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JECRIM

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Atualização em 02/03/07

JUIZADOS ESPECIAIS LEI Nº 9.099/95

CRIMINAIS

1. PRINCÍPIOS DA LEI (art. 62 – identificados no artigo como CRITÉRIOS):
a) Oralidade – Art. 65, par. 3º - “Serão objeto de registro escrito exclusivamente os atos havidos por essenciais. Os atos realizados em audiência de instrução e julgamento poderão ser gravados em fitas magnéticas ou equivalente.” a) denúncia oral – art. 77, “caput” defesa preliminar – art. 81, “caput”.

Informalidade – imprime ao processo um ritmo sem formalidades inúteis.

b) Economia processual – Visa a realização do maior número de atos processuais na mesma audiência. c) Celeridade – visa a dar rapidez aos atos processuais. Ex.: citação pessoal no próprio juizado (art. 66), intimação por correspondência (art. 67).

Há um problema quanto ao princípio da simplicidade. O art. 2º da Lei n.º 9.090/95 dispõe acerca dos princípios de ambos os Juizados, Cíveis e Criminais, prevendo que são seus princípios os quatro antes citados e a SIMPLICIDADE. Ocorre que o artigo 62 não reproduziu a simplicidade. Assim, é conveniente lembrar que, em tese, a SIMPLICIDADE também é princípio do JECrim. Uma palavra chave que ajuda a lembrar os princípios é CEIO ou CEIOS, dependendo de admitir-se a simplicidade ou não.

Outra coisa são os OBJETIVOS DOS JECrims.
Ao final do art. 62, está consignado que deve-se objetivar, sempre que possível:

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a) Reparação do dano causado – ocorre quando a ação é privada ou pública condicionada, na audiência preliminar (art. 74). b) Substituição das penas privativas da liberdade por penas alternativas.O momento culminante em que ocorre é na transação (art. 76).

COMPETÊNCIA:
A competência pode ser em razão da matéria ou em razão do lugar.

COMPETÊNCIA EM RAZÃO DA MATÉRIA: Os artigos 60 e 61 foram alterados pela Lei n.º 11.313, de 28/06/06
Art. 60 – “O Juizado Especial Criminal, provido por Juízes togados ou togados e leigos, tem competência para a conciliação, o julgamento e a execução das infrações penais de menor potencial ofensivo, respeitadas as regras de conexão e competência. Parágrafo único: Na reunião de processos, perante o juízo comum ou o tribunal do júri, decorrentes da aplicação das regras de conexão e continência, observar-se-ão os institutos da transação penal e da composição dos danos civis.” a) Juízes togados ou togados e leigos – Os leigos apenas para atividades não jurisdicionais. Ex.: conciliação cível.

b) Infrações penais de menor potencial ofensivo. Artigo 61 – “Consideram-se infrações penais de menor potencial ofensivo, para os efeitos desta Lei, as contravenções penais e os crimes a que a lei comine pena máxima não superior a dois anos, cumulada ou não com multa.” Portanto, não importa mais se há rito especial ou não para as infrações com pena privativa da liberdade até dois anos, cumulada ou não com multa. A alteração introduzida pela Lei n.º 11.313/06 ratificou posicionamento já tranqüilo no sentido de que o limite é a pena privativa da liberdade. Mesmo que haja procedimento especial, a competência é do JECrim se a pena máxima não for superior a dois anos. 2

*** CONEXÃO E CONTINÊNCIA: Da mesma forma, a alteração produzida pela Lei n.º 11.313/06 eliminou dúvidas antes existentes acerca da prevalência do juízo comum ou o Tribunal do Júri diante das hipóteses de conexão ou continência enter infrações de menor potencial ofensivo e outras de competência do juízo comum ou do Tribunal do Júri. O juízo comum e o Tribunal do Júri são prevalentes e atraem a infração de menor potencial ofensivo. Veja-se: Art. 60, parágrafo único: Na reunião de processos, perante o juízo comum ou o tribunal do júri, decorrentes da aplicação das regras de conexão e continência, observar-se-ão os institutos da transação penal e da composição dos danos civis. O que ocorre é a necessidade de, no juízo comum ou no Tribunal do Júri, serem oportunizados os benefícios da composição dos danos civis e da transação, antes do recebimento da denúncia. Exemplos: corporal leve; Um homicídio conecto com uma lesão

acidente de trânsito com um homicídio culposo (juízo comum) continente com lesões culposas (JEC) em outra(s) vítima(s). Tráfico (juízo comum) conecto com porte para uso próprio (JEC); Lesões graves (juízo comum) conectas com lesões dolosas leves (JEC); Furto (juízo comum) com receptação culposa (JEC).

*** Causas de aumento da pena – são levadas em conta para o cálculo da pena. Na medida em que o cálculo é da pena máxima em abstrato, aplica-se o percentual máximo quando houver percentuais variados nas majorantes. *** Majorantes – devem ser consideradas para efeito da competência. Quando houver percentuais variados (ex.: tentativa – 1/3 a 2/3), reduz-se o mínimo, pois é necessário saber qual a pena máxima em abstrato para a infração penal. *** Qualificadoras – evidentemente são consideradas; *** Agravantes e atenuantes – não são consideradas, pois não possuem limite determinado; ***

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099/95. são concedidos os benefícios (ex. AM. A segunda característica é que a aludida Lei criou alguns recursos que não existem nos Juizados Estaduais. em audiência . que dirimirá a divergência. O parágrafo 2º também trata de pedido fundado em divergência entre decisões de Turmas de diferentes regiões ou da proferida em contrariedade a súmula ou jurisprudência dominante do STJ que será julgado por Turma de Uniformização. cumulada ou não com multa. integrada por Juízes de Turmas Recursais. No artigo 14. A competência. agora é regida pelo disposto no artigo 61 da Lei n. em questões de direito material contrariar súmula ou jurisprudência dominante no Superior Tribunal de Justiça – STJ. par. em virtude da alteração operada no artigo 2º. Portanto.259/01. sob a presidência do Juiz Coordenador (§ 1º). Este pedido será julgado em reunião conjunta das Turmas em conflito. Antes do recebimento da denúncia (o rito no Tribunal é o da Lei 8. Ún. estabelece a possibilidade de pedido de uniformização de interpretação de lei federal quando houver divergência entre decisões sobre questões de direito material proferidas por Turmas Recursais na interpretação da lei. Exemplo: Prefeito que pratica lesões corporais leves contra qualquer cidadão. Portanto.COMPETÊNCIA POR PRERROGATIVA DE FUNÇÃO: Não são julgados no Juizado Especial Criminal.: acordo cível.STF. são três recursos somente existentes no âmbito dos Juizados Especiais Criminais Federais. não se aplica aos crimes militares qualquer das disposições da aludida Lei.038/90) deve-se oportunizar os aludidos benefícios. 4 . inq. foram criados os Juizados Especiais Criminais Federais.099/95. por último. mesmo que algum dos crimes militares possa ser de menor potencial ofensivo. a parte interessada poderá provocar a manifestação deste. CRIMES MILITARES: Em virtude da previsão contida no artigo 90-A da Lei n. JUSTIÇA FEDERAL: A partir da Lei n.º 9.º 10.º 9. será para crimes com pena máxima não superior a dois anos. Observar que a Justiça Federal não é competente para processar contravenções. transação e suspensão condicional do processo) no Tribunal competente. sob a presidência do Coordenador da Justiça Federal. O parágrafo 4º. não tem eles direito a qualquer dos benefícios. Entretanto. no âmbito federal. disciplina que quando a orientação acolhida pela Turma de Uniformização. 1055-3. Por isso.

conforme dispõe o art. Federal. JUSTIÇA ELEITORAL: Grinover apregoa a possibilidade de todos os benefícios do JEC. aplica os benefícios quando cabíveis (acordo cível. DESCLASSIFICAÇÃO NO JÚRI COM CRIME CONEXO: Primeiramente. c) O Juiz Presidente do Tribunal do Júri. Portanto. possibilita ao Ministério Público o oferecimento da transação ou suspensão condicional do processo). 2) 5 . Na desclassificação imprópria. Posição bastante adotada.099/95 é aplicável aos Juizados Especiais Criminais Federais. como se estivesse começando o procedimento naquele ambiente. Trata-se de posição que é por vezes adotada na prática. 498. b) O Juiz Presidente do Tribunal do Júri julga o crime desclassificado que seria do JEC. antes de julgar. considerando que o entendimento praticamente unânime é no sentido de que os jurados prosseguem julgando os delitos conexos. 1) Própria – Há três posições possíveis: a) O Juiz presidente do Júri remete os autos ao JEC para que julgue o delito de sua competência.º 9. se houver desclassificação (por exemplo de homicídio doloso para homicídio culposo) os jurados continuarão julgando a infração conexa que seria do JEC. tudo o que está na Lei n. quem estudar esta Lei deverá aplicá-la no âmbito federal e estadual. há necessidade de diferenciar-se entre desclassificação própria e imprópria. No JEC. praticamente a mais adotada. Esta é a posição minoritária. possibilita-se a aplicação dos benefícios antes de ser julgado o feito. com os acréscimos ressaltados quanto aos recursos. § 1º do CPP.Ademais.

