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CONTRIBUIÇÃO: Profª e Psicopedagoga

JANE GOMES DE OLIVEIRA

2011

ÍNDICE NA ÚLTIMA PÁGINA.

Prezado(a) Professor(a) :
Para contribuir com a sua prática pedagógica, lhe envio algumas técnicas ou
estratégias que podem ser utilizadas durante as suas aulas, facilitando o processo
ensino-aprendizagem.

“Toda aprendizagem, para que realmente aconteça, precisa ser significativa par aprendiz,
isto é, precisa envolvê-lo como pessoa, como um todo (idéias,sentimentos da cultura e
sociedade)”.
Abreu e Masetto, 1987.

Seleção dos Grupos (Dependendo do objetivo do professor)

1- Por afinidade. ( Os próprios alunos se organizam).


2- Por sorteio realizado pelo professor. (Número no diário – Sorteio por cores –
Outros)
3- Por seleção prévia do próprio professor. ( Objetivo : Grupos heterogêneos /
Separação de grupinhos - Mesclar alunos mais fortes com mais fracos / Outros)

Estratégias ou Técnicas usadas para apresentação de membros do grupo


num primeiro encontro, para aquecimento ou para desbloqueio. Percepção
diagnóstica do grupo.

Apresentação Simples

Cada membro do grupo, oralmente, se apresenta. É uma estratégia válida


apenas para grupos pequenos, pois se torna cansativa. Pode ser combinada com
perguntas feitas pelos outros membros do grupo ao companheiro que se apresenta.

Apresentação Cruzada em Duplas

Os participantes se reúnem em duplas, entrevista-se um ao outro e depois cada um


apresenta ao grupo todo o seu entrevistado. Numa variação, pode falar na primeira
pessoa, “assumindo” as características do entrevistado. Esta estratégia também funciona
apenas em grupos pequenos.

Completando a Frase

O professor prepara uma folha para cada aluno, na qual escreve um início de frase, que
será completada pelo aluno, livremente. A frase completada é lida e analisada com a
classe, tendo como critérios para análise os objetivos para os quais foram utilizados.
Numa variação, pode falar alguma palavra de expectativa em relação ao curso pelo aluno
utilizando somente a primeira letra do nome.
Exemplos:

Carlos - Curioso.

Frases:

O aluno desta Faculdade...


Para aprender, é preciso...
Planejar...
Eu avalio...
Vim para este curso...
Papel nas Costas

A turma organizada de pé em círculo recebe em suas costas uma folha de ofício


em branco pregado pelo professor com durex, e para o preenchimento uma caneta. Cada
aluno terá uns minutos para observar o seu colega e em seguida colocar na folha de
ofício de cada colega um adjetivo que evidenciou em sua aparência de imediato após
observação. Neste momento a turma estará procurando os colegas para escrever as
palavras. Cada aluno terá um adjetivo de cada colega escrito em suas costas, tanto
quanto forem o número de alunos na sala.

Após a escrita de todos, os alunos se colocarão em círculo novamente e depois de


descolar o seu papel das costas, falará sobre as palavras escritas por seus colegas e sua
identificação por elas.
Esta estratégia mostra exatamente como o aluno é visto pelo grupo. Aproxima as
pessoas. E mostra um outro lado do primeiro encontro. Mobiliza as pessoas para pensar
e olhar o outro. Humaniza o grupo que sempre se torna positivo e amigo.

Exposição com Transparências ou com Software de Apresentação

Oferece ao professor maior leveza em sua aula, consegue olhar mais para os
alunos e ainda tem como apoio seu resumo objetivo e claro projetado.
A transparência é um recurso bastante técnico e para isto deve seguir alguns passos:

Ser de preferência digitada.


Escrita com letra de tamanho 14 a 16 e cor escura.
Fontes claras como, por exemplo, ARIAL.
Oferecer uma seqüência lógica de idéias.
Deverá conter poucas frases, eliminando a poluição visual.

Durante a exposição o professor deverá seguir a projeção e não o projetor, para facilitar a
observação de todos os alunos da sala.
Evite enviar transparências / Slides para os alunos antes da sua aula expositiva. Este
aluno poderá fazer julgamento negativo ou positivo sobre determinados temas, sem antes
tê-lo conhecido.
A apresentação é pessoal e técnica, deverá ser apresentada em tópicos, numa
seqüência lógica de idéias, seguindo o roteiro do conteúdo.

Painel Interativo

É o modelo clássico de uma técnica para fixação de conhecimentos expostos


pelos participantes e que, eventualmente, pode vir também a ser utilizado como técnica
de verificação. Aplicável em salas de aula é extremamente válido para seminários sobre
liderança, gerenciamento e recursos humanos. Pode ser aplicado em qualquer nível de
escolaridade, exigindo, entretanto, um espaço de tempo nunca inferior à uma hora.
Deve acontecer após conclusão de uma unidade ou a exposição do seminário. E deverá
ocorrer com a formação e apresentação de grupos.
Concluída a “fermentação”, o docente terá a oportunidade de fazer uma síntese geral dos
temas debatidos e os participantes terão o direito de questionarem, ou aos outros grupos,
para completarem seus esquemas. Está encerrado o Painel Integrado: cada participante
deu algo de si a todos e de todos recebeu o produto de um esforço comum. Todos
falaram, todos ouviram e todos aprenderam.
Exposição Dialogal

Exposição teórica por parte do professor e tendo como participantes os alunos


como numa conversa formal. É onde o professor busca através do diálogo a percepção
do aluno em relação ao conteúdo tratado.
Durante este tipo de técnica o quadro deve ser grande aliado do professor, pois nele
serão colocadas às expressões técnicas e que não fazem parte do dia a dia do aluno.
A expressão deverá ser falada e escrita ao mesmo tempo, para favorecer o entendimento
do aluno.
Exposição ou aula expositiva, por vezes duramente criticada, tem seu lugar, quando
tratamos de formar os pré-requisitos de conhecimento, que vão alicerçar o trabalho
prático posterior, ou alicerçar alguns conceitos. Como pretender que o aluno compreenda
certas noções e conceitos importantes, se não os explicamos? Um bom material didático
nem sempre substitui, completamente, a palavra do professor, que esclarece,
complementa informações, elimina dúvidas, sugere fontes para enriquecimento.
Ao utilizar a técnica de exposição, o professor não precisa ser um brilhante orador; basta
que ele esteja atento às reações do aluno, cuidando para que as explicações o estejam
atingindo, de forma interessante, objetiva e consistente.
Passos:

Introdução (que inclui apresentação dos objetivos. O aluno precisa saber o porque de ter
que conhecer tal conteúdo).
Desenvolvimento – corpo da aula. (desenvolvimento lógico do assunto e realização de
exercícios, discussão, etc.).
Conclusão (sempre com a participação dos alunos).
Verificação da aprendizagem (se o assunto ficou bem claro),
Avaliação da aprendizagem (caso seja necessário, modificar algum aspecto
desenvolvido).

Por ser muito utilizada hoje em nossas salas de aula, se faz necessário descrever as
vantagens e desvantagens da aplicação da técnica.

Vantagens:

Economia de tempo.
É preparada antes do momento da aula.
Permite visão de conjunto de determinadas questões.
Fornece informações que os alunos não obteriam de outra forma.
Apresenta o conteúdo de modo ordenado e lógico e de forma clara.
Permite uso de recursos didáticos.

Desvantagens:

Coloca o aluno no papel de ouvinte.


Correção possível: estimular a participação através do relato de fatos históricos,
exemplos e comparações de conhecimento dos alunos, ligados ao assunto.
Quando os alunos fixam pouco, representa perda de tempo.
Correção possível: Esquematizar a fala: tornar a fala atraente e rápida; fornecer textos
escritos para estudo; construir com os alunos os textos para estudo; entremear a
exposição com questionamentos ao grupo, a título de “feedback” da compreensão que
está ocorrendo.
- Pode tornar-se cansativa para a audiência, a menos que seja bem preparada e
transmitida.
Aula Expositiva

Por que utilizar:


• Possui alto grau de interatividade professor-aluno, se há ênfase no diálogo;
• Permite uma visão global e sintética do tema;
• O aluno necessita de um reator crítico para auxiliá-lo no processo reflexivo;
• Combina-se com muitas outras técnicas.

Quando utilizar:
• Quando se desejar uma introdução a determinado tema;
• Antes de iniciar debates em grupo;
• Para introduzir conceitos básicos.

Como realizar:

A aula expositiva divide-se em três partes.

a) Introdução da aula

• Estabelecer um clima adequado entre professor e alunos:


• comentar fatos do dia na escola ou fora dela; passar entre as carteiras
conversando rapidamente com os alunos, etc;
• Obter a atenção do aluno para o conteúdo a ser apresentado:
• buscar a relação do conteúdo com os objetivos do aluno, que podem ser os mais
variados: satisfação da curiosidade, melhorar o desempenho, solução para um problema
intelectual, etc;
• Prover "dicas" que motivem:
• Relacionar o assunto a ser exposto com outros pontos que os alunos já tenham
mostrado interesse;
• Expor o conteúdo essencial:
• Apresentar as noções que são pré-requisitos para a compreensão das idéias
essenciais da aula, estabelecendo uma ponte entre o que o aluno já sabe e aquilo que
precisa saber;
• Despertar a consciência do conhecimento:
• Formular questões sobre o conhecimento ou experiências dos alunos
relacionados ao conteúdo a ser apresentado;
• Dar ou pedir exemplos;
• Relembrar conhecimentos anteriores aos alunos.

b) corpo da aula

• Partir de idéias gerais e simples para as mais particulares e complexas;


• Historicizar o tema;
• Explorar o relacionamento entre as idéias, estabelecendo semelhanças e
diferenças entre elas;
• Estabelecer "encadeamentos": idéias básicas que ancoram idéias subsidiárias
(afastar as idéias sem importância maior);
• Repetir frases ou expressões-chave durante vários momentos diferentes da
exposição;
• A articulação das partes com o todo deve ser sempre visível, clara para o aluno.
c) conclusão da aula

• Chamar a atenção para as idéias mais importantes surgidas na aula;


• Pedir ao aluno para resumir o conteúdo apresentado ou dar exemplos;
• Responder a possíveis dúvidas;
• Indicar bibliografia ou outras fontes adicionais de pesquisa;
• Estabelecer relação entre o conteúdo que acabou de ser dado, o conteúdo
anterior e as idéias que ainda serão apresentadas.

