P. 1
ROTEIRO_TCC_-_ADM

ROTEIRO_TCC_-_ADM

|Views: 7.850|Likes:
Publicado porCrisélen Silveira

More info:

Published by: Crisélen Silveira on May 22, 2011
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as DOC, PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

02/10/2013

pdf

text

original

Sections

  • 1 QUESTÕES INERENTES À REALIZAÇÃO DO TCC
  • 1.1 ESTRUTURA DO TCC
  • 1.2 A ESCOLHA DO MÉTODO
  • 1.2.1 Métodos de Abordagem
  • 1.2.1.1 Método dedutivo
  • 1.2.1.2 Método indutivo
  • 1.2.1.2.1 Indução formal
  • 1.2.1.2.2 Indução científica
  • 1.2.1.3 Método hipotético-dedutivo
  • 1.2.1.4 Método dialético
  • 1.2.1.5 Método fenomenológico
  • 2 A CONSTRUÇÃO DO PROJETO DE PESQUISA
  • 2.1 PLANEJAMENTO DA PESQUISA
  • 3.1 ELABORANDO A INTRODUÇÃO
  • 3.1.1 Delimitação do Tema
  • 3.1.2 Formulação do Problema da Pesquisa
  • 3.1.3 Definição dos Objetivos
  • 3.1.4 Justificativa – Consolidação da Relevância do Estudo
  • 3.1.5 Subsídios para a Elaboração do Desenvolvimento
  • 3.1.5.1 Fundamentação teórica – revisão bibliográfica
  • 3.1.6 Procedimentos Metodológicos
  • 3.1.6.1 A população da pesquisa
  • 3.1.6.1.1 Amostra
  • 3.1.6.1.2 Tipos de amostragem
  • 3.1.6.2 Técnica de coleta de dados
  • 3.1.6.2.1 Observação
  • 3.1.6.2.4 Pesquisa documental
  • 3.1.6.2.5 A pesquisa bibliográfica
  • 3.1.7 Análise e Interpretação dos Dados
  • 3.1.7.1 Classificação
  • 3.1.7.2 Codificação
  • 3.1.7.3 Tabulação
  • 3.1.7.4 Análise estatística
  • 3.1.8 Interpretação dos Dados
  • 3.1.9 Conclusões e Considerações Finais
  • 4 MODELOS DE TRABALHOS ACADÊMICOS
  • 4.1 POSITON PAPER
  • 4.2 ARTIGO
  • 4.2.1 Estrutura do Artigo
  • 4.3 TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO/ MONOGRAFIA
  • 4.3.1 Formatação do Trabalho de Conclusão de Curso
  • 4.3.1.1 Conteúdo
  • 4.3.1.2 Capa e Lombada
  • 4.3.1.3 Folha de Rosto
  • 4.3.1.5 Folha de aprovação
  • 4.3.1.6 Dedicatória
  • 4.3.1.7 Agradecimentos
  • 4.3.1.8 Epígrafe
  • 4.3.1.9 Resumo
  • 4.3.1.11 Lista de ilustrações e sumário
  • 4.3.1.12 Detalhamento dos elementos textuais
  • 4.3.1.13 Detalhamento dos elementos pós-textuais
  • 5 CITAÇÕES E REFERÊNCIAS
  • 5.1 TIPOS DE CITAÇÕES
  • 5.1.1 Citação Direta
  • 5.1.2 Citação Indireta
  • 5.1.3 Citação da Citação
  • 5.1.4 Particularidades nas Citações
  • 5.2 REFERÊNCIAS

6

2011

ROTEIRO PARA O DESENVOLVIMENTO DE TRABALHOS CIENTÍFICOS
FACIERC
Orientações práticas ao desenvolvimento de Trabalhos Científicos na FACIERC

Prof. Thiago Francisco FACIERC 01/01/2011

APRESENTAÇÃO Desde a sua concepção, as sociedades ocidentais estão alicerçadas sobre uma base intelectual que se coaduna os objetivos sociais, os quais são dinâmicos e determinados de acordo com o contexto em que se vive. De fato, a contribuição da pesquisa se da no sentido de consolidar um cenário produtivo, orientando as práticas organizacionais, acadêmicas e, sobretudo, determinando uma nova percepção de mundo ao contexto educacional. Na Instituição de educação superior, independente de suas formações ideológicas, a criatividade, o talento e a produção literária se fazem determinantes à consolidação de uma nova realidade. Neste sentido, a instrumentação científica aparece como sendo uma ferramenta eficaz no sentido de promover a amplitude de conhecimentos neste ambiente. Parafraseando o Prof. Dr. Sebastião Salésio Herdt, Vice-Reitor da Universidade do Sul de Santa Catarina, a instituição de educação superior está imersa na sociedade do seu tempo e dela retira a matéria-prima de seus conhecimentos e pesquisas. Com efeito, ela absorve, estuda e elabora as principais tendências da nossa civilização e dos saberes por ela produzidos. E o faz de tal modo, que a universidade não apenas reflete e reproduz o conhecimento já existente, mas junta a este um valor agregado, perspectivas e deduções inéditas, que devem ser difundidas e compartilhadas com a comunidade científica e a sociedade em geral. É a este valor agregado que se dá o nome de “produção científica”. E o processo e o método que a garante como tal, se chama de “Ciência”. A produção científica, destarte, é um ato substantivo e criativo que é subsidiada pela relevante contribuição da instituição de educação superior que determina a difusão do saber por meio de práticas liberais e livres de ideologias. Espera-se, portanto, que este material seja útil no sentido de contribuir com a produção de trabalhos científicos e, com toda a certeza, à orientação de uma vida acadêmica consistente com os ensejos de uma sociedade que se posiciona na era do conhecimento. Sucesso! Prof. Thiago Francisco Metodologia da Pesquisa Científica

Disciplina Curso Professor Carga Horária Período E-mail Tel. 1. EMENTA

Trabalho de Conclusão de Curso Administração Thiago Francisco 72 H/A Noturno thiagofrancisco@fasc.com.br 48-3431-2029/ 48-9161-7521 PLANO DE ENSINO – 2011/2

A orientação à produção de trabalhos científicos com ênfase ao trabalho de conclusão de curso da FACIERC, implicando no estudo e conhecimento das técnicas de pesquisa e de instrumentação necessárias. 2. OBJETIVO GERAL Proporcionar ao acadêmico a orientação necessária ao aprofundamento dos conhecimentos técnicos aplicados à produção do trabalho de conclusão de curso. 3. OBJETIVOS ESPECÍFICOS • Orientar a aplicação dos métodos científicos aos trabalhos de conclusão de curso.

Delimitar as formas de apresentação do trabalho de conclusão de curso, com as respectivas peculiaridades de cada tema.

• Consolidar os conhecimentos vinculados a instrumentação científica, determinando a construção relevante de um trabalho de conclusão de curso. 4. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

• • •
• •

Tipos de Trabalho de Conclusão de Curso; Orientações em Grupo e individuais Seminário de qualificação; Informações gerais sobre a produção de trabalhos científicos Artigo científico; Estrutura, organização. Redação e apresentação do Trabalho de Conclusão de Curso; Orientação para apresentação dana Banca examinadora.

Visualbooks. 2010. Marina de Andrade.C. FIALHO. Referências bibliográficas. Haverá. Fundamentos de metodologia científica. Lousa e da Lousa Digital. OTANI. N. São Paulo: Atlas. . São Paulo: Atlas. 2002. NE e PG. C. 2005. Eva Maria. Florianópolis: 2007. MARCONI.P. 9. 5. Os acadêmicos matriculados na disciplina de Trabalho de Conclusão de Curso deverão construir um Trabalho de Conclusão de Curso sobre o tema escolhido. A.A. ainda. PD2. Biblioteca. desenvolvendo-o em equipe de. no máximo três (3) componentes e no mínimo dois (2) acadêmicos.F. Como Elaborar Projetos de Pesquisa. NBR6023. O trabalho deverá ser defendido perante a Banca que será composta por três (3) ou quatro (4) Docentes do corpo da Instituição. ed. 7. 5 ed. BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. A. Rio de Janeiro. Leitura de capítulos de livro Atividades Práticas Orientadas 6. METODO DE ENSINO • • • • • • Orientações em grupo Atividades livres e práticas na biblioteca Aulas expositivas e dialogadas Leitura e reflexão de artigos e estudos de casos. ATENDIMENTO EXTRACLASSE Por e-mail e telefone a partir da necessidade dos acadêmicos.5. Internet. AVALIAÇÃO: PD1. 8. TCC métodos e técnicas. As orientações técnicas estão todas contidas no Manual do Trabalho de Conclusão de Curso. um seminário de qualificação que determinará a consistência do trabalho e atividades práticas de orientação técnica dentro do cronograma a ser estipulado em conjunto com os acadêmicos. SOUZA. RECURSOS UTILIZADOS • • • • • Retroprojetor multimídia – Datashow. Biblioteca virtual e pesquisas empíricas em bases de dados. LAKATOS. GIL.

5. Apresentação de livros.usp.bu.org.gov.teses._______. CERVO. NBR6028. 2002. Metodologia científica.capes. ed.anped.br www. _______. 2002. NBR10520. São Paulo: Prentice Hall. 2002. A. Rio de Janeiro.ufsc.br www. 2002. SITES INDICADOS www. Apresentação de citações em documentos.br www. Resumos.L. Rio de Janeiro. Rio de Janeiro. 10. _______.br . NBR6029.

.........................1 4....1...1........ Entervista...................................... Delimitação do Tema........1 1.................. Justificativa – Consolidação da Relevância do Estudo........6............................................... PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS E DELIMITAÇÃO DA TECNICA.1............................... Método fenomenológico...........................................9 4 4........6.. Método dedutivo...........1 3 3...................................................6.................1........................................................8 3..............1................... Análise e Interpretação dos Dados...............3 3.......... Tipos de amostragem...... Conclusões e Considerações Finais..................1...................................................1....... 6 7 8 8 9 9 10 10 11 11 11 12 13 14 16 16 18 19 19 22 23 23 24 27 28 30 35 36 38 42 43 48 49 51 51 53 54 55 57 57 59 60 61 61 65 .......................................5 1...........................................................7.....................1........................................... TRABALHOS DE CONCLUSÃO DE CURSO – MONOGRAFIA.2.......6............................................................................. Método hipotético-dedutivo.2................2 3..........1...........................2 3..............................................................2.......................................................1 3...... Análise estatística.. Método indutivo............. Calculo da amostra.... Pesquisa documental....................................6.......2....... Definição dos Objetivos. Observação..........3 3.............................................1 4...................1..6.7........6..................2.......................... POSITION PAPER.......................................1........................................................6..1.........2 3..............1.......2 3......1 1....... Métodos de Abordagem........2.......1.........................................7 3. Fundamentação teórica – revisão bibliográfica............1..........................1 3....... Subsídios para a Elaboração do Desenvolvimento..........................................1......... MODELOS DE TRABALHOS ACADÊMICOS... Codificação........... A população da pesquisa..................................7... Técnica de coleta de dados..............................1........................ Procedimentos Metodológicos...................................1...............1..................................................................2....3 3................... Amostra...............6 3............................................1 1...............................1 3.6......... ARTIGO....1..............................................................7...................................1 3.....................................................2......1.....5 3...........................3 2 2.... Formulação do Problema da Pesquisa.... Classificação...2....1........5.....4 3..................................................1....................................2.........2 3.1................................................... PLANEJAMENTO DA PESQUISA.........2 1....1...2..... Indução científica......................................2.................. A CONSTRUÇÃO LÓGICA DE UM TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO........... A ESCOLHA DO MÉTODO....2.............. A pesquisa bibliográfica................................................1 3............................SUMÁRIO 1 1.........................1....4 1.... Questionário.................2 1................................1 1...........................................1...... Interpretação dos Dados... Indução formal..2......1............1..4 3.3 1.........................1 1....... A CONSTRUÇÃO DO PROJETO DE PESQUISA.....6......................................................2 4.............3 3...........1...............2.................................................................1..............2..1 3..........................................................................3 QUESTÕES INERENTES À REALIZAÇÃO DO TCC................................ Método dialético.....5 3. Estrutura do Artigo.1................4 3.........................1..................................................................... Tabulação.1 3......... ELABORANDO A INTRODUÇÃO......................................................... ESTRUTURA DO TCC...........................1...................................................

.......................................2 6 Formatação do Trabalho de Conclusão de Curso........................ 83 TIPOS DE CITAÇÃO. 83 Citação Direta...........................................................................................3...................................................1 5..4 4.....1 5...1....1.......1................................... 76 Detalhamento dos elementos textuais.......................... 85 Citação da Citação....... 71 Dedicatória...........................1 4..................3..12 4........1......................................................................... 109 .....11 4....8 4.....................................3....6 4.... 66 Conteúdo........................................1.....3.................3..... 74 Abstract...........3................1................................................................................ 90 REGULAMENTO GERAL DO TRABALHO DE CONCLUSAO DE CURSO........................1............1........3..........3 4..........3.................................1.................................................................. 72 Agradecimentos...................... 67 Capa e lombada...3........................................................................................................5 4.........................2 5....................... 70 Folha de aprovação........................................................................ 81 CITAÇÕES E REFERÊNCIAS....... 75 Lista de ilustrações e sumário..3.......................... 77 Detalhamento dos elementos pós-textuais... 73 Resumo............4. 86 REFERÊNCIAS............. 67 Folha de rosto...............................2 4.......................... 100 APÊNCIDES.....................................1............................1.............................. 85 Particularidades nas Citações....... 73 Epígrafe.............................1..........10 4.........4 5.. 69 Ficha catalografica....................1...................................................................7 4......................1...............3 5.........1..........................................3..1................................................3......................1...............................................3...................................................... 83 Citação Indireta......................................1 4......9 4.........................13 5 5..........................................3........

é o fator preponderante para promover a compreensão de dados que comprovem a complexidade das ciências humanas e sociais.6 1 QUESTÕES INERENTES À REALIZAÇÃO DO TCC Uma das considerações iniciais relativas à construção de um Trabalho de Conclusão de Curso está no sentido de se compreender os modos e o momento no qual se faz a pesquisa. • Estar voltada para a realidade empírica. podem se destacar a pesquisa com ênfase à experimental. histórica. a pesquisa passa a se caracterizar de acordo com alguns pressupostos. Nesta conjectura. Estas. • Apresentar formas de comunicação do conhecimento obtido. por meio do que se chama de “anarquia epistemológica” já que se utiliza de alguns caminhos que consolidam as estratégias de coleta de dados. survey (levantamento). como evidenciam Souza. A pesquisa científica parte de pressupostos evidenciados por Feyeraband (1979). sob a orientação de alguns aspectos. analise de informações de documentos (documental) e estudo de caso. A pesquisa. para que se consolidem as estratégias de pesquisa em Ciências Sociais partem de algumas premissas e se constituem sob a orientação de algumas estratégias. no qual destacam-se os seguintes: • Quanto a sua classificação. onde se destacam os seguintes: • Utilizar-se de método próprio. descritivos ou explanatórios (causal). por sua vez. pode-se afirmar que sempre em que se possui um conjunto de atividades que orientam a busca de um determinado conhecimento deve-se realizar uma investigação aprofundada no sentido de consolidar a coleta de dados que ampare os resultados. Fialho e Otani (2007). o método científico que consolida a construção do Trabalho de Conclusão de Curso. Neste caso. Neste sentido. . • Aplicar técnicas específicas. do grau de controle que o pesquisador tem sobre os eventos e do foco temporal baseado na relação entre eventos contemporâneos e fenômenos históricos. passam a depender do tipo de questão da pesquisa. A partir desta orientação. Entre outros aspectos. Cada uma dessas estratégias pode ser utilizada para propósitos exploratórios.

• Quanto a abordagem do problema. encontram-se na parte que versa sobre a pesquisa no âmbito do Trabalho de Conclusão de Curso. textos de outros autores (opcional). • Quanto as fontes de informação e. elementos textuais e pós-textuais. Dissertações de Mestrado ou Teses de Doutorado é composta de elementos pré-textuais. • Quanto aos procedimentos técnicos. quadros e tabelas Lista de reduções (siglas e símbolos se houver) Elementos textuais Introdução Fundamentação teórica (corpo do trabalho – capítulos) Considerações finais – Conclusão Elementos pós-textuais Referências (obrigatório) Glossário (opcional) Apêndices (produzidos pelo próprio autor) Anexos: Cópia de outros: quadros ou tabelas. • Quanto aos objetivos. Fialho e Otani 2007. As explanações sobre os pressupostos elencados. • Quanto a natureza.7 • Quanto a técnica empregada. sejam eles monografias de TCC. Quadro 1: Elementos do Trabalho de Conclusão de Curso Adaptado de: Sousa. Elementos do Trabalho de Conclusão de Curso Capa Folha de rosto (anverso) Ficha catalográfica (verso da folha de rosto) Pagina de aprovação (Banca Examinadora Elementos Pré-textuais Dedicatória (opcional) Agradecimentos (opcional) Epígrafes (opcional) Resumo Sumário Lista de ilustrações. 1.724/2005) a estrutura dos Trabalhos de Conclusão de Cursos.1 ESTRUTURA DO TCC Sob a orientação da ABNT (NBR.14. bem como suas respectivas definições. . os quais são destacados no quadro 1.

até mesmo. apontando erros evitáveis. Neste sentido. de modo ordenado. o método se configura como um conjunto de processos utilizados para conhecer uma determinada realidade. tal como elenca Oliveira (1997). neste contexto. determinada problemática. para que seus objetivos sejam atingidos. 1. tal como elencado por Gil (1995). A despeito deste aspecto. Neste caso. Com base nestas evidências. o método científico é um instrumento que passa a ser utilizado para explicar.1 Métodos de Abordagem Os métodos de abordagem partem de evidencias que consolidam a investigação científica. onde se utilizam determinados objetivos. Lakatos e Marconi (1991) destacam os principais métodos que orientam o desenvolvimento da pesquisa e que se apresentam a seguir 1. os quais dependem de procedimentos intelectuais e técnicos. passa a ser o agente principal nesta produção. procedimentos ou.2. o Trabalho de Conclusão de Curso passa a se compor de procedimentos que qualifiquem a produção no sentido de permitir uma construção teórico-metodológica de acordo com as intenções da investigação.2 A ESCOLHA DO MÉTODO A palavra método (do grego: metá+odo) significa “além de + caminho”: pelo qual se chega a um determinado fim ou resultado. . comportamentos. Por meio destes pressupostos. propondo soluções no contexto das ciências sociais. Fialho e Otani (2007). em vista dos resultados ensejados com a pesquisa. o método passa a regular previamente uma série de operações que se devem realizar. o conhecimento científico é certificado por seus resultados consolidados por meio de instrumentação científica que são aceitos e validados por um grupo. sendo responsável pela condução dos procedimentos e as demais etapas da proposta da pesquisa. Tal como evidenciado por Souza.8 A partir destas orientações. estes procedimentos devem se interar com os objetivos da pesquisa. O pesquisador.

pressupondo que só a razão é capaz de levar ao conhecimento verdadeiro. generalização e replicação. como evidenciam Hendrick e Vercruyssen. o quadro 2 identifica o método a partir de um clássico exemplo do raciocínio dedutivo: Método Dedutivo Todo homem mortal Pedro é homem Logo. Este método. torna-se possível consolidar os objetivos principais de qualquer ciência. denominadas de conclusão. consiste na verificação empírica de um fenômeno. de análise do geral para o particular. Estes . Neste caso. a saber: identificação de um problema. formulação de uma hipótese.1 Método dedutivo Nas bases propostas por Souza. Fialho e Otani (2007). 1. retirar uma terceira decorrente das duas primeiras. Fialho e Otani (2007). Observar. por meio das contribuições de Gil (1995). Hobbes.1. teste de hipóteses. seguida por uma generalização estatística. utiliza-se do silogismo da construção lógica para. Spinoza e Leibniz. estudos pilotos. Desse modo. propondo uma conclusão específica e direcionada aos objetivos do trabalho. Neste sentido. típico das ciências exatas. Fialho e Otani 2007 Premissa maior Premissa menor Conclusão A partir deste conjunto de aspectos. (1989) é um procedimento sistemático de investigação.1. é o método proposto pelos empiristas: Bacon. obtenção de dados. o qual envolve uma série de passos seqüenciais.9 1. a partir das considerações de por Lakatos e Marconi (1993).2 Método indutivo O método indutivo. o método dedutivo é uma proposta evidenciada por Descartes. o raciocino dedutivo tem o objetivo de explicar o conteúdo das premissas em ordem decrescente. o método dedutivo. na busca por uma definição operacional que permita uma observação controlada. a saber: observar e explicar. Locke e Hume. tal como evidenciado por Souza.2. Pedro é mortal Quadro 2: Método Dedutivo Adaptado de: Souza.2. por meio de duas premissas.

mas de todos os casos observados.. Fialho e Otani 2007 Nas bases propostas por Souza. Um clássico exemplo pode ser identificado nas evidências do quadro 3: Método Indutivo Antonio é mortal João é mortal Paulo é mortal Carlos é mortal Ora. consolida-se na causa ou na lei que rege os fenômenos ou fatos observados em um número significativo de casos.2. o ponto de partida do método indutivo não são os princípios. 1. mas sim a observação dos fatos e dos fenômenos. Deste modo. mas substitui por um termo geral uma série de termos singulares. como verifica-se no método dedutivo. Quadro 3: Método Indutivo Fonte: Souza. a indução formal ou completa é aquela estabelecida por Aristóteles. No raciocínio indutivo.2 Indução científica Conforme as indicações de Souza. Fialho e Otani (2007).2.2. Logo..1.1 Indução formal Nas considerações de Souza. a lei que rege o ponto de chegada para a elaboração de um modelo expressa realmente a totalidade do comportamento dos fatos e fenômenos observados. a lei não . Neste caso. da realidade objetiva. ou ainda.10 pensadores consideram que o conhecimento é fundamentado na experiência. a generalização deriva de observações de casos de realidade concreta. e Carlos são homens. não levando em consideração os princípios preestabelecidos. a indução científica ou incompleta. seu ponto de chegada é a elaboração de modelos que regem o comportamento dos fatos e dos pontos de observação. ela não induz a compreensão de um determinado fenômeno a partir somente de alguns casos. mas um conjunto de procedimentos. a qual não leva a novos conhecimentos. ora empíricos. Fialho e Otani (2007). indutivos. mas não em todos os casos. Por outro lado. Neste sentido. Antonio. Na verdade. onde as constatações particulares levam à elaboração de generalizações.2. 1. Paulo. a indução não é um raciocínio único. (todos) os homens são mortais. Fialho e Otani (20070. ora lógicos.1. estabelecida por Galileu e aperfeiçoada por Francis Bacon. João.

