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Dissertacao Klegea Versao Publicacao

Dissertacao Klegea Versao Publicacao

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  • 1 INTRODUÇÃO
  • 2 REVISÃO DE LITERATURA
  • 2.1 CERRADO
  • 2.2 TRÓPICO ECOTONAL DO NORDESTE
  • 2.3 PEQUIZEIRO
  • FIGURA 1 - Pequizeiro localizado em Timon – MA
  • 2.4 CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
  • 2.5 CARACTERÍSTICAS QUÍMICO-NUTRICIONAIS
  • 2.6 DIVERSIDADE GENÉTICA
  • 2.7 DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
  • 3 REFERÊNCIAS
  • Artigo 1
  • RESUMO
  • ABSTRACT
  • 2 MATERIAL E MÉTODOS
  • 2.2 Análises laboratoriais
  • 2.2.2 Análises químico-nutricionais
  • 2.3 Análises dos dados
  • 3.2 Características químico-nutricionais
  • 4 CONCLUSÕES
  • 5 REFERÊNCIAS
  • Artigo 2
  • TABELA 1. Área de abrangência do estudo
  • 2.3 Análises dos Dados
  • 3 RESULTADOS E DISCUSSÃO
  • 3.1 Análises da importância das variáveis
  • 3.2 Análise de Componentes Principais
  • 3.3 Agrupamento pelo método de otimização de Tocher
  • Artigo 3
  • 2.1 Área de estudo
  • 2.2 Entrevistas
  • 3.1 Perfil socioeconômico
  • 3.2 Aumento na renda familiar devido à venda dos frutos ou produtos de pequi
  • 3.3 Uso do pequi e as dificuldades encontradas pela população
  • 4. CONCLUSÕES
  • 4 CONCLUSÕES GERAIS
  • APÊNDICES
  • APÊNDICE 1
  • ANEXOS
  • ANEXO 1
  • ANEXO 2
  • ANEXO 3

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ (UFPI) Núcleo de Referência em Ciências Ambientais do Trópico Ecotonal do Nordeste (TROPEN) Programa Regional de Pós

-Graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente (PRODEMA) Mestrado em Desenvolvimento e Meio Ambiente (MDMA)

VARIABILIDADE GENÉTICA E USO DOS FRUTOS DE PEQUI (Caryocar coriaceum WITTM.) NA REGIÃO MEIO-NORTE DO BRASIL

KLÉGEA MARIA CÂNCIO RAMOS

TERESINA/PI MAIO/2010

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ (UFPI) Núcleo de Referência em Ciências Ambientais do Trópico Ecotonal do Nordeste (TROPEN) Programa Regional de Pós-Graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente (PRODEMA) Mestrado em Desenvolvimento e Meio Ambiente (MDMA)

KLÉGEA MARIA CÂNCIO RAMOS

VARIABILIDADE GENÉTICA E USO DOS FRUTOS DE PEQUI (Caryocar coriaceum WITTM.) NA REGIÃO MEIO-NORTE DO BRASIL

Dissertação apresentada ao Programa Regional de Pós-Graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente da Universidade Federal do Piauí (PRODEMA/UFPI/TROPEN), como requisito à obtenção do título de Mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente. Área de Concentração: Desenvolvimento do Trópico Ecotonal do Nordeste. Linha de Pesquisa: Biodiversidade e Utilização Sustentável dos Recursos Naturais. Orientador: Ph. D. Valdomiro Aurélio Barbosa de Souza

TERESINA 2010

KLÉGEA MARIA CÂNCIO RAMOS

VARIABILIDADE GENÉTICA E USO DOS FRUTOS DE PEQUI (Caryocar coriaceum WITTM.) NA REGIÃO MEIO-NORTE DO BRASIL

Dissertação apresentada ao Programa Regional de Pós-Graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente da Universidade Federal do Piauí (PRODEMA/UFPI/TROPEN), como requisito à obtenção do título de Mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente. Área de Concentração: Desenvolvimento do Trópico Ecotonal do Nordeste. Linha de Pesquisa: Biodiversidade e Utilização Sustentável dos Recursos Naturais.

Teresina, maio de 2010

__________________________________________________________ Prof. Ph. D. Valdomiro Aurélio Barbosa de Souza EMBRAPA MEIO-NORTE/ PRODEMA/UFPI

__________________________________________________________ Prof. Dr. João Batista Lopes CCA/PRODEMA/UFPI

__________________________________________________________ Dr. Eugênio Celso Emérito Araújo EMBRAPA MEIO-NORTE

DEDICATÓRIA

Dedico a Deus e a todos aqueles que me apoiaram nos momentos difíceis desta caminhada.

AGRADECIMENTOS

À Deus por me conceder a graça da realização deste trabalho. Ao Diretório Alemão DAAD, pela concessão da bolsa de estudo. À EMBRAPA Meio-Norte pelo apoio logístico e científico durante esses dois anos de pesquisa e por fazer me sentir em casa. À Universidade Federal do Piauí e ao Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente, por todo o apoio e proficiência. À Dona Maridete Alcobaça Brito e João Batista Arapujo, por estarem sempre a postos para ajudar sempre. Ao meu querido orientador, Ph. D. Valdomiro Aurélio Barbosa de Souza, mentor deste trabalho, por sua inefável perseverança, confiança em minha capacidade e por sua incomensurável qualidade profissional. Agradeço também por sua paciência, amizade e companheirismo. Ao Dr. Eugênio Celso Emérito Araújo (EMBRAPA Meio-Norte) e ao Dr. João Batista Lopes (CCA-UFPI) pelas “dicas” e sugestões de grande valia na qualificação de minha dissertação, melhorando a qualidade e escrita deste trabalho que construí com muito carinho. A todos os colegas do curso de Pós-graduação e aos amigos dos Laboratórios de Fisiologia Vegetal e de Bromatologia, pela amizade, carinho e atenção. Ao “Seu” José Maria a ao “Seu” Silvestre, por serem sempre os meus “quebragalhos” nos momentos difíceis de minha pesquisa. Ao Laboratório de Bromatologia da EMBRAPA Meio-Norte, aos técnicos Antônio Carlos dos Santos e Luis José Duarte Franco, que se mostravam sempre solícitos, tornando-se companheiros e amigos. Ao Laboratório de Bromatologia do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal do Piauí pelo apoio durante a etapa experimental, aos técnicos “Seu” Lindomar e o Manoel, minha imensa gratidão. Em especial à minha família, que me apoiou durante o mestrado. Ao meu Pai e minha Mãe, pela cumplicidade. Aos meus queridos irmãos, pelo incentivo. E ao meu grande amor, João, pelo otimismo e muita paciência. Aos grandes amigos que fiz durante essa jornada, meus parceiros do dia-a-dia, Alane, Carlos Humberto, Diego, Edivaldo, Ellen, Francisco, Gustavo, Maria do Socorro, vulgo

Lindamara e a minha fiel escudeira Sulimary Oliveira Gomes, onde se fazia da diversidade a maior expressão de igualdade.

A todos, muito obrigada!

licores e sabão. No Nordeste. dentre outras. A população de Alto Longá. Desenvolvimento sustentável . Já a população de Timon.) é uma espécie frutífera nativa do cerrado do Nordeste brasileiro. e de Barras. Estudaram-se três populações de ocorrência natural no Maranhão (Timon. a qual pode ser utilizada em futuros trabalhos de melhoramento da espécie. e (3) caracterizar o perfil social e econômico e verificar a importância da venda do pequi na renda das famílias rurais nas áreas de ocorrência da espécie. mostrou o maior teor de fibra bruta. no Maranhão. Quanto a sóciaeconomia do pequi.RESUMO O pequizeiro (Caryocar coriaceum Wittm. com significativa divergência entre as populações. O presente trabalho teve como objetivos: (1) realizar a caracterização física e químico-nutricional da polpa e da amêndoa do pequi. sendo avaliada uma média de 15 frutos/planta. A população de Alto Longá apresentou a maior média de proteína bruta na amêndoa. (2) realizar estudo de divergência genética entre populações de pequizeiro de ocorrência natural nos estados do Maranhão e Piauí. Estrutura genética. de casca e de amêndoa. As populações de pequizeiros de ocorrência no Piauí mostraramse mais heterogêneas que as do Maranhão. como na fabricação de remédios. apresentando múltiplas formas de utilização pelo homem. a espécie ocorre nos estados do Maranhão. cosméticos. no Piauí. foi a que apresentou as maiores médias de massa média do fruto. apresentaram as maiores médias de proteína bruta. em um total de 36 plantas estudadas. Piauí e Ceará. Barras e José de Freitas). Pequizeiro. Caxias e Afonso Cunha) e três no Piauí (Alto Longá. no Maranhão. constatou-se que o dinheiro arrecadado com a venda do pequi é significativa para as famílias que vivem nas comunidades rurais. logo o ganho com a venda dos frutos e produtos de pequi é de grande importância Palavras-chave: Cerrado. enquanto que as populações de Afonso Cunha. no Piauí. Fruteira nativa. pois a maioria das famílias rurais estudadas depende do Programa Federal Bolsa Família.

with a significant divergence among populations. had the highest values for average fruit mass. and Barras. presenting multiple forms of use by humans. The population of Alto Longá had with the highest crude protein content in the kernel. showed the highest crude fiber content. . liquor and soap. This study aimed to: (1) performing physical and chemical-nutritional characterization of the pulp and the pequi kernel. Caxias and Afonso Cunha) and three of occurrence in the Piauí State (Alto Longá. The population of Alto Longá. on the other hand. among others. Pequi tree. being evaluated an average of 15 fruits/plant. which may be used in future breeding programs for this species. The sale of pequi is significant at the harvesting time by families living in rural communities. (2) performing genetic divergence study among pequi populations of natural occurrence in the states of Maranhão and Piauí. the species occurs in the states of Maranhão. Three populations of natural occurrence in the State of Maranhão (Timon. in a total of 36 plants. and (3) to assess the importance of the pequi sale in the income of rural households in the occurrence areas of this species. such as manufacture of medicines. contributing to family income in these communities. In the Brazilian Northeast. cosmetics. Key-words: Savannah. in Maranhão State. in Piauí State. Native fruit tree. average peel mass and average kernels mass. The population of Timon (Maranhão). Barras and José de Freitas) were studied.ABSTRACT The pequi (Caryocar coriaceum Wittm. Piauí and Ceará. Sustainable development. Genetic structure. while the populations of Afonso Cunha. The pequi populations of occurrence in the Piauí State were more heterogeneous than those of Maranhão. in Piauí State.) is a fruit species native from to the Brazilian Northeast Savannah. had the highest crude protein contents.

.................... REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DOS PEQUIZEIROS AVALIADOS COM RELAÇÃO AOS EIXOS DEFINIDOS PELAS COMPONENTES PRINCIPAIS (CP1 E CP2)...... 21 ARTIGO 2 FIGURA 1...... 60 FIGURA 2..... B....... DENDROGRAMA RESULTADO DA ANÁLISE DOS 36 GENÓTIPOS DE PEQUIZEIROS COM BASE NAS CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DO FRUTO E DA AMÊNDOA........................................................... DENDROGRAMA RESULTADO DA ANÁLISE DOS 36 GENÓTIPOS DE PEQUIZEIROS COM BASE NAS CARACTERÍSTICAS QUÍMICO-NUTRICIONAIS................ UTILIZANDO A DISTÂNCIA GENERALIZADA DE MAHALANOBIS COMO MEDIDA DE DISTÂNCIA GENÉTICA.. .... EXTRAÇÃO DO AZEITE DE PEQUI...... SABÃO DE PEQUI. OBTIDO PELO MÉTODO DE AGRUPAMENTO UPGMA... RASPAS ................. SEGUNDO AS CARACTERÍSTICAS QUÍMICO-NUTRICIONAIS .................... .................... 68 ARTIGO 3 FIGURA 1 ........PEQUIZEIRO LOCALIZADO EM TIMON – MA........................COMPARATIVO DA ÁREA DO CERRADO ENTRE OS ANOS DE 1993 E 2002.................................................................... REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DOS GENÓTIPOS AVALIADOS COM RELAÇÃO AOS EIXOS DEFINIDOS PELAS COMPONENTES PRINCIPAIS (CP1 E CP2)......................................... 67 FIGURA 4............................. PRODUTOS FABRICADOS A PARTIR DO FRUTO DO PEQUI: A...................................... .. SEGUNDO AS CARACTERÍSTICAS FÍSICAS................................LISTA DE FIGURAS Páginas REVISÃO DE LITERATURA FIGURA 1 ................. C............ 61 FIGURA 3............ ..... 76 FIGURA 2........................................ OBTIDO PELO MÉTODO DE AGRUPAMENTO UPGMA E UTILIZANDO A DISTÂNCIA GENERALIZADA DE MAHALANOBIS COMO MEDIDA DE DISSIMILARIDADE................... ........

............................................. AZEITE DE PEQUI .............................RESULTANTES DOS CAROÇOS DE PEQUI APÓS A RETIRADA DO AZEITE..... 80 .......................... D................

....................... CORIACEUM DE OCORRÊNCIA NA REGIÃO MEIO-NORTE .. BASEADA NA ESTATÍSTICA S......... 39 TABELA 2. 42 ARTIGO 2 TABELA 1............LISTA DE TABELAS Páginas ARTIGO 1 TABELA 1................................J DE SINGH (1981) ......................... ....................... ÁREA DE ABRANGÊNCIA DO ESTUDO ............ CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DE FRUTOS DE SEIS POPULAÇÕES DE PEQUIZEIROS DE OCORRÊNCIA NOS ESTADOS DO PIAUÍ E MARANHÃO ................. 62 TABELA 6............... CORIACEUM DA REGIÃO MEIO NORTE ... 64 ......................... GORDURA (GORD).................. CONTRIBUIÇÃO RELATIVA DOS CARACTERES PARA DIVERGÊNCIA GENÉTICA..................... PROTEÍNA BRUTA (PB)....... 57 TABELA 3......................... AGRUPAMENTO DE TOCHER............ 59 TABELA 5. 41 TABELA 3.............. PELO MÉTODO DE OTIMIZAÇÃO DE TOCHER....................... FIBRA BRUTA (FB)....... AGRUPAMENTO DE INDIVÍDUOS DE 36 PEQUIZEIROS......... PRIMEIRO POR CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E SEGUNDO POR CARACTERÍSTICAS QUÍMICONUTRICIONAIS............................................................................... TEORES MÉDIOS DE MINERAIS DA POLPA E DA AMÊNDOA DE SEIS POPULAÇÕES DE C..... CINZAS (CZ)... 54 TABELA 2....... UTILIZANDO A DISTÂNCIA GENERALIZADA DE MAHALANOBIS COMO MEDIDA DE DISSIMILARIDADE . 58 TABELA 4... TEORES MÉDIOS DE UMIDADE (UMID).... VARIÂNCIA DE CADA COMPONENTE PRINCIPAL E SUA IMPORTÂNCIA EM RELAÇÃO À VARIÂNCIA TOTAL QUANTO ÀS CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E QUÍMICO-NUTRICIONAIS ... SEGUNDO POPULAÇÕES............ ESCORES DOS CARACTERES AVALIADOS EM RELAÇÃO AOS QUATROS COMPONENTES PRINCIPAIS (CP) ........... CARBOIDRATOS TOTAIS (CT) E ENERGIA (ENERG) DA POLPA E DA AMÊNDOA DE SEIS POPULAÇÕES DE C.........

................... UTILIZANDO O MÉTODO DE OTIMIZAÇÃO DE TOCHER E A DISTÂNCIA GENERALIZADA DE MAHALANOBIS COMO MEDIDA DE DISSIMILARIDADE....... AGRUPAMENTO... DOS PEQUIZEIROS DE OCORRÊNCIA NO ESTADO DO MARANHÃO... ÁREA DE ABRANGÊNCIA DO ESTUDO ..................................................... 77 ..................... ........ 65 TABELA 8.................. POR POPULAÇÃO........ UTILIZANDO O MÉTODO OTIMIZAÇÃO DE TOCHER E A DISTÂNCIA GENERALIZADA DE MAHALANOBIS COMO MEDIDA DE DISSIMILARIDADE...... ........................TABELA 7.......................................................... DOS PEQUIZEIROS DE OCORRÊNCIA NO ESTADO DO PIAUÍ... 66 ARTIGO 3 TABELA 1............... AGRUPAMENTO.......... POPULAÇÃO........

...................................................5 CARACTERÍSTICAS QUÍMICO-NUTRICIONAIS .. 40 4 CONCLUSÕES ...................................................................................................... 46 5 REFERÊNCIAS ..........................1 ANÁLISES DA IMPORTÂNCIA DAS VARIÁVEIS ...................................................................................................................... 55 3 RESULTADOS E DISCUSSÃO ....................................................................................................................................... 56 3..............................................................................1 CARACTERÍSTICAS FÍSICAS ......................................................... 22 2.................................................................................................................................. 33 ABSTRACT ................... 18 2..................................................................................................................2 ANÁLISES QUÍMICO-NUTRICIONAIS .......................................... 27 ARTIGO 1 ...........................SUMÁRIO Páginas 1 INTRODUÇÃO .... 54 2.................1 LOCALIZAÇÃO E DESCRIÇÃO DA ÁREA DE ESTUDO .......................... 38 3.....................2 TRÓPICO ECOTONAL DO NORDESTE ............................................... 62 ..................................................... 35 2 MATERIAL E MÉTODOS .................................................................................................................... 47 ARTIGO 2 ................. 54 2............................................................................................................................................................... 54 2.....3 PEQUIZEIRO ...................................................................................................................................................................................................................... 19 2.........7 DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL ............... 57 3......................................................................................... 36 2....3 ANÁLISES DOS DADOS ..... 18 2.............................................................. 36 2.................... 24 2.................3 AGRUPAMENTO PELO MÉTODO DE OTIMIZAÇÃO DE TOCHER ..........................2 CARACTERÍSTICAS QUÍMICO-NUTRICIONAIS .............................................. 25 3 REFERÊNCIAS ................................................................................................. 50 ABSTRACT ............................................. 36 2......................4 CARACTERÍSTICAS FÍSICAS ...................................................................................................................................................... 51 1 INTRODUÇÃO .............................................................................................. 56 3....................................................................................1 DESCRIÇÃO DA ÁREA DE ABRANGÊNCIA DO ESTUDO................................................................................1 CERRADO ........ 37 3 RESULTADOS E DISCUSSÃO ....................................................................................................................................................................... 23 2................................................................................................ 34 1 INTRODUÇÃO .........3 ANÁLISES DOS DADOS .............................................. 20 2..........2 ANÁLISE DE COMPONENTES PRINCIPAIS ........................................................................................................................................2 CARACTERIZAÇÃO FÍSICA E QUÍMICO-NUTRICIONAL DOS FRUTOS E DAS AMÊNDOAS .............................................................................................................................................. 38 3............................................................................................................... 37 2................................ 15 2 REVISÃO DE LITERATURA ............................................... 49 RESUMO .............................................................................2 ANÁLISES LABORATORIAIS .........................................................................6 DIVERSIDADE GENÉTICA ........................................... 32 RESUMO ........................................... 52 2 MATERIAL E MÉTODOS ...................................................2...................................

.................................... CONCLUSÕES .................................... 72 RESUMO .. 79 3............................................................................................................................................................................2 AUMENTO NA RENDA FAMILIAR DEVIDO À VENDA DOS FRUTOS OU PRODUTOS DE PEQUI ...................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 77 3 RESULTADOS E DISCUSSÃO ....................... 69 ARTIGO 3 ..... 86 ANEXOS ...........................1 ÁREA DE ESTUDO .....................................................................................................................................................................................................................1 PERFIL SOCIOECONÔMICO ..... 74 1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................................................................................. 89 ANEXO 2 .................................................................................. 88 ANEXO 1 ............................................................................................................................................................ 92 ANEXO 3 ....................................................................... 78 3... 77 2...................................................... 83 4 CONCLUSÕES GERAIS ......................................... 79 4. 73 ABSTRACT ................................................. 77 2............................................................3 USO DO PEQUI E AS DIFICULDADES ENCONTRADAS PELA POPULAÇÃO ............................... 82 5 REFERÊNCIAS .................................................................................................................................................................................... 78 3........4 CONCLUSÕES ........................................................................................................... 75 2 MATERIAL E MÉTODOS ............................................................................................................................................ 84 APÊNDICES .............. 101 .................................................2 ENTREVISTAS......................................................................................................................................... 85 APÊNDICE 1 ........................................................................................................................................................................................................... 68 5 REFERÊNCIAS ..........................................................

