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APERFEIÇOAMENTO PARA ELETRICISTA DE COMANDOS ELÉTRICOS

Comandos Elétricos

( Tiragem sujeita a alterações )

S U M Á R I O
Tensão Elétrica.....................................................................................03 Corrente Elétrica...................................................................................04 Resistência elétrica...............................................................................05 Circuitos elétricos série.........................................................................05 Circuitos elétricos – paralelo e misto ..................................................09 Lei de OHM...........................................................................................07 Potência elétrica...................................................................................10 Energia consumida...............................................................................13 Motores elétricos...................................................................................15 Fusíveis.................................................................................................16 Relé de sobrecarga .............................................................................17

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Botão de comando................................................................................19 Disjuntor industrial................................................................................20 Contatores.............................................................................................21 Chave fim de curso...............................................................................24 Relé de tempo.......................................................................................25 Auto-transformador de partida..............................................................26 Chave de partida direta.........................................................................26 Chave de partida direta com reversão.................................................27 Chave de partida estrela / triângulo......................................................28 Chave de partida compensada.............................................................29 Inversor de frequência..........................................................................30 Principais defeitos em chaves de partida e suas causas.....................32 Bibliografia............................................................................................35

ELETRICIDADE BÁSICA
ELETRICIDADE - é o efeito do movimento de elétrons de um ponto para outro, ou efeito causado pelo excesso ou falta de elétrons em um material. A produção de Eletricidade para melhor entendimento foi dividido em duas partes: ELETROSTÁTICA e ELETRODINÂMICA. Eletrostática - estuda os fenômenos que acompanham as cargas elétricas em repouso: ex. produção pelo processo de atrito.

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calor. Uma vez que a distribuição de energia elétrica é feita em corrente alternada. A tensão elétrica é a grandeza representada pelas letras " E ". mas só se preocupa com o que ocorre nos caminhos em que as cargas elétricas se locomovem (nos circuitos).para que haja movimento de elétrons através de um condutor. força eletromotriz (f.) ou simplesmente tensão elétrica. ação química e eletromagnetismo. é necessário que alguma força ou pressão faça com que esses elétrons se movimentem. A tensão elétrica é uma grandeza que depende da fonte geradora. e a unidade e o volts. E o instrumento utilizado para medir a tensão elétrica é o VOLTÍMETRO que é ligado em paralelo com a carga.estuda as cargas elétricas em movimentos.). ( baterias e pilhas ) ou fontes de Corrente Alternada " CA ".Eletrodinâmica . luz. " U " ou " V ". simbolizada pela letra " V ". Esta pressão (pressão ou força) é denominada diferença de potencial (d.m. ainda que contribuem ou interferem nesses efeitos.e.São as grandezas que provocam ou são provocadas por efeitos elétricos. portanto podemos ter fonte de Corrente Contínua " CC ". ( usinas hidroelétricas ).d.p.8 KV e em baixa tensão " BT " são: tensão de linha = Comandos Elétricos 4 . GRANDEZAS ELÉTRICAS GRANDEZAS ELÉTRICAS . ou. TENSÃO ELÉTRICA . As tensões de distribuição da concessionária de energia elétrica em alta tensão " AT " é de 13. ex: produção de eletricidade pelos processos de: pressão.

É uma grandeza que depende do consumidor. Quanto a frequência da rede elétrica é de 60 Hertz (Hz).é a dificuldade que os materiais oferecem a passagem da corrente elétrica. é o Amperímetro. é representada pela letra "R" e a grandeza é Ohms representada pela letra grega ÔMEGA. Sendo. um chuveiro de 4400 W e 220 V. E eles poderão ser: série. sendo que sem um deles não há Comandos Elétricos 5 . sendo que a resistência é inversamente proporcional a condutância.é o movimento ordenado dos elétrons livres em um material condutor ( ex.380 V e tensão de fase = 220 V. CORRENTE ELÉTRICA . (ex. Para que haja circuito elétrico são necessários três elementos fundamentais: fonte geradora.é o caminho fechado por onde circula a corrente elétrica. O instrumento utilizado para medir a corrente elétrica RESISTÊNCIA ELÉTRICA . Portanto não temos nem condutor e nem isolante perfeitos. O instrumento utilizado para medir a resistência elétrica é o Ohmímetro. condutor e consumidor. paralelo ou misto. A corrente elétrica é uma grandeza que depende da potência elétrica e da tensão elétrica do consumidor. Porém todo material tem resistência e tem condutância elétrica. requer da rede elétrica uma corrente elétrica de 20 A para seu funcionamento ). ( Ω ). isto no estado de Goiás. para representar a corrente elétrica utiliza-se a letra " I " e a unidade é o ampere cujo símbolo é a letra " A ". fios de cobre ). CIRCUITO ELÉTRICO . tensão de linha a tensão que alimenta os consumidores trifásicos e a tensão de fase a tensão que alimenta os consumidores monofásicos.

