Coleção Fábulas Bíblicas Volume 29

A BOBAGEM
DA CRIAÇÃO DIVINA

JL
jairoluis@inbox.lv

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Sumário
1 - Quando surgiu o Universo segundo os religiosos? ........................ 5
1 - Quando o universo foi “criado”? ............................................. 6
1 - Segundo o Arcebispo James Ussher: foi em 22 de Outubro de
4004 AEC. ............................................................................. 6
2 - Segundo os criacionistas da “Terra Jovem”: entre 6.000 e
10.000 anos. ......................................................................... 7
3 - Testemunhas de Jeová: 46.026 AEC. .................................. 15
4 - Segundo os criacionistas da “Terra Antiga”: entre 10.000 e
20.000 anos. ........................................................................ 16
5 – Segundo a Igreja Católica: A data não pode determinar-se a
partir da Bíblia. ..................................................................... 21
6 - Conclusão ....................................................................... 23
2 - O Mito da criação ...................................................................25
1
3
4
5
6
7
8

-

Antigo Egito, fonte para outros mitos .................................. 25
E Deus viu que era bom? ... Um “deslize” fatal de Deus. ....... 27
Problemas para Jesus Cristo .............................................. 29
A fábula da criação precisa ser real..................................... 31
Deus confessa sua incompetência....................................... 31
Deus caduco .................................................................... 31
17 bilhões de Terras ......................................................... 31

3 - Mitos mais conhecidos >>> .....................................................34
1 - Mitologia Abrâmica ........................................................... 36
2 - Mitologia Grega ................................................................ 38
3 - Mitologia Hindu ................................................................ 39
4 - Mitologia Japonesa ........................................................... 41
5 - Mitologia Chinesa ............................................................. 43
6 - Mitologia Asteca ............................................................... 45
7 - Mitologia Egípcia .............................................................. 46
8 - Mitologia Babilônica .......................................................... 47
9 - Mitologia Persa ................................................................ 49
10 - Mitologia Nórdica ............................................................ 50
11 - Conclusões .................................................................... 51

3

4 - Deuses nunca acertam de primeira >>> ...................................54
1 - Dilúvio Judaico ................................................................. 56
2 - Dilúvio Sumério ............................................................... 57
3 - Dilúvio Africano ................................................................ 59
4 - Dilúvio Hindu ................................................................... 60
5 - Dilúvio Grego ................................................................... 61
5 - Dilúvio Mapuche ............................................................... 62
6 - Dilúvio Pascuense............................................................. 63
7 - Dilúvio Maia ..................................................................... 63
8 - Dilúvio Asteca .................................................................. 65
9 - Dilúvio Inca ..................................................................... 65
10 - Dilúvio Uro .................................................................... 67
5 - Mais bobagens do Cristianismo >>> .........................................68
Mais conteúdo recomendado ................................................... 69
Livros recomendados ............................................................. 70
Referências .......................................................................... 79

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1 - Quando surgiu o Universo segundo os religiosos?
Geralmente este tipo de
pessoa exige ou usa como
argumento o fato de que
ninguém,
cientista
ou
estudioso,
estava
no
“começo”
para
saber
quando ocorreu e como
ocorreu. Ao mesmo tempo
em
que
se
permite
classificar os cientistas e a
todos os que confiam em
suas análises e teorias
como “arrogantes”, estes
recorrem a outro tipo de
pessoas para responder a
mesma pergunta. Hipocrisia? Descaramento? Sim, pois a
única coisa que estas pessoas podem usar para afirmar que
tudo aconteceu exatamente como escreveram os autores
bíblicos é o conhecido argumento circular.
E o que dizem? Vejamos a solidez das afirmações religiosas
comprovando se, tal como faz a ciência, estas coincidem na
hora de datar a idade de nosso planeta e do universo.

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1 - Quando o universo foi “criado”?

O mais correto (do ponto de vista científico e, portanto
demonstrável) seria “formado”, mas vamos supor que é como
afirmam os religiosos, partindo do que afirma e relata o autor do
Gênesis:

“No principio criou Deus os céus e a terra.” – Gênesis 1:1.

1 - Segundo o Arcebispo James Ussher: foi em 22 de
Outubro de 4004 AEC.
Em 1650 Ussher escreveu o livro “Os anais do Mundo”. Baseandose na Bíblia, realizou uma série de cálculos que lhe levaram
a estimar o número de gerações, a duração media da vida humana
e das principais figuras bíblicas entre Adão e Eva e o nascimento
de Jesus Cristo. Segundo ele, as datas exatas a que chegou
foram:

Criação da Terra: no anoitecer de sábado 22 de
outubro de 4004 AEC.

Não só disse o ano, mas afirmou que a hora exata em que dita
criação deve ter começado: “às 18h00min de sábado 22 de
Outubro de 4004 antes de Cristo”.
Na realidade, Ussher pôs como data o dia 23 de Outubro, mas
logo se deu conta do erro, já que o tempo devia ter começado na
noite anterior, por que a Bíblia diz... (Gênesis 1:5)

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Expulsão de Adão e Eva do Paraíso: segunda-feira 10 de
novembro de 4004 AEC.
E o final do Dilúvio Universal (a arca de Noé pousa sobre
um monte): quarta-feira 5 de maio de 2348 AEC.
Veja a cronologia completa de Ussher >> cronologia
completa.

2 - Segundo os criacionistas da “Terra Jovem”: entre 6.000
e 10.000 anos.
Estes religiosos, partindo da data aceita como oficial por todas as
igrejas desde Ussher deduziram que a Terra poderia ter começado
a existir a partir dessa data (não me pergunte o porquê) e 10.000
anos atrás. Em que se basearam? Muito simples, de volta ao
argumento estelar (adivinhem qual) decidiram pegar o versículo
onde o autor Bíblico do Novo Testamento diz que “para Deus” um
dia pode ser como “mil anos” (2 Pedro 3:8 - Mas, amados, não
ignoreis uma coisa, que um dia para o Senhor é como mil anos, e
mil anos como um dia.). Solução? Usamos essa lógica religiosa
esmagadora e adicionamos aos 4004 anos de Ussher, os 6 dias
em que o “Senhor” passa criando coisas porque lhe deu na telha.
Bingo! 10.000 anos!
Nota: A contradição se escancara quando se pergunta ao religioso
por que conta esses mil anos por dia só no Gênesis e este não
sabe o que responder. Partindo dessa lógica circular e de livre
interpretação:
1. Por que não multiplicamos mil anos a todos os dias
narrados no Gênesis?
2. Por que não acrescentamos esses dias aos anos vividos por
Adão, segundo a própria Bíblia, também em Gênesis?
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Ironicamente, imagino, o crente/religioso vê o absurdo que seria
uma pessoa que pudesse viver 930 anos x 365 dias do ano =
339.450 dias x esses “mil anos por dia” de 2 Pedro 3:8. Adão
teria vivido 339.450.000 anos. (Como se alguém viver 930
anos fosse algo lógico e plausível não é mesmo?).
Esses religiosos afirmam:
“… A cronologia bíblica é um milhão de vezes mais curta que a
cronologia da evolução. Um erro de um milhão de vezes não é
pouca coisa, e os estudiosos e eruditos bíblicos necessitam sem
dúvida prestar especial atenção para resolver esta tremenda
discrepância na própria base de toda nossa cosmologia bíblica.
Esta não é uma questão secundária que possa ser resolvida com
alguma exegética retorcida, mas que é fundamental para a própria
integridade da teologia bíblica.” – Henry Morris, Las Bases Bíblicas
de la ciencia moderna, Baker, (1984), página 115.
Mas o realmente engraçado é ver esses mesmos religiosos
tentando dar explicações, tergiversar e interpretar (?) segundo
sua distorcida lógica o que a ciência diz, (1) quando qualquer um
pode pegar uma enciclopédia ou um livro de estudos científicos e
descobrir a verdade. (desses que publicam os especialistas na
matéria e que se compra em qualquer lugar do mundo).
(1)

Leia, entre todas as suas afirmações, a explicação
sobre a “Luz das estrelas” (4º ponto) para ver de que
tipo de intelectualismo desonesto e barato estamos
falando:

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4. A Luz das Estrelas

Pense em uma estrela que está a uma distância de 80 milhões de anosluz. Isso significa que a luz que ela está produzindo ou irradiando agora
necessitará de 80 milhões de anos para chegar a Terra, para que a
possamos ver com nossos telescópios gigantes. Mesmo a luz de nosso
sol, a estrela mais próxima, demora vários minutos para chegar a
Terra.
Hoje podemos ver a luz das estrelas que estão a uma distância de
milhões de anos-luz. Será que isso significa que a terra deve ter
milhões de anos? De jeito nenhum. Em primeiro lugar, devemos
lembrar que o ano-luz é uma medida de distância, não é uma
medida de tempo. Quando um astrônomo diz-nos que uma estrela
está a uma distância de certo número de anos-luz, está nos dizendo o
quão longe a estrela está (distância), e não quantos anos tem essa
estrela ou há quanto tempo aquela estrela existe (TEMPO). Segundo:
a Bíblia nos diz em Gênesis 1:17 que Deus colocou as estrelas no céu
para que dessem luz sobre a ___________. Você acha que o Criador
fez as estrelas e depois esperou milhões de anos para a luz para
chegar a Terra? Não, ele não só criou as estrelas, mas ele
também criou o raio de luz que conecta a estrela distante com
a terra de modo que a luz desses sóis distantes brilhasse sobre
a terra assim que foram criados. Se Deus tivesse criado apenas as

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estrelas, mas não o raio de luz que se estende desde a estrela até a
Terra, então Adão teria olhado para o céu à noite e não teria visto
qualquer estrela. A luz da estrela mais próxima teria levado vários
anos para chegar a Terra. Nessa altura, apenas uma estrela teria sido
visível para Adão. Mas Adão e os demais puderam ver desde o princípio
um céu cheio de estrelas (compare Gênesis 15:5).

O religioso de plantão adora deturpar o que a ciência diz, porque
apesar do ano-luz ser usado para medir distâncias, também é uma
medida espaço-temporal. Para explicar de forma simples, um anoluz é a distância (longitude) que a luz percorre em um ano
(tempo). O religioso tenta (desonestamente) eliminar da
fórmula um de seus fatores.
O “inteligente” religioso de plantão se esquece de que para que a
fórmula tenha sentido é necessário o fator tempo. Ela depende de
outro fator, a velocidade da luz (299.792.458 metros em um
segundo) e isso também contraria o que mais abaixo tenta nos
vender, quando afirma (usando o argumento presuncionista) que
“Deus criou tudo de uma vez”. Senhor crente, se “Yahweh” criou
tudo (a luz já percorrida) de uma vez, por que tentar nos vender
que o tempo não influencia? Além disso, usar respostas mágicas
não é ciência, mas recorrer ao caminho mais fácil: “O Deus das
lacunas”.
Respondendo com a realidade: “Quando um astrônomo nos diz
que uma estrela está a uma distância de certo número de anosluz, está nos dizendo o quão longe a estrela está e a idade que
tem a mesma”. Um exemplo real do que diz um astrônomo?

