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Civil - Aula 04 - Barros - DIR PERSON

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CURSO EXTENSIVO PRESENCIAL – 2009 4º MATERIAL – DIREITOS DA PERSONALIDADE PROF.

ANDRÉ BARROS

I) EMENTA DA AULA DIREITOS DA PERSONALIDADE 1. CONCEITO QUESTÃO n. 61 – MPF/2008 – 24º Concurso) Quanto aos direitos da personalidade, é correto afirmar que: I – São, em regra, indisponíveis, mas se admite sua disponibilidade relativa em alguns casos. II – São direitos subjetivos excludendi alios, ou seja, direitos da pessoa de defender o que lhe é próprio. III – São direitos que visam resguardar a dignidade humana, mediante sanções, que devem ser suscitadas pelo lesado. Das proposições acima: a) Todas estão corretas; b) Apenas I está correta; c) Apenas II está correta; d) Apenas III está correta. Gabarito Oficial: A QUESTÃO: QUAL É O FUNDAMENTO DE TODOS OS DIREITOS DA PERSONALIDADE? 2. A RELAÇÃO ENTRE OS DIREITOS DA PERSONALIDADE E OS DIREITOS FUNDAMENTAIS No estudo do direito civil constitucional se destaca a íntima relação existente entre os direitos da personalidade e os direitos fundamentais. Como se sabe, os direitos fundamentais são direitos individuais e coletivos garantidos aos cidadãos pelo Estado por força de previsão constitucional em cláusula pétrea. Quando o civilista se depara com os direitos fundamentais, observa que grande parte deles diz respeito à integridade do ser humano (ex: direito à vida), denominando-os de direitos da personalidade - assim como também há outros direitos que se referem ao patrimônio da pessoa (ex: direito à propriedade), denominando-os de direitos patrimoniais. 3. DIREITOS DA PERSONALIDADE E AS PESSOAS JURÍDICAS 1

1ª CORRENTE (majoritária): 2ª CORRENTE (minoritária): ENUNCIADO 286/CJF – Art. 52. Os direitos da personalidade são direitos inerentes e essenciais à pessoa humana, decorrentes de sua dignidade, não sendo as pessoas jurídicas titulares de tais direitos. 4. DANO MORAL DA PESSOA JURÍDICA 1ª CORRENTE (majoritária): SÚMULA 227/STJ: A pessoa jurídica pode sofrer dano moral. (Data: 08/10/1999) 2ª CORRENTE: 3ª CORRENTE:

5. CARACTERÍSTICAS DOS DIREITOS DA PERSONALIDADE QUESTÃO n.62 – JUIZ FEDERAL/2006 – 1ª Região – 12º Concurso) Quanto aos direitos da personalidade, podemos afirmar que: a) seu reconhecimento, no direito brasileiro, se dá a partir do código de 2002; b) possuem natureza simultaneamente pessoal e patrimonial; c) se aplicam exclusivamente às pessoas naturais; d) que são absolutos, indisponíveis, imprescritíveis e vitalícios. Gabarito: D 5.1. INATOS JUSNATURALISTAS x POSITIVISTAS 5.2. VITALÍCIOS ART. 12, parágrafo único, CC/02: “Em se tratando de morto, terá legitimação para requerer a medida prevista nesse artigo o cônjuge sobrevivente, ou qualquer parente em linha reta, ou colateral até o quarto grau.” 5.3. ABSOLUTOS