Paraíba. voltado para a produção de grãos visando atender ao aumento do consumo mundial de soja (Oliveira. a expansão das fronteiras agrícolas e sua exploração. a espécie ocorrente é a C.. Maranhão. possui 25 espécies. A partir de 1960. 2005). 2001). A espécie de maior presença no Cerrado do Planalto Central é C.. com a sua inserção no contexto da modernização e desenvolvimento do país. Pará. Piauí. O gênero Caryocar. O nome pequi ou piqui é uma denominação comum às espécies do gênero Caryocar em todo o País. Este bioma é conhecido pela sua riqueza e diversidade. sendo ainda cortado pelas três maiores bacias hidrográficas da América do Sul (Gonçalves. assim como o desconhecimento e o uso irracional dos recursos naturais têm provocado impactos irreversíveis aos ecossistemas do Cerrado. as negligências quanto às leis de proteção ambiental.15 1 INTRODUÇÃO O Cerrado é um dos maiores biomas brasileiros. sabor e aroma. embora ainda sejam pouco explorados cientificamente ou comercialmente (Damiani. Amazonas. Piauí e Ceará.. com cerca de 2 milhões de quilômetros quadrados de área. de porte arbóreo. brasiliense Camb. 2004). Bahia. 2005). Nos estados do Maranhão. 2004). Intermedium. as queimadas desenfreadas. de porte arbóreo e com ampla distribuição. ou seja. denominada de pequiá (Carvalho e Müller. onde 85% se localiza no Planalto Central e o restante da área nos estados do Alagoas. 2006). dividida em duas subespécies: C. a exceção da Amazônia onde há a espécie Caryocar villosum. Rio Grande do Norte. com o Plano de Metas do Governo Juscelino Kubitschek. o nome pequi tem origem indígena. coriaceum Wittm. 1986). O Cerrado é muito rico em espécies frutíferas. sendo que 13 são encontradas no território brasileiro (Franco et al. 2009). iniciouse as transformações da agricultura no Cerrado. Brasiliense. brasiliense subsp. 2007). quer dizer espinho. brasiliense subsp. Roraima e Sergipe (Oliveira. pondo em risco de extinção espécies vegetais e animais e a sustentabilidade do ambiente (Rodrigues. É conhecido vulgarmente como piqui. pequi ou pequiá. ou 22% do território nacional. com ocorrência restrita a algumas partes desse ecossistema (Silva et al. Apesar do reconhecimento da riqueza deste bioma. cujos frutos se destacam por suas agradáveis peculiaridades exóticas como cor. de porte arbustivo. Ceará. . e o C. em que “py” equivale à pele e “qui”. “py-qui” é o mesmo que fruto de casca ou pele espinhosa (Miranda.

A casca do fruto é espessa e composta por 50.. por meio de análises laboratoriais. 2004). brasiliense. realizar estudo de divergência genética entre populações desta espécie de ocorrência nos estados do Maranhão e Piauí. A massa que cobre o endocarpo pode apresentar cor amarelada. Esta região abrange dois estados nordestinos. 2000)..) DE OCORRÊNCIA NATURAL NA REGIÃO MEIO-NORTE DO BRASIL”.54% de lipídeos e 5. É responsável por cerca de 84% do peso total do fruto. cada fruto desenvolve apenas uma semente.76% de proteínas. 1. O pequizeiro é uma planta arbórea. Em função das poucas informações disponíveis sobre a espécie Caryocar coriaceum Wittm.16 A Região Meio-Norte do Brasil. sendo rica na diversidade da fauna e flora. coriaceum. A primeira frutificação da espécie pode iniciar entre 5 e 6 anos (Almeida et al. sendo possível tal comparação devido à proximidade genética de ambas (Oliveira. atingindo entre 8 a 12 metros. atualmente ainda encontram-se em um estágio intermediário de domesticação (Tombolato et al.. 1987). coriaceum foi comparado à espécie C.nutricional da polpa e da amêndoa do pequi.94% de carboidratos totais. o que requer atenção quanto à conservação dos recursos naturais. 1973). Na maioria dos casos. este trabalho teve como objetivos efetuar nos estados do Piauí e Maranhão. rósea ou esbranquiçada. 2009). No segundo . representam 16% aproximadamente (Vilela. com os frutos alcançando a maturidade entre três e quatro meses após a frutificação (Lorenzi. as sementes e o endocarpo. 39. Maranhão e Piauí. farinácea e oleaginosa. Neste trabalho. ainda verificar a importância social e econômica desta espécie nas comunidades rurais onde ocorre. pois é pouco estudado. alaranjada.. sendo uma característica do gênero (Ferreira et al. Não existem muitas informações sobre as características agronômicas do C. O endocarpo é rígido e espinhoso. buscou a caracterização da polpa e amêndoa do pequi. embora existam casos do fruto apresentar até quatro sementes (Peixoto.97% de fibra alimentar. buscando o uso de maneira racional e projetado (Cardoso et al. O fruto é uma drupa. No sentido de simplificar e esclarecer o tema em questão optou-se por dividir esta dissertação na forma de três artigos técnico-científicos. apresentando uma extensa fronteira favorável à expansão de atividades agropecuárias. A floração ocorre logo após a emissão das folhas novas. variando de acordo com o ambiente. O primeiro artigo “CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E QUÍMICO-NUTRICIONAIS DE FRUTOS DE POPULAÇÕES PEQUIZEIRO (Caryocar coriaceum WITTM. a caracterização física e químico . é zona de transição entre o Cerrado e a Floresta Amazônica. 2009). 1998). E. Nenhuma das espécies de Caryocar é domesticada. enquanto a polpa. C. 2003). de consistência pastosa.

) COM BASE EM CARACTERÍSTICAS FÍSISICAS E QUÍMICONUTRICIONAIS DO FRUTO E DA AMÊNDOA”.17 artigo “DIVERGÊNCIA GENÉTICA ENTRE POPULAÇÕES DE PEQUIZEIRO (Caryocar coriaceum Wittm. o terceiro artigo “O PEQUIZEIRO E O HOMEM: ESTUDO SOBRE OS VENDEDORES E CATADORES DE PEQUI (Caryocar coriaceum WITTM) DA REGIÃO MEIO-NORTE DO BRASIL”. objetivou-se o estudo da diversidade entre e dentro de populações de pequizeiro de ocorrência nos estados do Maranhão e Piauí. . Finalmente. analisou-se o grupo sócio-econômico envolvido na comercialização informal dos frutos de pequi e o impacto que esta venda gera na renda familiar.

A localização geográfica de cada bioma é condicionada predominantemente pelos seguintes fatores: temperatura. 1998). 1998). Amazônia. A área de Cerrados é encontrada nos estados de Goiás. que segundo Castro et al (2008). bioma é um conjunto de vida vegetal e animal. apresenta grande variabilidade de clima e solos e. Sano e Almeida. O Cerrado constitui o segundo maior bioma do país em área.1 CERRADO Por definição. No Nordeste Brasileiro. A precipitação varia de 600 a 2. sendo a média anual de 1. 1998). 2007). Almeida et al. uma no período chuvoso. Tocantins e Distrito Federal. a maior concentração dos cerrados encontra-se nos estados do Piauí e Maranhão. entre os meses de outubro a março. certamente. especificado pelo agrupamento de tipos de vegetação e identificável em escala regional.. sendo que Mato Grosso compõe o núcleo central do Cerrado. Pará e Roraima e ao sul. de abril a setembro. sendo apenas superado pela Floresta Amazônica. parte do estado da Bahia. 2008). tendo uma área estimada de aproximadamente 22 milhões de hectares. uma grande diversificação faunística e florística em suas diferentes fisionomias vegetais (Almeida et al. Ceará. Minas Gerais.18 2 REVISÃO DE LITERATURA 2. O autor Rizzini apresentou nos anos de 1963 e 1974 a idéia de zona marginal. são chamados de marginais por serem distribuídos nas margens do espaço geográfico ocupado pelos cerrados brasileiros e distais por referir-se ao fato de que estes cerrados são a continuação fisionômica e estrutural dos cerrados do Planalto Central de forma contínua. e em menor escala pelo tipo de componentes do solo (Vieira e Martins. Ocorre também em áreas disjuntas ao norte dos estados do Amapá. Originalmente. Neste bioma encontra. Mato Grosso do Sul. 1998. apresentando duas estações bem definidas. Piauí. o que representa 14% da área total nordestina (Castro et al. seguido por um período seco.se o divisor de águas das . Rondônia e São Paulo. Maranhão. com condições geográficas e de clima similares e uma história compartilhada de mudanças cujo resultado é uma diversidade biológica própria.500 mm (Ferreira. ocupando o sudoeste e centro-norte do Piauí e nordeste e centro-sul do Maranhão.. precipitação pluviométrica e pela umidade relativa. em pequenas áreas do Pará (Ribeiro e Walter. O clima do Cerrado é estacional.200 mm anuais. o que ajudou a definir os Cerrados Marginais Distais. com uma área de 204 milhões de hectares. 1998. As temperaturas são geralmente amenas ao longo do ano. sendo a temperatura máxima a 40°C. entre 22 e 27°C em média.

1998a). Dentre as frutíferas nativas do Cerrado. 2. a do Paraná e a do São Francisco (Gomes. além de atrativos sensoriais como cor. ou mais conhecido como a região Meio-Norte do Brasil. toxidez de alumínio e são pobres em nutrientes essenciais (como cálcio. seja pela sua elevada incidência nos Cerrados ou pelas características sensoriais de seu fruto. por gramíneas. 1998). cerradão e veredas. potássio e alguns micronutrientes) para a maioria das plantas. Quanto aos solos. A típica vegetação do Cerrado possui seus troncos tortuosos. geralmente de encostas. um grande elenco de atividades econômicas. cascas espessas e folhas grossas (Gomes. apresenta-se bastante diversificada quanto à composição dos seus sistemas produtivos.. bem drenados na maior parte do ano. o Cerrado não é um grupo fisionômico homogêneo. 2008). cobrindo 46% da área. os solos arenosos (Neossolos Quartzarênicos). Os frutos das espécies nativas do Cerrado ocupam lugar de destaque. a maioria da região dos Cerrados é do tipo Latossolos vermelho. campo sujo. pois oferecem elevado valor nutricional. ainda pouco explorados comercialmente (Almeida e Silva. 2000). 1998b. subarbustos e uma vegetação baixa constituída. são profundos. apresentam acidez. Elas podem ser consumidas in natura. ou na forma de doces. 1994. em face da multiplicidade de ecossistemas trabalhados para o desenvolvimento das atividades agropecuárias e florestais. 2001).19 três grandes bacias hidrográficas do Brasil: a Amazônica. o pequizeiro merece atenção especial. biscoitos. pães.. ou ainda Nordeste Ocidental. . de baixo porte. Contudo. 1987). Esses tipos de solos podem apresentar uma coloração variando do vermelho para o amarelo. geléias e licores (Almeida. Além desse tipo. disseminadas em meio a arbustos. ramos retorcidos. abrigando. magnésio. Almeida et al. A grande diversidade de espécies frutíferas é utilizada e aproveitada apenas pelas populações dos Cerrados (Silva et al. bolos. em geral. o Cerrado pode ser dividido em: campo limpo. 2008). Almeida. sabor e aromas peculiares e intensos. campo cerrado. os solos orgânicos (Organossolos) e outros de menor expressão (Adámoli et al.2 TRÓPICO ECOTONAL DO NORDESTE O Trópico Ecotonal do Nordeste. existem os solos pedregosos e rasos (Neossolos Litólicos). segundo Ribeiro e Walter (1998).. O Cerrado típico é constituído por árvores relativamente baixas (até vinte metros). esparsas. destacando-se a produção de grãos (Embrapa. Em função da densidade da vegetação. mingaus. cerrado típico.

3 PEQUIZEIRO A família Caryocaraceae inclui dois gêneros e cerca de 25 espécies. o que é preocupante. São Paulo e Tocantins (Silva Júnior et al. de forma extrativista. 2005). 2006). têm-se os Cerrados. Minas Gerais. que objetiva levantar e prospectar a biodiversidade remanescente desse cerrado regional. no Distrito Federal e nos estados da Bahia.20 A região apresenta uma extensa fronteira agrícola favorável à expansão da área cultivada e ao aumento da produtividade. 2000). o Semi-Árido. ambos do Programa de Pesquisa Ecológicas de Longa Duração (PELD/CNPq). Pará. 2007). Maranhão. cerrado sentido restrito e cerradão distrófico. no Brasil ocorrem dois gêneros e 13 espécies. ao invés da individualidade florística. Como exemplo. foi criado o Projeto de Biodiversidade e Fragmentação de Ecossistemas nos Cerrados Marginais do Nordeste. caso seja ampliada a adoção de inovações tecnológicas (Embrapa. campo sujo. Estações Ecológicas e RPPN’s (Mesquita e Castro. pode-se citar as extensas áreas de Cerrados localizadas no Sul e Leste Maranhense e no Sudoeste Piauiense que vem sendo exploradas por produtores de outras regiões do País. Nessa vasta região encontra-se a diversificação de ecossistemas. 2.. Portanto. A sua utilização é restrita a algumas comunidades rurais que as exploram. que é vinculado ao Programa de Biodiversidade do Trópico Ecotonal do Nordeste (BIOTEN) e ao Programa dos Cerrados Marginais do Nordeste e Ecótonos Associados (ECOCEM). visto que pouco se sabe sobre a sua flora e poucos são os lugares que são protegidos por legislação na forma de Parques Nacionais. Ceará. e a separação dos cerrados brasileiros estaria ligada às barreiras climáticas (Castro et al. 2007). O nome trópico ecotonal do nordeste. os Tabuleiros Litorâneos. . a Baixada Maranhense e a Pré-Amazônia. Goiás. resultando em baixa produtividade e oscilação brusca na oferta e risco iminente de extinção em virtude de desmatamentos (Aguiar. Mato Grosso. 2005). Paraná. foi proposta para trazer a idéia de supercentro de biodiversidade do cerrado. com a carência de estudos neste foque. Mato Grosso do Sul. Esta região dispõe de uma flora nativa rica em espécies frutíferas ainda pouco conhecida no mercado consumidor urbano. Piauí. sendo 10 espécies do gênero Caryocar e três espécies do gênero Anthodiscus (Souza. Ocorre no campo cerrado.

21 Embora a maioria das Caryocaraceae seja proveniente da Região Amazônica. barbasco. Ribeiro. cinza escura. em referência aos espinhos no caroço (Silva Júnior et al. py: pele + qui = espinho. quatro estiletes. 2005). amêndoa-de-espinho. (Ferri. ramos grossos. suari ou pequi (Almeida e Silva. 2005).Pequizeiro localizado em Timon – MA. 2000). com tronco tortuoso de casca áspera e rugosa. nativo dos cerrados e considerada uma das espécies mais características deste tipo de vegetação. grão-de-cavalo. com aproximadamente 10 m de altura (Figura 1). família Caryocaraceae e ao gênero Caryocar L. fendida. Caryocar: do grego caryon = núcleo ou noz + kara = cabeça. 1969). . O pequizeiro é uma planta arbórea. uma das espécies mais marcantes da flora brasileira é o pequizeiro (Caryocar sp. com múltiplos estames. pertencente à classe Magnoliopsida (Dicotiledonae). A espécie pode apresentar desde alguns centímetros de altura até serem árvores robustas e frondosas (Souza. almendro.. ordem Guttiferales. FIGURA 1 . Pequi: do tupi. As flores são grandes e amarelas. 1994. Os nomes comuns são piqui.). piquiá. As folhas pilosas são formadas por três folíolos com as bordas recortadas. pequerim. em referência ao fruto globoso. surgindo durante os meses de setembro a dezembro.

conferindo também a espécie C. nos meses de janeiro a março. Nordeste e Centro-Oeste do Brasil. o endocarpo 4. O peso unitário dos frutos encontrado variou de 50 a 250 g. O peso médio de polpa ficou em 10. em média. um subproduto do pequi é a castanha. com pico em setembro. a polpa 7% e a amêndoa cerca de 1%. foram avaliadas as características físicas da espécie Caryocar coriaceum na Chapada do Araripe.72%.4 CARACTERÍSTICAS FÍSICAS Segundo Vera et al.8 cm e as médias dos diâmetros menor e maior foram.54 cm e 6. respectivamente. de 5. 1997). 2. a floração ocorre de agosto a novembro (chuvas). além de sabão (Brandão et al. Andersen e Andersen. 2002). Esse óleo é utilizado como remédio (Pozo. o da amêndoa de 2 a 4 g. a frutificação não é regular. (2005).6%. O óleo retirado das sementes do pequi. denominado manteiga de pequiá. contudo.22 Segundo Almeida (1998b). coriaceum. O peso médio do fruto foi em torno de 120 g. em outras épocas após as chuvas ou roçados. A frutificação ocorre. 1989). mas. possui propriedades aromáticas e é utilizado na fabricação de licores e produção de paçoca. o que confere certa conformação esférica dos frutos.08 cm. Em Oliveira (2009). uma conformidade esférica ao fruto. da qual se extrai óleo. o período de safra do pequi ocorre nos meses de setembro a fevereiro. a casca representou 82% do fruto.33 g e representou 73. no Ceará.48 g.31% do peso total do fruto. De acordo com Santos (2004).61% e o da amêndoa em 1. o da casca de 20 a 117g. ficando o da polpa em 8.58 cm e 5. Em média. Cada planta fornece. 1972. o da casca em 66. . e as médias dos diâmetros maior e menor foram. havendo anos de grande produção e anos de produção baixa (Barradas. Prefere climas quentes. Esses autores avaliaram e caracterizaram fisicamente frutos de pequizeiro (Caryocar brasiliense) no estado de Goiás e observaram que a altura média dos frutos foi de 5. de 5. até 6 mil frutos ao ano. embora possam ser encontrados frutos em dezembro e abril.. A altura média do fruto foi de 5.48 cm. O peso médio do fruto foi de 90. ocasionalmente. geralmente.14 g.36 cm. sendo ideal nas regiões Norte. respectivamente.

Sano e Almeida. é relatado um teor de óleo na polpa do fruto de pequi de 10%. a umidade relativa do ar durante o período de floração e desenvolvimento dos frutos. sendo ainda é rica em vitamina A e proteínas.60 1.90 . valor energético (kcal/100 g) e vitaminas (mcg/100 g) da amêndoa e da polpa de pequi.5 CARACTERÍSTICAS QUÍMICO-NUTRICIONAIS Existem vários estudos sobre o valor nutricional do pequi. 1998).00 360. Sano e Almeida (1998) obtiveram um teor de fibras na polpa de 17.000. da espécie C.12 6.10 20.39 Algumas características peculiares do pequi são muito importantes para o mercado in natura.35 Pequi (polpa) 121.00 17. riboflavina e niacina) e C (ácido ascórbico). 1992.00 10.00 12.00 6.00 0. os frutos possuem essas características. onde observa-se que tanto a polpa quanto a amêndoa apresentam quantidades significativas de vitaminas A (retinol).20 0. . Em Almeida et al. como frutos maiores e de melhor aparência visual. 1992. a temperatura. Por exemplo. Pequi (amêndoa) 99.02 10. Estudos evidenciaram que na região de Mambaí.00 463. do complexo B (tiamina. recebendo com isso um maior aporte de água do solo durante o seu desenvolvimento (Vera et al. Franco.10 0..23 2. além de solos mais arenosos. (1998). pois essa região apresenta condições ambientais favoráveis ao desenvolvimento e produção do pequizeiro. proporciona a maturação mais tardia dos frutos. estado de Goiás.30 21. Na Tabela 1 é mostrada a composição química da polpa e da amêndoa (Franco.00 30.10%. brasiliense.76 1. 2005). 650. TABELA 1: Composição química (g/100 g). Composição Calorias Glicídios Proteínas Lipídeos Fibra Vitamina A Vitamina B1 Vitamina B2 Vitamina C Niacina Adaptado de Sano e Almeida. 1998. frutos com maiores massas de polpa e de amêndoa.

bem como contribui para o estabelecimento da conservação in situ das populações naturais. Mg. a polpa do pequi apresenta Na (20. Kageyama e Gandara (1993) apontam que este entendimento é a base para aplicação de técnicas de manejo.76%) foi superior ao da farinha de mandioca (1. 2004.0 mg/100 g). para se conhecer como a . mostrando. portanto. (1995). P (0.24 Dados da composição em ácidos graxos do óleo da polpa e da amêndoa de pequi mostraram que são constituídos na sua maior parte por ácido oléico (53. Por sua vez.18 mg/100 g).63 mg/100 g) e Cu (15. 1998). Couto (2007) estudou o uso da farinha da casca do pequi na elaboração de pão de forma.66%).06 mg/100 g) e K (0.76%) e o teor de lipídios (1. o teor na farinha também foi superior ao da polpa (19. Oliveira e Gibbs. Esse alto teor de óleo somado às suas características químicas e antioxidantes e algumas características específicas torna o óleo da polpa de pequi uma boa fonte de matéria-prima na indústria cosmética (Silva. 1994). Em carboidratos totais (50.9%) e ácido palmítico (40. Machado e Lopes.2%) (Facioli e Gonçalves. De modo geral. 1998).82 mg/100 g).37 mg/100 g).69 mg/100 g). as espécies arbóreas apresentam maior nível de diversidade genética dentro de populações que entre populações e o sistema de cruzamento é misto (Berg e Hamrick. essenciais na fabricação de determinados produtos.6 DIVERSIDADE GENÉTICA Conhecer os padrões de distribuição da variação genética dentro e entre populações naturais. Zn (53. as espécies arbóreas possuem uma grande variedade de diferentes sistemas reprodutivos.. P e K não foram relatados na amêndoa deste estudo. Zn (65.32 mg/100 g). que lhe conferem características únicas e valiosas de cristalização e de derretimento. associados às complexas interações com agentes polinizadores e dispersores de sementes (Gross. A farinha apresentou um valor considerável de fibra alimentar (39. Mn (5.97%).94%).57 mg/100 g). com predominância de alogamia (Ward et al..9 mg/100 g).96 mg/100 g). Sendo assim. 2005). 2005). Cu (4.54%) equipara-se ao da farinha de trigo (1.3%). Entretanto. Mn (14. 2000). a amêndoa apresenta Na (2. garante o estabelecimento de práticas conservacionistas efetivas e eficientes. 2. Quanto aos minerais. O teor de proteína (5. Fe (26. segundo Frankel et al. com ponto de fusão próximo à temperatura do corpo humano (37ºC) (Castanheira.93 mg/100 g).. sendo superior ao da polpa (11.60%). Fe (15. Mg (0.05 mg/100 g). que o consumo associado de polpa e amêndoa constitui enriquecimento importante da dieta regional em manganês e fósforo (Almeida et al. 1997). 2005.

o sistema de cruzamento bem como alguns fatores ambientais que possam influenciar ou direcionar de forma agregada à distribuição da variação (Hamrick. mortalidade e reposição dos indivíduos que darão origem às populações futuras (Hamrick. A Conferência de Ottawa. o modo de reprodução. o desenvolvimento social e a proteção ambiental. 1982). satisfação das necessidades humanas básicas. em 1986. o desenvolvimento sustentável é construído sobre três pilares interdependentes e mutuamente sustentadores: o desenvolvimento econômico. saúde. como o mecanismo de dispersão de pólen e sementes.7 DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL O emprego do conceito desenvolvimento sustentável teve origem no documento elaborado em 1980 pela União Internacional para a Conservação da Natureza – UICN. PNUMA e Fundo Mundial para a Natureza – WWF. O desenvolvimento sustentável vem sendo divulgado por todo o planeta como uma forma mais racional de prover uma qualidade de vida socialmente justa (Mello. eventos casuais e processos de crescimento.25 variação genética está distribuída é necessário o conhecimento dos fatores intrínsecos à espécie. mutação. A exploração dos recursos naturais deve ser de forma racional e sustentável. alcance da equidade e da justiça social. como variação no conjunto gênico. ou seja. sistema de reprodução que controla a união dos gametas para a formação das progênies. deriva. Esse paradigma reconhece a complexidade e o inter-relacionamento entre as questões da degradação ambiental como: decadência urbana. Este conceito . responder às necessidades do presente de forma igualitária. mas sem comprometer as possibilidades de sobrevivência e prosperidade das gerações futuras (Martins. 2. 2002). 2004). A estrutura genética refere-se à distribuição dos alelos e genótipos no espaço e no tempo. conflito e violência (Leff. 1996). estabeleceu que o desenvolvimento sustentável busca responder: integração da conservação e do desenvolvimento. patrocinada pela UICN. organização desta variação dentro de genótipos. 2005). distribuição espacial dos genótipos. o estudo da diversidade e da estrutura genética em populações arbóreas é importante para que se entenda como esta diversidade é distribuída e quais as características do ambiente ou da espécie que influenciam essa distribuição. Nesse sentido. O desenvolvimento e a manutenção da estrutura genética ocorrem devido às interações de um conjunto complexo de fatores evolutivos. 1989). provisão da autodeterminação social e da diversidade cultural e manutenção da integração ecológica (Pires. seleção. Dessa forma. crescimento populacional. igualdade de gêneros.