Estudo de Caso (Case-based teaching)

O estudo de caso pode ser real ou fictício ou até uma adaptação.


Identifique nas situações apresentadas em sala de aula aspectos que fundamentam a
ação de ensino aprendizagem.
Considere os casos específicos de uma empresa, situações problemas ou de sucessos e
tente incluí-las nas ações pedagógicas na sala de aula.
Transcreva vários casos para o papel e entregue aos alunos em grupos, para uma
análise específica durante a sua aula. Busque respostas, soluções e aplicabilidade de
técnicas específicas ao seu conteúdo.
A fundamentação é a adoção do raciocínio baseado em casos, que permite que o
processo de ensino – aprendizagem aconteça através de problemas colocados e
resolvidos pela adaptação de soluções previamente apresentadas de problemas
similares; situações similares, bem como resolução de problemas através da exploração
de soluções de forma dirigida indiretamente. Praticamente, raciocínio baseado em casos
que procura uma base de casos por um caso mais próximo (análogo) para aplicar sua
solução no novo caso.
A idéia do processo de ensino é utilizar a solução consensual do grupo e analisá-la
através de regras, primeiramente. Após esta análise da solução são feitas as correções
dos erros básicos. Se necessário, a solução nova ou antiga do grupo é analisada por um
conjunto de novas regras que comparam a solução colaborativa com uma solução correta
para determinar as diferenças. O sistema identifica os erros dos alunos e as regras ou
princípios violados são mostrados para o grupo para análise. No caso em que os alunos
não entendem a explanação dos seus erros, o sistema apresenta exemplos análogos
para a compreensão da solução e determinação de seus erros através de outros casos.
Os autores colocam que permitir que os alunos entenderam seus erros através de outras
soluções é extremamente útil.

Objetivos:
Aproximar a realidade acadêmica do mundo real.
Desenvolver capacidade de analisar problemas e encaminhar soluções.
Desenvolver empatia ou capacidade de desempenhar os papéis de outros. Não só do
próprio ponto de vista, mas também do de outras pessoas envolvidas.
Alcançar objetivos do tipo atitudinais.

Fórum.

A turma é dividida em grupos e o monitor faz uma breve apresentação do tema


que será desenvolvido, levantando uma série de questões sobre o mesmo, sem
respondê-las previamente.
Convida um especialista, aluno de outra turma, profissional de uma área específica,
professor que não trabalha com o grupo ou outro qualquer, para a apresentação de um
tema aos grupos da turma.
Concluída a apresentação do especialista, cada grupo do plenário formula uma questão,
cabendo ao monitor o importante papel de mediador, tanto ao detalhar para o especialista
mais claramente o que o grupo pretende saber, como ao adequar a resposta do
especialista à compreensão do grupo.
Durante o Fórum não são permitidas perguntas isoladas. Cada pedido de esclarecimento
deve ser anotado pelo ouvinte durante a apresentação do especialista, para depois
discuti-lo com seu grupo e, caso este o aprove, deverá dirigir ao monitor para o devido
encaminhamento.
O período de tempo para a exposição e para as perguntas e respostas deve ser
previamente estabelecido, assim como o tema que será abordado pelo especialista.
Terminada a apresentação do Fórum o monitor pode solicitar ao especialista que discuta
as perguntas ouvidas que caracterizaram uma idéia de melhor compreensão e,
eventualmente, proponham questões ao plenário. A premiação ou não dos grupos pelas
perguntas feitas ou respostas dadas ao especialista constitui uma livre decisão do
professor.
A contribuição de experiências profissionais vivenciadas mesmo por pessoas que
desempenham atividades bastante simples, tem determinado a apresentação de Fórum
de alto interesse e elevado grau de aproveitamento.

Seminário

Esta estratégia gira em torno de um tema a ser estudado em profundidade, a


partir de diferentes ângulos, pelos alunos, que a seguir reúnem o resultado desses
estudos parciais e o sintetizam, chegando a alguma conclusão. Em outras palavras, cada
aluno se transforma em um especialista em parte de um problema e transmite ao resto da
classe o seu conhecimento, relacionando-o com o de outros alunos, especializados em
outras partes do problema.
A escolha do tema e das partes componentes pode ser feita pelo professor ou pelos
alunos orientados pelo professor.
O tempo disponível, fora de sala de aula, para cada aluno (ou grupo) se preparar
depende dos objetivos do curso, de sua duração etc.
Outra decisão a ser formada é se haverá um único encontro para apresentação dos
estudos feitos, ou vários encontros, com apresentações parciais e escolha dos próximos
passos.
É possível até que uma disciplina inteira seja dada sob forma de seminários; em cada
aula, um aluno apresenta à classe seu projeto de pesquisa; a classe então, esclarece
dúvidas, critica, sugere; as discussões envolvem à todos.
Certamente, para o emprego do seminário exige-se do aluno independência intelectual e,
do professor, capacidade para organizar, sintetizar e manter o nível geral de
envolvimento da classe.

Seminário Relâmpago

São objetivos desta técnica:

. Desenvolver a atenção.
. Desenvolver a capacidade de síntese e registro
. Desenvolver o espírito crítico, a comunicação verbal, a socialização, a
cooperação.

SÍNTESE :

Para treinar a atenção e a assimilação durante uma exposição, o professor distribui um


roteiro na hora da aula expositiva para orientar as anotações dos alunos. Depois organiza
grupos para sintetizar as idéias principais apresentadas e discutir as dúvidas que
restaram.
Desenvolvimento:

1- O professor comunica aos alunos como se processa a técnica, destacando seu lado
interessante distribuindo enquanto isso o roteiro abaixo para orientar a atenção e as
anotações do aluno durante a exposição do tema. ( De 5 a 7 min)

Roteiro :

Ouça com toda concentração a exposição que será feita e, durante a mesma registre por
escrito:

A- Todas as informações veiculadas. Não resuma ! Qualquer exposição já é, ela


mesma, um resumo feito pelo expositor. Anote tudo.
B- Assinale com um ponto de interrogação (?) o que não tiver ficado totalmente
claro para você durante a exposição.
C- Ao final da exposição, anote informações que você acha que poderia acrescentar
sobre o tema, exemplos, discordâncias , etc.

2- O(s) expositor (es) faz(em) sua apresentação. Cada aluno faz seu registro ao longo
da exposição.
O professor deve orientar para que todos anotem.
3- O Professor organiza grupos, nos quais deve haver a indicação de :
* secretário relator : anota todas a idéias. Filtra as repetidas. Prepara, com o
grupo, a síntese final.
* Moderador / Coordenador: Garante o uso democrático do tempo para todos os
grupos.
Controla os super - falantes e estimula os discretos.
Não deixa desviar o assunto.

Painel

Aqui, o tema é abordado por um pequeno grupo de pessoas, especialistas,


convidados para falar sobre ele e debate-lo, sob a organização de um moderador (que
tanto pode ser o professor como aluno), bem como responder a perguntas feitas pelos
alunos.
É muito importante que os painelistas tenham muito claro, antes do encontro com a
classe, o que se espera deles, qual o tema, de quanto tempo disporão, etc.
Uma maneira interessante de montar um painel é convidar especialistas com visões
antagônicas do mesmo assunto, permitindo que os alunos percebam claramente que há
diferentes posições e onde residem essas diferenças.
Como fechamento do painel, o moderador faz uma breve síntese das discussões; o
painel não necessariamente leva a conclusões; ao contrário, pode levantar muitos pontos
que se apresentam à classe sob forma de perguntas.

PAINEL com Interrogadores

Objetivos :

. trocar de informações precisas sobre um assunto.


.expressar-se oralmente.
.desenvolver a capacidade de análise e síntese.
.desenvolver o espírito crítico.
Síntese:

Uma espécie de programa de auditório em que uma equipe apresenta um tema e


é interrogada por outra que preparou previamente questões sobre o assunto.

Desenvolvimento :

.1ª Fase: ORGANIZAÇÃO DO GRUPO DE INTERROGADORES E DO


PAINEL

OBS: O número de interrogadores deve ser igual ou menor que o nº de membros do


painel que não deve ultrapassar a cinco para não ficar muito longo e cansativo o trabalho.
Pode-se construir um outro grupo para síntese final, substituindo o relator.
.2ª Fase : DEBATES, COM PERGUNTAS POR INTERROGADORES E
RESPOSTAS DO PAINEL.
.3ª Fase: DEBATES COM A PARTICIPAÇÃO DO PLENÁRIO
.4ª Fase: Apresentação de uma súmula final,pelo relator ou grupo síntese.

