Estatística - UVB

Aula 07 Amostragem
Objetivos da aula:
• • Apresentar exemplos para fixação de conceitos de amostragem; Praticar os conceitos em exercícios.

Introdução
. Em nosso encontro da aula 6 conhecemos os números índice, uma técnica muito importante para acompanharmos a evolução ou involução do valor de uma variável ao longo do tempo. Mas, se necessitarmos levantar informações de uma população muito grande, como trataremos essa massa de dados? A resposta é: com a amostragem, que é o alvo de nossa aula de hoje.

Amostragem
A utilização de técnicas de amostragem se faz necessária quando, por questões práticas ou econômicas, é impossível (ou quase) estudar toda a população. Como exemplo, temos o caso de uma fábrica de automóveis que, pelas questões apontadas acima, não efetua inspeção e ensaios em 100% dos itens que serão agregados ao automóvel, faz as verificações
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numa floresta definem-se áreas de controle. que são: • • • É propensa a parcialidades. dentre outros aspectos. Os resultados amostrados não podem ser usados para extrapolações a partir dos casos selecionados para o levantamento da população. no entanto. mede-se a densidade florestal destas áreas e extrapola-se o resultado para toda a mata. Outro exemplo interessante do uso de técnicas de amostragem é o manejo sustentável de áreas florestais com fins extrativistas. pode-se assim conhecer com boa precisão o número de espécies vegetais encontradas e sua idade média. O uso deste método requer uma boa compreensão da população. A amostragem por julgamento apresenta algumas desvantagens. ou cada seleção é pré-determinada e não depende de chance. caracteriza este método é que cada caso selecionado. meio ou fim. O que. Amostragem por Julgamento É baseada na escolha deliberada e exclui qualquer processo aleatório. a amostragem não probabilística e a amostragem probabilística. A amostra é tão pequena que pode ser um problema acerca da credibilidade dos resultados. é efetuada a inspeção (usando técnicas de amostragem) dos lotes de produtos recebidos. seja no início. e não podem prover estimativas Faculdade On-line UVB 68 . A amostragem pode ser obtida por dois métodos.Estatística . Neste caso.UVB de qualidade e conformidade em momentos específicos durante a produção. Logo no início do processo produtivo.

devem ser representadas na amostra conforme estão na população. mas ele não pode ser aplicado sempre.UVB da população. pela sua facilidade de selecionar amostras. analisar dados e reduzir erros de amostragem. as proporções de pessoas de diferentes idades. e não é sempre o mais apropriado. A grande diferença entre a amostragem por quotas e estratificada é que na primeira não há a seleção por qualquer base aleatória. O que queremos dizer é que as quotas (amostras) buscam repetir as mesmas características da população. o que não é aceitável. sexo. ou seja. enquanto que na estratificada a seleção é aleatória como veremos. por exemplo. pelo menos aproximadamente. na eventualidade de que o resultado venha a ser projetado para formar um juízo global. grupos étnicos. Neste caso vemos que o risco desse tipo de testes situa-se. Faculdade On-line UVB 69 . etc.Estatística . Amostragem por Quotas Aqui a população deve ser conhecida. em virtude da amostra poder não ser representativa. A amostragem por quotas é freqüentemente usada em pesquisas de opinião e pesquisa de mercado. Amostragem Aleatória Simples É o método básico de amostragem aleatória. O método se fundamenta no princípio de que todos os membros de uma população têm a mesma probabilidade de serem incluídos na amostra. de forma que a representatividade de cada grupo de dentro da população seja percebida na amostra. principalmente.

o grau de dispersão. de acordo com: • • • • • tamanho da população. o nível de confiabilidade desejável.UVB Fases do método: a) listagem da população. 20. para obtermos 10 amostras sistemáticas podemos retirar as peças de número 10. numa população de 100 peças. Para encontrarmos os pontos onde faremos as coletas sistemáticas das amostras. c) uso de números aleatórios (tabela ou algoritmos computacionais). Amostragem Sistemática Aqui os membros da população que participam da amostra são determinados a partir de intervalos fixos. 30. e não há a utilização de tabelas de números aleatórios. e assim por diante. Por exemplo. a taxa de ocorrência.Estatística . Existem fórmulas e tabelas para estabelecer o tamanho das amostras e as estimativas. podemos seguir os seguintes passos (conforme exemplo): Define-se o tamanho da população: N= 1600 Define-se o tamanho da amostragem total: n= 100 N 1600 = = 16 n 100 Faculdade On-line UVB 70 . o índice de precisão escolhido. até completarmos 10 amostras sistematicamente colhidas. b) determinação do tamanho da amostra.

