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tcc3-tuberculose

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  • 1.2 A TUBERCULOSE
  • 1.3 Tuberculose no Brasil
  • 3 CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS
  • 3.1 AGENTE ETIOLÓGICO
  • 3.2 CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS DO GÊNERO Mycobacterium
  • 3.3 RESERVATÓRIO
  • 3.4 MODO DE TRANSMISSÃO
  • 3.8.5 Remissão
  • 4 DIAGNÓSTICO LABORATORIAL
  • 4.1 EXAMES BACTERIOLÓGICOS
  • 4.1.1 Baciloscopia direta do escarro
  • 4.1.2 Cultura de escarro e outras secreções
  • 4.2 EXAME RADIOLÓGICO
  • 4.2.1 Tomografia Computadorizada do Tórax
  • 4.3 BRONCOSCOPIA
  • Prova tuberculínica cutânea (PPD)
  • Anátomo-patológico (histológico e citológico)
  • Bioquímico
  • Sorológico e de biologia molecular
  • EXAMES COMPLEMENTARES INESPECÍFICOS
  • Hemograma
  • Perfil eletrolítico
  • Enzimas
  • Urina
  • Glicemia
  • Líquido cefalorraquidiano (LCR)
  • TRATAMENTO
  • TRATAMENTO SUPERVISIONADO
  • TRATAMENTO DA TUBERCULOSE MULTIRRESISTENTE
  • REAÇÕES ADVERSAS AO USO DE DROGAS ANTI-TUBERCULOSE
  • NOTIFICAÇÃO:
  • MEDIDAS A SEREM ADOTADAS:
  • ROTEIRO PARA INVESTIGAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA
  • Identificação do paciente
  • Acompanhamento do caso
  • MATERIAL E METODOS:
  • RECURSOS NECESSARIOS:
  • CRONOGRAMA
  • REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1 - INTRODUÇÃO

A tuberculose continua sendo um importante problema de saúde mundialmente, exigindo o desenvolvimento de estrategias para o seu controle considerando aspectos humanitarios, economicos e de saúde publica

(MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2011). A tuberculose foi equivocadamente considerada controlada nos anos 80, especialmente nos países desenvolvidos.Atualmente afeta cerca de um terço da humanidade (BARREIRA E GRANEIRO). A mortalidade por tuberculose tem apresentado tendencia de

redução.Parodoxalmente, na ultima decada, o ministerio da saúde tem definido a resposta a tuberculose e o controle da endemia como uma de suas principais prioridades (BARREIRA E GRANEIRO). Estima-se que 50 milhoes de brasileiros estejam infectados pelo bacilo da tuberculose. Cerca de 5% de todos os individuos infectados pelo mycobacterium tuberculosis desenvolverão a tuberculose ativa nos dois primeiros anos após a infecção (SILVA et al., 2010). A tuberculose humana é uma doença infecciosa causada por algumas micobacterias do complexo Mycobacterium tuberculosis, incluindo o

mycobacterium bovis, mycobacterium africanum e principalmente mycobacterium tuberculosis (TRABULSI e ALTERTHUN, 2005). As micobacterias são aerobias estritas, consideradas fracamente Gram

positivas; são microrganismos pequenos em forma de bastão que nao possuem flagelos, não formam esporos, não produzem toxinas e não possuem cápsula (TRABULSI e ALTERTHUN, 2005). Cerca de 15% dos pacientes com a doença ativa, apresentam tuberculose extra-pulmonar, causada pela evolução do granuloma devido ao crescimento bacteriano excessivo, atingindo a corrente sanguinea e disseminando os bacilos por varias partes do corpo; denomina-se tuberculose miliar, ocorendo

frequentemente na pleura, nos linfonodos, figado, baço, ossos, articulações, coração, cerebro, sistema genito-urinarios, meninges, peritonio e pele (TRABULSI e ALTERTHUN, 2005). Alguns pacientes naõ exibem nenhum indicativo da doença, outros apresentam sintomas aparantemente simples que são ignorados durante alguns anos.Contudo na maioria dos infectados, os sinais e sintomas mais frequentes descritos são: tosse com pus e sangue;cansaço excessivo febre baixa geralmente a tarde; sudorese noturna; falta de apetite; palidez; emagrecimento acentuado; roquidão; fraqueza e prostração.Os casos mais graves apresentam dificuldade de respiração; eliminação de sangue, colapso no pulmão e acumulo de pus na pleura (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2011). A transmisão é direta, atraves de goticulas de saliva contaminada de pessoa a pessoa (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2011). O teste da tuberculina (PPD) pode ser utilizado para detectar uma infecção de muitos anos atrás, ou de origem recente (TRABULSI e ALTERTHUN, 2005). A baciloscopia tambem é usada para detectar o Mycobaterium

tuberculosis.O esfregaço é uma maneira simples de diagnosticar tuberculose,

alem de ter baixo custo e ser de facil acesso (TRABULSI e ALTERTHUN, 2005). Os metodos classicos para cultura de micobacterias utilizam a semeadura da amostra em meios de cultura solidos.Os meios de cultura mais comumentes utilizados são meios solidos a base de ovo, Lowestein-jensen e Ogawakudoh.Tem a vantagem de serem de menos custo e de apresentarem um índice de contaminação menor.A desvantagem do meio sólido é o tempo de detecção do crescimento bacteriano que varia de 14 a 30 dias podendo se estender por até 8 semanas (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2011). Os métodos disponiveis para o teste de sensibilidade pelos laboratórios do país são meios sólidos que portanto tem seu resultado após 42 dias de incubação e os metodos que utilizam meio liquido, com seus resultados disponiveis após 5a 13 dias (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2011). O PCR permite um rapido diagnostico com maior grau de sensibilidade e especificidade que os tradicionais métodos padrão estabelecidos por muitos anos.Em poucas horas pode-se identificar caracteristicas clinicas relevantes de pattogenos, tanto diretamente nas amostars como em culturas precoces.Assim o diagnostico da tubrculose pode ser confirmado em um dia em vez de dois meses (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2011). Busca-se como objetivo desse trabalho um comparativo da série histórica da taxa de incidência de tuberculose no Brasil, entre os periodos de 2005 a 2010 e verificar os métodos utilizados para o combate a doença, por ter grande impacto na saúde pública, devido esta ser de fácil disseminação.

2 – REFERÊNCIAL TEÓRICO

2.1 HISTÓRICO A tuberculose é uma doença mais antiga do mundo, afetando o homem desde a pré-história, existem registros arqueológicos da doença entre diversos povos da antiguidade, como das mumias egipicias onde foram encontradas lesões que sugeriam a doença na coluna espinhal, conhecida como Mal de Pott (ROSEN,1994). A tuberculose também conhecida como peste branca, foi a principal causa de mortes no final do século XIX e início do século XX, e segue sendo a infecção mais importante causadora de mortes em adultos no mundo, por um único agente infeccioso. A tuberculose era considerada uma "doença romântica", idealizada nas obras literárias e artísticas e identificada como uma doença de poetas e intelectuais (TRABULSI e ALTERTHUM, 2005). Descrita, provavelmente, pela primeira vez em textos indianos, a tuberculose pulmonar é conhecida desde os tempos de Hipócrates. Escrófula, uma forma da doença manifestada nos gânglios linfáticos do pescoço, foi muito bem descrito nos termos medievais Europeus. Uma manifestação ainda mais rara

