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AGO 2002 NBR 14870


Esguichos de jato regulável para
combate a incêndio
ABNT - Associação
Brasileira de
Normas Técnicas

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Rio de Janeiro
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CE-24:302.05 - Comissão de Estudo de Mangueiras de Combate a Incêndio e
Acessórios
NBR 14870 - Spray nozzles for fire fighting
Descriptors: Nozzle. Spray nozzle. Fire fighting. Fire
Copyright © 2002, Esta Norma foi baseada na NFPA 1964:1998 e UL 401:1998
ABNT–Associação Brasileira de Válida a partir de 29.09.2002
Normas Técnicas
Printed in Brazil/
Impresso no Brasil Palavras-chave: Esguicho. Combate a incêndio. Incêndio 7 páginas
Todos os direitos reservados

Sumário
Prefácio
Introdução
1 Objetivo
2 Referência normativa
3 Definições
4 Requisitos
5 Marcações
6 Aceitação e rejeição
ANEXO
A Informações adicionais

Prefácio
A ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas – é o Fórum Nacional de Normalização. As Normas Brasileiras, cujo
conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB) e dos Organismos de Normalização Setorial
(ABNT/ONS), são elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas por representantes dos setores envolvidos, delas
fazendo parte: produtores, consumidores e neutros (universidades, laboratórios e outros).
Os Projetos de Norma Brasileira, elaborados no âmbito dos ABNT/CB e ABNT/ONS, circulam para consulta pública entre
os associados da ABNT e demais interessados.
Esta Norma contém o anexo A, de caráter informativo.
Introdução
Esta Norma foi elaborada com base nas NFPA 1964 - Standard for spray nozzles (shutoff and tip) - 1998 Edition e UL 401
- Portable spray hose nozzles for fire - Protection service, third edition, 15 de dezembro de 1998.
1 Objetivo
Esta Norma estabelece as especificações mínimas, parâmetros para ensaio e critérios essenciais para projeto,
desempenho e aparência, e proporciona um grau de padronização para os esguichos para combate a incêndio.
Esta Norma se aplica a esguichos novos, portáteis, de jato regulável, para uso geral, para uso marítimo ou indústrias
químicas, petroquímicas e de petróleo, ou para uso com mangueiras fixas a um sistema de tubulação. A menos que
especificado em contrário, estes requisitos aplicam-se a:
a) esguichos básicos;

b) esguichos de vazão constante;


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c) esguichos de vazão ajustável;

d) esguichos de pressão constante (automático).

2 Referência normativa

A norma relacionada a seguir contém disposições que, ao serem citadas neste texto, constituem prescrições para esta
Norma. A edição indicada estava em vigor no momento desta publicação. Como toda norma está sujeita à revisão,
recomenda-se àqueles que realizam acordos com base nesta que verifiquem a conveniência de se usar a edição mais
recente da norma citada a seguir. A ABNT possui a informação das normas em vigor em um dado momento.

NBR 14349:1999 - União para mangueira de incêndio - Requisitos e métodos de ensaio

3 Definições

Para os efeitos desta Norma, aplicam-se as seguintes definições:

3.1 controle tipo alavanca: Controle de abertura e fechamento cuja operação se dá através de um aro ao longo do eixo
do esguicho.

3.2 controle tipo rotacional: Controle que gira em um plano perpendicular ao eixo do esguicho.

3.3 difusor: Dispositivo mecânico, interno ao esguicho, destinado a dar forma ao jato.

3.4 dispositivo de seleção da vazão constante: Dispositivo do esguicho que permite o ajuste, no local, do orifício que
seleciona uma vazão de lançamento predeterminada. A vazão de lançamento permanecerá constante em todas as
seleções de modo de lançamento, desde jato compacto até neblina total.

3.5 esguicho básico: Esguicho de jato regulável em que a vazão de lançamento se dá a uma pressão determinada pelo
ajuste da forma do jato. Devido ao seu projeto básico, à medida que muda a forma de jato compacto para neblina, ocorre
mudança de vazão. A pressão do esguicho também poderá ser afetada. Isto é causado pela mudança do orifício, devido
ao ajuste da forma de lançamento.

