CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL COMENTADO: doutrina e jurisprudência, artigo por artigo, inclusive ICMS e ISS

ELIANA CALMON ALVES Ministra do Superior Tribunal de Justiça

Título III : impostos Capítulo I DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 16. Imposto é o tributo cuja obrigação tem por fato gerador uma situação independente de qualquer atividade estatal específica, relativa ao contribuinte. COMENTÁRIOS Definição. O Capítulo I do título III do Código Tributário Nacional tem início com a definição dos tributos em espécies, a partir do imposto. O conceito, que não é dos melhores, tem o mérito de caracterizar o imposto em relação à taxa e à contribuição de melhoria, as duas outras espécies de receita tributária. Estabelecendo que seu fato gerador é uma situação

independente de qualquer atividade estatal específica, relacionada com o contribuinte, indica a não-vinculação da receita. E isso porque o imposto tem caráter geral, sem vantagem específica para com o contribuinte. Esta é a característica mais marcante da espécie de que se cuida, como manifestação maior do poder político que impõe um dever, de caráter geral, sem gerar, em contrapartida, benefício específico ou vinculação orçamentária.

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Daí as diversas nomenclaturas para a espécie, tais como tributo sem causa ou tributo não vinculado. Como as demais espécies do gênero, é pago exclusivamente em dinheiro, o que é uma constante no mundo contemporâneo, onde não mais se tem notícia, senão histórica, de prestação in natura. A propósito, o art. 3° do CTN parece admitir o pagamento não só em moeda, mas em valor que em moeda possa ser expresso, como, por exemplo, o pagamento em Títulos da Dívida Pública, com cotação na Bolsa de Valores. Leis específicas, inclusive, permitiram a dação em pagamento de débitos tributários. Cabe, aqui, referência à criação de padrão de valor para efeito tributário, como, por exemplo, a UFIR - Unidade Fiscal de Referência, Lei 8.383, de 30.12.1991, índice que passou a mensurar as obrigações tributárias por algum tempo, em demonstração inequívoca de que, de acordo com o art. 3° do CTN, um tributo pode estar expresso não só em moeda corrente, mas em valor que nela (moeda) possa se transformar. Atualmente, estão sendo corrigidos os tributos pela Taxa SELIC, a qual traz embutidos juros e correção monetária. Para alguns, o referido índice é inconstitucional, por não estar em lei a forma de composição. Entretanto, o STJ, examinando a questão da inconstitucionalidade da Taxa SELIC, recusou-se a apreciar a questão prejudicial, conforme decisão assim ementada:
Recurso especial (julgamento). Inconstitucionalidade (prejudicial). Argüição/procedimento (Regimento, art. 200 e CPC, arts. 480 a 482). Competências constitucionais (distribuição). Incidente (caso em que lhe falta cabimento). 1. No julgamento do recurso especial, uma vez acolhida a argüição, a Turma remeterá o feito à Corte Especial. 2. Compete à Corte Especial julgar a prejudicial de inconstitucionalidade. 3. Do julgamento, porém, não poderá tirar proveito o autor do recurso especial (recorrente). Caso
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a declaração venha a beneficiar o recorrente, ao incidente faltará cabimento. 4. É que, no exercício da competência prevista no inciso III do art. 105 da Constituição, em princípio o Superior não dispõe do contencioso constitucional. Tê-lo-á em restritas hipóteses. 5. Em tal competência, o que é do Superior é toda a jurisdição infraconstitucional (o direito comum). 6. Já no exercício das competências previstas nos incisos I e II do art. 105, livremente o Superior também desfruta do contencioso constitucional. 7. No exercício da competência do inciso III, é lícito ao Superior previamente declarar a inconstitucionalidade de lei ou de ato normativo, desde que a declaração não seja a favor do recorrente; a favor do recorrido, sim. 8. Caso em que a, inconstitucionalidade, se declarada, não aproveitaria ao recorrido. Por sinal, nem ao recorrente, que interesse algum tinha na declaração, tanto que se defendera com outros fatos e outros fundamentos. Daí, em caso que tal, tratar-se-ia, também, de declaração de inconstitucionalidade em tese. 9. Preliminar de nãocabimento, acolhida por maioria de votos (Corte Especial, AI-REsp 215881/PR, rel. Min. Franciulli Netto, rel. p/ o acórdão Min. Nilson Naves, DJU 08.04.2002, p. 111).

Posteriormente, a 1ª Seção de Direito Público chancelou a legalidade da SELIC, como fator de correção, nos EREsp 291.257/SC, 399.497/SC e 425.709/SP. Assinale-se que a UFIR foi extinta pela Lei 10.522/2002 (art. 29, § 3°), diploma que, no art. 30, indicou como fator de correção a Taxa Referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia - SELIC. Em épocas de alta inflação, as obrigações tributárias, as declarações de rendimento e até as certidões de dívida ativa eram expressas em parâmetro de valor devidamente atualizado. O imposto tem como base fática um comportamento do contribuinte, ou uma situação jurídica na qual ele se encontre. Em outras palavras, o imposto, para existir, exige sempre um fato qualquer em que esteja envolvido o particular, sem a participação estatal. A legitimação da imposição soberana está na necessidade do Estado arcar com o gasto público, mantendo a máquina administrativa.
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pelo realizador do fato gerador. o qual grava situação instantânea ou mutável. o exercício de uma atividade lucrativa (exemplo maior é o Imposto de Renda). É apenas o consumidor final da mercadoria ou do produto resultante da atividade eleita pelo legislador como necessária e suficiente ao nascimento da obrigação tributária. ou a propriedade de um bem.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. artigo por artigo. É também chamado de imposto que repercute. Para o Direito é praticamente irrelevante quem paga. 4 . na medida em que. O imposto direto grava situações permanentes. porque a carga econômica é suportada pelo contribuinte. isto é. sendo suportado pelo contribuinte em definitivo. porque o interesse concentra-se em torno de quem realiza o fato gerador. como ocorre com a propriedade imobiliária. Contrapondo-se. destaca a figura daquele que suporta o ônus econômico da obrigação. geradora do imposto predial. É também chamado de imposto que não repercute. constantes. e sim por terceira pessoa. existe o imposto indireto. por exemplo. o contribuinte de fato. ou pelo menos continuadas. O imposto pode ter diversas classificações. O terceiro. porque não se vincula ao fato gerador ou ao fato imponível. cuja titularidade é o fato gerador do imposto. embora sofra o ônus econômico. ao lado do contribuinte de direito ou contribuinte jurídico. dividindo a espécie em imposto direto e indireto. inclusive ICMS e ISS Classificação. porque a carga econômica não é suportada pelo contribuinte. como. dentre as quais a que enfoca o aspecto da incidência. A classificação que ora se coloca não é jurídica. não se obriga perante o Estado.

exemplo primeiro da espécie. inclusive ICMS e ISS Entretanto. Com exceção do Imposto de Renda. por sua natureza. todos os demais impostos do Sistema Tributário Nacional são reais. pelo caráter eminentemente subjetivo da exação.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. ainda. dividindo os impostos em fixos. 166. transferência do respectivo encargo financeiro somente será feita a quem prove haver assumido referido encargo. artigo por artigo. Contrapondo-se aos impostos pessoais. dividindo-os em pessoais e reais. por força da previsão contida no art. Há. uma terceira classificação. O artigo em referência tem sido objeto de contundentes críticas doutrinárias. sem cogitar das condições pessoais do contribuinte. A restituição de tributos que comportem. eis que o contribuinte é pessoa física ou jurídica. Uma segunda classificação identifica os impostos levando em conta o objeto da incidência. cuja incidência leva em consideração a matéria tributária. in verbis: Art. ou. como o Imposto de Renda. 5 . Faz-se a distinção apenas para efeito didático. Juridicamente pessoais são todos os impostos. Pessoais são os impostos que. 166 do CTN. o IOF etc. embora prestigiado pelo Judiciário. temos os impostos reais. estar por este expressamente autorizado a recebê-la. ao serem instituídos. a figura do contribuinte de fato torna-se importante na hipótese de repetição de indébito. no caso de tê-lo transferido a terceiro. levam em consideração as condições pessoais do contribuinte. tais como o IPI. o ICMS. proporcionais e progressivos. unicamente. a qual leva em conta a forma de tributação.

Compete: I . nos Territórios Federais. Art. com a Emenda Constitucional 1/69. cumulativamente.ao Distrito Federal e aos Estados não divididos em Municípios instituir. Os impostos componentes do sistema tributário nacional são exclusivamente os que constam deste Título. COMENTÁRIOS Trata-se de dispositivo parcialmente superado. além de ter sido a União contemplada com a competência residual (art. É o que ocorre em relação ao Imposto de Renda. os impostos atribuídos aos Estados e. artigo por artigo. 154. Por fim. não tendo. os impostos atribuídos aos Estados e aos Municípios. 17. II . inclusive ICMS e ISS Fixos são os impostos cujo montante é estabelecido em quantidade certa. com as competências e limitações nele previstas. COMENTÁRIOS 6 . os atribuídos a estes. se aqueles não forem divididos em Municípios. por exemplo.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Proporcionais são os impostos cuja alíquota observa sempre o valor da matéria tributária para atribuir um percentual. 18. Outros tantos deixaram de existir. enquanto outros foram fundidos. da CF). o Imposto sobre Serviços pago pelo profissional autônomo. novos impostos foram criados. cumulativamente. já sob a égide da CF de 67. o IOF etc. I. conforme o valor da matéria tributável. Assim.à União instituir. Art. como. quando. pela Constituição de 1988. tem-se o ICMS. os impostos progressivos são os cuja alíquota é estabelecida em percentagens variáveis. nenhuma pertinência na atualidade. portanto.

2. Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação . sendo federais o Imposto de Renda. Comércio exterior: Imposto de Importação e Exportação.IPI.IOF. Produção e circulação: Imposto sobre Produtos Industrializados . o Imposto sobre Operações Financeiras. o Imposto sobre Produtos Industrializados.ITCMD.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.ITR. dos Estados. Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural .ICMS. 3. os Impostos de 7 .ITBI.IR. 154 da CF e com os impostos extraordinários. Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores . agrupando-os da seguinte forma: 1. Imposto sobre as Grandes Fortunas. O elenco é enriquecido com a competência residual. os entes integrantes da Federação. só passíveis de cobrança na iminência de guerra externa. Imposto de Renda . inclusive ICMS e ISS Dentre as classificações de impostos. Patrimônio e renda: Imposto sobre a Propriedade Territorial . contida nos incisos I e II do art. do Distrito Federal e dos Municípios. Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis e de Direitos a eles relativos .IPTU. 155 e 156. artigo por artigo. Os impostos nominados estão divididos entre os entes estatais. Temos a divisão de competência estabelecida constitucionalmente nos arts. e o Imposto sobre Transmissão Causa Mortins e Doações . Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana . diferentemente do CTN que. e o Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza . Imposto sobre Operações de Crédito. ou o critério econômico. a que apresenta maior simetria com a Constituição é a que os examina sob a ótica da competência impositiva da União. Câmbio e Seguro ou relativas a Títulos ou Valores Mobiliários . ao dividir os impostos.ITR.IPVA. levou em consideração a natureza do fato sobre o qual incidem as exações. 153.ISS.

Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. típico Imposto sobre Movimentações Financeiras. o ICMS. de competência dos Estados. artigo por artigo. de caráter provisório. de competência dos Estados. fuga de capitais. de competência dos Estados. Outra significativa alteração foi a ampliação do fato gerador do Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis Causa Mortis. Surgiu o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores. o Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural. Da competência estadual são o Imposto sobre operações relativas à Circulação de Mercadorias. absorve os três impostos especiais (energia elétrica. Por fim. 8 . e que açambarcou as doações e também a transmissão de quaisquer outros bens e direitos que não os imóveis.CPMF. Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza. e instituiu-se o Imposto sobre Movimentações Financeiras. Os impostos extraordinários são virtuais e constitucionalmente autorizados em caso de guerra e sobre bases já tributadas por outros impostos. Acrescente-se a este rol a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira . na esfera municipal temos o Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana. o Imposto sobre a Transmissão Causa Mortis e o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores. combustíveis e lubrificantes e minerais) e os impostos sobre serviços de transporte e comunicações. inclusive ICMS e ISS Importação e Exportação. o Imposto sobre Grandes Fortunas. Imposto sobre a Transmissão Inter Vivos. ingresso de capitais no País e lavagem de dinheiro: É um imposto que tem nítido caráter extrafiscal. Sob a égide da Constituição Federal de 1988. a CPMF. o qual serve para o governo federal direcionar a fiscalização quanto à geração de rendas.

“Tarifa” significa lista de preços. O imposto. referia-se à Tarifa Alfandegária como termo que abrange os dois impostos do Comércio Exterior: importação e exportação. ao tempo em que usa a nomenclatura “tarifa” como sinônima de “imposto”. COMENTÁRIOS A primeira abordagem que se faz em relação ao Imposto de Importação é quanto ao seu nomen juris. § 29. 9 . Alfandegária. A Constituição Federal de 1967. Tarifa são comuns Direitos denominações Aduaneira. com a Emenda Constitucional nº 1/69. valor. 76. artigo por artigo. Aduaneiros ou Direitos Alfandegários. Capítulo II IMPOSTOS SOBRE O COMÉRCIO EXTERIOR Seção I Imposto sobre a importação Art. Registre-se que as expressões indicadas também servem para nominar o Imposto de Exportação. batizando o imposto com o nome do espaço físico reservado à fiscalização. no art.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. inclusive ICMS e ISS O CTN traz a previsão no art. Embora esteja nominado na Constituição Federal e no Código Tributário Nacional como como Tarifa Imposto de Importação. alíquota e não espécie tributária. sobre a importação de produtos estrangeiros tem como fato gerador a entrada destes no território nacional. 153. 19. os nomes vulgares acabam por prestigiar a repartição fiscal. De impropriedade flagrante. de competência da União.

politicamente. CF). O objetivo político é propiciar a condução de recursos e surgimento de empreendimentos para áreas que. Como instrumento de política econômica. Como instrumento político. está adstrito aos limites mínimo e máximo estabelecidos em lei. dificilmente. como ocorre com a criação de zonas de livre comércio ou zonas francas. não é absoluto o poder de majoração. ao manejar as alíquotas majorantes. a abertura do comércio exterior. tem como principal característica a extrafiscalidade. do câmbio e do balanço de pagamento. não poderia o Imposto de Importação sofrer as duras limitações das demais exações. tendo secundário significado como fonte de receita. Trata-se de imposto com objetivos de política econômica. respeitado o 10 . Daí a liberação de sua majoração. 153 da CF. art. é aconselhável. o tributo de que se cuida é utilizado para corrigir distorções socioeconômicas nacionais. presta-se para atender às oscilações do mercado internacional. Neste sentido. eis que o Executivo. As alíquotas são aumentadas quando se deseja diminuir as exportações e diminuídas quando. A flexibilidade das alíquotas faz com que a legislação tributária do imposto em comento entre em vigor imediatamente. destinado à proteção dos produtos nacionais. artigo por artigo. ao incremento de soluções na área do comércio exterior. ao contrário. Entretanto. socorrendo determinada área. naturalmente. Considerado um dos mais antigos impostos do mundo. inclusive ICMS e ISS Características. há previsão constitucional expressa (§ 1°. Neste sentido. o disposto no § 1° do art. 150.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. sem o rigor imposto pelo princípio da anterioridade. despertariam maior interesse econômico. Por vezes.

anteceda à ocorrência do fato gerador. ou seja. Não basta o ingresso do produto estrangeiro no território nacional para que se dê a incidência. por exemplo. um fato material ou um negócio jurídico. apenas. 11 . com ânimo de ser internada no País. pois a carga tributária tende a ser suportada por terceiro. escolheu o legislador uma situação fática .Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. classificando-os como supérfluos. Além da extrafiscalidade. Quanto ao imposto em análise. inclusive ICMS e ISS princípio da irretroatividade. O certo é que o fato gerador do Imposto de Importação é instantâneo. se para este País não se destina. não supérfluos. pode ele eleger um acontecimento econômico. em linguagem vulgar. 19 do CTN não define com perfeição o fato gerador do imposto em comento. utilizando-o como passagem.vinda do estrangeiro. É seletivo porque a incidência tributária observa a qualidade de cada um dos bens. sem destaque formal. não havendo definição quanto ao específico momento de sua realização. artigo por artigo. porque. O art. de “imposto por dentro”. Fato gerador. muito embora não ocorra a transferência de forma clara e objetiva. mas esta situação fática deve estar atrelada a uma situação jurídica. porque não basta a ocorrência do fato ali indicado para que se tenha o fato imponível. Com efeito. similares aos nacionais etc. Como a hipótese de incidência é livremente escolhida pelo legislador. É o que se denomina. o ônus pelo tributo gerado se integra ao preço. uma mercadoria pode ingressar no Brasil e não ocorrer o fato gerador.entrada de mercadoria no território nacional -. o Imposto de Importação é um tributo indireto.

exige-se que a leitura do art.-lei 37/66. o simples ingresso da mercadoria. nas palavras do Min. o decreto-lei define o elemento temporal.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.momento da entrada. enquanto o CTN define o elemento material. para delimitar-se a hipótese de incidência. Tendo aplicação imediata a lei que majora a alíquota do imposto. O tempo é a entrega da declaração ou do manifesto. e com procedimento de desembaraço já iniciado. entregue a declaração. tem-se como ilícita a operação. vem a sofrer os efeitos de uma majoração do imposto. exige-se a declaração de importação para o despacho aduaneiro (art. diz que. ao reportar-se ao fato gerador do imposto. 12 . Se a mercadoria adentrar-se sem que esteja acompanhada do documento que a identifica. 23). É de suma importância a determinação do momento em que ocorre o fato gerador do Imposto de Importação. porque. E.e outro temporal . artigo por artigo.território nacional . sabendo-se que não está ela sujeita ao princípio da anterioridade. quando se tratar de mercadoria despachada para consumo. inclusive ICMS e ISS Contudo. Conseqüentemente. em depósito na zona primária. tem-se como completado o fato gerador do imposto (art. “o reconhecimento de fato jurídico já ocorrido”. em razão da escolha da legislação que deve reger a espécie. é preciso recorrer ao Dec. o fato gerador em exame exige um elemento espacial . A entrada é considerada como território aduaneiro. no qual é dito qual a mercadoria importada. Como visto. É. 19 do CTN seja feita em conjugação com os arts. 44). muitas vezes já descarregada do navio ou aeronave. O diploma em referência. Adhemar Maciel. 23 e 44 do Decreto-lei 37/66.

O STF. diante de um aumento exacerbado e imprevisível da alíquota. Daí os preços de referência. dando literal interpretação ao art. a partir do Supremo Tribunal Federal. JURISPRUDÊNCIA “É compatível com o art.-lei 37/66 é o texto básico do Imposto de Importação. com a fixação de pautas de valor mínimo. artigo por artigo. 19 do Código Tributário Nacional a disposição do art. O Dec. tem entendido que a expedição de guia é um mero expediente burocrático. vem sendo seguido pelos Tribunais. é muitas vezes utilizada para evitar o dumping. constantes das resoluções do Conselho de Política Aduaneira. 19 do CTN. a partir da expedição da guia de importação. Vozes autorizadas. em nome da segurança jurídica. incidindo a lei nova se ainda não foi expedida a declaração ou manifesto. inclusive ICMS e ISS O Poder Judiciário. de 18. ainda. exigindo-se que sejam elas acompanhadas de motivação expressa. rechaçam o entendimento jurisprudencial. mas traz alguns problemas de ordem econômica para o importador.1966” (TFR -Súmula 4). os que pugnam pela imutabilidade da lei de regência. A variação de alíquota pelo Executivo.11. o que faz ter o imposto objetivo político. em reiterados precedentes. sem repercussão quanto ao fato gerador. vem entendendo que o simples ingresso do bem não obsta à aplicação da lei de majoração. 23 do Dec. a fim de evitar o arbítrio. Há.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 13 . harmonizando os preços do mercado interno com o externo.-lei 37. O entendimento é técnico.

Necessidade de sua motivação. 2. tal imposto deve ser calculado na consideração da alíquota vigorante no dia desse fato. DJU 20. 19.09. j. Entrada de mercadoria importada no território nacional em data posterior à vigência do Dec. e não no dia em que foi expedida a guia de importação.1981).1980. Pleno. no tempo e na circunstância. não a desfiguram nem contraditam. 06. de 29. Min.1978).02. Mercadoria despachada para consumo. Inexistência de contradição ou antinomia entre a norma genérica do art. Soares Muñoz. art. j. Assim. tendo em vista o fato gerador do tributo. Incidência do imposto com a alíquota majorada. RE 72874/SP . 5. Agravo regimental em recurso extraordinário. rel. 3.05. Constitucionalidade do diploma legal editado pelo Poder Executivo Federal. porém a complementam para tornar precisa. 23 do Dec. Tributário.471. 23 do Dec. rel. Jurisprudência do Supremo Tribunal Federal em dissídio com a decisão recorrida.1995 [revogado pelo Dec. artigo por artigo. 2. em se tratando de mercadoria despachada para consumo. de 27.09. 19 do Código Tributário Nacional. Min. Cordeiro Guerra. e o condicionamento de indeclináveis providências de ordem fiscal.. 1. Compatibilidade do art.03. a ocorrência do fato gerador. Precedentes do STF. posto que a caracterização de um necessário momento naquela não previsto. 1ª T.1978. Resolução do CPA. 1. Majoração de alíquota.02. Imposto de Importação. Fato gerador.05. Dec.1995]. Incidência. DJU 22.rel.-lei 37/66 (compatibilização). I). 1ª T.427. Imposto de Importação. Momento da ocorrência do fato gerador. Fato gerador.. ao fixar pauta de valor mínimo. art. Recurso extraordinário conhecido pelo segundo fundamento e provido (STF.-lei37/66 com o art. j. Constitucional. Imposto de Importação.04. Improcedência do argumento de que o contribuinte adquiriu o direito de calcular o imposto na consideração da alíquota vigorante no dia em que foi expedida sobredita guia. RE 94167/RJ. Código Tributário Nacional. Min. o fato gerador do Imposto de Importação é a entrada. 05. no espaço. Recurso extraordinário provido para cassar a segurança concedida ao importador pela Justiça Federal de São Paulo e pelo Tribunal Federal de Recursos (STF. O fisco tem o direito de alterar a alíquota dentro dos limites legais (Constituição [1967 c/c EC nº 1/69]. 19 do Código Tributário Nacional. da mercadoria importada. inclusive ICMS e ISS 1. DJU 29. no território nacional. 1.1981).Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 19 do CTN e a norma específica do art. Matéria dirimida pelo Pleno deste 14 . RE 91337/SP.1981. 21.-lei 37/66. Recurso extraordinário conhecido mas não provido (STF. Pelo que dispõe o art. 4. 05. Antonio Neder.

O fato gerador do Imposto de Importação é a entrada.427/95 [revogado pelo Dec. 1.04.05.1998.-lei 37/66 (art.471.1998. Violação a preceitos da lei processual civil não configurada. Compatibilidade. Na importação de mercadorias para consumo. 2ª T. j.08. 03. j. 18. 1427/95. e 153. Agravo regimental não provido (STF. 19. No caso de importação de mercadoria despachada para consumo. Humberto Gomes de Barros.602.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 5. III. 1ª T. 19 do CTN e o Dec. 23. 23). Recurso especial não conhecido (STJ. a. Min. Imposto de Importação. 2. §1°. Dec. Decreto 1.. Dec. Momento do fato gerador. 3. Carlos Velloso). Min.2001. Legitimidade e constitucionalidade decretadas pelo STF. Discussão a respeito de o importador haver adquirido o direito de pagar tal imposto mediante aplicação de alíquota mais favorável. arts. DJU 25. 1. 1ª T. 150. Processual civil e tributário. Recurso extraordinário a que o STF nega conhecimento (STF. p. Francisco Peçanha Martins.08.2000. Guia para importação.06.. 4.716). j.391/95 [alterado pelo Dec. este revogado pelo Dec. o fato gerador. consuma-se na data do registro da declaração de importação. Fato gerador.1981.-lei 37/66. Alíquota aplicável. ou quando do desembarque da mercadoria. 2ª T. Imposto de Importação. 1. Divergência pretoriana que não se acha demonstrada. 19 e Dec. conforme orientação do Pretório Excelso sobre o tema (RE 225. Precedentes. Inexiste incompatibilidade entre o art.471/95]. Maurício Corrêa. Majoração de alíquota.lei 37/66. inclusive ICMS e ISS Tribunal. CTN. O 15 . CF. rel. Tributário. Tributário. DJU 17. para o Imposto de Importação. Momento do fato gerador.2001). de 27. rel. decide a lide de forma contrária àquela desejada pelo recorrente. o fato gerador ocorre no momento do registro da declaração de importação na repartição aduaneira. CTN. no território nacional. REsp 205013/SP rel. 1. AGRRE 252008/SP rel. sendo irrelevante o regime fiscal vigente na data da emissão da guia de importação. DJU 12. p. 25).02.2001). Mercadoria para uso próprio. Min. Improcedência do argumento. necessárias ao deslinde da controvérsia. DJU 16. art. 1. art. art. Precedentes do STJ e TFR (STJ..05. RE 77604/SP rel. da mercadoria importada. Min. 08. Antônio Neder. Min.490/95. artigo por artigo. Dec. Mercadoria despachada para consumo. 19. Desinfluente a data da expedição da guia de importação para concretização do fato gerador.06.1995]. 1. Súmula 4/TFR. REsp 121617/PR.06. Não há que se falar em nulidade de acórdão que. j.1981.. Imposto de Importação. examinando todas as alegações suscitadas na apelação.

277/MG. Mercadoria isenta. Tributário. REsp 130230/PR. Franciulli Netto.05. Min.427/95.-lei 37. Responsabilidade tributária. Quebra inferior ao limite técnico permitido de 5% (cinco por cento). 1. 1. 143). Súmula 4 do Tribunal Federal de Recursos. Fato gerador. 23. Recurso sem provimento (STJ. III. Ari Pargendler.. 41. Recurso especial provido. não responde este pelo pagamento do Imposto de Importação face à inexistente previsão legal para tanto . Não há qualquer incompatibilidade entre o art. 06. parágrafo único. Dec. Necessidade de fixação de critério temporal para que se complete. 1.02.-lei 37/66 e o art.471/95] e 1. rel. inclusive ICMS e ISS contribuinte não tem direito ao regime fiscal vigente na data da emissão da guia referenciada. Decs. Inversão da sucumbência.06.-lei 37/66. 1° e 23 do Dec. e 60.391/95 [alterado pelo Dec. para efeitos fiscais. à espécie. A alíquota do Imposto de Importação é a vigente no dia do registro alfandegário para o desembaraço e entrada da mercadoria no território nacional. Compatibilidade entre o art. A política de comércio exterior orienta o aumento ou redução da alíquota aplicável na concretização do fato gerador. art. Imposto de Importação. 19 e Dec. REsp 185418/SP. representa a entrada no território nacional da mercadoria. 1.-lei 37/66. O desembaraço aduaneiro completa a importação e. 23 do Dec. 19 do CTN.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. rel. arts. Art.-lei 37/66. 1. Min. Compatibilidade. conseqüentemente. Recurso especial conhecido e provido (STJ. Imposto de Importação.05. Não obstante o fato gerador do Imposto de 16 .427/95 [revogado pelo Dec. j. Tributário. Compatibilidade.-lei 37/66. do Dec. art. 23 do Dec. Imposto de Importação. CTN. nos termos do entendimento firmado pelo Pretório Excelso.471/95]. nos casos de mercadoria importada a granel sob regime de isenção. de 1966. os preceitos dos arts. Fato gerador. 1ª T. Ocorrendo quebra ou perda inferior a 5% (cinco por cento). Decisão unânime (STJ.2000. Min.1998. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. 2. 2ª T. Milton Luiz Pereira. DJU 05. Quem promove a importação de mercadoria sem ter a guia de importação sujeita-se ao regime legal vigente na data em que a obtém. Alíquota aplicável. Recurso especial não conhecido. Multifários precedentes. e 60. DJU 28. 08. REsp 78. nos termos do art. Precedentes do STJ e STF. j. Tributário. 19 do Código Tributário Nacional.. 2. 19 do Código Tributário Nacional e arts.2001.2001.03.2001). III.09. DJU 19. parágrafo único.Inaplicáveis. Ocorrência do fato gerador. 09.. artigo por artigo.-lei 37/66. 41. e o art. este revogado pelo Dec. Mercadoria importada a granel. j. 23 do Dec. rel. p.2000). 2ª T. 3. Isenção. presumida a ausência de responsabilidade do transportador.

embora o fato gerador do tributo se dê com a entrada da mercadoria em território nacional. rel. Impetrante que pretende eximir-se de aumento de alíquota do Imposto de Importação incidente sobre trigo em grão. Momento definidor da obrigação tributária ocorre com a entrada da mercadoria no território 17 . j.427/95 [revogado pelo Dec.427/95 [revogado pelo Dec.-lei 37/66). de 29. Procedente dos Estados Unidos da América.08. A alíquota incidente sobre as importações de mercadorias despachadas para consumo é definida pela norma vigente no momento da efetivação do registro da declaração de importação na repartição alfandegária. Fato gerador. Assim. 1ª T. inclusive ICMS e ISS Importação se dê com a entrada da mercadoria estrangeira em território nacional. Incidência sobre importação de veículo já embarcado. na repartição aduaneira. ‘com a entrada no território nacional da mercadoria que contar como tendo sido importada e cuja falta seja apurada pela autoridade aduaneira’. Juíza Valéria Albuquerque. Tributário..05.1999. Inversão do ônus da sucumbência (STJ.-lei 37/66. Dec. DJU 02.1997. Tributário. 1. 1. j. Imposto de importação. Fato gerador complexivo e continuado. 25. AMS 96. 19 do CTN/66). Recurso especial a que se dá provimento. AMS 96. Juiz Teori Albino Zavascki. 05.06. o imposto sobre a importação de produtos estrangeiros tem como fato gerador a entrada destes no território nacional (art. DJU 09.09. 1° do Dec. Min. Irrelevantes as datas da celebração do contrato de compra e venda. José Delgado. Nos termos do art. descascado. j. rel.1996. torna-se necessária a ‘fixação de um critério temporal a que se atribua a exatidão e certeza para se completar o inteiro desenho do fato gerador’. Tributário.1995.471/95].472/88]. 4ª T. 1. p. 2ª T. artigo por artigo. inclusive em relação às importações já em curso e cujas guias não estavam registradas na repartição aduaneira na data de sua entrada em vigor (TRF-4ª R. REsp 203815/RJ. 1..03. da declaração de importação (art.471/95]. ele apenas se aperfeiçoa como registro da Declaração de Importação no caso de regime comum e. 288). Dec.1997. do embarque do bem estrangeiro e do ingresso do mesmo no território nacional (TRF-2ª R. rel. considera-se ocorrido o fato gerador na data do registro..Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.07. Mandado de segurança. 04.717). 1. quando se tratar de mercadoria despachada para consumo.06. 19 do CTN/66.09084. é devida a alíquota do Imposto de Importação prevista no Dec.-lei 2.01. Assim.1999).-lei 37/66 [este artigo possui redação alterada pela Dec. 52. Porém.. p. DJU 03. Alteração de alíquota.0201428-8/RJ. 2. 3. nos termos precisos do parágrafo único do art.. 23 do Dec. Imposto de importação.1997. Majoração de alíquota.

§ 1°). no art. tanto que a Constituição Federal. 3.471/95 ]. j. j. Constitucional. 1. da declaração apresentada pelo importador (art. os quais são excepcionados da regra da anterioridade (Constituição Federal. 1. III. AMS 93. não se pode invocar o princípio da segurança jurídica como respaldo a invocado direito ao pagamento de alíquota menor. 25.09. Apelação não provida (TRF-3ª R.04.07. Tributário. No caso.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Mantida a decisão monocrática. alterar as alíquotas dos impostos enumerados nos incisos I.427/95 [revogado pelo Dec. MAS 96.. rel. I. é que a lei que institua ou majore tributos seja anterior ao fato gerador. 1° .2006. 2. Recurso improvido (TRF. a. rel. 64). III. p. 51). 1.06.09004-1/SP.11. se o fato gerador do imposto . artigo por artigo.. 150. porque a esta não tem direito o importador enquanto não concretizado o fato gerador. Alteração de alíquota. na repartição aduaneira competente. 2ª T. que é prévio ato administrativo. Alíquota.427/95 [revogado pelo Dec. Eros Grau. IV e V. Majoração de alíquota. DJU 29. rel. II. Imposto de Importação.1997. Juiz Alberto Nogueira. Fato gerador. Se a política de comércio exterior impõe que se aumente ou reduza o valor de alíquota entre a importação. O produto importado estará sujeito ao pagamento do imposto respectivo pela alíquota vigente no momento da ocorrência do fato gerador. 2ª T. 150.for posterior à vigência do diploma legal. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal fixou entendimento segundo o qual é aplicável a majoração de alíquota prevista no Dec. Precedentes. DJU 03. no § 1° do art. Dec.1997.03.2006. Tributário. II.09. j. Fato gerador do Imposto de Importação de mercadoria despachada para consumo considera-se ocorrido na data do registro. Possibilidade.471/95]. Min. Juiz Homar Cais. pela relevância econômica da relação jurídica com reflexos na política cambial e no comércio exterior do País. DJU 25. O que a Constituição exige. 1.1997. a. p.. 1. 4ª T. não constituindo fato gerador de tributo. 21 do CTN). Precedente do STF.2ª R. Imposto de importação. 19 do CTN). RE-AgR 441537/ES. É facultado ao Poder Executivo alterar as alíquotas (art. 153.. Imposto de Importação.1997. atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei. CF. 101698). 05. art.0213217-0/RJ. art.entrada da mercadoria no território nacional . 150. p. a chegada da mercadoria ao país e o momento de seu desembaraço aduaneiro. o decreto que alterou as alíquotas é anterior ao fato 18 . inclusive ICMS e ISS nacional (art. 23 do Dec.-lei 37/66). e não a partir da emissão de guia de importação.. Agravo regimental no recurso extraordinário. É inquestionável o caráter nitidamente extrafiscal do Imposto de Importação. Agravo regimental a que se nega provimento (STF. faculta ao Poder Executivo.

DJU 01. a jurisprudência do Supremo Tribunal no sentido de que. Fato gerador. DJ 11. considera-se ocorrido o fato gerador na data do registro. Fixou-se em Plenário. 1. AI-AgR 420993/PR. in verbis: ‘O imposto de importação tem como fato gerador a entrada de produtos estrangeiros no território (CTN-66. 2.08. rel. rel. Min. 19). j. Maurício Corrêa. Tributário. j. da declaração apresentada pelo importador (Dec.2003).2001.. p. Min. tendo em vista o fato gerador do tributo. Constitucional.471/95]. Importação. 2ª T. 31. Momento ao fato gerador. Ocorrência. Min. REsp 552852/PE. ocorre no momento do desembaraço aduaneiro. DJU 16. art. Imposto de Importação. em se tratando de mercadoria 19 . 44). Constitucionalidade do diploma legal editado pelo Poder Executivo Federal. Nessa linha de pensamento exteriorizaram em diversos arestos as Cortes Superiores: o Supremo Tribunal Federal que. III.2005. Francisco Peçanha Martins. 2. Desembaraço aduaneiro.05. Fato gerador. Milton Luiz Pereira. ICMS. 2ª T.10. DJU 26. Tratando-se de mercadoria despachada para consumo. art. Imposto de Importação.427. 1. Entrada de mercadoria importada no território nacional em data posterior à vigência do Dec. E ainda: ‘Imposto de Importação.-lei 37/66.2001. o fato gerador.1980.3378/SP. Agravo regimental não provido (STF.571). consuma-se na data do registro da declaração de importação’ (REsp 313.07. Min. RE 91. p. ‘No caso de importação de mercadoria despachada para consumo. para esse efeito específico. DJ 09. Agravo regimental em recurso extraordinário. a data da celebração do contrato de compra e venda ou a do embarque ou a do ingresso no país de mercadoria importada’. Tributário.1999. de 29 de março de 1995 [revogado pelo Dec. na importação de mercadorias.2007. para o imposto de importação.02. José Delgado. 1.02. Min. RE-AgR 252008/SP. Carlos Velloso. artigo por artigo. DJ 25. no julgamento da ADIn 1293/DF.06. Min.. Incidência do imposto com a alíquota majorada. 23 c/c art.02. rel. Recurso especial provido (STJ. rel. rel. rel. Agravo não provido (STF. O fato gerador do ICMS.2007. Incidência. Majoração de alíquota. REsp 205013/SP.117/PE. REsp 139658/PR. Variação cambial. DJ 28. Min. 57). DJ 05. Humberto Gomes de Barros.08. DJ 17. Tributário. na repartição competente. Matéria dirimida pelo Pleno deste Tribunal. EDcl no AgRg no REsp 170163/SP. 1. manifestou-se.2002.2002. 2ª T. rel. REsp 213909/PR. rel. 2. Francisco Peçanha Martins. Eliana Calmon..379/PE.02.2005. João Otávio de Noronha. 1. inclusive ICMS e ISS gerador do Imposto de Importação. rel.2001. Precedentes: RESP 250.2000.11.09.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. sendo irrelevante.05. Min. 06. 137).p. 08. j. em 06. Min.

Compatibilidade do art.2001). Min. 19 do Código Tributário Nacional com o art. Inexiste incompabilidade entre o art.09.-lei 37/66. Território nacional. rel. 260). 19 do Código Tributário Nacional e 1° do Dec. DJ 25. Ausência de incompatibilidade entre o art. no sentido de que o fato gerador do Imposto de Importação ocorre com o registro da declaração de importação na repartição aduaneira.1980.-lei 37/66. o fato gerador ocorre no momento do registro da declaração de importação na repartição aduaneira. e: ‘Na importação de mercadorias para consumo.o fato gerador do Imposto de Importação ocorre na 20 . o fato gerador ocorre na data do registro. 19 do Código Tributário Nacional. o fato gerador ocorre no momento do registro da declaração de importação na repartição aduaneira.2002). Tributário. 2. considera-se ocorrido o fato gerador do Imposto de Importação a data do registro na repartição aduaneira da declaração feita para fins de desembaraço aduaneiro. rel. para o Imposto de Importação. 23 do Dec.09. 23 do Dec. 23 do Dec. 3. Fato gerador. 23. Precedentes. rel.1980. consoante o disposto no art. o qual é compatível com o art. 1. 19 do CTN e o Dec. REsp 670658/RN. Na importação de produtos do exterior. 19 do Código Tributário Nacional na importação de bens de capital . 19 do CTN’ (EAREsp 170163/Eliana Calmon. para consumo próprio. Prevalece a regra geral insculpida no art. Precedentes do STJ e STF’ (REsp 121617/Humberto). Recurso especial provido (STJ. j. 23 e 24 do Dec.2005. A regra geral prevista nos arts. inexistindo incompatibilidade entre o art. Quando se tratar de mercadoria destinada ao consumo. Cordeiro Guerra. DJU 14. DJ 05. o STJ assim tem se pronunciado: ‘No caso de importação de mercadoria despachada para consumo. Pleno. Momento da ocorrência. 3. p. Luiz Fux.309-2/SP. DJ 18. Embargos conhecidos.566). p. sendo irrelevante o regime fiscal vigente na data da emissão da guia de importação..04. 19 do CTN com os arts.-lei 37/66 e o art.-lei 37/66.06.2006. 2.-lei 37/66. inclusive ICMS e ISS despachada para consumo. consuma-se na data do registro da declaração de importação. Bens de capital. ‘O STF já proclamou inexistir incompatibilidade do art. 19 do CTN e o art. Carlos Velloso)’ (REsp 205013/Peçanha Martins. 1ª T.08. da declaração de importação. ‘Jurisprudência pacífica do STJ. ou quando do desembarque da mercadoria. STF. porém rejeitados’ (ERE 91.2002). DJ 09. 12.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.-lei 37/66. Seguindo essa mesma linha de orientação. conforme orientação do Pretório Excelso sobre o tema (RE 225. Entrada. Imposto de Importação. Min.-lei 37/66 dispõem que o imposto de importação tem como fato gerador a entrada da mercadoria de procedência estrangeira no território nacional. o fato gerador.08.03. na repartição competente. Fato gerador. 23 do Dec. artigo por artigo. aplicando-se a alíquota vigente na época’ (REsp 250379/Peçanha Martins. Min.602.

1. Registro da declaração de importação: art. Min. Imposto de Importação.1.11. Agravo regimental improvido (STJ.06. o qual se inicia com o registro da declaração de importação.2003. p. Tributário. 23 do Dec. 2ª T.atual denominação da guia de importação . O fato gerador do imposto de importação é a data da entrada da mercadoria no território nacional e não a data da emissão da guia de importação.08. I.391/95 e 1.427/95 [revogados pelo Dec. Recurso especial improvido (STJ. No caso de importação de mercadoria despachada para consumo.2005. Humberto Gomes de Barros. para o Imposto de Importação. 1ª T. 3.não gera ato jurídico perfeito ou direito adquirido à aplicação da alíquota vigente ao tempo de sua emissão. DJU 17. 3. Mercadoria despachada para consumo.2005.. Min. 19 do CTN c/c art. Fato gerador do Imposto Sobre Importação: momento da entrada da mercadoria no território brasileiro. 03. A declaração de importação . Art.2004. Veículos automotores. Apelação e remessa oficial providas. p.. do CTN. Precedentes do STJ e STF (STJ. j. 232). 2. DJU 14.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. A preliminar de ausência de prova da recusa da repartição fazendária em proceder ao registro 21 . p. inclusive ICMS e ISS entrada dos produtos estrangeiros no território nacional. Tributário. REsp 157162/SP rel. 1471/95] . rel. Na hipótese.05.11.. Ocorrência. rel. portanto deve ser aplicada a alíquota prevista em seu bojo. 03.427/95. AgRg no REsp 49697/RJ. O fato gerador do Imposto de Importação perfectibiliza-se com o desembaraço aduaneiro. 116.2003. Min. Ausência de registro por decurso do prazo.10. 1. Portarias 73/91 e 938/91.08.-lei 37/66. Castro Meira. 4. Desembaraço aduaneiro. Tributário e processual civil. REsp 313117/PE. 4. 366). 2ª T. 1. é regido pela lei vigente à época. Assim. 21.2005. p. artigo por artigo. j. consuma-se na data do registro da declaração de importação.11. 202). j. 2ª T. o fato gerador. As Declarações de Trânsito Aduaneiro anexadas aos autos provam que as mercadorias foram introduzidas no Brasil. deve ser rejeitada a preliminar de ausência de prova pré-constituída quanto à data de introdução das mercadorias no Brasil. Decs. O lançamento fiscal. Momento do fato gerador. 2.2004. em relação ao fato gerador. 1. Min. 236). Imposto de Importação.. Recurso especial conhecido e provido (STJ.Fato gerador. 2. DJU 01. REsp 328835/SC. rel. Castro Meira. o desembaraço ocorreu na vigência do Dec. Preliminares rejeitadas. Castro Meira. Tributário. DJU 30. j. Imposto de Importação. 08. Abandono.2005.

19 do CTN.2003. Não havendo. Descabida nova cobrança do imposto.11. 19 do CTN. já que tal circunstância constou em declaração complementar. 22..-lei 37/66.2006.12.01.. 3. p.2004. 91. 461. 24. 23 do Dec.543/2002]). Mercadorias que embarcaram em outro navio e em outra data. Juiz Miguel Ângelo de Alvarenga Lopes j.05.364188/MG. 23 do Dec. Apelação e remessa oficial providas.2006. O fato gerador do imposto de importação ocorre com a entrada da mercadoria em território nacional. AMS 1999. 5. que é aquela vigente na data de seu ingresso no país.01.. combinado com o art. Guia de importação 1.099427-9/MG. sendo considerado o fato gerador do Imposto de Importação a entrada da mercadoria no território brasileiro. Juiz Roberto Jeuken.04. 4..00. inclusive ICMS e ISS da declaração de importação confunde-se com o mérito. 23 do Dec. 2ª T. para publicação do acórdão (TRF-1ª R.rel.-lei 37/66 com o art. 4. Recolhimento integral do imposto. Apelação improvida (TRF-1ª R.01.04. Imposto de Importação. nos termos do art. início do despacho.2006. Peças liberadas pelo relator. O impetrante inviabilizou o registro da Declaração de Importação. sendo este o momento considerado como ocorrido o fato gerador (art. 571). Tributário. j. ocorrido no momento do registro da Declaração de Importação na repartição aduaneira. donde surgir ao importador a necessidade de recolher aos cofres públicos o montante respectivo.-lei 37/66 com o art.01. Registro da Declaração de Importação. 03. 54). pois deixou transcorrer o prazo para dar início ao despacho aduaneiro (art. durante esse prazo. DJU 29. o registro não é mais possível e a mercadoria é considerada abandonada. donde não se justificar que o contribuinte recolha novamente o imposto e em outro momento peça a sua restituição (TRF-3ª R. O fato gerador do Imposto de Importação ocorre no momento do registro da declaração de importação. 116. artigo por artigo. Juiz Luciano Tolentino. rel. O Pleno do STF pacíficou a matéria no sentido da compatibilidade da regra do art. 3. Fato gerador. A guia de importação somente autoriza a entrada de mercadoria no Território Nacional. AMS 96.2006. rel. 19 do Código Tributário Nacional.. Desembaraço. AMS 36375/SP. Dec. Alíquota. 6. p. 22 .030/85 [revogado pelo Dec. 2. 3ª T.2007. DJU 12. Compatibilidade do art. 49). Tributário. sendo irrelevante a sua data para fixação da alíquota do Imposto de Importação. Imposto de Importação. não importando se as mercadorias desembarcaram no mesmo navio e na mesma data.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. em 24. 7ª T. do CTN). p. I. Declaração de Importação. ficando inalterado o aspecto temporal do fato gerador do imposto.. que se dá com o registro da Declaração de Importação na repartição aduaneira. DJU 17. Precedentes deste Tribunal e do STF. j.

371). como momento de aperfeiçoamento da obrigação tributária do imposto incidente sobre mercadorias despachadas para consumo. 19. 2. escorreita a atuação do Fisco ao constituir o crédito remanescente. harmoniza-se com o perfil constitucional da regra matriz desse tributo na medida em que reconhece. 23 do Dec. O fato gerador do Imposto de Importação ocorre com a entrada do produto importado no território nacional. O art. Imposto de Importação. Remessa oficial desprovida (TRF-3ª R. 23.-lei37/66. Art. 27. Art.2005. a data da conclusão do negócio jurídico de aquisição do bem importado. Momento de ocorrência do fato gerador. complementado pelo art. CTN. em território nacional. 19 do CTN. II. Dec. À luz do art.08. Tributário. ao país. 23 do Dec. do produto estrangeiro. Revogada a Resolução CPA 05-0392 quando do registro da declaração de importação. Sentença reformada. 1. artigo por artigo. Juíza Cecília Marcondes j.-lei 37/66.471/95]. Anulatória de débito fiscal. rel. Imposto de Importação.2006. DJU 21. Tratando-se de mercadoria destinada a consumo. AC 22632/SP.07. nos autos.543/2002].08. Direito adquirido. a hipótese de incidência do Imposto sobre Importação traduzse na chegada. 1. consubstanciado no auto de infração atacado. 4. a alíquota exigível é aquela vigente na data do registro da declaração de importação no ato do desembaraço aduaneiro. que fixa a data do registro da declaração de importação na repartição 23 . 5.2006.06..-lei 37/66. Apelação em mandado de segurança. 07. p. o qual inicia o procedimento de desembaraço aduaneiro. 1. o registro da declaração de importação. j. 301).. Alteração de alíquota. Imposto Sobre Importação. Constatado que o registro foi providenciado antes do advento do diploma que aumentou a alíquota do Imposto de Importação. 1. 6ª T. para fins tributários. Inversão do ônus da sucumbência (TRF-3ª R. 3. Fato gerador. do Dec. Art. não importando.-lei 37/66.-lei 37/66. I. REOMS 187700/SP. vigente à época da concretização do fato gerador. Fato incontroverso. 3ª T. Arts. Incidência do art. 86 e 87 do Regulamento Aduaneiro [revogado pelo Dec. 4. e segundo a delimitação constitucional da regra matriz tributária. reconhecese o direito adquirido ao pagamento do tributo pela alíquota menor. III.. 23. rel. Na importação de mercadorias despachadas para consumo. 6.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.. p. Aspecto temporal do fato gerador do tributo. sendo irrelevante o dia de ingresso do produto estrangeiro. 19 do Código Tributário Nacional.2005. a destinação para consumada mercadoria objeto do despacho aduaneiro. aplica-se a alíquota vigente à data do registro da declaração de importação. Dec. Juiz Mairan Maia. inclusive ICMS e ISS Tributário. 23 do Dec.427/95 [revogado pelo Dec. DJU 10. a teor do art. Registro anterior à majoração.