então. um dos grandes cientistas da humanidade. causando paralisia dos membros (TRABULSI e ALTERTHUM. o isolamento e forma de cultivo. Em 24 de março de 1882. Mais tarde. 2005). 2005). identificando como o agente etiológico da Tuberculose e que passou. Koch postulou que para provar que a tuberculose é causada pela invasão do bacilo e condicionada pelo seu crescimento e multiplicação. Tais princípios hoje denominados “Postulados de Koch” tornaram-se gerais e são aplicados à maioria das moléstias causadas por bactérias e outros agentes infecciosos (TRABULSI e ALTERTHUM.é a Doença de Pott. a ser conhecido como bacilo de Koch. a partir de tubérculos macerados. do Mycobacterium tuberculosis. através da sua administração em animais reproduzir a mesma condição biológica. uma forma destrutiva de tuberculose que induz deformidades da espinha. o empobrecimento da população. é necessário: isolar o bacilo do corpo. por ocasião da Reunião da sociedade de Fisiologia. crescê-lo em cultura pura e. 2005). A emergência e a propagação da Síndrome da lmunodeficiência Adquirida (Aids). a urbanização caótica e a ausência de controle social vêm dificultando o controle da doença (TRABULSI e ALTERTHUM. Um dos mais significativos e completos estudos sobre a tuberculose foi realizado pelo alemão Robert Koch (1843 – 1910). data memorável na história da Bacteriologia e Medicina. . apresentou em boletim.

Os principais determinantes de risco de infecção são a concentração de organismos em uma partícula exalada por uma fonte. duas a seis semanas após a infecção. Esses expelidos pela tosse. seguida de infiltração de linfócitos e macrófagos ativados na lesão. Em pacientes com tuberculose ativa. evidências de uma lesão calcificada diagnosticada através de raios X (TRABULSIi e ALTERTHUM. a taxa de ventilação e a duração da exposição (TRABULSI e ALTERTHUM. 2005). sua característica aerodinâmica. resultando na eliminação de maior parte da carga bacilar e no término da infecção primária.1. normalmente sem presença de sintomas. em alguns casos. .2 A TUBERCULOSE A tuberculose humana é uma doença infecciosa causada por algumas micobactérias do Complexo Mycobacterium tuberculosis. Estudos em modelos animais demonstraram que partículas em suspensão contendo de um a dez bacilos são suficientes para causar infecção. a principal maneira de transmissão dá–se através de partículas infectantes. Neste caso. a tosse caracteriza sintomas de inflamação pulmonar crônica. ocorre o estabelecimento de imunidade mediada por células. Normalmente. é uma doença altamente contagiosa (TRABULSI e ALTERTHUM. podendo permanecer em suspensão durante algumas horas. espirro ou perdigotos são propelidos do pulmão para o ar. 2005). a única evidência de infecção prévia é dada pelo teste de tuberculina ou. 2005). além de ser o principal mecanismo de disseminação do microrganismo para novos hospedeiros. Na maioria das pessoas infectadas. os bacilos inalados são fagocitados por macrófagos alveolares. e podem seguir dois caminhos: são eliminados ou crescem no interior das células em lesões localizadas chamadas tubérculos.

restando apenas cicatrizes residuais no pulmão. atingindo um brônquio. atingindo a corrente sangüínea e disseminando os bacilos por várias partes do corpo. e quando ocorre o rompimento de um vaso sanguíneo a tuberculose pulmonar pode causar hemoptise (TRABULSI e . ou dormente (latência). Indivíduos com infecção latente apresentam um risco de desenvolver tuberculose ativa em aproximadamente 5% casos após o primeiro ano e 10% ao longo da vida(TRABULSI e ALTERTHUM. causada pela evolução do granuloma devido ao crescimento bacteriano excessivo. 2005). produzindo necrose sólidaesponjosa característica (granuloma ou Complexo de Gohn). a lesão pode ser contida. se ocorrer uma expansão da reação de necrose. fagócitos infiltrantes e células do parênquima pulmonar também são mortos. no sistema genitourinário. insuficiência respiratória. entretanto. Cerca de 15% dos pacientes com a doença ativa apresentam tuberculose extrapulmonar. onde alguns bacilos podem refugiar-se. no baço. tosse (com pouca ou nenhuma produção de escarro). dor no peito. febre. sudorese noturna.Muitas vezes. nos linfonodos. Entretanto. denomina–se tuberculose miliar. estabelecendo-se um grande reservatório bacteriano em indivíduos infectados. perda de peso. Se houver um predomínio da resposta imune do hospedeiro. ocorrendo freqüentemente na pleura. nas meninges no peritônio ou na pele. o bacilo pode apresentar uma coexistência pacífica com seu hospedeiro humano na forma de uma infecção quiescente. possibilitando que uma grande quantidade de bacilos seja disseminada para o meio através da tosse. Assim como muitos bacilos são eliminados. no cérebro. ocorre a formação de uma cavidade no pulmão. Os processos patológicos e inflamatórios produzem características como enfraquecimento.

2006). 2005). 2005). ácido para-amino-salicílico e isoniazida: em 1973. A história do tratamento da tuberculose no Brasil pode ser resumida à seguinte seqüência de eventos: em 1927 Arlindo de Assis aplicava pela primeira vez a BCG (Bacilo de Calmette-Guérin) oral em recém nascidos. a mortalidade por Tuberculose foi drasticamente reduzida devido à introdução de drogas tuberculostáticas como: estreptomicina. três anos mais tarde.3 Tuberculose no Brasil No Brasil. implantava-se a vacinação com BCG intradérmica . alojamentos em condições deficientes em cuidados de saúde inadequados. A tuberculose é um problema mundial de saude publica.considerando . 1. a partir da década de 1940.Acomete mais intensamente as populações pobres que vivem em aglomerados urbanos ( BRUNER. acredita-se que esta doença tenha sido introduzida com a vinda de portugueses e missionários jesuítas.ALTERTHUM. foi introduzida o esquema de tratamento de curta duração (seis meses). que era obrigatória para menores de um ano de idade a partir de 1976. já a partir de 1500. A tuberculose continua sendo um importante problema de saúde mundialmente. e taxas de mortalidade e morbidade continuam a subir. 2006). exigindo o desenvolvimento de estratégias para o seu controle. desnutriçao. isoniazida e pirazinamida (TRABULSI e ALTERTHUM.O Mycobacterium tuberculosis infecta aproximadamente um terço da populaçao do mundo e permanece como principal causa de morte por doença infecciosa no mundo (BRUNER. baseado em rifampicina. multidão. A tuberculose esta associada a pobreza.Sendo mais graves em paises menos desenvolvidos.

especialmente nos países desenvolvidos (BARREIRA e GRANEIRO. Estima-se uma prevalência de 50 milhões e infectados pelo bacilo da TB. ossos.econômicos e de saúde publica (PENNA. meninges. coração.Acobertura populacional dos serviços de saúde que aplicavam o tratamento supervisionado(68%) era a segunda pior. ocorrendo redução do interese da comunidade acadêmica e da sociedade cívil acerca da tuberculose (KRITSKI e VELLA.A TB é a nona causa de moratlidade por enfermidades infecciosas(MENEZES. Após um período de euforia nas décadas de 70 e 80 foram verificados altas taxas de cura com o tratamento encurtado anti-TB com isoniazida e rifampicina. nos ensaios clinicos explanatórios fase |||. baço. 2007).aspectos humanitarios. apresentam tuberculose extrapulmonar causada pela evolução do granuloma devido ao crescimento excessivo. ocorrendo frequentemente na pleura. . cerebro. peritônio e na pele (TRABULSI e ALTERTHUM. atingindo a corrente sanguinea e disseminando os bacilos por varrias partes do corpo. Cerca de 15% dos pacientes com a doença ativa. melhor somente para Nigéria (BARREIRA e GRANEIRO. 2010). O brasil ocupa o 16º lugar no ranking entre os 22 paises com 80% da carga de TB (MENEZES. articulações.Isso resultou na ilusão de que a tuberculose estivesse sob controle. 2005). fígado. sistema genitourinário. A tuberculose foi equivocadamente consierada controlada nos anos 80. 2008). 2007). 2008). denomina-se tuberculose miliar. linfonodos. 2007). indicava que a taxa de cura no Brasil (81%) era a nona pior entre os países analisados. Em 2005 uma avaliação da OMS(Organização Mundial da Saúde) englobando os 22 países que mais concentram casos de tuberculose no mundo.

