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Apostila MetodologiaFinal

Apostila MetodologiaFinal

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Sections

  • METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA
  • Ementa:
  • A NECESSIDADE DO CONHECIMENTO
  • Conceito de Pesquisa Científica
  • Correlação entre Conhecimento Popular e Conhecimento Científico
  • Característica do Conhecimento Popular
  • Conhecimento Científico
  • Quatro Tipos de Conhecimento
  • Ciência
  • A Pesquisa Científica
  • Pesquisa Pura, Básica ou Teórica
  • Pesquisa Aplicada ou Prática
  • Pesquisa Bibliográfica
  • Pesquisa de Campo
  • Espécie de pesquisa científica
  • Tendências e Preferências Pessoais
  • APTIDÃO
  • TEMPO
  • CIÊNCIAS AUXILIARES DA PESQUISA CIENTÍFICA
  • PROJETO DE PESQUISA
  • Elaboração de um projeto de pesquisa
  • Estrutura do Projeto de Pesquisa
  • SÍNTESE DE ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DE UM PROJETO DE PESQUISA
  • Elaboração de Resumo: Dissertação, Artigo e Tese
  • CITAÇÕES
  • CONSTRUÇÃO DE REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
  • BIBLIOGRAFIA - Métodos e Técnicas de Pesquisa
  • PATENTE DE INVENÇÃO
  • Vocábulos sobre métodos e técnicas de pesquisa
  • Bibliografia complementar sugerida pelo professor
  • BIBLIOGRAFIA SUGERIDA (comentada)
  • APÊNDICE A – Exemplos de artigos científicos
  • EQUIPO PARA EL ANÁLISIS DE LA OSCILACIÓN LATERAL DE AERONAVES
  • APENDICE B – Exemplo de Projeto de Pesquisa (Comentado)
  • PROPOSTA DE PROJETO
  • APENDICE C – Exemplo de Patente
  • Apêndice D – Textos
  • Bertold Brecht
  • PRODUÇÃO ACADÊMICA DO PROFESSOR

CENTRO TECNOLÓGICO ZONA LESTE

FACULDADE DE TECNOLOGIA DA ZONA LESTE







METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA E
TECNOLÓGICA







APOSTILA DE ACOMPANHAMENTO





Prof. Dawson Izola


















AGOSTO de 2003
2
INTRODUÇÃO


A abordagem científica é um instrumento de divulgação e debate científico utilizado pela
comunidade acadêmica, onde os objetos de estudos são inclusive discutidos com outros
pesquisadores que trabalham com o mesmo tema. O veículo de comunicação são os Congressos
científicos divididos por área de atuação.

Os trabalhos são apresentados em forma de Artigos Científicos, Patentes, Projetos de
Pesquisa, Manuais, Livros, Dissertações e Teses. Estes documentos são elaborados segundo
normas da ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas.

Esta apostila, não tem como objetivo substituir publicações voltadas para a Metodologia
Científica, e sim auxiliar na elaboração de documentos.

Alguns artigos são de publicação livre, e estão disponíveis na Internet.












































3
ÍNDICE


METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA ................................................... 4
Ementa: .............................................................................................................................................. 4
PROGRAMA (18 Semanas) ............................................................................................................... 5
A NECESSIDADE DO CONHECIMENTO ......................................................................................... 7
Conceito de Pesquisa Científica ........................................................................................................ 7
Correlação entre Conhecimento Popular e Conhecimento Científico ............................................... 7
Característica do Conhecimento Popular .......................................................................................... 7
Conhecimento Científico .................................................................................................................... 8
Quatro Tipos de Conhecimento ......................................................................................................... 8
Ciência ................................................................................................................................................ 8
A Pesquisa Científica ......................................................................................................................... 8
Pesquisa Pura, Básica ou Teórica ..................................................................................................... 8
Pesquisa Aplicada ou Prática ............................................................................................................. 8
Pesquisa Bibliográfica ........................................................................................................................ 9
Pesquisa de Campo ........................................................................................................................... 9
Espécie de pesquisa científica ........................................................................................................... 9
Tendências e Preferências Pessoais ................................................................................................. 9
APTIDÃO ............................................................................................................................................ 9
TEMPO ............................................................................................................................................... 9
CIÊNCIAS AUXILIARES DA PESQUISA CIENTÍFICA.................................................................... 10
PROJETO DE PESQUISA ............................................................................................................... 12
Elaboração de um projeto de pesquisa ............................................................................................ 15
Estrutura do Projeto de Pesquisa..................................................................................................... 16
SÍNTESE DE ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DE UM PROJETO DE PESQUISA ..................... 16
Elaboração de Resumo: Dissertação, Artigo e Tese. ...................................................................... 19
CITAÇÕES ....................................................................................................................................... 19
CONSTRUÇÃO DE REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................................................ 21
BIBLIOGRAFIA - Métodos e Técnicas de Pesquisa ........................................................................ 25
GRUPOS DE ESTUDOS E PROJETOS COMO INSTRUMENTO AO ENSINO E À PESQUISA
COM ALUNOS DE GRADUAÇÃO ................................................................................................... 31
PATENTE DE INVENÇÃO ............................................................................................................... 36
Vocábulos sobre métodos e técnicas de pesquisa .......................................................................... 39
Bibliografia complementar sugerida pelo professor ......................................................................... 46
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA (comentada) ....................................................................................... 48
APÊNDICE A – Exemplos de artigos científicos .............................................................................. 50
EQUIPO PARA EL ANÁLISIS DE LA OSCILACIÓN LATERAL DE AERONAVES ........................ 50
APENDICE B – Exemplo de Projeto de Pesquisa (Comentado) ..................................................... 68
PROPOSTA DE PROJETO ............................................................................................................. 68
APENDICE C – Exemplo de Patente ............................................................................................... 70
Apêndice D – Textos ........................................................................................................................ 74
Bertold Brecht ................................................................................................................................... 75
PALAVRÃO - UMA TERAPIA .......................................................................................................... 77
PRODUÇÃO ACADÊMICA DO PROFESSOR ................................................................................ 79











4
METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA

Ementa:
O papel da Ciência e da Tecnologia; Tipos de Conhecimento; Método e Técnica; O Processo de
Leitura de e de Análise Textual; Citações e Bibliografias; Trabalhos Acadêmicos, Tipos,
Características e Composição Estrutural; O Projeto de Pesquisa Experimental Qualitativa e
Quantitativa; Apresentação Gráfica; Normas da ABNT.


Objetivos.
Desenvolver um conteúdo de conhecimentos abrangendo os elementos de Metodologia da
Pesquisa de Maneira a permitir ao aluno elaborar projeto de pesquisa, bem como trabalhos
científicos e tecnológicos.



Bibliografia
- SEVERINO, A. J., Metodologia do Trabalho Científico, 20
a.
Ed. São Paulo, Cortez, 1996.
- VARGAS, M., Metodologia da Pesquisa Tecnológica, Globo, Rio de Janeiro, 1995.
- RAMPAZZO, L, Metodologia Científica, Siciliano, São Paulo. 1998.


Metas (EXTRACURRICULARES)

Implementar atividades extracurriculares:
- Iniciação Científica;
- Consultorias;
- Produção acadêmica;
- Prestação de serviço;
- Laboratório de Prototipagem.

Metodologia da Pesquisa Científica e Tecnológica
CARGA HORÁRIA DISTRIBUIÇÃO DAS AULAS
SEMANAS X AULAS/SM = TOTAL = TEÓRICAS + PRÁTICAS +
AVALIAÇÃO
18 2 36 8 8 2









5
PROGRAMA (18 Semanas)
1. INTRODUÇÃO AO CURSO. (Sala de Aula). Apresentação do professor, plano de ensino,
metas curriculares e extracurriculares. Objetivo. Introdução científica e acadêmica.
2. GRUPOS DE PESQUISA. (Sala de Aula). PROJETOR DE SLIDES. Apresentação em
slides de atividades de Iniciação Científica e história tecnológica da conquista do espaço
no mundo e no Brasil. Conhecimento vulgar e conhecimento científico.
3. VÍDEO. AUDITÓRIO. Série Cosmos, Episódio I e II, Origem do Universo e a Origem da
Vida. Visão científica e popular.
4. EXPERIÊNCIA PRÁTICA. AULA TRABALHO. (Sala de Aula). Ensaio de dispersão da
informação com objetivo de se gerar dados para o 1
o
artigo científico do grupo de trabalho.
Trabalho em Grupo com artigo de formatação simplificada. Entrega em uma semana.
5. ARTIGO CIENTÍFICO. AULA PRÁTICA. (Sala de Aula). Normas e Técnicas. Citações
bibliográficas. Formatação. Busca nos sistemas de dados públicos. Divisão dos temas
para o desenvolvimento de um artigo científico escrito para apresentação em seminários.
(Entrega em duas semanas).
6. ARTIGO FORMA FINAL. (Sala de Aula). Revisão do Artigo Proposto (Dispersão da
Informação). Orientação para elaboração do artigo final.
7. NORMAS PARA APRESENTAÇÃO DE SEMINÁRIOS. (Sala de Aula).
RETROPROJETOR. Apresentação de transparências.
8. DÚVIDAS DOS SEMINÁRIOS E ARTIGO FORMA FINAL. (Sala de Aula). Revisão do
artigo científico na forma final. Dúvidas dos Grupos para a apresentação dos seminários.
9. SEMINÁRIOS. AUDITÓRIO. Apresentação dos trabalhos na forma de Congressos
Científicos.
10. SEMINÁRIOS. AUDITÓRIO. Apresentação dos trabalhos na forma de Congressos
Científicos.
11. PATENTE DE INVENÇÃO. (Sala de Aula). Normas e técnicas do INPI para elaboração de
pedidos de privilégios e registro intelectual. Elaboração de uma patente simplificada
(Entrega em uma semana).
12. APRESENTAÇÃO DE PATENTE. AULA TRABALHO. (Sala de Aula). Apresentação da
Patente pelo grupo de trabalho com objetivo de aplicação da idéia ou nova tecnologia.
13. REVISÃO DA PATENTE. AULA PRÁTICA. (Sala de Aula). Revisão da Patente pelos
grupos de trabalho.
14. DEBATE EM GRUPOS. (Sala de Aula). A ciência e suas descobertas.
15. PROJETO DE PESQUISA. (Sala de aula). Normas e técnicas para elaboração de projetos
de pesquisa segundo as principais agências de fomento do Brasil. Elaboração de projeto
de pesquisa (Entrega em uma semana).
16. DIVISÃO DOS GRUPOS DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA. (Sala de Aula). NPDT, normas
para ingresso no Núcleo de Pesquisas e Desenvolvimento Tecnológico, sugestão de
temas dos grupos de trabalho.
17. PROVA SEMESTRAL. (Sala de Aula). Prova dissertativa. 1 hora de duração, nota no
mesmo dia.
18. EXAME. AVALIAÇÃO DA DISCIPLINA E DO PROFESSOR. (Sala de Aula). Nota final. O
exame consta de prova dissertativa e argüição oral (1 hora). A avaliação da disciplina é
realizada sem a presença do professor em sala de aula.


6
METODOLOGIA

Aulas expositivas, aulas práticas, e aulas trabalho.

- Palestras;
- Vídeos;
- Seminários;
- Trabalhos práticos;
- Debates em grupo.



CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO

1
o
Artigo – 1,0
2
o
Artigo – 1,0
Seminários – 2,0
Patente – 1,0
Projeto de Pesquisa – 1,0
Prova – 2,0
Presença – 2,0 (100%)

N >= 7,0 – Aprovado.
N < 5,0 – Reprovado.
N >= 5,0 < 7,0 - Exame (N > = 5,0 ) Aprovado no exame.































7
A NECESSIDADE DO CONHECIMENTO
Conceito de Pesquisa Científica
A elaboração de um trabalho científico, definido monografia ou outro tipo de trabalho
(Tese, TCC, Dissertação de Mestrado, etc.) exige do pesquisador iniciante um trabalho intenso.
Tendo em vista a busca de uma ou mais resposta ao problema proposto. Essa busca, que mais se
assemelha a uma garimpagem intelectual denomina-se pesquisa.
É bem evidente que conhecimento, em geral, pode ser obtido de várias maneiras. O
camponês tem um conhecimento apropriado das plantas que cultiva, sabe a época de plantar, de
colher, etc. estas ações podem estar baseadas em conhecimentos aprendidos por imitação,
através da experiência pessoal ou de conhecimento internalizado pela educação formal,
transmitida por antecessores; pela tradição. Este homem pode, ainda, possuir um conhecimento
obtido por modo racional por transmissão e treinamento apropriado conduzido pela ciência. Este
agricultor sabe que o cultivo do mesmo tipo, todos os anos viria a exaurir o solo, passando-se a
cultivar diferentes tipos de plantações para se evitar tal procedimento. Ainda no período feudal
começou-se a cultivar duas faixas de terra e deixar uma terceira para alternar a produção e
conseqüentemente não ocorrer a exaustão do solo. No início da Revolução Agrícola não se
prende ao aparecimento, no século XVIII, de melhores arados, enxadas e outros tipos de
maquinaria, mas à introdução, na segunda metade do século XVII, da cultura do nabo e do trevo,
pois seu plantio evitava o desperdício de se deixar a terra em repouso: seu cultivo “revitalizava” o
solo, permitindo o uso constante. O conhecimento científico tende a aperfeiçoar e mudar, diante
de novas descobertas, conceitos anteriores tidos como verdadeiros.
Neste momento nós dispomos de duas categorias de informações na formação deste
conhecimento: O Conhecimento Popular (vulgar e empírico) e o Conhecimento Científico.
A pesquisa é classificada como científica quando satisfaz a determinadas condições. Seu
objeto deve ser perfeitamente definido de forma que possa ser reconhecível e identificável por
todos. O estudo deve acrescentar algo ao que já se sabe sobre o assunto e ser útil como fonte de
pesquisa, fornecendo elementos que permitam a verificação e a contestação das hipóteses
apresentadas, tendo em vista a sua continuidade.

Correlação entre Conhecimento Popular e Conhecimento Científico
O conhecimento vulgar ou popular, às vezes denominado senso comum, não se distingue
do conhecimento científico nem pela veracidade nem pela natureza do objeto conhecido: o que os
diferencia é a forma, o modo ou o método e os instrumentos do “conhecer”. Saber que
determinada planta necessita de uma grande quantidade “X” de água e que, se não a receber de
forma “natural”, deve ser irrigada, pode ser um conhecimento verdadeiro e comprovável mas, nem
por isso, científico. Para que isso corra, é necessário ir mais além: conhecer a natureza dos
vegetais, sua composição, seu ciclo de desenvolvimento e as particularidades que distinguem uma
espécie de outra. Dessa forma, patenteia-se dois aspectos:

a) a ciência não é o único caminho de acesso ao conhecimento e à verdade.
b) Um mesmo objeto ou fenômeno – uma planta, um mineral, uma comunidade ou as relações
entre chefes e subordinados – pode ser matéria de observação tanto para o cientista e outro ao
vulgar ou popular é a forma de observação.
Característica do Conhecimento Popular
“Se o „bom senso‟, apesar de sua aspiração à racionalidade e objetividade, só consegue
atingir essa condição de forma muito limitada, pode-se dizer que o conhecimento vulgar ou
popular, latu sensu, é o modo comum, corrente e espontâneo de conhecer, que se adquire no trato
direto com as coisas e os seres humanos: é o saber que preenche nossa vida diária e que se
possui sem o haver procurado ou estudado, sem a aplicação de um método e sem se haver
refletido sobre algo” (Babini, 1957:21).
Para Ander-Egg (1978:13-4), o conhecimento popular caracteriza-se por ser
predominantemente:
Superficial, isto é, conforma-se com a aparência, com aquilo que se pode comprovar
simplesmente estando junto das coisas: expressa-se por frases como “porque o vi”, “porque o
senti”, “porque o disseram”, “porque todo mundo o diz”;
Sensitivo, ou seja, referente a vivências, estados de ânimo e emoções da vida diária;
8
Subjetivo, pois é o próprio sujeito que organiza suas experiências e conhecimentos, tanto os
que adquire por vivência própria quanto os “por ouvir dizer”;
Assistemático, pois esta “organização” das experiências não visa a uma sistematização das
idéias, nem na forma de adquiri-las nem na tentativa de validá-las;
Acrítivo, pois, verdadeiros ou não, a pretensão de que esses conhecimentos o sejam não se
manifesta sempre de uma forma crítica.
Conhecimento Científico
Goode e Hatt indicam: “é a acumulação de conhecimentos sistemáticos”. Mário Bunge vai
mais adiante e diz que “o conhecimento é racional, sistemático, exato, verificável e, por
conseguinte, falível”. A verdade científica de hoje pode ser superada diante de novas descobertas.
Conclui-se que a ciência é todo um conjunto de atitudes e de atividades racionais, dirigido
ao sistemático conhecimento com objetivo limitado, capaz de ser submetido à verificação.
Em termos globais, a ciência visa aumentar o conhecimento ou melhorar a compreensão
acerca dos fenômenos já conhecidos. Exemplo: Ao pisar na lua em 2 de julho de 1969, aumentou-
se o nosso conhecimento sobre o nosso satélite.

Quatro Tipos de Conhecimento
Conhecimento
Popular
Conhecimento
Científico
Conhecimento Filosófico
Valorativo
Reflexivo
Assistemático
Verificável
Falível
Inexato
Real (factual)
Contingente
Sistemático
Verificável
Falível
Aproximadamente Exato
Valorativo
Racional
Sistemático
Não Verificável
Infalível
Exato
Ciência
A ciência é uma forma de proceder que se renova para: a) responder questionamentos; b)
solucionar problemas; c) desenvolver de modo mais efetivo os procedimentos de responder as
questões e de solucionar problemas. É certamente um modelo que se alcança pela pesquisa.

Qualidade Formal
A ciência caracteriza-se por ser instrumentação técnica, de teor formal, com visitas e
dominar a realidade.
O papel do cientista é estudar, pesquisar, sistematizar, teorizar sem, contudo, intervir,
influenciar, tomar posição no sentido de comprovar seu ponto de vista, sua maneira de conceber a
realidade. A qualidade do cientista está em ser competente formalmente.

Metodologia
É o estudo científico dos meios de obter o conhecimento humano. O Método. Diferencia-
se da Filosofia da Ciência, que trata descritivamente e especulativamente do conhecimento.

A Pesquisa Científica
Pesquisa científica é a realização concreta de uma investigação planejada, desenvolvida e
redigida de acordo com as normas da metodologia consagradas pela ciência.

Pesquisa Pura, Básica ou Teórica
Conforme o seu objetivo, a pesquisa é pura, básica ou teórica quando não tem por
finalidade a utilização prática, mas contribui para o avanço do conhecimento da teoria estudada.
Exemplo: A Origem do Universo

Pesquisa Aplicada ou Prática
A pesquisa classifica-se como aplicada ou prática quando é desenvolvida tendo-se em
vista sua utilização.
9
Exemplo: A busca de uma vacina contra a AIDS.

Pesquisa Bibliográfica
A pesquisa é bibliográfica quando o pesquisador utiliza-se de livros, revistas, documentos,
periódicos, enfim, registros impressos. Todo e qualquer trabalho científico inicia-se numa pesquisa
bibliográfica, que permite ao pesquisador conhecer o que já se estudou sobre o assunto.
Considerando o exemplo da pesquisa pura e o da aplicada, o ponto de partida para ambas
é o levantamento bibliográfico de tudo que já foi pesquisado a respeito do assunto.

Pesquisa de Campo
Se o pesquisador executa seu trabalho valendo-se de questionários aplicados ao objeto
de seu estudo, com a finalidade de coletar dados que lhe permitam responder ao problema, a
pesquisa é denominada de campo.

Fases da Pesquisa de Campo
Inicialmente devemos realizar uma pesquisa bibliográfica sobre o assunto em questão. Tal
estudo nos informará sobre a situação atual do problema, sobre os trabalhos já realizados a
respeito e sobre as opiniões reinantes; permitirá o estabelecimento de um modelo teórico inicial de
preferência, auxiliará no estabelecimento das variáveis e na própria elaboração do plano geral de
pesquisa.
Após a pesquisa bibliográfica prévia, de acordo com a natureza da pesquisa cumpre
determinar as técnicas de registro desses dados e as técnicas de sua análise posterior.

Espécie de pesquisa científica
Pesquisa teórica: tem por finalidade estruturar sistemas e modelos teóricos; ampliar
generalização, etc;
Pesquisa laboratorial: efetuada em laboratórios nas suas mais diversas e complexas formas;
Pesquisa bibliográfica;

QUALIFICAÇÃO DO PESQUISADOR E CRITÉRIOS PARA ESCOLHA DO ASSUNTO
Tendências e Preferências Pessoais
O pesquisador deve escolher um assunto correspondente ao seu gosto pessoal, que
sejam, preferencialmente, na sua área de atuação. Deve ter entusiasmo e dedicação, empenho e
perseverança no sentido de vencer os obstáculos.

APTIDÃO
Não basta gostar do assunto, é preciso aptidão, ser capaz de desenvolver o objeto de
estudo. Neste caso, aptidão significa formação cultural adequada ou específica, experiências ou
vivência na área em que se situa o assunto. Ex: assuntos de caráter agronômicos exigentes
aptidão ou capacidade agronômica; os de caráter filosóficos exigem capacidade ou aptidão para a
abstração, etc.

TEMPO
Antes do problema da escolha do assunto é importante considerar o tempo disponível e o
tempo necessário para levar a bom termo esta ou aquela pesquisa. É bem verdade que o
entusiasmo e a aptidão multiplicam a eficácia do trabalho, mas, não se pode optar por uma
assunto que exige muito mais tempo de pesquisa do que dispõe o pesquisador.

RELEVÂNCIA DA PESQUISA
O estudante imbuído do espírito científico não cede à tentação, ao comodismo, a
mediocridade de escolher assuntos pela sua aparente facilidade; ao contrário, procura assuntos
cujo estudo e o aprofundamento possa trazer à contribuição efetiva para o próprio
amadurecimento cultural, e alguma contribuição objetivo ao esclarecer melhor o problema, ao
corrigir uma falsa interpretação, ou aprimorar a definição de um conceito ambíguo, ao promover o
aprofundamento sobre o tema relevante pelo seu conteúdo e pela sua atualidade.
10
A maneira como se deu a canonização, em especial a evidência científica quanto ao
procedimento cuidadoso e analítico: comparando, aprovando, excluindo, usando uma metodologia
apropriada.

CIÊNCIAS AUXILIARES DA PESQUISA CIENTÍFICA
HERMENÊUTICA
A Hermenêutica é algo tradicional em metodologia da pesquisa, portanto se refere à arte
de interpretar textos e, sobretudo a comunicação humana. Parte da constatação de que a
realidade social, e nela, sobretudo o fenômeno da comunicação humana, possui dimensões tão
variadas, com várias nuanças misteriosas, que é mister atentar não só para o que se diz, mas
igualmente para o que não se diz.
Há na comunicação sentidos ocultos, cuja regra somente a Hermenêutica pode
restabelecer. Exemplo: o desenho de um peixe para informar que ali há um cristão. A leitura
apocalíptica é um exemplo bem marcante, em que ciladas interpretativas emergem a todo
momento.
Podemos afirmar que a Hermenêutica é a metodologia da interpretação.

FENOMENOLOGIA
É o estudo descritivo de um ou de um conjunto de fenômenos. A fenomenologia, entre
outras pretensões, é uma postura que prima pela modéstia do respeito à realidade social, sempre
mais abundante que os esquemas de captação. Em vez de partir de métodos prédios, ela faz o
caminho contrário. Parte da ponta para o começo. Isto é, de como um fenômeno se apresenta
para chegar a sua raiz. A partir daí segue a consciência crítica ou análise crítica.

SOCIOLOGIA
A sociologia é a ciência da sociedade. Estudos valores e as normas que existem de fato
na sociedade e tentar identificar e classificar as relações entre componentes da sociedade e
outras manifestações da vida social. Sem, no entanto, julgar a sociedade nem os homens de seus
atos. Não cabe a sociologia dizer como a sociedade deve ser, mas explicar como é.

OUTRAS
Antropologia e demais ciências humanas são suportes valiosos a pesquisa.

A Leitura
Paulo Freire, grande educador da atualidade, aponta a necessidade de se fazer uma
prévia reflexão sobre o sentido do estudo. Segundo ele, não só é possível analisar a própria
atitude face aos estudos, como também se pode estudar a relação com a leitura. Ele nos diz que o
ato de ler só se realiza mediante um espaço de relação lógica com o autor. Esta postura nos
remete à questão do pensar. Todavia, na época atual, época dos meios de comunicação de
massa, dos sistemas educacionais funcionalistas, de imediato não se consegue apreender
claramente as dificuldades inerentes ao trabalho teórico. Mas o ato de ler, que é um ato de
concentração, exige distanciamento e reflexão. É um fato que só se realiza mediante os
procedimentos lógicos de análise, síntese, interpretação, juízo crítico.
Deste modo, só seguindo uma série de atividades preparatórias é que se consegue
alcançar um nível de interpretação aprofundados de texto, onde afinal o sentidos se manifesta.

COMO LER
Dizia um professor de filosofia: "a inteligência humana é lenta". Isto pode significar que
passamos por um processo intelectual até vencermos os obstáculos pessoais e culturais e
alcançarmos a exata compreensão de uma mensagem esta nem sempre se mostra de imediato no
momento da comunicação. É necessário da nossa parte um espaço de tempo para que possamos
decodificar, assimilar, o que foi revelado no texto.
Deste modo, se quisermos descobrir a mensagem de um texto de modo abrangente,
temos de nos submeter a uma séria disciplina de trabalho:

1
o
- Delimitar a unidade de leitura que pode ser um capítulo, uma sessão ou até mesmo um
grande parágrafo. O que caracteriza a unidade de leitura é a apresentação no sentido de modo
global. Só após o entendimento dessa unidade é possível prosseguir na investigação de novas
unidades de leitura;
11
2
o
- Ler repetidas vezes o mesmo texto e certificar-se do alcance da compreensão verdadeira do
assunto em pauta, de quando as idéias principais de cada parágrafo; ao lado, na margem,
escrevendo uma ficha resumo.
PASSOS
a) Leitura Exploratória - É a fase em que se deve prestar atenção à diretriz do pensamento do
autor. Neste primeiro contato, dependendo das motivações da leitura, o leitor poderá levantar
outros elementos que possam esclarecer mais a leitura.
Nessa primeira leitura corrida não convém resumir bem sublinhar as idéias-chave. Todavia, é
possível elaborar um modo sucinto no esquema das grandes partes do texto, de preferências dos
três modelos da redação: introdução, desenvolvimento e conclusão, que expressa bem a estrutura
lógica do pensamento do autor. O esquema para visualizar um texto de modo global.
Poderá procurar dados sobre a vida e obra do autor, sobre o momento histórico que ele
viveu, sobre as influências históricas que recebeu e até mesmo se elucidar sobre o vocabulário
que ele usa.
b) Leitura Analítica - é a fase do exame do texto ou, como diz Paulo freire: fase “da relação de a
lógica com o autor do texto, cujo mediador não é o texto considerado formalmente, mas, o tema,
ou os temas nele tratados".
Nesta etapa é necessário deixar o autor falar para tentar perceber o que e como ele
apresenta o assunto. Quando estamos atentos ao texto geralmente surge na mente um conjunto
de perguntas cujo, as respostas revelam o sentido e o conteúdo da mensagem.

EXEMPLO DE PERGUNTAS:
1- de que fala o texto?
2- como está problematizado?
3- qual o fio condutor da explanação?
4- que tipo de raciocínio ele segue na argumentação?

Todavia, é necessário lembrar que a idéia central defendida pelo autor só pode tomar
corpo associada a outras que são chamadas de secundárias em relação à primeira.
Mas como trabalha esta fase de leitura?
A partir de unidades bem determinadas (parágrafos), tendo sempre à frente o tema
problema que é o fio condutor de todo texto. Neste trabalho de análise o texto é subdividido
refazendo toda a linha de raciocínio do autor. Para deixar as claras a idéia central no texto, é
fundamental a técnica de sublinhar.

DICAS
1. nunca sublinhar na primeira leitura.
2. só sublinhar as idéias principais e os pormenores significativos
3. elaborar um código a fim de restabelecer os sinais que identifiquem o seu modo pessoal de
empreender a leitura. Exemplo: um sinal de interrogação face aos pontos obscuros do parágrafo;
outro exemplo: um retângulo para colocar em destaque as palavras chave.
4. reconstruir o texto a partir das palavras sublinhadas em cada parágrafo além da leitura analítica
serve de base para a elaboração do resumo ou síntese do livro. Convém lembrar, que o resumo
não é uma redução de idéias apreendidas nos parágrafos mas é fundamentalmente a síntese das
idéias do pensamento do autor.

c) Leitura Interpretativa – O ato de compreender a si afirma no processo da interpretação, que
afinal expressa nossa capacidade de assimilação e crítica do texto.
Nessa nova etapa de interpretação já não mais estamos aprendendo apenas um fio
condutor do raciocínio do autor como na leitura analítica.
Estamos nos posicionando facilmente ao que ele diz, para isso precisamos muitas vezes de outras
fontes de consulta. Elas deverão servir para ampliar a nossa visão sobre o assunto e o autor e
deste modo servir de instrumento de avaliação do texto.
Este momento de crítica é um momento de muita ponderação, exige uma consciência dos
nossos pressupostos de análises diante dos pressupostos do autor. Se não houver distinção
provavelmente haverá interferência na compreensão dos fundamentos base da mensagem.
Também é possível se estabelecer critérios de julgamento, como originalidade, nova
contribuição a exploração do assunto com a coerência interna, etc. Todavia, esta postura
considerada o objetivo é por estar tão presa à diretriz de uma escola que pode até mesmo impedir
a autocrítica e nos induzir a uma postura crítica inadequada em relação ao assunto e ao autor.
12
O esforço de alto crítica nos permitir perceber os limites da certeza da nossa interpretação
como também possibilita prestar maior atenção aos argumentos apresentados pelo autor. Deste
modo, ficamos sensíveis a demonstração da verdade e o exercício da sua busca se torna o
sentido do nosso estudo e trabalho acadêmico.
d) Problematização - para termos certeza da compreensão do que foi lido, nada mais indicativo do
que o levantamento dos problemas do texto. Esse esforço nos faz rever todo texto, dando nos
elementos para reflexão pessoal e debate em grupo.

TÉCNICAS DE LEITURA
1. SKIMMING - Rápido correr de olhos sobre uma obra com a intenção de se obter um
conhecimento geral da mesma pode ser usado na leitura de o informativo (jornais, revistas); em
revisão de um tema a ser estudado; no levantamento bibliográfico sobre esse tema; na escolha de
livros de estudo ou lazer; na localização de datas e nomes, etc. Na consulta a dicionários e
enciclopédias.
2. Leitura Analítica - Método de estudo proposto por Severino que, tem como objetivos “fornecer
uma compreensão global do significado do texto; treinar a compreensão e interpretação crítica dos
textos; treinar o desenvolvimento do raciocínio lógico; e fornecer instrumentos para o trabalho
intelectual desenvolvido nos seminários, estudo dirigido no estudo pessoal ou em grupos,
confecção de resumos esquema, relatórios, etc”.

O autor relaciona cinco processos básicos da leitura analítica:
ANÁLISE TEXTUAL: preparação do texto: através de uma primeira leitura da unidade para se
adquirir uma visão geral da mesma. Nesta etapa levantam-se, as dificuldades relativas ao
vocabulário, fatos conceitos, obras e autor citados e buscam se os devidos esclarecimentos.
2.2- ANÁLISE TEMÁTICA: compreensão da unidade: identificação do tema do problema gerador
do texto, as idéias principais e secundárias. É a etapa que permite a reconstrução da linha de
raciocínio do autor e serve de base para a elaboração do resumo do texto.
2.3- ANÁLISE INTERPRETATIVA: interpretação crítica do texto: situação do texto no contexto da
vida e da obra do autor, bem como no contexto da cultura de sua especialidade como são
temáticas sugeridas pelos vários enfoques e colocações da tomada de posição própria a respeito
das idéias enunciadas; é exercício de uma atitude crítica frente às posições do autor em termos de
coerência da argumentação lógica na seqüênciação das idéias desenvolvidas, validade,
originalidade e profundidade dos argumentos empregados.
2.4- PROBLEMATIZAÇÃO - discussão do texto: “retomada geral de todo o texto, tendo em vista o
levantamento dos problemas mais relevantes para uma reflexão pessoal e ou discussão em
grupo”.
2.5 - SÍNTESE PESSOAL: reelaboração pessoal da mensagem: produção de um novo texto com
discussão e reflexões pessoais.

PROJETO DE PESQUISA
GÊNESE EXEMPLO DO PRIMEIRO PROJETO DE PESQUISA
Ninguém pode pretender retirar do vácuo um projeto de pesquisa. Ele tem seu processo
normal de nascimento. Evidentemente, a opção por um determinado tema o antecede. Seguem a
esta opção, as primeiras pesquisas em bibliografia genérica, os primeiros questionamentos, as
progressivas delimitações do assunto e a definição da compreensão e da extensão dos termos da
proposição iniciativa do tema. A rigor, não foi traçado o primeiro projeto de pesquisa, mas ele já
estava em processo de gestação.
O próximo passo consistirá na conversão do tema em problema porque a pesquisa só tem
sentido quando se desenvolvem na procura da solução para um problema. A clara enunciação da
hipótese é que determinará em última instância, os critérios para a leitura da bibliografia e para a
tomada de apontamentos de passagens relevantes para a confirmação ou não da hipótese.

ELEMENTOS DO PRIMEIRO PROJETO DE PESQUISA
Não basta que tenhamos em mente o projeto daquilo que se vai fazer. Cumpre que se
passe para o papel, que se escrevam, com cuidado aquilo que representa o fruto de um primeiro
esforço. Passar o projeto da cabeça para o papel é reconfortante, alivia a mente, põe um ponto
final na primeira fase do trabalho e réanima para a ação ordenada e eficiente da pesquisa.
Os elementos que deverão ser destacados neste primeiro projeto de pesquisa são os
seguintes:
13
a) enunciação do tema;
b) definição dos conceitos;
c) indicação clara e precisa da extensão dos conceitos, como finalidade de determinar o assunto
da pesquisa, distinguindo-a de tudo o mais que não versará;
d) indicação de circunstâncias, se houvera, para completar a delimitação da pesquisa, como seria
a circunstância de tempo, de espaço, de instrumento, etc.
e) de explicação e aumento da idéia principal retirada do tema bem como os pormenores que a
esta altura pareçam importantes;
f) ponderação sobre objetivos e sobre o alcance da pesquisa prevista, estabelecimento de
condições e viabilidade;
g) definir as fases posteriores e cronogramas para o seu cumprimento dentro das reais
possibilidades do pesquisador, para que evite as famosas "sinfonias inacabadas".
O primeiro projeto de pesquisa terminará com o restabelecimento da ordem a seguir no
levantamento bibliográfico (quando for o caso).

A Título de Exemplo
Recapitulemos tudo o que foi dito com exemplo concreto.
A Lei Complementar n
o
554/92, Conselho Federal de Educação, introduziu nos programas
dos Cursos Teológicos uma disciplina inteiramente nova nas áreas de Educação Moral e Cívica,
sob o título: "Fundamentos Filosóficos da Educação Moral".
Suponhamos que a cadeira exija uma pesquisa bibliográfica de término de curso; é
provável que o professor não apresente uma relação de temas (deixe a critério do aluno), embora
se coloque a área de exposição orientações, aberturas de esclarecimentos.
Geralmente, segue a esta exigência uma fase de desconforto, de preocupação, de
indecisão, de dificuldades, de angústias mesmo por parte dos alunos mais versáteis. É a fase
onde mais se ouve: " mas, o que é que eu vou fazer?"
O irmão Antônio recorreu a alguns manuais didáticos, percorreu os índices e se interessou
pelo título "Moral e Religião", e na aula seguinte apresentou esse tema.
O professor ouviu as explicações de Antônio e perguntou:
- Você não acha que este assunto anunciado é amplo demais?
Antônio concordou e, voltou a ler ou reler a bibliografia e genérica sobre o assunto, e
chegou a uma definição: "A moral religiosa esta necessariamente vinculada à religião, mas a moral
filosófica é autônoma relativamente à religião".
Houve um processo notável na delimitação do assunto, mas ainda parece amplo demais.
Seria necessário delimitar ainda mais o tema, apelando, por exemplo, para a circunstância de
tempo e espaço.
Antônio se empenha no trabalho de delimitar, de restringir, de especificar seu tema, e
acaba por enunciá-lo nos seguintes termos de:
"Conceito de fundamentação da moral científica em Anísio Teixeira".
Esse enunciado ganhou novas limitações da moral científica e não há outros aspectos do
problema e, ou se limitará a obra de um autor em lugar e tempo determinados e não as produções
de inúmeros autores que vieram e escreveram ao longo de 25 séculos.
Para um trabalho de pesquisa de nível superior estamos, diante de um bom tema, isto é,
de um assunto suficientemente delimitado. O tema é expresso em proposição significativa,
relevante e verificável, mediante pesquisa adequada às condições de um estudante. Mesmo
sendo ele do curso de teologia.
Antônio vai agora elaborar o seu primeiro projeto de pesquisa, que resultará no seguinte:
Centro de Formação Teológica Batista Nacional
Curso de Teologia
Disciplina: Metodologia da Pesquisa Científica
Aluno: Antônio Roberto de Sá Nunes Matsumoto
Projeto de pesquisa para atender a requisitos práticos da disciplina.

TÍTULO: Conceito de Fundamentação da Moral Científica em Anísio Teixeira

1. A esclarecer:

a) moral;
b) moral científica;
c) moral filosófica;
14
d) moral religiosa.

Definir cada um destes conceitos, coletando material para introdução do trabalho, bem
como para a súmula-história e enfoque da relevância atual do problema. Dessas definições
decorrerá clara e precisa delimitação do assunto.

2. Estudar a vida de Anísio Teixeira com o objetivo de elaborar sua biografia, acentuando os
períodos de sua vida e as circunstâncias nas quais abordou o problema em epígrafe.

3. Refraseamento para a explicação da idéia principal:

a) Estará à moral, por sua natureza necessariamente vinculada à religião? O
preceito que deve pautar a conduta só tem validade quando relacionados à religião? Os
fundamentos da moral são de caráter religioso?

b) Historicamente, a moral nasceu junto com a religião, antecedeu a religião? Há
quem afirme que a moral nasceu com a religião, nasceu da religião e se constituiu em território
religioso; outros aventam a possibilidade e defendem a validade da moral científica. Isto é, da
moral estabelecida por indução a partir da realidade e do meio onde o homem vive, e não deriva
por dedução a partir de dogmas religiosos ou de teses filosóficas que, entre esses últimos, figura
Anísio Teixeira discípulo e defensor de Jonh Dewey.

4. objetivo da pesquisa:

a) Comprovar o fato da fusão entre moral e religião. Consultar nesta primeira fase,
tratados gerais de história e filosofia;
b) Comprovar a relevância e a atualidade do problema quer para esclarecimento teórico,
quer pelos aspectos práticos.
c) Definir o pensamento de Anísio Teixeira a respeito da moral científica, comprovando,
através de textos, como ele entendeu e como procurou fundamentá-la.

A presente coleta de material será utilizada no corpo do presente trabalho.

5. O projeto definido o será elaborado ao final desta fase de pesquisa após a coleta e análise de
todo material previsto neste projeto provisório.

Projeto Definitivo

Monta-se o projeto definitivo quando nada mais houver a pesquisar e a esclarecer como
um rascunho mais desenvolvido, com uma indicação a cada passo, das fichas que devem ser
inseridas. Atenção: a ordem do projeto não obedecerá necessariamente a ordem da pesquisa,
mas a linha das idéias em perfeita ordem para a redação final.

Redação Final

a) Depois do trabalho de documentação, denominado heurística, depois do trabalho de
crítica, denominado Hermenêutica e depois da seleção do material dentro de um plano concreto e
definido, esboçado no resumo final, o pesquisador passa a professor que ensina, a redator que
escreve para defender a própria pesquisa.

b) Há normas técnicas para a redação de um trabalho de pesquisa assim como para a
redação de qualquer outro trabalho: estrutura lógica do texto, isto é, começo, meio e fim.
Introdução, Desenvolvimento e Conclusão.

Introdução: a introdução tem por finalidade apresentar o problema que vai estudar, acenar para o
seu estágio de desenvolvimento e para a relevância da pesquisa realizada. Deve conter os
seguintes itens:

a) Apresentação sumária do conteúdo (status questionis), isto é, estágio de desenvolvimento do
assunto mediante referência a tudo o que já se escreveu sobre ele;
15
b) Referencia às possibilidades de contribuição da pesquisa ao fim que se propõe;
c) Enfoque da idéia central que presidiu a pesquisa e do roteiro obedecido para atingir este
propósito;
d) Delimitação clara do campo da pesquisa.

Cumpre observar que a introdução deve ser bem cuidada. Embora apareça no início do
trabalho e, é a última parte a ser definitivamente redigida. Tem como característica principal a
brevidade a segurança e a modéstia, isto é, deve acenar para o histórico da questão, as partes do
corpo do trabalho. "O bom artista se conhece logo pela sua entrada em cena".

Desenvolvimento: Constituem a parte mais extensa. Tem por objetivo desenvolver a idéia
principal, analisando-a, ressaltando os pormenores mais importantes, discutindo hipóteses
divergentes e demonstrando através de documentação (citando-as).
Os títulos das partes, dos capítulos e de cada item devem exprimir clara, direta e
precisamente a idéia principal nele contida. E todas as partes devem estar articuladas
logicamente, a partir das idéias principal que gera a visão harmoniosa e equilibrada do todo.

Conclusão: A conclusão é a foz da pesquisa; é o ponto para o qual convergem os passos da
análise, da discussão, da demonstração, a busca de incorporação de um todo maior.
A conclusão deve ser breve, deve ser preparada tomando como base o corpo do trabalho.
Tem como finalidade reafirmar sinteticamente a idéia principal e os pormenores mais importantes
em plena luz do corpo do texto.


Aspectos Gráfico e Material de Redação

O objetivo da presente abordagem é contribuir para a maior uniformidade e correção
técnica na apresentação técnica e na apresentação de trabalhos escolares.

a) Ao redigir um trabalho o autor deve proceder como se estivesse preparando os originais
de um livro a serem encaminhados para edição tipográfica. A boa impressão é de fundamental
importância.

b) O papel deve ser de boa qualidade e de tamanho A4. O texto deve ser digitado em
espaço 1,5, com margens:
- Superior – 3,5 cm.
- Inferior – 2,5 cm.
- Direita – 2,5 cm.
- Esquerda – 4,0 cm.

Elaboração de um projeto de pesquisa
O projeto de pesquisa visa à ordenação de uma pesquisa científica de tal maneira que
viabilizem sua execução. O alcance do assunto pesquisado será determinado por alguns
parâmetros científicos, que servirão de guia para o pesquisador expor suas reflexões de forma
racional e compreensível.
A pesquisa científica precisa ser planejada antes da sua execução. Lakatos defende que o
projeto a partir de uma das etapas componentes do processo de elaboração, é a execução e a
apresentação da pesquisa, sendo esse planejamento realizado com extremo rigor; pois poderá
levar o pesquisador para caminhos em que encontrará dificuldades para solucionar ou apresentar
uma solução condizente com seu raciocínio. Portanto é imprescindível a elaboração de um projeto
de pesquisa como ponto de partida para o trabalho científico.
Não se podem abandonar os preceitos teóricos que cercam uma investigação científica.
Todo o processo exige uma comprovação dos dados apresentados e detalhamento do raciocínio
do pesquisador para evidenciar sua proposta de deixar claro, desde o projeto, quais são os
objetivos, a determinação do problema da pesquisa, a hipótese de que a elaboração do relatório
final resultará.
Antes da redação de um projeto de pesquisa, é importante que se faça uma pesquisa
inicial para colher informações sobre o assunto a ser pesquisado. E isso beneficia o pesquisador,
uma vez que aprimora seu conhecimento acerca do assunto e apresenta em qual estágio de
16
desenvolvimento com que se encontra o tema, bem como uma melhora no ordenamento de sua
proposta.
Antes da execução de qualquer atividade, é necessária a realização de um planejamento.
No entanto, muitos pesquisadores acham que isso pode ser dispensado e que as dificuldades
para a elaboração de um projeto de pesquisa pode causar desmotivação. Somente a experiência
lhes mostra que uma pesquisa iniciada sem projeto implica ações do tipo tentativas e erro, que
não deixa opções para eles vencerem os obstáculos que surgem e, nem tão pouco, permite
demonstrar a clareza de seu objetivo e as razões para sua pesquisa. Isso os torna inseguros e
reduplica seu esforço inicial, uma vez que cada barreira representa uma retomada do passo
anterior, sem definição do que está sendo realizado.
Em suma, o projeto de pesquisa dá ao pesquisador a oportunidade de conciliar os mais
diferentes elementos que cercam uma pesquisa científica e, ao mesmo tempo, torna possível a
identificação de prováveis obstáculos no transcorrer dessa investigação. Além disso, oferece
soluções possíveis por intermédio da determinação de preceitos metodológicos e da especificação
dos parâmetros intrínsecos ao assunto, isto é, da definição aos termos da pesquisa que evidencia
o significado destes para aquela.
Verificando a literatura que trata da elaboração de um projeto de pesquisa, é possível
verificar que as diversas propostas para tal realização apresentam alguns pontos coincidentes.
Na proposta aqui apresentada, procura se evidenciar alguns dos mais significativos itens
de um projeto de pesquisa, de maneira a tornar as elaborações, objetivas, claras e de fácil
compreensão tanto para o pesquisador quanto para o orientador da pesquisa.

