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ROTEIRO_TCC_-_ADM

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  • 1 QUESTÕES INERENTES À REALIZAÇÃO DO TCC
  • 1.1 ESTRUTURA DO TCC
  • 1.2 A ESCOLHA DO MÉTODO
  • 1.2.1 Métodos de Abordagem
  • 1.2.1.1 Método dedutivo
  • 1.2.1.2 Método indutivo
  • 1.2.1.2.1 Indução formal
  • 1.2.1.2.2 Indução científica
  • 1.2.1.3 Método hipotético-dedutivo
  • 1.2.1.4 Método dialético
  • 1.2.1.5 Método fenomenológico
  • 2 A CONSTRUÇÃO DO PROJETO DE PESQUISA
  • 2.1 PLANEJAMENTO DA PESQUISA
  • 3.1 ELABORANDO A INTRODUÇÃO
  • 3.1.1 Delimitação do Tema
  • 3.1.2 Formulação do Problema da Pesquisa
  • 3.1.3 Definição dos Objetivos
  • 3.1.4 Justificativa – Consolidação da Relevância do Estudo
  • 3.1.5 Subsídios para a Elaboração do Desenvolvimento
  • 3.1.5.1 Fundamentação teórica – revisão bibliográfica
  • 3.1.6 Procedimentos Metodológicos
  • 3.1.6.1 A população da pesquisa
  • 3.1.6.1.1 Amostra
  • 3.1.6.1.2 Tipos de amostragem
  • 3.1.6.2 Técnica de coleta de dados
  • 3.1.6.2.1 Observação
  • 3.1.6.2.4 Pesquisa documental
  • 3.1.6.2.5 A pesquisa bibliográfica
  • 3.1.7 Análise e Interpretação dos Dados
  • 3.1.7.1 Classificação
  • 3.1.7.2 Codificação
  • 3.1.7.3 Tabulação
  • 3.1.7.4 Análise estatística
  • 3.1.8 Interpretação dos Dados
  • 3.1.9 Conclusões e Considerações Finais
  • 4 MODELOS DE TRABALHOS ACADÊMICOS
  • 4.1 POSITON PAPER
  • 4.2 ARTIGO
  • 4.2.1 Estrutura do Artigo
  • 4.3 TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO/ MONOGRAFIA
  • 4.3.1 Formatação do Trabalho de Conclusão de Curso
  • 4.3.1.1 Conteúdo
  • 4.3.1.2 Capa e Lombada
  • 4.3.1.3 Folha de Rosto
  • 4.3.1.5 Folha de aprovação
  • 4.3.1.6 Dedicatória
  • 4.3.1.7 Agradecimentos
  • 4.3.1.8 Epígrafe
  • 4.3.1.9 Resumo
  • 4.3.1.11 Lista de ilustrações e sumário
  • 4.3.1.12 Detalhamento dos elementos textuais
  • 4.3.1.13 Detalhamento dos elementos pós-textuais
  • 5 CITAÇÕES E REFERÊNCIAS
  • 5.1 TIPOS DE CITAÇÕES
  • 5.1.1 Citação Direta
  • 5.1.2 Citação Indireta
  • 5.1.3 Citação da Citação
  • 5.1.4 Particularidades nas Citações
  • 5.2 REFERÊNCIAS

6

2011

ROTEIRO PARA O DESENVOLVIMENTO DE TRABALHOS CIENTÍFICOS
FACIERC
Orientações práticas ao desenvolvimento de Trabalhos Científicos na FACIERC

Prof. Thiago Francisco FACIERC 01/01/2011

APRESENTAÇÃO Desde a sua concepção, as sociedades ocidentais estão alicerçadas sobre uma base intelectual que se coaduna os objetivos sociais, os quais são dinâmicos e determinados de acordo com o contexto em que se vive. De fato, a contribuição da pesquisa se da no sentido de consolidar um cenário produtivo, orientando as práticas organizacionais, acadêmicas e, sobretudo, determinando uma nova percepção de mundo ao contexto educacional. Na Instituição de educação superior, independente de suas formações ideológicas, a criatividade, o talento e a produção literária se fazem determinantes à consolidação de uma nova realidade. Neste sentido, a instrumentação científica aparece como sendo uma ferramenta eficaz no sentido de promover a amplitude de conhecimentos neste ambiente. Parafraseando o Prof. Dr. Sebastião Salésio Herdt, Vice-Reitor da Universidade do Sul de Santa Catarina, a instituição de educação superior está imersa na sociedade do seu tempo e dela retira a matéria-prima de seus conhecimentos e pesquisas. Com efeito, ela absorve, estuda e elabora as principais tendências da nossa civilização e dos saberes por ela produzidos. E o faz de tal modo, que a universidade não apenas reflete e reproduz o conhecimento já existente, mas junta a este um valor agregado, perspectivas e deduções inéditas, que devem ser difundidas e compartilhadas com a comunidade científica e a sociedade em geral. É a este valor agregado que se dá o nome de “produção científica”. E o processo e o método que a garante como tal, se chama de “Ciência”. A produção científica, destarte, é um ato substantivo e criativo que é subsidiada pela relevante contribuição da instituição de educação superior que determina a difusão do saber por meio de práticas liberais e livres de ideologias. Espera-se, portanto, que este material seja útil no sentido de contribuir com a produção de trabalhos científicos e, com toda a certeza, à orientação de uma vida acadêmica consistente com os ensejos de uma sociedade que se posiciona na era do conhecimento. Sucesso! Prof. Thiago Francisco Metodologia da Pesquisa Científica

Disciplina Curso Professor Carga Horária Período E-mail Tel. 1. EMENTA

Trabalho de Conclusão de Curso Administração Thiago Francisco 72 H/A Noturno thiagofrancisco@fasc.com.br 48-3431-2029/ 48-9161-7521 PLANO DE ENSINO – 2011/2

A orientação à produção de trabalhos científicos com ênfase ao trabalho de conclusão de curso da FACIERC, implicando no estudo e conhecimento das técnicas de pesquisa e de instrumentação necessárias. 2. OBJETIVO GERAL Proporcionar ao acadêmico a orientação necessária ao aprofundamento dos conhecimentos técnicos aplicados à produção do trabalho de conclusão de curso. 3. OBJETIVOS ESPECÍFICOS • Orientar a aplicação dos métodos científicos aos trabalhos de conclusão de curso.

Delimitar as formas de apresentação do trabalho de conclusão de curso, com as respectivas peculiaridades de cada tema.

• Consolidar os conhecimentos vinculados a instrumentação científica, determinando a construção relevante de um trabalho de conclusão de curso. 4. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

• • •
• •

Tipos de Trabalho de Conclusão de Curso; Orientações em Grupo e individuais Seminário de qualificação; Informações gerais sobre a produção de trabalhos científicos Artigo científico; Estrutura, organização. Redação e apresentação do Trabalho de Conclusão de Curso; Orientação para apresentação dana Banca examinadora.

Visualbooks. BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. O trabalho deverá ser defendido perante a Banca que será composta por três (3) ou quatro (4) Docentes do corpo da Instituição. São Paulo: Atlas. AVALIAÇÃO: PD1. ATENDIMENTO EXTRACLASSE Por e-mail e telefone a partir da necessidade dos acadêmicos.F. A. 7. As orientações técnicas estão todas contidas no Manual do Trabalho de Conclusão de Curso. Biblioteca virtual e pesquisas empíricas em bases de dados. MARCONI. Marina de Andrade. 2010. 9. desenvolvendo-o em equipe de. no máximo três (3) componentes e no mínimo dois (2) acadêmicos. Os acadêmicos matriculados na disciplina de Trabalho de Conclusão de Curso deverão construir um Trabalho de Conclusão de Curso sobre o tema escolhido.C. NBR6023. Leitura de capítulos de livro Atividades Práticas Orientadas 6. Eva Maria. ed. PD2. Lousa e da Lousa Digital. um seminário de qualificação que determinará a consistência do trabalho e atividades práticas de orientação técnica dentro do cronograma a ser estipulado em conjunto com os acadêmicos. 5. LAKATOS. 2005.A. Florianópolis: 2007.5. 8. C. RECURSOS UTILIZADOS • • • • • Retroprojetor multimídia – Datashow. Haverá. Rio de Janeiro. 5 ed.P. FIALHO. GIL. NE e PG. Fundamentos de metodologia científica. . Referências bibliográficas. Biblioteca. São Paulo: Atlas. OTANI. TCC métodos e técnicas. 2002. N. METODO DE ENSINO • • • • • • Orientações em grupo Atividades livres e práticas na biblioteca Aulas expositivas e dialogadas Leitura e reflexão de artigos e estudos de casos. ainda. SOUZA. Como Elaborar Projetos de Pesquisa. A. Internet.

br www.org. Apresentação de citações em documentos.gov.L. Rio de Janeiro. _______. 10. _______.ufsc. Apresentação de livros. Rio de Janeiro. SITES INDICADOS www. NBR6028. 5. CERVO. NBR6029.usp. Rio de Janeiro.teses.capes. 2002._______. 2002. ed. Resumos.bu. 2002.anped.br www. NBR10520. São Paulo: Prentice Hall. 2002. Metodologia científica. A.br .br www.

............................. Observação......................... A CONSTRUÇÃO LÓGICA DE UM TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO...6.............1 4.....2................. Método hipotético-dedutivo.............2............................................4 1.................................2.........................................................1.............. Método dialético......3 1........2......................1 3.1 1.1.......1..... Indução científica................................................................1.........1.................. Codificação.............1.............................6..........1............. Classificação..........3 3.......................2....3 QUESTÕES INERENTES À REALIZAÇÃO DO TCC......1.......................2 1.......1 1................................... Interpretação dos Dados..................1 4........................1.......2..................... POSITION PAPER..............................................................................2 1......................2...........1 3 3.........7........................................................................................................4 3..........................................1............3 2 2. A pesquisa bibliográfica...1......1 3....1.........1.................2... Estrutura do Artigo..........................................2.............................................. Método fenomenológico.............................................................................. Justificativa – Consolidação da Relevância do Estudo.................................. A ESCOLHA DO MÉTODO...........1................ Calculo da amostra.................9 4 4...2..................6....................... 6 7 8 8 9 9 10 10 11 11 11 12 13 14 16 16 18 19 19 22 23 23 24 27 28 30 35 36 38 42 43 48 49 51 51 53 54 55 57 57 59 60 61 61 65 ..........2........... A CONSTRUÇÃO DO PROJETO DE PESQUISA...........................7..............1............................... Tipos de amostragem..................................................... ELABORANDO A INTRODUÇÃO...........................1.1 1......................................................................................3 3............................4 3..........1................................................5 3.6.1..................2............1 1.........7......................................................... Técnica de coleta de dados..2 3................ Análise e Interpretação dos Dados................................1......6...................................................8 3.................1............ Fundamentação teórica – revisão bibliográfica............................... MODELOS DE TRABALHOS ACADÊMICOS............................................................................2..............SUMÁRIO 1 1.........................1....1 3.......1....... ARTIGO.... Procedimentos Metodológicos....................... Tabulação.................2......................................................7............. A população da pesquisa... Entervista...............6..........................1...2 3....1...................3 3.....................1 3..............2.....................1...........................................................1............6........ Métodos de Abordagem......3 3.... Questionário............2 4........................... Indução formal..................................2 3...................................................... Conclusões e Considerações Finais................ Método dedutivo............ ESTRUTURA DO TCC......5 3............. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS E DELIMITAÇÃO DA TECNICA.5 1.4 3...........1.............1 1.1.............................................................1 3........1........................................... Método indutivo.................2...2 3.........5.............................6............. Análise estatística..................... TRABALHOS DE CONCLUSÃO DE CURSO – MONOGRAFIA.......2 3............... Amostra...... Definição dos Objetivos...............6..... Pesquisa documental..................................6.................................... Formulação do Problema da Pesquisa.............................................. Subsídios para a Elaboração do Desenvolvimento..........1......1.................1......................1 3................. PLANEJAMENTO DA PESQUISA.............1.7 3...............................................................1............ Delimitação do Tema.6 3.........1 3........

....................3....... 71 Dedicatória.......9 4.........................12 4............. 70 Folha de aprovação....................................................................2 4......3...................................................................................................1.... 67 Capa e lombada................................3......... 67 Folha de rosto......1..4 4..........1 5..........1....................................1..............................1................................................................................................................................................................................3............................................................1 4.. 85 Citação da Citação............................3...............1......3.........1......................................1...............................11 4....................2 6 Formatação do Trabalho de Conclusão de Curso................... 83 Citação Indireta....................1..............................5 4.......... 77 Detalhamento dos elementos pós-textuais............................... 109 .1 4............................2 5................3..........................13 5 5....4.............3 4...........1.....3......... 69 Ficha catalografica....1.....................3.............. 100 APÊNCIDES.................................. 72 Agradecimentos.7 4.............1................................................1...................4 5............................8 4......................3 5............... 73 Resumo............ 66 Conteúdo..........................1 5..1.......... 75 Lista de ilustrações e sumário.................................................................. 86 REFERÊNCIAS.....................................1...........3........... 83 TIPOS DE CITAÇÃO. 90 REGULAMENTO GERAL DO TRABALHO DE CONCLUSAO DE CURSO..................................................... 85 Particularidades nas Citações........... 76 Detalhamento dos elementos textuais..................... 81 CITAÇÕES E REFERÊNCIAS.3......................1...3................................................................................................................6 4......... 74 Abstract.....................3............................................. 83 Citação Direta.............1.....3...... 73 Epígrafe....................10 4..........................................................................

o método científico que consolida a construção do Trabalho de Conclusão de Curso. sob a orientação de alguns aspectos. . A partir desta orientação. do grau de controle que o pesquisador tem sobre os eventos e do foco temporal baseado na relação entre eventos contemporâneos e fenômenos históricos. pode-se afirmar que sempre em que se possui um conjunto de atividades que orientam a busca de um determinado conhecimento deve-se realizar uma investigação aprofundada no sentido de consolidar a coleta de dados que ampare os resultados. podem se destacar a pesquisa com ênfase à experimental. por meio do que se chama de “anarquia epistemológica” já que se utiliza de alguns caminhos que consolidam as estratégias de coleta de dados. Fialho e Otani (2007). A pesquisa. histórica. • Estar voltada para a realidade empírica. como evidenciam Souza. • Apresentar formas de comunicação do conhecimento obtido. • Aplicar técnicas específicas. Neste caso. survey (levantamento). Nesta conjectura. a pesquisa passa a se caracterizar de acordo com alguns pressupostos.6 1 QUESTÕES INERENTES À REALIZAÇÃO DO TCC Uma das considerações iniciais relativas à construção de um Trabalho de Conclusão de Curso está no sentido de se compreender os modos e o momento no qual se faz a pesquisa. Cada uma dessas estratégias pode ser utilizada para propósitos exploratórios. no qual destacam-se os seguintes: • Quanto a sua classificação. passam a depender do tipo de questão da pesquisa. por sua vez. descritivos ou explanatórios (causal). para que se consolidem as estratégias de pesquisa em Ciências Sociais partem de algumas premissas e se constituem sob a orientação de algumas estratégias. onde se destacam os seguintes: • Utilizar-se de método próprio. Neste sentido. é o fator preponderante para promover a compreensão de dados que comprovem a complexidade das ciências humanas e sociais. analise de informações de documentos (documental) e estudo de caso. Estas. Entre outros aspectos. A pesquisa científica parte de pressupostos evidenciados por Feyeraband (1979).

. elementos textuais e pós-textuais. textos de outros autores (opcional). sejam eles monografias de TCC. Elementos do Trabalho de Conclusão de Curso Capa Folha de rosto (anverso) Ficha catalográfica (verso da folha de rosto) Pagina de aprovação (Banca Examinadora Elementos Pré-textuais Dedicatória (opcional) Agradecimentos (opcional) Epígrafes (opcional) Resumo Sumário Lista de ilustrações. • Quanto aos procedimentos técnicos.724/2005) a estrutura dos Trabalhos de Conclusão de Cursos. • Quanto aos objetivos.1 ESTRUTURA DO TCC Sob a orientação da ABNT (NBR. • Quanto a natureza. • Quanto as fontes de informação e. Dissertações de Mestrado ou Teses de Doutorado é composta de elementos pré-textuais. bem como suas respectivas definições. 1.7 • Quanto a técnica empregada. quadros e tabelas Lista de reduções (siglas e símbolos se houver) Elementos textuais Introdução Fundamentação teórica (corpo do trabalho – capítulos) Considerações finais – Conclusão Elementos pós-textuais Referências (obrigatório) Glossário (opcional) Apêndices (produzidos pelo próprio autor) Anexos: Cópia de outros: quadros ou tabelas. As explanações sobre os pressupostos elencados. • Quanto a abordagem do problema. Fialho e Otani 2007. Quadro 1: Elementos do Trabalho de Conclusão de Curso Adaptado de: Sousa. encontram-se na parte que versa sobre a pesquisa no âmbito do Trabalho de Conclusão de Curso. os quais são destacados no quadro 1.14.

Neste sentido. O pesquisador. passa a ser o agente principal nesta produção. neste contexto. Neste caso. propondo soluções no contexto das ciências sociais.2. o método se configura como um conjunto de processos utilizados para conhecer uma determinada realidade. para que seus objetivos sejam atingidos. determinada problemática. apontando erros evitáveis. procedimentos ou.2 A ESCOLHA DO MÉTODO A palavra método (do grego: metá+odo) significa “além de + caminho”: pelo qual se chega a um determinado fim ou resultado. Lakatos e Marconi (1991) destacam os principais métodos que orientam o desenvolvimento da pesquisa e que se apresentam a seguir 1. A despeito deste aspecto. o método passa a regular previamente uma série de operações que se devem realizar. o conhecimento científico é certificado por seus resultados consolidados por meio de instrumentação científica que são aceitos e validados por um grupo. até mesmo. Por meio destes pressupostos. o método científico é um instrumento que passa a ser utilizado para explicar. 1. Tal como evidenciado por Souza. Com base nestas evidências. tal como elenca Oliveira (1997). sendo responsável pela condução dos procedimentos e as demais etapas da proposta da pesquisa. os quais dependem de procedimentos intelectuais e técnicos. . comportamentos. onde se utilizam determinados objetivos. em vista dos resultados ensejados com a pesquisa.1 Métodos de Abordagem Os métodos de abordagem partem de evidencias que consolidam a investigação científica.8 A partir destas orientações. de modo ordenado. Fialho e Otani (2007). o Trabalho de Conclusão de Curso passa a se compor de procedimentos que qualifiquem a produção no sentido de permitir uma construção teórico-metodológica de acordo com as intenções da investigação. tal como elencado por Gil (1995). estes procedimentos devem se interar com os objetivos da pesquisa.

retirar uma terceira decorrente das duas primeiras. consiste na verificação empírica de um fenômeno. tal como evidenciado por Souza.1. o método dedutivo é uma proposta evidenciada por Descartes. a partir das considerações de por Lakatos e Marconi (1993). generalização e replicação. o método dedutivo. por meio das contribuições de Gil (1995). Fialho e Otani 2007 Premissa maior Premissa menor Conclusão A partir deste conjunto de aspectos. Observar. Pedro é mortal Quadro 2: Método Dedutivo Adaptado de: Souza. Neste caso. na busca por uma definição operacional que permita uma observação controlada. de análise do geral para o particular. Fialho e Otani (2007). denominadas de conclusão. Desse modo.9 1. típico das ciências exatas. teste de hipóteses. pressupondo que só a razão é capaz de levar ao conhecimento verdadeiro. 1. Fialho e Otani (2007). o quadro 2 identifica o método a partir de um clássico exemplo do raciocínio dedutivo: Método Dedutivo Todo homem mortal Pedro é homem Logo. estudos pilotos.2. a saber: identificação de um problema. Hobbes. por meio de duas premissas.2. como evidenciam Hendrick e Vercruyssen.2 Método indutivo O método indutivo. formulação de uma hipótese. utiliza-se do silogismo da construção lógica para.1. Estes . (1989) é um procedimento sistemático de investigação. o raciocino dedutivo tem o objetivo de explicar o conteúdo das premissas em ordem decrescente. Locke e Hume. o qual envolve uma série de passos seqüenciais. Spinoza e Leibniz.1 Método dedutivo Nas bases propostas por Souza. propondo uma conclusão específica e direcionada aos objetivos do trabalho. obtenção de dados. a saber: observar e explicar. Este método. seguida por uma generalização estatística. é o método proposto pelos empiristas: Bacon. Neste sentido. torna-se possível consolidar os objetivos principais de qualquer ciência.

(todos) os homens são mortais.. 1.2. Fialho e Otani 2007 Nas bases propostas por Souza.2 Indução científica Conforme as indicações de Souza. mas um conjunto de procedimentos. não levando em consideração os princípios preestabelecidos. Fialho e Otani (2007). Neste caso. a lei que rege o ponto de chegada para a elaboração de um modelo expressa realmente a totalidade do comportamento dos fatos e fenômenos observados. indutivos. Quadro 3: Método Indutivo Fonte: Souza. mas substitui por um termo geral uma série de termos singulares. onde as constatações particulares levam à elaboração de generalizações. mas de todos os casos observados. João. o ponto de partida do método indutivo não são os princípios.1. seu ponto de chegada é a elaboração de modelos que regem o comportamento dos fatos e dos pontos de observação.1 Indução formal Nas considerações de Souza. a indução científica ou incompleta. Um clássico exemplo pode ser identificado nas evidências do quadro 3: Método Indutivo Antonio é mortal João é mortal Paulo é mortal Carlos é mortal Ora. Antonio. a qual não leva a novos conhecimentos. e Carlos são homens. a indução formal ou completa é aquela estabelecida por Aristóteles. ora empíricos. ela não induz a compreensão de um determinado fenômeno a partir somente de alguns casos.1. Paulo. a indução não é um raciocínio único. consolida-se na causa ou na lei que rege os fenômenos ou fatos observados em um número significativo de casos. Neste sentido.2. Fialho e Otani (20070. a lei não . ora lógicos. a generalização deriva de observações de casos de realidade concreta. mas sim a observação dos fatos e dos fenômenos. como verifica-se no método dedutivo. No raciocínio indutivo. mas não em todos os casos.2. Logo. Na verdade. Fialho e Otani (2007).. da realidade objetiva. ou ainda. estabelecida por Galileu e aperfeiçoada por Francis Bacon.10 pensadores consideram que o conhecimento é fundamentado na experiência. Deste modo. Por outro lado.2. 1.

