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RESUMO BOBBIO Teoria da Norma Juridíca

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Published by: Bárbara Schramm Barbosa on May 25, 2011
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Teoria da Norma Jurídica - Bobbio

Capitulo 1 ± O Direito como regra de conduta 1. Um mundo de normas ³ A experiência jurídica é uma experiência normativa ³ ³ Porém, se observarmos um pouco de fora, o desenvolvimento da vida de um homem através da atividade educadora exercida pelos seus pais, pelos seus professores e assim por diante, nos daremos conta que ele se desenvolve guiado por regras de conduta ³
y y

As regras tornm-se tão habituais que não nos apercebemos O sistema normativo caracterizar uma sociedade

2. Variedade e multiplicidade ³ São regras de conduta tanto os 10 mandamentos quanto as prescrições do médico tanto os artigos de uma constituição quanto as regras do xadrez ou de bridge, tanto as normas do direito internacional ³ 3. O Direito é instituição Há diversas teorias da norma, distintas da normativa da teoria do Direito como instituição ou relação. O conceito de Direito ; a) Em toda sociedade há fenômenos jurídicos b) Conceito de Direito ;idéia de ordem de social c) A ordem social posta pelo Direito não exclui as normas sociais, serve-se delas e as compreende em sua órbita
Para os romanos : os elementos constitutivos do conceito de Direito : sociedade, ordem e organização. Para eles uma sociedade é ordenada através de uma organização. < - Está sociedade para os romanos é instituição

Contudo, só a organização e é a razão suficiente ao Direito.

O Direito nasce do momento que um grupo social passa da fase inorgânica ou não organizada para fase do grupo organizado. Associação de deliquentes é uma organização e cria seu próprio Direito é uma instituição. Institucionalização -> ao criaprópria organização. Teria institucionalista rompe com a teoria estalista de Direito.

que se propõe a oferecer meios distintos e melhores do que os oferecidos pela teoria normativa para compreensão do fenômeno jurídico. Para Kant ± O Direito não é relação entre sujeito e coisa. . . Exame de uma teoria Para Levi ± Desde do inicio fala-se da relação jurídica como o conceito sobre o qual se funda a construção sistemática. determinação dos fins. que um tem Direito e outro deveres (o homem) 7.A teoria normativa não incide absolutamente em linha de principio com a teoria estatalista. de todo o ordenamento jurídico. e está ligada aos jusnaturalismo. Observações críticas . cientifica. Pode haver normatização sem organização. que as normas venham antes da organização. Pluralismo Jurídico Doutrina institucionalista reação a invasão do estado moderno. atribuição função dos indivíduos.A teoria da instituição. O Direito é relação intersubjetiva ? Segundo os defensores do institucionalismo. só se dar por regras. a) Teoria normativa não é menos do que a teoria institucionalista ? ³ Norma não deve se restringir apenas as normas de estado b)Não seria verdade que a organização venha antes das normas. Os estados modernos ³iluminaram´ todo centro de produção jurídica que não fosse o próprio estado. 5. Processo de institucionalização que transforma o grupo inorgânico em grupo organização necessita de 3 condições. mas sim o oposto. . para qual haja Direito é necessário se está em uma série mais vasta e complexa de reações constituintes. a relação jurídica para Kant é somente a relação entre sujeitos. os ³meios´. Observações criticas O que caracterizar uma relação jurídica não é o conteúdo mas a forma. 8. uma pura e simples relação entre 2 sujeitos não pode constituir.4.Teoria estatalista é uma teoria normativa restrita. ainda que muitos juristas ESTATALISTA sejam normativos. é examinada pelo autor . 6. A doutrina da ³ relação´ é considerada individualista pelos institucionalistas.