Estrutura do Projeto de Pesquisa
Apesar de haver uma série de formulações de projeto de pesquisa é, preciso que o pesquisador
saiba que a estrutura apresentada tem sido utilizada nos últimos anos com grande aproveitamento por
grande parte dos pesquisadores orientados e pelos professores.
A critério do orientador, o projeto de pesquisa pode incluir ou suprimir alguns elementos,
para que ocorra uma aproximação do projeto com um assunto da pesquisa.
Durante a elaboração da redação do projeto ou de qualquer pesquisa científica, a
linguagem empregada deve ser impessoal, e evitando o uso de termos como: „eu acho‟;
„meu/minha‟; „e mostro com isso que...‟ e 'a pesquisa mostra que...‟
A estrutura de um projeto de pesquisa é composta dos elementos a seguir e, são
discutidos como exemplo:

1. Tema
2. Justificativa do Tema
3. Objetivo Geral
4.Objetivo Específico
5. Formulação do Problema da Pesquisa
6. Formulação da Hipótese da Pesquisa
7. Metodologia da Pesquisa
8. Definição dos Termos da Pesquisa
9. Bibliografia
10. Cronograma
11. Custos
Ver exemplo no Apêndice

SÍNTESE DE ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DE UM PROJETO DE PESQUISA
Prof. Gilberto de Andrade Martins
Projeto de pesquisa é um texto que define e mostra, com detalhes, o planejamento do
caminho a ser seguido na construção de um trabalho científico de pesquisa. É um
planejamento que impõe ao autor ordem e disciplina para execução do trabalho de acordo
com os prazos estabelecidos. O projeto de pesquisa é necessário para seu autor:
17
· Discutir suas idéias com colegas e professores em reuniões apropriadas. Iniciar contatos
com possíveis orientadores. Participar de seminários e encontros científicos. Apresentar
trabalho acadêmico à disciplina Metodologia da Pesquisa, ou assemelhadas. Solicitar
bolsa de estudos ou financiamento para o desenvolvimento da pesquisa. Participar de
concurso para ingresso em Programas de Pós-Graduação. Ser argüido por membros de
bancas de qualificação ao mestrado ou doutorado.
Como enfatizado em aulas e textos sobre metodologia: leia, leia, leia,... , capítulos, livros,
artigos etc. que tratam do assunto que você tem interesse e deseja estudar. Escolha,
dentro do assunto, o tema-problema que será investigado. Seja criativo no recorte que
dará ao seu tema, isto é: sob que ângulo, ou perspectiva você irá tratá-lo (esta é uma fase
decisiva, portanto “queime energias”, não se contente com “qualquer tema”). Expresse o
título de seu projeto de pesquisa. Lembre-se: um título bem colocado equivale a um
projeto.
Não há um único figurino para se elaborar um projeto de pesquisa. Uma proposta e
apresentada a seguir:
INTRODUÇÃO ou, se preferir, OBJETO DO ESTUDO
De forma discursiva (portanto, não itimizada), inicie colocando alguns antecedentes do
assunto/tema/problema escolhido. Nesta seção você deverá contextualizar o tema que
pretende investigar. Aponte tendências de ordem prática e teórica, pontos críticos e
preocupações. Exponha suas justificativas e razões para a escolha do tema, e a
perspectiva que pretende abordá-lo. Coloque as possíveis contribuições esperadas do
estudo. Em síntese, caracterize o objeto de sua futura pesquisa.
Enuncie os objetivos da pesquisa. Para tanto exponha respostas à pergunta: para que
fazer a pesquisa? Inicie a redação dos objetivos colocando o verbo no infinitivo, por
exemplo: caracterizar, buscar, aplicar, avaliar, determinar, enumerar, explicar, ... Se
pertinente, enuncie as hipóteses que pretende testar. (Veja pg. 31 do GUIA)
REVISÃO DA BIBLIOGRAFIA - QUADRO TEÓRICO
Alguns autores denominam esta seção de revisão da literatura, outros como referencial
teórico. Apresente o levantamento bibliográfico preliminar que dará suporte e
fundamentação teórica ao estudo. Não se trata de uma relação de referências
bibliográficas (nomes de livros, artigos e autores). Tente dar início à construção da
moldura conceitual sobre o tema que será pesquisado, mostrando ligações entre a
bibliografia a ser pesquisada e a situação problema que se pretende solucionar. Mencione
- faça citações: transcrições ipsis litteris - apresente, e discuta pelo menos um estudo que
tenha relação com o tema que você pretende desenvolver. Não confunda esta seção com
uma carta de intenção dos textos que você pretende ler. (Veja pg. 29 e 30 do GUIA. Para
citações pg. 68)
METODOLOGIA - Abordagem metodológica a ser empreendida
Justifique e descreva a abordagem metodológica que você pretende adotar – método
científico e técnicas de pesquisa. Nesta seção você deverá explicar como irá fazer,
conduzir, a sua pesquisa. Conforme a natureza da investigação, caracterize a população
objeto do estudo, bem como o plano amostral que será desenvolvido. Também, conforme
o caso, descreva o instrumento de coleta de dados. Se a pesquisa que se pretende
desenvolver é experimental, nesta seção é detalhada a relação de equipamentos
necessários.

ORÇAMENTO
18
CRONOGRAMA
Coloque as principais atividades que serão realizadas, e as datas em que tais eventos
acontecerão. Por exemplo:

Semana ou meses 1 2 3 4 5 ...
Atividades
Revisão da bibliografia X X X X X ...
Redação, etc. X X ...
...
BIBLIOGRAFIA
Referências bibliográficas utilizadas no trabalho, segundo as normas da ABNT.
Bibliografia:
MARTINS, Gilberto de Andrade. Manual para elaboração de monografias e
dissertações. São Paulo: Atlas, 2000.

COMO REDIGIR TRABALHOS CIENTÍFICOS
Há quem afirme que estudantes de graduação, pós-graduação, jovens pesquisadores e
atividades e a ocupar os diferentes cargos, sejam administrativos ou de decisão. Isso é verdade,
todavia eles precisam saber escrever corretamente, se pretendem alcançar êxito como
pesquisadores e professores.
Os requisitos para a redação de trabalhos científicos e técnicos são os mesmos : clareza,
inteireza, acuidade, simplicidade. Neste contexto, por conseguinte, a palavra cientista significa
cientista e tecnólogo; e a expressão escrito científico abrange escritos científicos e escritos
técnicos.
Escrever faz parte da Ciência. Não obstante, muitos cientistas e pesquisadores ( e pós-
graduandos) deixem de receber treinamento na arte de escrever. Há uma certa ironia no fato de
ensinarmos nossos alunos de pós-graduação e jovens pesquisadores a utilizarem instrumentos e
técnicas, muitas das quais jamais farão uso em sua vida profissional e, paradoxalmente, não os
ensinarmos a escrever, a transmitir os conhecimentos gerados. Escrever é o que eles precisam
tecnológos ou professores.
(Texto compilado e adaptado do Prefácio da obra "Os Cientistas Precisam Escrever - Guia de
Redação para Cientistas, Engenheiros e Estudantes", de autoria de Robert Barrass, por
Oswaldo Luiz Alves).
Bibliografia, em português, selecionada sobre o tema:
- Robert Barrass, "Os Cientistas Precisam Escrever - Guia de Redação para Cientistas,
Engenheiros e Estudantes", Ed. T.A. Queiroz e Editora USP, São Paulo, 1979 , 218 p.
- A. da Gama Kury, "Elaboração e Editoração de Trabalhos de Nível Universitário"
Fundação Casa de Rui Barbosa, Rio de Janeiro, 1980, 92 p.
19
- A. Magalhães, A. Houaiss, B. Silva et all., "Editoração Hoje", Ed. Fundação Getúlio
Vargas, 2
ª
Ed., Rio de Janeiro, 1981, 236 p.
Bibliografia, em inglês, selecionada sobre o tema :
- D. L. Carrol, "How to Prepare your Manuscript for a Publisher", Marlowe & Company,
New York, 1988, 102 p.
- K. L. Turabion, "A Manual for Writers of Term papers, Thesis and Dissertations"
Phoenix Books, University of Chicago Press, Chicago, 1960, 110 p.
- M. S. Samuels, "The Technical Writing Process", Oxford Press, New York, 1989, 311 p.
H. E. Meyer and J. M. Meyer, "How to Write: Communicating Ideas and Information", Barnes &
Noble Books, New York, 1993, 110 p.

Elaboração de Resumo: Dissertação, Artigo e Tese.

Prof. Gilberto de Andrade Martins
Trata-se da apresentação concisa de todos os pontos relevantes do trabalho. Visa fornecer
elementos capazes para permitir ao leitor decidir sobre a necessidade de consulta integral do texto.
O resumo deve ressaltar a problemática que se pretendeu solucionar e explicar; os objetivos; a
abordagem metodológica empreendida; os resultados e as conclusões. Os resultados devem
evidenciar, conforme os achados da pesquisa: o surgimento de fatos novos, descobertas
significativas, contradições com teorias anteriores, bem como relações e efeitos novos verificados.
O resumo deve ser composto de uma seqüência corrente de frases concisas, e não de uma
enumeração de tópicos. Dar preferência ao uso da terceira pessoa do singular e do verbo na voz
ativa. Deve-se evitar o uso de parágrafos, o uso de frases negativas, símbolos, fórmulas, equações
e diagramas. O resumo é digitado com espaços simples entre linhas e deve abranger, no máximo,
uma página.
Recomenda-se que os resumos tenham as seguintes extensões:
a) para notas e comunicações breves, até 100 palavras;
b) para monografias e artigos, até 250 palavras;
c) para dissertações e teses, até 500 palavras.
A versão do resumo para a língua inglesa é o abstract.
Bibliografia:
MARTINS, Gilberto de Andrade. Manual para elaboração de monografias e dissertações. São
Paulo: Atlas, 2000.

CITAÇÕES
Em um trabalho científico devemos ter sempre a preocupação de fazer referências precisas às
idéias, frases ou conclusões de outros autores, isto é, citar a fonte (livro, revista e todo tipo de
material produzido gráfica ou eletronicamente) de onde são extraídos esses dados.
20
As citações podem ser:
- diretas, quando se referem à transcrição literal de uma parte do texto de um autor,
conservado-se a grafia, pontuação, idioma etc. (também são chamadas de citações
diretas), devem ser registradas no texto entre aspas;
- indiretas, quando são redigidas pelo(s) autor(es) do trabalho a partir das idéias e
contribuições de outro autor (podem ser chamadas também de citações indiretas),
portanto, consistem na reprodução do conteúdo e/ou idéia do documento original; devem
ser indicadas no texto com a expressão: conforme ... (sobrenome do autor).
As citações fundamentam e melhoram a qualidade científica do trabalho, portanto, elas têm a
função de oferecer ao leitor condições de comprovar a fonte das quais foram extraídas as idéias,
frases ou conclusões, possibilitando-lhe ainda aprofundar o tema/assunto em discussão. Têm
ainda como função, acrescentar indicações bibliográficas de reforço ao texto.
As fontes podem ser:
- primárias: quando é a obra do próprio autor que é objeto de estudo ou pesquisa;
- secundária: quando trata-se da obra de alguém que estuda o pensamento de outro autor
ou faz referência a ele.
Conforme a ABNT (NBR 6023), as citações podem ser registradas tanto em notas de rodapé
chamadas de Sistema Numérico, como no corpo do texto, chamado de Sistema Alfabético.
Na Universidade Anhembi Morumbi, faremos o registro de citações pelo Sistema Alfabético, que
coloca, imediatamente após as aspas finais do trecho citado, os elementos entre parênteses no
corpo do texto.
Os elementos são:
- sobrenome do autor em letras maiúsculas;
- data da publicação do texto citado;
- página(s) referenciada(s)
Exemplo: (SEVERINO, 2000, p. 190)
A primeira vez que uma obra é citada, deve-se fazer a citação seguindo-se o modelo acima; nas
subseqüentes, se não houver obra de outro autor entre uma e outra, elas podem aparecer
antecedidas das expressões latinas:
- ibidem (ou ibid.): quando a citação for do mesmo autor e mesma obra;
- idem (ou id.): quando a citação for do mesmo autor e obra diferente.
Exemplo: (Ibidem, p. 201) ou (Ibid., p. 201) (Idem, 1998, p. 42) ou (Id., 1998, p. 42)
Quando se utiliza uma fonte secundária, emprega-se a expressão apud (junto a, em), da seguinte
forma:
Exemplo: (DEMO apud BEHRENS, 1998, p. 32)
- CITAÇÕES DIRETAS
- CITAÇÕES INDIRETAS
- CITAÇÕES MISTAS
CITAÇÕES DIRETAS
Curtas
As citações curtas, com até 3 linhas, deverão ser apresentadas no texto entre aspas ou em itálico
e ao final da transcrição, faz-se a citação.

Exemplo 1:É neste cenário, que (...) a AIDS nos mostra a extensão que uma doença pode tomar
no espaço público. Ela coloca em evidência de maneira brilhante a articulação do biológico, do
político, e do social (HERZLICH e PIERRET, 1992, p. 7).
21
Exemplo 2: Segundo Paulo Freire, "transformar ciência em conhecimento usado apresenta
implicações epistemológicas porque permite meios mais ricos de pensar sobre o conhecimento..."
(1994, p. 161).
Longas
As citações longas, com mais de 3 linhas, deverão ser apresentadas entre aspas ou em itálico,
separadas do texto por um espaço. O trecho transcrito é feito em espaço simples de entrelinhas,
fonte tamanho 10, com recuo de 4 cm da margem esquerda. Ao final da transcrição, faz-se a
citação.
Exemplo: O objetivo da pesquisa era esclarecer os caminhos e as etapas por meio dos quais essa
realidade se construiu. Dentre os diversos aspectos sublinhados pelas autoras, vale ressaltar que:
(...) para compreender o desencadeamento da abundante retórica que fez com
que a AIDS se construísse como 'fenômeno social', tem-se freqüentemente
atribuído o principal papel à própria natureza dos grupos mais atingidos e aos
mecanismos de transmissão. Foi construído então o discurso doravante
estereotipado, sobre o sexo, o sangue e a morte (...) (HERZLICH e PIERRET,
1992, p.30).
CITAÇÕES INDIRETAS
Reproduz-se a idéia do autor consultado sem, contudo transcrevê-la literalmente. Nesse caso, as
aspas ou o itálico não são necessários, todavia, citar a fonte é indispensável.
Exemplo 1:De acordo com Freitas (1989, p. 37), a cultura organizacional pode ser identificada e
aprendida através de seus elementos básicos tais como: valores, crenças, rituais, estórias e mitos,
tabus e normas.
Exemplo 2: A cultura organizacional pode ser identificada e aprendida através de seus elementos
básicos tais como: valores, crenças, rituais, estórias e mitos, tabus e normas. Existem diferentes
visões e compreensões com relação à cultura organizacional. O mesmo se dá em função das
diferentes construções teóricas serem resultantes de opções de diferentes pesquisadores, opções
estas que recortam a realidade, detendo-se em aspectos específicos (FREITAS, 1989, p. 37).

Exemplo 3:É na indústria têxtil de São Paulo que temos o melhor exemplo da participação da
família na divisão do trabalho. A mulher, neste setor, tem uma participação mais ativa na gestão
dos negócios e os filhos um envolvimento precoce com a operação da empresa da família.
(DURAND apud BERHOEFTB, 1996, p. 35).
Exemplo 4:Pescuma e Castilho (2001, p. 36) apresentam detalhadamente a utilização da Internet
como fonte de pesquisa.

CITAÇÕES MISTAS
Diz respeito à utilização de expressões ou termos utilizados por outros autores inseridos no
trabalho. Neste caso, apenas a expressão ou termo é colocado entre aspas ou em itálico. A
citação da fonte continua sendo indispensável.
Exemplo : O papel do pesquisador é o de servir como veículo inteligente e ativo (LÜDKE e
ANDRÉ, 1986, 11) entre esse conhecimento acumulado na área e as novas evidências que serão
estabelecidas a partir da pesquisa.


CONSTRUÇÃO DE REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Prof. Gilberto de Andrade Martins
Para que serve a normalização?
A utilização de normas técnicas na elaboração de TRABALHOS ACADÊMICOS é
fundamental para facilitar a comunicação e o intercâmbio da informação.
No Brasil existe a ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas, que é o fórum
nacional de normalização. Esse órgão é responsável pela emissão de todas as normas técnicas
22
brasileiras. A norma brasileira que padroniza as referências bibliográficas é a norma NBR-6023
(revisada em ago/2000), cujo resumo apresentaremos a seguir:
O que é uma referência bibliográfica?
“Referência Bibliográfica é o conjunto de elementos que permite a identificação, no todo ou em
parte, de documentos impressos ou registrados em diversos tipos de material”.(NBR-6023)
Quando se utiliza uma referência bibliográfica?
Após a elaboração de qualquer trabalho de pesquisa, devem-se indicar todas as fontes
efetivamente utilizadas. Relacionam-se as referências bibliográficas em lista própria, numerada
seqüencialmente, em ordem alfabética de sobrenome de autor e título. Esta lista vai ao final do
trabalho, com o nome de bibliografia. Quando o autor entender necessário são relacionadas duas
listas de referências bibliográficas: bibliografia consultada e bibliografia recomendada.
Como se constrói uma referência bibliográfica?
Geralmente, inicia-se a entrada pelo último sobrenome do autor seguidos dos prenomes (exceto
sobrenomes compostos), da mesma forma como consta do documento. Quando não houver
autoria (pessoal ou entidade), inicia-se pelo título. Nas explicações para composição das
referências atentar para:
(1) As setas referem-se ao número de espaços que devem ser dados.
(2) Pode-se utilizar negrito, itálico ou sublinhado para o título.
(3) Quando se tratar de obras consultadas on-line, são essenciais as informações sobre o
endereço eletrônico, apresentado entre os sinais < >, precedido da expressão: “Acesso em:”.
a) Referência para livro
SOBRENOME DO AUTOR, Nome.¯ Título do livro:¯ subtítulo.¯ Local de publicação
(cidade):¯ Editora,¯ data.¯ Número de páginas ou volumes.¯ (Nome e número da série)
Ex.: SCHAFF, Adam. História e verdade. São Paulo: Martins Fontes, 1992. 93 p.
b) Capítulo (ou parte) de livro
AUTOR DO CAPÍTULO.¯ Título do capítulo.¯ In: AUTOR DO LIVRO.¯ Título: ¯ Subtítulo do livro.¯ no
edição.¯ Local de publicação (cidade): ¯ Editora, ¯ ano.¯ Volume, ¯ capítulo. ¯ Páginas inicial-final da
parte.
Ex: WOOD, E. Planejamento estratégico e o processo de marketing In: SILVEIRA, Antonio.
Marketing em bibliotecas e serviços de informação. Brasília: IBICT, 1987. P.65-82.
b.1) Em meio eletrônico
Ex.: WOOD, E. Planejamento estratégico e o processo de marketing In: SILVEIRA, Antonio.
Marketing em bibliotecas e serviços de informação. Brasília: IBICT, 1987. Disponível em
<http//www.bdt.org.br/sma/entendendo/ atual.htm>. Acesso em: 8 mar. 1999.
c) Periódicos (revistas) consideradas no todo
TÍTULO DO PERIÓDICO.¯ Local de publicação (cidade): ¯ Editor, ¯ volume, ¯ número, ¯ mês ¯ ano.
Ex.: CIÊNCIA HOJE. São Paulo: Sociedade brasileira para o progresso da ciência, v.27, no160,
jun.2001.
23
d) Artigos de periódicos (revistas)
AUTOR¯ Título do artigo.¯ Título do periódico,¯ local de publicação (cidade),¯ no fascículo, ¯ páginas
inicial-final,¯ mês¯ ano.
Ex.: DAL PINO, Elizabete Gouveia. As fornalhas do universo. Ciência Hoje. São Paulo, v.27,
no160, p.30-37, maio 2001.
d.1) Em meio eletrônico
Ex.: SILVA, M. M. L. Crimes da era digital. Net, Rio de Janeiro, nov. 1998. Seção Ponto de Vista.
Disponível em: <http://www.brazilnet.com.br/contexts/brasilrevista.htm>. Acesso em 10 nov. 2001.
e) Artigos de jornal
AUTOR.¯ Título do artigo.¯ Título do jornal,¯ Local,¯ dia,¯ mês¯ ano.¯ No ou título do caderno, ¯ seção
ou suplemento,¯ páginas inicial-final.
Ex.: AZEVEDO, D. O presidente convida igrejas cristãs para um diálogo sobre o pacto. Folha de
São Paulo, São Paulo, 22 out. 1999. Caderno economia, p.13.
e.1) Em meio eletrônico
Ex.: AZEVEDO, D. O presidente convida igrejas cristãs para um diálogo sobre o pacto. Folha de
São Paulo, São Paulo, 22 out. 1999. Disponível em:
<http://www.providafamilia.org/pena_morte_nascituro.htm>.Acesso em: 22 out.
1999.
f) Documentos de eventos (congressos, seminários e encontros)
AUTOR DO TRABALHO APRESENTADO.¯ Título do trabalho.¯ In:¯ NOME DO
EVENTO,¯ n.,¯ data,¯ local.¯ Anais... ou Resumos... ou Proceedings...¯ Local:¯ Editora,¯ data.
¯ Páginas inicial-final do trabalho.
Ex.: BRAYNER, A R.; MEDEIROS, C.B. Incorporação do tempo em SEBD orientado a objetos. In:
SIMPÓSIO BRASILEIRO DE BANCO DE DADOS, 9., 1994, São Paulo. Anais... São Paulo: USP,
1994, p.16-24.
f.1) Em meio eletrônico
Ex.: SILVA. R. N.; OLIVEIA, R. Os limites pedagógicos do paradigma da qualidade total
na educação. In: CONGRESSO DE IENTIFICAÇÃO CIENTÍFICA DA UFPE, 4.,
1996, Recife. Anais eletrônicos... Recife: UFPE, 1996. Disponível em:
<http://www.propesq.ufpe.br/anais/anais/educ/ce02.htm>. Acesso em: 21 jan. 1997.
g) Teses de doutorado / Dissertações de mestrado
SOBRENOME,¯ Nome.¯ Título:¯ subtítulo.¯ Data.¯ Volume ou páginas.¯ Tese ou dissertação ¯ (grau e
área de concentração)¯ –¯ Unidade de Ensino ou nome da escola,¯ instituição,¯ local.
Ex.: BARCELOS, M.F.P. Ensaio tecnológico, bioquímico e sensorial de soja e guandu enlatados no
estágio verde de maturação de colheita. 1998. 160 f. Tese (Doutorado em Nutrição) – Faculdade
de Engenharia de Alimentos, Universidade Estadual de Campinas, Campinas.
h) Legislação
24
NOME DO PAÍS, ESTADO OU MUNICÍPIO.¯ Nome do Ministério ou Secretaria.¯ Título
(especificando o tipo e o n. da legislação, dia, mês e ano da assinatura ou promulgação). ¯ Título
do jornal ou da coletânea,¯ local,¯ n. do volume,¯ n. do fascículo,¯ página,¯ dia,¯ mês ¯ ano da
publicação.¯ Seção ou parte.
Ex.: BRASIL. Medida provisória n. 1.569-9, de 11 de dezembro de 1997. Estabelece multa em
operações de importação, e dá outras providências. Diário Oficial (da) República Federativa do
Brasil, Poder Executivo, Brasília, DF, 14 dez. 1997. Seção 1, p. 29514.
i) CD-Rom’s (no todo)
SOBRENOME,¯ NOME (ou INSTITUIÇÃO ou entrada pelo TÍTULO se não houver
autoria).¯ Título:¯ subtítulo.¯ Local:¯ Editora ou produtor,¯ data.¯ Descrição física.
Ex.: EMBRAPA. Pantanal: um passeio pelo paraíso ecológico. Rio de Janeiro: Sony Music, 1990. 1
CD-ROM.
j) Videocassete (fita de vídeo)
TÍTULO Principal ¯ Diretor ou Produtor ou Coordenador.¯ Local:¯ Produtora,¯ data. ¯ Descrição física
com detalhes de no de unidades,¯ duração em minutos,¯ sonoro ou mudo, ¯ legendas ou
dublagem,¯ colorido ou preto e branco,¯ dimensão em milímetros ou polegadas,¯ sistema de
gravação.¯ Série, se houver.¯ Notas especiais.
Ex.: ENERGIA nuclear. São Paulo: Encyclopaedia Britannica do Brasil, s.d. 1 fita de vídeo (24 min),
VHS, son., color.
l) Mapas
ENTIDADE. ou SOBRENOME,¯ Nome do autor ou responsável.¯ Título.¯ Local:¯ Editora,
¯ data.¯ Identificação do material,¯ detalhes físicos como cor,¯ dimensões,¯ escala.
Ex.: SÃO PAULO (Estado). Secretaria de Economia e Planejamento. Instituto Geográfico e
Cartográfico. Regiões de governo do Estado de São Paulo: IEC, 1990. 1 mapa, color., 70cm
X98cm. Escala 1:500.000
m) Enciclopédia e dicionários
(1) NOME da enciclopédia.¯ Local de publicação:¯ Editora,¯ data.¯ Volume ou páginas.
Ex.: ENCICLOPÉDIA Delta. Rio de Janeiro: Delta, 1975. v.5
(2) AUTOR DO CAPÍTULO.¯ Título do capítulo.¯ In:¯ Título.¯ Local de publicação:¯ editora,
¯ data.¯ Páginas inicial-final do capítulo.
Ex.: FREIRE, J.G. Pater famílias. In: ENCICLOPÉDIA Luso-Brasileira Cultura Verbo. Lisboa:
Editorial Verbo, 1971. p.237.
(3) SOBRENOME,¯ Nome.¯ Título de dicionário.¯ Edição.¯ Local de publicação:¯ Editora,
¯ data.¯ Volume ou páginas

Ex.: AZEVEDO, Domingos. Grande dicionário português/francês. 9. ed. Lisboa: Bertrand, 1989. v.2.
(4) SOBRENOME,¯ Nome.¯ Título:¯ subtítulo.¯ Local:¯ Editora,¯ data.¯ Total de páginas, ¯ ilustrado,
quando for.¯ Série, se existir.¯ Notas especiais.
25
Ex.: GUIA Abril do Estudante. São Paulo: Abril, 2000. 262p. il.
(5) SOBRENOME,¯ Nome.¯ Título:¯ subtítulo.¯ Local:¯ Editora,¯ data.¯ Série, quando existir. ¯ Notas
especiais.
Ex.: ALMANAQUE Abril. São Paulo: Abril, 1998.
m.1) Em meio eletrônico
Ex.: ENCICLOPÉDIA Delta. Rio de Janeiro: Delta, 1975. v.5. Disponível em:
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31
GRUPOS DE ESTUDOS E PROJETOS COMO INSTRUMENTO AO ENSINO E À PESQUISA
COM ALUNOS DE GRADUAÇÃO

Dawson Tadeu Izola. M.Sc
1
1
Mestre em Engenharia Mecânica pela EESC-USP, Tecnólogo em Mecânica de Precisão pela FATEC-SP. Doutorando em
Engenharia Mecânica na EESC-USP. Coordenador de Equipe do Grupo de Estudos e Projetos “Lenda Pesquisa Educativa”
da Fatec-SP
Faculdade de Tecnologia de São Paulo.
Caixa Postal 2191 – CEP 01060-970 – São Paulo – SP
E-mail izoladaw@sc.usp.br


RESUMO

O mercado de trabalho, hoje globalizado, tem exigido cada vez mais do profissional. Desta
forma, o aluno que conclui um curso superior e vai para o mercado de trabalho, enfrenta um
grande desafio, que é mostrar, antes da sua contratação, a sua competência e capacidade. As
empresas, não mais procuram um profissional para comandar determinadas atividades. A
necessidade é de um profissional que identifique os problemas e sobretudo seja capaz de buscar,
dentro da sua formação, a solução. Várias Instituições de Ensino tem adotado sistemas de
empresa-escola que visam familiarizar o aluno com as atividades que ele irá desempenhar quando
deixar a Universidade. Experiências como as Empresas Juniores e Grupos de Pesquisas tem se
mostrado como uma grande diferenciação na formação de novos profissionais. Atividades de
formação profissional, são hoje, em muitas universidades, parte integrante da formação dos
alunos, alguns vêm na forma de projetos de fim de curso e participação de consultorias com a
orientação de professores. Não resta a menor dúvida que somente aqueles alunos que se
envolvem com projetos práticos é que conseguem passar da visão bidimensional da lousa onde
tudo funciona, para a visão tridimensional da prática, onde a experiência é fator determinante.
Palavras Chave: Grupos de Pesquisa, Ensino, Aperfeiçoamento.

STUDY GROUPS AND PROJECT GROUPS
AS AN INSTRUMENT IN THE TEACHING OF RESEARCH TO UNDERGRADUATE STUDENTS

ABSTRACT

The labour market, today globalized, has been demanding more and more from the
professional. In this way, the student that concludes a course at university level and is about to
enter the labour market faces a great challenge, that is to show at his recruiting, his competence
and capacity. The companies, not longer seek a professional to command certain activities. The
need is for a professional that identifies the problems and above all is capable of looking for, within
his undergraduate studies, the solution that he needs. Several teaching institutions been adopting
company internal education systems that seek to familiarise the student with the activities that he
will carry out when he/she leaves the University. Experiences such as Junior Enterprises and
research groups have been shown as a beneficial differentiation in the formation of new
professionals. Activities including professional formation, are today, included by a large number of
universities and are an integral part of the students' formation. Some come in the form of end of
course projects and participation in consultations with the teachers' orientation. There does not
remain the least doubt that only those students that finish having had practical projects are those
that get to pass beyond the bidimensional vision of the blackboard where everything works, to the
three-dimensional vision of practice, where experience is the decisive factor.

Keywords: Groups of Research; Teaching; Improvement.


32
1. HISTÓRICO
A Fatec-SP – Faculdade de Tecnologia de São Paulo, inovou, quando introduziu no seu
regimento os GEP‟s – Grupos de Estudos e Projetos. A idéia inicial era manter uma atividade
acadêmica, introduzindo alunos e professores no caminhar científico. Os GEP‟s, são responsáveis
por agregar alunos e professores em projetos de Iniciação Científica.
A criação dos GEP‟s previa um orçamento mínimo para o fomento dos projetos. Cerca de
48 Grupos foram criados, com propostas desde a melhoria na construção civil até projetos
sofisticados envolvendo automação utilizando equipamentos de última geração.
As agências de fomento, que normalmente financiam projetos acadêmicos restringiram a
ajuda que seria oferecida aos GEP‟s da Fatec-SP, principalmente pelo fato da Fatec, naquela
ocasião, ser uma Instituição voltada mais para o domínio tecnológico e mercado de trabalho. O
Grupo Lenda Pesquisa Educativa, fundado oficialmente na Fatec em 1992, por se tratar de um
Grupo, naquela época, composto apenas por alunos, não podia contar com o financiamento das
agências de fomento, onde se exige determinada titulação dos participantes.
O Grupo Lenda passou então a buscar alternativas para financiar os projetos de iniciação
na área aeronáutica. A primeira meta foi produzir em forma de manuais os estudos que estavam
sendo desenvolvidos, assim conseguiu-se publicar um manual didático, que comercializado se
transformou na primeira fonte de renda do Grupo. Esta iniciativa fez com que todos os esforços do
Grupo fossem direcionados para a produção de material didático e produtos educativos. Com a
alternativa de comercialização de produtos didáticos a responsabilidade da Instituição se limitou a
fornecer o espaço físico e o acesso aos laboratórios da Instituição, assim o Grupo Lenda não
interferia no orçamento da Instituição, pois passou a prover os seus próprios recursos. A cada
projeto concluído, passou-se a ter um orçamento para um projeto futuro, como apresenta
IZOLA(1993).
Outra forma utilizada para capitar recursos, foram as parcerias com empresas, que além
de proporcionar ao aluno experiência prática, pode também determinar uma situação real de
projeto. Alguns projetos desenvolvidos para empresas podem também ser utilizados em
laboratórios da Instituição, como é discutido por DEMING(1995)O objetivo principal do Grupo é
treinar e preparar o aluno para a vida acadêmica, desta forma a cada ano são publicados
trabalhos em Congressos Científicos. Nestes seis anos de atividade na Fatec-SP o Grupo Lenda
desenvolveu diversos projetos, além de participar de mostras de ciência, onde o nome da Fatec-
SP foi divulgado perante um público extremamente qualificado. Além dos Congressos, o Grupo
Lenda da Fatec-SP, também mantém um sistema de divulgação em revistas de banca, em troca
de publicidade, assim a cada matéria técnico escrita tem-se um espaço para divulgar os manuais
didáticos, fonte de receita para a realização de projetos.
2. INTRODUÇÃO
A atividade do aluno em Grupos de pesquisa tem-se mostrado como uma eficiente
ferramenta de aprendizado. Por intermédio das pesquisas o aluno coloca em prática os
conhecimentos adquiridos em sala de aula.
Uma pesquisa recente com empresas da área de exatas demonstrou que o setor de RH
tem preferido alunos para estágios que já possuam no seu Curriculum uma experiência junto às
atividades extracurriculares, como Iniciação Científica, Empresa Juniores e Grupos de Estudos.
Este resultado é facilmente compreendido, pois é muito mais rápido para um profissional se
adaptar a uma função quando ele já exerceu algo parecido, principalmente no período da
graduação, onde o cotidiano das aulas acaba tolhendo a sua criatividade e vocações.
Os Grupos de Pesquisas, são uma alternativa simples e de baixo custo para introduzir o
aluno no pensar organizado do mercado de trabalho ou da vida acadêmica como demonstra
CHALMERS(1994).
Os Grupos de Pesquisas, além de terem suas próprias atividades podem também exercer
papel importante na montagem de laboratórios, projetando e construindo equipamentos para
serem utilizados em aula. Vale ressaltar que estes equipamentos acabam por ter um custo muito
baixo, pois serão utilizados a infra-estrutura da escola e uma mão-de-obra, que apesar de ser
qualificada, é de baixo custo. Assim um Grupo de Pesquisa que estuda automação, pode
facilmente construir um laboratório de robótica, um Grupo na área aeronáutica pode equipar um
laboratório de mecânica dos fluidos e aerodinâmica.
33
3. DESCRIÇÃO DO MÉTODO
Os Grupos de Estudos e Projetos são estruturas simples, onde a Instituição de Ensino que
hospeda estas atividades despendem do mínimo possível. A única necessidade que pode interferir
na Instituição é o local físico, cerca de dez metros quadrados, com duas mesas e pelo menos um
computador, para edição de manuais e artigos.
O tema de trabalho ficará a cargo do Grupo e do professor orientador. As atividades
normalmente são determinadas pelo próprio curriculum da Universidade, pois são nas disciplinas
que o aluno encontrará motivação para aprofundar em determinados assuntos, como apresentado
em MARQUES(1998).
A equipe é composta por um professor orientador, por um aluno que é coordenador
discente e por pelo menos mais quatro estagiários. A remuneração do professor é através de
horas/atividades e dos alunos com bolsas de Iniciação Científica fornecidas pelas agências de
fomento ou pela própria Universidade.
No início das atividades tem-se a necessidade de um pequeno comprometimento
financeiro por parte da Instituição, para que se possa realizar o primeiro estudo e com ele prover
recursos para os trabalhos futuros.
A organização das atividades dos Grupos de Pesquisa deve obedecer a uma diretoria
para assuntos administrativos e técnicos. Esta diretoria comporia uma comissão formada pelos
professores orientadores e alunos coordenadores discentes de cada Grupo. Nesta estância serão
apresentados as propostas de realização de trabalhos e relatórios de atividades. As propostas
serão encaminhadas no início de cada ano letivo e julgadas pela comissão. O critério para
aprovação deve se restringir às necessidades e materiais para a realização do projeto e não pelo
mérito do projeto, tendo a Instituição condições materiais necessárias o projeto deve ser aprovado.
No final do ano letivo cada Grupo deve apresentar o relatório de atividades comparativo
com a proposta apresentada no início. A comissão julgará o trabalho e concederá ou não
autorização para o Grupo continuar as suas atividades.

4. RESULTADOS
Nas figura 1 e 2 tem-se a evolução das atividades desempenhadas pelo grupo de
pesquisa. Com a motivação de novos alunos, consegue-se aumentar o número de projetos e
consequentemente amealhar maiores recursos financeiros.

Produção acadêmica
0
2
4
6
8
10
12
14
1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998
Ano
(
n
)
Publicações em
Congressos
Manuais publicados
Livros publicados
Projetos
desenvolvidos

Figura 1 – Produção acadêmica

A cada Congresso Científico em que o grupo se inscreve, consegue-se motivar e treinar
novos componentes do grupo, assim em futuras oportunidades eles estarão apresentando os seus
próprios trabalhos em Congressos Científicos.
Quando a atividade do grupo alcança uma determinada repercussão, consegue-se uma
divulgação junto às empresas que têm atividades afins com o grupo, o que resulta em convites
34
para trabalhos em conjunto. Estas consultorias, além de treinar aluno e professor reverte para o
grupo recursos financeiros para novos projetos, como é discutido em PETEROSSI(1997).
A realização de palestras em escolas do segundo grau tem se mostrado como uma
importante ferramenta de divulgação científica e da Instituição sede, o que muitas vezes, acaba
por incentivar pessoas a escolherem determinada carreira ou curso.

Produção Tecnológica
0
2
4
6
8
10
12
14
1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998
Ano
(
n
)
Matérias em revista
de banca
Consultorias
Palestras
Pedidos de Patentes

Figura 2 – Produção tecnológica

A iniciativa de se criar uma atividade com alunos é algo que acaba por motivar os que
observam neste tipo de evento uma possibilidade para melhorar as suas aptidões, além de
melhorar as suas chances depois de formado. Na figura 3 tem-se a evolução do número de
componentes do grupo da Fatec-SP.

Componentes
0
5
10
15
20
1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998
Ano
(
n
)
Componentes

Figura 3 – Evolução do número de componentes do grupo da Fatec-SP

Com objetivo de divulgar as atividades em que o grupo de pesquisa está envolvido em
cada ano junto ao público interessado e às Universidades e Institutos de Pesquisas é publicado a
cada dois meses uma revistinha onde é apresentado os trabalhos que estão sendo objeto de
estudo. Além de ser um canal de comunicação onde o grupo recebe sugestões e críticas sobre o
trabalho, esta revistinha é oportunidade para que outros pesquisadores possam divulgar em forma
de conhecimento geral, os seus trabalhos. Na figura 4 tem-se a evolução do recebimento de
correspondência desde o início das atividades.

35
Correspondências
0
500
1000
1500
2000
1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998
Ano
(
n
)
Correspondências

Figura 4 – Evolução do número de correspondências recebidas anualmente

5. CONCLUSÃO
As atividades desempenhadas nos Grupos de Pesquisa tem-se mostrado como um bom
instrumento para o aperfeiçoamento do aluno e como agente motivador, visto que o aluno pode
dedicar um tempo para realizar projetos do seu interesse e vocação.
Para as Instituições as atividades como os Grupos de Pesquisa são fundamentais para o
aperfeiçoamento do seu corpo docente, pois a cada projeto desenvolvido o orientador adquire
novos conhecimentos.
Os Grupos de Pesquisas são também importante instrumento de divulgação para a
Instituição, o público externo fica impressionado quando lê matérias a respeito de atividades
acadêmicas desenvolvidas em Universidades, isto acaba por motivar o seu interesse por
determinada carreira ou curso.
As grandes Instituições utilizam a produção científica como agente quantificador da
qualidade de ensino, e não é para menos, pois não há como publicar um artigo sem que a
pesquisa tenha sido realizada, além do que Congressos Científicos congregam especialistas e
formadores de opinião.
Os assuntos estudados são temas de palestras e mostras de ciência em escolas e outras
Instituições, onde o nome da Instituição sede é divulgado.

6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CHALMERS, Alan. 1994, A fabricação da ciência. Editora da Unesp. 185p.
DEMING, W. E. 1995, The new economics, for industry, government, education. Cambridge, Ma.,
Massachusets Institute of Technology, Center for Advanced Engineerings Study.
IZOLA, D. T., 1993, Projeto para implantação do Núcleo de Tecnologia da Fatec-SP. Fatec-SP. 30
pág.
MARQUES, Juracy C. 1998, Uma concepção de Currículo para moldar o futuro. Educação
Brasileira v.20, n.40 jan/jul.
PETEROSSI, Helena G. 1997, Por uma Fatec melhor. Fatec-SP. 165p.







36
PATENTE DE INVENÇÃO
Todo invento original, no nível internacional, que seja útil e apresente potencial para
comercialização pode ser patenteado, em um ou mais países, assegurando aos titulares da
patente o direito de produção e exploração comercial do produto originado nos países em que foi
patenteado.
Quando Patentear um Invento
O invento deve ser original no nível internacional, apresentar potencial comercial e não
ser óbvio. Custo e dedicação significativos são requeridos dos escritórios de propriedade
intelectual e do inventor para depositar uma patente. Muitas invenções nunca são patenteadas,
algumas são retidas até que se completem ou o mercado esteja pronto para recebê-las, e só
algumas são processadas rapidamente. Portanto, várias questões devem receber resposta antes
que uma tecnologia seja patenteada.
Originalidade e viabilidade técnica
- Foi efetuada busca de patentes?
- O invento é original no nível internacional?
- Há um protótipo para demonstração?
Maturidade do invento
- A tecnologia não é prematura, dado o mercado atual?
- Os possíveis interessados perceberão a sua utilidade?
- O invento está pronto para produção em escala ou terá que ser
desenvolvido pelo licenciado?
- Quem deverá investir mais para torna-lo fabricável?
Mercado potencial
- Alguém precisa de tal invento?
- Há produtos similares no mercado?
- Em caso positivo, esta invenção é mais barata, melhor que os similares ou
apresenta outras vantagens sobre eles?
- Quem são os possíveis clientes para o invento?
- Quais são os diferentes mercados para o invento?
- Há estimativa de mercado atual e futuro?
Licenciamento
- O protótipo pode ser usado para facilitar o licenciamento?
- O inventor está interessado em demonstrar o invento aos potenciais
licenciadores?
Custos
- Será necessária patente internacional?
- O faturamento previsto cobrirá os custos de patenteamento?
Dificultadores
- Será possível impor e controlar o uso da patente?
- Necessita de aprovação ou certificação governamental?
37
Onde procurar Patentes
A base de dados Derwent World Patents ( http://dii.derwent.com ), oferece acesso on-
line a mais de 10 milhões de resumos de patentes de 40 países, incluindo as brasileiras,
catalogadas desde 1966. Os resumos são claros e concisos e contêm indexação por palavras-
chaves , que asseguram busca rápida e acurada. Esta base é conectada ao Web-of-Science
(WoS), podendo inclusive ser acessada através de qualquer patente citada em artigo do WoS.
As informações sobre as patentes podem ser procuradas de várias maneiras: pelos nomes dos
inventores ou titulares, por suas instituições, pelo número da patente ou código de classificação,
ou por palavras-chave que constem de seus títulos e resumos. Também podem ser encontradas
as citações de cada patente.
Além de ser um poderoso instrumento de pesquisa de patentes, o Derwent World Patents
permite o acompanhamento do processo mundial de geração de tecnologia. Derwent Innovations
Index.

Patentes na UNICAMP

Qualquer inovação tecnológica pode ser preservada através de registro junto ao INPI -
Instituto Nacional de Propriedade Industrial. A falta de registro poderá resultar na usurpação dos
direitos do inventor quanto à Propriedade Industria.
Procedimento para o registro de relatórios técnicos, marcas e softwares no Instituto
Nacional da Propriedade Industrial (INPI)
O relatório técnico sobre o invento será protocolado no INPI, após algumas semanas o mesmo
retornará com um número de registro. De posse do número e data de protocolo, será iniciado o
Processo que poderá culminar com a obtenção da Carta-Patente. A vigência do relatório técnico
será de 20 anos para patentes de invenção e de 15 anos para patentes de modelo de
utilidade.
Todo o processo deve ser acompanhado através das publicações semanais do INPI - Revista da
Propriedade Industrial - Seção I e II, para sanar eventuais ocorrências durante o trâmite para
obtenção da Carta-Patente. Para maiores informações entre em contato com o EDISTEC -
Escritório de Difusão e Serviços Tecnológicos da UNICAMP.

Links Relacionados
- Derwent Innovations Index
- INPI - Instituto Nacional de Propriedade Industrial
- USPTO - US Patent and Trademark Office
- European Patent Office
Veja mais links em: http://www.unicamp.br/prp/edistec/links.htm

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Febre de patentes na universidade Gazeta Mercantil Dia: 10/05/00 Página: Primeira Página -
Laura Knapp de São Paulo Luiz Eugênio Araujo de Mello, Fernando Galembeck, Liliane Ventura
Schiabel, Fazal Chaudhry, Luiz Vicente Rizzo e Elibio Rech são todos professores ou
pesquisadores. Além do amor pela ciência, têm agora outro ponto em comum: a busca por um
número de registro que garanta o direito de propriedade para o resultado de suas pesquisas.
A febre para assegurar uma patente parece ter contagiado praticamente todas as áreas científicas.
A física Liliane Ventura Schiabel, coordenadora do Laboratório de Física Oftalmológica do campus
de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo(USP), pediu o registro de um equipamento que
mede, automática e velozmente, o raio de curvatura da córnea, com alcance maior do que os
similares importados. Chaudhry, professor do Departamento de Hidráulica e Saneamento da
Escola de Engenharia da USP de São Carlos, pretende negociar um sistema de
impermeabilização de edifícios que utiliza como matéria-prima subprodutos de outras indústrias.
Professor da Escola Paulista de Medicina, da Universidade Federal de São Paulo, Mello quer
registrar um medicamento contra epilepsia. Rizzo, do Departamento de Imunologia da Faculdade
de Medicina da USP, vai entrar com pedido para patentear um teste de diagnóstico de
toxoplásmose.
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E Rech, coordenador de projeto da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, está
procurando garantir a propriedade intelectual de um método Multiplicação de plantas transgênicas
em alta freqüência. "Se quisermos fazer parte do primeiro time, temos de ter algo a oferecer", diz
Rech.
Até pouco tempo desprezada pela comunidade acadêmica, que via a publicação, de artigos em
revistas especializadas como o ápice do reconhecimento por seu trabalho, a patente está virando
um objetivo importante nas universidades brasileiras.
"Nós produzimos muito conhecimento novo, no Brasil de hoje, e deveríamos ser capazes, de fazer
o que os países ricos fazem: transformar conhecimentos adquiridos em inovação e em riqueza",
afirma Galembeck, coordenado geral e vice-reitor da Universidade Estadual de Campinas
(Unicamp).
"A obtenção de patentes está se tornando prioridade para nós", afirma Antônio Sérgio Pizarro
Fragomeni, secretário de Desenvolvimento Tecnológico do Ministério da Ciência e Tecnologia.
Mas, lembra ele, o importante é não apenas registrar produtos ou tecnologias, mas ir um passo
além e procurar licenciá-los. "É preciso transformar a patente em um negócio", afirma.
Instruções para o preenchimento do Formulário modelo 1.01 - Depósito de Pedido de Patente ou
de Certificado de Adição de Invenção.