“Estamos vendo o Universo tal como era tão só 500 milhões
de anos depois do “Big Bang”. Nessa época, o Universo
estava em plena “Era da Reionização” e as primeiras
estrelas estavam se formando”.
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“Se compararmos o Universo em seu momento atual com
uma pessoa de 25 anos de idade, observar a nova galáxia
a z=10,3 (deslocamento para o vermelho) é como ver o
Cosmos quando era um bebê de um ano”.
Rafael Bachiller, diretor do Observatório Astronômico
Nacional
Fonte:
http://www.elmundo.es/elmundo/2011/01/26/ciencia/129
6047282.html

Huble encontra galáxia há 13,2 bilhões de anos-luz.

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Huble encontra outra galáxia mais distante, há 13,3 bilhões de anosluz.
Imagem divulgada pela Nasa mostra, no destaque, a “pequena”
galáxia MACS0647-JD, recém-identificada. (Foto:
Nasa/Divulgação)

Estes magufos (mistura de mago com ufólogo) criam associações
que dizem ser científicas, mas que se analisadas objeticamente
são tão imparciais quanto poderia ser qualquer seita religiosa das
que conhecemos.
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Um exemplo? Temos a CRS (Creation Research Society), que por
um lado, em seus objetivos, afirma isto:

“A Sociedade de Investigações da Criação é uma
organização profissional de cientistas capacitados e
laicos
que
estão
firmemente
interessados
e
comprometidos com a ciência da criação especial. A
Sociedade foi organizada em 1963 por um comité de dez
cientistas afins, e se converteu em uma organização com
membros em todo o mundo.”
“A CRS é independente e não está afiliada com
nenhuma outra organização de grupo religioso ou
corpo da igreja.”
Foente: http://www.creationresearch.org/about_crs.htm

Mas por outro lado, exige isto de seus membros:

“Existem várias categorias de associação que estão
disponíveis, cada uma delas requer a aceitação da
declaração de fé da CRS.”
“Uma série de princípios foram estabelecidos desde o
princípio. Em primeiro lugar, os membros da Sociedade,
que inclui investigadores de diversos campos do saber
científico, se comprometeram com a crença completa
no registro bíblico da criação e da história antiga.
Assim, defendem o conceito da criação especial (ao
contrário da evolução), tanto do universo e da terra com a
sua complexidade de formas de vida. Todos os membros
devem assinar a seguinte declaração de fé:

1. A Bíblia é a Palavra escrita de Deus, e porque é totalmente
inspirada, todas as suas afirmações são histórica e cientificamente
verdadeiras nos autógrafos originais. Para o estudioso da natureza,

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isto significa que o relato da origem em Gênesis é uma apresentação
factual de simples verdades históricas.
2. Todos os tipos básicos dos seres vivos, incluindo o homem, foram
feitas por atos criativos diretos de Deus, durante a semana da criação
descrita em Gênesis. Independentemente das mudanças biológicas
ocorridas desde a Semana da Criação, essas mudanças ocorreram
apenas dentro dos tipos originais criados.
3. O grande dilúvio descrito em Gênesis, vulgarmente conhecido como
o dilúvio de Noé, foi um evento histórico mundial em toda a sua
extensão e efeito.
4. Nós somos uma organização de homens e mulheres cristãos de
ciência, que aceitam Jesus Cristo como nosso Senhor e Salvador. O
relato da criação especial de Adão e Eva como um homem e uma
mulher e sua subseqüente queda no pecado é a base da nossa crença
na necessidade de um Salvador para toda a humanidade. Portanto, a
salvação só pode vir através de aceitar Jesus Cristo como nosso
Salvador.
Fonte: http://www.creationresearch.org/hisaims.htm

Cientistas capacitados? Será que eu entendo simplesmente
outro conceito de “cientistas”. Já que para mim um cientista deve
ser uma pessoa objetiva, racional e imparcial. Que significa isto?
Que não deve negar as evidências por mais que estas contrariem
o dito em um livro ou por uma religião. (e mais ainda se esse livro
é o instrumento principal dessa religião).
Laicos? Laicos seriam se estes NÃO tivessem que estar de acordo
para serem membros dessa “declaração de fé”. A objetividade e a
imparcialidade não é uma das atitudes de um cientista quando
este se compromete a cumprir essas cláusulas:

“Várias categorias de associação estão disponíveis, para
cada uma delas deve estar de acordo com a declaração de
fé da CRS”.
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Fonte: http://www.creationresearch.org/membership.htm
Outra página digital conhecida diz prover-se de explicações
científicas, esta, para o cúmulo, se chama “Answers in Génesis”.
(se alguém ainda tinha dúvidas sobre o critério em que se baseiam
para lançarem suas afirmações sob o apelativo de “teoria”,
comparando-a com a científica, não deve ter mais.).

3 - Testemunhas de Jeová: 46.026 AEC.
Outro exemplo de discordância baseado em interpretações
mitológicas é o deste grupo também sectário chamado
“Testemunhas de Jeová”.

Nota: Estes (e muitos outros “religiosos” que afirmam
serem superiores intelectualmente), entretanto, não sabem
que Jeová foi (e é) uma má pronuncia devido a uma má
tradução de YHWH ao latim, que deu como resultado JHWH,
ao que os hebraístas da idade media acrescentaram
(baseando-se em suposições) as vogais de Adonai (“meu
senhor”) mudando o “A” pelo “E”, já que esta não podia
sustentar-se sob o “Yh” em hebraico. Esta má pronuncia,
para o cúmulo da história, foi copiada em todas as revisões
bíblicas durante a reforma protestante.

Estes religiosos, no livro da Watchtower “Sea Dios veraz” (Let God
Be True, 1946) dizem que cada um dos sete dias da criação foi de
7.000 anos de duração. E que desde que Adão foi “criado no final
do sexto dia, foi posto na terra no final dos 42.000 anos de
preparação da terra.” (P. 155). E dado que “Segundo a confiável
cronologia bíblica, Adão foi criado no ano 4026 AEC,
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provavelmente no outono, o final do sexto dia da criação, sabemos
que o universo foi criado em 46.026 antes de Cristo.” (1 de Abril
de 1968, Atalaia).

4 - Segundo os criacionistas da “Terra Antiga”: entre 10.000
e 20.000 anos.

É difícil saber por que estas pessoas discordam dos que ainda
tentam sustentar a crença de uma Terra jovem, mas no geral
aceitam de alguma forma a interpretação do “dia-era” para dar
respostas aos “dias da criação” aos que o autor (autores, melhor
dizer) do Gênesis 1 se referem.
De onde tiram essa conclusão? Supomos que estes se sintam
demasiado estúpidos aceitando a descrição bíblica e necessitam
recorrer ao argumento da “interpretação simbólica”. Dito de outra
forma: sabem que as evidências geológicas são tão taxativas que
não podem negá-las, mas ainda se sentem mais cômodos
emocionalmente seguindo com suas crenças religiosas.
Mas não imagine que eles estão de acordo entre si, na hora de
descrever como “se criou” a Terra:

1 - Criacionistas da restituição: sustentam que a vida
(com ou sem mudanças) foi criada de imediato em uma
Terra antiga pré-existente.

Como o sabem? Muito simples! Como todo religioso que tenta dar
uma de “cientista”, recorrendo ao argumento mágico (circular):
admitir que o que diz a Bíblia é certo porque a Bíblia o afirma e a

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partir dai tirar as hipóteses necessárias para que tudo se enquadre
com o que esta afirma.

2 - Criacionistas do dia-era: afirmam que a Terra foi
criada por Deus em seis dias cósmicos, que seriam muito
mais longos que os dias terrestres (por exemplo, cada dia
poderia durar várias centenas de milhões de anos).

Basicamente com as mesmas evidências que os anteriores
(nenhuma) e baseando-se de novo em seu “argumento cósmico”
(o de sempre).

3 - Criacionistas do desenho inteligente: A maioria
deles afirma que a Terra foi criada tal como o explica a
geologia, MAS descrevem a evolução da Terra e a vida
através da intervenção direta de Deus.

Que evidências possuem?

Científicas: nenhuma.
Baseadas de novo no argumento circular: Todas elas
oferecem como único argumento, criticar a evolução para
dar validade a suas pseudoteorias (o que também se chama
Argumento ad-ignorantiam).

O maior exponente destes religiosos pseudocientíficos é um grupo
religioso chamado Discovery Society, que tenta vender-se como
uma sociedade para o avanço científico, mas que sem querer,
deixam escapar certas frases que lhes delatam, mesmo que
tentem ocultar suas verdadeiras intenções sob enredos
semânticos:

“A Discovery Society é um grupo de indivíduos que se
unem para apoiar o trabalho e difundir a mensagem do
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Discovery Institute’s Center for Science and Culture. Como
membro da Discovery Society vai apoiar a investigação
de ponta que desafia a evolução darwiniana e valida o
design inteligente sobre a vida e o universo. Seus
membros também nos ajudarão a promover uma política
de ensino das ciências mais equilibrado e de grande
alcance, novos vídeos e materiais curriculares. A Sociedade
lhe fornecerá os recursos e oportunidades de aprendizagem
que lhe preparará para difundir a palavra.”
Fonte: http://www.discovery.org/csc/cscSociety.php

Embora este charlatanismo fique evidente quando se investiga um
pouco dentro da web e se observa qual organização é apoiada pela
Discovery Society (Discovery Institute). Quando se lê suas
verdadeiras intenções, que não têm nada a ver com a “inovação”
(a menos que alterar “criacionismo” por “design inteligente” possa
ser considerado como inovação). Estes “pseudocontíficos” deixam
bem claro o que realmente pretendem com sua “mensagem” (que
não é em absoluto nada do que eles dizem que é sua “missão”):



Missão:
Fomentar uma cultura do propósito à criatividade e à
inovação.
Programa:
Discovery Institute é uma comunidade interdisciplinar de
estudiosos e defensores das políticas dedicadas à
revitalização de princípios tradicionais e das
instituições ocidentais e a visão de mundo a partir do
qual são emitidas. Discovery Institute tem uma
preocupação especial pelo papel da ciência e da tecnologia
na nossa cultura e como se avançar no livre mercado,
iluminar as políticas públicas e apoiar as bases teístas
ocidentais.
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Filosofia:
Mente, não importa, é a fonte e o ápice da criação, a
fonte das realizações humanas. Concebidos pelos
antigos hebreus, gregos e cristãos; e desenvolvido na
fundação dos Estados Unidos, a cultura ocidental tem
promovido a criatividade, o descobrimento e permitiu e
defendeu a singularidade e a dignidade dos seres humanos.

A isto se acrescenta também, sua pouca objetividade e critério
quando estes decidem fazer uma comparação do cristianismo
frente ao ateísmo, declarando o primeiro como o salvador de
todos os males e o segundo como o culpável pelos mesmos:

Vincular a liberdade religiosa, política e econômica, à
cultura judaico-cristã estabeleceu o Estado de Direito, o
respeito e a codificação dos direitos humanos e concepção
da democracia constitucional. Levou ao desenvolvimento
da ciência e da tecnologia, bem como a criatividade e a
inovação econômica.
Em
contraste,
a
visão
de
mundo
materialista
contemporânea, nega a dignidade inerente e a liberdade
dos seres humanos e mina a criatividade científica e a
inovação tecnológica. Sua visão de um círculo fechado de
possibilidades humanas sobre um planeta de horizontes
limitados invoca, ao contrário, as ideologias de redução
progressiva de escasez, conflito, desconfiança mútua e
desespero.
Fonte: http://www.discovery.org/about.php

Se
quiser
saber
mais
acesse
http://www.talkorigins.org/indexcc/index.html, um site (entre
muitos) que responde a estes charlatões e às afirmações com
evidências e que, como era de se esperar, já foi atacado por um
19

cracker (deduzam com que ideologias ou crenças). Mais de 600
afirmações criacionistas refutadas.
Para quem não os conhece: Quando estes religiosos falam do
“direito constitucional” omitem que em seu país (EUA), estes
lutaram e ainda lutam contra esse direito. Porque, caso não saiba,
nos EUA existe a primeira emenda, contra a qual estas pessoas
têm lutado constantemente. Esta emenda e outros artigos de sua
constituição (como o artigo 6) separam a religião do estado, que
é o que essas pessoas têm tentado sabotar promovendo políticas
religiosas baseadas em sua interpretação bíblica. (praga que por
desgraça se estendeu a outros países).