pois restrito a ele. 63: “A competência do Juizado será determinada pelo lugar em que foi praticada a infração penal. Possivelmente porque havia o entendimento no sentido de que. comparece. perdia os benefícios e seria processado no juízo comum. 66. No juízo comum. não importando o resultado. 81). do art. qual a solução? O legislador não imaginou a situação e não previu.099/95 estabelece que “Não encontrado o acusado para ser citado. O § único do art. a)segue sendo processado no juízo comum.º 9. para que seja citado por edital no juízo comum. Não há mais que se falar em retorno dos autos ao JEC para começar tudo do início. não tendo sido encontrado para ser citado pessoalmente no JEC. E quando o acusado. Afasta-se o problema dos crimes plurilocais. ou mesmo rito especial se a infração for daquelas que possuem rito especial e estava no JEC. ún. EXCEÇÕES ÀS REGRAS DE COMPETÊNCIA DO JUIZADO: 1) Artigo 66 e seu parágrafo único: A regra vigorante no JEC é da necessidade de citação pessoal do acusado. LUGAR DA INFRAÇÃO – É o local da ação ou omissão. não se admitindo citação por edital. Isso pois.” Único problema é qual o procedimento aplicar no juízo comum nesses casos.COMPETÊNCIA EM RAZÃO DO LUGAR: Art. não retornando os autos ao JEC. daí a previsão do par. o juiz encaminhará as peças existentes ao juízo comum para adoção do procedimento previsto em lei. Há duas posições. adotar-se-á o procedimento estabelecido conforme a pena de reclusão ou detenção. citado por edital no juízo comum. o juiz já deve ter recebido a denúncia. Evidentemente que não se adotará o procedimento do JEC (art. 66 da Lei n. 6 . Isso por causa do princípio da celeridade.

Desta forma.Outra exceção à competência do JEC é nos casos de complexidade do fato.099/95. necessidade de ser instaurado incidente de insanidade mental. É o que mais tem sido praticado. recomeçando a partir dos benefícios.º 9.313. Se o fato é complexo. Neste caso. para que lá se aplique o rito previsto em lei. 3) A Lei n. alterando substancialmente os artigos 60 e 61 da Lei n. difamação e injúria). 2) Artigo 77. 4) Competência originária dos Tribunais em virtude de foro privilegiado por prerrogativa de função(ex. sendo a infração de menor 7 .259/01. o rito será aquele da Lei n. etc.º 10. inclusive suspensão condicional do processo. excepciona-se também a competência dos JECrim.º 9. sem que haja qualquer dos benefícios da Lei n. pois esta orientação é mais benéfica ao réu. Juízes. conforme artigo 7º). parágrafos 2º e 3º . etc. que é vedada a aplicação da Lei n.038/90.340/06 (Violência doméstica e familiar contra a mulher) estabeleceu. com a possibilidade de serem oferecidos os benefícios da Lei n. 5) Conexão e continência – com a entrada em vigor da Lei n.). Exemplos de fatos complexos: quando há várias vítimas e testemunhas. Neste caso.º 9. que pode ou não enviar os autos ao juízo comum. nas hipóteses de conexão e continência entre infrações penais de menor potencial ofensivo (JEC) e infrações do juízo comum ou Tribunal do Júri. deverão ser processadas no Juízo Criminal Comum. Com isso. Promotores de Justiça. altera-se a competência. violência patrimonial e violência moral (calúnia.º 9.099/95 a todos os delitos que configurarem violência doméstica e familiar contra a mulher (violência sexual. mesmo que tais infrações possam ser de menor potencial ofensivo. o Juiz pode determinar a remessa dos autos ao juízo comum.099/95 e artigo 2º da Lei n. ao contrário de quando o acusado não é encontrado para ser citado pessoalmente.099/95.º 8. em seu artigo 41.b) retornam os autos ao JEC.º 11. Prefeitos.º 11. trata-se de faculdade do juiz.

º O artigo 94 do aludido diploma determina que para os crimes definidos no Estatuto do Idoso com pena máxima não superior a 4 anos.º 9. Discussão importante é em torno do significado da expressão “procedimento”. Não devem ser aplicados os benefícios da composição dos danos civis e transação. porém. aplica-se o procedimento da Lei n.º 9. Entretanto. devem ser respeitados nestes juízos os benefícios da composição civil dos danos e da transação. amplamente. inicialmente.: Não encontrado o acusado para ser citado. para que haja um julgamento rápido do crime contra o idoso com pena máxima até 4 anos. 8 . é preciso atentar que não houve qualquer alteração no que se refere à competência dos Juizados Especiais Criminais. no juízo comum. Par.099/95. Posição minoritária é no sentido de que devem ser aplicados também os benefícios da composição dos danos civis e da transação. que no juízo comum deverá ser aplicado o procedimento do artigo 81 da Lei n. Ún. a competência será do juízo comum. Prevalece. Quanto a esta definição. Neste sentido.potencial ofensivo atraída pelo juízo comum ou Tribunal do Júri. o Juiz encaminhará as peças existentes ao Juízo comum para adoção do procedimento previsto em lei. ou por mandado. Estas benesses deverão ser proporcionadas antes do recebimento da denúncia.741/03 DO IDOSO – Lei n.099/95. Quando houver algum delito no Estatuto do Idoso com pena máxima superior a 2 anos (exemplo: artigo 102). sempre que possível. aplicando-se o procedimento da Lei n. ESTATUTO 10. CITAÇÃO DO AUTOR DO FATO: Artigo 66: “A citação será pessoal e far-se-á no próprio Juizado.099/95.º 9. Damásio e Nucci.

De qualquer ato realizado em audiência (citação. 9 . ser-lhe-á designado defensor público. par. 67. constará a necessidade de seu comparecimento acompanhado de advogado.NÃO CRIMINAL. sumário ou especial. etc. NECESSIDADE DE MENÇÃO NO MANDADO DE ADVOGADO: Art. intimação) considerar-se-ão cientes os presentes. INTIMAÇÕES: Art. com a advertência de que. fax. independente de mandado. com aviso de recebimento pessoal ou. Mas isso não ocorre no JEC. por Oficial de Justiça. o Juiz encaminha as peças ao JUÍZO COMUM. que será obrigatoriamente identificado. quando não localizado por correspondência. único . O que importa é a comunicação e a finalidade atingida. sob pena de nulidade do ato. telefone. tratando-se de pessoa jurídica ou firma individual. 67: Não existe forma rígida para as intimações no JEC. mediante entrega ao encarregado da recepção. 68: “Do ato de intimação do autor do fato e do mandado de citação do acusado. CITAÇÕES E INTIMAÇÕES PRESUMIDAS: Art.” Tanto na INTIMAÇÃO como na CITAÇÃO deverá estar expressa a menção de necessidade de se fazer a parte acompanhar de advogado. na sua falta. SE ADMITE CITAÇÃO EDITALÍCIA NO JUIZADO Não sendo encontrado o autor do fato. Este imprimirá o rito comum.Podem ocorrer por correspondência. telex. podendo citar até por edital o réu.

entendendo-se que deve ser elaborado e enviado imediatamente após o fato. 4) AUTORIDADE POLICIAL? Qualquer policial. for imediatamente encaminhado ao juizado ou assumir o compromisso de a ele comparecer. após a lavratura do termo. Ao autor do fato que. Não há portaria de instauração nem relatório com indiciamento. Não é inquérito. com o autor do fato e a vítima. Parágrafo único.Não se pronunciará qualquer nulidade sem que tenha havido prejuízo. os exames necessários. 28 Lei n. 1º . 62 desta Lei. FASE POLICIAL: Art. providenciando-se as requisições dos exames periciais necessários.343/06) é vedada a lavratura de auto de prisão em flagrante (art.” Não há um rol de nulidades relativas e absolutas conforme ocorre no CPP. sem noticiar o fato à polícia." Atualmente. 2) Recomendável que remeta possa ocorrer depois. 40 da mesma Lei). há uma Portaria da Secretadia da Justiça e 10 .º 11. Não há prazo extabelecido para a elaboração do termo circunstanciado. o juiz poderá determinar. seu afastamento do lar. No JEC.No Rio Grande do Sul. embora isso 3) Pode a vítima reclamar diretamente no Juizado Criminal. 1) TERMO CIRCUNSTANCIADO – Não é Inquérito. no crime de porte para uso próprio de drogas (art. não se imporá prisão em flagrante. atendidos os critérios indicados no art. a regra única é a da comprovação do prejuízo.NULIDADES: Art. como medida de cautela. 65 “Os atos processuais serão válidos sempre que preencherem as finalidades para as quais foram realizados. Em caso de violência doméstica. domicílio ou local de convivência com a vítima. nem se exigirá fiança. 69: “A autoridade policial que tomar conhecimento da ocorrência lavrará termo circunstanciado e o encaminhará imediatamente ao Juizado. Par.

