Você está na página 1de 1

As novas regras do FAP

PUBLICIDADE

Por Rafaela Domingos Lirôa

Em virtude de vários questionamentos judiciais quanto à aplicação do FAP (Fator Acidentário de


Prevenção), que passou a vigorar em janeiro de 2010 e é utilizado no cálculo do SAT - Seguro de
Acidente de Trabalho, causador de grande impacto financeiro às empresas no pagamento do tributo, o
Conselho Nacional de Previdência Social aprovou novas formas de melhorar a metodologia de cálculo
do Seguro Acidentário.

Algumas das medidas negociadas entre o Governo Federal, Confederações Empresariais e Centrais
Sindicais passarão a vigorar a partir de 1º de setembro, podendo beneficiar cerca de 400 mil empresas
com a redução da alíquota do SAT.

As alíquotas atualmente vigentes variam, conforme o grau de risco da atividade da empresa, entre 1%,
2% e 3% sobre a folha de pagamento, o que causa um impacto financeiro muito alto no cálculo do
FAP, às empresas que registrem a ocorrência de acidentes de trabalho.

Com as novas medidas, as empresas que não registrarem nenhum tipo de acidente/doença do
trabalho no decorrer de suas atividades serão beneficiadas com a redução pela metade da alíquota do
SAT. Ou seja, no período, o FAP, aplicado sobre o valor do SAT, que pode variar de 0,5% a 2%,
passará a partir de 1º de setembro a ser de 0,5% para as empresas sem registro de acidentes ou
doenças do trabalho. O objetivo da medida é evitar novos questionamentos das empresas na Justiça.

Outra modificação aprovada pelo Conselho da Previdência é que o desconto de 25% concedido desde
a implantação do FAP às empresas que tiveram alíquota apurada em mais de 1% e que sofreram a
influência de sua aplicação com o aumento da alíquota do SAT perdurará em 2011, salvo para aquelas
companhias que registrarem morte e invalidez por acidente de trabalho. A permanência do desconto
em 2011 é uma forma de incentivo àquelas companhias que priorizarem programas que contribuam
efetivamente com a redução dos acidentes.

Contudo, é preciso ficar atento pois a fiscalização será intensa e as empresas que não noticiarem a
ocorrência de acidentes/doenças do trabalho serão penalizadas com o pagamento em dobro do tributo
que teriam de pagar sem o benefício da redução, nos percentuais vigentes.

Rafaela Domingos Lirôa

Advogada de Direito Previdenciário e Tributário do escritório Innocenti Advogados Associados

E-mail: rafaela.liroa@innocenti.com.br

Revista Contábil & Empresarial Fiscolegis, 04 de Agosto de 2010

Versão para Impressão | Enviar para um amigo | Comentar | Enviar Artigo