No caso do pequi. Pozo (1997) realizou estudos nas comunidades do norte de Minas Gerais e observou que a vegetação do Cerrado é explorada de forma extrativista. folha (para confecção de veneno para peixes) e fruto (tanto a polpa como a amêndoa são utilizadas para o feitio de azeite. solidária e corajosa (Neves. Do pequizeiro aproveita-se sua madeira (para confecção de pilões e estacas). resgata vivências e experiências e convida todos para uma ação coletiva. 2008). Para Thomas (2004). o conceito de desenvolvimento sustentável aponta caminhos. . o uso sustentável são todas as ações que procuram garantir o futuro de um lugar.26 traduz várias idéias e preocupações devido à gravidade dos problemas atuais. para que o seu extrativismo não a leve a extinção. ainda sendo empregado em programas de recuperação de áreas degradadas e em programas de renda familiar. cosméticos e consumo in natura). A sustentabilidade está interligada com o comportamento e a ação de cada um de nós. logo é uma espécie que necessita ser explorada de forma sustentável. respeitando o ser humano e conservando o meio ambiente. Se corretamente utilizado.

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32 Artigo 1 CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E QUÍMICO-NUTRICIONAIS DE FRUTOS DE POPULAÇÕES DE PEQUIZEIRO (Caryocar coriaceum WITTM.) DE OCORRÊNCIA NATURAL NA REGIÃO MEIO-NORTE DO BRASIL ENVIADO À REVISTA BRASILEIRA DE FRUTICULTURA AUTORES Klégea Maria Câncio Ramos Valdomiro Aurélio Barbosa de Souza .

embrapa. Av. massa média do caroço.. massa média da casca.33 CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E QUÍMICO-NUTRICIONAIS DE FRUTOS DE POPULAÇÕES DE PEQUIZEIRO (Caryocar coriaceum WITTM. relação comprimento/diâmetro médio do caroço. relação comprimento/diâmetro médio do fruto. no Piauí.com 3 Eng. Duque de Caxias. na safra de 2008. massa média da amêndoa. sendo a amêndoa. gordura. bem mais rica. MSc. A polpa e a amêndoa mostraram-se ricas em termos nutricionais. 1310. Zn e Fe).) DE OCORRÊNCIA NATURAL NA REGIÃO MEIO-NORTE DO BRASIL1 KLÉGEA MARIA CÂNCIO RAMOS2. 1 2 Parte da Dissertação de Mestrado do primeiro autor. Agr. fibra bruta. Ca. porém. 5650. relação comprimento/diâmetro médio da amêndoa e espessura média da casca. Na polpa e na amêndoa foram analisadas as características químico-nutricionais: umidade. a população de Alto Longá. Cu. Recursos genéticos. Universitária. E-mail: valdo@cpamn. 64. Embrapa Meio-Norte. energia e minerais (P. Variabilidade fenotípica. proteína bruta. Analisaram-se as seguintes características físicas do fruto: massa média. Mg. Teresina-PI. Os frutos foram coletados no estádio de maturação (frutos caídos no chão). carboidratos totais. PhD.. Palavras-chave: Fruteira nativa. VALDOMIRO AURÉLIO BARBOSA DE SOUZA3 RESUMO Este trabalho teve como objetivo avaliar a variabilidade de características físicas e químiconutricionais do fruto de seis populações de pequizeiro de ocorrência natural nos estados do Maranhão e Piauí. CEP: 64006-220. Mn. CEP. Caryocar coriaceum. Em média. Av. Teresina-PI E-mail: klegea@hotmail. percentagem de polpa. é uma promissora fonte de variabilidade para a maioria dos caracteres físicos e químico-nutricionais estudados.br . Bióloga. Submeteram-se os dados à análise de variância e compararam-se as médias das populações por meio do teste de agrupamento Scott-Knott a 5%. em Desenvolvimento e Meio Ambiente/TROPEN/PRODEMA/UFPI. K. Observou-se elevada variabilidade fenotípica entre as populações para a maioria dos caracteres analisados.049-550. os quais formam a região Meio-Norte do Brasil. cinzas.

Ca. K. pulp percentage. which form the Mid-North region of Brazil. the population of Alto Longá. Genetic resources. On average. from Piauí State. Caryocar coriaceum. In the pulp and kernel were analyzed the following chemical-nutritional characteristics: moisture. kernel average mass. is a promising source of variability for most physical and chemicalnutritional studied. ash. crude fiber. at the harvest of 2008. hull average mass. Both pulp and kernel are rich in nutritional terms. Phenotypic variability. total carbohydrates. It was observed a high phenotypic variability among populations for most analyzed traits. Fruits were collected at the maturity stage (fruits lying on the ground). energy and minerals (P.) POPULATIONS OF NATURAL OCCURRENCE IN THE MID-NORTH REGION OF BRAZIL ABSTRACT The objective of this work was to evaluate physical and chemical-nutritional fruit characteristics of six pequizeiro populations from natural occurrence in the states of Maranhão and Piauí. crude protein. kernel length/kernel mean diameter ratio and peel average thickness. fruit length/fruit mean diameter ratio. fat. Cu. Mn. . Mg. Key-words: Native fruit tree.34 PHYSICAL AND CHEMICAL-NUTRITIONAL FRUIT CHARACTERISTICS OF PEQUIZEIRO (Caryocar coriaceum WITTM. The data were submitted to the variance analysis and population means were compared by Scott-Knott grouping test at 5%. Zn and Fe). stone length/stone mean diameter ratio. being the kernel. stone average mass. much richer. however. The following fruit physical characteristics were analyzed: average mass.

2010). A planta apresenta porte arbóreo. merecem destaque o bacurizeiro (Platonia insignis Mart.19%..). Lima et al.) e o pequizeiro (Caryocar coriaceum Wittm. De acordo com Pozo (1997). Além do Meio-Norte. 26. 2006).. Em termos de valor nutricional tem sido relatado na literatura que a polpa de pequi. O pequizeiro pertence à família Caryocaraceae e ao gênero Caryocar (Franco & Barros. especialmente da espécie C. coriaceum ocorre também nos estados do Ceará. especialmente P.35 1 INTRODUÇÃO O Meio-Norte é um dos quatro domínios geoambientais do Nordeste Brasileiro. Villela. coriaceum Wittm.. 2006).09% e de lipídeos de 23. O objetivo deste trabalho foi avaliar a variabilidade de características físicas e químico-nutricionais de frutos de seis populações de pequizeiro de ocorrência natural nos estados do Maranhão e Piauí. Bahia. óleos e bebidas adocicadas (licores). e pode produzir de 500 a 2000 frutos/safra (Silva.0% de proteína. Contudo. dentre essas.75 a 11. Poucos são os estudos encontrados na literatura envolvendo a biometria (Silva & Medeiros Filho. 1998. 1998). 1992). . pouco tem sido feito para que o germoplasma ainda existente dessa espécie e seu potencial de uso sejam conhecidos. 1997). apesar do fruto ser rico em nutrientes e das variedades de usos (Oliveira et al.. em indústrias farmacêuticas e de cosméticos.4% de lipídeos (Araújo. 2009) e a caracterização químico-nutricional de frutos dessa espécie (Oliveira et al. 1992). Vera et al. Ca. a polpa de pequi também é rica em vitamina A e em minerais. brasiliense Camb. o estudo de Oliveira et al. não tem merecido a devida atenção da pesquisa. Já na espécie C. sendo constituído pelos estados do Maranhão e do Piauí e é uma zona de transição entre a Amazônia e o Sertão. em condimentos.. apresenta em torno de 2. a espécie C.. Mesmo diante do rápido avanço da fronteira agrícola e da urbanização sobre a vegetação nativa.6 a 6. 2007) e de 7. o pequi. 2006.. coriaceum. que engloba 16 espécies das quais 12 tem ocorrência no Brasil (Franco.. 2006). O pequi pode ser utilizado no preparo de pratos típicos. como matéria-prima para produtos terapêuticos (Paula-Júnior et al. 2006). ainda. 2006. Caracteriza-se pela diversidade de ecossistemas. (2010) revelou um teor de proteína de 2. Oliveira et al.. com destaque para as espécies frutíferas nativas. 1995. com pluviometria anual entre 1000 e 2500 mm (Rebouças. Pernambuco e Goiás (Lorenzi. que atinge em média de 6 a 8 m de altura.07 a 33.34 mg 100 g-1 de carotenóides totais (Oliveira et al. espécie C. indústria de lubrificantes e. Cu e Fe. Oliveira. cujos frutos são amplamente utilizados pelas populações locais. 2007.

Foram estudadas um total de 36 plantas-matrizes de pequizeiro. e as dimensões foram obtidas com o auxílio de um paquímetro digital e expressas em centímetros. relação comprimento da amêndoa/diâmetro médio da amêndoa (relação CA/DMA) e espessura média da casca (EMC). Foram tomadas as seguintes medidas físicas: massa média de fruto (MMF). percentagem de polpa (%POLPA). Barras e José de Freitas).2 Análises laboratoriais 2. coletando-se frutos no estádio de maturação completa (frutos caídos no chão). relação comprimento de fruto/diâmetro médio fruto (relação CF/DMF).1 Localização e descrição da área de estudo O estudo abrangeu seis municípios: três no estado do Maranhão (Timon. relação comprimento do caroço/diâmetro médio do caroço (relação CCa/DMCa). . com o número de plantas-matrizes por população variando de três (Caxias) a 10 (Barras). A escolha desses municípios foi em função da facilidade de acesso e da elevada ocorrência do pequizeiro. PI. 2. distribuídas nas seis populações. utilizando amostra média de 15 frutos/planta.36 2 MATERIAL E MÉTODOS 2. Depois de coletados.2. massa média da casca (MMC). As medidas de massa foram obtidas em balança digital e expressas em gramas. cada um correspondendo a uma população. massa média do caroço (MMCa). Caxias e Afonso Cunha) e três no estado do Piauí (Alto Longá. os frutos foram acondicionados em sacos plásticos e transportados para o Laboratório de Fisiologia Vegetal da Embrapa Meio-Norte. onde foram armazenados em freezer (-20°C) até o momento das medições físicas. massa média da amêndoa (MMA). em Teresina. A coleta dos frutos foi realizada no período da safra (fevereiro/março) de 2008.1 Análises físicas As medições das características físicas dos frutos maduros foram realizadas no período de março a junho de 2008.

cinzas (CZ).2 Análises químico-nutricionais As análises químico-nutricionais foram realizadas nos Laboratórios de Bromatologia da Embrapa Meio-Norte e do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal do Piauí (CCA/UFPI). 2001). em Teresina. até peso constante.2. As medidas de GORD. Ca. Mg. Zn e Fe. com o auxílio de faca de cozinha. A polpa e as amêndoas foram trituradas em processador e as amostras acondicionadas separadamente em embalagens plásticas emerticamente fechadas e novamente armazenadas em freezer (20°C) até o início das análises químico-nutricionais. As análises foram realizadas utilizando o programa GENES (Cruz. 2. porém com três repetições. proteína bruta (PB). PI. Mn. Cu. expressa em kcal 100 g-1) e teor de minerais (P. fibra bruta (FB). para a análise de variância dos dados das análises químico-nutricionais também considerou-se um delineamento estatístico inteiramente ao acaso com seis tratamentos (populações). 1985). e os teores de CT e ENERG conforme metodologia de Moretto et al. teor de energia (ENERG. então. As amêndoas. As seguintes características químico-nutricionais foram analisadas: porcentagem de umidade (UMID).3 Análises dos dados As medidas das características físicas de fruto foram submetidas à análise de variância considerando um delineamento estatístico inteiramente ao acaso com seis tratamentos (populações) e frutos por planta sendo utilizados como repetições. K. (2002). expressos em MG 100 g-1). Da mesma forma. os frutos foram descongelados e a polpa extraída manualmente. As médias de populações foram comparadas por meio do teste de agrupamento Scott-Knott a 5%. FB CZ. no período de agosto de 2008 a maio de 2009.37 2. a polpa e os caroços foram secos em estufa de circulação forçada de ar à temperatura de 65°C. PB. UMID e minerais foram obtidas de acordo com as normas analíticas do Instituto Adolfo Lutz (Instituto Adolfo Lutz. carboidratos totais (CT). foram extraídas com o auxílio de um torno mecânico. gordura (GORD). Após as medições físicas. Após o processo de extração. .

4 g.29%).38 3 RESULTADOS E DISCUSSÃO 3.05) das demais populações.4 g. ambas no Maranhão.84%) e Caxias (7. com 231. no Maranhão. diferindo significativamente das demais populações. no Piauí. 2. massa média da casca (MMC). as populações de Afonso Cunha e Caxias. diferindo significativamente (P<0. no Maranhão.09 g. apresentaram maiores médias. Por sua vez. 2007) estudando diferentes pequizeiros da espécie C. 183. e de José de Freitas (7. exceto da população de Timon em MMA. Caxias e José de Freitas também mostraram maiores médias para a relação comprimento/diâmetro médio do fruto (relação CF/DMF).59%). sobressaíram-se em relação às demais em porcentagem de polpa (%POLPA). foi a que apresentou as maiores médias de massa média do fruto (MMF). As populações de Timon. no Piauí. Vera et al. A população de Alto Longá. brasiliense de diferentes populações do estado de Goiás também relataram diferenças entre populações para a maioria dos caracteres estudados. A população de Timon apresentou ainda a maior média para a relação CCa/DMCa e diferiu estatisticamente das demais populações. 1. Em relação à massa média do caroço (MMCa). massa média da amêndoa (MMA). a população de Timon. e as populações do Piauí.06 e 14.1 Características físicas A análise de variância indicou efeito significativo de populações para todos os caracteres físicos de fruto estudados (Tabela 1). as populações de Timon (7. Por sua vez. . respectivamente. obtiveram as menores médias para essas características.24 cm. relação comprimento/diâmetro médio do caroço (relação CCa/DMCa) e espessura média da casca (EMC). (2005.

Para os demais caracteres.88 b 7.52 b 0. CF: Comprimento do fruto. necessariamente. No entanto.2 b 173. não apresentam diferença estatística entre si pelo teste de agrupamento Scott-Knott a 5%.2 b 131.06 a 1. Por outro lado.98 b 1.93% e variação de 5. MMCa e EMC. Oliveira (2009) obteve MMF variando de 46. essa autora obteve média de 1. DMA: Diâmetro médio da semente. Em geral.67 4. no que se refere a %POLPA.81 9.95 MMA (g) 1. com maior amplitude de variação (0.98 b 5.29 a 6. apresentaram como caracteres negativos maiores médias de MMC.26 a 2.4 a 183.88 a 7. MMC: Massa média da casca.65 c 0. houve predominância das populações do Maranhão sobre aquelas do Piauí em %POLPA.53 a 0.63 d 0.54 a 0.2 b 25.76 % Relação Relação Relação EMC POLPA CF/DMF CCa/DMCa CA/DMA (cm) 5. aos obtidos neste trabalho.5 b 21. Do ponto de vista do aproveitamento da polpa do fruto. valores esses inferiores.01 b 1.59 a 7.01 b 0.56 g.74 b 7.5 b 166.7 c 133.4 b 124. que a variabilidade presente nas populações de pequizeiro do Meio-Norte é menor que aquela detectada no Vale do Cariri.4 b 231.78 b 1.01 b 1. em média.0 c 98. inferior à obtida no presente estudo (1. os resultados obtidos por essa autora (média de 10.07 b 10. DMF: Diâmetro médio do fruto.21 1. pois nesta situação o teor de polpa tende a ser menor.7 b 113.64 d 0.26 c 1.52% e variação de 5.64 ¹Médias seguidas de mesma letra.90 c 11.6 a 25.87 d 10. uma vez que os . nas colunas.91 b 1.84%).4 a 173. com média de 90.68 g vs. de ocorrência no Vale do Cariri. MMA: Massa média da amêndoa.66 c 14.23 g.52 b 0. Por seu turno.09 g). Já para MMA. a menor amplitude de variação obtida no presente estudo não indica. CE. MMF: Massa média do fruto.48 g.39 TABELA 1. CE.69 a 0.V.00 b 1. não se observou nenhuma relação da variabilidade observada com o fato das populações estarem localizadas no Maranhão ou no Piauí (Tabela 1).85 g).51 b 0.23 a 140.30 29.81 133.10 0.53 7. Porém.6 c MMCa (g) 19. portanto.51 0. DMCa: Diâmetro médio do caroço.9 c MMC (g) 97.91 33.57%) foram bem superiores aos obtidos neste trabalho (média de 6.7 a 25.09 a 1. porém. MMCa: Massa média do caroço.99 a 14.84 19. CA: Comprimento da amêndoa.7 a 26.07 a 2.90 23.93 25. coriaceum.86 d 9.88 b 2. Em estudo de caracterização de frutos de pequi da espécie C.01 10. CCa: Comprimento do caroço.67 b 0.86 a 2.24 a 12. Características físicas de frutos de seis populações de pequizeiros de ocorrência nos estados do Piauí e Maranhão Populações¹ Afonso Cunha-MA Caxias-MA Timon-MA Alto Longá-PI Barras-PI José de Freitas-PI Média C. maiores médias de MMC e MMCa não são desejáveis.54 a 0.49 153.7 a 27.84 a 5.85 28. observa-se pela Tabela 1 que as populações do Piauí se sobressaíram em relação às do Maranhão em MMF.(%) MMF (g) 140.58 e 0. 1. e EMC: Espessura média da casca.

2 Características químico-nutricionais Os resultados das características químico-nutricionais da polpa e da amêndoa das seis populações de pequizeiro estudadas estão apresentados nas Tabelas 2 e 3. brasiliense (41. brasiliense (51. e características da amêndoa.21% (população de Timon-MA) a 37.36%) e Vera et al. (2007) para C. exceto cinza (CZ) (Tabela 2). os quais referem-se à populações. que a UMID da polpa. portanto.25 e 48. coriaceum (55.91% (população de Afonso Cunha-MA).21% (população de Alto LongáPI).5%). Na polpa. o teor médio de umidade (UMID) variou de 25.40 resultados apresentados por Oliveira (2009) são de plantas individuais. 3. (2007) e Mariano (2008) para C. enquanto que na amêndoa a variação foi de 47. ao contrário daqueles aqui apresentados. bem mais elevado. (2010) também para C. Houve variação significativa entre populações para todas as características estudadas da polpa.48% respectivamente).62% (população de José de Freitas) a 53. Foi inferior também aquele obtido por Lima et al. . exceto gordura (GORD) e energia (ENERG) (Tabela 2) e Mn (Tabela 3).51%) obtido neste trabalho foi bem inferior àqueles relatados por Oliveira et al. O valor médio de UMID da polpa (31.