3 Método hipotético-dedutivo Nas considerações de Gil (1995) este método consiste no raciocínio baseado em conhecimentos disponíveis. 1. Neste caso.1. ele é empregado em pesquisa qualitativa e preocupa-se com a descrição direta da experiência tal como ela é.2. portanto. é um método de interpretação dinâmica e totalizante da realidade. mas expressa uma parte dos fenômenos. a partir da constituição das hipóteses. A partir de um raciocínio dedutivo. mas insuficientes. 1. nos quais a observação de um ou mais fatos particulares pode-se induzir a compreensão de todos os fatos semelhantes. Já pelo raciocínio analógico.1. o método dialético. político e econômico. considerando que os fatos não podem ser tratados fora de um contexto social.2. Este método. Com base nas preposições de Triviños (1994). são estabelecidas relações de correspondência entre os elementos de dois sistemas distintos. os quais torna-se fatores geradores dos problemas.1. em sua concepção. procura evidencias empíricas para derrubar determinadas hipóteses pré-estabelecidas.5 Método fenomenológico Este método. onde as contradições se transcendem dando origem a novas contradições que passam a requere soluções. Confirma-se. deduzem-se conseqüências que devem ser validades ou descartadas. para concluir ou negar determinada proposição.4 Método dialético A partir da contribuição de Gil (1995). aplicado sobretudo em pesquisas qualitativas. No raciocínio indutivo busca-se alguma generalização ou abstração capaz de descrever um conjunto de dados.2. 1. o fato de que o método hipotético-dedutivo. sobre as quais aplicam-se regras fornecidas por alguma lógica. direcionados a compreensão de determinado assunto. não é dedutivo nem indutivo. se fundamenta em uma proposta descrita por Hegel. já que a realidade . ao contrario do método dedutivo. proposto por Husserl. parte-se de premissas que julga-se verdadeiras.11 exprime a totalidade.

tal como direciona Andrade (1999). assim como suas interpretações e comunicações. onde o sujeito é reconhecidamente importante no processo de construção do conhecimento. as diversas realidades passam a coexistir. é a parte material e prática pela qual se desenvolve a habilidade de ensinar. produzir. interpretado e comunicado. os procedimentos metodológicos se consolidam no conjunto de métodos ou caminhos que devem ser estruturados e percorridos na busca pelo conhecimento. formulários.12 é construída socialmente e entendida como o compreendido. nas considerações de Oliveira (1997). Neste caso.3 PROCEDIMENTOS METODOLOGICOS E DELIMITAÇÃO DA TÉCNICA Os procedimentos metodológicos e as técnicas de pesquisa coadunam-se no sentido de promover a instrumentação científica inerente aos ensejos da pesquisa. possuindo um conjunto de normas utilizadas especificamente em cada área das ciências. entre outros aspectos. descobrir e inventar. onde se destacam. Já a técnica. os questionários. . Neste caso. roteiros de entrevista e o rol de palavras-chave. 1.

a criatividade torna-se imperativa.Quanto?. O projeto de pesquisa. qualificadamente mais detalhado que o anteprojeto. para que se trace uma perspectiva sobre o desenvolvimento do trabalho e evite a “queima de energias” em leituras ou no trato de materiais que nada tem a ver com o tema. Com quanto?). artigos. • Participar de seminários e encontros científicos. Quando?. Neste caso. • Delimitar os recursos para o desenvolvimento da pesquisa. • Apresentar trabalhos acadêmicos à disciplinas inerentes a produção do projeto. mas não sendo necessária a apresentação de detalhes do trabalho. Com a finalidade de consolidar e orientar a estruturação do projeto. Onde?. • Ser argüido por professores que estejam aptos a participar das bancas de apresentação dos trabalhos. com detalhes. faz-se pertinente e substantivamente necessária a leitura de capítulos. dissertações e teses que tratem do assunto de interesse do estudo. contendo as linhas básicas da pesquisa que se tem em mente. um projeto básico de pesquisa deve apresentar os seguintes pontos: • Título (ou título provisório) do trabalho. livros. Como? Com que?. sobretudo dentro do tema e problema que serão abordados. . Neste caso. torna-se necessária a observância de algumas etapas.13 2 A CONSTRUÇÃO DO PROJETO DE PESQUISA O projeto de pesquisa é um texto que define e mostra. • Participar de aulas e encontros de orientação. Para que?. Nesta orientação. É a construção de um planejamento que determina ao autor a ordem e disciplina para execução da pesquisa. Por que?. Quem?. Para quem?. • Iniciar contatos com possíveis orientadores. deve responder as questões norteadores de qualquer trabalho científico (O que?. onde se destacam as seguintes: • Discussão das idéias com colegas e professores em reuniões apropriadas. consolidando prazos estabelecidos. o planejamento do caminho a ser percorrido na construção de um trabalho científico de pesquisa.

14 • Delimitação do assunto (a qual problema se pretende responder). O planejamento. • Objetivos (esclarecer o que se pretende). • Justificativa (por que foi escolhido o tema em questão). diferentemente do projeto. .1 PLANEJAMENTO DA PESQUISA Confirmando a premissa já delineada. 2. • Teste dos instrumentos (teste piloto ou pré-teste) e procedimentos metodológicos. consiste no detalhamento de todas as etapas da pesquisa. questionário ou formulário). • Construção das hipóteses. há diferenças entre os conceitos de Projeto de Pesquisa e Planejamento da Pesquisa. • Delimitação do universo (amostragem). • Cronograma (qual o tempo necessário). • Formulação do problema. • Bibliografia Básica (obras referentes aos pressupostos do tema). • Construção dos instrumentos da pesquisa (entrevista. • Levantamento bibliográfico ou revisão da bibliografia. consolidando a distinção que estes dois aspectos possuem e norteando de modo relevante a construção da pesquisa. • Universo da pesquisa (sujeitos que serão investigados). • Orçamento (estimativa dos custos quando este item for necessário). A partir destas orientações deve-se fazer a distinção do projeto de pesquisa com o planejamento da pesquisa. • Delimitação do assunto. • Hipótese (s). iniciando-se pela parte teórica e consolidando-se no plano de coleta de dados abrangendo os seguintes pontos: • Escolha do tema. • Metodologia (quais são os métodos e técnicas. instrumentos). • Seleção dos métodos e técnicas.

15 Neste sentido. . ao planejamento da pesquisa cabe uma orientação sistemática e prática no sentido de nortear a consecução dos objetivos. delineando operações pragmáticas no sentido de qualificar os resultados ensejados pelo trabalho.

desenvolvimento e conclusão do trabalho. ela se constitui na apresentação dos tópicos básicos do trabalho. já . onde devem constar a delimitação do tema.724/2005) enuncia que a Introdução se constitui na parte inicial do texto. na qual se apresentam as inferências correspondentes aos objetivos ou hipóteses. A ABNT (14. 3.16 3 A CONSTRUÇÃO LÓGICA DE UM TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO Em termos de descrição da estrutura lógica de um Trabalho de Conclusão de Curso.1 ELABORANDO A INTRODUÇÃO A Introdução deve ser produzida no sentido de se constituir uma lógica de exposição dentro de uma perspectiva norteadora da compreensão do trabalho. Neste caso. nos termos da Monografia ou Dissertação.724/2005) contempla as partes fundamentais deste tipo de trabalho. sobretudo para aqueles cujo curso se constitui em iniciação ao processo de produção do conhecimento. contendo a caracterização do problema. a apresentação gráfica do trabalho pode se comprometer. hipótese (s). e os tópicos-chave abordados em cada capítulo. especificamente por falta de subsídios técnicos-teóricos direcionados a elaboração do trabalho. dividindo-se em seções e subseções (capítulos) que variam em funções da abordagem do tema e do método e a conclusão (ou considerações finais) como parte final do texto. considera o desenvolvimento como a parte principal do texto e que contem a exposição pormenorizada do assunto. Neste contexto. os objetivos. Neste sentido. Neste caso. a justificativa. os objetivos da pesquisa e outros elementos necessários para situar o tema do trabalho. metodologia. Um detalhe relevante à Introdução é o fato de que ela é a penúltima (a última parte que se redige é o resumo) parte que se escreve em um trabalho científico. ofertando maiores subsídios para a elaboração de cada um deles. julga-se importante extrapolar a condição de mera enumeração dos conteúdos integrantes da introdução. a ABNT (14. O processo de materialização da Monografia também não se revela tarefa fácil aos acadêmicos com insuficiente preparo metodológico do ponto de vista da lógica da exposição. Contudo a caracterização do conteúdo próprio de cada uma dessas subdivisões é insuficiente.

Deve considerar. alguns aspectos importantes que se consolidam nos seguintes pontos: • Estabelecimento da relevância e das razões de ser do trabalho. a partir da fundamentação teórica parafraseada. • Como o pesquisador trabalhou para produzir a solução do problema metodologia. ainda. Em verdade. uma visão holística do trabalho. entre outros aspectos. expressando a opinião do pesquisador em relação aos achados da investigação. identificando os seguintes aspectos: • O modo pelo qual o pesquisador encontra-se com o seu problema – delimitação.17 que engloba vários itens do corpo do trabalho. • As relações com outros estudos sobre o mesmo assunto e. materiais e procedimentos. que pode estar ao longo do discursos. . Em um trabalho científico. a Introdução deve representar a essência do se pensamento com relação ao assunto que se pretende estudar. • As informações sobre a natureza e a relevância do problema. relevância do assunto. • Como o pesquisador organizou a lógica da exposição do trabalho – parte da fundamentação teórica. • A formulação e a delimitação do assunto tratado. • A finalidade que permita ao leitor compreender os antecedentes que justificam o trabalho. Como a introdução se compõe da integração de vários conteúdos. com ênfase aos antecedentes da pesquisa e um breve histórico de sua trajetória. • As limitações da pesquisa. assim como enfocar o assunto a ser abordado por meio das idéias-chave de cada capítulo. constituindo-se de modo abrangente. • Os objetivos da pesquisa. • Divisão de capítulos. considerando uma síntese dos conceitos da literatura. mas sem se tornar prolongada. • Idéia chave do trabalho. a ela se constitui em um discurso de abertura que o pesquisador oferta ao leitor. A Introdução deve conter. ou separadamente. justificativa. portanto. torna-se essencial que sejam consideradas as orientações para a sistematização de cada um deles. em alguns parágrafos.

então. analisando-se o estado da arte. abrindo mão dos aspectos adjacentes.1 Delimitação do Tema A delimitação do tema da pesquisa consiste em decidir a extensão e a profundidade dos aspectos do tema que serão problematizados. mesmo que sejam interessantes. Dentro desta orientação. identificando aspectos que particularmente interessam ao trabalho. não apenas. Em epítome. apurar. este exercício não pode se resumir ao título do trabalho. a delimitação do tema consiste na escolha. Em síntese. entre vários aspectos levantados. a contextualização do tema e uma analise em profundidade que seria impossível de ser realizada com assuntos abrangentes. Não trata-se. Neste caso. delimitar significa fixar a extensão do tema. em um título. • A realização da pesquisa bibliográfica – neste momento deve-se entrar em contato com a literatura disponível sobre o assunto eleito. os limites dentro dos quais ele será desenvolvido. do termo que merece um estudo a uma investigação sistemática. A condição para que o processo de apuração do tema ocorra requer sua contextualização no âmbito do assunto que o encerra. ainda. Isto é uma imposição metódica para que a pesquisa não se perca em generalidades e superficialidades. resultando em um texto e. mas de localizar os fundamentos que possibilitem a contextualização macro e micro do tema. dentro de um assunto. Desse modo. garantindo o caráter monográfico do trabalho. isto é. sustentado na sua leitura e interpretação realizar-se-á a revisão bibliográfica e a fundamentação teórica do trabalho.18 3.1. de se proceder a uma análise profunda da teoria existente. . a delimitação do tema significa. uma vez que. o que já se escreveu a respeito do assunto a que se pretende investigar. • O registro das fontes pesquisadas. mas a um processo de raciocínio que o contextualize. indicando as circunstancias de tempo e local onde o trabalho será realizado. tornam-se requisitos fundamentais a contextualização do tema os seguintes pontos: • A definição do assunto de interesse. sugerindo a área de conhecimento a que pertence o assunto e contextualizando o tema no âmbito do argumento que o encerra.

problemas e situações que o tema envolve. nos quais se destacam os seguintes: • Devem ser realistas. a orientação é para que se constituam perguntas.3 Definição dos Objetivos O Objetivo é definido como alvo ou designo que se pretende atingir. por ser necessária para situar o tema do trabalho e por determinar os objetivos. inovar ou tratar de modo significativo as considerações propostas pelo tema. .1. os objetivos devem atender a alguns requisitos. um dos critérios mais importantes na validação do trabalho final é a consecução dos objetivos propostos em suas bases propedêuticas. Desse modo.1. Entre outros aspectos. sugerir. pode-se afirmar que este significa a identificação de dificuldades. 3. Neste caso. alterar. eles orientam a fundamentação teórica e os procedimentos metodológicos do estudo. constroem-se afirmações iniciais e respostas provisórias que poderão ser corroboradas ou refutadas ao final do trabalho. propor soluções. portanto. considerando tempo e recursos para sua consecução. deficiências. esta será abordada com maior relevância e propriedade a seguir. 3. Neste sentido. tornando-se os pontos centrais do desenvolvimento de um trabalho científico. as quais pretendam resolver. Pode-se afirmar. as principais vantagens decorrentes da formulação do problema são as seguintes: • Facilidade de se buscar o tipo de resposta/solução pretendida e necessária e.19 Pelo fato da formulação do problema da pesquisa ter sido entendida como um dos elementos que a ABNT indica (sem explicar) que também deve integrar a introdução.2 Formulação do Problema da Pesquisa Ao se tratar do problema da pesquisa. que o último passo é ter uma ou mais hipóteses em torno da qual vai se desenvolver a pesquisa. • Facilidade de construir roteiros para o inicio da coleta de dados. Neste caso. a partir das perguntas. Baseado nestes pressupostos.

às vezes teórica. os específicos. dando voz ao fluxo de operações que determina a resposta ao problema elencado. da instituição alvo. para que se consolide o acesso aos dados. ou do público-alvo da pesquisa.20 • Devem ser aderentes aos interesses da organização. Já os objetivos específicos devem qualificar. Os objetivos. antes de tudo. operacionalizar e especificar o modo como se pretende atingir o objetivo geral. quantificar. Desse modo. esta aderência. a partir da subdivisão de um problema intelectual expresso em um objetivo geral em tantas partes quantas sejam necessárias para que sua resolução se consolide. Na estruturação de um trabalho científico. torna-se impossível realizar o trabalho. já que é preciso. . configuram-se como marcos de referência no caminho para se atingir aos pressupostos elencados pelo problema da pesquisa. Neste caso. formas de visualizar o futuro. . O quadro 4 apresenta uma relação de verbos que permitem consolidar os objetivo geral e específicos de um trabalho científico. neste sentido. detalhando as finalidades. tornando-se amplo ao ponto de se consolidar como a espinha dorsal do trabalho. por conseguinte. guiando o pesquisador nas direções ensejadas pelo trabalho. a pesquisa deve possuir seu objetivo geral e. propósitos. e devem se transformar em ações e práticas. além de se colocarem como intenções sobre o propósito do trabalho. O Objetivo Geral define o propósito do estudo. para que tenham validade junto aos stakeholders da pesquisa. sua formulação deve ser abstrata. Sem esta cooperação. os objetivos se consolidam como visões norteadoras do que está por acontecer. Sua estruturação deve considerar um enunciado com verbos no infinitivo e que indique uma ação intelectual.

21 Taxonomia dos objetivos de um trabalho científico Compreensão Aplicação Análise Concluir Aplicar Analisar Deduzir Demonstrar Calcular Demonstrar Desenvolver Categorizar Derivar Dramatizar Combinar Descrever Empregar Comparar Determinar Esboçar Contrastar Diferenciar Estruturar Correlacionar Discutir Generalizar Criticar Estimar Ilustrar Debater Exprimir Interpretar Deduzir Extrapolar Inventariar Diferenciar Ilustrar Operar Discriminar Induzir Organizar Discutir Inferir Praticar Distinguir Interpolar Relacionar Examinar Localizar Selecionar Experimentar Modificar Traçar Identificar Narrar Usar Investigar Preparar Provar Prever Reafirmar Relatar Reorganizar Representar Revisar Traduzir Transcrever Menos Complexidade complexo intermediaria Quadro 4:Taxonomia dos objetivos de um trabalho científico Fonte: Primária 2011 Conhecimento Apontar Calcular Classificar Definir Descrever Distinguir Enumerar Enunciar Evocar Especificar Estabelecer Exemplificar Expressar Identificar Inscrever Marcar Medir Nomear Ordenar Reconhecer Registrar Relacionar Relatar Repetir Sublinhar Síntese Compor Comunicar Conjugar Construir Coordenar Criar Desenvolver Dirigir Documentar Escrever Especificar Esquematizar Exigir Formular Modificar Organizar Originar Planejar Prestar Produzir Propor Reunir Sintetizar Avaliação Argumentar Avaliar Comparar Contrastar Decidir Escolher Estimar Julgar Medir Precisar Selecionar Taxar Validar Valorizar Complexo Com base nestes aspectos. • Transformação de cada um dos aspectos escolhidos em um objetivo. cada um dos objetivos específicos dará origem a uma parte distinta da redação do trabalho. . • Verificação da suficiência dos objetivos específicos propostos. estruturando-os de acordo com os seguintes pontos: • Levantamento dos aspectos que compõe a parte relevante do problema – exame do objetivo geral procurando divisões possíveis. antepondo um verbo que indique uma ação intelectual a cada enunciado. identificando sua contribuição à consecução do objetivo geral e não extrapolando a proposta da pesquisa e.

estruturando um marco conceitual e uma relação intrínseca entre cada conceito trabalhado. Neste caso. destacando os pontos que despertaram o interesse do pesquisador. é importante delinear os pontos que qualificam o trabalho dentro de um contexto relevante. justificando a necessidade imperiosa de levar a efeito tal empreendimento. estão relacionadas com os objetivos da instituição de educação superior. é o convencimento de que o trabalho de pesquisa é fundamental e passível de ser efetivado. Neste caso. A Justificativa é um enfoque subjetivo que.1. a Justificativa. Apesar de interligadas por muitos pontos. respondendo ou concluindo o que vai ser investigado no trabalho de pesquisa. definindo a importância do projeto a partir do destaque para um questionamento específico: É importante para quem? As razões. no sentido de que é sempre importante melhorar uma prática. na grande maioria dos casos. com o bem estar da comunidade acadêmica. como o próprio nome indica. deve-se exaltar a importância do tema a ser estudado. Nesta orientação. justificando-o segundo premissas que determinam a consolidação da pesquisa. .4 Justificativa – Consolidação da Relevância do Estudo Em uma perspectiva onde a ciência deve ser tecnicamente útil e socialmente responsável.22 • Decisão quanto a melhor sequencia lógica dos objetivos e capítulos do trabalho. o tema e as hipóteses escolhidas pelo pesquisador são de fundamental importância para os stakeholdes da pesquisa. existem algumas distinções quanto a contribuição e a importância do projeto. envolve a descrição das causas da escolha do assunto. um caminho para justificar a contribuição da pesquisa é recorrer aos seus objetivos. parte-se do pressuposto de que justificar é apresentar as razões à própria proposta do estudo por meio da relevância. 3. política ou processo de trabalho. com a sociedade e com o ambiente no qual se realiza a pesquisa. oportunidade e viabilidade. ainda em nível de introdução do trabalho. Desse modo. Neste momento. Na elaboração da Justificativa deve-se tomar o cuidado para não justificar a hipótese levantada. A partir da orientação destes aspectos. além da razão (elementos objetivos). torna-se adequado. destacar a relevância do estudo.

livros. Assim sendo. com destaque para os seguintes pontos: • Os aspectos que sejam relevantes e necessários aos esclarecimentos do tema/problema em estudo: textos.5 Subsídios para a Elaboração do Desenvolvimento As orientações metodológicas que seguem especificadas visam oferecer subsídios para a construção da parte do trabalho que genericamente é reconhecida como Fundamentação Teórica. Destarte. a fundamentação teórica implica a seleção. De modo geral este item é integrado pela Fundamentação teórica. a simples leitura das fontes selecionadas é insuficiente. é necessário proceder ao fichamento do . ao final de cada capítulo sugere-se um parágrafo “link” com o capítulo seguinte. e portanto subsidiar a construção da estrutura do trabalho. 3. artigos. o que geralmente acontece é o levantamento e o relato de uma série de textos com relaçao ao tema da pesquisa. ou conclusões. à medida que novas idéias vão surgindo e o projeto vai sendo redirecionado.5. • Os pontos que servem para orientar o método do trabalho.1. os instrumentos de pesquisa e os procedimentos de coleta e análise de dados: quais métodos e técnicas de pesquisa que mais se adaptam ao tema e aos objetivos propostos. A fundamentação teórica não é uma etapa com inicio e fim. os instrumentos de investigação e os demais aspectos que tornam-se relevantes para o trabalho. Neste caso. sobretudo dissertações e teses. apresentação. considerando que é por meio do processo de fundamentação teórica que se dá a identificação das bases teóricas que fundamentação o estudo. garantindo a coerência interna do discurso. os resultados da pesquisa e as considerações finais. leitura e análise de textos relevantes ao tema/problema de estudo. análise e interpretação (discussão) dos dados coletados. Mantendo-se a lógica da exposição. Procedimentos metodológicos.1 Fundamentação teórica – revisão bibliográfica No processo de fundamentação teórica devem ser levantados os aspectos referentes ao tema em pauta.23 3. Contudo. mas que dificilmente serão utilizados no estudo final. bem como os procedimentos metodológicos.1. novos textos são acrescentados. Na prática.

