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Colli, Os Sentidos Do Trabalho , Ricardo Antunes, Resenha

Colli, Os Sentidos Do Trabalho , Ricardo Antunes, Resenha

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Ricardo Antunes, Os sentidos do trabalho, São Paulo, Boitempo, 2000

Juliana Marília Colli Doutoranda em Ciências Sociais pelo Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp
O livro Os sentidos do trabalho de Ricardo Antunes apresenta, antes de tudo, uma ampla pesquisa sobre as metamorfoses no processo de constituição do capitalismo contemporâneo, a partir das mudanças estruturais e conjunturais que ocorrem no mundo do trabalho e suas conseqüências mais imediatas para a classe taahdr. rblaoa Como uma espécie de síntese de pensamento, em um momento de profunda maturidade intelectual do autor, a obra representa um louvável empreendimento que, com êxito, buscou na releitura dos conceitos de Marx as chaves para o entendimento do modo de produção capitalista contemporâneo. Sem prejuízo algum da análise teórica, pautada em autores marxistas de peso na contemporaneidade, tais como Lukács e Meszáros, o já conhecido posicionamento crítico de Antunes se faz presente em toda a obra. Mais um dos méritos do autor que, na atual conjuntura onde a ideologia neoliberal, aparentemente, parece tornar qualquer análise crítica acadêmica obsoleta, demonstra o vigor de sua análise baseada em dados empíricos e na própria teoria. Resulta disto a apreensão do processo de implantação do neoliberalismo por meio do Estado burguês, como um mecanismo ideológico e verdadeiro guardião dos processos de introdução das práticas de reestruturação produtiva para “administrar” um momento de profunda crise, “depressed continuum” (Meszáros) com características c ô i a ee t u u a s g r d sn sp ó r a e t a h sd sc n r d ç e d c p t l rncs srtri, eaa a rpis nrna a otaiõs o aia. As mudanças no mundo do trabalho refletem, para Antunes, uma dimensão fenomênica que se apresenta sob a forma da reestruturação produtiva em suas múltiplas variantes concretas (material e ideológica) no sistema de produção das necessidades sociais e auto-reprodução do capital. Desta dimensão emerge um aspecto estrutural, da crise do capital que resulta no conjunto de respostas m i i e i t sàl g c d s r t v d c p t les u e e t sn f s o p r om t b as mdaa óia etuia o aia es fio eats aa eao l s os c a . im oil Como bem mostra o autor, as experiências de algumas empresas do Reino Unido caracterizam um certo descompasso entre os “ideais” de modernidade, apresentados pelo processo de reestruturação produtiva, e a realidade produtiva,

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que conta muitas vezes com traços tradicionais. Esta contradição evidencia que o processo de expansão das novas técnicas de produção e flexibilização do trabalho assume contornos singulares na realidade dos diversos países, não sendo possível uma generalização analítica de suas aplicações. Um bom exemplo desta adequação do capital às suas bases materiais de produção é a reestruturação produtiva no Brasil que combina em seu processo elementos tradicionais do fordismo com as n v st c i a d p o u ã f e í e . oa éncs e rdço lxvl Todas essas formas particulares de técnicas e gestão organizacional do processo de trabalho, neste contexto, trazem como conseqüências imediatas para a classe trabalhadora a sua heterogeneização, complexificação e fragmentação, e como acentua bem o autor, a precarização e a intensificação do trabalho, gerando uma espécie de combinação de formas de subordinação real que se apropria de elementos da subordinação formal do trabalho ao capital. Assim, o autor avança em um conceito que é caro ao marxismo, o de classe social, procurando dar-lhe vida e vigência teórica contemporânea através da expressão “classe-que-vive-do-trabalho”. E essa busca em apreender dialeticamente as particularidades das novas formas sociais de relações de trabalho leva o autor a a i m rac n r l d d d t a a h . fra etaiae o rblo O trabalho social hoje, complexificado, socialmente combinado e intensificado nos seus ritmos e processos, se coloca como esfera central da sociedade enquanto processo que cria valor. E, ainda que o trabalho vivo esteja diminuindo, através da redução de seu tempo físico e do trabalho manual direto, dados apresentados pelo autor mostra a necessidade de contínua recorrência do capital a formas de trabalho precarizadas e intensificadas, também em países desenvolvidos, o que denota uma verdadeira superexploração do trabalho, elemento este v t lp r ar a i a ã d c c op o u i od c p t l ia aa elzço o il rdtv o aia. A centralidade do trabalho se faz enquanto elemento fundante e estruturante do processo de sociabilização humana, dotando a vida de sentido e r a i a ã o q e n s p ó r a p l v a d A t n s “é totalmente diferente de dizer elzço u a rpis aars e nue: que uma vida cheia de sentido se resume exclusivamente ao trabalho”. Na busca de uma vida cheia de sentido, a atividade laborativa, que está muito próxima da criação artística, transforma-se em elemento humanizador. Mas a afirmação da centralidade do trabalho no metabolismo societal regido pela lógica do capital em sua forma estranhada (Entfremdung) transforma-se em negação. Esta dimensão de negatividade do trabalho impede o sentido de plena realização da subjetividade humana porque inverte a relação de posse e domínio das condições sociais do trabalho; quem produz não decide o que e para quem se produz. Muito sugestiva é também a conexão analítica entre trabalho e liberdade de onde se extrai que, a necessidade de que uma vida plena de sentido a partir do trabalho impõe, como condição sine qua non, a superação da sociedade que é

Globalização e desnacionalização. sem o que não há domínio dos indivíduos sobre a organização social. além de se apresentar como uma instigante reflexão teórica de fôlego que busca apreender os novos elementos constituintes do metabolismo societal capitalista. O autor efetua um minucioso trabalho de levantamento de dados. no essencial. representa muito mais do que uma análise sociológica. aborda temas e questões reiterando e confirmando as teses apresentadas de modo mais extensivo nos capítulos do livro. E finalizando o apêndice o autor aborda oportunamente. outubro . baseado nos relatórios do Banco Central e na imprensa. não há tempo livre e não há auto-realização humana. A idéia-chave de Globalização e . o processo das mudanças ocorridas nas relações sociais de p o u ã n p r i u a i a ed c p t l s ob a i e r . mantendo presente em toda a sua reflexão contornos i t r i c p i a e oq ep r i i a a t rn t v i a a ç st ó i o . compreendendo a necessidade de um firme posicionamento a favor da classe-que-vive-do-trabalho e sugerindo uma sociedade para “além do capital”. São Paulo.regida pela lógica do capital. a análise ganha um contorno especial. O livro também apresenta um apêndice que. Paz e Terra. de onde também emergem as contradições e pólos de resistências sociais a esta lógica destrutiva do capital. rdço a atclrdd o aiaim rslio Fica evidente que a obra de Antunes. Antunes deixa transparecer que os problemas de fundo estruturais presentes no metabolismo societal do capital devem contar com um pensamento crítico que leve a uma prática.141 R E S E N H A Reinaldo Gonçalves. para formular uma série de tabelas que desmistificam a pretensa relação entre a entrada de capital estrangeiro direto e o desenvolvimento econômico e social. nedsilnrs u emtu o uo oáes vno ercs Deste modo. 1999 Romildo Raposo Fernandes Professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro O economista Reinaldo Gonçalves proporciona-nos uma análise precisa sobre o processo de desnacionalização recente da economia brasileira. ao considerar a dimensão ontológica do interior da vida cotidiana da sociedade. de modo mais direto. não distante da reflexão teórica.