na forma da lei local. 73: A conciliação será reduzida pelo Juiz ou conciliador. recrutados. e não sendo possível a realização imediata da audiência preliminar. Ún. o autor do fato e a vítima e. 71: Na falta do comparecimento de qualquer dos envolvidos. o responsável civil.” 11 . FASE JUDICIAL PRELIMINAR: Art.Segurança autorizando que qualquer policial elabore o termo circunstanciado e o encaminhe ao JEC. presente o representante do Ministério Público. 67 e 68 desta Lei. Par. nem se exigirá fiança. Art. a do responsável civil. não se imporá prisão em flagrante nem se exigirá fiança. não necessitando ser o Delegado de Polícia. do 6) *** Art. o Juiz esclarecerá sobre a possibilidade da composição dos danos da aceitação da proposta de aplicação imediata de pena não privativa da liberdade. na forma dos arts. 5) Ao autor do fato que for enviado imediatamente ao JEC pela autoridade policial ou que se comprometer de a ele comparecer quando intimado. no mês de março de 2007. se possível. se for o caso. Não se lavrará. a Secretaria providenciará sua intimação e. entendendo-se por maioria que a aludida Portaria é constitucional. Art. excluídos os que exerçam funções na administração da Justiça Criminal. da qual ambos sairão cientes. Art. Trata-se de exceções às regras flagrante. 70: “Comparecendo o autor do fato e a vítima. se o autor do fato prestar imediato socorro à vítima. sob sua orientação. será designada data próxima. auto de prisão em flagrante. 72: “Na audiência preliminar. Houve julgamento pelo Pleno do Tribunal de Justiça de Ação Direta de Inconstitucionalidade. 123 do CNT . assim como àquelas da fiança.: Os conciliadores são auxiliares da Justiça. existentes no CPP. acompanhados por seus advogados. preferentemente entre bacharéis em Direito. em qualquer hipótese.lesão culposa no trânsito.

PRESENÇAS OBRIGATÓRIAS: 1) Juiz togado 2) Ministério Público (poderá propor a transação) 3) Advogado 4) Autor do fato (Com curador. NESSA FASE. na forma de lei local. O ARTIGO 80 SÓ PREVÊ DURANTE O PROCESSO. 60 dispõe que o JEC será composto por juízes togados ou togados e leigos. se necessário . excluídos os que exerçam funções na administração da Justiça Criminal. No artigo 73. *** NÃO HÁ POSSIBILIDADE DE CONDIÇÃO COERCITIVA. 12 . preferentemente entre bacharéis em Direito. sempre sob a presidência do primeiro.Em seu parágrafo único. Atualmente. Depois. (“Se possível”) QUEM PRESIDE A AUDIÊNCIA: Juiz de Direito ou conciliador ou juiz leigo. está disposto que os conciliadores são auxiliares da Justiça. nunca mais foi mencionada a figura do juiz leigo. 5) Vítima (Pode estar representada por procurador com poderes especiais para acordar ou representar). PRESENÇA FACULTATIVA: 1) Responsável Civil. Importante observar que o art.Súmula 352 STF). houve disposição no sentido de que a conciliação será conduzida pelo juiz ou por conciliador sob sua orientação. entretanto. recrutados. há grande polêmica em torno da existência dos conciliadores que atuam em determinados Juizados Especiais Criminais na audiência preliminar.

muito menos a forma de cooptação dos mesmos. **** O pagamento total do dano por um dos envolvidos impede a ação contra os demais. Ex.: lesões corporais dolosas leves e culposas. grave ameaça. etc. 76 Lei n.” **** NOS CRIMES DE AÇÃO PENAL PRIVADA E PÚBLICA CONDICIONADA É POSSÍVEL A COMPOSIÇÃO CÍVEL DOS DANOS com efeito de extinção da punibilidade.º 71001245455) da Turma Recursal dos Juizados Especiais do Rio Grande do Sul. o acordo homologado acarreta a renúncia ao direito de queixa ou representação. terá eficácia de título a ser executado no juízo cível competente. Somente poderiam atuar na tentativa de composição civil dos danos quando a ação é privada ou condicionada à representação.07.3. . Nos parece que não poderão participar da transação. 72)e concluíla. Entretanto. devendo ser homologada pelo juiz de direito (art. Decisão em Correição Parcial (n. **** Pode uma vítima efetuar composição dos danos civis com algum dos autores e a outra vítima não. 73). quais são os atos que os conciliadores podem praticar. há juízes togados que estão nomeando conciliadores. sendo incabível a sua nomeação. em 26. também. homologada pelo Juiz mediante sentença irrecorrível. Ademais. estão atuando em toda a audiência preliminar.A partir daí.099/95). iniciá-la (art. dano simples. que o Juiz de Direito deve presidir a audiência (art. ún.. COMPOSIÇÃO DOS DANOS CIVIS: Artigo 74: “A composição dos danos civis será reduzida a escrito e. Nos parece. por portaria. entendeu que a figura do Conciliador perante o Juizado Especial Criminal ainda não foi definida por lei local. Não impede com relação aos DANOS MORAIS. praticando todos os atos de jurisdição. para atuarem nas audiências preliminares.Tratando-se de ação penal de iniciativa privada ou de ação penal pública condicionada à representação. pois se trata de momento em que se aplica pena ao autor do fato. na prática.º 9. **** O acordo cível dos danos impede o ajuizamento para pedir complementação. **** O pagamento de apenas parte do dano por um dos envolvidos não impede o prosseguimento da ação contra os demais. 13 . Par. Ocorre que não há lei local disciplinando a atuação dos alegados conciliadores.

NÃO RESTITUI À VÍTIMA QUEIXA OU REPRESENTAÇÃO. Antes. 74 EQUIVALERÁ À RENÚNCIA AO DIREITO DE REPRESENTAÇÃO. com a extinção da punibilidade. com o acordo cível nas ações públicas condicionadas à representação. DO ART. O DIREITO DE EXECUÇÃO NO PUNIBILIDADE. inc. inciso V.dano e exercício arbitrário das próprias razões sem lesões. com a previsão do art. V. *** CONSTITUI TÍTULO EXECUTIVO. *** SENTENÇA QUE HOMOLOGA ACORDO CÍVEL EXTINGUE A PUNIBILIDADE. 74 e seu parágrafo único. POIS O PAR. existe também a renúncia ao direito de representação.A COMPOSIÇÃO CÍVEL DOS DANOS ACARRETA DA PUNIBILIDADE. extinguindo-se a punibilidade. *** A EXTINÇÃO DISPÕE QUE QUEIXA OU punibilidade *** É importante atentar que. APENAS NO JEC. CP). ocorre a renúncia ao direito de representação. 14 . A renúncia é causa extintiva da (art.É óbvio. Agora. *** *** NÃO CUMPRIDO O ACORDO. POIS EXTINGUIU-SE A NA AÇÃO PENAL PRIVADA . pois a ação é indisponível para a vítima. criou-se no Brasil a renúncia ao direito de representação. exclusivamente pelo acordo cível nas ações públicas condicionadas à representação de competência do JEC. CP). 107. SOMENTE EMBARGOS DECLARATÓRIOS. ÚN. Porém. Portanto. *** NA AÇÃO PENAL PÚBLICA INCONDICIONADA O ACORDO NÃO EXTINGUE A PUNIBILIDADE. *** SENTENÇA QUE HOMOLOGA ACORDO CÍVEL É IRRECORRÍVEL. SOMENTE CÍVEL. que somente existia para o direito de queixa (artigo 107. somente se podia renunciar ao direito de queixa.