3.6 esguicho de vazão constante: Esguicho de jato regulável em que a vazão de lançamento é constante a uma
determinada pressão. Na pressão determinada o esguicho terá vazão constante desde jato compacto até neblina total. Isto
ocorre através da manutenção do diâmetro do orifício, que deve ser constante durante a regulagem do jato.

3.7 esguicho de vazão ajustável: Esguicho que permite a seleção da vazão manualmente. A vazão selecionada perma-
necerá constante, independentemente da forma do jato.

3.8 esguicho automático de pressão constante: Esguicho de jato regulável em que a pressão permanece constante em
uma grande amplitude de vazões. A pressão constante proporciona uma velocidade adequada para um bom alcance em
várias vazões. Isso é conseguido por meio de um orifício auto-ajustável no difusor, a fim de proporcionar o alcance
desejado.

3.9 girador infinito: Dispositivo que permite a rotação do conjunto, sem transmissão de torção à mangueira.

3.10 posição de limpeza (flush): Posição de regulagem do esguicho que permite abrir o orifício, dando passagem a
impurezas que poderiam causar entupimento, deformação do jato ou variação de vazão. Quando a posição de limpeza for
acionada, a pressão do esguicho cairá e a forma do jato será prejudicada. Durante o combate a incêndio, várias
precauções devem ser adotadas, quando acionada a posição de limpeza.

4 Requisitos

Todos os acoplamentos de esguicho devem ser do tipo engate rápido, conforme definido na NBR 14349. Em caso de
necessidade específica do consumidor, este pode solicitar diferentes tipos de acoplamento.

NOTA - Os ensaios descritos a seguir apresentam diferentes níveis de dificuldades e de riscos operacionais. É recomendada uma análise
prévia de cada um deles, para verificação dos cuidados requeridos à segurança de seus executantes.

4.1 Desempenho

4.1.1 Geral

4.1.1.1 Os esguichos de jato regulável devem possuir a capacidade de produzir jatos de formas variáveis, desde jato
compacto até no mínimo 100° de ângulo de neblina.

4.1.1.2 O ajuste para a forma de jato compacto deve proporcionar um jato coeso com pelo menos 90% de sua vazão
contida em um círculo de 310 mm de diâmetro, a uma distância de 3 m do esguicho na posição horizontal.

