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Literatura de Cordel

O nome Literatura de cordel foi dado a estes livretos porque eles são vendidos nas
feiras e nas portas de lojas, encarreirados em cordéis e presos por aos heróis do sertão,
aos animais consagrados pelo cultura popular como o boi, a cobra e ouros.
prendedores de roupas.

Os poetas, autores dessa literatura, são gente tão simples como as pessoas
que compram estes livretos. Sua linguagem é a linguagem do povo, por isso despertam
tanto interesse. Eles se referem a Deus e ao Diabo,

Zé da Luz: (ABAB ou ABBA)

E nesta constante lida


Na luta de vida e morte
O sertão é a própria vida
Do sertanejo do Norte
Três muié, três irimã,
Três cachorra da mulesta
Eu vi nun dia de festa
No lugar Puxinanã.

Principais cordelista

Chico Salles
Gustavo Dourado
João Firmino Cabral
Lourival Batista, o Louro do Pajeú

Obras consagradas da literatura de cordel


• A Cabocla Encalhada - Mestre Azulão
• A chegada de Lampião no Inferno - José Pacheco da Rocha
• A Peleja de Cego Aderaldo e Zé Pretinho - Firmino Teixeira do Amaral
• A vida do Padre Cícero - Manoel Monteiro
• As receitas do Dr. Prodocopéia" - Jotabarros
• Côco Verde e Melancia - José Camelo
• Iracema - Alfredo Pessoa de Lima
• Os Cabras de Lampião - Manoel D'Almeida Filho
• Pavão Misterioso - José Camelo de Melo
• Romeu e Julieta - João Martins Athayde
• O Soldado Jogador - Leandro Gomes de Barros
• Senhor dos Anéis - Gonçalo Ferreira da Silva
• Viagem a São Saruê - Manoel Camilo dos Santos
Poesia Repentista
É feita pelo cantador repentista que utiliza-se da viola nordestina, faz a chamada
cantoria "pé- de- parede". O repentismo de viola agrega inúmeras modalidades. É a
forma de improviso que mais se difundiu pelo país, também pelo processo
migratório. O repentismo também é difundido em festivais. Cuidado para não
confundir o repente de viola com a embolada ou o Rap... veja aqui os "erros" mais
comuns que circulam sobre cordel e repente

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