de um livro. de acordo com suas classificações. além de resumos e resenhas relacionadas com os materiais pesquisados. constituído de positons papers. onde as referências passam a ser fonte de informação relevante para a construção de uma consistente base teórica. entrevista. tornase possível realizar um pequeno resumo do conteúdo de um artigo. detalhada. Neste sentido. da divisão do trabalho. por sua vez. 3.1. Logo. a fundamentação teórica trata da teorização do tema em termos de conceitos. fichas co dados considerados importantes pelo pesquisador. Estes dados serão necessários na abordagem das citações do corpo do trabalho e deverão ser relacionados ao final. do tempo previsto. sob esta nomenclatura. estes itens poderão diluir-se nos capítulos e subcapítulos. Sob estas orientações. ela deve aparecer apenas na estrutura formal do projeto. das bases teóricas anteriormente levantadas. É o detalhamento do tipo da pesquisa. É importante ressaltar que a expressão “Fundamentação Teórica” apresentase como um designativo geral do conjunto de capítulos e sub-capítulos. nas Referências. . modelos.6 Procedimentos Metodológicos Os procedimentos metodológicos configuram-se como a explicação minuciosa. do instrumental utilizado (questionário. classificações e abordagens já que. em função das necessidades didáticas. os quais podem se estruturar em frases chamativas em uma epígrafe temática. Estes. utilizando o resultado deste procedimento como escopo fundamental das decisões elencadas no corpo do trabalho. Neste sentido. é importante organizar-se a partir de um fichário pessoal. Esses dados também podem ser armazenados em um banco de dados. rigorosa e exata de toda a ação desenvolvida no método do trabalho de pesquisa. enquanto no relatório final da pesquisa ela se apresenta nos próprios capítulos do trabalho.24 conteúdo de interesse da pesquisa. das formas de tabulação e tratamento dos dados e de tudo aquilo que se utiliza em um trabalho de pesquisa. deverão apresentar coerência com o conteúdo e uma qualidade decorrente da abrangência e da profundidade da pesquisa bibliográfica e dos objetivos específicos previamente determinados pela pesquisa. entre outros).

coleta e analise de dados quantitativa. pesquisa documental. entre outras – tendo em vista a manutenção e a identificação dos objetivos específicos a que se vinculam.25 É o momento no qual se justifica a abordagem metodológica adotada. Neste momento. qualitativa. os quais estão destacados no quadro 5. Desse modo. Entre outros aspectos. Considerando a necessidade da compreensão desta parte do trabalho. este processo realiza-se a partir da indicação das atividades de coleta que foram desenvolvidas – pesquisa bibliográfica. detalham-se os equipamentos utilizados. entrevistas estruturadas. observação participante. Na prática. . entre outros métodos. deve-se apresentar a configuração da pesquisa e a classificação adotada. tornase importante conhecer as taxonomias dos métodos de pesquisa que podem ser empregados no decorrer do projeto. experimental. é importante salientar que em um mesmo estudo diversas técnicas quantitativas e qualitativas podem convergir para a consecução dos objetivos do trabalho. estatística. em uma pesquisa experimental. utilizando-se. estudo de caso. não estruturadas. por exemplo. analise de discurso. deve-se traduzir todas as atividades práticas necessárias para a aquisição dos dados com os quais foram desenvolvidos os raciocínios e que resultaram em cada parte do trabalho final. Conforme o caso. questionários. os procedimentos e técnicas empregadas na investigação e as devidas explicações de como a pesquisa foi realizada e conduzida. bem como a população objeto de estudo e o plano piloto que foi desenvolvido. é possível também descrever os instrumentos utilizados na coleta de dados e. entrevistas. O questionamento que norteia a montagem dos procedimentos se refere a identificação das atividades concretas desenvolvidas pelo pesquisador para a obtenção das informações necessárias para o desenvolvimento de cada objetivo. destacando os métodos abordados. conteúdo. de levantamento.

Metodologia científica e da pesquisa para o curso de Administração. em conjunto com o Professor Orientador.C. M. Neste sentido. OTANI. Faculdade Energia de Administração e Negócios. torna-se importante que o pesquisador. FIALHO.B. Visualbooks. S. 35 a 43). Florianópolis: 2007.F.C. se aproprie das definições de cada ponto antes de transcrever seus procedimentos metodológicos para o documento final.M.P. . (Pags: 81 a 153). com base nas orientações metodológicas designadas a consolidação do trabalho de pesquisa. ZAPELINI. Com a apropriação destas informações. Apostila do curso de Administração. (Pags. ZAPELINI.A. N. TCC métodos e técnicas. 2007.K. torna-se importante conhecer o processo de delimitação da população da pesquisa.26 TAXONOMIA DA PESQUISA CIENTÍFICA Parâmetros de classificação Classificação da pesquisa Técnica empregada Natureza Objetivos Abordagem do problema Fontes de informação Procedimentos técnicos Tipos de Pesquisa Pesquisa acadêmica Pesquisa de Ponta Documentação indireta (fonte primária e secundária) Documentação direta Pesquisa básica Pesquisa aplicada Pesquisa exploratória Pesquisa descritiva Pesquisa explicativa Pesquisa qualitativa Pesquisa quantitativa Pesquisa quali-quantitativa Campo Laboratório Bibliografia Bibliográfica Etnográfica Documental Experimental Ex-post facto Estudo de corte Levantamento Estudo de campo Estudo de caso Pesquisa-ação Pesquisa participante Pesquisa Grounded Theory Pesquisa sistemática Quadro 5: Taxonomia da Pesquisa Científica Adaptado de : Souza. Fialho e Otani 2007 A partir do retrato elencado pelas classificações da pesquisa. a orientação do Manual de Trabalho de Conclusão de Curso da FACIERC é para que os pesquisadores utilizem-se dos seguintes materiais: • • SOUZA. A.

1995. e variáveis descontínuas. definido a partir do problema. como ocorre com as outras. os operários filiados a um sindicato. p. ou seja. a população pode ser entendida como Um conjunto definido de elementos que possuem determinadas características. em termos estatísticos. Comumente fala-se de população como referência ao total de habitantes de um determinado lugar. todos os integrantes de um rebanho de determinada localidade. as características são os aspectos distintivos da população como. entre outros.] agregado. elas variam de um indivíduo para outro. ou a soma. de todos os elementos que compartilham algumas características comuns. Dentro das variáveis quantitativas. p. enquanto faixas etárias e de renda são características qualitativas.6. Na formulação de Rosental e FrémontierMurphy (2002).. Todavia.. as faixas de renda. 91-92).27 3. a escolaridade é uma característica quantitativa. já que estes poderão ser modificados a partir do que a população de fato apresenta como suas peculiaridades. não permitem valores intermediários.1 A população da pesquisa Em linhas gerais. no exemplo acima. que podem assumir quaisquer valores numéricos dentro de um intervalo. É importante observar que as características dos indivíduos podem ser tanto qualitativas quanto quantitativas: as primeiras não podem ser medidas em escalas numéricas.1. segundo Rosental e Frémontier-Murphy (2002). Na definição da população. Assim sendo. uma população pode ser definida como o conjunto de alunos matriculados numa escola. elas também podem ser chamadas variáveis. (GIL.” Rosental e Frémontier-Murphy (2002) afirmam que a população consiste no conjunto sobre o qual incidem as observações. das hipóteses e/ou dos objetivos da pesquisa. as faixas etárias. Observar as características da população é essencial para definir instrumentos de coleta de dados. A população. o total de indústrias de uma cidade. consiste no universo a ser pesquisado. 301) conceitua população como “[. é possível assumir duas formas diferentes: variáveis contínuas. dessa forma. . que só podem assumir valores discretos. o pesquisador deve ser cuidadoso na definição das características dos pesquisados. a escolaridade. por exemplo. devendo ser definida da forma mais precisa possível. toda a produção de televisores de uma fábrica etc. Numa formulação um pouco mais simples. Como essas características. Malhotra (2001. da pergunta.

de uma renda de R$ 545. o que torna essencial para o sucesso da pesquisa planejar adequadamente a amostra a ser pesquisada.1 Amostra Por amostra.01. definindo assim o chamado erro padrão de estimativa.28 Por exemplo. é.00 a R$ 760. essencial que a amostra tenha as características da população. Por sua vez. Outro exemplo de amostra pode ser dado por determinado número de escolas que integram a rede estadual de ensino. que é definida como “coleção de elementos ou objetos que possuem a informação procurada pelo pesquisador e sobre as quais devem ser . evitando valores que possam comprometer a qualidade da amostra. Uma boa amostra obedece a dois critérios essenciais. é claro. entende-se o subconjunto do universo ou da população.5 filhos). Outros exemplos: uma quantidade definida de peixes retirados de determinado rio. enquanto que a renda de uma pessoa pode assumir qualquer valor expresso em unidades monetárias: um indivíduo localizado na faixa de renda de R$ 380. por conseguinte. Como a amostra consiste num subgrupo da população da pesquisa. por cem empregados de uma população de 4000 que trabalham em uma fábrica. dentro das considerações de Gil (1995). por exemplo. 3. segundo Cooper e Schindler (2003): acuidade e precisão. por meio do qual se estabelecem ou se estimam as características desse universo ou população.00 pode possuir uma renda de R$ 544. o número de filhos de um casal não pode ser expresso continuamente (não se pode ter 2.1.6. enquanto que a precisão admite previamente os erros e falhas da amostragem. as características qualitativas podem assumir diversas modalidades diferentes o que vem a ser o equivalente qualitativo dos valores das variáveis quantitativas. certo número de parafusos retirados do total da produção diária de uma indústria ou um cálice de vinho de um tonel. O primeiro critério refere-se ao grau em que os vieses ficam de fora da amostra.1.36 – diferente. Uma amostra pode ser constituída. Este planejamento pode seguir o roteiro apresentado por Malhotra (2001): • Definição da população: a primeira etapa no processo de definição da amostra é simplesmente a definição da população-alvo do estudo.

se será usada a forma probabilística ou não. • Execução do processo de amostragem: a execução coroa o processo descrito até o momento. custos e probabilidades modificando a amostra à medida em que ela é feita) ou tradicional (planeja-se a amostra inteiramente antes de coletar os dados). no qual trabalha o elemento. Nesta etapa. por exemplo). ou arcabouço. a listagem dos profissionais empregados pela organização (obtida junto ao departamento de Recursos Humanos). • Determinação do tamanho da amostra: consiste na definição do número de elementos a serem incluídos no estudo. a lista telefônica. é um exemplo de unidade amostral).  Definição da unidade amostral: diz respeito à unidade na qual pode ser encontrado o elemento (um departamento da empresa. uma lista de endereços de uma associação comercial.” (p. deve ser capaz de fornecer as informações que o pesquisador deseja obter. ou se a amostragem será bayesiana (em que os elementos são selecionados seqüencialmente. apenas o departamento financeiro das filiais de Santa Catarina da empresa. e será objeto de maior desenvolvimento no próximo subitem. ou seja. o pesquisador avalia o . constituem exemplos de arcabouços amostrais.29 feitas inferências. 302). • Determinação da estrutura amostral: a estrutura.  Definição do alcance e do tempo: consiste nas fronteiras geográficas e temporais da unidade amostral (por exemplo. A população da amostra. Assim. amostral é uma listagem ou conjunto de instruções que permitem identificar a população-alvo. e somente os profissionais que têm mais de cinco anos de casa). A população-alvo é definida a partir de uma série de aspectos:  Definição dos elementos: consiste em determinar a fonte de informação (o entrevistado. • Escolha da(s) técnica(s) amostral (is): são as decisões a respeito de como será constituída a amostra. a partir de informação prévia sobre parâmetros populacionais. conforme lembram Cooper e Schindler (2003). deve ser relevante. verificando se haverá reposição ou não.

efetuando a pesquisa junto aos elementos selecionados. Cada tipo tem suas vantagens e desvantagens: a amostra não-probabilística é mais rápida e mais barata. de acordo com a estratégia definida. Por exemplo.30 planejamento feito e o implementa.1. tal como indica May (2001) e Malhorta (2001). Os vendedores serão chamados um a um. A partir destas orientações. permite expressão da probabilidade matemática de se encontrar na população as características da amostra e é rigorosamente científica. aleatoriamente. enquanto que a probabilística confere maior . a partir das definições feitas previamente.  Arcabouço amostral: listagem de empregados fornecida pelo departamento de Recursos Humanos da matriz. o pesquisador pode iniciar o contato com os elementos a serem pesquisados dentro da população.  Execução: a primeira etapa será alocar a amostra entre as lojas. procurando determinar aqueles que estejam disponíveis para atendimento do pesquisador – ou seja.6.  Tamanho da amostra: 237 vendedores. o método será a conveniência em termos de horário.  Técnica de amostragem: amostragem por conveniência. 3. A primeira segue as leis da estatística. confiando no julgamento deste para a produção de uma amostra fiel à população. Nesta fase.2 Tipos de amostragem Há dois tipos de amostragem: probabilística e não-probabilística.1. durante o período da pesquisa (tempo). ao passo que a segunda depende do critério do pesquisador. com filiais em todo o estado:  População-alvo: todos os empregados com mais de um ano de casa (elemento). suponha uma pesquisa de clima organizacional com os empregados de uma grande empresa comercial. na região (alcance). parte-se a compreensão do tipo de amostragem. A forma de contato com os vendedores será a discagem para as lojas durante o horário comercial. no setor de vendas (unidade amostral – o pesquisador irá ligar para as lojas durante o horário comercial).

probabilística. Alguns cuidados na definição do tipo de amostra são dadas por Cooper e Schindler (2003): • Deve ser impossível modificar a seleção feita previamente (isso é muito importante quando são empregados outros indivíduos para a coleta de dados). o acadêmico seleciona alguns números que comporão a amostra. e estas sejam obedecidas. na medida em que. escolhe-se o número 44. é uma variação da aleatória simples. para. de ser incluído na amostra. • Somente os elementos da amostra original podem ser incluídos. como por exemplo o conjunto de candidatos a um concurso. 244. faixa etária. posição hierárquica). da forma mais completa possível. suponha uma amostra de 100 elementos dentro de 10. • Deve ser impossível fazer substituições. nesta.000 candidatos aleatoriamente. identificar a amostra dentro de cada estrato. identificados por fichas de inscrição. por sexo. O primeiro passo na amostragem probabilística consiste em listar os elementos da população. onde o que May (2004) chama “moldura de amostragem”. A amostragem aleatória simples consiste em atribuir um número aleatório para cada membro da população.o que só pode ser feito em caso de se poder identificar a posição de cada membro num sistema ordenado. e a partir do intervalo amostra. a não ser que se prevejam regras claras para as mesmas. a partir dessa divisão. desconhecendo completamente a quem esses números são associados.31 confiabilidade aos resultados obtidos. Já a amostragem sistemática. cada elemento da população possui a mesma probabilidade. 144. classe social. confirmados por Gil (1995). Um outro aspecto importante refere-se ao fato de que numa amostragem probabilística é possível extrair conclusões que podem ser generalizadas para toda a população – algo que não se pode fazer na não-probabilística. Dentro da tabela de números obtidos. de acordo com Gil (1995) e Malhotra (2001). Por exemplo. Na amostragem estratificada é preciso dividir a população em estratos ou subgrupos (por exemplo. 344 e assim sucessivamente. procura-se os candidatos 44. que exige que cada elemento da população possa ser identificado de acordo com sua posição . Dentre os vários tipos de amostragem . previamente conhecida e diferente de zero.

se o estágio será realizado numa grande empresa. essa forma de amostragem é bastante útil. A amostragem por conglomerados não deve ser confundida com a estratificada. Por exemplo. São tomadas amostras aleatórias em subdivisões. os conglomerados serão os diferentes departamentos. Há duas formas de se efetuar a amostragem estratificada. em que se busca uma amostra similar à composição da população (por exemplo. A amostragem por conglomerados é utilizada em casos nos quais a população é muito extensa. não o total da empresa. em muitos subgrupos homogêneos (selecionados a partir da facilidade ou disponibilidade de acesso) com poucos elementos (heterogêneos). . uma amostra estratificada por sexo deve ser composta por 50% de mulheres). espalhadas pelo país. Por exemplo. sendo que na estratificada os elementos dentro de cada subgrupo são selecionados aleatoriamente e na por conglomerados os subgrupos é que são selecionados aleatoriamente. pressupondo-se que cada uma seja representativa do todo (o que nem sempre ocorre na prática). em que não se observa a extensão dos estratos em relação à população. A primeira etapa consiste em distinguir a população em subpopulações mutuamente excludentes (os conglomerados). e nãoproporcional. a proporcional. o acadêmico poderia tomar amostras de departamentos e níveis hierárquicos em diferentes unidades produtivas. enquanto que aquela. se entre os funcionários do departamento metade são mulheres. O modo mais comum de se fazer amostragem por conglomerados é dividindo a população por áreas geográficas. os elementos em cada conglomerado.32 pesquisador utiliza normalmente a amostragem aleatória simples para selecionar cada elemento. embora também se possa fazer a amostragem a partir do tamanho. na segunda etapa. Na amostragem por etapas normalmente se aplica aos casos em que a população está muito dispersa em uma grande área. para se ter uma amostra geral da população. selecionando-se estatisticamente. o estágio será realizado numa empresa que possui diversas unidades de produção. sendo feitas as amostras de cada departamento a partir da própria listagem de pessoas que nele trabalham. pois esta divide a população em poucos subgrupos heterogêneos (selecionados por critérios relacionados às variáveis em estudo) com muitos elementos (homogêneos).

fazendo com que o processo de amostragem. e pressupõe que os mesmos sejam representativos.33 Dentre os tipos de amostragem não-probabilística. • Amostragem por tipicidade: neste caso. evidentemente. encontram-se os seguintes: • Amostragem por acessibilidade: trata-se do processo menos rigoroso. é representativo da mesma . de acordo com as informações disponíveis a respeito desta. • Amostragem proposital: a amostra é selecionada de acordo com uma determinada • característica. só será possível por meio de profundo conhecimento da população. classifica-se a população conforme as propriedades consideradas relevantes para o fenômeno a ser estudado. conquanto excessivamente limitada. a partir da idéia de que o pesquisador confia em seu juízo para definir quem será ou não apto a ser pesquisado. fixa-se uma cota proporcional à .o que. finalmente. Encontrando-se um membro da população. pede-se a ele que apresente outras pessoas que também façam parte dela. • Amostragem “bola de neve”: é utilizada em casos em que a população se encontra muito distribuída ou é difícil de ser localizada. seleciona-se um subgrupo da população. definida previamente pelo pesquisador – por exemplo. ainda de acordo com Gil (1995) e May (2004). Esta amostra baseia-se na conveniência do pesquisador – o que nas palavras de Malhotra (2001) significa que o elemento da pesquisa se encontrava na hora certa e no local certo. de modo que cada elemento da pesquisa indicará outros elementos. que. Não surpreenderia ninguém se essa opinião fosse favorável ao que o apresentador do programa divulgou. os ouvintes de um programa religioso de rádio poderiam ser convidados a telefonar para a estação e dar sua opinião a respeito daquela religião. em que o pesquisador seleciona os elementos simplesmente porque eles são acessíveis. • Amostragem por cotas: é um processo composto por três etapas: em primeiro lugar. Essa forma é definida por Malhotra (2001) como amostragem por julgamento. o segundo passo consiste em determinar qual é a proporção da população a ser colocada em cada classe. sendo portanto rápida e barata.

a amostra deve ser fidedigna. pelo nível de confiança. Já abaixo deste número.1. Neste sentido. ou seja. • Quanto maior o nível de confiança na estimativa. Por fim. De acordo com as preposições de Gil (1995). dentro deste contexto.34 população para cada pesquisador. tal como elenca Gil (1995). maior a amostra. pelo erro máximo permitido e pela percentagem com a qual o fenômeno pesquisado se verifica. o universo é considerado infinito e o número de amostra será sempre o mesmo. • Quando maior a precisão desejada.000 elementos. 3. compondo-se de um número suficiente de elementos e que seja determinado pelas dimensões do universo da pesquisa. maior a amostra. normalmente se trabalha com estimativas de 3 a 5%. • Quanto menor a amplitude de intervalo. O nível de confiança. maior deve ser a amostra. Neste caso. torna-se necessário um determinado cuidado com os aspectos vinculados ao seu tamanho. as dimensões do universo seguem uma regra simples.6. quanto ao erro. maior a amostra.1. Um exemplo pode ilustrar o calculo da amostra a partir da seguinte orientação: . ele poderá ser reduzido sem que isso implique em perda de precisão. • Se o tamanho da amostra for maior do que 5% da população. • Quanto maior o número de subgrupos de interesse na população. alguns princípios influenciam e ajudam a definir o tamanho da amostra. Já. é estimado pela distribuição normal e se expressa de acordo com o número de desvios-padrão relativos à media. a percentagem com que o fenômeno se verifica refere-se a uma estimativa prévia sobre como determinado fato ocorre na população. maior a amostra. acima de 100. ele é finito do ponto de vista estatístico. Esse tipo de amostragem exige que o pesquisador conheça de antemão as características da população. e são os seguintes: • Quanto maior a dispersão ou as variáveis da população.3 Calculo da amostra No tocante as formas utilizadas para selecionar os elementos da amostra.

500 = 345. Caso não houvesse uma pesquisa previa que permitisse identificar as freqüências de p e q.(500-1) + 22.10. . • p = porcentagem com a qual o fenômeno se verifica (10) • q = porcentagem complementar (90) • N = tamanho da população (500) • e2 = erro máximo permitido (3) A fórmula utilizada para o cálculo é a seguinte: n = σ2.35 Considere a situação em que uma empresa com 500 colaboradores deseja reduzir o nível de absenteísmo de seu quadro.500 = 222. o pesquisador deveria coletar os dados com aproximadamente 223 colaboradores para poder determinar quais seriam as principais causas do absenteísmo entre o corpo funcional da empresa. cada um dos valores teria o valor de 50%. para tal. Dessa forma. estimou o nível de confiança de cerca de 95% e um erro máximo de 3%. tem-se: n = 22.(N-1) + σ2.02 -----------------------32.50.q.10.47 ----------------------32.50. • σ2 = nível de confiança escolhido.p. mas não determinaram as causas deste fator.q Substituindo-se os números na fórmula.p. se o pesquisador considerar um erro de 5%.50 Desse modo.N ------------------------------------------------e2. ao invés dos 3% calculados. o desconhecimento da freqüência exigiria a pesquisa com 345 pessoas.(500-1) + 22. portanto. Neste caso.90 Partindo do pressuposto descrito. em número de desvios-padrão (2). Pesquisas prévias indicaram que cerca de 10% dos colaboradores faltam ao trabalho. O pesquisador decide buscar as razões mais comuns para as ausências e.90. percebe-se que: n = 22. identifica-se que: • n: tamanho da amostra.50.