1. ao contrario do método dedutivo. onde as contradições se transcendem dando origem a novas contradições que passam a requere soluções.5 Método fenomenológico Este método. Com base nas preposições de Triviños (1994). aplicado sobretudo em pesquisas qualitativas. o fato de que o método hipotético-dedutivo. A partir de um raciocínio dedutivo. considerando que os fatos não podem ser tratados fora de um contexto social. 1. para concluir ou negar determinada proposição.2. político e econômico. Confirma-se. em sua concepção.4 Método dialético A partir da contribuição de Gil (1995). são estabelecidas relações de correspondência entre os elementos de dois sistemas distintos. Já pelo raciocínio analógico. os quais torna-se fatores geradores dos problemas. se fundamenta em uma proposta descrita por Hegel. a partir da constituição das hipóteses. 1. não é dedutivo nem indutivo. procura evidencias empíricas para derrubar determinadas hipóteses pré-estabelecidas.2.3 Método hipotético-dedutivo Nas considerações de Gil (1995) este método consiste no raciocínio baseado em conhecimentos disponíveis.2. sobre as quais aplicam-se regras fornecidas por alguma lógica. direcionados a compreensão de determinado assunto. 1. é um método de interpretação dinâmica e totalizante da realidade. deduzem-se conseqüências que devem ser validades ou descartadas. mas insuficientes. Este método. mas expressa uma parte dos fenômenos.11 exprime a totalidade. o método dialético. No raciocínio indutivo busca-se alguma generalização ou abstração capaz de descrever um conjunto de dados. ele é empregado em pesquisa qualitativa e preocupa-se com a descrição direta da experiência tal como ela é. nos quais a observação de um ou mais fatos particulares pode-se induzir a compreensão de todos os fatos semelhantes. portanto.1. Neste caso. parte-se de premissas que julga-se verdadeiras. já que a realidade . proposto por Husserl.1.

Neste caso. onde se destacam. as diversas realidades passam a coexistir. os questionários. Já a técnica.12 é construída socialmente e entendida como o compreendido. possuindo um conjunto de normas utilizadas especificamente em cada área das ciências. roteiros de entrevista e o rol de palavras-chave. nas considerações de Oliveira (1997). os procedimentos metodológicos se consolidam no conjunto de métodos ou caminhos que devem ser estruturados e percorridos na busca pelo conhecimento. é a parte material e prática pela qual se desenvolve a habilidade de ensinar. descobrir e inventar. 1. Neste caso. interpretado e comunicado. assim como suas interpretações e comunicações. formulários. onde o sujeito é reconhecidamente importante no processo de construção do conhecimento. tal como direciona Andrade (1999). . produzir. entre outros aspectos.3 PROCEDIMENTOS METODOLOGICOS E DELIMITAÇÃO DA TÉCNICA Os procedimentos metodológicos e as técnicas de pesquisa coadunam-se no sentido de promover a instrumentação científica inerente aos ensejos da pesquisa.

para que se trace uma perspectiva sobre o desenvolvimento do trabalho e evite a “queima de energias” em leituras ou no trato de materiais que nada tem a ver com o tema. consolidando prazos estabelecidos. com detalhes. um projeto básico de pesquisa deve apresentar os seguintes pontos: • Título (ou título provisório) do trabalho. O projeto de pesquisa. Com quanto?). deve responder as questões norteadores de qualquer trabalho científico (O que?. onde se destacam as seguintes: • Discussão das idéias com colegas e professores em reuniões apropriadas. qualificadamente mais detalhado que o anteprojeto. o planejamento do caminho a ser percorrido na construção de um trabalho científico de pesquisa. faz-se pertinente e substantivamente necessária a leitura de capítulos. Para quem?. • Apresentar trabalhos acadêmicos à disciplinas inerentes a produção do projeto. Para que?. livros. Quando?.13 2 A CONSTRUÇÃO DO PROJETO DE PESQUISA O projeto de pesquisa é um texto que define e mostra. Por que?. dissertações e teses que tratem do assunto de interesse do estudo. É a construção de um planejamento que determina ao autor a ordem e disciplina para execução da pesquisa. Com a finalidade de consolidar e orientar a estruturação do projeto. artigos. Quem?.Quanto?. torna-se necessária a observância de algumas etapas. sobretudo dentro do tema e problema que serão abordados. . Onde?. a criatividade torna-se imperativa. Neste caso. Nesta orientação. • Participar de seminários e encontros científicos. • Participar de aulas e encontros de orientação. mas não sendo necessária a apresentação de detalhes do trabalho. contendo as linhas básicas da pesquisa que se tem em mente. • Ser argüido por professores que estejam aptos a participar das bancas de apresentação dos trabalhos. Como? Com que?. • Iniciar contatos com possíveis orientadores. Neste caso. • Delimitar os recursos para o desenvolvimento da pesquisa.

consiste no detalhamento de todas as etapas da pesquisa. • Justificativa (por que foi escolhido o tema em questão). • Delimitação do assunto. questionário ou formulário). . • Hipótese (s).14 • Delimitação do assunto (a qual problema se pretende responder). • Cronograma (qual o tempo necessário). • Construção dos instrumentos da pesquisa (entrevista. instrumentos). • Seleção dos métodos e técnicas. • Formulação do problema. • Construção das hipóteses. iniciando-se pela parte teórica e consolidando-se no plano de coleta de dados abrangendo os seguintes pontos: • Escolha do tema. • Metodologia (quais são os métodos e técnicas. há diferenças entre os conceitos de Projeto de Pesquisa e Planejamento da Pesquisa. • Universo da pesquisa (sujeitos que serão investigados). 2. diferentemente do projeto. O planejamento. • Objetivos (esclarecer o que se pretende). • Orçamento (estimativa dos custos quando este item for necessário). • Levantamento bibliográfico ou revisão da bibliografia. • Bibliografia Básica (obras referentes aos pressupostos do tema). • Teste dos instrumentos (teste piloto ou pré-teste) e procedimentos metodológicos. A partir destas orientações deve-se fazer a distinção do projeto de pesquisa com o planejamento da pesquisa. • Delimitação do universo (amostragem). consolidando a distinção que estes dois aspectos possuem e norteando de modo relevante a construção da pesquisa.1 PLANEJAMENTO DA PESQUISA Confirmando a premissa já delineada.

. ao planejamento da pesquisa cabe uma orientação sistemática e prática no sentido de nortear a consecução dos objetivos.15 Neste sentido. delineando operações pragmáticas no sentido de qualificar os resultados ensejados pelo trabalho.

724/2005) contempla as partes fundamentais deste tipo de trabalho. julga-se importante extrapolar a condição de mera enumeração dos conteúdos integrantes da introdução. Neste contexto. 3. contendo a caracterização do problema.1 ELABORANDO A INTRODUÇÃO A Introdução deve ser produzida no sentido de se constituir uma lógica de exposição dentro de uma perspectiva norteadora da compreensão do trabalho. já . ofertando maiores subsídios para a elaboração de cada um deles.724/2005) enuncia que a Introdução se constitui na parte inicial do texto. desenvolvimento e conclusão do trabalho. nos termos da Monografia ou Dissertação. onde devem constar a delimitação do tema. O processo de materialização da Monografia também não se revela tarefa fácil aos acadêmicos com insuficiente preparo metodológico do ponto de vista da lógica da exposição. Neste caso. metodologia. a justificativa. considera o desenvolvimento como a parte principal do texto e que contem a exposição pormenorizada do assunto. dividindo-se em seções e subseções (capítulos) que variam em funções da abordagem do tema e do método e a conclusão (ou considerações finais) como parte final do texto. a apresentação gráfica do trabalho pode se comprometer. especificamente por falta de subsídios técnicos-teóricos direcionados a elaboração do trabalho. Um detalhe relevante à Introdução é o fato de que ela é a penúltima (a última parte que se redige é o resumo) parte que se escreve em um trabalho científico. A ABNT (14. Neste caso.16 3 A CONSTRUÇÃO LÓGICA DE UM TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO Em termos de descrição da estrutura lógica de um Trabalho de Conclusão de Curso. Neste sentido. Contudo a caracterização do conteúdo próprio de cada uma dessas subdivisões é insuficiente. hipótese (s). os objetivos da pesquisa e outros elementos necessários para situar o tema do trabalho. a ABNT (14. ela se constitui na apresentação dos tópicos básicos do trabalho. e os tópicos-chave abordados em cada capítulo. na qual se apresentam as inferências correspondentes aos objetivos ou hipóteses. sobretudo para aqueles cujo curso se constitui em iniciação ao processo de produção do conhecimento. os objetivos.

• A formulação e a delimitação do assunto tratado. • As limitações da pesquisa. A Introdução deve conter.17 que engloba vários itens do corpo do trabalho. relevância do assunto. assim como enfocar o assunto a ser abordado por meio das idéias-chave de cada capítulo. com ênfase aos antecedentes da pesquisa e um breve histórico de sua trajetória. portanto. • Divisão de capítulos. ou separadamente. torna-se essencial que sejam consideradas as orientações para a sistematização de cada um deles. • Como o pesquisador trabalhou para produzir a solução do problema metodologia. constituindo-se de modo abrangente. entre outros aspectos. Deve considerar. Em um trabalho científico. alguns aspectos importantes que se consolidam nos seguintes pontos: • Estabelecimento da relevância e das razões de ser do trabalho. a ela se constitui em um discurso de abertura que o pesquisador oferta ao leitor. • Os objetivos da pesquisa. uma visão holística do trabalho. • As informações sobre a natureza e a relevância do problema. • As relações com outros estudos sobre o mesmo assunto e. expressando a opinião do pesquisador em relação aos achados da investigação. mas sem se tornar prolongada. materiais e procedimentos. • A finalidade que permita ao leitor compreender os antecedentes que justificam o trabalho. identificando os seguintes aspectos: • O modo pelo qual o pesquisador encontra-se com o seu problema – delimitação. Como a introdução se compõe da integração de vários conteúdos. • Idéia chave do trabalho. a partir da fundamentação teórica parafraseada. que pode estar ao longo do discursos. justificativa. em alguns parágrafos. • Como o pesquisador organizou a lógica da exposição do trabalho – parte da fundamentação teórica. a Introdução deve representar a essência do se pensamento com relação ao assunto que se pretende estudar. . Em verdade. considerando uma síntese dos conceitos da literatura. ainda.

delimitar significa fixar a extensão do tema. Dentro desta orientação. este exercício não pode se resumir ao título do trabalho. apurar. sugerindo a área de conhecimento a que pertence o assunto e contextualizando o tema no âmbito do argumento que o encerra. garantindo o caráter monográfico do trabalho. não apenas. o que já se escreveu a respeito do assunto a que se pretende investigar. mas de localizar os fundamentos que possibilitem a contextualização macro e micro do tema. • O registro das fontes pesquisadas. identificando aspectos que particularmente interessam ao trabalho. Não trata-se. a contextualização do tema e uma analise em profundidade que seria impossível de ser realizada com assuntos abrangentes. dentro de um assunto. A condição para que o processo de apuração do tema ocorra requer sua contextualização no âmbito do assunto que o encerra. . entre vários aspectos levantados. a delimitação do tema consiste na escolha. sustentado na sua leitura e interpretação realizar-se-á a revisão bibliográfica e a fundamentação teórica do trabalho. Isto é uma imposição metódica para que a pesquisa não se perca em generalidades e superficialidades. mesmo que sejam interessantes. resultando em um texto e. Desse modo. Neste caso. uma vez que. abrindo mão dos aspectos adjacentes. tornam-se requisitos fundamentais a contextualização do tema os seguintes pontos: • A definição do assunto de interesse. mas a um processo de raciocínio que o contextualize. Em epítome.1 Delimitação do Tema A delimitação do tema da pesquisa consiste em decidir a extensão e a profundidade dos aspectos do tema que serão problematizados. então.18 3. do termo que merece um estudo a uma investigação sistemática. os limites dentro dos quais ele será desenvolvido. de se proceder a uma análise profunda da teoria existente. a delimitação do tema significa. • A realização da pesquisa bibliográfica – neste momento deve-se entrar em contato com a literatura disponível sobre o assunto eleito. isto é.1. em um título. ainda. indicando as circunstancias de tempo e local onde o trabalho será realizado. Em síntese. analisando-se o estado da arte.

sugerir. Neste caso.19 Pelo fato da formulação do problema da pesquisa ter sido entendida como um dos elementos que a ABNT indica (sem explicar) que também deve integrar a introdução. um dos critérios mais importantes na validação do trabalho final é a consecução dos objetivos propostos em suas bases propedêuticas. Neste sentido. alterar. inovar ou tratar de modo significativo as considerações propostas pelo tema. Neste caso.3 Definição dos Objetivos O Objetivo é definido como alvo ou designo que se pretende atingir. Pode-se afirmar. • Facilidade de construir roteiros para o inicio da coleta de dados. eles orientam a fundamentação teórica e os procedimentos metodológicos do estudo. propor soluções. esta será abordada com maior relevância e propriedade a seguir. Desse modo. os objetivos devem atender a alguns requisitos. a orientação é para que se constituam perguntas. que o último passo é ter uma ou mais hipóteses em torno da qual vai se desenvolver a pesquisa. Entre outros aspectos. 3. considerando tempo e recursos para sua consecução. as quais pretendam resolver. a partir das perguntas. problemas e situações que o tema envolve. tornando-se os pontos centrais do desenvolvimento de um trabalho científico. pode-se afirmar que este significa a identificação de dificuldades. as principais vantagens decorrentes da formulação do problema são as seguintes: • Facilidade de se buscar o tipo de resposta/solução pretendida e necessária e.2 Formulação do Problema da Pesquisa Ao se tratar do problema da pesquisa. deficiências. por ser necessária para situar o tema do trabalho e por determinar os objetivos. Baseado nestes pressupostos. . nos quais se destacam os seguintes: • Devem ser realistas.1. constroem-se afirmações iniciais e respostas provisórias que poderão ser corroboradas ou refutadas ao final do trabalho.1. portanto. 3.

por conseguinte. Sua estruturação deve considerar um enunciado com verbos no infinitivo e que indique uma ação intelectual. ou do público-alvo da pesquisa. formas de visualizar o futuro. além de se colocarem como intenções sobre o propósito do trabalho. dando voz ao fluxo de operações que determina a resposta ao problema elencado. O quadro 4 apresenta uma relação de verbos que permitem consolidar os objetivo geral e específicos de um trabalho científico. às vezes teórica. Desse modo. configuram-se como marcos de referência no caminho para se atingir aos pressupostos elencados pelo problema da pesquisa. e devem se transformar em ações e práticas. os objetivos se consolidam como visões norteadoras do que está por acontecer. guiando o pesquisador nas direções ensejadas pelo trabalho. detalhando as finalidades. já que é preciso. tornando-se amplo ao ponto de se consolidar como a espinha dorsal do trabalho. . quantificar. antes de tudo. sua formulação deve ser abstrata. esta aderência. da instituição alvo. neste sentido. Na estruturação de um trabalho científico. a pesquisa deve possuir seu objetivo geral e. os específicos. Sem esta cooperação. para que se consolide o acesso aos dados. . Os objetivos. operacionalizar e especificar o modo como se pretende atingir o objetivo geral. a partir da subdivisão de um problema intelectual expresso em um objetivo geral em tantas partes quantas sejam necessárias para que sua resolução se consolide. Já os objetivos específicos devem qualificar. propósitos. O Objetivo Geral define o propósito do estudo. para que tenham validade junto aos stakeholders da pesquisa. Neste caso.20 • Devem ser aderentes aos interesses da organização. torna-se impossível realizar o trabalho.

• Transformação de cada um dos aspectos escolhidos em um objetivo. identificando sua contribuição à consecução do objetivo geral e não extrapolando a proposta da pesquisa e. • Verificação da suficiência dos objetivos específicos propostos. antepondo um verbo que indique uma ação intelectual a cada enunciado. cada um dos objetivos específicos dará origem a uma parte distinta da redação do trabalho. . estruturando-os de acordo com os seguintes pontos: • Levantamento dos aspectos que compõe a parte relevante do problema – exame do objetivo geral procurando divisões possíveis.21 Taxonomia dos objetivos de um trabalho científico Compreensão Aplicação Análise Concluir Aplicar Analisar Deduzir Demonstrar Calcular Demonstrar Desenvolver Categorizar Derivar Dramatizar Combinar Descrever Empregar Comparar Determinar Esboçar Contrastar Diferenciar Estruturar Correlacionar Discutir Generalizar Criticar Estimar Ilustrar Debater Exprimir Interpretar Deduzir Extrapolar Inventariar Diferenciar Ilustrar Operar Discriminar Induzir Organizar Discutir Inferir Praticar Distinguir Interpolar Relacionar Examinar Localizar Selecionar Experimentar Modificar Traçar Identificar Narrar Usar Investigar Preparar Provar Prever Reafirmar Relatar Reorganizar Representar Revisar Traduzir Transcrever Menos Complexidade complexo intermediaria Quadro 4:Taxonomia dos objetivos de um trabalho científico Fonte: Primária 2011 Conhecimento Apontar Calcular Classificar Definir Descrever Distinguir Enumerar Enunciar Evocar Especificar Estabelecer Exemplificar Expressar Identificar Inscrever Marcar Medir Nomear Ordenar Reconhecer Registrar Relacionar Relatar Repetir Sublinhar Síntese Compor Comunicar Conjugar Construir Coordenar Criar Desenvolver Dirigir Documentar Escrever Especificar Esquematizar Exigir Formular Modificar Organizar Originar Planejar Prestar Produzir Propor Reunir Sintetizar Avaliação Argumentar Avaliar Comparar Contrastar Decidir Escolher Estimar Julgar Medir Precisar Selecionar Taxar Validar Valorizar Complexo Com base nestes aspectos.

Neste caso. justificando a necessidade imperiosa de levar a efeito tal empreendimento. no sentido de que é sempre importante melhorar uma prática.4 Justificativa – Consolidação da Relevância do Estudo Em uma perspectiva onde a ciência deve ser tecnicamente útil e socialmente responsável. na grande maioria dos casos. A Justificativa é um enfoque subjetivo que.22 • Decisão quanto a melhor sequencia lógica dos objetivos e capítulos do trabalho. com o bem estar da comunidade acadêmica. estruturando um marco conceitual e uma relação intrínseca entre cada conceito trabalhado. envolve a descrição das causas da escolha do assunto. destacar a relevância do estudo. Neste momento. torna-se adequado. 3. é importante delinear os pontos que qualificam o trabalho dentro de um contexto relevante.1. Neste caso. definindo a importância do projeto a partir do destaque para um questionamento específico: É importante para quem? As razões. além da razão (elementos objetivos). . estão relacionadas com os objetivos da instituição de educação superior. ainda em nível de introdução do trabalho. A partir da orientação destes aspectos. deve-se exaltar a importância do tema a ser estudado. Desse modo. Na elaboração da Justificativa deve-se tomar o cuidado para não justificar a hipótese levantada. o tema e as hipóteses escolhidas pelo pesquisador são de fundamental importância para os stakeholdes da pesquisa. a Justificativa. Nesta orientação. com a sociedade e com o ambiente no qual se realiza a pesquisa. um caminho para justificar a contribuição da pesquisa é recorrer aos seus objetivos. destacando os pontos que despertaram o interesse do pesquisador. parte-se do pressuposto de que justificar é apresentar as razões à própria proposta do estudo por meio da relevância. é o convencimento de que o trabalho de pesquisa é fundamental e passível de ser efetivado. Apesar de interligadas por muitos pontos. política ou processo de trabalho. justificando-o segundo premissas que determinam a consolidação da pesquisa. oportunidade e viabilidade. existem algumas distinções quanto a contribuição e a importância do projeto. como o próprio nome indica. respondendo ou concluindo o que vai ser investigado no trabalho de pesquisa.

5 Subsídios para a Elaboração do Desenvolvimento As orientações metodológicas que seguem especificadas visam oferecer subsídios para a construção da parte do trabalho que genericamente é reconhecida como Fundamentação Teórica. com destaque para os seguintes pontos: • Os aspectos que sejam relevantes e necessários aos esclarecimentos do tema/problema em estudo: textos. bem como os procedimentos metodológicos. Neste caso. os instrumentos de investigação e os demais aspectos que tornam-se relevantes para o trabalho. sobretudo dissertações e teses. Assim sendo. leitura e análise de textos relevantes ao tema/problema de estudo. Procedimentos metodológicos. mas que dificilmente serão utilizados no estudo final. garantindo a coerência interna do discurso. novos textos são acrescentados. análise e interpretação (discussão) dos dados coletados. A fundamentação teórica não é uma etapa com inicio e fim. é necessário proceder ao fichamento do . ou conclusões. • Os pontos que servem para orientar o método do trabalho. Mantendo-se a lógica da exposição. os instrumentos de pesquisa e os procedimentos de coleta e análise de dados: quais métodos e técnicas de pesquisa que mais se adaptam ao tema e aos objetivos propostos. De modo geral este item é integrado pela Fundamentação teórica. apresentação. e portanto subsidiar a construção da estrutura do trabalho. Na prática. considerando que é por meio do processo de fundamentação teórica que se dá a identificação das bases teóricas que fundamentação o estudo. à medida que novas idéias vão surgindo e o projeto vai sendo redirecionado. Destarte. o que geralmente acontece é o levantamento e o relato de uma série de textos com relaçao ao tema da pesquisa. ao final de cada capítulo sugere-se um parágrafo “link” com o capítulo seguinte. 3. livros. a fundamentação teórica implica a seleção. os resultados da pesquisa e as considerações finais. a simples leitura das fontes selecionadas é insuficiente.1. Contudo.1 Fundamentação teórica – revisão bibliográfica No processo de fundamentação teórica devem ser levantados os aspectos referentes ao tema em pauta.1.5. artigos.23 3.

os quais podem se estruturar em frases chamativas em uma epígrafe temática. das bases teóricas anteriormente levantadas. em função das necessidades didáticas. É o detalhamento do tipo da pesquisa. a fundamentação teórica trata da teorização do tema em termos de conceitos. . onde as referências passam a ser fonte de informação relevante para a construção de uma consistente base teórica. é importante organizar-se a partir de um fichário pessoal.1. do tempo previsto. rigorosa e exata de toda a ação desenvolvida no método do trabalho de pesquisa. Neste sentido. constituído de positons papers. entrevista. entre outros). É importante ressaltar que a expressão “Fundamentação Teórica” apresentase como um designativo geral do conjunto de capítulos e sub-capítulos. do instrumental utilizado (questionário. sob esta nomenclatura.6 Procedimentos Metodológicos Os procedimentos metodológicos configuram-se como a explicação minuciosa. Sob estas orientações. da divisão do trabalho. detalhada.24 conteúdo de interesse da pesquisa. por sua vez. modelos. das formas de tabulação e tratamento dos dados e de tudo aquilo que se utiliza em um trabalho de pesquisa. tornase possível realizar um pequeno resumo do conteúdo de um artigo. classificações e abordagens já que. utilizando o resultado deste procedimento como escopo fundamental das decisões elencadas no corpo do trabalho. enquanto no relatório final da pesquisa ela se apresenta nos próprios capítulos do trabalho. 3. de acordo com suas classificações. deverão apresentar coerência com o conteúdo e uma qualidade decorrente da abrangência e da profundidade da pesquisa bibliográfica e dos objetivos específicos previamente determinados pela pesquisa. nas Referências. ela deve aparecer apenas na estrutura formal do projeto. fichas co dados considerados importantes pelo pesquisador. além de resumos e resenhas relacionadas com os materiais pesquisados. Logo. Neste sentido. Esses dados também podem ser armazenados em um banco de dados. Estes dados serão necessários na abordagem das citações do corpo do trabalho e deverão ser relacionados ao final. estes itens poderão diluir-se nos capítulos e subcapítulos. de um livro. Estes.

