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A FORMAÇÃO DA IDADE MÉDIA E HERANÇA ROMANA

FACULDADE DA TERRA DE BRASILIA – FTB

Curso de História – 2º semestre letivo – 2010

Disciplina: História Medieval I

Profª. Carolina de Sousa Menezes

Aluno: Robson Aparecido de Souza

RESUMO

Este trabalho apresenta alguns elementos para entender os fatores relacionados às


mudanças do Antigo Império Romano e a herança deixada por ele no Período
Medieval. Os autores referidos no trabalho ajudam a ilustrar em detalhes, sobre o
que se tirou de proveito da época dos romanos enquanto Império. Tantas
contribuições dessa civilização ajudam a ilustrar detalhes da História em vários
conceitos: social, religioso, jurídico e outros.

Palavras chave: Direito; cristianismo; latim; clero

ABSTRACT

This paper presents some elements to understand the factors related to changes of
the Ancient Roman Empire and the legacy left by him in the Medieval Period. The
authors said the work helps to illustrate in detail about what took advantage of the
time of the Roman Empire while.Many contributions of that civilization help to
illustrate in detail various concepts of history: social, religious, legal and others.

Keywords: Law; Christianity; Latin; clergy


INTRODUÇÃO

Os primeiros vestígios da Idade Média aparecem num período conhecido


como “Antiguidade Tardia”; período este, que se estende dos princípios do século IV
a meados do século VIII. Este período era conhecido também como Período da
Patrística ou dos Padres da Igreja. Os padres da Igreja eram os principais
pensadores da época. “Na filosofia a redescoberta de Aristóteles recuperava o
nacionalismo. A retomada no Direito Romano, mais favorável a pessoa que o grupo,
fazia parte do mesmo contexto psicossocial” (FRANCO JUNIOR, 2001; p.97).

Hoje, os historiadores dão a este período o nome de Alta Idade Média


compreendendo como um período chamado de “Primeira Idade Média” deixando de
lado o velho rótulo de “Antiguidade Tardia”. Segundo Hilário F. Junior, historiador, a
Antiguidade Tardia era composta por “três elementos históricos” que
compreenderiam os “fundamentos da Idade Média: herança romana clássica,
herança germânica, cristianismo” (JUNIOR, 2001; p.15).

A queda do Império Romano no Ocidente foi um importante momento


para a divisão do Período Antigo para o Período Medieval. Ao contrário do Oriente, o
Império Ocidental não foi tão feliz. Para entender um pouco sobre esta queda, o
medievalista Carrol Bark diz:

O colapso do Ocidente como parte centralmente administrada do Império Romano


ocorreu antes das grandes vitórias bárbaras. O Império Oriental foi capaz de uma
recuperação econômica e de expulsar os invasores, ao passo que o Império Ocidental,
economicamente impotente, sucumbiu. Após o fracasso do Ocidente em recuperar-se no
século IV, Os detalhes de seu destino eram apenas questão de tempo e oportunidade. O
Império Ocidental deixou de existir quando se mostrou capaz de resistir a pequenos
grupos de tribos bárbaras (BARK, 1979; p.76).

Com a queda do Império Romano fica evidente as mudanças recorrentes


neste período de transição. Essa modificação fica marcada em dois âmbitos
importantes, o social e o econômico. O homem da Europa passou a viver da
agricultura, pois com passar do tempo as cidades foram se reduzindo e outras
muitas desapareceram. O dinheiro ficou escasso. O principal meio de lucro se dava
pela troca de mercadorias, que passou a ser moeda principal:

Para a maioria das pessoas o dinheiro simplesmente já não tinha tanta importância.
Viviam em grupos mais ou menos auto-suficientes, e, como qualquer comunidade
pioneira tinha de depender de si mesmos. Havia muito pouca especialização, e
consequentemente pouco intercâmbio, que se fazia principalmente pela troca
(BARK,1979; p.77).

Em meio a tanta crise no Império, o que se tem de maior evidencia , é, o


crescimento do feudalismo na Europa, ou seja, os senhores de terras e seus
latifúndios; “a aquisição das pequenas propriedades pelos latifundiários, o grande
aumento do poder da aristocracia agrária que disso resultou, foram às
características básicas da transição da época romana final para a época medieval”
(BARK,1979; p.89).

1- CRISTINANISMO

O cristianismo foi um elemento que possibilitou a articulação entre


romanos e germânicos, devido à espiritualidade que estes dois começaram a
praticar. Esse foi um dos fatores importante para a civilização medieval. Mas, na
medida em que os traços do Império Romano vão desparecendo, muitos aspectos
da herança romana vão perdurar na Alta Idade Média devido às tradições cristãs
Católica.

