescida de juros 118 . concedido à Fazenda Pública para homologar a conduta do contribuinte ou lançar de ofício a eventual diferença apurada.O prazo disposto no art. entretanto. Precedentes do STF e do STJ. quando o contribuinte recolhe o tributo sem o prévio exame da autoridade fiscal.2007.2005. c) INPC de mar. e art. rel.A correção monetária deve ser calculada desde a data do recolhimento indevido. DJU 17. 18. Fed.032515-7.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. DJU 23. 3ª T. II e § 2°. Juiz Silva Neto. I. o direito de compensar o tributo indevidamente recolhido. Tributário. e pela Lei 10.Na vigência das Leis 8. Atualmente./90. utilizando-se. devidas ao Fisco. 150 do CTN. STJ./91.430/96. não configurada a decadência do direito de pleitear a compensação dos pagamentos efetuados em período superior ao qüinqüênio contado retroativamente da propositura da ação. o art. 77 do CTN./91 a dez.833/2003. 25. a partir de jan.11. 145.250/95.11. convertida na Lei 10. atualizados monetariamente até o seu efetivo desembolso. CTN. Compensação. os seguintes índices: a) BTN a partir de dez. I . j. artigo por artigo. com redação dada pelo art. de mesma espécie e destinação. IV . Carlos Muta. conta-se a partir deste recolhimento. Precedentes do E. deve ser utilizada exclusivamente a taxa SELIC./91. uma vez que o contribuinte não precisa esperar o esgotamento do qüinqüênio previsto no § 4° do art. 559). inclusive ICMS e ISS pagamento de honorários advocatícios de 10% sobre o tributo remanescente em cobrança. não mais exige o prévio requerimento do contribuinte e a autorização da Secretaria da Receita Federal para a realização da compensação em relação a quaisquer tributos e contribuições. 10 da Lei 2. Taxa para expedição de guia de importação. STF (RE 167. 3ª Turma: AC 97. Parcial provimento ao apelo (TRF-3ª R. In casu. Precedente da E. na redação que lhe foi atribuída pelo art. 1° da Lei 7. rel. da Constituição Federal. uma vez que se trata de direito superveniente.954/SP. a compensação devia ser efetuada somente entre contribuições e tributos da mesma espécie e destinação. 16.10.145/53. Des./88 até fev.A partir de janeiro de 1996.690/88.992-1/PR) e do C.637/2002. a taxa de emissão de guias de importação somente pode ser compensada com outras taxas. AC 993. III . 10 da Lei 2. não pode ser aplicado no caso em pauta. 1° da Lei 7. Portanto. administrativa ou judicialmente. modificado pela MP 66/2002.03.

7. 06. nos termos do Dec.-lei 288/67 e do Dec. Tabela da justiça federal.11. p. do CTN. AC 2001. Delegação do poder de tributar.Apelação da União Federal desprovida. Apelação e remessa oficial. DJU 17. artigo por artigo. VII .10. bem como a utilização de suas instalações e equipamentos. nos termos do art.244/67. AC 370. Desembaraço aduaneiro. prestação de serviço de carga e descarga. 145. da tipicidade e com a regra do art. DJU 23. Violação aos arts. 2. 97 do CTN.113. 118). 77. embora a arrecadação e a fiscalização sejam a ela delegadas.32. armazenamento ou estocagem. art. 309/95. Taxa de licenciamento de importação. § 2°.250/95 [artigo revogado pela Lei 9. Constitucional. do Estatuto Constitucional. 4. Não é concebível que essas taxas sejam instituídas por portarias. Somente a União pode por lei. 39. 1° da Lei 7. p.2006. Juíza Maria do Carmo Cardoso. 145. Arts. da CF. Tributário e processual civil. art. 61. 8ª T. com a redação conferida pelo art. Administrativo. VI .. mantendo-se os juros de mora fixados na sentença. 6.. rel. 1. Prescrição. do CTN. Tese dos cinco mais cinco. parágrafo único. está em confronto com o princípio da legalidade tributária. tida por interposta. Princípio da legalidade. Vedada a identidade de base de cálculo entre taxa e imposto. da CF. parágrafo único. Impossibilidade. § 2°.392/AM.307/SP rel.. § 2°. 150. 5. Controle de internamentos na Zona Franca de Manaus. a partir do recolhimento indevido.2006.000. Ofensa ao art. j. À Suframa foi conferido o poder de polícia para expedição de guias de importação. Fixação por portaria. fixar as referidas taxas cobradas pela Suframa. Taxa Selic. j. 77. do CTN.04. da CF. das taxas por utilização de instalações e equipamentos da Suframa. da Lei 9. e art. 7° e 97.2006.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Lei 2. ‘O Superior Tribunal de Justiça firmou entendimento de que. inclusive ICMS e ISS reais. 1. Juíza Cecília Marcondes. 3. A fixação por portarias. As remunerações estabelecidas pelas Portarias editadas pela Suframa (171/83. 024/99). 566). 05. e do art. nos termos do § 4°.Apelação da autora e remessa oficial parcialmente providas (TRF-3ª R. em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação. 3ª T. pelos índices adotados na Tabela da Justiça Federal. pelo serviço de carga e descarga. 145. Prescrição.08.532/1997]. Correção monetária. 197/96. têm natureza de taxa e não de preço público. armazenamento ou estocagem. a que se dá parcial provimento (TRF-1ª R.690/88. 10.2006.. A correção monetária a ser adotada na restituição dos valores recolhidos indevidamente deverá ser feita. Identidade de base de cálculo. Tributário.145/53. Suframa. Natureza jurídica de taxa. o prazo prescricional para efetivar-se a 119 . Remuneração pela anuência aos pedidos de guias de importação. 305/95. indubitavelmente.

são de um por cento ao mês.34.1996 (Lei 9.000. Imposto.690/88). acrescidos de mais cinco anos contados daquela data em que se deu a homologação tácita. Os juros de mora.165/2000. Improvimento ao apelo da União. tornando-se inexigíveis (REsp 191484/RS)’. que se assenta na capacidade econômica do contribuinte. O STF. Mandado de segurança.165/2000 criou a TCFA (Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental). Base de cálculo. Provimento parcial ao recurso adesivo da autora (TRF-1ª R. não pode ter base de cálculo própria de imposto. Tributário.960/2000. Os efeitos decorrentes da suspensão de eficácia de dispositivo legal não prejudicam os efeitos ex tunc que resultam do reconhecimento. O fato gerador da TCFA é o serviço prestado de exercício de poder de polícia. A Lei 10.960/2000. foi editada para substituir a Lei 9. 4ª T. lnocorrência. abarcando muito mais atividades do que apenas a fiscalização in locu dos estabelecimentos submetidos à tributação. 10. Lei 10. 145.. representado nas metas. de declaração da inconstitucionalidade da lei instituidora do tributo.TCFA. art. inclusive ICMS e ISS compensação via ação judicial.109. Lei complementar. 3. III.04.837/DF. 7. não acumulável com nenhum outro índice no mesmo período. Juiz Hilton Queiroz.. 6. neste caso. É assentado o entendimento no STF que basta a manutenção. por sua natureza jurídica de tributo vinculado.2003.250/95). Lei 9. na repetição do indébito tributário.518 120 . § 2°. Precedentes do Eg. AC 1998.145/65. de órgão de controle em funcionamento (RE 116. uma vez que. em um primeiro momento. por violação do art. cuja eficácia foi suspensa. a prescrição. Superior Tribunal de Justiça. na ADIn 2. cobrada em razão da emissão de licença ou guia de importação (Lei 2. Ofensa ao princípio da isonomia e igualdade tributária. j. 1° da Lei 7. porque indevidas desde a sua instituição. considerou-a inconstitucional.2003. examinando a legislação de regência da taxa de licenciamento de importação. é de cinco anos. DJU 11. entretanto. Tratando-se. A taxa. de inconstitucionalidade. A cobrança da taxa pelo exercício do poder de polícia não se confunde com a taxa decorrente da prestação de serviço público. artigo por artigo. pelo sujeito ativo. 8. alterando a redação da Lei 6. p 81). tampouco com juros moratórios.03. contados da ocorrência do fato gerador. competências e instrumentos da Política Nacional de Meio Ambiente. Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental . II. não pode ser estabelecida com referência às parcelas recolhidas. é desta que se inicia o termo a quo do lapso prescricional para o ajuizamento da ação correspondente. com a redação dada pelo art. 5. por sua inconstitucionalidade. 2.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.938/81. A taxa Selic deve ser aplicada como índice de correção monetária a partir de 1° . do Estatuto Constitucional. cautelarmente.01. I. incidenter tantum.178-8. 4. 11. Poder de polícia. rel. que trazia a TFA (Taxa de Fiscalização Ambiental).

960/2000. Constitucional. I. REOMS 242. Tendo em vista ser devido pelo administrado que ocupa bem do Estado. ao estipular valores uniformes por categorias de contribuintes.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. rel. o requisito constitutivo formal de lei complementar.06. como tal. da Constituição Federal. AG 244.2006. editada pelo ente político incumbido de executar o poder de polícia a que se refere a cobrança.. Ofensa ao princípio da legalidade e isonomia. 154. da Constituição Federal. V.. DJU 13. Taxa de Ocupação de Terreno de Marinha. 154. A taxa de ocupação é uma retribuição anual de índole contratual. Questão de ordem. pois. VII. rel.816/SP. mas não é tributo. IV Remessa oficial não provida (TRF-3ª R. 77 do CTN. artigo por artigo. instituiu tratamento igual a sujeitos passivos.TFA. insculpido no art. A mencionada taxa possui natureza jurídica de imposto e. Precedente do Supremo Tribunal Federal.08. disfarçadamente. que leva a uma distinção dentro dos limites da razoabilidade e da proporcionalidade. Taxa de Fiscalização Ambiental . 631). STF (RE 177. Agravo de instrumento improvido (TRF-3ª R. I. bastando a lei ordinária. através de lei complementar. 1. Não importa o nomen iuris destinado a esta ou aquela exação cobrada pelo Estado. a TCFA não exige. 150. Natureza tributária inexistente. Juiz Nery Junior. porquanto a taxa não é instituída considerando-se somente o capital da empresa. 3. II. Ocorrência. Juiz Nery Junior. j. 3ª T.2005. da CF/88.. Não há infringência aos arts.2006. Tendo a natureza jurídica de taxa. 15. de competência legislativa da União Federal. só poderia ter sido criada dentro da competência residual da União. Mandado de segurança. à atividade por ela exercida. III. VI. Conflito que se suscita perante o Plenário do Tribunal para firmar a Seção Competente. O cálculo do valor da TCFA não apresenta qualquer ofensa ao principio da isonomia tributária. 151). mas também incide o tributo em função do porte da pessoa jurídica e sua atividade-fim. Não se admite que a TCFA. sim. Precedente do E.835-1/PE). 3ª T. Arts.973).2005. 2. uma vez que efetuado com base em dois critérios conjugados: o grau de poluição da atividade exercida e o capital social da empresa.05. p. p. 145 da Constituição Federal e 77 do CTN. Tributário. 31. não de uma taxa. I.627/SP. II. § 2°. que se encontram muitas vezes em situações econômicas distintas. utilize base de cálculo de imposto. e 145. A TFA não tem como fato gerador qualquer atividade estatal relacionada à impetrante e. A Taxa de Fiscalização Ambiental . bem como ao art.07. que no caso é o Ibama.TFA afronta o princípio da isonomia. IV. inclusive ICMS e ISS e RE 230. na forma do art. Lei 9. A ‘taxa’ 121 . j. o que dirá se a exação é ou não tributo será o regime legal que a instituiu e a mantém. DJU 23.. pode-se dizer que é um preço público. para a respectiva instituição.

artigo por artigo. d.040. Ademais. que prevê três subespécies de contribuições no supra transcrito dispositivo: (a) as sociais (aí incluídas as destinadas ao custeio da Seguridade Social). 1.-lei 2. porquanto trata-se de uma contraprestação do administrado para que utilize bem do Estado. 4°.2001.162. existe base de cálculo (valor do domínio pleno do terreno. fazendo-se um raciocínio por exclusão. Constitucional e tributário.62/SC. 22.2001. do Regimento Interno. 122 .03. pois não albergada na previsão contida no art.06. 5. A taxa é tributo fixo. no caso. Taxa de Serviços Urbanos. A ‘taxa de ocupação’ evidentemente não se caracteriza como contribuição social. 6. 4. 9. sendo que. anualmente atualizado) e alíquotas variáveis (incisos I e II [do art. prestado ao contribuinte ou posto a sua disposição. Apelação não provida. j. devido a um acordo entre União e o ocupante. é remuneração pelo uso da coisa. geralmente criado sem base de cálculo e sem alíquota. Seguindo a trilogia do CTN. Também não se trata de utilização. A Taxa de Serviços Urbanos refere-se ao valor venal do imóvel. de serviço específico e divisível. Considerando que os juizes componentes da 1ª e 2ª Seção desta Corte já declinaram a competência. DJU 06. a limitação. efetiva ou potencial. 1. inclusive ICMS e ISS em questão não tem como fato gerador o exercício regular do poder de polícia (entendido como o condicionamento.101.. e sim como contraprestação à ocupação de terrena da União. II. p.398/87). também pode-se dizer com segurança que de contribuição de melhoria não se trata.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Juíza Tânia Terezinha Cardoso e Escobar. em que o seu valor é estabelecido de forma compatível com o custo da atividade estatal a qual está vinculada. também não se configuraria como serviço público.. a taxa de ocupação é devida como retribuição pelo uso de bem público. porquanto não se apresenta como fato gerador signo presuntivo de riqueza (o princípio informador dos impostos é a capacidade contributiva). 7. nos termos do art. Precedentes do STF. 1°] do Dec. QUOREO 1999. A ocupação de bem de uso dominical pelo administrado (que se aproxima de um contrato de locação ou de uma enfiteuse) não é uma utilidade ou comodidade fruível pelo administrado que diga respeito a necessidades ou comodidades básicas da sociedade. Ilegitimidade da cobrança. rel. pena de restar desvirtuada a sua natureza jurídica de taxa. uma vez que não está em jogo obra pública. submeter a divergência ao Plenário do Tribunal para que reste fixada a competência para a apreciação da matéria (TRF-4ª R. 149 da Constituição Federal. torna-se imperioso. Município de Salvador. ao exercício da liberdade e da propriedade do administrado). porquanto não se está oferecendo aos administrados em geral (princípio da generalidade). 8. Igualmente não se trata de imposto. 2ª T. (b) as de intervenção no domínio econômico e [c] as de interesses das categorias profissionais.266).