q a d u eiea m rjt ainldsnovmnit aa rsl o so uno oa t rs r f r ac i en B a i .e e v l i e t s ap r oB a i . que segundo ele “trata-se.a modernização. ao tratar a relação com o capital estrangeiro. A atual trajetória de instabilidade e crise é decorrente da estratégia de liberalização adotada pelo governo FHC.142 . Reinaldo Gonçalves faz um pequeno histórico sobre a entrada de capitais estrangeiros no país e conclui que a atual expansão dos fluxos de investimento externo. A concentração econômica e a desnacionalização não foram compensados por um bom desempenho econômico. f u od se t a é i sn c o a sl b r l z n e . Esta análise é condizente com a perspectiva estratégica do autor.n o uo e eee rs o rsl xot atr a rs o éio e 94 ã analise esta crise enquanto uma crise do sistema capitalista.outubro R E S E N H A Desnacionalização é a “vulnerabilidade” da economia brasileira como resultado da política econômica adotada pelo governo Fernando Henrique Cardoso a partir de 1995. o desempenho da economia brasileira no período foi medíocre. 1998. Compreende-se então a posição do autor em relação ao ingresso de capital estrangeiro. Se não houve o crescimento econômico esperado. podemos deduzir que o autor pressupõe ser possível uma “inserção soberana” neste processo. que se enfrenta com critérios de desempenho. pois “o investimento externo direto tanto cria problemas quanto oportunidad s . o Estado Nacional teve reduzida a sua capacidade de r s s ê c aà p e s e e t r a . pelo contrário. isr ção passiva” no processo de globalização econômica levou ao comprometimento d “oeai ncoa” a sbrna ainl.e p s aap r i d c i ed M x c d 1 9 . A Opção Brasileira .u r t r rt a srtga aini ieaiats eutrm u ercso m eono à situação existente no país no final do século XIX. não a localiza no marco da relação imperialista. por outro lado ocorreu uma “fragilização” do aparelho do Estado. quando o Brasil tinha uma estrutura econômica “sobremaneira dependente” do capital estrangeiro. unicamente de uma questão pragmática.r s l a a n mr t o e s . Rio de Janeiro. Para o autor. . Em 1998. pela política de juros altos responsável pela deterioração das contas públicas. controles. A semelhança estende-se ao discurso. eo bm eói” das privatizações. Quando Reinaldo Gonçalves questiona a “inserção passiva” no processo de globalização.h u eu a m n od “ u n r b l d d ” A“ n e eitni s rsõs xens ov m uet a vleaiiae. Reinaldo Gonçalves colaborou com a obra Opção Brasileira1 q ed l n i u p o e on c o a .P ri s . 1 Cesar Benjamin e outros. Da mesma forma. Apesar do autor centrar sua análise na segunda metade da década de 90.Oa t rd f n eu ap l t c r g l t r as b eae t a ad c p t le t a g i e” uo eed m oíia euaói or nrd o aia srnero para que esta tenha um impacto positivo. Este discurso é desmascarado pelo autor ao demonstrar que a entrada de c p t i f ie t m l d p rp l t c see t a é i se u v c d s p l “ o n g c o aias o siuaa o oíia srtga qioaa. houve uma mudança na “correlação de forças ”. políticas e medidas”. Contraponto. o argumento é o mesmo dos “liberalões” do século XIX .

As estratégias de l b r l z ç oc m r i l f n n e r . o livro Globalização e Desnacionalização é um importante subsídio para demonstrar os e e t sd p l t c e o ô i an o i e a . Não surpreende então que a atual disputa do mercado regional do Sul entre economias . ir aeóio o ota rsiet o lxs e netmn to externo e o avanço das empresas de capital estrangeiro na economia brasileira a partir de 1995.c m i lep o u i ai i i d sn G v r oF r a d ieaiaã oeca.P r i u t a a c n e ü n i sd s ep o e s oa t r uc it a itra o rsl aa lsrr s osqêca et rcso uo analisa os processos de fusões e aquisições. uma penetração do capital internacional n n av s on h s ó i d B a i .o o i i c m an s a “ l b l z ç oeD s a i n l z ç o él i u ai d s e eiclnas oo os.a r v sd g o a i a ã . Cortez. na progressão histórica. as funções e intervenções do Estado-nação receptor que gestiona a transição em distintos “momentos” de emergência ou consolidação relativa de aquele mesmo modelo. Cada um deles define. São Paulo. experimentando. Num momento em que o modelo neoliberal está sendo colocado em cheque até por setores da própria burguesia.143 R E S E N H A Flávio Bezerra de Farias.s b ea e o o i s fio a oíia cnmc elbrl taé a lblzço or s cnma s m . assim. Goaiaã encoaiaã” etr nipn sável para quem quer uma maior compreensão sobre o processo de dependência ao c p t li t r a i n ln sú t m sc n oa o . 1999 Martha Roldán O avanço sócio-econômico neoliberal na periferia latino-americana durante os anos 90 foi acompanhada de discursos geralmente provenientes de “usinas semânticas” norte-americanas que outorgam uma significação inexorável e positiva ao “desenvolvimento” que proviria da aplicação do modelo econômico auspiciado. que acabam se transformando em crises políticas e institucionais”. aia nencoa o lio ic ns outubro . O Estado capitalista contemporâneo. e as privatizações. também. mantidas no Governo Itamar e aprofundadas pelo Governo Fernando Henrique produziram a vulnerabilidade externa que como o autor bem descreve “faz com que crises cambiais provoquem crises econômicas e sociais. iacia aba rdtv ncaa o oen enno Collor.Apesar deste limite oriundo da crença do autor na possibilidade de reformar oc p t l s o ol v oéc t g r c a m s r roc e c m n od sf u o d i v s i e aiaim.

a produção. método necessário para uma abordagem crítica e revolucionária do Estado da “modernidade em vigor” contemporânea. Mas qual é a relação entre Estado e capital? A partir da perspectiva o t l g c .éi p r o a Oa t r erc-oíia a oiõs elbri. o ser. 14). as m l i l sd t r i a õ se p c f c m n ec p t l s a d s eE t d . com ênfase no Capítulo 1. 2 . Mas. uo aceita o desafio enfocando ao Estado capitalista contemporâneo (ou da “modernidade em vigor’) da perspectiva do método marxiano e aplicando suas premissas à análise do campo sócio-liberal das teorias da regulação. No primeiro dele repassa diversas definições institucionalistas e formalistas do Estado (Rawls. nes. Quando se estuda um aspecto particular da forma-Estado para entender sua natureza capitalista existe uma relação de causa e efeito. não se trata de um princípio a priori.B z r ad F r a r s o d q ee i t p i a i d c p t ls b eoE t noóia eer e ais epne u xse rmza o aia or sa do. Portanto. Com tal objetivo traça no “Capítulo 1” um itinerário complexo com três itens chave: As múltiplas determinações do Estado. esclarece o autor. portanto. e Kelsen. já que supõe que esse primeiro elemento (a base. a consciência e a circulação pode existir.outubro R E S E N H A da Tríade se traduza em novas rodadas de representações do crescimento neoliberal e do tipo de gestação “apropriada” do Estado-nação -coordenação rotativa de um bloco periférico? – derivadas de “usinas” contendoras com crescente participação e r p i eo i n a . O projeto de Bezerra de Farias implica. mesmo que o segundo ) s j a s r í o Oi v r o p r m éi p s í e .p e i a e t p rr z e o t l g c s ea btad. mosvl rcsmne o aõs noóia (p. oé. e ulur rgm meis.s t a ã p r i útpa eemnçe seiiaet aiaits et sao iuço atcularmente patente no caso das visiones regulacionistas que se exploram no “Capítulo 3”. de especial valia ao oferecer elementos analít c sp r i e t sàc í i ad o t a v s e d E t d c p t l s aei s i a e t d sd io etnne rtc e urs iõs o sao aiait nprr suo e campo afins no futuro. (p. A primeira parte do exercício implica o resgate/reelaboração de noções da e o o i p l t c c í i aed s um t d p r aa á i ed E t d c p t l s a P r i s cnma oíia rtc e e éoo aa nls o sao aiait. em relação à superestrutura. A necessidade de refutação t ó i o p l t c d sp s ç e n o i e a s d q a q e o i e . um duplo exercício: de integração orgânica teórico-político-metodológica marxiana e seu posterior teste ao caso concreto da evolução do pensamento regulatório. Ignoram.144 . aa so a g i( I t o u ã ” q ej n o r d sc á s c sd m r i m e i t a i s r m n o rü “nrdço) u á a ba o lsio o axso xsim ntuets metodológicos para uma teoria comunista do Estado e expressões e avanços import n e p r d f n r e t c t g r a c m t t l d d c n r d t r a( .26). uoéa retl Neste contexto de renovada “batalha de significações” o livro de Bezerra de Farias resulta particularmente oportuno e bem-vindo. Referir-me-ei a ambos aspectos. A v g e t o ats aa eii sa aeoi oo oaiae otaiói p1) doa nã u r t r oae s sf n e eàu i i a ã d e i t m l g aeao t l g ad s rs c a m eon sa ots tlzço a pseooi nooi o e oil constitutiva do método marxiano. Mas se se estuda essa forma-Estado para entender seu papel na economia capitalista o Estado é causa e o capital é efeito. A natureza do Estado e O papel do Estado. entre outros) alegando que são defeituosas já que escondem a relação orgânica entre Estado e capital. a determinação em última instância pela economia e pela técnica se . portanto.