I - PREENCHIMENTO DO FORMULÁRIO E OUTRAS INSTRUÇÕES
I.1. Este formulário, composto de 2 (duas) folhas, se destina a depósito de pedido de patente
(invenção ou modelo de utilidade) ou de certificado de adição de invenção.
I.2. O depositante deve ter conhecimento da Lei nº 9279/96 (LPI), dos Atos Normativos 127 e 130,
de 05/03/97 e do Guia do Usuário. Todos os documentos apresentados devem estar de acordo
com os mesmos.
I.3. Deve ser preenchido à máquina ou em letra de fôrma legível, sem emendas ou rasuras, com
tinta preta e indelével.
I.3.1. Pode ser impresso utilizando computador, mantendo o padrão de duas folhas, p. ex., por
programa gráfico ou um processador de texto, desde que sejam mantidas todas as suas
características, tais como papel tamanho A4 branco, tinta preta, margens e tipos de letras, folha
por folha.
I.3.2. Deve ser entregue à Recepção em 3 (três) vias, duas das quais serão retidas pelo INPI,
sendo a outra devolvida ao depositante, após protocolização, quando devidamente instruído o
pedido.
I.4. O Relatório Descritivo, Reivindicações, Desenhos (se houver) e Resumo devem ser entregues
em 3 (três) vias, para uso do INPI, sendo facultada a apresentação de mais duas vias, no máximo,
para restituição ao depositante após autenticação.
I.5. Para preenchimento da guia de recolhimento e pagamento da retribuição do depósito do
pedido, veja instruções no Guia do Usuário.
I.6. Os campos devem ser preenchidos da forma abaixo especificada:
- Campo 1. Depositante. Forneça o nome completo do depositante assim como todos os
demais dados solicitados. Confira atentamente. Atente para que o CEP fique indicado no
endereço, pois sua indicação incompleta ou incorreta poderá inviabilizar uma eventual
comunicação do INPI com o depositante. Caso haja mais de um depositante, assinale
"continua em folha anexa" e forneça todos os dados para cada um dos demais em uma
mesma folha suplementar.
- Campo 2. Natureza. Assinale a natureza do pedido que está sendo depositado. Escreva a
mesma também por extenso.
39
- Campo 3. Título. Escreva aqui o título completo, que deverá ser igual ao do Relatório
Descritivo.
- Campo 4. Pedido de Divisão. Quando se tratar de divisão de um pedido, forneça o
número e a data de depósito do pedido original.
- Campo 5. Prioridade Interna. Escreva o número e a data de depósito do pedido
brasileiro anterior que serve de base à reivindicação da prioridade interna.
- Campo 6. Prioridade Externa. Caso esteja sendo reivindicada prioridade de depósito
estrangeiro anterior, informe o nome ou sigla do país ou organização, o número e a data
da prioridade. No caso de estar sendo reivindicada prioridade de depósito estrangeiro
anterior com base em outro acordo que não a Convenção da União de Paris, indique o
acordo em folha anexa.
- Campo 7. Inventor. Forneça o nome completo do inventor assim como todos os demais
dados solicitados. Confira atentamente. Caso haja mais de um inventor, assinale "continua
em folha anexa" e forneça todos os dados para cada um dos demais em uma mesma
folha suplementar. Caso o inventor tenha optado pela não divulgação de seu nome,
assinale o local apropriado e forneça todos os dados em envelope, que deverá ser
entregue no ato do depósito.
- Campo 8. Declaração na forma do item 3.2 do Ato Normativo nº 127/97. Tendo sido
reivindicada prioridade externa para o pedido, o depositante pode apresentar declaração
de serem os dados, fornecidos no presente formulário, idênticos ao da certidão de
depósito ou documento equivalente do pedido cuja prioridade está sendo reivindicada, ao
invés de apresentar a tradução simples prevista no § 2o do Artigo 16 da LPI.
- Campo 9. Declaração de Divulgação anterior. Forneça todos os dados relativos à
divulgação ocorrida dentro do prazo de 12 (doze) meses anteriores à data de depósito do
pedido.
- Campo 10. Procurador. Quando tiver sido nomeado um procurador, forneça aqui os seus
dados. Os não residentes precisam constituir e manter um procurador residente no Brasil.
- Campo 11. Documentos Anexados. Assinale quais os documentos que estão sendo
apresentados junto com este formulário. Caso apresente anexos ou outros documentos
que não os especificados nos campos 11.1 a 11.8, assinale o item 11.9 "Outros". Indique
o número de folhas de cada um dos documentos. O número de folhas deverá incluir
somente o de uma das vias de cada documento, indicando, também, o número total de
folhas apresentadas (somente uma das vias de cada documento ).
Campo 12. Date e assine, carimbando ou escrevendo seu nome.

Vocábulos sobre métodos e técnicas de pesquisa
Prof. Gilberto de Andrade Martins

ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas - é o órgão responsável pela normatização
técnica no país; foi fundada em 1940, para fornecer a base necessária ao desenvolvimento
tecnológico brasileiro.
abstract ou summary - palavras de língua inglesa que significam resumo. É a tradução do termo
resumo para língua inglesa que deve integrar dissertação ou tese com a finalidade de facilitar a
divulgação do trabalho a nível internacional.
acervo - conjunto de documentos de um arquivo.
alcunha - nome acrescentado ao nome propriamente dito de uma pessoa, ou usado para substituí-
lo, denotativo seja de particularidades referentes a seu ofício, seja de um traço característico de
sua pessoa ou vida.
algoritmo - procedimento de cálculo em linguagem simbólica.
40
alínea - subdivisão de um parágrafo indicada por letra minúscula seguida de sinal de fechamento
de parênteses.
anexo, apêndice - matéria suplementar que se junta ao texto de uma publicação como
esclarecimento ou documentação, embora não constitua parte essencial da obra. Considera-se
apêndice quando o material for elaborado pelo próprio autor do trabalho e anexo, quando o
material se origina de outras fontes.
apud - citado por, conforme, segundo.
artigos de periódicos - são trabalhos técnicos, científicos ou culturais , escritos por um ou mais
autores, que seguem as normas editoriais do periódico a que se destinam.
autor - pessoa fundamentalmente responsável pela criação do conteúdo intelectual ou artístico de
uma obra.
bibliografia - lista bibliográfica com as referências bibliográficas de todas as obras utilizadas,
citadas ou não no texto, arranjadas por ordem alfabética. Alguns autores denominam tal lista por
bibliografia consultada.
bookmark - também chamado entrada de hotlist ou local favorito, um link salvo para um endereço
Web.
browser - programa usado para fazer a conexão com sites Web.
c. - capítulo; pode-se usar também cap.
CAb – grafado em caixa alta e baixa.
cabeçalho - nome, frase, expressão ou iniciais, colocados no alto de um registro bibliográfico, para
dar um ponto de acesso em catálogos, listas e outros suportes.
catálogos - instrumental de pesquisa elaborado segundo um critério temático, cronológico,
onomástico ou geográfico, incluindo todos os documentos pertencentes a um ou mais fundos,
descritos de forma sumária ou pormenorizada.
cf. - conforme
circa ou ca. - por volta de
citação - é a menção no texto, de informação colhida de outra fonte, para esclarecimento do
assunto em discussão ou para ilustrar ou sustentar o que se afirma.
coleção - conjunto de documentos, sem relação orgânica, aleatoriamente acumulados.
content list - sumário.
copyright - palavra inglesa, de uso internacional, indicativa de propriedades literária ou direito
autoral, e que, no verso da folha de rosto de uma obra, acompanha o nome do beneficiário e o ano
da primeira publicação para efeitos legais.
datas - o ano, os meses e os dias são indicados por extenso ou em algarismos arábicos. Os
meses podem ser abreviados por meio das três primeiras letras, seguidas de ponto quando
minúsculas e sem ponto quando maiúsculas, excetuando-se o mês de maio, que é escrito por
extenso. Os dias da semana podem ser abreviados: p. ex.: 3ª feira, sáb., dom. As horas são
indicadas de 0 h às 23 h, seguida, quando necessário, dos minutos e segundos. p. ex.: 13 h 23
41
min. 30,2 s. Não se coloca ponto para se separar o algarismo da milhar quando se indica um ano:
p. ex.: 1992 e não 1.992.
descritores (ou palavras-chave de artigos de periódicos) - são termos ou frases que expressam os
assunto do artigo e vêm obrigatoriamente depois do resumo.
diretório, cadastro, guia - obra de referência, periódica ou não, que informa nome, endereço,
tamanho das coleções, assuntos cobertos, recursos humanos e outros dados relativos a biblioteca
ou centros de informação e documentação.
draft - rascunho.
ed. - edição: Por exemplo: 6. ed. (a edição deve ser indicada em algarismos arábicos)
editor - nas referências bibliográficas, o nome do editor deve ser grafado como figura na
publicação referenciada, abreviando-se os prenomes, e suprimindo-se outros elementos que
designam a natureza jurídica ou comercial deste, desde que dispensáveis a sua identificação. p.
ex.: Kosmos (e não Kosmos Editora), Atlas (e não Editora Atlas)
editorial - artigo de fundo que exprime a opinião do órgão, em geral escrito pelo redator-chefe e
publicado com destaque.
elucidário - documento que se propõe esclarecer assuntos, termos obscuros ou duvidosos.
empírico - desprovido de teoria; relativo à observação de uma realidade externa ao indivíduo.
entrada - elemento levado em consideração para determinar a ordenação, tal como um nome, um
cabeçalho, um título em obras técnico-científicas.
epígrafe - citação colocada no início de uma obra, após a folha de rosto.
errata - lista de erros tipográficos ou de outra natureza, com as devidas correções e indicação das
páginas e linhas em que aparecem. É impressa geralmente em papel avulso ou encartado, que se
anexa à obra depois de impressa.
exempli gratia (e.g.) - por exemplo.
exórdio, preâmbulo, proêmio, prólogo ou introdução - parte inicial do trabalho onde se expõe o
argumento, os objetivos da obra e o modo de tratar o assunto.
falsa folha de rosto, ante-rosto, falso frontispício, olho - num livro, é a folha que precede a
folha de rosto e contém o título da obra.
fascículo - caderno ou grupo de cadernos de uma obra que se publica à medida que vai sendo
impressa; cada um dos números de uma publicação periódica que constitui volume bibliográfico.
ficha catalográfica - informações bibliográficas (catalogação na fonte) que deve aparecer na falsa
folha de rosto, ou, na falta desta, no verso da folha de rosto.
Figuras - como figuras são considerados: desenhos, gráficos, mapas, esquemas, fórmulas,
modelos, fotografias. As legendas devem ser inseridas abaixo de cada figura, com numeração
seqüente, algarismos arábicos, e iniciadas pela palavra FIGURA.
file - arquivo.
42
filiação científica - indicação da Instituição a que pertence(m) o(s) autor(es) de trabalhos
científicos: Departamento – Instituto ou Faculdade – Universidade (sigla) – Cidade – Estado –País.
folha de rosto, página de rosto, frontispício, portada - página que contém os elementos
essenciais à identificação da obra (autor, título, edição, imprenta local, editor e ano de publicação,
no caso de livro).
folheto - publicação não periódica, com um mínimo de 5 e um máximo de 48 páginas, revestida de
capa de papel ou cartolina.
fonte - qualquer documento que pode fornecer informações autorizadas.
glossário - vocabulário em que se explicam palavras obscuras ou referentes a determinada
especialidade técnica, científica, etc., geralmente apenso a um livro.
home page - documento principal em um site Web.
ibid. (ibidem) - na mesma obra.
id est (i.e.) - isto é.
id. (idem) - do mesmo autor.
Il. - abreviatura para indicação de ilustrações de qualquer natureza em referências bibliográficas.
ilustrações - aparecem no trabalho par explicar ou complementar o texto. Dividem-se em três
categorias: Tabelas, Quadros e Figuras.
imprenta - também denominada notas tipográficas, é parte da referência bibliográfica composta
dos seguintes elementos: local, editora e data de publicação.
In - inserido, contido em.
índice - trata-se de lista de entradas ordenadas segundo determinado critério, que localiza e
remete o leitor para as informações contidas num texto. Não deve ser confundido com sumário
(enumeração das principais divisões: capítulos, partes de um documento na mesma ordem em que
a matéria nele se sucede). O índice deve ser impresso no final da publicação. Sua ordenação
poderá ser alfabética ou sistemática por autor, assunto, pessoa e entidade, abreviatura, citação
etc.
índice cronológico - agrupa nomes e fatos importantes em relação cronológica de anos, períodos
ou épocas.
índice geral - relaciona em ordem alfabética, seguida do respectivo número da página, diversos
assuntos, nomes, lugares etc., contidos no relatório.
índice onomástico - agrupa assuntos, nomes, espécies etc. em relação preparada de acordo com
um sistema de classificação.
índice sistemático - agrupa assuntos, nomes, espécies etc. em relação preparada de acordo com
um sistema de classificação. Lista ou catálogos de nomes próprios.
inf. ou infra - abaixo.
inquérito - documento que relata a evolução e os resultados de uma sindicância ou interrogatório.
Pesquisa, sindicância.
43
ISBN - Numeração Internacional para Livro (International Standard Book Numbering), referência
um título.
ISSN - Numeração Internacional para Publicações Seriadas (International Standard Serial
Numbering) – sigla adotada internacionalmente para indicar o número padronizado de uma
publicação seriada (periódicos, jornais, anuários, revistas técnicas etc.). O ISSN deve ser impresso
em cada fascículo de uma publicação seriada, em posição destacada, no canto superior direito da
capa, na ficha catalográfica e logo acima da legenda bibliográfica da folha de rosto.
legenda bibliográfica - conjunto de informações essenciais destinados à identificação de um
periódico e os artigos nele contidos. Deve figurar no rodapé da folha de rosto e em cada uma das
páginas do texto, salvo no caso de jornais que a colocam no cabeçalho da página. P.EX. Revista
Telebrás, Brasília, volume 15, número 53, páginas 1 a 92, novembro de 1991. Na folha de rosto a
legenda deveria ser: R.Telebrás Brasília v.15 n.53 p.1-92 Nov./1991. Nas páginas do texto: Rev.
Telebrás, Brasília, 15(53): 1-35, nov.1991.
léxico - dicionário de formas raras ou difíceis, próprias de determinado autor ou de uma época
literária.
lista - enumeração de elementos de apresentação de dados e informações (gráficos, mapas,
tabelas, ilustrações, abreviaturas, siglas etc.) utilizadas na obra.
listas de figuras, ilustrações, tabelas, quadros, siglas, abreviaturas, símbolos, anexos etc. –
enumeração de elementos de um texto técnico – científico em ordem alfabética. As listas têm
apresentação similar à do sumário. Quando pouco extensas, podem figurar seqüencialmente na
mesma página. Não devem ser feitas listas com número inferior a cinco itens. Aparecem, em
páginas próprias, antes do sumário.
livro - publicação não-periódica, de conteúdo científico, literário ou artístico, formada por um
conjunto de folhas impressas, grampeadas, costuradas ou coladas em capa.
loc. cit. (loco citado) - no lugar citado.
n. - número
n/ref. - nossa referência.
NB - norma brasileira, emitida pela ABNT.
NBR - Norma Brasileira Registrada emitida pela ABNT.
notas - observações ou adiantamentos de detalhes do texto de uma obra, colocado no rodapé e/ou
no final do texto (final do capítulo, seção ou da própria obra).
notas e referências bibliográficas - lista bibliográfica com as referências bibliográficas e demais
notas, arranjadas numericamente, obedecendo a uma única seqüência, conforme ordem de
ocorrência no texto.
numeração de documento - empregam-se algarismos arábicos na identificação dos capítulos,
partes etc. (p. ex.: 1 1.1 1.1.3).
obra de referência - obra de uso auxiliar que permite obter informações sobre o assunto de
interesse, tais como: dicionários, enciclopédias, índices etc.
opus citatum (op. cit.) - obra já citada anteriormente.
p. - página
44
p. ex. - por exemplo
palavras-chave/keywords - relação de até sete palavras representativas do tema tratado no
trabalho, separadas entre si por ponto e vírgula.
papers - pequenos artigos científicos ou textos elaborados para comunicações em congressos.
Possuem a mesma estrutura formal de um artigo.
paráfrase - é o desenvolvimento, com palavras próprias, do texto de um livro ou de um documento
conservando-se as idéias originais.
parafrasear - é desenvolver ou reduzir o texto de um documento, mantendo-se a idéia original,
utilizando-se, porém, de termos pessoais.
passim - aqui e ali.
periódico - é a publicação editada em fascículos ou partes, a intervalos regulares ou não, por
tempo indeterminado, na qual colaboram diversas pessoas, sob uma direção constituída. Pode
tratar de vários assuntos em uma ou mais áreas do conhecimento.
posfácio - texto informativo ou explicativo que, redigido após a elaboração do texto, pode figurar
como complemento.
prefácio - parte opcional de livro. É constituído de palavras de esclarecimento, justificativa ou
apresentação, redigidas pelo autor, editor ou outra pessoa de reconhecida competência ou
autoridade.
prenome - elemento que vem em primeiro lugar na enunciação do nome completo de uma pessoa,
também chamado nome individual.
printer - cópia impressa do disquete.
pseudônimo - nome adotado por uma pessoa como substitutivo da designação oficial, usado para
identificá-la em certo ramo especial de suas atividades.
q. v. - queira ver
Quadro - representação tipo tabular que não emprega dados estatísticos. Devem ser numerados
consecutivamente, em algarismos arábicos, e encabeçados pelo título.
referee - avaliador de artigos submetidos a um periódico, congresso etc.
referência bibliográfica - é o conjunto de elementos que permite a identificação de documentos
impressos ou registrados em qualquer suporte físico, tais como: livros, periódicos e material
audiovisual.
referências bibliográficas - lista bibliográfica que inclui apenas referências das citações utilizadas
no texto e não indicadas em nota de rodapé. Lista bibliográfica de artigo periódico.
relatório - é a exposição escrita na qual se descrevem fatos verificados mediante pesquisas ou se
historia a execução de serviços ou de experiências. É geralmente acompanhado de documentos
demonstrativos, tais como tabelas, gráficos, estatísticas e outros.
repertório - instrumento de pesquisa no qual são descritos, pormenorizadamente, documentos
previamente selecionados, pertencentes a uma ou mais fontes, podendo ser elaborado segundo
um critério temático, cronológico, onomástico ou geográfico.
45
resumo (artigos de periódicos) - é a apresentação concisa do texto, destacando os aspectos de
maior interesse e importância. Na elaboração do resumo, deve-se observar o seguinte: não
ultrapassar 250 palavras; precede o texto quando na mesma língua; é transcrito ao final do artigo,
antes das referências bibliográficas, quando em outra língua.
resumo (dissertações e teses) - denominado Résumé em francês, Abstract em inglês, Resumen
em espanhol, Zusammenfassung em alemão, é a apresentação concisa do texto, destacando os
aspectos de maior interesse e importância. Não deve ser confundido com sumário.
resumo (livros) - é a apresentação concisa do texto, destacando os aspectos de maior interesse e
importância. É recomendado apenas para obras técnicas e científicas e está localizado
imediatamente antes do texto, devendo conter até 300 palavras.
roteiro (script) - documento que descreve a seqüência dos acontecimentos que forma o enredo de
um filme, peça teatral, programa de TV etc.
s/com. - sua comunicação.
s/ref. - sua referência.
senha (PIN: Personal Identification Number) - conjunto de caracteres numéricos ou pseudo-
alfabéticos, utilizado como chave secreta para identificação do usuário em transações em
automação bancária e comercial.
seq. (sequentia) - seguinte ou que se segue.
sinalética (lista bibliográfica) - sistema de fichário que reúne as referências das obras
consultadas e/ou citadas num trabalho.
sine loco (s.l.) - indica-se quando da falta do local da publicação da obra que se pretende
referenciar.
sine nomine (s.n.) - indica-se quando da falta de impressor e editora na obra que se pretende
referenciar.
site - uma localização na Internet.
sumário - é a enumeração das principais divisões, partes, capítulos, seções, na mesma ordem em
que se sucedem no texto. Não deve ser confundido com índice ou mesmo com resumo.
sumário (livros) - denominado Contents em inglês, Table des Matières em francês, Contenido em
espanhol, Inhalt em alemão, é a relação dos capítulos e seções do trabalho, na ordem em que
aparecem. Não deve ser confundido com índice, resumo ou lista.
sumário (publicações periódicas) - é a relação dos artigos que constituem o fascículo de um
periódico. O sumário deve indicar, para cada artigo: título do artigo; nome do autor; número da
primeira página, ligado ao título/autor por linha pontilhada.
suplemento - é a parte do periódico que apresenta material extraordinário, de complementação.
supra - acima.
t. - tomo, tomos
“thesaurus” - repositório de palavras-chave, com seus sinônimos, antônimos e palavras
relacionadas.
46
tamanhos de artigos – geralmente, laudas com 30 linhas de 70 toques e espaço 2, com o máximo
de 15 páginas (algumas Revistas permitem até 30 páginas).
título corrente - é a indicação do(s) autor(es) e do título breve do artigo, que aparece ao alto de
todas as páginas do artigo, exceto a primeira.
título corrente, cabeça ou cabeço - título, integral ou abreviado, da obra ou capítulo colocado no
alto de cada página. Em geral, o título do livro vem na página par e o do capítulo na página ímpar.
tomo - divisão física de uma obra, que pode coincidir ou não com o volume.
transliteração - é a ação de representar os sinais de um alfabeto por sinais de outro alfabeto.
v. - volume
vide (vid.) - ver a citação já referenciada. É melhor traduzir por ver.
videlicet (viz) - a saber
Web - World Wide Web - www.

Bibliografia complementar sugerida pelo professor
(Fora da norma ABNT)

1. A VIAGEM DE THEO, CATHERINE CLÉMENT – CIA DAS LETRAS – Romance das
religiões.
2. OS HERDEIROS DE DARWIN, MARCEL BLANC – SCRITTA – Estudo de Marcel Blanc
sobre o trabalho de Darwin.
3. SERÁ QUE DEUS JOGA DADOS? IAN STEWART – JORGE ZAHAR EDITOR. A nova
matemática do caos. Análise matemática de alguns números da natureza, utilizando
matemática elementar.
4. O CÉREBRO HUMANO, ISAAC ASIMOV – HEMUS. Romance de ficção científica.
5. NÓS ESTAMOS SÓS. ALFREDO NUNES BANDEIRA JR. – EDITORA INTERCIÊNCIA.
Uma humanidade solitária. Análise da possibilidade de vida inteligente extraterrestre.
6. O PENSAMENTO VIVO DE DARWIN, MARTIN CLARET. MARTIM CLARET EDITORES.
História de Darwin e o seu trabalho.
7. COMO VEJO O MUNDO ALBERT EINSTEIN. EDITORA NOVA FRONTEIRA.
Comentários sociais, políticos e científicos feitos pelo próprio Einstein.
8. EINSTEIN O ENIGMA DO UNIVERSO. RODEN. MARTIM CLARET. Abordagem filosófica
de Einstein.
9. TESTEMUNHO. DARCY REIBEIRO. SICILIANO. Fundamentos da origem da civilização
brasileira.
10. ISAAC NEWTON. PAULO SILVEIRA. EDIOURO. Bibliografia.
11. EINSTEIN POR ELE MESMO. ALBERT EINSTEIN. MARTIN CLARET. Fragmentos da
vida de Einstein.
12. EINSTEN E OUTROS ENSAIOS. J. LEITE LOPES. OS CADERNOS DA CULTURA. Obra
de Einstein.
13. NICOLAU COPÉRNICO COMMENTARIOULUS. NOVA STELLA. Obra de Copérnico.
14. VOAR TAMBÉM É COM OS HOMENS. O PENSAMENTO DE MÁRIO SHENBERG. JOSÉ
LUIZ GOLDFARB. EDUSP. História de um dos dez maiores físicos da história e ainda
brasileiro.
15. A INTELIGÊNCIA COLETIVA. PIERRE LÉVY. EDIÇÕES LOYOLA. Antropologia do
ciberespaço.
16. INFINITO EM TODAS AS DIREÇÕES. FREEMAN DYSON. EDITORA BEST SELLER. Do
Gene à conquista do universo.
47
17. INTRODUÇÃO À GEOFÍSICA ESPACIAL. VOLKER W. J. KIRCHHOFF. EDUSP.
Geofísica elementar.
18. MEMÓRIAS DAS TREVAS. JOÃO CARLOS TEIXEIRA GOMES. GERAÇÃO EDITORIAL.
Uma devassa na vida de Antônio Carlos Magalhães.
19. CRÔNICAS ITALIANAS. STENDHAL. EDUSP. Crônicas.
20. TRINTA ANOS ESTA NOITE. PAULO FRANCIS. CIA DAS LETRAS. Relato sobre o golpe
militar de 1964.
21. DIARIO DE VIAGEM. ALBERT CAMUS. RECORD. Relato de viagens e encontros com
personagens da história brasileira.
22. O CAPITAL DE MARX E O CAPITALISMO DE HOJE. ANTONY CUTLER. ZAHAR
EDITORES. 8 volumes sobre o projeto Marxista.
23. DOSSIÊ BRASIL. GENETON MORAES NETO. OBJETIVA. A história por trás da história
do país.
24. TELECOSMO A ERA PÓS-COMPUTADOR. GEORGE GILDER. EDITORA CAMPUS.
Projeção futurista.
25. O RELOJOEIRO CEGO. A TEORIA DA EVOLUÇÃO CONTRA O DESÍGNIO DIVINO. CIA
DAS LETRAS. Visão Darwinista.
26. ASTROBIOLOGIA. FLAVIO PEREIRA. TRAÇO DITORA. Estudo sobre a possibilidade de
vida fora da Terra.
27. RETALHOS CÓSMICOS. MARCELO GLEISER. CIA DAS LETRAS. Crônicas sobre
ciência publicadas no jornal Folha de São Paulo.
28. MUNDOS IMAGINADOS. FREEMAN DYSON. CIA DAS LETRAS. Programação genética.
29. NOTÍCIAS DO PLANALTO. MÁRIO SÉRGIO CONTI. CIA DAS LETRAS. A imprensa e
Fernando Collor.
30. EM BUSCA DE OUTROS MUNDOS. RONALDO ROGÉRIO DE FREITAS MOURÃO.
FRANCISCO ALVES. Observações e estudos do maior astrônomo brasileiro.
31. A MENSAGEM DAS ESTRELAS. GALILEU GALILEI. MUSEU DE ASTRONOMIA.
Observações e estudos de Galileu.
32. FILOSOFIA PARA PRINCIPIANTE. RICHARD OSBORNE. OBJETIVA. Pensamento dos
principais filósofos.
33. DISCURSO DO MÉTODO. RENÈ DESCARTES. EDITORA ÁTICA. Comentários sobre o
trabalho de Descartes.
34. DISCURSO SOBRE A ORIGEM E OS FUNDAMENTOS DA DESIGUALDADE ENTRE OS
HOMENS. ROUSSEAU. EDITORA UNB.
35. LEONARDO DA VINCI. EDIOURO. Bibliografia.
36. O LIVRO DAS RELIGIÕES. VICTOR HELLERN. CIA DAS LETRAS. Complexo estudo
sobre a origem das religiões.
37. HOMENS DE CIÊNCIA. ALESSANDRO GRECO. CONRAD LIVROS. Entrevistas com os
mais destacados cientistas da atualidade.
38. ETERNIDADE INVENTADA. DAWSON IZOLA. Romance de ficção científica.
39. HISTÓRIA DA MATEMÁTICA. RUBENS G. LINTZ. EDITORA DA FURB. Dois volumes.
Matemática ao longo da nossa história sob o ponto de vista cultural.
40. ATLAS CELESTE. RONALDO ROGÉRIO DE FREITAS MOURÃO. VOZES. Atlas.
41. EXPLICANDO A ASTRONÁUTICA. RONALDO ROGÉRIO DE FREITAS MOURÃO.
EDIOURO.
42. O CÉU. RODOLPHO CANIATO. EDITORA ÁTICA. Abordagem física da astronomia.
43. COSMONÁUTICA ENCICOLPÉDIA SOVIÉTICA. EDITORAL MIR. Programa espacial
soviético.
44. HISTÓRIA DOS FOGUETES NO BRASIL. DAWSON IZOLA. EDITORA ABAETÉ. História
dos primeiros foguetes brasileiros.
45. DE FOGUETEIRO E LOUCO TODO MUNDO TEM UM POUCO. DAWSON IZOLA.
História do Grupo Lenda da Fatec-SP.
46. SOMOS DIFERENTES. JAMES TREFIL. ROCCO. Estudo sobre a inteligência humana.
47. UMA BREVE HISTÓRIA DO TEMPO. STEPHEN W. HAWKING. ROCCO. Do Big Bang
aos buracos negros.
48. A DANÇA DO UNIVERSO. MARCELO GLEISER. CIA DAS LETRAS. Dos mitos da
criação ao Big Bang.
49. METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO. ANTONIO JOAQUIM SEVERINO.
CORTEZ.
50. EVOLUÇÃO DA VIDA. PRISMA. Visão antiga (30 anos atrás) da evolução.
48
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA (comentada)
Fora da norma da ABNT.

1- O Universo numa Casca de Noz – Stephen Hawking
Na lista dos mais vendidos, por várias semanas na categoria não-ficção. O autor é matemático,
astrofísico e doutor em cosmologia pela Universidade de Cambridge. Considerado o mais brilhante
físico desde Einstein. Neste livro explica os princípios que controlam o Universo.

2- Filosofia para não-filósofos – Jacquard e Planes
O autor é um cientista que consegue com clareza discutir temas relevantes. O livro é um
abecedário com perguntas e respostas sobre temas como biologia, ética, genética, matemática e
religião.

3- Assim falou Einstein – Alice Calprice
Esse livro é uma coletânia de mais de 550 citações do físico, organizadas de forma temática, feito
pela editora encarregada dos Clleted papers os Albert Einstein na Universidade de Princeton.
Além disso, têm o prefácio do físico Freeman Dayson.

4- Os irmãos Karamazov – Dostoievski
É um clássico da literatura universal. Na forma de romance o autor russo retrata diferentes formas
de personalidade em cada um dos irmãos e nos personagens do livro e com isso, expõe
preocupações sociais, religiosas e filosóficas, nos levando a compreender melhor o vasto painel
de dramas universais.

5- O Mundo de Sofia – Jostein Gaarder
Quem somos? De onde viemos? Sofia começa a receber postais anônimos que tratam destas
questões filosóficas e a partir daí o leitor é convidado a trilhar toda a história da filosofia ocidental
de forma bastante compreensível. O autor, professor de filosofia, é especializado em literatura
infanto-juvenil.

6- Em que crêem os que não crêem? – Umberto Eco e Carlo Maria Martini
Na forma de cartas, um dos maiores pensadores da atualidade e um cardeal da igreja católica
debatem neste livro sobre a existência de Deus, os fundamentos da ética e o respeito ao outro,
discutem o aborto, o papel das mulheres e muito mais.


7- Coleção Folha Explica – Nietzche
Um livrete com resumo da vida e obras de um dos pensadores mais provocativos da filosofia
moderna.

8- Coleção Folha explica – Macacos
È uma viagem pelo universo dos grandes primatas, fundamental para entender melhor o
comportamento humano.

9- Descartes em 90 minutos – Paul Strathern
Aristóteles em 90 minutos – Paul Strathern
Esses livretes fazem parte de uma coleção que usa textos irreverentes e curiosos sobre os
principais filósofos que empolgam o jovem leitor.
10- Gênios Ingênuos – Aguinaldo Prandini Ricieri
Neste livro o autor, professor do ITA, conta a trajetória da vida de Galois e Abel, dois jovens
matemáticos que revolucionaram a história da matemática.

11- O Livro de Ouro da Mitologia – Thomas Bulfinch
Essa é uma coletânea de histórias de deuses e heróis gregos e romanos. Da mesma editora
também é possível o Livro de Ouro da História do Brasil, do Universo e outros.

12- Os cem melhores poemas brasileiros do século – Ítalo Mariconi (seleção)
É uma coletânea dos principais poetas brasileiros. Também existe o livro dos cem melhores
contos.

49
13- Coiote – Roberto Freire
Esse é um romance onde o autor descreve novas possibilidades de relações humanas. O jovem
coiote põe em xeque convenções e acomodações.

14- Estação Carandiru – Dráuzio Varella
Ganhador do Prêmio jabuti em 1999. o brilhante médico retrata sua experiência de 10 anos de
trabalho voluntário na maior casa penitenciária do país de uma forma apaixonante.

15- Caçadas de Vida e de Morte – João Gilberto Rodrigues da Cunha
Ganhador do Prêmio Jabuti de 2000. o autor,um médico mineiro, surpreende e empolga o leitor
falando da colonização do triângulo Mineiro, desde o final do Império até os primeiros anos da
consolidação da república.

16- A casa das sete mulheres – Letícia Wierzchowski
A autora retrata a vida das mulheres da família de Bento Gonçalves que ficam recolhidas numa
estância durante a Revolução Farroupilha, a mais longa guerra civil no nosso país.

17- Princesa – A história real da vida das mulheres árabes – Jean P. Sasson
Esse livro é a denúncia de uma princesa saudita sobre a condição feminina no mundo árabe.

18- Filha da Fortuna – Isabel Allende
Esse e os demais livros da autora chilena são recheados de testemunhos históricos sobre a
Revolução Chilena e as relações latino-americanas.

19- As cinzas de Ângela – Frank McCourt
Ganhador do prêmio Pulitzer 1996. São as memórias de uma infância irlandesa, católica e
miserável. É um livro em que a memória é sinônimo de grande literatura.

20- Baudolino – Umberto Eco
O autor é uma referência no que diz respeito a conhecimento sobre a Idade Média. Esse é o seu
quarto romance que se passa entre 1152 e 1204.





























50
APÊNDICE A – Exemplos de artigos científicos


EQUIPO PARA EL ANÁLISIS DE LA OSCILACIÓN LATERAL DE AERONAVES

IZOLA, Dawson Tadeu
(1)
, CROCE, José A. Garcia
(2)
y CATALANO, Fernando Martini
(3)


Universidad de São Paulo
Sección de Ingeniería Mecánica – Universidade de São Paulo – Laboratorio de Aeronaves
Av. Dr. Carlos Botelho, 1456, São Carlos – SP – Brasil
Telf.:(+5516) 273-9333 Ext.3059 – Fax: (+5516) 274-9280 –
e-mail: izoladaw@sc.usp.br

(1) Maestro en Ing. Mecánica – USP – São Carlos (concediendo un doctorado del Laboratorio de Aronaves en al USP).
(2) Maestro en Ing. Mecánica – USP – São Carlos (concediendo un doctorado del Laboratorio de Aronaves en al USP).
(3) Ph.D. en Aerodinámica, Jefe del Laboratorio de Aeronaves de la Universidad de São Paulo, MRAeS, CEng.

RESUMEN
El equipo consiste en un eje montado en un juego de rodamientos conjugados axial y
radialmente. En la parte superior del eje se sujeta la aeronave que se va a ensayar en el túnel de
viento y en la parte inferior, un grupo de poleas es responsable del movimiento de un
potenciómetro. En la parte inferior del mismo eje, se sujeta un hasta en la que están un par de
resortes helicoidales. Después de haber sufrido la perturbación, la aeronave oscila y este
movimiento se identifica a través del potenciómetro que varía de 0 a 5 Voltios. La variación del
voltaje es transmitida a través de un equipo electrónico y pasada a une computadore personal.
Con los datos se construye un gráfico de ángulo de deslizamiento debido a la amortiguación. Con
estos parámetros se determinan las condiciones de estabilidad lateral de la aeronave y la razón de
declive de las oscilaciones.

Palabras-claves: oscilación lateral, recopilación de datos, ensayo aerodinámico.



EQUIPMENT FOR ANALYSIS OF THE LATERAL OSCILLATION OF AIRCRAFT
SUMMARY
The equipment consists of an axis set up on a group of axial and radially conjugated bearings.
The aircraft is fastened to be tested in the wind tunnel to the superior part of the axis and on the
lower part a group of pulleys is responsible for the movement of a potentiometer. On the same
axis, on the lower part, a stem is fastened to a pair of helical springs. On suffering a disturbance,
the aircraft oscillates and this movement is identified through the potentiometer that varies from 0
to 5 Volts. The variation in the voltage is transmitted through electronic equipment and passed to a
personal computer. A graph is plotted using the data with reference to the skidding angle due to the
decay ratio. With these parameters the conditions of lateral stability of the aircraft are determined
and the reason for the decline in the oscillations.
Key words: lateral oscillation, acquisition of data, aerodynamic test.
INTRODUCION
Una aeronave en vuelo, cuando sufre algún tipo de perturbación lateral, se inclina con
relación a su trayectoria inicial. Esta inclinación crea una sustentación en el estabilizador, que
produce una fuerza contraria a su inclinación. El movimiento oscilatorio puede durar fracciones de
segundos. Dicha oscilación puede causar un movimiento caótico que descontrola la aeronave,
como lo demuestra Glauert y Cowley (1921).
El ángulo de ataque vertical se mide entre la velocidad de la corriente de aire (con relación
a un observador fijo en la aeronave) y la dirección del eje de la misma. Se observa que, con un
ángulo de ataque vertical igual a cero, la sustentación en el estabilizador es nula, como puede
observarse en la Figura 1.
51

Fig. 1: Vuelo con ángulo de ataque cero.

Para determinar la estabilidad estática, se analiza la tendencia de la aeronave a volver a
su posición original después de la perturbación. La estabilidad estática está relacionada con la
posición relativa entre el CA y CG. Por otro lado, la estabilidad dinámica depende de la frecuencia
de la oscilación. Cuando una aeronave sufre una alteración lateral, comienza a volar en ángulo de
ataque (figura 2) y puede oscilar alrededor de su posición inicial de equilibrio.

Fig. 2: Inclinación de la aeronave en vuelo. (V=velocidad del aire con relación al observador)

Método de oscilación libre

Simmons y Bateman (1920), desarrollaron un método para el análisis de la estabilidad
direccional en dirigibles. El proceso consistía en suspender el modelo a ser estudiado en un
conjunto de hilos dentro de un túnel de viento. Después de una perturbación inicial, el modelo
oscila hasta que hay una amortiguación. Repitiendo el experimento con flujo y sin flujo de aire, se
determinan las fuerzas resistivas del equipo, quedando hacer la curvas de declive de las
oscilaciones. Este método se llama de Método de Oscilación Libre (Free Oscillation Method).
Durante la oscilación, tres términos pueden contribuir con el momento de guinada:

- momento de inercia;
- sumatoria de la amortiguación en la guinada y la fricción en la prueba rígida (o prueba
estática);
- sumatoria del momento aerodinámico y de la restricción del resorte.
La ecuación del sistema masa-resorte es dada por: (1)

( ) ( ) 0 .
0
2
2
= + + ÷ ÷ o
o o
k N V
dt
d
f N
dt
d
c
v r
(1)

La solución para esta ecuación es del tipo: (2)
( )
t
e t B t A
u
o O + O = sen cos (2)

La ecuación (2) puede escribirse así: (3)
( ) c o o
u
+ O = t e
t
sen . .
0
(3)

Sustituyendo los términos específicamente para el problema de oscilación estudiado,
se tiene una ecuación de la cual se extraen los puntos de desplazamiento máximo para cada
ciclo. Para el caso de que no haya viento, pueden hacerse simplificaciones, llegándose a las
siguientes ecuaciones:

|
|
.
|

\
|
=
÷
n
n
T o
o
u
1
ln
1
(4)
( )
1
2 u u ÷ = c N
r
(5)
52
2
5 , 0 VSb
N
n
r
r
p
= (6)

|
|
.
|

\
|
÷ + ÷ =
2
1
2
2
1
2
2
1 1
4 u u t
T T V
c
N
v
(7)
2
5 , 0 VSb
N
n
v
v
p
= (8)

Donde:
m = razón del declive wind-on;
m
1
= razón del declive wind-off;
c = momento de inercia del área de las aletas;
T = período wind on;
T
1
= período wind off;
V = velocidad del flujo de aire;
S = área del estabilizador;
b = envergadura del estabilizador.

DESCRIPCION DEL EQUIPO

El equipo usado consiste de un eje montado sobre un grupo de rolamientos conjugados
axial y radialmente. En la parte superior del eje se sujeta la aeronave y en la parte inferior, un
grupo de poleas, responsables por el movimento de un potenciómentro, registra las oscilaciones.
En el mismo eje, en la parte inferior, se fija un hasta en el que están un par de resortes.

Fig. 3: Equipo de Oscilación.

Leyenda de la figura 3 es:
1 - Modelo a ser ensayado;
2 - Abrazadera;
3 - Eje;
4 - Pared del túnel de viento;
5 - Fijación del grupo;
6 - Montaje de rolamientos;
7 - Lámina de fijación;
8 - Potenciómetro;
9 - Hasta para fijar el resorte;
10 - Polea;
11 - Resorte.

Después de sufrir la perturbación, la aeronave oscila y este movimento se identifica a
través del potenciómetros, que varía de 0 a 5 Voltios. La variación en el voltaje es codificada a
través de un equipo electrónico (PIC de estructura RISC con capacidad de 64Kbytes) y enviada
para una computadora personal a través de un programa en Qbasic. Este programa es
responsable por la recopilación de los datos enviados por el circuito eletrónico a través de una
puerta de serie de una computadora personal (PC). Dicho programa recibe las señales enviadas a
través del procesador PIC y graba los datos en 3 matrices en un archivo Data.log. Este archivo
53
puede leerse en softwares como EXCEL o Matlab. Con los datos de la planilla se construye el
gráfico de la oscilación y se calcula el declive (Figura 4).
Wind-off
0
1000
2000
3000
4000
0 2 4 6 8 10 12
Tempo (s)
A
m
p
l
i
t
u
d
e

Figura 4 – Ejemplo de la oscilación (wind-off).

Datos recuperados en el PIC
El microcontrolador de estrutura RISC incorpora un conversor externo de 12 Bits con
comunicación serial. Los datos se tranfieren para la computadora a través de la puerta serial. Los
datos se montan en una estructura hexadecimal en dos columnas: la 1
a
es el valor más
significante y la 2
a
es el menos significante.
Hay una variación de 0 a 5 Voltios del potenciómetro dividido por 4084, que es el paso
(step). Entonces:
0012 , 0
4084
5
Re = = (9)
El tiempo de recopilación de cada dato, se establece a través de la velocidade de recopilación
del equipo, que es de 9600 BPS–bytes por segundo.
s t 0024 , 0
9600
20
= =
(10)
Se tratan los datos recuperados a través de un PC en una planilla y se transforman de
hexadecimal para decimal.
Para hacer la transformación, se multiplica la Primera columna por 256 y se suma con la
Segunda.
Amplitude x = + ª 2 256 ª 1 (11)
El tiempo es el propio tiempo de recopilación de los datos. Cada valor se recupera a cada
0,0024s. De esta forma, el primer dato tiene un tiempo de 0,0024s y el segundo de 0,0048, hasta
que el ciclo de oscilaciones se concluya. El tiempo promedio de recopilación de datos fue,
alrededor, de 12 segundos en la condición wind-off, hasta que hubo la amortiguación total y el final
del ciclo de las oscilaciones. La situación sin viento (wind-off) fue el que presenta período más
grande, porque la amortiguación sólo se debió al efecto de los dos resortes.
En la situación wind-off, de una manera general , se recuperaron, aproximadamente, 5.000
líneas. En la tercera columna está el tiempo de cada dato y en la cuarta columna, la amplitud de
las oscilaciones. El gráfico de las oscilaciones fue hecho con la tercera y cuarta columna.

PROCEDIMIENTO EXPERIMENTAL
Considerando la razón de declive, se tiene:
1
ln
1
0
÷
=
n
T o
o
u
(4)
Donde el declive es la amplitud del primer pico dividida por el pico siguiente, y así
sucesivamente, aplicando después el logaritmo neperiano del promedio y multiplicándose por el
inverso del período promedio de las oscilaciones.
Este procedimiento se hace en las condiciones de winid-off y wind-on, substrayendo el
declive wind-on del de wind-off. El resultado es la razón de amortiguación referida al estabilizador,
porque las restricciones mecánicas (resorte y fricción), salen del resultado, ya que el modelo osciló
con el túnel desconectado. Se tiene así:
( )
off on Total
u u u ÷ = (12)
Con estos resultados se hace el gráfico relativo al declive de las oscilaciones. Variándose
el área del estabilizador, se modifican los valores del declive. A seguir se presenta un ejemplo
54
práctico en el que se utilizó un modelo de cohete para el ensayo, donde se probaron dos
estabilizadores diferentes: Estabilizador 1 - área = 0.0078 m
2
. Estabilizador 2 – área = 0.0067 m
2
.

Condiciones del ensayo:
Presión Atmosférica = 760 mm Hg = 0,76 m Hg
Temperatura =20
o
C = 273 K
Betz = 25,6,=> 0,0256 m H
2
O
p = 1,202052 Kg/cm
3

Velocidad del Flujo V = 19,78 m/s
Masa del Estabilizador = 0,0353 kg
Área del Estabilizador S = 0,0078 m
2
Momento de Inercia c = 0,001101 kg/m
2
Envergadura del estabilizador b = 0,067 m

Tabla 1 – Resultados del estabilizador 1
Período (s) ln u
Wind-off 0,520 -0,123 -0,237
Wind-on 0,439 -0,129 -0,293

Tabla 1A – Resultados del estabilizador 1
N
r

kgm
2
/s
n
r
N
v

kgm
2
/s
n
v
Wind-off - - - -
Wind-on -0,0001 -0,149 0,003 3,828

Datos experimentales del estabilizador 2:
Masa de las aletas = 0,03567 Kg
Área de las aletas S = 0,03567 Kg
Momento de Inercia c = 0,000956 Kg/m
2

Envergadura de la aleta b = 0,067 m

Tabla 2 – Resultados del estabilizador 2.
Período (s) ln u
Wind-off 0,5752 -0,132 -0,2297
Wind-on 0,4826 -0,139 -0,2888

Tabla 2A – Resultados del estabilizador 2.

N
r

kgm
2
/s
n
r
N
v

kgm
2
/s
n
v
Wind-off - - - -
Wind-on -0,0001 -0,158 0,0023 3,321

Con estos datos se construye el gráfico correspondiente al declive.
Decaimento das Oscilações
-0,2
-0,15
-0,1
-0,05
0
0 2 4 6
Número de Ciclos
L
n

(
F
i
0
/
F
i

(
n
-
1
)
Wind-off
Estabilizador 1
Estabilizador 2

Figura 5 – Declive de las oscilaciones.

55
-0,4
-0,35
-0,3
-0,25
-0,2
-0,15
-0,1
-0,05
0
A
d
i
m
e
n
s
i
o
n
a
l
1 2
Estabilizador
Razão de Decaimento
Wind-off
Wind-on

Figura 6 – Razón del declive.