A Igreja nasce no oriente, mas logo ela se expande pelo ocidente até
chegar a Roma. Como diziam os antigos, “levada até os romanos por Pedro e Paulo,
apóstolos de Cristo”. Segundo os escritos, “Pedro foi testemunha ocular de Cristo”.

Nesse período, o Império Romano perseguia os cristãos para evitar que


eles conspirassem contra o império nas suas reuniões secretas realizadas nas
catacumbas de Roma. Por serem os cristãos, na sua maioria escravos e pobres, que
viam no cristianismo uma forma de buscar a libertação.
Por pelo mesmo três séculos os cristãos sofreram perseguições por parte
dos romanos. Alem de escravos, os cristãos se tornaram vítimas das diversões dos
romanos. Uma das formas diversão se dava martirizando os cristãos diante dos
cidadãos romanos inclusive a plebe. Os espetáculos eram realizados com feras
mortais e gladiadores. Muitos desses cristãos eram queimados diante do público
com óleo fervendo. O local era sempre um estádio que poderia ser chamado
também de circo.

Os cristãos por sua vez tinham esses fatos como um sofrimento pela
salvação em Cristo, isto é, o chamado “batismo de sangue”. É aceitar a morte dando
testemunho com o sangue derramado pelo martírio.

Muitos filósofos ligam essa atitude de sofrimento, por parte dos cristãos,
aos estóicos. Uma vez que Paulo Apóstolo tinha conhecimento profundo da cultura
dos helênicos.

Aos poucos, essas perseguições foram mudando o ponto de vista em


relação aos cristãos: “Diante dos exemplos de tanta fé em Deus e tanta força no
sofrimento, muitos pagãos se convertiam. (...), quanto mais intensa eram as
perseguições, mais aumentava o número de convertidos” (ARRUDA, 1982; p.273).

Foi assim até o século IV, quando o imperador Constantino se converteu


ao cristianismo; em 313 Constantino legaliza este cristianismo; Em 325 ele convocou
o primeiro Concílio Ecumênico de Nicéia e em 330 Constantino fundou a cidade de
Constantinopla, onde se consagrou a Virgem Maria – a mãe de Cristo.

“Com a expansão do cristianismo, a Igreja adotou como modelo de sua


administração a própria organização do Império Romano” (ARRUDA, 1982; p.276).

Concílio de Nicéia
O fato de o cristianismo não aceitar a religiosidade dos romanos em
muitos aspectos, como por exemplo: a divindade do imperador, o militarismo e a
hierarquia social, a idolatria a vários deuses, porque os cristão viviam o monoteísmo
como base principal da religião, sempre acreditando num único Deus, como os
judeus.

Mais tarde a Igreja desfrutaria de muitas tradições do Império Romano,


“Um prolongamento da romanidade, com seu caráter universalista, com o
cristianismo transformado em religião do Estado, com o latim que por intermédio da
evangelização foi levado para as regiões antes atingidas” (FRANCO JUNIOR, 2001;
p15).

1.1- Direito Canônico e Direito Secular

A Igreja adotou muitos decretos baseados no Direito Romano. Nos


lugares que o Direito religioso deixava lacuna era incluído no seu lugar o Direito
romano. “A Igreja desde o século VI procurava organizar e classificar as normas
estabelecidas por concílios gerais, sínodos locais e bulas papais (FRANCO JUNIOR,
2001; p.118).

Na Antiguidade, o Direito romano era aplicado para todo o Império


Romano. Logo a Igreja viu-se carente em determinar leis divinas e procura no Direito
Romano ferramentas necessárias para suprir as lacunas que tinha de impor como
regras necessárias a sociedade, isto é, para as monarquias nascentes quanto para a
população urbana. Nisso se tem uma revalorização nas leis romana.

O Direito Canônico passou a ser ensinado também nas escolas da


Europa na Idade Média:

Durante as migrações, e com a queda do Império Romano, ainda era devidamente


considerado. No século XI tudo isso mudou novamente. O direito da Igreja e o Direito
romano se complementaram e criaram a base para um ensino bastante uniforme na
Europa. A Igreja finalmente passou a se orientar pelo Direito romano por ela influenciado.
Este foi adotado em toda a Europa e foi base das legislações dos países da Europa hoje
(KOUZMIN-KOROVAEFF, 2009; p.73).
1.2- O latim

Na Idade Média, o domínio do latim era uma especialidade do clero. Na


Alta Idade Média pouco se falava o latim, a não ser que fosse utilizado na literatura e
na Igreja. O latim deu origem a todas as línguas de cunho latino na Europa
ocidental: espanhol, Francês, português, italiano e o romeno.