entre o t o . é rico em determinações.. com situação diversa no tempo e no espaço. resultam de especial relevância para qualquer estudo sobre a problemática Sul-americana. sexuais e étnicos.f t c i m . do fetichismo. correspondentes a três níveis de percepção do capitalismo. rca itnur sa sêca o sao a formas especificas em que se apresenta em um momento dado como aparência. om-sao m ea. da estrutura. suas potencias e suas tendências. “Em suma” pensa. “o Estado é uma forma s c a q es f ev r a õ st m o a see p c a s N os t a ad u v l ru i e s l oil u or aiçe epri saii. no Brasil). Em primeiro lugar o silogismo do Estado (p. )o e e eal i q et a e am r ad e m da btao . 28). (p. G i on s o n t 8 p 6 ) Éc u i ld s i g i e t e s n i d E t d d s urs(rf os. no contexto de uma formação econômica e social dada.. Dois aspectos. Portanto só se pode apreender o “grande silogismo” do Estado” ao considerar cada uma das categorias: forma-Estado.reduz a uma questão metodológica. O Estado representativo moderno é um ser social. O Estado. p 2 ) A c n e m gio oss . com seus traços espec f c s( . é um silogismo que se compõe de três termos. da genealogia. sua forma de sua função. A forma-Estado (generalidades) no nível do modo de produção (no contexto de uma formação socioeconômica capitalista).s l g s o t l o o i . portanto não explica todas as conjunturas estatais. 6 râia nr sao aia. Esta distinção se explora em A natureza do Estado. que se capta o conjunto dos aspectos do Estado como ser social e histórico e suas relaç e d n m c sap r i d l t d c a s s( u e s n i s c a )c j e x éad v s o õs iâia atr a ua e lse sa sêca oil uo io iiã c p t l s ad t a a h ( u e s n i m t r a ) d v s oq ec n e p as m l a e aiait o rblo sa sêca aeil. complexa e contraditória” ( r f s n s o . O que importa é a reciprocidade na relação o g n c e t eE t d ec p t l ( .2 ) Af r a E t d e g r l s e i t p ri t r é i d se p c f c d d s íio p 9. secção em que o autor mergulha em profundidade nas temáticas do silogismo. p2) É então. das fisco-finanças. ã e rt e m ao nvra.145 R E S E N H A . situado no tempo e no espaço. g n a o i . a meu juízo. “a verdade sobre o Estado só pode ser estabelecida na medida em que se apreendem as relações efetivas entre todos seus aspectos. ou silogismos. argüi. a forma-Estado é uma abstração que apreende os aspectos gerais do fenômeno estatal no capitalismo. d u i e la s r t ( . ó xse o nemdo a seiiiae como forma de Estado ou forma do Estado. internacionais. trata-se de u a totalidade concreta. baseada no taylorismo ou no fordismo) e a Forma do Estado (singularidades) referente a um processo dado de acumulação (na Francia. eo otái. iiã u otml iutna mente aspectos técnicos. 7. 27). bdc es u rzm ac a outubro . . É importante distinguir entre os silogismos a fim de evitar confusões na análise. Em síntese. . eelga apco u uo eevle o parágrafo seguinte). espaciais. forma de Estado e forma do Estado como mediadoras entre as duas outras. Com efeito. A forma de Estado (particularidades) pertinente ao tipo de regime de acumulação (no centro ou na periferia. osqüência de desconhecer a riqueza de determinações do fenômeno estatal provoca f l o d b t so p l m c se t r i . é um movimento de totalização e de concretização que se situa no tempo e no espaço. )P l c n r r o ( . e da teleologia do Estado. oa .q eép s í e e i a q a d s d s i g es a ass eae u oêia sées u osvl vtr uno e itnu u natureza de seu papel. 3.( s e t sq eoa t rd s n o v n eelga eihso ioim.

(p. complexo e contraditório – é uma variável no tempo e no espaço e nas formas de sua intervenção na economia.(divisão regional do trabalho). os sistemas produtivos dominados permanecem localizados e o progresso de suas formas produtivas sofre a raiz de sua excessiva “financeirização’. 37-39) e à p l t c r v l c o á i . 44). os enfoques em termos de regulação se ocupam da função do Estado. Um segundo aspecto concerne a A teleología do Estado (pp.outubro R E S E N H A história. riuaã sail e oa s eaõs rdtivas existentes em uma formação econômica e social dada. u r l ç oE t d .i s é àa t c l ç oe p c a d t d sa r l ç e p o u ats es ertro so . atr ia tpa ocea o ouim o oa u itaiae nissêia a fim de superar as relações que condenam ao ser humano como ser explorado e oprimido. simultaneamente. a força de trabalho) assumem novas formas. está alimentada por contradições de classe. as ações para a articulação dos espaços globalizados e dos espaços locais não levam à superação do desenvolvimento desigual e combinado. superando as condições objetivas que dão lugar à luta de classes e permitindo outra continuação da história humana. enquanto. 40) Esta elaboração lhe permite mostrar como.om v m n or v l c o á i d v s rd r g d c n eaã saocptl râia oiet eouinro ee e iiio ot aa b s ( . p3) retd uea xrço a as ai iiã o rblo que a sustenta.’(pp. sob O papel do Estado o autor enfatiza que a ação do Estado capitalista – como um todo orgânico. e sim à globalização que aumenta a submissão dos processos de trabalho periféricos aos processos de valorização centrais (p. em geral. 29-30). mas não elimina a natureza da opressão e da epoaã cptlsa (. Bezerra de Farias observa a superação deste último em um movimento que se inicia na unidade da consciência de classe e da luta dos oprimidos e explorados. vêm regulações nas circunstâncias em que ocorrem mediações das contradições da sociedade burguesa. O segundo se refere ao papel do Estado sobre as p r e d s et r i ó i . e além disso confundem a natureza espacial da forma-Estado de sua ação sobre o espaço e vice-versa. . 37) A diferença da social democracia que considera seu êxito sem a extinção do capitalismo. o papel espacial do Estado supera o quadro nacional e local. e as mediações do Estado (sobre a moeda. tanto no capitalismo avançado como periférico. explica. um juízo importante para a análise das significações outorgadas aos novos fluxos de capital em direção à periferia Sul-americana. reprodução e crise do capitalismo. (p.o i n a oas p r rae t a ã d m i v l aead v s od t a a h r mo. não da forma deste. A dinâmica do fordismo. sobre o conjunto do território na expansão no espaço das relações capitalistas dominantes (divisão capitalista do trabalho). Como conseqüência. em articulação orgânica com as formas assumidas pelo ser social na produção. 6 . xlrço aiaits p4) Deste modo.a i a éo g n c .D d q ef z m sr f r n i a E t d c p t l s a eq ea oíia eouinra ao u aeo eeêca o sao aiait.1. (p. Trata-se de outra experiência de desenvolvimento desigual e combinado no qual o Estado assume dois papeis distintos: O primeiro.i t m c . na fase de mundialização do capital (Cf. 39) Por último.146 . Daí a importância de m n e v v au o i c n r t d c m n s oc mt d s av r u l d d a t . Chesnais).