+ En Circuitos Elétricos em Paralelo . que é o dispositivo de manobras.. como você iria conseguir apaga-la).São os circuitos elétricos que caracterizam por oferecerem vários caminhos para corrente elétrica.é o circuito elétrico que oferecem um único caminho para circulação da corrente elétrica. Circuitos Elétricos em Série . Existe ainda um quarto elemento que apesar de não ser fundamental ele esta presente em todos os circuitos elétricos. todos os consumidores estão ligados aos terminais da fonte ou seja a tensão elétrica é a mesma em todos os consumidores.circuito elétrico. funciona todos os consumidores ou não funciona nem um.. Ex. Podemos dizer que nos circuitos elétricos em paralelo. ( estes circuitos são encontrados com maior frequência nos equipamentos eletrônicos ). portanto as Comandos Elétricos 6 . Podemos ainda dizer que a soma das tensões elétricas a qual estão submetidos os consumidores no circuito elétrico em série é igual a tensão elétrica da fonte. Em relação ao comportamento da corrente elétrica e da tensão elétrica no circuito em série podemos dizer que a corrente elétrica é a mesma em qualquer ponto do circuito elétrico. no circuito elétrico em série. Et = E1 + E2 + E3 + . (imagine você com uma lâmpada instalada sem interruptor. sem o qual não temos controle do circuito elétrico. E a corrente elétrica depende da potência elétrica de cada consumidor. pois. Nos circuitos elétricos em paralelo um consumidor não depende do funcionamento do outro. enquanto a tensão elétrica é diferente em cada consumidor instalado no circuito elétrico.

correntes elétricas são diferentes.. ( os equipamentos elétricos das nossas residências. verificando a posição do mesmo no circuito elétrico. Corrente elétrica e a Resistência elétrica.( A ) R Onde: I = corrente elétrica em Amperes ( A ) E = tensão elétrica em Volts ( V ) R = resistência elétrica ( Ω ) Da expressão acima pode-se concluir que a Resistência elétrica é inversamente proporcional a Corrente elétrica. E I = -----. circuito elétrico misto é aquele que apresenta aparelhos consumidores elétricos ligados em série e em paralelo. Neste caso cada consumidor elétrico deverá ser analisado individualmente. Comandos Elétricos 7 . Até foi criada uma expressão matemática denominada LEI de OHM. GEORG SIMEON OHM ( 1789 .1854 ) . It = I1 + I2 + I3 + .foi um cientista alemão que viveu no século XVIII.. se esta em série ou em paralelo. Ex. e descobriu a relação entre Tensão elétrica.como o próprio nome diz. + In Circuitos Elétricos Mistos . no caso em Goiás devem ser de 220V ). Podemos ainda dizer que a soma das correntes elétricas dos consumidores no circuito elétrico em paralelo é igual a corrente elétrica requerida da fonte.

As maiores causa de queda de tensão são: condutores mal dimensionados e conexões mal feitas ( emendas ).: 1) Qual a corrente que uma lâmpada de resistência elétrica de 484 Ω . ligado a uma rede de 220 V ? E 220 I = -----.45 A R 484 2) Qual é a resistência elétrica de um chuveiro de corrente elétrica 20 A. que requer da rede de energia elétrica a corrente elétrica de 0. Segundo Comandos Elétricos 8 .45 A ? E= RxI E = 484 x 0.Ex.45 E = 220 V OBS.= -----.= 0.= 11 Ω I 20 3) Qual a tensão elétrica pode ser submetida uma lâmpada de resistência elétrica de 484 Ω .: Queda tensão é um dos problema que pertuba o funcionamento dos equipamentos elétricos. ligado a uma tensão de 220 V ? E 220 R = ---.= ------.