13 b 33. carboidratos totais (CT) e energia (ENERG) da polpa e da amêndoa de seis populações de C.27 b 3.18 a 469.89 a 49.28 8.05 a 2.11 c 38.44 9.35 ¹Médias seguidas de mesma letra.21 c 33.25 a 319.72 a 48.47 a 415.47 a 21.54 12.21 b 53.66 a 57. (%) 52.06 b 323. coriaceum da região Meio Norte População¹ UMID CZ GORD PB FB CT ENERG (kcal 100 g-1) --------------------------------.(%) ------------------------------- ------------------------------------.98 a 2. proteína bruta (PB).25 b 27.81 b 30.40 b 2.32 b 58.52 a 3.29 a 3.31 a 335.41 b 5.45 a 2.29 15.74 a 2.40 c 32.38 3.74 b 28.74 a 273.29 1.Na polpa --------------------------------------Afonso Cunha-MA Caxias-MA Timon-MA Alto Longá-PI Barras-PI José de Freitas-PI Média C.88 28.42 a 4.08 20.47 b 2.29 a 26.V.34 b 2.58 a 445.21 a 447.44 a 50.84 ------------------------------------.09 5.67 a 14.91 b 31.27 59.41 TABELA 2.62 b 25.18 a 2. nas colunas.22 a 1.10 a 24.63 a 2.52 b 32.85 36.93 a 52.22 a 459.53 9.39 337.5 4.14 a 48.82 a 51.Na amêndoa ----------------------------------Afonso Cunha-MA Caxias-MA Timon_MA Alto Longá-PI Barras-PI José de Freitas-PI Média C. Teores médios de umidade (UMID).16 b 33.32 b 2.83 5.81 b 3.71 a 47.72 a 2.62 b 21.62 b 50.56 c 32.00 45.91 a 30.57 a 3. .73 2. fibra bruta (FB).05 b 23.12 10.97 a 6.77 c 55.13 c 3.47 a 2.41 a 335.67 13.29 3.42 a 44.91 a 20.83 c 5.36 c 33.89 b 27.22 31.57 a 3.26 b 2.15 c 3.42 444.68 a 59.28 13.51 12.58 a 451. (%) 37.34 a 55.52 10.34 a 59.49 a 3.84 a 25. cinzas (CZ).55 27. gordura (GORD).17 a 45.17 d 4.01 c 296.09 a 35. não apresentam diferença estatística entre si pelo teste de agrupamento Scott-Knott a 5%.09 c 3.97 c 4.V.21 a 52.

05%) para o teor de cinzas (CZ) na amêndoa.43 16.21 a 1.17 a 156. Observa-se que as médias de CZ na polpa e na amêndoa estão muito próximas e.43 b 0.92 a 3.90 a 72. mas bem superior no caso da polpa (2.97 12. brasiliense teor médio de CZ na amêndoa (4. Teores médios de minerais da polpa e da amêndoa de seis populações de C.54 b 0.97 b 604.01 c 96.06 c 1221. não houve altas amplitudes de variação (Tabela 2).91 1. apresentou a maior média (3.62 a 3. Em relação ao teor de GORD da polpa sobressaiu-se a população de Caxias.98 34.32 b 546.58 b 147.01 b 4.Na polpa ------------------------------------------Afonso Cunha-MA Caxias-MA Timon-MA Alto Longá-PI Barras-PI José de Freitas-PI Média C.04 b 63.65 10. em ambos os casos.33 a 1.12 6.67 a 460.70 20. as quais não diferiram entre si.30 b 177.V.61 a 181.41 a 2.75 a 0.76 a 0.97 b 926. com 38.60 a 560.63 a 1.27 a 5.63%).13 b 965.09%.27 3.01 a 1.56 b 122.53 b 0.59 a 546.25 b 101.93 576.22 a 7.04 487.65 b 102.88 a 1008.97 b 3. seguida da população de Timon.06 a 3.01%) superior ao obtido neste trabalho.41 a 3.31 c 84.54 b 554. (%) 76.08 b 145.85 105. Lima et al.78 b 592.86 b 698.66 a 126. Já na .(%) 141.86 b 1. também no Maranhão.72 a 1.80 a 795. não apresentam diferença estatística entre si pelo teste de agrupamento Scott-Knott a 5%. Mariano (2008) também obteve teor médio de CZ na polpa (1.62 b 5.25 a 345.91 b 2.57 c 1021. coriaceum de ocorrência na região Meio-Norte População¹ Macroelementos (mg 100 g-1) Ca P K Mg Microelementos (mg 100 g-1) Cu Mn Zn Fe -----------------------------------------.99 18.26 b 3.Na amêndoa -----------------------------------------Afonso Cunha-MA Caxias Timon-MA Alto Longá-PI Barras-PI José de Freitas-PI Média C.35 c 1.44% vs.75 7.46 a 124. (2010).39 c 1. (2007) também obtiveram para C.21 a 3.59 8. Não houve diferença estatística entre as demais populações em GORD.V.58 19.86 b 4.74 86.31 29.06 0. esse teor foi bem inferior no caso da polpa (0. porém. 3.44 b 980.57 a 532.06 a 420.81 989.45 c 1.28 a 83. quando comparada com os valores médios de CZ obtidos por Oliveira et al. a média de CZ encontrada neste trabalho foi inferior no caso da amêndoa (2.71 3. no Maranhão.45 8. no Maranhão.21 b 148.03 b 90.01 5.26 6.11 2.50 1106. 0.39 b 103.69 b 457.67% vs.90 a 170.99 a 541.97 b 6.16 a 1.55 9.32 b 3.85 b 2.03 15.80 b 4. A população de Afonso Cunha.27 a 87.63%).29 a 1.10 a 2.43%).93 1.78 b 1146.74 c 977.67 8.94 b 3.66 a 0. nas colunas. diferindo significativamente das demais populações.39 a 115.48 d 1344.28 ¹Médias seguidas de mesma letra.16%.24 6.42 TABELA 3.42 b 163.82 b 90.05 b 2.01 a 6. com 35.71 a 1.17 b 3.21%) inferior ao obtido neste trabalho.15 a 1.53 ------------------------------------------.16 b 886. Contudo.73 a 2.20 a 4.49 a 3.66 b 2.23 c 2.09 c 130.94 b 1.

43 amêndoa teor médio de GORD foi 44. Neste trabalho.41 kcal 100 g-1). e Barras. no Piauí. 1992) e. Por outro lado.2%) similar ao deste trabalho. apresentaram.17 a 6. 23. As populações de Afonso Cunha.25 kcal 100 g-1) e Alto Longá (58. respectivamente.27%) similares aos obtidos neste trabalho. Por sua vez. coriaceum é riquíssima em proteínas quando comparada com a polpa e. No caso da polpa. indicando que a amêndoa de C.19% e 48. Conforme pode ser observado pela Tabela 2. que foram 6.36% respectivamente) e pouco um pouco inferior ao teor médio de 37.81 a 3. brasiliense (26. A variação no teor de fibra bruta (FB) foi de 4. Já na amêndoa.57%).84%). Oliveira et al.71 e 19. o conteúdo de PB na amêndoa foi.9% superior ao relatado por Oliveira et al. brasiliense (33. as médias de PB foram bem maiores na amêndoa. em C.66 e 335. as médias de GORD tanto na polpa quanto na amêndoa obtidas neste trabalho foram superiores àquelas obtidas por esses autores (33. cerca de 10 vezes maior aquele obtido na polpa. (2010) em seu estudo com C. porém. brasiliense. (2007). em média.53% vs.11% respectivamente).34% e 323. José de Freitas (59. sobressaíram-se nos teores de proteína bruta (PB) na polpa (3. as populações de Afonso Cunha (59.74 kcal 100 g-1). coriaceum. respectivamente (Tabela 2). ambas no Maranhão. e diferiram estatisticamente das demais populações. a média de GORD (33. com outras frutas tropicais (Franco. Contudo. enquanto a população de Alto Longá.53%) também foi superior as médias obtidas por Oliveira et al. No caso da polpa. as médias de GORD (polpa e amêndoa) obtidas neste trabalho estão bem próximas daquelas relatadas por Lima et al.81% obtido por Mariano (2008).51% respectivamente). 35. (2007) obtiveram teores médios de PB na polpa (3. coriaceum.31 kcal 100 g-1). teve média de CT (14. (2007) em C. apenas a população de José de Freitas. Lima et al. destacaram-se as populações de Timon e Caxias. sobressaiu-se em PB na amêndoa (33.71% superior que o teor médio da polpa. e de Barras (59. esses resultados são bem inferiores aos relatados por Lima et al. também.74% na polpa e na amêndoa. Quanto aos teores de carboidratos totais (CT) e energia (ENERG).4 e 51. no Piauí.62%) .68% e 335.02% para a polpa e 8. enquanto que na amêndoa apenas a população de Afonso Cunha. (2010) também encontraram maior média de GORD na amêndoa de C. no Piauí.93% e 337.28%) e na amêndoa (25. o teor médio de PB na polpa encontrado neste trabalho foi cerca de 61. Em FB na polpa. não houve diferença significativa entre as populações (Tabela 2). Em C. no Maranhão. portanto. os maiores teores de CT e ENERG na polpa.20% para a amêndoa e porém são um pouco superiores no caso da amêndoa. no Maranhão. no Maranhão.42% e de 1. (2006) e Vera et al. teve média estatisticamente inferior às das demais populações. no Piauí.52% vs. Mariano (2008) também obteve teor médio de PB na polpa (3. têm condições de serem melhor aproveitadas na alimentação humana. (2007).

em geral. destacaram-se as populações de Barras no primeiro elemento (148. no Piauí. maior potencial como fonte de genes para incrementar os teores de CT e ENERG na polpa.4 e 598. poderia ser aproveitada para uso como amêndoa. No que se refere aos teores de minerais (Tabela 3). No entanto. Dessa forma. em função do valor energético do fruto de C.27 mg 100 g-1) e as duas populações do Piauí (José de Freitas e Alto Longá) no segundo. ao mesmo tempo. no caso de ENERG (polpa e amêndoa).67 mg 100 g-1). a introdução de material genético dessa espécie talvez seja uma estratégia mais eficiente. no Maranhão. Já na amêndoa. Comparando os teores médios de CT e ENERG na polpa e na amêndoa. Lima et al. aliado ao elevado teor protéico. se destacaram das demais nos teores de P na polpa (105. as quatro populações mencionadas acima apresentam.100 g-1 na polpa e amêndoa.91%). houve .83%) e ENERG (319. são igualmente promissoras. sem diferir. brasiliense. (2010) também para C. pelo seu valor energético. Em Ca e Mg na polpa. as quais não diferiram entre si. As populações de Afonso Cunha. 2007).8 mg 100 g-1). os teores médios obtidos neste estudo são inferiores aos relatados por esses autores (358.80% e 292.. Atualmente. Os teores médios de CT (57. é importante a preservação das populações estudadas e.10 a 26. destacou-se no teor de K na amêndoa (1146. contudo. enquanto que a população de José de Freitas teve a maior média de K na polpa (554. 1995). verifica-se que a polpa é mais rica em CT e a amêndoa em ENERG (Tabela 2).9 mg 100 g-1) e na amêndoa (1344. Na amêndoa. Esses resultados são importantes no aproveitamento mais completo do fruto na alimentação humana.28 kcal 100 g-1) da polpa obtidos neste estudo são superiores aos teores médios desses nutrientes obtidos por Oliveira et al. no Piauí. coriaceum (18. na forma de óleo ou azeite de pequi (Araújo. o que reforça a necessidade de um melhor aproveitamento da amêndoa na alimentação humana. A população de Alto Longá.3 kcal. brasilense bem maior (Gonçalves. observa-se que a amêndoa é bem mais rica que a polpa em praticamente todos os minerais analisados.44 estatisticamente inferior às das demais populações (20. 2007. Neste aspecto. e José de Freitas.24 kcal 100 g-1 respectivamente). As médias de CT (polpa e amêndoa) obtidas neste trabalho também são bem superiores àquelas obtidas por Lima et al. as seis populações. embora sem diferirem entre si no primeiro caso. Contudo. respectivamente. Timon e Alto Longá. exceto a de José de Freitas. aproveitá-las no melhoramento do pequizeiro visando obter cultivares ou clones com frutos de melhor qualidade nutricional. Contudo. (2007) em C. respectivamente).88 mg 100 g-1). das populações de Afonso Cunha. apenas a polpa tem uso variado na culinária. A amêndoa tem uso mais indireto.

com médias de. as populações do Piauí sobressaíram-se nos teores de Cu (0. cerca de 3. respectivamente. superiores e inferiores aos teores desses elementos encontrados por Oliveira et al. Os teores de Cu e Mn são bem superiores também àqueles relatados por Hiane (1992).. villsosum. Foram. o teor médio obtido neste estudo é ainda equivalente aqueles obtidos por Ferreira et al..99 mg.14. K.73 e 7.62 mg 100 g-1) na polpa. 1. (1992) em C. (2010) para esses elementos em C. (1987) também para C.53 vezes os teores desses elementos obtidos por Oliveira et al. (1987). com médias superiores às médias das populações. brasiliense. No caso da amêndoa. No caso do Ca e Mg. 6.100 g-1) da polpa obtidos no presente trabalho (Tabela 3) são. No caso do P.41 mg 100 -1 (Tabela 3). os teores médios de Zn. enquanto que a população de Afonso Cunha (MA) sobressaiu-se no teor de Fe (6. brasiliense (Hiane et al.79 e 1.45 destaque das populações de Barras e Alto Longá (PI) e de Caxias e Timon (MA) nos teores de Ca. Em relação aos microelementos. 2. respectivamente. com médias de 4. (1992) com C. a população de José de Freitas (PI). Fe e Cu.72 e 6. brasiliense. os teores médios de P. Mn obtidos neste trabalho são. o teor médio deste estudo é inferior ao obtido por Ferreira et al. coriaceum.85.41 a 3. 1992). (1987) e Hiane et al.27 e 6. O teor de P na polpa. porém. enquanto que os teores de Zn e Fe são bem inferiores . àqueles obtidos por Ferreira et al.92 a 3.01 mg 100 g-1 e de 3. respectivamente. também sobressaíram-se as populações do Piauí nos teores de Mn (2. porém. Ca e Mg obtidos neste trabalho são 1.55 mg. (2010) com C. e em Cu. são superiores também aos teores desses nutrientes obtidos nos demais estudos com outras espécies de Caryocar. (1997) com C. Já na amêndoa. foi inferior aquele relatado por Ferreira et al. 2010) e para C.10 mg 100 g-1).22 mg 100 g-1. brasiliense e de Marx et al. São superiores. coriaceum da Chapada do Araripe-CE.21 mg 100 g-1). no teor de Zn na amêndoa as populações de Barras (PI) e Timon (MA). ainda. coriaceum da Chapada do Araripe-CE (Oliveira et al. os teores médios de K e Mg da polpa obtidos neste estudo foram bem superiores aqueles obtidos para C. respectivamente.7 e 2.100 g-1) e Ca (101.20 mg 100 g-1. coriaceum. Da mesma forma. (1987). As populações de Alto Longá (PI) e Afonso Cunha (MA) se destacaram em Cu e Zn na amêndoa. mas é bem superior ao relatado por Hiane et al. (2010) também em C.3 vezes maiores que os valores médios obtidos por Oliveira et al. (1992). com média de 4. Destacaram-se. aos teores de P e Ca obtidos nos estudos de Hiane et al. e das populações de Alto Longá e José de Freitas (PI) e de Afonso Cunha (MA) em Mg. Na polpa.66 a 0. sendo essa superioridade mais significativa no caso do Mg. bem inferior no caso do K e equivalente no caso do Mg.76 mg 100 g-1) e Fe (3. Os teores médios de P (83. Já em relação ao K. também.

mais promissoras. em trabalhos de conservação in situ e ex situ. a exceção do Cu. 4 CONCLUSÕES 1. a amêndoa destaca-se em minerais e em proteína bruta. no Piauí. 3. Em média. contudo. . a população de Alto Longá. Essa variabilidade possibilita o aproveitamento de imediato das populações na seleção de indivíduos superiores e. Há elevada variabilidade fenotípica nas populações de pequizeiro estudadas para a maioria dos caracteres físicos e químico-nutricionais do fruto. maior potencial em termos de teor de polpa. Em geral. constituindo uma excelente fonte de nutrientes para uso na alimentação humana. em geral. os resultados apresentados e discutidos neste trabalho evidenciam que as populações de pequizeiro estudadas são portadoras de elevada variabilidade para a maioria dos caracteres analisados. 2. Nesse aspecto. As populações de pequizeiro de ocorrência no estado do Maranhão apresentam. também. é uma fonte promissora de variabilidade para a maioria dos caracteres físicos e químico-nutricionais estudados. os teores dos microelementos obtidos neste estudo.46 àqueles relatados por Ferreira et al. 4. (1987). são superiores aos relatados por Oliveira et al. as populações do Piauí se mostram. com destaque para os caracteres químico-nutricionais. A polpa e a amêndoa de pequi são ricas em termos nutricionais. indicando que é possível o ganho genético por meio da seleção. Já na amêndoa. (2010). de modo geral.

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SERÁ ENVIADO À REVISTA PESQUISA AGROPECUÁRIA BRASILEIRA AUTORES Klégea Maria Câncio Ramos Valdomiro Aurélio Barbosa de Souza .) COM BASE EM CARACTERÍSTICAS FÍSISCAS E QUÍMICONUTRICIONAIS DO FRUTO E DA AMÊNDOA.49 Artigo 2 DIVERGÊNCIA GENÉTICA ENTRE POPULAÇÕES DE PEQUIZEIRO (Caryocar coriaceum Wittm.

br . Teresina-PI. percentagem de polpa (%POLPA)..50 DIVERGÊNCIA GENÉTICA ENTRE POPULAÇÕES DE PEQUIZEIRO (Caryocar coriaceum Wittm. carboidratos totais e energia. Como características químiconutricionais da polpa e da amêndoa analisaram-se: teores de gordura. As populações de pequizeiro de ocorrência no Maranhão mostraram-se mais heterogêneas que as do Piauí. relação comprimento/diâmetro médio do caroço (relação CCa/DMCa). proteína bruta. Duque de Caxias. E-mail: klegea@hotmail. PhD. Nas estimativas da divergência genética entre e dentro de populações utilizou-se a distância generalizada de Mahalanobis (D2) como medida de dissimilaridade. Av. As características físicas analisadas foram: massa média de fruto (MMF). massa média da casca (MMC). em Desenvolvimento e Meio Ambiente/TROPEN/PRODEMA/UFPI. com base em características físicas e químico-nutricionais do fruto e da amêndoa.. Palavras .chave: Fruteira nativa. Agr. CEP: 64006-220. KLÉGEA MARIA CÂNCIO RAMOS2 E VALDOMIRO AURÉLIO BARBOSA DE SOUZA3 RESUMO O objetivo deste trabalho foi estudar a divergência genética entre e dentro populações de pequizeiros de ocorrência natural nos estados do Maranhão e Piauí.com 2 Eng. Recursos genéticos. Observou-se divergência genética significativa entre e dentre das populações estudadas. Bióloga. relação comprimento/diâmetro médio da amêndoa (relação CA/DMA) e espessura média da casca (EMC). massa média da amêndoa (MMA). Componentes principais. 1 2 Parte da Dissertação de Mestrado do primeiro autor. 5650. fibra bruta. Agrupamento populacional. indicando que é possível obter ganhos genéticos importentes por meio da seleção. E-mail: valdo@cpamn.embrapa. Embrapa Meio-Norte. MSc. massa média do caroço (MMCa). Efetuou-se a análise de componentes principais e agrupou-se as populações e indivíduos dentro de populações por meio dos métodos de agrupamento de Tocher e UPGMA.) COM BASE EM CARACTERÍSTICAS FÍSISICAS E QUÍMICONUTRICIONAIS DO FRUTO E DA AMÊNDOA1. relação comprimento/diâmetro médio fruto (relação CF/DMF).

kernel average mass (MMA). based on fruit and kernel physical and chemical-nutritional characteristics. Significant genetic divergence between and among the populations studied were observed. fruit length/fruit mean diameter (CF/DMF) ratio. crude protein. Principal components. indicating that it is possible to obtain important genetic gains by selection. The following physical characteristics were analyzed: average fruit weight (MMF). The pequi populations of occurrence in the State of Maranhão were more heterogeneous than those of Piaui State. percentage of pulp (%POLPA). stone length/stone mean diameter (CCa/DMCa) ratio. Populations grouping. Genetic resources. The analysis of principal components was performed. Key-words: Native fruit tree. a and the populations and individuals within populations were grouped by the grouping methods of Tocher and UPGMA.) BASED ON PHYSICAL AND CHEMICAL-NUTRITIONAL CHARACTERISTICS OF FRUIT AND KERNEL ABSTRACT The objective of this work was to study the genetic divergence among and within pequi populations of natural occurrence in the states of Maranhão and Piauí. . To estimate the genetic divergence among and within populations it was used the Mahalanobis distance (D2) as a measure of dissimilarity. Brazil.51 GENETIC DIVERGENCE AMONG POPULATIONS OF PEQUI (Caryocar coriaceum WITTM. The chemical-nutritional characteristics analyzed of both pulp and kernel were: fat. crude fiber. hull average mass (MMC). kernel length/ almond mean diameter (CA/DMA) ratio and peel average thickness (EMC ). total carbohydrates and energy. stone average mass (MMCA).