Um segundo conceito relevante e direcionado a compreensão da sistemática da investigação refere-se à definição de “dado”. torna-se fundamental considerar os métodos e técnicas que designam diversas realidades. os questionários e os demais instrumentos relacionados. que representam uma opinião ou posição oficial. etapas ou métodos. Praticamente todos os materiais de referencia entram nessa categoria.6. a distinção entre dados primários e secundários ocorre por meio do pesquisador. Ainda há um destaque para um terceiro elemento. • Dados secundários: são as interpretações dos dados primários. Desse modo. Dentro desta conjectura.1. dando ênfase aos indícios de Ruiz (1995) o método busca designar um significado traçado as etapas fundamentais da pesquisa. mas geralmente são representados por índices. Por meio das considerações de Malhotra (2001). os dados se apresentam de três formas: • Dados primários: os que se originam de trabalhos originais de pesquisa ou dados brutos.2 Técnica de coleta de dados Nas questões propedêuticas. tornando-se a unidade básica do conhecimento a ser investigado. Nas bases propostas por Triviños (1995). bibliografias e outros auxiliares de busca. “dado” é a reunião de informações que o próprio pesquisador reúne para analisar e estudar determinado fenômeno social. Neste sentido. seria a partir dos dados que o pesquisador tem a possibilidade de consolidar as informações que estruturam o conhecimento. sem interpretação ou pronunciamentos. As considerações de Soriano (2004) corroboram as definições de método apresentadas por Ruiz (1995) e salientam que o método passa também a representar como se pesquisa.36 3. tornando-se um sinônimo de material de pesquisa. que seria o meio físico para se investigar. o pesquisador . enquanto a técnica se relaciona com os procedimentos e a utilização dos recursos peculiares a cada objeto pesquisado em diferentes perspectivas. já que este é o responsável pela coleta. A partir das ações decorrentes da pesquisa. • Dados terciários: São dados que originam-se da interpretação de uma fonte secundária. enquanto a técnica representa “por meio de que” se pesquisa. onde se posicionam os roteiros de entrevista.

Em verdade. além dos artefatos físicos. a profundidade do tratamento. deve utilizar fontes múltiplas. considerando relatórios. o que ocorre por meio da entrevistas e questionários. onde se destacam os seguintes: • Objetivo: diz respeito à intenção do pesquisador quando da preparação do documento. definindo se a fonte pesquisada apresenta informações completas.37 indica os que são recolhidos pelo próprio pesquisador tendo por base os objetivos da investigação. o pesquisador nunca deve confiar em apenas uma técnica de levantamento de dados e. Desse modo. contratos. . o período de tempo coberto por ela. Por diversas vezes. entre outros aspectos. o pesquisador participa de modo ativo na realidade da organização pesquisada. documentação interna. • Público-alvo: determinando para quem a fonte escrita é relevante e se a obra foi produzida por especialistas. Essas seis fontes permitem coletar dados para a realização de investigações de variados tipos. e por meio de pessoas que atuam na organização pesquisada. com atenção para uma premissa relevante: nas coletas de dados. • Confiabilidade: as credenciais do autor. • Formato: referindo-se à forma geral pela qual é apresentada a informação e a facilidade com que se consegue obtê-la. observação direta e participante. portanto. considerando a documentação escrita. definindo se são uteis ao propósito do pesquisador. editora. ou se ainda requerem algum tratamento. • Escopo: consiste em dimensões como a data da fonte. entrevistas. determina que seis fontes de evidência permitem a realização de pesquisas. a grande maioria das produções científicas de pesquisa realizadas no contexto das Ciências Sociais aplicadas consiste na utilização dos dados obtidos por meio de documentos escritos. quanto as fontes de informação documentais e bibliográficas. arquivos. da bibliografia pesquisada por ele. atentando de modo importante a sua estrutura funcional. requerendo um cuidado específico do pesquisador em termos de tratamento das fontes. Já Yin (1984). considerando os que foram coletados por outras pessoas com objetivos diferentes. Cooper e Shindler (20030 destacam critérios aplicados às analises.

enquanto técnica de pesquisa consiste na utilização dos sentidos para a aquisição de conhecimento científico.2. já que o pesquisador percebe diretamente os fatos. está na definição de algumas das principais técnicas de pesquisa que podem ser utilizadas pelo pesquisador na realização de seu trabalho. Contudo. pressupõem uma interação direta entre o pesquisador e o objetivo de estudo. sem a necessidade de intermediários e sem a subjetividade na compreensão das ocorrências. identificando. a observação determina vantagens competitivas na construção da pesquisa. A atenção. De igual modo. Martins (2006) propõe procedimentos aplicados à definição de instrumentos de coleta de dados. onde se destacam os seguintes: • O pesquisador deve preparar uma lista das variáveis que pretende pesquisar. 3. definindo quais são os instrumentos de medição de cada uma delas e. embora necessite de uma interação com o ambiente pesquisado.1 Observação A observação. tal como indica Gil (1995).1.38 Neste caso. considerando que duas. também deve gerar informações confiáveis e validas no sentido de esclarecer o ocorrido. . existem outras nas quais o pesquisador não participa diretamente das atividades. neste momento. entre outros aspectos. comportamentos e documentos disponibilizados e aderentes aos objetivos da pesquisa. desde que se direcione a um objetivo previamente formulado e tenha sido sistematicamente planejada e registrada. • A revisão operacional das variáveis. consolidando as informações decorrentes do fenômeno de interesse do pesquisador. Dentro das considerações de Gil (1995). a entrevista e o questionário. • A escolha da técnica e a definição do instrumento de coleta de dados. Ela deve estar associada a proposições gerais e deve ser submetida a controles de validades e precisão.6. • O pesquisador deve realizar a revisão dos conceitos e dos significados de cada uma das variáveis.

de condições físicas e de processos de atividades. realizada por meios mecânicos. onde o mais importante é a relação a ser estabelecida entre o pesquisador e o objeto de estudo. Com as bases na definição de Soriano (2004).39 Por outro lado. Em todo o caso. enquanto técnica de pesquisa. dividem as observações em comportamentais. provavelmente. o pesquisador pode confiar exclusivamente na observação como instrumento de coleta de dados. os aspectos referentes à categorização da observação direta. contudo. da presença do pesquisador. de acordo com Cooper e Schindler (2003). possui uma base histórica. Neste caso. Neste sentido. quando voltadas para a analise de comportamento e que é subdividida em analise não verbal. onde dificilmente a observação poderia ser realizada com o devido sucesso. subdividindo-se em análises de registro. e não comportamentais. que analisam apenas as estruturas. devendo complementá-lo com outras técnicas. a presença do pesquisador pode provocar alterações de comportamento nas pessoas. Desse modo. e indireta. diminuindo as possibilidades do realismo e da construção do significado a pesquisa. Cooper e Schindler (20030. no sentido da compreensão da observação enquanto técnica de pesquisa. Deve-se considerar. é influenciada por uma séria de fatores. tal como elencado por Yin (1984) se refere ao fato de que o fenômeno a ser pesquisado. lingüística e não lingüística e espacial. . com a presença do pesquisador. a observação é uma capacidade inata do ser humano. dos dados e os processos de atividades. pode-se afirmar que o pesquisador dificilmente terá dificuldade de realizar um trabalho que prescinda dos procedimentos de observação. em hipótese alguma. sobretudo para possuir uma melhor percepção de como as demais relações com o objeto pesquisado possam ser estudadas. é preciso lembrar que. por parte dos indivíduos pesquisados. tais com o questionário e a entrevistas. observar cientificamente exige um roteiro ou guia previamente definido que permita ao observador concentrar sua atenção em uma finalidade pré-determinada. como filmagens e fotografias. exigindo o conhecimento de regras científicas. que existem algumas classificações que são baseadas em diferentes critérios. A observação. devem conceber o conhecimento. Outra desvantagem.

a observação participante é importante por permite ao investigador o estabelecimento de um relacionamento multilateral e de prazo relativamente longo. servindo em primeiro plano para verificar hipóteses e definir técnicas de coleta de dados. do cenário – local no qual as pessoas se situam – e do comportamento social. a natural. grupo ou situação que pretende estudar. o pesquisador permanece alheio a comunidade. participando de suas manifestações sociais. Observação participante: A observação participante consiste em um modo ativo. pressupõe um relacionamento do observador com o grupo social. tornando-se uma espécie de espectador.40 A classificação dos estudos baseados em observação. baseado na participação real do pesquisador na vida da comunidade. é importante considerar a definição dos sujeitos – participantes da pesquisa . fazendo com que o planejamento da observação se reduza de modo considerável. Nas pesquisas em que se busca compreender a dinâmica de uma interação social ou de rotinas cotidianas. A observação participante. participante e sistemática. Observação Simples: Na observação simples. e em segundo plano. com o propósito de desenvolver um entendimento científico da associação. serve para verificar hipóteses e preparar uma observação melhor planejada. Com base nas exposições de Gil (1995). em que o observador pertence a comunidade na qual a . A partir das considerações de Gil (1995). grupo ou situação determinada. Já Soriano (2004). existem duas formas de observação participante. definindo-a como uma técnica em que o observador está fora do grupo observado. tal como destacada por Gil (1995) abrange três tipos: observação simples. tornando o primeiro uma parte ativa do segundo. observando de maneira espontânea os fatos que ocorrem. Essa técnica não prescinde de planejamento cuidadoso e da definição de objetivos da pesquisa.. sendo adequada para casos em que os fatos são de conhecimento público. envolvendo-se em suas práticas diárias. onde o observador torna-se membro ativo do grupo. portanto. classifica está técnica como sendo uma observação ordinária.

quando ele se insere em determinado grupo social. • Permite entender melhor as ações e mudanças dos pesquisados. deve-se observar que a presença de uma pessoa estranha no grupo acaba conduzindo a barreiras sociais que reduzem e limitam a qualidade das informações colhidas. quando o pesquisador se integra a comunidade para realizar seu estudo. mas em qualquer dos casos. sem revelar sua condição de pesquisar. na medida em que os pesquisadores. O problema maior que se pode identificar diz respeito à objetividade do pesquisador. e a artificial. Com base nestes aspectos. já que normalmente se toma nota de tudo o que se observa. • As analises do material coletado podem ser muito demoradas devido ao grande volume de informações e dados coletados. • Obriga o pesquisador a manter relacionamento com pessoas com as quais pode não ter nenhuma finidade • Obriga a manter grande número de anotações. sendo as principais vantagens as seguintes: • É pouco provável que o pesquisador tente impor suas próprias realidades ao mundo social pesquisado. fazendo com que o investigador tome partido e chegue a conclusões prévias. • Permite ao pesquisador compreender melhor o universo cultural e a linguagem dos pesquisados. no entanto. existem situações em que o observador precisa se disfarçar. Na observação artificial. ao invés de assumirem uma postura neutra e distante do objetivo de pesquisa.41 pesquisa será realizada. esta técnica de pesquisa apresenta algumas características. familiarizado. A observação participante distancia-se profundamente do positivismo. Contudo. envolvem-se diretamente com ele. • O pesquisador pode correr alguns riscos em seu trabalho de campo. sendo que algumas podem não ter muita utilidade. Observação sistemática: . também apresenta algumas desvantagens: • O pesquisador pode ser obrigado a ficar muito tempo em um contexto com o qual está pouco. ou nada. com influencias de determinadas ideologias.

42 Neste técnica.2 Entrevista A entrevista. são relevantes para seus objetivos definidos. Desse modo. onde suas principais vantagens se colocam como sendo as seguintes: • Atingem com mais facilidade respondentes com um baixo nível intelectual. dada as categorias analíticas e os meios e instrumentos de registros. o pesquisador tem um conhecimento prévio dos fatos ou fenômenos que. Inicialmente. dentro de um grupo ou comunidade. 3.2. tendo suas principais classificações descritas no quadro 6. É preciso considerar que a relação entre o pesquisador e os membros do grupo precisa ser cuidadosamente planejada. a qual também pode ser definida como uma técnica em que o pesquisador se coloca frente ao objeto de estudo e lhe formula perguntas de modo que ocorra uma interação social a partir de um dialogo assimétrico em função dos objetivos estabelecidos. • Impedem equívocos e mantém controle sobre a sequencia das questões. com base nos expostos de Gil (1995) é uma forma de comunicação entre duas pessoas com o propósito de alcançar um objetivo. • Oferecem explicações padronizadas para certos tipos de problemas e. uma vez que o trabalho do pesquisador consiste basicamente em testar hipóteses a respeito do grupo ou comunidade.6. a entrevista é utilizada em uma série de situações. pois não é possível esconder-se entre os pesquisados.1. Nas ciências sociais aplicadas. . realizando uma observação precisa. Neste caso. trata-se de um “quase-experimento”. coletando dados bem definidos e com precisão. • Ajudam os agentes que possuem dificuldade de leitura e compreesão em relação ao questionário. o pesquisador planeja a coleta de dados e estabelece categorias de analise em relação às práticas que pretende observar.

em que se encoraja a discussão entr os seus integrantes.43 CLASSIFICAÇÃO DAS ENTREVISTAS Entrevista informal Entrevista menos estruturada possível. além de ter um objetivo de pesquisa. ou perguntas fechadas. a entrevista por pautas não pode ser considerada inteiramente estruturada. Ela possui caráter aberto e permite ao entrevistado responder tendo em mente seu próprio quadro de referência. Apesar de ser mais formalizada que as anteriores. em que se admite ampla variedade de respostas. O grupo deve ser grande o bastante para que se possa obter Entrevista em grupo . fazendo umas poucas perguntas diretamente e concentrando-se no que o entrevistado vai falando. cabendo ao entrevistador somente apresentar as perguntas. Entrevista estruturada O entrevistador prepara com antecedência uma relação de perguntas (um questionário). o entrevistador focaliza a conversa em um determinado assunto. em que o entrevistador tem apenas o objetivo básico da pesquisa em sua mente. mantida fixa e invariável independentemente de quem quer que esteja sendo entrevistado. nas quais o entrevistador apresenta uma série de opções para o entrevistado. Utilizam-se perguntas abertas. buscando obter a visão geral do entrevistado sobre o assunto Também se trata de uma técnica pouco estruturada. Refere-se à técnica em que o entrevistador prepara um grupo que será entrevistado simultaneamente. mas. pressupõe-se que a repetição das mesmas perguntas produzam diferenças baseadas não na situação da entrevista. mas na pessoa entrevistada. procurando manter-se na rota mesmo quando o entrevistado se desvia. a ser abordado com mais profundidade no decorrer desta unidade). para explorar os assuntos à medida em que surgem. Neste tipo de entrevista. Normalmente é utilizada quando há um grande número de entrevistados. Entrevista focalizada É muito útil em casos em que se procura explorar com maior profundidade as experiências de alguém em relação a um determinado fato ou fenômeno. Entrevistas por pautas O entrevistador prepara uma pauta de assuntos com antecedência. sem se envolver de modo algum com o entrevistado. Esse grupo pode assumir o formato de grupo focal (focus group. para facilitar a tabulação dos dados.

o pesquisador assume o papel de moderador da pesquisa. • Antes do processo. realize algumas atividades prévias. Quadro 6: Classificação das pesquisas Fonte: Zapelini e Zapelini 2007 No processo da entrevista. mas também precisa ser suficientemente pequeno para que o entrevistador possa estudar seu comportamento e todos tenham chance de participar e contribuir. é importante considerar alguns aspectos. seja lá qual classificação for utilizada. oferecem amplo campo de interrogativas. Desta maneira. e que. Ainda considerando a entrevista. fruto de novas hipóteses que vão surgindo à medida que se recebem as respostas do informante. o informante. é importante detalhar a contribuição do focus group. . reservando horários para a entrevista. reunindo informações e fatos que auxiliem na condição. definindo os comentários e perguntas que você venha a fazer. apoiados em teorias e hipóteses. seguindo espontaneamente a linha de seu pensamento e de suas experiências dentro do foco principal colocado pelo investigador. apresentando perguntas e mediando a interação entre os componentes do grupo. Entrevista semi-estruturada Aquela que parte de certos questionamentos básicos. considerada uma técnica utilizada por muitos pesquisadores com sucesso e que consiste em entrevistas em profundidade com um grupo de pessoas que trata de um assunto específico. • Planeje o tempo. • Faça um rascunho da entrevista. avisando o entrevistado com antecedência e reservando um local adequado e que proporcione a privacidade correta e necessária.44 dados e informações úteis. • Avise aos superiores que estará realizando o procedimento no horário e local detalhado. evitando marcá-la em períodos que venham a interromper as atividades do entrevistado. começa a participar na elaboração do conteúdo da entrevista. Neste caso. em seguida. que interessam à pesquisa. sendo que os principais são os seguintes: • Defina com clareza o propósito exato da entrevista.

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3.1.6.2.3 Questionário O questionário consiste em uma técnica de investigação composta por um número consideravelmente elevado de questões apresentadas por escrito aos participantes do estudo e que tem por objetivo o conhecimento de opiniões, crenças, sentimentos, interesses, expectativas, situações vivenciadas, entre outros aspectos. Nas bases de Roesch (1999), o instrumento é relevante na coleta de dados, já que procura mensurar alguma coisa, exigindo esforço prévio de planejamento no sentido de definir o problema a ser pesquisado. De acordo com Gil (1995), o questionário apresenta uma série de vantagens, permitindo que o pesquisador atinja um grande número de pessoas, mesmo dispersas, não exigindo gastos com treinamento de entrevistadores. Destaca-se, ainda, que a entrevista garante o anonimato dos respondentes, abrindo a possibilidade das pessoas responderem no momento mais conveniente, diminuindo o viés do pesquisador sobre o objeto de estudo e os pesquisados. Por outro lado, o questionário também apresenta desvantagens, as quais se relacionam com a exclusão de analfabetos da pesquisa e a impossibilidade de tirar dúvidas em relação ao instrumento. Neste caso, o pesquisador pouco, ou nada, sabe sobre o contexto em que o questionário foi respondido, não havendo garantia de que as pessoas o devolvam preenchido e com o devido comprometimento. Neste sentido, Gil (1995), destaca algumas regras práticas na elaboração do questionário, onde se destacam as seguintes: • As questões devem ser, preferencialmente, fechadas, mas com alternativas suficientemente exaustivas para abrigar a ampla gama de respostas possíveis; • Devem ser incluídas apenas as perguntas relacionadas ao problema proposto; • Não devem ser incluídas perguntas cujas respostas possam ser obtidas de forma mais precisa por outros procedimentos; • Deve-se levar em conta as implicações da pergunta com os procedimentos de tabulação e analise de dados;

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• Deve-se levar

em

consideração o sistema

de

referencia

do

entrevistado, bem como o nível de informação dos mesmos; • A pergunta deve possibilitar uma única interpretação; • A pergunta não deve sugerir respostas’ • As perguntas devem referir-se a uma única idéia de cada vez; • O número de perguntas deve ser limitado; • O questionário deve ser iniciado com perguntas mais simples e finalizado com as mais complexas; • As perguntas devem ser dispersas sempre que houver possibilidade de “contágio”; • Convém evitar as perguntas que provoquem respostas defensivas, estereotipadas ou socialmente indesejáveis, que acabam por encobrir sua real percepção acerca do fato; • Na medida do possível, devem ser evitadas as perguntas personalizadas, diretas, que geralmente se iniciam por expressões do tipo “o que você pensa a respeito de...”, ou ainda “na sua opinião...” • Deve ser evitada a inclusão, nas perguntas, de palavras estereotipadas, bem como a menção a personalidades de destaque, que podem influenciar nas respostas, tanto em sentido positivo ou negativo; • Cuidados especiais devem ser tomados em relação a apresentação gráfica do questionário, tendo em vista facilitar o seu preenchimento; • O instrumento deve contar uma introdução que informe acerca da entidade patrocinadora da pesquisa, ou das razões que determinam a realização da pesquisa e da importância das respostas para atingir aos objetivos propostos; • O questionário deve contar instruções acerca do preenchimento correto das questões, preferencialmente com caracteres gráficos diferenciados. O quadro 7 traz alguns outros aspectos que permitem desenvolver um questionário adequado ao teor da pesquisa:

