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Trabalho sobre choque Elétrico

Aluno : Adriano
Choque Elétrico

Choque elétrico e suas conseqüências


O choque elétrico, como provavelmente é de seu conhecimento, é causado por
uma corrente elétrica que passa através do corpo humano ou de um animal
qualquer.
Vários efeitos do choque podem ser observados dependendo de alguns fatores
como, por exemplo, a região do corpo que é atravessada pela corrente.
A intensidade da corrente é, entretanto, o fator mais relevante nas sensações e
conseqüências do choque elétrico. Estudos cuidadosos desse fenômeno
permitiram chegar aos seguintes valores aproximados:
- uma corrente de 1 mA a 10 mA, provoca apenas uma sensação de
formigamento;
- correntes de 10 mA a 20 mA já causam sensações dolorosas;
- correntes superiores a 20 mA e inferiores a 10 mA causam, em geral, grandes
dificuldades respiratórias;
- correntes superiores a 100 mA são extremamente periogosas, podendo causar
a morte da pessoa, por provocar contrações rápidas e irregulares do coração
(este fenômeno é denominado fibrilação cardíaca);
- correntes superiores a 200 mA não causam fibrilação, porém dão origem a
graves queimaduras e conduzem à parada cardíaca.
Por outro lado, a voltagem não é determinante neste fenômeno. Por exemplo,
em situações de eletricidade estática (pente eletrizado, gerador de Van de Graaff
usado em laboratórios de ensino etc.), embora ocorram voltagens muito
elevadas, as cargas envolvidas são, em geral, muito pequenas e os choques
produzidos não apresentam, normalemente, nenhum risco.
Entretanto, voltagens relativamente pequenas podem causar graves danos,
dependendo da resistência do corpo humano. O valor desta resistência pode
variar entre, aproximadamente, 100 000 Ω, para a pele seca, e cerca de 1 000 Ω,
para a pele molhada.
Em casos de tensões muito elevadas, como ocorre nos cabos de transmissão de
enrgia elétrica, o contato com eles é sempre perigoso. Por maior que seja a
resistência de uma pessoa (mesmo com a pele seca e contatos através de
isolantes), uma votagem de 13 600 V, encontrada nos cabos de alta tensão das
ruas das cidades, poderá dar origem a uma corrente fatal.
Por isso mesmo, muitas pessoas ficam intrigadas ao verem um pássaro pousado
em um fio de alta tensão, sem ser eletrocutado. Este fato é possível porque ele
toca apenas um fio, em dois pontos muito próximos. Assim a corrente que
atravessa o corpo do pássaro é imperceptível. Entretanto, se o pássaro, por
infelicidade, abrir as asas e tocar simultaneamente os dois fios de alta tensão,
receberá ruim choque violentíssimo, que causará sua morte imediata.
Os efeitos principais que uma corrente elétrica (externa) produz no corpo
humano são fundamentalmente quatro:  Tetanização, Parada
respiratória, Queimadura e Fibrilação ventricular.

Tetanização

A tetanização é um fenômeno decorrente da contração muscular produzida


por um impulso elétrico. Verifica-se que, sob ação de um estímulo devido à
aplicação de uma diferença de potencial elétrico a uma fibra nervosa, o
músculo se contrai, para em seguida retomar ao estado de repouso. Se ao
primeiro estímulo seguir-se um segundo, antes que o repouso seja atingido, os
dois efeitos podem somar-se. Diversos estímulos aplicados seguidamente, em
contrações repetidas do músculo, de modo progressivo; é a chamada
contração tetânica. Quando a freqüência dos estímulos ultrapassa um certo
limite o músculo é levado à contração completa. permanecendo nessa
condição até que cessem os estímulos, após o que lentamente retorna ao
estado de repouso.

Parada respiratória

A máxima corrente que uma pessoa pode tolerar ao segurar um eletrodo,


podendo ainda largá-lo usando os músculos diretamente estimulados pela
corrente, segundo determinações experimentais em corrente alternada de
50/60 Hz, são  valores de 6 a 14 mA, em mulheres (10 mA de média) e 9 a 23
mA em homens (16 mA de média);  portanto uma corrente elétrica inferior a
necessária ao funcionamento de uma lâmpada incandescente normalmente
usada em nossas residência. Correntes superiores a estas podem causar uma
parada respiratória, contração de músculos ligados à respiração e/ou à
Paralisia dos centros nervosos que comandam a função respiratória.  Se a
corrente permanece, O indivíduo perde a consciência e morre sufocado.  A
rapidez da aplicação  da respiração artificial (boca a boca), e do tempo pelo
qual ela é realizada,  principalmente intervir imediatamente após o acidente
(em 3 ou 4 minutos no máximo) para evitar asfixia da vítima ou mesmo lesões
irreversíveis nos tecidos cerebrais é muito importante nestas situações.
Queimadura

A passagem da corrente elétrica pelo corpo humano desenvolve  calor por


efeito Joule, podendo produzir queimaduras, principalmente nos pontos de
entrada e saída da corrente, tendo em vista que a resistência elétrica da pele é
maior do que os tecidos internos  e se forem pequenas as áreas de contato,
pois a densidade será maior, produzindo desta forma  queimaduras tanto mais
graves quanto maior esta densidade de corrente e quanto mais longo o tempo
pelo qual a corrente  estiver presente no corpo.

Fibrilação ventricular

O fenômeno fisiológico mais grave que pode ocorrer quando da passagem da


corrente elétrica pelo corpo humano é a fibrilação ventricular. Se à atividade
elétrica fisiológica normal sobrepõe-se uma corrente elétrica de origem
externa e muitas vezes maior do que a corrente biológica, é fácil imaginar o
que sucede com o equilíbrio elétrico do corpo.  As fibras do coração passam a
receber sinais elétricos excessivos e irregulares, as fibras ventriculares ficam
super estimuladas de maneira caótica e passam a contrair-se de maneira
desordenada uma independente da outra , de modo que o Coração não pode
mais exercer sua função. Observa-se que, cessada a atividade cardíaca, em
cerca de três minutos ocorrem lesões irreparáveis no músculo cardíaco e no
tecido cerebral.

Efeitos da corrente elétrica no organismo humano

100 microamperes a 1 miliampér– limiar da sensação

1 mA a 5 mA – formigamento

5mA a 10 mA – sensação desagradável

10 mA a 20 mA – pânico, sensação muito desagradável

20 mA a 30 mA – paralisia muscular

30 mA a 50 mA – a respiração é afetada

50 mA a 100 mA – dificuldade extrema em respirar, ocorre a fibrilação


ventricular

100 mA a 200 mA – morte

200 mA – queimaduras severas

Postado por Eng.º Deny Reyner às 11:36

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