Por isso que se dá a representação na polícia. mudando-se de bairro por medo. trata-se de posição minoritária. isso não ocorre na prática. no sentido de que a vítima deve representar na presença do juiz. que admite a representação à autoridade policial. APENAS. será dada imediatamente ao ofendido a oportunidade de exercer o direito de representação verbal. ocorrendo a audiência no mesmo dia (artigos 69 e 70). Há entendimento. o legislador. Veja-se a vítima de ameaça que foi até a polícia.3.O não oferecimento da representação na audiência preliminar não implica decadência do direito. imaginou que o termo circunstanciado seria enviado na mesma data do fato ao JEC. . Ora. É evidente que. como sempre ocorreu.07. mas não compareceu à audiência preliminar para ratificar a representação. a vítima pode representar apenas em juízo. não teria validade aquela primeira manifestação. registrou e representou. DURANTE A REALIZAÇÃO DA TENTATIVA DE ACORDO CÍVEL ENTRE A VÍTIMA E O AUTOR DO FATO. que poderá ser exercido no prazo previsto em lei. 75 é para quando a vítima não representou perante a autoridade policial. tendo que ratificá-la em juízo. Par. É DE “CUSTOS LEGIS”. Entretanto. Não bastasse. sendo válida a representação já prestada perante a autoridade policial (Habeas Corpus 71001236108) 15 . Não comparece à audiência preliminar porque não quer fazer acordo cível e o Juiz entende que não valeu a representação? Não é correto. ao criar a Lei. não fulminando o pressuposto processual para a ação penal condicionada à representação. Se representou perante a autoridade policial. ao nosso ver totalmente equivocado. “caput”. o que é comum. entendeu que o nãocomparecimento da vítima à audiência preliminar apenas revela o desinteresse na conciliação. ao Ministério Público e ao juiz. de 26. argumento insuperável é o disposto no artigo 39 do CPP.A ATUAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO NA AUDIÊNCIA PRELIMINAR. Muitas vezes a vítima não comparece em juízo por medo do autor do fato. regra geral. REPRESENTAÇÃO: Artigo 75: “Não obtida a composição dos danos civis. Felizmente. a previsão do art. ún. Decisão da Turma Recursal do Rio Grande do Sul. nestes casos. em decorrência da previsão do art. que será reduzida a termo. mas com grande força dentro da magistratura. 75. Além disso. porque tudo ocorre no mesmo dia.” Na própria audiência o ofendido pode propor a REPRESENTAÇÃO.

30 dias . sendo registrada apenas para impedir novamente o mesmo benefício no prazo de cinco anos.099 . Par. à pena privativa de liberdade. 38 CPP e 103 do CP). 3º .ter sido o autor da infração condenado. Par. que não importará em reincidência. o Juiz aplicará a pena restritiva de direitos ou multa.Não se admitirá a proposta se ficar comprovado: I . a ser especificada na proposta. II . Já não se aplica mais.PRAZO . 91 da Lei nº 9. . 76: “Havendo representação ou tratando-se de crime de ação penal pública incondicionada. será submetida à apreciação do Juiz. pela aplicação de pena restritiva ou multa. 16 . Par. pela prática de crime. o Juiz poderá reduzi-la até a metade. no prazo de cinco anos. 4º Acolhendo a proposta do Ministério Público aceita pelo autor da infração. nos termos deste artigo. a contar do conhecimento pela vítima de quem foi o autor do fato. por sentença definitiva. pode-se oferecer REPRESENTAÇÃO (art.O prazo do art. TRANSAÇÃO PENAL: Art.ter sido o agente beneficiado anteriormente.dentro do prazo de SEIS. bem como os motivos e as circunstâncias. Par. III . o Ministério Público poderá propor a aplicação imediata de pena restritiva de direitos ou multas.é apenas para os casos anteriores à Lei.não indicarem os antecedentes. ser necessária e suficiente a adoção da medida.Aceita a proposta pelo autor da infração e seu defensor. não sendo caso de arquivamento. a conduta social e a personalidade do agente. 1º .Nas hipóteses de ser a pena de multa a única aplicável. 2º .

não indicarem os antecedentes. 82 desta Lei. 5º Da sentença prevista no parágrafo apelação referida no art. 6º A imposição da sanção de que trata o par. salvo para os fins previstos no mesmo dispositivo.º 9. pela prática de crime. em certos casos. CONFORME EXIGE O ARTIGO 27 DA Lei n.605/98.Par. Não se exige que repare o dano.” REQUISITOS: Art. pois é pequena por natureza.ter sido o autor da infração condenado.ter sido o agente beneficiado anteriormente. 4º deste artigo não constará de certidão de antecedentes criminais. (entendese que apenas impedirá a transação no período da reincidência decorrente desta condenação. EM CRIMES AMBIENTAIS. 76. 17 . (Observar que a culpabilidade do agente não deve ser analisada. no prazo de cinco anos. (contam-se da data da primeira transação) III . par. comprometer-se de reparar o dano causado. anterior caberá a Par. 2) será registrada apenas para impedir novamente o mesmo benefício no prazo de cinco anos. isto é. até porque. e não terá efeitos civis. 3) não constará de certidão de antecedentes criminais (portanto. É apenas a prévia composição do dano ambiental. deve o autor também efetuar a prévia composição do dano. por sentença definitiva. não representará maus antecedentes). a conduta social e a personalidade do agente. à pena privativa de liberdade. haja vista tratar-se de infração penal de menor potencial ofensivo). 4) não terá efeitos civis cabendo aos interessados propor ação cabível no juízo cível. haveria muita demora. pela aplicação de pena restritiva ou multa. acarretando até a prescrição. ser necessária e suficiente a adoção da medida. EFEITOS DA TRANSAÇÃO: 1) não importará em reincidência. cabendo aos interessados propor ação cabível no juízo cível. 2º .Não se admitirá a proposta se ficar comprovado: I . se possível fazê-lo. bem como os motivos e as circunstâncias. nos termos deste artigo. não eternamente conforme está descrito no inciso) II .

1) Prevalece a vontade 2) Prevalece a vontade do procurador! ATUAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO: Havendo representação ou sendo caso de ação pública incondicionada...099/95. diz que. DA PROPOSTA - DIVERGÊNCIA DE VONTADES??? do autor! Dominante. ambos.CABE (art. quem precisa aceitar a proposta. Se houver divergência de vontades. aceita a proposta pelo autor do fato e seu defensor. e 345 do CP . No par. O entendimento atual é de que cabe. será submetida à apreciação do Juiz (portanto. 4º. Quem oferece a transação: a) o JUIZ?? b) O Ministério Público??? c) O querelante??? TRANSAÇÃO EM AÇÃO PENAL PRIVADA ACEITAÇÃO PELO AUTOR DO FATO E DEFENSOR. afirma que. 18 . aceita a proposta pelo autor do fato. necessita da aceitação de ambos). O legislador causou confusão ao disciplinar diferentemente nos parágrafos 3º e 4º do artigo 76 da Lei n. “caput”.dano e exercício arbitrário das próprias razões sem violência) Nada impede. Portanto. 3º. No par. o autor do fato e seu defensor ou apenas o autor do fato? Em tese. o Juiz aplicará a pena proposta na transação.º 9. 163. o PROMOTOR DE JUSTIÇA define: a) Se promove o arquivamento b) Pedido de diligências.

Dias-multa. medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo (art. valores.Pode haver proposta a apenas um deles. d) Requerer a remessa ao juízo comum. A denúncia segue como se houvesse concurso de agentes contra o co-autor que não se beneficiou da transação. . a entidades necessitadas. “d”. limitação de fim de semana.343/06) PRESTAÇÃO SOCIAL ALTERNATIVA .prevista na Constituição .343/06 (porte para uso próprio de drogas). 5. Muito utilizada. e) Denúncia. 2) MULTA . quando ocorrer o crime do artigo 28 da Lei n. Não é direito público absoluto. etc.º 11. CONCURSO DE AGENTES DESCUMPRIMENTO TRANSACIONADA: DA PENA 19 . XLVI. Interdição temporária de direitos. 48. § 5º.d a Lei 11. PENAS POSSÍVEIS DE APLICAÇÃO: 1) RESTRITIVAS DE DIREITOS: a) b) d) e) prestação de serviços à comunidade.c) Transação. podem ser aplicadas as penas de advertência.Art. prestação de serviços à comunidade. Pratica-se em forma de doação de cestas básicas. A transação penal é um direito público subjetivo do autor do fato? O entendimento mais correto é no sentido de que é um direito público subjetivo condicionado à presença dos requisitos.