0 mm² 35.0 mm² 10.0 mm² Capacidade de Condução 10 A 15 A 20 A 28 A 36 A 50 A 69 A 89 A 111 A Comandos Elétricos 9 .5410 (Norma Brasileira que regulamenta as ligações em Baixa Tensão).5 mm² 4.( mm² ) R Onde.5 mm² 2.: S = seção do condutor ( mm² ) ρ = resistividade específica ( Ω ) do cobre 0.0 mm² 6.0 mm² 25.0 mm² 1.a NBR . Determina que a queda de tensão elétrica máxima admissível em baixa tensão seja de 4 %.017 Ω L = comprimento do condutor ( m ) R = resistência ( Ω ) b) pela capacidade de condução ( tabela do fabricante ) Seção 1.0 mm² 16.pela queda de tensão é dimensionado pela seguinte fórmula: ρ x L S = ------------. Os condutores deverão ser dimensionados pela queda de tensão e pela capacidade de condução: A ) .

0 mm² 70. POTÊNCIA ELÉTRICA Potência Elétrica .0 mm². potência elétrica é uma grandeza e a unidade é watts ( W ).0 mm². e sim o de 6.50.: P = potência ( W ) E = tensão ( V ) I = corrente ( A ) Ex. Porque o de 4. não podemos adotar o de 4.25 mm².: Qual a potência de um chuveiro de tensão 220 V e 20 A ? Comandos Elétricos 10 . e verificar pele capacidade de condução. pela queda de tensão deve pegar a tabela do fabricante de condutores. Ex. porém a corrente elétrica é de 32 A.é a capacidade de realização de trabalho elétrico em um espaço de tempo. e adotar o de maior bitola.0 mm² tem capacidade de condução de 28 A. P=ExI(W) Onde. e a corrente elétrica do circuito é 32 A .0 mm² 134 A 171 A 207 A OBS. Potência elétrica é tensão elétrica x Corrente elétrica.: após o cálculo.0 mm² 95.: pela queda de tensão deu condutor de 3.

Pr = potência reativa ( essa potência não realiza trabalho util ). Comandos Elétricos 11 . pois em circuitos onde existem motores e capacitores existem o defasamento angular entre tensão elétrica e corrente elétrica. O fator de potência é a relação entre a potência efetiva e potência aparente. Nestes circuitos existem três tipos de potência que são: Pa = potência aparente ( potência requerida da rede elétrica ). ou seja deve ser considerado o fator de potência . Pe = potência efetiva (potência que esta sendo transformada em trabalho). O ângulo “ ϕ “ é o ângulo que indica a defasagem entre tensão e corrente nos circuitos indutivos e capacitivos. ( W ) Como já foi mencionado existem circuitos elétricos de Corrente Contínua " CC " e de Corrente Alternada " CA ". Pe Fp = ------Pa Onde. calculada pela fórmula Pr = E x I x sen ϕ ( Var). Uma vez que em Corrente Alternada é necessário verificar o tipo de consumidor.P=ExI P = 220 x 20 P = 4400 W Porém esta fórmula só serve para calcular potência elétrica em corrente elétrica Contínua ( CC ) e em Corrente Alternada ( CA ) só em circuitos resistivos puro. e é calculada pela fórmula Pa = E x I ( VA ).: Fp = fator de potência ( cos ϕ ) Pa = potência aparente ( VA ) Pe = potência efetiva. e é calculada pela fórmula Pe = E x I x cos ϕ ( W ).

Pa = E x I ( VA ) Pe = E x I x cos ϕ ( W ) Pr = E x I x sen ϕ ( Var ) Ex.5 A.5 Pa = 14808.3 W Comandos Elétricos 12 .85 Pe = 12587. P=ExI(W) Potência em circuitos elétricos Resistivos Puro em Corrente Alternada " CA ". ( refere-se ao ângulo de 31° 40' ) Pa=1.5 x 0.85. cos ϕ = 0.732 x 380 x 22. I = 22.732 x 380 x 22.732 x E x I Pa=1.6 VA Pr = 1. P=ExI(W) Potência em circuitos elétricos Indutivos e Capacitivos em Corrente Alternada "CA".: calcule as Potências aparente. efetiva e reativa de um motor trifásico com os seguintes dados: E = 380 V.732 x E x I x cos ϕ Pe = 1.Potência em circuitos elétricos de Corrente Contínua " CC ".732 x E x I x sen ϕ Pe = 1.