CONCLUSIONES
El Método de Oscilación libre, desarrollado originalmente por SIMMONS (1920), para el
análisis de la estabilidad lateral en dirigibles, se mostró eficaz para el estudio con cohetes.
El equipo de oscilación desarrollado para este trabajo, además de usarse para los cohetes,
como lo demuestra IZOLA (1997), también puede usarse para otras aeronaves, como aviones y
dirigibles. Con el uso de un controlador de PIC, fue posible establecer el período exacto de las
oscilaciones. Siendo estos datos recuperados automáticamente a través de un software de
recopilación de datos, se pudo hacer un análisis preciso de los resultados, ya que la capacidad
del equipo es de 4084 puntos por segundo. Así se tiene una cantidad de datos en un intervalo
de tiempo fijo, no habiendo necesidad de establecer un promedio de los períodos, como fue
hecho en el experimento realizado por SIMMONS (1920).
Se puede concluir, que mientras más grande el estabilizador, más grande será la razón del
declive. Sin embargo, vale la pena destacar que, siendo más grande el área del estabilizador,
el rastro (la marca) debido al ángulo de ataque vertical también es más grande. Por lo tanto, el
estabilizador ideal debe ser aquel capaz de estabilizar lateralmente el modelo y que tenga la
menor área posible, como lo demuestra IZOLA y CATALANO (1997).
En el ejemplo dado, los dos estabilizadores satisfacen la condición de estabilidad, porque el
cono de las oscilaciones es convergente. De esta forma, puede escogerse el de área más
pequeña.
Para un mejor resultado, se debe combinar este experimento con otro, para la medida de
rastro (huella o deslizamiento).

REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS
[1]GLAUERT, H and Cowley, W. L. The Efect of the Lag of the Downwash on the Longitudinal
Stability of an Aeroplane on the Rotary Derivative Mq. R&M. 1921.
[2]IZOLA, DAWSON TADEU – Análise da Oscilação Lateral de Foguetes Balísticos através do
Método de Oscilação Livre, Dissertação de Mestrado, EESC-USP, 1997.
[3]IZOLA, DAWSON TADEU and CATALANO, FERNANDO MARTINI.: Método de oscilação livre
para análise da perturbação lateral de um foguete em vôo balístico. III CIDIM – Congresso Ibero-
americano de Engenharia Mecânica. Cidade de Havana – Cuba. Anais. 1997.
[4]MORAES, Ricardo Ferreira, Santos, João Paulo Cursino. Uma Abordagem sobre Guiagem e
Controle de Mísseis. Revista Militar de
Ciência e Tecnologia. Vol. XIII – Nº 4 – 1996.
[5]SIMMONS, L. F. G. and A. R. C. Sc. E H.
Bateman, B. Sc. – A Method for Determining the Rotary Derivatives M
q
and N
r
of Models. -
R&M nº 665 – 1920.
[6]SIMMONS L. F. G. and A. R. C. Sc. E H. Bateman, B. Sc. – Note Relating to two Methods in use
for Determining Rotary Derivatives of Models. - R&M nº 711 – 1921.








56
Paper Number
CONTROLADOR DE ALTITUDE PARA AERONAVES RADIOCONTROLADAS

Dawson Tadeu Izola
José Antônio G. Croce
Fernando Martini Catalano
Universidade de São Paulo

Luiz H. Corrêa Bernardes
NOXXON Tecnologia

Departamento de Engenharia Mecânica - EESC-USP – Laboratório de Aeronaves
Avenida Dr. Carlos Botelho, 1456 - CEP 13560-250 São Carlos - SP - Brasil
TEL. + 55 16 274-3444 - Ramal 3059 FAX: +55 16 274-9280
E-mail: izoladaw@sc.usp.br
RESUMO
Aeronaves destinadas a obtenção de fotografias aéreas devem realizar o vôo paralelo ao solo
com variação de altitude inferior a 5 metros, para que não haja comprometimento da escala das
fotos. Mudando a altitude de vôo a aeronave pode também alterar o equilíbrio lateral e
longitudinal. Utilizando dois sensores para coleta de dados da aeronave, faz-se o controle de
altitude. Com um sensor de pressão estabelece-se o cálculo de altitude, e um acelerômetro é o
sensor de posição responsável pela estabilidade longitudinal da aeronave. Com um
computador de bordo fixa-se a altitude de vôo desejada ainda no solo, após a decolagem da
aeronave o sistema é acionado fazendo com que o avião atinja a altitude desejada. Utilizando
as equações dinâmicas responsáveis pelo equilíbrio da aeronave, residentes no computador de
bordo, interagindo com os observadores, estabelece-se a resposta do profundor capaz de
garantir a altitude desejada e a estabilidade longitudinal do avião. A ação do profundor é
responsável pelo movimento de subida e descida da aeronave. Ensaios em túnel de vento
demonstraram a eficiência do sistema, principalmente relativo à estabilidade longitudinal de
período curto.
INTRODUÇÃO
Para alterar a altitude de vôo em uma aeronave, altera-se o ângulo do profundor, este
movimento modifica o ângulo de ataque da aeronave fazendo com que aconteça a mudança na
altitude.
O sistema fixador de altitude desenvolvido consiste em um sensor de pressão que
estabelece uma relação entre a pressão atmosférica e a altitude.
Com o valor da pressão atmosférica , um software residente no computador de bordo
movimenta o profundor em ângulos de +5
o
, -5
o
e zero graus de acordo com o equilíbrio
longitudinal até que a altitude fixada seja alcançada.
Paralelo ao fixador de altitude, interage um giroscópio com sistema de controle que
funciona como aumento de estabilidade longitudinal, fazendo com que aconteça o amortecimento
das oscilações de período curto, no instante em que a aeronave estiver voando em ângulo de
ataque para atingir a altitude fixada.
Para se determinar a estabilidade estática, realizou-se uma análise sobre a tendência da
aeronave em retornar à sua posição original após a perturbação. A estabilidade estática está
relacionada com a posição relativa entre o CA e CG, por outro lado a estabilidade dinâmica
depende da freqüência de oscilação. Uma aeronave ao sofrer uma perturbação longitudinal passa
a voar em ângulo de ataque, e pode oscilar em torno de sua posição inicial de equilíbrio. Com
objetivo de identificar o período e a razão de decaimento das oscilações realizou-se um
experimento utilizando o Método de Oscilação Livre, descrito por SIMONNS (1920).
Para o desenvolvimento do sistema de controle de altitude, analisou-se o modelo com o
profundor com ângulo 0, 10, 20, -10 e -20 graus. O objetivo deste experimento foi para analisar a
estabilidade longitudinal da aeronave com a ação do profundor e estabelecer o ângulo do
profundor em que independente da velocidade aconteça uma razão de subida da aeronave sem
comprometimento da estabilidade longitudinal.
Quando a aeronave atingir a altitude fixada, o computador de bordo inicia o processo para
realizar as fotos aéreas. Por intermédio de um Pitot estabelece-se a velocidade do avião, com este
dado, o computador de bordo, controla o intervalo entre uma foto e a seguinte, fazendo com que
seja possível a montagem de mosaicos com a seqüência de 4 fotos.
57
DESCRIÇÃO DO EQUIPAMENTO
O equipamento utilizado para análise da estabilidade longitudinal consiste em uma haste
principal onde é fixado o modelo a ser ensaiado.
O modelo é fixado por intermédio de um rolamento. O eixo do rolamento é unido a um
potenciômetro que transmite a oscilação de forma análoga a um sistema codificador A/D
(analógico digital). Na parte inferior do modelo é fixado uma par de molas fixadas na haste
principal por uma haste transversal. O par de molas é responsável pelo incremento das oscilações
como descreveu SIMONNS (1920).


Figura 3 Detalhe do mancal

Depois de sofrer a perturbação, a aeronave oscila e este movimento é identificado através
do potenciômetro que varia de 0 a 5 Volts. O sinal é codificado para digital e gravado em uma
planilha através de um computador pessoal.


Figura 4 Equipamento de Oscilação


Figura 5 Detalhe da montagem com molas

A variação na voltagem é codificada através de um equipamento eletrônico (PIC de
estrutura RISC) e passada para um computador pessoal através de um programa em Qbasic.
58
O programa em Qbasic é responsável pela aquisição de dados enviados pelo circuito
eletrônico através da porta serial de um computador pessoal. Este programa, recebe sinais
enviados através do controlador PIC, e grava os dados em 3 matrizes em um arquivo Data.log,
este arquivo pode ser lido em softwares como o Excel ou Matlab. Com os dados da planilha plota-
se o gráfico da oscilação e calcula-se o decaimento (figura 6).
Wind-off
0
1000
2000
3000
4000
0 2 4 6 8 10 12
Tempo (s)
A
m
p
l
i
t
u
d
e

Figura 6 Exemplo de oscilação (wind-off)

Wind-on
0
1000
2000
3000
0 2 4 6 8
Tempo (s)
A
m
p
l
i
t
u
d
e

Figura 7 Exemplo de oscilação (wind-on)

A situação sem vento (wind-off) é a que apresenta período maior, pois o amortecimento é
somente devido ao efeito das duas molas.

PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL
Utilizando o Método de Oscilação Livre descrito por SIMMONS(1920), foi construído o
modelo da aeronave com as mesmas características do aeromodelo responsável pelo sistema de
fotos aéreas. O modelo é analisado nas condições com vento e sem vento (wind-on e wind-off). As
oscilações são simuladas em um equipamento que permite ao modelo oscilar preso ao CG.

Características do Aeromodelo para foto aérea:
Envergadura: 1,8m;
Corda: 0,25 m;
Asa: Polidiedral;
Comandos: Leme e profundor;
Motor; 0,35 HP;
Hélice: 11 pol;
Massa: 1,2 kg;

O modelo foi construído em madeira balsa e entelado com plástico monokote. O modelo
está em escala 1:30.

Características do modelo para ensaio aerodinâmico:
Envergadura: 0,06m;
Corda: 0,008 m;
Asa: Polidiedral;
Comando: profundor;
Massa: 0,6 kg.

59
Através da comparação dos resultados (wind-off e wind-on) se estabelece as forças
resistivas do equipamento e o decaimento das oscilações. O objetivo do experimento é
estabelecer as derivadas de amortecimento longitudinal do modelo.
Para cálculo do momento de inércia, considerou-se a área e a massa do estabilizador,
como SIMMONS(1920), descreveu no experimento de oscilação livre que realizou utilizando
dirigíveis.
Utilizou-se o túnel de vento LAE-1, do Laboratório de Aeronaves da USP.


Figura 8 Túnel LAE1

Este túnel é de circuito aberto, tipo N.P.L., com câmara de ensaio hexagonal, fechada,
com área de seção transversal de 0,526 m
2
e comprimento de 1,63 m. Pode atingir velocidades
de até 60 m/s mas, durante os ensaios preferiu-se não ultrapassar a velocidade de 15 m/s, pelo
fato da fase mais crítica das oscilações acontecerem quando o avião voa em baixas velocidades.

Análise dos valores de N
v
e N
r
do modelo foram realizados utilizando as equações do
Método de Oscilação Livre descrito por SIMMONS(1920).
Determina-se os valores das derivadas n
v
e n
r
para serem analisados os momento de
arfagem devido ao deslizamento N
v
e o momento de arfagem devido a relação de N
r
do modelo.
dados:
Ln off = -0,10746
Período off = 0,2578 s
Ln on = -0,09519
Período on = 0,2558 s
Área do estabilizador: 0,004879 m
2

condições do ensaio:
Betz = 0,0103 mH
2
O
Temperatura = 25
o
C
Pressão = 0,75 Nm
2

Massa estabilizador = 0,077 kg
Envergadura = 0,119 m

Resultados:
Momento de inércia c = 0.001503 m.kg
Densidade do ar (p) = 1.166332 kg/m
3
Velocidade do fluxo V = 12.715343 m/s
Decaimento wind-off u = -0.416835
Decaimento wind-on u = -0.372127
Valor de Nr wind-on Nr = 0.000134 kgm
2
/s
Valor de nr wind-on nr = 0.131136
Valor de Nv wind-on Nv = 0.001267 kgm
2
/s
60
Valor de nv wind-on nv = 1.236154

O movimento do profundor é feito por intermédio de um atuador eletromecânico fabricado
pela FUTABA.
Utilizando um radiotransmissor movimentou-se o profundor para a coleta de dados na
oscilação.
O modelo foi construído com o profundor capaz de se movimentar em ângulos entre 30
graus positivos e 30 graus negativos.


Figura 9 Atuador eletromecânico

Para analisar a resposta do modelo com a ação do profundor, repetiu-se o experimento de
oscilação com o profundor em 10 e 20 graus positivos e 10 e 20 graus negativos.


Figura 10 Profundor em ângulo

RESUMO DOS RESULTADOS

Tabela 1 Resultados
Período (s) Ln u Nr
kgm
2
/s
nr Nv
kgm
2
/s
nv
Wind
off
0,2578 -0,1074

-0.4168 - - - -
Wind
on
0,2558 -0,0951 -0.3721

0.0001 0.1311 0.0012 1.2361
Wind
on
(10
o
)
0.1836

- 0.0883 -0.4812 -0.0001

-0.1474 0.0543 41.3900
Wind
on (20
o
)
0,2103 -0.0515

-0.2453 0.00001 0.0410 0.0029 2.3848
Wind
on
(-10
o
)
0,1930 -0,1411 -0.7311

-0.0009 -0.7817 0.0463 38.3209
Wind
on
(-20
o
)
0,2004 - 0.1535 -0.7660

-0.0010 -0.8683 0.0382

31.6269

61
Razão de decaimento com profundor em ângulo
-0,3
-0,2
-0,1
0
0 0,5 1 1,5 2 2,5 3 3,5 4
Número de ciclos (n)
L
n

(
F
i
0
/
F
i
n
)
Prof. 10
Prof. 20
Prof. -10
Prof. - 20

Figura 11 Razão de decaimento com profundor em ângulo

CALIBRAÇÃO DO SENSOR DE PRESSÃO

O sensor de pressão utilizado para a tomada do dado de altitude do modelo é um sensor
de pressão da Motorola, tipo MPX 5100. Para a calibração deste sensor, com a intenção de
relacionar o valor de sua saída com a altitude, montou-se um experimento que relacionou o dado
de saída do sensor com o valor correspondente em um micromanômetro do tipo de Betz. A Figura
12 apresenta a descrição do experimento.


Figura 12 Esquema geral do Experimento

Conforme pode ser visto na Figura 12, o sensor de pressão está ligado ao
micromanômetro de Betz e à seringa, formando assim um linha de pressão fechada. Assim,
quando é variada a posição do êmbolo da seringa, tanto o sensor de pressão quanto o Betz são
solicitados com a mesma pressão.
Com este procedimento é possível a calibração do sensor a partir da leitura obtida no
Betz.

y = 0,6462x - 3632,5
3024
3025
3026
3027
3028
3029
3030
3031
10304 10305 10306 10307 10308 10309
Pressão Atmosférica (mmH2O)
L
e
i
t
u
r
a

d
o

s
e
n
s
o
r

(
m
V
)

Figura 13 Relação entre pressão e a leitura do sensor

Com a relação gerada pela reta ajustada aos pontos lidos, chega-se a uma relação entre a
pressão em milímetros de coluna de água e a leitura correspondente no sensor de pressão. Isto
62
consiste no primeiro passo para a determinação da relação geral da leitura do sensor com a
altitude correspondente. Para determinar esta relação necessita-se primeiro de uma relação que
gere correspondência entre a pressão atmosférica e a altitude.
Como é de conhecimento geral, dentro da troposfera a altitude está linearmente
relacionada com a pressão atmosférica local. Desta forma, fazendo a correlação com os dados
disponíveis sobre a relação da pressão atmosférica com altitude e usando a equação gerada pela
reta ajustada no gráfico para calcular a leitura correspondente a cada pressão atmosférica
adotada, pode-se relacionar todas as variáveis.

y = -0,6661x + 2991,4
0
500
1000
1500
2000
2500
3000
3500
0 1000 2000 3000 4000
Altitude (metros)
L
e
i
t
u
r
a

S
e
n
s
o
r

(
m
V
)

Figura 14 Relação entre altitude e a leitura do sensor

Assim a equação da reta ajustada aos pontos da Figura 14 é a relação da altitude com a
leitura medida no sensor de altitude.

CALIBRAÇÃO DO PITOT
Para a calibração do Pitot relacionou-se a pressão lida no Betz com o valor gerado pelo
sensor, estabelecendo assim a equação da velocidade. O Pitot construído foi ligado às entradas
do sensor. Esta configuração foi de tal forma ajustada para que o sensor medisse diretamente a
pressão dinâmica do escoamento. As Figuras a seguir mostram os equipamentos construídos.


Figura 15 Tubo de Pitot


Figura 16 Montagem do tubo de Pitot
63

Figura 17 Tubo de Pitot no túnel

O procedimento experimental adotado consistiu em se variar a velocidade do túnel de
vento LAE-2 e fazer a leitura no sensor via aquisição de dados no computador. Como dado de
comparação, a variação de velocidades do túnel era lida em pressão dinâmica em um
micromanômetro de Betz. A seguir é mostrado os dados obtidos.

y = -3,0138x + 1217,3
0
5
10
15
20
25
30
396 397 398 399 400 401 402 403
Pd Sensor
P
d

B
e
t
z

Figura 18 Relação entre pressão a dinâmica e o sensor

A Figura 18 mostra o gráfico gerado pelos dados coletados. Foi ajustado um reta aos
dados gerados e desta forma tem-se a relação algébrica entre a leitura do sensor e a pressão
dinâmica. Fazendo ainda uso da equação de velocidade e pressão dinâmica, obtém-se
diretamente a velocidade como função da leitura do sensor. Estas relações serão programadas no
computador de bordo da aeronave para uso do sistema de fotos aéreas.

SISTEMA DE CONTROLE

Como elemento de controle dinâmico da aeronave usou-se um simples sistema de malha
aberta para controlar a altitude.
O sistema consiste em um seguidor de um sinal de altitude desejada colocado como uma
das entradas. Ainda tem-se outra entrada que consiste no sinal da leitura do sensor de altitude.
Os dois sinais são comparados e a diferença entre eles é enviada para o computador de
bordo da aeronave que enviará um sinal para o sistema que gera movimento no profundor.
Enquanto o computador de bordo não parar de acusar diferença entre as duas entradas o
sinal para o profundor não é desativado.
Como este sistema fixador de altitude não controla a estabilidade longitudinal da
aeronave, ainda faz parte do projeto o uso de um giroscópio com sistema de controle, que interage
em paralelo com o fixador de altitude. A seguir é apresentado o diagrama de blocos do sistema de
controle.

64

Figura 19 Diagrama de blocos do sistema de controle

O sinal de referência na entrada do sistema é um valor de altitude desejado que é gravado
no programa de controle. Nesta fase do experimento a altitude desejada foi fixada em 300 metros.
Pode-se ver pela Figura 19 que o giroscópio está colocado em paralelo com a entrada do servo, o
que torna possível o controle da estabilidade da aeronave mesmo quando em processo de subida
ou descida para atingir a altitude controlada.
O dado que é enviado ao computador de bordo sobre a velocidade é usado para o
controle da formação do mosaico de fotos que a aeronave tem como objetivo.


Figura 20 Equipamentos utilizados no controle

Com a análise experimental da aeronave com o profundor variando de (-20 a + 20) graus,
estabeleceu-se as condições de amortecimento.
A velocidade da aeronave foi fixada em 10m/s e o ângulo do profundor em 5 graus
positivos ou 5 graus negativos. Com estes dados a aeronave atinge a altitude fixada em 300
metros.
Ao atingir a altitude de 300 metros o computador de bordo posiciona o profundor com zero
grau e faz a leitura da velocidade por intermédio do Pitot..
Com o valor da velocidade estabelece-se o intervalo entre as fotos. Com estes dados
realiza-se uma seqüência de 4 fotos.

65
LÓGICA DO CONTROLE

Utilizando a equação gerada por intermédio da relação entre a altitude e o sensor de
pressão tem-se:

4 , 2991 6661 , 0 + ÷ = x y (1)

Onde:
y = Leitura do sensor
x = Altitude em metros

Assim:
Para 0 metros tem-se:

y = 2991,4

Para 300 metros tem-se:

y = 2791,570

Relação entre altitude zero e 300 metros:

y = 199,830

A diferença entre a leitura do sensor com altitude de zero metros e o valor com altitude de
300 metros é a variação na leitura do sensor independente da altitude de referência em que se
realizará o vôo.
Com a equação gerada por intermédio da relação do sensor com a velocidade tem-se:

3 , 1217 0138 , 3 + ÷ = x y (2)

Onde:
y = Pressão dinâmica no Betz (Pd)
x = valor da leitura no sensor

Utilizando p = 1,293 (atmosfera padrão), estabelece-se a velocidade.

p
Pd
v
2
= (3)

Assim:
293 , 1
2y
v = (3)

O programa de controle estabelece uma relação entre a velocidade da aeronave e o
tempo entre uma foto e outra, este controle possibilita a montagem de mosaicos com a seqüência
de fotos.
66

Figura 21 Fluxograma do programa de controle

O computador de bordo utilizado é o Basic Stamp, com capacidade de 64 Kbytes. Além do
fixador de altitude o computador de bordo controla a operação da câmara fotográfica,
estabelecendo o intervalo ótimo entre uma foto e outra.
O computador de bordo faz também a leitura de luminosidade por intermédio de um
sensor na própria câmara fotográfica, controlando assim a velocidade do obturador em função da
luz natural.
No final da seqüência de 40 fotos o computador de bordo desliga o fixador de altitude e
rebobina o filme.
O comando da aeronave via rádio é incrementado de forma que sempre que o operador
assumir o comando, o fixador de altitude seja desligado, evitando assim conflito de informações.




Figura 22 Exemplo de fotos aéreas
67
CONCLUSÕES
Os ensaios de estabilidade longitudinal demonstraram que a aeronave é estável
longitudinalmente, apresentando oscilações convergentes, com variação do profundor de –10, -20,
0, 10 e 20 graus de ângulo no profundor.
Observou-se a resposta da aeronave, com profundor em ângulo de 5 graus, até que se
atinja a altitude fixada de 300 metros, neste ensaio identificou-se a ineficiência do sistema para
amortecer as oscilações de período longo, fazendo com que a aeronave oscilasse até que fosse
atingida a altitude fixada.
A aeronave destinada à obtenção de fotos aéreas de pequeno formato pode servir de
alternativa de baixo custo para usuários, que não necessitem de alta definição nas imagens.
Neste trabalho desconsiderou-se a velocidade do avião para composição do sistema de
controle, visto que o computador de bordo utilizado não tem espaço na memória para trabalhar
com mais esta variável.
Para continuidade deste trabalho é importante aumentar a capacidade do computador de
bordo para que a resposta do profundor seja em função da velocidade, mantendo assim uma
inclinação ótima independendo da velocidade da aeronave.
Como foi utilizado um giroscópio com sistema de controle pronto, observou-se nos ensaios
que as oscilações de período longo não foram amortecidas a contento. Para trabalhos futuros, o
ideal é que o giroscópio faça parte do sistema de controle interagindo com o fixador de altitude.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BENDAT, J. S. The Hilbert Transform and Applications to Correlation Measurements. Brüel &
Kjaer. 1985.
BONNIN, J..: “Mécanique Expérimentale des Fluides”. Paris-França. A LA Même Librairie - 1964.
CATALANO, F. M. – Projeto, Construção e calibração de um Túnel Aerodinâmico de circuito
aberto Tipo N.P.L de Secção Transversal Hexagonal, Dissertação de Mestrado, EESC-USP, 1988.
COOK, G. E. – Ministry of Aviation ARC Current CP 523, London: 4.M.S), 1960.
CORRÊA, LUIZ HENRIQUE BERNARDES.: "Basic Stamp
©
Manual do Usuário". São Paulo - SP.
General Soft, 1995.
FOX, J. (1992). The Problem of Scale in Comunity resource Mangement. In: Environmental
Managment, Vol. 16, n
o
3.
GLAUERT, H and Cowley, W. L. The Efect of the Lag of the Downwash on the Longitudinal
Stability of an Aeroplane on the Rotary Derivative Mq. R&M.1921.
HEBBAR, S. K. at al. Hight-Angle-of-Atack Wind-Tunnel Investigation of a Multimission Vehicle.
AIAA. June 28. 1994.
HOERNER, F. SIGHARD.: “Fluid - Dynamic Drag”. Great Britain, 1965.
IZOLA , D. T. (1994). Foto Aérea com Foguetes de Pequeno Porte. Núcleo Discente de
Tecnologia. FATEC, São Paulo.
IZOLA, Dawson Tadeu.: “Lançamento de Micro-sonda com Câmara Fotográfica para Análise de
Solos”. In: Brazilian Symposium on Aerospace Technology, n.II – São José dos Campos - SP.
Anais . INPE 1994.
ROSKAM, Jan – Preliminary Calculation of Aerodynamic Thrust and Power Characteristics –
University of Kansas – Lawrence, Kansas, 1987.
SIMMONS, L. F. G. and A. R. C. Sc. E H. BATEMAN, B. Sc. A Method for Determining the Rotary
Derivatives M
q
and N
r
of Models. - R&M
nº 665 – 1920.
SIMMONS L. F. G. and A. R. C. Sc. E H. BATEMAN, B. Sc. Note Relating to two Methods in use
for Determining Rotary Derivatives of Models. - R&M nº
711 - 1921
THRANE, N at al. Pratical use of the Hilbert Transform. Brüel & Kjaer. Application Note. 1984.
W, L, COWLEY and H. GLAUERT – The Effect of the Lag of the Downwash on the Longitudinal
Stability of an Aeroplane and on the Rotary Derivative M
q
. - R&M nº 718 – 1921







68
APENDICE B – Exemplo de Projeto de Pesquisa (Comentado)
PROPOSTA DE PROJETO
Exemplo de proposta de projeto.

01- TÍTULO DO PROJETO
Pequeno resumo da proposta de projeto.

02- ÁREA DE ATUAÇÃO
Informática, Logística, Plásticos, Ciência aplicada,
Ciência pura.

03- CLASSIFICAÇÃO
Iniciação Científica.
Projeto tecnológico
Projeto de pesquisa

04- ORIENTADOR RESPONSÁVEL
Prof. Orientador do projeto.

05- EQUIPE ENVOLVIDA
Professores e alunos.

06- AUTOR(S)
Conforme a proposta de regimento

07- DATA DA SOLICITAÇÃO

07- DATA DE APROVAÇÃO PELO CONSELHO

08 – PARECER
Parecer do Conselho Diretor.

09 - JUSTIFICATIVA
Aplicação da pesquisa ou projeto proposto.

10- OBJETIVOS
Qual o principal objetivo a ser alcançado

11 - PARCERIAS COM EMPRESAS OU INSTITUIÇÕES
Empresa ou Instituição em parceria para desenvolvimento
do projeto.

12- METODOLOGIA
Estudo teórico, experimentação, estatística, etc.

13 - CRONOGRAMA ANUAL
Detalhado com metas a cada 4 meses.

14- PRODUTO FINAL (DETALHAMENTO)
Produto, artigo, monografia, patente, livro, manual, etc.

15 - HORÁRIOS DISPONÍVEIS PARA TRABALHO
Mínimo de 10 horas semanais.

16- FINALIDADE - UTILIZAÇÃO DOS RESULTADOS
Benefícios – beneficiados

17- RECURSOS MATERIAIS (LABORATÓRIOS E EQUIPAMENTOS)
Máquinas e equipamentos necessários ao projeto.
69

18 - RECURSOS FINANCEIROS
Valor estimado do projeto com detalhamento dos gastos.

19 – Referências Bibliográficas
Trabalhos acadêmicos utilizados no objeto de estudo segundo normas da ABNT.














































70
APENDICE C – Exemplo de Patente

“DIRIGÍVEL GEOESTACIONÁRIO”
Refere-se a presente invenção a uma aeronave geoestacionária com missão de
base fixa para retransmissão e coleta de dados atmosféricos por intermédio de uma antena e
sensores coletores. O equipamento consiste em uma aeronave mais leve que o ar atmosférico que
consegue a sustentação por intermédio de hidrogênio conseguido com a quebra das moléculas de
lítio líquido levado à bordo e que consiste no combustível da aeronave, obtendo assim oxigênio e
hidrogênio, que poderão ser utilizados também como comburente e oxidantes para funcionamento
dos motores a reação de posicionamento, a energia utilizada para a quebra das moléculas é
conseguida por intermédio de células solares dispostas ao longo do envelope. No desenho que
forma este relatório a Figura 1 constitui o sistema de retransmissão de dados com a aeronave
geoestacionada realizando a ponte (C) entre os pontos (A) e (B). Pela numeração, (1) corresponde
ao envelope do dirigível semi-rígido, (2) corresponde à carga útil da aeronave, compreendendo:
sistemas de navegação; sistemas de controle da aeronave; controle de empuxo; sistema de
aquisição de dados, sistema de retransmissão de dados. (3) corresponde à antena de
comunicação com bases em terra.














71
REIVINDICAÇÕES
1°) “DIRIGÍVEL GEOESTACIONÁRIO”, caracterizado por uma aeronave mais
leve que o ar, utilizando hidrogênio conseguido por intermédio da quebra das moléculas de lítio
líquido.
2°) “DIRIGÍVEL GEOESTACIONÁRIO”, de acordo com a reivindicação 1,
caracterizado por um sistema que permite à aeronave realizar missões de longa duração, pois
pode prover o gás necessário à sustentação.
3
o
) “DIRIGÍVEL GEOESTACIONÁRIO”, de acordo com as reivindicações 1 e 2 ,
caracterizado por um dirigível geoestacionário com missão de retransmissão de dados e
sensoriamento remoto.




















72
RESUMO DA INVENÇÃO
“DIRIGÍVEL GEOESTACIONÁRIO”
A presente invenção refere-se a um dirigível geoestacionário, capaz de realizar
missões de longa duração com vôo na alta atmosfera e com missão de retransmissão de dados e
sensoriamento remoto.


















73

Figura 1




















74
Apêndice D – Textos

JEAN PIAGET
Jean Piaget é o mais conhecido dos teóricos que defendem a visão interacionista do
desenvolvimento. Ele considerou que se estudasse cuidadosa e profundamente a maneira pela
qual as crianças constroem as noções fundamentais de conhecimento lógico, tais como:
tempo,espaço,objeto,causalidade e outros poderia compreender a gênese (ou seja, o nascimento)
e a evolução do conhecimento humano.
Daí o nome dado a sua ciência de Epistemologia Genética, que é entendida como o
estudo dos mecanismos do aumento dos conhecimentos.
Convém esclarecer que as teorias de Piaget têm comprovação em bases científicas. Ou seja, ele
não somente descreveu o processo de desenvolvimento da inteligência mas, experimentalmente,
comprovou suas teses.
IDÉIAS CENTRAIS DE SUA TEORIA
1 - A inteligência para Piaget é o mecanismo de adaptação do organismo a uma situação nova e,
como tal, implica a construção contínua de novas estruturas. Esta adaptação refere-se ao mundo
exterior, como toda adaptação biológica. Desta forma, os indivíduos se desenvolvem
intelectualmente a partir de exercícios e estímulos oferecidos pelo meio que os cercam.
2 - Para Piaget o comportamento é construído numa interação entre o meio e o indivíduo. Esta
teoria epistemológica (epistemo = conhecimento; e logia = estudo) é caracterizada como
interacionista.
3 - Sua teoria nos mostra que o indivíduo só recebe um determinado conhecimento se estiver
preparado para recebê-lo. Não existe um novo conhecimento sem que o organismo tenha já um
conhecimento anterior para poder assimilá-lo e transformá-lo. O que implica os dois pólos da
atividade inteligente: assimilação e acomodação. É assimilação a medida em que incorpora a seus
quadros todo o dado da experiência; é acomodação a medida em que a estrutura se modifica em
função do meio, de suas variações.
4 - O desenvolvimento do indivíduo inicia-se no período intra-uterino e vai até aos 15 ou 16 anos.
A construção da inteligência dá-se portanto em etapas sucessivas, com complexidades
crescentes, encadeadas umas às outras. A isto Piaget chamou de "construtivismo seqüencial".

















75
Bertold Brecht
Escritor e dramaturgo alemão. Adere desde muito cedo ao expressionismo e vê-se obrigado a
fugir da Alemanha em 1933, após escrever a Lenda do Soldado Morto, obra pacifista que provoca
a sua perseguição pelos nazis. Ao iniciar-se a Segunda Guerra Mundial começa uma longa
peregrinação por diversos países. Em 1947, perseguido pelo seu comunismo militante, vai para os
Estados Unidos. A partir de 1949, e até à sua morte, dirige na Alemanha Oriental uma companhia
teatral chamada do Berliner Ensemble.
A produção teatral de Brecht é abundante. No conjunto das suas obras tenta lançar um olhar
lúcido sobre o mundo moderno. Na Ópera de Três Vinténs dirige o seu olhar crítico para a
organização social. Na intenção de actualizar o teatro épico, escreve uma série de obras em que
recorre às canções e aos cartazes explicativos: Ascensão e Queda da Cidade de Mahagonny,
Santa Joana dos Matadores, O Terror e a Miséria no Terceiro Reich, Der Aufhaltsame Aufstieg
des Arturo Ui. Em O Senhor Puntila e o Seu Criado Matti e em A Boa Alma de Sé-Chuão recorre
às parábolas do teatro oriental. Em Vida de Galileu, obra que não deixa de aperfeiçoar desde a
sua primeira redacção, Brecht centra-se no papel e na responsabilidade do intelectual.
Bertolt Brecht é, além de dramaturgo, um importante teórico teatral. Nos seus Estudos sobre
Teatro expõe a sua concepção cénica, baseada na necessidade de estabelecer uma distância
entre o espectador e os personagens, a fim de que o ponto de vista crítico do autor desperte no
espectador uma tomada de consciência. Destaca-se também na poesia, de forte conteúdo social.

Se os tubarões fossem homens
“ Se os tubarões fossem homens, perguntou ao senhor K. a filha de sua
senhoria, eles seriam mais amáveis com os peixinhos? Certamente, disse ele.
Se os tubarões fossem homens, construiriam no mar grandes gaiolas para os
peixes pequenos, com todo tipo de alimento, tanto animal quanto vegetal.
Cuidariam para que as gaiolas tivessem sempre água fresca e tomariam toda
espécie de medidas sanitárias. Se, por exemplo, um peixinho ferisse a
barbatana, lhe fariam imediatamente um curativo, para que não morresse antes
do tempo. Para que os peixinhos não ficassem melancólicos, haveria grandes
festas aquáticas de vez em quando, pois os peixinhos alegres tem melhor
sabor do que os tristes. Naturalmente haveria também escolas nas gaiolas.
Nessas escolas os peixinhos aprenderiam como nadar para a goela dos
tubarões. Precisariam saber geografia, por exemplo, para localizar os
grandes tubarões que vagueiam descansadamente pelo mar. O mais importante
seria, naturalmente, a formação moral dos peixinhos. Eles seriam informados
de que nada existe de mais belo e mais sublime do que um peixinho que se
sacrifica contente, e que todos deveriam crer nos tubarões, sobretudo quando
dissessem que cuidam de sua felicidade futura. Os peixinhos saberiam que
este futuro só estaria assegurado se estudassem docilmente. Acima de tudo,
os peixinhos deveriam voltar toda inclinação baixa, materialista, egoísta e
marxista, e avisar imediatamente os tubarões, se um deles mostrasse tais
tendências. Se os tubarões fossem homens, naturalmente fariam guerras entre
si, para conquistar gaiolas e peixinhos estrangeiros. Nessas guerras eles
fariam lutar os seus peixinhos, e lhes ensinariam que há uma enorme
diferença entre eles e os peixinhos dos outros tubarões. Os peixinhos, iriam
proclamar, são notoriamente mudos, mas silenciam em linguas diferentes, e
por isso não podem se entender. Cada peixinho que na guerra matasse alguns
outros, inimigos, que silenciam em outra língua, seria condecorado com uma
pequena medalha de argaço e receberia um título de herói. Se os tubarões
fossem homens, naturalmente haveria também arte entre eles. Haveria belos
quadros, representando os dentes dos tubarões em cores soberbas, e suas
goelas como jardim que se brinca deliciosamente. Os teatros do fundo do mar
mostrariam valorosos peixinhos nadando com entusiasmo para as gargantas dos
tubarões, e a música seria tão bela, que seus acordes todos os peixinhos,
76
como orquestra na frente, sonhando, embalados, nos pensamentos mais doces,
se precipitariam nas gargantas dos tubarões. Também não faltaria uma
religião, se os tubarões fossem homens. Ela ensinaria que a verdadeira vida
dos peixinhos começa apenas na barriga dos tubarões. Além disso se os
tubarões fossem homens também acabaria a idéia de que os peixinhos são
iguais entre si. Alguns deles se tornariam funcionários e seriam colocados
acima dos outros. Aqueles ligeiramente maiores poderiam inclusive comer os
maiores. Isso seria agradável para os tubarões, pois eles teriam com maior
freqüência, bocados maiores para comer. E os peixinhos maiores detentores de
cargos, cuidariam da ordem entre os peixinhos, tornando-se professores,
oficiais, construtores de gaiolas, etc. Em suma, haveria uma civilização no
mar, se os tubarões fossem homens.”

BRECHT, Bertold. Histórias do Sr. Keuner. São Paulo, Brasiliense, 1982. p. 54-6.






















77
PALAVRÃO - UMA TERAPIA
(POR MILLÔR FERNANDES)

Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos
para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais
fortes e genuínos sentimentos.

É o povo fazendo sua língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que
vingará plenamente um dia. Sem que isso signifique a "vulgarização" do idioma, mas apenas sua
maior aproximação com a gente simples das ruas e dos escritórios, seus sentimentos, suas
emoções, seu jeito, sua índole.

"Pra caralho", por exemplo. Qual expressão traduz melhor a idéia de muita quantidade do
que "Pra caralho?” "Pra caralho" tende ao infinito, é quase uma expressão matemática. A Via-
Láctea tem estrelas pra caralho, o Sol é quente pra caralho, o universo é antigo pra caralho, eu
gosto de cerveja pra caralho, entende?

No gênero do "Pra caralho", mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o
famoso "Nem fodendo!". O "Não, não e não!" e tampouco o nada eficaz e já sem nenhuma
credibilidade "Não, absolutamente não!" substituem.

O "Nem fodendo" é irretorquível, e liquida o assunto. Te libera, com a consciência
tranqüila, para outras atividades de maior interesse em sua vida. Aquele filho pentelho de 17 anos
te atormenta pedindo o carro pra ir surfar no litoral? Não perca tempo nem paciência. Solte logo
um definitivo "Marquinhos, presta atenção, filho querido”, NEM FODENDO!”. O impertinente se
manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a turma numa boa e você fecha os olhos e
volta a curtir o CD do Lupicínio”.

Por sua vez, o "porra nenhuma!" atendeu tão plenamente as situações onde nosso ego
exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo escárnio contra descarados
blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano
profissional.

Como comentar a bravata daquele chefe idiota senão com um "é PhD porra nenhuma!", ou
"ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma!". O "porra nenhuma", como vocês podem ver,
nos provê sensações de incrível bem estar interior. É como se estivéssemos fazendo a tardia e
justa denúncia pública de um canalha. São dessa mesma gênese os clássicos "aspone",
"chepone", “repone" e, mais recentemente, o "prepone" - presidente de porra nenhuma.

Há outros palavrões igualmente clássicos. Pense na sonoridade de um "Puta-que-pariu!",
ou seu correlato "Puta-que-o-pariu!", falados assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba...
Diante de uma notícia irritante qualquer um "puta-que-o-pariu!" dito assim te coloca outra vez em
seu eixo. Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a atitude que lhe
permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça.

E o que dizer de nosso famoso "vai tomar no cu!"? E sua maravilhosa e reforçadora
derivação "vai tomar no olho do seu cu!". Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e
aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta:
"Chega! Vai tomar no olho do seu cu!". Pronto, você retomou as rédeas de sua vida, sua auto-
estima.
Desabotoa a camisa e saia à rua, vento batendo na face,olhar firme, cabeça erguida, um delicioso
sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios.

E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder de definição
do Português Vulgar: "Fodeu!". E sua derivação mais avassaladora ainda: "Fodeu de vez!". Você
conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau
máximo imaginável de ameaçadora complicação? Expressão, inclusive, que uma vez proferida
insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e autodefesa.

78
Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem documentos do carro e sem
carteira de habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você mandando você parar: O que
você fala? "Fodeu de vez!".

Sem contar que o nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à
quantidade de "foda-se!" que ela fala. Existe algo mais libertário do que o conceito do "foda-se!"?
O "foda-se!" aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Me
liberta. “Não quer sair comigo? Então foda-se!".
“Vai querer decidir essa merda sozinho(a) mesmo? Então foda-se!".

O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição Federal.
Liberdade, Igualdade, Fraternidade e Foda-se.















































79
PRODUÇÃO ACADÊMICA DO PROFESSOR
(Área de atuação e orientação de trabalhos acadêmicos)
TESES E DISSERTAÇÕES

IZOLA, D. T. (1997). Análise da oscilação lateral de foguetes balísticos através do método de
oscilação livre. São Carlos. 185p. Dissertação (Mestrado) – Escola de Engenharia de São Carlos,
Universidade de São Paulo.

IZOLA, D. T. (2003). Investigação de desempenho em aeróstatos de alta performance com
propulsão de cauda. Escola de Engenharia de São Carlos – EESC-USP. Tese (Doutorado)/ no
prelo/

TRABALHOS PUBLICADOS EM REVISTA INTERNACIONAL

IZOLA, D. T.; TAVARES, L. N.; CROCE, J. A. G.; CHAHADE, W. H. (2001). Sound measurement
for the qualification and quantification of crepitus in knee osteorthritis (oa), compared with
other conventional methods. In: CONGRESS OF THE INTERNATIONAL LEAGUE OF
ASSOCIATIONS FOR RHEUMATOLOGY, 20., Edmonton, Alberta, Canada, 2001.
Abstracts. Edmonton, Alberta, Canada. Journal of Rheumatology. suplement 63, v.28, p.33.

IZOLA, D. T.; CROCE, J. A.; CATALANO, F. M. (1999). Infomación Tecnológica: Equipo para el
análisis de la oscilación lateral de aeronaves, Revista Internacional CIT, La Serena – Chile.
1999.

IZOLA, D. T.; PICOLLO, P.; CATALANO, F. M. (1998). Automação e Instrumentação:
Aerofotografias de baixo custo como instrumento de monitoramento ambiental. Revista
Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental, v.2, n2, p. 119-246, maio-ago.

CONGRESSOS INTERNACIONAIS

IZOLA, D.T. ; CATALANO, F. M. (1999). Study groups and project groups as an intrument in the
teaching of research and udergraduate students. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE
ENGENHARIA MECANICA,15., Águas de Lindóia, 1999. Abstracts. Águas de Lindóia,
EVENTUS.v.1, p.50.

IZOLA, D.T. ; CATALANO, F. M. (1999). Ocillation analysis of ballistics rockets by using free
ocillation. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE ENGENHARIA MECANICA,15., Águas de
Lindóia, 1999. Abstracts. Águas de Lindóia, EVENTUS.v.1, p.73.

IZOLA, D.T; CATALANO, F. M. (1998). Equipamento para Analise da oscilação lateral de
aeronaves. In: CONGRESSO CHILENO DE INGENIERÍA MECÁNICA, 8., Universid de
Concepción, 1998. Anais. Concepción, ACTAS. v.1 p. 985-989.

IZOLA, D.T. ; CATALANO, F. M. (1998). Medida de coeficiente de arrasto de foguetes balísticos
com balança aerodinâmica. In: CONGRESSO CHILENO DE INGENIERÍA MECÁNICA, 8.,
Universid de Concepción, 1998. Anais. Concepción, ACTAS. v.1 p. 1039-1043.

IZOLA, D. T.; PICCOLO, P. R.; CATALANO, F. M. (1998). Fotografias aéreas de baixo custo
como instrumento necessário ao ensino e a pesquisa. In: JORNADA DE EDUCAÇÃO EM
SENSORIAMENTO REMOTO NO AMBITO DO MERCOSUL, 01., . Balneário Camburiú,
Anais. Balneário Camburiú, INPE-CRI. v.1 p.109-112.

IZOLA, D. T.; CATALANO, F. M. (1998) Fotos aéreas de múltiplas escalas em único eixo. In:
CONGRESSO E EXPOSIÇÕES INTERNACIONAIS DE TECNOLOGIA DA MOBILIDADE -
SAE BRASIL, 7., São Paulo. 1998. Anais. São Paulo, SAE International, v. P 982918 .
80
IZOLA, D. T.; CROCE, J. A.; CATALANO, F. M. (1997). Determinação da margem estatística de
foguetes balísticos através da comparação entre CG e CA. In: CONGRESSO
IBEROAMERICANO DE INGENIERÍA MECÁNICA, 3., Facultad de Ingeniería Mecánica
Instituto Superior Politécnico José Antonio Echeverría. Anais. La Habana, Cuba. 1998.
CIDIM, v. 1.

IZOLA, D. T.; CATALANO, F. M. (1997). Método de oscilação livre para análise de perturbação
lateral de um foguete em vôo balístico. In: CONGRESSO IBEROAMERICANO DE
INGENIERÍA MECÁNICA, 3., Facultad de Ingeniería Mecánica Instituto Superior Politécnico
José Antonio Echeverría. Anais. La Habana, Cuba. 1997. CIDIM, v. 1.

IZOLA, D. T.; CATALANO, F. M. (1997). Levantamento aérofotogramétrico com foguete
monoestágio e monopropelente de combustível sólido. In: CONGRESSO
IBEROAMERICANO DE INGENIERÍA MECÁNICA, 3., Facultad de Ingeniería Mecánica
Instituto Superior Politécnico José Antonio Echeverría. Anais. La Habana, Cuba. 1997.
CIDIM, v. 1.

IZOLA, D. T. (1994). Lançamento de micro-sonda com câmera fotográfica para análise do solo. In:
SIMPÓSIO BRASILEIRO DE TECNOLOGIA AEROESPACIAL - BSAT, 2., São Jose dos
Campos. Resumo dos Trabalhos. São Jose dos Campos, 1994. ITA. v. 1 p. 181-183.

CONGRESSOS NACIONAIS
IZOLA, D. T.; BOSSO, T. F.; SANDRONI, N. C.; MONTEFUSCO, P. F.; PEREZ, F.; PREVIS, J.;
MARIA, V. P. (2002). Monitoramento de veículos automotores pôr intermédio de sistema de
aquisição de dados. In: SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA, 4., São
Paulo. FATEC-SP. Anais. São Paulo, 2002. FATEC-SP. v.1 p.16.
IZOLA, D. T.; BERNARDES, L. H. C.; OIKAWA, R. A. (2002). Biometria aplicada ao controle de
acesso física. In: : SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA, 4., São
Paulo. FATEC-SP. Anais. São Paulo, 2002. FATEC-SP. v.1 p.17.