e de seus aspectos fetichistas. não percebendo a nova d n m c e t u u a t d p o e s a u ld m n i l z ç o( .Nos “Capítulos 2 e 3” Bezerra de Farias conduz ao exercício de teste do aparelho teórico conceitual previamente desenvolvido. atua sobre o mercado para a regulamentação da ordem. sem vínculo com lutas de classes: e a concernente ao “Estado forte” (Rawls.147 R E S E N H A . Cabe destacar. otno à questão social se transforma em uma questão de polícia. De acordo com o mito do mercado livre e eterno. no princípio da diferença.5 ) Oa t rb a i e iâia srtrne o rcso ta e udaiaã p 2. 51.n p r p c i ap u a i t d c n e aiai m saiial. No primeiro deles aprofunda-se criticamente na justificação filosófica da etapa em suas duas vertentes: a referente ao “Estado enxuto” (Nozick). que faz uma apologia de uma configuração estatal dada. atr e se lio oes eii om e relação contratual pós-moderna como estratégia para evitar o risco.4 ) noóia or aã oa u eelgc. em especial. em suas dimensões sistêmicas e anti-sistêmicas – uma outubro . icpiaet t aiiaã otoe o aoe e rdço . o Estado pós-moderno passa a ser um simples ator das atividades mercantis.( . p 9. Em oposição ao princípio da demanda efetiva. também. colocando Keynes para além de Keynes.4 ) Ap r i d e t ú t m p d . 52). Mas.o s p r n ooc n l t . Rechaça então o pensamento pós-moderno inspirado em Rawls e seu caráter inexorável. entre outros) que sustenta a possibilidade de subsunção do espaço social dentro de sua ordem. e fisco-financeiros do Estado pós-moderno. dos incentivos e da informação. o et da seção (pp. e teleológicos. insiste no qual pode-se resistir à nova ordem mundial N r s o . uo rsli ro. a razão política ou prática que tem primazia o t l g c s b ear z om r lo t l o ó i a ( . 53-61) passará a fundamentar – através da consideração dos problemas estruturais. desde sua obra de 1971 – na qual o problema c n i t ae t a s o m ra c p t l s ol b r ln s n i od u a“ t p ar a i t ” ossi m rnfra o aiaim iea o etd e m uoi elsa. uead ofio a esetv lrlsa o osn so por sobreposição – para desembocar no texto de 1993 no qual formula o “ r n i i d d f r n a . O “Capitulo 2” se oferece como contribuição à crítica do Estado capitalista ´pós-moderno” e se centra no lapso posterior às lutas do maio francês de 1968. tecnológicas e sociais. na qual o problema r d c r ae e t b l z . pelo contrário. período no qual se afiançam as tendências de mundialização do capital que se estende até o presente. Daí então – pensa Bezerra de Farias em um parágrafo muito pertinente à discussão latino-americana – a intervenção estatal passa da regulação e do d s i l n m n oa éàp c f c ç oeoc n r l d sf t r sd p o u ã e p r a t . O advento do Estado pós-moderno e O advento da nova dinâmica revolucionária. prima agora.ed f n r af r ad picpo a ieeç’ p 8.) No segundo parágrafo Bezerra de Farias aborda o advento da nova dinâmica revolucionária no processo histórico objetivo da superação do capitalismo contemporâneo. Aqui o autor dialoga/polemiza em dois parágrafos. na perspectiva da utopia concreta do comunismo (p. a abordagem da evolução do pensamento de Rawls. Nos dois aspectos defende a supremacia da circulação sobre a produção (p. de uma sociedade ordenada segundo a justiça – à de 1987. debilita as políticas públicas industriais. encarregado de funções de repressão e de controle. A través de sua ação no mercado.

pelo contrario. Concomitantemente. incluindo trabalhadores massificados. C.5 ) p r i i urncoa ed xli eiiaã eortc ainl p 4. usda das e apoiadas por insidiosas intervenções estatais Deste modo. . luta que tem lugar em um novo espaço mundial abarcando a solidariedade universal dos oprimidos e que exclui qualquer t p d a e ã a si p r t v sd c m e i i i a en o i e a . p 3. a análise do autor sobre a situação na periferia (em “Os problemas estruturais do Estado pós-moderno”) e sua postura de q eal t d c a s sn od s p r c n s an v e aac u ad p e e d d v t r ad u ua e lse ã eaaee et oa r as a rtnia iói a técnica e da ciência sobre outros candidatos a motor da história. Lipietz e Theret) Para os segundos a crise consiste em uma perda de dinamismo típica da existência burguesa moderna. as práticas governamentais mundiais que representam os interesses de empresas transnacionais e de instituições financeiras passam a regular a economia internacional. oe alad. aa s pltcos’. dos intercâmbios de bens e fluxos de capitais não provoca a dispersão e a descentralização do poder mas que. . a énc. o socialismo provem de reformas ao capitalismo conjuntamente com ações estatais e contratais cada vez mais democráticas.5 ) evro a piaã oçd e oíia elbri.outubro R E S E N H A nova dinâmica revolucionária que abre uma perspectiva de transformação democrática das formas estatais existentes.6 ) P r o “ o í i itnu nr euainsa pltcs tcortcs. diferenciando-se e generalizando-se no espaço mundial. cujo processo de concentração e centralização do capital tende a articular-se com uma direção política mundial resultando na generalização d d s n o v m n od s g a eac e c n ee c u ã d p r f r aa r v sd se e t s o eevliet eiul rset xlso a eiei taé o fio p r e s sd a l c ç of r a ad p l t c sn o i e a s ( . Os fins do Estado no regulacionismo ´político” e Os fins do Estado no regulacionismo “tecnocrático’. (Cf. em vez de retornar ao mito do mercado auto-regulável. que pode ser estendida a toda a condição humana.6 ) io e dso o meaio a opttvdd elbrl p 1 Quero destacar aqui. que se deixam levar passivamente pela derrota burguesa. No primeiro deles d s i g ee t e r g l c o i t s“ o í i o ”e“ e n c á i o ’ ( . A mundialização do capital. manifesta-se através do planejamento e interações comerciais gerenciadas centralmente dentro de uma estrutura de g o a i a ã l b r l p o e a a p r a n c s i a e d p d red l c o s b i i lblzço iea.148 .emtn do constatar que a sobrevivência do Estado-nação na resolução reformista da crise atual depende da reprodução de mecanismos de exclusão. Com as mudanças na divisão capitalista do trabalho a luta de classes assume novas formas. p 5. “a liberalização . de repressão. 5. Tem lugar um aperfeiçoamento do imperialismo. rjtds aa s eesdds e oe e ur. e de i t g a i m s r l g o o o i e l g c s (p 5 ) nerlso eiiss u doóio. No “Capítulo 3” Bezerra de Farias leva a cabo uma crítica devastadora do conjunto das abordagens em termos de regulação em três parágrafos: Os fins do Estado de Gramsci aos regulacionistas. a normalização tecnocrática s p a a i n lt n eae c u ral g t m ç od m c á i an c o a ”( .( . O motor da h s ó i n oéal t d c a s s m sat c i a ( f B e reS i l r ) itra ã ua e lse. em particular. Contudo também existe a certeza de um mundo para além da “sociedade salarial” no qual o trabalhador massificado pode transformar-se em ser ativo na dinâmica do progresso social e através de compromissos e contratos.