150. Apelação a que se nega provimento (TRF-3ª R.04. do CTN.. O art. e art. 6ª T. a entrada no território nacional da mercadoria.04. Não tendo sido efetuada a declaração de importação das mercadorias importadas. AMS 2000. Ocorrência do fato gerador. Dec. a variação do câmbio da moeda estrangeira não representa majoração do tributo.10. Desembaraço aduaneiro. submetendo-a à livre flutuação do mercado. A legislação tributária aplicável à operação de importação é aquela vigente à época do fato gerador.. Aduaneiro. de 10. 848). a base de cálculo será simplesmente o resultado aritmético da conversão do valor expresso em moeda estrangeira com a taxa vigente.03.04. a.-lei 37/66. representa. e não com a simples entrada física desta no território nacional. 02. j. DJU 26. Taxa de câmbio. Juiz Vivian Josete Pantaleão Caminha. AMS 170. 1.626. é legítima a incidência da exação. não havendo que se falar na existência de direito adquirido à utilização de determinada taxa de câmbio fixa. Legalidade. Tributário. O fato gerador do Imposto de Importação nasce com a entrada das mercadorias em território nacional e perfectibiliza-se no momento do registro da declaração de importação para o desembaraço na repartição aduaneira. Portanto. rel. sendo irrelevante. inclusive ICMS e ISS aduaneira.2006. 2. autorizou o Poder Executivo a alterar a forma de fixação e a periodicidade da taxa de câmbio.044496-8/PR. j.471/95]. 105.. Tributos. nos termos do art. da Lei 8. 396). 23 e 44. Dec. 3. Juiz Lazarano Neto. 2. 2.2005. 3.981/95. quando da entrada em vigor do Dec. não agiu com excesso de poder o Executivo ao alterar a taxa de câmbio. 1. para esse 24 . p.03. III. na hipótese de ser destinado a consumo. O desembaraço aduaneiro completa a importação e. Tributário.01. 1ª T.2000. A alíquota incidente sobre as importações de mercadorias para consumo é definida pela norma vigente no momento em que se efetivou o registro da declaração apresentada pelo importador à repartição alfandegária competente. Majoração de alíquota. para efeitos fiscais.2006.427. 106. p. DJU 22. da Constituição Federal. rel.. arts. momento que se dá o desembaraço aduaneiro da mercadoria. Ademais. de 29 de março de 1995 [revogado pelo Dec. Ao contrário.2005. em coerência com a política econômica global adotada à época (TRF-4ª R. Ação ordinária. artigo por artigo. porquanto. a alíquota do Imposto de Importação é a vigente no dia do registro alfandegário para o desembaraço e entrada da mercadoria no território nacional. Momento da perfectibilização do fato gerador. 3. O fato gerador do Imposto de Importação ocorre por ocasião do registro da Declaração de Importação. Imposto de Importação. Importação. conseqüentemente. nem alteração da base de cálculo ou da alíquota.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 05.855/SP. 1. 1.

Todo imposto. em uma venda em condições de livre concorrência. mensurando-o do ponto de vista econômico. 20. 20. leva em conta um determinado fato. 3. j. 1ª T. Em outras palavras. 22. rel. A primeira.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. O quantitativo estabelecido é a base de cálculo que serve de suporte ao conteúdo da obrigação tributária.70. artigo por artigo.. já em desuso. 386). referida no inciso I do art. AC 000. Juiz Wellington Mendes de Almeida. indica três bases de cálculo distintas. III quando se trate de produto apreendido ou abandonado.2003. II . para ser cobrado. o imposto corresponderá a cada unidade destacada. Art. o CTN.10.029873-8/PR.quando a alíquota seja ad valorem.00. No Imposto de Importação.2003. bem como era previsto no art. p.11. peça etc. a data da celebração do contrato de compra e venda relativo ao bem importado. expressa em uma medida determinada pelo peso. Assim. volume.. ou seu similar. Apelação e remessa oficial. É a alíquota especifica. alcançaria. é fixada levando em consideração a unidade ou quantidade do bem importado. o preço normal que o produto. 20 do CTN.quando a alíquota seja específica. a unidade de medida adotada pela lei tributária. ao tempo da importação. tida por interposta. levado a leilão. 4° do Dec. providas (TRF-4ª R. o preço da arrematação.-lei 37/66. COMENTÁRIOS Base de cálculo. 25 . metro. DJU 12. no art. A base de cálculo do imposto é: I . é o valor tributável. para entrega no porto ou lugar de entrada do produto no País. inclusive ICMS e ISS específico efeito.

quando da fixação da alíquota.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Após um evento internacional intitulado Rodada de Tóquio. 20. convencionou-se uma nova definição de valor. se houver similar nacional. hoje só usada por sete países. 26 . alcançaria em uma venda em condições de livre concorrência. a alíquota do produto estrangeiro é majorada. A base de cálculo do imposto é o preço da arrematação. menor alíquota ostenta. eventual e episódica. em Comentários à Lei Aduaneira. tem-se uma terceira base de cálculo. formada por 32 países. quando apreendidas ou abandonadas. ensina que por muitos anos a comunidade internacional. ou seu similar. fixada em termos percentuais. é reduzida. inclusive ICMS e ISS A segunda base de cálculo leva em consideração o valor do produto. ou seu similar. O CTN chama de preço normal o valor que o produto. em caso contrário. diz respeito à concorrência que possa fazer o produto estrangeiro à indústria nacional. o que faz o Imposto de Importação proporcional (inciso II do art. Em princípio. Outro aspecto a ser considerado. para ás mercadorias estrangeiras levadas a leilão. utilizava-se da expressão valor aduaneiro. Observe-se que não se trata do valor de aquisição e sim do preço normal. chegando-se ao art. de tal modo que. levando em consideração a essencialidade ou utilidade do produto. para entrega no porto ou no lugar da entrada do produto no País. artigo por artigo. Por fim. As alíquotas são estabelecidas pelo Poder Executivo. CTN). VII do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio . Roosevelt Baldomir Sousa. Tem-se aí a “alíquota ad valorem”.GATT. quanto mais necessário.

o que pode ser feito tomando como referência o preço constante da fatura comercial. um dos órgãos da Secretaria de Comércio Exterior Secex. Somente em duas hipóteses cabe o arbitramento: quando a mercadoria estrangeira não está acompanhada da documentação legal. Acirrados questionamentos surgem em razão da fixação do valor das mercadorias A tarefa.Secex. também chamado de preço normal. dos valores das mercadorias. preço referência. Verifica-se. a discricionariedade não se confunde com arbítrio. Preço de referência é o adotado no interesse de proteger o similar nacional e visa equalizar os preços de oferta quando díspares (Roosevelt Baldomir Sousa. Entretanto. necessariamente. firmando uma pauta de valores mínimos por intermédio da Comissão Executiva. um valor que entende ser o correto. ou atribuindo o órgão. seguidos de publicidade. supra). ob. como todo e qualquer ato administrativo.. inclusive ICMS e ISS Fixação pelo Poder Executivo. 27 . finalmente. a tarefa de fixar o preço de mercado. cit. o antigo Conselho de Política Aduaneira. Há um emaranhado de interesses alienígenas e impositivos que são levados em consideração. dentre os quais a política de proteção aos produtos nacionais. estes atrelados geralmente a acordos disciplinadores da política de preços. e. é eminentemente política e passa.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. o que não poderia ser diferente diante da responsabilidade que lhe cabe como negociador internacional e guardião dos interesses nacionais. a discricionariedade do Poder Executivo. por interesses internacionais. para o Estado. porque todos os valores são adrede estabelecidos. Cabe à Secretaria de Comércio Exterior . portanto. a seu talante. artigo por artigo.

cujo destino não é. senão com o pagamento dos tributos. ou seja. ao controle fiscal (art. mas sujeitando-a. Regimes aduaneiros.-lei 1.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. ou quando a documentação apresentase inidônea. Dec.455. que os bens desembaraçados como bagagens não podem ser alienados.-lei 37/66. 9°. lembranças de viagem etc. 19 e no Dec. 13. quando do retorno ao Brasil (art. em montante cuja fixação atende aos interesses políticos.1976).-lei 1.455/76). inclusive ICMS e ISS ignorando-se o valor de aquisição. Dec. como previsto no CTN. já comentado acima. Isenção de bagagem. entretanto. artigo por artigo. livros e revistas. do qual destaco. objetos pessoais. abrangendo roupas. jóias. a bagagem dos estrangeiros radicados no Brasil há mais de cinco anos e de brasileiros com mais de dois anos domiciliados no estrangeiro. O referido dispositivo foi 28 . art. naturalmente. quando do desembaraço aduaneiro. Para facilitar o ingresso de bens estrangeiros no País.-lei 37/66. bem assim o longo elenco constante do Dec. Escapam ainda do pagamento da exação a bagagem do passageiro que ingressa no País. de 07.-lei 37/66). Observe-se. foram instituídos regimes especiais. situação que dura por cinco anos. 3°. por fim. É a chamada quota isencional (art. ao final dos quais ficam liberados da incidência. permitindo o ingresso da mercadoria com suspensão do pagamento do imposto.04. quando se desligam da missão estrangeira. Entretanto. apenas para exemplificar. toda a bagagem dos agentes diplomáticos. o Brasil. As mercadorias estrangeiras estão sujeitas ao pagamento do Imposto de Importação quando ocorrido o fato gerador. há tolerância quanto a bens adquiridos no estrangeiro dentro de um valor limitado pelo Poder Executivo.. Dec.

inclusive ICMS e ISS alterado pela Medida Provisória 2. fato gerador sujeito a uma condição resolutiva. Pode-se exigir ou não a expedição de guia de importação. artigo por artigo.158-35. 9° O importação estrangeira suspensão importação. a admissão temporária. Os bens devem ser minuciosamente identificados. com suspensão de tributos. Temos.030/85).543/2002 como aquele que permite o transporte de mercadoria sob controle aduaneiro. 29 . Caso não haja retorno. para assim possibilitar uma eventual taxação. A legislação brasileira permite duas modalidades de drawback: drawback suspensão e drawback isenção. 4.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Das diversas modalidades de regime especial destaca-se o trânsito aduaneiro. Exemplo freqüente de admissão temporária existe quanto aos veículos importados para uso e circulação na zona franca ou zona de livre comércio e que saem do território especial por período certo. atualmente disciplinado pelo art. caso seja descumprido o prazo ou a finalidade. caso em que se materializa a responsabilidade. regime especial de entreposto aduaneiro na permite a armazenagem de mercadoria em local alfandegado de uso público. ainda. cuidando a lei tributária de uma garantia futura. passando a ter a seguinte redação: Art.08. sendo dispensada quando se tratar de importação ao abrigo de tratado ou convenção internacional. 91. definido no art.2001 (ainda não convertida em lei). a qual consiste na importação de bens que devem permanecer no País por prazo fixo determinado. 267 e seguintes do Dec. de 24. com do pagamento dos impostos incidentes na Há. 252 do Regulamento Aduaneiro (Dec. bens estes que deverão cumprir uma finalidade. na hipótese. passam a incidir todos os tributos.

Chama-se a atenção para as remessas postais internacionais porque. se não recebidas nos prazos estabelecidos. Dentre as diversas modalidades. 30 . 58 e 59. há uma diferença muito sutil e que consiste na importação de produtos fabricados com matéria-prima importada. Se não houver exportação há exigência da exação. serão devolvidas ao remetente. inclusive ICMS e ISS No primeiro. 17. no máximo (art.. depósito ou trapiche). a título precário e mediante seleção dos interessados por concorrência pública.-lei 1. que consistem no regime especial de armazenamento de mercadorias em importação ou exportação.455/76). entretanto. instalação de mercadorias importadas ou exportadas por terceiros usuários. que é um espaço físico concedido pelo Ministro da Fazenda. que se constitui em depósito para receber mercadorias para concursos. feiras de amostra etc. Dec. e que servem geralmente para depósito.-lei 37/66). hipótese em que há absorção do produto estrangeiro. Além dos regimes aduaneiros especiais. Temos. tem a legislação brasileira os chamados entrepostos aduaneiros. Dec. também. com suspensão de tributos. os bens importados com suspensão são absorvidos pelo produto nacional que vai ser exportado. foi revogado pela Medida Provisória 2. sob estreito controle fiscal. ainda não convertida em lei até a presente data. por permanecer na aduana além dos prazos e condições indicados em lei (arts. exposições. artigo por artigo. cujos impostos ficam suspensos pelo prazo de um a três anos. o espaço físico (armazém. em outras palavras. o entreposto aduaneiro temporário. No segundo (drawback isenção).Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Perda de mercadoria. mas esta incidência sofre suspensão até a exportação. A primeira espécie do gênero mercadoria perdida é a considerada abandonada. Esse dispositivo. temos o entreposto aduaneiro de uso público.15835/2001. É.

como medida acautelatória. 25 e 26). porque. em nome e à ordem do Ministro da Fazenda.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. A recíproca é verdadeira. ambas as hipóteses apuradas em procedimento administrativo. Todos os bens apreendidos são recolhidos à Secretaria da Receita Federal. artigo por artigo. violando o Dec. diploma que foi recepcionado pela CF/88 e em nada contraria o Dec. A única possibilidade de utilização de bens importados apreendidos é mediante doação dos mesmos. após a decretação de perda 31 . a não ser que tenha sido iniciado o despacho aduaneiro. na condução de processos criminais de contrabando ou descaminho.455/76. se houver saldo positivo no leilão. hipótese em que a desistência obriga ao pagamento da diferença entre o valor da arrematação e o valor da exação. as mercadorias importadas irregularmente.-lei 1. O abandono não gera para o destinatário da mercadoria ônus algum.-lei 37/66 (arts. como se tivesse sido despachada normalmente. Uma outra forma de perda é a avaria (perda parcial ou total) e o extravio (perda total). arvoram-se depositários dos bens estrangeiros apreendidos ou indicam terceiras pessoas como depositários. este será entregue ao proprietário da mercadoria. que sofrem apreensão liminar para posterior imposição de pena de perdimento. inclusive ICMS e ISS Também obedecem a tratamento distinto as mercadorias apreendidas. A prática é ilegal. após regular processo administrativo. finalmente. Daí o equívoco de alguns magistrados que. Temos. também recepcionado. ou de importação proibida.

artigo por artigo. como só acontece quando declarada na esfera penal a inexistência material do fato ou quando se verificar a não-participação do réu no fato criminoso. Preconiza-se. Independentemente do processo judicial. ou quando não arrematados em hasta negativa. o qual deve observar os princípios processuais do devido processo legal. Daí a direta interferência da sentença judicial no procedimento administrativo. da ampla defesa e do contraditório. que todos os bens estrangeiros apreendidos sejam encaminhados ao Secretário da Receita Federal. ao final do qual é declarada a perda de bens. para maior dinâmica no processamento dos feitos administrativos e judiciais. inclusive ICMS e ISS em benefício do erário. o proprietário do bem estrangeiro não foi o responsável pelo irregular internamento. seja a autoridade fiscal comunicada quando da finalização do processo judicial. tem tratado o proprietário inocente como terceiro de boa-fé. A questão mais complexa existe quando tramitam concomitantemente processo penal e processo administrativo. não responsável pela irregularidade na importação. embora sejam independentes as esferas de responsabilidade. E isto porque. A jurisprudência. se comprovado o irregular internamento dos mesmos. estes cíveis e criminais. embora oscilante. ainda. antes de ser mandado a leilão. a apreensão de bens importados irregularmente desencadeia a instauração de processo administrativo-tributário. a demonstrar que melhor seria aguardar-se a finalização do processo judicial para então proceder-se ao perdimento de bem e com ele a irreversível alienação em hasta.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Pena de perdimento. Aconselha-se. 32 . em algumas situações a sentença penal faz coisa julgada na esfera administrativa. Por exemplo: o bem apreendido em poder do réu não é de sua propriedade.

1ª T. j. Desinfluente a data da expedição da guia de importação para concretização do fato gerador. rel. Imposto de Importação. Min. inclusive ICMS e ISS JURISPRUDÊNCIA As Resoluções do Conselho de Política Aduaneira [hoje. obedece às normas estabelecidas no Gatt. Humberto Gomes de Barras. 1° da Lei 7. 19. 1.992/PR. 1. 70. Dec. relativo a bem para o ativo fixo. Min. art. redação dada pelo art. Alíquota zero. Inconstitucionalidade que se declara do dispositivo legal em referência. 23. IPI. Vitamina E e derivados. Tributário. O9. rel.427/95 [revogado pelo Dec. j. sob todas as formas. 10 da Lei 2. Recurso não conhecido (STF.433/88]. 23. REsp 135. o valor da mercadoria importada. arts. destinadas à fixação de pauta de valor mínimo. ou seja.09. Recurso não conhecido (STJ. art. rel. 25.1998. 1. devem conter motivação expressa (TFR Súmula 97).427..02. Dec. 23. Em havendo isenção dos tributos federais (STJ. Pleno.08. revogado pelo Dec. somente favorece os produtos nacionais (Lei 4. 1°. Taxa de licenciamento de importação. Na importação sob regime drawback.1980). 145. § 1°.1989). Alíquota aplicável.162/72.690/88 [suspenso por inconstitucionalidade pela Resolução 11/2005. 150. Dec.10.1998). Dec.. art. Francisco Peçanha Martins. CF. 1. CTN. REsp 128200/SP.391/95 [alterado pelo Dec. 83. Ilmar Galvão. 1. 1ª T.263/79]. § 2°.182/72 [rectius: Decreto 70. artigo por artigo..-lei 37/66 (art. § 2° [rectius: art.080/SP. O contribuinte não tem 33 . Imposto de Importação. recebendo o benefício de alíquota zero. Recurso extraordinário não conhecido (STF. a. Min.145/53.502/64. 19. Crédito do imposto pago na importação de país membro do Gatt.. REsp 167. e 153. DJU 31. este revogado pelo Decreto 1.1995).10. j. RE 92978/SP.1994. da Constituição Federal de 1988. III. 36). j. por isso.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 2ª T. Guia para importação. Min. A importação da vitamina E. Precedentes. pois tal creditamento constitui incentivo à indústria nacional e. Tributário. Tributo cuja base de cálculo coincide com a que corresponde ao Imposto de Importação. em face da norma do art. 23).1989.11. Soares Muñoz. do Senado Federal]. substituído pela Secex].1980. DJU 11.-lei 2. DJU 05. Tributário. Incidência da Súmula 83/STJ. rel. só há isenção do ICMS quando ocorre a suspensão do Imposto de Importação e do IPI. § 2°. Sua inaplicação à hipótese. Fato gerador.10. DJU 10.471/95]. Gatt.471/95]. este parágrafo foi revogado pelo Dec. Art.

05. REsp 15085/DF. e a eventual boa-fé do contribuinte que realiza operação de 34 . 15. não pode ser revogada. 23 e 24.-lei 37/66. REsp 139658/PR. Pena de perdimento de bens. Dec. 29. 23.03. somente tem aplicação quando devidamente comprovada a responsabilidade do proprietário no ilícito praticado pelo motorista transportador das mercadorias apreendidas (STJ.-lei 1. ilegalmente importados. rel.455/76.-lei 2. 3. Recurso improvido (STJ. o fato gerador não ocorre no momento da celebração do contrato. inclusive ICMS e ISS direito ao regime fiscal vigente na data da emissão da guia referenciada. Perdimento de bens decretado pela autoridade competente em procedimento administrativo regular: Segurança denegada. DJU 28.1992.-lei 37/66). DJU 31. independe da prova de boa-fé do contribuinte (responsável pela operação interna com essa mercadoria). 15. DJU 28. A política de comércio exterior orienta o aumento ou redução da alíquota aplicável na concretização do fato gerador. a decretação do perdimento dos bens. 1. Fato gerador. Min. Tributário. Dec. Imposto de Importação. Isenção. A pena de perdimento do veículo. Havendo comprovação. de 27. Milton Luiz Pereira j.. mas quando do registro da declaração de importação na repartição aduaneira (art. Min. DJU 17. Administrativo. 104. Veículo novo. Veículo transportador de mercadoria estrangeira destituída de documentação. Multifários precedentes. art. Dec. É a alíquota vigente nesta data que deve ser aplicada para o cálculo do imposto. quando concedida por prazo certo e sob condição onerosa. Mandado de segurança. REsp 198. Tributário. Importação. Milton Luiz Pereira.632). 1.2001.2001). 1ª T. mas no voto consta Dec.324/97. rel. artigo por artigo. Lei 8.. Tributário.02. rel. Recurso conhecido e provido (STJ.1999). V.032/90. IPI e lmposto de lmportação..05. Ilícito fiscal. Recurso provido (STJ. 2. –lei 1.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Dec. Min.05.445/76.. Min. 2. o número correto]. p. de que a mercadoria teve clandestino ingresso no território nacional. rel. Em se tratando da importação de mercadorias para consumo. j. A isenção. 1ª T.445/76 [na publicação consta Dec.331/SC.471. REsp 264565/PR. 23 do Dec. 1ª T.04.1992.06. utilizado em contrabando ou descaminho.08.-lei 1. 13. Majoração de alíquota.02. 1ª T. em procedimento administrativo regular.1995. j.2001).1999. Humberto Gomes de Barros.2001. arts. j. A alíquota do Imposto de Importação é a vigente no dia do registro alfandegário para o desembaraço e entrada da mercadoria no território nacional. Garcia Vieira.

j. j. 18. mercadorias de procedência estrangeira.não pode abstrair o elemento subjetivo nem desprezar a boa-fé (STJ. Veículo transportador.até por ser pena .1995.559). p. de comerciante estabelecido. Min.1996. 23. REsp 109710/PR. Quem.Recurso especial não conhecido (STJ.1992. artigo por artigo. 21. Humberto Gomes de Barros. Dec. não responde por eventual fraude na respectiva importação. p.1997. 2ª T..455. p. O comprador de mercadoria exposta em loja sujeita a fiscalização não pode ser obrigado a investigar o modo como ela entrou no país. III . Pena de perdimento do veículo transportador. II . mediante nota fiscal. Pena de perdimento. de empresa regularmente estabelecida no mercado interno. Decisão unânime (STJ. Min.12. Pena de perdimento.1993. 2ª T. no mercado interno. DJU 06.03. salvo prova de que dela participou ou tinha conhecimento.Ofensa ao art. 2ª T.-lei 37/66 não caracterizada.400). Apreensão de mercadoria estrangeira. Dissídio pretoriano não demonstrado. Tributário. Recurso especial não conhecido (STJ. adquire. 23. 20.1993.04.522). p. rel. Princípio da proporcionalidade.05. Ari Pargendler. REsp 15072/DF.03. 11. DJU 08. 24 do Dec. mediante nota fiscal.. 16. 14. Min. A pena de perdimento . incabível a pena de perdimento.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.-lei 1. 14.1996. do Dec. 104. DJU 22.. Inadmissível a aplicação da pena de perdimento do veículo. I . Mercadoria de procedência estrangeira. REsp 34961/ RS. Boa-fé. Antônio de Pádua Ribeiro.1998.10. Mercadoria adquirida de comerciante estabelecido. 37. Demócrito Reinaldo j. de 1976. rel. rel..10. Recurso da Fazenda não conhecido. inciso V. 1ª T.455/76 e art.411).. Hélio Mosimann. j. 35 . j.Havendo desproporção entre o valor da mercadoria e do veículo que a transporta. inclusive ICMS e ISS entrada ou saída de mercadoria com ingresso clandestino poderá dar-lhe condição para propor ação de ressarcimento contra o vendedor. Tributário. Min.897). REsp 11137/PE.1997.1995. DJU 14.-lei 1.11.rel. decretando-lhe a perda. Perdimento. 1ª T. Aquisição no mercado interno de mercadoria de procedência estrangeira. p.11. Min. Apreensão. DJU 06. quando evidente a desproporção entre o seu valor e o da mercadoria de procedência estrangeira apreendida (STJ. rel. REsp 23513/RJ. A pena de perdimento não alcança quem adquiriu a mercadoria estrangeira.11. mas nunca a de inibir o fisco de apreendê-la (a mercadoria).

. rel. Princípio da nãosurpresa que não atinge o Imposto de Importação. 1. 10. 05. Administrativo.1998. rel. 1. inclusive ICMS e ISS Tributário.04. j.1998. Tributário. 232. quando os fatos estão sendo apurados na esfera penal. Mercadoria que. Juiz Tourinho Neto.1996.. 5.05. Alienação do veículo regularmente processa da e com a autorização do Ministério das Relações Exteriores e da Receita Federal.00. rel. artigo por artigo.1997..-lei 37/66 (TRF-4ª R.10902-4/DF.386). Impossibilidade. DJU 1°.01.01.. Juiz Eustáquio Silveira.04. Mudança de alíquota. rel..08. Imposto de Importação de veículos. 2. Imposto de Importação. 23. 250). Benefício fiscal não reconhecido porque não apurada a similaridade na forma do art. Vigência imediata do Dec.03. 14. j. Isenção. 36 .02.1ª T. AC 04141629/SC.. Juiz Gilson Dipp. p. Pena de perdimento.1997.471/95] para os desembaraços aduaneiros ocorridos após a majoração. 4ª T. o prazo só tem início quando do trânsito em julgado da sentença penal. Não há direito adquirido de pagar ao importador imposto com alíquota vigorante quando da expedição de guia de importação. 2. Recurso improvido (TRF-1ª R. j. DJU 11. 4. 3.1998.01. Veículo regularmente importado com isenção de impostos. j.1998. Sentença que declarou não provada a existência de crime não faz coisa julgada no cível para respaldar indenização. A prescrição de ação contra a União é de cinco anos.543/2002]. não sendo produto de crime. 103). p. p. do Regulamento Aduaneiro. foi adquirida irregularmente e sofreu a pena de perdimento em procedimento administrativo. Veículo alugado e utilizado para possível prática de descaminho. Bem apreendido em poder de terceiros. Tributário. Não pode ser declarada a perda do veículo se seu proprietário não teve nenhuma participação na possível prática do crime de descaminho (TRF-1ª R.. rel. p. Apelação e remessa oficial improvidas (TRF-1ª R. 3ª T.1998.282). AMS 1997. DJU 29. 10. Inexistência de obrigação de indenizar por parte da União. do Regulamento Aduaneiro) [revogado pelo Dec. Juíza Eliana Calmon.03. 4ª T. I e II.02846-3/MG. Importação de veículo com isenção de impostos (art. Entretanto. 80..427/95 [revogado pelo Dec.04. I e II. 14. Indenização.00. 19 do Dec. 2.641). 1.1998. AMS 92. DJU 30. AG 96.055779-2/MG.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.. Sentença penal absolutória. AC 1997. 232. 1. 3. 06. 1. 4. Tributário. Ausência de similaridade. 3. Juíza Eliana Calmon j. Perdimento de bem. 4ª T. p.05.1996. como autorizado pelo art. 4. Recurso improvido (TRF-1ª R.. DJU 25.01.0371582/DF. Pena de perdimento.

III. além dos produtos expressamente mencionados em seu texto.2006. artigo por artigo. em 1980. O que a Constituição exige.1998. i. quando requereu os benefícios fiscais de isenção de bagagem diplomática e declarado perante a Receita Federal o mencionado veículo (TRF-1ª R. inc.1998. Tem sido admitida pela jurisprudência a interpretação extensiva da imunidade constitucional referente a livros. RE-AgR 441537/ES. 3ª T.47172. é que a lei que institua ou majore tributos seja anterior ao fato gerador. Majoração de alíquota. Firmou-se a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a imunidade constitucional. inc.09. Eros Grau. ao referir-se a periódicos. 105. A importação de microcomputadores para elaboração e impressão de listas telefônicas está abrangida pela imunidade tributária prevista no art. 1. se o fato gerador do imposto . Tributário. Possibilidade. de fato. quando lá servia.04. CF. p. 150. no art. da CF/88. 05.1996. Juíza Tânia Terezinha Cardoso Escobar. DJU 25. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal fixou entendimento segundo o qual é aplicável a majoração de alíquota prevista no Dec.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 2ª T. Fato gerador do imposto de importação de mercadoria despachada para consumo considera-se ocorrido na data do registro.. 150. 150. Importação.09. também abarca a edição de listas telefônicas. rel Juiz Tourinho Neto j. em 1984. VI. VI. p. Precedente do STF. j. periódicos e o papel destinado a sua impressão. 1. Agravo não provido 37 .. III.. de 1966.08063-3/DF. 64). DJU 06. para-alcançar. 05. AMS 95.427/95 [revogado pelo Dec.-lei 37/66). rel. rel. Administrativo. 1. adquirida no exterior por funcionário da embaixada. AMS 95. 23 do Dec. jornais.1996. o decreto que alterou as alíquotas é anterior ao fato gerador do imposto de importação. 2ª T. Agravo regimental a que se nega provimento (STF. 150.for posterior à vigência do diploma legal.. Agravo regimental no recurso extraordinário.. da CF/88. 10. todos aqueles que. VI. e trazida. inclusive ICMS e ISS Tributário. prevista no art. a. Imposto de Importação. d. a apreensão de um veículo (moto). p. Alíquota. Fato gerador. Imunidade constitucional Art.2006. da CF/88 (TRF-4ª R. j.471/95]. 150. da declaração apresentada pelo importador (art.01.179). No caso.02. como sua bagagem. englobam seu processo produtivo. Imposto de Importação. Pena de perdimento do veículo. 200). art. Inocorrência de infração. 72. É inaceitável que o Fisco proceda. na repartição aduaneira competente. III. II.09. Microcomputadores para elaboração de listas. Constitucional. 2. do Dec.09. DJU 29. a.03. d. inciso X.entrada da mercadoria no território nacional . d. 3. com base no art. Min.-lei 37. inc. Precedentes.

Ademais. II. Tributário. mas também a prova de que as sementes destinam-se à semeadura. 5. Direito líquido e certo. Recurso a que se dá provimento (STJ. rel. Destarte. p. por isso que inverter o onus probandi revela severo óbice ao acesso à justiça. Recurso especial.08. Para fins de habilitação aos incentivos fiscais (redução ou isenção de impostos). à luz da cláusula pétrea de que a sanção não deve passar da pessoa do infrator (CF. Processual civil. 2ª T. A pena de perdimento não pode desconsiderar a boa-fé do adquirente. artigo por artigo. deste relator. em estabelecimento comercial sujeito a fiscalização. Importação declarada ilegal em ação mandamental distinta. Inocorrência. quando o tribunal de origem pronuncia-se de forma clara e suficiente sobre a questão posta nos autos. Aplicar-se ao comprador de boa-fé a pena de perdimento da mercadoria. A simples guia de importação não constitui prova escorreita da similaridade e da destinação do produto importado. 1. rel. 129).. Min. originariamente. no intuito de emprestar legalidade ao ato de importação. gera a presunção de boa-fé do adquirente. 2. Redução ou isenção de ICMS. um a um. Precedentes: REsp 658.218/RS. desde que os fundamentos utilizados tenham sido suficientes para embasar a decisão. 5°. j. AI-AgR 420993/PR. cabendo ao Fisco a prova em contrário. revela solução deveras drástica para quem não importou e não é sequer responsável tributário pela mercadoria. REsp 151687/RS. ou que as operações de saída interna dar-se-ão nos limites territoriais do Estado. assentada pela instância a quo com ampla cognição probatória.2000. Min. 31. faz-se necessária a produção não só da prova da similaridade.05. inclusive ICMS e ISS (STF. anos antes.. o magistrado não está obrigado a rebater. ICMS. maxime. os argumentos trazidos pela parte. p. Veículo usado importado. 22.2005. o adquirente que não utilizou do mandamus para importar supõe adquirir veículo usado e que ingressou legalmente no país.10. DJU 38 . no mercado interno. quando o veículo fora adquirido. Violação dos arts.2000. Inexiste ofensa ao art. Mandado de segurança. Apreensão de mercadoria adquirida no mercado interno. 458 e 535. I. Tributário. DJU 01. j. Embargos de declaração. A aquisição. desobrigando-se o comprador a investigar o ingresso da mercadoria no país. Produção notória. Nancy Andrighi. Recurso especial.2005. XLV). Terceiro de boa-fé. Importação de sementes de país signatário do Gatt.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. em razão de a empresa importadora da mercadoria ter sucumbido em ação mandamental que impetrara. DJU 09. 2ª T. de mercadoria importada. mediante nota fiscal. Mandado de segurança.07. Solução quiçá inconstitucional. 3. 535 do CPC. art. Carlos Velloso. 57). 4. Pena de perdimento.

CTN). Os aspectos relevantes para o lançamento tributário e. DJU 31. 8.015761-9/MG. Min. 20.2005. atuar sobre as operações de câmbio com o objetivo de prevenir desequilíbrios na balança de pagamento (art. Apuração da base de cálculo segundo a relação de câmbio vigente ao tempo do fato gerador (arts. 1ª T. 7ª T. Assim. 143. 6.2007.Min. Base de cálculo idêntica à do Imposto de Importação. E mais.05. 21. Tributário. conseqüentemente. por tanto.06. Compete à União. Pedido procedente em 39 . o valor da operação vigente ao tempo da celebração do contrato com o fornecedor estrangeiro. bem como as de seguros e de previdência privada’.595/64). Os arts. em se tratando de mercadoria despachada para consumo. Impostos federais incidentes sobre a importação (II e IPI). DJU 28.. rel. p. proceder-se-á à conversão para a moeda nacional com base no câmbio do dia do fato gerador (art. 6. para fins de cálculo do montante do imposto a ser recolhido. rel.38.-lei 37/66 diz que. O mesmo Dec. que considera-se ocorrido o fato gerador. Inconstitucionalidade reconhecida pelo E. rel. Lei 4. CTN). REsp 718021/DF. Franciulli Netto. Verifica-se. 3. 153). Variação cambial. Apelação improvida. mediante delegação do Conselho Monetário Nacional. Min.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Tributário. em relação aos produtos de procedência estrangeira. j. p. CTN.157/PR.. informam que o fato gerador do Imposto de Importação ocorre no momento do ingresso do produto estrangeiro no território nacional. para a averiguação do montante a ser recolhido pelo contribuinte levam em consideração o momento do fato gerador (art. 7. 1. No que tange ao Imposto sobre Produtos Industrializados determina o art. Castro Meira. XVIII. Precedentes. CTN).2006. 5. Dec. ‘administrar as reservas cambiais do País e fiscalizar as operações de natureza financeira. Sentença mantida.2006. Taxa para emissão de guia de importação. DJU 27. 04. câmbio e capitalização.04. 46.-lei 37/66. AgRg no AG 518.995/RS. CTN e 1°. considera-se ocorrido o fato gerador na data do registro da declaração de importação na repartição aduaneira. 144.04..05. CF/88. especialmente as de crédito. Taxa Selic. Prescrição decenal (teoria dos 5+5). rel. cabe ao Banco Central do Brasil. 4°. 143 e 144. j. ser absolutamente inviável tomar em consideração.2007.03. Luiz Fux. 2. artigo por artigo. AC 2000.04. STF.2004. não há que se falar em violação aos princípios da segurança jurídica e do ato jurídico perfeito. nos termos do art. Na hipótese de a base de cálculo estar em expressa em moeda estrangeira. pois age o Poder Público com o objetivo de proteger o interesse público. 4. Juiz Catão Alves.2004. Pedido improcedente (TRF-1ª R. e REsp 410. Recurso especial parcialmente conhecido e desprovido (STJ. 62). DJU 22. 19. inclusive ICMS e ISS 25. no momento do despacho aduaneiro.00.

1°.09. Valor declarado.2007. até dezembro de 1995. 1. STJ sedimentou entendimento no sentido de que a prescrição do direito de ação. 10. por considerar tratar-se de tributo sujeito a lançamento por homologação. como último recurso. 20 prevê como base de cálculo para o imposto de importação não o valor de aquisição do produto. 1°. poderão ser apresentados.03. reconhecendo tratar-se de taxa o valor cobrado pela expedição da guia de importação. § 2°. 20 do CTN em combinação com as disposições do art.2006. instituída pela Lei 2. Contudo. rel. VII do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio . a partir de janeiro de 1996. da Lei 2. desde a data do recolhimento. o que é vedado pelo disposto no art.145/53. em se tratando de repetição de indébito tributário referente à ‘taxa para emissão de guia de importação’. voltando-se para a análise das operações envolvendo mercadorias idênticas e similares. Nesse sentido: REsp 888. Imposto de Importação. a guia de importação somente é expedida mediante o recolhimento da taxa correspondente.. no julgamento do RE 167. não é obtido apenas através do valor da transação. O E. e. que já engloba juros e correção monetária.Gatt. A autoridade aduaneira exerce o controle sobre o valor declarado pelo importador. 10. O valor aduaneiro. para critérios de razoabilidade. p. DJ 12. Remessa oficial parcialmente provida. rel. Assim. 5. DJ 08. 20. ilmar Galvão. Apelação da autora provida. da Lei 7. Apelação da Fazenda Nacional improvida. para o valor de revenda ou. DJU 04. e REsp 610. apenas a Taxa SELIC.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 2º E. 7.690/88. a apresentação das guias de importação é suficiente para a comprovação do recolhimento do tributo que ora se questiona.05. Os métodos de sua apuração considerarão fatores outros que não o valor constante na fatura. AC 2000. Humberto Martins. concluiu pela inconstitucionalidade do disposto no art.145/53. O próprio texto do referido art.02. DJ 10. Sobre os valores a serem restituídos incidirão correção monetária.690/88. da Lei 7. obedece à teoria dos 5+5.002973-7/DF.826/SP. por entender que a base de cálculo do referido tributo confundia-se com a base de cálculo do Imposto de Importação. STF. Uma vez selecionada a mercadoria para controle de valoração aduaneira. que deu nova redação ao art. o valor a ser considerado. a declaração de valor aduaneiro e documentos comprobatórios. 40 . na esteira do art.. rel. por sua vez. 3. entre outros.690/88. 149). 8. da Lei 2. pelo importador. 4.00.645/AL. não é forçosamente aquele atribuído pelas partes à transação. mas sim seu preço normal. Min. inclusive ICMS e ISS parte.02.2007. Valor aduaneiro.2007.1995. Teori Albino Zavascki. 7ª T.34. Tributário. Min. Min. 6. Pedido parcialmente procedente (TRF-1ª R. Juiz Catão Alves j. CF/88. Forma de apuração.145/53 e majorada pela Lei 7. 145. seguindo-se o exame preliminar e/ou conclusivo do valor declarado. rel.992/PR. Nos termos do art. com redação dada pelo art. artigo por artigo.

01. 848). 24. alcançaria.. DJU 09. Quanto ao descumprimento do art. O STF já decidiu que a imunidade do art. rel. 2. cabendo à impetrante saldar o débito. 9º e 14 do CTN. Isenção do tributo por falta de similar nacional. A apuração de similaridade do produto importado com aquele fabricado no país.035700-7/RS. Tributário. DJU 28. j. A Resolução 7 da Câmara de Comércio Exterior. mas também àqueles cuja incidência. A adoção como parâmetro. dos valores constantes em publicações especializadas. c da CF tem caráter amplo. p. O Imposto de Importação possui evidente objetivo extrafiscal. tais quadrantes econômicos.04... inclusive ICMS e ISS que deve observar as regras do Acordo de Valoração Aduaneira (TRF-4ª R. ao tempo da importação. Legalidade.. Tributário. § 3°. na importação de veículos. o valor da compra e venda. não viola aquela regra. 2ª T. c.00. 1°. ou lugar de entrada do produto no País (CTN. de 25 de abril 41 . 1. AMS 2000. necessariamente. restará constituído o respectivo crédito em favor da União Federal. ou seu similar. de qualquer modo. AC 97. rel. VI. 1ª T. 261). Agravo legal improvido (TRF-4ª R.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. em uma venda em condições de livre concorrência para entrega no porto. Valor. é o preço normal que o produto.. 1° da Lei 9. Imposto de Importação sobre máquina.2006. 05. a renda ou os serviços como fato gerador. nem conflita com as disposições do Gatt. Imposto de Importação. 150. depende da destinação da mercadoria importada e da política dos órgãos governamentais competentes.04. para efeitos de isenção fiscal.2007. da Lei 8.2003. Portaria 80/93. Ao Poder Judiciário está reservada a apreciação do ato deferitório ou indeferitório da isenção apenas sob a ótica dos princípios e formas que regem a Administração Pública e os atos administrativos.2007).07. denegada a ordem e reconhecidos como devidos os tributos. ainda que indiretamente. art. Imunidade tributária. artigo por artigo. rel. j.02. Juiz Sérgio Renato Tejada Garcia.2003. 1ª T.04. 14.02. não se aplicando apenas aos tributos que têm o patrimônio. Caráter amplo do art. quando a alíquota for ad valorem. DJU 26.46414-2/PR. 150. Não se configura discriminação injustificada a adoção das listas de preços dos fabricantes quando se tratar de importação direta destes ou de empresas por eles credenciadas (TRF-4ª R. Agravo legal. 3. Importação indireta de veículos.2006. 1.494/97 c/c art.065749-6/SC. pois. tendo por premissa a proteção e fomento da indústria nacional.04. Juiz Joel Ilan Paciornik. observo que a liberação das mercadorias não esgota o objeto da ação mandamental. 2. 3. não prevalecendo. afete. VI.. j. p. AGV 2006. Juíza Viviane Josete Pantaleão Caminha. A base de cálculo do imposto de importação.06. Requisitos legais: arts.04. 20.437/92. da CF. II).

Segundo o CTN. a fim de ajustá-lo aos objetivos da política cambial e do comércio exterior. o Poder Executivo pode alterar as alíquotas e as bases de cálculo. no § 1° do art. nas condições e nos limites estabelecidos em lei. inclusive ICMS e ISS de 2002.07. 21 do CTN. Art. portanto. Juiz João Surreax Chagas j.2004. p. 25. é inaplicável retroativamente. Neste sentido encaminha-se a jurisprudência. o que indica que a base de cálculo não está incluída na esfera da discricionariedade consentida pelo legislador constitucional. O Poder Executivo pode. 153. contida no texto do art. Também é preciso que fique assentado o alcance da chamada discricionariedade do Executivo. porque não é possível haver alteração da base de cálculo ao talante do exeqüente. e lei que indique as causas determinantes do agir do Executivo. Apelação desprovida (TRF-4ª R. A Constituição Federal de 1988. suprimir a expressão agora em demasia. artigo por artigo. COMENTÁRIOS A discricionariedade do Poder Executivo. DJU 14. rel. 21.2004. O primeiro ponto a ser examinado quando se comenta o artigo em destaque é a parcial incompatibilidade de sua redação com a atual Constituição. sem o que a discricionariedade seria absoluta. 2ª T.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.007635-7/RS.. porque não lhe cabe alterar as alíquotas do Imposto de Importação sem justificação. AMS 2001. alterar as alíquotas ou as bases de cálculo do imposto. Faz-se necessário.71.05. Só por lei pode ser feita a alteração. 42 . passando a arbitrariedade. que concede redução na alíquota dos produtos classificados na Nomenclatura Comum do Mercosul (NMC).08.. 253). limita-se a autorizar a alteração das alíquotas.

não submetidas as alterações de alíquota ao princípio da não-surpresa. mas. muito se discute quanto à excepcionalidade do Imposto de Importação. O STF tem sido rigoroso quanto à vigência da legislação do Imposto de Importação. por exemplo. não poucas vezes. porque até o momento que antecede o desembaraço aduaneiro. Entretanto. alguns julgados rebelam-se contra o técnico tratamento. é possível haver mudança de alíquota. A dinâmica da vida política e o objetivo maior deste imposto extrafiscal. como visto. instrumento de política econômica e cambial. e jurídico. questão esta umbilicalmente atrelada à sua identificação que. quando é assinada a declaração.). por coerência de princípio. a não ser que se altere o fato gerador do imposto. quando do desembaraço. principalmente quando a majora. 3ª Região.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. autorizam ontologicamente a excepcionalidade. 43 . como. A imediata vigência da legislação relativa às alíquotas do Imposto de Importação tem ensejado controvérsias que abastecem os Tribunais de demandas a cada alteração de alíquota. artigo por artigo. ou seja. até vexame financeiro. ao obter uma guia de importação. uma empresa. por exemplo. Com efeito. tem uma expectativa apenas quanto à manutenção da alíquota. entrega da declaração ou manifesto de importação. inclusive ICMS e ISS Na doutrina. não pode ser rompida. é o momento físico do internamento no País. mesmo que frustrada seja a expectativa do importador. A situação cria embaraços e. TRF-3ª R. em acórdão cuja ementa encontra-se ao final destes comentários (AC 00307889/SP. o julgado do TRF.

diante de alíquotas estabelecidas em acordos internacionais: o Executivo. JURISPRUDÊNCIA Não contrariam a Constituição os arts. concedida por Resolução do CPA. da ALALC ou ALADI (STJ-Súmula 124). incumbiu-se de pacificar o entendimento de que a atribuição não poderia ser do Congresso Nacional e sim do Presidente da República. Muito se discutiu sobre as atribuições do antigo Conselho de Política Aduaneira. A isenção do Imposto de Importação. sendo legítima a sua cobrança sobre a importação de mercadorias de países signatários do GATT. inclusive ICMS e ISS Relevante indagação se faz pertinente. substituído pela Organização Mundial do ComércioOMC. tida como delegação legislativa. artigo por artigo. hoje Secex. de 14. para a Taxa de Melhoramento dos Portos (TFRSúmula 165). prevista na Lista Nacional Brasileira. A jurisprudência.08. 44 .1957. ao alterar as alíquotas do Imposto de Importação. Naturalmente que os tratados e convenções internacionais devem ser observados pelo legislador ordinário. da qual o Brasil é integrante. 3º. como exemplo de convenção o Gatt .General Agreement on Tariffs and Trade.244. não podem prevalecer. se não estiverem compatíveis com a Nova Carta. está obrigado a respeitar as tarifas internacionais a que se obrigou? Temos.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. porquanto integram o elenco das normas tributárias. A Taxa de Melhoramento dos Portos tem base de cálculo diversa do Imposto de Importação. Os tratados e convenções assinados anteriormente à CF/88. que definem as atribuições do Conselho de Política Aduaneira quanto à tarifa flexível (STFSúmula 404). celebrado em Genebra em 1947. não exclui a mercadoria da alíquota minorada de 1% (um por cento). quanto à fixação das tarifas de importação. tendo o Brasil como signatário. entretanto. 22 e 27 da Lei 3.

j. Min. 25. Alíquotas. Súmula 4 do antigo TFR.244/57 e suas alterações posteriores. Tributário. a. V. Inexistência de norma constitucional. mesmo porque os motivos do decreto não vêm nele próprio. No caso. DJU 28. Exigibilidade. Majoração de alíquotas do Imposto de Importação. CF. Decreto. Motivação. II. atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei: CF. III.11.2001). Imposto de Importação.04. A motivação do decreto que alterou as alíquotas encontra-se no procedimento administrativo de sua formação. IV. Alíquotas majoradas pela Portaria Ministerial 201/95. § 1°. A vigência do diploma legal que alterou a alíquota do Imposto de Importação é anterior à ocorrência do fato gerador do Imposto de Importação. II. Alegação insubsistente. Fato gerador. Constitucional. No ponto. Constitucional. j. inclusive ICMS e ISS Recurso extraordinário. Alegações improcedentes. Recurso extraordinário conhecido e provido (STF. que se operou com a entrada da mercadoria no território nacional. Improcedência. por ato do Executivo. que estabeleça ser a faculdade do dispositivo 45 . no art. RE 224285/CE. Imposto de Importação: alteração das alíquotas.1998. 3.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Imposto de Importação. I. Motivação. Ato. o decreto que alterou as alíquotas é anterior ao fato gerador do Imposto de Importação. 146. artigo por artigo. § 1°. Inaplicabilidade sobre os bens descritos na guia de importação. Decreto. Majoração de alíquota. Aplicabilidade da Lei 3.1999). Recurso extraordinário conhecido e provido (STF. ou legal. Tributário. 2. Pleno. O que a Constituição exige. 23 do Dec.05. § 1°. RE 225602/CE. III. da Constituição Federal. Tributário. é que a lei que institua ou que majore tributos seja anterior ao fato gerador. da Constituição Federal. 19 do CTN. DJU 06. A motivação do decreto que alterou as alíquotas encontra-se no procedimento administrativo de sua formação. A lei de condições e de limites é lei ordinária. 153. 19). 1. Min. Faculdade do art. Fato gerador do Imposto de Importação: a entrada do produto estrangeiro no território nacional (CTN. Imposto de Importação. e art. 150. art. a que se refere o art. a Constituição excepcionou a regra inscrita no art. A lei de condições e limites para a majoração da alíquota do Imposto de Importação. Exigência de lei complementar. art. é a ordinária. Pleno. 150. Carlos Velloso. rel. visto que lei complementar somente será exigida quando a norma constitucional expressamente assim o determinar.03. Majoração de alíquota. Ausência de motivação e inadequação da via legislativa. rel. a. III. 153. dado que a lei complementar somente será exigida se a Constituição. 153. expressamente.1999. 17.-lei 37/66 com o art. art. Importação. Compatibilidade do art. 153. Maurício Corrêa. Majoração por ato do Executivo. assim determinar. § 1°.