Taxas de remoção de lixo comercial. de conservação de pavimentação. AC 134.12. DJU 29. rel. da multa e da correção monetária. CTN. p. 4. I . firmados através do inciso II do art. Município de Araçatuba X ECT. 145. j. excluindo-se o reexame necessário.113. Sucumbência recíproca. de vigilância pública predial.2006.88/BA. Embargos à execução fiscal.003. Parcial procedência dos embargos. Legitimidade da cobrança dos juros. fere o art.003. violando o art. 1. Execução fiscal. O fato gerador da TSU é a prestação dos serviços de pavimentação. 7ª T. Legitimidade da cobrança. repete preceito constitucional (art. 146). Acolhida argüição de inconstitucionalidade. Peças liberadas pelo relator. artigo por artigo.. pois o valor da execução é de R$ 2. II e § 2°.2004. 77 do CTN. Neste sentido. 77. de fato. A TSU possui natureza de imposto e não de taxa. III – Recurso provido (TRF-2ª R. para publicação do acórdão (TRF-1ª R. 2. avulta em destaque a 123 . rel. pelo Município que nada tem de divisibilidade e de especificidade. e do art. renda ou serviços uns dos outros.Tendo o STF proclamado a constitucionalidade da Lei 7.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. efetiva ou potencial.. 2. Tributário. Feito suspenso. 475 do CPC. Precedentes desta Corte e do STF 3. ao Distrito Federal e aos Municípios instituir impostos sobre patrimônio. de serviços públicos específicos e divisíveis. Taxa de Iluminação Pública indevida.descabe a alegação de contrariedade a lei tributária. em 11. que fazem referência às taxas pela razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização.487/RJ. 11. de limpeza pública. 1ª T.2003.07. Juiz Luciano Tolentino Amaral. Constitucionalidade. II .09. da CF.. 77. 145. 150 da CF posto que é vedado à União. de conservação de pavimentação e de prevenção contra incêndio devidas. Prescrição parcial consumada. no âmbito dos requisitos para as taxas em geral. aos Estados. conservação e urbanização de logradouros públicos. prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição. Inexistência de afronta ao art. 145.A taxa de fiscalização dos mercados de títulos e valores mobiliários tem base de cálculo diversa da do imposto e não é calculada em função do capital da empresa. assim se procede. Tributário. Entendendo a E.09. 352 do RITRF-1). características inerentes às taxas. CF.2006.22. Remessa dos autos à Corte Especial para apreciação (art. Terceira Turma pela incidência da dispensa prevista pelo § 2° do art. parágrafo único. sabendo-se que o art.2006.330. Não conhecimento da remessa oficial. 54). de vigilância e à taxa de prevenção contra incêndios. Taxa de fiscalização dos mercados de títulos e valores mobiliários (Lei 7. DJU 13. de limpeza pública.. do CTN. e. inclusive ICMS e ISS semelhantemente à base de cálculo do IPTU. No que tange às taxas de remoção de lixo comercial. AC 2000. §§ 1° e 2°). 16.09. Juiz Ricardo Regueira.940/89. j.940/89). p.

Constatada será a ocorrência da prescrição. conservação da pavimentação. avulta em destaque a indivisibilidade de dito serviço. Pertinente e adequada a ponderação. 14. vetou o uso daquele tributo para tal fim. que contam com aquele referido serviço. 7. A divisibilidade se coloca também límpida. de fato. de molde a impedir exigência de taxa. 174 do CTN. Ante a devolutividade do apelo. claramente. e do art. 5. firmados através do inciso II do art. CTN. com observância do estabelecido pelo art. qual seja. Também inocorre a amiúde propalada coincidência de base de cálculo entre ditas taxas e o IPTU: sem óbice substancial pela parte contribuinte. imediato. segundo a qual cobrados estão sendo imóveis. ainda que não conhecidos. 12. neste passo não tendo a executada/embargante/apelada denotado assim não se ponham os préstimos/serviços municipais a respeito. por meio da Súmula 670. Com referência à Taxa de Iluminação Pública (TIP). encontrase parte do valor contido no título de dívida embasador dos embargos. como se denotará. 77. A natureza das atividades estatais envolvidas se põe límpida. 6. Os vencimentos dos créditos tributários em questão ocorreram de 10. No âmbito dos requisitos para as taxas em geral. 3. ao se verificar a transgressão do lapso temporal fixado pelo referido dispositivo. ao passo que dito imposto recai sobre o valor venal da coisa. ônus cabalmente seu.01. de rigor a análise de todos os pontos rebatidos. e 516. 8. da ECT. artigo por artigo. pois atendido o figurino da hipótese de incidência pertinente. amiúde praticada. nem ao da indivisibilidade. inclusive ICMS e ISS divisibilidade de ditos serviços. guarda harmonia a r. Nenhuma ilegitimidade na cobrança de citadas taxas. vigilância pública predial e prevenção a incêndio. 11. pois exatamente esta calcada na contraprestatividade ou vinculação entre o quanto pague o contribuinte e seu beneficiamento direto.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. pois exatamente está calcada na contraprestatividade ou vinculação entre o quanto pague o contribuinte e seu beneficiamento direto. que lhe reconheceu ilegitimidade. quanto pelo colocado ao dispor do contribuinte. a título de taxa. 512. a base daquelas se põe sobre o custo da atividade aqui suportada pelo Poder Público. pelo serviço efetivamente prestado. com o Excelso Pretório que. tal qual gizado pela própria Constituição e pelo CTN. 145. CF. 05 (cinco) anos para a ação de cobrança do crédito tributário em comento. consoante arts. 9. caput e § 3°. 4. todos do CPC. sendo capital repisar-se tanto se tributa. 13. Não se ressentem referidas taxas do descumprimento nem ao requisito da especificidade. uma vez que a incidir quantitativamente perante aqueles que proprietários de imóveis limítrofes ao logradouro beneficiado por referido serviço. 10. de molde a permitir sua exigência. antes enfocados. imediato. contados da data de sua formalização definitiva. remoção de lixo comercial. 515.1995 a 124 . limpeza de vias públicas. sentença. Inconstitucional dita exação. Contaminado pela prescrição.

19. em dados momentos. em essência adere a correção monetária. conforme entendimento desta Colenda Terceira Turma.12. para dele fazer parte integrante.1995 a 10. contudo incidente com referência às taxas retratadas. como se dá com o não pagamento tributário.07. CTN. em sua superioridade em si . figura esta naturalmente formada pelo capital ou principal e por sua indelével atualização monetária . nos presentes autos. uma das causas de extinção do crédito tributário. primeira figura.01. 97. 16. elencada no inciso V. a cujo principal.1995 a 10.1995 e de 10.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. segundo a qual os juros.da incidência dos acréscimos ou acessórios previstos pelo ordenamento jurídico. vez que estes os incidentes no caso vertente. assim em cabal obediência ao dogma da estrita legalidade tributária. 15. 23.01. em direta consonância com o inciso V.límpida e lícita. CTN. quando do sentenciamento dos embargos. amiúde construída. recaem sobre o crédito tributário.12.09. segundo a qual suficiente a propositura da ação. decorrência . da moeda nacional .1995 a 10. Vencidas as dívidas em 10. 156. 21. como se extrai. 22. uma vez que regida pela LEF dita nuança. Reflete a multa moratória acessório sancionatório. do E. do art. histórica. artigo por artigo. consumado o evento prescricional para os débitos vencidos de 10.12. incompatível com a Lei Nacional de Tributação (CTN). sendo de rigor a extinção dos débitos prescritos. identificáveis e autônomos. realmente. de rigor a extinção dos débitos prescritos. Sem pertinência o pedido alternativo de observância da correção monetária pelos índices da UFIR. a queixa contribuinte sobre sujeição à multa merece desfecho de parte-a-parte: indevida no tocante à TIP.de tal sorte que sua incidência. à dívida em sua junção de principal com atualização.07.1995 e de 10. e à luz evidentemente de lei a respeito. 20. cumpre-se 125 . deva recair sobre o débito. quando pratica a dispensa de correção monetária.12. Verificada. 18. 161.1995. qual seja. denomina a tanto de remissão.1995 até 10.09. a prescrição. do CTN. vez que indevida sua cobrança. Coerente a compreensão. 17. inclusive ICMS e ISS 10. para interrupção do prazo prescricional: ajuizado o executivo em pauta em 28.2000. Embora configurando a relação punitiva vínculo autônomo. Sem força suspensiva prescricional a enfocada inscrição em dívida ativa. consoante art. Tão assim acertado o entendimento que a Administração. porém que brota da incursão por ato ilícito. anos posteriores. 25. a cifra maior. Afigura-se coerente venha dado valor.1996. a corresponder. STJ. entende a Egrégia Terceira Turma desta Colenda Corte pela incidência do consagrado através da Súmula 106. instituto inerente ao crédito tributário. Não procede a alegada não incidência de juros e correção monetária. originariamente identificado quando do ajuizamento da execução fiscal pertinente.esta fruto da inerente desvalorização. 24. do art. A respeito de constituírem os débitos atos distintos. exatamente por motivo inverso.1996.

a propósito. Constitucionalidade.899/81. de conservação de pavimentação.04. atualizada monetariamente até seu efetivo desembolso. a ação deve prosseguir pelo saldo efetivamente devido. impõe-se parcial provimento ao apelo e decorrente parcial reforma da r. perfeitamente possível o prosseguimento da execução fiscal pelo valor dos demais débitos executados.831/SP. suportando a Municipalidade envolvida honorários advocatícios no importe de 10% sobre a diferença excluída em prol da ECT. 3ª T. em favor do Município implicado.. através de mero cálculo aritmético.B. 401).02.C. tanto quanto se sujeitando a ECT ao pagamento de honorários advocatícios de 10% sobre o tributo remanescente em cobrança. artigo por artigo. Trata-se de apelação cível em mandado de segurança (fls. 1.3ª R. em que é possível excluir ou destacar do título executivo o que excedente. Exigência legítima. 26. atualizados monetariamente até o seu efetivo desembolso. j. julgados parcialmente procedentes os embargos (TRF. 28.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. atualizada monetariamente até seu efetivo desembolso. bem como verificando-se legítima a exigência sobre a taxa de remoção de lixo comercial. atualizados monetariamente até o seu efetivo desembolso. com a cobrança de específicos débitos colhidos pela prescrição e de um indevido. DJU 11.1995. bem como ante a ocorrência da prescrição parcial. a atingir vencimentos ocorridos de 10. adota-se. mercadoria importada. 27. de vigilância e quanto à taxa de prevenção contra incêndios. 28.. pois não desprovido de liquidez o débito exeqüendo remanescente. para exclusão da cobrança da Taxa de Iluminação Pública e de multa a esta correlata.S. sentença. Prosperando a desconstituição da cobrança quanto à Taxa de Iluminação Pública e de multa a esta correlata e a ocorrência da prescrição parcial. Apesar de reconhecida a prescrição em parte do débito e da não incidência da TIP. sendo a hipótese de mero excesso de execução (como se dá. Recepção pela CF/88. Taxa de classificação de produtos vegetais. por inconstitucional). 99/127) interposta pela parte Impetrante . de limpeza pública. Inviolabilidade do princípio da legalidade e da indelegabilidade. p. suportando a Municipalidade envolvida honorários advocatícios de 10 % sobre a diferença excluída em prol da ECT.12.01.2007. nos termos da jurisprudência que. rel. Portarias interministeriais. tanto quanto se sujeitando a ECT ao pagamento de honorários advocatícios de 10% sobre o tributo remanescente em cobrança. inclusive ICMS e ISS destacar que. Não conhecimento da remessa oficial e parcial provimento ao apelo. específicos. Decreto-lei 1. Juiz Silva Neto..2007. contra sentença do douto juiz de origem.N.1995 até 10. F. na forma retro fixada.A. AC 1079.. em favor do Município implicado. Dr. Constitucional e tributário. vez que dotado de valores autônomos. visando a declaração 126 .

899/813 [rectius: Dec. revogado pelo Dec.Fonte: DJU . 77 do CTN). mantendo a obrigatoriedade da classificação vegetal. I. A referida taxa tem previsão legal. por suposta contrariedade aos arts. sobre o milho em grão importado pela apelante.899/81).Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. na hipótese. A taxa de classificação de produtos vegetais. 3. artigo por artigo. bem como de seus derivados é sucedâneos (fls. § 2°.Data: 10. base de cálculo semelhante a de imposto. acarretando a incidência da TCPV .110/781 [rectius: Dec. todos do CTN.110/78. 8°). também. 145. e a quantidade de produto fiscalizado influi diretamente na mensuração do serviço.2003). 82. 14) subsumem-se nos mencionados tipos legais. instituída para fazer face às despesas de fiscalização de produtos vegetais importados do estrangeiro.Taxa de Classificação de Produtos Vegetais. 4. As atividades elencadas no estatuto social da apelante. expressa por tonelada ou fração da mercadoria. 1°. 6. Inviolabilidade ao princípio da legalidade tributária na fixação do valor da taxa de classificação de produtos vegetais por portaria interministerial.664/2000] estenderam a obrigatoriedade da referida classificação aos estabelecimentos que beneficiem ou industrializem produtos vegetais. § 2°. que autorizou a redução do valor legal fixado por ato administrativo. A base de cálculo da taxa. O art. paga em razão do serviço prestado de classificação vegetal. . 97. bem como aos arts.972/2000] deu novo tratamento à matéria. pois a atividade do Estado.-lei 1.04. da Carta Constitucional (Precedente TRF 5ª Região . no Decreto-lei 1. editada com base e no Dec. todos da CF/88.UF: ES .10. I e II. e 48. As portarias editadas observaram os 127 . da CF/88. I. 145.899/81]. dentre elas a industrialização de cereais e de sementes oleagionosas.AMS – 15159 . 150. A Lei 9.2003 . 3.Órgão julgador: Quarta Turma-Fonte: DJ . 77. O art.Órgão julgador: Sexta Turma . 7°.AMS -UF: PB . cobrada pela Impetrada . no exercício do poder de polícia. 2. 137. portanto. não havendo ofensa ao art. da Lei 6. 7°. para efeito de liberação do produto vegetal importado. não tendo.899/81 (art.fls. guarda a necessária relação com a atividade estatal prestada no exercício do poder de polícia.305/75 [revogada pela Lei 9. inclusive ICMS e ISS de inconstitucionalidade e de ilegalidade da Taxa de Classificação de Vegetais (instituída pelo Dec.-lei 1.-lei 1. de base de cálculo de imposto. 145.972/20002 [rectius: Lei 9. consiste em fiscalizar a qualidade do produto vegetal.972/2000] instituiu a classificação dos produtos vegetais de valor econômico destinados à comercialização interna. 5.P. pois. desvinculada de qualquer atividade estatal específica em relação ao contribuinte. II e § 2°. sucedida pela C. Não se trata.C. Inviolabilidade do art.Data: 22. decorre do poder de polícia da administração e da utilização efetiva pelo contribuinte de serviço público específico e divisível (art. TRF da 2ª Região .Relator(a): Desembargador Federal Napoleão Maia Filho. da referida Lei e Decreto 82.