Objetivo da Técnica :
.aproveitar o maior conhecimento e a experiência de alguns membros do grupo.
.desenvolver a capacidade de raciocínio rápido.
.capacidade de se expressar
.desenvolver o senso de responsabilidade

Ação do Moderador:

.selecionar com o grupo, os membros do painel e os interrogadores.


.apresentar ao grupo o assunto a ser discutido
.explicar a técnica a ser seguida para que o painel e o grupo não se percam
.intervir, quando necessário, para esclarecer algum detalhe
.encerrar o interrogatório após a súmula final.

Ação dos Interrogadores :

.organização de pequenas perguntas, que toquem nos pontos de interesse do


assunto
.exercer as boas maneiras,usuais no debate
.representar os interesses do grupo, fazendo o maior nº possível de perguntas

Ação dos Membros do Painel – “EXPERTS”

.estudar o assunto profundamente, preparando-se para executar a tarefa que lhe


corresponde
.responder as perguntas de maneira clara, precisa e concisa
.exemplificar, com base em sua experiência, sempre que possível.

POSSÍVEIS APLICAÇÕES NA ESCOLA


.estudo de um assunto, favorecendo a fixação do mesmo
.apresentação de um grande nº de informações à turma, sem maior
aprofundamento: distribui-se diferentes textos,cada um para dois grupos: um será o
grupo de experts e o outro o de interrogadores. Pode-se, na metade do tempo, inverter as
posições. Depois esses grupos se retiram e ocupam o painel de alunos. Outro grupo que
leu outro texto.
.Como a platéia só irá ouvir o debate, não permite que toda a turma aprofunde
igualmente, mas se o professor quer apenas fornecer um grande volume de informações
que não precisam necessariamente de um maior aprofundamento, É UMA ÓTIMA
TÉCNICA.
POSIÇÃO IDEAL PARA A TÉCNICA

PAINELISTAS INTERROGADORES

PLATÉIA

Simpósio

Cada expositor prepara uma faceta de um tema e depois, diante da classe, cada
expositor dispõe de um tempo limitado, curto, para apresenta-lo. As perguntas da classe
são feitas apenas após cada exposição, nunca interrompendo-a, e também há um tempo
limitado para elas; são questões de esclarecimento, uma vez que a finalidade principal do
simpósio é de transmitir informações, muito mais do que de reflexão. Ao final das
exposições, pode-se abrir para uma discussão dos temas ou, simplesmente, fazer uma
síntese do que ocorreu.
O papel do professor é muito mais de organizar do que de transmitir o conhecimento.

Pesquisa e Projetos

São técnicas tão ricas quanto complexas. Podem ser utilizadas para alguma aula
apenas, bem como constituírem a estratégia básica de todo um semestre. Entretanto, o
professor precisa orientar cuidadosamente seu andamento, devendo discutir e analisar
cada parte cuidadosamente seu andamento, devendo discutir e analisar cada parte dela
com seus alunos, sob pena de ver desvirtuado seus objetivos. Requer-se, ainda, que se
crie com a classe um clima de co-responsabilidade de trabalho, no qual o aluno se
perceba assumindo sua aprendizagem de uma forma significativamente ativa.
São objetivos desta técnica:

• Tomar iniciativa na busca de informações, dados e materiais necessários, bem


como quanto a formas de apresentá-los.
• Selecionar, organizar, comparar, analisar, correlacionar dados e informações.
• Fazer inferências a partir de dados, informações, idéias.
• Levantar hipóteses checa-las, comprova-las.
• Concluir.
• Comunicar dados e conclusões com clareza, ordem, precisão científica,
oralmente e/ou por escrito.

Etapas desta atividade:

1. Motivar os alunos.
2. Discutir os critérios para escolha do assunto.
3. Escolha.
4. Apresentar e discutir.
5. Conclusão a partir de uma exposição oral sintética dos resultados para toda
classe.
Pesquisa de Campo

Definição :

A pesquisa é uma técnica essencialmente ativa, visando levar o aluno a


conquistar e não receber, passivamente os conhecimentos.
Todo ensino deve ter como um dos objetivos principais conferir aos alunos o
espírito de pesquisa. A pesquisa procura mostrar e não persuadir; é um processo mais
amplo de que a experimentação, uma vez que compreende direção planificada de
trabalho muito mais ampla do que a da experiência.
A pesquisa pode funcionar como uma fonte de motivação, quando o professor
indica tema de estudo e reparte a turma em grupos para estuda-lo.

O QUE PESQUISAR :

A pesquisa pode lançar mão de experiências, inquéritos,visitas,excursões, consultas


a autoridades em determinados assuntos, buscas em arquivos e bibliotecas, consultas a
entidades científicas, culturais e administrativas nacionais e estrangeiras.
A pesquisa como técnica de ensino,para ser realmente útil, precisa sensibilizar o
educando para questões fundamentais tais como:
. O QUE PESQUISAR : Esta questão tem por fim levar o educando a conceituar
adequadamente o objeto de pesquisa, delimitar precisamente o campo de trabalho, ou
seja ter consciência do campo pesquisado.
. POR QUE OU PARA QUE : Esta questão implica no ato de reflexão, de
valorização teórica e prática, uma vez que visa dar um sentido à pesquisa, pesquisar com
um fim.
. COMO PESQUISAR : Esta última questão se refere ao aspecto metodológico da
pesquisa, uma vez que procura encaminhar para a consecução dos objetos almejados.

ORIGEM DA PESQUISA :

A pesquisa poderia ter origem :


1- Em dúvidas surgidas em discussões e debates.
2- Estudo preliminar de um tema a ser tratado em classe e que tenha,
principalmente viculação com a comunidade, o que ajudaria o estudante a tomar
consciência dos problemas do meio.
3- Em preferências e aptidões dos próprios alunos.

Reflexão a ser feita, para se fazer uma pesquisa :

1- Analisar os informes que tenha sobre o problema


2- Localizar lacunas
3- Identificar conclusões sem demonstração
4- Seguir indícios
5- Encontrar contradições
6- Ler e recolher o máximo de informações a respeito do tema de preocupação
7- Criticar todo e qualquer dado a respeito
8- Caracterizar e delimitar dados do problema
9- Fazer o roteiro da pesquisa
10- Iniciar o trabalho da pesquisa
DADOS DE UMA PESQUISA

Os dados podem ser :

-Quanto ao Controle : OBJETIVOS (Podem ser controlados )


SUBJETIVOS : ( Não sofrem controle)
-Quanto a mensuração : Qualitativos ( Não são passíveis de mensuração)
Qualitativos: (Podem ser submetidos a uma escala mediana )
-Quanto ao tempo: Antigos e Novos

-Quanto a origem :
Naturais: (Fornecidos pela Natureza) – Sociais ( Fornecidos pela comunidade)
Psicológicos ( Fornecidos pelo comportamento)

-Quanto ao tipo : Históricos (dados através do tempo vem mostrar conseqüências


presentes)
Experimentais ( Dados são recolhidos através da experiência ou observações
controladas)
Filosóficas ( Dados são recolhidos através da reflexão sobre todos os setores que
impressionam o homem. )
Sociólogos : (Dados resultantes da vida do grupo)
Religiosos: (Dados são providos dos fenômenos religiosos e que se localizam em faixas
além dos dados experimentais e filosóficos) .

COMO PESQUISAR :

Para se realizar uma pesquisa deve-se :

.delimitar um problema
.formular uma possível solução
.fornecer dados e argumentos para a solução
.anotar as idéias, à medida que forem surgindo
.anotar todas as dúvidas
.anotar o que se comporta de forma imprevista.
.Nas leituras,registrar os trechos mais significativos para identificação de autor,
texto, obra, etc.
.após recolhidos os dados iniciar a redação
.dividir o trabalho em : Introdução (Equacionar o problema )
Desenvolvimento (Argumentos e material colecionado) – Conclusão .

TEMAS PARA SE PESQUISAR :

1- Pesquisas de fontes bibliográficas, com indicação de livros que tratem dos temas
necessários e locais onde encontra-los.
2- Pesquisa de outras fontes de informações.
3- Técnica de organização de questionários sobre temas de natureza educacional,
política, psicológica ou de caráter sociológico em geral.
4- Iniciação estatística.
5- Fichas resumos de um determinado(s) livro (s).
6- Estudo de um autor.
7- Confronto de idéias de autores ou de livros que tratam do mesmo assunto.
8- Confronto de teorias.
9- Estudo, com coleta de dados, de problemas de uma determinada disciplina.
ATENÇÃO ESPECIAL DO PROFESSOR NO TRABALHO COM PESQUISA DE
MANEIRA GERAL .

1- Selecionar temas sempre de interesse da turma ou relacionado ao seu


conteúdo, esclarecendo à turma os objetivos da pesquisa e sua utilidade para sua
vida acadêmica e/ou profissional.
2- “Preferencialmente”escolher temas cuja bibliografia seja encontrada na
própria faculdade facilitando assim, o acesso do aluno à bibliografia.
3- Comunicar à bibliotecária sobre a pesquisa para que ela já selecione o
material.
4- Apresentar um roteiro para a pesquisa. Este procedimento é essencial para
que o aluno não se perca no conteúdo do trabalho.

Demonstração

A técnica de demonstração é sem dúvida, a mais usada na educação do


profissional. É a técnica didática mais utilizada no treinamento operacional. Ela permite
ao professor descrever, passo a passo, detalhes de vários processos, procedimentos e
técnicas envolvidas em diversas tarefas, associadas com as ocupações específicas.
Demonstrar como se executa uma tarefa significa, do ponto de vista didático, mais que a
mera execução. Ao aluno que observa o desempenho de um trabalho, podem escapar
muitos detalhes importantes, se não se chamar sua atenção para os mesmos. Por isso,
toda demonstração deve ser cuidadosamente planejada, preparada, atendendo algumas
condições fundamentais, como:

1º Passo: Pré – demonstração.