calculada pela fórmula: ExI T = ---------. Só que potência aparente não é igual a potência efetiva mais potência reativa. pois existe uma razão trigonométrica entre elas.x t ( kwh ) 1000 É T = P x t (kwh) ou T = energia consumida (kwh) P = potência (kw) t = tempo (h) E = tensão (V) I = corrente (A) Ex.: 1) Qual a energia consumida por uma lâmpada de 100 W que funciona 12 horas por dia. Onde: Pa² = Pe² + Pr².732 x 380 x 22.Pr = 1. é o que determina o faturamento da conta de energia durante um período de 30 dias. durante 30 dias ? Comandos Elétricos 13 . resume em potência efetiva Pe (potência util) e potência reativa Pr (potência perdida). ENERGIA ELÉTRICA CONSUMIDA " T " ( KWh ) É a energia gasta para realização de trabalho.: a potência aparente Pa (potência requerida da rede). Para tanto foi utilizado teorema de Pitágoras para melhor entendimento da relação entre as potências.53 Pr = 7848.5 x 0.5 Var OBS.

45 T = -------------.45 A.Pxt T = -------1000 100 x 360 T = ------------1000 T = 36 kwh t = 12 horas x 30 dias t = 360 horas 2) Qual a energia consumida por uma lâmpada que consome I = 0.x t ( kwh ) 1000 220 x 0.x 360 1000 T = 36 kwh t = 12 horas x 30 dias t = 360 horas Comandos Elétricos 14 . E = 220 V e funciona 12 horas durante 30 dias ? ExI T = -------.

funciona com velocidade ajustável entre amplos limites se prestam a controles de flexibilidade e precisão. custo reduzido. porém requer um dispositivo que converta CA em CC. Os motores elétricos podem ser: * Motores de corrente contínua .são os mais utilizados. * Motores de corrente alternadas . é o mais usado de todos os tipos de motores.funciona com velocidade fixa. baixo custo.MOTORES ELÉTRICOS INDUSTRIAIS Motor elétrico é a máquina destinada a transformar energia elétrica em energia mecânica. dos mais diversos tipos e melhores rendimentos. pois combina as vantagens da utilização de energia elétrica. porque a distribuição de energia elétrica é feita normalmente em corrente alternada. facilidade de transporte. grande versatilidade de adaptação as cargas. Os principais tipos de motores de Corrente Alternada são: * Motor síncrono . Com construção simples. limpeza e simplicidade de comando. utilizados somente para grandes potências ou quando necessita de velocidade invariável. Comandos Elétricos 15 .

e podem ser de rotor de gaiola ou rotor de anéis. Os fusíveis podem ser do tipo “ D “ ( de 2 A à 63 A ). e com isso aquece mais que os outros condutores do circuito com a passagem da corrente. sendo adequado para quase todos os tipos de máquinas acionadas encontradas na prática. robustez e baixo custo. OPERAÇÃO Sua operação consiste na fusão do elemento fusível.funciona normalmente com velocidade constante. O elemento fusível e o ponto fraco do circuito. a maioria das instalações com proteção entre 2 A – 63 A usam fusível Comandos Elétricos 16 . Devido a sua grande simplicidade. contra sobrecorrente que quando usado em circuitos alimentadores de motores. é o motor mais utilizado de todos.* Motor de indução . que varia ligeiramente com a carga mecânica aplicada ao eixo. que é um condutor de pequena seção transversal que sofre devido a sua alta resistência. protegem principalmente contra correntes de curto-circuito e contra sobrecarga de longa duração. FUSÍVEIS São dispositivos de proteção.

Cada fase do relé é montada por duas lâminas de metais de coeficiente de dilatação diferentes ligadas entre si. os fusíveis tipo “ D “ tem capacidade de condução impressa no cartucho e capacidade de interrupção de 70 KA.tipo “ D “. Comandos Elétricos 17 . bem como utilização de ferramentas adequadas. Os fusíveis tipo “ NH “ ( de 6 A à 1000 A ). oferecem mais segurança para os mantenedores. pois os mesmos além de serem mais baratos. Os fusíveis devem serem dimensionados para proteção dos circuitos contra corrente de curto-circuito. TÉRMICO OU BIMETÁLICO É o dispositivo de proteção do circuito elétrico que protege contra sobrecarga de corrente. considerando o valor da corrente e duração deste surto. RELÉ DE SOBRECARGA. porém o manuseio desta proteção requer uma maior preparação profissional do mantenedor. Uma vez que estabelecendo o curto a corrente tende-se ao infinito. pois os dois contatos do fusível devem ser puxados da base ao mesmo tempo e bruscamente para evitar o arco voltáico. ou seja a valores excessivamente elevados. são elementos de proteção que também tem capacidade de condução impressa no corpo do fusível e capacidade de interrupção de 100 KA.