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ENUNCIADO 139/CJF: Os direitos da personalidade podem sofrer limitações, ainda que não especificamente previstas em lei, não podendo ser exercidos com abuso de direito de seu titular, contrariamente à boa-fé objetiva e aos bons costumes. 5.4. ILIMITADOS 5.5. EXTRAPATRIMONIAIS 5.6. IMPRESCRITÍVEIS Atenção: Em ações versando sobre reparação de danos causados em razão de crime de tortura, os Tribunais têm decidido pela imprescritibilidade da pretensão. 5.7. INTRANSMISSÍVEIS Art. 11/CC. Com exceção dos casos previstos em lei, os direitos da personalidade são intransmissíveis e irrenunciáveis, não podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária. 5.8. INDISPONÍVEIS ENUNCIADO 4/CJF: o exercício dos direitos da personalidade pode sofrer limitação voluntária, desde que não seja permanente nem geral. 5.9. IRRENUNCIÁVEIS 5.10. INEXPROPRIÁVEIS ART. 648, CPC: Não estão sujeitos à execução os bens que a lei considera impenhoráveis ou inalienáveis. OS DIREITOS DA PERSONALIDADE EM ESPÉCIE 6. DIREITO À VIDA (DIGNA) ART. 4º, do Pacto de San José da Costa Rica: Toda pessoa tem o direito de que se respeite sua vida. Esse direito deve ser protegido pela lei, em geral, desde o momento da concepção. Ninguém pode ser privado da vida arbitrariamente. Princípio do primado do direito à vida: 7. DIREITO À REPRODUÇÃO 3

7.1. CLONAGEM ART. 6º da Lei 11.105/05: Fica proibido: IV - clonagem humana ART. 11 da Declaração Universal do Genoma Humano e dos Direitos Humanos de 1997: Não serão permitidas práticas contrárias à dignidade humana, tais como a clonagem reprodutiva de seres humanos. 7.2. EUGENIA 8. DIREITO A NÃO REPRODUÇÃO ESTERILIZAÇÃO PARA FINS DE PLANEJAMENTO FAMILIAR – LEI 9.263/96 ESTERILIZAÇÃO TERAPÊUTICA ESTERILIZAÇÃO EUGÊNICA 9. DIREITO AO CORPO 9.1 DOAÇÃO INTER VIVOS Art. 13 do CC. Salvo por exigência médica, é defeso o ato de disposição do próprio corpo, quando importar diminuição permanente da integridade física, ou contrariar os bons costumes. Parágrafo único. O ato previsto neste artigo será admitido para fins de transplante, na forma estabelecida em lei especial. 9.2. DOAÇÃO POST MORTEM Art. 14 do CC: É válida, com objetivo científico, ou altruístico, a disposição gratuita do próprio corpo, no todo ou em parte, para depois da morte. Parágrafo único. O ato de disposição pode ser livremente revogado a qualquer tempo QUESTÃO 21 – Delegado Civil MG/2007) Considerando os dispositivos do Código Civil em vigor sobre os direitos da personalidade, assinale a alternativa INCORRETA: b) É valida, com o objetivo científico, ou altruístico, a disposição gratuita do próprio corpo, no todo ou em parte, para depois da morte, sendo tal ato irrevogável. Gabarito oficial: INCORRETA FINALIDADE ALTRUÍSTICA 4

ENUNCIADO 227 do CJF: “O art. 14 do Código Civil, ao afirmar a validade da disposição gratuita do próprio corpo, com o objetivo científico ou altruístico, para depois da morte, determinou que a manifestação expressa do doador de órgãos em vida prevalece sobre a vontade dos familiares, portanto, a aplicação do artigo 4o. da lei 9.434/97 ficou restrita à hipótese de silêncio do potencial doador”. FINALIDADE CIENTÍFICA Art. 2º da Lei 8.501/92: O cadáver não reclamado junto às autoridades públicas, no prazo de tinta dias, poderá ser destinado às escolas de medicina, para fins de ensino e de pesquisa de caráter científico. 10. DIREITO ÀO SEXO 10.1. DIREITO À PRÓTESE 10.2. DIREITO ALTERAÇÃO DO SEXO (TRANSEXUAL) 10.3. DIREITO À DETERMINAÇÃO DO SEXO (HERMAFRODITA) 11. DIREITO AO TRATAMENTO MÉDICO (DIREITO À SAÚDE)