agora “pós-fordistas” (Cf. No terceiro parágrafo o autor aborda o pensamento da vertente regulacionista ´tecnocrática’.L p e z o eud aárf icsã e rnld o ets e hrt iit. defendem apenas um projeto de sociedade baseada no “tempo liberado de trabal o . pela ciência e sistemas de inovação. que anunciaria a opacidade ou extinção do primeiro. Contudo.p 8. aumentará uma vez mais a produtividade e a paz social garantida pelos comprom s o p s f r i t s E t v r g mh s ó i ap d a s g r r s p rd s i t sv a : iss ó-odsa. ur eáia importante ilustrada nestes textos é a relação entre Estado-nação e globalização. com novos compromissos sociais e a regulação do capital financeiro.c n l ioc e t s ab a i e r . Esta dinâmica implica uma outubro .q es r ed e x àl t d c a s s eemnds a iiã aiait o rblo u ev e io ua e lse. para logo apreender as condições na própria essência do Estado-nação. estes autores adjudicam as origens da crise do fordismo (o regime de acumulação do pós-guerra) à perda da eficiência da forma dominante da organização do trabalho. rechaça o esquecimento das lutas desenvolvidas durante o primeiro período. N s g n op r g a oad s u s os t a s a aa st x o d T e e .8 ) ex e xsi. Segundo ele assinala. lutas que questionarão as relações de produção capitalista e sua reprodução. 100). não há motivo para que este d i ed e i t r ( .d s o e t d d c n u s ad “ l b r ç od t a a h ’ ( . 95). Esta ideologia ignora a relação entre ciência e técnica com a valorização capitalista. Como a globalização não impede que essas contradições encontrem suas mediações específicas. E s m . e portanto a necessidade de r o i n a e s a i i a ec e t f c et c i ae u s n i oa t . (Cf. As críticas que resultam das posições regulacionistas não ajuízam nem ao trabalho em si mesmo.A partir de uma interessante releitura de Gramsci ( Cadernos do Cárcere) o autor debate e questiona em seguida os supostos teóricos e metodológicos das duas vertentes em sua progressão histórica desde a significação do crescimento d r n eo “ 0g o i s s às ae a o a ã n e an o i e a . pela substituição do sistema produtivo fordista pelo pósfordista.i t m c ( . Aglietta). a idéia de que a evolução do sistema t c i op d e ú t m i s â c ar s l e ac i ee u as c e a es l r a . Bezerra de Farias rechaça esta conclusão insistindo na necessidade de estabelecer as mutações historicamente d t r i a a d d v s oc p t l s ad t a a h . com a obtenção de um novo progresso técnico.E p r i uat s 3 lroo” u lbrço a r elbrl p. Pelo contrário. p 3. (p.97) m atcular.8 ) O t at m t c h’ ecncaa a oqit e a ieaã o rblo. e Gorz. Aglietta e Bender).n oép s í e c m r e d ra t a s m ua ocu init rslio ã osvl opene s rnformações que estão ocorrendo na essência do Estado do pós-fordismo sem a r e d raf r ae p c f c d l t d c a s sq eg r e t r oàd v s oi t r a pene om seíia a ua e lse u ia m on iiã nencional do trabalho na era da mundialização. nem às condições capitalistas de produção. 72-74). Mas. (p. que contudo não solucionaram a massificação do desemprego (p. e da soberania nacional a causa da globalização.9 ) eretr sa tvdd iníia énc m m etd nissêio p 6. sa iae itrc oe seua-e o itna is pela passagem a uma ´sociedade salarial’.r s l a énc oe m lia ntni eovr rs m m oidd aail eut tão ingênua como acreditar em bruxas. argüi com ironia Bezerra de Farias. e a confiança na superação da crise contemporânea através de novos contratos e compromissos. precisamente através do Estado-nação.149 R E S E N H A .5 .( p 6 .

Esta é considerada uma importante referência no Brasil sobre os estudos gramscianos por caracterizar-se em uma síntese da obra ev d d s ea t r ia et uo. de 1919 a 1920. Ela é dividida em três fases temporais: a primeira. Carlos Nelson Coutinho. porém. 13) limpa o caminho teórico da investigação dos processos de mundialização no seio da regulação do sul latinoamericano. eevlia o se aa eldd rslia A primeira parte do livro analisa a formação e a participação política de Gramsci antes do Cárcere. Simultaneamente pode ler-se como código para aceder a novas perguntas esclarecedoras de práticas políticas relevantes ao caminho da emancipação de nossos povos. veio acompanhado de uma nova edição. como toda obra dirigida a pessoas que “queiram pensar por si mesmas” (p.outubro R E S E N H A reestruturação econômica e uma nova hierarquia global e requer políticas nacionais positivas com objetivos simultâneos transnacionais. publicação de Carlos Nelson Coutinho e outros autores. uma das soluções aportadas pelos a t r sd s av r e t ( . Portanto a margem de manobra do reformismo regulacionista é estreita porque nada indica que os Estados do Grupo dos 7 hajam restabelecido seu controle sobre os mercados financeiros.1 1 . assim como a aplicação das categorias d s n o v d sp re t p r ar a i a eb a i e r . profundo. da obra Gramsci: um estudo de seu pensamento político. Civilização Brasileira. Gramsci. lançado pela Civilização Brasileira em 1999. Carlos Nelson Coutinho não dispensa a apresentação da formação de Gramsci antes do Cárcere. uoe es etne p 0) A título de palavras finais desta resenha corresponde enfatizar que o texto inovador. 1.150 . submetendo-os a uma regulação estrita. Rio de Janeiro. 1999 Ana Maria Alvarenga Gramsci: Cadernos do Cárcere. de 1910 a 1918. tratando especificamente sobre a democracia operária e os conselhos de fábrica. Na organização da obra observamos uma prioridade aos estudos dos Cadernos do Cárcere. revista e ampliada. a segunda. e muito polêmico de Bezerra de Farias. . vol. que analisa a formação juvenil.

após a prisão. Segundo Carlos Nelson Coutinho.E es p r oe o o i i m ã iltc o cáscs o ern a era oíia l uea cnmcso da Segunda Internacional e não se torna um politicista. a inspiração direta de Lenin em relação à ruptura com a segunda internacional e a recuperação de elementos dialéticos do marxismo autêntico.U e oq es e i e c ap i c p l e t n ú t m e rmc eldd rslia m l u e vdni rniamne o lio capítulo. i. mas sim. partindo do abstrato ao concreto. de 1921 a 1926. fazem parte da formação do jovem Gramsci . como diferentes tipos de formação econômico social. Gramsci desenvolve um movimento de renovaç o d a é i ad s“ l s i o ”n t r e od T o i P l t c . o f m a c t g r a d G a s iàr a i a eb a i e r . utilzds oqit o oilso A segunda parte do livro analisa diretamente os Cadernos do Cárcere. a estratégia socialista no “ c d n e . procurando o autor relacionar as categorias d G a s iàr a i a eb a i e r . Os Cadernos caracterizam-se como um estudo crítico que diferencia estratégias revolucionárias para o Ocidente e o Oriente. dentro de u al g c h s ó i od a é i a v s oq ea c n i õ sh s ó i a c n r t sa r s n m óia itrc iltc.ép s í e p r e e u a r f n a e t t ó i os s e a i rxs oíia mdaa osvl ecbr m poudmno erc itmtzado nos escritos de Gramsci. que levará o referido autor à consideração da necessidade de estratégias políticas diferenciadas aos países ind s r a i a o àc n u s ad s c a i m .e a última. it u s odçe itrcs ocea peetam-se em um novo estágio de desenvolvimento. teoria ampliada de Estado.151 R E S E N H A . Os ítens desenvolvidos pelo autor são: observações metodológicas sobre os Cadernos do Cárcere. Esta transição compreende o estudo de Gramsci em relação à fundação do Partido Comunista Internacional e o enfrentamento com o fascismo. a obra da maturidade de Gramsci. a postura de Gramsci no Partido Socialista Italiano (PSI) em crítica à corrente maximalista e à reformista. a participação política na fundação do Partido Comunista Internacional (PCI). O termo “política” é utilizado por Gramsci em dois sentidos: um amplo e um restrito. filósofos neo hegelianos. política como sinônimo de catarse. s aeois e rmc eldd rslia Segundo Carlos Nelson Coutinho.au i e s l d d d G a s i ep r Oiet” atd oo neeta oeio nvraiae e rmc. sobretudo. com o distanciamento da p á i p l t c i e i t . ii m eaã o sao O autor argumenta que Gramsci supera Marx. Engels e Lenin. e no sentido outubro . proporcionando assim a universalidade de seus textos. o que marca a transição do jovem Gramsci para a maturidade são principalmente a distinção entre o Ocidente e o Oriente e as primeiras formulações do conceito de hegemonia. ou seja.oP r i oc m I t l c u lC l t v . em função. caracterizada por Carlos Nelson Coutinho como “transição para a maturidade”. sendo estes compreendidos não como situações geográficas. assim como o combate ao sectarismo e às primeiras aproximações do conceito de Hegemonia. No sentido amplo. ao peso que neles possui a sociedade c v le r l ç oa E t d . As influências de Croce e Gentile. constituída inicialmente de relações contraditórias que irão adquirindo forma e consistência política e teórica ao passar dos anos. Para Carlos Nelson Coutinho.

