CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL COMENTADO: doutrina e jurisprudência, artigo por artigo, inclusive ICMS e ISS

ELIANA CALMON ALVES Ministra do Superior Tribunal de Justiça

Título III : impostos Capítulo I DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 16. Imposto é o tributo cuja obrigação tem por fato gerador uma situação independente de qualquer atividade estatal específica, relativa ao contribuinte. COMENTÁRIOS Definição. O Capítulo I do título III do Código Tributário Nacional tem início com a definição dos tributos em espécies, a partir do imposto. O conceito, que não é dos melhores, tem o mérito de caracterizar o imposto em relação à taxa e à contribuição de melhoria, as duas outras espécies de receita tributária. Estabelecendo que seu fato gerador é uma situação

independente de qualquer atividade estatal específica, relacionada com o contribuinte, indica a não-vinculação da receita. E isso porque o imposto tem caráter geral, sem vantagem específica para com o contribuinte. Esta é a característica mais marcante da espécie de que se cuida, como manifestação maior do poder político que impõe um dever, de caráter geral, sem gerar, em contrapartida, benefício específico ou vinculação orçamentária.

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Daí as diversas nomenclaturas para a espécie, tais como tributo sem causa ou tributo não vinculado. Como as demais espécies do gênero, é pago exclusivamente em dinheiro, o que é uma constante no mundo contemporâneo, onde não mais se tem notícia, senão histórica, de prestação in natura. A propósito, o art. 3° do CTN parece admitir o pagamento não só em moeda, mas em valor que em moeda possa ser expresso, como, por exemplo, o pagamento em Títulos da Dívida Pública, com cotação na Bolsa de Valores. Leis específicas, inclusive, permitiram a dação em pagamento de débitos tributários. Cabe, aqui, referência à criação de padrão de valor para efeito tributário, como, por exemplo, a UFIR - Unidade Fiscal de Referência, Lei 8.383, de 30.12.1991, índice que passou a mensurar as obrigações tributárias por algum tempo, em demonstração inequívoca de que, de acordo com o art. 3° do CTN, um tributo pode estar expresso não só em moeda corrente, mas em valor que nela (moeda) possa se transformar. Atualmente, estão sendo corrigidos os tributos pela Taxa SELIC, a qual traz embutidos juros e correção monetária. Para alguns, o referido índice é inconstitucional, por não estar em lei a forma de composição. Entretanto, o STJ, examinando a questão da inconstitucionalidade da Taxa SELIC, recusou-se a apreciar a questão prejudicial, conforme decisão assim ementada:
Recurso especial (julgamento). Inconstitucionalidade (prejudicial). Argüição/procedimento (Regimento, art. 200 e CPC, arts. 480 a 482). Competências constitucionais (distribuição). Incidente (caso em que lhe falta cabimento). 1. No julgamento do recurso especial, uma vez acolhida a argüição, a Turma remeterá o feito à Corte Especial. 2. Compete à Corte Especial julgar a prejudicial de inconstitucionalidade. 3. Do julgamento, porém, não poderá tirar proveito o autor do recurso especial (recorrente). Caso
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a declaração venha a beneficiar o recorrente, ao incidente faltará cabimento. 4. É que, no exercício da competência prevista no inciso III do art. 105 da Constituição, em princípio o Superior não dispõe do contencioso constitucional. Tê-lo-á em restritas hipóteses. 5. Em tal competência, o que é do Superior é toda a jurisdição infraconstitucional (o direito comum). 6. Já no exercício das competências previstas nos incisos I e II do art. 105, livremente o Superior também desfruta do contencioso constitucional. 7. No exercício da competência do inciso III, é lícito ao Superior previamente declarar a inconstitucionalidade de lei ou de ato normativo, desde que a declaração não seja a favor do recorrente; a favor do recorrido, sim. 8. Caso em que a, inconstitucionalidade, se declarada, não aproveitaria ao recorrido. Por sinal, nem ao recorrente, que interesse algum tinha na declaração, tanto que se defendera com outros fatos e outros fundamentos. Daí, em caso que tal, tratar-se-ia, também, de declaração de inconstitucionalidade em tese. 9. Preliminar de nãocabimento, acolhida por maioria de votos (Corte Especial, AI-REsp 215881/PR, rel. Min. Franciulli Netto, rel. p/ o acórdão Min. Nilson Naves, DJU 08.04.2002, p. 111).

Posteriormente, a 1ª Seção de Direito Público chancelou a legalidade da SELIC, como fator de correção, nos EREsp 291.257/SC, 399.497/SC e 425.709/SP. Assinale-se que a UFIR foi extinta pela Lei 10.522/2002 (art. 29, § 3°), diploma que, no art. 30, indicou como fator de correção a Taxa Referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia - SELIC. Em épocas de alta inflação, as obrigações tributárias, as declarações de rendimento e até as certidões de dívida ativa eram expressas em parâmetro de valor devidamente atualizado. O imposto tem como base fática um comportamento do contribuinte, ou uma situação jurídica na qual ele se encontre. Em outras palavras, o imposto, para existir, exige sempre um fato qualquer em que esteja envolvido o particular, sem a participação estatal. A legitimação da imposição soberana está na necessidade do Estado arcar com o gasto público, mantendo a máquina administrativa.
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A classificação que ora se coloca não é jurídica. por exemplo. não se obriga perante o Estado. como ocorre com a propriedade imobiliária. existe o imposto indireto. ou pelo menos continuadas. inclusive ICMS e ISS Classificação. É também chamado de imposto que não repercute. o qual grava situação instantânea ou mutável. O terceiro. o exercício de uma atividade lucrativa (exemplo maior é o Imposto de Renda). isto é. O imposto direto grava situações permanentes. o contribuinte de fato. 4 . dividindo a espécie em imposto direto e indireto. É também chamado de imposto que repercute. cuja titularidade é o fato gerador do imposto. destaca a figura daquele que suporta o ônus econômico da obrigação. ou a propriedade de um bem. porque o interesse concentra-se em torno de quem realiza o fato gerador. porque não se vincula ao fato gerador ou ao fato imponível. embora sofra o ônus econômico. É apenas o consumidor final da mercadoria ou do produto resultante da atividade eleita pelo legislador como necessária e suficiente ao nascimento da obrigação tributária. Contrapondo-se. sendo suportado pelo contribuinte em definitivo. ao lado do contribuinte de direito ou contribuinte jurídico. como.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. constantes. e sim por terceira pessoa. Para o Direito é praticamente irrelevante quem paga. geradora do imposto predial. artigo por artigo. O imposto pode ter diversas classificações. porque a carga econômica não é suportada pelo contribuinte. na medida em que. dentre as quais a que enfoca o aspecto da incidência. pelo realizador do fato gerador. porque a carga econômica é suportada pelo contribuinte.

cuja incidência leva em consideração a matéria tributária. todos os demais impostos do Sistema Tributário Nacional são reais. tais como o IPI. transferência do respectivo encargo financeiro somente será feita a quem prove haver assumido referido encargo. pelo caráter eminentemente subjetivo da exação. a figura do contribuinte de fato torna-se importante na hipótese de repetição de indébito. Faz-se a distinção apenas para efeito didático. unicamente. sem cogitar das condições pessoais do contribuinte. o IOF etc. 166. O artigo em referência tem sido objeto de contundentes críticas doutrinárias. a qual leva em conta a forma de tributação. por força da previsão contida no art. ainda. embora prestigiado pelo Judiciário. como o Imposto de Renda. por sua natureza. dividindo-os em pessoais e reais. in verbis: Art. 166 do CTN. exemplo primeiro da espécie. 5 . Pessoais são os impostos que. estar por este expressamente autorizado a recebê-la. dividindo os impostos em fixos. temos os impostos reais. artigo por artigo. A restituição de tributos que comportem. ou. no caso de tê-lo transferido a terceiro. eis que o contribuinte é pessoa física ou jurídica. ao serem instituídos. Contrapondo-se aos impostos pessoais. o ICMS. Juridicamente pessoais são todos os impostos. Há.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. inclusive ICMS e ISS Entretanto. Uma segunda classificação identifica os impostos levando em conta o objeto da incidência. proporcionais e progressivos. uma terceira classificação. levam em consideração as condições pessoais do contribuinte. Com exceção do Imposto de Renda.

É o que ocorre em relação ao Imposto de Renda. o IOF etc. o Imposto sobre Serviços pago pelo profissional autônomo. pela Constituição de 1988. tem-se o ICMS. por exemplo. nenhuma pertinência na atualidade. 154. II . os impostos atribuídos aos Estados e aos Municípios. Outros tantos deixaram de existir. com as competências e limitações nele previstas.ao Distrito Federal e aos Estados não divididos em Municípios instituir. conforme o valor da matéria tributável. Compete: I . COMENTÁRIOS Trata-se de dispositivo parcialmente superado. portanto. Assim. já sob a égide da CF de 67. artigo por artigo. cumulativamente. Por fim. COMENTÁRIOS 6 . Art. novos impostos foram criados. I. cumulativamente. Os impostos componentes do sistema tributário nacional são exclusivamente os que constam deste Título. quando. Proporcionais são os impostos cuja alíquota observa sempre o valor da matéria tributária para atribuir um percentual. com a Emenda Constitucional 1/69. os atribuídos a estes. 17. Art. inclusive ICMS e ISS Fixos são os impostos cujo montante é estabelecido em quantidade certa. os impostos atribuídos aos Estados e. além de ter sido a União contemplada com a competência residual (art. 18.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. da CF). não tendo. os impostos progressivos são os cuja alíquota é estabelecida em percentagens variáveis. como.à União instituir. nos Territórios Federais. se aqueles não forem divididos em Municípios. enquanto outros foram fundidos.

IPVA. 3. inclusive ICMS e ISS Dentre as classificações de impostos. e o Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza . sendo federais o Imposto de Renda.ITCMD. Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores . Comércio exterior: Imposto de Importação e Exportação.ITBI. só passíveis de cobrança na iminência de guerra externa. Os impostos nominados estão divididos entre os entes estatais.ITR. agrupando-os da seguinte forma: 1. Câmbio e Seguro ou relativas a Títulos ou Valores Mobiliários . Patrimônio e renda: Imposto sobre a Propriedade Territorial . e o Imposto sobre Transmissão Causa Mortins e Doações . 2. os entes integrantes da Federação. ou o critério econômico. o Imposto sobre Operações Financeiras. dos Estados. Produção e circulação: Imposto sobre Produtos Industrializados .ITR.ICMS. do Distrito Federal e dos Municípios. o Imposto sobre Produtos Industrializados. 154 da CF e com os impostos extraordinários. contida nos incisos I e II do art.IPTU. diferentemente do CTN que.IPI.ISS.IOF. 153. Temos a divisão de competência estabelecida constitucionalmente nos arts. os Impostos de 7 . Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana . levou em consideração a natureza do fato sobre o qual incidem as exações.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. a que apresenta maior simetria com a Constituição é a que os examina sob a ótica da competência impositiva da União. ao dividir os impostos.IR. Imposto de Renda . artigo por artigo. Imposto sobre as Grandes Fortunas. Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação . 155 e 156. Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis e de Direitos a eles relativos . Imposto sobre Operações de Crédito. Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural . O elenco é enriquecido com a competência residual.

Os impostos extraordinários são virtuais e constitucionalmente autorizados em caso de guerra e sobre bases já tributadas por outros impostos. o Imposto sobre Grandes Fortunas. fuga de capitais. de competência dos Estados. e instituiu-se o Imposto sobre Movimentações Financeiras. Imposto sobre a Transmissão Inter Vivos. ingresso de capitais no País e lavagem de dinheiro: É um imposto que tem nítido caráter extrafiscal. absorve os três impostos especiais (energia elétrica. de competência dos Estados. de competência dos Estados.CPMF. Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza. e que açambarcou as doações e também a transmissão de quaisquer outros bens e direitos que não os imóveis. artigo por artigo. o ICMS. o qual serve para o governo federal direcionar a fiscalização quanto à geração de rendas. típico Imposto sobre Movimentações Financeiras. inclusive ICMS e ISS Importação e Exportação. o Imposto sobre a Transmissão Causa Mortis e o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores. 8 . combustíveis e lubrificantes e minerais) e os impostos sobre serviços de transporte e comunicações. a CPMF. de caráter provisório. na esfera municipal temos o Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana. o Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural. Da competência estadual são o Imposto sobre operações relativas à Circulação de Mercadorias. Outra significativa alteração foi a ampliação do fato gerador do Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis Causa Mortis. Surgiu o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores. Sob a égide da Constituição Federal de 1988.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Acrescente-se a este rol a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira . Por fim.

de competência da União. 153. Aduaneiros ou Direitos Alfandegários. 76. Tarifa são comuns Direitos denominações Aduaneira. inclusive ICMS e ISS O CTN traz a previsão no art. “Tarifa” significa lista de preços.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Embora esteja nominado na Constituição Federal e no Código Tributário Nacional como como Tarifa Imposto de Importação. COMENTÁRIOS A primeira abordagem que se faz em relação ao Imposto de Importação é quanto ao seu nomen juris. Capítulo II IMPOSTOS SOBRE O COMÉRCIO EXTERIOR Seção I Imposto sobre a importação Art. A Constituição Federal de 1967. batizando o imposto com o nome do espaço físico reservado à fiscalização. Registre-se que as expressões indicadas também servem para nominar o Imposto de Exportação. valor. 9 . sobre a importação de produtos estrangeiros tem como fato gerador a entrada destes no território nacional. artigo por artigo. no art. O imposto. referia-se à Tarifa Alfandegária como termo que abrange os dois impostos do Comércio Exterior: importação e exportação. com a Emenda Constitucional nº 1/69. alíquota e não espécie tributária. De impropriedade flagrante. § 29. os nomes vulgares acabam por prestigiar a repartição fiscal. Alfandegária. 19. ao tempo em que usa a nomenclatura “tarifa” como sinônima de “imposto”.

presta-se para atender às oscilações do mercado internacional. dificilmente. A flexibilidade das alíquotas faz com que a legislação tributária do imposto em comento entre em vigor imediatamente. não poderia o Imposto de Importação sofrer as duras limitações das demais exações. ao manejar as alíquotas majorantes. ao incremento de soluções na área do comércio exterior. Neste sentido. O objetivo político é propiciar a condução de recursos e surgimento de empreendimentos para áreas que. destinado à proteção dos produtos nacionais. As alíquotas são aumentadas quando se deseja diminuir as exportações e diminuídas quando. Neste sentido. socorrendo determinada área. o disposto no § 1° do art. 153 da CF. despertariam maior interesse econômico. está adstrito aos limites mínimo e máximo estabelecidos em lei. Por vezes.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Trata-se de imposto com objetivos de política econômica. artigo por artigo. Considerado um dos mais antigos impostos do mundo. art. 150. Daí a liberação de sua majoração. como ocorre com a criação de zonas de livre comércio ou zonas francas. há previsão constitucional expressa (§ 1°. inclusive ICMS e ISS Características. não é absoluto o poder de majoração. tendo secundário significado como fonte de receita. politicamente. respeitado o 10 . naturalmente. é aconselhável. o tributo de que se cuida é utilizado para corrigir distorções socioeconômicas nacionais. Como instrumento de política econômica. Como instrumento político. eis que o Executivo. sem o rigor imposto pelo princípio da anterioridade. Entretanto. ao contrário. a abertura do comércio exterior. do câmbio e do balanço de pagamento. tem como principal característica a extrafiscalidade. CF).

anteceda à ocorrência do fato gerador. o Imposto de Importação é um tributo indireto. É o que se denomina. porque não basta a ocorrência do fato ali indicado para que se tenha o fato imponível. por exemplo.entrada de mercadoria no território nacional -. muito embora não ocorra a transferência de forma clara e objetiva. escolheu o legislador uma situação fática . 19 do CTN não define com perfeição o fato gerador do imposto em comento. de “imposto por dentro”. Fato gerador. artigo por artigo. Não basta o ingresso do produto estrangeiro no território nacional para que se dê a incidência. em linguagem vulgar. se para este País não se destina. utilizando-o como passagem. pois a carga tributária tende a ser suportada por terceiro. 11 . porque. É seletivo porque a incidência tributária observa a qualidade de cada um dos bens. O art. não havendo definição quanto ao específico momento de sua realização.vinda do estrangeiro. apenas. uma mercadoria pode ingressar no Brasil e não ocorrer o fato gerador. inclusive ICMS e ISS princípio da irretroatividade. O certo é que o fato gerador do Imposto de Importação é instantâneo. ou seja.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. não supérfluos. similares aos nacionais etc. um fato material ou um negócio jurídico. Como a hipótese de incidência é livremente escolhida pelo legislador. sem destaque formal. pode ele eleger um acontecimento econômico. Com efeito. Quanto ao imposto em análise. classificando-os como supérfluos. o ônus pelo tributo gerado se integra ao preço. mas esta situação fática deve estar atrelada a uma situação jurídica. Além da extrafiscalidade. com ânimo de ser internada no País.

muitas vezes já descarregada do navio ou aeronave. O diploma em referência. 44). O tempo é a entrega da declaração ou do manifesto. vem a sofrer os efeitos de uma majoração do imposto.-lei 37/66. em depósito na zona primária. 23). E. em razão da escolha da legislação que deve reger a espécie.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. diz que. 12 . “o reconhecimento de fato jurídico já ocorrido”.e outro temporal . sabendo-se que não está ela sujeita ao princípio da anterioridade. nas palavras do Min. É de suma importância a determinação do momento em que ocorre o fato gerador do Imposto de Importação. enquanto o CTN define o elemento material. Como visto. 23 e 44 do Decreto-lei 37/66.momento da entrada. quando se tratar de mercadoria despachada para consumo. ao reportar-se ao fato gerador do imposto. para delimitar-se a hipótese de incidência. Se a mercadoria adentrar-se sem que esteja acompanhada do documento que a identifica. o fato gerador em exame exige um elemento espacial . e com procedimento de desembaraço já iniciado. artigo por artigo. entregue a declaração. Tendo aplicação imediata a lei que majora a alíquota do imposto. o simples ingresso da mercadoria. no qual é dito qual a mercadoria importada. tem-se como completado o fato gerador do imposto (art. Adhemar Maciel. Conseqüentemente. É. exige-se que a leitura do art. o decreto-lei define o elemento temporal. inclusive ICMS e ISS Contudo. exige-se a declaração de importação para o despacho aduaneiro (art. 19 do CTN seja feita em conjugação com os arts. tem-se como ilícita a operação. é preciso recorrer ao Dec.território nacional . A entrada é considerada como território aduaneiro. porque.

Vozes autorizadas. rechaçam o entendimento jurisprudencial. diante de um aumento exacerbado e imprevisível da alíquota. exigindo-se que sejam elas acompanhadas de motivação expressa. o que faz ter o imposto objetivo político. 19 do CTN. 13 . mas traz alguns problemas de ordem econômica para o importador. a partir do Supremo Tribunal Federal. 23 do Dec. O entendimento é técnico. artigo por artigo. Daí os preços de referência.-lei 37. sem repercussão quanto ao fato gerador.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. de 18. vem entendendo que o simples ingresso do bem não obsta à aplicação da lei de majoração. os que pugnam pela imutabilidade da lei de regência.1966” (TFR -Súmula 4). em reiterados precedentes. JURISPRUDÊNCIA “É compatível com o art. dando literal interpretação ao art. é muitas vezes utilizada para evitar o dumping. com a fixação de pautas de valor mínimo.11. a fim de evitar o arbítrio. O Dec. harmonizando os preços do mercado interno com o externo. tem entendido que a expedição de guia é um mero expediente burocrático. inclusive ICMS e ISS O Poder Judiciário. O STF. Há. em nome da segurança jurídica. A variação de alíquota pelo Executivo. incidindo a lei nova se ainda não foi expedida a declaração ou manifesto. a partir da expedição da guia de importação. 19 do Código Tributário Nacional a disposição do art.-lei 37/66 é o texto básico do Imposto de Importação. ainda. constantes das resoluções do Conselho de Política Aduaneira. vem sendo seguido pelos Tribunais.

Imposto de Importação. Precedentes do STF.1981. 05. Pleno. artigo por artigo. Inexistência de contradição ou antinomia entre a norma genérica do art. DJU 20. DJU 29. 23 do Dec. 4. Agravo regimental em recurso extraordinário. 23 do Dec.-lei37/66 com o art. Improcedência do argumento de que o contribuinte adquiriu o direito de calcular o imposto na consideração da alíquota vigorante no dia em que foi expedida sobredita guia.03. I). 3.1981). da mercadoria importada.02.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Dec. e não no dia em que foi expedida a guia de importação. Constitucionalidade do diploma legal editado pelo Poder Executivo Federal.471. j. Mercadoria despachada para consumo.. Min. DJU 22. 1. Pelo que dispõe o art. Tributário.1980.1995]. 05. Min. Incidência.1981). Momento da ocorrência do fato gerador. Recurso extraordinário conhecido pelo segundo fundamento e provido (STF. Majoração de alíquota. de 29. 5.09. Compatibilidade do art. rel. 1ª T. Assim. Soares Muñoz. não a desfiguram nem contraditam. 06.05. de 27. ao fixar pauta de valor mínimo. inclusive ICMS e ISS 1.04. posto que a caracterização de um necessário momento naquela não previsto.-lei 37/66. Recurso extraordinário conhecido mas não provido (STF.02. j. 19. Constitucional. tendo em vista o fato gerador do tributo. Incidência do imposto com a alíquota majorada. 1.. Matéria dirimida pelo Pleno deste 14 . Recurso extraordinário provido para cassar a segurança concedida ao importador pela Justiça Federal de São Paulo e pelo Tribunal Federal de Recursos (STF. Imposto de Importação. 1ª T. 19 do CTN e a norma específica do art. Necessidade de sua motivação. art. tal imposto deve ser calculado na consideração da alíquota vigorante no dia desse fato. Fato gerador. no espaço. porém a complementam para tornar precisa.-lei 37/66 (compatibilização).1995 [revogado pelo Dec. 2. Cordeiro Guerra. RE 72874/SP . Jurisprudência do Supremo Tribunal Federal em dissídio com a decisão recorrida. Código Tributário Nacional. em se tratando de mercadoria despachada para consumo. no tempo e na circunstância. j. 19 do Código Tributário Nacional. RE 91337/SP. 1.rel. 2. Imposto de Importação. 21.1978.05. O fisco tem o direito de alterar a alíquota dentro dos limites legais (Constituição [1967 c/c EC nº 1/69]. Min. 19 do Código Tributário Nacional. Fato gerador. RE 94167/RJ. o fato gerador do Imposto de Importação é a entrada.427. Resolução do CPA. Antonio Neder. a ocorrência do fato gerador. Entrada de mercadoria importada no território nacional em data posterior à vigência do Dec.1978). rel. art. no território nacional. e o condicionamento de indeclináveis providências de ordem fiscal.09.

§1°.471/95]. 08. CF. 18. rel. Recurso especial não conhecido (STJ. decide a lide de forma contrária àquela desejada pelo recorrente. Legitimidade e constitucionalidade decretadas pelo STF. DJU 17. 1.427/95 [revogado pelo Dec. Momento do fato gerador. 1. Dec. p.1995].1981. O 15 . 3. 1.08. Mercadoria para uso próprio. conforme orientação do Pretório Excelso sobre o tema (RE 225. AGRRE 252008/SP rel. 1. 23.06. Imposto de Importação.1998.1981. o fato gerador. Compatibilidade. 150. Não há que se falar em nulidade de acórdão que. Francisco Peçanha Martins. Recurso extraordinário a que o STF nega conhecimento (STF.490/95. Min.-lei 37/66.05. sendo irrelevante o regime fiscal vigente na data da emissão da guia de importação. 1. Precedentes do STJ e TFR (STJ. j. Dec. Guia para importação. CTN. de 27. 23). artigo por artigo. 03. Alíquota aplicável. 19 do CTN e o Dec. art.1998. Tributário.2001).-lei 37/66 (art.06. Súmula 4/TFR. 2ª T. Divergência pretoriana que não se acha demonstrada. Agravo regimental não provido (STF. Violação a preceitos da lei processual civil não configurada. j. Discussão a respeito de o importador haver adquirido o direito de pagar tal imposto mediante aplicação de alíquota mais favorável. inclusive ICMS e ISS Tribunal. Min. O fato gerador do Imposto de Importação é a entrada.602..05. RE 77604/SP rel. Min. a. Mercadoria despachada para consumo. para o Imposto de Importação. 5. No caso de importação de mercadoria despachada para consumo. p. Desinfluente a data da expedição da guia de importação para concretização do fato gerador.2000. Antônio Neder.. Tributário. art. Dec. CTN. 1. Carlos Velloso). 19. DJU 16. 2ª T. Maurício Corrêa. 2. este revogado pelo Dec. REsp 205013/SP rel.471. Fato gerador. o fato gerador ocorre no momento do registro da declaração de importação na repartição aduaneira. Humberto Gomes de Barros. Inexiste incompatibilidade entre o art.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. DJU 12.06. 1ª T. 19 e Dec.. j. Min. III. Na importação de mercadorias para consumo. 19. 25). necessárias ao deslinde da controvérsia. Majoração de alíquota.2001). Precedentes. e 153. examinando todas as alegações suscitadas na apelação. 1427/95. Min. arts. da mercadoria importada. j.04. ou quando do desembarque da mercadoria.716). DJU 25. Processual civil e tributário.08. consuma-se na data do registro da declaração de importação. Decreto 1. Momento do fato gerador.02. Imposto de Importação. no território nacional.391/95 [alterado pelo Dec..lei 37/66. REsp 121617/PR. rel. Improcedência do argumento. 4.2001. Imposto de Importação. 1ª T. art.

41. inclusive ICMS e ISS contribuinte não tem direito ao regime fiscal vigente na data da emissão da guia referenciada. Ari Pargendler.-lei 37/66.471/95].05. Alíquota aplicável. Isenção. 1ª T. Recurso especial provido. rel. arts. nos casos de mercadoria importada a granel sob regime de isenção. Decisão unânime (STJ. Recurso especial conhecido e provido (STJ. 08.2001). rel. Decs. DJU 28. Necessidade de fixação de critério temporal para que se complete. Não há qualquer incompatibilidade entre o art. Fato gerador. 19 do Código Tributário Nacional. à espécie. 23 do Dec. art. 41. Mercadoria importada a granel. 19 do Código Tributário Nacional e arts. 2ª T.03. j. 23 do Dec. REsp 78. 09. nos termos do art. 1. e o art. 19 e Dec. DJU 05. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. 23. Ocorrendo quebra ou perda inferior a 5% (cinco por cento). Imposto de Importação. 1° e 23 do Dec. rel. REsp 130230/PR. conseqüentemente. para efeitos fiscais.2000. Mercadoria isenta. Tributário. 1. art.427/95 [revogado pelo Dec. Inversão da sucumbência. artigo por artigo. nos termos do entendimento firmado pelo Pretório Excelso. Súmula 4 do Tribunal Federal de Recursos. Recurso especial não conhecido. Imposto de Importação. Responsabilidade tributária. e 60. parágrafo único. A política de comércio exterior orienta o aumento ou redução da alíquota aplicável na concretização do fato gerador. 1. 19 do CTN. 143).06.391/95 [alterado pelo Dec. j. Milton Luiz Pereira. presumida a ausência de responsabilidade do transportador.2001. O desembaraço aduaneiro completa a importação e. CTN. e 60.2001.. Compatibilidade. 3. 06. Compatibilidade. p. Fato gerador. os preceitos dos arts. Dec. Art.-lei 37/66 e o art. Não obstante o fato gerador do Imposto de 16 .-lei 37/66. Franciulli Netto. REsp 185418/SP. Min. Imposto de Importação.05. Tributário. 2ª T. DJU 19. Min. 1. Quebra inferior ao limite técnico permitido de 5% (cinco por cento).09. este revogado pelo Dec.-lei 37/66.1998. 23 do Dec. não responde este pelo pagamento do Imposto de Importação face à inexistente previsão legal para tanto .Inaplicáveis. Compatibilidade entre o art. Precedentes do STJ e STF.-lei 37.277/MG. Min.-lei 37/66. 2. j. Recurso sem provimento (STJ. 2.02. Multifários precedentes. de 1966. Quem promove a importação de mercadoria sem ter a guia de importação sujeita-se ao regime legal vigente na data em que a obtém. III. Ocorrência do fato gerador... III. 1.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. parágrafo único. Tributário.471/95] e 1.2000). A alíquota do Imposto de Importação é a vigente no dia do registro alfandegário para o desembaraço e entrada da mercadoria no território nacional. do Dec. representa a entrada no território nacional da mercadoria.-lei 37/66.427/95.

artigo por artigo. 19 do CTN/66). José Delgado. Majoração de alíquota.. Fato gerador. 1° do Dec. p. DJU 02. AMS 96.471/95]. Juíza Valéria Albuquerque. 1.06. 4ª T. Imposto de importação. 1. Mandado de segurança. Impetrante que pretende eximir-se de aumento de alíquota do Imposto de Importação incidente sobre trigo em grão. descascado.1996.1997. Imposto de importação. da declaração de importação (art. 23 do Dec. Assim. j. 19 do CTN/66. AMS 96. ele apenas se aperfeiçoa como registro da Declaração de Importação no caso de regime comum e. rel. Incidência sobre importação de veículo já embarcado.1997. nos termos precisos do parágrafo único do art.427/95 [revogado pelo Dec.1999. 1ª T. Nos termos do art.. na repartição aduaneira. Irrelevantes as datas da celebração do contrato de compra e venda. ‘com a entrada no território nacional da mercadoria que contar como tendo sido importada e cuja falta seja apurada pela autoridade aduaneira’. 3.0201428-8/RJ. embora o fato gerador do tributo se dê com a entrada da mercadoria em território nacional. Alteração de alíquota.. Tributário. Inversão do ônus da sucumbência (STJ.717).-lei 37/66.01. é devida a alíquota do Imposto de Importação prevista no Dec..471/95].03. Porém. 1. Fato gerador complexivo e continuado.-lei 37/66).08. REsp 203815/RJ.. j. Momento definidor da obrigação tributária ocorre com a entrada da mercadoria no território 17 . inclusive ICMS e ISS Importação se dê com a entrada da mercadoria estrangeira em território nacional.09. 05.06. 25. 52. torna-se necessária a ‘fixação de um critério temporal a que se atribua a exatidão e certeza para se completar o inteiro desenho do fato gerador’.1999). 288).472/88].05. Dec. rel. Assim. Min. 1.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 04. Procedente dos Estados Unidos da América.1997.-lei 2.-lei 37/66 [este artigo possui redação alterada pela Dec. Dec. do embarque do bem estrangeiro e do ingresso do mesmo no território nacional (TRF-2ª R. rel.427/95 [revogado pelo Dec. de 29. Tributário.07. considera-se ocorrido o fato gerador na data do registro. quando se tratar de mercadoria despachada para consumo. A alíquota incidente sobre as importações de mercadorias despachadas para consumo é definida pela norma vigente no momento da efetivação do registro da declaração de importação na repartição alfandegária. 1.09084. Recurso especial a que se dá provimento. o imposto sobre a importação de produtos estrangeiros tem como fato gerador a entrada destes no território nacional (art. 2ª T. Juiz Teori Albino Zavascki. Tributário. inclusive em relação às importações já em curso e cujas guias não estavam registradas na repartição aduaneira na data de sua entrada em vigor (TRF-4ª R.1995. p. j. DJU 09. DJU 03. 2.

art.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. a. Juiz Alberto Nogueira. porque a esta não tem direito o importador enquanto não concretizado o fato gerador. RE-AgR 441537/ES.04. art. 1. I. no art. Precedente do STF. 23 do Dec. o decreto que alterou as alíquotas é anterior ao fato 18 .1997. da declaração apresentada pelo importador (art. É inquestionável o caráter nitidamente extrafiscal do Imposto de Importação. inclusive ICMS e ISS nacional (art. 3. Recurso improvido (TRF. CF. a.11. faculta ao Poder Executivo. 2ª T. É facultado ao Poder Executivo alterar as alíquotas (art.for posterior à vigência do diploma legal. III. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal fixou entendimento segundo o qual é aplicável a majoração de alíquota prevista no Dec. AMS 93. O que a Constituição exige. na repartição aduaneira competente. 4ª T. no § 1° do art. IV e V. a chegada da mercadoria ao país e o momento de seu desembaraço aduaneiro. Imposto de Importação. Imposto de Importação.0213217-0/RJ.entrada da mercadoria no território nacional . rel. Fato gerador do Imposto de Importação de mercadoria despachada para consumo considera-se ocorrido na data do registro. se o fato gerador do imposto . 101698)..09. os quais são excepcionados da regra da anterioridade (Constituição Federal.427/95 [revogado pelo Dec. DJU 29.. Min. Agravo regimental a que se nega provimento (STF. Alíquota. atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei. Juiz Homar Cais. DJU 03. 21 do CTN). 1. Fato gerador.1997.07. 150. 1° . Dec. não constituindo fato gerador de tributo. Eros Grau.427/95 [revogado pelo Dec.2006. Apelação não provida (TRF-3ª R. 150. j. Precedentes..1997.1997. 25.-lei 37/66). § 1°). 05. não se pode invocar o princípio da segurança jurídica como respaldo a invocado direito ao pagamento de alíquota menor. rel. j. II. p. III.471/95 ]. tanto que a Constituição Federal.09. Tributário. DJU 25. 1. No caso. rel.. Constitucional. j. 51).03.06. Mantida a decisão monocrática. Imposto de importação. 64). artigo por artigo. 2.. p. Se a política de comércio exterior impõe que se aumente ou reduza o valor de alíquota entre a importação.2ª R. Possibilidade. Majoração de alíquota. 19 do CTN). alterar as alíquotas dos impostos enumerados nos incisos I. pela relevância econômica da relação jurídica com reflexos na política cambial e no comércio exterior do País. 1. p.2006. O produto importado estará sujeito ao pagamento do imposto respectivo pela alíquota vigente no momento da ocorrência do fato gerador. que é prévio ato administrativo. é que a lei que institua ou majore tributos seja anterior ao fato gerador. Tributário. 1.09004-1/SP. 150. II. MAS 96. 153. e não a partir da emissão de guia de importação.471/95]. Agravo regimental no recurso extraordinário. Alteração de alíquota. 2ª T.

02.08. DJ 17. na importação de mercadorias. Humberto Gomes de Barros. Tratando-se de mercadoria despachada para consumo.2000. a jurisprudência do Supremo Tribunal no sentido de que.2007. j. Variação cambial. Constitucional.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. rel. Maurício Corrêa.. ‘No caso de importação de mercadoria despachada para consumo. rel. para esse efeito específico. 06. rel.2001.. Agravo regimental não provido (STF. rel. RE-AgR 252008/SP.2005. Constitucionalidade do diploma legal editado pelo Poder Executivo Federal. art. inclusive ICMS e ISS gerador do Imposto de Importação. Agravo não provido (STF. DJU 01. 44). o fato gerador. Min. Francisco Peçanha Martins. Min. 2. Tributário. Momento ao fato gerador.p. rel. manifestou-se. Incidência do imposto com a alíquota majorada. O fato gerador do ICMS. j. José Delgado. Recurso especial provido (STJ.571). na repartição competente.06. Imposto de Importação. 2ª T. 1. E ainda: ‘Imposto de Importação. a data da celebração do contrato de compra e venda ou a do embarque ou a do ingresso no país de mercadoria importada’.1999.379/PE. Min.02. Min. ocorre no momento do desembaraço aduaneiro.117/PE. REsp 139658/PR. Imposto de Importação. Tributário. sendo irrelevante. para o imposto de importação. tendo em vista o fato gerador do tributo. Desembaraço aduaneiro. AI-AgR 420993/PR. Incidência. Agravo regimental em recurso extraordinário.-lei 37/66. DJ 09. Francisco Peçanha Martins.11. 137). ICMS. artigo por artigo. 2ª T. rel.2001. REsp 205013/SP. 57). Precedentes: RESP 250. de 29 de março de 1995 [revogado pelo Dec. Min.09. III. 1.02.1980. 1.2002.10. Entrada de mercadoria importada no território nacional em data posterior à vigência do Dec. Matéria dirimida pelo Pleno deste Tribunal.07. 19). 2. p.2005. 2. em se tratando de mercadoria 19 . rel. Min. DJ 25. Min. 31.05. art. da declaração apresentada pelo importador (Dec. Majoração de alíquota. Fato gerador. Carlos Velloso. RE 91.3378/SP. Nessa linha de pensamento exteriorizaram em diversos arestos as Cortes Superiores: o Supremo Tribunal Federal que.2002. DJ 05. j.02. Fato gerador. Eliana Calmon. Milton Luiz Pereira. considera-se ocorrido o fato gerador na data do registro. no julgamento da ADIn 1293/DF. Tributário. consuma-se na data do registro da declaração de importação’ (REsp 313. DJU 16. Min. rel. Ocorrência. 23 c/c art. 1. rel. EDcl no AgRg no REsp 170163/SP. Fixou-se em Plenário. DJ 11.471/95]. 1. 2ª T.. Min. p.2001. DJU 26. REsp 213909/PR.08. 08. DJ 28. Importação.2007. em 06. REsp 552852/PE. in verbis: ‘O imposto de importação tem como fato gerador a entrada de produtos estrangeiros no território (CTN-66.05.427.2003). João Otávio de Noronha.

Território nacional. para o Imposto de Importação. Cordeiro Guerra.-lei 37/66. Prevalece a regra geral insculpida no art. inexistindo incompatibilidade entre o art. 23 do Dec. p. o qual é compatível com o art.-lei 37/66. na repartição competente. 19 do Código Tributário Nacional com o art. ‘Jurisprudência pacífica do STJ. Bens de capital. Imposto de Importação. 19 do Código Tributário Nacional e 1° do Dec. STF. 19 do CTN com os arts.03. conforme orientação do Pretório Excelso sobre o tema (RE 225.2006. 19 do CTN’ (EAREsp 170163/Eliana Calmon.09. REsp 670658/RN. A regra geral prevista nos arts. 3. rel. inclusive ICMS e ISS despachada para consumo. Min. o fato gerador ocorre no momento do registro da declaração de importação na repartição aduaneira. o fato gerador. Momento da ocorrência. artigo por artigo. no sentido de que o fato gerador do Imposto de Importação ocorre com o registro da declaração de importação na repartição aduaneira. Min. porém rejeitados’ (ERE 91. aplicando-se a alíquota vigente na época’ (REsp 250379/Peçanha Martins.06.09. 1ª T.-lei 37/66.602. Min. Pleno.o fato gerador do Imposto de Importação ocorre na 20 .309-2/SP.2001). Precedentes do STJ e STF’ (REsp 121617/Humberto). para consumo próprio. DJU 14. 23. Recurso especial provido (STJ. e: ‘Na importação de mercadorias para consumo. Fato gerador.-lei 37/66.08. Seguindo essa mesma linha de orientação. 23 do Dec. 19 do CTN e o Dec. 23 do Dec. 23 do Dec.1980.2002). 2. Inexiste incompabilidade entre o art. rel. sendo irrelevante o regime fiscal vigente na data da emissão da guia de importação. DJ 25. rel. ou quando do desembarque da mercadoria.2002).04. consoante o disposto no art. p.566). 19 do Código Tributário Nacional na importação de bens de capital . ‘O STF já proclamou inexistir incompatibilidade do art. 3.-lei 37/66 dispõem que o imposto de importação tem como fato gerador a entrada da mercadoria de procedência estrangeira no território nacional. 19 do CTN e o art. considera-se ocorrido o fato gerador do Imposto de Importação a data do registro na repartição aduaneira da declaração feita para fins de desembaraço aduaneiro.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Na importação de produtos do exterior.-lei 37/66 e o art.08. o STJ assim tem se pronunciado: ‘No caso de importação de mercadoria despachada para consumo. DJ 05. Ausência de incompatibilidade entre o art.-lei 37/66. 23 e 24 do Dec. consuma-se na data do registro da declaração de importação. o fato gerador ocorre na data do registro. 2. Precedentes.. DJ 09. Carlos Velloso)’ (REsp 205013/Peçanha Martins. 1. Fato gerador.2005. 12. Tributário. 19 do Código Tributário Nacional. 260). o fato gerador ocorre no momento do registro da declaração de importação na repartição aduaneira. Embargos conhecidos. da declaração de importação.1980. j. Compatibilidade do art. Quando se tratar de mercadoria destinada ao consumo. Luiz Fux. Entrada. DJ 18.

. rel. Decs. As Declarações de Trânsito Aduaneiro anexadas aos autos provam que as mercadorias foram introduzidas no Brasil. REsp 157162/SP rel. j. artigo por artigo. Min.2003.1. Abandono.2005. rel. j. I. 1ª T.atual denominação da guia de importação . 116. portanto deve ser aplicada a alíquota prevista em seu bojo. j. Castro Meira. Min. 202).2004. Tributário. 1. REsp 328835/SC. A preliminar de ausência de prova da recusa da repartição fazendária em proceder ao registro 21 . REsp 313117/PE. 03. Na hipótese. consuma-se na data do registro da declaração de importação.. Mercadoria despachada para consumo. Recurso especial improvido (STJ. DJU 17. Veículos automotores. p. 2. Castro Meira.não gera ato jurídico perfeito ou direito adquirido à aplicação da alíquota vigente ao tempo de sua emissão. Precedentes do STJ e STF (STJ.2005. p. Art. Min. Tributário e processual civil. o fato gerador. 2ª T. 1.427/95.11. 2ª T. Castro Meira. O fato gerador do Imposto de Importação perfectibiliza-se com o desembaraço aduaneiro. rel.05. Tributário. 2ª T. O fato gerador do imposto de importação é a data da entrada da mercadoria no território nacional e não a data da emissão da guia de importação. 232). 2..11. 03. 1471/95] . Imposto de Importação. DJU 01. 2.08. O lançamento fiscal. Agravo regimental improvido (STJ.Fato gerador. do CTN. Ausência de registro por decurso do prazo. Min. o desembaraço ocorreu na vigência do Dec. 19 do CTN c/c art.11. em relação ao fato gerador. Preliminares rejeitadas. Imposto de Importação. 3. Momento do fato gerador. é regido pela lei vigente à época.2005. No caso de importação de mercadoria despachada para consumo.06. Imposto de Importação. Ocorrência. Humberto Gomes de Barros. Tributário. 366). 4.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 08. DJU 30. deve ser rejeitada a preliminar de ausência de prova pré-constituída quanto à data de introdução das mercadorias no Brasil. para o Imposto de Importação. Desembaraço aduaneiro. 3. Fato gerador do Imposto Sobre Importação: momento da entrada da mercadoria no território brasileiro.08. p. Assim.2004. inclusive ICMS e ISS entrada dos produtos estrangeiros no território nacional. A declaração de importação .-lei 37/66. p. 21.2005. 1. 4. Registro da declaração de importação: art. 236). 23 do Dec. o qual se inicia com o registro da declaração de importação.2003. AgRg no REsp 49697/RJ.391/95 e 1.427/95 [revogados pelo Dec.. j. Apelação e remessa oficial providas. 1. DJU 14.10. Portarias 73/91 e 938/91. Recurso especial conhecido e provido (STJ.

01. Tributário. 19 do CTN.2003. 461. Peças liberadas pelo relator. 4. Registro da Declaração de Importação. Descabida nova cobrança do imposto. durante esse prazo.030/85 [revogado pelo Dec. Juiz Miguel Ângelo de Alvarenga Lopes j.. I. Recolhimento integral do imposto. artigo por artigo.2006. Juiz Luciano Tolentino.. Declaração de Importação. rel.rel. 4. Compatibilidade do art. O fato gerador do imposto de importação ocorre com a entrada da mercadoria em território nacional. pois deixou transcorrer o prazo para dar início ao despacho aduaneiro (art. Apelação improvida (TRF-1ª R. 22. 91.12.. Imposto de Importação.2006. Alíquota. 49).01. A guia de importação somente autoriza a entrada de mercadoria no Território Nacional. do CTN). 23 do Dec. 22 . combinado com o art.. em 24. ficando inalterado o aspecto temporal do fato gerador do imposto. Guia de importação 1.00. Tributário.2006. O fato gerador do Imposto de Importação ocorre no momento do registro da declaração de importação.01. Não havendo. ocorrido no momento do registro da Declaração de Importação na repartição aduaneira. p. 24. 03. que é aquela vigente na data de seu ingresso no país. 6. j.2006. 2. não importando se as mercadorias desembarcaram no mesmo navio e na mesma data. 2ª T.04. donde não se justificar que o contribuinte recolha novamente o imposto e em outro momento peça a sua restituição (TRF-3ª R. Precedentes deste Tribunal e do STF. 3. O impetrante inviabilizou o registro da Declaração de Importação.. 571). Mercadorias que embarcaram em outro navio e em outra data. j.05.01.364188/MG. sendo irrelevante a sua data para fixação da alíquota do Imposto de Importação. sendo este o momento considerado como ocorrido o fato gerador (art. 3. Dec. AMS 1999. que se dá com o registro da Declaração de Importação na repartição aduaneira. 19 do Código Tributário Nacional. 19 do CTN.11. donde surgir ao importador a necessidade de recolher aos cofres públicos o montante respectivo. Fato gerador. 54). Apelação e remessa oficial providas. p. 5. Juiz Roberto Jeuken. sendo considerado o fato gerador do Imposto de Importação a entrada da mercadoria no território brasileiro. O Pleno do STF pacíficou a matéria no sentido da compatibilidade da regra do art. AMS 96. 23 do Dec. início do despacho. DJU 12. 23 do Dec. AMS 36375/SP.543/2002]). o registro não é mais possível e a mercadoria é considerada abandonada.-lei 37/66 com o art.099427-9/MG.04.2004.-lei 37/66 com o art.-lei 37/66.. 7ª T. já que tal circunstância constou em declaração complementar. 116. DJU 17. para publicação do acórdão (TRF-1ª R. inclusive ICMS e ISS da declaração de importação confunde-se com o mérito. rel. Imposto de Importação. nos termos do art. 3ª T. Desembaraço. DJU 29.2007. p.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.

a destinação para consumada mercadoria objeto do despacho aduaneiro.07. 27. 5. harmoniza-se com o perfil constitucional da regra matriz desse tributo na medida em que reconhece.08. artigo por artigo. j. o registro da declaração de importação. 23. que fixa a data do registro da declaração de importação na repartição 23 . 23. Art. Arts. Revogada a Resolução CPA 05-0392 quando do registro da declaração de importação. complementado pelo art. Anulatória de débito fiscal. Constatado que o registro foi providenciado antes do advento do diploma que aumentou a alíquota do Imposto de Importação. Tributário. inclusive ICMS e ISS Tributário. 1. Imposto Sobre Importação. em território nacional. O art. 07.2006. o qual inicia o procedimento de desembaraço aduaneiro. Remessa oficial desprovida (TRF-3ª R. ao país. 86 e 87 do Regulamento Aduaneiro [revogado pelo Dec. reconhecese o direito adquirido ao pagamento do tributo pela alíquota menor. 4. 1.-lei37/66. Art.2005. 371). AC 22632/SP. 23 do Dec. Registro anterior à majoração.-lei 37/66.2006.06. 23 do Dec. do Dec. Imposto de Importação.. Dec.471/95].427/95 [revogado pelo Dec. Juiz Mairan Maia.08. À luz do art. Art. Sentença reformada. 4. Imposto de Importação. a hipótese de incidência do Imposto sobre Importação traduzse na chegada. CTN.-lei 37/66. escorreita a atuação do Fisco ao constituir o crédito remanescente. III.543/2002]. 6ª T. a alíquota exigível é aquela vigente na data do registro da declaração de importação no ato do desembaraço aduaneiro. 19. a teor do art. 19 do CTN. p. Juíza Cecília Marcondes j. Na importação de mercadorias despachadas para consumo. nos autos. do produto estrangeiro. 23 do Dec. Incidência do art. Fato incontroverso. Fato gerador.. 19 do Código Tributário Nacional. para fins tributários. Inversão do ônus da sucumbência (TRF-3ª R. consubstanciado no auto de infração atacado. sendo irrelevante o dia de ingresso do produto estrangeiro. 3.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. O fato gerador do Imposto de Importação ocorre com a entrada do produto importado no território nacional. DJU 21. Tratando-se de mercadoria destinada a consumo. rel. 3ª T.. I.2005. como momento de aperfeiçoamento da obrigação tributária do imposto incidente sobre mercadorias despachadas para consumo. vigente à época da concretização do fato gerador. REOMS 187700/SP. rel. 6. II. 1.. Alteração de alíquota.-lei 37/66.-lei 37/66. não importando. Direito adquirido. 1. e segundo a delimitação constitucional da regra matriz tributária. 301). Momento de ocorrência do fato gerador. Aspecto temporal do fato gerador do tributo. aplica-se a alíquota vigente à data do registro da declaração de importação. 2. p. a data da conclusão do negócio jurídico de aquisição do bem importado. Dec. Apelação em mandado de segurança. DJU 10.