O formalismo jurídico compreendo pelo menos três visões diversas. O que interessa ao jurista. Norma como proposição ± A tese sustentada pelo autor é que Normas Jur. A norma jurídica em sua estrutura logico linguística Formalismo jurídico entende-se uma consideração exclusiva quanta a forma. Ao mãe e ao pai sucedem o filho em partes iguais. ou seja.Diriamos que uma relação é jurídica porque é regulada para uma norma jurídica. o dever não é senão o reflexo subjetivo de uma norma imperativa (positiva ou negativa) ³ . Formas e funções ± O comando habitualmente vem expresso na forma imperativa. Capitulo III ± As proposições prescritivas 15. ela é o pressuposto da validade de ambas. Formalismo jurídico ±definição do Direito Formalismo ético ± definição de justição Formalismo cientifico ± o comportamento de ciência jurídica 16.Códigos e constituições são exemplos da função prescritiva. Com base no dito acima. o Direito não passa de uma reflexo subjetivo de uma norma permissiva. ex. mesmo tendo indubitável caráter imperativa. sua estrutura. proposição declarativa com função de comando. Seja como for para que uma proposição seja verificada ou falsificada é necessário que tenha significado. quando interpreta uma lei é seu significado. permanece válida não OBSTANTE a teoria da instituição e a da relação ou melhor. 18. posto que se queiram combate-las argumentos diversos.Em suma a teoria normativa. . Pertencem a categoria geral das proposições prescritivas. Contudo as vezes é expresso na forma declarativa. a mesma proposição normativa pode ser formulada com enunciados diversos. As 3 funções . exemplos de linguagem normativa. não o inverso. (?). e que requerem. 17. mas de fazer uma imposição. ³ Em essência. Um ponto de vista formal ± O estudo da norma é formal no sentido em que consideraremos a norma independente de seu conteúdo. Pois não possui a função de informar.

a redução da proposição prescritiva. .Um corpo de lei tende a eliminar tudo que não é da função prescritiva. logo pode uni-se a função descritiva e evocativa para valer-se sua função. 20. 22.Em determinados casos ondes os comandos são seguidos devido ao prestigio. Independente da valoração pelo suj. ascendência ou autoridade de pessoa que ordenam. Pode deduzir as proposições prescritivas a proposições descritivas ? . . transmissor e executado. talvez seja verdadeiro para comando jurídicos. Porém. b) em relação ao comportamento do destinatário c) em relação ao critério de valoração. Diga ao seu pai que liguei. Teoria Kantiana da Moral ± Dever pelo Dever.Seria todo comando. Imperativos Autônomos e Heterônomos . desde que seja obedecida é comando. 19 ± Diferenças das proposições prescritivas e descritivas a) função. se há a perspectiva de influenciar o comportamento logo a função prescritiva está mascarada. A lei dura no tempo.A função prescritiva tem a função de modificar o comportamento. A proposição prescritiva ± não está sujeita a critério de valoração (se são falsas ou verdadeiras). a valoração é dada pela derivação de fontes primarias de produção normativa ( critérios de justificação formal). a proposição alternativa é impossível.caracterizado pela sanção ? . 21 ± Pode se reduzir as proposições prescritivas a proposições expressivas ? Não convincente para o autor ± Razão da funcionalidade Um comando configura-se como tal em função do resultado que consegue independente do sentimento pelo qual a norma foi cumprida mas sim sua execução. Contudo. Embora as normas jurídicas tem sentido perguntar-se são validas ou invalidas. Ex. possui sua função independente dos valores que fizeram surgir e que podem até desaparecer.. Logo não importa a razão pela qual a norma foi cumprida mas sim sua execucação. . logo no discurso do tempo afasta-se da vontade do legislador.