2004. inclusive ICMS e ISS termos da autorização legal. regula a prática de ato ou abstenção de fato.03. Apelação interposta pela Impetrante improvida. e não para a sua redução. 15 [rectius: inciso I]. interesse ou liberdade.06.899/81 trata-se de delegação da capacidade tributária ativa. do CTN (Precedentes: TRF 5ª Região . da Constituição Federal.AMS – 73749 .Relator(a): Juiz Alcides Vettorazzi). Art.DJU : 09. à tranqüilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos. O princípio da legalidade tributária. federal Castro Meira. Parágrafo único.2002). DJU 15. j. p. consagrado no art. TRF 2ª R. aos costumes.10.55770 Órgão julgador: Terceira Turma . Des. Apelação Cível 149.Data: 27. I. Considera-se regular o exercício do poder de polícia quando desempenhado pelo órgão competente nos limites da lei aplicável.2003.784.. DJ 17. Considera-se poder de polícia a atividade da administração pública que. ao exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público. visando a proteção do contribuinte.Relator(a): Desembargador Federal Nereu Santos. 113).2004.09.775/RJ. TRF da 2ª Região . Precedentes do TRF da 4ª Região . traz limite explícito para a instituição ou aumento de tributos.Fonte: DJ . limitando ou disciplinando direito. artigo por artigo. 97]. 20. à ordem. AMS 30. AMS 82.. não incluída a competência legislativa (Precedentes: TRF 5ª Região. 8. 7.10. DJU 12. 150.AMS . à higiene. 78. pois que a delegação prevista no art. da CF/88 e art.Data: 22. 17 [rectius: inciso I]..2001. à disciplina da produção e do mercado.Órgão Julgador: Sexta Turma .UF: ES .2003 .Fonte: DJU . 976 [rectius: art. II e III. em razão de interesse público concernente à segurança. Inocorrência de violação ao art.AMS – 15159 . da CF/88 e ao art.. 78 do CTN. Sentença mantida (TRF-5ª R. rel.Segunda Turma . * Artigo com redação determinada pelo Ato Complementar 31/66.048/ PE. 5ª T.09. Não há violação aos arts. 8° do Decreto-lei 1. 128 . 48. Juiz Hélio Sílvio Ourem Campos. 150.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 3ª T. rel.05.2002 p. com observância do processo legal e. 680 .

Como bem identifica Aliomar Baleeiro. mas o CTN não se negou a também conceituar. inclusive segurança advinda do próprio Estado. Por exemplo. mas extrafiscal quando decorre do exercício do poder de polícia. a taxa é de conteúdo fiscal quando decorre da prática de um serviço. não mais se conceitua o poder de polícia como discricionário. é dizer que nem sempre a taxa tem conteúdo fiscal. custo este suportado pelos cidadãos. A expressão “poder de polícia” não traduz bem o que seja esta atividade estatal que. Entendo que melhor do que tecer comentários ao poder de polícia. a referência à lei é imprescindível. inclusive ICMS e ISS tratando-se de atividade que a lei tenha como discricionária. O que é imprescindível. via pagamento da taxa. sem abuso ou desvio de poder. é possível fazê-lo tendo a taxa como suporte. é o nítido caráter de contraprestação. Atualmente. adverte o festejado jurista. porque sob a égide de uma sociedade que está a exigir a cada dia maior segurança. em verdade. 129 . quando se almeja proteger direitos individuais e coletivos. que mereçam a proteção pública. surgindo hipóteses em que se apresenta a exação com nítido caráter extrafiscal.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. significa limitação ao exercício de direitos. artigo por artigo. porquanto esta específica atividade estatal pode ensejar o surgimento de um custo adicional. tão bem sistematizados nos compêndios de direito administrativo. COMENTÁRIOS Conceito. O direito administrativo fornece o conceito jurídico. em qualquer hipótese.

p. instituiu taxa para registro de pessoas físicas e jurídicas no Cadastro Técnico Federal de atividades potencialmente poluidoras ou utilizadoras de recursos ambientais. rel. III. Cautelar deferida (STF. dentre outros. inclusive ICMS e ISS Daí a pertinência e atualidade do comando inserto no parágrafo único do artigo comentado.1998.01. 9°. Os princípios da legalidade e do devido processo legal. 13. criando multa sem respaldo legal.10. 167. Art. I. 10. Ilmar Galvão. e l4 da Portaria 113. II.823-1/DF. e 150. 6).938/81. criando a taxa de fiscalização ambiental (TFA). Por isto é que o STF. como claro ficou na ementa do ADIn 1. repudiou a intervenção do Ibama no exercício da fiscalização de atividade de sua competência. j. Dispositivos 130 . embora com maior liberdade do agir.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. aliada à conveniência de pronta suspensão da eficácia dos dispositivos impugnados. DJU 16. Plausibilidade dos fundamentos do pedido. invadindo.1998. 8° da Lei 9. mas também o direito de punir.1997. ADIn 1. Normas por meio das quais a autarquia. Pleno.04. artigo por artigo.960. 145. Min. não podem ser olvidados pelo administrador no exercício do poder de polícia. Alegada incompatibilidade com os arts. A parte final do parágrafo em apreciação contém a advertência de que a discricionariedade do exercício do poder de polícia não significa abuso ou desvio de poder. em prestígio a uma infinidade de decisões dos Tribunais Regionais. a competência do Poder Legislativo. 30. 5°. não fica a autoridade desvinculada dos princípios que disciplinam os atos administrativos. do Ibama. sem lei que a autorizasse. porquanto. e estabeleceu sanções para a hipótese de inobservância de requisitos impostos aos contribuintes. 154. IV. de 28. da Constituição Federal.09.2000. que introduziu novos artigos na Lei 6. b. § 1°. Ação direta de inconstitucionalidade. com ofensa ao princípio da legalidade estrita que disciplina não apenas o direito de exigir tributo.823-1/DF. de 25. JURISPRUDÊNCIA Ação direta de inconstitucionalidade Arts. assim. 8°.

e § 2°. qual seja o custo estimado do serviço de fiscalização. possuindo base de cálculo distinta da de outros impostos.05. ainda. na ocasião da licença de localização e funcionamento. como fato gerador. inclusive ICMS e ISS insuscetíveis de instituir. por haverem definido. Min. como previsto no art. a forfait. 07. caput. em face da necessidade de reexame de prova.2000. rel. rel. Min. Tributário.. em recurso extraordinário. consistente. DJU 12. por razões óbvias.704/SC. na dispensa do mesmo tratamento tributário a contribuintes de expressão econômica extremamente variada.1999. Taxa de licença para localização e funcionamento. 150. por não haver indicado as respectivas alíquotas ou o critério a ser utilizado para o cálculo do valor devido.2000). ADIn 2. Tributário e administrativo. Poder de polícia. j. É legítima a cobrança de taxa. Cautelar procedente (STJ. cujos elementos básicos se encontram definidos em lei. 5°. Lei 7. Instalação de agência da CEF.03.2000. 1ª T. o novel tributo. Poder de polícia.. Materialização. 145. em razão do poder de polícia exercido pelo 131 . j. validamente. 1ª T. 145. j. Legitimidade. Súmula 279 do STF. Garcia Vieira. valores uniformes por classe de contribuintes. aliada à conveniência de pronta suspensão da eficácia dos dispositivos instituidores da TFA. Exação fiscal que serve de contrapartida ao exercício do poder de polícia. Alegada ofensa aos arts.02. II. Recurso não conhecido (STF. E. com flagrante desobediência ao princípio da isonomia. rel. previsto para as indústrias que comprovarem a realização de reflorestamento proporcional ao seu consumo de carvão vegetal. pelo Município. DJU 28. no exercício do poder de polícia. e não nos anos que se seguem.178. 29. todos da Constituição Federal. e como contribuintes pessoas físicas ou jurídicas que exercem atividades potencialmente poluidoras ou utilizadoras de recursos ambientais. Tributário. MC 1. Estado de Minas Gerais. no caso.12. Ilmar Galvão.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. I e IV. pelo ente público. Taxa florestal. DJU 28. Medida cautelar deferida (STF. Plausibilidade da tese da inconstitucionalidade. Ilmar Galvão. Taxa para localização e funcionamento. diante do incentivo fiscal.04. não o serviço prestado ou posto à disposição do contribuinte. em forma de redução do tributo. mas a atividade por esses exercida. 21. Pleno. artigo por artigo.2000). RE 239.03.2000). Min. tendo-se limitado a estipular. Só há contraprestação do serviço e materialização do poder de polícia quando da obtenção da licença para localização e funcionamento no território do Município. Descabimento da alegação de ofensa ao princípio da isonomia. da Carta Magna. e 152.397/MG. não especificadas em lei. II.163/77. Efeito confiscatório insuscetível de ser apreciado pelo STF.

Município de Belo Horizonte. Entidade bancária. Taxa de licença para publicidade.. Precedentes jurisprudenciais. Nulidade do acórdão. taxa de fiscalização. Min. DJU 12. Cobrança obrigatória a título de ‘tarifa’. Franciuili Netto. Efetivo exercício do poder de polícia. Francisco Peçanha Martins.11. 2. do Município de Belo Horizonte. REsp 212. 01. j. 2ª T. rel. 10.. A irresignação referente ao ISS. Tributário.09. j. 2ª T. em decorrência da renovação anual. Decisão unânime (STJ.03. 2ª T.142/RS. DJU 04. Lei 5. Cobrança anual pelo Município de Sorocaba.2001). em parte.04. Rejeitadas as preliminares de nulidade do acórdão. Se assim não fosse.641/89. pelo Município. inclusive ICMS e ISS Município. uma vez que alega vulnerado dispositivo da Carta Política. REsp l47510/SP. Utilização de terminal alfandegário.1999). Com arrimo em remansosa jurisprudência. instituída pela Lei 5. Tributário e administrativo. por conseguinte. a efetiva contraprestação especifica. Recurso especial não conhecido (STJ. Min. Taxa de fiscalização de anúncios. artigo por artigo. a Súmula 284 da Corte Máxima.. por entender que é exigida com fundamento no efetivo exercício do poder de polícia pelo ente municipal no controle da exploração e da utilização da publicidade na paisagem urbana. 1. padece de fomento jurídico. 1. Min. ao dispor que: ‘É ilegítima a cobrança de taxa. cuja competência recursal é do Excelso Supremo Tribunal Federal.024/SP. 3. Recurso especial conhecido e provido. Reexame de fatos e provas. com o objetivo de evitar 132 . instalação e funcionamento. incidindo. DJU 04. instalação e funcionamento. não foram impugnadas as normas federais de modo a permitir a exata compreensão do inconformismo. Este Tribunal decidiu pela constitucionalidade da cobrança da taxa de fiscalização de anúncios. Constitucionalidade. 08. A perpetuação da cobrança do tributo carece dos requisitos necessários à imposição da taxa de fiscalização. instalação e funcionamento. Inocorrência. prevalece a mesma interpretação adotada para afastar a incidência da taxa de fiscalização. Peçanha Martins.08.2000). na renovação de licença para localização de estabelecimento comercial ou industrial’.2001. também. Ilegalidade. No que concerne à taxa de licença para publicidade.06. ISS. Tributário. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. este sodalício houve por bem sedimentar a matéria por meio da Súmula 157. rel.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. uma vez que não está materializado o poder de polícia e. É taxa e não preço público a exação correspondente ao uso compulsório de pátio que dá acesso a terminal alfandegário. REsp 147.641/89. rel. Estadia e pesagem de veículo. Recurso não conhecido (STJ.2000. j.1998. Agravo regimental no agravo de instrumento.