Outros sites famosos que pregam o criacionismo disfarçado
de ciência são os de Francis Collins e John Templeton:

http://biologos.org/
http://www.templeton.org/

4 - Criacionistas da evolução teísta e criacionismo
evolutivo: sustentam o processo de formação do universo
e dos seres vivos como é descrito pela ciência (próevolução natural), mas postula que, além disso, existe um
propósito e uma origem divina nele; também sustentam a
NÃO incompatibilidade entre a ciência e a crença em um
deus criador.

Possuem alguma evidência disso? NÃO, mas esta posição é
bastante cômoda com o resto das crenças religiosas sobre um ser
protetor e com a convicção egocentrista que define a nossa
espécie como algo especial feito “à sua imagem e semelhança”.
Estes religiosos ainda dependem emocionalmente de sentir-se o
centro do universo e que tudo o que acontece em suas vidas está
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influenciado sob um objetivo pré-determinado. (Necessitam de
algo que lhes dê segurança psicológica e encontram o remendo
perfeito nas religiões).
A contradição reside em que estes religiosos defendem um
propósito (fim pré-determinado) que contraria sua própria crença
sobre um “livre arbítrio”. (Veja mais sobre os paradoxos entre as
qualidades desse ser mitológico).

5 – Segundo a Igreja Católica: A data não pode determinarse a partir da Bíblia.
Esta igreja, que escolhe por votação há 1600 anos, cada crença e
cada dogma que estabelece, é esperta em usar a demagogia e a
ambiguidade. Como? Ora, usando respostas ambíguas, mas todas
elas sem deixar de lado sua base religiosa, que ela mesma
instituiu à base de fraudes, assassinatos e mentiras.
Estes religiosos agora (e digo agora porque antes não o fizeram)
adotam posições politicamente corretas e empregam estratégias
de marketing que lhes faz parecer inofensivos. (Ainda que pareça
que mudaram - temos exemplos históricos - sempre tendem à
teocracia e ao apoio das ditaduras que lhes favoreçam, como toda
religião que se preze). Neste último século, a posição da igreja a
respeito de datar o inicio do universo, tem se posicionado em favor
da ciência (com muito pesar, obviamente, pois sem as fogueiras
não dá mais para impor a “verdade” à força):

“Pelo menos uns 200 sugeriram datas, que vão desde 3483
até 6934 anos antes de Cristo, todas elas baseadas na
suposição de que a Bíblia nos permite resolver este ponto.
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Mas não é possível... A interpretação literal foi
completamente abandonada, e se admite que a antiguidade
imensa deste mundo… E nestas questões não temos
nenhuma evidência bíblica, e a Igreja Católica é muito livre
para seguir o ensinamento da ciência”.
Fonte: Enciclopédia Católica: cronologia bíblica (inglês).

É a confissão deslavada de que a ciência foi devastadora para o
“conhecimento divino”, que foi, sem muita dificuldade,
transformado em fábula de uma hora para outra. Não existia um
plano “B”.
Ainda que esta Igreja se oponha inicialmente a todo conhecimento
que contrarie as afirmações bíblicas, prefere “evoluir” e adaptarse para não perder clientes (já sabemos que o cliente sempre tem
razão) e se estes clientes demandam ciência e esta finalmente
comprova uma teoria, esta igreja finalmente a admite (mesmo
que com certos matizes, claro... para não perder o controle dos
crentes, óbvio).
Um exemplo?



Vejam como esta aceita (se podemos denominar assim) as
teorias
evolutivas:
http://www.sobicain.org/cont01.asp?cap=59
Ou como esta não se aventura a realizar uma cronologia
bíblica anterior à época dos “patriarcas” bíblicos:
http://www.sobicain.org/crono.htm#Ch1
http://principioscatolicos.blogspot.com/2009/02/cronologi
a-biblica-i.html

22

6 - Conclusão
Por que não se colocam de acordo?
Basicamente porque todos se fundamentam em simplesmente
tomar como certas as afirmações de um relato mitológico ao qual
pretendem dotar de credibilidade científica.
Por que não possuem credibilidade?
Basicamente pela mesma razão que não conseguem entar em
acordo: se baseiam em assumir como verdadeiros ditos relatos
mitológicos, convertendo suas afirmações em inalteráveis e
fechando-se contra toda evidência que ponha em dúvida tais
afirmações mitológicas.
Por que o fazem?
Não sei. Sinceramente não entendo como uma pessoa pode
sentir-se bem consigo mesmo, negando-se a ver a realidade tão
só porque as afirmações que lhe venderam inicialmente, foram
dadas por alguém que estimava, respeitava ou venerava mesmo
sabendo que essas são erradas e deslavadas mentiras. (e que,
provavelmente, essa pessoa que lhe deu, caiu na mesma
mentira). Para mim é um crime contra a inteligência seguir
assumindo como verdades, afirmações mesmo depois que
descubro que estas são mentiras.

O que ganha uma pessoa mantendo-as?

No caso dos centros e igrejas que mencionamos, o objetivo é
facilmente detectável: o dinheiro.

Mas o que ganha uma simples pessoa com tudo isso?
23

O que ganha uma pessoa mantendo, defendendo e
espalhando como verídicas estas afirmações?

A única conclusão que se pode deduzir de tudo isso é a que todos
os que possuem um mínimo de sentido comum, certamente
pensam: conforto emocional e intelectual. É mais simples
admitir mentiras cômodas e simples que verdades complicadas. O
irônico de tudo é que essas mentiras, além de não se sustentarem
em evidências, nem mesmo conseguem entrar em acordo entre
elas próprias. São apenas clubes de superstições baseadas em
argumento circular e charlatanismo barato sob o argumento da
presunção.
Fontes:
Parte
extraída
http://skepticsannotatedbible.com/interp/universe.html
ampliado.

de
e

24

2 - O Mito da criação
O mito da criação é a narrativa simbólica do princípio do mundo
tal como é imaginado por uma comunidade particular. É uma
história mitológico-religiosa ou uma explicação que descreve o
começo da humanidade, da Terra, da vida e do universo,
usualmente como um ato deliberado de criação realizado por uma
ou mais divindades.
Muitos mitos de criação em geral compartilham vários temas
semelhantes. As razões mais comuns incluem a divisão e
diferenciação das partes do mundo a partir de um caos primordial;
a separação dos deuses mãe e pai; a elevação da terra de um
oceano infinito e eterno; ou a criação a partir do nada.
A arrogância cristã de pregar ao mundo o seu mito de criação
como a história real da criação das coisas e a única verdadeira, é
uma atitude digna de gargalhadas e de muita pena pela situação
de semi-analfabetismo dos cristãos, já que existem tantos mitos
da criação quanto estrelas no céu.

1 - Antigo Egito, fonte para outros mitos
Nun, entendido como um “conceito”, é o princípio comum em
todas as cosmogonias, a primeira sustância abstrata, o elemento
caótico que contém o potencial da vida, simbolizado como as
águas caóticas primordiais que ocupavam todo o universo. No
princípio, antes da criação, só há Nun (que ainda assim não
“existe”): é um oceano inerte, sem limites, rodeado de absoluta
escuridão (que não é a noite, pois esta ainda não foi criada). Os
sacerdotes egípcios, para descrever este estado, citavam o que
não existia.
25

De Nun surge espontaneamente a vida como o Demiurgo, que
apenas pensa. A seguir o demiurgo comença a falar; e se dissocia
de Nun, que se converte no oceano primordial. Ainda não existe
e, portanto, não vê o que acontece. Então o Demiurgo relata a
Nun o que acontece; o relato do Demiurgo provocando a resposta
e o despertar de Nun, é a origem da palabra, e do diálogo. Neste
momento o Demiurgo se move e isto é o princípio da criação. Pois
o Demiurgo e Nun não forman parte realmente da criação. Se
acreditava que, depois da criação, as águas de Nun rodeavam a
Terra, sendo Nun o responsável pela inundação anual do Nilo, e
pelas águas subterrâneas que marcavam os limites entre o mundo
dos vivos e dos mortos.
Jnum, no Antigo Egito, era considerado o deus da fertilidade,
criador do “ovo primordial” de onde surgiu a luz solar, dando vida
ao mundo. Era também um deus oleiro que modelava as pessoas
com o lodo do rio Nilo, criando seu ka (alma) no momento de
nascer. Segundo outra tradição, Jnum criava os homens com seu
torno de oleiro, mas cansado de fazê-la quebrou sua roda e
colocou em cada mulher uma parte dela. Desde então as pessoas
puderam se reproducir sem sua intervenção.
Os elementos copiados pelo mito bíblico são mais que evidentes:
o verbo inicial, deus na superfície das águas, a criação do barro,
o oleiro, a alma etc.

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3 - E Deus viu que era bom? ... Um “deslize” fatal de Deus.
Deus deu um tiro no próprio pé!
Se Deus está criando pessoalmente todas as “Terras” do universo,
como afirma o Gênesis, ele jamais terá tempo de se preocupar
com as que já criou, que ficam abandonadas à própria sorte depois
de criadas. Certo? Todo bom cristão deve saber de memória o
primeiro capítulo do Gênesis, mas não deve ter notado o sentido
de uma frase que se repete na boca de todos os crentes.
Vamos ao ponto:
O ideal seria que voltasse a ler todo o capítulo um do Gênesis, de
preferência com a mente aberta, embora saibamos que é pedir
demais.
Gênesis 1:3-5
3 - E disse Deus: Haja luz; e houve luz. 4 - E VIU DEUS QUE ERA BOA
A LUZ; e fez Deus separação entre a luz e as trevas. 5 - E Deus
chamou à luz Dia; e às trevas chamou Noite. E foi a tarde e a manhã,
o dia primeiro.
Gênesis 1:10
E chamou Deus à porção seca Terra; e ao ajuntamento das águas
chamou Mares; E VIU DEUS QUE ERA BOM.
Gênesis 1:12-13
12 - E a terra produziu erva, erva dando semente conforme a sua
espécie, e a árvore frutífera, cuja semente está nela conforme a sua
espécie; E VIU DEUS QUE ERA BOM. 13 - E foi a tarde e a manhã, o
dia terceiro.
Gênesis 1:16-19
16 - E fez Deus os dois grandes luminares: o luminar maior para
governar o dia, e o luminar menor para governar a noite; e fez as
estrelas. 17 - E Deus os pôs na expansão dos céus para iluminar a
terra, 18 - E para governar o dia e a noite, e para fazer separação

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entre a luz e as trevas; E VIU DEUS QUE ERA BOM. 19 - E foi a tarde
e a manhã, o dia quarto.
Gênesis 1:21
E Deus criou as grandes baleias, e todo o réptil de alma vivente que
as águas abundantemente produziram conforme as suas espécies; e
toda a ave de asas conforme a sua espécie; E VIU DEUS QUE ERA
BOM.
Gênesis 1:25
E fez Deus as feras da terra conforme a sua espécie, e o gado
conforme a sua espécie, e todo o réptil da terra conforme a sua
espécie; E VIU DEUS QUE ERA BOM.
Gênesis 1:31
E viu Deus tudo quanto tinha feito, E EIS QUE ERA MUITO BOM; e foi
a tarde e a manhã, o dia sexto.


