- Qual a diferença entre texto injuntivo e texto prescritivo?

Texto Injuntivo: qualquer texto que tenha a finalidade de instruir o leitor (interlocutor). Por esse motivo, sua estrutura se caracteriza por verbos no imperativo: ordenando ou sugerindo. a) Injuntivo-instrucional: quando a orientação não é coercitiva, não estabelece claramente uma ordem, mas uma sugestão, um conselho. Exemplos: a) o texto que predomina num livro de autoajuda; b) o manual de instruções de um eletroeletrônico; c) o manual de instruções ( programação ) - dirigido a determinados funcionários de uma empresa sobre metas, funções etc.; d) uma ingênua receita de bolo escrita pela avó... b) Injuntivo-prescritivo: a orientação é uma imposição, uma ordem baseada em condições sinequa non. Exemplos: a) a receita de um médico (a um paciente) transmitida à enfermeira responsável; b) os artigos da Constituição ou do Código de Processo Penal; c) a norma culta da Língua Portuguesa; d) manuais de guerrilha; d) as cláusulas de um contrato; e) o edital de um concurso público... Imperativo

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Conservamos em nossa análise a classificação tradicional, que coloca o imperativo em um modo a parte, distinto do indicativo e subjuntivo. Uma análise de uso do imperativo, porém, nos mostra que ele se aproxima do modo subjuntivo. O imperativo é usado para manifestar ordem, apelo pela concretização da ação. Ora, ações não realizadas que o falante quer ver consumadas são expressas tipicamente pelo modo subjuntivo. Classificamos o imperativo em

Isso ocorre em frases negativas ou quando o verbo está flexionado em primeira ou terceira pessoa. Lutai pelos vossos direitos.um modo próprio devido a algumas peculiaridades desse tempo como o fato de ser usado somente em frases não encaixadas. usa-se as flexões do subjuntivo presente. O imperativo só tem flexões de segunda pessoa que são usadas apenas em frases afirmativas. exortação. Deixa passar um tempo para que a poeira assente. Incitar à ação Para manifestar ordem. Lutemos pelos nossos direitos. Para construir frases negativas ou em outras pessoas. Exemplos: Cumpre as tarefas que te cabem. Lutem pelos seus direitos. O subjuntivo presente e o imperativo O subjuntivo presente é usado em contextos similares aos do imperativo. Lute pelos seus direitos. apelo à segunda pessoa do discurso pela realização da ação usamos o imperativo. . Experimenta esta bebida. mas com as características típicas do imperativo. Observe a sé rie: Luta pelos teus direitos.

O imperativo e a categoria tempo O imperativo é indeterminado em tempo. supõe-se que a ação ainda não se realizou e. pois são afirmativas e o verbo está flexionado em segunda pessoa. Devido ao declínio do uso da segunda pessoa em português. É difícil dizer em que medida as regras de uso do imperativo são seguidas na fala coloquial mas é provável que as permutas indevidas do imperativo pelo subjuntivo sejam comuns. Percebe-se isso mesmo em contextos formais em que se observa mais estritamente a variante culta. Com isso. Não esqueçam os seus compromissos. A interseção de usos entre o imperativo e o subjuntivo presente se explica historicamente. as regras de uso do imperativo não são perfeitamente assimiladas por boa parte dos falantes. empregou-se o subjuntivo presente. As duas primeiras frases usam o imperativo. se vier a se realizar será posteriormente à emissão da frase. Nas demais frases da série. Neste idioma. Não esqueça o seu compromisso. o uso dos tempos verbais foi adaptado à necessidade de incitar à ação em terceira pessoa. Não esqueçais os vossos compromissos. Também foi criada uma solução para incitar à ação a primeira pessoa do plural. pois ou são negativas ou apresentam outra pessoa que não a segunda. De certa forma. Usa-se o subjuntivo presente sempre que a necessidade semântica não é atendida pelo imperativo. Na formação do português. o imperativo só apresentava flexões afirmativas de segunda pessoa. Como é usado para incitar à ação.Não esqueças o teu compromisso. . Não esqueçamos os nossos compromissos. o imperativo porta um futuro implícito. reproduzindo o que acontece na expressão formal. Os dois tempos verbais são originários do latim. tornou-se comum o emprego da terceira pessoa em função de segunda. O resultado foi um sistema verbal em que o subjuntivo presente supre as lacunas do imperativo.

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