EMENTA: EXECUÇÃO. CONDENADO COM GRAVE ENFERMIDADE. PRISÃO DOMICILIAR. REGIME SEMI-ABERTO. POSSIBILIDADE. Com preciosidade, já se afirmou (Radbruch) que o Direito deve-se prolongar para fora de nós mesmos, para que o façamos coincidir com a realidade, aplicá-lo de acordo com as necessidades do caso concreto. Muitas vezes será necessário abandoná-lo diante dos princípios e dos sentimentos de eqüidade que todos os homens se orgulham de possuir. É que ocorre na hipótese em tela, como destacou a Magistrada em sua decisão: “Restou comprovada a gravidade da enfermidade do apenado, bem como a necessidade que o mesmo tem de cuidados especiais. Diante disso, negar-lhe o benefício da prisão domiciliar seria impor ao mesmo padecimento sobremaneira severo. Ademais, muito embora as instalações de nossa Casa Prisional estejam em boas condições, o ambiente pode determinar complicação da saúde, que restou debilitada pelo transplante.” DECISÃO: Agravo ministerial desprovido. Unânime. (Agravo nº 70014263164; www.tj.rs.gov.br) 11.1. DIREITO À RECUSA DO TRATAMENTO MÉDICO Art. 15/CC: Ninguém pode ser constrangido a submeter-se, com risco de vida, a tratamento médico ou a intervenção cirúrgica. 5

QUESTÃO n. 59 – MPF/2008 – 24º Concurso) Considerando as seguintes assertivas: II – Pelo princípio do consenso afirmativo, toda a pessoa capaz deve manifestar sua vontade de submeter-se a tratamento médico ou a intervenção cirúrgica, quando haja risco de vida. Gabarito oficial: Incorreta Transfusão de sangue e testemunhas de Jeová EMENTA: APELAÇÃO CÍVEL. TRANSFUSÃO DE SANGUE. TESTEMUNHA DE JEOVÁ. RECUSA DE TRATAMENTO. INTERESSE EM AGIR. Carece de interesse processual o hospital ao ajuizar demanda no intuito de obter provimento jurisdicional que determine à paciente que se submeta à transfusão de sangue. Não há necessidade de intervenção judicial, pois o profissional de saúde tem o dever de, havendo iminente perigo de vida, empreender todas as diligências necessárias ao tratamento da paciente, independentemente do consentimento dela ou de seus familiares. Recurso desprovido. (Apelação Cível Nº 70020868162, Quinta Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Umberto Guaspari Sudbrack, Julgado em 22/08/2007) 12. DIREITO AO NOME Art. 16/CC Toda pessoa tem direito ao nome, nele compreendidos o prenome e o sobrenome. Art. 17/CC. O nome da pessoa não pode ser empregado por outrem em publicações ou representações que a exponham ao desprezo público, ainda quando não haja intenção difamatória. Art. 18/CC. Sem autorização, não se pode usar o nome alheio em propaganda comercial. Art. 19/CC. O pseudônimo adotado para atividades lícitas goza da proteção que se dá ao nome QUESTÃO n. 58 – Juiz/TJAL – 2007) A respeito do nome civil considere as seguintes afirmações: I. Toda pessoa tem direito ao nome, nele não se compreendendo, porém, o sobrenome. II. O interessado, no primeiro ano após ter atingido a maioridade civil, poderá alterar o nome, desde que não prejudique os apelidos de família. III. O prenome é imutável e não pode ser substituído em nenhuma circunstância por apelidos. 6

IV. Admite-se a substituição do prenome em razão de fundada coação ou ameaça decorrente da colaboração com a apuração de crime. V. Poderá ser averbado no registro civil nome abreviado usado em qualquer atividade profissional. Estão corretas (A) I, II e III. (B) I, III e IV. (C) II, III e IV. (D) II, IV e V. (E) III, IV e V. Gabarito oficial: D