O STJ entende que a decisão que homologa a transação é condenatória imprópria (imprópria pois não acarreta reincidência). Por isso. 51 do CP). recomendam a oferta da transação e sua homologação judicial apenas uma vez cumprida. não fazendo coisa julgada material. 09-03-1999 Boletin Informativo STF 141/2) entende que não é possível a conversão da multa em restritiva de direitos. embora a previsão contida no artigo 85 da Lei n. ún. CP). NUNCA EM PRISÃO. Entretanto. Quando é aplicada na sentença condenatória. par. como ocorre na transação. que somente pode ser executada. Em vista disso. 84. Neste caso. § 4º.Para o STF. é possível convertê-la em prisão (art. em virtude da posição da Turma Recursal e do STJ que inadmitem que. Há uma terceira alternativa que consiste em oferecer a transação ao autor do fato e requerer ao Juiz que somente a homologue uma vez cumprida. oferecimento de denúncia). EXTINGUE-SE A PUNIBILIDADE (art. o STF (HC 78. PAGA A MULTA. por inexistir previsão de fórmula no CP e Lei de Execuções Penais. Somente resta executar a pena. Isso em virtude da reforma do artigo 51 do Código Penal. 20 . a considerar a pena de multa dívida de valor. É a posição do STJ.268/96). substituindo a pena privativa da liberdade. conforme o rito das execuções fiscais (art. somente formal. entende-se que as demais penas objeto da transação também acarretam a extinção da punibilidade uma vez cumpridas. uma vez descumprida a transação. sem substituir a pena privativa da liberdade. não há problemas em executá-la. surge o problema de como executar a pena restritiva de direitos aplicada diretamente na transação. Adotando-se esta posição.Pode ser convertida em pena restritiva de direitos ou executada. desde 96. quiçá. o oferecimento da denúncia.). a decisão que homologa a transação é meramente HOMOLOGATÓRIA. a única solução diante do não-cumprimento da transação seria o retorno dos autos à origem para as medidas que ainda forem cabíveis. Quanto à pena de multa. abaixo. Por isso. 44. Por isso. quando aplicada diretamente.200-SP. não mais convertida em prisão ou outra espécie (Lei nº 9. Houve ofício circular da Corregedoria-Geral do Ministério Público do mês de março de 2007 orientando os Promotores de Justiça a assim agirem. Praticamente inaplicada atualmente. quando já homologada pelo Juiz.099/95. É o que tem ocorrido na quase totalidade dos casos. a Turma Recursal e o próprio STJ admitem que os autos retornem à origem para as providências ainda cabíveis em caso de descumprimento da transação. os autos retornem à origem para as providências cabíveis (por exemplo.º 9. Faz coisa julgada material e formal. não há parâmetro para a sua conversão. que passou.Pena de Multa . Entretanto. No caso da ação penal pública. por analogia. a posição do STF.

pois se trata de ato exclusivo do titular da ação penal. onde a pena restritiva de direitos substitui a pena privativa da liberdade. POSIÇÕES: a) Pode ser convertida em prisão. d) Retorna ao Ministério Público para denúncia. SE O MINISTÉRIO PÚBLICO NÃO OFERECER? Trata-se polêmica.Pena restritiva de direitos: Penal (STJ). É a posição do STF e STJ. Posição defendida. orientação neste sentido de parte do Tribunal de Justiça (5ª Câmara Criminal. Quando o Juiz discordar da manifestação do Promotor de Justiça. Aqui é aplicada isoladamente. Há duas posições: a) O juiz pode propor a transação se o agente do Ministério Público não oferecê-la injustamente. Ademais. inclusive do STF.º 9.099/95 neste sentido. 28 do CPP. somente poderá enviar os autos ao Procurador-Geral de Justiça. o Ministério Público é o titular da ação penal pública. havendo referência expressa no art. sob o argumento de que o Juiz não pode ficar em posição simplesmente passiva se houve injustiça. também. STJ e Turma Recursal. pois não há hipótese idêntica ao Código Penal. É a posição do STF. não da legitimidade para apresentar proposta de transação. por analogia ao art. Há. com base no Código b) Não pode ser convertida. 76 da Lei n. c) Homologa a transação condicionada ao cumprimento da pena. Posição dominante. por Tourinho Filho. por exemplo. b) O Juiz não pode oferecer a transação. de questão por demais 21 . PODE O JUIZ PROPOR A TRANSAÇÃO QUANDO A AÇÃO PENAL FOR PÚBLICA INCONDICIONADA OU CONDICIONADA À REPRESENTAÇÃO. conforme já demonstrado antes (quando referido acerca da pena de multa). por exemplo).

na forma do parágrafo único do art. para condenar.NÃO ACEITA A TRANSAÇÃO OU NÃO SENDO POSSÍVEL: Artigos 77: “Na ação penal de iniciativa pública. ou pela não ocorrência da hipótese prevista no art. cabendo ao Juiz verificar se a complexidade e as circunstâncias do caso determinaram a adoção das providências previstas no parágrafo único do art. 2) DILIGÊNCIAS. Há entendimento da Turma Recursal de Porto Alegre no sentido de que. Par. de imediato. no sentido de que apenas PARA O OFERECIMENTO DA DENÚNCIA é dispensável o auto de exame de corpo de delito. 1º Para o oferecimento da denúncia. 3) REMESSA AO JUÍZO COMUM. 66 desta Lei. que será elaborada com base no termo de ocorrência referido no art. § 1º. quando o crime é de lesões leves (o que ocorre comumente). absolvem o acusado por atipicidade ou mesmo desclassificam. se não houver necessidade de diligências imprescindíveis. Par. 2º Se a complexidade ou circunstâncias do caso não permitirem a formação da denúncia. o Ministério Público oferecerá ao Juiz. quando não houver aplicação de pena. Cuidar muito o disposto no art. Ausente. 69 desta Lei. por exemplo. para vias de fato. 77. denúncia oral. 22 . Par. POSSIBILIDADES DO MP: 1) ARQUIVAMENTO. 3º Na ação penal de iniciativa do ofendido poderá ser oferecida queixa oral. prescindir-se-á do exame do corpo de delito quando a materialidade do crime estiver aferida por boletim médico ou prova equivalente. pela ausência do autor do fato. com dispensa do inquérito policial. 76 desta Lei. 4) DENÚNCIA. é indispensável o aludido auto. o Ministério Público poderá requerer ao Juiz o encaminhamento das peças existentes. 66 desta Lei.

72. ISSO.409). QUE NA PRÁTICA TEM SIDO ADMITIDO O ACORDO CÍVEL E A TRANSAÇÃO ATÉ ANTES DO RECEBIMENTO DA DENÚNCIA OU QUEIXA. 79: “No dia e hora designados para a audiência de instrução e julgamento. 81). 66 e 68 desta Lei e cientificado da data da audiência de instrução e julgamento. se na fase preliminar não tiver havido possibilidade de tentativa de conciliação e de oferecimento de proposta pelo Ministério Público.“Oferecida a denúncia ou queixa. entregando-se cópia ao acusado. que com ela ficará citado e imediatamente cientificado da designação de dia e hora para a audiência de instrução e julgamento. SE AS PARTES QUISEREM. 78 . 1º . o ofendido. 73. A TENTATIVA DE ACORDO CÍVEL E TRANSAÇÃO PODEM OCORRER ATÉ ANTES DO RECEBIMENTO DA DENÚNCIA OU QUEIXA. SE NÃO HOUVE POSSIBILIDADE DE TENTATIVA DE CONCILIAÇÃO OU TRANSAÇÃO ANTES. Par. será reduzida a termo. OCORRE. 2º . no mínimo cinco dias antes de sua realização. ENTRETANTO. Par. o responsável civil e seus advogados. OBSERVAR QUE NOS JUIZADOS ESPECIAIS CRIMINAIS O ACUSADO É CITADO ANTES DO RECEBIMENTO DA DENÚNCIA OU QUEIXA. A PARTIR DO DISPOSTO NO ART. 74 e 75 desta Lei. MESMO QUE JÁ TENHA OCORRIDO TENTATIVA DOS ALUDIDOS BENEFÍCIOS NA AUDIÊNCIA PRELIMINAR. devendo a ela trazer suas testemunhas ou apresentar requerimento para intimação. 3º As testemunhas arroladas serão intimadas na forma prevista no art.NO JEC.Art. 67 desta Lei para comparecerem à audiência de instrução. ISSO SE DEVE AO FATO DE SEREM BENEFÍCIOS QUE. da qual também tomarão ciência o Ministério Público. MUITO IMPORTANTE ANOTAR QUE. será citado na forma dos arts.250) E NA ATUAL LEI ANTITÓXICOS (10. ISSO OCORRE NA LEI DE IMPRENSA (LEI 5. ANTES DO RFECEBIMENTO DA DENÚNCIA OU QUEIXA PODEM SER DEFERIDOS. proceder-se-á nos termos dos arts. O RECEBIMENTO DA DENÚNCIA OU QUEIXA SOMENTE OCORRERÁ NA AUDIÊNCIA DE INSTRUÇÃO E JULGAMENTO (art.Não estando presentes o ofendido e o responsável civil. SEGUNDO O ARTIGO. AUDIÊNCIA DE INSTRUÇÃO E JULGAMENTO: Art. serão intimados nos termos do art. QUE AINDA NÃO OCORREU ATÉ ESTE MOMENTO. 23 .Se o acusado não estiver presente.67 desta Lei. Par. 79.