25 É o momento no qual se justifica a abordagem metodológica adotada. deve-se traduzir todas as atividades práticas necessárias para a aquisição dos dados com os quais foram desenvolvidos os raciocínios e que resultaram em cada parte do trabalho final. entrevistas estruturadas. observação participante. O questionamento que norteia a montagem dos procedimentos se refere a identificação das atividades concretas desenvolvidas pelo pesquisador para a obtenção das informações necessárias para o desenvolvimento de cada objetivo. os procedimentos e técnicas empregadas na investigação e as devidas explicações de como a pesquisa foi realizada e conduzida. entre outros métodos. detalham-se os equipamentos utilizados. Neste momento. por exemplo. coleta e analise de dados quantitativa. este processo realiza-se a partir da indicação das atividades de coleta que foram desenvolvidas – pesquisa bibliográfica. . analise de discurso. os quais estão destacados no quadro 5. em uma pesquisa experimental. qualitativa. Entre outros aspectos. destacando os métodos abordados. é importante salientar que em um mesmo estudo diversas técnicas quantitativas e qualitativas podem convergir para a consecução dos objetivos do trabalho. é possível também descrever os instrumentos utilizados na coleta de dados e. Conforme o caso. Na prática. estudo de caso. estatística. conteúdo. Considerando a necessidade da compreensão desta parte do trabalho. utilizando-se. bem como a população objeto de estudo e o plano piloto que foi desenvolvido. questionários. Desse modo. experimental. entrevistas. pesquisa documental. tornase importante conhecer as taxonomias dos métodos de pesquisa que podem ser empregados no decorrer do projeto. entre outras – tendo em vista a manutenção e a identificação dos objetivos específicos a que se vinculam. não estruturadas. deve-se apresentar a configuração da pesquisa e a classificação adotada. de levantamento.

ZAPELINI.C.M.A. M. OTANI.F.P. Com a apropriação destas informações. 35 a 43). (Pags: 81 a 153). N.C. S. Apostila do curso de Administração. . torna-se importante que o pesquisador. Florianópolis: 2007. FIALHO. Visualbooks. em conjunto com o Professor Orientador. Metodologia científica e da pesquisa para o curso de Administração. 2007.K. A. Faculdade Energia de Administração e Negócios. ZAPELINI. a orientação do Manual de Trabalho de Conclusão de Curso da FACIERC é para que os pesquisadores utilizem-se dos seguintes materiais: • • SOUZA. torna-se importante conhecer o processo de delimitação da população da pesquisa. Neste sentido. Fialho e Otani 2007 A partir do retrato elencado pelas classificações da pesquisa.26 TAXONOMIA DA PESQUISA CIENTÍFICA Parâmetros de classificação Classificação da pesquisa Técnica empregada Natureza Objetivos Abordagem do problema Fontes de informação Procedimentos técnicos Tipos de Pesquisa Pesquisa acadêmica Pesquisa de Ponta Documentação indireta (fonte primária e secundária) Documentação direta Pesquisa básica Pesquisa aplicada Pesquisa exploratória Pesquisa descritiva Pesquisa explicativa Pesquisa qualitativa Pesquisa quantitativa Pesquisa quali-quantitativa Campo Laboratório Bibliografia Bibliográfica Etnográfica Documental Experimental Ex-post facto Estudo de corte Levantamento Estudo de campo Estudo de caso Pesquisa-ação Pesquisa participante Pesquisa Grounded Theory Pesquisa sistemática Quadro 5: Taxonomia da Pesquisa Científica Adaptado de : Souza. com base nas orientações metodológicas designadas a consolidação do trabalho de pesquisa. se aproprie das definições de cada ponto antes de transcrever seus procedimentos metodológicos para o documento final. TCC métodos e técnicas. (Pags.B.

1 A população da pesquisa Em linhas gerais. da pergunta. os operários filiados a um sindicato. p. 91-92). Como essas características. a população pode ser entendida como Um conjunto definido de elementos que possuem determinadas características. Na formulação de Rosental e FrémontierMurphy (2002). não permitem valores intermediários. e variáveis descontínuas.6. p. consiste no universo a ser pesquisado. que podem assumir quaisquer valores numéricos dentro de um intervalo. 1995. dessa forma. elas também podem ser chamadas variáveis. Comumente fala-se de população como referência ao total de habitantes de um determinado lugar. como ocorre com as outras. entre outros. que só podem assumir valores discretos. 301) conceitua população como “[. ou seja. o total de indústrias de uma cidade. as faixas de renda. Malhotra (2001.27 3.” Rosental e Frémontier-Murphy (2002) afirmam que a população consiste no conjunto sobre o qual incidem as observações.1. devendo ser definida da forma mais precisa possível. a escolaridade. das hipóteses e/ou dos objetivos da pesquisa. o pesquisador deve ser cuidadoso na definição das características dos pesquisados. as faixas etárias. no exemplo acima. Assim sendo..] agregado. ou a soma. de todos os elementos que compartilham algumas características comuns. a escolaridade é uma característica quantitativa. Observar as características da população é essencial para definir instrumentos de coleta de dados. é possível assumir duas formas diferentes: variáveis contínuas. definido a partir do problema. segundo Rosental e Frémontier-Murphy (2002). já que estes poderão ser modificados a partir do que a população de fato apresenta como suas peculiaridades. elas variam de um indivíduo para outro. Todavia. toda a produção de televisores de uma fábrica etc. enquanto faixas etárias e de renda são características qualitativas. . as características são os aspectos distintivos da população como. em termos estatísticos. Na definição da população. A população. É importante observar que as características dos indivíduos podem ser tanto qualitativas quanto quantitativas: as primeiras não podem ser medidas em escalas numéricas. uma população pode ser definida como o conjunto de alunos matriculados numa escola. (GIL. por exemplo. Dentro das variáveis quantitativas.. todos os integrantes de um rebanho de determinada localidade. Numa formulação um pouco mais simples.

Este planejamento pode seguir o roteiro apresentado por Malhotra (2001): • Definição da população: a primeira etapa no processo de definição da amostra é simplesmente a definição da população-alvo do estudo. enquanto que a renda de uma pessoa pode assumir qualquer valor expresso em unidades monetárias: um indivíduo localizado na faixa de renda de R$ 380. Uma boa amostra obedece a dois critérios essenciais. é. dentro das considerações de Gil (1995). Uma amostra pode ser constituída.5 filhos).36 – diferente. é claro. Outros exemplos: uma quantidade definida de peixes retirados de determinado rio.01.1.00 pode possuir uma renda de R$ 544. 3.1. segundo Cooper e Schindler (2003): acuidade e precisão. as características qualitativas podem assumir diversas modalidades diferentes o que vem a ser o equivalente qualitativo dos valores das variáveis quantitativas. por conseguinte. o número de filhos de um casal não pode ser expresso continuamente (não se pode ter 2. evitando valores que possam comprometer a qualidade da amostra. de uma renda de R$ 545. certo número de parafusos retirados do total da produção diária de uma indústria ou um cálice de vinho de um tonel.6.28 Por exemplo. enquanto que a precisão admite previamente os erros e falhas da amostragem. por cem empregados de uma população de 4000 que trabalham em uma fábrica. Como a amostra consiste num subgrupo da população da pesquisa. Por sua vez. Outro exemplo de amostra pode ser dado por determinado número de escolas que integram a rede estadual de ensino. O primeiro critério refere-se ao grau em que os vieses ficam de fora da amostra. que é definida como “coleção de elementos ou objetos que possuem a informação procurada pelo pesquisador e sobre as quais devem ser . por meio do qual se estabelecem ou se estimam as características desse universo ou população. definindo assim o chamado erro padrão de estimativa.00 a R$ 760. entende-se o subconjunto do universo ou da população. o que torna essencial para o sucesso da pesquisa planejar adequadamente a amostra a ser pesquisada.1 Amostra Por amostra. por exemplo. essencial que a amostra tenha as características da população.

por exemplo). Nesta etapa. é um exemplo de unidade amostral). 302). constituem exemplos de arcabouços amostrais. a lista telefônica. verificando se haverá reposição ou não. a partir de informação prévia sobre parâmetros populacionais. se será usada a forma probabilística ou não.” (p. apenas o departamento financeiro das filiais de Santa Catarina da empresa. deve ser relevante. deve ser capaz de fornecer as informações que o pesquisador deseja obter. e será objeto de maior desenvolvimento no próximo subitem. A população da amostra. amostral é uma listagem ou conjunto de instruções que permitem identificar a população-alvo. o pesquisador avalia o .29 feitas inferências. ou seja. a listagem dos profissionais empregados pela organização (obtida junto ao departamento de Recursos Humanos). custos e probabilidades modificando a amostra à medida em que ela é feita) ou tradicional (planeja-se a amostra inteiramente antes de coletar os dados). ou arcabouço. e somente os profissionais que têm mais de cinco anos de casa). A população-alvo é definida a partir de uma série de aspectos:  Definição dos elementos: consiste em determinar a fonte de informação (o entrevistado. no qual trabalha o elemento. uma lista de endereços de uma associação comercial. ou se a amostragem será bayesiana (em que os elementos são selecionados seqüencialmente. • Determinação da estrutura amostral: a estrutura. • Escolha da(s) técnica(s) amostral (is): são as decisões a respeito de como será constituída a amostra. conforme lembram Cooper e Schindler (2003).  Definição da unidade amostral: diz respeito à unidade na qual pode ser encontrado o elemento (um departamento da empresa. • Execução do processo de amostragem: a execução coroa o processo descrito até o momento.  Definição do alcance e do tempo: consiste nas fronteiras geográficas e temporais da unidade amostral (por exemplo. Assim. • Determinação do tamanho da amostra: consiste na definição do número de elementos a serem incluídos no estudo.

enquanto que a probabilística confere maior . aleatoriamente.2 Tipos de amostragem Há dois tipos de amostragem: probabilística e não-probabilística. parte-se a compreensão do tipo de amostragem. Nesta fase. ao passo que a segunda depende do critério do pesquisador. a partir das definições feitas previamente. o pesquisador pode iniciar o contato com os elementos a serem pesquisados dentro da população. Cada tipo tem suas vantagens e desvantagens: a amostra não-probabilística é mais rápida e mais barata. de acordo com a estratégia definida. no setor de vendas (unidade amostral – o pesquisador irá ligar para as lojas durante o horário comercial). 3.6. na região (alcance). confiando no julgamento deste para a produção de uma amostra fiel à população. A primeira segue as leis da estatística. procurando determinar aqueles que estejam disponíveis para atendimento do pesquisador – ou seja. Por exemplo.1. Os vendedores serão chamados um a um. efetuando a pesquisa junto aos elementos selecionados.  Tamanho da amostra: 237 vendedores. permite expressão da probabilidade matemática de se encontrar na população as características da amostra e é rigorosamente científica. tal como indica May (2001) e Malhorta (2001). A forma de contato com os vendedores será a discagem para as lojas durante o horário comercial. com filiais em todo o estado:  População-alvo: todos os empregados com mais de um ano de casa (elemento).  Arcabouço amostral: listagem de empregados fornecida pelo departamento de Recursos Humanos da matriz. suponha uma pesquisa de clima organizacional com os empregados de uma grande empresa comercial. durante o período da pesquisa (tempo).  Técnica de amostragem: amostragem por conveniência. o método será a conveniência em termos de horário.  Execução: a primeira etapa será alocar a amostra entre as lojas. A partir destas orientações.30 planejamento feito e o implementa.1.

procura-se os candidatos 44.000 candidatos aleatoriamente. na medida em que. A amostragem aleatória simples consiste em atribuir um número aleatório para cada membro da população. confirmados por Gil (1995). Dentre os vários tipos de amostragem . de ser incluído na amostra. e estas sejam obedecidas. posição hierárquica). identificados por fichas de inscrição. por sexo. nesta. • Deve ser impossível fazer substituições. 144. 244. Dentro da tabela de números obtidos. de acordo com Gil (1995) e Malhotra (2001). Alguns cuidados na definição do tipo de amostra são dadas por Cooper e Schindler (2003): • Deve ser impossível modificar a seleção feita previamente (isso é muito importante quando são empregados outros indivíduos para a coleta de dados). onde o que May (2004) chama “moldura de amostragem”. escolhe-se o número 44. a não ser que se prevejam regras claras para as mesmas. da forma mais completa possível. suponha uma amostra de 100 elementos dentro de 10. para. faixa etária. classe social. é uma variação da aleatória simples. 344 e assim sucessivamente.31 confiabilidade aos resultados obtidos. a partir dessa divisão. desconhecendo completamente a quem esses números são associados. • Somente os elementos da amostra original podem ser incluídos. Na amostragem estratificada é preciso dividir a população em estratos ou subgrupos (por exemplo. o acadêmico seleciona alguns números que comporão a amostra. probabilística. Já a amostragem sistemática. cada elemento da população possui a mesma probabilidade. que exige que cada elemento da população possa ser identificado de acordo com sua posição .o que só pode ser feito em caso de se poder identificar a posição de cada membro num sistema ordenado. como por exemplo o conjunto de candidatos a um concurso. Um outro aspecto importante refere-se ao fato de que numa amostragem probabilística é possível extrair conclusões que podem ser generalizadas para toda a população – algo que não se pode fazer na não-probabilística. O primeiro passo na amostragem probabilística consiste em listar os elementos da população. identificar a amostra dentro de cada estrato. e a partir do intervalo amostra. previamente conhecida e diferente de zero. Por exemplo.

não o total da empresa. para se ter uma amostra geral da população. selecionando-se estatisticamente. se entre os funcionários do departamento metade são mulheres. Por exemplo. os elementos em cada conglomerado. em que não se observa a extensão dos estratos em relação à população. sendo feitas as amostras de cada departamento a partir da própria listagem de pessoas que nele trabalham. se o estágio será realizado numa grande empresa. embora também se possa fazer a amostragem a partir do tamanho. enquanto que aquela. A amostragem por conglomerados não deve ser confundida com a estratificada. Há duas formas de se efetuar a amostragem estratificada.32 pesquisador utiliza normalmente a amostragem aleatória simples para selecionar cada elemento. a proporcional. na segunda etapa. . essa forma de amostragem é bastante útil. em muitos subgrupos homogêneos (selecionados a partir da facilidade ou disponibilidade de acesso) com poucos elementos (heterogêneos). pressupondo-se que cada uma seja representativa do todo (o que nem sempre ocorre na prática). uma amostra estratificada por sexo deve ser composta por 50% de mulheres). espalhadas pelo país. A primeira etapa consiste em distinguir a população em subpopulações mutuamente excludentes (os conglomerados). Na amostragem por etapas normalmente se aplica aos casos em que a população está muito dispersa em uma grande área. os conglomerados serão os diferentes departamentos. São tomadas amostras aleatórias em subdivisões. o estágio será realizado numa empresa que possui diversas unidades de produção. pois esta divide a população em poucos subgrupos heterogêneos (selecionados por critérios relacionados às variáveis em estudo) com muitos elementos (homogêneos). A amostragem por conglomerados é utilizada em casos nos quais a população é muito extensa. o acadêmico poderia tomar amostras de departamentos e níveis hierárquicos em diferentes unidades produtivas. em que se busca uma amostra similar à composição da população (por exemplo. sendo que na estratificada os elementos dentro de cada subgrupo são selecionados aleatoriamente e na por conglomerados os subgrupos é que são selecionados aleatoriamente. e nãoproporcional. Por exemplo. O modo mais comum de se fazer amostragem por conglomerados é dividindo a população por áreas geográficas.

Essa forma é definida por Malhotra (2001) como amostragem por julgamento. finalmente. só será possível por meio de profundo conhecimento da população. fixa-se uma cota proporcional à . pede-se a ele que apresente outras pessoas que também façam parte dela. seleciona-se um subgrupo da população. fazendo com que o processo de amostragem. ainda de acordo com Gil (1995) e May (2004). Não surpreenderia ninguém se essa opinião fosse favorável ao que o apresentador do programa divulgou.33 Dentre os tipos de amostragem não-probabilística. e pressupõe que os mesmos sejam representativos. definida previamente pelo pesquisador – por exemplo. evidentemente. o segundo passo consiste em determinar qual é a proporção da população a ser colocada em cada classe.o que. é representativo da mesma . que. Encontrando-se um membro da população. de modo que cada elemento da pesquisa indicará outros elementos. • Amostragem por cotas: é um processo composto por três etapas: em primeiro lugar. • Amostragem por tipicidade: neste caso. os ouvintes de um programa religioso de rádio poderiam ser convidados a telefonar para a estação e dar sua opinião a respeito daquela religião. sendo portanto rápida e barata. em que o pesquisador seleciona os elementos simplesmente porque eles são acessíveis. de acordo com as informações disponíveis a respeito desta. encontram-se os seguintes: • Amostragem por acessibilidade: trata-se do processo menos rigoroso. classifica-se a população conforme as propriedades consideradas relevantes para o fenômeno a ser estudado. a partir da idéia de que o pesquisador confia em seu juízo para definir quem será ou não apto a ser pesquisado. conquanto excessivamente limitada. Esta amostra baseia-se na conveniência do pesquisador – o que nas palavras de Malhotra (2001) significa que o elemento da pesquisa se encontrava na hora certa e no local certo. • Amostragem “bola de neve”: é utilizada em casos em que a população se encontra muito distribuída ou é difícil de ser localizada. • Amostragem proposital: a amostra é selecionada de acordo com uma determinada • característica.

• Quando maior a precisão desejada. ele poderá ser reduzido sem que isso implique em perda de precisão. dentro deste contexto. a percentagem com que o fenômeno se verifica refere-se a uma estimativa prévia sobre como determinado fato ocorre na população. e são os seguintes: • Quanto maior a dispersão ou as variáveis da população. normalmente se trabalha com estimativas de 3 a 5%. alguns princípios influenciam e ajudam a definir o tamanho da amostra. Por fim. O nível de confiança.34 população para cada pesquisador. acima de 100. compondo-se de um número suficiente de elementos e que seja determinado pelas dimensões do universo da pesquisa. quanto ao erro. Um exemplo pode ilustrar o calculo da amostra a partir da seguinte orientação: .1. • Quanto menor a amplitude de intervalo. as dimensões do universo seguem uma regra simples.000 elementos. tal como elenca Gil (1995). 3. maior a amostra. • Quanto maior o nível de confiança na estimativa. Já abaixo deste número. Neste caso. maior a amostra. Esse tipo de amostragem exige que o pesquisador conheça de antemão as características da população. Neste sentido. • Se o tamanho da amostra for maior do que 5% da população.1. Já. é estimado pela distribuição normal e se expressa de acordo com o número de desvios-padrão relativos à media. a amostra deve ser fidedigna. ele é finito do ponto de vista estatístico. o universo é considerado infinito e o número de amostra será sempre o mesmo. pelo erro máximo permitido e pela percentagem com a qual o fenômeno pesquisado se verifica. torna-se necessário um determinado cuidado com os aspectos vinculados ao seu tamanho. De acordo com as preposições de Gil (1995). maior a amostra. pelo nível de confiança.3 Calculo da amostra No tocante as formas utilizadas para selecionar os elementos da amostra. maior deve ser a amostra. ou seja. maior a amostra.6. • Quanto maior o número de subgrupos de interesse na população.