1988) e no tomate (Marim et al. Estudos de diversidade genética e análise de componentes principais foram realizados na mamona (Cavalcante et al. segundo artigo 2 da Convenção sobre Diversidade Biológica. Apesar disso. na batata-doce (Miranda. como a análise de componente principais. 2009). . marinhos. pode ser entendido como a variabilidade dos organismos vivos de todas as origens. onde estão incluídas inúmeras frutíferas de importância socioeconômica para as populações rurais que habitam esse ecossistema e exploram muitas dessas espécies por meio do extrativismo.. por exemplo. O Brasil é o país que possui a maior biodiversidade genética vegetal. no jatobá e na sucupira-preta (Pereira et al. 1996). a escolha do método dependerá do grau de precisão e dos dados obtidos. 2004). estimando assim. a divergência genética tem sido avaliada por meio de técnicas biométricas. Segundo Cruz & Regazzi (2001). 2008). Cruz e Pereira. 2002). O Cerrado é o segundo maior bioma do Brasil e possui uma vasta diversidade de espécies vegetais. incluindo seus complexos. que se destinam à avaliação da divergência dos progenitores.. entre espécies e de ecossistemas (Brasil.. abrangendo os ecossistemas terrestres. espécies e populações. e outros ecossistemas aquáticos. 2008).52 1 INTRODUÇÃO O termo biodiversidade. Porém ainda são escasso estudos nesta área envolvendo frutíferas nativas do Cerrado. baseadas na quantificação da heterose. Esses estudos comumente empregam informações provenientes de características fenotípicas ou de marcadores moleculares para estimar os níveis de diversidade e estrutura genética para um grande número de plantas e animais. o conhecimento da diversidade tem permitido o estudo da extensão e distribuição da variação genética entre espécies e de investigações taxonômicas e evolutivas (Martins. Métodos multivariados podem ser aplicados para a avaliação da divergência genética. e compreendendo a diversidade dentro de espécies. por variáveis canônicas e por métodos aglomerativos. cerca de dois terços das espécies se encontram nos trópicos. Estudos da diversidade genética em populações naturais têm sido continuamente desenvolvidos na tentativa de se mensurar o nível de informações herdáveis em indivíduos. os estudos realizados neste bioma têm contemplado um número baixo de espécies (Melo Júnior et al.. Além disso. a Floresta Tropical Atlântica e a Floresta Amazônica (Dias. que o Brasil detém 75% de todas as espécies em suas duas principais formações florestais. 2004).

. o objetivo é avaliar a similaridade dos progenitores por intermédio da dispersão gráfica. 1997). 1994).. . Cruz & Pereira.. com base em características físicas e químico-nutricionais do fruto e da amêndoa. pois a primeira não considera as correlações residuais entre os caracteres disponíveis (Cruz & Regazzi. No entanto.. Fuzatto et al. A viabilidade de utilização dos componentes principais em estudos de divergência genética dependerá da possibilidade de resumir o conjunto de variáveis originais em poucos componentes. a pimenta e o pimentão (Sudré et al. 2005). 1995)... Costa et al. Isto é conseguido quando se alia uma alta média e uma ampla variabilidade genética para o caráter a ser selecionado (Ferreira et al. 1997). Esses estudos tornam-se mais significativos quando um conjunto de progenitores é avaliado em diferentes condições ambientais. trabalhos desta natureza com C. 1995.. A técnica tem a vantagem de possibilitar a avaliação da importância de cada caráter estudado sobre a variação total disponível entre genótipos avaliados (Cruz & Regazzi. tem sido feita em diversos programas de melhoramento que realizam hibridações.. a mandioca (Vidigal et al. pois as respostas fenotípicas dos indivíduos diferem em ambientes distintos (Santos et al. Entre as análises de dissimilaridade. 1988) o cupuaçu (Araújo et al. o milho (Ferreira et al.. 1997). em que se consideram dois eixos cartesianos. Estudos da divergência genética por meio de análise multivariada tem sido empregados com várias espécies. Figueiredo Neto et al. possibilitando o estudo da diversidade genética de um grupo de progenitores. 2007. 1994). um dos pontos fundamentais é a escolha dos pais para obter populações de ampla base genética onde a seleção atuará. que utilizou a análise de componentes principais para acessar a variabilidade de pequizeiros da Chapada do Araripe. a ouricana. A seleção dos progenitores. 2004). a última sendo a preferida. coriaceum.. a batata (Miranda. o feijão (Santos et al... Este trabalho teve como objetivo estudar a divergência genética entre e dentro de populações de pequizeiros de ocorrência natural nos estados do Maranhão e Piauí. no estado do Ceará. como a mamona (Cavalcante et al. fruta nativa do estado da Amazônia (Silva Filho et al. Costa. fruta típica das Florestas Tropicais (Silva et al. tendo como um dos critérios a distância genética entre eles. ainda são escassos. 2007). 2002) e cubiu (Solanum tapirum). 2002). 2006. 2005). Encontrou-se na literatura especializada apenas os estudos de Oliveira (2009). Ao se iniciar um programa de melhoramento de plantas. existem a Distância Média Euclidiana e a Distância Generalizada de Mahalanobis. 2006..53 Na análise de componentes principais.

223.4’ S 42°12’O 5°15’ S 42°12’ O 4°14.gov.MA Alto Longá .1 Descrição da área de abrangência do estudo O estudo envolveu populações de pequizeiro localizadas nos municípios de Alto Longá. Barras – 5 indivíduos (25 a 29). Área de abrangência do estudo Municípios Afonso Cunha .2 Caracterização física e químico-nutricional dos frutos e das amêndoas As análises físicas foram realizadas nos Laboratórios de Fisiologia Vegetal e de Bromatologia da Embrapa Meio Norte e no Laboratório de Bromatologia no Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal do Piauí.35 1. Os frutos foram coletados no estádio de maturação completa (frutos caídos no chão).21 Bioma Cerrado Cerrado Cerrado Caatinga Cerrado Caatinga Cerrado Caatinga 2. com a seguinte distribuição: Alto Longá – 8 indivíduos (17 a 24). Caxias – 3 indivíduos (9 a 11) e Timon – 8 indivíduos (1 a 8). Ao todo foram amostrados 36 indivíduos nas seis populações (municípios).721. no período de março de 2008 a maio de 2009.54 2 MATERIAL E MÉTODOS 2.2’ O Área (km²) 371.5’ S 42°34. Coordenadas geográficas Latitude Longitude 4°7.740.PI Barras .8’ S 43°19. em Teresina-PI.4’ S 42°17. TABELA 1.PI Fonte: www.538.PI José de Freitas . acondicionados em sacos plásticos e transportados para o Laboratório de Fisiologia Vegetal da Embrapa Meio-Norte. Por sua vez.ibge.MA Caxias . A escolha dos municípios mencionados foi em função da facilidade de acesso e da elevada ocorrência do pequizeiro.4’ O 4°4.56 1.25 5.32’ O 4°51’ S 43°21’ O 5°5. Foi analisada uma amostra de 15 frutos por planta.621. no Piauí.59 1. da mesma forma que a escolha dos municípios. . onde foram congelados (-20ºC) antes das medições físicas. José de Freitas – 7 indivíduos (30 a 36).br. Afonso Cunha – 5 indivíduos (12 a 16).MA Timon . a facilidade de acesso. os critérios para escolha das plantas de pequizeiros dentro de cada área de ocorrência (população) foram a presença de frutos por ocasião das viagens de coleta e.98 1. no Maranhão (Tabela 1). Barras e José de Freitas. Caxias e Timon. e Afonso Cunha.

onde frutos por indivíduo foram utilizados como repetições. só que neste caso com três repetições. PBp. como descrito por Cruz & Regazzi (1994). ou seja. 15 frutos por planta passou a serem 15 repetições. inicialmente. fibra bruta (FBp e FBa). e as de dimensões foram obtidas com o auxílio de um paquímetro digital e expressas em centímetros. em kcal 100-1g. relação comprimento/diâmetro médio do caroço (relação CCa/DMCa). sendo a última com intuito de determinar as variáveis (características) de maior peso para a divergência entre e dentro de populações. (2002).3 Análises dos Dados Realizaram-se. FBp e FBa foram determinados de acordo com as normas analíticas do Instituto Adolfo Lutz (Instituto Adolfo Lutz. as análises de variância e de componentes principais. 2. relação comprimento/diâmetro médio da amêndoa (relação CA/DMA) e espessura média da casca (EMC). ENERGp e ENERGa foram determinados usando a metodologia descrita por Moretto et al. PBa. um delineamento estatístico inteiramente ao acaso.55 Foram tomadas as seguintes medidas físicas: massa média de fruto (MMF). massa média da casca (MMC). 1985) e expressos em percentagem. Nas análises de variância e componentes principais das características. proteína bruta (PBp e PBa). As análises foram realizadas por meio do programa GENES (Cruz. relação comprimento/diâmetro médio fruto (relação CF/DMF). As medidas de massa foram efetuadas em balança digital e expressas em gramas. utilizando a distância generalizada de Mahalanobis (D²) como medida de dissimilaridade. massa média da amêndoa (MMA). Nas características químico-nutricionais utilizou-se o mesmo delineamento estatístico. realizou-se a análise de divergência genética por meio dos métodos de otimização de Tocher e de agrupamento UPGMA. 2001). GORDa. massa média do caroço (MMCa). As seguintes características químico-nutricionais da polpa (p) e da amêndoa (a) foram analisadas: gordura (GORDp e GORDa). . sendo os dois primeiros expressos em porcentagem e as duas últimas. considerouse. carboidratos totais (CTp e CTa) e energia (ENERGp e ENERGa). enquanto que os teores de CTp. Em seguida. CTa. percentagem de polpa (%POLPA). Os teores de GORDp.

com 1. foram também relações.0681% de contribuição (Tabela 2). a estratégia mais indicada seria a seleção para menor MMC. A elevada contribuição da MMC para a divergência genética observada mostra que essa característica é importantíssima no processo de seleção. .50% e comprimento da vagem. com contribuição de 29.0047% de contribuições para a divergência genética entre e dentro de populações.06%. Ou seja. por apresentarem alta similaridade com variáveis mais importantes. 82%. Nas características químico-nutricionais observaram-se três caracteres de maior importância para a divergência entre e dentro de populações. carboidratos totais na amêndoa (CTa). as características de menor importância para a diversidade do feijão de corda. com 23.1 Análises da importância das variáveis Pelo critério sugerido por Cruz & Regazzi (1994).80%. com pouca diferença em termos percentuais entre si: gordura na polpa (GORDp). com contribuição de 20. com 21. com apenas 0.0012% e 0. com apenas 0.70% e produção de grãos/parcela.56 3 RESULTADOS E DISCUSSÃO 3. como número de vagens/planta. com 19.18%. se o interesse for aumentar o teor de polpa do fruto. indicando que as mesmas são dispensáveis ou redundantes. com 3. Nas características físicas. foram as variáveis que mais contribuíram para a diversidade. e energia na amêndoa (ENERGa). (1997).91% (Tabela 2).01%. com contribuição de 87. Já comprimento da haste principal. Em Santos et al.72% e massa média de fruto (MMF). as variáveis de menor importância no presente estudo (Tabela 2) foram a relação comprimento/diâmetro médio do fruto (relação CF/DMF) e a relação comprimento/diâmetro médio da amêndoa (relação CA/DMA). os caracteres que apresentaram maior importância para a divergência entre e dentro das populações de pequizeiros foram massa média da casca (MMC). mantendose MMF sem ou com baixa intensidade de seleção. O caráter de menor importância foi fibra bruta na amêndoa (FBa). com 8.

5043 -------------.1809 224.0256 913.98 2.29 5. MMF: Massa média do fruto. FBa: Fibra bruta da amêndoa.05 0.92 16. DMF: Diâmetro médio do fruto. CTa: Carboidratos totais da amêndoa e ENERGa: Energia da amêndoa. .95 8.47 4. CF: Comprimento do fruto.58 0.5335 152587.81 20.j % ----------------------.86% da variação total observada nas características físicas.82% da variação total (Tabela 3). ENERGp: Energia da polpa.7763 86174.Características químico-nutricionais -------------30324.Características físicas ----------------------4985. FBp: Fibra bruta da polpa.0047 1731092.39 0.3026 23572.0681 105065. PBa: Proteína bruta da amêndoa. os dois primeiros componentes principais das variáveis.0655 357.13 0.4902 MMA CA/DMA MMF MMC MMCa %POLPA CF/DMF CCa/DMCa EMC FBp CTp ENERGp PBp GORDp FBa CTa ENERGa PBa GORDa ¹ MMA: Massa média da amêndoa. MMCa: Massa média do caroço. baseada na estatística S. Contribuição relativa dos caracteres para divergência genética.78 87. GORDp: Gordura da polpa.7191 118645.j de Singh (1981) Características ¹ Contribuição para a divergência genética S. DMA: Diâmetro médio da amêndoa.58 19. EMC: Espessura média da casca. GORDa: Gordura da amêndoa.8256 17337.16 0. DMCa: Diâmetro médio do caroço.2 Análise de Componentes Principais Na análise da divergência genética.34 0.28 0.33 29. explicaram 63.0473 486746. CTp: Carboidratos totais da polpa.68 0.9066 17049155.57 TABELA 2.91 3.5099 2800. MMC: Massa média da casca.415 2676.85 0.6104 35150. CCa: Comprimento da caroço. CA: Comprimento da amêndoa. PBp: Proteína bruta da polpa. 3. enquanto que no caso das características químico-nutricionais os dois primeiros componentes principais responderam por 99.0134 104079.0012 9188.

82) do fruto e da amêndoa de pequi.15% da variabilidade genética na mamona. Já em Cavalcante et al. o percentual da variância acumulada nos primeiros componentes foi inferior aos 70% recomendados. Rencher (2002).Características físicas ----------------3.2250 24. Portanto.1431 2. valor esse superior e inferior aos obtidos neste estudo para as características físicas (63.. As características de maior contribuição na discriminação das populações e dos pequizeiros dentro destas nas CP1 e CP2 foram: GORDp e ENERGp. 2002). no caso das características físicas. respectivamente.1431 39. e por Cruz & Regazzi (2001). os dois primeiros componentes principais explicaram 82. (2009). Ferreira (1996). Resultados parecidos foram encontrados por Marim et al.58 TABELA 3.92 0.8656 --------. que recomendam que os percentuais da variância acumulada nos primeiros componentes principais sejam superiores a 80%. apenas no caso das características químico-nutricionais.8273 Os resultados das características químico-nutricionais (Tabela 3) estão acima daqueles recomendados por López & Hidalgo (1994).75 99. (2008).86) e químico-nutricionais (99. Timm (2002) e Härdle & Simar (2003).6486 99. 1 Vetores próprios da matriz de covariância das variáveis estudadas .Características químico-nutricionais --------7190. Variância de cada componente principal e sua importância em relação à variância total quanto às características físicas e químico-nutricionais Componente 11 2 1 2 Autovalores (%) (%)Acumulada -----------------.1791 99. onde os percentuais da variância total para os primeiros componentes principais devem ser superiores a 70%.7224 63. os dois primeiros componentes principais atendem aos critérios para inferência da divergência genética. Contudo. já que.6486 12.5228 39.64% da variação total em tomates. caracteres com maiores autovalores são considerados de maior importância para o respectivo componente (Rodrigues et al. em cujo estudo a soma dos dois primeiros componentes explicaram apenas 58.

É provável que parte importante desta diferença deva-se a fatores ambientais.6823 0.1229 -0.2350 -0.0639 -0.2816 0.2231 0. Escores dos caracteres avaliados em relação aos quatros componentes principais (CP) Características1 MMA CA/DMA MMF MMC MMS %POLPA CF/DMF CS/DMS EMC FBp CTp ENERGp PBp GORDp FBa CTa ENERGa PBa GORDa CP1 CP2 ----------------. CTa: Carboidratos totais da amêndoa e ENERGa: Energia da amêndoa. ou seja. principalmente. a porcentagem de polpa (%POLPA) mostrou autovalores negativos.4372 0.0204 0. DMF: Diâmetro médio do fruto. GORDp: Gordura da polpa. já que trata-se de indivíduos da mesma espécie.5121 0.21%. DMA: Diâmetro médio da amêndoa. Neste estudo.1424 0. 1 Vetores próprios da matriz de covariância das variáveis estudadas .5432 0.2731 0. CF: Comprimento do fruto.3727 0.0764 0. CA: Comprimento da amêndoa.2249 -0. Oliveira (2009) realizou estudos com pequi no estado do Ceará. GORDa: Gordura da amêndoa. CCa: Comprimento da caroço. onde a variável peso de fruto teve importância de 73. ENERGp: Energia da polpa.5202 0. da quantidade de variação total disponível contida nos primeiros componentes utilizados. MMF: Massa média do fruto.59 TABELA 4.0357 0. MMC: Massa média da casca.2144 -0.0023 0. FBp: Fibra bruta da polpa.0888 -------.0404 -0.4952 -0.2597 -0.89%) quanto na CP2 (-23.0233 0.1509 0. FBa: Fibra bruta da amêndoa.1330 0. DMCa: Diâmetro médio do caroço.0690 0. PBp: Proteína bruta da polpa.1045 0.10% na CP1 e o rendimento de polpa teve peso de 92.4690 0. MMCa: Massa média do caroço.Características físicas ----------------------0.3357 -0. A eficiência do uso dos componentes principais depende. CTp: Carboidratos totais da polpa.0078 -0.3931 0.6727 -0.5001 ¹ MMA: Massa média da amêndoa . tanto na CP1 (-17.0944 -0.50). EMC: Espessura média da casca.1789 -0. PBa: Proteína bruta da amêndoa.5289 0. com pequi da região Meio-Norte.Características químico-nutricionais --------------0.311 -0. do grau de distorção ocorrida nas distâncias entre indivíduos quando se passa do espaço pdimensional para o n-dimensional.

FIGURA 1.60 Segundo Cruz & Regazzi (2001). sua utilização é satisfatória no estudo da divergência genética por meio de avaliação da dispersão gráfica dos escores em relação às variáveis. segundo as características físicas. . Nesse aspecto. quando as duas primeiras variáveis canônicas explicam acima de 80% da variação total. mostrada nas Figuras 1 e 2. Representação gráfica dos pequizeiros avaliados com relação aos eixos definidos pelas componentes principais (CP1 e CP2). efetuou-se a dispersão gráfica bidimensional dos dois primeiros componentes principais.

61 FIGURA 2. mostraram-se mais heterogêneas em comparação com os demais indivíduos. 9 e 27. respectivamente. Representação gráfica dos genótipos avaliados com relação aos eixos definidos pelas componentes principais (CP1 e CP2). das populações de Timon e Caxias. pode ser formador de um outro grupo. Já no caso das características químico-nutricionais (Figura 2). todas no Maranhão. sendo que o indivíduo 4 (Figura 2). pertencentes as populações de Caxias. respectivamente. Timon e Afonso Cunha. o mesmo ocorreu com os indivíduos 6. no Piauí. . 2 e 13. dependendo da interpretação. e de Barras. segundo as características químico-nutricionais A dispersão gráfica no espaço bidimensional revelou a formação de seis grupos para características físicas e sete grupos para características químico-nutricionais. no Maranhão. Nas características físicas (Figura 1) os indivíduos 10.