Kant Segundo alguns. também deve x µ Seriam as normas técnicas verdadeiros imperativos. <. ³ Não se deve mentir´. prescrições médicas). * Contudo há sistemas morais fundados na heteronímia a exemplo de uma moral religiosa *A teoria do estado de Kelsen. regras gramatica. Regra de conduta / Ação obrigatória Meio para alcançar o fim Imperativos hipotéticos± Prescrevem uma ação boa para atingir o fim. ³ Se quiser ferver. A escolhe do FIM é livre. São critérios relevantespara o estudo da norma jurídica.Ideia introduzida por Kant ( Segundo ele a moral se resolve por imperativos autônomos e o direito em imperativos heterônomos) <. normas jurídicas. Ex. Juizo categórico ou por um juízo hipotético y Imperativos categóricos ± Prescrevem uma ação boa em si. Não derivaria da proposição descritiva . Critérios ± com respeito a relação entre sujeito ativo e passivo da presc.Distinção entre moral e Direito. y y .1) Distinção entre diversos tipos de prescrição com categorias vastíssimas (moral. y y y Consequência IMPUTADA considerada como meio. normas éticas. 1) Imperativos autônomos ± quando a mesma pessoa formular e executar a norma já os heterônomos quem formular e executar a norma são pessoas diversas. todos os imperativos jurídicos são hipotéticos. E heteronímia seria característica do regime democrático * Entretanto a distinção entre Moral e Direito dado Por Kant através de normas autônomas e heterônomas. ³ Se você quiser fazer uma doação deve realiza um ato público ³. 2) Com respeito a forma 3) Com respeito e forma obrigantes . deve ser x Norma programáticas -. Visto que vocêdeve y. não possa ser utilizada para distingui-las. Norma técnica ± Se você quer y. Distingue-se em razão do fim possível ou real. Cumprida condicionalmente. 23 ± Imperativos e categóricos e imperativos hipotéticos Outra distinção entre Direito e moral que remonta a Kant são imperativos categóricos e hipotéticos. a autonomia é característica do estado democrática. aguarde aquece-la a 100 grau ³. Proprios da legislação moral.

. . falta o poder. Imperativo e obrigação são termos correlativos. há órgão consultivos e papel de dar conselhos. Ao contrario do que Hobbes afimar. Na instância. podem servir para diferenciar o Direito e moral assim como critérios precedidos. 26. . há outras. Ex.Há exortação para o Bobbio tende a conseguiro mesmo efeito com a combinação de elementos emotivos com prescritivos. O conselho nem sempre é dado no interesse do aconselhado. . A diferença indubitável é a obrigatoriedade do comando versus o conselho. Peço a você para não fumar demonstra que me importo com a saúde. comando nem sempre possui o interesse somente de quem comandar. . Assim o Direito Internacional seria uma recomendação.Orgãos consultivos tem menorprestigios que os de função imperativa. Há mais comum entre os juristas. Comandos e conselhos ± Distinção importante nos ordenamentos jurídicos.Nem todas as prescrições estudadas em um ordenamento jurídico são comandos. 25 ± Os conselhos no Direito . ->Imperativos (ou comandos) são prescrições que possuem maior força vinculante. porém.A ³Onu´ possui um papel de emanar recomendações. -> Formas mais brandas conselhos e as instâncias y y y A distinção entre comandos e conselhos. porém em todos. ao é ausência do Direito de obter aquilo que pede. busca-se uma deliberação aa nosso favor. ->Nem todas as proposições e/ou prescrições as quais se tentar determinar o comportamento alheio implica em obrigações. Comandos e instâncias ± Informativo/ Emotivo (invocações/suplicas) y y y y Participante da categoria de prescrições A ausência de obrigação para pessoa a quem se dirige a instancia. O poder do conselho deve também estar investido de uma particular autoridade.24. Capitulo IV -> As prescrições e o Direito 27 ± O problema do imperatividade do Direito Teoria da Imperatividade do Direito -> normas jurídicas como comando pertencente a linguagem prescritiva.Nem todos os atos no Direitos denominados pareceres são considerados conselhos. há ou outro. O ordenamento reconhece as instâncias. Pode possuir função Diretiva. onde há um.