10. o desconhecimento da freqüência exigiria a pesquisa com 345 pessoas. se o pesquisador considerar um erro de 5%. para tal.47 ----------------------32.p. em número de desvios-padrão (2).02 -----------------------32. identifica-se que: • n: tamanho da amostra. .90 Partindo do pressuposto descrito. estimou o nível de confiança de cerca de 95% e um erro máximo de 3%. O pesquisador decide buscar as razões mais comuns para as ausências e.35 Considere a situação em que uma empresa com 500 colaboradores deseja reduzir o nível de absenteísmo de seu quadro. • σ2 = nível de confiança escolhido.q. ao invés dos 3% calculados.(N-1) + σ2. • p = porcentagem com a qual o fenômeno se verifica (10) • q = porcentagem complementar (90) • N = tamanho da população (500) • e2 = erro máximo permitido (3) A fórmula utilizada para o cálculo é a seguinte: n = σ2. Pesquisas prévias indicaram que cerca de 10% dos colaboradores faltam ao trabalho. Dessa forma. cada um dos valores teria o valor de 50%.50 Desse modo.90.50.50. mas não determinaram as causas deste fator.q Substituindo-se os números na fórmula.(500-1) + 22. tem-se: n = 22. o pesquisador deveria coletar os dados com aproximadamente 223 colaboradores para poder determinar quais seriam as principais causas do absenteísmo entre o corpo funcional da empresa. portanto.N ------------------------------------------------e2.500 = 345. percebe-se que: n = 22.10.50.(500-1) + 22. Neste caso.p. Caso não houvesse uma pesquisa previa que permitisse identificar as freqüências de p e q.500 = 222.

etapas ou métodos. tornando-se um sinônimo de material de pesquisa. Ainda há um destaque para um terceiro elemento.36 3. já que este é o responsável pela coleta. o pesquisador . os dados se apresentam de três formas: • Dados primários: os que se originam de trabalhos originais de pesquisa ou dados brutos. enquanto a técnica representa “por meio de que” se pesquisa. seria a partir dos dados que o pesquisador tem a possibilidade de consolidar as informações que estruturam o conhecimento. Desse modo. Nas bases propostas por Triviños (1995).1. Dentro desta conjectura. que representam uma opinião ou posição oficial. Um segundo conceito relevante e direcionado a compreensão da sistemática da investigação refere-se à definição de “dado”. • Dados terciários: São dados que originam-se da interpretação de uma fonte secundária. tornando-se a unidade básica do conhecimento a ser investigado. onde se posicionam os roteiros de entrevista. torna-se fundamental considerar os métodos e técnicas que designam diversas realidades. dando ênfase aos indícios de Ruiz (1995) o método busca designar um significado traçado as etapas fundamentais da pesquisa. As considerações de Soriano (2004) corroboram as definições de método apresentadas por Ruiz (1995) e salientam que o método passa também a representar como se pesquisa. que seria o meio físico para se investigar. mas geralmente são representados por índices. enquanto a técnica se relaciona com os procedimentos e a utilização dos recursos peculiares a cada objeto pesquisado em diferentes perspectivas. Por meio das considerações de Malhotra (2001).2 Técnica de coleta de dados Nas questões propedêuticas. bibliografias e outros auxiliares de busca. Neste sentido. A partir das ações decorrentes da pesquisa.6. a distinção entre dados primários e secundários ocorre por meio do pesquisador. “dado” é a reunião de informações que o próprio pesquisador reúne para analisar e estudar determinado fenômeno social. sem interpretação ou pronunciamentos. os questionários e os demais instrumentos relacionados. Praticamente todos os materiais de referencia entram nessa categoria. • Dados secundários: são as interpretações dos dados primários.

contratos. considerando os que foram coletados por outras pessoas com objetivos diferentes. Desse modo. editora. portanto. Por diversas vezes. ou se ainda requerem algum tratamento. • Escopo: consiste em dimensões como a data da fonte. além dos artefatos físicos. o pesquisador participa de modo ativo na realidade da organização pesquisada. entrevistas. • Confiabilidade: as credenciais do autor. definindo se a fonte pesquisada apresenta informações completas. deve utilizar fontes múltiplas. . atentando de modo importante a sua estrutura funcional. entre outros aspectos. onde se destacam os seguintes: • Objetivo: diz respeito à intenção do pesquisador quando da preparação do documento.37 indica os que são recolhidos pelo próprio pesquisador tendo por base os objetivos da investigação. o período de tempo coberto por ela. o pesquisador nunca deve confiar em apenas uma técnica de levantamento de dados e. definindo se são uteis ao propósito do pesquisador. e por meio de pessoas que atuam na organização pesquisada. • Público-alvo: determinando para quem a fonte escrita é relevante e se a obra foi produzida por especialistas. quanto as fontes de informação documentais e bibliográficas. da bibliografia pesquisada por ele. considerando relatórios. observação direta e participante. • Formato: referindo-se à forma geral pela qual é apresentada a informação e a facilidade com que se consegue obtê-la. documentação interna. a grande maioria das produções científicas de pesquisa realizadas no contexto das Ciências Sociais aplicadas consiste na utilização dos dados obtidos por meio de documentos escritos. com atenção para uma premissa relevante: nas coletas de dados. considerando a documentação escrita. Essas seis fontes permitem coletar dados para a realização de investigações de variados tipos. arquivos. a profundidade do tratamento. Cooper e Shindler (20030 destacam critérios aplicados às analises. o que ocorre por meio da entrevistas e questionários. requerendo um cuidado específico do pesquisador em termos de tratamento das fontes. determina que seis fontes de evidência permitem a realização de pesquisas. Já Yin (1984). Em verdade.

identificando. existem outras nas quais o pesquisador não participa diretamente das atividades. • O pesquisador deve realizar a revisão dos conceitos e dos significados de cada uma das variáveis. Dentro das considerações de Gil (1995). também deve gerar informações confiáveis e validas no sentido de esclarecer o ocorrido. A atenção. neste momento.1 Observação A observação. Ela deve estar associada a proposições gerais e deve ser submetida a controles de validades e precisão. comportamentos e documentos disponibilizados e aderentes aos objetivos da pesquisa.2. sem a necessidade de intermediários e sem a subjetividade na compreensão das ocorrências. enquanto técnica de pesquisa consiste na utilização dos sentidos para a aquisição de conhecimento científico. • A revisão operacional das variáveis. consolidando as informações decorrentes do fenômeno de interesse do pesquisador. onde se destacam os seguintes: • O pesquisador deve preparar uma lista das variáveis que pretende pesquisar. pressupõem uma interação direta entre o pesquisador e o objetivo de estudo. De igual modo. embora necessite de uma interação com o ambiente pesquisado. desde que se direcione a um objetivo previamente formulado e tenha sido sistematicamente planejada e registrada. a observação determina vantagens competitivas na construção da pesquisa. definindo quais são os instrumentos de medição de cada uma delas e.38 Neste caso. 3. a entrevista e o questionário.1. Contudo. entre outros aspectos.6. . • A escolha da técnica e a definição do instrumento de coleta de dados. considerando que duas. Martins (2006) propõe procedimentos aplicados à definição de instrumentos de coleta de dados. já que o pesquisador percebe diretamente os fatos. está na definição de algumas das principais técnicas de pesquisa que podem ser utilizadas pelo pesquisador na realização de seu trabalho. tal como indica Gil (1995).

Deve-se considerar. como filmagens e fotografias. dividem as observações em comportamentais. Cooper e Schindler (20030. que existem algumas classificações que são baseadas em diferentes critérios. tal como elencado por Yin (1984) se refere ao fato de que o fenômeno a ser pesquisado. com a presença do pesquisador. lingüística e não lingüística e espacial. é preciso lembrar que. devendo complementá-lo com outras técnicas. a observação é uma capacidade inata do ser humano. os aspectos referentes à categorização da observação direta. da presença do pesquisador. e indireta. contudo. Neste sentido. onde o mais importante é a relação a ser estabelecida entre o pesquisador e o objeto de estudo. é influenciada por uma séria de fatores. Outra desvantagem. diminuindo as possibilidades do realismo e da construção do significado a pesquisa. provavelmente. de acordo com Cooper e Schindler (2003). possui uma base histórica. no sentido da compreensão da observação enquanto técnica de pesquisa. Neste caso. observar cientificamente exige um roteiro ou guia previamente definido que permita ao observador concentrar sua atenção em uma finalidade pré-determinada. sobretudo para possuir uma melhor percepção de como as demais relações com o objeto pesquisado possam ser estudadas. exigindo o conhecimento de regras científicas. subdividindo-se em análises de registro. a presença do pesquisador pode provocar alterações de comportamento nas pessoas. de condições físicas e de processos de atividades. dos dados e os processos de atividades. . realizada por meios mecânicos.39 Por outro lado. pode-se afirmar que o pesquisador dificilmente terá dificuldade de realizar um trabalho que prescinda dos procedimentos de observação. em hipótese alguma. Desse modo. enquanto técnica de pesquisa. o pesquisador pode confiar exclusivamente na observação como instrumento de coleta de dados. onde dificilmente a observação poderia ser realizada com o devido sucesso. quando voltadas para a analise de comportamento e que é subdividida em analise não verbal. que analisam apenas as estruturas. tais com o questionário e a entrevistas. A observação. devem conceber o conhecimento. por parte dos indivíduos pesquisados. e não comportamentais. Em todo o caso. Com as bases na definição de Soriano (2004).

sendo adequada para casos em que os fatos são de conhecimento público. serve para verificar hipóteses e preparar uma observação melhor planejada. observando de maneira espontânea os fatos que ocorrem. e em segundo plano.40 A classificação dos estudos baseados em observação. classifica está técnica como sendo uma observação ordinária. participando de suas manifestações sociais. pressupõe um relacionamento do observador com o grupo social. onde o observador torna-se membro ativo do grupo. A partir das considerações de Gil (1995). A observação participante. a observação participante é importante por permite ao investigador o estabelecimento de um relacionamento multilateral e de prazo relativamente longo. Observação participante: A observação participante consiste em um modo ativo. o pesquisador permanece alheio a comunidade. portanto. com o propósito de desenvolver um entendimento científico da associação. definindo-a como uma técnica em que o observador está fora do grupo observado. grupo ou situação determinada. participante e sistemática. em que o observador pertence a comunidade na qual a . é importante considerar a definição dos sujeitos – participantes da pesquisa . tornando-se uma espécie de espectador. existem duas formas de observação participante. tal como destacada por Gil (1995) abrange três tipos: observação simples.. do cenário – local no qual as pessoas se situam – e do comportamento social. Nas pesquisas em que se busca compreender a dinâmica de uma interação social ou de rotinas cotidianas. servindo em primeiro plano para verificar hipóteses e definir técnicas de coleta de dados. tornando o primeiro uma parte ativa do segundo. Com base nas exposições de Gil (1995). Essa técnica não prescinde de planejamento cuidadoso e da definição de objetivos da pesquisa. fazendo com que o planejamento da observação se reduza de modo considerável. baseado na participação real do pesquisador na vida da comunidade. a natural. grupo ou situação que pretende estudar. Observação Simples: Na observação simples. envolvendo-se em suas práticas diárias. Já Soriano (2004).

fazendo com que o investigador tome partido e chegue a conclusões prévias. Na observação artificial. A observação participante distancia-se profundamente do positivismo. ao invés de assumirem uma postura neutra e distante do objetivo de pesquisa. familiarizado. no entanto. e a artificial. existem situações em que o observador precisa se disfarçar. também apresenta algumas desvantagens: • O pesquisador pode ser obrigado a ficar muito tempo em um contexto com o qual está pouco. • Permite entender melhor as ações e mudanças dos pesquisados. ou nada. Observação sistemática: . sendo que algumas podem não ter muita utilidade. Contudo. • Permite ao pesquisador compreender melhor o universo cultural e a linguagem dos pesquisados. mas em qualquer dos casos. O problema maior que se pode identificar diz respeito à objetividade do pesquisador. Com base nestes aspectos. esta técnica de pesquisa apresenta algumas características.41 pesquisa será realizada. quando ele se insere em determinado grupo social. deve-se observar que a presença de uma pessoa estranha no grupo acaba conduzindo a barreiras sociais que reduzem e limitam a qualidade das informações colhidas. • O pesquisador pode correr alguns riscos em seu trabalho de campo. • As analises do material coletado podem ser muito demoradas devido ao grande volume de informações e dados coletados. já que normalmente se toma nota de tudo o que se observa. com influencias de determinadas ideologias. sem revelar sua condição de pesquisar. sendo as principais vantagens as seguintes: • É pouco provável que o pesquisador tente impor suas próprias realidades ao mundo social pesquisado. envolvem-se diretamente com ele. quando o pesquisador se integra a comunidade para realizar seu estudo. • Obriga o pesquisador a manter relacionamento com pessoas com as quais pode não ter nenhuma finidade • Obriga a manter grande número de anotações. na medida em que os pesquisadores.

são relevantes para seus objetivos definidos. com base nos expostos de Gil (1995) é uma forma de comunicação entre duas pessoas com o propósito de alcançar um objetivo. coletando dados bem definidos e com precisão. pois não é possível esconder-se entre os pesquisados. a entrevista é utilizada em uma série de situações. Desse modo. realizando uma observação precisa. o pesquisador tem um conhecimento prévio dos fatos ou fenômenos que. dada as categorias analíticas e os meios e instrumentos de registros. dentro de um grupo ou comunidade. • Oferecem explicações padronizadas para certos tipos de problemas e. onde suas principais vantagens se colocam como sendo as seguintes: • Atingem com mais facilidade respondentes com um baixo nível intelectual. Nas ciências sociais aplicadas. Neste caso. Inicialmente. .1.6.2. É preciso considerar que a relação entre o pesquisador e os membros do grupo precisa ser cuidadosamente planejada. uma vez que o trabalho do pesquisador consiste basicamente em testar hipóteses a respeito do grupo ou comunidade.42 Neste técnica. a qual também pode ser definida como uma técnica em que o pesquisador se coloca frente ao objeto de estudo e lhe formula perguntas de modo que ocorra uma interação social a partir de um dialogo assimétrico em função dos objetivos estabelecidos. • Ajudam os agentes que possuem dificuldade de leitura e compreesão em relação ao questionário. o pesquisador planeja a coleta de dados e estabelece categorias de analise em relação às práticas que pretende observar. 3. tendo suas principais classificações descritas no quadro 6. • Impedem equívocos e mantém controle sobre a sequencia das questões.2 Entrevista A entrevista. trata-se de um “quase-experimento”.

mas. em que se admite ampla variedade de respostas. buscando obter a visão geral do entrevistado sobre o assunto Também se trata de uma técnica pouco estruturada. Ela possui caráter aberto e permite ao entrevistado responder tendo em mente seu próprio quadro de referência. a ser abordado com mais profundidade no decorrer desta unidade). cabendo ao entrevistador somente apresentar as perguntas. mas na pessoa entrevistada. Entrevistas por pautas O entrevistador prepara uma pauta de assuntos com antecedência. em que se encoraja a discussão entr os seus integrantes. procurando manter-se na rota mesmo quando o entrevistado se desvia. fazendo umas poucas perguntas diretamente e concentrando-se no que o entrevistado vai falando. Entrevista focalizada É muito útil em casos em que se procura explorar com maior profundidade as experiências de alguém em relação a um determinado fato ou fenômeno. O grupo deve ser grande o bastante para que se possa obter Entrevista em grupo . para explorar os assuntos à medida em que surgem. Apesar de ser mais formalizada que as anteriores. a entrevista por pautas não pode ser considerada inteiramente estruturada. para facilitar a tabulação dos dados. Neste tipo de entrevista. Refere-se à técnica em que o entrevistador prepara um grupo que será entrevistado simultaneamente. o entrevistador focaliza a conversa em um determinado assunto. nas quais o entrevistador apresenta uma série de opções para o entrevistado.43 CLASSIFICAÇÃO DAS ENTREVISTAS Entrevista informal Entrevista menos estruturada possível. em que o entrevistador tem apenas o objetivo básico da pesquisa em sua mente. pressupõe-se que a repetição das mesmas perguntas produzam diferenças baseadas não na situação da entrevista. além de ter um objetivo de pesquisa. Normalmente é utilizada quando há um grande número de entrevistados. Entrevista estruturada O entrevistador prepara com antecedência uma relação de perguntas (um questionário). Esse grupo pode assumir o formato de grupo focal (focus group. mantida fixa e invariável independentemente de quem quer que esteja sendo entrevistado. Utilizam-se perguntas abertas. sem se envolver de modo algum com o entrevistado. ou perguntas fechadas.

o pesquisador assume o papel de moderador da pesquisa. oferecem amplo campo de interrogativas. • Antes do processo. apoiados em teorias e hipóteses. é importante considerar alguns aspectos. . reunindo informações e fatos que auxiliem na condição. mas também precisa ser suficientemente pequeno para que o entrevistador possa estudar seu comportamento e todos tenham chance de participar e contribuir. é importante detalhar a contribuição do focus group. Ainda considerando a entrevista. Neste caso. definindo os comentários e perguntas que você venha a fazer.44 dados e informações úteis. realize algumas atividades prévias. avisando o entrevistado com antecedência e reservando um local adequado e que proporcione a privacidade correta e necessária. seja lá qual classificação for utilizada. • Planeje o tempo. Desta maneira. • Faça um rascunho da entrevista. que interessam à pesquisa. • Avise aos superiores que estará realizando o procedimento no horário e local detalhado. em seguida. o informante. fruto de novas hipóteses que vão surgindo à medida que se recebem as respostas do informante. sendo que os principais são os seguintes: • Defina com clareza o propósito exato da entrevista. apresentando perguntas e mediando a interação entre os componentes do grupo. reservando horários para a entrevista. Entrevista semi-estruturada Aquela que parte de certos questionamentos básicos. Quadro 6: Classificação das pesquisas Fonte: Zapelini e Zapelini 2007 No processo da entrevista. evitando marcá-la em períodos que venham a interromper as atividades do entrevistado. e que. seguindo espontaneamente a linha de seu pensamento e de suas experiências dentro do foco principal colocado pelo investigador. começa a participar na elaboração do conteúdo da entrevista. considerada uma técnica utilizada por muitos pesquisadores com sucesso e que consiste em entrevistas em profundidade com um grupo de pessoas que trata de um assunto específico.

45

3.1.6.2.3 Questionário O questionário consiste em uma técnica de investigação composta por um número consideravelmente elevado de questões apresentadas por escrito aos participantes do estudo e que tem por objetivo o conhecimento de opiniões, crenças, sentimentos, interesses, expectativas, situações vivenciadas, entre outros aspectos. Nas bases de Roesch (1999), o instrumento é relevante na coleta de dados, já que procura mensurar alguma coisa, exigindo esforço prévio de planejamento no sentido de definir o problema a ser pesquisado. De acordo com Gil (1995), o questionário apresenta uma série de vantagens, permitindo que o pesquisador atinja um grande número de pessoas, mesmo dispersas, não exigindo gastos com treinamento de entrevistadores. Destaca-se, ainda, que a entrevista garante o anonimato dos respondentes, abrindo a possibilidade das pessoas responderem no momento mais conveniente, diminuindo o viés do pesquisador sobre o objeto de estudo e os pesquisados. Por outro lado, o questionário também apresenta desvantagens, as quais se relacionam com a exclusão de analfabetos da pesquisa e a impossibilidade de tirar dúvidas em relação ao instrumento. Neste caso, o pesquisador pouco, ou nada, sabe sobre o contexto em que o questionário foi respondido, não havendo garantia de que as pessoas o devolvam preenchido e com o devido comprometimento. Neste sentido, Gil (1995), destaca algumas regras práticas na elaboração do questionário, onde se destacam as seguintes: • As questões devem ser, preferencialmente, fechadas, mas com alternativas suficientemente exaustivas para abrigar a ampla gama de respostas possíveis; • Devem ser incluídas apenas as perguntas relacionadas ao problema proposto; • Não devem ser incluídas perguntas cujas respostas possam ser obtidas de forma mais precisa por outros procedimentos; • Deve-se levar em conta as implicações da pergunta com os procedimentos de tabulação e analise de dados;

46

• Deve-se levar

em

consideração o sistema

de

referencia

do

entrevistado, bem como o nível de informação dos mesmos; • A pergunta deve possibilitar uma única interpretação; • A pergunta não deve sugerir respostas’ • As perguntas devem referir-se a uma única idéia de cada vez; • O número de perguntas deve ser limitado; • O questionário deve ser iniciado com perguntas mais simples e finalizado com as mais complexas; • As perguntas devem ser dispersas sempre que houver possibilidade de “contágio”; • Convém evitar as perguntas que provoquem respostas defensivas, estereotipadas ou socialmente indesejáveis, que acabam por encobrir sua real percepção acerca do fato; • Na medida do possível, devem ser evitadas as perguntas personalizadas, diretas, que geralmente se iniciam por expressões do tipo “o que você pensa a respeito de...”, ou ainda “na sua opinião...” • Deve ser evitada a inclusão, nas perguntas, de palavras estereotipadas, bem como a menção a personalidades de destaque, que podem influenciar nas respostas, tanto em sentido positivo ou negativo; • Cuidados especiais devem ser tomados em relação a apresentação gráfica do questionário, tendo em vista facilitar o seu preenchimento; • O instrumento deve contar uma introdução que informe acerca da entidade patrocinadora da pesquisa, ou das razões que determinam a realização da pesquisa e da importância das respostas para atingir aos objetivos propostos; • O questionário deve contar instruções acerca do preenchimento correto das questões, preferencialmente com caracteres gráficos diferenciados. O quadro 7 traz alguns outros aspectos que permitem desenvolver um questionário adequado ao teor da pesquisa:

47

INSTRUÇÕES COMPLEMENTARES A ELABORAÇÃO DO QUESTIONÁRIO Forma das perguntas Há três formas de elaborar as perguntas do questionário, as abertas (sem qualquer restrição), as fechadas (na qual se apresenta uma escala de resposta) e as duplas (em que se coloca primeiro uma pergunta fechada e, no segundo momento, uma aberta - normalmente um "por quê"). Cada uma delas atende a um objetivo específico e portanto possui uma aplicação específica Conteúdo das perguntas As questões podem ser feitas sobre fatos concretos, crenças, sobre sentimentos, padrões de ação, comportamentos presentes ou passados, razões conscientes sobre crenças, sentimentos, padrões de ação ou comportamentos. Escolha das perguntas: Há algumas regras básicas, quais sejam, só se deve fazer perguntas sobre o problema pesquisado, não se deve incluir pergunta que possa ser melhor respondida por outro procedimento, deve-se tomar em consideração a tabulação dos dados, não se deve incluir questões que permitam dupla interpretação ou penetrem na intimidade do pesquisado; Formulação da perguntas É preciso cuidar da concisão, da apropriação da pergunta ao nível de informação do pesquisado, evitar a dupla interpretação, evitar dupla resposta, e as perguntas devem referir-se a uma só idéia por vez; Número de perguntas Questionários muito extensos diminuem as possibilidades de se obter respostas; Ordem das perguntas Deve-se evitar mudanças bruscas de tema, e também evitar o "efeito de contágio", em que a resposta de uma pergunta é influenciada pela de outra Prevenção de deformações Existem mecanismos de defesa social por parte das pessoas, que dificultam a aplicação do questionário. As pessoas muitas vezes reagem mal a perguntas pessoais, ou que envolvam preconceitos, estereótipos, mudanças, ou abram a possibilidade de julgamentos por parte do pesquisador. Também é preciso evitar incluir menções a personalidades destacadas, que possam induzir à resposta; Apresentação do questionário É preciso cuidar não somente de aspectos gráficos (papel, fonte, diagramação, espaço para as respostas), mas também das instruções do preenchimento, que devem ser claras e precisas, e da introdução do questionário, que apresente informações sobre quem está realizando a pesquisa, e porquê, bem como sublinhar a importância de questionários bem respondidos Quadro 7: Informações Complementares a elaboração do questionário Fonte: Zapelini e Zapelini 2007

bem como leituras particulares de eventos sociais que pode estar indisponíveis para o pesquisador.1.6.48 Com base nestas orientações. ambigüidades. Da mesma forma que a entrevista. May (2004) afirma que os documentos passam a sedimentar práticas sociais e fornecem informações sobre as decisões tomadas por pessoas. De igual modo. visto que se constitui em uma preciosa fonte de informações. devem ser definidas de modo que se possa identificá-las ou mensurá-las na resposta. 3. se o entrevistado poderá fornecer as informações necessárias. Desse modo. . Um exemplo pode ser identificado no momento em que se busca verificar quantas vezes “o entrevistado passou por programas de treinamento na empresa”. Um exemplo. o questionário deve ser testado antes de aplicado. a ordenação das questões. pode ser identificado em uma pergunta do tipo “você já recebeu treinamento na empresa”. de modo que as perguntas não induzam a uma resposta e nem tragam dificuldades de interpretação. ou pré-teste. sempre tomando-se o cuidado de apresentar as questões na mesma ordem em todos os questionários. Essa prova preliminar. por meio da resposta. que esclarecem dúvidas que porventura surjam partir das respostas.4 Pesquisa documental A investigação por meio de documentos disponíveis é uma técnica extremamente importante para o pesquisador. ou ainda. Neste sentido. ou seja. e a introdução dada ao questionário. quando respondidas permitem aos pesquisadores decidir. facilitando a tabulação das respostas. As considerações de May (2004) salientam que os questionários podem incluir “perguntas-filtro” que. as variáveis introduzidas nas perguntas devem ser adequadamente operacionalizadas. busca identificar se o questionário foi bem elaborado em termos da clareza e precisão com que os termos são utilizados nas questões. no caso de uma pesquisa a respeito dos resultados do treinamento.2. um questionário deve estimular a memória do entrevistado. a forma pela qual elas são apresentada e se desmembram em perguntas adicionais. podem existir as perguntas de controle.

o pesquisador poderá . fotografia. artigos.49 O primeiro passo para o desenvolvimento deste tipo de investigação é identificar quais tipos de documentos buscar. documentos internos da administração.2. arquivos particulares e fontes estatísticas. 3. Gil (1996) recomenda algumas etapas. O delineamento deste tipo de pesquisa como investigação científica pode considerar o fato de que o pesquisador não vai se ater aos documentos relativos ao objeto de estudo.5 A pesquisa bibliográfica Um trabalho de pesquisa precisa de uma fundamentação teórica que implica na exigência de consulta e investigação em livros. fontes estatísticas. Por meio das contribuições de Yin (1984). estudos e análises formais a respeito da mesma realidade que esta sendo pesquisada. Neste caso. publicações parlamentares. estampas). • Partir para a redação do trabalho. onde se destacam os seguintes: • Documentos escritos: documentos oficiais. além de clippings de imprensa e artigos de mídia sobre o objeto pesquisado. publicações administrativas e documentações particulares. papers que abordem o tema da pesquisa.6. atas e minutas de encontros e reuniões. • Tratar os dados.1. com destaque para: arquivos públicos. Uma segunda questão. documentos jurídicos. agendas. mas sim utilizá-los como reforço para o seu trabalho. • Identificar as fontes de dados. Para o delineamento deste tipo de pesquisa. desenhos. canções folclóricas. onde se destacam as seguintes: • Determinar os objetivos da pesquisa. • Localizar e obter as fontes. objetos. comunicados. • Elaboração de um plano de trabalho. Marconi e Lakatos (1999) apresentam algumas fontes que podem contribuir. Independentemente deste processo. diz respeito a onde encontrar estes documentos. vestuários e folclore em geral. a pesquisa documental em ciências sociais aplicadas parte de pressupostos nos quais as informações estariam detalhadas nos seguintes documentos: memorandos. • Outros tipos: iconografia (imagens.