Escolher a forma de demonstração adequada.
Organizar o local onde se dará a demonstração.
Preparar os alunos, informando-lhes o que vai acontecer e os objetivos específicos, antes
de iniciar a demonstração.

2º Passo: Demonstração.
Explicar detalhadamente todos os passos da operação, durante a sua demonstração.
Usar material e equipamento de uso normal do aluno, prevendo que seu desempenho
estará, até certo ponto, vinculado ao uso do material com o qual foi treinado.
Conduzir a experimentação com bastante atenção, evitando, tanto quanto possíveis
erros.
Permitir interação livre (incentivar questionamentos a qualquer hora, durante o curso da
demonstração).
Estar plenamente seguro do trabalho que desempenha.

3º Passo: Pós –demonstração.


Colocar à disposição dos alunos os pontos básicos da atividade desenvolvida, através de
uma folha de informação, facilitando sua observação e entendimento.
Fazer uma avaliação informal, através de questionamentos ao grupo, a título de reforço,
assegurando a aprendizagem pelos alunos. (Este tipo de avaliação torna-se
indispensável à técnica de demonstração, sem a qual, se perde parte do processo de
ensino. A demonstração não reforçada poderá cair no esquecimento).

Proceder à auto-avaliação. Após a demonstração, o professor deve:


. Analisar procedimentos que reforçam a demonstração;
. Listar as fases do processo que devem ser reforçadas;
. Assegurar-se de seu desempenho, se possível, convidando um colega para observar
criticamente enquanto faz a demonstração. (Estas atitudes fornecem informações, para
que se possa melhorar futuras demonstrações).

Faz-se necessário esclarecer algumas vantagens e desvantagens a fim de colaborar com


a boa aplicação da técnica.

Vantagens:

Permite a observação de um procedimento ou procedimentos, como eles


realmente acontecem, através do uso de equipamentos, ferramentas e materiais
adequados.
Ideal para ensinar procedimentos corretos e com a segurança com que devem ser
seguidos, para se completar a experimentação de uma tarefa.
Permite, através da demonstração correta da técnica, o uso de materiais de forma
adequada, demonstrando também como podem ser conservados e, desta forma, reduzir
gastos e estragos dos equipamentos.

Desvantagens:

(Estas poderão ser mínimas, se o professor estiver sempre atento).


Dificuldade de todos os alunos observarem a demonstração, caso a turma seja
numerosa.
Correção possível: dividir a turma em pequenos grupos, dispondo-os de forma a garantir
perfeita visão de todos os detalhes da demonstração.
O tempo gasto para a demonstração, geralmente, é muito grande.
Correção possível: dividir a demonstração em fases, quando possível, com ma
demonstração completa, ao final do procedimento.
Interação e “feedback” limitados:
Correção possível: 1) criar paradas durante a demonstração dando chance ao aluno de
perguntar. 2) encorajar os alunos a fazerem perguntas em qualquer momento da
demonstração.

Projetor de “Slides”

Os projetores de slides são práticos, portáteis, leves, de fácil manuseio e


econômicos na manutenção. Por todos esses motivos, o uso de ilustrações, através dos
slides, tem sido muito freqüente.
Como qualquer aparelho, o projetor precisa ser usado segundo recomendações técnicas
de fábrica, que o acompanham.

Utilização de slides:

Tendo bem claros os objetivos que importam para a aprendizagem e a seleção do


assunto a ser desenvolvido:

1. Selecionar os slides a serem utilizados.


2. Colocar, em seqüência de ensino, os slides para serem explorados, durante a
aula.
3. Colocar, um a um, na cabine ou magazine, na posição invertida.
4. Testar o uso dos slides e o próprio aparelho projetor, recolocando-os, quando
estiverem na posição correta.
5. Prever a distância da tela e controlar o foco da imagem.

No momento da utilização, durante a aula, os slides devem estar, rigorosamente, na


ordem indicada, para evitar a dispersão dos alunos.
O tempo gasto na focalização de cada imagem deve ser suficiente para que os alunos
percebam os detalhes. No entanto, não se poder deixar o aparelho ligado, durante uma
longa exposição, para evitar o desgaste da lâmpada e o aquecimento excessivo.
Projeto Portfólio

Apresentação:

Na escola, o ato de avaliar ficou por muito tempo restrito a provas e testes. Hoje,
sabemos que avaliar é muito mais que isso. É preciso considerar todo o desenvolvimento
da aprendizagem e não só verificar momentos estanques. Como o conhecimento é
resultado de todo um processo, devemos avaliar também esse processo.
Para avaliar o portfólio, o aluno deve registrar diariamente suas aulas em seu caderno,
fazendo todas as atividades e participando de tudo o que for proposto.
A partir deste registro, inicia-se a organização do seu portfólio, (pode ser caderno, pasta,
agenda, etc.) semanalmente.
O portfólio será, então, um documento contendo registros de atividades e ações,
experiências de aulas, textos, dúvidas, certezas, relações com outros temas,
representações visuais e notas pessoais (impressões, opiniões e sentimentos
despertados pelo assunto ou pela forma de trabalho).
O que particulariza o portfólio é o processo constante de reflexão, no qual o aluno pode
explicar o desenvolvimento de sua aprendizagem e os momentos em que você localizou
ou superou um problema.
“O portfólio pode muito mais que uma prova”.

Objetivos:
Considerar a aprendizagem do aluno em todas as etapas do processo de construção do
conhecimento;
Oportunizar aos professores e alunos a uma reflexão sobre suas trajetórias, interagindo e
redefinindo coordenadas para a caminhada;
Detectar o nível e aprendizagem e compreensão do aluno;
Possibilitar a comunicação entre aluno e professor para análise do portfólio;
Promover a elaboração mental e a sistematização escrita das atividades realizadas e de
tudo àquilo que o aluno vem aprendendo / apreendendo.

Roteiro:

Para elaborar o portfólio, é importante muita dedicação, criatividade,


compromisso e organização.
No portfólio, o aluno NÃO vai colocar as atividades feitas em sala ou em casa e NÃO vai
escrever em forma de perguntas e respostas.
No portfólio o aluno deverá escrever em forma de textos, semanalmente.
Para ajudá-lo colocamos aqui alguns itens que facilitarão o seu trabalho, mas lembre-se
de que o aluno poderá ir muito, além disso.
Sugestões e temas para seus textos e portfólio:
O que aprendeu.
O que não aprendeu (dúvidas).
Relações que se pode fazer com o que já estudou, viveu ou imaginou;
Uso de textos, reportagens, músicas, imagem, poemas, resenhas e/ou comentários.
Esses complementos devem ser seguidos de seus comentários e conclusões;
Auto-avaliação e avaliação das aulas (fichas).

Critérios de avaliação:

Para avaliar e comentar sobre o portfólio dos alunos, os professores deverão observar os
seguintes critérios:
Participação.
Organização.
Criatividade.
Pontualidade e assiduidade.
Material complementar.
Textos e comentários.
Compreensão e aplicação do conteúdo estudado.

Observação:

Nos textos e comentários dos alunos, estaremos observando se suas idéias são claras,
se consegue escrever sobre o que aprendeu e também sobre o que não conseguiu
entender, se seleciona e ordena seus registros e atividades, seus questionamentos a
respeito dos temas desenvolvidos e de como foram trabalhados.

Sugestões de avaliação das aulas:

Eu elogio...
Eu critico...
Eu sugiro...
Eu gostaria...

Roteiro Para Auto-Avaliação do Portfólio.


O aluno deverá:
Fazer uma lista das atividades realizadas na sala de aula, em casa ou no campo de
trabalho indicando as que lhe possibilitaram aprender novos conteúdos.
Descrever como percebeu o aprendizado.
Descrever como amplia os seus conhecimentos.
Entender qual atividade teve mais dificuldade e por quê?
Comentar a participação da turma na sua aprendizagem e sua participação na
aprendizagem de seus colegas.
Comentar os problemas que atrapalharam sua aprendizagem e apresentar propostas
para resolvê-los.
Identificar o que pesquisou e em que material, para completar seu portfólio?
Identificar o que aprendeu utilizando esse material complementar?
Determinar o que deixou de fazer? Porquê?
Identificar sua contribuição para o bom andamento das aulas, das atividades em grupo e
da turma? Justificando.

Obs: O aluno deve responder com consciência a essas questões e colocá-las em seu
portfólio. A auto-avaliação é um instrumento que permite ao aluno monitorar seu
desenvolvimento, exercitar a reflexão sobre seu processo de aprendizagem e aprender a
fazer uma auto-análise, formando um conceito de si mesmo. Além disso, ela apontará o
que precisa ser melhorado, a partir do seu próprio empenho, e dará pistas para o
professor sobre como ele deverá encaminhar as atividades.

Como Utilizar o Texto.