Eros Grau. Número de empregados. a base de cálculo da taxa deve vincular-se ao fato gerador do tributo.08. Nego provimento (STF.814/MG. Sepúlveda Pertence). situação que não viola a vedação prevista no disposto no art. Celso de Melo). ainda. Firmou-se. 216. da CF).2006.478 (Min. 3. 77 e 78 do CTN. 98). j. 2. 220.207 (Min.2005. Juiz Antônio Ezequiel da Silva. Portaria 113/97-Ibama.12.2006. localização e funcionamento.2005. 13. 145. Ilmar Galvão). 7ª T. Min. o exercício do poder de polícia. A concessão de liminar em ADIn pelo C. Carlos Britto.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.316 (Min. Processo civil. Alegada ofensa ao inciso II e ao § 2° do art. o entendimento de que não há identidade entre a base de cálculo da referida taxa com a do IPTU. Ilegitimidade. II. Min.11. 1ª T . 20. 145. Assentada a efetividade do exercício do poder de polícia para a cobrança da taxa de fiscalização de anúncios. Precedentes: RE 258. circunstância que impede a admissão do extraordinário ante o óbice da Súmula 279 do STF.12. cobrada como contrapartida pelo exercício do poder de polícia. j. artigo por artigo. 9). 145 do Magno Texto. Taxa de licença para funcionamento de estabelecimento comercial e industrial. DJU 04. p. 1. rel. Taxa Princípio da legalidade. Tributário. Ilmar Galvão). O Supremo Tribunal Federal tem sistematicamente reconhecido a legitimidade da exigência da taxa em referência.149. a teor dos arts. Agravo regimental a que se nega provimento (STF.08. § 2°. Base imponível. 63). 1 Cabível a instituição de taxa para licença de funcionamento pelo Município com base no exercício do poder de polícia. da Constituição do Brasil. 2ª T. no caso.904 (Min. AC 1997. 2.503/MG. DJU 09. Taxa de fiscalização.06. 4 Apelação e remessa não providas (TRF-1ª R. DJU 19. Ilmar Galvão) e 198. não causa perda de objeto de ação de conhecimento que visa a nulidade de cobrança baseada na mesma norma. j.001. 2. Perda de objeto. seria necessário o reexame dos fatos e das provas da causa. 276. 23. rel. 3. (art. para que se pudesse dissentir dessa orientação. Embargos à execução fiscal. inclusive ICMS e ISS prejuízos à estética da cidade e à segurança dos munícipes. rel.2006. O número de empregados não pode servir de base de cálculo da taxa municipal de licença para funcionamento. por não mensurar o custo da atividade estatal Precedentes do STF e desta Turma. p. p. visando apenas suspender eficácia de norma até discussão definitiva de mérito.350. STF.254 (Min. Entretanto. Tributário. AI-AgR 527.. Município de Belo Horizonte.80/GO. Município de Goiânia.2006. A cobrança pela inscrição e renovação de cadastro de poluidores potenciais insere-se na competência fiscalizatória do Ibama sobre o meio ambiente e assim constitui exercício 133 . AI-AgR 581 ..

rel. entre a constituição definitiva do crédito tributário e a citação do executado. 7°. Juiz Paulo Espírito Santo. As cobranças pelas aferições são legítimas. verificável pelo inequívoco exercício de poder de polícia.966/73 mencione preço público. Inconstitucionalidade. Fiscalização.995. inclusive ICMS e ISS de poder de polícia. 2. p.352. Embora o art. não se pode cogitar de prescrição. Não conhecimento. Prescrição. Não pode o Inmetro. Súmula 545/STF: ‘Preços de serviços públicos e taxas não se confundem. cobrar dos postos de gasolina (apelados) a verba pecuniária decorrente das aferições realizadas nas bombas de combustível. sem que haja lei especifica. sequer mediante delegação. 475. Precedentes. 166).009. Direito processual civil. em relação aos desdobramentos promovidos. 4. não excede a 60 salários mínimos: aplicabilidade do § 2°. 5. rel. Embargos à execução fiscal. de 26. AC 1999. ante a compulsoriedade de que se reveste a aludida atividade administrativa fiscalizatória. diferentemente daqueles. Remessa oficial. é legítima e independe de comprovação 134 . Tributário.2005. espécie de tributo. Apelação e remessa improvidas (TRF-1ª R.773/RJ. j. O princípio da legalidade no campo tributário exige que apenas a lei crie tributos. A cobrança anual da taxa de fiscalização de anúncio luminoso ou iluminado próprio. Taxa de fiscalização de anúncio luminoso ou iluminado próprio.010. artigo por artigo.12. 8ª T. 15. 158). 3. Atividade administrativa. sob pena de violação aos princípios fundamentais de contenção do poder de tributar.933/99 (TRF-2ª R. são compulsórias e têm sua cobrança condicionada à previa autorização orçamentária.59/DF.11. Inmetro. em virtude de a matéria ter sido disciplinada na Lei 9. Não tendo decorrido o prazo de cinco anos. Deve-se obstar a ação estatal alusiva às cobranças decorrente do poder fiscalizador.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. AC 324. Legitimidade. Compulsoriedade. Metrologia. b da Lei 5. do Código de Processo Civil.12.. Caracterização. Ilegalidade. 3. a natureza da verba pecuniária configura-se como taxa. CEF. pois que a referida atividade destoa. Cobrança pela Municipalidade.2004. Postos de combustíveis. Constitucional. Poder de polícia. j.2005. em relação à lei que as instituiu’. porque estas.12. do que determina a Constituição da República (art. 1.. a partir do exercício de 2000. pelo que não tem nenhuma validade a Portaria 113/97-Ibama neste ponto. Juíza Maria do Carmo Cardoso. DJU 15.02. II).. do art. Tributário. Cobrança.2001. Precedentes. como no caso. Taxa. Inocorrência. 11. 2ª T. introduzido pela Lei 10.2005. DJU 16.. sendo esta a natureza da cobrança instituída pela Portaria 113/97Ibama. Não se conhece da remessa oficial. p. quando o valor da dívida executada e embargada. O exercício efetivo de poder de polícia só pode ser custeado por taxa. 37 c/c 145.

17-D). rel. base de cálculo e alíquota. com seu potencial de poluição e com o grau de utilização de recursos naturais de cada uma das atividades sujeitas à fiscalização (art. 10. porque pública ou vinculada à Administração Indireta da União.2007. de causar degradação ambiental (art. 17-C) e os valores (art.938/81]). estes estabelecidos de acordo com o porte da empresa (micro. conferindo ao Ibama (sujeito ativo da exação) a competência administrativa para previamente licenciar a construção. não impede a cobrança da referida taxa.938/81]).960/2000. foi editada a Lei 10. para efeito de elidir o exercício regular. pequena ou grande). 4 – Havendo a competência administrativa cujo desempenho caracterize o exercício do poder de polícia.TCFA. Lei 10. de sua competência tributária. 586). 2 . Exigibilidade.. AC 533.165/2000 que instituiu de modo válido a Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental .938/81]).618/SP. o sujeito passivo (art. A Lei 10. a instalação.165/2000 definiu o fato gerador (art.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 1 . 5 . 3 . 3ª T. Constitucionalidade. 17-B). por lei. DJU 17. não gozando a empresa. dos elementos da exação: fato gerador. A alegação de que a CEF exerce atividade de interesse público. pelo Município. Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental . de 135 . § 3° [da Lei 6. além de conferir ao referido órgão (Ibama) a competência administrativa exclusiva para licenciar as atividades e obras com significativo impacto ambiental. 4. p. j. caput [da lei 6. a ampliação e o funcionamento de estabelecimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientais considerados efetiva e potencialmente poluidores. 10. 04. de âmbito nacional ou regional (art.06. Precedentes (TRF-3ª R. bem como os capazes. da regular definição. §§ 1° e 2°).TCFA. de determinar a redução das atividades geradoras de poluição (art. inclusive ICMS e ISS do efetivo exercício do poder de polícia.165/2000. tendo em vista que o poder de polícia alcança tanto os atos preparatórios como os de continuidade do exercício. 10. a União instituiu uma taxa de polícia.2003. artigo por artigo. deu ao órgão destinatário da exação uma série de competências relativas ao poder de polícia correspondente à referida taxa. Juiz Nery Junior. § 2° [da Lei 6.O atuar do Ibama consiste no desempenho efetivo das atividades de fiscalização e licenciamento de estabelecimentos e atividades potencialmente poluidoras.165/2000. § 4° [da Lei 6.No caso em tela. 10. de qualquer prerrogativa especial. Tributário.. antes de criar uma taxa de polícia.938/81]) ou de homologar os licenciamentos de competência dos órgãos estaduais do Sisnama (art. sob qualquer forma. tão-somente. a instituição válida de uma taxa de polícia correspondente depende. 6 .01.É inequívoco que a Lei 10. sujeitos. 17-D. 5.Para sanar os vícios de que padecia a Lei 9. econômico e social.Não ha violação aos princípios constitucionais da legalidade (e tipicidade) ou da isonomia tributárias.

7 . na verdade.03. AC 200371120077868/RS. 9 . violação a quaisquer princípios tributários.05. DJU 30. p. j. cuja atividade administrativa. O cumprimento dessas obrigações acessórias pode gerar dispêndio ao contribuinte em determinadas situações. que demanda a realização de diligências e outras atividades concretas para conceder o licenciamento ou manter a licença concedida. Obrigação acessória. por ser dele o monopólio na confecção dos selos. Decreto-lei 1. Natureza jurídica.. assim.437/75. 2ª T. de mais um custo. rende ensejo à cobrança de taxa de polícia. necessidade esta que se impõe diante da peculiar sistemática de arrecadação do imposto’ (Embargos infringentes 2003.. 77.2006. IPI.437/75. parágrafo único.‘A aquisição dos selos de controle do IPI não configura exercício do poder de polícia ou utilização de serviço público especifico e divisível.271-0. Juiz Djalma Gomes. dentre outros que se somam à atividade desenvolvida pelo industrial e que é repassado ao preço final do produto. Trata-se.71.Não há considerar a exigência de ressarcimento de custos de confecção de selos de controle. 10. DJU 28. TRF-4ª R. do CTN. aquela que ‘decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações. 2 . pequena empresa ou empresa de grande porte).165/2000 dos critérios de classificação da Lei 9.2006.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Juiz Antonio Albino Ramos de Oliveira.. rel. rel. de obrigação acessória. inclusive ICMS e ISS modo a caracterizar uma ação concreta e especifica da Administração.. pelos contribuintes do IPI. nelas [sic] previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos’ (art. ou seja. não houve determinação do valor da taxa a partir do capital da empresa. 113.Sendo o valor da taxa determinado em função do porte da empresa. § 2° do CTN). sem que isso venha a desconfigurar sua natureza. e utilizando-se a Lei 10. Selos de controle quantitativo. 13. j. como sendo instituição de uma nova taxa ou de preço público.Não procede o argumento de ofensa ao disposto no art.502/64.2007). positivas ou negativas. 136 . AMS 273300/SP. previsto no Decretolei 1.Apelação improvida (TRF-3ª R. apenas. pois ao estabelecer como um dos critérios quantificadores da taxa o porte do sujeito passivo (micro.2006) (TRF-4ª R.03. 8 .2007. A única diferença é que tal valor é devido ao Estado.08. 1ª Seção..841/99 [revogada pela LC 123/2006].05. artigo por artigo.07. tem-se como adequado o critério de valoração. Tributário. não havendo. DJU 12. eis que não se pode negar que a magnitude de cada um desses aspectos interfere diretamente na complexidade do exercício da atividade de polícia. 293). 1 . do potencial poluidor da atividade e do grau de utilização dos recursos naturais de cada uma das atividades sujeitas à fiscalização. 4ª T. Ressarcimento de custos. Lei 4.000. Trata-se.

092). por ser dele o monopólio na confecção dos selos. de mais um custo. Decreto-lei 1. Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental .931/81. necessidade esta que se impõe diante da peculiar sistemática de arrecadação do imposto.2006. 1ª Seção. Lei 10. ou a utilização.315/RS. rel. Tributário e constitucional.710.07.437/75. IPI. DJU 19. levandose em consideração a natureza compulsória e coercitiva que decorre do exercício do poder de polícia. Juíza Vânia Hack de Almeida.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. j. rel. AC 2002. previsto no art. A aquisição dos selos de controle do IPI não configura exercício do poder de polícia ou utilização de serviço público específico e divisível. DJU 12.2006. Selos de controle quantitativo. Inmetro.500. 3ª T.. constituindo-se em receita originária da União.050. j. prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição. Taxa é espécie de tributo que tem por fato gerador o exercício do poder de polícia. artigo por artigo. Lei 6. As inscrições em dívida ativa têm origem no crédito constituído pela cobrança de preço público por prestação de serviço de aferição de bombas de combustível no estabelecimento da embargante. A única diferença é que tal valor é devido ao Estado. O valor pago pela aquisição das estampilhas (selos) de controle do IPI. A cobrança efetuada pelo Inmetro em razão da aferição de bombas de combustível constitui taxa.615/2000. Art. CF. EIAC 2003. em obediência ao princípio da reserva legal. Natureza jurídica.. com a utilização de patrimônio estatal (TRF-4ª R. revelando-se legítima a sua cobrança a partir do exercício 2000.07. representa uma obrigação acessória. dentre outros que se somam à atividade desenvolvida pelo industrial e que é repassado ao preço final do produto. Ressarcimento de custos. 145. inclusive ICMS e ISS Embargos à execução fiscal. sendo uma obrigação assumida voluntariamente. 46 da Lei 4.027. 137 .71. p. Cobrança de preço público.10/RS. A aplicação do selo de controle do IPI. Somente com a edição da Lei 9. 793).2006.025. II. não caracteriza taxa e nem preço público.2006. Efetiva atuação poder de polícia. p.TCFA. proveniente de produto fabricado por empresa pública . de serviço público específico e divisível. 06. efetiva ou potencial.Casa da Moeda -. 1. Juiz Vilson Darós.04. Preço público é a remuneração paga pelo fornecimento de serviço público prestado por concessionário ou permissionário. 24. Tratase. Aferição de bombas de combustível.. apenas.933/99 é que foi instituída a taxa de serviços metrológicos. Base de cálculo própria de imposto e progressividade fiscal. razão pela qual não merece acolhida a pretensão do recorrente (TRF-4ª R. de modo que o referido tributo somente podendo [rectius: pode] ser instituído ou majorado mediante lei. no interesse da arrecadação ou da fiscalização do tributo.502/64. ou seja.07. Receita originária. Ibama.