obrigatoriamente). determinando o Juiz. assinado pelo Juiz e pelas partes. RECURSOS: APELAÇÃO: Art. havendo recebimento. podendo o Juiz limitar ou excluir as que considerar excessivas. 81: Aberta a audiência. interrogando-se a seguir o acusado. pelo réu 24 .Todas as provas serão produzidas na audiência de instrução e julgamento. Par. 3º A sentença. serão ouvidas a vítima e as testemunhas de acusação e defesa. Por analogia. se presente.Art. Recebimento da denúncia ou queixa. ou não. 1º . Nem sempre ocorre isso. Par. 80.A apelação será interposta no prazo de dez dias. Oitiva das vítimas (se houver) e testemunhas (se arroladas). será dada a palavra ao defensor para responder à acusação. Par. sem que haja prejuízo à defesa). que poderá ser julgada por turma composta de três Juízes em exercício no primeiro grau de jurisdição. 2º De todo o ocorrido na audiência será lavrado termo. após o que o Juiz receberá. 1º . impertinentes ou protelatórias. f) Sentença (Em audiência. quando imprescindível. Par.” a) b) c) d) o relatório. mencionará os Defesa prévia oral (pode ser por escrito). conforme é no procedimento sumário para os crimes apenados com detenção). entende-se que é de 20min prorrogáveis por mais 10min a critério do Juiz para cada parte. Nenhum ato será adiado. contados da ciência da sentença pelo Ministério Público. Art. passando-se imediatamente aos debates orais e à prolação da sentença. a condução coercitiva de quem deva comparecer. reunidos na sede do Juizado. a denúncia ou queixa.82: “Da decisão de rejeição da denúncia ou queixa e da sentença caberá apelação. contendo breve resumo dos fatos relevantes ocorridos em audiência e a sentença. dispensando elementos de convicção do Juiz. Interrogatório (hoje na presença de defensor. e) Debates orais (Não houve previsão do tempo.

65 desta Lei. 4º As partes serão intimadas da data da sessão de julgamento pela imprensa. 3º As partes poderão requerer a transcrição da gravação da fita magnética a que alude o par. 3º do art. Par. 1º Os embargos de declaração serão opostos por escrito ou oralmente. em sentença ou acórdão. da razões e o pedido do recorrente. Par. 25 . 3º Os erros materiais podem ser corrigidos de ofício. Par. Par. 5º Se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos. os embargos de declaração suspenderão o prazo para o recurso. a súmula do julgamento servirá de acórdão. omissão ou dúvida.O recorrido será intimado para oferecer resposta escrita no prazo de dez dias. EMBARGOS DECLARATÓRIOS: Art. 2º Quando opostos contra sentença. contados da ciência da decisão. Par. 83: Caberão embargos de declaração quando. no prazo de cinco dias. por petição escrita. houver obscuridade. contradição. 2º . qual constarão as Par. Par.e seu defensor.

259/01 criou alguns recursos que não existem nos Juizados Estaduais. CORREIÇÃO PARCIAL – Cabe contra as decisões dos Juízes do JEC. entretanto. porquanto são medidas previstas na Constituição. A revisão criminal deve ser proposta para a Turma Recursal.Juiz que concluir pela própria incompetência. não admite A Turma Recursal do Rio Grande do o RSE. Entendimento pacífico na atualidade. e as Turmas recursais não são tribunais. nos casos previstos no artigo 581 do CPP. Sul. pois somente cabe das decisões dos TRIBUNAIS. RECURSO EXTRAORDINÁRIOÉ cabível. nos casos do Código Penal. recebendo-o como apelação RECURSO ESPECIAL Não. Exemplos: inciso I – contra o nãorecebimento da denúncia. inciso II . desde que encontre-se dentre aquelas previstas na Constituição.RECURSO EM SENTIDO ESTRITO: Segundo Ada Grinover.Quando o Juiz decreta a extinção da punibilidade. No artigo 14. HABEAS CORPUS E MANDADO DE SEGURANÇA – São cabíveis contra as decisões oriundas do JEC. Devem ser propostas para as Turmas Recursais. conforme a Constituição. NO FEDERAIS: A Lei 10. Inciso VIII . a matéria REVISÃO CRIMINAL – É cabível. estabelece a 26 ÂMBITO DOS JUIZADOS CRIMINAIS . à Turma Recursal. é cabível. quando proposto.

submetendo o acusado a período de prova. abrangidas ou não por esta Lei. sem 27 . III . disciplina que quando a orientação acolhida pela Turma de Uniformização. que será julgado por Turma de Uniformização. em questões de direito material. O parágrafo 2º também trata de pedido fundado em divergência entre decisões de Turmas de diferentes regiões ou da proferida em contrariedade a súmula ou jurisprudência dominante do STJ. este. a parte interessada poderá provocar a manifestação deste. SUSPENSÃO PROCESSO: CONDICIONAL DO Artigo 89 da Lei nº 9. por último.proibição de autorização do juiz. salvo impossibilidade de fazê-lo. desde que o acusado não esteja sendo processado ou não tenha sido condenado por outro crime. II . integrada por Juízes de Turmas Recursais. sob a presidência do Coordenador da Justiça Federal. Este pedido será julgado em reunião conjunta das Turmas em conflito. presentes os demais requisitos que autorizariam a suspensão condicional da pena (art.099/95: “Nos crimes em que a pena mínima cominada for igual ou inferior a 1 (um) ano. na presença do juiz. ausentar-se da comarca onde reside.reparação do dano. sempre em questões de direito material. contrariar súmula ou jurisprudência dominante no Superior Tribunal de Justiça – STJ.possibilidade de pedido de uniformização de interpretação de lei federal quando houver divergência entre decisões sobre questões de direito material proferidas por Turmas Recursais na interpretação da lei. Portanto. sob a presidência do Juiz Coordenador (§ 1º). O parágrafo 4º. sob as seguintes condições: I . são três recursos somente existentes no âmbito dos Juizados Especiais Criminais Federais. poderá suspender o processo.proibição de freqüentar determinados lugares. Par. 77 do Código Penal). por 2 (dois) a 4 (quatro) anos. que dirimirá a divergência. recebendo a denúncia. ao oferecer a denúncia. poderá propor a suspensão do processo.“Aceita a proposta pelo acusado e seu defensor. 1º . o Ministério Público.

IV . para informar e justificar suas atividades. OU EM QUALQUER MOMENTO DO PROCESSO. a reparação do dano.Expirado o prazo sem revogação. sem motivo justificado. QUE É A SUSPENSÃO CONDICIONAL DA PENA. Par. 7) O RÉU NÃO É OBRIGADO A ACEITAR A PROPOSTA DE SUSPENSÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO. E NÃO A PENA. APÓS A SENTENÇA. no curso do prazo. no curso do prazo.Não correrá a prescrição durante o prazo de suspensão do processo. Par. APENAS ACEITA A SUSPENSÃO QUE NÃO REPRESENTA ACEITAÇÃO DE CULPA.A suspensão poderá ser revogada se o acusado vier a ser processado. 4º . Par. Par.Se o acusado não aceitar a proposta prevista neste artigo. DESDE O INÍCIO. 2º . VERIFICANDO O MINISTÉRIO PÚBLICO 28 . 4) O ACUSADO NÃO SE DECLARA CULPADO. Par. NEM HÁ SENTENÇA.comparecimento pessoal e obrigatório a juízo. mensalmente. 1) SUSPENDE-SE O PROCESSO. o beneficiário vier a ser processado por outro crime ou não efetuar. por contravenção. 9) A PROPOSTA É FEITA AO OFERECER A DENÚNCIA. 7º . 6) NÃO HÁ INSTRUÇÃO PENAL. COM A DENÚNCIA. Par. 3º . ou descumprir qualquer outra condição imposta. o processo prosseguirá em seus ulteriores termos. 5º . NEM INTERROGATÓRIO. 5) NÃO HÁ APLICAÇÃO DE PENA. 8) QUEM FAZ A PROPOSTA É O MINISTÉRIO PÚBLICO (SÚMULA 696 DO STF).A suspensão será revogada se. 6º . 2) NÃO SE CONFUNDE COM O SURSIS. 3) A LEI REFERE CRIMES. AS CONTRAVENÇÕES PENAIS TAMBÉM SÃO INCLUÍDAS NA SUSPENSÃO.O juiz poderá especificar outras condições a que fica subordinada a suspensão. MAS POR NÃO TER EXCEPCIONADO OU NEGADO. o juiz declarará extinta a punibilidade. desde que adequadas ao fato e à situação pessoal do acusado.