-Tratar as pessoas privadas de liberdade. desnutrição.Contribuir para o fortalecimento do sistema de saúde: . situação que traduz a insuficiência das políticas de controle (HIJJAR. menos da metáde é notificados. 2010). sao eles: 1.Do total de casos de tuberculose estimados pela OMS. -Prevenir e controlar a TB-MDR. Desde 2002 o percentual de cura apresenta aumento gradativo. 2001).Buscar a expansão eo aperfeiçoamento da qualidade das estratégis DOTs 2. TB-MDR e outros desafios: -Implementar atividades colaborativas TB/HIV.Está estrategia apresenta seis componentes. Estratégia ao combate a tuberculose De acordo com Penna Em 2006. alojamento em condições deficientes em cuidados de saudeinadequados. tendo alcançado o indice de 73% em 2008. multidão. pessoas vivendo em situações de rua e outras populações mais vulneráveis. sendo que a estratégia DOTs continua sendo central.Sendo mais graves nos países menos desenvolvidos. A tuberculose está ligada a pobreza. a estrátegia STOP-TB/OMS é lançada visando o alcançe das metas globais. executando atividades integras. refugiadas. acomete mais intensamente as populações pobres que vivem em aglomerados urbanos(BRUNER.Tratar a coinfecção TB/HIV . 3. 2006).A meta do programa nacilonal de controle da tuberculose é atingir 85% como é recomendado pela OMS (SECRETÁRIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE.

gestão. Outras espécies de micobactérias podem produzir quadro clínico semelhante ao da tuberculose.-Participar ativamente nos esforços para melhorar as politicas de saúde. -Participação comunitária na atenção à TB. medicamentos e vacinas. também conhecido como bacilo de Koch.1 AGENTE ETIOLÓGICO Mycobacterium tuberculosis. microti. atenção e sistema de informação. levando em consideração as necessidades dos Programas de Controle. M. E . 6-Capacitar e promover a pesquisa: -Pesquisas operacionais. São suas espécies: M. M. recursos humanos. incluindo a abordagem integral à saúde pulmonar. -Pesquisa para o desenvolvimento de novos meios de diagnósticos. comunicação e mobilização social. -Carta de direitos do paciente. bovis.africanum. tuberculosis. M. -Compartilhar inovações para fortalecer o sistema de saúde. 3 CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS 3. 4-Envolver todos os provedores da saúde: -Abordagens público-pública e púplica-priváda. -Padronizações internacionais de atenção a TB. -Adaptar inovações de outras áreas. 5-Empoderar portadores de TB e comunidades: -Advocacia. financiamento.

o M.para efetuar o diagnóstico diferencial e identificar as micobactérias é preciso realizar a cultura nos laboratórios de referência. (TRABULSI. 3.529 pares de base. como em animais infectados. e conteúdo de Guanina + Citosina (G+C) em 65%. tuberculosis H37Rv determinou que o cromossomo circular possui 4. é condicionado a um estado de dormência.0 a 4.1. O bacilo apresenta variação de 0.411. esta linhagem tem tido aplicação mundial na pesquisa biomédica devido à total retenção de virulência em modelos de tuberculose animal. glicina. . na maioria das vezes. tem ação regulada pelo sistema imune do hospedeiro e. O exame da composição de aminoácidos do proteoma de M. 2006). tuberculosis revelou uma significativa preferência estatística pelos aminoácidos alanina.6 mm de diâmetro e comprimento de 1. tuberculosis é o principal agente etiológico da tuberculose no homem. 2005). ocorre a formação de colônias com superfície seca e rugosa e.0 mm.3 a 0. além de ser susceptível a drogas e amena à manipulação genética (TRABULSI. (BRASIL. A partir do seqüenciamento completo do genoma da linhagem mais bem caracterizada. Desde seu isolamento. que estabelece sua infecção preferencialmente no sistema pulmonar. 2005). tanto em meio sintético. em 1905.1 Mycobacterium tuberculosis M. É um patógeno intracelular de macrófagos. O tempo de geração é de aproximadamente 24 horas. A partir do crescimento do organismo em ambiente laboratorial. para que as mesmas se tornem visíveis. Ministério da Saúde. são necessárias de três a quatro semanas em crescimento em placa.

e uma considerável redução na utilização de aminoácidos codificados por códons ricos em Adenina e Timina (A+T).2 CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS DO GÊNERO Mycobacterium O gênero Mycobacterium é constituído por bacilos aeróbios. que representam aproximadamente 10% da capacidade codificante do genoma. 3. não formadores de esporos. o faz conservar o corante vermelho quando tratados com . Uma das fosfolipases está relacionada com a persistência do bacilo no ambiente fagossômico que é limitado em nutrientes (TRABULSI. O revestimento céreo. fenilalanina e tirosina.arginina e triptofano. assim como algumas proteases.6 x 1 a 10µm. lipases e estreases. as seqüências polimórficas ricas em G+C. Uma descoberta surpreendente foi a de que um conjunto de elementos variáveis. isoleucina. que medem cerca de 0. correspondem a uma família de seqüências que codificam proteínas com pequenos peptídicos. organizadas em domínio repetitivo comuns. 2005). Ocasionalmente os bacilos formam filamentos ramificados que podem ser rapidamente rompidos. A parede celular é rica em lipídeos. imóveis. ricas em glicina. Estas proteínas.2 a 0. apresentam ser remanescentes daquelas ligadas à variação antigênica em outras bactérias (TRABULSI. 2005). tornando a superfície hidrofóbica e as micobactérias resistentes aos antimicrobianos químicos usados como anti-sépticos e desinfetantes. bem como aos corantes usuais de laboratório. que podem atacar membranas celulares ou vacuolares. como asparagina. Entre algumas proteínas secretadas identificadas pela seqüência gênomica e que poderiam atuar como fatores de virulência estão as fosfolipases C. lisina. todos codificados por códons ricos em G+C.