logo as próximas amostras serão retiradas de 16 em 16. 3. Cuidados com o fator “posição” na lista dos componentes da população. Vantagens: 1. Por exemplo: Deseja-se estudar a aceitação de determinados métodos de controle de natalidade em uma determinada cidade. Sorteia-se um número de 1 a 16. 2. Mais rapidez para grandes populações.Estatística . Facilidade de determinação dos elementos da amostra. Desvantagens: 1. que será o primeiro número da amostra. Cuidado com fenômenos sazonais. Amostragem Estratificada Consiste em dividir a população em subgrupos mais homogêneos (estratos) e retirar amostras aleatórias simples dos subgrupos. Solução: Aspectos relevantes nesta aceitação: religião e situação socioeconômica. Não precisa usar números aleatórios. protestantes e Faculdade On-line UVB 71 .UVB Faz-se então: . Uma identificação sugerida - religião: católicos. 2.

Judeus de classe alta. Uniforme Na amostragem estratificada uniforme sorteia-se igual número de elementos de cada estrato. média e baixa. Proporcional Na amostra estratificada proporcional. Estratos que poderiam ser formados: • • • • • • • • • Protestantes de classe alta.Estatística .UVB judeus. Judeus de classe baixa. Juntar numa só amostra a fim termos uma amostra de toda a população. 2. Protestantes de classe média. Retiramos amostras aleatórias simples de cada estrato. Católicos de classe baixa. números aleatórios). A idéia básica é que: “um grupo homogêneo requer amostra menor que um grupo heterogêneo”. Católicos de classe média. usando o processo já sugerido (listagem. Faculdade On-line UVB 72 . o número de elementos em cada estrato é proporcional ao número de elementos existentes no estrato. Outra identificação sugerida – classe social: alta. Protestantes de classe baixa. As amostras estratificadas são divididas em três tipos: 1. Católicos de classe alta. Judeus de classe média.

A técnica de estratificar é bastante útil. alto custo e muito tempo. Neste método. Faculdade On-line UVB 73 . Amostragem por Conglomerados É um método muito utilizado por motivos de ordem prática e econômica.UVB 3. a) Listar os quarteirões. Nível 2 – Elementos Amostrados (dentro de cada conglomerado). por exemplo. Exemplo: Deseja-se entrevistar uma amostra representativa de pessoas que vivem numa grande área da cidade. quando a população apresenta muita diversidade nos seus valores individuais.Estatística . medida pelo seu desvio padrão. datas. ou sistemática ou estratificada de pessoas espalhadas numa grande área implicaria em muitas viagens. existem pelo menos dois níveis de amostragem que são empregados: Nível 1 – Unidade de Amostragem. etc. Solução: Tomar. cujos elementos constituirão a amostra. Extrair uma amostra aleatória simples. quando se toma em cada estrato um número de elementos proporcional ao número de elementos do estrato e também à variação da variável de interesse no estrato. Ótima Na amostra estratificada ótima. assim estabelecem-se estratos de modo que a variância do valor do item seja o menor possível dentro de cada estrato. onde divide-se uma população em pequenos grupos e sorteia-se um número suficiente desses pequenos grupos (conglomerados). quarteirões da cidade como unidade primária de amostragem ou conglomerado.

2003. 10. Alguns aspectos da representatividade de uma amostra probabilística: 1. Willian J. 2. Seu tamanho deve ser grande o bastante de modo a minimizar o risco da amostra atípica. São Paulo: Ed.Estatística . VIEIRA. Estatística Descomplicada. 1998. 12. 1ª reimpr. Sonia. MANDIM. 3. da 1ª ed. São Paulo: Editora Saraiva.UVB b) Sortear uma amostra aleatória simples de quarteirões (números aleatórios). c) Entrevista-se as residências dos quarteirões selecionados. MAGALHÃES. São Paulo: Editora Pioneira Thomson Learning. ed. Antonio Arnot.. Brasília: Vestcon Editora Ltda. A amostra não deve ter preconceito ou tendência. 2003. ed. ed. Cada item da população deve ter uma chance conhecida de ser selecionado. Harbra. Antonio Carlos Pedroso de. 2002. Referência Bibliográfica: COSTA NETO. Faculdade On-line UVB 74 . São Paulo: Editora Edgard Blücher Ltda. Estatística. Marcos Nascimento e LIMA. Editora da Universidade de São Paulo. Princípios de Estatística.. São Paulo: 5a. 1981. 1992. Pedro Luiz de Oliveira. Estatística Aplicada à Administração. Estatística Fácil. Daniel. SETEVENSON. Noções de Probabilidade e Estatística. CRESPO.

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