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DENSIDADE

Existe uma relação entre a densidade específica e concentração de sólidos totais na urina. A
concentração de sólidos totais é uma importante ferramenta para a avaliação clínica da
função renal e é mais acuradamente determinada por osmometria (não frequentemente
utilizada na rotina).
A densidade específica é determinada pela refratometria, é o procedimento recomendado
para estimar a concentração de sólidos totais nos pacientes clínicos.
A densidade urinária, ou osmolalidade, está relacionada com a absorção de sólidos e fluídos,
filtração glomerular, função tubular renal, liberação e ação da vasopressina, e extensão das
perdas extra-renais de fluídos. A fluidoterapia e a administração de diuréticos ou
corticosteróides afetam a densidade, portanto, esta deve ser determinada antes do início do
tratamento.

DENSIDADE URINÁRIA
Sinonímia:
Peso específico urinário.

Valor Normal:
Isostenúria : d = 1,010 a 1,030.
Hiperstenúria : d > 1,030.
Hipostenúria : d < 1,010.

Método:
Urodensímetro, refratômetro clínico ou tira reagente, gravimetria com picnômetro.

Interpretação:
Hiperstenúria: densidade anormalmente alta com concentração de solutos por perda ou
privação de água.
Hipostenúria : densidade anormalmente baixa devido à incapacidade dos túbulos renais
concentrarem a urina. Nefrite crônica.

DENSIDADE:
A densidade de urina, depende da concentração osmolar, isto é, número de
partículas dissolvidas, havendo normalmente estreita relação entre o peso específico e a
osmolaridade resultante da ingestão de alimentos e bebidas e da reabsorção da água e de
substâncias dissolvidas.
A densidade urinária fornece informações importantes e pode ser facilmente obtida
com o uso do urodensímetro, refratômetro ou tiras reativas.
A principal desvantagem do uso de urodensímetro, é que ele exige grande volume de
amostra (15 a 20 ml). O recipiente no qual o urodensímetro flutua deve ser grande para
permitir a flutuação sem tocar nas laterais e o volume da urina deve ser suficiente para evitar
que o urodensímetro encoste no fundo.
A leitura da régua é feita no menisco inferior da urina.

Densidade
Recém-nascido 1,012
Lactente 1,002 – 1,006
Adulto 1,002 – 1,035 (1,015 a 1,025)

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CORREÇÃO DA TEMPERATURA:
Os urodensimetros são calibrados para a leitura 1.000 em água destilada em determinada T
que vem impressa no aparelho, geralmente é 20º C. Quando a amostra estiver fria,
determina-se a sua T e subtrai-se 0,001 da leitura para cada 3º C abaixo da T de calibração
do urodensimetro. Somar 0,001 à leitura para cada 3º C acima da T de calibração.

EX: T da amostra 14ºC


Densidade obtida da amostra 1,020
Densidade correta: ?
20ºC T de calibração
20ºC – 14ºC= 6ºC
6ºC : 3ºC= 2 X 0,001= 0,002
1,020 – 0,002= 1,018

Quando a glicose e proteína estiver presente na urina, há necessidade de se fazer também a


correção da densidade. Isto porque a glicose e a proteína aumentam a densidade da urina
por serem substâncias de alto peso molecular e que não tem relação com a capacidade de
concentração renal.
Para cada grama de proteína presente deve-se subtrair 0,003 da leitura da densidade
e para grama de glicose deve-se subtrair 0,004.
EX:
Proteína 2 g/dl
Glicose 2 g/dl
Densidade = 1,030
Prot. 2 X 0,003 = 0,006
Glic. 2 X 0,004 = 0,008
0,006 + 0,008 = 0,014
1,030 – 0,014 = 1,016
Densidade corrigida = 1,016