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INSTRUÇÕES COMPLEMENTARES A ELABORAÇÃO DO QUESTIONÁRIO Forma das perguntas Há três formas de elaborar as perguntas do questionário, as abertas (sem qualquer restrição), as fechadas (na qual se apresenta uma escala de resposta) e as duplas (em que se coloca primeiro uma pergunta fechada e, no segundo momento, uma aberta - normalmente um "por quê"). Cada uma delas atende a um objetivo específico e portanto possui uma aplicação específica Conteúdo das perguntas As questões podem ser feitas sobre fatos concretos, crenças, sobre sentimentos, padrões de ação, comportamentos presentes ou passados, razões conscientes sobre crenças, sentimentos, padrões de ação ou comportamentos. Escolha das perguntas: Há algumas regras básicas, quais sejam, só se deve fazer perguntas sobre o problema pesquisado, não se deve incluir pergunta que possa ser melhor respondida por outro procedimento, deve-se tomar em consideração a tabulação dos dados, não se deve incluir questões que permitam dupla interpretação ou penetrem na intimidade do pesquisado; Formulação da perguntas É preciso cuidar da concisão, da apropriação da pergunta ao nível de informação do pesquisado, evitar a dupla interpretação, evitar dupla resposta, e as perguntas devem referir-se a uma só idéia por vez; Número de perguntas Questionários muito extensos diminuem as possibilidades de se obter respostas; Ordem das perguntas Deve-se evitar mudanças bruscas de tema, e também evitar o "efeito de contágio", em que a resposta de uma pergunta é influenciada pela de outra Prevenção de deformações Existem mecanismos de defesa social por parte das pessoas, que dificultam a aplicação do questionário. As pessoas muitas vezes reagem mal a perguntas pessoais, ou que envolvam preconceitos, estereótipos, mudanças, ou abram a possibilidade de julgamentos por parte do pesquisador. Também é preciso evitar incluir menções a personalidades destacadas, que possam induzir à resposta; Apresentação do questionário É preciso cuidar não somente de aspectos gráficos (papel, fonte, diagramação, espaço para as respostas), mas também das instruções do preenchimento, que devem ser claras e precisas, e da introdução do questionário, que apresente informações sobre quem está realizando a pesquisa, e porquê, bem como sublinhar a importância de questionários bem respondidos Quadro 7: Informações Complementares a elaboração do questionário Fonte: Zapelini e Zapelini 2007

ou seja. ou pré-teste. devem ser definidas de modo que se possa identificá-las ou mensurá-las na resposta.1. busca identificar se o questionário foi bem elaborado em termos da clareza e precisão com que os termos são utilizados nas questões. sempre tomando-se o cuidado de apresentar as questões na mesma ordem em todos os questionários. ou ainda. Da mesma forma que a entrevista.6. ambigüidades. um questionário deve estimular a memória do entrevistado. a ordenação das questões. as variáveis introduzidas nas perguntas devem ser adequadamente operacionalizadas.2. se o entrevistado poderá fornecer as informações necessárias. pode ser identificado em uma pergunta do tipo “você já recebeu treinamento na empresa”. que esclarecem dúvidas que porventura surjam partir das respostas. Essa prova preliminar. por meio da resposta. a forma pela qual elas são apresentada e se desmembram em perguntas adicionais. quando respondidas permitem aos pesquisadores decidir.4 Pesquisa documental A investigação por meio de documentos disponíveis é uma técnica extremamente importante para o pesquisador. facilitando a tabulação das respostas. podem existir as perguntas de controle. 3. visto que se constitui em uma preciosa fonte de informações. bem como leituras particulares de eventos sociais que pode estar indisponíveis para o pesquisador. Um exemplo. As considerações de May (2004) salientam que os questionários podem incluir “perguntas-filtro” que. May (2004) afirma que os documentos passam a sedimentar práticas sociais e fornecem informações sobre as decisões tomadas por pessoas. Neste sentido. De igual modo.48 Com base nestas orientações. Um exemplo pode ser identificado no momento em que se busca verificar quantas vezes “o entrevistado passou por programas de treinamento na empresa”. no caso de uma pesquisa a respeito dos resultados do treinamento. o questionário deve ser testado antes de aplicado. de modo que as perguntas não induzam a uma resposta e nem tragam dificuldades de interpretação. Desse modo. e a introdução dada ao questionário. .

canções folclóricas.1. papers que abordem o tema da pesquisa. • Partir para a redação do trabalho. Uma segunda questão.2. arquivos particulares e fontes estatísticas. onde se destacam os seguintes: • Documentos escritos: documentos oficiais. O delineamento deste tipo de pesquisa como investigação científica pode considerar o fato de que o pesquisador não vai se ater aos documentos relativos ao objeto de estudo. atas e minutas de encontros e reuniões. objetos. agendas. documentos internos da administração. • Tratar os dados. mas sim utilizá-los como reforço para o seu trabalho. desenhos. estampas). publicações administrativas e documentações particulares. • Outros tipos: iconografia (imagens. Neste caso. artigos. Independentemente deste processo.49 O primeiro passo para o desenvolvimento deste tipo de investigação é identificar quais tipos de documentos buscar. Marconi e Lakatos (1999) apresentam algumas fontes que podem contribuir. 3. Por meio das contribuições de Yin (1984). • Identificar as fontes de dados. Para o delineamento deste tipo de pesquisa.6. • Elaboração de um plano de trabalho. vestuários e folclore em geral. fotografia. além de clippings de imprensa e artigos de mídia sobre o objeto pesquisado. documentos jurídicos. estudos e análises formais a respeito da mesma realidade que esta sendo pesquisada. publicações parlamentares. onde se destacam as seguintes: • Determinar os objetivos da pesquisa.5 A pesquisa bibliográfica Um trabalho de pesquisa precisa de uma fundamentação teórica que implica na exigência de consulta e investigação em livros. o pesquisador poderá . com destaque para: arquivos públicos. a pesquisa documental em ciências sociais aplicadas parte de pressupostos nos quais as informações estariam detalhadas nos seguintes documentos: memorandos. fontes estatísticas. • Localizar e obter as fontes. comunicados. diz respeito a onde encontrar estes documentos. Gil (1996) recomenda algumas etapas.

delimitando-se o assunto. tais como livros. as principais fontes bibliográficas utilizadas são as seguintes: • Imprensa escrita. deve-se preparar um sumário do trabalho. • Material cartográfico. com base nos expostos de Marconi e Lakatos (1999). onde se realiza o reconhecimento do que for pertinente ao tema da pesquisa. monográficas e publicações avulsas. Neste caso. é recomendável que a pesquisa bibliográfica nunca seja deixada para o final do trabalho. com destaque para os seguintes pontos: • Ter os parâmetros da pesquisa bem definidos. rádio. já que ela auxilia na definição dos resultados que podem ser esperados e das melhores técnicas para se atingir aos objetivos. . teses. discutindo idéias desenvolvidas pelos autores e revisando o material produzido pelo acadêmico. no qual seja feito um esquema provisório e complementado por um rascunho inicial a ser revisado em termos de conteúdo e de forma. • Selecionar fontes bibliográficas e os locais onde elas poderão ser obtidas. a seleção e a organização dos dados. Convém lembrar que o orientador desempenha um papel relevante nesta fase da pesquisa. pode-se proceder a leitura do material. • Meios audiovisuais. com base nos dados e informações obtidas – recomenda-se o fechamento dos textos. • Definir de que modo elas serão registradas. televisão. Neste caso. proposta ao desenvolvimento de um trabalho científico. como filmes. deve seguir um roteiro definido por Macedo (1994). Marconi e Lakatos (1999) chamam tal etapa de identificação. na forma de jornais e revistas. o tema e o problema que serão trabalhados. • Publicação. indicando sugestões de livros. Neste caso. • A partir destas informações. O delineamento da pesquisa bibliográfica. • Por fim. dissertações.50 necessitar deste método de investigação em diversos momentos diferentes na consolidação de seu trabalho.

• Tabulação e. 3. para facilitar sua visualização e sua compreensão por parte do leitor.7 Análise e Interpretação dos Dados A análise e interpretação dos dados caminham juntas na pesquisa. Neste caso. já que. o objetivo deste procedimento é reunir as observações de maneira coerente e organizada. • Codificação. configurando-se na construção do conhecimento com base nos objetivos propostos pela pesquisa. . de modo que seja possível constituir respostas ao problema da pesquisa. Neste caso.51 3. com destaque para as seguintes: • Classificação dos dados. algumas etapas são necessárias. por intermédio das considerações de Dencker (2000). enquanto os qualitativos podem se consolidar por meio de uma análise descritiva. pode-se afirmar que este processo refere-se a um esforço de sumarização dos dados para que haja a possibilidade de fornecimento das respostas ao problema proposto. Neste caso.1. fazendo o elo entre o conhecimento já existente. quadros e gráficos.7. os dados devem ser colocados de modo que se consolidem as categorias de análise que permitam uma compreensão significativa dos conhecimentos ensejados. além de dar um sentido amplo aos dados coletados.1. assim como evidencia Dencker (2000). • Análise estatística dos dados É sempre importante definir a forma de apresentação dos dados. considerando os dados quantitativos e qualitativos. Os processos de análise e interpretação de dados devem ser considerados como o resultado final da pesquisa. Os quantitativos exigem a apresentação em tabelas. de maneira geral.1 Classificação O processo de classificação dos dados consiste em dividir o conjunto de dados coletados em partes ordenadas e colocadas em locais específicos.

criando um conjunto exaustivo de categorias. além de metodologicamente rigorosa. podem ser colocadas as seguintes classes ou categorias de análise: . já que o número de categorias deve ser determinado pelas características significativas da realidade pesquisada. Corroborase. o que Marconi e Lakatos (1999) colocam como sendo um aspecto relevante. as categorias podem ser identificadas como “gavetas”. inicialmente deve-se estabelecer um principio de classificação. Em outros termos. com a meta de agrupá-los em classes. por exemplo. Este processo. as quais abrangem as seguintes informações: • Tempo de serviço. tendo em mente os objetivos do sobre “tempo de serviço”. nas quais os dados são colocados. tecnicamente. com o cuidado para que estas sejam mutuamente exclusivas. as quais devem ser diferentes e identificáveis. apresentando aos respondentes uma série de perguntas que permitem respostas em diversas categorias. sendo diferenciados de maneira que não se coloque o mesmo dado na mesma “gaveta”. portanto. • Idade. • Sexo. facilitando a compreensão posterior. Um exemplo se configura quando o pesquisador estiver investigando o absenteísmo de uma empresa. Dentro da pergunta • Menos de 1 ano • 1 a 5 anos • 5 a 10 anos • 10 a 15 anos • 15 a 20 anos • Mais de 20 anos. • Nível de instrução. permite o melhor tratamento dos dados. a classificação é uma maneira de discriminação e seleção dos dados. Os objetivos da pesquisa são um lembrete para a definição da categoria já que.52 Assim como descrito nas evidências de Gil (1995). • Cargo ocupado.

baseando-se na presença ou ausência de uma determinada característica ou propriedade. atribuindo a cada uma um símbolo específico de acordo com os objetivos da pesquisa. também. Rauen (2002). Desse modo. Além destes princípios. este procedimento pode ser realizado antes. classificar-se de modo qualitativo. Neste sentido. De acordo com Gil (1995). codificar é a organização dos dados em classes ou categorias. ou mesmo depois. pode-se verificar o seguinte: • Tempo de serviço:  1-5 anos ( ) 01  6 – 10 anos ( ) 02  11 – 15 anos ( ) 04  16 – 20 anos ( ) 05 . Desse modo. a alocação de códigos para cada classe ou categoria permite a consolidação de uma síntese dos dados. Podem. com base nos expostos de Dencker (2000). da aplicação do instrumento de coleta de dados. devendo ser sempre realizado após a definição das categorias de analise. destaca outros aspectos fundamentais à classificação: • Deve-se utilizar somente um critério para a classificação dos dados.7. focalizando uma grandeza ou quantidade do fator presente. adequadas ao problema investigado e interligadas. a otimização e a interpretação dos dados coletados.53 trabalho. para Lakatos (1999) os dados podem ser classificados de modo quantitativo.2 Codificação Este processo pode ser definido como sendo a transformação de dados brutos em símbolos que permitem a tabulação. • A soma das freqüências dos dados em cada categoria deve ser igual ao total da população ou amostra pesquisada. Como exemplo.1. • As classes devem ser excludentes. de modo a facilitar a compreensão. 3. • As classes não podem ser minuciosas ao ponto de não permitirem ao pesquisador uma visão do todo da população.

a tabulação cruzada descreve duas ou mais variáveis simultaneamente. configura-se no cruzamento das respostas . Um exemplo. não podendo relacionar outras alternativas de resposta. é a contagem das freqüências das categorias de cada conjunto. tendo um total de 35 respostas até um ano de serviço. considerando a contagem de frequencias que ocorrem em dois ou mais conjuntos de categorias. Neste caso. se configura a partir de um universo de 500 respondentes à questão sobre o tempo de serviço. Tabulação Simples Tempo de serviço na empresa Menos de 1 ano 1 a 5 anos 6 a 10 anos 11 a 15 anos 16 a 20 anos Mais de 20 anos Total Quadro 8: Tabulação Simples Fonte: Zapelini e Zapelini 2007 Frequencia 35 105 200 120 30 10 500 O segundo tipo consiste na tabulação cruzada. 3.54  Mais de 20 anos ( ) 06.7. Um exemplo. Os números de 01 a 06 referem-se ao código de cada resposta. combinando em uma só tabela as distribuições de freqüência de duas ou mais variáveis. São dois os tipos de tabulação. e assim por diante. além das já arroladas. tal como indica Malhorta (2001). ou seja. torna-se relevante mencionar que as respostas apresentadas às perguntas devem ser mutuamente exclusivas e exaustivas. devendo. identificado no quadro 8. A tabulação simples. facilitando o processo de tabulação.3 Tabulação O processo de tabulação é aquele que permite agrupar e contar os casos que estão nas varias categorias de analise. 105 para um a cinco anos. Contudo. não permitindo a possibilidade de se marcar mais de uma resposta à determinada questão. onde a operação essencial consiste na contagem para a determinação do número de casos das várias categorias. a determinação da incidência das respostas em cada categoria.1.

esclarecendo e descrevendo os dados levantados.4 Análise estatística Este método consiste na descrição dos dados e na avaliação das generalizações obtidas por meio dos dados. o quartis. a análise lança mão das medidas estatísticas. permitindo vários graus de complexidade nas análises. a amplitude. O quadro 9 identifica um modelo deste tipo de tabulação. o desvio padrão. A análise condicional busca identificar os fatores que determinam a ocorrência de um fenômeno ou situação.7. Desse modo. ou com a pergunta que o pesquisador julgar necessária. 3. enquanto a funcional procura as relações . Nestes casos. distribuição na curva normal. tem como norte os seguintes aspectos: • A tipicidade de um grupo. antes da tabulação cruzada. correlação. Neste caso é importante. • A descrição das diferenças entre dois ou mais grupos de indivíduos. a moda. utilizando-se de programas estatísticos que permitem uma tabulação rápida e precisa. • A relação das diferentes variáveis entre si. verificar cuidadosamente a existência de relações entre as variáveis. • As distribuições dentro do grupo em relação a determinadas variáveis. configuram-se dois tipos de análise. de acordo com Dencker (2000). Tabulação Cruzada Tempo de serviço na empresa Menos de 1 ano 1 a 5 anos Quadro 9: Tabulação Cruzada Fonte: Zapelini e Zapelini 2007 Sexo Masculino Feminino Masculino Feminino Total Frequencia 8 27 43 63 140 A tabulação pode ser realizada de maneira manual. • A variação dentro do grupo. entre outros. polígono de freqüência. mecânica e eletrônica.1. a mediana.55 obtidas na pergunta sobre tempo de serviço com as informações da pergunta sobre nível de escolaridade. tais como a média.

Há de se salientar. permitindo a obtenção de uma visão mais adequada da distribuição da população. a definição do mais adequado deve ser uma ação conjunta entre o pesquisador e o professor orientador. . na amostra ou na população estudada.56 que os vários fenômenos estabelecem entre si. deixando 50% acima e abaixo do valor encontrado. Calculando-se a raiz quadrada da variância. que muitos outros podem contribuir com qualquer trabalho de pesquisa. gerando conclusões sobre a população. a avaliação das generalizações obtidas com os dados passa a determinar se as conclusões obtidas com a pesquisa podem ser generalizadas. • Quantis: representam a divisão da população total estudada em n grupos de efetivos exatamente iguais. • Extensão (amplitude): consiste na diferença entre o maior e o menor dentre os valores assumidos pela variável. dividindo-se a soma de todos os valores observados na característica definida para a análise da população total. utilizando-se testes estatísticos que permitam esta consolidação. tal como elencam Zapelini e Zapelini (2007) consistem na avaliação e na generalização dos resultados obtidos a partir de uma amostra da população. As inferências estatísticas. com base nos instrumentos apresentados. • Desvios médios: que consistem na média aritmética dos desvios das observações em relação a população total. multiplicando o número observado na classe pela diferença entre o valor da classe e a média. utilizando-se dos seguintes instrumentos: • Moda: Consiste no valor que surge com maior freqüência. • Variância: é a média aritmética dos quadrados dos desvios das observações em relação a média aritmética. • Média: consiste no valor obtido. dentro do contexto estudado e tendo como base o objeto de estudo e os objetivos traçados para elucidar a problemática. tem-se o desvio padrão. Desse modo. realizada a partir do estudo das variáveis dentro dessa amostra. • Mediana: Representa o valor que divide exatamente ao meio a distribuição. Porém. que consiste na média quadrática dos desvios das observações em relação à média.

Neste caso. onde os dados coletados são convenientemente tratados e analisados. . dados empíricos coletados e a teoria subjacente aos mesmos. estes não podem ser consideradas como principal aspecto. já que estas são essenciais para o estabelecimento das generalizações. deve se encarar a interpretação dos dados como a busca de um sentido mais amplo aos resultados da pesquisa. à resposta para a problemática elencada. ao invés de se procurar formas prontas. sobretudo. Há de se salientar. enunciando os princípios que determinam as generalizações. a fase final da pesquisa.1. 3. tentando criar conceitos explicativos. Dencker (2000) sugere ao pesquisador que ocorra a elaboração de modelos de análise de dados. abordando os pontos-chave do que se produziu em cada capitulo e realizando a articulação com o que se redigiu nas abordagens teóricas do trabalho. já que é preciso ter em mente que os construtos passam pelas inferências da interpretação da menta humana e podem apresentar falhas. O principal aspecto que deve ser considerado neste processo é a ligação entre as informações. Neste sentido.57 3. portanto. o processo de interpretação determina que o pesquisador faça as ligações lógicas e comparações. procurando estabelecer a continuidade dos resultados de uma investigação com os de outro. De igual modo. Este processo é. como destaca Gil (1995). que este processo pode ser facilmente dissociado da analise. uma vez que esta pode ser considerada como uma preparação à interpretação. contudo. Contudo.1.8 Interpretação dos Dados A interpretação dos dados consiste no processo de expressão do verdadeiro significado do material em termos de propósito do estudo.9 Conclusões e Considerações Finais Neste momento são colocados os comentários e as reflexões que determinam a consecução dos objetivos do trabalho e. tal como elenca Dencker (2000).

A conclusão deve ser baseada na proposta da pesquisa. além de depoimentos pessoais. deve-se evitar citações de autores. Em linhas gerais. determinando a originalidade vinculada a um conhecimento novo. deixando evidente uma consistência entre o objetivo e a conclusão resultante da análise dos dados. valorizando a exposição do pesquisador sobre suas inferências e considerações sobre sua experiência com a pesquisa. ou simplesmente a uma reformulação de conhecimentos já existentes. limitações e dificuldades enfrentadas e recomendações de melhorias. É o momento no qual a pesquisa ganha a marca do pesquisador. podendo incluir sugestões práticas para o problema estudado e que determinem a continuidade do estudo. .58 Desse modo. este item apresenta os resultados alcançados pelo estudo.

respeitando os padrões mínimos exigidos dentro do contexto institucional. pautando as características e os objetivos que permitam uma visão geral da relevância de cada trabalho. que tal padronização é valiosa e relevante no sentido de evitar interpretações dúbias e trabalhos desnecessários. A partir do arcabouço determinado. portanto. . os objetivos andragógicos variam de acordo com a percepção de cada professor.59 4 MODELOS DE TRABALHOS ACADÊMICOS Neste momento. Entende-se. passa-se a identificar o padrão para a elaboração e apresentação dos principais tipos de trabalhos usualmente solicitados pelos professores da FACIERC. buscando padronizar as exigências em termos de qualidade e conteúdo. os quais podem incluir aspectos adicionais nas produções.

E-mail: Objetivo: no primeiro parágrafo do position paper o acadêmico deve deixar claro qual é o objetivo que pretende alcançar. tendo como base o trabalho de Morgan (1996) que permitem vê-las como máquinas. Antes de escrever.60 4.1 POSITON PAPER TÍTULO Acadêmico/a do curso de graduação em (Administração. sistemas políticos. Imagens da Organização. São Paulo: Atlas. sugere-se que o aluno realize uma leitura exploratória. Referências MORGAN. Dica: usar verbos no infinitivo. NÃO É uma descrição ou resumo do texto. organismos. identificando os termos chaves (contrutos) utilizados pelo autor e refletindo sobre qual é a sua própria posição em relação ao assunto. destacando aquelas que o próprio aluno acredita ser mais relevantes. culturas. . O position paper deve conter. fluxos de transformação e instrumentos de dominação. cérebros. Aqui se deve deixar claro como o objetivo do trabalho foi alcançado. no máximo. O aluno deve fundamentar seu ponto de vista. Desenvolvimento O position paper deve ser um texto com uma posição do aluno em relação aos argumentos apresentados sobre um determinado assunto. Um exemplo ilustrativo é: “Neste position paper procura-se discutir a abordagem sobre as organizações a partir de metáforas. tamanho 12. Conclusão (ou notas conclusivas) Nesta última seção devem-se apresentar as principais posições assumidas no transcorrer do trabalho. Nesta parte do documento o aluno deve deixar claro qual é o seu posicionamento em relação aos conceitos/argumentos do autor do texto. Fonte Arial. Ciências Contábeis ou Sistemas de Informação). por isso. Gareth. 2 (duas) páginas. 1996. A partir do questionamento em termos de concordância e/ou discordância o aluno fundamenta o seu posicionamento. reflexiva e interpretativa do texto. espaçamento simples. recomenda-se a utilização de outros artigos/textos reconhecidos cientificamente. prisões psíquicas. Essa reflexão deve girar em torno da percepção da forma como o assunto foi apresentado pelo autor em termos de concordância e/ou discordância (o aluno pode concordar e/ou discordar em parte como pode concordar e/ou discordar na íntegra dos argumentos apresentados pelo autor). Pedagogia. O posicionamento não pode ficar no “achismo”.