4.1.1.3 O ajuste para a forma de neblina deve proporcionar um fluxo inteiro e uniforme, sem descontinuidades.

4.1.1.4 O desempenho dos esguichos será sempre referido a uma dada pressão nominal (por exemplo, 225 L/min a
690 kPa ou 60 gpm a 100 psi). O esguicho deve possuir esta vazão na pressão nominal.
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4.1.1.5 O esguicho de vazão ajustável deve ter uma vazão não inferior à sua vazão nominal na pressão nominal, quando
ensaiado de acordo com 4.1.2. A máxima vazão não deve exceder 10% da vazão nominal, quando medida nas regulagens
de jato compacto e neblina total.
4.1.1.6 O esguicho de vazão constante deve ter uma vazão não inferior à sua vazão nominal na pressão nominal e não
deve exceder além de 10% de sua vazão nominal, quando ensaiado de acordo com 4.1.2.
4.1.1.7 O esguicho de vazão ajustável deve atender aos requisitos de 4.1.1.6 para cada vazão selecionada.
4.1.1.8 O esguicho automático de pressão constante deve manter sua pressão nominal, com tolerância de ± 103 kPa
(± 15 psi), por toda sua capacidade de vazão nominal, quando ensaiado de acordo com 4.1.2.
4.1.2 Método de ensaio
4.1.2.1 O esguicho deve ser montado de forma que sua vazão e pressão na sua admissão possam ser medidas.
Com o comando de abertura totalmente aberto, a pressão de admissão deve ser ajustada até a pressão nominal, com
tolerância de ± 2%.
4.1.2.2 O esguicho básico deve ser ensaiado e sua vazão medida em ambas as formas de jato (compacto e neblina total).
A pressão do esguicho deve ser ajustada conforme especificado em 4.1.2 para cada forma de jato.
4.1.2.3 O esguicho de vazão constante deve ser ensaiado de forma que sua vazão seja verificada em ambas as formas de
jato, compacto e neblina total.
4.1.2.4 O esguicho de vazão ajustável deve ser ensaiado em cada ajuste de vazão e em ambas as formas de jato,
compacto e neblina total. A pressão do esguicho deve ser ajustada conforme especificado em 4.1.2 para cada vazão
escolhida.
4.1.2.5 O esguicho automático de pressão constante deve ser ensaiado conforme segue: a vazão deve ser ajustada até a
mínima vazão nominal. A pressão nesta vazão deve ser registrada. A vazão e pressão do esguicho devem ser verificadas
através de toda a variação de seleção da forma do jato, desde jato compacto até neblina total. Caso ocorra qualquer
desvio além da tolerância de ± 2% na pressão, deve-se refazer o ensaio. A vazão deve ser lentamente aumentada até a
máxima vazão nominal e ao mesmo tempo verificando-se a pressão. Devem-se registrar as pressões máximas e mínimas
por todo o campo de variação da vazão. Na máxima vazão devem-se verificar a vazão e a pressão em ambas as formas
de jato, compacto e neblina total.
NOTA - Para a medição de pressão da água na admissão do esguicho, deve ser utilizado um manômetro conectado a uma luva adaptada
na entrada do esguicho. Quando executado ensaio em esguicho equipado com conexão de 38 mm (1 ½”) em vazão nominal de 946 L/min
(250 gpm) ou superior, o manômetro deve estar montado em dutos de 65 mm (2 ½”) de diâmetro. Deve ser utilizado um adaptador cônico
o
entre o duto de 65 mm (2 ½”) e a admissão de 38 mm (1 ½”) do esguicho. O ângulo máximo do adaptador deve ser de 30 .

4.2 Controle dos esguichos


4.2.1 Geral
4.2.1.1 O esguicho equipado com manopla de fechamento tipo alavanca deve estar na posição fechada quando a manopla
estiver na posição mais próxima do bico de descarga do esguicho. O esguicho equipado com alavanca de controle de tipo
linear estará na posição de jato compacto quando a alavanca estiver o mais próximo do bico de descarga do esguicho.
4.2.1.2 O controle rotacional deve girar no sentido horário, desde a posição de neblina total até a posição jato compacto ou
na posição fechado quando visto pela traseira do esguicho.
4.2.1.3 O controle tipo gatilho deve estar na posição aberto quando apertado e na posição fechado quando solto.
4.2.1.4 O controle tipo alavanca deve requerer uma força máxima de 71,2 N e mínima de 13,3 N para abrir ou fechar a
válvula ou para ajustar a forma de jato, quando ensaiados de acordo com 4.2.2.1.
4.2.1.5 Para controle tipo rotacional, a força requerida para mudança do ajuste de forma de jato, assim como fechamento e
abertura, não deve exceder 178 N e não deve ser inferior a 13,3 N, quando ensaiado de acordo com 4.2.2.2 e 4.2.2.3.
4.2.1.6 Todas as suas funções, tais como seleção de vazão e ajuste de jato e fechamento, devem ser ensaiadas a
2 070 kPa (300 psi) ou 1,5 vez sua máxima pressão nominal, utilizando o que for maior, garantindo que todas as funções
estejam operacionais, com, no máximo, um acréscimo de esforço até 25% das máximas permitidas em 690 kPa (100 psi).
4.2.2 Método de ensaio
4.2.2.1 Controle do tipo alavanca
4.2.2.1.1 Deve ser colocado na alavanca ou na manopla onde normalmente se manuseia o esguicho durante a operação
um dinamômetro que registre a máxima força aplicada. A alavanca ou a manopla de fechamento ou de ajuste da forma do
jato deve ser movimentada desde a posição totalmente fechada para totalmente aberta em ambas as formas de jato
(compacto e neblina total). Deve ser registrada a máxima força aplicada. A pressão de admissão deve ser ajustada para
690 kPa (100 psi), mantendo-se a posição de máxima vazão. O dinamômetro deve ser utilizado durante o movimento da
alavanca em todas as posições e sua máxima força novamente medida e registrada. A força máxima requerida em ambas
as direções deve ser registrada.
4.2.2.1.2 O esguicho deve ser montado sem a aplicação de qualquer pressão sobre ele. A alavanca de controle deve ser
colocada na posição fechada ou totalmente para frente. A alavanca deve ser movida a partir da posição totalmente para
frente. A força requerida para movimentar a alavanca deve ser medida com o dinamômetro e devidamente registrada.
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4.2.2.2 Controle rotacional da forma do jato