03. em coerência com a política econômica global adotada à época (TRF-4ª R.855/SP. Ademais. sendo irrelevante. Importação. Ao contrário. 3. DJU 22.04. 1. conseqüentemente. 1.2005. 05. 2. rel.04. momento que se dá o desembaraço aduaneiro da mercadoria.2006. 2. artigo por artigo. nos termos do art. Juiz Lazarano Neto.626.. 848). não havendo que se falar na existência de direito adquirido à utilização de determinada taxa de câmbio fixa.10. Apelação a que se nega provimento (TRF-3ª R.2005. a entrada no território nacional da mercadoria. inclusive ICMS e ISS aduaneira. O art.981/95. 396). A legislação tributária aplicável à operação de importação é aquela vigente à época do fato gerador. Não tendo sido efetuada a declaração de importação das mercadorias importadas. Desembaraço aduaneiro..2006. 106. 1ª T. 6ª T. Dec. na hipótese de ser destinado a consumo. O desembaraço aduaneiro completa a importação e. 105. 3.044496-8/PR. p. para esse 24 . Juiz Vivian Josete Pantaleão Caminha. de 10. p. rel. 3. AMS 170. da Constituição Federal.2000.427. da Lei 8. 150. Momento da perfectibilização do fato gerador. arts. Ocorrência do fato gerador. Taxa de câmbio. A alíquota incidente sobre as importações de mercadorias para consumo é definida pela norma vigente no momento em que se efetivou o registro da declaração apresentada pelo importador à repartição alfandegária competente. O fato gerador do Imposto de Importação ocorre por ocasião do registro da Declaração de Importação. quando da entrada em vigor do Dec. submetendo-a à livre flutuação do mercado. Tributos. 2. 1. Tributário..01. a. e art. e não com a simples entrada física desta no território nacional. Majoração de alíquota. Dec.03. 1. Tributário. III. 23 e 44. é legítima a incidência da exação. de 29 de março de 1995 [revogado pelo Dec. para efeitos fiscais. a variação do câmbio da moeda estrangeira não representa majoração do tributo. não agiu com excesso de poder o Executivo ao alterar a taxa de câmbio. a base de cálculo será simplesmente o resultado aritmético da conversão do valor expresso em moeda estrangeira com a taxa vigente.-lei 37/66. j.04. Portanto.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Ação ordinária. j. AMS 2000. a alíquota do Imposto de Importação é a vigente no dia do registro alfandegário para o desembaraço e entrada da mercadoria no território nacional. Aduaneiro. porquanto. nem alteração da base de cálculo ou da alíquota. Imposto de Importação. representa. DJU 26. O fato gerador do Imposto de Importação nasce com a entrada das mercadorias em território nacional e perfectibiliza-se no momento do registro da declaração de importação para o desembaraço na repartição aduaneira. do CTN. 02. Legalidade.. autorizou o Poder Executivo a alterar a forma de fixação e a periodicidade da taxa de câmbio.471/95].

em uma venda em condições de livre concorrência. já em desuso. no art.00. leva em conta um determinado fato. tida por interposta. providas (TRF-4ª R. O quantitativo estabelecido é a base de cálculo que serve de suporte ao conteúdo da obrigação tributária. Art. Assim. 20. No Imposto de Importação.2003.70. bem como era previsto no art. Em outras palavras. levado a leilão.quando a alíquota seja específica.quando a alíquota seja ad valorem. peça etc. 20 do CTN. Todo imposto. AC 000. alcançaria. 25 . 3. 1ª T. o preço da arrematação. expressa em uma medida determinada pelo peso. p. 22. ou seu similar. A primeira. a data da celebração do contrato de compra e venda relativo ao bem importado. COMENTÁRIOS Base de cálculo. É a alíquota especifica. é fixada levando em consideração a unidade ou quantidade do bem importado.11.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. indica três bases de cálculo distintas. a unidade de medida adotada pela lei tributária.10.. para entrega no porto ou lugar de entrada do produto no País. III quando se trate de produto apreendido ou abandonado. A base de cálculo do imposto é: I . referida no inciso I do art.2003. ao tempo da importação. Apelação e remessa oficial. DJU 12. o preço normal que o produto. o imposto corresponderá a cada unidade destacada.. o CTN. inclusive ICMS e ISS específico efeito. II . é o valor tributável.-lei 37/66. mensurando-o do ponto de vista econômico. volume. 386). Juiz Wellington Mendes de Almeida. 4° do Dec.029873-8/PR. metro. artigo por artigo. rel. para ser cobrado. j. 20.

hoje só usada por sete países. Após um evento internacional intitulado Rodada de Tóquio. diz respeito à concorrência que possa fazer o produto estrangeiro à indústria nacional. Tem-se aí a “alíquota ad valorem”. Em princípio. CTN). alcançaria em uma venda em condições de livre concorrência. inclusive ICMS e ISS A segunda base de cálculo leva em consideração o valor do produto. eventual e episódica. ensina que por muitos anos a comunidade internacional. As alíquotas são estabelecidas pelo Poder Executivo. VII do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio . O CTN chama de preço normal o valor que o produto. é reduzida. 26 . A base de cálculo do imposto é o preço da arrematação.GATT. convencionou-se uma nova definição de valor. ou seu similar. Outro aspecto a ser considerado. quando da fixação da alíquota. quanto mais necessário. 20. em Comentários à Lei Aduaneira. se houver similar nacional. quando apreendidas ou abandonadas. para ás mercadorias estrangeiras levadas a leilão. o que faz o Imposto de Importação proporcional (inciso II do art. tem-se uma terceira base de cálculo. Roosevelt Baldomir Sousa. utilizava-se da expressão valor aduaneiro. Por fim. fixada em termos percentuais. artigo por artigo. levando em consideração a essencialidade ou utilidade do produto. para entrega no porto ou no lugar da entrada do produto no País. chegando-se ao art. formada por 32 países. a alíquota do produto estrangeiro é majorada.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. em caso contrário. menor alíquota ostenta. ou seu similar. Observe-se que não se trata do valor de aquisição e sim do preço normal. de tal modo que.

firmando uma pauta de valores mínimos por intermédio da Comissão Executiva. um dos órgãos da Secretaria de Comércio Exterior Secex. Preço de referência é o adotado no interesse de proteger o similar nacional e visa equalizar os preços de oferta quando díspares (Roosevelt Baldomir Sousa. é eminentemente política e passa. finalmente. por interesses internacionais. para o Estado. a tarefa de fixar o preço de mercado. o antigo Conselho de Política Aduaneira. e.Secex. Cabe à Secretaria de Comércio Exterior . ob. 27 . cit. o que não poderia ser diferente diante da responsabilidade que lhe cabe como negociador internacional e guardião dos interesses nacionais. estes atrelados geralmente a acordos disciplinadores da política de preços. o que pode ser feito tomando como referência o preço constante da fatura comercial. como todo e qualquer ato administrativo. portanto. a discricionariedade do Poder Executivo. seguidos de publicidade. ou atribuindo o órgão. Há um emaranhado de interesses alienígenas e impositivos que são levados em consideração. artigo por artigo. Verifica-se.. preço referência. inclusive ICMS e ISS Fixação pelo Poder Executivo. porque todos os valores são adrede estabelecidos. supra). necessariamente. também chamado de preço normal. Acirrados questionamentos surgem em razão da fixação do valor das mercadorias A tarefa. Entretanto. a seu talante. Somente em duas hipóteses cabe o arbitramento: quando a mercadoria estrangeira não está acompanhada da documentação legal. dos valores das mercadorias.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. um valor que entende ser o correto. dentre os quais a política de proteção aos produtos nacionais. a discricionariedade não se confunde com arbítrio.

art. do qual destaco. objetos pessoais. cujo destino não é. o Brasil. entretanto.. há tolerância quanto a bens adquiridos no estrangeiro dentro de um valor limitado pelo Poder Executivo. a bagagem dos estrangeiros radicados no Brasil há mais de cinco anos e de brasileiros com mais de dois anos domiciliados no estrangeiro. permitindo o ingresso da mercadoria com suspensão do pagamento do imposto. foram instituídos regimes especiais.-lei 37/66. naturalmente. quando do desembaraço aduaneiro. O referido dispositivo foi 28 . em montante cuja fixação atende aos interesses políticos. 3°. 19 e no Dec. Para facilitar o ingresso de bens estrangeiros no País. Escapam ainda do pagamento da exação a bagagem do passageiro que ingressa no País. abrangendo roupas. É a chamada quota isencional (art.04. que os bens desembaraçados como bagagens não podem ser alienados. senão com o pagamento dos tributos.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 9°. quando se desligam da missão estrangeira. artigo por artigo. quando do retorno ao Brasil (art. Dec. 13. ou quando a documentação apresentase inidônea. por fim. As mercadorias estrangeiras estão sujeitas ao pagamento do Imposto de Importação quando ocorrido o fato gerador. Regimes aduaneiros.455. mas sujeitando-a. Entretanto. já comentado acima. de 07. situação que dura por cinco anos.455/76). Dec. lembranças de viagem etc.-lei 37/66). Observe-se. como previsto no CTN. Isenção de bagagem.1976).-lei 1. ao final dos quais ficam liberados da incidência. ou seja. ao controle fiscal (art. inclusive ICMS e ISS ignorando-se o valor de aquisição. livros e revistas.-lei 1. bem assim o longo elenco constante do Dec. apenas para exemplificar. Dec. jóias.-lei 37/66. toda a bagagem dos agentes diplomáticos.

fato gerador sujeito a uma condição resolutiva. 252 do Regulamento Aduaneiro (Dec. cuidando a lei tributária de uma garantia futura. 91. Caso não haja retorno.030/85). Pode-se exigir ou não a expedição de guia de importação. A legislação brasileira permite duas modalidades de drawback: drawback suspensão e drawback isenção. 9° O importação estrangeira suspensão importação. com do pagamento dos impostos incidentes na Há. Das diversas modalidades de regime especial destaca-se o trânsito aduaneiro. passam a incidir todos os tributos. atualmente disciplinado pelo art.158-35. 267 e seguintes do Dec. definido no art. bens estes que deverão cumprir uma finalidade. a qual consiste na importação de bens que devem permanecer no País por prazo fixo determinado. caso em que se materializa a responsabilidade. Os bens devem ser minuciosamente identificados. passando a ter a seguinte redação: Art.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. de 24. ainda. 29 . com suspensão de tributos.08. 4. regime especial de entreposto aduaneiro na permite a armazenagem de mercadoria em local alfandegado de uso público. para assim possibilitar uma eventual taxação. a admissão temporária.2001 (ainda não convertida em lei). na hipótese. inclusive ICMS e ISS alterado pela Medida Provisória 2. caso seja descumprido o prazo ou a finalidade.543/2002 como aquele que permite o transporte de mercadoria sob controle aduaneiro. Temos. sendo dispensada quando se tratar de importação ao abrigo de tratado ou convenção internacional. artigo por artigo. Exemplo freqüente de admissão temporária existe quanto aos veículos importados para uso e circulação na zona franca ou zona de livre comércio e que saem do território especial por período certo.

feiras de amostra etc. a título precário e mediante seleção dos interessados por concorrência pública.-lei 37/66).455/76). hipótese em que há absorção do produto estrangeiro. cujos impostos ficam suspensos pelo prazo de um a três anos. Chama-se a atenção para as remessas postais internacionais porque. sob estreito controle fiscal. que consistem no regime especial de armazenamento de mercadorias em importação ou exportação. artigo por artigo. o espaço físico (armazém. que é um espaço físico concedido pelo Ministro da Fazenda. 58 e 59.-lei 1. no máximo (art. Dec. É. 17. depósito ou trapiche). com suspensão de tributos. ainda não convertida em lei até a presente data. se não recebidas nos prazos estabelecidos. Perda de mercadoria. Dentre as diversas modalidades. exposições. inclusive ICMS e ISS No primeiro.15835/2001. temos o entreposto aduaneiro de uso público. também. por permanecer na aduana além dos prazos e condições indicados em lei (arts. tem a legislação brasileira os chamados entrepostos aduaneiros. mas esta incidência sofre suspensão até a exportação. os bens importados com suspensão são absorvidos pelo produto nacional que vai ser exportado. que se constitui em depósito para receber mercadorias para concursos. e que servem geralmente para depósito. foi revogado pela Medida Provisória 2. No segundo (drawback isenção).Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Esse dispositivo. há uma diferença muito sutil e que consiste na importação de produtos fabricados com matéria-prima importada. entretanto. o entreposto aduaneiro temporário.. 30 . Dec. Além dos regimes aduaneiros especiais. em outras palavras. serão devolvidas ao remetente. A primeira espécie do gênero mercadoria perdida é a considerada abandonada. instalação de mercadorias importadas ou exportadas por terceiros usuários. Temos. Se não houver exportação há exigência da exação.

-lei 37/66 (arts. 25 e 26). após regular processo administrativo. a não ser que tenha sido iniciado o despacho aduaneiro. este será entregue ao proprietário da mercadoria. as mercadorias importadas irregularmente. porque. arvoram-se depositários dos bens estrangeiros apreendidos ou indicam terceiras pessoas como depositários. que sofrem apreensão liminar para posterior imposição de pena de perdimento. A única possibilidade de utilização de bens importados apreendidos é mediante doação dos mesmos. como se tivesse sido despachada normalmente. na condução de processos criminais de contrabando ou descaminho. Todos os bens apreendidos são recolhidos à Secretaria da Receita Federal. em nome e à ordem do Ministro da Fazenda. artigo por artigo. ambas as hipóteses apuradas em procedimento administrativo. hipótese em que a desistência obriga ao pagamento da diferença entre o valor da arrematação e o valor da exação. ou de importação proibida. como medida acautelatória.-lei 1. se houver saldo positivo no leilão. após a decretação de perda 31 .Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. A prática é ilegal. Temos. A recíproca é verdadeira. finalmente. violando o Dec. Daí o equívoco de alguns magistrados que. Uma outra forma de perda é a avaria (perda parcial ou total) e o extravio (perda total). diploma que foi recepcionado pela CF/88 e em nada contraria o Dec. inclusive ICMS e ISS Também obedecem a tratamento distinto as mercadorias apreendidas. O abandono não gera para o destinatário da mercadoria ônus algum.455/76. também recepcionado.

ainda. embora sejam independentes as esferas de responsabilidade. A jurisprudência. para maior dinâmica no processamento dos feitos administrativos e judiciais. tem tratado o proprietário inocente como terceiro de boa-fé. estes cíveis e criminais.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. antes de ser mandado a leilão. o qual deve observar os princípios processuais do devido processo legal. Pena de perdimento. A questão mais complexa existe quando tramitam concomitantemente processo penal e processo administrativo. 32 . ao final do qual é declarada a perda de bens. seja a autoridade fiscal comunicada quando da finalização do processo judicial. inclusive ICMS e ISS em benefício do erário. Daí a direta interferência da sentença judicial no procedimento administrativo. Independentemente do processo judicial. da ampla defesa e do contraditório. Preconiza-se. a demonstrar que melhor seria aguardar-se a finalização do processo judicial para então proceder-se ao perdimento de bem e com ele a irreversível alienação em hasta. como só acontece quando declarada na esfera penal a inexistência material do fato ou quando se verificar a não-participação do réu no fato criminoso. a apreensão de bens importados irregularmente desencadeia a instauração de processo administrativo-tributário. não responsável pela irregularidade na importação. embora oscilante. em algumas situações a sentença penal faz coisa julgada na esfera administrativa. E isto porque. se comprovado o irregular internamento dos mesmos. ou quando não arrematados em hasta negativa. Aconselha-se. artigo por artigo. Por exemplo: o bem apreendido em poder do réu não é de sua propriedade. que todos os bens estrangeiros apreendidos sejam encaminhados ao Secretário da Receita Federal. o proprietário do bem estrangeiro não foi o responsável pelo irregular internamento.

145/53. devem conter motivação expressa (TFR Súmula 97). sob todas as formas. Min. Desinfluente a data da expedição da guia de importação para concretização do fato gerador. Min. ou seja. Alíquota zero.1998). 23. O9. Art. DJU 31. O contribuinte não tem 33 . REsp 167. Imposto de Importação. este parágrafo foi revogado pelo Dec. Sua inaplicação à hipótese. Fato gerador. arts. Tributário.1989. 23. 1° da Lei 7.-lei 37/66 (art.427. 145.080/SP. inclusive ICMS e ISS JURISPRUDÊNCIA As Resoluções do Conselho de Política Aduaneira [hoje. rel. Vitamina E e derivados. Recurso não conhecido (STF. por isso. 1ª T. REsp 135. este revogado pelo Decreto 1. 19. A importação da vitamina E. Humberto Gomes de Barras. Dec. Em havendo isenção dos tributos federais (STJ. redação dada pelo art.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Tributo cuja base de cálculo coincide com a que corresponde ao Imposto de Importação. 36). Soares Muñoz. art. Dec. DJU 11. somente favorece os produtos nacionais (Lei 4. CF.1989). § 2° [rectius: art. 1.10. obedece às normas estabelecidas no Gatt. 150. 70. § 2°. j. Crédito do imposto pago na importação de país membro do Gatt. Gatt. § 2°. Recurso extraordinário não conhecido (STF.471/95]. a. Tributário. e 153. RE 92978/SP. III. DJU 05. Imposto de Importação. 23). Tributário.471/95]. Recurso não conhecido (STJ. 2ª T. destinadas à fixação de pauta de valor mínimo. artigo por artigo.263/79]. 1.162/72. Dec. 25. § 1°. Min. pois tal creditamento constitui incentivo à indústria nacional e.09. j.1995).. o valor da mercadoria importada.11. j. Taxa de licenciamento de importação. Precedentes. Na importação sob regime drawback. 1°. 1ª T. 1. Guia para importação. recebendo o benefício de alíquota zero. REsp 128200/SP. CTN. relativo a bem para o ativo fixo. da Constituição Federal de 1988. revogado pelo Dec.427/95 [revogado pelo Dec. Incidência da Súmula 83/STJ. j.08. Pleno.1994.1980. substituído pela Secex].433/88].1998.1980). IPI. rel. Inconstitucionalidade que se declara do dispositivo legal em referência.502/64. Francisco Peçanha Martins. rel. Ilmar Galvão. 10 da Lei 2.690/88 [suspenso por inconstitucionalidade pela Resolução 11/2005.. Alíquota aplicável. Min. em face da norma do art. art. 1.182/72 [rectius: Decreto 70. 1. 83..-lei 2. Dec. art. só há isenção do ICMS quando ocorre a suspensão do Imposto de Importação e do IPI. 23.391/95 [alterado pelo Dec.992/PR.02.10.. rel.10. 19. DJU 10. do Senado Federal].

Dec..-lei 1. arts.02. REsp 139658/PR. Min. Majoração de alíquota.1999). mas quando do registro da declaração de importação na repartição aduaneira (art.. 1ª T.032/90. 29. A pena de perdimento do veículo. Havendo comprovação.-lei 37/66. Garcia Vieira. Mandado de segurança.05. Ilícito fiscal. 23 do Dec. Em se tratando da importação de mercadorias para consumo. A política de comércio exterior orienta o aumento ou redução da alíquota aplicável na concretização do fato gerador. Pena de perdimento de bens.1995. Lei 8. Milton Luiz Pereira. Imposto de Importação. Min.04. e a eventual boa-fé do contribuinte que realiza operação de 34 . Multifários precedentes. 23 e 24. REsp 264565/PR.-lei 1. mas no voto consta Dec. IPI e lmposto de lmportação. Administrativo.445/76.2001).1999.455/76. 13. Tributário. DJU 31. REsp 15085/DF.2001. art. 1ª T. 15.-lei 2. Dec. Min.06. Fato gerador.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Min. 1ª T. quando concedida por prazo certo e sob condição onerosa. de 27. p.2001).632). Milton Luiz Pereira j.1992. Isenção. A alíquota do Imposto de Importação é a vigente no dia do registro alfandegário para o desembaraço e entrada da mercadoria no território nacional. 3.2001. REsp 198. DJU 28. Perdimento de bens decretado pela autoridade competente em procedimento administrativo regular: Segurança denegada. Dec. –lei 1.. 15. Veículo transportador de mercadoria estrangeira destituída de documentação. 23. artigo por artigo. DJU 28. Veículo novo.331/SC. V.08. Dec. independe da prova de boa-fé do contribuinte (responsável pela operação interna com essa mercadoria). Importação. rel. 1. rel.05. o número correto]. 1.471. j. 2. utilizado em contrabando ou descaminho.324/97. 1ª T. inclusive ICMS e ISS direito ao regime fiscal vigente na data da emissão da guia referenciada. Tributário. em procedimento administrativo regular. 104.02. rel. DJU 17. Recurso conhecido e provido (STJ. j.03. A isenção.. ilegalmente importados. Recurso improvido (STJ. não pode ser revogada. j.445/76 [na publicação consta Dec. É a alíquota vigente nesta data que deve ser aplicada para o cálculo do imposto. 2. rel. Recurso provido (STJ.1992. o fato gerador não ocorre no momento da celebração do contrato. a decretação do perdimento dos bens.-lei 37/66). Tributário. Humberto Gomes de Barros. somente tem aplicação quando devidamente comprovada a responsabilidade do proprietário no ilícito praticado pelo motorista transportador das mercadorias apreendidas (STJ.05. de que a mercadoria teve clandestino ingresso no território nacional.

DJU 14. mediante nota fiscal. j. A pena de perdimento não alcança quem adquiriu a mercadoria estrangeira.até por ser pena . Antônio de Pádua Ribeiro. Decisão unânime (STJ. 20.455. Apreensão. não responde por eventual fraude na respectiva importação.1995. p. Veículo transportador. 21. Pena de perdimento. Min.rel.11. de 1976. I . O comprador de mercadoria exposta em loja sujeita a fiscalização não pode ser obrigado a investigar o modo como ela entrou no país.03. 11. 1ª T. DJU 06.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. de comerciante estabelecido. DJU 06.1993. p.11.1997.10.04. REsp 11137/PE. 18. 35 .897). Pena de perdimento do veículo transportador. Ari Pargendler. rel.11.Havendo desproporção entre o valor da mercadoria e do veículo que a transporta.12. inclusive ICMS e ISS entrada ou saída de mercadoria com ingresso clandestino poderá dar-lhe condição para propor ação de ressarcimento contra o vendedor.1995.1998. Min. Quem. A pena de perdimento .03. 37. j. do Dec. Tributário.1997.-lei 1. mediante nota fiscal. Recurso especial não conhecido (STJ. Humberto Gomes de Barros.10. Dec.. rel.Recurso especial não conhecido (STJ. 1ª T. decretando-lhe a perda. Demócrito Reinaldo j. 23. DJU 08. mas nunca a de inibir o fisco de apreendê-la (a mercadoria). REsp 34961/ RS. III . Recurso da Fazenda não conhecido. artigo por artigo. p. p. Dissídio pretoriano não demonstrado. 2ª T.-lei 1.455/76 e art.1993. salvo prova de que dela participou ou tinha conhecimento. j. Pena de perdimento. adquire.Ofensa ao art. REsp 109710/PR. 104.1996.-lei 37/66 não caracterizada. Aquisição no mercado interno de mercadoria de procedência estrangeira. j.05. REsp 15072/DF. de empresa regularmente estabelecida no mercado interno. 14. Apreensão de mercadoria estrangeira. Mercadoria de procedência estrangeira. rel. DJU 22.411). p. 2ª T. Inadmissível a aplicação da pena de perdimento do veículo. II .não pode abstrair o elemento subjetivo nem desprezar a boa-fé (STJ. rel. incabível a pena de perdimento.559).. no mercado interno. 14. Hélio Mosimann.. Perdimento.1992. REsp 23513/RJ. Min. Tributário.. Mercadoria adquirida de comerciante estabelecido. 24 do Dec. 16. inciso V. Princípio da proporcionalidade. quando evidente a desproporção entre o seu valor e o da mercadoria de procedência estrangeira apreendida (STJ. Min.1996.400). 2ª T.. Boa-fé. mercadorias de procedência estrangeira. 23. Min.522).

p.00.1997. j.08.055779-2/MG. 3. 1.. 4. 4. A prescrição de ação contra a União é de cinco anos. Imposto de Importação de veículos. Mudança de alíquota. 2. 80. Juiz Tourinho Neto. Entretanto.. 4ª T. Veículo alugado e utilizado para possível prática de descaminho. AC 04141629/SC.04. como autorizado pelo art. 06. Pena de perdimento. 10. p. rel.1996.. Tributário. 19 do Dec..05.471/95] para os desembaraços aduaneiros ocorridos após a majoração.01. Impossibilidade.02846-3/MG.-lei 37/66 (TRF-4ª R.05.1997. Perdimento de bem.1998. Não pode ser declarada a perda do veículo se seu proprietário não teve nenhuma participação na possível prática do crime de descaminho (TRF-1ª R.1998. Sentença que declarou não provada a existência de crime não faz coisa julgada no cível para respaldar indenização. Inexistência de obrigação de indenizar por parte da União. p. p.386).04. Veículo regularmente importado com isenção de impostos. p.1ª T. inclusive ICMS e ISS Tributário. Não há direito adquirido de pagar ao importador imposto com alíquota vigorante quando da expedição de guia de importação.01.543/2002]. AMS 92. Mercadoria que. DJU 1°. rel.. quando os fatos estão sendo apurados na esfera penal. AC 1997. DJU 11. 10.1996. 5. rel. 4ª T.1998. Isenção. foi adquirida irregularmente e sofreu a pena de perdimento em procedimento administrativo. 2. 3. 103). rel. Tributário.04.01. Indenização.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 4. j.00. 36 .0371582/DF. 1..02. DJU 25. DJU 29.03. Recurso improvido (TRF-1ª R. 1.427/95 [revogado pelo Dec. Sentença penal absolutória. 1. I e II.03. 3. AMS 1997.282). não sendo produto de crime. AG 96. Tributário. 232. 2. 23. I e II. Alienação do veículo regularmente processa da e com a autorização do Ministério das Relações Exteriores e da Receita Federal. o prazo só tem início quando do trânsito em julgado da sentença penal. Juiz Gilson Dipp. DJU 30. Pena de perdimento. Administrativo. Recurso improvido (TRF-1ª R. do Regulamento Aduaneiro) [revogado pelo Dec. Bem apreendido em poder de terceiros.1998.641). rel. Ausência de similaridade. Vigência imediata do Dec. 05. 14.10902-4/DF. 1. 232.. Importação de veículo com isenção de impostos (art. Imposto de Importação. j.1998.1998. j. Juíza Eliana Calmon. 14.01.. 4ª T... Apelação e remessa oficial improvidas (TRF-1ª R. Juiz Eustáquio Silveira. 3ª T. 250). do Regulamento Aduaneiro. Benefício fiscal não reconhecido porque não apurada a similaridade na forma do art. Princípio da nãosurpresa que não atinge o Imposto de Importação. artigo por artigo. Juíza Eliana Calmon j.

..2006.02. Agravo regimental a que se nega provimento (STF. 150. 150. é que a lei que institua ou majore tributos seja anterior ao fato gerador. Imposto de Importação. quando requereu os benefícios fiscais de isenção de bagagem diplomática e declarado perante a Receita Federal o mencionado veículo (TRF-1ª R. de 1966. ao referir-se a periódicos.01. Tributário. Juíza Tânia Terezinha Cardoso Escobar. DJU 29. AMS 95. 23 do Dec. 2ª T. prevista no art. d.entrada da mercadoria no território nacional . A importação de microcomputadores para elaboração e impressão de listas telefônicas está abrangida pela imunidade tributária prevista no art. art. III. da CF/88. VI. Agravo não provido 37 . p. 3ª T. j.1998. AMS 95.-lei 37. 3. Inocorrência de infração. Administrativo. a apreensão de um veículo (moto).09. CF.1998. III.09.2006. no art. Imunidade constitucional Art. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal fixou entendimento segundo o qual é aplicável a majoração de alíquota prevista no Dec. 1. i. Majoração de alíquota.for posterior à vigência do diploma legal. englobam seu processo produtivo. Precedente do STF. RE-AgR 441537/ES. na repartição aduaneira competente.47172. rel. Eros Grau. 64). p.471/95].Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. No caso. inc.. artigo por artigo. Constitucional. p. É inaceitável que o Fisco proceda.-lei 37/66). periódicos e o papel destinado a sua impressão. Tem sido admitida pela jurisprudência a interpretação extensiva da imunidade constitucional referente a livros. O que a Constituição exige. DJU 25. Microcomputadores para elaboração de listas. 150.1996. da CF/88 (TRF-4ª R. DJU 06. a. Fato gerador do imposto de importação de mercadoria despachada para consumo considera-se ocorrido na data do registro. além dos produtos expressamente mencionados em seu texto. Pena de perdimento do veículo.09. 10. Precedentes. Alíquota. de fato.1996. 1. 1. para-alcançar. d. Fato gerador. 05.04. 150. adquirida no exterior por funcionário da embaixada. rel. inciso X. o decreto que alterou as alíquotas é anterior ao fato gerador do imposto de importação. quando lá servia. a.09. todos aqueles que. VI. 05. com base no art. e trazida. jornais. Possibilidade.03. 200). 2. do Dec.427/95 [revogado pelo Dec. inclusive ICMS e ISS Tributário. Importação.. d. da CF/88.179). também abarca a edição de listas telefônicas.08063-3/DF. se o fato gerador do imposto . III. Agravo regimental no recurso extraordinário.. inc. VI. da declaração apresentada pelo importador (art. 150. rel Juiz Tourinho Neto j. 105. como sua bagagem. Firmou-se a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a imunidade constitucional. Min. j. Imposto de Importação. em 1984. II. 72. 2ª T. em 1980. inc.

gera a presunção de boa-fé do adquirente. p. REsp 151687/RS. à luz da cláusula pétrea de que a sanção não deve passar da pessoa do infrator (CF. DJU 01. os argumentos trazidos pela parte. ICMS. assentada pela instância a quo com ampla cognição probatória. maxime. um a um. desde que os fundamentos utilizados tenham sido suficientes para embasar a decisão. AI-AgR 420993/PR.2000. rel. Inexiste ofensa ao art.. Recurso especial. 458 e 535. Para fins de habilitação aos incentivos fiscais (redução ou isenção de impostos). Destarte. o adquirente que não utilizou do mandamus para importar supõe adquirir veículo usado e que ingressou legalmente no país. II. Importação de sementes de país signatário do Gatt. Precedentes: REsp 658. DJU 38 . 129).. 22. Importação declarada ilegal em ação mandamental distinta. mas também a prova de que as sementes destinam-se à semeadura. p. Redução ou isenção de ICMS. Ademais. Terceiro de boa-fé. XLV). desobrigando-se o comprador a investigar o ingresso da mercadoria no país. originariamente. Direito líquido e certo. Violação dos arts. j. cabendo ao Fisco a prova em contrário. art. Nancy Andrighi.08.2000. de mercadoria importada. Tributário. quando o veículo fora adquirido. em estabelecimento comercial sujeito a fiscalização. deste relator. inclusive ICMS e ISS (STF. Aplicar-se ao comprador de boa-fé a pena de perdimento da mercadoria. j. 2ª T. Processual civil. Mandado de segurança. Recurso a que se dá provimento (STJ.10. 535 do CPC. Embargos de declaração.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 1. 4. Carlos Velloso. rel.05. Mandado de segurança. 2. A pena de perdimento não pode desconsiderar a boa-fé do adquirente. Inocorrência. artigo por artigo.07. Min. A aquisição. 3. 2ª T. I. 5. A simples guia de importação não constitui prova escorreita da similaridade e da destinação do produto importado. faz-se necessária a produção não só da prova da similaridade. Produção notória. Solução quiçá inconstitucional. revela solução deveras drástica para quem não importou e não é sequer responsável tributário pela mercadoria. Min. em razão de a empresa importadora da mercadoria ter sucumbido em ação mandamental que impetrara. 5°. quando o tribunal de origem pronuncia-se de forma clara e suficiente sobre a questão posta nos autos.2005. no intuito de emprestar legalidade ao ato de importação. Tributário. Apreensão de mercadoria adquirida no mercado interno. 31. por isso que inverter o onus probandi revela severo óbice ao acesso à justiça. o magistrado não está obrigado a rebater. mediante nota fiscal. Veículo usado importado. 57). no mercado interno. Pena de perdimento. anos antes. ou que as operações de saída interna dar-se-ão nos limites territoriais do Estado. DJU 09.218/RS.2005. Recurso especial.

por tanto. Prescrição decenal (teoria dos 5+5). E mais. AC 2000..-lei 37/66. Precedentes. no momento do despacho aduaneiro. e REsp 410. rel. Base de cálculo idêntica à do Imposto de Importação. CF/88. mediante delegação do Conselho Monetário Nacional. inclusive ICMS e ISS 25. em se tratando de mercadoria despachada para consumo. Taxa para emissão de guia de importação. Pedido improcedente (TRF-1ª R. 153). bem como as de seguros e de previdência privada’. 7ª T. No que tange ao Imposto sobre Produtos Industrializados determina o art.157/PR. Franciulli Netto. atuar sobre as operações de câmbio com o objetivo de prevenir desequilíbrios na balança de pagamento (art. nos termos do art. Taxa Selic. Recurso especial parcialmente conhecido e desprovido (STJ. rel. rel. informam que o fato gerador do Imposto de Importação ocorre no momento do ingresso do produto estrangeiro no território nacional. CTN). 143 e 144. j. câmbio e capitalização. O mesmo Dec. 5. em relação aos produtos de procedência estrangeira. Os arts. ser absolutamente inviável tomar em consideração. 21. para fins de cálculo do montante do imposto a ser recolhido. Sentença mantida. Verifica-se. Juiz Catão Alves. 4°.05. 2. 143.015761-9/MG. Min.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.04. Min. 20. 4. Inconstitucionalidade reconhecida pelo E.2004. DJU 22. especialmente as de crédito.03. ‘administrar as reservas cambiais do País e fiscalizar as operações de natureza financeira. Apelação improvida. Pedido procedente em 39 . 62). DJU 31. que considera-se ocorrido o fato gerador. 46.04.-lei 37/66 diz que.06. XVIII. Tributário. p. j.Min.2006... AgRg no AG 518. 04.595/64).2005. 19. Castro Meira. o valor da operação vigente ao tempo da celebração do contrato com o fornecedor estrangeiro. DJU 28. proceder-se-á à conversão para a moeda nacional com base no câmbio do dia do fato gerador (art. 144. p. CTN e 1°. artigo por artigo.2006. Tributário.05. 6. CTN). Apuração da base de cálculo segundo a relação de câmbio vigente ao tempo do fato gerador (arts. para a averiguação do montante a ser recolhido pelo contribuinte levam em consideração o momento do fato gerador (art. considera-se ocorrido o fato gerador na data do registro da declaração de importação na repartição aduaneira. 8. 7.2007. Luiz Fux.2004. conseqüentemente. Dec. Variação cambial. STF. 1ª T. 3.2007. Na hipótese de a base de cálculo estar em expressa em moeda estrangeira. Compete à União. Lei 4. rel. DJU 27. cabe ao Banco Central do Brasil. CTN.38. Os aspectos relevantes para o lançamento tributário e. Impostos federais incidentes sobre a importação (II e IPI). 6. CTN). Assim.04. REsp 718021/DF. 1. não há que se falar em violação aos princípios da segurança jurídica e do ato jurídico perfeito. pois age o Poder Público com o objetivo de proteger o interesse público.995/RS.00.

Os métodos de sua apuração considerarão fatores outros que não o valor constante na fatura.645/AL. 7ª T. Remessa oficial parcialmente provida. reconhecendo tratar-se de taxa o valor cobrado pela expedição da guia de importação.03. 40 .690/88. obedece à teoria dos 5+5. O próprio texto do referido art. da Lei 2. STF.2007. pelo importador.00. Valor aduaneiro. com redação dada pelo art. Assim. O valor aduaneiro. 1. 1°. Pedido parcialmente procedente (TRF-1ª R. rel. a declaração de valor aduaneiro e documentos comprobatórios. AC 2000. Valor declarado. 5. Uma vez selecionada a mercadoria para controle de valoração aduaneira. por considerar tratar-se de tributo sujeito a lançamento por homologação. rel. da Lei 2. da Lei 7. A autoridade aduaneira exerce o controle sobre o valor declarado pelo importador. 10. por sua vez. o valor a ser considerado. a guia de importação somente é expedida mediante o recolhimento da taxa correspondente. DJ 10.690/88. em se tratando de repetição de indébito tributário referente à ‘taxa para emissão de guia de importação’.145/53 e majorada pela Lei 7. não é forçosamente aquele atribuído pelas partes à transação. STJ sedimentou entendimento no sentido de que a prescrição do direito de ação. 20. DJ 12.. desde a data do recolhimento.145/53. a partir de janeiro de 1996. VII do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio . artigo por artigo.05. poderão ser apresentados. 20 do CTN em combinação com as disposições do art. como último recurso. Min. para critérios de razoabilidade. Sobre os valores a serem restituídos incidirão correção monetária.145/53.690/88. rel. até dezembro de 1995.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. que já engloba juros e correção monetária. que deu nova redação ao art. p. 8. Apelação da autora provida. e REsp 610. não é obtido apenas através do valor da transação. 1°. 3. da Lei 7. Contudo. entre outros. a apresentação das guias de importação é suficiente para a comprovação do recolhimento do tributo que ora se questiona.2006.34. e. concluiu pela inconstitucionalidade do disposto no art. Tributário.02. O E. ilmar Galvão. para o valor de revenda ou. inclusive ICMS e ISS parte. 7. Forma de apuração.1995. rel. 20 prevê como base de cálculo para o imposto de importação não o valor de aquisição do produto. Min. Nos termos do art. 145. mas sim seu preço normal. 149).826/SP. Apelação da Fazenda Nacional improvida. por entender que a base de cálculo do referido tributo confundia-se com a base de cálculo do Imposto de Importação.. seguindo-se o exame preliminar e/ou conclusivo do valor declarado. 2º E.2007. Min. CF/88. Teori Albino Zavascki. Imposto de Importação. voltando-se para a análise das operações envolvendo mercadorias idênticas e similares. instituída pela Lei 2. 6.2007. § 2°. 10.Gatt.02. Juiz Catão Alves j. 4. na esteira do art. apenas a Taxa SELIC. Nesse sentido: REsp 888. DJ 08.002973-7/DF. o que é vedado pelo disposto no art.09. no julgamento do RE 167. DJU 04.992/PR. Humberto Martins.

2. é o preço normal que o produto..2006. Imposto de Importação sobre máquina. j. Legalidade. AGV 2006. 2ª T. II).02. artigo por artigo.02.. nem conflita com as disposições do Gatt.035700-7/RS. O STF já decidiu que a imunidade do art. observo que a liberação das mercadorias não esgota o objeto da ação mandamental. de 25 de abril 41 . para efeitos de isenção fiscal. 24. 1. tendo por premissa a proteção e fomento da indústria nacional. ou seu similar. art. rel.2003.04.. O Imposto de Importação possui evidente objetivo extrafiscal. AC 97. 3. pois. p. Agravo legal. ao tempo da importação.04. Importação indireta de veículos.437/92. Requisitos legais: arts. o valor da compra e venda. não prevalecendo. A Resolução 7 da Câmara de Comércio Exterior. c.00.. 3. Quanto ao descumprimento do art. DJU 09. A adoção como parâmetro. Valor.2007). restará constituído o respectivo crédito em favor da União Federal.06. alcançaria. j. de qualquer modo. não viola aquela regra.065749-6/SC. 848). Não se configura discriminação injustificada a adoção das listas de preços dos fabricantes quando se tratar de importação direta destes ou de empresas por eles credenciadas (TRF-4ª R. ainda que indiretamente. 05. § 3°.. DJU 28. 1°. Imunidade tributária. afete. depende da destinação da mercadoria importada e da política dos órgãos governamentais competentes. não se aplicando apenas aos tributos que têm o patrimônio. 1ª T. ou lugar de entrada do produto no País (CTN.01. Isenção do tributo por falta de similar nacional. Juiz Sérgio Renato Tejada Garcia. Tributário.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. na importação de veículos. Portaria 80/93.04. necessariamente.04. 9º e 14 do CTN. a renda ou os serviços como fato gerador. 1. da Lei 8. Caráter amplo do art. denegada a ordem e reconhecidos como devidos os tributos.07. Imposto de Importação. cabendo à impetrante saldar o débito.04.2003. da CF. DJU 26. Juíza Viviane Josete Pantaleão Caminha. 1ª T.494/97 c/c art. Ao Poder Judiciário está reservada a apreciação do ato deferitório ou indeferitório da isenção apenas sob a ótica dos princípios e formas que regem a Administração Pública e os atos administrativos. 150. 14. rel. p. dos valores constantes em publicações especializadas. VI.2007. 1° da Lei 9. mas também àqueles cuja incidência.46414-2/PR.2006. Tributário. c da CF tem caráter amplo. Agravo legal improvido (TRF-4ª R. 2. VI. tais quadrantes econômicos. inclusive ICMS e ISS que deve observar as regras do Acordo de Valoração Aduaneira (TRF-4ª R. j. AMS 2000. 20. 261). Juiz Joel Ilan Paciornik. quando a alíquota for ad valorem. A apuração de similaridade do produto importado com aquele fabricado no país. A base de cálculo do imposto de importação. em uma venda em condições de livre concorrência para entrega no porto. 150. rel..

portanto.. 253). que concede redução na alíquota dos produtos classificados na Nomenclatura Comum do Mercosul (NMC). 2ª T. o que indica que a base de cálculo não está incluída na esfera da discricionariedade consentida pelo legislador constitucional. contida no texto do art. O Poder Executivo pode. suprimir a expressão agora em demasia. A Constituição Federal de 1988. 25. O primeiro ponto a ser examinado quando se comenta o artigo em destaque é a parcial incompatibilidade de sua redação com a atual Constituição. Segundo o CTN. e lei que indique as causas determinantes do agir do Executivo. o Poder Executivo pode alterar as alíquotas e as bases de cálculo. DJU 14. sem o que a discricionariedade seria absoluta. porque não é possível haver alteração da base de cálculo ao talante do exeqüente. Apelação desprovida (TRF-4ª R. passando a arbitrariedade. p. 21 do CTN.2004.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.. COMENTÁRIOS A discricionariedade do Poder Executivo. AMS 2001.05.08. 42 . Art. no § 1° do art. Também é preciso que fique assentado o alcance da chamada discricionariedade do Executivo. 153. artigo por artigo. inclusive ICMS e ISS de 2002. Juiz João Surreax Chagas j. Só por lei pode ser feita a alteração.07. a fim de ajustá-lo aos objetivos da política cambial e do comércio exterior.007635-7/RS. porque não lhe cabe alterar as alíquotas do Imposto de Importação sem justificação. é inaplicável retroativamente. 21.2004.71. alterar as alíquotas ou as bases de cálculo do imposto. Faz-se necessário. rel. limita-se a autorizar a alteração das alíquotas. nas condições e nos limites estabelecidos em lei. Neste sentido encaminha-se a jurisprudência.

artigo por artigo. tem uma expectativa apenas quanto à manutenção da alíquota. A situação cria embaraços e. mas. principalmente quando a majora. por exemplo. ou seja. o julgado do TRF. ao obter uma guia de importação. A imediata vigência da legislação relativa às alíquotas do Imposto de Importação tem ensejado controvérsias que abastecem os Tribunais de demandas a cada alteração de alíquota. não pode ser rompida. até vexame financeiro. 43 . e jurídico. entrega da declaração ou manifesto de importação. Com efeito. é o momento físico do internamento no País. porque até o momento que antecede o desembaraço aduaneiro. instrumento de política econômica e cambial. TRF-3ª R. como.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. é possível haver mudança de alíquota. por exemplo. não submetidas as alterações de alíquota ao princípio da não-surpresa. em acórdão cuja ementa encontra-se ao final destes comentários (AC 00307889/SP. uma empresa. não poucas vezes. a não ser que se altere o fato gerador do imposto. como visto. quando é assinada a declaração. mesmo que frustrada seja a expectativa do importador.). Entretanto. quando do desembaraço. questão esta umbilicalmente atrelada à sua identificação que. A dinâmica da vida política e o objetivo maior deste imposto extrafiscal. inclusive ICMS e ISS Na doutrina. 3ª Região. alguns julgados rebelam-se contra o técnico tratamento. O STF tem sido rigoroso quanto à vigência da legislação do Imposto de Importação. por coerência de princípio. autorizam ontologicamente a excepcionalidade. muito se discute quanto à excepcionalidade do Imposto de Importação.

244. concedida por Resolução do CPA. 3º. tida como delegação legislativa. A isenção do Imposto de Importação. prevista na Lista Nacional Brasileira.1957. para a Taxa de Melhoramento dos Portos (TFRSúmula 165). A jurisprudência. ao alterar as alíquotas do Imposto de Importação. tendo o Brasil como signatário. não exclui a mercadoria da alíquota minorada de 1% (um por cento). da ALALC ou ALADI (STJ-Súmula 124). como exemplo de convenção o Gatt . inclusive ICMS e ISS Relevante indagação se faz pertinente. Os tratados e convenções assinados anteriormente à CF/88.08. hoje Secex. entretanto. de 14. sendo legítima a sua cobrança sobre a importação de mercadorias de países signatários do GATT. 44 . está obrigado a respeitar as tarifas internacionais a que se obrigou? Temos. A Taxa de Melhoramento dos Portos tem base de cálculo diversa do Imposto de Importação. substituído pela Organização Mundial do ComércioOMC. Naturalmente que os tratados e convenções internacionais devem ser observados pelo legislador ordinário. JURISPRUDÊNCIA Não contrariam a Constituição os arts. que definem as atribuições do Conselho de Política Aduaneira quanto à tarifa flexível (STFSúmula 404). da qual o Brasil é integrante. se não estiverem compatíveis com a Nova Carta. porquanto integram o elenco das normas tributárias. artigo por artigo. Muito se discutiu sobre as atribuições do antigo Conselho de Política Aduaneira. quanto à fixação das tarifas de importação. incumbiu-se de pacificar o entendimento de que a atribuição não poderia ser do Congresso Nacional e sim do Presidente da República.General Agreement on Tariffs and Trade. diante de alíquotas estabelecidas em acordos internacionais: o Executivo. celebrado em Genebra em 1947. não podem prevalecer. 22 e 27 da Lei 3.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.

Importação. Majoração de alíquota. Fato gerador do Imposto de Importação: a entrada do produto estrangeiro no território nacional (CTN. art. 150. Min. Fato gerador. Min. mesmo porque os motivos do decreto não vêm nele próprio. A motivação do decreto que alterou as alíquotas encontra-se no procedimento administrativo de sua formação. Súmula 4 do antigo TFR. 19). 1. A lei de condições e limites para a majoração da alíquota do Imposto de Importação. Pleno. Exigibilidade. j. Faculdade do art. art. Recurso extraordinário conhecido e provido (STF. Majoração de alíquotas do Imposto de Importação. a que se refere o art. Pleno. Recurso extraordinário conhecido e provido (STF.2001). IV. Motivação. Improcedência.04. § 1°. a Constituição excepcionou a regra inscrita no art. 153. Inaplicabilidade sobre os bens descritos na guia de importação.05. Imposto de Importação. III. Inexistência de norma constitucional. Imposto de Importação. Imposto de Importação: alteração das alíquotas. A lei de condições e de limites é lei ordinária.11. 2. Constitucional. a.1999). RE 225602/CE. 25. 153. § 1°. II. CF. que estabeleça ser a faculdade do dispositivo 45 . Maurício Corrêa. O que a Constituição exige. Carlos Velloso. Tributário. 17. a. 153. § 1°.03. No ponto. V. expressamente. Exigência de lei complementar. Tributário. A vigência do diploma legal que alterou a alíquota do Imposto de Importação é anterior à ocorrência do fato gerador do Imposto de Importação. rel. é que a lei que institua ou que majore tributos seja anterior ao fato gerador. 23 do Dec. 150. é a ordinária. rel. 19 do CTN. I. Ato. inclusive ICMS e ISS Recurso extraordinário.1998. visto que lei complementar somente será exigida quando a norma constitucional expressamente assim o determinar. o decreto que alterou as alíquotas é anterior ao fato gerador do Imposto de Importação. RE 224285/CE. assim determinar. DJU 28. § 1°. Alíquotas majoradas pela Portaria Ministerial 201/95. Tributário.-lei 37/66 com o art. A motivação do decreto que alterou as alíquotas encontra-se no procedimento administrativo de sua formação. Alíquotas. Majoração de alíquota. Compatibilidade do art. Constitucional. Alegação insubsistente. 146. Aplicabilidade da Lei 3. 3. artigo por artigo. Motivação. III. art. Imposto de Importação. Decreto. No caso. atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei: CF. III. Decreto. por ato do Executivo. DJU 06. Majoração por ato do Executivo. no art. da Constituição Federal. Ausência de motivação e inadequação da via legislativa.1999. que se operou com a entrada da mercadoria no território nacional. da Constituição Federal. e art.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Alegações improcedentes. j. 153. ou legal. dado que a lei complementar somente será exigida se a Constituição. II.244/57 e suas alterações posteriores.