Alguém não entendeu?
Deus fazia as coisas sem saber se o resultado seria bom?

Segundo o que lemos na santa bíblia, o Deus todo-poderoso
fabricava as coisas e somente depois de terminá-las é que se dava
conta de que as tinha feito bem. Por acaso Deus não é onisciente?
Recordemos que Deus sabe tudo, essa qualidade se chama
onisciência, Deus deveria saber que tudo o que faria seria bom e
de qualidade (mesmo que olhando bem, o resultado final deixe
muito a desejar). O escritor do Gênesis ao declarar “E VIU DEUS
QUE ERA BOM”, significa que Deus não sabia o que ia criando até
ver os resultados. Isto é verdadeiramente incrível, já que rompe
definitivamente com a qualidade de onisciência divina e nos faz
pensar que Deus não sabe tudo.
Muitos cristãos pensam que o Gênesis é só um resumo ou
simbologia do que ocorreu quando Deus criou o mundo. Se estes
versículos são só um resumo, então imagine quantas coisas Deus
teria criado e viu que não eram boas, o versículo então diria: “E
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VIU DEUS QUE NÃO ERA BOM; E VOLTOU A TENTAR” até
conseguir um resultado que gostasse.
Ok, ok, nem todos os cristãos creem na literalidade do Gênesis (o
que significa que muitos cristãos pensam que o Gênesis não passa
de uma invenção – e por consequência todo o resto do
cristianismo fica também marcado com o selo da fábula); mas
muitos milhões de cristãos (principalmente os protestantes)
pensam que Deus criou o mundo em 6 dias e que tudo o que diz
o Gênesis é totalmente certo. Seria interessante que estes
explicassem esse deslize de seu grande deus onisciente.

4 - Problemas para Jesus Cristo

Se as fábulas do Paraíso com Adão e Eva, do Dilúvio Universal, da
Arca de Noé e do Êxodo são o que parecem ser, simples fábulas,
elas são a prova de que Jesus é desnecessário e apenas outra
fábula. Jesus Cristo se evapora com a falsidade de qualquer uma
das fábulas anteriores. Ou todas são verdadeiras ou todas são
falsas, porque a falsidade de uma detona com as outras.
Jesus Cristo é pregado como o novo deus cristão, o velho deus
Jeová e seu arcaico e sangrento Antigo Testamento são relegados
ao esquecimento sempre que possível, mesmo o Novo
Testamento copiando literalmente mais de 400 pedaços do velho
livro arcaico. Mas Jeová não afunda sem levar Jesus Cristo junto.
É um triste dilema para os crentes da mitologia abrâmica judaicocristã, que não podem estabelecer sua fé sobre bases mais
coerentes (como se fé tivesse alguma coerência).
Mitologicamente falando, alguém já se perguntou quais as razões
para Jesus Cristo precisar existir?
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1. O FRACASSO DE DEUS NA CRIAÇÃO.
2. O PECADO ORIGINAL DE ADÃO E EVA.
Basta demonstrar a falsidade dessas afirmações para Jesus Cristo
evaporar, tornando sua existência absolutamente inútil e
desnecessária. Fato que qualquer religioso e até crente um pouco
mais esperto sabem.
1. Deus meteu a pata e fez cagada na primeira criação, o
dilúvio é a prova bíblica de seu fracasso e de seu
arrependimento.
2. O homem pecar é como um carro pecar. São coisas criadas
e 100% livres de responsabilidade. O homem, como
criatura criada jamais pode pecar, sempre fará o que foi
programado pelo criador, o que torna jesus inútil de um
jeito ou de outro.
Isso não são afirmações ateístas, é a base da
justificação para o ensino de criacionismo nas escolas
adventistas, só para citar um exemplo: Os 11 primeiros
capítulos do gênesis precisam ser históricos e reais para
o cristianismo e a própria existência de Jesus Cristo
terem sentido e serem necessários, caso contrário todo
o cristianismo é uma fábula infantil. Nem citamos o fato
de que um dilúvio universal é um fato já detonado pela
ciência, simplesmente não aconteceu. E a própria Igreja
Católica do Reino Unido, declarou em documento oficial
e público que esses 11 capítulos não são históricos.
OUÇA DA BOCA DE UM RELIGIOSO: Rui Vieira, no vídeo
ao lado.

Tirando os pequenos problemas que citamos acima, restam
outros: se a criação divina é um fato real e histórico: QUAL
HISTÓRIA DA CRIAÇÃO É A VERDADEIRA? QUAL DILÚVIO É O
VERDADEIRO?
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5 - A fábula da criação precisa ser real

“Os 11 primeiros capítulos do Gênesis são a base conceitual do
Criacionismo. Se retirarmos o Jardim do Éden, com Adão e Eva, a
tentação e a queda, não há necessidade de uma redenção, de um
redentor, de um salvador. Cristo veio fazer o que aqui nesta
terra?”
Rui Vieira – Presidente da Sociedade Criacionista Brasileira

6 - Deus confessa sua incompetência
E disse o SENHOR: Destruirei o homem que criei de sobre a face
da terra, desde o homem até ao animal, até ao réptil, e até à ave
dos céus; porque me arrependo de os haver feito. Gênesis 6:7
7 - Deus caduco
Deus criava as coisas e só depois de prontas é que descobria que
eram boas, mas – incrível – nem isso conseguia perceber. Depois
de ter criado tudo e achado muito bom, descobriu que errou feio,
se arrependeu e tentou destruir tudo com um dilúvio ... E nem
isso conseguiu!
O Deus todo-poderoso onisciente e onipresente não sabia o que
fazia e nem como consertar seus próprios erros.
8 - 17 bilhões de Terras
A terra não é o centro do Universo, como na Mitologia cristã bíblica
geocêntrica.
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Fonte: Inovação Tecnológica
Os astrônomos chegaram a uma estimativa de que podem existir
nada menos do que 17 bilhões de planetas parecidos com a Terra
apenas na nossa própria galáxia, a Via Láctea. A chance de que a
Terra seja um planeta absolutamente único dentre 17 bilhões,
como defende a Nature Geoscience, é de 0,0000001%. Para
comparação, os físicos aceitaram o bóson tipo Higgs como uma
descoberta científica genuína com uma chance de 0,0001% de
estarem errados, o que é uma chance de erro três ordens de
grandeza maior.
É fato que o número 17 bilhões está repleto de incertezas e deverá
ser recalculado muitas vezes antes que possamos ter qualquer
coisa mais próxima do que se poderia chamar de um censo
planetário galáctico. Mas o que importa aqui é a tendência
apresentada pelos dados, uma tendência que foge do "um", ou do
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"único", e caminha tranquilamente, sem medo, entre o "muitos",
para a diversidade e para a multiplicidade. Ou seja, os próprios
dados mostram uma vez mais (e sempre mostrarão) que o
conservadorismo (a tentativa de "conservar" tudo como está,
sobretudo o conhecimento) é incompatível com a ciência, e que,
mais dia, menos dia, cai por terra ou se dilui pelo espaço.
"A coisa mais importante é a estatística - não encontramos
somente uma Terra, mas cem Terras, que é o que veremos com
o passar dos anos com a missão Kepler - porque ele foi
desenvolvido para encontrar várias Terras", disse. O Universo está
repleto de outras Terras.

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3 - Mitos mais conhecidos >>>
Há anos que a religião tenta enfiar o design inteligente
(criacionismo) nas aulas de ciências. Uma das razões por que não
pode, não é que isso não seja científico, é porque ela usa um
modelo que, ao não poder demonstrar que causa é a primeira, ela
não pode demonstrar qual de todas elas é especificamente. É claro
que eles sempre optariam por uma específica, mesmo que não
pudessem provar (Yahvé) e, por mais que afirme que o DI não
fale de um deus específico (ainda que o faça, sim, em sua
declaração de intenções), a realidade é que em um país “laico”,
onde todos têm o direito de acreditar no que quiser, surgiria outro
tipo de discussão: “O seu Deus ou o meu?”.

Devido a isso, é provável que surjam conflitos (de fato, por isso
que nos EUA, os fundadores, em sua constituição decretaram a
separação entre Estado e religião, algo que os religiosos hipócritas
desse país, que se declaram como patriotas, tentam sabotar o
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tempo todo) e, no final, como sempre aconteceu com as religiões:
guerras (com muito “amor e misericórdia”, já sabemos que eles,
os religiosos, agem motivados por isso). Alguns religiosos
daqueles que habitualmente conhecemos, podem pensar que sua
religião é mais coerente do que o resto e que, tão só por isso, é a
única que faz sentido colocar lá. Certo? Aqui revisamos apenas as
religiões mais populares e seus mitos, todos igualmente absurdos.

A Terra segundo a Bíblia.

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Caro leitor crente, seu deus/mito é só mais um entre milhares de
histórias infantis, bobas e absurdas sobre a criação do mundo, o
que faz da sua religião apenas um conjunto de bobagens
engraçadas derivadas de mitos, lendas e fábulas. E não há nada
a fazer quanto a isso. Pode rezar à vontade, não mudará nada,
criaturas imaginárias não respondem orações.

1 - Mitologia Abrâmica

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Judaísmo, cristianismo e islamismo.
No Gênesis, o primeiro livro da Torá judaica (Tanak) e da Bíblia
cristã, contém duas histórias da criação misturadas e
contraditórias, as quais são aceitas como a descrição da criação
do mundo pelo judeu de hoje e pelo cristianismo e islamismo. Na
primeira história, Deus disse: “Faça-se a Luz”, e a luz aparece.
Em seis dias, se cria o céu, a terra, as plantas, o sol e a lua, os
animais e todas as criaturas, incluídos os humanos. E disse para
todos, “Crescei e multiplicai-vos”, o que fizeram. No sétimo dia
Deus descansa, contempla sua obra, e acha que fez um bom
trabalho (parece que ele não sabia no que ia dar). Na segunda
história, Deus cria o primeiro homem, Adão, do barro. Faz um
jardim, o Éden de Adão, mas o proíbe de comer do fruto da
“Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal” (parece que deus já
tinha criado o mal, não se sabe para que). Adão dá nome aos
animais (a todos – cerca de 10 milhões de espécies – não serviu
para nada, pois depois tivemos que dar nome a todos de novo),
mas continua só. Então Deus (yahvé) anestesia Adão e faz de uma
de suas costelas a primeira mulher, para que o ajude no campo,
Eva. Uma cobra falante a persuade a comer o fruto proibido
(colocado no paraíso de pura sacanagem) e convence Adão a fazer
o mesmo. Quando Deus fica sabendo (nesta época ele ainda não
era onisciente) o expulsa do jardim e obriga-o a trabalhar no
campo (algo que já fazia) e a mulher é condenada a parir com dor
para sempre (ou até inventarmos os anestésicos). Deviam ter se
contentado com os abricós (damascos)!