4.2.2.2.1 O esguicho equipado com controle rotacional da forma do jato deve ser montado em um dispositivo rígido e a
força requerida para girar a coroa de ajuste deve ser medida com rotâmetro (medidor de fluxo de fluido) a uma pressão de
690 kPa (100 psi).

4.2.2.2.2 No ponto onde o esguicho normalmente é segurado, quando se gira a coroa de ajuste do jato, deve ser enrolado
um cordel de no máximo 2,9 mm (3/32”) de diâmetro. Este cordel deve possuir comprimento suficiente para dar seis voltas
ao redor do esguicho. As primeiras duas voltas devem passar por cima da ponta de partida do cordel e as demais voltas
não devem se sobrepor a nenhuma volta. Deve ser fixo à ponta livre da última volta do cordel um dispositivo que meça e
registre a máxima força aplicada. A coroa de ajuste deve ser girada de forma a aplicar a força no dispositivo perpen-
dicularmente ao eixo do esguicho. Conforme a coroa de ajuste gira, o cordel se desenrola de forma que a força sempre se
mantenha tangencial à coroa de ajuste do jato. A coroa de ajuste deve ser girada desde a posição jato compacto até a
neblina total ou vice-versa. Se o esguicho for equipado com paradas de ajuste da forma do jato, o ensaio deve começar
com a coroa de ajuste colocada em jato compacto ou neblina total.

4.2.2.3 Fechamento rotacional

Um esguicho com controle de fechamento rotacional deve ser montado em um dispositivo equipado com válvula de alívio,
de forma a manter uma pressão de 690 kPa (100 psi) em ambas as posições, fechado e totalmente aberto, com um fluxo
de água na vazão nominal. O ensaio se iniciará com o esguicho na posição fechada. O dispositivo de medição de força
deve ser utilizado para girar da posição fechada para totalmente aberta, baseando-se no método delineado em 4.2.2.2.2.
O enrolamento sobre a coroa rotacional deve ser invertido e o dispositivo de força utilizado da mesma forma acima descrita
para girar da posição totalmente aberta para totalmente fechada. Na posição totalmente fechada, qualquer vazamento
deve ser medido.

4.3 Limpeza

4.3.1 Geral

Todos os esguichos devem ser projetados de forma a permitir a limpeza de detritos conforme especificado na tabela 1.
A limpeza se dá sem o fechamento da água no esguicho ou na mangueira. Esta operação pode ser realizada tanto
colocando-se o esguicho na posição totalmente aberta, como através de dispositivo e posição específica no esguicho.

Tabela 1 - Capacidade de limpeza dos esguichos

Diâmetro da
Capacidade de vazão esfera de aço
(mm)
Até 230 L/min (60 gpm) 3,10
230 L/min a 570 L/min (60 gpm a 150 gpm) 4,70
Acima de 570 L/min (150 gpm) 6,30

4.3.1.1 Os esguichos devem ser ensaiados de acordo com 4.3.2.1 para verificação deste requisito.

4.3.1.2 Os esguichos equipados com dispositivo de limpeza devem possuir um controle em separado ou exigir esforço
adicional de forma a indicar que o dispositivo de limpeza está sendo acionado.