Um dos erros mais comuns, no que se refere ao uso de material impresso, é


superestimá-lo. Às vezes, vai-se ao estremo de considera-lo quase como a alma do
curso, obrigando-se o professor a obedecer-lhe em tudo. Ora, isto representa uma
inversão de valores, quer dizer, o meio auxiliar passa a comandar o processo didático.
Não fiscalize o desenvolvimento de sua aula, em função do que está escrito no texto.
Seria um desperdício da preciosa oportunidade que o convívio com os alunos lhe
oferece, para enriquecer o programa de ensino. É nesse convívio que você vai falar-lhes
da sabedoria que construiu, ao longo de sua vida profissional, e que eles não vão
encontrar em lugar algum.
O material didático não é um substituto do professor, a não ser naqueles casos
específicos em que ele for elaborado para tal fim, como acontece na “Técnica de
Instrução Programada”, ou nos cursos por correspondências, no ensino a distância.
E há quem incorra o extremo oposto, esquecendo-se do material didático, ignorando-o. O
professor que assim procede desprestigia um aliado, que lhe acena com tantas
sugestões para exercícios de aprendizagem, incentivo à pesquisa, estudo dirigido,
trabalhos de grupo, sem falar no seu valor como roteiro para os trabalhos práticos, que
constituem a parte mais forte e consistente dos cursos.
Planeje a utilização da apostila, do livro, do texto, seja você o seu autor ou não. E
desenvolva o plano de utilização de maneira que o aluno perceba a integração entre o
texto e os objetivos do curso. Ele perceberá então que, concluído o curso, o texto
continuará sendo uma fonte de consulta, um pouco de você e dos ensinamentos que
suas aulas proporcionaram.

Trabalho com Textos

Alguns autores não consideram o simples fato do professor trabalhar com textos
uma técnica de ensino. De fato, o trabalho com textos geralmente vem embutido na
técnica de ensino em grupos. Entretanto, são tantas as maneiras de se trabalhar com
textos, buscando objetivos de aprendizagem diferentes, que me pareceu interessante
incluir algumas aqui. Vamos a elas.

Por que utilizar:


Nada – equipamento algum – substitui a leitura. Saber ler bem é condição sine qua non
para a aprendizagem de conteúdos científicos;
Ler nem sempre é um ato agradável, nem sempre é um prazer. Mas sempre é
necessidade, em se tratando de textos acadêmicos;
Desenvolve o hábito de ler sistematicamente.

Quando utilizar:
Sempre que se deseje aprofundar, em sala de aula, aspectos da teoria;
Quando se procura exercitar, no aluno, habilidades de interpretação, crítica, observação
e rigor científico;
Não transformar o trabalho com textos em uma panacéia, utilizando-o em quase todas as
aulas.

Como realizar:

• As instruções sobre as técnicas a seguir devem ser colocadas antes da leitura do


texto, porém sem determinar seus executores;
• Solicitar que cada aluno (ou cada grupo) informe aos demais um aspecto
importante do texto, que será debatido pelo grupo maior. As informações não podem se
repetir. Quando o professor perceber que se tornou difícil à apresentação de uma nova
informação, a técnica será encerrada;
• O professor pede a um aluno que complete, com suas palavras, a frase: “O que o
texto me diz:...”; depois, solicita a outro aluno que complete esta frase: “O que eu digo ao
texto:...”; em seguida um terceiro aluno, escolhido pelo professor, dirigindo-se aos
colegas anteriores, completa a frase: “O que eu digo a vocês:...”. Pode-se continuar a
técnica com outros alunos completando as frases, nesta seqüência;
• O professor apresenta questões sobre o texto, a serem respondidas
individualmente, por escrito, solicitando em seguida a dois alunos que leiam suas
respostas em voz alta. Em seguida, pede que um terceiro aluno aponte os elementos
comuns e os diferentes nas respostas dos dois colegas. Continuar a técnica com outros
alunos;
• O professor pede a um aluno para: 1) elaborar uma pergunta sobre o texto; 2)
indicar um colega para responder à pergunta. Em seguida, o professor solicita a um
terceiro aluno que repita a pergunta e a resposta dos colegas, acrescentando, ao final,
um comentário pessoal quanto à clareza e à importância, tanto da pergunta quando da
resposta. Continuar a técnica com outros alunos;
• O professor pede a um aluno para: 1) elaborar uma pergunta sobre o texto; 2)
indicar um colega para responder à pergunta. Em seguida o professor diz que o próprio
aluno que elaborou a pergunta deverá respondê-la. O professor pode dar continuidade,
alternando entre esta técnica e a anterior;
• O professor solicita a um aluno que fale, sem consultar o texto lido, uma idéia ou
informação que considerou significativa. Em seguida, pede a outro aluno que,
consultando o texto, leia o trecho que, na sua opinião, melhor expressa a idéia ou
informação emitida pelo colega.

Trabalho em Grupo

Consistem no estudo de um tema ou realização de uma tarefa qualquer por dois


ou mais alunos.

Organização do grupo:
Pode ser, ora heterogêneo, ora homogêneo.
Deve atender às necessidades e interesses do treinando.
Pode ser constituído de 4 a 6 elementos.

Estrutura do grupo: (sugestão).


Coordenador (escolhido pelo grupo).
Relator
Participantes

Objetivos do trabalho em grupo:

• Completar, fixar e enriquecer conhecimentos.


• Enriquecer experiências.
• Atender as diferenças individuais.
• Desenvolver o senso de responsabilidade.
• Treinar a capacidade de liderança e aceitação do outro.
• Analisar e discutir pontos divergentes.
• Desenvolver o senso crítico e a criatividade.
• Proporcionar condições de segurança e socialização.
• Desenvolver iniciativa e espírito de cooperação.
• Desenvolver a capacidade de síntese.

No trabalho em grupo, o papel do professor é o de guiar, orientar a melhor forma de


resolver problemas, encontrar informações, seleciona-las e estimular as conclusões
acertadas.
Um bom trabalho de grupo é fruto de um esforço contínuo. Os resultados serão melhores
na medida em que o professor fizer um trabalho de preparação, determinando os
objetivos, orientando quanto à organização e estrutura dos grupos e avaliando a
aprendizagem, ao final.

Vantagens:

Permite o diálogo. (conversa entre pessoas que se esforçam para se entenderem).


Propicia a substituição da competição pela cooperação.
Estimula a iniciativa, autonomia e a criatividade, devido ao empenho do grupo em
descobrir ou elaborar o conhecimento, ao invés de simplesmente recebe-lo.
Enriquecer intelectualmente os participantes, pois, uma questão pode ser apreciada de
diversos ângulos, difíceis de serem enfocados por uma só pessoa.
Desvantagens:

O predomínio de uma ou mais pessoas na discussão, prejudicará a participação dos


demais elementos como poderá afetar na eficácia do trabalho.
Pode demandar muito tempo para se chegar a uma solução satisfatória de um
determinado problema.
Se o professor não mostrar habilidade adequada, ao grupo, o estudo poderá converter-se
em mera conversação, desviando-se de seu objetivo.

Por que utilizar:


Favorece o debate e a crítica;
Favorece a participação de alunos que, muitas vezes, não o fazem no grupo maior;
Desenvolve habilidades de síntese, coordenação, colaboração, análise, aceitação de
opiniões divergentes e autodisciplina.

Quando utilizar:
Quando se deseja aprofundar determinado tema;
Para executar uma tarefa específica;
Para resolução de casos e problemas;
Para leitura e análise de textos;
Quando se deseja maior participação e envolvimento dos alunos.
Para separar grupos negativos em sala.

Como realizar:

Trabalhando no grupo maior (grupão)

Brown e Atkins1[1] propõem estratégias básicas para aumentar a participação dos alunos
no grupão:

Arranjo dos assentos: (conforme a interação que se queira entre o grupo e o professor): É
aconselhável que o professor varie de lugar, no círculo, a cada sessão. Estudantes
“falantes” sentados perto do professor às vezes sentem-se inibidos, e quem senta em
oposição ao professor faz contribuições mais facilmente se encorajado a fazê-lo. À
distância entre os alunos e o professor, bem como os móveis, pode influenciar a
interação.
Expectativas e regras gerais: Os estudantes muitas vezes não sabem o que se espera
deles no grupo, por isso é importante discutir as expectativas do professor e deles, de
forma a se obter um contrato informal. Devem ser permitidas quaisquer perguntas e
encorajada a colocação de idéias, mesmo que estas possam não estar corretas.
Segurança: Os membros do grupo têm que se sentir seguros a correr riscos e não terem
medo de contribuir. Se um estudante fizer uma observação importante, ou adotar uma
abordagem criativa a um problema, o professor deve mencioná-lo, deixar claro o que é
esperado dos estudantes e propor perguntas ou tarefas que estejam dentro da
capacidade do grupo, ou dos recursos. O professor também deve ser hábil no sentido de
evitar que a conversa degenere para discussões superficiais ou inócuas.

1[1]
BROWN, G.; ATKINS M. Effective Teaching in Higher Education. London: Routlege, 1988.
Trabalhando com grupos menores

Como dividir os alunos em grupos (DIVERSIFICAR CONFORME OBJETIVOS)

a) colocando juntos aqueles alunos que manifestam afinidade e simpatia mútua;


b) por heterogeneidade deliberada;
c) por ordem de chamada ou localização ("os 5 primeiros formam o grupo A; os 5
segundos o grupo B, etc.");
d) quando se deseja quebrar "panelinhas": dividir o número de alunos da sala pelo
número de alunos do grupo; encontrado o número X, agrupam-se os alunos de 1 a X
(todos os números 1 em um grupo, os números 2 em outro, etc.).
e) Chegar com papéis coloridos e pedir que a turma sorteie.Os grupos serão formados de
acordo com as cores.
Os grupos devem possuir entre 3 e 5 integrantes.