Proibição ditada pela Portaria 8. 2ª T. RE 222330/ CE. Moreira Alves. Min. de 13. Inocorrência de ofensa ao princípio isonômico no fato de não ter sito autorizada a importação de veículos usados. I. como um todo.1991. DJU 29. 20. ao produto de origem estrangeira. DJU 28. T. pelo art. no caso. Recurso conhecido e provido (STF.04. Competência do Ministério da Fazenda para indeferir pedidos de Guias de Importação no caso de ocorrer a possibilidade de a importação causar danos à economia nacional. STF. rel. j.. 1ª T. No mesmo sentido: STF. j. Tributário. artigo por artigo. Recurso extraordinário conhecido e provido (STF 1ª. Recurso extraordinário conhecido e provido (STF. II.954-3. 21. DJU 28. 21.1999. única hipótese em que a vedação da importação aos automóveis usados poderia soar como discriminatória.03. Ilmar Galvão. III.06.1998..05. A importação de produtos estrangeiros sujeita-se ao controle governamental. p. porque não demonstrado que a abertura do comércio de importação aos automóveis tenha o fito de propiciar o acesso da população. RE 225655. não obstante permitida a importação de veículos novos.. Min.04.03. se revela consentânea com os interesses fazendários nacionais que o art. rel.. 1ª T. rel. considerável parcela dos indivíduos continuaria sem acesso aos referidos bens. Importação: veículos usados. Min.1998. Entendimento inaceitável. Inteiro descabimento da exigência de motivação do ato pelo qual o Poder Executivo exerce a faculdade em apreço. por óbvio o objetivo de ajustar as alíquotas do imposto aos objetivos da política cambial e do comércio exterior (art. ao revés. Min. RE 225655. Discriminação que. Importação de automóveis usados.1999.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 10. inclusive ICMS e ISS constitucional sob enfoque de exercício privativo do Presidente da República. j.2000. não fosse certo que. 237 da CF teve em mira proteger.2000).05. Limites e condições da alteração das alíquotas do Imposto de Importação estabelecidas por meio de lei ordinária. 1ª T. no julgamento do RE 203. 3° da Lei 3. Administrativo. Alegada afronta ao princípio constitucional da isonomia. guarda perfeita correlação lógica com a disparidade de tratamento jurídico estabelecida pela norma impugnada. RE 46 . ademais.03. 11. como exigido pelo referido dispositivo constitucional. do Ministério da Fazenda. Ilmar Galvão.04. j. Orientação firmada pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal.2000. a qual. rel. j. em pretenso prejuízo das pessoas de menor capacidade econômica.2000. Constitucional. 19). RE 22106 1/CE. Ilmar Galvão. ao investir as autoridades do Ministério da Fazenda no poder de fiscalizar e controlar o comércio exterior. 21 do CTN). ainda assim.244/57. DJU..

2. Veículo estrangeiro. Recurso especial não conhecido (STJ.03.1998. j. 19 e Dec. 2ª T. RE 156.907). DJU 08.1997. Min. permitindo aos Estados instituir alíquota menor. para consumo próprio. 16). 19/CTN e os arts. Carlos Velloso. p. Garcia Vieira. Lei que fixou a respectiva alíquota com base na alíquota máxima estabelecida na Resolução 129/79 do Senado Federal.. j. Improcedência da alegação. 11. Recurso não conhecido (STJ. É irrelevante o fato de ter sido expedida a guia de importação antes da chegada da mercadoria em nosso território. rel. DJU 27.03.-lei 37/66. o tributo é devido à base da legislação aplicável no momento do registro da declaração de importação. salvo no ponto em que fixou um limite intransponível. 23 e 24 do Dec. inexiste incompatibilidade do art.05.03. Consoante entendimento do Excelso Pretório. O contribuinte não tem direito ao regime fiscal vigente na data da emissão da guia de importação. Imposto de Importação..11. rel. Alegada ofensa ao art. Estado do Paraná. é indiscutível a conotação constitucional da matéria que não comporta exame em sede de recurso especial. j. 19). p.1998. p. 3. 104).1998.1997. 25.1998. Chegada em território nacional. Compatibilidade. 47 . 155. Alíquota aplicável. Recurso provido (STJ. da CF/88. DJU 29. artigo por artigo.1997. aplicando-se a alíquota da época. p. 151).564/PR. Tributário.06. Recurso não conhecido (STF. mas antes da chegada da mercadoria no território nacional. 24. Imposto de Importação. O fato gerador do tributo incidente na importação de produto estrangeiro. Fato gerador. Min.02. Min. rel. j. IV. Peçanha Martins. Imposto de Importação. Min. §2°. 05. rel.. 34. Irrelevância. Tributário. 1ª T. 1. Se sobrevém aumento da alíquota da referida exação após a expedição da guia. CTN. Min. porque o fato gerador do Imposto de Importação de produtos estrangeiros é a entrada destes no território nacional (CTN. REsp 157493/SP. 1ª T. art. tendo em vista o disposto no art. ICMS. Guia de importação. Alíquota. 4. 2ª T. DJU 04. Aumento. § 5°. REsp 165364/RS. inclusive ICMS e ISS 208256/CE.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Ari Pargendler.11.1998. do ADCT/88.05. art. rel. Ilmar Galvão.-lei 37/66. 17. Além de o recorrente não ter contestado esse fato. j. 03.06. DJU 06. o aumento atinge esta operação. Compatibilidade da referida Resolução com o novo regime constitucional..1998. ocorre no momento do registro da declaração do importador. REsp 171853/SP.1999). Operações de exportação.

O IPI incide sobre produtos industrializados no exterior. DJU 29. inclusive ICMS e ISS Mandado de segurança. 1. de 1995.03.2001. 24. DJU 04. Importação de veículo. para fins de cálculo do Imposto de Importação. AMS 96. Tributário. j. o veículo ingressou em território nacional antes da sua publicação. 3ª T.427/95 . Juiz Olindo Menezes.. art. p. Tributário. 19. sem que se possa falar em direito líquido e certo violado.revogado pelo Decreto 1. podendo sobre ela deliberar a autoridade apontada coatora. Se nessa data vigora nova alíquota [70% . p.-lei 37/66. não é inconstitucional. Alteração da periodicidade do índice estabelecido para a taxa de câmbio. I). Dec. Ordem denegada (STJ. Possibilidade. 2. 116. opera-se a sua incidência. assim. mas reflexo. Imposto de Importação.03. 18. Majoração de alíquota. opera-se a sua incidência. Importação de veículo novo. e. 1.081). 23).Decreto 1. 1.427/95 .Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.1996. 2. rel. na diretriz do CTN (art. 19.07. artigo por artigo. CTN). AMS 96. 25. o considera ocorrido na data do registro da declaração de importação na repartição aduaneira (Dec.. 1. 116. Majoração de alíquota.. na diretriz do CTN (art. mesmo que a entrada física da mercadoria [automóvel] no país tenha ocorrido anteriormente. 50). DJU 12.14549-4/MG. I).427.lei 37/66.06. 3ª T. ficou o Poder Executivo autorizado a determinar a periodicidade de fixação da taxa de câmbio. ICMS. mesmo que a entrada física da mercadoria [automóvel] no país haja ocorrido anteriormente.revogado pelo Decreto 1. Min.1998. o considera ocorrido na data do registro da declaração de importação na repartição aduaneira (Dec. mas a lei ordinária. Castro Filho. Com o advento da Lei 8. mas a lei ordinária. hipótese em que o fato gerador 48 . O Imposto sobre Importação tem como fato gerador a entrada do produto no território nacional (art. 1ª S.981/95. mas.. Imposto de Importação. rel. Imposto de Importação. Majoração de alíquota. O Dec. j. CTN). de sorte que o aumento da base de cálculo verificado pela alteração da periodicidade da aplicação da taxa não foi direto. na hipótese. A taxa de câmbio é fator econômico.471/95]. O Imposto sobre Importação tem como fato gerador a entrada do produto no território nacional (art.13742-4/MG.06. 55).427 [revogado pelo Dec. j.471/95]. IPI sobre produto importado. p.Decreto 1. MS 6141/DF. 23). 1.1996. de 29.2001.01.06.01. Provimento da apelação e da remessa (TRF-1ª R. Tributário. Se nessa data vigora nova alíquota [70% .04.. Imposto de Importação. a alíquota a ser aplicada é a data do fato gerador do imposto de renda – a entrada da mercadoria estrangeira no território nacional (TRF.1ª R. 52. art.1998.471/95]. A variação cambial não integra a alíquota ou a base de cálculo daquele tributo.1995.

Adicional. CTN). foi conferida ao Poder Executivo. a jurisprudência condensada na Súmula 577 do Supremo Tribunal Federal (RE 193. Pleno. § 1º). 25. rel. DJU 12. 3ª T. Alteração de alíquota.05.. para ajustar a política cambial. 18. p. Tributário. em face da Constituição de 1988. ainda. Precedente do Tribunal (Argüição de Inconstitucionalidade na AMS 37.02. 4. § 1°.05052103/CE.427/95 [revogado] e 1.06. 153.1998. A faculdade de alteração das alíquotas do Imposto de Importação. Decs.00. 153 da Constituição Federal. artigo por artigo. A emissão da guia de importação não se confunde com o fato gerador do imposto sobre a importação de produtos estrangeiros (TRF-5ª R.870/CE. CF). para atender a finalidade pública. II. 3ª T. I.05. O Imposto de Importação é um tributo em que se permite. a majoração de alíquotas. a título de adicional de imposto de 34% sobre o valor das importações de tecidos artificiais e sintéticos originários da República da Coréia. Não há inconstitucionalidade na cobrança do imposto. j. rel. AMS 1997. nos termos do § 1° do art.134). Inobservância dos limites e condições estabelecidos em lei complementar. Argüição de inconstitucionalidade da Portaria 50/94. Só a lei complementar pode fixar as condições e os limites permitidos ao Executivo. Tributário. rel. que exige 49 . Improvimento da apelação (TRF-1ª R.391/95 e 1.427/95 [revogado pelo Decreto 1. 153. DJU 04.03. Portaria 50/94. 18. que instituiu sobretaxa.1996. INAMS 94.1996.471/95].. Tributário.6309/SP). Ausência de motivação. j..01.1998. DJU 22. p. dentro dos limites previstos em lei.026626-7/BA. O ato administrativo deve. 3.46994/PE. Não se deve estender a exigência de lei complementar a hipótese não prevista na Constituição. art. j. Princípio da anterioridade. 811). inclusive ICMS e ISS se dá com o seu desembaraço aduaneiro no território nacional (art. Decs.471/95. Juiz Ridalvo Costa. Imposto de Importação. para alterar as alíquotas do Imposto de Importação.03. p.1998. I. 79). e não apenas ao Presidente da República. 46. 1. REO 95..03. com a indicação objetiva das condições estabelecidas em lei (CF. não mais prevalecendo. estar necessariamente motivado. do Ministro da Fazenda. É da própria essência da atividade administrativa. 1. Na mercadoria importada. Imposto de Importação. Imposto de Importação. Constitucional. é legítima a cobrança de ICMS por ocasião do despacho aduaneiro. Juiz Ridalvo Costa. 2.817-RJ e RE 192. 1. sem a observância ao princípio da anterioridade (art.. Juiz Olindo Menezes. Fato gerador.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. para que o Executivo possa alterar a alíquota do II (TRF-5ª R. relator designado: Juiz Castro Meira). a alteração de alíquotas no tocante ao Imposto de Importação. 29.1998.

1995. p. 108. Entrada de mercadoria importada no território nacional em data posterior à vigência do Dec.1997.471/95].142).2000.2005. rel. rel.10. Recurso especial conhecido e provido (STJ. 1. Constitucional. Súmula 97/TFR. feita por ocasião do desembaraço aduaneiro. 50 . Juíza Ana Scartezzini. DJU 01. 1ª T. 4. Imposto de Importação. Tributário. j. Honorários advocatícios fixados em 10% (dez por cento) sobre o valor da causa (TRF-4ª R. 1. Imposto de Importação..371). Incidência. Tributário.08. 3. Majoração da alíquota.04. inclusive ICMS e ISS agilidade e presteza. 08. p. Veículos automotores. portanto deve ser aplicada a alíquota prevista em seu bojo. Fato gerador.05726/ SC. o qual se inicia como registro da declaração de importação. 1. III. O fato gerador do Imposto de Importação perfectibiliza-se com o desembaraço aduaneiro.. 22.2001. que abrange a base legal e os fatos que lhe deram origem. de 1995. Agravo regimental. Decs. de 29 de março de 1995 [revogado pelo Dec. não gera ato jurídico perfeito ou direito adquirido à aplicação da alíquota vigente ao tempo de sua emissão. AMS 96. 2ª T. Exige-se expressa motivação as resoluções do Conselho de Política Aduaneira.427/95. Desembaraço aduaneiro. Agravo regimental em recurso extraordinário.457/75. Secex].004067/SP. 17. rel. Matéria dirimida pelo Pleno deste Tribunal. Min. Min. Castro Meira. Tributário.05.09.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Impostos de Importação e Exportação. Incidência do imposto com a alíquota majorada. Majoração de alíquota. artigo por artigo. Tributário. 2. Constitucionalidade do diploma legal editado pelo Poder Executivo Federal.03. Decs. tendo em vista o fato gerador do tributo. REsp 157162/SP. 2.02. 1. rel. 2. Legalidade. Na hipótese o desembaraço ocorreu na vigência do Decreto 1. j.427 [revogado] e 1. DJU 25.471/95]. 03.. Fato gerador. O momento da ocorrência do fato gerador do Imposto de Importação é o registro da declaração de importação. Acórdão sintonizado com a jurisprudência do STJ e do STF. 1997. j. Agravo regimental não provido (STF 2ª T. DJU 16.1995.391/95 e 1. para a fixação de pauta de valor mínimo para a incidência de tributos.. AC 92. DJU 10.427/95 [revogados pelo Dec. j. 1.427. 366). Conselho de Política Aduaneira [hoje. IV Apelação improvida (TRF-3ª R. 73. p.. RE-AgR 252008/SP. Ocorrência. Maurício Corrêa. Fato gerador.471. Veículos.08. p. 1. Imposto de Importação. 3ª T. Juiz Vladimir Passos de Freitas. Verba honorária. A declaração de importação – atual denominação da guia de importação -. 137).12. Res..2005. 1.08.

-lei 37/66). Min.471 e 1.. A simples existência de ‘painel’ no âmbito do GATT. oriundo da CEE. Caráter de extrafiscalidade.CEE. rel. Recurso especial. DJU 09.02.05. 28.03. Adicional do Imposto de Importação. 2ª T. A faculdade de alteração das alíquotas do Imposto de Importação foi concedida ao Poder Executivo e não apenas ao Presidente da República.2005. artigo por artigo. p. 201). 23 do Dec. j. sendo válida. Majoração da alíquota.2006. não provido (STJ. Tributário e processo civil. DJU 21.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. o fato gerador não ocorre no momento do embarque da mercadoria no exterior. CF/88 [rectius: § 1°]). de 1995. Veículo. Imposto de Importação. quando a orientação do Tribunal se firmou no mesmo sentido da decisão recorrida’ (Súmula 83 do STJ). CF/88 [rectius: § 1°]. 2ª T. Não se deve estender a exigência de lei complementar para hipótese não contemplada pela Constituição Federal. p. Francisco Peçanha Martins. Juiz Lindoval Marques de Brito.. 1. Alteração de alíquotas através de portaria 51 . rel. Min. Precedentes do STF 4. j.490. AgRg no Ag 470904/RJ. rel. Importado.2001.2006.427. Leite em pó importado da Comunidade Econômica Européia . não exime o contribuinte de recolhêlo. nessa parte. 1. Acórdão em harmonia com a jurisprudência dominante do STJ. mas sim quando do registro da declaração de importação na repartição aduaneira (art. Lei complementar. Art. 2. sendo irrelevante o regime fiscal vigente à data da emissão da guia de importação. 3.. Súmula 83/STJ. REsp 173492/PR. Portaria ministerial.2002. Fato gerador. 153. Agravo regimental improvido (STJ. sob a forma de adicional de Imposto de Importação sobre o leite em pó. ‘Não se conhece do recurso especial pela divergência. 19. 2ª T.. Constitucional e tributário. O fato gerador do tributo incidente sobre mercadorias importadas do exterior ocorre quando da sua entrada no território nacional e. inclusive ICMS e ISS Precedentes. Dissídio jurisprudencial. Tributário.01. Aplicação de entendimento sumulado da Corte. parágrafo único. da data do registro da declaração de importação na repartição aduaneira. Não padecem de ilegalidade os Decs. portanto. 300). 153. de forma que alíquota vigente nesta data é a que deve ser aplicada para o cálculo da exação. 1. Direito compensatório. 2. AMS 9501014568/ BA. Apelação improvida (TRF-1ª R. 15. 3. João Otávio de Noronha. Imposto de Importação. Recurso especial parcialmente conhecido e.2005. 4). ‘Painel’ no âmbito do GATT. p. DJU 22. Cuidando-se de importação de mercadoria para consumo. Súmula 83/STJ.06. Tributário. parágrafo único. 1. a portaria ministerial correspondente (art. na hipótese de ser destinada a consumo. Legalidade. j.02. contestando a imposição do direito compensatório.

2. como é o caso da Portaria 314/94. permanecerão válidas até 31. j. Alteração de alíquotas através de portarias ministeriais. 4º do Dec. b. Compete ao Poder Executivo. mediante ato do Poder Executivo. j.2002. inclusive ICMS e ISS ministerial. 150. Mandado de segurança. a produção dos seus efeitos ocorrem já na vigência de nova regulamentação. 1. o que possibilita a alteração de suas alíquotas. Ao contrário. O fato gerador do Imposto de Importação ocorre com a entrada da mercadoria no território nacional. da Comissão de Política Aduaneira [hoje. do Dec. alterar as alíquotas do Imposto de Importação.. AMS 7220/RJ. aquelas que possuam prazo de validade determinado.343/94 [revogado pelo Dec. III. concernente ao imposto de importação.. fato esse que se concretiza quando do registro da guia de importação junto à autoridade fiscal competente. Remessa necessária e apelação providas.767/95].09.2002.343/94. 1. do Dec. Tributário. Secex].Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. conforme constitucionalmente definido nos arts. DJU 15.09. 17. 1. p. 6ª T. 153. Juiz França Neto. a exceção prevista no art.343/94 só alcança as mercadorias descritas na guia de importação 8194/2571-6. p.2002. desde que respeitados os limites legais.03. preponderando a finalidade da intervenção do Estado no domínio econômico. Interpretação do art. O Imposto de Importação reveste-se de caráter extra-fiscal e por tal razão a sua arrecadação tem importância secundária.2002. Inocorrência. haja vista a sua função essencialmente extrafiscal. Assim. Imposto de Importação. 17. e tal conduta não importa em ofensa ao princípio da legalidade tributária. desde que respeitados os limites legais. do Dec. Juiz França Neto.10.. 197). Cabe ao Poder Executivo. Legalidade.343/94.10. 52 . § 1° da CF/88. Resolução 01-0449/83.1995. no decorrer do exercício financeiro. Aplicação do art. AMS 15544/RJ.. 200). Nos termos do art. 1. Apelação improvida. à unanimidade (TRF-2ª R. rel. Invalidade. Tributário. Majoração de alíquota. Fato gerador que se configura após a publicação da portaria. rel. 1. à unanimidade (TRF-2ª R. estão sujeitas às alterações das alíquotas de importação introduzidas pelo art. Imposto de Importação. 3. Na hipótese de o fato gerador se concretizar após a publicação da Portaria 938/91. 4°. 4°. 1. as alíquotas do Imposto de Importação estabelecidas em portarias ministeriais. Irretroatividade. alterar as alíquotas do Imposto de Importação e tal conduta não importa em ofensa ao principio da legalidade tributária. O Imposto de Importação constitui-se em importante instrumento de política econômica e comércio exterior. que não tenham termo final. 6ª T. artigo por artigo. Assim. 1°. é irrelevante a data da expedição da guia de importação para os efeitos de concretização do fato gerador. 1. DJU 15.

da Comissão de Política Aduaneira.99 da TAB.2006.02. 1ª T. 10. p. v. diante disso.03. 3° e parágrafo único do art. haja vista a sua função essencialmente extrafiscal. o que possibilita a alteração de suas alíquotas. Tributário.1995. Resp 40719/SP. DJU 28. a impetrante importou película plana para reprodução fotográfica. 6ª T. com fulcro no parágrafo único.1999.u.2003.06. DJ 19.061370-8.. 3°. Alteração de alíquotas. para a alteração de alíquota de produtos não constantes do edital em questão. v. 7. produto não constante do edital supracitado. 8.042/82 convocou os interessados na discussão da alteração de alíquota do Imposto de Importação. STJ. 22. Possibilidade. uma vez que. 4°.. exige-se a realização de prévia audiência entre os interessados nas principais praças do país (art.u. Des.01. rel. o ato administrativo deveria ser fundamentado. Min.03. Princípios da segurança jurídica e do direito adquirido. Ato do Poder Executivo. AMS 138242/SP. relativamente à película plana. Para a alteração de alíquota de produto cujo nível tarifário venha a se revelar insuficiente ou excessivo ao adequado cumprimento dos objetivos da tarifa ou cuja produção interna for de interesse fundamental estimular (letras a e b. Ofensa não caracterizada. Invalidade da Resolução 01-0449/83.244/57.. DJU 15.-lei 63/66. da mesma lei). artigo por artigo.06. Juíza Consuelo Yoshida.99 da TAB. Declaração de importação.. Precedentes (STJ. A alteração de alíquota do Imposto de Importação pela Comissão de Política Aduaneira somente deve ocorrer dentro das hipóteses previstas no art. Demócrito Reinaldo. 5..244/57). 1ª T. REOMS 89. Fed. mediante ato do 53 . Imposto de Importação. 622). Milton Luiz Pereira. 22. do Dec. Mairan Maia j.. com indicação dos motivos que ensejaram a necessidade do aumento de alíquota.2003). Decorrer do exercício financeiro. mediante a criação de um destaque ‘EX’ à posição 37..-lei 63/66). rel.08.1999. da Magna Carta. do art. 08. DJ 30. j. 1. Motivação e finalidade do ato. rel. do Dec. Registro na repartição aduaneira. da Lei 3. 4. A majoração de alíquota sem a prévia audiência aos interessados somente é possível quando ocorrerem motivos econômicos de ordem global (art. Apelação e remessa oficial improvidas (TRF-3ª R.01. REsp 170050/SP. Garantias à livre iniciativa e ao livre exercício da atividade econômica. da Lei 3.07. 22..2006.. própria para a reprografia heliográfica.06. 18. 6ª T. do art. Min. inclusive ICMS e ISS § 1° e 153. 22. 4°.244/57 e art. Função extrafiscal.03. 3. Fato gerador. 6.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. I.04. da Lei 3. rel. O Imposto de Importação constitui-se em importante instrumento de política econômica e comércio exterior. A Resolução 01-0449/83. de 15% para 45%. O Edital 1. 9. j. No caso vertente. TRF-3ª R. aumentou a alíquota do Imposto de Importação para todos os produtos classificados na posição 37. por falta de motivação. da Comissão de Política Aduaneira. § 1°. 2.

2. 1. permitindo-se a alteração de suas alíquota conforme exija a política do comércio exterior. § 1° e 153.. Interpretação sistemática do art. § 1°). rel. ou mesmo a data de desembarque desta no território nacional. a data do embarque da mercadoria no país de origem. Alíquota zero. do Dec. 550/92 estipula o imposto aduaneiro. não deve prevalecer. que alterou o código NCM .08. por conseqüência. Juíza Consuelo Yoshida. 5. artigo por artigo. 6ª T. DJU 30. Imposto de Importação: produtos oriundos de país integrante do Mercosul. inclusive ICMS e ISS Poder Executivo. p. A Resolução 35.. é forçoso reconhecer que se mostram irrelevantes a data da celebração do negócio efetuado. pois a alíquota do Imposto de Importação a ser aplicada é aquela referente à norma vigente no momento em que efetuado o registro da declaração de importação para o desembaraço das mercadorias na repartição alfandegária. 2..12. a alteração das alíquotas do Imposto de Importação (art.2005. O momento determinante para ocorrência do fato gerador do Imposto de Importação é aquele em que efetivado o registro da respectiva declaração no órgão aduaneiro competente. p. rel. 3. porquanto ainda não aperfeiçoado o nascimento da obrigação tributária em questão.2005. 54 . A Constituição Federal faculta ‘ao Poder Executivo. I. Apelação improvida (TRF-3ª R. considerando-se que tem o referido tributo natureza extrafiscal. O Dec. 3.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Agravo de instrumento improvido (TRF-3ª R. editada pela Câmara de Comércio Exterior. Partindo-se dessa premissa. AG 211104/SP. por órgãos ministeriais.-lei 37/66.Nomenclatura Comum do Mercosul . para as importações de conversores catalíticos produzidos em país integrante do Mercosul. de 18 de dezembro de 2002.. deveria pressupor a existência de lei expressa. b. 7. 4. 14. Inexistência de violação aos princípios da motivação e finalidade do ato e às garantias constitucionais do incentivo à livre iniciativa e livre exercício da atividade econômica. a alíquota do tributo. A eventual alteração da alíquota da referida exação. Direito tributário. j. Precedentes do Excelso Pretório. STJ e 6ª Turma desta Corte. 4. conforme constitucionalmente definido nos arts. da Magna Carta. bem como de decreto presidencial correlato. não há que se falar em ofensa aos princípios da segurança jurídica e do direito adquirido. se não efetivado o respectivo registro da declaração de importação. com base em alíquota zero. Da mesma forma. As normas instrumentalizadas em decreto têm precedência sobre aquelas veiculadas por meio de instruções ou resoluções ministeriais. III.e. Juiz Fábio Prieto. 478). DJU 27. E. 5. no decorrer do exercício financeiro.2005. j. sob pena de violação ao Sistema Tributário Nacional. 4ª R. 19. 6. atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei’. AMS 176748/SP.2006. 6.11. 150. § 1°. 258). 23 e 44. 153.01. do CTN e arts. 31.

1. DJU 10.244/57. Apreciação na via administrativa.020401-0/RS. Irrelevante na definição da lei tributária que incidiu sobre a operação de importação a data em que a impetrante havia firmado negócio jurídico com a empresa sediada no exterior.-lei 37/66 e o art. Majoração. impende-se seguir a orientação firmada posteriormente pelo Supremo Tribunal Federal no bojo do RE 222330/CE. Aspecto temporal. artigo por artigo. 22.427/95 [revogado] e 1. 5°.391/95 [revogado]. os arts. 23 do Dec. A Lei 3. ao julgar o RE 225. 6° e 7° do Dec. O art. o art. O Plenário desta Corte. 2ª T. Alíquota majorada.2003. 55 . 1ª T. Legítima a tributação na alíquota majorada pelo Dec. Tributário. Imposto de Importação. p. 23 do Dec.-lei 63/66. Produto sem similar nacional.-lei 37/66 estabelece o aspecto temporal da regra de incidência do Imposto de Importação como sendo a data do registro da declaração de importação para o desembaraço na repartição aduaneira. 3°. Imposto de Importação. Constitucionalidade dos Decs. que majorarão a alíquota de importação. 769)..2003.2006. 04. 2. em relação ao IPI. DJU 05.602. AC 1998. publicado no DJ 11. em seu art. A respeito da matéria em apreço. de 1957. o que é demonstrado pelo contribuinte interessado. Juiz Leandro Paulsen. Ausente o ato normativo de redução da alíquota.10.244/57.01. decidiu. 19 do CTN.199/71. Embargos declaratórios.471/95.1999.376/97 (TRF-4ª R.076039-0/PR. Juiz Leandro Paulsen. Não há qualquer incompatibilidade entre o art. A autorização legal para redução de alíquota é exercida pelo Executivo mediante procedimento em que se analisa a existência ou não de similar nacional. AC 2004. e se verifica a pertinência da medida para ajuste aos objetivos da política cambial e do comércio exterior.11.04. Fato gerador.471. no qual se declara a constitucionalidade dos decretos em comento.-lei 1.06.04. 1. Lei 3. 4° do Dec. trazendo.1999.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. rel. Ministro Moreira Alves. 4° da Lei 3.. Registro da declaração. não estabelecem a redução de alíquota ou a isenção dos produtos sem similar nacional. rel.04. 1. rel. Processual civil. diferentemente do afirmado. simples autorização para que tal ocorra. 25. Alíquota. este último artigo alterando a redação do art. No mesmo sentido. Por sua vez.2006.427 e 1. Majorações da alíquota. por unanimidade de votos: Constitucional.244. Imposto de Importação.. consoante se verifica no teor da ementa transcrita: ‘Imposto de Importação. não há como considerá-la como se fosse alíquota zero se havia outra alíquota vigente para o caso quando da ocorrência do fato gerador (TRF-4ª. Fato gerador. 615). p. j. Dec.01. inclusive ICMS e ISS Tributário. estabelece as condições e os limites para alteração das alíquotas do Imposto de Importação. datado de 20.05. Decretos 1. j. sim. ambos de 1995.

091). Fato gerador do imposto de importação: a entrada do produto estrangeiro no território nacional (CTN. art. II. Majorações da alíquota do Imposto de Importação. 23 do Dec. 1ª T. como.09. 146. 25. em que se firmou a constitucionalidade dos Decs. Constitucional e tributário.2006. 19 do Código Tributário Nacional. é que a lei que institua ou que majore tributos seja anterior ao fato gerador. as alíquotas é anterior ao fato gerador do imposto de importação. III. No ponto.471. 3.471/95. Juiz Ubaldo Ataíde Cavalcante. pelo que há de ser exercida sempre que seja necessária a alteração para ajustar o imposto aos objetivos da política cambial e do comércio exterior. 19). 153. artigo por artigo. I. merece ser prestigiado. rel. 150. a Constituição excepcionou a regra inscrita no art. Tributação extrafiscal. p. Art. rel. no art. o momento do fato gerador do imposto de importação é a entrada da mercadoria no território nacional. atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei. decisum este que. A lei das condições e de limites é lei ordinária. mesmo porque os motivos do decreto não vêm nele próprio. Juiz Ubaldo Ataíde Cavalcante j. divergiu o acórdão recorrido.2006.1999. II. majoração por ato do Executivo. aliás.. DJU 06. Súmula 4 do antigo TFR. da CF/88. Apelação e remessa oficial providas (TRF-5ª R. art. De acordo com o art.1999.427 e 1. porém. 1. 22. Embargos declaratórios acolhidos para dar provimento à remessa oficial (TRF-5ª. Essa orientação se aplica aos Decs. 1. III. Importação: alíquotas. Compatibilidade do art. e não o seu embarque. Motivação.-lei 37/66 com o art. 56 .. Imposto de Importação: alteração das alíquotas. 150. 153. 19 do CTN. p. o decreto que alterou. consubstancia poder discricionário.o importador ou quem a lei a ele equiparar. IV O que a Constituição exige.. já a aplicou ao Decreto 1.03. 1ª T. 2. CF art.08. CF. Assim. A motivação do decreto que alterou as alíquotas encontra-se no procedimento administrativo de sua formação. No caso. III. mesmo sem eficácia erga omnes. a. DJU 27. j. ambos de 1995. expressamente.105).Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. § 1°.427/95 e 1. Imposto de Importação: fato gerador. assim determinar. Acompanha-se a orientação traçada pelo Pretório Excelso. Ato. § 1°. AMS 63969/AL. 1. 14. 1. 153. EDREO 5132001/CE. inclusive ICMS e ISS Tributário. nos termos do art. a e art. V RE conhecido e provido.285. § 1°. Recurso extraordinário conhecido e provido’. Contribuinte do imposto é: I . dado que a lei complementar somente será exigida se a Constituição. A faculdade atribuída ao Poder Executivo para alterar alíquotas dos impostos com finalidade extrafiscal. por ato do Executivo.427/95 a decisão tomada no RE 224. Dela.10.

tais como o arrematante de mercadoria estrangeira leiloada. na responsabilidade em sentido amplo pode haver ou não a exclusão do contribuinte. Dec. Dentre os responsáveis. parágrafo único.-lei 37/66). definido no mesmo diploma como sendo “aquele que tem relação pessoal e direta com a situação que constitui o fato gerador da obrigação tributária respectiva”.-lei 37/66).-lei 37/66 (art. o depositário. São eles o transportador. a quem a lei impõe o gravame e. 31) indica espécie sui generis de sujeito passivo que. imputando-lhe a obrigação de pagar. o qual responde juntamente com o contribuinte (art. de tal forma que passa a ser tratado como se contribuinte fosse. o destinatário de mercadoria estrangeira remetida pelo correio e os adquirentes de bens nas localidades dos entrepostos aduaneiros. inclusive ICMS e ISS II abandonados. 32.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. bem assim outras pessoas indicadas na legislação pertinente (art. dentre outros. assume a obrigação ex vi lege. 57 . Enquanto a solidariedade impõe mais um contribuinte. - o arrematante de produtos apreendidos ou COMENTÁRIOS Contribuinte. 32. distinguem-se os solidários e os responsáveis por expressa designação. Ao lado do contribuinte natural ou equiparado. Dec. artigo por artigo. não sendo importador. sem exclusão do primeiro. mesmo não sendo importador. Além do contribuinte indicado no art. o Dec. o cessionário. Responsável solidário é o adquirente ou cessionário de mercadoria com isenção ou redução fiscal. há ainda o responsável tributário. 22 do CTN. ao mesmo se equipara. O responsável designado não sofre indicação aleatoriamente e sim por estar vinculado ao contribuinte de alguma forma.

. deduzido apenas o percentual correspondente à quebra natural (0. Min.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. os tabeliães e os sócios. 153. 7. 2°). 529. 2. § 2°. a responsabilidade do arrematante. p. 1ª T.1. 4°. 60. Quebra. Responsabilidade das empresas armadora e a fretadora do navio transportador. 3°. com a Emenda Constitucional nº 1/69].06. por quebra de peso da carga. RE 112853/RS. e 169). da CF [CF/67. inocorrente. os administradores de bens de terceiros. por exemplo. o inventariante. DJU 28. 104. do Dec. Recurso extraordinário da afretadora. Transporte marítimo de produto a granel. se foi ele que deu início ao desembaraço aduaneiro. XI.lei 37/66 (arts. artigo por artigo. 582. Acórdão recorrido que condenou as rés ao pagamento do valor do prejuízo da importadora. É interessante observar.575). rel. presumida a ausência de culpa do transportador. inocorre a responsabilidade para o recolhimento do tributo na importação. com alegação de negativa de vigência dos arts. Tributário. No caso.218. de dissídio com as Súmulas 261 e 535 e com outros julgados. responde o importador pelo que sobejar da dívida. Instrução Normativa 12/76. Lei 6. j. 617 e 711 do Código Comercial [os arts. Na hipótese. Dissídio com as súmulas e julgados paradigmas não caracterizado (art. 6° e 9° e.1987. Dec. Imposto de Importação. mesmo como contribuinte equiparado. Recurso extraordinário não conhecido (STF.6%). 5°. JURISPRUDÊNCIA Transporte marítimo internacional de granel sólido. caso o preço do bem leiloado não cubra a dívida fiscal. não desonera o importador. Responsabilidade tributária. a negativa de vigência dos dispositivos focalizados. parágrafo único. perante a destinatária (empresa importadora).Código Civil]. 103. 48. 102. 102. que. mantendo-se a quebra dentro do limite admitido como natural pelas autoridades fiscais. os síndicos da massa falida.-lei 116/67. Sydney Sanches. 322 do RI [redação anterior à Emenda Regimental 21/2007] e Súmula 291).562/78 (art. do CPC.406/2002 .1987. inclusive ICMS e ISS Exemplo de responsáveis em sentido amplo são os sucessores. Precedentes do STF. À palma de transporte de produtos a granel. não 58 . 1. Temas constitucional e legais não prequestionados (Súmulas 282 e 356) ou impertinentes à solução da causa. Secretaria da Receita Federal. pois. 103 e 104 do Código Comercial foram revogados pela Lei 10.08. 30.

15. Recurso especial prejudicado (STJ. j. rel. 1ª T. 26.05. Min. j. exigiria a prova de que se houve o agente marítimo com excesso de poder ou infração à lei. 3. estranho ao fato gerador do Imposto de Importação (Dec. O agente marítimo não é representante.1997. Greve do serviço público. 135. 2.1998.. j.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.-lei 37/66. as mesmas razões que justificam o reconhecimento da dispensa da multa conduzem a conclusão lógica de que. Responsabilidade pela falta ou avaria da mercadoria transportada. restando inobservado o requisito recursal do prequestionamento (Súmulas 282 e 356 do STF).1995. 05. DJU 10. 12. rel.172/SP. Milton Luiz Pereira. do CTN). o mandado de segurança impetrado no primeiro grau perdeu objeto. Papel jornal off set. o transportador não pode ser responsabilizado por tributo.09. p. responsável pela fiscalização sanitária das mercadorias objeto de importação. Transporte marítimo. Se a importação foi isenta. 1. j.a saúde pública e o patrimônio . II. somente o excesso poderá ser tributado. e com a expedição do laudo técnico atestando o perfeito estado dos bens internados.. Recurso especial não conhecido (STJ.04. Mandado de segurança. I. 72. Recurso prejudicado. mandatário ou comissionário transportador. Tendo em vista que os direitos materiais tutelados .. Dec. A imputação de responsabilidade. 59 . AC 042449/ RS.-lei 37/66). III. REsp 132624/SP.. por força do art.2000.08. descabendo o pagamento da indenização cogitada no parágrafo único. Transporte. rel. Tributário. 12. II. Min. Juiz Vladimir Passos de Freitas. art. artigo por artigo.05. 10 a 12 da Lei 7. do CTN. 135.restaram devidamente protegidos nas instâncias ordinárias. Agente marítimo (art. não se tenha como exigível o pagamento do tributo. empregado. Eliana Calmon.783/89 não foram objeto de análise no tribunal de origem. Tributário.1995. 1ª T. se fosse o caso. Com o cumprimento do dever de ofício da autoridade coatora. também.1997. Adhemar Maciel.2000).59).11. Desembaraço aduaneiro pendente de despacho do agente de Ministério da Agricultura. DJU 31. Regime de isenção. Imposto de Importação.. Min. 2ª T.1998.650). REsp 38499/RJ. DJU 08. Importação de mercadorias sujeitas a perecimento. sendo representante do armador. p. 60. rel. 3. Recurso provido (STJ. DJU 20. Na falta superior ao percentual aludido. As violações apontadas dos arts.305). nem utilidade a justificar a interposição do presente recurso especial.08. II. em caso de avaria ou falta de mercadorias (TRF-4ª R. Omissão a ser reparada pelo Poder Judiciário.08. não há necessidade. 2ª T. p. inclusive ICMS e ISS superando a quebra os 5% previstos como naturais. REsp 143. de logo.

847). quando no exercício das suas atribuições (Súmula 192 do TFR).-lei 37/66. Agente marítimo. verificada pela autoridade aduaneira. 26. j. j. AC 0424689/PR. Extravio. Sentença confirmada.086). nem se equipara ao transportador para efeitos do Dec.04. p. 60. Recursos improvidos (TRF-1ª R. de-1966 (Súmula 192 do TFR). 39. Importação. 11. Falta de mercadoria.4ª R. O agente marítimo.1997. mas não com relação ao Imposto de Importação. DJU 30. por via marítima. Consolidou-se entendimento jurisprudencial no sentido de não ser o agente marítimo considerado como responsável tributário.06. não pode ser demandado em nome próprio. Responsabilidade do transportador. 29..Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Falta de mercadoria importada. Juiz Leite Soares. Juiz Volkmer de Castilho. Agentes marítimos. p. Tributário. Não se ressente de fundamentos a apelação que se limita a reportar-se aos termos de sua contestação.01. Imposto de Importação.. 1°. 06. Súmula 192 do ex-TFR.10.01. 2. 1. 57. e 41. Fato gerador.10328/RS. Responsabilidade tributária. rel.759). Nos casos de mercadorias importadas do exterior a granel. Não 60 . Inaplicabilidade. Fato gerador. arts.05. Juiz José Fernando Camargo. 42. j. 4ª T. Dec.531)..-lei 37/66.1997. 1.25606-1/BA.1993.17780-8/DF. Tributário... sendo o agente apenas representante que. Imposto de Importação. 2.. artigo por artigo.07. AC 90. rel.j. Falta de mercadoria. Depósito.05. REO 93.1991.12. 1. não é considerado responsável tributário.1993. II.1994. rel. 4ª T. AC 90. Dec. de 1966 (Súmula 192/TFR). 2. DJU 11. Responsabilidade.1991. parágrafo único. 2ª T. não é considerável tributário.04. DJU 20.-lei 37. 14. as faltas não superiores a cinco por cento excluem a responsabilidade do transportador quanto à multa. quando no exercício exclusivo das atribuições próprias. Mercadoria a granel. Remessa oficial improvida (TRF-1ª R. 3ª T. A responsabilidade pelo tributo nessa hipótese é do transportador. Juíza Eliana Calmon. quando no exercício exclusivo das atribuições próprias. Responsabilidade fiscal do agente marítimo. Imposto de Importação.. p.09. Apelação conhecida. O agente marítimo. nem se equipara ao transportador para efeitos do Dec.1993. DJU 20.-lei 37. Correção monetária..17. III. Processual e tributário. A responsabilidade pelo recolhimento dos tributos relativos a falta de mercadoria importada é inerente ao importador ou ao transportador da mercadoria (TRF-4ª R. p. Recurso improvido (TRF . Tributário. por isso. rel. Súmula 192/TFR. inclusive ICMS e ISS Tributário.

1996. Ocorre a nulidade do procedimento administrativo quando não é o transportador devidamente identificado como sujeito passivo da obrigação tributária. que se operou. Aperfeiçoa-se o fato gerador. rel. DJU 20. do CTN. artigo por artigo. nos termos do art..Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. II. Mercadoria importada a granel. pelo que é legítima a exigência do tributo do responsável tributário. vez que o auto de infração fora lavrado em face do agente marítimo e em nenhum momento do procedimento administrativo de qualquer decisão deste. na data em que a autoridade fiscal tomou conhecimento da falta da mercadoria. 1. 12. e mantida a favor do transporte. 19. Recurso voluntário e remessa oficial improvidos. Nulidade absoluta do procedimento administrativo. art.04. Juiz Castro Meira j. Honorários advocatícios mantidos a favor dos embargantes.1996. VI. 22. REsp 223836/RS. Tributário. Tributário.999).. Imposto de importação. 1ª T. III.05.2005.091991..07.041306/SP. Embargos a execução fiscal. Apelações e remessa improvidas (TRF-5ª R. Princípio da reserva legal. Dec. rel. nem se equipara ao transportador para efeitos do Dec. Caracteriza-se a ilegitimidade de parte do agente marítimo na execução fiscal. Inexistência de responsabilidade tributária. 3ª T. quando no exercício exclusivo das atribuições próprias. Recurso voluntário e remessa oficial improvidos (TRF-3ª R. Decadência do direito da União para constituir seu crédito em face do transportador. Não se beneficia da isenção do Imposto de Importação a mercadoria extraviada. p. Responsabilidade tributária inexistente. AC 91. 61 .1991.03.] inciso II. Juiz Baptista Pereira. João Otávio de Noronha. [parágrafo único.166-7).. inclusive ICMS e ISS se aplica o entendimento sumulado quando o agente marítimo assina termo de responsabilidade equiparando-se ao transportador marítimo. AC 94. j. DJU 24. Transportador. DJU 05. O termo de compromisso firmado por agente marítimo não tem o condão de atribuirlhe responsabilidade tributária. p. 121. 332). segundo a qual ‘o agente marítimo.09. exerce este as suas funções próprias. 2. I. Aplicação do princípio da reserva legal. rel.09618/PE. Termo de compromisso. Decadência operada. Agente marítimo. 3. p. Agente marítimo. 2ª T. 51. Não identificação com sujeito passivo na obrigação tributária no auto de infração e no procedimento administrativo o real contribuinte. nesse caso. j. na importação de mercadorias a granel. V. 05. Recurso especial a que se nega provimento (STJ. IV. Min. Verba honorária devida pela embargante carecedora..2005. Imposto de Importação. Aplicação da Súmula 192/TFR.06. de 1966’.09. quando. 12.-lei 37.-lei 37/66. não é considerado responsável tributário.

AC 133478/RJ. do Dec. embora o fato gerador do tributo se dê com a entrada da mercadoria em território nacional.08.1999. Ademais.-lei 37/66. ele apenas se aperfeiçoa com o registro da Declaração de Importação no caso de regime comum e. 28. o extravio da mercadoria estrangeira importa. p. 1. à espécie. parágrafo único. do art. Quebra inferior ao limite técnico permitido de 5% (cinco por cento). 41. rel. inclusive ICMS e ISS Tributário. sobretudo. Recurso especial provido. III e 60. Resp 20315/RJ. A autoraembargante não conseguiu comprovar estar a mercadoria estrangeira extraviada contemplada por qualquer isenção fiscal.. III e 60. Apelação improvida (TRF-2ª R. 1ª T. Não obstante o fato gerador do Imposto de Importação se dê com a entrada da mercadoria estrangeira em território nacional. porque a mesma não conseguiu comprovar ser a mercadoria estrangeira contemplada pelo benefício isencional. na responsabilidade tributária da transportadora. 156). Min.-lei 37/66. 2ª T.05.-lei 37/66. 41. do Código Tributário Nacional e arts. presumida a ausência de responsabilidade do transportador. nos casos de mercadoria importada a granel sob regime de isenção. seja ela oriunda de lei. parágrafo único. José Delgado. j. Extravio de mercadoria estrangeira. Mercadoria isenta. os preceitos dos arts.1999. Tributário. 3. rel. Responsabilidade tributária. 4. 3. Dec. Ocorrência do fato gerador. 1° e 23. 2. 04. Ocorrendo quebra ou perda inferior a 5% (cinco por cento).. p. com a entrada no território nacional da mercadoria que constar como tendo sido importada e cuja falta seja apurada pela autoridade aduaneira..10. não responde este pelo pagamento do Imposto de Importação face à inexistente previsão legal para tanto. do Dec.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Inversão da sucumbência.05. Mercadoria importada a granel. Art. 2. DJU 08. DJU 02. Imposto de Importação. arts. Juiz Reis Friede. j. Responsabilidade pelo pagamento do Imposto de Importação da transportadora. Necessidade de fixação de critério temporal para que se complete. A simples alegação de inexistência de guia de importação não importa no reconhecimento de que a mercadoria extraviada esteja contemplada por qualquer isenção alusiva ao Imposto de Importação. 62 . do Dec. nos termos precisos do parágrafo único. 19.2003. 1°. 1°]. Compatibilidade. Inaplicáveis. 46). Assim. Inversão do ônus da sucumbência (STJ. necessariamente. 1. seja a mesma oriunda de Tratado Internacional. torna-se necessária a ‘fixação de um critério temporal a que se atribua a exatidão e certeza para se completar o inteiro desenho do fato gerador’.2003.-lei 37/66 [rectius: § 2° do art. artigo por artigo. Recurso especial a que se dá provimento.