4.3.2 Método de ensaio

4.3.2.1 Os esguichos devem ser mantidos em posição vertical, com a saída para baixo, mantendo-se a posição de
totalmente aberto ou lavagem (flush). Uma esfera de aço (tipo rolamento), no tamanho apropriado, deve passar através do
esguicho sem modificações na posição de controle. Para vazões até 230 L/min (60 gpm), deve ser utilizada uma esfera de
aço de 3,10 mm (1/8”). Para vazões entre 230 L/min a 570 L/min (60 gpm a 150 gpm), deve-se usar uma esfera de aço de
4,70 mm (3/16”). Para vazões acima de 570 L/min (150 gpm), a esfera a ser utilizada deve ser de 6,30 mm (1/4”).

4.4 Vazamento

4.4.1 Geral

O maior vazamento permitido através do orifício de lançamento será de 12 gotas por minuto (0,5 mL/min). Não poderá
haver nenhum tipo de vazamento em qualquer outro ponto do esguicho.

4.4.2 Método de ensaio

4.4.2.1 O esguicho equipado com controle de fechamento por alavanca deve ser pressurizado a 5 516 kPa (800 psi) ou
1,5 vez a pressão nominal de trabalho, o que for maior. Nesta situação, a válvula deve ser totalmente aberta e em seguida
fechada. Após fechamento, o vazamento, se houver, deve ser medido.
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4.5 Uso severo


4.5.1 Geral
4.5.1.1 O esguicho deve ser capaz de operação contínua após ter sido submetido aos ensaios de uso severo descritos em
4.5.2.
4.5.1.2 O esguicho não pode se deformar ou quebrar além do ponto em que seu uso operacional seja afetado, conforme
definido nos requisitos desta Norma.
4.5.1.3 Todas as funções, tais como seleção da forma do jato, ajuste de vazão, ajuste de limpeza e fechamento, devem ter
funcionamento apropriado, conforme descrito em 4.2. A força operacional não pode aumentar mais que 10% daquela
determinada antes do ensaio.
4.5.2 Método de ensaio
4.5.2.1 O esguicho deve ser acoplado a um lance de mangueira de no mínimo 3 m, permanecendo esta vazia.
4.5.2.1.1 O esguicho será submetido a uma queda de 2 m de altura sobre uma superfície de concreto, sofrendo um
impacto direto sobre sua expedição.
4.5.2.1.2 O esguicho será submetido a duas quedas de 2 m de altura sobre uma superfície de concreto, sofrendo um
impacto direto sobre lados diferentes do esguicho. Para esguichos equipados com alavanca de fechamento, um dos
pontos de impacto será diretamente sobre essa alavanca, mantida na posição fechada.
4.5.2.2 O esguicho deve ser acoplado a uma mangueira de no mínimo 3 m de comprimento. Com o esguicho fechado, a
mangueira será abastecida com água à pressão de 690 kPa (100 psi). O esguicho será submetido a duas quedas de 2 m
de altura sobre uma superfície de concreto, sofrendo um impacto direto sobre lados diferentes do esguicho. Para esguicho
equipado com alavanca de fechamento, um dos pontos de impacto será diretamente sobre essa alavanca, mantida na
posição fechada.
4.6 Resistência hidrostática
4.6.1 Geral
O esguicho deve ser projetado para resistir a uma pressão hidrostática de 6 205 kPa (900 psi) ou três vezes a máxima
pressão nominal, o que for maior, conforme descrito em 4.6.2.
4.6.2 Método de ensaio
O esguicho deve ser montado, na posição fechada, em um dispositivo capaz de exercer uma pressão hidrostática de
6 205 kPa (900 psi) ou três vezes a máxima pressão nominal, o que for maior. Deve ser retirado todo o ar do sistema.
A pressão deve ser aumentada em incrementos de 345 kPa (50 psi) e mantida por 30 s em cada patamar de pressão, até
a máxima pressão na qual o esguicho deve ser ensaiado. Esta pressão máxima deve ser mantida por 1 min sem ruptura
do esguicho. Não poderá ocorrer nenhum vazamento em nenhum componente do esguicho que não seja no orifício de
expedição. Um aumento no vazamento através do orifício da expedição será permitido até o limite estabelecido em 4.4.
4.7 Resistência a alta temperatura
4.7.1 Geral
4.7.1.1 O esguicho deve manter sua capacidade operacional após ter sido armazenado em temperatura de (57 ± 2)°C.
O esguicho não pode apresentar fissuras ou seções danificadas. O esguicho deve atender aos requisitos de controle
operacional de 4.2, após ter sido ensaiado de acordo com 4.7.2.
4.7.2 Método de ensaio
4.7.2.1 O esguicho deve ser condicionado a uma temperatura de (57 ± 2)°C, por um período de (24 ± 2) h antes do ensaio.
4.7.2.2 Imediatamente após ser removido da estufa, o esguicho deve ser ensaiado quanto ao funcionamento de todos os
ajustes e controles. Não deve apresentar nenhum prejuízo de funções, tais como seleção do jato, lavagem, ajuste de
vazão ou fechamento.
4.7.2.3 No período de 3 min, após ser removido da estufa, o esguicho deve ser submetido ao ensaio de uso severo,
conforme descrito em 4.5.2.
4.8 Resistência ao envelhecimento
4.8.1 Geral
4.8.1.1 O esguicho com componentes não-metálicos, exceto as vedações de borracha onde o esguicho se conecta à
mangueira, deve ser submetido ao ensaio de envelhecimento em estufa com circulação de ar, conforme descrito em 4.8.2.
4.8.1.2 Após o ensaio de 4.8.2, o esguicho deve ser submetido ao ensaio de uso severo conforme 4.5.
4.8.1.3 Após a conclusão do ensaio, o esguicho deve ser inspecionado visualmente e não deve apresentar fissuras ou
rachaduras.
4.8.2 Métodos de ensaio
O esguicho deve ser submetido ao ensaio de envelhecimento em estufa com circulação de ar por (168 ± 2) h a 70°C e, a
partir daí, resfriado ao ar por no mínimo 24 h a (23 ± 2)°C.
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5 Marcações