1ª T.. T. STF. não fosse certo que. 10. RE 46 . A importação de produtos estrangeiros sujeita-se ao controle governamental.2000. Inocorrência de ofensa ao princípio isonômico no fato de não ter sito autorizada a importação de veículos usados. 21.05. porque não demonstrado que a abertura do comércio de importação aos automóveis tenha o fito de propiciar o acesso da população. Min. ademais. Discriminação que..1998. ao revés. não obstante permitida a importação de veículos novos. RE 225655. como exigido pelo referido dispositivo constitucional. 21. do Ministério da Fazenda. III.03. j. DJU 28. Tributário. 1ª T. Min. Importação de automóveis usados. 237 da CF teve em mira proteger.04.. j. Ilmar Galvão. a qual. Ilmar Galvão. II. Importação: veículos usados. Ilmar Galvão. j. RE 225655. j.1998. artigo por artigo. Min. 19). Orientação firmada pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal. como um todo. Entendimento inaceitável. guarda perfeita correlação lógica com a disparidade de tratamento jurídico estabelecida pela norma impugnada. Inteiro descabimento da exigência de motivação do ato pelo qual o Poder Executivo exerce a faculdade em apreço. p. pelo art. se revela consentânea com os interesses fazendários nacionais que o art.2000). Constitucional. de 13. Recurso conhecido e provido (STF. j.. 1ª T. Competência do Ministério da Fazenda para indeferir pedidos de Guias de Importação no caso de ocorrer a possibilidade de a importação causar danos à economia nacional. Limites e condições da alteração das alíquotas do Imposto de Importação estabelecidas por meio de lei ordinária. DJU 28.1999. rel. considerável parcela dos indivíduos continuaria sem acesso aos referidos bens. ao produto de origem estrangeira. Recurso extraordinário conhecido e provido (STF.03.1991. em pretenso prejuízo das pessoas de menor capacidade econômica. 3° da Lei 3.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 20. Recurso extraordinário conhecido e provido (STF 1ª. RE 22106 1/CE.04. No mesmo sentido: STF. no julgamento do RE 203. Alegada afronta ao princípio constitucional da isonomia. 2ª T. rel. por óbvio o objetivo de ajustar as alíquotas do imposto aos objetivos da política cambial e do comércio exterior (art. Moreira Alves.03.06. 21 do CTN). rel. única hipótese em que a vedação da importação aos automóveis usados poderia soar como discriminatória.04. ao investir as autoridades do Ministério da Fazenda no poder de fiscalizar e controlar o comércio exterior.2000. ainda assim. Proibição ditada pela Portaria 8. rel. no caso.2000.05. DJU 29. 11.954-3.244/57. Administrativo. I. DJU. inclusive ICMS e ISS constitucional sob enfoque de exercício privativo do Presidente da República.. Min. RE 222330/ CE.1999.

151). Se sobrevém aumento da alíquota da referida exação após a expedição da guia. É irrelevante o fato de ter sido expedida a guia de importação antes da chegada da mercadoria em nosso território. Imposto de Importação. ocorre no momento do registro da declaração do importador. 1ª T. salvo no ponto em que fixou um limite intransponível. 16). 155.11. Min.564/PR. Estado do Paraná.1999). o aumento atinge esta operação. rel. O contribuinte não tem direito ao regime fiscal vigente na data da emissão da guia de importação. Ilmar Galvão.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. inexiste incompatibilidade do art.02. Além de o recorrente não ter contestado esse fato.1997. rel. RE 156. 34.1997. p. 2ª T.06. 17. Alíquota aplicável. DJU 29. Recurso não conhecido (STF. Min. DJU 08. REsp 157493/SP.1998. 2ª T.. § 5°. artigo por artigo.1998. art. REsp 171853/SP. j.1998. rel. 25.03. Tributário. 47 . porque o fato gerador do Imposto de Importação de produtos estrangeiros é a entrada destes no território nacional (CTN. j. art.05. Consoante entendimento do Excelso Pretório.06. Compatibilidade da referida Resolução com o novo regime constitucional.907). 104). j. 1. Garcia Vieira. Ari Pargendler. DJU 27. j. 23 e 24 do Dec. aplicando-se a alíquota da época. Imposto de Importação. IV. Imposto de Importação. 03.03. Alegada ofensa ao art. do ADCT/88. inclusive ICMS e ISS 208256/CE. Peçanha Martins. j.-lei 37/66. O fato gerador do tributo incidente na importação de produto estrangeiro.. mas antes da chegada da mercadoria no território nacional. Tributário. Carlos Velloso. Min. Recurso não conhecido (STJ. p. Compatibilidade. permitindo aos Estados instituir alíquota menor.05. Irrelevância. DJU 06.03. Min. p. CTN. 19 e Dec.1998. Operações de exportação. Min. p.1998.1998. 1ª T. 4. ICMS. 24. é indiscutível a conotação constitucional da matéria que não comporta exame em sede de recurso especial. da CF/88.11.2. 11. Alíquota. para consumo próprio. Recurso especial não conhecido (STJ.1997. Lei que fixou a respectiva alíquota com base na alíquota máxima estabelecida na Resolução 129/79 do Senado Federal. Guia de importação. Fato gerador. REsp 165364/RS. rel. 3.. 19/CTN e os arts. DJU 04. Improcedência da alegação. Aumento.-lei 37/66. o tributo é devido à base da legislação aplicável no momento do registro da declaração de importação. rel.. Veículo estrangeiro. 19). 05. Recurso provido (STJ. tendo em vista o disposto no art. §2°. Chegada em território nacional.

CTN). opera-se a sua incidência. de 29.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. DJU 12.427. Min. 116.471/95]. 25.1ª R.Decreto 1. p.14549-4/MG. A variação cambial não integra a alíquota ou a base de cálculo daquele tributo.Decreto 1. 1. mas a lei ordinária. ICMS. hipótese em que o fato gerador 48 . Importação de veículo novo. 50). 3ª T.2001. O Imposto sobre Importação tem como fato gerador a entrada do produto no território nacional (art.1996. rel.01.revogado pelo Decreto 1. artigo por artigo. Juiz Olindo Menezes. 3ª T. podendo sobre ela deliberar a autoridade apontada coatora. mas a lei ordinária. 1. opera-se a sua incidência. Tributário. ficou o Poder Executivo autorizado a determinar a periodicidade de fixação da taxa de câmbio. I). de 1995. j.1995. MS 6141/DF.1996. Tributário.06.01. Provimento da apelação e da remessa (TRF-1ª R.427/95 . Majoração de alíquota. Se nessa data vigora nova alíquota [70% . AMS 96. art. sem que se possa falar em direito líquido e certo violado. Castro Filho. Imposto de Importação. Imposto de Importação.981/95. 1. DJU 04.471/95].13742-4/MG.03.06. o considera ocorrido na data do registro da declaração de importação na repartição aduaneira (Dec. 55). mas reflexo. Ordem denegada (STJ. 19. 19. Imposto de Importação. DJU 29. 2. CTN). Tributário. 23).. Majoração de alíquota. j. 116.. não é inconstitucional. 18. 2.07. Imposto de Importação.06.427 [revogado pelo Dec. IPI sobre produto importado. o veículo ingressou em território nacional antes da sua publicação. Com o advento da Lei 8. a alíquota a ser aplicada é a data do fato gerador do imposto de renda – a entrada da mercadoria estrangeira no território nacional (TRF.04. Se nessa data vigora nova alíquota [70% . Dec. p. 23). O Imposto sobre Importação tem como fato gerador a entrada do produto no território nacional (art. rel.revogado pelo Decreto 1.. O Dec.2001. Possibilidade. o considera ocorrido na data do registro da declaração de importação na repartição aduaneira (Dec. Majoração de alíquota.081). na diretriz do CTN (art. p. mesmo que a entrada física da mercadoria [automóvel] no país tenha ocorrido anteriormente. inclusive ICMS e ISS Mandado de segurança.03. A taxa de câmbio é fator econômico. j.-lei 37/66. mesmo que a entrada física da mercadoria [automóvel] no país haja ocorrido anteriormente. O IPI incide sobre produtos industrializados no exterior. Alteração da periodicidade do índice estabelecido para a taxa de câmbio. art.1998. Importação de veículo. I).. 1ª S. mas. na hipótese. 52. 1. e.1998. na diretriz do CTN (art.427/95 . para fins de cálculo do Imposto de Importação. 24. 1.lei 37/66. de sorte que o aumento da base de cálculo verificado pela alteração da periodicidade da aplicação da taxa não foi direto.. AMS 96.471/95]. assim.

1998. sem a observância ao princípio da anterioridade (art.03.. do Ministro da Fazenda.026626-7/BA. 46. Não há inconstitucionalidade na cobrança do imposto. estar necessariamente motivado. rel. Pleno. O ato administrativo deve. 153. AMS 1997. Tributário. para que o Executivo possa alterar a alíquota do II (TRF-5ª R. É da própria essência da atividade administrativa. 3ª T.. 18. A emissão da guia de importação não se confunde com o fato gerador do imposto sobre a importação de produtos estrangeiros (TRF-5ª R. CF). 1. Imposto de Importação.427/95 [revogado] e 1. p. Improvimento da apelação (TRF-1ª R.1998. 3ª T. a majoração de alíquotas.00. rel. p. § 1º). j. § 1°. Fato gerador.471/95]. Imposto de Importação. art. rel. a jurisprudência condensada na Súmula 577 do Supremo Tribunal Federal (RE 193.134). Imposto de Importação.. 1. dentro dos limites previstos em lei.05052103/CE.6309/SP).870/CE. Constitucional. inclusive ICMS e ISS se dá com o seu desembaraço aduaneiro no território nacional (art. 153 da Constituição Federal. para alterar as alíquotas do Imposto de Importação.1998. ainda.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. INAMS 94.01. foi conferida ao Poder Executivo. 153. para atender a finalidade pública. Juiz Olindo Menezes. Tributário. Adicional.03. a alteração de alíquotas no tocante ao Imposto de Importação. Inobservância dos limites e condições estabelecidos em lei complementar. com a indicação objetiva das condições estabelecidas em lei (CF.06.427/95 [revogado pelo Decreto 1. 3. DJU 12.02.471/95. 2. em face da Constituição de 1988. Juiz Ridalvo Costa. e não apenas ao Presidente da República. Argüição de inconstitucionalidade da Portaria 50/94. que instituiu sobretaxa. Na mercadoria importada. que exige 49 . Ausência de motivação.05. A faculdade de alteração das alíquotas do Imposto de Importação. não mais prevalecendo. Não se deve estender a exigência de lei complementar a hipótese não prevista na Constituição. a título de adicional de imposto de 34% sobre o valor das importações de tecidos artificiais e sintéticos originários da República da Coréia. Alteração de alíquota. REO 95. O Imposto de Importação é um tributo em que se permite. 1. Só a lei complementar pode fixar as condições e os limites permitidos ao Executivo. 25. Precedente do Tribunal (Argüição de Inconstitucionalidade na AMS 37. 18. I.391/95 e 1.1996. para ajustar a política cambial.03. Portaria 50/94.1998. p. DJU 04. I.1996. relator designado: Juiz Castro Meira).05. j.. Decs.817-RJ e RE 192. Tributário. artigo por artigo. CTN).46994/PE. 811). 4. j. 79). nos termos do § 1° do art. 29. Decs. II. é legítima a cobrança de ICMS por ocasião do despacho aduaneiro.. DJU 22. Juiz Ridalvo Costa. Princípio da anterioridade.

. j. Min. j. Constitucional.04. Decs. Incidência do imposto com a alíquota majorada. Honorários advocatícios fixados em 10% (dez por cento) sobre o valor da causa (TRF-4ª R. 2. Tributário. para a fixação de pauta de valor mínimo para a incidência de tributos. Imposto de Importação. Tributário. AMS 96. 2ª T. de 29 de março de 1995 [revogado pelo Dec.2005. feita por ocasião do desembaraço aduaneiro. Constitucionalidade do diploma legal editado pelo Poder Executivo Federal.471/95]. o qual se inicia como registro da declaração de importação. Legalidade. Veículos. p. RE-AgR 252008/SP. Matéria dirimida pelo Pleno deste Tribunal. III. Tributário. 08. IV Apelação improvida (TRF-3ª R. Juiz Vladimir Passos de Freitas. 22. Majoração de alíquota. Na hipótese o desembaraço ocorreu na vigência do Decreto 1.391/95 e 1. artigo por artigo.05726/ SC.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. rel. AC 92. 50 . 108. p. REsp 157162/SP. p. 17. 1.2001. portanto deve ser aplicada a alíquota prevista em seu bojo. Veículos automotores. Tributário. O fato gerador do Imposto de Importação perfectibiliza-se com o desembaraço aduaneiro.427.371).471.1997.05.004067/SP.02. Castro Meira. Juíza Ana Scartezzini. 1ª T. Imposto de Importação. Secex]. Imposto de Importação.. 366). j.457/75.08. 03. rel.08.427/95 [revogados pelo Dec. Fato gerador. de 1995.1995. Verba honorária. DJU 10.471/95].427 [revogado] e 1.. Res. Acórdão sintonizado com a jurisprudência do STJ e do STF.. Súmula 97/TFR. Decs. 1. Impostos de Importação e Exportação.2005. Ocorrência. 1. Incidência. tendo em vista o fato gerador do tributo. j. 2.427/95. Fato gerador. DJU 01. p. Agravo regimental em recurso extraordinário. Exige-se expressa motivação as resoluções do Conselho de Política Aduaneira. que abrange a base legal e os fatos que lhe deram origem. A declaração de importação – atual denominação da guia de importação -.2000.. 1. 1. Agravo regimental. rel. Entrada de mercadoria importada no território nacional em data posterior à vigência do Dec. 4.. 1997. Recurso especial conhecido e provido (STJ. 3ª T. inclusive ICMS e ISS agilidade e presteza. 2. 1. Agravo regimental não provido (STF 2ª T.03. Fato gerador. 73. rel. Min. Majoração da alíquota.1995. Maurício Corrêa.08. Desembaraço aduaneiro.12. DJU 16. 137). O momento da ocorrência do fato gerador do Imposto de Importação é o registro da declaração de importação. DJU 25. 1.10. Conselho de Política Aduaneira [hoje.09.142). 3. não gera ato jurídico perfeito ou direito adquirido à aplicação da alíquota vigente ao tempo de sua emissão.

201). DJU 21. 2ª T. Constitucional e tributário. Majoração da alíquota.2006. ‘Painel’ no âmbito do GATT.CEE. Adicional do Imposto de Importação. sob a forma de adicional de Imposto de Importação sobre o leite em pó. Veículo. A simples existência de ‘painel’ no âmbito do GATT. a portaria ministerial correspondente (art. Imposto de Importação. rel. 19. Acórdão em harmonia com a jurisprudência dominante do STJ.471 e 1. portanto. oriundo da CEE. 2. 15. 28. Legalidade. João Otávio de Noronha. p. Fato gerador. 2. Recurso especial. inclusive ICMS e ISS Precedentes. o fato gerador não ocorre no momento do embarque da mercadoria no exterior. 4). Alteração de alíquotas através de portaria 51 . na hipótese de ser destinada a consumo.05. 23 do Dec.2005. Apelação improvida (TRF-1ª R. Recurso especial parcialmente conhecido e. Precedentes do STF 4. ‘Não se conhece do recurso especial pela divergência. CF/88 [rectius: § 1°]. nessa parte. não exime o contribuinte de recolhêlo. 153. j. DJU 09. Caráter de extrafiscalidade. parágrafo único. não provido (STJ. Súmula 83/STJ.490. 153. 1.2002.. 2ª T. AMS 9501014568/ BA. j. sendo válida. 300). Tributário e processo civil. Dissídio jurisprudencial..2006. Juiz Lindoval Marques de Brito. Art. Francisco Peçanha Martins.. sendo irrelevante o regime fiscal vigente à data da emissão da guia de importação.06.2005. Não se deve estender a exigência de lei complementar para hipótese não contemplada pela Constituição Federal. Min.01. Min. de forma que alíquota vigente nesta data é a que deve ser aplicada para o cálculo da exação.2001. 1. contestando a imposição do direito compensatório. Súmula 83/STJ.02.. Cuidando-se de importação de mercadoria para consumo. 3. quando a orientação do Tribunal se firmou no mesmo sentido da decisão recorrida’ (Súmula 83 do STJ). j. p. 3. Portaria ministerial. Imposto de Importação. Agravo regimental improvido (STJ.02. Aplicação de entendimento sumulado da Corte. artigo por artigo. Tributário. REsp 173492/PR. Lei complementar. AgRg no Ag 470904/RJ. Não padecem de ilegalidade os Decs. mas sim quando do registro da declaração de importação na repartição aduaneira (art.-lei 37/66). A faculdade de alteração das alíquotas do Imposto de Importação foi concedida ao Poder Executivo e não apenas ao Presidente da República. da data do registro da declaração de importação na repartição aduaneira. 1. 1. 2ª T. p.427. Importado. parágrafo único.03. O fato gerador do tributo incidente sobre mercadorias importadas do exterior ocorre quando da sua entrada no território nacional e. de 1995. Direito compensatório. rel. rel. Leite em pó importado da Comunidade Econômica Européia . Tributário. DJU 22.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. CF/88 [rectius: § 1°]).

e tal conduta não importa em ofensa ao princípio da legalidade tributária.. 17. 1. da Comissão de Política Aduaneira [hoje.1995.. Cabe ao Poder Executivo. as alíquotas do Imposto de Importação estabelecidas em portarias ministeriais. desde que respeitados os limites legais.343/94 [revogado pelo Dec. b. DJU 15. Compete ao Poder Executivo. estão sujeitas às alterações das alíquotas de importação introduzidas pelo art. Invalidade. 1. 1°. O Imposto de Importação reveste-se de caráter extra-fiscal e por tal razão a sua arrecadação tem importância secundária. alterar as alíquotas do Imposto de Importação e tal conduta não importa em ofensa ao principio da legalidade tributária. 4°. Remessa necessária e apelação providas. 4º do Dec. p. Tributário. 197). Imposto de Importação.2002. artigo por artigo.343/94 só alcança as mercadorias descritas na guia de importação 8194/2571-6. 6ª T.03. alterar as alíquotas do Imposto de Importação. rel. Nos termos do art. Assim. mediante ato do Poder Executivo. Irretroatividade.2002. 1. que não tenham termo final. Alteração de alíquotas através de portarias ministeriais. Assim. 1..Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.09. inclusive ICMS e ISS ministerial. Legalidade. 1. 1. j. à unanimidade (TRF-2ª R. 3. AMS 7220/RJ. a produção dos seus efeitos ocorrem já na vigência de nova regulamentação. Juiz França Neto. Majoração de alíquota. como é o caso da Portaria 314/94. permanecerão válidas até 31. O Imposto de Importação constitui-se em importante instrumento de política econômica e comércio exterior. III.343/94. Inocorrência. do Dec. Mandado de segurança. Fato gerador que se configura após a publicação da portaria. 200). 52 . O fato gerador do Imposto de Importação ocorre com a entrada da mercadoria no território nacional. a exceção prevista no art. 17. § 1° da CF/88.10. desde que respeitados os limites legais. é irrelevante a data da expedição da guia de importação para os efeitos de concretização do fato gerador.. Juiz França Neto. Ao contrário.767/95].10.343/94. o que possibilita a alteração de suas alíquotas. do Dec. 150. 1. AMS 15544/RJ. preponderando a finalidade da intervenção do Estado no domínio econômico. no decorrer do exercício financeiro. Na hipótese de o fato gerador se concretizar após a publicação da Portaria 938/91. fato esse que se concretiza quando do registro da guia de importação junto à autoridade fiscal competente. Secex]. j.2002. Tributário. 6ª T. Apelação improvida. 153. Resolução 01-0449/83.2002.09. conforme constitucionalmente definido nos arts. Aplicação do art. à unanimidade (TRF-2ª R. Interpretação do art. concernente ao imposto de importação. rel. aquelas que possuam prazo de validade determinado. Imposto de Importação. 4°. haja vista a sua função essencialmente extrafiscal. do Dec. 2. DJU 15. p.

4. aumentou a alíquota do Imposto de Importação para todos os produtos classificados na posição 37. Invalidade da Resolução 01-0449/83. DJU 15. AMS 138242/SP. Declaração de importação.u.. 4°. 6ª T. 10.1999. Precedentes (STJ. Decorrer do exercício financeiro. A Resolução 01-0449/83. rel.244/57. 22. 2.. rel. Registro na repartição aduaneira.1995.042/82 convocou os interessados na discussão da alteração de alíquota do Imposto de Importação. 1ª T. 22. Milton Luiz Pereira. REOMS 89. 22. 622). da Lei 3. uma vez que. Imposto de Importação. Motivação e finalidade do ato.02.07.u. DJ 30. de 15% para 45%. p. Demócrito Reinaldo.-lei 63/66. TRF-3ª R. 5.2003).244/57 e art. 7. mediante a criação de um destaque ‘EX’ à posição 37.. Ofensa não caracterizada. rel. v.99 da TAB. rel. 8. Alteração de alíquotas.1999. 18.06. relativamente à película plana. § 1°. do Dec. v.061370-8. com indicação dos motivos que ensejaram a necessidade do aumento de alíquota. Princípios da segurança jurídica e do direito adquirido..-lei 63/66). da Lei 3. exige-se a realização de prévia audiência entre os interessados nas principais praças do país (art. 3. diante disso. 1. o que possibilita a alteração de suas alíquotas. Ato do Poder Executivo. I. Min. haja vista a sua função essencialmente extrafiscal. j. Para a alteração de alíquota de produto cujo nível tarifário venha a se revelar insuficiente ou excessivo ao adequado cumprimento dos objetivos da tarifa ou cuja produção interna for de interesse fundamental estimular (letras a e b. da Magna Carta.2003. DJ 19. inclusive ICMS e ISS § 1° e 153. Tributário. 9. 1ª T.03. Possibilidade. 3° e parágrafo único do art. 3°. Fed. do Dec.06. A alteração de alíquota do Imposto de Importação pela Comissão de Política Aduaneira somente deve ocorrer dentro das hipóteses previstas no art. Min. Mairan Maia j. Apelação e remessa oficial improvidas (TRF-3ª R. 6ª T. do art.03.04. da Lei 3. do art. Des.2006. O Imposto de Importação constitui-se em importante instrumento de política econômica e comércio exterior. STJ. por falta de motivação. A majoração de alíquota sem a prévia audiência aos interessados somente é possível quando ocorrerem motivos econômicos de ordem global (art. da mesma lei). REsp 170050/SP.99 da TAB.. 22. artigo por artigo. 6. própria para a reprografia heliográfica..Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.244/57). Garantias à livre iniciativa e ao livre exercício da atividade econômica. produto não constante do edital supracitado. da Comissão de Política Aduaneira. Resp 40719/SP. Fato gerador.2006..01. Juíza Consuelo Yoshida. DJU 28. a impetrante importou película plana para reprodução fotográfica..03.. j. 08.08. da Comissão de Política Aduaneira. O Edital 1. com fulcro no parágrafo único.06. o ato administrativo deveria ser fundamentado. para a alteração de alíquota de produtos não constantes do edital em questão. Função extrafiscal. No caso vertente.01. 4°. mediante ato do 53 .

2005. no decorrer do exercício financeiro. sob pena de violação ao Sistema Tributário Nacional. Apelação improvida (TRF-3ª R.Nomenclatura Comum do Mercosul . não há que se falar em ofensa aos princípios da segurança jurídica e do direito adquirido.2005. A Constituição Federal faculta ‘ao Poder Executivo. DJU 30. 3. não deve prevalecer.2005. 478). 23 e 44. do Dec. A Resolução 35. 4. permitindo-se a alteração de suas alíquota conforme exija a política do comércio exterior. AMS 176748/SP. Inexistência de violação aos princípios da motivação e finalidade do ato e às garantias constitucionais do incentivo à livre iniciativa e livre exercício da atividade econômica.e. 153. 5. rel.01. Partindo-se dessa premissa. 150.-lei 37/66. ou mesmo a data de desembarque desta no território nacional. O Dec.. § 1° e 153.2006. E. j. por conseqüência. porquanto ainda não aperfeiçoado o nascimento da obrigação tributária em questão. a data do embarque da mercadoria no país de origem. p. 550/92 estipula o imposto aduaneiro. do CTN e arts. Alíquota zero. com base em alíquota zero. Imposto de Importação: produtos oriundos de país integrante do Mercosul. a alíquota do tributo. por órgãos ministeriais..12. 258).11. inclusive ICMS e ISS Poder Executivo. Precedentes do Excelso Pretório. p. pois a alíquota do Imposto de Importação a ser aplicada é aquela referente à norma vigente no momento em que efetuado o registro da declaração de importação para o desembaraço das mercadorias na repartição alfandegária. a alteração das alíquotas do Imposto de Importação (art. Da mesma forma.08.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. de 18 de dezembro de 2002. b. 6ª T. da Magna Carta. AG 211104/SP. I. 3. 5. Agravo de instrumento improvido (TRF-3ª R. é forçoso reconhecer que se mostram irrelevantes a data da celebração do negócio efetuado. Direito tributário. § 1°. 7. para as importações de conversores catalíticos produzidos em país integrante do Mercosul. O momento determinante para ocorrência do fato gerador do Imposto de Importação é aquele em que efetivado o registro da respectiva declaração no órgão aduaneiro competente. que alterou o código NCM . artigo por artigo. DJU 27.. bem como de decreto presidencial correlato. 2. deveria pressupor a existência de lei expressa. 54 . 19. 6. A eventual alteração da alíquota da referida exação. As normas instrumentalizadas em decreto têm precedência sobre aquelas veiculadas por meio de instruções ou resoluções ministeriais. § 1°). 31. editada pela Câmara de Comércio Exterior. conforme constitucionalmente definido nos arts. atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei’. 4ª R. Juíza Consuelo Yoshida. 6. III. STJ e 6ª Turma desta Corte. Interpretação sistemática do art. 14. j. 1. 4.. se não efetivado o respectivo registro da declaração de importação. 2. Juiz Fábio Prieto. considerando-se que tem o referido tributo natureza extrafiscal. rel.

ambos de 1995. j. 769). rel. Aspecto temporal.01. AC 1998.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. p. publicado no DJ 11.020401-0/RS. em seu art. 23 do Dec.244/57. Imposto de Importação.199/71.602. 6° e 7° do Dec.376/97 (TRF-4ª R. Legítima a tributação na alíquota majorada pelo Dec.05.04. Lei 3. o que é demonstrado pelo contribuinte interessado.2006. Tributário. Ministro Moreira Alves. O Plenário desta Corte. Alíquota. o art.-lei 37/66 e o art. Majorações da alíquota. 2. rel. Imposto de Importação. 55 . No mesmo sentido. datado de 20. 2ª T.391/95 [revogado]. consoante se verifica no teor da ementa transcrita: ‘Imposto de Importação. Juiz Leandro Paulsen. Por sua vez. Fato gerador. DJU 10. 4° da Lei 3. O art. decidiu. 1.04.11. Irrelevante na definição da lei tributária que incidiu sobre a operação de importação a data em que a impetrante havia firmado negócio jurídico com a empresa sediada no exterior. não há como considerá-la como se fosse alíquota zero se havia outra alíquota vigente para o caso quando da ocorrência do fato gerador (TRF-4ª.-lei 63/66. por unanimidade de votos: Constitucional.2006. Processual civil.1999. Não há qualquer incompatibilidade entre o art. Imposto de Importação. 1. p.06. 25. Dec. A respeito da matéria em apreço. ao julgar o RE 225. diferentemente do afirmado.-lei 37/66 estabelece o aspecto temporal da regra de incidência do Imposto de Importação como sendo a data do registro da declaração de importação para o desembaraço na repartição aduaneira. DJU 05. Majoração. Ausente o ato normativo de redução da alíquota. impende-se seguir a orientação firmada posteriormente pelo Supremo Tribunal Federal no bojo do RE 222330/CE. 615).-lei 1.427/95 [revogado] e 1.244. Fato gerador. Juiz Leandro Paulsen. Constitucionalidade dos Decs. sim. os arts. AC 2004. 5°.471/95. A autorização legal para redução de alíquota é exercida pelo Executivo mediante procedimento em que se analisa a existência ou não de similar nacional.471.10. 19 do CTN.1999. artigo por artigo. 23 do Dec. trazendo. no qual se declara a constitucionalidade dos decretos em comento. estabelece as condições e os limites para alteração das alíquotas do Imposto de Importação. j. 22. 4° do Dec.. Registro da declaração. inclusive ICMS e ISS Tributário. Embargos declaratórios.244/57. 04. em relação ao IPI. simples autorização para que tal ocorra. este último artigo alterando a redação do art. Alíquota majorada. Decretos 1. e se verifica a pertinência da medida para ajuste aos objetivos da política cambial e do comércio exterior.04. de 1957.01. 1. A Lei 3.076039-0/PR. 1ª T. Produto sem similar nacional. não estabelecem a redução de alíquota ou a isenção dos produtos sem similar nacional. 3°..2003.427 e 1..2003. rel. Apreciação na via administrativa. que majorarão a alíquota de importação.

153. o momento do fato gerador do imposto de importação é a entrada da mercadoria no território nacional. decisum este que. Contribuinte do imposto é: I . I. 1ª T.08. 23 do Dec. Dela. 19). atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei. III. rel. Apelação e remessa oficial providas (TRF-5ª R. as alíquotas é anterior ao fato gerador do imposto de importação. AMS 63969/AL.091).. 19 do Código Tributário Nacional.10. Motivação. p. é que a lei que institua ou que majore tributos seja anterior ao fato gerador.. Majorações da alíquota do Imposto de Importação. a e art. A faculdade atribuída ao Poder Executivo para alterar alíquotas dos impostos com finalidade extrafiscal.09. da CF/88.03. § 1°. IV O que a Constituição exige.1999. mesmo porque os motivos do decreto não vêm nele próprio.o importador ou quem a lei a ele equiparar. Compatibilidade do art. j. Recurso extraordinário conhecido e provido’.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.105). pelo que há de ser exercida sempre que seja necessária a alteração para ajustar o imposto aos objetivos da política cambial e do comércio exterior. e não o seu embarque. Juiz Ubaldo Ataíde Cavalcante j. a Constituição excepcionou a regra inscrita no art. artigo por artigo. em que se firmou a constitucionalidade dos Decs. já a aplicou ao Decreto 1. § 1°. II. Juiz Ubaldo Ataíde Cavalcante. 22. A lei das condições e de limites é lei ordinária. DJU 27.1999. aliás. nos termos do art. 1ª T. De acordo com o art. mesmo sem eficácia erga omnes.471/95. dado que a lei complementar somente será exigida se a Constituição. Embargos declaratórios acolhidos para dar provimento à remessa oficial (TRF-5ª. art. DJU 06. V RE conhecido e provido. a. porém.471. Art. § 1°. Fato gerador do imposto de importação: a entrada do produto estrangeiro no território nacional (CTN. 153. 150. 3. 19 do CTN. 14. 1. o decreto que alterou. EDREO 5132001/CE. Súmula 4 do antigo TFR. 146. Ato. art. III. CF art. ambos de 1995. Assim.427/95 e 1. como. No ponto. Constitucional e tributário. 1. No caso. assim determinar. Imposto de Importação: alteração das alíquotas. II. expressamente. 1.427/95 a decisão tomada no RE 224. III. inclusive ICMS e ISS Tributário. Tributação extrafiscal. A motivação do decreto que alterou as alíquotas encontra-se no procedimento administrativo de sua formação.2006. divergiu o acórdão recorrido.-lei 37/66 com o art. CF. no art. merece ser prestigiado. rel. consubstancia poder discricionário.285. 25. 150.2006. por ato do Executivo. 2. 56 . Imposto de Importação: fato gerador. Importação: alíquotas. 1. 153. Essa orientação se aplica aos Decs. majoração por ato do Executivo.427 e 1.. Acompanha-se a orientação traçada pelo Pretório Excelso. p.

22 do CTN. Dec. tais como o arrematante de mercadoria estrangeira leiloada. distinguem-se os solidários e os responsáveis por expressa designação. a quem a lei impõe o gravame e. o depositário. Dec. 32.-lei 37/66). 31) indica espécie sui generis de sujeito passivo que. há ainda o responsável tributário. artigo por artigo. 57 . ao mesmo se equipara. o qual responde juntamente com o contribuinte (art. imputando-lhe a obrigação de pagar. São eles o transportador. sem exclusão do primeiro. bem assim outras pessoas indicadas na legislação pertinente (art. Dentre os responsáveis. parágrafo único. Além do contribuinte indicado no art. assume a obrigação ex vi lege. dentre outros. mesmo não sendo importador.-lei 37/66 (art. - o arrematante de produtos apreendidos ou COMENTÁRIOS Contribuinte. o cessionário. o destinatário de mercadoria estrangeira remetida pelo correio e os adquirentes de bens nas localidades dos entrepostos aduaneiros.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. definido no mesmo diploma como sendo “aquele que tem relação pessoal e direta com a situação que constitui o fato gerador da obrigação tributária respectiva”. Responsável solidário é o adquirente ou cessionário de mercadoria com isenção ou redução fiscal. Enquanto a solidariedade impõe mais um contribuinte. 32. inclusive ICMS e ISS II abandonados. o Dec.-lei 37/66). O responsável designado não sofre indicação aleatoriamente e sim por estar vinculado ao contribuinte de alguma forma. de tal forma que passa a ser tratado como se contribuinte fosse. na responsabilidade em sentido amplo pode haver ou não a exclusão do contribuinte. Ao lado do contribuinte natural ou equiparado. não sendo importador.

582. Precedentes do STF. DJU 28. 2. 102. os síndicos da massa falida. caso o preço do bem leiloado não cubra a dívida fiscal. com alegação de negativa de vigência dos arts. a responsabilidade do arrematante. 103. os administradores de bens de terceiros. parágrafo único. do Dec. Secretaria da Receita Federal. RE 112853/RS. Lei 6. presumida a ausência de culpa do transportador.-lei 116/67. artigo por artigo.575). 3°. JURISPRUDÊNCIA Transporte marítimo internacional de granel sólido. § 2°. do CPC. perante a destinatária (empresa importadora). 4°. Sydney Sanches. da CF [CF/67. a negativa de vigência dos dispositivos focalizados. que. por quebra de peso da carga. Na hipótese. No caso. responde o importador pelo que sobejar da dívida. Transporte marítimo de produto a granel. não 58 . inocorrente.562/78 (art. 1. 102. 322 do RI [redação anterior à Emenda Regimental 21/2007] e Súmula 291). 2°). inclusive ICMS e ISS Exemplo de responsáveis em sentido amplo são os sucessores. o inventariante.08. À palma de transporte de produtos a granel.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. mantendo-se a quebra dentro do limite admitido como natural pelas autoridades fiscais. Min. deduzido apenas o percentual correspondente à quebra natural (0. 30. 1ª T. 617 e 711 do Código Comercial [os arts. de dissídio com as Súmulas 261 e 535 e com outros julgados. 103 e 104 do Código Comercial foram revogados pela Lei 10. 48.1. Responsabilidade das empresas armadora e a fretadora do navio transportador.. 6° e 9° e.1987.6%). 60. não desonera o importador. e 169). Acórdão recorrido que condenou as rés ao pagamento do valor do prejuízo da importadora. 5°.Código Civil].06. Temas constitucional e legais não prequestionados (Súmulas 282 e 356) ou impertinentes à solução da causa. Recurso extraordinário da afretadora. Tributário. 529. Responsabilidade tributária.1987. j. Recurso extraordinário não conhecido (STF. inocorre a responsabilidade para o recolhimento do tributo na importação. 104. Dec. 7. por exemplo. Dissídio com as súmulas e julgados paradigmas não caracterizado (art. Quebra. com a Emenda Constitucional nº 1/69]. rel. É interessante observar. pois. 153. mesmo como contribuinte equiparado. os tabeliães e os sócios. Imposto de Importação. se foi ele que deu início ao desembaraço aduaneiro.406/2002 . p.218.lei 37/66 (arts. Instrução Normativa 12/76. XI.

Min. O agente marítimo não é representante. REsp 143. e com a expedição do laudo técnico atestando o perfeito estado dos bens internados.08. o transportador não pode ser responsabilizado por tributo.-lei 37/66. Recurso provido (STJ. rel. Juiz Vladimir Passos de Freitas.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. DJU 10.783/89 não foram objeto de análise no tribunal de origem. Recurso especial prejudicado (STJ. Tendo em vista que os direitos materiais tutelados . 135. As violações apontadas dos arts.1997. 60. Desembaraço aduaneiro pendente de despacho do agente de Ministério da Agricultura.05. art. do CTN).08. também. somente o excesso poderá ser tributado.1998. Adhemar Maciel. Importação de mercadorias sujeitas a perecimento. REsp 132624/SP. Recurso prejudicado. j.09.a saúde pública e o patrimônio . Papel jornal off set. 2. 2ª T. inclusive ICMS e ISS superando a quebra os 5% previstos como naturais. 72. 12. do CTN. p. j.04. Se a importação foi isenta. Greve do serviço público. Dec. 15. Tributário. A imputação de responsabilidade. 05. Recurso especial não conhecido (STJ. exigiria a prova de que se houve o agente marítimo com excesso de poder ou infração à lei. Transporte marítimo. descabendo o pagamento da indenização cogitada no parágrafo único. 2ª T.1997. Agente marítimo (art. Transporte.05. II. Imposto de Importação.08. 135.1995. Min. se fosse o caso. de logo. mandatário ou comissionário transportador.305). 3. Na falta superior ao percentual aludido.172/SP. nem utilidade a justificar a interposição do presente recurso especial. 1ª T. 1.-lei 37/66).59). em caso de avaria ou falta de mercadorias (TRF-4ª R. DJU 20. o mandado de segurança impetrado no primeiro grau perdeu objeto.. restando inobservado o requisito recursal do prequestionamento (Súmulas 282 e 356 do STF).11. não se tenha como exigível o pagamento do tributo.. por força do art.2000. DJU 08.restaram devidamente protegidos nas instâncias ordinárias. rel. 26. Tributário. j.2000). responsável pela fiscalização sanitária das mercadorias objeto de importação. sendo representante do armador. estranho ao fato gerador do Imposto de Importação (Dec. não há necessidade.. DJU 31. rel.. Com o cumprimento do dever de ofício da autoridade coatora. I. 12.650). Responsabilidade pela falta ou avaria da mercadoria transportada. p. Omissão a ser reparada pelo Poder Judiciário. Regime de isenção. as mesmas razões que justificam o reconhecimento da dispensa da multa conduzem a conclusão lógica de que.1998. 1ª T. Milton Luiz Pereira. empregado. II. III. artigo por artigo. j. 3. p. Eliana Calmon. 10 a 12 da Lei 7.. II. REsp 38499/RJ.1995. Mandado de segurança. Min. AC 042449/ RS. rel. 59 .

07. quando no exercício das suas atribuições (Súmula 192 do TFR). O agente marítimo. arts.17.04. 1°..-lei 37/66. 2. Fato gerador.1997. 29.1994. Responsabilidade tributária. quando no exercício exclusivo das atribuições próprias.1993.-lei 37. Juiz José Fernando Camargo.. p. 4ª T. Agente marítimo. 60.. 26. artigo por artigo.759). Tributário.1991. Responsabilidade fiscal do agente marítimo. de-1966 (Súmula 192 do TFR). Depósito.. Importação. 1. j. II. 39.09. 14. Súmula 192 do ex-TFR. nem se equipara ao transportador para efeitos do Dec. Dec.01. 2ª T. 2. Apelação conhecida. 1. Sentença confirmada. Imposto de Importação. O agente marítimo. 1. 4ª T. rel. sendo o agente apenas representante que. Tributário. Falta de mercadoria importada. Extravio..10.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Correção monetária.06. Tributário. Imposto de Importação.01.1993. não pode ser demandado em nome próprio. por isso.. verificada pela autoridade aduaneira. as faltas não superiores a cinco por cento excluem a responsabilidade do transportador quanto à multa.04. Inaplicabilidade. rel. não é considerado responsável tributário. Processual e tributário.05. 42. Consolidou-se entendimento jurisprudencial no sentido de não ser o agente marítimo considerado como responsável tributário. Recursos improvidos (TRF-1ª R.1993. III. 2. Falta de mercadoria. A responsabilidade pelo tributo nessa hipótese é do transportador.. Falta de mercadoria. rel. Dec. j.12. Responsabilidade do transportador. Nos casos de mercadorias importadas do exterior a granel. rel.-lei 37/66. DJU 20. Agentes marítimos. p. Juiz Leite Soares..-lei 37. Remessa oficial improvida (TRF-1ª R. Fato gerador. mas não com relação ao Imposto de Importação.1997.05. AC 90. Mercadoria a granel. 3ª T. 57. Juiz Volkmer de Castilho. quando no exercício exclusivo das atribuições próprias.17780-8/DF. Recurso improvido (TRF . 11. nem se equipara ao transportador para efeitos do Dec.086). Responsabilidade. 06. parágrafo único. DJU 30. Imposto de Importação. p. e 41.j. p. Não se ressente de fundamentos a apelação que se limita a reportar-se aos termos de sua contestação. AC 0424689/PR. Não 60 . REO 93. j. de 1966 (Súmula 192/TFR). DJU 20. Súmula 192/TFR. DJU 11.25606-1/BA.10328/RS. A responsabilidade pelo recolhimento dos tributos relativos a falta de mercadoria importada é inerente ao importador ou ao transportador da mercadoria (TRF-4ª R. AC 90. inclusive ICMS e ISS Tributário. não é considerável tributário. Juíza Eliana Calmon.4ª R.1991.531).847). por via marítima.

. 121. Mercadoria importada a granel. Transportador.09618/PE.1996. Nulidade absoluta do procedimento administrativo. 2. 3. Recurso voluntário e remessa oficial improvidos. 1ª T. 61 . VI. Aplicação da Súmula 192/TFR. rel. nos termos do art. AC 91. não é considerado responsável tributário. Imposto de Importação. Tributário.04.999).091991. DJU 24. I.-lei 37. Recurso especial a que se nega provimento (STJ. inclusive ICMS e ISS se aplica o entendimento sumulado quando o agente marítimo assina termo de responsabilidade equiparando-se ao transportador marítimo.09. pelo que é legítima a exigência do tributo do responsável tributário. Embargos a execução fiscal.06. REsp 223836/RS. exerce este as suas funções próprias. rel. Inexistência de responsabilidade tributária..041306/SP. p. DJU 05.07. Termo de compromisso. p. Juiz Castro Meira j. de 1966’.09.. AC 94. do CTN.-lei 37/66. Agente marítimo. Imposto de importação.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. art. 12. artigo por artigo. 22. 51. j. Não identificação com sujeito passivo na obrigação tributária no auto de infração e no procedimento administrativo o real contribuinte. Decadência do direito da União para constituir seu crédito em face do transportador. III. 05. Tributário.166-7). Min. nem se equipara ao transportador para efeitos do Dec. Agente marítimo. Recurso voluntário e remessa oficial improvidos (TRF-3ª R. Princípio da reserva legal. 1. 12.2005. DJU 20. O termo de compromisso firmado por agente marítimo não tem o condão de atribuirlhe responsabilidade tributária. j.2005. Caracteriza-se a ilegitimidade de parte do agente marítimo na execução fiscal.. Juiz Baptista Pereira. 2ª T. rel. Decadência operada. II. nesse caso. João Otávio de Noronha.1996.] inciso II. na importação de mercadorias a granel.. quando. 3ª T. 332). Responsabilidade tributária inexistente.05. na data em que a autoridade fiscal tomou conhecimento da falta da mercadoria. Apelações e remessa improvidas (TRF-5ª R. IV.1991. Dec. Aperfeiçoa-se o fato gerador. e mantida a favor do transporte. Verba honorária devida pela embargante carecedora. V. Não se beneficia da isenção do Imposto de Importação a mercadoria extraviada. quando no exercício exclusivo das atribuições próprias. Honorários advocatícios mantidos a favor dos embargantes.03. 19. que se operou. [parágrafo único. Aplicação do princípio da reserva legal. Ocorre a nulidade do procedimento administrativo quando não é o transportador devidamente identificado como sujeito passivo da obrigação tributária. segundo a qual ‘o agente marítimo. p. vez que o auto de infração fora lavrado em face do agente marítimo e em nenhum momento do procedimento administrativo de qualquer decisão deste.

05. j.08. j. José Delgado. rel. Assim. do Dec.1999. p. Ocorrência do fato gerador. 1°].. 62 . Inversão da sucumbência.10. 156). parágrafo único. presumida a ausência de responsabilidade do transportador. nos casos de mercadoria importada a granel sob regime de isenção. seja a mesma oriunda de Tratado Internacional. p. 46).-lei 37/66 [rectius: § 2° do art. torna-se necessária a ‘fixação de um critério temporal a que se atribua a exatidão e certeza para se completar o inteiro desenho do fato gerador’. seja ela oriunda de lei.. Responsabilidade tributária.. na responsabilidade tributária da transportadora. Extravio de mercadoria estrangeira. 28. porque a mesma não conseguiu comprovar ser a mercadoria estrangeira contemplada pelo benefício isencional. 41. Necessidade de fixação de critério temporal para que se complete. DJU 02. 3. 04. do art.-lei 37/66. 2. III e 60. Apelação improvida (TRF-2ª R. à espécie. 19. 1. 4. 2. nos termos precisos do parágrafo único. Inversão do ônus da sucumbência (STJ. Recurso especial a que se dá provimento. Ocorrendo quebra ou perda inferior a 5% (cinco por cento). III e 60.-lei 37/66. Mercadoria isenta. com a entrada no território nacional da mercadoria que constar como tendo sido importada e cuja falta seja apurada pela autoridade aduaneira. o extravio da mercadoria estrangeira importa.2003.1999.05. 1° e 23.2003. Min. Tributário. rel. não responde este pelo pagamento do Imposto de Importação face à inexistente previsão legal para tanto. Quebra inferior ao limite técnico permitido de 5% (cinco por cento). 3. Ademais. do Dec. DJU 08. 1. Compatibilidade. 1°. Imposto de Importação. artigo por artigo. embora o fato gerador do tributo se dê com a entrada da mercadoria em território nacional. necessariamente. Recurso especial provido. inclusive ICMS e ISS Tributário. sobretudo. Dec. Responsabilidade pelo pagamento do Imposto de Importação da transportadora. Inaplicáveis. AC 133478/RJ. arts. os preceitos dos arts. 1ª T. A autoraembargante não conseguiu comprovar estar a mercadoria estrangeira extraviada contemplada por qualquer isenção fiscal.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Resp 20315/RJ. do Dec. Mercadoria importada a granel. parágrafo único. 41. A simples alegação de inexistência de guia de importação não importa no reconhecimento de que a mercadoria extraviada esteja contemplada por qualquer isenção alusiva ao Imposto de Importação. 2ª T. Juiz Reis Friede. ele apenas se aperfeiçoa com o registro da Declaração de Importação no caso de regime comum e. Art.-lei 37/66. do Código Tributário Nacional e arts. Não obstante o fato gerador do Imposto de Importação se dê com a entrada da mercadoria estrangeira em território nacional.

