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Motor Síncrono

É um motor elétrico cuja velocidade de rotação é


proporcional à freqüência da sua alimentação. Este motor
pode ter seu rotor constituído por um eletroímã e ser
alimentado por CC(corrente contínua) ou constituído por
imãs permanentes. Como o campo magnético do rotor independe
do campo magnético do estator, quando o campo magnético do
rotor tenta se alinhar com o campo magnético girante do
estator, o rotor adquire velocidade proporcional a
freqüência da alimentação do estator e acompanha o campo
magnético girante estabelecido no mesmo, sendo por este
motivo denominado síncrono. O aumento ou diminuição da
carga não afeta sua velocidade. Se a carga ultrapassar os
limites nominais do motor, este pára definitivamente.

Plantas industriais geralmente possuem predominância de


cargas reativas indutivas tais como motores de indução de
pequeno porte ou de baixa velocidade de rotação as quais
requerem considerável quantidade de potência reativa
consumida como corrente de magnetização. Embora seja
possível usarem-se capacitores para suprir a necessidade de
potência reativa, havendo a possibilidade, é freqüentemente
preferível a utilização de motores síncronos como fonte de
potência reativa.

No caso de motores síncronos em que o rotor é constituído


por um eletroímã, é possível controlar a potência reativa
fornecida ou consumida pelo motor controlando o circuito
que alimenta o rotor. Este circuito é chamado de circuito
de excitação da máquina.

Sendo assim, os motores síncronos podem tanto atuar como um


dispositivo que absorve potência reativa (motor sub-
excitado), e no caso operar como uma carga reativa, como
também atuar como fonte de potência reativa fornecendo
dentro de seus limites reativos para a rede elétrica (motor
sobre-excitado).

O controle da potência ativa que é consumida ou fornecida


pelo motor ou gerador síncrono é feito pelo controle da
potência mecânica entregue ou consumida pelo eixo do motor.

Alguns motores síncronos não são auto-suficientes na


partida, necessitando ser levados próximos a sua rotação
nominal, através de um outro motor. Quando este alcança a
velocidade próxima a rotação de trabalho, seu rotor é então
alimentado e ele rapidamente alcança a velocidade de
sincronismo. A velocidade do motor é determinada pela
equação: Ns= 120.f/p onde: Ns = velocidade em rpm
O que é o Fator de Potência?

O fator de potência é uma relação entre potência ativa e


potência reativa. Trata-se da diferença entre o consumo
aparente (medido em VA) e o consumo real (medido em watts).

Ele indica a eficiência com a qual a energia está sendo


usada. Um alto fator de potência indica uma eficiência
alta e inversamente um fator de potência baixo indica baixa
eficiência. Um baixo fator de potência indica que você não
está aproveitando plenamente a energia, e a solução para
corrigir, é a instalação de Banco de Capacitores. O fator
de potência é determinado pelo tipo de carga ligada ao
sistema elétrico, que pode ser: Resistiva, Indutiva ou
Capacitiva.

É possível corrigir o fator de potência. Essa prática é


conhecida como correção do fator de potência e é conseguida
mediante o acoplamento de bancos de capacitores, com uma
potência reativa contrária ao da carga, tentando ao máximo
anular essa componente. Por exemplo, o efeito indutivo de
motores pode ser anulado com a conexão em paralelo de um
capacitor (ou banco) junto ao equipamento.

A principal vantagem em corrigir o fator de potência é a


economia que gera na tua conta de energia elétrica, além de
evitar multas. Entre em contato que nossos engenheiros
podem te explicar melhor como funciona o Fator de Potência
e te passar um orçamento sem compromisso

Conversor de Freqüência

Os conversores de frequência, também conhecidos como


inversores de frequência, são dispositivos eletrônicos que
convertem a tensão da rede alternada senoidal, em tensão
contínua e finalmente convertem esta última, em uma tensão
de amplitude e frequência variáveis.

A denominação Inversor ou Conversor é bastante controversa,


sendo que alguns fabricantes utilizam Inversor e outros
Conversor. Inerentemente ao projeto básico de um Conversor
de Frequência, teremos na entrada o bloco retificador, o
circuito intermediário composto de um banco de capacitores
eletrolíticos e circuitos de filtragem de alta frequência e
finalmente o bloco inversor, ou seja, o inversor na verdade
é um bloco composto de transistores IGBT, dentro do
conversor. Na indústria entretanto, ambos os termos são
imediatamente reconhecidos, fazendo alusão ao equipamento
eletrônico de potência que controla a velocidade ou torque
de motores elétricos.