Negação da idéia de que Normas jurídicas. A TD como conjunto de proibições visão restrita do Direito e do Estado. Está distinção é inaceitável preceitos positivos e negativos misturam-se na moral e no Direito. toda N. coatividade. ³ Se você quiser Y. .J. normas segundo ele pertencem a imperativos hipotéticos. o autor exclui do Direito observações descritivas. . 31. sejam as formas atenuadas de imposição como os conselhos e as exortações. Foi uma tentativa de distinguir o Direito da moral. Os destinatários da Norma Jurídica . deve ser X ³ Imperativos são chamados por Kant de N.Para Rava as normas não são boas em si. como um só tipo de imperativo. apenas pelo fato de serem IMPERATIVOS também fossem comandos. 29 ± Comandos e imperativos impessoais .Posto fim de conservação da sociedade. É certo que uma norma sancionada pode ser convertida em proposição alternativa. mas ações que são boas para atingir certos finse logo hipotéticos.3 Habituais requisitos da Norma ± Thon -> a imperatividade.Toda teoria reducionista da Norma buscar identificar a N. . 30. ³ ³.seriam todos os Imperativos jurídicos impessoais ?. O Direito como norma técnica ±doutrina defendida por Adolfo Rava. y 28 ± Imperativos positivos e negativos A partir do texto bastaria os exemplos que o ordenamento jurídico é composto de imperativo e positivos e negativos. Del Vechi ± ³ ³. Jurdica pode ser convertida na seguinte formula do imperativo hipotético ³ Se você quer viver em sociedade deve se comportar de modo que é condição de viver social ³. .Para o ordenamento jurídico possui como obetivoatingir a paz social. Técnica .Toda Norma Juridica é caracterizado pelo fato que sua transgressão tem como consequência desagradável a sanção. estatualidade Cornelluti ± ³ ³. Este ordenamento que seria técnico não distingue de ordenamentos normativos instrumentais. . vê interdependência entre comando e sanção. o Direito seria constituído apenas por imperativos negativos. pois existem em outros sistemas normativos não jurídicos (dez mandamentos) (?).

Quem seriam estes destinatários. y y . não institui ao cidadão o dever de não matar mas o dever aos órgãos de pura e simplesmente puni-la. mas aos org. mesmo os ordenamentos estatais. 32. Enquanto é julgado a juridicidade de uma norma singular. jurídicos encarregados de poder coativo. Houve quem dissesse que a essência do Direito era permitir. há normas voltadas para os cidadãos que estabelecem um determinado comportamento cuja violação. identificar-se com validade. Imperativos e Permissões Teorias mistas são aquelas que defendem que em todo ordenamento jurídico há imperativos mas que há outras preposições. pois não reenvia nem uma outra norma do sistema. É certo que não que dá pra imaginar um Ordenamento Juridico composto apenas de N. A questão da controvérsia nascida no seio da teoria imperativista relativa ao sujeito passivo Ihering ± Estatualista e coativo defendia que as normas não eram destinadas aos cidadãos. primarias não seriam jurídicas porque limitam-se a fixar o pressuposto para entrada em vigor de uma N. primarias (voltados aos súditos) se por ordenamento entende-se a eficácia comprovada através da sanção. não é única. porém. implicar mas não necesseriamente em sanção. Allorio (meados do século XX) ± Defendia que as normas são duas aquelas que impõe aos súditos um certo comportamento e as que impõem aos órgão do estado intervir no caso de não cumprimento. depende do fato de pertencer a um ordenamento jurídico 3) Ao defender-se que N. J. fundamental seria concluído a única norma jurídica seria a norma fundamental. ou seja. não comandar. 1) É possível um ordenamento voltado aos órgãos judiciais. Porém há objeções como os órgãos estatais unidos destinatários. 4) Se o ordenamento jurídico é um ordenamento NORMATICO com eficácia reforçada ele pode com a eficácia simples como as normas primarias. caindo na N. Consideram além do imperativo. 2) Dizer que estas normas (voltados para os cidadãos) não existem em ordenamentos estataisé o mesmo que considerar JURIDICIDADE de uma norma depende do fato do comportamento contrario do previsto implicar as consquencências atribuídas as normas secundarias. ai residiria a diferença entre Direito e Moral As normas permissivas pressupõem normas imperativas. logo. permissões.

Ex. no sentido que é permitido ou licito tudo aquilo que é não é proibido nem comandado. do Código Civil. temos em mente a outro pressuposto.Normas permissivas podem ser distinguidas assim como as imperativas em positivas (são as que permitem fazer) e negativas (permitem não fazer. e nega a teoria imperativista. que tudo que é por ela extensamente autorizado é proibido. É importante para lacuna. . a situação de permissão resulta da ausência de norma. Relação entre imperativos e permissões Num sistema de imperativos. Já o texto da constituição. o lemos tendo em mente tudo que não é por ele prescrito é permitido. O estado totalitário seria o estado que todo ato do cidadão é regulado por Normas imperativas. 34 Imperativos e Regras finais ± Regras finais ± É proposto por Brunetti. negam um imperativo positivo) - 33. ao afimar que somos livres para escolher o fim.

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