IZOLA, D. T.; LIMA, J. R.; GREGUI, R. G.; BERTELLI, P.; COMIN, U. (1999). Sistema de
recuperação de água utilizada em lava rápidos. In: ENCONTRO DE INICIAÇÃO
CIENTÍFICA – ENIC 99, 3., Universidade Cruzeira do Sul. Caderno de Resumos. São Paulo,
1999. UNICSUL.v.1 p.71.

IZOLA, D. T.; SANTOS, D. S.; FIGUEIREDO, F. M.; BUENO, M.; LEMES, R.C.; RODRIGUES,
S.R. (1999). Desenvolvimento de uma rampa de lançamento posicionadora para foguetes
balísticos em função da direção e velocidade do vento. In: ENCONTRO DE INICIAÇÃO
CIENTÍFICA – ENIC 99, 3., Universidade Cruzeira do Sul. Caderno de Resumos. São Paulo,
1999. UNICSUL.v.1 p..96-97.

IZOLA, D. T.; BUSCARIOLO, P. D.; RODRIGUES, R. S.; GONSALVES, S. A.; LIMA, J.R. (1999).
Projeto e construção de um medidor de empuxo para motor foguete utilizando o método da
extensometria (strain gage) . In: ENCONTRO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA – ENIC 99, 3.,
Universidade Cruzeira do Sul. Caderno de Resumos. São Paulo, 1999. UNICSUL.v.1 p.98.

IZOLA, D. T. (1999). Medidor de empuxo para motor foguete de combustível sólido utilizando
célula de carga e sistema de aquisição de dados. In: REUNIÃO ANUAL SBPC PUCRC,
51., Porto Alegre, Anais. (Comunicações). Porto Alegre, 1999. EPECE. v.1 p.73.

IZOLA, D. T.; BUENO, M.; RODRIGUES, R. S.; SANTOS, D. S.; FIGUEIREDO, F. M.; LEME, R.
C. (1999). Desenvolvimento de uma rampa de lançamento posicionadora para foguetes
balísticos em função da direção e velocidade do vento. In: REUNIÃO ANUAL SBPC
PUCRC, 51., Porto Alegre, Anais. (Comunicações). Porto Alegre, 1999. EPECE. v.1 p.96.


81
IZOLA, D. T.; GONÇALVES, S. A.; NETO, J.M.; BUENO, M. (1999). Desenvolvimento de um
equipamento para reutilização de óleo lubrificante. In: ENCONTRO DE INICIAÇÃO
CIENTÍFICA – ENIC 99, 3., Universidade Cruzeira do Sul. Caderno de Resumos. São Paulo,
1999. UNICSUL.v.1 p.99.

IZOLA, D. T.; RAYMUNDO, A. A. C.; HOUSSAMI, S.; LEME, R. C.; RAW, M.; SANTOS, M. C.;
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aeronave de decolagem vertical. In: SICUSP – SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DA
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - ENGENHARIAS E EXATAS, 6., Universidade de São
Paulo. Cadernos de Resumos. São Carlos, 1998. TAMMARO EDITORIAL LTDA. v.2 p.387.

IZOLA, D. T.; PEREIRA, N. C.; GONÇALVES, S. A.; GREQUI, R. G.; FIGUEIREDO, F. M. (1998)
Estudo da velocidade de ejeção e pressão de combustão de um motor foguete
monopropelente utilizando medidor de empuxo. In: SICUSP – SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO
CIENTÍFICA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - ENGENHARIAS E EXATAS, 6.,
Universidade de São Paulo. Cadernos de Resumos. São Carlos, 1998. TAMMARO
EDITORIAL LTDA. v.2 p.387.

IZOLA, D. T.; BUENO, M.; SILVA, U. C.; SITTON, E.; GOGONI, A. O. (1998). Experimento de
visualização com fumaça em uma aleta de foguete do tipo delta. In: SICUSP – SIMPÓSIO
DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - ENGENHARIAS E
EXATAS, 6., Universidade de São Paulo. Cadernos de Resumos. São Carlos, 1998.
TAMMARO EDITORIAL LTDA. v.2 p.388.

IZOLA, D. T.; MENDES, F. F.; FIGUEIREDO, F. M.; SANTOS, D. S.; RODRIGUES, R. S. (1998).
Ensaio hidrodinâmico de ogivas para foguetes balísticos. In: SICUSP – SIMPÓSIO DE
INICIAÇÃO CIENTÍFICA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - ENGENHARIAS E
EXATAS, 6., Universidade de São Paulo. Cadernos de Resumos. São Carlos, 1998.
TAMMARO EDITORIAL LTDA. v.2 p.388.

IZOLA, D. T.; BERTELLI, P.; GOGONI, A. O. (1998). Sistema para recuperação de água utilizada
em lava-rápidos. . In: SICUSP – SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DA
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - ENGENHARIAS E EXATAS, 6., Universidade de São
Paulo. Cadernos de Resumos. São Carlos, 1998. TAMMARO EDITORIAL LTDA. v.2 p.509.

IZOLA, D. T.; BUENO, M.; GONSALVES, S. A.; MACCARI, J. (1998). Sistema para recuperação
de Óleo queimado . In: SICUSP – SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DA
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - ENGENHARIAS E EXATAS, 6., Universidade de São
Paulo. Cadernos de Resumos. São Carlos, 1998. TAMMARO EDITORIAL LTDA. v.2 p.509.

IZOLA, D. T.; ANDRADE, G.F.; DIAS, P. R. (1997). Determinação teórica do alcance do foguete X-
40. In: SICUSP – SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DA UNIVERSIDADE DE SÃO
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Resumos. São Paulo, 1997. IBRAPHEL GRAFICA E EDITORA.v. 2 p.274 .

IZOLA, D. T.; FERREIRA, G. A. (1997). Determinação teórica da pressão de combustão, empuxo
e velocidade de ejeção do combustível sólido, caso tipo arkas. In: SICUSP – SIMPÓSIO DE
INICIAÇÃO CIENTÍFICA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - ENGENHARIAS E
EXATAS, 5., Universidade de São Paulo. Cadernos de Resumos. São Paulo, 1997.
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IZOLA, D. T.; BRAZ, A. J.; SOUZA, D. D.; DIAS, P. R. (1997). Experimentos de visualização
aerodinâmica com ogivas de foguetes utilizando túnel de fumaça. In: SICUSP – SIMPÓSIO
DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - ENGENHARIAS E
EXATAS, 5., Universidade de São Paulo. Cadernos de Resumos. São Paulo, 1997.
IBRAPHEL GRAFICA E EDITORA.v. 2 p.275 .



82
IZOLA, D. T.; VOEROES, J. E. I.; BERTELLI, P. S. S. (1997). Projeto e construção do
equipamento medidor pôr pêndulo para determinação de empuxo de motores foguetes. In:
SICUSP – SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO -
ENGENHARIAS E EXATAS, 5., Universidade de São Paulo. Cadernos de Resumos. São
Paulo, 1997. IBRAPHEL GRAFICA E EDITORA.v. 2 p.295 .

IZOLA, D. T.; SILVA, M. R.; BERTELLI, P. S. S. (1997). Determinação da pressão limite de tubo
para motor foguete através de teste hidrostático. In: SICUSP – SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO
CIENTÍFICA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - ENGENHARIAS E EXATAS, 5.,
Universidade de São Paulo. Cadernos de Resumos. São Paulo, 1997. IBRAPHEL GRAFICA
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IZOLA, D. T.; PASSARINI, G. R.. (1997). Teste de tração para determinação da pressão limite do
tubo do motor foguete. In: SICUSP – SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DA
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - ENGENHARIAS E EXATAS, 5., Universidade de São
Paulo. Cadernos de Resumos. São Paulo, 1997. IBRAPHEL GRAFICA E EDITORA.v. 2
p.296.

IZOLA, D. T.; PASSARINI, G. R.; MENDES, F. F.; BUENO, M.; ROGÉRIO, P. (1997). Projeto e
construção de um túnel para ensaios com fluídos. In: SICUSP – SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO
CIENTÍFICA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - ENGENHARIAS E EXATAS, 5.,
Universidade de São Paulo. Cadernos de Resumos. São Paulo, 1997. IBRAPHEL GRAFICA
E EDITORA.v. 2 p.296.

IZOLA, D. T.; BUENO, M. (1997). Projeto, construção e cálculo da combustão do pulso jato. In:
SICUSP – SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO -
ENGENHARIAS E EXATAS, 5., Universidade de São Paulo. Cadernos de Resumos. São
Paulo, 1997. IBRAPHEL GRAFICA E EDITORA.v. 2 p.297.

IZOLA, D. T. (1994). Lançamento de micro-sonda com câmera fotográfica para análise do solo. In:
REUNIÃO ANUAL SBPC UNIVERSIDADE FEDERALL DO ESPIRITO SANTO, 46., Vitória.
Anais (Comunicações). Vitória, 1994. SPIGE. v.1 p.108.

IZOLA, D. T. (1994). Combate às chuvas de granizo com foguetes anti-granizante. In: REUNIÃO
ANUAL SBPC UNIVERSIDADE FEDERALL DO ESPIRITO SANTO, 46., Vitória. Anais
(Comunicações). Vitória, 1994. SPIGE. v.1 p.109.

IZOLA, D. T.; BULBA, E. A. (1993). Lançamento de micro-sonda com câmera fotográfica para
análise do solo. In: V CONGRESSO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA - UNESP, 4., Bauru.
Caderno de Resumos. Bauru, 1993. UNESP. v.1 p.66.

PUBLICAÇÕES (Livros e Manuais)
LIVROS
IZOLA, D. T. (1997). Ninho das Águias – Academia da Força Aérea. São Paulo, Abaeté.

IZOLA, D. T. (1997). Para quem vive com a cabeça no mundo da lua. São Paulo, Abaeté

IZOLA, D. T. (1994). História dos Foguetes no Brasil – Instituto Militar de Engenharia .São Paulo,
FATEC-SP / FAT.

MANUAIS
IZOLA, D. T. (1994). Pulso-Jato Projeto e Construção. São Paulo, FATEC-SP.

IZOLA, D. T. (1996). Foguete para 2000 metros. São Paulo, FATEC-SP
83
IZOLA, D. T. (1996). Estato-Jato Projeto e Construção. São Paulo, FATEC-SP.

IZOLA, D. T. (1995). Micro Sonda para Baixa Atmosfera. São Paulo, FATEC-SP.

IZOLA, D. T. (1994). Foto Aérea com Foguetes de Pequeno Porte. São Paulo, FATEC-SP.

IZOLA, D. T. (1993). Métodos de Cálculos para Mini-Foguetes. São Paulo, FATEC-SP.

IZOLA, D. T. (1989). Técnicas de Construção de Mini-Foguetes. São Paulo, ITO-SP.

IZOLA, D. T. (1986). Software para Previsão do Tempo. Belo Horizonte, INETEC-MG.

ORIENTAÇÃO DE TRABALHOS
Monitoramento de veículos automotores pôr intermédio de sistema de aquisição de dados –
FATEC-ZL – 2002.

Biometria aplicada ao controle de acesso físico – FATEC-ZL – 2002.

Desenvolvimento de uma Aeronave VTOL – FATEC-SP –1998.

Sistema para reutilização de óleo queimado – FATEC-SP – 1998.

Sistema para recuperação de água – FATEC-SP – 1998.

Motor Ducted Fan – FATEC-SP – 1998.

Pulso-Jato Modelamento de pressão de combustão – FATEC-SP – 1997.

Projeto e Construção de um túnel de fumaça – FATEC-SP – 1997.

Projeto e Construção de um túnel de água - FATEC-SP – 1997.

Determinação de Velocidade de Ejeção de um Combustível Sólido através de calculo
Estequiométrico – FATEC-SP – 1997.

Medidor de Empuxo para foguetes de combustível sólido – FATEC-SP – 1997.

Teste Hidrostático para determinação da pressão limite em tubos FATEC-SP – 1996.

Motor Estato-Jato - FATEC-SP – 1996.

84
PATENTE DE INVENÇÃO

NÚCLEO DE PESQUISA E DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO - FATEC-ZL, IZOLA, D. T.;
APARÍCIO, L. F. J.; GAVINO, F.; PERREJIL, N.; MATAR, F. C. (2003). Cápsula aérea lançada por
canhão de ar comprimido para filmagem e sensoriamento remoto. INPI-SP PI0300405-8.

IZOLA, D. T. (1993). Foto Aérea com Foguetes. INPI-SP PI9400896-5.

IZOLA, D. T. (1994). Sistema para reutilização de água. INPI-SP Provisório 002614.

IZOLA, D. T. (1994). Obtenção de aerofoto com foguete balístico. INPI-SP Provisório 002891.


2
INTRODUÇÃO

A abordagem científica é um instrumento de divulgação e debate científico utilizado pela comunidade acadêmica, onde os objetos de estudos são inclusive discutidos com outros pesquisadores que trabalham com o mesmo tema. O veículo de comunicação são os Congressos científicos divididos por área de atuação. Os trabalhos são apresentados em forma de Artigos Científicos, Patentes, Projetos de Pesquisa, Manuais, Livros, Dissertações e Teses. Estes documentos são elaborados segundo normas da ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. Esta apostila, não tem como objetivo substituir publicações voltadas para a Metodologia Científica, e sim auxiliar na elaboração de documentos. Alguns artigos são de publicação livre, e estão disponíveis na Internet.

3
ÍNDICE

METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA ................................................... 4 Ementa: .............................................................................................................................................. 4 PROGRAMA (18 Semanas) ............................................................................................................... 5 A NECESSIDADE DO CONHECIMENTO ......................................................................................... 7 Conceito de Pesquisa Científica ........................................................................................................ 7 Correlação entre Conhecimento Popular e Conhecimento Científico ............................................... 7 Característica do Conhecimento Popular .......................................................................................... 7 Conhecimento Científico .................................................................................................................... 8 Quatro Tipos de Conhecimento ......................................................................................................... 8 Ciência ................................................................................................................................................ 8 A Pesquisa Científica ......................................................................................................................... 8 Pesquisa Pura, Básica ou Teórica ..................................................................................................... 8 Pesquisa Aplicada ou Prática............................................................................................................. 8 Pesquisa Bibliográfica ........................................................................................................................ 9 Pesquisa de Campo ........................................................................................................................... 9 Espécie de pesquisa científica ........................................................................................................... 9 Tendências e Preferências Pessoais ................................................................................................. 9 APTIDÃO ............................................................................................................................................ 9 TEMPO ............................................................................................................................................... 9 CIÊNCIAS AUXILIARES DA PESQUISA CIENTÍFICA.................................................................... 10 PROJETO DE PESQUISA ............................................................................................................... 12 Elaboração de um projeto de pesquisa ............................................................................................ 15 Estrutura do Projeto de Pesquisa..................................................................................................... 16 SÍNTESE DE ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DE UM PROJETO DE PESQUISA ..................... 16 Elaboração de Resumo: Dissertação, Artigo e Tese. ...................................................................... 19 CITAÇÕES ....................................................................................................................................... 19 CONSTRUÇÃO DE REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................................................ 21 BIBLIOGRAFIA - Métodos e Técnicas de Pesquisa ........................................................................ 25 GRUPOS DE ESTUDOS E PROJETOS COMO INSTRUMENTO AO ENSINO E À PESQUISA COM ALUNOS DE GRADUAÇÃO ................................................................................................... 31 PATENTE DE INVENÇÃO ............................................................................................................... 36 Vocábulos sobre métodos e técnicas de pesquisa .......................................................................... 39 Bibliografia complementar sugerida pelo professor ......................................................................... 46 BIBLIOGRAFIA SUGERIDA (comentada) ....................................................................................... 48 APÊNDICE A – Exemplos de artigos científicos .............................................................................. 50 EQUIPO PARA EL ANÁLISIS DE LA OSCILACIÓN LATERAL DE AERONAVES ........................ 50 APENDICE B – Exemplo de Projeto de Pesquisa (Comentado) ..................................................... 68 PROPOSTA DE PROJETO ............................................................................................................. 68 APENDICE C – Exemplo de Patente ............................................................................................... 70 Apêndice D – Textos ........................................................................................................................ 74 Bertold Brecht ................................................................................................................................... 75 PALAVRÃO - UMA TERAPIA .......................................................................................................... 77 PRODUÇÃO ACADÊMICA DO PROFESSOR ................................................................................ 79

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METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA

Ementa: O papel da Ciência e da Tecnologia; Tipos de Conhecimento; Método e Técnica; O Processo de Leitura de e de Análise Textual; Citações e Bibliografias; Trabalhos Acadêmicos, Tipos, Características e Composição Estrutural; O Projeto de Pesquisa Experimental Qualitativa e Quantitativa; Apresentação Gráfica; Normas da ABNT.

Objetivos. Desenvolver um conteúdo de conhecimentos abrangendo os elementos de Metodologia da Pesquisa de Maneira a permitir ao aluno elaborar projeto de pesquisa, bem como trabalhos científicos e tecnológicos.

Bibliografia a. - SEVERINO, A. J., Metodologia do Trabalho Científico, 20 Ed. São Paulo, Cortez, 1996. - VARGAS, M., Metodologia da Pesquisa Tecnológica, Globo, Rio de Janeiro, 1995. - RAMPAZZO, L, Metodologia Científica, Siciliano, São Paulo. 1998.

Metas (EXTRACURRICULARES) Implementar atividades extracurriculares: - Iniciação Científica; - Consultorias; - Produção acadêmica; - Prestação de serviço; - Laboratório de Prototipagem.

SEMANAS AVALIAÇÃO 18

Metodologia da Pesquisa Científica e Tecnológica CARGA HORÁRIA DISTRIBUIÇÃO DAS AULAS X AULAS/SM = TOTAL = TEÓRICAS + PRÁTICAS + 2 36 8 8 2

3. ARTIGO CIENTÍFICO. Orientação para elaboração do artigo final. (Sala de Aula). (Sala de Aula). 9. AULA PRÁTICA. Introdução científica e acadêmica. 6. Apresentação dos trabalhos na forma de Congressos Científicos. PROJETO DE PESQUISA. Entrega em uma semana. Origem do Universo e a Origem da Vida. PROJETOR DE SLIDES. (Sala de Aula). Apresentação da Patente pelo grupo de trabalho com objetivo de aplicação da idéia ou nova tecnologia. A ciência e suas descobertas. Objetivo. 17. 5. PROVA SEMESTRAL. 2. O exame consta de prova dissertativa e argüição oral (1 hora). Citações bibliográficas. AULA TRABALHO. (Sala de Aula). Apresentação de transparências. Prova dissertativa. Dúvidas dos Grupos para a apresentação dos seminários. A avaliação da disciplina é realizada sem a presença do professor em sala de aula. 14. RETROPROJETOR. Apresentação dos trabalhos na forma de Congressos Científicos. INTRODUÇÃO AO CURSO. PATENTE DE INVENÇÃO. EXAME. 7. 16. 13. 18. Trabalho em Grupo com artigo de formatação simplificada. . Normas e Técnicas. (Sala de aula). Elaboração de projeto de pesquisa (Entrega em uma semana). Ensaio de dispersão da o informação com objetivo de se gerar dados para o 1 artigo científico do grupo de trabalho. 11. sugestão de temas dos grupos de trabalho. AULA PRÁTICA. (Sala de Aula). Revisão da Patente pelos grupos de trabalho. SEMINÁRIOS. 1 hora de duração. (Sala de Aula). AUDITÓRIO. 15. Apresentação em slides de atividades de Iniciação Científica e história tecnológica da conquista do espaço no mundo e no Brasil. (Sala de Aula). Revisão do artigo científico na forma final. Normas e técnicas do INPI para elaboração de pedidos de privilégios e registro intelectual. (Sala de Aula). APRESENTAÇÃO DE PATENTE. Busca nos sistemas de dados públicos. Divisão dos temas para o desenvolvimento de um artigo científico escrito para apresentação em seminários. AUDITÓRIO. (Sala de Aula). (Sala de Aula). Elaboração de uma patente simplificada (Entrega em uma semana). Formatação. (Entrega em duas semanas). 8. AULA TRABALHO. DEBATE EM GRUPOS. Episódio I e II. AUDITÓRIO. Série Cosmos. 12. Visão científica e popular. NPDT. plano de ensino. ARTIGO FORMA FINAL. DIVISÃO DOS GRUPOS DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA. metas curriculares e extracurriculares. Revisão do Artigo Proposto (Dispersão da Informação). Conhecimento vulgar e conhecimento científico. (Sala de Aula). DÚVIDAS DOS SEMINÁRIOS E ARTIGO FORMA FINAL. normas para ingresso no Núcleo de Pesquisas e Desenvolvimento Tecnológico.5 PROGRAMA (18 Semanas) 1. nota no mesmo dia. 10. GRUPOS DE PESQUISA. REVISÃO DA PATENTE. (Sala de Aula). Nota final. Apresentação do professor. EXPERIÊNCIA PRÁTICA. 4. (Sala de Aula). (Sala de Aula). VÍDEO. Normas e técnicas para elaboração de projetos de pesquisa segundo as principais agências de fomento do Brasil. AVALIAÇÃO DA DISCIPLINA E DO PROFESSOR. SEMINÁRIOS. NORMAS PARA APRESENTAÇÃO DE SEMINÁRIOS.

0 ) Aprovado no exame. N >= 5.0 (100%) N >= 7. Trabalhos práticos.0 Prova – 2.0 < 7. e aulas trabalho. Vídeos.0 .0 o 2 Artigo – 1. N < 5. aulas práticas.0 Presença – 2. Seminários.Exame (N > = 5.0 Seminários – 2. o . Palestras.6 METODOLOGIA Aulas expositivas.0 – Reprovado.0 Patente – 1.0 Projeto de Pesquisa – 1.0 – Aprovado. CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO 1 Artigo – 1. Debates em grupo.

Este homem pode. Neste momento nós dispomos de duas categorias de informações na formação deste conhecimento: O Conhecimento Popular (vulgar e empírico) e o Conhecimento Científico. latu sensu. “porque todo mundo o diz”. às vezes denominado senso comum. pode-se dizer que o conhecimento vulgar ou popular. Dissertação de Mestrado. apesar de sua aspiração à racionalidade e objetividade. na segunda metade do século XVII. nem por isso. “porque o senti”. possuir um conhecimento obtido por modo racional por transmissão e treinamento apropriado conduzido pela ciência. etc. Este agricultor sabe que o cultivo do mesmo tipo. o conhecimento popular caracteriza-se por ser predominantemente: Superficial. estados de ânimo e emoções da vida diária. É bem evidente que conhecimento. pois seu plantio evitava o desperdício de se deixar a terra em repouso: seu cultivo “revitalizava” o solo. sua composição. que se adquire no trato direto com as coisas e os seres humanos: é o saber que preenche nossa vida diária e que se possui sem o haver procurado ou estudado. Para que isso corra. Correlação entre Conhecimento Popular e Conhecimento Científico O conhecimento vulgar ou popular. ainda. corrente e espontâneo de conhecer. é o modo comum. No início da Revolução Agrícola não se prende ao aparecimento. através da experiência pessoal ou de conhecimento internalizado pela educação formal. 1957:21). estas ações podem estar baseadas em conhecimentos aprendidos por imitação. uma comunidade ou as relações entre chefes e subordinados – pode ser matéria de observação tanto para o cientista e outro ao vulgar ou popular é a forma de observação. patenteia-se dois aspectos: a) a ciência não é o único caminho de acesso ao conhecimento e à verdade.7 A NECESSIDADE DO CONHECIMENTO Conceito de Pesquisa Científica A elaboração de um trabalho científico. sabe a época de plantar. um mineral. enxadas e outros tipos de maquinaria.) exige do pesquisador iniciante um trabalho intenso. Seu objeto deve ser perfeitamente definido de forma que possa ser reconhecível e identificável por todos. tendo em vista a sua continuidade. Ainda no período feudal começou-se a cultivar duas faixas de terra e deixar uma terceira para alternar a produção e conseqüentemente não ocorrer a exaustão do solo. A pesquisa é classificada como científica quando satisfaz a determinadas condições. da cultura do nabo e do trevo. . fornecendo elementos que permitam a verificação e a contestação das hipóteses apresentadas. Sensitivo. de melhores arados. no século XVIII. deve ser irrigada. de colher. Para Ander-Egg (1978:13-4). mas à introdução. isto é. com aquilo que se pode comprovar simplesmente estando junto das coisas: expressa-se por frases como “porque o vi”. “porque o disseram”. passando-se a cultivar diferentes tipos de plantações para se evitar tal procedimento. O estudo deve acrescentar algo ao que já se sabe sobre o assunto e ser útil como fonte de pesquisa. transmitida por antecessores. todos os anos viria a exaurir o solo. só consegue atingir essa condição de forma muito limitada. b) Um mesmo objeto ou fenômeno – uma planta. que mais se assemelha a uma garimpagem intelectual denomina-se pesquisa. Essa busca. científico. em geral. não se distingue do conhecimento científico nem pela veracidade nem pela natureza do objeto conhecido: o que os diferencia é a forma. conforma-se com a aparência. o modo ou o método e os instrumentos do “conhecer”. O camponês tem um conhecimento apropriado das plantas que cultiva. etc. pela tradição. referente a vivências. O conhecimento científico tende a aperfeiçoar e mudar. diante de novas descobertas. é necessário ir mais além: conhecer a natureza dos vegetais. Dessa forma. Saber que determinada planta necessita de uma grande quantidade “X” de água e que. se não a receber de forma “natural”. sem a aplicação de um método e sem se haver refletido sobre algo” (Babini. Tendo em vista a busca de uma ou mais resposta ao problema proposto. conceitos anteriores tidos como verdadeiros. seu ciclo de desenvolvimento e as particularidades que distinguem uma espécie de outra. Característica do Conhecimento Popular “Se o „bom senso‟. permitindo o uso constante. ou seja. TCC. pode ser um conhecimento verdadeiro e comprovável mas. definido monografia ou outro tipo de trabalho (Tese. pode ser obtido de várias maneiras.

pesquisar. verificável e. A qualidade do cientista está em ser competente formalmente. O Método. Mário Bunge vai mais adiante e diz que “o conhecimento é racional. intervir. mas contribui para o avanço do conhecimento da teoria estudada. Assistemático. falível”. nem na forma de adquiri-las nem na tentativa de validá-las. pois. sua maneira de conceber a realidade. Diferenciase da Filosofia da Ciência. É certamente um modelo que se alcança pela pesquisa. sistematizar. Exemplo: A Origem do Universo Pesquisa Aplicada ou Prática A pesquisa classifica-se como aplicada ou prática quando é desenvolvida tendo-se em vista sua utilização. Exemplo: Ao pisar na lua em 2 de julho de 1969. pois esta “organização” das experiências não visa a uma sistematização das idéias. b) solucionar problemas. por conseguinte. que trata descritivamente e especulativamente do conhecimento. Básica ou Teórica Conforme o seu objetivo. Conhecimento Científico Goode e Hatt indicam: “é a acumulação de conhecimentos sistemáticos”. sistemático. tanto os que adquire por vivência própria quanto os “por ouvir dizer”. aumentouse o nosso conhecimento sobre o nosso satélite. . Metodologia É o estudo científico dos meios de obter o conhecimento humano. a ciência visa aumentar o conhecimento ou melhorar a compreensão acerca dos fenômenos já conhecidos. teorizar sem. A verdade científica de hoje pode ser superada diante de novas descobertas. de teor formal. Em termos globais. c) desenvolver de modo mais efetivo os procedimentos de responder as questões e de solucionar problemas. A Pesquisa Científica Pesquisa científica é a realização concreta de uma investigação planejada. Pesquisa Pura. Qualidade Formal A ciência caracteriza-se por ser instrumentação técnica. Conclui-se que a ciência é todo um conjunto de atitudes e de atividades racionais. verdadeiros ou não. capaz de ser submetido à verificação. a pretensão de que esses conhecimentos o sejam não se manifesta sempre de uma forma crítica. básica ou teórica quando não tem por finalidade a utilização prática. com visitas e dominar a realidade. Quatro Tipos de Conhecimento Conhecimento Popular Valorativo Reflexivo Assistemático Verificável Falível Inexato Conhecimento Científico Real (factual) Contingente Sistemático Verificável Falível Aproximadamente Exato Conhecimento Filosófico Valorativo Racional Sistemático Não Verificável Infalível Exato Ciência A ciência é uma forma de proceder que se renova para: a) responder questionamentos. exato. Acrítivo. desenvolvida e redigida de acordo com as normas da metodologia consagradas pela ciência. a pesquisa é pura. pois é o próprio sujeito que organiza suas experiências e conhecimentos.8 Subjetivo. tomar posição no sentido de comprovar seu ponto de vista. influenciar. contudo. O papel do cientista é estudar. dirigido ao sistemático conhecimento com objetivo limitado.

sobre os trabalhos já realizados a respeito e sobre as opiniões reinantes. os de caráter filosóficos exigem capacidade ou aptidão para a abstração. . TEMPO Antes do problema da escolha do assunto é importante considerar o tempo disponível e o tempo necessário para levar a bom termo esta ou aquela pesquisa. preferencialmente. com a finalidade de coletar dados que lhe permitam responder ao problema. experiências ou vivência na área em que se situa o assunto. QUALIFICAÇÃO DO PESQUISADOR E CRITÉRIOS PARA ESCOLHA DO ASSUNTO Tendências e Preferências Pessoais O pesquisador deve escolher um assunto correspondente ao seu gosto pessoal. Tal estudo nos informará sobre a situação atual do problema. ampliar generalização. Ex: assuntos de caráter agronômicos exigentes aptidão ou capacidade agronômica. Neste caso. ou aprimorar a definição de um conceito ambíguo. que sejam. Todo e qualquer trabalho científico inicia-se numa pesquisa bibliográfica. É bem verdade que o entusiasmo e a aptidão multiplicam a eficácia do trabalho. que permite ao pesquisador conhecer o que já se estudou sobre o assunto. ao promover o aprofundamento sobre o tema relevante pelo seu conteúdo e pela sua atualidade. empenho e perseverança no sentido de vencer os obstáculos. RELEVÂNCIA DA PESQUISA O estudante imbuído do espírito científico não cede à tentação. APTIDÃO Não basta gostar do assunto. registros impressos. de acordo com a natureza da pesquisa cumpre determinar as técnicas de registro desses dados e as técnicas de sua análise posterior. mas. ao comodismo. aptidão significa formação cultural adequada ou específica. procura assuntos cujo estudo e o aprofundamento possa trazer à contribuição efetiva para o próprio amadurecimento cultural. o ponto de partida para ambas é o levantamento bibliográfico de tudo que já foi pesquisado a respeito do assunto. documentos. ser capaz de desenvolver o objeto de estudo. a mediocridade de escolher assuntos pela sua aparente facilidade. revistas. Espécie de pesquisa científica Pesquisa teórica: tem por finalidade estruturar sistemas e modelos teóricos. Após a pesquisa bibliográfica prévia. auxiliará no estabelecimento das variáveis e na própria elaboração do plano geral de pesquisa. etc. e alguma contribuição objetivo ao esclarecer melhor o problema. periódicos. não se pode optar por uma assunto que exige muito mais tempo de pesquisa do que dispõe o pesquisador. a pesquisa é denominada de campo. ao contrário. Pesquisa bibliográfica. é preciso aptidão. Considerando o exemplo da pesquisa pura e o da aplicada.9 Exemplo: A busca de uma vacina contra a AIDS. Pesquisa de Campo Se o pesquisador executa seu trabalho valendo-se de questionários aplicados ao objeto de seu estudo. ao corrigir uma falsa interpretação. permitirá o estabelecimento de um modelo teórico inicial de preferência. etc. enfim. na sua área de atuação. Pesquisa Bibliográfica A pesquisa é bibliográfica quando o pesquisador utiliza-se de livros. Deve ter entusiasmo e dedicação. Pesquisa laboratorial: efetuada em laboratórios nas suas mais diversas e complexas formas. Fases da Pesquisa de Campo Inicialmente devemos realizar uma pesquisa bibliográfica sobre o assunto em questão.

excluindo. sobretudo a comunicação humana. sempre mais abundante que os esquemas de captação. portanto se refere à arte de interpretar textos e. Não cabe a sociologia dizer como a sociedade deve ser. Podemos afirmar que a Hermenêutica é a metodologia da interpretação. que é um ato de concentração. de como um fenômeno se apresenta para chegar a sua raiz. cuja regra somente a Hermenêutica pode restabelecer. Há na comunicação sentidos ocultos. mas explicar como é. juízo crítico. é uma postura que prima pela modéstia do respeito à realidade social. possui dimensões tão variadas.10 A maneira como se deu a canonização. o que foi revelado no texto. Isto pode significar que passamos por um processo intelectual até vencermos os obstáculos pessoais e culturais e alcançarmos a exata compreensão de uma mensagem esta nem sempre se mostra de imediato no momento da comunicação. na época atual. Todavia. A Leitura Paulo Freire. Só após o entendimento dessa unidade é possível prosseguir na investigação de novas unidades de leitura. onde afinal o sentidos se manifesta. É um fato que só se realiza mediante os procedimentos lógicos de análise. Isto é. A partir daí segue a consciência crítica ou análise crítica. entre outras pretensões. interpretação. Esta postura nos remete à questão do pensar. COMO LER Dizia um professor de filosofia: "a inteligência humana é lenta". A leitura apocalíptica é um exemplo bem marcante. no entanto. em que ciladas interpretativas emergem a todo momento. dos sistemas educacionais funcionalistas. Deste modo. Segundo ele. assimilar. Sem. de imediato não se consegue apreender claramente as dificuldades inerentes ao trabalho teórico. Mas o ato de ler. e nela. É necessário da nossa parte um espaço de tempo para que possamos decodificar. aponta a necessidade de se fazer uma prévia reflexão sobre o sentido do estudo. em especial a evidência científica quanto ao procedimento cuidadoso e analítico: comparando. época dos meios de comunicação de massa. Parte da ponta para o começo. grande educador da atualidade. exige distanciamento e reflexão. Parte da constatação de que a realidade social. o . só seguindo uma série de atividades preparatórias é que se consegue alcançar um nível de interpretação aprofundados de texto. síntese. julgar a sociedade nem os homens de seus atos. Em vez de partir de métodos prédios. como também se pode estudar a relação com a leitura. com várias nuanças misteriosas. não só é possível analisar a própria atitude face aos estudos. FENOMENOLOGIA É o estudo descritivo de um ou de um conjunto de fenômenos. Exemplo: o desenho de um peixe para informar que ali há um cristão. sobretudo o fenômeno da comunicação humana. temos de nos submeter a uma séria disciplina de trabalho: 1 . O que caracteriza a unidade de leitura é a apresentação no sentido de modo global. Deste modo. mas igualmente para o que não se diz. aprovando. OUTRAS Antropologia e demais ciências humanas são suportes valiosos a pesquisa. SOCIOLOGIA A sociologia é a ciência da sociedade. Estudos valores e as normas que existem de fato na sociedade e tentar identificar e classificar as relações entre componentes da sociedade e outras manifestações da vida social. uma sessão ou até mesmo um grande parágrafo. CIÊNCIAS AUXILIARES DA PESQUISA CIENTÍFICA HERMENÊUTICA A Hermenêutica é algo tradicional em metodologia da pesquisa. usando uma metodologia apropriada. ela faz o caminho contrário. que é mister atentar não só para o que se diz. A fenomenologia.Delimitar a unidade de leitura que pode ser um capítulo. Ele nos diz que o ato de ler só se realiza mediante um espaço de relação lógica com o autor. se quisermos descobrir a mensagem de um texto de modo abrangente.

Neste trabalho de análise o texto é subdividido refazendo toda a linha de raciocínio do autor. Este momento de crítica é um momento de muita ponderação.Ler repetidas vezes o mesmo texto e certificar-se do alcance da compreensão verdadeira do assunto em pauta. esta postura considerada o objetivo é por estar tão presa à diretriz de uma escola que pode até mesmo impedir a autocrítica e nos induzir a uma postura crítica inadequada em relação ao assunto e ao autor. Convém lembrar. 4. o leitor poderá levantar outros elementos que possam esclarecer mais a leitura. como originalidade. ao lado. escrevendo uma ficha resumo. Nesta etapa é necessário deixar o autor falar para tentar perceber o que e como ele apresenta o assunto. é necessário lembrar que a idéia central defendida pelo autor só pode tomar corpo associada a outras que são chamadas de secundárias em relação à primeira. é fundamental a técnica de sublinhar. 2. nunca sublinhar na primeira leitura. Para deixar as claras a idéia central no texto. o . que expressa bem a estrutura lógica do pensamento do autor. desenvolvimento e conclusão. EXEMPLO DE PERGUNTAS: 1. Nessa primeira leitura corrida não convém resumir bem sublinhar as idéias-chave. é possível elaborar um modo sucinto no esquema das grandes partes do texto. Exemplo: um sinal de interrogação face aos pontos obscuros do parágrafo. cujo mediador não é o texto considerado formalmente. como diz Paulo freire: fase “da relação de a lógica com o autor do texto. exige uma consciência dos nossos pressupostos de análises diante dos pressupostos do autor. Elas deverão servir para ampliar a nossa visão sobre o assunto e o autor e deste modo servir de instrumento de avaliação do texto. reconstruir o texto a partir das palavras sublinhadas em cada parágrafo além da leitura analítica serve de base para a elaboração do resumo ou síntese do livro. Se não houver distinção provavelmente haverá interferência na compreensão dos fundamentos base da mensagem. só sublinhar as idéias principais e os pormenores significativos 3. O esquema para visualizar um texto de modo global. elaborar um código a fim de restabelecer os sinais que identifiquem o seu modo pessoal de empreender a leitura.é a fase do exame do texto ou.de que fala o texto? 2. o tema. Mas como trabalha esta fase de leitura? A partir de unidades bem determinadas (parágrafos).como está problematizado? 3. etc. Quando estamos atentos ao texto geralmente surge na mente um conjunto de perguntas cujo. na margem. outro exemplo: um retângulo para colocar em destaque as palavras chave. c) Leitura Interpretativa – O ato de compreender a si afirma no processo da interpretação. Estamos nos posicionando facilmente ao que ele diz. Todavia. b) Leitura Analítica . Nessa nova etapa de interpretação já não mais estamos aprendendo apenas um fio condutor do raciocínio do autor como na leitura analítica. que o resumo não é uma redução de idéias apreendidas nos parágrafos mas é fundamentalmente a síntese das idéias do pensamento do autor. Neste primeiro contato. Todavia. Poderá procurar dados sobre a vida e obra do autor.que tipo de raciocínio ele segue na argumentação? Todavia. para isso precisamos muitas vezes de outras fontes de consulta. de quando as idéias principais de cada parágrafo. Também é possível se estabelecer critérios de julgamento. sobre o momento histórico que ele viveu. dependendo das motivações da leitura. as respostas revelam o sentido e o conteúdo da mensagem.qual o fio condutor da explanação? 4. nova contribuição a exploração do assunto com a coerência interna. de preferências dos três modelos da redação: introdução. mas. sobre as influências históricas que recebeu e até mesmo se elucidar sobre o vocabulário que ele usa. que afinal expressa nossa capacidade de assimilação e crítica do texto. tendo sempre à frente o tema problema que é o fio condutor de todo texto.É a fase em que se deve prestar atenção à diretriz do pensamento do autor. PASSOS a) Leitura Exploratória . DICAS 1.11 2 . ou os temas nele tratados".

no levantamento bibliográfico sobre esse tema. treinar a compreensão e interpretação crítica dos textos.ANÁLISE TEMÁTICA: compreensão da unidade: identificação do tema do problema gerador do texto. alivia a mente. A clara enunciação da hipótese é que determinará em última instância.12 O esforço de alto crítica nos permitir perceber os limites da certeza da nossa interpretação como também possibilita prestar maior atenção aos argumentos apresentados pelo autor. Passar o projeto da cabeça para o papel é reconfortante. Esse esforço nos faz rever todo texto. mas ele já estava em processo de gestação. que se escrevam.2. PROJETO DE PESQUISA GÊNESE EXEMPLO DO PRIMEIRO PROJETO DE PESQUISA Ninguém pode pretender retirar do vácuo um projeto de pesquisa. não foi traçado o primeiro projeto de pesquisa. 2. tendo em vista o levantamento dos problemas mais relevantes para uma reflexão pessoal e ou discussão em grupo”. as dificuldades relativas ao vocabulário. estudo dirigido no estudo pessoal ou em grupos. TÉCNICAS DE LEITURA 1. SKIMMING . Leitura Analítica . a opção por um determinado tema o antecede.5 . obras e autor citados e buscam se os devidos esclarecimentos.Método de estudo proposto por Severino que. etc. e fornecer instrumentos para o trabalho intelectual desenvolvido nos seminários. Os elementos que deverão ser destacados neste primeiro projeto de pesquisa são os seguintes: .4. as idéias principais e secundárias.ANÁLISE INTERPRETATIVA: interpretação crítica do texto: situação do texto no contexto da vida e da obra do autor. 2. 2. os primeiros questionamentos. É a etapa que permite a reconstrução da linha de raciocínio do autor e serve de base para a elaboração do resumo do texto. revistas). Evidentemente. O autor relaciona cinco processos básicos da leitura analítica: ANÁLISE TEXTUAL: preparação do texto: através de uma primeira leitura da unidade para se adquirir uma visão geral da mesma. etc”. fatos conceitos. validade. originalidade e profundidade dos argumentos empregados. bem como no contexto da cultura de sua especialidade como são temáticas sugeridas pelos vários enfoques e colocações da tomada de posição própria a respeito das idéias enunciadas. nada mais indicativo do que o levantamento dos problemas do texto. Cumpre que se passe para o papel.PROBLEMATIZAÇÃO . com cuidado aquilo que representa o fruto de um primeiro esforço. os critérios para a leitura da bibliografia e para a tomada de apontamentos de passagens relevantes para a confirmação ou não da hipótese. as progressivas delimitações do assunto e a definição da compreensão e da extensão dos termos da proposição iniciativa do tema. A rigor. põe um ponto final na primeira fase do trabalho e réanima para a ação ordenada e eficiente da pesquisa. relatórios. em revisão de um tema a ser estudado. treinar o desenvolvimento do raciocínio lógico. na escolha de livros de estudo ou lazer. dando nos elementos para reflexão pessoal e debate em grupo. Deste modo.Rápido correr de olhos sobre uma obra com a intenção de se obter um conhecimento geral da mesma pode ser usado na leitura de o informativo (jornais.para termos certeza da compreensão do que foi lido. 2. é exercício de uma atitude crítica frente às posições do autor em termos de coerência da argumentação lógica na seqüênciação das idéias desenvolvidas.3.discussão do texto: “retomada geral de todo o texto. Na consulta a dicionários e enciclopédias. tem como objetivos “fornecer uma compreensão global do significado do texto. Nesta etapa levantam-se. Ele tem seu processo normal de nascimento. ficamos sensíveis a demonstração da verdade e o exercício da sua busca se torna o sentido do nosso estudo e trabalho acadêmico.SÍNTESE PESSOAL: reelaboração pessoal da mensagem: produção de um novo texto com discussão e reflexões pessoais. O próximo passo consistirá na conversão do tema em problema porque a pesquisa só tem sentido quando se desenvolvem na procura da solução para um problema. confecção de resumos esquema. d) Problematização . Seguem a esta opção. as primeiras pesquisas em bibliografia genérica. 2. na localização de datas e nomes. ELEMENTOS DO PRIMEIRO PROJETO DE PESQUISA Não basta que tenhamos em mente o projeto daquilo que se vai fazer.

de dificuldades. Conselho Federal de Educação. b) moral científica. isto é. TÍTULO: Conceito de Fundamentação da Moral Científica em Anísio Teixeira 1. Esse enunciado ganhou novas limitações da moral científica e não há outros aspectos do problema e. f) ponderação sobre objetivos e sobre o alcance da pesquisa prevista. de instrumento. c) indicação clara e precisa da extensão dos conceitos. Seria necessário delimitar ainda mais o tema. A Título de Exemplo Recapitulemos tudo o que foi dito com exemplo concreto. para que evite as famosas "sinfonias inacabadas". É a fase onde mais se ouve: " mas. para a circunstância de tempo e espaço. que resultará no seguinte: Centro de Formação Teológica Batista Nacional Curso de Teologia Disciplina: Metodologia da Pesquisa Científica Aluno: Antônio Roberto de Sá Nunes Matsumoto Projeto de pesquisa para atender a requisitos práticos da disciplina. A esclarecer: a) moral. Mesmo sendo ele do curso de teologia. e na aula seguinte apresentou esse tema. mediante pesquisa adequada às condições de um estudante. diante de um bom tema. e acaba por enunciá-lo nos seguintes termos de: "Conceito de fundamentação da moral científica em Anísio Teixeira". distinguindo-a de tudo o mais que não versará. de restringir. de um assunto suficientemente delimitado. Geralmente. segue a esta exigência uma fase de desconforto. de espaço. como finalidade de determinar o assunto da pesquisa. c) moral filosófica. b) definição dos conceitos. ou se limitará a obra de um autor em lugar e tempo determinados e não as produções de inúmeros autores que vieram e escreveram ao longo de 25 séculos. voltou a ler ou reler a bibliografia e genérica sobre o assunto. embora se coloque a área de exposição orientações. Houve um processo notável na delimitação do assunto. Antônio vai agora elaborar o seu primeiro projeto de pesquisa. . de indecisão. introduziu nos programas dos Cursos Teológicos uma disciplina inteiramente nova nas áreas de Educação Moral e Cívica. O tema é expresso em proposição significativa. d) indicação de circunstâncias. estabelecimento de condições e viabilidade. de angústias mesmo por parte dos alunos mais versáteis. e) de explicação e aumento da idéia principal retirada do tema bem como os pormenores que a esta altura pareçam importantes.13 a) enunciação do tema. para completar a delimitação da pesquisa. sob o título: "Fundamentos Filosóficos da Educação Moral". Suponhamos que a cadeira exija uma pesquisa bibliográfica de término de curso. mas ainda parece amplo demais. percorreu os índices e se interessou pelo título "Moral e Religião". como seria a circunstância de tempo.Você não acha que este assunto anunciado é amplo demais? Antônio concordou e. Antônio se empenha no trabalho de delimitar. apelando. de preocupação. e chegou a uma definição: "A moral religiosa esta necessariamente vinculada à religião. é provável que o professor não apresente uma relação de temas (deixe a critério do aluno). g) definir as fases posteriores e cronogramas para o seu cumprimento dentro das reais possibilidades do pesquisador. O primeiro projeto de pesquisa terminará com o restabelecimento da ordem a seguir no levantamento bibliográfico (quando for o caso). por exemplo. Para um trabalho de pesquisa de nível superior estamos. o A Lei Complementar n 554/92. se houvera. o que é que eu vou fazer?" O irmão Antônio recorreu a alguns manuais didáticos. de especificar seu tema. mas a moral filosófica é autônoma relativamente à religião". relevante e verificável. O professor ouviu as explicações de Antônio e perguntou: . etc. aberturas de esclarecimentos.

meio e fim. Atenção: a ordem do projeto não obedecerá necessariamente a ordem da pesquisa. começo. Introdução: a introdução tem por finalidade apresentar o problema que vai estudar. 5. estágio de desenvolvimento do assunto mediante referência a tudo o que já se escreveu sobre ele. A presente coleta de material será utilizada no corpo do presente trabalho. coletando material para introdução do trabalho. b) Comprovar a relevância e a atualidade do problema quer para esclarecimento teórico. antecedeu a religião? Há quem afirme que a moral nasceu com a religião. outros aventam a possibilidade e defendem a validade da moral científica. b) Há normas técnicas para a redação de um trabalho de pesquisa assim como para a redação de qualquer outro trabalho: estrutura lógica do texto. Dessas definições decorrerá clara e precisa delimitação do assunto. quer pelos aspectos práticos. Deve conter os seguintes itens: a) Apresentação sumária do conteúdo (status questionis). O projeto definido o será elaborado ao final desta fase de pesquisa após a coleta e análise de todo material previsto neste projeto provisório. Estudar a vida de Anísio Teixeira com o objetivo de elaborar sua biografia. figura Anísio Teixeira discípulo e defensor de Jonh Dewey. Introdução. Consultar nesta primeira fase. comprovando. acentuando os períodos de sua vida e as circunstâncias nas quais abordou o problema em epígrafe. acenar para o seu estágio de desenvolvimento e para a relevância da pesquisa realizada. esboçado no resumo final. 3. a redator que escreve para defender a própria pesquisa. Projeto Definitivo Monta-se o projeto definitivo quando nada mais houver a pesquisar e a esclarecer como um rascunho mais desenvolvido. c) Definir o pensamento de Anísio Teixeira a respeito da moral científica. bem como para a súmula-história e enfoque da relevância atual do problema. Redação Final a) Depois do trabalho de documentação. mas a linha das idéias em perfeita ordem para a redação final. denominado Hermenêutica e depois da seleção do material dentro de um plano concreto e definido. Refraseamento para a explicação da idéia principal: a) Estará à moral.14 d) moral religiosa. 2. como ele entendeu e como procurou fundamentá-la. o pesquisador passa a professor que ensina. objetivo da pesquisa: a) Comprovar o fato da fusão entre moral e religião. com uma indicação a cada passo. isto é. a moral nasceu junto com a religião. denominado heurística. através de textos. e não deriva por dedução a partir de dogmas religiosos ou de teses filosóficas que. das fichas que devem ser inseridas. por sua natureza necessariamente vinculada à religião? O preceito que deve pautar a conduta só tem validade quando relacionados à religião? Os fundamentos da moral são de caráter religioso? b) Historicamente. Desenvolvimento e Conclusão. isto é. Isto é. tratados gerais de história e filosofia. 4. da moral estabelecida por indução a partir da realidade e do meio onde o homem vive. nasceu da religião e se constituiu em território religioso. Definir cada um destes conceitos. . entre esses últimos. depois do trabalho de crítica.