à evaporação ou ao vazamento do produto. 3. Agente marítimo e transportador. inclusive ICMS e ISS Tributário. p. Aduaneiro. sob pena de estar o Fisco tributando bem inexistente. 4.2002. na qualidade de agente marítimo. a mercadoria sequer ingressará no território nacional. na conferência aduaneiro.2003. Nas hipóteses de perda da mercadoria. nos termo do inciso II do art. em face da agência marítima. Quebra de mercadoria. dessa forma. Responsabilidade tributária. j. por ocasião do desembaraço do bem. sujeitarem-se ao ressecamento ou à umidade. para o agenciamento do transporte das mercadorias. 2ª T. pois considerado ocorrente o fato gerador. ainda quando apurada a falta ou a diminuição do peso da mercadoria. a não ser quando caracterizada a sua qualificação de depositário. do extinto Tribunal Federal de Recursos. não se terá produto a desembaraçar e 63 . há hipóteses. artigo por artigo. 17. Ação anulatória. De acordo com os precedentes jurisprudenciais. Discute-se o direito à anulação do crédito tributário. para diminuir o percentual dos honorários (TRF-2ª R. em virtude dessa perda. O Imposto de Importação é devido pelo seu total. 1. em virtude de falta de mercadoria importada a granel decorrente de quebra. Imposto de Importação. por manter vínculo contratual com este. Perda natural. como responsável tributária. E várias são as razões para que não se faça a tributação. Juiz Guilherme Couto. Mas não se pode atribuir a responsabilidade pelo pagamento ao agente marítimo. 32 do Dec.-lei 37. como a do transporte de bens a granel. conforme já delimitado pela a Súmula 192. e. Milho transportado a granel. pelo qual se exige o pagamento do Imposto de Importação. por isso se pode afirmar que não ocorrerá o fato gerador do tributo. 2. ainda. Mercadoria a granel. com a assinatura do Termo de Responsabilidade.. em que as quebras são inevitáveis (IN/SRF 95/84). DJU 05. não haverá nacionalização ou aproveitamento do bem pelo importador.04. Conforme estabelecido pelas Instruções Normativas da Secretaria da Receita Federal. pois não se equipara ao transportador nem ao contribuinte do imposto. sendo grãos. no caso de líquido. Indevido. AC 265663/ES. Súmula 192 do extinto TFR. Agente marítimo. a autora. não deverá responder por eventuais débitos decorrentes da importação. não haverá o que ser tributado. Os bens trazidos a granel não são acondicionados adequadamente em embalagens.02. terem parte da carga perdida durante a carga e a descarga. estão sujeitos às intempéries e podem. mesmo tendo assumido obrigações. aplicável na espécie. por isso restou estabelecida uma margem para exonerar o responsável tributário de ônus. por quebra natural.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Imposto de Importação. Tributário.. Ilegitimidade ad causam. 84). dentre outros. Sentença modificada apenas em parte. rel. nada mais justo então de exonerá-lo não só da multa quanto do tributo respectivo.

consistente na exigência do Imposto de Importação e respectiva multa. Discute-se o direito à anulação de crédito tributário. objetivamente considerado. rel. faria o Fisco nascer uma alíquota não contemplada legalmente. As situações de avaria ou o extravio são previstas expressamente pelo Regulamento Aduaneiro [revogado pelo Dec. 467. A responsabilidade tributária implicará na conjugação de várias situações. imputado à autora em face do extravio ocorrido em bem que transportou. não haveria a obrigação tributária diante da importação com redução de impostos. DJU 19. 468 do mesmo Regulamento). 5.04.. p. 12. ter sido extraviada ou avariada e quem lhe deu causa. não admitida por este instituto. 5. caso ocorresse. dentre elas a de entrar o bem no território nacional para o consumo. cujas ocorrências. enquanto a redução é norma imperativa. O ponto nodal da questão refere-se à ocorrência ou não do fato gerador do Imposto de Importação. em virtude de extravio ou avaria. ou seja. Apelação e remessa oficial não providas (TRF-3ª R. passando a responsabilidade a terceira pessoa. de suspensão dos impostos ou de sua redução de alíquota. Fato gerador do Imposto de Importação..2007. Apelação e remessa oficial improvidas (TRF-3ª R. j. Sucumbência. 3. mesmo estando as mercadorias isentas. Responsabilidade do transportador. enquanto para a redução dos tributos. 2.2007. conforme admitido pela sentença. seria de caráter objetivo. A isenção. alterando-se as causas determinantes da suspensão. 1. no caso da suspensão dos impostos. Da mesma forma. fazendo nascer tal obrigação fiscal. Alíquota zero. A suspensão dos impostos resolver-se-á quando ocorrer o acontecimento futuro e certo. 4. pois é instituída em função do fato. Pensar de forma contrária. 6. insertas no art. todo transportador seria o responsável pelo pagamento de impostos. 6.04. Precedentes do STJ. Extravio. artigo por artigo. 2ª T.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. haveria a transferência do sujeito obrigado. portanto. 8. 515). rel. mantendo-se a suspensão dos tributos até a sua implementação. in casu para zero. Anulatória de débito. 64 . Sustenta a autora tratar-se de produtos sujeitos à alíquota zero. A avaria ou extravio do bem não pode modificar os critérios de outorga de isenção. AC 175713/SP. cujos bens importados enquadravam-se na alíquota zero. conferida aos produtos importados. Juiz Eliana Marcelo. vindo a ocorrer a avaria ou extravio dos bens. Precedentes. não se admitindo outra alíquota que não a indicada. Inocorrência. sobre bens extraviados sob a guarda da autora. Aduaneiro. equivaleria à transmutação de uma isenção objetiva para uma subjetiva. destinam-se a identificar o responsável e apurar o crédito tributário dele exigível (art. 7. 9.. AC 63465. inclusive ICMS e ISS conseqüentemente a tributar. nas formas dos artigos 478 a 485 do Regulamento Aduaneiro. Tributário. 4.543/2002]. Mercadoria importada. ao qual se obrigou o importador.

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Juíza Eliana Marcelo, j. 15.03.2007, DJU 22.03.2007, p. 464). Imposto de Importação. Mercadoria avariada. Sujeito passivo. Transportador. 1. É o transportador o sujeito passivo do Imposto de Importação incidente sobre a mercadoria importada, tendo em vista a assunção da responsabilidade de transportador o bem, documentalmente. 2. Irrelevante o fato de a mercadoria ter sido transportada por caminhão de outra transportadora. 3. O fato gerador do imposto de importação se dá com a entrada da mercadoria importada em território nacional. A avaria da mercadoria não afasta ocorrência do fato gerador (TRF-4ª R., 1ª T., AMS 200070030036965/PR, rel. Juíza Maria Lúcia Luz Leiria, j. 18.06.2003, DJU 09.07.2003, p. 251). Tributário. Importação de produto industrializado. IPI e Imposto de Importação. Isenção subjetiva. Locação do bem antes de decorridos cinco anos. Responsabilidade solidária. Juros de mora. Termo inicial. Decisão administrativa. I. Quando a isenção for vinculada à qualidade do importador, a locação do bem, antes de decorridos cinco anos da efetiva importação, obriga ao prévio pagamento do imposto, a teor do art. 137 do Regulamento Aduaneiro, aprovado pelo Dec. 91.030/85 [revogado pelo Dec. 4.543/2002]. II. É responsável solidária a pessoa que tenha interesse comum na situação que constitua o fato gerador da obrigação principal, nos termos do art. 124, I, do CTN. III. Existindo a solidariedade, o Fisco tem total liberdade para escolher de quem cobrar, podendo, pois, dirigir as suas ações contra todos ou apenas um dos devedores. IV. Uma vez que o julgamento definitivo no âmbito administrativo foi no sentido de reconhecer o não cabimento de acréscimos moratórios antes da decisão da lide, por não estar ainda definitivamente constituído o crédito tributário, não pode o julgador agravar a situação do contribuinte, para fixar como termo inicial para a incidência de juros moratórios a data do vencimento do crédito tributário. V Apelação parcialmente provida (TRF-5ª R., 3ª T., AC 350912/PE, j. 02.06.2005, DJU 30.06.2005, p. 655). Tributário. Responsabilidade tributária. Importação. Mercadoria importada. Perfumes. Adquirente de boa-fé. 1. O adquirente de boa-fé da mercadoria estrangeira, possuidor da regular nota fiscal, não pode ser apenado com a perda do produto, se verificado pelo Fisco que a mercadoria não foi regularmente importada, porquanto não possui o comprador a obrigação legal de exigir do comerciante vendedor a prova documental do regular ingresso do bem no território nacional, obrigação, esta sim, do Poder Público. Precedentes desta Corte e do STJ (q.v. verbi gratia: AMS
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1997.01.000367534, publicado em 13.11.2003). 2. Remessa oficial não provida (TRF-5ª R., 8ª T., REOMS 200442000022149/RR, rel. Juiz Carlos Fernando Mathias, j. 07.11.2006, DJU 04.12.2006, p. 202). Tributário. Imposto de Importação. Responsabilidade por substituição do transportador. Dec.-lei 37/66, art. 60, parágrafo único. Não configuração no caso de inexigibilidade do tributo na operação. I. Isenção e imunidade não se confundem; enquanto esta consubstancia hipótese de incompetência tributária, aquela impede a constituição do crédito fiscal. II. A diferença ontológica entre isenção e imunidade não tem o condão de afastar a exegese construída sobre o parágrafo único do art. 60 do Dec.-lei 37/66, que cuida da responsabilidade do transportador por tributos que deixaram de ser recolhidos em decorrência de dano, avaria ou extravio. III. O transportador não é responsável por substituição no caso de dano, avaria ou extravio de mercadorias quando o tributo não seja devido na operação em razão de hipótese de imunidade, não incidência, suspensão, exclusão ou extinção do crédito tributário. IV Apelação e remessa oficial improvidas (TRF-1ª R., 2ª T., AC 19990100032763/MG, rel. Juíza Vera Carla Nelson de Oliveira Cruz, j. 16.04.2002, DJU 16.05.2002, p. 108).

Seção II Imposto sobre a exportação Art. 23. O imposto, de competência da União, sobre a exportação, nacional. COMENTÁRIOS Finalidade. O imposto incidente sobre bens e produtos nacionais ou nacionalizados, quando destinados ao estrangeiro, tem como fato gerador a saída do território nacional, considerando esta saída no momento em que é expedida a guia de exportação ou documento equivalente. Adotou-se este momento como o da ocorrência do fato gerador por questão de praticidade.
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para

o

estrangeiro,

de

produtos

nacionais

ou

nacionalizados tem como fato gerador a saída destes do território

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É um imposto federal, de competência da União, inovação esta oriunda da Emenda Constitucional nº 18/65, porquanto a Carta de 46 atribuía aos Estados-membros a instituição do imposto em realce. A atual competência federal da exação é muito mais lógica e adequada à natureza jurídica do imposto, de índole nitidamente extrafiscal, regulatório do comércio exterior. É utilizado, algumas vezes, para evitar o desabastecimento do mercado interno, quando atraentes os preços do exterior. Pelo caráter extrafiscal do imposto e pelo fato de ser importante para o equilíbrio da balança comercial, tem baixíssima alíquota. Como fonte de receita é a exação despicienda, mas funciona como instrumento da política tributária, não se lhe aplicando, por isso mesmo, o principio da anterioridade. Entretanto, diferentemente do Imposto de Importação, tem sido este imposto altamente criticado, por onerar os bens de produção nacional no mercado externo. Fato gerador. É a saída material do produto nacional ou nacionalizado para outro País, qualquer que seja o objetivo da remessa, independentemente do negócio jurídico que motivou a saída, seja compra e venda, doação ou empréstimo. O momento da ocorrência do fato gerador é o da expedição da guia de exportação ou documento equivalente, conforme estabelece o Dec.-lei 1.578/77, no particular bem mais explícito do que o CTN, haja vista o teor do § 1° do art. 1°, verbis: “Considera-se ocorrido o fato gerador no momento da expedição da Guia de Exportação ou documento equivalente”.

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Os mesmos conceitos examinados para o Imposto de Importação servem de subsídio para a compreensão das alíquotas deste imposto.. inclusive ICMS e ISS Temos. cuja expedição de guia é uma mera providência burocrática. portanto. É um imposto indireto. mas também a nacionalizada. p. ed. artigo por artigo. “nacionalizada é não só a mercadoria de origem estrangeira aqui transformada ou beneficiada. Para Aliomar Baleeiro. mas também a subdividida em acondicionamentos no país” (Direito Tributário Brasileiro. As exportações podem ser diretas e indiretas. com base em contrato. uma ficção legal como fato gerador.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. a fim de facilitar. 10. beneficiamento ou acondicionamento e foi reexportada (regime de drawback). o Imposto de Importação. podendo ser as mesmas especificas e ad valorem. Possui institutos próprios. 1985. 68 . Observe-se que aqui há profunda diferença do imposto coirmão. como o Imposto de Importação. na prática. Tipo de imposto. Direta quando o estabelecimento industrial ou produtor emite a nota fiscal de venda endereçada diretamente ao destinatário no exterior. proporcional e seletivo em função do objeto submetido à tributação. 139). entendendo-se como tal a mercadoria estrangeira que no país sofreu transformação. Atente-se quanto ao fato de que não só a mercadoria nacional é passível de incidência do imposto. a cobrança do imposto. Por isso mesmo remete-se o leitor ao que foi dito quanto aos entrepostos aduaneiros e regimes especiais.

a Turma deu provimento a recurso extraordinário para reformar acórdão do TRF da 5ª Região que afastara a exigência do Imposto de Exportação em operação relativa à venda de açúcar previsto nas Resoluções 2. entendido como fato gerador pelo Tribunal a quo. quando a legislação tributária fala em “empresa comercial exportadora”. a exportação será considerada indireta para o fabricante e direta para o interveniente exportador. Imposto de Exportação. fora feito anteriormente à edição das referidas normas.2000).04. Nesta hipótese. inclusive ICMS e ISS Indireta quando o estabelecimento industrial ou produtor emite a nota fiscal de venda (com o fim específico de exportação) para destinatário comprador no Brasil. Min.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. RE 223. sem fazer expressa referência ao Dec. Alteração de alíquota.Considerando que o fato gerador do Imposto de Exportação ocorre no momento em que é feito o registro de exportação junto ao Sistema Integrado de Comércio Exterior .106/PE ( DJU 28. efetivados 16. que por sua vez emitirá nota fiscal de venda endereçada ao comprador estrangeiro. está querendo dizer que é qualquer empresa exportadora que pratica atos de comércio de exportação. A Turma. I. Ellen Gracie. rel. respectivamente.-lei 1.248/72 ou a trading companies. salientando que o registro de venda não substitui o registro de exportação. vendendo para empresa situada no exterior. que funciona como interveniente comercial. nos contratos de exportação de açúcar -.136/94 . Segundo Vittorio Cassone.112/94 [revogada] e 2. citados: 227. . artigo por artigo.2001. O fato gerador do Imposto de Exportação é o registro 69 entendeu os pela de incidência das mencionadas Precedentes resoluções RE porquanto as mesmas foram editadas anteriormente ao momento em que registros exportação. cujo registro de venda.10. JURISPRUDÊNCIA Nota: Imposto de Exportação e fato gerador .796/PE.Siscomex. Tributário.que estabeleciam alíquotas de 10% e 2%.

. consoante o § 1°. 6°. 44. Res. Direito intertemporal. 2.1997. já que revogou a delação constante no § 2° do art.06.578/77. rel.112/94. não tem o condão de contrariar o que a norma legal define como hipótese de incidência do imposto sobre a 70 .1996. é lícito instituir formas divorciadas da realidade material.07. Açúcar. 1° do Dec. Bacen [revogada]. imbuído de critério político. Segurança concedida (TRF-5ª R. Granito em bruto. Irretroatividade tributária. Se a cobrança do imposto se deu com base na Resolução 2. Registro de venda junto ao Siscomex. Segurança concedida. Juiz Francisco Falcão. Juiz Newton de Lucca j. 2.-lei 1. III. 661/92 [revogado pelo Dec.1991. Atente-se para que o art. Resoluções do CMN 2. inclusive ICMS e ISS informatizado das operações de exportação no Siscomex. rel. Dec. DJU 28.1991)..10.873). Negócio jurídico anteriormente firmado. Direito tributário. Fato gerador. 222 do Regulamento Aduaneiro [revogado pelo Dec. Imposto de Exportação.019/95]. 4ª T. j. Imposto de Exportação. constitucionalmente assegurados. 4.578/77.543/2002]. DJU 25. 4. rel. O elemento temporal do fato gerador foi o da expedição da Guia de Exportação ou qualquer documento que à mesma equivalesse segundo a administração fiscal. Imposto de importação de açúcar. 3ª T. Tributário. j. a lei elegeu a expedição da guia para marcar a saída do produto exportado. 1° do Dec. 4. 1.-lei 1. AC 0403282/RS. Majoração. Apelação não conhecida e remessa ex officio improvida (TRF-3ª R.. 04. dentre as etapas da exportação. AG 03033329. DJU 10. Juiz Gilson Dipp. editado posteriormente ao registro junto ao Siscomex das operações relativas a exportação..06. artigo por artigo. não importando que o embarque se dê somente após a alteração da alíquota. 3.112/94.1996. Ocorrido o fato gerador. fere o direito adquirido e o princípio da irretroatividade. Medida Provisória 655/94.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.05. Alíquota. Ao legislador. Segurança jurídica. A aplicação de ato normativo. contrariou o comando da Medida Provisória 655/94 [a Medida Provisória 655/94 transformou-se na Lei 9.543/2002].11. p.1997. Pleno. Por conseguinte. que juridicamente não acontece quando da contratação do embarque nem do desembarque. Fato gerador. 2. 1. p.. Apelação desprovida (TRF-4ª R. MS 00547727/PE. 08. 101. que modificou o art. II.136/94.725). do Decreto 660/92. Tributário. do art. surge para o exportador o direito de ver seu produto tributado nas bases da legislação então vigente.112/94 [revogada] e 2. Ação ordinária anulatória de débito fiscal. Direito adquirido. que atribuiu somente ao chefe do Poder Executivo relacionar produto sujeito ao imposto. 22.

08.006). O Dec. Inexistência.09. j.112/94 [revogada] e 2. 5. Impossibilidade de prejuízo ao contribuinte. 26. artigo por artigo. Resoluções 2. REO 95.831). rel.136/94. rel. de 1994. 26.1995. Precedentes jurisprudenciais desta Colenda Corte: AMS 49552/PE. inclusive ICMS e ISS exportação (TRF-4ª R. p. Juiz Francisco Falcão. 11. tal como definido no art.04. 10. Sistema Integrado de Comércio Exterior . AMS 50202/AL.112/94 [revogada] e 2. Fato gerador.10.112/94 [revogada] e 2. O fato gerador do Imposto de Exportação.1996.. Exportação.1997. Resolução Bacen 2. Imposto de Exportação. rel. j. Precedentes.. 30.136/94 do Banco Central do Brasil. 05.-lei 1. 1°.136/94. j. 1. ao instante da edição das Resoluções 2. AMS 95. j.112 e 2. Remessa oficial improvida (TRF-5ª R.235).10. Juiz Ridalvo Costa. Imposto de Exportação.1997. Fato gerador.052051/PE. j. Imposto de Exportação.-lei 1. 3ª T. Juiz José Maria Lucena. Embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário.49689/PE. 26. p. em seu art.. é a expedição da guia de exportação ou documento equivalente. 1°. REO 49689/PE. Não conhecimento da apelação da Fazenda e improvimento da remessa oficial (TRF-5ª R.1994. 83. Fato gerador.. Constitucional. § 1°. Erro material. A impetrante teve seus registros de exportação efetivados em 26. 2.1995.08. p. Constitucional e tributário. AMS 0444922/RS. DJU 20.1995. 12. Controvérsia acerca da existência de distinção entre Registro de Venda e 71 . 65. que majoraram a alíquota do tributo. À época do fato gerador incidia alíquota zero. Juiz Gilson Dipp. 4. DJU 1°. Registro no Sistema Integrado de Comércio Exterior Siscomex.1995.136.Siscomex.578/77 estabelece. Irretroatividade. Irretroatividade. DJU 10.08. Impossível a retroatividade desses diplomas normativos para alcançar as operações de exportação já registradas. Tributário.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Tributário. Encontrando-se registrados na Siscomex os contratos negociados com o exterior. Demora da Administração Pública. rel Juiz Geraldo Apoliano j.578/77.. que considera-se ocorrido o fato gerador no momento da expedição da guia de exportação ou documento equivalente: 3.10..1995. 3ª T.05. infringe o princípio da irretroatividade da lei tributária a cobrança do Imposto de Exportação nas alíquotas de 10% (dez por cento) ou 2% (dois por cento). rel. antes da vigência das resoluções que majoraram a alíquota do Imposto de Exportação. § 1°.05. 1ª T. do Dec. A demora da Administração Pública para expedir o registro de venda não pode prejudicar o contribuinte que se ateve às diretrizes dos planos governamentais para efetuar os seus negócios jurídicos. Ocorrência antes da edição das Resoluções 2.05.1996.

Recurso especial não-provido (STJ.09. Min.-lei 37/66. da Lei 6. Homenagem ao princípio da legalidade. artigo por artigo. Erro material.281). José Delgado.069/95. RE-AgR-ED 234954/AL. REsp 432839/SC. Tributário. destinados à futura exportação. Lei 6. 3. j. rel. Embargos de declaração rejeitados (STF.972/2000]. rel. AMS 199901000505276/MG.-lei 37/66. Incidência. inclusive ICMS e ISS Registro de Exportação. Os arts. art. j.2003. em seu art. Tributos e contribuições.-lei 1. 2. 1.305/75. expressando. rel. Fato gerador. Não incidência na importação de produtos sob regime de drawback. Registro de vendas no Siscomex durante vigência da resolução do Bacen. DJU 29. não há falar na incidência de tributos sobre operação enquadrada no regime de exportação temporária. Recurso não provido (STJ.2003. ou seja. DJU 24. Maurício Corrêa. 132). Precedentes. Fato gerador. Lei 9. Juiz João Otávio de Noronha. O Dec. Imposto de Exportação Açúcar. Dec. 26). 13.2006. Taxa de classificação de produtos vegetais.2006. em nosso regime legal tributário.08. 2ª T.10.2003. 1. quando ocorre comercialização interna de produtos vegetais. institui a referida taxa. Envio de equipamento ao exterior. Dec. Diante da inexistência de fato gerador. 60. 2ª T.72 . verificando-se este durante a vigência da resolução que majorou a alíquota do imposto (Resolução do Banco Central 2.02. não determinam a incidência da taxa de classificação dos produtos vegetais quando destinados à importação sob o. Só há tributo exigível quando existe lei que expressamente o declare. Impossível.2003. 2. 6. p. Constitucionalidade.578/77.03. Inexistência.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Min.. Exportação temporária. Imposto de Exportação. Tributário. Tributário. REsp 382494/PR. impondo os elementos do seu fato gerador. Circular Bacen 2. 2. j.. 25. p. Tributário.305/75.05. p.06.2002. rel.2002. Portaria 393/95.280/2005]. unicamente. j. esta deve ser aplicada..03. A Lei 6. 5. ainda. DJU 23. nos termos do Dec. 1. p. quem são os sujeitos ativos e passivos. 4ª T. Juiz Hilton Queiroz. 1.. 1ª T.927/2002]). O fato gerador do Imposto de Exportação sobre o açúcar ocorre com o registro de vendas no Siscomex e. 1° e 7°. 21. 03. Apelação e remessa oficial a que se nega provimento (TRF-1ª R. da sua base imponível e da alíquota devida. Fato gerador. a criação de obrigação tributária por interpretação jurisprudencial. regime drawback.597/95 [revogada pela Circular 3. 1°. DJU 15. 99).163/95 [revogada pela Resolução 2.305/85 [revogada pela lei 9.. Impossibilidade. 4. Inexistência.

p. STF A oneração em milhões do exportador autoriza o julgador a liberar a mercadoria impedida de ser exportada no caso presente. O fato gerador do imposto configura-se com o registro da exportação no Siscomex. não importando o momento do registro da venda junto ao Siscomex (TRF-1ª.10. AG 31752/PE. Agravo de instrumento provido (TRF-5ª R. Longe de prejudicar a cobrança do Imposto de Exportação. não havendo óbice ao exercício dessa competência pelo Conselho Monetário Nacional. 222 do Regulamento Aduaneiro [revogado pelo Dec. este o momento a ser considerado para a verificação da legislação aplicável. A base de cálculo do imposto é: I . do embarque ou da transposição de fronteira da mercadoria. ao reconhecer a efetiva ocorrência do fato gerador e confirmar.11. rel.2002. portanto. O direito fundamental do particular.quando a alíquota seja específica.2002. 23. 347). pela fiscalização aduaneira. DJU 29. 2.578/77. Averbação de embarque. II . ao tempo da exportação.2002. o nascimento da obrigação tributária. Art. Tributário e administrativo. REOMS 173653/SP. 6ª T. tendo conteúdo prevalentemente declarativo.. 24. 4.2002. p. 73 . 03. § 1°. ambos órgãos do Poder Executivo.quando a alíquota seja ad valorem. A alteração da alíquota do Imposto de Exportação pelo Poder Executivo encontra-se prevista no art. a averbação contribui para legitimar sua exigibilidade. válida a majoração da alíquota efetuada pela Circular Bacen 2. sendo. j.10. Juiz Mairan Maia. A averbação é o ato final do despacho de exportação e consiste na confirmação. Precedentes do Eg. Cobrança indireta do tributo. portanto. Juiz Paulo Machado Cordeiro.954). inclusive ICMS e ISS lei 1. devendo ser afastada alegação de inexistência de norma válida instituidora do tributo.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 153. não pode ser obstado por exigências administrativas tendentes a exigir direta ou indiretamente o pagamento do tributo devido. conforme disposto no art. sendo.. rel. ou seu similar.543/2002]. alcançaria. da Constituição Federal. a unidade de medida adotada pela lei tributária. 3ª T. DJU 23. em qualquer caso. tampouco à sua delegação ao Banco Central do Brasil. Imposto de Exportação.597/95. j. de desenvolver livremente sua atividade econômica. recepcionado pela Constituição Federal. em uma venda em condições de livre concorrência.. o preço normal que o produto. 3. artigo por artigo. descreve todos os elementos do Imposto de Exportação.10.

A pauta de valor mínimo só se faz pertinente quando o produto for de difícil apuração ou sofrer marcantes oscilações no mercado internacional. nas vendas efetuadas a prazo superior aos correntes no mercado internacional. O Imposto de Exportação não tem importância fiscal e sim política. dele excluindo-se os custos da exportação e do financiamento. o preço da mercadoria mais frete e seguro. 74 . então. deduzidos os tributos diretamente incidentes sobre a operação de exportação e. geralmente não passam da esfera dos Tribunais Regionais Federais. Ela é elaborada pelo Conselho Monetário Nacional. Daí a pouquíssima jurisprudência dos Tribunais Superiores sobre o imposto em destaque. artigo por artigo. inclusive ICMS e ISS Parágrafo único.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. considerase a entrega como efetuada no porto ou lugar da saída do produto. Considera-se. o custo do financiamento. COMENTÁRIOS Base de cálculo. cabe ao Conselho Monetário Nacional expedir normas sobre a determinação da base de cálculo do imposto e fixar critérios específicos ou pauta de valor mínimo. colocado a bordo do veículo que irá transportá-la para o exterior. como já explicitado. Como os preços oscilam em função do mercado externo. sujeitando-se inclusive às flutuações das Bolsas de Mercadoria. E quando é o Judiciário chamado a dirimir contendas em torno da exação. FOB ou posto na fronteira. Aspectos relevantes. A base de cálculo que indica o preço normal deve observar as normas da Organização Mundial do Comércio. ou seja. FOB é a abreviatura de free on board. Para os efeitos do inciso II. como preço normal o valor à vista do produto. O disposto no parágrafo único objetiva reduzir o preço do produto. não ensejando questionamentos judiciais freqüentes.

por força do art. Afinal. A quota de contribuição devida ao IBC.11. pode ter lançamento de oficio.844). § 5°. não se inclui na base imponível do ICMS. Exclusão da base de cálculo do montante da cota de contribuição devida ao IBC (Dec. DJU 16. Paulo Brossard. 2ª T. por declaração do exportador. inclusive ICMS e ISS Geralmente as controvérsias judiciais versam sobre base de cálculo ou isenção. Inconstitucionalidade do art. JURISPRUDÊNCIA “O exportador adquire o direito de transferência de crédito do ICMS quando realiza a exportação do produto e não ao estocar a matériaprima” (STJ – Súmula 129). AGRAG 153549/SP. 11 do Convenio ICMS 66/88 declarada pelo Supremo Tribunal no RE 149. As quotas isencionais são episódicas e circunstanciais.1994. O certo é que obedecem elas a razões de conveniência e oportunidade da Administração.1993. ICMS. não comportando comentários em um trabalho de âmbito geral. mas a outorga só por lei pode ser feita.1994.. Tributário. recebido pela Constituição. Agravo regimental. p. Por fim. geralmente. Exportação de café cru.269).06. Min..09. como os demais impostos.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 2°.1994. 13. 75 . j.922. O lançamento é feito. j. Contribuição devida ao IBC. Min.04. como previsto no art. o valor constante da fatura comercial é mera indicação por não se constituir em base de cálculo. especialmente o preço das mercadorias. Agravo regimental a que se nega provimento (STF. DJU 03.-lei 406/68. ADCT) (STF. 12. acrescente-se que o Imposto de Exportação. p. Base de cálculo. § 8°. artigo por artigo. Sepúlveda Pertence. art. Exportação de café cru. rel. 34. ICM. 1ª T. pelos exportadores de café cru. 30. 149 do CTN. AGAG 145172/SP. Exclusão. 24. rel. mas o Fisco tem a faculdade de recusar qualquer dos elementos dessa declaração.

12. sobre o valor líquido faturado sobre ela não pode incidir o ICM. I. j. bem como pela inexistência de benefício patrimonial a ser auferido. 15. art. 1ª T. A nova alíquota (40%). p. dentro das condições da época (alíquota de 2%). se mostrou desarrazoada e altamente ruinosa para a empresa.. Violação do devido processo. j. Razoabilidade. Segurança concedida. REO 0438009/RS. Base de cálculo.1992.. Assim. A quantia correspondente ao Imposto de Exportação não integra o valor da mercadoria. ICMS. p. Exportação de café em grão.536). Processual civil e administrativo. Não se nega ao Executivo o direito. Recurso provido (STJ. Fatos complexos. Aplicação do princípio da razoabilidade. em decorrência. II e § 1°). Tributário. Alteração exacerbada da alíquota do imposto. Garcia Vieira. REsp 73949/RJ.04. 01. se acham provados com a inicial. No caso concreto.. Se os fatos. firmou contratos para atingir seu objetivo. não se inclui na base de cálculo do ICMS devido na exportação de café em grão. 2. REsp 19610/SP. A pena de perdimento não é aplicável quando há desproporcionalidade entre o valor da mercadoria apreendida e o valor do veículo que a transportava. afetando ruinosamente os contratos firmados anteriormente pela impetrante.03.1996. II. tem o impetrante a condição especial da ação de mandado de segurança: o direito líquido e certo. suficientes para o desate da testilha. e até o dever. 153.05. em 76 . Juiz Wellington Mendes de Almeida). Autorização governamental para exportação de açúcar para o exterior. 1. a impetrante já havia obtido autorização para exportar 400. rel. por motivos conjunturais. DJU 18.1995. A desproporcionalidade da sanção imposta restou evidente ante a inexistência de Imposto de Exportação a pagar. 1ª T. Afastamento do empeço de exame de mérito. inclusive ICMS e ISS ICM. Mandado de segurança. Min. provados com a inicial: existência de direito líquido e certo. por não integrar o valor líquido faturado. ainda que legalmente alterada.1992. Pena de perdimento. Imposto de Exportação. Precedente. de chegar-se ao exame do mérito. artigo por artigo.865). Base de cálculo. de alterar a alíquota do Imposto de Exportação (CF. Recurso improvido (STJ. Possibilidade. Min. Não inclusão do Imposto de Exportação. DJU 04. rel. porém.000 toneladas métricas de açúcar para o exterior pelos períodos de 95/96 e 96/97. A quantia relativa ao Imposto de Exportação.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Tributário. rel. 5. César Asfor Rocha. objetivando a congruência lógica entre as situações postas e as decisões administrativas (TRF-4ª R. Necessidade de respeito a autorização empenhada por períodos certos e determinados. em seu aspecto substantivo. Desproporcionalidade. 3. 7. Violação do devido processo.

Segurança concedida (STJ.-lei 1. 1. Juíza Eliana Calmon. eventual divergência havida no 77 . p. 1. Recurso especial. há de se pressupor a impossibilidade prática do repasse do valor do tributo recolhido. 06. rel. DJU 12.03. Remessa improvida (TRF-1ª R. inviabiliza a pena de perdimento. ICMS. Nas operações comerciais que envolvem produto cujo preço é fixado com base nas cotações das bolsas internacionais e às quais se aplica a regra universal da desoneração das exportações. Depósito das mercadorias em vagões ferroviários. j.-lei 406/68 decisão que determina o acréscimo do valor da cota de contribuição para o IBC na base de cálculo do ICMS cobrado na saída de mercadorias. 1ª Seção. Comprovado que a documentação legal (notas fiscais.01. capaz de ensejar a aplicação do Dec. § 8°. Sendo isentas de impostos os bens a serem exportados não se configura dano ao erário. em decorrência da isenção. ICMS. 2ª T. Quota de contribuição devida ao IBC.1989. Exportação de mercadoria isencional. j. 4).03. j..1997.01398-3/DF. Súmula 49/STJ. Min. Min.1990). Operação regular. 15. Juiz Fernando Gonçalves. 11.455/76. Processual civil e tributário. Adhemar Maciel.04. p. 12. rel. Apelo improvido. Art.12. Quota de contribuição ao IBC. Por outro lado. Ação rescisória. inclusive ICMS e ISS seu aspecto substantivo. Exportação de café. j. do Dec. Mandado de segurança..1998. Exportação de café.. DJU 27. Base de cálculo. DJU 06. a ausência de dano ao erário. rel.17103-1/DF.02. Recurso especial provido (STJ. Exportação. apresenta-se ilegal a apreensão e declaração de perdimento. III. Mostra-se ilegal a lavratura de auto de infração e termo de apreensão e guarda fiscal quando a operação de exportação de mercadoria isenta embasa-se em documentação regular. 166 do CTN. 3. Insubsistência. Repercussão.2007. 1. Mercadoria isenta. Pacificada a interpretação de determinada norma jurídica pelos Tribunais Superiores. REO 89. Recurso especial. artigo por artigo. AMS 89. Cabimento.045). Viola de forma direta o preceito normativo insculpido no art.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 2.08.1990. 244). Auto de infração. DJU 06. sob pena de perda de competitividade do produto no mercado internacional. 2°. 19. REsp 511036/MG. Tributário. Sentença confirmada (TRF-1ª R. rel.2007. 2.1990.3. Contrariedade do acórdão rescindendo a entendimento sumulado no âmbito dos Tribunais Superiores. Base de cálculo.11. João Otávio de Noronha.08. 1. p. guia de exportação) foram apresentadas pelas exportadoras. Tributário.01. Desnecessidade. MS 4772/DF. Prova da repercussão. 2.

‘É vedada a compensação mediante o aproveitamento de tributo. 9° da Lei 9.2005.637/2002 e 10. respectivamente). 14 da MP 1. CTN). Recurso especial conhecido e provido para julgar procedente o pedido objeto da ação rescisória (STJ. Eliana Calmon. Variação cambial. I) e regulamentada pelas Leis 10. do CPC. são excluídas da imunidade definida no art. 3.03. 4.718/98.833/2002 (arts. há de se pressupor a impossibilidade prática do repasse do valor do tributo recolhido. 485. j. I. 2. sob pena de perda de competitividade do produto no mercado internacional. Não havendo na Constituição ou em quaisquer outros dispositivos infra-constitucionais definição de quais receitas decorrentes da exportação. além de ser a compensação uma forma de extinção da obrigação tributária examinável na esfera administrativa. Inteligência do art. de natureza extraordinária. 2° do Dec. Viola de forma direta o preceito normativo insculpido no disposto no § 8° do art. AMS 200538000209924/ MG.. 149. 149. o recurso especial. pois. ontologicamente.09. 78 . I e 6°. foi alçada a imunidade constitucional pela EC nº 33/2001 (art. DJU 07.. relativamente às receitas decorrentes de exportações previstas no art. antes do trânsito em julgado da respectiva decisão judicial’ (art. artigo por artigo.-lei 406/68 a decisão que determina que se acrescente o valor da cota de contribuição para o IBC na base de cálculo do ICMS cobrado na saída de mercadorias. a autoridade e a uniformidade de interpretação do direito federal infraconstitucional. I. 2.158-35/2001). p.assegurar a inteireza positiva. rel. 8ª T.858-6/1999 (atual MP 2. 1. 5°. § 2°. 2ª T. REsp 427814/MG..TFR e 343 – STF. obstar a rescisão dos respectivos julgados invocando o enunciado das Súmulas 134-TFR e 343-STF 3. e às quais se aplica a regra universal da desoneração das exportações. propicia ao Superior Tribunal de Justiça transcendendo o interesse subjetivo das partes . 149. CF). inclusive ICMS e ISS âmbito dos Tribunais de instância inferior não tem o condão de obstar a ação rescisória ajuizada com espeque no art. I. 4. § 2°. Apelação e remessa tida como interposta parcialmente providas (TRF-1ª R. § 2°. Min. ao Judiciário compete declarar o direito a essa compensação em sede de mandado de segurança (Súmula 213/STJ). 5.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. PIS e COFINS. A isenção do PIS e da COFINS. Imunidade (art. Inaplicabilidade do entendimento 271 das súmulas do STF. mesmo aquelas provenientes de variação cambial verificada no curso da exportação não podem ser consideradas como base de cálculo do PIS e da COFINS. depois. 192). Se. Tributário. Exportação. invocando-se as Súmulas 134 . Receitas. 5. V. 02. 170-A.2004. objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo. rel. não se afigura razoável possam os juizes de instância ordinária fazer tabula rasa das suas súmulas para. Nas operações comerciais que envolvem produto cujo preço é fixado com base nas cotações das bolsas internacionais.

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Juiz Carlos Fernando 30.03.2007, p. 108).

Mathias,

j.

06.02.2007,

DJU

Tributário. Quota de contribuição do café. Dec.-lei 2.295/86. Incompatibilidade com a CF/88. Correção monetária. Honorários advocatícios. 1. A quota de contribuição do café foi instituída por ato administrativo, revigorado pelo Dec.-lei 2.295/86, não lhe definindo fato gerador e o sujeito passivo da obrigação tributária e delegando à autoridade administrativa a fixação de sua base de cálculo, matéria evidentemente sob reserva legal. 2. Em face dos expressos termos do art. 25, inciso I, do ADCT, o Dec.-lei 2.295/86 não foi recepcionado pela Constituição vigente, restando indevido o recolhimento da quota de contribuição incidente na exportação de café. Precedente: RE 191.044, rel. Min. Carlos Velloso, DJ 31.10.1997; e AMS 90.03.037596-8/SP Des. Fed. Marli Ferreira, DJ 22.11.1995, p. 80.893. 3. O Pretório Excelso, no acórdão paradigma que consolidou o entendimento daquela Corte (RE 191.044), consignou que ainda que se defenda a possível recepção da referida contribuição pela Constituição vigente, certo é que o seu valor, então fixado pelo Presidente do extinto IBC, não o foi, por força do princípio da legalidade a que se sujeita a sua instituição e majoração, nos termos dos arts. 159, I e 149 da CF/88. Uma vez destituída de valor, a contribuição seria inexistente. Por outro lado, caso houvesse disposição acerca da alíquota da exação, aí sim, incidiria a regra insculpida no art. 25, inciso I do ADCT, ou seja, a delegação para uma eventual alteração de alíquota, desde que obedecidos limites e condições estabelecidos, teria vigência até 5 de abril de 1989, data em que, à míngua de lei que regulasse sua prorrogação, revogar-se-ia pelo referido art. 25.4. Muito embora requerido na inicial a especificação de índices de correção monetária, essa matéria deverá ser agitada em sede de liquidação de sentença. 5. Reduzidos os honorários advocatícios para R$ 5.000,00 (cinco mil reais), considerando o montante a ser devolvido, e ainda os balizamentos traçados pelo art. 20, § 4° do CPC, bem como os precedentes desta Turma. 6. Apelação parcialmente provida (TRF-3ª R. 6ª T., AC 289547/SP, rel. Juíza Marli Ferreira, j. 10.03.2004, DJU 11.05.2004, p. 266). Tributário. Mandado de segurança. CSSL. PIS. COFINS. Base de cálculo. Exclusão de receitas decorrentes da exportação. Imunidade. Art. 149, § 2°, I, da CF/88. 1. É pacífico o entendimento dos Tribunais pátrios acerca da inviabilidade de excluir-se da base de cálculo da CSLL as receitas decorrentes de exportação, pois a alteração trazida pela Emenda Constitucional nº 33 refere-se às contribuições que tenham por base de cálculo a receita, e não o lucro. 2. Às contribuições ao PIS e COFINS aplica-se a regra de
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imunidade prevista no art. 149, § 2°, I, da Constituição Federal, devendo ser excluídas de suas bases de cálculo as receitas decorrentes de exportações. Idêntico tratamento deve ser conferido à variação cambial positiva originada de contratos de exportação e outras verbas vinculadas à atividade exportadora (crédito sobre saque de exportação, crédito presumido de IPI instituído pela Lei 9.363/96), pois, do contrário, a regra de imunidade tornar-se-ia inoperante (TRF-4ª R., 1ª T., AMS 200272030015380/SC, rel. Juíza Vivian Josete Pantaleão Caminha, j. 13.12.2006, DJU 30.04.2007). Tributário. PIS. COFINS. Base de cálculo. Exportação. Receitas financeiras oriundas de variações cambiais positivas. Imunidade. Art. 149, § 2°, I, da Constituição Federal. IPI. Crédito presumido. Lei 9.393. 1. A imunidade prevista no art. 149, § 2°, I, da Constituição Federal, na redação dada pela Emenda Constitucional nº 33/2001, abarca as contribuições sociais que incidem sobre o faturamento ou receita, decorrente de operação de exportação, bem como a variação cambial destes valores. 2. Os créditos de IPI sobre matéria-prima, produtos intermediários e material de embalagem, previstos na Lei 9.363/96, não podem constitui receita tributável pelo PIS e pela COFINS quando derivados de operações de exportação. Do contrário, a regra de imunidade tornar-se-ia inoperante, pois o benefício fiscal comporia a base de cálculo das contribuições (TRF-4ª R., 1ª T., AC 200471070074584/RS, rel, Juíza Vivian Josete Pantaleão Caminha, j. 07.02.2007, DJU 21.02.2007). Mandado de segurança. Compensação tributária. Súmula 213 do STJ. Art. 515, § 3° do CPC. Vendas á Zona Franca de Manaus. Inclusão na base de cálculo do crédito presumido de IPI às exportações. Possibilidade. Equiparação às vendas para o exterior. Art. 40 do ADCT. Leis 9.363/96 e 10.276/2001. 1. Cabível a utilização do mandamus para se obter o reconhecimento do direito à compensação de tributos, a teor do enunciado da Súmula 213 do STJ. 2. Tendo em vista a Lei 10.352/2001 ter acrescentado o § 3° ao art. 515 do CPC, possibilitou-se ao Tribunal o julgamento de processo extinto em primeiro grau sem julgamento de mérito. 3. A teor dos arts. 4° do Dec.-lei 288/67 e 40 do ADCT, para efeitos fiscais, a exportação de mercadorias destinadas à Zona Franca de Manaus equivale a uma exportação de produto brasileiro para o estrangeiro. Precedentes do C. STJ. 4. Havendo equiparação dos produtos destinados à Zona Franca de Manaus com aqueles exportados para o exterior, as receitas das vendas efetuadas a tal área, por serem equivalentes a operações de exportação, podem ser incluídas no cálculo do crédito
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presumido de IPI previsto nas Leis 9.363/96 e 10.276/2001 (TRF-4ª R., 1ª T., AMS 200372010029997/SC, rel. Juíza Maria Lúcia Luz Leiria, j. 01.06.2005, DJU 20.07.2005, p. 403).

Art. 25. A lei pode adotar como base de cálculo a parcela do valor ou do preço, referidos no artigo anterior, excedente de valor básico, fixado de acordo com os critérios e dentro dos limites por ela estabelecidos. COMENTÁRIOS Em se tratando de um imposto extra-fiscal, e ligado à política internacional, sensível às oscilações do câmbio e das bolsas de mercadorias internacionais, não se estranha que o CTN tenha autorizado a abandonar-se o preço real, adotando valores fixados por critérios exóticos, fora dos parâmetros normais, para assim obter-se a base de cálculo. A excepcionalidade, entretanto, não está ao arbítrio da autoridade fiscal, porque devem ser estabelecidas em lei não somente as hipóteses em que se aceita o afastamento do preço real, mas também os critérios e limites previamente ajustados. Na prática é a medida altamente polêmica e encontra resistência quanto à aceitação, muito embora sirva de incentivo às exportações. Art. 26. O Poder Executivo pode, nas condições e nos limites estabelecidos em lei, alterar as alíquotas ou as bases de cálculo do imposto, afim de ajustá-lo aos objetivos da política cambial e do comércio exterior. COMENTÁRIOS Tudo que se disse em relação ao art. 21, referente ao Imposto de Importação, que, como o de Exportação, não observa o princípio da não-surpresa, serve para o entendimento deste art. 26.
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porque a Constituição Federal de 1988 só outorgou ao Executivo a atribuição de alterar as alíquotas do imposto e não a sua base de cálculo. A diferença que se pode destacar está no órgão incumbido de administrar as normas. ou a leva consigo para fora do País. adotando a alíquota ad valorem.578/77. COMENTÁRIOS Definição. inclusive ICMS e ISS Aliás. a redação dos arts. 26. Art. parágrafo único do Dec. 82 . art. A alíquota máxima não pode ultrapassar o percentual de 150% (cento e cinqüenta por cento). ou a leva consigo. 21 e 26 é absolutamente igual. em relação ao Imposto de Exportação temos o Conselho Monetário Nacional.-lei 1. É comum o uso da alíquota zero. no percentual de 30% (Dec. como estabelece o art. aquele que despacha a mercadoria para remessa ao estrangeiro. 3°). chamada de isenção atípica. Advirta-se que não há incidência quanto à bagagem. ou fato gerador. por qualquer meio. inclusive no que toca à parcial revogação do art.-lei 1. 27. A lei ordinária atual não cogita de alíquota específica. em última análise.578/77).716/98). É. mas aplica-se as restrições nos valores estabelecidos para o Imposto de Importação quanto à exação em destaque (art. O contribuinte do Imposto de Exportação é aquele que expede a mercadoria. Enquanto no Imposto de Importação tem-se o Secex. porque o dever de tributar está na norma e não na hipótese de incidência.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.578/77 (com redação dada pela Lei 9. 8° do Dec. artigo por artigo.-lei 1. 3°. seja ela acompanhada ou desacompanhada. Contribuinte do imposto é o exportador ou quem a lei a ele equiparar. seja ou não comerciante.

Observe-se que a alíquota zero funciona dentro da presunção de que é o produto tributado. 7. com a Emenda Constitucional nº 18. A receita líquida do imposto destina-se à formação de reservas monetárias. 28 do CTN. Segundo Aliomar Baleeiro. A CF/67 não continha a previsão da anterior. o que não ocorre com a isenção. na forma da lei. igualmente.578/77 (art. ou seja. que o valor das multas impostas por força do Dec. A alíquota zero é extremamente útil pela mobilidade que tem o Executivo. 9°). o produto da arrecadação do imposto em destaque formará reserva a crédito do Banco Central do Brasil. portanto. 28. o disposto no art. artigo por artigo. Na CF/46 a receita do Imposto de Exportação formava reservas cambiais . Na CF/88. devendo-se seguir o que está no artigo em comento. cuja aplicação ficará a critério do Conselho Monetário Nacional. Acrescente-se.-lei 1.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. a título de exemplo. inclusive ICMS e ISS Assim. assumindo importância.-lei 1. a lei poderá criar um Fundo para subvencionar exportações e produção quando o preço 83 . °. basta a verificação da necessidade de barrar a exportação para ser ordenada a subida da alíquota zero.art.578/77 é pesadíssimo (100% do valor do tributo) e também vai compor a reserva. cuja instituição ou revogação dependem de lei. Art. ainda. não há previsões. § 2°. Segundo o Dec. COMENTÁRIOS Reserva monetária. é obrigatória a reserva monetária ou cambial.

a produção. energia elétrica e minerais do País tem como fato gerador: I . III . isto é. IV . em benefício do consumidor nacional. ou a necessidade de garantir o abastecimento do mercado interno. retirando o excesso de remuneração. 19. sobre operações relativas a combustíveis. II . assim entendida a venda do produto ao público. p.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. assim entendida a colocação do produto no estabelecimento consumidor ou em local de venda ao público. como definida no art.. A elevação de preços. de competência da União. 4. energia elétrica e minerais do País Art. O imposto. não compensador para os produtos nacionais (Direito Tributário Brasileiro. § 1° Para os efeitos deste imposto. artigo por artigo. 137). lubrificantes. Capítulo V IMPOSTOS ESPECIAIS Seção I Imposto sobre operações relativas a combustíveis. a energia elétrica considera-se produto industrializado. como definida no art.a distribuição. 74.a importação.o consumo. 52. ou desestimulando as exportações. 46 e seu parágrafo único. 84 . lubrificantes. de produtos brasileiros exportáveis. ed. V . como definida no art.a circulação. Forense. inclusive ICMS e ISS internacional se apresentar gravoso.