• Toda atividade de grupo deve ser seguida de uma ampla discussão no grupo
maior, a fim de se ter uma visão global das discussões.
• Os integrantes devem assumir papéis específicos, no mínimo de três:
coordenador, secretário e relator. Ao coordenador cabe adequar o tempo disponível à
progressão da discussão; evitar que se fuja do assunto enfocado, possibilitar que todos
participem da discussão. O secretário deve tomar notas das principais idéias e/ou
dúvidas surgidas a fim de municiar o relator. Este, por sua vez, será o responsável pela
apresentação destas questões ao grupo maior.
• A discussão em grupos jamais pode substituir o papel ativo do professor em
auxiliar o aluno na introdução e compreensão dos principais conceitos que o tema
envolve.
• O professor deve estipular um tempo para a discussão em grupos pequenos e
para a discussão plenária (no grupo grande)
• Enquanto os alunos trabalham nos pequenos grupos, o papel do professor
consiste em passar constantemente pelos grupos, checando:
• Se os alunos compreenderam perfeitamente as instruções;
• Se a progressão das tarefas de cada grupo está em bom ritmo, a fim de terminar
no tempo previsto. Caso contrário, procurar saber porque um grupo está lento demais ou
rápido demais, procurando corrigir estas distorções;
• Se surgiram dúvidas sobre o conteúdo;
• Se foram definidos os papéis;
• Se há necessidade de estimular a discussão, para grupos pouco participantes;
• Se há necessidade de enriquecer a discussão, para grupos que simplificam o
assunto, a fim de terminar logo;
• Se há necessidade de retomar o tema, para grupos que se desviaram do tema
principal.

Caracterização dos tipos de discussão em grupos pequenos:

a) Grupos simples, tarefa única:


Pergunta ou proposição para ser discutida nos grupos em período X. O grupo
nomeia um relator, que apresenta as conclusões em plenário, discutindo-as.
b) Grupos simples, tarefas diversas:
Cada grupinho recebe uma questão ou tema diferente para discutir. O resto, igual
ao item a.

c) grupos simples, com funções diversificadas:


Cada grupo fica encarregado de trabalhar e desenvolver um aspecto específico
da questão proposta pelo professor (pode ser um texto). O restante é idêntico ao item a.

d) grupos de integração vertical/horizontal (painel integrado):

Os alunos são agrupados dentro da seguinte matriz-exemplo:

A A A A
B B B B
C C C C
D D D D

Inicialmente, reúnem-se os alunos em grupos com a mesma letra; em uma


segunda fase grupos com letras diferentes. Nesta fase, cada aluno deve relatar as
discussões e conclusões de seu primeiro grupo aos demais colegas.

Pequenos grupos com uma só tarefa

Todos os grupos são submetidos ao mesmo tipo de estimulação; todos. Portanto,


precisam alcançar os mesmos objetivos, inclusive lidam com as mesmas informações. Ao
final, o professor pode recolher e dar feedback do produto/trabalho apresentado pelos
grupos, individualmente; pode também, organizar um fechamento combinando esta com
outra estratégia/técnica; por exemplo, formar um grupo de verbalização com um
participante de cada pequeno grupo, os outros participantes mantendo-se num grupo de
observação.

Laboratórios

O ensino em laboratórios permite ao aluno obter a familiaridade necessária com


instrumentos de trabalho em um ambiente sob acompanhamento especial do professor
ou professores. A técnica possui um risco: o aluno pode deixar de se relacionar com o
professor para relacionar-se com o recurso tecnológico. Desta forma, os instrumentos, de
meios que são, transformam-se em fins, passando ao aluno a falsa idéia de que a
aprendizagem não necessita da mediação docente. Os professores, muitas vezes,
reforçam este comportamento, ao não intervirem de forma eficaz nos procedimentos
adotados pelos alunos, especialmente explicando-lhes a relação da experimentação com
a teoria aprendida.

Por que utilizar:


• A aprendizagem só se efetiva na prática;
• Facilita a articulação teoria-prática;
• Reforça a consciência da responsabilidade profissional;
• Permite a exploração, sem riscos, dos motivos que levam ao erro;
• Estimula a criticidade e criatividade.

Quando utilizar:

• Quando houver a necessidade do fazer, do experimentar.

Como realizar:
• Checar pessoalmente, pelo menos uma vez por semana, o estado de todos os
aparelhos e material necessário e, se for o caso, tomar providências para sua reposição
ou conserto;

• Nas primeiras aulas, levar o aluno a familiarizar-se bem com o local, ambiente,
aparelhagem, explicando detalhadamente o funcionamento de cada máquina;
• Orientar os alunos nos princípios de conservação dos aparelhos, normas de
segurança e comportamento adequando ao ambiente;
• Adotar uma postura ética compatível com suas orientações, ou seja, cuidar para
mostrar, com o próprio exemplo, a conduta adequada no ambiente de laboratório;
• Alertar aos alunos sobre o mau funcionamento de algum aparelho;
• Evite colocar encargos de natureza didática para o auxiliar de laboratório.
Lembre-se: a responsabilidade maior sobre o sucesso da aula é sua, e não do auxiliar;
• Procure orientar sempre grupos pequenos de cada vez. Não é possível, para um
professor, orientar em laboratório mais do que quinze ou vinte alunos com qualidade;
• Procure fazer os alunos trabalharem em duplas ou grupos, estimulando-os a
discutirem processos e resultados alcançados;
• No início da aula, procure caracterizar sua orientação de forma mais
individualizada, deixando aos poucos que os grupos assumam os trabalhos, passando
então à orientação por grupos;
• Estimule o hábito da anotação e documentação, pelos alunos, do passos
seguidos na prática de laboratório;
• Os procedimentos a serem utilizados devem, preferencialmente, ser
apresentados por escrito, no quadro ou em folhas entregues aos alunos;
• Respeitar o ritmo de cada aluno, evitando que os mais “rapidinhos” ditem o ritmo
da aula;
• Estimular os alunos a proporem outros usos, outras atividades para o laboratório,
no contexto da disciplina;
• Sempre que um procedimento implicar em maior dificuldade, o professor deve
executá-lo e então ressaltar suas partes críticas. Os alunos devem, então, repeti-lo;
• Caso a demonstração seja constituída de vários passos, realizá-la aos poucos ou
em blocos, nunca de uma vez só;
• Explorar nos alunos a capacidade de observação e a descoberta, procurando,
sempre que possível, sugerir ao invés de dizer logo certas particularidades da prática;
• Procurar sempre estimular, nos alunos, a capacidade de reflexão teórica sobre a
prática, como elemento científico essencial;
• Observe, observe, observe sempre o que seus alunos estão fazendo, com o
objetivo de aprender mais sobre seu processo de raciocínio;
• Experimente realizar um procedimento apenas até certo ponto, passando a
questionar os alunos sobre o que se deveria fazer em seguida. Peça para que elaborem
outras possibilidades de execução do mesmo procedimento e o que aconteceria se o
procedimento fosse mal realizado;

Peça para que seus alunos organizem “folhas de procedimentos”, pedindo-lhes


que elaborem relatórios descrevendo:

O que constataram;
O que compreenderam;
O que presumiram;
Que dúvidas surgiram.

Cartazes e /ou Desenhos em Grupo ( GV – GO )


MATERIAL
• Para cada grupo, foram providenciados:
Folhas grandes de papel do tipo cartolina ou papel manilha (dimensões aproximadas de
1 m x 1m )
• pincel atômico.

MÉTODO
• Formaram-se grupos de, no máximo, cinco alunos.
• Deu-se o tema: Sensoriamento Remoto: “o que é”, “para que serve”, “como
funciona”.
• Solicitou-se que conversassem sobre o tema, decidissem como expressá-lo, em
esquemas ou palavras, e depois, efetivamente, realizassem essa tarefa.
• Os alunos expressaram, assim, nos cartazes as suas idéias, opiniões e
percepções.
• Em seguida, foi solicitado que um ou mais membros de cada grupo explicassem
para os demais o esquema feito.
• No segundo momento da técnica, o professor realizou análise do conteúdo dos
desenhos e respondeu às questões formuladas.
• Grupo de Verbalização “versus” Grupo de Observação (GV x GO)

MATERIAL

Texto : “A Interação da radiação eletromagnética com a planta: região do visível


(Formaggio et al., 1989)

DESENVOLVIMENTO

• Distribuiu-se o texto com antecedência de uma semana para que o estudassem,


extra-classe.
• Dividiram-se os alunos em dois grupos, por simples sorteio, limitando-se o
tamanho de cada grupo ao máximo de 15 alunos e dispondo-os em dois círculos
concêntricos.
• Atribuiu-se ao grupo interno, denominado Grupo de Verbalização (GV), a função
de discutir
• O texto. Este grupo foi bem orientado sobre o que deveria discutir e por quanto
tempo.
• Atribuiu-se ao grupo externo, denominado Grupo de Observação (GO), a função
de apenas
• Observar, ouvir e anotar a discussão do Grupo de Verbalização, sem se
comunicar entre si.
Os observadores foram instruídos para observarem, ouvirem e anotarem:

a) se os conceitos do texto discutido foram todos usados ou se houve alguma omissão;


b) se houve o emprego adequado dos conceitos;
c) se os verbalizadores forneceram elementos que tornaram a aprendizagem do tema
significativa (se relacionaram conceitos novos com conceitos já aprendidos).