1.3- O Papa

O clero secular já estava estruturado pelo imperador desde o século III,


mas o Papa ainda era um problema a ser resolvido:

Em 325, o Concílio de Nicéia estabeleceu a igualdade entre os patriarcas de Jerusalém,


Antioquia, Alexandria e Roma. Mas já se atribuía uma autoridade especial ao bispo de
Roma, em matéria de doutrina. Essa autoridade vinha de São Pedro, o apóstolo
fundador da Igreja de Roma, designado por Cristo como o primeiro chefe da Igreja
(ARRUDA, 1982; p.340).

Nomeação do Papa

Os representantes da Igreja eram chamados de Patriarca, mas o


imperador Teodósio institui a palavra Papa ao Bispo de Roma, além de oficializar o
cristianismo como religião do Império. “Com base nos decretos imperiais, foi
legalizado o poder do Papa, que passou a ser considerado oficialmente sucessor de
Roma” (ARRUDA,1982; p.340).
2- AS CIDADES

O historiador Michel Banniard dá características importantes sobre as


condições geográficas do período de transição do Império Romano para o Período
Medieval:

“A paisagem urbana quase não mudou aí desde o Baixo Império e que os


atos essenciais da administração real, condal e episcopal se desenrolam no século
VI e talvez ainda no século VII, num ambiente essencialmente urbano“ (BANNIARD,
1980; p.99).

Nas cidades da Alta Idade Media o que se tinha, era um modelo daquilo
que o Baixo Império havia deixado. Era o mesmo modelo da “pax romana”, isto é, a
construção de muralhas que protegiam a cidade contra imprevisíveis invasões
bárbaras no século III d.C., garantindo assim a paz dos cidadãos. Isto significa que o
modelo das cidades era um modelo urbano muito antigo: “estas proteções de época
romana (muralhas de 2m a 4m de espessura, de 8m a 9m de altura) constituem o
enquadramento tradicional e vivo da Idade Média” (BANNIARD, 1980; p.99).

Nas cidades há mercadores com diversos comércios, artesãos que


desenvolviam seus produtos para satisfazer a demanda local com as mesmas
características essenciais da época romana. “A produção artesanal da Alta Idade
Média continua a ser a do Baixo Império sem linhas de clivagem” (BANNIARD, 1980;
p.580).
Comércio do medievo

Mas este seria um problema sério que pela qual seria dada a grande crise
das cidades da Alta Idade Média. Com o êxodo do homem urbano para os campos,
as cidades começam a sofrer com a falta de mão-de-obra dos ferreiros, dos
tecelões, dos oleiros, pedreiros, etc.

Os homens das cidades, não satisfeitos com o salário ofertado pelos seus
trabalhos resolveram sair para os campos fora das cidades, onde tinham melhores
ofertas de trabalhos, com melhores recompensas pagas senhores feudais.

2.1- Higiene Urbana

Como o fornecimento de água potável era escasso na Idade Média em


toda a Europa, também as questões de higiene começaram a se tornar um problema
sério. “Embora os romanos já conhecessem os sistemas de esgoto, estes voltaram a
ser esquecidos com a queda do Império Romano, na altura das primeiras
migrações” (KOUZMIN-KOROVAEFF, 2009; p.98).

Mesmo tendo poços podia haver secas por longos períodos causando
insuficiência de água para a população. Sendo assim, era necessário recorrer então
aos rios e córregos como fontes pra se ter água fresca. Mas, como era preciso
utilizar dessas fontes para as necessidades de higiene, sendo lançados até mesmo
esgotos nessas águas correntes, devido aos inúmeros problemas que ocasionaram
essa falta de estrutura, muito se tinha de aprender ainda para resolver este grande
problema que assolava a urbanidade da Idade Média. Mas se passaram muitas
décadas para serem resolvidas algumas necessidades de higiene da população da
Idade Média:

Ao final da Idade Média foram criadas as primeiras valas em que as pessoas podiam
atirar seus dejetos e despejar seus vasos noturnos. Além disso, ainda fica muita sujeira no ambiente
humano que produzia e era ambiente perfeito para os transmissores de ambiente (KOUZMIN-
KOROVAEFF, 2009; p.98).