MAQUINA QUE ELE ESTÁ ACIONANDO – para verificar esta causa ( se o motor não estiver travado ). QUEDA SE TENSÃO – verificada com auxilio do EXCESSO DE CARGA NO EIXO DO MOTOR – PROBLEMA MECÂNICO NO MOTOR OU NA voltímetro. é necessário ligar o motor e acompanhar o seu funcionamento. O relé permite que o ponto de curvatura das lâminas possa ser ajustado com o auxílio de um dial. o relé de sobrecarga deve der dimensionado ajustado para corrente nominal da carga que ele irá proteger. Por ser um dispositivo de proteção. 2. que é uma reserva de carga que o motor é capaz de suportar. O relé de sobrecarga vem calibrado de fabrica e é isto que garante o seu funcionamento dentro da área de operação determinada pelo Comandos Elétricos 18 . esta causa poderá ser verificada visualmente. 3. mas só devemos usa-la para a causa do desarme do relé de sobrecarga. usando o fator de serviço do motor ( dado construtivo do motor. impresso na placa de identificação ). e é só neste caso que devemos ajustar o relé. sendo que as principais causas de sobrecarga de corrente são: 1. o ajuste do valor da corrente que provocará a atuação do relé. possibilitando com isso.O princípio de funcionamento do relé está fundamentado nas diferentes dilatações que apresentam os metais. quando submetidos a uma variação de temperatura.

passando com isto não atuar na faixa estabelecida pelo fabricante do mesmo. BOTÕES DE COMANDO São dispositivos destinados a comandar. no local ou a distância e de forma indireta. bem como as interrupções de emergência e operações de segurança nos circuitos. Os botões de comandos por impulso podem ser: Comandos Elétricos 19 . isto deve ser feito para garantir o seu funcionamento. os equipamentos de manobras e / ou de operação através de um acionamento de curta duração A função desse dispositivo é comandar e automatizar circuitos indutivos e resistivos. Só deve rearmar o relé após INVESTIGAR-IDENTIFICAR-ELIMINAR a causa do desarme.fabricante de acordo com dial de ajuste do mesmo. a não observância desta sugestão fará com que o relé perda a sua calibragem. Através do acionamento dos botões de comando elétrico. Botões de comando podem ser: Botões de comandos por impulso . torna-se possível a interrupção momentânea e ligação normal dos circuitos.são aqueles nos quais o acionamento é obtido através da pressão do dedo do operador no cabeçote de comando.

até um novo acionamento. sobrecarga e subtensão. com capacidade de ligação e interrupção de circuitos em condições normais. pela continuidade da passagem da corrente elétrica no circuito e contém um contato normalmente aberto NA fechador e um contato NF .* Por impulso livre: quando o operador cessar a força externa o botão de comando retorna a posição de repouso. DISJUNTOR INDUSTRIAL É um dispositivo elétrico de manobra. e ainda capacidade de interrupção automática dos mesmos em condições anormais como: curto . A função principal do disjuntor é conduzir com segurança a corrente do motor. Os botões de comando são compostos de: * * Cabeçote: é o elemento destinado ao acionamento Bloco de contatos: são elementos responsáveis do botão de comando elétrico. bem como interromper automaticamente o circuito nos casos de curto . O disjuntor industrial é composto de: Comandos Elétricos 20 . se mantém na posição em que foi acionado.circuito. sobrecarga e subtensão.circuito.abridor. * Por impulso por retenção: quando pressionado.

e é capaz de estabelecer. * Relé de subtensão . Quando uma corrente de curto .circuito . provocando o disparo que solta o engate e abre os contatos principais do disjuntos.é por onde circula a corrente Relé de sobrecarga .* * Contatos principais .protege o circuito de uma é um dispositivo que desarma subtensão. que tem uma única posição de repouso. o induzido é atraído e solta o engate que abre o circuito principal do disjuntor. inclusive sobrecarga no funcionamento.circuito circula pela bobina.composto por elementos que alimenta o motor. automaticamente o disjuntos quando há uma queda de FUNCIONAMENTO Comandos Elétricos 21 . que ao ser atravessado por uma corrente excessiva é aquecido. * Relé eletromagnético de curto . tensão. bimetálicos. CONTATORES É a chave de operação eletromagnética. conduzir e interromper corrente em condições normais do circuito.sua finalidade é desarmar o disjuntor no caso de curto circuito.