Cumpre observar que a introdução deve ser bem cuidada. Embora apareça no início do trabalho e. . a) Ao redigir um trabalho o autor deve proceder como se estivesse preparando os originais de um livro a serem encaminhados para edição tipográfica. d) Delimitação clara do campo da pesquisa. Tem por objetivo desenvolver a idéia principal. é a execução e a apresentação da pesquisa. desde o projeto. O texto deve ser digitado em espaço 1. pois poderá levar o pesquisador para caminhos em que encontrará dificuldades para solucionar ou apresentar uma solução condizente com seu raciocínio. Tem como finalidade reafirmar sinteticamente a idéia principal e os pormenores mais importantes em plena luz do corpo do texto. . Conclusão: A conclusão é a foz da pesquisa. Tem como característica principal a brevidade a segurança e a modéstia. discutindo hipóteses divergentes e demonstrando através de documentação (citando-as). a determinação do problema da pesquisa. A boa impressão é de fundamental importância. isto é. com margens: .Superior – 3. quais são os objetivos. E todas as partes devem estar articuladas logicamente. b) O papel deve ser de boa qualidade e de tamanho A4. sendo esse planejamento realizado com extremo rigor. Aspectos Gráfico e Material de Redação O objetivo da presente abordagem é contribuir para a maior uniformidade e correção técnica na apresentação técnica e na apresentação de trabalhos escolares. que servirão de guia para o pesquisador expor suas reflexões de forma racional e compreensível. A pesquisa científica precisa ser planejada antes da sua execução. as partes do corpo do trabalho. . a partir das idéias principal que gera a visão harmoniosa e equilibrada do todo.5 cm. "O bom artista se conhece logo pela sua entrada em cena". ressaltando os pormenores mais importantes. A conclusão deve ser breve. Elaboração de um projeto de pesquisa O projeto de pesquisa visa à ordenação de uma pesquisa científica de tal maneira que viabilizem sua execução. deve ser preparada tomando como base o corpo do trabalho. Lakatos defende que o projeto a partir de uma das etapas componentes do processo de elaboração.15 b) Referencia às possibilidades de contribuição da pesquisa ao fim que se propõe. direta e precisamente a idéia principal nele contida. O alcance do assunto pesquisado será determinado por alguns parâmetros científicos. Não se podem abandonar os preceitos teóricos que cercam uma investigação científica. da discussão.0 cm. Antes da redação de um projeto de pesquisa. analisando-a.5. é o ponto para o qual convergem os passos da análise. Portanto é imprescindível a elaboração de um projeto de pesquisa como ponto de partida para o trabalho científico.5 cm.Direita – 2.Inferior – 2. Os títulos das partes. c) Enfoque da idéia central que presidiu a pesquisa e do roteiro obedecido para atingir este propósito.5 cm. dos capítulos e de cada item devem exprimir clara. é a última parte a ser definitivamente redigida.Esquerda – 4. Desenvolvimento: Constituem a parte mais extensa. é importante que se faça uma pesquisa inicial para colher informações sobre o assunto a ser pesquisado. deve acenar para o histórico da questão. E isso beneficia o pesquisador. a busca de incorporação de um todo maior. a hipótese de que a elaboração do relatório final resultará. uma vez que aprimora seu conhecimento acerca do assunto e apresenta em qual estágio de . Todo o processo exige uma comprovação dos dados apresentados e detalhamento do raciocínio do pesquisador para evidenciar sua proposta de deixar claro. da demonstração.

nem tão pouco. procura se evidenciar alguns dos mais significativos itens de um projeto de pesquisa. Durante a elaboração da redação do projeto ou de qualquer pesquisa científica. oferece soluções possíveis por intermédio da determinação de preceitos metodológicos e da especificação dos parâmetros intrínsecos ao assunto. No entanto. Estrutura do Projeto de Pesquisa Apesar de haver uma série de formulações de projeto de pesquisa é. bem como uma melhora no ordenamento de sua proposta. Somente a experiência lhes mostra que uma pesquisa iniciada sem projeto implica ações do tipo tentativas e erro. É um planejamento que impõe ao autor ordem e disciplina para execução do trabalho de acordo com os prazos estabelecidos. Objetivo Geral 4.16 desenvolvimento com que se encontra o tema. claras e de fácil compreensão tanto para o pesquisador quanto para o orientador da pesquisa. Verificando a literatura que trata da elaboração de um projeto de pesquisa. Bibliografia 10. é necessária a realização de um planejamento. o planejamento do caminho a ser seguido na construção de um trabalho científico de pesquisa. para que ocorra uma aproximação do projeto com um assunto da pesquisa. de maneira a tornar as elaborações. objetivas. muitos pesquisadores acham que isso pode ser dispensado e que as dificuldades para a elaboração de um projeto de pesquisa pode causar desmotivação.. preciso que o pesquisador saiba que a estrutura apresentada tem sido utilizada nos últimos anos com grande aproveitamento por grande parte dos pesquisadores orientados e pelos professores. Custos Ver exemplo no Apêndice SÍNTESE DE ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DE UM PROJETO DE PESQUISA Prof. isto é. uma vez que cada barreira representa uma retomada do passo anterior. da definição aos termos da pesquisa que evidencia o significado destes para aquela. „meu/minha‟. Definição dos Termos da Pesquisa 9. permite demonstrar a clareza de seu objetivo e as razões para sua pesquisa. a linguagem empregada deve ser impessoal. Em suma.‟ A estrutura de um projeto de pesquisa é composta dos elementos a seguir e. Gilberto de Andrade Martins Projeto de pesquisa é um texto que define e mostra. ao mesmo tempo. Antes da execução de qualquer atividade.Objetivo Específico 5. Justificativa do Tema 3. Cronograma 11. Na proposta aqui apresentada.. O projeto de pesquisa é necessário para seu autor: . Formulação do Problema da Pesquisa 6. „e mostro com isso que. torna possível a identificação de prováveis obstáculos no transcorrer dessa investigação.. Além disso.. Metodologia da Pesquisa 8. são discutidos como exemplo: 1. sem definição do que está sendo realizado. Formulação da Hipótese da Pesquisa 7. Isso os torna inseguros e reduplica seu esforço inicial. o projeto de pesquisa dá ao pesquisador a oportunidade de conciliar os mais diferentes elementos que cercam uma pesquisa científica e. A critério do orientador. é possível verificar que as diversas propostas para tal realização apresentam alguns pontos coincidentes. Tema 2. que não deixa opções para eles vencerem os obstáculos que surgem e. e evitando o uso de termos como: „eu acho‟. o projeto de pesquisa pode incluir ou suprimir alguns elementos.‟ e 'a pesquisa mostra que. com detalhes.

apresente. por exemplo: caracterizar. Também. leia. conforme o caso. pontos críticos e preocupações.Abordagem metodológica a ser empreendida Justifique e descreva a abordagem metodológica que você pretende adotar – método científico e técnicas de pesquisa. se preferir. caracterize o objeto de sua futura pesquisa. artigos e autores). Se pertinente. Não se trata de uma relação de referências bibliográficas (nomes de livros. descreva o instrumento de coleta de dados.. Aponte tendências de ordem prática e teórica. Coloque as possíveis contribuições esperadas do estudo. Se a pesquisa que se pretende desenvolver é experimental. capítulos. portanto “queime energias”. o tema-problema que será investigado. Apresentar trabalho acadêmico à disciplina Metodologia da Pesquisa. . leia. 29 e 30 do GUIA. enuncie as hipóteses que pretende testar. isto é: sob que ângulo. Tente dar início à construção da moldura conceitual sobre o tema que será pesquisado. inicie colocando alguns antecedentes do assunto/tema/problema escolhido. a sua pesquisa. conduzir. Uma proposta e apresentada a seguir: INTRODUÇÃO ou. não se contente com “qualquer tema”). Mencione . Não confunda esta seção com uma carta de intenção dos textos que você pretende ler. Participar de concurso para ingresso em Programas de Pós-Graduação. nesta seção é detalhada a relação de equipamentos necessários. enumerar. explicar. mostrando ligações entre a bibliografia a ser pesquisada e a situação problema que se pretende solucionar. 31 do GUIA) REVISÃO DA BIBLIOGRAFIA . Iniciar contatos com possíveis orientadores. outros como referencial teórico. caracterize a população objeto do estudo. Não há um único figurino para se elaborar um projeto de pesquisa. Em síntese.QUADRO TEÓRICO Alguns autores denominam esta seção de revisão da literatura. Solicitar bolsa de estudos ou financiamento para o desenvolvimento da pesquisa. Apresente o levantamento bibliográfico preliminar que dará suporte e fundamentação teórica ao estudo. que tratam do assunto que você tem interesse e deseja estudar. avaliar.. Ser argüido por membros de bancas de qualificação ao mestrado ou doutorado. Seja criativo no recorte que dará ao seu tema. Para citações pg. buscar.17 · Discutir suas idéias com colegas e professores em reuniões apropriadas. Lembre-se: um título bem colocado equivale a um projeto. ORÇAMENTO .faça citações: transcrições ipsis litteris . bem como o plano amostral que será desenvolvido. e a perspectiva que pretende abordá-lo. determinar. ou perspectiva você irá tratá-lo (esta é uma fase decisiva. dentro do assunto. Exponha suas justificativas e razões para a escolha do tema. Como enfatizado em aulas e textos sobre metodologia: leia.. Conforme a natureza da investigação. Para tanto exponha respostas à pergunta: para que fazer a pesquisa? Inicie a redação dos objetivos colocando o verbo no infinitivo. ou assemelhadas. livros. 68) METODOLOGIA . OBJETO DO ESTUDO De forma discursiva (portanto. Nesta seção você deverá explicar como irá fazer. e discuta pelo menos um estudo que tenha relação com o tema que você pretende desenvolver. aplicar. (Veja pg. Escolha. artigos etc. Expresse o título de seu projeto de pesquisa. ... não itimizada). Enuncie os objetivos da pesquisa. (Veja pg. Nesta seção você deverá contextualizar o tema que pretende investigar. Participar de seminários e encontros científicos.

São Paulo: Atlas. por Oswaldo Luiz Alves). COMO REDIGIR TRABALHOS CIENTÍFICOS Há quem afirme que estudantes de graduação. Ed. Manual para elaboração de monografias e dissertações. "Elaboração e Editoração de Trabalhos de Nível Universitário" Fundação Casa de Rui Barbosa. X X .. Escrever é o que eles precisam tecnológos ou professores. (Texto compilado e adaptado do Prefácio da obra "Os Cientistas Precisam Escrever . Por exemplo: Semana ou meses Atividades Revisão da bibliografia Redação. Engenheiros e Estudantes". Neste contexto. inteireza. Escrever faz parte da Ciência. muitas das quais jamais farão uso em sua vida profissional e. Isso é verdade. jovens pesquisadores e atividades e a ocupar os diferentes cargos.. Não obstante. da Gama Kury. . Gilberto de Andrade. a palavra cientista significa cientista e tecnólogo. sejam administrativos ou de decisão. 2000. pós-graduação. 218 p. por conseguinte. em português. selecionada sobre o tema:   Robert Barrass.Guia de Redação para Cientistas.A. muitos cientistas e pesquisadores ( e pósgraduandos) deixem de receber treinamento na arte de escrever. de autoria de Robert Barrass. Engenheiros e Estudantes". Bibliografia. se pretendem alcançar êxito como pesquisadores e professores. Queiroz e Editora USP... e as datas em que tais eventos acontecerão. a transmitir os conhecimentos gerados. Há uma certa ironia no fato de ensinarmos nossos alunos de pós-graduação e jovens pesquisadores a utilizarem instrumentos e técnicas. todavia eles precisam saber escrever corretamente. acuidade. Bibliografia: MARTINS. "Os Cientistas Precisam Escrever . 1979 . Rio de Janeiro. . . Os requisitos para a redação de trabalhos científicos e técnicos são os mesmos : clareza. Referências bibliográficas utilizadas no trabalho. 92 p. São Paulo.. A. paradoxalmente. etc. e a expressão escrito científico abrange escritos científicos e escritos técnicos. segundo as normas da ABNT. 1980.. T.. BIBLIOGRAFIA 1 X 2 X 3 X 4 X 5 X . simplicidade.Guia de Redação para Cientistas.18 CRONOGRAMA Coloque as principais atividades que serão realizadas. não os ensinarmos a escrever..

Bibliografia: MARTINS. B. 2 Ed. "The Technical Writing Process". Meyer and J. M. Bibliografia. Houaiss. "How to Write: Communicating Ideas and Information". 110 p. New York. O resumo deve ressaltar a problemática que se pretendeu solucionar e explicar. Elaboração de Resumo: Dissertação. O resumo deve ser composto de uma seqüência corrente de frases concisas. Carrol. 110 p. Magalhães. Turabion. Ed.. 1960. "A Manual for Writers of Term papers. 2000. descobertas significativas. Chicago. frases ou conclusões de outros autores. A. c) para dissertações e teses. Gilberto de Andrade. conforme os achados da pesquisa: o surgimento de fatos novos. Rio de Janeiro. até 500 palavras. fórmulas. Fundação Getúlio ª Vargas. b) para monografias e artigos. Recomenda-se que os resumos tenham as seguintes extensões: a) para notas e comunicações breves. Prof.19  A. L. Manual para elaboração de monografias e dissertações. Gilberto de Andrade Martins Trata-se da apresentação concisa de todos os pontos relevantes do trabalho. Os resultados devem evidenciar. A versão do resumo para a língua inglesa é o abstract. até 250 palavras. M. CITAÇÕES Em um trabalho científico devemos ter sempre a preocupação de fazer referências precisas às idéias. isto é. University of Chicago Press. 1989. uma página. "How to Prepare your Manuscript for a Publisher". citar a fonte (livro. Artigo e Tese. os resultados e as conclusões. o uso de frases negativas. Marlowe & Company. no máximo. 1993. H. New York. New York. Silva et all. 102 p. em inglês. a abordagem metodológica empreendida. Thesis and Dissertations" Phoenix Books. S. São Paulo: Atlas. contradições com teorias anteriores. O resumo é digitado com espaços simples entre linhas e deve abranger. 311 p. Dar preferência ao uso da terceira pessoa do singular e do verbo na voz ativa. bem como relações e efeitos novos verificados. até 100 palavras. 1981. Oxford Press. e não de uma enumeração de tópicos. Visa fornecer elementos capazes para permitir ao leitor decidir sobre a necessidade de consulta integral do texto. K. 1988. símbolos. Barnes & Noble Books. os objetivos. Samuels. selecionada sobre o tema :    D. equações e diagramas. E. revista e todo tipo de material produzido gráfica ou eletronicamente) de onde são extraídos esses dados.. "Editoração Hoje". L. Meyer. Deve-se evitar o uso de parágrafos. . 236 p.

p. 1998. Os elementos são:    sobrenome do autor em letras maiúsculas. portanto. 2000. idioma etc. p. 201) ou (Ibid. conservado-se a grafia. página(s) referenciada(s) Exemplo: (SEVERINO. imediatamente após as aspas finais do trecho citado. deverão ser apresentadas no texto entre aspas ou em itálico e ao final da transcrição. do político.. Exemplo: (Ibidem. faremos o registro de citações pelo Sistema Alfabético. quando se referem à transcrição literal de uma parte do texto de um autor. 42) Quando se utiliza uma fonte secundária. 42) ou (Id. deve-se fazer a citação seguindo-se o modelo acima. Ela coloca em evidência de maneira brilhante a articulação do biológico.): quando a citação for do mesmo autor e mesma obra. 1998.. portanto. pontuação. p. data da publicação do texto citado. secundária: quando trata-se da obra de alguém que estuda o pensamento de outro autor ou faz referência a ele. possibilitando-lhe ainda aprofundar o tema/assunto em discussão. nas subseqüentes. . se não houver obra de outro autor entre uma e outra. com até 3 linhas. 1992.20 As citações podem ser:   diretas.. Na Universidade Anhembi Morumbi. elas podem aparecer antecedidas das expressões latinas:   ibidem (ou ibid. Têm ainda como função. quando são redigidas pelo(s) autor(es) do trabalho a partir das idéias e contribuições de outro autor (podem ser chamadas também de citações indiretas). As fontes podem ser:   primárias: quando é a obra do próprio autor que é objeto de estudo ou pesquisa. acrescentar indicações bibliográficas de reforço ao texto.) a AIDS nos mostra a extensão que uma doença pode tomar no espaço público. 1998. como no corpo do texto. 7). da seguinte forma: Exemplo: (DEMO apud BEHRENS. p. p. os elementos entre parênteses no corpo do texto.. 32)    CITAÇÕES DIRETAS CITAÇÕES INDIRETAS CITAÇÕES MISTAS CITAÇÕES DIRETAS Curtas As citações curtas.): quando a citação for do mesmo autor e obra diferente. devem ser registradas no texto entre aspas.. devem ser indicadas no texto com a expressão: conforme . frases ou conclusões. que coloca. idem (ou id. emprega-se a expressão apud (junto a. as citações podem ser registradas tanto em notas de rodapé chamadas de Sistema Numérico. chamado de Sistema Alfabético.. p. p. faz-se a citação. e do social (HERZLICH e PIERRET. As citações fundamentam e melhoram a qualidade científica do trabalho. Conforme a ABNT (NBR 6023). consistem na reprodução do conteúdo e/ou idéia do documento original. que (. indiretas. em). Exemplo 1:É neste cenário. 201) (Idem. elas têm a função de oferecer ao leitor condições de comprovar a fonte das quais foram extraídas as idéias. 190) A primeira vez que uma obra é citada. (sobrenome do autor). (também são chamadas de citações diretas).

30). Nesse caso.. Exemplo : O papel do pesquisador é o de servir como veículo inteligente e ativo (LÜDKE e ANDRÉ." (1994. deverão ser apresentadas entre aspas ou em itálico. CITAÇÕES MISTAS Diz respeito à utilização de expressões ou termos utilizados por outros autores inseridos no trabalho. separadas do texto por um espaço.. que é o fórum nacional de normalização. A mulher. p. (DURAND apud BERHOEFTB. 1992. contudo transcrevê-la literalmente. tem-se freqüentemente atribuído o principal papel à própria natureza dos grupos mais atingidos e aos mecanismos de transmissão. faz-se a citação. Existem diferentes visões e compreensões com relação à cultura organizacional. Dentre os diversos aspectos sublinhados pelas autoras. 37). apenas a expressão ou termo é colocado entre aspas ou em itálico. Foi construído então o discurso doravante estereotipado. p. o sangue e a morte (. 1996. estórias e mitos. Ao final da transcrição.. No Brasil existe a ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. CONSTRUÇÃO DE REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Prof. A citação da fonte continua sendo indispensável. Exemplo 1:De acordo com Freitas (1989. a cultura organizacional pode ser identificada e aprendida através de seus elementos básicos tais como: valores. Neste caso. O mesmo se dá em função das diferentes construções teóricas serem resultantes de opções de diferentes pesquisadores. Gilberto de Andrade Martins Para que serve a normalização? A utilização de normas técnicas na elaboração de TRABALHOS ACADÊMICOS é fundamental para facilitar a comunicação e o intercâmbio da informação. 37). tabus e normas. tabus e normas..) (HERZLICH e PIERRET. 161). "transformar ciência em conhecimento usado apresenta implicações epistemológicas porque permite meios mais ricos de pensar sobre o conhecimento. 36) apresentam detalhadamente a utilização da Internet como fonte de pesquisa. com recuo de 4 cm da margem esquerda. as aspas ou o itálico não são necessários. O trecho transcrito é feito em espaço simples de entrelinhas.21 Exemplo 2: Segundo Paulo Freire. 1986. 11) entre esse conhecimento acumulado na área e as novas evidências que serão estabelecidas a partir da pesquisa. fonte tamanho 10. sobre o sexo. 35).. crenças. p. vale ressaltar que: (. neste setor. Exemplo 2: A cultura organizacional pode ser identificada e aprendida através de seus elementos básicos tais como: valores. p. Esse órgão é responsável pela emissão de todas as normas técnicas .) para compreender o desencadeamento da abundante retórica que fez com que a AIDS se construísse como 'fenômeno social'. p. Exemplo 3:É na indústria têxtil de São Paulo que temos o melhor exemplo da participação da família na divisão do trabalho. p. rituais. estórias e mitos.. 1989. tem uma participação mais ativa na gestão dos negócios e os filhos um envolvimento precoce com a operação da empresa da família. detendo-se em aspectos específicos (FREITAS. Exemplo: O objetivo da pesquisa era esclarecer os caminhos e as etapas por meio dos quais essa realidade se construiu. Exemplo 4:Pescuma e Castilho (2001. crenças. CITAÇÕES INDIRETAS Reproduz-se a idéia do autor consultado sem. rituais. com mais de 3 linhas. Longas As citações longas. todavia. citar a fonte é indispensável. opções estas que recortam a realidade.

São Paulo: Martins Fontes. Adam. no todo ou em parte. cujo resumo apresentaremos a seguir: O que é uma referência bibliográfica? “Referência Bibliográfica é o conjunto de elementos que permite a identificação.htm>. A norma brasileira que padroniza as referências bibliográficas é a norma NBR-6023 (revisada em ago/2000).¯In: AUTOR DO LIVRO.: SCHAFF. E. inicia-se pelo título. ¯ano. Nas explicações para composição das referências atentar para: (1) As setas referem-se ao número de espaços que devem ser dados.¯Número de páginas ou volumes.org.65-82. (2) Pode-se utilizar negrito.¯Local de publicação (cidade): ¯Editora. da mesma forma como consta do documento. Planejamento estratégico e o processo de marketing In: SILVEIRA.¯Volume.1) Em meio eletrônico Ex.(NBR-6023) Quando se utiliza uma referência bibliográfica? Após a elaboração de qualquer trabalho de pesquisa. b.: WOOD. devem-se indicar todas as fontes efetivamente utilizadas. ¯mês ¯ano. 1987. Esta lista vai ao final do trabalho.¯Local de (cidade):¯Editora.2001. Brasília: IBICT. Planejamento estratégico e o processo de marketing In: SILVEIRA. Quando não houver autoria (pessoal ou entidade). publicação .¯(Nome e número da série) Ex. precedido da expressão: “Acesso em:”. de documentos impressos ou registrados em diversos tipos de material”. ¯número. Ex: WOOD. jun. inicia-se a entrada pelo último sobrenome do autor seguidos dos prenomes (exceto sobrenomes compostos). ¯volume. no160. 1987. são essenciais as informações sobre o endereço eletrônico. Nome. com o nome de bibliografia. a) Referência para livro SOBRENOME DO AUTOR. ¯Páginas inicial-final da parte.br/sma/entendendo/ atual.27. Marketing em bibliotecas e serviços de informação. 1992. ¯capítulo. Brasília: IBICT. Marketing em bibliotecas e serviços de informação. História e verdade. Quando o autor entender necessário são relacionadas duas listas de referências bibliográficas: bibliografia consultada e bibliografia recomendada. em ordem alfabética de sobrenome de autor e título.22 brasileiras. Como se constrói uma referência bibliográfica? Geralmente.¯Local de publicação (cidade): ¯Editor. b) Capítulo (ou parte) de livro AUTOR DO CAPÍTULO.¯Título do livro:¯subtítulo. Antonio.¯no edição. Acesso em: 8 mar. P. Antonio.¯Título: ¯Subtítulo do livro. 93 p. c) Periódicos (revistas) consideradas no todo TÍTULO DO PERIÓDICO. v.: CIÊNCIA HOJE. itálico ou sublinhado para o título.¯data. 1999. Relacionam-se as referências bibliográficas em lista própria. São Paulo: Sociedade brasileira para o progresso da ciência. apresentado entre os sinais < >.bdt. Ex.¯Título do capítulo. numerada seqüencialmente. Disponível em <http//www. (3) Quando se tratar de obras consultadas on-line. E.

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5 (2) AUTOR DO CAPÍTULO. v.G.¯Título. mês e ano da assinatura ou promulgação). Pater famílias. 1 mapa. se não houver Ex.¯n.¯sistema de gravação. Rio de Janeiro: Sony Music. Medida provisória n. J. Diário Oficial (da) República Federativa do Brasil. VHS. Domingos.2. quando for. e dá outras providências. ¯data.¯Notas especiais.¯sonoro ou mudo. Brasília. Ex.¯Volume de dicionário.. (3) SOBRENOME.¯Local:¯Editora. Ex. do fascículo. 1997. 70cm X98cm.569-9.¯Série.¯local. do volume.¯Total de páginas.: BRASIL. ESTADO OU MUNICÍPIO. se existir.¯página. dia.: EMBRAPA. Estabelece multa em operações de importação. 1. Seção 1..¯Páginas inicial-final do capítulo. Grande dicionário português/francês. In: ENCICLOPÉDIA Luso-Brasileira Cultura Verbo. son. Escala 1:500.d. v. p. s. de 11 de dezembro de 1997.¯Nome do autor ou responsável. Ex.¯Identificação do material.¯data. 14 dez. 1971.¯Título do capítulo. da legislação.237. l) Mapas ENTIDADE. 9.¯Título:¯subtítulo. Regiões de governo do Estado de São Paulo: IEC.¯colorido ou preto e branco. 1 fita de vídeo (24 min). (4) SOBRENOME.¯Nome do Ministério ou Secretaria.¯Local:¯Editora. 1989.24 NOME DO PAÍS. 1990.¯Local:¯Produtora.¯Notas especiais. Pantanal: um passeio pelo paraíso ecológico.¯escala. São Paulo: Encyclopaedia Britannica do Brasil. se houver. ¯Descrição física com detalhes de no de unidades.000 m) Enciclopédia e dicionários (1) NOME da enciclopédia.¯Seção ou parte. Lisboa: Editorial Verbo.¯Série.¯dia. ou SOBRENOME.¯data. ¯Título do jornal ou da coletânea.¯In:¯Título.¯Local ou de publicação:¯Editora. color. j) Videocassete (fita de vídeo) TÍTULO Principal ¯Diretor ou Produtor ou Coordenador.¯Descrição física.¯Nome. 29514.¯Título (especificando o tipo e o n. Poder Executivo.: SÃO PAULO (Estado).¯Título:¯subtítulo. Ex. i) CD-Rom’s (no todo) SOBRENOME.: ENCICLOPÉDIA Delta.¯dimensão em milímetros ou polegadas. Secretaria de Economia e Planejamento. ¯legendas ou dublagem.¯mês ¯ano da publicação.¯Edição.¯dimensões.¯NOME (ou INSTITUIÇÃO ou entrada pelo TÍTULO autoria). .¯Nome. DF. ¯data.: AZEVEDO.¯Local de publicação:¯Editora. color.¯n.¯Local de publicação:¯editora. Lisboa: Bertrand. 1975.: FREIRE.¯data.¯duração em minutos. Ex. Rio de Janeiro: Delta. Instituto Geográfico e Cartográfico. ed. ¯ilustrado. 1990. 1 CD-ROM.¯Título ¯data. p. páginas Ex.¯detalhes físicos como cor.: ENERGIA nuclear.¯Local:¯Editora ou produtor.¯Volume ou páginas.¯data.

quando existir.¯Título:¯subtítulo.¯Nome. São Paulo: Ars Poetica. R. N.¯Série. BIBLIOGRAFIA . BARROS. de S. Rio de Janeiro: Delta. 1996. 1984. A metodologia da economia. 2000.: GUIA Abril do Estudante. Gilberto de Andrade. ANDRADE. São Paulo: USPFaculdade de Saúde Pública. Fundamentos de metodologia: um guia para a iniciação científica. Rio de Janeiro: Contraponto.br/ciberjur/html>.ed. São Paulo: Pioneira. Gilberto de Andrade Martins Participação: Doutorando Carlos Renato Theóphilo ALMEIDA.¯data. (org.: ENCICLOPÉDIA Delta. (5) SOBRENOME. 262p. Manual para elaboração de monografias e dissertações.1) Em meio eletrônico Ex. BLAUG. BACHELARD. 1994. Análise de conteúdo.: ALMANAQUE Abril.com. São Paulo: Edusp.ed.¯Local:¯Editora. m. Repensando a pesquisa participante. Maria Terezinha Dias de. Rubem. Maria Helena Guedes e Beatriz Marques Magalhães.prodal-sc. Maria Lucia Pacheco de. GEWANDSZNAJDER.). Trad. 2000. 1982. São Paulo: Makron Books. J. ALVES-MAZZOTTI. Disponível em: Bibliografia: MARTINS. 1996. 1998. Ex. C. São Paulo: Abril.Métodos e Técnicas de Pesquisa Coordenação: Prof.J.. A. A. São Paulo: Brasiliense. Pesquisa participante. Porto Alegre: Globo. Belém/PA: Cejup. L. Armando. O método nas ciências naturais e sociais: pesquisa quantitativa e qualitativa. BRANDÃO. Lisboa: Edições 70. como os economistas explicam. Como elaborar monografias. A. 2000. 1975. ALVES. Gaston. 2. R.. 3. v. 1996. São Paulo: Abril. BRANDÃO.P. F.ed. C. ¯Notas especiais. São Paulo: Brasiliense. BARDIN. 1999. Mark. LEHFELD. . Acesso em: 29 nov. 1993. 4. ASTI VERA.ed. Filosofia da ciência. 3. Técnica da pesquisa bibliográfica. A formação do espírito científico: contribuição para uma psicanalise do conhecimento.5. ou. 1976. <http:www. Metodologia da pesquisa científica. São Paulo: Atlas.25 Ex. 1972. il. 1998.

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Coordenador de Equipe do Grupo de Estudos e Projetos “Lenda Pesquisa Educativa” da Fatec-SP Faculdade de Tecnologia de São Paulo. the solution that he needs. There does not remain the least doubt that only those students that finish having had practical projects are those that get to pass beyond the bidimensional vision of the blackboard where everything works. Experiences such as Junior Enterprises and research groups have been shown as a beneficial differentiation in the formation of new professionals. para a visão tridimensional da prática. not longer seek a professional to command certain activities. where experience is the decisive factor. que é mostrar. onde a experiência é fator determinante. . antes da sua contratação. Palavras Chave: Grupos de Pesquisa. hoje globalizado. the student that concludes a course at university level and is about to enter the labour market faces a great challenge. Atividades de formação profissional. não mais procuram um profissional para comandar determinadas atividades. dentro da sua formação. Experiências como as Empresas Juniores e Grupos de Pesquisas tem se mostrado como uma grande diferenciação na formação de novos profissionais. Aperfeiçoamento. Várias Instituições de Ensino tem adotado sistemas de empresa-escola que visam familiarizar o aluno com as atividades que ele irá desempenhar quando deixar a Universidade. Não resta a menor dúvida que somente aqueles alunos que se envolvem com projetos práticos é que conseguem passar da visão bidimensional da lousa onde tudo funciona. Doutorando em Engenharia Mecânica na EESC-USP. a solução.usp. his competence and capacity. parte integrante da formação dos alunos. o aluno que conclui um curso superior e vai para o mercado de trabalho. Desta forma. enfrenta um grande desafio. The need is for a professional that identifies the problems and above all is capable of looking for. Caixa Postal 2191 – CEP 01060-970 – São Paulo – SP E-mail izoladaw@sc. tem exigido cada vez mais do profissional. alguns vêm na forma de projetos de fim de curso e participação de consultorias com a orientação de professores.Sc 1 1 Mestre em Engenharia Mecânica pela EESC-USP. to the three-dimensional vision of practice. são hoje.31 GRUPOS DE ESTUDOS E PROJETOS COMO INSTRUMENTO AO ENSINO E À PESQUISA COM ALUNOS DE GRADUAÇÃO Dawson Tadeu Izola. In this way. within his undergraduate studies. A necessidade é de um profissional que identifique os problemas e sobretudo seja capaz de buscar. Keywords: Groups of Research. Some come in the form of end of course projects and participation in consultations with the teachers' orientation. a sua competência e capacidade. included by a large number of universities and are an integral part of the students' formation. M. As empresas. Activities including professional formation. The companies. Ensino. Improvement. Several teaching institutions been adopting company internal education systems that seek to familiarise the student with the activities that he will carry out when he/she leaves the University. Teaching. that is to show at his recruiting. are today. has been demanding more and more from the professional. Tecnólogo em Mecânica de Precisão pela FATEC-SP. STUDY GROUPS AND PROJECT GROUPS AS AN INSTRUMENT IN THE TEACHING OF RESEARCH TO UNDERGRADUATE STUDENTS ABSTRACT The labour market.br RESUMO O mercado de trabalho. today globalized. em muitas universidades.

ser uma Instituição voltada mais para o domínio tecnológico e mercado de trabalho. A criação dos GEP‟s previa um orçamento mínimo para o fomento dos projetos. INTRODUÇÃO A atividade do aluno em Grupos de pesquisa tem-se mostrado como uma eficiente ferramenta de aprendizado. também mantém um sistema de divulgação em revistas de banca. Os Grupos de Pesquisas. que normalmente financiam projetos acadêmicos restringiram a ajuda que seria oferecida aos GEP‟s da Fatec-SP. Empresa Juniores e Grupos de Estudos. como Iniciação Científica. inovou. 2. Nestes seis anos de atividade na Fatec-SP o Grupo Lenda desenvolveu diversos projetos. O Grupo Lenda passou então a buscar alternativas para financiar os projetos de iniciação na área aeronáutica. O Grupo Lenda Pesquisa Educativa. Com a alternativa de comercialização de produtos didáticos a responsabilidade da Instituição se limitou a fornecer o espaço físico e o acesso aos laboratórios da Instituição. o Grupo Lenda da Fatec-SP. introduzindo alunos e professores no caminhar científico. por se tratar de um Grupo. fonte de receita para a realização de projetos. principalmente no período da graduação. assim a cada matéria técnico escrita tem-se um espaço para divulgar os manuais didáticos. pois passou a prover os seus próprios recursos. naquela época. desta forma a cada ano são publicados trabalhos em Congressos Científicos. passou-se a ter um orçamento para um projeto futuro. naquela ocasião. Cerca de 48 Grupos foram criados. que comercializado se transformou na primeira fonte de renda do Grupo. fundado oficialmente na Fatec em 1992. Esta iniciativa fez com que todos os esforços do Grupo fossem direcionados para a produção de material didático e produtos educativos. Os GEP‟s. não podia contar com o financiamento das agências de fomento. Vale ressaltar que estes equipamentos acabam por ter um custo muito baixo. são responsáveis por agregar alunos e professores em projetos de Iniciação Científica. Assim um Grupo de Pesquisa que estuda automação. Uma pesquisa recente com empresas da área de exatas demonstrou que o setor de RH tem preferido alunos para estágios que já possuam no seu Curriculum uma experiência junto às atividades extracurriculares. onde o nome da FatecSP foi divulgado perante um público extremamente qualificado. Alguns projetos desenvolvidos para empresas podem também ser utilizados em laboratórios da Instituição. projetando e construindo equipamentos para serem utilizados em aula. principalmente pelo fato da Fatec. assim conseguiu-se publicar um manual didático.32 1. que além de proporcionar ao aluno experiência prática. quando introduziu no seu regimento os GEP‟s – Grupos de Estudos e Projetos. pode também determinar uma situação real de projeto. são uma alternativa simples e de baixo custo para introduzir o aluno no pensar organizado do mercado de trabalho ou da vida acadêmica como demonstra CHALMERS(1994). é de baixo custo. com propostas desde a melhoria na construção civil até projetos sofisticados envolvendo automação utilizando equipamentos de última geração. . além de terem suas próprias atividades podem também exercer papel importante na montagem de laboratórios. Outra forma utilizada para capitar recursos. A cada projeto concluído. onde o cotidiano das aulas acaba tolhendo a sua criatividade e vocações. pois é muito mais rápido para um profissional se adaptar a uma função quando ele já exerceu algo parecido. como é discutido por DEMING(1995)O objetivo principal do Grupo é treinar e preparar o aluno para a vida acadêmica. Os Grupos de Pesquisas. pode facilmente construir um laboratório de robótica. A primeira meta foi produzir em forma de manuais os estudos que estavam sendo desenvolvidos. além de participar de mostras de ciência. Por intermédio das pesquisas o aluno coloca em prática os conhecimentos adquiridos em sala de aula. que apesar de ser qualificada. pois serão utilizados a infra-estrutura da escola e uma mão-de-obra. As agências de fomento. Além dos Congressos. em troca de publicidade. um Grupo na área aeronáutica pode equipar um laboratório de mecânica dos fluidos e aerodinâmica. como apresenta IZOLA(1993). Este resultado é facilmente compreendido. onde se exige determinada titulação dos participantes. composto apenas por alunos. A idéia inicial era manter uma atividade acadêmica. foram as parcerias com empresas. assim o Grupo Lenda não interferia no orçamento da Instituição. HISTÓRICO A Fatec-SP – Faculdade de Tecnologia de São Paulo.

Nesta estância serão apresentados as propostas de realização de trabalhos e relatórios de atividades. A equipe é composta por um professor orientador. A organização das atividades dos Grupos de Pesquisa deve obedecer a uma diretoria para assuntos administrativos e técnicos. como apresentado em MARQUES(1998). DESCRIÇÃO DO MÉTODO Os Grupos de Estudos e Projetos são estruturas simples. com duas mesas e pelo menos um computador. para que se possa realizar o primeiro estudo e com ele prover recursos para os trabalhos futuros. Com a motivação de novos alunos. 4. Quando a atividade do grupo alcança uma determinada repercussão. A comissão julgará o trabalho e concederá ou não autorização para o Grupo continuar as suas atividades. consegue-se aumentar o número de projetos e consequentemente amealhar maiores recursos financeiros. O critério para aprovação deve se restringir às necessidades e materiais para a realização do projeto e não pelo mérito do projeto.33 3. o que resulta em convites . O tema de trabalho ficará a cargo do Grupo e do professor orientador. pois são nas disciplinas que o aluno encontrará motivação para aprofundar em determinados assuntos. A remuneração do professor é através de horas/atividades e dos alunos com bolsas de Iniciação Científica fornecidas pelas agências de fomento ou pela própria Universidade. Produção acadêmica 14 12 10 Publicações em Congressos Manuais publicados Livros publicados Projetos desenvolvidos (n) 8 6 4 2 0 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 Ano Figura 1 – Produção acadêmica A cada Congresso Científico em que o grupo se inscreve. A única necessidade que pode interferir na Instituição é o local físico. por um aluno que é coordenador discente e por pelo menos mais quatro estagiários. assim em futuras oportunidades eles estarão apresentando os seus próprios trabalhos em Congressos Científicos. tendo a Instituição condições materiais necessárias o projeto deve ser aprovado. onde a Instituição de Ensino que hospeda estas atividades despendem do mínimo possível. cerca de dez metros quadrados. consegue-se uma divulgação junto às empresas que têm atividades afins com o grupo. para edição de manuais e artigos. As propostas serão encaminhadas no início de cada ano letivo e julgadas pela comissão. Esta diretoria comporia uma comissão formada pelos professores orientadores e alunos coordenadores discentes de cada Grupo. No início das atividades tem-se a necessidade de um pequeno comprometimento financeiro por parte da Instituição. RESULTADOS Nas figura 1 e 2 tem-se a evolução das atividades desempenhadas pelo grupo de pesquisa. consegue-se motivar e treinar novos componentes do grupo. As atividades normalmente são determinadas pelo próprio curriculum da Universidade. No final do ano letivo cada Grupo deve apresentar o relatório de atividades comparativo com a proposta apresentada no início.

. Produção Tecnológica 14 12 10 8 6 4 2 0 1992 Matérias em revista de banca Consultorias Palestras Pedidos de Patentes 1993 1994 1995 1996 1997 1998 (n) Ano Figura 2 – Produção tecnológica A iniciativa de se criar uma atividade com alunos é algo que acaba por motivar os que observam neste tipo de evento uma possibilidade para melhorar as suas aptidões. Na figura 3 tem-se a evolução do número de componentes do grupo da Fatec-SP. os seus trabalhos. como é discutido em PETEROSSI(1997). além de treinar aluno e professor reverte para o grupo recursos financeiros para novos projetos. além de melhorar as suas chances depois de formado. Componentes 20 15 (n) 10 Componentes 5 0 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 Ano Figura 3 – Evolução do número de componentes do grupo da Fatec-SP Com objetivo de divulgar as atividades em que o grupo de pesquisa está envolvido em cada ano junto ao público interessado e às Universidades e Institutos de Pesquisas é publicado a cada dois meses uma revistinha onde é apresentado os trabalhos que estão sendo objeto de estudo. acaba por incentivar pessoas a escolherem determinada carreira ou curso. Estas consultorias. esta revistinha é oportunidade para que outros pesquisadores possam divulgar em forma de conhecimento geral. Além de ser um canal de comunicação onde o grupo recebe sugestões e críticas sobre o trabalho. o que muitas vezes. Na figura 4 tem-se a evolução do recebimento de correspondência desde o início das atividades. A realização de palestras em escolas do segundo grau tem se mostrado como uma importante ferramenta de divulgação científica e da Instituição sede.34 para trabalhos em conjunto.

for industry.. E. Para as Instituições as atividades como os Grupos de Pesquisa são fundamentais para o aperfeiçoamento do seu corpo docente. Fatec-SP. 1995. Massachusets Institute of Technology. n. Os assuntos estudados são temas de palestras e mostras de ciência em escolas e outras Instituições. 1994. e não é para menos. isto acaba por motivar o seu interesse por determinada carreira ou curso. visto que o aluno pode dedicar um tempo para realizar projetos do seu interesse e vocação.. Educação Brasileira v. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS CHALMERS. education.20. Juracy C. Fatec-SP. A fabricação da ciência. onde o nome da Instituição sede é divulgado. 185p. D. pois a cada projeto desenvolvido o orientador adquire novos conhecimentos. 6. MARQUES. CONCLUSÃO As atividades desempenhadas nos Grupos de Pesquisa tem-se mostrado como um bom instrumento para o aperfeiçoamento do aluno e como agente motivador. pois não há como publicar um artigo sem que a pesquisa tenha sido realizada. Editora da Unesp. PETEROSSI.40 jan/jul. W. 1993. 165p. 1998. além do que Congressos Científicos congregam especialistas e formadores de opinião. Alan. Os Grupos de Pesquisas são também importante instrumento de divulgação para a Instituição. As grandes Instituições utilizam a produção científica como agente quantificador da qualidade de ensino. Center for Advanced Engineerings Study. 30 pág. o público externo fica impressionado quando lê matérias a respeito de atividades acadêmicas desenvolvidas em Universidades. Cambridge. DEMING. Por uma Fatec melhor. IZOLA. Projeto para implantação do Núcleo de Tecnologia da Fatec-SP. Uma concepção de Currículo para moldar o futuro. 1997. T.35 Correspondências 2000 1500 (n) 1000 500 0 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 Correspondências Ano Figura 4 – Evolução do número de correspondências recebidas anualmente 5. The new economics. Helena G. Ma. . government.

Custo e dedicação significativos são requeridos dos escritórios de propriedade intelectual e do inventor para depositar uma patente. algumas são retidas até que se completem ou o mercado esteja pronto para recebê-las.36 PATENTE DE INVENÇÃO Todo invento original. Quando Patentear um Invento O invento deve ser original no nível internacional. esta invenção é mais barata. em um ou mais países. e só algumas são processadas rapidamente. apresentar potencial comercial e não ser óbvio. assegurando aos titulares da patente o direito de produção e exploração comercial do produto originado nos países em que foi patenteado. no nível internacional. Muitas invenções nunca são patenteadas. Originalidade e viabilidade técnica    Foi efetuada busca de patentes? O invento é original no nível internacional? Há um protótipo para demonstração? Maturidade do invento     A tecnologia não é prematura. dado o mercado atual? Os possíveis interessados perceberão a sua utilidade? O invento está pronto para produção em escala ou terá que ser desenvolvido pelo licenciado? Quem deverá investir mais para torna-lo fabricável? Mercado potencial       Alguém precisa de tal invento? Há produtos similares no mercado? Em caso positivo. que seja útil e apresente potencial para comercialização pode ser patenteado. melhor que os similares ou apresenta outras vantagens sobre eles? Quem são os possíveis clientes para o invento? Quais são os diferentes mercados para o invento? Há estimativa de mercado atual e futuro? Licenciamento   O protótipo pode ser usado para facilitar o licenciamento? O inventor está interessado em demonstrar o invento aos potenciais licenciadores? Custos   Será necessária patente internacional? O faturamento previsto cobrirá os custos de patenteamento? Dificultadores   Será possível impor e controlar o uso da patente? Necessita de aprovação ou certificação governamental? . várias questões devem receber resposta antes que uma tecnologia seja patenteada. Portanto.