etc. OS TRIBUNAIS TEM ADMITIDO TAMBÉM NAS AÇÕES PRIVADAS. SOMENTE CABE NA AÇÃO PENAL PÚBLICA. NÃO TERMINANDO COM O MESMO. NÃO CONFUNDIR.º 9. TRIBUNAIS TEM ADMITIDO TAMBÉM EM CASO DE 10) O JUIZ. B) Evitar uma sentença condenatória. RECEBE A DENÚNCIA E SUSPENDE O PROCESSO. 29 . 15) NA TRANSAÇÃO PENAL. COM RITO ESPECIAL OU NÃO..099/95) E NOS CRIMES DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR CONTRA A MULHER (ARTIGO 41 DA LEI N. EXCETO NA JUSTIÇA MILITAR (ART. conseqüências (reincidência. APÓS A ACEITAÇÃO DA PROPOSTA PELO ACUSADO E SEU DEFENSOR. O STF E O STJ TEM ENTENDIMENTO NO SENTIDO DE QUE NÃO CONSTITUI UM DIREITO PÚBLICO SUBJETIVO ABSOLUTO DO ACUSADO. 12) CONFORME PREVISÃO LEGAL.A PRESENÇA DOS REQUISITOS LEGAIS. NA SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO A PENA MÍNIMA NÃO PODE SER SUPERIOR A UM ANO. 90-A DA LEI N. OS SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO DESCLASSIFICAÇÃO. 11) FINALIDADES DO INSTITUTO: A) Evitar o enfrentamento de um processo e todos os seus atos. 13) CABE EM QUALQUER DOS CRIMES.340/06) 14) PREENCHIDOS OS REQUISITOS DO ARTIGO 89 HÁ UM DIREITO PÚBLICO DO RÉU DE OBTER O BENEFÍCIO. APESAR DE NELAS HAVER OS INSTITUTOS DO PERDÃO OU PEREMPÇÃO. 61). POIS NESTA O MINISTÉRIO PÚBLICO PODE A QUALQUER TEMPO INTERVIR NO PROCESSO.). 16) NA SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO SUSPENDE-SE O PROCESSO.. PÚBLICA CONDICIONADA À REPRESENTAÇÃO E PRIVADA SUBSIDIÁRIA DA PÚBLICA.º 11. com todas suas C) Antecipar um provável resultado final. DESDE QUE A PENA MÍNIMA SEJA IGUAL OU INFERIOR A 01 ANO. ENTRETANTO. NÃO SENDO UMA FACULDADE DO MINISTÉRIO PÚBLICO. D) Agilizar a resposta do judiciário à sociedade. QUE DEVE ANALISÁ-LOS. com menos ônus ao acusado (provável suspensão condicional da pena que representa condenação). ENTRETANTO.A PENA MÁXIMA NÃO É SUPERIOR A DOIS ANOS (ART. PORQUANTO HÁ REQUISITOS E A PROPOSITURA É FEITA PELO MINISTÉRIO PÚBLICO. ENQUANTO QUE NA TRANSAÇÃO O PROCESSO ENCERRA-SE COM ELA.

COM A DENÚNCIA. NÃO PROPÕE A SUSPENSÃO: 1) Habeas corpus. Tentativa. furto privilegiado. 2) Pode o juiz propor (Majoritária). 18) NA SUSPENSÃO CONDICIONAL DA PENA (ART.). 22) SE O PROMOTOR. RETORNA O PROCESSO A TER SEU CURSO ATÉ FINAL SENTENÇA. ANTES DEVE SER PROPOSTA A TRANSAÇÃO. 28) PARA FINS DA PENA MÍNIMA DE 01 ANO FAZ-SE A APLICAÇÃO DAS CAUSAS DE DIMINUIÇÃO EM SEU PERCENTUAL MÁXIMO (Ex. APÓS. CONDICIONAL DO PROCESSO EM DOIS 27) A CONDIÇÃO DE O PROCESSADO NÃO ESTAR SENDO PROCESSADO POR OUTRO CRIME PODE SER DOLOSO OU CULPOSO. 23) PERÍODO DE PROVA NAS CONTRAVENÇÕES??? Por analogia. ENTRETANTO. DE BENEFÍCIOS DIVERSOS.17) NOS JUIZADOS ESPECIAIS CRIMINAIS. 30 . QUE NÃO É APLICÁVEL NA TRANSAÇÃO PENAL. NA SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO.. 89. 3) Remessa ao Procurador-Geral de Justiça (28 CPP). 20) A EXPRESSÃO “PODERÁ” DO ART. É DEVERÁ O MINISTÉRIO PÚBLICO PROPOR A SUSPENSÃO. conf. NADA OBSTANDO. A SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO (PRESENTES OS REQUISITOS LEGAIS). OS 22) NÃO HÁ QUALQUER RESSALVA NA APLICAÇÃO DA SUSPENSÃO. de 1 a 3 anos. ENQUANTO QUE NA SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO NÃO HÁ SENTENÇA CONDENATÓRIA. 24) NÃO É APLICÁVEL AOS PROCESSOS FINDOS. art. POIS O LEGISLADOR NÃO FAZ DISTINÇÃO. CUMPRE O APENADO A PENA. MESMO COM RITO PROCESSUAL ESPECIAL. MESMO ESTANDO PRESENTES OS REQUISITOS. COM TRÂNSITO EM JULGADO DA SENTENÇA. 26) NÃO É POSSÍVEL SUSPENSÃO PROCESSOS AO MESMO TEMPO. 4) Se o Promotor não propõe. 19) NO SURSIS. UMA VEZ PRESENTES REQUISITOS. o assunto está encerrado e não cabe recurso. TRATAMSE. REVOGADO. SE CABÍVEL. AO CONTRÁRIO DA TRANSAÇÃO PENAL QUE É VEDADA. UMA VEZ REVOGADO. 25) REPETIÇÃO DE SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO É POSSÍVEL.. 11 da LCP. 77 DO CP) OCORRE UMA SENTENÇA CONDENATÓRIA.

NO CURSO DO BENEFÍCIO. POR EXCEÇÃO (ARTIGO 28 DA Lei n. A CONTRAVENÇÃO OU DELITO CULPOSO. CP)?????? 32) HAVENDO DIVERGÊNCIA ENTRE O ACUSADO E O DEFENSOR QUANTO A ACEITAR OU NÃO A SUSPENSÃO. SE A PENA DE MULTA APENAS. PAR. O TÉRMINO DO PRAZO NÃO ACARRETA A EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE. FINDO O PRAZO. 1º.29) NO CUNCURSO DE CRIMES (Concurso material. EM PRINCÍPIO. formal. 39) PODE O ACUSADO. PORÉM. 36) NO SURSIS A REVOGAÇÃO É FACULTATIVA QUANDO O RÉU FOR CONDENADO POR SENTENÇA IRRECORRÍVEL. QUE DEVE SER BEM ORIENTADO PELO JUIZ. 38) O ADITAMENTO DA DENÚNCIA PARA INCLUIR NOVO DELITO QUE IMPEÇA A SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO REVOGA O BENEFÍCIO. NÃO CORRE.605/98). ISTO É. SEM JUSTIFICATIVA. APÓS O RECEBIMENTO DA DENÚNCIA.º 9. É NECESSÁRIA CONDENAÇÃO IRRECORRÍVEL POR CRIME DOLOSO A PENA PRIVATIVA DA LIBERDADE. 33) A DECISÃO DO JUIZ QUE CHANCELA AS CONDIÇÕES INTERLOCUTÓRIA. CP). É DECISÃO 34) DURANTE O PRAZO DE SUSPENSÃO DO PROCESSO FICA SUSPENSO O PRAZO PRESCRICIONAL. BASTA SER PROCESSADO POR CONTRAVENÇÃO. SEM REVOGAÇÃO. 35) NA SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO. E NÃO A PUNIBILIDADE. ENTRATANTO. 40) FINDO O PRAZO DE SUSPENSÃO. HÁ REVOGAÇÃO OBRIGATÓRIA SE O ACUSADO VEM A SER PROCESSADO POR OUTRO CRIME.) DEVEM SER SOMADAS AS PENAS NO SEU MONTANTE MÍNIMO. NÃO PRECISANDO SER PENA PRIVATIVA DA LIBERDADE. 77. EM CRIMES AMBIENTAIS. ARREPENDER-SE E SOLICITAR O PROSSEGUIMENTO DO PROCESSO E REVOGAÇÃO DO BENEFÍCIO. 31) NÃO TER SIDO CONDENADO POR QUALQUER CRIME (ART. MAS DEVE SER IMOTIVADA. etc. 64. 30) ESTAR SENDO PROCESSADO POR CONTRAVENÇÃO NÃO IMPEDE A CONCESSÃO DA SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO. NA SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO. NO SURSIS. SOMENTE APÓS 31 . NO SURSIS NÃO BASTA O PROCESSO. DAMÁSIO ENTENDE QUE DEVE O JUIZ APENAS SUSPENDER A SUSPENSÃO E AGUARDAR A SENTENÇA. O JUIZ DECLARA EXTINTA A PENA. continuado. O JUIZ DECLARA EXTINTA A PUNIBILIDADE. ENTENDEM QUE PODE (POR ANALOGIA COM O ART. CASO CONTRÁRIO ADMITE A PERMANÊNCIA DO BENEFÍCIO. I. DURANTE A SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO. PREVALECE A VONTADE DO ACUSADO. TAMBÉM PARA BENEFICIAR AO ACUSADO. 37) A FALTA DE REPARAÇÃO DO DANO É CAUSA PARA REVOGAÇÃO.