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§ 2° O imposto incide, uma só vez, sobre uma das operações previstas em cada inciso deste artigo, como dispuser a lei, e exclui quaisquer outros tributos, sejam quais forem sua natureza ou competência, incidentes sobre aquelas operações. Art. relativamente: I - ao Imposto sobre Produtos Industrializados, quando a incidência seja sobre a produção ou sobre o consumo; II ao Imposto sobre a Importação, quando a 75. A lei observará o disposto neste título

incidência seja sobre essa operação; III distribuição. COMENTÁRIOS O imposto tratado nestes artigos, conhecido como Imposto Único, não foi recepcionado pela Constituição Federal de 1988 como de competência da União. Caminhando o Brasil pela utopia do imposto único, instituiu o Imposto Único sobre Minerais no Código de Minas, de 23.06.1934, passando pelo Dec. 24.673, de 11.07.1934, até o Dec.-lei 1.985, de 29.01.1940, o Código de Minas (alterado pelo Dec.-lei 227/67). Surgiu, depois, o Imposto Único sobre Lubrificantes, ao Imposto sobre Operações Relativas à

Circulação de Mercadorias, quando a incidência seja sobre a

Combustíveis e Energia Elétrica. A experiência do imposto único não foi boa, reclamando os Estados e Municípios da divisão da receita e não poucas vezes levando a controvérsia à Justiça.

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Com a CF/88, cuja preocupação primeira foi repartir da melhor forma o bolo formado com a receita tributária, a tributação sobre energia elétrica, serviços de telecomunicações, combustíveis e minerais passou aos Estados e ao Distrito Federal, com o ICMS (art. 155, § 3°, CF). Assim, remetemos o interessado aos comentários em torno do ICMS. Seção II Impostos extraordinários Art. 76. Na iminência ou no caso de guerra externa, a União pode instituir, temporariamente, impostos extraordinário compreendidos ou não entre os referidos nesta Lei, suprimidos, gradativamente, no prazo máximo de 5 (cinco) anos, contados da celebração da paz. COMENTÁRIOS A atual Constituição Federal de 1988 manteve a tradição inaugurada com a Carta de 1946, prevendo a instituição, pela União, dos impostos especiais (art. 154, II, CF). Diante da excepcionalidade, o legislador constitucional deixou em aberto a previsão quanto ao fato gerador da exação, admitindo que se eleja fato gerador de outro imposto. Também tem este imposto, como característica, a

temporariedade, eis que prevista a sua extinção gradual. Roque Carrazza, assim como Aliomar Baleeiro, consideram uma demasia o texto do art. 76 do CTN, ao estabelecer o prazo de cinco anos para a extinção do imposto extraordinário, quando não há limite de tempo no texto constitucional.

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Embora só possam ser instituídos ou aumentados por lei, devido à excepcionalidade, não estão os impostos extraordinários sujeitos ao princípio da anterioridade ou da não-surpresa (art. 150, § 1°, CF). TÍTULO IV TAXAS Art. 77. As taxas cobradas pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelos Municípios, no âmbito de suas respectivas atribuições, têm como fato gerador o exercício regular do poder de polícia; ou a utilização, efetiva ou potencial, de serviço público específico e divisível, prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição. [...]. COMENTÁRIOS Conceito. As espécies do gênero tributo são impostos, taxas e contribuição de melhoria. Diferentemente dos impostos, cuja característica marcante é a desvinculação da receita a uma finalidade determinada, a taxa é o tributo vinculado por excelência, isto é, só é devido pelo contribuinte se houver contraprestação por parte do ente estatal que a houver instituído. A palavra taxa é imprecisa, porque na linguagem jurídica pode significar preço público ou contraprestação por um serviço. Daí a preocupação do direito pretoriano em estabelecer a diferença dos institutos, o que ensejou a edição da Súmula 545 do Supremo Tribunal Federal assim redigida:
Preços de serviços públicos e taxas não se confundem, porque estas, diferentemente daqueles, são compulsórias, e têm sua cobrança condicionada à prévia autorização orçamentária, em relação à lei que as instituiu.

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Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência, artigo por artigo, inclusive ICMS e ISS

O verbete transcrito está em sintonia quase absoluta com a legislação atual, devendo-se o quase à consagração do princípio da anualidade (prévia autorização orçamentária), não mais existente. Segundo Aliomar Baleeiro,
Taxa é o tributo cobrado de alguém que se utiliza de serviço público especial e divisível, de caráter administrativo ou jurisdicional, ou o tem à sua disposição, e ainda quando provoca em seu benefício, ou por ato seu, despesas especiais dos cofres públicos (Direito Tributário Brasileiro, 4. ed., Forense).

A Constituição Federal de 1988, no art. 145, II, dá o conceito de taxa como sendo o tributo instituído pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios, em razão do poder de polícia ou pela utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos à sua disposição. Pelo conceito constitucional, a taxa existe para custear um serviço público ou em razão do exercício do poder de polícia. Entretanto, diante dos limites constitucionais para a criação de taxas, o legislador constitucional derivado criou, pela Emenda Constitucional nº 39, de 19 de dezembro de 2002, a chamada taxa de iluminação, no art. 149-A, ao outorgar aos Municípios e ao Distrito Federal o poder de instituir o que chamou de contribuição para custeio do serviço de iluminação pública, a ser cobrada na fatura de consumo de energia elétrica. A emenda constitucional foi uma resposta dada à firme posição do Supremo Tribunal Federal em não aceitar a cobrança, por parte dos Municípios, das taxas de iluminação pública, entendendo tratar-se de um serviço indivisível, que maculava a sua natureza jurídica. Não demoraram os Municípios, com a autorização da EC nº 39/2002, a instituírem as novas modalidades tributárias, cuja cobrança tem ensejado centenas, senão milhares de decisões em seu desfavor,
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299. ser serviço prestado por empresa privada. Quando o serviço público é geral. No STJ.08.2004. Para a caracterização do que seja serviço público recorre-se à natureza jurídica do regime jurídico que o rege. como Presidente da Corte.046. não poupam os juristas de ácidas críticas o Governo. 89 .2005. Min. mas as decisões em tutela antecipada.2003. não podendo. liminares ou cautelares são sistematicamente suspensas nos tribunais superiores. os pleitos têm obtido êxito. Min. beneficiando pessoas indeterminadas.07. DJ 05.2004.06. Min. o Ministro Nilson Naves. Suspensão de Tutela Antecipada 28/SP. inclusive ICMS e ISS inclusive via ação direta de inconstitucionalidade e ações civis públicas patrocinadas pelo Ministério Público. suspendeu os efeitos de liminar mandamental na Suspensão de Segurança 1. e sim pelas receitas derivadas dos impostos. rel. mesmo que não seja essencial. rel.min. No STF. rel. AI 422. para dizer que é serviço público aquele prestado sob a égide da lei. o Parlamento e o próprio STF. portanto. dentre outros: Ação Cautelar 876/MG. Reclamação 3. os seguintes julgados. Mas o serviço prestado pelo poder público.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. AI 462. DJ 13. DJ 09. rel. prestado a todos.317/RJ. rel. Nelson Jobim.2005. no mesmo sentido. ou seja. artigo por artigo. registram-se. Doutrinariamente.2005.377. Daí distinguirem-se as taxas de serviço e as taxas de polícia. precisa ser um serviço específico e divisível. Min. indistintamente. não podem ser tais serviços custeados por taxas. DJ 21. Gilmar Mendes. Gilmar Mendes.08. Gilmar Mendes. Nas instâncias ordinárias.03. para ser estipendiado por taxa. O outro aspecto em destaque é que o serviço prestado ou posto à disposição é sempre estatal.02. conforme publicação no DJ 23. DJ 01. Nelson Jobim.

ser bancado pelo Estado com a receita dos impostos. como vimos. tem por fato gerador uma prestação estatal efetiva ou potencial. com o cuidado para que não haja desvio da vinculação absoluta de sua receita ao serviço específico. 90 . mensurável. mas doutrinariamente nega-se a inconstitucionalidade. Em São Paulo. A taxa. Trata-se de restrição ou limitação coercitiva exercida pelo Estado.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Politicamente pode ser questionado. pode ter alíquota zero. posto à disposição um determinado número de pessoas. Taxa e preço. a prestação do serviço prevista em lei há de ser obrigatória para o Estado. e que seria perfeitamente estipendiado por uma taxa de serviço. segundo noticia Roque Carrazza. Além dos serviços. Questão que se coloca como de importância é saber se um serviço publico específico e divisível. o exercício de atividade fiscalizadora que impõe limites ao exercício dos direitos individuais. E mesmo assim exige-se que seja divisível e mensurável. Observe-se que só o poder de polícia específico é passível de estipêndio por meio de taxas. questionou-se quanto à constitucionalidade de um serviço de transporte coletivo gratuito. artigo por artigo. pago com a receita do IPTU. enquanto a utilização pode ser facultativa. ou seja. direcionada a um número determinado de pessoas que estão obrigadas à mesma. pode ser estipendiado por taxas o poder de polícia. para utilização individual e. Por fim. ou seja. inclusive ICMS e ISS Os serviços específicos ou singulares são prestados a um número determinado de pessoas. por isso mesmo.

Se a atividade não é pública. a receita a ela vinculada é um preço. Trata-se de preço. artigo por artigo. o valor do serviço é uma taxa”. e só ela. de importância fundamental na condução de cada espécie. o preço. “se a atividade estatal situa-se no terreno próprio e específico do Estado. O maior óbice à fixação de critérios científicos seguros para estabelecer a diferença. está no desvio do serviço público. inclusive ICMS e ISS Aproxima-se ela e muito se confunde com o preço ou tarifa. Para tanto. porquanto não há. como se o nomen juris fosse capaz de alterar alguma coisa. Em verdade é alei. que estabelece a fronteira entre a taxa e o preço. Preço é o valor de uma prestação derivada de um contrato firmado sob a égide da liberdade de contratar. taxa de uso. porque submetidos a tratamento jurídico distinto. 91 . Entretanto. pois o último.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. temos preço e não taxa. no direito brasileiro. Erradamente atividades públicas são estipendiadas com valor certo. não e compulsória e tem por mola propulsora o pagamento. cobrado dos usuários e sem respaldo de lei. dão ao valor de tais serviços o nome de tarifa. obedece ao regime jurídico privado. Se a remuneração é pelo uso de um bem público. embora estejam regidos por regimes jurídicos absolutamente distintos. A dificuldade surge em relação aos serviços. se a atividade estatal se situa no âmbito privado. Ensina Hugo de Brito Machado que. não se tem dúvida.

13. . sujeitase ao preço público. distribuído de acordo com o volume de geração de resíduos de cada munícipe. . inclusive ICMS e ISS A taxa é sempre criada por lei e obedece aos princípios constitucionais do sistema tributário. não confisco e irretroatividade. O STF ainda não se manifestou a respeito. cuja base de cálculo é o custo geral do serviço.478/2002. capacidade contributiva. tais como legalidade.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. serviços não essenciais.exercício do poder de polícia. Vejamos: Taxa . anterioridade. em relação a lei que as instituiu (STF Súmula 545).remuneração por serviços públicos essências econômica ou cuja não compete Preço público . 92 . conhecida como “Taxa do Lixo”. JURISPRUDÊNCIA Preços de serviços públicos e taxas não se confundem.699/2003). artigo por artigo.utilização efetiva ou potencial do serviço público. admitem concessão. Observe-se que o Município de São Paulo criou a Taxa de Resíduos Sólidos Domiciliares . Vittorio Casone indica as seguintes diferenças entre as espécies em apreciação. porque estas. .remunera serviços que não têm natureza de públicos. são compulsórias e têm sua cobrança condicionada a prévia autorização orçamentária.atividade monopolizada. diferentemente daqueles. atividade . em sucessivas leis (13.TRSD. que originariamente à iniciativa privada.pressupõe contratação.522/2003 e 13.

150. Taxa de licenciamento de importação. pelo Município. não mudou a natureza jurídica do crédito remunerador da atividade estatal especifica.387.Súmula 220).5ª R. art.145. Tributário. DJU 07. Aposição da Corte Maior levou ao cancelamento da Súmula. referente à mercadoria oriunda do estrangeiro com trânsito em porto nacional e destinada a outro porto nacional. 97. 10)” (TRF . I. 93 . 77 do CTN a referida cobrança. Constitucional. concluindo pela inexistência de vulneração ao parágrafo único do art. de taxa para preço público.571/SP. 10 da Lei 2. em razão do poder de polícia desenvolvido quanto à ocupação de imóveis utilizados para comércio ou para prestação de serviços. Nota: O verbete sofreu impugnação no STF que entendeu ser de absoluta pertinência a cobrança.5ª R.Súmula 221). com base em tabela. CF. A Taxa de Melhoramento dos Portos (TMP). em 24. “É inconstitucional a cobrança da taxa de expediente para emissão de guia de importação (Lei 7. destinadas a outro País.387. Ofensa ao princípio da legalidade tributária.145.05. de 1953. de 1953. Licença ou Guia de Importação ou documento equivalente: a alteração do art.940/89).Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. inclusive ICMS e ISS O STJ editou a Súmula 157 do teor seguinte: “É ilegítima a cobrança de taxa. IV. pela 1ª Seção.Súmula 15). REsp 261. pela Lei 8. somente é devida no destino (extinto TFR .2002 (STJ. Lei 2. de 1991. por faixas de contribuintes” (TRF . o exercício do poder de polícia administrativa.Súmula 14). I.04. na renovação de licença para localização de estabelecimento comercial ou industrial”. art.690/88. não estão sujeitas ao pagamento de Taxa de Melhoramento dos Portos (TMP) (extinto TFR .2002). com a redação da Lei 8. art. artigo por artigo. CTN. dado que a lei não fixa a base de cálculo e nem a alíquota. de 1991. “É válida a cobrança da Taxa de Fiscalização dos Mercados de Títulos e Valores Mobiliários (Lei 7. tendo como base a área fiscalizada. As mercadorias oriundas do estrangeiro. . com simples trânsito em porto nacional. 10. art.

ADCT. no art. Nota: A execução das Leis 2.1995. Recurso extraordinário não conhecido (STF. 25. da alegação no sentido de que o Fundo da Marinha Mercante teria sido extinto. pelo Poder Público. pelo Poder público. Direito constitucional. na forma do disposto no art. As assertivas do acórdão 94 . inclusive ICMS e ISS Inconstitucionalidade do art. DJU 30. que justificasse a imposição da taxa em questão. Min. O Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante – AFRMM . distinta do imposto e da taxa (CF.107/SC. Contribuição parafiscal ou especial de intervenção no domínio econômico. mediante atuação de órgãos administrativos do Município. Taxa de localização e funcionamento. prestados ao contribuinte ou postos à sua disposição. os Estados. a jurisprudência do STF firmouse no sentido de que só o exercício efetivo. Min Carlos Velloso.AFRMM. rel. No caso.387. contribuição de intervenção no domínio econômico. efetiva ou potencial. é que legitimam a cobrança de taxas. 155. da Constituição Federal. terceiro gênero tributário. mas improvido (STF. 23. sob o aspecto tributário. de serviços públicos específicos e divisíveis. artigo por artigo. seja na Constituição anterior. na segunda hipótese. p. Art. II.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 1. RE 165. 36. § 2°. Carlos Velloso. Súmula 279. assim como as que a precederam. de 1991. ao contribuinte . seja no Código Tributário Nacional.446). focalizados no recurso extraordinário. o acórdão extraordinariamente recorrido negou ter havido efetivo exercício do poder de polícia.145.145/1953 e 8.05. DJU 30.1997. 2 Interpretando essa norma.193. efetiva ou potencial. 145. 20.1997. Poder de polícia. RE 188107/SC.939/RS. 3. diante dessa decisão Plenária no RE 188. 21. por órgão administrativo.06. Irrelevância. III.03.05. art.é uma contribuição parafiscal ou especial. com a redação da Lei 8. ou a prestação de serviços. como a de que se trata neste recurso: taxa de localização e funcionamento. rel. Recurso extraordinário conhecido (letra b). A União. j. Pleno. II. na primeira hipótese. I. ao contribuinte. 10 da Lei 2.1995. j. de 1953. em razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização. o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir taxas. É o que estatui a Constituição Federal. assim como qualquer prestação de serviços. do poder de polícia.387/1991 foi suspensa pela Resolução do Senado Federal 11/2005. IX. tributário e administrativo. Fiscalização. efetiva ou potencial. da Constituição. O AFRMM não é incompatível com a norma do art. Pleno. 149). II. 4. Tributário Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante . 145 e seu inciso II. p. Constitucional.

Min. indivisível e insuscetível de ser referido a determinado contribuinte. em razão do valor do imóvel. DJU 15. RE 199. Taxa de fiscalização de localização e funcionamento. 27. Min. Pleno.1998. Ilmar Galvão. O Supremo Tribunal Federal tem 95 . rel. j. inclusive ICMS e ISS repousaram na interpretação das provas dos autos ou do direito local. 12. rel. de 30.12. Tarifas ou tabelas de preços de serviços públicos explorados diretamente pelo Estado ou mediante concessão. Inconstitucionalidade declarada dos dispositivos sob enfoque. por instituir alíquotas progressivas alusivas ao IPTU. em Recurso Extraordinário (Súmulas 279 e 280). Distinção. ao tomarem para base de cálculo das taxas de limpeza e conservação de ruas elemento que o STF tem por fator componente da base de cálculo do IPTU. A distinção entre taxa e preço público não é matéria de direito local e sim de direito federal. não mensurável. Estabelecimento comercial. O primeiro. DJU 06.02. não sendo de ser custeado senão por meio do produto da arrecadação dos impostos gerais. que limita a faculdade contida no art. 1ª T. RE 68690/PR.11. Recurso conhecido e provido (STF. Recurso extraordinário da Prefeitura. que deu nova redação aos arts. Os demais. da Lei 6. § 4°. da Constituição Federal. Recurso extraordinário não conhecido (STF. 7°. j. Min. por esta Corte. Município de São Manuel. p. Preço público. Taxas que. rel.1970). as tarifas correspondem a atos do poder executivo (STF. Luis Gallotti. com ofensa ao art. 45. A denominada taxa de manutenção e limpeza da ‘estação rodoviária’ não é verdadeiramente uma taxa. Precedentes. a área do imóvel e a extensão deste no seu limite com o logradouro público. Pleno.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.05. de qualquer modo. à observância do disposto em lei federal e à utilização do fator tempo para a graduação do tributo. 156. § 1°. 87.969/SP. conhecido e provido (STF. 6.. tem por fato gerador prestação de serviço inespecífico. qual seja. artigo por artigo.1991. Luis Gallotti. 145. § 2°. Taxa. Tributário. RE 140278/CE. 182.11. j.07. Imposto sobre a propriedade Predial e Territorial Urbana. incisos I e II.1969.152.1996. Pleno. no entendimento deste Relator. Constitucional. que não podem ser revistas. 27. rel. DJU 22.11. Min.989/66. Taxas.703). p. 38). do Município de São Paulo. II.08. incisos I e II. j. 00308-01/00183). Tributário. Ement. Taxas de limpeza pública e de conservação de vias e logradouros públicos. 5. Lei 11. Sydney Sanches.1996.1997.1957. As taxas são tributos estabelecidos por lei. mas preço público. e 94. 27. por haverem violado a norma do art. RMS 4382.

Tributário. Taxas de iluminação e limpeza urbana [acórdão anterior à EC nº 39/2002]. Min. Ilmar Galvão. 1ª T. Min. Min Ari Pargendler.478/2002.564. Impossibilidade Ilegalidade. Tributário. Valor venal do imóvel. DJU 02. j. REsp 000.09.2001). Tributário. a respectiva base de cálculo não está vinculada a atuação estatal. Precedentes. 36).699/2003].1998.. Embargos de divergência acolhidos (STJ. lavagem e capinação’.além dos serviços de ‘remoção de lixo domiciliar’ . p. Base de cálculo. Recurso extraordinário conhecido e provido (STF.1996.1996. quando inexistente a contraprestação de serviços inerentes a essa espécie de tributos.outros que não aproveitam especificamente ao contribuinte (‘varrição.09.12.03.980. Taxa de limpeza urbana e conservação de vias e logradouros públicos. anualmente renovável.02. 13. RE 276. RE 198. p. valorizando fatos incapazes de mensurar-lhe o custo (localização.tudo com afronta aos arts. 77. pelo exercício do poder de polícia. j. DJU 23. pelo exercício do poder de polícia. IPTU.152. remunera . Milton Pereira. Recurso parcialmente provido (STJ.904/RS. Município de Porto Alegre. 3. Majoração. rel. ‘desentupimento de bueiros e bocasde-lobo’). 28.12. 77. Taxa de limpeza urbana.1997. Recurso extraordinário conhecido e provido (STF. O Supremo Tribunal Federal tem sistematicamente reconhecido a legitimidade da exigência.2000.1997. j.02. ficando desfigurado o efetivo exercício do poder de polícia. art. p.989. A majoração da base de cálculo do IPTU 96 . Ilegalidade da cobrança de taxa. pelas Municipalidades. da taxa em referência. Ilmar Galvão. não podendo o contribuinte furtar-se à sua incidência sob alegação de que o ente público não exerce a fiscalização devida. de 1991. Constitucionalidade. Ausência de divisibilidade e especificidade. 1ª T. 16. do CTN. 36. EREsp 01. DJU 27. da taxa em referência. rel. Precedentes jurisprudenciais. Taxa de fiscalização de localização e funcionamento. 2. rel. 19. 1° T. Falta de contraprestação. Tributário.05. artigo por artigo. II. de 1966. utilização e metragem do imóvel) . inclusive ICMS e ISS sistematicamente reconhecido a legitimidade da exigência. não dispondo sequer de órgão incumbido desse mister. anualmente renovável. do Município de São Paulo [acórdão anterior às Leis 13. A taxa de limpeza urbana. pelas Municipalidades. 1. ademais.. 18.1998.76/PR. 16). 1ª S. Lei 6. CTN. DJU 02. j.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Escritório de advogado. rel.171). na redação dada pela Lei 11. Planta de valores genéricos. e 79.522/2003 e 13. Min. caput.. no modo como disciplinada no município de São Paulo.. Decreto do Executivo.024-04/SP.

1ª T.. Ilegitimidade de sua cobrança. a respectiva base de cálculo não esta vinculada a atuação estatal. exceto nos casos de simples atualização monetária. 1ª S.152. Estadia e pesagem de veículos de carga. rel. à vista do art. Min. 23.10. rel. do CTN. Peçanha Martins.145/1953 e 8. inc.1999. ‘desentupimento de bueiros e bocasde-lobo’). Taxa de incidente sobre guias de importação. inclusive ICMS e ISS depende da elaboração de lei.03. de 1991. EREsp 102. a exação correspondente ao uso compulsório de pátio que dá acesso a terminal alfandegário. valorizando fatos incapazes de mensurar-lhe o custo (localização. 13.06. tem a natureza de taxa de prestação de serviços e não de preço público.11. Min. utilização e metragem do imóvel) . Recurso improvido (STJ. 17.04. do Município de São Paulo [acórdão anterior às Leis 13.02.404/SP. na redação dada pela Lei 11.além dos serviços de ‘remoção de lixo domiciliar’ . Terminal alfandegário. Ari Pargendler. A taxa de conservação e limpeza pública não se confunde com a do IPTU. j. Tributário.107/SC. j. 2ª T.478/2002.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. REsp 86692/MG. inespecífico.1995). por lhe faltar característica essencial deste. j.522/2003 e 13. Nota: A execução das Leis 2.05. 10 da Lei 2. Recurso conhecido e provido (STJ. qual seja a facultatividade do seu pagamento. Tributário. caput. Taxa. diante da decisão Plenária do Colendo STF. 21. II.outros que não aproveitam especificamente ao contribuinte (varrição. e 79.145/53 e 7. remunera .09.1995. REsp 220004/RS. Fiscalização aduaneira.1998). Min.1998. rel. DJU 05. Lei 6. Leis 2. Embargos de divergência acolhidos (STJ. Antônio de Pádua Ribeiro.145/53.05.193. 2ª T. A taxa de limpeza urbana. não mensurável. Min..387/1991 foi suspensa pela Resolução do Senado Federal 11/2005. 14. Precedentes. Carlos Velloso.. rel. rel.12. ademais. Tributário. por isso que tem por fato gerador prestação de serviço de caráter genérico. 77. lavagem e capinação’. DJU 02. I – A exação prevista no art. REsp 61294/ES. 23. indivisível e insuscetível de ser referido a contribuinte certo e determinado. II . p. 77 do CTN.1997. É taxa. artigo por artigo. j.16. 97 ..1997. o que exceder disso é aumento de carga tributária e só pode resultar de lei.1997. no RE 188.699/2003]. de 1966.tudo com afronta aos arts. Min. DJU 11.1999). Taxa de limpeza urbana. e não preço publico. DJU 05.1999). Garcia Vieira. no modo como disciplinada no Município de São Paulo.690/89. DJU 30.Recurso especial não conhecido (STJ.989. j.

1995. 04. criou taxa em razão dos serviços prestados.. j. Taxa ou preço de armazenagem. rel. de 09. que requer lei em sentido material e formal. p.09833-4/BA.940/89. 77 do CTN. 4°.01. É defeso ao município instituir renovação de taxa de licença de localização e funcionamento. Renovação. preço e.07. pois a denominação é irrelevante para qualificar a natureza especifica da imposição. Sentença confirmada (TRF . não significa que estamos diante de tributo.0201404-9/RJ.01. A taxa em exame tem base de cálculo diversa da do imposto. Impossibilidade. 3ª T. I. Não é inconstitucional a taxa de fiscalização do mercado de valores mobiliários instituída pela Lei 7. 2. j.05. 114).. inclusive ICMS e ISS Tributário. 4ª T. 17. Tributário. 1. Lei 7. Remessa provida (TRF .. do CTN. não ocorrendo violação ao art. Juiz Castro Aguiar. não se presta à instituição de tributo.1ª R. em vicio de ilegalidade.940/89.05.1991.02.. Administrativo. Taxa instituída pela Portaria 028/91-N. rel. j. subsumindo-se em norma complementar (CTN. do Presidente do IBAMA. Adoção de base de cálculo própria do ICMS.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 97. CVM. 03. 3. deve ser tratada. Taxa de fiscalização. Alíquota.. que.2000. art. p. do Presidente do IBAMA. rel. 98 .1998. da categoria das taxas.1997. 10. REO 93. REsp 218103/SP. 1ª T. por ser conhecida como ‘taxa de armazenagem’. mas pelo critério da compulsoriedade da exigência (Súmula 545 do STF). Apelação e remessa oficial improvidas. p. Violação do art. AMS 93. II . 3ª T.2000). inciso I. Humberto Gomes de Barros. DJU 06. a Portaria 028/91N. 1.314). DJU 29. Infringência do princípio consagrado no parágrafo único do art. j. Tributário.03. rel. 100).27835-9/BA.1998. 44.05. 262). a título de poder de polícia. 3. 77 do CTN. em face da inexistência da contraprestação de serviços e realização efetiva do poder de polícia (STJ. Assim. DJU 13. 2. Juiz Eustáquio Silveira. AMS 95.12.Embora seja conhecida por ‘taxa de armazenagem’..1998. Preços públicos e taxas não se distinguem pelo nomen iuris ou pela natureza dos serviços remunerados. na liberação de mercadorias destinadas à exportação.1995. A portaria. podendo ter os seus valores e índices regulados por decreto ou mesmo portaria. até por vício de linguagem. esta é. Taxa de licença de localização e funcionamento. eis que a proibição do parágrafo único refere-se a capital e não a patrimônio. do Código Tributário Nacional). tecnicamente. Incorre. artigo por artigo.A natureza jurídica do tributo decorre do seu fato gerador e não do nome que se lhe dá (art. DJU 13.04. Min. 4. Precedentes.07. Tributário. portanto. Juiz Olindo Menezes. a pretexto de veicular emolumento. como tal. I .1ª R.Recurso improvido (TRF-2ª R.. III .

. p. Verbete 545. revela que se cuida. j. porque estas. Juíza Julieta Lunz. 4° do CTN.Nos termos do art. como ditado no art.A leitura de tal dispositivo. a espécie. rel. e têm como base a lei formal e como antecedente fático a fruição do benefício que o recolhimento da tarifa propicia (TRF-2ª R.exigidas compulsoriamente. Precedente específico desta Eg. II..1994. II O Eg. Tributário.708). que devem ser remunerados pelos serviços que sejam prestados ou postos a disposição de quantos transitam com cargas. que de tal figura jurídica se trata. projetos e construções são mantidos e operados pela União ou entidade da administração federal indireta. Art. na redação que lhe deu a Lei 7. STF.As tarifas aeroportuárias destinam-se ao pagamento pertinente a utilização de aeroportos. isto visando afastar qualquer dúvida.. rel.06. 145 da Constituição Federal vigente. os preços públicos ou tarifas têm como pressuposto ou antecedente necessário a efetiva utilização do bem público que usufruir. Não é porque o dispositivo em apreço empregou a expressão ‘taxa’.02. Tarifa de armazenagem. mutatis mutandis. j. cujas instalações.690/88.009/73. IV . no caso. 20. inclusive ICMS e ISS Tributário.04..313). III . e decorrendo de efetiva utilização das áreas assim projetadas e construídas. 145. intérprete precípuo da CF. da Constituição Federal. 10.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. sendo as taxas-gênero de tributo . Juiz Arnaldo Lima. AMS 93. II . em relação a lei que as instituiu’. diferentemente daqueles. sendo irrelevante a sua denominação.0206369-0/ES. bem assim da utilização de equipamentos e serviços do aeroporto. em face do art. 2° e suas alíneas da Lei 6.10. III . 1ª T.Apelação conhecida e provida. 15. Taxa exigida pela CACEX para expedição de guia de importação. Lei 6.145/53.1996.As entidades que exploram se obrigam a manter em bom estado os aeroportos. jamais de taxa. são compulsórias e têm sua cobrança condicionada à prévia autorização orçamentária. Infra-estrutura aeroportuária do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro. 3ª T. tudo nos termos do voto condutor (TRF-2ª R. a natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo seu fato gerador.1995. I .0211235-0/RJ. I Elucidação da conceituação jurídico-legal da tarifa de armazenagem instituída pela Lei 6.AMS 90. DJU 02. IV .Diferença entre taxa e preço público. isto através de tarifas ou preços específicos. 11. de há muito sumulou sua jurisprudência.18106-0. E.009/73. 51. 99 .1994. p. de preço público.09.009/73. AMS 95. haja em conta que. DJU 15. Turma . da Lei 2. remessa oficial prejudicada. a saber: ‘Preços de serviços públicos e taxas não se confundem. Art. artigo por artigo.

Remessa ex officio provida (TRF-4ª R. Tributário. 79. Art. 4. legitimamente exercido pelo município. Direito Tributário.004).820/SP. 16. AMS 0444230/RS. Tributário. III . do CTN.387/1991.. geralmente são estabelecidas as taxas). Carlos Velloso.1996. Lei 7. corresponde ao controle. 68. Taxa de fiscalização do mercado de valores mobiliários. funcionamento e instalação.107/SC. Taxas de iluminação e de limpeza públicas não se enquadram nas taxas contra-prestacionais.. 23. 2. Constitucional. Sucumbência invertida (TRF-3ª R. Constitucionalidade. o valor do tributo por ele devido (TRF-4ª R. Autonomia municipal. 100 . as atividades e os interesses da comunidade. juiz Francisco Falcão. sobre o ordenamento urbano. rel. p.1995. Trata-se de tributo fixo. Taxa de serviços públicos. 4ª T. 1ª T. p. DJU 10. em que o patrimônio líquido da empresa funciona não como base imponível.08. Art. Taxa de verificação anual de funcionamento regular (alvará). REO 0443196/PR. II .. j. Juiz Gilson Dipp. 72.301). p.Apelação e remessa oficial providas. Apelo e remessa oficial improvidos (TRF-5ª R.940/89.10..05.03.1996. Min.1997. Juíza Lúcia Figueiredo.1997. artigo por artigo.Regular utilização do poder de polícia garantindo constitucionalmente. rel.1997. no RE 188. por conseguinte.1996.02. diante da decisão Plenária do Colendo STF. 3. 14.668).193).1997. rel. j. Juíza Tânia Terezinha Escobar.03. rel. 73. criado sem base de cálculo e sem alíquota (como. 22. mas como um referencial para se estabelecer a classe do contribuinte. 1. 1ª T. Interesses genéricos e não específicos divisíveis. 2ª T. p.09. p. II e III. I . DJU 13. e.113.1995. j. É constitucional a taxa de fiscalização do mercado de valores mobiliários instituída pela Lei 7. j. DJU 30. A expedição de alvará. j. 21. Taxa de licença para localização.268).145/1953 e 8. 145. 1. 2.. DJU 27.. AC 93.É legítima a instituição e cobrança pelo município de taxa de licença para localização.09. Tributário.08.1996. II.03. 06.08.. o que faz desnecessária a comprovação da efetiva contraprestação do serviço público. alias. CF/88. foi suspensa pela Resolução do Senado Federal 11/2005. para a localização de quaisquer estabelecimentos. Mandado de segurança. inclusive ICMS e ISS Nota: A execução das Leis 2.940/89. DJU 24. funcionamento e instalação de imóvel onde a Caixa Econômica Federal exerce suas atividades. 19.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. rel.

2. sim. A anuidade exigida pelos conselhos regionais constitui tributo. Constitucional. Embargos de declaração opostos à decisão singular do Relator. DJU 26.208/MG.536/SC.04. da espécie taxa. mas de preço público. sujeitos que estão ao princípio constitucional da legalidade (§ 29 do art.2005). por não se tratar de crédito de natureza tributária. contados do primeiro exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que não se trata de tributo. que prevê sua ocorrência após cinco anos. sob a vigência da Constituição atual (de 1988). Juiz Edgard Antônio Lippmann Júnior. Já ao tempo da Emenda Constitucional nº 1/69. Natureza jurídica de preço público. Conselho Regional de Contabilidade. Precedentes. 19. do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná. Orientação que reiterou. Conversão dos embargos em agravo regimental. Custas e emolumentos. a exigência ou 101 .094/SP. por não serem preços públicos. rel. o Plenário do Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que ‘as custas e os emolumentos judiciais ou extrajudiciais’. dos Estados e do Distrito Federal. Conversão em agravo regimental. Serventias judiciais e extrajudiciais. 173 do CTN/66.1996. Direito Constitucional e Tributário. a cobrança a título de água e esgoto.04. artigo por artigo. inclusive ICMS e ISS Execução fiscal. 2ª T. rel.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. AC 95. 3. 28.2005.06. 2ª T.. A multa administrativa. 153 da Emenda Constitucional nº 1/69). ao Distrito Federal e aos Municípios. no inciso I. aos Estados. Não se tem por afastada a liquidez e certeza da certidão de dívida ativa pelo só fato de trazer referência dos valores originais em moeda não mais em curso no País (TRF4ª R. Ação direta de inconstitucionalidade da Resolução 7.495).09. CDA.10. Não provimento deste (STF.08. Embargos de declaração opostos à decisão do Relator.1984). 24 estabelece a competência concorrente da União. no julgamento do RE 116.. Taxa de esgoto sanitário. Tributário. sendo aplicável em matéria de decadência o art. julgando a Representação 1.1990. RE-ED 447. 2. j. Decadência e prescrição. II. ‘mas. garantia essa que não pode ser ladeada mediante delegação legislativa’ (RTJ 141/430. 1. I. veda à União. taxas..00284/PR. j. Carlos Velloso. Natureza jurídica. p. tem o prazo prescricional de vinte anos para cobrança. 3. j. 74. Inafastabilidade.1996. a 20. 1. para legislar sobre custas dos serviços forenses (inciso IV) e cujo art. de 30 de junho de 1995. Esse entendimento persiste. Min. não podem ter seus valores fixados por decreto. Prestação de serviço por concessionária. cujo art. 150. Liquidez e certeza. Anuidades e multas. 08. DJU 02. III.08. Ato normativo. Embargos de declaração convertidos em agravo regimental.

sem lei a respeito. 175 e §§ [rectius: parágrafo único]).e não de lei formal. p. no seu exato sentido jurídico. 145. Pleno. O art. Pleno. mas. ADIn 1444/PR. art. Interpretação dos arts.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. da LEF [Lei 6. 219. art.314. ADIn 2586/DF. Lei 9. nos termos em que foi admitido no ordenamento jurídico. Min. não tem prevalência. Decretação da prescrição intercorrente por requerimento do Ministério Público. rel. DJU 11. rel. resultantes da utilização efetiva ou potencial. como exigido pela Constituição Federal. prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição’. artigo por artigo.314. 236). do CPC. 20. II). 1. Tal conceito abrange não só as custas judiciais. 145 admite a cobrança de ‘taxas. em razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização. IV. Requerimento do Ministério Público. Remuneração pela exploração de recursos minerais. 4. de 14.2002. igualmente. Min Carlos Velloso. 78. A sua aplicação há de sofrer os limites impostos pelo art. pois estas resultam. ADIn julgada improcedente (STF.11. sem lei que o estabeleça.2003). de serviços públicos específicos e divisíveis.11. Mas sempre fixadas por lei. O poder de polícia está conceituado no art. l6. a majoração de custas judiciais e extrajudiciais resultou de Resolução do Tribunal de Justiça . Aqui não se trata de ‘simples correção monetária dos valores anteriormente fixados’. 20. prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição (CF.830/80]. 40 da Lei 6. ex officio. 101). CTN. Natureza tributária. 6. do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (STF. entendeu possível a decretação. mas preço público decorrente da exploração pelo particular. Recurso especial. do CTN. O art.Código de Mineração]: não se tem. inclusive ICMS e ISS aumento de tributo.2003. art.08. II. as extrajudiciais (emolumentos). de serviços públicos específicos e divisíveis. 12. e 174. As taxas decorrem do poder de polícia do Estado. Serviço de fornecimento de água e coleta de esgoto. de 30 de junho de 1995. Lei 9. de serviço público. Sydney Sanches. I. II e § 1°. de 14. ainda que prestado em caráter particular (art. Tributário.830/80. Ação direta julgada procedente. No caso presente. Recurso especial oposto contra acórdão que.05. 2. em execução fiscal referente a serviço de fornecimento de água. para declaração de inconstitucionalidade da Resolução 07. art. j.-lei 227/67 . Decretação da prescrição intercorrente. j. IX.2003. também. da prescrição intercorrente. Precedentes. DJU 01. Tributário Taxa Conceito. Preço público. no caso. II do § 3° [rectius art.. efetiva ou potencial. 8°. III. de um bem da União (CF.04. 20 do Dec. ou são de serviço. Código de Mineração. parágrafo único. taxa. o qual alterou o art. 174 do CTN. mas de aumento do valor de custas judiciais e extrajudiciais. 3. Taxa. Repugnam os princípio informadores do nosso 102 . Constitucional.02. 5.1996.1996. 1°. § 4°.

O concessionário recebe remuneração da mesma natureza daquela que o poder concedente receberia. Rev. in casu. ‘Se a ordem jurídica obriga a utilização de determinado serviço. nº 05. 10. 6. Obrigatoriedade do serviço de água e esgoto. 8. 299. 12. 174 do CTN tem natureza de lei complementar. então é justo que a remuneração correspondente. O art. Regime tributário da venda de água. quando há compulsoriedade. 7. Não há amparo jurídico a tese de que a diferença entre taxa e preço público decorre da natureza da relação estabelecida entre o consumidor ou usuário e a entidade prestadora ou fornecedora do bem ou do serviço. não sendo afetada pela existência da concessão. nele não incluídos os do art. 40 da Lei 6. Precedentes desta Corte e do colendo STF 5. Os casos de interrupção do prazo prescricional estão previstos no art.-set. Prevalência no ordenamento jurídico das conclusões do X Simpósio Nacional de Direito Tributário. sendo o prestador do serviço público pessoa jurídica de direito privado. deve-se estabilizar o conflito. cujo afluente [rectius: efluentes] terá destino fixado pela autoridade [sanitária] competente’. o valor cobrado é preço público/tarifa. não permitindo o atendimento da respectiva necessidade por outro meio. inclusive ICMS e ISS sistema tributário a prescrição indefinida. 174 do CTN. p. 3. 492). se a entidade que presta o serviço é de direito público. ed.830/80. Juríd. de que a contribuição pelo fornecimento de água e coleta de esgoto é taxa.. RT. Direito municipal brasileiro. em face da obrigatoriedade da ligação domiciliar à rede pública’ (Helly Lopes Meirelles. pelo que. serviço público concedido. Adoção da tese. 11). Há de ser sempre lembrado de que o art. no sentido de que ‘a natureza jurídica da remuneração decorre da essência da atividade realizadora. Os serviço de fornecimento de água e coleta de esgoto é cobrado do usuário pela entidade fornecedora como sendo taxa. 11 da Lei 2. Tem-se. de natureza compulsória. na situação específica examinada. jul. artigo por artigo. da Procuradoria-Geral da Fazenda Estadual/Minas Gerais. cobrada pelo Poder Público. Precedentes das egrégias 1ª e 2ª Turmas desta 103 .. p. 9.080/90] (Código Nacional de Saúde) determina: ‘É obrigatória a ligação de toda construção considerada habitável à rede de canalização de esgoto.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. p.. Após o decurso de determinado tempo sem promoção da parte interessada. 40). 1987. Atividade pública (serviço) essencial posta à disposição da coletividade para o seu bem-estar e proteção à saúde. 4. o valor cobrado caracterizar-se-ia como taxa. v. norma revogada pela Lei 8. impondo-se segurança jurídica aos litigantes. visando atender necessidades coletivas ou públicas. se prestasse diretamente o serviço’ (RF. sofra as limitações próprias de tributo’ (Hugo de Brito Machado. 1977. 11. pela via da prescrição. ‘A remuneração dos serviços de água e esgoto normalmente é feita por taxa.312/94 [rectius: de 1954. ao contrário. ano 1987. por ser a relação entre eles de direito público.

prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição. com a Lei 8. 17. Dec. rel.145/53 e modificada pela Lei 7. Recurso especial não provido (STJ. IPI. Remessa oficial improvida (TRF-1ª R. face. § 2°).09. rel. José Delgado.2002.502/64. § 2°. Tributário. 5. Taxa é espécie de tributo que tem por fato gerador o exercício do poder de polícia.. 2.522/92. representa uma obrigação acessória. 1ª T. art. Ausência de identidade de sua base de cálculo com a dos impostos.052/RJ.690/88) Ilegalidade.03. 46 da Lei 4. ao afirmar que essa taxa tem identidade com a base de cálculo do imposto de importação. Problema de ilegalidade corrigido pelo Legislativo. Taxa de expediente (Leis 2. Trata104 . previsto no art. j. A aplicação do selo de controle do IPI.690/88 identifica-se como taxa e não preço público. Não violação de acordos internacionais. 13. rel. j. 145.07.-lei 1. sobre a importação de mercadorias de países signatários do GATT. STF. DJU 17. 19. 178). 6. Natureza jurídica. sendo uma obrigação assumida voluntariamente. 145.. A exação criada pela Lei 2. 4. 77 do CTN. 21.2002. da ALALC ou ALADI (Súmula 124 do STJ). por identificar-se com a base de cálculo do imposto de importação..145/53 e 7. porque decorre da prestação de um serviço privativo e exclusivo da atividade estatal. Provimento à remessa necessária (TRF-2ª R. da CF e o parágrafo único do art. no RE 167.03. ou a utilização. artigo por artigo.1999. p.09.437/75. Taxa de melhoramento dos portos. 3. 4ª T. Min. Importação. também. 286). Juiz França Neto.08. Preço público é a remuneração paga pelo fornecimento de serviço público prestado por concessionário ou permissionário. inclusive ICMS e ISS Corte Superior. 3. A aquisição dos selos de controle do IPI não configura exercício do poder de polícia ou utilização de serviço público especifico e divisível. após a declaração de inconstitucionalidade pelo Eg. DJU 14.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.289).2006.. j. Equivoca-se quem reputa inconstitucional a cobrança da taxa de melhoramento dos portos. Taxa que tem como base de cálculo o valor da mercadoria constante da guia de importação vulnera o art. de serviço público específico e divisível. efetiva ou potencial.2000. Receita originária. p. inclusive. DJU 31. 6ª T. 1. p.. Tributário. Juíza Selene Almeida. Suspensão dos dispositivos legais questionados pela Resolução 73/95 do Senado Federal.992-1/210. REsp 848287/RS.2006. 1. Precedente do TRF 1ª Região. 2. As taxas não podem ter base de cálculo ou fato gerador idênticos àqueles que correspondam aos impostos (CF. Selos de controle quantitativo. REO 9601042105/DF. a reiterada doutrina e a jurisprudência dos tribunais superiores que entendem legítima a sua cobrança. Ressarcimento de custos. no interesse da arrecadação ou da fiscalização do tributo. REO 3.

por ser dele o monopólio na confecção dos selos. violação a quaisquer princípios tributário. Taxa de cadastramento.000271-0. aquela ‘que decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações positivas ou negativas. rel.2007). Obrigação acessória. Juiz Vilson Darós.2007. Trata-se. não caracteriza taxa e nem preço público. Inconstitucionalidade.437/75. 1ª Seção. ADIn 1. Ressarcimento de custos. apenas. não havendo. artigo por artigo. de mais um custo. j. de obrigação acessória.07. DJU 28. 13. Tributário.-lei 1. como sendo instituição de uma nova taxa ou de preço público. Juiz Antonio Albino Ramos de Oliveira. DJU 12..2006) (TRF-4ª R.Não há considerar a exigência de ressarcimento de custos de confecção de selos de controle. Tributário. Preços públicos e taxas não se distinguem pelo nomen iuris ou pela natureza dos serviços remunerados. 1ª Seção.2006. Dec. necessidade esta que se impõe diante da peculiar sistemática de arrecadação do imposto’ (Embargos Infringentes 2003.Casa da Moeda-. A única diferença é que tal valor é devido ao Estado. inclusive ICMS e ISS se.437/75. mas pelo critério da compulsoriedade da 105 .002. AC 200371120077868/RS. Natureza jurídica.71. sem que isso venha a desconfigurar sua natureza 2 –‘A aquisição dos selos de controle do IPI não configura exercício do poder de polícia ou utilização de serviço público específico e divisível. Portaria 37/98. na verdade. j.. ou seja. dentre outros que se somam à atividade desenvolvida pelo industrial e que é repassado ao preço final do produto. em vicio de ilegalidade.03. criou taxa em razão dos serviços prestados no exercício de poder de polícia. DJU 12. O cumprimento dessas obrigações acessórias pode gerar dispêndio ao contribuinte em determinadas situações. 06. EIAC 2003.. Cadastro técnico federal de atividades potencialmente poluidoras ou utilizadoras de recursos ambientais. constituindo-se em receita originária da União.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.07. assim.05. pelos contribuintes do IPI. 1 . a portaria que.2006. Ibama. ou seja. a pretexto de veicular emolumento.-lei 1. Incorre. 793). 113.710/RS.07. previsto no Dec. 2ª T. Selos de controle quantitativo. § 2°.4ª R.823-1/DF. apenas. com a utilização de patrimônio estatal (TRF-4ª R.03.050. do CTN). Trata-se. nelas [sic] previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos’ (art. por ser dele o monopólio na confecção dos selos.. Lei 4.502/64. TRF . necessidade esta que se impõe diante da peculiar sistemática de arrecadação do imposto. proveniente de produto fabricado por empresa pública .71. A única diferença é que tal valor é devido ao Estado. de mais um custo. dentre outros que se somam à atividade desenvolvida pelo industrial e que é repassado ao preço final do produto. O valor pago pela aquisição das estampilhas (selos) de controle do IPI. p. IPI. rel.