Sentença modificada apenas em parte. AC 265663/ES. Nas hipóteses de perda da mercadoria. não deverá responder por eventuais débitos decorrentes da importação. na conferência aduaneiro. por quebra natural. 84). para o agenciamento do transporte das mercadorias. Quebra de mercadoria. por isso se pode afirmar que não ocorrerá o fato gerador do tributo. pois considerado ocorrente o fato gerador. pois não se equipara ao transportador nem ao contribuinte do imposto. 1. na qualidade de agente marítimo.04. terem parte da carga perdida durante a carga e a descarga. por ocasião do desembaraço do bem. Conforme estabelecido pelas Instruções Normativas da Secretaria da Receita Federal. dessa forma. 32 do Dec. do extinto Tribunal Federal de Recursos. 17. 4. Milho transportado a granel. por isso restou estabelecida uma margem para exonerar o responsável tributário de ônus.. para diminuir o percentual dos honorários (TRF-2ª R. sendo grãos. há hipóteses. e.02. não se terá produto a desembaraçar e 63 . a não ser quando caracterizada a sua qualificação de depositário. nos termo do inciso II do art. sujeitarem-se ao ressecamento ou à umidade. nada mais justo então de exonerá-lo não só da multa quanto do tributo respectivo. Súmula 192 do extinto TFR.2003. Juiz Guilherme Couto. Agente marítimo. inclusive ICMS e ISS Tributário. conforme já delimitado pela a Súmula 192. como a do transporte de bens a granel. Discute-se o direito à anulação do crédito tributário. Ação anulatória. j.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. com a assinatura do Termo de Responsabilidade. ainda quando apurada a falta ou a diminuição do peso da mercadoria. DJU 05.. Tributário. Mas não se pode atribuir a responsabilidade pelo pagamento ao agente marítimo. 2. a autora. Agente marítimo e transportador. não haverá nacionalização ou aproveitamento do bem pelo importador. como responsável tributária. artigo por artigo. à evaporação ou ao vazamento do produto.-lei 37. em que as quebras são inevitáveis (IN/SRF 95/84). Ilegitimidade ad causam. pelo qual se exige o pagamento do Imposto de Importação. em face da agência marítima. mesmo tendo assumido obrigações. ainda. Aduaneiro. sob pena de estar o Fisco tributando bem inexistente. no caso de líquido. Indevido. O Imposto de Importação é devido pelo seu total. Responsabilidade tributária. Mercadoria a granel. não haverá o que ser tributado.2002. De acordo com os precedentes jurisprudenciais. dentre outros. 3. E várias são as razões para que não se faça a tributação. Imposto de Importação. Imposto de Importação. em virtude dessa perda. em virtude de falta de mercadoria importada a granel decorrente de quebra. estão sujeitos às intempéries e podem. Os bens trazidos a granel não são acondicionados adequadamente em embalagens. aplicável na espécie. 2ª T. por manter vínculo contratual com este. p. a mercadoria sequer ingressará no território nacional. rel. Perda natural.

3.. j. Juiz Eliana Marcelo. ter sido extraviada ou avariada e quem lhe deu causa.2007. equivaleria à transmutação de uma isenção objetiva para uma subjetiva. Apelação e remessa oficial não providas (TRF-3ª R. 1. As situações de avaria ou o extravio são previstas expressamente pelo Regulamento Aduaneiro [revogado pelo Dec. 515).Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. A suspensão dos impostos resolver-se-á quando ocorrer o acontecimento futuro e certo. destinam-se a identificar o responsável e apurar o crédito tributário dele exigível (art. mantendo-se a suspensão dos tributos até a sua implementação. 4. Anulatória de débito. em virtude de extravio ou avaria. todo transportador seria o responsável pelo pagamento de impostos. 7. alterando-se as causas determinantes da suspensão. Precedentes. seria de caráter objetivo. cujas ocorrências. 64 .04. Alíquota zero. in casu para zero. 2. A avaria ou extravio do bem não pode modificar os critérios de outorga de isenção. ao qual se obrigou o importador. Sucumbência. 468 do mesmo Regulamento). O ponto nodal da questão refere-se à ocorrência ou não do fato gerador do Imposto de Importação. conferida aos produtos importados. enquanto para a redução dos tributos. AC 63465. Discute-se o direito à anulação de crédito tributário. portanto. p. dentre elas a de entrar o bem no território nacional para o consumo. faria o Fisco nascer uma alíquota não contemplada legalmente. consistente na exigência do Imposto de Importação e respectiva multa. rel. de suspensão dos impostos ou de sua redução de alíquota. Apelação e remessa oficial improvidas (TRF-3ª R. rel. 9. 467. não admitida por este instituto. Inocorrência. Responsabilidade do transportador. 6. objetivamente considerado. ou seja.543/2002]. cujos bens importados enquadravam-se na alíquota zero. Aduaneiro. mesmo estando as mercadorias isentas.2007. caso ocorresse. fazendo nascer tal obrigação fiscal. no caso da suspensão dos impostos. 6. pois é instituída em função do fato. não haveria a obrigação tributária diante da importação com redução de impostos. AC 175713/SP. 8. artigo por artigo. A isenção. 12. Tributário. sobre bens extraviados sob a guarda da autora. DJU 19. Fato gerador do Imposto de Importação. Precedentes do STJ. não se admitindo outra alíquota que não a indicada. inclusive ICMS e ISS conseqüentemente a tributar. Pensar de forma contrária. vindo a ocorrer a avaria ou extravio dos bens. 5. Mercadoria importada. nas formas dos artigos 478 a 485 do Regulamento Aduaneiro. insertas no art. A responsabilidade tributária implicará na conjugação de várias situações. 5. Da mesma forma.. imputado à autora em face do extravio ocorrido em bem que transportou. enquanto a redução é norma imperativa..04. 4. haveria a transferência do sujeito obrigado. conforme admitido pela sentença. Sustenta a autora tratar-se de produtos sujeitos à alíquota zero. Extravio. passando a responsabilidade a terceira pessoa. 2ª T.

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Juíza Eliana Marcelo, j. 15.03.2007, DJU 22.03.2007, p. 464). Imposto de Importação. Mercadoria avariada. Sujeito passivo. Transportador. 1. É o transportador o sujeito passivo do Imposto de Importação incidente sobre a mercadoria importada, tendo em vista a assunção da responsabilidade de transportador o bem, documentalmente. 2. Irrelevante o fato de a mercadoria ter sido transportada por caminhão de outra transportadora. 3. O fato gerador do imposto de importação se dá com a entrada da mercadoria importada em território nacional. A avaria da mercadoria não afasta ocorrência do fato gerador (TRF-4ª R., 1ª T., AMS 200070030036965/PR, rel. Juíza Maria Lúcia Luz Leiria, j. 18.06.2003, DJU 09.07.2003, p. 251). Tributário. Importação de produto industrializado. IPI e Imposto de Importação. Isenção subjetiva. Locação do bem antes de decorridos cinco anos. Responsabilidade solidária. Juros de mora. Termo inicial. Decisão administrativa. I. Quando a isenção for vinculada à qualidade do importador, a locação do bem, antes de decorridos cinco anos da efetiva importação, obriga ao prévio pagamento do imposto, a teor do art. 137 do Regulamento Aduaneiro, aprovado pelo Dec. 91.030/85 [revogado pelo Dec. 4.543/2002]. II. É responsável solidária a pessoa que tenha interesse comum na situação que constitua o fato gerador da obrigação principal, nos termos do art. 124, I, do CTN. III. Existindo a solidariedade, o Fisco tem total liberdade para escolher de quem cobrar, podendo, pois, dirigir as suas ações contra todos ou apenas um dos devedores. IV. Uma vez que o julgamento definitivo no âmbito administrativo foi no sentido de reconhecer o não cabimento de acréscimos moratórios antes da decisão da lide, por não estar ainda definitivamente constituído o crédito tributário, não pode o julgador agravar a situação do contribuinte, para fixar como termo inicial para a incidência de juros moratórios a data do vencimento do crédito tributário. V Apelação parcialmente provida (TRF-5ª R., 3ª T., AC 350912/PE, j. 02.06.2005, DJU 30.06.2005, p. 655). Tributário. Responsabilidade tributária. Importação. Mercadoria importada. Perfumes. Adquirente de boa-fé. 1. O adquirente de boa-fé da mercadoria estrangeira, possuidor da regular nota fiscal, não pode ser apenado com a perda do produto, se verificado pelo Fisco que a mercadoria não foi regularmente importada, porquanto não possui o comprador a obrigação legal de exigir do comerciante vendedor a prova documental do regular ingresso do bem no território nacional, obrigação, esta sim, do Poder Público. Precedentes desta Corte e do STJ (q.v. verbi gratia: AMS
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1997.01.000367534, publicado em 13.11.2003). 2. Remessa oficial não provida (TRF-5ª R., 8ª T., REOMS 200442000022149/RR, rel. Juiz Carlos Fernando Mathias, j. 07.11.2006, DJU 04.12.2006, p. 202). Tributário. Imposto de Importação. Responsabilidade por substituição do transportador. Dec.-lei 37/66, art. 60, parágrafo único. Não configuração no caso de inexigibilidade do tributo na operação. I. Isenção e imunidade não se confundem; enquanto esta consubstancia hipótese de incompetência tributária, aquela impede a constituição do crédito fiscal. II. A diferença ontológica entre isenção e imunidade não tem o condão de afastar a exegese construída sobre o parágrafo único do art. 60 do Dec.-lei 37/66, que cuida da responsabilidade do transportador por tributos que deixaram de ser recolhidos em decorrência de dano, avaria ou extravio. III. O transportador não é responsável por substituição no caso de dano, avaria ou extravio de mercadorias quando o tributo não seja devido na operação em razão de hipótese de imunidade, não incidência, suspensão, exclusão ou extinção do crédito tributário. IV Apelação e remessa oficial improvidas (TRF-1ª R., 2ª T., AC 19990100032763/MG, rel. Juíza Vera Carla Nelson de Oliveira Cruz, j. 16.04.2002, DJU 16.05.2002, p. 108).

Seção II Imposto sobre a exportação Art. 23. O imposto, de competência da União, sobre a exportação, nacional. COMENTÁRIOS Finalidade. O imposto incidente sobre bens e produtos nacionais ou nacionalizados, quando destinados ao estrangeiro, tem como fato gerador a saída do território nacional, considerando esta saída no momento em que é expedida a guia de exportação ou documento equivalente. Adotou-se este momento como o da ocorrência do fato gerador por questão de praticidade.
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para

o

estrangeiro,

de

produtos

nacionais

ou

nacionalizados tem como fato gerador a saída destes do território

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É um imposto federal, de competência da União, inovação esta oriunda da Emenda Constitucional nº 18/65, porquanto a Carta de 46 atribuía aos Estados-membros a instituição do imposto em realce. A atual competência federal da exação é muito mais lógica e adequada à natureza jurídica do imposto, de índole nitidamente extrafiscal, regulatório do comércio exterior. É utilizado, algumas vezes, para evitar o desabastecimento do mercado interno, quando atraentes os preços do exterior. Pelo caráter extrafiscal do imposto e pelo fato de ser importante para o equilíbrio da balança comercial, tem baixíssima alíquota. Como fonte de receita é a exação despicienda, mas funciona como instrumento da política tributária, não se lhe aplicando, por isso mesmo, o principio da anterioridade. Entretanto, diferentemente do Imposto de Importação, tem sido este imposto altamente criticado, por onerar os bens de produção nacional no mercado externo. Fato gerador. É a saída material do produto nacional ou nacionalizado para outro País, qualquer que seja o objetivo da remessa, independentemente do negócio jurídico que motivou a saída, seja compra e venda, doação ou empréstimo. O momento da ocorrência do fato gerador é o da expedição da guia de exportação ou documento equivalente, conforme estabelece o Dec.-lei 1.578/77, no particular bem mais explícito do que o CTN, haja vista o teor do § 1° do art. 1°, verbis: “Considera-se ocorrido o fato gerador no momento da expedição da Guia de Exportação ou documento equivalente”.

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com base em contrato. É um imposto indireto. Direta quando o estabelecimento industrial ou produtor emite a nota fiscal de venda endereçada diretamente ao destinatário no exterior. a fim de facilitar. a cobrança do imposto. p. 10. beneficiamento ou acondicionamento e foi reexportada (regime de drawback).. na prática. 139). Tipo de imposto. inclusive ICMS e ISS Temos.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. ed. proporcional e seletivo em função do objeto submetido à tributação. cuja expedição de guia é uma mera providência burocrática. Possui institutos próprios. 1985. Por isso mesmo remete-se o leitor ao que foi dito quanto aos entrepostos aduaneiros e regimes especiais. “nacionalizada é não só a mercadoria de origem estrangeira aqui transformada ou beneficiada. 68 . o Imposto de Importação. uma ficção legal como fato gerador. Para Aliomar Baleeiro. Observe-se que aqui há profunda diferença do imposto coirmão. portanto. As exportações podem ser diretas e indiretas. como o Imposto de Importação. mas também a subdividida em acondicionamentos no país” (Direito Tributário Brasileiro. Os mesmos conceitos examinados para o Imposto de Importação servem de subsídio para a compreensão das alíquotas deste imposto. artigo por artigo. mas também a nacionalizada. Atente-se quanto ao fato de que não só a mercadoria nacional é passível de incidência do imposto. entendendo-se como tal a mercadoria estrangeira que no país sofreu transformação. podendo ser as mesmas especificas e ad valorem.

sem fazer expressa referência ao Dec.106/PE ( DJU 28. respectivamente.2000). Tributário. RE 223. cujo registro de venda. I.112/94 [revogada] e 2. Imposto de Exportação. citados: 227. Ellen Gracie.-lei 1. artigo por artigo.796/PE.Considerando que o fato gerador do Imposto de Exportação ocorre no momento em que é feito o registro de exportação junto ao Sistema Integrado de Comércio Exterior . A Turma.que estabeleciam alíquotas de 10% e 2%.136/94 . efetivados 16. O fato gerador do Imposto de Exportação é o registro 69 entendeu os pela de incidência das mencionadas Precedentes resoluções RE porquanto as mesmas foram editadas anteriormente ao momento em que registros exportação. nos contratos de exportação de açúcar -. vendendo para empresa situada no exterior. Nesta hipótese. que por sua vez emitirá nota fiscal de venda endereçada ao comprador estrangeiro. Alteração de alíquota. entendido como fato gerador pelo Tribunal a quo. fora feito anteriormente à edição das referidas normas. salientando que o registro de venda não substitui o registro de exportação.10. a Turma deu provimento a recurso extraordinário para reformar acórdão do TRF da 5ª Região que afastara a exigência do Imposto de Exportação em operação relativa à venda de açúcar previsto nas Resoluções 2. rel. a exportação será considerada indireta para o fabricante e direta para o interveniente exportador.Siscomex. que funciona como interveniente comercial. está querendo dizer que é qualquer empresa exportadora que pratica atos de comércio de exportação. JURISPRUDÊNCIA Nota: Imposto de Exportação e fato gerador . quando a legislação tributária fala em “empresa comercial exportadora”. inclusive ICMS e ISS Indireta quando o estabelecimento industrial ou produtor emite a nota fiscal de venda (com o fim específico de exportação) para destinatário comprador no Brasil.248/72 ou a trading companies. Min.04. .Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Segundo Vittorio Cassone.2001.

Imposto de Exportação. Ao legislador. MS 00547727/PE. editado posteriormente ao registro junto ao Siscomex das operações relativas a exportação. III. Tributário. Resoluções do CMN 2. do Decreto 660/92. Fato gerador. 222 do Regulamento Aduaneiro [revogado pelo Dec.. 4.1991.1996. p. 6°. Por conseguinte. 3ª T. Imposto de importação de açúcar. rel. Res.543/2002]. rel. p.. imbuído de critério político.1997. surge para o exportador o direito de ver seu produto tributado nas bases da legislação então vigente. Granito em bruto. 44. 04. AG 03033329. Registro de venda junto ao Siscomex.-lei 1. 1° do Dec. O elemento temporal do fato gerador foi o da expedição da Guia de Exportação ou qualquer documento que à mesma equivalesse segundo a administração fiscal.578/77. Bacen [revogada]. fere o direito adquirido e o princípio da irretroatividade. Fato gerador.06. rel. Juiz Francisco Falcão.1997..11. já que revogou a delação constante no § 2° do art. contrariou o comando da Medida Provisória 655/94 [a Medida Provisória 655/94 transformou-se na Lei 9. 08. j. artigo por artigo. 22. DJU 25.136/94. Alíquota. do art.112/94. Apelação não conhecida e remessa ex officio improvida (TRF-3ª R. 101.543/2002]. que juridicamente não acontece quando da contratação do embarque nem do desembarque.05. 4.019/95]. Negócio jurídico anteriormente firmado. 4ª T. não importando que o embarque se dê somente após a alteração da alíquota.06. 1. Imposto de Exportação. 2. 1. 4.112/94 [revogada] e 2. 661/92 [revogado pelo Dec. 2. não tem o condão de contrariar o que a norma legal define como hipótese de incidência do imposto sobre a 70 . DJU 28. Irretroatividade tributária. é lícito instituir formas divorciadas da realidade material. Direito intertemporal. 1° do Dec.. Dec. Segurança concedida (TRF-5ª R.1996. Juiz Gilson Dipp. Direito adquirido. que modificou o art.10. Atente-se para que o art. a lei elegeu a expedição da guia para marcar a saída do produto exportado. Pleno. Açúcar.578/77. II. 3. Se a cobrança do imposto se deu com base na Resolução 2.-lei 1. 2. inclusive ICMS e ISS informatizado das operações de exportação no Siscomex. dentre as etapas da exportação. que atribuiu somente ao chefe do Poder Executivo relacionar produto sujeito ao imposto..Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.1991).873). AC 0403282/RS. Majoração. Medida Provisória 655/94. DJU 10.07. Tributário. A aplicação de ato normativo. constitucionalmente assegurados.725). j. Segurança concedida. consoante o § 1°. Segurança jurídica. Apelação desprovida (TRF-4ª R. Juiz Newton de Lucca j. Ação ordinária anulatória de débito fiscal. Direito tributário. Ocorrido o fato gerador.112/94.

de 1994. Impossibilidade de prejuízo ao contribuinte. Ocorrência antes da edição das Resoluções 2.831).05. Não conhecimento da apelação da Fazenda e improvimento da remessa oficial (TRF-5ª R. 3ª T.112/94 [revogada] e 2. 1°.-lei 1.Siscomex. 26. Resolução Bacen 2. Imposto de Exportação. Tributário.578/77.-lei 1. em seu art. rel. O fato gerador do Imposto de Exportação. j. Exportação. p.. Precedentes. artigo por artigo.04. § 1°.. DJU 20. 05. Controvérsia acerca da existência de distinção entre Registro de Venda e 71 .05. antes da vigência das resoluções que majoraram a alíquota do Imposto de Exportação. ao instante da edição das Resoluções 2.08. A demora da Administração Pública para expedir o registro de venda não pode prejudicar o contribuinte que se ateve às diretrizes dos planos governamentais para efetuar os seus negócios jurídicos.. Constitucional. Imposto de Exportação. Constitucional e tributário. REO 95. Irretroatividade. Precedentes jurisprudenciais desta Colenda Corte: AMS 49552/PE. rel.10. 10. O Dec. AMS 50202/AL.08. é a expedição da guia de exportação ou documento equivalente. j. AMS 95. 3ª T. j.1996. 1ª T.49689/PE. 5. p. Fato gerador.1995. 11. Encontrando-se registrados na Siscomex os contratos negociados com o exterior. rel. j. que considera-se ocorrido o fato gerador no momento da expedição da guia de exportação ou documento equivalente: 3. REO 49689/PE.09.1996. 30.006). 12.235). 26. Juiz Ridalvo Costa. 26. Irretroatividade. Registro no Sistema Integrado de Comércio Exterior Siscomex. DJU 10.05.136. Tributário.1995. Impossível a retroatividade desses diplomas normativos para alcançar as operações de exportação já registradas. Demora da Administração Pública. Juiz Francisco Falcão.112/94 [revogada] e 2.1994.1995. AMS 0444922/RS.10. Sistema Integrado de Comércio Exterior .1997. Erro material. À época do fato gerador incidia alíquota zero.10. 65. Fato gerador. tal como definido no art.136/94.136/94.08. Juiz Gilson Dipp. p.578/77 estabelece. inclusive ICMS e ISS exportação (TRF-4ª R. que majoraram a alíquota do tributo. do Dec. Remessa oficial improvida (TRF-5ª R.112/94 [revogada] e 2.1997. Embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário. 2. 4.. Imposto de Exportação. j. A impetrante teve seus registros de exportação efetivados em 26. Fato gerador.136/94 do Banco Central do Brasil.1995. 1. § 1°. rel Juiz Geraldo Apoliano j. DJU 1°. 83..1995. infringe o princípio da irretroatividade da lei tributária a cobrança do Imposto de Exportação nas alíquotas de 10% (dez por cento) ou 2% (dois por cento). Inexistência..Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 1°. Resoluções 2.052051/PE.112 e 2. Juiz José Maria Lucena. rel.

destinados à futura exportação.2006. Taxa de classificação de produtos vegetais. Tributário. nos termos do Dec. p. DJU 15.972/2000]. 1. Juiz João Otávio de Noronha.069/95. 5. Maurício Corrêa.08. a criação de obrigação tributária por interpretação jurisprudencial.2003. 3.. verificando-se este durante a vigência da resolução que majorou a alíquota do imposto (Resolução do Banco Central 2.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. José Delgado. Constitucionalidade.2003. institui a referida taxa.927/2002]).03. 2ª T. REsp 432839/SC. j. j. 25. artigo por artigo.-lei 37/66. p.163/95 [revogada pela Resolução 2.72 . Tributos e contribuições. 2. Impossível.597/95 [revogada pela Circular 3. 1°. Erro material. da Lei 6. rel. Portaria 393/95. ainda.03. Registro de vendas no Siscomex durante vigência da resolução do Bacen. rel. 13. Fato gerador. p. Min. DJU 29. REsp 382494/PR.. Min.. art.305/85 [revogada pela lei 9. Tributário. 4. RE-AgR-ED 234954/AL. unicamente. Não incidência na importação de produtos sob regime de drawback. 132). Inexistência.305/75. Juiz Hilton Queiroz. 99)..10. p. Embargos de declaração rejeitados (STF. Incidência. rel. 1. Exportação temporária. 1ª T.06.-lei 1. inclusive ICMS e ISS Registro de Exportação. regime drawback. Inexistência. Fato gerador. Envio de equipamento ao exterior. Imposto de Exportação. Homenagem ao princípio da legalidade. DJU 23. Circular Bacen 2. em nosso regime legal tributário. Diante da inexistência de fato gerador.2003. rel.2006. j. 21.280/2005]. impondo os elementos do seu fato gerador. 2.02. 6.2002. Só há tributo exigível quando existe lei que expressamente o declare. Precedentes.09. O Dec. 4ª T. não há falar na incidência de tributos sobre operação enquadrada no regime de exportação temporária.281).-lei 37/66. Imposto de Exportação Açúcar.05. Lei 9. Os arts. Dec. DJU 24.578/77. 1° e 7°. quem são os sujeitos ativos e passivos. AMS 199901000505276/MG. 2ª T. 2. 26). O fato gerador do Imposto de Exportação sobre o açúcar ocorre com o registro de vendas no Siscomex e.305/75.2003. expressando. A Lei 6. da sua base imponível e da alíquota devida. Apelação e remessa oficial a que se nega provimento (TRF-1ª R. Dec.. j. Recurso especial não-provido (STJ. em seu art.2002. Lei 6. 1. Fato gerador. quando ocorre comercialização interna de produtos vegetais. não determinam a incidência da taxa de classificação dos produtos vegetais quando destinados à importação sob o. Tributário. Tributário. 1. Impossibilidade. ou seja. 03. esta deve ser aplicada. 60. Recurso não provido (STJ.

DJU 23. tendo conteúdo prevalentemente declarativo.2002. O fato gerador do imposto configura-se com o registro da exportação no Siscomex. Tributário e administrativo.quando a alíquota seja específica. recepcionado pela Constituição Federal. alcançaria.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. inclusive ICMS e ISS lei 1. p. AG 31752/PE.543/2002]. 6ª T. p. O direito fundamental do particular. ao reconhecer a efetiva ocorrência do fato gerador e confirmar. o nascimento da obrigação tributária. Longe de prejudicar a cobrança do Imposto de Exportação. j. Precedentes do Eg. rel.2002. em qualquer caso. não importando o momento do registro da venda junto ao Siscomex (TRF-1ª. a averbação contribui para legitimar sua exigibilidade.10. Juiz Mairan Maia.. ou seu similar. A base de cálculo do imposto é: I . descreve todos os elementos do Imposto de Exportação. II .597/95. não pode ser obstado por exigências administrativas tendentes a exigir direta ou indiretamente o pagamento do tributo devido. em uma venda em condições de livre concorrência. 3.10. tampouco à sua delegação ao Banco Central do Brasil. sendo.11.quando a alíquota seja ad valorem. Imposto de Exportação. não havendo óbice ao exercício dessa competência pelo Conselho Monetário Nacional. artigo por artigo. ao tempo da exportação. DJU 29. Averbação de embarque. j. portanto. portanto. Juiz Paulo Machado Cordeiro. este o momento a ser considerado para a verificação da legislação aplicável. § 1°. 347). 2. o preço normal que o produto. válida a majoração da alíquota efetuada pela Circular Bacen 2. Art. STF A oneração em milhões do exportador autoriza o julgador a liberar a mercadoria impedida de ser exportada no caso presente. 24. Cobrança indireta do tributo. pela fiscalização aduaneira.2002.. 4. 73 ..578/77. da Constituição Federal. 03. 23. ambos órgãos do Poder Executivo. do embarque ou da transposição de fronteira da mercadoria. conforme disposto no art. A averbação é o ato final do despacho de exportação e consiste na confirmação. a unidade de medida adotada pela lei tributária.2002. 222 do Regulamento Aduaneiro [revogado pelo Dec. REOMS 173653/SP.10. A alteração da alíquota do Imposto de Exportação pelo Poder Executivo encontra-se prevista no art.954). de desenvolver livremente sua atividade econômica. 153. 3ª T. Agravo de instrumento provido (TRF-5ª R. devendo ser afastada alegação de inexistência de norma válida instituidora do tributo. rel. sendo.

A pauta de valor mínimo só se faz pertinente quando o produto for de difícil apuração ou sofrer marcantes oscilações no mercado internacional. Considera-se. FOB ou posto na fronteira. 74 . colocado a bordo do veículo que irá transportá-la para o exterior. sujeitando-se inclusive às flutuações das Bolsas de Mercadoria. Para os efeitos do inciso II. deduzidos os tributos diretamente incidentes sobre a operação de exportação e. como já explicitado. artigo por artigo. Daí a pouquíssima jurisprudência dos Tribunais Superiores sobre o imposto em destaque. Ela é elaborada pelo Conselho Monetário Nacional. como preço normal o valor à vista do produto. geralmente não passam da esfera dos Tribunais Regionais Federais. o custo do financiamento. dele excluindo-se os custos da exportação e do financiamento. ou seja. COMENTÁRIOS Base de cálculo. A base de cálculo que indica o preço normal deve observar as normas da Organização Mundial do Comércio. cabe ao Conselho Monetário Nacional expedir normas sobre a determinação da base de cálculo do imposto e fixar critérios específicos ou pauta de valor mínimo. o preço da mercadoria mais frete e seguro. O disposto no parágrafo único objetiva reduzir o preço do produto. inclusive ICMS e ISS Parágrafo único.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. FOB é a abreviatura de free on board. então. considerase a entrega como efetuada no porto ou lugar da saída do produto. não ensejando questionamentos judiciais freqüentes. O Imposto de Exportação não tem importância fiscal e sim política. E quando é o Judiciário chamado a dirimir contendas em torno da exação. Como os preços oscilam em função do mercado externo. Aspectos relevantes. nas vendas efetuadas a prazo superior aos correntes no mercado internacional.

Agravo regimental a que se nega provimento (STF. acrescente-se que o Imposto de Exportação. 24. 34. Tributário. Exportação de café cru. 149 do CTN. Afinal. Inconstitucionalidade do art. j. artigo por artigo. pelos exportadores de café cru. não se inclui na base imponível do ICMS. 2ª T. 30.04. Por fim. AGRAG 153549/SP. O lançamento é feito. 75 . 11 do Convenio ICMS 66/88 declarada pelo Supremo Tribunal no RE 149.09. Paulo Brossard. Base de cálculo. rel. Exclusão da base de cálculo do montante da cota de contribuição devida ao IBC (Dec. Contribuição devida ao IBC.11. por força do art.. inclusive ICMS e ISS Geralmente as controvérsias judiciais versam sobre base de cálculo ou isenção.1994. 13. p. rel. Exportação de café cru. As quotas isencionais são episódicas e circunstanciais. ICMS.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. p. geralmente.844). por declaração do exportador. JURISPRUDÊNCIA “O exportador adquire o direito de transferência de crédito do ICMS quando realiza a exportação do produto e não ao estocar a matériaprima” (STJ – Súmula 129).269). A quota de contribuição devida ao IBC. Min. j. DJU 03. 1ª T. Agravo regimental.1993. ICM. 12. como os demais impostos. o valor constante da fatura comercial é mera indicação por não se constituir em base de cálculo. Sepúlveda Pertence.-lei 406/68. pode ter lançamento de oficio.. § 5°. Exclusão. art. não comportando comentários em um trabalho de âmbito geral. 2°.922. AGAG 145172/SP. Min.1994. ADCT) (STF. mas a outorga só por lei pode ser feita.1994. como previsto no art. especialmente o preço das mercadorias. DJU 16. § 8°. mas o Fisco tem a faculdade de recusar qualquer dos elementos dessa declaração. O certo é que obedecem elas a razões de conveniência e oportunidade da Administração.06. recebido pela Constituição.

porém. REO 0438009/RS. ainda que legalmente alterada. não se inclui na base de cálculo do ICMS devido na exportação de café em grão. Processual civil e administrativo. Base de cálculo. Segurança concedida. DJU 18. de chegar-se ao exame do mérito. se acham provados com a inicial. César Asfor Rocha. 3. rel. inclusive ICMS e ISS ICM.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Imposto de Exportação. 1ª T. artigo por artigo. Assim. p. Autorização governamental para exportação de açúcar para o exterior. p. em decorrência. firmou contratos para atingir seu objetivo. Fatos complexos. Aplicação do princípio da razoabilidade. sobre o valor líquido faturado sobre ela não pode incidir o ICM. se mostrou desarrazoada e altamente ruinosa para a empresa. provados com a inicial: existência de direito líquido e certo. Necessidade de respeito a autorização empenhada por períodos certos e determinados. a impetrante já havia obtido autorização para exportar 400.000 toneladas métricas de açúcar para o exterior pelos períodos de 95/96 e 96/97. j..12. em 76 . Garcia Vieira. REsp 73949/RJ.03.. I. A desproporcionalidade da sanção imposta restou evidente ante a inexistência de Imposto de Exportação a pagar. Razoabilidade. Não se nega ao Executivo o direito. art. Afastamento do empeço de exame de mérito.05.1992. Mandado de segurança. rel. Juiz Wellington Mendes de Almeida). 1. Precedente. Exportação de café em grão. j.1996. Pena de perdimento. Tributário. II. suficientes para o desate da testilha. objetivando a congruência lógica entre as situações postas e as decisões administrativas (TRF-4ª R. A quantia correspondente ao Imposto de Exportação não integra o valor da mercadoria. de alterar a alíquota do Imposto de Exportação (CF. Violação do devido processo. A quantia relativa ao Imposto de Exportação. dentro das condições da época (alíquota de 2%). 2.536). Min. e até o dever. DJU 04. 5. bem como pela inexistência de benefício patrimonial a ser auferido. Se os fatos. 01. em seu aspecto substantivo. Alteração exacerbada da alíquota do imposto. No caso concreto. Possibilidade. 1ª T. REsp 19610/SP. Violação do devido processo. ICMS. Desproporcionalidade.865). 15. II e § 1°). Recurso improvido (STJ. 153.1992. por motivos conjunturais. rel.. 7. Min. afetando ruinosamente os contratos firmados anteriormente pela impetrante. por não integrar o valor líquido faturado. A nova alíquota (40%).1995. Tributário. Não inclusão do Imposto de Exportação. A pena de perdimento não é aplicável quando há desproporcionalidade entre o valor da mercadoria apreendida e o valor do veículo que a transportava.04. Base de cálculo. Recurso provido (STJ. tem o impetrante a condição especial da ação de mandado de segurança: o direito líquido e certo.

DJU 27. 2°. 1. Repercussão. Tributário. João Otávio de Noronha. Remessa improvida (TRF-1ª R.1998. eventual divergência havida no 77 .08. Sentença confirmada (TRF-1ª R. 2ª T. 15. p. capaz de ensejar a aplicação do Dec. Exportação de café. 06. 4). artigo por artigo. em decorrência da isenção. apresenta-se ilegal a apreensão e declaração de perdimento. Quota de contribuição ao IBC.045). 244). Recurso especial provido (STJ. REO 89. rel. DJU 06.. III. Processual civil e tributário.01398-3/DF. Base de cálculo. Apelo improvido. j. Recurso especial. 12.03. Tributário. inviabiliza a pena de perdimento.01. Min.04. Base de cálculo.1989. 2. a ausência de dano ao erário. Exportação.1990. Mostra-se ilegal a lavratura de auto de infração e termo de apreensão e guarda fiscal quando a operação de exportação de mercadoria isenta embasa-se em documentação regular. REsp 511036/MG. Exportação de mercadoria isencional. Depósito das mercadorias em vagões ferroviários. Ação rescisória. 11.11.. Recurso especial. p. 166 do CTN. Comprovado que a documentação legal (notas fiscais. Juiz Fernando Gonçalves. Insubsistência. Viola de forma direta o preceito normativo insculpido no art. 1ª Seção. há de se pressupor a impossibilidade prática do repasse do valor do tributo recolhido. Auto de infração.2007. Adhemar Maciel.1990). DJU 12. 19.2007. Quota de contribuição devida ao IBC. ICMS. Min. Pacificada a interpretação de determinada norma jurídica pelos Tribunais Superiores. Cabimento.1997. do Dec. rel.1990. inclusive ICMS e ISS seu aspecto substantivo. rel.-lei 1. sob pena de perda de competitividade do produto no mercado internacional. Nas operações comerciais que envolvem produto cujo preço é fixado com base nas cotações das bolsas internacionais e às quais se aplica a regra universal da desoneração das exportações. Mercadoria isenta. Contrariedade do acórdão rescindendo a entendimento sumulado no âmbito dos Tribunais Superiores.01.3. Juíza Eliana Calmon. 2. Mandado de segurança. Súmula 49/STJ. guia de exportação) foram apresentadas pelas exportadoras. ICMS.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Segurança concedida (STJ. j. j. 1.02. Desnecessidade.. Sendo isentas de impostos os bens a serem exportados não se configura dano ao erário. Por outro lado.455/76.12. Prova da repercussão. rel. j. Exportação de café. 1. § 8°. 2. 3. Art.03. DJU 06. p. MS 4772/DF. Operação regular.17103-1/DF. 1. AMS 89.08.-lei 406/68 decisão que determina o acréscimo do valor da cota de contribuição para o IBC na base de cálculo do ICMS cobrado na saída de mercadorias.

PIS e COFINS. Inaplicabilidade do entendimento 271 das súmulas do STF. 3. I. V.158-35/2001).833/2002 (arts. foi alçada a imunidade constitucional pela EC nº 33/2001 (art.assegurar a inteireza positiva. Nas operações comerciais que envolvem produto cujo preço é fixado com base nas cotações das bolsas internacionais. § 2°.637/2002 e 10. são excluídas da imunidade definida no art. 2° do Dec. § 2°. artigo por artigo. do CPC. Apelação e remessa tida como interposta parcialmente providas (TRF-1ª R. rel. de natureza extraordinária. antes do trânsito em julgado da respectiva decisão judicial’ (art.. 149. ontologicamente. Tributário.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. ‘É vedada a compensação mediante o aproveitamento de tributo.03.TFR e 343 – STF. inclusive ICMS e ISS âmbito dos Tribunais de instância inferior não tem o condão de obstar a ação rescisória ajuizada com espeque no art. A isenção do PIS e da COFINS. I e 6°. 2. I. pois.. há de se pressupor a impossibilidade prática do repasse do valor do tributo recolhido.-lei 406/68 a decisão que determina que se acrescente o valor da cota de contribuição para o IBC na base de cálculo do ICMS cobrado na saída de mercadorias.2005. CTN). 78 . respectivamente). a autoridade e a uniformidade de interpretação do direito federal infraconstitucional. Variação cambial. CF). Receitas. p. sob pena de perda de competitividade do produto no mercado internacional. 149. 5°. 170-A. invocando-se as Súmulas 134 . 9° da Lei 9. I) e regulamentada pelas Leis 10. Não havendo na Constituição ou em quaisquer outros dispositivos infra-constitucionais definição de quais receitas decorrentes da exportação. e às quais se aplica a regra universal da desoneração das exportações. 192). 485..2004. 5. o recurso especial. 02. I. Imunidade (art. § 2°. ao Judiciário compete declarar o direito a essa compensação em sede de mandado de segurança (Súmula 213/STJ). Se. 8ª T.718/98. j. mesmo aquelas provenientes de variação cambial verificada no curso da exportação não podem ser consideradas como base de cálculo do PIS e da COFINS. objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo. 149.858-6/1999 (atual MP 2. REsp 427814/MG. propicia ao Superior Tribunal de Justiça transcendendo o interesse subjetivo das partes .09. Recurso especial conhecido e provido para julgar procedente o pedido objeto da ação rescisória (STJ. 2ª T. 5. rel. AMS 200538000209924/ MG. DJU 07. Viola de forma direta o preceito normativo insculpido no disposto no § 8° do art. 14 da MP 1. 4. obstar a rescisão dos respectivos julgados invocando o enunciado das Súmulas 134-TFR e 343-STF 3. 4. não se afigura razoável possam os juizes de instância ordinária fazer tabula rasa das suas súmulas para. Min. 2. Eliana Calmon. depois. relativamente às receitas decorrentes de exportações previstas no art. além de ser a compensação uma forma de extinção da obrigação tributária examinável na esfera administrativa. Exportação. Inteligência do art. 1.

Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência, artigo por artigo, inclusive ICMS e ISS

Juiz Carlos Fernando 30.03.2007, p. 108).

Mathias,

j.

06.02.2007,

DJU

Tributário. Quota de contribuição do café. Dec.-lei 2.295/86. Incompatibilidade com a CF/88. Correção monetária. Honorários advocatícios. 1. A quota de contribuição do café foi instituída por ato administrativo, revigorado pelo Dec.-lei 2.295/86, não lhe definindo fato gerador e o sujeito passivo da obrigação tributária e delegando à autoridade administrativa a fixação de sua base de cálculo, matéria evidentemente sob reserva legal. 2. Em face dos expressos termos do art. 25, inciso I, do ADCT, o Dec.-lei 2.295/86 não foi recepcionado pela Constituição vigente, restando indevido o recolhimento da quota de contribuição incidente na exportação de café. Precedente: RE 191.044, rel. Min. Carlos Velloso, DJ 31.10.1997; e AMS 90.03.037596-8/SP Des. Fed. Marli Ferreira, DJ 22.11.1995, p. 80.893. 3. O Pretório Excelso, no acórdão paradigma que consolidou o entendimento daquela Corte (RE 191.044), consignou que ainda que se defenda a possível recepção da referida contribuição pela Constituição vigente, certo é que o seu valor, então fixado pelo Presidente do extinto IBC, não o foi, por força do princípio da legalidade a que se sujeita a sua instituição e majoração, nos termos dos arts. 159, I e 149 da CF/88. Uma vez destituída de valor, a contribuição seria inexistente. Por outro lado, caso houvesse disposição acerca da alíquota da exação, aí sim, incidiria a regra insculpida no art. 25, inciso I do ADCT, ou seja, a delegação para uma eventual alteração de alíquota, desde que obedecidos limites e condições estabelecidos, teria vigência até 5 de abril de 1989, data em que, à míngua de lei que regulasse sua prorrogação, revogar-se-ia pelo referido art. 25.4. Muito embora requerido na inicial a especificação de índices de correção monetária, essa matéria deverá ser agitada em sede de liquidação de sentença. 5. Reduzidos os honorários advocatícios para R$ 5.000,00 (cinco mil reais), considerando o montante a ser devolvido, e ainda os balizamentos traçados pelo art. 20, § 4° do CPC, bem como os precedentes desta Turma. 6. Apelação parcialmente provida (TRF-3ª R. 6ª T., AC 289547/SP, rel. Juíza Marli Ferreira, j. 10.03.2004, DJU 11.05.2004, p. 266). Tributário. Mandado de segurança. CSSL. PIS. COFINS. Base de cálculo. Exclusão de receitas decorrentes da exportação. Imunidade. Art. 149, § 2°, I, da CF/88. 1. É pacífico o entendimento dos Tribunais pátrios acerca da inviabilidade de excluir-se da base de cálculo da CSLL as receitas decorrentes de exportação, pois a alteração trazida pela Emenda Constitucional nº 33 refere-se às contribuições que tenham por base de cálculo a receita, e não o lucro. 2. Às contribuições ao PIS e COFINS aplica-se a regra de
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imunidade prevista no art. 149, § 2°, I, da Constituição Federal, devendo ser excluídas de suas bases de cálculo as receitas decorrentes de exportações. Idêntico tratamento deve ser conferido à variação cambial positiva originada de contratos de exportação e outras verbas vinculadas à atividade exportadora (crédito sobre saque de exportação, crédito presumido de IPI instituído pela Lei 9.363/96), pois, do contrário, a regra de imunidade tornar-se-ia inoperante (TRF-4ª R., 1ª T., AMS 200272030015380/SC, rel. Juíza Vivian Josete Pantaleão Caminha, j. 13.12.2006, DJU 30.04.2007). Tributário. PIS. COFINS. Base de cálculo. Exportação. Receitas financeiras oriundas de variações cambiais positivas. Imunidade. Art. 149, § 2°, I, da Constituição Federal. IPI. Crédito presumido. Lei 9.393. 1. A imunidade prevista no art. 149, § 2°, I, da Constituição Federal, na redação dada pela Emenda Constitucional nº 33/2001, abarca as contribuições sociais que incidem sobre o faturamento ou receita, decorrente de operação de exportação, bem como a variação cambial destes valores. 2. Os créditos de IPI sobre matéria-prima, produtos intermediários e material de embalagem, previstos na Lei 9.363/96, não podem constitui receita tributável pelo PIS e pela COFINS quando derivados de operações de exportação. Do contrário, a regra de imunidade tornar-se-ia inoperante, pois o benefício fiscal comporia a base de cálculo das contribuições (TRF-4ª R., 1ª T., AC 200471070074584/RS, rel, Juíza Vivian Josete Pantaleão Caminha, j. 07.02.2007, DJU 21.02.2007). Mandado de segurança. Compensação tributária. Súmula 213 do STJ. Art. 515, § 3° do CPC. Vendas á Zona Franca de Manaus. Inclusão na base de cálculo do crédito presumido de IPI às exportações. Possibilidade. Equiparação às vendas para o exterior. Art. 40 do ADCT. Leis 9.363/96 e 10.276/2001. 1. Cabível a utilização do mandamus para se obter o reconhecimento do direito à compensação de tributos, a teor do enunciado da Súmula 213 do STJ. 2. Tendo em vista a Lei 10.352/2001 ter acrescentado o § 3° ao art. 515 do CPC, possibilitou-se ao Tribunal o julgamento de processo extinto em primeiro grau sem julgamento de mérito. 3. A teor dos arts. 4° do Dec.-lei 288/67 e 40 do ADCT, para efeitos fiscais, a exportação de mercadorias destinadas à Zona Franca de Manaus equivale a uma exportação de produto brasileiro para o estrangeiro. Precedentes do C. STJ. 4. Havendo equiparação dos produtos destinados à Zona Franca de Manaus com aqueles exportados para o exterior, as receitas das vendas efetuadas a tal área, por serem equivalentes a operações de exportação, podem ser incluídas no cálculo do crédito
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presumido de IPI previsto nas Leis 9.363/96 e 10.276/2001 (TRF-4ª R., 1ª T., AMS 200372010029997/SC, rel. Juíza Maria Lúcia Luz Leiria, j. 01.06.2005, DJU 20.07.2005, p. 403).

Art. 25. A lei pode adotar como base de cálculo a parcela do valor ou do preço, referidos no artigo anterior, excedente de valor básico, fixado de acordo com os critérios e dentro dos limites por ela estabelecidos. COMENTÁRIOS Em se tratando de um imposto extra-fiscal, e ligado à política internacional, sensível às oscilações do câmbio e das bolsas de mercadorias internacionais, não se estranha que o CTN tenha autorizado a abandonar-se o preço real, adotando valores fixados por critérios exóticos, fora dos parâmetros normais, para assim obter-se a base de cálculo. A excepcionalidade, entretanto, não está ao arbítrio da autoridade fiscal, porque devem ser estabelecidas em lei não somente as hipóteses em que se aceita o afastamento do preço real, mas também os critérios e limites previamente ajustados. Na prática é a medida altamente polêmica e encontra resistência quanto à aceitação, muito embora sirva de incentivo às exportações. Art. 26. O Poder Executivo pode, nas condições e nos limites estabelecidos em lei, alterar as alíquotas ou as bases de cálculo do imposto, afim de ajustá-lo aos objetivos da política cambial e do comércio exterior. COMENTÁRIOS Tudo que se disse em relação ao art. 21, referente ao Imposto de Importação, que, como o de Exportação, não observa o princípio da não-surpresa, serve para o entendimento deste art. 26.
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A lei ordinária atual não cogita de alíquota específica. seja ela acompanhada ou desacompanhada. inclusive no que toca à parcial revogação do art. art. É.-lei 1. inclusive ICMS e ISS Aliás. ou a leva consigo para fora do País. porque o dever de tributar está na norma e não na hipótese de incidência. a redação dos arts. 82 . adotando a alíquota ad valorem.-lei 1. aquele que despacha a mercadoria para remessa ao estrangeiro. parágrafo único do Dec. O contribuinte do Imposto de Exportação é aquele que expede a mercadoria. seja ou não comerciante. chamada de isenção atípica. por qualquer meio. Advirta-se que não há incidência quanto à bagagem. Art. como estabelece o art. ou fato gerador. 3°. artigo por artigo. A diferença que se pode destacar está no órgão incumbido de administrar as normas. 21 e 26 é absolutamente igual. ou a leva consigo. em relação ao Imposto de Exportação temos o Conselho Monetário Nacional.578/77.-lei 1. em última análise. porque a Constituição Federal de 1988 só outorgou ao Executivo a atribuição de alterar as alíquotas do imposto e não a sua base de cálculo.578/77 (com redação dada pela Lei 9. Contribuinte do imposto é o exportador ou quem a lei a ele equiparar. É comum o uso da alíquota zero.578/77).Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.716/98). no percentual de 30% (Dec. A alíquota máxima não pode ultrapassar o percentual de 150% (cento e cinqüenta por cento). mas aplica-se as restrições nos valores estabelecidos para o Imposto de Importação quanto à exação em destaque (art. COMENTÁRIOS Definição. 26. 3°). 8° do Dec. Enquanto no Imposto de Importação tem-se o Secex. 27.

Acrescente-se.-lei 1. °. Segundo Aliomar Baleeiro. 28. Art.art. o disposto no art. cuja instituição ou revogação dependem de lei. basta a verificação da necessidade de barrar a exportação para ser ordenada a subida da alíquota zero. Observe-se que a alíquota zero funciona dentro da presunção de que é o produto tributado. cuja aplicação ficará a critério do Conselho Monetário Nacional. A CF/67 não continha a previsão da anterior. que o valor das multas impostas por força do Dec. não há previsões. ou seja. § 2°. COMENTÁRIOS Reserva monetária. A alíquota zero é extremamente útil pela mobilidade que tem o Executivo. inclusive ICMS e ISS Assim. assumindo importância. a título de exemplo. Na CF/88. o produto da arrecadação do imposto em destaque formará reserva a crédito do Banco Central do Brasil. na forma da lei. igualmente. artigo por artigo.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. a lei poderá criar um Fundo para subvencionar exportações e produção quando o preço 83 . A receita líquida do imposto destina-se à formação de reservas monetárias.578/77 (art. ainda. é obrigatória a reserva monetária ou cambial. com a Emenda Constitucional nº 18.-lei 1. Na CF/46 a receita do Imposto de Exportação formava reservas cambiais . portanto. o que não ocorre com a isenção. Segundo o Dec. 28 do CTN. 9°).578/77 é pesadíssimo (100% do valor do tributo) e também vai compor a reserva. devendo-se seguir o que está no artigo em comento. 7.

energia elétrica e minerais do País tem como fato gerador: I . O imposto. ed.a produção. III . A elevação de preços.. Forense. ou desestimulando as exportações.a importação. § 1° Para os efeitos deste imposto. lubrificantes.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. em benefício do consumidor nacional. 52. sobre operações relativas a combustíveis.a circulação.o consumo. como definida no art. 4. retirando o excesso de remuneração. de competência da União. como definida no art. p. assim entendida a colocação do produto no estabelecimento consumidor ou em local de venda ao público. como definida no art. IV . 84 . lubrificantes. assim entendida a venda do produto ao público. ou a necessidade de garantir o abastecimento do mercado interno. isto é. energia elétrica e minerais do País Art. não compensador para os produtos nacionais (Direito Tributário Brasileiro. inclusive ICMS e ISS internacional se apresentar gravoso. Capítulo V IMPOSTOS ESPECIAIS Seção I Imposto sobre operações relativas a combustíveis. II . de produtos brasileiros exportáveis. 46 e seu parágrafo único. V . a energia elétrica considera-se produto industrializado.a distribuição. 19. artigo por artigo. 74. 137).