causado pelo glicolipídeo de superfície que leva o M. 2005). e IL–10. polissacarídeo importante de estrutura semelhante à endotoxinas das bactérias gram–negativas inibe a ativação dos macrófagos por interferon g. Em estudos apresentados por Koch existem quatro fatores de virulência importantes da micobactéria: (TRABULSI e ALTERTHUM. Pelo fato de a parede celular das micobactérias ser complexa e esse grupo de microorganismos ser fastidioso. que suprime a proliferação .ácidos em colorações ácidos-resistentes. perda ponderal e lesão tecidual. No microscópio eles podem aparecer como pequenos grãos escuros localizados nas extremidades do bacilo. onde este causa febre. onde ficam armazenados no citoplasma para uso nas atividades energéticas. 1Fator corda. 2O lipoarabinomannan (LAM). as cepas virulentas apresentam o fator corda na sua superfície. 2005). isso porque uma vez expostos à fucsina fenicada e ao calor por 5 minutos adquire uma coloração vermelha que não desaparece pela ação da mistura de álcool e ácido clorídrico (técnica de ZiehlNeelsen) (TRABULSI e ALTERTHUM. O bacilo não produz toxinas e é capaz de sobreviver e se multiplicar no interior de células fagocitárias. enquanto as cepas virulentas não o têm. O LAM também induz os macrófagos e secretam FNT . como a multiplicação. não formam cápsula definida e contém grânulos característicos de glicogênio e polimetafosfato (inclusões de volutina). 2005). tuberculosis a crescer em cordões sinuosos “in vitro”. (TRABULSI e ALTERTHUM . a maioria das micobactérias tem crescimento lento e longo tempo de geração (14 a 20 horas) (TRABULSI e ALTERTHUM.a. 2005).

a resposta inflamatória é inespecífica. 4Uma proteína de choque térmico do M. 2005). e pode ter um papel nas reações auto-imunes induzidas pelo M. concomitantemente com o aparecimento de uma reação cutânea positiva. em ambientes com pH variando de neutro a alcalino e boa oferta de oxigênio. enquanto que. Na exposição inicial ao microrganismo. 2005). apresentam poucas atividades metabólicas. O desenvolvimento de hipersensibilidade mediada por células do tipo IV. tuberculosis.de células T induzidas por micobactérias. a reação torna-se granulomatosa e os centros dos granulomas . (TRABULSI e ALTERTHUM. pH neutro e oferta baixa de oxigênio. no macrófago sem desencadear a cadeia respiratória necessária para destruir os microrganismos. contra o bacilo da tuberculose provavelmente explica a destrutividade do microrganismo nos tecidos assim como o aparecimento de resistência. como as lesões cavitárias do pulmão. Fora da célula. 3O complemento ativado na superfície das micobactérias pode opsonizar o microrganismo e facilitar sua captação pelo receptor do complemento CR3 (integrina mac-1). O bacilo pode apresentar variações em termos de virulência e sensibilidade aos antibióticos por razões genéticas. (TRABULSI e ALTERTHUM. se multiplicam mais intensamente. tuberculosis de 65 KD altamente imunogenica é semelhante às proteínas do choque térmico humano. Dentro de duas a três semanas. e por outro lado pode apresentar variações fenotípicas comportamentais na dependência do microambiente por ele ocupado no hospedeiro. assemelhando-se à reação a qualquer forma de invasão bacteriana. em material necrosado.

profissionais (veterinários. para imediatamente atuar na identificação das fontes de infecção e tomar as medidas . em algumas regiões. É freqüente a ocorrência deste tipo de tuberculose em pessoas provenientes de áreas rurais. ele assume o papel de principal agente etiológico causador da doença. A seqüência de eventos que sucedem uma infecção pulmonar inicial e o padrão de resposta do hospedeiro depende de ser uma exposição primária ou uma reação secundária em um hospedeiro já sensibilizado. aves e outros mamíferos exercem papel de reservatório. Raramente primatas. tuberculosis.tornam-se caseosos. 2005). 3. Devem-se informar os serviços sanitários assim que confirmada a contaminação humana. (BRASIL. bovis. É preciso que o sistema de saúde esteja atento quanto à possibilidade de tuberculose causada pelo M. mesmo não tendo estimativas de pacientes com tuberculose causada por este. ordenhadores) e comunidades que consomem leite e produtos derivados não corretamente tratados (não fervidos ou pasteurizados) de rebanho bovino infectado. Em alguns locais.3 RESERVATÓRIO O homem é o principal reservatório. 2006). MINISTÉRIO DA SAÚDE. apresentando-se de forma idêntica ao M. a fonte de infecção é o indivíduo com a forma pulmonar da doença. que elimina bacilos para o exterior (bacilífero). Estima-se que a pessoa que apresenta esse quadro pode infectar de 10 a 15 pessoas da sua comunidade num período de um ano. mas com maior incidência da forma ganglionar e outras extrapulmonares. Entretanto. formando tubérculos típicos. De maneira geral. o gado bovino doente pode também servir de fonte de infecção. (TRABULSI e ALTERTHUM.

MINISTÉRIO DA SAÚDE. MINISTÉRIO DA SAÚDE. 2011). 5hemoptise. que fica exposto a recidivas e a resistência às drogas.4 MODO DE TRANSMISSÃO A transmissão é direta de pessoa a pessoa. MINISTÉRIO DA SAÚDE. 2infecções respiratórias de repetição. 6empiemas. (BRASIL.5 Remissão Em alguns casos. (BRASIL. tossir e espirrar goticulas de saliva que contem o agente infeccioso e podem ser aspiradas por outro individuo contaminando-o (BRASIL. 4atelectasias. Apesar da cura bacteriológica. 3. 3formação de bronquiectasias. resultantes da destruição do parênquima pulmonar e da arquitetura brônquica. 2011). 2006). onde o agente persiste no organismo. varias seqüelas podem permanecer dependendo da extensão das lesões pulmonares. devido à remissão dos sintomas.O doente expele ao falar. MINISTÉRIO DA SAÚDE. 1distúrbio ventilatório obstrutivo e/ou restritivo. As complicações clinicamente mais importantes são: (BRASIL. . mas a remissão dos sintomas e a respectiva cura do paciente só ocorrem após tratamento apropriado. Alguns pacientes abandonam o tratamento no início. 3. 2011).de controle adequadas para prevenir a ocorrência de novos casos.8. pode ocorrer a cura espontânea.

4 DIAGNÓSTICO LABORATORIAL É fundamentado nos seguintes métodos: 4. Quando executado corretamente permite detectar de 70 a 80% dos casos.1. que permite descobrir o doente bacilífero.2 Cultura de escarro e outras secreções A cultura de escarro e outras secreções são indicadas em casos de suspeita de tuberculose pulmonar negativos ao exame direto de escarro. A coloração de Ziehl-Neelsen é o método mais adotado no Brasil por ser simples.1. ao despertar (BRASIL. (BRASIL. 2005) É indicada a todos os pacientes sintomáticos respiratórios (indivíduos com tosse e expectoração por 3 semanas e mais). MINISTÉRIO DA SAÚDE. É utilizada também para acompanhar mensalmente a evolução bacteriológica do paciente pulmonar. Para o diagnóstico. durante o tratamento. segura. 4.1 Baciloscopia direta do escarro A baciloscopia direta do escarro é o principal método. em jejum. 2005). bem .1 EXAMES BACTERIOLÓGICOS 4. pacientes que apresentem alterações pulmonares na radiografia de tórax e nos contatos de tuberculose pulmonar bacilífera. recomenda-se a coleta de 2 amostras de escarro: uma por ocasião da primeira consulta e a segunda na manhã do dia seguinte. que é a fonte mais importante de infecção. de custo baixo e por isso pode ser realizada por todos os laboratórios. MINISTÉRIO DA SAÚDE. inicialmente positivo. prioritário.