127 do Dec.03.TCFA. 2. 106 .040. p. 1ª T.760/46. 01. Taxa municipal de segurança ostensiva contra delitos.-lei 9..2006. 19. Juiz Vilson Darós.4. 05.2006. rel.. Juiz Marcelo Malucelli. na medida em que não restou comprovado que essa exação serve para retribuir serviço público específico e divisível e nem representa exercício do poder de polícia (TRF-4ª R. O faturamento da empresa é utilizado como critério referencial a fim de garantir-se a isonomia. AC 2004. 77 do CTN e 145 da Constituição Federal de 1988. conferindo-se tratamento diferenciado a quem produz graus de poluição diferentes e. rel. As taxas são tributos que têm como fato gerador o exercício regular do poder de polícia. exige o exercício do poder de polícia em maior ou menor grau (TRF-4ª R.é o exercício do poder de polícia conferido ao Ibama para controle e fiscalização das atividades potencialmente poluidoras e utilizadoras de recursos naturais. AC 2003.804/RS.174.105. rel. prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição. de serviço público específico e divisível. Lei 10. ou a utilização. AMS 1999.2006. 1ª T. 145 da CF/88 e 77 e 78 do CTN.71.02. Competência da 2ª Seção. Taxa de ocupação. 145. Matéria não tributária. A hipótese de incidência do tributo em questão –TCFA . por conseguinte.. Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental . DJU 08.165/2000 aos arts. j. II. 1. p.05. cobrada por este em razão do uso por terceiros de seus bens imóveis.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.. Conhecido o conflito de competência para declarar competente para a matéria a 2ª Seção.. A taxa de ocupação é uma receita originária do Estado. conforme inteligência dos arts. Conflito negativo de competência. 502).2006.165/2000.05. Não há falar. efetiva ou potencial. j.04.04. 3. j. 1ª T. Juíza Vivian Josete Pantaleão Caminha. inclusive ICMS e ISS exigência (TRF-4ª R. DJU 24. 617). O nomen iuris atribuído à exação cobrada pelo Estado é questão que não importa para sua classificação como tributo.2006. artigo por artigo. as taxas de serviço instituídas pelos Municípios devem ter como fato gerador o exercício do poder de polícia ou a utilização. Inexiste ofensa da Lei 10. Nessa esteira. p. fulcro no art.121/SC. DJU 03.461/SC. afigura-se ilegal a cobrança da taxa de segurança ostensiva contra delitos instituída pelo Município de Criciúma. Em obediência à Constituição Federal.72. que poderia ocasionar uma possível inconstitucionalidade. portanto. 381). Ilegalidade da cobrança.2006. uma vez que de prestação de serviços públicos não se trata. prestados ao contribuinte ou postos à sua disposição.. efetiva e potencial.000. Processual civil.72. art. em ausência de contraprestação.060. de serviços públicos específicos e divisíveis.010.

no entanto. Legalidade. A competência para instituição de taxas pelo exercício do poder de polícia vem determinada no art. 339).. p. enquanto aquela é compulsória.12.247. 197). 3ª T. 313).Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. A taxa para uso do fogo não tem a mesma base de cálculo do ITR. Queima controlada de cana-de-açúcar. Este tipo de atividade não se encontra acobertada pelos princípios constitucionais tributários. o disposto no art.009/73. O C. afigura-se devida a tarifa de armazenagem apenas nos casos de efetiva utilização do serviço portuário.10 2004.02.. CC 2005. 01. A principal distinção entre taxa e preço público reside no fato deste ser facultativo. Apelação improvida (TRF-5ª R. Taxa de armazenagem portuária. Pela análise da Lei 6. que utiliza a propaganda.2004. Exigibilidade.015/99.02. j. Juiz Nery Junior.2006. Cobrança pela municipalidade em detrimento da CEF. Trata-se de uma prestação contratual voluntária. 1ª parte. Corte Especial. Tributário. DJU 23. Honorários advocatícios. 4ª T. posto que criada pela Medida Provisória 2. Precedentes. A fiscalização de anúncios se faz necessária para preservar a qualidade do meio ambiente nas cidades e adequar a conduta da pessoa física ou jurídica.. A taxa é um tributo que tem.500/SP. AC 2000. Tribunal. a quem recebeu originariamente por distribuição o agravo de instrumento (TRF-4ª R. Precedente deste eg.2005. Juíza Marga Inge Barth Tessler. Mandado de segurança.03. 1.068/AL. Legalidade na cobrança da taxa para uso do fogo. 77 e 80 do CTN.06. p. II. na hipótese de incidência. 4. a qual definiu os elementos essenciais à sua instituição. uma atividade estatal. O poder público se serve da cobrança por meio de preço ou tarifa pela prestação de um serviço público voluntário... rel. p. inclusive. rel. j. Embargos à execução fiscal. DJU 06. Administrativo. 3. AMS 2001. artigo por artigo.03. convertida na Lei 9. Apelação não provida (TRF-3ª R.006. é o meio pelo qual se paga por um serviço facultativo. rel.201. da Carta Magna. inciso II. Possibilidade. afastando-se. 2. DJU 01.000. 145. Natureza jurídica de taxa. se subdividindo em um serviço público e outra em razão do exercício do poder de polícia.80. Juiz Marcelo Navarro. STF já reconheceu a prescindibilidade da efetiva comprovação da atividade fiscalizadora para a cobrança anual da taxa de localização e 107 .784/SC. Taxa de fiscalização de anúncio luminosa. j.2005. A remuneração para obtenção da autorização para uso do fogo em queimada controlada tem a natureza jurídica de taxa. direta e especificadamente dirigida ao contribuinte. 145. 19. da CF e nos arts. 1. às disposições legais pertinentes.04.2005. 2.960/2000. Tributário. 23.990.010. Tarifa. inclusive ICMS e ISS especificamente a 3ª Turma. 3.

15. 2ª T. Juíza Consuelo Yoshida. e sua renovação anual. p.11.2002. inverto os honorários advocatícios fixados na r.. A taxa é de competência comum ou cumulativa. j. AC 93. STJ. * Parágrafo único com redação determinada pelo Ato Complementar 34/67.025/69.2001).-lei 1.10. Cecília Marcondes.05. União.16-6. j. no julgamento do REsp 261. generalidade e origem pública. 2ª Seção.05. rel.2002. TRF3. Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça.2001. j.2002. tenha-se presente o entendimento do STF.. Min. sumulado sob nº 545: 108 .12. Des. rel. O que caracteriza a espécie tributária é a compulsoriedade. DJU 02. 204.] Parágrafo único. Desde então.2001. inclusive ICMS e ISS funcionamento pelo Município de São Paulo. 7. j. A Súmula 157 do STJ foi cancelada pela C.09.77.08.571/SP. DJ 14. na certidão da dívida ativa. da CF/88). 02.04.05.001. j.922. REsp 2000/0079370-1. o STJ tem reconhecido a validade da taxa de localização e funcionamento e da taxa de fiscalização de anúncio.2001.. inclusive em detrimento da Caixa Econômica Federal. DJ 03. 4. 6. 330). DJU 03.252-6/SP. 07. da incidência do encargo de 20% previsto no Dec. De referência à compulsoriedade. DJ 07.038173-0. 23.2001. p. diante da notoriedade do exercício do poder de polícia pelo aparato administrativo dessa municipalidade (AgRg no RE 222.2006. 1ª T. artigo por artigo. COMENTÁRIOS Generalidades. p.030. rel. Ellen Gracie. AgRg no REsp 2002. caput. 191. Art. Fed..63.239/SP. Diante da não previsão. Apelação e remessa oficial providas (TRF-3ª R. taxa semelhante àquela aqui discutida.2006. podendo ser instituída por todos os entes federativos. 5. rel.10.. Min.03.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Precedentes: STJ. DJ 02. A taxa não pode ter base de cálculo ou fato gerador idênticos aos que correspondam a imposto nem ser calculada em função do capital das empresas. Eliana Calmon. EAC 91. Estados e Municípios (art. 6ª T.04. setença monocrática. 17.2002. 145.[.

proporcional. ou não. tem função fiscal e o valor será uma alíquota proporcional ao serviço. utilize. Genérica é a taxa porque atinge indistintamente todo aquele que a ela estiver vinculado em virtude de algum fato gerador. considera o valor da causa e estabelece faixas de incidência. por exemplo. a taxa existe em razão da prestação de um serviço. Sendo a taxa derivada de uma vontade do Estado. porque estas. temos que a alíquota da taxa pode ser fixa. artigo por artigo. pois não poderá ser tomado como base situação fática que já tenha servido para a incidência dos impostos (§ 2°. Se. tem função extrafiscal (emprego do tributo como instrumento de intervenção pública). em que a lei. em relação à lei que as instituiu. sendo mais comum a alíquota fixa. art. 109 . se a taxa é manifestação do poder de polícia. o que se reflete diretamente sobre a alíquota. Neste sentido a Súmula 595 do STF. são compulsórias e têm sua cobrança condicionada à prévia autorização orçamentária. De referência ao quantitativo. a taxa de incêndio. Segundo Aliomar Baleeiro. 145. CF). diferentemente daqueles. Fato gerador e base de cálculo. o contribuinte os serviços do Corpo de Bombeiros. progressiva ou regressiva. inclusive ICMS e ISS Preços de serviços públicos e taxas não se confundem. ao fixá-la. A maior das limitações que se impõe à taxa é quanto a seu fato gerador. não poderia deixar de ser pública.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. diferentemente. Exemplo de alíquota progressiva é a da taxa judiciária. manifestada por força de lei e em atividade administrativa plenamente vinculada. terá que pagá-la.

o poder público exaure sua atividade dentro de uma previsão fática que se chama fato gerador. distinguir a base de cálculo de uma taxa e de um imposto. utilizável pelo sujeito passivo. A propósito. muitas vezes.940/89”. o poder tributante terá de dispor de um serviço mensurado e individualizado. efetiva ou potencialmente. quando a Lei federal 7. Na prática. o que se faz imprescindível em razão da restrição contida no CTN.Súmula 595). A base de cálculo é a expressão.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. do fato gerador. Entendiam não estar presente na atividade dos mercados de títulos e valores mobiliários o exercício do poder de polícia. 110 . inclusive ICMS e ISS Para cobrar taxa. A preocupação do legislador quanto à exigência final contida no parágrafo em apreciação (não ter a taxa valor econômico em função do capital da empresa) teve em vista não atropelar o Imposto de Renda. O STF dissipou todas as dúvidas ao editar a Súmula 665 do teor seguinte: “É constitucional a Taxa de Fiscalização dos Mercados de Títulos e Valores Mobiliários instituída pela Lei 7. não é fácil. Sobre a base de cálculo incidem as alíquotas. Assim. no exercício do poder de polícia e na realização de serviços. é o custo do serviço específico. JURISPRUDÊNCIA “É inconstitucional a taxa municipal de conservação de estradas de rodagem cuja base de cálculo seja idêntica à do Imposto Territorial Rural” (STF .940/89 instituiu a taxa de fiscalização dos mercados de títulos e valores mobiliários. questionando a legalidade e a constitucionalidade da lei. acorreram os contribuintes ao Judiciário. em número. artigo por artigo.

145. 87 e incisos I e II.1994. Moreira Alves. 08. de qualquer modo. DJU 10. 10 da Lei 2.1984. por haverem violado a norma do art. Min.12. p. Recurso não conhecido (STF. 182. Ilmar Galvão. rel. 111 .888). não podem eles ter seus valores fixados por decreto.02. por instituir alíquotas progressivas alusivas ao IPTU. artigo por artigo. que limita a faculdade contida no art. Pleno. Pleno. Ilmar Galvão. DJU 04.11.1997.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. de 26. Sua natureza jurídica. em face da norma do art. Inconstitucionalidade dos dispositivos sob enfoque. do Governo do Estado de São Paulo. j. rel. que deu nova redação aos arts. § 4°. Não sendo as custas e os emolumentos judiciais ou extrajudiciais preços públicos. RE 204. 7°. 23. em razão do valor do imóvel.1995. Tributário. com ofensa ao art. § 2°. da Constituição Federal de 1988.1996. Min. do município de São Paulo.213). rel. j. p. § 2°. mas. sujeitos que estão ao princípio constitucional da legalidade (§ 29 do art. RP 1094/SP. Os demais. redação dada pelo art 1º da Lei 7. Pleno.09. sim. 12. à observância do disposto em lei federal e à utilização do fator tempo para a graduação do tributo.02. e 94 da Lei 6. qual seja. Taxas que. Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana. Lei 10. Taxas de limpeza pública e de conservação de vias e logradouros públicos. Representação julgada procedente para declarar a inconstitucionalidade do Decreto 16. j. a área de imóvel e a extensão deste no seu limite com o logradouro público.921/90. 156.02.145/53. O primeiro. Conhecimento e provimento do recurso da contribuinte (STF. rel.08. da Constituição Federal. o valor da mercadoria importada. ao tomarem para base de cálculo das taxas de limpeza e conservação de ruas elemento que o STF tem por fator componente da base de cálculo do IPTU. Taxa de licenciamento de importação. 153 da Emenda Constitucional 1/69). Soares Muñoz. garantia essa que não pode ser ladeada mediante delegação legislativa. taxas. 145.989/66.1981. Inconstitucionalidade que se declara do dispositivo legal em referência. não tendo de ser custeado senão por meio do produto da arrecadação dos impostos gerais. Representação de inconstitucionalidade.827/SP. Tributário. 1. Tributo cuja base de cálculo coincide com a que corresponde ao imposto de importação. Decreto 16.1981. no entendimento deste Relator.690/88.1992). § 1°. não mensurável indivisível e insuscetível de ser referido a determinado contribuinte. Art.685.04. Min. inclusive ICMS e ISS Município de São Paulo. p/ac. II. RE 167992/DF. Não conhecimento do recurso da Municipalidade. ou seja. do Governo do Estado de São Paulo (STF.685. Min. de 26. tem por fato gerador prestação de serviço inespecífico. DJU 25. Custas e emolumentos judiciais e extrajudiciais. 15.

§ 2°. j. Decisão da matéria pelo Colendo STF. Legalidade de aumento de Tarifas Portuárias (TAP) por ato ministerial. Agravo regimental desprovido (STJ.STJ. 1ª T. Taxa de expediente.1999). entendeu-se que o fato de a alíquota da referida taxa variar em função da metragem da área construída do imóvel . CTN.921/90.11. Apreciação incomportável no âmbito do recurso especial. Min. DJU 31. impossível o exame da matéria pelo Superior Tribunal de Justiça. 2ª T. Tributário. Recurso não provido (STJ. ‘Não se conhece do recurso especial pela divergência. Súmula 83 do STJ. 26. Taxas de conservação e limpeza de logradouros públicos. Ag 121.04. A taxa de expediente. rel. Min. decidiu que é constitucional a taxa de coleta de lixo domiciliar instituída pelo Município de São Carlos . Min. Tributário. j.801/SP. que é inconstitucional a cobrança das taxas de conservação e limpeza na forma estabelecida pela Lei Municipal 10.1999. 98/99. com a revogação da decisão de fls. Min. em matéria de cunho eminentemente constitucional. Legalidade. 2. rel. Carlos Velloso. 18.03. 3. de remoção de lixo domiciliar e de iluminação pública.SP (Lei municipal 10. 1ª T. quando a orientação do Tribunal se firmou no mesmo sentido da decisão recorrida’ . Milton Luiz Pereira.05.Súmula 83 . I. arts. Base de cálculos.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Preços públicos.145/53. Processual civil.que constitui apenas um dos elementos que integram a base de cálculo do IPTU .253/89). como fundamento central. j. por possuírem base de cálculo própria do IPTU. Exações entendidas como inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal. consoante o entendimento mais moderno desta Corte. Aldir Passarinho Júnior. Inconstitucionalidade. em sede de recurso especial. 2.. Taxas de conservação e limpeza urbana.08. da CF (‘As taxas não poderão ter base de cálculo própria de impostos’). Multiplicidade de precedentes. ao apreciar o RE 232393/SP. José Delgado. Tributário e processual civil. Base de cálculo.03. Agravo de instrumento desprovido (STJ. 145.não implica identidade com a base de cálculo do IPTU.1999. O Colendo Supremo Tribunal Federal entendeu. por maioria) . 1.827-SP (DJU 25. instituída pela Lei 2. Plenário.09. artigo por artigo. DJU 10.1997. 12. Lei 10. 04.. inclusive ICMS e ISS Constitucional e tributário. 77 e 79. 3. Agravo regimental provido. Ilmar Galvão. Município de São Paulo.2000). Min.2000.690/88. O Colendo STF. rel. Importação. 1. rel. DJU 27.1999. é 112 . Destarte. no julgamento do RE 204. REsp 157060/SP. afastando-se a alegada ofensa ao art.921/90.1999). Ag 314761/SP. II.TAP.. Não se conhece de recurso especial quando a decisão atacada basilou-se. Na ocasião. Taxa de Armazenagem Portuária . com redação dada pela Lei 7. por maioria.05. III. rel.

1995. Comissão de Valores Mobiliários. de 20. 3ª T. Garcia Vieira.2000.1999. da Constituição. inciso I. Assentada a efetividade do exercício do poder de polícia para a cobrança das taxas em questão.12. podendo ter os seus valores e índices regulados por decreto ou mesmo portaria. § 2°. 4°. Localização e Funcionamento . Alíquota. §§ 1° e 2°).570/PE. 03. 20. j. Este Tribunal decidiu pela constitucionalidade da cobrança da Taxa de Fiscalização de Anúncios . para que se pudesse dissentir dessa orientação seria necessário o reexame de 113 . Recurso não conhecido (STJ. como tal. Alegada ofensa ao art. Francisco Peçanha Martins.. 16.05. nesta superior instância. da Constituição do Brasil. Recurso provido (STJ. REsp 166. I . tecnicamente.940. Taxa de Fiscalização. Tributário. Administrativo.835) e. rel. Assim.06. Tendo o STF proclamado a constitucionalidade da Lei 7. situação que não viola a vedação prevista no disposto no art. 2. ainda. do Código Tributário Nacional). 145. Reexame de fatos e provas. 145. III .05.940/89. Precedente STF.2000).07. pois a denominação é irrelevante para qualificar a natureza específica da imposição. preço e.07. Violação de lei federal não configurada. § 2°. o entendimento de que não há identidade entre a base de cálculo das referidas taxas com a do IPTU. sabendo-se que o art. Firmou-se. DJU 13.1999).TFLF. inclusive ICMS e ISS flagrantemente inconstitucional. até por vício de linguagem. REsp 205. Taxa ou preço de armazenagem. Taxa de fiscalização. rel. 145. esta é. 3. Constitucionalidade. Min. 2ª T.TFA e da Taxa de Fiscalização. da categoria das taxas. descabe a alegação de contrariedade à lei tributária nacional. artigo por artigo. Juiz Castro Aguiar. art.1989. Agravo regimental no agravo de instrumento.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.685/ES. deve ser tratada. Recurso especial. DJU 01.1404-9/RJ. j. eis que possui base de cálculo própria do imposto de importação. Processual civil. Taxa de Fiscalização de Anúncios .1995. DJU 01. Município de Belo Horizonte.TFLF.. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. j. 1. Efetivo exercício do poder de polícia..314). por entender que são exigidas com fundamento no efetivo exercício do poder de polícia pelo ente municipal. por ser conhecida como ‘taxa de armazenagem’. 44. Constitucionalidade.. 1ª T.A natureza jurídica do tributo decorre do seu fato gerador e não do nome que se lhe dá (art. Localização e Funcionamento . Lei 7. ambas do Município de Belo Horizonte. não significa que estamos diante de tributo.TFA.020. que instituiu a taxa de fiscalização da CVM (RE 177. 77 e parágrafo único CTN repete preceito constitucional (CF. AMS 95. II — Embora seja conhecida por ‘taxa de armazenagem’. rel. Tributário.Recurso improvido (TRF-2ª R. p.08. Min.

12. rel. DJ 03.2007.. 2ª T. Recurso ordinário em manado de segurança. Base de cálculo.2003.938/2003. no julgamento do RE 206777/SP. 2. j. 144 da Constituição Estadual. Art.393 (Sessão de 12. por entender que preenche os requisitos da divisibilidade e da especificidade e a sua base de cálculo não guarda semelhança com a base de cálculo de nenhum imposto. 02. e RMS 21.280/MG. 2. Juiz Teori Albino Zavascki. Min. Agravo regimental a que se nega provimento (STF.032/MG. p. 33). ROMS 21. Taxa de incêndio. que. p. Min. RE-AgR 346695/MG. Análise da norma pelo Tribunal de Justiça o Estado de Minas Gerais em ação direta de inconstitucionalidade transitada em julgado. Lei 6. inclusive ICMS e ISS fatos e provas. circunstância que impede a admissão do extraordinário ante o óbice da Súmula nº 279 do STF. Min. É esse o entendimento aplicado também pelo STJ. DJU 01.. 2ª T. Taxa de limpeza pública. Taxa de incêndio Estado de Minas Gerais. j.2007.2007. art.10. Impossibilidade de apreciação de tese em tomo do art. Ellen Gracie. A posição adotada pelo Tribunal a quo. 83).02. Min. João Otávio de Noronha.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Constitucionalidade.1999) fixou entendimento no sentido de que ‘o fato de um dos elementos utilizados na fixação da base de cálculo do IPTU . considerou constitucional a cobrança de taxa de incêndio. Tributário. ser tomado em linha de conta na determinação da alíquota da taxa de coleta de lixo. 07.03. O Supremo Tribunal Federal. com redação da Lei 14. Município de Belo Horizonte. II da CF/88 114 . DJU 19.12. 1.04. rel. DJU 27.09. DJ 09. mesmo não tendo se referido expressamente ao art. RMS 21. artigo por artigo. A corte de origem deliberou sobre a correspondência entre as bases de calculo do IPTU e da taxa de limpeza pública. AIAgR 618. Questão devidamente prequestionada.08. 145 da Constituição Federal.a metragem da área construída do imóvel . j. 1ª Turma.607/MG. Controvérsia referente á especificidade e divisibilidade da taxa de limpeza pública não dirimida pelo Tribunal a quo.. Tributário. 2ª T. Agravo regimental improvido (STF.2007. contudo. 4. João Otávio de Noronha. Eros Grau.2003.150/MG. 2ª T. Falta de prequestionamento do disposto no inciso II do mesmo art. 145.08. 145 da Constituição. Súmulas STF nº 282 e 356. da Constituição Federal.049/MG. não quer dizer que teria essa taxa base de cálculo igual à do IPTU’. Coincidência com a do IPTU.12.763/75. 1ª T. § 2°. no julgamento do RE 232. Precedentes: RMS 23. 3.2006. Análise do recurso quanto ao art.2006. 392). 98).que é o valor do imóvel (CTN. 13. encontra-se coerente com o decidido pelo Plenário desta Corte. 1. DJ 21.. Min. rel. José Delgado. 145..2006. Recurso ordinário desprovido (STJ. p.

321). com redação dada pela Lei 14. REsp 179. 1.02.2005. inclusive ICMS e ISS e dos arts. 144 da Constituição Estadual.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. João Otávio de Noronha. 3.522/1992. Cabe recurso especial fundado na alínea b do inciso III do art. O ITR tem como fator gerador a propriedade rural e como base de cálculo o valor da terra nua. Recurso especial não conhecido (STJ. Considerando que ocorreu o trânsito em julgado desse acórdão. ao criar a taxa de incêndio. anterior à EC nº 45/2004].05. Vide. descabe o reexame da matéria nessa oportunidade. Fato gerador e base de cálculo. Não cabe ao Superior de Justiça intervir em matéria de competência do STF.04. Precedentes. Recurso especial. Resolução 11/2005 do Senado Federal] identifica-se como taxa e não preço público. rel.2006. 1. ROMS 22. sob pena de violar a rígida distribuição de competência recursal disposta na Lei Maior. Matéria constitucional. Cabimento do recurso especial pela alínea b. 03.632/MG. foi considerada legítima pelo Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais na ADIn 1. também. visto que preenche os requisitos da divisibilidade e da especificidade e que sua base de cálculo não guarda semelhança com a base de cálculo de nenhum imposto’ (RMS 21.. rel. Min.938/2003. Importação.0000. 1. É legítima a taxa de incêndio instituída pela Lei estadual 6.. 105 da Constituição Federal para resolver conflito entre lei local e lei federal [de acordo com a redação do art. 2ª T. enquanto a Taxa de Construção. 77. Taxa 115 . 2. j. 105.038/2003. 232). Conservação e Melhoramentos de Estradas de Rodagem tem como fato gerador a prestação de serviços de conservação e como base de cálculo o custo do serviço dividido entre os proprietários de imóvel rural segundo fórmula adotada por pontos de utilização dos serviços. III. Ausência de identidade com o ITR. Processual civil e tributário. Tributário. A Lei 6. p. da CF. 2ª T.049/MG e 21. 2.280/MG.145/53 e 7.763/75. b. Taxa de conservação de estradas de rodagem. Min.2005. Ilegalidade. tampouco para prequestionar questão constitucional. Taxa de expediente (Leis 2. Min.2006.145 foi extinta pela Lei 8.145/53 e modificada pela Lei 7. DJU 09. Confronto entre lei municipal e federal. 2. João Otávio de Noronha. Eliana Calmon. 4.763/75. Segunda Turma) (STJ. 78 e 79 do CTN.11.690/88).802/SP. rel. 21. artigo por artigo. p.12. 77 do CTN. A exação criada pela Lei 2. 10 da Lei 2.690/88 [taxa prevista no art. o que afasta a possibilidade de identificação com o imposto e a eventual ofensa ao art. porque decore da prestação de um serviço privativo e exclusivo da atividade estatal. j. DJU 06. que a declaração de constitucionalidade produz efeitos erga omnes e que nesse julgamento foi analisada a questão em torno do art. com redação dada pela Lei 14.404860-1/000.

inclusive ICMS e ISS que tem como base de cálculo o valor da mercadoria constante da guia de importação vulnera o art. configurado o alegado evento prescricional. 4ª T. § 2°. no RE 167. após a declaração de inconstitucionalidade pelo eg. uma das causas de extinção do crédito tributário. dali por diante passa a fluir o prazo de sua cobrança. 1. em 01. para interrupção do prazo prescricional: portanto. segundo a qual suficiente a propositura da ação.2000 (fato incontroverso). sentença.01. qual seja. rel.992-1/210.1995. após a formalização do crédito tributário em questão. ao verificar a transgressão do lapso temporal fixado pelo referido dispositivo. Sucumbência recíproca. 6. 178). com a Lei 8. Tributário. nos termos 116 . Operou-se a prescrição em relação a alguns dos débitos exeqüendos (taxa de licença e taxa de limpeza referentes ao ano de 1995).4. Problema de ilegalidade corrigido pelo Legislativo. 21. contados da data de sua formalização definitiva. através de mero cálculo aritmético. não procedeu o contribuinte/recorrido ao devido recolhimento do mesmo. STJ. de rigor a extinção do débito prescrito da forma como operada.1ª R.. do CTN. Execução fiscal. 3ª Turma desta Colenda Corte pela incidência do consagrado através da Súmula 106.2000. Entende a Eg. 145. 4. em que é possível excluir ou destacar do título executivo o que excedente. 174 do CTN. encontra-se parte do valor contido no título de dívida embasador dos embargos. Equivocada se tem revelado certa forma de contagem fazendária: a partir do fato e formalizado o crédito.522/92. Parcial procedência aos embargos. Contaminado pela prescrição. 7.2105/DF. afastada a sua anulação neste ângulo. do art. Conforme se extrai a partir da r. com observância do estabelecido pelo art. DJU 17. do Eg. Verificada.04.1999. 6. qual seja. Município de São Paulo X União. em relação ao ano de 1995. Taxas de conservação e taxas de limpeza pública devidas. 2.03. REO 96. cumprindo destacar que.12. p. Inocorrência..01. Embargos à execução fiscal. STF. 5. primeira figura. Prescrição parcial ocorrida. 3. da CF e o parágrafo único do art.09. j. artigo por artigo. ajuizado o executivo em pauta em 18. Coincidência com a base de cálculo do IPTU. 77 do CTN. sendo a hipótese de mero excesso de execução (como se dá. 5 (cinco) anos para a ação de cobrança do crédito tributário em comento. 156. Precedente do TRF 1ª Região. Constituem os débitos atos distintos identificáveis e autônomos. Remessa oficial improvida (TRF . com a cobrança de específicos meses colhidos pela prescrição). elencada no inciso V. de cunho prescricional. 3. 5. por identificar-se com a base de cálculo do imposto de importação. nos presentes autos. a ação deve prosseguir pelo saldo efetivamente devido.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. a prescrição. Suspensão dos dispositivos legais questionados pela Resolução 73/95 do Senado Federal. Juíza Selen Almeida. como se denotará.

ao passo que dito imposto recai sobre o valor venal da coisa. no âmbito dos requisitos para as taxas em geral. 14. Nenhuma ilegitimidade na cobrança de citadas taxas. fato incontroverso. sem óbice substancial pela parte contribuinte. amiúde praticada. e do art. vez que dotado de valores autônomos. conservação e limpeza pública. 145. artigo por artigo. tal qual gizado pela própria Constituição e pelo CTN. atualizados monetariamente até o seu efetivo desembolso. portanto. Não se ressentem referidas taxas. para julgar parcialmente procedentes os embargos. CF. reconhecendo-se a legitimidade da cobrança das taxas de conservação e de limpeza pública. Impõe-se o parcial provimento ao apelo da Municipalidade envolvida. nem ao da indivisibilidade. ônus cabalmente seu. pois exatamente está calcada na contraprestatividade ou vinculação entre o quanto pague o contribuinte e seu beneficiamento direto. perfeitamente possível o prosseguimento da execução fiscal pelo valor residual do débito executado. consoante parágrafo único do art. pois atendido o figurino da hipótese de incidência pertinente. específicos. 77. A natureza da atividade estatal envolvida se põe límpida. inclusive ICMS e ISS da jurisprudência que. 16. de molde a permitir exigência da exação em pauta. tanto quanto se sujeitando a União ao 117 . neste passo não tendo a executada/embargante/apelada denotado assim não se ponham os préstimos/serviços municipais a respeito. a declaração de nulidade da ação de execução fiscal. a título de taxa. Pertinente e adequada a ponderação. no tocante ao tema aqui em mérito. reformando-se em parte a r. vencimento de 1996/1998. segundo a qual cobrados estão sendo imóveis. Apesar de reconhecida a prescrição em relação aos débitos supra citados. firmados através do inciso II do art. que contam com aqueles referidos serviços. 13. da União. sendo capital repisar-se tanto se tributa. 17. Também inocorre á propalada coincidência de base de cálculo entre ditas taxas e o IPTU: como destacado pela Municipalidade envolvida. 11. Precedentes. uma vez que a incidir quantitativamente perante aqueles que proprietários de imóveis limítrofes ao logradouro beneficiado por referidos serviços.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. quanto pelo colocado ao dispor do contribuinte. pelo serviço efetivamente prestado. tão-somente reconhecendo-se a ocorrência da prescrição parcial. No que tange às taxas de conservação e de limpeza pública. a base daquelas se põe sobre o custo da atividade aqui suportada pelo poder público. 8. 9. CTN. imediato. sentença. pois não desprovido de liquidez o débito exeqüendo remanescente. 204. 12. de fato. suportando a Municipalidade envolvida honorários advocatícios de 10% sobre a diferença excluída em prol da União. antes enfocados. 15. não ensejando. inafastada a presunção de certeza da CDA em questão. adota-se. CTN. do descumprimento nem ao requisito da especificidade. 10. A divisibilidade se coloca também límpida. a propósito. avulta em destaque a divisibilidade de ditos serviços.

para postular.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Precedente da E. j. V . Parcial provimento ao apelo (TRF-3ª R.É inconstitucional a taxa instituída pelo art. Precedentes do E. da Constituição Federal. 3ª Turma: AC 97.03. I . Fed.A partir de janeiro de 1996. Atualmente. Taxa para expedição de guia de importação./91.250/95. b) IPC de mar. j. DJU 23. administrativa ou judicialmente.637/2002. o que. a partir de jan.10.11./91 a dez. AC 993.2006. 18. Des. 145.. e pela Lei 10. Carlos Muta. 3ª T. artigo por artigo. 168. atualizados monetariamente até o seu efetivo desembolso. In casu. deve ser utilizada exclusivamente a taxa SELIC. p. haja vista a identidade de sua base de cálculo com aquela vigente para o imposto de importação.01..145/53. não mais exige o prévio requerimento do contribuinte e a autorização da Secretaria da Receita Federal para a realização da compensação em relação a quaisquer tributos e contribuições.Na vigência das Leis 8.690/88.145/53. devidas ao Fisco. III .2007.383/91 e 9. mesmo no caso de tributo lançado por homologação. rel. os seguintes índices: a) BTN a partir de dez. inclusive ICMS e ISS pagamento de honorários advocatícios de 10% sobre o tributo remanescente em cobrança. 77 do CTN. Precedentes do STF e do STJ./90. Tributário. II e § 2°. modificado pela MP 66/2002. de mesma espécie e destinação.833/2003. I./90 a fev. a taxa de emissão de guias de importação somente pode ser compensada com outras taxas. conta-se a partir deste recolhimento. utilizando-se.032515-7.A correção monetária deve ser calculada desde a data do recolhimento indevido. 1° da Lei 7. c) INPC de mar. Juiz Silva Neto. 559). no caso. na redação que lhe foi atribuída pelo art. entretanto. em flagrante discrepância com o previsto no art. 25. CTN. 10 da Lei 2. ou seja. 150 do CTN. em favor do Município implicado. IV . Inconstitucionalidade./88 até fev. rel.690/88. II . não configurada a decadência do direito de pleitear a compensação dos pagamentos efetuados em período superior ao qüinqüênio contado retroativamente da propositura da ação. e art. STJ.11. 74 da Lei 9./91. a compensação devia ser efetuada somente entre contribuições e tributos da mesma espécie e destinação. Possibilidade.2005.992-1/PR) e do C.430/96.954/SP. o art. 10 da Lei 2.O prazo disposto no art. 1° da Lei 7. Portanto. Compensação. o direito de compensar o tributo indevidamente recolhido. não pode ser aplicado no caso em pauta. 16. quando o contribuinte recolhe o tributo sem o prévio exame da autoridade fiscal. DJU 17. com redação dada pelo art. concedido à Fazenda Pública para homologar a conduta do contribuinte ou lançar de ofício a eventual diferença apurada. Art. STF (RE 167. uma vez que o contribuinte não precisa esperar o esgotamento do qüinqüênio previsto no § 4° do art.2005. uma vez que se trata de direito superveniente. convertida na Lei 10./92. que representa a taxa de inflação do período considerado acrescida de juros 118 . e d) UFIR.

pelo serviço de carga e descarga. Taxa Selic.2006. da Lei 9. Apelação e remessa oficial. em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação.04. Delegação do poder de tributar.11. Impossibilidade. 4. ‘O Superior Tribunal de Justiça firmou entendimento de que.. Administrativo. 8ª T. 305/95. 6. 77. 61.532/1997]. Natureza jurídica de taxa. 10.690/88. Tributário.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. rel. 39. 5. do CTN. 97 do CTN. do Estatuto Constitucional. Constitucional. nos termos do Dec. 1. Fixação por portaria. 05.392/AM. nos termos do art. indubitavelmente. inclusive ICMS e ISS reais. 566). 024/99). 197/96.2006. da CF. armazenamento ou estocagem. 145.Apelação da União Federal desprovida. prestação de serviço de carga e descarga. 2. Prescrição. As remunerações estabelecidas pelas Portarias editadas pela Suframa (171/83. 3. Juíza Cecília Marcondes. Controle de internamentos na Zona Franca de Manaus. Taxa de licenciamento de importação. art. § 2°.113. parágrafo único. Juíza Maria do Carmo Cardoso. Vedada a identidade de base de cálculo entre taxa e imposto. tida por interposta. Prescrição. 7.Apelação da autora e remessa oficial parcialmente providas (TRF-3ª R. fixar as referidas taxas cobradas pela Suframa.-lei 288/67 e do Dec. pelos índices adotados na Tabela da Justiça Federal.32. À Suframa foi conferido o poder de polícia para expedição de guias de importação. 77. p.08. 150. das taxas por utilização de instalações e equipamentos da Suframa. 3ª T.307/SP rel. AC 370. bem como a utilização de suas instalações e equipamentos. da CF. § 2°.. VI . j.2006. Lei 2.000. Desembaraço aduaneiro. 1° da Lei 7. Somente a União pode por lei. do CTN.10. Suframa.244/67. DJU 23. parágrafo único. com a redação conferida pelo art. a partir do recolhimento indevido. Arts. do CTN. Tese dos cinco mais cinco. 118). Identidade de base de cálculo. Tabela da justiça federal. 06. a que se dá parcial provimento (TRF-1ª R. § 2°.. 7° e 97. p. está em confronto com o princípio da legalidade tributária. Violação aos arts.145/53. VII . embora a arrecadação e a fiscalização sejam a ela delegadas. 309/95. 1. Remuneração pela anuência aos pedidos de guias de importação. mantendo-se os juros de mora fixados na sentença. têm natureza de taxa e não de preço público. A fixação por portarias. Tributário e processual civil. Não é concebível que essas taxas sejam instituídas por portarias. e do art. art. o prazo prescricional para efetivar-se a 119 . da tipicidade e com a regra do art. j. artigo por artigo. e art. da CF. 145. nos termos do § 4°. Princípio da legalidade. DJU 17.250/95 [artigo revogado pela Lei 9.. Ofensa ao art. 145.2006. A correção monetária a ser adotada na restituição dos valores recolhidos indevidamente deverá ser feita. armazenamento ou estocagem. AC 2001. Correção monetária.

11. incidenter tantum.. entretanto. foi editada para substituir a Lei 9. Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental . em um primeiro momento.165/2000 criou a TCFA (Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental). inclusive ICMS e ISS compensação via ação judicial.518 120 . DJU 11. 2. Tratando-se. é desta que se inicia o termo a quo do lapso prescricional para o ajuizamento da ação correspondente. pelo sujeito ativo. Mandado de segurança. que se assenta na capacidade econômica do contribuinte. por sua natureza jurídica de tributo vinculado. por violação do art.1996 (Lei 9. acrescidos de mais cinco anos contados daquela data em que se deu a homologação tácita. p 81). Base de cálculo.690/88).000. § 2°.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Juiz Hilton Queiroz. III.165/2000. contados da ocorrência do fato gerador. 8.03.34. 145.250/95). Poder de polícia. Lei 9. O fato gerador da TCFA é o serviço prestado de exercício de poder de polícia. AC 1998. uma vez que.960/2000. cautelarmente. de inconstitucionalidade. j. II. cobrada em razão da emissão de licença ou guia de importação (Lei 2.938/81. é de cinco anos.960/2000. examinando a legislação de regência da taxa de licenciamento de importação. do Estatuto Constitucional. cuja eficácia foi suspensa. Precedentes do Eg. 7. porque indevidas desde a sua instituição. lnocorrência. 5. A taxa. 10. A cobrança da taxa pelo exercício do poder de polícia não se confunde com a taxa decorrente da prestação de serviço público. na repetição do indébito tributário. considerou-a inconstitucional. art.2003. com a redação dada pelo art. 1° da Lei 7. Superior Tribunal de Justiça. tampouco com juros moratórios. tornando-se inexigíveis (REsp 191484/RS)’. são de um por cento ao mês. Improvimento ao apelo da União. competências e instrumentos da Política Nacional de Meio Ambiente. A taxa Selic deve ser aplicada como índice de correção monetária a partir de 1° . na ADIn 2. Tributário. 4ª T. 4. de órgão de controle em funcionamento (RE 116.2003.01. de declaração da inconstitucionalidade da lei instituidora do tributo. I. neste caso. alterando a redação da Lei 6. a prescrição. Provimento parcial ao recurso adesivo da autora (TRF-1ª R. Imposto.04. por sua inconstitucionalidade.178-8. não pode ser estabelecida com referência às parcelas recolhidas. Ofensa ao princípio da isonomia e igualdade tributária. A Lei 10. rel. 3. abarcando muito mais atividades do que apenas a fiscalização in locu dos estabelecimentos submetidos à tributação.837/DF. Os juros de mora. É assentado o entendimento no STF que basta a manutenção. não acumulável com nenhum outro índice no mesmo período.145/65.TCFA. 6. Lei complementar.109. artigo por artigo. O STF. Lei 10. não pode ter base de cálculo própria de imposto. representado nas metas.. que trazia a TFA (Taxa de Fiscalização Ambiental). Os efeitos decorrentes da suspensão de eficácia de dispositivo legal não prejudicam os efeitos ex tunc que resultam do reconhecimento.

Conflito que se suscita perante o Plenário do Tribunal para firmar a Seção Competente. Constitucional. mas também incide o tributo em função do porte da pessoa jurídica e sua atividade-fim. rel. Juiz Nery Junior. instituiu tratamento igual a sujeitos passivos. II.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.2006. I. Precedente do E. 3ª T. artigo por artigo. V. 3ª T..627/SP. 150. 154. Ofensa ao princípio da legalidade e isonomia. à atividade por ela exercida. Tendo a natureza jurídica de taxa. 145 da Constituição Federal e 77 do CTN.2005. 154. Mandado de segurança. III.05.TFA. 15. IV Remessa oficial não provida (TRF-3ª R. bastando a lei ordinária. A mencionada taxa possui natureza jurídica de imposto e. II. 2. Tendo em vista ser devido pelo administrado que ocupa bem do Estado. 1.835-1/PE). Taxa de Ocupação de Terreno de Marinha. que se encontram muitas vezes em situações econômicas distintas. pode-se dizer que é um preço público.08. REOMS 242. Ocorrência. insculpido no art. Juiz Nery Junior. I. porquanto a taxa não é instituída considerando-se somente o capital da empresa. Natureza tributária inexistente. rel. Taxa de Fiscalização Ambiental . VII. pois. o que dirá se a exação é ou não tributo será o regime legal que a instituiu e a mantém. Não se admite que a TCFA.07. § 2°. Lei 9. só poderia ter sido criada dentro da competência residual da União.. p. a TCFA não exige. na forma do art. como tal. DJU 23. disfarçadamente. e 145. A taxa de ocupação é uma retribuição anual de índole contratual.. da CF/88. 31. j. IV. editada pelo ente político incumbido de executar o poder de polícia a que se refere a cobrança. utilize base de cálculo de imposto. 3.TFA afronta o princípio da isonomia. AG 244. 631). da Constituição Federal. A ‘taxa’ 121 . Questão de ordem. p. da Constituição Federal. inclusive ICMS e ISS e RE 230. não de uma taxa. que no caso é o Ibama. A Taxa de Fiscalização Ambiental . Precedente do Supremo Tribunal Federal. uma vez que efetuado com base em dois critérios conjugados: o grau de poluição da atividade exercida e o capital social da empresa. para a respectiva instituição. mas não é tributo. DJU 13. VI. bem como ao art. Não importa o nomen iuris destinado a esta ou aquela exação cobrada pelo Estado. 77 do CTN.2006. sim. o requisito constitutivo formal de lei complementar. que leva a uma distinção dentro dos limites da razoabilidade e da proporcionalidade. j. O cálculo do valor da TCFA não apresenta qualquer ofensa ao principio da isonomia tributária. 151). Arts. A TFA não tem como fato gerador qualquer atividade estatal relacionada à impetrante e.06. Não há infringência aos arts.2005.973). STF (RE 177. Tributário.960/2000.. através de lei complementar. de competência legislativa da União Federal. Agravo de instrumento improvido (TRF-3ª R. ao estipular valores uniformes por categorias de contribuintes.816/SP. I.

22. Juíza Tânia Terezinha Cardoso e Escobar. pena de restar desvirtuada a sua natureza jurídica de taxa. Precedentes do STF. pois não albergada na previsão contida no art. Ademais.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. uma vez que não está em jogo obra pública. a limitação. é remuneração pelo uso da coisa. no caso. porquanto não se apresenta como fato gerador signo presuntivo de riqueza (o princípio informador dos impostos é a capacidade contributiva).62/SC. A taxa é tributo fixo. 1°] do Dec. Considerando que os juizes componentes da 1ª e 2ª Seção desta Corte já declinaram a competência. Ilegitimidade da cobrança. 8. 1.. Igualmente não se trata de imposto.03. rel.162.101. porquanto não se está oferecendo aos administrados em geral (princípio da generalidade). do Regimento Interno. que prevê três subespécies de contribuições no supra transcrito dispositivo: (a) as sociais (aí incluídas as destinadas ao custeio da Seguridade Social).2001. Apelação não provida. 149 da Constituição Federal. inclusive ICMS e ISS em questão não tem como fato gerador o exercício regular do poder de polícia (entendido como o condicionamento. sendo que. ao exercício da liberdade e da propriedade do administrado). a taxa de ocupação é devida como retribuição pelo uso de bem público. existe base de cálculo (valor do domínio pleno do terreno. geralmente criado sem base de cálculo e sem alíquota. também não se configuraria como serviço público.. 9. e sim como contraprestação à ocupação de terrena da União.398/87). Município de Salvador. submeter a divergência ao Plenário do Tribunal para que reste fixada a competência para a apreciação da matéria (TRF-4ª R. porquanto trata-se de uma contraprestação do administrado para que utilize bem do Estado. 4. d. 122 . 4°. 5.06. também pode-se dizer com segurança que de contribuição de melhoria não se trata.2001. de serviço específico e divisível. torna-se imperioso. anualmente atualizado) e alíquotas variáveis (incisos I e II [do art. fazendo-se um raciocínio por exclusão.040. 2ª T. artigo por artigo. 1. Constitucional e tributário. Também não se trata de utilização. II. A Taxa de Serviços Urbanos refere-se ao valor venal do imóvel. Seguindo a trilogia do CTN. nos termos do art. 6. Taxa de Serviços Urbanos. A ‘taxa de ocupação’ evidentemente não se caracteriza como contribuição social. devido a um acordo entre União e o ocupante. DJU 06. em que o seu valor é estabelecido de forma compatível com o custo da atividade estatal a qual está vinculada. j.-lei 2. 7. efetiva ou potencial.266). A ocupação de bem de uso dominical pelo administrado (que se aproxima de um contrato de locação ou de uma enfiteuse) não é uma utilidade ou comodidade fruível pelo administrado que diga respeito a necessidades ou comodidades básicas da sociedade. prestado ao contribuinte ou posto a sua disposição. p. (b) as de intervenção no domínio econômico e [c] as de interesses das categorias profissionais. QUOREO 1999.

Legitimidade da cobrança dos juros. Embargos à execução fiscal. pelo Município que nada tem de divisibilidade e de especificidade. Juiz Ricardo Regueira. Remessa dos autos à Corte Especial para apreciação (art. j.88/BA. violando o art. AC 2000. No que tange às taxas de remoção de lixo comercial. 145. avulta em destaque a 123 . da multa e da correção monetária. Feito suspenso. de conservação de pavimentação e de prevenção contra incêndio devidas. de vigilância e à taxa de prevenção contra incêndios. 145. prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição.22. rel.Tendo o STF proclamado a constitucionalidade da Lei 7.09. O fato gerador da TSU é a prestação dos serviços de pavimentação. assim se procede. CF.09. 7ª T. e. conservação e urbanização de logradouros públicos. aos Estados. Execução fiscal. 352 do RITRF-1). de serviços públicos específicos e divisíveis. Taxa de Iluminação Pública indevida.09. 2. 475 do CPC. Tributário.12.07. no âmbito dos requisitos para as taxas em geral. 54).003.003. CTN. II . Precedentes desta Corte e do STF 3.487/RJ. do CTN. ao Distrito Federal e aos Municípios instituir impostos sobre patrimônio. Neste sentido. efetiva ou potencial. DJU 29. da CF. fere o art.940/89). pois o valor da execução é de R$ 2.A taxa de fiscalização dos mercados de títulos e valores mobiliários tem base de cálculo diversa da do imposto e não é calculada em função do capital da empresa. 11. III – Recurso provido (TRF-2ª R. p. Inexistência de afronta ao art. §§ 1° e 2°). que fazem referência às taxas pela razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização. Peças liberadas pelo relator. Sucumbência recíproca.. Não conhecimento da remessa oficial.2004. parágrafo único. 145. 1. de vigilância pública predial. renda ou serviços uns dos outros. de conservação de pavimentação. A TSU possui natureza de imposto e não de taxa. Entendendo a E. Prescrição parcial consumada. Taxa de fiscalização dos mercados de títulos e valores mobiliários (Lei 7.113. sabendo-se que o art. Terceira Turma pela incidência da dispensa prevista pelo § 2° do art. Município de Araçatuba X ECT. Parcial procedência dos embargos. rel. 4.2003. 1ª T. 77. II e § 2°. Acolhida argüição de inconstitucionalidade. Juiz Luciano Tolentino Amaral. 16. Tributário. para publicação do acórdão (TRF-1ª R. 77. firmados através do inciso II do art.. 150 da CF posto que é vedado à União. Legitimidade da cobrança. de fato. AC 134.330. Taxas de remoção de lixo comercial.2006. 77 do CTN.940/89.descabe a alegação de contrariedade a lei tributária. artigo por artigo. de limpeza pública. I . excluindo-se o reexame necessário. j. de limpeza pública..2006.. em 11. e do art.2006. Constitucionalidade. 146). 2. DJU 13.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. repete preceito constitucional (art. inclusive ICMS e ISS semelhantemente à base de cálculo do IPTU. p. características inerentes às taxas.