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2 - Mitologia Grega

Os antigos poetas gregos criaram diversas cosmogonias. A melhor
conservada é a Teogonia de Hesíodo. Neste hino, a partir do caos
primordial chegaram as primeiras divindades, como Gaia (mãe
terra). Gaia criou a Urano, o céu, para cobrir-se. Elas geraram
uma coleção estranha de deuses e monstros, incluindo os
Hecatónquiros, monstros com 50 cabeças e cem mãos (um plágio
do Avalokitesvara hindu de 1000 braços, pois obviamente Hesíodo
escreveu sua Teogonia inspirado nos mitos conhecidos na época),
e os Ciclopes, (de um só olho), que mais adiante seriam os
forjadores dos raios de Zeus. Depois vieram os deuses conhecidos
como Titãs, seis filhos e seis filhas. Urano, desprezando seus
monstruosos filhos, os encarcerou no Tártaro (as entranhas da
terra). Enfurecida, Gaia fez uma foice enorme e a deu a seu filho
menor, Cronos, com algumas instruções. Quando Urano foi
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copular com Gaia, Cronos apareceu ao seu lado, saltou e cortou
os genitais de seu pai! Quando o sangue de Urano e de suas partes
íntimas caiu, brotaram mais monstros, os Gigantes e as Fúrias.
Da espuma do mar revolto pelos santos testículos, veio a deusa
Afrodite. Mais tarde, Cronos foi pai da nova geração de deuses:
Zeus e os deuses do Olimpo. Este tentou devorar a todos até que,
de novo, um de seus filhos (Zeus) conseguiu abri-lo e tirar seus
irmãos de seu estômago. Bem mais criativa que a pobre mitologia
abrâmica.

3 - Mitologia Hindu

A cosmologia hindu contém muitos mitos da criação e os
protagonistas principais subiram e baixaram de importância ao
longo dos séculos. Um texto védico, do Rig Veda, nos fala de um
ser gigantesco, Purusha, que possui mil cabeças, olhos e pés.
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Segundo o Púrusha-sukta (um hino do Rig-veda), Púrusha é
descrito como um gigante com mil cabeças e mil pies, que foi
sacrificado e desmembrado pelos devas (deuses): sua mente se
converteu na Lua, seus olhos, no sol, sua respiração, no vento.
Com seu corpo foram construídos o mundo e as castas. Dele
emanou o Virash, o principio criador feminino, pelo qual renascia
antes que o mundo fosse feito com seus restos. No sacrificio de
Púrusha, o canto védico foi o primeiro que se criou. Também
foram criados os cavalos e as vacas. Os brâmanes (sacerdotes)
foram criados da boca de Púrusha, os chatrías (militares) de seus
braços, os vaishias (artesãos) de seus músculos, e os shudrás
(escravos) de seus pés. Os céus emergiram de seu crâneo, os
deuses Indra e Agni de sua boca. Considerava-se que os dalits
(párias), não haviam nascido de Púrusha. Historicamente, mais

tarde, a trindade Brahmâ (o criador), Vishnu (o preservador)
e Shiva (o destruidor) ganharam a proeminência. Brahmâ
aparece em uma flor de loto brotando do umbigo de Vishnu
quando este estava dormindo. Brahmâ cria o universo, que
tem uma duração de um de seus dias. Então Shiva destrói o
universo e se reinicia o ciclo (que dura 100 anos de Brahmâ
ou 311 trilhões de anos solares, depois vêm a grande noite
de igual duração, na sequência um novo ciclo e assim
infinitamente, mas Brahman é eterno, onipresente, jamais
criado, sem inicio e sem fim). Apesar da precisão,
complexidade e exagero dos números, a cosmologia hindu
não passa de fábula. Veja Yuga e kalpa.

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4 - Mitologia Japonesa

Izanagi cuja denominação completa
é
Izanagi-no-Mikoto
(O
Varão
Majestoso) juntamente com sua irmã
e esposa Izanami foi a divindade
responsável pela criação do mundo e
de outras divindades na mitologia
japonesa.
Antes do mundo existir havia apenas
o caos. Quando os deuses superiores
geraram Izanagi e Izanami eles
agitaram com uma lança incrustada
de pedras preciosas o mar de água
salgada
abaixo
deles
quando
estavam sobre a ponte flutuante
celestial, quando levantaram a lança,
gotas d'água caíram e formou-se a
primeira ilha, que foi chamada de
Onogoro, a primeira terra firme. [1]
Em Onogoro, construíram o primeiro
templo e puderam copular. Da primeira cópula surgiu Hiruko
(Criança-Parasita) que por ser deformado foi colocado num
cesto de junco e levado ao mar para que perecesse. Após uma
deliberação dos deuses superiores foi decidido que a culpa do
nascimento de Hiruko havia sido de Izanami, então o casal pode
voltar a Onogoro e continuar a gênese do mundo. Criaram-se
os deuses do vento, árvores e montanhas entre outras
divindades além do arquipélago japonês.

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Quando Izanami pariu o deus-do-fogo Kagutsuchi, os seus
órgãos genitais foram severamente queimados fazendo-a
morrer em decorrência disso. Izanagi consternado mata
Kagutsuchi e decide visitar Izanami no mundo subterrâneo
chamado de Yomi-tsu-Kuni (Terra da Escuridão) numa tentativa
de fazê-la voltar à vida. Quando chega a entrada de Yomi, vê
Izanami e pede que volte com ele no que ela concorda dizendo
que consultará os deuses do mundo subterrâneo sobre sua
liberação, advertindo Izanagi para não olhá-la. No entanto
Izanagi tomado de desejo de rever sua amada esposa retira um
dente do pente de seu coque e o acende entrando no mundo
subterrâneo seguindo-a e ao iluminá-la vê um cadáver putrefato
repleto de vermes. Izanagi, assustado foge do mundo
subterrâneo seguido de perto por demônios, pelos deuses do
trovão e pela própria Izanami transformada em um monstro,
até os limites de Yomi. Quando Izanagi arremessa três pêssegos
na direção de seus perseguidores, esses cessam suas
hostilidades e Izanagi vê Izanami pela última vez selando a
entrada de Yomi com uma pedra. Sentindo-se enojado pelo que
havia acontecido decide banhar-se num rio para purificar-se
sendo que ao se despir, várias divindades emergem de suas
roupas e também surgem as três divindades mais importantes
do panteão xintoísta. Amaterasu-no-mikoto (Deusa Augusta
que Ilumina o Céu) também conhecida apenas como Amaterasu,
surge de seu olho esquerdo, enquanto Tsuki-yomi-nomikoto(Augusta Lua) brota de seu olho direito e por fim nasce
do seu nariz Susano-no-Mikoto (O Augusto Varão Furioso).
Logo após criar os três deuses principais do panteão xintoísta,
Izanagi decidiu atribuir uma tarefa a cada um deles. Para
Amaterasu ele entregou um colar sagrado que simbolizaria o
poder divino fazendo-a tornar-se deusa do sol e habitar o céu
enquanto que para Tsuki ele atribuiu a Lua, tornando-o deus da
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noite e para Susano deu os oceanos. Ao protestar contra a
escolha do pai, alegando querer ir de encontro a sua mãe
Izanami, Susano é expulso por Izanagi que enfim dá por
concluída sua missão da criação.
Algo parecido com o mito de Perséfone no Hades.

5 - Mitologia Chinesa

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Um ovo cósmico flutuando no vazio
eterno, que contém as força opostas
do yin e yang, depois de eões de
incubação, surge dele o primeiro
ser, Pangu. As partes pesadas (yin)
do ovo ficaram embaixo formando a
terra. As partes mais leves (yang)
se elevaram para formar o céu. Pangu, por temor que as partes
pudessem
voltar
a
juntar-se,
pousou sobre a terra e levantou o
céu, que cresceu 10 metros por dia
durante 18.000 anos, até que céu
teve 30.000 quilômetros de altura.
Quando sua obra terminou, morreu. Suas partes se
transformaram nos elementos do universo, sejam animais,
fenômenos meteorológicos ou corpos celestes. Alguns dizem
que as pulgas dele se converteram em humanos, mas não há
mais explicações sobre isso. A deusa Nüwa estava só, então
decidiu formar os homens do barro do rio Amarelo. Estes
primeiros seres humanos lhe encantaram, mas demorou muito
tempo para fazê-los, por isso optou por lançar gotas de barro
sobre a terra e cada uma delas se converteu em uma nova
pessoa. Estas pessoas feitas com pressa se converteram nos
plebeus, as anteriores, obviamente, foram os nobres. Este é o
primeiro exemplo de produção em massa!

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6 - Mitologia Asteca

A mãe da terra dos
astecas, Coatlicue (“a
da saia de serpentes”)
é representada de uma
maneira assustadora,
com um colar de
corações
e
mãos
humanos
arrancados
das vítimas e uma saia
de serpentes, como
sugere
seu
nome.
Coatlicue
era
uma
deusa feroz, sedenta
de sacrifícios humanos.
Suas afiadas garras
nas
mãos
e
pés
remetem à ferocidade
do
jaguar,
animal
sagrado
por
excelência,
e
as
serpentes
que
a
cobrem, substituindo
inclusive partes da
anatomia, simbolizam
à humanidade. A história conta que Coatlicue foi fecundada por
um punhal de obsidiana e deu a luz a Coyolxauhqui, deusa da
lua, e a 400 filhos que se converteram nas estrelas do céu
austral. Mais tarde, uma bola de plumas caiu do céu, depois que
Coatlicue a recolheu e colocou na cintura voltou a ficar grávida.
Coyolxauhqui e seus irmãos se voltaram contra sua mãe, cuja
gravidez incomum os incomodou e indignou e a mataram.
Entretanto, o menino dentro Coatlicue, Huitzilopochtli, o deus
da guerra e o deus do sol, nasceu do ventre de sua mãe
totalmente crescido e armado. Atacou a Coyolxauhqui,
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matando-a com a ajuda de uma serpente de fogo. Cortou-lhe a
cabeça e a lançou para o céu, onde se converteu na lua, supondo
que isto consolaria a Coatlicue, sua mãe.

7 - Mitologia Egípcia

Os antigos egípcios tinham vários mitos da criação. Tudo
começou, segundo eles, com as águas caóticas de Nu (ou Nun).
Atum criou a si mesmo e depois criou uma colina, ainda que
contrariamente não houvesse lugar para ele em pé. Atum não
tinha genialidade, mas tinha um olho que tudo vê. Ele/ela cuspiu
um filho, Shu, deus do ar. Atum depois vomitou uma filha, Tefnut,
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a deusa da humidade. Estes dos foram incumbidos da tarefa de
criar ordem do caos. Shu e Tefnut geraram Geb, a terra, e Nut, o
céu. Primeiro eles foram entrelaçados, mas Geb levantou Nut por
cima dele. Pouco a pouco foi se formando a ordem do mundo, mas
Shu e Tefnut se perderam na obscuridade restante. Atum (ele ou
ela) enviou seu “Olho que tudo vê” em busca de ambos. (Como
era o “olho que tudo vê” e como pôde ficar sem ele continua sendo
um mistério). Quando Shu e Tefnut voltaram, graças ao olho,
Atum chorou de alegria. (É de se supor que ele/ela voltou a por o
olho em sua face para poder chorar). Quando as lágrimas
atingiram a terra, os homens apareceram. (Na China eram gotas
de barro).
8 - Mitologia Babilônica

Relevo assírio mostrando a luta de Marduk com Tiamat.