31. Agrupamento de indivíduos de 36 pequizeiros. 27. 35. utilizando a distância generalizada de Mahalanobis como medida de dissimilaridade Grupos I II III IV V VI I II III IV V VI VII VIII IX X XI Pequizeiros -------------------------. 28 32. O grupo I é formado. da população de Afonso Cunha. 5. No primeiro caso (grupo III). 16 2. 9. 6.Características químico-nutricionais ----------------5. 23. 2 1 No caso das características químico-nutricionais houve a formação de 11 grupos. 28. 19. 6. 17. 14. 3. 21 9. 18. 34. em sua maioria. 20 4. 10 13 20 ----------------. 1. 12. todos de ocorrência no Maranhão. em sua maioria. 7. somente o indivíduo de número 8 é de ocorrência no Maranhão (população de Timon). 15. 22. 4. 30. 36 8. 12. enquanto que no grupo VI o indivíduo é o de número 20. 35. apenas os pequizeiros . 21 7. da população de Alto Longá. 11. 3. 19. Os grupos V e VI são formados por apenas um indivíduo cada um. esse indivíduo de número 13. 27.62 3. Observaram-se a formação de seis grupos para a divergência baseada nas características físicas. pelo método de otimização de Tocher. 4. O grupo I é formado. 14 e 15 são de ocorrência no estado do Maranhão. 23. por pequizeiros de ocorrência no Piauí. apenas os indivíduos de números 1. 33. 29. O grupo II também é composto por pequizeiros de ocorrência no Piauí. 18. 11 13. 33 17. no Piauí. 24 8. das populações de Timon e Caxias. 10. 6. os pequizeiros são das populações de Timon e Afonso Cunha e no segundo. no Maranhão. 22. 26. 16 25. 14. por pequizeiros do estado do Piauí. 30. 15. 34.Características físicas ------------------------11. 9. 26 12. No grupo V.3 Agrupamento pelo método de otimização de Tocher Os resultados da divergência genética obtidos pelo método de otimização de Tocher são apresentados na Tabela 5. 5. TABELA 5. 32. 25. 36. Já os grupos III e IV são constituídos cada um por dois indivíduos. 29. 24. 31 3.

em caso de futuros trabalhos de coleta de germoplasma maior ênfase nas coletas deverá ser dada às populações de ocorrência no Maranhão. Por último. Já nos grupos grupo IV e X todos os indivíduos são procedentes do estado do Maranhão. no Maranhão. em sua maioria. da população de Afonso Cunha. Os resultados do agrupamento das seis populações de pequizeiro. pelo método de otimização de Tocher. indicando que a variabilidade presente nas populações de pequizeiro daquele Estado é menor que àquela presente nas populações de ocorrência no Meio-Norte. o de número 21. se mostraram os mais divergentes em relação aos demais. quando a base da divergência são as características físicas do fruto e da amêndoa. pertencente à população de Barras. o de número 8. é composto por dois indivíduos. que o método de otimização de Tocher é eficiente na discriminação da variabilidade genética em pequizeiro. pertence à população de Alto Longá. com base apenas em características físicas do fruto e utilizando o método de otimização de Tocher.63 de números 5. mostram que os pequizeiros de ocorrência no Piauí apresentaram menor heterogeneidade quando comparados com os de ocorrência no Maranhão. o de número 1. no Piauí. no Piauí. da população de Timon. O pequizeiro de número 13. O grupo III compõe-se. por sua vez. enquanto que nos grupos V. logo. no Maranhão. e o outro. Em geral. Isso indica que. os agrupamentos formados. 6. no Piauí. a formação de cinco grupos distintos. à população de Timon. foi o mais divergente em relação aos demais. a análise por meio de componentes principais não deve levar em consideração apenas os dois primeiros componentes principais. o grupo XI é formado por um único indivíduo. Em seu estudo com pequizeiros de ocorrência no estado do Ceará. Os resultados dos dois estudos indicam. a exceção do indivíduo de número 29. sendo que apenas o indivíduo 12 é de ocorrência do estado do Maranhão. VI e VII compõem-se de plantas de procedência do estado do Piauí apenas. O grupo VIII. é possível perceber distorções na passagem das variáveis de um espaço bidimensional para p-dimensional. quando a base da divergência são as características químiconutricionais. O grupo II é composto por pequizeiros de ocorrência no Piauí. Oliveira (2009) obteve. um. no Maranhão. e o de número 20. Por sua vez. por pequizeiros de ocorrência no Maranhão. da população de Alto Longá. neste caso. 10 e 14 são de ocorrência no Maranhão. havendo influência geral no agrupamento dos pequizeiros. estão apresentados na Tabela 6. o indivíduo de número 1. também. Observa-se a formação de dois grupos . no Maranhão. mais precisamente da população de Caxias. pertencente a população de Timon. Comparando a Tabela 5 e as Figuras 1 e 2.

5 e 6. Agrupamento de Tocher. segundo populações. Caxias e Afonso Cunha.64 tanto quando se consideram os caracteres físicos do fruto e da amêndoa quanto os caracteres químico-nutricionais. Em termos de características físicas. observou-se maior divergência quando a base dessa divergência são as características físicas. Por sua vez. respectivamente. 5. Na população de Caxias. o pequizeiro de número 3 mostrou-se menos similar quanto aos caracteres físicos.Características físicas ----------------4. 2 Populações 1. houve a formação de dois grupos para ambos os grupos de características. Barras e José de Freitas. mantiveram a mesma formação nos dois grupos. Por sua vez. o pequizeiro de número 16 mostrou-se o mais divergente. no Piauí. a população de Caxias foi a que se mostrou mais diversa.Características químico-nutricionais -----4. observa-se que as populações 4 (Alto Longá). em termos de caracteres químico-nutricionais. Nas populações do estado do Maranhão houve a formação de no mínimo dois e no máximo três grupos. enquanto que as populações de Timon e Caxias foram as mais heterogêneas dentre as seis populações estudadas em termos de características químico-nutricionais. o que confirma a presença de maior diversidade genética nas populações de ocorrência no Maranhão. primeiro por características físicas e segundo por características químico-nutricionais. Comparando os agrupamentos com base nos dois grupos de características. e as populações 4. na população Timon. ao passo que o pequizeiro de número 1 mostrou-se menos similar em termos de caracteres químico-nutricionais. TABELA 6. Na população de Afonso Cunha. Grupos I II I II 1 Populações1 ------------. Na Tabela 7 são apresentados os agrupamentos. pelo método de otimização de Tocher. 3 1. 5 (Barras) e 6 (José de Freitas) todas no Piauí. 5. no Maranhão. onde os indivíduos de número 10 e 9 mostraram-se mais diversos quantos aos caracteres físicos e químico-nutricionais. dos indivíduos dentro de populações com base nas características físicas e químiconutricionais do fruto e da amêndoa. 6. 2 e 3 correspondem aos municípios de Timon. . 6. sendo os pequizeiros de número 12 e 13 os mais divergentes. As populações de Timon e Afonso Cunha mostraram-se as mais diversas para ambos os grupos de características. 3 2 -----. 1. aos municípios de Alto Longá.

14. dos pequizeiros de ocorrência no estado do Maranhão.Características químico-nutricionais ---10. 15.Características físicas -----------1. 6. 4. 8 3 ---. 4. 5 1 População de Caxias ------------. Nestas últimas populações houve formação de três e dois grupos quando a base foi os caracteres físicos e os caracteres químico-nutricionais.Características químico-nutricionais ---3.Características químico-nutricionais ---13. 5. 12 16 Nas populações do Piauí (Tabela 8) também houve a formação de um máximo de três grupos e de um mínimo de dois. Agrupamento. por população.Características físicas -----------14. 8. Grupos I II III I II I II I II I II III I II . 11 10 ---. 7. População de Timon Pequizeiros ------------. respectivamente. 6. 2. 15.65 TABELA 7. Já na população de José de Freitas ocorreu o inverso. utilizando o método otimização de Tocher e a distância generalizada de Mahalanobis como medida de dissimilaridade. 2 7. 11 9 População de Afonso Cunha ------------. 16 13 12 ---. As populações de Alto Longá e José de Freitas diferenciaram-se quanto ao número de grupos formados para as características físicas.Características físicas -----------9.

34 36 31 ---. dos pequizeiros de ocorrência no estado do Piauí. 28 População de José de Freitas ------------. 24. 26. 21 20 ---.Características químico-nutricionais ---25. 29 26. que teve dois grupos unitários e um grupo com 5 indivíduos. 20. 22 19. para os químico-nutricionais. 36. Agrupamento. 24.Características físicas -----------30. o pequizeiro de número 20 foi o menos similar em termos de caracteres físicos. 21. população. . 33. 31. 18 23 População de Barras ------------. 32. 35. 30. Por último.Características químico-nutricionais ---34.66 TABELA 8. na população de Barras.Características químico-nutricionais ---17. utilizando o método de otimização de Tocher e a distância generalizada de Mahalanobis como medida de dissimilaridade. 28. 27. 23. e o de número 23 foi o menos similar em termos caracteres químico-nutricionais. Por sua vez. 22.Características físicas -----------27. População de Alto Longá Pequizeiros ------------. 17. 35. o pequizeiro de número 25 foi o mais divergente em relação aos caracteres físicos. 19.Características físicas -----------18. 29 25 ---. os indivíduos menos similares foram os de número 31 e 36 para os caracteres físicos e o indivíduo 33. 32 33 Grupos I II III I II I II I II I II III I II Na população de Alto Longá. na população de José de Freitas.

. houve formação de sete grupos que mostraram boa coerência quando aqueles de Tocher. FIGURA 3. a maioria mostrou-se pouco divergente entre si. utilizando a distância generalizada de Mahalanobis como medida de distância genética. confirmando assim a vasta diversidade genética nas características químiconutricionais presente nos pequizeiros estudados. porém. gerado pelo método de agrupamento UPGMA (ligação média entre grupos) com base nas características físicas do fruto e da amêndoa e usando a distância generalizada de Mahalanobis como medida de dissimilaridade.67 No dendrograma (Figura 3). Na Figura 4 é apresentado o dendrograma formado com base nas características químico-nutricionais e gerado pelo método de agrupamento UPGMA. obtido pelo método de agrupamento UPGMA. Dendrograma resultado da análise dos 36 genótipos de pequizeiros com base nas características físicas do fruto e da amêndoa. Nos três grupos mais divergentes estão contidos os exemplares 9 e 20 do grupo IX. 4 e 2 do grupo X e 1 do grupo XI. E. nele fica evidenciada a maior divergência dos indivíduos de número 13. de Tocher. Observa-se que a formação dos grupos guarda razoável concordância com aqueles do método de Tocher.

são as mais divergentes das seis populações estudadas. Dendrograma resultado da análise dos 36 genótipos de pequizeiros com base nas características químico-nutricionais. da população de Alto Longá. 4. os pequizeiros das populações de ocorrência no Piauí mostram-se menos divergentes entre si que aqueles provenientes de populações de ocorrência no Maranhão. MMF e os teores de gordura e de carboidratos na amêndoa são as características que mais contribuem para a diversidade genética entre os pequizeiros estudados. 3. 4 CONCLUSÕES 1. e o de número 20.68 FIGURA 4. O pequizeiro de número 13. MMC. são os mais divergentes em termos de características físicas. da população de Afonso Cunha. ambas no estado Maranhão. As populações de Caxias e Timon. Em geral. 2. enquanto o de número 1. obtido pelo método de agrupamento UPGMA e utilizando a distância generalizada de Mahalanobis como medida de dissimilaridade. da população de Timon é o mais divergente quanto as características químico-nutricionais. . tanto em termos de caracteres físicos quanto químiconutricionais.

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) DA REGIÃO MEIO-NORTE A SER ENVIADO À REVISTA ONLINE DO PRODEMA AUTORES Klégea Maria Câncio Ramos Valdomiro Aurélio Barbosa de Souza .72 Artigo 3 O PEQUIZEIRO E O HOMEM: ESTUDO SOBRE OS VENDEDORES E CATADORES DE PEQUI (Caryocar coriaceum WITTM.

mas também outras espécies de frutas nativas como o bacuri. sofrem perdas irreparáveis em sua variabilidade genética.73 O PEQUIZEIRO E O HOMEM: ESTUDO SOBRE OS VENDEDORES E CATADORES DE PEQUI (Caryocar coriaceum WITTM. A pesquisa de campo foi procedida entre janeiro e março de 2009 e foram entrevistadas 40 pessoas utilizando questionários semi-estruturados e obteve-se como resultado que em sua maioria. 5650. Estudo social e econômico.br . não apenas o pequi. CEP: 64006-220.. PhD. se continuadas. tem a faixa etária dos 30 aos 50 anos. o cerrado brasileiro tem sido o foco para a expansão da fronteira agrícola.com 3 Eng. ocasionando uma ocupação desordenada sem planejamento quanto à preservação dos recursos genéticos e o desenvolvimento sustentável da região. Sustentabilidade. em Desenvolvimento e Meio Ambiente/TROPEN/PRODEMA/UFPI. o principal componente da renda mensal média familiar é o Bolsa Família e o um dos usos principais do pequi é o consumo in natura e em condimentos alimentícios.) DA REGIÃO MEIO-NORTE DO BRASIL1. o cajuí. Com a intensificação desse tipo de ocupação. Duque de Caxias. Renda familiar. Agr. Palavras-chave: Caryocar coriaceu. perdas essas que.embrapa. o buriti. os entrevistados são mulheres e analfabetos.. no médio e/ou longo prazos. Embrapa Meio-Norte. Av. Teresina-PI. podem resultar. MSc. na extinção de muitas dessas espécies. bem como concluir se existe melhoria na renda mensal média familiar e identificar as formas de usos do pequi. Este trabalho teve como objetivo traçar um perfil social e econômico dos catadores e vendedores dos frutos de pequi. E-mail: klegea@hotmail. 1 2 Parte da Dissertação de Mestrado do primeiro autor. Bióloga. E-mail: valdo@cpamn. além do babaçu. KLÉGEA MARIA CÂNCIO RAMOS2 E VALDOMIRO AURÉLIO BARBOSA DE SOUZA3 RESUMO Nas últimas décadas. a mangaba.

buriti. resulting in a disordered occupation without planning how to preserve genetic resources and sustainable development of the region.) OF THE MID-NORTH REGION OF BRAZIL. the main component of the average family monthly income is the Bolsa Familia and one of the main uses of pequi is fresh consumption and food seasonings. mangaba. These losses if continued could result in the mid. the respondents are women and illiterate.and/or long-terms in the extinction of many of these species. has to age from 30 to 50 years. Key-words: Caryocar coriaceum. The fieldwork was performed between January and March 2009 and 40 people were interviewed using semi-structured questionnaires and obtained the result that in most cases. in a addition to babassu. not just the pequi. the Brazilian Savannah has been a focus for agricultural expansion. . cashew. ABSTRACT In recent decades. but also other species of native fruits like bacury. Family income.74 THE PEQUI THREE AND THE MAN: A STUDY ON THE VENDORS AND COLLECTORS OF PEQUI (Caryocar coriaceum WITTM. Socioeconomic study. Sustainability. suffer irreparable losses in their genetic variability. With the intensification of this kind of occupation. This study aimed to draw a socioeconomic profile of collectors and sellers of fruits pequi and conclude that there is improvement in the average monthly income families and identify ways to use the pequi.

as formações florestais são: mata ciliar. 1995). As formações savânicas são: cerrado sentido restrito. sendo que as culturas temporárias ocupam principalmente os latossolos vermelho-escuros e os latossolos roxos. O bioma Cerrado possui extensão territorial de 200 milhões de hectares. dos quais 30. Entretanto. em um total de 11 tipos de fitofisionômicos principais. Cerca de 43% da superfície do estado do Maranhão é composta por Cerrado.. podzólicos e gleissolos (Wagner. 1997). No entanto. A ocupação não é planejada e a transição da vocação da pecuária à da agricultura intensiva colocam em risco a flora do cerrado (Matteicci et al. campo limpo e campo rupestre (Ribeiro e Walter. . 2008). palmeiral e vereda. com alto nível de endemismo (Klink e Machado.3 milhões estão na região Meio-Norte. contribuindo para a degradação ambiental e o êxodo rural (Oliveira et al. 1997). pesquisas relacionadas à análise da viabilidade dessas alternativas econômicas são escassas e fundamentais para o direcionamento de projetos de desenvolvimento sustentável (Afonso. agravando o desemprego. O Cerrado é uma das 25 áreas do mundo consideradas críticas para a conservação (hotspots). O bioma Cerrado constitui formações savânicas. Os solos predominantes no Cerrado são latossolos e suas associações: nitossolos. deste total. pois possui a mais rica flora dentre as savanas do mundo. enquanto que no estado do Piauí esse percentual é de aproximadamente 65% (Shiki. mata de galeria. Este acontecimento vem gerando discussões relacionadas ao desenvolvimento econômico de suas comunidades e a conservação dos recursos naturais. grande parte de toda essa riqueza é praticamente desconhecida e encontra-se seriamente ameaçada em função do modelo de ocupação do Cerrado se faz à custa da eliminação total de sua vegetação natural.75 1 INTRODUÇÃO Nas últimas décadas. devido à riqueza biológica e à alta pressão antrópica a que vem sendo submetida. 155 milhões estão no Planalto Central e 38. O modelo de desenvolvimento da agricultura implantada neste bioma aumentou a produção regional. 2005). 2004). mata seca e cerradão e as campestres: campo sujo. 2007). parque de cerrado. foi incapaz de fazê-lo sem excluir uma parcela importante da pequena produção. a ocupação desordenada e acelerada dos cerrados acarretou diminuição deste bioma em quase sua metade (Embrapa.8 milhões de hectares no Nordeste do Brasil. 1987). e as culturas permanentes distribuem-se sobre os nitossolos e podzólicos (Shiki. Contudo. neossolos quartzarênios. 2001). As áreas destinadas para a agricultura estão associadas à forma de relevo tabulares. florestais e campestres..

Observando-se a Figura 1 é possível perceber a rápida perda de vegetação nativa do Cerrado em um intervalo de 10 anos. O objetivo deste trabalho foi realizar a caracterização do perfil social e econômico dos catadores e vendedores de pequi e verificar se a venda dos frutos ou produtos do pequi contribui para melhorar a renda mensal média das famílias envolvidas na atividade do extrativismo dessa espécie nas áreas de abrangência neste estudo. Ceará. Mato Grosso. alguns estudos tem sido realizados com a espécie Caryocar brasiliense. 1994). São Paulo e Distrito Federal (Almeida e Silva. 1994). Maranhão. (2004). porém. Área do Cerrado em 2003. FIGURA 1.76 Das espécies nativas do Cerrado de valor econômico e importância social. . ainda assim em número reduzido. o pequizeiro ocupa posição de destaque. Tocantins.. sem um estudo mais intensivo do emprego de suas potencialidades (Oliveira et al. Goiás. distribuídos pelos estados da Bahia. esta espécie. Área do Cerrado em 1993. Minas Gerais. estão gradativamente sendo eliminados para dar lugar a extensas áreas de produção de grãos e pecuária. Piauí. assim como outros recursos naturais que são de interesse sócioeconômico para as populações dessa região. bem como para outros fins (indústria farmacêutica. sendo amplamente disseminado nesse bioma na (Ribeiro et al. Sua ocorrência está associada aos seguintes tipos de vegetações: Campo. Fonte: Machado et al. São escassos estudos sócio-ambientais na região Meio-Norte. 2004). Mato Grosso do Sul. B. principalmente envolvendo a espécie Caryocar coriaceum. Na região Centro-Oeste. de cosméticos). Cerradão e Mata Calcárea. Cerrado. Apesar da importância do pequi para a alimentação das famílias que moram na região do Cerrado.. Comparativo da área do Cerrado: A.

ibge. Municípios 2. das comunidades em volta das áreas de ocorrência do pequizeiro.98 km² 1.56 km² 1.25° S 42. Ao todo. no Maranhão (tabela 1). Área de abrangência do estudo Coordenadas geográficas Latitude Longitude Afonso Cunha .09° S 42. os questionários foram aplicados a vendedores da CEASA (Central de Abastecimento) de Timon. aos vendedores dessa central de abastecimento.57° O Fonte: www. aplicaram-se questionários. Barras. Timon e Afonso Cunha. foram visitados.PI 5.PI 4. renda média mensal da família e grau de escolaridade.br.21 km² Bioma Cerrado Cerrado Cerrado Caatinga Cerrado Caatinga Cerrado Caatinga . no período de dezembro a março de 2009. como: estado civil.29° O José de Freitas . Área (km²) 371.MA 4.gov. no Piauí. também. encontrados às margens das estradas. sete municípios. por exemplo.35 km² 1. se é um produto derivado de pequi é vendável. quanto arrecadam com a venda e as dificuldades existentes durante o extrativismo do fruto. Por meio das entrevistas.20° O Barras . No caso do município de Timon.1 Área de estudo A escolha dos locais visitados foi de acordo com a presença de uma maior concentração de frutos de pequizeiro. TABELA 1. idade.32° O Caxias .35° O Timon .MA 4. junto aos catadores e vendedores de pequi.MA 5.24° S 42.59 km² 1. e Caxias.740.85° S 43.75° S 42.20°O Alto Longá . além dos problemas existentes no cultivo desta espécie.77 2 MATERIAL E MÉTODOS 2.2 Entrevistas Para colher as informações necessárias ao estudo realizaram-se pesquisa de campo por meio da aplicação de questionários semi-estruturados. onde foram realizadas as entrevistas: Alto Longá.25 km² 5.721.621.538. tanto no Maranhão quanto no Piauí é comercializada na CEAPI (Central de Abastecimento do Piauí). levantou-se o perfil socioeconômico dos vendedores e catadores de pequi. Tendo em vista que grande parte da produção de pequi obtida por meio do extrativismo.PI 4.13° S 43. José de Freitas e Teresina.223.

informações técnicas sobre o processamento e conservação dos frutos de pequi. as mulheres se responsabilizam pela venda do pequi no período de safra. então notou-se o abandono das pequenas roças. pois o valor do Bolsa Família chega a ser maior do que o resultante das vendas de legumes e frutos cultivados nas pequenas roças familiares. estes trabalham em suas roças ou como diaristas em outras áreas de plantio.00 a R$ 4. pois a atividade não é estruturada devido à falta de uma associação. Logo.00 para famílias carentes). e a faixa etária dentre as mulheres foi em sua maioria entre 30 e 40 anos de idade. busca pela publicidade e apoio governamental. era beneficiada pelo Bolsa Família (Programa do Governo Federal que disponibiliza o valor mensal a partir de R$62. em que a maioria dos horticultores de pimenta estudados (64%) foi mulheres. a renda média mensal era a soma da venda dos frutos ou produtos de pequi e o salário do emprego fixo ou como autônomo.001. Em contrapartida. Quanto à escolaridade. como o levantamento de informações quanto a viabilidade dos produtos. foi constatado que a maioria dos entrevistados foi analfabeta com a renda familiar entre R$ 62.00. com renda média de R$ 2. Os vendedores e catadores de frutos de pequi em sua maioria foram mulheres. A maioria das famílias.000. Este porcentual foi similar ao encontrado por Trajano (2009).00 a 100. este fato explica o porquê da diferença da renda média mensal das famílias de analfabetos e das famílias que detinham indivíduos com ensino superior. não somando assim o valor do Bolsa Família com a venda dos produtos da roças familiares. que tinham como chefe de família analfabetos.1 Perfil socioeconômico De acordo com o resultado da pesquisa foi possível observar que o extrativismo do pequizeiro nas áreas de abrangência do estudo ocorre de forma desorganizada e com pouca preocupação com a sustentabilidade da atividade. 40 a 50 anos. enquanto que nas famílias com pessoas do ensino superior. representando um total de 67%.00 reais. e 70 a 80 anos. a minoria possuía o ensino superior. logo. já que isso traria benefícios. .78 3 RESULTADOS E DISCUSSÃO 3. já os homens foram maioria em três intervalos de faixa etária: 30 a 40 anos. O fato dos homens terem sido minoria pode ser explicado que em sua maioria.