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§ 2° O imposto incide, uma só vez, sobre uma das operações previstas em cada inciso deste artigo, como dispuser a lei, e exclui quaisquer outros tributos, sejam quais forem sua natureza ou competência, incidentes sobre aquelas operações. Art. relativamente: I - ao Imposto sobre Produtos Industrializados, quando a incidência seja sobre a produção ou sobre o consumo; II ao Imposto sobre a Importação, quando a 75. A lei observará o disposto neste título

incidência seja sobre essa operação; III distribuição. COMENTÁRIOS O imposto tratado nestes artigos, conhecido como Imposto Único, não foi recepcionado pela Constituição Federal de 1988 como de competência da União. Caminhando o Brasil pela utopia do imposto único, instituiu o Imposto Único sobre Minerais no Código de Minas, de 23.06.1934, passando pelo Dec. 24.673, de 11.07.1934, até o Dec.-lei 1.985, de 29.01.1940, o Código de Minas (alterado pelo Dec.-lei 227/67). Surgiu, depois, o Imposto Único sobre Lubrificantes, ao Imposto sobre Operações Relativas à

Circulação de Mercadorias, quando a incidência seja sobre a

Combustíveis e Energia Elétrica. A experiência do imposto único não foi boa, reclamando os Estados e Municípios da divisão da receita e não poucas vezes levando a controvérsia à Justiça.

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Com a CF/88, cuja preocupação primeira foi repartir da melhor forma o bolo formado com a receita tributária, a tributação sobre energia elétrica, serviços de telecomunicações, combustíveis e minerais passou aos Estados e ao Distrito Federal, com o ICMS (art. 155, § 3°, CF). Assim, remetemos o interessado aos comentários em torno do ICMS. Seção II Impostos extraordinários Art. 76. Na iminência ou no caso de guerra externa, a União pode instituir, temporariamente, impostos extraordinário compreendidos ou não entre os referidos nesta Lei, suprimidos, gradativamente, no prazo máximo de 5 (cinco) anos, contados da celebração da paz. COMENTÁRIOS A atual Constituição Federal de 1988 manteve a tradição inaugurada com a Carta de 1946, prevendo a instituição, pela União, dos impostos especiais (art. 154, II, CF). Diante da excepcionalidade, o legislador constitucional deixou em aberto a previsão quanto ao fato gerador da exação, admitindo que se eleja fato gerador de outro imposto. Também tem este imposto, como característica, a

temporariedade, eis que prevista a sua extinção gradual. Roque Carrazza, assim como Aliomar Baleeiro, consideram uma demasia o texto do art. 76 do CTN, ao estabelecer o prazo de cinco anos para a extinção do imposto extraordinário, quando não há limite de tempo no texto constitucional.

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Embora só possam ser instituídos ou aumentados por lei, devido à excepcionalidade, não estão os impostos extraordinários sujeitos ao princípio da anterioridade ou da não-surpresa (art. 150, § 1°, CF). TÍTULO IV TAXAS Art. 77. As taxas cobradas pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelos Municípios, no âmbito de suas respectivas atribuições, têm como fato gerador o exercício regular do poder de polícia; ou a utilização, efetiva ou potencial, de serviço público específico e divisível, prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição. [...]. COMENTÁRIOS Conceito. As espécies do gênero tributo são impostos, taxas e contribuição de melhoria. Diferentemente dos impostos, cuja característica marcante é a desvinculação da receita a uma finalidade determinada, a taxa é o tributo vinculado por excelência, isto é, só é devido pelo contribuinte se houver contraprestação por parte do ente estatal que a houver instituído. A palavra taxa é imprecisa, porque na linguagem jurídica pode significar preço público ou contraprestação por um serviço. Daí a preocupação do direito pretoriano em estabelecer a diferença dos institutos, o que ensejou a edição da Súmula 545 do Supremo Tribunal Federal assim redigida:
Preços de serviços públicos e taxas não se confundem, porque estas, diferentemente daqueles, são compulsórias, e têm sua cobrança condicionada à prévia autorização orçamentária, em relação à lei que as instituiu.

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Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência, artigo por artigo, inclusive ICMS e ISS

O verbete transcrito está em sintonia quase absoluta com a legislação atual, devendo-se o quase à consagração do princípio da anualidade (prévia autorização orçamentária), não mais existente. Segundo Aliomar Baleeiro,
Taxa é o tributo cobrado de alguém que se utiliza de serviço público especial e divisível, de caráter administrativo ou jurisdicional, ou o tem à sua disposição, e ainda quando provoca em seu benefício, ou por ato seu, despesas especiais dos cofres públicos (Direito Tributário Brasileiro, 4. ed., Forense).

A Constituição Federal de 1988, no art. 145, II, dá o conceito de taxa como sendo o tributo instituído pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios, em razão do poder de polícia ou pela utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos à sua disposição. Pelo conceito constitucional, a taxa existe para custear um serviço público ou em razão do exercício do poder de polícia. Entretanto, diante dos limites constitucionais para a criação de taxas, o legislador constitucional derivado criou, pela Emenda Constitucional nº 39, de 19 de dezembro de 2002, a chamada taxa de iluminação, no art. 149-A, ao outorgar aos Municípios e ao Distrito Federal o poder de instituir o que chamou de contribuição para custeio do serviço de iluminação pública, a ser cobrada na fatura de consumo de energia elétrica. A emenda constitucional foi uma resposta dada à firme posição do Supremo Tribunal Federal em não aceitar a cobrança, por parte dos Municípios, das taxas de iluminação pública, entendendo tratar-se de um serviço indivisível, que maculava a sua natureza jurídica. Não demoraram os Municípios, com a autorização da EC nº 39/2002, a instituírem as novas modalidades tributárias, cuja cobrança tem ensejado centenas, senão milhares de decisões em seu desfavor,
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não podem ser tais serviços custeados por taxas. os seguintes julgados. ser serviço prestado por empresa privada. Min. prestado a todos. Nelson Jobim.02. Doutrinariamente. Para a caracterização do que seja serviço público recorre-se à natureza jurídica do regime jurídico que o rege. No STJ.377. para ser estipendiado por taxa. DJ 09.06. DJ 05. DJ 21.08. suspendeu os efeitos de liminar mandamental na Suspensão de Segurança 1. precisa ser um serviço específico e divisível.08. AI 462.min. rel. Gilmar Mendes. Suspensão de Tutela Antecipada 28/SP. Min. DJ 01. DJ 13.2005. Mas o serviço prestado pelo poder público. 89 . rel. mas as decisões em tutela antecipada. Quando o serviço público é geral. Reclamação 3. conforme publicação no DJ 23. registram-se. não poupam os juristas de ácidas críticas o Governo. para dizer que é serviço público aquele prestado sob a égide da lei. rel.03. e sim pelas receitas derivadas dos impostos.07. ou seja.2004. O outro aspecto em destaque é que o serviço prestado ou posto à disposição é sempre estatal. No STF.299. rel. rel. beneficiando pessoas indeterminadas. como Presidente da Corte.046. portanto. Daí distinguirem-se as taxas de serviço e as taxas de polícia. AI 422. Nas instâncias ordinárias. mesmo que não seja essencial. o Parlamento e o próprio STF. liminares ou cautelares são sistematicamente suspensas nos tribunais superiores. não podendo. Nelson Jobim.2005.317/RJ. os pleitos têm obtido êxito. Gilmar Mendes. indistintamente. artigo por artigo.2004.2003. Min. dentre outros: Ação Cautelar 876/MG.2005. Min. no mesmo sentido. Gilmar Mendes. o Ministro Nilson Naves. inclusive ICMS e ISS inclusive via ação direta de inconstitucionalidade e ações civis públicas patrocinadas pelo Ministério Público.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.

pode ter alíquota zero. tem por fato gerador uma prestação estatal efetiva ou potencial. Taxa e preço. ser bancado pelo Estado com a receita dos impostos. direcionada a um número determinado de pessoas que estão obrigadas à mesma.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. pago com a receita do IPTU. Observe-se que só o poder de polícia específico é passível de estipêndio por meio de taxas. a prestação do serviço prevista em lei há de ser obrigatória para o Estado. Em São Paulo. ou seja. mas doutrinariamente nega-se a inconstitucionalidade. o exercício de atividade fiscalizadora que impõe limites ao exercício dos direitos individuais. posto à disposição um determinado número de pessoas. segundo noticia Roque Carrazza. pode ser estipendiado por taxas o poder de polícia. questionou-se quanto à constitucionalidade de um serviço de transporte coletivo gratuito. Além dos serviços. por isso mesmo. Por fim. A taxa. 90 . ou seja. mensurável. inclusive ICMS e ISS Os serviços específicos ou singulares são prestados a um número determinado de pessoas. para utilização individual e. Trata-se de restrição ou limitação coercitiva exercida pelo Estado. enquanto a utilização pode ser facultativa. E mesmo assim exige-se que seja divisível e mensurável. Politicamente pode ser questionado. e que seria perfeitamente estipendiado por uma taxa de serviço. artigo por artigo. como vimos. com o cuidado para que não haja desvio da vinculação absoluta de sua receita ao serviço específico. Questão que se coloca como de importância é saber se um serviço publico específico e divisível.

taxa de uso. Em verdade é alei. no direito brasileiro. Trata-se de preço. Se a atividade não é pública. embora estejam regidos por regimes jurídicos absolutamente distintos. não e compulsória e tem por mola propulsora o pagamento. Ensina Hugo de Brito Machado que. “se a atividade estatal situa-se no terreno próprio e específico do Estado. está no desvio do serviço público. temos preço e não taxa. inclusive ICMS e ISS Aproxima-se ela e muito se confunde com o preço ou tarifa. A dificuldade surge em relação aos serviços. o preço. que estabelece a fronteira entre a taxa e o preço. obedece ao regime jurídico privado. porquanto não há. de importância fundamental na condução de cada espécie. porque submetidos a tratamento jurídico distinto. o valor do serviço é uma taxa”. 91 . pois o último. artigo por artigo. não se tem dúvida. cobrado dos usuários e sem respaldo de lei. se a atividade estatal se situa no âmbito privado. e só ela. a receita a ela vinculada é um preço. Preço é o valor de uma prestação derivada de um contrato firmado sob a égide da liberdade de contratar. como se o nomen juris fosse capaz de alterar alguma coisa. Se a remuneração é pelo uso de um bem público.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Para tanto. Erradamente atividades públicas são estipendiadas com valor certo. dão ao valor de tais serviços o nome de tarifa. O maior óbice à fixação de critérios científicos seguros para estabelecer a diferença. Entretanto.

478/2002.utilização efetiva ou potencial do serviço público.pressupõe contratação. admitem concessão.TRSD. são compulsórias e têm sua cobrança condicionada a prévia autorização orçamentária.atividade monopolizada. diferentemente daqueles. sujeitase ao preço público. 13. artigo por artigo. tais como legalidade. em relação a lei que as instituiu (STF Súmula 545). O STF ainda não se manifestou a respeito. cuja base de cálculo é o custo geral do serviço. . . anterioridade.522/2003 e 13. conhecida como “Taxa do Lixo”. não confisco e irretroatividade. que originariamente à iniciativa privada. inclusive ICMS e ISS A taxa é sempre criada por lei e obedece aos princípios constitucionais do sistema tributário.699/2003).exercício do poder de polícia. atividade . 92 . Observe-se que o Município de São Paulo criou a Taxa de Resíduos Sólidos Domiciliares . porque estas. JURISPRUDÊNCIA Preços de serviços públicos e taxas não se confundem.remunera serviços que não têm natureza de públicos. Vittorio Casone indica as seguintes diferenças entre as espécies em apreciação. capacidade contributiva. . Vejamos: Taxa . serviços não essenciais. em sucessivas leis (13.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. distribuído de acordo com o volume de geração de resíduos de cada munícipe.remuneração por serviços públicos essências econômica ou cuja não compete Preço público .

em 24. Constitucional.387.5ª R. na renovação de licença para localização de estabelecimento comercial ou industrial”.Súmula 221). com base em tabela. art. 150. com simples trânsito em porto nacional. artigo por artigo. Tributário.690/88. REsp 261. CTN.Súmula 14).05. pela 1ª Seção. Taxa de licenciamento de importação.940/89). “É válida a cobrança da Taxa de Fiscalização dos Mercados de Títulos e Valores Mobiliários (Lei 7. Lei 2.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.04. dado que a lei não fixa a base de cálculo e nem a alíquota. “É inconstitucional a cobrança da taxa de expediente para emissão de guia de importação (Lei 7.Súmula 15). 10 da Lei 2. de 1991. .2002 (STJ. por faixas de contribuintes” (TRF . As mercadorias oriundas do estrangeiro. 10)” (TRF . 77 do CTN a referida cobrança. CF. I. não mudou a natureza jurídica do crédito remunerador da atividade estatal especifica. Licença ou Guia de Importação ou documento equivalente: a alteração do art. Ofensa ao princípio da legalidade tributária. não estão sujeitas ao pagamento de Taxa de Melhoramento dos Portos (TMP) (extinto TFR .387. 10. art. DJU 07. art. pela Lei 8. tendo como base a área fiscalizada. o exercício do poder de polícia administrativa. de 1953. em razão do poder de polícia desenvolvido quanto à ocupação de imóveis utilizados para comércio ou para prestação de serviços.Súmula 220). de taxa para preço público.571/SP. de 1953. A Taxa de Melhoramento dos Portos (TMP). 97. art. concluindo pela inexistência de vulneração ao parágrafo único do art. Nota: O verbete sofreu impugnação no STF que entendeu ser de absoluta pertinência a cobrança. referente à mercadoria oriunda do estrangeiro com trânsito em porto nacional e destinada a outro porto nacional.2002). destinadas a outro País. Aposição da Corte Maior levou ao cancelamento da Súmula.145. pelo Município.5ª R. inclusive ICMS e ISS O STJ editou a Súmula 157 do teor seguinte: “É ilegítima a cobrança de taxa. de 1991. com a redação da Lei 8.145. 93 . I. IV. somente é devida no destino (extinto TFR .

1.107/SC. da Constituição Federal. As assertivas do acórdão 94 . DJU 30. § 2°. efetiva ou potencial. diante dessa decisão Plenária no RE 188. 2 Interpretando essa norma. os Estados. II. j. 155.1995. seja no Código Tributário Nacional. assim como as que a precederam. Tributário Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante . 145 e seu inciso II. 36. j. Direito constitucional. terceiro gênero tributário. por órgão administrativo. na segunda hipótese.AFRMM.03.446). em razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização. de 1991. de serviços públicos específicos e divisíveis. ao contribuinte . Art. Fiscalização. p. artigo por artigo. focalizados no recurso extraordinário.145. Carlos Velloso. 4. O Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante – AFRMM . na primeira hipótese. contribuição de intervenção no domínio econômico. I.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. com a redação da Lei 8. 25. Nota: A execução das Leis 2. No caso. Contribuição parafiscal ou especial de intervenção no domínio econômico. Poder de polícia.05. da alegação no sentido de que o Fundo da Marinha Mercante teria sido extinto. art. 10 da Lei 2. assim como qualquer prestação de serviços. 145. Recurso extraordinário não conhecido (STF. pelo Poder Público. 20. RE 165.939/RS. p. efetiva ou potencial. 21. A União. 149). II. ou a prestação de serviços. seja na Constituição anterior. mas improvido (STF. o acórdão extraordinariamente recorrido negou ter havido efetivo exercício do poder de polícia. pelo Poder público.145/1953 e 8. É o que estatui a Constituição Federal.387/1991 foi suspensa pela Resolução do Senado Federal 11/2005. Constitucional. ADCT. RE 188107/SC. na forma do disposto no art. Min Carlos Velloso.1997. inclusive ICMS e ISS Inconstitucionalidade do art. 3. do poder de polícia. Min. III.1995. no art.05. DJU 30. mediante atuação de órgãos administrativos do Município.é uma contribuição parafiscal ou especial. da Constituição. Súmula 279. prestados ao contribuinte ou postos à sua disposição. o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir taxas. que justificasse a imposição da taxa em questão. ao contribuinte. Recurso extraordinário conhecido (letra b).387. a jurisprudência do STF firmouse no sentido de que só o exercício efetivo. tributário e administrativo. O AFRMM não é incompatível com a norma do art. como a de que se trata neste recurso: taxa de localização e funcionamento. 23. II. distinta do imposto e da taxa (CF. de 1953.193.06. é que legitimam a cobrança de taxas. Taxa de localização e funcionamento. Pleno. efetiva ou potencial. rel. rel.1997. IX. sob o aspecto tributário. Irrelevância. Pleno.

5. Taxa de fiscalização de localização e funcionamento.152. incisos I e II. rel.. Taxas. indivisível e insuscetível de ser referido a determinado contribuinte. em Recurso Extraordinário (Súmulas 279 e 280). p. Min. Recurso extraordinário da Prefeitura. Pleno. 1ª T. Pleno. Taxa. tem por fato gerador prestação de serviço inespecífico. Estabelecimento comercial.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. do Município de São Paulo. Min. Recurso extraordinário não conhecido (STF. § 2°. RE 140278/CE. não mensurável. Pleno. RMS 4382. por instituir alíquotas progressivas alusivas ao IPTU. Sydney Sanches. de 30.1970).11. Recurso conhecido e provido (STF. no entendimento deste Relator. DJU 06. 182. mas preço público. Precedentes. inclusive ICMS e ISS repousaram na interpretação das provas dos autos ou do direito local.989/66. 156. Município de São Manuel.1997.02. 145. com ofensa ao art. por esta Corte. j.1998. Luis Gallotti. que deu nova redação aos arts.1991. Constitucional. j. da Lei 6.703). da Constituição Federal. O primeiro. à observância do disposto em lei federal e à utilização do fator tempo para a graduação do tributo. 12. j. Tarifas ou tabelas de preços de serviços públicos explorados diretamente pelo Estado ou mediante concessão. conhecido e provido (STF. não sendo de ser custeado senão por meio do produto da arrecadação dos impostos gerais. ao tomarem para base de cálculo das taxas de limpeza e conservação de ruas elemento que o STF tem por fator componente da base de cálculo do IPTU. 27. rel. As taxas são tributos estabelecidos por lei.1996. j.11. de qualquer modo. Lei 11. RE 68690/PR. que não podem ser revistas. 27. RE 199. 45. 7°. por haverem violado a norma do art. Min. Taxas de limpeza pública e de conservação de vias e logradouros públicos.969/SP. Tributário. II. 38). em razão do valor do imóvel. qual seja.1996. DJU 22. 00308-01/00183).11. Taxas que.08. rel. DJU 15. artigo por artigo. p.1969. Min. 87.05. Inconstitucionalidade declarada dos dispositivos sob enfoque. § 1°. A distinção entre taxa e preço público não é matéria de direito local e sim de direito federal. Imposto sobre a propriedade Predial e Territorial Urbana. Ilmar Galvão. Luis Gallotti.1957. Os demais. O Supremo Tribunal Federal tem 95 .12. incisos I e II. 27. rel. a área do imóvel e a extensão deste no seu limite com o logradouro público.07. as tarifas correspondem a atos do poder executivo (STF. A denominada taxa de manutenção e limpeza da ‘estação rodoviária’ não é verdadeiramente uma taxa. Preço público. Tributário. e 94. Ement. Distinção. que limita a faculdade contida no art. 6. § 4°.

478/2002. rel. 28. CTN. Município de Porto Alegre. do CTN. 36.09.76/PR. 16). Tributário. a respectiva base de cálculo não está vinculada a atuação estatal. pelas Municipalidades. IPTU.1996. 16.564. Embargos de divergência acolhidos (STJ. Falta de contraprestação. 13. p. Planta de valores genéricos. REsp 000. Min. anualmente renovável. DJU 27.1997. Tributário. Tributário. 1ª T. do Município de São Paulo [acórdão anterior às Leis 13.02. rel. anualmente renovável.tudo com afronta aos arts. da taxa em referência.. Lei 6. ‘desentupimento de bueiros e bocasde-lobo’).1998. pelo exercício do poder de polícia. e 79. II.2000...980. Min. 77.1996. ficando desfigurado o efetivo exercício do poder de polícia. Precedentes. artigo por artigo. pelo exercício do poder de polícia. j. de 1991.2001). 36). art. Taxa de fiscalização de localização e funcionamento.1997. da taxa em referência. utilização e metragem do imóvel) . Taxa de limpeza urbana.outros que não aproveitam especificamente ao contribuinte (‘varrição.152. Milton Pereira. quando inexistente a contraprestação de serviços inerentes a essa espécie de tributos. DJU 02. ademais. j. EREsp 01. Min. Impossibilidade Ilegalidade.171). j. Escritório de advogado. j. DJU 23. não podendo o contribuinte furtar-se à sua incidência sob alegação de que o ente público não exerce a fiscalização devida.. Base de cálculo. 1ª S. não dispondo sequer de órgão incumbido desse mister. 18. no modo como disciplinada no município de São Paulo. Ilegalidade da cobrança de taxa. Precedentes jurisprudenciais. 1. Ilmar Galvão. remunera .904/RS. Valor venal do imóvel.12. 77. Taxa de limpeza urbana e conservação de vias e logradouros públicos. 3. Min Ari Pargendler.02.522/2003 e 13.024-04/SP.09. RE 276. Ausência de divisibilidade e especificidade. RE 198.989. 1ª T. na redação dada pela Lei 11.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. lavagem e capinação’. DJU 02. 19. A majoração da base de cálculo do IPTU 96 . Decreto do Executivo. Recurso parcialmente provido (STJ. rel.12. rel.699/2003]. p. Recurso extraordinário conhecido e provido (STF. p. 2. Ilmar Galvão. de 1966. caput.03. Taxas de iluminação e limpeza urbana [acórdão anterior à EC nº 39/2002]. Tributário.1998. Recurso extraordinário conhecido e provido (STF.além dos serviços de ‘remoção de lixo domiciliar’ . 1° T. inclusive ICMS e ISS sistematicamente reconhecido a legitimidade da exigência. pelas Municipalidades. Majoração.05. A taxa de limpeza urbana. O Supremo Tribunal Federal tem sistematicamente reconhecido a legitimidade da exigência. Constitucionalidade. valorizando fatos incapazes de mensurar-lhe o custo (localização.

Min.05.11. não mensurável. a respectiva base de cálculo não esta vinculada a atuação estatal. 10 da Lei 2.478/2002. p. DJU 05. 2ª T. rel. 14. Leis 2. II.1997.193. DJU 02.690/89. indivisível e insuscetível de ser referido a contribuinte certo e determinado. Tributário. EREsp 102.09. 77 do CTN. j. Fiscalização aduaneira. Ilegitimidade de sua cobrança.06. 17. rel. lavagem e capinação’. Nota: A execução das Leis 2. Tributário. a exação correspondente ao uso compulsório de pátio que dá acesso a terminal alfandegário.1997. 21.145/53 e 7. o que exceder disso é aumento de carga tributária e só pode resultar de lei. j.522/2003 e 13.10.1999. 23. DJU 05. rel. REsp 61294/ES. Recurso improvido (STJ.outros que não aproveitam especificamente ao contribuinte (varrição. de 1991. no RE 188. Terminal alfandegário.. j.1999).107/SC. rel.04.404/SP. Recurso conhecido e provido (STJ.. inclusive ICMS e ISS depende da elaboração de lei. 13. utilização e metragem do imóvel) ..05.152. A taxa de limpeza urbana.145/1953 e 8. por isso que tem por fato gerador prestação de serviço de caráter genérico.Recurso especial não conhecido (STJ.699/2003]. j.tudo com afronta aos arts. Lei 6. na redação dada pela Lei 11. ‘desentupimento de bueiros e bocasde-lobo’). Ari Pargendler.12. REsp 220004/RS. Min.387/1991 foi suspensa pela Resolução do Senado Federal 11/2005. no modo como disciplinada no Município de São Paulo. A taxa de conservação e limpeza pública não se confunde com a do IPTU. qual seja a facultatividade do seu pagamento. ademais. diante da decisão Plenária do Colendo STF. Min.1999). Precedentes. Min. É taxa. Peçanha Martins. I – A exação prevista no art. valorizando fatos incapazes de mensurar-lhe o custo (localização.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 2ª T. remunera . DJU 30. à vista do art.. inc.145/53.989. e não preço publico. do Município de São Paulo [acórdão anterior às Leis 13. Taxa. Embargos de divergência acolhidos (STJ. caput. REsp 86692/MG.03. Estadia e pesagem de veículos de carga.02. de 1966. artigo por artigo. Garcia Vieira.1998.1995). j. 97 . Antônio de Pádua Ribeiro.além dos serviços de ‘remoção de lixo domiciliar’ . Taxa de incidente sobre guias de importação. Taxa de limpeza urbana. 23. DJU 11. Carlos Velloso. Min. 1ª S. II .1997. por lhe faltar característica essencial deste.1995. 1ª T. e 79. inespecífico. do CTN.16. Tributário. tem a natureza de taxa de prestação de serviços e não de preço público. 77. exceto nos casos de simples atualização monetária. rel.1998).

que requer lei em sentido material e formal.. Incorre. em face da inexistência da contraprestação de serviços e realização efetiva do poder de polícia (STJ. CVM. Humberto Gomes de Barros. A taxa em exame tem base de cálculo diversa da do imposto. não significa que estamos diante de tributo. como tal. da categoria das taxas. pois a denominação é irrelevante para qualificar a natureza especifica da imposição. eis que a proibição do parágrafo único refere-se a capital e não a patrimônio. DJU 06. Min. Taxa ou preço de armazenagem. podendo ter os seus valores e índices regulados por decreto ou mesmo portaria. do Presidente do IBAMA. de 09.Embora seja conhecida por ‘taxa de armazenagem’. Taxa de fiscalização. não se presta à instituição de tributo. p. rel..02..1997. Não é inconstitucional a taxa de fiscalização do mercado de valores mobiliários instituída pela Lei 7. 03.. rel. 4. por ser conhecida como ‘taxa de armazenagem’.1ª R. REsp 218103/SP. Sentença confirmada (TRF . j. 3. DJU 29.2000)..04.27835-9/BA. 3ª T. artigo por artigo. A portaria. I. esta é. a Portaria 028/91N. portanto. 2. Tributário. Impossibilidade. p. AMS 93. 2. do Presidente do IBAMA. Assim.05. III .03. não ocorrendo violação ao art. REO 93. Juiz Olindo Menezes.. Precedentes. preço e.1995. em vicio de ilegalidade. Remessa provida (TRF . até por vício de linguagem.1991.12.1ª R. que. AMS 95. Juiz Eustáquio Silveira. 77 do CTN. 44. 4ª T.940/89. 100). 1. j. do CTN. Tributário. Preços públicos e taxas não se distinguem pelo nomen iuris ou pela natureza dos serviços remunerados.05. do Código Tributário Nacional). II . 77 do CTN. Tributário. tecnicamente. 04. Juiz Castro Aguiar. art.0201404-9/RJ.Recurso improvido (TRF-2ª R.05. criou taxa em razão dos serviços prestados.2000. É defeso ao município instituir renovação de taxa de licença de localização e funcionamento.314). p. inciso I. a título de poder de polícia. DJU 13.09833-4/BA.01.1998. 3ª T. rel. 98 . subsumindo-se em norma complementar (CTN.1998. Administrativo.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.A natureza jurídica do tributo decorre do seu fato gerador e não do nome que se lhe dá (art. Apelação e remessa oficial improvidas. 3.07. 97. Lei 7. inclusive ICMS e ISS Tributário. 10. Violação do art. 4°. Alíquota. na liberação de mercadorias destinadas à exportação. 1.01.07. a pretexto de veicular emolumento. j. Taxa instituída pela Portaria 028/91-N.940/89. 262). Taxa de licença de localização e funcionamento. DJU 13. 114). 1ª T.. I . mas pelo critério da compulsoriedade da exigência (Súmula 545 do STF). Infringência do princípio consagrado no parágrafo único do art. deve ser tratada. rel.1998. 17.1995. j. Adoção de base de cálculo própria do ICMS. Renovação.

da Lei 2.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Taxa exigida pela CACEX para expedição de guia de importação. Verbete 545. III ..1996. jamais de taxa. p. isto através de tarifas ou preços específicos.10. 2° e suas alíneas da Lei 6. haja em conta que. de há muito sumulou sua jurisprudência. 20. que devem ser remunerados pelos serviços que sejam prestados ou postos a disposição de quantos transitam com cargas. AMS 95. Tributário. bem assim da utilização de equipamentos e serviços do aeroporto.18106-0.A leitura de tal dispositivo.Apelação conhecida e provida. a natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo seu fato gerador. rel. isto visando afastar qualquer dúvida.690/88.1994. 10. intérprete precípuo da CF.Nos termos do art.As entidades que exploram se obrigam a manter em bom estado os aeroportos. sendo as taxas-gênero de tributo . 4° do CTN. e decorrendo de efetiva utilização das áreas assim projetadas e construídas. que de tal figura jurídica se trata.708). 145. Não é porque o dispositivo em apreço empregou a expressão ‘taxa’. Tarifa de armazenagem. sendo irrelevante a sua denominação. e têm como base a lei formal e como antecedente fático a fruição do benefício que o recolhimento da tarifa propicia (TRF-2ª R.009/73.AMS 90. mutatis mutandis. 145 da Constituição Federal vigente. são compulsórias e têm sua cobrança condicionada à prévia autorização orçamentária. II. tudo nos termos do voto condutor (TRF-2ª R. remessa oficial prejudicada. 3ª T. inclusive ICMS e ISS Tributário. 51. 99 . II O Eg. em face do art. Turma . E. de preço público. rel. II . revela que se cuida. na redação que lhe deu a Lei 7. cujas instalações. IV . 1ª T. STF.exigidas compulsoriamente. p.Diferença entre taxa e preço público. a saber: ‘Preços de serviços públicos e taxas não se confundem. como ditado no art. a espécie. porque estas. Juíza Julieta Lunz. no caso.1994. j. em relação a lei que as instituiu’.009/73. Lei 6. Precedente específico desta Eg.009/73. DJU 15. III ..0206369-0/ES. 15. 11. AMS 93. Infra-estrutura aeroportuária do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro.1995. Juiz Arnaldo Lima. os preços públicos ou tarifas têm como pressuposto ou antecedente necessário a efetiva utilização do bem público que usufruir.06. diferentemente daqueles.04.145/53. DJU 02. j.02.As tarifas aeroportuárias destinam-se ao pagamento pertinente a utilização de aeroportos. da Constituição Federal.. artigo por artigo. I Elucidação da conceituação jurídico-legal da tarifa de armazenagem instituída pela Lei 6. projetos e construções são mantidos e operados pela União ou entidade da administração federal indireta.09.0211235-0/RJ. Art.. I .313). IV . Art.

145.1996. Interesses genéricos e não específicos divisíveis. 72. juiz Francisco Falcão. Tributário. as atividades e os interesses da comunidade. DJU 27.1997.1996. legitimamente exercido pelo município. p.02.. rel. Apelo e remessa oficial improvidos (TRF-5ª R.09. artigo por artigo. Taxa de verificação anual de funcionamento regular (alvará). DJU 24. Art. I . Direito Tributário.268). Juiz Gilson Dipp. A expedição de alvará. j. rel. foi suspensa pela Resolução do Senado Federal 11/2005. j. Constitucional. Remessa ex officio provida (TRF-4ª R. no RE 188. 100 . j.Apelação e remessa oficial providas. geralmente são estabelecidas as taxas). Constitucionalidade. funcionamento e instalação. DJU 13.940/89. rel. inclusive ICMS e ISS Nota: A execução das Leis 2. II . 3. funcionamento e instalação de imóvel onde a Caixa Econômica Federal exerce suas atividades. p. Trata-se de tributo fixo. 68. AMS 0444230/RS.05.004).301). rel. 23... 2. II.Regular utilização do poder de polícia garantindo constitucionalmente. j. CF/88. É constitucional a taxa de fiscalização do mercado de valores mobiliários instituída pela Lei 7.1995. o que faz desnecessária a comprovação da efetiva contraprestação do serviço público. 1ª T. Taxa de fiscalização do mercado de valores mobiliários.387/1991. 73. em que o patrimônio líquido da empresa funciona não como base imponível. Sucumbência invertida (TRF-3ª R.1997.1997. III . 22. por conseguinte.. DJU 30. j.668). 21. Juíza Lúcia Figueiredo. 06. 19.113. 4ª T. sobre o ordenamento urbano. 2. Taxa de serviços públicos.. 1. II e III. diante da decisão Plenária do Colendo STF.09. Carlos Velloso. Lei 7.08. REO 0443196/PR. 16.08. Mandado de segurança.193). 1ª T. Taxa de licença para localização.940/89. Taxas de iluminação e de limpeza públicas não se enquadram nas taxas contra-prestacionais.03. DJU 10. criado sem base de cálculo e sem alíquota (como. rel. Min. e.1996.. Juíza Tânia Terezinha Escobar.03. p.03. 2ª T.1997.820/SP. Tributário.10.. alias. do CTN. AC 93. 79. mas como um referencial para se estabelecer a classe do contribuinte. 4.É legítima a instituição e cobrança pelo município de taxa de licença para localização. 14.145/1953 e 8.107/SC. p. Art.1996. 1. o valor do tributo por ele devido (TRF-4ª R.1995. para a localização de quaisquer estabelecimentos. Tributário. Autonomia municipal.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. corresponde ao controle. p.08.

mas de preço público. Inafastabilidade. a cobrança a título de água e esgoto.1996. garantia essa que não pode ser ladeada mediante delegação legislativa’ (RTJ 141/430.1984). sujeitos que estão ao princípio constitucional da legalidade (§ 29 do art. DJU 02. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que não se trata de tributo.1996. 3. 24 estabelece a competência concorrente da União. 2ª T. Esse entendimento persiste. Já ao tempo da Emenda Constitucional nº 1/69. não podem ter seus valores fixados por decreto.06.208/MG. Conversão em agravo regimental. sim. que prevê sua ocorrência após cinco anos.04. de 30 de junho de 1995. AC 95. Conversão dos embargos em agravo regimental. Embargos de declaração convertidos em agravo regimental. 74. Ato normativo.09. rel. Não provimento deste (STF. dos Estados e do Distrito Federal. Serventias judiciais e extrajudiciais. Liquidez e certeza. Carlos Velloso.10. III. julgando a Representação 1. Taxa de esgoto sanitário. taxas. 3. II. CDA. 2. contados do primeiro exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. I. sendo aplicável em matéria de decadência o art. rel. DJU 26. A anuidade exigida pelos conselhos regionais constitui tributo. para legislar sobre custas dos serviços forenses (inciso IV) e cujo art. sob a vigência da Constituição atual (de 1988). Min.536/SC. inclusive ICMS e ISS Execução fiscal. 153 da Emenda Constitucional nº 1/69). Anuidades e multas.08. Natureza jurídica.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.04. 19. 1. 1. tem o prazo prescricional de vinte anos para cobrança. por não serem preços públicos. 2.495). Não se tem por afastada a liquidez e certeza da certidão de dívida ativa pelo só fato de trazer referência dos valores originais em moeda não mais em curso no País (TRF4ª R. 28.2005). ‘mas. o Plenário do Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que ‘as custas e os emolumentos judiciais ou extrajudiciais’. por não se tratar de crédito de natureza tributária. no inciso I. a exigência ou 101 .. ao Distrito Federal e aos Municípios. j.. 173 do CTN/66. j. Natureza jurídica de preço público. 150. Direito Constitucional e Tributário..08. j.1990. RE-ED 447.2005. da espécie taxa. Precedentes. Embargos de declaração opostos à decisão do Relator. 2ª T. Juiz Edgard Antônio Lippmann Júnior. Conselho Regional de Contabilidade. A multa administrativa. 08. a 20. Ação direta de inconstitucionalidade da Resolução 7. Embargos de declaração opostos à decisão singular do Relator. Constitucional. do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná. Prestação de serviço por concessionária. Orientação que reiterou. cujo art. Custas e emolumentos. Decadência e prescrição.00284/PR. veda à União. aos Estados. p. artigo por artigo. Tributário. no julgamento do RE 116.094/SP.

entendeu possível a decretação. Aqui não se trata de ‘simples correção monetária dos valores anteriormente fixados’. O art. art.1996. como exigido pela Constituição Federal. Taxa. sem lei que o estabeleça. Recurso especial oposto contra acórdão que. artigo por artigo. l6. Pleno. pois estas resultam. 40 da Lei 6. sem lei a respeito. Pleno. rel. no seu exato sentido jurídico. art. CTN. para declaração de inconstitucionalidade da Resolução 07. IV. de 30 de junho de 1995. rel. do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (STF. No caso presente. 5. Constitucional. Mas sempre fixadas por lei. Lei 9.2003). III.830/80]. DJU 11. 12. art. Min. 1°. 8°. ADIn 1444/PR.2003. efetiva ou potencial.11. da prescrição intercorrente.08. Requerimento do Ministério Público. a majoração de custas judiciais e extrajudiciais resultou de Resolução do Tribunal de Justiça . em execução fiscal referente a serviço de fornecimento de água. no caso.314. ou são de serviço. de 14. do CTN. II e § 1°. Recurso especial. Tal conceito abrange não só as custas judiciais. Lei 9. Min Carlos Velloso. e 174. DJU 01. Tributário.2002. As taxas decorrem do poder de polícia do Estado. Ação direta julgada procedente. resultantes da utilização efetiva ou potencial. j. 219. Serviço de fornecimento de água e coleta de esgoto..Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. nos termos em que foi admitido no ordenamento jurídico.1996.02. O art. Precedentes.05. O poder de polícia está conceituado no art. 1. 174 do CTN. de 14.Código de Mineração]: não se tem. I. 145 admite a cobrança de ‘taxas. 236). também.04. 6. 20. Sydney Sanches. j. o qual alterou o art. II.11. 145. as extrajudiciais (emolumentos). igualmente. mas preço público decorrente da exploração pelo particular. 175 e §§ [rectius: parágrafo único]). 101). de serviços públicos específicos e divisíveis. 20. ADIn 2586/DF. de serviço público. Decretação da prescrição intercorrente. 20 do Dec. Decretação da prescrição intercorrente por requerimento do Ministério Público. IX. ADIn julgada improcedente (STF. do CPC. não tem prevalência. ainda que prestado em caráter particular (art. Remuneração pela exploração de recursos minerais.-lei 227/67 . de serviços públicos específicos e divisíveis. ex officio. mas. em razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização. 4.830/80. inclusive ICMS e ISS aumento de tributo. Tributário Taxa Conceito. p. Código de Mineração. de um bem da União (CF. Repugnam os princípio informadores do nosso 102 . Interpretação dos arts. mas de aumento do valor de custas judiciais e extrajudiciais. da LEF [Lei 6.2003. II do § 3° [rectius art. § 4°. 2.314. A sua aplicação há de sofrer os limites impostos pelo art. prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição (CF. Preço público. taxa. 78. II). art. parágrafo único.e não de lei formal. 3. Natureza tributária. prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição’.

nº 05. então é justo que a remuneração correspondente. 174 do CTN. não permitindo o atendimento da respectiva necessidade por outro meio.. se prestasse diretamente o serviço’ (RF. 11 da Lei 2. serviço público concedido. Atividade pública (serviço) essencial posta à disposição da coletividade para o seu bem-estar e proteção à saúde.830/80. sendo o prestador do serviço público pessoa jurídica de direito privado. Rev. 9. pelo que. 8. 6.-set. em face da obrigatoriedade da ligação domiciliar à rede pública’ (Helly Lopes Meirelles. 1987. Juríd. o valor cobrado caracterizar-se-ia como taxa. visando atender necessidades coletivas ou públicas. Os serviço de fornecimento de água e coleta de esgoto é cobrado do usuário pela entidade fornecedora como sendo taxa. 4. de que a contribuição pelo fornecimento de água e coleta de esgoto é taxa. deve-se estabilizar o conflito. pela via da prescrição. Regime tributário da venda de água. p. norma revogada pela Lei 8. ‘A remuneração dos serviços de água e esgoto normalmente é feita por taxa. v. RT. Prevalência no ordenamento jurídico das conclusões do X Simpósio Nacional de Direito Tributário. Após o decurso de determinado tempo sem promoção da parte interessada.. cujo afluente [rectius: efluentes] terá destino fixado pela autoridade [sanitária] competente’. Não há amparo jurídico a tese de que a diferença entre taxa e preço público decorre da natureza da relação estabelecida entre o consumidor ou usuário e a entidade prestadora ou fornecedora do bem ou do serviço. O concessionário recebe remuneração da mesma natureza daquela que o poder concedente receberia. Adoção da tese. por ser a relação entre eles de direito público. da Procuradoria-Geral da Fazenda Estadual/Minas Gerais. inclusive ICMS e ISS sistema tributário a prescrição indefinida. artigo por artigo.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. não sendo afetada pela existência da concessão. impondo-se segurança jurídica aos litigantes. p. ‘Se a ordem jurídica obriga a utilização de determinado serviço. 11. 7. na situação específica examinada. sofra as limitações próprias de tributo’ (Hugo de Brito Machado. ao contrário. p. Os casos de interrupção do prazo prescricional estão previstos no art. 3. jul. Precedentes das egrégias 1ª e 2ª Turmas desta 103 .080/90] (Código Nacional de Saúde) determina: ‘É obrigatória a ligação de toda construção considerada habitável à rede de canalização de esgoto.312/94 [rectius: de 1954. ed. ano 1987. de natureza compulsória. quando há compulsoriedade. Tem-se. Obrigatoriedade do serviço de água e esgoto. cobrada pelo Poder Público. 174 do CTN tem natureza de lei complementar. 40). 299. 1977. Precedentes desta Corte e do colendo STF 5. 12. 40 da Lei 6. Direito municipal brasileiro.. o valor cobrado é preço público/tarifa. Há de ser sempre lembrado de que o art. no sentido de que ‘a natureza jurídica da remuneração decorre da essência da atividade realizadora. 10. in casu. se a entidade que presta o serviço é de direito público. 492). O art. nele não incluídos os do art. 11).

DJU 14. Recurso especial não provido (STJ. Remessa oficial improvida (TRF-1ª R. § 2°. Preço público é a remuneração paga pelo fornecimento de serviço público prestado por concessionário ou permissionário. ou a utilização..07. 1. artigo por artigo. Taxa de melhoramento dos portos. Provimento à remessa necessária (TRF-2ª R. 6. 1ª T. no RE 167. 13. Não violação de acordos internacionais.502/64. da CF e o parágrafo único do art. p.522/92. 6ª T. As taxas não podem ter base de cálculo ou fato gerador idênticos àqueles que correspondam aos impostos (CF. de serviço público específico e divisível. Importação.03. inclusive. p. Taxa é espécie de tributo que tem por fato gerador o exercício do poder de polícia..289). efetiva ou potencial. 19.690/88) Ilegalidade. sendo uma obrigação assumida voluntariamente. da ALALC ou ALADI (Súmula 124 do STJ). porque decorre da prestação de um serviço privativo e exclusivo da atividade estatal. Tributário. no interesse da arrecadação ou da fiscalização do tributo.09. 2.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Suspensão dos dispositivos legais questionados pela Resolução 73/95 do Senado Federal. REO 9601042105/DF. DJU 31. REsp 848287/RS. 286). A aplicação do selo de controle do IPI. Taxa que tem como base de cálculo o valor da mercadoria constante da guia de importação vulnera o art. Problema de ilegalidade corrigido pelo Legislativo. 46 da Lei 4. Min. ao afirmar que essa taxa tem identidade com a base de cálculo do imposto de importação. § 2°). 4ª T. 77 do CTN. inclusive ICMS e ISS Corte Superior. STF. IPI.03. Juíza Selene Almeida.2006.437/75. art. 145. prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição. rel. Trata104 .. Natureza jurídica.-lei 1. sobre a importação de mercadorias de países signatários do GATT.052/RJ. Dec. 3. José Delgado. j. j.2002.2006.145/53 e modificada pela Lei 7. p. 17. também. Ressarcimento de custos. 3. Selos de controle quantitativo. após a declaração de inconstitucionalidade pelo Eg. Tributário.992-1/210. a reiterada doutrina e a jurisprudência dos tribunais superiores que entendem legítima a sua cobrança.2000. Receita originária. face. rel. REO 3. rel. 145. 1. j. 21. previsto no art. Juiz França Neto. DJU 17. por identificar-se com a base de cálculo do imposto de importação. 178). A aquisição dos selos de controle do IPI não configura exercício do poder de polícia ou utilização de serviço público especifico e divisível.2002.09. Equivoca-se quem reputa inconstitucional a cobrança da taxa de melhoramento dos portos. com a Lei 8. Taxa de expediente (Leis 2.08. A exação criada pela Lei 2. Precedente do TRF 1ª Região.. representa uma obrigação acessória.145/53 e 7. 5. 2. Ausência de identidade de sua base de cálculo com a dos impostos.. 4.1999.690/88 identifica-se como taxa e não preço público.

violação a quaisquer princípios tributário.437/75. Juiz Antonio Albino Ramos de Oliveira. Inconstitucionalidade. Trata-se. 06.000271-0.Não há considerar a exigência de ressarcimento de custos de confecção de selos de controle. Tributário. j.03. apenas.2006) (TRF-4ª R. Natureza jurídica.71. inclusive ICMS e ISS se. por ser dele o monopólio na confecção dos selos. aquela ‘que decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações positivas ou negativas. do CTN). a pretexto de veicular emolumento.2007. O cumprimento dessas obrigações acessórias pode gerar dispêndio ao contribuinte em determinadas situações.2006. 793). EIAC 2003. Dec. com a utilização de patrimônio estatal (TRF-4ª R. necessidade esta que se impõe diante da peculiar sistemática de arrecadação do imposto. ADIn 1.05. proveniente de produto fabricado por empresa pública . de mais um custo.. Trata-se.050. 2ª T. de obrigação acessória. por ser dele o monopólio na confecção dos selos. apenas.07. DJU 12. rel.-lei 1. Portaria 37/98. Ibama. previsto no Dec. Juiz Vilson Darós. Incorre. ou seja. artigo por artigo. não havendo.Casa da Moeda-..2007).. rel. j. Lei 4. DJU 12. como sendo instituição de uma nova taxa ou de preço público.03. em vicio de ilegalidade. IPI. não caracteriza taxa e nem preço público.710/RS. 113.002. AC 200371120077868/RS. pelos contribuintes do IPI. dentre outros que se somam à atividade desenvolvida pelo industrial e que é repassado ao preço final do produto. Tributário.07. Selos de controle quantitativo. mas pelo critério da compulsoriedade da 105 .-lei 1. O valor pago pela aquisição das estampilhas (selos) de controle do IPI. de mais um custo. ou seja. criou taxa em razão dos serviços prestados no exercício de poder de polícia.71. Cadastro técnico federal de atividades potencialmente poluidoras ou utilizadoras de recursos ambientais. na verdade. A única diferença é que tal valor é devido ao Estado. constituindo-se em receita originária da União. dentre outros que se somam à atividade desenvolvida pelo industrial e que é repassado ao preço final do produto. assim.. A única diferença é que tal valor é devido ao Estado. Preços públicos e taxas não se distinguem pelo nomen iuris ou pela natureza dos serviços remunerados. DJU 28. p. 1ª Seção. 1 .823-1/DF. TRF . Taxa de cadastramento.502/64.2006. 1ª Seção.4ª R. nelas [sic] previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos’ (art. sem que isso venha a desconfigurar sua natureza 2 –‘A aquisição dos selos de controle do IPI não configura exercício do poder de polícia ou utilização de serviço público específico e divisível. 13.07.437/75. § 2°. Obrigação acessória. Ressarcimento de custos. a portaria que.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. necessidade esta que se impõe diante da peculiar sistemática de arrecadação do imposto’ (Embargos Infringentes 2003.