e t f c d a á i el v G a s iac i e a g m sp s ç e i e l s a . isto é. ou s j .” Antonio Gramsci. para Gramsci. e a segunda definindo o Estado como “sociedade política + sociedade civil. . há diferenças na função que exercem na organização da vida social e na articulação e reprodução das relações de poder. Isto significa.ar a s r ã d s c e a ep l t c n s c e a ec v l E t o ae t a é i s c ea eboço a oidd oíia a oidd ii.152 . sendo esta considerada uma fórmula para determinado período h s ó i o n q a n oe i t a a n ao g n z ç e n s c e a ec v lc m p r i o itrc.outubro R E S E N H A restrito. nã. como “conjunto de práticas e objetivações que se referem diretamente ao Estado. embora Gramsci não coloque a política a i ad e o o i . Cadernos do cárcere. rbea osiuinl eud uo. o ul ã xsim id raiaõs a oidd ii oo atds de massa e sindicatos. v. 127). p. São apresentados nos Cadernos elementos essenciais de uma autêntica o t l g ad p á i p l t c ed s n o v d ss s e a i a e t a á i e s b eat t nooi a rxs oíia eevlia itmtcmne nlss or oa lidade social. 1999.e op o l m c n t t c o a . auea se oo e nls ea rmc ar m lua oiõs daits Um dos principais pontos discutidos sobre Gramsci é o conceito de Estado. 1. A teoria ampliada do Estado permite uma crítica à teoria da “revolução permanente”. segundo Carlos Nelson Coutinho. que se diferenciará das formulações dos marxistas clássicos. Carlos Nelson Coutinho afirma que. Rio de Jane iro. Marco Aurélio Nogueira e Luiz Sérgio Henriques. Nesse sentido. C l c m s a d i p n o d s n o v d sp rG a s ier s a a o p rC r o ooa-e í os ots eevlio o rmc egtds o als Nelson Coutinho: a “guerra de posição” como estratégia para a revolução no ‘Ocid n e . isto é.éap r i d f c d p á i p l t c q ee ee a o aa r f e õ s cm a cnma atr o oo a rxs oíia u l lbr s elxe filosóficas.S g n ooa t r G a s ip o u h al t p l et’ . onde política e economia fazem parte de um todo. O autor cita duas passagens de G a s i ap i e r a i m q ea d a e f r s–s c e a ep l t c es c e a ec v l rmc: rmia fra u s us sea oidd oíia oidd ii – formam “o Estado (no significado integral: ditadura + hegemonia)” (p. 93). A condição para uma classe alcançar e manter-se no poder nas sociedades Ocidentais é que ela seja anteriormente dirigente (hegemônica). Nestas duas esferas. Civilização Brasileira. a passagem do ‘objetivo ao subjetivo’ e da ‘necessidade à liberdade’. Segundo Carlos Nelson Coutinho. hegemonia escudada na coerção” (Idem). também. srtga oi a i t n O i e t d v b l z r s n g e r d p s ç oen c n u s ad h g m n a lsa o cdne ee aia-e a ura e oiã a oqit a eeoi. a extinção do Estado Capitalista significa o desaparecimento progressivo dos mecanismos de coerção. a elaboração superior da estrutura em superestrutura na consci~encia dos homens. No que envolve questões como a teoria do conhecimento e a ontologia da n t r z . edição Carlos Nelson Coutinho. como a hegemonia. 314. as formulações de Gramsci acerca da construção do socialismo irão envolver novos elementos. às relações de poder entre governantes e governados”1 (p. rmc rpna ua ea 1 “Pode-se empregar a expressão ‘catarse’ para indicar a passagem do momento meramente econômico (ou egoístico passional) ao momento ético político. O conceito de Estado desenvolvido por Gramsci comporta duas esferas: a sociedade civil e a sociedade política.

ép s í e e i e c a r p t d sv z sf a e c m :“ e o m i t l c u le o so osvl vdnir eeia ee rss oo rfra neeta moral”.N s es n i o p s a o d s j i oa o i a o c o p r t v a s j i oc l t v . há o risco de um centralismo burocrático. cabe aos marxistas que nele se inspiram duas tarefas básicas: “1.1 7 e sao e eouã oilsa. portanto. portanto.153 R E S E N H A . a teoria ampliada de Estado e a teoria processual de revolução socialista (revolução passiva). nr sotniae osini” p 7) P ri s . utrl. oroaio o uet oeio A capacidade/possibilidade do partido elaborar de modo homogêneo e sistemático uma vontade coletiva nacional-popular. i a a n s n e ed C r o N l o C u i h .n oép s í e s mc n i õ so j t v s P r a t . um intermediário que f zal g ç oe t eo d i p i e r s a iaã nr s os rmio. 2. otno aa ouõs revolucionárias faz-se preciso a soma de vontade coletiva e condições objetivas Segundo Carlos Nelson Coutinho. um organismo universalizante . ou seja. O resgate feito e analisado por Carlos Nelson Coutinho demonstra que o partido aparece como uma objetivação fundamental do “momento catártico”. acabada. mas um deliberador. Na perspectiva de Gramsci. no Centralismo Democrático defendido pelo autor. Porém. sua universalidade não supõe uma teoria pronta. “formação de uma nova cultura”. “difusão c l u a ” . um segundo grupo que organiza e centraliza.e c n u s a p s ç e n l t p l h g m n an c a s o e á i . constituem um ponto de inflexão na história do pensamento marxista. ia es etd. e por fim. os três grupos supra descritos devem circular permanentemente assim como deve-se elevar ao nível da nova legalidade a consciência das massas atrasadas. “batalha cultural”. p 8) outubro . mas sim.Constituinte caracterizando esta como uma oportunidade de promover alianças e f z rp l t c . com respostas para o processo revolucionário.concretizar suas formulações teóricas gerais aplicando-as’ à própria época histórica e à própria realidade nacional. já que a própria realidade não é completa e todo desenvolvimento cria novas tarefas e funções. deve ser o partido não um mero executante. Continuar o desenvolvimento teórico dos conceitos d E t d ed R v l ç os c a i t ” ( . asms o uet tmzd. Um outro fato importante evidenciado por Carlos Nelson Coutinho é a necessidade apontada por Gramsci de perceber o partido como um ‘organismo’ incompleto.p r s l ç e boo itrc” ã osvl e odçe beia. é. e u aa á i ed a é i as t a ah s o i a e t . oqitr oiõs a ua ea eeoi a lse prra Constituinte. e.A ae oíia . nr beiiae ujtvdd. considerada um meio para a conquista da hegemonia.ctds a íts e als esn otno O partido é organizado com base em três grupos: um.1 2 . Não ocorrendo isto. “Gramsci reencontra a correta dialética e t eo j t v d d es b e i i a e e t ee p n a e d d ec n c ê c a ( . de homens comuns. m m nls iltc iud itrcmne Algumas noções foram desenvolvidas de forma embrionária por Gramsci. onde supera-se os resíduos c r o a i i t sd c a s o e á i ec n r b ip r af r a ã d u av n a ec l oprtvsa a lse prra otiu aa omço e m otd oe t v . O partido como vontade coletiva é colocado em evidência nos estudos carcerários de Gramsci. Para Carlos Nelson Coutinho. capaz de construir um novo “ l c h s ó i o . que possuem as características de serem disciplinados e fiéis aos pressupostos.