A correção da T não é necessário quando a densidade é determinada com o uso do


refratômetro porque, neste caso as leituras são corrigidas automaticamente.
O refratômetro determina a concentração das partículas dissolvidas na amostra,
medindo o índice de refratividade. Este índice é uma comparação da velocidade da luz no ar
com a velocidade da luz na solução. Tem a vantagem de se usar pequeno volume de
amostra (1 ou 2 gotas).
A calibração do refratômetro é feita com o uso de água destilada ou NaCl a 5% cuja
leitura deve ser de 1.000 (H2O) ou 1,022 a  0,001 (NaCl) ou ainda sacarose a 9% - 1,034 
0,001.
A densidade pode ser ainda verificada através de tiras reativas e pelo método de gota
pendente – instrumento automático (tempo que a gota cai a uma distância determinada
através de um fluido insolúvel, esse tempo é convertido em densidade). A densidade do
filtrado plasmático no glomérulo é de 1,010. Urina com densidade de 1,010 recebe o
termo de isoestenuria; abaixo deste valor é hipoestenúria, e acima é hipertenúria. As
amostras colhidas ao acaso podem apresentar valores de 1,001 a 1,035, dependendo do grau
de hidratação do paciente.
Uma densidade alta, acima de 1,035 podem ser observado em paciente submetido há
pouco tempo a pielografia introvenosa, pois o material de contraste radiográfico é excretado
pela urina. Paciente dextranos ou outros fluidos introvenosas de alto peso molecular também
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produzirão urina com uma densidade elevada. Urina previamente diluída; a porção decimal
de densidade é multiplicada pelo fator de diluição.
Ex: densidade da amostra diluída 1,010
Diluição 1:2
Densidade correta = ?
0,10 X 2= 0,20 D.C. = 1,020

Refratômetro
Refratômetro Manual Scottish - D.M.I.

O Refratômetro Portátil é um instrumento de precisão óptica de reduzidas dimensões,


leve e portátil.

APLICAÇÕES:
- Determinação da albumina no soro
- Determinação da densidade urinária

DADOS TÉCNICOS:
- Aumento óptico até x 3.4

ESCALA DE LEITURAS:
- Determina albumina no soro de 01 a 02 (g/dl)
- Determinação mínima 0,2 (g/dl)
- Determina densidade urinária de 1000 a 1040
- Determinação mínima 0,002

INSTRUÇÕES DE USO:
1- Direcione a frente do refratômetro na direção da luz e ajuste a ocular fazendo
girar o anel (05) até que a escala graduada fique nítida no visor.
2- Levante a tampa (02) e goteje uma ou duas gotas de água destilada pura a
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superfície do prisma (01), feche a tampa e gire o parafuso com fenda (03),
fazendo coincidir no visor a linha claro/escuro com a linha - w.
3- Abra a tampa (02), limpe a superfície do prisma e da tampa cuidadosamente com
o papel filtro, goteje uma ou duas gotas de soro (plasma), feche e pressione
levemente a tampa, ao olhar no visor a escala graduada, a posição da linha claro
escuro, indicará a concentração da albumina (figura 02 é 3,6 g/dl).
4- Para dosar a densidade urinária, siga o mesmo procedimento (na figura 02 a
concentração urinária indica 1.028.após efetuar as dosagens, limpar a superfície
do prisma e da tampa com água destilada secar e guardar adequadamente.

Atenç
ão:
• Ajustar a água destilada e o espécime sob a mesma temperatura, se
houver grande variação térmica no ambiente, ajustar a cada 30 minutos.
• Após o uso, não use água para lavar o instrumento.
• Manuseie com cuidado o aparelho, para não riscar a superfície do prisma,
e o mantenha-o sempre seco e não o deixe perto de corrosivos e evite
choques ao transportá-lo.

Dimensões do
instrumento
17 X 40 X 160 mm
Peso 300g
EXEMPLO

8.2 Como o refratômetro Inlab mede a densidade urinária?


Este método é baseado no índice de refração da solução relacionada com o conteúdo
de substâncias sólidas dissolvidas. O índice de refração varia em razão direta das
partículas dissolvidas existentes na urina. Com o refratômetro Inlab são necessárias
apenas algumas gotas de urina para obter resultados precisos.

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REATIVO DA FITA = DIBROMO=3=HIDROXI 4 =ISOPROPIL= TOLUOL=SULFOFTALEINA 2,8%

REATIVO (MARCA Human) = COLPOLÍMERO 295ug e AZUL DE BROMOTIMOL 12 ug

MÉTODOS USADOS PARA MEDIR A DENSIDADE

1. URINÔMETRO = É um hidrômetro modificado em que a escala representa a segunda e


terceira casa da densidade (ex. deu 34 é densidade 1.034). Necessita de volume de
urina grande.
2. REFRATÔMETRO = mensura o índice de refração (escala do lado direito) que é
correlacionado com a densidade relativa da água (1.000).
3. Osmolalidade = mensuração do número de partículas de soluto na solução. A unidade
é miliosmóis por kg (mmol/kg). Não há uma relação linear entre a osmolalidade e a
densidade, uma vez que a osmolalidade depende apenas do número de partículas e a
densidade dependo do número e peso das partículas.
Pode=se usar a fórmula mosmol/kg x 0,033 (valor aproximado)