19.04. Matéria não tributária. Conhecido o conflito de competência para declarar competente para a matéria a 2ª Seção. A taxa de ocupação é uma receita originária do Estado. inclusive ICMS e ISS exigência (TRF-4ª R..040. Ilegalidade da cobrança.461/SC. Lei 10.174.060. rel. Nessa esteira. Inexiste ofensa da Lei 10. Juíza Vivian Josete Pantaleão Caminha.72..804/RS. conforme inteligência dos arts. efetiva e potencial. Não há falar. de serviço público específico e divisível. que poderia ocasionar uma possível inconstitucionalidade. 106 . p. por conseguinte. portanto. j.2006. 77 do CTN e 145 da Constituição Federal de 1988. fulcro no art. j. na medida em que não restou comprovado que essa exação serve para retribuir serviço público específico e divisível e nem representa exercício do poder de polícia (TRF-4ª R.2006.2006.71.010.. AMS 1999. Taxa de ocupação. cobrada por este em razão do uso por terceiros de seus bens imóveis. 502). em ausência de contraprestação. j. uma vez que de prestação de serviços públicos não se trata. 3. 145. DJU 24. p. efetiva ou potencial. AC 2003. p. Conflito negativo de competência. 1. Juiz Marcelo Malucelli. de serviços públicos específicos e divisíveis. rel.4. 05. ou a utilização.165/2000.2006.05. art. rel.760/46. Processual civil.72.121/SC.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. DJU 03..2006. prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição. O faturamento da empresa é utilizado como critério referencial a fim de garantir-se a isonomia.TCFA. Em obediência à Constituição Federal. Competência da 2ª Seção.165/2000 aos arts.2006. 127 do Dec. conferindo-se tratamento diferenciado a quem produz graus de poluição diferentes e. exige o exercício do poder de polícia em maior ou menor grau (TRF-4ª R.000. 01.-lei 9. O nomen iuris atribuído à exação cobrada pelo Estado é questão que não importa para sua classificação como tributo. DJU 08. 1ª T.05. afigura-se ilegal a cobrança da taxa de segurança ostensiva contra delitos instituída pelo Município de Criciúma. Juiz Vilson Darós. A hipótese de incidência do tributo em questão –TCFA .. artigo por artigo. 1ª T. 617).04.é o exercício do poder de polícia conferido ao Ibama para controle e fiscalização das atividades potencialmente poluidoras e utilizadoras de recursos naturais. 1ª T.. As taxas são tributos que têm como fato gerador o exercício regular do poder de polícia. prestados ao contribuinte ou postos à sua disposição. 145 da CF/88 e 77 e 78 do CTN.02.105. 381). II. Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental . AC 2004. Taxa municipal de segurança ostensiva contra delitos. as taxas de serviço instituídas pelos Municípios devem ter como fato gerador o exercício do poder de polícia ou a utilização. 2.03.

3. Queima controlada de cana-de-açúcar. Tributário. afigura-se devida a tarifa de armazenagem apenas nos casos de efetiva utilização do serviço portuário. 2. posto que criada pela Medida Provisória 2.06. inciso II. Precedentes. Este tipo de atividade não se encontra acobertada pelos princípios constitucionais tributários.02. DJU 06. O poder público se serve da cobrança por meio de preço ou tarifa pela prestação de um serviço público voluntário. da Carta Magna. A competência para instituição de taxas pelo exercício do poder de polícia vem determinada no art.247. artigo por artigo. Apelação não provida (TRF-3ª R. rel.006. j. no entanto.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Precedente deste eg. DJU 01. 77 e 80 do CTN. II. STF já reconheceu a prescindibilidade da efetiva comprovação da atividade fiscalizadora para a cobrança anual da taxa de localização e 107 . 3ª T. Trata-se de uma prestação contratual voluntária. 01.201. 4ª T..02.10 2004. Tribunal.04. Juiz Nery Junior. 339). 4. Exigibilidade. enquanto aquela é compulsória. Taxa de armazenagem portuária.. Juíza Marga Inge Barth Tessler. Tributário.784/SC.03. Cobrança pela municipalidade em detrimento da CEF. A fiscalização de anúncios se faz necessária para preservar a qualidade do meio ambiente nas cidades e adequar a conduta da pessoa física ou jurídica.000.2005. Honorários advocatícios. convertida na Lei 9.015/99. 19. Legalidade na cobrança da taxa para uso do fogo. 3. A taxa para uso do fogo não tem a mesma base de cálculo do ITR. 313). às disposições legais pertinentes. 197). a qual definiu os elementos essenciais à sua instituição.068/AL. 23. inclusive ICMS e ISS especificamente a 3ª Turma.. Corte Especial.. j. rel. Mandado de segurança. p.12. 2. A principal distinção entre taxa e preço público reside no fato deste ser facultativo. afastando-se.009/73. j. A taxa é um tributo que tem. o disposto no art. Embargos à execução fiscal. AMS 2001. rel.500/SP. que utiliza a propaganda. é o meio pelo qual se paga por um serviço facultativo.2004. 1. 145. 1ª parte. direta e especificadamente dirigida ao contribuinte.2005. A remuneração para obtenção da autorização para uso do fogo em queimada controlada tem a natureza jurídica de taxa. CC 2005. AC 2000.2006. da CF e nos arts. Possibilidade.. a quem recebeu originariamente por distribuição o agravo de instrumento (TRF-4ª R.80. Taxa de fiscalização de anúncio luminosa.010. 1. Pela análise da Lei 6. Administrativo. p.990. Legalidade. se subdividindo em um serviço público e outra em razão do exercício do poder de polícia. 145. na hipótese de incidência. Apelação improvida (TRF-5ª R.960/2000. Natureza jurídica de taxa. Juiz Marcelo Navarro. uma atividade estatal. Tarifa.2005. DJU 23. inclusive. O C.03. p.

rel. j.04.571/SP.038173-0. TRF3.2006. j. rel.-lei 1. 2ª T. De referência à compulsoriedade. da incidência do encargo de 20% previsto no Dec. 7.2001. 2ª Seção. j.2002. Min. A taxa não pode ter base de cálculo ou fato gerador idênticos aos que correspondam a imposto nem ser calculada em função do capital das empresas. sumulado sob nº 545: 108 . p..10. REsp 2000/0079370-1. Art. tenha-se presente o entendimento do STF. Diante da não previsão. Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça.2002. caput.2006. podendo ser instituída por todos os entes federativos. 07.. EAC 91.63.2001). STJ. Estados e Municípios (art.025/69.05.11. diante da notoriedade do exercício do poder de polícia pelo aparato administrativo dessa municipalidade (AgRg no RE 222. AgRg no REsp 2002. União.05. 17.001.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.2001.252-6/SP. j. DJ 07. 6ª T. Ellen Gracie. na certidão da dívida ativa. Des.2002.09. 23. e sua renovação anual. generalidade e origem pública. no julgamento do REsp 261.12. A taxa é de competência comum ou cumulativa. Apelação e remessa oficial providas (TRF-3ª R. inclusive ICMS e ISS funcionamento pelo Município de São Paulo. inverto os honorários advocatícios fixados na r.[. 204. artigo por artigo.05. DJU 02. inclusive em detrimento da Caixa Econômica Federal. DJ 02.922. Eliana Calmon.08. Juíza Consuelo Yoshida. 15. 145.2002. 1ª T. da CF/88). AC 93.. Fed. 5. 02. 330). DJ 14. 191. Precedentes: STJ. 6. Desde então. p. rel. Min. j. setença monocrática. A Súmula 157 do STJ foi cancelada pela C..2001.77.2001.239/SP.04. * Parágrafo único com redação determinada pelo Ato Complementar 34/67. COMENTÁRIOS Generalidades. Cecília Marcondes.03.10.. DJ 03. p. O que caracteriza a espécie tributária é a compulsoriedade. o STJ tem reconhecido a validade da taxa de localização e funcionamento e da taxa de fiscalização de anúncio. DJU 03. taxa semelhante àquela aqui discutida.030.] Parágrafo único.16-6. rel. 4.

pois não poderá ser tomado como base situação fática que já tenha servido para a incidência dos impostos (§ 2°. sendo mais comum a alíquota fixa. progressiva ou regressiva. considera o valor da causa e estabelece faixas de incidência. Segundo Aliomar Baleeiro. artigo por artigo. A maior das limitações que se impõe à taxa é quanto a seu fato gerador. o que se reflete diretamente sobre a alíquota. inclusive ICMS e ISS Preços de serviços públicos e taxas não se confundem. tem função fiscal e o valor será uma alíquota proporcional ao serviço. diferentemente. por exemplo. ou não. proporcional. 145. CF). Exemplo de alíquota progressiva é a da taxa judiciária. terá que pagá-la. diferentemente daqueles. em relação à lei que as instituiu. são compulsórias e têm sua cobrança condicionada à prévia autorização orçamentária. a taxa existe em razão da prestação de um serviço. manifestada por força de lei e em atividade administrativa plenamente vinculada. temos que a alíquota da taxa pode ser fixa. tem função extrafiscal (emprego do tributo como instrumento de intervenção pública). De referência ao quantitativo. 109 . Se. ao fixá-la. utilize. Genérica é a taxa porque atinge indistintamente todo aquele que a ela estiver vinculado em virtude de algum fato gerador. o contribuinte os serviços do Corpo de Bombeiros. Fato gerador e base de cálculo. porque estas. não poderia deixar de ser pública. se a taxa é manifestação do poder de polícia. art. Sendo a taxa derivada de uma vontade do Estado. a taxa de incêndio. Neste sentido a Súmula 595 do STF. em que a lei.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.

distinguir a base de cálculo de uma taxa e de um imposto. Entendiam não estar presente na atividade dos mercados de títulos e valores mobiliários o exercício do poder de polícia. Na prática. muitas vezes. Assim. quando a Lei federal 7. é o custo do serviço específico. A propósito. Sobre a base de cálculo incidem as alíquotas. efetiva ou potencialmente. o que se faz imprescindível em razão da restrição contida no CTN. do fato gerador. acorreram os contribuintes ao Judiciário.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. em número.940/89 instituiu a taxa de fiscalização dos mercados de títulos e valores mobiliários. 110 . JURISPRUDÊNCIA “É inconstitucional a taxa municipal de conservação de estradas de rodagem cuja base de cálculo seja idêntica à do Imposto Territorial Rural” (STF .940/89”. A preocupação do legislador quanto à exigência final contida no parágrafo em apreciação (não ter a taxa valor econômico em função do capital da empresa) teve em vista não atropelar o Imposto de Renda. no exercício do poder de polícia e na realização de serviços. questionando a legalidade e a constitucionalidade da lei. O STF dissipou todas as dúvidas ao editar a Súmula 665 do teor seguinte: “É constitucional a Taxa de Fiscalização dos Mercados de Títulos e Valores Mobiliários instituída pela Lei 7. artigo por artigo. utilizável pelo sujeito passivo.Súmula 595). não é fácil. o poder tributante terá de dispor de um serviço mensurado e individualizado. o poder público exaure sua atividade dentro de uma previsão fática que se chama fato gerador. A base de cálculo é a expressão. inclusive ICMS e ISS Para cobrar taxa.

Representação julgada procedente para declarar a inconstitucionalidade do Decreto 16.690/88. 182. no entendimento deste Relator. Custas e emolumentos judiciais e extrajudiciais. 111 . DJU 10. Moreira Alves. qual seja. Tributário. e 94 da Lei 6. Representação de inconstitucionalidade.08. mas. 23.02.1992). DJU 04. do Governo do Estado de São Paulo. que limita a faculdade contida no art.685. não podem eles ter seus valores fixados por decreto. RE 167992/DF.888). por haverem violado a norma do art. Pleno.1997. 08. 12. RE 204. Art. j. do Governo do Estado de São Paulo (STF. Ilmar Galvão. 87 e incisos I e II. 145.1984. de 26.827/SP. o valor da mercadoria importada. tem por fato gerador prestação de serviço inespecífico. Pleno. por instituir alíquotas progressivas alusivas ao IPTU. Decreto 16. que deu nova redação aos arts. sim. 7°. da Constituição Federal. Min. 156. Taxas de limpeza pública e de conservação de vias e logradouros públicos. § 1°. j.1981. Min.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.145/53. p. j. 153 da Emenda Constitucional 1/69). Inconstitucionalidade dos dispositivos sob enfoque.09. DJU 25.1981. Recurso não conhecido (STF. II. com ofensa ao art. RP 1094/SP. sujeitos que estão ao princípio constitucional da legalidade (§ 29 do art. Soares Muñoz. Os demais. Não conhecimento do recurso da Municipalidade. rel. garantia essa que não pode ser ladeada mediante delegação legislativa. Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana. Não sendo as custas e os emolumentos judiciais ou extrajudiciais preços públicos. a área de imóvel e a extensão deste no seu limite com o logradouro público. Ilmar Galvão. 145. 10 da Lei 2. de 26.11. rel.213). taxas. p. Taxa de licenciamento de importação. rel. § 2°.04. 1.02. ao tomarem para base de cálculo das taxas de limpeza e conservação de ruas elemento que o STF tem por fator componente da base de cálculo do IPTU. Taxas que.685. inclusive ICMS e ISS Município de São Paulo.02. Min. redação dada pelo art 1º da Lei 7. Lei 10. artigo por artigo. Tributário. § 4°. da Constituição Federal de 1988.1996.921/90. em face da norma do art.1994.989/66. não tendo de ser custeado senão por meio do produto da arrecadação dos impostos gerais. Sua natureza jurídica. rel. O primeiro. Min. à observância do disposto em lei federal e à utilização do fator tempo para a graduação do tributo. do município de São Paulo. Conhecimento e provimento do recurso da contribuinte (STF. de qualquer modo. em razão do valor do imóvel.1995. Inconstitucionalidade que se declara do dispositivo legal em referência.12. 15. Tributo cuja base de cálculo coincide com a que corresponde ao imposto de importação. § 2°. p/ac. Pleno. ou seja. não mensurável indivisível e insuscetível de ser referido a determinado contribuinte.

2.921/90. 1ª T. 3. A taxa de expediente.1999. em sede de recurso especial. Min. Agravo de instrumento desprovido (STJ.05. Município de São Paulo. entendeu-se que o fato de a alíquota da referida taxa variar em função da metragem da área construída do imóvel . Min. 1. rel. de remoção de lixo domiciliar e de iluminação pública. Taxa de Armazenagem Portuária . por maioria) . Agravo regimental provido. é 112 .690/88. com a revogação da decisão de fls. 98/99.Súmula 83 . Ag 314761/SP. como fundamento central. 04. Tributário.1999. Súmula 83 do STJ. III. Plenário.2000). Aldir Passarinho Júnior. Base de cálculo. artigo por artigo. Taxas de conservação e limpeza de logradouros públicos.. ‘Não se conhece do recurso especial pela divergência. que é inconstitucional a cobrança das taxas de conservação e limpeza na forma estabelecida pela Lei Municipal 10. Tributário e processual civil. por possuírem base de cálculo própria do IPTU.TAP. inclusive ICMS e ISS Constitucional e tributário..801/SP. Processual civil. no julgamento do RE 204.145/53.1997.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. afastando-se a alegada ofensa ao art.921/90. por maioria. Não se conhece de recurso especial quando a decisão atacada basilou-se. Taxas de conservação e limpeza urbana. REsp 157060/SP. com redação dada pela Lei 7. Agravo regimental desprovido (STJ.que constitui apenas um dos elementos que integram a base de cálculo do IPTU . Taxa de expediente. 1ª T.STJ.1999). arts. rel. Min. Inconstitucionalidade.03. 3. rel. CTN. Tributário. Recurso não provido (STJ. 77 e 79. DJU 10.2000. Importação.827-SP (DJU 25. O Colendo Supremo Tribunal Federal entendeu. quando a orientação do Tribunal se firmou no mesmo sentido da decisão recorrida’ . 2ª T. Carlos Velloso.03. José Delgado.não implica identidade com a base de cálculo do IPTU. DJU 27.1999).SP (Lei municipal 10. Base de cálculos. j. Multiplicidade de precedentes. Ilmar Galvão. O Colendo STF.11. 1.. Apreciação incomportável no âmbito do recurso especial. ao apreciar o RE 232393/SP. 26. instituída pela Lei 2. 12.253/89).09. j. impossível o exame da matéria pelo Superior Tribunal de Justiça. Destarte. Ag 121.05.1999. 145. 2. Na ocasião.04. em matéria de cunho eminentemente constitucional. Exações entendidas como inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal. Min. decidiu que é constitucional a taxa de coleta de lixo domiciliar instituída pelo Município de São Carlos . II. § 2°. Milton Luiz Pereira. 18. consoante o entendimento mais moderno desta Corte.08. Decisão da matéria pelo Colendo STF. Preços públicos. DJU 31. Min. j. da CF (‘As taxas não poderão ter base de cálculo própria de impostos’). rel. I. Legalidade. rel. Legalidade de aumento de Tarifas Portuárias (TAP) por ato ministerial. Lei 10.

j. do Código Tributário Nacional).1995.685/ES. § 2°. pois a denominação é irrelevante para qualificar a natureza específica da imposição.. Agravo regimental no agravo de instrumento. Alegada ofensa ao art. Recurso não conhecido (STJ. 03. 20. j. DJU 01.1989. Assim. que instituiu a taxa de fiscalização da CVM (RE 177. AMS 95.TFA e da Taxa de Fiscalização. nesta superior instância. 44.. eis que possui base de cálculo própria do imposto de importação. I . DJU 13.1999). não significa que estamos diante de tributo. descabe a alegação de contrariedade à lei tributária nacional.570/PE. 16. § 2°.A natureza jurídica do tributo decorre do seu fato gerador e não do nome que se lhe dá (art. Alíquota. 2ª T.TFA. p. rel. Taxa de Fiscalização de Anúncios . Garcia Vieira. por ser conhecida como ‘taxa de armazenagem’. de 20. 1ª T. Taxa de fiscalização. ambas do Município de Belo Horizonte. podendo ter os seus valores e índices regulados por decreto ou mesmo portaria. artigo por artigo. Precedente STF. situação que não viola a vedação prevista no disposto no art.940. como tal.2000.08. Reexame de fatos e provas. rel. Francisco Peçanha Martins. preço e.TFLF. Recurso provido (STJ. Tributário.020. tecnicamente. REsp 205.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Constitucionalidade..07.05. Efetivo exercício do poder de polícia.TFLF. 2.05. Localização e Funcionamento . inclusive ICMS e ISS flagrantemente inconstitucional.2000). Juiz Castro Aguiar. Comissão de Valores Mobiliários.1404-9/RJ. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Violação de lei federal não configurada. Tendo o STF proclamado a constitucionalidade da Lei 7. §§ 1° e 2°). deve ser tratada. Este Tribunal decidiu pela constitucionalidade da cobrança da Taxa de Fiscalização de Anúncios . Min. j. por entender que são exigidas com fundamento no efetivo exercício do poder de polícia pelo ente municipal. 3ª T.06. REsp 166. até por vício de linguagem. 145. art. 77 e parágrafo único CTN repete preceito constitucional (CF. Localização e Funcionamento .12.Recurso improvido (TRF-2ª R.940/89. II — Embora seja conhecida por ‘taxa de armazenagem’. rel. ainda. Taxa de Fiscalização. inciso I.1999. Processual civil. 145.07.835) e. o entendimento de que não há identidade entre a base de cálculo das referidas taxas com a do IPTU. Min. 3. Administrativo. 4°. 1. sabendo-se que o art. III . da categoria das taxas. Constitucionalidade. Firmou-se. Recurso especial. da Constituição do Brasil. Lei 7. 145. da Constituição.1995. para que se pudesse dissentir dessa orientação seria necessário o reexame de 113 . Município de Belo Horizonte. esta é. DJU 01. Taxa ou preço de armazenagem. Assentada a efetividade do exercício do poder de polícia para a cobrança das taxas em questão.314).. Tributário.

Recurso ordinário em manado de segurança. Juiz Teori Albino Zavascki. DJU 01.2003. rel. p. art.2007.04.938/2003.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. João Otávio de Noronha. 145 da Constituição Federal. É esse o entendimento aplicado também pelo STJ. 3. 2ª T.. O Supremo Tribunal Federal.2003. Precedentes: RMS 23.2006. Tributário. 1. considerou constitucional a cobrança de taxa de incêndio.08. circunstância que impede a admissão do extraordinário ante o óbice da Súmula nº 279 do STF. Controvérsia referente á especificidade e divisibilidade da taxa de limpeza pública não dirimida pelo Tribunal a quo. Município de Belo Horizonte. j. João Otávio de Noronha. Recurso ordinário desprovido (STJ. DJ 09. A corte de origem deliberou sobre a correspondência entre as bases de calculo do IPTU e da taxa de limpeza pública. 145 da Constituição. II da CF/88 114 . DJU 27. Base de cálculo.12. DJU 19. Min. 83). inclusive ICMS e ISS fatos e provas. não quer dizer que teria essa taxa base de cálculo igual à do IPTU’. Impossibilidade de apreciação de tese em tomo do art.. 1. Lei 6.que é o valor do imóvel (CTN. p. Coincidência com a do IPTU. j.280/MG. Ellen Gracie. 33). Taxa de limpeza pública. 2ª T. no julgamento do RE 206777/SP. ROMS 21.09. Agravo regimental a que se nega provimento (STF. rel. e RMS 21. p. artigo por artigo. DJ 21. Constitucionalidade. j. Análise do recurso quanto ao art.a metragem da área construída do imóvel . 144 da Constituição Estadual.03.150/MG. 1ª Turma. da Constituição Federal. por entender que preenche os requisitos da divisibilidade e da especificidade e a sua base de cálculo não guarda semelhança com a base de cálculo de nenhum imposto. Taxa de incêndio Estado de Minas Gerais. 02. A posição adotada pelo Tribunal a quo.2006. Min. Agravo regimental improvido (STF..393 (Sessão de 12. 2.049/MG.607/MG.. contudo.763/75. 1ª T. Tributário. 07. Falta de prequestionamento do disposto no inciso II do mesmo art. José Delgado. 145.2007. Min. Súmulas STF nº 282 e 356. ser tomado em linha de conta na determinação da alíquota da taxa de coleta de lixo.08.10. AIAgR 618. 392). mesmo não tendo se referido expressamente ao art.2007.12. rel.1999) fixou entendimento no sentido de que ‘o fato de um dos elementos utilizados na fixação da base de cálculo do IPTU . Eros Grau. Art. Análise da norma pelo Tribunal de Justiça o Estado de Minas Gerais em ação direta de inconstitucionalidade transitada em julgado.2006.12. no julgamento do RE 232. 98). 2ª T. § 2°. 4. RMS 21. Min. Min. Taxa de incêndio. RE-AgR 346695/MG. DJ 03. com redação da Lei 14. 2. 13. que. 145.. encontra-se coerente com o decidido pelo Plenário desta Corte.2007.02. Questão devidamente prequestionada. 2ª T.032/MG.

1. Ausência de identidade com o ITR.02. com redação dada pela Lei 14. Cabimento do recurso especial pela alínea b. inclusive ICMS e ISS e dos arts.12. j. 2. Min.145/53 e 7. Segunda Turma) (STJ. tampouco para prequestionar questão constitucional. b. rel. 144 da Constituição Estadual.2005. também. Processual civil e tributário. 10 da Lei 2. anterior à EC nº 45/2004]. que a declaração de constitucionalidade produz efeitos erga omnes e que nesse julgamento foi analisada a questão em torno do art. Eliana Calmon.04. 2ª T. A Lei 6. porque decore da prestação de um serviço privativo e exclusivo da atividade estatal. DJU 09.11.690/88).632/MG. Cabe recurso especial fundado na alínea b do inciso III do art. sob pena de violar a rígida distribuição de competência recursal disposta na Lei Maior.404860-1/000.049/MG e 21. Precedentes.690/88 [taxa prevista no art. Recurso especial. III. enquanto a Taxa de Construção. da CF. Ilegalidade. Conservação e Melhoramentos de Estradas de Rodagem tem como fato gerador a prestação de serviços de conservação e como base de cálculo o custo do serviço dividido entre os proprietários de imóvel rural segundo fórmula adotada por pontos de utilização dos serviços. Recurso especial não conhecido (STJ.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. com redação dada pela Lei 14.05. A exação criada pela Lei 2.2005. Não cabe ao Superior de Justiça intervir em matéria de competência do STF. João Otávio de Noronha..145 foi extinta pela Lei 8. 2ª T. visto que preenche os requisitos da divisibilidade e da especificidade e que sua base de cálculo não guarda semelhança com a base de cálculo de nenhum imposto’ (RMS 21.802/SP. ao criar a taxa de incêndio. 21. João Otávio de Noronha. 2. 321). Vide. Matéria constitucional. Fato gerador e base de cálculo. foi considerada legítima pelo Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais na ADIn 1. ROMS 22. 1.280/MG. 105 da Constituição Federal para resolver conflito entre lei local e lei federal [de acordo com a redação do art. artigo por artigo. É legítima a taxa de incêndio instituída pela Lei estadual 6. DJU 06. Importação. 4. Min.763/75. Min. Tributário.2006.522/1992. 03..763/75.2006. rel.038/2003. p. Considerando que ocorreu o trânsito em julgado desse acórdão. Confronto entre lei municipal e federal.938/2003. 105. 1. 2. 78 e 79 do CTN. 77 do CTN. rel. 77. Taxa de conservação de estradas de rodagem. 3. o que afasta a possibilidade de identificação com o imposto e a eventual ofensa ao art. Taxa de expediente (Leis 2. p. Taxa 115 . descabe o reexame da matéria nessa oportunidade. j.0000. O ITR tem como fator gerador a propriedade rural e como base de cálculo o valor da terra nua. REsp 179. 232).145/53 e modificada pela Lei 7. Resolução 11/2005 do Senado Federal] identifica-se como taxa e não preço público.

Juíza Selen Almeida. afastada a sua anulação neste ângulo. Município de São Paulo X União.1995. com observância do estabelecido pelo art. em 01. Verificada. do Eg. Precedente do TRF 1ª Região. a ação deve prosseguir pelo saldo efetivamente devido. REO 96. 3. para interrupção do prazo prescricional: portanto. elencada no inciso V. artigo por artigo.1999. 5. nos presentes autos. como se denotará. Equivocada se tem revelado certa forma de contagem fazendária: a partir do fato e formalizado o crédito. após a formalização do crédito tributário em questão. uma das causas de extinção do crédito tributário. STJ. qual seja. 6.01. Tributário. Parcial procedência aos embargos. sentença. j. nos termos 116 .2000. 156. 3. ao verificar a transgressão do lapso temporal fixado pelo referido dispositivo. Sucumbência recíproca. primeira figura. 4. Conforme se extrai a partir da r.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Execução fiscal.01. Suspensão dos dispositivos legais questionados pela Resolução 73/95 do Senado Federal. 145. em que é possível excluir ou destacar do título executivo o que excedente. Problema de ilegalidade corrigido pelo Legislativo. em relação ao ano de 1995. 6. a prescrição.12. com a cobrança de específicos meses colhidos pela prescrição).03.2000 (fato incontroverso). inclusive ICMS e ISS que tem como base de cálculo o valor da mercadoria constante da guia de importação vulnera o art. 3ª Turma desta Colenda Corte pela incidência do consagrado através da Súmula 106.2105/DF. p. configurado o alegado evento prescricional. no RE 167.1ª R.. dali por diante passa a fluir o prazo de sua cobrança. § 2°. através de mero cálculo aritmético. após a declaração de inconstitucionalidade pelo eg. Embargos à execução fiscal.522/92. ajuizado o executivo em pauta em 18. 5 (cinco) anos para a ação de cobrança do crédito tributário em comento. DJU 17. Constituem os débitos atos distintos identificáveis e autônomos.09. rel.. Operou-se a prescrição em relação a alguns dos débitos exeqüendos (taxa de licença e taxa de limpeza referentes ao ano de 1995). Remessa oficial improvida (TRF . qual seja. por identificar-se com a base de cálculo do imposto de importação. contados da data de sua formalização definitiva. Coincidência com a base de cálculo do IPTU. 2. sendo a hipótese de mero excesso de execução (como se dá. do art. não procedeu o contribuinte/recorrido ao devido recolhimento do mesmo. segundo a qual suficiente a propositura da ação. 1. com a Lei 8. encontra-se parte do valor contido no título de dívida embasador dos embargos. Contaminado pela prescrição. 4ª T.992-1/210. Taxas de conservação e taxas de limpeza pública devidas. do CTN. de rigor a extinção do débito prescrito da forma como operada. 77 do CTN. 178). da CF e o parágrafo único do art. 21. 7. Entende a Eg. 5. Prescrição parcial ocorrida. Inocorrência. cumprindo destacar que. STF.04. de cunho prescricional.4. 174 do CTN.

reformando-se em parte a r. 145. ônus cabalmente seu. Também inocorre á propalada coincidência de base de cálculo entre ditas taxas e o IPTU: como destacado pela Municipalidade envolvida. No que tange às taxas de conservação e de limpeza pública. CTN. A divisibilidade se coloca também límpida. sem óbice substancial pela parte contribuinte. não ensejando. 204. inclusive ICMS e ISS da jurisprudência que. no tocante ao tema aqui em mérito. perfeitamente possível o prosseguimento da execução fiscal pelo valor residual do débito executado. vencimento de 1996/1998. pois atendido o figurino da hipótese de incidência pertinente. amiúde praticada. Impõe-se o parcial provimento ao apelo da Municipalidade envolvida. nem ao da indivisibilidade. sendo capital repisar-se tanto se tributa. CTN. antes enfocados. conservação e limpeza pública. 12. 9. atualizados monetariamente até o seu efetivo desembolso. quanto pelo colocado ao dispor do contribuinte. Nenhuma ilegitimidade na cobrança de citadas taxas. tanto quanto se sujeitando a União ao 117 . imediato. tão-somente reconhecendo-se a ocorrência da prescrição parcial. Não se ressentem referidas taxas. sentença. artigo por artigo. no âmbito dos requisitos para as taxas em geral. ao passo que dito imposto recai sobre o valor venal da coisa. 16. reconhecendo-se a legitimidade da cobrança das taxas de conservação e de limpeza pública. 8. vez que dotado de valores autônomos. A natureza da atividade estatal envolvida se põe límpida. que contam com aqueles referidos serviços. a título de taxa. uma vez que a incidir quantitativamente perante aqueles que proprietários de imóveis limítrofes ao logradouro beneficiado por referidos serviços. Apesar de reconhecida a prescrição em relação aos débitos supra citados. para julgar parcialmente procedentes os embargos. de molde a permitir exigência da exação em pauta. Precedentes. avulta em destaque a divisibilidade de ditos serviços. Pertinente e adequada a ponderação. 14. 77. específicos. a declaração de nulidade da ação de execução fiscal. a propósito. a base daquelas se põe sobre o custo da atividade aqui suportada pelo poder público. pelo serviço efetivamente prestado. e do art. suportando a Municipalidade envolvida honorários advocatícios de 10% sobre a diferença excluída em prol da União. de fato. segundo a qual cobrados estão sendo imóveis. firmados através do inciso II do art. 15. pois não desprovido de liquidez o débito exeqüendo remanescente. 11. do descumprimento nem ao requisito da especificidade. 13. fato incontroverso. da União. inafastada a presunção de certeza da CDA em questão. portanto.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. consoante parágrafo único do art. 10. 17. adota-se. CF. neste passo não tendo a executada/embargante/apelada denotado assim não se ponham os préstimos/serviços municipais a respeito. tal qual gizado pela própria Constituição e pelo CTN. pois exatamente está calcada na contraprestatividade ou vinculação entre o quanto pague o contribuinte e seu beneficiamento direto.

Taxa para expedição de guia de importação. Precedentes do STF e do STJ. devidas ao Fisco. uma vez que se trata de direito superveniente. a compensação devia ser efetuada somente entre contribuições e tributos da mesma espécie e destinação.2005. 77 do CTN.03. Fed. entretanto./90. atualizados monetariamente até o seu efetivo desembolso. com redação dada pelo art. 1° da Lei 7. da Constituição Federal. em flagrante discrepância com o previsto no art.11. administrativa ou judicialmente. 3ª T.637/2002.430/96.690/88. utilizando-se.A correção monetária deve ser calculada desde a data do recolhimento indevido.2005. rel. p. c) INPC de mar. concedido à Fazenda Pública para homologar a conduta do contribuinte ou lançar de ofício a eventual diferença apurada. 74 da Lei 9. III . b) IPC de mar./91./91 a dez. quando o contribuinte recolhe o tributo sem o prévio exame da autoridade fiscal.383/91 e 9. que representa a taxa de inflação do período considerado acrescida de juros 118 . artigo por artigo. 10 da Lei 2. convertida na Lei 10.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 18. Inconstitucionalidade. não pode ser aplicado no caso em pauta. ou seja. e pela Lei 10. 16. 559). 10 da Lei 2. Des..145/53. I. DJU 23. II . I .O prazo disposto no art./92. V . e art. Carlos Muta. 3ª Turma: AC 97. 25./91. no caso. 150 do CTN.250/95. não configurada a decadência do direito de pleitear a compensação dos pagamentos efetuados em período superior ao qüinqüênio contado retroativamente da propositura da ação.É inconstitucional a taxa instituída pelo art.2006. Precedente da E.954/SP.690/88.992-1/PR) e do C.032515-7. 145. rel. o que. para postular. IV . In casu. e d) UFIR.01.833/2003. Portanto.11. a partir de jan. a taxa de emissão de guias de importação somente pode ser compensada com outras taxas. DJU 17.2007. inclusive ICMS e ISS pagamento de honorários advocatícios de 10% sobre o tributo remanescente em cobrança. Art. II e § 2°. 168.A partir de janeiro de 1996.145/53. haja vista a identidade de sua base de cálculo com aquela vigente para o imposto de importação. j. AC 993.. Possibilidade. STJ. uma vez que o contribuinte não precisa esperar o esgotamento do qüinqüênio previsto no § 4° do art. em favor do Município implicado. Parcial provimento ao apelo (TRF-3ª R. Precedentes do E. modificado pela MP 66/2002. na redação que lhe foi atribuída pelo art.10. conta-se a partir deste recolhimento. Tributário. Compensação. mesmo no caso de tributo lançado por homologação./88 até fev. j. deve ser utilizada exclusivamente a taxa SELIC.Na vigência das Leis 8. CTN. o art. Atualmente. 1° da Lei 7./90 a fev. STF (RE 167. os seguintes índices: a) BTN a partir de dez. não mais exige o prévio requerimento do contribuinte e a autorização da Secretaria da Receita Federal para a realização da compensação em relação a quaisquer tributos e contribuições. de mesma espécie e destinação. o direito de compensar o tributo indevidamente recolhido. Juiz Silva Neto.

145.2006. 7° e 97.04. e do art. 5. Identidade de base de cálculo. pelos índices adotados na Tabela da Justiça Federal. da CF. VI .392/AM. Juíza Cecília Marcondes. 566). artigo por artigo.08. fixar as referidas taxas cobradas pela Suframa. DJU 23. Arts.2006. p. 8ª T. p. do CTN. Delegação do poder de tributar. 77. A correção monetária a ser adotada na restituição dos valores recolhidos indevidamente deverá ser feita. Tributário e processual civil. Administrativo. Violação aos arts. A fixação por portarias. 10. está em confronto com o princípio da legalidade tributária. Desembaraço aduaneiro. a que se dá parcial provimento (TRF-1ª R. do CTN. 1° da Lei 7.145/53. 7.-lei 288/67 e do Dec. Suframa. 305/95. art. rel. 2. Somente a União pode por lei.10. Impossibilidade. art. armazenamento ou estocagem. Correção monetária.532/1997]. pelo serviço de carga e descarga. nos termos do § 4°. nos termos do art. Natureza jurídica de taxa.000.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 1..113. 3ª T. AC 2001. 309/95. e art. j. AC 370.2006. parágrafo único. À Suframa foi conferido o poder de polícia para expedição de guias de importação. bem como a utilização de suas instalações e equipamentos. Lei 2. do Estatuto Constitucional. 1.690/88. embora a arrecadação e a fiscalização sejam a ela delegadas. nos termos do Dec. da CF.Apelação da União Federal desprovida. § 2°. Tabela da justiça federal. 3. 4. Princípio da legalidade. § 2°.. Taxa Selic. com a redação conferida pelo art. da CF. 197/96. inclusive ICMS e ISS reais. Prescrição. Não é concebível que essas taxas sejam instituídas por portarias. da tipicidade e com a regra do art.2006. mantendo-se os juros de mora fixados na sentença.. § 2°. 05. 145.. parágrafo único. j. Tributário. a partir do recolhimento indevido. das taxas por utilização de instalações e equipamentos da Suframa. 118). o prazo prescricional para efetivar-se a 119 .307/SP rel. indubitavelmente. VII . 6. 150. têm natureza de taxa e não de preço público. Fixação por portaria. Remuneração pela anuência aos pedidos de guias de importação. 39. Taxa de licenciamento de importação.250/95 [artigo revogado pela Lei 9. ‘O Superior Tribunal de Justiça firmou entendimento de que.32. 145.Apelação da autora e remessa oficial parcialmente providas (TRF-3ª R. do CTN. Prescrição. tida por interposta. Controle de internamentos na Zona Franca de Manaus. Apelação e remessa oficial. 06. da Lei 9. 61.244/67. Juíza Maria do Carmo Cardoso. armazenamento ou estocagem. 024/99). em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação. As remunerações estabelecidas pelas Portarias editadas pela Suframa (171/83. 77. DJU 17. Vedada a identidade de base de cálculo entre taxa e imposto. prestação de serviço de carga e descarga. Constitucional. Ofensa ao art. Tese dos cinco mais cinco.11. 97 do CTN.

considerou-a inconstitucional. com a redação dada pelo art. inclusive ICMS e ISS compensação via ação judicial.2003. Os juros de mora. O fato gerador da TCFA é o serviço prestado de exercício de poder de polícia. em um primeiro momento. de inconstitucionalidade. representado nas metas. Provimento parcial ao recurso adesivo da autora (TRF-1ª R. na repetição do indébito tributário. 3. pelo sujeito ativo.165/2000. cobrada em razão da emissão de licença ou guia de importação (Lei 2.000. 1° da Lei 7. que se assenta na capacidade econômica do contribuinte. lnocorrência. § 2°. A cobrança da taxa pelo exercício do poder de polícia não se confunde com a taxa decorrente da prestação de serviço público. 4ª T. III. de órgão de controle em funcionamento (RE 116. 145. artigo por artigo. É assentado o entendimento no STF que basta a manutenção.. Improvimento ao apelo da União. competências e instrumentos da Política Nacional de Meio Ambiente. acrescidos de mais cinco anos contados daquela data em que se deu a homologação tácita. Imposto. O STF. é desta que se inicia o termo a quo do lapso prescricional para o ajuizamento da ação correspondente..250/95). Lei 10. rel. é de cinco anos. art. Os efeitos decorrentes da suspensão de eficácia de dispositivo legal não prejudicam os efeitos ex tunc que resultam do reconhecimento. porque indevidas desde a sua instituição. tampouco com juros moratórios. não pode ter base de cálculo própria de imposto. Juiz Hilton Queiroz. do Estatuto Constitucional. cautelarmente. Superior Tribunal de Justiça. neste caso.01. uma vez que. 8. de declaração da inconstitucionalidade da lei instituidora do tributo. Base de cálculo.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.690/88). A taxa Selic deve ser aplicada como índice de correção monetária a partir de 1° .TCFA. Tributário. 10. Mandado de segurança. por sua natureza jurídica de tributo vinculado.178-8. Poder de polícia. tornando-se inexigíveis (REsp 191484/RS)’. AC 1998. incidenter tantum.165/2000 criou a TCFA (Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental). 7. examinando a legislação de regência da taxa de licenciamento de importação. na ADIn 2. abarcando muito mais atividades do que apenas a fiscalização in locu dos estabelecimentos submetidos à tributação. entretanto.34. não acumulável com nenhum outro índice no mesmo período.145/65.03.109. j.837/DF. Lei 9.938/81. 6. Precedentes do Eg.518 120 . Lei complementar. são de um por cento ao mês. DJU 11. 5. Ofensa ao princípio da isonomia e igualdade tributária.960/2000. A Lei 10. alterando a redação da Lei 6.960/2000. 4.2003.1996 (Lei 9. cuja eficácia foi suspensa.04. A taxa. a prescrição. Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental . por violação do art. I. contados da ocorrência do fato gerador. Tratando-se. 11. 2. não pode ser estabelecida com referência às parcelas recolhidas. foi editada para substituir a Lei 9. p 81). que trazia a TFA (Taxa de Fiscalização Ambiental). II. por sua inconstitucionalidade.

Arts. editada pelo ente político incumbido de executar o poder de polícia a que se refere a cobrança. ao estipular valores uniformes por categorias de contribuintes..816/SP. I. VI. não de uma taxa. Tendo em vista ser devido pelo administrado que ocupa bem do Estado. Juiz Nery Junior.960/2000. 77 do CTN. utilize base de cálculo de imposto. que se encontram muitas vezes em situações econômicas distintas... IV Remessa oficial não provida (TRF-3ª R.TFA afronta o princípio da isonomia. Não há infringência aos arts. I. para a respectiva instituição. 2. A TFA não tem como fato gerador qualquer atividade estatal relacionada à impetrante e. AG 244. REOMS 242. Ocorrência.627/SP. 154. Conflito que se suscita perante o Plenário do Tribunal para firmar a Seção Competente. que leva a uma distinção dentro dos limites da razoabilidade e da proporcionalidade. disfarçadamente. através de lei complementar. à atividade por ela exercida. Juiz Nery Junior. Constitucional. mas não é tributo.. o requisito constitutivo formal de lei complementar. porquanto a taxa não é instituída considerando-se somente o capital da empresa.2006. sim. Ofensa ao princípio da legalidade e isonomia. Taxa de Ocupação de Terreno de Marinha. 3ª T. 3. bastando a lei ordinária. a TCFA não exige. DJU 13. de competência legislativa da União Federal. A Taxa de Fiscalização Ambiental .2005. Precedente do Supremo Tribunal Federal. 3ª T.06. A mencionada taxa possui natureza jurídica de imposto e. só poderia ter sido criada dentro da competência residual da União. A taxa de ocupação é uma retribuição anual de índole contratual. artigo por artigo. 145 da Constituição Federal e 77 do CTN. DJU 23. o que dirá se a exação é ou não tributo será o regime legal que a instituiu e a mantém. mas também incide o tributo em função do porte da pessoa jurídica e sua atividade-fim. Não se admite que a TCFA. STF (RE 177. p.973). rel. insculpido no art. Natureza tributária inexistente. que no caso é o Ibama. Mandado de segurança. da CF/88. V.TFA. Precedente do E. 1. e 145. inclusive ICMS e ISS e RE 230.835-1/PE). 151). II. pode-se dizer que é um preço público.05. 154. O cálculo do valor da TCFA não apresenta qualquer ofensa ao principio da isonomia tributária. Tendo a natureza jurídica de taxa.07. § 2°. bem como ao art. pois. 631). Tributário. p. 150. uma vez que efetuado com base em dois critérios conjugados: o grau de poluição da atividade exercida e o capital social da empresa. da Constituição Federal.2006. Taxa de Fiscalização Ambiental . III. I. 15.2005. instituiu tratamento igual a sujeitos passivos. Não importa o nomen iuris destinado a esta ou aquela exação cobrada pelo Estado. como tal. Lei 9. da Constituição Federal.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. II. j. VII. Questão de ordem.08. rel. IV. na forma do art. j. 31. A ‘taxa’ 121 . Agravo de instrumento improvido (TRF-3ª R.