Eles são usados em motores elétricos de indução trifásicos


para substituir os rústicos sistemas de variação de
velocidades mecânicos, tais como polias e variadores
hidráulicos, bem como os custosos motores de corrente
contínua pelo conjunto motor assíncrono e inversor, mais
barato, de manutenção mais simples e reposição profusa.

Os conversores de frequência costumam também atuar como


dispositivos de proteção para os mais variados problemas de
rede elétrica que se pode ocorrer, como desbalanceamento
entre fases, sobrecarga, queda de tensão, etc.

Normalmente, os conversores são montados em painéis


elétricos, sendo um dispositivo utilizado em larga escala
na automação industrial. Podem trabalhar em interfaces com
computadores, centrais de comando, e conduzir,
simultaneamente, dezenas de motores, dependendo do porte e
tecnologia do dispositivo.

Os conversores costumam ser dimensionados mais


precisamente, pela corrente do motor. O dimensionamento
pela potência do motor pode também ser feita, entretanto, a
corrente é a principal grandeza elétrica limitante no
dimensionamento. Importante também notar outros aspectos da
aplicação, durante o dimensionamento, como por exemplo,
demanda de torque (constante ou quadrático), precisão de
controle, partidas e frenagens bruscas ou em intervalos
curtos ou muito longos, regime de trabalho, e outros
aspectos particulares de cada aplicação. Dentre os diversos
fabricantes deste produto, temos uma vasta coleção de
catálogos e normas, que devem sempre ser consultados.

Quando o acionamento elétrico não exige variação da


velocidade do motor, querendo-se apenas uma partida mais
suave, de forma que limite-se a corrente de partida
evitando assim quedas de tensão da rede de alimentação,
costuma-se utilizar soft-starters.

Os conversores de frequência tem uma vasta aplicação na


indústria de máquinas e processos em geral. Com a
capacidade inerente de variar a velocidade de motores
elétricos trifásicos de Corrente Alternada, permitem a aos
projetistas, desenvolver máquinas que sem os mesmos, seriam
praticamente impossíveis de serem fabricadas.

Os conversores de frequência de última geração, não somente


controlam a velocidade do eixo de motores elétricos
trifásicos de corrente alternada, como também, controlam
outros parâmetros inerentes ao motor elétrico, sendo que um
deles, é o controle de Torque.

Através da funcionalidade que os microprocessadores


trouxeram, os conversores de frequência hoje são dotados de
poderosas CPUs ou placas de controle microprocessadas, que
possibilitam uma infindável variedade de métodos de
controle, expandindo e flexibilizando o uso dos mesmos.
Cada fabricante consegue implementar sua própria estratégia
de controle, de modo a obter domínio total sobre o
comportamento do eixo do motor elétrico, permitindo em
muitos casos que motores elétricos trifásicos de corrente
alternada, substituírem servo motores em muitas aplicações.
Os benefícios são diversos, como redução no custo de
desenvolvimento, custo dos sistemas de acionamento, custo
de manutenção.

Muitos conversores hoje, são dotados de opcionais que


permitem implementar técnicas de controle de movimento,
manipulação de vários eixos de acionamento, Posicionamento
e Sincronismo de Velocidade ou Sincronismo de Posição.

Modernas técnicas de chaveamento da forma de onda de tensão


e também da frequência aplicada sobre o estator do motor
elétrico, permitem o controle com excelente precisão, sobre
o eixo do motor. Uma das técnicas mais conhecidas é o PWM
ou "Pulse Width Modulation". Tais técnicas são sempre
aliadas ao modelamento matemático preciso do motor
elétrico. Os conversores de última geração, fazem medições
precisas e estimativas dos parâmetros elétricos do motor,
de modo a obter os dados necessários para o modelamento e
consequente controle preciso do motor.

Os Conversores de Frequência, por serem dispositivos


dotados comumente de uma ponte retificadora trifásica a
diodos, ou seja, trata-se de cargas não lineares, geram
harmônicas. Os fabricantes de conversores de frequência
disponibilizam filtros de harmônicas, alguns já integrados
ao produto, outros opcionais. Existem várias técnicas para
filtragem de harmônicas, que vão desde as mais simples e
menos custosas, como indutores na barra DC ou indutores nas
entradas do conversor, antes da ponte retificadora,
passando pelos retificadores de 12 ou 18 diodos ou pulsos,
utilizando transformadores defasadores até chegar aos
filtros ativos ou retificadores a IGBT, para diminuição ou
até mesmo eliminação das harmônicas tanto de corrente
quanto de tensão elétrica