• A partir destas informações. • Selecionar fontes bibliográficas e os locais onde elas poderão ser obtidas. delimitando-se o assunto. O delineamento da pesquisa bibliográfica.50 necessitar deste método de investigação em diversos momentos diferentes na consolidação de seu trabalho. com destaque para os seguintes pontos: • Ter os parâmetros da pesquisa bem definidos. o tema e o problema que serão trabalhados. como filmes. pode-se proceder a leitura do material. • Material cartográfico. dissertações. indicando sugestões de livros. no qual seja feito um esquema provisório e complementado por um rascunho inicial a ser revisado em termos de conteúdo e de forma. monográficas e publicações avulsas. rádio. deve seguir um roteiro definido por Macedo (1994). na forma de jornais e revistas. • Por fim. Marconi e Lakatos (1999) chamam tal etapa de identificação. Neste caso. com base nos expostos de Marconi e Lakatos (1999). Convém lembrar que o orientador desempenha um papel relevante nesta fase da pesquisa. televisão. proposta ao desenvolvimento de um trabalho científico. • Publicação. já que ela auxilia na definição dos resultados que podem ser esperados e das melhores técnicas para se atingir aos objetivos. • Definir de que modo elas serão registradas. é recomendável que a pesquisa bibliográfica nunca seja deixada para o final do trabalho. Neste caso. discutindo idéias desenvolvidas pelos autores e revisando o material produzido pelo acadêmico. as principais fontes bibliográficas utilizadas são as seguintes: • Imprensa escrita. teses. deve-se preparar um sumário do trabalho. onde se realiza o reconhecimento do que for pertinente ao tema da pesquisa. com base nos dados e informações obtidas – recomenda-se o fechamento dos textos. . Neste caso. • Meios audiovisuais. a seleção e a organização dos dados. tais como livros.

assim como evidencia Dencker (2000).7 Análise e Interpretação dos Dados A análise e interpretação dos dados caminham juntas na pesquisa. 3. por intermédio das considerações de Dencker (2000). • Tabulação e. o objetivo deste procedimento é reunir as observações de maneira coerente e organizada. os dados devem ser colocados de modo que se consolidem as categorias de análise que permitam uma compreensão significativa dos conhecimentos ensejados. de maneira geral. pode-se afirmar que este processo refere-se a um esforço de sumarização dos dados para que haja a possibilidade de fornecimento das respostas ao problema proposto. Neste caso. já que.7. fazendo o elo entre o conhecimento já existente.1 Classificação O processo de classificação dos dados consiste em dividir o conjunto de dados coletados em partes ordenadas e colocadas em locais específicos.51 3. com destaque para as seguintes: • Classificação dos dados.1. Os quantitativos exigem a apresentação em tabelas. enquanto os qualitativos podem se consolidar por meio de uma análise descritiva. quadros e gráficos. Neste caso. para facilitar sua visualização e sua compreensão por parte do leitor. Neste caso. considerando os dados quantitativos e qualitativos. Os processos de análise e interpretação de dados devem ser considerados como o resultado final da pesquisa. de modo que seja possível constituir respostas ao problema da pesquisa. além de dar um sentido amplo aos dados coletados. configurando-se na construção do conhecimento com base nos objetivos propostos pela pesquisa. • Codificação.1. . • Análise estatística dos dados É sempre importante definir a forma de apresentação dos dados. algumas etapas são necessárias.

podem ser colocadas as seguintes classes ou categorias de análise: . inicialmente deve-se estabelecer um principio de classificação. tendo em mente os objetivos do sobre “tempo de serviço”. já que o número de categorias deve ser determinado pelas características significativas da realidade pesquisada. facilitando a compreensão posterior. as categorias podem ser identificadas como “gavetas”. • Sexo. nas quais os dados são colocados. Corroborase. Um exemplo se configura quando o pesquisador estiver investigando o absenteísmo de uma empresa. Dentro da pergunta • Menos de 1 ano • 1 a 5 anos • 5 a 10 anos • 10 a 15 anos • 15 a 20 anos • Mais de 20 anos. o que Marconi e Lakatos (1999) colocam como sendo um aspecto relevante. sendo diferenciados de maneira que não se coloque o mesmo dado na mesma “gaveta”. além de metodologicamente rigorosa.52 Assim como descrito nas evidências de Gil (1995). • Idade. criando um conjunto exaustivo de categorias. Os objetivos da pesquisa são um lembrete para a definição da categoria já que. • Nível de instrução. as quais devem ser diferentes e identificáveis. as quais abrangem as seguintes informações: • Tempo de serviço. • Cargo ocupado. permite o melhor tratamento dos dados. por exemplo. tecnicamente. portanto. a classificação é uma maneira de discriminação e seleção dos dados. com a meta de agrupá-los em classes. Em outros termos. apresentando aos respondentes uma série de perguntas que permitem respostas em diversas categorias. com o cuidado para que estas sejam mutuamente exclusivas. Este processo.

3. Além destes princípios. • As classes não podem ser minuciosas ao ponto de não permitirem ao pesquisador uma visão do todo da população. Como exemplo. focalizando uma grandeza ou quantidade do fator presente. Desse modo. com base nos expostos de Dencker (2000). devendo ser sempre realizado após a definição das categorias de analise.7. pode-se verificar o seguinte: • Tempo de serviço:  1-5 anos ( ) 01  6 – 10 anos ( ) 02  11 – 15 anos ( ) 04  16 – 20 anos ( ) 05 . Desse modo.2 Codificação Este processo pode ser definido como sendo a transformação de dados brutos em símbolos que permitem a tabulação. De acordo com Gil (1995). Podem.53 trabalho. • A soma das freqüências dos dados em cada categoria deve ser igual ao total da população ou amostra pesquisada. codificar é a organização dos dados em classes ou categorias. Rauen (2002). atribuindo a cada uma um símbolo específico de acordo com os objetivos da pesquisa. também. destaca outros aspectos fundamentais à classificação: • Deve-se utilizar somente um critério para a classificação dos dados.1. Neste sentido. a otimização e a interpretação dos dados coletados. este procedimento pode ser realizado antes. para Lakatos (1999) os dados podem ser classificados de modo quantitativo. da aplicação do instrumento de coleta de dados. classificar-se de modo qualitativo. adequadas ao problema investigado e interligadas. • As classes devem ser excludentes. ou mesmo depois. baseando-se na presença ou ausência de uma determinada característica ou propriedade. de modo a facilitar a compreensão. a alocação de códigos para cada classe ou categoria permite a consolidação de uma síntese dos dados.

7. identificado no quadro 8. combinando em uma só tabela as distribuições de freqüência de duas ou mais variáveis. tal como indica Malhorta (2001). ou seja. não permitindo a possibilidade de se marcar mais de uma resposta à determinada questão. Tabulação Simples Tempo de serviço na empresa Menos de 1 ano 1 a 5 anos 6 a 10 anos 11 a 15 anos 16 a 20 anos Mais de 20 anos Total Quadro 8: Tabulação Simples Fonte: Zapelini e Zapelini 2007 Frequencia 35 105 200 120 30 10 500 O segundo tipo consiste na tabulação cruzada.54  Mais de 20 anos ( ) 06. Neste caso. Um exemplo. é a contagem das freqüências das categorias de cada conjunto. São dois os tipos de tabulação.1. tendo um total de 35 respostas até um ano de serviço. torna-se relevante mencionar que as respostas apresentadas às perguntas devem ser mutuamente exclusivas e exaustivas. se configura a partir de um universo de 500 respondentes à questão sobre o tempo de serviço. considerando a contagem de frequencias que ocorrem em dois ou mais conjuntos de categorias. A tabulação simples. Contudo. Um exemplo.3 Tabulação O processo de tabulação é aquele que permite agrupar e contar os casos que estão nas varias categorias de analise. a tabulação cruzada descreve duas ou mais variáveis simultaneamente. configura-se no cruzamento das respostas . não podendo relacionar outras alternativas de resposta. facilitando o processo de tabulação. Os números de 01 a 06 referem-se ao código de cada resposta. 105 para um a cinco anos. além das já arroladas. a determinação da incidência das respostas em cada categoria. devendo. e assim por diante. onde a operação essencial consiste na contagem para a determinação do número de casos das várias categorias. 3.

a mediana. a moda. de acordo com Dencker (2000). tem como norte os seguintes aspectos: • A tipicidade de um grupo. Tabulação Cruzada Tempo de serviço na empresa Menos de 1 ano 1 a 5 anos Quadro 9: Tabulação Cruzada Fonte: Zapelini e Zapelini 2007 Sexo Masculino Feminino Masculino Feminino Total Frequencia 8 27 43 63 140 A tabulação pode ser realizada de maneira manual.7. ou com a pergunta que o pesquisador julgar necessária.1. • A relação das diferentes variáveis entre si. permitindo vários graus de complexidade nas análises. A análise condicional busca identificar os fatores que determinam a ocorrência de um fenômeno ou situação. O quadro 9 identifica um modelo deste tipo de tabulação. antes da tabulação cruzada. Desse modo. configuram-se dois tipos de análise. correlação. o quartis. entre outros. Nestes casos. • A variação dentro do grupo.4 Análise estatística Este método consiste na descrição dos dados e na avaliação das generalizações obtidas por meio dos dados. a amplitude. verificar cuidadosamente a existência de relações entre as variáveis. a análise lança mão das medidas estatísticas. • A descrição das diferenças entre dois ou mais grupos de indivíduos. tais como a média. enquanto a funcional procura as relações . utilizando-se de programas estatísticos que permitem uma tabulação rápida e precisa. Neste caso é importante. mecânica e eletrônica. esclarecendo e descrevendo os dados levantados. 3. distribuição na curva normal.55 obtidas na pergunta sobre tempo de serviço com as informações da pergunta sobre nível de escolaridade. polígono de freqüência. o desvio padrão. • As distribuições dentro do grupo em relação a determinadas variáveis.

que consiste na média quadrática dos desvios das observações em relação à média. Calculando-se a raiz quadrada da variância. com base nos instrumentos apresentados. realizada a partir do estudo das variáveis dentro dessa amostra. • Mediana: Representa o valor que divide exatamente ao meio a distribuição. Porém. gerando conclusões sobre a população. • Quantis: representam a divisão da população total estudada em n grupos de efetivos exatamente iguais. que muitos outros podem contribuir com qualquer trabalho de pesquisa. tal como elencam Zapelini e Zapelini (2007) consistem na avaliação e na generalização dos resultados obtidos a partir de uma amostra da população. • Variância: é a média aritmética dos quadrados dos desvios das observações em relação a média aritmética. Desse modo. dentro do contexto estudado e tendo como base o objeto de estudo e os objetivos traçados para elucidar a problemática. As inferências estatísticas. permitindo a obtenção de uma visão mais adequada da distribuição da população. a avaliação das generalizações obtidas com os dados passa a determinar se as conclusões obtidas com a pesquisa podem ser generalizadas. na amostra ou na população estudada. a definição do mais adequado deve ser uma ação conjunta entre o pesquisador e o professor orientador. utilizando-se testes estatísticos que permitam esta consolidação. • Desvios médios: que consistem na média aritmética dos desvios das observações em relação a população total. dividindo-se a soma de todos os valores observados na característica definida para a análise da população total. deixando 50% acima e abaixo do valor encontrado. • Extensão (amplitude): consiste na diferença entre o maior e o menor dentre os valores assumidos pela variável. multiplicando o número observado na classe pela diferença entre o valor da classe e a média.56 que os vários fenômenos estabelecem entre si. tem-se o desvio padrão. • Média: consiste no valor obtido. Há de se salientar. . utilizando-se dos seguintes instrumentos: • Moda: Consiste no valor que surge com maior freqüência.

estes não podem ser consideradas como principal aspecto. De igual modo. ao invés de se procurar formas prontas. dados empíricos coletados e a teoria subjacente aos mesmos. O principal aspecto que deve ser considerado neste processo é a ligação entre as informações.1. portanto.1.57 3. à resposta para a problemática elencada. tal como elenca Dencker (2000). que este processo pode ser facilmente dissociado da analise. já que estas são essenciais para o estabelecimento das generalizações. o processo de interpretação determina que o pesquisador faça as ligações lógicas e comparações. Contudo. já que é preciso ter em mente que os construtos passam pelas inferências da interpretação da menta humana e podem apresentar falhas.8 Interpretação dos Dados A interpretação dos dados consiste no processo de expressão do verdadeiro significado do material em termos de propósito do estudo. uma vez que esta pode ser considerada como uma preparação à interpretação. Neste caso. a fase final da pesquisa. tentando criar conceitos explicativos. Neste sentido. abordando os pontos-chave do que se produziu em cada capitulo e realizando a articulação com o que se redigiu nas abordagens teóricas do trabalho. deve se encarar a interpretação dos dados como a busca de um sentido mais amplo aos resultados da pesquisa. sobretudo. Há de se salientar. contudo. Este processo é. . 3. Dencker (2000) sugere ao pesquisador que ocorra a elaboração de modelos de análise de dados. procurando estabelecer a continuidade dos resultados de uma investigação com os de outro. como destaca Gil (1995).9 Conclusões e Considerações Finais Neste momento são colocados os comentários e as reflexões que determinam a consecução dos objetivos do trabalho e. onde os dados coletados são convenientemente tratados e analisados. enunciando os princípios que determinam as generalizações.

A conclusão deve ser baseada na proposta da pesquisa. Em linhas gerais.58 Desse modo. deixando evidente uma consistência entre o objetivo e a conclusão resultante da análise dos dados. . ou simplesmente a uma reformulação de conhecimentos já existentes. podendo incluir sugestões práticas para o problema estudado e que determinem a continuidade do estudo. limitações e dificuldades enfrentadas e recomendações de melhorias. É o momento no qual a pesquisa ganha a marca do pesquisador. determinando a originalidade vinculada a um conhecimento novo. este item apresenta os resultados alcançados pelo estudo. valorizando a exposição do pesquisador sobre suas inferências e considerações sobre sua experiência com a pesquisa. além de depoimentos pessoais. deve-se evitar citações de autores.

. portanto. os objetivos andragógicos variam de acordo com a percepção de cada professor. os quais podem incluir aspectos adicionais nas produções. pautando as características e os objetivos que permitam uma visão geral da relevância de cada trabalho. que tal padronização é valiosa e relevante no sentido de evitar interpretações dúbias e trabalhos desnecessários. respeitando os padrões mínimos exigidos dentro do contexto institucional.59 4 MODELOS DE TRABALHOS ACADÊMICOS Neste momento. A partir do arcabouço determinado. passa-se a identificar o padrão para a elaboração e apresentação dos principais tipos de trabalhos usualmente solicitados pelos professores da FACIERC. buscando padronizar as exigências em termos de qualidade e conteúdo. Entende-se.

espaçamento simples. Pedagogia.1 POSITON PAPER TÍTULO Acadêmico/a do curso de graduação em (Administração. Gareth. 2 (duas) páginas.60 4. Essa reflexão deve girar em torno da percepção da forma como o assunto foi apresentado pelo autor em termos de concordância e/ou discordância (o aluno pode concordar e/ou discordar em parte como pode concordar e/ou discordar na íntegra dos argumentos apresentados pelo autor). E-mail: Objetivo: no primeiro parágrafo do position paper o acadêmico deve deixar claro qual é o objetivo que pretende alcançar. O aluno deve fundamentar seu ponto de vista. recomenda-se a utilização de outros artigos/textos reconhecidos cientificamente. identificando os termos chaves (contrutos) utilizados pelo autor e refletindo sobre qual é a sua própria posição em relação ao assunto. 1996. organismos. sistemas políticos. Fonte Arial. Nesta parte do documento o aluno deve deixar claro qual é o seu posicionamento em relação aos conceitos/argumentos do autor do texto. reflexiva e interpretativa do texto. cérebros. por isso. culturas. Ciências Contábeis ou Sistemas de Informação). . prisões psíquicas. fluxos de transformação e instrumentos de dominação. Dica: usar verbos no infinitivo. O posicionamento não pode ficar no “achismo”. Aqui se deve deixar claro como o objetivo do trabalho foi alcançado. Antes de escrever. no máximo. O position paper deve conter. NÃO É uma descrição ou resumo do texto. Conclusão (ou notas conclusivas) Nesta última seção devem-se apresentar as principais posições assumidas no transcorrer do trabalho. A partir do questionamento em termos de concordância e/ou discordância o aluno fundamenta o seu posicionamento. tendo como base o trabalho de Morgan (1996) que permitem vê-las como máquinas. Imagens da Organização. São Paulo: Atlas. Um exemplo ilustrativo é: “Neste position paper procura-se discutir a abordagem sobre as organizações a partir de metáforas. destacando aquelas que o próprio aluno acredita ser mais relevantes. sugere-se que o aluno realize uma leitura exploratória. tamanho 12. Desenvolvimento O position paper deve ser um texto com uma posição do aluno em relação aos argumentos apresentados sobre um determinado assunto. Referências MORGAN.

Palavras-Chave: TCC.0 cm e a lateral direita e inferior devem ter 2. de acordo com a ABNT. Abstract The objective of this document is to present the model of article formatting as partial requirement of the Work of Conclusion of Course for the Courses of Masters degree of FACIERC. em versão 6. FACIERC. processos e resultados de uma área de conhecimento. tamanho 14. Os artigos devem ser enviados em formato doc. Article Formatting. com tipo de fonte Arial. artigos em inglês devem ter título e subtítulo em . ou constituir-se numa revisão de contribuições e informações já publicadas. 1 INTRODUÇÃO Os originais devem ser redigidos na ortografia oficial e digitados em folhas de papel tamanho A4.2.0 cm. métodos. significa que você possui a versão correta do programa.0 ou superior. Keywords: TCC.000 palavras. Artigos em português devem ter título e subtítulo em português e inglês. 4.000 e 12. Formatação de Artigo. Estes não devem ser enviados em formato pdf (Adobe). com todas as letras maiúsculas e em espaçamento simples. FACIERC. Título e subtítulo: deve estar na primeira linha da primeira página. Se você está lendo este documento. As margens superior e esquerda devem ter devem ter 3. em posição centralizada. Os trabalhos deverão conter entre 4. ele trata de um problema científico de pesquisa e é produzido como uma abordagem mais ou menos completa desse problema. técnicas. em negrito. podendo trazer uma contribuição original ao desenvolvimento desses conhecimentos. O artigo deve ser escrito no programa Word for Windows.1 Estrutura do Artigo Resumo O objetivo deste documento é apresentar o modelo de formatação de artigo como requisito parcial do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) para os Cursos de PósGraduação da FACIERC. incluindo as referências bibliográficas.2 ARTIGO Um artigo. Como tal. Sugere-se a utilização deste arquivo para digitar o trabalho.61 4. pode ser definido como um texto que apresenta de modo organizado e sistemático um conjunto de idéias.