constituindo verdadeiro mecanismo jurisdicional ínsito na discricionariedade limitada ou regrada do acusador público. 337-STJ. 41) HAVENDO MAIS DE UM RÉU PODE OCORRER SUSPENSÃO PARA UM OU MAIS E NÃO PARA OUTRO OU MAIS. A suspensão condicional do processo não é um direito subjetivo do acusado. 44) EXTINTA A PUNIBILIDADE PELO CUMPRIMENTO DO PERÍODO DE PROVA. INCLUSIVE. o juiz sentenciar e. aplicar a C) Sentenciar e aplicar pena. aprovou o seguinte verbete de súmula: punitiva. 89 estabelecer que o Ministério Público “poderá propor a suspensão condicional do 32 .PERÍCIA QUE APONTAR A REPARAÇÃO DO DANO AMBIENTAL OU A ADOÇÃO DAS PROVIDÊNCIAS PARA TANTO PELO BENEFICIADO É QUE O JUIZ DECLARARÁ EXTINTA A PUNIBILIDADE. exclusivamente. A Terceira Seção. NATUREZA JURÍDICA CONDICIONAL DO PROCESSO: DA SUSPENSÃO 1) É ATO DISCRICIONÁRIO DO MINISTÉRIO PÚBLICO. NÃO SERÁ O ACUSADO REINCIDENTE SE COMETER NOVO DELITO. em 9 de maio de 2007. traçar as políticas de enfrentamento da criminalidade. emanada do ordenamento jurídico. Ao Ministério Público compete. não condenando. O BENEFÍCIO SER PRORROGADO PARA ATÉ 6 ANOS. Uma “facultas agendi”. Daí o art. UMA VEZ QUE NÃO EXISTE CONDENAÇÃO. sem referir a suspensão B) Pode suspensão. PODE. D) SÚMULA N. cuja eficácia dependerá do cumprimento da suspensão a ser proposta. É cabível a suspensão condicional do processo na desclassificação do crime e na procedência parcial da pretensão 43) OS DIREITOS POLÍTICOS NÃO FICAM SUSPENSOS DURANTE O PERÍODO DE PROVA. 42) SENTENÇA DESCLASSIFICATÓRIA A) Pode o juiz sentenciar e condenar.

Trata-se do princípio da oportunidade regrada. o pedido de uniformização fundado em divergência entre Turmas da mesa Região será julgado em reunião conjunta das Turmas em conflito. que é compulsoriamente bilateral na transação penal (consenso entre Ministério Público e autor do fato) e unilateral na transação (consenso do acusado). sustenta Luiz Flávio Gomes. do TRF 4ª Região). § 1º. 210. 1º. entendendo o Juiz que é cabível. na transação penal. Defensores são Ada Pellegrini Grinover. Scarance Fernandes e Magalhães Gomes Filho. discordando..º 108. em igual prazo. o acusado dispõe de algumas garantias do devido processo legal. RJ. procederá o juízo de admissibilidade (art. 3) DIREITO PÚBLICO SUBJETIVO DO ACUSADO: A suspensão condicional do processo é um direito público subjetivo do acusado. O pedido deverá ser formulado no prazo de 10 dias. injustificadamente. Esta é. entendesse de propor a suspensão. desde que preenchidos os requisitos legais. aliás. após ouvir a parte contrária. não de mera discricionariedade. 6º. sob a presidência do Juiz Coordeador. Cuida-se de atuação vinculada aos requisitos do art. Luiz Flávio Gomes. 89 somente pode ser entendido como “poder-dever”. enquanto o Ministério Público abre mão da via processual conflitiva. compete ao Juiz oferecer a proposta. 1996.Comentários. p. 1995. exclusivamente. Guimarães Marrey. na suspensão) revela o plano material de tais institutos e está regido pelo consenso. 2) É ATO CONSENSUAL BILATERAL. Já o conteúdo da resposta estatal à infração (pena alternativa. Daí a posição de Ada no sentido de que a não proposta do agente do Ministério Público. 109). Sob este prisma. ao Presidente da Turma Regional prolatora da decisão atacada. a suspensão condicional do processo. da Resolução n. a exemplo da transação do art. Aide Ed. Na suspensão. autoriza a remessa ao Procurador-Geral por analogia ao 28 do CPP.º 10. in Juizados especiais criminais . O poderá do art. A proposta de suspensão ou transação penal está no plano processual e é regida pelo princípio da oportunidade regrada. não institucionais. RECURSOS ESPECÍFICOS ESPECIAIS CRIMINAIS FEDERAIS DOS JUIZADOS TURMA REGIONAL JURISPRUDÊNCIA DE UNIFORMIZAÇÃO DE Conforme o artigo 14. Não competiria ao Ministério Público optar os casos em que ele. e condições. de 19/9/05. que. 33 .259/01. Esta disposição está restrita a critérios legais. a posição do STF. e Luiz A . da Lei n. p. se o Ministério Público não propõe. 76.processo se entender presentes os pressupostos (Autores: Pedro Henrique Demercian e Jorge Assaf Maluly. in Juizados Especiais Criminais. afirma que é importante distinguir tanto na transação penal como na suspensão do processo os aspectos processual e material. RT. 89. SP.

com cópia dos julgados divergentes e demonstração sucinta do dissídio (art. Quando a orientação acolhida pela turma de uniformização contrariar súmula ou jurisprudência dominante do STJ. que decidirá sobre a divergência. no prazo de 10 dias. Sua criação. do Conselho da Justiça Federal. O objetivo primordial é uniformizar a jurisprudência no âmbito dos Juizados Especiais Federais. competência e modo de funcionamento estão previstos na Lei dos Juizados Especiais Federais (Lei n.259/2001 previu a criação da Turma Nacional de Uniformização da Jurisprudência dos Juizados Especiais Federais. a parte interessada pode provocar a manifestação desse tribunal superior. é composta por dez juízes federais provenientes das Turmas Recursais dos Juizados. 8º da Resolução 390. § 2º) A Lei n. 14. 10. de 17/9/04. São dois juízes de cada uma das cinco Regiões da Justiça Federal. que funciona junto ao Conselho da Justiça Federal. sob a presidência do Coordenador Geral da Justiça Federal. medida liminar determinando a suspensão dos processos nos quais a controvérsia esteja estabelecida. A Turma Nacional. O incidente deverá ser dirigido ao presidente da Turma Recursal que proferiu a decisão. 10. 390/04. Tem competência para apreciar os incidentes de uniformização de interpretação de lei federal. se houver plausibilidade do direito invocado e fundado receio de dano de difícil reparação. com ou sem requerimento do interessado.TURMA NACIONAL DE UNIFORMIZAÇÃO (art. poderá o relator conceder. Nesse caso. TURMA NACIONAL DE UNIFORMIZAÇÃO COMPETÊNCIA 1) Julgar questões de direito material 2) Julgar divergência entre Turmas Regionais 3) Julgar decisões das Turmas de cada Estado ou de Turmas Regionais que conflitarem com 34 . em questões de direito material. fundado em divergência entre decisões de Turmas Recursais de diferentes regiões ou em contrariedade à súmula ou jurisprudência dominante do Superior Tribunal de Justiça.259/2001) e na Resolução CJF n. a contar da publicação.

35 . 14. § 4º).súmula ou jurisprudência dominante do STJ RECURSO AO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Caberá provocar o STJ quando decisão da Turma Nacional de Uniformização decidir contrariando súmula ou jurisprudência dominante do STJ (art.

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