5.1 Cada esguicho deve ser permanentemente identificado com as seguintes informações, utilizando figuras e letras com
altura mínima de 1 mm:

a) nome do fabricante;
b) designação do modelo;

c) outras marcações requeridas por esta Norma.

5.2 Cada esguicho deve ser marcado com a sua pressão nominal de trabalho.

5.3 Cada esguicho deve ser marcado com a vazão nas posições de jato compacto e neblina total. O esguicho com vazão
ajustável deve ser marcado com a indicação da vazão em cada ajuste. Esguicho automático de pressão constante deve
ser marcado com as vazões mínima e máxima, conforme especificado pelo fabricante.
5.4 O esguicho equipado com dispositivo de limpeza e lavagem deve possuir uma indicação da posição operacional de
limpeza através da palavra LIMPEZA ou FLUSH.

5.5 O esguicho deve possuir marcação que indique o ajuste para jato compacto e neblina total, ou setas que indiquem a
direção do ajuste para jato compacto ou neblina total.

6 Aceitação e rejeição
Quando ocorrer um resultado fora do especificado, em qualquer um dos requisitos descritos nas seções 4 e 5, o esguicho
deve ser considerado reprovado.

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/ANEXO A
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Anexo A (informativo)
Informações adicionais

Este anexo não é parte integrante dos requisitos desta Norma, porém foi incluído com o propósito de fornecer informações
adicionais.

A.1 O consumidor deve exigir a conformidade com os requisitos desta Norma. Para ter garantia de que os esguichos
atendem a esta Norma, o consumidor tem duas opções básicas:

a) adquirir esguichos com marca de conformidade emitida por um organismo de certificação credenciado;
b) realizar ensaios de lote. O consumidor deve escolher aleatoriamente uma amostra (constituída de um ou mais
esguichos) representativa do lote adquirido e enviá-la a um laboratório independente e capacitado a realizar os
ensaios constantes nesta Norma.

A.2 Embora os esguichos que atendam a esta Norma sejam projetados para combate a incêndios, não se pode esperar
um desempenho adequado se as pressões e vazões não forem as recomendadas. As pressões disponíveis em sistemas
de hidrantes são freqüentemente controladas por dispositivos redutores de pressão. Bombeiros que pretendam utilizar
seus esguichos em rede de hidrantes devem certificar-se de que a rede possa prover as necessárias vazão e pressão, no
ponto de conexão do esguicho.