Artigos em português devem ter título e subtítulo em português e inglês. de acordo com a ABNT. significa que você possui a versão correta do programa. tamanho 14. pode ser definido como um texto que apresenta de modo organizado e sistemático um conjunto de idéias. Os artigos devem ser enviados em formato doc. Se você está lendo este documento. Os trabalhos deverão conter entre 4. As margens superior e esquerda devem ter devem ter 3. ou constituir-se numa revisão de contribuições e informações já publicadas.000 palavras. em negrito.61 4.2. Formatação de Artigo. incluindo as referências bibliográficas. Palavras-Chave: TCC. ele trata de um problema científico de pesquisa e é produzido como uma abordagem mais ou menos completa desse problema.0 ou superior.000 e 12. com todas as letras maiúsculas e em espaçamento simples. Keywords: TCC. em versão 6. técnicas.0 cm.0 cm e a lateral direita e inferior devem ter 2. artigos em inglês devem ter título e subtítulo em . métodos. O artigo deve ser escrito no programa Word for Windows.2 ARTIGO Um artigo. Abstract The objective of this document is to present the model of article formatting as partial requirement of the Work of Conclusion of Course for the Courses of Masters degree of FACIERC. Article Formatting. com tipo de fonte Arial. Sugere-se a utilização deste arquivo para digitar o trabalho. Título e subtítulo: deve estar na primeira linha da primeira página. 4. em posição centralizada. podendo trazer uma contribuição original ao desenvolvimento desses conhecimentos. Estes não devem ser enviados em formato pdf (Adobe). processos e resultados de uma área de conhecimento. FACIERC. FACIERC. 1 INTRODUÇÃO Os originais devem ser redigidos na ortografia oficial e digitados em folhas de papel tamanho A4.1 Estrutura do Artigo Resumo O objetivo deste documento é apresentar o modelo de formatação de artigo como requisito parcial do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) para os Cursos de PósGraduação da FACIERC. Como tal.

fonte Arial. numerados com algarismos arábicos.1. Seção primária Seção primária Seção secundária Seção Terciária Seção Quaternária Seção Quinária Seção Primária Seção Primária Corpo do texto: o texto deve iniciar na linha abaixo do título das seções.1 A estrutura dos modelos 3 PRINCIPAIS RESULTADOS 4 CONCLUSÕES Quadro 10: Seções – numeração e recursos gráficos Fonte: Souza. devem ser informadas as palavras-chave. com todas as letras em minúscula. em português. Não coloque ponto final nos títulos.1. tamanho 12. Entre uma seção e outra. o resumo deve ser na própria língua do trabalho. em no máximo 250 palavras. em negrito. Resumo: duas linhas abaixo do nome dos autores. em inglês.1 Modelos de Sistemas de Informação 2. fonte Arial. com no máximo 250 palavras. com espaçamento entre linhas . justificado.62 inglês e português. tamanho 12. O abstract consiste na apresentação concisa do texto. Otani (2007). devem ser informadas as keywords. Palavras chave: imediatamente abaixo do resumo. Deve-se utilizar texto com fonte Arial. tamanho 12. Para numerar as seções.1.1. separadas por ponto-e-vírgula. Key-words: imediatamente abaixo do abstract. em negrito. Sugerem-se três palavras-chave no mínimo e cinco no máximo. espaçamento simples. justificado. com primeira letra de cada nome em maiúscula e o restante em minúsculo. tamanho 12. Deve-se utilizar texto com fonte Arial.1. justificado. O título da primeira seção deve ser posicionado duas linhas abaixo das palavras chaves. considerar uma linha de intervalo. artigos em espanhol devem título e subtítulo em espanhol e inglês. Não devem ser utilizadas abreviaturas nos nomes dos autores. tamanho 12. justificado.1. Nomes dos autores: o nome do primeiro autor deve vir duas linhas abaixo do título alinhado a direita. O nome dos demais autores (caso houver) deve constar na linha abaixo do primeiro autor. Utilize fonte tipo Arial. com espaçamento entre linhas simples. sugere-se o seguinte modelo: 1 INTRODUÇÃO 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 2. O “Resumo” deste documento inclui a formatação correta do Resumo e das Palavras-chave. com espaçamento entre linhas simples. separadas por ponto-e-vírgula. com letra Arial. Fialho.1 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO 2. Deve-se utilizar texto com fonte Arial. com espaçamento entre linhas simples Títulos das sessões: os títulos das sessões devem ser posicionados à esquerda. destacando seus aspectos de maior relevância. tamanho 12. justificado. tamanho 10.1 Fatos Históricos 2. com espaçamento entre linhas simples. Abstract: deve vir duas linhas abaixo do resumo. com todas as letras em minúscula.

desenvolvimento e conclusão. É possível. diagramas e quadros. mas nesta seqüência. bem como ser referenciados no corpo do texto. Conforme a metodologia adotada ou finalidade que se destina. ela receberá asterisco e não numeração. entrelinhas de quadros e tabelas e legendas das ilustrações. seguido pelo ano do estudo essa especificação deve constar na Primária (2009). Caso os dados da ilustração sejam inéditos e provenientes uma pesquisa de campo realizada pelos próprios autores do artigo. que obedecem às seguintes indicações: Cada item de alínea deve ser ordenado alfabeticamente por letras minúsculas seguidas de parênteses com o mesmo parâmetro das listas . o uso de alíneas. Arial. referências. As abreviaturas dos títulos dos periódicos citados deverão estar de acordo com as normas internacionais. Notas: As notas devem ser reduzidas ao mínimo e digitadas em pé de página. 3 CITAÇÕES E REFERÊNCIAS As citações devem obedecer ao sistema autor-data e estar de acordo com a norma NBR 10520 da ABNT. seja inédita e pertencente aos autores do próprio artigo. não necessariamente com esta divisão e denominação. mas ainda assim. fonte Arial. o texto é estruturado de maneira distinta. também. da mesma maneira que os trechos de corpo de texto. Negrito deve ser utilizado para dar ênfase a termos. No caso do uso de listas. O último item de alínea termina com ponto. Todas as ilustrações devem obrigatoriamente conter legenda e fonte.Com recuo a esquerda de 2 cm e deslocamento de 0. devem ser numerados em algarismos arábicos. .5 cm Os itens de alínea são separados entre si por ponto-e-vírgula.63 simples. centralizado. As tabelas devem ser numeradas em algarismos arábicos. apresentar título na parte superior de modo centralizado e fonte na parte inferior alinhado a esquerda. Deve ser utilizada fonte tipo Arial tamanho 10 e espaçamento entre linhas simples em citações com mais de três linhas. justificado. 2 FORMATAÇÃO DE ILUSTRAÇÕES. ou ainda a ilustração não retrate uma pesquisa de campo. TABELAS E QUADROS As ilustrações. O estilo “Alínea” constante deste documento pode ser usado para a aplicação automática da formatação correta de alíneas. DIAGRAMAS. Se houver nota no título. notas de rodapé. frases ou símbolos. As notas não devem ser utilizadas para referência bibliográfica. Itálico deverá ser utilizado apenas para palavras em língua estrangeira (for exemple). numeradas a partir de 1. isso também ser especificado. Usar fonte 10. apresentar título e fonte na parte inferior. mas geralmente consiste em introdução. deve-se usar o marcador que aparece no início desta frase – Com recuo a esquerda de 2 cm e deslocamento de 0. As listas devem ser justificadas na direita e na esquerda.5 cm. tamanho 10.

Exemplo: Toda citação direta com mais de 03 linhas é considerada uma citação direta longa. A citação deve vir logo abaixo texto que a antecede e a sucede por 12 pontos (ou uma linha). As referências devem aparecer em ordem alfabética e não devem ser numeradas. devem ser incluídas ao final. conforme ilustrado neste exemplo. exatamente conforme aparece nas referências aleatórias incluídas a seguir. Rio de Janeiro. 2005.0 cm na margem esquerda. Não se deve utilizar o caractere &. 2008. Comunicações pessoais. 2008). ______. Caso o texto original já contenha aspas. BELTRANO. NBR 6023: informação e documentação: referências: elaboração. Deve ser utilizada fonte tamanho 10 e sem as aspas. b) "Citar trechos de ‘outros autores’ sem referenciá-los. p. na seção Referências. a grafia deve possuir a primeira letra em maiúsculo e as seguintes em minúsculo. As referências devem ser ordenadas alfabeticamente pelo sobrenome do autor. estas devem ser substituídas por aspa simples. Todas as referências citadas no texto.64 Quando o autor citado estiver no corpo do texto. a grafia deve ser em maiúsculo. Para citar obras escritas por dois autores no corpo do texto. BELTRANO. 2008). seguido da expressão et al (FULANO et al. Para as citações com mais 03 linhas. 150). terminando na margem direita. A exatidão das referências é de responsabilidade dos autores. p. Exemplos: a) Fulano (2008. deve-se citar Fulano e Beltrano (2008). ______. prevendo 12 pontos (ou uma linha) depois de cada referência. terminando na margem direita. Rio de Janeiro. Rio de Janeiro. trabalhos em andamento e trabalhos não publicados não devem ser incluídos na lista de referências bibliográficas. estas devem ser transcritas em parágrafo distinto. Quando estiver entre parênteses. 2003. p. estes devem ser separados por ponto-evírgula (FULANO. mas citados em notas de rodapé. Para citar obras escritas por três ou mais autores. Para as referências. tamanho 12. . NBR 6024: informação e documentação: numeração progressiva das seções de um documento escrito: apresentação. seguindo os padrões da norma NBR 6023 da ABNT. estas devem ser referenciadas pelo último sobrenome do primeiro autor seguido da expressão et al. 20). Deve haver uma linha em branco antes e depois da citação (FULANO. NBR 14724: informação e documentação: trabalhos acadêmicos: apresentação.0 cm da margem esquerda. Deve-se utilizar um recuo de 4. 10) afirma que “é importante a utilização das citações corretamente”. deve-se utilizar texto com fonte Arial. em parágrafo distinto. REFERÊNCIAS ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Quando a citação de dois autores estiver entre parênteses. Citações diretas de até 03 linhas acompanham o corpo do texto e se destacam com dupla aspa. 2002. com fonte menor e com recuo de 4. espaçamento simples. e apenas estas. A citação com mais de 03 linhas deve ser escrita sem aspas. Em obras escritas por mais de três autores. pode ser caracterizado plágio” (FULANO. mencionar somente o primeiro autor. 2008.

Francisco Antonio Pereira. Existem muitas obras na forma de monográficas e. 2002. SOUZA. OTANI. utilizadas em trabalhos de conclusão de curso de graduação ou de especialização. tratando de um assunto particular de maneira sistemática. 2003. NBR 10520: informação e documentação: citações em documento apresentação. 2003. TCC: métodos e técnicas. dissertando sobre o mesmo em diversos graus crescentes e de originalidade. Em sua estrutura. NBR 6027: informação e documentação: sumário: apresentação. NBR 6028: informação e documentação: resumo: apresentação. Rio de Janeiro. é necessário e recomendável uma consulta a cada modelo com maior profundidade. ______. isso ocorrem com o propósito de definir e estruturar estes trabalhos acadêmicos. Ed. 1. Isso ocorre em um continuum que vai da monografia propriamente dita. Rio de Janeiro. Neste caso. 4. 2007. além de considerar a profundidade e a extensão. portanto. Nilo. Florianópolis/SC: Visual Books. completa e rigorosa. Rio de Janeiro.3 TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO/ MONOGRAFIA Os trabalhos de conclusão de curso na forma de monografias são os mais extensos e formais dos trabalhos acadêmicos. . pois a monografia deve ser detalhada ao ponto de atender aos objetivos institucionais. ______. até a dissertação de mestrado ou a tese doutoral.65 ______. Antonio Carlos de. FIALHO. ele aborda apenas um assunto por vez.

Não coloque ponto final nos títulos. em negrito. • Títulos: os títulos devem ser posicionados à esquerda. Vide exemplos em “Sumário”.25 cm. numerados com algarismos arábicos. • A folha deve apresentar margem de 3 cm superior e à esquerda. considerar duas linhas de intervalo. • O trabalho deve ter entre de 85 a 150 paginas. • O tamanho da fonte deve ser 12 para o texto e para os títulos.5 cm e os parágrafos iniciados com margem de 1.3. em negrito.1 Formatação do Trabalho de Conclusão de Curso Os Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC) na modalidade Monografia seguem as seguintes normas quanto à sua formatação: • Folha no formato A4 (210 x 297 mm). e 2 cm inferior e à direita. 3 cm 1 3 cm 2 cm 2 cm .66 4. porém a contagem começa na Folha de Rosto. • A numeração das páginas deve ser arábica e aparecer no canto superior direito da página a partir da “Introdução”. • Espaço entrelinhas de 1. Entre uma seção e outra. Deve-se utilizar texto com fonte 12. • Fonte Arial do Microsoft Windows ou equivalente.

Pergunta de Pesquisa. Sumário (obrigatório). o ano da defesa. • Elementos Pós-Textuais: Referências (obrigatório). Objetivos Específicos. Epígrafe (opcional). Agradecimentos (opcional). Objetivo Geral. Ficha catalográfica (obrigatória) Folha de aprovação (obrigatório). No meio. conforme exemplo. 4.3. conforme exemplo. • CAPÍTULO 4: Resultados da Pesquisa.2 Capa e Lombada • Capa: Devem constar os elementos essenciais necessários à identificação do documento. Justificativa da Escolha do Tema. Na parte inferior.1 Conteúdo Em conformidade com a norma NBR 6029:2005 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) os relatórios de pesquisas científicas devem conter os seguintes elementos: • Elementos Pré-Textuais: Dedicatória Capa (obrigatório). Apêndices (opcional).67 4. .3.1. Folha de rosto (obrigatório). A capa deve ser preta com letras douradas. Lista de reduções (siglas e símbolos se houver) • CAPÍTULO 1: Introdução. (opcional). Abstract (obrigatório). a área da Pós-Graduação e o titulo do trabalho. • CAPÍTULO 5: Conclusão.1. • CAPÍTULO 2: Fundamentação Teórica. • Lombada: Deve constar na parte superior o termo TCC. • CAPÍTULO 3: Procedimentos Metodológicos. Glossário. Anexos (opcional). Listas de Tabelas/Ilustrações. Resumo (obrigatório).

FASC CURSO DE GRADUAÇÃO EM --------------- AUTOR (ES) TÍTULO DO TRABALHO ANO LOCAL. ANO .68 TCC FACULDADES DE CIÊNCIAS ECONÔMICAS DA REGIÃO CARBONÍFERA – FACIERC FACULDADES ASSOCIADAS DE SANTA CATARINA .

3 Folha de Rosto [AUTORES ] TÍTULO Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Coordenação do Curso de xxxxxxxxxxxxxx para a obtenção do título de Bacharel em xxxxxxxxxxx Prof.69 4. orientador: LOCAL.3.1. ANO .

FACIERC.3.70 4.1. Ano Referências: Paginas: Palavras-chave . Prof.4 Ficha catolográfica A ficha catalografica deve estar no verso da folha de rosto. Autores Título do trabalho/ autores/ Cidade/ Estado/ Instituição/ Ano/ Número de paginas. Orientador: Trabalho de Conclusão de Curso: Graduação em XXXXXX.

Criciúma.3.1.5 Folha de aprovação [ Autores ] [ Título ] Este trabalho de conclusão de curso foi avaliado e aprovada para a conclusão do curso de Graduação em XXXXXXXXXXXXX pelas Faculdades de Ciências Econômicas da Região Carbonífera – FACIERC. [ Titulação e nome] Coordenador do Curso [_ Titulação e nome] Orientador Banca Examinadora [Titulação e nome] [Titulação e nome] [Titulação e nome] . [dia] [mês] de [ano].71 4.

72 4.1.6 Dedicatória Aos meus pais e irmãos .3.

..... AGRADECIMENTOS ...................................... .1........1..73 4...... 4.............................................. ......7 Agradecimentos Aos meus familiares pelo apoio durante estes anos de estudo.................8 Epígrafe “É a teoria que determina a forma como a qual entendemos o mundo” Albert Einstein ......3............ .... . AGRADECIMENTOS ......................... ......3................................................ ...... ... Aos meus colegas de classe pela constante troca de conhecimentos. ............

Pinheiro.74 4. A IDENTIFICAÇÃO DAS COMPETÊNCIAS ESSENCIAIS DA FACIERC COM BASE NA PERCEPÇÃO DE SEUS GESTORES. Ana Paula de Oliveira.171. FACIERC. P. O texto deverá ser desenvolvido em espaço simples e sem parágrafos.1. tal como no exemplo que segue: Francisco. Dar preferência pela voz ativa. Palavras–chaves: (3 a 5). Criciúma. Resumo informativo em português com. 250 palavras. Trabalho de Conclusão de Curso. com uma RESUMO RESUMO linguagem impessoal. sem a utilização de adjetivos. deve-se constituir a referência do trabalho. Thiago Henrique Almino. 2009. Schenkel.3. no máximo. Curso de Administração. separadas por ponto final.9 Resumo Acima do resumo e do abstract. . Janaína Rosa.

10 Abstract: (é o Resumo no idioma Inglês ou espanhol) Francisco.1. A IDENTIFICAÇÃO DAS COMPETÊNCIAS ESSENCIAIS DA FACIERC COM BASE NA PERCEPÇÃO DE SEUS GESTORES. P. com uma linguagem impessoal. Resumo informativo em inglês ou espanhol com. separadas por ponto final.3.75 4. FACIERC. Trabalho de Conclusão de Curso. sem a utilização de adjetivos.171. Curso de Administração. Schenkel. Janaína Rosa. Pinheiro. Dar ABSTRACT preferência ABSTRACT pela voz ativa. Criciúma. . 250 palavras. no máximo. 2009. Ana Paula de Oliveira. O texto deverá ser desenvolvido em espaço simples e sem parágrafos. Key-words: (3 a 5). Thiago Henrique Almino.

............1.......................1..1...................... Fialho e Otani 2007 Seção primária Seção primária SEÇÃO SECUNDÁRIA Seção Terciária Seção Quaternária Seção Quinária ............ deve ser seguido o formato a seguir especificado.... Pag Pag Pag Pag O sumário................... Lista de Gráficos Gráfico 1 Título do gráfico....... Lista de quadros Quadro 1 Título do quadro...1 Fatos Históricos 2.............. fotos e demais ilustrações que compõem o trabalho.. Lista de tabelas Tabela 1 Título da tabela..1 Modelos de Sistemas de Informação 2.............1...................1............1..3....... figuras................ Elas devem se posicionar antes do sumário e se posicionar em paginas diferentes e seqüenciais......76 4...............................1.11 Lista de ilustrações e sumário A lista de ilustrações elenca os quadros............................... Lista de Figuras Figura 1 Título da Figura...................... enumera as partes do documento na mesma ordem em que se apresentam no texto... a partir do exemplo que seguem.1 A estrutura dos modelos Quadro 11: Seções – numeração e recursos gráficos Fonte: Souza...... Para o sumário e consequentemente os títulos e subtítulos do corpo do TCC.........................1 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO 2. tabelas..... 1 INTRODUÇÃO 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 2..........

.......................... ............. ......................................... ......................... Fundamentação Teórica Mostra-se......................... • Paráfrases: síntese das idéias de algum autor.. ............................... ..................... ....................................................................................... .................... ...... ... se justifica o que se vai fazer.. .................................................................................... .......................................................................... ................................................................................................................ .................................................................................................... ....................... .... por meio da compilação crítica e retrospectiva de várias publicações.... Aqui se deve fazer uso de paráfrases e citações literais (NBR 10520)................................. ..................................... ..................... ................. argumentando a pertinência de seu estudo.......... ........... É a primeira pagina que será numerada no trabalho OBJETIVOS OBJETIVOS ....................... Apresenta o tema de pesquisa o problema a ser pesquisado e seus objetivos................................................................................ ........................................................................... 8 8 INTRODUÇÃO INTRODUÇÃO ......................................... o estágio de desenvolvimento do tema da pesquisa e estabelece um referencial teórico para dar suporte ao desenvolvimento do trabalho....... ......................................................................................................................................................... a introdução é primeira parte do trabalho......................................... .......................... .................................................................12 Detalhamento dos elementos textuais Como já visto anteriormente......... Neste item.......................77 4........3..............................1...................... ...................... Deve ser mantida a fonte (autoria)....... ........................

.....1 [Sub-título] .. • Paráfrase (2) quando em mais de um autor....]....1................. 2........................................................ ..............2 [SUBTÍTULO]] .............. Deve estar situada duas linhas abaixo do texto As referências são alinhadas somente à margem esquerda do texto e de forma a se identificar individualmente cada documento...... • Paráfrase (3) Com 3 ou mais autores..................... fonte 10............................ ........... .........2 [SUB2.... 2002................ Deve ser mantida a fonte e a página de onde foi retirada a citação.....................78 • Citação literal (ibisis litteris): cópia fiel da frase ou parágrafo.. TÍTULO] ..1 [SUB2......................... [.....1 [SUBTÍTULO] ..................................................... a partir da segunda linha da mesma referência........ sem aspas............ 2002....................................... ........... os nomes devem ser separados pela letra e: Com base em Fulano e Beltrano (2009)..................... ............ serão alinhadas...... . ............................. (SILVA.. • Paráfrase (1) Quando no decorrer do texto............................................ p..... 21)................................................................................................................................................................. ...................................... 3) 12 12 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ...... em espaço simples e separadas entre si por espaço duplo...................... • Citações com mais de 3 linhas: reentrada com margem de 4cm..... ............ ... TÍTULO ...................... • Citações com menos de 3 linhas: no corpo do trabalho entre aspas: “A Segurança do Trabalho é definida por normas e leis”..................... este deve obedecer ao seguinte principio: Com base em Fulano (2009)....... ... p..... ......................... 2......... ......... 2................. ..................................... ................................................... Quando aparecerem em notas de rodapé..................................................................................................... ............. ............... deve-se usar a expressão et al: Com base nas contribuições de Fulano et al (2009)..............1................. ................... ..................1 [Sub-título] 2............... (NBR 6023.........................

.......................... ...... Caso o leitor queira reproduzir a pesquisa....................................1....... entrevista... ........................................................................................... ............. ................................. Apresentar todas as especificações técnicas materiais e dos equipamentos empregados. 3. etc.........2 SUB-TÍTULO ..... Indicar como foi selecionada a amostra e o percentual em relação à população estudada......................................... Deve mostrar como os dados foram tratados e como foram analisados.............................................. ......... ....... ............. Esclarecer os caminhos que foram percorridos para chegar aos objetivos propostos....2 SUB-TÍTULO 3............................. ..........................................................................1 Sub-título 3......79 Procedimentos Metodológicos Os procedimentos Metodológicos devem ser desenvolvidos de forma à: • • • • • • Fornecer o detalhamento da pesquisa............................. ...................1 Sub-título ........................................ ......................1...................................................1 SUB-TÍTULO 3........... ...................................1 SUB-TÍTULO ................................................................................................................................. ele terá como seguir os passos adotados.....................). ...................................................... 73 73 3 PROCEDIMENTO METODOLÓGICOS 3 PROCEDIMENTO METODOLÓGICOS 3. 3................. Apontar os instrumentos de pesquisa utilizados (questionário..