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O mito babilônico da criação,
ou Enuma Elish, começa com
os deuses da água, Apsu
(doce) e Tiamat (sal). As
gerações de desova de vários
deuses deram lugar a Ea e
seus
muitos
irmãos.
Entretanto, estes deuses mais
jovens fizeram tanto ruído que
Apsu e Tiamat não podiam
dormir. Apsu conspirou para
matá-los, mas Ea o matou
primeiro.
Tiamat
jurou
vingança e criou muitos
monstros,
incluindo
um
cachorro louco e o Homem Escorpião. Ea e a deusa Damkina
criaram Marduk, um deus gigante com quatro olhos e quatro
ouvidos, como seu protetor.
Enfrentando-se com Tiamat, Marduk, tendo os ventos como
armas, lançou um vento maligno contra seu esôfago
incapacitando-a e logo a matou com uma flecha em seu coração.
Depois lhe partiu o corpo pela metade e o utilizou para criar os
céus e a terra. Mais tarde criou o homem para fazer os trabalhos
de escravos que os deuses se negaram a fazer, como a
agricultura, o telemarketing e a contabilidade. Marduk
atualmente aparece em Sealab 2021, no Cartoon Network!

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9 - Mitologia Persa

O Bundahishn da Era Media Persa conta que o mundo foi criado
pela divindade Ahura Mazda. A grande montanha, Elburz, cresceu
durante 800 anos até tocar o céu. A partir desse momento, a
chuva caiu formando o mar Vourukasha e dois grandes rios. O
primeiro animal, o touro branco, vivia nas margens do rio Rod
Veh. Entretanto, o espírito do mal, Angra Mainyu, o matou. Sua
semente foi levada à Lua e purificada, criando muitos animais e
plantas. Do outro lado do rio vivia o primeiro homem, Gayomard,
brilhante como o sol. Angra Mainyu também o matou. O Sol
purificou sua semente durante quarenta anos, brotando despois
uma planta de ruibarbo. Esta planta se converteu em Mashya e
Mashyanag, os primeiros mortais. Em vez de mata-los, Angra
Mainyu os enganou para adorá-lo. Depois de 50 anos deram a luz
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a gêmeos, mas estes foram comidos por causa do seu pecado.
Depois de um tempo muito grande nasceram mais dois gêmeos,
e deles vieram todos os seres humanos (mas especificamente os
persas).

10 - Mitologia Nórdica

Com sua abundância de deuses
corpulentos e musculosos e
deusas peitudas, a religião
nórdica
antiga
dos
países
escandinavos e germânicos é
realmente o mito da criação
perfeito tanto para fanáticos da
luta livre profissional como para
os do heavy Metal. Segundo a
tradição nórdica, antes de existir
a Terra (Midgard), existam
Muspelheim (também conhecida
como Muspell), uma terra de
fogo guardado pelo gigante de
fogo
e
espadachim,
Surt;
Ginnungagap, um grande vazio e
Niflheim, uma terra congelada e
coberta de gelo. Quando o frio de
Niflheim tocou o fogo de Muspell, o gigante Ymir e uma
behemótica vaca, Audymla ou Auðumbla emergiram do
descongelamento. Então, a vaca lambeu o gelo salgado de
Ginnungagap trazendo o deus Buri e sua esposa. O casal deu à
luz a Bor, que foi o pai de três filhos: Odin, Vili e VI (ou Ve). Os
filhos mataram Ymir e de seu corpo criaram, a partir de sua
carne, a terra, as montanhas de seus ossos, com seu cabelo
criaram as árvores, os rios, os mares e lagos com seu sangue.
50

Dentro do crânio oco de Ymir, os deuses criaram os céus
estrelados. O que podemos dizer? Pura magia do metal.

11 - Conclusões
Se aceitarmos o design inteligente e a declaração de seus
criadores e defensores, como uma ciência, quando afirmam que
não se baseiam unicamente na Bíblia, afirmando que muitas
outras religiões concordam em vários pontos com a sua
perspectiva (embora esta seja claramente monoteísta e
Abrãmica), deveriam estes pesar todas e ver, e nos explicar quais
os critérios que vão seguir para nos dar explicações com base
nessas religiões.

51

É óbvio, e já foi demonstrado muitas vezes que estes, além de
sua crítica em relação a qualquer teoria contrária a suas crenças
religiosas, jamais forneceram provas para apoiar suas hipóteses
pseudocientíficas. É por isso que suas alegações são incoerentes.
Estes magufos religiosos, em vez de basear-se nos
descobrimentos, adaptam suas teorias (anticientíficas) a uma
série de crenças pré-estabelecidas.
Alguém pode se perguntar por que o fazem (eu já pulo esta etapa
- a estupidez é infinita, como Einstein diria) e estes devem
esclarecer. Embora pareça difícil para essas pessoas admitir o que
foi mostrado até mesmo por meios legais: que são criacionistas e
que para um criacionista a evidência é inútil se ela contradiz o que
afirma este conto antigo:

“Se aparecesse um conflito entre o testemunho do Espírito
Santo na verdade fundamental da fé cristã e crenças
baseadas em argumentos e evidências, então é o primeiro
que deve ter preferência sobre o segundo, não o contrário.”

William Lane Craig, religioso e apologista judaico-cristão e
membro do Acces Research Network, antigua Students for Origins
Research (SOR), uma organização que diz ser científica, mas que
na realidade é outra criacionista disfarçada repleta de apologistas
judaico-cristãos como Steve Meyer.

Mas já que querem incluir um mito, o abrâmico, como um
fato possível e real, não deveriam explicar quais são seus
motivos para escolher este, o primeiro nesta lista e não o
resto dos mitos?

Não poucos religiosos criacionistas argumentarão usando o
famoso argumento da “interpretação bíblia” afirmando que a bíblia
52

sim tem coisas coerentes (omitindo dela, anjos assassinos,
serpentes falantes, luz sem estrelas, aparições mágicas e
espontâneas, ferro flutuando, carros de fogo voadores, dragões
cuspidores de fogo, homens vivendo dentro de peixes, etc.). Estes
costumam “interpretar” a seu gosto (e não sabemos sob que
critérios) certos textos para que estes tenham um mínimo de
sentido. Depois espalham que suas crenças possuem sentido. Pois
senhores religiosos, si usamos dito argumento, todos esses mitos
incluídos nesta lista também o possuem. Bem que poderíamos
dizer que o mito nórdico tem sentido porque o espaço é frio e que
nele existe o vazio, ou adotamos o hinduísta porque fala de
milhões de anos do universo, ou o chinês porque nos fala da altura
da atmosfera. Nenhum deles acerta 100% em tudo, (nenhum),
mas segundo o argumento criacionista todos são válidos e sujeitos
a interpretações pessoais, todos são antigos e todos possuem
textos sagrados para apoiá-los. Segundo sua lógica, deveríamos
desdenhar todo o conhecimento científico que os contrarie e nos
dedicarmos a adaptar os poucos que restem às afirmações que
estes realizam.
1. Concordaram-se com seu critério e logica, qual de todos
estes mitos é mais válido?
2. Por que o seu é mais válido que o resto? Fazemos uma
salada de todos?
3. Ou simplesmente tiramos a sorte?
Fontes:
O texto foi extraído e modificado de www.livesciencie.com com a
ajuda de várias enciclopédias de mitologia para corrigir alguns
erros nos textos.

53

4 - Deuses nunca acertam de primeira >>>

Depois da criação: problemas e um dilúvio!

Um acontecimento como o dilúvio deixaria suas marcas no
planeta, todavia nada, hoje, foi encontrado que comprove que tal
catástrofe literalmente aconteceu. Quanto aos sedimentos e
fósseis marinhos em todas as grandes montanhas do mundo, são
sedimentos de superfícies marinhas ou terrestres que foram
deslocadas pelo choque das placas tectônicas ocorridas no fundo
do oceano, projetando para cima o que se encontrava na
superfície ou no fundo do mar. A formação das cordilheiras:
Andes, Himalaia, Alpes, foi resultado de colisões ou da placa
marinha próxima (Andes) ou, no caso dos Alpes e do Himalaia, o
choque da península italiana com o continente europeu (Alpes) e
da Índia com o continente da Ásia. Os registros históricos mais
antigos que se conhece têm cerca de quatro mil e quinhentos
(4500) anos. São dessa época as civilizações mais antigas.
54

Igualmente digno de nota é o fato de, nas mais variadas culturas,
em todos os continentes, existirem tradições que aludem à
ocorrência de um dilúvio global com paralelismos espantosos
entre si, tendo sido documentadas mais de 250 em contextos
culturais diferentes. Antropólogos dizem que há mais de
1.000.000 de narrativas de dilúvio em povos e culturas
diferentes do mundo e todas elas, coincidentemente ou não, são
no início dessas civilizações. Para a civilização ocidental, a história
mais conhecida a respeito do dilúvio é a da Arca de Noé, segundo
a tradição judaico-cristã. O Dilúvio também é descrito em fontes
americanas, asiáticas, sumérias, assírias, armênias, egípcias e
persas, entre outras, de forma basicamente semelhante ao
episódio bíblico, porém em algumas civilizações se relata sobre
inundações em vez de chuvas torrenciais: uma divindade decide
limpar a Terra de uma humanidade corrupta, ou imperfeita (criada
por algum deus incompetente), e escolhe um homem bom aos
seus olhos para construir uma arca para abrigar sua criação
enquanto durasse a inundação. Na narrativa judaica, Jeová estava
disposto a acabar com toda a humanidade. Após certo período, a
água baixa, a arca fica encalhada numa montanha, os animais
repovoam o planeta e os descendentes de tal homem geram todos
os povos do mundo.

55

1 - Dilúvio Judaico

Le déluge - Léon Comerre

Na Bíblia, em Gênesis, é mostrado o arrependimento de Jeová em
ter criado o homem, devido à maldade que este espalhara na
terra. Neste arrependimento, decide fazer um enorme dilúvio,
fazendo desaparecer tudo que havia sido criado até então.[1]
Porém, decide poupar Noé, por este ter agido bem, e lhe
recomenda fazer uma arca de madeira, e abrigar, junto com sua
família, um casal de cada espécie existente. [1]
Entretanto, arqueólogos não encontraram nenhuma evidência
significante que comprove a existência do dilúvio.
56

Na esfera cultural hebraica primitiva, o evento do Dilúvio
contribuiu para o estabelecimento de uma identidade étnica entre
os diferentes povos semíticos (todos descendentes de Sem, filho
de Noé), bem como sua distinção dos outros povos ao seu redor
(cananeus, descendentes de Canaã, neto de Noé, núbios ou
cuxitas, descendentes de Cuxe, outro neto de Noé, etc.). No
Antigo Testamento, Noé amaldiçoa Canaã e abençoa Sem, o que
serviria mais tarde como uma das justificativas para a invasão e
conquista da terra dos cananeus pelas Tribos de Israel.