13. DIREITO À IMAGEM IMAGEM-RETRATO: art. 5º, X, da CF/88. IMAGEM-ATRIBUTO: art. 5º, V, da CF/88. IMAGEM (COMO DIREITO AUTORAL): art. 5º, XXVII, da CF/88. Art. 20/CC. Salvo se autorizadas, ou se necessárias à administração da justiça ou à manutenção da ordem pública, a divulgação de escritos, a transmissão da palavra, ou a publicação, a exposição ou a utilização da imagem de uma pessoa poderão ser proibidas, a seu requerimento e sem prejuízo da indenização que couber, se lhe atingirem a honra, a boa fama ou a respeitabilidade, ou se se destinarem a fins comerciais. 13.1. HIPÓTESES EM QUE O DIREITO À IMAGEM NÃO PRECISA SER AUTORIZADO • Divulgação de imagens de políticos, artistas e outras pessoas públicas: podem ter a imagem divulgada com relação a atos que digam respeito a suas atividades, mas não à intimidade ou privacidade. • Divulgação de imagens em nome do interesse público: a divulgação da imagem pode ser realizada para fins de segurança pública (ex: divulgação da imagem ou do retrato falado de um criminoso), saúde pública (ex: divulgação da imagem de uma pessoa acometida por uma doença contagiosa e muito grave que fugiu do hospital), bem como para fins de administração pública (identificação compulsória em cadastros e carteiras: RG, OAB, Habilitação de Veículo, etc.). • Divulgação de imagens de fatos, eventos ou locais públicos: é permitida desde que o destaque seja para o acontecimento e não para a pessoa. A pessoa é apenas parte do cenário, do contexto. Ex: fotos de uma praça, uma praia, uma passeata, uma festa etc. 7

QUESTÃO n. 36 - MP/SP – 1ª Fase – 86º Concurso - 2008) Leia atentamente as seguintes assertivas sobre os direitos da personalidade. IV. A circunstância de se encontrar o funcionário público no exercício de suas funções, e não em conversa ou atividade particular, afasta a incidência das normas de proteção à vida privada, com relação à divulgação da sua imagem. Gabarito: CORRETA

13.2. DIREITO À IMAGEM X LIBERDADE DE IMPRENSA ENUNCIADO 279/CJF: A proteção à imagem deve ser ponderada com outros interesses constitucionalmente tutelados, especialmente em face do direito de amplo acesso a informação e da liberdade de imprensa. Em caso de colisão, levar-se-á em conta a notoriedade do retratado e dos fatos abordados, bem como a veracidade destes e, ainda, as características de sua utilização (comercial, informativa, biográfica), privilegiando-se medidas que não restrinjam a divulgação de informações. 14. DIREITO À INTIMIDADE E DIREITO À PRIVACIDADE • • PRIVACIDADE: INTIMIDADE:

QUESTÃO n. 36 - MP/SP – 1ª Fase – 86º Concurso - 2008) Leia atentamente as seguintes assertivas sobre os direitos da personalidade. I. O direito à intimidade é inalienável, irrenunciável e relativamente disponível. Gabarito: CORRETA 15. PROTEÇÃO DOS DIREITOS DA PERSONALIDADE 15.1. MEDIDAS PREVENTIVAS As medidas inibitórias são atuações jurisdicionais a fim de influir de forma eficaz na vontade daquele que possa vir a violar direitos da personalidade. Na esfera preventiva da lesão a direitos dessa natureza sempre se estará diante de ponderação entre direitos de um e liberdades garantidas a outro. Tal ponderação, realizada pelo Juiz, pode inclusive apresentar-se por tutela inaudita altera pars, visto que, a atuação deverá ser efetiva e primar pela proteção do bem jurídico de maior valor no caso concreto. O CPC tutela as formas de coibir lesão a direitos através de multas, remoção de pessoas e coisas, desfazimento de obras e impedimento de atividade nociva, garantindo inclusive a possibilidade de requisição policial para seu cumprimento (art. 461, §5º, CPC). 8