sa onc motne niaõs aa openã d sp o e s sd m d r i a ã c n e v d r q e c r c e i a ah s ó i d B a i .oa t ra i m q e e eeulbi nr oidd ii oidd oíia uo fra u.ea t sd m i als esn fra A nvraiae e rmc.b s a on t o i d E t d A p i d en g e r d p s ç e . o fato do Estado brasileiro ter substituído as classes sociais em sua formação protagonista dos processos de transformação e o de assumir a tarefa de “dirigir” politicamente as próprias classes economicamente dominantes. N s es n i o.1 6 . .. A renovação ocorreu visto que.outubro R E S E N H A Ao analisar brevemente Poulantzas: a estratégia “socialista democrática”. assim como foram promulgadas leis trabalhistas. Um exemplo citado pelo autor é a ditadura de Vargas.1 6 . como por exemplo. osvl nlsr s eaõs e uaçs o rsl atr a t o i d r v l ç op s i a E t f r e ei p r a t si d c ç e p r ac m r e s o era a eouã asv.eu as c e a e‘ c pls is rsvra a eouã asv rsl onus m oidd oi dental’. durante o Estado Novo promoveu-se uma acelerada industrialização. “ e a v a t a n e s sd r v l ç op s i aoB a i t r o . Outras questões importantes são abordadas pelo autor. 8 ) ã a era oíia axsa. eud l. madura para transformações substanciais” (p. sao p 9) Os processos de “revolução” no Brasil foram “revoluções pelo alto”. A restauração caracterizou-se como uma reação à possibilidade de uma transformação efetiva a movimentos sociais organizados capazes de colocar em risco o sistema capitalista. o autor (Carlos Nelson Coutinho). rcso e eiiaã a ieã oíia Embora o desenvolvimento do Estado brasileiro demonstre características d d s q i í r oe t eas c e a ec v leas c e a ep l t c . implicando a presença de dois momentos: o de restauração e renovação. C r o N l o a i m :“ u i e s l d d d G a s i ( . Segundo Carlos Nelson. foi necessário que muitas demandas populares fossem assimiladas e colocadas em prática pelas velhas camadas dominantes. Segundo Carlos Nelson. 218). Na “aplicação” das categorias de Gramsci à realidade brasileira. “o pensamento de Gramsci é capaz de fornecer sugestões não somente para a interpretação do nosso passado. es etd aed a era e sao mlao a ura e oiõs oa t rt a ac m i p r a t o j t v d sf r a p p l r sac n u s ad h g m n a uo rç oo motne beio a oçs ouae oqit a eeoi. retoma os conceitos de “revolução passiva” e de “Estado a p i d ” S g n oe e ép s í e a a i a a r l ç e d m d n a n B a i ap r i d mlao. p18. assim como a importância da legitimação carismática que teve início no curso da ditadura de Vargas e nas formas populistas de governo. mediante os con- . o rcso e oenzço osraoa u aatrzm itra o rsl O conceito de “Estado ampliado” fornece elementos para a compreensão da situação atual e indicações para uma “estratégia democrática para a luta pelo s c a i m n B a i ”( . oilso o rsl p 9) O autor afirma que a transformação capitalista teve lugar graças a acordos das classes economicamente dominantes “com a exclusão das forças populares e a utilização permanente dos aparelhos repressivos e de intervenção econômica do E t d ”( .154 . que alcançaram relativo sucesso no p o e s d l g t m ç on d r ç op l t c . xrsas ne e as nada no fato de que sua problemática teórica serve como ponto de partida necess r op r a p i c p i em i s g i i a i a t n a i a c n e p r n a d r n v ái aa s rnias as infctvs ettvs otmoâes e eoa ç od t o i p l t c m r i t ” ( . para a manutenção da direção política-ideológica. )e p e s .

nosso objetivo não é fazer vítimas. e pode também contribuir para a elaboração de uma estratégia de luta pela democracia e pelo socialismo. in Crítica Marxista . 73. 3 2 Perry Anderson. mas também para a análise de nosso presente. Alínea. (Idem: 73)3 outubro . não podemos negar que o aparelho armado é um elemento permanente inimigo de toda revolução.219). de sorte que a questão se resolverá. assim como afirma Perry Anderson (1986).ceitos de ‘revolução passiva’ e de ‘transformismo’. eles devem prever que ao governo vai ser sempre deixado um número suficiente de soldados seguros ou semi-seguros para tentar reprimir a insurreição. Valquíria Padilha. p. concordamos com a afirmação de Perry Anderson: “Trotsky entendeu isso com precisão: Os trabalhadores devem antecipadamente tomar todas as medidas para colocar os soldados do lado do povo por meio de uma agitação prévia2. Campinas. a necessidade. “As antinomias de Gramsci”. 1986. 2000 Márcia Fantinatti Jornalista e doutoranda em Ciências Sociais pelo Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp Numa época de grandes apreensões em torno do crescimento do percentual de desempregados. visto que. da conquista de unidade na classe trabalhadora. no Brasil. concebida como ‘guerra de posição’” (p. por um conflito armado”.155 R E S E N H A Aqui acrescentaríamos a formação moral e intelectual proposta por Gramsci (observação nossa). ao mesmo tempo. 1. são muitas as questões pertinentes colocadas pelo texto de Valquíria Padilha. através da noção de ‘Estado ampliado’. entre amplas parcelas dos assalariados em diversos países. mas de reunir todas as massas exploradas para a criação do uma nova estrutura social: do socialismo. em Temp l v eec p t l s o u p ri p r e t . Percebemos. Porém. Tempo livre e capitalismo: um par imperfeito. Portanto. mas. assim como Gramsci e Carlos Nelson. em última instância. o ir aiaim: m a mefio .

A esse propósito. u io ieetmne rio a eesdd” ei ue r d d n r d sl m t sd p ó r oc p t l s o ao eto o iie o rpi aiaim. mesmo nos ditos países de capitalismo avançado. E que formas diversas de trabalho penoso e/ou precário se multiplicam. lazer e ócio como se possuíssem o mesmo significado. a â s ad a r s n a u d m n i n m n op r a n v ss t a õ s–o . aos que consideram que a construção de uma nova sociedade. a aceleração do desenvolvimento científico e tecnológico não tem trazido como conseqüência a elevação geral das condições de realização do trabalho. porém. ni e peetr m iesoaet aa s oa iuçe u ne. õ-e rbeaia ul ei.e que. ua óia e aoiaã o aia rvlegia o produtivismo e o consumismo desenfreados. não se configura como uma novidade: os setores assalariados jamais formaram um conjunto homogêneo 1 . Antunes.e t eo t o . . J.oq ef za r s n a d r f e õ sq eg a d ma i i a aems .ér i e a aan c s i a ed t r s b mp e e t q a ar c o a i a e e nco etrd eesdd e e-e e rsne ul ainldd que rege o sistema capitalista como pressuposto para considerações a respeito das a t n i a p s i i i a e el m t sp r q eo t a a h d r sv v n i mot m ol v e uêtcs osbldds iie aa u s rblaoe iece ep ir. não se extinguindo. u e peetm atr a.f z n oc mq eot m ol v es a p i s e N ep e rblo edra e euio aed o u ep ir e mlas. 1 Muito diferente do alardeado pelas visões predominantes.a t s e p c a i a . Posicionando-se junto aos que afirmam que o trabalho permanece central na sociedade atual. tempo liberado. diga-se. t m od t a a h t n e i as rr d z d . dessa maneira. Assim. E s g i a p e s ap o l m t z rq a s r a a i a . As classes trabalhadoras estão se transformando. 17).ar l ç oe t et a a m eud. xettvs q es a r s n a ap r i d í a u d mt s sm lf n a e t d se o s p r i i i . contrapondo-se aos que emplacam teses que. D i í i . encontra-se anunciada a hipótese central: “parece improvável que o homem possa transformar o seu tempo livre em momentos que propiciem uma autêntica individualidade. Gorz. em detrimento das efetivas necessidades humanas e sociais” (p. com um tempo livre com m i s n i o s m n es r ap s í e ap r i d u ac a ar p u ac moc p t l s o as etd. a associação entre tempo livre a desemprego ou a lazer. oet ei osvl atr e m lr utr o aiaim. Mészáros e R.não autorizaria afirmar que o trabalho acabou. soma-se. enfrenta polêmicas desencadeadas por autores como A. ora mais claro. fe nr urs u a peetno elxe u ura fnddes expressas com o pensamento de I. continua representando um alto percentual dentre a população economicamente ativa. não é demais lembrar que o trabalho infantil. em países como a Índia . na medida em que e ee t i s r d n s c e a e c p t l s a c j l g c d v l r z ç o d c p t lp i i l sá neio a oidd aiait. São utilizados termos como tempo livre. P i c p l e t c m r s l a od d s n o v m n ot c o ó i o d a t m ç o o rniamne oo eutd o eevliet enlgc. bna ee a udmnaa /u uefcas Entre os equívocos mais frequentes.156 . não uma eliminação do significado do trabalho coletivo na produção de valores de troca. a uoaã. H b r a . a autora pontua que existiria uma redução.outubro R E S E N H A Entre os objetivos que norteiam o trabalho. fnl eaã nr rblho e tempo livre. de modo ora mais difuso.o“ e n d n c s i a e s r as p elzra iedd. contém a idéia de que a própria sociedade de consumo r a i a i al b r a e O d t d f r n e e t . com especial atenção ao trabalho relegado aos imigrantes ilegais nos Estados Unidos. Essa ampla heterogeneidade que ora as caracteriza .para não mencionar regiões do próprio Brasil -. tempo disponível.K O f .