2 - Dilúvio Sumério

O mito sumério de Gilgamesh conta os feitos do rei da cidade de
Uruk, Gilgamesh, que parte em uma jornada de aventuras em
busca da imortalidade, nesta busca encontra as duas únicas
57

pessoas imortais: Utanapistim e sua esposa, estes contam à
Gilgamesh como conquistaram tal sorte, esta é a história do
dilúvio. O casal recebeu o dom da imortalidade ao sobreviver ao
dilúvio que consumiu a raça humana. Na tradição suméria, o
homem foi dizimado por incomodar aos deuses. Segundo este
mito, o deus Ea, por meio de um sonho, apareceu a Utanapistim
e lhe revelou as pretensões dos deuses de exterminar os humanos
através de um dilúvio. Ea pede a Utanapistim que renuncie aos
bens materiais e conserve o coração puro. Utanapistim, então,
reúne sua família e constrói a embarcação que lhe foi ordenada
por Ea, estes ficam por sete dias debaixo do dilúvio que consome
com os humanos. Aqui um trecho de tal história:
"Eu percebi que havia grande silêncio, não havia um só ser
humano vivo além de nós, no barco. Ao barro, ao lodo haviam
retornado. A água se estendia plana como um telhado, então eu
da janela chorei, pois as águas haviam encoberto o mundo todo.
Em vão procurei por terra, somente consegui descobrir uma
montanha, o Monte Nisir, onde encalhamos e ali ficamos por sete
dias, retidos. Resolvi soltar uma pomba, que voou para longe, não
encontrando local para pouso retornou (…). Então soltei um corvo,
este voou para longe encontrou alimento e não retornou."
(TAMEN, Pedro. Gilgamesh, Rei de Uruk. São Paulo: ed. Ars
Poetica, 1992.).

58

3 - Dilúvio Africano

Olokun, Proprietário (Olo) dos Oceanos (Okun), e Olorun,
Proprietário (Olo) dos Céus (Orun), eram casados e criaram tudo.
Mas se separaram numa disputa de poder e viveram em guerra.
Olorun encarregou Obatalá de criar a terra sobre as águas
primordiais de Olokun. Certa vez, Olokun invadiu a Terra para
reassumir seu território perdido e consequentemente destruir a
humanidade demonstrando seu poder através de um grande
Dilúvio. Olorun salvou parte da humanidade lançando uma
corrente para os homens subirem. Com essa mesma corrente,
Olorun atou Olokun ao fundo do mar. Olokun mandou uma
gigantesca serpente marinha engolir a lua, mas Olorun disse que
sacrificaria um humano por dia para acalmar a deusa. Assim, todo
dia uma pessoa se afoga no mar.

59

4 - Dilúvio Hindu

O Avatar de Vishnu, Matsya, é
retratado como sendo o que
apareceu inicialmente como um
Shaphari (uma carpa pequena) para
o rei Manu (cujo nome original era
Satyavrata ), o rei de Dravidadesa,
enquanto ele lavava as mãos num
rio. Este rio supostamente descia
das montanhas de Malaya para sua
terra dos Drávidas. O peixinho pediu
para o rei salvá-lo, e por compaixão,
ele o colocou em uma jarra de água.
Ele continuou a crescer cada vez
mais até que o rei Manu teve que
coloca-lo em um grande jarro, e
depois depositá-lo em um poço.
Quando o poço também revelou-se
insuficiente para o peixe cada vez maior, o Rei o colocou em um
tanque. Como ele cresceu ainda mais o Rei Manu teve que
colocar o peixe em um rio, e quando o rio ainda se revelou
insuficiente, ele colocou no oceano, depois quase encheu a vasta
extensão do grande oceano. Foi então que Ele (o Senhor
Matsya) informou o Rei de um Dilúvio que estava muito
próximo. O rei construiu um barco enorme que abrigava sua
família, 9 tipos de sementes, e animais para repovoar a terra.
No momento do dilúvio, Vishnu apareceu como um peixe com
chifres e Shesha apareceu como uma corda, com o qual
Vaivasvata Manu fixou o barco no chifre do peixe (Matsya).

60

5 - Dilúvio Grego

A mitologia grega relata a história de um grande dilúvio produzido
por Poseidon, que por ordem de Zeus havia decidido pôr fim à
existência humana, uma vez que estes haviam aceitado o fogo
roubado por Prometeu do Monte Olimpo. Deucalião e sua esposa
Pirra foram os únicos sobreviventes. Prometeu disse a seu filho
Deucalião que construísse uma arca e nela introduzisse um casal
de cada animal, de forma análoga à Arca de Noé. Assim estes
sobreviveram. Ao terminar o dilúvio, a arca de Deucalião pousou
sobre o Monte Parnaso, onde estava o Oráculo de Temis.
Deucalião e Pirra entraram no templo, para que o oráculo lhes
dissesse o que deviam fazer para voltar a povoar a Terra, e a
61

deusa somente lhes disse: “Voltem aos ossos de suas mães"
Deucalião e sua mulher adivinharam que o oráculo se referia às
rochas. Destas formas, as pedras tocadas por Deucalião se
converteram em homens, e as tocadas por Pirra em ninfas ou
deusas menores, por que ainda não se havia criado a mulher.
5 - Dilúvio Mapuche

Estátuas Trentren (acima) e Caicai (abaixo), na Praza de Ancud,
Chiloé.

Nas tradições do povo Mapuche igualmente existe uma lenda
sobre uma inundação do lugar deste povo (ou do planeta). A lenda
se refere à história das serpentes, chamadas Tentem Vilu e Caicai
Vilu.
62

6 - Dilúvio Pascuense

A tradição do povo da Ilha de Páscoa diz que seus ancestrais
chegaram à ilha escapando da inundação de um mítico continente,
ou ilha, chamado Hiva.
7 - Dilúvio Maia

63

A mitologia do povo maia relata a existência de um dilúvio enviado
pelo deus Huracán.
Segundo o Popol Vuh, livro que reúne relatos históricos e
mitológicos do grupo étnico maia-quiché, os deuses, após
terminarem a criação do mundo, da natureza e dos seres vivos,
decidiram criar seres capazes de lhes exaltar e servir. São criados
então os primeiros seres humanos, moldados em barro. Porém,
esses seres de barro não eram resistentes ao clima e à chuva e
logo se desfizeram em lama.
Então, os deuses criaram o segundo tipo de seres humanos, a
partir de madeira. Essa segunda humanidade, ao contrário da
primeira, prosperou e rapidamente se multiplicou em muitos
povos e cidades (tudo indica que é nessa época da segunda
humanidade que se passam as aventuras dos gêmeos heróis
Hunahpú e Ixbalanqué contra os senhores de Xibalba). Mas esses
seres feitos de madeira não agradaram aos deuses. Eles eram
secos, não temiam aos deuses e não tinham sangue. Se tornaram
arrogantes e não praticavam sacrifícios aos seus criadores. Então,
os deuses decidem exterminar essa segunda humanidade através
de um dilúvio. Ao contrário da maioria dos outros relatos
conhecidos sobre dilúvios, nenhum indivíduo foi poupado.
Após a catástrofe, a matéria prima utilizada para moldar os novos
seres humanos foi o milho. Foram criados quatro casais, que são
considerados os oito primeiros índios quiché. Eles deram origem
às três famílias fundadoras da Guatemala, pois um dos casais não
deixou descendência.

64

8 - Dilúvio Asteca

No manuscrito asteca denominado como Codex borgia, há a
história do mundo dividido em idades, das quais a última terminou
com um grande dilúvio produzido pela deusa Chalchihuitlicue.

9 - Dilúvio Inca
Na mitologia dos incas, Viracocha destruiu os gigantes com uma
grande inundação, e duas pessoas repovoaram a Terra (Manco
Capac e Mama Ocllo mais dois irmãos que sobreviveram.

65

A religião é um forte elo entre as várias culturas andinas, sejam
elas pré-incaicas ou incas. A imposição do Deus Sol é um forte
elemento da crença e dominação através do mental, ou seja
daquilo que permanece impregnado por gerações nas concepções
e mentalidades destas culturas, adorando o Deus imposto e
entendendo ser ele o mais importante. Pedro Sarmiento de
Gamboa, cronista espanhol do século XVI, relata como os Incas
narravam sua criação e as lendas que eram passadas através da
oralidade de geração em geração, desde o surgimento de
Viracocha e seus ensinamentos, procurando definir um homem
que o venerasse e fosse pregador de seus conhecimentos. Em
algumas tentativas de criar este homem, Viracocha acaba
punindo-o com um grande dilúvio pela não obediência como
comenta Gamboa (2001): Mas como entre ellos naciesen vicios de
soberbia y codicia, traspasaron el precepto del Viracocha
Pachayachachi, que cayendo por esta trasgresión en la
indignación suya, los confundió y maldijo. Y luego fueron unos
convertidos en piedras y otros en formas, a otros trago la tierra y
otros el mary sobre todo les envió un diluvio general, al cual
llaman uñu pachacuti, que quiere decir “agua que trastornó la
tierra”. Y dicen que llovió sesenta días y sesenta noches, y que se
anegó todo lo creado, y que solo quedaron algunas señales de los
que se convierteron en piedras para memoria del hecho y para
ejemplo a los venideros en los edificios de pucara que es sesenta
leguas del Cuzco. (p. 40)
A narração do dilúvio está presente entre muitos povos e culturas
por todo o mundo. O início de tudo, ou seja, a criação é um fator
muito importante para estabelecer relações e explicações sobre o
que não se conhece e o que não foi vivido. Assim, os mitos e
lendas buscam criar uma ancestralidade, um ponto em comum
que defina a origem e o começo do cosmos e tudo existente nele,
ou seja, o conhecer de si mesmo, do próprio homem inserido na
66

natureza, buscando sua sobrevivência e continuidade de sua
existência e a harmonia com os elementos naturais e
sobrenaturais.
10 - Dilúvio Uro

O povo uro (ou uru), que habita próximo ao Lago Titicaca, crê
numa lenda que diz que depois do dilúvio universal, foi neste lago
onde se viram os primeiros raios do Sol.

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infancy, and represents an
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70

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“Dois informadíssimos volumes de Karlheinz Deschner
sobre a política dos Papas no século XX, uma obra
surpreendentemente silenciada peols mesmos meios de
comunicação que tanta atenção dedicaram ao livro de
João Paulo II sobre como cruzar o umbral da esperança a
força de fé e obediência. Eu sei que não está na moda
julgar a religião por seus efeitos históricos recentes,
exceto no caso do fundamentalismo islâmico, mas alguns
exercícios de memória a este respeito são essenciais para
a
compreensão
do
surgimento
de
algumas
monstruosidades políticas ocorridas no século XX e outras
tão atuais como as que ocorrem na ex-Jugoslávia ou no
País Basco”.
Fernando Savater. El País, 17 de junho de 1995.
“Este segundo volume, como o primeiro, nos oferece uma
ampla e sólida informação sobre esse período da história
da Igreja na sua transição de uma marcada atitude de
condescendência com regimes totalitários conservadores
até uma postura de necessária acomodação aos sistemas
democráticos dos vencedores ocidentais na Segunda
Guerra Mundial”.