Em pacientes com baciloscopia positiva.2 EXAME RADIOLÓGICO Os exames radiológicos são muito importantes no acompanhamento de anormalidades radiográficas que ocorre na maioria dos casos. acompanhada do teste de sensibilidade aos antibióticos (antibiograma) (BRASIL. recidiva da doença ou reinício após abandono. quando possível. Ministério da Saúde. com teste de sensibilidade e nos casos de suspeita de resistência bacteriana às drogas. MINISTÉRIO DA SAÚDE. 4. justificando-se sua utilização. notadamente nos doentes HIV positivos ou com a imunodeficiência já desenvolvida (Aids). MINISTÉRIO DA SAÚDE. Desse modo. Este exame permite identificação de pessoas portadoras de imagens sugestivas de tuberculose devendo ser consideradas duas situações distintas: a tuberculose primaria e a tuberculose secundária – que se manifestam clínica e radiologicamente distintas (BRASIL. que necessite . 2005). além da cultura deve-se realizar a identificação do bacilo (BRASIL. Em casos de suspeita de infecção por micobactérias não-tuberculosas. o exame radiológico tem como principal função a exclusão de outra doença pulmonar associada.como para o diagnóstico de formas extrapulmonares e diagnóstico de pacientes soropositivos para o HIV. São também indicados em casos de retratamento após falência bacteriológica ao esquema de tratamento padrão – RHZ. a radiografia do tórax é essencial como auxiliar no diagnóstico. 2005). 2005). nos casos suspeitos. É sempre importante realizar exame radiológico para um diagnóstico correto.

3Suspeito: apresentam imagens sugestivas de processo tuberculoso ativo. é restrito aos centros de referência. . 2005). devido ao maior custo e menor oferta.de tratamento concomitante. No entanto. 2Seqüela: apresentam imagens sugestivas de lesões cicatriciais. 4Outras doenças: apresentam imagens sugestivas de pneumopatias não tuberculoses (infecções bacterianas. sendo sugerida uma padronização para descrição dos resultados: (BRASIL. micoses. devendo-se ser usado de forma individualizada. abscessos ou neoplasias). 1Normal: ausência de imag4ns patológicas nos campos pulmonares. é um método diagnóstico útil em alguns casos em que a radiografia do tórax apresenta resultados imprecisos. especialmente nos casos com baciloscopia negativa que exige melhor diagnóstico diferencial com outras doenças (TRABULSI e ALTERTHUM. O exame radiológico não substitui a realização da investigação bacteroscópica. levando em consideração os recursos disponíveis e a relação custo-benefício. por alterações parenquimatosas mínimas ou por não permitir distinguir lesões antigas das lesões da tuberculose ativa. (TRABULSI e ALTERTHUM.1 Tomografia Computadorizada do Tórax A tomografia computadorizada do tórax. 2005). 2005). 4. MINISTÉRIO DA SAÚDE. MINISTÉRIO DA SAÚDE. 2005). sobretudo daqueles que não responderam à quimioterapia (BRASIL. notadamente a tomografia computadorizada de alta resolução. além de permitir avaliação da evolução radiológica dos pacientes.2.

2005). . suspeita de tuberculose endobrônquica ou em pacientes imunodeprimidos particularmente os infectados pelo HIV ALTERTHUM. O resultado positivo evidencia apenas a infecção por micobactérias. (TRABULSI E e Prova tuberculínica cutânea (PPD) A prova tuberculínica cutânea (PPD) é indicada como método auxiliar. em pessoas não vacinadas com BCG. escovado brônquico. biopsia transbrônquica. A tuberculina utilizada no Brasil é o PPD RT 23. na dose de 0. não caracterizando a presença da doença (BRASIL.MINISTÉRIO DA SAÚDE. lavado broncoalveolar. no terço médio da face anterior do antebraço esquerdo.3 BRONCOSCOPIA A broncoscopia e os procedimentos a ela associados.MINISTÉRIO DA SAÚDE. sem ser congelada nem exposta a luz solar diretamente (BRASIL. suspeita de outra doença pulmonar. presença da doença que acomete difusamente o parênquima pulmonar. e punção aspirativa com agulha podem ser úteis no diagnóstico da tuberculose nas seguintes situações: formas negativas a baciloscopia. biopsia brônquica. aplicada por via intradérmica. Esta se mantém ativa por seis meses se conservada a temperatura entre 4 e 8°C.4. 2006). tuberculosis. a exemplo de lavado brônquico. 2006). Esta tem por base a reação celular desenvolvida após a inoculação intradérmica de um derivado protéico do M.1mL equivalente a 2UT.

em infectados ou doentes imunodeprimidos. ou infectado pelo M. tuberculosis que pode estar doente ou não. tendo em vista suas limitações na decisão diagnostica e sempre levando em consideração os indicadores epidemiológicos regionais (BRASIL. 2006). registrado em milímetro. O resultado. . ainda e excepcionalmente. MINISTÉRIO DA SAÚDE. 310 mm ou mais – reator forte: individuo vacinado com BCG ou infectado pelo M. o maior diâmetro transverso da área de endurecimento palpável. MINISTÉRIO DA SAÚDE. 25 a 9 mm – reator fraco: individuo vacinado com BCG ou infectado pelo M. e indivíduos recentemente vacinados com a BCG. A taxa de positividade a prova tuberculínica pode oscilar entre 25 e55% da população geral em áreas de elevada prevalência de infecção tuberculose. medindo-se com régua milimetrada. portanto. tuberculosis ou por outras micobactérias. define a classificação e interpretação clinica (BRASIL. pálida e de aspecto pontilhado.A técnica de aplicação (a mais empregada é a de Mantoux) e o material utilizado são padronizados pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e tem especificações semelhantes as usadas para vacinação BCG. ser usada com cautela. 2006). A leitura da prova tuberculínica á realizada de 72 a 96 horas após aplicação. 10 a 4mm – não reator: individuo não infectado pelo M. Nos locais onde há incidências significativas de HIV aumenta a probabilidade de resultados falso-negativos. tuberculosis a menos de duas semanas (em fase de viragem tuberculínica) ou. A prova tuberculínica deve. como casca de laranja (BRASIL. tuberculosis ou por outra micobactéria. A injeção do líquido faz parecer uma pequena área de limites precisos.

MINISTÉRIO DA SAÚDE. por serem métodos diagnósticos recentes. para identificar a M. Será realizado no material colhido o exame direto. tuberculosis ou o processo inflamatório granulomatoso compatível com a tuberculose (BRASIL. Bioquímico Os exames bioquímicos são mais utilizados em casos de tuberculose extrapulmonar. muitos ainda não definitivamente testados ou aprovados. principalmente no derrame pericárdico. e meningoencefalite tuberculosa (BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. 2006). MINISTÉRIO DA SAÚDE. não são recomendados para rotina diagnóstica de tuberculose no Brasil. Apesar das perspectivas futuras quanto a sua utilidade no diagnóstico precoce. EXAMES COMPLEMENTARES INESPECÍFICOS . Sorológico e de biologia molecular Os exames sorológicos e de biologia molecular são menos utilizados. 2006).MINISTÉRIO DA SAÚDE. a cultura e o exame anátomo-patológico. derrame pleural. 2006). onde podem ser usados em casos que demandem diagnóstico rápido. na forma de biópsia em tecidos extra-pulmonares. Anátomo-patológico (histológico e citológico) O exame anátomo-patológico é realizado sempre que possível. 2006). de custo elevados e valores preditivos elevados. ficando seu uso restrito a alguns centros de referência (BRASIL.