145. 10. CTN. ainda que não conhecidos. remoção de lixo comercial. 11. a título de taxa. que contam com aquele referido serviço. 512. vigilância pública predial e prevenção a incêndio. com observância do estabelecido pelo art. imediato. de rigor a análise de todos os pontos rebatidos. claramente. sentença. Não se ressentem referidas taxas do descumprimento nem ao requisito da especificidade. pois atendido o figurino da hipótese de incidência pertinente. 6. 4. encontrase parte do valor contido no título de dívida embasador dos embargos. Inconstitucional dita exação. 515. 9. A natureza das atividades estatais envolvidas se põe límpida. Os vencimentos dos créditos tributários em questão ocorreram de 10. caput e § 3°. consoante arts. Com referência à Taxa de Iluminação Pública (TIP). uma vez que a incidir quantitativamente perante aqueles que proprietários de imóveis limítrofes ao logradouro beneficiado por referido serviço. guarda harmonia a r. Também inocorre a amiúde propalada coincidência de base de cálculo entre ditas taxas e o IPTU: sem óbice substancial pela parte contribuinte. da ECT. segundo a qual cobrados estão sendo imóveis. 14. nem ao da indivisibilidade. quanto pelo colocado ao dispor do contribuinte.1995 a 124 . Constatada será a ocorrência da prescrição. limpeza de vias públicas. pelo serviço efetivamente prestado. conservação da pavimentação. 12.01. de fato. qual seja. neste passo não tendo a executada/embargante/apelada denotado assim não se ponham os préstimos/serviços municipais a respeito. ao se verificar a transgressão do lapso temporal fixado pelo referido dispositivo. antes enfocados. avulta em destaque a indivisibilidade de dito serviço. inclusive ICMS e ISS divisibilidade de ditos serviços. 77. firmados através do inciso II do art. de molde a impedir exigência de taxa. A divisibilidade se coloca também límpida.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. a base daquelas se põe sobre o custo da atividade aqui suportada pelo Poder Público. pois exatamente está calcada na contraprestatividade ou vinculação entre o quanto pague o contribuinte e seu beneficiamento direto. 174 do CTN. 13. Pertinente e adequada a ponderação. 05 (cinco) anos para a ação de cobrança do crédito tributário em comento. CF. tal qual gizado pela própria Constituição e pelo CTN. ao passo que dito imposto recai sobre o valor venal da coisa. de molde a permitir sua exigência. todos do CPC. contados da data de sua formalização definitiva. ônus cabalmente seu. 7. com o Excelso Pretório que. No âmbito dos requisitos para as taxas em geral. sendo capital repisar-se tanto se tributa. 5. e do art. por meio da Súmula 670. e 516. Nenhuma ilegitimidade na cobrança de citadas taxas. artigo por artigo. Ante a devolutividade do apelo. 8. como se denotará. Contaminado pela prescrição. vetou o uso daquele tributo para tal fim. pois exatamente esta calcada na contraprestatividade ou vinculação entre o quanto pague o contribuinte e seu beneficiamento direto. que lhe reconheceu ilegitimidade. 3. imediato. amiúde praticada.

15. entende a Egrégia Terceira Turma desta Colenda Corte pela incidência do consagrado através da Súmula 106. a corresponder. anos posteriores. consumado o evento prescricional para os débitos vencidos de 10.1995.01. da moeda nacional . 16. de rigor a extinção dos débitos prescritos.1995 até 10.09. primeira figura. como se extrai. e à luz evidentemente de lei a respeito. STJ. em essência adere a correção monetária. Vencidas as dívidas em 10. em sua superioridade em si . 18. porém que brota da incursão por ato ilícito. Coerente a compreensão.1996. 21.1996. denomina a tanto de remissão. 23. decorrência . Afigura-se coerente venha dado valor. a queixa contribuinte sobre sujeição à multa merece desfecho de parte-a-parte: indevida no tocante à TIP.1995 a 10. histórica.12.07. 22. amiúde construída. realmente. a cifra maior. Embora configurando a relação punitiva vínculo autônomo. qual seja. deva recair sobre o débito.esta fruto da inerente desvalorização. quando pratica a dispensa de correção monetária. recaem sobre o crédito tributário. vez que estes os incidentes no caso vertente.01. segundo a qual suficiente a propositura da ação. CTN. cumpre-se 125 . figura esta naturalmente formada pelo capital ou principal e por sua indelével atualização monetária .1995 e de 10. 97. 17. inclusive ICMS e ISS 10. para interrupção do prazo prescricional: ajuizado o executivo em pauta em 28.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. elencada no inciso V. para dele fazer parte integrante. 19. 20. identificáveis e autônomos. originariamente identificado quando do ajuizamento da execução fiscal pertinente.12. a prescrição. Verificada. incompatível com a Lei Nacional de Tributação (CTN).07. consoante art.límpida e lícita. do E. a cujo principal. em dados momentos. 161. vez que indevida sua cobrança. instituto inerente ao crédito tributário. 24. Tão assim acertado o entendimento que a Administração. CTN.da incidência dos acréscimos ou acessórios previstos pelo ordenamento jurídico. do art. 25. do art. assim em cabal obediência ao dogma da estrita legalidade tributária. artigo por artigo.12.12. segundo a qual os juros. exatamente por motivo inverso. nos presentes autos.1995 e de 10. uma vez que regida pela LEF dita nuança. conforme entendimento desta Colenda Terceira Turma.1995 a 10. do CTN.de tal sorte que sua incidência.09. uma das causas de extinção do crédito tributário. como se dá com o não pagamento tributário. quando do sentenciamento dos embargos. em direta consonância com o inciso V. 156.1995 a 10. contudo incidente com referência às taxas retratadas. Não procede a alegada não incidência de juros e correção monetária. Sem pertinência o pedido alternativo de observância da correção monetária pelos índices da UFIR. Sem força suspensiva prescricional a enfocada inscrição em dívida ativa.2000. Reflete a multa moratória acessório sancionatório. sendo de rigor a extinção dos débitos prescritos. à dívida em sua junção de principal com atualização. A respeito de constituírem os débitos atos distintos.

AC 1079. Dr. bem como ante a ocorrência da prescrição parcial. em favor do Município implicado. DJU 11. em que é possível excluir ou destacar do título executivo o que excedente. com a cobrança de específicos débitos colhidos pela prescrição e de um indevido. de limpeza pública. Prosperando a desconstituição da cobrança quanto à Taxa de Iluminação Pública e de multa a esta correlata e a ocorrência da prescrição parcial.C. artigo por artigo.2007.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. em favor do Município implicado. 1.899/81. rel.831/SP. Não conhecimento da remessa oficial e parcial provimento ao apelo. Juiz Silva Neto. Inviolabilidade do princípio da legalidade e da indelegabilidade. sendo a hipótese de mero excesso de execução (como se dá. de vigilância e quanto à taxa de prevenção contra incêndios. adota-se. tanto quanto se sujeitando a ECT ao pagamento de honorários advocatícios de 10% sobre o tributo remanescente em cobrança. para exclusão da cobrança da Taxa de Iluminação Pública e de multa a esta correlata. Constitucional e tributário.1995. suportando a Municipalidade envolvida honorários advocatícios no importe de 10% sobre a diferença excluída em prol da ECT. Exigência legítima. tanto quanto se sujeitando a ECT ao pagamento de honorários advocatícios de 10% sobre o tributo remanescente em cobrança.3ª R.02. F..04. contra sentença do douto juiz de origem. sentença. impõe-se parcial provimento ao apelo e decorrente parcial reforma da r. através de mero cálculo aritmético.B. 28. Taxa de classificação de produtos vegetais. na forma retro fixada. 28. atualizada monetariamente até seu efetivo desembolso. a propósito. Portarias interministeriais. inclusive ICMS e ISS destacar que. mercadoria importada. bem como verificando-se legítima a exigência sobre a taxa de remoção de lixo comercial.S. perfeitamente possível o prosseguimento da execução fiscal pelo valor dos demais débitos executados. 3ª T. Recepção pela CF/88. atualizados monetariamente até o seu efetivo desembolso. j.1995 até 10.A. Trata-se de apelação cível em mandado de segurança (fls. por inconstitucional). atualizada monetariamente até seu efetivo desembolso. de conservação de pavimentação. p.01. vez que dotado de valores autônomos.N. Decreto-lei 1.2007.12. a atingir vencimentos ocorridos de 10. 26. 99/127) interposta pela parte Impetrante .. a ação deve prosseguir pelo saldo efetivamente devido. específicos. julgados parcialmente procedentes os embargos (TRF. 27. nos termos da jurisprudência que. visando a declaração 126 . Constitucionalidade.. 401). atualizados monetariamente até o seu efetivo desembolso. Apesar de reconhecida a prescrição em parte do débito e da não incidência da TIP.. pois não desprovido de liquidez o débito exeqüendo remanescente. suportando a Municipalidade envolvida honorários advocatícios de 10 % sobre a diferença excluída em prol da ECT.

-lei 1. inclusive ICMS e ISS de inconstitucionalidade e de ilegalidade da Taxa de Classificação de Vegetais (instituída pelo Dec. 145. 4.972/2000] deu novo tratamento à matéria. da CF/88. dentre elas a industrialização de cereais e de sementes oleagionosas. I.972/2000] instituiu a classificação dos produtos vegetais de valor econômico destinados à comercialização interna. não tendo. A base de cálculo da taxa. pois. artigo por artigo.AMS -UF: PB . 3. na hipótese. Inviolabilidade ao princípio da legalidade tributária na fixação do valor da taxa de classificação de produtos vegetais por portaria interministerial. 7°.305/75 [revogada pela Lei 9.Data: 10.Fonte: DJU . O art. 6. mantendo a obrigatoriedade da classificação vegetal. no Decreto-lei 1.Órgão julgador: Sexta Turma .-lei 1.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. por suposta contrariedade aos arts.Taxa de Classificação de Produtos Vegetais. II e § 2°.899/81). também. 82. A taxa de classificação de produtos vegetais. da Lei 6. da referida Lei e Decreto 82. 3. As atividades elencadas no estatuto social da apelante.P. base de cálculo semelhante a de imposto. instituída para fazer face às despesas de fiscalização de produtos vegetais importados do estrangeiro. 77. da Carta Constitucional (Precedente TRF 5ª Região . 145. todos da CF/88.110/781 [rectius: Dec. decorre do poder de polícia da administração e da utilização efetiva pelo contribuinte de serviço público específico e divisível (art. § 2°. bem como aos arts.UF: ES .04. guarda a necessária relação com a atividade estatal prestada no exercício do poder de polícia. sucedida pela C.Relator(a): Desembargador Federal Napoleão Maia Filho. editada com base e no Dec. e 48. . de base de cálculo de imposto. 145. pois a atividade do Estado.Órgão julgador: Quarta Turma-Fonte: DJ . que autorizou a redução do valor legal fixado por ato administrativo. 1°. para efeito de liberação do produto vegetal importado. bem como de seus derivados é sucedâneos (fls.972/20002 [rectius: Lei 9.-lei 1. I e II. sobre o milho em grão importado pela apelante. revogado pelo Dec.899/81].AMS – 15159 . O art. 2. 5.899/813 [rectius: Dec.10. cobrada pela Impetrada . A Lei 9. TRF da 2ª Região . não havendo ofensa ao art. 14) subsumem-se nos mencionados tipos legais.C. I.664/2000] estenderam a obrigatoriedade da referida classificação aos estabelecimentos que beneficiem ou industrializem produtos vegetais. Inviolabilidade do art. § 2°.2003 . 77 do CTN). consiste em fiscalizar a qualidade do produto vegetal.Data: 22. desvinculada de qualquer atividade estatal específica em relação ao contribuinte. 97.2003). e a quantidade de produto fiscalizado influi diretamente na mensuração do serviço. 150. As portarias editadas observaram os 127 . A referida taxa tem previsão legal. todos do CTN. 7°. portanto. 137. no exercício do poder de polícia. Não se trata. paga em razão do serviço prestado de classificação vegetal.fls.110/78.899/81 (art. acarretando a incidência da TCPV . 8°). expressa por tonelada ou fração da mercadoria.

Art. 20.06. à ordem. Sentença mantida (TRF-5ª R.10.775/RJ. ao exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público. 976 [rectius: art. limitando ou disciplinando direito. à disciplina da produção e do mercado. em razão de interesse público concernente à segurança. visando a proteção do contribuinte.Data: 22. federal Castro Meira. 7.Segunda Turma . da CF/88 e ao art. rel. 78.2004. 8° do Decreto-lei 1..2002). à tranqüilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos. Precedentes do TRF da 4ª Região . Parágrafo único. Juiz Hélio Sílvio Ourem Campos. j.10. inclusive ICMS e ISS termos da autorização legal. da CF/88 e art. regula a prática de ato ou abstenção de fato.AMS .784. 8.03. interesse ou liberdade.2004. consagrado no art.55770 Órgão julgador: Terceira Turma .Órgão Julgador: Sexta Turma . 78 do CTN. DJ 17. traz limite explícito para a instituição ou aumento de tributos.Relator(a): Desembargador Federal Nereu Santos.2003. com observância do processo legal e. rel.048/ PE.05.Data: 27. pois que a delegação prevista no art.DJU : 09. TRF da 2ª Região . I. 150.. 128 .Fonte: DJ .899/81 trata-se de delegação da capacidade tributária ativa. 3ª T. II e III.2003 .2001. 17 [rectius: inciso I]. Des. e não para a sua redução. 150.AMS – 15159 . Considera-se regular o exercício do poder de polícia quando desempenhado pelo órgão competente nos limites da lei aplicável. não incluída a competência legislativa (Precedentes: TRF 5ª Região. Considera-se poder de polícia a atividade da administração pública que. 113).2002 p.Relator(a): Juiz Alcides Vettorazzi).Fonte: DJU .AMS – 73749 .09. 97]. à higiene. 5ª T. artigo por artigo.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. DJU 15. da Constituição Federal. Apelação Cível 149. Inocorrência de violação ao art. O princípio da legalidade tributária. Apelação interposta pela Impetrante improvida. TRF 2ª R. AMS 30. DJU 12. aos costumes. do CTN (Precedentes: TRF 5ª Região . AMS 82.09. 15 [rectius: inciso I]. p.. * Artigo com redação determinada pelo Ato Complementar 31/66.. 680 .UF: ES . 48. Não há violação aos arts.

O direito administrativo fornece o conceito jurídico. adverte o festejado jurista. Entendo que melhor do que tecer comentários ao poder de polícia. artigo por artigo. é dizer que nem sempre a taxa tem conteúdo fiscal. Atualmente. inclusive ICMS e ISS tratando-se de atividade que a lei tenha como discricionária. O que é imprescindível. em verdade. é possível fazê-lo tendo a taxa como suporte. COMENTÁRIOS Conceito.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. surgindo hipóteses em que se apresenta a exação com nítido caráter extrafiscal. porque sob a égide de uma sociedade que está a exigir a cada dia maior segurança. sem abuso ou desvio de poder. via pagamento da taxa. a referência à lei é imprescindível. A expressão “poder de polícia” não traduz bem o que seja esta atividade estatal que. significa limitação ao exercício de direitos. 129 . inclusive segurança advinda do próprio Estado. Por exemplo. porquanto esta específica atividade estatal pode ensejar o surgimento de um custo adicional. é o nítido caráter de contraprestação. mas o CTN não se negou a também conceituar. tão bem sistematizados nos compêndios de direito administrativo. que mereçam a proteção pública. Como bem identifica Aliomar Baleeiro. a taxa é de conteúdo fiscal quando decorre da prática de um serviço. mas extrafiscal quando decorre do exercício do poder de polícia. quando se almeja proteger direitos individuais e coletivos. custo este suportado pelos cidadãos. em qualquer hipótese. não mais se conceitua o poder de polícia como discricionário.

30. Por isto é que o STF.960. e 150. JURISPRUDÊNCIA Ação direta de inconstitucionalidade Arts.1998. § 1°. 8° da Lei 9. Ação direta de inconstitucionalidade. porquanto. rel. ADIn 1. a competência do Poder Legislativo. dentre outros. 5°. Os princípios da legalidade e do devido processo legal. A parte final do parágrafo em apreciação contém a advertência de que a discricionariedade do exercício do poder de polícia não significa abuso ou desvio de poder. assim. repudiou a intervenção do Ibama no exercício da fiscalização de atividade de sua competência. b. aliada à conveniência de pronta suspensão da eficácia dos dispositivos impugnados. não podem ser olvidados pelo administrador no exercício do poder de polícia.01.1997. 8°. 167. IV. sem lei que a autorizasse. Plausibilidade dos fundamentos do pedido.04.1998.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 13. p. artigo por artigo.09. 9°. e estabeleceu sanções para a hipótese de inobservância de requisitos impostos aos contribuintes.823-1/DF. de 28. criando a taxa de fiscalização ambiental (TFA). I. embora com maior liberdade do agir. II. Min. Normas por meio das quais a autarquia. e l4 da Portaria 113. 145.938/81. criando multa sem respaldo legal. inclusive ICMS e ISS Daí a pertinência e atualidade do comando inserto no parágrafo único do artigo comentado.2000. que introduziu novos artigos na Lei 6. III. como claro ficou na ementa do ADIn 1. j. 6). não fica a autoridade desvinculada dos princípios que disciplinam os atos administrativos. invadindo. em prestígio a uma infinidade de decisões dos Tribunais Regionais. 10. mas também o direito de punir.10. da Constituição Federal. Alegada incompatibilidade com os arts. 154. DJU 16. instituiu taxa para registro de pessoas físicas e jurídicas no Cadastro Técnico Federal de atividades potencialmente poluidoras ou utilizadoras de recursos ambientais. Cautelar deferida (STF. Dispositivos 130 . de 25. Pleno. com ofensa ao princípio da legalidade estrita que disciplina não apenas o direito de exigir tributo.823-1/DF. Art. Ilmar Galvão. do Ibama.

704/SC. ADIn 2.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 5°. 145. em razão do poder de polícia exercido pelo 131 . É legítima a cobrança de taxa.397/MG. rel. Instalação de agência da CEF. Min. 150. Súmula 279 do STF... Exação fiscal que serve de contrapartida ao exercício do poder de polícia. Min. não o serviço prestado ou posto à disposição do contribuinte. no exercício do poder de polícia. mas a atividade por esses exercida. 1ª T. Alegada ofensa aos arts. inclusive ICMS e ISS insuscetíveis de instituir. 1ª T. Plausibilidade da tese da inconstitucionalidade. não especificadas em lei. pelo ente público. com flagrante desobediência ao princípio da isonomia.05. Taxa para localização e funcionamento. em face da necessidade de reexame de prova.04. Min. pelo Município. Só há contraprestação do serviço e materialização do poder de polícia quando da obtenção da licença para localização e funcionamento no território do Município. como previsto no art. Lei 7. e 152. Medida cautelar deferida (STF. Tributário e administrativo. j. 145.2000). rel. 07. DJU 28. artigo por artigo. consistente. valores uniformes por classe de contribuintes.03. da Carta Magna. a forfait. diante do incentivo fiscal. Poder de polícia. Descabimento da alegação de ofensa ao princípio da isonomia.03. validamente. Cautelar procedente (STJ.178. Taxa de licença para localização e funcionamento.2000.2000). Taxa florestal. no caso.12. em recurso extraordinário. Garcia Vieira. MC 1. na dispensa do mesmo tratamento tributário a contribuintes de expressão econômica extremamente variada. em forma de redução do tributo. o novel tributo. todos da Constituição Federal. Poder de polícia. aliada à conveniência de pronta suspensão da eficácia dos dispositivos instituidores da TFA. caput. j. Ilmar Galvão. 21.1999. DJU 12. DJU 28. II. I e IV. E. Estado de Minas Gerais.163/77. e § 2°. por razões óbvias.2000. e não nos anos que se seguem. tendo-se limitado a estipular.02. 29. Materialização. por haverem definido. qual seja o custo estimado do serviço de fiscalização. cujos elementos básicos se encontram definidos em lei. j. como fato gerador. Legitimidade. ainda. previsto para as indústrias que comprovarem a realização de reflorestamento proporcional ao seu consumo de carvão vegetal. II. e como contribuintes pessoas físicas ou jurídicas que exercem atividades potencialmente poluidoras ou utilizadoras de recursos ambientais. Pleno. Tributário. Recurso não conhecido (STF.2000). possuindo base de cálculo distinta da de outros impostos. RE 239. Ilmar Galvão. Efeito confiscatório insuscetível de ser apreciado pelo STF. Tributário. por não haver indicado as respectivas alíquotas ou o critério a ser utilizado para o cálculo do valor devido. na ocasião da licença de localização e funcionamento. rel.

Se assim não fosse. Decisão unânime (STJ. com o objetivo de evitar 132 . Com arrimo em remansosa jurisprudência. Rejeitadas as preliminares de nulidade do acórdão. por conseguinte. Agravo regimental no agravo de instrumento. uma vez que alega vulnerado dispositivo da Carta Política.641/89. j. em parte.09.11. REsp 147. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Efetivo exercício do poder de polícia. Lei 5. Min. não foram impugnadas as normas federais de modo a permitir a exata compreensão do inconformismo. Recurso especial não conhecido (STJ. No que concerne à taxa de licença para publicidade. 01.04. Precedentes jurisprudenciais. também. instalação e funcionamento. artigo por artigo. cuja competência recursal é do Excelso Supremo Tribunal Federal.641/89. prevalece a mesma interpretação adotada para afastar a incidência da taxa de fiscalização. 2ª T. rel. Franciuili Netto. incidindo.2000). Constitucionalidade. Entidade bancária. Recurso especial conhecido e provido. Este Tribunal decidiu pela constitucionalidade da cobrança da taxa de fiscalização de anúncios. instalação e funcionamento. taxa de fiscalização. instalação e funcionamento. 2ª T. Min. 10. Estadia e pesagem de veículo. em decorrência da renovação anual. do Município de Belo Horizonte.1998. Nulidade do acórdão..024/SP. rel. 08.06. ISS. É taxa e não preço público a exação correspondente ao uso compulsório de pátio que dá acesso a terminal alfandegário. 1. Francisco Peçanha Martins.2001. instituída pela Lei 5. Utilização de terminal alfandegário. 3. uma vez que não está materializado o poder de polícia e. DJU 04. a efetiva contraprestação especifica. a Súmula 284 da Corte Máxima. Taxa de licença para publicidade. inclusive ICMS e ISS Município.2001). 1.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Tributário e administrativo.142/RS.. Tributário. A perpetuação da cobrança do tributo carece dos requisitos necessários à imposição da taxa de fiscalização. Peçanha Martins. Inocorrência. DJU 12.2000.08. na renovação de licença para localização de estabelecimento comercial ou industrial’. Reexame de fatos e provas. 2ª T. ao dispor que: ‘É ilegítima a cobrança de taxa. Ilegalidade. REsp 212.03. Taxa de fiscalização de anúncios. 2. j. por entender que é exigida com fundamento no efetivo exercício do poder de polícia pelo ente municipal no controle da exploração e da utilização da publicidade na paisagem urbana. Cobrança obrigatória a título de ‘tarifa’. DJU 04.1999). A irresignação referente ao ISS.. j. Município de Belo Horizonte. pelo Município. Recurso não conhecido (STJ. Tributário. REsp l47510/SP. Min. este sodalício houve por bem sedimentar a matéria por meio da Súmula 157. rel. padece de fomento jurídico. Cobrança anual pelo Município de Sorocaba.

situação que não viola a vedação prevista no disposto no art. Taxa de licença para funcionamento de estabelecimento comercial e industrial. 1.316 (Min. no caso.001. Alegada ofensa ao inciso II e ao § 2° do art. 145. Firmou-se.06.. Ilmar Galvão) e 198. rel. da CF). 20. 3. 1ª T . ainda. rel. 2. Eros Grau. AC 1997. Precedentes: RE 258.814/MG. Celso de Melo). 77 e 78 do CTN. 2.2005. Base imponível. 23. não causa perda de objeto de ação de conhecimento que visa a nulidade de cobrança baseada na mesma norma.254 (Min.503/MG. A cobrança pela inscrição e renovação de cadastro de poluidores potenciais insere-se na competência fiscalizatória do Ibama sobre o meio ambiente e assim constitui exercício 133 . Ilegitimidade. Nego provimento (STF. 220.12. Ilmar Galvão).350.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Agravo regimental a que se nega provimento (STF. Processo civil. Taxa Princípio da legalidade. DJU 19. 2. 98). p. A concessão de liminar em ADIn pelo C. 2ª T. a base de cálculo da taxa deve vincular-se ao fato gerador do tributo. para que se pudesse dissentir dessa orientação. circunstância que impede a admissão do extraordinário ante o óbice da Súmula 279 do STF. 3. 145 do Magno Texto. DJU 04.478 (Min. Município de Belo Horizonte. 13. Ilmar Galvão).904 (Min. Portaria 113/97-Ibama. II. artigo por artigo. p.12. 63).2006. j. Juiz Antônio Ezequiel da Silva. O Supremo Tribunal Federal tem sistematicamente reconhecido a legitimidade da exigência da taxa em referência. j. Min. Tributário. Município de Goiânia. (art.2005.11. AI-AgR 527. 276. O número de empregados não pode servir de base de cálculo da taxa municipal de licença para funcionamento. AI-AgR 581 . Assentada a efetividade do exercício do poder de polícia para a cobrança da taxa de fiscalização de anúncios.. Tributário. inclusive ICMS e ISS prejuízos à estética da cidade e à segurança dos munícipes. p. § 2°. visando apenas suspender eficácia de norma até discussão definitiva de mérito. Taxa de fiscalização.08. cobrada como contrapartida pelo exercício do poder de polícia. seria necessário o reexame dos fatos e das provas da causa. Min. 9). o exercício do poder de polícia. DJU 09. Carlos Britto.2006. Perda de objeto. 1 Cabível a instituição de taxa para licença de funcionamento pelo Município com base no exercício do poder de polícia. localização e funcionamento.80/GO. a teor dos arts.2006.149.207 (Min. Embargos à execução fiscal. da Constituição do Brasil. j. 4 Apelação e remessa não providas (TRF-1ª R. Número de empregados. STF. 145. por não mensurar o custo da atividade estatal Precedentes do STF e desta Turma.08. Sepúlveda Pertence). 216.2006. Entretanto. rel. 7ª T. o entendimento de que não há identidade entre a base de cálculo da referida taxa com a do IPTU.

porque estas. Remessa oficial. verificável pelo inequívoco exercício de poder de polícia. j. a partir do exercício de 2000. sendo esta a natureza da cobrança instituída pela Portaria 113/97Ibama. Caracterização. AC 324. Não pode o Inmetro. Prescrição. pelo que não tem nenhuma validade a Portaria 113/97-Ibama neste ponto. sob pena de violação aos princípios fundamentais de contenção do poder de tributar. 5. introduzido pela Lei 10.12. Não tendo decorrido o prazo de cinco anos. 15. Deve-se obstar a ação estatal alusiva às cobranças decorrente do poder fiscalizador.010.933/99 (TRF-2ª R. 3.2001. em virtude de a matéria ter sido disciplinada na Lei 9. 475. 166). Tributário. Juiz Paulo Espírito Santo.773/RJ. rel. 2ª T. Embargos à execução fiscal. 37 c/c 145. Inocorrência. Súmula 545/STF: ‘Preços de serviços públicos e taxas não se confundem.009. em relação aos desdobramentos promovidos. Metrologia.995.2005.11. não excede a 60 salários mínimos: aplicabilidade do § 2°. 7°. Constitucional. j.. p. sequer mediante delegação. cobrar dos postos de gasolina (apelados) a verba pecuniária decorrente das aferições realizadas nas bombas de combustível. do Código de Processo Civil.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.02. Ilegalidade. quando o valor da dívida executada e embargada. inclusive ICMS e ISS de poder de polícia. rel. 3. Cobrança. Cobrança pela Municipalidade. 8ª T. DJU 15. 11.12. Apelação e remessa improvidas (TRF-1ª R. Juíza Maria do Carmo Cardoso. Compulsoriedade. Fiscalização. pois que a referida atividade destoa. DJU 16. O exercício efetivo de poder de polícia só pode ser custeado por taxa. AC 1999. de 26. 2. Tributário.2005.. Taxa de fiscalização de anúncio luminoso ou iluminado próprio. Postos de combustíveis. Embora o art.59/DF.2005. sem que haja lei especifica. é legítima e independe de comprovação 134 . Legitimidade. 1. diferentemente daqueles. Inconstitucionalidade. Poder de polícia. a natureza da verba pecuniária configura-se como taxa. Não conhecimento. do art. Não se conhece da remessa oficial.2004..12. Precedentes. espécie de tributo. Precedentes. O princípio da legalidade no campo tributário exige que apenas a lei crie tributos. As cobranças pelas aferições são legítimas. Atividade administrativa. são compulsórias e têm sua cobrança condicionada à previa autorização orçamentária. ante a compulsoriedade de que se reveste a aludida atividade administrativa fiscalizatória. entre a constituição definitiva do crédito tributário e a citação do executado. não se pode cogitar de prescrição. p. Direito processual civil. artigo por artigo. 4. 158).352. CEF. b da Lei 5. do que determina a Constituição da República (art. em relação à lei que as instituiu’. II). Taxa. A cobrança anual da taxa de fiscalização de anúncio luminoso ou iluminado próprio. como no caso.966/73 mencione preço público. Inmetro..

sob qualquer forma. inclusive ICMS e ISS do efetivo exercício do poder de polícia. §§ 1° e 2°). 2 .165/2000 definiu o fato gerador (art. 10. não impede a cobrança da referida taxa.938/81]). a ampliação e o funcionamento de estabelecimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientais considerados efetiva e potencialmente poluidores.TCFA. 17-D).. com seu potencial de poluição e com o grau de utilização de recursos naturais de cada uma das atividades sujeitas à fiscalização (art. além de conferir ao referido órgão (Ibama) a competência administrativa exclusiva para licenciar as atividades e obras com significativo impacto ambiental. da regular definição.Não ha violação aos princípios constitucionais da legalidade (e tipicidade) ou da isonomia tributárias. DJU 17. artigo por artigo. A alegação de que a CEF exerce atividade de interesse público.No caso em tela. 10.165/2000.O atuar do Ibama consiste no desempenho efetivo das atividades de fiscalização e licenciamento de estabelecimentos e atividades potencialmente poluidoras. de âmbito nacional ou regional (art. tendo em vista que o poder de polícia alcança tanto os atos preparatórios como os de continuidade do exercício. a instalação. p. Juiz Nery Junior. o sujeito passivo (art. pequena ou grande). 5 . Exigibilidade. econômico e social.938/81]) ou de homologar os licenciamentos de competência dos órgãos estaduais do Sisnama (art. 3ª T. de sua competência tributária.2007. § 4° [da Lei 6.É inequívoco que a Lei 10.06..938/81]). de causar degradação ambiental (art. 10. rel. Precedentes (TRF-3ª R. a instituição válida de uma taxa de polícia correspondente depende. antes de criar uma taxa de polícia. Tributário. 1 . estes estabelecidos de acordo com o porte da empresa (micro. por lei. tão-somente. Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental . conferindo ao Ibama (sujeito ativo da exação) a competência administrativa para previamente licenciar a construção. Lei 10.960/2000.938/81]).618/SP. foi editada a Lei 10. pelo Município. Constitucionalidade. 10. bem como os capazes. a União instituiu uma taxa de polícia. 4. § 3° [da Lei 6. 5. deu ao órgão destinatário da exação uma série de competências relativas ao poder de polícia correspondente à referida taxa. para efeito de elidir o exercício regular. de 135 .Para sanar os vícios de que padecia a Lei 9. de determinar a redução das atividades geradoras de poluição (art. 17-B). sujeitos. de qualquer prerrogativa especial.01. AC 533. não gozando a empresa. 4 – Havendo a competência administrativa cujo desempenho caracterize o exercício do poder de polícia.165/2000. base de cálculo e alíquota.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.165/2000 que instituiu de modo válido a Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental .TCFA. 17-D. 586). § 2° [da Lei 6. 17-C) e os valores (art. dos elementos da exação: fato gerador. porque pública ou vinculada à Administração Indireta da União. 6 .2003. j. caput [da lei 6. 3 . 04. A Lei 10.

71. do potencial poluidor da atividade e do grau de utilização dos recursos naturais de cada uma das atividades sujeitas à fiscalização.05.Apelação improvida (TRF-3ª R. j.. por ser dele o monopólio na confecção dos selos. que demanda a realização de diligências e outras atividades concretas para conceder o licenciamento ou manter a licença concedida. Trata-se.. assim. previsto no Decretolei 1.000. DJU 12. 2 . eis que não se pode negar que a magnitude de cada um desses aspectos interfere diretamente na complexidade do exercício da atividade de polícia..437/75.03. 13. p. AC 200371120077868/RS. Selos de controle quantitativo. 8 . j.Não há considerar a exigência de ressarcimento de custos de confecção de selos de controle. na verdade. sem que isso venha a desconfigurar sua natureza.841/99 [revogada pela LC 123/2006].03.05. 4ª T.Não procede o argumento de ofensa ao disposto no art. pois ao estabelecer como um dos critérios quantificadores da taxa o porte do sujeito passivo (micro. pelos contribuintes do IPI.437/75.2006.. nelas [sic] previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos’ (art.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. DJU 28. do CTN. Juiz Antonio Albino Ramos de Oliveira. rel. rende ensejo à cobrança de taxa de polícia. 1 . apenas. Tributário. A única diferença é que tal valor é devido ao Estado. não houve determinação do valor da taxa a partir do capital da empresa. não havendo. Obrigação acessória. Juiz Djalma Gomes. 10. positivas ou negativas. TRF-4ª R. Ressarcimento de custos. 293). 7 . parágrafo único. 113. 77. aquela que ‘decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações.2006. cuja atividade administrativa.2007.502/64. 1ª Seção.08.271-0.‘A aquisição dos selos de controle do IPI não configura exercício do poder de polícia ou utilização de serviço público especifico e divisível. 9 . IPI. dentre outros que se somam à atividade desenvolvida pelo industrial e que é repassado ao preço final do produto. de mais um custo. inclusive ICMS e ISS modo a caracterizar uma ação concreta e especifica da Administração. 136 .. § 2° do CTN). Trata-se.2007).165/2000 dos critérios de classificação da Lei 9. Decreto-lei 1. e utilizando-se a Lei 10. ou seja.Sendo o valor da taxa determinado em função do porte da empresa.07. Natureza jurídica. pequena empresa ou empresa de grande porte).2006) (TRF-4ª R. tem-se como adequado o critério de valoração. 2ª T. como sendo instituição de uma nova taxa ou de preço público. necessidade esta que se impõe diante da peculiar sistemática de arrecadação do imposto’ (Embargos infringentes 2003. Lei 4. de obrigação acessória. artigo por artigo. violação a quaisquer princípios tributários. AMS 273300/SP. DJU 30. rel. O cumprimento dessas obrigações acessórias pode gerar dispêndio ao contribuinte em determinadas situações.

DJU 12. j. proveniente de produto fabricado por empresa pública . 1. de mais um custo..Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Ressarcimento de custos. prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição. por ser dele o monopólio na confecção dos selos. 46 da Lei 4. inclusive ICMS e ISS Embargos à execução fiscal.71. A aquisição dos selos de controle do IPI não configura exercício do poder de polícia ou utilização de serviço público específico e divisível. Selos de controle quantitativo. ou seja. Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental . Taxa é espécie de tributo que tem por fato gerador o exercício do poder de polícia.092). 145.04. O valor pago pela aquisição das estampilhas (selos) de controle do IPI. 793). artigo por artigo.TCFA.050. Receita originária. Cobrança de preço público. Lei 10. levandose em consideração a natureza compulsória e coercitiva que decorre do exercício do poder de polícia.2006.. Tratase.500.502/64.027. Juíza Vânia Hack de Almeida. rel. de modo que o referido tributo somente podendo [rectius: pode] ser instituído ou majorado mediante lei. p. apenas.2006.07. Aferição de bombas de combustível. Ibama. em obediência ao princípio da reserva legal. EIAC 2003. Inmetro. DJU 19. 3ª T. Tributário e constitucional. Juiz Vilson Darós. II.10/RS.2006. p. 24. A única diferença é que tal valor é devido ao Estado. A aplicação do selo de controle do IPI.07. Efetiva atuação poder de polícia. ou a utilização. A cobrança efetuada pelo Inmetro em razão da aferição de bombas de combustível constitui taxa. Preço público é a remuneração paga pelo fornecimento de serviço público prestado por concessionário ou permissionário. revelando-se legítima a sua cobrança a partir do exercício 2000. Art. não caracteriza taxa e nem preço público. Somente com a edição da Lei 9. sendo uma obrigação assumida voluntariamente.931/81. Decreto-lei 1. previsto no art. com a utilização de patrimônio estatal (TRF-4ª R. j. 137 .437/75. AC 2002. necessidade esta que se impõe diante da peculiar sistemática de arrecadação do imposto. 1ª Seção. representa uma obrigação acessória. 06. As inscrições em dívida ativa têm origem no crédito constituído pela cobrança de preço público por prestação de serviço de aferição de bombas de combustível no estabelecimento da embargante. Base de cálculo própria de imposto e progressividade fiscal. efetiva ou potencial.933/99 é que foi instituída a taxa de serviços metrológicos. dentre outros que se somam à atividade desenvolvida pelo industrial e que é repassado ao preço final do produto. IPI.2006.315/RS.. de serviço público específico e divisível.Casa da Moeda -. rel. razão pela qual não merece acolhida a pretensão do recorrente (TRF-4ª R.615/2000. Lei 6. no interesse da arrecadação ou da fiscalização do tributo.025. constituindo-se em receita originária da União.07.710. CF. Natureza jurídica.

II. b) pelo monitoramento remoto de atividades. Efetiva atuação do poder de polícia pelo Ibama por meio de fiscalização realizada através de: a) visitas de fiscais aos estabelecimentos dos agentes poluidores ou utilizadores de recursos naturais.02.TCFA.615/2000. o qual apresenta sua configuração no desempenho da função fiscalizadora para averiguar se as atividades e obras causadoras de significativo impacto ambiental estão sendo desenvolvidas nos termos em que foram autorizadas. restando.960/2000). inclusive ICMS e ISS Inexistência. através do prévio licenciamento concedido pelo referido órgão. criada pela Lei 7. sejam postos à sua disposição mediante atividade administrativa em efetivo funcionamento. sem ingresso de fiscais no estabelecimento fiscalizado. Precedentes. 145. 12. da CF. AMS 92646/PE. rel. Apelação improvida (TRF-5ª R. o que se apresenta por demais acertado. j.2006. fluviais ou aéreas. 138 . A hipótese de incidência da indigitada exação é o exercício do poder de polícia outorgado legalmente ao Ibama. trazendo todos os elementos caracterizadores do tributo. artigo por artigo. sendo de utilização compulsória.165/2000 ao instituir a TCFA delimitou. e) na apreciação dos relatórios de apresentação obrigatória. nitidamente.utilizados pelo contribuinte: a) efetivamente. Art. sanando os vícios de constitucionalidade da legislação anterior (Lei 9. A Lei 10. II.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. normas e padrões de qualidade ambiental. quando. pois esta autarquia.735/89 exerce a atividade fiscalizatória e de controle de aplicação de critérios. p 860). b) potencialmente. c) na análise de imagens de satélite.2006. 1ª T. Inexistência de contrariedade ao art. o que torna insubsistente a alegação do apelante de ausência efetiva de fiscalização e de violação ao preceito constitucional do art. 145. em rondas terrestres.931/81. da CF. 79. a atuação do poder de polícia conferido ao Ibama. uma vez que a Lei 10.. 77 consideram-se: I . d) no acompanhamento de dados estatísticos regionalizado sobre poluição e utilização de recursos naturais. Os serviços públicos a que se refere o art. DJU 15.01. introduzindo dispositivos à Lei 6. marítimas. em consonância com a política nacional.. consistente na vistoria à distância. instituiu a Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental . quando por ele usufruídos a qualquer título. Juiz Francisco Wildo.

tem sido rigoroso na apreciação da legalidade de um sem-número de taxas que surgem sem atenção às características indicadas nos incisos do artigo em comento. quando suscetíveis de utilização. Além da autonomia de cada unidade de serviço.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. ou simples conveniências do Estado. pela simplicidade e abrangência. porque. inclusive ICMS e ISS II . quando . de utilidade ou de necessidade públicas. artigo por artigo. a partir do STF. seja específico (destacado como unidade autônoma) e divisível (possibilidade de utilização. por parte de cada usuário). separadamente. sob normas e controles estatais. De todos os conceitos. deixando o CTN de conceituá-lo. ou posto à sua disposição necessário). 139 (serviço em funcionamento para ser utilizado. quando possam ser destacados em unidades autônomas de intervenção. como fez em relação ao poder de polícia. transcrevo o dado por Hely Lopes Meirelles: Serviço público é todo aquele prestado pela Administração ou por seus delegados. O Poder Judiciário. Mas nem todo serviço público é gerador de taxa. COMENTÁRIOS O exercício do poder de polícia e a prestação de serviço público são atividades tipicamente estatais. O conceito do que seja serviço público não encontra unanimidade entre os estudiosos do direito administrativo. é preciso que. III divisíveis. por parte de cada um dos seus usuários.específicos. para satisfazer necessidades essenciais ou secundárias da coletividade. nas palavras do CTN. para sê-lo. exige-se que seja ele prestado ao contribuinte (utilização efetiva).

1993. rel.06. Min. a taxa de limpeza pública é cobrada em função do metro quadrado ou fração da propriedade (STJ. 140 .08. 1ª T.. está o recorrido sujeito à cobrança da taxa de serviços urbanos.584-4/MG. Min. 1ª T. para conceder a segurança postulada.1981. 1ª T. Antônio Neder. art. Tabela A.08. 37. é inconstitucional. Sendo assim. j..1993. 77 e 79 do CTN). IV – Recurso provido. prestado ao contribuinte ou posto a sua disposição. inclusive ICMS e ISS JURISPRUDÊNCIA 1.. 15. Taxa de limpeza pública. j. de 1968. em votação uniforme.940/SP. tem o seu custeio satisfeito pelos impostos gerais. p. p.1981). DJU 16. que ele argüiu. REsp 11. (. para custear o serviço de policiamento dos bancos e entidades congêneres.1993. rel. visto que o poder geral de polícia. DJU 10. 1ª T. encontramse presentes os requisitos de especificidade e da diversibilidade (arts.Nos serviços públicos relativos a consecução de vias públicas e logradouros e de combate a sinistros. RE 73. 77 do CTN.Na espécie. Min. REsp 32. nº 48. j. REsp 33. O policiamento de segurança das pessoas e das casas é atribuição normal do Estado e serviço que os impostos gerais custeiam. da Constituição devem custear o poder especial de polícia.564).957). Demócrito Reinaldo. a utilização efetiva ou potencial. I . Demócrito Reinaldo. j. e declarar a inconstitucionalidade.As conhecidas taxas de lixo têm como fato gerador o exercício do poder de polícia. As taxas instituídas no art. II ... que tem como base de cálculo o valor venal do imóvel. Cesar Asfor Rocha.08.1993.870/SP. Taxa de expediente prevista na Lei de Minas Gerais 4. Decisão unânime (STJ.1993. I . artigo por artigo. 12. 21. ele não pode constituir fato gerador da taxa de segurança de pessoas e casa. Recurso extraordinário do constituinte a que o Plenário do STF dá provimento. da mencionada norma local (STF.) III — Diversamente do IPTU. DJU 23. 23.. prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição (STJ. 3. 18. I. 2. Min. rel. 15.996/GO.1993.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. a utilização efetiva ou potencial. item I. do serviço público específico e divisível. por ser inerente à função normal do Estado. 77 e 79 do CTN). 14.As taxas de consumação desses serviços tem como fato gerador o exercício do poder de polícia.972). p. II .06. 16.04. do serviço público e divisível. DJU 16. como dispõe o art.Nos serviços públicos urbanos encontram-se presentes os requisitos da especificidade e da diversibilidade (arts. rel.474.03. III .06.

Ilmar Galvão. do art. 77 e 79.1999).1997). efetiva ou potencial. A Lei 8. na parte em que a decisão atacada basilou-se. 93. I.989/66. e 167 do CTN. de serviço público específico e divisível. Precedentes citados: RE 206. prestado ao contribuinte ou posto a sua disposição [rectius: “o exercício regular do poder de polícia. encontram-se presentes os requisitos de especificidade e de divisibilidade (arts. 15. j. peças. 677. 77. do serviço público específico e divisível. a alegação de que o Município não teria competência para estabelecer as condições para o parcelamento do IPTU e a de que seria indevida a adoção. A taxa de armazenagem é preço público. componentes. REsp 188. do CC/1916 [sem correspondente no CC/2002]. ofende o art. em nenhum momento. 5. do CTN). Isenção.2000) e RE 185. arts. quanto ao IPTU e aos efeitos decorrentes da inconstitucionalidade de texto legal. ou a utilização. Matéria constitucional. a utilização efetiva ou potencial. 145. 1. no âmbito do aresto a quo.03. 130.387/91. 145. como fundamento central. Nos serviços públicos relativos à limpeza urbana e conservação de vias e logradouros públicos.05. Ausência do necessário prequestionamento dos arts. Lei 8. Prequestionamento. 86. pelo Município. 6 Nada se discutiu (em face dos óbices acima apontados) sobre o IPTU 141 . Agravo regimental. as importações de partes.391/SP. mas o adicional de tarifa portuária não.050/SP (DJU 07. e pelo fato de não serem divisíveis os serviços públicos que ela visa custear. 91. Min. de unidade monetária própria (UFN) para atualização das parcelas do IPTU.2000. da CF/88 (Lei 6. 3.06.349/AM. da CF. em matéria de cunho eminentemente constitucional. O colendo STF declarou incidentalmente a inconstitucionalidade de dispositivos da Lei 6.1999). Não se conhece de recurso especial.. rel. que prevêem a cobrança de taxa pelos serviços de conservação e limpeza de ruas. As taxas de consumação desses serviços tem como fato gerador ‘o exercício do poder de polícia. prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição”]’ (art. Precedentes desta Corte. III. matérias-primas. Recurso parcialmente provido (STJ. do Município de São Paulo. Tributário e processual civil. DJU 15. Afastou-se. Taxa de iluminação e limpeza pública. 1ª T.03. Garcia Vieira.777/SP (DJU 30. entretanto. 4.989/66. produtos industrializados e outros insumos vinculados à fabricação de produtos destinados à exportação. o que ofende o inciso II. 165.1998. preços públicos e emolumentos. do CTN). Agravo regimental contra decisão que proveu recurso especial do agravado.04.387/91 isenta de pagamento de taxas. RE 190 126/SP (DJU 05. artigo por artigo. por possuir base de cálculo própria de imposto. ao fundamento de que a referida taxa. rel. ATP. Mim. 87. Dispositivos indicados como afrontados não abordados. RE 188.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. § 2°. I. II. Decisão da matéria pelo Colendo STF. I e II. inclusive ICMS e ISS Taxa de armazenagem. 2. 19. parágrafo único.11. I e II e 94).