1. Palavras chave: imediatamente abaixo do resumo. em no máximo 250 palavras. Utilize fonte tipo Arial. justificado. O “Resumo” deste documento inclui a formatação correta do Resumo e das Palavras-chave. O título da primeira seção deve ser posicionado duas linhas abaixo das palavras chaves. o resumo deve ser na própria língua do trabalho. fonte Arial. Seção primária Seção primária Seção secundária Seção Terciária Seção Quaternária Seção Quinária Seção Primária Seção Primária Corpo do texto: o texto deve iniciar na linha abaixo do título das seções. O abstract consiste na apresentação concisa do texto.1. Para numerar as seções. Key-words: imediatamente abaixo do abstract.1. com espaçamento entre linhas simples Títulos das sessões: os títulos das sessões devem ser posicionados à esquerda. considerar uma linha de intervalo. tamanho 10. com letra Arial. com espaçamento entre linhas simples. tamanho 12. em negrito.1. artigos em espanhol devem título e subtítulo em espanhol e inglês. espaçamento simples. O nome dos demais autores (caso houver) deve constar na linha abaixo do primeiro autor. Fialho. devem ser informadas as palavras-chave. fonte Arial.1 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO 2. devem ser informadas as keywords. justificado. justificado. com todas as letras em minúscula. tamanho 12. Nomes dos autores: o nome do primeiro autor deve vir duas linhas abaixo do título alinhado a direita. com espaçamento entre linhas simples. justificado. com espaçamento entre linhas .1. em português. destacando seus aspectos de maior relevância. em inglês. Abstract: deve vir duas linhas abaixo do resumo. Entre uma seção e outra. Não coloque ponto final nos títulos. tamanho 12. Deve-se utilizar texto com fonte Arial.1. com todas as letras em minúscula.1 Fatos Históricos 2. com espaçamento entre linhas simples. tamanho 12. numerados com algarismos arábicos. Sugerem-se três palavras-chave no mínimo e cinco no máximo. Deve-se utilizar texto com fonte Arial.1 Modelos de Sistemas de Informação 2. com primeira letra de cada nome em maiúscula e o restante em minúsculo.1 A estrutura dos modelos 3 PRINCIPAIS RESULTADOS 4 CONCLUSÕES Quadro 10: Seções – numeração e recursos gráficos Fonte: Souza. Resumo: duas linhas abaixo do nome dos autores. justificado. em negrito. separadas por ponto-e-vírgula. Otani (2007). tamanho 12.62 inglês e português. sugere-se o seguinte modelo: 1 INTRODUÇÃO 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 2. Deve-se utilizar texto com fonte Arial. Não devem ser utilizadas abreviaturas nos nomes dos autores. separadas por ponto-e-vírgula. com no máximo 250 palavras. tamanho 12.

o uso de alíneas. É possível. As abreviaturas dos títulos dos periódicos citados deverão estar de acordo com as normas internacionais. As tabelas devem ser numeradas em algarismos arábicos. notas de rodapé. As listas devem ser justificadas na direita e na esquerda. mas nesta seqüência.63 simples. TABELAS E QUADROS As ilustrações. Se houver nota no título. frases ou símbolos. apresentar título e fonte na parte inferior. mas geralmente consiste em introdução. O estilo “Alínea” constante deste documento pode ser usado para a aplicação automática da formatação correta de alíneas.Com recuo a esquerda de 2 cm e deslocamento de 0. Deve ser utilizada fonte tipo Arial tamanho 10 e espaçamento entre linhas simples em citações com mais de três linhas. que obedecem às seguintes indicações: Cada item de alínea deve ser ordenado alfabeticamente por letras minúsculas seguidas de parênteses com o mesmo parâmetro das listas . apresentar título na parte superior de modo centralizado e fonte na parte inferior alinhado a esquerda. Notas: As notas devem ser reduzidas ao mínimo e digitadas em pé de página.5 cm. Todas as ilustrações devem obrigatoriamente conter legenda e fonte. ela receberá asterisco e não numeração. fonte Arial. seguido pelo ano do estudo essa especificação deve constar na Primária (2009). numeradas a partir de 1.5 cm Os itens de alínea são separados entre si por ponto-e-vírgula. No caso do uso de listas. Conforme a metodologia adotada ou finalidade que se destina. isso também ser especificado. As notas não devem ser utilizadas para referência bibliográfica. tamanho 10. 3 CITAÇÕES E REFERÊNCIAS As citações devem obedecer ao sistema autor-data e estar de acordo com a norma NBR 10520 da ABNT. DIAGRAMAS. Caso os dados da ilustração sejam inéditos e provenientes uma pesquisa de campo realizada pelos próprios autores do artigo. centralizado. Itálico deverá ser utilizado apenas para palavras em língua estrangeira (for exemple). ou ainda a ilustração não retrate uma pesquisa de campo. não necessariamente com esta divisão e denominação. deve-se usar o marcador que aparece no início desta frase – Com recuo a esquerda de 2 cm e deslocamento de 0. bem como ser referenciados no corpo do texto. também. o texto é estruturado de maneira distinta. Usar fonte 10. . devem ser numerados em algarismos arábicos. entrelinhas de quadros e tabelas e legendas das ilustrações. justificado. Negrito deve ser utilizado para dar ênfase a termos. O último item de alínea termina com ponto. seja inédita e pertencente aos autores do próprio artigo. da mesma maneira que os trechos de corpo de texto. diagramas e quadros. mas ainda assim. desenvolvimento e conclusão. referências. 2 FORMATAÇÃO DE ILUSTRAÇÕES. Arial.

2008). Rio de Janeiro. Caso o texto original já contenha aspas. A citação deve vir logo abaixo texto que a antecede e a sucede por 12 pontos (ou uma linha). Não se deve utilizar o caractere &.64 Quando o autor citado estiver no corpo do texto. Para citar obras escritas por dois autores no corpo do texto. estes devem ser separados por ponto-evírgula (FULANO. REFERÊNCIAS ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. devem ser incluídas ao final. NBR 6024: informação e documentação: numeração progressiva das seções de um documento escrito: apresentação. espaçamento simples. Em obras escritas por mais de três autores. trabalhos em andamento e trabalhos não publicados não devem ser incluídos na lista de referências bibliográficas. 10) afirma que “é importante a utilização das citações corretamente”. Exemplo: Toda citação direta com mais de 03 linhas é considerada uma citação direta longa. conforme ilustrado neste exemplo. seguido da expressão et al (FULANO et al. 150). p. p. As referências devem aparecer em ordem alfabética e não devem ser numeradas. em parágrafo distinto. Rio de Janeiro.0 cm da margem esquerda. pode ser caracterizado plágio” (FULANO. a grafia deve possuir a primeira letra em maiúsculo e as seguintes em minúsculo. ______. 2008. Citações diretas de até 03 linhas acompanham o corpo do texto e se destacam com dupla aspa. Para citar obras escritas por três ou mais autores. Deve ser utilizada fonte tamanho 10 e sem as aspas. Exemplos: a) Fulano (2008. BELTRANO. Deve haver uma linha em branco antes e depois da citação (FULANO. Para as referências. BELTRANO. com fonte menor e com recuo de 4. deve-se utilizar texto com fonte Arial. 2008). 2003. ______. NBR 6023: informação e documentação: referências: elaboração. A citação com mais de 03 linhas deve ser escrita sem aspas. estas devem ser substituídas por aspa simples. . prevendo 12 pontos (ou uma linha) depois de cada referência. Deve-se utilizar um recuo de 4. Quando a citação de dois autores estiver entre parênteses. e apenas estas. b) "Citar trechos de ‘outros autores’ sem referenciá-los. As referências devem ser ordenadas alfabeticamente pelo sobrenome do autor. Comunicações pessoais. mencionar somente o primeiro autor. na seção Referências. mas citados em notas de rodapé. NBR 14724: informação e documentação: trabalhos acadêmicos: apresentação. Todas as referências citadas no texto. p. A exatidão das referências é de responsabilidade dos autores. estas devem ser transcritas em parágrafo distinto. Rio de Janeiro. a grafia deve ser em maiúsculo. estas devem ser referenciadas pelo último sobrenome do primeiro autor seguido da expressão et al. Para as citações com mais 03 linhas. terminando na margem direita. tamanho 12. 2005. terminando na margem direita. exatamente conforme aparece nas referências aleatórias incluídas a seguir. Quando estiver entre parênteses. deve-se citar Fulano e Beltrano (2008). 2002.0 cm na margem esquerda. 2008. 20). seguindo os padrões da norma NBR 6023 da ABNT.

Ed. Neste caso. utilizadas em trabalhos de conclusão de curso de graduação ou de especialização. Florianópolis/SC: Visual Books. NBR 6028: informação e documentação: resumo: apresentação. dissertando sobre o mesmo em diversos graus crescentes e de originalidade. até a dissertação de mestrado ou a tese doutoral. Nilo. TCC: métodos e técnicas. ______. 1. tratando de um assunto particular de maneira sistemática. NBR 10520: informação e documentação: citações em documento apresentação. .3 TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO/ MONOGRAFIA Os trabalhos de conclusão de curso na forma de monografias são os mais extensos e formais dos trabalhos acadêmicos. Antonio Carlos de. completa e rigorosa. FIALHO.65 ______. é necessário e recomendável uma consulta a cada modelo com maior profundidade. 2002. NBR 6027: informação e documentação: sumário: apresentação. Em sua estrutura. 2003. 4. Rio de Janeiro. Isso ocorre em um continuum que vai da monografia propriamente dita. pois a monografia deve ser detalhada ao ponto de atender aos objetivos institucionais. 2007. portanto. ______. 2003. OTANI. Rio de Janeiro. Existem muitas obras na forma de monográficas e. além de considerar a profundidade e a extensão. Rio de Janeiro. ele aborda apenas um assunto por vez. Francisco Antonio Pereira. SOUZA. isso ocorrem com o propósito de definir e estruturar estes trabalhos acadêmicos.

3. • Espaço entrelinhas de 1.66 4. • Fonte Arial do Microsoft Windows ou equivalente. • O tamanho da fonte deve ser 12 para o texto e para os títulos. Entre uma seção e outra. em negrito. porém a contagem começa na Folha de Rosto. • A numeração das páginas deve ser arábica e aparecer no canto superior direito da página a partir da “Introdução”. numerados com algarismos arábicos.1 Formatação do Trabalho de Conclusão de Curso Os Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC) na modalidade Monografia seguem as seguintes normas quanto à sua formatação: • Folha no formato A4 (210 x 297 mm). considerar duas linhas de intervalo. • O trabalho deve ter entre de 85 a 150 paginas. 3 cm 1 3 cm 2 cm 2 cm . • A folha deve apresentar margem de 3 cm superior e à esquerda. Deve-se utilizar texto com fonte 12.5 cm e os parágrafos iniciados com margem de 1. Vide exemplos em “Sumário”. Não coloque ponto final nos títulos.25 cm. em negrito. • Títulos: os títulos devem ser posicionados à esquerda. e 2 cm inferior e à direita.

1 Conteúdo Em conformidade com a norma NBR 6029:2005 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) os relatórios de pesquisas científicas devem conter os seguintes elementos: • Elementos Pré-Textuais: Dedicatória Capa (obrigatório). Agradecimentos (opcional). Epígrafe (opcional). Objetivos Específicos. . • CAPÍTULO 4: Resultados da Pesquisa. • CAPÍTULO 3: Procedimentos Metodológicos. No meio. Anexos (opcional). A capa deve ser preta com letras douradas. Pergunta de Pesquisa. Listas de Tabelas/Ilustrações. • Elementos Pós-Textuais: Referências (obrigatório). Na parte inferior. conforme exemplo.2 Capa e Lombada • Capa: Devem constar os elementos essenciais necessários à identificação do documento.1. Folha de rosto (obrigatório). Apêndices (opcional). 4.3. Glossário. a área da Pós-Graduação e o titulo do trabalho. • CAPÍTULO 5: Conclusão. Sumário (obrigatório). Ficha catalográfica (obrigatória) Folha de aprovação (obrigatório). Justificativa da Escolha do Tema.67 4.1. Lista de reduções (siglas e símbolos se houver) • CAPÍTULO 1: Introdução. (opcional). o ano da defesa. conforme exemplo. Abstract (obrigatório). Objetivo Geral. • Lombada: Deve constar na parte superior o termo TCC. Resumo (obrigatório). • CAPÍTULO 2: Fundamentação Teórica.3.

68 TCC FACULDADES DE CIÊNCIAS ECONÔMICAS DA REGIÃO CARBONÍFERA – FACIERC FACULDADES ASSOCIADAS DE SANTA CATARINA . ANO .FASC CURSO DE GRADUAÇÃO EM --------------- AUTOR (ES) TÍTULO DO TRABALHO ANO LOCAL.

orientador: LOCAL. ANO .1.3.69 4.3 Folha de Rosto [AUTORES ] TÍTULO Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Coordenação do Curso de xxxxxxxxxxxxxx para a obtenção do título de Bacharel em xxxxxxxxxxx Prof.

4 Ficha catolográfica A ficha catalografica deve estar no verso da folha de rosto. FACIERC.70 4.1.3. Autores Título do trabalho/ autores/ Cidade/ Estado/ Instituição/ Ano/ Número de paginas. Orientador: Trabalho de Conclusão de Curso: Graduação em XXXXXX. Prof. Ano Referências: Paginas: Palavras-chave .

3.1. Criciúma.71 4. [ Titulação e nome] Coordenador do Curso [_ Titulação e nome] Orientador Banca Examinadora [Titulação e nome] [Titulação e nome] [Titulação e nome] . [dia] [mês] de [ano].5 Folha de aprovação [ Autores ] [ Título ] Este trabalho de conclusão de curso foi avaliado e aprovada para a conclusão do curso de Graduação em XXXXXXXXXXXXX pelas Faculdades de Ciências Econômicas da Região Carbonífera – FACIERC.

6 Dedicatória Aos meus pais e irmãos .3.1.72 4.

................... AGRADECIMENTOS .... ...... Aos meus colegas de classe pela constante troca de conhecimentos.................................... .......... ........ ..1........................... .........73 4............................. 4................ AGRADECIMENTOS ....................... ....8 Epígrafe “É a teoria que determina a forma como a qual entendemos o mundo” Albert Einstein .......... .....3............ ...........3......1.7 Agradecimentos Aos meus familiares pelo apoio durante estes anos de estudo...............

Criciúma. Janaína Rosa. Ana Paula de Oliveira.9 Resumo Acima do resumo e do abstract. deve-se constituir a referência do trabalho. . tal como no exemplo que segue: Francisco. Palavras–chaves: (3 a 5). no máximo. Dar preferência pela voz ativa. separadas por ponto final. Pinheiro. Trabalho de Conclusão de Curso.3. P. sem a utilização de adjetivos. 2009. 250 palavras. A IDENTIFICAÇÃO DAS COMPETÊNCIAS ESSENCIAIS DA FACIERC COM BASE NA PERCEPÇÃO DE SEUS GESTORES. Resumo informativo em português com. Curso de Administração. FACIERC. Schenkel.74 4. O texto deverá ser desenvolvido em espaço simples e sem parágrafos. com uma RESUMO RESUMO linguagem impessoal.1. Thiago Henrique Almino.171.

Schenkel.171. Dar ABSTRACT preferência ABSTRACT pela voz ativa. Thiago Henrique Almino. 2009.3. no máximo. 250 palavras. separadas por ponto final. P. Pinheiro. FACIERC.10 Abstract: (é o Resumo no idioma Inglês ou espanhol) Francisco. Resumo informativo em inglês ou espanhol com. Janaína Rosa. Curso de Administração. sem a utilização de adjetivos. com uma linguagem impessoal. A IDENTIFICAÇÃO DAS COMPETÊNCIAS ESSENCIAIS DA FACIERC COM BASE NA PERCEPÇÃO DE SEUS GESTORES. . Criciúma.75 4. O texto deverá ser desenvolvido em espaço simples e sem parágrafos. Trabalho de Conclusão de Curso. Key-words: (3 a 5).1. Ana Paula de Oliveira.

. fotos e demais ilustrações que compõem o trabalho.. Lista de quadros Quadro 1 Título do quadro....... Lista de tabelas Tabela 1 Título da tabela....................1........................1........................................1 Modelos de Sistemas de Informação 2.. tabelas..... 1 INTRODUÇÃO 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 2...............................................1.....76 4............1 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO 2............... Lista de Gráficos Gráfico 1 Título do gráfico......... enumera as partes do documento na mesma ordem em que se apresentam no texto.........1...................1 Fatos Históricos 2.......................1.1................. Fialho e Otani 2007 Seção primária Seção primária SEÇÃO SECUNDÁRIA Seção Terciária Seção Quaternária Seção Quinária ..... Para o sumário e consequentemente os títulos e subtítulos do corpo do TCC.......... figuras........1 A estrutura dos modelos Quadro 11: Seções – numeração e recursos gráficos Fonte: Souza..................3.... Lista de Figuras Figura 1 Título da Figura. Elas devem se posicionar antes do sumário e se posicionar em paginas diferentes e seqüenciais.........11 Lista de ilustrações e sumário A lista de ilustrações elenca os quadros. Pag Pag Pag Pag O sumário...... a partir do exemplo que seguem...... deve ser seguido o formato a seguir especificado...1....

............................. ............ ....................77 4................................................. se justifica o que se vai fazer.............................. Deve ser mantida a fonte (autoria)....................................................................... .................... Aqui se deve fazer uso de paráfrases e citações literais (NBR 10520)........................... ............................................................................................................................... ................................................ ................................. ............................... Apresenta o tema de pesquisa o problema a ser pesquisado e seus objetivos....... ................................... .................................................................................. ...................... .................................................. Fundamentação Teórica Mostra-se............................................................. ............. .................................1.......................................... ........................................................................... ............................... ........... .......................................................................................... o estágio de desenvolvimento do tema da pesquisa e estabelece um referencial teórico para dar suporte ao desenvolvimento do trabalho........................................................................ por meio da compilação crítica e retrospectiva de várias publicações...3........... ........ .............................................. É a primeira pagina que será numerada no trabalho OBJETIVOS OBJETIVOS ......................................... • Paráfrases: síntese das idéias de algum autor........................................................................................................... argumentando a pertinência de seu estudo.... 8 8 INTRODUÇÃO INTRODUÇÃO ................................................ a introdução é primeira parte do trabalho. ...... ..........12 Detalhamento dos elementos textuais Como já visto anteriormente............. Neste item....... ............................................. ... ............ ..

....... sem aspas. p....................................................... . em espaço simples e separadas entre si por espaço duplo.....................78 • Citação literal (ibisis litteris): cópia fiel da frase ou parágrafo............... .. ......... Quando aparecerem em notas de rodapé.. .................................... 2............................ . (SILVA.. .... • Paráfrase (1) Quando no decorrer do texto......... 2.................... ................................ • Citações com mais de 3 linhas: reentrada com margem de 4cm. (NBR 6023.. . Deve estar situada duas linhas abaixo do texto As referências são alinhadas somente à margem esquerda do texto e de forma a se identificar individualmente cada documento............................. Deve ser mantida a fonte e a página de onde foi retirada a citação.................. fonte 10...........2 [SUB2..................................... .................]....................... este deve obedecer ao seguinte principio: Com base em Fulano (2009)............................ ...................................................1.................. serão alinhadas.................................................. ......... 2002.......... • Paráfrase (2) quando em mais de um autor............................. ................................................1 [SUB2........................................................ TÍTULO] ........ 2002............1 [Sub-título] 2................................................1 [SUBTÍTULO] . ....................... • Paráfrase (3) Com 3 ou mais autores. ...................................... 3) 12 12 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA .. os nomes devem ser separados pela letra e: Com base em Fulano e Beltrano (2009)......... a partir da segunda linha da mesma referência......... ............. ....................... ......................... 21)............................. • Citações com menos de 3 linhas: no corpo do trabalho entre aspas: “A Segurança do Trabalho é definida por normas e leis”.........1 [Sub-título] ................... ...............1................... 2............ [....... p........... ........................ TÍTULO ............................................................................. deve-se usar a expressão et al: Com base nas contribuições de Fulano et al (2009)..........................................................................2 [SUBTÍTULO]] ........

............... ele terá como seguir os passos adotados. ..................................... ....................1.)................... ................................1 Sub-título ........1 SUB-TÍTULO 3... Deve mostrar como os dados foram tratados e como foram analisados............. 3...... 3...................... 73 73 3 PROCEDIMENTO METODOLÓGICOS 3 PROCEDIMENTO METODOLÓGICOS 3........... ....2 SUB-TÍTULO ........................................... ............................................................... ............................................................. ......................79 Procedimentos Metodológicos Os procedimentos Metodológicos devem ser desenvolvidos de forma à: • • • • • • Fornecer o detalhamento da pesquisa.......2 SUB-TÍTULO 3............................. Apresentar todas as especificações técnicas materiais e dos equipamentos empregados......................................................................... Apontar os instrumentos de pesquisa utilizados (questionário............................... Caso o leitor queira reproduzir a pesquisa.................. .. ....................1....................................................................................................................... entrevista....1 Sub-título 3.. .................... Esclarecer os caminhos que foram percorridos para chegar aos objetivos propostos............................... ........1 SUB-TÍTULO ............................... etc................ ........................................................... Indicar como foi selecionada a amostra e o percentual em relação à população estudada.........................................

....................... Podem constar na conclusão uma recapitulação sintetizada dos capítulos e a autocrítica......................... sugere-se um novo subitem.... ............. ou EX2: SUGESTÕES PARA A EMPRESA 80 80 5 CONCLUSÃO 5 CONCLUSÃO .......................... Podem-se apresentar sugestões sobre o tema abordado no trabalho......................... EX1: 5.................................................................................................1 SUGESTÕES PARA FUTUROS 5............................... A conclusão deve resgatar a consecução dos objetivos do trabaalho.... .......................... .........................80 Conclusão Apresenta a síntese interpretativa dos principais argumentos usados..................... ................ ....................................................................... ............................................. Nesta etapa não se deve introduzir novos argumentos......................... ... ....... ........................................ ................ apenas ater-se ao que já foi estudado e apresentado no trabalho..... ...............................................1 SUGESTÕES PARA FUTUROS TRABALHOS TRABALHOS ................................................ ................. para isso............................................... 5......................................................................... .......................1 SUGESTÕES PARA FUTUROS TRABALHOS........... ............................... ... .............................................. .. onde você fará um balanço dos resultados obtidos pela pesquisa........................................ porém....................................... onde será mostrado se os objetivos foram atingidos......... ...... ..............................................................................

2002. Disponível em: <http://www. 1999. trabalho científico. Metodologia Científica em Ciências DEMO. Vol. São Paulo: McGraw-Hill. 1996. A. N. VI. São Paulo: Atlas. 1.5. Instituto Paulo Freire. Edison Museum. CERVO. científica. Presença.81 4. VII. Leda Miranda. 4a Edição.paulofreire. ________Fundamentos da Metodologia Científica. Nicola . Paulo: Martins Fontes. IV. A. AGIR. 2008. A. Acesso: mar. 1992. VII.3. & BERVIAN. Paulo R. Listam-se todas as obras citadas no texto que de alguma forneceram subsídios a sua elaboração da monografia. ABBAGNANO. & BERVIAN.tomedison. Marina de LAKATOS.. Metodologia do Trabalho Científico . 2000. 4a Edição.1. Instituto Paulo Freire.. XI e XI. 2001.. 2000.org/>. II. Eva Maria e MARCONI. N.. São Paulo: Atlas. de 2009. 2009. Eva Maria e MARCONI. Metodologia CERVO. de em: <http://www. 1995. 85 85 REFERÊNCIAS REFERÊNCIAS ABBAGNANO. Metodologia Cientifica. AGIR. 2002. Metodologia Científica em Ciências Sociais. Thomas A.org/>. René.tomedison. Metodologia do SEVERINO. Paulo R. História da Filosofia.org >. São Paulo: Atlas. LAKATOS. EDISON. de em:<http://www. ________Fundamentos da Metodologia Científica. SEVERINO. Discurso do Método. FREIRE. II. São Paulo: Atlas. A. Presença. René. São Paulo: Martins Fontes. Disponível em:<http://www. IV.13 Detalhamento dos elementos pós-textuais REFERÊNCIAS (centralizada e sem numeração) Elemento pós-textual onde são listadas as referências em ordem alfabética de sobrenome de autor com espaço entre linhas simples e entre referências. 1995. Antônio Joaquim. Leda Miranda.paulofreire. V. Discurso do Método. Disponível FREIRE. Metodologia do Trabalho Científico São Paulo: Atlas.L.L. Disponível EDISON. DEMO. Pedro. São DESCARTES. Edison Museum. Metodologia Cientifica. HUHNE. 2001. 2001. Metodologia científica. Vol. 2001. São Andrade. Metodologia do trabalho científico. Thomas A. Sociais. VI. 1999. Acesso: fev. Antônio Joaquim. XI e XI. HUHNE. Acesso: mar. Nicola História da Filosofia. São Paulo: Cortez. Paulo: Atlas. São Paulo: Cortez. Acesso: fev. III. P. . Pedro. V. 1996. 1992. Marina de Andrade. de 2008.org >. DESCARTES. P. III. São Paulo: McGraw-Hill.