Enzimas O perfil enzimático apresenta um aumento da fosfatase alcalina quando há envolvimento hepático na tuberculose miliar. E alteração eletrolítica isolada é também sugestiva da Síndrome de Addison.Hemograma O Hemograma é um exame inespecífico para tuberculose. monocitose. . (TRABULSI e ALTERTHUM. No caso da tuberculose miliar pode apresentar leucocitose ou leucopenia. mas em casos de tuberculose pulmonar avançada costumam ocorrer anemia normocítica normocrômica e leucocitose (10 a 15 mil leucócitos por mm³) com linfocitose e por vezes. (TRABULSI e ALTERTHUM. 2005). Elevações das transaminases costumam preceder outras alterações laboratoriais ou clínica na hepatite tóxica provocadas por medicamentos tuberculostáticos 2005). Essa pode ocorrer em alguns pacientes com tuberculose pulmonar na ausência de doença do sistema nervoso central. 2005). Perfil eletrolítico O perfil eletrolítico apresenta-se com um quandro normalmente de Hiponatremia associada a achados relacionados com a Síndrome de Addison. pela ação inapropriada do hormônio antidiurético. com ou sem desvio para a esquerda. (TRABULSI e ALTERTHUM.

o pH da urina é alcalino ALTERTHUM. enquanto a concentração da glicose apresenta-se diminuída a valores bem abaixo dos correspondentes a 2/3 da glicemia medida simultaneamente. Hiperglicemias significativas e persistentes são indicativas de diabetes. quando pode haver ligeiro . na meningoencefalite tuberculosa. eventualmente. 2005). exceto. a ocorrência de bloqueios no sistema ventricular. (TRABULSI e eventualmente. 2005). com predominância relativa de células mononucleares. (TRABULSI. A contagem de células por mm³ costuma se alterar para valores entre 100 e 500 células ou mais. 2005). O aspecto do LCR pode variar de límpido (cristalino) a turvo. (TRABULSI e ALTERTHUM. Glicemia Hiperglicemia discreta e transitórias podem ocorrer nas formas e fases agudas da doença. se altera e a pressão pode estar aumentada ou diminuída. situando-se quase sempre acima de 500mg%. A concentração de proteína está aumentada. nesse caso. nos primeiros dias da doença. sugerindo. Nesses casos.Urina Na urina encontra-se elementos anormais e sedimento (EAS): leucocitúria persistente e hematúria sugerem de tuberculose renal e geniturinária. Líquido cefalorraquidiano (LCR) O LCR.

2005). Quando há envolvimento tuberculoso. 2005). pericárdio. peritônio) é um método auxiliar importante no diagnóstico da tuberculose. de meningoencefalite tuberculosa e tuberculose pleural (TRABULSI e ALTERTHUM. Dosagem da enzima adenosina desaminase (ADA) em líquidos. pericárdio. (TRABULSI. a dosagem de ADA no líquido cefalorraquidiano e em fluidos de serosas (pleura. 2005). . Níveis acima de 8U/ mL. as alterações bioquímicas e citológicas dos líquidos pleural. no LCR e de 40U/mL. no líquido pleural são sugestivos.predomínio de neutrófilos (TRABULSI e ALTERTHUM. peritoneal e sinovial. são semelhantes às do LCR na meningoencefalite tuberculosa. respectivamente.

e uma observação semanal. ser segregados do convenio familiar e comunitário (MINISTÉRIO DA SAÚDE. drogas. as características da doença e o esquema de tratamento. o DOTS visa ao aumento da adesão dos pacientes. 2006). (MINISTÉRIO DA SAÚDE. Para isso. assegurando a cura. benefícios. uso por tempo suficiente. É definido como uma estratégia. ate o seu final. Antes de iniciar o tratamento. duração. os doentes não precisam. com supervisão da tomada dos medicamentos. na entrevista inicial deve ser explicado de forma clara. Assim. recomendada pela OMS. nos primeiros 2 meses. o . a maior descoberta das fontes de infecção e ao aumento da cura. os bacilos da tuberculose praticamente perdem seu poder infectante. são os meios utilizados para evitar a persistência bacteriana e o desenvolvimento de resistência às drogas. na qual seu principal sustentáculo é a observação direta da tomada de medicamentos em pelo menos 3 observações semanais. 2006). Poucos dias após o inicio da quimioterapia. reduzindo. assim. nem devem. O tratamento diretamente observado de curta duração (DOTS) é o fator essencial para se promover o controle da tuberculose. conseqüências advindas do abandono do tratamento e possíveis efeitos adversos (MINISTÉRIO DA SAÚDE. A associação medicamentosa adequada. Além disso. desde que os princípios da quimioterapia sejam seguidos. é curável em praticamente 100% dos casos novos. 2011). A atividade prioritária de controle da tuberculose é o tratamento dos bacilíferos.TRATAMENTO A tuberculose apesar de ser uma doença grave. é necessária a orientação do paciente. doses corretas. uma vez que permite anular rapidamente as maiores fontes de infecção.

do Ministério da Saúde. TRATAMENTO SUPERVISIONADO Deve ser dada atenção especial para os doentes que se enquadrem nas seguintes situações: etilistas. sem atraso. atinja a meta de pelo menos 85% de cura. visa à efetiva descentralização do controle da tuberculose e sua integração na atenção básica. o PNCT reconhece a importância de estendê-lo para todos os serviços de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS). casos de retratamento após abandono. ser adequadamente tratado. diminuição da taxa de abandono do tratamento. 2006). mendigos. Para todos os casos de tuberculose bacilífera. . 2006). (MINISTÉRIO DA SAÚDE. manicômios). 2006). incluindo o Programa Saúde da Família (PSF) para garantir a efetiva ampliação do acesso ao diagnostico e tratamento. A supervisão da ingestão dos medicamentos deve ser realizada em local de escolha do paciente.risco de transmissão da doença na comunidade (MINISTÉRIO DA SAÚDE. Esta estratégia é uma das prioridades para que o Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT). (MINISTÉRIO DA SAÚDE. Portanto. 2006). evitar o surgimento resistência e possibilite um efetivo controle da tuberculose no país (MINISTÉRIO DA SAÚDE. podendo ser administrado por um trabalhador de saúde ou familiar devidamente orientado. o tratamento supervisionado deve ser priorizado. presidiários e doentes institucionalizados (asilos. Além da adoção da estratégia DOTS. Compete aos serviços de saúde prover os meios necessários para garantir que todo individuo com diagnostico de tuberculose possa.

Em crianças menores de 5 anos. recomenda-se o uso das drogas na forma de xarope ou suspensão. etambutol – E. 2006). especialmente se for o caso de tratamento ou falência. complicações graves. intolerância medicamentosa incontrolável em ambulatórios. como ausência de residência fixa. estreptomicina – S. ou grupos especiais com maior possibilidade de abandono. etionamida – Et (MINISTÉRIO DA SAÚDE.(MINISTÉRIO DA SAÚDE. 2006). As drogas utilizadas nos esquemas padronizados pelo Ministério da Saúde são: izoniazida – H. O período de internação deve ser reduzido ao mínimo necessário (MINISTÉRIO DA SAÚDE. pirazinamida – Z. intercorrências clinicas e/ou cirúrgicas graves. rifampicina – R. estado geral que não permitam tratamento em ambulatório. PESO DO DOENTE Mais de Até 20kg Mais de Mais de 45kg Mg/dia 600 400 2000 600 20kg e até 35kg e até 35 kg 45 kg Mg/dia 450 300 1500 450 Mg/kg/dia R H Z R 10 10 35 10 Mg/dia 300 200 1000 300 . que apresentem dificuldades de ingerirem os comprimidos. É indicada a hospitalização apenas para as seguintes circunstancias: meningite tuberculosa. em casos sociais. indicações cirúrgicas em decorrência da doença. 2006).