Sem contar, que, não eram só as pessoas que causavam todos esses
problemas de higiene. Também os animais produziam muita sujeira. Principalmente
o ambiente onde se confinava o gado, e, pelo fato dos porcos serem livres para
andar pelas ruas cidade. As aves muitas vezes eram criadas dentro das casas.

2.1.1- O banho

Os banhos eram tomados numa única tina, enorme, cheia de água


quente. O chefe da família tinha o privilégio do primeiro banho na água limpa.
Depois, sem trocar a água, vinham os outros homens da casa, por ordem de idade,
as mulheres, também por idade e, por fim, as crianças. Os bebês eram os últimos a
tomar banho. Quando chegava a vez deles, a água da tina já estava tão suja que era
possível “perder” um bebê lá dentro.

2.2- Estradas e transporte

Para ter acesso dentre essa cidades era preciso utilizar as estradas
criadas pelo Império Romano, uma vez que, essas estradas sempre foram bem
cuidadas pelo Antigo Império, já no Medievo, não aconteceu o mesmo.

Na Idade Média devido ao grande fluxo de carros e carroças o trânsito


aumentou em demasia causando muitos problemas nas estradas:
Os novos ocupantes do espaço ocidental compreendem rapidamente a importância
dessa infra-estrutura: na Itália ostrogótica, na Gália Franca, na Espanha visigótica, os
soberanos tentam assegurar a sua conservação e preocupam-se em protegê-la contra
as tentativas de apropriamento por parte dos particulares (BANNIARD. 1980; p.59).

Mais tarde, os pedágios começaram a ser cobrados e as tarifas


começaram a encarecer as viagens, sem o contar os custos para alimentar os
animais de carga e os danos nos veículos devido a pouca manutenção das estradas.

O deslocamento por essas estradas, de uma cidade para outra, no


transporte de materiais sempre foram utilizados na Idade Média. Mas, devido ter se
tornado alvo fácil de saques por parte de salteadores, esse meio de transporte
passou depois a ser feito através por vias fluviais:

A mediocridade das técnicas de transporte terrestre torna mais custosa a deslocação


em grandes distâncias de mercadorias pesadas. Também neste ponto não há qualquer
mudança notável em relação à Antiguidade. [...], rios e ribeiras são utilizados de
preferência para o encaminhamento das cargas importantes e o tipo de embarcações
utilizadas é o mesmo utilizado no Baixo Império (BANNIARD, 1980; p.59).

Acredita-se que, também por mares e oceanos foram utilizados barcos de


tipos romanos até o século VII. Mas, devido ao aumento de cargas, os barcos do
Baixo Império já não davam conta da demanda. “(...), explicar-se-ia melhor a adoção
de novos tipos de barcos a partir do século VIII e IX na Romania ocidental: os
vikings vêm dar ao Ocidente uma indispensável reserva técnica” (BANNIARD, 1980;
p.59-60).

3- O CAMPO

Na Idade Média o número de morador do campo aumentou muito; a


estimativa era de 80 a 90%. A maior parte da população era camponesa e se
ocupavam da agricultura, pecuária e fruticultura. Poucos eram os camponeses livres:
Há duas razões para isso. Primeira, o grande território romano foi a base da agricultura
no inicio da Idade Média. Na verdade, após as migrações as fazendas romanas
mudaram de proprietários. O sistema, no entanto, manteve-se intacto: o proprietário
possuía e empregava os servos camponeses – no tempo dos romanos eram escravos.
Para o seu trabalho. A segunda razão foi que era difundida a lei do mais forte. Uma
família que vivia da agricultura não tinha armas e por isso também não podia defender o
seu direito. Mais e mais agricultores livres, portanto, saiam á procura de um senhor que
os protegesse (KOUZMIN-KOROVAEFF, C. 2009; p.48).

Homem trabalhando no campo fora dos muros da cidade medieval

A vida religiosa dos camponeses passou a ter uma esfera diferenciada,


principalmente com a decadência urbana e o conseqüente êxodo, o cristianismo
tomou conta da espiritualidade dos camponeses. Os monges regulares eram os
principais responsáveis pela educação religiosa dessas pessoas:

Nos processos de evangelização desses territórios, os mosteiros desempenham papel


superior ao do bispado, presos às cidades. Em busca de isolamento, mas também de
novas almas a converter para sua fé, os beneditinos alargaram as fronteiras da
cristandade ocidental,2001(FRANCO JUNIOR; p.71).