II. geralmente criado sem base de cálculo e sem alíquota.03. Ilegitimidade da cobrança. anualmente atualizado) e alíquotas variáveis (incisos I e II [do art. 6. 1°] do Dec. 9. artigo por artigo. (b) as de intervenção no domínio econômico e [c] as de interesses das categorias profissionais. 4.. é remuneração pelo uso da coisa. efetiva ou potencial. pena de restar desvirtuada a sua natureza jurídica de taxa.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. nos termos do art. Ademais. prestado ao contribuinte ou posto a sua disposição.62/SC. sendo que.-lei 2.398/87). 8.06.2001. a limitação. A ‘taxa de ocupação’ evidentemente não se caracteriza como contribuição social. Considerando que os juizes componentes da 1ª e 2ª Seção desta Corte já declinaram a competência. fazendo-se um raciocínio por exclusão. porquanto não se apresenta como fato gerador signo presuntivo de riqueza (o princípio informador dos impostos é a capacidade contributiva). Taxa de Serviços Urbanos. em que o seu valor é estabelecido de forma compatível com o custo da atividade estatal a qual está vinculada. Juíza Tânia Terezinha Cardoso e Escobar. A ocupação de bem de uso dominical pelo administrado (que se aproxima de um contrato de locação ou de uma enfiteuse) não é uma utilidade ou comodidade fruível pelo administrado que diga respeito a necessidades ou comodidades básicas da sociedade. porquanto trata-se de uma contraprestação do administrado para que utilize bem do Estado. e sim como contraprestação à ocupação de terrena da União. devido a um acordo entre União e o ocupante. Seguindo a trilogia do CTN. Também não se trata de utilização.101. QUOREO 1999.162. porquanto não se está oferecendo aos administrados em geral (princípio da generalidade). submeter a divergência ao Plenário do Tribunal para que reste fixada a competência para a apreciação da matéria (TRF-4ª R. 7. que prevê três subespécies de contribuições no supra transcrito dispositivo: (a) as sociais (aí incluídas as destinadas ao custeio da Seguridade Social). Município de Salvador. de serviço específico e divisível. 5. A Taxa de Serviços Urbanos refere-se ao valor venal do imóvel. rel. 149 da Constituição Federal. Igualmente não se trata de imposto. 2ª T. 4°. A taxa é tributo fixo. existe base de cálculo (valor do domínio pleno do terreno. também pode-se dizer com segurança que de contribuição de melhoria não se trata. inclusive ICMS e ISS em questão não tem como fato gerador o exercício regular do poder de polícia (entendido como o condicionamento. pois não albergada na previsão contida no art. d. 1. 22. Apelação não provida. 122 .2001. j.040. do Regimento Interno.. uma vez que não está em jogo obra pública. 1. Precedentes do STF. torna-se imperioso. a taxa de ocupação é devida como retribuição pelo uso de bem público. também não se configuraria como serviço público. DJU 06.266). no caso. ao exercício da liberdade e da propriedade do administrado). p. Constitucional e tributário.

ao Distrito Federal e aos Municípios instituir impostos sobre patrimônio. características inerentes às taxas. 2. 77 do CTN. da multa e da correção monetária. Taxas de remoção de lixo comercial. de conservação de pavimentação e de prevenção contra incêndio devidas. Inexistência de afronta ao art. Acolhida argüição de inconstitucionalidade. Neste sentido. Terceira Turma pela incidência da dispensa prevista pelo § 2° do art. 146).487/RJ. II e § 2°. repete preceito constitucional (art. no âmbito dos requisitos para as taxas em geral.2003. e. 11.22. conservação e urbanização de logradouros públicos. 54).09. pois o valor da execução é de R$ 2.003. Constitucionalidade.940/89).. 77. fere o art.07. Tributário. A TSU possui natureza de imposto e não de taxa. de vigilância e à taxa de prevenção contra incêndios. DJU 29. em 11. aos Estados. 77. 7ª T.330.2006. j. CF. II . excluindo-se o reexame necessário. firmados através do inciso II do art. AC 2000. Sucumbência recíproca. de limpeza pública.. AC 134. e do art. 2. pelo Município que nada tem de divisibilidade e de especificidade.88/BA. Taxa de fiscalização dos mercados de títulos e valores mobiliários (Lei 7. 150 da CF posto que é vedado à União. Peças liberadas pelo relator.2004. Juiz Ricardo Regueira.940/89. p.09. 145. III – Recurso provido (TRF-2ª R. de conservação de pavimentação. 145. prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição. da CF.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. parágrafo único. inclusive ICMS e ISS semelhantemente à base de cálculo do IPTU. Feito suspenso. Legitimidade da cobrança dos juros.Tendo o STF proclamado a constitucionalidade da Lei 7. de limpeza pública. Execução fiscal. renda ou serviços uns dos outros. violando o art. rel. Juiz Luciano Tolentino Amaral. 475 do CPC. Não conhecimento da remessa oficial. que fazem referência às taxas pela razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização. artigo por artigo. O fato gerador da TSU é a prestação dos serviços de pavimentação. Precedentes desta Corte e do STF 3. rel.2006. de fato. sabendo-se que o art. 1ª T.descabe a alegação de contrariedade a lei tributária.113. Legitimidade da cobrança. avulta em destaque a 123 . CTN. Tributário.09. assim se procede.. Remessa dos autos à Corte Especial para apreciação (art.003. efetiva ou potencial. de vigilância pública predial. p. Prescrição parcial consumada.12.2006. 1. do CTN. Município de Araçatuba X ECT. de serviços públicos específicos e divisíveis. No que tange às taxas de remoção de lixo comercial. para publicação do acórdão (TRF-1ª R. Embargos à execução fiscal. §§ 1° e 2°). DJU 13. Parcial procedência dos embargos. 16. I .A taxa de fiscalização dos mercados de títulos e valores mobiliários tem base de cálculo diversa da do imposto e não é calculada em função do capital da empresa. 352 do RITRF-1). Entendendo a E. j. Taxa de Iluminação Pública indevida. 145.. 4.

vigilância pública predial e prevenção a incêndio. Ante a devolutividade do apelo. como se denotará. e do art. pelo serviço efetivamente prestado. que lhe reconheceu ilegitimidade. todos do CPC. por meio da Súmula 670. qual seja. da ECT. 8. No âmbito dos requisitos para as taxas em geral. pois exatamente está calcada na contraprestatividade ou vinculação entre o quanto pague o contribuinte e seu beneficiamento direto. tal qual gizado pela própria Constituição e pelo CTN. com observância do estabelecido pelo art. avulta em destaque a indivisibilidade de dito serviço. Inconstitucional dita exação. 10. firmados através do inciso II do art. sentença. 11. imediato. claramente. a título de taxa. imediato. de molde a permitir sua exigência. conservação da pavimentação. 77. A divisibilidade se coloca também límpida. Também inocorre a amiúde propalada coincidência de base de cálculo entre ditas taxas e o IPTU: sem óbice substancial pela parte contribuinte. 14. pois atendido o figurino da hipótese de incidência pertinente. 145. Pertinente e adequada a ponderação. remoção de lixo comercial. que contam com aquele referido serviço. contados da data de sua formalização definitiva. caput e § 3°. pois exatamente esta calcada na contraprestatividade ou vinculação entre o quanto pague o contribuinte e seu beneficiamento direto.01. e 516. 6. 515. ao passo que dito imposto recai sobre o valor venal da coisa. antes enfocados. uma vez que a incidir quantitativamente perante aqueles que proprietários de imóveis limítrofes ao logradouro beneficiado por referido serviço. Não se ressentem referidas taxas do descumprimento nem ao requisito da especificidade. 7. nem ao da indivisibilidade. limpeza de vias públicas. 5. Nenhuma ilegitimidade na cobrança de citadas taxas. 3. 13. de fato. neste passo não tendo a executada/embargante/apelada denotado assim não se ponham os préstimos/serviços municipais a respeito. CTN. Os vencimentos dos créditos tributários em questão ocorreram de 10. segundo a qual cobrados estão sendo imóveis. 05 (cinco) anos para a ação de cobrança do crédito tributário em comento. Constatada será a ocorrência da prescrição. Contaminado pela prescrição. a base daquelas se põe sobre o custo da atividade aqui suportada pelo Poder Público. encontrase parte do valor contido no título de dívida embasador dos embargos. ao se verificar a transgressão do lapso temporal fixado pelo referido dispositivo. de molde a impedir exigência de taxa. 12. 174 do CTN. inclusive ICMS e ISS divisibilidade de ditos serviços. A natureza das atividades estatais envolvidas se põe límpida. 9. sendo capital repisar-se tanto se tributa.1995 a 124 . artigo por artigo. ônus cabalmente seu. 4. CF. com o Excelso Pretório que. guarda harmonia a r. 512. de rigor a análise de todos os pontos rebatidos. Com referência à Taxa de Iluminação Pública (TIP). ainda que não conhecidos.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. quanto pelo colocado ao dispor do contribuinte. consoante arts. vetou o uso daquele tributo para tal fim. amiúde praticada.

esta fruto da inerente desvalorização.da incidência dos acréscimos ou acessórios previstos pelo ordenamento jurídico. para interrupção do prazo prescricional: ajuizado o executivo em pauta em 28. Sem pertinência o pedido alternativo de observância da correção monetária pelos índices da UFIR.1995 a 10. do art. contudo incidente com referência às taxas retratadas. Afigura-se coerente venha dado valor. conforme entendimento desta Colenda Terceira Turma. nos presentes autos. 156. identificáveis e autônomos. para dele fazer parte integrante. CTN. da moeda nacional . originariamente identificado quando do ajuizamento da execução fiscal pertinente. Verificada. 161. consoante art. entende a Egrégia Terceira Turma desta Colenda Corte pela incidência do consagrado através da Súmula 106. incompatível com a Lei Nacional de Tributação (CTN). quando do sentenciamento dos embargos.09. a corresponder. 16.12.07.1995. 19.12.2000. porém que brota da incursão por ato ilícito.1995 a 10. 25. a prescrição. anos posteriores. segundo a qual os juros. Embora configurando a relação punitiva vínculo autônomo. 17.1995 até 10.1996. primeira figura.1995 a 10.1995 e de 10. Tão assim acertado o entendimento que a Administração. do E. 15. do art. deva recair sobre o débito. vez que estes os incidentes no caso vertente. a cujo principal. qual seja. denomina a tanto de remissão. artigo por artigo.1996. uma das causas de extinção do crédito tributário. histórica.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. à dívida em sua junção de principal com atualização. 21. 18. CTN. em direta consonância com o inciso V. Não procede a alegada não incidência de juros e correção monetária.07. amiúde construída.12.09. elencada no inciso V. a queixa contribuinte sobre sujeição à multa merece desfecho de parte-a-parte: indevida no tocante à TIP. em sua superioridade em si . cumpre-se 125 . Sem força suspensiva prescricional a enfocada inscrição em dívida ativa. realmente. em essência adere a correção monetária.12.límpida e lícita. segundo a qual suficiente a propositura da ação.01. como se dá com o não pagamento tributário. recaem sobre o crédito tributário. de rigor a extinção dos débitos prescritos. como se extrai.01.de tal sorte que sua incidência. instituto inerente ao crédito tributário. do CTN. exatamente por motivo inverso. consumado o evento prescricional para os débitos vencidos de 10. a cifra maior. A respeito de constituírem os débitos atos distintos. Vencidas as dívidas em 10. e à luz evidentemente de lei a respeito. Reflete a multa moratória acessório sancionatório. Coerente a compreensão. 20. decorrência . figura esta naturalmente formada pelo capital ou principal e por sua indelével atualização monetária . 22.1995 e de 10. inclusive ICMS e ISS 10. vez que indevida sua cobrança. 24. em dados momentos. 23. sendo de rigor a extinção dos débitos prescritos. assim em cabal obediência ao dogma da estrita legalidade tributária. quando pratica a dispensa de correção monetária. uma vez que regida pela LEF dita nuança. 97. STJ.

Juiz Silva Neto. Portarias interministeriais. F.N. por inconstitucional). em favor do Município implicado. através de mero cálculo aritmético. 99/127) interposta pela parte Impetrante .3ª R.. nos termos da jurisprudência que. de vigilância e quanto à taxa de prevenção contra incêndios. impõe-se parcial provimento ao apelo e decorrente parcial reforma da r. suportando a Municipalidade envolvida honorários advocatícios no importe de 10% sobre a diferença excluída em prol da ECT. 26. 28. de limpeza pública. Inviolabilidade do princípio da legalidade e da indelegabilidade. adota-se. Apesar de reconhecida a prescrição em parte do débito e da não incidência da TIP.831/SP. rel. atualizados monetariamente até o seu efetivo desembolso.01. visando a declaração 126 .. 27. 28. Dr. j.12. 401). tanto quanto se sujeitando a ECT ao pagamento de honorários advocatícios de 10% sobre o tributo remanescente em cobrança. a atingir vencimentos ocorridos de 10. sentença. em favor do Município implicado. 3ª T. atualizada monetariamente até seu efetivo desembolso. inclusive ICMS e ISS destacar que. 1. Não conhecimento da remessa oficial e parcial provimento ao apelo..A. artigo por artigo. sendo a hipótese de mero excesso de execução (como se dá.2007. Recepção pela CF/88. bem como verificando-se legítima a exigência sobre a taxa de remoção de lixo comercial. contra sentença do douto juiz de origem.04. Taxa de classificação de produtos vegetais. de conservação de pavimentação.02. na forma retro fixada. p.B.899/81. em que é possível excluir ou destacar do título executivo o que excedente. julgados parcialmente procedentes os embargos (TRF. tanto quanto se sujeitando a ECT ao pagamento de honorários advocatícios de 10% sobre o tributo remanescente em cobrança. mercadoria importada.. a ação deve prosseguir pelo saldo efetivamente devido. bem como ante a ocorrência da prescrição parcial. perfeitamente possível o prosseguimento da execução fiscal pelo valor dos demais débitos executados. pois não desprovido de liquidez o débito exeqüendo remanescente. suportando a Municipalidade envolvida honorários advocatícios de 10 % sobre a diferença excluída em prol da ECT. a propósito. AC 1079.2007.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Exigência legítima. Constitucionalidade.C. com a cobrança de específicos débitos colhidos pela prescrição e de um indevido.1995. Trata-se de apelação cível em mandado de segurança (fls. Prosperando a desconstituição da cobrança quanto à Taxa de Iluminação Pública e de multa a esta correlata e a ocorrência da prescrição parcial. atualizados monetariamente até o seu efetivo desembolso. vez que dotado de valores autônomos. específicos.S. Decreto-lei 1. DJU 11. atualizada monetariamente até seu efetivo desembolso. Constitucional e tributário.1995 até 10. para exclusão da cobrança da Taxa de Iluminação Pública e de multa a esta correlata.

145. 8°). pois. dentre elas a industrialização de cereais e de sementes oleagionosas.AMS -UF: PB .972/20002 [rectius: Lei 9.110/781 [rectius: Dec.Data: 10. I.AMS – 15159 . decorre do poder de polícia da administração e da utilização efetiva pelo contribuinte de serviço público específico e divisível (art. 97. Inviolabilidade ao princípio da legalidade tributária na fixação do valor da taxa de classificação de produtos vegetais por portaria interministerial. de base de cálculo de imposto.fls. e 48. As atividades elencadas no estatuto social da apelante. 7°. A referida taxa tem previsão legal. TRF da 2ª Região . 4. portanto. não havendo ofensa ao art. sucedida pela C. O art.972/2000] instituiu a classificação dos produtos vegetais de valor econômico destinados à comercialização interna.UF: ES . 145. pois a atividade do Estado. 1°.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 77.Órgão julgador: Quarta Turma-Fonte: DJ . 150. acarretando a incidência da TCPV . artigo por artigo.Órgão julgador: Sexta Turma .C.899/81 (art.P. instituída para fazer face às despesas de fiscalização de produtos vegetais importados do estrangeiro. sobre o milho em grão importado pela apelante. 5. guarda a necessária relação com a atividade estatal prestada no exercício do poder de polícia.-lei 1.899/813 [rectius: Dec.110/78. 145. que autorizou a redução do valor legal fixado por ato administrativo. da Lei 6. todos do CTN. § 2°. inclusive ICMS e ISS de inconstitucionalidade e de ilegalidade da Taxa de Classificação de Vegetais (instituída pelo Dec. consiste em fiscalizar a qualidade do produto vegetal.-lei 1. 2.2003). da Carta Constitucional (Precedente TRF 5ª Região . base de cálculo semelhante a de imposto. paga em razão do serviço prestado de classificação vegetal.10.899/81). revogado pelo Dec.2003 . mantendo a obrigatoriedade da classificação vegetal. II e § 2°. da CF/88. 6.664/2000] estenderam a obrigatoriedade da referida classificação aos estabelecimentos que beneficiem ou industrializem produtos vegetais.305/75 [revogada pela Lei 9. também. 137. e a quantidade de produto fiscalizado influi diretamente na mensuração do serviço.Data: 22. As portarias editadas observaram os 127 .04.899/81]. A base de cálculo da taxa. 14) subsumem-se nos mencionados tipos legais. na hipótese. Não se trata. desvinculada de qualquer atividade estatal específica em relação ao contribuinte. 3. cobrada pela Impetrada . I. 3. 77 do CTN). para efeito de liberação do produto vegetal importado. 7°.Taxa de Classificação de Produtos Vegetais. bem como de seus derivados é sucedâneos (fls. A Lei 9. editada com base e no Dec. Inviolabilidade do art. I e II.972/2000] deu novo tratamento à matéria. bem como aos arts. por suposta contrariedade aos arts. . § 2°. não tendo. no Decreto-lei 1.-lei 1.Relator(a): Desembargador Federal Napoleão Maia Filho.Fonte: DJU . O art. no exercício do poder de polícia. todos da CF/88. A taxa de classificação de produtos vegetais. 82. da referida Lei e Decreto 82. expressa por tonelada ou fração da mercadoria.

TRF 2ª R. rel. regula a prática de ato ou abstenção de fato.AMS – 73749 . limitando ou disciplinando direito. à ordem.. à tranqüilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos. Não há violação aos arts. Precedentes do TRF da 4ª Região . 150. aos costumes.Fonte: DJU . traz limite explícito para a instituição ou aumento de tributos.AMS . Inocorrência de violação ao art. interesse ou liberdade. DJ 17.. artigo por artigo.048/ PE.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 17 [rectius: inciso I]. 8. inclusive ICMS e ISS termos da autorização legal. DJU 15. 3ª T.Data: 27. TRF da 2ª Região .Fonte: DJ . da CF/88 e ao art. I.05. Considera-se regular o exercício do poder de polícia quando desempenhado pelo órgão competente nos limites da lei aplicável. à disciplina da produção e do mercado. Juiz Hélio Sílvio Ourem Campos. não incluída a competência legislativa (Precedentes: TRF 5ª Região.2004. 5ª T.899/81 trata-se de delegação da capacidade tributária ativa.10.55770 Órgão julgador: Terceira Turma . do CTN (Precedentes: TRF 5ª Região . 97]. DJU 12. pois que a delegação prevista no art. 680 .Relator(a): Desembargador Federal Nereu Santos.2004. II e III. 976 [rectius: art. 78. 7. 48.2003 . 113).AMS – 15159 . Apelação Cível 149. à higiene.03.10. e não para a sua redução. da Constituição Federal.UF: ES . 78 do CTN.Órgão Julgador: Sexta Turma . com observância do processo legal e. Parágrafo único. O princípio da legalidade tributária.09.09. em razão de interesse público concernente à segurança.Relator(a): Juiz Alcides Vettorazzi). Considera-se poder de polícia a atividade da administração pública que. 128 . AMS 82. AMS 30. federal Castro Meira.DJU : 09.2002 p.Data: 22. 8° do Decreto-lei 1. Apelação interposta pela Impetrante improvida. Des.2001. 15 [rectius: inciso I]. 20. * Artigo com redação determinada pelo Ato Complementar 31/66.Segunda Turma .775/RJ.06..2003. p. visando a proteção do contribuinte. ao exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público. 150. j. consagrado no art. Sentença mantida (TRF-5ª R.2002). da CF/88 e art.. Art. rel.784.

adverte o festejado jurista. em verdade. que mereçam a proteção pública. a taxa é de conteúdo fiscal quando decorre da prática de um serviço. não mais se conceitua o poder de polícia como discricionário. Como bem identifica Aliomar Baleeiro. O que é imprescindível. inclusive ICMS e ISS tratando-se de atividade que a lei tenha como discricionária. mas o CTN não se negou a também conceituar. significa limitação ao exercício de direitos. via pagamento da taxa. em qualquer hipótese. Por exemplo. porquanto esta específica atividade estatal pode ensejar o surgimento de um custo adicional. Atualmente. a referência à lei é imprescindível. A expressão “poder de polícia” não traduz bem o que seja esta atividade estatal que. artigo por artigo. quando se almeja proteger direitos individuais e coletivos.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. mas extrafiscal quando decorre do exercício do poder de polícia. surgindo hipóteses em que se apresenta a exação com nítido caráter extrafiscal. custo este suportado pelos cidadãos. sem abuso ou desvio de poder. é possível fazê-lo tendo a taxa como suporte. é o nítido caráter de contraprestação. O direito administrativo fornece o conceito jurídico. porque sob a égide de uma sociedade que está a exigir a cada dia maior segurança. é dizer que nem sempre a taxa tem conteúdo fiscal. 129 . COMENTÁRIOS Conceito. Entendo que melhor do que tecer comentários ao poder de polícia. inclusive segurança advinda do próprio Estado. tão bem sistematizados nos compêndios de direito administrativo.

Plausibilidade dos fundamentos do pedido. Ação direta de inconstitucionalidade.823-1/DF. de 28.823-1/DF.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. repudiou a intervenção do Ibama no exercício da fiscalização de atividade de sua competência. ADIn 1. Ilmar Galvão. IV. 10. Alegada incompatibilidade com os arts. da Constituição Federal. Os princípios da legalidade e do devido processo legal. criando a taxa de fiscalização ambiental (TFA). que introduziu novos artigos na Lei 6.938/81. instituiu taxa para registro de pessoas físicas e jurídicas no Cadastro Técnico Federal de atividades potencialmente poluidoras ou utilizadoras de recursos ambientais. 145. Por isto é que o STF. porquanto. 9°.960. 167. mas também o direito de punir. III. de 25. A parte final do parágrafo em apreciação contém a advertência de que a discricionariedade do exercício do poder de polícia não significa abuso ou desvio de poder.04. p. j. II. 13. não podem ser olvidados pelo administrador no exercício do poder de polícia. do Ibama. inclusive ICMS e ISS Daí a pertinência e atualidade do comando inserto no parágrafo único do artigo comentado. e l4 da Portaria 113. a competência do Poder Legislativo.1997. I. e 150. 5°. DJU 16. dentre outros. Normas por meio das quais a autarquia. Min. 30. como claro ficou na ementa do ADIn 1. Cautelar deferida (STF. 154. rel. 8°. assim.10.09. JURISPRUDÊNCIA Ação direta de inconstitucionalidade Arts. b.01. e estabeleceu sanções para a hipótese de inobservância de requisitos impostos aos contribuintes. aliada à conveniência de pronta suspensão da eficácia dos dispositivos impugnados. sem lei que a autorizasse.2000. invadindo. não fica a autoridade desvinculada dos princípios que disciplinam os atos administrativos. com ofensa ao princípio da legalidade estrita que disciplina não apenas o direito de exigir tributo. artigo por artigo. em prestígio a uma infinidade de decisões dos Tribunais Regionais. embora com maior liberdade do agir. 6). § 1°. Pleno.1998. 8° da Lei 9. Dispositivos 130 . Art. criando multa sem respaldo legal.1998.

j. validamente. Cautelar procedente (STJ. 1ª T. valores uniformes por classe de contribuintes. não o serviço prestado ou posto à disposição do contribuinte. diante do incentivo fiscal. j. Tributário. artigo por artigo. como fato gerador. o novel tributo.2000). Tributário e administrativo. Taxa para localização e funcionamento. pelo Município. Descabimento da alegação de ofensa ao princípio da isonomia.2000). em face da necessidade de reexame de prova. no caso. 145.02. ainda. possuindo base de cálculo distinta da de outros impostos. Pleno. caput.2000). Medida cautelar deferida (STF. e 152. Poder de polícia. Alegada ofensa aos arts. por não haver indicado as respectivas alíquotas ou o critério a ser utilizado para o cálculo do valor devido.2000. II. j. Exação fiscal que serve de contrapartida ao exercício do poder de polícia. 1ª T. Ilmar Galvão. 5°. I e IV.704/SC. mas a atividade por esses exercida.12. 29.2000. É legítima a cobrança de taxa.03. em forma de redução do tributo. inclusive ICMS e ISS insuscetíveis de instituir. Lei 7. 145. Materialização. MC 1. no exercício do poder de polícia. rel.1999. todos da Constituição Federal. previsto para as indústrias que comprovarem a realização de reflorestamento proporcional ao seu consumo de carvão vegetal. tendo-se limitado a estipular.03. ADIn 2. 07. Instalação de agência da CEF. RE 239. a forfait. consistente. em recurso extraordinário. cujos elementos básicos se encontram definidos em lei. DJU 28.163/77. Legitimidade. Súmula 279 do STF.05. 150. em razão do poder de polícia exercido pelo 131 . na ocasião da licença de localização e funcionamento. por razões óbvias.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. não especificadas em lei. Recurso não conhecido (STF. E. DJU 12. Ilmar Galvão. Plausibilidade da tese da inconstitucionalidade. e como contribuintes pessoas físicas ou jurídicas que exercem atividades potencialmente poluidoras ou utilizadoras de recursos ambientais. e § 2°. aliada à conveniência de pronta suspensão da eficácia dos dispositivos instituidores da TFA. 21. Min. Min. como previsto no art. rel. por haverem definido.. Só há contraprestação do serviço e materialização do poder de polícia quando da obtenção da licença para localização e funcionamento no território do Município. DJU 28. rel.. Garcia Vieira. Min. com flagrante desobediência ao princípio da isonomia. Estado de Minas Gerais.04. pelo ente público. Tributário. da Carta Magna. II. Taxa florestal. e não nos anos que se seguem. Efeito confiscatório insuscetível de ser apreciado pelo STF. Taxa de licença para localização e funcionamento. Poder de polícia. qual seja o custo estimado do serviço de fiscalização.397/MG. na dispensa do mesmo tratamento tributário a contribuintes de expressão econômica extremamente variada.178.

padece de fomento jurídico. Peçanha Martins. 2ª T. j. instituída pela Lei 5. Precedentes jurisprudenciais. Se assim não fosse.11. REsp l47510/SP. Franciuili Netto. 10. Francisco Peçanha Martins.. artigo por artigo. 2. instalação e funcionamento. rel. A irresignação referente ao ISS. com o objetivo de evitar 132 . Este Tribunal decidiu pela constitucionalidade da cobrança da taxa de fiscalização de anúncios. em decorrência da renovação anual. Tributário e administrativo. Cobrança obrigatória a título de ‘tarifa’. instalação e funcionamento. No que concerne à taxa de licença para publicidade.08. j. Recurso não conhecido (STJ. incidindo. uma vez que não está materializado o poder de polícia e. por entender que é exigida com fundamento no efetivo exercício do poder de polícia pelo ente municipal no controle da exploração e da utilização da publicidade na paisagem urbana.1998.09. DJU 12. a efetiva contraprestação especifica. rel.142/RS. 2ª T. 1. Min. 08. Utilização de terminal alfandegário. Recurso especial conhecido e provido.. Com arrimo em remansosa jurisprudência. por conseguinte.2000. Nulidade do acórdão. ao dispor que: ‘É ilegítima a cobrança de taxa.024/SP. DJU 04. 2ª T. este sodalício houve por bem sedimentar a matéria por meio da Súmula 157. Decisão unânime (STJ. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal.06. Estadia e pesagem de veículo. Tributário. pelo Município. a Súmula 284 da Corte Máxima. Entidade bancária. DJU 04. uma vez que alega vulnerado dispositivo da Carta Política.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.1999). j. Agravo regimental no agravo de instrumento. Constitucionalidade. 01. Min. ISS. taxa de fiscalização.2001. Rejeitadas as preliminares de nulidade do acórdão. Inocorrência.2000). instalação e funcionamento. REsp 212. A perpetuação da cobrança do tributo carece dos requisitos necessários à imposição da taxa de fiscalização. inclusive ICMS e ISS Município. rel. Recurso especial não conhecido (STJ. Município de Belo Horizonte. Cobrança anual pelo Município de Sorocaba. Efetivo exercício do poder de polícia. 3. Reexame de fatos e provas.641/89. Min. do Município de Belo Horizonte. prevalece a mesma interpretação adotada para afastar a incidência da taxa de fiscalização. cuja competência recursal é do Excelso Supremo Tribunal Federal. 1. na renovação de licença para localização de estabelecimento comercial ou industrial’. Lei 5. Taxa de licença para publicidade. em parte.641/89.2001). Taxa de fiscalização de anúncios. Tributário.03. É taxa e não preço público a exação correspondente ao uso compulsório de pátio que dá acesso a terminal alfandegário. não foram impugnadas as normas federais de modo a permitir a exata compreensão do inconformismo. REsp 147..04. também. Ilegalidade.

o entendimento de que não há identidade entre a base de cálculo da referida taxa com a do IPTU. 7ª T. 145 do Magno Texto. AI-AgR 581 .2006.08. 220. da CF). Eros Grau.12. Entretanto. 9).316 (Min. p. Município de Goiânia.. 2. j.. Assentada a efetividade do exercício do poder de polícia para a cobrança da taxa de fiscalização de anúncios. Tributário. Tributário. Número de empregados.503/MG. 77 e 78 do CTN. Agravo regimental a que se nega provimento (STF. A cobrança pela inscrição e renovação de cadastro de poluidores potenciais insere-se na competência fiscalizatória do Ibama sobre o meio ambiente e assim constitui exercício 133 . Ilmar Galvão). situação que não viola a vedação prevista no disposto no art. 23. Sepúlveda Pertence). DJU 04. artigo por artigo. AC 1997. seria necessário o reexame dos fatos e das provas da causa. não causa perda de objeto de ação de conhecimento que visa a nulidade de cobrança baseada na mesma norma. Precedentes: RE 258. a base de cálculo da taxa deve vincular-se ao fato gerador do tributo.2006.254 (Min.904 (Min. 2. 216.08. Ilmar Galvão). Processo civil. Portaria 113/97-Ibama.12. Município de Belo Horizonte. rel. STF.001.2006. 2ª T. Firmou-se. 3. 63). Taxa de fiscalização. 1. para que se pudesse dissentir dessa orientação. da Constituição do Brasil. Min. circunstância que impede a admissão do extraordinário ante o óbice da Súmula 279 do STF. § 2°.207 (Min. 20. Carlos Britto. 13. 1 Cabível a instituição de taxa para licença de funcionamento pelo Município com base no exercício do poder de polícia. (art. 4 Apelação e remessa não providas (TRF-1ª R.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 1ª T .06. DJU 19. j.478 (Min. o exercício do poder de polícia. Taxa de licença para funcionamento de estabelecimento comercial e industrial.2006. 3. A concessão de liminar em ADIn pelo C. 98). ainda. p. 276. O Supremo Tribunal Federal tem sistematicamente reconhecido a legitimidade da exigência da taxa em referência. Embargos à execução fiscal. O número de empregados não pode servir de base de cálculo da taxa municipal de licença para funcionamento. j.149. 2. a teor dos arts. Celso de Melo).814/MG. por não mensurar o custo da atividade estatal Precedentes do STF e desta Turma.2005. visando apenas suspender eficácia de norma até discussão definitiva de mérito. 145.2005. inclusive ICMS e ISS prejuízos à estética da cidade e à segurança dos munícipes. Nego provimento (STF. II. cobrada como contrapartida pelo exercício do poder de polícia. p. Ilegitimidade. rel. DJU 09. Alegada ofensa ao inciso II e ao § 2° do art.11. Taxa Princípio da legalidade. no caso. 145. AI-AgR 527. rel. Juiz Antônio Ezequiel da Silva. Base imponível. Min. Ilmar Galvão) e 198.350. Perda de objeto.80/GO. localização e funcionamento.

Ilegalidade. j. Taxa de fiscalização de anúncio luminoso ou iluminado próprio. a natureza da verba pecuniária configura-se como taxa. Compulsoriedade. não se pode cogitar de prescrição. Embora o art.12. p.11. Cobrança. Não tendo decorrido o prazo de cinco anos. sendo esta a natureza da cobrança instituída pela Portaria 113/97Ibama. de 26. entre a constituição definitiva do crédito tributário e a citação do executado. Precedentes. não excede a 60 salários mínimos: aplicabilidade do § 2°. sob pena de violação aos princípios fundamentais de contenção do poder de tributar. ante a compulsoriedade de que se reveste a aludida atividade administrativa fiscalizatória.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 475. Juiz Paulo Espírito Santo. do art. O exercício efetivo de poder de polícia só pode ser custeado por taxa. como no caso. Não pode o Inmetro. pelo que não tem nenhuma validade a Portaria 113/97-Ibama neste ponto. são compulsórias e têm sua cobrança condicionada à previa autorização orçamentária. Metrologia. Direito processual civil. Remessa oficial.352. Caracterização. Não conhecimento.933/99 (TRF-2ª R. diferentemente daqueles. 2ª T. Postos de combustíveis.995. quando o valor da dívida executada e embargada. Tributário. p. é legítima e independe de comprovação 134 . sem que haja lei especifica. DJU 16. Poder de polícia. do que determina a Constituição da República (art. b da Lei 5. Fiscalização. pois que a referida atividade destoa.. 37 c/c 145. Prescrição. O princípio da legalidade no campo tributário exige que apenas a lei crie tributos. em relação à lei que as instituiu’. rel. 5. DJU 15. A cobrança anual da taxa de fiscalização de anúncio luminoso ou iluminado próprio. 3.2005. introduzido pela Lei 10.2005. cobrar dos postos de gasolina (apelados) a verba pecuniária decorrente das aferições realizadas nas bombas de combustível.773/RJ. 3. Taxa.12. sequer mediante delegação. Tributário. a partir do exercício de 2000. rel. em relação aos desdobramentos promovidos. CEF. 158). As cobranças pelas aferições são legítimas. 15. porque estas. Legitimidade. Inocorrência.2004. Apelação e remessa improvidas (TRF-1ª R. 2. II). 1. Precedentes. AC 1999.. Inmetro.59/DF.. j.2005. verificável pelo inequívoco exercício de poder de polícia. Juíza Maria do Carmo Cardoso.2001. 8ª T.966/73 mencione preço público. Não se conhece da remessa oficial.02.. Deve-se obstar a ação estatal alusiva às cobranças decorrente do poder fiscalizador. Inconstitucionalidade. 11. espécie de tributo. 4. do Código de Processo Civil. Embargos à execução fiscal.009. Cobrança pela Municipalidade. 166).010. 7°. inclusive ICMS e ISS de poder de polícia. Atividade administrativa. Súmula 545/STF: ‘Preços de serviços públicos e taxas não se confundem. artigo por artigo.12. AC 324. em virtude de a matéria ter sido disciplinada na Lei 9. Constitucional.

inclusive ICMS e ISS do efetivo exercício do poder de polícia. A alegação de que a CEF exerce atividade de interesse público. sob qualquer forma.O atuar do Ibama consiste no desempenho efetivo das atividades de fiscalização e licenciamento de estabelecimentos e atividades potencialmente poluidoras.960/2000.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. § 3° [da Lei 6. 10. pelo Município. DJU 17. sujeitos. Tributário.Não ha violação aos princípios constitucionais da legalidade (e tipicidade) ou da isonomia tributárias.Para sanar os vícios de que padecia a Lei 9.165/2000 que instituiu de modo válido a Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental . Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental . conferindo ao Ibama (sujeito ativo da exação) a competência administrativa para previamente licenciar a construção. §§ 1° e 2°).2007. a União instituiu uma taxa de polícia. base de cálculo e alíquota. 586).No caso em tela. 10. econômico e social. A Lei 10. dos elementos da exação: fato gerador.06.TCFA. 4 – Havendo a competência administrativa cujo desempenho caracterize o exercício do poder de polícia. porque pública ou vinculada à Administração Indireta da União.618/SP. para efeito de elidir o exercício regular. 3ª T. com seu potencial de poluição e com o grau de utilização de recursos naturais de cada uma das atividades sujeitas à fiscalização (art. o sujeito passivo (art. pequena ou grande). § 4° [da Lei 6. por lei.165/2000.165/2000. a ampliação e o funcionamento de estabelecimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientais considerados efetiva e potencialmente poluidores. 1 . j. 3 .TCFA. 5 .. bem como os capazes. a instalação.01. Precedentes (TRF-3ª R. de 135 .. 2 . Constitucionalidade. artigo por artigo. 4.938/81]). caput [da lei 6. 17-C) e os valores (art. da regular definição. 10. rel. estes estabelecidos de acordo com o porte da empresa (micro. tendo em vista que o poder de polícia alcança tanto os atos preparatórios como os de continuidade do exercício. de qualquer prerrogativa especial. p. de causar degradação ambiental (art. não gozando a empresa. 04. § 2° [da Lei 6. Juiz Nery Junior. 10. 17-B). deu ao órgão destinatário da exação uma série de competências relativas ao poder de polícia correspondente à referida taxa. não impede a cobrança da referida taxa. 17-D. de âmbito nacional ou regional (art.É inequívoco que a Lei 10. 6 .938/81]) ou de homologar os licenciamentos de competência dos órgãos estaduais do Sisnama (art. Lei 10. 17-D).165/2000 definiu o fato gerador (art. antes de criar uma taxa de polícia. de determinar a redução das atividades geradoras de poluição (art. de sua competência tributária.938/81]). foi editada a Lei 10. a instituição válida de uma taxa de polícia correspondente depende. tão-somente. 5.2003.938/81]). AC 533. além de conferir ao referido órgão (Ibama) a competência administrativa exclusiva para licenciar as atividades e obras com significativo impacto ambiental. Exigibilidade.

8 . pois ao estabelecer como um dos critérios quantificadores da taxa o porte do sujeito passivo (micro. nelas [sic] previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos’ (art. Tributário. 113. Ressarcimento de custos. de mais um custo. 77. pequena empresa ou empresa de grande porte).2007. § 2° do CTN). Juiz Antonio Albino Ramos de Oliveira. 4ª T. 9 .165/2000 dos critérios de classificação da Lei 9. Decreto-lei 1. p. previsto no Decretolei 1.‘A aquisição dos selos de controle do IPI não configura exercício do poder de polícia ou utilização de serviço público especifico e divisível. dentre outros que se somam à atividade desenvolvida pelo industrial e que é repassado ao preço final do produto.. Trata-se. de obrigação acessória. rel. tem-se como adequado o critério de valoração.03. j. sem que isso venha a desconfigurar sua natureza. O cumprimento dessas obrigações acessórias pode gerar dispêndio ao contribuinte em determinadas situações. Juiz Djalma Gomes. violação a quaisquer princípios tributários. por ser dele o monopólio na confecção dos selos. 136 . aquela que ‘decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações.05. como sendo instituição de uma nova taxa ou de preço público. Trata-se.2007).437/75.07.000. 13.Não há considerar a exigência de ressarcimento de custos de confecção de selos de controle. Natureza jurídica.05.2006.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.. não houve determinação do valor da taxa a partir do capital da empresa. DJU 28. IPI. 7 . eis que não se pode negar que a magnitude de cada um desses aspectos interfere diretamente na complexidade do exercício da atividade de polícia. 1ª Seção.2006. Selos de controle quantitativo. cuja atividade administrativa. não havendo. do CTN. pelos contribuintes do IPI. positivas ou negativas. parágrafo único. assim.502/64. que demanda a realização de diligências e outras atividades concretas para conceder o licenciamento ou manter a licença concedida. DJU 12. 1 .. j.71. necessidade esta que se impõe diante da peculiar sistemática de arrecadação do imposto’ (Embargos infringentes 2003. artigo por artigo. 293).. AMS 273300/SP.271-0.841/99 [revogada pela LC 123/2006]. Lei 4.437/75. Obrigação acessória. ou seja. A única diferença é que tal valor é devido ao Estado. 2 . do potencial poluidor da atividade e do grau de utilização dos recursos naturais de cada uma das atividades sujeitas à fiscalização.Apelação improvida (TRF-3ª R.Sendo o valor da taxa determinado em função do porte da empresa. rel.03. rende ensejo à cobrança de taxa de polícia. inclusive ICMS e ISS modo a caracterizar uma ação concreta e especifica da Administração. 10. TRF-4ª R. 2ª T.. AC 200371120077868/RS. apenas.Não procede o argumento de ofensa ao disposto no art. DJU 30. e utilizando-se a Lei 10.2006) (TRF-4ª R.08. na verdade.

793). 145. A aquisição dos selos de controle do IPI não configura exercício do poder de polícia ou utilização de serviço público específico e divisível. Receita originária. constituindo-se em receita originária da União. por ser dele o monopólio na confecção dos selos.502/64.. 3ª T.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 137 . Natureza jurídica.615/2000. não caracteriza taxa e nem preço público. no interesse da arrecadação ou da fiscalização do tributo. em obediência ao princípio da reserva legal. de modo que o referido tributo somente podendo [rectius: pode] ser instituído ou majorado mediante lei. A única diferença é que tal valor é devido ao Estado. de serviço público específico e divisível. 1ª Seção. Ressarcimento de custos.025. II. Juiz Vilson Darós. representa uma obrigação acessória. A aplicação do selo de controle do IPI. rel. O valor pago pela aquisição das estampilhas (selos) de controle do IPI. IPI. Base de cálculo própria de imposto e progressividade fiscal. EIAC 2003. previsto no art. 06. revelando-se legítima a sua cobrança a partir do exercício 2000. Taxa é espécie de tributo que tem por fato gerador o exercício do poder de polícia.027. Lei 10. CF. com a utilização de patrimônio estatal (TRF-4ª R. 24. DJU 19. Decreto-lei 1. prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição. apenas. inclusive ICMS e ISS Embargos à execução fiscal.500. Tributário e constitucional. Ibama. necessidade esta que se impõe diante da peculiar sistemática de arrecadação do imposto. Aferição de bombas de combustível. proveniente de produto fabricado por empresa pública .2006. As inscrições em dívida ativa têm origem no crédito constituído pela cobrança de preço público por prestação de serviço de aferição de bombas de combustível no estabelecimento da embargante. rel. efetiva ou potencial. ou seja. Tratase. Lei 6. Preço público é a remuneração paga pelo fornecimento de serviço público prestado por concessionário ou permissionário.933/99 é que foi instituída a taxa de serviços metrológicos. DJU 12. Inmetro. de mais um custo.315/RS. j. dentre outros que se somam à atividade desenvolvida pelo industrial e que é repassado ao preço final do produto. j.07.710. sendo uma obrigação assumida voluntariamente.10/RS..07. p. razão pela qual não merece acolhida a pretensão do recorrente (TRF-4ª R. Somente com a edição da Lei 9.092).04. 1. 46 da Lei 4. artigo por artigo.050.2006. Selos de controle quantitativo.07. p. Juíza Vânia Hack de Almeida. Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental . levandose em consideração a natureza compulsória e coercitiva que decorre do exercício do poder de polícia.2006.71.Casa da Moeda -. AC 2002..TCFA.2006. ou a utilização. Cobrança de preço público.437/75.931/81. A cobrança efetuada pelo Inmetro em razão da aferição de bombas de combustível constitui taxa. Art. Efetiva atuação poder de polícia.

Precedentes. da CF.615/2000. quando.utilizados pelo contribuinte: a) efetivamente. uma vez que a Lei 10. Efetiva atuação do poder de polícia pelo Ibama por meio de fiscalização realizada através de: a) visitas de fiscais aos estabelecimentos dos agentes poluidores ou utilizadores de recursos naturais. A hipótese de incidência da indigitada exação é o exercício do poder de polícia outorgado legalmente ao Ibama. 138 . Juiz Francisco Wildo.02. restando. criada pela Lei 7. b) potencialmente. Inexistência de contrariedade ao art. introduzindo dispositivos à Lei 6. DJU 15. 145. da CF. a atuação do poder de polícia conferido ao Ibama. marítimas. c) na análise de imagens de satélite. fluviais ou aéreas. o que se apresenta por demais acertado. sanando os vícios de constitucionalidade da legislação anterior (Lei 9. AMS 92646/PE. Art..735/89 exerce a atividade fiscalizatória e de controle de aplicação de critérios. b) pelo monitoramento remoto de atividades. em consonância com a política nacional. artigo por artigo. através do prévio licenciamento concedido pelo referido órgão. consistente na vistoria à distância. sejam postos à sua disposição mediante atividade administrativa em efetivo funcionamento. 79. trazendo todos os elementos caracterizadores do tributo. pois esta autarquia. 145. e) na apreciação dos relatórios de apresentação obrigatória. 77 consideram-se: I .165/2000 ao instituir a TCFA delimitou. Apelação improvida (TRF-5ª R. II. nitidamente. inclusive ICMS e ISS Inexistência. o que torna insubsistente a alegação do apelante de ausência efetiva de fiscalização e de violação ao preceito constitucional do art. Os serviços públicos a que se refere o art.01. d) no acompanhamento de dados estatísticos regionalizado sobre poluição e utilização de recursos naturais. 1ª T.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. p 860). sem ingresso de fiscais no estabelecimento fiscalizado. sendo de utilização compulsória. j. A Lei 10.960/2000). o qual apresenta sua configuração no desempenho da função fiscalizadora para averiguar se as atividades e obras causadoras de significativo impacto ambiental estão sendo desenvolvidas nos termos em que foram autorizadas. em rondas terrestres.2006. II.2006. normas e padrões de qualidade ambiental..TCFA.931/81. 12. instituiu a Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental . rel. quando por ele usufruídos a qualquer título.

de utilidade ou de necessidade públicas. transcrevo o dado por Hely Lopes Meirelles: Serviço público é todo aquele prestado pela Administração ou por seus delegados. tem sido rigoroso na apreciação da legalidade de um sem-número de taxas que surgem sem atenção às características indicadas nos incisos do artigo em comento. 139 (serviço em funcionamento para ser utilizado. quando suscetíveis de utilização. ou simples conveniências do Estado. Além da autonomia de cada unidade de serviço. por parte de cada um dos seus usuários. O conceito do que seja serviço público não encontra unanimidade entre os estudiosos do direito administrativo. COMENTÁRIOS O exercício do poder de polícia e a prestação de serviço público são atividades tipicamente estatais. separadamente. deixando o CTN de conceituá-lo. como fez em relação ao poder de polícia. inclusive ICMS e ISS II . para satisfazer necessidades essenciais ou secundárias da coletividade. nas palavras do CTN.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. O Poder Judiciário. exige-se que seja ele prestado ao contribuinte (utilização efetiva). seja específico (destacado como unidade autônoma) e divisível (possibilidade de utilização. Mas nem todo serviço público é gerador de taxa. é preciso que. artigo por artigo. De todos os conceitos. porque. quando . III divisíveis. a partir do STF.específicos. por parte de cada usuário). para sê-lo. pela simplicidade e abrangência. sob normas e controles estatais. ou posto à sua disposição necessário). quando possam ser destacados em unidades autônomas de intervenção.

(. Min. p. Demócrito Reinaldo. para conceder a segurança postulada.Nos serviços públicos urbanos encontram-se presentes os requisitos da especificidade e da diversibilidade (arts.08. que tem como base de cálculo o valor venal do imóvel. a taxa de limpeza pública é cobrada em função do metro quadrado ou fração da propriedade (STJ. Tabela A. II .1981). p. 77 e 79 do CTN). IV – Recurso provido.957). inclusive ICMS e ISS JURISPRUDÊNCIA 1.564). II . III . 140 .06. 77 e 79 do CTN). 21. é inconstitucional. REsp 11.940/SP.972). rel. 16. Decisão unânime (STJ. REsp 33. prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição (STJ. a utilização efetiva ou potencial. j. 18.06. prestado ao contribuinte ou posto a sua disposição.. j. ele não pode constituir fato gerador da taxa de segurança de pessoas e casa. nº 48.1993.1993. 15. do serviço público específico e divisível..Na espécie. de 1968. da mencionada norma local (STF. Antônio Neder.1993.. Cesar Asfor Rocha. I .03. Recurso extraordinário do constituinte a que o Plenário do STF dá provimento.As taxas de consumação desses serviços tem como fato gerador o exercício do poder de polícia. Min. a utilização efetiva ou potencial. para custear o serviço de policiamento dos bancos e entidades congêneres. visto que o poder geral de polícia. tem o seu custeio satisfeito pelos impostos gerais.08.. As taxas instituídas no art.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 1ª T. DJU 16. do serviço público e divisível. 2.1981. como dispõe o art.1993. rel. rel.) III — Diversamente do IPTU. RE 73. 1ª T. rel. encontramse presentes os requisitos de especificidade e da diversibilidade (arts. 14. da Constituição devem custear o poder especial de polícia. art. Taxa de limpeza pública. 15. 1ª T.04. 12.584-4/MG. e declarar a inconstitucionalidade. 3. item I. Min... DJU 10. 23. Min.1993. REsp 32.1993. j. artigo por artigo. O policiamento de segurança das pessoas e das casas é atribuição normal do Estado e serviço que os impostos gerais custeiam.06.996/GO. j.Nos serviços públicos relativos a consecução de vias públicas e logradouros e de combate a sinistros. 77 do CTN. 37. está o recorrido sujeito à cobrança da taxa de serviços urbanos. Taxa de expediente prevista na Lei de Minas Gerais 4.474. em votação uniforme.As conhecidas taxas de lixo têm como fato gerador o exercício do poder de polícia. que ele argüiu. I. Sendo assim. p. 1ª T. I . por ser inerente à função normal do Estado. DJU 16. DJU 23.08.870/SP. Demócrito Reinaldo.

4. Lei 8.387/91 isenta de pagamento de taxas. mas o adicional de tarifa portuária não.2000) e RE 185. O colendo STF declarou incidentalmente a inconstitucionalidade de dispositivos da Lei 6. I e II. Precedentes desta Corte. Tributário e processual civil. 130. 93.03. em matéria de cunho eminentemente constitucional. parágrafo único.391/SP. de unidade monetária própria (UFN) para atualização das parcelas do IPTU. do Município de São Paulo. em nenhum momento. a alegação de que o Município não teria competência para estabelecer as condições para o parcelamento do IPTU e a de que seria indevida a adoção. como fundamento central. entretanto. por possuir base de cálculo própria de imposto.1999). Precedentes citados: RE 206. Taxa de iluminação e limpeza pública. prestado ao contribuinte ou posto a sua disposição [rectius: “o exercício regular do poder de polícia.05. ATP. as importações de partes. REsp 188. Ausência do necessário prequestionamento dos arts. j. I. 3. I. Agravo regimental contra decisão que proveu recurso especial do agravado. 87. Matéria constitucional. Dispositivos indicados como afrontados não abordados. matérias-primas. na parte em que a decisão atacada basilou-se. 77 e 79. inclusive ICMS e ISS Taxa de armazenagem. artigo por artigo. produtos industrializados e outros insumos vinculados à fabricação de produtos destinados à exportação. 677.03. 77. 6 Nada se discutiu (em face dos óbices acima apontados) sobre o IPTU 141 .349/AM. ofende o art. Min. Mim. DJU 15.777/SP (DJU 30. A Lei 8. A taxa de armazenagem é preço público. RE 190 126/SP (DJU 05. 86. a utilização efetiva ou potencial.1998. RE 188. 15. do CC/1916 [sem correspondente no CC/2002]. rel. prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição”]’ (art. III.06. 1. pelo Município.989/66. da CF. 91. ou a utilização. e pelo fato de não serem divisíveis os serviços públicos que ela visa custear. 145. Prequestionamento. Não se conhece de recurso especial. do CTN). Ilmar Galvão.04. ao fundamento de que a referida taxa. Recurso parcialmente provido (STJ. efetiva ou potencial.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 145. da CF/88 (Lei 6. Decisão da matéria pelo Colendo STF. do art. componentes. II.2000. de serviço público específico e divisível.1997). Garcia Vieira. encontram-se presentes os requisitos de especificidade e de divisibilidade (arts.989/66. arts. Afastou-se. peças. o que ofende o inciso II. 2. Agravo regimental. rel. 165. do CTN). As taxas de consumação desses serviços tem como fato gerador ‘o exercício do poder de polícia. 19. § 2°.11. e 167 do CTN. que prevêem a cobrança de taxa pelos serviços de conservação e limpeza de ruas. 1ª T..387/91.1999). Nos serviços públicos relativos à limpeza urbana e conservação de vias e logradouros públicos. quanto ao IPTU e aos efeitos decorrentes da inconstitucionalidade de texto legal. Isenção. do serviço público específico e divisível. preços públicos e emolumentos. no âmbito do aresto a quo.050/SP (DJU 07. 5. I e II e 94).