• A sessão de verbalização foi de, aproximadamente, 30 minutos. Em seguida, os


observadores leram em voz alta o que anotaram, sem que se permitissem debates,
perguntas de esclarecimento ou outras intervenções.
• Retomou-se a verbalização, com os grupos invertendo suas funções.
• O grupo que inicialmente se encontrava em verbalização ocupou agora a posição
de observação e vice-versa.
• O professor fechou as discussões, dando uma síntese do que ocorreu, tanto em
termos de funcionamento, como em termos conceituais, respondendo às questões
formuladas, para que a aula se tornasse significativa.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Concluiu-se que as técnicas, Cartazes em Grupo e Grupo de Verbalização


“versus” Grupo de Observação (GV x GO), possibilitaram que o ensino-aprendizagem do
sensoriamento remoto fosse mais eficiente e agradável em relação à técnica expositiva,
anteriormente aplicada, além de despertar alto interesse dos alunos.
Segundo Steffen et al., (1981), a eficiência na interpretação dos produtos do
sensoriamento remoto depende da compreensão dos seguintes elementos: sensor,
trajetória, alvo, fonte e energia radiante. Assim, por meio dos dados gerados pela técnica
de Cartazes em Grupo apresentados, os alunos demonstraram que já compreendiam a
importância:
a) do sensor instalado em plataforma (satélite, avião, helicóptero, etc.);
b) da trajetória (atmosfera) e que não havia contato direto entre o sensor e os alvos;
d) da aplicação dos produtos do sensoriamento remoto no monitoramento de alvos ou
fenômenos sobre a superfície terrestre ou de outro planeta, como: determinação do uso e
ocupação da terra, estudo do relevo, identificação de culturas, detecção de doenças e
pragas em culturas, queimadas e desmatamentos da vegetação natural, etc. Com uso
desta técnica, observou-se também que os alunos não demonstraram conhecimento
sobre a importância da fonte de radiação e da energia radiante, e que a energia radiante,
após interagir com o alvo, transporta sua imagem até o sensor .
Assim, o professor detectou, já no início das aulas, os níveis de conhecimentos prévios e
das dificuldades que os alunos teriam na compreensão destes elementos. Pode então,
antecipadamente, selecionar diferentes técnicas facilitadoras da aprendizagem.
Na técnica expositiva, a identificação das dificuldades dos alunos são,
geralmente, detectadas somente após aplicação da avaliação, o que ocorre no meio do
semestre.
Além disso, observou-se que, por meio desta técnica, os membros dos grupos se
entrosaram, se conheceram de modo descontraído e, assim, conseguiram expressar
idéias, opiniões e percepções sobre o sensoriamento remoto, que, pela técnica
expositiva, não eram claramente colocadas para o professor, coincidindo, assim, com os
resultados apresentados por Abreu & Masetto, (1987). Na finalização da técnica, o
professor comparou os cartazes que expressavam o que os alunos conheciam sobre este
assunto com figura em transparência, que mostrava os caminhos percorridos pela
energia radiante partindo da fonte, interagindo com os alvos, chegando ao sensor até a
elaboração de um mapa (Crósta, 1996). Esta providência ajudou os alunos a
perceberem, no início do semestre, todas as etapas que precisariam ser bem
compreendidas para a correta utilização do sensoriamento remoto.

CONCLUSÕES

Assim, pela técnica de Cartazes em Grupo, o professor teve “feedback”, no início


do semestre, do nível de conhecimento que os alunos possuíam sobre os elementos que
compõem a fase de aquisição, e sobre o que é, para que serve e como funciona o
sensoriamento remoto, bem como suas principais dificuldades.
Além disso, concluiu-se que a técnica GV x GO possibilitou o aprofundamento da
discussão
Sobre temas que os alunos demonstraram não ter bons conhecimentos, como, por
exemplo, a interação da radiação eletromagnética com o alvo, o que não sucedera na
técnica expositiva anteriormente aplicada. Isto ocorreu porque:
a) esta técnica forneceu aos alunos maior oportunidade de participação ativa,
demonstrada pela diversidade de interpretações sobre o tema estudado;
b) desenvolveu a capacidade de observação e crítica do desempenho grupal;
c) desenvolveu a capacidade de estudar um assunto pouco conhecido, em equipe, de
forma sistemática e assistida pelo professor que, aqui, atuou apenas como coordenador e
facilitador da aprendizagem.
Conclui-se, ainda, que, com o uso destas duas técnicas de ensino, alcançaram-se as
seguintes conotações:
“A qualidade mais desejável do eficiente professor universitário é a capacidade de
despertar o interesse de seus alunos.” (Angeline et al., 1982).
“Ensinar não é transmitir (aulas expositivas). Ensinar é diagnosticar, planejar, informar,
orientar, sensibilizar, exemplificar, demonstrar, promover, atender, desafiar, acompanhar,
discutir, comunicar, avaliar...” (Marques, 1967).
De Bordenave & Pereira, (1977):
“A finalidade da educação é facilitar a aprendizagem e a mudança. Facilitar a
aprendizagem reside em certas qualidades e atitudes que residem na relação pessoal
entre o facilitador e o aprendiz.”
“Os dois grandes males que debilitam o ensino e restringem seu rendimento são a rotina,
sem inspiração nem objetivos; a improvisação, dispersiva, confusa e sem ordem. O
melhor remédio é o planejamento.”
“A eficácia máxima da aprendizagem não é alcançada senão quando a mensagem do
professor é compreendida pelos alunos.”
“A aprendizagem realiza-se através da conduta ativa dos alunos, que aprendem mediante
o que eles fazem e não o que faz o professor”.
Segundo Abreu & Masseto, (1987):
“Toda aprendizagem, para que realmente aconteça, precisa ser significativa para os
alunos, e isso mexige que ela se relacione com seu universo de conhecimentos,
experiências e vivências.”
“Toda aprendizagem é pessoal e precisa ter objetivos realísticos, acompanhada de
“feedback" “imediato e embasada em bom relacionamento interpessoal”.
“O professor é o facilitador da aprendizagem de seus alunos: não ensina, mas ajuda os
alunos a aprenderem; não transmite informações, mas cria condições para que seus
alunos adquiram informações; não faz brilhantes preleções para divulgar sua cultura, mas
organiza estratégias para que os alunos conheçam a cultura existente e criem cultura”.

“Brainstorming”/ Tempestade Cerebral

O “Brainstorming” ou Tempestade Cerebral (de idéias, de palavras), mais que


uma técnica de Dinâmica de grupo é uma atividade desenvolvida para explorar a
potencialidade criativa do indivíduo, colocando-a a serviço de seus objetivos.
O princípio no qual se apóia o “Brainstorming” é o de solicitar aos participantes que
apresentem idéias as mais diversas e até mesmo descabidas, durante a apresentação
dessas idéias, será a de registra-las, independente de qualquer juízo crítico sobre sua
validade, e estimular a rápida sucessão de outras mais.
Independente de terem ou não a sensibilidade do grupo para um problema concreto, a
grande verdade é que, como professor, pudemos naquela ocasião levar um grupo de
alunos a amadurecer de forma conclusiva e prática o conteúdo de um tema importante de
nossos estudos.

Apóia-se em quatro preceitos fundamentais:

1- Toda crítica deve ser banida, todos os julgamentos devem ser adiados para o fim
da atividade.
2- Aceitar de bom grado a “idéia louca”, quanto mais extremada uma idéia tanto
mais útil.
3- Procurar quantidade, quanto maior o número de idéias tanto mais fácil será
seleciona-las.
4- Aprovar sempre combinações de idéias e melhoramentos de outras já expostas.
Todas as idéias propostas devem ser mantidas por escrito e cada sessão será como um
jogo onde a apresentação das idéias revela rivalidade competitiva, ainda que numa
completa cordialidade.

Condução da Sessão:

a- Expor por escrito os preceitos fundamentais.


b- Utilizar uma campainha ou tímpano toda vez que uma regra for violada.
c- Enunciar o problema e lembrar que cada um pode apenas enumerar uma idéia de
cada vez.
d- Animar bastante as idéias dominós, isto é, as que resultam de outras já
propostas.
e- Numerar consecutivamente cada uma das idéias apresentadas.

PHILLIPS 6 / 6 ou Fracionamento

Características :

1- 1ª Etapa : Divisão da classe em pequenos grupos (6 elementos)


Discussão de um determinado tema.
Escolha de um relator do grupo para anotar e socializar as conclusões do
grupo.
Duração de 6 a 10 minutos.

2- 2ª Etapa : Plenária com os grupos.


Apresentação das conclusões dos grupos pelos relatores
Durante as apresentações poderão ser feitas discussões.
Conclusão final que poderá ser feita pelo professor ou por um secretário
eleito que fará a
Síntese final do trabalho . Esta síntese poderá ou não ser entregue
posteriormente, como
O grupo achar necessário.

Enriquecimento :

1- Leitura anterior sobre o tema a ser discutido: textos – pesquisas- relatórios –


outros
2- Apresentação das conclusões por escrito para o professor para seleção e
agrupamento por afinidades. Ao se adotar tal sistemática, as conclusões serão
apresentadas e discutidas em outra sessão ( ou aula).

Cochicho ou Phillips 2/2


É uma redução quantitativa da técnica Phillips 6/6 .
Realiza-se entre 2 ou 3 pessoas, durante 2 ou 3 minutos. É uma técnica onde as pessoas
conversam baixinho. Ótima para aumentar o número de idéias e4 a participação de
todos.

Procedimentos :

1- Dividir a turma em duplas


2- Apresentar a situação problema
3- Determinar um tempo para discussão informal.
4- Apresentação do tema pelas duplas.
5- Troca de informações sobre os participantes.

Dramatização

Técnica que vivencia uma situação artificialmente .

Mesa Redonda

Tipo de reunião onde se discute um tema por um número pequeno de pessoas.

Júri Simulado I

Objetivos :

. dinamizar o grupo para estudar profundamente um tema real.