oo aiaim bag e oo oa ia o homem. como decorrência dessa diferença.eoa e t a e o ae oo eéi aa s ofio nr aia rblo ias dsrmn to do trabalhador. A autora adverte para que inúmeras concepções de lazer e de tempo livre seriam. indiferente às classes sociais. Ao realizar um breve percurso histórico pelas formas de incentivo à prática de lazer. Ainda que se evidencie uma tendência de aumento do tempo livre em função das transformações tecnológicas. antes mesmo de usar indiferentemente a expressão “lazer”. equilibrada e sem contradições. ae es r f r rc m “ e p l v e . Pelo contrário.e que isso não corresponde a uma opção do trabalhador . Destaca também que a concepção de certos autores que professam a possibilidade de lazer com liberdade sob o capitalismo. no limite. a idéia de que o desemprego corresponderia a um tempo desocupado . são subestimados nesse tipo de análise. A f z re s d f r n i ç o a é d p s i i i a u ac í i ac n u d n ea s o ae sa ieecaã. através da organização do tempo de lazer. mostra que.eai t r i á e sc n u õ sc n e t a s l e eei oo tmo ir” rsas nemnvi ofse ociui. a problemática do tempo livre não se coloca da mesma maneira para os trabalhadores. julgo oportuno acrescentar: alguns autores constróem suas concepções sobre fim do trabalho também sob o efeito desse equívoco. xml o ma em mercadoria de consumo. São estas algumas das reflexões que a autora nos c n i aar a i a . E. para os que estão empregados e os desempregados. a desconsiderar solenemente as diferenças de classes. lm e osbltr m rtc otnet o autores que tratam indistintamente tempo liberado pela diminuição da jornada de trabalho e tempo livre em função do desemprego. Aspectos essenciais da sociedade de consumo desaparecem. ao longo do tempo reservado ao seu descanso e recreação. a autora mostra como se dão as estratégias patronais de domesticação dos trabalhadores.V s .157 R E S E N H A . a autora busca apresentar as diferentes concepções de tempo livre apresentadas por um amplo conjunto de autores. Para desfazer imprecisões.Simples. “A empresa que oferece serviços de lazer aos seus trabalhadores acaba por aprofundar o seu alcance em outras esferas da vida dos indivíduos. isso não eqüivale a admitir que essa tendência se desenvolva de um modo homogêneo.portanto.c n l i d q e c m oc p t l s oa r n ed m d t t lav d d ovd elzr ocuno u. nesse abm u rpi ae e rnfr s n i o o e e p o d s shoppings centers – e t m é q e o p ó r o l z r s t a s o etd. nem mesmo o “tempo livre” escapa à subordinação à lógica do capital. F z n ov rq e d s ea f r u a a o a a p rr g m sf s i t sen z s a à aed e u. uma vez que assentar-se-iam sobre uma sociedade tida supostamente como homogênea. É ignorado o fato de que consumo também pode se transformar em forma de lazer – é expressivo. o que eqüivale. ed s ómls dtds o eie acsa aits criação de clubes ligados diretamente às empresas. o presente livro nos dá a dimensão de que é necessário levar em conta a heterogeneidade do nível de participação dos indivíduos em atividades de lazer.p e t . sobretudo. exprime-se uma noção comum: a d l z rc m r m d op r o c n l t se t ec p t let a a h . ou seja. como se hou- outubro . porém ausente das concepções expressas pelo pensamento sociológico dominante. conservadoras. nada faz além de propagar crenças românticas quanto ao tempo livre.

adotados com alarde por algumas empresas.s b ea f r a d r a i a ã / i e t ç oh m n . Também gostaríamos de ver indicações. õs ercs es ot. Sabemos que é preciso mobilizar um amplo rol de estudos – que não se e g t mn a á i es c o ó i a–p r p d rc n r b i m i e e i a e t p r e a o a soa a nls oilgc aa oe otiur as ftvmne aa lbrç e t ó i a d s am n a o s j . o i i a s q ev l map n s rl d s rgni. que queremos é provocar o aprofundamento das reflexões sobre o tema proposto. u ae ea e ia. Mas gostaríamos também de registrar algumas outras observações. O funcionário. 65). A argumentação cortante vem ferir os tão em moda programas de apoio aos esportes nas indústrias e firmas.158 . pelo exposto. sobre aspectos que julgamos que podem ser mais aproveitados para ampliar o escopo da p e e t a á i et ó i a rsne nls erc. O lazer apareceria. tampouco definitivas: mas que exatamente por essa razão devem apresentar-se como um desafio permanente para os p s u s d r so i i a s r g r s sec í i o . og e pna osvi aua o et. traduzidas em termos mais específicos. admitimos que as respostas a elas não são fáceis. De modo resumido. Por fim. eqiaoe rgni. muitas vezes. u ea or s oms e elzçolbraã uaa Assim. procura deixar claro que isso não se daria sob o capitalismo. dependendo do ponto de vista considerado. Terminamos a leitura com certa ansiedade por um maior desenvolvimento de algumas expressões e idéias . então. no mesmo instante em que formulamos estas indagações. iooo rtcs .para um conjunto de questões que não é novo e nem simples . A f z r o t i c n i e a õ s l n ed a o t rp s í e sl c n sn t x o o o aems as osdrçe. ou ainda as aulas de “aeróbica” em meio ao expediente. como favor. suscitam as seguintes indagações: O que permite afirmar que a perda do trabalho acarretaria a perda do “sentido fundamental da vida”? Quais seriam as “efetivas necessidades humanas e sociais”? A que a autora quer se referir quando menciona a necessidade de busca de uma “autêntica individualidade”? Lembramos que tais expressões podem ter significados diferentes e até contraditórios. se vê sem escolha e se entrega à programação que lhe é oferecida pela empresa para ocupar seu tempo liberado e para não deixar de participar integralmente das ‘ofertas’ de sua empresa” (p.outubro R E S E N H A vesse uma certa “invasão institucional” no cotidiano operário.muito enfatizadas ao longo dos capítulos. pensamos ter destacado que o principal mérito de Tempo livre e capitalismo: um par imperfeito consiste em apresentar .reflexões interessantes. ou como presente que as “boas empresas” ofertariam aos trabalhadores. porém. apenas brevemente desenvolvidas. sobre quais as possibilidades de realização do tempo livre mais “pleno de significados” do homem “para além do capitalismo” – uma vez que. ao longo de todo o texto.

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