Liliane Ventura Schiabel. o raio de curvatura da córnea. vai entrar com pedido para patentear um teste de diagnóstico de toxoplásmose. Esta base é conectada ao Web-of-Science (WoS).37 Onde procurar Patentes A base de dados Derwent World Patents ( http://dii. Professor da Escola Paulista de Medicina. oferece acesso online a mais de 10 milhões de resumos de patentes de 40 países. Fernando Galembeck.Seção I e II. Links Relacionados     Derwent Innovations Index INPI . da Universidade Federal de São Paulo. De posse do número e data de protocolo. catalogadas desde 1966. Para maiores informações entre em contato com o EDISTEC Escritório de Difusão e Serviços Tecnológicos da UNICAMP. Chaudhry. A vigência do relatório técnico será de 20 anos para patentes de invenção e de 15 anos para patentes de modelo de utilidade. têm agora outro ponto em comum: a busca por um número de registro que garanta o direito de propriedade para o resultado de suas pesquisas. ou por palavras-chave que constem de seus títulos e resumos. Patentes na UNICAMP Qualquer inovação tecnológica pode ser preservada através de registro junto ao INPI Instituto Nacional de Propriedade Industrial. marcas e softwares no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) O relatório técnico sobre o invento será protocolado no INPI.US Patent and Trademark Office European Patent Office Veja mais links em: http://www. Rizzo. será iniciado o Processo que poderá culminar com a obtenção da Carta-Patente. o Derwent World Patents permite o acompanhamento do processo mundial de geração de tecnologia. após algumas semanas o mesmo retornará com um número de registro. A febre para assegurar uma patente parece ter contagiado praticamente todas as áreas científicas. para sanar eventuais ocorrências durante o trâmite para obtenção da Carta-Patente. por suas instituições. Também podem ser encontradas as citações de cada patente.com ). Todo o processo deve ser acompanhado através das publicações semanais do INPI . Fazal Chaudhry. Os resumos são claros e concisos e contêm indexação por palavraschaves . pelo número da patente ou código de classificação. A falta de registro poderá resultar na usurpação dos direitos do inventor quanto à Propriedade Industria. Procedimento para o registro de relatórios técnicos.derwent. professor do Departamento de Hidráulica e Saneamento da Escola de Engenharia da USP de São Carlos. coordenadora do Laboratório de Física Oftalmológica do campus de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo(USP).Revista da Propriedade Industrial . que asseguram busca rápida e acurada. do Departamento de Imunologia da Faculdade de Medicina da USP. pretende negociar um sistema de impermeabilização de edifícios que utiliza como matéria-prima subprodutos de outras indústrias.br/prp/edistec/links.unicamp. pediu o registro de um equipamento que mede. As informações sobre as patentes podem ser procuradas de várias maneiras: pelos nomes dos inventores ou titulares. Mello quer registrar um medicamento contra epilepsia.Instituto Nacional de Propriedade Industrial USPTO . . Além do amor pela ciência. Além de ser um poderoso instrumento de pesquisa de patentes. podendo inclusive ser acessada através de qualquer patente citada em artigo do WoS.htm Artigos Relacionados Febre de patentes na universidade Gazeta Mercantil Dia: 10/05/00 Página: Primeira Página Laura Knapp de São Paulo Luiz Eugênio Araujo de Mello. Luiz Vicente Rizzo e Elibio Rech são todos professores ou pesquisadores. Derwent Innovations Index. incluindo as brasileiras. A física Liliane Ventura Schiabel. automática e velozmente. com alcance maior do que os similares importados.

Mas. afirma.1. para restituição ao depositante após autenticação.01 . mas ir um passo além e procurar licenciá-los. Natureza. duas das quais serão retidas pelo INPI.4. sendo facultada a apresentação de mais duas vias. após protocolização. O Relatório Descritivo.6. diz Rech. Todos os documentos apresentados devem estar de acordo com os mesmos.2. I . Escreva a mesma também por extenso. desde que sejam mantidas todas as suas características. Este formulário. I. composto de 2 (duas) folhas. "A obtenção de patentes está se tornando prioridade para nós". Instruções para o preenchimento do Formulário modelo 1. veja instruções no Guia do Usuário. ex. pois sua indicação incompleta ou incorreta poderá inviabilizar uma eventual comunicação do INPI com o depositante. tais como papel tamanho A4 branco. temos de ter algo a oferecer". dos Atos Normativos 127 e 130. o importante é não apenas registrar produtos ou tecnologias.3. Desenhos (se houver) e Resumo devem ser entregues em 3 (três) vias.2. Campo 2. está procurando garantir a propriedade intelectual de um método Multiplicação de plantas transgênicas em alta freqüência. I. Assinale a natureza do pedido que está sendo depositado. a patente está virando um objetivo importante nas universidades brasileiras. Confira atentamente. afirma Galembeck.. no máximo. "É preciso transformar a patente em um negócio". tinta preta. quando devidamente instruído o pedido. Pode ser impresso utilizando computador. de 05/03/97 e do Guia do Usuário. Forneça o nome completo do depositante assim como todos os demais dados solicitados. mantendo o padrão de duas folhas.1. coordenador de projeto da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia. O depositante deve ter conhecimento da Lei nº 9279/96 (LPI).Depósito de Pedido de Patente ou de Certificado de Adição de Invenção. de fazer o que os países ricos fazem: transformar conhecimentos adquiridos em inovação e em riqueza". I. Atente para que o CEP fique indicado no endereço. assinale "continua em folha anexa" e forneça todos os dados para cada um dos demais em uma mesma folha suplementar.  . para uso do INPI. I. "Se quisermos fazer parte do primeiro time. I. afirma Antônio Sérgio Pizarro Fragomeni. I. lembra ele. com tinta preta e indelével.5.PREENCHIMENTO DO FORMULÁRIO E OUTRAS INSTRUÇÕES I. I. sendo a outra devolvida ao depositante. se destina a depósito de pedido de patente (invenção ou modelo de utilidade) ou de certificado de adição de invenção. Reivindicações. sem emendas ou rasuras. de artigos em revistas especializadas como o ápice do reconhecimento por seu trabalho. Depositante. secretário de Desenvolvimento Tecnológico do Ministério da Ciência e Tecnologia. Para preenchimento da guia de recolhimento e pagamento da retribuição do depósito do pedido. Os campos devem ser preenchidos da forma abaixo especificada:  Campo 1. que via a publicação. e deveríamos ser capazes. p.38 E Rech.3. Até pouco tempo desprezada pela comunidade acadêmica. Caso haja mais de um depositante. por programa gráfico ou um processador de texto.3. folha por folha. Deve ser preenchido à máquina ou em letra de fôrma legível. Deve ser entregue à Recepção em 3 (três) vias. coordenado geral e vice-reitor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). "Nós produzimos muito conhecimento novo. no Brasil de hoje. margens e tipos de letras.

Campo 6. Campo 10.procedimento de cálculo em linguagem simbólica. .Associação Brasileira de Normas Técnicas . ou usado para substituílo.nome acrescentado ao nome propriamente dito de uma pessoa. Declaração de Divulgação anterior. forneça o número e a data de depósito do pedido original. Campo 7.39     Campo 3. seja de um traço característico de sua pessoa ou vida. fornecidos no presente formulário. Inventor. acervo .conjunto de documentos de um arquivo. que deverá ser entregue no ato do depósito. Forneça todos os dados relativos à divulgação ocorrida dentro do prazo de 12 (doze) meses anteriores à data de depósito do pedido. indique o acordo em folha anexa. Quando se tratar de divisão de um pedido. carimbando ou escrevendo seu nome. Forneça o nome completo do inventor assim como todos os demais dados solicitados. Pedido de Divisão. Confira atentamente. Campo 4. foi fundada em 1940. No caso de estar sendo reivindicada prioridade de depósito estrangeiro anterior com base em outro acordo que não a Convenção da União de Paris. o número total de folhas apresentadas (somente uma das vias de cada documento ). Tendo sido reivindicada prioridade externa para o pedido. informe o nome ou sigla do país ou organização. Quando tiver sido nomeado um procurador. o depositante pode apresentar declaração de serem os dados. Prioridade Interna. Caso esteja sendo reivindicada prioridade de depósito estrangeiro anterior. Documentos Anexados. Indique o número de folhas de cada um dos documentos. indicando. Assinale quais os documentos que estão sendo apresentados junto com este formulário. abstract ou summary . Campo 8. Procurador. o número e a data da prioridade.9 "Outros". Escreva aqui o título completo. que deverá ser igual ao do Relatório Descritivo. Caso o inventor tenha optado pela não divulgação de seu nome. idênticos ao da certidão de depósito ou documento equivalente do pedido cuja prioridade está sendo reivindicada.2 do Ato Normativo nº 127/97. Prioridade Externa. Gilberto de Andrade Martins ABNT . assinale o local apropriado e forneça todos os dados em envelope. Vocábulos sobre métodos e técnicas de pesquisa Prof. assinale o item 11. É a tradução do termo resumo para língua inglesa que deve integrar dissertação ou tese com a finalidade de facilitar a divulgação do trabalho a nível internacional. Date e assine. Título. Campo 5. Declaração na forma do item 3. Caso apresente anexos ou outros documentos que não os especificados nos campos 11. O número de folhas deverá incluir somente o de uma das vias de cada documento. Campo 11. Escreva o número e a data de depósito do pedido brasileiro anterior que serve de base à reivindicação da prioridade interna. algoritmo . forneça aqui os seus dados.é o órgão responsável pela normatização técnica no país. assinale "continua em folha anexa" e forneça todos os dados para cada um dos demais em uma mesma folha suplementar.palavras de língua inglesa que significam resumo. para fornecer a base necessária ao desenvolvimento tecnológico brasileiro. Campo 9.8.1 a 11. Caso haja mais de um inventor.      Campo 12. Os não residentes precisam constituir e manter um procurador residente no Brasil. alcunha . denotativo seja de particularidades referentes a seu ofício. também. ao invés de apresentar a tradução simples prevista no § 2o do Artigo 16 da LPI.

um link salvo para um endereço Web. escritos por um ou mais autores. . e que. que seguem as normas editoriais do periódico a que se destinam. apud . aleatoriamente acumulados. frase.. embora não constitua parte essencial da obra. ex. artigos de periódicos . datas . sáb. onomástico ou geográfico. sem relação orgânica. copyright . . de informação colhida de outra fonte.: 13 h 23 . seguida.é a menção no texto.matéria suplementar que se junta ao texto de uma publicação como esclarecimento ou documentação. seguidas de ponto quando minúsculas e sem ponto quando maiúsculas.programa usado para fazer a conexão com sites Web. ex. excetuando-se o mês de maio.conforme circa ou ca.por volta de citação . browser . Alguns autores denominam tal lista por bibliografia consultada. apêndice . bibliografia . citadas ou não no texto. Considera-se apêndice quando o material for elaborado pelo próprio autor do trabalho e anexo. de uso internacional. As horas são indicadas de 0 h às 23 h. dos minutos e segundos.40 alínea . colocados no alto de um registro bibliográfico. autor .sumário. coleção .o ano.: 3ª feira. pode-se usar também cap.nome. arranjadas por ordem alfabética.lista bibliográfica com as referências bibliográficas de todas as obras utilizadas. listas e outros suportes. cabeçalho . descritos de forma sumária ou pormenorizada. catálogos .citado por. dom. . conforme. incluindo todos os documentos pertencentes a um ou mais fundos.capítulo.conjunto de documentos. no verso da folha de rosto de uma obra.subdivisão de um parágrafo indicada por letra minúscula seguida de sinal de fechamento de parênteses. c. cronológico. para esclarecimento do assunto em discussão ou para ilustrar ou sustentar o que se afirma. Os meses podem ser abreviados por meio das três primeiras letras.instrumental de pesquisa elaborado segundo um critério temático. quando o material se origina de outras fontes. bookmark . indicativa de propriedades literária ou direito autoral. acompanha o nome do beneficiário e o ano da primeira publicação para efeitos legais. para dar um ponto de acesso em catálogos. científicos ou culturais .palavra inglesa. Os dias da semana podem ser abreviados: p. os meses e os dias são indicados por extenso ou em algarismos arábicos. anexo. segundo.também chamado entrada de hotlist ou local favorito. cf. expressão ou iniciais.pessoa fundamentalmente responsável pela criação do conteúdo intelectual ou artístico de uma obra. p. content list . que é escrito por extenso.são trabalhos técnicos. quando necessário. CAb – grafado em caixa alta e baixa.

os objetivos da obra e o modo de tratar o assunto.arquivo.num livro. gráficos. recursos humanos e outros dados relativos a biblioteca ou centros de informação e documentação.por exemplo. no verso da folha de rosto.artigo de fundo que exprime a opinião do órgão. algarismos arábicos.g. que se anexa à obra depois de impressa. elucidário . e iniciadas pela palavra FIGURA. ed.informações bibliográficas (catalogação na fonte) que deve aparecer na falsa folha de rosto. As legendas devem ser inseridas abaixo de cada figura.são termos ou frases que expressam os assunto do artigo e vêm obrigatoriamente depois do resumo. modelos.: 1992 e não 1. um título em obras técnico-científicas.como figuras são considerados: desenhos. cadastro. abreviando-se os prenomes. p. entrada . errata . 30.elemento levado em consideração para determinar a ordenação.citação colocada no início de uma obra. descritores (ou palavras-chave de artigos de periódicos) . fotografias. com as devidas correções e indicação das páginas e linhas em que aparecem.) . esquemas. ex.desprovido de teoria. preâmbulo. com numeração seqüente.caderno ou grupo de cadernos de uma obra que se publica à medida que vai sendo impressa. . tal como um nome. um cabeçalho.parte inicial do trabalho onde se expõe o argumento. Atlas (e não Editora Atlas) editorial . ou.edição: Por exemplo: 6. (a edição deve ser indicada em algarismos arábicos) editor . e suprimindo-se outros elementos que designam a natureza jurídica ou comercial deste. na falta desta. exempli gratia (e.nas referências bibliográficas. termos obscuros ou duvidosos.lista de erros tipográficos ou de outra natureza.41 min.obra de referência. olho . file . que informa nome. cada um dos números de uma publicação periódica que constitui volume bibliográfico. proêmio. fascículo . diretório. prólogo ou introdução .: Kosmos (e não Kosmos Editora). assuntos cobertos. Figuras . endereço. o nome do editor deve ser grafado como figura na publicação referenciada.documento que se propõe esclarecer assuntos.rascunho.992. desde que dispensáveis a sua identificação.2 s. ed. Não se coloca ponto para se separar o algarismo da milhar quando se indica um ano: p. . ficha catalográfica . periódica ou não. draft . em geral escrito pelo redator-chefe e publicado com destaque. exórdio. tamanho das coleções. guia . após a folha de rosto. mapas. falso frontispício. falsa folha de rosto. é a folha que precede a folha de rosto e contém o título da obra. fórmulas. relativo à observação de uma realidade externa ao indivíduo. É impressa geralmente em papel avulso ou encartado. epígrafe . ante-rosto. empírico . ex.

índice cronológico . revestida de capa de papel ou cartolina. índice geral . ibid.vocabulário em que se explicam palavras obscuras ou referentes a determinada especialidade técnica.42 filiação científica . diversos assuntos. seguida do respectivo número da página.página que contém os elementos essenciais à identificação da obra (autor.indicação da Instituição a que pertence(m) o(s) autor(es) de trabalhos científicos: Departamento – Instituto ou Faculdade – Universidade (sigla) – Cidade – Estado –País. no caso de livro). Il. ilustrações .documento principal em um site Web.agrupa nomes e fatos importantes em relação cronológica de anos. id est (i. folha de rosto. Dividem-se em três categorias: Tabelas. é parte da referência bibliográfica composta dos seguintes elementos: local. espécies etc. nomes.agrupa assuntos.do mesmo autor.na mesma obra. glossário .aparecem no trabalho par explicar ou complementar o texto. título. (idem) . portada .e. nomes. índice onomástico .qualquer documento que pode fornecer informações autorizadas. espécies etc. ou infra . Pesquisa. geralmente apenso a um livro..agrupa assuntos. In . índice sistemático . página de rosto. períodos ou épocas.) . O índice deve ser impresso no final da publicação. científica. imprenta local. inquérito .abaixo. citação etc. sindicância. imprenta .isto é. índice . lugares etc. id. .inserido. abreviatura. frontispício.abreviatura para indicação de ilustrações de qualquer natureza em referências bibliográficas. pessoa e entidade. com um mínimo de 5 e um máximo de 48 páginas. edição.também denominada notas tipográficas. editora e data de publicação.documento que relata a evolução e os resultados de uma sindicância ou interrogatório. Não deve ser confundido com sumário (enumeração das principais divisões: capítulos. folheto . partes de um documento na mesma ordem em que a matéria nele se sucede). Lista ou catálogos de nomes próprios.. Quadros e Figuras. home page . Sua ordenação poderá ser alfabética ou sistemática por autor.trata-se de lista de entradas ordenadas segundo determinado critério. assunto. contido em. em relação preparada de acordo com um sistema de classificação. . editor e ano de publicação. que localiza e remete o leitor para as informações contidas num texto.relaciona em ordem alfabética. em relação preparada de acordo com um sistema de classificação.publicação não periódica. nomes. fonte . (ibidem) . etc. inf. contidos no relatório.

enumeração de elementos de apresentação de dados e informações (gráficos. em páginas próprias. – enumeração de elementos de um texto técnico – científico em ordem alfabética.Norma Brasileira Registrada emitida pela ABNT. tabelas. referência um título. partes etc.dicionário de formas raras ou difíceis.número n/ref.no lugar citado. conforme ordem de ocorrência no texto. ilustrações.43 ISBN . livro . cit. siglas etc. mapas.1 1. grampeadas. Brasília. . costuradas ou coladas em capa. numeração de documento . de conteúdo científico. ilustrações. seção ou da própria obra).: 1 1. listas de figuras. abreviaturas. .conjunto de informações essenciais destinados à identificação de um periódico e os artigos nele contidos. índices etc. Telebrás. número 53. Aparecem.1991. As listas têm apresentação similar à do sumário.norma brasileira. novembro de 1991.observações ou adiantamentos de detalhes do texto de uma obra.EX. quadros. jornais.página . antes do sumário. legenda bibliográfica . literário ou artístico. páginas 1 a 92. O ISSN deve ser impresso em cada fascículo de uma publicação seriada. símbolos. n. na ficha catalográfica e logo acima da legenda bibliográfica da folha de rosto.15 n. lista .53 p.Numeração Internacional para Publicações Seriadas (International Standard Serial Numbering) – sigla adotada internacionalmente para indicar o número padronizado de uma publicação seriada (periódicos. no canto superior direito da capa.Numeração Internacional para Livro (International Standard Book Numbering).) . arranjadas numericamente. Quando pouco extensas.obra de uso auxiliar que permite obter informações sobre o assunto de interesse.). notas . Revista Telebrás.) utilizadas na obra.Telebrás Brasília v. loc. volume 15. anexos etc. colocado no rodapé e/ou no final do texto (final do capítulo.nossa referência. salvo no caso de jornais que a colocam no cabeçalho da página. . ISSN . (p. formada por um conjunto de folhas impressas.1. p. Nas páginas do texto: Rev. Brasília. anuários. Deve figurar no rodapé da folha de rosto e em cada uma das páginas do texto. NBR . obra de referência . em posição destacada. léxico . Na folha de rosto a legenda deveria ser: R.obra já citada anteriormente. cit. enciclopédias. siglas. 15(53): 1-35.3).lista bibliográfica com as referências bibliográficas e demais notas. emitida pela ABNT.empregam-se algarismos arábicos na identificação dos capítulos. podem figurar seqüencialmente na mesma página. NB . Não devem ser feitas listas com número inferior a cinco itens./1991. nov. tabelas.publicação não-periódica. tais como: dicionários. obedecendo a uma única seqüência. revistas técnicas etc. notas e referências bibliográficas . abreviaturas. próprias de determinado autor ou de uma época literária.1-92 Nov. P. (loco citado) . ex. opus citatum (op.

Pode tratar de vários assuntos em uma ou mais áreas do conhecimento. . tais como: livros. prefácio . mantendo-se a idéia original. na qual colaboram diversas pessoas.é o desenvolvimento. separadas entre si por ponto e vírgula. gráficos.relação de até sete palavras representativas do tema tratado no trabalho. cronológico. . referência bibliográfica . por tempo indeterminado. redigido após a elaboração do texto. v. posfácio .é o conjunto de elementos que permite a identificação de documentos impressos ou registrados em qualquer suporte físico. passim . pertencentes a uma ou mais fontes. tais como tabelas.44 p.representação tipo tabular que não emprega dados estatísticos. a intervalos regulares ou não. de termos pessoais. . justificativa ou apresentação. É constituído de palavras de esclarecimento. prenome .texto informativo ou explicativo que. Devem ser numerados consecutivamente. parafrasear . referee . paráfrase .é a exposição escrita na qual se descrevem fatos verificados mediante pesquisas ou se historia a execução de serviços ou de experiências. printer . podendo ser elaborado segundo um critério temático. periódicos e material audiovisual. pode figurar como complemento.é desenvolver ou reduzir o texto de um documento. e encabeçados pelo título.cópia impressa do disquete. pormenorizadamente.elemento que vem em primeiro lugar na enunciação do nome completo de uma pessoa.aqui e ali. sob uma direção constituída.avaliador de artigos submetidos a um periódico.instrumento de pesquisa no qual são descritos. q.queira ver Quadro . ex. onomástico ou geográfico.é a publicação editada em fascículos ou partes. relatório . referências bibliográficas . do texto de um livro ou de um documento conservando-se as idéias originais.parte opcional de livro. estatísticas e outros. também chamado nome individual.nome adotado por uma pessoa como substitutivo da designação oficial. repertório . redigidas pelo autor. editor ou outra pessoa de reconhecida competência ou autoridade.pequenos artigos científicos ou textos elaborados para comunicações em congressos. documentos previamente selecionados. periódico . usado para identificá-la em certo ramo especial de suas atividades. É geralmente acompanhado de documentos demonstrativos. porém. utilizando-se. pseudônimo . papers .por exemplo palavras-chave/keywords . Possuem a mesma estrutura formal de um artigo. com palavras próprias.lista bibliográfica que inclui apenas referências das citações utilizadas no texto e não indicadas em nota de rodapé. congresso etc. em algarismos arábicos. Lista bibliográfica de artigo periódico.

denominado Résumé em francês.indica-se quando da falta do local da publicação da obra que se pretende referenciar. t. seq. ligado ao título/autor por linha pontilhada.acima. é transcrito ao final do artigo. Não deve ser confundido com sumário. . Inhalt em alemão. resumo (livros) .é a apresentação concisa do texto. É recomendado apenas para obras técnicas e científicas e está localizado imediatamente antes do texto.é a apresentação concisa do texto. .uma localização na Internet. resumo (dissertações e teses) . destacando os aspectos de maior interesse e importância. na mesma ordem em que se sucedem no texto.) . para cada artigo: título do artigo. Não deve ser confundido com índice. senha (PIN: Personal Identification Number) . sine nomine (s. . peça teatral. supra . tomos “thesaurus” . Zusammenfassung em alemão. é a apresentação concisa do texto.l. (sequentia) . destacando os aspectos de maior interesse e importância.n. programa de TV etc.sistema de fichário que reúne as referências das obras consultadas e/ou citadas num trabalho. partes. Table des Matières em francês. site . de complementação. O sumário deve indicar. resumo ou lista. Na elaboração do resumo.45 resumo (artigos de periódicos) . com seus sinônimos. quando em outra língua. na ordem em que aparecem. devendo conter até 300 palavras.repositório de palavras-chave. utilizado como chave secreta para identificação do usuário em transações em automação bancária e comercial.sua referência. antônimos e palavras relacionadas. capítulos.tomo. roteiro (script) .é a parte do periódico que apresenta material extraordinário. antes das referências bibliográficas. sinalética (lista bibliográfica) . sine loco (s. seções. é a relação dos capítulos e seções do trabalho. Abstract em inglês. número da primeira página.conjunto de caracteres numéricos ou pseudoalfabéticos. .sua comunicação. Não deve ser confundido com índice ou mesmo com resumo. sumário (livros) . s/com. s/ref. nome do autor.indica-se quando da falta de impressor e editora na obra que se pretende referenciar.é a enumeração das principais divisões. sumário (publicações periódicas) . destacando os aspectos de maior interesse e importância. Resumen em espanhol.documento que descreve a seqüência dos acontecimentos que forma o enredo de um filme.) . deve-se observar o seguinte: não ultrapassar 250 palavras. precede o texto quando na mesma língua.denominado Contents em inglês.seguinte ou que se segue. sumário .é a relação dos artigos que constituem o fascículo de um periódico. suplemento . Contenido em espanhol.

3. Comentários sociais. JOSÉ LUIZ GOLDFARB. SICILIANO. ALBERT EINSTEIN. OS CADERNOS DA CULTURA.é a ação de representar os sinais de um alfabeto por sinais de outro alfabeto. O PENSAMENTO DE MÁRIO SHENBERG. . Fragmentos da vida de Einstein. História de um dos dez maiores físicos da história e ainda brasileiro. Romance de ficção científica. CATHERINE CLÉMENT – CIA DAS LETRAS – Romance das religiões. título corrente. utilizando matemática elementar. A VIAGEM DE THEO. NÓS ESTAMOS SÓS. 15. SERÁ QUE DEUS JOGA DADOS? IAN STEWART – JORGE ZAHAR EDITOR. ISAAC NEWTON. RODEN. Em geral. História de Darwin e o seu trabalho. Fundamentos da origem da civilização brasileira. exceto a primeira. COMO VEJO O MUNDO ALBERT EINSTEIN.www. Obra de Einstein. Análise da possibilidade de vida inteligente extraterrestre. 8. – EDITORA INTERCIÊNCIA. v. PAULO SILVEIRA. 5. MARCEL BLANC – SCRITTA – Estudo de Marcel Blanc sobre o trabalho de Darwin. EINSTEIN POR ELE MESMO. 7.) . .ver a citação já referenciada. com o máximo de 15 páginas (algumas Revistas permitem até 30 páginas). EINSTEIN O ENIGMA DO UNIVERSO. MARTIN CLARET. o título do livro vem na página par e o do capítulo na página ímpar. LEITE LOPES. que aparece ao alto de todas as páginas do artigo. EINSTEN E OUTROS ENSAIOS. laudas com 30 linhas de 70 toques e espaço 2. 2. J. videlicet (viz) . DARCY REIBEIRO. Uma humanidade solitária. que pode coincidir ou não com o volume. 6. Abordagem filosófica de Einstein. MARTIN CLARET.é a indicação do(s) autor(es) e do título breve do artigo.World Wide Web . políticos e científicos feitos pelo próprio Einstein. O CÉREBRO HUMANO. 10. Bibliografia complementar sugerida pelo professor (Fora da norma ABNT) 1. Antropologia do ciberespaço. VOAR TAMBÉM É COM OS HOMENS. EDIOURO. É melhor traduzir por ver. A nova matemática do caos. da obra ou capítulo colocado no alto de cada página. tomo . O PENSAMENTO VIVO DE DARWIN. NOVA STELLA. MARTIM CLARET. NICOLAU COPÉRNICO COMMENTARIOULUS. 11. 14. 12. 16. ALFREDO NUNES BANDEIRA JR. Obra de Copérnico.divisão física de uma obra. 13. ISAAC ASIMOV – HEMUS. EDIÇÕES LOYOLA. TESTEMUNHO. transliteração . EDITORA BEST SELLER.volume vide (vid.título. EDUSP. MARTIM CLARET EDITORES. 4. título corrente . integral ou abreviado. A INTELIGÊNCIA COLETIVA. PIERRE LÉVY. FREEMAN DYSON. Análise matemática de alguns números da natureza. Do Gene à conquista do universo.a saber Web . EDITORA NOVA FRONTEIRA. OS HERDEIROS DE DARWIN. INFINITO EM TODAS AS DIREÇÕES. Bibliografia. cabeça ou cabeço .46 tamanhos de artigos – geralmente. 9.

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17. 18. 19. 20. 21. 22. 23. 24. 25. 26. 27. 28. 29. 30. 31. 32. 33. 34. 35. 36. 37. 38. 39. 40. 41. 42. 43. 44. 45. 46. 47. 48. 49. 50. INTRODUÇÃO À GEOFÍSICA ESPACIAL. VOLKER W. J. KIRCHHOFF. EDUSP. Geofísica elementar. MEMÓRIAS DAS TREVAS. JOÃO CARLOS TEIXEIRA GOMES. GERAÇÃO EDITORIAL. Uma devassa na vida de Antônio Carlos Magalhães. CRÔNICAS ITALIANAS. STENDHAL. EDUSP. Crônicas. TRINTA ANOS ESTA NOITE. PAULO FRANCIS. CIA DAS LETRAS. Relato sobre o golpe militar de 1964. DIARIO DE VIAGEM. ALBERT CAMUS. RECORD. Relato de viagens e encontros com personagens da história brasileira. O CAPITAL DE MARX E O CAPITALISMO DE HOJE. ANTONY CUTLER. ZAHAR EDITORES. 8 volumes sobre o projeto Marxista. DOSSIÊ BRASIL. GENETON MORAES NETO. OBJETIVA. A história por trás da história do país. TELECOSMO A ERA PÓS-COMPUTADOR. GEORGE GILDER. EDITORA CAMPUS. Projeção futurista. O RELOJOEIRO CEGO. A TEORIA DA EVOLUÇÃO CONTRA O DESÍGNIO DIVINO. CIA DAS LETRAS. Visão Darwinista. ASTROBIOLOGIA. FLAVIO PEREIRA. TRAÇO DITORA. Estudo sobre a possibilidade de vida fora da Terra. RETALHOS CÓSMICOS. MARCELO GLEISER. CIA DAS LETRAS. Crônicas sobre ciência publicadas no jornal Folha de São Paulo. MUNDOS IMAGINADOS. FREEMAN DYSON. CIA DAS LETRAS. Programação genética. NOTÍCIAS DO PLANALTO. MÁRIO SÉRGIO CONTI. CIA DAS LETRAS. A imprensa e Fernando Collor. EM BUSCA DE OUTROS MUNDOS. RONALDO ROGÉRIO DE FREITAS MOURÃO. FRANCISCO ALVES. Observações e estudos do maior astrônomo brasileiro. A MENSAGEM DAS ESTRELAS. GALILEU GALILEI. MUSEU DE ASTRONOMIA. Observações e estudos de Galileu. FILOSOFIA PARA PRINCIPIANTE. RICHARD OSBORNE. OBJETIVA. Pensamento dos principais filósofos. DISCURSO DO MÉTODO. RENÈ DESCARTES. EDITORA ÁTICA. Comentários sobre o trabalho de Descartes. DISCURSO SOBRE A ORIGEM E OS FUNDAMENTOS DA DESIGUALDADE ENTRE OS HOMENS. ROUSSEAU. EDITORA UNB. LEONARDO DA VINCI. EDIOURO. Bibliografia. O LIVRO DAS RELIGIÕES. VICTOR HELLERN. CIA DAS LETRAS. Complexo estudo sobre a origem das religiões. HOMENS DE CIÊNCIA. ALESSANDRO GRECO. CONRAD LIVROS. Entrevistas com os mais destacados cientistas da atualidade. ETERNIDADE INVENTADA. DAWSON IZOLA. Romance de ficção científica. HISTÓRIA DA MATEMÁTICA. RUBENS G. LINTZ. EDITORA DA FURB. Dois volumes. Matemática ao longo da nossa história sob o ponto de vista cultural. ATLAS CELESTE. RONALDO ROGÉRIO DE FREITAS MOURÃO. VOZES. Atlas. EXPLICANDO A ASTRONÁUTICA. RONALDO ROGÉRIO DE FREITAS MOURÃO. EDIOURO. O CÉU. RODOLPHO CANIATO. EDITORA ÁTICA. Abordagem física da astronomia. COSMONÁUTICA ENCICOLPÉDIA SOVIÉTICA. EDITORAL MIR. Programa espacial soviético. HISTÓRIA DOS FOGUETES NO BRASIL. DAWSON IZOLA. EDITORA ABAETÉ. História dos primeiros foguetes brasileiros. DE FOGUETEIRO E LOUCO TODO MUNDO TEM UM POUCO. DAWSON IZOLA. História do Grupo Lenda da Fatec-SP. SOMOS DIFERENTES. JAMES TREFIL. ROCCO. Estudo sobre a inteligência humana. UMA BREVE HISTÓRIA DO TEMPO. STEPHEN W. HAWKING. ROCCO. Do Big Bang aos buracos negros. A DANÇA DO UNIVERSO. MARCELO GLEISER. CIA DAS LETRAS. Dos mitos da criação ao Big Bang. METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO. ANTONIO JOAQUIM SEVERINO. CORTEZ. EVOLUÇÃO DA VIDA. PRISMA. Visão antiga (30 anos atrás) da evolução.

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BIBLIOGRAFIA SUGERIDA (comentada) Fora da norma da ABNT. 1O Universo numa Casca de Noz – Stephen Hawking Na lista dos mais vendidos, por várias semanas na categoria não-ficção. O autor é matemático, astrofísico e doutor em cosmologia pela Universidade de Cambridge. Considerado o mais brilhante físico desde Einstein. Neste livro explica os princípios que controlam o Universo. 2Filosofia para não-filósofos – Jacquard e Planes O autor é um cientista que consegue com clareza discutir temas relevantes. O livro é um abecedário com perguntas e respostas sobre temas como biologia, ética, genética, matemática e religião. 3Assim falou Einstein – Alice Calprice Esse livro é uma coletânia de mais de 550 citações do físico, organizadas de forma temática, feito pela editora encarregada dos Clleted papers os Albert Einstein na Universidade de Princeton. Além disso, têm o prefácio do físico Freeman Dayson. 4Os irmãos Karamazov – Dostoievski É um clássico da literatura universal. Na forma de romance o autor russo retrata diferentes formas de personalidade em cada um dos irmãos e nos personagens do livro e com isso, expõe preocupações sociais, religiosas e filosóficas, nos levando a compreender melhor o vasto painel de dramas universais. 5O Mundo de Sofia – Jostein Gaarder Quem somos? De onde viemos? Sofia começa a receber postais anônimos que tratam destas questões filosóficas e a partir daí o leitor é convidado a trilhar toda a história da filosofia ocidental de forma bastante compreensível. O autor, professor de filosofia, é especializado em literatura infanto-juvenil. 6Em que crêem os que não crêem? – Umberto Eco e Carlo Maria Martini Na forma de cartas, um dos maiores pensadores da atualidade e um cardeal da igreja católica debatem neste livro sobre a existência de Deus, os fundamentos da ética e o respeito ao outro, discutem o aborto, o papel das mulheres e muito mais. 7Coleção Folha Explica – Nietzche Um livrete com resumo da vida e obras de um dos pensadores mais provocativos da filosofia moderna. 8Coleção Folha explica – Macacos È uma viagem pelo universo dos grandes primatas, fundamental para entender melhor o comportamento humano. 9Descartes em 90 minutos – Paul Strathern Aristóteles em 90 minutos – Paul Strathern Esses livretes fazem parte de uma coleção que usa textos irreverentes e curiosos sobre os principais filósofos que empolgam o jovem leitor. 10Gênios Ingênuos – Aguinaldo Prandini Ricieri Neste livro o autor, professor do ITA, conta a trajetória da vida de Galois e Abel, dois jovens matemáticos que revolucionaram a história da matemática. 11O Livro de Ouro da Mitologia – Thomas Bulfinch Essa é uma coletânea de histórias de deuses e heróis gregos e romanos. Da mesma editora também é possível o Livro de Ouro da História do Brasil, do Universo e outros. 12Os cem melhores poemas brasileiros do século – Ítalo Mariconi (seleção) É uma coletânea dos principais poetas brasileiros. Também existe o livro dos cem melhores contos.

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13Coiote – Roberto Freire Esse é um romance onde o autor descreve novas possibilidades de relações humanas. O jovem coiote põe em xeque convenções e acomodações. 14Estação Carandiru – Dráuzio Varella Ganhador do Prêmio jabuti em 1999. o brilhante médico retrata sua experiência de 10 anos de trabalho voluntário na maior casa penitenciária do país de uma forma apaixonante. 15Caçadas de Vida e de Morte – João Gilberto Rodrigues da Cunha Ganhador do Prêmio Jabuti de 2000. o autor,um médico mineiro, surpreende e empolga o leitor falando da colonização do triângulo Mineiro, desde o final do Império até os primeiros anos da consolidação da república. 16A casa das sete mulheres – Letícia Wierzchowski A autora retrata a vida das mulheres da família de Bento Gonçalves que ficam recolhidas numa estância durante a Revolução Farroupilha, a mais longa guerra civil no nosso país. 17Princesa – A história real da vida das mulheres árabes – Jean P. Sasson Esse livro é a denúncia de uma princesa saudita sobre a condição feminina no mundo árabe. 18Filha da Fortuna – Isabel Allende Esse e os demais livros da autora chilena são recheados de testemunhos históricos sobre a Revolução Chilena e as relações latino-americanas. 19As cinzas de Ângela – Frank McCourt Ganhador do prêmio Pulitzer 1996. São as memórias de uma infância irlandesa, católica e miserável. É um livro em que a memória é sinônimo de grande literatura. 20Baudolino – Umberto Eco O autor é uma referência no que diz respeito a conhecimento sobre a Idade Média. Esse é o seu quarto romance que se passa entre 1152 e 1204.

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APÊNDICE A – Exemplos de artigos científicos

EQUIPO PARA EL ANÁLISIS DE LA OSCILACIÓN LATERAL DE AERONAVES IZOLA, Dawson Tadeu , CROCE, José A. Garcia
(1) (2)

y CATALANO, Fernando Martini

(3)

Universidad de São Paulo Sección de Ingeniería Mecánica – Universidade de São Paulo – Laboratorio de Aeronaves Av. Dr. Carlos Botelho, 1456, São Carlos – SP – Brasil Telf.:(+5516) 273-9333 Ext.3059 – Fax: (+5516) 274-9280 – e-mail: izoladaw@sc.usp.br (1) (2) (3) Maestro en Ing. Mecánica – USP – São Carlos (concediendo un doctorado del Laboratorio de Aronaves en al USP). Maestro en Ing. Mecánica – USP – São Carlos (concediendo un doctorado del Laboratorio de Aronaves en al USP). Ph.D. en Aerodinámica, Jefe del Laboratorio de Aeronaves de la Universidad de São Paulo, MRAeS, CEng.

RESUMEN El equipo consiste en un eje montado en un juego de rodamientos conjugados axial y radialmente. En la parte superior del eje se sujeta la aeronave que se va a ensayar en el túnel de viento y en la parte inferior, un grupo de poleas es responsable del movimiento de un potenciómetro. En la parte inferior del mismo eje, se sujeta un hasta en la que están un par de resortes helicoidales. Después de haber sufrido la perturbación, la aeronave oscila y este movimiento se identifica a través del potenciómetro que varía de 0 a 5 Voltios. La variación del voltaje es transmitida a través de un equipo electrónico y pasada a une computadore personal. Con los datos se construye un gráfico de ángulo de deslizamiento debido a la amortiguación. Con estos parámetros se determinan las condiciones de estabilidad lateral de la aeronave y la razón de declive de las oscilaciones. Palabras-claves: oscilación lateral, recopilación de datos, ensayo aerodinámico.

EQUIPMENT FOR ANALYSIS OF THE LATERAL OSCILLATION OF AIRCRAFT SUMMARY The equipment consists of an axis set up on a group of axial and radially conjugated bearings. The aircraft is fastened to be tested in the wind tunnel to the superior part of the axis and on the lower part a group of pulleys is responsible for the movement of a potentiometer. On the same axis, on the lower part, a stem is fastened to a pair of helical springs. On suffering a disturbance, the aircraft oscillates and this movement is identified through the potentiometer that varies from 0 to 5 Volts. The variation in the voltage is transmitted through electronic equipment and passed to a personal computer. A graph is plotted using the data with reference to the skidding angle due to the decay ratio. With these parameters the conditions of lateral stability of the aircraft are determined and the reason for the decline in the oscillations. Key words: lateral oscillation, acquisition of data, aerodynamic test. INTRODUCION Una aeronave en vuelo, cuando sufre algún tipo de perturbación lateral, se inclina con relación a su trayectoria inicial. Esta inclinación crea una sustentación en el estabilizador, que produce una fuerza contraria a su inclinación. El movimiento oscilatorio puede durar fracciones de segundos. Dicha oscilación puede causar un movimiento caótico que descontrola la aeronave, como lo demuestra Glauert y Cowley (1921). El ángulo de ataque vertical se mide entre la velocidad de la corriente de aire (con relación a un observador fijo en la aeronave) y la dirección del eje de la misma. Se observa que, con un ángulo de ataque vertical igual a cero, la sustentación en el estabilizador es nula, como puede observarse en la Figura 1.

Durante la oscilación. quedando hacer la curvas de declive de las oscilaciones. La ecuación del sistema masa-resorte es dada por: (1) c d 2 d  N r  f   V . Por otro lado. sent    (3) Sustituyendo los términos específicamente para el problema de oscilación estudiado. el modelo oscila hasta que hay una amortiguación. Repitiendo el experimento con flujo y sin flujo de aire.51 Fig. sumatoria del momento aerodinámico y de la restricción del resorte. Para determinar la estabilidad estática. se determinan las fuerzas resistivas del equipo. Después de una perturbación inicial. Fig. 2: Inclinación de la aeronave en vuelo. (V=velocidad del aire con relación al observador) Método de oscilación libre Simmons y Bateman (1920). tres términos pueden contribuir con el momento de guinada:    momento de inercia. Cuando una aeronave sufre una alteración lateral. desarrollaron un método para el análisis de la estabilidad direccional en dirigibles. la estabilidad dinámica depende de la frecuencia de la oscilación. se analiza la tendencia de la aeronave a volver a su posición original después de la perturbación. comienza a volar en ángulo de ataque (figura 2) y puede oscilar alrededor de su posición inicial de equilibrio.N v  k 0   0 2 dt dt (1) La solución para esta ecuación es del tipo: (2)    A cos t  B sen t e t (2) La ecuación (2) puede escribirse así: (3)    0 . sumatoria de la amortiguación en la guinada y la fricción en la prueba rígida (o prueba estática).e t . se tiene una ecuación de la cual se extraen los puntos de desplazamiento máximo para cada ciclo. Este método se llama de Método de Oscilación Libre (Free Oscillation Method). llegándose a las siguientes ecuaciones:  N r  2c  1  1   n1   ln  T  n    (4) (5) . 1: Vuelo con ángulo de ataque cero. Para el caso de que no haya viento. El proceso consistía en suspender el modelo a ser estudiado en un conjunto de hilos dentro de un túnel de viento. pueden hacerse simplificaciones. La estabilidad estática está relacionada con la posición relativa entre el CA y CG.

Modelo a ser ensayado.Fijación del grupo. responsables por el movimento de un potenciómentro.Polea. 3: Equipo de Oscilación. 3 . 10 . En el mismo eje.Montaje de rolamientos.Resorte. registra las oscilaciones. Leyenda de la figura 3 es: 1 .Potenciómetro. período wind on.Hasta para fijar el resorte.Lámina de fijación. 2 . 6 .52 nr  Nv  Nr 0. 5 . se fija un hasta en el que están un par de resortes.5 VSb 2 c V (6)  2 1  1 2 2 4  2  2    1  T  T1    Nv nv  0. Este archivo . área del estabilizador. que varía de 0 a 5 Voltios. la aeronave oscila y este movimento se identifica a través del potenciómetros. En la parte superior del eje se sujeta la aeronave y en la parte inferior.Abrazadera.5 VSb 2 Donde: m= m1 = c= T= T1 = V= S= b= (7) (8) razón del declive wind-on. 4 . velocidad del flujo de aire. 11 . período wind off.Pared del túnel de viento. 9 . Este programa es responsable por la recopilación de los datos enviados por el circuito eletrónico a través de una puerta de serie de una computadora personal (PC). 7 . DESCRIPCION DEL EQUIPO El equipo usado consiste de un eje montado sobre un grupo de rolamientos conjugados axial y radialmente. momento de inercia del área de las aletas. Después de sufrir la perturbación.Eje. Fig. envergadura del estabilizador. razón del declive wind-off. 8 . un grupo de poleas. Dicho programa recibe las señales enviadas a través del procesador PIC y graba los datos en 3 matrices en un archivo Data. en la parte inferior. La variación en el voltaje es codificada a través de un equipo electrónico (PIC de estructura RISC con capacidad de 64Kbytes) y enviada para una computadora personal a través de un programa en Qbasic.log.

que es de 9600 BPS–bytes por segundo.0024s y el segundo de 0. se modifican los valores del declive. t 20  0. PROCEDIMIENTO EXPERIMENTAL Considerando la razón de declive.0024s 9600 (10) Se tratan los datos recuperados a través de un PC en una planilla y se transforman de hexadecimal para decimal. se multiplica la Primera columna por 256 y se suma con la Segunda. aplicando después el logaritmo neperiano del promedio y multiplicándose por el inverso del período promedio de las oscilaciones. porque la amortiguación sólo se debió al efecto de los dos resortes. gráfico de la oscilación y se calcula el declive (Figura 4). se establece a través de la velocidade de recopilación del equipo. aproximadamente.0012 4084 (9) El tiempo de recopilación de cada dato.000 líneas. ya que el modelo osciló con el túnel desconectado. se recuperaron. La situación sin viento (wind-off) fue el que presenta período más grande. Cada valor se recupera a cada 0. En la situación wind-off. Se tiene así: Total  on  off  (12) Con estos resultados se hace el gráfico relativo al declive de las oscilaciones. Variándose el área del estabilizador. En la tercera columna está el tiempo de cada dato y en la cuarta columna. hasta que hubo la amortiguación total y el final del ciclo de las oscilaciones. de una manera general .0048. Este procedimiento se hace en las condiciones de winid-off y wind-on. Datos recuperados en el PIC El microcontrolador de estrutura RISC incorpora un conversor externo de 12 Bits con comunicación serial. Entonces: Re  5  0. El gráfico de las oscilaciones fue hecho con la tercera y cuarta columna. el primer dato tiene un tiempo de 0. se tiene:   ln 1 T 0 n  1 (4) Donde el declive es la amplitud del primer pico dividida por el pico siguiente. Los datos se tranfieren para la computadora a través de la puerta serial. porque las restricciones mecánicas (resorte y fricción). El tiempo promedio de recopilación de datos fue. y así sucesivamente. De esta forma. alrededor. 4000 3000 2000 1000 0 0 2 4 6 Tempo (s) 8 10 12 Amplitude Figura 4 – Ejemplo de la oscilación (wind-off). Los a datos se montan en una estructura hexadecimal en dos columnas: la 1 es el valor más a significante y la 2 es el menos significante. hasta que el ciclo de oscilaciones se concluya. de 12 segundos en la condición wind-off. la amplitud de las oscilaciones. 5.53 puede leerse en softwares como EXCEL o Wind-offCon los datos de la planilla se construye el Matlab. substrayendo el declive wind-on del de wind-off. A seguir se presenta un ejemplo . Para hacer la transformación.0024s. El resultado es la razón de amortiguación referida al estabilizador. Hay una variación de 0 a 5 Voltios del potenciómetro dividido por 4084. 1ª x256  2ª  Amplitude (11) El tiempo es el propio tiempo de recopilación de los datos. que es el paso (step). salen del resultado.