2005. Processual civil. inclusive ICMS e ISS e os efeitos da declaração de inconstitucionalidade.913/SP. O recurso especial não pode ser conhecido pela alínea c do permissivo constitucional [art. Incidência das Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. É cabível a incidência da taxa 142 . artigo por artigo.. Taxa de Coleta de Lixo e Limpeza Pública e Taxa de Iluminação Pública (TIP). da Lei de Introdução ao Código Civil Ausência de prequestionamento. AGREsp 734369/RJ.03. em face da consideração do acórdão recorrido de ilegalidade da Taxa de Coleta de Lixo e Limpeza Pública (TCLLP). 77 e 79 do CTN) reproduzem regra constitucional (art. c. 20. 4. Tributário. A 1ª Seção assentou que a divisibilidade e especificidade de taxas referentes a serviços de limpeza pública e de iluminação pública são insuceptíveis de controle no âmbito do recurso especial. 02. do CTN. 6°. do CPC. por reproduzirem os aludidos dispositivos legais preceitos constitucionais. Arts. bem como não apresentou. 6°. Arts. III. 2. Agravo regimental em agravo de instrumento. DJ 21.2007. 462. não pode ser conhecida por esta Corte por referir-se à matéria constitucional. não foram objeto de análise pelo Tribunal de origem. Min. CF/88). 105. do CPC. 3. apenas. 1.2005). da CF/88]. rel. § 1°. Matéria constitucional.06.06. Humberto Martins. 2. Tributário.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. AGA 526. § 1°. A decisão debateu. j. 77 e 79. Incidência da taxa Selic para cobrança dos débitos fiscais. Divisibilidade.212/RJ. Agravo regimental improvido (STF. Matéria constitucional. DJU 30. p. Recurso especial inadmitido.03. As normas ordinárias sob liça (arts. 2ª T. quais sejam. pois o recorrente não realizou o necessário cotejo analítico. Ausência de prequestionamento. a legitimidade da cobrança da taxa de iluminação e limpeza pública. Apesar da transcrição de ementa.03.301). j. 1ª T. rel. Esta Corte possui o entendimento de ser incabível analisar a violação dos arts. Precedentes (REsp 173. Agravo regimental não provido (STJ.. arts. Divergência jurisprudencial não demonstrada. Processual civil. 1. Ausência de prequestionamento e dissídio pretoriano superado. Incompetência desta Corte. o dissídio jurisprudencial. João Otávio de Noronha.2005. 292). 462. razão pela qual ausente o necessário prequestionamento. 77 e 79 do CTN. 77 e 79 do CTN. da Lei de Introdução ao Código Civil. p.2007. A alegada violação aos arts. com relação à Taxa de Coleta de Lixo e Limpeza Pública (TCLLP) e da Taxa de Iluminação Pública (TIP). DJU 27. 3. Dissídio superado. 7. deixou ele de demonstrar as circunstâncias identificadoras da discordância entre o caso confrontado e o aresto paradigma. e da Taxa de Iluminação Pública (TIP). Min. por serem matérias de índole constitucional. adequadamente. 145. As matérias infraconstitucionais supostamente violadas no recurso especial.

Afigura-se inviável examinar. inclusive ICMS e ISS Selic para a cobrança de débitos fiscais. 3. Tributário. Agravo regimental não provido (STJ. Recurso especial não conhecido (STJ.. controvérsia atinente a taxa de coleta de lixo. devendo ser a pretensão recursal provida nesta parte. Min. Impossibilidade de exame em sede de recurso especial. 1. controvérsia atinente a taxa de remoção de lixo. Matéria constitucional. não cabe apreciar nesta instância superior. Precedentes. 15. quando do julgamento dos EREsp 291. em recente julgamento do EREsp 213. DJU 03. da CF. da Constituição Federal. 77 e 79 do CTN. 2ª T.08. 3. Art. do CTN. em sede de recurso especial. Cabimento. Processual civil.03. 2ª T. j. p. 145. AGA 750.828/PR. 1. Taxa de Combate a Incêndio e Taxa de Conservação de Vias.. a teor dos preceitos que emanam da Carta Magna (CF arts. 165 e 168.02. j. Repetição do indébito.497/SC e 425.643/PR.2000. relator Ministro Francisco Peçanha Martins. 215). Min. I. O prazo para o ajuizamento da ação de repetição do indébito é de prescrição qüinqüenal e. rel. 2. REsp 547. 01. 2.2001). Prescrição. Mandado de segurança. visto que os arts. por regular especialmente a matéria tributária. IPTU. 257). João Otávio de Noronha.960 de 28. 246). que cuidam dos requisitos da especificidade e da divisibilidade das exações.DJU 06. Lei 9. em sede de recurso especial. j.2006. Recurso especial conhecido em parte e provido (STJ. Taxa de Iluminação Pública. § 2°.. 1. Impossibilidade de exame em sede de recurso especial. III) (REsp 196. visto que os arts. 18. p.03. que cuidam dos requisitos da especificidade e da divisibilidade das exações. Recurso especial. reproduzem o preceito inscrito no art. de limpeza urbana e de iluminação pública. Afigura-se inviável examinar. reproduzem o preceito inscrito no art.257/SC. Sempre que presente 143 . Humberto Martins. Tributário. Constitucional e tributário.06.2006. DJU 12. rel.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.341/RJ. relatados pelo eminente Ministro Luiz Fux. Inconstitucionalidade.910/32). REsp 896.2007. DJ 04. rel. e pela Corte Especial. 399.01. 2ª T. ‘Divergência jurisprudencial entre acórdãos que analisaram matéria de ordem constitucional.889/SP. do CTN e Decreto 20. Taxa de Coleta de Lixo. Precedentes.03.709/SC.2007. Orientação consagrada pela Primeira Seção. Matéria constitucional. Min. 102. de relatoria do ilustre Min. § 2°. de combate a incêndio e de conservação de vias. artigo por artigo. 145.05. 168.2007. na assentada 14 de maio de 2003. Taxa de Remoção de Lixo e de Limpeza Urbana. p. José Delgado. Taxa de controle e fiscalização ambiental. III e 105. João Otávio de Noronha.926/PR. prevalece sobre a regra geral que dispõe sobre os feitos contra a Fazenda Pública (arts. 77 e 79 do CTN.2007.

inclusive ICMS e ISS ato de autoridade que por ação ou omissão. desde logo se verifica que o fato gerador invocado dissocia-se daqueles próprios da taxa. por inconstitucionalidade. eis que não se vislumbra na exação a prestação regular pela Administração do poder de polícia ou mesmo de serviço público específico e divisível. sendo certo entretanto que o valor exigido incidiu efetivamente sobre o mês de janeiro de 2000. em violação dos disposto nos arts.178-8/DF.960.638/SP. a materialidade da hipótese de incidência fixou-se no exercício pelo contribuinte de atividade potencialmente poluidora.165/2000. segundo a Constituição Federal. DJU 28. 10.2004.01. ou a utilização. § 1°. a este sujeitando todos os sujeitos passivos citados no § 2° do art. artigo por artigo.01.mas sempre de forma concreta . rel. Sentença mantida (TRF-3ª R. Art. têm como fato gerador o ‘exercício regular do poder de polícia. 3. razão pela qual não há como se declarar perda de objeto da presente ação. 5.165/2000].960/2000. Juíza Marli Ferreira. dos Estados. com a redação dada pela Lei 10. certo que se estará diante de imposto. 80. de 28.. de serviço público específico e divisível. 77 que as taxas cobradas pelas pessoas políticas de direito público interno. as Constituições dos Estados.938/81. 153 e 154. inciso II. 6.. fixada por essa lei em 31 de março [art. criada pela Lei 9. dentro de suas respectivas atribuições. 77 do CTN). 145. 7. O Código Tributário Nacional dispõe no art. O STF afastou. consideram-se compreendidas no âmbito das atribuições da União. prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição’. I.165/2000]. o STF entendeu prejudicado o prosseguimento daquela ação declaratória de inconstitucionalidade. as Leis Orgânicas do Distrito Federal e dos Municípios e a legislação com elas compatível. a Taxa de Fiscalização Ambiental. na Medida Cautelar requerida na ADIn 2.11. AMS 213.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.2005). da Constituição Federal. estará aberta a possibilidade para que o interessado se socorra do Poder Judiciário através do writ. efetiva ou potencial. 4. À vista da edição da Lei 10. 2. j. competem a cada uma dessas pessoas de direito público. do Distrito Federal ou dos Municípios aquelas que. Ao revés.2000. 144 . Para efeito de instituição e cobrança de taxas. da Lei 6. com data de pagamento. 17-C.possa ameaçar ou violar direito líquido e certo do contribuinte. este § 2° foi revogado pela Lei 10. 17-B [conforme redação dada pela Lei 9. atual ou potencialmente . Não sendo dado ao Estado criar taxa com a mesma base de cálculo ou fato gerador de imposto (parágrafo único do art. 6ª T.960/2000. No caso da taxa de fiscalização ambiental veiculada pela Lei 9.

Em havendo duplicidade na tributação cumulativa. prestado ao contribuinte ou posto a sua disposição. também chamada de cumulativa ou paralela. JURISPRUDÊNCIA Tributário. Observe-se que a competência comum. inciso I.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Tributo que tem por fato gerador benefício resultante de obra pública. nos termos do art. da Constituição Federal. especificamente.999/72. 154. Em relação às taxas não há problema quanto à discriminação da arrecadação. inclusive ICMS e ISS COMENTÁRIOS O dispositivo em destaque reafirma competência comum dos entes federados. Com propriedade observa Hugo de Brito Machado que. observando o ente estatal que a instituir no limite de sua competência. prevalece o direito federal ou o estadual sobre o municipal. art. Impossibilidade de sua cobrança como contribuição. a dar suporte ao serviço público gerador da exação. 25. II. Inconstitucionalidade. Taxa de pavimentação asfáltica. Município de Santo André/SP. 23 pode ser instituída taxa. com a especificação em doze incisos. de serviço público específico e divisível. está explicitada no art. porque ela destina-se. próprio de contribuição de melhoria. em se tratando de taxas essa competência é dos Estados. não se permitindo. Diferentemente. 23 da Carta Política. Sobre as matérias elencadas no art. como estabelece a Constituição Federal de 1988. da Carta Magna. 244. art. em hipótese alguma. como preconizado no art. em matéria de imposto. por inobservância das formalidades legais que constituem o pressuposto do lançamento dessa 145 . artigo por artigo. Lei 3. 145. e não a utilização. bitributação. pelo contribuinte. a competência residual é da União. § 1°.

pois o valor da execução é de R$ 2003. do art. 4. Taxa de iluminação pública indevida. DJU 08. de fato.1990. uma vez que a incidir quantitativamente perante aqueles que proprietários de imóveis limítrofes ao logradouro beneficiado por referido serviço. do Município de Santo André/SP.11. Tributário. imediato.09. Ilmar Galvão. Cobrança de taxa de pavimentação e calçamento para recuperação de custo de obra pública. de conservação de pavimentação e de prevenção contra incêndio devidas. 5. que contam com aquele referido serviço. de limpeza pública. CTN. No que tange às taxas de remoção de lixo comercial. remoção de lixo comercial. Min. 6. Inconstitucionalidade. Execução fiscal. 1ª T.. a título de taxa. Legitimidade da cobrança dos juros. Taxas de remoção de lixo comercial. 276 da Lei 3. Américo Luz.1995. que se declara. REsp 0001609/SP rel. amiúde praticada. vigilância pública predial e prevenção a incêndio. 3. 2. de 29. Prescrição parcial consumada. Embargos à execução fiscal. de molde a permitir sua exigência. limpeza de vias públicas. Parcial procedência dos embargos.1995. artigo por artigo. Não conhecimento da remessa oficial. 145. j. da ECT. 18. Recurso provido (STJ.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. sendo capital repisar-se tanto se tributa. e do art. pelo serviço efetivamente prestado. j. que não permite a utilização da taxa como instrumento para recuperação do custo de obra pública. Min.08. Não se ressentem referidas taxas do descumprimento nem ao requisito da especificidade. Terceira Turma pela incidência da dispensa prevista pelo § 2° do art. Pertinente e adequada a ponderação. porquanto a exigência fiscal tem como fato gerador hipótese concernente a contribuição de melhoria. Município de Araçatuba XECT. 21. Recurso não conhecido (STF. 1. no âmbito dos requisitos para as taxas em geral.351).12. de vigilância pública predial.360). de vigilância e à taxa de prevenção contra incêndios.999. A natureza das atividades estatais envolvidas se põe límpida. avulta em destaque a divisibilidade de ditos serviços. 77. RE 140779/SP. A divisibilidade se coloca também límpida. CF. excluindo-se o reexame necessário. conservação da pavimentação. Tributário.1990. de conservação de pavimentação. pois exatamente está calcada na contraprestatividade ou vinculação entre o quanto pague o contribuinte e seu beneficiamento direto.. firmados através do inciso II do art. nem ao da indivisibilidade. quanto pelo colocado ao dispor do contribuinte. p. de limpeza pública. DJU 17.12. neste passo 146 . 15. p. Sucumbência recíproca. 28. Entendendo a E. rel. 2ª T. Ilegalidade. 475 do CPC. Inocorrência da alegada afronta ao art. da multa e da correção monetária. inclusive ICMS e ISS espécie tributaria. assim se procede. segundo a qual cobrados estão sendo imóveis. II. da Emenda Constitucional nº 01/69. 02.1972. 22.

com o Excelso Pretório que. No âmbito dos requisitos para as taxas em geral. 77. sendo de rigor a extinção dos débitos prescritos.09. Verificada. 16. Não procede a alegada não incidência de juros e correção monetária. qual seja.12. pois exatamente está calcada na contraprestatividade ou vinculação entre o quanto pague o contribuinte e seu beneficiamento direto. segundo a qual suficiente a propositura da ação. 05 (cinco) anos para a ação de cobrança do crédito tributário em comento. a prescrição. ao passo que dito imposto recai sobre o valor venal da coisa. e do art. pois atendido o figurino da hipótese de incidência pertinente. Vencidas as dívidas em 10. por meio da Súmula 670. Contaminado pela prescrição. uma vez que regida pela LEF dita nuança. CTN. consoante art. 19. entende a Egrégia Terceira Turma desta Colenda Corte pela incidência do consagrado através da Súmula 106. firmados através do inciso II do art. de fato. avulta em destaque a indivisibilidadede de dito serviço. para interrupção do prazo prescricional: ajuizado o executivo em pauta em 28. qual seja.12. Sem força suspensiva prescricional a enfocada inscrição em dívida ativa. vetou o uso daquele tributo para tal fim. Os vencimentos dos créditos tributários em questão ocorreram de 10.1995 e de 10. caput e § 3° e 516. todos do CPC.1995 até 10. 515. guarda harmonia a r.1995 a 10. consumado o evento prescricional para os débitos vencidos de 10. de rigor a extinção dos débitos prescritos. sentença. 8. 145. com observância do estabelecido pelo art. 15. 156. ônus cabalmente seu. 11. artigo por artigo. Ante a devolutividade do apelo.1995 a 10. Constatada será a ocorrência da prescrição. 14. Nenhuma ilegitimidade na cobrança de citadas taxas. STJ. antes enfocados. de rigor a análise de todos os pontos rebatidos.07.12. 13. Com referência à Taxa de Iluminação Pública (TIP). contados da data de sua formalização definitiva.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. tal qual gizado pela própria Constituição e pelo CTN. de molde a impedir exigência de taxa. 12. ainda que não conhecidos. 512. 17. incompatível com a Lei Nacional de Tributação (CTN).07. Também inocorre a amiúde propalada coincidência de base de cálculo entre ditas taxas e o IPTU: sem óbice substancial pela parte contribuinte. do E. claramente.2000. primeira figura. uma das causas de extinção do créditos tributário. CF.09. ao se verificar a transgressão do lapso temporal fixado pelo referido dispositivo.12.1995 a 10.1995. 9.01.01. inclusive ICMS e ISS não tendo a executada/embargante/apelada denotado assim não se ponham os préstimos/serviços municipais a respeito. 10.1996. do art.1995 a 10.01. 7. Inconstitucional dita exação. 18. imediato. nos presentes autos.1996. encontrase parte do valor contido no título de dívida embasador dos embargos. que lhe reconheceu ilegitimidade. do CTN. como se denotará. 174 do CTN. conforme entendimento desta Colenda 3ª Turma. 147 . a base daquelas se põe sobre o custo da atividade aqui suportada pelo Poder Público.1995 e de 10. elencada no inciso V.

vez que dotado de valores autônomos. através de mero cálculo aritmético. como se extrai. a ação deve prosseguir pelo saldo efetivamente devido. Coerente a compreensão. a queixa contribuinte sobre sujeição à multa merece desfecho de parte-a-parte: indevida no tocante à TIP. A respeito de constituírem os débitos atos distintos. histórica. CTN. porém que brota da incursão por ato ilícito. vez que indevida sua cobrança. sendo a hipótese de mero excesso de execução (como se dá. Prosperando a desconstituição da cobrança quanto à Taxa de Iluminação Pública e de multa a esta correlata e a ocorrência da prescrição parcial. 22. do art. cumpre-se destacar que. bem como verificando-se legitima a exigência sobre a taxa de remoção de lixo comercial. 161. a propósito. com a cobrança de específicos débitos colhidos pela prescrição e de um indevido. a cujo principal. 21. inclusive ICMS e ISS Afigura-se coerente venha dado valor. 25. específicos.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. em sua superioridade em si . pois não desprovido de liquidez o débito exeqüendo remanescente. de conservação de pavimentação. em que é possível excluir ou destacar do título executivo o que excedente. de limpeza pública. Apesar de reconhecida a prescrição em parte do débito e da não incidência da TIP. de vigilância e quanto à taxa de prevenção 148 . CTN. originariamente identificado quando do ajuizamento da execução fiscal pertinente. artigo por artigo. 27. 97. vez que estes os incidentes no caso vertente. 26. realmente. 23. como se dá com o não pagamento tributário. Reflete a multa moratória acessório sancionatório.de tal sorte que sua incidência. recaem sobre o crédito tributário. identificáveis e autônomos. Embora configurando a relação punitiva vínculo autônomo. deva recair sobre o débito. para dele fazer parte integrante. anos posteriores. 24.da incidência dos acréscimos ou acessórios previstos pelo ordenamento jurídico. adota-se. a cifra maior. nos termos da jurisprudência que. a corresponder. consoante art. contudo incidente com referência às taxas retratadas. exatamente por motivo inverso. denomina a tanto de remissão. quando do sentenciamento dos embargos. decorrência límpida e lícita.esta fruto da inerente desvalorização. segundo a qual os juros. por inconstitucional) . Tão assim acertado o entendimento que a Administração. à divida em sua junção de principal com atualização. instituto inerente ao crédito tributário. em direta consonância com o inciso V. em dados momentos. assim em cabal obediência ao dogma da estrita legalidade tributária. figura esta naturalmente formada pelo capital ou principal e por sua indelével atualização monetária . da moeda nacional . perfeitamente possível o prosseguimento da execução fiscal pelo valor dos demais débitos executados. e à luz evidentemente de lei a respeito. amiúde construída. em essência adere a correção monetária. Sem pertinência o pedido alternativo de observância da correção monetária pelos índices da UFIR. quando pratica a dispensa de correção monetária. 20.

atualizados monetariamente até o seu efetivo desembolso. tanto quanto se sujeitando a ECT ao pagamento de honorários advocatícios de 10% sobre o tributo remanescente em cobrança. tendo-se em conta a vantagem advinda da obra realizada. rel. j. realizada em favor do interesse público. AC 1079831/SP.. TÍTULO V CONTRIBUIÇÃO DE MELHORIA Art. III).401).2007.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.. inclusive ICMS e ISS contra incêndios. 145. A espécie tributária aqui enfocada insere-se na competência das três esferas estatais. A contribuição de melhoria cobrada pela União.02. 28.2007. 3ª T.01. suportando a Municipalidade envolvida honorários advocatícios de 10% sobre a diferença excluída em prol da ECT. atualizada monetariamente até seu efetivo desembolso. bem como ante a ocorrência da prescrição parcial. Juiz Silva Neto. em favor do Município implicado.04. julgados parcialmente procedentes os embargos (TRF . pelos Estados. pelo Distrito Federal ou pelos Municípios. em favor do Município implicado.1995 até 10. é instituída para fazer face ao custo de obras públicas de que decorra valorização imobiliária. impõe-se parcial provimento ao apelo e decorrente parcial reforma da r. 81. COMENTÁRIOS Definição.1995. DJU 11. tanto quanto se sujeitando a ECT ao pagamento de honorários advocatícios de 10% sobre o tributo remanescente em cobrança. como previsto na Constituição Federal (art.12. no âmbito de suas respectivas atribuições. suportando a Municipalidade envolvida honorários advocatícios no importe de 10% sobre a diferença excluída em prol da ECT. artigo por artigo.3ª R. para exclusão da cobrança da Taxa de Iluminação Pública e de multa a esta correlata. sendo cobrada para atender ao custo de obra pública. atualizados monetariamente até o seu efetivo desembolso. atualizada monetariamente até seu efetivo desembolso. na forma retro fixada. Não conhecimento da remessa oficial e parcial provimento ao apelo. a atingir vencimentos ocorridos de 10. 149 . 28. sentença. tendo como limite total a despesa realizada e como limite individual o acréscimo de valor que da obra resultar para cada imóvel beneficiado. p.

. dispositivo este recepcionado pela Carta de 1988. o qual deve ser rateado entre os que se beneficiarem com a valorização imobiliária. Entretanto. o texto normativo do referido diploma em nada destoa do conceito constante do CTN.contribuição de melhoria. 82. 81 e o seguinte. que o próprio art.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. na doutrina. Geraldo Ataliba. permanecendo na Constituição Federal de 1988 apenas o limite individual. que está extinto o limite total. CF). os Estados. diante da previsão do art. artigo por artigo. III. Quanto ao custo total da obra há quem sustente.. ao eliminar a palavra valorização e prever simplesmente: “A União. Hugo de Brito Machado e Silva Martins. ainda. dentre outros. Neste sentido são as lições de Ives Gandra Martins.) III . Dentro de um critério de razoabilidade interpretativa. decorrente de obras públicas” (art. o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir os seguintes tributos: (. discordando do entendimento. Há quem afirme. A valorização imobiliária é da natureza da espécie tributária em apreciação. Neste sentido tem-se a opinião de Roque Carrazza. parece correto afirmar a continuidade dos limites. e tem como particular característica a inexistência de alíquota ou de base de cálculo. sendo esta valorização o limite individual cobrado de cada beneficiário. 150 . Há doutrinadores que. global e individual. 145. Valdir de Oliveira Rocha. fazendo parte da essência do tributo. inclusive ICMS e ISS Trata-se de espécie tributária que se alinha aos impostos e às taxas. art. continuam a afirmar que persistem ambos os limites. 81 do CTN. A divergência nasceu da simplificação verificada na Constituição de 1988. foram revogados pelo Decreto-lei 195/67. Tem como limite o custo total da obra.

embora alterasse a expressão “imóveis valorizados” por “móveis beneficiados”.1994). Sentença mantida em grau de reexame necessário. ao dispor que a contribuição de melhoria tem como fato gerador o acréscimo de valor dos imóveis localizados nas áreas direta ou indiretamente beneficiadas por obras públicas. inclusive ICMS e ISS Do mesmo modo. rel. Fato gerador. porque o Supremo Tribunal Federal tem entendido que. Carlos Velloso. não alterou substancialmente a espécie tributária de que se cuida. JURISPRUDÊNCIA Ação declaratória de inexistência de relação jurídicotributária. porque a hipótese de incidência desta é a valorização e a sua base é a diferença entre os dois momentos: o anterior e o posterior à obra pública. recepcionados pela Constituição Federal 1988. 81 e 82 do CTN. vale dizer. 2ª T. Contudo. RE 114069/SP. entende-se que a Emenda Constitucional nº 23/83. tornando-se inconstitucional. o Professor Sacha Calmon Navarro Coelho entende que o Decreto-lei 195/67.09. Não comprovação. em havendo lei municipal autorizativa. DJU 30.-lei 195/67. Recurso desprovido. não pode o poder 151 . Contribuição de melhoria. Valoração do imóvel. o quantum da valorização imobiliária (STF. Base de cálculo. Recapeamento asfáltico. Se não houver aumento do valor do imóvel.. Tem como limite total a despesa realizada e como limite individual o acréscimo de valor que da obra resultar para cada imóvel beneficiado. alterou o critério do custo da obra do CTN que não tem como se sustentar. Podemos afirmar que permanecem em vigor os arts. Direito tributário. A base de cálculo da contribuição de melhoria é a valorização imobiliária.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Esta é uma posição que não encontra guarida no direito pretoriano. ambos compatíveis com o Dec. Min. Contribuição de melhoria. artigo por artigo. Sem valorização imobiliária decorrente de obra pública. Valorização imobiliária. não há contribuição de melhoria. não há eiva de inconstitucionalidade alguma (RDA 120/131).

CF/67 [c/c EC nº 01/69] (Emenda 23/83). Precedentes o STF (STJ. 13. Inocorrência. tanto pelo voto vencedor. Min.2007. conseqüente da obra pública realizada no local de situação do imóvel. Contribuição de melhoria. 04. DJU 05. Contribuição de melhoria. 2. Direito à restituição. não servindo como base de cálculo tão-só o custo da obra pública realizada (REsp 280. REsp 634/SP. de que quando foi instituída a contribuição de melhoria a obra ainda não havia sido 152 . Recapeamento de via pública.1994. Ilegalidade do lançamento de contribuição de melhoria baseado no custo. 2. CF/88 [rectius: art. REsp 200283/SP. 1ª T. j. Tributário. j. Recurso provido (STJ. 18. Min. artigo por artigo.. Tributário. Manifesta divergência acerca do atual estágio do empreendimento que deu origem à exação discutida.10.1994).Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. A contribuição de melhoria tem como fato gerador a real valorização do imóvel. Contribuição de melhoria.02. 270). sendo certo é vedado à esta Corte Superior. João Otávio de Noronha. rel. sem a demonstração dos pressupostos de valorização ou específico benefício. DJU 21. Contribuição de melhoria. j. arts. Garcia Vieira.06. Milton Luiz Pereira.417/SP. impondo-se adotar o entendimento unânime da época em que proferido o julgamento pelo Tribunal a quo. 2ª T. Tributário. 1. CTN. Min. Obra inacabada.1995.05. 2. 1.1999. A publicação prévia do edital e necessária para cobrança da contribuição e não para realização da obra. REsp 629. CF/88]. 2ª T. a teor do verbete Sumular 07/STJ. 145. 1º. Valorização do imóvel. 145. invadir a seara fática-probatória. 4. rel. Tributário. j.03.2002). 1. Art.471/RS.03. II. Decreto-lei 195/67. DJ 28.04.. Precedentes da jurisprudência. Francisco Peçanha Martins. Art. III. rel.05.1999).2007. rel. com o custo coberto por um ‘plano de rateio entre todos os beneficiados’. 1ª T. CTN. 3. p. 81 e 82. Recurso especial provido (STJ. Ação de repetição de indébito.. Decreto-lei 195/67 (arts. 17. 2ª T. Min. Américo Luz. Arts. 09. Fato gerador valorização do imóvel. afronta exigências legais (arts... 81 e 82. Recurso provido (STJ. em sede de Recurso Especial. Controvérsia que gravita sobre se a obra pública não finalizada dá ensejo à cobrança de contribuição de melhoria. DJU 18.248/SP. 1° e 2°). Hipótese de incidência e fato gerador da exação. DJU 05. II. Fato gerador. Base de cálculo. Obra pública efetivada. Requisitos da valorização ou de específico benefício. inclusive ICMS e ISS público cobrar-lhe a mais valia. REsp 8. Nexo de causalidade. 2° e 3º).1995). Min.06. como pelo vencido. rel.

397).2002. José Delgado. Min. A contribuição de melhoria tem como limite geral o custo da obra. 284).2007.. É cediço em doutrina que: ‘(. Contribuição de melhoria. Recurso especial provido (STJ.996/SP. DJ 17. II. rel. Francisco Peçanha Martins. 145.1999. 2002. Precedentes: REsp 615.. nos termos do art. 4.Requisitos de valorização ou de benefício. DJ 17. Revela-se. É ilegal a contribuição de melhoria instituída sem observância do limite individual de cada contribuinte. Tributário. Arts. rel. Min Luiz Fux. artigo por artigo. evidente o direito de a empresa que pagou indevidamente a contribuição de melhoria. Contribuição de melhoria CTN arts. Min. 10. e como limite individual a valorização do imóvel beneficiado. 165.1999). Malheiros. DJ 06. p.12. do CTN. Isto porque a hipótese de incidência da contribuição de melhoria pressupõe o binômio valorização do imóvel e realização da obra pública sendo indispensável o nexo de causalidade entre os dois para sua instituição e cobrança. Falta de prequestionamento. DJU 05.. Eliana Calmon. Min. A base de cálculo da contribuição de melhoria é a diferença entre o valor do imóvel antes da obra ser iniciada e após a sua conclusão (Precedentes do STJ: REsp 615. portanto. REsp 647134/SP. 9. Consectariamente. apropriados à obra pública realizada no local da 153 . p.2002. 28. CF/88 [rectius: art. Recurso especial conhecido e provido (STJ. inclusive ICMS e ISS concluída porquanto pendente a parte relativa à pavimentação das vias que circundavam o imóvel de propriedade da recorrente.495/RS.02 2007. DJ 06. 499). obter. 18.05. 6. 81 e 82. do CTN. Min. 81 e 82. Tributário. 7. rel Min José Delgado.495/RS.788/RS. CF/88]. 1ª T. j. 2ª T. REsp 143. 145.08. III. 2.12. Ilegalidade no lançamento de contribuição de melhoria sem a demonstração dos pressupostos de valorização ou específico benefício.) Só depois de pronta a obra e verificada a existência da valorização imobiliária que ela provocou é que se torna admissível a tributação por via de contribuição de melhoria’ (Roque António Carrazza. 3. Questão surgida no acórdão recorrido. 5. II. a repetição do indébito tributário. 1. REsp 143. j. rel. REsp 362.2004. p. DJU 01.2004. Curso de Direito Constitucional Tributário.996/SP rel..Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.05. CF/67 [c/c EC nº 01/69] EC 23/83. 3. 1. o fato gerador de contribuição de melhoria se perfaz somente após a conclusão a [sic] obra que lhe deu origem e quando for possível aferir a valorização do bem imóvel beneficiado pelo empreendimento estatal. haja vista que a obra pública que deu origem à exação não foi concluída. rel.10. 4. Fato gerador.05. Francisco Peçanha Martins. 8. Prevalece o entendimento no STF e no STJ de que não houve alteração do CTN pelo DL 195/67. uma vez que incontroversa a não efetivação da valorização do imóvel.

4. 3. c) determinação da parcela do custo da obra a ser financiada pela contribuição.285/RJ. Art. Garcia Vieira. do inciso I.2001. para impugnação. A lei relativa à contribuição de melhoria observará os seguintes requisitos mínimos: I .04. b) orçamento do custo da obra. sem prejuízo da sua apreciação judicial. Recurso parcialmente conhecido e provido (STJ. REsp 160. DJU 19. Min.regulamentação do processo administrativo de instrução e julgamento da impugnação a que se refere o inciso anterior. pelos interessados. artigo por artigo. 233). Assentou a Corte Especial entendimento no sentido de ser necessário o prequestionamento. EREsp 8.11. 05.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.2001. rel.publicação prévia dos seguintes elementos: a) memorial descritivo do projeto. e) determinação do fator de absorção do benefício da valorização para toda a zona ou para cada uma das áreas diferenciadas. precedentes jurisprudenciais. 2.1998. de qualquer dos elementos referidos no inciso anterior. Min. nela contidas. § 1° A contribuição relativa a cada imóvel será determinada pelo rateio da parcela do custo da obra a que se refere a alínea c. pelos imóveis situados na zona 154 .11. III . ainda que se cuide de violação surgida na própria decisão recorrida. II .fixação de prazo não inferior a 30 (trinta) dias. 1ª T.030/SP. rel. inclusive ICMS e ISS situação do imóvel. Milton Luiz Pereira. j. 82. p.. DJU 09. d) delimitação da zona beneficiada.

pelo custo da obra. porque. podemos concluir que na caracterização da contribuição de melhoria identificamos como pressupostos: realização de obra pública. 82 do CTN são a causa mais comum das demandas sobre contribuição de melhoria. assim como antecedente será a impugnação. As exigências do art. cit. Para que o poder público esteja autorizado a cobrar contribuição de melhoria. Para alguns doutrinadores a publicação dos elementos elencados no inciso I do art. 155 . o que hão obsta que. artigo por artigo. limite total da contribuição identificada com o custo da obra e limite individual igual ao acréscimo de valor provocado pela obra. no exercício do poder-dever da administração pública. argumentam. via contribuição de melhoria. a posteriori. da forma e dos prazos de seu pagamento e dos elementos que integraram o respectivo cálculo. ou impugnar os defeitos corrigíveis. faz-se pertinente atender aos requisitos. Ao contribuinte não é dado impugnar a realização de obra alguma. Da definição vista no artigo antecedente. cada contribuinte deverá ser notificado do montante da contribuição. venha a cobrar-se. valorização do imóvel em decorrência da obra.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. infra). se assim não for. inclusive ICMS e ISS beneficiada em função dos respectivos fatores individuais de valorização. segundo registra Célio Armando Janczeski (ob. COMENTÁRIOS Requisitos. 82 deverá anteceder a obra. em cada imóvel. não poderia o contribuinte obstar as obras irregulares.. § 2° Por ocasião do respectivo lançamento.

quando já se sabe com precisão o custo da mesma. sem atender os requisitos mínimos” (ob. p. por onerar exclusivamente aqueles que de forma direta se beneficiaram com a obra pública. cit. 68). d) delimitação da zona beneficiada.. Segundo opinião de Yoshiaki Ichihara. Como registra Láudio Camargo Fabretti. cit. Esta espécie de tributo é considerada pelos estudiosos a mais democrática. b) orçamento do custo da obra. não é das melhores a experiência brasileira. inclusive ICMS e ISS Assim. nela contidas? O entendimento é o de que a publicação deve anteceder a cobrança e não a realização da obra. “nas poucas vezes em que se tem tentando cobrá-la. O § 1° do art. Entretanto. quando obedecidos os princípios básicos. mas depois da execução e quando for possível a avaliação da mais valia ou da valorização decorrente (ob. Como então interpretar a expressão do inciso I: publicação prévia dos seguintes elementos: a) memorial descritivo do projeto. artigo por artigo.. isto é. infra). 82 contempla talvez um dos comandos mais justos do nosso sistema tributário. e) determinação do fator de absorção do benefício da valorização para toda a zona ou para cada uma das áreas diferenciadas. somente após a conclusão da obra é que se pode avaliar em quanto acresceram de valor os imóveis beneficiados.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. o foi deforma ilegal. Por outro ângulo. c) determinação da parcela do custo da obra a ser financiada pela contribuição. infra. o momento da ocorrência do fato gerador não poderá coincidir com a execução da obra pública. 156 . permitindo uma divisão igualitária da carga tributária. somente após a conclusão da obra é que se publica o edital.

que a partir da CF/88 e contribuições classificadas. ano 2. 6. Comentários ao Código Tributário Nacional. por fim.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Rio de Janeiro. p. Carlos Valder do Nascimento. abandonado ficou no que toca à contribuição de melhoria. Hugo de Brito Machado. 94-98. p. ano 33. Cursos de Direito Constitucional. 1997. 1990. ed. Comentários à Constituição Federal. DOUTRINA Célio Armando Janczeski. coord.. o qual procurou no âmbito das contribuições sociais solucionar o seu problema de caixa. RDDT 30:30/35. 144-145. out. São Paulo. p. 1997. p 152. Hipótese de Incidência Tributaria. 1994. São Paulo. JURISPRUDÊNCIA 157 . ed. Contribuição de melhoria Hipótese de incidência tributária . nº 8. Determinação do Montante do Tributo. Boletim de Direito Municipal. 5. por sua vez. Láudio Camargo Fabretti. Yoshiaki Ichihara. Arx Tourinho. Perfil da contribuição de melhoria. Edgard Neves da Silva. 1995. CDTFP.. Saraiva. Contribuição de melhoria . apresenta-se complexa a cobrança do tributo. 1998. Código Tributário Nacional Comentado. Saraiva. reclassificadas esquematizadas das formas mais diversas. inclusive ICMS e ISS Na prática. v. artigo por artigo. 1998. O certo é que não as contempla o CTN que.Edital da cobrança antes do término da obra. 115. LTr. RDDT 21 60/65 junho 1997. mar. Suplemento Tributário 73/97. 1990. 465. Forense. RT. p. A controvertida contribuição de melhoria. São Paulo. Geraldo Ataliba. 161-168. 1997. São Paulo. Cabe proliferaram as aqui registrar. São Paulo.Realização da obra pública. Saraiva. Valdir de Oliveira Rocha. o que justifica o abandono do governo da espécie em comento. Malheiros. São Paulo. Luiz Fernando Pellegrini. Ives Gandra Martins. Dialética. p. 1997. Os limites da contribuição de melhoria. Celso Ribeiro Bastos. 1998. 2.

Min. 82 da Lei 5.05. A base de cálculo da contribuição de melhoria é a valorização imobiliária. No novo regime. artigo por artigo. rel. É da natureza da contribuição de melhoria a valorização imobiliária (Geraldo Ataliba). § 1°). § 1°). rel.1998. Dec. Edital.147-7/SP. j. § 1°. inclusive ICMS e ISS Tributário. Francisco Peçanha Martins.1993. o edital que antecede a cobrança da contribuição de melhoria pode ser publicado depois da realização da obra pública. b) a obra provocou a valorização do imóvel. EC 01/69. 2.. Precedentes do STF e do STJ. o segundo.1992.791/SP. c) a base de cálculo e a diferença entre dois momentos: o primeiro. de saudosa memória). O Dec. teve o condão de revogar o art. Min.05. 1ª T. j.1999. j. foi revogado pelo art.1998. DJU 03. Milton Pereira..133-2-SC. a publicação do edital é necessária para cobrança da contribuição de melhoria. Recurso especial conhecido e improvido (STJ. rel. Octávio Gallotti. REsp 143. Violação de lei federal e divergência jurisprudencial não configuradas.05.148-5/SP.06. Milton Luiz Pereira. a diferença entre o valor do imóvel antes do início da obra e o valor do mesmo após a conclusão da obra. Lei 5.1998. porque à época as normas gerais de Direito tributário ainda não tinham o status ou a força de lei complementar (Emenda Constitucional nº 1/69. art.. Não havendo aumento do valor do imóvel. art. Edital.-lei 195/67.12. 5° do Decreto-lei 195.06. no trato da contribuição da melhoria. Min. 18.1967. 1. Valorização imobiliária. de 1966.. impossível a cobrança do tributo. j.172.06. o valor do imóvel antes de a obra ser iniciada. o valor do imóvel após a conclusão da obra. O art.996/SP rel. Base de cálculo.10. 143). 4. p. Tributário. Min. 139). p.172/66. 82 do CTN que.08. Precedentes jurisprudenciais: a) RE 116. A partir do Dec. mas não para realização da obra pública. REsp 89.131/SP. ou seja. A entidade tributante ao exigir o pagamento de contribuição de melhoria tem de demonstrar o amparo das seguintes circunstâncias: a) exigência fiscal decorre de despesas decorrentes de obra pública realizada. REsp 169. rel. também da corrente doutrinária que. Min.1995. o que só ocorreu após a promulgação da EC nº 1. de 1967. Min. Recurso provido (STJ. de 1969 (art. art. Contribuição de melhoria. rel. 18. DJ 25. José Delgado. Adoção. de 24.02. 18. 3. 158 . 5°. DJU 06. Célio Borja. 2ª T. art.1999). à época não possuía a força de lei complementar. REsp 6340/SP. b) RE 116.. 02. Min. Recurso não conhecido (STJ. DJ 08. DJU 18.03. 82.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Tributário. c) REsp 35. 2ª T. Ari Pargendler. 2ª T. Contribuição de melhoria.-lei 195/67. 02. 07. 20.1994. DJU 29.-lei 195. rel. adota o critério de mais valia para definir o seu fato gerador ou hipótese de incidência (no ensinamento de Geraldo Ataliba. 1ª T.1998. Contribuição de melhoria. 5.

Ement. Pavimentação asfáltica. v. p. 420. Obras públicas.No tocante ao dissídio pretoriano.756-1. Desatendimento. inclusive ICMS e ISS Contribuição de melhoria. Ap. RT 532:241). Cobrança. I . artigo por artigo.. sendo certo que o mero inconformismo não justifica a oposição de embargos de declaração. Ement. Contribuição de melhoria.u.. j. JTACSP 120...1990.1989. III . Contribuição de melhoria. sem. do CPC. uma vez que aquela regra jurídica. e parágrafos. Necessidade.06. cinge-se à necessidade. Segurança concedida. 3ª Câm. 5° e parágrafo único) para validade do lançamento procedente. continua por (. p. porquanto o extenso voto-condutor do aresto recorrido examinou detidamente todas as questões pertinentes ao desate da lide.) (extinto 1° TACivSP. Custeio da obra.. Juiz Costa de Oliveira. ou não.. III.-dez. Publicidade. 05. 5° do Dec. Pressuposto do limite total da despesa realizada. no entanto. Tributo. Lançamento por municipalidade. Nulidade de lançamento. II. 98). nov. Juiz Ricardo Arco-verde Credie.. Declaração de voto (.. III). Lançamento. Tributário. 255. Assentamento de guias e sarjetas. v.. Requisitos.Inexiste.523-2. em cada obra feita pelo Município.. 159 . saliente-se que o recorrente limitou-se a transcrever as ementas dos acórdãos indicados como paradigmas. Contribuição de melhoria. de lei específica. Ap. Ação declaratória procedente (. Nulidade.. do RISTJ.. 28. para exigência de contribuição de melhoria. RT 591:152). 535. in casu. de modo que restou desatendido o art. RT. embora não sendo constitucional.) (TJPR.) (extinto 1° TACivSP. que continua subsistindo após o advento do art. 145.u. II . Contribuição de melhoria. Pressupostos de valorização do imóvel e de limite de despesa total da obra a ser rateada subsistentes mesmo na vigência da Constituição Federal de 1988 (art. Inobservância das formalidades essenciais previstas no Decreto-lei 195/67. ainda. 115). Inobservância de exigências legais.-abr. a alegada violação ao art. de Ofício 404. Necessidade. rel. j. Embargos à execução fiscal procedentes. da CF. de observância dos requisitos do Decreto-lei 195/67 (art. 1990. Sentença mantida (extinto 1° TAC/SP.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. proceder ao devido cotejo analítico. Art. 82 do CTN. 145. mar.A questão a ser dirimida por esta Corte.03. Recursos desprovidos (8ª Câm. Contribuição de melhoria. Exigência mantida pela EC nº 23/83.-lei 195/67 e art. Requisitos. rel. Lei específica para cada obra. RT 654:113). 1990.

03. Min. Este é o seu requisito ínsito. a). j. Castro Meira. Min. Edital. uma lei para cada vez que a Municipalidade for exigir o referido tributo em decorrência de obra por ela realizada. V Mesmo sem adentrar conclusivamente à questão da classificação das espécies tributarias. o princípio da anterioridade. 04. p. rel. quanto ao argumento do recorrente no sentido de que cumpriu as exigências de publicação prévia de dois editais.2006. 150. 1. Min. Nesse passo. porquanto somente podem atingir determinadas pessoas que efetivamente podem ser sujeitos passivos da obrigação tributaria. nesta parte. III. sua exigibilidade está expressamente condicionada à existência de uma situação fática que promova a referida valorização. Precedentes da 1ª e 2ª Turma. também constitucional. soberana quanto à possibilidade de exame do conjunto fático-probatório. artigo por artigo. de respeito ao princípio da legalidade. ainda. E isto em decorrência da mera leitura de preceitos constitucionais (art.Recurso especial parcialmente conhecido e.2005.Por fim.. 08.04. Por isso a exigência.417.Acrescente-se. verifico que a Corte a quo. nos moldes preconizados pela Constituição Federal (art. VII . Tributário. rel. 1ª T. 2. Contribuição de melhoria. REsp 739. rel. IV.05.2005.998/SP. de modo que se revela inviável essa apreciação em sede de recurso especial. DJU 13. Recurso especial. um fato específico do qual decorra incremento no sentido de valorizar o patrimônio imobiliário de quem eventualmente possa figurar no pólo passivo da obrigação tributária.342/RS. 160 . DJU 04. VI . pode. a publicação do edital é necessária para cobrança da contribuição de melhoria. p. seja em razão de valorização na sua propriedade em face do Estado ter realizado uma obra pública.É de conhecimento comum que a referida contribuição de melhoria é tributo cujo fato imponível decorre de valorização imobiliária causada pela realização de uma obra pública. 145. por força do óbice imposto pela Súmula nº 07/STJ VIII . inclusive ICMS e ISS ou seja. 217). na medida em que impõe a potestade tributária sem permitir ao contribuinte organizar devidamente seu orçamento. que a cobrança de tributo por simples ato administrativo da autoridade competente fere. é fácil perceber que determinados tributos revelam inequívoca carga discriminatória. da CF). improvido (STJ. j. Américo Luz). Recurso especial improvido (STJ. não reconheceu plausibilidade à alegação.. ou não surpresa para alguns.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.2006. 141). seja por se beneficiarem de um serviço estatal público específico e divisível (no caso das taxas). Francisco Falcão. REsp 143. ser posterior à realização da obra pública’ (REsp 84. ‘A partir do DL 195/67. como ocorre na hipótese ora sub judice.06. 2ª T. entretanto. ademais.

Min. (STJ. REsp 160.. Arts. 145. Legalidade. do CTN. Questão surgida no acórdão recorrido. Min. Contribuição de melhoria. 81 e 82.-lei 195/67]. Art.2004. do Código Tributário Nacional. Ação ordinária.11.495/RS. 18. ‘É da natureza da contribuição de melhoria a valorização imobiliária’ (Geraldo Ataliba). CF/88 [rectius: art. Art. 5. 3. 170 do Código Tributário Nacional. Decisão mantida. 165. Adoção. também.4. Arts. Possibilidade. o valor do imóvel antes da obra ser iniciada. ao exigir o pagamento de contribuição de melhoria. Valorização do imóvel. 20. 3. CF/88]. Garcia Vieira. 81 e 82. Arts. o valor do imóvel após a conclusão da obra.. rel. Não resta dúvida de que o autor possui direito à restituição do que pagou a título de tributo indevido. 2. inciso I. Contribuição de melhoria. Reexame necessário. Fato gerador. adota o critério de mais valia para definir o seu fato gerador ou hipótese de incidência (no ensinamento de Geraldo Ataliba. b) a obra pública provocou a valorização do imóvel.2001. DJU 19.11. 05. Taxa Selic. Honorários advocatícios arbitrados corretamente. inclusive ICMS e ISS Tributário. Requisito essencial. tem de demonstrar o amparo das seguintes circunstâncias: a) a exigência fiscal decorre de despesas decorrentes de obra pública realizada. da corrente doutrinária que. 1ª T. Fato gerador. 1ª T.. DJU 17. rel.1998. Recurso parcialmente conhecido e provido (STJ.05. 233). II.285/RJ. José Delgado. rel. p. DJU 09. Recurso provido. ainda que se cuide de violação surgida na própria decisão recorrida. Nulidade da cobrança reconhecida pela própria Municipalidade. Requisitos de valorização ou de benefício. Falta de prequestionamento. III. Min. Milton Luiz Pereira. REsp 615. c) a base de cálculo é a diferença entre dois momentos: o primeiro.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. p. A entidade tributante. j. DL 195/67. o segundo. bem como por se tratar de crédito futuro. Não comprovação. Valores pagos indevidamente. j. Contribuição de melhoria. II.04. Repetição do indébito. Precedentes do STJ e do STJ. 145. do CTN. de saudosa memória).2001.04. 81 e 82. 158). Precedentes jurisprudenciais. Pedido de compensação negado por falta de autorização administrativa. Fato gerador. artigo por artigo. Assentou a Corte Especial entendimento no sentido de ser necessário o prequestionamento. 4. do Código Tributário Nacional e Decreto-lei 195/97 [rectius: Dec. desde o início e não 161 .030/SP. CF/67 [c/c EC nº 01/69] EC 23/83. 1. EREsp 8. 2. Tributário. Diversidade de precedentes jurisprudenciais do STJ e do STF.2004. 1. no trato da contribuição da melhoria. Valorização do imóvel. apropriados à obra pública realizada no local da situação do imóvel. Ilegalidade no lançamento de contribuição de melhoria sem a demonstração dos pressupostos de valorização ou específico benefício.

do Código Tributário Nacional. I. 165.425.2007.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. nos termos do art. DJU 7357). 10.04. Acórdão 28. 1ª Câmara Cível. Juiz Sérgio Rodrigues. rel. inclusive ICMS e ISS apenas a partir do Edital nº 10/2004. j. artigo por artigo. Confirmação da sentença singular em sede de reexame necessário (TJPR. 162 .

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