AC3 e AC4. respeitando a sua categoria de emprego.manobras leves . seguimento e intertravamento. reversão a plena carga. sendo: AC1. para a utilização normal do contator nos mais diversos tipos de aplicação.Ao ser energizada a bobina cria-se um campo magnético no núcleo fixo que atrai o núcleo móvel fazendo com que os contatos móveis encontrarem os fixos mudando o seu estado. A função dos contatos auxiliares dos contatores é compor os circuitos de comando ou controle e o circuito de sinalização. Categoria de emprego: é o que determina as condições para a ligação e interrupção da corrente e da tensão nominal de serviço correspondente.manobras pesadas. Os contatos auxiliares dos contatores são identificados com os seguintes números: (13 – 14). sendo que os contatos auxiliares podem assumir três funções nos circuitos: sustentamento ou selo. para CA e CC . Comandos Elétricos 22 . (21 – 22 ). DIMENSIONAMENTO Os contatores devem ser dimensionados para a corrente nominal que circula no trecho do circuito onde estiverem inseridos. acionar motores com com rotor de gaiola. carga plena. AC2. AC3 .comandos de motores com rotor bobinado. e parada por contra corrente (pontes rolantes e tornos).serviço normal de manobras de motores AC4 . * * * * AC1 .aquecedores AC2 . ( 31 – 32 ) e ( 43 – 44 ).

Os contatores podem ser: Contator Principal – este contator tem circuito principal ( que é por onde circula a corrente que a carga requer ). pois.sendo que o primeiro algarismo ( 1. 2. E o segundo algarismo indica o estado do contato sendo: . 3TF47 – 17 0 A – 22 onde: . Contator Auxiliar – só é inserido nos circuitos de comando ou controle e de sinalização.3TF – série de fabricação ( siemens ).1 – 2 = para contatos normalmente fechados “ NF “ .3 – 4 = para contatos normalmente abertos “ NA “ A especificação do contator também é um detalhe que deve ser considerado. e circuito auxiliar ( como já foi dito serve para compor os circuitos de comando ou controle e de sinalização ). .47 – capacidade de condução do circuito principal ( ver catálogo do fabricante ). Ex. Por este contator não pode circular a corrente para alimentar a carga. CHAVE FIM DE CURSO Comandos Elétricos 23 . 3.22 – indica o estado dos contatos auxiliares. o primeiro algarismo refere ao numero de contatos “ NA “ e o segundo ao numero de contatos “ NF “. o mesmo não tem câmara de extinção de arco voltáico. . . Sendo o contator o equipamento que caracteriza a chave magnética.17 OA ou 12 AO – indica quantidade de contatos auxiliares ( 17 AO – 04 e 12 AO – 02 ). e 4 ) indica a posição do contato auxiliar no contator ( referencia – visto de frente da esquerda para a direita ).

destinados a situação de comando.São dispositivos de acionamento retilíneo ou angular. Comandos Elétricos 24 . Os contatos são geralmente de prata dura e podem ser montados em três sistemas: * Contatos simples por impulso . porque quando acionados o contato NA fecha antes do NF abrir.são tidos como especiais e usados em situações bem específicas. Contatos prolongados . em circuitos auxiliares de processos automáticos. o corpo e o cabeçote.são os mais utilizados e dependem da natureza do trabalho em que serão aplicados. com retorno automático ou pôr acionamento.é o componente onde está fixado o cabeçote e no qual estão alojados os contatos e os bornes. Ao serem acionados. . os contatos por impulso se fecham ou se abrem de acordo com a velocidade imprimida nos componentes de ataque. controlando movimento de máquinas e / ou equipamentos. sinalização e segurança.caracterize-se pela da velocidade imprimida nos mudança de posição dos contatos instantaneamente independendo * componentes de ataque. * Contatos instantâneos . Eles possuem um estágio intermediário (ambos os contatos NA e NF abertos).Corpo . As chaves fim de curso são compostas de duas partes.

redutores e engrenagens.funciona através de um circuito básico " RC " acionado de uma bobina eletromagnética. Mesmo diminuindo a tensão. Eletromecânico .funciona através de uma câmara e uma válvula pneumática. e podem ser: Pneumático. durante o período de partida. Eletrônico .funciona através de um motor. Pneumático . RELÉ DE TEMPO O relé de tempo para comando elétrico é um dispositivo elétrico que possui um ajuste de tempo para operar com retardamento no acionamento ou no desligamento de circuitos de comandos.TRANSFORMADOR DE PARTIDA É o componente que caracteriza a chave de partida compensada. Comandos Elétricos 25 .Cabeçote . Possui a função de reduzir a tensão que recairá sobre o motor trifásico de rotor de gaiola. Eletrônico.é a parte de comando elétrico que aloja os mecanismos de acionamento. e podem ser: retilíneo ou angular. Eletromecânico ou AUTO . mantém um conjugado suficiente para a partida e a aceleração do motor..