Os serviços públicos a que se refere o art. II. da CF. sejam postos à sua disposição mediante atividade administrativa em efetivo funcionamento.2006. normas e padrões de qualidade ambiental. da CF. 77 consideram-se: I . em consonância com a política nacional. introduzindo dispositivos à Lei 6.. fluviais ou aéreas. nitidamente. Inexistência de contrariedade ao art. pois esta autarquia. trazendo todos os elementos caracterizadores do tributo. 145. o que se apresenta por demais acertado.735/89 exerce a atividade fiscalizatória e de controle de aplicação de critérios. o qual apresenta sua configuração no desempenho da função fiscalizadora para averiguar se as atividades e obras causadoras de significativo impacto ambiental estão sendo desenvolvidas nos termos em que foram autorizadas. c) na análise de imagens de satélite. restando. j.165/2000 ao instituir a TCFA delimitou. e) na apreciação dos relatórios de apresentação obrigatória. b) pelo monitoramento remoto de atividades. Efetiva atuação do poder de polícia pelo Ibama por meio de fiscalização realizada através de: a) visitas de fiscais aos estabelecimentos dos agentes poluidores ou utilizadores de recursos naturais. 12. instituiu a Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental . AMS 92646/PE.01.. através do prévio licenciamento concedido pelo referido órgão. Precedentes. A Lei 10. criada pela Lei 7. Art. Apelação improvida (TRF-5ª R. 79. 138 .2006.TCFA. rel. artigo por artigo. inclusive ICMS e ISS Inexistência. d) no acompanhamento de dados estatísticos regionalizado sobre poluição e utilização de recursos naturais. sanando os vícios de constitucionalidade da legislação anterior (Lei 9. quando por ele usufruídos a qualquer título. Juiz Francisco Wildo. a atuação do poder de polícia conferido ao Ibama. 145.615/2000. sem ingresso de fiscais no estabelecimento fiscalizado.931/81. marítimas. 1ª T. uma vez que a Lei 10. em rondas terrestres. consistente na vistoria à distância.960/2000). o que torna insubsistente a alegação do apelante de ausência efetiva de fiscalização e de violação ao preceito constitucional do art. p 860).utilizados pelo contribuinte: a) efetivamente. sendo de utilização compulsória. II.02. A hipótese de incidência da indigitada exação é o exercício do poder de polícia outorgado legalmente ao Ibama. b) potencialmente. DJU 15. quando.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.

quando . porque. deixando o CTN de conceituá-lo. 139 (serviço em funcionamento para ser utilizado. transcrevo o dado por Hely Lopes Meirelles: Serviço público é todo aquele prestado pela Administração ou por seus delegados. a partir do STF. nas palavras do CTN. artigo por artigo. quando suscetíveis de utilização. ou posto à sua disposição necessário). tem sido rigoroso na apreciação da legalidade de um sem-número de taxas que surgem sem atenção às características indicadas nos incisos do artigo em comento. ou simples conveniências do Estado. para satisfazer necessidades essenciais ou secundárias da coletividade. como fez em relação ao poder de polícia. exige-se que seja ele prestado ao contribuinte (utilização efetiva). Mas nem todo serviço público é gerador de taxa. De todos os conceitos. seja específico (destacado como unidade autônoma) e divisível (possibilidade de utilização. O Poder Judiciário. III divisíveis. Além da autonomia de cada unidade de serviço. é preciso que. separadamente. para sê-lo. quando possam ser destacados em unidades autônomas de intervenção. por parte de cada um dos seus usuários. inclusive ICMS e ISS II .específicos. por parte de cada usuário).Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. de utilidade ou de necessidade públicas. sob normas e controles estatais. O conceito do que seja serviço público não encontra unanimidade entre os estudiosos do direito administrativo. pela simplicidade e abrangência. COMENTÁRIOS O exercício do poder de polícia e a prestação de serviço público são atividades tipicamente estatais.

957). inclusive ICMS e ISS JURISPRUDÊNCIA 1. p.. a utilização efetiva ou potencial. Tabela A. Taxa de expediente prevista na Lei de Minas Gerais 4. DJU 23. em votação uniforme. da Constituição devem custear o poder especial de polícia.1993. j.. 18.870/SP.06.03. prestado ao contribuinte ou posto a sua disposição. I . da mencionada norma local (STF. 14. Antônio Neder.06. II . j.564). Sendo assim. REsp 11.. artigo por artigo. do serviço público específico e divisível. para conceder a segurança postulada. por ser inerente à função normal do Estado.08. item I.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 21. 23. 77 e 79 do CTN).972). a taxa de limpeza pública é cobrada em função do metro quadrado ou fração da propriedade (STJ.04. 3. j. 37. DJU 16. 140 .Nos serviços públicos relativos a consecução de vias públicas e logradouros e de combate a sinistros.Na espécie. j..996/GO. Taxa de limpeza pública.08. que tem como base de cálculo o valor venal do imóvel. 1ª T. REsp 32.. I. RE 73. 77 e 79 do CTN). DJU 16.06. rel. e declarar a inconstitucionalidade. tem o seu custeio satisfeito pelos impostos gerais. do serviço público e divisível. rel.940/SP. para custear o serviço de policiamento dos bancos e entidades congêneres.1993. de 1968.1993. é inconstitucional. como dispõe o art. art. visto que o poder geral de polícia. p. prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição (STJ. rel.1993. Decisão unânime (STJ. encontramse presentes os requisitos de especificidade e da diversibilidade (arts. Min. Min.1993. p. As taxas instituídas no art.Nos serviços públicos urbanos encontram-se presentes os requisitos da especificidade e da diversibilidade (arts. 1ª T.As conhecidas taxas de lixo têm como fato gerador o exercício do poder de polícia. que ele argüiu. DJU 10. Demócrito Reinaldo. 16. 1ª T..08. 2. Demócrito Reinaldo. Min. O policiamento de segurança das pessoas e das casas é atribuição normal do Estado e serviço que os impostos gerais custeiam. I . (. 15.As taxas de consumação desses serviços tem como fato gerador o exercício do poder de polícia. rel. Cesar Asfor Rocha.) III — Diversamente do IPTU. a utilização efetiva ou potencial. 77 do CTN. ele não pode constituir fato gerador da taxa de segurança de pessoas e casa. Recurso extraordinário do constituinte a que o Plenário do STF dá provimento.584-4/MG. está o recorrido sujeito à cobrança da taxa de serviços urbanos. 15. REsp 33. 1ª T.1981). III . nº 48. IV – Recurso provido.1981. Min.474. 12. II .1993.

11. ATP. na parte em que a decisão atacada basilou-se. Matéria constitucional.2000.2000) e RE 185. 19. por possuir base de cálculo própria de imposto. 91. no âmbito do aresto a quo. produtos industrializados e outros insumos vinculados à fabricação de produtos destinados à exportação. j. Mim. peças. 1. a utilização efetiva ou potencial. mas o adicional de tarifa portuária não. 3. e pelo fato de não serem divisíveis os serviços públicos que ela visa custear. Taxa de iluminação e limpeza pública. 87.03. ou a utilização. RE 188. Prequestionamento. inclusive ICMS e ISS Taxa de armazenagem. Recurso parcialmente provido (STJ. artigo por artigo. Dispositivos indicados como afrontados não abordados. a alegação de que o Município não teria competência para estabelecer as condições para o parcelamento do IPTU e a de que seria indevida a adoção. prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição”]’ (art. DJU 15. arts. do Município de São Paulo. Precedentes citados: RE 206. Isenção. II. RE 190 126/SP (DJU 05. da CF. parágrafo único. Ilmar Galvão. 15. Lei 8. 677. efetiva ou potencial. Agravo regimental contra decisão que proveu recurso especial do agravado. rel.1998. 145.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. rel. encontram-se presentes os requisitos de especificidade e de divisibilidade (arts. em matéria de cunho eminentemente constitucional. A taxa de armazenagem é preço público. 4.050/SP (DJU 07. Agravo regimental. do art. prestado ao contribuinte ou posto a sua disposição [rectius: “o exercício regular do poder de polícia. I e II.387/91 isenta de pagamento de taxas. 6 Nada se discutiu (em face dos óbices acima apontados) sobre o IPTU 141 . 130. Não se conhece de recurso especial. do CTN). 93. I e II e 94).349/AM. de unidade monetária própria (UFN) para atualização das parcelas do IPTU. como fundamento central. componentes. Nos serviços públicos relativos à limpeza urbana e conservação de vias e logradouros públicos.989/66. 5.391/SP.1999).1999). § 2°. O colendo STF declarou incidentalmente a inconstitucionalidade de dispositivos da Lei 6. em nenhum momento. do serviço público específico e divisível. o que ofende o inciso II. do CTN). I.06. quanto ao IPTU e aos efeitos decorrentes da inconstitucionalidade de texto legal. do CC/1916 [sem correspondente no CC/2002]. Precedentes desta Corte. as importações de partes. 145. 77. Tributário e processual civil.387/91. REsp 188. Afastou-se. 86. entretanto. e 167 do CTN. matérias-primas.777/SP (DJU 30.05. Ausência do necessário prequestionamento dos arts. As taxas de consumação desses serviços tem como fato gerador ‘o exercício do poder de polícia. I. 1ª T. 77 e 79.04. Min. pelo Município. preços públicos e emolumentos.03. que prevêem a cobrança de taxa pelos serviços de conservação e limpeza de ruas. Garcia Vieira. Decisão da matéria pelo Colendo STF. 165. da CF/88 (Lei 6.1997). ao fundamento de que a referida taxa. III. 2.. A Lei 8. de serviço público específico e divisível.989/66. ofende o art.

77 e 79. do CTN. bem como não apresentou.. Incidência das Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. c. p. 1. As matérias infraconstitucionais supostamente violadas no recurso especial. 145. Arts. João Otávio de Noronha. 7. não pode ser conhecida por esta Corte por referir-se à matéria constitucional. adequadamente. por serem matérias de índole constitucional. 2ª T. quais sejam. Processual civil. A decisão debateu. 77 e 79 do CTN. § 1°. A alegada violação aos arts. 3. 1ª T. Apesar da transcrição de ementa.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Agravo regimental improvido (STF. AGREsp 734369/RJ. o dissídio jurisprudencial. 292).03. Recurso especial inadmitido. AGA 526. 3.913/SP.2007.06. por reproduzirem os aludidos dispositivos legais preceitos constitucionais. DJ 21. § 1°. Arts. 4. 20. 462. da Lei de Introdução ao Código Civil.2005. Humberto Martins.301). razão pela qual ausente o necessário prequestionamento. Incompetência desta Corte. Taxa de Coleta de Lixo e Limpeza Pública e Taxa de Iluminação Pública (TIP). Ausência de prequestionamento e dissídio pretoriano superado. Incidência da taxa Selic para cobrança dos débitos fiscais. 77 e 79 do CTN. 77 e 79 do CTN) reproduzem regra constitucional (art. Ausência de prequestionamento. 462. artigo por artigo. p. Processual civil. Min. com relação à Taxa de Coleta de Lixo e Limpeza Pública (TCLLP) e da Taxa de Iluminação Pública (TIP).2007. pois o recorrente não realizou o necessário cotejo analítico. j. 6°. rel. do CPC. j.2005. 6°. O recurso especial não pode ser conhecido pela alínea c do permissivo constitucional [art. apenas. III.2005). não foram objeto de análise pelo Tribunal de origem. inclusive ICMS e ISS e os efeitos da declaração de inconstitucionalidade. 2. Agravo regimental em agravo de instrumento. 02. CF/88). arts. Divergência jurisprudencial não demonstrada. Dissídio superado. deixou ele de demonstrar as circunstâncias identificadoras da discordância entre o caso confrontado e o aresto paradigma. Matéria constitucional. 1. e da Taxa de Iluminação Pública (TIP). Matéria constitucional. do CPC.03. As normas ordinárias sob liça (arts. 105.06. É cabível a incidência da taxa 142 . em face da consideração do acórdão recorrido de ilegalidade da Taxa de Coleta de Lixo e Limpeza Pública (TCLLP).. Precedentes (REsp 173. rel. Esta Corte possui o entendimento de ser incabível analisar a violação dos arts.03. Tributário. Tributário. Min. A 1ª Seção assentou que a divisibilidade e especificidade de taxas referentes a serviços de limpeza pública e de iluminação pública são insuceptíveis de controle no âmbito do recurso especial. Agravo regimental não provido (STJ.212/RJ. da CF/88]. da Lei de Introdução ao Código Civil Ausência de prequestionamento. DJU 27. 2. Divisibilidade. DJU 30. a legitimidade da cobrança da taxa de iluminação e limpeza pública.

709/SC. por regular especialmente a matéria tributária. III) (REsp 196. 77 e 79 do CTN. 215). 1. que cuidam dos requisitos da especificidade e da divisibilidade das exações.341/RJ. Recurso especial conhecido em parte e provido (STJ.2006. João Otávio de Noronha. Tributário. Min. REsp 547. Humberto Martins. Repetição do indébito. Orientação consagrada pela Primeira Seção. Constitucional e tributário. do CTN e Decreto 20. p. Afigura-se inviável examinar. que cuidam dos requisitos da especificidade e da divisibilidade das exações.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Mandado de segurança.2007. e pela Corte Especial.06. DJU 12. Prescrição. Min.2007. visto que os arts.01.02. Impossibilidade de exame em sede de recurso especial.DJU 06. Inconstitucionalidade. Impossibilidade de exame em sede de recurso especial. não cabe apreciar nesta instância superior.257/SC. de relatoria do ilustre Min.. Cabimento. de limpeza urbana e de iluminação pública. da Constituição Federal.. Taxa de Iluminação Pública. 2. 1.497/SC e 425. Taxa de Coleta de Lixo.. visto que os arts. Afigura-se inviável examinar. j. REsp 896. Sempre que presente 143 . em sede de recurso especial. inclusive ICMS e ISS Selic para a cobrança de débitos fiscais.926/PR.889/SP.643/PR. na assentada 14 de maio de 2003. controvérsia atinente a taxa de remoção de lixo. de combate a incêndio e de conservação de vias. DJU 03. Matéria constitucional. 3. 01. § 2°. da CF. controvérsia atinente a taxa de coleta de lixo. reproduzem o preceito inscrito no art.05. prevalece sobre a regra geral que dispõe sobre os feitos contra a Fazenda Pública (arts. artigo por artigo. em sede de recurso especial. Taxa de Combate a Incêndio e Taxa de Conservação de Vias. 15. rel. Recurso especial. 2ª T.2000. rel. 2. 102.910/32). Precedentes. Tributário. 1. 257). reproduzem o preceito inscrito no art. 168.2007.03. Art. Taxa de Remoção de Lixo e de Limpeza Urbana.2006. Lei 9. 145. 18. José Delgado.08. 3. Min. § 2°. Recurso especial não conhecido (STJ. IPTU. 399. Agravo regimental não provido (STJ. Matéria constitucional. j. I. quando do julgamento dos EREsp 291. DJ 04. Taxa de controle e fiscalização ambiental.03. devendo ser a pretensão recursal provida nesta parte. a teor dos preceitos que emanam da Carta Magna (CF arts. III e 105. Precedentes. em recente julgamento do EREsp 213. ‘Divergência jurisprudencial entre acórdãos que analisaram matéria de ordem constitucional. do CTN.828/PR.960 de 28. 165 e 168. j. Processual civil. 2ª T.2007. 246). 77 e 79 do CTN.03. AGA 750. p. rel. p. João Otávio de Noronha.2001). O prazo para o ajuizamento da ação de repetição do indébito é de prescrição qüinqüenal e. relator Ministro Francisco Peçanha Martins. relatados pelo eminente Ministro Luiz Fux. 145. 2ª T.