312 páginas
"Su visión de la historia de
la Iglesia no sólo no es
reverencial, sino que, por
usar
una
expresión
familiar, ‘no deja títere con
cabeza’. Su sarcasmo y su
mordaz
ironía
serían
gratuitos
si
no fuese
porque van de la mano del
dato
elocuente
y
del
argumento racional. La
chispa de su estilo se nutre,
por lo demás, de la mejor
tradición volteriana."
Fernando Savater. El
País, 20 de mayo de
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Gonzalo Puente Ojea. El Mundo, 22 de outubro de 1995.
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71

136 páginas

480 páginas

304 páginas

De una manera didáctica,
el profesor Karl Deschner
nos ofrece una visión crítica
de la doctrina de la Iglesia
católica y de sus trasfondos
históricos. Desde la misma
existencia de Jesús, hasta
la polémica transmisión de
los
Evangelios,
la
instauración y significación
de los sacramentos o la
supuesta infalibilidad del
Papa.

“Se bem que o cristianismo
esteja hoje à beira da
bancarrota
espiritual,
segue impregnando ainda
decisivamente nossa moral
sexual, e as limitações
formais de nossa vida
erótica continuam sendo
basicamente as mesmas
que nos séculos XV ou V,
na época de Lutero ou de
Santo Agostinho. E isso nos
afeta a todos no mundo
ocidental, inclusive aos não
cristãos
ou
aos
anticristãos. Pois o que
alguns pastores nômadas
de cabras pensaram há
dois mil e quinhentos anos,
continua determinando os
códigos oficiais desde a
Europa até a América;
subsiste
uma
conexão
tangível entre as ideas
sobre a sexualidade dos
profetas
veterotestamentarios ou de
Paulo e os processos penais
por conduta desonesta em
Roma, Paris ou Nova York.”

"En temas candentes como
los del control demográfico,
el uso de anticonceptivos,
la ordenación sacerdotal de
las mujeres y el celibato de
los sacerdotes, la iglesia
sigue anclada en el pasado
y bloqueada en su rigidez
dogmática. ¿Por qué esa
obstinación que atenta
contra la dignidad y la
libertad de millones de
personas? El Anticatecismo
ayuda eficazmente a hallar
respuesta a esa pregunta.
Confluyen en esta obra dos
personalidades de vocación
ilustradora y del máximo
relieve en lo que, desde
Voltaire, casi constituye un
Género literario propio: la
crítica de la iglesia y de
todo
dogmatismo
obsesivamente
<salvífico>.

Todos estos asuntos son
estudiados, puestos en
duda y expuestas las
conclusiones en una obra
de rigor que, traducida a
numerosos idiomas, ha
venido a cuestionar los
orígenes,
métodos
y
razones de una de las
instituciones
más
poderosas del mundo: la
Iglesia católica.

Karlheinz Deschner.

72

1 – (365 pg) Los
orígenes, desde el
paleocristianismo hasta
el final de la era
constantiniana

2 - (294 pg) La época
patrística y la
consolidación del
primado de Roma

3 - (297 pg) De la
querella de Oriente hasta
el final del periodo
justiniano

4 - (263 pg) La Iglesia
antigua:
Falsificaciones y
engaños

5 - (250 pg) La Iglesia
antigua: Lucha contra los
paganos y ocupaciones
del poder

6 - (263 pg) Alta Edad
Media: El siglo de los
merovingios

73

7 - (201 pg) Alta Edad
Media: El auge de la
dinastía carolingia

8 - (282 pg) Siglo IX:
Desde Luis el Piadoso
hasta las primeras luchas
contra los sarracenos

9 - (282 pg) Siglo X:
Desde las invasiones
normandas hasta la
muerte de Otón III

Sua obra mais ambiciosa, a “Historia
Criminal do Cristianismo”, projetada em
princípio a dez volumes, dos quais se
publicaram nove até o presente e não se
descarta que se amplie o projeto. Tratase da mais rigorosa e implacável
exposição jamais escrita contra as formas
empregadas pelos cristãos, ao largo dos
séculos, para a conquista e conservação
do poder.
Em 1971 Deschner foi convocado por
uma corte em Nuremberg acusado de
difamar a Igreja. Ganhou o processo com uma sólida argumentação, mas
aquela instituição reagiu rodeando suas obras com um muro de silêncio
que não se rompeu definitivamente até os anos oitenta, quando as obras
de Deschner começaram a ser publicadas fora da Alemanha (Polônia,
Suíça, Itália e Espanha, principalmente).

74

414 páginas
LA BIBLIA DESENTERRADA
Israel Finkelstein es un arqueólogo y
académico
israelita,
director
del
instituto
de
arqueología
de
la
Universidad de Tel Aviv y coresponsable de las excavaciones en
Mejido (25 estratos arqueológicos, 7000
años de historia) al norte de Israel. Se
le
debe
igualmente
importantes
contribuciones a los recientes datos
arqueológicos
sobre
los
primeros
israelitas en tierra de Palestina
(excavaciones de 1990) utilizando un
método que utiliza la estadística (
exploración de toda la superficie a gran
escala de la cual se extraen todas las
signos de vida, luego se data y se
cartografía por fecha) que permitió el
descubrimiento de la sedentarización de
los primeros israelitas sobre las altas
tierras
de
Cisjordania.
Es un libro que es necesario conocer.

639 páginas
EL PAPA DE HITLER: LA VERDADERA
HISTORIA DE PIO XII
¿Fue Pío XII indiferente al sufrimiento
del pueblo judío? ¿Tuvo alguna
responsabilidad en el ascenso del
nazismo? ¿Cómo explicar que firmara
un
Concordato
con
Hitler?
Preguntas como éstas comenzaron a
formularse al finalizar la Segunda
Guerra Mundial, tiñendo con la
sospecha al Sumo Pontífice. A fin de
responder a estos interrogantes, y con
el deseo de limpiar la imagen de
Eugenio Pacelli, el historiador católico
John Cornwell decidió investigar a
fondo su figura.
El profesor Cornwell plantea unas
acusaciones acerca del papel de la
Iglesia en los acontecimientos más
terribles del siglo, incluso de la historia
humana, extremadamente difíciles de
refutar.

75

513 páginas
En esta obra se describe
a algunos de los hombres
que ocuparon el cargo de
papa. Entre los papas
hubo un gran número de
hombres
casados,
algunos de los cuales
renunciaron
a
sus
esposas e hijos a cambio
del cargo papal. Muchos
eran hijos de sacerdotes,
obispos y papas. Algunos
eran bastardos, uno era
viudo, otro un ex esclavo,
varios eran asesinos,
otros incrédulos, algunos
eran ermitaños, algunos
herejes,
sadistas
y
sodomitas; muchos se
convirtieron en papas
comprando el papado
(simonía), y continuaron
durante
sus
días
vendiendo
objetos
sagrados para forrarse
con el dinero, al menos
uno era adorador de
Satanás, algunos fueron
padres
de
hijos
ilegítimos, algunos eran
fornicarios y adúlteros en
gran escala...

326 páginas

Santos
e
pecadores:
história dos papas é um
livro que em nenhum
momento
soa
pretensioso. O subtítulo é
explicado pelo autor no
prefácio, que afirma não
ter tido a intenção de
soar absoluto. Não é a
história dos papas, mas
sim,
uma
de
suas
histórias. Vale dizer que o
livro originou-se de uma
série para a televisão,
mas
em
nenhum
momento soa incompleto
ou
deixa
lacunas.

480 páginas
Jesús de Nazaret, su
posible descendencia y el
papel de sus discípulos
están
de
plena
actualidad. Llega así la
publicación de El puzzle
de Jesús, que aporta un
punto de vista diferente y
polémico sobre su figura.
Earl Doherty, el autor, es
un estudioso que se ha
dedicado
durante
décadas a investigar los
testimonios acerca de la
vida
de
Jesús,
profundizando hasta las
últimas consecuencias...
que a mucha gente le
gustaría no tener que
leer. Kevin Quinter es un
escritor
de
ficción
histórica al que proponen
escribir
un
bestseller
sobre la vida de Jesús de
Nazaret.

76

576 páginas

380 páginas

38 páginas

First published in 1976,
Paul
Johnson's
exceptional
study
of
Christianity has been
loved and widely hailed
for its intensive research,
writing, and magnitude.
In a highly readable
companion to books on
faith and history, the
scholar
and
author
Johnson has illuminated
the Christian world and
its fascinating history in a
way that no other has.

La Biblia con fuentes
reveladas (2003) es un
libro del erudito bíblico
Richard
Elliott
Friedman que se ocupa
del proceso por el cual los
cinco libros de la Torá
(Pentateuco) llegaron a
ser escritos. Friedman
sigue las cuatro fuentes
del modelo de la hipótesis
documentaria pero se
diferencia
significativamente
del
modelo S de Julius
Wellhausen
en varios
aspectos.

An Atheist Classic! This
masterpiece,
by
the
brilliant atheist Marshall
Gauvin is full of direct
'counter-dictions',
historical evidence and
testimony that, not only
casts doubt, but shatters
the myth that there was,
indeed, a 'Jesus Christ',
as Christians assert.

77

391 páginas
PEDERASTIA EM LA IGLESIA CATÓLICA
En este libro, los abusos sexuales a
menores, cometidos por el clero o por
cualquier otro, son tratados como
"delitos", no como "pecados", ya que en
todos los ordenamientos jurídicos
democráticos del mundo se tipifican
como un delito penal las conductas
sexuales con menores a las que nos
vamos a referir. Y comete también un
delito todo aquel que, de forma
consciente y activa, encubre u ordena
encubrir
esos
comportamientos
deplorables.
Usar como objeto sexual a un menor, ya
sea mediante la violencia, el engaño, la
astucia o la seducción, supone, ante
todo y por encima de cualquier otra
opinión, un delito. Y si bien es cierto
que, además, el hecho puede verse
como un "pecado" -según el término
católico-, jamás puede ser lícito, ni
honesto, ni admisible abordarlo sólo
como un "pecado" al tiempo que se
ignora conscientemente su naturaleza
básica de delito, tal como hace la Iglesia
católica, tanto desde el ordenamiento
jurídico interno que le es propio, como
desde la praxis cotidiana de sus
prelados.

Robert Ambelain, aunque defensor
de la historicidad de un Jesús de carne
y hueso, amplia en estas líneas la
descripción que hace en anteriores
entregas de esta trilogía ( Jesús o El
Secreto Mortal de los Templarios y Los
Secretos del Gólgota) de un Jesús para
nada acorde con la descripción oficial
de la iglesia sino a uno rebelde: un
zelote con aspiraciones a monarca que
fue mitificado e inventado, tal y como
se conoce actualmente, por Paulo,
quién, según Ambelain, desconocía las
leyes judaicas y dicha religión, y quien
además usó todos los arquetipos de las
religiones que sí conocía y en las que
alguna vez creyó (las griegas, romanas
y
persas)
arropándose
en
los
conocimientos sobre judaísmo de
personas como Filón para crear a ese
personaje. Este extrajo de cada religión
aquello que atraería a las masas para
así poder centralizar su nueva religión
en sí mismo como cabeza visible de una
jerarquía eclesiástica totalmente nueva
que no hacía frente directo al imperio
pero si a quienes oprimían al pueblo
valiéndose de la posición que les había
concedido dicho imperio (el consejo
judío).

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Referências
http://ateismoparacristianos.blogspot.com/
http://www.ateoyagnostico.com/
Bíblia Sagrada
http://pt.wikipedia.org

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