ENUNCIADO 140/CJF – Art. 12: A primeira parte do art. 12 do Código Civil refere-se às técnicas de tutela específica, aplicáveis de ofício, enunciadas no art. 461 do Código de Processo Civil, devendo ser interpretada com resultado extensivo. 15.2. MEDIDAS REPARATÓRIAS Do conceito de medidas reparatórias temos que não se trata de garantir que direitos lesados sejam ressarcidos, mas que eles sejam reparados de forma a amenizar as conseqüências da violação ao direito da personalidade (princípio da satisfação compensatória). Nunca é demais lembrar que restou afastada a discussão do passado sobre a impossibilidade de se pleitear indenização por dano material cumulada com indenização por dano moral. Na atualidade, o entendimento pela possibilidade da cumulação é pacífico e sedimentado no STJ. SÚMULA 37/STJ: São cumuláveis as indenizações por dano material e dano moral oriundos do mesmo fato. (Publicada em 17/03/92). EMENTA: "No sistema jurídico atual, não se cogita da prova acerca da existência de dano decorrente da violação aos direitos da personalidade, dentre eles a intimidade, imagem, honra e reputação, já que, na espécie, o dano é presumido pela simples violação ao bem jurídico tutelado" (REsp. 506437/SP – 4ª Turma - Rel. Min. Fernando Gonçalves – Julgamento: 16.09.03 - RT vol. 824 p. 180). 15.3. LEGITIMIDADE Art. 12/CC. Pode-se exigir que cesse a ameaça, ou a lesão, a direito da personalidade, e reclamar perdas e danos, sem prejuízo de outras sanções previstas em lei. Parágrafo único. Em se tratando de morto, terá legitimação para requerer a medida prevista neste artigo o cônjuge sobrevivente, ou qualquer parente em linha reta, ou colateral até o quarto grau. QUESTÃO 36 – Delegado Civil/GO - 2003) O novo Código Civil preceitua no seu art. 12, que “se pode exigir que cesse a ameaça ou a lesão, a direito da personalidade, e reclamar perdas e danos, sem prejuízo de outras sanções previstas em lei”. Em caso de morte, tem legitimação para requerer a medida prevista no artigo citado a) o cônjuge sobrevivente e os demais descendentes. b) o cônjuge sobrevivente, qualquer parente em linha reta e colateral até o terceiro grau. c) o cônjuge sobrevivente, qualquer parente em linha reta e colateral até quarto grau. d) o cônjuge sobrevivente, qualquer parente em linha reta e o colateral em segundo grau. Gabarito oficial: C 9