. eis que não se vislumbra na exação a prestação regular pela Administração do poder de polícia ou mesmo de serviço público específico e divisível. da Constituição Federal. competem a cada uma dessas pessoas de direito público. 145. prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição’. Art. a Taxa de Fiscalização Ambiental. inciso II. estará aberta a possibilidade para que o interessado se socorra do Poder Judiciário através do writ. dos Estados.2000. 153 e 154. rel.960/2000.. Juíza Marli Ferreira. ou a utilização. À vista da edição da Lei 10.2004.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 5. AMS 213. 10. dentro de suas respectivas atribuições.178-8/DF. sendo certo entretanto que o valor exigido incidiu efetivamente sobre o mês de janeiro de 2000. da Lei 6. razão pela qual não há como se declarar perda de objeto da presente ação. criada pela Lei 9.165/2000].638/SP. do Distrito Federal ou dos Municípios aquelas que. I. as Constituições dos Estados. inclusive ICMS e ISS ato de autoridade que por ação ou omissão. artigo por artigo. § 1°. 80. 6ª T.2005). atual ou potencialmente . certo que se estará diante de imposto. 7. consideram-se compreendidas no âmbito das atribuições da União. as Leis Orgânicas do Distrito Federal e dos Municípios e a legislação com elas compatível. Para efeito de instituição e cobrança de taxas. com data de pagamento. Ao revés. No caso da taxa de fiscalização ambiental veiculada pela Lei 9.01.165/2000. 6. a materialidade da hipótese de incidência fixou-se no exercício pelo contribuinte de atividade potencialmente poluidora. 17-B [conforme redação dada pela Lei 9.960. o STF entendeu prejudicado o prosseguimento daquela ação declaratória de inconstitucionalidade. por inconstitucionalidade. j. efetiva ou potencial. Não sendo dado ao Estado criar taxa com a mesma base de cálculo ou fato gerador de imposto (parágrafo único do art. 2. em violação dos disposto nos arts. segundo a Constituição Federal. 77 que as taxas cobradas pelas pessoas políticas de direito público interno. desde logo se verifica que o fato gerador invocado dissocia-se daqueles próprios da taxa.938/81. este § 2° foi revogado pela Lei 10. Sentença mantida (TRF-3ª R. O Código Tributário Nacional dispõe no art.11. têm como fato gerador o ‘exercício regular do poder de polícia. DJU 28.mas sempre de forma concreta . 77 do CTN). de 28. 17-C.possa ameaçar ou violar direito líquido e certo do contribuinte.165/2000]. com a redação dada pela Lei 10.960/2000.01. O STF afastou. 144 . na Medida Cautelar requerida na ADIn 2. 4. a este sujeitando todos os sujeitos passivos citados no § 2° do art. fixada por essa lei em 31 de março [art. 3. de serviço público específico e divisível.

bitributação. próprio de contribuição de melhoria. observando o ente estatal que a instituir no limite de sua competência. Em havendo duplicidade na tributação cumulativa. 23 da Carta Política. como preconizado no art. Com propriedade observa Hugo de Brito Machado que. Em relação às taxas não há problema quanto à discriminação da arrecadação. II. especificamente. em se tratando de taxas essa competência é dos Estados. 23 pode ser instituída taxa. 145. artigo por artigo. JURISPRUDÊNCIA Tributário. Inconstitucionalidade. Observe-se que a competência comum. Lei 3. em matéria de imposto.999/72. Impossibilidade de sua cobrança como contribuição. art. porque ela destina-se. 244. de serviço público específico e divisível. a dar suporte ao serviço público gerador da exação. da Constituição Federal. 25. com a especificação em doze incisos. e não a utilização. como estabelece a Constituição Federal de 1988. Diferentemente. da Carta Magna.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. não se permitindo. 154. inclusive ICMS e ISS COMENTÁRIOS O dispositivo em destaque reafirma competência comum dos entes federados. pelo contribuinte. prestado ao contribuinte ou posto a sua disposição. a competência residual é da União. Tributo que tem por fato gerador benefício resultante de obra pública. art. prevalece o direito federal ou o estadual sobre o municipal. também chamada de cumulativa ou paralela. Sobre as matérias elencadas no art. em hipótese alguma. Município de Santo André/SP. Taxa de pavimentação asfáltica. por inobservância das formalidades legais que constituem o pressuposto do lançamento dessa 145 . inciso I. está explicitada no art. nos termos do art. § 1°.

Taxa de iluminação pública indevida. Terceira Turma pela incidência da dispensa prevista pelo § 2° do art. Recurso não conhecido (STF. II.360).1972. No que tange às taxas de remoção de lixo comercial. p. Tributário. avulta em destaque a divisibilidade de ditos serviços. 475 do CPC. Pertinente e adequada a ponderação. CF. CTN. Legitimidade da cobrança dos juros. 28. neste passo 146 . Cobrança de taxa de pavimentação e calçamento para recuperação de custo de obra pública. Ilegalidade. de fato. p. de vigilância pública predial. REsp 0001609/SP rel. Inconstitucionalidade.. 15. de limpeza pública. Parcial procedência dos embargos. 145. Taxas de remoção de lixo comercial. limpeza de vias públicas.351). Sucumbência recíproca. 22. 1.1995. rel. 02. Município de Araçatuba XECT. artigo por artigo. 1ª T.12. amiúde praticada. DJU 08. Recurso provido (STJ. excluindo-se o reexame necessário. nem ao da indivisibilidade. sendo capital repisar-se tanto se tributa. de 29. Min. de conservação de pavimentação. de molde a permitir sua exigência. quanto pelo colocado ao dispor do contribuinte.. A divisibilidade se coloca também límpida. 276 da Lei 3. conservação da pavimentação.11. Prescrição parcial consumada. Inocorrência da alegada afronta ao art. Não se ressentem referidas taxas do descumprimento nem ao requisito da especificidade. de conservação de pavimentação e de prevenção contra incêndio devidas. Embargos à execução fiscal. do Município de Santo André/SP. Ilmar Galvão. 6. DJU 17. 21. inclusive ICMS e ISS espécie tributaria. 4. 3. da ECT. Entendendo a E. da multa e da correção monetária. de limpeza pública. 2. assim se procede. segundo a qual cobrados estão sendo imóveis. imediato. pelo serviço efetivamente prestado. que contam com aquele referido serviço. A natureza das atividades estatais envolvidas se põe límpida. no âmbito dos requisitos para as taxas em geral. Execução fiscal.1990. 18.1995. pois o valor da execução é de R$ 2003. RE 140779/SP.12. 5. que se declara. vigilância pública predial e prevenção a incêndio. que não permite a utilização da taxa como instrumento para recuperação do custo de obra pública.999. firmados através do inciso II do art.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. a título de taxa.1990. pois exatamente está calcada na contraprestatividade ou vinculação entre o quanto pague o contribuinte e seu beneficiamento direto. do art. de vigilância e à taxa de prevenção contra incêndios. da Emenda Constitucional nº 01/69. Américo Luz. j. Tributário. porquanto a exigência fiscal tem como fato gerador hipótese concernente a contribuição de melhoria. Não conhecimento da remessa oficial. remoção de lixo comercial. e do art. Min. j. uma vez que a incidir quantitativamente perante aqueles que proprietários de imóveis limítrofes ao logradouro beneficiado por referido serviço. 2ª T.08.09. 77.

ao se verificar a transgressão do lapso temporal fixado pelo referido dispositivo. de rigor a análise de todos os pontos rebatidos. 11. consumado o evento prescricional para os débitos vencidos de 10. incompatível com a Lei Nacional de Tributação (CTN).1996. 16. 14.07.12. 77. 15. caput e § 3° e 516. por meio da Súmula 670. pois atendido o figurino da hipótese de incidência pertinente. Com referência à Taxa de Iluminação Pública (TIP).01. claramente.1995 a 10. a base daquelas se põe sobre o custo da atividade aqui suportada pelo Poder Público. sendo de rigor a extinção dos débitos prescritos.12. 512.1996. uma das causas de extinção do créditos tributário. No âmbito dos requisitos para as taxas em geral. conforme entendimento desta Colenda 3ª Turma. 19. Não procede a alegada não incidência de juros e correção monetária.01. 174 do CTN. 10. sentença.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. qual seja.1995 a 10. 13.01. de fato. do E. 7. 9. segundo a qual suficiente a propositura da ação. 18. 17. 05 (cinco) anos para a ação de cobrança do crédito tributário em comento. pois exatamente está calcada na contraprestatividade ou vinculação entre o quanto pague o contribuinte e seu beneficiamento direto. tal qual gizado pela própria Constituição e pelo CTN. Constatada será a ocorrência da prescrição. todos do CPC. vetou o uso daquele tributo para tal fim. Verificada. STJ. Ante a devolutividade do apelo. ainda que não conhecidos. de molde a impedir exigência de taxa. uma vez que regida pela LEF dita nuança. Contaminado pela prescrição.1995 a 10. guarda harmonia a r. avulta em destaque a indivisibilidadede de dito serviço. 515. Inconstitucional dita exação. com observância do estabelecido pelo art. como se denotará. do art. com o Excelso Pretório que. CF. Vencidas as dívidas em 10.09. encontrase parte do valor contido no título de dívida embasador dos embargos. a prescrição. e do art.1995 até 10. artigo por artigo. elencada no inciso V. 147 .1995 a 10. do CTN.1995 e de 10. Sem força suspensiva prescricional a enfocada inscrição em dívida ativa. 12. Nenhuma ilegitimidade na cobrança de citadas taxas.1995. para interrupção do prazo prescricional: ajuizado o executivo em pauta em 28. 8. contados da data de sua formalização definitiva. consoante art. 145. imediato. de rigor a extinção dos débitos prescritos. nos presentes autos. primeira figura.2000. 156. Também inocorre a amiúde propalada coincidência de base de cálculo entre ditas taxas e o IPTU: sem óbice substancial pela parte contribuinte. Os vencimentos dos créditos tributários em questão ocorreram de 10.12.09. ao passo que dito imposto recai sobre o valor venal da coisa. antes enfocados. CTN.12. que lhe reconheceu ilegitimidade. entende a Egrégia Terceira Turma desta Colenda Corte pela incidência do consagrado através da Súmula 106. firmados através do inciso II do art. qual seja.07. ônus cabalmente seu. inclusive ICMS e ISS não tendo a executada/embargante/apelada denotado assim não se ponham os préstimos/serviços municipais a respeito.1995 e de 10.

esta fruto da inerente desvalorização. Coerente a compreensão. da moeda nacional . a ação deve prosseguir pelo saldo efetivamente devido. 97. 24. a cujo principal. 161. quando pratica a dispensa de correção monetária. vez que dotado de valores autônomos. consoante art. a propósito. histórica. perfeitamente possível o prosseguimento da execução fiscal pelo valor dos demais débitos executados. à divida em sua junção de principal com atualização. 21.da incidência dos acréscimos ou acessórios previstos pelo ordenamento jurídico. como se extrai. assim em cabal obediência ao dogma da estrita legalidade tributária. específicos. porém que brota da incursão por ato ilícito. sendo a hipótese de mero excesso de execução (como se dá. através de mero cálculo aritmético. do art. anos posteriores. a queixa contribuinte sobre sujeição à multa merece desfecho de parte-a-parte: indevida no tocante à TIP. exatamente por motivo inverso. Sem pertinência o pedido alternativo de observância da correção monetária pelos índices da UFIR. originariamente identificado quando do ajuizamento da execução fiscal pertinente. em direta consonância com o inciso V. identificáveis e autônomos. de limpeza pública. amiúde construída. de conservação de pavimentação. figura esta naturalmente formada pelo capital ou principal e por sua indelével atualização monetária . Prosperando a desconstituição da cobrança quanto à Taxa de Iluminação Pública e de multa a esta correlata e a ocorrência da prescrição parcial. em essência adere a correção monetária. Apesar de reconhecida a prescrição em parte do débito e da não incidência da TIP. segundo a qual os juros.de tal sorte que sua incidência. cumpre-se destacar que. pois não desprovido de liquidez o débito exeqüendo remanescente. Embora configurando a relação punitiva vínculo autônomo. e à luz evidentemente de lei a respeito. em dados momentos. quando do sentenciamento dos embargos. com a cobrança de específicos débitos colhidos pela prescrição e de um indevido. denomina a tanto de remissão. para dele fazer parte integrante. 22. bem como verificando-se legitima a exigência sobre a taxa de remoção de lixo comercial. em que é possível excluir ou destacar do título executivo o que excedente. contudo incidente com referência às taxas retratadas. inclusive ICMS e ISS Afigura-se coerente venha dado valor. 27. de vigilância e quanto à taxa de prevenção 148 . em sua superioridade em si . realmente. adota-se. a cifra maior. Reflete a multa moratória acessório sancionatório. nos termos da jurisprudência que. a corresponder. A respeito de constituírem os débitos atos distintos. Tão assim acertado o entendimento que a Administração. recaem sobre o crédito tributário. CTN. decorrência límpida e lícita. vez que estes os incidentes no caso vertente. deva recair sobre o débito. instituto inerente ao crédito tributário. por inconstitucional) . como se dá com o não pagamento tributário. vez que indevida sua cobrança. 23. 25. 26. artigo por artigo. CTN. 20.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.