.analisar e avaliar um fato proposto com objetividade e realismo.
.criticar construtivamente uma situação determinada.
.aplicar conhecimentos adquiridos utilizando-os em uma situação analítica (de debate).

Síntese :

Uma simulação de um julgamento de um tema para fixar os argumentos e


desenvolver habilidades gerais.

Procedimentos :

1- Apresentar um tema polêmico à turma, dividindo-a em 2 grupos.


O tema pode ser de qualquer área de conhecimento – Ex: Prós e contra o imposto
SIMPLES para
Empresas:
Defensores da corrente contínua x defensores da corrente alternada;
defensores da química orgânica x defensores da química inorgânica, etc.
O professor deve distribuir, com antecedência ou na hora, um texto defendendo cada
uma das posições ou sintetizando os conteúdos necessários ao debate.
2- Dar um tempo para que os grupos se reúnam sintetizando suas argumentações.
3- Enquanto os grupos se preparam, o professor registra no quadro ou distribui por
escrito, as regras e o esquema de funcionamento do Júri Simulado.
3.1- Todos devem ter oportunidade de falar. Quanto maior o nº de pessoas que se
manifestar, mais ponto o grupo terá.
3.2- Respeitar a cronometragem do tempo pré estabelecida no início. O grupo que
desrespeitar a marcação do tempo perderá pontos. (Deve prevalecer o bom senso do
professor)
3.3- Respeitar as falas dos colegas. Conversas paralelas acarretará perda de pontos ( A
critério do prof).
3.4- Argumentação ética : Não agredir pessoalmente o grupo oponente. O debate é de
idéias.

Esquema de Funcionamento :

1ª RODADA : Apresentação das propostas . Cada grupo faz uma apresentação inicial de
seus pontos positivos. 3 Minutos cada grupo. Total : 6 MINUTOS

2ª rodada: Ataque e Defesa


GRUPO A ataca o Grupo B : 3 Min TOTAL : 6 MINUTOS
Grupo B se defende : 3 Min

3ª RODADA : Ataque e defesa


Grupo B ataca o Grupo A : 3 Min TOTAL : 6 MINUTOS
Grupo A se defende : 3 Min

PAUSA PARA CONFABULAÇÃO : Grupos se reúnem para redimensionar intervenção.


TEMPO : 5 MINUTOS

4ª RODADA:
Grupo B ataca o Grupo A : 3 MINUTOS
Grupo A se defende : 3 MINUTOS TOTAL : 6 MINUTOS
5ª RODADA:
Grupo A ataca o Grupo B : 3 MINUTOS
Grupo B se defende : 3 MINUTOS TOTAL : 6 MINUTOS

4- Montar a sala com os grupos dispostos em filas em frente umas às outras como
no esquema abaixo.

5- Retirar 2 elementos de um grupo e 1 elemento de outro grupo para compor o


corpo de juízes. Um deles será o cronometrista, assinalando os tempos e as rodadas.
Esse deverá anunciar 20 segundos antes do término do tempo. O outro juiz deverá
anotar quem participou de cada rodada assinalando o nº de diferentes interventores em
cada grupo bem como sua postura ética.

6- Dar início ao debate.

7- Ao final do debate, dar 5 min para o corpo de juízes definir seu comentário final.
O professor pode orienta-los para que não estabeleçam vencedor, mas que façam uma
apreciação geral do debate. Se restar tempo, pedir à turma uma avaliação da atividade.

OBS: A DIVISÃO DO TEMPO PODERÁ SER REFORMULADA CONFORME A


EXPERIÊNCIA DO PROFESSOR E CONFORME O TEMPO DISPONÍVEL PARA A
ATIVIDADE.

POSICIONAMENTO NA SALA DE AULA.

DEFENSORES DA POSIÇÃO A

DEFENSORES DA POSIÇÃO B
Júri Simulado II
Objetivos :

. analisar e avaliar um fato proposto com objetividade e realismo


. criticar construtivamente uma situação determinada
. dinamizar o grupo para estudar profundamente um tema real.

Síntese:

Uma simulação de um julgamento de um tema para fixar os argumentos e


desenvolver habilidades gerais.

Procedimentos:

1- Deve ser indicado um aluno para ser o juiz e dois para escrivãos.
2- O restante da classe deve ser dividido em quatro partes
.Promotoria (acusação) de um a quatro alunos
.Defesa, com igual número
.Conselho de sentença, com sete alunos.
.Plenário, com o restante.
3- A promotoria e a defesa devem ter alguns dias de prazo para a preparação, sob a
orientação do profesor.
4- Concedem-se 15 min à promotoria de depois outros 15 min à defesa, quando for
feito o trabalho.
5- Ao juiz, compete manter a ordem dos trabalhos e formular os quesitos ao
conselho de sentença.
6- Aos escrivãos , compete fazer um relatório dos trabalhos.
7- O conselho de sentença deve ouvir os argumentos de ambas as partes para dar
sua decisão final
( se parecer conveniente, o professor pode permitir a cada conselheiro ou a alguns fazer
perguntas à promotoria ou à defesa).
8- O plenário, para não ficar inativo, pode receber uma incumbência observadora,
como no Grupo de Verbalização e Grupo de Observação, para rápido comentário.

OBS: Sua aplicação é interessante em situações reais em suas áreas de trabalho para
que os alunos emitam suas opiniões, apresentem soluções para uma situação
complicada. Assim, estará desenvolvendo sua linguagem oral, criatividade, extrapolação,
situações de conflito e outras.

Dossiê

Síntese:

Pesquisa de profundidade sobre algum tema em diferentes tipos de fontes, com


ou sem roteiro prévio, conforme os objetivos do professor e a maturidade da turma.

Objetivos :

. Dominar um determinado volume de informações sobre um tema escolhido ou dado


pelo professor
. Adquirir independência intelectual ( autonomia).
. Desenvolver o domínio do processo decisório
. Analisar problemas reais, encontrados no dia a dia.
.Relacionar teoria o prática
. Desenvolver as competências básicas altamente valorizadas tais como: iniciativa,
pesquisa, tomada de decisões, comunicação escrita e oral, dentre outras.

Desenvolvimento :
1- O professor apresenta a proposta de trabalho aos alunos, sob a forma de um
problema real sobre a qual eles deverão elaborar um dossiê contendo o maior nº possível
de informações e apontando possíveis soluções para o problema.
2- O professor pode designar um tema único para toda a turma ou pode dar sub
temas para não ficar repetitivo quando da apresentação dos mesmos, sempre sob a
forma de um problema a ser investigado
3- O professor deverá distribuir as tarefas através de um cronograma.
4- Cada grupo terá de 15 a 20 min de uma aula para se organizar e definir os
próximos passos.
Em turmas inexperientes ou mais desinteressadas o professor deverá solicitar relatórios
parciais para
Acompanhar o desenrolar dos trabalhos, evitando trabalhados mal elaborados.
5- Os alunos apresentam os resultados dos trabalhos por escrito(com toda a
orientação para a apresentação gráfica e acadêmica desse trabalho escrito)
6- O professor lê e corrige, pontua as falhas e devolve o trabalho com as devidas
orientações marcando as datas para a apresentação oral.
7- No dia da apresentação oral dos grupos, distribuir para a turma um formulário
onde irão tecer comentários sobre os trabalhos apresentados. O que achou, em que
contribuiu , etc. Este exercício garantirá à atenção dos alunos para as apresentações.

BIBLIOGRAFIA

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PINHEIRO, Maria Beatriz A . de A .; GONÇALVES, Maria Helena, O Processo Ensino –
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LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da Aprendizagem escolar.Cortez,13ª Edição- 2002
SAVIANI, Dermeval (org) – Educador: novo milênio, novo perfil? – Paulus – 2000
COSTA, Marisa Vorraber (org) – A escola tem futuro ? DC&CA – 2003.
MOREIRA, Antonio Flávio B. (org) – Ênfases e omissões do currículo- Campinas –
Papirus – 2001.

Índice
_ Capa .......................................................................... ..01
_ Introdução
Seleção de Grupos
Estratégias de apresentação .............................................................. ..02
_ Exposição com transparência ou Software ........................................ . 03
_Painel Interativo
Exposição Dialogal ................................................................................04
_ Aula Expositiva ......................................................................................05
_ Estudo de Caso (Case based teaching) ................................................06
_ Fórum
Seminário ................................................................................................07
_ Seminário Relâmpago
Painel .....................................................................................................08
_ Painel com Interrogadores ................................................................... .09
_ Simpósio
_ Pesquisa e Projetos ............................................................................ .10
_ Pesquisa de Campo ............................................................................ ..11
_ Demonstração ..................................................................................... ..13
_ Projetor de Slides .................................................................................. 14
_ Portifólio ................................................................................................ 15
_ Como utilizar textos ................................................................................16
_ Trabalho com textos ...............................................................................17
_ Trabalho em Grupo ................................................................................18
_ Trabalhando grupos menores ................................................................20
_ Laboratórios ......................................................................................... 21
_ Cartazes e/ou desenhos (Gv – GO) ......................................................22
_ Resultados e Discussões (Gv – GO) .....................................................23
_ Brainstorming / Tempestade Cerebral ...................................................25
_ PHILLIPS 6/6 ou Fracionamento
Cochicho ou PHILLIPS 2/2
Dramatização ..........................................................................................26
_ Mesa Redonda
Júri Simulado I ....................................................................................... 27
_ Júri Simulado II ......................................................................................28
_ Dossiê ....................................................................................................29
_ Bibliografia .............................................................................................30