O abandono do tratamento é o principal problema demonstrando a importância da estratégia proposta pelo PNCT para o controle da tuberculose no país. como adotado em outros paises. 2006). A eficácia cai para 83%. (MINISTÉRIO DA SAÚDE. mas continua adequada.H 10 200 300 400 R – rifampicina H – isoniazida Z – Pirazinamida * sem tratamento anterior. a resistência primaria aos medicamentos antituberculose é baixa. considerando-se a ocorrência de óbitos e taxa de abandono de 12%. De acordo com inquérito nacional de resistência realizado pelo MS (1997). a eficácia deste esquema de tratamento é elevada (98%). (MINISTÉRIO DA SAÚDE. PESO DO DOENTE Mais de Até 20kg Mais de Mais de 45kg Mg/dia 600 400 20kg e até 35kg e até 35 kg 45 kg Mg/dia 450 300 Mg/kg/dia R H 10 10 Mg/dia 300 200 . ** exceto meningite Esquema 1(Esquema Básico) 2RHZ / 4RH Casos novos* de todas as formas de tuberculose pulmonar e extrapulmonar**. 2006). tratamento por menos de 30 dias ou tratamento anterior há mais de 5 anos. No Brasil. definindo que este esquema deve ser mantido sem a necessidade de acréscimo de um quarto medicamento na fase de ataque.

ou falência do esquema I ou esquema IR (esquema básico + etambutol). Ministério da Saúde. Ministério da Saúde. 2006). 2006).Z E R H E 35 25 10 10 25 1000 600 300 200 600 1500 800 450 300 800 2000 1200 600 400 1200 R – rifampicina H – isoniazida Z – Pirazinamida E – etambutol * considera-se retratamento a prescrição de um esquema de drogas para o doente já tratado por mais de 30 dias. retorno após abandono. PESO DO DOENTE Mais de Até 20kg Mais de Mais de 45kg Mg/dia 600 400 2000 600 400 20kg e até 35kg e até 35 kg 45 kg Mg/dia 450 300 1500 450 300 Mg/kg/dia R H Z R H R – rifampicina H – isoniazida 10 10 35 10 10 Mg/dia 300 200 1000 300 200 Z – Pirazinamida Esquema II (Esquema para tuberculose meningoencefálica) – 2RHZ / 7RH (BRASIL. Observações: (BRASIL. que venha a necessitar de nova terapia por recidiva após cura. 2006). Esquema 1 IR (Esquema básico +etambutol) – 2RHZE / 4RHE Casos de recidiva após cura* ou retorno após abandono do esquema I (MINISTÉRIO DA SAÚDE. .

por um período de um a quatro meses. por toxicidade ao esquema I. em qualquer idade. 6O uso de corticosteróides é recomendado nos casos de tuberculose meningoencefálica. 2Nos casos de recidivas de esquemas alternativos. 5A internação é mandatória. no início do tratamento e a fisioterapia deverá ser iniciada o mais cedo possível. com o objetivo de avaliar o uso do etambutol. devem ser avaliados em unidades de referência. para prescrição de esquema individualizado. 4O esquema II é indicado nos casos de concomitância entre tuberculose meningoencefálica e qualquer outra localização. PESO DO DOENTE Mais de Até 20kg Mais de Mais de 45kg Mg/dia 1000 2000 1200 750 1200 750 20kg e até 35kg e até 35 kg 45 kg Mg/dia 1000 1500 800 500 800 500 Mg/kg/dia S Z E Et E Et S – estreptomicina 20 35 25 12 25 12 Mg/dia 500 1000 600 250 600 250 E – etambutol Z – Pirazinamida Et – etionamida . 3O paciente que apresentar alteração da visão deverá ser encaminhado para unidade de referência. sempre que se suspeitar do diagnóstico de tuberculose meningoencefálica.1As indicações de retratamento devem ser levadas em consideração.

A falência ao esquema 1 (E-I) ou ao E-IR define a obrigatoriedade da realização de cultura com identificação e teste de sensibilidade. por mais 4 meses. (BRASIL. por dois meses. a estreptomicina deve ser administrada na dose de 500mg/dia. Em situações especiais.Esquema III (Esquema para falência) – 3SZEEt / 9 EEt Casos de falência de tratamento do E-I e E-IR (esquema I reforçado) (MINISTÉRIO DA SAÚDE. pode ser aplicada por via endovenosa. . Observações: (MINISTÉRIO DA SAÚDE. 3Para facilitar seu uso supervisionado na unidade de saúde. recomenda-se que o esquema 3 deva ser acompanhado por uma unidade de maior resolubilidade. Portanto. ou em casos com dificuldades de aceitação de droga injetável. sempre que possível. 2006). no inicio do tratamento para definir claramente a possibilidade de sucesso desse esquema ou sua modificação. 1Nos casos de suspeita de falência aos esquemas E-I ou E-IR devem ser encaminhados à unidade de referência para avaliação e acompanhamento. 2006). o regime de uso da estreptomicina pode ser alterado para aplicações de 2ª a 6ª feira. 5É importante que o paciente tratado com o esquema III realize seu tratamento de forma supervisionada. 2006). e duas vezes semanais. 2A estreptomicina deve ser usada por via intramuscular. diluída a 50 ou 100mL de soro fisiológico. Ministério da Saúde. 4Em maiores de 60 anos. correndo por no mínimo de ½ hora.

2006). REAÇÕES ADVERSAS AO USO DE DROGAS ANTI-TUBERCULOSE Qualquer efeito colateral relevante não é observado na maioria dos pacientes submetidos ao tratamento pelo tempo recomendado. Ministério da Saúde. com o paciente apresentando boa evolução clínica e laboratorial. Estes pacientes e seus familiares serão atendidos por equipe multiprofissional especializada. Todavia. os maiores determinantes dessas reações se referem à dose. são agregados os pacientes que apresentam resistência primária a rifampicina. os pacientes não se curam. justamente para contemplar essa possibilidade. A associação medicamentosa de 3 drogas é proposta. o teste de sensibilidade às drogas. apresentar resistência a apenas 1 dos medicamentos em uso. Se após tratamento com os esquemas padronizados pelo MS. 2006). São diversos os fatores relacionados às reações. 2006). em centros de referência que cumpram as normas de biossegurança e estejam credenciados pelas coordenadorias municipais e estaduais do programa de tuberculose. horários de administração. 2006). idade do doente. podem ser portadores de bacilos resistentes a mais de 2 drogas. dentre as quais a rifampicina e a izoniazida. Neste grupo. (MINISTÉRIO DA SAÚDE. (MINISTÉRIO DA SAÚDE. isto indica que o regime não deve ser alterado. constituindo um grupo de doentes classificados no Consenso Brasileiro de Tuberculose (de 1997/2004) como portadores de tuberculose multirresistentes. (MINISTÉRIO DA SAÚDE. (BRASIL.TRATAMENTO DA TUBERCULOSE MULTIRRESISTENTE Quando realizado. entre outras razões. geralmente estreptomicina e/ou etambutol. izoniazida e a outras drogas utilizadas. estado .