Os monges construíam seu mosteiros nos lugares mais longínquos, de


preferência no meio das florestas e às vezes, até nas altas montanhas. Mas sempre
que podiam, alguns iam até o povoado para evangelizar os camponeses e obter
algumas ofertas para o mosteiro: frango, verduras, frutas e outros.
Os monges se dedicavam na vida de oração, nos trabalhos do campo e
também pelos estudos. Era nos mosteiros que se tinham grandes acervos dos
escritos antigos de filosofia e teologia das antigas civilizações.

Além de centros de sabedoria, os grandes mosteiros  eram também


uma fonte de acolhida para os pobres, doentes e por vezes também para os
viajantes cristãos.

Monges rezando as laudes Mosteiro medieval

4- ARQUITETURA, CONSTRUÇÕES E ARTES

Até o século VIII o estilo românico dominou estilo das casas, tanto no
campo como na cidade as casas eram feitas de madeira. Somente os palácios e as
Igrejas, podiam ser feitos de pedras. Mas nem toda igreja era assim construída,
somente as grandes igrejas, onde se tinha maior peregrinação.

Durante o românico os construtores aprenderam e se tornaram capazes de criar


construções cada vez mais elevadas. Os pesos extraordinários eram sustentados por
maciças paredes, que podiam ser comparadas às de uma fortaleza. Também se firmou o
embelezamento das fachadas (KOUZMIN-KOROVAEFF, 2009; p.117).
A igreja de Santa Sofia em Constantinopla é a mais grandiosa construção
de estilo romano construído. A idéia era representar a grandiosidade imperial e
expressar o seu poder sagrado.

Igreja de Santa Sofia em Constantinopla

Pode-se dizer, que, a arte romana esta embutida na arquitetura. São


características arquitetônicas romanas do período clássico.

A arte romana sofreu duas fortes influências: a da arte etrusca (arcos e


abóbodas nas construções) e a arte Greco - helenística orientada para o ideal de
beleza.

4.1- O mosaico

O mosaico com suas cores vivas e a possibilidade de sua colocação


sobre qualquer parede e a durabilidade de seus materias fizeram com que essa arte
viesse a prevalecer sobre a pintura. As igrejas cristãs herdariam este modelo de arte
para ornar suas paredes e pisos.

Mosaico cristão do séc. II O peixe e o número 8 são


símbolos: o 1º de Cristo, e o 2º do oitavo da redenção Mosaico de Cristo Pantocrator
CONCLUSÃO

Ao escrever este artigo, pude compreender em minúcias algumas


contribuições importantes relacionados a transição da Antiguidade do Império
Romano para a Alta Idade Média.

No primeiro capítulo fiz uma pequena explanação sobre as origens do


cristianismo e suas diversidades, seus novos conceitos sobre o direito canônico e o
resgate da cultura romana no que diz respeito à hierarquia e o latim. Como se deu a
escolha do pontífice de Roma dentre as Igrejas cristãs do oriente e o do ocidente, o
Cisma que isso causou.

Sobre as cidades foi importante apresentar as construções que ficaram do


Antigo Império; as condições de higiene, as estradas da época do Império, que
ligavam as cidades.

As artes arquitetônicas, o mosaico que mostrou as qualidades


irreverentes, tanto quanto as pinturas na parede. Tudo isso, inclui um entendimento
que condiz com muitas outras colaborações da Antiga Civilização Romana, que
ainda hoje temos conhecimento.

Apesar da dificuldade de análise, por não ter muitos subsídios para um


maior aproveitamento, o que pude encontrar em alguns autores medievalistas foi de
grande ajuda, até porque, conheci mais sobre o processo divisor destes dois
períodos – Idade Antiga e Alta Idade Média principalmente.

Esse texto servirá como fonte de pesquisa, para alunos do ensino de


história e sociologia, no ensino médio e superior, uma vez que a abordagem relatada
está explorando os fatos históricos e as condições sociais da época de transição do
Império Romano para a Idade Média.
REFERÊNCIAS:

ARRUDA, José J. A. História Antiga e Medieval. São Paulo: Ática, 1982.

BARK, W.C. Origens da Idade Média. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1979.

BANNIARD, Michel. A Alta Idade Média Ocidental. Portugal: Europa-America, 1980.

FRANCO JÚNIOR, Hilário. A Idade Média – Nascimento do Ocidente: São Paulo.

KOUZMIN-KOROVAEFF, C. Mistérios e Revelações da Idade Média. São Paulo:

Escala, 2009.

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