Estabilizador 2 – área = 0.0067 m . donde se probaron dos 2 2 estabilizadores diferentes: Estabilizador 1 .0078 m .6.129 -0.520 -0.132 -0.5752 -0.03567 Kg 2 Momento de Inercia c = 0.067 m Tabla 1 – Resultados del estabilizador 1 Período (s) ln  Wind-off 0.001101 kg/m Envergadura del estabilizador b = 0. Nr nr Nv nv 2 2 kgm /s kgm /s Wind-off Wind-on -0.1 -0.067 m Tabla 2 – Resultados del estabilizador 2.78 m/s Masa del Estabilizador = 0.293 Tabla 1A – Resultados del estabilizador 1 Nr nr Nv nv 2 2 kgm /s kgm /s Wind-off Wind-on -0.439 -0.=> 0.76 m Hg o Temperatura =20 C = 273 K Betz = 25.15 -0.54 práctico en el que se utilizó un modelo de cohete para el ensayo.828 Datos experimentales del estabilizador 2: Masa de las aletas = 0.237 Wind-on 0.0023 3.0256 m H2O 3  = 1. Condiciones del ensayo: Presión Atmosférica = 760 mm Hg = 0. Período (s) ln  Wind-off 0.000956 Kg/m Envergadura de la aleta b = 0.0353 kg 2 Área del Estabilizador S = 0.2 0 2 4 6 Número de Ciclos Wind-off Estabilizador 1 Estabilizador 2 Figura 5 – Declive de las oscilaciones.158 0. .0001 -0.área = 0.003 3.03567 Kg Área de las aletas S = 0. 0 Decaimento das Oscilações Ln (Fi0/Fi (n-1) -0.321 Con estos datos se construye el gráfico correspondiente al declive.139 -0.0078 m 2 Momento de Inercia c = 0.123 -0.149 0.202052 Kg/cm Velocidad del Flujo V = 19.2297 Wind-on 0.05 -0.0001 -0.2888 Tabla 2A – Resultados del estabilizador 2.4826 -0.

vale la pena destacar que. . – A Method for Determining the Rotary Derivatives Mq and Nr of Models. C. desarrollado originalmente por SIMMONS (1920). 1997. H and Cowley. Sin embargo. En el ejemplo dado. no habiendo necesidad de establecer un promedio de los períodos. Sc. siendo más grande el área del estabilizador. se pudo hacer un análisis preciso de los resultados. Dissertação de Mestrado. el estabilizador ideal debe ser aquel capaz de estabilizar lateralmente el modelo y que tenga la menor área posible. [3]IZOLA. El equipo de oscilación desarrollado para este trabajo. como fue hecho en el experimento realizado por SIMMONS (1920).R&M nº 711 – 1921. el rastro (la marca) debido al ángulo de ataque vertical también es más grande. and A. 1997. The Efect of the Lag of the Downwash on the Longitudinal Stability of an Aeroplane on the Rotary Derivative Mq.55 Razão de Decaimento -0. Uma Abordagem sobre Guiagem e Controle de Mísseis.1 -0. III CIDIM – Congresso Iberoamericano de Engenharia Mecânica. Anais. Sc.: Método de oscilação livre para análise da perturbação lateral de um foguete em vôo balístico.35 -0. R&M. 1921. XIII – Nº 4 – 1996. puede escogerse el de área más pequeña. Bateman. EESC-USP. Se puede concluir. DAWSON TADEU and CATALANO.05 0 1 Estabilizador 2 Adimensional Wind-off Wind-on Figura 6 – Razón del declive. G. Vol. João Paulo Cursino. Bateman. DAWSON TADEU – Análise da Oscilação Lateral de Foguetes Balísticos através do Método de Oscilação Livre. W. fue posible establecer el período exacto de las oscilaciones. Así se tiene una cantidad de datos en un intervalo de tiempo fijo. Sc. R&M nº 665 – 1920. Cidade de Havana – Cuba. . C. que mientras más grande el estabilizador. R. L. CONCLUSIONES El Método de Oscilación libre. [5]SIMMONS. se debe combinar este experimento con otro. como lo demuestra IZOLA y CATALANO (1997). E H. como aviones y dirigibles. Con el uso de un controlador de PIC. los dos estabilizadores satisfacen la condición de estabilidad. E H. Revista Militar de Ciência e Tecnologia.4 -0. se mostró eficaz para el estudio con cohetes. [2]IZOLA. además de usarse para los cohetes. [4]MORAES. L. porque el cono de las oscilaciones es convergente. como lo demuestra IZOLA (1997). ya que la capacidad del equipo es de 4084 puntos por segundo. Sc. F. para el análisis de la estabilidad lateral en dirigibles. Siendo estos datos recuperados automáticamente a través de un software de recopilación de datos.3 -0. más grande será la razón del declive.2 -0. and A.15 -0. B. B. – Note Relating to two Methods in use for Determining Rotary Derivatives of Models. para la medida de rastro (huella o deslizamiento). FERNANDO MARTINI. [6]SIMMONS L. Ricardo Ferreira. F. Por lo tanto. R. Para un mejor resultado. Santos. De esta forma. también puede usarse para otras aeronaves.25 -0. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS [1]GLAUERT. G.

O sistema fixador de altitude desenvolvido consiste em um sensor de pressão que estabelece uma relação entre a pressão atmosférica e a altitude. Carlos Botelho. O objetivo deste experimento foi para analisar a estabilidade longitudinal da aeronave com a ação do profundor e estabelecer o ângulo do profundor em que independente da velocidade aconteça uma razão de subida da aeronave sem comprometimento da estabilidade longitudinal.br RESUMO Aeronaves destinadas a obtenção de fotografias aéreas devem realizar o vôo paralelo ao solo com variação de altitude inferior a 5 metros. 10. INTRODUÇÃO Para alterar a altitude de vôo em uma aeronave. e pode oscilar em torno de sua posição inicial de equilíbrio. Para o desenvolvimento do sistema de controle de altitude. um software residente no computador de bordo o o movimenta o profundor em ângulos de +5 . estabelece-se a resposta do profundor capaz de garantir a altitude desejada e a estabilidade longitudinal do avião. Ensaios em túnel de vento demonstraram a eficiência do sistema. principalmente relativo à estabilidade longitudinal de período curto. Croce Fernando Martini Catalano Universidade de São Paulo Luiz H. Quando a aeronave atingir a altitude fixada. Com um computador de bordo fixa-se a altitude de vôo desejada ainda no solo. fazendo com que seja possível a montagem de mosaicos com a seqüência de 4 fotos.usp. residentes no computador de bordo. descrito por SIMONNS (1920). Utilizando as equações dinâmicas responsáveis pelo equilíbrio da aeronave. Paralelo ao fixador de altitude. A ação do profundor é responsável pelo movimento de subida e descida da aeronave. 1456 . no instante em que a aeronave estiver voando em ângulo de ataque para atingir a altitude fixada. realizou-se uma análise sobre a tendência da aeronave em retornar à sua posição original após a perturbação. fazendo com que aconteça o amortecimento das oscilações de período curto. após a decolagem da aeronave o sistema é acionado fazendo com que o avião atinja a altitude desejada. Com objetivo de identificar o período e a razão de decaimento das oscilações realizou-se um experimento utilizando o Método de Oscilação Livre. -10 e -20 graus. por outro lado a estabilidade dinâmica depende da freqüência de oscilação. -5 e zero graus de acordo com o equilíbrio longitudinal até que a altitude fixada seja alcançada. e um acelerômetro é o sensor de posição responsável pela estabilidade longitudinal da aeronave. o computador de bordo. A estabilidade estática está relacionada com a posição relativa entre o CA e CG. .CEP 13560-250 São Carlos . controla o intervalo entre uma foto e a seguinte. Para se determinar a estabilidade estática. interagindo com os observadores. Por intermédio de um Pitot estabelece-se a velocidade do avião. Uma aeronave ao sofrer uma perturbação longitudinal passa a voar em ângulo de ataque. Com um sensor de pressão estabelece-se o cálculo de altitude. com este dado. 20.Ramal 3059 FAX: +55 16 274-9280 E-mail: izoladaw@sc.56 Paper Number CONTROLADOR DE ALTITUDE PARA AERONAVES RADIOCONTROLADAS Dawson Tadeu Izola José Antônio G.Brasil TEL.SP . + 55 16 274-3444 . este movimento modifica o ângulo de ataque da aeronave fazendo com que aconteça a mudança na altitude.EESC-USP – Laboratório de Aeronaves Avenida Dr. faz-se o controle de altitude. Com o valor da pressão atmosférica . interage um giroscópio com sistema de controle que funciona como aumento de estabilidade longitudinal. Mudando a altitude de vôo a aeronave pode também alterar o equilíbrio lateral e longitudinal. Corrêa Bernardes NOXXON Tecnologia Departamento de Engenharia Mecânica . altera-se o ângulo do profundor. para que não haja comprometimento da escala das fotos. o computador de bordo inicia o processo para realizar as fotos aéreas. Utilizando dois sensores para coleta de dados da aeronave. analisou-se o modelo com o profundor com ângulo 0.

.57 DESCRIÇÃO DO EQUIPAMENTO O equipamento utilizado para análise da estabilidade longitudinal consiste em uma haste principal onde é fixado o modelo a ser ensaiado. O par de molas é responsável pelo incremento das oscilações como descreveu SIMONNS (1920). Figura 4 Equipamento de Oscilação Figura 5 Detalhe da montagem com molas A variação na voltagem é codificada através de um equipamento eletrônico (PIC de estrutura RISC) e passada para um computador pessoal através de um programa em Qbasic. O eixo do rolamento é unido a um potenciômetro que transmite a oscilação de forma análoga a um sistema codificador A/D (analógico digital). O sinal é codificado para digital e gravado em uma planilha através de um computador pessoal. Na parte inferior do modelo é fixado uma par de molas fixadas na haste principal por uma haste transversal. a aeronave oscila e este movimento é identificado através do potenciômetro que varia de 0 a 5 Volts. O modelo é fixado por intermédio de um rolamento. Figura 3 Detalhe do mancal Depois de sofrer a perturbação.

Motor. Características do Aeromodelo para foto aérea: Envergadura: 1.35 HP. Asa: Polidiedral. Corda: 0. As oscilações são simuladas em um equipamento que permite ao modelo oscilar preso ao CG.8m.58 O programa em Qbasic é responsável pela aquisição de dados enviados pelo circuito eletrônico através da porta serial de um computador pessoal. . foi construído o modelo da aeronave com as mesmas características do aeromodelo responsável pelo sistema de fotos aéreas. este arquivo pode ser lido em softwares como o Excel ou Matlab. recebe sinais enviados através do controlador PIC. Características do modelo para ensaio aerodinâmico: Envergadura: 0. Com os dados da planilha plotase o gráfico da oscilação e calcula-se o decaimento (figura 6). Wind-off 4000 3000 2000 1000 0 0 2 4 6 Tempo (s) 8 10 12 Amplitude Figura 6 Exemplo de oscilação (wind-off) Wind-on 3000 2000 1000 0 0 2 4 Tempo (s) 6 8 Amplitude Figura 7 Exemplo de oscilação (wind-on) A situação sem vento (wind-off) é a que apresenta período maior. O modelo é analisado nas condições com vento e sem vento (wind-on e wind-off). Comando: profundor.6 kg.2 kg. Massa: 1. Massa: 0.06m.008 m. Comandos: Leme e profundor. Corda: 0. 0. pois o amortecimento é somente devido ao efeito das duas molas. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL Utilizando o Método de Oscilação Livre descrito por SIMMONS(1920). Asa: Polidiedral.log. O modelo está em escala 1:30. O modelo foi construído em madeira balsa e entelado com plástico monokote. e grava os dados em 3 matrizes em um arquivo Data.25 m. Hélice: 11 pol. Este programa.

Utilizou-se o túnel de vento LAE-1.715343 m/s Decaimento wind-off  = -0.L. Pode atingir velocidades de até 60 m/s mas. pelo fato da fase mais crítica das oscilações acontecerem quando o avião voa em baixas velocidades.001503 m.119 m Resultados: Momento de inércia c = 0.0103 mH2O o Temperatura = 25 C 2 Pressão = 0.59 Através da comparação dos resultados (wind-off e wind-on) se estabelece as forças resistivas do equipamento e o decaimento das oscilações.63 m.000134 kgm /s Valor de nr wind-on nr = 0.526 m e comprimento de 1.10746 Período off = 0. fechada.75 Nm Massa estabilizador = 0. Para cálculo do momento de inércia.131136 Valor de Nv wind-on Nv = 0. durante os ensaios preferiu-se não ultrapassar a velocidade de 15 m/s. do Laboratório de Aeronaves da USP. como SIMMONS(1920).. com câmara de ensaio hexagonal. 2 com área de seção transversal de 0. O objetivo do experimento é estabelecer as derivadas de amortecimento longitudinal do modelo. dados: Ln off = -0.2578 s Ln on = -0.077 kg Envergadura = 0.P.2558 s 2 Área do estabilizador: 0. considerou-se a área e a massa do estabilizador.09519 Período on = 0.166332 kg/m Velocidade do fluxo V = 12. Determina-se os valores das derivadas nv e nr para serem analisados os momento de arfagem devido ao deslizamento Nv e o momento de arfagem devido a relação de Nr do modelo.372127 Valor de Nr wind-on Nr = 0.001267 kgm /s 2 2 . Figura 8 Túnel LAE1 Este túnel é de circuito aberto.004879 m condições do ensaio: Betz = 0. Análise dos valores de Nv e Nr do modelo foram realizados utilizando as equações do Método de Oscilação Livre descrito por SIMMONS(1920). tipo N. descreveu no experimento de oscilação livre que realizou utilizando dirigíveis.416835 Decaimento wind-on  = -0.kg 3 Densidade do ar () = 1.

0463 2.2103 0.00001 -0.6269 .0410 -0.0.1535 -0.2453 -0. Figura 9 Atuador eletromecânico Para analisar a resposta do modelo com a ação do profundor.4168 -0. Figura 10 Profundor em ângulo RESUMO DOS RESULTADOS Tabela 1 Resultados Período (s) Wind off Wind on Wind on o (10 ) Wind o on (20 ) Wind on o (-10 ) Wind on o (-20 ) 0.2004 .1311 -0.1074 -0.8683 0.3900 0.7817 0.3848 38.7311 0.3209 0.0.0515 -0. repetiu-se o experimento de oscilação com o profundor em 10 e 20 graus positivos e 10 e 20 graus negativos.2558 0.1411 -0.0883  -0.0543 nv 1.1930 -0.0951 .7660 -0.2361 41.236154 O movimento do profundor é feito por intermédio de um atuador eletromecânico fabricado pela FUTABA.1474 Nv 2 kgm /s 0. Utilizando um radiotransmissor movimentou-se o profundor para a coleta de dados na oscilação.0012 0. O modelo foi construído com o profundor capaz de se movimentar em ângulos entre 30 graus positivos e 30 graus negativos.1836 Ln -0.0010 -0.60 Valor de nv wind-on nv = 1.3721 -0.0009 0.0029 0.4812 Nr 2 kgm /s 0.0001 -0.2578 0.0001 nr 0.0382 31.

-10 Prof. montou-se um experimento que relacionou o dado de saída do sensor com o valor correspondente em um micromanômetro do tipo de Betz. chega-se a uma relação entre a pressão em milímetros de coluna de água e a leitura correspondente no sensor de pressão. 3031 Leitura do sensor (mV) y = 0.1 -0. 10 Prof.20 Figura 11 Razão de decaimento com profundor em ângulo CALIBRAÇÃO DO SENSOR DE PRESSÃO O sensor de pressão utilizado para a tomada do dado de altitude do modelo é um sensor de pressão da Motorola.5 2 2. A Figura 12 apresenta a descrição do experimento. quando é variada a posição do êmbolo da seringa. .5 3030 3029 3028 3027 3026 3025 3024 10304 10305 10306 10307 10308 10309 Pressão Atmosférica (mmH2O) Figura 13 Relação entre pressão e a leitura do sensor Com a relação gerada pela reta ajustada aos pontos lidos.3632. 20 Prof.5 4 Número de ciclos (n) Prof. Isto .5 3 3. tanto o sensor de pressão quanto o Betz são solicitados com a mesma pressão. Figura 12 Esquema geral do Experimento Conforme pode ser visto na Figura 12.6462x . formando assim um linha de pressão fechada. Com este procedimento é possível a calibração do sensor a partir da leitura obtida no Betz. o sensor de pressão está ligado ao micromanômetro de Betz e à seringa.3 0 0. com a intenção de relacionar o valor de sua saída com a altitude. Assim.61 Razão de decaimento com profundor em ângulo Ln (Fi0/Fin) 0 -0. Para a calibração deste sensor.2 -0. tipo MPX 5100.5 1 1.

62 consiste no primeiro passo para a determinação da relação geral da leitura do sensor com a altitude correspondente.4 3000 2500 2000 1500 1000 500 0 0 1000 2000 Altitude (metros) 3000 4000 Figura 14 Relação entre altitude e a leitura do sensor Assim a equação da reta ajustada aos pontos da Figura 14 é a relação da altitude com a leitura medida no sensor de altitude. Desta forma. 3500 Leitura Sensor (mV) y = -0. O Pitot construído foi ligado às entradas do sensor. estabelecendo assim a equação da velocidade. CALIBRAÇÃO DO PITOT Para a calibração do Pitot relacionou-se a pressão lida no Betz com o valor gerado pelo sensor. fazendo a correlação com os dados disponíveis sobre a relação da pressão atmosférica com altitude e usando a equação gerada pela reta ajustada no gráfico para calcular a leitura correspondente a cada pressão atmosférica adotada. pode-se relacionar todas as variáveis. Figura 15 Tubo de Pitot Figura 16 Montagem do tubo de Pitot . Esta configuração foi de tal forma ajustada para que o sensor medisse diretamente a pressão dinâmica do escoamento.6661x + 2991. Como é de conhecimento geral. Para determinar esta relação necessita-se primeiro de uma relação que gere correspondência entre a pressão atmosférica e a altitude. dentro da troposfera a altitude está linearmente relacionada com a pressão atmosférica local. As Figuras a seguir mostram os equipamentos construídos.

Os dois sinais são comparados e a diferença entre eles é enviada para o computador de bordo da aeronave que enviará um sinal para o sistema que gera movimento no profundor. Foi ajustado um reta aos dados gerados e desta forma tem-se a relação algébrica entre a leitura do sensor e a pressão dinâmica. Como dado de comparação. que interage em paralelo com o fixador de altitude. a variação de velocidades do túnel era lida em pressão dinâmica em um micromanômetro de Betz. SISTEMA DE CONTROLE Como elemento de controle dinâmico da aeronave usou-se um simples sistema de malha aberta para controlar a altitude. ainda faz parte do projeto o uso de um giroscópio com sistema de controle. Enquanto o computador de bordo não parar de acusar diferença entre as duas entradas o sinal para o profundor não é desativado. Estas relações serão programadas no computador de bordo da aeronave para uso do sistema de fotos aéreas. . A seguir é mostrado os dados obtidos. Ainda tem-se outra entrada que consiste no sinal da leitura do sensor de altitude.63 Figura 17 Tubo de Pitot no túnel O procedimento experimental adotado consistiu em se variar a velocidade do túnel de vento LAE-2 e fazer a leitura no sensor via aquisição de dados no computador. Como este sistema fixador de altitude não controla a estabilidade longitudinal da aeronave. A seguir é apresentado o diagrama de blocos do sistema de controle. O sistema consiste em um seguidor de um sinal de altitude desejada colocado como uma das entradas.0138x + 1217. Fazendo ainda uso da equação de velocidade e pressão dinâmica.3 20 15 10 5 0 396 397 398 399 400 401 402 403 Pd Sensor Figura 18 Relação entre pressão a dinâmica e o sensor A Figura 18 mostra o gráfico gerado pelos dados coletados. obtém-se diretamente a velocidade como função da leitura do sensor. 30 25 Pd Betz y = -3.

o que torna possível o controle da estabilidade da aeronave mesmo quando em processo de subida ou descida para atingir a altitude controlada. Nesta fase do experimento a altitude desejada foi fixada em 300 metros. Com o valor da velocidade estabelece-se o intervalo entre as fotos. Figura 20 Equipamentos utilizados no controle Com a análise experimental da aeronave com o profundor variando de (-20 a + 20) graus.64 Figura 19 Diagrama de blocos do sistema de controle O sinal de referência na entrada do sistema é um valor de altitude desejado que é gravado no programa de controle. Com estes dados realiza-se uma seqüência de 4 fotos.. . estabeleceu-se as condições de amortecimento. O dado que é enviado ao computador de bordo sobre a velocidade é usado para o controle da formação do mosaico de fotos que a aeronave tem como objetivo. Ao atingir a altitude de 300 metros o computador de bordo posiciona o profundor com zero grau e faz a leitura da velocidade por intermédio do Pitot. Pode-se ver pela Figura 19 que o giroscópio está colocado em paralelo com a entrada do servo. Com estes dados a aeronave atinge a altitude fixada em 300 metros. A velocidade da aeronave foi fixada em 10m/s e o ângulo do profundor em 5 graus positivos ou 5 graus negativos.

3 Onde: y = Pressão dinâmica no Betz (Pd) x = valor da leitura no sensor (2) Utilizando  = 1.293 (atmosfera padrão).830 (1) A diferença entre a leitura do sensor com altitude de zero metros e o valor com altitude de 300 metros é a variação na leitura do sensor independente da altitude de referência em que se realizará o vôo.0138x  1217. v Assim: 2 Pd  (3) v 2y 1. .6661x  2991.4 Para 300 metros tem-se: y = 2791. estabelece-se a velocidade.4 Onde: y = Leitura do sensor x = Altitude em metros Assim: Para 0 metros tem-se: y = 2991. Com a equação gerada por intermédio da relação do sensor com a velocidade tem-se: y  3.570 Relação entre altitude zero e 300 metros: y = 199.65 LÓGICA DO CONTROLE Utilizando a equação gerada por intermédio da relação entre a altitude e o sensor de pressão tem-se: y  0. este controle possibilita a montagem de mosaicos com a seqüência de fotos.293 (3) O programa de controle estabelece uma relação entre a velocidade da aeronave e o tempo entre uma foto e outra.

No final da seqüência de 40 fotos o computador de bordo desliga o fixador de altitude e rebobina o filme. Além do fixador de altitude o computador de bordo controla a operação da câmara fotográfica. estabelecendo o intervalo ótimo entre uma foto e outra. Figura 22 Exemplo de fotos aéreas .66 Figura 21 Fluxograma do programa de controle O computador de bordo utilizado é o Basic Stamp. evitando assim conflito de informações. o fixador de altitude seja desligado. O computador de bordo faz também a leitura de luminosidade por intermédio de um sensor na própria câmara fotográfica. O comando da aeronave via rádio é incrementado de forma que sempre que o operador assumir o comando. com capacidade de 64 Kbytes. controlando assim a velocidade do obturador em função da luz natural.

L. ROSKAM. CATALANO. L. – Projeto. SIMMONS. L. Sc. o ideal é que o giroscópio faça parte do sistema de controle interagindo com o fixador de altitude. 1994. Anais . Para continuidade deste trabalho é importante aumentar a capacidade do computador de bordo para que a resposta do profundor seja em função da velocidade. Neste trabalho desconsiderou-se a velocidade do avião para composição do sistema de controle. 10 e 20 graus de ângulo no profundor. and A. Brüel & Kjaer. (1992).Dynamic Drag”. EESC-USP. – Ministry of Aviation ARC Current CP 523. CORRÊA. observou-se nos ensaios que as oscilações de período longo não foram amortecidas a contento. Hight-Angle-of-Atack Wind-Tunnel Investigation of a Multimission Vehicle. mantendo assim uma inclinação ótima independendo da velocidade da aeronave. C. R&M.M. . FATEC. apresentando oscilações convergentes. T. LUIZ HENRIQUE BERNARDES. E H. M.R&M nº 711 . G. Sc. INPE 1994. n. BONNIN. 16. W. AIAA. (1994). F.SP. The Efect of the Lag of the Downwash on the Longitudinal Stability of an Aeroplane on the Rotary Derivative Mq. Kansas. In: Environmental o Managment. F. London: 4. S. Pratical use of the Hilbert Transform. A Method for Determining the Rotary Derivatives Mq and Nr of Models. São Paulo . and A. B. BATEMAN.. IZOLA.: “Fluid . visto que o computador de bordo utilizado não tem espaço na memória para trabalhar com mais esta variável. G. 1987. IZOLA . . Foto Aérea com Foguetes de Pequeno Porte. Brüel & Kjaer. GLAUERT – The Effect of the Lag of the Downwash on the Longitudinal Stability of an Aeroplane and on the Rotary Derivative Mq. neste ensaio identificou-se a ineficiência do sistema para amortecer as oscilações de período longo. Sc. F. Vol. 1984.67 CONCLUSÕES Os ensaios de estabilidade longitudinal demonstraram que a aeronave é estável longitudinalmente.R&M nº 718 – 1921 . 1960. São Paulo.1921. que não necessitem de alta definição nas imagens.: “Lançamento de Micro-sonda com Câmara Fotográfica para Análise de Solos”. Núcleo Discente de Tecnologia. Dawson Tadeu. H and Cowley. G. Great Britain. Paris-França. até que se atinja a altitude fixada de 300 metros. GLAUERT. SIGHARD. June 28. The Problem of Scale in Comunity resource Mangement. A aeronave destinada à obtenção de fotos aéreas de pequeno formato pode servir de alternativa de baixo custo para usuários. COWLEY and H. D.1964. E H. Construção e calibração de um Túnel Aerodinâmico de circuito aberto Tipo N. R. -20. Jan – Preliminary Calculation of Aerodynamic Thrust and Power Characteristics – University of Kansas – Lawrence. Sc. 1995.L de Secção Transversal Hexagonal. The Hilbert Transform and Applications to Correlation Measurements. Note Relating to two Methods in use for Determining Rotary Derivatives of Models.: “Mécanique Expérimentale des Fluides”. J. BATEMAN. 1988. In: Brazilian Symposium on Aerospace Technology. FOX. Observou-se a resposta da aeronave. S. Dissertação de Mestrado. 1985. J. HEBBAR.1921 THRANE. com variação do profundor de –10. Application Note.P. J.: "Basic Stamp Manual do Usuário". 0. W. A LA Même Librairie . E. Como foi utilizado um giroscópio com sistema de controle pronto. SIMMONS L. . 1965. at al. COOK. R. fazendo com que a aeronave oscilasse até que fosse atingida a altitude fixada. F.S). Para trabalhos futuros. General Soft. B. n 3.R&M nº 665 – 1920.II – São José dos Campos .SP. HOERNER. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BENDAT. N at al. C. K. com profundor em ângulo de 5 graus.

etc.ORIENTADOR RESPONSÁVEL Prof.DATA DE APROVAÇÃO PELO CONSELHO 08 – PARECER Parecer do Conselho Diretor.EQUIPE ENVOLVIDA Professores e alunos.UTILIZAÇÃO DOS RESULTADOS Benefícios – beneficiados 17. 02.CLASSIFICAÇÃO Iniciação Científica. 15 . patente. 09 . 01. 13 . Logística. Projeto tecnológico Projeto de pesquisa 04. monografia. manual.68 APENDICE B – Exemplo de Projeto de Pesquisa (Comentado) PROPOSTA DE PROJETO Exemplo de proposta de projeto. experimentação.PRODUTO FINAL (DETALHAMENTO) Produto.CRONOGRAMA ANUAL Detalhado com metas a cada 4 meses. Ciência pura. livro. Orientador do projeto. 12.JUSTIFICATIVA Aplicação da pesquisa ou projeto proposto.HORÁRIOS DISPONÍVEIS PARA TRABALHO Mínimo de 10 horas semanais. 03.METODOLOGIA Estudo teórico. Plásticos.RECURSOS MATERIAIS (LABORATÓRIOS E EQUIPAMENTOS) Máquinas e equipamentos necessários ao projeto. Ciência aplicada.DATA DA SOLICITAÇÃO 07. artigo. 10.ÁREA DE ATUAÇÃO Informática.OBJETIVOS Qual o principal objetivo a ser alcançado 11 . estatística.AUTOR(S) Conforme a proposta de regimento 07.PARCERIAS COM EMPRESAS OU INSTITUIÇÕES Empresa ou Instituição em parceria para desenvolvimento do projeto. 14. 16. 05. . etc.TÍTULO DO PROJETO Pequeno resumo da proposta de projeto.FINALIDADE . 06.

.RECURSOS FINANCEIROS Valor estimado do projeto com detalhamento dos gastos. 19 – Referências Bibliográficas Trabalhos acadêmicos utilizados no objeto de estudo segundo normas da ABNT.69 18 .

(1) corresponde ao envelope do dirigível semi-rígido. . obtendo assim oxigênio e hidrogênio. sistemas de controle da aeronave.70 APENDICE C – Exemplo de Patente “DIRIGÍVEL GEOESTACIONÁRIO” Refere-se a presente invenção a uma aeronave geoestacionária com missão de base fixa para retransmissão e coleta de dados atmosféricos por intermédio de uma antena e sensores coletores. O equipamento consiste em uma aeronave mais leve que o ar atmosférico que consegue a sustentação por intermédio de hidrogênio conseguido com a quebra das moléculas de lítio líquido levado à bordo e que consiste no combustível da aeronave. Pela numeração. (3) corresponde à antena de comunicação com bases em terra. sistema de aquisição de dados. que poderão ser utilizados também como comburente e oxidantes para funcionamento dos motores a reação de posicionamento. No desenho que forma este relatório a Figura 1 constitui o sistema de retransmissão de dados com a aeronave geoestacionada realizando a ponte (C) entre os pontos (A) e (B). sistema de retransmissão de dados. compreendendo: sistemas de navegação. controle de empuxo. a energia utilizada para a quebra das moléculas é conseguida por intermédio de células solares dispostas ao longo do envelope. (2) corresponde à carga útil da aeronave.

caracterizado por um dirigível geoestacionário com missão de retransmissão de dados e sensoriamento remoto. caracterizado por uma aeronave mais leve que o ar.71 REIVINDICAÇÕES 1) “DIRIGÍVEL GEOESTACIONÁRIO”. pois pode prover o gás necessário à sustentação. utilizando hidrogênio conseguido por intermédio da quebra das moléculas de lítio líquido. o . caracterizado por um sistema que permite à aeronave realizar missões de longa duração. 2) “DIRIGÍVEL GEOESTACIONÁRIO”. de acordo com as reivindicações 1 e 2 . de acordo com a reivindicação 1. 3 ) “DIRIGÍVEL GEOESTACIONÁRIO”.

. capaz de realizar missões de longa duração com vôo na alta atmosfera e com missão de retransmissão de dados e sensoriamento remoto.72 RESUMO DA INVENÇÃO “DIRIGÍVEL GEOESTACIONÁRIO” A presente invenção refere-se a um dirigível geoestacionário.

73 Figura 1 .

Convém esclarecer que as teorias de Piaget têm comprovação em bases científicas. implica a construção contínua de novas estruturas. os indivíduos se desenvolvem intelectualmente a partir de exercícios e estímulos oferecidos pelo meio que os cercam. Esta adaptação refere-se ao mundo exterior. ele não somente descreveu o processo de desenvolvimento da inteligência mas. Ou seja.74 Apêndice D – Textos JEAN PIAGET Jean Piaget é o mais conhecido dos teóricos que defendem a visão interacionista do desenvolvimento. Não existe um novo conhecimento sem que o organismo tenha já um conhecimento anterior para poder assimilá-lo e transformá-lo. e logia = estudo) é caracterizada como interacionista.A inteligência para Piaget é o mecanismo de adaptação do organismo a uma situação nova e. Daí o nome dado a sua ciência de Epistemologia Genética. É assimilação a medida em que incorpora a seus quadros todo o dado da experiência.Sua teoria nos mostra que o indivíduo só recebe um determinado conhecimento se estiver preparado para recebê-lo. encadeadas umas às outras.Para Piaget o comportamento é construído numa interação entre o meio e o indivíduo. de suas variações.objeto.O desenvolvimento do indivíduo inicia-se no período intra-uterino e vai até aos 15 ou 16 anos. IDÉIAS CENTRAIS DE SUA TEORIA 1 . Esta teoria epistemológica (epistemo = conhecimento. o nascimento) e a evolução do conhecimento humano. tais como: tempo. O que implica os dois pólos da atividade inteligente: assimilação e acomodação.causalidade e outros poderia compreender a gênese (ou seja. A construção da inteligência dá-se portanto em etapas sucessivas. como tal. é acomodação a medida em que a estrutura se modifica em função do meio. Ele considerou que se estudasse cuidadosa e profundamente a maneira pela qual as crianças constroem as noções fundamentais de conhecimento lógico. experimentalmente.espaço. A isto Piaget chamou de "construtivismo seqüencial". que é entendida como o estudo dos mecanismos do aumento dos conhecimentos. como toda adaptação biológica. 3 . Desta forma. com complexidades crescentes. 4 . comprovou suas teses. . 2 .

inimigos. Eles seriam informados de que nada existe de mais belo e mais sublime do que um peixinho que se sacrifica contente. e por isso não podem se entender. Ao iniciar-se a Segunda Guerra Mundial começa uma longa peregrinação por diversos países. Precisariam saber geografia. um peixinho ferisse a barbatana. Haveria belos quadros. e lhes ensinariam que há uma enorme diferença entre eles e os peixinhos dos outros tubarões. materialista. representando os dentes dos tubarões em cores soberbas. vai para os Estados Unidos. Se os tubarões fossem homens. Na intenção de actualizar o teatro épico. que silenciam em outra língua. mas silenciam em linguas diferentes. O Terror e a Miséria no Terceiro Reich. Se os tubarões fossem homens “ Se os tubarões fossem homens. por exemplo. Nessas escolas os peixinhos aprenderiam como nadar para a goela dos tubarões. Os peixinhos saberiam que este futuro só estaria assegurado se estudassem docilmente. Santa Joana dos Matadores. disse ele. após escrever a Lenda do Soldado Morto. baseada na necessidade de estabelecer uma distância entre o espectador e os personagens. e que todos deveriam crer nos tubarões. seria condecorado com uma pequena medalha de argaço e receberia um título de herói.75 Bertold Brecht Escritor e dramaturgo alemão. se um deles mostrasse tais tendências. a filha de sua senhoria. Para que os peixinhos não ficassem melancólicos. Os peixinhos. para localizar os grandes tubarões que vagueiam descansadamente pelo mar. Em 1947. Cada peixinho que na guerra matasse alguns outros. Em Vida de Galileu. A produção teatral de Brecht é abundante. eles seriam mais amáveis com os peixinhos? Certamente. perguntou ao senhor K. naturalmente fariam guerras entre si. Se os tubarões fossem homens. Brecht centra-se no papel e na responsabilidade do intelectual. perseguido pelo seu comunismo militante. sobretudo quando dissessem que cuidam de sua felicidade futura. com todo tipo de alimento. Nos seus Estudos sobre Teatro expõe a sua concepção cénica. são notoriamente mudos. que seus acordes todos os peixinhos. tanto animal quanto vegetal. Naturalmente haveria também escolas nas gaiolas. a formação moral dos peixinhos. escreve uma série de obras em que recorre às canções e aos cartazes explicativos: Ascensão e Queda da Cidade de Mahagonny. Der Aufhaltsame Aufstieg des Arturo Ui. Se os tubarões fossem homens. Destaca-se também na poesia. a fim de que o ponto de vista crítico do autor desperte no espectador uma tomada de consciência. Nessas guerras eles fariam lutar os seus peixinhos. dirige na Alemanha Oriental uma companhia teatral chamada do Berliner Ensemble. haveria grandes festas aquáticas de vez em quando. Na Ópera de Três Vinténs dirige o seu olhar crítico para a organização social. para conquistar gaiolas e peixinhos estrangeiros. naturalmente. obra que não deixa de aperfeiçoar desde a sua primeira redacção. A partir de 1949. e suas goelas como jardim que se brinca deliciosamente. O mais importante seria. No conjunto das suas obras tenta lançar um olhar lúcido sobre o mundo moderno. Os teatros do fundo do mar mostrariam valorosos peixinhos nadando com entusiasmo para as gargantas dos tubarões. Acima de tudo. de forte conteúdo social. para que não morresse antes do tempo. Em O Senhor Puntila e o Seu Criado Matti e em A Boa Alma de Sé-Chuão recorre às parábolas do teatro oriental. e avisar imediatamente os tubarões. por exemplo. Adere desde muito cedo ao expressionismo e vê-se obrigado a fugir da Alemanha em 1933. e até à sua morte. Bertolt Brecht é. os peixinhos deveriam voltar toda inclinação baixa. naturalmente haveria também arte entre eles. e a música seria tão bela. um importante teórico teatral. iriam proclamar. obra pacifista que provoca a sua perseguição pelos nazis. construiriam no mar grandes gaiolas para os peixes pequenos. Cuidariam para que as gaiolas tivessem sempre água fresca e tomariam toda espécie de medidas sanitárias. egoísta e marxista. Se. . pois os peixinhos alegres tem melhor sabor do que os tristes. além de dramaturgo. lhe fariam imediatamente um curativo.

São Paulo. nos pensamentos mais doces. oficiais. Alguns deles se tornariam funcionários e seriam colocados acima dos outros. Ela ensinaria que a verdadeira vida dos peixinhos começa apenas na barriga dos tubarões. 1982. p. tornando-se professores. Histórias do Sr. sonhando. construtores de gaiolas. Keuner. 54-6.76 como orquestra na frente. cuidariam da ordem entre os peixinhos.” BRECHT. E os peixinhos maiores detentores de cargos. se os tubarões fossem homens. bocados maiores para comer. . pois eles teriam com maior freqüência. Além disso se os tubarões fossem homens também acabaria a idéia de que os peixinhos são iguais entre si. Brasiliense. Em suma. se precipitariam nas gargantas dos tubarões. Bertold. haveria uma civilização no mar. embalados. Aqueles ligeiramente maiores poderiam inclusive comer os maiores. Também não faltaria uma religião. etc. se os tubarões fossem homens. Isso seria agradável para os tubarões.

Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando. E o que dizer de nosso famoso "vai tomar no cu!"? E sua maravilhosa e reforçadora derivação "vai tomar no olho do seu cu!". o universo é antigo pra caralho. A ViaLáctea tem estrelas pra caralho. entende? No gênero do "Pra caralho". sílaba por sílaba. nos provê sensações de incrível bem estar interior. O "Não.. eu gosto de cerveja pra caralho. se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: "Chega! Vai tomar no olho do seu cu!". Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça. inclusive. O "Nem fodendo" é irretorquível. será esse Português Vulgar que vingará plenamente um dia. Sem que isso signifique a "vulgarização" do idioma. Pense na sonoridade de um "Puta-que-pariu!". Te libera. falados assim. “repone" e. sua autoestima. Por sua vez.UMA TERAPIA (POR MILLÔR FERNANDES) Os palavrões não nasceram por acaso. como vocês podem ver. suas emoções. Diante de uma notícia irritante qualquer um "puta-que-o-pariu!" dito assim te coloca outra vez em seu eixo. passado o limite do suportável. O "porra nenhuma".presidente de porra nenhuma. por exemplo. São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos. que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional. é quase uma expressão matemática.77 PALAVRÃO . o "porra nenhuma!" atendeu tão plenamente as situações onde nosso ego exigia não só a definição de uma negação. seus sentimentos. absolutamente não!" substituem. mas apenas sua maior aproximação com a gente simples das ruas e dos escritórios. vento batendo na face. "chepone". para outras atividades de maior interesse em sua vida. está o famoso "Nem fodendo!". Você conhece definição mais exata. Pronto. São dessa mesma gênese os clássicos "aspone". É o povo fazendo sua língua. É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha. E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: "Fodeu!". o "prepone" .olhar firme. Há outros palavrões igualmente clássicos. mas também o justo escárnio contra descarados blefes. cabeça erguida. ou "ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma!". Desabotoa a camisa e saia à rua. Qual expressão traduz melhor a idéia de muita quantidade do que "Pra caralho?” "Pra caralho" tende ao infinito. pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação? Expressão. E sua derivação mais avassaladora ainda: "Fodeu de vez!". Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro pra ir surfar no litoral? Não perca tempo nem paciência. mais recentemente. O impertinente se manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a turma numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o CD do Lupicínio”. Como comentar a bravata daquele chefe idiota senão com um "é PhD porra nenhuma!". "Pra caralho". Solte logo um definitivo "Marquinhos. sua índole. filho querido”. Como o Latim Vulgar. um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios. não e não!" e tampouco o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade "Não. o Sol é quente pra caralho. expressando a mais absoluta negação. seu jeito. e liquida o assunto. no caso. cadenciadamente. presta atenção. ou seu correlato "Puta-que-o-pariu!".. mas. que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e autodefesa. . você retomou as rédeas de sua vida. NEM FODENDO!”. com a consciência tranqüila.

sem documentos do carro e sem carteira de habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você mandando você parar: O que você fala? "Fodeu de vez!". me torna uma pessoa melhor. O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição Federal. Liberdade. . Fraternidade e Foda-se. Me liberta. Reorganiza as coisas. Sem contar que o nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de "foda-se!" que ela fala.78 Algo assim como quando você está dirigindo bêbado. “Vai querer decidir essa merda sozinho(a) mesmo? Então foda-se!". Existe algo mais libertário do que o conceito do "foda-se!"? O "foda-se!" aumenta minha auto-estima. Igualdade. “Não quer sair comigo? Então foda-se!".

v. n2. Universid de Concepción.. Equipamento para Analise da oscilação lateral de aeronaves.T. J. v. CATALANO. Alberta. Investigação de desempenho em aeróstatos de alta performance com propulsão de cauda. INPE-CRI. 8.. CROCE. Infomación Tecnológica: Equipo para el análisis de la oscilación lateral de aeronaves. v. Automação e Instrumentação: Aerofotografias de baixo custo como instrumento de monitoramento ambiental. T. IZOLA. PICCOLO. (1998). CATALANO. F. . ACTAS.15.T. La Serena – Chile. Tese (Doutorado)/ no prelo/ TRABALHOS PUBLICADOS EM REVISTA INTERNACIONAL IZOLA.. Análise da oscilação lateral de foguetes balísticos através do método de oscilação livre. Edmonton.1 p. D. M. CATALANO. M. D. Universidade de São Paulo. Águas de Lindóia. CATALANO. (1998) Fotos aéreas de múltiplas escalas em único eixo.1 p. M. M. D... Medida de coeficiente de arrasto de foguetes balísticos com balança aerodinâmica.v. R. CATALANO. Universid de Concepción. D. . EVENTUS. CATALANO. Alberta. 1998. M. In: CONGRESSO E EXPOSIÇÕES INTERNACIONAIS DE TECNOLOGIA DA MOBILIDADE SAE BRASIL.79 PRODUÇÃO ACADÊMICA DO PROFESSOR (Área de atuação e orientação de trabalhos acadêmicos) TESES E DISSERTAÇÕES IZOLA. Balneário Camburiú.50. P 982918 . Study groups and project groups as an intrument in the teaching of research and udergraduate students. D.33. M. compared with other conventional methods. Anais. 1039-1043. 1998.2. Concepción. (1997). D. 985-989. 1999. São Paulo. G. M.T..109-112. P. M. H. Ocillation analysis of ballistics rockets by using free ocillation. CROCE. T. In: CONGRESS OF THE INTERNATIONAL LEAGUE OF ASSOCIATIONS FOR RHEUMATOLOGY. (1999). Águas de Lindóia. IZOLA. Escola de Engenharia de São Carlos – EESC-USP. EVENTUS. 1998. 1999. W. p. 2001.. F. p. . Anais. v. T..1. IZOLA. J. F. (1999). p. IZOLA. (1998). In: CONGRESSO CHILENO DE INGENIERÍA MECÁNICA. Concepción. 01. Águas de Lindóia. Edmonton.v. T. CONGRESSOS INTERNACIONAIS IZOLA. A. T. IZOLA.. Abstracts. Revista Internacional CIT. 119-246.T. SAE International. F. Abstracts. São Paulo. D.. p. Fotografias aéreas de baixo custo como instrumento necessário ao ensino e a pesquisa. T. D.73. F. (1998)..28. Águas de Lindóia. 8. A. D. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE ENGENHARIA MECANICA. Anais. In: JORNADA DE EDUCAÇÃO EM SENSORIAMENTO REMOTO NO AMBITO DO MERCOSUL. Sound measurement for the qualification and quantification of crepitus in knee osteorthritis (oa). maio-ago. 1999. Canada. IZOLA. (2001). Anais. PICOLLO... In: CONGRESSO BRASILEIRO DE ENGENHARIA MECANICA. (1998).. Dissertação (Mestrado) – Escola de Engenharia de São Carlos. (2003). N.. Balneário Camburiú. IZOLA. TAVARES. F. 20. São Carlos. . 7.1. F.. .15. CATALANO. CATALANO. 185p. Journal of Rheumatology. ACTAS. D. F. Canada. Abstracts. CHAHADE. v.1 p. (1999). IZOLA. L. suplement 63.. Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental. In: CONGRESSO CHILENO DE INGENIERÍA MECÁNICA. P. D. T. v.

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