APÊNDICE A -. que serve de fundamentação. comprovação e ilustração.Questionário APÊNDICE A Questionário colaboradores da empresa x colaboradores da empresa x aplicado aplicado 88 88 aos aos . Exemplo: APÊNDICE A – Questionário aplicado aos colaboradores da empresa x APÊNDICE B – modelo de documento para os colaboradores ANEXO(S): Texto ou documento não elaborado pelo autor. É o documento elaborado pelo autor a fim de complementar sua argumentação. Exemplo: ANEXO A – Mapa do setor de extrusão da empresa x ANEXO B – Quadro de horários de funcionários do setor de montagem da empresa x Para cada apêndice ou anexo deverá ser utilizada uma página nova.82 APÊNDICE e ANEXO(S) As definições já foram tratadas anteriormente.

as citações são utilizadas para apresentação de conceitos.83 5 CITAÇÕES E REFERÊNCIAS Com a intenção de consolidar o projeto de pesquisa. as citações são elementos adicionais ao texto e. As citações. É natural. ano. no texto de um projeto de pesquisa. ela deve ser especificada entre parênteses com as informações de autoria.1. pagina separados por vírgula. comprovação de pontos de vista. No sistema autor-data. Em um texto científico. A autoria pode ser informada dentro ou fora do parênteses. as citações tornam-se relevante já que permitem que ocorram contribuições de informações extraídas de outra fonte. sendo obrigatório o uso de letras maiúsculas para a opção “dentro do parênteses” . de acordo com a proposta da NBR 10520:2002. elementos principais. modificando-se o texto original com a manutenção das informações base da contribuição. . Desse modo. podendo ser apresentada no sistema numérico. sobretudo no sentido de contar com a contribuição da busca pelo estado da arte do conceito pesquisado.1 Citação Direta As citações diretas são as transcrições das informações citadas. quando a transcrição não é literal. ou indiretas. que se tome o devido cuidado com a utilização das palavras. apresentação de elementos adicionais para aumentar a força do argumento e valorizar os aspectos trabalhados ao longo da pesquisa. evitando a distorção do conteúdo. ou autor-data. jamais. quando se referem a uma transcrição literal – cópia fiel – do texto do autor consultado. podem ser diretas. assim como salienta Vergara (2000). devendo-se preservar o significado original pretendido pelo autor. no caso da citação indireta. 5.1 TIPOS DE CITAÇÕES 5. preservando a apresentação (conteúdo e forma) da fonte pesquisada.

ou com mais de três (3) linhas. teses e anais de congressos). 1979. 2002. 378). tal como no exemplo que segue: A este propósito. 76). A citação com até três (3) linhas são destacadas no texto por aspas duplas (“ “).]” (FEDELI et al. Ou ainda: “A condição da orientação a objetos desencoraja o desenvolvedor a pensar em uma aplicação de forma hierárquica [. (GIL. p. 2002. Já as citações com mais de três (3) linhas. P. espaço entre linhas simples e sem aspas.84 A citação direta pode se apresentar de duas maneiras: com até três (3) linhas. exclusivamente para fins acadêmicos e de pesquisa. enquanto o galho que procura para atingir o seu objetivo será um valor de uso” (GREIMES. Em um exemplo de autoria indicada no texto. p. Entre o texto e a citação deve-se utilizar um espaço de 1.378) escrevem: “a banana que o macaco tenta atingir é seu valor de base.. devem ser destacadas com recuo de 4 cm da margem esquerda. “a banana que o macaco tenta atingir é seu valor de base. respeitando-se rigorosamente a Lei dos Direitos Autorias. pode-se observar o seguinte: A este propósito. . Greimes e Courtês (1979.... assim como no exemplo que segue: O Comut permite às comunidades acadêmica e de pesquisa o acesso a documento em todas as áreas do conhecimento (mediante cópias de artigos de revistas técnico-científicas. em fonte 10. p. Em outro exemplo. identifica-se outra forma de se utilizar este método de citação: Para Fideli (2002. p.. 17).17) “a condição da orientação a objetos desencoraja o desenvolvedor a pensar em uma aplicação de forma hierárquica [.]” Este tipo de citação também pode utilizar a autoria no final do texto entre parênteses. COURTÉS. enquanto o galho que procura para atingir o seu objetivo será um valor de uso”.5 cm.

tal como no exemplo que segue: .85 5. Elas apresentam o sintoma típico de empresas que não acordam para o atendimento ao cliente. Ela pode ocorrer com a autoria indicada no texto. além da insatisfação dos incorporadores com os corretores imobiliários quanto ao aspecto de falta de conhecimento sobre as necessidades dos clientes. Já em um exemplo de autoria no final do texto. 1995. as estações ecológicas encontram-se agrupadas às categorias de manejo de uso indireto dos recursos. deve-se colocar na indicação da fonte a expressão latina apud. tal como no exemplo que segue: Segundo Almeida (2001). Neste caso. 25). Ela pode aparecer com a autoria indicada no texto. a indicação da pagina é suprimida. Neste caso. Aqui.1. 5. sendo necessária apenas a data da fonte consultada.1.3 Citação da Citação É a citação direta ou indireta de um texto em que não se teve acesso ao original. às vezes. tendo como base um texto na obra do autor consultado. as imobiliárias são internamente administradas em processos fragmentados e. (INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS.2 Citação Indireta A citação indireta se refere a referencia do contexto. evitando utilizar os dois. fica a recomendação para que o pesquisador escolha um dos modelos e utilize-o como referência em todo o trabalho. não bem racionalizados. Constata-se que ela é a exposição da idéia da fonte pesquisada escrita com as próprias palavras do autor do trabalho acadêmico. identifica-se a citação da seguinte forma: Na classificação da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN). p.

até saber-se tudo de nada. 1993 apud GIL. Também são utilizados com a expressão “sic” (assim mesmo). A ABNT trata algumas de modo específico. para indicar que houve erro de grafia no texto original.” Mas pode aparecer. • Os colchetes [ ] são utilizados para acréscimo. Opiniões ou preferências pessoais e suposições especulativas não têm lugar na ciência. tal como identifica-se no exemplo que segue: “A ciência é baseada no que podemos ver. etc. sendo as principais destacadas nos pontos que seguem: • As aspas simples – ‘exemplo’ devem aparecer quando constar no texto original frase ou palavras entre aspas duplas. comentário. é fundamental que seja feito previamente um plano instrucional detalhado do curso. ouvir.” (CHALMERS. p.86 James (1970 apud MEDINA. 1978. p.” (SANTOS. sendo estas substituídas por aspas simples na citação direta com até três (3) linhas. 2002. 53). 143) afirma que “especialismo é saberse cada vez mais de cada vez menos. no final do texto entre parênteses. ou explicação necessária ao texto mencionado.” . No exemplo que segue há a possibilidade de identificar esta utilização “Para que um custo via rede [internet] seja desenvolvido. p. tocar.1. tal como no exemplo que segue: “Se você for esperto perceberá que aquela ‘senhora’ não é quem ela diz ser. também. até não se saber nada de tudo. do mesmo modo que generalismo é saber-se cada vez mais. 168). 5.4 Particularidades nas Citações No âmbito das citações existem algumas peculiaridades. 1990.

p. quando não se menciona o parágrafo todo. assim como no exemplo que segue: De acordo com Cardoso (2003. v... Neste caso. tradução nossa). 29). 2001.. p. o exemplo é o seguinte: “Todas as cazas [sic] daquela rua eram com certesa [sic] de Dom Joaquim Passos.. em ordem alfabética crescente e sem espacejamento conforme a lista de referências.. como as de grifo do autor ou grifo nosso.]” • Os parênteses ( ) são utilizados para inclusão de expressões. traduzido pelo autor. Estes aspectos devem ser mencionados após a citação.” (RAHNER.] pode julgar-se pecador e identificar-se com seu pecado. grifo nosso) “[. p.87 (KUNHEN. [. 203) a atividade do “[..] são utilizados para supressão.” (FERNANDES. • Já no caso de erro de digitação.. perversão. ódio de si mesmo [. meio ou no fim da frase.. • As citações de um mesmo autor.. 1943. 18. • Os colchetes e reticências [. publicadas no mesmo ano..]bem como a disseminação de informações sobre traumatismos dentais em atletas [. Exemplo do grifo nosso ou grifo do autor: De acordo Gil (2002.. p. 77).. 2005a) ou Pena (2005a) . pode ser utilizado no inicio.” Exemplo de tradução nossa: “Ao fazê-lo pode estar envolto em culpa. 463. p. 1962. 4. Um exemplo pode ser identificado a seguir: (PENA...] o cirurgiãodentista está relacionada não só ao trabalho de lesões decorridas de traumas bucofaciais [. são diferenciadas pelo acréscimo de letras minúsculas após o ano.] qualidades pessoais do pesquisador no processo de criação científica.] desempenhado pelos recursos de que dispõe o pesquisador no desenvolvimento e na qualidade dos resultados da pesquisa.

Caso haja a coincidência nas letras iniciais dos prenomes. 2001) (SOUZA. J.... Álvaro.. 2002) (SILVA. data da publicação e das paginas. 34)... 2002) • Quando as citações diretas e indiretas de fonte sem indicação de autoria ocorrerem. estas devem ser inclusas na indicação da fonte. 8).. tal como no exemplo: “Os mecanismos serão implementados conforme detectada necessidade de mudanças no estabelecimento. p. deve-se utilizar a primeira palavra do titulo. 1990) (SILVA. tempos de plenitude estão por chegar.” (OS NOVOS.88 (PENA. deve-se acrescentar as iniciais de seus prenomes. Alberto. F.” (SISTEMA. p. . 2004. 1990) (SILVA. 2005b) ou Pena (2005b) • Quando houver a coincidência de autores com o mesmo sobrenome e data. deve-se escrever os nomes por extenso. seguida de reticências. Afonso. separadas por vírgula e entre parênteses. tal como nos exemplos: (SOUZA. Antônio. Caso o título se inicie com palavra que seja artigo ou monossílaba. 1977. “Tempos de dor estão por extinguir-se.. 2001) (SILVA.

no final do texto. (MEDEIROS. estas devem ser separadas por ponto e virgula e ordenadas alfabeticamente. 2002. entre parênteses: O hábito da leitura desenvolve a capacidade de reflexão. no final do texto. MARTIGNAGO. Exemplo de autoria indicada no texto: De acordo com Machado (2007). entre parênteses: As novas tecnologias têm contribuído para o processo de aprendizagem no ensino a distância. no final do texto. 2007). indicada no texto: De acordo com Medeiros (2001. Martignago (2002) e Silva Júnior (1999) o hábito da leitura desenvolve a capacidade de reflexão. tornando as pessoas inclusivas na sociedade. 2005. • Quando houverem citações indiretas de mais de um documento com autoria diferente. assim como no exemplo que segue. 2007) as novas tecnologias têm contribuído para o processo de aprendizagem no ensino a distância. identificadas nos exemplos que seguem: Exemplo de autoria. 2007. SILVA JÚNIOR. tornando as pessoas inclusivas na sociedade.89 • Quando houverem citações diretas e indiretas de mais de um documento com a mesma autoria. existem duas formas. 2005. Exemplo de autoria. (MACHADO. Exemplo de autoria. . 2001. 1999).

há um CD nas dependências da biblioteca com os originais da NBR 6023. os quais são representados por meio de citações diretas ou indiretas. Número da edição (quando houver). ed. A palavra “referências” deve ser apresentada em letra maiúscula e em negrito.2 REFERÊNCIAS A elaboração das referências segue as considerações da NBR 6023. PONTES. alinhadas somente a margem esquerda. Título: subtítulo. 4. com alinhamento centralizado. São Paulo: LTr. 2005. segue-se o seguinte exemplo: Exemplo de citação no final do texto com data provável: (PHILIPPI. Planejamento. Fazem parte desta lista todos os documentos utilizados no trabalho. da ABNT. digitadas em espaço simples e separadas entre si por dois espaços simples.90 • Já nas citações diretas e indiretas sem data. Para as devidas consultas. seguem-se os exemplos das principais referencias utilizadas em um trabalho de pesquisa. As referências apresentam-se logo após a conclusão do trabalho. p. • Autoria repetida: Substitui-se a indicação da autoria por um traço sublinear equivalente a seis (6) underline.31). [2009]. 9). Cidade: Editora. não indicada na obra (PHILIPPI. 5. onde as duvidas poderão ser dirimidas. recrutamento e seleção de pessoal. ENTIDADE ou JURISDIÇÃO). [2009?]. • Livro no todo: AUTORIA (PESSOA. p. ano. . Benedito Rodrigues. Exemplo de citação no final do texto com data certa. A seguir.

6. São Paulo: Atlas. e ampl. Secretaria da Educação. • Mais de três (3) autores – indicar o primeiro autor seguido da expressão et al. c2001. Rio de Janeiro. rev. • Jurisdição (cidade. rev. Câmara Municipal. Marina de Andrade. estado ou país) SOMBRIO. ed. [199-?]. ed. São Paulo: E. • Livro em meio eletrônico . Florianópolis: Imprensa Universitária. Antônio. 2002 • Dicionário HOUAISS. Etanol: combustível e matéria-prima. São Paulo: Atlas. Sociologia geral. Física completa: ensino médio. 3. São Paulo: Hucitec. ______ (Org. 1976. ed. Antonio. ______. 2000.). 1987. As leis da abolição. 2. Ministério da Indústria e do Comércio. 1995a. • Livro sem autoria O PODER da PNL: (programa neurolingüística). Geomorfologia. Blücher. e ampl. Sombrio. BRASIL. • Coincidências de obras do mesmo autor e mesma data LAKATOS. Dicionário Houaiss da língua portuguesa. 3. Fundamentos de metodologia científica. et al. São Paulo: FTD. SANTA CATARINA. ed. Regina A.91 CHRISTOFOLETTI. 1990. BONJORNO. Rio de Janeiro: Objetiva. MARCONI. São Paulo: Martin Claret. Geografia e meio ambiente no Brasil. Lei orgânica do município de Sombrio. Secretaria de Tecnologia e Indústria. 1995b. Eva Maria. 1 v. 2000.

São Paulo: Atlas. ENTIDADE ou JURISDIÇÃO) da obra. de. • Livro com duas editoras AUGUSTINHO. Título da parte: subtítulo. Aguinaldo. ed. Número da edição (quando houver). 2007. Silvio de Salvo.92 ALENCAR. ENTIDADE ou JURISDIÇÃO) da parte. Samec. • Uso de um dos volumes de livro composto de vários volumes SOBOTTO.l. Direito civil. 2009. 2003. 2003.com. 1. Unisul. [S. A trajetória de um sonho. v. José de. ano. 21. Páginas inicial-final da parte. 19. São Paulo: Saraiva. Johannes.terra. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. Florianópolis: Ed. 2008. • Parte de livro AUTORIA (PESSOA. Damásio E. ed. • Código comentado JESUS. Código penal anotado. Acesso em: 5 dez. 2000.. atual. Cidade: Editora. 3. O garatuja. atual. e ampl.br>. • Livro em vários volumes VENOSA. Título da obra: subtítulo. Atlas de anatomia humana. rev. • Parte de livro (capítulo) com autoria . 7 v. In: AUTORIA (PESSOA. ed. Disponível em: <http://virtualbooks.]: VirtualBooks.

SILVA. In: GRANDE enciclopédia barsa. Unisul. Redes de cooperação: os consórcios em direção à universidade virtual. 55-65 CESAR. In: DICIONÁRIO da língua portuguesa. 2003.93 CAMACHO.157. In: FONTES. Curitiba: Positivo. Curitiba: Positivo. Português brasileiro: contato lingüístico. • Parte de livro (capítulo) sem autoria A PROTEÇÃO de livros e papel contra o mofo.). Rio de Janeiro: Arquivo Nacional.152. Jussara (Org. A universidade virtual no Brasil: o ensino superior a distância no país. p. rev. • Verbete TURQUESA. 4. 2. Cláudia. Disponível em: <http://200. Farmácia homeopática: teoria e prática. Novo dicionário Aurélio da língua portuguesa. ed. 2009. p. João. ANTISSOCIAL. 12.225. • Verbete em meio eletrônico TURQUESA. heterogenidade e história. Ingrid (Coord. cap. In: RONCARATI. São Paulo: Barsa Planeta Internacional. Rio de Janeiro: 7 Letras. São Paulo: Manole. 2005. p. VERBETE. 2005. Caderno técnico: emergências com pragas em arquivos e bibliotecas. p. In: BECK. 5. Elizabeth Farias da. 13-20. O formal e o funcional na teoria variacionista. CD-ROM 14. 95-108. 2005.asp>. p. e atual. In: FERREIRA. 2007. 2002. Acesso em: 6 dez. (Projeto Conservação Preventiva em Bibliotecas e Arquivos). p. Tubarão: Ed. Farmácia homeopática.). Roberto Gomes. 215. Patrícia Lupion. cap. In: ______. 2006.123/dicaureliopos/login. 81-250. In: GRANDE enciclopédia barsa. ABRAÇADO. 1997. Amarilys de Toledo. Aurélio Buarque de Holanda. TORRES. São Paulo: Barsa Planeta Internacional. • Periódico no todo . • Parte de livro (capitulo) com autoria igual a do livro VIANNEY. ed. Olney Leite et al.

server01. Bruno. Ana Cláudia Philippi et al. Título do artigo: subtítulo. • Artigo de Jornal AUTORIA (PESSOA. 3. n. 7 dez. Título do Jornal. 1. Venda da indústria cai pelo quarto mês. ENTIDADE ou JURISDIÇÃO) do artigo. Caderno. Isa Maria. Acesso em: 14 dez. número do volume. 143-158. 1. ENTIDADE ou JURISDIÇÃO) do artigo. Márcio Miranda. seção ou suplemento. 2005.1. páginas inicial-final do artigo. jul. ano do primeiro-último volume. número do fascículo. Campinas.3. Cidade. Diário Catarinense. Título do artigo: subtítulo. utilizando o formato MARC 21.php? id=209&layout=abstract>.unicamp. páginas inicial-final do artigo.7 • Site . GESTÃO EMPRESARIAL: Revista Científica do Curso de Administração da Unisul. Unisul. Tubarão: Ed. • Artigo com indicação de página PIZZORNO. Título da Revista: subtítulo. Estudo de usuário online. 2005. 2007. p. Cidade. 13-14. Acesso em: 7 dez. Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação. Florianópolis. ALVES. Florianópolis. 3. • Artigo de periódico AUTORIA (PESSOA. 12. 2007. dia mês abreviado ano.br/seer/ojs>. 2005. n. 2002.br/revista/ojs/viewarticle. Cidade: Editora. Metodologia utilizada pela biblioteca universitária da UNISUL para registro de dados bibliográficos.org. v. p. mês(es) abreviado(s) ano. Disponível em: <http://www.acbsc. Economia.94 TÍTULO DO PERIÓDICO: subtítulo. Disponível em: <http://www./dez. jan. v.bc. FREIRE. Revista ACB. • Artigo sem a indicação de pagina NATHANSOHN./jun.

O papel do professor na sociedade do conhecimento. Acesso em: 3 jan. Disponível em: <http://www. Anderson. ENTIDADE ou JURISDIÇÃO). (Área de concentração)-Instituição.pdf>. 125 f. ano. Natureza do trabalho.psicologiaaplicada. • Normas técnicas AUTORIA (ORGÃO NORMALIZADOR). 2007. 1991. Acesso em: 25 nov. 2005. Depressão: será que eu tenho? Disponível em: <http://www. Gabriela Meneghel. Ernesto Luiz Correa. Tese em meio eletrônico LUNARDI. Tubarão. Biblioteca Universitária. ano da defesa.serprofessoruniversitario. 2005. Técnica de sedação por óxido nitroso e oxigênio na Clínica Odontológica. Disponível em: <Endereço eletrônico>. 2010. Salete Cecília de. Disponível em: <http://aplicacoes. 1991. 2006. Tese (Doutorado)-Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Dissertação SOUZA. 270 f. 2004.htm>. do Curso de Odontologia da UNISUL – Campus de Tubarão. Porto Alegre. XAVIER. local.php? modulo=10&texto=510> Acesso em: 3 fev. dissertação.br/biblioteca>. UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA.br/ler. 333 f. Nº da norma: título: subtítulo. Monografia BITTENCOURT. Disponível em: <http://www. Geologia sedimentar e paleogeografia do Neopermiano e Eotriássico: (intervalo Kazaniano-Scythiano) da Bacia do Paraná. • Monografia.com. . 140 f. Tese LAVINA.pro.br/depressao-tristeza-desanimo. Tese (Doutorado)Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Título: subtítulo. Título: subtítulo. TEIXEIRA. Acessibilidade: uma proposta de metodologia para estruturação de serviços informacionais para usuários cegos e com visão subnormal em biblioteca universitária. Geovana Mendonça. Monografia (Graduação em Odontologia)Universidade do Sul de Santa Catarina. tese e outros trabalhos acadêmicos AUTORIA (PESSOA). 2006.95 AUTORIA (PESSOA. Cidade. 2004. Número de folhas ou volumes.unisul. 2006.br/pergamum/pdf/93240_Geovana. Gilberto. Nas trilhas da exclusão: as práticas curriculares da escola no atendimento às diferenças dos alunos. Acesso em: 7 maio 2009. São Paulo. Ano. 2005. Acesso em: dia mês abreviado ano. Florianópolis.unisul. Dissertação (Mestrado em Engenharia de Produção)-Universidade Federal de Santa Catarina.