II) LEGISLAÇÃO CORRELATA CÓDIGO CIVIL – ARTS. 11 A 21 DO CÓDIGO CIVIL III) JURISPRUDÊNCIA CORRELATA EMENTA: INDENIZAÇÃO. PRESO. REGIME MILITAR. TORTURA. IMPRESCRITIBILIDADE. ADMINISTRATIVO – DESAPARECIDO POLÍTICO – TORTURA – REGIME MILITAR – RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO – LEGITIMIDADE DE AGIR – PRESCRIÇÃO – DANOS MATERIAIS E MORAIS – SÚMULA 07/STJ – HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS – MATÉRIA NÃO PREQUESTIONADA – SÚMULAS 282 E 356 DO STF. 1. Mesmo que o familiar de desaparecido político já tenha se valido da Lei n. 9.140/95 para requerer perante a Administração a indenização por dano material tarifada, não lhe falta ilegitimidade para o exercício de pretensão no bojo de processo judicial que busca valor em maior extensão, bem como reparação por danos morais. As instâncias administrativa e judicial não se confundem e é garantia constitucional do jurisdicionado a busca do Judiciário para a reparação de lesões ou inibição de ameaça a direito. 2. No que diz respeito à prescrição, já pontuou esta Corte que a prescrição qüinqüenal prevista no art. 1º do Decreto-Lei n. 20.910/32 não se aplica aos danos morais decorrentes de violação de direitos da personalidade, que são imprescritíveis, máxime quando se fala da época do Regime Militar, quando os jurisdicionados não podiam buscar a contento as suas pretensões. (REsp 1002009 / PE, j. 12.02.08, DJ, 21.02.08. Rel. Min. Humberto Martins). EMENTA: CIVIL. INDENIZAÇÃO. DANO MORAL. PESSOA JURÍDICA. CALÚNIA E INJÚRIA. HONRA OBJETIVA. OFENSA NÃO DEMONSTRADA. RECURSO DESACOLHIDO. I - A evolução do pensamento jurídico, no qual convergiram jurisprudência e doutrina, veio a afirmar, inclusive nesta Corte, onde o entendimento tem sido unânime, que a pessoa jurídica pode ser vítima também de danos morais, considerados estes como violadores da sua honra objetiva, isto é, sua reputação junto a terceiros. II - No caso, no entanto, inocorreu ofensa à honra objetiva da empresa. III - A aferição da ofensa à honra da sóciarecorrente importaria em reexame de matéria fática, o que é vedado pela súmula da Corte, verbete nº 7 (grifo nosso – STJ - REsp 223404 – 4ª Turma – Rel. Min. SÁLVIO DE FIGUEIREDO TEIXEIRA – Julgamento: 14/09/1999). EMENTA: DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. FORNECIMENTO DE MEDICAMENTOS. BLOQUEIO DE VALORES. DIREITO À SAÚDE. SEQÜESTRO DE VERBA PÚBLICA. Conforme a jurisprudência do STF, não se confundem o seqüestro em situação de descumprimento de sentença transitada em julgado e da ordem cronológica dos precatórios com o deferido em sede de liminar. O bloqueio da verba pública necessária para aquisição de medicamentos há de cotejar-se com o risco de morte, segundo o 10

princípio da proporcionalidade. Em não sendo cumprida a obrigação estatal, o art. 461, § 5º, do CPC autoriza a aplicação de variadas medidas, inclusive inominadas, que devem ser utilizadas, sem com isso se ferir o princípio da supremacia do interesse público. ENTREGA DE DINHEIRO. Não se coaduna com os princípios de direito público entregar à parte interessada no tratamento a verba do ente público. AGRAVO PROVIDO. (Agravo de Instrumento Nº 70022458681, Vigésima Segunda Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Rejane Maria Dias de Castro Bins, Julgado em 28/02/2008 – fonte: www.tj.rs.gov.br). EMENTA: DIREITO CIVIL. DIREITO DE IMAGEM. TOPLESS PRATICADO EM CENÁRIO PÚBLICO. Não se pode cometer o delírio de, em nome do direito de privacidade, estabelecer-se uma redoma protetora em torno de uma pessoa para torná-la imune de qualquer veiculação atinente a sua imagem. Se a demandante expõe sua imagem em cenário público, não é ilícita ou indevida sua reprodução pela imprensa, uma vez que a proteção à privacidade encontra limite na própria exposição realizada. Recurso especial não conhecido. (REsp 595.600/SC, Rel. Ministro CESAR ASFOR ROCHA, QUARTA TURMA, julgado em 18.03.2004, DJ 13.09.2004 p. 259). EMENTA: RECURSO ESPECIAL - AÇÃO DE INDENIZAÇÃO - DANOS MORAIS - PUBLICAÇÃO DE MATÉRIA JORNALÍSTICA OFENSIVA À HONRA DE ADVOGADO - LIBERDADE DE INFORMAÇÃO E DE INFORMAÇÃO - DIREITOS RELATIVIZADOS PELA PROTEÇÃO À HONRA, À IMAGEM E À DIGNIDADE DOS INDIVÍDUOS - VERACIDADE DAS INFORMAÇÕES E EXISTÊNCIA DE DOLO NA CONDUTA DA EMPRESA JORNALÍSTICA - REEXAME DE PROVAS IMPOSSIBILIDADE - APLICAÇÃO DO ENUNCIADO N. 7 DA SÚMULA/STJ - QUANTUM INDENIZATÓRIO - REVISÃO PELO STJ - POSSIBILIDADE - VALOR EXORBITANTE - EXISTÊNCIA, NA ESPÉCIE - RECURSO ESPECIAL PARCIALMENTE PROVIDO. I - A liberdade de informação e de manifestação do pensamento não constituem direitos absolutos, sendo relativizados quando colidirem com o direito à proteção da honra e da imagem dos indivíduos, bem como ofenderem o princípio constitucional da dignidade da pessoa humana. II - A revisão do entendimento do Tribunal a quo acerca da não veracidade das informações publicadas e da existência de dolo na conduta da empresa jornalística, obviamente, demandaria revolvimento dessas provas, o que é inviável em sede de recurso especial, a teor do disposto na Súmula 07/STJ. III - É certo que esta Corte Superior de Justiça pode rever o valor fixado a título de reparação por danos morais, quando se tratar de valor exorbitante ou ínfimo. IV - Recurso especial parcialmente provido. (REsp 783.139/ES, Rel. Ministro MASSAMI UYEDA, QUARTA TURMA, julgado em 11.12.2007, DJ 18.02.2008 p. 1).