e situa entre seis a nove vezes a corrente nominal do motor. sistema devido a elevada queda de tensão.O auto . no entanto. Comandos Elétricos 26 . Ele possui apenas um enrolamento que serve como primário e secundário ao mesmo tempo e existe neste enrolamento derivações de 80% e 65% de onde é retirado alimentação para o motor no momento da partida. São elas: * Ocasiona alta queda de tensão da rede devido a corrente de partida (IP) no caso dos grandes motores. este é um dado construtivo do motor que vem impresso na placa de identificação do motor. que deve ser limitada por imposição das concessionárias de energia elétrica. * * Interferência em equipamentos instalados no Sistema de proteção superdimensionados. CHAVE DE PARTIDA DIRETA É um dispositivo que dá condições ao motor de partir com a tenção nominal de serviço. Há no entanto algumas limitações quanto às suas aplicações. Consiste num sistema simples e seguro. recomendado para motores de gaiola. no funcionamento é semelhante. no caso de corrente de partida muito alta. ocasionando alto custo.transformador de partida se difere dos outros transformadores na parte construtiva.

CHAVE DE PARTIDA ESTRELA / TRIÂNGULO É o mais simples dos sistemas de partida com tensão reduzida. para posteriormente serem conectados em triângulo. no qual o motor parte com seus enrolamentos conectados em estrela. A chave de partida estrela/triângulo reduz o pico de corrente no momento da partida a 1/3 em relação a partida direta. Comandos Elétricos 27 .OBS. CHAVE DE PARTIDA DIRETA COM REVERSÃO Este dispositivo é aplicado quando o equipamento requer a um dado momento a inversão de sentido de rotação em plena marcha e é feita através da troca de duas fases. e no segundo. sendo que no primeiros são conectados os cabos com a seqüência normal. para evitar curto .: Sempre que possível o motor deve partir com chave de partida direta. são executadas através da ação de três contatores e um relé de tempo.circuito entre as fases. pois é a única chave de partida que alimenta os terminais do motor desde o momento de partida com a tensão nominal ou seja com a tensão da rede. Na chave reversora se faz necessário o intertravamento entre os dois contatores. sendo que as manobras de partida e de troca de ligação. O sistema é dotado de dois contatores. dois cabos são trocados de posição.

• Que o motor tenha no mínimo seis terminais acessíveis. que não há restrições quanto a sua utilização. tensão nominal de alimentação. vazio. 380 / 660 ou 440 / 760 v) e que a tensão triângulo seja igual a tensão de alimentação. numero de partidas por hora ( máximo dez partidas ) e duração da partida ( máximo vinte segundos ). • motor seja de dupla tensão: (220 / 380. pois a redução da tensão no momento da partida é feito por um auto transformados de partida. que são: • motor parte sem carga. CHAVE DE PARTIDA COMPENSADA É a chave de partida de tensão reduzida. Que é dimensionado para potência do motor.Para que possa utilizar a chave de partida estrela / triângulo é necessário alguns dados do motor e condições de funcionamento. ou seja. Comandos Elétricos 28 .

. Exemplo: .reduz a corrente para 42% em relação a corrente se o motor estivesse partindo direto. Os motores com rotor de gaiola. alimentados por inversor de freqüência tem alcançado uma importância especial devido aos seguintes fatores: . está proporcionando grandes inovações no setor de acionamento em geral.Possibilidade de efetuar grande faixa de variação de velocidade. consegue-se obter maior otimização em processos industriais e consequentemente. produções mais elevadas com qualidade igual ou superior.Ajuste na velocidade de variação.TAP 80% . . com os elevados recursos e possibilidades oferecidas por este tipo de acionamento.transformador.TAP 65% . INVERSORES DE FRENQUÊNCIA A utilização dos inversores de freqüência na alimentação de motores trifásicos de rotor de gaiola. com velocidade variável.A redução da tensão nas bobinas do motor só ocorre no momento de partida e depende do TAP em que estiver ligado no auto . Comandos Elétricos 29 . em comparação com os acionamentos de velocidade fixa.reduz para 64% do valor da corrente em relação se o motor estivesse partindo direto.