.. .................................................................. .... ......................... ................1 SUGESTÕES PARA FUTUROS 5......................................................... onde será mostrado se os objetivos foram atingidos.......................................................................................................... onde você fará um balanço dos resultados obtidos pela pesquisa... ..................................................1 SUGESTÕES PARA FUTUROS TRABALHOS TRABALHOS ............................................................................................. ....................................... ...................... ................................................................ porém................ .......... ............................................... para isso............................................ ........ ou EX2: SUGESTÕES PARA A EMPRESA 80 80 5 CONCLUSÃO 5 CONCLUSÃO .................... .......... ..1 SUGESTÕES PARA FUTUROS TRABALHOS............................ .............. .......................................................... Podem constar na conclusão uma recapitulação sintetizada dos capítulos e a autocrítica.................... 5................. . ................ Podem-se apresentar sugestões sobre o tema abordado no trabalho.............................. EX1: 5.. apenas ater-se ao que já foi estudado e apresentado no trabalho................................ Nesta etapa não se deve introduzir novos argumentos......................... sugere-se um novo subitem..... ..... ...................................... A conclusão deve resgatar a consecução dos objetivos do trabaalho........................................................................80 Conclusão Apresenta a síntese interpretativa dos principais argumentos usados.

Paulo: Martins Fontes. Pedro. Metodologia científica. São Paulo: McGraw-Hill. 2001. Discurso do Método. DESCARTES. Acesso: mar.13 Detalhamento dos elementos pós-textuais REFERÊNCIAS (centralizada e sem numeração) Elemento pós-textual onde são listadas as referências em ordem alfabética de sobrenome de autor com espaço entre linhas simples e entre referências. P. ________Fundamentos da Metodologia Científica. 85 85 REFERÊNCIAS REFERÊNCIAS ABBAGNANO.. 2000.5. Disponível FREIRE. Metodologia do Trabalho Científico São Paulo: Atlas. 1999. São Paulo: Atlas. & BERVIAN.org/>. VI. São Paulo: Atlas. Eva Maria e MARCONI.L. São DESCARTES. Sociais. 1996. A. 1992. Metodologia Científica em Ciências DEMO. Discurso do Método. DEMO. 2008. Leda Miranda. Acesso: mar. Metodologia Científica em Ciências Sociais. Thomas A. Edison Museum. VII. Eva Maria e MARCONI. São Paulo: Atlas. N. Instituto Paulo Freire.paulofreire. P. HUHNE. Presença.org >. 1996. de em:<http://www. 2001. Leda Miranda. São Paulo: Cortez. Vol. ABBAGNANO. AGIR. São Andrade. V. AGIR. Metodologia do Trabalho Científico . IV. CERVO. Nicola . 4a Edição. 4a Edição. Paulo R. XI e XI. Paulo: Atlas. Marina de LAKATOS. Pedro. Metodologia do SEVERINO. Disponível em: <http://www. V. II. 1995. Marina de Andrade.tomedison. LAKATOS.org/>. 2001. 2001. 1995. VI. Metodologia Cientifica. São Paulo: Cortez. 2009. A. São Paulo: Atlas.1. Antônio Joaquim. 2002. Instituto Paulo Freire. Thomas A. Vol. . Antônio Joaquim. Acesso: fev. Metodologia do trabalho científico. 1. A. 1999. científica. XI e XI. São Paulo: Martins Fontes. Disponível em:<http://www. de em: <http://www. FREIRE. HUHNE. Acesso: fev. Listam-se todas as obras citadas no texto que de alguma forneceram subsídios a sua elaboração da monografia.L. Metodologia CERVO. III. Metodologia Cientifica. René. de 2009. trabalho científico. Presença.paulofreire. & BERVIAN. IV. 2000. Disponível EDISON.. III. História da Filosofia. 1992. N. de 2008. A. Paulo R.81 4. São Paulo: McGraw-Hill. SEVERINO. II. Edison Museum. EDISON...tomedison. René. VII. Nicola História da Filosofia.3. ________Fundamentos da Metodologia Científica.org >. 2002.

Exemplo: ANEXO A – Mapa do setor de extrusão da empresa x ANEXO B – Quadro de horários de funcionários do setor de montagem da empresa x Para cada apêndice ou anexo deverá ser utilizada uma página nova. que serve de fundamentação. comprovação e ilustração. Exemplo: APÊNDICE A – Questionário aplicado aos colaboradores da empresa x APÊNDICE B – modelo de documento para os colaboradores ANEXO(S): Texto ou documento não elaborado pelo autor.82 APÊNDICE e ANEXO(S) As definições já foram tratadas anteriormente.Questionário APÊNDICE A Questionário colaboradores da empresa x colaboradores da empresa x aplicado aplicado 88 88 aos aos . APÊNDICE A -. É o documento elaborado pelo autor a fim de complementar sua argumentação.

1 TIPOS DE CITAÇÕES 5. comprovação de pontos de vista. No sistema autor-data. sobretudo no sentido de contar com a contribuição da busca pelo estado da arte do conceito pesquisado. jamais. no caso da citação indireta. as citações são elementos adicionais ao texto e. As citações. modificando-se o texto original com a manutenção das informações base da contribuição. Desse modo. as citações são utilizadas para apresentação de conceitos. podem ser diretas. assim como salienta Vergara (2000). A autoria pode ser informada dentro ou fora do parênteses. quando a transcrição não é literal. ou indiretas. apresentação de elementos adicionais para aumentar a força do argumento e valorizar os aspectos trabalhados ao longo da pesquisa. no texto de um projeto de pesquisa.1 Citação Direta As citações diretas são as transcrições das informações citadas.1. ela deve ser especificada entre parênteses com as informações de autoria.83 5 CITAÇÕES E REFERÊNCIAS Com a intenção de consolidar o projeto de pesquisa. evitando a distorção do conteúdo. que se tome o devido cuidado com a utilização das palavras. pagina separados por vírgula. elementos principais. as citações tornam-se relevante já que permitem que ocorram contribuições de informações extraídas de outra fonte. de acordo com a proposta da NBR 10520:2002. sendo obrigatório o uso de letras maiúsculas para a opção “dentro do parênteses” . quando se referem a uma transcrição literal – cópia fiel – do texto do autor consultado. 5. É natural. preservando a apresentação (conteúdo e forma) da fonte pesquisada. podendo ser apresentada no sistema numérico. ano. Em um texto científico. ou autor-data. . devendo-se preservar o significado original pretendido pelo autor.

Entre o texto e a citação deve-se utilizar um espaço de 1. p.17) “a condição da orientação a objetos desencoraja o desenvolvedor a pensar em uma aplicação de forma hierárquica [. enquanto o galho que procura para atingir o seu objetivo será um valor de uso” (GREIMES. Em um exemplo de autoria indicada no texto. tal como no exemplo que segue: A este propósito.5 cm. COURTÉS.. “a banana que o macaco tenta atingir é seu valor de base. A citação com até três (3) linhas são destacadas no texto por aspas duplas (“ “). p.. (GIL. exclusivamente para fins acadêmicos e de pesquisa. 17). p. em fonte 10. respeitando-se rigorosamente a Lei dos Direitos Autorias. 76). ou com mais de três (3) linhas.378) escrevem: “a banana que o macaco tenta atingir é seu valor de base. Em outro exemplo. pode-se observar o seguinte: A este propósito. Greimes e Courtês (1979.. devem ser destacadas com recuo de 4 cm da margem esquerda.]” (FEDELI et al.. p. Ou ainda: “A condição da orientação a objetos desencoraja o desenvolvedor a pensar em uma aplicação de forma hierárquica [.]” Este tipo de citação também pode utilizar a autoria no final do texto entre parênteses. assim como no exemplo que segue: O Comut permite às comunidades acadêmica e de pesquisa o acesso a documento em todas as áreas do conhecimento (mediante cópias de artigos de revistas técnico-científicas. identifica-se outra forma de se utilizar este método de citação: Para Fideli (2002. teses e anais de congressos). espaço entre linhas simples e sem aspas. 2002. 378). enquanto o galho que procura para atingir o seu objetivo será um valor de uso”. Já as citações com mais de três (3) linhas. .. 1979.84 A citação direta pode se apresentar de duas maneiras: com até três (3) linhas. P. 2002.

Aqui. Já em um exemplo de autoria no final do texto. 1995.2 Citação Indireta A citação indireta se refere a referencia do contexto. fica a recomendação para que o pesquisador escolha um dos modelos e utilize-o como referência em todo o trabalho. a indicação da pagina é suprimida. (INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS. identifica-se a citação da seguinte forma: Na classificação da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN). as estações ecológicas encontram-se agrupadas às categorias de manejo de uso indireto dos recursos. não bem racionalizados.1. sendo necessária apenas a data da fonte consultada. Ela pode aparecer com a autoria indicada no texto.3 Citação da Citação É a citação direta ou indireta de um texto em que não se teve acesso ao original. às vezes.85 5. Neste caso. tal como no exemplo que segue: . deve-se colocar na indicação da fonte a expressão latina apud. as imobiliárias são internamente administradas em processos fragmentados e. 5. Neste caso. Constata-se que ela é a exposição da idéia da fonte pesquisada escrita com as próprias palavras do autor do trabalho acadêmico. Elas apresentam o sintoma típico de empresas que não acordam para o atendimento ao cliente. além da insatisfação dos incorporadores com os corretores imobiliários quanto ao aspecto de falta de conhecimento sobre as necessidades dos clientes. Ela pode ocorrer com a autoria indicada no texto. 25). p. evitando utilizar os dois. tendo como base um texto na obra do autor consultado. tal como no exemplo que segue: Segundo Almeida (2001).1.

é fundamental que seja feito previamente um plano instrucional detalhado do curso. também. etc. sendo as principais destacadas nos pontos que seguem: • As aspas simples – ‘exemplo’ devem aparecer quando constar no texto original frase ou palavras entre aspas duplas. sendo estas substituídas por aspas simples na citação direta com até três (3) linhas. tal como no exemplo que segue: “Se você for esperto perceberá que aquela ‘senhora’ não é quem ela diz ser. para indicar que houve erro de grafia no texto original. 168). p. No exemplo que segue há a possibilidade de identificar esta utilização “Para que um custo via rede [internet] seja desenvolvido. tal como identifica-se no exemplo que segue: “A ciência é baseada no que podemos ver. 1978. Também são utilizados com a expressão “sic” (assim mesmo). do mesmo modo que generalismo é saber-se cada vez mais.” (SANTOS. • Os colchetes [ ] são utilizados para acréscimo. 1993 apud GIL. tocar. no final do texto entre parênteses.1. p. 143) afirma que “especialismo é saberse cada vez mais de cada vez menos. 2002.” Mas pode aparecer. p.4 Particularidades nas Citações No âmbito das citações existem algumas peculiaridades.” .86 James (1970 apud MEDINA. 5. até saber-se tudo de nada. ou explicação necessária ao texto mencionado. ouvir. A ABNT trata algumas de modo específico. 1990. 53).” (CHALMERS. Opiniões ou preferências pessoais e suposições especulativas não têm lugar na ciência. até não se saber nada de tudo. comentário.

pode ser utilizado no inicio. p.. • Já no caso de erro de digitação. 29). p.” (RAHNER.. ódio de si mesmo [.87 (KUNHEN. 2001. são diferenciadas pelo acréscimo de letras minúsculas após o ano. 463. 203) a atividade do “[.. 77).. • Os colchetes e reticências [. Exemplo do grifo nosso ou grifo do autor: De acordo Gil (2002.]” • Os parênteses ( ) são utilizados para inclusão de expressões... Neste caso. traduzido pelo autor. p. meio ou no fim da frase. perversão. como as de grifo do autor ou grifo nosso..] o cirurgiãodentista está relacionada não só ao trabalho de lesões decorridas de traumas bucofaciais [..] são utilizados para supressão. 2005a) ou Pena (2005a) . v.” Exemplo de tradução nossa: “Ao fazê-lo pode estar envolto em culpa.. 1962. em ordem alfabética crescente e sem espacejamento conforme a lista de referências. o exemplo é o seguinte: “Todas as cazas [sic] daquela rua eram com certesa [sic] de Dom Joaquim Passos.” (FERNANDES.] desempenhado pelos recursos de que dispõe o pesquisador no desenvolvimento e na qualidade dos resultados da pesquisa. grifo nosso) “[.] qualidades pessoais do pesquisador no processo de criação científica.. 4..]bem como a disseminação de informações sobre traumatismos dentais em atletas [. quando não se menciona o parágrafo todo. p. publicadas no mesmo ano. 1943. tradução nossa).] pode julgar-se pecador e identificar-se com seu pecado. 18. • As citações de um mesmo autor.. Estes aspectos devem ser mencionados após a citação. [. p. Um exemplo pode ser identificado a seguir: (PENA. assim como no exemplo que segue: De acordo com Cardoso (2003...

2002) • Quando as citações diretas e indiretas de fonte sem indicação de autoria ocorrerem. 2002) (SILVA. p. 8). 1990) (SILVA. deve-se utilizar a primeira palavra do titulo. J.. “Tempos de dor estão por extinguir-se. Afonso. Caso haja a coincidência nas letras iniciais dos prenomes.. 34). tal como no exemplo: “Os mecanismos serão implementados conforme detectada necessidade de mudanças no estabelecimento. 1990) (SILVA. seguida de reticências.” (SISTEMA. Álvaro.88 (PENA. 2005b) ou Pena (2005b) • Quando houver a coincidência de autores com o mesmo sobrenome e data. Alberto.. Caso o título se inicie com palavra que seja artigo ou monossílaba. tal como nos exemplos: (SOUZA... Antônio. estas devem ser inclusas na indicação da fonte. 2001) (SILVA. 2004... separadas por vírgula e entre parênteses. 2001) (SOUZA. deve-se escrever os nomes por extenso.” (OS NOVOS.. data da publicação e das paginas. . p. 1977. tempos de plenitude estão por chegar. F. deve-se acrescentar as iniciais de seus prenomes.

tornando as pessoas inclusivas na sociedade. . no final do texto. 2007. tornando as pessoas inclusivas na sociedade. no final do texto. 2007) as novas tecnologias têm contribuído para o processo de aprendizagem no ensino a distância. identificadas nos exemplos que seguem: Exemplo de autoria. Exemplo de autoria. (MACHADO. Exemplo de autoria. existem duas formas. (MEDEIROS. 2007). entre parênteses: As novas tecnologias têm contribuído para o processo de aprendizagem no ensino a distância. 1999). 2002. estas devem ser separadas por ponto e virgula e ordenadas alfabeticamente. Martignago (2002) e Silva Júnior (1999) o hábito da leitura desenvolve a capacidade de reflexão. indicada no texto: De acordo com Medeiros (2001. no final do texto. assim como no exemplo que segue. Exemplo de autoria indicada no texto: De acordo com Machado (2007). SILVA JÚNIOR. 2005. 2001. • Quando houverem citações indiretas de mais de um documento com autoria diferente. entre parênteses: O hábito da leitura desenvolve a capacidade de reflexão. MARTIGNAGO. 2005.89 • Quando houverem citações diretas e indiretas de mais de um documento com a mesma autoria.

com alinhamento centralizado. há um CD nas dependências da biblioteca com os originais da NBR 6023. segue-se o seguinte exemplo: Exemplo de citação no final do texto com data provável: (PHILIPPI. • Livro no todo: AUTORIA (PESSOA. Título: subtítulo.2 REFERÊNCIAS A elaboração das referências segue as considerações da NBR 6023.90 • Já nas citações diretas e indiretas sem data. seguem-se os exemplos das principais referencias utilizadas em um trabalho de pesquisa. São Paulo: LTr. recrutamento e seleção de pessoal. A palavra “referências” deve ser apresentada em letra maiúscula e em negrito. p. os quais são representados por meio de citações diretas ou indiretas. Exemplo de citação no final do texto com data certa. onde as duvidas poderão ser dirimidas. Planejamento. 4. PONTES. . • Autoria repetida: Substitui-se a indicação da autoria por um traço sublinear equivalente a seis (6) underline. 5. ano.31). As referências apresentam-se logo após a conclusão do trabalho. alinhadas somente a margem esquerda. Número da edição (quando houver). [2009?]. não indicada na obra (PHILIPPI. Benedito Rodrigues. digitadas em espaço simples e separadas entre si por dois espaços simples. 2005. Cidade: Editora. [2009]. p. ENTIDADE ou JURISDIÇÃO). A seguir. Fazem parte desta lista todos os documentos utilizados no trabalho. ed. 9). Para as devidas consultas. da ABNT.

3. Câmara Municipal. 1990. 1 v. ______ (Org.91 CHRISTOFOLETTI. ______. 2000. Etanol: combustível e matéria-prima. Ministério da Indústria e do Comércio. Antônio. ed. SANTA CATARINA. São Paulo: FTD. ed. • Jurisdição (cidade. • Livro sem autoria O PODER da PNL: (programa neurolingüística).). Geomorfologia. e ampl. 1987. Geografia e meio ambiente no Brasil. As leis da abolição. Rio de Janeiro: Objetiva. 2002 • Dicionário HOUAISS. 1995a. Blücher. Sombrio. São Paulo: Atlas. São Paulo: Martin Claret. et al. São Paulo: E. Florianópolis: Imprensa Universitária. Fundamentos de metodologia científica. Sociologia geral. • Livro em meio eletrônico . ed. Secretaria de Tecnologia e Indústria. Eva Maria. Marina de Andrade. 1995b. 3. 2. rev. • Coincidências de obras do mesmo autor e mesma data LAKATOS. c2001. São Paulo: Hucitec. ed. 1976. Regina A. • Mais de três (3) autores – indicar o primeiro autor seguido da expressão et al. 6. BRASIL. São Paulo: Atlas. Lei orgânica do município de Sombrio. [199-?]. Física completa: ensino médio. BONJORNO. Antonio. Rio de Janeiro. rev. Secretaria da Educação. Dicionário Houaiss da língua portuguesa. estado ou país) SOMBRIO. e ampl. 2000. MARCONI.

7 v. ENTIDADE ou JURISDIÇÃO) da obra. • Uso de um dos volumes de livro composto de vários volumes SOBOTTO. 1. ed. 2003. ed. rev. Unisul. São Paulo: Saraiva. Título da parte: subtítulo. • Parte de livro (capítulo) com autoria . Atlas de anatomia humana. Direito civil. 2003. In: AUTORIA (PESSOA.92 ALENCAR. v. Código penal anotado. atual. 21.]: VirtualBooks.com. Páginas inicial-final da parte. • Código comentado JESUS. São Paulo: Atlas. Disponível em: <http://virtualbooks.l. Aguinaldo. Silvio de Salvo. ano. 2008. Samec. Florianópolis: Ed.terra. Cidade: Editora. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. 3. Damásio E. Johannes. A trajetória de um sonho. José de. 2009. atual. ENTIDADE ou JURISDIÇÃO) da parte. • Livro em vários volumes VENOSA. [S. Acesso em: 5 dez. Título da obra: subtítulo. ed. 2007. • Livro com duas editoras AUGUSTINHO. 19. O garatuja. 2000. • Parte de livro AUTORIA (PESSOA. Número da edição (quando houver)..br>. de. e ampl.

13-20. • Parte de livro (capitulo) com autoria igual a do livro VIANNEY. VERBETE. 2005. Caderno técnico: emergências com pragas em arquivos e bibliotecas. In: FERREIRA. 1997. heterogenidade e história. São Paulo: Barsa Planeta Internacional. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional. cap. In: FONTES. Redes de cooperação: os consórcios em direção à universidade virtual. 2007. SILVA. Curitiba: Positivo. Acesso em: 6 dez. Curitiba: Positivo. 55-65 CESAR.93 CAMACHO. In: RONCARATI. 2002. In: GRANDE enciclopédia barsa. 12. rev. João. Jussara (Org. Roberto Gomes. Disponível em: <http://200. Farmácia homeopática. São Paulo: Barsa Planeta Internacional. 2. Aurélio Buarque de Holanda. Elizabeth Farias da. 215. Português brasileiro: contato lingüístico. 5. p. Amarilys de Toledo. e atual. ABRAÇADO. • Verbete em meio eletrônico TURQUESA. Farmácia homeopática: teoria e prática. Cláudia. p. 2005. Novo dicionário Aurélio da língua portuguesa.).asp>. p. Ingrid (Coord.225. 2009. 2005. • Verbete TURQUESA.). In: GRANDE enciclopédia barsa. TORRES. 81-250. CD-ROM 14. (Projeto Conservação Preventiva em Bibliotecas e Arquivos). In: DICIONÁRIO da língua portuguesa. A universidade virtual no Brasil: o ensino superior a distância no país. p. 2003. p.123/dicaureliopos/login. p. • Parte de livro (capítulo) sem autoria A PROTEÇÃO de livros e papel contra o mofo. Olney Leite et al. São Paulo: Manole. Rio de Janeiro: 7 Letras. In: BECK.157. 95-108. • Periódico no todo . O formal e o funcional na teoria variacionista. Unisul. Tubarão: Ed. ANTISSOCIAL. 4. cap. ed. In: ______. 2006. ed. Patrícia Lupion.152.