2007.2005).913/SP. 462. 292). razão pela qual ausente o necessário prequestionamento. deixou ele de demonstrar as circunstâncias identificadoras da discordância entre o caso confrontado e o aresto paradigma. Divergência jurisprudencial não demonstrada. Min. da Lei de Introdução ao Código Civil. 77 e 79 do CTN) reproduzem regra constitucional (art. A decisão debateu. 2. O recurso especial não pode ser conhecido pela alínea c do permissivo constitucional [art. não foram objeto de análise pelo Tribunal de origem.03. 1ª T. III. 3. Ausência de prequestionamento e dissídio pretoriano superado. DJU 27. da CF/88].03. rel. É cabível a incidência da taxa 142 . 7. a legitimidade da cobrança da taxa de iluminação e limpeza pública. 2. arts. Humberto Martins. 1. pois o recorrente não realizou o necessário cotejo analítico. Incidência das Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. AGA 526. § 1°. Matéria constitucional. 3. João Otávio de Noronha. A 1ª Seção assentou que a divisibilidade e especificidade de taxas referentes a serviços de limpeza pública e de iluminação pública são insuceptíveis de controle no âmbito do recurso especial.2005. quais sejam. p. p. 77 e 79 do CTN. As matérias infraconstitucionais supostamente violadas no recurso especial. artigo por artigo. Arts. 105. Processual civil. com relação à Taxa de Coleta de Lixo e Limpeza Pública (TCLLP) e da Taxa de Iluminação Pública (TIP). 2ª T. Processual civil. Esta Corte possui o entendimento de ser incabível analisar a violação dos arts. 77 e 79 do CTN. 462. do CPC. Incidência da taxa Selic para cobrança dos débitos fiscais. Tributário. CF/88). 77 e 79. e da Taxa de Iluminação Pública (TIP).212/RJ. j.301). Divisibilidade. 20. As normas ordinárias sob liça (arts. § 1°.06. rel. apenas. 145. do CTN. por reproduzirem os aludidos dispositivos legais preceitos constitucionais. 6°. Arts. Taxa de Coleta de Lixo e Limpeza Pública e Taxa de Iluminação Pública (TIP). 02. 1. Min. Incompetência desta Corte. 6°. Matéria constitucional. bem como não apresentou. não pode ser conhecida por esta Corte por referir-se à matéria constitucional.. o dissídio jurisprudencial. Recurso especial inadmitido. Precedentes (REsp 173. Ausência de prequestionamento.. A alegada violação aos arts. da Lei de Introdução ao Código Civil Ausência de prequestionamento. do CPC. 4. Agravo regimental não provido (STJ.03. em face da consideração do acórdão recorrido de ilegalidade da Taxa de Coleta de Lixo e Limpeza Pública (TCLLP). Apesar da transcrição de ementa.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. por serem matérias de índole constitucional.2007. DJ 21. Agravo regimental improvido (STF.06. inclusive ICMS e ISS e os efeitos da declaração de inconstitucionalidade. DJU 30.2005. j. Dissídio superado. AGREsp 734369/RJ. Tributário. Agravo regimental em agravo de instrumento. c. adequadamente.

por regular especialmente a matéria tributária. Min.05. em sede de recurso especial. Agravo regimental não provido (STJ. Matéria constitucional. 257). Humberto Martins.03. quando do julgamento dos EREsp 291. Sempre que presente 143 . João Otávio de Noronha.257/SC. 2. ‘Divergência jurisprudencial entre acórdãos que analisaram matéria de ordem constitucional. Precedentes. Cabimento. Lei 9. 77 e 79 do CTN. 145. relator Ministro Francisco Peçanha Martins. Impossibilidade de exame em sede de recurso especial. na assentada 14 de maio de 2003. DJ 04. de combate a incêndio e de conservação de vias. de relatoria do ilustre Min. Repetição do indébito.06. José Delgado. controvérsia atinente a taxa de remoção de lixo. rel.02. Taxa de Combate a Incêndio e Taxa de Conservação de Vias. Matéria constitucional.. 2.828/PR. devendo ser a pretensão recursal provida nesta parte. Taxa de controle e fiscalização ambiental.497/SC e 425. 215). Min. 3.. do CTN e Decreto 20.643/PR. 1. relatados pelo eminente Ministro Luiz Fux.2007. Afigura-se inviável examinar. 399.2007.910/32).2007. a teor dos preceitos que emanam da Carta Magna (CF arts. controvérsia atinente a taxa de coleta de lixo.2000.. que cuidam dos requisitos da especificidade e da divisibilidade das exações. da Constituição Federal. do CTN. j. REsp 896. 1. Recurso especial não conhecido (STJ. Taxa de Iluminação Pública. Prescrição.2006. que cuidam dos requisitos da especificidade e da divisibilidade das exações. artigo por artigo. Tributário.2007. REsp 547. reproduzem o preceito inscrito no art. § 2°. de limpeza urbana e de iluminação pública. prevalece sobre a regra geral que dispõe sobre os feitos contra a Fazenda Pública (arts. João Otávio de Noronha.926/PR. visto que os arts. Taxa de Coleta de Lixo. Recurso especial conhecido em parte e provido (STJ.01. j. IPTU.889/SP. j. 3. 18. 2ª T. e pela Corte Especial. 2ª T. Impossibilidade de exame em sede de recurso especial.341/RJ. Taxa de Remoção de Lixo e de Limpeza Urbana. p.2006.2001). não cabe apreciar nesta instância superior. p. § 2°. em sede de recurso especial.08. AGA 750. 168. p. 246). Orientação consagrada pela Primeira Seção. O prazo para o ajuizamento da ação de repetição do indébito é de prescrição qüinqüenal e.709/SC. Min. 15.03. Processual civil. III e 105. III) (REsp 196. Recurso especial. Tributário. DJU 12.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. DJU 03. rel. visto que os arts. Precedentes.DJU 06. 01. Constitucional e tributário. 1. rel. Afigura-se inviável examinar. Inconstitucionalidade. inclusive ICMS e ISS Selic para a cobrança de débitos fiscais. reproduzem o preceito inscrito no art. 165 e 168. 2ª T. Art. Mandado de segurança.03. 102. da CF. I. 77 e 79 do CTN. 145. em recente julgamento do EREsp 213.960 de 28.

certo que se estará diante de imposto. 5.01.938/81. Para efeito de instituição e cobrança de taxas.. prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição’. a Taxa de Fiscalização Ambiental. efetiva ou potencial. em violação dos disposto nos arts.. 144 . 4. competem a cada uma dessas pessoas de direito público. I.2004. segundo a Constituição Federal. O Código Tributário Nacional dispõe no art. estará aberta a possibilidade para que o interessado se socorra do Poder Judiciário através do writ. Não sendo dado ao Estado criar taxa com a mesma base de cálculo ou fato gerador de imposto (parágrafo único do art. 6ª T. 7.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. dos Estados. dentro de suas respectivas atribuições. 17-C.960/2000. j. razão pela qual não há como se declarar perda de objeto da presente ação.960/2000. AMS 213. 10.165/2000]. inclusive ICMS e ISS ato de autoridade que por ação ou omissão. O STF afastou. Sentença mantida (TRF-3ª R. 77 que as taxas cobradas pelas pessoas políticas de direito público interno. eis que não se vislumbra na exação a prestação regular pela Administração do poder de polícia ou mesmo de serviço público específico e divisível. com a redação dada pela Lei 10. À vista da edição da Lei 10. Ao revés.mas sempre de forma concreta .165/2000]. atual ou potencialmente . 153 e 154. de 28.2000. Juíza Marli Ferreira.01. DJU 28.possa ameaçar ou violar direito líquido e certo do contribuinte. a materialidade da hipótese de incidência fixou-se no exercício pelo contribuinte de atividade potencialmente poluidora.960. 2. § 1°. as Constituições dos Estados. da Constituição Federal. artigo por artigo. No caso da taxa de fiscalização ambiental veiculada pela Lei 9.11. 3. ou a utilização. criada pela Lei 9.165/2000. Art. a este sujeitando todos os sujeitos passivos citados no § 2° do art.178-8/DF. o STF entendeu prejudicado o prosseguimento daquela ação declaratória de inconstitucionalidade. 6. por inconstitucionalidade. na Medida Cautelar requerida na ADIn 2. de serviço público específico e divisível. consideram-se compreendidas no âmbito das atribuições da União. 145.2005). rel. com data de pagamento. as Leis Orgânicas do Distrito Federal e dos Municípios e a legislação com elas compatível. desde logo se verifica que o fato gerador invocado dissocia-se daqueles próprios da taxa. têm como fato gerador o ‘exercício regular do poder de polícia. sendo certo entretanto que o valor exigido incidiu efetivamente sobre o mês de janeiro de 2000. do Distrito Federal ou dos Municípios aquelas que.638/SP. este § 2° foi revogado pela Lei 10. fixada por essa lei em 31 de março [art. 77 do CTN). inciso II. 17-B [conforme redação dada pela Lei 9. da Lei 6. 80.

nos termos do art. a competência residual é da União. está explicitada no art. Município de Santo André/SP. Diferentemente. Em relação às taxas não há problema quanto à discriminação da arrecadação. Com propriedade observa Hugo de Brito Machado que. 244. da Carta Magna. Em havendo duplicidade na tributação cumulativa. como preconizado no art. Taxa de pavimentação asfáltica. a dar suporte ao serviço público gerador da exação. Tributo que tem por fato gerador benefício resultante de obra pública. da Constituição Federal.999/72. Observe-se que a competência comum. especificamente. próprio de contribuição de melhoria. como estabelece a Constituição Federal de 1988. em hipótese alguma. inclusive ICMS e ISS COMENTÁRIOS O dispositivo em destaque reafirma competência comum dos entes federados. prestado ao contribuinte ou posto a sua disposição. Inconstitucionalidade. também chamada de cumulativa ou paralela. pelo contribuinte. bitributação. § 1°. de serviço público específico e divisível. 23 da Carta Política. artigo por artigo. prevalece o direito federal ou o estadual sobre o municipal. não se permitindo. 23 pode ser instituída taxa. por inobservância das formalidades legais que constituem o pressuposto do lançamento dessa 145 . 154. inciso I. e não a utilização. em matéria de imposto. observando o ente estatal que a instituir no limite de sua competência. art. com a especificação em doze incisos. Sobre as matérias elencadas no art. art.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 25. porque ela destina-se. Impossibilidade de sua cobrança como contribuição. JURISPRUDÊNCIA Tributário. 145. Lei 3. em se tratando de taxas essa competência é dos Estados. II.

09. Cobrança de taxa de pavimentação e calçamento para recuperação de custo de obra pública. CF. DJU 08. Inconstitucionalidade. 18. de vigilância e à taxa de prevenção contra incêndios. Execução fiscal. no âmbito dos requisitos para as taxas em geral. excluindo-se o reexame necessário. Recurso provido (STJ. da multa e da correção monetária. amiúde praticada. pois exatamente está calcada na contraprestatividade ou vinculação entre o quanto pague o contribuinte e seu beneficiamento direto. Ilmar Galvão.999. e do art. 02. limpeza de vias públicas. a título de taxa.1995. Não se ressentem referidas taxas do descumprimento nem ao requisito da especificidade. 1.1972.. pelo serviço efetivamente prestado. CTN.360). 475 do CPC. de fato. uma vez que a incidir quantitativamente perante aqueles que proprietários de imóveis limítrofes ao logradouro beneficiado por referido serviço.. Embargos à execução fiscal. 5. II. 2ª T. Terceira Turma pela incidência da dispensa prevista pelo § 2° do art.1995. No que tange às taxas de remoção de lixo comercial. A divisibilidade se coloca também límpida. quanto pelo colocado ao dispor do contribuinte. 22. nem ao da indivisibilidade. imediato. Min. 145. Não conhecimento da remessa oficial. que se declara. que não permite a utilização da taxa como instrumento para recuperação do custo de obra pública. Ilegalidade. artigo por artigo. Município de Araçatuba XECT. Min. da ECT. Legitimidade da cobrança dos juros. p. REsp 0001609/SP rel. neste passo 146 . Inocorrência da alegada afronta ao art. Recurso não conhecido (STF. 6. 2.11. de limpeza pública. Pertinente e adequada a ponderação.351). 28.1990. A natureza das atividades estatais envolvidas se põe límpida. de conservação de pavimentação e de prevenção contra incêndio devidas. de molde a permitir sua exigência. Prescrição parcial consumada. de 29. rel. de limpeza pública. do Município de Santo André/SP. porquanto a exigência fiscal tem como fato gerador hipótese concernente a contribuição de melhoria. p. 77. sendo capital repisar-se tanto se tributa. avulta em destaque a divisibilidade de ditos serviços. do art.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. assim se procede. 3. Parcial procedência dos embargos. Taxa de iluminação pública indevida. 15. 4. RE 140779/SP. da Emenda Constitucional nº 01/69. Entendendo a E. 276 da Lei 3. Américo Luz. conservação da pavimentação. inclusive ICMS e ISS espécie tributaria. pois o valor da execução é de R$ 2003. vigilância pública predial e prevenção a incêndio.08. de conservação de pavimentação.12. Sucumbência recíproca. de vigilância pública predial. Taxas de remoção de lixo comercial. segundo a qual cobrados estão sendo imóveis. j. firmados através do inciso II do art.1990.12. Tributário. 21. que contam com aquele referido serviço. DJU 17. Tributário. remoção de lixo comercial. j. 1ª T.

07. que lhe reconheceu ilegitimidade. CF.1995 a 10. ainda que não conhecidos.12. consoante art. CTN. do CTN. caput e § 3° e 516. com o Excelso Pretório que.1995 e de 10. Verificada. 16. claramente. guarda harmonia a r. consumado o evento prescricional para os débitos vencidos de 10. 15. artigo por artigo. Não procede a alegada não incidência de juros e correção monetária.2000. 145.12.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. incompatível com a Lei Nacional de Tributação (CTN). 512. STJ. tal qual gizado pela própria Constituição e pelo CTN. Contaminado pela prescrição. qual seja. 515. conforme entendimento desta Colenda 3ª Turma. Constatada será a ocorrência da prescrição. No âmbito dos requisitos para as taxas em geral. inclusive ICMS e ISS não tendo a executada/embargante/apelada denotado assim não se ponham os préstimos/serviços municipais a respeito. todos do CPC.1995 a 10. antes enfocados. vetou o uso daquele tributo para tal fim. 14. uma vez que regida pela LEF dita nuança. pois atendido o figurino da hipótese de incidência pertinente. 147 . com observância do estabelecido pelo art. sendo de rigor a extinção dos débitos prescritos. nos presentes autos. 17. ao passo que dito imposto recai sobre o valor venal da coisa. do E. Sem força suspensiva prescricional a enfocada inscrição em dívida ativa. Os vencimentos dos créditos tributários em questão ocorreram de 10. Com referência à Taxa de Iluminação Pública (TIP).1995 e de 10. entende a Egrégia Terceira Turma desta Colenda Corte pela incidência do consagrado através da Súmula 106. ao se verificar a transgressão do lapso temporal fixado pelo referido dispositivo. para interrupção do prazo prescricional: ajuizado o executivo em pauta em 28. Vencidas as dívidas em 10.01. primeira figura.1995 a 10. uma das causas de extinção do créditos tributário. a prescrição. elencada no inciso V. 12.09. a base daquelas se põe sobre o custo da atividade aqui suportada pelo Poder Público. contados da data de sua formalização definitiva. Ante a devolutividade do apelo. 7. segundo a qual suficiente a propositura da ação. 19. 18. de rigor a extinção dos débitos prescritos. sentença. 174 do CTN. de fato. imediato. encontrase parte do valor contido no título de dívida embasador dos embargos. como se denotará. firmados através do inciso II do art. 10. Inconstitucional dita exação.12. pois exatamente está calcada na contraprestatividade ou vinculação entre o quanto pague o contribuinte e seu beneficiamento direto. 05 (cinco) anos para a ação de cobrança do crédito tributário em comento. e do art. Nenhuma ilegitimidade na cobrança de citadas taxas. ônus cabalmente seu. 11. 156.01. Também inocorre a amiúde propalada coincidência de base de cálculo entre ditas taxas e o IPTU: sem óbice substancial pela parte contribuinte. 77.1995 a 10.01. qual seja.12.09. 9.1995 até 10. por meio da Súmula 670. do art.1996. 8. avulta em destaque a indivisibilidadede de dito serviço. de rigor a análise de todos os pontos rebatidos.07.1995.1996. 13. de molde a impedir exigência de taxa.

para dele fazer parte integrante. Reflete a multa moratória acessório sancionatório. a propósito. vez que dotado de valores autônomos. recaem sobre o crédito tributário. CTN. específicos. 26. 21. por inconstitucional) . sendo a hipótese de mero excesso de execução (como se dá. figura esta naturalmente formada pelo capital ou principal e por sua indelével atualização monetária . em que é possível excluir ou destacar do título executivo o que excedente. deva recair sobre o débito. 27. a ação deve prosseguir pelo saldo efetivamente devido. 97. segundo a qual os juros. 25. 20. CTN. Apesar de reconhecida a prescrição em parte do débito e da não incidência da TIP. perfeitamente possível o prosseguimento da execução fiscal pelo valor dos demais débitos executados. artigo por artigo.de tal sorte que sua incidência. denomina a tanto de remissão. da moeda nacional . quando pratica a dispensa de correção monetária. a corresponder. A respeito de constituírem os débitos atos distintos. inclusive ICMS e ISS Afigura-se coerente venha dado valor. identificáveis e autônomos. 161. como se extrai. de vigilância e quanto à taxa de prevenção 148 . realmente. a queixa contribuinte sobre sujeição à multa merece desfecho de parte-a-parte: indevida no tocante à TIP. em sua superioridade em si . de limpeza pública. em direta consonância com o inciso V. Embora configurando a relação punitiva vínculo autônomo.da incidência dos acréscimos ou acessórios previstos pelo ordenamento jurídico. a cujo principal. Coerente a compreensão. histórica. contudo incidente com referência às taxas retratadas. exatamente por motivo inverso. com a cobrança de específicos débitos colhidos pela prescrição e de um indevido. amiúde construída. originariamente identificado quando do ajuizamento da execução fiscal pertinente.esta fruto da inerente desvalorização. bem como verificando-se legitima a exigência sobre a taxa de remoção de lixo comercial. do art. porém que brota da incursão por ato ilícito. consoante art. através de mero cálculo aritmético. cumpre-se destacar que. Tão assim acertado o entendimento que a Administração. instituto inerente ao crédito tributário. como se dá com o não pagamento tributário. vez que estes os incidentes no caso vertente. Sem pertinência o pedido alternativo de observância da correção monetária pelos índices da UFIR. de conservação de pavimentação. 23. à divida em sua junção de principal com atualização. assim em cabal obediência ao dogma da estrita legalidade tributária. adota-se. em dados momentos. quando do sentenciamento dos embargos. nos termos da jurisprudência que. 22. pois não desprovido de liquidez o débito exeqüendo remanescente. 24. anos posteriores. a cifra maior. e à luz evidentemente de lei a respeito. vez que indevida sua cobrança. decorrência límpida e lícita. Prosperando a desconstituição da cobrança quanto à Taxa de Iluminação Pública e de multa a esta correlata e a ocorrência da prescrição parcial.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. em essência adere a correção monetária.

Não conhecimento da remessa oficial e parcial provimento ao apelo. A contribuição de melhoria cobrada pela União. 3ª T. DJU 11. bem como ante a ocorrência da prescrição parcial. sendo cobrada para atender ao custo de obra pública. tanto quanto se sujeitando a ECT ao pagamento de honorários advocatícios de 10% sobre o tributo remanescente em cobrança. suportando a Municipalidade envolvida honorários advocatícios no importe de 10% sobre a diferença excluída em prol da ECT.02. pelos Estados. realizada em favor do interesse público. AC 1079831/SP.. p.01. j. A espécie tributária aqui enfocada insere-se na competência das três esferas estatais. impõe-se parcial provimento ao apelo e decorrente parcial reforma da r. tendo-se em conta a vantagem advinda da obra realizada. a atingir vencimentos ocorridos de 10. tanto quanto se sujeitando a ECT ao pagamento de honorários advocatícios de 10% sobre o tributo remanescente em cobrança.3ª R.401). é instituída para fazer face ao custo de obras públicas de que decorra valorização imobiliária. em favor do Município implicado. julgados parcialmente procedentes os embargos (TRF . suportando a Municipalidade envolvida honorários advocatícios de 10% sobre a diferença excluída em prol da ECT. artigo por artigo.. na forma retro fixada. como previsto na Constituição Federal (art.2007. III).04. atualizados monetariamente até o seu efetivo desembolso. para exclusão da cobrança da Taxa de Iluminação Pública e de multa a esta correlata.1995 até 10. pelo Distrito Federal ou pelos Municípios. sentença.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 28. atualizada monetariamente até seu efetivo desembolso. inclusive ICMS e ISS contra incêndios. no âmbito de suas respectivas atribuições. COMENTÁRIOS Definição. TÍTULO V CONTRIBUIÇÃO DE MELHORIA Art.12. Juiz Silva Neto. rel. 28. atualizada monetariamente até seu efetivo desembolso. em favor do Município implicado.2007. tendo como limite total a despesa realizada e como limite individual o acréscimo de valor que da obra resultar para cada imóvel beneficiado. 145.1995. atualizados monetariamente até o seu efetivo desembolso. 81. 149 .

permanecendo na Constituição Federal de 1988 apenas o limite individual. decorrente de obras públicas” (art. dispositivo este recepcionado pela Carta de 1988. artigo por artigo. art. diante da previsão do art. os Estados.contribuição de melhoria. Hugo de Brito Machado e Silva Martins. na doutrina. Entretanto... CF). foram revogados pelo Decreto-lei 195/67. o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir os seguintes tributos: (. parece correto afirmar a continuidade dos limites. 81 do CTN. discordando do entendimento. 145. sendo esta valorização o limite individual cobrado de cada beneficiário. o qual deve ser rateado entre os que se beneficiarem com a valorização imobiliária. 81 e o seguinte. Quanto ao custo total da obra há quem sustente. que o próprio art. Valdir de Oliveira Rocha. global e individual. ao eliminar a palavra valorização e prever simplesmente: “A União. ainda.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Dentro de um critério de razoabilidade interpretativa. inclusive ICMS e ISS Trata-se de espécie tributária que se alinha aos impostos e às taxas. continuam a afirmar que persistem ambos os limites. o texto normativo do referido diploma em nada destoa do conceito constante do CTN. 150 . III. A valorização imobiliária é da natureza da espécie tributária em apreciação. Há quem afirme. que está extinto o limite total. fazendo parte da essência do tributo. dentre outros. 82. Há doutrinadores que.) III . Tem como limite o custo total da obra. Geraldo Ataliba. Neste sentido tem-se a opinião de Roque Carrazza. e tem como particular característica a inexistência de alíquota ou de base de cálculo. A divergência nasceu da simplificação verificada na Constituição de 1988. Neste sentido são as lições de Ives Gandra Martins.

o quantum da valorização imobiliária (STF. Base de cálculo. embora alterasse a expressão “imóveis valorizados” por “móveis beneficiados”. porque o Supremo Tribunal Federal tem entendido que. não pode o poder 151 . Min. rel. Recapeamento asfáltico.-lei 195/67. inclusive ICMS e ISS Do mesmo modo. 81 e 82 do CTN. Recurso desprovido. Não comprovação. 2ª T. artigo por artigo. vale dizer.. Podemos afirmar que permanecem em vigor os arts. Tem como limite total a despesa realizada e como limite individual o acréscimo de valor que da obra resultar para cada imóvel beneficiado. alterou o critério do custo da obra do CTN que não tem como se sustentar. entende-se que a Emenda Constitucional nº 23/83. Direito tributário. Valoração do imóvel. Sentença mantida em grau de reexame necessário. não alterou substancialmente a espécie tributária de que se cuida. Fato gerador. tornando-se inconstitucional. em havendo lei municipal autorizativa. RE 114069/SP. não há contribuição de melhoria. Se não houver aumento do valor do imóvel.1994).09. porque a hipótese de incidência desta é a valorização e a sua base é a diferença entre os dois momentos: o anterior e o posterior à obra pública. A base de cálculo da contribuição de melhoria é a valorização imobiliária. Contribuição de melhoria. Sem valorização imobiliária decorrente de obra pública. Valorização imobiliária. não há eiva de inconstitucionalidade alguma (RDA 120/131). recepcionados pela Constituição Federal 1988. Esta é uma posição que não encontra guarida no direito pretoriano. Contudo. Contribuição de melhoria. o Professor Sacha Calmon Navarro Coelho entende que o Decreto-lei 195/67.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. ao dispor que a contribuição de melhoria tem como fato gerador o acréscimo de valor dos imóveis localizados nas áreas direta ou indiretamente beneficiadas por obras públicas. Carlos Velloso. JURISPRUDÊNCIA Ação declaratória de inexistência de relação jurídicotributária. DJU 30. ambos compatíveis com o Dec.

Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Valorização do imóvel. inclusive ICMS e ISS público cobrar-lhe a mais valia. 2° e 3º). 81 e 82. sem a demonstração dos pressupostos de valorização ou específico benefício. 1º.1999. Contribuição de melhoria. CTN. 18. 1.. 13. Contribuição de melhoria. Controvérsia que gravita sobre se a obra pública não finalizada dá ensejo à cobrança de contribuição de melhoria. Ilegalidade do lançamento de contribuição de melhoria baseado no custo. j. 2. de que quando foi instituída a contribuição de melhoria a obra ainda não havia sido 152 . Recurso especial provido (STJ. 2. em sede de Recurso Especial. Francisco Peçanha Martins. A publicação prévia do edital e necessária para cobrança da contribuição e não para realização da obra. Base de cálculo.05. III. Precedentes o STF (STJ. Min. Tributário.06.. II. Recurso provido (STJ. João Otávio de Noronha.05. Min. Nexo de causalidade. Contribuição de melhoria. j. REsp 629. rel. 1. Inocorrência.04. p. Garcia Vieira. Ação de repetição de indébito. Art.. a teor do verbete Sumular 07/STJ. 1. Requisitos da valorização ou de específico benefício.248/SP. DJU 18. Recurso provido (STJ. A contribuição de melhoria tem como fato gerador a real valorização do imóvel. 145. Américo Luz. Direito à restituição. 1° e 2°).10. CTN. 2ª T. afronta exigências legais (arts. 270). Manifesta divergência acerca do atual estágio do empreendimento que deu origem à exação discutida. Hipótese de incidência e fato gerador da exação. Arts. Min. como pelo vencido. Tributário. Milton Luiz Pereira. arts. impondo-se adotar o entendimento unânime da época em que proferido o julgamento pelo Tribunal a quo. Tributário. 17. Min.02. REsp 634/SP. DJU 05. REsp 8. não servindo como base de cálculo tão-só o custo da obra pública realizada (REsp 280.2002). CF/88].417/SP.1995).1999). j. Min.03. CF/88 [rectius: art. 1ª T. Decreto-lei 195/67. rel. rel. DJU 05. Recapeamento de via pública.03.. 3. Obra pública efetivada..1994. 09. 1ª T. rel. 04. sendo certo é vedado à esta Corte Superior. rel. CF/67 [c/c EC nº 01/69] (Emenda 23/83).1995. j.06. Tributário. tanto pelo voto vencedor. artigo por artigo. Obra inacabada. REsp 200283/SP. Contribuição de melhoria.2007. DJ 28. 2ª T. 2.471/RS. com o custo coberto por um ‘plano de rateio entre todos os beneficiados’. 2ª T. Decreto-lei 195/67 (arts. 81 e 82. DJU 21. invadir a seara fática-probatória.1994).2007. 145. Art. Fato gerador valorização do imóvel. conseqüente da obra pública realizada no local de situação do imóvel. II. Fato gerador. 4. Precedentes da jurisprudência.

CF/67 [c/c EC nº 01/69] EC 23/83. Fato gerador. 10. DJ 17. nos termos do art. DJU 05. 1. Precedentes: REsp 615. 18.05. Consectariamente. Curso de Direito Constitucional Tributário. REsp 647134/SP. José Delgado.2002. Prevalece o entendimento no STF e no STJ de que não houve alteração do CTN pelo DL 195/67. 145. 2002. CF/88 [rectius: art. Recurso especial conhecido e provido (STJ. 2.788/RS. 4. Eliana Calmon. 81 e 82. III. apropriados à obra pública realizada no local da 153 . p. j. rel.996/SP. REsp 143. 1ª T.05..08. Revela-se. 499).. a repetição do indébito tributário. 397).495/RS. É cediço em doutrina que: ‘(.Requisitos de valorização ou de benefício. Min. 81 e 82. do CTN. rel. II. Isto porque a hipótese de incidência da contribuição de melhoria pressupõe o binômio valorização do imóvel e realização da obra pública sendo indispensável o nexo de causalidade entre os dois para sua instituição e cobrança. DJ 06.. e como limite individual a valorização do imóvel beneficiado. rel. 7. Min. Questão surgida no acórdão recorrido. Ilegalidade no lançamento de contribuição de melhoria sem a demonstração dos pressupostos de valorização ou específico benefício.1999. 6. p. artigo por artigo.10. Tributário. obter. 28. portanto.) Só depois de pronta a obra e verificada a existência da valorização imobiliária que ela provocou é que se torna admissível a tributação por via de contribuição de melhoria’ (Roque António Carrazza.05. DJU 01. j. p. 2ª T. uma vez que incontroversa a não efetivação da valorização do imóvel. 1. Recurso especial provido (STJ. Arts. 284). rel. 3.2004. REsp 143. 8. o fato gerador de contribuição de melhoria se perfaz somente após a conclusão a [sic] obra que lhe deu origem e quando for possível aferir a valorização do bem imóvel beneficiado pelo empreendimento estatal.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência.2007. Falta de prequestionamento.12. A base de cálculo da contribuição de melhoria é a diferença entre o valor do imóvel antes da obra ser iniciada e após a sua conclusão (Precedentes do STJ: REsp 615. do CTN.. DJ 06. 3. Min Luiz Fux. Tributário. rel Min José Delgado.02 2007. Min.996/SP rel. inclusive ICMS e ISS concluída porquanto pendente a parte relativa à pavimentação das vias que circundavam o imóvel de propriedade da recorrente. 9. Contribuição de melhoria. evidente o direito de a empresa que pagou indevidamente a contribuição de melhoria. REsp 362. 4. 145. É ilegal a contribuição de melhoria instituída sem observância do limite individual de cada contribuinte.1999). haja vista que a obra pública que deu origem à exação não foi concluída. Francisco Peçanha Martins.12. II.495/RS. Contribuição de melhoria CTN arts. 165. DJ 17.2002. Malheiros.2004. CF/88]. Francisco Peçanha Martins. 5. A contribuição de melhoria tem como limite geral o custo da obra. Min.

82. Min. 1ª T.publicação prévia dos seguintes elementos: a) memorial descritivo do projeto. Assentou a Corte Especial entendimento no sentido de ser necessário o prequestionamento. II . ainda que se cuide de violação surgida na própria decisão recorrida. § 1° A contribuição relativa a cada imóvel será determinada pelo rateio da parcela do custo da obra a que se refere a alínea c. e) determinação do fator de absorção do benefício da valorização para toda a zona ou para cada uma das áreas diferenciadas. pelos interessados.285/RJ.1998. b) orçamento do custo da obra. p. Min. artigo por artigo.2001.regulamentação do processo administrativo de instrução e julgamento da impugnação a que se refere o inciso anterior. 2. nela contidas. para impugnação.11. j.. DJU 09.04.2001. d) delimitação da zona beneficiada. REsp 160. rel. DJU 19.11. Recurso parcialmente conhecido e provido (STJ. c) determinação da parcela do custo da obra a ser financiada pela contribuição.fixação de prazo não inferior a 30 (trinta) dias. 233). A lei relativa à contribuição de melhoria observará os seguintes requisitos mínimos: I . rel. do inciso I. sem prejuízo da sua apreciação judicial. precedentes jurisprudenciais.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 3. Art. de qualquer dos elementos referidos no inciso anterior. Garcia Vieira. 05. III . EREsp 8. pelos imóveis situados na zona 154 . 4.030/SP. Milton Luiz Pereira. inclusive ICMS e ISS situação do imóvel.

Da definição vista no artigo antecedente. Ao contribuinte não é dado impugnar a realização de obra alguma. cada contribuinte deverá ser notificado do montante da contribuição. venha a cobrar-se. pelo custo da obra. se assim não for. Para alguns doutrinadores a publicação dos elementos elencados no inciso I do art. § 2° Por ocasião do respectivo lançamento. a posteriori. Para que o poder público esteja autorizado a cobrar contribuição de melhoria. no exercício do poder-dever da administração pública. cit. via contribuição de melhoria. 82 do CTN são a causa mais comum das demandas sobre contribuição de melhoria. não poderia o contribuinte obstar as obras irregulares.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 155 . artigo por artigo. podemos concluir que na caracterização da contribuição de melhoria identificamos como pressupostos: realização de obra pública. da forma e dos prazos de seu pagamento e dos elementos que integraram o respectivo cálculo. limite total da contribuição identificada com o custo da obra e limite individual igual ao acréscimo de valor provocado pela obra. infra). ou impugnar os defeitos corrigíveis. o que hão obsta que.. argumentam. porque. valorização do imóvel em decorrência da obra. faz-se pertinente atender aos requisitos. inclusive ICMS e ISS beneficiada em função dos respectivos fatores individuais de valorização. segundo registra Célio Armando Janczeski (ob. As exigências do art. em cada imóvel. 82 deverá anteceder a obra. assim como antecedente será a impugnação. COMENTÁRIOS Requisitos.

. quando obedecidos os princípios básicos. mas depois da execução e quando for possível a avaliação da mais valia ou da valorização decorrente (ob. sem atender os requisitos mínimos” (ob. Por outro ângulo.. c) determinação da parcela do custo da obra a ser financiada pela contribuição. Como então interpretar a expressão do inciso I: publicação prévia dos seguintes elementos: a) memorial descritivo do projeto. por onerar exclusivamente aqueles que de forma direta se beneficiaram com a obra pública. O § 1° do art. 156 . quando já se sabe com precisão o custo da mesma. nela contidas? O entendimento é o de que a publicação deve anteceder a cobrança e não a realização da obra. Entretanto. inclusive ICMS e ISS Assim. isto é. d) delimitação da zona beneficiada. somente após a conclusão da obra é que se pode avaliar em quanto acresceram de valor os imóveis beneficiados.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. infra). 68). somente após a conclusão da obra é que se publica o edital. cit. e) determinação do fator de absorção do benefício da valorização para toda a zona ou para cada uma das áreas diferenciadas. Como registra Láudio Camargo Fabretti. “nas poucas vezes em que se tem tentando cobrá-la. cit. p. o foi deforma ilegal. permitindo uma divisão igualitária da carga tributária. Esta espécie de tributo é considerada pelos estudiosos a mais democrática. infra. Segundo opinião de Yoshiaki Ichihara. 82 contempla talvez um dos comandos mais justos do nosso sistema tributário. artigo por artigo. b) orçamento do custo da obra. o momento da ocorrência do fato gerador não poderá coincidir com a execução da obra pública. não é das melhores a experiência brasileira.

p 152. Código Tributário Nacional Comentado. Geraldo Ataliba. apresenta-se complexa a cobrança do tributo. A controvertida contribuição de melhoria. p. Saraiva. RT. Cabe proliferaram as aqui registrar. inclusive ICMS e ISS Na prática. 1997. out. ano 33. por fim. Perfil da contribuição de melhoria. Malheiros.Realização da obra pública. 5. Celso Ribeiro Bastos. Suplemento Tributário 73/97. Cursos de Direito Constitucional. 2. São Paulo. 1997. O certo é que não as contempla o CTN que. p. Edgard Neves da Silva. p. Contribuição de melhoria . Carlos Valder do Nascimento. 94-98. LTr. Forense. Rio de Janeiro. Láudio Camargo Fabretti. Luiz Fernando Pellegrini. 1998. que a partir da CF/88 e contribuições classificadas. Boletim de Direito Municipal. 1998. Contribuição de melhoria Hipótese de incidência tributária .Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Dialética. São Paulo. ed. São Paulo. v.. 1995. reclassificadas esquematizadas das formas mais diversas. o que justifica o abandono do governo da espécie em comento. Saraiva. 144-145. Saraiva. 1998. 6. São Paulo. Hugo de Brito Machado. RDDT 30:30/35.. JURISPRUDÊNCIA 157 . p. 465. Determinação do Montante do Tributo. 115. 1990. CDTFP. RDDT 21 60/65 junho 1997. abandonado ficou no que toca à contribuição de melhoria. ano 2. 1997. Arx Tourinho. por sua vez. Comentários à Constituição Federal. Yoshiaki Ichihara. o qual procurou no âmbito das contribuições sociais solucionar o seu problema de caixa. 1997. DOUTRINA Célio Armando Janczeski. Ives Gandra Martins. mar. p. 1994. 161-168. coord. artigo por artigo. Comentários ao Código Tributário Nacional. Valdir de Oliveira Rocha. São Paulo. Os limites da contribuição de melhoria. São Paulo. nº 8. 1990.Edital da cobrança antes do término da obra. ed. Hipótese de Incidência Tributaria.

05. 1. Precedentes jurisprudenciais: a) RE 116. mas não para realização da obra pública.1967.172/66. 1ª T.12. DJU 29.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. 82 do CTN que. Min. Min. Contribuição de melhoria.. rel. o valor do imóvel antes de a obra ser iniciada. A entidade tributante ao exigir o pagamento de contribuição de melhoria tem de demonstrar o amparo das seguintes circunstâncias: a) exigência fiscal decorre de despesas decorrentes de obra pública realizada.791/SP. Edital. DJU 18..1998. de 1966. adota o critério de mais valia para definir o seu fato gerador ou hipótese de incidência (no ensinamento de Geraldo Ataliba. 07. 18. artigo por artigo. 4.1992. de 24.. Violação de lei federal e divergência jurisprudencial não configuradas. Min. § 1°). Milton Luiz Pereira. j.-lei 195/67. 82. EC 01/69. de 1969 (art. o que só ocorreu após a promulgação da EC nº 1. rel. Min. Contribuição de melhoria. inclusive ICMS e ISS Tributário. rel. ou seja.1998. 3.10. Francisco Peçanha Martins. O art. A partir do Dec. José Delgado.06. Min. No novo regime. 82 da Lei 5.08. art. 143). b) a obra provocou a valorização do imóvel. Octávio Gallotti.05. REsp 89. j. Adoção. 139). O Dec.05. rel. j. b) RE 116. Milton Pereira. a diferença entre o valor do imóvel antes do início da obra e o valor do mesmo após a conclusão da obra. Não havendo aumento do valor do imóvel. art. REsp 143. também da corrente doutrinária que. Tributário. teve o condão de revogar o art. de 1967. 5. Dec. 2ª T. c) REsp 35. 1ª T. o valor do imóvel após a conclusão da obra.996/SP rel. 02. Min. de saudosa memória). no trato da contribuição da melhoria. Base de cálculo. foi revogado pelo art.133-2-SC. impossível a cobrança do tributo. Recurso não conhecido (STJ. 5° do Decreto-lei 195. Ari Pargendler. 5°. Tributário. j. p.-lei 195.-lei 195/67. 18. a publicação do edital é necessária para cobrança da contribuição de melhoria. Célio Borja. o segundo. art.148-5/SP. 2ª T.1998.1999). REsp 169. art. É da natureza da contribuição de melhoria a valorização imobiliária (Geraldo Ataliba).06. p. § 1°). Edital.172. DJ 25.1993.1998. Lei 5.. à época não possuía a força de lei complementar. Recurso provido (STJ. Valorização imobiliária. DJ 08. 02.147-7/SP. 20. Min. A base de cálculo da contribuição de melhoria é a valorização imobiliária. DJU 03. Contribuição de melhoria.02. Precedentes do STF e do STJ.131/SP. 18.03. o edital que antecede a cobrança da contribuição de melhoria pode ser publicado depois da realização da obra pública. § 1°. Recurso especial conhecido e improvido (STJ. porque à época as normas gerais de Direito tributário ainda não tinham o status ou a força de lei complementar (Emenda Constitucional nº 1/69. REsp 6340/SP. 2.06. 158 .1999. rel. rel.. 2ª T. c) a base de cálculo e a diferença entre dois momentos: o primeiro.1995. DJU 06.1994.

.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. que continua subsistindo após o advento do art.Inexiste. III. v. 1990.) (extinto 1° TACivSP. Pressuposto do limite total da despesa realizada. saliente-se que o recorrente limitou-se a transcrever as ementas dos acórdãos indicados como paradigmas.. 3ª Câm.1989. em cada obra feita pelo Município. Desatendimento. de Ofício 404. 420. Cobrança. porquanto o extenso voto-condutor do aresto recorrido examinou detidamente todas as questões pertinentes ao desate da lide. Inobservância das formalidades essenciais previstas no Decreto-lei 195/67..-abr. Ap. Recursos desprovidos (8ª Câm. mar. Embargos à execução fiscal procedentes. Exigência mantida pela EC nº 23/83. Necessidade.756-1. 5° do Dec.. Publicidade. Nulidade. Pavimentação asfáltica. 145. JTACSP 120.u.A questão a ser dirimida por esta Corte. Nulidade de lançamento. j. II . da CF. rel. Contribuição de melhoria... RT 654:113). artigo por artigo. II. III).-lei 195/67 e art. de lei específica. j. sendo certo que o mero inconformismo não justifica a oposição de embargos de declaração.. Contribuição de melhoria.. ainda. no entanto. e parágrafos. RT. I . Ement. p.523-2. 535. III . do CPC. rel. Sentença mantida (extinto 1° TAC/SP. sem. in casu. Juiz Costa de Oliveira. nov. p. 159 . Juiz Ricardo Arco-verde Credie. Contribuição de melhoria. uma vez que aquela regra jurídica.03. Custeio da obra. ou não.) (extinto 1° TACivSP. Art. 28. 115).) (TJPR. proceder ao devido cotejo analítico. 5° e parágrafo único) para validade do lançamento procedente. Contribuição de melhoria. 05. Requisitos.No tocante ao dissídio pretoriano. Requisitos. Pressupostos de valorização do imóvel e de limite de despesa total da obra a ser rateada subsistentes mesmo na vigência da Constituição Federal de 1988 (art. 145. Ement. Lançamento por municipalidade. inclusive ICMS e ISS Contribuição de melhoria. Necessidade.1990. Inobservância de exigências legais. Declaração de voto (. Ação declaratória procedente (. de modo que restou desatendido o art. Contribuição de melhoria. Tributário. v. cinge-se à necessidade. Tributo. continua por (. Segurança concedida. 82 do CTN. de observância dos requisitos do Decreto-lei 195/67 (art. Obras públicas.-dez. embora não sendo constitucional.06. do RISTJ. RT 532:241).. 255. a alegada violação ao art.. Ap.. para exigência de contribuição de melhoria.u. 98). Assentamento de guias e sarjetas. RT 591:152). Lei específica para cada obra. 1990. Lançamento..

de respeito ao princípio da legalidade.É de conhecimento comum que a referida contribuição de melhoria é tributo cujo fato imponível decorre de valorização imobiliária causada pela realização de uma obra pública. Francisco Falcão.998/SP. Por isso a exigência.. nos moldes preconizados pela Constituição Federal (art. por força do óbice imposto pela Súmula nº 07/STJ VIII . 160 .2006.. Edital. DJU 13. da CF). seja em razão de valorização na sua propriedade em face do Estado ter realizado uma obra pública.2005. Contribuição de melhoria. ademais.417. Recurso especial.Recurso especial parcialmente conhecido e.2005. sua exigibilidade está expressamente condicionada à existência de uma situação fática que promova a referida valorização. V Mesmo sem adentrar conclusivamente à questão da classificação das espécies tributarias. rel. a). III. um fato específico do qual decorra incremento no sentido de valorizar o patrimônio imobiliário de quem eventualmente possa figurar no pólo passivo da obrigação tributária. seja por se beneficiarem de um serviço estatal público específico e divisível (no caso das taxas). a publicação do edital é necessária para cobrança da contribuição de melhoria. REsp 143. 1ª T.Acrescente-se. entretanto. j. Este é o seu requisito ínsito. p. Min. 1. ou não surpresa para alguns. 217). 08. REsp 739. E isto em decorrência da mera leitura de preceitos constitucionais (art. Recurso especial improvido (STJ.342/RS. Precedentes da 1ª e 2ª Turma. 2ª T.05. VI . VII . nesta parte.03. j. ainda. pode. porquanto somente podem atingir determinadas pessoas que efetivamente podem ser sujeitos passivos da obrigação tributaria. de modo que se revela inviável essa apreciação em sede de recurso especial. improvido (STJ. 141). 04. Américo Luz). uma lei para cada vez que a Municipalidade for exigir o referido tributo em decorrência de obra por ela realizada. que a cobrança de tributo por simples ato administrativo da autoridade competente fere. verifico que a Corte a quo.04. Min. Min. p. não reconheceu plausibilidade à alegação. IV. também constitucional. 150. na medida em que impõe a potestade tributária sem permitir ao contribuinte organizar devidamente seu orçamento. Nesse passo. rel. quanto ao argumento do recorrente no sentido de que cumpriu as exigências de publicação prévia de dois editais.2006. soberana quanto à possibilidade de exame do conjunto fático-probatório. é fácil perceber que determinados tributos revelam inequívoca carga discriminatória. inclusive ICMS e ISS ou seja.06. 2.Por fim. Tributário. artigo por artigo.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. ser posterior à realização da obra pública’ (REsp 84. o princípio da anterioridade. ‘A partir do DL 195/67. 145. rel. Castro Meira. como ocorre na hipótese ora sub judice. DJU 04.

adota o critério de mais valia para definir o seu fato gerador ou hipótese de incidência (no ensinamento de Geraldo Ataliba. 4. de saudosa memória). Valorização do imóvel. apropriados à obra pública realizada no local da situação do imóvel. 170 do Código Tributário Nacional. também. Legalidade. do Código Tributário Nacional e Decreto-lei 195/97 [rectius: Dec. 1ª T.-lei 195/67]. REsp 160. rel. REsp 615. 1. do CTN.2004. o valor do imóvel após a conclusão da obra. p. Não comprovação. 81 e 82. 81 e 82. 1ª T. o valor do imóvel antes da obra ser iniciada. CF/88]. Garcia Vieira. Milton Luiz Pereira. Taxa Selic. do CTN. do Código Tributário Nacional. Arts. Valores pagos indevidamente.2001.04. ao exigir o pagamento de contribuição de melhoria. DJU 19. 2.11. Assentou a Corte Especial entendimento no sentido de ser necessário o prequestionamento. 145. 5. III. Questão surgida no acórdão recorrido. tem de demonstrar o amparo das seguintes circunstâncias: a) a exigência fiscal decorre de despesas decorrentes de obra pública realizada. Fato gerador. rel. Arts. rel. Diversidade de precedentes jurisprudenciais do STJ e do STF. Fato gerador. bem como por se tratar de crédito futuro. 81 e 82. CF/67 [c/c EC nº 01/69] EC 23/83. inclusive ICMS e ISS Tributário. Não resta dúvida de que o autor possui direito à restituição do que pagou a título de tributo indevido. desde o início e não 161 . Art. Reexame necessário. no trato da contribuição da melhoria. DJU 17.030/SP. Precedentes do STJ e do STJ. 3.11. CF/88 [rectius: art. 158). 2.495/RS. Valorização do imóvel. j.1998. Min. II. Adoção.. Contribuição de melhoria. 233). ainda que se cuide de violação surgida na própria decisão recorrida.05. Possibilidade. p. Requisito essencial.. b) a obra pública provocou a valorização do imóvel. Contribuição de melhoria. Art. Decisão mantida.. 20. c) a base de cálculo é a diferença entre dois momentos: o primeiro.4. José Delgado. 165. ‘É da natureza da contribuição de melhoria a valorização imobiliária’ (Geraldo Ataliba). A entidade tributante. Ilegalidade no lançamento de contribuição de melhoria sem a demonstração dos pressupostos de valorização ou específico benefício. da corrente doutrinária que. (STJ. Min. Tributário. 05. DJU 09. Pedido de compensação negado por falta de autorização administrativa. Fato gerador. Falta de prequestionamento. Ação ordinária. artigo por artigo.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. Arts. DL 195/67. Recurso parcialmente conhecido e provido (STJ.285/RJ. 1.2004. Precedentes jurisprudenciais. Contribuição de melhoria. 3. Recurso provido. Min.04. Repetição do indébito. inciso I. Requisitos de valorização ou de benefício. 18. o segundo. Honorários advocatícios arbitrados corretamente.2001. 145. EREsp 8. j. II. Nulidade da cobrança reconhecida pela própria Municipalidade.

165. inclusive ICMS e ISS apenas a partir do Edital nº 10/2004. do Código Tributário Nacional. 1ª Câmara Cível. Juiz Sérgio Rodrigues.2007. j. DJU 7357). artigo por artigo. Acórdão 28. Confirmação da sentença singular em sede de reexame necessário (TJPR. I. 162 .425. 10.Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência. nos termos do art.04. rel.

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