Cerca de 25% dos entrevistados afirmaram que a venda do pequi melhorava a sua renda familiar entre 200% e 300%. Outro produto bastante visado é a madeira do pequi que é utilizada para a confecção de pilões. A lucratividade dos derivados de frutos de pequi é evidenciada com estes dados. mas também da comercialização de mudas de pequi e do azeite de pequi. enquanto que o litro do azeite de pequi tem valor médio de até R$25. Em algumas famílias (8.00. a minoria extraia o azeite da polpa e dos restos de polpa que normalmente fica aderida ao caroço após ser retirado o óleo. A muda do pequi por ser difícil de ser encontrada.2 Aumento na renda familiar devido à venda dos frutos ou produtos de pequi A maioria das famílias estudadas (37. produzia sabão ou raspas para engordar suas criações.3 Uso do pequi e as dificuldades encontradas pela população As maiorias dos entrevistados consumiam a polpa de pequi e utilizavam a casca do fruto para enriquecer estrume para plantas. é vendida por R$5. . produtos esses bem mais rentáveis. como porcos e galinhas (Figura 2).00 e no final da safra ao valor de R$2. ou azeite.35% do total pesquisado). devido à dormência natural do caroço.00. Por sua vez.5%) apresentou uma melhoria de 5% a 50% em sua renda mensal com a venda de frutos de pequi.00 3. pois a lata de pequi no início da safra pode chegar ao valor de R$7. enquanto 20. houve acréscimos de 400% a 500% na renda familiar em decorrência não apenas das vendas de frutos de pequi. alcançando o valor de até R$50.83% ratificava melhoria de 100% na renda familiar.00.79 3.

respectivamente. . 56% e 32%. C. Azeite de pequi O uso do fruto do pequi pode ser dividido em quatro categorias: consumo in natura (consumo natural da polpa da fruta). Raspas resultantes dos caroços de pequi após a retirada do azeite. Extração do azeite de pequi. ração animal. uso para fabricação de derivados (confecção de azeite de pequi. Na figura 3 observa-se que a maioria dos entrevistados utilizava o pequi para consumo in natura. Sabão de pequi. D. Produtos fabricados a partir do fruto do pequi: A. feijão ou galinha caipira). sabão. como condimento e uso medicinal 83%.80 FIGURA 2. uso de condimento (cozimento do pequi com arroz. enriquecimento de estrume para vegetal) e o uso medicinal (utilização do azeite de pequi para o tratamento de resfriados e dores de garganta). B.

que consiste em encher pela metade uma lata de aproximadamente 50 litros com frutos de pequi sem a casca. completar o volume com água e levar ao fogo. mais claro fica o óleo ou azeite de pequi. O Senhor Manuel1 trabalha 1 Nome fictício para manter a identidade do entrevistado em sigilo. especialmente no que se refere a formação de Associações envolvendo as pessoas que trabalham com o extrativismo do pequi. é mais rentável. se dá devido à falta de conhecimento e incentivo dos poderes públicos municipal e estadual. que como discutido antes. Atualmente. sendo retirado com o auxílio de uma colher. A mediada que a água esquenta o óleo sobe e é extraído aos poucos o óleo. Os entrevistados reclamaram da falta de estrutura e treinamentos para promover melhorias na forma de extração do azeite do pequi. é utilizada ainda a forma de “latada”. Outra reclamação é a falta de estrutura de transporte dos frutos resultantes do processo de coleta.) A porcentagem baixa para o uso da fabricação de derivados. Atualmente. nesse processo. como muitos chamam. Eles informaram ainda que quanto maior a prática da pessoa envolvida nesse processo de extração. .81 FIGURA 3. que se dá de forma completamente artesanal. que carregam em cima da cabeça. Categorias de uso ligadas ao pequi (Caryocar coriaceum Wittm. eles utilizam bicicleta ou uma cesta com capacidade para aproximadamente 300 pequis. como eles chamam. de 27%.

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com a venda de mudas de pequi e disse que o reconhecimento da importância da espécie ainda é inexistente, e um dos grandes problemas que ele encontra na sua produção é devido ao fato da planta ainda não ser domesticada, tendo como conseqüência a produção tardia e a falta de informações técnicas sobre o manejo agronômico da espécie. Todos os entrevistados mostraram ter pouca noção da importância da preservação ambiental, porém, mostraram-se sensibilizados com a redução, a cada safra, da produção de frutos não somente do pequi, mas também das fruteiras nativas da região. Quando indagados se mudariam seus hábitos ou se buscariam ações junto ao governo em prol da preservação dessas fruteiras, todos ficaram apáticos e na defensiva reação é reflexo do baixo nível de educação ambiental. No sentido de mudar essa postura, uma das saídas propostas é a organização dos vendedores e catadores de pequi numa associação, onde todos seus associados pudessem ser capacitados à praticar o extrativismo consciente tanto do pequi quanto das demais das fruteiras de importância socioeconômica para a região, garantindo, dessa forma, a sua preservação das espécies e a sustentabilidade da atividade.

4. CONCLUSÕES    A maioria dos vendedores de frutos de pequi são mulheres e analfabetos; A venda dos frutos de pequi proporciona uma melhoria significativa na renda familiar das famílias, no entanto, a venda de mudas e do azeite de pequi é mais rentável; A atividade do extrativismo do pequizeiro além de não ser realizada de forma organizada, é carente do apoio dos governos estadual e dos municipais envolvidos.

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5 REFERÊNCIAS

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4 CONCLUSÕES GERAIS

Houve elevada variabilidade fenotípica para a maioria dos caracteres físicos e químico-nutricionais do fruto nas populações de pequizeiro estudadas, indicando que houve elevada variabilidade, logo é possível o ganho genético por meio da seleção. Essa variabilidade e a divergência genética detectada entre e dentro das populações podem ser utilizadas em futuros trabalhos de coleta visando a formação de coleções de germoplasma para conservação ex situ e, também, em estudos mais aprofundados sobre a biologia reprodutiva e a estrutura genética dessas populações Tanto a polpa quanto a amêndoa de pequi são ricas em termos nutricionais, sendo que a amêndoa é mais rica que a polpa, principalmente, em minerais e proteína bruta. Em geral, as populações de pequizeiro de ocorrência no estado do Maranhão, apresentam maior potencial em termos de teor de polpa. Em termos de outras características físicas e das características químico-nutricionais a população de Alto Longá-PI é a que mostra-se mais promissora. As características relacionadas ao formato fruto (relação CF/DMF) e da amêndoa (relação CA/DMA) não contribuem para a divergência genética entre as populações de pequizeiro estudadas, já MMC e MMF são as duas características que mais contribuem para essa diversidade. O indivíduo de número 13, da população de Afonso Cunha-MA, e o de número 20, da população de Alto Longá-PI, mostraram-se os menos similares em termos de características físicas e o indivíduo de número 1, da população de Timon-MA, foi o menos similar quando se considera as características químico-nutricionais. As populações de pequizeiros de ocorrência nos municípios de Caxias e Timon, no Maranhão, são as mais divergentes das seis populações estudadas. No Maranhão, as populações de Timon e Afonso Cunha são as mais diversas e no Piauí, as populações mais diversas são as de Alto Longá e José de Freitas. Em geral, os indivíduos das populações de ocorrência natural no Piauí mostram-se menos divergentes entre si que aqueles provenientes das populações de ocorrência no Maranhão.

85 APÊNDICES .

1 Localidade _______________________________ 2. Os membros da família trabalham nessa atividade? Sim ( ) Não ( ) 9. Composição da Renda Familiar Atividade Roça Pecuária Extrativismo Trabalho remunerado na agricultura Trabalho remunerado fora da agricultura Comércio Artesanato Previdência Social Bolsa Família Outros Valor da Renda (%) 6. Onde comercializa os frutos? _______________________________ 15. Quantos membros contribuem para a renda da família? ________________ 7. Distância da sede do município (km) _____ Área da propriedade (se for o caso) _____ ha 3.86 APÊNDICE 1 LEVANTAMENTO SÓCIO-ECONÔMICO: (catadores/ vendedores de pequi) Entrevista no ______________________________________ data: ______/________/______ Nome do Entrevistado: ________________________________ Idade ______ Sexo _______ 1. Comercializa ou vende pequi aqui em sua região? Sim ( ) Não ( ) 14. Escolaridade do proprietário ou chefe de família: 1º Grau incompleto ( ) 1º. Município: __________________ 1. Faz parte de alguma associação ou cooperativa? Sim ( ) Não ( ) 13. ou pessoas que trabalham na atividade de coleta/transporte e comercialização do pequi: Filhos ________ Outros _______ 12. Nº de filhos. Qual o valor que rendeu a última safra (em R$) do pequizeiro? . Grau incompleto 2º Grau completo ( ) 3º Grau incompleto 3º grau completo ( ) Outro ________________ 5. Condição de Propriedade: própria? Sim ( ) Não ( ) 4. Grau completo ( ) 2 º. Qual a principal atividade desenvolvida na área? ________________________________ 8.1. Fruteiras que coletam ou utilizam: 1 ___________ 2 ___________ 3 ___________4 ___________ 5 ___________ 6___________ 10. Época da colheita: 1 ___________ 2 ___________ 3 ___________4 ___________ 5 ___________ 6___________ 11. Nº de membros familiares ______________ 5.

doenças. Uso que dá ao pequi não comercializado? Consumo "in natura" ( ) uso medicinal ( ) cozimento com outros alimentos ( ) Não aproveita de nenhuma forma ( ) Outros __________________________ 17.87 16.) ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ (Adaptado de LEAL. 2005) . Como faz o transporte dos frutos? _______________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ 18. Quais as principais dificuldades da exploração do pequizeiro? (transporte/ comercialização/ consumo/ qualidade. etc.

88 ANEXOS .

os trabalhos poderão ser transcritos. Discussão (ou Resultados e Discussão). Agradecimentos (opcional). Introdução.s/n – Unesp/FCAV -CEP 14884-900 – Jaboticabal-SP . no final do artigo. Os artigos deverão ser organizados em Título. Resultados. O Custo para publicação na RBF é de R$ 250. 3. com margens de 2 cm. não será devolvido o pagamento inicial. Enviar os trabalhos para o editor-chefe da RBF.br . Tabelas e Figuras. o mesmo deverá vir acompanhado de justificativa descrevendo a efetiva participação e/ou contribuição de cada um dos autores para a consecução do trabalho submetido. numerando linhas e parágrafos. Nomes dos Autores completos (sem abreviações e separados por vírgula.unesp.).00 e na aceitação do trabalho o restante da taxa: 2. O texto deve ser escrito corrido. Carlos Ruggiero.00 por página adicional) a ser pago da seguinte forma: 2. 6. e ou 1 ou 2 revisões por número . Via de Acesso Prof. O artigo deve ser submetido à correção de .No encaminhamento inicial efetuar o pagamento de R$ 100. R$ 300. paginação e ano. A Revista Brasileira de Fruticultura (RBF) destina-se à publicação de artigos e comunicações técnico-científicos na área da fruticultura. numeradas. Paulo Donato Castellane. É imperativo que todos os autores assinem o ofício de encaminhamento mencionando que : “OS AUTORES DECLARAM QUE O REFERIDO TRABALHO NÃO FOI PUBLICADO ANTERIORMENTE. agência nº 0269-0 e Conta Corrente nº 8356-9 (enviar cópia do comprovante) OBS: Para trabalhos denegados ou encerrados. Material e Métodos.00 para sócios (primeiro autor deverá ser sócio). 6. Os trabalhos devem ser encaminhados (SEM DISQUETE) em quatro vias (3 vias sem o nome do(s) autor(es) para serem utilizadas pelos assessores e uma via completa para o arquivo. Tabelas e figuras em folhas separadas. Conclusão. home page: . R$ 150. 8.”. referentes a resultados de pesquisas originais e inéditas. o mesmo deverá ser redigido de acordo com as respectivas normas. 7. 4. incluindo e-mail. e de dois autores.00 para não sócios. espanhol ou inglês. Prof. Abstract (incluindo Index Terms). no tamanho 13 e escritos em uma única face do papel. Uma vez publicados. De acordo com a natureza da publicação. deve indicar a natureza da publicação (ARTIGO OU COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA). letra Times New Roman. As opiniões e conceitos emitidos nos artigos são de exclusiva responsabilidade do(s) autor(es). de autores convidados. Referências Bibliográficas. Trabalhos submetidos como artigo não serão julgados ou publicados na forma de Comunicação Científica e vice-versa. Resumo (incluindo Termos para Indexação). separadas por &). Quando o número de autores por manuscrito exceder a 4 (quatro). redigidas em português. parciais ou totalmente. 5. número. OU ENCAMINHADO PARA PUBLICAÇÃO À OUTRA REVISTA E CONCORDAM COM A SUBMISSÃO E TRANSFERÊNCIA DOS DIREITOS DE PUBLICAÇÃO DO REFERIDO ARTIGO PARA A REVISTA. do(s) autor(es) e do volume. 5. 3. 1. em papel tamanho A4 (210 x 297mm).00 (sócio) por trabalho de 12 páginas (R$ 50. Banco do Brasil. 4.89 ANEXO 1 NORMAS DA REVISTA BRASILEIRA DE FRUTICULTURA Forma e preparação de manuscritos 1. mediante citação da RBF.email: rbf@fcav. Title. em espaço um e meio .

. apenas para a separação do cabeçalho e final das mesmas. se este puder fazer parte da legenda. CDROM LIVRO AUTOR(es). ano AUTOR(es). As Legendas das Figuras e Tabelas deverão ser auto-explicativas e concisas. por profissionais habilitados. n. citar o primeiro seguido de “et al”. As citações de autores no texto deverão ser feitas com letras minúsculas. ARTIGO DE PERIODICO EM MEIO ELETRONICO AUTOR(es). 13. Titulo do Periódico. com texto corrido. pelo seu número e nome do autor.etc. edição(abreviada). exceto Referências. Titulo: subtítulo. LIVRO EM MEIO ELETRONICO AUTOR(es). antes de ser encaminhado à RBF. As legendas. usando-se preferencialmente os programas Word for Windows (texto) e Excel (gráficos). (total ou parcial) CAPITULO DE LIVRO AUTOR. No Rodapé da primeira página. Titulo do capitulo. tabelas. deverão constar a qualificação profissional. sem destacar os itens. símbolos. In: AUTOR do livro. Local: Edidora. Titulo: subtítulo. 10. p. separadas por “&”. p.. p. tanto fora quanto dentro dos parênteses. Titulo do Periódico.. 12. mesmo numa redução de 50% na impressão final da revista. parte alguma da Figura deverá ser datilografada. devem-se evitar as linhas verticais e usar horizontais. Titulo do artigo.. a chave das convenções adotadas deverá ser incluída na área da Figura. p. paginas do capítulo. Português e Inglês.. o endereço e e-mail atualizados do(s) autor(es) e menções de suporte financeiro.00 em folhas que as contenham. as fotografias deverão ser de boa qualidade. p. equações. ano. Local: Editora. evitando o uso de linhas duplas. Nas Tabelas. deverão ter tamanho que permita perfeita legibilidade. v. Titulo do artigo. local de publicação. Disponível em:<endereço eletrônico>. ano. 2002) As referencias no fim do texto deverão ser apresentadas em ordem alfabética nos seguintes formatos: ARTIGO DE PERIODICO AUTOR (es). a colocação de título na Figura deverá ser evitada. (não use “itálico”). As comunicações devem ter estrutura mais simples 8 páginas.. REFERÊNCIAS: NORMAS PARA REFERENCIA (ABNT NRB 6023. Titulo do artigo.. local de publicação. Quando mais de dois autores. as Figuras não devem estar danificadas com grampos. ano. cidade. e serão colocadas em envelopes. (total ou parcial). ano. n. Apenas a versão final do artigo deve ser acompanhada por cópia em cd. As Figuras coloridas terão um custo adicional de R$400. bem focalizadas e de bom contraste. edição(abreviada). ano. ano. 11. v. a traço leve de lápis. Titulo do periódico. Acesso em: dia mês (abreviado). n. . Local: Editora. quando dois autores. edição (abreviada).. v. 14.90 9. cada Figura será identificada na margem. Titulo. Ago.

Titulo.. In: NOME DO EVENTO. Disponível em: <endereço eletrônico>. Fotos . Fonte: Times New Roman. Acesso em: dia mês (abreviado) ano. ano. O título ou rodapé deverá ser digitado no MS Word. Titulo do trabalho. In: NOME DO EVENTO. local de realização. Parágrafo/Espaçamento simples. Além de estar no corpo do trabalho. numeração. Figuras ou imagens geradas por outros programas – As imagens geradas por outros programas que não sejam do pacote Office Microsoft.Local de publicação: editora. NORMAS PARA TABELAS E FIGURAS: Tabela . Titulo.6 cm. Universidade. numeração. Gráfico . ano. devem estar com 300 dpi na extensão: jpg.. In: NOME DO EVENTO.6 cm. ano. Local: Editora. como imagem ( na extensão jpg..Microsoft Excel/ Word 97 ou versão superior. AUTOR. Fonte: Times New Roman. Título. Titulo do trabalho. tif ou gif com 300 dpi de resolução). Além de estarem no corpo do trabalho..Acesso em: dia mês (abreviado). ano. local de realização.6 cm. O título ou rodapé deverá ser digitado no MS Word.Titulo do trabalho. ano. e como arquivo do Excel atentando para as especificações de largura e fonte. O título ou rodapé deverá ser digitado no MS Word. p. Largura da tabela em 10 ou 20. Numero de folhas ou volumes. data de publicação. Titulo.Local de publicação: Editora. Além de mandar a tabela no mesmo arquivo do trabalho. Ano AUTOR (es).. as fotos devem estar em arquivos separados. TESES E TRABALHOS DE GRADUAÇÃO AUTOR. Parágrafo/Espaçamento simples.. ano. tamanho 10.91 Disponível em<endereço eletrônico>. Categoria da Tese (Grau e área de concentração). jpeg. Largura de 10 ou 20. Largura da tabela em 10 ou 20. . Edição (abreviada).Nome da faculdade. tamanho 10. tif ou gif. ano de publicação. ano de publicação. O título ou rodapé deverá ser digitado no MS Word.Local de publicação: Editora. o gráfico deverá ser enviado separadamente. tif ou gif. p. CD-ROM EVENTOS AUTOR. Titulo. EVENTOS EM MEIO ELETRONICO AUTOR.Microsoft Word 97 ou versão superior.Todas as fotos deverão estar com 300 dpi de resolução em arquivo na extensão: jpg. local de realização. enviar cada tabela em arquivos separados. CD-ROM DISSERTAÇÃO. numeração.

originalidade e consistência das conclusões. autoria. coerência e precisão da metodologia. cujas principais são: Entomologia. Abstract. apresentação do artigo segundo as normas da revista. é aplicado o critério da relevância relativa. Os trabalhos publicados na PAB são agrupados em áreas técnicas. Dados publicados na forma de resumos. resultantes de pesquisas de interesse agropecuário. Nessa análise. pelo qual são aprovados os trabalhos cuja contribuição para o avanço do conhecimento científico é considerada mais significativa. Introdução. título em inglês. os seguintes tipos de trabalho: Artigos Científicos. mas que. Notas Científicas. não devem ser incluídos no trabalho. fonte Times New Roman. Nutrição Mineral. qualidade das tabelas e figuras. formulação do objetivo de forma clara. mas a PAB também publica Notas Científicas. Termos para indexação. Fisiologia Vegetal. Agradecimentos. Fitopatologia. Index terms. Solos e Zootecnia. atualização da revisão da literatura. Organização do Artigo Científico A ordenação do artigo deve ser feita da seguinte forma: Artigos em português . em espaço duplo. Material e Métodos. não podem ser todos aprovados para publicação. O texto deve ser digitado no editor de texto Microsoft Word. Genética. folha formato A4.92 ANEXO 2 NORMAS DE PUBLICAÇÃO REVISTA PESQUISA AGROPECUARIA BRASILEIRA Escopo e política editorial A revista Pesquisa Agropecuária Brasileira (PAB) é uma publicação mensal da Embrapa. em português. Fitotecnia. São considerados. A principal forma de contribuição é o Artigo. discussão dos fatos observados em relação aos descritos na literatura. Os trabalhos rejeitados são devolvidos aos autores e os demais são submetidos à análise de assessores científicos. Resultados e Discussão. Após a aplicação desses critérios. Microbiologia. espanhol ou inglês. Novas Cultivares e Artigos de Revisão.Título. Novas Cultivares e Revisões a convite do Editor. que edita e publica trabalhos técnico-científicos originais. com mais de 250 palavras. Esse critério é aplicado somente aos trabalhos que atendem aos requisitos de qualidade para publicação na revista. se o número de trabalhos aprovados ultrapassa a capacidade mensal de publicação. endereços institucionais e eletrônicos. Referências. resultados com contribuição significativa.5 cm e com páginas e linhas numeradas. para publicação. Forma e preparação de manuscritos Os trabalhos enviados à PAB devem ser inéditos e não podem ter sido encaminhados a outro periódico científico ou técnico. Conclusões. consideram-se aspectos como escopo. corpo 12. com margens de 2. em razão do elevado número. clareza da redação. tabelas e . Fruticultura. este último a convite do Editor. Resumo. Forma e preparação de manuscritos Análise dos artigos A Comissão Editorial faz a análise dos trabalhos antes de submetê-los à assessoria científica. especialistas da área técnica do artigo. fundamentação teórica.