Disponível em: <http://www.unicamp. Florianópolis. Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação.3. 2005. 1. Disponível em: <http://www.php? id=209&layout=abstract>. • Artigo com indicação de página PIZZORNO. Caderno. Acesso em: 14 dez. 12. utilizando o formato MARC 21. Metodologia utilizada pela biblioteca universitária da UNISUL para registro de dados bibliográficos.1. • Artigo sem a indicação de pagina NATHANSOHN. Venda da indústria cai pelo quarto mês. v. Título da Revista: subtítulo.org. Economia. 2005.server01. 3. p.7 • Site . 3. Título do artigo: subtítulo. 1. Estudo de usuário online. GESTÃO EMPRESARIAL: Revista Científica do Curso de Administração da Unisul. Cidade. n. ALVES. Márcio Miranda.br/revista/ojs/viewarticle. Revista ACB. jan. 2007.bc. Título do artigo: subtítulo. Isa Maria. n. Florianópolis. 13-14.br/seer/ojs>./jun. mês(es) abreviado(s) ano. FREIRE. 2007. Ana Cláudia Philippi et al. 2005. Bruno./dez.acbsc. ENTIDADE ou JURISDIÇÃO) do artigo. 2002. ano do primeiro-último volume. ENTIDADE ou JURISDIÇÃO) do artigo. número do fascículo. dia mês abreviado ano. 7 dez. número do volume. v. Campinas. Cidade: Editora. Título do Jornal. Acesso em: 7 dez. • Artigo de Jornal AUTORIA (PESSOA. seção ou suplemento. Tubarão: Ed.94 TÍTULO DO PERIÓDICO: subtítulo. p. 143-158. Diário Catarinense. Cidade. páginas inicial-final do artigo. páginas inicial-final do artigo. Unisul. jul. • Artigo de periódico AUTORIA (PESSOA.

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gov. e dá outras providências. São Paulo: Saraiva. filme. e aum. São Paulo: Continental Home Vídeo. videocassete. Lei nº 8. Especificação do suporte em unidades físicas. A BELA e a fera. São Paulo: Saraiva.planalto.069. Direção: Jean Cocteau. atual. 1946. Título: subtítulo. BRASIL. Designação da quantidade e do tipo de material usado na gravação SILVA. ano. Código de processo civil e Constituição federal. L. 2 cassetes sonoros.984. • Legislação AUTORIA (JURISDIÇÃO OU ENTIDADE). Dispõe sobre a criação da Agência Nacional de Águas .97 AUTORIA (PESSOA ENTREVISTADA). Disponível em: <http://www. 2007. Gravadora. Pesquisa científica: depoimento. Lei ou Decreto e número. BRASIL. de 13 de julho de 1990.ANA. Entrevistador(es): pessoa(s). 2001. Número da edição (quando houver). etc) TÍTULO da imagem: subtítulo. Cidade: Editora. data. Lei n° 9. Título: subtítulo. 2008 • Legislação publicada em periódico. 2004. Cidade. ed. José da. em meio eletrônico . ano. BRASIL. entidade federal de implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos e de coordenação do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos. Cidade: Editora. Estatuto da criança e do adolescente. Acesso em: 25 nov. 1 DVD. • Imagem em movimento (DVD. Produtor: pessoa(s). 11.htm>. de 17 de julho de 2000. Entrevistador: J. Florianópolis: SESC. Diretor: pessoa(s).br/ccivil_03/Leis/L9984. ed. ano. Machado. 38.

ed.in. • Parte da Bíblia TÍTULO DA PARTE.action? qID=AAAGxaAAIAAA07RAAB&qTodas=2008.98 AUTORIA (JURISDIÇÃO OU ENTIDADE).0640145&qFrase=&qUma=&qCor=FF0000>. 1982.br/revistaeletronica/Abre_Documento. Jurisprudência (decisões judiciais) BRASIL. Cidade: Editora. Petrópolis: Vozes. Título: subtítulo. Acesso em: 11 nov. dia mês abreviado ano. Parte. 1235-1239. 12 de março de 2009.826. Apelação cível nº 2008. Brasília.064014-5. 1.gov.br/jurisprudencia/acnaintegra!html. Bibel: das ist die gantze Heilige Schrifft. • Constituição . Relator: Min. Cidade. v. número inicial-final da página. 142. ano. 2009. • Bíblia no todo BÍBLIA. p. 2005. Título: subtítulo. Lei ou Decreto e número. SANTA CATARINA. In: Título: subtítulo. 11 nov. Sindicato de Hotéis Bares e Restaurantes de Brasília – SINDHOBAR. 219.865. de 10 de novembro de 2005. Tradução ou versão. 30 e 32 da Lei nº 10. volume. data. número do fascículo. Páginas inicial-final da parte. 14 de abril de 2009. Notas. 2009.jus. Diário Oficial da União. Recurso Especial nº 912. Acesso em: dia mês abreviado ano. 1935. Chapecó. Alemão. Tradução de Domingos Zamagna et al. Disponível em: <https://ww2. Local: Editora. Disponível em: <Endereço eletrônico>. Leipzig: A FoersterI. Tribunal de Justiça. Disponível em: <http://www.Superior Tribunal de Justiça. Brasília.stj. Cesar Abreu.asp? sSeq=862141&sReg=200602760419&sData=20090506&formato=PDF>. Tradução ou versão. 2005. Língua. p. Prorroga os prazos previstos nos arts. Idioma. Título do Periódico: subtítulo. LUCAS.jus. BRASIL. ano de publicação.jsp>. 40. Eliana Calmon. de 22 de dezembro de 2003. Relator: Des. Lei nº 11. BÍBLIA. Acesso em: 12 jun.br/imprensa/jsp/pesquisa. Acesso em: 12 jun. Número da edição (quando houver). DF. Notas. Disponível em: <http://app. DF. ano ou tomo.tjsc. Número da edição (quando houver). Português.191. In: Bíblia Sagrada. n.

Constituição da República Federativa do Brasil. • DVD TÍTULO: subtítulo.000. BRASIL. Título: subtítulo. Escala. Jaqueline. Especificação do suporte em unidades físicas. Constituição (1988). ano. ano. DF: Senado Federal. Número da edição (quando houver). Cidade. Cidade: Editora. Pedagogia das séries iniciais.000. 1988. Brasília. 1 DVD. Diretor. Título: subtítulo. Escala 1:7. ENTIDADE ou JURISDIÇÃO). Florianópolis. Apostila da disciplina de Didática do curso de Pedagogia da Unisul. ano. GONÇALVES. A QUESTÃO dos paradigmas. Título: subtítulo. 1 mapa. São Paulo : SIAMAR. AMÉRICA do Sul: mapa visográfico. 6 REGULAMENTO GERAL DO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO . • Mapa AUTORIA (PESSOA. Número da edição (quando houver). Cidade: Editora. Designação da quantidade e do tipo de material usado. Produção de Charthouse International Learning CO. ENTIDADE ou JURISDIÇÃO). produtor. 2006. São Paulo: Geomapas. ano. • Apostila AUTORIA (PESSOA. 2000. Cidade. [19-?].99 JURISDIÇÃO (PAÍS OU ESTADO). Constituição (ano da promulgação). Notas.

1º . tecnológica aplicada. • Intensificar a extensão acadêmica. no máximo. • Estimular a formação continuada. ou de acordo com as indicações do Professor Orientador . • Estimular a interdisciplinaridade. por meio da execução de projetos que levem ao desenvolvimento de produtos.O TCC será caracterizado por uma pesquisa científica. • Estimular o espírito empreendedor. que constitui componente curricular obrigatório dos cursos de graduação da FACIERC e tem como objetivos: • Desenvolver a capacidade de aplicação dos conceitos e teorias adquiridas durante o curso de forma integrada. • Estimular a inovação tecnológica. obedecendo as normas estabelecidas pelo Roteiro para a elaboração de trabalhos científicos da Instituição.100 REGULAMENTO DO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO PARA OS CURSOS DE GRADUAÇÃO DA FACIERC CAPÍTULO I DOS OBJETIVOS E CARACTERÍSTICAS Art.O Trabalho de Conclusão de Curso é uma atividade obrigatória. • Estimular o espírito crítico e reflexivo no meio social onde está inserido. 2º O TCC poderá ser desenvolvido em equipes de dois (2) a. os quais possam ser patenteados e/ou comercializados. § 1º . Art. por meio da execução de um projeto de pesquisa. três (3) acadêmicos do curso. • Despertar o interesse pela pesquisa como meio para a resolução de problemas. por intermédio da resolução de problemas existentes nos diversos setores da sociedade. • Estimular a construção do conhecimento coletivo. • Desenvolver a capacidade de planejamento e disciplina para resolver problemas dentro das diversas áreas de formação.

Indicar o professor responsável pela disciplina de TCC. em consonância com o Professor Responsável. Art.Compete ao Professor Responsável pelo TCC: • Apoiar a Coordenação de Curso no desenvolvimento das atividades relativas ao TCC.Compete ao Coordenador de Curso I . • Organizar e operacionalizar as diversas atividades de desenvolvimento e avaliação do TCC que se constituem na apresentação do projeto de pesquisa.Homologar as decisões referentes ao TCC. normas e instruções complementares no âmbito do seu curso.Estabelecer.101 § 2º .O TCC constitui-se de uma atividade desenvolvida com o apoio da disciplina de Trabalho de Conclusão de Curso . . III . CAPÍTULO II DAS ATRIBUIÇÕES Seção I – Do Coordenador de Curso Art. 3º . 4º . II – Providenciar. apresentação parcial e defesa final. doravante denominado Professor Responsável. o credenciamento e a homologação dos Professores Orientadores do TCC.É vedada a convalidação de TCC realizado em outro curso de graduação.o . 5. em consonância com o Professor Responsável. Seção II – Do Professor Responsável pelo TCC Art. • Efetuar a divulgação e o lançamento das avaliações referentes ao TCC.8ª fase – dos cursos de Graduação da Instituição. IV . que se encarregará pelas ações do processo ensino-aprendizagem e orientações metodológicas do Trabalho de Conclusão de Curso.

102

• Promover reuniões de orientação e acompanhamento com os alunos que estão desenvolvendo o TCC. • Definir, juntamente com a Coordenação de Curso, as datas das atividades de acompanhamento e de avaliação do TCC. • Promover, juntamente com a Coordenação de Curso, a integração com a Pós-Graduação, empresas e organizações, de forma a levantar possíveis temas de trabalhos e fontes de financiamento.  Constituir as bancas de avaliação dos TCC. Seção III Do Professor Orientador Art. 6º - O acompanhamento dos alunos no TCC será efetuado por um Professor Orientador, com a anuência do Professor Responsável, observando-se sempre a vinculação entre a área de conhecimento na qual será desenvolvido o projeto e a área de atuação do Professor Orientador. • § 1º - O Professor Orientador deverá, obrigatoriamente, pertencer ao corpo docente da FACIERC, podendo existir coorientador(es).
• § 2.o - O(s) co-orientador(es) terá(ão) por função auxiliar no

desenvolvimento do trabalho, podendo ser qualquer profissional com conhecimento aprofundado e reconhecido no assunto em questão. Art. 7º - Será permitida substituição de orientador, que deverá ser solicitada por escrito com justificativa(s) e entregue ao Professor Responsável, até 60 (sessenta) dias antes da data prevista para o Seminário de Apresentação Final. Parágrafo único - Caberá ao Coordenador de Curso analisar a justificativa e decidir sobre a substituição do Professor Orientador. Art. 8º - Compete ao Professor Orientador:
• Orientar o(s) aluno(s) na elaboração do TCC em todas as suas fases,

do projeto de pesquisa até a defesa e entrega da versão final da monografia.
• Realizar reuniões periódicas de orientação com os alunos e emitir

relatório de acompanhamento e avaliações ao Professor Responsável. • Participar das reuniões com o Coordenador do Curso e/ou Professor Responsável.

103

• Participar da banca de avaliação final. • Orientar o aluno na aplicação de conteúdos e normas técnicas para a elaboração do TCC, conforme metodologia da pesquisa científica. • Efetuar a revisão dos documentos e componentes do TCC, e autorizar os alunos a fazerem as apresentações previstas e a entrega de toda a documentação solicitada. • Acompanhar as atividades de TCC desenvolvidas nas empresas ou em organizações.
• Indicar, se necessário, ao Professor Responsável a nomeação de

coorientador Seção IV – Dos Acadêmicos Art. 9º - São obrigações do(s) Aluno(s): • Ter cursado as disciplina pré-requisito do Trabalho de Conclusão de Curso no respectivo curso • Elaborar e apresentar o projeto de pesquisa e monografia do TCC em conformidade com este Regulamento. • Requerer a sua matrícula na Secretária Acadêmica nos períodos de matrícula estabelecidos no Calendário Acadêmico • Apresentar toda a documentação solicitada pelo Professor Responsável e pelo Professor Orientador. • Participar das reuniões periódicas de orientação com o Professor Orientador do TCC. • Seguir as recomendações do Professor Orientador concernentes ao TCC. • Participar das reuniões periódicas com o Professor Responsável pelo TCC. • Participar de todos os seminários referentes ao TCC.
• Entregar ao Professor Responsável pelo TCC a monografia corrigida

(de acordo com as recomendações da banca examinadora) nas versões impressa e eletrônica, incluindo arquivos de resultados experimentais, tais como: planilhas, gráficos, softwares e outros.

104

• Tomar ciência e cumprir os prazos estabelecidos pela Coordenação de Curso. • Respeitar os direitos autorais sobre artigos técnicos, artigos científicos, textos de livros, sítios da Internet, entre outros, evitando todas as formas e tipos de plágio acadêmico CAPÍTULO III DA MATRICULA E ACOMPANHAMENTO SEÇÃO I – Da Matrícula Art. 10º - A matrícula no TCC será operacionalizada pela Secretária Acadêmica conforme o disposto na instrução de matrícula descrita no Calendário Acadêmico. • § 1º - Somente apresentará seu trabalho nos seminários de avaliação de TCC o aluno efetivamente matriculado nesta atividade naquele período letivo. Art. 11º - Os alunos que pretendam desenvolver o TCC no exterior ou em instituição conveniada, dentro dos programas de intercâmbio institucional, deverão apresentar proposta de trabalho para prévia aprovação pela Coordenação.

§ 1º- A proposta de trabalho de que trata o caput deste artigo deverá ser acompanhada de parecer do Professor Orientador da instituição conveniada onde o estudante desenvolverá o trabalho.

§ 2º - Os trabalhos citados neste artigo, cujas propostas tenham sido aprovadas pela Coordenação e tenham sido defendidas na instituição conveniada, poderão ter seu crédito consignado, via processo de equivalência, após a entrega da documentação referente ao trabalho realizado, redigido em Língua Portuguesa, à Coordenação do Curso.

Seção II - DO ACOMPANHAMENTO

12º . 16 . Art. 18º – São condições necessárias para aprovação na disciplina de TCC: • Freqüência maior ou igual a regimental nas atividades programadas pelo Professor Responsável e Professor Orientador. 17º . o qual deverá ser assinado pelo(s) aluno(s) e orientador que os entregará na Secretária da FACIERC no período prédeterminado pela Instituição Art. 15 . o(s) aluno(s) deverá(ao) comunicar por escrito. e a sugestão do Professor Orientador.A defesa final constitui-se requisito obrigatório para aprovação e será realizada em forma de seminário público. Art.o deverá conter a concordância do Professor Orientador proposto. Art. CAPÍTULO IV DO DESENVOLVIMENTO DA DISCIPLINA DE TCC Art.A avaliação do Projeto de Pesquisa será organizada pelo Professor Responsável. 14 – A disciplina de TCC constitui-se atividade e condição obrigatória para a apresentação do trabalho final em banca de defesa. o acompanhamento se dará por meio de relatórios bimestrais a serem enviados ao Professor Responsável. de acordo com o estabelecido em normas complementares.O tema para o TCC deverá estar inserido em um dos campos de atuação do curso do aluno. • Apresentação da monografia.Após cada reunião de orientação deverá ser feito um relatório simplificado dos assuntos tratados na reunião. com ciência do Professor Orientador da instituição conveniada. elaborada de acordo com os padrões da FACIERC mínima mensal. a composição de sua equipe. previamente agendadas entre orientador e . quando houver. Art.105 Art. § 2º . ao Professor Responsável. Parágrafo único .O documento citado no parágrafo 1. § 1º .O acompanhamento dos trabalhos será feito por meio de reuniões com periodicidade orientando(s). 13º .Para os alunos que desenvolverem o TCC em instituições conveniadas.Quando da apresentação da proposta do Projeto de Pesquisa.

ou considerações finais. coerente e encadeada às partes do TCC II . 19º . elaborado de acordo com os padrões da FACIERC • Defesa e aprovação da Proposta do Projeto de Pesquisa. o aluno deverá entregar quatro (4) cópias do trabalho prévio no prazo estabelecido pelo Professor responsável da disciplina de TCC. trazem sugestões e possibilidades para novas pesquisas VIII -Os procedimentos metodológicos enriqueceram o desenvolvimento do trabalho IX – O tema é relevante para a pesquisa X – O trabalho apresenta correção ortográfica e gramatical Art. • Apresentação de Projeto de Pesquisa por escrito.Em caso de impedimento do Professor Orientador. Art.Metodologia coerente ao exposto no manual metodológico da FACIERC III – Delimitação correta dos objetivos e conclusões IV – Continuidade de idéias V – Citações oportunas.o. a Coordenação do Curso indicará um professor substituto.São condições necessárias para aprovação na disciplina de TCC: • Freqüência igual ou superior a 75% nas atividades programadas pelo Professor Responsável e Professor Orientador. organizada pelo Professor Responsável e homologada pelo Coordenador de Curso. relevantes e constam na Bibliografia VI – Anexos e apêndices são adequados (Quando houver) VII . em conjunto com a carta de autorização da defesa do final assinada pelo Professor Orientador. § 1º A avaliação final do TCC será feita por uma banca composta de pelo menos 3 (três) professores.A conclusão. Art. . 20 . § 2.Para participar do(s) Seminário(s) de Defesa Final do TCC . 21º . incluindo o Professor Orientador.106 • Defesa e aprovação no seminário público de defesa final do TCC.Os Projetos de Pesquisa serão avaliados com base nos seguintes critérios: I – Sequencia lógica.

23º . serão feitas por uma banca composta de pelo menos 3 (três) professores. quando houver. junto com a autorização para a publicação do trabalho em meio eletrônico § 1º . no mínimo. a Coordenação do Curso indicará um professor substituto. organizada pelo Professor Responsável e homologada pelo Coordenador de Curso.O trabalho deverá obrigatoriamente obedecer aos padrões pela FACIERC para apresentação de trabalhos estabelecidos acadêmicos. as assinaturas dos membros da banca e do Coordenador do Curso. devidamente encadernados com capa dura preta e um CD. Parágrafo único .107 • Defesa e aprovação em avaliação parcial. Art. § 2º Em caso de impedimento do Professor Orientador. CAPÍTULO V DA DISPONIBILIZAÇÃO E DIVULGAÇÃO DOS TRABALHOS Art. • Comprovação de ter cursado com êxito conteúdos de metodologia científica e/ou ou correlatos. § 2º .Quando da necessidade de sigilo em determinados dados ou resultados do trabalho. em que se verificará a qualidade do trabalho desenvolvido até aquele momento e o cumprimento do cronograma proposto. § 1º .A FACIERC reserva-se o direito de disponibilizar as monografias em cópia material. CAPÍTULO VI .Os trabalhos possuirão folha de aprovação na qual constarão.As avaliações da proposta do Projeto de Pesquisa e da avaliação parcial (quando houver). ou por intermédio de mídias diversas. incluindo o Professor Orientador. nas bibliotecas e na Internet. estes não serão divulgados eletronicamente ou via trabalho disponibilizada na biblioteca e na Internet. 22º – Após a defesa os acadêmicos deverão entregar ao Professor responsável duas (2) cópias do trabalho corrigido de acordo com as considerações da banca.

deverá ser formado termo de compromisso próprio. 23º . a critério do Coordenador. 24º . Art.As coordenações de curso poderão estabelecer normas operacionais complementares para as atividades de TCC.108 DAS DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 25º . 26º .Poderão ser disponibilizados meios alternativos para acompanhamento e avaliação de alunos que desenvolvem o TCC fora da localidade onde o aluno estiver matriculado. Art.Os casos omissos a este regulamento serão resolvidos pelos Coordenadores de Curso Apêndice A – AUTORIZAÇÃO PARA DEFESA . definindo as atribuições. inclusive a autorização da divulgação do nome da empresa na publicação do trabalho. Art. direitos e deveres das partes envolvidas.Quando o TCC for realizado em parceria com empresas ou outras organizações.

Coordenador de Curso Apêndice B– CREDENCIAMENTO DE ORIENTADORES . Co-orientador (Se houver): Ademais. submetendo esta declaração ao Professor da Disciplina de Trabalho de Conclusão de Curso e ao Coordenador do Curso a qual pertencem os acadêmicos. me coloco a disposição para os esclarecimentos que se fizerem pertinentes. Orientador ____________________ Prof. a qual terá sua data marcada de acordo com o calendário prévio. Orientador: Prof. Sem mais. ____________________ Prof. declaro que o Trabalho de Conclusão de Curso cujos dados seguem descritos está apto à participar da Banca de Defesa Pública. Título do Trabalho: Equipe: Prof. como professor orientador.109 FACULDADES DE CIÊNCIAS ECONÔMICAS DA REGIÃO CARBONÍFEIRA FACULDADES ASSOCIADAS DE SANTA CATARINA COORDENAÇÃO DE TRABALHOS DE CONCLUSÃO DE CURSO DECLARAÇÃO Para os devidos fins e efeitos legais. da Disciplina de TCC ______________________ Prof.

De igual modo. o Professor Orientador está a disposição da Instituição para a participação das bancas de defesa que ocorrem na ultima semana de aula do semestre letivo. comprometendo-se a respeitar os indícios designados no Roteiro para trabalhos de pesquisa da Instituição e as demais orientações descritas no regulamento.110 CREDENCIAMENTO DE ORIENTADORES Professor Titulação Disciplina Curso Tel.* E-mail* Área de Atuação Texto inicial do Lattes Experiência Profissional *Contatos que serão disponibilizados aos acadêmicos A partir da oferta das informações descritas no documento. ou em data divulgada com antecedência pela Instituição. Sem mais. ____________________ Prof. o Professor Orientador se compromete a tomar ciência de todas as orientações pertinentes a consecução dos objetivos do Trabalho de Conclusão de Curso na FACIERC. Orientador .

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