AC 1079831/SP. suportando a Municipalidade envolvida honorários advocatícios no importe de 10% sobre a diferença excluída em prol da ECT. III). rel. j. inclusive ICMS e ISS contra incêndios. artigo por artigo. sendo cobrada para atender ao custo de obra pública.. tanto quanto se sujeitando a ECT ao pagamento de honorários advocatícios de 10% sobre o tributo remanescente em cobrança. 81. em favor do Município implicado. atualizada monetariamente até seu efetivo desembolso. tendo como limite total a despesa realizada e como limite individual o acréscimo de valor que da obra resultar para cada imóvel beneficiado. como previsto na Constituição Federal (art. julgados parcialmente procedentes os embargos (TRF . impõe-se parcial provimento ao apelo e decorrente parcial reforma da r.2007. pelos Estados. realizada em favor do interesse público. COMENTÁRIOS Definição. no âmbito de suas respectivas atribuições.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.1995.401). em favor do Município implicado. Juiz Silva Neto.1995 até 10. 28. A contribuição de melhoria cobrada pela União. pelo Distrito Federal ou pelos Municípios. 145.04.2007. atualizada monetariamente até seu efetivo desembolso. bem como ante a ocorrência da prescrição parcial. 149 . 3ª T. A espécie tributária aqui enfocada insere-se na competência das três esferas estatais. 28. sentença. tendo-se em conta a vantagem advinda da obra realizada. atualizados monetariamente até o seu efetivo desembolso. é instituída para fazer face ao custo de obras públicas de que decorra valorização imobiliária.3ª R. Não conhecimento da remessa oficial e parcial provimento ao apelo.12. suportando a Municipalidade envolvida honorários advocatícios de 10% sobre a diferença excluída em prol da ECT. para exclusão da cobrança da Taxa de Iluminação Pública e de multa a esta correlata. a atingir vencimentos ocorridos de 10. DJU 11. atualizados monetariamente até o seu efetivo desembolso.01..02. na forma retro fixada. TÍTULO V CONTRIBUIÇÃO DE MELHORIA Art. p. tanto quanto se sujeitando a ECT ao pagamento de honorários advocatícios de 10% sobre o tributo remanescente em cobrança.

permanecendo na Constituição Federal de 1988 apenas o limite individual. global e individual. discordando do entendimento. e tem como particular característica a inexistência de alíquota ou de base de cálculo. que o próprio art. o qual deve ser rateado entre os que se beneficiarem com a valorização imobiliária. Tem como limite o custo total da obra. continuam a afirmar que persistem ambos os limites. 81 do CTN. o texto normativo do referido diploma em nada destoa do conceito constante do CTN. parece correto afirmar a continuidade dos limites. 81 e o seguinte. Neste sentido são as lições de Ives Gandra Martins. dentre outros. III. que está extinto o limite total. dispositivo este recepcionado pela Carta de 1988. o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir os seguintes tributos: (. art. ainda..) III . 82. Quanto ao custo total da obra há quem sustente. CF). Dentro de um critério de razoabilidade interpretativa. Entretanto. 145. diante da previsão do art.. foram revogados pelo Decreto-lei 195/67. os Estados. A divergência nasceu da simplificação verificada na Constituição de 1988. Valdir de Oliveira Rocha. Há doutrinadores que.contribuição de melhoria. sendo esta valorização o limite individual cobrado de cada beneficiário. Geraldo Ataliba. Hugo de Brito Machado e Silva Martins. ao eliminar a palavra valorização e prever simplesmente: “A União. 150 . Há quem afirme.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. artigo por artigo. Neste sentido tem-se a opinião de Roque Carrazza. inclusive ICMS e ISS Trata-se de espécie tributária que se alinha aos impostos e às taxas. decorrente de obras públicas” (art. na doutrina. fazendo parte da essência do tributo. A valorização imobiliária é da natureza da espécie tributária em apreciação.

porque o Supremo Tribunal Federal tem entendido que. Recurso desprovido. alterou o critério do custo da obra do CTN que não tem como se sustentar. Sem valorização imobiliária decorrente de obra pública. Valorização imobiliária. Direito tributário. inclusive ICMS e ISS Do mesmo modo. JURISPRUDÊNCIA Ação declaratória de inexistência de relação jurídicotributária. Não comprovação. entende-se que a Emenda Constitucional nº 23/83. Esta é uma posição que não encontra guarida no direito pretoriano. A base de cálculo da contribuição de melhoria é a valorização imobiliária. recepcionados pela Constituição Federal 1988. Tem como limite total a despesa realizada e como limite individual o acréscimo de valor que da obra resultar para cada imóvel beneficiado. DJU 30. tornando-se inconstitucional. embora alterasse a expressão “imóveis valorizados” por “móveis beneficiados”. não alterou substancialmente a espécie tributária de que se cuida. não há contribuição de melhoria. Recapeamento asfáltico. Contribuição de melhoria. não há eiva de inconstitucionalidade alguma (RDA 120/131). não pode o poder 151 . Fato gerador. porque a hipótese de incidência desta é a valorização e a sua base é a diferença entre os dois momentos: o anterior e o posterior à obra pública. ambos compatíveis com o Dec.-lei 195/67. 2ª T. RE 114069/SP. Min..Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. vale dizer. em havendo lei municipal autorizativa.1994). Contudo. 81 e 82 do CTN. Podemos afirmar que permanecem em vigor os arts. Se não houver aumento do valor do imóvel.09. o Professor Sacha Calmon Navarro Coelho entende que o Decreto-lei 195/67. rel. o quantum da valorização imobiliária (STF. Contribuição de melhoria. ao dispor que a contribuição de melhoria tem como fato gerador o acréscimo de valor dos imóveis localizados nas áreas direta ou indiretamente beneficiadas por obras públicas. Valoração do imóvel. artigo por artigo. Sentença mantida em grau de reexame necessário. Base de cálculo. Carlos Velloso.

. j. invadir a seara fática-probatória. 04. Fato gerador. em sede de Recurso Especial.2007. sem a demonstração dos pressupostos de valorização ou específico benefício. 81 e 82. Min. p. Hipótese de incidência e fato gerador da exação. de que quando foi instituída a contribuição de melhoria a obra ainda não havia sido 152 . com o custo coberto por um ‘plano de rateio entre todos os beneficiados’..06. A contribuição de melhoria tem como fato gerador a real valorização do imóvel. REsp 200283/SP.04. DJU 21.. DJ 28.1994). Min. II. II. 2ª T. Tributário. 09. Base de cálculo. tanto pelo voto vencedor. conseqüente da obra pública realizada no local de situação do imóvel. rel. CTN.05. Art. 1° e 2°). REsp 8. Contribuição de melhoria. 2ª T. 1ª T. Ilegalidade do lançamento de contribuição de melhoria baseado no custo. III. 4. impondo-se adotar o entendimento unânime da época em que proferido o julgamento pelo Tribunal a quo. Precedentes o STF (STJ. 1º. artigo por artigo. j. Recurso especial provido (STJ. 270).Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. CTN. Garcia Vieira. DJU 05.248/SP. REsp 634/SP. j. 145. Américo Luz.. afronta exigências legais (arts. sendo certo é vedado à esta Corte Superior. Contribuição de melhoria.03. 2ª T. Decreto-lei 195/67. Min. 2° e 3º). Art. Fato gerador valorização do imóvel. Controvérsia que gravita sobre se a obra pública não finalizada dá ensejo à cobrança de contribuição de melhoria. rel. 13. Tributário. Recurso provido (STJ. 1. Inocorrência.1995. Precedentes da jurisprudência. Nexo de causalidade. Manifesta divergência acerca do atual estágio do empreendimento que deu origem à exação discutida.10. inclusive ICMS e ISS público cobrar-lhe a mais valia. Requisitos da valorização ou de específico benefício. 1. arts. Tributário. Obra pública efetivada. João Otávio de Noronha.1995). Ação de repetição de indébito. 1ª T. Arts.05. 3. Min. rel.1994.1999). Tributário. Obra inacabada. Direito à restituição. CF/88 [rectius: art. Francisco Peçanha Martins. Milton Luiz Pereira. CF/88]. 17.. 81 e 82. Recurso provido (STJ.417/SP. Decreto-lei 195/67 (arts. Recapeamento de via pública. 1. j. não servindo como base de cálculo tão-só o custo da obra pública realizada (REsp 280. DJU 18. CF/67 [c/c EC nº 01/69] (Emenda 23/83). Contribuição de melhoria. 2. Contribuição de melhoria. 2. REsp 629. 2. a teor do verbete Sumular 07/STJ.471/RS.2002). Min. DJU 05.2007. rel. Valorização do imóvel. A publicação prévia do edital e necessária para cobrança da contribuição e não para realização da obra. 145. como pelo vencido.02.03.06. 18.1999. rel.

) Só depois de pronta a obra e verificada a existência da valorização imobiliária que ela provocou é que se torna admissível a tributação por via de contribuição de melhoria’ (Roque António Carrazza.2004.. Curso de Direito Constitucional Tributário.10. REsp 362. evidente o direito de a empresa que pagou indevidamente a contribuição de melhoria. j.495/RS. 2002. 8.2004.1999. 81 e 82. Recurso especial conhecido e provido (STJ. Min. Francisco Peçanha Martins. Contribuição de melhoria CTN arts.12. 397). 145.. Contribuição de melhoria. Questão surgida no acórdão recorrido. Arts. 145. apropriados à obra pública realizada no local da 153 . DJU 05. DJ 17. a repetição do indébito tributário. rel.02 2007. 1ª T. Min Luiz Fux. rel. II.2002.08. Eliana Calmon. É cediço em doutrina que: ‘(. Tributário. 284). CF/88 [rectius: art. uma vez que incontroversa a não efetivação da valorização do imóvel..996/SP.495/RS. 3. 10. CF/67 [c/c EC nº 01/69] EC 23/83. Falta de prequestionamento. Isto porque a hipótese de incidência da contribuição de melhoria pressupõe o binômio valorização do imóvel e realização da obra pública sendo indispensável o nexo de causalidade entre os dois para sua instituição e cobrança. 1. nos termos do art.12.05. III. Min.. rel Min José Delgado.788/RS. 2. p.Requisitos de valorização ou de benefício. REsp 647134/SP. 4. Francisco Peçanha Martins. Consectariamente. j. 2ª T. 6. Revela-se. haja vista que a obra pública que deu origem à exação não foi concluída. 165. DJ 06. o fato gerador de contribuição de melhoria se perfaz somente após a conclusão a [sic] obra que lhe deu origem e quando for possível aferir a valorização do bem imóvel beneficiado pelo empreendimento estatal. 18. rel. II. 9. p.2007. CF/88]. Prevalece o entendimento no STF e no STJ de que não houve alteração do CTN pelo DL 195/67. Tributário.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 1. 5. É ilegal a contribuição de melhoria instituída sem observância do limite individual de cada contribuinte.2002. e como limite individual a valorização do imóvel beneficiado. 3. A contribuição de melhoria tem como limite geral o custo da obra. A base de cálculo da contribuição de melhoria é a diferença entre o valor do imóvel antes da obra ser iniciada e após a sua conclusão (Precedentes do STJ: REsp 615. DJ 17.05. 81 e 82.1999). inclusive ICMS e ISS concluída porquanto pendente a parte relativa à pavimentação das vias que circundavam o imóvel de propriedade da recorrente. Recurso especial provido (STJ. 7. Precedentes: REsp 615. Malheiros. REsp 143. Min. 28. rel. p. José Delgado. REsp 143. Fato gerador. DJU 01. Ilegalidade no lançamento de contribuição de melhoria sem a demonstração dos pressupostos de valorização ou específico benefício. do CTN. 4. 499).05. Min. artigo por artigo. obter. portanto. DJ 06.996/SP rel. do CTN.

pelos imóveis situados na zona 154 . Milton Luiz Pereira. sem prejuízo da sua apreciação judicial. 233).publicação prévia dos seguintes elementos: a) memorial descritivo do projeto. precedentes jurisprudenciais. § 1° A contribuição relativa a cada imóvel será determinada pelo rateio da parcela do custo da obra a que se refere a alínea c.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.. d) delimitação da zona beneficiada. 2.11. b) orçamento do custo da obra. nela contidas. DJU 09. III . II . 05. ainda que se cuide de violação surgida na própria decisão recorrida.regulamentação do processo administrativo de instrução e julgamento da impugnação a que se refere o inciso anterior. Garcia Vieira. j. e) determinação do fator de absorção do benefício da valorização para toda a zona ou para cada uma das áreas diferenciadas. p.04.fixação de prazo não inferior a 30 (trinta) dias. de qualquer dos elementos referidos no inciso anterior.2001. Recurso parcialmente conhecido e provido (STJ.2001.285/RJ. 82. A lei relativa à contribuição de melhoria observará os seguintes requisitos mínimos: I . rel. Min. para impugnação. 3. do inciso I. REsp 160. 1ª T. EREsp 8. inclusive ICMS e ISS situação do imóvel. Art. Min. rel. 4.11. pelos interessados. DJU 19. artigo por artigo. c) determinação da parcela do custo da obra a ser financiada pela contribuição.030/SP. Assentou a Corte Especial entendimento no sentido de ser necessário o prequestionamento.1998.

se assim não for. ou impugnar os defeitos corrigíveis. via contribuição de melhoria. argumentam.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. porque. limite total da contribuição identificada com o custo da obra e limite individual igual ao acréscimo de valor provocado pela obra. em cada imóvel. Para alguns doutrinadores a publicação dos elementos elencados no inciso I do art. a posteriori. segundo registra Célio Armando Janczeski (ob. As exigências do art. o que hão obsta que. faz-se pertinente atender aos requisitos. assim como antecedente será a impugnação. cada contribuinte deverá ser notificado do montante da contribuição. não poderia o contribuinte obstar as obras irregulares. 82 do CTN são a causa mais comum das demandas sobre contribuição de melhoria. 155 . infra). venha a cobrar-se. valorização do imóvel em decorrência da obra. Para que o poder público esteja autorizado a cobrar contribuição de melhoria. § 2° Por ocasião do respectivo lançamento. inclusive ICMS e ISS beneficiada em função dos respectivos fatores individuais de valorização. Da definição vista no artigo antecedente. no exercício do poder-dever da administração pública. 82 deverá anteceder a obra. podemos concluir que na caracterização da contribuição de melhoria identificamos como pressupostos: realização de obra pública. Ao contribuinte não é dado impugnar a realização de obra alguma. cit. COMENTÁRIOS Requisitos. da forma e dos prazos de seu pagamento e dos elementos que integraram o respectivo cálculo. pelo custo da obra. artigo por artigo..

e) determinação do fator de absorção do benefício da valorização para toda a zona ou para cada uma das áreas diferenciadas. 82 contempla talvez um dos comandos mais justos do nosso sistema tributário. Por outro ângulo. somente após a conclusão da obra é que se publica o edital. não é das melhores a experiência brasileira. c) determinação da parcela do custo da obra a ser financiada pela contribuição. nela contidas? O entendimento é o de que a publicação deve anteceder a cobrança e não a realização da obra. O § 1° do art. 156 . artigo por artigo. p. inclusive ICMS e ISS Assim. Como registra Láudio Camargo Fabretti. d) delimitação da zona beneficiada. sem atender os requisitos mínimos” (ob. cit. cit. mas depois da execução e quando for possível a avaliação da mais valia ou da valorização decorrente (ob. 68). b) orçamento do custo da obra. “nas poucas vezes em que se tem tentando cobrá-la... Entretanto. quando obedecidos os princípios básicos. infra). por onerar exclusivamente aqueles que de forma direta se beneficiaram com a obra pública. o momento da ocorrência do fato gerador não poderá coincidir com a execução da obra pública. permitindo uma divisão igualitária da carga tributária. isto é.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Segundo opinião de Yoshiaki Ichihara. Como então interpretar a expressão do inciso I: publicação prévia dos seguintes elementos: a) memorial descritivo do projeto. quando já se sabe com precisão o custo da mesma. somente após a conclusão da obra é que se pode avaliar em quanto acresceram de valor os imóveis beneficiados. o foi deforma ilegal. Esta espécie de tributo é considerada pelos estudiosos a mais democrática. infra.