respectivamente. que devem ser limitadas a seis. . Nomes dos autores Grafar os nomes dos autores com letra inicial maiúscula. exceto a letra inicial. 20 páginas. Materiales y Métodos. Conclusions. exceto de espécies pouco conhecidas. Título Deve representar o conteúdo e o objetivo do trabalho e ter no máximo 15 palavras. no caso de artigos redigidos em inglês. no caso de artigos redigidos em português e espanhol. Conclusiones. O último sobrenome de cada autor deve ser seguido de um número em algarismo arábico. título em português. Endereço dos autores São apresentados abaixo dos nomes dos autores. Index terms. References. e em negrito. Introducción. O título. Resumen. incluindo-se as ilustrações (tabelas e figuras). Deve ser grafado em letras minúsculas. os dois últimos são separados pela conjunção “e”. fórmulas e símbolos. o nome e o endereço postal completos da instituição e o endereço eletrônico dos autores. Artigos em inglês . tables. Não deve conter nome científico. em forma de expoente. o resumo e os termos para indexação devem ser vertidos fielmente para o inglês. por extenso. Resultados y Discusión. sempre que possível. Referencias. Termos para indexação. neste caso.93 figuras. as preposições e as conjunções. Abstract. autoria. entre parênteses. indicados pelo número em algarismo arábico. O artigo científico deve ter. título em inglês. Não deve conter subtítulo. Resumo. Acknowledgements. Deve ser iniciado com palavras chaves e não com palavras como “efeito” ou “influência”. no caso de artigo em português. Términos para indexación. Resumo O termo Resumo deve ser grafado em letras minúsculas. abreviações. Devem ser agrupados pelo endereço da instituição. apresentar somente o nome binário. em forma de expoente. correspondente à chamada de endereço do autor. exceto a letra inicial. incluindo-se os artigos. cuadros e figuras. Results and Discussion. As palavras do título devem facilitar a recuperação do artigo por índices desenvolvidos por bases de dados que catalogam a literatura. espanhol ou em inglês. Materials and Methods. Os endereços eletrônicos de autores da mesma instituição devem ser separados por vírgula. separados por vírgula. endereços institucionais e eletrônicos. Artigos em espanhol . e separado do texto por travessão. figures.Título. endereços institucionais e eletrônicos. Abstract. no máximo. entre parênteses. Introduction. Index terms. Agradecimientos. “y” ou “and”. e para o português. na margem esquerda.Título. autoria.

no máximo.scielo. Devem ser no mínimo três e no máximo seis. incluindo números. Deve-se evitar o uso de abreviações ou as siglas. O final do texto deve conter a principal conclusão. e em negrito. considerando-se que um termo pode possuir duas ou mais palavras. preposições. Deve ocupar. Não deve conter citações bibliográficas nem abreviaturas.br). Deve conter a descrição detalhada dos tratamentos e variáveis. deve ser grafada em letras minúsculas. Deve ser organizado.htm) ou no Índice de Assuntos da base SciELO (http://www. exceto as letras iniciais. 200 palavras. situar a importância do problema científico a ser solucionado e estabelecer sua relação com outros trabalhos publicados sobre o assunto. preferencialmente. os termos Material e Métodos devem ser grafados com letras minúsculas. Termos para indexação A expressão Termos para indexação.org/aims/ag_intro. conjunções e artigos. Não devem conter palavras que componham o título. o número de repetições e o tamanho da unidade experimental. Deve apresentar a justificativa para a realização do trabalho. a data e o delineamento do experimento. Devem conter o nome científico (só o nome binário) da espécie estudada. de preferência. Os materiais e os métodos devem ser descritos de modo que outro pesquisador possa repetir o experimento. seguida de dois-pontos. Material e Métodos A expressão Material e Métodos deve ser centralizada e grafada em negrito.fao. no máximo. . Deve apresentar a descrição do local. Deve ser elaborado em frases curtas e conter o objetivo. e indicar os tratamentos. duas páginas. com o verbo no presente do indicativo. exceto a letra inicial. Os termos devem ser separados por vírgula e iniciados com letra minúscula. Devem. o material e os métodos. Introdução A palavra Introdução deve ser centralizada e grafada com letras minúsculas. O último parágrafo deve expressar o objetivo de forma coerente com o descrito no início do Resumo. em ordem cronológica. exceto a letra inicial.94 Deve conter. os resultados e a conclusão. ser termos contidos no AGROVOC: Multilingual Agricultural Thesaurus (http://www.

As tabelas e figuras são citadas seqüencialmente. com o verbo no presente do indicativo. Conclusões O termo Conclusões deve ser centralizado e grafado em negrito. Deve-se evitar o uso de subtítulos. Não deve conter afirmações que não possam ser sustentadas pelos dados obtidos no próprio trabalho ou por outros trabalhos citados. na margem esquerda da página. Deve conter informação sobre os métodos estatísticos e as transformações de dados. no máximo. Evitar o uso de nomes de variáveis e tratamentos abreviados. Não apresentar os mesmos dados em tabelas e em figuras. Devem ser numeradas e no máximo cinco. . Deve ocupar quatro páginas. se as demais sentenças do parágrafo referirem-se à mesma tabela ou figura. As novas descobertas devem ser confrontadas com o conhecimento anteriormente obtido. exceto a letra inicial. Resultados e Discussão A expressão Resultados e Discussão deve ser centralizada e grafada em negrito. sem comentários adicionais. Agradecimentos A palavra Agradecimentos deve ser centralizada e grafada em negrito. com letras minúsculas. exceto a letra inicial. Os dados das tabelas e figuras não devem ser repetidos no texto. mas discutidos em relação aos apresentados por outros autores. exceto a letra inicial. Devem ser elaboradas com base no objetivo do trabalho. não é necessária nova chamada. com letras minúsculas. Devem apresentar as novas descobertas da pesquisa. Dados não apresentados não podem ser discutidos. grafá-los em negrito. com letras minúsculas. com letras minúsculas. As chamadas às tabelas ou às figuras devem ser feitas no final da primeira oração do texto em questão.95 Devem ser evitados detalhes supérfluos e extensas descrições de técnicas de uso corrente. exceto a letra inicial. Não podem consistir no resumo dos resultados. Todos os dados apresentados em tabelas ou figuras devem ser discutidos. quando indispensáveis. Devem ser apresentadas em frases curtas.

. 2001. 2006. Aos.121-160. Devem ser normalizadas de acordo com a NBR 6023 da ABNT. da. S. Santa Maria: UFSM. exceto a letra inicial. M.P... 2004.A. HUNGRIA.F. p.A. no máximo. elkanii e soja. 116p.M. Dourados: Embrapa Agropecuária Oeste. de M. À ou Às” (pessoas ou instituições). D. D. Devem conter somente a obra consultada. (Ed.O. BATISTA. In: SIMPÓSIO LATINO-AMERICANO SOBRE MANEJO FLORESTAL. In: AZEVEDO.M. Todas as referências devem registrar uma data de publicação.F.). com as adaptações descritas a seguir. Manejo cultural. M. N.. Devem conter o motivo do agradecimento. Devem ser apresentadas em ordem alfabética dos nomes dos autores. Anais. Pesquisa Agropecuária Brasileira.P. Programa de Pós-Graduação em Engenharia Florestal. J. Devem conter os títulos das obras ou dos periódicos grafados em negrito. p. Santa Maria. de. Campina Grande: Embrapa Algodão. Brasília: Embrapa Informação Tecnológica.67-75.E.S. com letras minúsculas. LIMA. v. B. Livros OTSUBO. sem numeração. LIMA. 2004. Artigos de periódicos SANTOS. 2004.A. Cruz das Almas: Embrapa Mandioca e Fruticultura. E. NICOLÁS.. LORENZI. p.B. Exemplos: Artigos de Anais de Eventos (aceitos apenas trabalhos completos) AHRENS. Devem apresentar os nomes de todos os autores da obra.F. 3. Sistemas de produção. L. separados por ponto-evírgula.. (Embrapa Agropecuária Oeste. O agronegócio da mamona no Brasil. iniciando-se com “Ao. Referências A palavra Referências deve ser centralizada e grafada em negrito. 6). A fauna silvestre e o manejo sustentável de ecossistemas florestais. no caso de citação de citação. Capítulos de livros AZEVEDO. mesmo que aproximada. Cultivo da mandioca na Região Centro-Sul do Brasil. A.96 Devem ser breves e diretos. BELTRÃO.. M. F. NÓBREGA. Identificação de QTL associados à simbiose entre Bradyrhizobium japonicum. Devem ser de fontes atuais e de periódicos: pelo menos 70% das referências devem ser dos últimos 10 anos e 70% de artigos de periódicos. E. Devem ser trinta.41. dos.153-162.

Fórmulas. expressões e equações matemáticas Devem ser iniciadas à margem esquerda da página e apresentar tamanho padronizado da fonte Times New Roman.. vírgula e ano de publicação. seguido de vírgula e ano de publicação. comunicação pessoal.Tucuruí). com os anos de publicação entre parênteses. Citações Não são aceitas citações de resumos. 2000. Devem ser normalizadas de acordo com a NBR 10520 da ABNT. 66). 2006. Tese (Doutorado) .br/publicacoes/ficha. 97p. Citação de mais de uma obra: deve obedecer à ordem cronológica e em seguida à ordem alfabética dos autores.cpao.php?tipo=DOC&num=66&ano=2004>. pois há risco de erro de interpretação. colocar os anos de publicação separados por vírgula. comportamento espectral e utilização de imagens NOAA-AVHRR. com as adaptações descritas a seguir.Universidade Estadual de Campinas. somente a obra consultada deve constar da lista de referências. seguido da expressão et al. Citação de citação: sobrenome do autor e ano de publicação do documento original. Deve ser evitada a citação de citação. seguido da expressão “citado por” e da citação da obra consultada. separados pelo "e" comercial (&). Citação com mais de dois autores: sobrenome do primeiro autor grafado com a primeira letra maiúscula. Redação das citações dentro de parênteses Citação com um autor: sobrenome grafado com a primeira letra maiúscula. sociais e ambientais da pesquisa da Embrapa Agropecuária Oeste: relatório do ano de 2003.97 Teses HAMADA. no caso de uso de citação de citação. Fontes eletrônicas EMBRAPA AGROPECUÁRIA OESTE. Acesso em: 18 abr. são separadas por vírgula. documentos no prelo ou qualquer outra fonte. A autocitação deve ser evitada. cujos dados não tenham sido publicados. Citação com dois autores: sobrenomes grafados com a primeira letra maiúscula. Campinas. Documentos. seguidos de vírgula e ano de publicação. Redação das citações fora de parênteses Citações com os nomes dos autores incluídos na sentença: seguem as orientações anteriores. (Embrapa Agropecuária Oeste. 2004. E. Dourados: Embrapa Agropecuária Oeste. Desenvolvimento fenológico do trigo (cultivar IAC 24 . Disponível em: <http://www. em fonte normal.embrapa. 152p. Citação de mais de uma obra dos mesmos autores: os nomes destes não devem ser repetidos. Avaliação dos impactos econômicos. .

Todas as unidades de medida devem ser apresentadas segundo o Sistema Internacional de Unidades. no final do texto. O título. no cabeçalho. no corpo ou na coluna indicadora. com uma nota-de-rodapé explicativa. após as referências. Fios horizontais adicionais podem ser usados dentro do cabeçalho e do corpo. se isso não for possível. As tabelas devem ser editadas em arquivo Word. na forma de expoente. à exceção de símbolos escritos convencionalmente em itálico. Notas de chamada: são informações de caráter específico sobre partes da tabela. deve ser claro. entre parênteses. Devem ser auto-explicativas. Devem ser usados fios horizontais para separar o cabeçalho do título. conciso e completo. * e ** (significativo a 5 e . letras minúsculas ou maiúsculas. os nomes das variáveis que representam o conteúdo de cada coluna devem ser grafados por extenso. com a indicação em nota-derodapé do teste utilizado e a probabilidade. mas o recurso recuo do menu Formatar Parágrafo. Tabelas As tabelas devem ser numeradas seqüencialmente. Notas de rodapé das tabelas Notas de fonte: indicam a origem dos dados que constam da tabela. São apresentadas de forma contínua. corpo (colunas e linhas) e coluna indicadora dos tratamentos ou das variáveis. na coluna ou na linha. não usar fios verticais. deve incluir o nome (vulgar ou científico) da espécie e das variáveis dependentes. São indicadas em algarismo arábico. no corpo da tabela. usando os recursos do menu Tabela. as fontes devem constar nas referências. à direita da palavra ou do número. no título. Seus elementos essenciais são: título. Nenhuma célula (cruzamento de linha com coluna) deve ficar vazia no corpo da tabela. Para indicação de significância estatística. em negrito. dados não apresentados devem ser representados por hífen. não fazer espaçamento utilizando a barra de espaço do teclado. para conceituar dados. No cabeçalho. separadas por ponto. as chamadas ns (não-significativo). usá-los ainda na base da tabela. e apresentadas em folhas separadas. deve ser precedido da palavra Tabela. explicar o significado das abreviaturas no título ou nas notas-de-rodapé. os valores numéricos devem ser alinhados pelo último algarismo. são utilizadas. com algarismo arábico. sem mudança de linha. na forma de expoente. com ponto no final. à direita do dado. Os elementos complementares são: notas-de-rodapé e fontes bibliográficas. Nas colunas de dados. e do corpo.98 Não devem apresentar letras em itálico ou negrito. cabeçalho. Na comparação de médias de tratamentos são utilizadas. no corpo da tabela. à direita do dado. para separar o conteúdo dos elementos complementares.

respectivamente). no mínimo. As unidades.99 1% de probabilidade. A legenda (chave das convenções adotadas) deve ser incluída no corpo da figura. usar escala de cinza (exemplo: 0. No caso de gráfico de barras e colunas. e do ponto. a fonte de onde foram extraídas. . Evitar usar cores nas figuras. Os pontos das curvas devem ser representados por marcadores contrastantes. Os números que representam as grandezas e respectivas marcas devem ficar fora do quadrante. porém. Usar fios com. O título da figura. triângulo ou losango (cheios ou vazios). mapas e fotografias usados para ilustrar o texto. 50. no mínimo. para possibilitar a edição em possíveis correções. Figuras não-originais devem conter. as fotografias. O crédito para o autor de fotografias é obrigatório. 300 dpi e ser gravadas em arquivos extensão TIF. sem negrito. deve ser precedido da palavra Figura. Nos gráficos. para cinco variáveis). Devem ser gravadas nos programas Word. a fonte (Times New Roman) e o corpo das letras em todas as figuras devem ser padronizados. evitando o excesso de informações que comprometa o entendimento do gráfico. como: círculo. separados do arquivo do texto. como também é obrigatório o crédito para o autor de desenhos e gráficos que tenham exigido ação criativa em sua elaboração. 25. Devem ser auto-explicativas. após o título. no título. 75 e 100%. Devem ser elaboradas de forma a apresentar qualidade necessária à boa reprodução gráfica e medir 8. quadrado. podem ser coloridas. as fontes devem ser referenciadas. desenhos. As curvas devem ser identificadas na própria figura. ou entre a figura e o título.5 cm de largura. as designações das variáveis dos eixos X e Y devem ter iniciais maiúsculas. e devem ser seguidas das unidades entre parênteses.5 ou 17. Só devem acompanhar o texto quando forem absolutamente necessárias à documentação dos fatos descritos. Figuras São consideradas figuras: gráficos. 3/4 ponto de espessura. Excel ou Corel Draw. em negrito. Não usar negrito nas figuras. do número em algarismo arábico. As figuras na forma de fotografias devem ter resolução de.

São de exclusiva responsabilidade dos autores as opiniões e conceitos emitidos nos trabalhos.br ou pelos correios: Embrapa Informação Tecnológica Pesquisa Agropecuária Brasileira – PAB Caixa Postal 040315 CEP 70770 901 Brasília. Os manuscritos aprovados para publicação são revisados por no mínimo dois especialistas. via e-mail:pab@sct. sem o consentimento expresso do editor da PAB. Contatos com a secretaria da revista podem ser feitos por telefone: (61)3448-4231 e 3273-9616. O editor e a assessoria científica reservam-se o direito de solicitar modificações nos artigos e de decidir sobre a sua publicação. Os trabalhos aceitos não podem ser reproduzidos. fax: (61)3340-5483.embrapa. DF .100 Outras informações Não há cobrança de taxa de publicação. mesmo parcialmente.

Parágrafo: 1. gráficos.Resumo em português.: Figura 1: Mapa de Fortaleza. As referências completas deverão ser apresentadas em ordem alfabética.Editor de texto: Word for Windows. plantas e quadros. na parte inferior. Os artigos deverão ser encaminhados com as seguintes características: Formato do artigo . em algarismo arábico. com cerca de 150 palavras.Número de páginas: mínimo de 15 e máximo de 20 laudas . seguindo o padrão AUTOR (DATA). Os artigos deverão ter um mínimo de 15 e um máximo de 20 laudas. de três palavras-chaves . pelo prazo de duração dos direitos patrimoniais do autor. Tabelas: as tabelas apresentam informações tratadas estatisticamente. organogramas.A minuta do artigo deve ter. com a primeira palavra em maiúsculas. mapas. logo abaixo.Considerações finais . Uma vez aceito o artigo considera-se licenciado para a REDE com exclusividade para o veiculo digital. 2002). seguida de seu número de ordem de ocorrência no texto.Metodologia . Ilustrações: serão consideradas ilustrações os mapas. justificado e seguido. justificado.101 ANEXO 3 NORMAS DE PUBLICAÇÃO DA REVISTA ELETRÔNICA DO PRODEMA Diretrizes para Autores Os trabalhos para publicação nos periódicos da REDE .jpg".Objetivos . 2MB. .25 cm .Espaçamento: simples . numeradas seqüencialmente. seguida de seu número de ordem de ocorrência e fonte. esquemas. com cerca de 150 palavras. Poderão participar até três autores por artigo ou ensaio. direita e inferior de 2 cm .Fonte: Times New Roman. no máximo. no final de todo o texto com o título de Referências. Sua posição deve constar no próprio texto e estar referenciada. tamanho 12 . logo abaixo. Não pode haver qualquer identificação do(s) autor(es) no(s) artigo(s) enviado(s). Ex. Notas: mínimas e apresentadas ao final do texto. versão 98 ou superior . Primeira página . O Título situase na parte superior da tabela.Margens: esquerda e superior de 3 cm.Revista Eletrônica do Prodema deverão ser inéditos na íntegra e sua publicação não deve estar pendente em outro local.Folha: A4 .Alinhamento: justificado . em maiúsculas e negrito (português e inglês) e centralizado . Os títulos das figuras devem ser colocados na parte inferior.Revisão de literatura . fluxogramas. resolução mínima de 300 "dpi" e nitidez das características de interesse. que devem ser numeradas consecutivamente e inseridas no texto com a extensão ". conforme IBGE (1993). do respectivo título e fonte.Resultados e discussões .Introdução .Título. fotografias. espaço simples e seguido. incluindo resumo e referências.Abstract. de três key words Conteúdo dos artigos . de acordo com as normas da ABNT (NBR 6023.Referências Referências: constar apenas o que foi citado no corpo do texto. Os ensaios deverão ter no máximo 10 laudas.

as figuras e tabelas estão inseridas no texto. . O texto segue os padrões de estilo e requisitos bibliográficos descritos em Diretrizes para Autores. As submissões que não estiverem de acordo com as normas serão devolvidas aos autores. caso submetido para avaliação por pares (ex. Os arquivos para submissão estão em formato Microsoft Word ou OpenOffice (desde que não ultrapassem 2MB). espanhol e inglês. Declaração de Direito Autoral A revista REDE se reserva o direito de efetuar. 5. emprega itálico em vez de sublinhado (exceto em endereços URL). 3. nos originais. na seção Sobre a Revista. Fórmulas: as fórmulas deverão ser numeradas e inseridas ao longo do texto. os autores são obrigados a verificar a conformidade da submissão em relação a todos os itens listados a seguir. caso contrário. Itens de Verificação para Submissão Como parte do processo de submissão. A seleção dos trabalhos para divulgação na Revista é de competência do Conselho Editorial da Revista. O texto está em espaço simples. Os trabalhos publicados passam a ser propriedade da revista Rede. alterações de ordem normativa. e não está sendo avaliada para publicação por outra revista. A contribuição é original e inédita. 6. não sendo disponibilizados para outras finalidades ou a terceiros. como anexos. 4. 1. garantindo desta forma o critério de sigilo da revista. A identificação de autoria do trabalho foi removida do arquivo e da opção Propriedades no Word.102 Agradecimentos: poderão ser mencionados no final do artigo. 2. não no final do documento. Política de Privacidade Os nomes e endereços informados nesta revista serão usados exclusivamente para os serviços prestados por esta publicação.: artigos). conforme instruções disponíveis em Assegurando a Avaliação Cega por Pares. deve-se justificar em "Comentários ao Editor". respeitando o estilo dos autores. ortográfica e gramatical com vistas a manter o padrão culto da língua. Os trabalhos que não se enquadrarem nessas normas não serão avaliados. URLs para as referências foram informadas quando necessário. Os artigos podem ser enviados em português. usa uma fonte de 12-pontos.

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