.pdf>. São Paulo. tópico temático.. • Trabalho apresentado em evento AUTORIA DA PARTE (PESSOA. O surgimento e a evolução histórica das teorias de enfermagem. cd.br/snbu2008/anais/site/pdfs/3551. 14. SIMPÓSIO BRASILEIRO DE REDES DE COMPUTADORES. Niterói... Bauru: UNESP. CONGRESSO BRASILEIRO DE ENGENHARIA MECÂNICA. ano do evento.. Anais. SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS. Trabalho apresentado em evento no formato impresso SOUZA. 20.. página inicial-final. Cidade: Editora. Cidade do evento. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE PESQUISA EM ENFERMAGEM. número do evento em arábico. etc) .. 2009. atas. p. 2 v.. 1991. 18. tópico temático. Anais. Búzios.... Rio de Janeiro: UFRJ. Mariana Fernandes de... NBR 11581: cimento Portland: determinação dos tempos de pega. • Evento no todo NOME DO EVENTO. 3... atas. 2008. Título da parte. 15. Sibele Meneghel et al.. Anais eletrônicos.sbu. Cidade: Editora. 2006.). ano. Florianópolis. Florianópolis: Ed. Anais. Bauru. In: NOME DO EVENTO.. Disponível em: <http://www. Niterói: UFF. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS. etc. 1984. número do evento em arábico.). 1997. Trabalho apresentado em evento em meio eletronico BITTENCOURT.. cassete. Cidade do evento. etc.. Acesso a bancos de dados de conteúdos científicos: o caso da Universidade do Sul de Santa Catarina e seus convênios. Título do documento (anais. Acesso em: 16 nov. Rio de Janeiro. 2006. UFSC.unicamp.96 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Título do documento (anais. 2005. • Entrevista gravada (disco. ENTIDADE ou JURISDIÇÃO).. 230-248. ano. rolo. ano do evento. 2002. 1997. Anais. 1984..

Título: subtítulo. Código de processo civil e Constituição federal. 2004. Entrevistador(es): pessoa(s). L. entidade federal de implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos e de coordenação do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos.ANA. ed. Especificação do suporte em unidades físicas. e dá outras providências. ano. Pesquisa científica: depoimento. Cidade: Editora. 1 DVD. José da. 11. Designação da quantidade e do tipo de material usado na gravação SILVA. Produtor: pessoa(s). ed. São Paulo: Continental Home Vídeo. Cidade: Editora. BRASIL. de 13 de julho de 1990. Entrevistador: J. A BELA e a fera. videocassete. 38. ano. Disponível em: <http://www. Título: subtítulo. Lei ou Decreto e número. Gravadora. Estatuto da criança e do adolescente.069.htm>. Machado.97 AUTORIA (PESSOA ENTREVISTADA). Cidade.br/ccivil_03/Leis/L9984. data.984. Lei n° 9. 1946.gov. BRASIL. ano. São Paulo: Saraiva. em meio eletrônico . filme.planalto. Acesso em: 25 nov. Direção: Jean Cocteau. Florianópolis: SESC. 2007. e aum. 2008 • Legislação publicada em periódico. Dispõe sobre a criação da Agência Nacional de Águas . São Paulo: Saraiva. Diretor: pessoa(s). atual. 2 cassetes sonoros. 2001. etc) TÍTULO da imagem: subtítulo. Lei nº 8. Número da edição (quando houver). • Imagem em movimento (DVD. BRASIL. de 17 de julho de 2000. • Legislação AUTORIA (JURISDIÇÃO OU ENTIDADE).

Cidade. 219. Idioma. Relator: Min. Lei ou Decreto e número. dia mês abreviado ano. 1. ano. Lei nº 11. Português. • Bíblia no todo BÍBLIA. Páginas inicial-final da parte.asp? sSeq=862141&sReg=200602760419&sData=20090506&formato=PDF>. BÍBLIA. 30 e 32 da Lei nº 10. Tradução de Domingos Zamagna et al. • Parte da Bíblia TÍTULO DA PARTE. Acesso em: 11 nov.98 AUTORIA (JURISDIÇÃO OU ENTIDADE). 1235-1239. Petrópolis: Vozes. de 22 de dezembro de 2003. Notas. SANTA CATARINA. 1982.0640145&qFrase=&qUma=&qCor=FF0000>. p. 2009. v. Brasília. BRASIL.jsp>. Disponível em: <Endereço eletrônico>. Tribunal de Justiça.191. Cesar Abreu. Eliana Calmon. ano ou tomo. data. Notas.826.in. Sindicato de Hotéis Bares e Restaurantes de Brasília – SINDHOBAR. ano de publicação. Disponível em: <http://app. Leipzig: A FoersterI. 40. Título: subtítulo. 2009. Recurso Especial nº 912. Parte. 11 nov. ed. Jurisprudência (decisões judiciais) BRASIL. Título do Periódico: subtítulo.br/imprensa/jsp/pesquisa. Relator: Des. p. Cidade: Editora.stj. Língua. Bibel: das ist die gantze Heilige Schrifft. volume. • Constituição . DF. Acesso em: 12 jun. número inicial-final da página. Acesso em: 12 jun.tjsc. 14 de abril de 2009. Prorroga os prazos previstos nos arts. 12 de março de 2009. Apelação cível nº 2008. Tradução ou versão. Número da edição (quando houver). 2005.Superior Tribunal de Justiça. Chapecó. Local: Editora. In: Bíblia Sagrada.jus. 142. 2005.gov.064014-5. Acesso em: dia mês abreviado ano. LUCAS. número do fascículo. Número da edição (quando houver).br/jurisprudencia/acnaintegra!html. Alemão. Título: subtítulo. Diário Oficial da União.action? qID=AAAGxaAAIAAA07RAAB&qTodas=2008. DF. Tradução ou versão. n. In: Título: subtítulo. de 10 de novembro de 2005. Brasília.jus. Disponível em: <http://www. 1935.br/revistaeletronica/Abre_Documento. Disponível em: <https://ww2.865.

produtor. A QUESTÃO dos paradigmas. Brasília. GONÇALVES. Constituição (1988). Escala. Notas. Número da edição (quando houver).000. ano. Apostila da disciplina de Didática do curso de Pedagogia da Unisul. Especificação do suporte em unidades físicas. Pedagogia das séries iniciais. Designação da quantidade e do tipo de material usado. Escala 1:7. • DVD TÍTULO: subtítulo. Título: subtítulo. BRASIL. Título: subtítulo. Jaqueline. 2000. AMÉRICA do Sul: mapa visográfico. São Paulo: Geomapas. • Apostila AUTORIA (PESSOA. 1 mapa. DF: Senado Federal. São Paulo : SIAMAR. Título: subtítulo. ENTIDADE ou JURISDIÇÃO). ano. • Mapa AUTORIA (PESSOA. Cidade. ano. 2006.000. ENTIDADE ou JURISDIÇÃO). ano. Constituição da República Federativa do Brasil. 1988. 1 DVD.99 JURISDIÇÃO (PAÍS OU ESTADO). Cidade: Editora. Produção de Charthouse International Learning CO. Diretor. Cidade: Editora. Constituição (ano da promulgação). Florianópolis. 6 REGULAMENTO GERAL DO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO . [19-?]. Número da edição (quando houver). Cidade.

2º O TCC poderá ser desenvolvido em equipes de dois (2) a. • Desenvolver a capacidade de planejamento e disciplina para resolver problemas dentro das diversas áreas de formação. tecnológica aplicada. no máximo. • Despertar o interesse pela pesquisa como meio para a resolução de problemas. • Estimular a formação continuada. por intermédio da resolução de problemas existentes nos diversos setores da sociedade. que constitui componente curricular obrigatório dos cursos de graduação da FACIERC e tem como objetivos: • Desenvolver a capacidade de aplicação dos conceitos e teorias adquiridas durante o curso de forma integrada. § 1º . • Estimular o espírito empreendedor. por meio da execução de projetos que levem ao desenvolvimento de produtos. os quais possam ser patenteados e/ou comercializados. Art. ou de acordo com as indicações do Professor Orientador . • Estimular a interdisciplinaridade. • Estimular a construção do conhecimento coletivo. • Intensificar a extensão acadêmica.100 REGULAMENTO DO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO PARA OS CURSOS DE GRADUAÇÃO DA FACIERC CAPÍTULO I DOS OBJETIVOS E CARACTERÍSTICAS Art.O TCC será caracterizado por uma pesquisa científica. três (3) acadêmicos do curso. • Estimular a inovação tecnológica.1º . • Estimular o espírito crítico e reflexivo no meio social onde está inserido.O Trabalho de Conclusão de Curso é uma atividade obrigatória. por meio da execução de um projeto de pesquisa. obedecendo as normas estabelecidas pelo Roteiro para a elaboração de trabalhos científicos da Instituição.

Compete ao Coordenador de Curso I . doravante denominado Professor Responsável.o . em consonância com o Professor Responsável. 5. Art.101 § 2º . IV . normas e instruções complementares no âmbito do seu curso.Indicar o professor responsável pela disciplina de TCC. o credenciamento e a homologação dos Professores Orientadores do TCC. 4º . que se encarregará pelas ações do processo ensino-aprendizagem e orientações metodológicas do Trabalho de Conclusão de Curso. em consonância com o Professor Responsável.Compete ao Professor Responsável pelo TCC: • Apoiar a Coordenação de Curso no desenvolvimento das atividades relativas ao TCC.Homologar as decisões referentes ao TCC.Estabelecer. • Organizar e operacionalizar as diversas atividades de desenvolvimento e avaliação do TCC que se constituem na apresentação do projeto de pesquisa.O TCC constitui-se de uma atividade desenvolvida com o apoio da disciplina de Trabalho de Conclusão de Curso . .8ª fase – dos cursos de Graduação da Instituição. CAPÍTULO II DAS ATRIBUIÇÕES Seção I – Do Coordenador de Curso Art. apresentação parcial e defesa final. • Efetuar a divulgação e o lançamento das avaliações referentes ao TCC. II – Providenciar.É vedada a convalidação de TCC realizado em outro curso de graduação. III . Seção II – Do Professor Responsável pelo TCC Art. 3º .

102

• Promover reuniões de orientação e acompanhamento com os alunos que estão desenvolvendo o TCC. • Definir, juntamente com a Coordenação de Curso, as datas das atividades de acompanhamento e de avaliação do TCC. • Promover, juntamente com a Coordenação de Curso, a integração com a Pós-Graduação, empresas e organizações, de forma a levantar possíveis temas de trabalhos e fontes de financiamento.  Constituir as bancas de avaliação dos TCC. Seção III Do Professor Orientador Art. 6º - O acompanhamento dos alunos no TCC será efetuado por um Professor Orientador, com a anuência do Professor Responsável, observando-se sempre a vinculação entre a área de conhecimento na qual será desenvolvido o projeto e a área de atuação do Professor Orientador. • § 1º - O Professor Orientador deverá, obrigatoriamente, pertencer ao corpo docente da FACIERC, podendo existir coorientador(es).
• § 2.o - O(s) co-orientador(es) terá(ão) por função auxiliar no

desenvolvimento do trabalho, podendo ser qualquer profissional com conhecimento aprofundado e reconhecido no assunto em questão. Art. 7º - Será permitida substituição de orientador, que deverá ser solicitada por escrito com justificativa(s) e entregue ao Professor Responsável, até 60 (sessenta) dias antes da data prevista para o Seminário de Apresentação Final. Parágrafo único - Caberá ao Coordenador de Curso analisar a justificativa e decidir sobre a substituição do Professor Orientador. Art. 8º - Compete ao Professor Orientador:
• Orientar o(s) aluno(s) na elaboração do TCC em todas as suas fases,

do projeto de pesquisa até a defesa e entrega da versão final da monografia.
• Realizar reuniões periódicas de orientação com os alunos e emitir

relatório de acompanhamento e avaliações ao Professor Responsável. • Participar das reuniões com o Coordenador do Curso e/ou Professor Responsável.

103

• Participar da banca de avaliação final. • Orientar o aluno na aplicação de conteúdos e normas técnicas para a elaboração do TCC, conforme metodologia da pesquisa científica. • Efetuar a revisão dos documentos e componentes do TCC, e autorizar os alunos a fazerem as apresentações previstas e a entrega de toda a documentação solicitada. • Acompanhar as atividades de TCC desenvolvidas nas empresas ou em organizações.
• Indicar, se necessário, ao Professor Responsável a nomeação de

coorientador Seção IV – Dos Acadêmicos Art. 9º - São obrigações do(s) Aluno(s): • Ter cursado as disciplina pré-requisito do Trabalho de Conclusão de Curso no respectivo curso • Elaborar e apresentar o projeto de pesquisa e monografia do TCC em conformidade com este Regulamento. • Requerer a sua matrícula na Secretária Acadêmica nos períodos de matrícula estabelecidos no Calendário Acadêmico • Apresentar toda a documentação solicitada pelo Professor Responsável e pelo Professor Orientador. • Participar das reuniões periódicas de orientação com o Professor Orientador do TCC. • Seguir as recomendações do Professor Orientador concernentes ao TCC. • Participar das reuniões periódicas com o Professor Responsável pelo TCC. • Participar de todos os seminários referentes ao TCC.
• Entregar ao Professor Responsável pelo TCC a monografia corrigida

(de acordo com as recomendações da banca examinadora) nas versões impressa e eletrônica, incluindo arquivos de resultados experimentais, tais como: planilhas, gráficos, softwares e outros.

104

• Tomar ciência e cumprir os prazos estabelecidos pela Coordenação de Curso. • Respeitar os direitos autorais sobre artigos técnicos, artigos científicos, textos de livros, sítios da Internet, entre outros, evitando todas as formas e tipos de plágio acadêmico CAPÍTULO III DA MATRICULA E ACOMPANHAMENTO SEÇÃO I – Da Matrícula Art. 10º - A matrícula no TCC será operacionalizada pela Secretária Acadêmica conforme o disposto na instrução de matrícula descrita no Calendário Acadêmico. • § 1º - Somente apresentará seu trabalho nos seminários de avaliação de TCC o aluno efetivamente matriculado nesta atividade naquele período letivo. Art. 11º - Os alunos que pretendam desenvolver o TCC no exterior ou em instituição conveniada, dentro dos programas de intercâmbio institucional, deverão apresentar proposta de trabalho para prévia aprovação pela Coordenação.

§ 1º- A proposta de trabalho de que trata o caput deste artigo deverá ser acompanhada de parecer do Professor Orientador da instituição conveniada onde o estudante desenvolverá o trabalho.

§ 2º - Os trabalhos citados neste artigo, cujas propostas tenham sido aprovadas pela Coordenação e tenham sido defendidas na instituição conveniada, poderão ter seu crédito consignado, via processo de equivalência, após a entrega da documentação referente ao trabalho realizado, redigido em Língua Portuguesa, à Coordenação do Curso.

Seção II - DO ACOMPANHAMENTO

elaborada de acordo com os padrões da FACIERC mínima mensal. 12º . o(s) aluno(s) deverá(ao) comunicar por escrito. e a sugestão do Professor Orientador. Art.O documento citado no parágrafo 1. Art. 15 . Art. o acompanhamento se dará por meio de relatórios bimestrais a serem enviados ao Professor Responsável.A defesa final constitui-se requisito obrigatório para aprovação e será realizada em forma de seminário público. § 1º . a composição de sua equipe. 14 – A disciplina de TCC constitui-se atividade e condição obrigatória para a apresentação do trabalho final em banca de defesa.105 Art. com ciência do Professor Orientador da instituição conveniada. previamente agendadas entre orientador e . 17º .O tema para o TCC deverá estar inserido em um dos campos de atuação do curso do aluno.O acompanhamento dos trabalhos será feito por meio de reuniões com periodicidade orientando(s). Parágrafo único . 18º – São condições necessárias para aprovação na disciplina de TCC: • Freqüência maior ou igual a regimental nas atividades programadas pelo Professor Responsável e Professor Orientador. 16 .Para os alunos que desenvolverem o TCC em instituições conveniadas.Quando da apresentação da proposta do Projeto de Pesquisa.A avaliação do Projeto de Pesquisa será organizada pelo Professor Responsável. o qual deverá ser assinado pelo(s) aluno(s) e orientador que os entregará na Secretária da FACIERC no período prédeterminado pela Instituição Art. Art. • Apresentação da monografia.Após cada reunião de orientação deverá ser feito um relatório simplificado dos assuntos tratados na reunião. de acordo com o estabelecido em normas complementares.o deverá conter a concordância do Professor Orientador proposto. quando houver. CAPÍTULO IV DO DESENVOLVIMENTO DA DISCIPLINA DE TCC Art. 13º . ao Professor Responsável. § 2º .

20 . trazem sugestões e possibilidades para novas pesquisas VIII -Os procedimentos metodológicos enriqueceram o desenvolvimento do trabalho IX – O tema é relevante para a pesquisa X – O trabalho apresenta correção ortográfica e gramatical Art. elaborado de acordo com os padrões da FACIERC • Defesa e aprovação da Proposta do Projeto de Pesquisa. incluindo o Professor Orientador. coerente e encadeada às partes do TCC II .o.A conclusão.106 • Defesa e aprovação no seminário público de defesa final do TCC. ou considerações finais.Para participar do(s) Seminário(s) de Defesa Final do TCC . . a Coordenação do Curso indicará um professor substituto.São condições necessárias para aprovação na disciplina de TCC: • Freqüência igual ou superior a 75% nas atividades programadas pelo Professor Responsável e Professor Orientador. em conjunto com a carta de autorização da defesa do final assinada pelo Professor Orientador.Em caso de impedimento do Professor Orientador. organizada pelo Professor Responsável e homologada pelo Coordenador de Curso. • Apresentação de Projeto de Pesquisa por escrito. § 1º A avaliação final do TCC será feita por uma banca composta de pelo menos 3 (três) professores. § 2. 19º . relevantes e constam na Bibliografia VI – Anexos e apêndices são adequados (Quando houver) VII . 21º . Art.Metodologia coerente ao exposto no manual metodológico da FACIERC III – Delimitação correta dos objetivos e conclusões IV – Continuidade de idéias V – Citações oportunas.Os Projetos de Pesquisa serão avaliados com base nos seguintes critérios: I – Sequencia lógica. o aluno deverá entregar quatro (4) cópias do trabalho prévio no prazo estabelecido pelo Professor responsável da disciplina de TCC. Art.

a Coordenação do Curso indicará um professor substituto. CAPÍTULO V DA DISPONIBILIZAÇÃO E DIVULGAÇÃO DOS TRABALHOS Art. § 1º . Art.Os trabalhos possuirão folha de aprovação na qual constarão. § 2º Em caso de impedimento do Professor Orientador. as assinaturas dos membros da banca e do Coordenador do Curso. serão feitas por uma banca composta de pelo menos 3 (três) professores. § 2º .Quando da necessidade de sigilo em determinados dados ou resultados do trabalho. 23º .O trabalho deverá obrigatoriamente obedecer aos padrões pela FACIERC para apresentação de trabalhos estabelecidos acadêmicos. quando houver. incluindo o Professor Orientador. junto com a autorização para a publicação do trabalho em meio eletrônico § 1º . organizada pelo Professor Responsável e homologada pelo Coordenador de Curso. no mínimo. estes não serão divulgados eletronicamente ou via trabalho disponibilizada na biblioteca e na Internet. nas bibliotecas e na Internet. ou por intermédio de mídias diversas.A FACIERC reserva-se o direito de disponibilizar as monografias em cópia material. CAPÍTULO VI . devidamente encadernados com capa dura preta e um CD.As avaliações da proposta do Projeto de Pesquisa e da avaliação parcial (quando houver). em que se verificará a qualidade do trabalho desenvolvido até aquele momento e o cumprimento do cronograma proposto. Parágrafo único . 22º – Após a defesa os acadêmicos deverão entregar ao Professor responsável duas (2) cópias do trabalho corrigido de acordo com as considerações da banca.107 • Defesa e aprovação em avaliação parcial. • Comprovação de ter cursado com êxito conteúdos de metodologia científica e/ou ou correlatos.

a critério do Coordenador.Os casos omissos a este regulamento serão resolvidos pelos Coordenadores de Curso Apêndice A – AUTORIZAÇÃO PARA DEFESA .Quando o TCC for realizado em parceria com empresas ou outras organizações. 26º . inclusive a autorização da divulgação do nome da empresa na publicação do trabalho. 24º .As coordenações de curso poderão estabelecer normas operacionais complementares para as atividades de TCC. Art. 23º . Art. definindo as atribuições. deverá ser formado termo de compromisso próprio. 25º . direitos e deveres das partes envolvidas. Art.108 DAS DISPOSIÇÕES GERAIS Art.Poderão ser disponibilizados meios alternativos para acompanhamento e avaliação de alunos que desenvolvem o TCC fora da localidade onde o aluno estiver matriculado.

declaro que o Trabalho de Conclusão de Curso cujos dados seguem descritos está apto à participar da Banca de Defesa Pública. como professor orientador. a qual terá sua data marcada de acordo com o calendário prévio. submetendo esta declaração ao Professor da Disciplina de Trabalho de Conclusão de Curso e ao Coordenador do Curso a qual pertencem os acadêmicos. da Disciplina de TCC ______________________ Prof. Sem mais. Orientador: Prof. Título do Trabalho: Equipe: Prof. me coloco a disposição para os esclarecimentos que se fizerem pertinentes. Coordenador de Curso Apêndice B– CREDENCIAMENTO DE ORIENTADORES .109 FACULDADES DE CIÊNCIAS ECONÔMICAS DA REGIÃO CARBONÍFEIRA FACULDADES ASSOCIADAS DE SANTA CATARINA COORDENAÇÃO DE TRABALHOS DE CONCLUSÃO DE CURSO DECLARAÇÃO Para os devidos fins e efeitos legais. Orientador ____________________ Prof. Co-orientador (Se houver): Ademais. ____________________ Prof.

* E-mail* Área de Atuação Texto inicial do Lattes Experiência Profissional *Contatos que serão disponibilizados aos acadêmicos A partir da oferta das informações descritas no documento. Orientador . comprometendo-se a respeitar os indícios designados no Roteiro para trabalhos de pesquisa da Instituição e as demais orientações descritas no regulamento. ____________________ Prof. De igual modo. o Professor Orientador se compromete a tomar ciência de todas as orientações pertinentes a consecução dos objetivos do Trabalho de Conclusão de Curso na FACIERC. Sem mais. ou em data divulgada com antecedência pela Instituição.110 CREDENCIAMENTO DE ORIENTADORES Professor Titulação Disciplina Curso Tel. o Professor Orientador está a disposição da Instituição para a participação das bancas de defesa que ocorrem na ultima semana de aula do semestre letivo.

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->