Utilização de motor de gaiola (que proporciona manutenção reduzida e baixo custo). . conforme expressão abaixo: Ns = 120. depende da freqüência de alimentação e do número de polos do mesmo. devido a utilização de um sistema eletrônico.Controle da rampa de aceleração / desaceleração do sistema.Possibilidade de acionamento através de sistemas microprocessados. A velocidade sincroma de rotação de um motor trifásico de indução.. .Isenção de desgaste.f P Onde: Ns = Rotação Sincroma f = Freqüência de Alimentação P = Número de polos Comandos Elétricos 30 . . O inversor de freqüência acionando motores de rotor de gaiola trazem grande vantagem de possuir um rendimento na ordem de 95% a 98% em toda faixa de variação e com manutenção praticamente desprezível.

Obtendo assim a relação Volts / Hertz constante que ocasiona um fluxo magnético constante e um conjugado constante. consequentemente. e se a tensão for mantida e aumentarmos apenas a freqüência há uma diminuição do fluxo (enfraquecimento do Campo). Por outro lado. há um aumento do fluxo e. deve-se variar a freqüência (f) e a tensão (u) na mesma proporção.A expressão mostra que para mudarmos a rotação do motor devemos alterar a freqüência de alimentação e/ou o número de polos do motor. Para que o motor mantenha as características ideais de desempenho. a alteração da sua freqüência de alimentação deve ser efetuada. que ocasiona redução proporcional do conjugado nominal. Mudar o número de polos só pode ser efetuada através da modificação do bobinado (é pouco utilizado porque possui o limite físico dado pelo volume do motor). A corrente é considerada nominal e constante enquanto o fluxo magnético é proporcional a relação entre tensão e freqüência. verifica-se que para o valor do fluxo permanecer constante. Desta forma. sendo que o conjugado nominal fornecido no eixo do motor é diretamente proporcional ao fluxo magnético produzido no entreferro e a corrente que circula no rotor. e se a tensão é mantida constante e reduzirmos apenas a freqüência. uma Comandos Elétricos 31 . a alteração da freqüência pode ser efetuado em uma faixa bem ampla. obedecendo-se alguns conceitos relacionados ao seu princípio de funcionamento.

Ligada em tensão errada. .Por sobretensão.ligação em curto circuito.elevação excessiva do fluxo que pode provocar a saturação do núcleo e consequentemente a queima do motor. comutação de transformadores a vazio). .comutação estrela/triângulo defeituosa. Contator não desliga o Linhas de comando longas ( efeito de colamento capacitivo ) o Contatos soldados: – corrente de ligação elevada (por exemplo. • Bobina queimada: . . Contator não liga • Fusível de comando queimado. 2.Queda de tensão (principalmente em CC ). Principais defeitos e suas causas em chaves de partida 1.Corpo estranho no entreferro. • Comando interrompido. • Relé térmico desarmado. . Comandos Elétricos 32 . .

o Anel de curto circuito quebrado. Comandos Elétricos 33 . Contator desliga involuntariamente o Queda de tensão fortes por oscilação da rede ou devido a operação de religadores. Fornecimento irregular de comando o Botoeiras com defeito. o Linhas extensas e de pequena seção. 6. o Bobina com tensão ou freqüência errada. o Corrente de partida muito altas. o Fins de curso com defeito.3. Faiscamento excessivo o Instabilidade da tensão de comando. 5. o Subdimensionamento do transformador de comando com diversos contatores operando simultaneamente. o Regulação pobre da fonte. Contator zumbe ( ruído ) o Corpo estranho no entreferro. 4.

o Freqüência de ligações muito alta. Bimetais azulados. o Curto circuito. o Elevado torque resistente (motor bloqueia). o Falta de fase. 7. Relé atuou o Relé inadequado ou mal regulado. o Queda de uma fase (motor zumbe). recozidos ou resistência de aquecimento queimada o Sobrecarga muito elevada. no o Quedas de tensão durante a partida de motores. o Rotor do motor bloqueado/travado. o Oscilação de tensão ou freqüência circuito de comando. o Fusível superdimensionados. o Tempo de partida muito longo. Bibliografia. o Sobrecarga no eixo do motor. 8.o Superfície dos núcleos móvel e fixo sujas ou oxidadas. especialmente após longas paradas.: Comandos Elétricos 34 .

Material didático do SENAI Manual de motores elétricos WEG Manual de chaves de partida WEG Comandos Elétricos 35 .