A.3 Os esguichos geralmente são dimensionados para uma pressão de 690 kPa (100 psi). Pressões mais baixas afetam o
alcance do jato e as características da neblina.

A.4 A resposta em serviço é uma responsabilidade primária do usuário. Os esguichos em uso devem ser ensaiados e
visualmente inspecionados no mínimo uma vez por ano quanto à uniformidade e amplitude da neblina, como segue:
a) com o esguicho descarregando horizontalmente a 1 m acima do nível horizontal, este deve ser ajustado para sua
pressão nominal e para a forma de jato onde se obtenha o máximo de diâmetro de neblina. O jato neblina que parte do
esguicho deve ser cônico ou parabólico progressivo (aqui referidos como cone), sendo o centro admissível em forma
oca ou preenchido por névoa;

b) a circunferência da neblina deverá aparecer totalmente preenchida e uniforme. A circunferência deve ser ins-
pecionada em sua totalidade em busca de áreas descontínuas, fracas, sombreadas ou ocas. Na superfície do cone,
não devem aparecer áreas enfraquecidas com largura maior que 25 mm, medida em um ponto a 0,60 m, a partir do
centro do esguicho e ao longo de toda a superfície do cone;

c) o cone deve também ser inspecionado quanto a projeções fora de sua superfície, tais como jatos desviados, lóbulos
ou achatamentos. Estas descontinuidades da superfície cônica não podem exceder 51 mm, quando medidas em um
ponto a 0,61 m, a partir do centro do esguicho e ao longo de toda a superfície do cone.

A.5 De forma a se conseguir o máximo de eficiência no combate a incêndios com o uso de esguichos, seus controles de
ajustes do jato e de vazão não devem exigir esforço por parte do operador e em contrapartida não devem ser “soltos” a
ponto de permitir alteração acidental em nenhum de seus ajustes. Esta seção não tem a intenção de limitar o uso de
dispositivos limitadores de controle, tais como limitadores de vazão, dispositivo “homem morto”, que interrompe o fluxo de
água, quando a força aplicada ao controle deixa de atuar ou outros que limitem o curso do ajuste de forma do jato ou de
torção.

A.6 Esta Norma não estabelece a pressão operacional do esguicho. Os sistemas de combate a incêndios marítimos têm
sido tradicionalmente projetados para proporcionar uma pressão mínima de 345 kPa (50 psi) no esguicho. Entretanto,
alguns engenheiros navais poderão projetar sistemas de combate a incêndio em pressões acima de 345 kPa (50 psi),
dependendo do tipo de embarcação e do tipo de risco de incêndio. Deve-se ter cuidado na coerência entre o desempenho
mínimo do esguicho e o desempenho real do sistema principal de combate a incêndio. É possível que dois esguichos
marítimos aparentemente idênticos tenham pressões operacionais muito diferentes. Por exemplo, um esguicho marítimo
para um navio-tanque pode estar dimensionado para 690 kPa (100 psi) e não terá desempenho satisfatório se instalado
em um navio de passageiros, onde a pressão do sistema é de 345 kPa (50 psi). Os esguichos devem ser dimensionados
para uma pressão igual ou menor que a pressão disponível, para se obter a vazão requerida. É reconhecido que um
esguicho pode ter uma boa forma de jato em uma ampla variação de pressões e, portanto, permite-se que o esguicho
tenha um campo de pressão nominal ao invés de uma pressão definida.

A.7 Deve haver completa adequação entre a mangueira e o esguicho utilizado. A pressão de ensaio hidrostático do
esguicho deve ser no mínimo quatro vezes a pressão de trabalho da mangueira acoplada, de forma que a mangueira falhe
antes do esguicho.

A.8 Se houver exposição prolongada a condições corrosivas, ou utilização em forte presença de materiais corrosivos, o
consumidor deverá exigir do fabricante que o esguicho seja projetado para tais situações.

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