IV) QUESTÕES DE CONCURSOS

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QUESTÃO n. 61 – MPF/2008 – 24º Concurso) Quanto aos direitos da personalidade, é correto afirmar que: I – São, em regra, indisponíveis, mas se admite sua disponibilidade relativa em alguns casos. II – São direitos subjetivos excludendi alios, ou seja, direitos da pessoa de defender o que lhe é próprio. III – São direitos que visam resguardar a dignidade humana, mediante sanções, que devem ser suscitadas pelo lesado. Das proposições acima: a) Todas estão corretas; b) Apenas I está correta; c) Apenas II está correta; d) Apenas III está correta. Gabarito Oficial: A QUESTÃO n.62 – JUIZ FEDERAL/2006 – 1ª Região – 12º Concurso) Quanto aos direitos da personalidade, podemos afirmar que: a) seu reconhecimento, no direito brasileiro, se dá a partir do código de 2002; b) possuem natureza simultaneamente pessoal e patrimonial; c) se aplicam exclusivamente às pessoas naturais; d) que são absolutos, indisponíveis, imprescritíveis e vitalícios. Gabarito: D QUESTÃO n. 58 – Juiz/TJAL – 2007) A respeito do nome civil considere as seguintes afirmações: I. Toda pessoa tem direito ao nome, nele não se compreendendo, porém, o sobrenome. II. O interessado, no primeiro ano após ter atingido a maioridade civil, poderá alterar o nome, desde que não prejudique os apelidos de família. III. O prenome é imutável e não pode ser substituído em nenhuma circunstância por apelidos. IV. Admite-se a substituição do prenome em razão de fundada coação ou ameaça decorrente da colaboração com a apuração de crime. V. Poderá ser averbado no registro civil nome abreviado usado em qualquer atividade profissional. Estão corretas (A) I, II e III. (B) I, III e IV. (C) II, III e IV. (D) II, IV e V. (E) III, IV e V. Gabarito oficial: D 12

QUESTÃO n. 36 - MP/SP – 1ª Fase – 86º Concurso - 2008) Leia atentamente as seguintes assertivas sobre os direitos da personalidade. IV. A circunstância de se encontrar o funcionário público no exercício de suas funções, e não em conversa ou atividade particular, afasta a incidência das normas de proteção à vida privada, com relação à divulgação da sua imagem. Gabarito: CORRETA

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