Realização da obra pública. o que justifica o abandono do governo da espécie em comento. Cabe proliferaram as aqui registrar. O certo é que não as contempla o CTN que. Contribuição de melhoria Hipótese de incidência tributária . Yoshiaki Ichihara. Malheiros. Saraiva. Código Tributário Nacional Comentado. v. RT. reclassificadas esquematizadas das formas mais diversas. 1997. ed. 1990. p. por sua vez. São Paulo. JURISPRUDÊNCIA 157 .Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 161-168. Determinação do Montante do Tributo. 2. artigo por artigo. ed. p. por fim. Suplemento Tributário 73/97. 115. out. RDDT 30:30/35. 6.. coord.Edital da cobrança antes do término da obra. Rio de Janeiro. 5. Dialética. p 152. Edgard Neves da Silva. Hugo de Brito Machado. A controvertida contribuição de melhoria. Comentários ao Código Tributário Nacional. Comentários à Constituição Federal. 1990. mar. 1995. inclusive ICMS e ISS Na prática. 1998. abandonado ficou no que toca à contribuição de melhoria. São Paulo. Boletim de Direito Municipal. p. São Paulo. 465. Cursos de Direito Constitucional. 1997. São Paulo. São Paulo. Carlos Valder do Nascimento. que a partir da CF/88 e contribuições classificadas. ano 33. 144-145. Saraiva. p. 1998.. 1994. p. 1997. o qual procurou no âmbito das contribuições sociais solucionar o seu problema de caixa. LTr. Perfil da contribuição de melhoria. CDTFP. nº 8. Saraiva. Arx Tourinho. Os limites da contribuição de melhoria. Celso Ribeiro Bastos. Geraldo Ataliba. Contribuição de melhoria . ano 2. DOUTRINA Célio Armando Janczeski. apresenta-se complexa a cobrança do tributo. Valdir de Oliveira Rocha. Luiz Fernando Pellegrini. São Paulo. Ives Gandra Martins. 94-98. Hipótese de Incidência Tributaria. Láudio Camargo Fabretti. 1997. RDDT 21 60/65 junho 1997. 1998. Forense.

1993. Min.1998. Recurso especial conhecido e improvido (STJ. o valor do imóvel após a conclusão da obra. 20.1998.05. j. José Delgado. Min. 1. REsp 6340/SP. 2ª T.08.. 18. inclusive ICMS e ISS Tributário.133-2-SC.1994. 3. Não havendo aumento do valor do imóvel. DJ 25.1992. 4. porque à época as normas gerais de Direito tributário ainda não tinham o status ou a força de lei complementar (Emenda Constitucional nº 1/69.12.06. 18.. § 1°). DJU 03. Adoção. Tributário.05. 5. 143). DJU 06. rel.148-5/SP. j.06. ou seja. 18.-lei 195/67. artigo por artigo. o segundo. A partir do Dec. a diferença entre o valor do imóvel antes do início da obra e o valor do mesmo após a conclusão da obra. de 1967. Milton Luiz Pereira. DJU 29. Min.. Edital. o valor do imóvel antes de a obra ser iniciada. art. O art. rel. Octávio Gallotti.06. 82 da Lei 5. adota o critério de mais valia para definir o seu fato gerador ou hipótese de incidência (no ensinamento de Geraldo Ataliba. 02. 07. Min. 5° do Decreto-lei 195. rel.791/SP. art.-lei 195. No novo regime.172/66. art.02. Recurso provido (STJ. A entidade tributante ao exigir o pagamento de contribuição de melhoria tem de demonstrar o amparo das seguintes circunstâncias: a) exigência fiscal decorre de despesas decorrentes de obra pública realizada. 2ª T. também da corrente doutrinária que. Contribuição de melhoria. p. O Dec. Milton Pereira.03. b) a obra provocou a valorização do imóvel. foi revogado pelo art. Contribuição de melhoria. DJU 18. a publicação do edital é necessária para cobrança da contribuição de melhoria. art. Edital.1999).172. 1ª T. de saudosa memória). rel. o que só ocorreu após a promulgação da EC nº 1. 2ª T. § 1°. Min. É da natureza da contribuição de melhoria a valorização imobiliária (Geraldo Ataliba).147-7/SP. c) REsp 35. EC 01/69. de 1966.996/SP rel.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Contribuição de melhoria. Precedentes jurisprudenciais: a) RE 116.1967. Min. b) RE 116. Base de cálculo. Francisco Peçanha Martins. 82 do CTN que. A base de cálculo da contribuição de melhoria é a valorização imobiliária. de 24. j.1995.1998. p. à época não possuía a força de lei complementar. 1ª T. 139). c) a base de cálculo e a diferença entre dois momentos: o primeiro. § 1°). REsp 143. o edital que antecede a cobrança da contribuição de melhoria pode ser publicado depois da realização da obra pública. REsp 169. teve o condão de revogar o art. REsp 89. 5°. j.-lei 195/67.05.. impossível a cobrança do tributo. rel. Célio Borja.. 82. Violação de lei federal e divergência jurisprudencial não configuradas. Dec. Ari Pargendler. mas não para realização da obra pública. DJ 08. 02. Precedentes do STF e do STJ. de 1969 (art. 158 . Recurso não conhecido (STJ.131/SP. Lei 5. no trato da contribuição da melhoria. Tributário.10.1999. 2.1998. Min. rel. Valorização imobiliária.

Contribuição de melhoria. j. RT 591:152). Obras públicas. sem. v. cinge-se à necessidade. 28. rel. sendo certo que o mero inconformismo não justifica a oposição de embargos de declaração.-dez. Ement. Necessidade. 420. porquanto o extenso voto-condutor do aresto recorrido examinou detidamente todas as questões pertinentes ao desate da lide. ainda.. e parágrafos. 145. nov.. embora não sendo constitucional. a alegada violação ao art. Contribuição de melhoria.. 159 . Publicidade. uma vez que aquela regra jurídica.. saliente-se que o recorrente limitou-se a transcrever as ementas dos acórdãos indicados como paradigmas.. Custeio da obra. Nulidade de lançamento. Tributo. do CPC. Cobrança. 145. j. Inobservância de exigências legais. 255. Ap. Inobservância das formalidades essenciais previstas no Decreto-lei 195/67. Segurança concedida. Desatendimento.A questão a ser dirimida por esta Corte. de Ofício 404. artigo por artigo. II . 535.1989. 5° e parágrafo único) para validade do lançamento procedente. de lei específica. de observância dos requisitos do Decreto-lei 195/67 (art. RT. Pressuposto do limite total da despesa realizada.) (extinto 1° TACivSP. Pavimentação asfáltica.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. em cada obra feita pelo Município. Lançamento. continua por (. Ap. Art. 5° do Dec.u. 05. do RISTJ. III). Requisitos. Requisitos.. Declaração de voto (. Contribuição de melhoria. ou não. rel.No tocante ao dissídio pretoriano. mar. da CF.03. proceder ao devido cotejo analítico. Ação declaratória procedente (. p. JTACSP 120. II. Juiz Costa de Oliveira. 3ª Câm. Embargos à execução fiscal procedentes. Necessidade. 98). 82 do CTN. Recursos desprovidos (8ª Câm. III . Contribuição de melhoria. de modo que restou desatendido o art. 1990.523-2. Contribuição de melhoria. no entanto..1990. Sentença mantida (extinto 1° TAC/SP.-lei 195/67 e art. III.Inexiste.-abr. RT 532:241). Assentamento de guias e sarjetas.. Nulidade.u.756-1.. Ement. Lei específica para cada obra.) (TJPR.. Lançamento por municipalidade. I . in casu. RT 654:113). p. Tributário. 1990. Juiz Ricardo Arco-verde Credie. que continua subsistindo após o advento do art. inclusive ICMS e ISS Contribuição de melhoria.) (extinto 1° TACivSP. para exigência de contribuição de melhoria. Pressupostos de valorização do imóvel e de limite de despesa total da obra a ser rateada subsistentes mesmo na vigência da Constituição Federal de 1988 (art. Exigência mantida pela EC nº 23/83..06.. v. 115).

Américo Luz).417. VII . Castro Meira.Recurso especial parcialmente conhecido e. quanto ao argumento do recorrente no sentido de que cumpriu as exigências de publicação prévia de dois editais. Este é o seu requisito ínsito. o princípio da anterioridade. IV.É de conhecimento comum que a referida contribuição de melhoria é tributo cujo fato imponível decorre de valorização imobiliária causada pela realização de uma obra pública. a publicação do edital é necessária para cobrança da contribuição de melhoria. j. é fácil perceber que determinados tributos revelam inequívoca carga discriminatória.2005. 2. ou não surpresa para alguns. na medida em que impõe a potestade tributária sem permitir ao contribuinte organizar devidamente seu orçamento. E isto em decorrência da mera leitura de preceitos constitucionais (art. ainda. como ocorre na hipótese ora sub judice. da CF). p. Tributário. 04. rel.342/RS. 2ª T. REsp 143. Contribuição de melhoria.2006.03. de modo que se revela inviável essa apreciação em sede de recurso especial. nesta parte. III.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.06. 1. VI . verifico que a Corte a quo. de respeito ao princípio da legalidade.2005. Min. nos moldes preconizados pela Constituição Federal (art. p. Min. uma lei para cada vez que a Municipalidade for exigir o referido tributo em decorrência de obra por ela realizada. ademais. Por isso a exigência. j. não reconheceu plausibilidade à alegação. 150.Acrescente-se. Recurso especial improvido (STJ. improvido (STJ. rel. pode. Recurso especial. 160 . seja em razão de valorização na sua propriedade em face do Estado ter realizado uma obra pública. rel. Francisco Falcão. V Mesmo sem adentrar conclusivamente à questão da classificação das espécies tributarias.05.2006. Precedentes da 1ª e 2ª Turma. inclusive ICMS e ISS ou seja. Edital.. um fato específico do qual decorra incremento no sentido de valorizar o patrimônio imobiliário de quem eventualmente possa figurar no pólo passivo da obrigação tributária. porquanto somente podem atingir determinadas pessoas que efetivamente podem ser sujeitos passivos da obrigação tributaria.Por fim. entretanto. 08. 141).998/SP. Min. DJU 13. ‘A partir do DL 195/67. DJU 04. a). Nesse passo. por força do óbice imposto pela Súmula nº 07/STJ VIII . que a cobrança de tributo por simples ato administrativo da autoridade competente fere. seja por se beneficiarem de um serviço estatal público específico e divisível (no caso das taxas). 145. soberana quanto à possibilidade de exame do conjunto fático-probatório. sua exigibilidade está expressamente condicionada à existência de uma situação fática que promova a referida valorização.. REsp 739. 217). 1ª T. também constitucional. artigo por artigo.04. ser posterior à realização da obra pública’ (REsp 84.

2. Diversidade de precedentes jurisprudenciais do STJ e do STF.04. no trato da contribuição da melhoria. Adoção. Recurso parcialmente conhecido e provido (STJ.11. Falta de prequestionamento. 145. do Código Tributário Nacional. 4.495/RS. da corrente doutrinária que. A entidade tributante. Decisão mantida. Não comprovação. 3.030/SP.4. III.2004. Precedentes jurisprudenciais. 165. rel. 20. apropriados à obra pública realizada no local da situação do imóvel. Contribuição de melhoria. 1ª T.04. j. o valor do imóvel após a conclusão da obra. Repetição do indébito. b) a obra pública provocou a valorização do imóvel. Fato gerador. Art. Recurso provido.1998. desde o início e não 161 . Milton Luiz Pereira. 1. Min. artigo por artigo. DJU 17. 2. 1ª T. Questão surgida no acórdão recorrido.2004. bem como por se tratar de crédito futuro. Valorização do imóvel. Possibilidade. CF/88 [rectius: art. também. 170 do Código Tributário Nacional. REsp 615. j. o segundo. Garcia Vieira. Requisito essencial. do CTN. Min. 81 e 82. do CTN. ao exigir o pagamento de contribuição de melhoria. Requisitos de valorização ou de benefício. CF/67 [c/c EC nº 01/69] EC 23/83. 81 e 82. Reexame necessário. Precedentes do STJ e do STJ.2001. 1. 5. Contribuição de melhoria. Pedido de compensação negado por falta de autorização administrativa. Fato gerador. Legalidade. Ilegalidade no lançamento de contribuição de melhoria sem a demonstração dos pressupostos de valorização ou específico benefício. José Delgado. DJU 09. 3. rel. DJU 19. ‘É da natureza da contribuição de melhoria a valorização imobiliária’ (Geraldo Ataliba). Arts.2001. Taxa Selic. 81 e 82.-lei 195/67]. II. Tributário. Art. REsp 160.. Valores pagos indevidamente. ainda que se cuide de violação surgida na própria decisão recorrida. tem de demonstrar o amparo das seguintes circunstâncias: a) a exigência fiscal decorre de despesas decorrentes de obra pública realizada. 233). CF/88]. II. o valor do imóvel antes da obra ser iniciada.05.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. rel. inciso I. Arts. adota o critério de mais valia para definir o seu fato gerador ou hipótese de incidência (no ensinamento de Geraldo Ataliba. (STJ. Ação ordinária. Assentou a Corte Especial entendimento no sentido de ser necessário o prequestionamento. 158).. 05. Honorários advocatícios arbitrados corretamente.11. p. de saudosa memória). Arts. Fato gerador. EREsp 8. c) a base de cálculo é a diferença entre dois momentos: o primeiro. Nulidade da cobrança reconhecida pela própria Municipalidade. Contribuição de melhoria. DL 195/67. inclusive ICMS e ISS Tributário. Não resta dúvida de que o autor possui direito à restituição do que pagou a título de tributo indevido.285/RJ.. p. Min. 145. Valorização do imóvel. 18. do Código Tributário Nacional e Decreto-lei 195/97 [rectius: Dec.

425.04. inclusive ICMS e ISS apenas a partir do Edital nº 10/2004. 10. 165.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Acórdão 28. DJU 7357). j. I. Confirmação da sentença singular em sede de reexame necessário (TJPR. 162 . rel. Juiz Sérgio Rodrigues.2007. do Código Tributário Nacional. artigo por artigo. nos termos do art. 1ª Câmara Cível.