Nos quadros a seguir está apresentada a conduta adequada de forma esquemática. NOTIFICAÇÃO: Torna-se responsável pela notificação compulsória a unidade de saúde que descobre e inicia o tratamento dos casos novos. O prontuário do doente é a base do sistema de informação da tuberculose. 2006). superior a 30 dias. a partir do qual são colhidos os dados necessários para o preenchimento da ficha individual de investigação do Sistema de Informações de Agravos de Notificação (SINAN). Verificar insistentemente com o paciente e seus familiares se não houve tratamento antituberculoso prévio. Devem ser notificados todos os casos. (MINISTÉRIO DA SAÚDE. entre outros). 2006). (MINISTÉRIO DA SAÚDE. 2006). . quer governamental ou particular. alcoolismo. condições da função hepática e renal e co-infecção pelo HIV (MINISTÉRIO DA SAÚDE. independente do tipo de entrada: 1Caso novo ou sem tratamento anterior: são os pacientes que não nunca se submeteram a quimioterapia antituberculosa ou fizeram-na por menos de 30 dias ou a m ais de 5 anos. Outras fontes de notificação são os hospitais.nutricional. os laboratórios e outros serviços de assistência médica. através dos níveis intermediários (municípios e regionais de saúde. 2006). Os dados de descoberta de casos e resultados do tratamento são enviados pelas unidades assistenciais às secretarias estaduais de saúde. que após consolidação serão enviados ao nível central nacional. conforme a classificação: efeitos menores e efeitos maiores (MINISTÉRIO DA SAÚDE.

O aparecimento de pouco bacilos no exame direto do escarro. o caso é considerado como “caso novo“ e o tratamento preconizado é o tratamento básico. retorno após abandono (RA) ou por falência do esquema básico. após iniciado o tratamento para tuberculose. em especial se acompanhado de melhora clínico-radiológica. o tipo de entrada deve ser: “reingresso após abandono” . a partir da data aprazada para seu retorno. 4Recidiva: o doente com tuberculose em atividade. 6Transferência: refere-se aquele paciente que comparece a unidade de saúde para dar continuidade ao tratamento iniciado em outra unidade de saúde desde que não tenha havido interrupção do uso da medicação por mais de 30 dias. tendo havido ou não negativação anterior do exame. Nesse caso. Se esse intervalo exceder 5 anos. o paciente será seguido com exames bacteriológicos. são fortemente positivos (++ ou ++ +). e mantém essa situação até o quarto mês. 3Abandono: o doente que. que já se tratou anteriormente e recebeu alta por cura. Neste ultimo caso. a partir do quarto mês de tratamento com comprovação através de cultura de escarro. ou aqueles com positividade inicial seguida de negativação e nova positividade por dois meses consecutivos.2Retratamento: prescrição de um esquema de drogas para o doente jé tratado por mais de 30 dias e que venham a necessitar de nova terapia por recidiva após cura (RC). não significa. deixou de comparecer a unidade de saúde por mais de 30 dias consecutivos. falência do esquema. 5Falência: a persistência da positividade do escarro ao final do quarto ou quinto meses de tratamento. na altura do quinto ou sexto mês. necessariamente. isoladamente. desde que a data da cura e a data do diagnóstico da recidiva não ultrapasse cinco anos. São aqueles doentes que. no início do tratamento.

1Referentes ao lugar: unidade de saúde (ou outra fonte notificadora). o caso e o tempo. município de notificação e residência. MEDIDAS A SEREM ADOTADAS: Condutas a serem adotadas frente a um caso suspeito de tuberculose pulmonar (MINISTÉRIO DA SAÚDE. raça/cor. ROTEIRO PARA INVESTIGAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA Identificação do paciente A identificação do paciente se dá por diversas informações referentes ao paciente. escolaridade. critério diagnóstico. nome . logradouro. etnia (no caso de população indígena). distrito. 2006). Por meio delas pode-se avaliar a situação e tendência da doença: (MINISTÉRIO DA SAÚDE. zona (urbana ou rural). 4Cultura do escarro nos casos negativos a baciloscopia. 2006). idade. bairro. unidade federada e país. 2Baciloscopia direta do escarro no momento da consulta e solicitação de outra amostra a ser colhida no dia seguinte.(MINISTÉRIO DA SAÚDE. como lugar. 2006). 2Referentes ao paciente: nome. 3Raios-X de tórax e realização de PPD. numero do cartão SUS. sexo. nos casos negativos a baciloscopia. que são informações fornecidas durante o preenchimento da ficha de notificação. 1Identificação e confirmação do caso.

telefone. por ser enfermidade de características crônicas. teste tuberculinico. data do diagnóstico. tratamento supervisionado. data do nascimento. cultura de outro material. MATERIAL E METODOS: Computadores. tipo de entrada. raio-X (tórax). RECURSOS NECESSARIOS: O presente trabalho será i desenvolvido através de pesquisa bibliográfica. . 2006). teste HIV. papel. forma clinica.tinta para impressora. drogas. histopatologia. ocupação. Acompanhamento do caso A evolução do caso de tuberculose deve ser acompanhada e registrada em notificação. para que possa ser encerrado de acordo com os seguintes critérios: (MINISTÉRIO DA SAÚDE.da mãe. doença relacionada ao trabalho. baciloscopia de escarro. 3Referentes ao tempo: data de notificação. baciloscopia de outro material. data de início do tratamento atual. agravos associados. 4Referentes ao caso: numero do prontuário. cultura de escarro.

CRONOGRAMA Etapas Meses fev mar abr x x x x x x x x x mai x jun x jul x ago x set out nov dez Levantamento x bibliográfico Elaboração do projeto Entrega do projeto Tratamento dos dados obtidos Apresentação do trabalho Entrega do tcc .

MENEZES. SILVA. MINISTÉRIO DA SAÚDE. L. MINISTÉRIO DA SAÚDE.saude. Microbiologia. Disponível em: < http//portal.saude . T. TRABULSI. R. TRAJMAN.S. Guia de Vigilância Epidemiológica. Fichamento sobre tuberculose. Brasília/DF. Secretaria de Vigilancia em saúde Programa Nacional de controle a tuberculose 2010.R.pdf >. Tuberculose Informações para profissionais da Saúde.L. 815p.gov. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Acesso em: 15/04/2011. 2008. 2005.br/ html/pt/dicas/dica_tuberculose. 4ª ed. MEDRONHO.br/portal/saúde/profissional/área. Disponível em: < http://portal.R.L. J./manual_ de_recomendações_controle_tb_novo. Revista de Saúde Pública.R. 2006.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS KRITSKI. 718p. A. Manual de recomendações para o controle da tuberculose no Brasil. VILLA.A. São Paulo: Atheneu.. Dicas em Saúde. RUFFINO NETTO.cfm?id > Acesso em: 10/04/2011.. J. Secretaria de Vigilância em Saúde. saúde. . A. 2007. Duas Décadas de pesquisa em Tuberculose no Brasil: Estado da arte das publicações cientificas.gov. 6ª ed. A.br/.gov.. F. São Paulo. ALTERTHUM. São Paulo.html > Acesso em: 27/03/2011. Disponível em: < http://bvsms. MINISTÉRIO DA SAÚDE.

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